TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL

2009

PROF. DR. JOSÉ ANTONIO DE MILITO

PREFÁCIO

Estas anotações de aulas, compiladas em forma de apostila, tem o intuito de facilitar a consulta e o acompanhamento das disciplinas de Técnicas das Construções Civis e Construções de Edifícios da Faculdade de Ciências Tecnológicas da P.U.C. Campinas e Construção Civil da FACENS-Faculdade de Engenharia de Sorocaba. Não houve pretensão de escrevê-la para ser publicada como livro, mas sim reunir coletânea, conhecimentos extraídos de livros, catálogos, informativos, pesquisas, palestras, seminários etc. desde 1981, por esta razão não consta as citações e as referências bibliográficas dos autores e fontes de consulta em boa parte dos capítulos. Contém um bom número de informações gerais úteis para que, ao projetar ou edificar, se esteja atento para não cometer os erros mais graves, que são encontrados em grande quantidade, principalmente nas construções de pequeno porte. Espero que, de alguma forma, esta apostila contribua para acrescentar algo de novo aos alunos e mostre a importância do assunto, para que nos futuros projetos, seja dedicado algum tempo, aos cuidados necessários às técnicas de edificar.

JOSÉ ANTONIO DE MILITO

SUMÁRIO

1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.1 Estudo com o cliente 1.2.Exame local do terreno 1.3 Limpeza do terreno 1.4 Levantamento topográfico de lotes urbanos 1.4.1 Medidas do terreno (levantamento planimétrico) 1.5 Nivelamento (levantamento altimétrico) 1.5.1 Com uso do clinômetro 1.5.2 Nível de bolha 1.5.3 Nível de mangueira 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2.1 Construções vizinhas 2.2 Movimento de terra 2.2.1 Cortes 2.2.2 Aterros e reaterros 2.2.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra 2.3 Instalação de canteiros de serviços ou canteiro de obras 2.3.1 Exemplo de barracão para obras de pequeno porte 2.4 Locação de obra 2.4.1 Processo dos cavaletes 2.4.2 Processo da tábua corrida 2.5 Traçado 2.5.1 Traçado de ângulos retos e paralelas 2.5.2 Traçado de curvas 2.5.3 Locação de estacas 2.5.4 Locação da fôrma de fundação 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.1 Sondagem 3.1.1 Execução da sondagem 3.1.2 Resistência à penetração 3.1.3 Determinação do número de sondagens a executar 3.1.4 Perfil de sondagem 3.2 Escolha do tipo de fundações 3.2.1 Tipos de fundações 3.3 Fundação direta ou rasa 3.3.1 Sapata corrida em alvenaria 3.3.2 Sapatas isoladas 3.3.3 Sapatas corridas 3.3.4 Radiers 3.4 Fundações profundas 3.4.1 Estacas 3.4.2 Blocos de coroamento das estacas

....... 1 ....... 3 ....... 4 ....... 4 ....... 4 ....... 7 ....... 8 ....... 9 ..... 10 ..... 14 ..... 14 ..... 15 ..... 16 ..... 17 ..... 17 ..... 19 ..... 21 ..... 21 ..... 22 ..... 23 ..... 24 ..... 25 ..... 26 ..... 28 ..... 31 ..... 31 ..... 33 ..... 33 ..... 35 ..... 36 ..... 37 ..... 38 ..... 39 ..... 42 ..... 42 ..... 43 ..... 44 ..... 44 ...... 46

3.4.3 Brocas 3.4.4 Estacas escavadas 3.4.5 Estacas apiloada 3.4.6 Estacas Strauss 3.4.7 Estacas Franki 3.4.8 Tubulões 3.4.9 Alvenaria de embasamento 3.5 Impermeabilização 3.5.1 Impermeabilização dos alicerces 3.5.2 Impermeabilização nas alvenarias sujeitas a umidade do solo 3.6 Drenos 4 ALVENARIA 4.1 Elementos de alvenaria tradicional 4.1.1 Elementos cerâmicos 4.1.2 Tijolos de solo cimento 4.1.3 Blocos de concreto 4.2 Outros elementos de alvenaria de vedação 4.3 Elevação da alvenaria tradicional 4.3.1 Paredes de tijolos maciços 4.3.1a Amarração dos tijolos maciços 4.3 1b Formação dos cantos de parede 4.3.1c Pilares de tijolos maciços 4.3.1d Empilhamento de tijolos maciços 4.3.1e Cortes em tijolos maciços 4.3.2 Paredes com blocos de concreto 4.3.3 Paredes de tijolos furados 4.4 Vãos em paredes de alvenaria 4.5 Outros tipos de reforços em paredes de alvenaria 4.6 Fixação das alvenarias de vedação em estruturas de concreto 4.7 Muros 4.7.1 Fechamento de divisas em blocos de concreto 4.7.2 Fechamento de divisas em tijolo maciço e baiano 4.7.3 Tipos de fundações para muros 4.8 Argamassa de assentamento – preparo e aplicação 4.8.1 Preparo da argamassa para assentamento de alvenara de vedação 4.8.2 Aplicação 5 FORROS 5.1 Forro de madeira 5.2 Lajes pré-fabricadas unidirecionais 5.2.1 Elementos que as compõe 5.2.2 Generalidades sobre a laje comum (LC) 5.2.3 Generalidades sobre laje treliça (LT) 5.2.4 Generalidades sobre laje protendida (LP) 5.2.5 Montagem e execução de lajes pré-fabricadas 5.3 Lajes pré-fabricadas bidirecionais

..... 47 ..... 49 ..... 49 ..... 50 ..... 51 ..... 51 ..... 53 ..... 54 ..... 55 ..... 57 ..... 58 ..... 63 ..... 63 ..... 67 ..... 68 ..... 69 ..... 69 ..... 70 ..... 72 ..... 74 ..... 75 ..... 76 ..... 77 ..... 77 ..... 79 ..... 79 ..... 82 ..... 84 ..... 85 ..... 85 ..... 86 ..... 87 ..... 88 ..... 88 ..... 89 ..... 91 ..... 92 ..... 93 ..... 94 ..... 98 ... 102 ...103 ... 107

5.4 Pré-lajes unidirecionais e bidirecionais 5.5 Lajes pré-fabricadas – Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6.1 Estrutura 6.1.1 Materiais utilizados nas estruturas 6.1.2 Peças utilizadas nas estruturas de telhado 6.1.3 Ligações e emendas 6.1.4 Telhado pontaletado 6.1.5 Recomendações 6.2 Cobertura 6.2.1 Cerâmica 6.2.2 Concreto 6.2.3 Telhas onduladas de fibrocimento 6.2.4 Inclinação e caimento ou declividade das telhas 6.3 Sistema de captação de águas pluviais 6.3.1 Calhas 6.3.2 Água furtada 6.3.3 Condutores 6.3.4 Coletores 6.3.5 Rufos e pingadeiras 6.4 Dimensionamento 6.4.1 Calhas 6.4.2 Condutores 6.5 Formas de telhados 6.5.1 Beirais 6.5.2 Platibanda 6.5.3 Linhas do telhado 6.5.4 Tipos de telhados 6.6 Regra geral para desenho das linhas dos telhados 6.7 Calculo das telhas para cobertura plana 7 ESQUADRIAS 7.1 Esquadrias de madeira 7.1.1 Portas 7.1.2 Porta balcão 7.1.3 Janelas 7.1.4 Tipos de janelas de madeira 7.2 Esquadrias de metal 7.2.1 Janelas 7.2.2 Portas 7.3 Esquadrias de PVC 7.4 Representação gráfica de portas e janelas 7.4.1 Portas 7.4.2 Janelas 7.5 Algumas dimensões comerciais 7.5.1 Portas 7.5.2 Janelas 7.6 Como escolher uma esquadria

... 108 ... 108 ...111 ...112 ...114 ...119 ...122 ...124 ... 125 ... 125 ... 130 ... 130 ... 131 ... 133 ... 134 ... 135 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 138 ... 138 ... 138 ... 139 ... 140 ... 141 ...142 ...143 ...145 ...145 ... 150 ...151 ...153 ...156 ... 156 ... 160 ... 160 ... 161 ... 161 ... 161 ... 163 ... 163 ... 163 ... 164

8 REVESTIMENTO 8.1 Preparo dos substratos 8.1.1 Na vertical 8.1.2 Na horizontal 8.2 Revestimentos argamassados tradicionais 8.2.1 Na vertical 8.2.2 Na horizontal 8.3 Revestimentos não argamassados 8.3.1 Gesso 8.3.2 Revestimento cerâmico 8.3.2.1 Revestimento cerâmico na vertical 8.3.2.2 Revestimento cerâmico horizontal 8.3.3 Piso de madeira 8.3.4 Carpete 8.3.5 Pedras decorativas 8.3.6 Pisos vinílicos 8.3.7 Pisos de borracha 8.3.8 Pisos laminados 8.3.9 Piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9.1 Tintas 9.1.1 Seus tipos 9.1.2 Sua qualidade 9.1.3 Preparação da superfície 9.1.4 Esquema de pintura 9.1.5 Cuidados na aplicação das tintas 9.1.6 Condições ambientais durante a aplicação 9.1.7 Material de trabalho 9.1.8 Rendimentos 9.1.9 Recomendações gerais 9.2 Vidro 9.2.1 Vidro temperado 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.1 Revestimento Argamassados – Analise das causas 10.1.1 Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados 10.1.2 Causas decorrentes do traço da argamassa 10.1.3 Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento 10.1.4 Causas decorrentes do tipo de pintura 10.1.5 Causas externas ao revestimento 10.1.6 Reparos 10.2 Revestimento cerâmicos – Analise das causas 10.2.1 destacamento de placas 10.2.2 Trincas, gretamentos e fissuras 10.2.3 Eflorescência 10.2.4 Deterioração das juntas 10.3 Pinturas – Análise das causas

...166 ...166 ...168 ...170 ...170 ...177 ...178 ...178 ...181 ...185 ...188 ...192 ...196 ...196 ...200 ...201 ...203 ...204 ... 211 ... 211 ... 212 ... 213 ... 214 ... 216 ... 220 ... 220 ... 222 ... 222 ... 223 ... 224 ... 229 ... 229 ... 231 ... 232 ... 233 ... 234 ... 236 ... 239 ... 239 ... 239 ... 240 ... 240 ... 241

11

DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11.1 Materiais empregados em concreto armado 11.1.1 Cimento 11.1.2 Agregados miúdos e graúdos 11.1.3 Água 11.1.4 Armaduras 11.2 Sistemas de fôrmas e escoramentos convencionais 11.2.1 Materiais e ferramentas 11.2.2 Peças utilizadas na execução da fôrmas 11.2.3 Detalhes de utilização 11.2.4 Junta das fôrmas 11.2.5 Sistema de forma leve 11.2.6 Sistema médio de fôrmas 11.2.7 Sistema pesado de fôrma 11.2.8 Sistema trepante e auto trepante 11.2.9 Sistema de fôrmas deslizante 11.3 recomendação quanto ao manuseio e colocação das barras de aço 11.3.1 Corte 11.3.2 Dobramento das barras 11.3.3 Montagem das armaduras 11.3.4 Barras de espera de pilares 11.3.5 Armação de fundação 11.3.6 Emendas 11.3.7 afastamento mínimo das barras 11.4 Como se prepara um bom concreto 11.4.1 Concreto preparado manualmente 11.4.2 Concreto preparado com betoneira 11.4.3 Concreto dosado em central 11.4.4 Aplicação do concreto em estruturas 11.4.5 Cobrimento da armadura 11.4.6 Cura 11.4 7 Desforma 11.4.8 Consertos de falha 11.4.9 plano de concretagem 12 VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO ANEXOS Ferramentas EPI - Equipamentos de proteção individual Pregos na escala natural 1:1 Tabelas para obras em concreto armado Tabelas prática de traço de concreto Tesouras terças e pontaletes Caibros Referências Bibliográficas

... 244 ... 244 ... 247 ... 248 ... 248 ... 251 ... 252 ... 256 ... 257 ... 263 ... 264 ... 265 ... 266 ... 266 ... 267 ... 267 ... 267 ... 268 ... 269 ... 270 ... 271 ... 272 ... 272 ... 273 ... 273 ... 274 ... 276 ... 277 ... 282 ... 284 ... 285 ... 286 ... 286 ... 289 ... 321 ... 323 ... 324 ... 327 ... 330 ... 332 ... 333 ...

... 42 .....6 Relação dos tipos de fundações usuais em construção 3.15 Projeto de forma locadas pelo eixo 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.... 15 ..13 Sapata corrida sobre parede 3..8 Realização das medidas útil com o clinômetro 1. 37 ..11 Traçado de curvas de pequeno raio 2.3 Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes 3..1 Esquema de sondagem 3.. 41 ..11 Com cinta de amarração 3.10 Com cinta de amarração 3.. 19 ...7 Profundidade de uma estaca isolada 3. 6 .... 8 ...1 Corte em terreno 2..6 Processo dos cavaletes 2... 41 . 22 ..13 Projeto de locação de estacas 2. 7 ... 16 ... 34 ..... 11 .6 Clinômetro ou nível de Abney 1.... 41 ..5 Cavalete 2.. 10 .. 28 .5 Representação de curva de nível 1... 25 . 5 .... 12 .....4 Lote com setor curvo 1...... 32 .8 Processo da tábua corrida 2.LISTA DE FIGURAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1. 39 ... 8 .3 Barracão para pequenas obras 2.7 Marcação sobre gabarito 2.. 20 .13 Levantamento altimétrico em terreno com declive 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2.4 Aproveitamento das chapas compensadas 2. 21 .5 Exemplo de um perfil de subsolo 3...... 5 . 23 . 29 ..14 Sapata corrida sobre pilares .. 35 .9 Utilização do nível de bolha 1... 12 . 42 .. 26 .. 32 . 25 .....2. 23 .9 Sem cinta de amarração 3.10Posição da água quando não existe bolhas 1..14 Locação de estaca 2..2 Equipamento de sondagem a percussão 3...12 Levantamento altimétrico em terreno com aclive 1.10 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito usando esquadro metálico 2.7 Clinômetro inclinado 1. 36 .. 43 ..11 Processo da mangueira de nível 1...Lote irregular com pouco fundo 1.2 Aterro em terreno 2..4 Planta de locação das sondagens 3.12 Traçado de curva pelo método das quatro partes 2. 27 ..1 Lote regular 1.. 9 ..... 24 .8 Detalhe do nivelamento do fundo de vala 3... 38 .....9 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito 2. 6 .3 Lote irregular com muita profundidade 1....12 Sapata isolada retangular 3... 10 .

57 .29 Detalhe da aplicação da argamassa impermeável 3. 77 .....23 Empilhamento de tijolos maciços 4.. 43 . 64 ..23 Execução das estacas Strauss 3. 72 ....13 Retirada do excesso de argamassa 4. 73 .32 Dreno horizontal 3.30 Vergas sobre e sob os vãos . 76 .. 48 .. 67 ...18 Canto em parede de um tijolo no ajuste francês 4. 66 ...5 Tijolo de solo cimento comum 4....25 Detalhe do assentamento do bloco de concreto 4.11 Colocação da argamassa de assentamento 4... 60 ...27 Execução da alvenaria utilizando tijolos furados 4..3 Tijolo com furo prismático 4. 80 ..24 Execução das estacas Franki 3.7 Bloco de concreto 4.16 Ajuste inglês ou gótico 4.....12 Assentamento do tijolo 4..17 Canto de parede de meio tijolo no ajuste comum 4.. 57 . 80 .......19 Bloco de coroamento 3. 70 .1 Tijolo comum 4.6 Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 4. 44 .. 59 . 66 ..4 Tijolo laminado 4. 51 ..2 Tijolo com furo cilíndrico 4.. 75 .28 Impermeabilização no respaldo do alicerce 3. 52 ... 67 . 47 . 68 .. 76 . 49 ..22 Exemplo de pilares em alvenaria 4.21 Perfuração das brocas 3.. 70 .. 46 .21 Canto em parede de um tijolo com parede interna de meio tijolo ajuste francês 4..22 Perfuratriz 3. 56 . 78 . 79 ..27 Alvenaria de embasamento 3.......26 Tubulão a ar comprimido 3.15 Sapata corrida com viga 3..14 Ajuste corrente 4....29 Vão de alvenaria 4. 71 .28 Execução da amarração na alvenaria de tijolo furado 4.33 Dreno horizontal cego 3. 71 .9 Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria 4...25 Seção típica de um tubulão 3.26 Detalhe de execução dos cantos 4......20 Tipos de trado 3.... 73 .. 53 .. 67 ..34 Exemplo de aplicação dos drenos 4 ALVENARIA 4.10 Detalhe do prumo do canto da alvenaria 4.. 73 .. 59 .. 50 ...8 Bloco canaleta 4.3. 45 .15 Ajuste francês 4.. 45 . 58 .31 Impermeabilização em locais com ventilação 3..17 Esforços nas estacas 3..18 (a) Arrasamento das estacas (b) Cota de arrasamento das estacas 3.16 Radier 3. 74 .30 Impermeabilização em locais de pouca ventilação 3.... 74 . 78 ... 74 ... 54 .. 79 .19 Canto de parede de um tijolo no ajuste comum 4....20 Canto em parede de espelho 4..24 Corte do tijolo maciço 4...... 68 . 75 .....

15 Armadura adicional de compressão 5..31 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1. 96 ... 107 ... 83 ..5m 4..0 e 2.32 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vão entre 1. 97 . 83 ...13 Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado 5. 102 .8 Apoio da laje comum passante em beirais 5....44 Exemplo de fundação para muros 4. 83 .12 Exemplos das variações das alturas da laje treliça 5...0m e entre 1.5 Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum 5. 90 ..39 Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto 4....1 Tipos de forros de madeira 5. 96 .17 Exemplo de execução de nervuras 5.. 101 ..9 Apoio da laje com balanceado em beirais 5.11 Elementos de uma laje pré-fabricada treliça 5.6 Apoio da laje comum sobre alvenaria 5.. 100 .21 Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 5. 96 .. 106 . 94 . 81 . 92 . 98 .47 Assentamento tradicional 4.0m 4..46 Preparo da argamassa com betoneira 4.7 Apoio da laje comum em estrutura de concreto armado 5.19 Vigota protendida 5... 82 ..34 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1. 89 .4 Elementos da laje pré-fabricada comum 5.38 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado 4... 100 .0m 4..18 Manuseio da laje treliça 5... 105 ..0 e 1..49 Tipos de frizos 5 FORROS 5.. 85 .0m 4.33 Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vão de 1. 99 .48 Assentamento em cordão 4.. 104 . 98 ..3 Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5... 86 ..42 Detalhe da elevação de muros de bloco aparente.. 89 ..37 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço 4.36 Coxins de concreto 4.14 Armadura adicional de tração 5. revestido e viga baldrame 4.10 Exemplo de reforços em laje pré comum 5..23Detalhe da colocação da armadura negativa 5. 88 ... 84 ..4... 104 ...5 e 2.0m e entre 1.45 Preparo da argamassa manualmente 4. 100 . 82 .16 reforço em laje treliça 5. 82 ...24 detalhe do apoio das tábuas da passarela ..0 e 2..35 Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1. 81 . 81 ....22 Detalhe da colocação da laje pré-fabricada 5. 86 .40 Fixação da alvenaria de vedação em estrutura de concreto 4..20 Exemplo de escoramento convencional para laje préfabricada 5.. 87 . 100 ...41 Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 4.0m 4. 88 . 92 ..43 detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 4.... 96 . 91 .2 Fixação do forro na estrutura do telhado 5. 95 .

13 Detalhe da ligação entre a linha. 128 . 121 . 116 . 123 . 118 . 141 .3 Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal 6.1 Esquema de estrutura de telhado 6. 131 .26 Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6.9 Detalhe da ligação entre a linha e a perna 6. 135 .25 (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento 5.19 Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6.28 Telha termoplan 6. 137 .43 Beiral em telhas vã 6. 136 .31 Inclinação mínima para telhados selados com vão até 8.40 Calha tipo platibanda 6. 123 . 129 .22 Fixação das ripas nos caibros 6.11 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6.47 Telhados com uma água . 109 .26 Telha plan 6. 121 . 120 . 115 . 125 .42 Beiral em laje 6. 130 . 121 . 115 .5.12 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6.32 Detalhe da estrutura de um telhado selado 6.2 Seção típica de uma estrutura de telhado 6. 120 .27 Telha romana e portuguesa 6.21 Detalhe da fixação das ripas nos caibros 6.41 Calha tipo coxo 6. 140 . 135 . 119 . 140 . 124 .24 Telha francesa ou marselha 6. 138 . 133 . 120 .30 Inclinação e caimento de telhados retos 6. 141 .16 Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6.33 Calha tipo coxo 6. 127 .4 Esquema de contraventamento das tesouras 6.38 Áreas de contribuição condutores 6. 108 .34 Calha tipo platibanda 6. 139 .17 Apoio dos pontaletes em berços 6.10 Detalhe da ligação entre a perna e a escora 6.29 Telha germânica 6.46 Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6.44 Detalhe das platibandas 6.0m 6.14 Detalhe das emendas de uma linha de terça 6.8 Detalhe da ligação entre linhas e a perna 6.23 Acabamento da cumeeira 6.36 Detalhe de uma água furtada 6. 134 .45 Desenho das linhas de um telhado 6. 118 .20 Detalhe da fixação por pregos menores 6. 112 .18 Detalhe do berço para distribuir as cargas 6. 121 . 126 . 137 . asna e pendural 6. 139 . 128 .6 Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais 6. 137 . 114 . 129 .5 Esquema do apoio das terças nas tesouras 6. 124 . 132 . 119 .37 Detalhe da utilização dos rufos e das pingadeiras 6.7 Detalhe da galga 6.15 Detalhes da emenda das terças com pregos 6.35 Calha tipo moldura 6.39 Divisão do telhado em áreas “a” 6. 135 . 125 .25 Telha paulista 6.

7 Detalhe da fixação das guarnições 7. 159 . 160 . 162 .4 Assentamento das taliscas inferiores nas paredes 8.29 Representação dos caixilhos pivotante 7.50 Telhados com quatro águas 6. 148 . 174 . 155 . 169 .27 Representação dos caixilhos de empurar e guilhotina 7. 162 . 172 . 142 .26 Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 7. 162 .51 Perspectiva das linhas de um telhado 7 ESQUADRIAS 7. 185 .5 Determinação da colocação das taliscas nos tetos utilizado o nível referêncial 8.8 Determinação dos tipos de juntas 8. 154 .1 Componentes das portas de madeira 7. 163 . 157 .9 Determinação da execução do rejuntamento 8. 151 .18 Janela de enrolar 7. 175 .25 Representação das portas em planta e vista 7.12 Caixilho de correr 7.11 Determinação do assentamento dos azulejos 8.2 Procedimento para nivelar sub-base do lastro 8. 156 . 153 .10 Batentes das janelas 7.4 Detalhe da fixação dos batentes por pregos 7. 142 . 157 .21 Caixilho maximo ar 7. 155 . 147 .17 Janela tipo ideal 7.6 Detalhe da fixação dos batentes por espuma de poliuretano 7.20 Detalhe do caixilho tipo basculante 7. 192 . 184 .19 Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos 7.5 Detalhe da fixação dos batentes por parafusos 7. 186 .3 Assentamento das taliscas superior nas paredes 8. 167 .149 .186 . 153 .23 Caixilho de correr 7.1 Diversas formas de aplicação do chapisco 8. 146 .24 Venezianas de projeção 7.10 Juntas superficiais dos azulejos 8.9 Porta balcão 7. 148 .3 Detalhes da fixação dos batentes das portas 7.14 Venezianas de abrir com caixilho guilhotina 7.12 Exemplo de divisão dos azulejos 8.16 Veneziana de abrir com caixilho de abrir 7.8 Tipo de fechaduras para as portas 7. 158 . 173 .6.13 Tacos de madeira .48 Telhados com duas águas 6. 154 .22 Janela veneziana 7. 183 . 143 . 154 .11 Detalhe da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo 7. 146 . 142 .6 Determinação da execução das guias e do emboço 8. 161 .7 Determinação da aplicação do reboco 8.30 Representação dos caixilhos tipo ideal 8 REVESTIMENTO 8.28 Representação dos caixilhos de correr e de abrir 7. 159 .13 Caixilho de abrir 7. 173 . 150 .2 Vão livre ou vão de luz 7. 161 . 152 .15 Veneziana de correr com caixilho de correr 7. 145 .49 Telhados com três águas 6.

246 . 207 .3 Materiais utilizados no preparo e aplicação da pintura em parede 9.8 Detalhe do escoramento e contraventamento em pilares bem como das janelas 11. 226 .18 Situação de empenamento devido à posição do cerne 8.17 Exemplo de regularização sem nivelamento 8.21 Selante para junta serrada 8. 220 .6 Tipos de disco para corte de tábua e chapas compensadas 11. 236 .22 Detalhe de execução do piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9.9 Tipos de gravatas utilizadas em pilares 11.8.16 Fixação das tábuas por pregos anelados 8.5 Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente 10.19 Junta de expansão tipo diamante 8.3 Armazenagem das barras de aço sobre travessas 11.4 Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco 10. 206 .2 Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno 10. 255 . 255 . 258 . 208 .5 Cargas nos vidros 9.4 Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas 11. 235 . 231 .7 Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares 11. 194 . 206 . 230 . 259 .6 Impacto nos vidros 9. 234 . 248 . 196 .7 Flambagem 9.4 Exemplo de fixação dos vidros em caixilhos 9. 256 .9 Aspecto do revestimento Interno 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11. 232 . 225 . 196 .1 Materiais utilizados no preparo das pinturas em madeiras 9.3 Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa 10. 234 .10 Tipos de reforços em gravatas .15 Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes 8.8 (a)(b) Fissuras do revestimento por expansão da argamassa de assentamento 10. 224 . 223 . 194 . 236 .5 Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas 11.2 Material utilizado no preparo e aplicação das pinturas em metais 9.6 Efeitos da umidade sobre o reboco 10. 250 .7 Acúmulo de bolor no revestimento por efeito da umidade 10. 259 .1 Local para guarda de material 11. 258 . 229 .20 Selante para junta de construção 8.8 Posição dos furos em vidros temperados 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.14 Parquete e tacão 8. 221 . 221 .2 Baia de madeira para separar os agregados 11. 193 .1 Vesícula formada no reboco 10. 225 .

20 Fôrma trepante 11.12 Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão 11. 281 . 274 .14 Detalhe da fôrma das lajes maciças 11. 282 . 274 .32 Cachimbo para facilitar a concretagem 11. 283 . 278 .26 Lastro de brita sob os blocos de estacas 11.37 Pastilhas de argamassa 11.35 Detalhe das guias de nivelamento 11. 265 .36 Passarela para concretagem apoiadas na fôrma 11. 268 . 263 .21 Equipamento utilizados no corte das barras de aço 11.24 Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 11. 262 .29 Colocação da água 11.11 Detalhe de uma fôrma de viga 11.23 Pontos de amarração usuais 11.30 Sequência da mistura em betoneira 11.11. 267 . 281 .19 Escoramento metálico 11.31 Aplicação do vibrador na vertical 11.15a Detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11. 261 . 272 .18 Escoramento de madeira tipo H 11. 270 . 279 .22 Bancadas com pino de dobramento 11. 272 .13 Detalhe de fôrma das vigas com sarrafo de pressão 11. 260 .17 Detalhe da fôrma utilizando tábuas 11. 262 . 286 .16 Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-junta e fita adesiva 11. 274 .15b detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11.33 Emendas e concretagem de vigas realizadas à 45º 11.25 Lastro de brita sob as vigas baldrames 11.38 Pastilha plásticas 11. 280 . 275 . 261 .27 Mistura da areia e de cimento sobre superfície impermeável 11.39 Método mais comum de consertos de falha . 262 . 266 . 283 . 264 .28 Adição das britas 11. 263 .34 Determinação da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras lajes 11. 269 .

..1 Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos 4. 117 .3 Características dos diversos tipos de janelas 8 REVESTIMENTO 8.. 163 . 112 .2 Número mínimo de pontos em função da área construída 4 ALVENARIA 4..1 Relação de empolamentos 2. 91 .....1 Algumas espécie de madeiras indicadas para estrutura de telhado 6.2 Dimensões nominais dos blocos de concreto 4.4 Vãos máximos para laje treliça 6 COBERTURA 6...1 Dimensões das portas 7..6 Ponto de cobertura 6..2 Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum 5. 171 .. 143 ... 163 . 176 . 35 . 94 . 68 . 65 . 2 .. 133 . 101 . 131 . 97 .1 Traço do emboço para as diversas bases 8.3 Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje 5.5 Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 6. nível e planeza .3 Traço de argamassa em latas de 18 litros para argamassa de assentamento 4.4 Dimensão das telhas onduladas de fibrocimento 6. 18 .LISTA DE TABELAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1... 116 . 89 ..2 Dimensões das janelas 7.. 132 . 15 .2 Vão máximo de terças (m) 6.1 Modelo de questionário para uso residencial 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2. 132 .8 Fator de inclinação para caimentos usuais 7 ESQUADRIAS 7.3 Desvios máximos de prumo..1 Compacidade das areias e consistência das argilas 3. 164 .4 Equivalência das bitolas dos aços 5 FORROS 5. 33 ..3 Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.3 Vão máximo dos caibros (m) 6. 97 .7 Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8.. 20 ..2 Traço do reboco 8..2 Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obras 2.. 179 .0m 6...1 Altura total da laje (h) 5.

219 . externas do dano e solução 10.12 Pedras naturais mais comuns 8. 242 .2 Característica dos fios e barras 11. 268 .7 Tempos mínimos de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira 11. 187 . 237 .3 Patologia mais comuns das tintas 10.1 Defeitos observados.6 Comprimentos básicos para esperas de acordo com o fck do concreto 11.1 Cimentos disponíveis no mercado brasileiro 11. 245 .8 Limite de abatimento (slump-test) 11.5 Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água 8.7 Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão 2 8. 269 .9 Cobrimento das armaduras 11.9 junta superficial entre azulejos 8.4 Resistência ao impacto 9. agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação 9. 282 .11 Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos 8. 225 . 223 . 271 . 284 .5 Dimensões máximas de fabricação 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10. 182 . 275 .Estribos 11. 181 . 238 .2 Identificação das causas. 254 .10 Consumo de argamassa colante 8.3 Dimensões dos pregos em “mm” 11. 199 .10 número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento . 191 . 184 . 199 .5 Diâmetro dos pinos de dobramento . 182 .4 Etapa e tempo aproximado de execução da aplicação manual do gesso 8.1 Identificação das causas.4 Patologia mais comuns das tintas 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11. 276 .6 Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico 8.4 Diâmetros dos pinos de dobramento 11.3 Classificação dos vidros 9.8 Consumo de rejunte por m 8. 222 . 243 . 224 .2 Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade 9. externas do dano e solução 10. 251 . 181 .8.198 .13 Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais 9 TINTAS E VIDROS 9.

Restrições da Prefeitura ou de outros órgãos.1).. • Utilizando métodos simples. Nesta apostila o nosso cliente será o interessado juntamente com os seus familiares. • Analisar a topografia de um terreno. cabendo então ao profissional orientar esta entrevista.ESTUDO COM O CLIENTE Sabemos que para se elaborar um projeto devemos antes de mais nada.PROJETO . O cliente poderá ser um grupo de profissionais (médicos. que tem a função de orientar evitando esquecimentos. Todas as possibilidades e informações devem ser analisadas e discutidas na fase de projeto. entidades. uma família etc. definir a planimetria e a altimetria de um terreno. industriais etc). pois é útil e indispensável uma visita ao terreno. Levantamento topográfico.1 . para obter o maior número possível de dados. Começamos com: • • • • Estudo com o cliente. 1.ESTUDOS PRELIMINARES APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.1 . Para auxiliar na objetividade da entrevista inicial com o cliente. antes de iniciarmos o projeto. realizar uma entrevista com os interessados em executar qualquer tipo de construção. Não é possível seu preenchimento completo. municipalidade. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Elaborar um bom projeto arquitetônico. Um projeto bem elaborado reduz muito as incertezas e dúvidas como também o desperdício de material e de mão-de-obra. • Utilizar melhor a topografia dos terrenos. Exame local do terreno. podemos utilizar um questionário (Tabela 1. Este modelo de questionário poderá ser preenchido parcialmente durante a entrevista. podemos então iniciarmos a elaboração dos projetos de maneira a aproveitar melhor o terreno a insolação etc. Devemos considerar que geralmente o cliente é praticamente leigo. 1 . pois vamos nos ater a pequenas obras (residências unifamiliares). Com os dados levantados. Os projetos são peças importantes na execução de uma obra.

Com.Tabela 1.:___________________________________CEP __________ Fone ( )______________ End. Ele: _______________________________ Ela _____________________________________ II Dados do Terreno Localização: Medidas: Frente _____________ LE _____________ LD ____________ Fundo _______________ Rua: ________________________________ CEP ____________Bairro: ____________________ Lote: _______________ Quadra: ________________ Quarteirão: __________________________ Larg.:____________________________________________ e-mail____________________ End. da rua: ____________ Tipo de Pav.:________________________________________________ Fone ( )______________ Prof. Res.: _______________ nº casas Viz.1 .:__________________________________CEP __________ Fone ( )______________ CPF: ________________________________RG: _______________________________________ Nome Esp. Com. __________________ Distância da esquina__________________________Largura do passeio:____________________ Inclinação do Terreno: Plano Sobe para os Fundos Desce para os Fundos Local de passagem da rede de Água Centro Local de passagem da rede de Esgoto Centro Os terrenos vizinhos estão construídos ? LE LD LD LD Fundos Popular Suave Forte Inclinação lateral Esquerda Direita nº _______ LE LD Nível econômico das construções no local Alto Croquis de situação Médio III Restrição da Prefeitura Zoneamento: ______ To (taxa de ocupação)______ Ca (coeficiente de aproveitamento) _______ Recuos obrigatórios: de frente ___________________ lateral _____________________ de fundo ___________________ % de área permeável_______________Outros ________________________________________ 2 .Modelo de questionário para uso residencial PROJETO RESIDENCIAL I Dados do cliente: Nome:_________________________________________________ e-mail ___________________ End.

foi devidamente aprovado e está liberado para construção. i) Evitar terrenos que foram aterrados sobre materiais sujeitos a decomposição orgânica.Aprox.IV Da Futura Construção Nº de Pav. b) Verificar junto a Prefeitura da Municipalidade. d) Ser plano ou pouco inclinado para a rua. devemos levá-las em consideração quando da visita ao lote. de construção: ________m² usuários: ____ Dados dos usários: sexo________ idade_______ Ambientes Méd. h) Escolher terrenos em áreas não sujeitas a erosão. As características ideais de um terreno para um projeto econômico são: a) Não existir grandes movimentações de terra para a construção. levantando os seguintes pontos: a) Deve-se identificar no local o verdadeiro lote adquirido segundo a escritura. f ) Ter facilidade de acesso. 3 .EXAME LOCAL DO TERRENO Sem sabermos as características do terreno. colhendo-se todas as informações necessárias.: ________ Área aprox. é quase impossível executar-se um bom projeto. Pisos Paredes Tetos Estilo: ____________Nº de Portas Janelas Verba disponível: R$ ______________________________________ Revestimento Externo: Pisos: ______________________________Paredes: ___________________________________ Fachada: ___________________________ Muro: ______________________________________ Detalhes: _______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ 1. se o loteamento onde se situa o terreno. Mas como nem sempre estas características são encontradas nos lotes urbanos. g) Terrenos localizados nas áreas mais altas dos loteamentos. b) Ter dimensões tais que permita projeto e construção de boa residência. c) Ser seco. e) Ser resistente para suportar bem a construção. c) Números das casa vizinhas ou mais próximas do lote.2 .

cortar ou serrar o tronco e remover parte da raiz. em declive. 4 . Geralmente. estes dados colhidos na visita ao terreno não são suficientes.et al. com a precisão necessária e suficiente proporcionando dados confiáveis que.( de não construção) j) Verificar a largura da rua e passeio. etc.4.3 . é necessário que se tenha as medidas corretas do lote. verificar se existe viela-sanitária vizinha do lote. linha de alta tensão. usando para tal. interpretados e manipulados corretamente. pois nem sempre as medidas indicadas na escritura conferem com as medidas reais.2 . e) Com bússola de mão. f) Verificar se existem benfeitorias.4 .MEDIDAS DO TERRENO (LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO) Executada a limpeza do terreno e considerando que os projetos serão elaborados para um determinado terreno. em uma das divisas laterais ou fundo.LIMPEZA DO TERRENO Temos algumas modalidades para limpeza do terreno. que poderão ser cortadas com foice. devemos pedir previamente que se execute uma limpeza do terreno e um levantamento plani-altimétrico. bem como as dimensões dos lotes. i) Verificar se existe faixa non edificandi .3 . Deve retratar a conformação da superfície do terreno..: Todos esses dados poderão ser acrescidos no questionário anterior. necessitando desgalhar. podem contribuir no desenvolvimento do projeto arquitetônico e de implantação (Pinto Jr. medindo-se a distância da esquina ou construção mais próxima.. confirmar a posição da linha N-S.Quando houver árvores de grande porte.3. e na maioria das vezes. houver árvores de pequeno porte. energia) g) Sendo o terreno com inclinação acentuada.Quando a vegetação é rasteira e com pequenos arbustos. posição de postes. esgoto. 1.3. bem como o entulho terão que ser removidos do canteiro de obras.3. Este serviço pode ser feito com máquina ou manualmente. bueiros.Destocar . Obs.1 . h) Verificar se passa perto do lote.(água. unicamente a enxada. 1. 1. Os serviços serão executados de modo a não deixar raízes ou tocos de árvore que possam dificultar os trabalhos.1 .d) Situação do lote dentro da quadra.Quando além da vegetação rasteira. Todo material vegetal. 2001) 1. que devemos levar em consideração e sabermos defini-las: 1.LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO DE LOTES URBANOS O levantamento topográfico é geralmente apresentado através de desenhos de planta com curavas de nível e de perfis.Roçar . 1.Carpir .

são geralmente de pequena área possibilitando. portando.(Figura 1. casos mais complexos. esquina. No entanto.2-Lote irregular com pouco fundo 5 . vamos mostrar em alguns desenhos. Figura 1. os processos mais rápidos para medir um lote urbano. necessitamos de um levantamento executado por profissional de topografia. Os terrenos urbanos. piquetes etc). devemos medir as diagonais que deverão ser iguais.2).Apesar de não pretendermos invadir o campo da topografia.1). e usar o valor médio. caso as medidas encontradas forem diferentes as da escritura. Figura 1.1-Lote regular Obs. a sua medição sem aparelhos ou processos próprios da topografia desde que se tenha uma referência confiável (casa vizinha. a) Lote regular Geralmente em forma de retângulo. sem referência. bastando portanto medir os seus "quatro" lados. b) Lote irregular com pouco fundo Medir os quatro lados e as duas diagonais (Figura 1. Para verificar se o lote está no esquadro.

c) Lote irregular com muita profundidade Neste caso. c = corda f = flecha Construção da curva Figura 1.3-Lote irregular com muita profundidade d) Lote com um ou mais limites em curva Para se levantar o trecho em curva. Figura 1. a medição da diagonal se torna imperfeita devido a grande distância Convém utilizar um ponto intermediário "A" diminuindo assim o comprimento da diagonal (Figura 1. o mais preciso será a medição da corda e da flecha (central). E com o auxílio de um desenho (realizado no escritório) construir a curva a partir da determinação do centro da mesma utilizando a flecha e a corda (Figura 1. Medir a corda e a flecha no local.4). Nestes casos devemos demarcar as divisas retas até encontrarmos os pontos do início e fim da corda.4-Lote com setor curvo 6 .3).

0 1. depressões. 7 .3).et al.2. 1.5 que quando mais inclinada for a superfície do terreno. os ângulos. as distâncias entre as curvas serão menores. menos inclinada as distâncias serão maiores d1 < d2. Quando relacionadas a outras curvas de nível permite comparar as altitudes e se projetadas sobre um plano horizontal podem apresentar as ondulações. Geralmente é suficiente tirar um perfil longitudinal e um transversal do terreno. Este levantamento não é muito preciso. devemos fazer um levantamento com aparelhos recorrendo a um topógrafo.0 RN 0.0 1. caso necessário.5.0 RN 0. inclinações etc.5 .0 3.1. Podemos identificar a topografia do lote através das curvas de níveis.1. que geralmente utilizam terrenos pequenos.0 1.0 2. 3. quando utilizamos métodos simples para a sua execução (descritos nos itens 1.0 3.0 2. A curva de nível é uma linha constituída por pontos todos de uma mesma cota ou altitude de uma superfície qualquer.0 1. mas é o suficiente para construção residencial unifamiliar.NIVELAMENTO (LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO) É de grande importância para elaborarmos um projeto racional.0 d1 2. Caso seja necessário algo mais rigoroso.5) Podemos observar na Figura 1.0 d2 Figura 1.5. 2001) As curvas de níveis são elaboradas utilizando aparelhos topográficos que nos fornecem os níveis.5-Representação de curva de nível (Pinto Jr. de uma superfície (Figura 1. as dimensões de um terreno ou área.0 3.5. 1. mas nada nos impede de tirarmos mais.0 2. que sejam aproveitadas as diferenças de nível do lote.

5.6 e 1.0m.6-Clinômetro ou Nível de Abney (Borges.0 em 5. Terrenos muito íngremes a distância deverá ser menor e terrenos com pouca inclinação podemos utilizar as balizas na distância de 5. ou de acordo com a inclinação do terreno.7. 1972) 8 .Nos métodos descritos abaixo se usa basicamente balizas com distância uma da outra no máximo de 5.1) Com uso do clinômetro (Nível de Abney) Figuras 1. 1972) Figura 1. Alguns métodos para levantarmos o perfil do terreno: a) b) c) Com o nível e Abney ( clinômetro) Com o nível de mão Com o nível de mangueira 1. Materiais: clinômetro 2 balizas trena Figura 1.7-Clinômetro inclinado proporcionando a leitura (Borges.0m.

Figura 1.Coloca-se o clinômetro (Figura 1.9).8-Realização das medidas utilizando o Clinômetro (Borges.5. Pela ócula se vê a bolha e giramos o parafuso até colocá-la na horizontal e produzirá sobre a graduação (através de um ponteiro fixo no parafuso) a leitura do ângulo α. Com os diversos desníveis conseguimos delinear um perfil. 1972) 1.8).50m (ponto A). O desnível obtido é a diferença entre o H e h e assim consecutivamente. Utilizando o método do nível de bolha. Resta medir a distância horizontal "d" ou a inclinada "m". a medida do desnível se consegue colocando uma régua entre as duas balizas. na 1ª baliza a uma altura de 1. nivelamos a régua (Figura 1. .trena.régua . Com o auxílio do nível de bolha. 9 .2) Nível de bolha Materiais : . .2 balizas.Nível de bolha. Inclina-se o tubo do clinômetro para avistarmos o ponto B.

Posição da água quando não existe bolhas 10 . que nos fornece o nível.10 e 1. azulejos etc. Para uma boa marcação ela deve estar posicionada entre as balizas.5... parede espessa para evitar dobras e ser transparente. desde a marcação da obra até o nivelamento dos pisos. Figura 1. A água deve ser colocada lentamente para evitar a formação de bolhas. batentes. Fundamenta-se no princípio dos vasos comunicantes.3) Nível de mangueira O método da mangueira é um dos mais utilizados.10 .Figura 1. Este é o método que os pedreiros utilizam para nivelar a obra toda. A mangueira deve ter pequeno diâmetro. sem dobras ou bolhas no seu interior (Figura 1.11).9 Utilização do nível de bolha 1.

Trena Figura 1.2 balizas . O desnível é obtido pela diferença entre “H” e “h”. Exemplos de medição com mangueira: • • Em terrenos com aclive Em terrenos com declive 11 .Para utilizarmos o nível de mangueira necessitamos: Materiais: . o que dificultaria a leitura e não nos forneceria uma boa medição.11 . Fazemos isso para não precisarmos colocar o nível d'água direto no ponto zero (próximo do terreno). podemos partir com o nível d'água em uma determinada altura "h" numa das balizas.Processo da mangueira de nível Para facilitar a medição.Mangueira . que será descontada na medida encontrada na segunda baliza “H”.

a) Terreno em aclive: Portanto: h1 = H -h . Htot = h1 + h2 + hn ..Levantamento altimétrico em terreno com aclive b) Terreno em declive: Portanto: h1 = H -h ..h' ...12 . Htot = h1 + h2 + hn ..h' ..Levantamento altimétrico em terreno com declive 12 . Figura 1. Figura 1.. h2 = H'..13 . h2 = H'...

13). 2 .A espessura da parede da mangueira deve ser espessa para evitar dobras 13 .A mangueira deve ser transparente. e de pequeno diâmetro.Devemos ter o cuidado de não deixar nenhuma bolha de ar dentro da mangueira. da ordem de ∅ 1/4" ou 5/16" para obter maior sensibilidade.ANOTAÇÕES 1 . 3 . para não dar erro nas medições (Figura 1.

antes do início da obra. O momento da obra em que ocorre o movimento de terra pode ser variável. de acordo com o projeto de implantação e o projeto executivo. transporte. aterros. Antes de iniciarmos a construção de um edifício.1 – CONSTRUÇÕES VIZINHAS É importante. como trincas.2 – MOVIMENTO DE TERRA O acerto da topografia do terreno. carga. Ou quando se tratar de fundações feitas manualmente o acerto do terreno pode ser realizado entes. 2. quando existirem. 2. antes do início das obras.2 . descarga. compactação e acabamentos executados a fim de passar de um terreno natural para uma nova conformação (Cardão. desabamentos de muros ou de construções vizinhas. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Calcular os volumes de corte e aterro. A análise prévia das condições das construções vizinhas evita surpresas desagradáveis durante a execução da sua obra. pode ser entendido como um conjunto de operações de escavação. Depende das características de execução das fundações e das demais atividades de início da obra. Garante também as reclamações infundadas de vizinhos. 1969). Portanto o movimento de terra deve ser cuidadosamente estudado. Pode ser necessário executar as fundações antes de escavar o terreno (quando se trabalha com grandes equipamentos. • Demolições. • Realizar ou conferir a marcação de uma obra. Essas atividades são denominadas trabalhos preliminares e compreendem: • Verificação das condições das construções vizinhas.TRABALHOS PRELIMINARES DE CONSTRUÇÃO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. • Realizar as compensações de volume. O registro é composto por um relatório técnico com fotografias datadas da vizinhança e relatos das observações realizadas. algumas atividades prévias. • Canteiro de obras e a locação da obra. devem ser realizadas. o registro das condições das construções vizinhas. • Movimento de terra necessário para obtenção do nível desejado. • Analisar e executar um canteiro de obras. para facilitar a sua entrada e retirada). 14 .

acrescentando-se um percentual de empolamento (Figura 2. Relacionamos na Tabela 2. 1977) materiais Argila natural Argila escavada. conforme o levantamento altimétrico.Corte em terreno 15 .1).1 . Níveis das construções vizinhas. Seqüência da execução do edifício.1 . Podemos executar.: Quando não se conhece o tipo de solo.43 metros cúbicos no estado solto.1 .1 alguns empolamentos.Relação de Empolamentos (Manual Caterpillar.Cortes: No caso de cortes. cortes. significa que um metro cúbico de material no corte (estado natural) encherá um espaço de 1. Localização do canteiro de obras. seca Areia úmida Areia molhada Solo superficial % 22 23 25 41 11 43 33 25 25 27 12 12 12 43 OBS. podemos considerar o empolamento entre 30 a 40% Vc = Ab x hm e Vs = Vc+ empolamento Sendo Ab = área de projeção do corte Vs =volume solto hm= altura média Vc =volume no corte = volume natural Figura 2. aterros. deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do corte multiplicada pela altura média.As etapas que influenciam no projeto de movimento de terra são: • • • • Sondagem do terreno. Tabela 2. ou cortes + aterros: 2. seca Argila escavada. úmida Argila e cascalho seco Argila e cascalho úmido Rocha decomposta 75% rocha e 25% terra 50% rocha e 50% terra 25% rocha e 75% terra Terra natural seca Terra natural úmida Areia solta. o empolamento de um solo superficial é de 43% (Tabela 2.1). O empolamento é o aumento de volume de um material. quando removido de seu estado natural e é expresso como uma porcentagem do volume no corte. Por exemplo.2.

deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do aterro multiplicada pela altura média. tais como compactadores lisos e rolos pé de carneiro (Barros. reduzindo o volume de vazios. Devem ser realizadas camadas sucessivas de no máximo 30 cm. quando compactado (Figura 2. devemos empregar métodos que evitem ocorrências. materiais de 2ª categoria: rocha com resistência à penetração mecânica inferior ao do granito. não é fundamental para o desempenho estrutural do edifício. Quando o nível de exigência é maior devem-se procurar equipamentos específicos de compactação. é possível utilizar pequenos equipamentos. os soquetes manuais. podendo fazê-lo maior. rochas em decomposição e seixos com diâmetro máximo de 15cm. devidamente molhadas e compactadas manual ou mecanicamente. O material escolhido para os aterros e reaterros devem ser de preferência solos arenosos.2 . piçarra ou argila. - 2. como: ruptura do terreno. Quando o nível de compactação for baixo. Mas quando efetuado nas proximidades de edificações ou vias públicas. Compreendem as terra em geral.2 .Aterro em terreno Para os aterros as superfícies deverão ser previamente limpas.2).2. ou os próprios equipamentos de escavação. 2006). como os compactadores mecânicos (sapos). Va = Ab . No corte os materiais são classificados em: materiais de 1ªcategoria: são materiais que podem ser extraídos com equipamentos convencionais de terraplenagem. sem detritos. incluindo eventual escarificação.O corte é facilitado quando não se tem construções vizinhas. descompressão do terreno de fundação ou do terreno pela água. hm + 25% a 30% Sendo Ab = área de projeção do aterro hm= altura média Figura 2. Materiais de 3ª categoria: rochas com resistência à penetração mecânica igual ou superior ao granito.Aterros e reaterros: No caso de aterros. sem vegetação nem entulhos. isto é. pedras ou entulhos. 16 . acrescentando de 25% a 30% devido a aproximação dos grãos.

ou ainda containers metálicos que são facilmente transportados para as obras com o auxílio de um caminhão munck... Prazos a serem atendidos. Materiais a serem utilizados. "encaixotamento" do prédio. para evitar que materiais caiam na rua. No mínimo devemos fazer um barracão de madeira. O aluguel da máquina está incluso no preço da viagem. deve ser feito um tapume. c) Empreitada por viagem: Neste tipo de contratação a remuneração pelo serviço é efetuada por caminhão (volume retirado ou colocado). Este estudo pode ser dividido como segue: • • • • • • Área disponível para as instalações. e deve-se registrar o número de viagens. chapas compensadas (Figura 2. cal. Serviços a serem executados. etc. alojamento para operários.. Áreas para areia. pedras. o tempo de obra e a distância de centros urbanos.INSTALAÇÃO DE CANTEIRO DE SERVIÇOS .. É indicado para obras com grandes movimentos de terra. Nesse barracão serão depositados os materiais (cimento. tijolos. O dimensionamento do canteiro compreende o estudo geral do volume da obra. 2. Máquinas e equipamentos necessários. a) Aluguel de equipamentos: Neste caso deve ser pago a máquina de escavação por hora e os caminhões para a retirada do solo. madeiras. Para esse tipo de contratação é necessário calcular o volume de solo tanto para corte como para o aterro.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra Podemos contratar os serviços de movimento de terra através do aluguel de equipamentos. Este sistema é indicado para obras com pequeno movimento de terra.2. O canteiro é preparado de acordo com as necessidades de cada obra. com tábuas alternadas ou chapas compensadas. etc.2.OU CANTEIRO DE OBRAS Após o terreno limpo e com o movimento de terra executado.deverão estar próximas ao ponto de utilização. que serão utilizados durante a execução dos serviços. refeitório e instalação sanitária.3).) e ferramentas. Deverá ser localizado em áreas onde não atrapalhem a circulação de operários veículos e a locação das obras. se houver. A sua organização é desenvolvida e detalhada no escritório central. aço. Em zonas urbanas de movimento de pedestres. tudo dependendo do vulto da obra. sendo que nela também poderão ser construídos escritórios. bem como distribuição de máquinas. por empreitada global ou empreitada por viagem. b) Empreitada global: A empresa contratada realiza e é remunerada por todos os serviços (escavação e retirada de material). 17 .3 . Empresas empreiteiras previstas.

18 .0 trifásico Maquina de corte 2. Mas precisam ser feitas de forma correta. as gruas que elevam sensivelmente a demanda de energia (Barros. quais as ampliações que serão feitas nas instalações elétricas. b) . deve-se também fazer um pedido de estudo. deve-se fazer um pedido de estudo junto à concessionária. atendendo a demanda é só pedir a ligação para a concessionária local. nunca a menos de 15 metros dos mesmos.0 trifásico Em função do empreendimento podemos utilizar equipamentos de porte maior. com os seguintes cuidados: a) . é preciso saber que tipo de fio ou cabo deve ser usado. pois a maioria dos equipamentos é trifásica (Tabela 2. O uso da água é intensivo para preparar materiais no canteiro. Caso.5 a 15 trifásico Betoneira 3. As instalações elétricas nos canteiros de obras são realizadas para ligar os equipamentos e iluminar o local da construção. Deve-se providenciar a ligação de energia. sendo desfeitas após o término dos serviços. aliada a um fator de demanda (visto que nem todos os equipamentos serão utilizados simultaneamente). Se no local existir rede mais é monofásico. isto é.o mais distante possível de fossas sépticas e de poços negro. Tabela 2. não existir rede elétrica. Para o dimensionamento do cabo devemos somar as potências dos equipamentos utilizados no canteiro. como.2 temos a potência de alguns equipamentos. para verificar a possibilidade de extensão da rede até a obra ou optar pela energia gerada a diesel através de geradores de energia. Na Tabela 2. ainda.o local deve ser de pouco trânsito. Antes do início da obra. Tendo rede trifásica devemos conferir a capacidade para atender demanda da obra. quantas máquinas serão utilizadas e. 2006). 2006) Equipamento Potência (hp) Sistema Guincho 7. onde ficarão os quadros de força.que seja o mais distante possível dos alicerces.0 trifásico vibrador 3.2 – Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obra (Barros.0 trifásico Bombas d’água 3. no fundo da obra. ou seja. Não existindo água. c) .0 trifásico Serra elétrica 2. deve-se providenciar o fornecimento de água através de caminhões “pipa” ou abertura de poço de água. no local. Ela serve também para a higiene dos trabalhadores e deve ser disponível em abundância.Deverá ser providenciada a ligação de água e construído o abrigo para o cavalete e respectivo hidrômetro.2) ou optar por equipamentos monofásico que tem custo maior. deixandose a frente para construção posterior da fossa séptica. para que sejam seguras.

3 .2. e telhas de fibrocimento podemos montar um barracão de pequenas dimensões. desmontável para utilizar em obras.3): Figura 2. pontalete de eucalipto ou vigotas 8x8.1 .4).Exemplo de barracão para obra de pequeno porte Utilizando chapas compensadas.Barracão para pequenas obras Para realizar um barracão econômico podemos realizar o aproveitamento das chapas compensadas (Figura 2.3. como segue (Figura 2. 19 .

3.0 10. 03 03 16 11 11 01 60 01 0.0mm 0.0cm Cadeado médio Corrente Dobradiças Prego 15x15 Prego 18x27 ou de de 20 .4 – Aproveitamento das chapas compensadas Na Tabela 2. está relacionado os materiais utilizados na execução do barracão de obra da Figura 2.3.0mm 0.Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras Quant.0mm Telhas fibrocimento 4.0m Sarrafo de 7. Tabela 2.44 Telhas fibrocimento 4.5 03 0.3 .Figura 2.3 un un un pç pç pç pç m pç m pç kg kg Descrição Pontaletes ou caibros de 3.5 0.22 Viga 6x12 de 5.50x2.50m Chapas de compensado 6.50x1.00m Pontaletes ou caibros de 3.

4 . os métodos simples.5 . Devemos sempre que possível.4. régua. pois não nos oferece grande segurança devido ao seu fácil deslocamento com batidas de carrinhos de mão. poderão acumular erros. Em quaisquer dos casos. nos casos de obras de pequeno porte.5). e em seguida inicia-se a abertura das valas (Figura 2. tropeços. o auxílio da topografia. Estes são constituídos de duas estacas cravadas no solo e uma travessa pregada sobre elas (Figura 2. com métodos simples (utilizando o nível de mangueira. sendo conveniente. em obras de grande área.1 . para materializar a demarcação exigirá um elemento auxiliar que poderá ser constituído por cavaletes ou tábua corrida (gabarito). etc. sem o auxílio de aparelhos.6) 21 .LOCAÇÃO DA OBRA Podemos efetuar a locação da obra. previamente alinhados conforme o projeto. evitar esse processo.2. No entanto. Figura 2.Cavalete Depois de distribuídos os cavaletes. que nos garantam certa precisão. 2. fio de prumo e trena).Processo dos cavaletes No processo dos cavaletes os alinhamentos são obtidos por pregos cravados em cavaletes. linhas são fixadas e esticadas nos pregos para determinar o alinhamento do alicerce. portanto.

Processo dos cavaletes .determinação dos alinhamentos 2. cada qual de um nome interligado ao de mesmo nome da tábua oposta. 22 .6 . em nível e aproximadamente 1.8). Nos pregos são amarrados e esticados linhas ou arames.Figura 2.4.5 x 7. Este processo é o ideal.00m do piso (Figura 2.50m a 2. todos identificados com letras e algarismos respectivos pintados na face vertical interna das tábuas.5 x 10. pontaletes de pinho de (7.20m das paredes da futura construção.0m e a 1.0cm) ou varas de eucalipto a uma distância entre si de 1. Pregos fincados nas tábuas com distâncias entre si iguais às interdistâncias entre os eixos da construção.7). que posteriormente poderão ser utilizadas para andaimes. determinam os alinhamentos (Figura 2. Em cada linha ou arame está materializado um eixo da construção.2 . Nos pontaletes serão pregadas tábuas na volta toda da construção (geralmente de 15 ou 20 cm).Processo da tábua corrida (gabarito) Este método se executa cravando-se no solo cerca de 50 cm.5cm ou 7.

Marcação sobre gabarito Figura 2. seja qual for o método escolhido.A Figura 2. pode utilizar o processo dos cavaletes. para auxiliar este processo.7 . 2. possibilitando a conferência durante o andamento das obras. No entanto.TRAÇADO Tendo definido o método para a marcação da obra.5 .8 . é de extrema importância que no final da marcação sejam devidamente conferidos os eixos demarcados procurando evitar erros. devemos transferir as medidas. 23 . Não obstante. retiradas das plantas para o terreno.Processo da Tábua Corrida – Gabarito Como podemos observar o processo de "Tábua Corrida" é mais seguro e as marcações nele efetuadas permanecem por muito tempo.

cabendo a nós. saber locá-las com métodos simplificados.9 . É indispensável saber traçar perpendiculares sobre o terreno.5. 24 . fazendo coincidir o lado do ângulo reto com o alinhamento da base (Figura 2. O esquadro deve ser colocado sobre uma base plana e ficar tangenciando as linhas sem as tocá-las.1 . cujos lados meçam 3 .9). Isto fica a cargo da disciplina de Topografia. Um método simples para isso.4 e 5m (triângulo de Pitágoras). Figura 2. determinando assim o esquadro.Traçado de ângulos retos e paralelas. da construção. quando as linhas ficarem paralelas ao esquadro garantimos o ângulo reto.00m) para verificar o ângulo reto (Figura 2.10). Isto serve de referência para locar todas as demais paredes. pois é através delas que marcamos os alinhamentos das paredes externas.Quando a obra requer um grau de precisão. consiste em formar um triângulo através das linhas dispostas perpendicularmente.60 x 0. que não podemos realizar com métodos simples devemos utilizar aparelhos topográficos. para pequenas obras. 2.Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito Outro método consiste na utilização de um esquadro metálico (geralmente 0.80 x 1.

Consiste em aplicar. traçamos a curva no terreno (como se fosse um compasso) Figura 2. por aproximações sucessivas.Figura 2. No caso de grandes curvas. 1976) 25 .Traçado de curvas A partir do cálculo do raio da curva (que pode ser feito previamente no escritório) achamos o centro e. Figura 2.12).Baud. podemos utilizar um método aproximado.11.Traçado de curva de pequeno raio Este método nos fornece uma boa precisão. chamado método das quatro partes. sucessivamente. quando temos pequenos raios.5. a quarta parte deste último valor (Figura 2. todos os pontos da curva circular (G. sobre a corda obtida com a flecha precedente. com o auxílio de um arame ou linha.Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito utilizando esquadro metálico 2.2 .11 . Encontram-se assim.10 .

4 f3 = f2 4 r = raio da curva t = tangente à curva (na intercessão da curva com a reta) Portanto.Baud.Figura 2. caso contrário podemos iniciar a locação das obras pelo projeto de forma da fundação ("paredes"). 2. com o auxílio do gabarito.1976) f1 = r − sendo: r2 r2 + t2 em seguida f2 = f1 . inicialmente devemos locar as fundações profundas do tipo estacas. visto que qualquer marcação das "paredes" irá ser desmarcada pelo deslocamento de equipamentos mecânicos.Traçado de curva pelo método das quatro partes (G. fornecida pelo cálculo estrutural (Figura 2. O posicionamento das estacas é feito conforme a planta de locação de estacas.Locação de estacas Serão feitas inicialmente a locações de estacas.5. tubulões ou fundações que necessitam de equipamentos mecânicos para a sua execução.12 . 26 .3 .13).

5 x 15. crava-se uma estaca de madeira (piquete). 27 . através de um prumo de centro (Figura 2.5 x 2. geralmente de peroba.0cm.Projeto de locação de estacas A locação das estacas é definida pelo cruzamento das linhas fixadas por pregos no gabarito.13 .E D C B A 1 2 3 Figura 2. No ponto marcado pelo prumo.14). Transfere-se esta interseção ao terreno. com dimensões 2.

4 . Em obras de pequeno porte ainda é usual o pedreiro marcar a construção utilizando as espessuras das paredes.15). Hoje com o uso de softwares específicos de desenho ficou bem mais fácil e dependendo da espessura da alvenaria adotada define-se a espessura das paredes.Figura 2. 28 .Locação da Forma de Fundação "paredes" Devemos locar a obra utilizando os eixos.14 . por isso da adoção de medidas arredondadas que acumulam erros. na realidade as paredes externas giram em torno de 26 a 27cm e as internas 14 a 14. No projeto de arquitetura convencionou-se as paredes externas com 25cm e as internas com 15cm.Locação da estaca Após a execução das estacas e com a saída dos equipamentos e limpeza do local podemos efetuar com o auxílio do projeto estrutural de formas a locação das "paredes".5cm difícil de serem desenhadas a pena nas escalas usuais de desenho 1:100 ou 1:50. 2. para evitarmos o acúmulo de erros provenientes das variações de espessuras das paredes (Figura 2.5.

Projeto de forma locadas pelo eixo 29 .E D C B A 1 2 3 Figura 2.15 .

