Técnicas de Construções

TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL

2009

PROF. DR. JOSÉ ANTONIO DE MILITO

PREFÁCIO

Estas anotações de aulas, compiladas em forma de apostila, tem o intuito de facilitar a consulta e o acompanhamento das disciplinas de Técnicas das Construções Civis e Construções de Edifícios da Faculdade de Ciências Tecnológicas da P.U.C. Campinas e Construção Civil da FACENS-Faculdade de Engenharia de Sorocaba. Não houve pretensão de escrevê-la para ser publicada como livro, mas sim reunir coletânea, conhecimentos extraídos de livros, catálogos, informativos, pesquisas, palestras, seminários etc. desde 1981, por esta razão não consta as citações e as referências bibliográficas dos autores e fontes de consulta em boa parte dos capítulos. Contém um bom número de informações gerais úteis para que, ao projetar ou edificar, se esteja atento para não cometer os erros mais graves, que são encontrados em grande quantidade, principalmente nas construções de pequeno porte. Espero que, de alguma forma, esta apostila contribua para acrescentar algo de novo aos alunos e mostre a importância do assunto, para que nos futuros projetos, seja dedicado algum tempo, aos cuidados necessários às técnicas de edificar.

JOSÉ ANTONIO DE MILITO

SUMÁRIO

1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.1 Estudo com o cliente 1.2.Exame local do terreno 1.3 Limpeza do terreno 1.4 Levantamento topográfico de lotes urbanos 1.4.1 Medidas do terreno (levantamento planimétrico) 1.5 Nivelamento (levantamento altimétrico) 1.5.1 Com uso do clinômetro 1.5.2 Nível de bolha 1.5.3 Nível de mangueira 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2.1 Construções vizinhas 2.2 Movimento de terra 2.2.1 Cortes 2.2.2 Aterros e reaterros 2.2.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra 2.3 Instalação de canteiros de serviços ou canteiro de obras 2.3.1 Exemplo de barracão para obras de pequeno porte 2.4 Locação de obra 2.4.1 Processo dos cavaletes 2.4.2 Processo da tábua corrida 2.5 Traçado 2.5.1 Traçado de ângulos retos e paralelas 2.5.2 Traçado de curvas 2.5.3 Locação de estacas 2.5.4 Locação da fôrma de fundação 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.1 Sondagem 3.1.1 Execução da sondagem 3.1.2 Resistência à penetração 3.1.3 Determinação do número de sondagens a executar 3.1.4 Perfil de sondagem 3.2 Escolha do tipo de fundações 3.2.1 Tipos de fundações 3.3 Fundação direta ou rasa 3.3.1 Sapata corrida em alvenaria 3.3.2 Sapatas isoladas 3.3.3 Sapatas corridas 3.3.4 Radiers 3.4 Fundações profundas 3.4.1 Estacas 3.4.2 Blocos de coroamento das estacas

....... 1 ....... 3 ....... 4 ....... 4 ....... 4 ....... 7 ....... 8 ....... 9 ..... 10 ..... 14 ..... 14 ..... 15 ..... 16 ..... 17 ..... 17 ..... 19 ..... 21 ..... 21 ..... 22 ..... 23 ..... 24 ..... 25 ..... 26 ..... 28 ..... 31 ..... 31 ..... 33 ..... 33 ..... 35 ..... 36 ..... 37 ..... 38 ..... 39 ..... 42 ..... 42 ..... 43 ..... 44 ..... 44 ...... 46

3.4.3 Brocas 3.4.4 Estacas escavadas 3.4.5 Estacas apiloada 3.4.6 Estacas Strauss 3.4.7 Estacas Franki 3.4.8 Tubulões 3.4.9 Alvenaria de embasamento 3.5 Impermeabilização 3.5.1 Impermeabilização dos alicerces 3.5.2 Impermeabilização nas alvenarias sujeitas a umidade do solo 3.6 Drenos 4 ALVENARIA 4.1 Elementos de alvenaria tradicional 4.1.1 Elementos cerâmicos 4.1.2 Tijolos de solo cimento 4.1.3 Blocos de concreto 4.2 Outros elementos de alvenaria de vedação 4.3 Elevação da alvenaria tradicional 4.3.1 Paredes de tijolos maciços 4.3.1a Amarração dos tijolos maciços 4.3 1b Formação dos cantos de parede 4.3.1c Pilares de tijolos maciços 4.3.1d Empilhamento de tijolos maciços 4.3.1e Cortes em tijolos maciços 4.3.2 Paredes com blocos de concreto 4.3.3 Paredes de tijolos furados 4.4 Vãos em paredes de alvenaria 4.5 Outros tipos de reforços em paredes de alvenaria 4.6 Fixação das alvenarias de vedação em estruturas de concreto 4.7 Muros 4.7.1 Fechamento de divisas em blocos de concreto 4.7.2 Fechamento de divisas em tijolo maciço e baiano 4.7.3 Tipos de fundações para muros 4.8 Argamassa de assentamento – preparo e aplicação 4.8.1 Preparo da argamassa para assentamento de alvenara de vedação 4.8.2 Aplicação 5 FORROS 5.1 Forro de madeira 5.2 Lajes pré-fabricadas unidirecionais 5.2.1 Elementos que as compõe 5.2.2 Generalidades sobre a laje comum (LC) 5.2.3 Generalidades