4 .Os fios e cabos devem ser estendidos em lugares que não atrapalhem a passagem de pessoas. 5 – Verificar os afastamentos da obra. sapatas.Os quadros de distribuição devem ficar em locais bem visíveis. 5 . 3 .Os fios e cabos estendidos em locais de passagem. 3 .A marcação pelo eixo.Os taludes instáveis com mais de 1. As emendas devem ficar firmes e bem isoladas. canaletas ou eletro dutos. 5 . 3 . facilita a conferência pelo engenheiro. as tábuas devem ser pregadas em nível. sinalizados e de fácil acesso mias longe da passagem de pessoas.30m de profundidade devem ser estabilizados com escoramentos. Noções de segurança para movimentação de terra: • 1 . elétrica ) e suas implicações. pilares.Os quadros de distribuição devem ser de preferência metálicos e devem ficar fechados para que os operários não se encostem às partes energizadas. em relação às divisas do terreno.ANOTAÇÕES 1 . blocos e estacas.As chaves elétricas do tipo faca devem ser blindadas e fechar para cima. 4 . devem estar protegidos por calhas de madeira. de preferência. 8 – Confirmar a perfeita locação da obra no que se refere aos eixos das paredes.Sinalizar os locais de trabalho com placas indicativas. Não devem ser usadas para ligar diretamente os equipamentos. 2 . ou redes de esgoto. 6 . não deixando partes descobertas. ser efetuada pelo engenheiro ou conferida pelo mesmo.A pressão das construções vizinhas deve ser contida por meio de escoramento. 6 – Constatar no terreno a existência ou não de obras subterrâneas ( galerias de águas pluviais.Na execução do gabarito. máquinas e materiais.Nos cálculos dos volumes de corte e aterro. 2 .Estudo da fundação das edificações vizinhas e escoramentos dos taludes. 4 . 2 . 6 .Depositar os materiais de escavação a uma distância superior à metade da profundidade do corte. materiais e equipamentos. os valores são mais precisos se o número de seções for maior. além de mais precisa. • Instalações elétricas em Canteiro de obras: 1 . Podem ser colocados a certa altura que não deixe as pessoas e máquinas encostarem-se a eles.A locação da obra deve. 7 – Verificar se o terreno em relação às ruas está sujeito à inundação ou necessita de drenagem para águas pluviais. 30 .Somente deve ser permitido o acesso à obra de terraplenagem de pessoas autorizadas.Os fios e cabos devem ser fixados em isoladores.

005% do custo total da obra. bem como a sua localização. Não querendo invadir o campo da Engenharia de Fundações. As sondagens representam. Determinação das condições de compacidade (areias) ou consistência (argilas) em que ocorrem os diversos tipos de solo. no sentido de reconhecer o subsolo e escolher a fundação adequada. A execução de uma sondagem é um processo repetitivo. um pequeno enfoque sobre fundações mais utilizadas em residências unifamiliares térreas e sobradas.1 . apenas 0. Informação completa sobre a ocorrência de água no subsolo.Execução da sondagem A sondagem é realizada contando o número de golpes necessários à cravação de parte de um amostrador no solo realizada pela queda livre de um martelo de massa e altura de queda padronizada. Os requisitos técnicos a serem preenchidos pela sondagem do subsolo são os seguintes (Godoy.3 . 31 .T. • Saber escolher a fundação ideal para uma determinada edificação. • Analisar um perfil de sondagem. damos nestas anotações de aulas. o barateamento das fundações.Standart Penetration Test. no subsolo. ficando a cargo da Cadeira de Fundações aprofundar no assunto.P. fazendo com isso. até a profundidade de interesse do projeto. • Especificar o tipo de dreno e a sua localização.1 .05 a 0. ensaio de penetração e amostragem a cada metro de solo sondado. em média. . 1971): • • • • Determinação dos tipos de solo que ocorrem. • Especificar corretamente o tipo de impermeabilização a ser utilizada em alicerce.FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. que consiste em abertura do furo. A resistência à penetração dinâmica no solo medida é denominada S. Determinação da espessura das camadas constituintes do subsolo e avaliação da orientação dos planos (superfícies) que as separam.1. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Determinar o número de furos de sondagem.SONDAGENS É sempre aconselhável a execução de sondagens. 3. 3.

Abertura 100cm 45cm . inicialmente. 1971) 55cm . e o restante dos 45 cm é utilizado para a realização do ensaio de penetração. uma haste e o amostrador.Desta forma.1 .Esquema de sondagem peso guia Operador haste amostrador Figura 3. utilizando um tripé.1) As fases de ensaio e de amostragem são realizadas simultaneamente.Abertura 100cm 45cm . (Figura 3.2) (Godoy. em cada metro faz-se.Ensaio 55cm . a abertura do furo com um comprimento de 55 cm utilizando um trado manual ou através de jato de água. (Figura 3.2 . um martelo de 65 kg.Equipamento de sondagem à percussão 32 .Ensaio Figura 3.

18 Compacta 19 .Compacidade das areias e consistência das argilas "in situ" (Godoy.2 . Compacta 9 .2 . No caso de fundações para edifícios.3.200m² Será fixada a critério. Podemos ainda.10 Rija 11 .1.Determinação do número de sondagens a executar Os pontos de sondagem devem ser criteriosamente distribuídos na área em estudo. SOLO DENOMINAÇÃO No DE GOLPES Compacidade de areias e Fofa ≤4 siltes arenosos Pouco Compacta 5-8 Med. A Tabela 3. DE SONDAGENS 1 sondagem para cada 200m² 1 sondagem para cada 400m² que exceder a 1. dependendo do plano de construção. significativamente.200 m² até 2. a partir da resistência à penetração medida nas sondagens.1.Número mínimo de pontos em função da área construída (NBR8036/1983) ÁREA CONSTRUÍDA de 200 m² até 1.T.P.400m² Nº. (Godoy. que permite uma estimativa da compacidade das areias e da consistência das argilas.P.T. avaliar o mínimo de furos para qualquer circunstância em função da área do terreno para lotes urbanos: 33 . sendo anotado o número de golpes necessários à penetração de cada 15 cm.1 apresenta correlações empíricas.41 Muito Compacta > 41 Consistência de argilas e Muito Mole <2 siltes argilosos Mole 2-5 Média 6 .Resistência à penetração O amostrador é cravado 45 cm no solo.400 m² acima de 2. O Índice de Resistência à Penetração é determinado através do número de golpes do peso padrão.1 . 1971) Tabela 3. caindo de uma altura de 75 cm. Conhecido como S.3 . Tabela 3. 1971) COMPACIDADES E CONSISTÊNCIAS SEGUNDO A RESISTÊNCIA À PENETRAÇÃO . e devem ter profundidade que inclua todas as camadas do subsolo que possam influir.19 Dura > 19 3. o número mínimo de pontos de sondagens a realizar é função da área a ser construída (Tabela 3. considerando-se o número necessário à penetração dos últimos 30 cm do amostrador. no comportamento da fundação.2).200 m² de 1.S.

um técnico experimentado pode fixar a profundidade a ser atingida. A Figura 3. pelo exame das amostras recuperadas e pelo número de golpes. existem alguns métodos para determiná-las: • • Pelo critério do bulbo de pressão Pelas recomendações da norma brasileira Mas. Nos terrenos arenosos. de maneira a cobrir toda a área em estudo. a sondagem deverá ultrapassar todas as camadas. as sondagens raramente necessitam ultrapassar os 15 a 20m. permitem a interrupção do furo. quatro índices elevados de resistência à penetração. evitando que fiquem numa mesma reta e de preferência. em material de boa qualidade.3 .• • • 2 furos para terreno até 200m² 3 furos para terreno entre 200 a 400m². A distância entre os furos de sondagem deve ser de 15 a 25m. três furos para determinação da disposição e espessura das camadas. Os furos de sondagens deverão ser distribuídos em planta. durante a execução da sondagem. Em geral. 30 25 7 10-12 30 20 40 20 Figura 3.3 apresenta alguns exemplos de locação de sondagens em terrenos urbanos. ou No mínimo. próximos aos limites da área em estudo. Nos terrenos argilosos. 34 .Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes Em relação à profundidade das sondagens.

à medida que os primeiros resultados forem conhecidos. Poderá ocorrer obstrução nos furos de sondagens do tipo matacões (rochas dispersas no subsolo) confundindo com um embasamento rochoso.00 1.0m.13) 2. a sondagem deverá ser novamente deslocada 3. Caso necessário..4) GUIA EXISTENTE CASA EXISTENTE EM CONSTRUÇÃO 2. 1971) 35 . nas respectivas cotas..00 5.95) 7.4 4 S1 21. Se for confirmada a ocorrência de obstrução na mesma profundidade. Neste caso a verificação é realizada executando-se uma nova sondagem a 3. Essa profundidade pode ser corrigida.Planta de locação das sondagens No perfil do subsolo as resistências à penetração são indicadas por números à esquerda da vertical da sondagem.4 . 3. (Godoy.NA .0m numa direção ortogonal ao primeiro deslocamento.Obs. A posição do nível d'água . a sondagem na rocha é realizada com equipamento de sondagem rotativo.00 RUA . bem como a data inicial e final de sua medição (Figura 3. da anterior.1. CALÇADA 5.20 25.60 S2 21.00 RN=100.00 1.5).00 CASA EXISTENTE Figura 3.também é indicada.: profundidade mínima 8.60 (99. A posição das sondagens é amarrada topograficamente e apresentada numa planta de locação bem como o nível da boca do furo que é amarrado a uma referência de nível RN bem definido ( Figura 3.Perfil de Sondagem Os dados obtidos em uma investigação do subsolo são normalmente apresentados na forma de um perfil para cada furo de sondagem. em planta.40 2.0m.42 (100.4 .40 2.

técnica e economicamente. O estudo é conduzido inicialmente.Figura 3. de grandeza e natureza das cargas estruturais e conhecendo as condições de estabilidade e fundações das construções vizinhas. proceder à escolha do tipo de fundação mais adequada.ESCOLHA DO TIPO DE FUNDAÇÃO Com os resultados das sondagens. Mesmo sendo viável a adoção das fundações diretas é aconselhável comparar o seu custo com o de uma fundação profunda. 36 .Exemplo de um perfil de subsolo 3. pode o engenheiro. pela verificação da possibilidade do emprego de fundações diretas.5 .2 .

Simples Armada Simples Armada Alvenaria Pedra Sapata Corrida ou Contínua Diretas ou Rasas Sapata Isolada Radier Rígidos Flexíveis de concreto Estacas Pré Moldadas Mega ou de reação Vibradas Centrífugas Protendida sem camisa Brocas Escavadas Raiz perdidas com camisa monotube Raynond Strauss Simples Duplex Franki Moldadas in loco Profundas de madeira de aço céu aberto Tubulões Pneumático (ar comprimido) Tipo poço Tipo Chicago Tipo gow Tipo Benoto Tipo Anel de concreto recuperadas Figura 3.1 .2.6 . verificando a impossibilidade da execução das fundações diretas.Tipos de fundações Os principais tipos de fundações podem ser reunidos em dois grandes grupos: fundações diretas ou rasas e fundações profundas (Figura 3. estuda-se o tipo de fundação profunda mais adequada.E finalmente.Relação dos tipos de fundações usuais em construção 37 . 3.6).

logo abaixo da estrutura. devemos utilizar estacas ou tubulões.12). Com o auxílio da sondagem.3 .0m. Para a escolha das fundações podemos iniciar analisando uma sapata isolada (Figura 3. 38 . são capazes de suportar as cargas. se as cargas forem na ordem de 4 a 5 toneladas e sem presença de água. Fundações profundas. Em terrenos firmes a mais de 6. Condições econômicas: A-a=B-b A-B=a-b Sendo “A e B” as dimensões da sapata e “a e b” a dimensão do pilar. Figura 3. S nec = P σs . σs ≅ SPT 5 Encontrada a área.FUNDAÇÕES DIRETAS OU RASAS As fundações diretas são empregadas onde as camadas do subsolo. 3.0 à 6. obtemos o SPT na profundidade adotada e calculamos a σ s do solo.7 . Dividindo a carga P pela σ s do solo.7).0m. adotam-se as dimensões e verificamos se são econômicas (Figura 3. encontramos a área necessária da sapata (Snec).Portanto os principais tipos de fundações são: • • Fundações diretas ou rasas.Profundidade de uma sapata isolada (Df) • • - Quando Df ≤ B ⇒ Fundações diretas Quando Df > B ⇒ Fundações profundas (sendo “B” a menor dimensão da sapata) Quando a camada ideal for encontrada à profundidade de 5. podemos adotar brocas.

H. é função do tipo de solo e da consideração da sapata ser rígida ou flexível. Mantendo-se o valor "h" em no mínimo 40 cm e h1. • • Figura 3. 3. apresentar deformação de flexão (Caputo.3.0 kg/cm² Fraca = 0.Sapata Corrida em Alvenaria São utilizadas em obras de pequena área e carga.0 kg/cm² Regular = 2. É importante conhecer esse tipo de alicerce. (edícula sem laje.).Detalhe do nivelamento do fundo da vala 39 . água etc.5 kg/cm² A Distribuição das pressões.1 . o fundo da vala é formado por degraus (Figura 3. As etapas de execução são: a) Abertura de vala * Profundidade nunca inferiores a 40 cm * Largura das . pois foram muito utilizados nas construções antigas e se faz necessário esse conhecimento no momento das reformas e reforços dos mesmos. barraco de obra.parede de 1 tijolo = 45 cm valas: . sempre em nível.P. abrigo de gás.parede de 1/2 tijolo = 40 cm Em terrenos inclinados. Uma sapata será considerada flexível quando possuir altura relativamente pequena e . retangular ou triangular. sob atuação do carregamento.8 .Como referência temos σ s (Tensão admissível do solo) como sendo: Boa = 4. no máximo 50cm. podendo ser bi triangular.8). 1973) Descrevemos com mais detalhes as fundações diretas mais comuns para obras de pequeno porte. no terreno.

b) Apiloamento Se faz manualmente com soquete (maço) de 10 à 20 kg. 40 . Uniformizar e limpar o piso sobre o qual será levantado o alicerce de alvenaria d) Alicerce de alvenaria ( Assentamento dos tijolos) • Ficam semi-embutidos no terreno. f) Reaterro das valas Após a execução da impermeabilização das fundações. utilizam-se tijolos em espelho. assentados com argamassa de cimento e areia traço 1:3. • Argamassa de assentamento é de cimento e areia traço 1:4. podemos reaterrar as valas. com o objetivo unicamente de conseguir a uniformização do fundo da vala e não o de aumentar a resistência do solo. • Assentamento dos tijolos é feito em nível. A função das cintas de amarração é "amarrar" todo o alicerce e distribuir melhor as cargas. O reaterro deve ser feito em camadas de no máximo 20cm bem compactadas. a fim de evitar o contato das paredes com o solo.feitos com tijolo e meio. Sobre a cinta será efetuada a impermeabilização. areia grossa e pedra 2 e 3) e espessura mínima de 5cm com a finalidade de: • • Diminuir a pressão de contato visto ser a sua largura maior do que a do alicerce. • O tijolo utilizado é o maciço queimado ou requeimado. Paredes de 1/2 tijolo . não podendo. • Tem espessuras maiores do que a das paredes sendo: Paredes de 1 tijolo . no caso de pretender a sua atuação como viga deverá ser calculada a ferragem e os estribos. e) Cinta de amarração É sempre aconselhável a colocação de uma cinta de amarração no respaldo dos alicerces. c) Lastro de concreto Sobre o fundo das valas devemos aplicar uma camada de concreto magro de traço 1:3:6 ou 1:4:8 (cimento. Para economizar formas.feitos com um tijolo. • Seu respaldo deve estar acima do nível do terreno. contudo ser utilizadas como vigas. Normalmente a sua ferragem consiste de barras "corridas".

9 .11 . 1972) Parede de um tijolo Figura 3. 1972) 41 .Com cinta de amarração (Borges.g) Tipos de alicerces para construção simples Figura 3.Sem cinta de amarração (Borges.10 .Com cinta de amarração (Borges. 1972) Parede de meio tijolo Figura 3.

Sapata corrida sob paredes 42 . As sapatas de concreto simples (sem armaduras).12 .3. As sapatas de concreto armado.2 Sapatas Isoladas São fundações de concreto simples ou armado. 3. 3.Sapata isolada retangular 3. espaçados de mais ou menos 1. possuindo pequena altura em relação a sua base. A função desses estribos é somente posicionar as armaduras.3. 3. Para manter os ferros corridos da cinta de amarração na posição. podem ter formato piramidal ou cônico.Sapatas corridas Executadas em concreto armado e possuem uma dimensão preponderante em relação às demais (Figura 3.0m. que pode ter forma quadrada ou retangular (formatos mais comuns).Obs.13 .14. devem ser usados estribos.13. Figura 3.15) PAREDE h L Figura 3. Também são denominadas de Blocos.3 . o que lhes confere boa rigidez. possuem grande altura.

43 .Sapata corrida sob pilares PILAR VIGA h L Figura 3. Os radiers são elementos contínuos que podem ser executados em concreto armado. tem-se o que se denomina uma fundação em radier.Radiers Quando todas as paredes ou todos os pilares de uma edificação transmitem as cargas ao solo através de uma única sapata.Sapata corrida com viga 3.4 . esgoto e elétrica.PILAR h L Figura 3.15 . protendido ou em concreto reforçado com fibras de aço. O radier pode ser considerado uma laje contínua em toda a área de construção distribuindo uniformemente toda a carga ao terreno. Colocação das tubulações de água. A laje deve ser executada utilizando concreto armado com armaduras de aço nas duas direções tanto na parte superior como na inferior (armadura dupla).3. Etapas de construção: • • Preparo do terreno – apiloamento e nivelamento.14 .

Moldadas in loco 44 .FUNDAÇÕES PROFUNDAS São utilizadas quando o terreno firme.Estacas Estacas são peças alongadas.Pré-moldadas . Figura 3. 3.• • Colocação de manta plástica para evitar a perda de água do concreto e a umidade do solo.4 . essencialmente para: a) Transmissão de carga a camadas profundas.1 . b) Contenção de empuxos laterais (estacas pranchas).4. Podem ser: . Se uma parte dele for firme e outra fraca você não deve usar radier.Radier O radier somente deve ser utilizado se o terreno todo tiver o mesmo tipo de solo. c) Compactação de terrenos. encontra-se em camadas mais profundas do solo.16 . Os principais tipos de fundações profundas são: 3. cravadas ou confeccionadas no solo utilizando concreto no mínimo 15 MPa. cilíndricas ou prismáticas. bom para a fundação. Concretagem e cura.

pois ao final da concretagem há subida de excesso de argamassa. A cota de arrasamento das estacas deve ficar no mínimo 10 cm acima do fundo da vala.18 b). Figura 3. A limpeza e remoção do concreto de má qualidade até a cota de arrasamento devem ser feito com o auxílio de um ponteiro e marreta e o sentido deve ser preferencialmente de baixo para cima (Figura 3. o excesso de concreto acima da cota de arrasamento.18.17. Nas estacas prancha além dos esforços axiais temos o empuxo lateral (esforços horizontais). Nas estacas moldadas “in loco” o concreto da cabeça das estacas geralmente é de qualidade inferior.As estacas recebem esforços axiais de compressão.Esforços nas estacas Após a cravação das estacas pré-moldadas de concreto ou a concretagem das estacas moldadas “in loco” as mesmas devem ser preparadas previamente para sua perfeita ligação com os elementos estruturais (blocos de coroamento. vigas etc.a) Nas estacas pré-moldadas. é devido às estacas encontrarem a “nega” (solo impenetrável) em cotas distintas. ausência de pedra britada e possibilidade de barro em volta da estaca. Portanto a estaca deve ser concretada no mínimo 20 cm acima da cota de arrasamento.18 (a) Arrasamento das estacas – (b) Cota de arrasamento das estacas 45 . (a) (b) Figura 3. permitindo a execução do lastro e a sobra de no mínimo 5 cm de estaca acima do lastro (Figura 3. Esses esforços são resistidos pela reação exercida pelo terreno sobre sua ponta e pelo atrito entre as paredes laterais da estaca e o terreno. Figura 3.17 .).

distribuindo para ela as cargas dos pilares e dos baldrames (Figura 3.2 Blocos de coroamento das estacas Os blocos de coroamento das estacas são elementos maciços de concreto armado que solidarizam as "cabeças" de uma ou um grupo de estacas. Os blocos de coroamento têm também a função de absorver os momentos produzidos por forças horizontais. Ø= diâmetro da estaca UMA ESTACA DUAS ESTACAS TRÊS ESTACAS QUATRO ESTACAS . Figura 3..19 – Bloco de coroamento 46 ..19).4. H. excentricidade e outras solicitações (Caputo.3. 1973).P..

20 . as brocas só serão iniciadas depois de todas as valas abertas. bem como falhas na concretagem. sempre verificando se não houve fechamento do furo.Tipos de trado 47 . 3.20. Fazemos isso através da cubicagem (volume) de concreto que será necessária para cada broca. as mesmas são compactadas e preenchidas com concreto fck 15.0m a 4. A execução das brocas é extremamente simples e compreende apenas quatro fases: • • • • Abertura da vala dos alicerces Perfuração de um furo no terreno Compactação do fundo do furo Lançamento do concreto Ao contrário de outros tipos de estacas.3. utilizando pedra nº 2. (geralmente com 1. Inicia-se a abertura dos furos com uma cavadeira americana e o restante é executado com trado (Figura 3. Limite de comprimento: é da ordem de 6. não utilizando nenhum equipamento mecânico. em solo sem água. Os ∅ mais usados são 20 cm e 25 cm.4. que tem o seu comprimento acrescido através de barras de cano galvanizado.21). Ao atingir a profundidade das brocas. que veremos adiante. Figura 3.0 MPa conforme NBR 6122.0m.5m cada peça) até atingir a profundidade desejada. • • • Limite de diâmetro: 15 (6") a 25cm (10").0m. no mínimo de 3.Brocas São feitas a trado. de forma a não haver fechamento do furo nem desmoronamento. pois o trabalho é exclusivamente manual.3 .

No entanto.Figura 3. A execução de brocas na presença de água deve ser evitada e somente é admitida quando se tratar de solos de baixa permeabilidade. que possibilitem a concretagem antes do acúmulo de água. isto é feito com 4 (quatro) ferros e estribos em espiral ou de acordo com o projeto estrutural. apenas levam pontas de ferro destinadas a amarrá-las à viga baldrame ou blocos.não armada ≅ 7 a 8t . certas ocasiões nos obrigam a armá-las e nesses casos.Perfuração da broca Geralmente as brocas não são armadas. em solos suficientemente coesivos e na ausência de lençol freático. É conveniente adotar cargas não superiores a 5 toneladas por unidade.21 .armada ≅ 6 a 7t . A Resistência Estrutural da Broca quando bem executadas podem ser: • • broca de 20cm: broca de 25cm: .armada ≅ 10t Esses valores são aproximados. além de trabalharem a compressão. geralmente o fundo do furo não é compactado e o lançamento do concreto é feito diretamente no solo.não armada ≅ 4 a 5t . Quando em algumas brocas. encontrarmos solo resistente a uma profundidade inferior a 3. 48 . também sofrem empuxos laterais. sem nenhuma proteção.0m. Forem tracionadas. Devemos armar as brocas quando: • • • Verificarmos que as mesmas. pois sua execução é manual.

O processo é mecanizado e utilizado somente para pequenas cargas devido as suas limitações.5 . Seu emprego é restrito a perfuração acima do nível d'água.Estaca Apiloada A estaca apiloada é executada utilizando um tripé e um soquete com diâmetro de 20 a 30 cm. conjunto de tração e haste de perfuração. depende da profundidade atingida do diâmetro da estaca e do tipo de solo.4. 1998) Figura 3.4 . 49 .22).3. (Falconi et al. São executadas através de torres metálicas. apoiadas em chassis metálicos ou acopladas em caminhões (Figura 3. podendo esta ser helicoidal em toda a sua extensão ou trados acoplados em sua extremidade. Em ambos os casos são empregados guinchos.1998) Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 15tf 25tf 30tf 3. que é efetuada mecanicamente com trado helicoidal.Estacas Escavadas As estacas escavadas caracterizam-se também por serem moldadas no local após a escavação do solo.4. Nas estacas apiloadas não existe uma padronização de carga.22 – Perfuratriz (Hachich et al. A perfuração é conseguida lançando o saquete ao solo de uma altura variável dependendo do equipamento.

até completar o nível proposto pelo projeto. soquete (pilão) e a sonda (balde). coloca-se o tubo de molde do mesmo diâmetro da estaca. o soquete é substituído pela sonda com porta e janela a fim de penetrar e remover o solo no seu interior em estado de lama. Após abertura inicial do furo com o soquete.Execução das Estaca Strauss Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 20tf 30tf 35tf 50 .5 a 1.23 . 3. Figura 3.6 . Alcançado o comprimento desejado da estaca. 1998). exceto a formação do bulbo. O procedimento acima se repete.0 m que é socado pelo pilão à medida que se vai extraindo o molde formando o bulbo. guincho. Quando lançado e epiloado em camadas deve-se ter o cuidado do contato do soquete com a parede do furo para não contaminar o concreto com o solo (Hachich et al. enche-se de concreto em trechos de 0. Inicia-se a perfuração utilizando o soquete.4.Estaca Strauss A estaca Strauss é executada utilizando equipamento mecanizado composto por um tripé.A concretagem das estacas apiloadas seguem as mesmas especificações das estacas moldadas “in loco” pode ser lançado até preencher o furo ou lançado e apiloado em camadas.

1998). Figura 3.8 .Tubulões São elementos de fundação profunda constituído de um poço (fuste). 51 .3. apiloados ao mesmo tempo em que se retira o tubo de molde.4. Alcançada a profundidade desejada o molde é preso à torre.Estacas Franki Coloca-se o tubo de aço (molde). Após essa operação desce-se a armadura e concreta-se a estaca em pequenos trechos sendo os mesmos fortemente. coloca-se mais concreto no interior do molde e com o pilão. esse tampão é socado por meio de um soquete (pilão) de até 4t.7 . um tampão de concreto de relação água/cimento muito baixa. provoca-se a expulsão do tampão até a formação de um bulbo do concreto.4.24 . e uma base circular ou em forma de elipse (Figura 3. normalmente de seção circular revestido ou não.25) (Alonso et al. ele vai abrindo caminho no terreno devido ao forte atrito entre o concreto seco e o tubo e o mesmo é arrastado para dentro do solo. tendo no seu interior junto à ponta.Execução das Estacas Franki Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • Ø 30 cm: Ø 35 cm: 40tf 50tf 3.

Seu emprego é limitado para solos coesivos e acima do nível d'água. Sendo a de aço perdida ou recuperada. 1973).Seção típica de um tubulão Sendo: β ≥ 60o dmin. No sistema Chicago a escavação é feita com pá. tang60o sendo < 2. pelo ar comprimido injetado.d . Já no sistema Gow o escoramento é efetuado utilizando cilindros telescópicos de aço cravados por percussão (Caputo. existindo dois sistemas de execução Chicago e Gow. as paredes são escoradas com pranchas verticais ajustadas por meio de anéis de aço. 52 .0m 2 Os tubulões dividem-se em dois tipos básicos: à céu aberto (com ou sem revestimento) e a ar comprimido (pneumático) revestido. O princípio é manter. resulta de um poço perfurado manualmente ou mecanicamente e a céu aberto. Os tubulões à céu aberto é o mais simples. O revestimento dos tubulões pode ser constituído de camisa de concreto armada ou de aço. Os tubulões a ar comprimido ou pneumático utilizam uma câmara de equilíbrio em chapa de aço e um compressor (Figura 3. em etapas.x FUSTE d BASE b H d RODAPÉ 15 a 20cm D a D Figura 3. = 70cm D ≅ de 3 a 3.26).25 . a água afastada do interior do interior do tubulão.5d H ≥ D .

possibilitar a passagem de tubulações sem prejuízo do baldrame.Tubulão a ar comprimido 3. Sobre as fundações e vigas baldrames é executado a alvenaria de embasamento de modo a permitir os diferentes níveis de piso mantendo o baldrame nivelado.4.Figura 3.26 . 53 .9 – Alvenaria de embasamento As fundações são executadas em um nível abaixo do piso acabado (no mínimo 20 cm).

contra a umidade do solo. Já no Brasil.27 . Figura 3.27). aquedutos. . a impermeabilização para esses tipos. Os serviços de impermeabilização representam uma pequena parcela do custo e do volume de uma obra. As falhas corrigidas a posteriori.Alvenaria de embasamento 3. para impermeabilizar saunas. Os serviços de impermeabilização contra pressão hidrostática e contra água de infiltração não admitem falhas. Atualmente.contenção lateral para aterros dos pisos e receber a camada impermeabilizante do alicerce.contra a infiltração. somam muitas vezes o custo inicial. quando anteriormente planejada.5 – IMPERMEABILIZAÇÃO A impermeabilização é de fundamental importância no aumento da durabilidade das construções. A impermeabilização das edificações não é uma prática moderna. dispomos de produtos desenvolvidos especialmente para evitar a ação prejudicial da água. existem igrejas e pontes onde a argamassa das pedras foi aditivada com óleo de baleia. O tijolo maciço é o mais utilizado devido as suas dimensões facilitando as diversas espessuras da alvenaria de embasamento (Figura 3.contra a pressão hidrostática. Podemos dividir os tipos de impermeabilização. . etc. A alvenaria de embasamento pode ser de tijolo maciço ou de bloco de concreto assentada com argamassa de cimento e areia no traço 1:4. de acordo com o ataque de água: . mais 54 . Os romanos empregavam clara de ovos. óleos. nas cidades históricas. sangue.

até alcançarmos o nível do piso (Alvenaria de embasamento). pois é o ponto de ligação entre a parede que está livre de contato com o terreno e o alicerce.. um produto mineral que se aplica na estrutura. Devemos ter alguns cuidados com a impermeabilização Uma impermeabilização não dá resistência à estrutura. Se a estrutura fissurar.2º Constituídos por cimentos especiais de cura rápida que são utilizados no tamponamento. etc. 3. já há algum tempo.28). 55 . Uma junta fissurada deve ser cheia com uma massa elástica e não com argamassa rígida. local mais indicado para isso. e com grande sucesso. penetrando até a altura de 1. A fundação sempre é executada num nível inferior ao do piso..utilizada há mais de 50 anos. Como podemos observar.-. membrana de asfalto com elastômetros. Tem sido bem aceito. . nas recuperações de estruturas sujeitas a pressão hidrostática etc. a argamassa também o fará.Impermeabilização dos alicerces Independente do tipo de fundação adotada deve executar uma impermeabilização no respaldo dos alicerces (Figura 3. causando sérios transtornos. pois esse produto pode ser aplicado. pois acompanha o movimento das trincas que venham a se formar na estrutura permanecendo impermeáveis mesmo sob pressão hidrostática. Portanto é indispensável uma boa impermeabilização no respaldo dos alicerces. sendo necessário assentar algumas fiadas de tijolos sobre a sapata corrida ou sobre o baldrame. existem basicamente três sistemas principais de impermeabilização: O rígido: . O flexível: Constituído por lençóis de borracha butílica.5. lençóis termoplásticos. é a por meio de membranas onde a plasticidade é a grande vantagem.50m nas paredes superiores. no Brasil. O semi flexível: . que penetra nos poros através de água e se cristaliza até cerca de 6 cm dentro da estrutura fechando os poros e ficando solidária com a estrutura. A obstrução da água fará com que ela procure nova saída e inicie o trabalho pelas áreas porosas. pela inclusão de um aditivo. No tijolo a água sobe por capilaridade.1º Constituídos pêlos concretos e argamassas impermeáveis. E no caso de umidade do solo. a impermeabilização mais utilizada é com argamassa rígida e impermeabilizante gordurosos. Temos também.1.Semelhante à impermeabilização rígida somente que os aditivos favorecem pequenas movimentações. em especial as de concreto.

3 latas de areia (54 litros) . dosado em argamassa de cimento e areia em traço 1:3 em volume: . 56 . Viaplus 1000.Figura 3. Podemos utilizar aditivo acrílico que proporciona uma composição semi flexível. Outro processo utilizado dispensa o uso da pintura com piche líquido sobre a argamassa. Nesse sistema aplica-se uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 e pintura com cimento cristalizante e aditivo (Kz + água + K11 na proporção de 1:4:12. corrigindo os pontos fracos.5 kg de impermeável Após a cura da argamassa impermeável a superfície é pintada com piche líquido (Neutrol ou similar). pois o piche penetra nas possíveis falhas de camadas.1 lata de cimento (18 litros) .Impermeabilização no respaldo do alicerce O processo mais utilizado é através de argamassa rígida. Tec 100 ou similar). Usa-se a mesma argamassa para o assentamento das duas primeiras fiadas da alvenaria de elevação. mas apenas alisada. usando. impermeável gorduroso (Vedacit ou similar).29). A camada impermeável não deve ser queimada. Recomendações importantes para uma boa execução da impermeabilização: Deve-se sempre dobrar lateralmente cerca de 10 a 15 cm (Figura 3. geralmente.28 .1. para que sua superfície fique semi-áspera evitando fissuras. Devemos aplicar duas demãos e em cruz. Aplicar sempre com as paredes úmidas em três demãos cruzadas.

Faz-se necessário estudar caso a caso para adotar o melhor sistema de impermeabilização (rígido e semi flexível para umidade e flexível para infiltração).30 e 3.5.Figura 3. nos locais onde o solo entra em contato com as paredes.Impermeabilização em locais de pouca ventilação 57 . 3.30 .: O tempo de duração de uma impermeabilização deverá corresponder ao tempo de uso de uma construção.Impermeabilização nas alvenarias sujeita a umidade do solo Além dos alicerces. As figuras 3.29 . Sua substituição envolve alto custo e transtorno aos usuários.Detalhe da aplicação da argamassa impermeável Obs.2 . devemos executar uma impermeabilização. Figura 3.31 detalham uma impermeabilização rígida em diversos locais de uma construção.

Onde o solo encostar-se à parede levantar o revestimento interno e externo no mínimo 60 cm acima do solo

Figura 3.31 - Impermeabilização com ventilação

Em ambos os casos o alicerce e o lastro impermeabilizado devem coincidir. 3.6 - DRENOS Existem casos que para maior proteção da impermeabilização dos alicerces e também das paredes em arrimo, necessitamos executar DRENOS, para garantir bons resultados. Os drenos devem ser estudados para cada caso, tendo em vista o tipo de solo e a profundidade do lençol freático, etc... Os drenos subterrâneos podem ser de três tipos: - Drenos horizontais (ao longo de uma área) (figura 3.32) - Drenos verticais (tipo estacas de areia) - Drenos em camada (sob base de estrada) De modo genérico, os drenos horizontais são constituídos:

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Figura 3.32 - Dreno horizontal

1 - Camada filtrante: (areia de granulometria adequada ou manta de poliéster servindo como elemento de retenção de finos do solo). 2 - Material drenante: (pedra de granulometria apropriada) que serve para evitar carreamento de areia - 1 - para o interior do tubo, e conduzir as águas drenadas. 3 - Tubo coletor: deve ser usado para grandes vazões. Normalmente de concreto, barro cozido ou PVC. 4 - Camada impermeável : (selo) no caso do dreno ser destinado apenas à captação de águas subterrâneas. Se o dreno captar águas de superfície, esta camada será substituída por material permeável. 5 - Solo a ser drenado: em um estudo mais aprofundado, a sua granulometria servirá de ponto de partida para o projeto das camadas de proteção. Obs. No caso de não ter tubulação condutora de água, o dreno é chamado de cego (Figura 3.33). Os drenos cegos consistem de valas cheias de material granular (brita e areia). O material é colocado com diâmetro decrescente, de baixo para cima.

Figura 3.33 - Dreno horizontal cego

Uma das utilizações dos drenos é quando o nível de água é muito alto e desejamos rebaixá-lo (Figura 3.34).

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Figura 3.34 - Exemplo de aplicação dos drenos

Obs. Neste caso os furos do tubo devem estar para cima.

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ANOTAÇÕES

1 – Verificar se o terreno confirma a sondagem quando da execução da fundação. 2 – Verificar a exata correspondência entre os projetos, arquitetônico, estrutural e o de fundações. 3 – Verificar se o traço e o preparo do concreto atendem as especificações de projeto. 4 – Verificar qual o sistema de impermeabilização indicada no projeto. Constatar se as especificações dos materiais, bem como as recomendações técnicas dos fabricantes estão sendo rigorosamente obedecidas.

Noções de segurança na execução de fundação: - Evitar queda de pessoas nas aberturas utilizando proteção com guarda corpos de madeira, metal ou telas. - Realizar escoramento em valas para evitar desmoronamentos. - O canteiro de obra deverá ser mantido limpo, organizado e desimpedidos, para evitar escorregões, e tropeços. - Sinalizar com guarda-corpo, fitas, bandeirolas, cavaletes as valas, taludes poços e buracos.

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4 - ALVENARIA

APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO; VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a alvenaria adequada; • Orientar a elevação das paredes (primeira fiada, cantos, prumo, nível); • Especificar o tipo de argamassa de assentamento; • Especificar e conhecer o tipo de amarração; • Especificar os tipos de reforços nos vãos das alvenarias. • Executar corretamente os muros de fechamento de divisas.

Alvenaria, pelo dicionário da língua portuguesa, é a arte ou ofício de pedreiro ou alvanel, ou ainda, obra composta de pedras naturais, cerâmica, blocos de concreto, ligadas ou não por argamassa; cola, armadura e graute (que preenchem os furos da alvenaria estrutural). A alvenaria pode ser empregada na confecção de diversos elementos construtivos (paredes, muros, abóbadas, sapatas, etc.) e pode ter função estrutural ou simplesmente de vedação. Quando a alvenaria é empregada na construção para resistir cargas, ela é chamada Alvenaria resistente, pois além do seu peso próprio, ela suporta cargas (peso das lajes, telhados, pavimento. superior, etc.) Quando a alvenaria não é dimensionada para resistir cargas verticais além de seu peso próprio é denominada Alvenaria de vedação. As paredes utilizadas como elemento de vedação devem possuir características técnicas que são: • • • • • Resistência mecânica Isolamento térmico e acústico Resistência ao fogo Estanqueidade Durabilidade

As alvenarias de pedras naturais são raramente executadas, em função da falta de mão-de-obra especializada, como também, pelas distâncias entre os locais de sua extração e de sua utilização. As alvenarias de tijolos e blocos cerâmicos ou de concreto, são as mais utilizadas, mas existem investimentos crescentes no desenvolvimento de tecnologias para industrialização de sistemas construtivos aplicando materiais diversos. No entanto neste capítulo iremos abordar os elementos de alvenaria tradicionais.

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4.1 - ELEMENTO DE ALVENARIA TRADICIONAL O elemento de alvenaria é um produto industrializado, de formato paralelepipedal, para compor uma alvenaria, podendo ser: cerâmico, solo cimento e concreto. 4.1.1 - Elementos cerâmicos Os elementos cerâmicos são obtidos a partir da queima de misturas compostas por areia e argila, quando misturados com água, formam uma pasta plástica podendo adquirir grande dureza, sob a ação de calor. Geralmente, os produtos cerâmicos para alvenaria apresentam as seguintes etapas de fabricação: • • • • • • Escolha de matéria prima; Exploração de matéria prima; Preparação da argila; Amassamento ou preparo da mistura; Moldagem; Secagem e cozimento.

A temperatura de queima varia entre 800° C até 1500° C, e dependendo da temperatura de queima dos compostos presentes, os elementos cerâmicos podem ser classificados em: • • • Cerâmica vermelha – entre 950° C a 1100° C (Tijolos, blocos, lajotas etc.) Cerâmica Branca – entre 1100° C a 1300° C (azulejos, peças sanitárias etc.) Cerâmica refratária – acima de 1500° C.

a - Tijolo cerâmico maciço (comum ou caipira) São blocos de barro comum, moldados com arestas vivas e retilíneas (Figura 4.1), obtidos após a queima das peças em fornos contínuos ou periódicos com temperaturas da ordem de 950 a 1100° C. De acordo com a NBR7170 os tijolos dividem-se em: • • Tipo 1 = (200±5; 95±3; 63±2)mm Tipo 2 = (240±5; 115±3; 52±2)mm

Porém no mercado corrente encontra-se tijolos com dimensões nominais de 210x100x50 mm, que são adquiridos por milheiro. • • • peso: 2,50kg resistência do tijolo: de 1,5 a 4,0 Mpa. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 77un parede de 1 tijolo: 148un

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Figura 4.1 - Tijolo comum

A produtividade da execução de alvenaria com tijolo maciço é baixa, no entanto as suas pequenas dimensões permitem uma maior precisão de nivelamento e prumo. b – Bloco cerâmico Tijolo cerâmico vazado, moldados com arestas vivas retilíneas. São produzidos a partir da cerâmica vermelha, tendo a sua conformação obtida através de extrusão. Podem ser classificados em: • • Blocos de vedação; Blocos estruturais.

As dimensões nominais dos blocos cerâmicos são muito variáveis, portanto pode-se escolher a dimensão que melhor se adapte ao seu projeto utilizando a Tabela 4.1. Neste capítulo iremos abordar somente os blocos de vedação. Os blocos de vedação não têm função de suportar outras cargas além do seu peso próprio e do revestimento. Isto ocorre porque no assentamento, dos blocos de vedação, os furos dos mesmos estão dispostos paralelamente à superfície de assentamento (diferente dos blocos estruturais em que os furos são verticais, perpendiculares à superfície de assentamento) o que ocasiona uma diminuição da resistência dos painéis de alvenaria. Os blocos de vedação têm as superfícies constituídas por ranhuras e saliências para aumentar a aderência, porque na queima as faces do tijolo sofrem um processo de vitrificação, que compromete a aderência com as argamassas de assentamento e revestimento. A tabela 4.1 determina as dimensões normalizadas para os elementos cerâmicos existentes comercialmente. 64

Comparando o tijolo baiano e o furado com o tijolo maciço.0 Mpa.Dimensões nominais de blocos de vedação e estruturais.00Kg resistência do tijolo: de 1. denominados tijolo furado (Figura 4.5 x 20 x 20 12.2) denominados tijolo baiano e com furos prismáticos. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 22un parede de 1 tijolo: 42um Tolerancia nas medidas: ± 3mm • O bloco cerâmico 11.5 x 20 x 40 15 x 20 x 20 15 x 20 x 25 15 x 20 x 30 15 x 20 x 40 20 x 20 x 20 20 x 20 x 25 20 x 20 x 30 20 x 20 x 40 Medidas especiais L x H x C (cm) 10 x 10 x 20 10 x 15 x 20 10 x 15 x 25 12.Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos Tabela NBR .1 . também 9x19x19.5 x 15 x 25 Largura (L) 90 90 90 90 115 115 115 115 140 140 140 140 190 190 190 190 Largura (L) 90 90 90 115 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 90 140 140 140 Comprimento(C) 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 Comprimento(C) 190 190 240 240 Os mais utilizados são os blocos com furos cilíndricos 9x19x19 (Figura 4. Exige menos mão-de-obra.5x14x24 também é bem utilizado. comuns e especiais Tipo(A) L x H x C (cm) 10 x 20 x 20 10 x 20 x 25 10 x 20 x 30 10 x 20 x 40 12. devido à quebra do tijolo. por outro lado. muitas vezes maior. 65 .3) com as seguintes características: • • • peso: 3. o corte para passagem de tubulação é difícil e. a alvenaria de tijolo baiano e furado é sensivelmente mais leve do que a alvenaria de tijolo maciço.5 x 20 x 25 12. porque devido as suas dimensões tem um rendimento maior.5 a 2.5 x 20 x 30 12.Tabela 4. menos argamassa de assentamento.

3 . • • dimensões: 23x11x5.Tijolo laminado (21 furos) Tijolo cerâmico utilizado para executar paredes de tijolos à vista (Figura 4.70kg resistência do tijolo ≅ 3.2 .0MPa • • 66 .5 a 5. O processo de fabricação é semelhante ao do tijolo furado.5cm quantidade por m²: parede de 1/2 tijolo: 70un parede de 1 tijolo: 140un peso aproximado ≅ 2.Figura 4.Tijolo com furo prismático (tijolo furado) c .Tijolo com furo cilíndrico (tijolo baiano) Figura 4.4).

• • • • dimensões: 20x10x4.6). cal e areia no traço 1:2:8 ou por meio de cola respectivamente. e água.2 .Tijolo de solo cimento comum Figura 4. 23x11x5cm ou 25x12.0MPa Figura 4.25 quantidade: a mesma do tijolo maciço de barro cozido resistência a compressão individual: 1.Figura 4.5) ou furados (Figura 4.7MPa resistência à compressão média: 2.6 .Tijolo laminado 4.Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 67 .4 .5cm.50 a 80% do próprio terreno onde se processa a construção (o qual não deve apresentar matéria orgânica em teores prejudiciais).5x6.1. São assentados por argamassa mista de cimento. prensados mecanicamente ou manualmente. cimento Portland de 4 a 10%.Tijolos de solo cimento Material obtido pela mistura de solo arenoso .5 . Podem ser maciços (Figura 4.

e dependendo do equipamento é possível obter peças de grande regularidade e com faces e arestas de bom acabamento.7kg . fabricadas com cimento.4. Em relação ao acabamento os blocas de concreto podem ser para revestimento (mais rústico) ou aparentes.2 determina as dimensões nominais dos blocos de concreto mais utilizado.Bloco canaleta Bloco Canaleta : 14 x 19 x 39 = 13. Figura 4. Tabela 4.0MPa Espessura mínima de qualquer parede do bloco deve ser de 15mm.5un resistência do bloco: média 2.5kg 68 a 09 1/2 14 tijolo 19 b x 19 x 19 x 19 c x 19 x 19 x 19 peso 4. Figura 4.7 .Bloco de concreto • • • quantidade de blocos por m² : 12.5MPa Individual 2.6kg 15.50 kg 19 x 19 x 39 = 18.1.7. O bloco é obtido através da dosagem racional dos componentes. pedrisco. 4.7kg 8.Blocos de concreto Peças regulares e retangulares. areia.10 kg A Tabela 4.2 .7kg 13.Dimensões nominais dos blocos de concreto dimensões *: a 09 11 14 19 b x 19 x 19 x 19 x 19 x x x x c 39 39 39 39 peso 10kg 10.3 .8kg 6. O equipamento para a execução dos blocos é a presa hidráulica.8). pó de pedra e água (Figura 4.8 .

Pode ser utilizado na forma de blocos com diversas medidas e espessuras ou painéis armados. como: a) Taipa: A taipa é constituída por terra úmida. d) Concreto celular autoclavado: É um produto obtido por processo industrial. o restante da parede será erguida sem preocupações de prumo e horizontalidade. resistência ao fogo. e) Gesso acartonado: Utilizado na divisão dos espaços internos das edificações. Geralmente monolítico. É assentado com gesso cola. proporcionando ao material baixo peso específico. obedecendo ao prumo de pedreiro para o alinhamento vertical (Figura 4. 69 . Os cantos são levantados primeiro porque. fiada por fiada. com características argilosas. técnicas e materiais utilizados. diminuindo a retração do material e melhorando o comportamento higrotérmico da parede. desta forma. b) Adobe: Tijolos de barro amassado com palha. de montagem por acoplamento e constituído por uma estrutura de perfis metálicos ou de madeira e fechamento em chapas de gesso acartonado. isolamento térmico. um dia da execução da impermeabilização. É autoclavado (cura a vapor sob pressão de 10 atmosferas e temperatura de 180ºC) caracterizando um produto com baixo peso específico.2 – OUTROS ELEMENTOS DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO Existem diversas alternativas. secos ao sol. areia e água.10) e o escantilhão no sentido horizontal (Figura 4. para a execução de paredes de vedação. O serviço é iniciado pêlos cantos (Figura 4. c) Blocos de concreto celular: São blocos de concreto com adição de produtos químicos na sua composição ocorrendo à incorporação de gases. boa trabalhabilidade e precisão nas medidas. utilizados para a execução de paredes e divisórias internas. estruturado. Devido à argila ser muito retrátil. f) Blocos de Gesso: Os blocos pré-fabricados de gesso são elementos de vedação vertical. cal. ariginando paredes ou muros homogêneos e monolíticos. pois se estica uma linha entre os dois cantos já levantados. areia e outros materiais silicosos aos quais se adiciona alumínio em pó. que funciona como um elemento aglutinador. leve. gesso comum e sizal.9). comprimidas entre taipas (formas) de madeira. com a mistura de cimento.9) após o destacamento das paredes (assentamento da primeira e segunda fiada).3 – ELEVAÇÃO DA ALVENARIA TRADICIONAL: Depois de. 4. resistência à compressão. retiradas depois de completar a secagem. no mínimo. serão erguidas as paredes conforme o projeto de arquitetura. fixo ou desmontável. se junta palha.4. facilitando o manuseio e bom desempenho térmico e acústico.

os cantos são levantados utilizando uma argamassa de assentamento de cimento.9) Figura 4.Paredes de tijolos maciços Com o auxílio do escantilhão.9 .4.Detalhe do prumo do canto da alvenaria 70 .1 .Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria Figura 4. cal e areia no traço 1: 2: 8 (Figura 4. do prumo de pedreiro e da linha.3.10 .

Assentamento do tijolo 71 .Podemos ver nos desenhos (Figura 4. 4.12. 1o – Colocada à linha.11.12. conforme a Figura 4.11. a argamassa e disposta sobre a fiada anterior.11 .13) a maneira mais prática de executarmos a elevação da alvenaria.12 .Colocação da argamassa de assentamento 2o . 4. verificando o nível e o prumo. Figura 4. batendo e acertando com a colher conforme Figura 4.Sobre a argamassa o tijolo e assentado com a face rente à linha. Figura 4.

16).50m.5m aproximadamente. 4. para garantir uma maior resistência e estabilidade dos painéis (Figuras 4.3o . 4. Por este motivo.Amarração dos tijolos maciços Os elementos de alvenaria devem ser assentados com as juntas desencontradas.3. Figura 4.5m acima da laje e assim sucessivamente. Os andaimes são executados com tábuas de 1"x12" (2. conforme Figura 4. Quando as paredes atingirem a altura de 1. Podendo ser: 72 .13.Retirada do excesso de argamassa Mesmo sendo os tijolos da mesma olaria.A sobra de argamassa é retirada com a colher. 4. sendo a mesma à externa por motivos estéticos e mesmo porque os andaimes são montados por este lado fazendo com que o pedreiro trabalhe aparelhando esta face. nota-se certa diferença de medidas. No caso de andaimes utilizando pontaletes de madeira as tábuas devem ser pregadas para maior segurança dos usuários.14. deve-se providenciar o primeiro plano de andaimes. Os andaimes são estruturas que auxiliam na elevação das alvenarias quando o nível das paredes ultrapassa a altura de 1.5x30cm) utilizando os mesmos pontaletes de marcação da obra ou com andaimes metálicos.1.15.13 .a . somente uma das faces da parede pode ser aparelhada. o segundo plano será na altura da laje. se for sobrado. e o terceiro 1.

Ajuste Francês também comumente utilizado (Figura 4.15) Figura 4.14) Figura 4. Figura 4. é o sistema mais utilizado (Figura 4.Ajuste Francês c .Ajuste corrente (comum) b .16).Ajuste Inglês ou gótico 73 .Ajuste Inglês.16 .a .Ajuste comum ou corrente.14 . de difícil execução pode ser utilizado em alvenaria de tijolo aparente (Figura 4.15 .

Figura 4.b .Formação dos cantos de paredes É de grande importância que os cantos sejam executados corretamente. as paredes iniciam-se pêlos cantos.3.1.17 .21 mostram a execução de diversos cantos de parede nas diversas modalidades de ajustes.4.17. pois como já visto.Canto em parede de meio tijolo no ajuste comum Figura 4.20 e 4.Canto em parede de um tijolo no ajuste francês Figura 4.Canto em parede de um tijolo no ajuste comum 74 . Nas Figuras 4. 4. 4.18. 4.19 .19.18 .

.22) 75 .3.Canto em parede externa de um tijolo com parede interna de meio tijolo no ajuste francês 4..Figura 4. muros etc.1.Pilares de tijolos maciços São utilizados em locais onde a carga é pequena (varandas.).Canto em parede de espelho Figura 4.c .20 .21 . Podem ser executados somente de alvenaria ou e alvenaria e o centro preenchido por concreto (Figura 4.

Figura 4. para não haver confusão com as pilhas anteriores.3. é comum empilhar os tijolos de maneira como mostra a Figura 4. contendo cada 16 tijolos. arrumam-se mais 10 tijolos. após cada descarga do caminhão.1.23 .Empilhamento do tijolo maciço 76 .Empilhamento de tijolos maciços Para conferir na obra a quantidade de tijolos maciços recebidos. Costuma-se. Como coroamento.Exemplo de pilares de alvenaria 4.23. também. resultando 240. Figura 4. São 15 camadas.d .22 . pintar ou borrifar com água de cal as pilhas. perfazendo uma pilha de 250 tijolos.

os desenhos dos blocos. se estendem rapidamente em nossas obras. são necessários tijolos comuns.geralmente.24 . Vantagens: . . o que facilita no momento da execução. O processo de assentamento é semelhante ao já descrito para a alvenaria de tijolos maciços.peso menor . Podemos dividi-lo pela metade ou em 1/4 e 3/4 de acordo com a necessidade (Figura 4. .Paredes com bloco de concreto São paredes executadas com blocos de concreto vibrado. Figura 4. A argamassa de assentamento dos blocos de concreto é mista composta por cimento cal e areia no traço 1:1/2:6.Cortes em tijolos maciços O tijolo maciço permite que seja dividido em diversos tamanhos.3. .nos dias de chuva aparecem nos painéis de alvenaria externa. economizandomão-de-obra.menor consumo de argamassa para assentamento. .Corte do tijolo maciço 4.1.melhor acabamento e uniformidade. .e . Com o desenvolvimento dos artigos pré-moldados.4. .menor tempo de assentamento e revestimento.2 .3. As paredes iniciam-se pêlos cantos utilizando o escantilhão para o nível da fiada e o prumo. Desvantagens: 77 .não permite cortes para dividi-los.24). Isto ocorre devido à absorção da argamassa de assentamento ser diferente da dos blocos.difícil para se trabalhar nas aberturas de rasgos para embutimento de canos e conduítes. nas espaletas e arremates do vão.

Pode ser junta a prumo (somente quando for vedação em estrutura de concreto). A amarração dos cantos e de parede interna com externa se faz utilizando barras de aço a cada três fiadas ou utilizando um pilarete de concreto no encontro das alvenarias (Figura 4. a elevação da alvenaria se dá assentando o bloco com os furos para baixo.Detalhe de execução dos cantos 78 .Detalhe do assentamento do bloco de concreto O assentamento é feito em amarração.Os blocos de concreto para execução de obras não estruturais têm o seu fundo tampado (Figura 4.25 .26): Figura 4.26 . Portanto.25) para facilitar a colocação da argamassa de assentamento. Figura 4.

Execução de alvenaria utilizando tijolos furados A amarração dos cantos e da parede interna com as externas se faz através de pilares de concreto.4 .3 .27 . Sobre elas não devem ser aplicados nenhuma carga direta. Figura 4. não oferecem grande resistência e portanto. tanto para paredes de 1/2 tijolo como para 1 tijolo (Figura 4. Para que isso ocorra devemos 79 .VÃOS EM PAREDES DE ALVENARIA Na execução das paredes são deixados os vãos de portas e janelas.Parede de tijolos furados As paredes de tijolo furado são utilizadas com a finalidade de diminuir o peso das estruturas e economia.28 . pois não se consegue uma amarração perfeita devido às diferenças de dimensões (Figura 4. Figura 4.28). No caso das portas os vãos já são destacados na primeira fiada da alvenaria e das janelas na altura do peitoril determinado no projeto.27).3.4. No entanto.Exemplo de amarração na alvenaria de tijolo furado 4. e o seu assentamento e feito em amarração. só devem ser aplicados com a única função de vedarem um painel na estrutura de concreto. os tijolos baianos também são utilizados para a elevação das paredes.

Vão de alvenaria Esquadrias de madeira: porta = acrescentar 10 cm na largura e 5 cm na altura.29 .29). e devem exceder ao vão no mínimo 30 cm ou 1/5 do vão.30 . executa-se uma só verga. No caso de janelas sucessivas. tem a finalidade de distribuir as cargas concentradas uniformemente pela alvenaria inferior: Figura 4.Vergas sobre e sob os vãos As vergas podem ser pré-moldadas ou moldadas no local. 4. Esquadrias de ferro: como o batente é a própria esquadria. pois a medida do mesmo deverá ser acrescida ao vão livre da esquadria (Figura 4. Sobre o vão das portas e sobre e sob os vãos das janelas devem ser construídas vergas (Figura 4. Quando trabalha sobre o vão. janela = acrescentar 10cm na largura e 10cm na altura. Figura 4.30).32 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos maciços para: 80 . a sua função é evitar as cargas nas esquadrias e quando trabalha sob o vão. As vergas são elementos construtivos não passiveis de cálculo as Figuras 4. os acréscimos serão de 3cm tanto na largura como na altura.considerar o tipo de batente a ser utilizado.31. devido aos batentes.

31 .0m Figura 4.00m Vãos entre 1.00m e 1.00m.00m e entre 1.00m OBS: Caso o vão exceda a 2.50m Figura 4.00m e 2.32 .Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1.34 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com blocos de concreto para: Vãos de 1. deve-se calcular uma viga armada. 4.0 e 2. As Figuras 4.33 .Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vãos até 1.50m 81 .0 a 1.0m Vãos de 1.Vãos até 1.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.0m Figura 4.33.

executa-se coxins de concreto (Figura 4. Figura 4. proveniente principalmente das coberturas.Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1.00m Figura 4.5 .Vãos acima de 1.50 até 2.Coxins de concreto 82 .00m 4.35 .35 exemplifica as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos furados para: Vãos de 1. descarrega sobre a alvenaria.36).00m A Figura 4.00m e entre 1.36 .34 . Quando uma viga.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.0m Figura 4.0m Vãos de 1.0 a 2.OUTROS TIPOS DE REFORÇOS EM PAREDES DE ALVENARIA. para evitar a carga concentrada e consequentemente o cisalhamento nos tijolos.00m e 2.50m e 2. de pequena carga.

(ver apoio de lajes em alvenaria nas anotações de aulas nº5). Se necessitarmos que as cintas suportem cargas.39) Figura 4. As cintas de amarração no respaldo das paredes servem para apoio das lajes.00m. quando não temos uma verdadeira estrutura de concreto e os vão são pequenos. As Figuras 4.Ao chegar com as paredes à altura da laje (respaldo das paredes). devemos então calcular vigas. 83 . utilizamos uma nova cinta de amarração sob a laje e sobre todas as paredes que dela recebem carga. nestes casos para lajes de pequenos vãos.38 exemplificam as cintas de amarração no respaldo das alvenarias cerâmicas para tijolo maciço e tijolo furado respectivamente.39 . Figura 4. As cintas de amarração servem para distribuir as cargas e "amarrar" as paredes (internas com as externas).38 .37 e 4.50 a 3.37 .Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado Na alvenaria de bloco de concreto utilizamos blocos canaletas para a execução das cintas de amarração (Figura 4.Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço Figura 4.Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto Obs. no máximo entre 2.

No caso (a) é necessário que exista uma ligação efetiva e rígida entre elas. e a solidarização é feita durante a elevação da alvenaria. além do chapisco. tijolos cerâmicos inclinados ou argamassa expansiva Para fixação lateral devem ser previstas barras chamadas de “ferro cabelo” ou telas de aço previamente fixadas nos pilares (Figura 4.40). portanto apresentar resistência mecânica compatível com as solicitações e a forma de fixação deve garantir o grau de ligação. Podemos ter: a) A alvenaria funciona como travamento da estrutura. pois falta aderência neste ponto. Na parte superior da alvenaria deve ser executado.4. Devem. Devem-se observar quais os vínculos previstos entre a parede de alvenaria e a estrutura a fim de se definir os materiais e técnicas. lajes tipo cogumelo). Figura 4. b) A alvenaria não funciona como travamento e a estrutura que a envolve é deformável (pré-fabricados. O chapisco (argamassa de cimento e areia mais um adesivo de argamassa) é imprescindível. As paredes estarão submetidas a um estado de tensão que lhes serão transmitidas pela estrutura. De modo geral procura-se executar as juntas com material bastante deformável (mastiques elásticos). que permita a movimentação da estrutura sem introduzir 84 .6 – FIXAÇÃO DAS ALVENARIAS DE VEDAÇÃO EM ESTRUTURAS DE CONCRETO Quando a alvenaria é executada depois da estrutura são observadas fissuras na interfase alvenaria/estrutura devido à diferença de módulo de elasticidade dos materiais constituintes. Devemos tomar alguns cuidados. grandes pórticos. o encunhamento utilizando cunhas pré-fabricadas de conceto. c) A alvenaria não funciona como travamento e está envolta por estrutura pouco deformável.40 – Fixação da alvenaria de vedação em estruturas de concreto No caso (b) cada tipo de estrutura deve ser estudado separadamente.

Nestes casos o “ferro cabelo” deve ser fixo na estrutura de concreto e livre na alvenaria. e sofrer movimentação proveniente da variação térmica. Obs.00 a 15. provavelmente. pórticos rígidos. torna-se necessário que seu funcionamento seja compatibilizado com o da estrutura devido principalmente às diferenças de comportamento dos materiais. se manifestarão também no revestimento. O encunhamento rígido pode submetê-la a um estado excessivo de tensão e provocar fissuras. devemos deixar uma junta de dilatação de 1. Assim a fixação da alvenaria à estrutura deverá ser inicialmente fraca. poderemos também utilizar os furos do bloco como pilarete ou colocar formas e executar um pilarete. neste caso armado. no máximo. portanto a cada 2.00m. 4. ventos etc. Nestes casos pode-se especificar o acabamento frisado para as juntas ou a aplicação de telas na região da junta.41) ou revestido (Figura 4.43). No caso “c” panos pouco extensos. Se a escolha for à vista. formando assim os pilaretes (Figura 4. é tempo correto de sua execução. o importante da fixação. Esta junta deve ser executada para evitar que no muro apareça trincas devido ser o mesmo esbelto. 4. tijolo maciço ou tijolo furado. Qualquer que seja o elemento escolhido para a execução do muro a cada.À vista: Figura 4.41).5 a 3.41 . para podermos frisá-las. de 10. Para o tijolo furado e o maciço. com o auxílio de formas de madeira (Figura 4.42).0m executa-se um pilarete de 10 x 25.0cm. possibilitando a movimentação do painel. Esta não deve se dar imediatamente após término da elevação da alvenaria. Se a escolha for para o revestimento. estar parcialmente engastado no alicerce.7 – MUROS Os fechamentos para divisas podem ser executados em alvenaria de bloco de concreto (14 x 19 x 39). tomando sempre o cuidado de deixar as juntas com o mesmo espaçamento.1 .7. para as alvenarias de vedação. Tudo vai depender de um estudo econômico e também técnico para a escolha do melhor elemento Para o bloco de concreto podemos executar de duas maneiras: à vista (Figura 4. devemos quase sempre revesti-los.Fechamento de divisas em bloco de concreto a . desde que a junta seja frágil. evitando que esta se manifeste no revestimento.Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 85 . devemos utilizar os próprios furos dos blocos para preencher com "grout". No encontro vertical (com os pilares) normalmente ocorrem juntas “auto deformáveis” que.esforços de grande amplitude na alvenaria. NOTA: Quanto ao tipo de ligação.

Detalhe da elevação de muro de bloco aparente .Fechamento de divisas em tijolo maciço ou baiano Figura 4.b .Revestido: Figura 4.2 .42 .43 .7.Detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 86 . revestido e viga baldrame 4.

uma proteção impermeável. Devemos sempre deixar as valas do alicerce do muro em nível para evitarmos esforços na alvenaria. o que poderia ocasionar o aparecimento de fissuras.Exemplo de fundação para muros No respaldo do alicerce do muro. As brocas.44). que tem a função de interligar os pilaretes com a alvenaria. para evitar a presença de umidade na alvenaria de elevação do muro. impermeabilização Figura 4.Tipos de fundações para muros Podemos efetuar. 87 .44 .0m de distância uma das outras. através de argamassa e impermeabilizantes. Como as cargas dos muros de divisa não são elevadas podemos fazê-la com 2. As sapatas corridas devem estar em nível e apoiadas em solo firme a uma profundidade mínima de 40cm.5 ou 3.4.3 . Deverá ser executada uma cinta de amarração no mínimo no meio e no respaldo da alvenaria. geralmente de φ 20 cm efetuadas a trado.0m de profundidade e a cada 2. um alicerce em sapata corrida de concreto ou com brocas (Figura 4. caso o terreno não comporte este tipo de alicerce podemos optar por brocas. dependendo do terreno.7. devemos executar também.

4.46): a) . Podemos considerar que ela é trabalhável quando se distribui com facilidade ao ser assentada.distribuir uniformemente as cargas . etc. não "agarra" a colher do pedreiro. granulometria adequada e com um traço de acordo com o tipo de elemento de alvenaria adotado (Tabela 4.45 e 4. pois são fatores subjetivos que a definem.PREPARO E APLICAÇÃO As argamassas. junto com os elementos de alvenaria.8.Preparo da argamassa para assentamento de alvenaria de vedação A argamassa de assentamento deve ser preparada com materiais selecionados.unir solidamente os elementos de alvenaria . são os componentes que formam a parede de alvenaria não armada. Ela pode ser mais ou menos trabalhável.Manualmente Figura 4..Preparo da argamassa com betoneira 88 .45 .Com betoneira Figura 4.8 – ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO . Podem ser preparadas (figuras 4.Preparo da argamassa manualmente b) ..3).1 . 4.46 .vedar as juntas impedindo a infiltração de água e a passagem de insetos. Difícil é aquilatar esta trabalhabilidade. não endurece rapidamente permanecendo plástica por tempo suficiente para os ajustes (nível e prumo) do elemento de alvenaria. sendo a sua função: . As argamassas devem ter boa trabalhabilidade. conforme o desejo de quem vai manuseá-la.

3 .48).48 .2 . Figura 4.Tabela 4.47): Figura 4. ideal para paredes em alvenaria aparente. melhorando o desempenho da parede em relação a penetração de água de chuva.8.Assentamento Tradicional Cordão: onde o pedreiro forma dois cordões de argamassa (Figura 4.Traço de argamassa em latas de 18litros para argamassa de assentamento Aplicação Alvenaria de tijolos de barro cozido (maciço) Alvenaria de tijolos baianos ou furados Alvenaria de blocos de concreto Traço 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 1/2 lata de cal 6 latas de areia Rendimento por saco de cimento 10m² 16m² 30m² 4.Assentamento em cordão 89 .Aplicação Tradicional: onde o pedreiro espalha a argamassa com a colher e depois pressiona o tijolo ou bloco conferindo o alinhamento e o prumo (Figura 4.47 .

49).b. 90 .Tipos de frisos Os frisos a. conferindo mais resistência além de um efeito estético. Figura 4. que deve ser comprimida e nunca arrancada (Figura 4. pode-se frisar a junta de argamassa.49 .Quando a alvenaria for utilizada aparente.c são os mais aconselháveis para painéis externos pois evita o acúmulo de água.

Equivalência das bitolas dos aços mm 5.ANOTAÇÕES 1 . Não acumular muitos tijolos e argamassa sobre os andaimes.0 10. do contrário. 3 – Noções de segurança: A operação de guinchos.Junta de argamassa entre os tijolos completamente cheios.0 12. .3 8. gruas e equipamentos de elevação só devem ser feitos por trabalhador qualificado. 91 . será necessário uma grande espessura de revestimento.Desencontro de juntas para uma perfeita amarração.5 polegada s 3/16 1/4 5/16 3/8 1/2 2 – Verificação para um bom assentamento: .Painéis de paredes perfeitamente a prumo e alinhadas. por ser a nomenclatura mais usual entre os pedreiros na obra (Tabela 4.Fiadas em nível para se evitar o aumento de espessura de argamassa de assentamento. pois.As bitolas dos ferros das vergas e das cintas de amarração. A utilização de andaimes para a elevação da alvenaria deve ser executada com estruturas de madeira pregadas e não amarradas ou em estruturas metálicas contraventadas e apoiadas em solo resistente e nivelado.0 6.4 . Tabela 4. . estão colocadas em polegadas.4). .

a estética.50m. ipê. o acabamento. laje pré-fabricada. etc.(Figura 5. por buchas e parafusos ou pendurados por tirantes (Figura 5.2. 5. • Executar corretamente os apoios das lajes pré-fabricadas. laje maciça.50 a 0. presos às lajes ou nas estruturas do telhado. etc.Tipos de forros de madeira 91 . aglomerados de celulose. laje protendidas. Dependendo do tipo de obra.3) Figura 5.1 . • Especificar corretamente o escoramento e contraventamento das lajes pré-fabricadas. pvc. fica a cargo do projetista a sua escolha.1 . Existem vários tipos de forros. gesso. 5.5 . jatobá.FORRO DE MADEIRA Geralmente são lâminas de pinho. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de forro ideal para a sua edificação. levando em consideração a acústica. etc.1) e são pregadas em entarugamentos executados de 0.FORROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. Os forros mais comuns são: madeira. pinus. muiracatiara. • Especificar o tipo de armadura adicional para as lajes pré-fabricadas • Executar corretamente a cura e a desforma.

as peças pré-fabricadas são empregadas para a formação das nervuras.3 . A variedade desse produto é grande e a sua escolha depende de vários fatores tais como: estrutural. Entre elas. além de resistir os esforços à compressão. concreto ou outros materiais. oriundos da flexão. colocam-se elementos intermediários de cerâmica.2 . e o revestimento de concreto.Fixação do forro na estrutura do telhado Figura 5.2 . têm a função de solidarização dos elementos. econômico. feito no local.Laje treliça (LT) . onde. Podemos ter segundo a NBR14859: .Laje comum (LC) . em geral.Protendidas (LP) 92 .Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5.LAJES PRÉ-FABRICADAS UNIDIRECIONAIS Originam-se das lajes nervuradas e das lajes nervuradas mistas.em telhado Figura 5. etc.

5.2.1 – Elementos que as compõe: • Vigotas pré-fabricadas: Peças industrialmente, podendo ser: de concreto estrutural, executadas

a) de concreto armado (VC): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura passiva totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes comuns (LC) (Figura 5.4). b) Treliça (VT): com seção de concreto formando placa, com armadura treliçada parcialmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes treliça (LT) (Figura 5.11). c) de concreto protendido (VP): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura ativa pré-tensionada totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes de concreto protendido (LP) (Figura 5.19). • Elementos de enchimento (E): Elementos pré-fabricados com materiais diversos (cerâmica, concreto, EPS), podendo ser maciço ou vazado intercalado entre as vigotas. Têm a função de reduzir o volume de concreto, o peso próprio da laje e servir como fôrma para o concreto complementar. As alturas dos elementos de enchimento (he) podem ser de 7, 0 (mínima) 8,0 - 10,0 - 12,0 - 16,0 - 20,0 - 24,0 - 29,0 centímetros. As larguras dos elementos de enchimento (be) podem ser de 25,0 (mínima) – 30,0 – 32,0 – 37,0 – 39,0 – 40,0 – 47,0 – 50,0 centímetros. Armadura complementar: Armadura complementada na obra. Podendo ser:

a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas, quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária(Figura 5.14). b) Transversal: armadura que compõe a armadura das nervuras transversais. c) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal, para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. d) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das vigotas, nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa. Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais, o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) com espessura mínima de 3,0 cm.

Segundo a NBR14859/2002 a altura padronizada da laje deve ser composta por sua sigla (LC, LT, LP), seguida da altura total (h), da altura do elemento de enchimento (he), mais a altura da capa (hc) sendo todos os valores expressos em centímetros. Exemplo: • • • LC h (he + hc) LC h (he + hc) LT h (he + hc) LC 11 (7+4) LC 16 (12+4) LT 12 (8+4) 93

Em função da altura do elemento de enchimento (he), as alturas totais das lajes (h) estão descritas na Tabela 5.1.
Tabela 5.1 – Altura total da laje (h)

Altura do elemento de enchimento (he) 7,0 8,0 10,0 12,0 16,0 20,0 24,0 29,0

Altura total da laje (h) 10,0 - 11,0 - 12,0 11,0 - 12,0 – 13,0 14,0 – 15,0 16,0 – 17,0 20,0 – 21,0 24,0 – 25,0 29,0 – 30,0 34,0 – 35,0

5.2.2 - Generalidade sobre a laje comum (LC) a) - Elementos que a compõem: • • • Vigota de concreto pré-fabricada (VC); Elemento de enchimento entre as vigotas de tijolo cerâmico (E). Capa de concreto (capeamento) (C) de espessura variável (Figura 5.5)

(E)

E C C

VC

Figura 5.4 Elementos da laje pré-fabricada comum

b) - Variação das alturas: A diferente altura dos elementos de enchimento, com o lançamento de capas de concreto em espessura adequada, resulta nas variadas alturas de lajes (Figura 5.5) ou pela Tabela 5.1. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - As mais usuais são: LC10 para forro e LC12, LC 16 etc. para piso, em vãos máximos de 4,50m. Para vãos maiores, o ideal seria outro tipo de laje. 94

-

- Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento (C ) das lajes pré-fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.

LC11

LC12

LC16

LC20

LC25

LC29

CAPA = 3 cm

Figura 5.5 - Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum

c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição. A armadura de distribuição em lajes pré-moldadas tem a finalidade de limitar a fissuração que poderá ocorrer pela retração e/ou variação de temperatura e ainda melhora a monoliticidade do painel da laje, aumentando sua rigidez e evitando a fissuração decorrente de deslocamento diferenciais, que deverão ocorrer entre suas vigotas de concreto. Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar no mínimo: forro = malha ∅ 6,3mm de 33 x 33cm piso = malha ∅ 6,3mm de 25 x 25cm mínimos 3 ∅ por metro, ou em tela soldada leve para laje. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Superior de tração (Armadura negativa). A armadura negativa é utilizada quando a laje for semi-engastada na estrutura, contínua ou em balanço. A função da armadura negativa é combater os momentos negativos formados pelos vínculos utilizados (Figuras 5.6; 5.7; 5.8; 5.9). Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar: • sobre a vigota, comprimento l/4, podendo também estar posicionada sobre o elemento de enchimento (a quantidade deverá ser fornecida pelo fabricante ou calculista).

95

d) - Tipos de apoios:
• APOIO EM ALVENARIA

Figura 5.6 - Apoio da laje comum sobre alvenaria

APOIO EM VIGAS

Figura 5.7 - Apoio da laje comum em estruturas de concreto armado

BEIRAIS

Figura 5.8 - Apoio da laje comum passante em beirais

Figura 5.9 - Apoio da laje comum balanceado em beirais

f) - Reforços usuais: Devemos evitar o apoio de elementos estruturais diretamente sobre as lajes pré-fabricadas. Caso não seja possível executar uma viga para receber as cargas provenientes de paredes ou muretas, devemos criteriosamente executar um 96

reforço na laje pré-fabricada (Figura 5.10). Estes reforços devem ser indicados pelo fabricante ou pelo engenheiro calculista.

Figura 5.10 - Exemplo de reforços em laje pré-comum

g) - Vãos livres e consumos de materiais: A Tabela 5.2 indica os vão livres máximos para intereixo de 41cm dependendo do tipo de apoio e sobrecargas utilizadas. E a Tabela 5.3 o consumo de materiais para capeamento e nervuras por m2 de laje pré-fabricada comum.
Tabela 5.2 - Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum

Tabela 5.3 - Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje

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5.2.3 - Generalidades sobre laje Treliça (LT) São lajes em que a viga pré-fabricada é constituída de armadura em forma de treliça, e após concretada, promove uma perfeita solidarização, tendo ainda a possibilidade de utilizar armadura transversal. Este sistema de pré-fabricação conjuga uma série de elementos estruturais independentes, formando com seus componentes, um sistema de pré-fabricação semi-fechado e parcial da construção industrializada, integralmente compatibilizado com os sistemas convencionais. Como em qualquer sistema de pré-fabricação na construção industrializada, o sistema de laje treliça deverá ser considerado na fase do projeto, visando alcançar melhor aproveitamento e eficiência. a) - Elementos que a compõem: É constituída por uma armadura treliçada, variando de 7,0 a 25cm de altura, e a mesa inferior concretada com 3 cm de espessura e de 12 a 13cm de largura. O elemento de enchimento pode ser cerâmico de concreto ou EPS (Figura 5.11)

C

VC

(E)

Figura 5.11 - Elementos de uma laje pré-fabricada treliça

b) - Variação das alturas: A diferente altura do elemento de enchimento e a variação da altura da treliça mais a espessura do capeamento, resulta nas variadas alturas da laje (Figura 5.12) ou pela Tabela 5.1.. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento das lajes pré fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.
LT12 LT16 LT20 LT25 LT30 LT35 LT42

LT11

CAPA = 3 cm

Figura 5.12 - Exemplo das variações das alturas da laje treliça

98

c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição Tem as mesmas funções das armaduras de distribuição descrita para as lajes pré-fabricadas comuns, sendo no mínimo ou a critério do calculista como: forro = ∅ 6,3mm a cada 33cm piso = ∅ 6,3mm a cada 25cm mínimos 3 ∅ por metro

No caso de laje treliça, podemos posicionar a armadura de distribuição, no sentido perpendicular a vigota, formando um ângulo aproximadamente de 90° em relação ao vergalhão negativo da vigota treliçada. A altura da armação treliçada deve ser igual à altura do elemento de enchimento (lajota cerâmica, bloco de concreto, EPS). Portanto a armadura de distribuição posicionada sobre o aço negativo da armação treliçada fica no mínimo 1,0cm acima do elemento intermediário proporcionando o envolvimento do capeamento de concreto no ato da concretagem. Nas lajes treliças ,além da finalidade descrita para as lajes comuns, a armadura de distribuição assume dentro da laje treliça a função de combater as tensões de cisalhamento que surgem entre a alma e a aba das nervuras das lajes treliças. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Armadura negativa. A armadura negativa deve estar posicionada em cima de cada viga treliça, com no mínimo 2 ∅, sendo que sua bitola deverá ser fornecida pelo calculista, ou fabricante. d) - Tipos de apoios e reforços: Nas lajes treliças podemos ter uma mobilidade das paredes internas, que podem ser apoiadas diretamente sobre a laje, e ainda nos permite em certos casos a passagem de tubulações(Figura 5.16). Isso é facilitado pelo fato da vigota ser concretada na obra, possibilitando efetuar vários reforços (Figuras 5.14; 5.15; 5.16)

Figura 5.13 - Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado

99

Figura 5. pergolados. e no seu transporte (Figura 5.Armadura adicional de compressão Armaduras adicionais Figura 5.14 .17).17 .Armadura adicional de tração Figura 5.18) Figura 5.Reforços em laje treliça Na laje treliça temos facilidade na execução de nervuras perpendicular as vigotas.Exemplo de execução de nervuras 100 . para reforços em aberturas do tipo domos.16 .15 . etc (Figura 5.

o trabalho de revestimento com chapisco.4 temos os vãos máximos para intereixo de 45 cm dependendo do tipo de apoio e sobrecarga adotada. Como conseqüência. . permitindo a utilização de pisos leves nas construções. permitindo menor consumo de argamassa.18 . porquanto a alma metálica garante a perfeita ligação da vigota (VT) ao concreto.Manuseio da laje treliça e) . dada à leveza da vigota.Garantia de inexistência de fissuras nos tetos. impedindo a rotação da vigota (VT) quando o pavimento entrar em carga.Comportamento ao fogo idêntico ao do concreto armado.Facilidade de manuseio e transporte. conferido pelo próprio formato da vigota.Execução de balanços aliviados sem necessidade de contrabalanço. . completado na obra. onde se exija resistência à ação do fogo. de aproximadamente 12kg por metro.Figura 5. . Tabela 5. . dada à ausência de contraflecha inicial.Perfeita planimetria dos tetos. . emboço e reboco.4 . fica extremamente facilitado e rápido.Vantagens: .Vãos livres: Na Tabela 5.Vãos máximos para a laje treliça f) .Facilidade de montagem. 101 .

2. concreto ou EPS.4 . 2008).devido ao efeito da protenção aplicada ás vigotas (TATU.Elementos que a compõem: As lajes pré-fabricadas protendidas (LP) são compostas por nervuras préfabricadas em concreto protendido (VP) que tem a forma de um “T” invertido e face superior rugosa para facilitar a aderência da capa de concreto (Figura 5. Redução do consumo de concreto e peso próprio – devido a vigota (VP) ter a largura um pouco maior que as vigotas das lajes tradicionais.19).5. 2008) Figura 5. consequentemente. Após a montagem completa-se com a capa de concreto (C) de no mínimo 20 MPa.Vantagens: • Facilidade de utilização – são de fácil utilização e sua montagem é semelhante às das lajes pré-fabricadas comuns e treliça. Após a cura do concreto de capeamento. maior será a altura final da nervura e. Portanto para uma mesma vigota. a seção resistente da laje passa a ser composta pelo concreto da vigota mais o concreto moldado “in loco”. o consumo de concreto e na ordem de 15 a 20% menor (TATU. das armaduras adicionais (distribuição e negativo) e a concretagem da capa. quanto maior a altura do elemento de enchimento. • • • 102 . Redução ou eliminação de escoramento. maior o esforço resistente da laje (TATU. b) . Elemento de enchimento (E) que podem ser cerâmico. Vão maiores deve-se consular o fabricante. 2008).20m. Escoramento (quando necessário).Generalidades sobre laje protendida (LP) a) .19 – Vigota protendida As vigotas protendidas podem suportar o carregamento da fase executiva sem o auxílio de escoramento até o vão de 3. Maiores vãos e menores flechas . colocação das vigotas. dos elementos de enchimento.

das armaduras de distribuição e das armaduras negativas.Escoramento: Todos os vãos superiores a 1. e são contraventados transversal e longitudinalmente. em base firme. As vigotas geralmente são colocadas nas menores dimensões dos ambientes. sobre chapuz.4% do vão livre.21) 103 . e procedendo-se da seguinte forma: a) .20m a 6.5 .20m uma linha de escoramento central (L/2). para a escolha das vigotas. geralmente de aproximadamente 0.Escolha do material: Verificar a colocação somente pela planta que lhe é fornecida junto ao material (manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista).20m não necessitam de escoramento.5.2.20 a 1. deverão ser escorados por meio de tábuas colocadas em espelho. Podemos utilizar os escoramentos metálicos compostos por longarinas. assentados sobre calços e cunhas. Chegando as paredes no seu respaldo. e pontaletes (Figura 5. barrotes e escoras metálicas (Figura 5.00m de altura.20).50m para as lajes pré-fabricadas "comuns" e 1. Os pontaletes deverão ser em nº de 1(um) para cada metro. b) . executa-se a cinta de amarração. Já no início da obra. L/5 . Nas lajes pré-fabricadas protendidas os vãos até 3.Montagem e execução das Lajes pré-fabricadas A montagem dos elementos pré-fabricados deve obedecer ao especificado no projeto de execução da laje e no manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista.40m para as lajes treliças (piso e forro respectivamente). ou uma viga armada. de 6. 2008). sobre a qual se apóia ou se semi-engastam as vigotas da laje pré-fabricada.00m duas linhas de escoramento (2/5L . deve-se pedir para o fornecedor. para que sejam tiradas as medidas para a confecção das vigas ou pelo projeto e forma.20m a 10. que possibilitem a regulagem da contra flecha fornecida pelo fabricante. Vãos de 3. quando as paredes estiverem com 1. ou de acordo com o projeto. 2/5L) acima desses vãos consultar o fabricante (TATU.

Exemplo de escoramento convencional para laje pré-fabricada Figura 5.20 .21 .Figura 5.Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 104 .

No caso de laje treliça.Armaduras de distribuição e negativas: Distribuir os ferros de acordo com as indicações de bitola e quantidades da planta fornecida pelo fabricante. a armadura poderá ser amarrada junto ao banzo da vigota pré-fabricada. de modo que a superfície de contato do concreto seja a mesma para cada apoio. A primeira carreira de intermediária deve apoiar. 105 .22 . Coloque a viga usando uma intermediária em cada extremidade para espaçálas exatamente.22).Detalhe da colocação da laje pré-fabricada d) . entre as vigotas e os blocos de cerâmica (Figura 5.23). Não deverá ficar nas juntas. de um lado sobre a parede ou apoio e do outro sobre a primeira vigota.Colocação da laje: A vigota pré-fabricada deverá estar centrada no vão. A armadura negativa no caso de laje pré-fabricada "comum" deve ficar sobre a vigota e no meio da espessura da capa de concreto. Coloque todas as intermediárias restantes entre as vigotas pré-fabricadas (Figura 5.c) . visto que os ferros não tem rigidez suficiente para tal. Figura 5. As vigotas pré-fabricadas deverão estar sempre apoiadas pelo concreto.

Quanto às espessuras das capas de concreto para cada caso podemos seguir o ítem "b" das generalidades descritas neste capítulo ou a Tabela 5. este deve ser socado com a colher de pedreiro . salvo indicações do responsável técnico. para que penetre nas juntas entre as vigas pré-fabricadas e os blocos cerâmicos.1 Para concretar as lajes que foram executadas sem escoramento (pequenos vãos). O descimbramento da laje pré-fabricada. três vezes ao dia durante três dias (verificar maiores detalhes sobre cura na Anotações de Aula “Detalhes de execução de obras com concreto armado”). 106 . deve ser feito gradualmente e numa seqüência que não solicite o vão a momentos negativos. como em qualquer estrutura. Salvo alguma restrição do calculista.Figura 5. As caixinhas devem ser preenchidas com serragem úmida para evitar a entrada do concreto no momento da concretagem. e) . é conveniente que se concrete primeiramente junto aos apoios para solidarizar as pontas das vigotas préfabricadas. Os conduites devem ficar bem fixos junto à laje e sobre a armadura de distribuição e negativa. o concreto da capa será de traço 1:2:3 com resistência mínima aos 28 dias 20 MPa. f) . ou com uma linha de escoramento.23 .Detalhe da colocação da armadura negativa Após a colocação das armaduras podemos colocar os conduites e as caixinhas da parte elétrica. Nas lajes de forro é aconselhável que o escoramento seja retirado após a conclusão dos serviços de execução do telhado. no mínimo.Cura do concreto e desforma Após o lançamento do concreto a laje deverá ser molhada. geralmente em torno de 21 dias para pequenos vãos e 28 dias nos vãos maiores.Concretagem: Molhar bem o material antes de lançar o concreto. Ter o cuidado de não estrangular os conduites nas curvas.

As nervuras transversais somente podem ser executadas quando se empregam vigotas treliçadas. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3. no entanto existem outros tipos de lajes que também poderão ser utilizadas. b) Transversal: armadura disposta ao longo das nervuras transversais da laje. Painel alveolar de concreto protendido. No item 5.LAJES PRÉ-FABRICADAS BIDIRECIONAIS Segundo a NBR14859-2 a laje pré-fabricada bidirecional é constituída por nervuras principais nas duas direções. que forma a armadura inferior de tração na direção perpendicular às vigotas treliçadas.Detalhe do apoio das tábuas de passarela NOTA: É importante estudar minuciosamente o projeto para a escolha correta da laje tanto do ponto de vista econômico como estrutural. Tais como: • • • Lajes pré-fabricadas bidirecionais.0 cm.24 . é aconselhável fazê-lo sobre tábuas apoiadas nas vigotas para evitar quebra de materiais ou possíveis acidentes (Figura 5. Pré-laje unidirecional e bidirecional. Figura 5. • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária.Cuidados Para caminhar sobre a laje durante o lançamento do concreto. 107 . 5. Podendo ser: a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas.1 descrevemos as lajes mais comuns para pequenas obras.3 .24). Nas lajes que empregam vigotas pré-fabricadas de concreto armado ou de concreto protendido não se pode executar as nervuras transversais.g) .

5.0cm a 5. Nas lajes nervuradas maciças é a partir da superfície superior da pré-laje. h) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das pré-lajes.5 .PRÉ-LAJE UNIDIRECIONAIS E BIDIRECIONAIS Laje de seção maciça ou nervurada (Figura 5. Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais. 5.0 cm nos casos de pré-laje com enchimento.25). englobam total ou parcialmente a armadura inferior de tração. g) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal. f) Transversal: armadura que compõe a armadura inferior das nervuras transversais. Figura 5. o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. capa de concreto e material de rejuntamento (NBR14861).0cm e larguras padronizadas. constituída de nervuras principais longitudinais dispostas em uma única direção ou também com nervuras transversais perpendiculares às nervuras principais (NBR14860-1 e NBR14860-2).LAJES PRÉ-FABRICADAS – PAINEL ALVEOLAR DE CONCRETO PROTENDIDO Utilizada para grandes vãos e formados por painéis alveolares protendidos pré-fabricados (Figura 5. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3.4 .26).25 – (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. As pré-lajes podem ser treliçada (PLT) ou protendida (PLP) constituídas por placas de espessura de 3. 108 . quando da impossibilidade de integrar na pré-laje toda a armadura passiva inferior de tração necessária. Podendo ser: e) Longitudinal: armadura utilizada. montados por justaposição lateral. nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa.

• 109 .0 cm. b) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades dos painéis alveolares de concreto protendido.Figura 5.26 – Painel alveolar de concreto protendido • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. Rejuntamento: Material destinado a promover a solidarização entre os painéis alveolares de concreto protendido justapostos. no mesmo alinhamento destes e posicionados na capa. para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do painel alveolar de concreto protendido (E) e deve ter espessura mínima de 3. com características especificadas pelo fabricante. Podendo ser: a) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal. Proporciona a continuidade dos painéis entre si e com o restante da estrutura.

nas bordas da periferia da laje. Noções de segurança: Andar sempre sobre passarela executada com tábuas e nunca no elemento intermediário.ANOTAÇÕES 1 – Verificar o nivelamento dos apoios. mesmo sendo bloco de concreto. 5 – Conferir as posições das armaduras previstas no projeto. Para evitar quedas de operários ou de materiais da borda da laje deve-se prever a colocação de guarda corpo de madeira ou metal. Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à laje. 110 . 3 – Verificar o comportamento estrutural dos apoios das lajes pré fabricadas. 6 – Controlar o lançamento e adensamento do concreto. 4 – Proporcionar uma contra flecha compatível com o vão a ser vencido. 2 – Verificar sempre os escoramentos e contraventamentos. com tela. 7 – Molhar até a saturação após a concretagem no mínimo 3 dias e três vezes ao dia.

escoras. 6. • Especificar e dimensionar corretamente as calhas. fibrocimento. Para facilitar.COBERTURA APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. cobertura e do sistema de captação de águas pluviais.ESTRUTURA A estrutura de telhado tem como funções principais a sustentação e fixação de telhas e a transmissão dos esforços solicitantes para os elementos estruturais. A armação é a parte estrutural. rufos. • Conhecer as diversas peças que compõe uma estrutura de telhado. A estrutura: é o elemento de apoio da cobertura. • Escolher a telha ideal bem como as inclinações. Geralmente constituída por tesouras. caibros e ripas. P.1). é o quadriculado constituído de terças. etc.1 . constituída pelas tesouras. condutores verticais. • • • Neste capitulo iremos abordar os telhados com estruturas de madeira por ser de uso mais corrente. cantoneiras. pontaletes ou vigas. que se apóiam sobre a armação. alumínio. as telhas cerâmicas. A trama é a estrutura de sustentação e fixação das telhas. metálica. podemos dividir a estrutura em armação e trama (Figura 6. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a estrutura de telhado adequada para cada tipo de telha. A cobertura: é o elemento de vedação constituída por telhas que pode ser: cerâmica. são de chapas galvanizadas.6 . etc. podendo ser de madeira. concreto e galvanizada. 111 . O telhado é composto pela estrutura. etc.C. concreto etc. sobretudo em construções residenciais unifamiliares. chapa galvanizada. fibrocimento. pingadeiras e rincões. Sistema de captação de águas pluviais: são para o escoamento conveniente das águas pluviais e constituem-se de: calhas. • Desenhar todas as linhas de telhado.V.

1.Esquema de estrutura de telhado 6.Algumas espécies de madeiras indicadas para a estrutura de telhado (IPT) A amendoim canafístula guarucaia jequitibá branco laranjeira peroba rosa B angelim cabriúva parda cabriúva vermelha caovi coração negro cupiuba faveiro garapa guapeva louro pardo Mandigau pau cepilho pau marfim sucupira amarela de C anjico preto guaratã taiuva 112 . Tabela 6.1).1 Materiais utilizados nas estruturas a) Madeira: Podemos utilizar todas as madeiras de lei para a estrutura de telhado (Tabela 6.1 .Figura 6.1 . no entanto a peroba foi a madeira mais utilizada e serve como referência.

5 MPa.5. 5. • • • Obs.0 m. Caso se utilize madeiras que não conste na Tabela 6. Caibros: 5x6 cm ou 5x7 (6x8)cm. 4.5. 113 . o preço da peça aumenta. a = refere ao diâmetro.5.0x5. No entanto. 4. coração de negro.As madeiras da Tabela 6.0. A designação dos pregos com cabeça será por dois nos. 4.5. a 15% de umidade.0 m.2. OBS: vide tabela de pregos no anexo ao final desta apostila. 3. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga.0.5. igual ou superior a 55.1 devemos verificar se as mesmas possuem as características físicas e mecânicas a seguir: Resistência à compressão (fc). 4. faveiro. A cabreúva vermelha. portanto devemos ter cuidado ao manuseálas. Portanto temos: Vigas: 6x12 cm ou 6x16 cm.5. guaratã e taiuva têm alta dureza.5 MPa.0. comprimento 2.4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" . 5.4 mm 18 = 3. a x b . assim sendo deve-se partir para seções compostas (nestes casos estudados na disciplina Estruturas de Madeira). anjico preto.1 estão divididas em grupos segundo as suas características mecânicas. os parafusos.5 m de comprimento e são vendidas por dúzia. chapas de aço para os estribos e presilhas. Para bitolas diferentes ou comprimentos maiores.0.3 mm.0cm. • • As madeiras serradas das toras já são padronizadas em bitolas comerciais. 3. Ripas: 1. comprimento 2. Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT. geralmente com 4. b) Peças metálicas: As peças metálicas utilizadas em estruturas de telhado são os pregos. 3. existem casos onde o dimensionamento das peças exige peças maiores ou diferentes. é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2. Os pregos mais utilizados são: 22 x 42 22 x 42 15 x 15 ou ou 22 x 48 19 x 39 → para pregar as vigas → para pregar os caibros → para pregar as ripas. 3. Módulo de ruptura à tração igual ou superior a 13.

geralmente. Perna: Peças de sustentação da terça. Geralmente trabalham à compressão. Queremos apenas reproduzir as tesouras simples para obras de pequeno porte. A Figura 6.Peças utilizadas nas estruturas de telhado a) Tesoura dos telhados As tesouras são muito eficientes para vencer vãos sem apoios intermediários (Figura 6. Pendural e tirante: Peças que ligam a linha à perna e se encontram em posição perpendicular ao plano da linha.1. : Obs. geralmente trabalham à tração.2 . Geralmente são compostas por: Frechal: Peça colocada sobre a parede e sob a tesoura. Asna e escoras: São peças de ligação entre a linha e a perna.2). geralmente trabalham à compressão. Podem trabalhar à tração ou cisalhamento. e nos demais tirante. indo do ponto de apoio da tesoura do telhado ao cume. denomina-se asna a que sai do pé do pendural. Não iremos nos estender sobre o cálculo estrutural das estruturas de telhados por constituir assunto de cadeira a parte.2 . as demais de escoras. São estruturas planas verticais que recebem cargas paralelamente ao seu plano. para distribuir a carga do telhado.Seção típica de uma estrutura de telhado 114 . Geralmente trabalham à tração. em posição oblíqua ao plano da linha. encontramse. Linha: Peça que corre ao longo da parte inferior de tesoura e vai de apoio a apoio. Estribo: São ferragens que garantem a união entre as peças das tesouras. transmitindo-as aos seus apoios.2 mostra uma seção típica de uma estrutura de telhado Figura 6.6. Denomina-se pendural quando a sua posição é no cume.

4 . .O espaçamento ideal para as tesouras deve ficar na ordem de 3.Vãos acima de 8.O ponto é a relação entre a altura da cumeeira e o vão da tesoura.00m deve-se colocar tirantes.4) Figura 6.O ângulo entre a perna e a linha é chamado de inclinação.A distância máxima entre o local de intersecção dos eixos da perna e da linha é a face de apoio da tesoura deverá ser ≤ 5. . .3) . (Figura 6.Vãos até 3. (Figura 6. .Esquema de contraventamento das tesouras 115 .As tesouras devem ser contraventadas. com mãos francesas e diagonais na linha da cumeeira.3 .Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal Figura 6.0m.0cm. .00m não precisam de escoras.Em tesouras simples no mínimo devemos saber: : .

20 1.30 C 3.35 A 3.40 2.60 1.25 B 2.20 Colonial ou paulista B 2.50 2.10 3.90 2.40 1.40 2.41 a 1.10 3. e contra frechal na parte baixa (Figura 6. e suas bitolas dependem do espaço entre elas (vão livre entre tesouras).80 1.60 Seção transversal (cm) Francesa.61 a 1.5) ou pontaletes (Figuras 6.60 2.5 .75 3. Estes vãos são para as madeiras secas.Vão máximo das terças (m) Vão dos caibros (m) 1.50m.10 2.2 .c) Terças As terças se apóiam sobre as tesouras consecutivas (Figura 6.55 2.16.45 3.45 2.20 2. As terças são peças horizontais colocadas em direção perpendicular às tesouras e recebem o nome de cumeeiras quando são colocadas na parte mais alta do telhado (cume).20 3.50 2.90 2.30 2.00 a 1. 6. Portuguesa ou plan A 2.35 3.5).90 A 2.75 2.20 3.30 3.60 2.1: • • bitolas de 6 x 12 se o vão entre tesouras não exceder a 2. bitolas de 6 x 16 para vãos entre 2.21 a 1.85 2.85 C 3.50 2.05 2.30 2.40 2.85 2.41 a 2.30 2.21 a 2.50 3.00 2.80 B 3. Figura 6.50m devemos utilizar bitolas especiais o que não é aconselhável pelo seu custo.60 3.00 2.80 2.20 3.70 2.30 3.45 2. Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6.00 6 x 12 6 x 16 6 x 12 6 x 16 116 .15 3.65 2.01 a 2. do tipo de madeira e da telha empregada.70 2.40 2. Romana.90 2.15 3.18).20 3.75 B 3.50 a 3. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6.45 2.35 A 3.70 2.50m.17.10 2.95 2. As terças devem ser apoiadas nos nós das tesouras.20 C 2.50 3.40 3.05 2. Caso não se tenha certeza.40 2.30 3.00 2.85 3.81 a 2.80 C 3.2 mais precisa e que leva em consideração o tipo de madeira e de telha: Para vãos maiores que 3.Esquema do apoio das terças nas tesouras Tabela 6. 6.40 2.50 2.60 2.

80 2.50 5x6 5x7 Colonial ou Paulista 1.6). Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6. Para determinar a galga média devemos: 117 . iniciando-se com duas ripas sobrepostas de forma a compensar a espessura da telha.3.00m e não ultrapassarem a 2.2x5. sendo que seu declive determina o caimento do telhado.0x5.00 5x6 1. • quando as terças excederem a 2.0cm (1. Portanto. o carpinteiro prepara uma “galga” de madeira com a média da distância entre as travas da telha (Figura 6.00 2.40 1. portanto paralela às tesouras. As ripas são colocadas do beiral para a cumeeira. devemos utilizar a galga média. São encontradas com seções de 1.40 1. para garantir o espaçamento constante das ripas.60 2. Portuguesa ou plan 1.00m usamos caibros de 5 x 6. Para a colocação das ripas é necessário que se tenha na obra algumas telhas (no mínimo 6 peças) para medir a sua galga (distância entre travas da telha). usamos caibros de 5x7 (6x8).20 5x7 e) Ripas As ripas são as últimas partes da trama e são pregadas perpendicularmente aos caibros.20 2.3 .00 2.0cm).50m. Caso não se tenha certeza. Os caibros são colocados com uma distância máxima de 0. Podemos também iniciar os beirais com uma testeira (tábua pregada na frente do caibro do beiral) eliminando nestes casos as ripas sobrepostas(Figura 6. As ripas são pregadas com pregos 15 x 15 tomando-se o cuidado de não rachá-la. Romana. Tabela 6. A bitola do caibro varia com o espaçamento das terças. São inclinados. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6. Estes vãos são para as madeiras secas. com o tipo de madeira e da telha.d) Caibros Os caibros são colocados em direção perpendicular as terças. O espaçamento entre ripas depende da telha utilizada.60 2.1: : • terças espaçadas até 2.50m (eixo a eixo) para que se possam usar ripas comuns de peroba 1x5.7).Vão Máximo dos Caibros (m) Tipo de madeira A B C Seção transversal (cm) Francesa.90 1.

devemos. ou seja.50 em 0. Cinco vãos. Se for maior. verificar o espaçamento entre os caibros.0m. portanto.7 . 118 . ou seja.0x5.50m. podemos utilizar as ripas 1.0m (peroba ou equivalente). De posse destas medidas calcular a galga média: Gmed = (Gmin + Gmax) /2 Gmax = Ctmax /5 Sendo: Gmin = Ctmin /5 e Figura 6. Reajustar os apoios para o afastamento máximo entre as telhas e proceder à medição do comprimento total máximo Ctmax que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio.Detalhe da galga As ripas suportam o peso das telhas. utilizamos sarrafos de 2.Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais Figura 6. Se este espaçamento for de 0. Cinco vãos.• • • Ajustar 6 telhas sobre os apoios considerando a situação de afastamento mínimo entre telhas medir o comprimento total mínimo Ctmin que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio.5x5.6 .

8 e 6.9) • escora/perna (Figura 6.Ligações e emendas Na construção das estruturas de telhado faz-se necessário executar ligações e emendas.1.Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno.Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno.10) • pernas/pendural (Figuras 6.11 e 6.8 .6.12) • asna/pendural/linha (Figura 6. r ≥ 2 cm ou 1/8 h ≤ r ≤ 1/4 h h = altura da peça b) encaixes: • perna/linha (Figuras. 1992) 119 .9 . 6.13) Figura 6. Para isso devemos saber: a) recorte: • r = recorte.3 . 1992) Figura 6. com encaixes precisos.

1992) Figura 6.Figura 6. 1992) Figura 6.Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno.11 .10 .Detalhe da ligação entre a perna e a escora (Moliterno.Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno.12 . 1992) 120 .

com chanfros a 45° para o uso de pregos ou parafusos(Figuras 6.Detalhe das emendas de uma linha de terças Figura 6. Figura 6.Figura 6.70 m.14). no sentido do diagrama dos momentos fletores (Figura 6. 1992) c) emendas: As emendas das terças devem estar sobre os apoios.15 . ou aproximadamente 1/4 do vão com no máximo de 0.16).Detalhe da emenda das terças com pregos 121 .Detalhe da ligação entre a linha.13 . asnas e pendural (Moliterno.15 e 6.14 .

18). . Para isso.Figura 6. ter algumas precauções como: . devemos apoiar as terças em estruturas de concreto ou em pontaletes. Sendo assim. as paredes internas oferecem apoios intermediários. berço (de no mínimo 40 cm) para distribuir melhor os esforços.deverá ser acrescido aos pontaletes. Devemos ainda. a laje recebe uma carga distribuída (Figuras 6. mãos francesas (nas duas direções do pontalete) ou tirantes chumbados nas lajes para dar estabilidade ao conjunto. 122 .4 . Em construções residenciais. O pontalete trabalha à compressão e é fixado em um berço de madeira apoiado na direção das paredes. portanto. Nas lajes maciças.a distância entre as terças deve ser igual à distância das mesmas quando apoiadas nas tesoura .a distância dos pontaletes deve ser igual a das tesouras. Entretanto nas lajes pré-fabricadas não devemos apoiar e sim realizar o apoio na direção das paredes (Figuras 6.16 .Telhado pontaletado Podemos construir o telhado sem o uso de tesouras. é necessário que se faça uma viga de concreto invertida para vãos grandes ou vigas de madeira nos vãos pequenos.1. o custo da estrutura é menor. onde tudo é calculado.Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6. Havendo necessidade de se apoiar um pontalete fora das paredes. Nesses casos. podemos apoiar em qualquer ponto.17 e 6.17 e 6.19).

Detalhe do berço para distribuição das cargas 123 .17 .Apoio dos pontaletes em berços Figura 6.Figura 6.18 .

1. O ideal seria o prego penetrar 2/3. .Reconhece-se um bom trabalho de carpinteiro.Quando o prego for menor do que a peça que ele tem que penetrar.Figura 6. incline os pregos para que estes não penetrem paralelamente às fibras e sim o mais perpendicular possível a elas (Figura 6.Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6.Quando tiver que pregar a ponta de uma peça em outra.Não devemos esquecer a colocação da caixa d'água.20 . .Detalhe da fixação por pregos menores . pelo carpinteiro. Coloque-o numa posição próxima e inclinada suficiente para que penetre metade de sua dimensão em uma peça e metade em outra.19 . deve ser colocado em ângulo (Figura 6. antes do término.20).5 . 124 . quando os alinhamentos das peças são perfeitos.Recomendações: . formando cada painel do telhado um plano uniforme. do madeiramento.21). Figura 6. Um madeiramento defeituoso nos dará um telhado ondulado e de péssimo aspecto.

) são mais utilizadas em obras comerciais e industriais.COBERTURA Neste capítulo iremos abordar as telhas cerâmicas as de concreto e fibrocimento por serem as mais utilizadas em obras residenciais.2. Essa massa passa pelas prensas de moldagem.Fixação das ripas nos caibros 6.para evitar rachaduras na madeira. assemelhando ao de um sino quando suspensas por uma extremidade e percutidas. Figura 6. não alinhar os pregos (Figura 6. indo diretamente para a secagem. 125 . é conveniente solicitar a orientação de um técnico do fabricante ou mesmo o uso de catálogos técnicos. a argila já misturada passa por uma moagem e por uma refinação chegando até a extrusora. pois existem uma grande variedade de tipos e consequentemente de fixação.21 . As demais telhas (alumínio. devemos pregar da seguinte maneira: * no final de uma ripa. e consiste na mistura de várias argilas.Figura 6. Na próxima etapa. Devem apresentar som metálico. 6.Detalhe da fixação das ripas nos caibros .CERÂMICA As telhas cerâmicas têm início com a preparação da argila. no caibro. onde o pó de argila se transforma em massa homogênea e sem impurezas. Não devem apresentar deformações.22) * achatar um pouco a extremidade do prego * furar a madeira e depois introduzir o prego * pregar a madeira mais fina a mais grossa. Para a sua utilização. Só então é feita a primeira seleção e a primeira queima em forno a uma temperatura de 900° C.2 .22 . aço galvanizado. acessórios etc. poliéster etc.1 .

defeitos ou manchas e atender as normas NBR9601-Telha cerâmica de capa e canal ou a NBR7172-Telha cerâmica tipo francesa. possuem numa das bordas laterais dois canais longitudinais (Figura 6. São as cumeeiras (obedecendo um sentido de colocação contrário ao do vento predominante) (Figura 6. romana. também as telhas dos beirais e oitões. colocando duas ripas sobrepostas ou testeiras para regularmos a altura da 1ª telha (Figura 6. O consumo da argamassa é na ordem de 0. Podemos dividir as telhas cerâmicas em dois tipos: as planas e as curvas. As curvas do tipo capa e canal. e deslocar de acordo com a medida da telha. As telhas planas são do tipo francesa ou Marselha. chamadas termoplan entre outras. esfoliações. Ao cobrir. As telhas são assentadas com o máximo cuidado e alinhadas perfeitamente. em até três fiadas sobrepostas. As somente canal. paulistinha. 126 .6). É recomendado que as telhas sejam posicionadas simultaneamente em todas as águas do telhado. Algumas peças são assentadas com argamassa de cimento. com arame galvanizado ou fio de cobre. As telhas cerâmicas devem ser estocadas na posição vertical. desde a ponta do beiral até a cumeeira. recomenda-se que as telhas sejam furadas para serem amarradas ao madeiramento. trincas empenamentos. são planas e chatas. É o que se chama de emboçamento das telhas. para que seu peso próprio seja distribuído uniformemente sobre a estrutura de madeira. também chamadas paulista.24). portuguesa. Cada caminhão é considerado um lote e deve-se separar 20 peças para as verificações de suas propriedades com exceção da espessura que podemos separar 13 peças. desvios geométricos em geral. plan.23) e espigões e . quando forem do tipo canal.23 . e a do tipo escama (germânica).002m³/m² de telhado. rebarbas. a) Telha francesa ou Marselha Tem forma retangular. cobrindo sempre do beiral para a cumeeira. colonial.Acabamento da cumeeira Para inclinações de telhados acima de 45° . Figura 6. cal e areia no traço 1:2:8. No recebimento das telhas na obra não devem ser aceitos defeitos sistemáticos como quebras. usar régua em vez de linha.

caimento: 33% a 35% .peso unitario aproximado de 2.65 kg .25). nas bordas superiores e inferiores.tolerância ± 1 mm .saturada . canal. cutelos em sentido oposto.15 un por m² .peso: 69 kgf/m² .saturada .peso: 45 kgf/m² . .seca 54 kgf/m² . Os encaixes em seus extremos servem para fixação e para evitar a passagem da água.seca 83 kgf/m² .dimensões ≅ 40 cm de comp.caimento: 25% .Telha francesa ou Marselha b) Telha paulista Constituem-se de duas peças diferentes. .cumeeiras: 3un/m 127 .26 un por m² . que faz a cobertura dos espaços entre dois canais (Figura 6. cuja função é de conduzir a água e capa.0 kg .dimensões: ≅ 46cm comp.24 . (capa) 18 cm largura (canal) 16 cm largura (capa) .peso unitario aproximado de 2. (canal) 46 cm comp. e 24 cm de largura .tolerância ± 1 mm .Para encaixe.Cumeeira: 3 un/ml Figura 6.

dimensões: 46cm comp. 128 .26).Telha Plan d) Telha romana e telha portuguesa A telha romana tem o mesmo formato que as telhas plan.peso: 72 kgf/m² .saturada . tem os cantos arredondados e a seção retangular (Figura 6.27). .caimento: de 20 a 25% .(capa) 46cm comp.26 un por m² .Telha paulista c) Tipo plan Tem as características da telha paulista.peso unitario aproximado de 2.75kg .Figura 6. (canal) 16cm largura (capa) 18cm largura (canal) . somente que nesses tipos o canal é junto com a capa.cumeeiras: 3 un/m .26 . A portuguesa é igual à paulista (Figura 6. mas melhoradas.tolerância ± 1 mm Figura 6.seca 86 kgf/m² .25 .

caimento mínimo: 30% . .16 peças por m² .saturada Figura 6.Telha romana e Portuguesa d) Termoplan Como o próprio nome indica a termoplan através de dupla camada.30 telhas por m² 129 ..27 .peso: 54 kgf/m² .peso: 48kgf/m² . consegue um isolamento térmico e um isolamento de umidade (Figura .dimensões: 45.Telha Termoplan f) Telha germânica A montagem é feita em escamas de peixe com as seguintes características: .seca 58 kgf/m² .28 .caimento mínimo: 30% .0cm comprimento 21.28).15 peças por m² .saturada .seca 65 kgf/m² .5cm largura Figura 6.

2.0cm largura • Os valores acima são para as telhas do tipo Tégula tradicional.seca 57 a 60 kgf/m² .475g . calcular ventilação do forro.peso unitário aproximado de 4.3 – TELHAS ONDULADAS DE FIBROCIMENTO Juntamente com as telhas de aço galvanizado. Para o seu armazenamento devemos preparar um lastro de 5. . as telhas de concreto apresentam uma espessura média de 12 mm e resistência mínima a flexão de 300 kg. São fabricadas com mistura homogênea de cimento Portland e fibras de amianto. 6.peso unitário: 1.Telha Germânica 6. as telhas de fibrocimento são largamente empregadas em edifícios comerciais e industriais.2.2 .5 peças por m² . Para outros modelos ou fabricantes devemos consultar o manual técnico correspondente. agregados e óxidos que são responsáveis pela sua coloração.peso: 49 a 54 kgf/m² .10. Segundo informações do fornecedor. Pelo baixo custo dos telhados executados com telhas onduladas de fibrocimento são também utilizadas em construções unifamiliares. 130 .0 cm de areia.4 apresenta as dimensões padronizadas das telhas onduladas de fibrocimento.0cm comprimento 30. para evitar o apoio da mesma com o solo. Figura 6.70 kg . Vários fabricantes estão substituindo as fibras de amianto por outras fibras menos agressiva ao ser humano.caimento mínimo: 30% .saturada .29 .dimensões: 32.CONCRETO As telhas de concreto são compostas de aglomerantes. e empilhá-las no máximo em três camadas na vertical..caimento mínimo: 45% Quando for colocado isolante térmico. A Tabela 6.

Tabela 6. Para as telhas com comprimento superior a 1.0mm) deve-se colocar uma terça intermediária de apoio.83 1. NOTA: Existem outras telhas de fibrocimento com seções diversas e capazes de vencer grandes vãos. metálica ou de concreto através de acessórios compostos por ganchos.2.4 – Dimensões das telhas onduladas de fibrocimento Espessura (mm) Comprimento (m) Largura (m) 5. parafusos e grampos de ferro zincado. fornecidos pelo fabricante.5 – Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 131 .53 – 1. apoiadas em três pontaletes.66 As telhas onduladas de fibrocimento são fixadas em estrutura de madeira.22 – 1.05 – 3.4 – Inclinação (αº) e caimento ou declividade (%) dos telhados A inclinação (ângulo α) é o ângulo que plano de cobertura faz com a horizontal e o caimento ou declividade de um telhado é a tangente trigonométrica da inclinação.13 – 2. indicada pela letra d (d = h/l = tang α %) (Figura 6.0mm) e de 2. As telhas devem ser armazenadas em pilhas de até 35 unidades.91 – 1.44 – 3.30 – Inclinação e caimento de telhados retos Na Tabela 6. Portanto é aconselhável consultar os fabricantes e seus catálogos técnicos. Figura 6.83 m (6. sendo um no centro e os outros a 10 cm de cada borda.13m (8. Tabela 6.30).10 2. O caimento mínimo é de 20% ou aproximadamente 11o. O recobrimento lateral é de ¼ de onda e o recobrimento longitudinal de no o mínimo 14 cm para caimentos maiores de 15 e 20 cm para recobrimentos menores o de 15 . 6. 6 e 8 0. conjuntos de vedação e arruelas.5 estão relacionadas às correspondências entre inclinação (αº) e o caimento ou declividade (D%) de um telhado reto.

60 11.60 45. o caimento mínimo deve ser conseguido na posição onde o telhado estiver mais selado (Figura 6.04 16. Devido ao seu traçado. As inclinações dos telhados selados devem no mínimo seguir a Tabela 6.0 45.7: Figura 6.31).Inclinações mínimas para telhados selados com vão até 8.0 d%) 33. Portanto. fazendo com que as águas retornem. O ponto de transição é onde o telhado é mais selado.0m 132 .0 100.72 d%) 3. O ponto varia de 1:2 a 1:8 nos telhados (Tabela 6. também chamadas de Ponto de Cobertura é a relação entre a altura máxima da cobertura e o vão.0 25.0 30.0 35.0 40. infiltrando parte das águas nos telhados.70 5.0 15. as águas pluviais ganham uma velocidade maior no seu início (cume) e perdem no seu final (beiral).23 26.70 8.0 A altura das cumeeiras. Os cuidados devem ser redobrados quando os telhados forem selados também chamados de corda bamba.48 24.17 21.αº 1.6).6 – Ponto de Cobertura Ponto 1:2 1:3 1:4 1:5 1:6 1:7 1:8 Designação Ponto meio Ponto terço Ponto quarto Ponto quinto Ponto sexto Ponto sétimo Ponto oitavo Inclinação 45º 33º40’ 26º30’ 21º48’ 18º35’ 15º50’ 14º04’ Declividade 100% 66% 49% 40% 33% 28% 25% O ponto é considerado alto a partir de 1:3 (inclinação acima de 33º40’) ou declividade maior do que 100%.31 14.0 10. Os caimentos citados em cada tipo de telha deste capítulo relacionam-se a telhados retos.0 50.31 .0 αº 18. Tabela 6.0 20.35 19.

60 0.75 2.08 3.52 3.32). tendo como função a drenagem das águas pluviais (calhas.00m de comprimento. Ou ainda podemos utilizar ripas sobrepostas ao invés de caibros.05 2.28 .60 x2 (m) 1. Figura 6. mais para a confecção das calhas o que se utiliza é a bobina de chapa galvanizada (pois diminui o número de emendas) e mede 1.Detalhe da estrutura de um telhado selado 6.0 2.84 Na execução da estrutura de um telhado selado os caibros são seccionados e presos nas terças proporcionando assim a configuração "corda bamba" (Figura 6.5 2.Tabela 6.0 5.12 . águas furtadas.0 3.0m x (m) 3. rufos e pingadeiras. Os sistemas de captação de águas pluviais podem ser encontrados em PVC para as calhas e condutores ou executados em chapas galvanizadas para as calhas.20 . As chapas galvanizadas geralmente medem 1.Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8.20 1.7 .5 2.88 1.0 ou 1.1.75 .52 2. Sendo as ripas mais finas se amoldam melhor na curvatura do telhado selado.32 .25 .5 3. Portanto.08 1.5 3. condutores) e arremates (rufos.30 -33 -39 ou 40 .0 2.0 8.00 133 .05 1.5 4.60 .50 . para maior aproveitamento das chapas e ou bobinas. e para reduzir o preço das peças.3 – SISTEMA DE CAPTÇÃO DE ÁGUAS PLUVIAIS São os complementos das coberturas.0 4.20m de largura por 2.44 1.00m e 1.45 0.24 y (m) 1. pingadeiras) evitando com isso as infiltrações de águas de chuvas.85 1. águas furtadas.0 7. as mesmas são "cortadas" em medidas padrões denominadas corte podendo ser: Corte: 10 . quanto a sua largura.20m de largura e comprimento variável.0 y1 (m) 0.5 4.33 1.64 0.0 3.0 x1 (m) 1.0 y2 (m) 0.15 .0 6.

3. para especificar um sistema de captação de águas pluviais. 28 e 26 para os rufos e pingadeiras.Os cortes mais utilizados para as calhas são o corte 33 e 50 (para as chapas de 1.0m de largura) e o corte 30. 40 e 60 (para as chapas de 1. devemos mencionar a espessura da chapa denominada de “número” podendo ser: Chapa nº: 28 – 26 – 24 – 22 – 20 etc.coxo: Figura 6.1 Calhas São captadoras de águas pluviais e são colocadas horizontalmente. Além do corte. Quanto menor é o número da chapa mais espessa ela é. Partes constituintes do sistema de captação de águas pluviais: 6. A espessura de chapa galvanizada mais utilizada é a 26 e 24 para as calhas e águas furtadas. É geralmente confeccionada com chapa galvanizada nº 26 e 24.2m de largura).33 . Tipos de calhas: • • • coxo platibanda moldura a) .Calha tipo coxo 134 .

3.moldura Figura 6.34 .b) .platibanda Figura 6.Detalhe de uma água furtada 135 .Calha tipo platibanda c) .35 .Calha tipo moldura 6.36 . com chapas galvanizadas nº 26 e 24. como as calhas.2 Água furtada: São captadoras de águas pluviais e são colocadas inclinadas. Figura 6. São confeccionadas.

37 .3. 136 .4. A = [ n. 6.a (m²)] = cm² sendo: A = área útil da calha a = área da cobertura que contribui para o condutor n = significa o numero de áreas “a” que contribui para o condutor mais desfavorável. a qual tem dado bons resultados.DIMENSIONAMENTO 6. uma fórmula empírica que nos fornece a área da calha "A" (área molhada). 6.Calhas: Para o dimensionamento preciso das calhas devemos ter dados dos índices pluviométricos da região o que dificulta.3 Condutores: São canalizações verticais que transportam as águas coletadas pelas calhas e pelas águas furtadas aos coletores.3.6.3. Figura 6. em certas cidades.4 .Detalhes da utilização dos rufos e das pingadeiras 6.5 Rufos e Pingadeiras: Os rufos e as pingadeiras geralmente são confeccionados com chapa no 28 (mais finas) ou chapa n 26. Entretanto podemos utilizar para pequenas coberturas.1 . devido ao difícil acesso a esses dados. Podem ser de chapas galvanizadas ou de PVC e devem ter diâmetro mínimo de 75 mm.4 Coletores São canalizações compreendidas entre os condutores e o sistema público de águas pluviais.

Figura 6. adotar calha tipo platibanda.0 cm² 2º devemos verificar se é uma área grande ou não 3º Se for grande.Áreas de contribuição para os condutores Para o dimensionamento das calhas devemos adotar o condutor mais desfavorável (aquele que recebe maior contribuição de água).Divisão do telhado em áreas "a" 1º necessitamos de uma calha com área útil de 50.6.40 . mas sempre verificando as condições de adaptação da calha ao telhado. Exemplo: Figura 6.38 . 4º Se for pequena.Calha tipo platibanda 137 .38 Para esse dimensionamento devemos dividir o telhado conforme a Figura Figura 6. podemos aumentar o nº de condutores ou adotar uma calha tipo coxo (a mais indicada para esses casos).39 .

Podem ser em laje (Figura 6. Obs: 1 .Neste caso podemos utilizar o de maior dimensão para todos 2 . adotando.2 .Beirais: Beiral é a parte do telhado que avança além dos alinhamentos das paredes externas.Condutores: Para o caso de condutores podemos considerar a regra prática: Um cm² de área do condutor para cada m² de área de telhado a ser esgotado. ∅ 75 mm = 42cm² e ∅ 100 mm = 80cm² Exemplo: No caso anterior temos três condutores de cada lado do telhado.5.Figura 6. o mais comum é 0. 6. O do centro recebe a contribuição de 50m².42) ou em telhas vã (Figura 6.80m. geralmente tem uma largura variando entre 0.Devemos evitar colocar condutores inferiores a 75 mm.5 .4.60. 138 .00m. A calha coxo recebe uma contribuição de água maior (105cm2) 6.70 e 0.41 .43). Ex. Podemos adotar um ∅ de 75 mm. portanto. 0.FORMAS DE TELHADOS 6.Calha tipo coxo Podemos neste caso adotar a calha tipo platibanda corte 33 devido a melhor adaptação ao trabalho e ter uma contribuição de água relativamente pequena.40 a 1. Os da extremidade têm uma área de contribuição de 25cm². um ∅ de 100 mm.1 .

Beiral em telhas vã 6. 139 .42 . rufos e pingadeiras.43 .Platibanda: São peças executadas em alvenaria que escondem os telhados e podem eliminam os beirais ou não (Figura 6. sempre se coloca uma calha.Beiral em laje Figura 6. Neste caso.2 .44).5.Figura 6.

3 .5. também.Desenho das linhas de um telhado .a cumeeira é um divisor de águas horizontal e está representada na figura pela letra (A) . porém inclinados.45). um divisor de águas.45 . letra (B) .cumeeiras .44 .os espigões são. As principais linhas são: .Linhas do telhado: Os telhados são constituídos por linhas (vincos) que lhes confere as diversas formas (Figura 6.águas-furtadas ou rincões Figura 6.as águas-furtadas ou rincões são receptores de águas inclinadas. letra (C) 140 .espigões .Figura 6.Detalhe das platibandas 6.

1972) 141 . portanto dois oitões.4 .Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6. temos um telhado com duas águas e.Telhados com duas águas (Borges.47 . ou um telhado de quatro águas. portanto sem oitões.Tipos de telhados COM UMA ÁGUA: Figura 6.46 . Figura 6.O telhado pode terminar em oitão (elevação externa de alvenaria no formato da caída do telhado) ou em água.Telhados com uma água (Borges.5. 1972) COM DUAS ÁGUAS: Figura 6. Na figura 6.46.48 .

geralmente na escala 1:100.Os espigões são as bissetrizes do Ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos externos.REGRA GERAL PARA DESENHO DAS LINHAS DO TELHADO O telhado é representado na mesma escala da planta. formando os beirais ou platibanda que são representados por linhas cheias. e facilidade de mão-de-obra. 2 . As águas do telhado ou os panos tem seu caimento ou inclinação de acordo com o tipo de telha utilizada.As cumeeiras são sempre horizontais e geralmente ficam no centro. 1972) Obs: Sempre devemos adotar soluções simples para os telhados pela economia. evitando muitas calhas que só trarão transtornos futuros.Quando temos uma cumeeira em nível mais elevado da outra.6 . fazemos a união entre as duas com um espigão. e no encontro do espigão com a cumeeira mais baixa nasce uma água furtada. isto é.As águas-furtadas são as bissetrizes do ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos internos. 1972) COM QUATRO ÁGUAS: Figura 6. pois a cobertura deverá ultrapassar as paredes. Indicam-se por linhas interrompidas.49 . Ao projetarmos uma cobertura (Figura 6. Também é usual representá-lo na escala 1:200.51). devemos lembra-nos de algumas regras práticas: 1 .COM TRÊS ÁGUAS: Figura 6.Telhado com quatro águas (Borges. 142 .50m.Telhados com três águas (Borges. 3 . 6.50 . 4 . os contornos da construção. no mínimo 0.

005 1.077 143 .8 determinando a área inclinada.7 – CALCULO DAS TELHAS PARA COBERTURA PLANA Um método simples e prático para o calculo das telhas de um telhado plano pode ser realizado da seguinte maneira: • Calcular a área plana (incluindo o beiral) e multiplicar pelo fator de inclinação da Tabela 6.Figura 6. • Acrescentar de 5 a 10% Tabela 6.51 .044 1.053 1.8 – Fator de inclinação para os caimentos usuais % 10 15 20 25 30 33 35 40 fator 1.011 1.059 1. • Multiplicando a área inclinada pelo número de telhas por metro quadrado encontra-se a quantidade de telhas necessárias.031 1.020 1.Perspectiva das linhas de um telhado 6.

utilizando guarda-corpo com tela. 144 . 2 – Deve-se evitar sempre o caso de pano desaguando sobre pano.ANOTAÇÕES 1 – Noções de segurança: Evitar quedas de materiais e operários da borda das coberturas. Para que isso não ocorra devemos utilizar calhas de beiral (moldura). Instalar ganchos para fixação de cabos-guia para o engate do cinto de segurança. Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à cobertura.

• Nivelar e colocar no prumo os batentes. • Especificar corretamente o tipo de fixação dos batentes nas alvenarias e/ou estruturas. A folha é a parte móvel que veda o vão deixado pelo batente e por fim a guarnição. 7.Componentes das portas de madeira. janelas venezianas. onde será colocada a folha por meio de dobradiças. Com a sua evolução. 7.1 .1). 145 . dado que a mão de obra era barata e o material abundante.V. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo ideal de esquadrias verificando as suas vantagens e desvantagens. caixilhos etc. ferro fundido. as esquadrias deixaram apenas de proteger e adquiriram também o lugar de decoração de fachadas. • Especificar as ferragens adequadas para cada tipo de esquadria de madeira As esquadrias são componentes da edificação que asseguram a proteção quando a penetração de intrusos. que é a peça fixada na alvenaria. da luz natural e da água.1 .1.7 .C. Os primeiros edifícios empregavam esquadrias de madeira.ESQUADRIAS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.1 .Portas Compõem-se de batente. Com a revolução industrial apareceram as esquadrias metálicas (ferro. Figura 7. alumínio) as de P.ESQUADRIAS DE MADEIRA (CARPINTARIA) A madeira é um material bastante utilizado para a confecção das esquadrias como as portas. que é um acabamento colocado entre o batente e a alvenaria para esconder as falhas existentes entre eles (Figura 7.

3): Figura 7. a menor largura no sentido horizontal e menor altura no sentido vertical (Figura 7.0m.Batente: Em geral é de peroba rosa. canela. angelim (comercial). chamado batente duplo.2 . que já devem vir montados para a obra.Detalhes da fixação dos batentes das portas 1 . Esta é à medida que aparece nos projetos.3 . elevamos este nível em 1. Figura 7. O batente é composto de dois montantes e uma travessa (Figura 7. podemos proceder da seguinte maneira (Figura 7.a) . Estes vãos dependem do vão de luz ou vão livre da esquadria (Figura 7.5cm. 2 . tem espessura em torno de 4. 146 .2) + a espessura do batente e + uma folga de acordo com o sistema de fixação. Chamamos de vão livre ou vão de luz de um batente.0 a 14.2). se tijolo inteiro 26.0cm.Vão livre ou vão de luz Os batentes devem ficar no prumo e em nível.4). podendo ser também da mesma madeira da folha (especial). Os batentes são assentados nos vãos deixados nas alvenarias. Caso venha desmontado a sua montagem deve ser executada por profissional competente (carpinteiro).5cm e largura variando com o tipo de parede: se meio tijolo de 14.Para facilitar o assentamento. canafístula. Para que isso ocorra.Devemos marcar inicialmente o nível do piso acabado próximo aos montantes.

Geralmente a fixação por parafusos é utilizado em alvenarias estruturais ou mesmo para fixar batentes em estruturas de concreto armado. a alvenaria deve estar requadrada (no caso de alvenaria de vedação convencional). Na fixação com pregos se utiliza o prego 22 x 42 ou o 22 x 48 colocados de 0.4).09 ou 2. O chumbamento é realizado com uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 em aberturas previamente realizadas nas alvenarias e umedecidas (Figura 7. espuma de poliuretano ou sobre contramarco.08m. ou seja. 147 . parafusos.5).Depois de aprumado e nivelado.09 ou 1. Os batentes são fixos nos vãos da alvenaria através de pregos. ficando o vão da travessa até o piso acabado em 2. 5 . Utilizam-se parafusos com bucha dois a dois e de 50 em 50 cm ou em “zig e zag” espaçados em torno de 20 cm. igualar a marca de lápis com a linha. 6 . Nestes casos o prumo e as dimensões são mais precisos (não se tem a necessidade do requadro) e também não é aconselhável a quebra da alvenaria ou do concreto para a fixação dos batentes (Figura 7.No assentamento do batente. Figura 7. com lápis a medida de 1.Marca-se nos montantes. para dar melhor acabamento. coloca-se cunhas de madeira para o travamento do batente e posterior fixação. (assim se garante o nível).3 .Detalhes da fixação dos batentes por pregos Na fixação por parafusos. (este procedimento é feito para evitar o empenamento dos montantes). 4 .5m no mínimo de dois em dois para possibilitar que toda a largura do batente seja fixada. 7 .Aprumar os dois montantes.5 em 0.4 .Estica-se uma linha no referido nível. portanto de 1 a 2 cm embutido no piso. e.08m da travessa para o "pé" do batente. sem folga entre a alvenaria e o batente.

6 . em torno de todo o batente com o auxílio de um aplicador (pistola). em 6 pontos sucessivamente. em geral.Detalhes da fixação dos batentes por espuma de poliuretano A fixação por contramarco. requadrar primeiramente o vão da esquadria deixando uma folga aproximadamente de 1.6). A espuma poderá ser colocada em faixas de aproximadamente 30 cm.0cm para possibilitar a colocação da espuma.Para vedar os parafusos podemos utilizar cavilhas de madeira ou massa para calafetar (Figura 7.5 . 148 . Figura 7.Detalhes da fixação dos batentes por parafusos Na fixação dos batentes com espuma de poliuretano expansiva.5). Figura 7. E os batentes por parafusos no contramarco. Não alisar a espuma. fixado à alvenaria através de pregos ou parafusos. é constituída pela utilização de travessa e montante de pequena espessura. Deixar secar por uma hora. depois pode cortar para dar o acabamento final (Figura 7.

Alguns cuidados devemos ter na escolha das folhas compensadas como: Se ela vai ser pintada ou envernizada (a folha para verniz é de melhor acabamento). o acabamento nunca é perfeito.7). As folhas compensadas devem ser "encabeçadas" (acabamento dos montantes maciços) evitando assim a vista do topo da chapa compensada. Os montantes das folhas devem ter largura suficiente para proporcionar a fixação das dobradiças e fechaduras. etc. abrasões. ela deverá parar em qualquer posição que você deixá-la. (para que a guarnição fique assentada corretamente) devemos realizar um rebaixo na mesma evitando assim que ela fique desalinhada com o revestimento e o batente.Este sistema é o ideal. pois os batentes somente serão colocados no final da obra. envidraçadas etc. A folha externa deverá ser mais reforçada e de melhor acabamento. Devemos utilizar a guarnição para dar arremate e esconder esse defeito (Figura 7. A guarnição é pregada com pregos sem cabeça 12x12.Detalhe da fixação das guarnições 149 . OBS. Cuidado maior devemos ter nos ambientes providos de azulejos ou revestimentos cerâmicos. três dobradiças de 3"x 3 1/2" para as folhas compensadas e quatro dobradiças para as folhas maciças recebendo posteriormente a fechadura. Figura 7. geralmente maciça. protegendo-os. (revestimentos. Muitas vezes. c) . portanto.Guarnição: Na união do batente com a parede.Folha: É a peça que será colocada no batente por intermédio de. b) . Para se verificar se a folha foi bem colocada. das avarias geralmente sofridas durante a execução dos serviços. O núcleo das folhas compensadas deve ser constituído por sarrafos ou colméias que formem poucos vazios. com almofadas. no mínimo.7 . choques. As travessas das folhas devem ter largura suficiente para poder cortar sem aparecer o núcleo. Podem ser lisas.

. porque permite comunicação entre dois ambientes e janela.de cilindro (porta externa) .c.p/ portas de correr Figura 7. 150 . Compõem-se internamente por folhas de abrir ou de correr. envidraçada (caixilho) e externamente de venezianas (Figura 7.tipo gorge (porta interna) .Porta Balcão São portas que comunicam dormitórios com o terraço ou sacada.9). Podendo ser de duas ou quatro folhas.2 . mais modernamente em qualquer ambiente. Porta. com bom acabamento e sem deixar folgas quando as folhas estiverem fechadas. 7.de w. temos as fechaduras que podem ser (Figura 7.8 .1.Ferragens: Além das dobradiças. Podem ser consideradas como um misto de porta e janela.c) .Tipos de fechaduras para as portas As fechaduras devem ser colocadas sem danificar as folhas.8): . porque permite a iluminação e a ventilação.

são fixos às alvenarias da mesma forma dos batentes das portas. Uma vez instalada. mesmo tendo aberturas para passagem do ar. angelim. ou ainda janelas com caixilhos e venezianas (ambientes íntimos). As janelas. deverão ser previstos dispositivos que garantam a estanqueidade à água entre os perfis e partes fixas ou móveis. Nas janelas. O modelo da esquadria deve ser adequado ao clima da região e os materiais que as compõe deverão ser de pouca absorção de calor. utilizando vidros duplos. Os componentes mecânicos as folhas móveis bem como os dispositivos devem ser operados com o mínimo de esforço.Porta balcão 7. e as guarnições. com dois montantes e duas travessas uma superior e outra inferior (Figura 7.Batentes: Geralmente de peroba rosa. portanto os materiais que as constituem deverão ser cuidadosamente escolhidos visando à manutenção. devem ser completamente estanques à passagem da água.1. Portando. apenas de caixilhos (ambientes sociais). de forma a permitir que a água escoe e seja lançada para o exterior.Janelas As janelas sempre devem comunicar o meio interno com o externo. canela. a) . 151 .3 . poderão ser projetadas de forma a promover isolamento sonoro do ruído externo. canafístula. caso haja necessidade. exceto nas varandas. As janelas de madeira podem ser compostas por batentes. drenos nos perfis que compõe a travessa inferior.9 .10). as janelas estarão sujeitas às condições ambientais.Figura 7.

de dois. Devemos tomar cuidados quando colocamos as janelas em paredes de um tijolo. Para isso devemos utilizar janelas de batentes duplos ou ainda batente simples.15). fixas às paredes por carrancas (Figuras 7.Batentes das janelas b) . Os caixilhos de abrir. Utilizam dois levantadores e duas borboletas para fixá-las na posição superior. basculantes.13 e 7. Utilizam trilhos metálicos. e as palhetas que preenchem o quadro. não cabendo nesta apostila maior detalhe. As venezianas podem ter duas folhas (mais comum). de correr. ou venezianas de duas folhas. quando desejamos abri-la. Os de correr podem ser em nº de quatro.10 . utilizam duas dobradiças por folha (3"x3"). mas com venezianas de quatro folhas. serem de abrir ou correr. inferior e superior. dois roletes por folha móvel e trincos ou fechaduras. Cada folha de veneziana é composta de dois montantes e duas travessas: superior e inferior. 152 . Os caixilhos basculantes já vêm montados de fábrica.11). são trancadas por cremona. que nesses casos são dois de correr e dois fixos. e quando abertas. pivotante ou guilhotina. Os caixilhos guilhotina são em nº. cremona e vara. Na posição normal.12 e 7. para que as venezianas possam abrir totalmente (Figura 7. geralmente em nº de dois. quatro folhas ou mais. Quando fechadas. o inferior é o caixilho interno e o superior externo.Figura 7. c) . As venezianas e os caixilhos de abrir são fixas por dobradiças (3"x3").Caixilhos: Podem ser de abrir.Venezianas: Permite a ventilação mesmo quando fechada.14). Ou através de roldanas ou roletes nos caixilhos ou nas venezianas de correr (Figura 7. mas com dobradiças especiais chamadas palmela.

4 .12) ou de abrir (Figuras 7. escritórios.Figura 7.Caixilho de correr 153 . e basculantes nos WCs.Detalhes da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo d .Janelas compostas apenas de caixilhos: Geralmente de correr (Figura 7. 7.1. nas áreas sociais.Tipos de janelas de madeira. áreas de serviço etc. a). Figura 7.Guarnições: Têm as mesmas funções e detalhes de fixação das colocadas nas portas. utilizadas nas salas.13).12 . ou seja.11 .

Caixilho de abrir b) .15) ou veneziana de abrir com caixilho de abrir (Figura 7.Janelas venezianas e caixilhos: Podem ser compostas de: venezianas de abrir com caixilhos guilhotina (Figura 7.13 . Figura 7.14 .Venezianas de abrir com caixilhos guilhotina Figura 7.Venezianas de correr com caixilhos de correr 154 .16).15 .14).Figura 7. veneziana de correr com caixilhos de correr (Figura 7.

As dimensões padronizadas são: altura livre: 1.Venezianas de abrir com caixilhos de abrir c) . Este movimento existe tanto para a parte das vidraças como para a parte das venezianas. sendo que enquanto o painel superior sobe. cada uma delas em dois painéis que são movimentados simultaneamente.1.10m .1.20m (pode-se conseguir = 1. o inferior desce.1.90m (cada corpo).1.Janela tipo Ideal 155 . Figura 7.00m .30m . largura livre: 1.1.1.00m .16 .30m .Figura 7.40m).17 .60m .Janela tipo Ideal: Compõem-se normalmente de duas partes: vidraça e veneziana.

O alumínio se for anodizado. portanto devem ser protegidas. Descrevemos neste item as esquadrias de ferro.2 . Não podem ter contato com o reboco. chatos. com ácido muriático e fluorídrico (na limpeza de final de obra). Para a junção das diversas peças. utilizam-se grapas. apresenta muitas vantagens sobre o ferro. Depois.1 . com resíduos aquosos (infiltração de laje).18 .d) .Janela de enrolar 7.Janelas: Podem ser:156 . A principal desvantagem é a rápida oxidação. chumbadas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 7.Janela de enrolar Figura 7. quadrados ou redondos. L. A principal vantagem das esquadrias de ferro é o custo baixo. rebites ou soldas. e para sua fixação na alvenaria.17). 7. A desvantagem está no custo e no cuidado com a manipulação das esquadrias anodizadas na obra. T. não perde o brilho. maior durabilidade. Podem ser também de alumínio. I. utilizando peças perfiladas U. O contato desses materiais com as esquadrias causa danos irreversíveis. a possibilidade de o ferro ser facilmente moldado. não oxida.ESQUADRIAS DE METAL (SERRALHERIA) Podem ser de ferro.2. são utilizados. em chapa etc. não sofre alteração na estrutura e não necessita de pintura.

20).20 .a) .19).Fixas: São aquelas que só permitem a entrada de luz (Figura 7.Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos b) . pode ser acionado por uma única alavanca (Figura 7.19 .Basculantes: Permitem a entrada de luz e ventilação. Figura 7. A báscula é um painel de caixilho que gira em torno de um eixo horizontal. O conjunto de báscula. Só se justifica o seu emprego quando a ventilação for obtida por outra janela. do mesmo caixilho.Detalhe do caixilho tipo basculante 157 . Figura 7.

O comprimento das básculas não deve ser superior a 1 metro. ficando no caixilho móvel.50m.Vareta de alavanca.Maxim-air (Máximo-ar) e de empurrar: São as mais utilizadas nos dias de hoje. . devemos compor as básculas.Orelha de alavanca. grades de segurança.50x0. ganharam grande mercado atualmente. a colocação do vidro.70m etc. 0. Figura 7.22). Os caixilhos basculantes são compostos por: . onde se colocam os vidros (Figura 7. dois caixilhos de correr e dois fixos.Caixilho máximo ar d) . sendo sua abertura para o exterior (figura 7. .Janelas Venezianas: As janelas do tipo veneziana. fácil colocação e por serem fabricadas em diversas dimensões.Ferro T de contorno de parte fixa. .Matajuntas em ferro L com pingadeira. 0. pelo seu baixo custo em relação a de madeira.21).Ferro L das básculas.Ferro L de contorno externo. São compostas de duas venezianas de correr e duas venezianas fixas para o lado externo e internamente. São fabricadas em chapas de ferro e perfis ou mesmo em alumínio.Geralmente o caixilho basculante é composto de uma parte fixa e outro móvel.70x0.Podem ser colocadas no caixilho fixo. c) . Permite-nos uma maior área de ventilação e seus quadros são de grande tamanho. . sob pena dela se enfraquecer. simples ou em arabesco.60m. 158 .21 .60x0. 0. Caso se deseje maior. .

cuja abertura se dá em torno de dobradiças.22 .Figura 7.Caixilho de correr g) . Figura 7.Janela veneziana e) .de abrir: São compostas de folhas. (Figura 7. f) . que deslizam lateralmente apoiadas sobre trilhos e que receberão os vidros. São construídos de um quadro em ferro L munido de grapas e de folhas de abrir também em ferro L.23 .de correr: São compostas de folhas . funcionando como uma porta. e bandeiras (basculantes ou não) (Figura 7. Podem também ser compostas com venezianas de chapa.24) 159 .23).Persianas de projeção: São fabricadas por indústrias especializadas em alumínio ou aço zincado. O fechamento se dará mediante a aplicação de cremona.

A almofada é geralmente feita em chapa nº16.Portas: São utilizadas basicamente para portas externas. e os postigos são de abrir e desempenham o papel de permitir a ventilação do vão.de correr: Assemelha-se ao caixilho de correr.3 – ESQUADRIAS DE PVC As esquadrias de PVC cada vez mais vêm conquistando uma parcela do mercado da construção civil. para evitar peso excessivo nas dobradiças. maçanetas etc.10m devemos usar duas folhas.de abrir: Podem ser de uma ou mais folhas.10m. Acima de 1.60m e máxima 1. b) .2. 7. A grade poderá ter desenho variado. as folhas deslizam suspensas por roldanas na parte superior e orientadas por um guia no piso. cremonas. A principal vantagem das esquadrias de PVC é a grande resistência mecânica garantida pela alma de aço e pelos seus acessórios como roldanas.Venezianas de projeção 7. mesmo com a porta fechada. Cada folha deverá ter a largura mínima de 0. a) . O postigo apenas ocupa a área da grade.2 .Figura 7.24 . Cada folha compõe-se de almofada e grade na parte externa e postigo na parte interna. 160 . No quadro do postigo é que se colocam os vidros.

25 .Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 161 .4.7.4 .4.REPRESENTAÇÃO DE PORTAS E JANELAS (GRÁFICAS) 7.Representação das portas em planta e vista 7.1 – Portas Figura 7.26 .2 – Janelas Figura 7.

29 .Figura 7.Representação dos caixilhos de correr e de abrir Figura 7.Representação dos caixilhos pivotante 162 .28 .27 .Representação dos caixilhos de empurrar e guilhotina Figura 7.

2 .10 0.50 x 1.00 x 1.00 x 0.70 0.00 x 1.00 x 1.1 .60 x 1. solicitar ao fabricante desejado.00 0.20 1.80 2.50 0.20 2.80 x 0.20 b) Basculante 0.60 x 0.80 1.20 163 .20 2.20 1.00 x 1.50 0.60 x 0..50 x 1.00 x 2.60 1.00 x 0.00 1.80 x 1.40 x 1.20 x 1.20 1.00 x 0.00 x 1.00 x 1. fixação.50 x 1.10 1.20 c) Vitrô de Correr com bandeira basculante) 1.60 0.70 x 0.20 x 0.1 .50 x 0.00 1. catálogos ou ainda a visita de um técnico especializado.20 x 1.50 0.20 x 0.20 1.80 x 2.20 x 1.00 x 0.5.60 x 0.00 1.60 1.20 0.00 x 1.20 1.50 x 0.2 .20 x 1.10 0.80 x 1.10 em madeira ou metal. 7.60 1.00 2. Havendo necessidade de utilizar as esquadrias de alumínio ou PVC.10 0.00 x 1.10 1.00 1.00 0.Dimensões das janelas a) Venezianas 1.50 x 1.50 e) Vitrô redondo ∅ 60 ∅ 80 c) Vitrô de Correr (com bandeira fixa) 1.60 2.80 x 1. 7.60 0.00 x 1.40 x 1.00 x 1.20 2.40 x 0.60 x 0.70 x 2.00 1.80 x 1.00 1.50 x 1.00 x 1.20 1.00 1.00 x 0.80 x 0.20 1.00 2.00 1.40 0.70 x 0..20 x 1.00 2.Portas: Tabela 7. acessórios.80 x 1.60 x 2.00 1.20 2.20 1.80 1. para dirimir possíveis dúvidas.80 0.20 1.00 x 1.20 x 2. de perfis.60 x 1.60 x 1.20 2.80 1.5 – ALGUMAS DIMENSÕES (COMERCIAIS) 7.00 1.Dimensões das portas 0.50 x 0.5. etc.20 2.00 1. devido ao fato de serem industrializadas e portanto.Figura 7.40 x 1.40 0.80 0.20 x 1.20 x 1.20 x 1. cada indústria detém um sistema.60 1. os manuais técnicos.20 1.Representação dos caixilhos tipo Ideal OBS.Janelas: Tabela 7.20 1.50 x 1.30 .20 x 1.90 x 2.50 x 1.00 1.:As esquadrias de alumínio e de PVC não serão descritas nesta apostila.

2) Ocupa pouco espaço na área de utilização. mesmo com chuva sem vento. 164 .Características dos diversos tipos de janelas Tipos CORRER Vantagens 1) Simplicidade de manobra.COMO ESCOLHER UMA ESQUADRIA: Tabela 7. 3) Não acupa áreas internas ou externas (possibilidade de grades e ou telas no vão total). 2) Libera completamente o vão na abertura máxima. ABRIR folha dupla ABRIR folha simples PIVOTANTE HORIZONTAL (REVERSÍVEL) (1) 1) Facilidade de limpeza na face externa. GUILHOTINA PROJETANTE PROJETANTE DESLIZANTE 1) Todas as desvantagens da janela tipo projetante quando não utiliza braço de articulação de abertura até 90° . 1) Dificuldade de utilização de telas e/ou grades 2) Abertura de grandes dimensões com um único e/ou persianas. mesmo com chuva sem vento. 4) Possibilita a movimentação de ar em todo o ambiente.6 . 1) Todas as vantagens da janela do tipo projetante. 1) As mesmas vantagens da janela tipo de correr caso as folhas tenham sistema de contrapeso ou sejam balanceadas. pivôs com ajuste de freio. na totalidade do vão. 3) Quando utiliza pivôs com ajuste de freio.3 . 4) Permite telas e/ou grades e/ou persianas quando as folhas abrem para dentro. 2) Ocupa espaço interno caso o eixo seja no 3) Abertura em qualquer ângulo quando utiliza centro da folha. vidro. Desvantagens 1) Vão para ventilação quando aberta totalmente é 50% do vão da janela. PIVOTANTE VERTICAL (*) BASCULANTE 1) Facilidade de limpeza na face externa. caso contrário as folhas devem ser retentores no percurso das guias nos montantes do marco 1) Não ocupa espaço interno 2) Possibilita ventilação nas áreas inferiores do ambiente. áreas próximas a ela. 2) Não é possível regular a ventilação 3) As folhas se fixam apenas na posição de máxima abertura ou no fechamento total. 2) Dificuldade de limpeza na face externa. 2) Dificulta a utilização de telas e/ou grades e/ou persianas. 2) Não permite o uso de grades e/ou telas na parte externa. a quebra dos cabos ou a regulagem do balanceamento constitui problemas.7. tanto na parte superior com na parte inferior. 3) A abertura na parte superior facilita a limpeza e melhora a ventilação. 1) Ocupa espaço caso as folhas abram para dentro. 2) Pequena projeção para ambos os lados não prejudicando as 2) Reduzida estanqueidade. 4) Possibilita a movimentação de ar em todos os ambiente. (*) O eixo pivotante pode ser localizado no meio do plano da folha ou mais próximo de uma de suas bordas. 3) Vedações necessárias nas juntas abertas. 2) Ventilação regulada conforme abertura das folhas. 1) Ventilação boa principalmente na parte superior. 3) Libera parcialmente o vão. 5) Impossibilidade de abertura para ventilação com chuva oblíqua. total. permite abertura a qualquer ângulo para ventilação. 3) Fácil limpeza. 2) Dificuldade de limpeza na parte externa. 1) Caso as janelas tenham sistemas de contrapeso ou de balanceamento. 2) As desvantagens já citadas das janelas de correr. caso tenha panos fixos. mesmo com chuva sem vento. o que permite o controle da ventilação. pois a pressão do vento sobre a folha ajuda esta condição. 3) Fácil limpeza na face externa. TOMBAR 1) Não libera o vão. 1) Boa estanqueidade ao ar e à água. 1) Janela que permite ventilação constante. 3) Boa estanqueidade. mesmo com chuva 1) Não libera o vão para passagem sem vento. 2) Facilidade de comando a distância. 4) Dificultam a colocação de tela e/ou grade e/ou persianas se as folhas abrirem para fora . 1) Dificuldade de limpeza na face externa. 2) Possibilidade de abertura até 90° (horizontal) devido aos braços de articulação apropriados. 1) No caso de grandes vão necessita-se de uso de fechos perimétricos.

evitando danificar a madeira durante o ajuste. 2 .Aprumar os dois montantes. 5 – Após a entrega da esquadria de madeira e antes de sua colocação. devemos aplicar produtos de conservação da madeira para protegê-la do intemperismo. 3 . 4 – Quando a esquadria de madeira é recebida na obra não deve apresentar desvios dimensionais além dos limites tolerados e muito menos teor de umidade acima do especificado.Na fixação das dobradiças os parafusos não devem ser martelados e sim aparafusados. tampar o furo dos parafusos com cavilhas de madeira. 6 – A qualidade de uma esquadria e seu funcionamento perfeito depende de uma colocação bem ajustada e da utilização cuidadosa das feramentas. nos dois lados. 165 . para criar a rosca na madeira.ANOTAÇÕES 1 .Nos batentes fixos por parafusos.

texturas entre outros. barro. lavagem ou jateamento de areia. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Analisar o tipo de revestimento que mais se enquadra para uma determinada superfície. • Especificar a regularização adequada para um determinado piso. • Executar corretamente os pisos de concreto armado O revestimento é a fase da obra em que se faz a regularização das superfícies verticais (paredes) e horizontais (pisos e tetos).1 – PREPARO DOS SUBSTRATOS 8. impermeabilizar. cerâmicas. tetos e muros com argamassa convencional. todos os dutos e redes de água. TETOS. 8.1 Na vertical A preparação do substrato (base) consiste em adequar a alvenaria para o recebimento da argamassa. pedras decorativas. substâncias gordurosas. essa limpeza visa eliminar elementos que podem prejudicar a aderência da argamassa. Quando se pretende revestir uma superfície. como: pó. eliminação das irregularidades superiores. A limpeza da base deve ser feita com uma escova de aço. tornar as superfícies mais higiênicas (laváveis) ou ainda aumentar as qualidades de isolamento térmico e acústico. • Executar corretamente o assentamento dos pisos. • Especificar corretamente o tempo de cura de cada revestimento. com gesso. Portanto os revestimentos são executados para proporcionar maior resistência ao choque ou abrasão (resistência mecânica). pontas metálicas e preenchimento de furos bem como aumentar a rugosidade para garantir boa aderência. eflorescências ou outros materiais soltos. esgoto e gás deverão ser ensaiados sob pressão recomendada para cada caso antes do início dos serviços de revestimento. óleos desmoldantes nas estruturas e fungos.1. MUROS E PISOS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. graxas. 166 .REVESTIMENTO DAS PAREDES. remoção das incrustações. Precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência da argamassa de revestimento. fuligem. Portanto devemos preparar o substrato. ela deve estar sempre isenta de poeira. • Executar corretamente os diversos tipos de revestimentos. Os revestimentos podem ser divididos em: argamassados e os não argamassados o que consiste em revestir as paredes.8 . Essa adequação esta relacionada com a limpeza da estrutura e da alvenaria.

a fim de facilitar o revestimento posterior. pedra ou concreto. Deve-se também corrigir imperfeições da base preenchendo furos e elementos de alvenaria quebrados. E no caso de superfícies lisas. um rolo de espuma (Figura 8. 2005).A eliminação das irregularidades superiores como rebarba de concretagem e excesso de argamassa nas juntas. Na estrutura de concreto armado aplica-se o chapisco para concreto com desempenadeira dentada devendo o mesmo ser acrescido de adesivo para argamassa (Figura 8.25 kg m² : areia = 0. O chapisco deve ser executado usando materiais e técnicas apropriadas para melhorar as condições de aderência da camada do revestimento à base ou substrato.1b). 1998b). Pode ser acrescido de adesivo para argamassa.1 ilustra as diversas maneiras de se aplicar o chapisco. O chapisco rolado pode ser aplicado tanto na estrutura como na alvenaria utilizando. 2005) Os tetos. devido a sua superfície porosa. dando maior pega. aplica-se o chapisco. e as estruturas de concreto devem ser previamente preparados mediante a aplicação de 167 . além da remoção de incrustações metálicas e de arames devem ser realizados. Consumo de materiais por cimento = 2. criando uma superfície de rugosidade adequada e regularizando a capacidade de absorção inicial da base (FRANCO & CANDIA. (a) Convencional (b) Desempenado (c) Rolado Figura 8. pouco absorventes ou com absorção heterogênea de água.0053m³ Deve ser lançado sobre o paramento previamente umedecido em uma única camada de argamassa pelo sistema convencional. independentemente das características de seus materiais.1c) (CEOTTO et al.1a). O chapisco é uma argamassa de cimento e areia média ou grossa sem peneirar no traço 1:3. Na alvenaria aplica-se o chapisco bem distribuído e fechado (convencional) aplicado com colher de pedreiro ou mecânicamente.1 – Diversas formas de aplicação do chapisco (CEOTTO. desempenado ou rolado. no mínimo 03 dias antes da aplicação do emboço (Figura 8. É um revestimento rústico empregado nos paramentos lisos de alvenaria. A Figura 8.

em camadas de 20 cm apiloadas. Devemos executar uma camada de preparação em concreto magro.00m. nivelando e apiloado. 2º-descontar a espessura do piso e da argamassa de assentamento ou regularização.Lastro Os lastros mais comuns são executados com concreto não estrutural no traço 1:4:8. devemos executá-lo com cuidados especiais. não podemos fazêlo diretamente sobre o solo ou sobre as lajes ( exceto as lajes de nível zero). Para termos uma superfície acabada de concreto plana e nivelada devemos proceder da seguinte forma (Figura 8. apoiadas nas guias se retira o excesso de concreto. A espessura mínima do contrapiso deverá ser de 5 cm. podendo chegar até a ±10. Em residências. A cura do chapisco se dá após 3 dias após a sua aplicação. 1:3:5 ou 1:3:6. ou uma argamassa de regularização.2 Na horizontal Todas as vezes que vamos aplicar qualquer tipo de piso. convém armar o concreto e nesses casos o concreto é mais resistente (concreto estrutural). nos locais de passagem de veículos o lastro deverá ser no mínimo 7. podendo assim executar o emboço. a) . podendo atingir até ± 8 cm. Quando não se puder confiar num aterro recente. 168 . base ou lastro. podendo usar o traço 1:2. Para aplicarmos o concreto devemos preparar o terreno. 4º-entre os tacos fazemos as guias em concreto. 3º-colocar tacos cujo nivelamento é obtido com o auxílio de linha. Este chapisco deverá ser acrescido de adesivo para argamassa a fim de garantir a sua aderência Portanto a camada de chapisco deve ser uniforme.2): 1º-determinamos o nível do piso acabado em vários pontos do ambiente. 8. com pequena espessura e acabamento áspero. que chamamos de contrapiso.0 cm. que se faz utilizando o nível de mangueira. respectivamente. ficando claro que o apiloamento não tem a finalidade de aumentar a resistência do solo mais sim uniformizá-lo. cimento cola ou cola. Quando se tem um aterro e este for maior que 1.. 5º-entre duas guias consecutivas será preenchido com concreto e passando a régua.0 cm.chapisco. 5:4.1. pois o terreno nunca estará completamente plano e em nível.

2 . quando as mesmas não forem executadas com nível zero. Para o piso com pouca caída é aconselhável que a caída seja dada na argamassa de assentamento ou na de regularização. seja ele natural. pois o piso é assentado com a argamassa ainda fresca e a mesma perde volume comprometendo a planicidade do piso.0cm.Argamassa de Regularização Nos pavimentos superiores (sobre as lajes). Devemos ter cuidado quanto à umidade no contrapiso. etc. promovendo assim as caídas. b) . Utilizamos a argamassa de regularização quando os pisos forem assentados com cola. cimento cola ou ainda quando a espessura da argamassa de assentamento exceder a 3. Para cada tipo de piso existe um tipo mais indicado de traço de argamassa de regularização.0cm. 169 . cerâmico ou sintético. Caso haja umidade.). quando os pisos forem assentados pelo sistema convencional. E utilizamos argamassa de assentamento para regularizar. Neste caso a espessura da argamassa de assentamento não deve exceder a 3. que em certos casos poderá ser a própria argamassa de assentamento. pois prejudica todo e qualquer tipo de piso. apenas devemos variar as alturas das taliscas.Figura 8. Esse tratamento consiste em colocar aditivo impermeabilizante no concreto do contrapiso ou na argamassa de assentamento ou ainda a colocação de lona plástica sob o contrapiso. deverá ser feito um tratamento impermeável para que o piso não sofra danos na fixação (desprendimento do piso).Procedimento para nivelar sub-base do lastro Obs: Para o piso com grande caída o procedimento é o mesmo. devemos realizar uma argamassa de regularização. no acabamento (aparecimento de manchas) e na estrutura do piso (empenamento. como veremos na descrição de cada piso.

em contato com a base. azulejo. etc.2. conseguiram ter sua resistência aumentada e a aderência às bases melhoradas. cal e areia nas proporções indicadas na Tabela 8. As superfícies precisam estar perfeitamente desempenadas. pois a massa escorre pela parede. Com a adição do cimento. sendo maior na primeira camada. 170 . principalmente para as argamassas industrializadas. sarrafeado.1. O emboço é uma argamassa mista de cimento. massa corrida. Nesta época as alvenarias eram utilizadas como vedação e como estrutura. devendo promover a boa ancoragem com eles e possuir uniformidade de absorção para que haja boa aderência entre as camadas. Os revestimentos internos e externos devem ser constituídos por uma camada ou camadas superpostas. ser decrescente. sarrafeado e desempenado.1 Na vertical a) . prumadas ou niveladas e com textura uniforme. do telhado para as fundações. se lançarmos a argamassa sobre a base. além disso. Por outro lado. massa corrida. por tijolos cerâmicos assentados e revestidos com argamassa de cal e areia. De preferência devem ser preparadas por processo mecanizado. preferencialmente. e eram construídas. Para garantir uma boa aderência entre os demais revestimentos o acabamento superficial do emboço pode ser executado do seguinte maneira: • • • sarrafeado.Emboço A argamassa utilizada para a regularização dos diversos substratos é chamada de emboço ou massa única ou ainda emboço paulista. ou seja. de preferência a areia média. O revestimento é iniciado de cima para baixo. contínuas e uniformes. gesso etc. na sua grande maioria. Podem ser preparadas manualmente de acordo com a NBR 7200/98. resistir à ação de variação de temperatura e umidade. esta absorverá a água existente na argamassa e da mesma forma se desprenderá. desempenado e feltrado (uma mão de massa ou massa única ) para receber a pintura. completamente seca. bem como apresentar boa aderência entre as camadas e com a base. conforme a superfície a ser aplicada. azulejo. ideal para receber gesso.. ideal para receber o revestimento final (reboco). A superfície deve estar previamente molhada. 8. A partir da invenção do cimento Portland as argamassas sofreram uma evolução. pastilha.8.2 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS TRADICIONAIS Os revestimentos argamassados são tecnologias construtivas que remontam seu uso desde a Idade Média. A umidade não pode ser excessiva. Normalmente o emboço trabalha como base para o reboco. já nas primeiras idades. O consumo de cimento deve. Os revestimentos externos devem. A areia empregada é a média ou grossa.

1 -Traço do emboço para as diversas bases BASES Tipo MATERIAIS Localização Superfícies externas acima do nível do terreno cimento 1. pois o seu excesso.4).0 11. depois de seca.0 Pasta(1) de cal 1. O emboço deve ter uma espessura média de 1.0 a 12.0 3.3 e 8.0 1.0 3.Tabela 8.0 a 10.0 3.5 a 3.0 a 12.0 1. o emboço de superfície externa.0 1.0 .0 a 3. com argamassas mistas de cimento e cal.0 1.0 a 10. deve ser executado com argamassa de cimento e cal.0 11.0 (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água. (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5% Portanto.0 9. acima do nível do terreno.0 8.5 2. corre o risco de desprender.0 8. 171 .1) Assentamento da Taliscas (tacos ou calços) As taliscas são pequenos tacos de madeira ou cerâmicos. No caso de tetos. Superfícies internas Tetos (laje de concreto maciço ou laje mista) 1.0 1.0 a 10.0 a 4.0 1. resultando um painel de alvenaria.0 2.5 Areia (2) 8.0 1.0 a 10.0 a 12.0 1.5 2.0 a 12. As irregularidades da alvenaria são mais freqüentes na face não aparelhada das paredes de um tijolo.0 11.0 11.0 1. Para conseguirmos uma uniformidade do emboço e tirar todos os defeitos da parede. em contacto com o solo.0 1.0 11.0 1.0 cal hidratada 2.0 1. principalmente o interno.0 a 10.5 2.5cm.5 1.0 a 10. o emboço é executado com argamassa de cimento e recomenda-se a incorporação de aditivos impermeabilizantes.0 2.0 a 12. devemos seguir com bastante rigor ao prumo e ao alinhamento.5 8. na interna. Para isso devemos fazer: a.0 1.0 2.no caso de execução de acabamento tipo barra lisa - Superfícies externas e internas - 1. Recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante Paredes Superfícies externas em contato com o solo. com saliências e reentrâncias que aumentam essa espessura.0 3.0 3. ou preferivelmente.0 11.0 8.0 1.0 OBS. mista de cimento e cal. além do consumo inútil. Nas paredes externas. que assentados com a própria argamassa do emboço nos fornecem o nível (Figuras 8. com argamassa de cal.0 2. Infelizmente esta espessura não é uniforme porque os tijolos têm diferenças de medidas.0 a 12.0 a 4.5 1.

Devemos ter o cuidado para que os batentes não fiquem salientes em relação aos revestimentos. recomenda-se a colocação das taliscas intermediárias em distâncias de 1. para poder utilizar réguas de até 2.3 . ou cacos cerâmicos) devem ser assentadas com argamassa mista de cimento e cal para emboço. pois os mesmos podem regular a espessura do emboço. favorecendo a sua aplicação. A distância entre a linha e a superfície da parede deve ser na ordem de 1. com o auxílio de fio de prumo. 172 . As taliscas (calços de madeira de aproximadamente 1x5x12cm. com a superfície superior faceando a linha (Figura 8.5cm. e nem tampouco os revestimentos salientes em relação aos batentes e sim faceando.No caso de paredes. é preciso fixar uma linha na sua parte superior e ao longo de seu comprimento. Figura 8.3). É importante verificar o nível dos batentes.5m a 2m entre si.Assentamento das taliscas superiores nas paredes A partir da sua disposição na parte superior da parede. Sob esta linha.4).0m de comprimento. devem ser assentadas outras na parte inferior (a 30cm de piso) e as intermediárias (Figura 8. quando forem colocadas as taliscas.

Figura 8.4 - Assentamento das taliscas inferiores nas paredes

No caso dos tetos, é necessário que as taliscas sejam assentadas empregando-se régua e nível de bolha ao invés de fio de prumo. Ou através do nível referência do piso acabado, acrescentando uma medida que complete o pé direito do ambiente (Figura 8.5).

1.00 m

X

nível do piso acabado

Figura 8.5 - Detalhe da colocação das taliscas nos tetos utilizando o nível referencial.

173

1.00 m

X

a.2) Guias ou Mestras São constituídas por faixas de argamassa, em toda a altura da parede (ou largura do teto) e são executadas na superfície ao longo de cada fila de taliscas já umedecidas. A argamassa mista, depois de lançada, deve ser comprimida com a colher de pedreiro e, em seguida, sarrafeada, apoiando-se a régua nas taliscas superiores e inferiores ou intermediárias (Figura 8.5). Em seguida, as taliscas devem ser removidas e os vazios preenchidos com argamassa e a superfície regularizada. O sarrafeamento do emboço pode ser efetuado com régua apoiada sobre as guias. A régua deve sempre ser movimentada da direita para a esquerda e viceversa (Figura 8.6).

Figura 8.6 - Detalhe da execução das guias e do emboço

Nos dias muito quentes, recomenda-se que os revestimentos, principalmente aqueles diretamente expostos a radiação solar, seja mantidos úmidos durante pelo 174

menos 48 horas após a aplicação. Pode ser efetuado, por aspersão de água três vezes ao dia. O período de cura do emboço, antes da aplicação de qualquer revestimento, deve ser igual ou maior há sete dias. b) - Reboco Atualmente pouco utilizado o reboco é iniciado somente após a colocação de peitoris, tubulações de elétrica etc. e antes da colocação das guarnições e rodapés. A superfície a ser revestida com reboco deve estar adequadamente áspera, absorvente, limpa e também umedecida. O reboco é aplicado sobre a base, com desempenadeira de madeira e deverá ter uma espessura de 2 mm até 5 mm. Em paredes, a aplicação deve ser efetuada de baixo para cima, a superfície deve ser regularizada e o desempenamento feito com a superfície ligeiramente umedecida através de aspersão de água com brocha e com movimentos circulares. O acabamento final é efetuado utilizando uma desempenadeira com espuma (Figura 8.7). É extremamente importante, antes de aplicar o reboco, que o mesmo seja preparado com antecedência dando tempo para a massa descansar. Esse procedimento é chamado de "curtir" a massa e tem a finalidade de garantir que a cal fique totalmente hidratada, não oferecendo assim danos ao revestimento.

Figura 8.7 - Detalhe da aplicação do reboco

O reboco é constituído, mais comumente, de argamassa de cal e areia no traço 1:2, ou como apresentado na Tabela 8.2:

175

Tabela 8.2 - Traços do reboco BASES MATERIAIS
Tipo Localização Superfícies externas acima do nível do terreno Superfícies externas em contato com o solo. cimento 1,0 cal hidratada 1,0 Pasta(1) de cal 1,0 Areia (2) 2,0 a 3,5 1,5 a 3,0 3,0 a 4,0 OBS. recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante

Paredes

Superfícies internas inclusive paredes de banheiros, cozinhas, lavanderias e ixeiras, acima de 1,60m de altura.

-

1,0 -

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Superfícies internas 1,0 de paredes de banhei ros, cozinhas, lavanderias e lixeiras, até 1,60m de altura Tetos Superfícies externas 1,0 e internas (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5%.

-

3,0 a 4,0

no caso de pintura da superfície revestida com tinta à base de resina epóxi, borracha clorada, etc...

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Podemos utilizar argamassas pré-fabricadas, para reboco, que precisam ser fornecidas perfeitamente homogeneizadas, a granel ou em sacos. Cada saco deve trazer bem visíveis, as indicações de peso líquido, traço, natureza do produto e a marca do seu fabricante. Outros materiais aglomerantes e agregados podem ser empregados, como as massa finas acondicionada em sacos de aproximadamente15kg, que são misturados na obra com a cal desde que satisfaçam à especificações necessárias de uso. Em condições normais é um pouco mais dispendioso do que a argamassa preparada na obra, mas quando não se tem espaço suficiente para peneirar, secar e "curtir", a massa é vantajosa. c) – Chapisco para acabamento O chapisco pode ser aplicado como revestimento rústico, para acabamento externo, podendo ser executado com vassoura ou peneira para salpicar a superfície. Neste caso, é aplicado sobre o emboço podendo ser aplicado mais de uma camada, de modo a cobrir o substrato. As peneiras utilizadas na construção civil são as mesmas da agricultura e são denominadas peneiras de fubá, arroz, feijão, café etc. Para um acabamento mais fino se utiliza a peneira de arroz, para um acabamento mais rústico a de feijão. A função da peneira na aplicação do chapisco é para uniformizar a textura do 176

chapisco, pois somente vão passar pela malha da peneira as dimensões dos grãos inferiores ao da malha, os maiores são separados. 8.2.2 Na horizontal a) - Cimentados O piso cimentado é executado com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, com espessura entre 2,0 a 2,5cm e nunca inferior a 1,0cm. Podemos utilizar o cimento Portland comum ou o cimento Portland branco e ainda acrescentar no cimento branco corantes. * Se desejamos um acabamento liso devemos polvilhar cimento em pó e alisar com a colher de pedreiro ou desempenadeira de aço (massa queimada). * Se desejamos um acabamento áspero, usamos apenas desempenadeira de madeira, ou texturado (vassoura, roletes etc...) a

Quando o cimentado for aplicado em superfícies muito extensas, devemos dividi-las em painéis de 2,0x2,0m, com juntas de dilatação (junta seca) que podem ser executadas durante a aplicação ou depois da cura (junta serrada). A cura será efetuada pela conservação da superfície levemente molhada, coberta com sacos de estopa ou mantas, durante no mínimo 7 dias. Obs.: A utilização de mantas é muito utilizada nos dias de hoje, mas devemos ter o cuidado de mante-las sempre molhadas, para evitar que as mesmas absorvam a água do piso fazendo o efeito contrário. b) - Granilite Granilite ou marmorite, é um piso rígido polido, com juntas plásticas de dilatação, moldado in loco, ele é constituído de cimento e mármore, granito ou quartzo triturado. A cor varia de acordo com a granilha e o corante que são colocados na sua composição ( se for utilizado cimento branco). b.1) - Regularização de base para granilite É feita com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, não devendo ser alisada com a colher de pedreiro mais sim desempenada, para ficar com uma superfície áspera onde o granilite irá aderir com maior intensidade. b.2) - Pasta de granilite É constituída de uma argamassa composta de pequena carga de pedra (granito, mármores ou quartzo, cimento e corantes. O cimento poderá ser comum ou branco, a espessura é de 12 a 15 mm. 177

Assim como o cimentado, o granilite também precisa da ajuda das juntas de dilatação para não sofrer retração. Portanto a sua aplicação deve ser precedida da colocação das juntas de dilatação constituídas por tiras de plástico fixadas no contrapiso com nata de cimento. A argamassa de granilite é aplicada no contrapiso com colher de pedreiro e regularizada com régua de alumínio. b.3) – Polimento Após dois dias da colocação do granilite, a argamassa já está apta para receber o primeiro polimento. O polimento é executado com máquina com emprego de água e abrasivos de granulação 40, 80 e 160 progressivamente. Após o primeiro polimento, as superfícies serão estucadas com mistura de cimento comum ou branco e corante (para tirar pequenas falhas). O polimento final será a máquina com emprego de água e abrasivos nº 220. Os rodapés, peitoris etc. são polidos a seco com máquina elétrica portátil. As juntas de dilatação devem formar quadros de no máximo 1,50 x 1,50m. 8.3 – REVESTIMENTOS NÃO ARGAMASSADOS São os revestimentos, constituídos por outros elementos naturais ou artificiais (gesso, cerâmicas, pedras, madeiras, pastilhas, piso vinílico, piso de borracha etc.), assentados sobre emboço ou base regularizada (para pisos) através de argamassa colante, cola, argamassa de assentamento ou outras estruturas de fixação. São utilizados nos revestimentos de paredes e pisos. 8.3.1 – GESSO O gesso é um dos materiais mais consumidos no mundo. Extraído de minas subterrâneas e de minas ao céu aberto, como é o caso brasileiro, o gesso já serviu como massa de assentamento nas pirâmides egípcias bem como os gregos e os romanos o utilizaram para decoração. Hoje, os processos industriais nos permitem ter acesso a uma grande gama de produtos de gesso. Suas propriedades de isolamento térmico e acústico além das riquezas das formas que pode se criar com o pó de gesso o tornaram essencial para arquitetos e engenheiros. O gesso em pó é empregado em grande quantidade na construção, misturando com água proporciona um revestimento eficaz, estético e bom acabamento para paredes interna e tetos (SINDUSGESSO, 2006). A crescente utilização de revestimentos de gesso nas edificações contribuiu para uma boa alternativa e muitas vezes econômica. O revestimento de gesso pode ser aplicado em diversas bases, mas deve-se garantir a aderência e uma espessura ideal. A espessura do revestimento de gesso em geral depende da base, mas tecnicamente se recomenda a espessura de 5 ± 2mm (Revista Téchne, 1996)

178

Para a aplicação do revestimento de gesso deve-se observar o prazo mínimo de 30 dias sobre as bases revestidas com argamassa, e de concreto estrutural; e de no mínimo 14 dias para as alvenarias. a)- Preparo do substrato A superfície a ser revestida deve estar sempre isenta de poeira, umidade, substâncias gordurosas, eflorescências ou outros materiais soltos. A superfície precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência. Inicialmente deve-se verificar a falta de prumo, nível e planeza das bases conforme limites constantes na Norma 02.102.17-006/95 (Tabela 8.3).
Tabela 8.3 - Desvios máximos de prumo, nível e planeza (ABNT,1995)

Desvio do prumo ≤ H/900

Desvio de nível ≤ L/900

H = Altura da parede em metros L = Maior vão do teto

Planeza • Irregularidades graduais: ≤ 3mm, em régua de 2,0m • Irregularidades abruptas: ≤ 2mm, em régua de 20cm

Caso a base não atenda os limites da Tabela 8.3 deve-se retificar o plano da base utilizando-se um emboço. Pontas de ferro, resíduos de fôrmas, rebarbas de concreto ou argamassa, devem ser removidos. O revestimento de gesso propicia a corrosão de peças metálicas comum, pois é alcalina e pode apassivar o aço, portanto deve-se tratar os componentes metálicos ou protegê-los. As alvenaria que deverão receber o revestimento de gesso não deverão ser umedecidas, pois podem movimentar causando fissuras no revestimento. Se necessário somente os revestimentos de argamassa devem ser umedecidos pelas suas características de absorção ou de secagem da pasta.(De Milito, 2001) b)- Preparo da pasta O gesso (CaSO4) é preparado em pasta, e devido a pega rápida o volume preparado para cada vez é em geral na ordem de um saco comercial (40kg) o que equivale a 45 litros. A quantidade de água deverá ser entre 60% a 80% da massa do gesso seco dependendo da finura. A mistura é feita manualmente polvilhando o gesso sobre a água para que todo o pó seja disperso e molhado, evitando a formação de grumos. Depois de concluído o polvilhamento do gesso sobre a água, esperar cerca de 10 min. Para que as partículas absorvam água, e a suspensão passe do estado líquido a um estado fluído consistente. Com a colher de pedreiro agitar parte da 179

6. aplicando a pasta de gesso em faixas perpendiculares às primeiras (camadas cruzadas). Os retoques finais e a camada de acabamento são executados utilizando a colher de pedreiro e a desempenadeira de aço.pasta ( aquela que vai ser utilizada inicialmente) e aguardar cerca de 5 min. pois o gesso endurecido desidrata lentamente com o calor (HINCAPIE et al. Desempenadeira em chapa de PVC com dimensões aproximadas de 0. o gesseiro verifica a sua planeza. Concluída a execução de uma camada de espalhamento. o revestimento não poderá apresentar desvio superior a 3 mm. A espessura da pasta é de 1 mm a 3 mm podendo chegar no máximo a 7 mm. 2. raspagens e a camada final de acabamento. Neste caso. e antes que a pega esteja muito avançada. avaliação da aderência da pintura.25 x 0. para o repouso final da pasta e até que adquira consistência adequada para ser aplicada com boa aderência e sem escorrer sobre a base.0 m. Após a conclusão dos serviços para verificar a planeza do revestimento como um todo. Para pontos localizados. Na execução do revestimento de gesso deve-se observar a temperatura ambiente e a temperatura do substrato que não deverão ultrapassar a 35 ° C.0 mm. que irá receber os retoques. 5. Caixotes para o preparo da pasta com volume interno superior a 100 litros (denominadas masseiras). Cantoneiras de alumínio. aplicada sobre o revestimento em qualquer direção. Desempenadeira de aço.Aplicação. executa-se uma inspeção visual utilizando uma régua de alumínio de 2. Caso necessário pode-se executar ensaios especiais como: medição da espessura. 180 .0 m de comprimento. c) . avaliação da dureza. Com a régua de alumínio. falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm. o revestimento de gesso não deve apresentar pulverulência. Cada faixa é iniciada com uma pequena sobreposição à precedente. Dependendo do substrato a pasta de gesso pode ser aplicada com desempenadeira de PVC em uma ou várias camadas. Espátula.60 m e espessura de 4. o gesseiro inicia à camada seguinte. e tendo revestido todas as faixas em uma direção. 7. As ferramentas e acessórios utilizados na execução de revestimento de gesso são: 1. Régua de alumínio com 2. Colher de pedreiro. ficando o acabamento final liso e brilhante. promove o seu sarrafeamento com o intuito de cortar os excessos grosseiros e dar ao revestimento uma superfície mais regular. 3. uma régua de alumínio de 20 cm não deve apresentar desvio superior a 1 mm. Para aplicar a pintura. Terminada a camada de revestimento. avaliação da aderência do revestimento. 4. 1996a). Para a execução de uma camada de espalhamento divide-se o substrato em faixas de espalhamento com aproximadamente a mesma largura da desempenadeira de PVC.

Verificação visual dos serviços: Utilizando uma régua de 2. retoques e raspagens 30 a 35 Acabamento 35 a 45 Total 97 a 130 d) . Em pontos localizados. tanto nas paredes como nos pisos. saunas úmidas etc. Pelas suas características. as cerâmicas são utilizadas em ambientes que podem ser molhados e devem ser higiênicas como as cozinhas. piscinas e saunas Pisos. para consumo de 45 litros de pasta = 1 saco de gesso (HINCAPIE et al.6) e a abrasão (Tabela 8. utilizando uma régua de 20 cm.5): Tabela 8. 1996) Serviços Tempo (min) Preparo da pasta 2a5 Espera 10 a 15 Espalhamento 20 a 30 Sarrafeamento. paredes e piscinas Pisos e paredes paredes 181 .4 resume as diversas etapas e o tempo aproximado de execução da aplicação manual da pasta. brilhantes ou acetinados.5) e resistência ao ataque químico contidos em produtos de limpeza (Tabela 8.4 – Etapas e tempo aproximado de execução da aplicação manual de gesso. o revestimento não deve apresentar pulverulência superficial excessiva. Antes da aplicação de pintura. 5 . piscinas. podendo ser (Tabela 8. 8. não deverá apresentar desvio superior a 1 mm. Obs. não deve apresentar desvio superior a 3 mm. e areias (quartzo) dando um produto final com grande variedade de cores.A Tabela 8. gretamento. Normalmente quanto menor o grau de absorção.: O revestimento com gesso deve ser aplicado somente em ambientes internos e sem umidade. feldspatos (grês). Antes de comprar ou especificar um revestimento cerâmico devemos classificá-los principalmente quanto a absorção de água (Tabela 8. falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm.2 Revestimento cerâmico A cerâmica é um produto industrializado composto por argila. melhor será a qualidade. talcos. lisos ou decorados A espessura é variável apresentando a face posterior (tardoz) saliências para aumentar a aderência. banheiros.Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água Grupo I IIa IIb III Grau de absorção 0% a 3% 3% a 6% 6% a 10% >10% Uso recomendado Pisos. paredes.3. filitos. Tabela 8.0m de comprimento aplicada sobre o revestimento em qualquer direção.7).

Estab. destacamento da peça. como a resistência à manchas e a expansão por umidade EPU. Na colocação das cerâmicas devemos prever juntas de dilatação e rejuntá-las para uma maior durabilidade. no caso de cerâmicas esmaltadas é caracterizada por unidade PEI (Porcelain Enamel Institute) e classificado como segue (Tabela 8. show rooms. 7 . Comerciais internos.Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão Abrasão Grupo 0 Grupo 1 (PEI-1) Grupo 2 (PEI-2) Grupo 3 (PEI-3) Grupo 4 (PEI-4) Grupo 5 (PEI-5) Resistência Baixa Média Média alta Alta Altíssima e sem encardido Uso recomendado Desaconselhável para piso Banheiros residênciais.Tabela 8.Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico (Anfacer) Classe A B C Resitência Química Ótima resistência aos produtos químicos Ligeira alteração de aspecto Alteração de aspecto bem definida E quanto a resistência a abrasão. a) Juntas de dilatação: Todo revestimento cerâmico precisa de juntas e suas especificações devem ser informadas pelo fabricante. que definem a posição das peças e tem a função de absorver parte das tensões provocadas pela expansão por umidade da cerâmica. fast-food etc. Áreas públicas. Outras características técnicas dos revestimentos cerâmicos são importantes observar. 182 • .7): Tabela 8. Recomenda-se utilizar em pisos ou paredes internas.8). Quartos de dormir etc. corredores. cerâmica com EPU de no máximo 0. e externamente no máximo 0. Existem quatro tipos básicos de juntas as: • Superficiais ou de assentamento. hall de residência. Uma alta EPU pode ocasionar deslocamento e gretamento da placa. Quartos sem portas para fora Cozinhas residênciais. e as de (Figura 8. aeroportos. As juntas são obrigatórias e evitam que movimentos térmicos causem "estufamento" e.60mm/m. pela movimentação do substrato e pela dilatação térmica. quintais. shopping centers. as Estruturais. 6 . entradas de hotéis. consequentemente.40mm/m. que devem existir na estrutura de concreto cuja função é aliviar as tensões provocadas pela movimentação da estrutura. padarias. ela representa a resistência ao desgaste superficial.

dureza. contrapiso. que devem existir em grandes áreas. Portanto.8). as juntas são importantes para melhorar o alinhamento das peças (juntas superficiais) e permitir a troca de uma única placa sem a necessidade de quebrar outras.. que conferem características especiais a ele como: retenção de água.8 – Detalhe dos tipos de juntas Além de possibilitar a movimentação de todo o conjunto do revestimento durante as dilatações e contrações. normalmente adicionados com outros componentes. na 183 .) e ser preenchida com material deformável. estabilidade de cor. b) Rejuntamento Rejuntamento é o enchimento das juntas entre as peças com pasta de cimento ou rejunte industrializado. De Dessolidarização. longitudinalmente e transversalmente. e entre as paredes ou anteparos verticais auxiliando a movimentação dos mesmos. Após cinco dias do assentamento devemos preencher as juntas esse procedimento é denominado de rejuntamento. O rejunte (material industrializado). vedada com selante flexível e devem ter entre 8 a 15 mm de largura (Figura 8. etc. tem a função de separar a área com revestimento de outras áreas (Figura 8.• • Expansão ou movimentação. Quando temos juntas estruturais no contrapiso ou nas paredes estas precisam ser reproduzidas no revestimento cerâmico.. Elas devem ser executadas em painéis de até 32m2 para os pisos internos ou até 24m2 nos painéis externos. flexibilidade. resistência a manchas etc. Figura 8. As juntas de movimentação necessitam aprofundar-se até a superfície da base (laje.8).

esteja atento às suas características.5 10x10 10x20 15x15 15x30 20x20 20x30 20x40 24x11. assim que começar a secar. Nas cerâmicas a superfície acabada (lisa) vira alguns milímetros na borda do mesmo. em gramas 2x2 5x5 7.8 – Consumo de rejunte por m 2 Largura da junta Formato da placa (cm) 2mm 4mm 6mm 8mm 10mm 2 12mm 15mm Consumo por m .9).8 indica o consumo de rejunte por metro quadrado para diversas larguras de junta e formato de placa.5x7.Detalhe da execução do rejuntamento A Tabela 8.9 . SUPERFÍCIE LISA CERÂMICA REJUNTE ACABAMENTO CORRETO Figura 8.5 25x25 30x30 34x34 41x41 50x50 800 750 640 480 360 320 240 220 200 180 320 200 160 140 120 100 1280 960 720 640 480 440 400 360 640 400 320 280 240 200 1440 1080 960 720 660 600 540 960 600 480 420 360 300 1920 1440 1280 960 880 800 720 1120 800 640 560 480 400 2400 1800 1600 1200 1100 1000 900 1600 1000 800 700 600 500 2880 2160 1920 1440 1320 1200 1080 1920 1200 960 840 720 600 1800 1650 1500 1350 2400 1500 1200 1050 900 750 184 .hora de escolher a argamassa de rejuntamento. ficando a superfície lisa e impermeável ocasionando o desprendimento do rejunte (Figura 8. Tabela 8. com pano. Esta pasta deve ser aplicada em excesso com auxílio de um rodo. O excedente será retirado. Para que isso não ocorra este excesso deve ser retirado antes da cura final.

Deixar um espaço entre a régua e o nível do piso acabado.11) • • • Fixar uma régua em nível acima do nível de piso acabado..1 .2.10): a) em diagonal b) junta à prumo c) em amarração Figura 8. a prumo ou em amarração (Figura 8. ou com cimento-colante. colas etc. com argamassa de cal e areia no traço 1:3 com 100 kg de cimento por m³ de argamassa (pelo processo convencional).Revestimento cerâmico na vertical a) . que já deverá estar revestida. sobre base regularizada.. de modo a permitir que a argamassa de assentamento ou o cimento colante seque com as juntas abertas. de fiada em fiada. deixando neste caso um espaço próximo à laje.O rejuntamento não deve ser efetuado logo após o assentamento. Verificar. para colocação de rodapés ou uma fiada de azulejos.3. Para garantirmos que o azulejo fique na horizontal devemos proceder da seguinte maneira: (Figura 8. para melhor distribuição dos azulejos. 8. Teremos comentários neste capitulo a respeito das diferentes maneiras de assentarmos azulejos e materiais cerâmicos. Os cimentos colantes e as colas devem ser aplicados com desempenadeira dentada de aço. mas sim dando um intervalo de 3 a 5 dias. se será colocado moldura de gesso. de uso interno ou externo. 185 .Assentamento dos azulejos Os azulejos podem ser assentados com juntas em diagonal.10 – Juntas superficiais dos azulejos O assentamento se faz de baixo para cima.

1) . para que os recortes não fiquem muito visíveis. visto que na maioria das vezes. 186 .Figura 8.Detalhe do assentamento dos azulejos a.9. no mínimo como descrito na Tabela 8.12 .Exemplo de divisão dos azulejos a. podemos deixá-los atrás das portas.11 . O ideal é seguir as recomendações do fabricante descritas nas embalagens. ou ainda dividi-los em partes iguais nos painéis (Figura 8. Figura 8.2) .Recortes de azulejos: É muito difícil em um painel de alvenaria não ocorrer recortes. dentro dos boxes.12).Juntas entre azulejos As juntas superficiais entre os azulejos deverão ter largura suficiente para que haja perfeita penetração da pasta de rejuntamento e para que o revestimento de azulejo tenha relativo poder de acomodação. nos projetos não é levado em consideração às dimensões dos azulejos. Portanto.

Tabela 8.9 - Juntas superficiais entre azulejos

Dim. (cm)

do

azulejo Parede (mm)
1,0 2,0 1,5 2,0 2,0 2,5

interna Parede (mm)
2,0 3,0 3,0 3,0 4,0 4,0

externa

11x11 11x22 15x15 15x20 20x20 20x25

Para os demais tipos de juntas devemos seguir as recomendações do item 8.3.2 (a). a.3) - Rejuntamento Para o rejuntamento do azulejo, além dos rejuntes industrializados descritos no item 8.3.2 (b) podemos utilizar a pasta de cimento branco e alvaiade na proporção de 2:1, ou seja, duas partes de cimento branco e uma de alvaiade, o alvaiade tem a propriedade de conservar a cor branca por mais tempo. b) - Pastilhas É outro revestimento impermeável, empregado nas paredes, principalmente nas fachadas de edifícios. É constituída de pequenas peças coladas sobre papel grosso ou tela. A preparação do fundo para sua aplicação deve ser feita como segue: - para pisos: fundo de argamassa de cimento e areia (1:3) com acabamento desempenado. - para paredes: o fundo será a própria massa grossa (emboço) dosada com cimento, bem desempenada. A argamassa de assentamento será de cimento branco e caolin em proporção igual (1:1), ou argamassa de cimento colante, de uso interno ou externo, própria para pastilhas. A argamassa de assentamento é estendida sobre a base e as placas de pastilhas são arrumadas sobre ela fazendo pressão por meio de batidas com a desempenadeira. O papelão ficará na face externa e após a pega, que se dá aproximadamente em dois dias, o papelão é retirado por meio de água. Utilizando o cimento colante, que deve ser aplicado através de desempenadeira dentada, as placas de pastilhas são fixadas também fazendo pressão por meio de batidas. Nas placas de pastilhas fixadas em tela a tela pode ficar em contato direto com a argamassa bastando, após a cura, realizar o rejuntamento. O rejuntamento é executado com pasta de cimento branco ou rejunte industrializado conforme descrito no item 8.3.2 (b)

187

8.3.2.2 Revestimento cerâmico na horizontal

a) - Piso cerâmico Após a escolha do piso podemos assentá-los de duas maneiras usuais: Utilizando argamassa de assentamento (sistema convencional) ou cimento colante. Procedendo-se da seguinte maneira: a.1) - Regularização de base para pisos cerâmicos Se necessário, é feita com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:4 ou 1:6 com espessura de 3,0cm. a.2) - Assentamento utilizando argamassa: (assentamento convencional) Utiliza-se uma argamassa mista de cimento com areia média seca no traço 1:0,5:4 ou 1:0,5:6 sobre o piso regularizado (quando a espessura da argamassa de assentamento for maior de 3,0cm) ou sendo a própria argamassa de assentamento utilizada para regularizar e assentar. Ao se considerar que a colocação do material cerâmico, no caso de utilizar a argamassa para o assentamento, é feita com esta camada de argamassa ainda fresca, e que quando da secagem desta argamassa acontece o fenômeno da retração (encurtamento), ocorre o aparecimento de esforços que tendem a comprimir o revestimento. Destes esforços - que atuam no plano do revestimento resultam componentes normais ao revestimento que tendem a arrancá-lo de sua base. O que vai impedir a separação das peças de sua base será a aderência proporcionada pela pasta de cimento. Sabe-se que, no assentamento convencional, dificilmente se consegue obter uma pasta de cimento ideal, ou seja, com maior resistência possível, pois a mesma resulta da aspersão de pó de cimento sobre uma argamassa ainda fresca, retirando água dessa argamassa para se hidratar. A falta ou excesso de água poderá ter como conseqüência, ou o cimento mal hidratado, ou uma "aguada" de cimento. Em ambos os casos a ligação cerâmica-base estará fatalmente comprometida, será de baixa resistência e não se oporá à separação do revestimento de sua base. Esses esforços devido à retração estão diretamente ligados a fatores importantes. Quanto maior for à espessura da argamassa de assentamento, tanto maior será o esforço resultante da retração. Quando mais rica em cimento for a argamassa, tanto maior será o esforço devido à retração. E, lembrando que este esforço de compressão gera componentes verticais que tendem a arrancar as peças de sua base, quanto maior for o primeiro tanto maior serão os componentes verticais de tração que tendem a soltar o revestimento. Portanto a melhor maneira de assentar os pisos cerâmicos pelo processo convencional é:

188

- Superfície de laje, ou contrapiso - varrer e eliminar poeiras soltas; umedecer e aplicar pó de cimento com adesivo de argamassa, formando pasta imediatamente antes de estender a argamassa de assentamento. Isto proporcionará melhor ligação da argamassa à laje. - Espessura de argamassa de assentamento - nunca ultrapassar 2 cm a 2,5cm, a fim de minorar as tensões de retração. Caso haja necessidade de maior espessura, deverá ser efetuada em duas camadas, sendo a segunda após completada a secagem da primeira camada. - Traço da argamassa de assentamento - nunca utilizar argamassas ricas. O traço 1:6 de cimento e areia, mais meia parte de cal hidratada é correspondente indicado. A cal proporciona melhor trabalhabilidade e retenção de água, melhorando as condições de cura e menor retração. Atenção especial será dada para a água adicionada. O excesso formará pasta de cimento aguado e pouco resistente. - Quantidade de argamassa a preparar - será tal, de modo a evitar que o início do seu endurecimento - início de pega do cimento - se dê antes do término do assentamento. Na prática, isso corresponde a espalhar e sarrafear argamassa em área de cerca de 2m² por vez. - Aplicação da argamassa - será apertada firmemente com a colher e, depois, sarrafeada. Lembre-se que apertar significa reduzir os vazios preenchidos de água. Isso diminuirá o valor da retração e reduzirá os riscos de soltura. - Camada de pó de cimento - espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². Não atirar o pó sobre a argamassa, pois a espessura será irregular. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa, formando a pasta ideal. Para auxiliar a formação da pasta, passar colher de pedreiro levemente. - Peças cerâmicas - serão imersas em água limpa e deverão estar apenas úmidas, não encharcadas, quando forem colocadas. Não ser assentadas secas, porque retirarão água da pasta e da argamassa de assentamento, enfraquecendo a aderência. Não poderão ser colocadas demasiadamente molhadas, porque, desta forma, reduzirão a pasta de cimento a uma "aguada" de cimento enfraquecendo igualmente a aderência. Deve-se observar, no entanto, que o fato de ser necessário imergir os pisos em água, ocasiona certa fragilidade às peças e consequentemente quebra no ato de se colocar. Daí presume-se uma perda estimada em aproximadamente 5%. Para se conseguir melhor efeito das peças, quando estas não são de cores lisas, espalharem o número de peças a serem assentadas em outra área limpa e criar variações com as nuanças de cor do material de revestimento. Tais variações de cor não são defeitos dos revestimentos (pisos) e devem ser "trabalhadas" para melhorar o aspecto visual do conjunto. Depois de encontrado o melhor desenho, assentar o material. - Fixação das peças - para pisos, depois de aplicados na área preparada, serão batidos com o auxílio de bloco de madeira de cerca de 12cm x 20cm x 6cm 189

aparelhado, a marreta de borracha. Certificar que todas as peças foram batidas o maior número possível de vezes. Peças maiores - 15cm x 30cm, ou 20cm x 20cm deverão ser batidas uma a uma, a fim de garantir boa aderência à pasta. - Espaçamento das peças - nunca colocar pisos ou azulejos justapostos, ou seja, com juntas secas (exceto em pisos especiais). As juntas de 1 mm a 3 mm, conforme o tamanho das peças, são necessárias por três motivos: compensar as diferenças de tamanho das peças, pois em um mesmo lote é normal a classificação na faixa de até 2 mm; em segundo lugar, que a pasta de cimento penetre adequadamente entre as peças, impermeabilizando definitivamente o piso; em terceiro, para criar descontinuidade entre as peças cerâmicas, a fim de que não se propaguem esforços de compressão em virtude da retração da argamassa ou outras deformações das camadas que compõem o revestimento. Resumindo:
• Estender

a massa em pequeno panos de maneira a colocar em nº de piso que se possa alcançar. • Povilhar por igual o cimento sobre a argamassa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. • Colocar o piso úmido e não saturado de água, pois esse excesso faz com que a pasta de cimento se torne fraca. • Para garantir uma melhor distribuição de pasta de cimento espalhar o pó de cimento com a colher. • Com o auxílio da desempenadeira, dar pequenos golpes sobre o piso até que a pasta de cimento comece a surgir pelas juntas. a.3) - Assentamento utilizando cimento cola O cimento cola é estendido sobre a regularização da base curada no mínimo 7 (sete) dias, com o auxílio da desempenadeira dentada em pequenos panos. A desempenadeira dentada é utilizada, pois facilita o espalhamento da argamassa de assentamento (cimento colante) garantindo uma espessura constante. Nunca deixar de usar desempenadeira denteada para espalhar adequadamente a pasta. Pois formam cordões de cerca de 4 mm alternados com estrias vazias. Ao pressionar o piso ou azulejos, os cordões se espalham, formando uma camada contínua de aproximadamente 2 mm. A colagem das peças cerâmicas é simples: estendo a pasta de cimento colante sobre a base já curada e seca, em camada fina, de 1 mm a 2 mm, com desempenadeira dentada, formando estrias e sulcos que permitem o assentamento e nivelamento das peças. Em seguida, bate-se até nivelar, deixando juntas na largura desejada ou, no mínimo, de 1 mm entre as peças. Tanto para colocação de azulejos quanto para pisos cerâmicos pelo método dos cimentos colantes, não há necessidade de se molhar quer a superfície a ser revestida quer as peças cerâmicas. Porém, no caso de camada de regularização estiverem molhados por qualquer motivo, não haverá problemas no uso de cimento colante. E a frente de trabalho é ilimitada, interrompendo-se a aplicação do piso ou da parede no instante que se desejar. Seu reinicio obedece também às 190

necessidades da obra e a velocidade de aplicação é, pelas características do método, mais rápida que a do processo convencional. A espessura de 2 mm é suficiente para fixar as peças cerâmicas (dependendo da dimensão do piso). Isso corresponde a um consumo de cerca de 3 kg/m² de revestimento (Tabela 8.10). O cimento também retrai, para a espessura utilizável de 2 mm, os esforços que poderiam atuar sobre os revestimentos são praticamente nulos se comparados àqueles provenientes aos 30 mm de espessura da argamassa convencional. Os cimentos colantes, ou argamassas especiais, são fornecidos sob forma de pó seco e em embalagens plásticas herméticas, o que permite estocar o produto por tempo praticamente ilimitado. Obs.: Para o assentamento com cimento cola deixar na regularização da base as caídas para os ralos, as saídas, etc., pois a espessura do cimento cola é muito pequena, em torno de 5 mm, não possibilitando a execução de caídas.
Tabela 8.10 - Consumo de argamassa colante (Fiorito, 1994)

Espessura da pasta
1 mm 2 mm 3 mm 4 mm 5 mm 6 mm

Consumo de pó
1,5 kg/m2 3,0 kg/m2 4,5 kg/m2 2 6,0 kg/m 7,5 kg/m2 9,0 kg/m2

a.4) - Juntas de dilatação e rejuntamento Conforme descrito no item 8.3.2. O rejuntamento sobre o piso pode ser feito com pasta de cimento comum ou rejunte estendida sobre o piso e puxado com rodo. Limpar o excesso de rejunte com um pano após a formação do inicio da pega da pasta. b) - Porcelanato O Porcelanato é constituído de uma mistura de argila, feldspato, caulim e outros aditivos (corantes), submetido a uma forte pressão e queima em alta temperatura (entre 1200oC a 1250oC ), resultando um piso resistente a abrasão e de baixa porosidade. O acabamento do Porcelanato pode ser ou não esmaltado nos padrões semirústico, rústico e acetinado, ou esmaltados. Os não esmaltados tem uma durabilidade maior, pois o esmalte é aplicado antes da queima e mais tarde polido, portanto a fina camada de esmalte tende a desgastar. Como o Porcelanato não é poroso, é necessário fixá-lo com argamassa colante aditivada com polímeros, como o PVA. Essa mistura tem o dobro da aderência da argamassa comum. É importante também, espaçar as peças conforme

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recomendação do fabricante e rejuntá-las com uma massa de rejunte também aditivada próprias para porcelanato. Vantagens do porcelanato: • maior resistência mecânica; • alta resistência a abrasão; • alta resistência ao gelo; • baixíssima expansão por hidratação; • cor uniforme e totalmente impermeável; • grande durabilidade; • possibilidade de se utilizar juntas de assentamento mínimas. Existem os pisos de porcelanato retificado, estes, podem ser assentados sem juntas. 8.3.3 - Piso de madeira a) - Regularização de base para piso de madeira Se necessário é feita com argamassa de cimento e areia média ou grossa no traço 1:4 com espessura de 2,5cm. b) - Assentamento utilizando argamassa: Utiliza-se uma argamassa de cimento e areia média peneirada, no traço 1:3 e se aconselha que nesta dosagem seja colocada impermeabilizante na quantidade indicada pelo fabricante. A argamassa é estendida através de guias numa espessura média de 3,0cm, é povilhado cimento seco sobre a massa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. O piso de madeira assentado com argamassa é o taco. Os tacos para assentamento com argamassa, são pintados em suas bases com piche, no piche é impreganado areia lavada e para melhorar ainda mais a aderência com a argamassa, é fixado dois pregos para taco em cada peça (Figura 8.13).

Figura 8.13 - Tacos de madeira

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c) - Assentamento utilizando cola: Quando for utilizado cola para assentamento a argamassa de regularização deve ser de cimento e areia no traço 1:3 do tipo "farofa", e deverá receber um acabamento liso, nivelado e isento de umidade. Entende-se por acabamento liso a argamassa desempenada e alisada com a colher ou desempenadeira de aço e não queimada (quando se enriquece a superfície com pó de cimento). E argamassa do tipo "farofa" aquela argamassa bem seca, pois o excesso de água faz com que o cimento se deposite em camadas inferiores deixando a superfície fraca. Os pisos assentados com cola são: - Tacão, peças com 2,0cm de espessura, largura variando de 7,0 a 10 cm e comprimento entre 30 a 45cm podendo chegar até 50cm (Figura 8.14), podendo ser de peroba, Ipê, Pau marfim, jacarandá etc. - Parquetes, peças menores coladas em papelão ou fitas adesivas formando desenhos. (Figura 8.14)

Figura 8.14 - Parquete e Tacão

- Carpete de madeira podendo ser usado no revestimento de pisos, tetos e paredes, tanto em construções novas quanto em reformas. A sua espessura pode ser de 1,5mm, 2,5mm, 4,0mm e 7,0mm, largura de 18cm, 18,5cm, 19,0cm e 19,5cm respectivamente e comprimento variável. O carpete de madeira é composto, em linhas gerais, por lâminas de capa e contracapa, e uma chapa central estabilizante em sentido oposto com espessuras variadas. A sua aplicação é feita colando sobre superfície plana com cola de contato, exceto no carpete de madeira de 7,0mm que é pelo sistema macho e fêmea, colado somente no topo das réguas com cola branca (P.V.A), travado e fixado nos cantos das paredes. 193

ganzepes Figura 8.16).15).Fixação das tábuas por pregos anelados 194 . sobre a argamassa de fixação dos ganzepes (barrote) é colocado cola de madeira e no encaixe entre uma tábua e outra. Para melhor fixação das tábuas.d).Fixação utilizando parafuso: Essa fixação é feita para as tábuas. que são pregadas nos ganzepes (barrote) com pregos retorcidos ou anelados (Figura 8. que são aparafusadas com dois parafusos de 50 a 50 cm sobre caibros ou ganzepes (barrote) fixados no concreto da base ou com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 8.15 .16 . Os parafusos são rebaixados e recobertos com a própria madeira (cavilhas) ou com massa de calafetar.Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes e) . Neste caso a argamassa deverá ter o traço 1:3 de cimento e areia e superfície alisada com a colher Figura 8.Fixação utilizando pregos: Essa fixação é feita também para as tábuas.

Em seguida o piso é limpo e calafetado (preenchimento das juntas entre os pisos). para evitar que se movimente com a sua utilização provocando assim a sua soltura. Para o bom resultado da calafetação.17 . pois se não estiverem. deixando assim a superfície fraca. • O pisos de madeira devem ser assentados com uma folga das paredes para facilitar a movimentação. A aplicação é efetuada com desempenadeira de aço em camadas finas. parte do tacão fica colado e outra não. no mínimo 24horas. • Após a massa curada é efetuado o polimento utilizando lixa no100 ou 120 dependendo da madeira e do acabamento. devemos fazê-lo o mais próximo possível. o piso de madeira passa por lixamento (raspagem) iniciando-se com a lixa no 16 (grossa) e depois a 36 (mais fina). verniz poliuretano ou encerado. • Ao assentarmos com cola verificar se a base está bem nivelada e sem ondulações. Bonatech. • Figura 8. O acabamento final é realizado com 3 (três) demãos de synteko. • A base para assentamento com cola deve ser feita com uma argamassa bem seca para evitar que a água em excesso "verta" fazendo com que o cimento se deposite em camadas inferiores e as areias fiquem sem coesão por falta de aglomerante.Exemplo de regularização sem nivelamento 195 .17). g) Recomendações Quando assentarmos taco. A calafetação é realizada utilizando uma massa acrílica para madeira pigmentada na cor aproximada do piso.Acabamento dos pisos de madeira Após cinco dias no mínimo do assentamento. visando corrigir os defeitos em "baixo relevo".f) . são importantes que sejam observados os seguintes fatores: • A madeira deve estar perfeitamente seca e firmemente assentada para que não ocorram trincas e "estufamento" da massa ao longo do rejuntamento Cura da massa de calafetar. principalmente para os tacões. podendo se soltar (Figura 8. sem que ocorra empenamento.

distribuído com desempenadeira dentada metálica.Regularização de base para carpete É feita com argamassa de cimento e areia fina sem peneirar no traço 1:3. Figura 8. pois a umidade tanto do ar como do solo pode empenar as tábuas dando ondulações nos pisos o que é desagradável (Figura 8.3.Situação de empenamento devido à posição do cerne Obs.18). a) .4 .0cm. régua metálica).0. 8. O 196 .0mm) e os demais podem ser soltos. A colocação das mantas deverá ser estendida na direção de entrada da luz do dia ou na direção da porta principal.0 e 6. 8. Os defeitos mais comuns na colocação são: emendas tortas = cortes feito a mão livre recorte de canto com abertura = corte a mão livre descolagem = falta de cola tempo de secagem diferença de tonalidade = inversão no sentido das mantas emendas abertas = corte imediato. alisada sem pó de cimento. é fazer antes da instalação uma montagem do desenho do piso. sobre a regularização ( 3. que fornecerão os colocadores e suas ferramentas (martelo de borracha. para evitar o empenamento das mesmas.5 . serra maquita.• Verificar o cerne das tábuas para piso. produtos naturais sujeitos a variação de cor.18 . por empresas especializadas. e parafusar bem.Pedras decorativas As pedras naturais deverão ser executadas por equipes especializadas. 4. O adesivo de contato á base de neoprene. com desempenadeira de aço.3. piso irregular. espessura média de 3. falta de cola emendas em excesso = aproveitamento de sobras vazamento de cola = excesso de cola.: Nas tábuas fixadas por parafusos é aconselhável o uso de dois parafusos por seção. O procedimento correto no caso das rochas.Carpete Geralmente os carpetes de pequena espessura são colados. nível.

pois a espessura será irregular. O granito é uma rocha magmática formada de quartzo. Podendo ser: 197 . Na Tabela 8.Aplicação da argamassa . O seu assentamento se faz utilizando argamassa (convencional) para as rústicas e argamassa ou cimento cola para as serradas e polidas. deverá ser executada uma regularização com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:3 com espessura média de 3 cm e acabamento desempenado. granito branco.Camada de pó de cimento . amarelo Santa Cecília. O mármore tem dureza 3 e o granito 6. As pedras. podem ser rústicas com espessura irregular ou serradas e polidas com espessura regular. Poderá ser seguido os mesmos critérios estabelecidos para o assentamento de pisos cerâmicos: .Regularização de base para assentamento das pedras Para o assentamento utilizando cimento cola. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. granito vermelho (Capão Bonito). cal e areia média sem peneirar no traço 1:0.será espalhada e apertada firmemente com a colher e. a) .5:4.11 está indicado os locais de aplicação dos mármores e granitos. dependendo do lugar da aplicação. composta de calcita ou dolomita. o travertino. passar colher de pedreiro levemente. boticcino (Itália). c) . verde Ubatuba. Não atirar o pó sobre a argamassa. depois. amêndoa rosa. ou seja. Nas áreas externas. crema marfil (Espanha).Mármores e Granitos Qual a diferença entre o mármore e o granito? O mármore é bem mais macio. marrom imperador (Espanha). b) . cinza Mauá. verde São Francisco. carrara (Itália). devem ter acabamentos ásperos. Para auxiliar a formação da pasta.espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². os granitos não podem ser polidos. feldspato e mica já o mármore é uma rocha carbonática de origem sedimentar ou metamórfica. Elas são classificadas quanto à dureza numa escala chamada de Mohs. . Por isso não é recomendado em área de alto tráfego e molhadas.assentador agrupa as mais parecidas e separa as manchadas ou de coloração diferente para fazer os recortes ou para instalar em locais escondidos. sarrafeada. preto São Gabriel.Assentamento com argamassa (sistema convencional) Se utiliza uma argamassa mista de cimento. formando a pasta ideal. verde alpe (Itália). Os mármores mais procurados são: O branco. o beje bahia e os importados rosso verona (Itália). Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa. preto absoluto. menos resistente a riscos do que o granito. E os granitos mais procurados são: cinza andorinha.

Não deve ser efetuado nos granitos pretos e verde-escuros. mármore é indicado para o piso do boxe. Apicoado: Com martelo e uma ponteira. que reagem Os granitos vermelhos e com os ácidos do limão e do pretos são mais resistentes. Essas pedras naturais não passam por processos industriais. pedra mineira. Piso externo ( e bordas de Não deve ser usado. que não saem e a perda do brilho Banheiro Em bancadas e paredes não Pode ser usado sem há restrição. bancadas. deixando-a irregular e antiderrapante. andorinha) são mais consequências são manchas porosos. como o carbono. jardins) as rochas ficam expostas ao sol e à chuva. Piso interno A princípio. d) . No piso. Tabela 8. Nas áreas externas (quintais. todos são Nenhuma restrição. madeira. Polida a sua contém elementos químicos. poroso e absorve substância principalmente para as com facilidade.Pedras brutas Ardósia. Por isso. goiás. os tipos ideais para esses lugares são aquelas que não esquentam demais e fiquem escorregadias ao serem molhadas. Prefira acabamentos antiderrapantes. a pedra Os polidos ficam piscinas) desgasta.12 estão relacionadas às pedras naturais mais comuns e na Tabela 8. Além disso. As (mauá. Nenhum tipo de instruções da cozinha. Seguir as travertino.11 . Jateado: A superfície é levemente desgastada com jatos de areia ou.Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos Locais Mármores Granitos Cozinha Nunca use. fazem-se "furinhos" sobre a chapa. são-tomé. Levigado: Lixamento com abrasivos. superfície torna-se higiênica.Flameado: Um maçarico derrete alguns minerais da rocha. como o mármore e o granito. evite o problemas. Dá efeito rústico. mas o indicados. por isso dão um visual rústico. 198 . miracema. deixando-a antiderrapante. umidade. Na Tabela 8. escorregadios quando molhados. Ele é muito É o mais indicado. Embora os mais contrapiso do térreo deverá porosos manchem com a ser impemeabilizado. e a pedra não fica escorregadia.13 os locais mais indicados. vinagre e de alguns Evitar os granitos cinza detergentes .

Aplicada em estado bruto. Resistente ao sol e chuva.5: 5. pedra goiás. goiás. São duros e resistentes. e com auxílio de uma espuma retirar o excesso imediatamente. 13 . paralelepípedo. Enxágüe rápido. Aceita polimento e resina impermeabilizante. pedra sabão.Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais Locais Pedras Paredes internas Paredes externas Piso interno Piso externo Borda de piscina Jardim Bancadas (bar e cozinha) Arenito. É usada ao natural ou impermeabilizada com resina acrílica. A sua superfície é bem irregular. dolomita. pedra sabão Ardósia. é efetuada utilizando ácido muriático diluído em água na proporção de 1:5 (se as superfícies estiverem bem sujas) ou 1:10 (limpeza mais superficial). já que é uma pedra macia e fácil de ser cortada. A limpeza das pedras brutas. miracema.Pedras naturais mais comuns Pedra Ardósia Arenito Dolomita Itacolmi Luminária Miracema Descrição Pedra madeira Pedra sabão Pedra mineira Pedra goiás Seixo rolado Risca com facilidade. com textura irregular. costuma ser usado no estado bruto.O rejuntamento das pedras deve ser feito uma a uma. Tabela 8. pedra sabão. Rocha com características semelhantes às da pedra mineira ( o nome muda devido a procedência) Há aqueles naturalmente moldados pelas águas dos rios e os rolados em máquina. são tomé Arenito. dolomita.12 . utilizando uma argamassa de cal. pedra sabão. lustro e apicoamento. pedramadeira. Tabela 8. aparece com superfície irregular ou plana e é antiderrapante. pois não concentra calor Usada normalmente em estado brutoo. ela aceita polimento. tem aspecto semelhante ao da pedra mineira Pode ficar ao sol. são tomé. Mancha facilmente com óleos e produtos químicos. Antiderrapante. Antiderrapante. pedra mineira. miracema. cimento e areia fina peneirada ou massa fina industrializada na proporção de 1: 0. restringindo o uso a detalhes mais ornamentais. com bastante água para evitar danos nos revestimentos. muito absorvente enão propaga calor. Pedra goiás Seixos rolados Pedra sabão e ardósia (polidas) 199 . Aplicado em estado bruto ou com bordas serradas. Antiderrapante. itacolomi. Usada na forma bruta ou com bordas serradas. após o rejuntamento. Resiste a choques mecânicos e intempéries. Mas também aceita polimento. pedra goiás Arenito. pedra-mineira. itacolomi.

200 . são fabricados a partir da mistura de resina vinílica. como o hall de entrada. ele deve ficar bem aderente na base para evitar qualquer região de possíveis depressões.3. Sua base pode se o próprio contrapiso. fibras. ou qualquer outra. salas de consulta ou de espera. Elas são quebradas manualmente no formato de cubos em torno e 4.0cm. serão assentadas sobre colchão de cimento e areia no traço 1:6 seco e rejuntado com a mesma mistura. calcário branco ou vermelho. Além disso.Mosaico Português As pedras empregadas para a execução do mosaico Português podem ser o basalto preto. ou seja. Alguns fabricantes ainda produzem linhas especiais para locais de trânsito pesado como cozinhas e corredores de ambientes de uso coletivo. O piso de 1. lavabos e outros compartimentos residenciais. escadas. refeitórios coletivos. oralite. o contrapiso ou argamassa de regularização deve ser executado de forma adequada. Os com espessura 2 mm podem ser aplicados em qualquer ambiente residencial ou ainda em escritórios particulares. repartições públicas de recepção e refeitórios industriais. com argamassa. Não se recomenda a colocação em madeira (assoalhos ou tacos) ou sobre bases sujeitas à infiltração ascendente de umidade. 8. na espessura de 3. lojas. elevadores. ladrilhos. escadas. risca-se com uma ponta firme. quartos de hospitais.e) .Pisos vinílicos Os pisos vinílicos ou de vinil-amianto. É comumente utilizado em residências. proporcionando um produto bastante versátil. deverá ser refeito. além de possuir uma durabilidade bastante elevada e de manutenção simples.6 . lugares de passagem nas residências. ambientes de pouca utilização: quartos. a) . supermercados. sanitários públicos e laboratórios. desde que esteja firme limpa e seca. A superfície deve apresentar bem desempenada e para se testar a qualidade verifica-se se está "esfarelado". cimento e areia no traço 1:3.Execução: Em imóveis recém-construídos. Deverão ser molhadas e apiloadas.Desempenho: O produto é recomendado para ser aplicado em qualquer piso sobre superfícies já revestidas ou a revestir. Caso apresente problemas. pisos plásticos desgastados. banheiros.6 a 3 mm. Os de 3 mm são utilizados em locais de grande trânsito. marmorite. salas de aula.6mm de espessura é recomendado para lugares de baixo trânsito. anfiteatros. com espessura mínima de 3cm. recomendados conforme o tipo de utilização do ambiente onde é feita a aplicação. escritórios. hospitais. plastificantes e cargas inertes com pigmentos especiais que lhe dão o aspecto característico. São placas de piso 30x30cm e geralmente encontradas em espessuras que variam de 1. escolas. quadras esportivas e estabelecimentos públicos e comerciais. b) .0cm no mínimo.

canaletas e faixa amarela de alerta.7 . geralmente de cor preta. mas nestes casos é interessante que seja feita uma consulta junto aos fornecedores. e isso acontece somente se for aumentada a pressão sobre ele. enriquecida de cimento até formar uma pasta "encorpada". se existirem falhas ou pedaços soltos. estes devem ser removidos e as falhas preenchidas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3. o único cuidado que se deve ter é com a retirada das placas soltas ou com defeitos e a posterior regularização do local. São placas de piso com espessura de 9 e 15 mm. pois estes elementos atacariam o produto. pode-se encerar com qualquer cera que não contenha solvente ou mesmo algum derivado de petróleo. na proporção de uma parte de P. a orientação é a de que se aplique uma primeira demão de regularização com a dosagem de uma parte de P. Sobre tacos e assoalhos de madeira. mas que também pode ser encontrada em outras cores.Pisos de borracha Fabricados com borracha sintética. rodapés.3. (1:8). c) . A limpeza pode ser feita somente após dez dias da colocação.Colocação: Apesar de a disposição das placas ser da escolha do executor.A. A aplicação do adesivo é feita por movimentos circulares com uma desempenadeira dentada.V. Antes de se espalhar o adesivo. estriada ou lisa. principalmente daquelas que ficam encostadas nas paredes e que não devem possuir dimensões menores que 10cm e não superiores a 25cm. devem-se respeitar as recomendações de posicionamento. A cola deve permanecer descansando por uns 15 min. A colocação sobre pisos plásticos é bem simples. por suas características de alta resistência e superfície antiderrapante. No caso de pisos vitrificados. estes pisos têm sido usado principalmente em áreas de grande trânsito de pessoas. com sabão especial e água à vontade.A. Para manchas resistentes. 201 .Em imóveis que já possuem revestimentos.A. é recomendável dispor as placas para fazer um teste de posicionamento. devido a tensões internas que deformam a placa. Ela ataca o adesivo fazendo com que as placas se soltem ou apareçam bolhas na sua parte inferior. Após a lavagem. para oito de água. A regularização deve ser feita com uma ou duas demãos de argamassa de P. até quando com um leve toque dos dedos sobre o adesivo ele não grudar. Antes deste tempo não se deve colocar o piso em contato com a água. 8. Às vezes acontecem variações das dimensões nominais do produto. desde que entre o produto e a madeira exista uma camada de compensado marítimo. para quatro de água e uma segunda demão da argamassa comum com P. a colocação pode ser feita.V. d) . deve-se usar uma esponja de aço fina com um pouco de sabão indicado pelo fabricante. Possui acessórios como degraus.V.V.A. de superfície pastilhada.Cuidados e conservação: A presença de umidade compromete todo o revestimento.

5mm. que também será espalhada na parte inferior das chapas do piso. deve-se dispor as placas. uma a uma. devendo ser utilizado somente em áreas internas. simplesmente apoia-se a chapa sobre ele. Além disso. de maneira uniforme e recobri-lo com uma argamassa no traço 1:2. Quando a colocação é feita simultaneamente com a preparação da argamassa de assentamento. em áreas internas ou externas. A fixação do piso colado é feita com adesivo e não é recomendado para locais úmidos ou sujeitos a lavagem. passarelas públicas e. recentemente. mas a livre utilização do piso é aconselhada somente após seis dias. é fabricado em duas linhas básicas: pisos de assentamento com argamassa e pisos colados. estações rodoviárias. através de espátulas dentadas e o posicionamento das peças são feito posteriormente. mas a colocação ficará comprometida se for empregado em ambientes sujeitos a lavagem. Está sendo colocada no mercado uma linha especial. No entanto.a) . b) – Execução Os pisos de fixação com cimento são colocados sobre a base preparada. 202 . principalmente em regiões de rampa e escada. piscinas internas e áreas de rampa. na Europa. No caso do piso fixado com adesivo. para aplicação em escritórios. e espessura de 4. em locais de grande movimentação como aeroportos. foi reduzida para permitir a movimentação de móveis. que deve estar bem nivelada e sem defeitos. indicado para o uso mais pesado. estriada ou lisa. São fabricados em duas espessuras: o de 9 mm para locais de acesso público restrito como escolas. em suas posições. A colocação pode ser iniciada até dois dias após a execução do contrapiso. Uma opção para se evitar o problema é a utilização de adesivos com base epóxi. A passagem sobre elas é permitida após 72 horas da colocação. Em seguida o espalhamento do adesivo é feito conforme as técnicas já conhecidas. contra a umidade. Se opção for pelo piso estriado. estações de metrô e trem.5cm. vem sendo utilizados até em estábulos e indicado inclusive para usinas hidrelétricas. é recomendável que seja disposto pelo sistema de juntas de amarração. com 15 mm de espessura.Desempenho É indicado para áreas de grande fluxo de pessoas. este procedimento é feito com adesivos plásticos comuns. neste caso. Os de assentamento com argamassa são recomendados para locais de tráfego intenso. Depois disso. por suas qualidades acústicas e pela segurança que proporciona sua superfície antiderrapante. em quantidade suficiente para preencher todas as cavidades existentes. A pastilha em relevo. onde deve ser espalhada uma argamassa no traço 1:3 (cimento e areia) e espessura mínima de 3. supermercados. Embora recomendada essa espessura possa sofrer modificações a critério do engenheiro. para evitar problemas de alinhamento entre as estrias da superfície das placas. É fornecido com superfície pastilhada. O outro é chamado piso industrial. previamente preenchidas com argamassa. exige-se a garantia de um perfeito desempenamento da superfície. O procedimento de colocação iniciase pela verificação das condições da base. Para tanto basta molhá-lo com água. corredores. batendo levemente com uma desempenadeira para permitir o seu perfeito posicionamento.

cerâmicos. a orientação é no sentido de eliminar as mesmas por lixamentos superficiais ou então com o preenchimento do local com argamassa de cimento e areia.Pisos laminados As chapas de pisos laminados são produzidas através da prensagem de papéis impregnados com resinas fenólicas. são produzidas borrachas com resistência a qualquer tipo de produto. desde que estejam em boas condições e para isso é interessante que se faça uma verificação minunciosa no local. assoalhos. A manutenção é feita com cera vegetal de boa qualidade e o brilho é conseguido pelo emprego de enceradeira. resiste bem aos agentes químicos. 8.Desempenho Recomendado para ser aplicado sobre quaisquer superfícies. Além disso. ladrilhos e outras. isto é.25m. É de difícil penetração. O produto proporciona um acabamento texturizado. São placas de piso com espessuras de 2 mm nas dimensões de 0. antiderrapante. Alguns problemas que podem ocorrer são: contrapiso esfarelando ou apresentando trincas e rachadoras. cujo líquido penetre nas juntas entre as placas e elimina as molduras formadas pela poeira. desde que estejam niveladas e sem falhas. esteja ela revestida ou não. recobertos com material melamínico. a massa deve estar bem curada e isenta de umidade por infiltração. Não é absorvente. As bases podem ser cimentados. a orientação é que se refaça todo o trabalho de colocação.6m. Não é recomendado que a superfície fique 203 . deve-se remover a massa do contrapiso e substitui-la por uma nova camada a fim de garantir a reposição da placa.2m por 3. Além disso. Possui resistência contra as marcas deixadas por equipamentos pesados.08m x 1. Quando a base apresentar lombadas ou concavidades.-Execução A base ideal para a aplicação dos laminados é formada por uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 bem desempenada e com superfície acamurçada. tacos.c) .3m e 0. as placas fixadas com argamassa soltarem-se. recomenda-se que o serviço seja refeito de forma a eliminar estes problemas. No entanto. como solventes. desde que se faça uma encomenda especial. as placas podem ser aplicadas sobre tacos de madeira ou pisos frios. saltos de sapatos. encontradas também em réguas com larguras de 0.3. mas casos especiais de utilização. a) . dissipa a eletricidade estática e não acumula poeira. sob um rígido controle de temperatura. não apresenta porosidades e é antialérgico. seja por má fixação ou pressa na utilização. Após o término da obra recomenda-se uma limpeza com escova e a aplicação de uma demão de cera solúvel apropriada de cor preta. O resultado é um produto que possui alta resistência ao desgaste e umidade.Cuidados e conservação Se por qualquer motivo.6m por 0. b) . detergentes e tintas. Nestes casos. O produto normal não resiste à ação de agentes químicos. cargas móveis.8 .

Antes porém. Não é necessário o uso de cera. não deverá apresentar defeitos. A técnica de cortar e recortar as placas deve merecer cuidado.3. ajustando as mesmas às dimensões desejadas. Se.geralmente se utilizam vedantes especiais elásticos que possam ser aplicados diretamente sobre as juntas. c) . usa-se a plaina. for necessária a descolagem de uma placa. 8. Após a evaporação do solvente. Sempre deve-se prever um espaçamento adequado a fim de permitir a dilatação das placas. A limpeza pode ser feita normalmente e não precisa de cuidados especiais. Em seguida.Cuidados e conservação Se o produto for aplicado de acordo com as recomendações. pois a perfeita junção entre elas depende deste trabalho. deve-se espalhar sobre a base. Em áreas molhadas ou em hospitais . Devem ser armados. atingindo a metade da espessura da chapa.8 – Piso de Concreto Utilizado principalmente para pisos Industrial interno ou externo. com um martelo ou rolete de borracha.não deve grudar nos dedos . garagens de edifícios etc.Colocação A utilização de técnicas e ferramentas adequadas para a operação de colocação dos pisos laminados é um fator importante para garantia do serviço executado. os materiais a serem empregados o posicionamento das armaduras. Para o desgaste lateral. no entanto. a lima e a lixa. d) . na superfície a ser revestida e na chapa laminada. isto é feito com o auxílio de um formão para levantá-la e um borrifador que injeta diluente sobre o adesivo e facilita a descolagem. seja ela de ordem interna ou externa. a concretagem a cura e o controle de qualidade dos pisos. o estudo das juntas. pois o desvio do instrumento com que se risca pode inutilizar a parte decorativa. Em áreas que possuem umidades. fechando os poros da superfície. que é feito ao se marcar com um lápis. a análise do terreno de fundação.. a placa deve ser colocada em sua situação definitiva e precionada a partir do centro para as bordas de modo a permitir a colagem. A separação entre as partes é feita vergando-as para o lado decorativo até que se parta o sulco aberto. sobre a face decorativa da chapa. aumenta-se a pressão. Depois disso. Devem ser cercados de todos os cuidados possíveis para a sua boa execução e utilização como: o cálculo estrutural. isto é. pois o brilho característico do produto é restaurado com a simples passagem de um pano úmido. marcar e aprofundar o risco. a linha onde se quer cortar. com o auxílio de uma régua e do riscador. Após a secagem. uma demão de mistura em partes iguais de cola e diluente. o ideal é encontrar uma textura satisfatória.lisa ou áspera demasiadamente. melhorando consideravelmente a durabilidade e manutenção. posto de gasolina. é aconselhável a eliminação da mesma. 204 . A cola deve ser aplicada nas duas faces. o colocador deve. assegurando a boa fixação. que é verificada através de um teste simples . espalha-se o adesivo com uma espátula sobre as duas faces que serão coladas. A operação de marcar a placa exige cuidado.onde a vedação das juntas é obrigatória .

Quando não se tem certeza de um preparo confiável do solo. 205 . - - - - A junta é a descontinuidade do concreto e da armadura. a fim de assegurar a sua homogeneidade.25 MPa – Uso industrial geral: veículos com pneumáticos. A armadura ( de preferência tela soldada ) deverá. pois se não forem adequadamente projetadas e executadas. 20% de areia fina e 6% de cimento em peso. • Juntas de Expansão (encontro) situada nos encontros dos pisos com peças estruturais ou outros elementos que impedem a movimentação dos pisos. podemos adotar o seguinte: Sub-base preparada preferencialmente com brita graduada tratada com cimento sendo 40% de brita 1. O material deve ser lançado e espalhado com equipamentos adequados. Resistência mínima do concreto: . escritórios. ser maior do que 1/6 da espessura da placa e menor do que ¼ da espessura da mesma (RODRIGUES.Slump entre 5 a 10 cm As juntas têm a função de permitir as movimentações de contração e expansão do concreto. O posicionamento da armadura deve ser efetuado com espaçadores soldados (como as treliças) para as telas superiores. utilizar armadura ( tela soldada ) adicional a 3. condições moderadas de ataque químico. 1998). quadras esportivas etc. Após o processo de acabamento do concreto.0cm. garagens. obrigatoriamente. deve-se promover uma superposição de pelo menos 15 cm. A função deste isolamento é evitar que a infiltração de água pelas juntas prejudique a sub-base. . sem. podem provocar deficiência estrutural bem como infiltração de água e outros materiais. pelos equipamentos e métodos executivos. com recobrimento máximo de 5.20 Mpa – Pedestres e carros.15mm) como as denominadas lonas pretas. JRS – O processo construtivo utilizado nos dias de hoje. prevê a concretagem em faixas e limitadas em sua largura pelas juntas construtivas (JRC). pois permitem a redução considerável do número de juntas. 40% de brita 2. Nas regiões de emendas. porem representam pontos frágeis no piso.Para os pisos armados pouco solicitados. deve-se iniciar o corte das juntas transversais de retração (JRS). e também evitar a absorção de água pela subbase. deve ser feito com filme plástico (espessura mínima de 0. lojas . O isolamento entre a placa e a sub-base. podendo ser: • Juntas de Retração longitudinais e/ou transversais. estar posicionada a 1/3 da face superior da placa. construtivas (JRC) ou serradas (JRS) JRC – São juntas construtivas onde a largura da placa é limitado pela armadura distribuída. no entanto ter descontinuidade estrutural ( utilização de barras de transferência ).0cm da face inferior da placa. como nos salões comerciais. Em geral este tempo é de cerca de 10 horas após o lançamento do concreto. dando tempo para realizar o acabamento. Os pisos armados têm vantagens sobre os pisos de concreto simples. O corte deve ter no mínimo 40 mm.

21). somente poderão ser serradas quando for visível o deslocamento entre as placas.19.20 – -Selante para junta de construção 206 . Nos casos de pilares e pequenas aberturas nos pisos.19 – Junta de expansão tipo diamante As juntas tipo serradas deverão ser cortadas logo após o concreto tenha resistência suficiente para não desagregar e ter profundidade mínima de 3cm. normalmente utiliza-se a solução apresentada na figura 8. No caso das juntas de construção (para a formação do reservatório do selante). Figura 8. 8. A selagem das juntas deverá ser feita quando o concreto estiver atingido pelo menos 70% de sua retração final (Figura 8.20. 1998). também conhecida como junta tipo diamante (RODRIGUES.As juntas de expansão são fundamentais para isolar o piso das outras estruturas. isto faz com que o piso trabalhe independente das outras estruturas existentes. Figura 8.

Quando utilizarmos barras de transferência as mesmas devem trabalhar com pelo menos uma extremidade não aderida. A prática de enrolar papel de embalagens de cimento.0m.0m.22). placas de no máximo 5.Figura 8. onde as juntas serão serradas após 10 horas do lançamento do concreto (Figura 8. onde a concretagem é efetuada isoladamente das placas vizinhas. OBS: .Atualmente. tanto no plano vertical como no horizontal e concomitantemente ao eixo da placa. A concretagem pode ser executada de duas maneiras: em dama (xadrez). sistema mais antigo. podendo ser empregada apenas em trabalhos muito simples. para pisos de 12. que só serão concretadas 24 horas após ou em faixas.Para que isso aconteça metade da barra tem que estar com vaselina industrial para impedir a aderência ao concreto.21 – Selante para junta serrada O espaçamento das juntas podem ser: Piso não armados: • • • placas com no máximo 3.5cm de espessura. pois acabam formando vazios entre o aço e o concreto. a concretagem em dama deve ser evitada. para pisos de 15 a 25 cm de espessura. lona plástica ou mangueira na barra é prejudicial aos mecanismos de transferência de carga. .0m. Os conjuntos de barras devem estar paralelos entre si. sem gerar tensões.5 a 15 cm de espessura e. é de que a relação entre a largura e o comprimento seja na ordem de 1:1.5. A recomendação para as placas de concreto simples. placas de no máximo 8. para permitir que nos movimentos contrativos da placa ela deslize no concreto. Piso armado: placas com comprimento até 30m. para pisos de 10 a 12. 207 .

Detalhes da execução do piso de concreto 208 .Figura 8.22 .

Seu uso irá reduzir consideravelmente as ondas que a régua vibratória e o sarrafeamento deixaram. 209 . A cura química deve ser aplicada à base imediatamente ao acabamento podendo ser de PVA. preferencialmente dupla. com a diferença de que as lâminas são mais finas.Cura: A cura do piso pode ser do tipo química ou úmida. e pela texturização do concreto. fixada a um cabo com dispositivo que permita a sua mudança de ângulo. Poderão ser empregados os filmes plásticos. para produzir uma superfície densa. formam uma câmara de vapor.. Na cura úmida deverão ser empregados tecidos de algodão ou sintéticos. remover protuberâncias e promover o adensamento superficial do concreto. Para a sua execução. visto que podem danificá-la na sua colocação. O alisamento superficial ou desempeno fino (troweling) é executado após o desempeno. por não ficarem firmemente aderidos ao concreto. acrílico ou outro composto capaz de produzir um filme impermeável. lisa e dura. constituída de uma régua de alumínio ou magnésio. Deve ser efetuada com ferramenta denominada rodo de corte. A operação mecânica deve ser executada quando o concreto suportar o peso de uma pessoa. que condensando pode provocar manchas no concreto. . quando o material está um pouco rígido. O equipamento é om mesmo empregado no desempeno mecânico. deixando uma marca entre 2 a 4 mm. Deve ser aplicado no sentido transversal da concretagem. que deverão ser mantidos permanentemente úmidos pelo menos até o concreto ter alcançado 75% da sua resistência final. uma nova aplicação do rodo de corte proporciona acentuada melhoria dos índices de planicidade e nivelamento. a superfície deverá estar suficientemente rígida e livre da água superficial de exsudação. além disso. Nesta etapa. mais exigem maior cuidado com a superfície. algum tempo após a concretagem. Devem ser empregadas acabadoras de superfície.Acabamento superficial: O acabamento superficial é formado pela regularização da superfície. A regularização da superfície do concreto é fundamental para obtenção de um piso com boa planicidade. O desempeno mecânico do concreto (floating) é executado com a finalidade de embeber as partículas dos agregados na pasta de cimento.

Nos pisos de concreto pode ser adicionadas fibras (de aço.ANOTAÇÕES 1 . Cuidado. sintéticas etc. Para cada tipo de piso deve-se estudar a junta mais indicada. que auxiliam na redução das fissuras. e a mesma deverão coincidir com as juntas estruturais efetuadas no contrapiso. • O tardoz deve estar isento de pó ou outro material solto que impeçam sua boa aderência. esteja seca do tipo “farofa" no ato da sua aplicação. 2 – Mesmo em áreas pequenas devemos prever as juntas entre os pisos e as paredes.). assentados com cola. 210 . 4 . • As cerâmicas podem apresentar pequenas variações nos tamanhos e na sua tonalidade. 5 – Cuidados na aquisição de revestimentos cerâmicos: • Verificar ao receber o produto a tonalidade o PEI e se todas as caixas são do mesmo lote e têm a mesma classificação.Nas colocações de pisos em grandes áreas deve-se prever juntas de dilatação(expansão). 3 .Verificar sempre se a argamassa de regularização para pisos. • Retirar das caixas somente as cerâmicas que serão assentadas. • As cerâmicas não devem ser molhadas se forem assentadas com cimento colante. 6 – Cuidados na utilização das cerâmicas: • As cerâmicas devem retornar a cor natural após secarem.

• Especificar corretamente o esquema de pintura. O usuário emprega o solvente para adequar a tinta às condições de pintura.Nas construções rurais. queima de cal em vasilhame limpo e passagem da pasta através de uma 211 . etc. sendo responsável pela formação da película protetora na qual se converte as tintas depois de seca.TINTAS E VIDROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. enquanto que os inertes (ou cargas) encarregam-se de proporcionar outras características. Os solventes são utilizados pelo fabricante nas diversas fases da fabricação da tinta.SEUS TIPOS Aqui são relacionados os tipos comumente encontrados na construção civil classificado de acordo com os veículos utilizados em sua formulação. ativos e inertes. além de exercer função sanitária e influir na distribuição da luz. etc. tais como lixabilidade. cetonas. aguarrás.1. Uma tinta pode conter vários pigmentos. alastramento. dureza.1 . Podem se divididos em dois grandes grupos. Entre os solventes mais comuns encontram-se a água. Caiação . solventes e aditivos. para regular a viscosidade da pasta de moagem. visando à facilidade de aplicação. O veículo de uma tinta é constituído por resinas. é a caiação a pintura mais indicada para as paredes por ser mais econômica que as demais. No preparo da tinta recomendam-se os seguintes cuidados: cal de boa qualidade.09 . veículo. consistência. além de ser desinfetante. pigmentada que. quando aplicada sobre uma superfície. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de tinta ideal para a sua edificação. Os pigmentos são partículas sólidas (pó) e insolúveis. 9. torna-se uma película protetora e decorativa. Os pigmentos ativos possuem função de conferir cor e capacidade de cobertura a tinta. etc.TINTAS A tinta é uma composição líquida. na fase de enlatamento. de fácil execução. álcoois. para facilitar o empastamento dos pigmentos. • Verificar a qualidade das tintas. • Especificar corretamente o preparo das bases para a aplicação das tintas. • Classificar corretamente os vidros. xilol. facilitar a fluidez dos veículos e das tintas prontas.1 . Sua composição básica inclui pigmentos. • Especificar corretamente a colocação dos vidros. 9.

resultando uma película uniforme. Rendimento e cobertura são dois conceitos distintos. sendo que. a primeira demão deve ser branca.. Aplicação: brochas. à base de emulsões acrílicas. O primeiro expressa a relação entre a área pintada e o volume de tinta gasto (l/m²).é uma solução à base de borracha clorada. cor e espessura. de maneira que o rolo ou pincel deslizem sem resistência (suavemente). O outro se refere à capacidade da tinta de cobrir totalmente a superfície (contraste e cor). de óleos secativos e solventes.V. no mínimo.2 . devendo as marcas destes acessórios desaparecer logo após a aplicação da tinta. não apresenta odor pútrido e nem expelir vapores tóxicos. adicionam-se à cal produtos impermeabilizantes. que conferem a tinta maior resistência ao intemperismo. A adição da água deve ser em quantidade necessária para obter-se uma pasta maleável.). coagulação. galeificação. quanto ao brilho.é também uma tinta aquosa.é uma solução de resinas poliuretânicas. pincéis grandes. de alta plasticidade e de grande resistência à água. Na superfície interna da embalagem não deve haver sinais de corrosão. qualidade e quantidade de resinas e de pigmentos utilizados na formulação da tinta. a tinta deve satisfazer às seguintes condições: não apresentar excesso de sedimentação. no caso de aplicação de cores. Este fato faz com que as tintas acrílicas sejam recomendadas.V. à base de acetato de polivinila (P. esta capacidade é medida em número de demãos. .peneira fina. torna-se homogênea mediante agitação manual.A.é uma tinta em solução. No momento de aplicação. para superfícies externas. à base de resinas epóxi. a tinta precisa se espalhar facilmente. um leite de cal mais ou menos denso. Látex P. Tinta Óleo . Tinta de borracha Clorada . empedramento. Há necessidade de. etc. Esmalte Sintético .SUA QUALIDADE Ao se abrir uma embalagem pela primeira vez. É 212 . Na prática.é uma tinta à base de resinas alquídicas. óleo. com preponderância do teor Tinta Epóxi .A. ou seja.. de grande resistência à abrasão. em solventes alifáticos. 9. Apresenta-se em dois componentes: tinta e catalisador. separação de pigmentos ou formação de pele (nata). Nas caiações em paredes externas. Látex Acrílico . Estas duas propriedades estão intimamente ligadas ao tipo. Verniz Poliuretano .1. se junta à tinta certa quantidade de óleo de linhaça para melhor aderência da pintura.é semelhante ao esmalte sintético. preferencialmente. Quando é necessária maior proteção contra a infiltração de água da chuva. três demãos.é uma tinta aquosa.

raspar ou escovar as partes soltas ou mal aderidas. atendendo às recomendações de temperatura do fabricante. não pode apresentar formação de pele e os problemas já mencionados anteriormente. em seguida. aumentando a coesão da superfície.. a tinta armazenada na embalagem original. Normalmente. as pequenas imperfeições (rasas) devem ser corrigidas com massa corrida (em reboco interno) ou massa acrílica (em reboco externo). apresentar resistência à ação de agentes químicos. A durabilidade de uma tinta refere-se à resistência à ação do intemperismo ao longo do tempo. Neste caso. As tintas devem ser laváveis. Rebocos deficientes. cheia e fechada. os tipos de tinta mencionados devem ser armazenados em locais secos e ventilados.fungos e bactérias. Além disso.1. após um ano da data da fabricação. com pouco cimento. água sanitária. 213 . corrigir com argamassa as imperfeições profundas da parede. precisam prevenir o desenvolvimento de organismos biológicos . o que os pode ser feito em laboratório. deve ser lixada para que sejam eliminadas as farpas. uniformização da absorção da superfície e aumento do rendimento do acabamento. com alto poder de penetração e grande resistência à alcalinidade natural do reboco.justamente aqui. constatando-se a existência de partículas soltas (grãos de areia). comuns no uso doméstico. pintada pela primeira vez.3 . causando o descascamento. proteção do acabamento contra alcalinidade do reboco. etc. Após a secagem. removendo-se a poeira e aplicando-se o acabamento. fato que pode ser verificado ao se esfregar a mão sobre o reboco. isenta de poeira. lixa-se novamente. A qualidade também depende do tipo da tinta e a maneira de se medir previamente a durabilidade de uma tinta é através de testes de imtemperismo acelerado. porque a impermeabilidade da tinta dificultará a saída da umidade e as trocas gasosas necessárias à carbonatação do reboco. apresentam superfície poucas coesas. sabão ou mofo. na variação destes elementos. bem como suas propriedades de proteção.PREPARAÇÃO DA SUPERFÍCIE A adequada preparação da superfície é fator tão importante como a escolha de bons produtos para a sua pintura. sem a qual se tornará pulverulento sob a película da tinta. gordura. com diluição de até 15% de diluente e corrigem-se as imperfeições com massa a óleo. seca. 9. A superfície de madeira. desbotar. A melhor tinta é aquela que demora mais para calcinar. recomenda-se aplicar uma demão de fundo à base de solvente.. deve-se utilizar água morna com detergente para eliminar manchas de gordura. Este procedimento resultará nos seguintes benefícios: fixação de partículas soltas. perder sua boa aparência. usando lixa de grana adequada. é preciso aguardar que ele esteja seco e curado. Assim. Antes de iniciar a pintura sobre um reboco novo. que se têm as maiores diferenças de qualidade entre as tintas no mercado. Se a tinta for aplicada sobre o reboco mal curado. Os seguintes cuidados devem ser observados: ela deve ser limpa. enxaguar a superfície. tais como detergentes. Em seguida aplica-se uma demão de fundo branco fosco. aplicar uma solução de água com cerca de 25% de água sanitária para remover as partes mofadas e. eliminar o brilho de qualquer origem. não sujeitos a grande variação térmica. provavelmente a pintura descascará.

de alto poder de penetração. isto é. bem diluída (com até 100% de água). convenientemente diluído. duas demãos de esmalte sintético brilhante. recomenda-se observar atentamente as orientações sobre a preparação da superfície. impedindo o aparecimento de ferrugem. A repintura sobre superfícies críticas. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). No caso de envernizamento da madeira.banheiros. uma demão de látex textura acrílica. utilizando lixa ou escova de aço. podendo haver significativas variações. finalmente. duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água. Quando se pretende um acabamento acrílico texturado. látex em mau estado. deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. Quando se deseja resistência superior e maior durabilidade do acabamento. uma demão de látex textura acrílica. deve-se aplicar massa corrida em camadas finas e duas demãos de tinta látex. com diluição de 20 a 30% de água.ESQUEMA DE PINTURA Qualquer que seja o esquema de pintura a ser aplicado. fazer os reparos. com a finalidade de facilitar a limpeza. dispensando-se aplicação de fundo branco fosco. 9. No acabamento texturado em corredores. O número de demãos e as indicações sobre a diluição das tintas baseiam-se em produtos de boa qualidade.4 . escadarias. finalmente. não se aplica fundo branco fosco e nem massa a óleo. duas demãos de esmalte sintético brilhante.V. deve-se usar uma demão de látex textura acrílica com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. eliminar o pó e aplicar o fundo à base de solventes (1). aumentando o brilho da superfície. lixar a superfície. com diluição de 10% de água (usar rolo de espuma). mas sim selador para madeira. deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. com diluição de 20 a 30% de água.1. No acabamento liso interno. Na repintura. uma demão de liqui-brilho. calcinado. aplicam-se duas demãos de tinta látex acrílica sobre a textura acrílica. descascando. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda com até 5%. já que existe uma grande diferença de qualidade entre as tintas disponíveis no mercado. O acabamento convencional sobre rebocos (interno e externo) requer uma demão de tinta látex (P. Para a pintura nova sobre ferro é necessário remover-se a ferrugem. No acabamento liso de áreas molháveis . pode ser usado antes de aplicarmos o zarcão. com diluição de até 10% de água. apenas utilizando-se de tinta látex acrílica. Quando se pretende um acabamento texturizado. elimina-se a ferrugem e aplica-se o fundo apenas nas partes onde a superfície metálica esteve exposta. lixa-se para nivelar a base e aplica-se o acabamento. para que a 214 . ou caiação.deve-se aplicar massa acrílica em camadas finas. No externo processe-se da mesma forma. deve ser efetuada removendo-se as partes soltas com espátula. cozinhas. lixa-se e se aplica o verniz. No entanto.A. com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. etc. o procedimento é semelhante ao da primeira pintura. ou acrílica).Na repintura sobre madeira. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã) . e aplica-se fundo a base de zarcão ou óxido de ferro e pintar. ele é aplicado a frio e transforma quimicamente a superfície do ferro ou oxidos nela existentes em fosfatos inertes do ponto de vista da corrosão. Outro produto conhecido como Neutralizador de Ferrugem. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda até 5%. Após a secagem. recomenda-se seguir a orientação do fabricante. . etc.

recomenda-se frisar a massa de assentamento de maneira que os frisos sejam rasos. A massa de assentamento não deve apresentar falhas. que não é aconselhável pintar apenas a superfície interna da telha. não apresentando falhas. (usar rolo de espuma). esta segunda demão de textura acrílica deve ser aplicada com diluição de até 10% de água. Além disso. deve-se consular os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. Nas barras lisas de cimento (internas e externas) recomenda-se aplicar duas demãos de tinta látex acrílica. Se forem profundas. Para obter um acabamento texturizado. recomenda-se também consultar os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. Em seguida. deve-se aplicar uma demão de fundo à base de solventes. pois a tinta menos diluída tenderá a encher tais depressões. fissuradas ou orifícios. deve-se aplicar duas demãos de tinta acrílica. de alto poder de penetração e resistência à alcalinidade. sem alterar o aspecto. dispensa-se a aplicação de fundo à base de solventes. Para a pintura da face interna. Caso isto ocorra.P. No concreto aparente deve-se eliminar os eventuais resíduos de substâncias desmoldantes utilizadas para retirar as formas para concreto.V. Se isto ocorrer. recomenda-se aplicar mais duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água. sobre a massa de assentamento (frisos). o que aumenta a impermeabilização sem alterar o aspecto. duas demãos de tinta látex acrílica. No acabamento direto sobre bloco de concreto (interno ou externo). Deve-se observar. com diluição de 20 a 30% de água. ou acrílica). Para maior resistência e durabilidade do acabamento. Para proporcionar brilho e mais resistência a estas superfícies. diluído com até 100% de diluente. de acordo com as instruções do fabricante. Em seguida. ou acrílica . os fabricantes recomendam que se efetuem reparos necessários com a mesma massa. Neste caso. com o auxílio de detergentes ou removedores à base de aguarrás. conforme orientação do fabricante. Quando se deseja pintar o concreto aparente.V. o que facilita a aplicação da pintura.com diluição de 20 a 30% de água. 215 . com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). poderá haver trincamento na textura acrílica. lixa-se levemente para quebrar o brilho. Lixa-se a superfície e em seguida aplica-se silicone. uma demão de látex textura acrílica. a umidade penetrará. recomenda-se especial atenção no sentido de que os frisos da massa de assentamento não sejam profundos e de que não haja irregularidades acentuadas (buracos) na superfície dos blocos.A. com diluição de 30 a 40% de água. resultando um aspecto final semelhante à própria textura do bloco (usar rolo de lã). prejudicando a pintura interna. recomendase aplicar mais duas demãos de tinta látex (P. com diluição de 20 a 30% de água. a pintura do lado externo aumentará a vida útil da telha.superfície não se torne brilhante. devem-se efetuar os reparos necessários com a mesma massa. Em seguida aplica-se uma demão de látex textura acrílica. fissuras ou orifícios. Se isto ocorrer. o que aumentará a impermeabilização da superfície. entretanto.. Eventuais reparos precisam se efetuados com nata de cimento ou massa acrílica principalmente nos casos em que se deseja pintá-la.A. som diluição de 20 a 30% de água. Para maior resistência e durabilidade. esta primeira demão deve ser feita com pincel. deve-se aplicar uma demão de silicone. aplicam-se duas demãos de tintas látex . Para que a superfície se torne brilhante e mais resistente. Na face externa das telhas de fibrocimento. Preferencialmente. pois não havendo impermeabilização na face externa. Nas superfícies de litocerâmica não esmaltada ou de tijolo à vista aplica-se massa de assentamento adequadamente frisada.

é aguardar até que a parede esteja seca e curada. No primeiro envernizamento da madeira normalmente são necessárias três demãos de verniz brilhante ou fosco. acetinado ou fosco. Observa-se. Aqui é tratado apenas. infiltração de águas pluviais e má impermeabilização de alicerce. antes de pintar o reboco. A carbonatação (cura) do reboco se dá pelo processo de reação do gás carbônico com óxidos metálicos provenientes do reboco que contém cal. É preciso lixar a superfície levemente entre as demãos. onde se deposita. sendo que este último não é recomendado para superfícies externas. é suficiente aguardar a secagem total da parede. e a segunda e terceira com 5 e 10% respectivamente. A primeira demão deve ser diluída com até 15% de diluente e a segunda com até 5%. o caso de umidade proveniente de um reboco que ainda não estava seco. Entretanto é oportuno lembrar que as causas mais comuns de umidade são: vazamento em encanamentos. Para a correção. A correção pode ser feita da seguinte forma: raspam-se as partes de agregadas: corrigir as imperfeições profundas do reboco com argamassa. lembrando-se de que este último é recomendado para superfícies internas. Para se prevenir este inconveniente. Nas superfícies de ferro. A eflorescência manifesta-se pelo aparecimento de manchas esbranquiçadas na superfície pintada. deve-se aguardar até que esteja completamente seco e curado. O reenvernizamento é feito normalmente com duas demãos. cuja solução é simplesmente aguardar a secagem total da parede. que arrasta o hidróxido de cálcio do interior para a superfície pintada. aplicar a tinta. Também deve-se lixar levemente entre as demãos. acetinado ou fosco.Em pinturas sobre madeira devem ser observadas as orientações a respeito da preparação da superfície.CUIDADOS NA APLIAÇÃO DAS TINTAS Nas superfícies de reboco ocorrem muitos problemas em função de umidade. normalmente aplicando-se duas demãos de esmalte sintético brilhante. aplicar uma demão de fundo à base de solvente de grande resistência à alcalinidade e repintar. Estes "inimigos" da pintura podem acarretar inconvenientes conhecidos por eflorescência. A secagem se dá pela eliminação da água sob forma de vapor.5 . O desagregamento manifesta-se pela destruição ou descascamento da pintura. que não podem ser resolvidos apenas com a pintura. A diluição na primeira demão pode ser de até 20% de diluente. sendo que o fosco não é recomendado para superfícies externas. se houver apenas eflorescência. são aplicadas duas demãos de esmalte sintético brilhante. 216 . sem desagregamento. antes de iniciar a pintura. o que demora cerca de 30 dias. Primeiro é necessário eliminar a umidade. A primeira demão de esmalte pode ser diluída com até 15% de diluente e a segunda. isto é. neste caso. que a umidade sempre acarreta problemas na superfície. depois de preparadas adequadamente. 9. A causa é a umidade. a tinta foi aplicada sobre o reboco ainda úmido. Lixar levemente entre as demãos. A prevenção. cura insuficiente e alcalinidade. desagregamento e saponificação.1. preparar a superfície e depois. A causa deste problema reside no fato de a tinta ter sido aplicada antes que o reboco estivesse curado. sendo que esta última é a mais difícil de ser eliminada. causando a mancha. porém. podendo envolver também o substrato. que se torna pulverulento. com até 5%.

de grande resistência à alcalinidade. repintar. rasas e sem continuidade ocorrem por duas razões: a primeira é o tempo insuficiente de hidratação da cal. Após estas providências. de grande resistência à alcalinidade. No segundo caso. podendo até ocorrer o escorrimento de óleo. A correção para tintas do tipo látex é a seguinte: raspar. previamente. A correção é feita desta forma: abrem-se as fissuras com estilete. costuma-se aquecer a pintura com um maçarico até que ela estoure. raspando e lixando. acarretando os defeitos já mencionados. sempre pegajosa. recomenda-se a correção das imperfeições com massa acrílica (externa e internamente) ou massa corrida (internamente). A superfície apresenta-se. é necessário que ele esteja seco e curado. no primeiro caso. estreitas. constituindo camada pulverulenta. na primeira pintura sobre o reboco. reage com a acidez característica de alguns tipos de resina. a tinta deve ser diluída de acordo com as instruções do fabricante. se cair realmente uma chuva e não apenas pingos isolados. em certos casos.aguardar a secagem e a cura. Aplicar duas demãos de fundo à base de solventes. antes da aplicação do reboco. raspando-se em seguida. em seguida. sem prévia preparação da superfície. a primeira demão não foi suficientemente diluída e/ou havia excesso de poeira na superfície. ou pelo retardamento indefinido da secagem de tintas a base de resinas alquílicas. A saponificação manifesta-se pelo aparecimento de manchas na superfície pintada. deve ser a não aplicação de tinta diretamente sobre a caiação. A causa da saponificação é a alcalinidade natural do reboco. Decorrem do fato de estes pingos trazerem à superfície os materiais solúveis. eliminando as partes atacadas e as mal aderidas.V. Para se evitar possíveis defeitos decorrentes da alcalinidade. A primeira demão deve ser bem diluída para penetrar na superfície. não haverá manchas. recomenda-se aplicar. Como é difícil remover este tipo de tinta. corrige-se a superfície com massa acrílica (interna e externamente) ou massa corrida (internamente) lixa elimina-se o pó e se repinta. uma demão de fundo à base de solvente. a segunda é a camada excessivamente espessa de massa fina. com água. Aplicar uma demão de fundo à base de solvente. O caso de manchas causadas por pingos de chuva ocorre quando se trata de pingos isolados em paredes recém pintadas. e repintar. sem esfregar. A correção em ambos os casos deve ser efetuada com a raspagem ou escovagem da superfície até a total remoção das partes soltas ou mal aderidas. As trincas e fissuras. A correção para tintas à base de resinas alquílicas é feita da seguinte forma: remover totalmente a tinta mediante lavagem com solvente. O descascamento ou não aderência é causado por pintura sobre caiação. Para a sua prevenção sempre que se pintar sobre reboco. pela utilização do cimento e cal. Torna-se oportuno esclarecer que. escovar e lixar toda a superfície. provocando o descascamento ou a destruição da película de tinta P. repintar. A cal não apresenta boa aderência sobre o substrato. Em seguida. A causa do descascamento da tinta pode ocorrer também quando. Portanto qualquer tinta aplicada sobre caiação está sujeita a se descascar rapidamente. A correção é efetuada com a lavagem de toda a superfície pintada. E. Esta alcalinidade. neste caso.A. de grande resistência à alcalinidade. na presença de um certo grau de umidade. Aplica-se 217 . A prevenção. ainda quente (este procedimento é somente aconselhável quando executado por profissionais experientes). aplicar uma demão de fundo à base de solventes.

A correção de manchas amareladas provocadas por gordura. Aguardar a secagem total e repintar. Cabe aqui observar que a massa corrida P. após o lixamento da massa. seja pela correção da superfície ou para "pintura". em todos os casos.V. A repintura sobre madeira impregnada com resíduos de soda cáustica (ou similares) utilizada na remoção da pintura anterior é uma segunda causa do problema que pode ser prevenido se. corrigem-se as imperfeições com massa acrílica e repinta-se. Não se deve utilizar massa corrida P. A correção. provocando a sua dilatação. pode ser substituído pela aplicação de fundo à base de solvente. Aguarda-se a secagem total da superfície e torna-se a pintar. deve ser feita com a remoção (raspagem) das partes onde ocorreu o fenômeno. sendo aplicada com rolo. deve-se raspar ou escovar a superfície até a remoção total da "pintura". Em seguida. corrigir as imperfeições com massa acrílica e repintar.A. Em seguida. Depois aplica-se uma demão de fundo à base de solventes.V. para corrigir imperfeições de madeira.então uma demão de fundo à base de solvente para melhorar a firmeza da superfície. não é indicada para superfícies externas. podem ocorrer na primeira pintura em paredes internas. com água em abundância. deve ser feita pela remoção da massa corrida e a aplicação de uma demão de fundo à base de solventes. recomenda-se retocar a superfície com massa corrida. a poeira não foi devidamente eliminada da superfície e/ou a tinta não foi adequadamente diluída e/ou a massa corrida utilizada era muito fraca (com pouca resina).A. Isto acontece quando. Se esta aplicação resultar uma película brilhante. bolhas e descascamentos. Os mesmos problemas. Os problemas mais comuns em superfícies de madeira pintadas com tinta de sistemas alquímicos são os retardamentos da secagem. antes da repintura. bem diluída. lava-se a superfície com água em abundância para que sejam eliminados os resíduos de soda cáustica. quebra-se o brilho lixando suavemente. quando desejável. óleo ou nicotina é feito com a lavagem da superfície por meio de solução de água com 10% de amoníaco ou detergentes que contém amônia. sobre massa corrida. no primeiro caso. para este fim. Trincas e má aderência geralmente ocorrem quando se utiliza massa corrida P. Em seguida.A. A correção. 218 . como se fosse tinta. aplicar uma demão de fundo à base de solventes (1) e repintar. repinta-se. Estes casos são raros e de difícil solução. Outra hipótese da ocorrência dos mesmos problemas constata-se na repintura. No segundo caso. Isto feito. isto é. O certo é o emprego de massa a óleo. A correção é feita com a remoção total da pintura. O retardamento indefinido da secagem e/ou manchas é causado pela migração de ácidos orgânicos e/ou resinas naturais características de determinados tipos de madeira.V. A primeira precaução é evitar tais madeiras. forem eliminados estes resíduos a partir da lavagem de toda a superfície. O aparecimento de bolhas seguidas de descascamento em paredes externas geralmente é causado pelo uso indevido da massa corrida. Em seguida repintar. Recomenda-se consultar os fabricantes de tintas sobre cada caso específico. má aderência e trincas. manchas. Este procedimento. principalmente em portas. quando a nova tinta aplicada umedece a película da tinta anterior.

. Fendilhamento Fissuras e intemperismo POSSÍVEIS MECANISMOS DE DEGRADAÇÃO . Tabela 9.podem ocorrer pela preparação inadequada da base.Defeitos observados.a alteração na cor e brilho da pintura é o resultado da ação de alguns agentes agressivos tais como radiação ultravioleta. que podem surgir sob e película ou sobre ela.produto inadequado ao fim a que destina. empol amento. partículas em . . aplicação de uma demão de fundo branco fosco bem diluído.preparação inadequada da base.as condições ambientais. umidade e temperatura podem favorecer o crescimento de fungos. descasc amento Perda de sais álcalis aderência. correção das imperfeições com massa a óleo. . é feita com a eliminação da massa corrida. agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação DEFEITOS AGENTES Perda de água aderência. . empol amento. neste caso. descasc amento.. repintar. intemperismo Manchas escuras na superfície fungos Umidade água 219 . A baixa permeabilidade ao vapor de água pode permitir o acúmulo de umidade sob a película. que provoca esforços originando os citados problemas. . degradando o pigmento e veículo da pintura.a retenção de poeira pela pintura e a suspensão conseqüente lavagem pela chuva provoca o no ar surgimento de regiões manchadas. etc.A correção. em seguida.pode ocorrer pela presença de água sob a película de pintura. Normalmente ocorrem tanto no interior quanto no exterior da edificação nas faces com má ventilação e sem incidência de radiação solar direta. sais.pode estar associado ao ataque de álcalis ou ao surgimento de eflorêscencia pelo carreamento de sais solúveis em água através da parede.podem ocorrer pela perda da capacidade de flexibilidade da película após a ação da radiação solar particularmente sua parcela de radiação ultravioleta. . . água.aplicação inadequada da pintura.1 . lixamento e eliminação de pó para. aplicação Alteração no aspecto .

sem escorrimentos.Os salpicos que não puderem ser evitados precisam ser removidos enquanto a tinta ainda estiver fresca.vidros. empregando-se removedor adequado.MATERIAL DE TRABALHO Podemos utilizar vários tipos de materiais e equipamentos para se efetuar uma boa pintura. anteriormente aplicada. e que não ocorra condensação de vapor de água na base a ser pintada. As pinturas executadas em superfícies exteriores não devem ser efetuadas quando ocorrer precipitação pluvial. condensação de vapor d'água na superfície da base ou ventos fortes. etc.6 . com o transporte de partículas em suspensão no ar. descoloramentos. Cada demão de tinta subseqüente. A última demão de tinta deve proporcionar a superfície uma película de pintura uniforme. 9. de modo tal que o contato com a película. etc.1. De preferência. a pintura em superfícies interiores deve ser realizada em condições climáticas que permitam que portas e janelas permaneçam abertas. desde que seja obedecida a variações de temperatura. Também devem ser evitados escorrimentos ou salpicos de tinta nas superfícies não destinadas à pintura .1. ou mesmo contra contatos acidentais durante o período de secagem. não provoque na mesma enrugamentos. Segue abaixo algumas sugestões: • de madeira: Figura 9.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em madeira 220 . somente deverá ser aplicada quando a anterior estiver adequadamente seca.7 ..1 . pisos. A pintura recém-executada deve ser protegida contra a incidência de poeira ou de água. a menos que o fabricante estabeleça outro intervalo de variação para um tipo específico de tinta..CONDIÇÕES AMBIENTAIS DURANTE A APLICAÇÃO Os serviços de pintura devem sempre ser realizados em ambiente com temperaturas variando entre 10ºC e 35ºC.9. As pinturas de interiores podem ser efetuadas mesmo quando as condições climáticas impeçam as do exterior. alvenarias e concretos aparentes. falhas ou imperfeições.

.A. etc. em alvenaria. Rolos? São indicados para pintura de grandes superfícies.2 .. sem muito esforço físico.rolos de lã: para aplicação de látex.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em paredes NOTA Pincel ou Trincha? São praticamente a mesma coisa. P. madeira ou metal.V. São mais comumente usados para trabalhos artesanais. 221 .rolos de espuma lisa: para aplicação de esmalte. Mais comumente. ou acrílico.• de metais: • parede: Figura 9.3 . Os pincéis têm sempre o corpo e o cabo redondos e às cerdas é dado um formato de acordo com a finalidade de uso. os rolos são utilizados como segue: . São mais usados para pinturas em paredes.. As trinchas têm sempre o corpo e o cabo de forma retangular e achatada. verniz ou óleo em madeira ou alvenaria interna. Proporcionam grande rendimento.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em metais Figura 9.

O verniz ou esmalte brilhante são mais resistentes. 9. em superfícies externas.RECOMENDAÇÕES GERAIS RENDIMENTO Galão ( 3.2 .V.A.Não aplicar tinta diretamente sobre paredes caiadas.Não utilizar produtos látex (P.A Massa corrida acrílica Tinta à óleo Esmalte sintético Grafite Zarcão Massa à óleo Verniz Epoxy Silicone 9. g.V.V. Látex Acrílico Massa corrida P.6 l ) / DEMÃO 30 m² 30 m² 20 m² 20 m² 35 m² 40 m² 40 m² 30 m² 20 m² 35 m² 35 m² 30 m² a .1.Não utilizar verniz fosco ou esmalte fosco em superfícies externas.RENDIMENTOS Tabela 9.V. 222 ..Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade: TINTAS Látex P.) e acrílico) sobre superfícies de madeira ou ferro (exemplos: massa corrida para corrigir imperfeições de portas antes de pintar.Não aplicar massa corrida P.Antes de pintar uma superfície.Não pintar o reboco antes que o mesmo esteja completamente seco e curado. certifica-se de que a mesma esteja adequadamente preparada e que a tinta a ser aplicada seja compatível com a superfície. b . f . d . primeira demão de látex nas portas antes de aplicar o esmalte).A.rolos de espuma texturizada: aplicação de látex ou tinta texturada em alvenarias.A.1. c .8 .9 . e .Não utilizar massa corrida diluída com água como se fosse uma tinta de fundo.

2 . nitrato de sódio. O vidro em sua fabricação atinge uma temperatura de 800 a 1000° C. vidro plano: janelas. O vidro colorido.. alumina. Figura 9. Tabela 9.800 kg por cm². suporta pressões de 5. O vidro é composto por: sílica. obtida através do resfriamento de uma massa em fusão.Classificação dos vidros (ABNT) TIPO Vidro recozido Vidro segurança temperado Vidro segurança laminado Vidro segurança aramado Vidro termo-absorvente Vidro termo-refletor Vidro composto TRANSPARÊNCIA Vidro transparente Vidro translúcido Vidro opaco ACABAMENTO DE SUPERFÍCIE Vidro liso Vidro float Vidro impresso Vidro fosco Vidro espelhado Vidro gravado Vidro esmaltad COLORAÇÃO COLOCAÇÃO Vidro incolor caixilhos Vidro colorido autoportantes mista. aparelhos eletrônicos.800 a 10. óxido de selênio-cinza) e sucata de vidro. Suas principais qualidades é a transparência e a dureza. corantes (óxido de cobalto-azul. soda. cálcio. arsênico. vidros curvos: usados na ind.. vidros finos: lâmpada. cloreto de sódio. óxido de ferro-verde.Exemplo de fixação dos vidros nos caixilhos 223 .9. além do aspecto estético..4). portas. frascos.VIDRO O vidro é uma substância inorgânica e amorfa. etc.. O vidro não é poroso nem absorvente.4 . automobilística...3 . possui baixo índice de dilatação e condutividade térmica. os vidros podem reduzir o consumo energético de um edifício ou residência. magnésio. Podemos utilizar o vidro da seguinte maneira: • • • • vidro oco: para garrafas. óxido. Na colocação em caixilhos utilizamos massa de vidraceiro para a sua fixação (Figura 9. é ótimo isolador. etc.

9. seguindo de um rápido resfriamento. que o transforma num material extremamente forte. além de conferir-lhe as características de segurança. o vidro temperado. A têmpera gera no interior da chapa um conjunto de esforços de tração e compressão em equilíbrio. mas isto reduz sensivelmente a resistência do material. . de aparência e de composição química.00 mm vidro comum vidro temperado Bolas de aço de 225g 0. IMPORTANTE: Depois de acabado.2 m 1. apresentar fragmentos de pequenas dimensões e com arestas menos cortantes. com menor risco de acidentes graves. não permite novos processamentos.1 m Saco de areia de 500g 0.VIDRO TEMPERADO Vidro temperado significa ter um vidro passado por um processo especial de aquecimento (em torno de 650° C. furos e recortes. A segurança reside no fato de. como cortes. Podem ser feitas opacações leves e desenhos. resistente aos choques mecânicos e térmicos.). que reforçam consideravelmente a resistência mecânica. rompendo-se. O vidro temperado tem uma resistência mecânica cerca de quatro vezes superior à do vidro comum.43 m 224 . conservando as características de transmissão luminosa.00 m Bolas de aço de 900g 0.81 m 2.PROPRIEDADES: • Tensão de ruptura: vidro comum 400 kgf/cm² vidro temperado 1470 kgf/cm² Figura 9.Cargas nos vidros Tabela 9.1 .4 .2.53 m 3.5 .Resistência ao impacto: Vidro espessura de 6.

6 .5 .Figura 9.00 kgf/cm² Peso específico: 2.5 kg/m²/mm Resistência ao choque térmico : resiste a uma diferença de temperatura entre suas faces de até 220° C.Impacto nos vidros • Resistência à flambagem: uma peça de 6mm de espessura de 100 x 35 cm suporta uma carga axial de 1000 kg.Dimensões máximas de fabricação: tipo de vidro temperado temperado temperado diáfano diáfano espessura mm 6 8 10 8 10 dimensões máximas (cm) caixilhos e portas instalações 110 x 200 150 x 260 100 x 220 240 x 320 100 x 220 110 x 220 100 x 220 110 x 250 100 x 220 225 .Flambagem • • • Módulo de elasticidade: 700. Figura 9.7 . enquanto o vidro comum rompe-se a uma diferença de 60° C. DADOS TÉCNICOS: Tabela 9.

incolor 0.relações largura/comprimento : 6mm = 1/4 8mm = 1/8 .8 e 10 mm bronzes 6.8 e 10 mm Vidro diáfano incolor 8 e 10 mm cinza 8 e10 mm Vidro liso cinza 6..8 .tolerâncias dimensionais: Em todos os casos. furos: O vidro temperado só pode ser furado antes da têmpera Tolerâncias para os diâmetros e localizações dos furos: a) diâmetro mínimo = espessura da chapa b) diâmetro máximo = 1/3 da largura da chapa c) posição dos furos: a distância mínima entre borda do vidro e a borda do furo deve ser 3 vezes a espessura da chapa. 10mm = 1/10 Figura 9. cores e espessuras: Vidro polido (cristal) .8 e 10 mm 226 . a tolerância é de ± 3 m/m para largura e comprimento.8 e 10 mm verde 6.Posição dos furos em vidros temperados TIPOS DE VIDROS: O vidro temperado é oferecido nos seguintes tipos.

nem condensação de vapor no substrato. A tinta deve ser bem espalhada e a espessura de cada demão deve ser a mínima possível e a espessura do filme deve resultar da aplicação de várias demãos. 3. 13. 9. com espessura uniforme e livre de escorrimentos. As superfícies devem estar suficientemente secas e endurecidas. Cada demão deve ser aplicada quando a anterior tiver secado para evitar enrugamentos e deslocamentos. 4. Tintas a óleo e alquímicas somente podem ser aplicadas sobre substrato totalmente seco e curados por 60 dias e sobre tinta de fundo resistente à alcalinidade. Tinta aplicada em ambientes externos deve possuir boa resistência à radiação solar. A pintura deve ser realizada com temperatura variando de 10 ºC a 35 ºC. sem sinais de contaminação e deterioração. Evitar pintura sobre substratos de concreto ou argamassa curados por tempo insuficiente. nem em presença de ventos fortes. 16. Podem ser usadas tintas de acabamento diluídas. sem condições de secagem. Remoção de algas. usar solução de fosfato trissódico com água.ANOTAÇÕES Quanto as Pinturas. 12. lavando bem a seguir. Evitar aplicação de tinta em superfície muito lisa. 15. 227 . fungos e bolor com escovação de fios duros e lavagem com solução de fosfato trissódico. 5. 11. lavando bem a seguir. As pinturas internas devem permitir a abertura das portas e janelas. aplicar tinta de fundo para homogeneizar a superfície. Em substratos muito porosos. Cada película deve ser contínua. Caso insuficiente. Aplicar tinta que forme película porosa e resistente a álcalis sobre substrato muito úmido. Remoção de material eflorescente com escovação de cerdas macias sobre superfície seca. A tinta aplicada em ambientes de elevada umidade não deve permitir nem favorecer a formação de vida vegetal. 6. 18. 7. 1. 17. Remoção de contaminantes gordurosos com aplicação de solventes à base de hidrocarbonetos. 8. 2. 10. Não pintar com chuva. 14. Remoção de sujeiras efetuada com água.

a superfície do revestimento apresenta fissuras de conformações variada.o reboco endurecido empola progressivamente. e. d.tipo e qualidade dos materiais utilizados no preparo da argamassa de revestimento. • Saber as causas prováveis das patologias dos revestimentos. c. d. com desenvolvimento de bolor. 228 . b. deslocando da argamassa de revestimento. c.fatores externos ao revestimento. prejudiciais ao aspecto de paredes e tetos: a.a superfície do revestimento apresenta vesículas com deslocamento da pintura. tais como: a.mau proporcionamento das argamassas. b. Todos os tipos de danos de revestimento têm importância do ponto de vista da economia e satisfação do usuário. g.a argamassa do revestimento descola inteiramente da alvenaria. deslocando do emboço. APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. • Especificar os materiais ideais para os revestimentos.há formação de eflorescência na superfície da tinta ou entre a tinta e o reboco. Estes fenômenos podem se apresentar como resultados de uma ou mais causas. atuando sobre a argamassa de revestimento.há formação de manchas de umidade. Podemos observar nas edificações os seguintes fenômenos. • Especificar corretamente os reparos.a pintura acha-se parcial ou totalmente fissurada. f. À preocupação do usuário com o custo do reparo do revestimento deve-se acrescentar a sensação desagradável do mesmo precisar coexistir com um ambiente visualmente antiestético.má aplicação de revestimento. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Saber analisar as manifestações apresentadas nos revestimentos. em placas compactas ou por desagregação completa.10 – PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTOS.

a areia natural essencialmente quartzosa. Dos efeitos observáveis. Outra alternativa é a de 229 . respectivamente . A matéria orgânica pode ser a causa de formação de vesículas esporádicas. em idades.de hidratação de argilo-minerais montmoriloníticos ou de matéria orgânica. com excesso de finos na areia ou de mica em quantidade apreciável. De modo a contornar o problema.1 . é proporcional ao teor de finos.Vesícula formada no reboco. No centro da vesícula. por sua vez. quanto à finura que regulará os níveis de retração por secagem. exceção feita à de chapisco. costuma-se adicionar aditivo incorporador de ar à argamassas de cimento.1. maiores. concreções ferruginosas e matéria orgânica. São particularmente prejudiciais impurezas tais como: aglomerados argilosos.1 . mas sim. a retração aumenta com o teor de finos. A retração nas primeiras 24 horas é controlada pela retenção de água que. mica. como agregado. a expansão pode ser resultante da formação de produtos de oxidação da pirita e das concreções ferruginosas .sulfatos e óxidos de ferro hidratados. A mica pode também reduzir a aderência do revestimento à base ou de duas camadas entre si. tem como causa a presença de torrões argilosos.1) Figura 10. Mas. no interior de cada vesícula observa-se um ponto escuro (Figura 10.Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados Agregados Em nosso meio é utilizada. material pulverulento escuro.ANÁLISE DAS CAUSAS 10.10. pirita. Cimento Não existe inconveniente quanto ao tipo de cimento.1 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS . por sua vez. A desagregação do revestimento.

o carbonato. O inconveniente é o aumento de volume que acompanha a reação de hidratação. A hidratação retardada é a responsável pelo rasgamento do saco quando a cal é armazenada por tempo prolongado. dá-se por uma reação contínua. de hidratação da cal virgem. quer se trate do óxido de cálcio ou do óxido de magnésio presentes na cal.Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno. Quando esta reação não é completa durante a extinção em fábrica. Cal A produção de cal virgem e de cal hidratada e o endurecimento da argamassa pertencem a um ciclo de reações que se inicia pela decomposição do constituinte principal da matéria-prima. mais propriamente na camada de reboco. 230 . como resultado da ação do anidrido carbônico do ar. a expansão não pode ser absorvida pelos vazios de argamassa e o efeito é o de formação de vesículas. Ao ser a hidratação do óxido de magnésio muito mais lenta. durante o amassamento e após a aplicação da argamassa. a cal virgem dolomítica tem velocidade de hidratação mais lenta. A etapa intermediária. Se utilizada logo após a fabricação.2) Figura 10. na forma de grãos grossos. Existindo óxido de cálcio livre. melhorando a retenção de água e trabalhabilidade do conjunto. terminando pela sua regeneração no endurecimento da argamassa. pode continuar após o ensacamento. cuja velocidade depende das condições de calcinação da matéria-prima. ela se dá simultaneamente à carbonação. O revestimento endurecido empola gradativamente deslocando-se do emboço (figura 10. observáveis nos primeiros meses de aplicação do reboco. com efeitos diferentes. o aumento de volume causa danos ao revestimento.adicionar-se cal hidratada que aumenta o teor de finos. Comparativamente.2 .

cal e de condições favoráveis à penetração do anidrido carbônico do ar atmosférico através de toda a espessura da camada. aquecedores.Causas decorrentes do traço da argamassa Argamassa de cimento A primeira camada do revestimento é constituída pelo emboço. condição agravada quando aplicada em espessura maior de 2 cm. A incidência da chuva favorece o fenômeno de desagregação. cuja função é regularizar a superfície da base. a resistência da argamassa é função de uma proporção adequada. procedentes tanto do agregado como do aglomerante. como já visto. Argamassa de cal O endurecimento é resultante da carbonatação da cal.Observar-se que o empolamento e mais localizado em regiões onde há maior incidência do sol ou de aquecimento por fontes quaisquer (fogão. mas desfavorecida por uma porosidade baixa resultante de uma argamassa rica em finos. 10. areia. iniciando-se na parte inferior da alvenaria. a carbonatação é favorecida pela pequena espessura da camada. tubulação de água quente). Podemos considerar como argamassa rica a que contém proporção calareia.3 .Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa.2 . Observam-se fissuras e deslocamento quando esta camada é excessivamente rica em cimento (proporção 1:2 em massa. para que essa camada seja suficientemente elástica deve conter cal e cimento em proporções adequadas. 10. em massa superior a 1:3. por exemplo). 231 . Com relação ao agregado é desaconselhável a utilização de argamassa de saibro. Assim sendo. Em camadas pouco espessas como as de reboco.1.

Uma argamassa magra tem porosidade favorável à carbonatação. A Figura 10.3 . quando aplicada como revestimento em uma única camada.4 . pode apresentar problema de aderência. com a agravante de ter sido aplicado sem chapisco sobre blocos de concreto. construída de saibro e cal.1. Cita-se.4 nos mostra o deslocamento de revestimento aplicado sem chapisco. bem como da homogeneidade dessas propriedades. é essencial que existam condições de aderência do revestimento à base. uma 232 . Assim. como exemplo. é aplicada a utilização de cimento e cal. para argamassa de 1:16 ou ainda para proporções maiores. ou da qualidade dos materiais empregados. Consequentemente vai depender da textura e da capacidade de absorção da base. o qual impede a penetração da nata do aglomerante.A Figura 10. Para as camadas de 2 cm aproximadamente ou mais.Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento Aderência à base Independentemente do número de camadas de argamassa aplicadas. 10. mas não tem a resistência suficiente para manter-se aderente ao emboço ou à alvenaria.3 nos mostra a desagregação de um revestimento de uma única camada com espessura fora de especificação.Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco. como as de emboço. uma camada do revestimento aplicada sobre outra impregnada de um produto orgânico. 10. Constata-se casos de deslocamento acompanhado de desagregação. A aderência se dá pela penetração da nata no aglomerante nos poros da base e endurecimento subseqüente.

4 .superfície de concreto impregnada de desmoldante ou uma camada de chapisco contendo um produto hidrofugante. No reboco. Este fato.Causas decorrentes do tipo de pintura As tintas a óleo ou à base de borracha clorada e epóxi promovem uma camada impermeável que dificulta a difusão do ar atmosférico através da argamassa de revestimento. Se a pintura for aplicada prematuramente. preparo. Aplicação da argamassa Para argamassa contendo cimento. o revestimento acaba por descolar sob efeito do seu próprio peso. 233 . O revestimento mantém-se aderente nas regiões correspondentes às juntas do assentamento. na camada superior. aplicação e manutenção". Observa-se que em alguns casos deslocamento de revestimento de laje de teto o emboço chega a apresentar espessura de 5 cm. a retração que acompanha a secagem da camada inferior gera fissuras. se o tempo de endurecimento e secagem da camada inferior não é observado antes da aplicação da camada superior. impedindo o endurecimento do interior da camada de revestimento. Por carbonatação. Outra causa a ser citada é a ausência de rugosidade da camada da base.1. o grau de carbonatação atingido não é suficiente para conferir à camada de reboco a resistência suficiente e este acaba por deslocar-se do emboço com desagregação (Figura 10. a espessura do emboço não deve ultrapassar 2 cm e a do reboco 2 mm. O alisamento intenso da camada de reboco propicia uma concentração de leite de cal na superfície. agravado por em traço rico de cimento. 10. com configuração de mapa. não permite que o revestimento acompanhe a movimentação da estrutura. Sendo a área dessas juntas relativamente pequena. Espessura do revestimento Segundo as prescrições da NB-231 "Revestimento de paredes e tetos com argamassas: materiais. forma-se uma película de carbonato uniforme que age como uma barreira à penetração do anidrido carbônico. o efeito observado é de desagregação por falta de carbonatação. deslocando-se.5).

A infiltração constante provoca a desagregação do revestimento.1. A argamassa nos pontos empolados é pulverulenta e facilmente removível. 10. com pulverulência (Figura 10.Efeitos da umidade sobre o reboco. acompanhada ou não pela formação de eflorescência ou vesículas. lajes cobertura mal impermeabilizadas ou argamassas de assentamento magras manifesta-se por manchas de umidade.5 .Figura 10. A alvenaria freqüentemente exposta ao sol não favorece a formação do bolor. 10.Causas externas ao revestimento Umidade A infiltração de água através de alicerces. ou formação de bolor em pontos onde não há incidência de sol (Figura 10.7). 234 .5 .6).6 .Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente.

reação de sulfato do meio ambiente ou do componente da alvenaria com o cimento da argamassa.Figura 10. A expansão da argamassa de assentamento pode ser provocada por reações químicas entre os constituintes desta argamassa ou mesmo entre compostos do cimento e dos tijolos ou blocos que compõem a alvenaria. As causas podem ser as seguintes: . . Expansão da argamassa de assentamento Ocorre predominantemente no sentido vertical e pode ser identificada por fissuras horizontais no revestimento (Figuras 10. a eflorescência deposita-se entre a camada de tinta e a do reboco. 10. Estas tintas são também responsáveis pela formação de vesículas ou bolhas que resultam da percolação da água através da alvenaria e que se acumula entre o revestimento e a tinta. No caso de tintas impermeáveis. comprometendo a aderência entre ambas.8a.7 . 235 .Acúmulo de bolor no revestimento por efeito de umidade.9).8b. 10.hidratação retardada da cal dolomitica usada na argamassa de assentamento.

Por isso mesmo. talvez antieconômico se comparado a uma execução completa. sem a preocupação com a causa.Aspecto do revestimento interno. a tendência do usuário é executar pequenos reparos.Fissura do revestimento por expansão da argamassa de assentamento (b) Figura 10. Nestes casos. Em conseqüência. é necessária a 236 .9 . o fenômeno alastra-se progressivamente.8a e 10.8b .6. mas comumente localizados em pontos onde o fenômeno que os originou é mais favorecido. 10. REPAROS A possibilidade de reparo é função do tipo e extensão do dano existente.1.(a) Figura 10. às vezes por um largo tempo. solicitando um reparo constante. Os danos nem sempre aparecem em toda a edificação. Notam-se as fissuras do revestimento e da argamassa de rejuntamento dos azulejos.

1 .branca Vesículas .preta .1 e 10.2. Cal não carbonada Umidade constante Área não exposta ao sol Empolamento da pintura. extensão do dano e solução.Presença de concreções ferruginosas na areia . Tabela 10.bolhas contendo umidade interior A superfície do reboco formando bolhas cujos diâmetros aumentam progressivamente O reboco apresenta som cavo sob percussão .identificação das causas e da extensão do dano para melhor decidir-se sobre a solução a ser adotada. Revestimento em desagregação.Hidratação retardada de óxido de cálcio da cal.Identificação das causas.Aplicação prematura de tinta impermeável Infiltração de umidade Eliminação da infiltração da umidade Renovação da pintura Deslocamento com Empolamentos Hidratação retardada do óxido de magnésio da cal Renovação da camada de reboco 237 . apresentando-se as partes internas das empolas na cor: .vermelho acastanhado . como segue nas Tabelas 10. .Presença de pirita ou de matéria orgânica na areia . Manifestações Aspecto observado Manchas de umidade Pó branco acumulado sobre a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Umidade constante Sais solúveis presentes no elemento da alvenaria Sais solúveis presentes na água de amassamento ou unidade infiltrada Reparos Eliminação da infiltração da umidade Secagem do revestimento Escovamento da superfície Reparo do revestimento quando pulverulento Eliminação da infiltração da umidade Lavagem com solução de hipoclorito Reparo do revestimento quando pulverulento Renovação da camada de reboco Bolor Manchas esverdeadas ou escuras.

2 . quebrando com dificuldade.A superfície de contato com a camada inferior apresenta placas freqüentes de mica .A superfície da base é muito lisa .Excesso de finos no agregado .eliminação da base hidrófuga . dilatações térmicas diferenciadas. Expansão da argamassa de assentamento por reação cimento-sulfatos ou devido à presença de argilo-minerais expansivos no agregado . movimentação de estrutura.A película de tinta desloca arrastando o reboco que se desagrega com facilidade . Manifestações Fissuras Mapeadas Aspecto observado As fissuras têm forma variada e distribuem-se por toda a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Retração da argamassa de base . Sob percussão o revestimento apresenta som cavo A placa apresenta-se endurecida. 238 .Ausência da camada de chapisco Argamassa magra Reparos Renovação do revestimento Renovação da pintura Deslocamento em Placa A placa apresenta-se endurecida.Traço excessivamente rico em cal .O reboco foi aplicado em camada muito espessa Renovação do revestimento após hidratação completa da cal da argamassa de assentamento A solução a adotar é função da intensidade da reação expansiva Fissuras Horizontais Deslocamento com Pulverulência .apicoamento da base .Tabela 10. com som cavo sob percussão Renovação do revestimento: .Ausência de carbonatação da cal .Traço em aglomerantes . mas quebradiça. etc. desagregando-se com facilidade Sob percussão o revestimento apresenta som cavo Apresenta-se ao longo de toda a parede Deslocamento do revestimento em placas. resultantes de causas tais como recalques de fundação.Argamassa muito rica .Identificação das causas.Argamassa aplicada em camada muito espessa .O reboco apresenta som cavo sob percussão Renovação da camada de reboco OBS: Estão excluídas desta análise as fissuras de revestimento. do óxido de magnésio da cal.A superfície da base está impregnada com substância hidrófuga . extensão do dano e solução.aplicação de chapisco ou outro artifício para melhoria da aderência Renovação do revestimento Ausência da camada de chapisco Expansão da argamassa de assentamento por hidratação retardada.

2. 10. • Execução do revestimento sobre base recém executada. 2004). • Deterioração das juntas. • Eflorescências. gretamentos e fissuras Geralmente ocorre por causa da perda de integridade da superfície da placa cerâmica. ou na fase de execução.2 – REVESTIMENTOS CERÂMICOS . estrutura etc. As causas destes defeitos são: • Instabilidade do suporte. • Mão-de-obra não qualificada.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias nos revestimentos cerâmicos podem ter origem na etapa de projeto. ou da argamassa colante. As patologias mais comuns são: • Destacamentos de placas.) (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO.2. contravergas. • Utilização do cimento colante vencido. pois as patologias são evidenciadas por alguns sinais que podem ter origem em outros componentes de revestimento (base.1 . Muitas vezes a solução é a retirada total do revestimento (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. quando são escolhidos os materiais. 10. 239 . • Gretamento e fissuras. Verificar com cuidado. ou quando o projetista não leva em consideração as interações do revestimento com outras partes da construção (esquadrias. mãode-obra etc.Destacamentos de placas São caracterizados pela perda de aderência das placas cerâmicas do substrato. • Trincas.10. • Ausência de detalhes construtivos (vergas.). quando as tensões ultrapassam a capacidade de aderência das ligações entre a placa cerâmica e argamassa colante e/ou emboço. juntas de dessolidarização). • Assentamento sobre superfície contaminada. características um pouco resiliente dos rejuntes.2 – Trincas. Um dos sinais desta patologia é a ocorrência de um som cavo (oco) nas placas cerâmicas quando percutidas. devido a acomodação da construção. variações higrotérmicas e de temperatura. • Deformação lenta da estrutura de concreto armado. 2004). ou se observa o estufamento da camada de acabamento. É muito trabalhosa e cara a recuperação desta patologia.

contém anidro carbônico. com aberturas superiores a 1 mm.3 – Eflorescência Eflorecência são manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. ocasionando o contato com o ar. dá-se a reação entre essas duas substâncias. As fissuras são rompimentos nas placas cerâmicas. A causa provável desta patologia é a falta de especificação de juntas de movimentação e detalhes construtivos adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. que por sua vez. Pode ser facilmente retiradas mediante solução diluída de ácido muriático em concentrações baixas e em pequena quantidade. Utilizar placas cerâmicas de boa qualidade (queimadas em altas temperaturas. reagindo com a água. O gretamento é uma série de aberturas em várias direções inferiores a 1 mm e que ocorrem na superfície esmaltada das placas. que causam a separação das placas em partes. Garantir o tempo necessário para secagem de todas as camadas anteriores à execução do revestimento cerâmico. 10. 2004). a deterioração das juntas compromete o desempenho dos revestimentos cerâmicos. Observa-se que está ocorrendo uma deterioração das juntas quando ocorre: 240 . em sua composição encontra-se o hidróxido de cálcio livre.2.2. Como a argamassa de assentamento e de rejuntamento contém cimento e essas camadas são porosas. com abertura inferiores a 1 mm e que não causam a ruptura das placas. resultanto em carbonato de cálcio. resulta em uma base medianamente solúvel. Ela aparece devido a um processo químico. 10. sal insolúvel de coloração branca.As trincas são rupturas na placa cerâmica provocadas por esforços mecânicos.4 – Deterioração das juntas As juntas são responsáveis pela estanqueidade do revestimento cerâmico e pela capacidade de absorver deformações. Para evitar esse processo podemos adicionar: • • • Reduzir o consumo de cimento Portland no emboço ou usar cimento com baixo teor de álcalis. denominada hidróxido de cálcio. o que elimina os ais solúveis). enxaguando muito bem a superfície após seu uso. O cimento comum.

As causas mais prováveis do problema são: • • • • • • • Escolha inadequada da tinta por conta da exposição ou por incompatibilidade com o substrato. A perda da estanqueidade pode iniciar-se logo após a sua execução. preenchimento com materiais a base de cimento. Para evitar a ocorrência desta patologia devemos ter controle da execução do rejuntamento. podem causar fissuras. por ser de origem orgânica. que. Condições metereológicas inadequadas por temperatura e/ou umidade muito elevada ou muito baixa ou ventos fortes.3 e 10. bem como da escolha de matérias de preenchimento adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. sofrem deterioração na presença de agentes agressivos (chuva ácida ou fissuras). Envelhecimento do material de preenchimento. somados aos ataques de agentes atmosféricos agressivos e/ou solicitações mecânicas. 2004). podem envelhecer e perder a cor. As juntas rígidas. Ausência de preparação do substrato ou preparo insuficiente Substratos que não apresenta estabilidade. 10.4 apresentam as patologias mais comuns das tintas aplicadas sobre as paredes. pelo procedimento de limpeza inadequada (uso de ácidos e bases concentrados). Umidade excessiva no substrato.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias da pintura estão relacionadas a duas famílias de problemas: • • Interface do filme com o substrato. Quando os rejuntes possuem uma quantidade grande de resinas. 241 . Formulação inadequada da tinta As tabelas 10. Diluição excessiva da tinta na aplicação.• • Perda de estanqueidade.3 – PINTURAS . A própria película da pintura. do preenchimento das juntas.

não devem usar massa corrida PVA.Tabela 10. . -conforme se lava o piso. -aplicação da tinta sobre substrato muito liso. -por excesso de cal na preparação do reboco. -paredes próximas ao chão com piso frio. . -má aderência da tinta.umidade na superfície. partículas soltas. Bolhas Massa corrida PVA em contato com a água Descascamento -a tinta começa a descascar ou soltar da parede Calcinação . Deslocamento Pintura da -pulverulências ou descolamentos. -perda de aderência da película. aparecendo um pó bem fino. eflorescência. como as tintas a óleo ou alquídicas. Causas: -aplicação de tinta em superfície contaminada por sujeira.aplicação prematura da tinta formando película impermeável sobre a argamassa não curada. mas em contato com água. -ao aplicar uma tinta com melhor qualidade sobre uma de qualidade inferior. semelhante ao sal. sobre substrato úmido e alcalino. Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) preparo inadequado do substrato ou ausência. -verificar a existência de contaminantes na interface película e substrato. -superfície que não tenham eliminado totalmente o pó. Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis.aplicação sobre substrato muito poroso. restando apenas os pigmentos e as cargas em forma pulverulenta. depositamse na interfase do filme com o substrato. B) aplicação em substrato instável: Causas: . .não hidratação correta da cal. .aplicação de tinta sobre substrato em vias de expansão ou desagregação.aplicação de tinta sobre substrato com elevado teor de sais solúvel em água. desmoldantes. -verificar as características do substrato e da superfície de aplicação quanto a lisura. que absorve o veículo. . etc. -aplicação da tinta sobre superfície úmida. que por evaporação e capilaridade.começa o estufamento da superfície.3 – Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU. a água infiltra na película de tinta(com o tempo) chegando até a massa que começa a estourar e causa esfarelamento do reboco. que não tenha sido preparada adequadamente. -aplicação de tinta sobre reboco sem cura adequada de 30dias. porosidade e umidade. com perda de aderência. C) aplicação sobre base úmida. graxa. 242 . -superfície calcinada. causando um esfarelamento do reboco com facilidade.quando a tinta não for diluída corretamente. óleo. . -escamação da Película. -por poeiras que não foram removidas das superfícies (massa corrida após lixada). 2007).quando é usada massa corrida PVA em paredes externas ou internas. . majorado pela alta temperatura e umidade. -verificar a existência de umidade no substrato. -aplicação de tinta impermeável sobre substrato úmido. -aplicação de tinta sobre superfícies que contenham partes soltas e caiação. devido a diluição incorreta. pulverulência e umidade na interface do filme com o substrato. poeira.

na cor preta. -a eflorecência se dá pela eliminação de água sob a forma de vapor. 2007 Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) Problemas com a natureza da tinta Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência à radiação solar em ambiente externo.secagem muito rápida devido à temperatura ou umidade inadequadas ou ventos fortes. cinza.aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis. quando se arrastam matérias alcalinos solúveis do interior para a superfície pintada. .aplicação prematura de tinta que forme película impermeável.Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU. verde azulada e vermelho-castanho.umidade por chuvas e não se ter aguardado a secagem.4 . C) Aplicação em condições inadequadas: Causas: . sai também parte do reboco e costuma ficar esfarelendo por baixo. fungos e algas). -ocorre quando acontecem chuvas tipo garoa.Tabela 10. que molha somente pontos isolados da parede. da parte interna da parede para a externa. . -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco não curado ou sobre parede com umidade. pode ocorrer.aplicação de tinta com baixa flexibilidade. -aplicação de tinta com baixa resistência ao ataque por agentes biológicos (bolor. faz com que aflorem materiais solúveis. apresentando bolhas e vesículas.a tinta com filme ainda não curado. causando manchas. . marrom. . B) Problemas com a natureza do substrato Causas: .Aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas expansivas. aparecendo assim marcas do rolo. -em caso de umidade. -algas: áreas externas. -são microorganismos vivos que se proliferam em ambientes diferentes. quando a tinta foi diluída excessivamente. -incompatibilidade das várias camadads. enrugando o filme. . Perda de brilho e de cor. quando a tinta não está totalmente curada. -em cores escuras. tornando a tinta pegajosa com sinais de bolhas. -fungos: área interna e externa. secagem muito rápida ou espessura elevada produzindo enrugamentos. usados na formulação das tintas. durante a secagem do reboco. -aplicação de tinta sobre substrato muito poroo. Defeitos no filme da Pintura Desagregamento Manchas esbranquiçadas Manchas por chuvas irregulares Fungos -é um tipo de descascamento em que. cor verde. -aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas solúveis em água. junto com a película de tinta. .por ter sido aplicado acabamento final sobre reboco úmido ou por não ter sido curado. verde e outras. 243 . -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco muito arenoso. com destruição do filme por fissuramento ou por deterioração com pulverulência.

Atenção também deve ser dada às especificações sobre agregados. pois cada uma tem seus aspectos exclusivos e particulares. Vamos abordar de modo prático alguns detalhes para uma boa execução de obras em concreto armado. aditivos e cuidado especial é recomendável quanto aos teores de cloretos e sulfatos no concreto. No que se referem aos constituintes da mistura os pontos-chaves são o fator água-cimento. pega. devido sempre a problemas referentes a custos. • Especificar corretamente a cura e a desforma. cimentos. • Especificar corretamente as fôrmas o ecoramento e o contraventamento. método construtivo. mas é importante frisar que grandes benefícios poderiam também ser obtidos no que concerne à durabilidade das estruturas.MATERIAIS EMPREGADOS EM CONCRETO ARMADO 11. estrutura.1 Cimento O projeto deverá estabelecer os tipos de cimento adequados.1. perda ao fogo etc. nas obras de pequeno e médio porte não se consegue executar um concreto com todas as suas características. de resistência à compressão.11 . em relação aos materiais inertes disponíveis. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher os tipos de materiais ideais para execução de obras utilizando concreto armado. em geral. Exemplo de alguns tipos de cimento disponíveis no mercado brasileiro passíveis de emprego em aplicações específicas (Tabela 11. funcionalidade das estruturas em concreto armado.DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. • Especificar corretamente a concretagem e o adensamento. e também por falta de tecnologia por parte de pequenos construtores. o que fará com que as construções sejam prejudicadas quanto a durabilidade.. maior resistência à abrasão e baixa permeabilidade. trabalhabilidade. ou mesmo. consumo de cimento e resistência. a cada tipo de concreto. pois concretos mais fortes tem também. tecnicamente e economicamente.1): 244 . ficando aqui em ressalva que qualquer problema em obra deverá ser bem estudado para se fornecer uma solução adequada. Sabemos que apesar da grande evolução na tecnologia do concreto. 11. estabilidade.1 . Seriam óbvias as vantagens em economia propiciadas pela utilização de concreto de maior resistência. • Especificar corretamente as armaduras bem como a sua posição.

obras submersas. mas é particularmente vantajoso em obras de concreto-massa. além de ser resistente a sulfatos. é mais indicado em lançamentos b) CPII-Z-composto com pozolana de concreto. precauções suplementares devem ser tomadas para que a integridade dos característicos iniciais do aglomerante seja preservada. apresenta maior impermeabilidade e 3-Cimento Portland de Alto-Forno (CP III) durabilidade. Favorece a sua aplicação em grandes volumes devido ao baixo calor de hidratação. com 5% de material pozolânico em massa. O concreto (NBR 5736) feito com esse produto se torna mais impermeável. assim devendo ser conservado até o momento da sua utilização. O (NBR 12989) estrutural com classes de resistência de 25. subterrâneas . portanto. b) CPI-S. e está 8-Cimento Portland Branco CPB classificado em dois subtipos: estrutural e não estrutural. apresenta-se finamente pulverizado e praticamente seco. suficiente. O cimento Portland branco se difere por coloração. tubos e canaletas para condução de líquidos agressivos. O concreto feito com esse produto é mais impermeável e por isso mais durável. Recomendado para estruturas que exijam um desprendimento de calor moderadamente lento ou que possam ser atacados por sulfatos. Seu uso. Esse Hidratação. CP (BC) (NBR13116) cimento tem a propriedade de retardar o desprendimento de calor em peças de grande massa de concreto. Para uso geral. onde o volume é grande. c) CPII-F-Com adição de fíler. 245 . Caso contrário. com as mesmas características. Empregado em obras civis em geral. evitando o aparecimento de fissuras de origem térmica. a proteção oferecida e em geral. Quando o intervalo de tempo decorrido entre a fabricação e a utilização não é demasiado grande. esgotos e efluentes industriais. ao sair da fábrica acondicionado em sacos de várias folhas de papel impermeável. mais durável. adição recomendado para construção em geral. O cimento Portland composto é modificado. 32 e 40. além de baixo calor de hidratação. a) CPII-E-Com adição de escória granulada de alto forno. água do CP (RS) (NBR 5737) mar e em alguns tipos de solo O cimento Portland de baixo calor de hidratação. apresenta resistência mecânica superior.1 – Cimentos disponíveis no mercado brasileiro (ABCP. 2003) Tipos Aplicações a) CPI-Cimento Portland sem adição além da gipsita. Empregado em geral. Este cimento combina com bons o baixo calor de hidratação com o aumento de resistência do cimento Portland comum. É especialmente indicado em obras expostas à 4-Cimento Portland Pozolânico (CP IV) ação de água corrente e ambientes agressivos. É recomendada em todas as aplicações que necessitem de 5-Cimento Portland de Alta resistência resistência inicial elevada e desforma rápida inicial (CP V-ARI) ( NBR 5733) Oferece resistência aos meios agressivos sulfatados como 6-Cimento Portland Resistente a Sulfatos redes de esgotos de águas servidas ou industriais. obras em ambientes agressivos. similares aos demais tipos de cimento. Para aplicações gerais Adicionado com escória. b) CPII-Z-Com adição de material pozolânico. Apresenta menor c) CPII-F-composto com fíler resistência ao ataque de sulfatos contidos no solo. é designado 7-Cimento Portland de Baixo Calor de por siglas e classes de seu tipo acrescidas de BC. assim como (NBR 5735) alta resistência à expansão devido à reação álcali-agregado. marítimas e industriais. O cimento.Tabela 11. É muito 1-Cimento Portland Comum (CP I) adequado para o uso em construções de concreto em geral (NBR 5732) quando não há exposição a sulfatos do solo ou de águas a) CPI – Cimento Portland Comum b) CPI-S-Cimento Portland Comum com subterrâneas. Gera calor numa 2-Cimento Portland (CP II) (NBR 11578) velocidade menor do que o gerado pelo cimento Portland a) CPII-E-composto com escória comum.

O cimento hidratado é facilmente reconhecível. Portanto para evitar essas duas principais causas de deterioração do cimento é aconselhável: 1º . calçada. constata-se mesmo. a presença de torrões e pedras que caracterizam fases mais adiantadas de hidratação. forçando um contato mais intenso entre as partículas do aglomerante e a umidade existente chegando a empedrar. de ambientes úmidos e em segundo. depois de peneirado em peneira com malha de 5 mm (peneira de feijão).1 . não devem ser aceitos para utilização em concreto estrutural. ou se for possível esfarelar os torrões com os dedos. Ao esfregá-lo entre os dedos sente-se que não está finamente pulverizado. caso em que pode atingir 15 sacos. em primeiro lugar. Para armazenar cimento é preciso. com formação de grumos que não são total e facilmente desfeitos com leve pressão dos dedos.A principal causa da deterioração do cimento é a umidade que. mas não deve ser utilizado em peças estruturais.Local para guarda de materiais 246 . Figura 11. reduzindo-lhe sensivelmente as suas características de aglomerante. É que ele nunca se apresenta completamente seco e a pressão elevada a que ficam sujeitos os sacos das camadas inferiores reduz os vazios. preservá-lo. isto é. RECOMENDAÇÕES: O cimento sendo fornecido em sacos deve-se verificar sua integridade. tanto quanto possível. O empedramento às vezes é superficial. não aceitando os que estiverem rasgados ou úmidos. Os sacos que contém cimento parcialmente hidratado. salvo se o tempo de armazenamento for no máximo 15 dias.2). ainda se pode tentar aproveitar o cimento utilizando em aplicações de menor responsabilidade como pisos. pois o cimento ainda é possível de hidratar-se (Figura 11. Caso contrário. lastros etc. freqüentemente. se o saco de cimento for tombado sobre uma superfície dura e voltar a se afofar. não ser estocado em pilhas de alturas excessivas.As pilhas devem ser feitas a 30 cm do piso sobre estrado de madeira e a 30 cm das paredes e 50 cm do teto (Figura 11. por ele absorvida. hidrata-o pouco a pouco.1). o cimento deste saco pode ser utilizado. 2º .As pilhas não excederem de mais de 10 sacos.

e o local de armazenamento e devem estar praticamente isentos de materiais orgânicos como humus. provocando exudação do mesmo. no caso de obras de pequeno porte. Se ocorrer o inverso haverá um excesso de água para a mesma trabalhabilidade. etc. Se recebermos. 11. 247 . é praticamente inviável a execução de tais ensaios e análises. Quando da aprovação de jazida para fornecer agregados para concreto devemos ter conhecimento de resultados dos seguintes ensaios e/ou análises: • • • • • reatividade aos álcalis do cimento (álcali-sílica. Devem-se tomar cuidados especiais no armazenamento utilizando cimento de marcas. Neste caso. • absorsão do material No entanto. álcali-carbonato). Para evitarmos a variabilidade dos agregados devemos esclarecer junto aos fornecedores a qualidade desejada e solicitar rigoroso cumprimento no fornecimento. álcali-silicato. sem reabastecimento. haverá uma redução na resistência mecânica. pois torna-se antieconômico. Esta variabilidade prejudica a homogeneidade e características mecânicas do concreto. o qual será desnecessário. análise petrográfica e mineralógica. presença de impurezas ou materiais deletéricos. tipos e classes diferentes. necessitará uma maior quantidade de água para mantermos a mesma trabalhabilidade e. a quantidade. além de provocar uma redução de finos. deve-se optar pelo uso de material já consagrado no local ou pela adoção de medidas preventivas. e também. com granulometria mais fina que o material usado na dosagem inicial. mas devem ser colocados separadamente de maneira a facilitar sua inspeção e seu emprego na ordem cronológica de recebimento. siltes. por exemplo). RECOMENDAÇÕES: Deve-se ao chegar os agregados. algumas vezes por motivo de abastecimento ou econômico.1. A capacidade total armazenada deve ser suficiente para garantir as concretagens em um período de produção máxima. aumentando a resistência pela diminuição do fator água/cimento. consequentemente. carvão. resitência à abrasão. O tempo de estocagem do cimento pode ser prolongado tomando todos os cuidados na estocagem (podendo atingir até 90 dias) mais em obra não devemos ultrapassar 30 dias.Os lotes recebidos em épocas diferentes e diversas não podem ser misturados.2 Agregados miúdo e graúdos Devemos tomar o cuidado para que em nossas obras não se receba agregados com grande variabilidade. em casos específicos (uso de material pozolânicos. que prejudicará sua coesão e capacidade de reter água em seu interior. daqueles inicialmente escolhidos. verificar a procedência. estabilidade do material frente a variações de temperatura e umidade.

Água A resistência mecânica do concreto poderá ser reduzida. principalmente nas areias e pedriscos. o emprego de águas não potáveis no amassamento do concreto pode criar problemas a curto ou longo prazo. a água destinada ao amassamento deverá ser as água potáveis. Do ponto de vista da durabilidade dos concretos. Se.Baias de madeira para separar os agregados 11. 11. o uso de águas contendo impurezas. dentro de certos limites. No primeiro caso. diminuindo-se o gradiente de umidade.3 .Armaduras Os problemas existentes com as barras de aço é a possibilidade de corrosão em maior ou menor grau de intensidade. evitando a mistura de agregados de diferentes dimensões. deve-se ter o cuidado de verificar no lançamento do material na betoneira. Estando a areia com elevada saturação. evitando-se constantes correções na quantidade de água lançado ao concreto. o problema é de ordem estrutural. 248 . o que provoca a diminuição da aderência ao concreto armado e diminuição de seção das barras.1.2 .50m. impedindo o contato com o concreto. para que a água escoa no sentido inverso da retirada dos agregados. para o concreto simples.2) ou em pilhas separadas. pedindo que seja bem batida para a sua total liberação. esta diminuição é provocada pela formação de uma película não aderente às barras de aço. pode não trazer conseqüências danosas. Deveremos fazer uma inclinação no solo. Portanto.1. e colocar uma camada com aproximadamente 10 cm de brita. além de manchas e eflorescências superficiais. No segundo caso de diminuição de seção. se parte da mesma não ficou retida nas caixas ou latas. 1 e 2 para possibilitar a drenagem do excesso de água.Para o armazenamento dos agregados poderemos fazê-lo em baias com tapumes laterais de madeira (Figura 11. Recomenda-se que as alturas máximas de armazenamento sejam de 1.4 . devendo ser criteriosamente avaliada a perda de seção da armadura. Figura 11. se a água utilizada no amassamento conter substâncias nocivas em quantidades prejudiciais. em função de meio ambiente existente na região da obra. onde a existência de cloretos pode ocasionar corrosão das armaduras. o mesmo não ocorre com o concreto armado.

ou altamente poluídas): .jateamento de areia. 249 .Receber as armaduras já montadas.Armazenar as barras em travessas de madeira (Figura 11.(avaliar a eficiência periodicamente).Cobrir com lonas plásticas.Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência. Meios pouco agressivos: . .Armazenar o menor tempo possível. .Receber na obra as barras de aço já cortadas e dobradas. . . . apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido por camada de brita. Meios mediamente agressivos: .limpeza manual com saco de estopa úmido. .RECOMENDAÇÕES: Meios fortemente agressivos (regiões marítimas.Armazenar as barras sobre travessas de madeira (Figura 11. para sua utilização na estrutura deverão ser removidas.3) de 20 cm de espessura.Armazenar as barras em galpões fechados e cobertos com lona plástica. em pequenas quantidades.: As barras que foram pintadas com camadas de cimento. apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido de pedra britada. Obs.4) de 30 cm de espessura. Para a limpeza das barras com corrosão devemos fazer em ordem de eficiência: .limpeza manual com escova de aço. a qual pode ser feito manualmente através de impacto de pedaço de barra de aço estriada e ajudar a limpeza através de fricção das mesmas. .Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência (avaliar a eficiência periodicamente). .

fabricado por trefilação ou processo equivalente (estiramento ou laminação a frio). Nos dias de hoje possui saliências para aumentar a aderência do concreto. As barras são produtos de diâmetro nominal 5.3 .0 ou inferior. O comprimento normal das barras é de 11 m.0 ou superior e os fios aqueles de diâmetro nominal 10. • No Brasil a indicação do aço utilizado no concreto armado é feita pelas letras CA (concreto armado) seguida de um número que caracteriza a tensão de escoamento em kg/mm².Figura 11. fabricados por laminação a quente. E sua unidade é em milímetros (Tabela 11. • Aços encruados a frio: obtidos por tratamento a frio trabalho mecânico feito abaixo da zona crítica. os grãos permanecem deformados aumentando a resistência. Os mais utilizados são o CA 25 e o CA 50 em barras.2). o CA 60 em fio. 250 . Pode ser encontrado em fios isolados ou formando uma cordoalha. com tolerância de mais ou menos 9%.Armazenagem das barras de aço sobre travessas Tipos de aço: Os aços estruturais de fabricação nacional em uso no Brasil podem ser classificados em três grupos: Aços de dureza natural laminados a quente: utilizados há muito tempo no concreto armado. • Aços para concreto protendido: aços duros e pertencem ao grupo de aços usados para concreto protendido.

3 8.5 18.1 29.253 0.089 0.163 3.235 0.4 39.0 6.456 Valores nominais Área da Seção (mm2) 4.0 Massa e tolerância por unidade de comprimento (kg/m) Massa Massa Massa Massa Massa Mínima Mínima nominal Máxima Máxima -10% -6% +6% +10% 0. As fôrmas podem variar cerca de 40% do custo total das estruturas de concreto armado.145 0.0 6.9 804.8 4.123 0.034 0.3 17.805 2.1 78.8 69.6 Perímetro (mm) 7.094 0.9 16. Geralmente as fôrmas têm a sua execução atribuída aos mestres de obra ou encarregados de carpintaria.3 70.4 7.523 0.072 0.580 0.268 0.2 – Características de fios e barras NBR7480/1996 Diâmetro Nominal (mm) Fios Barras 2.230 0. para todos os tipos de obras.484 1.Tabela 11.6 5.853 4.0 12. • comprimento e sua tolerância.5 125.5 9.198 0. • embalagem (feixe.284 0.109 0.036 0.238 0.0 9.0 22.175 0.371 0.5 122.8 20.0 40.1 11.313 6.673 2.5 6. Considerando que a estrutura representa em média 20% do custo total de um edifício.3 13.273 9.193 0.245 0.075 0.2 14.692 9.2 1256.115 0.1 22. estes procedimentos resultam em consumo intenso de materiais e mão-de-obra. fazendo um serviço empírico.906 0.318 2.302 0.6 19.963 1.418 0.5 10.0 20.9 78.614 2.6 23.4 11.3 31.084 5.5 50. 251 .355 0.137 0. • quantidade.7 201.617 0.589 0.2 32.0 25.8 31.209 0. rolo) 11.130 0.935 6.169 0. depende da exatidão e rigidez das fôrmas e de seus escoramentos. as fôrmas podem ficar superdimensionadas ou subdimensionadas.1 314.865 10.0 32.984 3.3 62.5 100.067 0.2 – SISTEMA DE FÔRMAS E ESCORAMENTOS CONVENCIONAIS Para se ter a garantia de que uma estrutura ou qualquer peça de concreto armado seja executada fielmente ao projeto e tenha a forma correta. Hoje existe um grande elenco de alternativas para confecção de fôrmas.654 0.0 10.0 5.2 38.2 380.466 2.269 0.0 8.4 3.395 0.187 0.259 0.8 19. feixe dobrado.154 0.558 0.021 1.578 1.222 0.0 25.8 28.7 Na compra de barras e fios de aço para concreto armado. estudadas e projetadas.102 0.4 3.2 4.434 0.3 50.1 490.622 3.163 0.9 13. em toneladas.084 0.220 0. o comprador deve no mínimo indicar: • número da Norma.5 17. • diâmetro nominal e categoria da barra ou fio.5 10.5 16. concluímos que racionalizar ou otimizar a fôrma corresponde a 8% do custo de construção.320 0.0 5.038 0.

em relação as fôrmas. 252 . estamos considerando os custos diretos. • tipo de estrutura a ser moldada.5 x 30.0 cm ( 1"x 10 "). A forma é responsável por 60% das horas-homem gastas para execução da estrutura os outros 40% para atividade de armação e concretagem.2. sendo as bitolas comerciais mais comuns de: 2. 11.5 x 5. c) Não colocar a agulha do vibrador entre a fôrma e as armaduras.0 cm. as fôrmas devem ser limpas. As tábuas podem ser reduzidas a qualquer largura.Materiais e ferramentas As formas são fabricadas a partir de grande variedade de materiais. desdobradas em sarrafos. responsável por cerca de 50% do prazo de execução do empreendimento. armação e concreto). o cedrilho. timburi. • investimento inicial. o caminho crítico.5 x 15. • cronograma da obra. 2. Portanto devemos satisfazer alguns requisitos para a sua perfeita execução. o item forma é geralmente. as fôrmas devem ser molhadas até a saturação. eventuais atrasos. existem os chamados indiretos. etc.5 x 20. que são: a) Devem ser executadas rigorosamente de acordo com as dimensões indicadas no projeto. 2. A escolha destes materiais é determinada em função de uma série de fatores: • número de utilizações previstas. b) Devem ser praticamente estanques.0 cm. tendo como principal componente a madeira.0 cm ( 1" x 12 ").5 x 7. e ter a resistência necessária. c) Deve ser projetado para serem utilizadas o maior número possível de vezes. a) Tábuas de madeira serrada: As tábuas mais utilizadas são o pinho de 2º e 3º. b) Antes de concretar. 2. Na concretagem devemos tomar algumas precauções. papelão etc. Portanto. 2. que podem alcançar níveis representativos. • equipamentos para transporte. • cargas atuantes. • textura requerida da superfície do concreto.Nessa análise. alumínio plástico. No ciclo de execução da estrutura (forma. e similares. ou podemos utilizar também o aço. para que a estrutura não seja prejudicada: a) Antes de concretar.0 cm. 2.0 cm ( 1" x 8" ).1 . • custo dos componentes e mão-de-obra. o seu ritmo estabelece o ritmo das demais atividades e.5 x 25. dos quais os mais comuns são os de 2. isso pode danificar os painéis.5 x 10.00 cm.

nestes casos. 12. ser pregados cobre junta de sarrafos em toda a volta das emendas.(Tabela 11. para evitar recalques. para utilização em estruturas de concreto armado revestida. Cuidado com emendas nos pontaletes !!! Cada pontalete de madeira só poderá ter uma emenda. Nas emendas.0 x 6. além dos escoramentos tubulares metálicos. e acabamento plastificado. as vigas 6.0 x 16.Não ser excessivamente dura . coladas por cola "branca" PVA. Devem.0cm e 6. de modo a permitir a colocação das contra flechas.0 cm. para utilização em estruturas de concreto armado aparente. Nos pontaletes com mais de 3. c) Escoramentos : Podemos utilizar para escoramentos pontaletes de eucaliptos ou peças de peroba como os cibros 5.Baixo custo b) Chapas de madeira compensada: A madeira compensada é o composto laminado transversal mais utilizado em aplicações estruturais. As chapas de madeira compensada. As chapas coladas com cola fenólica são mais resistentes ao descolamento das lâminas quando submetidas à umidade.Devem ter as seguintes qualidades: .3) 253 .0mm. a x b . 5.0 cm. Prever cunhas duplas nos pés de todos os pontaletes para possibilitar uma desforma mais fácil.20 x 1.0 cm.Elevado módulo de elasticidade e resistência razoável . e nos vãos intermediários dos escoramentos. têm dimensões de 2. deve com certeza serem colocados. ou cola fenólica. As chapas têm acabamento resinado.0 x 8. mais usadas para fôrma. A designação dos pregos com cabeça será por dois nºs. d) Pregos: Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT. Quando os pontaletes forem apoiar no terreno.0 x 7. 8. 10.0. prever travamentos horizontais e contravontamentos para evitar flambagem. devemos colocar tábuas ou pranchas que deverão ser maiores quando mais fracos forem os terrenos. São compostas por diversas lâminas adjacentes com espessura entre 1 mm e 5 mm.0 cm. a qual não pode ser feita no terço médio do seu comprimento.10 m e espessura que variam de 6. os topos das duas peças devem ser planos e normais ao eixo comum.0. de modo que as cargas dos pontaletes sejam distribuídas numa área maior.0 x 12.00m.

3 . suportando a pressão do concreto fresco. painéis.0 X 47.46 2.0 X 54. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga.Escoramentos: 18 x 27 19 x36 15 x 15 18 x 27 19 x 36 18 x 27 O diâmetro deve ser escolhido entre 1/8 e 1/10 da espessura da peça de menor espessura.4 mm 18 = 3.02 3.Dimensões dos pregos em "mm" NÚMERO 5X5 15 X 15 15 X 18 15 X 21 16 X 18 16 X 21 16 X 24 17 X 21 17 X 24 17 X 27 17 X 30 18 X 24 18 X 27 18 X 30 18 X 36 19 X 27 19 X 33 19 X 39 DIMENSÕES EM mm 1. e) Tensores: Os tensores são utilizados para conectar formas de pilares.80 3.4 X 67.50 2.24 3.3 mm.68 2.4 X 61.68 2. 254 .53 3.24 3.Fôrmas de chapas: .46 3. roscas e porcas ou acessórios especiais.46 2.4). Alguns tensores podem ser perdidos.4 X 47. Normalmente são utilizados como tensores vergalhões de aço com partes soldadas. vigas altas.02 3.9 X 74.4 X 81.7 X 47. outros podem ser removidos completamente e reutilizados (este sistema é o melhor) (Figura 11.80 3.7 X 54. é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2.14 Os pregos mais utilizados para a execução das fôrmas são: .02 3.14 3.a = refere ao diâmetro.4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" .9 X 61.4 X 54.0 X 61.9 X 88.0 X 11.4 X 33.2.7 X 40.4 X 40.90 2.24 3. Tabela 11.0 X 67. sendo cortados após a desforma.Fôrmas de tábuas: .

protegidos do sol e da chuva. lima.tensores espaguetes Figura 11. serrote.Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas Devemos deixar os materiais em locais cobertos. e ainda é de 255 .4 . Figura 11.5).Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas A mesa de serra deve ter uma altura e todos os sistemas de proteção que permita proceder ao corte de uma seção de uma só vez. etc. No manuseio das chapas compensadas deve-se tomar o cuidado para não danificar os bordos. se utiliza uma mesa de serra circular e uma bancada com gabarito para a montagem dos painéis (Figura 11. As dimensões da mesa de serra devem ser coerentes com as dimensões das peças a serrar. Para a execução das fôrmas além das ferramentas de uso do carpinteiro. como o martelo.5 .

11. formadas por tábuas ou chapas.Tipos de disco para corte de tábuas e chapas compensadas 11. dos painéis de vigas. 10 . 256 . colunas e vigas.TRAVESSAS DE APOIO: Peças fixadas sobre as travessas verticais das faces da viga.TRAVESSÕES: Peças de suporte empregados somente nos escoramentos dos painéis de lajes.GRAVATAS: Peças que ligam os painéis das formas dos pilares.DIREITOS: Suportes das fôrmas das lajes. no caso de utilizar tábuas. 9 . paredes.PAINÉIS: Superfícies planas.TRAVESSAS: Peças de ligações das tábuas ou chapas.2 .GUIAS: Peças de suporte dos travessões. paredes.PONTALETES: Suportes das fôrmas das vigas. Geralmente feitos de caibros ou varas de eucaliptos.CANTONEIRAS: Peças triangulares pregadas nos ângulos internos das fôrmas.FACES: Painéis que formam os lados das fôrmas das vigas. 6 .2. destinadas ao apoio dos painéis de lajes e das peças de suporte dos painéis de laje (travessões e guias).PÉS.Peças utilizadas na execução das fôrmas: São dados diversos nomes às peças que compõem as fôrmas e seus escoramentos as mais comuns são: 1 . Geralmente feitas de caibros ou tábuas trabalhando a cutelo ( espelho ).grande importância adotar um disco de serra com dentes compatíveis com o corte a ser feito (Figura 11. pilares. Os painéis formam os pisos das lajes e as faces das vigas.MONTANTES: Peças destinadas a reforçar as gravatas dos pilares. 3 .FUNDO DAS VIGAS: Painéis que forma a parte inferior das vigas. etc. 4 . os travessões são suprimidos. pilares. geralmente feitas de sarrafos ou caibros. 5 .6 . 2 . Figura 11. 7 . 12 . geralmente feitas de sarrafos ou caibros. 8 .6). Geralmente feitos a de caibros ou varas de eucaliptos.

francesas): Peças inclinadas. fundações e vigas. 257 .7 e 11. 21 .ESPAÇADORES: Peças destinadas a manter a distância interna entre os painéis das formas de paredes. geralmente usadas aos pares.7 e 11. 19 .CHAPUZES: Pequenas peças feitas de sarrafos.CUNHAS: Peças prismáticas. para garantir o prumo. ou como apoio extremo das escoras. destinadas a limpeza.2.13 .. 20 . Consiste na ligação das fôrmas entre si. 15 .8). trabalhando a compressão. e nos casos de contraventamentos longos prever travessas com sarrafos para evitar flambagem (Figuras 11. 18 .TRAVAMENTO: Ligação transversal das peças de escoramento que trabalham a flambagem.JANELAS: Aberturas localizadas na base das fôrmas. 11. Devem ser bem fixados com pregos (18x27 ou 19x36) nas ligações com a fôrma e com os apoios (estacas ou engastalhos).CONTRAVENTAMENTO: Ligação destinada a evitar qualquer deslocamento das fôrmas..CALÇOS: Peças de madeira os quais se apoiam os pontaletes e pés direitos por intermédio de cunhas. 16 . lajes etc. geralmente empregadas como suporte e reforço de pregação das peças de escoramento. prever contraventamentos em dois ou mais pontos de altura.TALAS: Peças idênticas aos chapuzez.8) os quais deverão estar bem apoiados no terreno em estacas firmemente batidas ou engastalhos nas bases.Detalhes de utilização: a) . Quando os pilares forem concretados antes das vigas. temos que prever contraventamentos em duas direções perpendiculares entre si (Figuras 11.3 .ESCORAS (mãos .Nos Pilares Os pilares são formados por painéis verticais travados por gravatas. 17 . Em pilares altos. destinadas à ligação e a emenda das peças de escoramento. 14 .

Na parte inferior dos pilares.0m (Figura 11. Esta janela tem a função de facilitar a vibração evitando a desagregação do concreto. Não devemos esquecer de deixar na base dos pilares uma janela para a limpeza e lavagem do fundo. 9 10 1 2 21 Figura 11.7 .Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares Devemos colocar gravatas com dimensões proporcionais às alturas dos pilares para que possam resistir ao empuxo lateral do concreto fresco.Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares bem como das janelas 258 .1 9 21 10 2 Figura 11. a cada 2.8). bem como deixar janelas intermediárias. as distância entre as gravatas devem ser máximo de 30 a 40 cm. responsável pela formação de vazios nas peças concretadas"bicheiras". para concretagem em etapas nos pilares altos.8 .

ou ainda com espaguetes.1969) Além das gravatas podemos reforçar as formas dos pilares com arame recozido nº12 ou nº 10 (seção 2).5 x 7.Tipo 3 = caibro com dois sarrafos de 2.0 cm Figura 11. que podem ser introduzidas dentro de tubos plásticos para serem reaproveitados ( seção 3) (Figura 11.9 .0 ou 10 cm . de 2.Tipo 2 = dois sarrafos de 2.10).Tipos de gravatas utilizadas em pilares (Cardão. (1) (2) (3) Figura 11.Tipo 1 = sarrafo simples.Tipos de reforços em gravatas 259 . tensores.Tipos de gravatas usuais para o fechamento dos painéis dos pilares: .10 .5 x 7.5 x 7.0 ou 10.0 ou 10 cm .

para as gravatas : 0.50 m . evitando as "barrigas" ou superfícies tortas.00 a 1. é necessário prever também um bom escoramento lateral com as mãos francesas entre a parte superior da gravata e a travessa de apoio (Figura 11. espaguetes ou tensores .80m . Na base da forma e sobre as guias é importante pregar um sarrafo denominado “sarrafo de pressão”. principalmente nas vigas altas. escoramentos e contraventamentos suficientes para não sofrerem deslocamentos ou deformações durante o lançamento do concreto.11 . que não são travadas pelos painéis de laje.para caibros horizontais das lajes : 0. Devemos certificar se as formas têm as amarrações. 0. E verificarmos se as distâncias entre eixos (para o sistema convencional) são as seguintes: .00m lajes Nas formas laterais das vigas. Sarrafo de pressão Figura 11. para evitar a abertura da forma (Figura 11.entre pontaletes das vigas e mestras das : 1.60 a 0. mãos-francesas e sarrafos de pressão.b)-Nas vigas e lajes As fôrmas das vigas são constituídas por painéis de fundo e painéis das faces firmemente travadas por gravata.20m . não é suficiente a colocação de gravatas ancoradas através do espaço interior das fôrmas com arame grosso (arame recozido nº 10).entre mestras ou até apoio nas vigas : 1.50.11).Detalhe de uma fôrma de viga 260 .11) ou contra o piso ou terreno.

Outros tipos de fôrmas e escoramentos de vigas: Figura 11. 1969) Figura 11.Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão (Cardão.13 .12 .Detalhe da Fôrma das vigas sem sarrafo de pressão 261 .

Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 262 .14 .Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas Figura 11.15b .15a .Detalhes da fôrma das lajes maciças Figura 11.Figura 11.

Figura 11. Figura 11.16). Devemos evitar o fechamento das juntas com papel de sacos de cimento ou de jornais.Juntas das Fôrmas As juntas das fôrmas devem ser fechadas para evitar o vazamento da nata de cimento que pode causar rebarbas ou vazios na superfície do concreto.4 . . o que não é muito eficiente.Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-juntas e fita adesiva Recomendações: . para evitar que as juntas se abram.11.16 . fita adesiva e até mastiques elásticos (Figura 11. Pode ser utilizada mata-juntas.17).Detalhe da fôrma utilizando tábuas 263 .17 .Fazer o fechamento das juntas pouco antes da concretagem.2.Colocar as tábuas das formas com o lado do cerne voltado para dentro (Figura 11. Isso pode ocorrer principalmente em pequenas obras.

e as lajes formadas por escoras. e somente se necessário.5 . O peso próprio dessas formas variam de 0. Figura 11.19). São encontradas de tres maneiras: a) Madeira : o escoramento das vigas são executadas em madeira por sistema chamados de garfos ou H de viga.18 . sendo sua aplicação feita manualmente.11. b) Misto :É um sistema que utiliza escoramento metálico com finalidade de suporte de carga sendo a fôrma revestida com chapas de compesado e podem ser dimensionadas para uma pressão que pode chegar até 60k/m².6kN/m².18).4 a 0. às vezes utiliza-se roldanas e corda para a subida vertical do equipamento (Figura 11. não necessitando do emprego de equipamentos para o içamento das peças.Sistema de forma leve São sistemas em que se utiliza mão-de-obra manual.Escoramento de madeira tipo "H" 264 . ou seja.2. longarinas e transversinas de madeira (Figura 11.

forrando o painel. barragens. São utilizados compensados e vigas metálicas em aço ou alumínio Os painéis estruturados tem grandes aplicações em obras-de-arte.Figura 11.6 . As fôrmas metálicas chegam a Ter um peso próprio de aproximadamente 0.00 kN/m2.13kN/m2. 265 . reservatórios. geralmente. de grua ou guindaste. por uma estrutura de alumínio e compensado. por exemplo.6 a 1. Esses painéis são estruturados e a forma pesa em média de 0.19 . paredes e núcleos de edificações. 11. compostos por painéis leves constituídos.Sistema médio de fôrmas São sistemas que se utilizam equipamentos para o içamento dos painéis com a utilização. consistindo como bastante leves.2.Escoramento metálico c) Industrializado metálico: São aqueles sistemas em que praticamente se utilizam elementos metálicos para fôrma e escoramento.

galerias e principalmente lajes.Fôrma trepante 266 . após a desforma. todo o conjunto seja levado à lateral da edificação e transportado por meio de grua para os pavimentos ou área de trabalho superiores ou próximos.8 kN/m2. As principais aplicações desses sistemas são os muros. sem grua.2. Figura 11. sendo as fôrmas elevadas por comando hidráulicos.2. Consiste essa modalidade de escoramento na utilização da chamada mesa voadora que é uma estrutura metálica forrada por compensado sobre vigas mistas em alumínio ou aço.20 .Sistema pesado de fôrmas São sistemas nos quais que se utilizam gruas para o içamento da fôrma. paredes.11. As mesas voadoras pesam em média de 0.4 a 0. 11. para que.8 . Essa estrutura fica apoiada sobre escoras ou treliças metálicas sob roldanas para a locomoção do sistema.7 . Podem ser empregados em estruturas com mais de 100m de altura.Sistema trepante e auto-trepante São sistemas que com carro e cursor variável permitem deslocar a fôrma para frente e para trás na plataforma de trabalho.

11. silos verticais. grandes pilares. sendo que a plataforma de trabalho dos operários sobe junto com a fôrma. São de pequena altura. e apoiadas por barras de aço presas nas paredes de concreto (Figura 11. o processo exige concretagem contínua. Podemos utilizar desde uma simples segueta (para pequenas bitolas).20). máquina ou policorte de bancada (Figura 11. revestimentos de poços. com o auxilio de ferramentas e máquinas apropriadas. poços de elevador e escadas. Tesoura máquina de cortar ferro Figura 11.RECOMENDAÇÕES QUANTO AO MANUSEIO E COLOCAÇÃO DAS BARRAS DE AÇO 11. núcleos de prédios. Esse sistema se aplica especialmente às obras verticais de reservatórios elevados. Uma barra bem desempenada aumenta o rendimento e proporciona bom aspecto.3.21 – Equipamentos utilizados no corte das barras de aço Após o corte as barras devem ser endireitadas.2. de capacidade. sobre a bancada.21). tesoura.2 ton. chaminés cilíndricas e torres para telecomunicações.1 – Corte O corte das barras de aço consiste em dividir uma barra na dimensão indicada no projeto. antes de ser dobrada.9 . 267 .Sistema de fôrmas deslizante São sistemas de fôrmas que deslizam verticalmente impulsionadas por macacos hidráulicos com aproximadamente 1.11.3 .

22 – Bancada com pino de dobramento A recomendação para estes casos. quando do seu dobramento através de ferramentas manuais.4 . que os diâmetros dos pinos sejam os mais próximos possíveis aos especificados na Tabela 11.Dobramento das barras Em algumas obras encontramos casos de quebra de barras de aço.3 5/16" 8 3/8" 10 1/2" 12. Caso as barras continuem quebrando. Figura 11.3. Tabela 11.Diâmetros dos pinos de dobramento . a sofrerem um ensaio extremamente rigoroso de dobramento. recomendamos que sejam feitos ensaios de caracterização do lote.5 5/8" 16 3/4" 20 1" 25 11/4" 32 CA 25 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 5φ 5φ 5φ CA 50 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 8φ 8φ 8φ CA 60 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 268 .(Ganchos. operários menos experientes não atentam para a necessidade de substituir o diâmetro do pino de dobramento. para as quais. Para algumas bitolas eles são finos levando a barra.22). chegando a romper por tração (Figura 11.2 .4 para ganchos e dobras e na Tabela 11.11.5 para os estribos. dobras) BITOLAS POL mm 3/16" 5 1/4" 6. Este fato é observado na maioria das vezes em obras onde existe grande variabilidade de bitolas.

Tabela 11. volta-seca. dando forma as estruturas de acordo com o projeto estrutural.3.23). Ponto simples Ponto volta-seca ou rabo de macaco Ponto flor ou cruzado Ponto laçada Figura 11.5 . laçada e flor (Figura 11. É importante amarrar bem para que os ferros não saiam da sua posição durante a concretagem.Estribos BITOLAS (mm) ≤ 10 10 < ø >20 ≥ 20 CA 25 3 øt 4 øt 5 øt CA 50 3 øt 5 øt 8 øt CA 60 3 øt - 11. Os pontos mais conhecidos na amarração são: ponto simples.Diâmetros dos pinos de dobramento .3 – Montagem das armaduras Montagem das armaduras consiste em unir peças de aço com auxílio da torquês e do arame recozido nº18.23 – Pontos de amarração usuais 269 .

recomendamos como principal a fiscalização das ferragens.Barras de espera de pilares O que acontece com as barras de espera.3. Figura 11. devendo nestes casos consultar o projetista.4 . Caso as recomendações citadas não forem obedecidas. . não deve ser permitido que as mesmas sejam dobradas para alcançar sua posição (engarrafamento das armaduras). etc.descuidos na locação dos pilares. pois acontece em obras em que as esperas dos pilares não coincidem com sua localização em planta.movimentação das barras durante a concretagem.Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 270 . as causas podem ser diversas.falta de amarração adequada. deixando as barras de espera fora de posição após a concretagem.24). Para que isso ocorra. Para melhorar a rigidez da armadura impedindo o seu deslocamento. é quanto ao seu posicionamento.11. recomendamos que se execute um quadro de madeira para servir de apoio às barras de espera e que o mesmo seja fixado no restante da armadura (Figura 11.24 . tais como: . Para evitar esse problema. .

a ação dos sulfatos. não devem.6). Para que isso não ocorra recomendamos que seja colocada no fundo das valas uma camada de concreto magro (lastro de concreto não estrutural) Figuras 11. levando a expansão e desagregação do concreto. mas os vazios formados pela elevada granulometria faz com que a pasta de cimento escoe formando vazios no concreto “bicheiras”. o que deve ser respeitado. Líquidos que possam lixiviar o cimento.Barra estriada Boa aderência Má aderência 15 40φ 56φ 20 32φ 45φ 25 28φ 40φ 30 24φ 34φ 35 22φ 31φ 40 20φ 28φ 11. Porque as armaduras poderão ficar descobertas pelo concreto o que ocasionará a corrosão. que tem volumne consideravelmente maior do que os compostos iniciais. serem apoiadas diretamente sobre o solo. 271 . A pedra britada. Tabela 11. poderia ser utilizada como lastro.6 .3. quando presente em solução produz.26. suas armaduras. o gesso e o sulfo-aluminato de cálcio.Comprimentos básicos para as esperas de acordo com o fck do concreto (Fusco.5 . ao reagir com o hidróxido de cálcio e com o aluminato tricálcico hidratado. a lixiviação significa a extração ou dissolução dos compostos hidratados da pasta de cimento • Todas as vigas baldrames. sapatas. freqüentemente presentes em solos e águas subterrâneas. podendo deixar as armaduras expostas. salvo recomendações do calculista.Armação de Fundação As fundações das estruturas podem ser expostas a agentes agressivos presentes nas águas e/ou solos de contato. e principalmente os blocos de estacas.25 e 11. Merecem menção dentre tais agentes agressivos: • Íons sulfatos.1994) Fck (Mpa) CA-50A .As esperas de pilares (arranques) têm o comprimento mínimo dado por Norma NBR 6118/2003 (Tabela 11.

Emendas soldadas de aço CA-50 podem ser feitas com solda especial.Figura 11.Lastro de britas sob os blocos de estacas 11.6 . é necessário que haja um mínimo de afastamento entre as 272 .25 . as emendas devem ser feitas na zona de menor esforço de tração.Afastamento mínimo das barras Como o concreto deve envolver toda a armadura e que não se apresente falhas de concretagem.Emendas As emendas de barras por transpasses devem ser feitas rigorosamente de acordo com as recomendações do projetista. alternadas em diversos locais de uma seção (NBR 6118/2003). mas nunca em mais barras do que a metade. As emendas com luvas são excelentes. em várias .Lastro de brita sob as vigas baldrames Figura 11.3. Em qualquer caso o comprimento da emenda mínima deve ser ≥15φ ou ≥20cm. se necessário.26 .7 . 11.3. Quando não houver indicações.barras.

se junta à quantidade estabelecida de pedra britada. caso a mistura for realizada sobre superfície impermeável sem proteção lateral "caixotes" (Figura 11. O concreto preparado manualmente é aceitável para pequenas obras e deve ser preparado com bastante critério seguindo no mínimo as recomendações abaixo: • Deve-se dosar os materiais através de caixas com dimensões pré-determinadas. da seguinte maneira: • • Se a plainada com a pá. Se espremido com a mão um punhado de massa. com pá ou enxada até que a mistura fique homogenia (Figura 11. 273 . pois a mistura das diversas massadas.4.1 . Admite-se que entre as barras tanto na vertical como na horizontal pelo menos 2 cm e não menos do que o próprio diâmetro da barra. não fica com a mesma homogeneidade.COMO SE PREPARA UM BOM CONCRETO Faremos aqui algumas recomendações sobre o preparo do concreto. pouco a pouco.barras. limpa e impermeável (preferencialmente em "caixotes") (Figura 11. e excesso de areia ou pedra no enchimento das mesmas deve ser retirado com uma régua. Depois de bem misturados. que é prejudicial. a fim de facilitar o lançamento do concreto. Espalha-se a areia formando uma camada de 10 a 15 cm. tomando-se o cuidado para que não escorra para fora da mistura.29). ou com latas de 18 litros. misturando os três materiais (Figura 11. • • • • Para regular a quantidade de água e evitar excesso. 11. durabilidade e qualidade. espalhando-o de modo a cobrir a areia e depois se realiza a primeira mistura. com o objetivo de garantir sua homogeneidade. sem perder água. Cuidado com o congestionamento formado pelas armaduras das vigas com as dos pilares. a superfície deve ficar úmida. A mistura dos materiais deve ser realizada sobre uma plataforma. 11. é conveniente observar a consistência da massa.27).Concreto preparado manualmente Devemos evitar este tipo de preparo. a forma da espremedura deve permanecer. A seguir faz-se um buraco no meio da mistura e adiciona-se a água.4 .27).28). de madeira ou cimento. sobre essa camada esvazia-se o saco de cimento.

Figura 11.28 .29 . Os materiais devem ser colocados no misturador na seguinte ordem (Figura 11. em primeiro lugar.Concreto preparado em betoneira Recomendam-se o mesmo cuidado no enchimento das caixas ou latas.Colocação da água 11. medidas de areia e pedra do item 11. e em seguida do agregado graúdo. parte da água.1.Adição das britas Figura 11.4.30): • É boa a prática de colocação.Mistura da areia e do cimento sobre superfície impermeável Figura 11.27 .2 . 274 .4. pois a betoneira ficará limpa.

Colocar o restante da água gradativamente até atingir a consistência ideal. Tabela 11. coloca-se o agregado miúdo. O tempo de mistura deve ser contado a partir do primeiro momento em que todos os materiais estiverem misturados. haverá ainda uma moagem dos grãos de cimento.30 . pois havendo água e pedra. que faz um tamponamento nos materiais já colocados.Sequência da mistura em betoneira 275 . não deixando sair o graúdo em primeiro lugar.7 . em metros (Tabela 11. haverá uma boa distribuição de água para cada partícula de cimento.• • • É boa a regra de colocar em seguida o cimento. Podemos estabelecer os tempos mínimos com relação ao diâmetro "d" da caçamba do misturador.) Eixo Vertical Eixo Horizontal Eixo inclinado 30 d 90 d 120 d Figura 11. Finalmente.Tempos mínimos de mistura de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira TEMPOS MÍNIMOS DE MISTURA Misturador tipo Tempo mínimo de mistura (seg.7).

11.Devemos sempre colocar um operário de confiança para operar a betoneira. a) .OBS: Os materiais devem ser colocados com a betoneira girando e no menor espaço de tempo possível. pois isso diminui a resistência do concreto.Concreto dosado em central Para a utilização dos concretos dosados em central.4. . pois é ele que controla o lançamento dos materiais.Nunca adicione somente água. Máx. Se ficar seco. até atingir a consistência adequada. 20 40 20 60 10 50 30 80 30 70 20 60 60 80 50 70 40 60 80 110 70 90 60 80 70 --------30 60 --------100 --------100 80 --------60 80 90 30 50 20 10 80 100 130 80 70 50 30 50 70 80 20 30 10 0 70 90 100 70 40 30 20 Tipo de Construção Consistência (Trabalhabilidade) Fundações e muros não armados Fundações e muros armados Estruturas comuns Peças esbeltas ou com excesso de armadura Concreto aparente Concreto bombeado – até 40m Mais de 40m Elementos pré fabricados Lastros-pisos Pavimentação Blocos maciços(concr. Máx. Máx.8 . Tabela 11. Socado) Firme Firme até plástico Plástico Mole até Plástico Plástico até mole Mole Muito mole Plástico até firme Firme até plástico Firme Muito firme 276 . deixe misturar no mínimo por 3 min.8 Tabela 11. Depois de colocados os materiais. Min. na proporção de 5 partes de cimento por 3 de água.3 . adicione a areia e a pedra aos poucos. o que devemos saber é programar e receber o concreto. Min.Limite de abatimento (Slump-Test) para diversos tipos de concreto Valores de abatimento em – mm Tipo de execução de concreto: Regular ou razoável Rigoroso Agregados em volume Agregados Sem ou com controle em peso tecnológico Vibração sem com com Min. tais como: • localização correta da obra • o volume necessário • a resistência característica do concreto a compressão (fck) ou o consumo de cimento por m³ de concreto.Programação do concreto: devemos conhecer alguns dados. coloque mais cimento e água. • a dimensão do agregado graúdo • o abatimento adequado (slump test). OBS: . Se o concreto ficar mole.

• não vibrar a armadura • não imergir o vibrador a menos de 10 ou 15 cm da parede da fôrma • mudar o vibrador de posição quando a superfície apresentar-se brilhante. para isso devemos ter alguns cuidados: aplicar sempre o vibrador na vertical vibrar o maior número possível de pontos o comprimento da agulha do vibrador deve ser maior que a camada a ser concretada.5 m³ de concreto ou ≅ 30 litros. só nos resta verificar . a haste deve penetrar até a camada inferior adjacente. aditivo se utilizado Se tudo estiver correto. • 11.Aplicação do concreto em estruturas Na aplicação do concreto devemos efetuar o adensamento de modo a tornálo o mais compacto possível.4. • adense a camada junto a base e no adensamento das camadas restantes. O método mais utilizado para o adensamento do concreto é por meio de vibrador de imersão (Figura 11. o abatimento (slump test) para avaliar a quantidade de água existente no concreto.4 . b) . deve-se verificar: • • • o volume do concreto pedido a resistência característica do concreto à compressão (fck). • retirar o cone e com a haste sobre o cone invertido meça a distância entre a parte inferior da haste e o ponto médio do concreto. • • • 277 .A programação deve ser feita com antecedência e deve incluir o volume por caminhão a ser entregue. Para isso devemos executá-lo como segue: coletar a amostra de concreto depois de descarregar 0. bem como o intervalo de entrega entre caminhões.Recebimento: antes de descarregar. • coloque o cone sobre a placa metálica bem nivelada e preencha em 3 camadas iguais e aplique 25 golpes uniformemente distribuídos em cada camada.31).

Podemos ainda fazer uma outra abertura no pé do pilar para. facilitando assim a saída das bolhas de ar.Aplicação do vibrador na vertical Porém antes da aplicação do concreto nas estruturas devemos ter alguns cuidados: a altura da camada de concretagem deve ser inferior a 50 cm. lajes como segue: • a) Nos pilares Verificar o seu prumo. a 2. • e alguns cuidados nos pilares. vigas.31 . e não a "marteladas" como o usual.32). Engravatar a fôrma a cada aproximadamente 50 cm.Figura 11. e contraventá-las. evitando com isso a queda do concreto de uma altura fazendo com que os agregados graúdos permaneça no pé do pilar formando ninhos de pedra a vulgarmente chamado "bicheira". Fazer um "cachimbo" nas janelas para facilitar a concretagem (Figura 11. fazer a remoção e limpeza da sua base.00m fazer uma abertura "janela" para o lançamento do concreto. antes da concretagem. O concreto deverá ser vibrado com vibrador específico para tal. 278 . e fazer com que a fôrma fique travada nos "engastalhos". Em casos de pilares altos.

através de gavatas. Limpar as fôrmas e molhá-las antes de concretar As vigas deverão ser concretadas de uma só vez. As emendas de concretagem devem ser feitas de acordo com a orientação do engenheiro calculista. mãos-francesas etc. par evitar. a sua abertura e vazamento da pasta de cimento. a emenda deve ser feita a 1/4 do apoio. fazer as emendas à 45º (Figura 11. no momento de vibração.. pois os momentos negativos e positivos.Nas vigas Deverá ser feito formas. são máximos. respectivamente. Caso contrário. Verificar a estanqueidade das fôrmas. onde geralmente os esforços são menores.Cachimbo para facilitar a concretagem b) .33). contraventadas a cada 50 cm. 279 . Devemos evitar as emendas nos apoios e no centro dos vãos.engastalho Figura 11. caso não haja possibilidade.32 .

através de imã.após a interrupção.33 .34) 280 ." (Figura 11. fazer a limpeza e umedecimento das formas antes de concretagem. prejudique o concreto em início de endurecimento e quanto a aderência do concreto as barras de aço. transmitida pela armadura. A superfície deve ser limpa. este cuidado é necessário para evitar que a vibração do concreto novo. 4º o reinicio da concretagem deve ser feito preferêncialmente pelo sentido oposto. com a utilização dos chamados "Caranguejos. e para maior garantia de aderência do concreto novo com o velho devemos: 1º retirar com ponteiro as partículas soltas 2º molhar bem a superfície e aplicar 3º ou uma pasta de cimento ou um adesivo estrutural para preencher os vazios e garantir a aderência. evitando que a mesma absorva água do concreto.Nas Lajes Após a armação. Garantir que a armadura negativa fique posicionada na face superior. O umedecimento nas fôrmas de laje maciça não pode originar acúmulo de água. c) .Figura 11. devemos fazer a limpeza das pontas de arame utilizadas na fixação das barras. isenta de partículas soltas. formando poças.Emendas de concretagem em vigas realizada à 45 0 Quando uma concretagem for interrompida por mais de três horas a sua retomada só poderá ser feita 72 horas .

Detalhe da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras das lajes Recomendamos o uso de guias de nivelamento e não de pilaretes de madeira para nivelarmos a superfície das lajes.35 .34 .35) Figura 11.Detalhe das guias de nivelamento 281 .Figura 11. (Figura 11.

11. Figura 11. Industrial) (Industrial. Desta forma evitaremos a vibração excessiva das armaduras com eventual risco de aderência na parte de concreto já parcialmente endurecido. independentes da armadura (Figura 11.5 . repingos de maré) Muito Forte 20 25 Cobrimento nominal (mm) 25 35 30 40 45 50 282 .Cobrimento das armaduras Agressividade componentes laje Viga/pilar Fraca (Rural.4.37 e 11.38). Devemos em todos os casos garantir o total cobrimento das armaduras. Os cobrimentos estão sempre referidos à superfície da armadura externa. mas também pelos benefícios adicionais.9) Tabela 11. devemos fazer cumprir os cobrimentos mínimos exigidos no projeto e dado pela NBR6118/2003.Recomendamos ainda que as passarelas.36). e a deslocação das mesmas principalmente as armaduras negativas.Passarela para concretagem apoiadas na fôrma. É preocupante ao constatar que esse ponto é freqüentemente negligenciado. como por exemplo. para movimentação de pessoal no transporte de concreto. submersa) Moderada (Urbana) Forte (Marinha.36 . em geral à face externa do estribo. (Tabela 11. deve ser dada atenção apropriada aos espaçadores para armadura e uso de dispositivos para garantia efetiva do cobrimento especificado (Figuras 11.Cobrimento da armadura A importância do Cobrimento de concreto na armadura é de vital importância na durabilidade. lembrando que o aço para concreto armado estará apassivado e protegido da corrosão quando estiver em um meio fortemente alcalino propiciando pelas reações de hidratação do cimento. a resistência ao fogo. Na execução.9 . sejam feitas e apoiadas diretamente sobre as formas.

37). • e = recobrimento Figura 11. cozinha.. • cordões de argamassa. (para fazer gelo). áreas de serviço de apartamentos.38 .Pastilhas plásticas 283 . aderem melhor ao concreto e podem ser facilmente obtidas na obra. com o auxílio de formas de madeira. dormitórios. residências e conjuntos comerciais ou ambientes com concreto revestido com argamassa e pintura. metálica etc.Pastilhas de argamassa Figura 11. que além de mais econômicas. isopor (caixa de ovos).38) ou de argamassa (Figura 11.OBS: Pode-se considerar um microclima com uma classe de agressividade mais branda para ambientes internos secos (salas.37 . para tal podemos empregar: pastilhas (espaçadores): plásticas (Figura 11. banheiros..

palha. Para concretos com resistência da ordem de 15Mpa devemos curar o concreto num período de 2 a dez dias.Cura A cura é um processo mediante o qual mantém-se um teor de umidade satisfatório. ou por aplicação de compostos líquidos para formação de membranas. durante o processo de hidratação dos materiais aglomerantes. motivo de constante preocupação de engenheiros e construtores nacionais.35 2 2 2 2 2 0. etc. somente serão desenvolvidas totalmente.4.65 7 7 7 5 5 0.11.10: Tabela 11. molhagem. a) Tempo de Cura Para definir o prazo de cura. 2 – Prevenir a perda d’água de amassamento do concreto através do emprego de materiais selantes. A resistência potencial. bem como a durabilidade do concreto. uma temperatura favorável ao concreto. como folhas de papel ou plástico impermeabilizantes. garantindo ainda.tipo de cimento. conforme mostra a Tabela 11.: Deve-se ter cuidados para que os materiais utilizados não sequem e absorvam a água do concreto.55 3 3 5 3 3 0. é necessário considerar dois aspectos fundamentais: . como mantas de algodão ou juta.Número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento a/c Cimento CPI e II 32 CPIV – POZ 32 CPIII – AF – 32 CPI e II – 40 CPV – ARI 0.a relação a/c e o grau de hidratação do concreto. OBS.10 . . de acordo com a relação a/c utilizada e o tipo de cimento.6 . Existem dois sistemas básicos para obtenção da perfeita hidratação do cimento: 1 – Criar um ambiente úmido quer por meio de aplicação contínua e/ou freqüente de água por meio de alagamento. A cura é essencial para a obtenção de um concreto de boa qualidade. terra. vapor d’água ou materiais de recobrimento saturados de água.70 10 10 10 5 5 284 . se a cura for realizada adequadamente. areia. serragem. evitando a evaporação da água da mistura.

Em certas condições.7 . 285 . Nas obras de pequeno porte e de menor responsabilidade podemos. as obras mais carentes de uma cura criteriosa – pequenas estruturas. como pilares e vigas. 11. exigindo um prolongamento do período em que serão necessárias as operações de cura. a qual é inicialmente controlada pelas propriedades das camadas superficiais desse concreto. além de atender ao exposto acima. Além disso. evitando-se desformas ou retiradas de escoras bruscas ou choques fortes. Secagens prematuras resultam em camadas superficiais porosas com baixa resistência ao ataque de agentes agressivos. A falta de uma cura adequada age principalmente contra a durabilidade das estruturas. outros aspectos importantes na determinação do tempo total de cura e não podem deixar de ser mencionados. pelo menos nas peças espessas. que podem provocar fissuras e até trincas. vento e umidade relativa do ar. deve-se pedir ao calculista um programa de desforma progressiva. que retêm mais água e garantem o grau de umidade necessário para hidratar o cimento. atuam sobre a cinética da reação de hidratação do cimento: condições locais. para evitar tensões internas não previstas no concreto. geometria das peças. a retirada das fôrmas e do escoramento deverá ser feito quando o concreto atingir a resistência característica à compressão ≥ 15 MPa.Há. Em estruturas com vãos grandes ou com balanços. desformar nos seguintes prazos: faces laterais retirada de algumas escoras faces inferiores. Nessas condições haverá necessidade de considerar também a variável agressividade do meio ambiente. exceto as do item abaixo • vigas e arcos com vão maior do que 10 m • • • 3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias A desforma de estruturas mais esbeltas deve ser feita com muito cuidado. com concreto de relação a/c elevada – são as que menos cuidados recebem especialmente componentes estruturais. é prática usual nos canteiros de obras cuidarem da cura somente na parte superior das lajes. O maior dano causado ao concreto pela falta da cura não será uma redução nas resistências à compressão. Ironicamente. uma vez que. Quando o cimento não for de alta resistência inicial ou não for colocado aditivo que acelerem o endurecimento e a temperatura local for adequada.4. temperatura. de alguma forma. área de exposição/volume da peça. deixando-se algumas escoras bem encunhadas • desforma total. também. que pode ser definida pela relação. haverá necessidade de concretos mais compactos (menos porosos).Desforma A desforma deve ser realizada de forma criteriosa.

nas obras. • • Figura 11.9 . Para os concertos nas falhas simples devemos assim proceder: remover o concreto solto. 286 . sendo aconselhável aplicar aditivo inibidor de retração (expansor).4. que após a desforma de qualquer elemento da estrutura de concreto armado sejam fechadas falhas (bicheiras) do concreto. picotar e limpar bem o lugar a ser reparado.4. Estanqueidade. Capacidade de suporte da fôrma relativo a deformações provocadas pelo peso próprio ou devido às operações de lançamento. • preenchimento do vazio. quantidades e dimensões das barras.8 .11. limpar bem as barras das armaduras descoberta removendo toda a ferrugem.39 .Plano de Concretagem Antes da concretagem devemos verificar um conjunto de medidas a serem tomadas antes do lançamento do concreto objetivando a qualidade da peça a ser concretada. Tratamento da superfície de contato. b) Armadura • Bitolas.O que devemos verificar antes da concretagem . para esconder eventuais descuidos durante a concretagem ou por outro qualquer motivo. • aplicar um adesivo a base de epóxi na superfície de contato do concreto e das barras de aço com o novo concreto de enchimento. com concreto forte. Limpeza e aplicação de desmoldante. que são: a) Fôrma e Escoramento • • • • • Conferir a montagem baseada no projeto.Método mais comum de consertos de falhas 11.Consertos de falhas Devemos proibir.

Programar o tempo previsto para o lançamento. vibradores de imersão (agulha).0m. preparar rampas e caminhos de acesso. • • d) Adensamento • • • • Providenciar. Evitar o adensamento a menos de 10cm da parede da fôrma devido a formação de bolhas de ar e perda de argamassa. adensamento e cura do concreto.. Durante o lançamento devemos evitar o acúmulo de concreto em determinados pontos da fôrma. guincho.• • • • Posicionamento. 287 . iniciar a concretagem pela parte mais distante do local de recebimento do concreto. esteira. Cobrimento das armaduras (pastilhas. No caso de lançamento por bombas verificar: altura de lançamento. autobomba com lança. evitar a segregação e o acúmulo de água na superfície do concreto. jericas. bomba estacionária. a partir da extremidade para o centro das fôrmas. Providenciar ferramentas diversas (enxada. início e intervalos das cargas. ponteiros. Especificar a forma de lançamento (convencional. vibradores externos (vibradores de fôrma). Providenciar equipamentos e dispositivos (carrinhos. guindaste. encontros de pilares.) Providenciar tomadas de força para equipamentos elétricos. desempenadeiras. a altura de lançamento não deve ultrapassar a 2. lançar em camadas horizontais de 15 a 30cm. etc. prever local de acesso e de posicionamento para os caminhões e bomba. espaçadores) Limpeza c) Lançamento • • • • • • • • • Programar antecipadamente o volume de concreto. O vibrador de imersão deve penetrar cerca de 5. paredes com vigas ou lajes). Prever interrupções nos pontos de descontinuidade (juntas. pás. lançar nova camada antes do início de pega da camada inferior. lançar o mais próximo da sua posição final. limitar o transporte a 60m. Iniciar o adensamento logo após o lançamento.0cm da camada inferior. A cura deve ser contínua. Fixação. caçamba). vibradores de superfície (réguas vibratórias). e) Cura • • Iniciar a cura tão logo a superfície concretada tenha resistência à ação da água. Dimensionar a equipe envolvida no lançamento. caçamba). No caso de lançamento convencional verificar: o intervalo compatível de entrega do concreto.

Retirar da área de produção as ferramentas defeituosas. Madeira de desforma e estroncas devem ser armazenadas no centro do pavimento. avental. protetor auricular. danificadas ou improvisadas. óculos de segurança contra impactos. emprego de escadas inadequadas devemos: proteger as beiradas das lajes. poços. dobra e manipulação de armações de aço devem ser utilizados os equipamentos de proteção individual obrigatórios (capacete. ser fixadas nos pisos inferiores e superiores. calçado. Para evitar quedas de materiais e objetos. beirada das lajes. escorregões ocasionados pela desforma. cinturão de segurança tipo pára-quedista e trava-quedas). luva e mangote de raspa. devemos evitar o empilhamento e armazenamento próximo a beiradas de laje. metal ou telados. - - - 288 . corte. As escadas devem ser dimensionadas em função do fluxo de trabalhadores. com guarda-corpos de madeira. O içamento de materiais só deve ser feito por pessoal qualificado Para o transporte.ANOTAÇÕES Noções de segurança: Para evitar quedas de pessoas em aberturas.

Acréscimo – É o aumento de uma construção. arqueada a uma superfície. Carregada verticalmente. aplainar. quer no vertical. Acesso – Passagem. A palavra provavelmente. vãos. formando novos compartimentos ou ampliando os existentes. pisos etc. também chamada de abrigo de carros. Abertura – Termo genérico que indica todo e qualquer rasgo na construção (portas. estrume ou fibra vegetal. e tem como objetivo melhorar a comunicação e o entendimento com os profissionais envolvidos na construção. valas). Na engenharia é uma estrutura de alvenaria ou concreto. tabuleiros de ponte. Abóbada – Geométricamente. produz reações oblíquas nos apoios A abóbada serve ainda de meio de suporte de pavimentos. em geral no subsolo. alvenaria. Acetinado – Todo material tratado para ter textura semelhante ao cetim. normalmente fixa peças.12 . Acabamento – Conjunto de operações de revestimentos e de finalização.VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO Este capítulo reúne a maior parte dos termos usados na construção civil. realizadas ao término da estrutura. Afastamento – Separação de um elemento construtivo em relação a um ponto. Aço – CA-50 – Aço para concreto armado de tensão característica e escoamento igual a 50 Kgf/mm . como tubos. A Abaular – Dar forma curva. areia em pequena quantidade. Adobe – Tijolo feito com uma mistura de barro cru. Abrasão – Desgaste causado nas superfícies pelo movimento de pessoas ou objetos. Abrigo – Lugar destinado a proteger das intempéries. Aclive – Quando o terreno se apresenta em subida em relação à rua. quer no sentido horizontal. Afagar – Nivelar. lugar ou meio de ligação por onde se chega à entrada de um edifício ou à alguma parte dele. janelas. 2 289 . Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. escadas. tem origem no termo francês cave: lugar especial da casa. Aço-carbono – Liga de aço e carbono que resulta num material leve e de grande resistência. curva. desbastar saliência ou alisar madeiras. que forma normalmente a cobertura de um recinto. Adega – Também conhecida como cava. a abóbada tem origem num arco que se desloca e gira sobre o próprio eixo. linha ou outra referência. onde se guardam os vinhos e azeites. indica locais como garagem. Abraçadeira – Peça metálica que. conduites etc. No uso corrente.

Conjunto de estacas e sapatas responsável pela sustentação da obra e transmitir ao solo de forma estável. permitindo a absorção da tinta. calor ou pressão. sem aberturas para o exterior. construir. Agrimensor – Topógrafo. Água furtada – Vão entre as tesouras do telhado. que principia na cumeeira e segue até a beirada. composta de serragem compactada com cola que pode ser fechada com duas lâminas de madeira ou não. Alicerce – Fundação. aglutinante) substância que. Alinhamento – Linha que limita o lote urbano em relação à via pública. Trabalha o revestimento ainda úmido de paredes e tetos. com o sem adição de água. juntamente com água e um ligante. Aos alpendres maiores dá-se o nome de varanda. Alçar – Levantar a parede. forma argamassas e concretos. Agrimensura – Medição da superfície do terreno. As duas triangulares são chamadas de tacaniças.Afresco – Técnica de pintura. Geralmente fica localizada na entrada da casa. Aglomerado – Placa prensada. resultante da destilação de materiais (hulha. Água-mestra – Nos telhados retangulares de quatro águas. Ângulo do telhado por onde correm as águas pluviais. Água do telhado – Cada uma das superfícies inclinadas da cobertura. Alcatrão – Produto semi-sólido ou liquido. Alpendre – Cobertura suspensa por si só ou apoiada em colunas. turfa e madeira).é o nome que se dá às duas águas de forma trapezoidal. Alçapão – Portinhola no piso ou no foro que dá acesso a porões. Alcova – quarto pequeno de dormir. I. engenheiro no seu trabalho. Profissional que estuda os níveis e as características do terreno para ajudar o arquiteto. Almofada – Na marcenaria e carpintaria. faz a ligação das partículas inertes por ação física ou por reação química. linhito. Alambrado – Cerca feita com fios de arame que delimita um terreno. Alto-relevo – Saliência criada e definida numa superfície plana. Z e L. Argola de metal que fica do lado de fora da porta e serve de instrumento para bater à porta. Altura (de uma edificação) – É a diferença de cota entre o piso do pavimento habitável mais próximo do terreno natural e o forro do pavimento habitável mais alto. 290 . Aldrava – o mesmo de aldraba. sótãos ou desvão de telhado. por onde passam os eixos de simetria da seção. Aglomerante – (ligante. peça com saliência superposta à superfície. Almoxarifado – Depósito dos materiais de uma obra ou empresa. Alma – Parede componente dos perfilados ou vigas U. Agregado – Material pétreo granuloso quimicamente inerte e sem poder aglutinante que. T. misturada a um agregado.

Apontador – Funcionário encarregado do controle de presença dos operários de uma obra ou serviço. Aprovação de planta – Ato administrativo da Prefeitura para aprovação de projeto arquitetônico de construção ou reforma de um edifício urbano. Angico – Madeira muito dura. ligado hidraulicamente a rede de água e de esgoto. com argamassa ou não. embasamento. Anteprojeto – Linhas iniciais em busca de uma idéia ou concepção para desenvolver um projeto. muros e alicerces. pilares e colunas por meio de prumo (ver prumo). Angelim-vermelho – Madeira de construção de cor castanho-rosada. talhadeiras) do qual resulta uma textura rugosa. usada para alcançar niveis superiores durante a construção ou reparo de um edifício. Andar térreo – é o pavimento acima do porão ou do embasamento e no nível da via pública. rés do chão. É utilizado na construção de refratários. loja ou sobre loja. antiderrapante. o gás ou a energia solar. As peças de uma fiada são assentadas com diferença de meio comprimento ou meia largura em relação a fiada seguinte. que formam paredes. insolúvel na água. por meio de registro escrito.Alvará de construção – Documento emitido pela prefeitura do município onde a construção está localizada que licencia a execução da obra. Anodização – Tratamento químico no alumínio que lhe confere aparência fosca e cores variadas. Apiloamento – Operação de bater a terra solta com soquete ou maço. e na composição do fibrocimento. Anteparo – Qualquer objeto. Alvaiade – Carbonato básico de chumbo de composição variável. acima do porão. Primeiro andar – é o pavimento imediatamente acima do andar térreo. usado no estado em pó fino na fabricação de tintas brancas. peça (biombos. Aplique – Ornamento. Amarração – Modo de assentar tijolos. 291 . flexíveis e incombustíveis. Alvenaria – Conjunto de pedras. Aquecimento Central – Sistema que centraliza o aquecimento da água para distribuição nas edificações. bloco. de cor branca sem matizes. Apicoado – Superfície submetida a desbastamento (com ponteiros. loja ou sobre loja. Aparelho Sanitário – Peça ou aparelho destinado a usos higiênicos. de tijolos ou blocos. Aprumar – Acertar a verticalidade de paredes. Amianto – Tem origem de um mineral chamado asbesto e é composto de filamentos delicados. enfeite fixado em paredes e muros. Apartamento – Conjunto de dependências constituído de habitação distinta. para proteger. Andaime – Plataformas elevadas do piso. pára-ventos) que se coloca diante de alguém ou de algo. em sucessivas camadas. castanho clara. ou adicionadas ao cimento branco para rejunte. de maneia que as juntas verticais fiquem desencontradas. pedras e outros elementos que compõe a alvenaria. quebra-luzes. Andar – Qualquer pavimento de uma edificação. A fonte de energia para o aquecimento da água poderá ser a eletricidade. rés do chão.

Área construída – É a soma das áreas dos pisos utilizáveis. usada no assentamento ou revestimento. escorar. Arandela – Aparelho de iluminação fixada à parede. tendo em vista o conforto. Ardósia – É uma rocha metamórfica de grão fino e homogêneo composta por argila ou cinzas vulcânicas que foram metamorfizadas em camadas. Área ou faixa não edificável (non aedicandi) – É a área de terreno onde não é permitida qualquer edificação. Área ocupada – è a área de projeção horizontal de uma ou mais edificações sobre o terreno. Armador – Profissional responsável pelo corte e pela armação das ferros de uma construção. 292 . encostar. Podendo ser elétrico ou a gás. Argila expandida – Agregado artificial leve. Rocha macia e de corte fácil.000º a 1. Arquitetura – Arte de compor e construir edifícios. obtido por aquecimento de 1. e o sentido plástico da época. Área de lazer – É a área de uso comum dos condomínios. Área permeável – É a porção do terreno onde não há pavimento ou estruturas subterrâneas capazes de obstruir a percolação das águas para o subsolo. Arcada – Sucessão de arcos. Arquitrave – Viga de sustentação que.Aquecimento de passagem – Sistema que aquece a água sem centralizar a reserva de água quente. Arenito – Rocha composta de pequenos grãos de quartzo. Arame recozido – Arame de ferro submetido a tratamento térmico de recozimento que o torna flexível. se apóia em colunas. excluídas as paredes. pilares. em forma de escada. Arrimar – Apoiar. Argamassa – Mistura de materiais inertes (areia) com materiais aglomerantes (cimento e/ou cal) e água. em suas extremidades. Possui a arte da composição. Área útil – Superfície utilizável de uma edificação. cada fila mais elevada que a outra. Armadura – conjunto de ferros que ficam dentro do concreto e dão rigidez à obra. cobertos de todos os pavimentos de uma ou mais edificações. Arquiteto – Profissional que idealiza e projeta uma construção. calcário ou feldspato usado em pisos. Aroeira – Madeira em extinção de cor variando do castanho ao avermelhado escuro. Arquibancada – Série de assentos em filas sucessivas. o conhecimento dos materiais e de suas técnicas. Arabesco – Ornamento de inspiração árabe. Arco – semicircunferência que vence um vão entre paredes. Arrematar – Finalizar um serviço na fase de acabamento da obra. a realidade social. complementado as moradias.400ºC de uma mistura de argila e substâncias capazes de gerar gases.

esquadrias.Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício comercial ou industrial recém construído. que se funde pelo calor. de cor entre preta e pardo-escura. Baliza – É um instrumento utilizado pelo topógrafo para elevar o ponto topográfico com objetivo de torná-lo visível. Asfalto – Material sólido ou semi-sólido. Autoclave – Máquina que opera em altos graus de temperatura e pressão. A origem do azulejo remonta aos povos babilônicos. que ocorre na natureza ou é obtido pela destilação de petróleo. Átrio – Pátio descoberto cercado por telhados. e no qual os constituintes são os betumes. Balizador – Pequena haste cilíndrica. sustenta corrimãos e guarda-corpos. pisos. blocos. Auto de vistoria . com uma ou mais lâmpadas. B Baixo-relevo – Trabalho em que as figuras sobressaem muito pouco em relação à superfície que lhes serve de fundo. 293 . É protegido com grades ou peitoril. Geralmente usada em processos de impregnação de fungicidas e preservativos na madeira. pastilhas e outros acabamentos. disposto diante de portas e janelas. Aterrar – Colocar terra para nivelar uma superfície irregular. Ateliê – Local de trabalho do artista. Assentar – Colocar e ajustar tijolos. Assoalho – Piso de madeira de tábuas corridas. Aspersor – aparelho usado na jardinagem que divide o jorro da água em gotículas. Art nouveau – Arte nova se refere ao estilo arquitetônico e da arte decorativa que marcou o final do século XIX e o começo do século XX. Balanço – Saliência ou corpo que se projeta para além da prumada de uma construção. de cozimento ou de secagem de materiais.Art déco – Movimento entre os anos 20 e 40 e marca a arquitetura com linhas geométricas e tons pastel. na altura de pisos elevados. Balcão – Elemento em balanço. Assobradada – Construção com mais de um pavimento. alinhada lado a lado. favorecendo a iluminação e a ventilação dos ambientes. que se coloca na parte superior de portas e janelas. Ligar circuito ou aparelho elétrico à terra. sem estrutura de sustentação aparente. Autoportante – Elemento que tem rigidez mecânica suficiente para sustentar a si mesmo. Bandeira – Caixilho fixo ou móvel. Azulejo – placa de cerâmica polida e vidrada. Balaústre – Pequena coluna ou pilar que. usada em iluminação de jardins. Baldrame – Viga ou conjunto de vigas de concreto armado que corre sobre qualquer tipo de fundação para travamento ou apoio das paredes.

pedra. Bangalô – Pequena casa alpendrada. Bloco de concreto – Elemento de dimensões padronizadas Tem função estrutural ou de vedação. chumbada com massa no contrapiso. plástico ou metal. 294 . sobre o qual bate a folha da porta ou da janela ao fechar. Basalto – Rocha muito dura. Boiler – Compartimento em que a água de um sistema de aquecimento central é armazenada e mantida em determinada temperatura. Bloco – Designa edifícios que constituem uma só massa construída. Bay window – Janela de três faces. que permite fixar o piso de tábua. Bate-estaca – Equipamento de cravar estacas no terreno pela ação de golpes a sua cabeça com um pilão. Barrote – Peça de madeira. Brita – Pedra quebrada mecanicamente em fragmentos de diâmetros variados.Bandeja – Conduto de instalação aparente. Basculante – Caixilho empregado em portas e janelas. Brise – Quebra-sol composto de peças instaladas na vertical ou horizontal diante das fachadas para impedir a ação do sol sem perder a ventilação. Pode ser estrutural ou não. Bitola – Dimensão ou forma fixa de certos materiais determinada pelo uso ou por normas técnicas.5 a 3. Bica corrida – Pedra britada (ver brita). onde os condutores são lançados. usada na pavimentação de estradas e na construção. protegendo-a da ação das chuvas. abrindo vãos para ventilação. classificados em peneiras. Bow-window – Janela semicircular que se projeta para fora das paredes. Boleado – acabamento arredondado no contorno da superfície de madeira. que avança além da parede que a sustenta. Bisotê – Rebaixo em ângulo na extremidade do vidro ou do espelho deixando o contorno da peça mais fino do que o restante da superfície. metal ou cantaria. Tem função estrutural.5 cm de espessura. de grão fino e cor escura. Tem de 3 a 5 cm de largura por 2. Barrado – Revestimento colocado nas partes inferiores das paredes. Barroco – Estilo marcado pelo excesso de detalhes e de rebuscamentos. aberto superiormente em toda sua extensão. Fragmentos de pedra usados na construção civil. erguida no campo ou nos arredores das cidades. Bloco cerâmico – Elemento de vedação com medida-padrão. Batente – Peça de madeira. presa ao guarnecimento do vão. Também é a proteção externa colocada nos edifícios para evitar a queda de detritos. onde as peças giram em torno de um eixo até atingir a posição perpendicular em relação ao batente ou à esquadria. Bloco de vidro – Elemento de vedação que ajuda a iluminar o ambienta. Bloco sílico-calcário – Elemento de alvenaria composto de uma mistura de areia silicosa e cal virgem. Beiral – Prolongamento do telhado ou da estrutura de uma laje para além da parede externa.

Capa – Demão de tinta. hidratados ou não. com o martelo de calceteiro. execução.Broca – Estaca manual simples. C Caderno de encargos – É o conjunto de especificações técnicas. que suporta pouco peso. Caixilho – Parte da esquadria que sustenta e guarnece os vidros de portas e janelas. Cal – aglomerante cujo constituinte principal é o óxido de cálcio em presença natural do óxido de magnésio. Capitel – Parte superior de uma coluna. instalada após o sifão. Canafístula – Madeira dura. em sentido vertical. Calçada – Pavimentação do terreno dentro do mesmo. Podem ser simples ou ornamentados. que permite o acesso para limpeza e inspeção. Cantaria – Pedra de cantaria é a pedra esquadrejada em cantos formando esquadro de 90 graus usadas para edificar ou revestir. Caibro – Peça de madeira inclinada segundo o caimento do telhado e regularmente espaçada. Cantoneira – Peça em forma de “L” que arremata as quinas ou ângulos de paredes. Canteiro de obra – Conjunto de instalações provisórias auxiliares de uma obra. elétricas ou hidráulicas. na canalização de esgoto da pia de cozinha. critérios. Calafetar – Vedar fendas e pequenos buracos surgidos durante a obra. ruas ec.0m. implantado em anexo a área reservada a construção principal. de cor amarelo-clara com manchas mais escuras. oficinas ou outros. Caixa de passagem – Une tubulações diversas. Calefação – Sistema criado para aquecer a construção. que aplica com broxa. Também profissional que forma as pedras de calçamento. A perfuração atinge no máximo 6. Caixa de gordura – Caixa para retenção de gorduras. sobre a qual se pregam as ripas. Camada de betume aplicada sobre uma superfície. Caixa de inspeção – Caixa enterrada nos pontos de mudança de direção de uma canalização de esgotos ou águas pluviais. Canal de irrigação – duto ou vala que conduz a água com a finalidade de umedecer os solos. pigmentos ou outros. Caiação – Pintura com cal diluída com água. executada a trado. Calha – Canal que recebe as águas das chuvas e as leva aos condutores verticais. Calceteiro – Profissional que trabalha com assentamento de pedra em calçadas. Caixa de escada – Espaço. ou em determinados pontos ao longo de trechos extensos da mesma. com ou sem adição de cola. 295 . destinado à escada. retiradas de um bloco de rocha. condições e procedimentos estabelecidos pelo contratante para a contratação. estradas. como depósitos. fiscalização e controle de serviços e obras.

São constituídas de concreto e barras de aço corridas fundidos dentro de uma canaleta. Chapiscar – Lançar argamassa de cimento e areia grossa contra uma superfície para torná-la áspera e facilitar a aderência. Chaminé – Duto que conduz a fumaça da lareira e do fogão para o exterior da casa. utilizado junto às formas para concretar os pilares pelas janelas intermediárias. feita no telhado. em geral envidraçada. telhas e vasos. Carpinteiro – Profissional que trabalha o madeiramento de uma obra. Carpete de madeira – Conjunto de pranchas de madeira ou laminado que são encaixados e/ou coladas ao contrapiso. Cavilha – Peça de fixação ou arremate em madeira. Cascalho – Lasca de pedra Caulim – Argila branca. Chumbar – Fixar com argamassa. 296 . feito com tábuas de madeira sobrepostas. em forma de funil.Cortar em diagonal os ângulos retos de uma peça. Casa de máquinas – Compartimento de um edifício situado acima da última parada dos elevadores. Cachimbo – Anteparo de madeira. bem inclinadas. tipo do colonial americano. Chalé – Casa de campo de madeira com telhados em duas águas. base de extração da cal. em forma de cavalete. que avançam sobre a fachada. tais como tijolos.Caramanchão – Armação. rica em carbonato de cálcio. como um pergolado. Cerca viva – Arbustos plantados para formar um muro divisório. Também se refere às lajotas usadas em pisos ou como revestimento de parede. Cimalha – Saliência ou arremate na parte mais alta da parede ou mureta. destinado aos motores. Cisterna – Poço de água potável ou reserva de água enterrada. Cerâmica – Objetos de argila. de barras de aço. Carpete – Forração de pisos. Chanfrar . para iluminar interiores de uma edificação. polias e quadros de comando. Cinta de amarração – Reforço horizontal realizado em todas as paredes que recebem esforços com a finalidade de distribuir as cargas e “amarrar” as paredes internas às externas. Caranguejo – Espaçador para armadura feito em obra. Os mais comuns são os têxteis. Chapuz – Peça de madeira que serve de apoio as guias nos escoramentos de laje e estruturas de concreto armado. Clapboard – Tipo de revestimento externo para paredes. Clarabóia – Abertura. Tem formato cilíndrico-cônico. sustentado por pontaletes ou pilares e coberta por vegetação. Climatizado – Ambiente cuja temperatura é controlada artificialmente.

Concreto – Mistura de água. Colonial – Tipo de arquitetura praticada nos países que foram colônias. 297 . Cornija – Conjunto de molduras que serve de arremate superior às obras de arquitetura. sobre o frechal. que suga a fumaça dos fogões. Coletor de energia solar – Placa que capta a energia solar e a transforma em eletricidade (com células fotovoltaicas) ou energia térmica. com a finalidade de protegê-lo da chuva e de outros agentes. o que permite a fabricação de peças com grande dimensão. Colunata – Conjunto de colunas enfileiradas de forma simétrica. Coreto – Espécie de armação construída ao ar livre. maior resistência e homogeneidade. Tem as mesmas características da madeira em relação à elasticidade e ao peso. Conduíte – Tubo que conduz a fiação elétrica. areia e pedra britada. vigas) usada sob a janela para evitar a fissuração da parede. Contramarco – Quadro que serve de gabarito para fixar o caixilho. que forma uma massa compacta e endurece com o tempo. cimento. Combogó – Elemento vazado (ver) Compensado – Chapa de madeira sobreposta e colada sob forte pressão. em proporções prefixadas. Clorar – Tratar a água com cloro a fim de eliminar microorganismos. Contrapiso – Camada de concreto não estrutural. Cobertura – Estrutura revestida de material impermeável. Contraverga – Reforço na alvenaria (canaletas. destinado a espetáculos públicos. assumiu as formas mais variadas e diversos ornamentos. Ao longo da história da arquitetura. Apresenta.Clínquer – Produto granulado resultante da queima até a fusão parcial ou completa de constituintes minerais. Contraventamento – Sistema de ligação entre elementos principais de uma estrutura com a finalidade de aumentar a rigidez. que nivela o piso antes da aplicação do revestimento. Coeficiente de aproveitamento – É a relação entre a área construída de uma ou mais edificações e a área de terreno a ela(s) vinculada. Closet – Pequeno cômodo usado como quarto de vestir. porém. Contrafrechal – Terça que se apóia nas pontas das linhas das tesouras. Código de obras – Conjunto de leis municipais que controla o uso do solo urbano. Corpo de prova – Material utilizado para o ensaio de resistência à compressão tração ou outro ensaio físico. Coifa – Cobertura feita de metal. Coluna – Elemento estrutural de sustentação. que se executa no fechamento superior de um edifício. Copa – Compartimento auxiliar da cozinha.

de vigas na alvenaria estrutural etc. Coxim – Reforço de concreto nas alvenarias que recebem cargas concentradas (das tesouras. Cota – Indicação ou registro numérico das dimensões. Cuba – Recipiente das pias. Curva de nível – Representação gráfica da curva formada pelos pontos de mesma cota. horizontal e vertical. onde se encontram as superfícies inclinadas (águas). com o aproveitamento do sistema viário existente. Desforma – Operação de retirada das formas de uma obra de concreto armado. Desaterro – Retirar um volume de terra de um local. Ver abóbada. Corrimão – Apoio para as mãos colocado ao longo das escadas. Craquelê – Rachaduras em esmaltes.Corredor – É o saguão de que segue. Declive – Quando a inclinação do terreno está abaixo do nível da rua. Desnível – Diferença entre altitudes de dois pontos do terreno ou construção. Desmembramento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. Cromado – Material que recebe uma camada de cromo. Cota de arrasamento – Cota em que deve ser deixado o topo de uma estaca ou tubulão. que se dispõe em seqüência na composição de uma escada. demolindo ou cortando acima desta cota. D Deck – Plataformas feitas com tábuas para circundar piscinas ou espelho d’água. Desempenadeira – Instrumento formado por uma base lisa e uma alça. de um lote edificável para fins urbanos. Depósito – Edificação ou ambiente destinado à guarda de mercadorias ou objetos. duro e brilhante. concretos. Desgaste – Ver abrasão. usado para eliminar ondulações nas argamassas. Degrau – Cada um dos pares iguais de planos sólidos. Curar – Secar madeiras. sem interrupção da rua ou área de frente até a área do fundo. Cumeeira – Parte mais elevada de um telhado. rampas etc. Elemento metálico. Croqui – Primeiro esboço de um projeto. Desdobro – É a divisão. Cozinha – Compartimento em que são preparados os alimentos. cimentos etc. Cúpula – Parte superior interna e externa de algumas construções. 298 . vernizes ou pinturas a óleo que formam um entrelaçamento irregular de fendas muito finas. Demão – Cada camada de tinta aplicada sobre uma superfície.). em duas ou mais áreas.

resulta em uma base medianamente solúvel. biombos. O cimento comum. utilizado na cobertura para iluminar e ventilar o interior. Também conhecida como oitão. despensa. dotado de aberturas que possibilitam a passagem do ar e de luz para o interior. Dilatação – Aumento de dimensão. Também é utilizado para assentar trilhos das ferrovias. Edificação – Obra. que permite que a folha se movimente em torno de um eixo. E Edícula – Construção complementar independente com área inferior a construção principal destinada à lavanderia. fios (conduítes). ou ar. Ver junta de dilatação. Elevação – Representação gráfica das fachadas em plano ortogonal. Drenagem – Retirada de água do solo. Emboçamento – Assentamento com argamassa das telhas da cumeeira ou espigão. Tem como função uniformizar as superfícies. Divisória – Parede que separam ambientes de uma construção. construção. Elastômero – Polímeros naturais ou sintéticos que se caracterizam por apresentar módulo de elasticidade inicial e deformação permanente baixos. Eletroduto – Conduíte que carrega a fiação. Aplicação da primeira camada de argamassa nas paredes. 299 . aposentos de empregados etc.Destacamento – Assentamento das duas primeiras fiadas de uma alvenaria. Eflorescência . Dormente – Peça de madeira usada na composição de escadas e peitoris.São manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. denominada hidróxido de cálcio. Domo – Peça de fibra de vidro ou acrílico. cerâmica ou vidro. tanto da superfície quanto de camadas profundas. Ducha – Chuveiro com jatos d’água de grande pressão. principalmente a partir de uma variação térmica. ou seja. sem profundidade ou perspectiva. Emboço – Primeira camada de argamassa. Dobradiça – Dispositivo de fixação da folha ao marco (batente). Embasamento – Parte inferior de uma construção. Desvão – espaço entre a telha e o forro. Disjuntor – Dispositivo destinado a desligar automaticamente um circuito elétrico sempre que ocorrer sobrecarga da corrente. de pessoas ou mercadorias. Tapumes. reagindo com a água. Elemento vazado – Peça produzida em concreto. Duto – Tubo que conduz líquidos (canos). Ela aparece devido a um processo químico. Elevador – Equipamento que executa o transporte vertical. Empena – Cada uma das paredes laterais onde se apóia a cumeeira nos telhados de duas águas.

de modo a adquirir a aparência lisa do espelho. colocar o caixilho. Escovado – Metal polido com escovas. Escala – Relação de homologia existente entre o desenho e o que representa na realidade. que se acumulam em demolições ou construções. ganhando aparência fosca. Ou ainda execução de um elemento construtivo oposto a um já existente. Espelhado – Superfície polida. na qual o aglomerante passa a oferecer resistência a esforços mecânicos. Encunhamento – Colocação da última camada de tijolos de uma parede. Epóxi – Tinta plástica e impermeável usada na pintura de peças metálicas. Escada – Série de degraus por onde se sobe ou se desce. de forma que fique coeso. É utilizado para espalhar em pequenas áreas a massa corrida ou massa a óleo nas esquadrias de madeira. Enxaimel – Conjunto de estacas e caibros que sustentam as divisões da estrutura da casa. Escora – Peça de madeira ou metálica que sustenta ou serve de arrimo a um elemento construtivo quando este não suporta a carga dele exigida. utilizado para travar o pé das formas dos pilares. que evita o deslocamento das vigas ou dos sarrafos. podendo ou não ficar aparente na fachada. Espátula – Objeto feito de metal e de forma espalmada. Encarregado – Auxiliar do mestre de obras. Entulho – Conjunto de materiais fragmentados e desagregados. Espatolato – Técnica de pintura que imita a textura da rocha. Esponjado – Técnica de pintura utilizando uma esponja para espalhar a tinta. Endurecimento – Fase subseqüente ao período de pega.Empreitada – Sistema de contratação de um ou mais profissionais para executar qualquer tipo de serviço ou obra. Espaçadores – Também conhecido como pastilhas plásticas ou de argamassa que tem a função de distanciar as armaduras das formas. fixo no concreto. Espera – Armadura ou tijolos deixados para possibilitar a amarração futura. resultando num efeito irregular e manchado. Espigão – Linha inclinada que divide as águas de um telhado. Engastalho – Calço de madeira. Escantilhão – Régua de madeira que serve de molde para marcar ou aferir medidas em peças ou em obras. embutido. Engastado – Encaixado. Ou também pequena peça de madeira em forma de cunha. Esquadrias – Qualquer tipo de caixilho (portas. janelas) utilizado em uma obra. que coordena serviços de grupos de operários. Enquadrar – Emoldurar. 300 . ou ambientes expostos a umidades. Eles ficam inclinados e comprimidos por argamassa até a estrutura.

empregado na fabricação de banheiras. Estriado – Superfície trabalhada em que aparecem estrias. impermeável. Fechadura – Fecho composto por um mecanismo e acionado por maçaneta. É obtido por meio de processo no qual o vidro ainda em fusão possibilita a separação dos filamentos que compõe o material. Estribo – Cada uma da série de ferros paralelos que envolvem as barras longitudinais. Estuque – Toda a argamassa de revestimento geralmente acrescida de gesso ou pó de mármore. e quando necessário podem ser abertos. geralmente de concreto armado. quando são submetidas à compressão.Estaca – Componente das fundações profundas de pequeno diâmetro e longa. Também usada para fazerem forros e ornatos. desde à ruptura. chave ou tranqueta. Semelhantes ao canelado. na operação de elevação de uma parede ou obra de alvenaria de tijolos ou de peças similares. pivotar etc. Estanqueidade – Propriedade. dobradiças. Flameado – Que sofre a ação de chamas para alcançar a forma final. janelas. aço ou madeira. ordinariamente em nível e obedecendo a uma linha esticada.para ser trabalhada em estado granular solto. cremonas. protendido. piscinas e calhas. fixando-as em sua devida posição. de impedir a passagem de fluídos. Fecho – Dispositivo em que uma peça metálica pode ser movimentada diretamente para manter fechados painéis. que é cravada nos terrenos.0mm que aparece na superfície do concreto ou revestimento. F Fachada – Qualquer das faces externas de um edifício. puxador. Fissura – Abertura inferior a 1. proveniente de uma ruptura pouco profunda de sua massa. régua do boxe. estruturas de madeira ou metálicas. friso. Flambagem – Deformação lateral ocorrida em peças esbeltas ao passarem do estado de equilíbrio estável para o instável. Fibrocimento – Material resultante da união do cimento comum com fibras de qualquer natureza. Estrutura – Conjunto de elementos que forma o esqueleto de uma obra. Estudo preliminar – Quando se verifica a viabilidade de uma solução que dá diretrizes ou orientações ao anteprojeto. Fibra de vidro – Material resistente. conferida pela impermeabilização. sem causar divisão do sólido em partes separadas. correr. Esticador – Dispositivo para tencionar barras ou cabos flexíveis metálicos. a mais freqüente é a fibra do amianto. Farofa – Argamassa preparada a seco ou com mínimo teor de água.) empregados em portas. Filete – Moldura estreita. Ferragem – Artefatos ou peças de metal (fechaduras. puxadores etc. Fiada – Fileira horizontal que o pedreiro assenta. 301 . fechar. que servem para juntar partes ou dar-lhes certos movimentos como abrir.

servindo de apoio à tesoura. Recuo da construção no pavimento térreo. Duto subterrâneo para escoamento de águas. Depois desse processo. após aquecimento. com finalidades acústicas e decorativas para reduzir o pé direito. serve para exposição de obras de arte. Frechal – Viga que fica assentada sobre o respaldo das paredes. tornando a passagem coberta. além da circulação de pessoas.) responsável pela transmissão das cargas de uma obra ao solo. entre a base e o capitel. armados. impede que o resto do circuito sofá os efeitos da sobrecarga.Flexão – Tipo de solicitação na qual esforços que atuam sobre uma viga prismática tendem a modificar sua curvatura longitudinal. Galeria pública – Passagem coberta em um edifício. Fossa – Cavidade que recebe os líquidos residuais de uma construção. 302 . verificar ou controlar formas e medidas durante a execução de uma obra. utilizando uma bigorna. como hera. Fôrma – Elemento de madeira. musgo ou grama. Quando exixte sobrecarga no sistema elétrico. Plantas rasteiras. Quando instalados e cheios de pedra os gabiões se convertem em elementos estruturais flexíveis. drenagem. Utilizados como muros de contenção. drenantes. ocultar canalizações ou estruturas. Forração – Espécie de carpete têxtil de pouca espessura. metal ou de outro material utilizado na obra para fundir peças de concreto armado. Forro falso – Forro de teto construído em plano inferior ao plano do forro verdadeiro. Gabião – Tipo de caixa em forma de prisma retangular fabricado com malha hexagonal de dupla torção produzida com arames de baixo teor de carbono e revestido. que irão compor a estrutura da construção. pivotar). promove o isolamento térmico entre o telhado e o piso.correr. sapatas etc. Também pode ser o corpo cilíndrico de um tubulão antes da base. os líquidos resultantes são encaminhados para um filtro anaeróbico e ao sumidouro. Fuste – Parte intermediaria de uma coluna. Folha – Parte da porta e da janela que necessita de ferragem para se mover (abrir. G Gabarito – Molde em escala real para traçar. ligando entre si dois logradouros. Forjar – Moldar o ferro ou outro metal. Galeria – Corredor largo que. Também é o nome que se dá ao arremate entre bancadas e as paredes. Fusível – Dispositivo que opera com limites de amperagem. Fossa séptica – Compartimento enterrado onde os esgotos são acumulados e represados de forma a ser digeridos por bactérias. Galga – Operação de riscar em uma obra uma linha paralela a outra conhecida ou transportar pontos por meio da aplicação sucessiva de um escantilhão ou gabarito. Fungo – Microorganismo vegetal que se aloja como parasita nas madeiras. que fazem o acabamento de um jardim. Frontão – Arremate superior de portas e janelas que normalmente tem forma triangular. Forro – Material que reveste o teto. Fundação – Conjunto de elementos de fundação (estacas. canalizações etc.

Gambiarra – Instalação provisória. para proteção de vigia.Galpão – Construção coberta de dimensões amplas e aberta lateralmente. torneira. Gárgula – Orifício para saída da água em fontes. Granilite – Mistura do cimento. Gastalho – Braçadeiras de sarrafo que se pregam espaçadamente nos painéis das formas de vigas e pilares para impedir que venham a deformar por flexão no ato de enchimento. com parede de meação. Gleba – É uma porção de terra. geralmente dobrada. que entra na composição do granilite. Gravata – É um conjunto de peças de madeira para uso em formas de vigas e pilares com o intuito de fechar e travar as formas. para dar segurança aos usuários. etc. como as rosáceas. Gótico – estilo arquitetônico que marca as construções com abóbadas ogivais e motivos tirados da natureza. feldspato e mica. Geminada – Diz-se de duas edificações construídas. Guarita – Abrigo de madeira ou material leve. sacadas. Granito – Rocha ígnea granular. Podendo ter um lado fechado por parede. Grapa – Peça de ferro. Grana – Conjunto de rochas diversas. Grelha – Grade de ferro que protege a entrada de bueiros e ralos.96t/m3 e resistência à compressão de 600kgf/cm2. Golpe de aríete – Choque contra as paredes de um duto forçado. composta de quartzo. uma encostada à outra. pó de mármore e grana. minúsculas. dura. batentes. geralmente fora das recomendações técnicas. de qualquer natureza. devido ao repentino fechamento ou à brusca abertura de registro. com localização e configurações definidas e que não resultou de processo de parcelamento de solo para fins urbanos. causado por uma variação brusca na velocidade da água. com peso específico de 2. janelas. Guarda-corpo – Grade ou balaustres de proteção usada em balcões. 303 . Gotejador – Peça usada em sistemas de irrigação que transforma o fluxo de água em gotas. Ver guindaste. Galvanizar – Recobrir uma superfície com metal para preservá-lo da corrosão. Armação de ferro em forma de grades para proteção ou vedação de uma abertura. corrimões etc. usada para revestir paredes e pisos. válvula. Também é a peça de suporte nas churrasqueiras. sentinelas. Gesso – Aglomerante aéreo obtido usualmente pela calcinação moderada da gipsita. Gradil – Fecho construído na testada do lote edificado. a qual se chumba na alvenaria para permitir a fixação de caixilhos. Sua estrutura é formada de madeira ou ferro e fechada com vidros ou treliças. guardas etc. varandas ao longo do tabuleiro de uma ponte. Gruas – É um equipamento utilizado para elevação e a movimentação de cargas e materiais pesados. com uma parte fendida e dobrada em sentidos opostos.50 a 2. Gazebo – Pequeno quiosque colocado no jardim.

se encontram as escadas e elevadores que conduzem aos andares superiores. Inclinação – Ângulo formado pelo plano com a linha horizontal. Hidrófugo – Produto químico. Infiltração – Ação de líquidos no interior das estruturas construídas. H Habitação – É a construção ou fração de edifício ocupado como domicílio de uma ou mais pessoas. Impermeabilização – Conjunto de procedimentos que impede a umidade ou infiltração de água na construção. roldana e cabo destinado a levantar grandes pesos. acrescentado a argamassa. escadas. rampas etc. Implantação – Demarcar no terreno a localização exata de cada parte da construção. Guindaste – Máquina composta de sarrilho. 304 . Hotel – Prédio destinado a alojamento. Hall (vestíbulo) – Sala de entrada onde. como as portas de correr etc. O mesmo que locação da obra. Hidratação – processo químico pelo qual um aglomerante de origem mineral reage com a água. Hidromassagem – equipamento com sistema de sucção e impulsão que gera movimentação da água. Insolação – Quantidade de energia térmica proveniente dos raios solares recebidas por uma construção. quase sempre temporário. É a pintura aplicada à supefície a ser impermeabilizada. com a finalidade de favorecer a aderência do material constituinte do sistema de impermeabilização. Habite-se – Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício residencial recém construído. Iluminação zenital – Iluminação natural de um recinto através de clarabóias ou de domo. I Iluminação – Arte de distribuir luz artificial ou natural em um espaço. Peça que direciona o sentido de movimento das peças móveis. nos grandes edifícios. Guia – Peça de pedra ou concreto que delimita a calçada da rua. Home theatre – Conjunto de equipamento de áudio e vídeo que reproduz em casa as características sonoras e de projeção dos cinemas. Hidrômetro – Aparelho destinado a medir o consumo de água. para compor coberturas.Guarnição – Régua ou sarrafo que cobre a junta formada pelo encontro da parede com o batente da porta ou janela. tintas e vernizes com a função de proteger a superfície da umidade. Imprimação – Também denominada por primer ou pintura primária.

Janela pivotante – Aquela que se abre girando verticalmente no seu próprio eixo. Junta amarração – É quando as juntas entre os elementos são desencontradas. Janela guilhotina – Quando os caixilhos se movimentam verticalmente. L Lã de vidro – Material isolante composto de finos fios de vidro. Ladrilho – Peça quadrada ou retangular. Irrigação – Umidificação da terra por meio de sistemas mecânicos. gás etc. barro cozido. Jirau – Estrado ou laje em piso a meia altura que permite a circulação de pessoas sobre ele e abaixo dele. Junta de dilatação – Espaço deixado entre a parte de uma estrutura ou de componente construtivo. Jardim-de-inverno – Local. que evita o transbordamento do excesso de água.Instalação – Conjunto de providências necessárias para iniciar uma obra. com pouca espessura. Irradiação – Propagação e difusão tanto de raios luminosos quanto de ondas sonoras ou de calor. do som e da umidade. banheiras ou reservatórios. Junta aprumo – É quando as juntas entre os elementos são coincidentes tanto na vertical como na horizontal. Junta – Articulação. Isolamento – Recurso para resguardar um ambiente do calor. feita em uma só peça. para evitar trincas provenientes das forças de dilatação. em geral envidraçado. cimento. Janela basculante . Ladrão – Tubo de escoamento. mármore etc. Jardim – Local do terreno onde se cultivam plantas. Ladrilho hidráulico – Peça de cimento comprimido decorado feita na prensa hidráulica. Janela de correr – Quando os caixilhos correm horizontalmente em rebaixos ou trilhos. reservado no interior das construções para cultivo de plantas. colocado na parte superior de cubas. Também conjunto das instalações elétricas. linha ou fenda que separa dois elementos. hidráulicas. Janela do tipo escotilha – Aquelas de dimensões pequenas e arredondadas semelhantes à janela dos navios. além de permitir a visão externa.Quando é subdividida em caixilhos de pequenas dimensões que giram em torno de seu eixo horizontal. J Janela – Abertura destinada a iluminação e ventilação dos ambientes internos. Janela máximo-ar – Semelhante à basculante. de cerâmica. 305 .

que se articula nas pontas com as empenas e no centro com o pendural. que significa depósito. Living – Palavra inglesa que designa todos os espaços de convívio da casa. Lençol freático – Depósito subterrâneo natural de água. Lei de zoneamento – Legislação municipal que rege o uso de terrenos urbanos. proveniente da infiltração de águas de chuva. Linha – Viga horizontal inferior de uma tesoura. cunhar. Tem encaixe do tipo machoe-fêmea. servindo também para puxar ou empurrar a porta.Laje – Estrutura plana e horizontal de pedra ou concreto armado. Lavabo – Pequeno banheiro sem espaço para o banho. Lavrar – Gravar. Lambris – Revestimento interno de parede. propiciando ventilação. Lance – Comprimento de um pano de parede. pelo cubo. feito de tábuas. resistente às intempéries e ao ataque de fungos. Listelo – Filete. M Macho-e-fêmea – Tipo de encaixe em que uma saliência se adapta a uma reentrância. Levigado – Tipo de acabamento semipolido. Maçaneta – Peça que transmite o esforço externo para acionar o trinco. Longarina – Viga de sustentação em que se apóiam os degraus de uma escada. Lanternim – Pequeno telhado sobreposto às cumeeiras. Lambril – Revestimento de madeira ripada usado em forros e paredes. 306 . Loft – Palavra inglesa. Loteamento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. placas de mármore. Geralmente situado à entrada da casa. conferir ornatos às superfícies metálicas com o auxilio do cinzel. que divide os pavimentos de uma construção. Lote – Porção de terreno que faz frente ou testada para um logradouro publico. com abertura de novas vias públicas ou prolongamento ou alargamento das vias existentes. brocas e cupins. à pressão atmosférica. quando as árvores que produziam madeiras nobres só podiam ser derrubadas pelo governo. Hoje são espaços amplos sem divisórias. azulejo e outros aplicados à meia altura. Parte de uma escada que se limita por patamar. usados para moradia. Locação – Marcação da obra a partir do gabarito. Madeira de lei – Madeira dura. Lajota – Pequena laje de pedra ou placas de cerâmica. apoiada em vigas e pilares. Pequena moldura usada para arrematar peças cerâmicas. Esta denominação remonta aos tempos do Brasil Colônia. Lambrequim – Recorte na madeira que arremata forro e beirais. muro etc.

Marco – Parte fixa das portas ou janelas que guarnece o vão e recebe as dobradiças. o produto final. Não pode ser retocada e. depois de aplicada. Manta asfáltica – É um impermeabilizante a base de asfalto modificado com polímeros estruturado com não-tecido de poliéster pré-estabilizado. formando desenhos. usada como divisória. Manilha – Grande tubo de barro para instalação subterrânea que conduz às águas servidas. em miniatura. Pode ser aplicada diretamente sobre o solo para evitar erosão. Marmorizado – Técnica de pintura que reproduz os veios e as tonalidades do mármore. com cargas adicionais a si.. diminuindo o vão livre. Marquise – Cobertura ou alpendre geralmente em balanço. Mástique – Material de consistência pastosa. Massa corrida – Feita a partir de PVA ou acrílico. Mata junta – Sarrafo ou régua que cobre a junta formada entre duas peças. geralmente calcítico ou dolomitico. cal. 307 . dá acabamento liso a parede. ela se projeta para além da parede da construção. Meia água – Telhado com um único plano inclinado Meia-parede – Parede que não fecha totalmente o ambiente. consistência adequada para ser aplicado em calafetações rígidas. Meio-nível – Piso construído a meia altura que aproveita um pé-direito duplo ou um declive no terreno. Manta plástica – revestimento plástico que impermeabiliza lajes.Madeiramento – Conjunto de madeiras usadas na construção ou nas armaduras de telhado. Marquise – Cobertura em balanço construída sobre o aceso de porta externa. Mansarda – Sótão com janelas que se abre sobre as águas do telhado. Mão-francesa – Elemento estrutural inclinado que liga um componente em balanço. cal. Massa fina – Mistura de areia fina. ou filme de polietileno de alta densidade. cimento e corante. escada externa etc. Massa grossa – Mistura de areia média. água e cimento usado no emboço. adquirindo. de um projeto arquitetônico. coberturas e contrapisos. Meio tijolo – Parede cuja espessura corresponde à largura de um tijolo. Mármore – Calcário metamorficamente recristalizado que tem como constituinte importante um carbonato. água e cal empregada para rebocar as paredes. pedras em obras de marcenaria. é penteada com uma escova. Massa raspada – Mistura de areia. deixando-a pronta para receber a pintura. Marchetaria – Arte de incrustar ou embutir peças de madeira.Pedra de cantaria ou peça de concreto que separa em desnível o passeio carroçável das estradas e ruas. Meio-fio ou guia . Massa – Argamassa usada no assentamento ou revestimento de tijolos. Ver batente. plásticas ou elásticas. Maquete – Reprodução tridimensional.

por uma treliça de madeira. Norma – Conjunto de prescrição que regulam o emprego de uma técnica ou fixam condições de execução de um projeto ou de elaboração de um produto. especificando o material que são necessários à obra. Modular – Usar o módulo Módulo – Elemento com medida padrão Monoqueima – Processo de cozimento da argila na produção de cerâmica. do qual se quer uniformizar o emprego. madeira ou concreto que sustenta beirais.Memorial descritivo – Descrição de todas as características de um projeto arquitetônico. no caixilho divide as folhas. em que as peças passam apenas uma vez pelo forno. Viga saliente na face inferior de qualquer laje. em toda a altura da janela. a fim de evitar ondulações em pisos e contrapisos. 308 . Mísula – Peça de pedra. sacadas ou balcões. Mourão – Esteio grosso de madeira ou de concreto muito usado em andaimes e cercas. Mosaico – Trabalho executado com caquinhos de vidro ou pequeno pedaços de pedra e de cerâmicas engastados em base de argamassa estuque ou cola. de se poder olhar para o exterior sem ser observado. Nervura – Arco que produz uma saliência no interior de uma abóbada. etc. prateleiras etc. Nível – Instrumento que verifica a horizontalidade de uma superfície. Nivelar – Regularizar um terreno por meio de aterro ou corte. Mirante – Parte alta. acima do telhado da construção. da fundação ao acabamento. Muxarabiê – Balcão protegido. Monta-cargas – Pequeno elevador utilizado em algumas casas ou comércio para movimentar mercadorias. Mestre-de-obras – Profissional que dirige os operários em uma obra. roupas etc. Mezanino – Andar intermediário entre dois pisos e com acesso interno abrindo-se para um ambiente no piso inferior. empuxos de águas de infiltração. N Nega – Penetração da estaca em milímetros. Montante – Peça vertical que. Muro de arrimo – Muro resistente usado na contenção de terras. Mictório – Aparelho sanitário próprio para nele se urinar. sobrecarga de construções. também. sobre-aterros. Nicho – Reentrância feita na parede para abrigar armários. a fim de assegurar ventilação e sombra e. correspondente a 1/10 da penetração para os últimos dez golpes.

verba disponível etc. Passeio – É a parte do logradouro público destinado ao trânsito de pessoas. Parquete – Piso feito da composição de tacos. obtido a partir das sementes do linho. presentes em janelas. galeria ou ponte que liga dois setores ou alas de uma construção. obtido artificialmente por meio de pintura ou pela ação do tempo. Passadiço – Corredor. cerâmicas etc. Apresenta composição de mosaicos. porcelana ou vidro. típica do Japão. feita de cerâmica. Proteção que atinge a altura do peito. Oxidação – Ferrugem. que formam desenhos a partir da mistura de tonalidades de várias madeiras. Parede – Elemento de vedação ou separação de ambientes. Óleo de linhaça – Solvente e secante para determinadas tintas. Passa-prato – Pequena abertura feita à meia altura de uma parede que permite a passagem de pratos e alimentos da cozinha para a sala de jantar ou outro ambiente. Processo em que se perde o brilho pelo efeito do ar ou por processos industriais. Pátina – Efeito oxidado. Orientação – Posição da casa em relação aos pontos cardeais. Pano – Extensão de parede ou muro. Patamar – Piso que separa os lances de uma escada.O Ofurô – Banheira arredondada. Passarela – Corredor estreito e elevado que interliga dois ambientes. P Painel – Grande superfície decorada. Ombreira – Cada uma das peças verticais de porta e janelas responsáveis pela sustentação das vergas superiores. que dá aspecto antigo às superfícies. geralmente construído de alvenaria. condições locais. sacadas etc. pastilhas. Paisagismo – Estudo da preparação e da composição da paisagem como complemento da arquitetura Palafita – Conjunto de estacas que sustenta a construção acima do solo nas habitações lacustres. necessidades de quem vai habitar. Pastilha – Pequena peça de revestimento. 309 . Parapeito – Peitoril. feita de cedro. terraços. Oitão – Cada uma das paredes laterais de uma construção. Partido – Opção arquitetônica que atende a diversos fatores: topografia. tanto no interior como no exterior da construção. Ogiva – Forma característica das abóbadas góticas.

Placa fotovoltaica – Peça responsável pela captação dos raios do sol transformando-os em energia elétrica. Elas são estreitas horizontais fixas ou móveis. 310 . preenchida com barro. caldas. Pau-a-pique – Tipo de taipa em que as paredes apresentam uma armação de varas ou paus verticais. tijolo. Pingadeira – Acabamento externo de proteção que desvia a água de chuvas. O pendural se situa no eixo vertical da tesoura. Toda esta trama é. Piche – Substância negra. argamassas e concretos de cimento. Pilastra – Pilar com quatro faces. Pipe-rack – Cavalete metálico ou de concreto para sustentação de tubulações horizontais. concreto. resinosa.Revestimento de base o qual se pode caminhar. Pedreiro – Profissional encarregado de preparar a alvenaria. Persiana – Caixilho formado por ripas de madeira. feito de pedra. destinados a suportar carga vertical. tiras plásticas. Pérgola – Estrutura horizontal composta de elementos paralelos feitos de madeira. metálicas ou têxteis. de pequena seção em relação à sua altura.Pátio – Espaço descoberto no interior das casas e cercado pelos elementos da construção. recebem em ambos os lados da cabeça as extremidades das empenas e no pé. Pilotis – Conjunto de pilares ou colunas de sustentação do prédio que deixa livre o pavimento térreo. para demarcações no terreno. píncaro. obtida da destilação do alcatrão ou da terebintina. metálico e outros. unidos entre si por pequenas varas eqüidistantes e horizontais. Pendural – Parte da tesoura que trabalha à tração. Piso . pH – Escala que mede o grau de acidez de diversas substâncias. impedindo que ela escorra ao longo das paredes da fachada ou nos muros e muretas. Pilarete – Pequeno pilar. de forma prismática ou cilíndrico (coluna). Andar. Um de seus lados fica ligado à alvenaria da construção. Piquete – Pequeno bastão de madeira com ponta que se crava no terreno. cume. a linha. Conjunto de dependências de um edifício situadas num mesmo nível. por meio de suspensório (estribo). Pivotante – Esquadria com eixo em forma de pivô vertical (movimento giratório vertical) permitindo formar ângulo reto e localizado ao centro da mesma. Pilar – Elemento estrutural vertical. A pérgola é sustentada por pilares ou em balanço. posteriormente. Peitoril – Base inferior das janelas que se projeta além da parede e funciona como parapeito. alvenaria ou concreto. Pega – Caracterização da perda de plasticidade das pastas. pegajosa. Pé-direito – Distância vertical medida desde o piso até o teto de um ambiente. Pavimento – Andar. Perspectiva – Desenho tridimensional de fachadas e ambientes. situadas alternadamente do lado de fora e de dentro. Pavimento. Pináculo – Ponto mais alto de um edifício.

Poço artesiano – Perfuração mecanizada feita no solo para encontrar o veio d’água subterrâneo. Possui alta resistência ao impacto e baixíssima expansão por hidratação. para depois ser montado na obra. terraços ou varandas. Porcelanato – Revestimento. com baixa absorção de água. que serve de vedação ou acesso a um ambiente.Parte ou componente de uma edificação. inquebrável. Pó xadrez – Pigmento usado para dar cor a pisos feitos de cimento. Post-forming – Acabamento arredondado de bordas. Plano Diretor – Conjunto de leis municipais que controlam o uso do solo urbano. formatados por aquecimento. cuja cobertura é apoiada em colunas. Platô – Parte elevada e plana de um terreno. fabricado e depois montado na própria obra. pá de cabo curto e um balde fixo em um sarilho (também conhecido como sarrilho) para retirada do solo.Plaina – Instrumento utilizado para desbastar. Polir – Lustrar uma superfície. Escora. Pré-fabricado – Parte ou componente de uma edificação. Postigo – Pequeno vão executado a meia altura de uma parede que permite a passagem de objetos de um cômodo a outro. Pontalete – Peça de madeira colocada a prumo que se amparam elementos horizontais pesados de uma construção. que se destina a proteger ou camuflar o telhado. 311 . Ver sarilho. aplainar ou tirar irregularidades da madeira. construída no topo das paredes externas de uma edificação e contornando-a acima da cobertura. fabricado previamente em instalações industriais. Porta-balcão – Porta de duas folhas que se abrem para as sacadas. equivalente à figura de um corte horizontal que passa pelos peitoris das janelas. Porta – Abertura até o nível do pavimento feita nas paredes. Portinhola sobre a folha de uma porta maior. resistência ao risco igual ou superior que as cerâmicas esmaltadas ou as pedras naturais. baixa porosidade. Porão – Pequeno espaço situado entre o solo e o primeiro pavimento de uma casa. Poço caipira – Perfuração feita no solo manualmente utilizando uma cavadeira. Pré-moldado . O mesmo que planalto. Planta baixa – Desenho de projeção horizontal de um andar de um edifício. Playground – Palavra inglesa que significa espaço reservado para o lazer. depósito ou outro fim similar. muros ou painéis. Porcelanizado – Processo industrial que dá aos materiais a aparência ou a textura da porcelana. Platibanda – Mureta ou balaustre de alvenaria maciça ou vazada. utilizado com laminados plásticos colados. Prédio – Construção destinada à moradia. que substitui o vidro no fechamento de estruturas. Policarbonato – Material sintético transparente. de alta resistência. Apoio. Poço romano – Tanque ou piscina de dimensões reduzidas e circular. Pórtico – Portal de entrada de uma casa.

Revestimento – Designação genérica dos materiais que são aplicados sobre as superfícies rústicas e que são responsáveis pelo acabamento. Perfil de alumínio que nivela os revestimentos enquanto a massa ainda está mole. uma laje de concreto armado. Refratário – Qualidade dos materiais que apresentam resistência a grandes temperaturas. Ressalto – Qualquer saliência na fachada da construção. Q Quadro de distribuição – Caixa que distribuí os circuitos de eletricidade em uma construção. elevação. 312 . fundida diretamente sobre o terreno previamente preparado. cortes. detalhamentos etc. Retábulo – Peça de madeira ou pedra trabalhada em motivos religiosos na qual se encosta o altar. como a nogueira. Quiosque – Pequena construção. Radier – Tipo de fundação direta. composta de chave geral e disjuntores. Rejunte – Pasta de cimento e aditivos que preenche as juntas superficiais entre as peças de revestimento. Rancho – Habitação rústica do campo. Recuo – Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. Requadro – Armação em que os componentes formam ângulos retos. Prumada – Posição vertical da linha do prumo. Respaldo – Última carreira de tijolos da alvenaria de embasamento ou de parede do pavimento. Projeto – Plano geral de uma construção. recebendo pintura diretamente. colunas etc. Ato de deixar a argamassa formando um ângulo reto. normalmente aberta que realçam a decoração de jardins. responsável pela passagem da corrente elétrica da rede para o conjunto de luminária. a imbuia e o pinho-de-riga. Reator – Peça das lâmpadas halógenas. Recorte – Acabamento feito com trincha no encontro de cores diferentes usadas para pintar a mesma parede ou no encontro de duas superfícies. Prumo – Aparelho que permite verificar por paralelismo a verticalidade de paredes.Programa – Conjunto de necessidades sociais e funcionais de uma família ou pessoas que serve de base para o desenvolvimento de um projeto. R Radica – Deformações em forma de bolas enrugadas que aparecem nas bases dos troncos de árvores. Régua – Prancha estreita e comprida de madeira. Reboco – Revestimento de parede e teto feito com massa fina. reunindo plantas.

auxiliar. Rosácea – Caixilho de dimensões grandes e circulares. evita a penetração das águas das chuvas. junto ao piso. 313 . Ornato colocado no centro dos tetos ou abóbadas ou nos lustres. A tábua reentrante é chamada de saia. S Sacada – Qualquer espaço construído que faz uma saliência sobre o paramento da parede. Já a sapata corrida é uma pequena laje armada colocada ao longo da alvenaria recebendo a sua carga e distribuí para uma faixa maior de terreno. no encontro de telhados e paredes. de camisa ou blusa. Saliência – Elementos da construção que avança além dos planos verticais. Rufo – Chapa metálica dobrada que. e pequena quantidade de argila. estreita e comprida. Saibro – Material contendo grande quantidade de fragmentos pequenos de feldspato e quartzo. e a saliente. Sarilho (Sarrilho) – Cilindro disposto horizontalmente. Podem ser isolada ou corrida. Peça de madeira em que se apóiam as telhas. Selante – Óleo ou resina que dá liga às tintas e aos vernizes. Sapé – Tipo de gramínea que. quando seca. Pode ou não embutir iluminação. Na construção é usado para fazer argamassa e usado como piso de quadras de tênis.5 cm.5 e 2. Sarrafo – Tira de madeira. Saguão – Pátio interno fechado por paredes altas. Sanca – Moldura de gesso ou de outro material instalada junto ao teto. Servente – Ajudante. dos profissionais que trabalham nas obras. as sapatas são interligadas por vigas baldrames.Ripa – Qualquer peça de madeira fina. Sapata – Parte mais larga e inferior do alicerce.) Sebe – Tapume feio com ramos ou varas utilizado para fechar terrenos. Rodapé – Faixa de proteção ao longo das bases das paredes. com largura entre 5 e 20 cm e espessura entre o. Rústico – Acabamento ou construção feita de acordo com técnicas artesanais. Rococó – Vertente do barroco que se caracteriza pelo excesso de detalhes e adornos. Muito comum em portas divisórias retráteis. junto ao forro. e no qual se enrola corda. Seladora – Base incolor utilizada para proteger madeiras. baldes etc. Sanfonado – Que imita a forma e o movimento do fole da sanfona. A sapata isolada é um elemento de forma tronco de pirâmide construído nos pontos que recebem as cargas dos pilares. Como ficam isoladas. cabo ou corrente para levantar objetos (pesos. Saia-e-camisa ou saia-e-blusa – Tipo de forro de madeira em que as tábuas são sobrepostas formando reentrância e saliências. é usada para cobrir casas e quiosques. Rodaforro ou rodateto – Faixa (moldura) colocada ao longo das paredes.

em relação ao terreno circundante. que serve para passar as tubulações elétricas. Sobre-loja – É o pavimento de pé-direito reduzido. Sondagem – É a investigação do subsolo com o objetivo de avaliar a viabilidade técnica e financeira de uma fundação. Silos – É uma construção agrícola destinada ao armazenamento de produtos. Sinteco – Verniz resistente e durável usado no revestimento de pisos de madeira. proveito ou serviço de outra propriedade pertencente a dono diferente. caraterísticas dadas pelas águas dos rios. como a manta asfáltica. Servidão – Encargo imposto à qualquer propriedade para passagem. telefone etc. Ele tem geralmente portas ou tampas. inspirada nas aberturas das muralhas dos antigos palácios. Sótão – Ambiente que surge dos desvãos do telhado no último pavimento de uma construção. a uma distância maior do que a metade do pé-direito.Seteira – Janela estreita e comprida. Sobreira – Conjunto de telhas dispostas por baixo das telhas do beiral do telhado com a finalidade de reforçá-las. que facilitam o acesso às tubulações. Soleira – Parte inferior do vão da porta no solo. e nas portas externas. mantendo o mesmo nível. Soalho – Piso de tábuas apoiadas sobre vigas ou guias. Slump test – Ensaio para medir a consistência do concreto em massa. Silicone – Material usado na vedação. Suíte – Conjunto de dois cômodos contíguos em que um é quarto de dormir e o outro é banheiro. Sub-solo – Pavimento situado abaixo do piso térreo de uma edificação e de modo que o respectivo piso esteja. Arremate na mudança de acabamento de piso. Podem ter o formato de “s” ou “copo”. Sifão – Dispositivo formado por uma peça que retém água e tem a função de transportar um líquido de uma altura para outra mais baixa. onde se encaixa a lâmpada. geralmente depositados no seu interior sem estarem ensacados. Shaft – Palavra inglesa. na adesão e no isolamento de qualquer superfície que exija proteção contra umidade e infiltração de água. muito usado em construção de vários pavimentos. Seixo rolado – Pedra de formato arredondado e superfície lisa. e situado imediatamente acima do pavimento térreo. não inferior a 2. Solário – Local descoberto destinado a banhos de sol. Sóculo – É uma base de alvenaria. formando um degrau na parte de fora. Shingle – Tipo de telha de madeira plana ou materiais industrializados. Soquete – Receptáculo. de onde são retiradas. 314 . que serve para apoiar armários ou as guarnições das portas. Ver lanternim. Shed – Abertura na cobertura que propicia a ventilação e iluminação natural dos ambientes. Spot – Termo inglês que designa a luminária cujo foco de luz pode ser direcionado. de água.50m. de madeira ou ouro material. É um duto de alvenaria ou de concreto. que pode ser revestida ou não. com rosca interna. passando por um ponto mais alto impedindo a passagem dos cheiros provenientes das canalizações.

Telha-vã – Telhado sem forro. a fim de dar à superfície do terreno a forma projetada. por meio de colunas e pilares.Sumidouro – Local para onde se escoa a água de esgoto e infiltra no solo. Tabuado – Porção de tábuas. Terraplenagem – Conjunto de operações de escavação. desviada angularmente em relação ao plano vertical. tijolos ou taipa que separa um ambiente de outro. para evitar que elas sofram torção ou oscilação lateral. Terreno – Espaço de terra sobre a qual se vai assentar a construção. Telheiro – É a construção constituída por uma cobertura suportada. Telha – Cada uma das peças usadas para cobrir as construções. Espaço aberto no nível do solo ou em balanço. Talude – Inclinação de um terreno ou de uma superfície sólida. pelo menos em parte. utilizado em topografia para medir ângulos horizontais e verticais. Chama-se taipa de pilão quando se comprime a terra em fôrmas de madeira. Tábua corrida – Piso de tábuas em geral largas e contínuas. 315 . constituída de estrutura sobre a qual se assentam as telhas. Terraço – Cobertura plana. descarga e compactação. aberta em todas as faces ou parcialmente fechada. Tapume – Vedação provisória de madeira ou outro material com que se veda uma obra. formando a moldura que guarnece os telhados. Tarugo – Peça curta de madeira que se coloca entre os lados das vigas. destinada ao seu assentamento. Teodolito – Instrumento ótico portátil. T Tabeira – Série de tábuas que contornam as paredes. Também designa nuances do marrom que lembram a cor da terra. Telhado – Parte exterior e mais elevada que cobre uma edificação. Peça paralela a cumeeira e ao frechal. Terracota – Argila modelada e cozida. Terça – Viga de madeira que sustenta os caibros do telhado. Galeria descoberta. executadas para a construção de aterros e cortes. Tala – Peça de madeira utilizada para reforçar emendas de pontaletes e/ou peças de madeira. carga. Tardoz – Superfície de aderência do piso cerâmico. Taco – Cada uma das pequenas peças que formam o parquete. Taxa de ocupação – É a relação entre a área ocupada de uma ou mais edificações e a área total do mesmo. Pedaço de madeira embutido na parede ou concreto para receber pregos ou parafusos. As telhas e a estrutura ficam aparentes. Taipa – Sistema construtivo que usa barro para fechar paredes. transporte. Tabique – Parede delgada feita de tábuas.

316 . Tem forma de paralelepípedo retangular com espessura igual à metade da largura e o comprimento duas vezes a largura mais um centímetro. Tubo de queda – Tubo vertical que. Toldo – Cobertura de lona ou de outro tecido colocado sobre portas e janelas para impedir a incidência direta do sol. usada em telhados para vencer grandes vãos. no sistema métrico e/ou no sistema inglês. crespa. Torre – Construção cuja base é bem menor do que a altura. compondo os pisos. constituída por articulações em múltipla triangulação. está sujeita aos esforços de tração. Topografia – Análise e representação gráfica detalhada de um terreno. tinta ou qualquer material empregado para revestir uma superfície. Este termo se refere a construção residencial unifamiliar (residência para uma só família). formando um conjunto de barras interligadas. Trena – Instrumento de medição constituído por uma fita de aço. sem auxilio de apoios intermediários. Tulha – Depósito de café e cereais. Usucapião – Instrumento legal que possibilita o acesso à propriedade da terra pela posse. Tubogotejador – Tubo de passagem de água. Testada – É a divisa do lote lindeira ao logradouro público que lhe dá acesso. Tutor – Armação que serve para guiar o crescimento de arbustos ou trepadeiras. cabo de aço que se presta aos esforços de tração.Tesoura – Armação de madeira ou aço triangular. fibra ou tecido. Tirante – Viga horizontal que. Trincha – Tipo de pincel achatado. recebe os efluentes dos aparelhos sanitários instalados nos diversos andares. Tozzeto – Pequenas peças de cerâmica que se encaixam em outras maiores. Barra de ferro. Unifamiliar – Uma única família. Testeira – Superfície feita de madeira ou concreto colocada na extremidade de qualquer beiral. Treliça – Estrutura estaticamente definida. Tijolo – Peça de barro cozido usada na alvenaria. Urbanismo – Técnica de organizar as cidades com o objetivo de criar condições satisfatórias de vida nos centros urbanos. Trava – Viga fina de madeira que prende o madeiramento de uma estrutura. nas tesouras. Textura – Massa. com pequenas aberturas que permitem a formação de gotas pra umidificar o solo. nas instalações de esgotos de prédios elevados. graduada em uma ou ambas as faces. U Umbral – Parte superior das portas. deixando-a áspera.

Vergalhão – Barra de ferro comprida. Vidro de segurança – Nome dado ao vidro inestilhaçável. o que confere ao material excepcional capacidade de isolamento termoacústico. 317 . Viga – Peça estrutural. feita de aço. Vão – Abertura numa parede para a colocação de portas e janelas. Cada floco expandido aprisiona consigo células de ar inerte. É formado por palhetas inclinadas e paralelas podendo ser fixas ou móveis. Veneziana – Tipo de esquadria. Vedação – Ato de fechar. Verniz – Solução composta de resinas sintéticas ou naturais que trata e protege a madeira. Varanda – Alpendre grande e profundo. Vigota – Pequena viga Vinílico – Material composto por resinas de PVC. Vestíbulo – Entrada de uma edificação. que permite a ventilação permanente dos ambientes. e concentrá-las na alvenaria lateral dos vãos. Vazão – Quantidade de fluído que passa pela seção transversal de uma canalização na unidade de tempo. apropriado para revestir pisos. concreto etc. Vão livre – Distância entre os apoios de uma cobertura. Vermiculita . A verga superior tem a função de receber a carga das alvenarias. Vidro aramado – Aquele que tem uma trama de arame em seu interior para torná-lo mais resistente. plastificantes. Vidro temperado – Aquele que passa por um tratamento especial de aquecimento e rápido resfriamento para torná-lo resistente a impactos. madeira. E as vergas inferiores recebem as cargas concentradas e as distribui novamente na alvenaria. Verga – Reforço colocado sobre o vão de porta e janela (verga superior) e sob o vão de janela (verga inferior ou contraverga). Vitral – Painel executado com pedaços de vidros coloridos rejuntados com chumbo. Vão de luz – Distância livre e útil entre duas extremidades. espaço entre a porta de ingresso e a escadaria em átrio. aquele que não projetam estilhaços quando se quebram por impacto. formado essencialmente por silicatos hidratados de alumínio e magnésio. Vibrador – Aparelho destinado a adensar a massa de concreto fresco através de vibração provocado por um motor com excêntrico.É um mineral semelhante a mica. Vistoria – Diligência efetuada por profissionais habilitados da Prefeitura. tirando-as das esquadrias. vedar.V Vala – Escavação estreita e longa feita no solo. cargas minerais e pigmentos. As vigas transferem o peso das lajes e dos demais elementos (paredes etc. Quando submetida a um aquecimento a água contida entre suas milhares de lâminas se transformam em vapor fazendo com que as partículas explodam e se transformem flocos sanfonados.) para os pilares.

dos agregados. Volante – Peça onde se pega para abrir a torneira. industriais ou mistas. Z Zarcão – Subproduto do chumbo. Voluta – Ornato em forma de espiral que aparece nos capitéis de colunas clássicas.Vitrificado – Material que assume a aparência do vidro. Zoneamento – Divisão oficial de uma cidade ou centro populacional em regiões ou zonas residenciais. Zincado – Material que foi revestido de zinco. do solo etc. Volumetria – Conjunto das dimensões que determinam o volume de uma construção. 318 . comerciais. Zenital – Iluminação vinda de domo ou clarabóia. de cor alaranjada. evita a ferrugem. Vitrô – Pequena janela fechada com vidros.

ANEXOS .

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FERRAMENTAS 321 .

322 .

Avental de PVC Luvas de raspa Máscara descartável Protetor facial Qualquer função deve utilizar. obrigatoriamente. em beiradas de laje.EPI – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Cinturão páraqudista Cinto de segurança Qualquer função deve utilizar.00m de altura Escudo p/a soldador Máscara panorâmica Máscara semifacial Óculos contra imp. o EPI adequado ao risco e em perfeito estado. quando exposta a níveis cima do limite da NR15 # uso obrigatório € uso eventual Administração em geral Almoxarife Armador Azulejista Carpinteiro Carpinteiro (serra) Eletricista Encanador Equipe-concretagem Equipe-montagem Operador-betoneira Operador-compactador Operador-empilhadeira Operador-guincho Operador-máquina Operador-martelete Operador de policorte Pastilheiro Pedreiro Pintor Poceiro Servente Geral Soldador Vigia Cabe ao empregador: Luvas de PVC Capacete FUNÇÃO x EPI # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # € € # # € # # # € € # # # # € € # # # € # € € # € # # € € Qualquer função deve utilizar.Responsabilizar-se por sua guarda e conservação Cabe ao empregado: 323 Colete refletivo € ∋ . quando executar trabalhos acima de 2. como limitador de espaço.Cumprir as disposições legais sobre Segurança Saúde no Trabalho .Substituir.Higienizar e realizar manutenção periódica do EPI . o EPI danificado ou extraviado .Usar o EPI fornecido pela empresa a finalidade a que se destina .Observar as Normas de Segurança do Trabalho .Tornar obrigatório o uso do EPI . quando exposta a garoas e chuvas € € € € € # # € # € # € € € € € € € # # # € € € # # # # # # # # € # € # # # # # # # € # # € # Qualquer função deve utilizá-la quando houver necessidade de proteção facial # Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe # # # # € # # # # # . imediatamente.Fornecer aos empregados gratuitamente. . Óculos ampla visão Òculos p/a soldagem Máscara p/a soldar Botas impermeáveis Calçado de segurança Capa impermeável Mangote de raspa Perneira de raspa Protetor auricular Luva de borracha Avental de raspa Cinturão de Seg. valas etc. Qualquer função deve utilizar.

PREGOS NA ESCALA NATURAL 1:1 324 .

325 .

326 .

cm cm cm²/m cm²/m 3.0 6.45m 4.00m Comprimento: Rolo: vide tabela .0 285.0 x 6.6 x 5.0 8.28 7.0 x 8.09 120 120 120 60 60 60 222.36 x 6.0 6.Painéis: Emendas: (Em cm) Por simples justaposição das telas para armaduras prinicpais: (3 malhas) (desenho da justaposição 3 malhas) Para armadura de distribuição: (1 malha) 327 .1 x 7.20m e 6.0 9.5 x 4.80 2.59 5. NBR 5916 E NBR 7480 DA ABNT ORDEM DESIGNAÇÃO ESPAÇAMENTO ENTRE FIOS Long.4 323.92 x 0.61 x 0.5 264.3 117.1 217.20 2.91 4.0 2.75 0.8 0.35 x 3.97 1.0 1.03 6.4 0.0 37.03 x 5.48 1.96 5.11 3.5 1.8 x 3.52 3.PESO COMPR.1 45.0 x 3.1 8.8 57.8 1.96 5.0 6.8 x 3.96 x 1.13 4. cm cm 15 x 15 15 x 15 15 x 15 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 DIÂMETRO DOS FIOS SECÇÃO DOS FIOS PESO ROLOS PAINÉIS COMPR.83 x 2.47 3.59 x 1.0 6.0 0.0 6.PES O kgf/m² m kgf m kgf 0.2 1.9 78.46 x 2. .61 3.2 x 4.36 Categorias do aço: CA-60: 3 ≤ 0 ≤ 9mm Dimensões padronizadas: Largura: 2.9 92.47 x 0.0 7. Trans.92 3.1 356.75 4.0 6.38 4.2 148.2 0.6 2.0 x 8.4 65.0 x 5.13 x 1.3 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 Q 47 Q 61 Q 75 Q 92 Q 113 Q 138 Q 159 Q 196 Q 246 Q 283 Q 335 Q 396 Q 503 Q 636 Long Trans.0 x 9. Longc Trans.96 x 3.46 6.0 6.97 10.75 x 0.48 5.37 6.4 x 3.2 x 4.21 1.38 x 1.0 6.83 3.TABELAS PARA OBRAS COM CONCRETO ARMADO = Telas para estrutura de concreto armado NORMAS: NBR 7481.35 3.

328 .

5 tf/m³ Lajes e paredes de concreto 25h(cm) Kgf/m² Vigas e pilares 0.Cargas Permanentes: Peso próprio Concreto Armado 2.85 1. 1. de 35 madeira Cargas Acidentais -NB-5 329 .10 . de madeira 40 Com telhas de alumínio e estr: aço 30 alumínio 20 Com canalete 90 e estr. um tij.bw(cm).Acabada (cm) 12 17 22 Peso kgf/m² 170 240 300 Peso de cobertura Tipo de cobertura Peso kgf/m² Com telhas de barro e tesouras de 70 madeira ι ≤ 40% Com telhas onduladas de fibrocimento e estr.60 0.6 tf/m³ 1.25.3 tf/m³ Tijolo Baiano kgf/m² 120 180 300 Tijolo Maciço kgf/m² 160 240 400 Bloco de concreto Espessura (cm) 9 14 19 Esp.50 Peso de paredes Tijolos Maciço Tijolo Baiano Blocos de concreto Parede Espelho 1/2 tij.h(cm) Kgf/m Laje pré Verificar bw= largura h = altura Peso de revestimento de laje 50kg/m² Peso de enchimento Material Caco pumex Argila expandida Entulhos Peso específico γ (tf /m³) 0.1.2 tf/m³ 1.

6 22.9 28.2 0 Kg/L L/sac o 50kg 2.5 5 0.48 m 330 .82 1. Lages 1:21/2:4 1:21/2:5 500 400 375 350 300 300 300 275 250 363 273 264 243 225 210 207 195 174 400 350 300 250 220 210 190 180 150 28.7 5 0.0 33.7 28.5 4 3.TABELA PRÁTICA DE TRAÇOS DE CONCRETO TABELA DE TRAÇOS DE CONCRETO Aconselha-se nos casos Traço Volume Consumo de 3 cimento p/ m de concreto Kg Sacos de 50kg 10 8 7.6 33.6 1 0.0 35.7 28.9 3 3 4 2 2 5 2 2 3 1.5 5 Litros Consumo de 3 areia p/ m de concreto Seca L 363 409 525 486 362 420 517 487 435 Num 3% L 465 524 676 622 719 538 662 625 557 Consumo de brita 3 e água por m de concreto Nº 1 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Nº 2 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Água L 226 189 206 210 207 202 208 201 195 Resistência a 2 compressão kg/cm (provável) 3 dias 220 180 140 110 100 90 80 70 50 7 dias 300 250 200 170 150 130 120 110 90 28 dias Altura das caixas (cm) Areia Brita Nº 1 22.1 33.5 32.7 21.0 218.8 6 0.7 28.6 36.7 1 0.6 8 0.35 x 0.4 19.6 33.9 1 2 2 2 3 2 3 3 3 2.6 5 0.5 30.14 1.5 34.9 23.27 2.27 97.1 33. de Concr.4 28.2 145.83 14.37 1.54 1.5 27.9 23.5 As caixas para pedra e areia terão em todos os casos como medidas de boca 0.4 19.6 22.5 187.7 129.0 17.5 39.7 28.4 9 0.41 1.3 170. Baldrames e Vigas Médias 1:2:4 1:21/2:31/2 Estr.4 4 0.0 Brita Nº 2 22.5 1 6 6 6 5.6 28.2 203.9 168.7 23.47 1.6 29.84 1.5 162 147 114 486 441 456 622 561 584 405 441 456 405 441 456 202 198 194 40 50 70 50 130 100 28. Armado Cintas de Amar-ração Vergas. leitos e camadas preparatórias 1:4:8 225 200 175 4.9 5 1.6 28.5 28.1 240.4 28.0 Nº de caixas por 1 saco de cimento Areia Brita Nº 1 1 1 1 1 Brita Nº 2 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 Fatores de água/cimento Cimento/água L/k g 0.6 29.5 Rendimento p/ saco de 50 kg Litros 1:1:2 1:1/2:3 1:2:21/2 Obras de responsabilidade 1:2:3 1:21/2:3 Colunas.05 0.5 60.4 33.6 22.6 22.7 23.2 133.9 28.9 312. Peq.3 1:3:5 1:3:8 Casos especiais.0 33.6 181.20 24.04 1.7 9 0.4 33.

331 .

TERÇAS E PONTALETES DET. ESPIGÃO 332 .TESOURAS.

Sarrafo para travamento na linha da cumeeira.5 3. (m) 01 26 04 04 02 03 2.50 520.0 Viga 6 x 12 Quant. .0 4.50 4.) 03 (Pont.) 07 01(Berço) 2.0 4.0 (m) 15.00 4.50 4.50 3. . .Acrescentar 20cm em cada viga com emendas.5 x 10. Compr. Compr.Ripas acrescentar 10% . Compr.00 3.00 333 .00 3. RELAÇÃO DE MATERIAIS Viga 6 x 16 Quant. (m) 24 07 05 26 30 2.CAIBROS Obs.00 Sarrafo 2.50 3.0 Caibro 5 x 6 Ripas 1 x 5(m) Quant.Acrescentar 10cm em cada caibro com emendas.5 5.0 4. (m) 01 (Pont.

F. J. 16 SANTOS. São Paulo 1995 6 CARDÀO. IBTS – Instituto Brasileiro de Telas Soldadas. 1995. Copiare. Celso. 1o volume. São Paulo. 334 . Manual do Construtor.R. Técnica de armar as estruturas de concreto. Editora Edgard Blucher. 1974 14 RODRIGUES. 4a edição. 15 SAMPAIO. Edvaldo G. A.et al. Editora Hemus. Porto Alegre. Fundações Teoria e prática. Editora Pini. Batista. Editora Tecnoprint. São Paulo..B. Editora Pini. J.Boletim Técnico de Edifício. NBR 6118/1980 Projeto e execução de obras de concreto armado. 2000 8 FALCONI. Firme. Pisos Indistriais de Concreto Armado. São Paulo 1998.Falcão. 2a edição. 1996 12 MOLITERNO. A . G.2 volumes. Editora Globo. Rio de Janeiro. 2 volumes. Tesouras de Telhados.C. 1993 11 MELLO. São Paulo. Prática das Pequenas Construções. Manual de Construção. Editora Calcitec. et al. P. P. Materiais de Construção. 3a edição. 1998. C Arruda.O. 6a edição. Rio de Janeiro.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Estruturas. 1993 3 BORGES. 9 FUSCO.1992 4 BAUD. 9a edição. Uma metodologia de Orçamentação para Obras Civis.F. 4a edição.Vilela. 2a edição. 5 volumes. Rio de Janeiro. São Paulo. Editora Pini. PCMAT. Programa de Condi'~oes e Meio Ambiente do Trabalho da Indústria da Construção. L. Curitiba/PR. São Paulo.Caio. 1976 5 BAUER. C. Editora Edgard Blucher.. Caderno de Projetos de Telhados em Estrutura de Madeira. Antonio. NBR 8036/1993 Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundação. Técnica da Construção. F. Ed. Sistema treliçado global . 1969 7 DIAS.P. P. Editora Glob. Editora Pini. 1992 13 PIANCA. J. 10 LIMA. 1980 2 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. desenhos de concreto armado.

A técnica de Edificar. Editora Pini. Apostila 4oSimpatcon. São Paulo. Jornal da AFALA .Publicação ABESC Manual de execução de Telhado . 1978.Fôrma e Ferragens.17 TERZIAN.Editora Pini Manual Técnico Blindex . Walid. 1998.Construção Mercado e Téchne .IPT Manual de tipologia de Projeto e de Racionalização das Intervenções por ajuda mútua. Detalhaes de execução .Associação dos Fabricantes de Lajes. Roberto. P. Campinas/SP. Outras Publicações: Apostilas Senai Boletins Técnicos do IPT Boletins Técnicos da ABCP Revista Arquitetura eConstrução Revistas Técnicas . 335 . 18 YAZIGI.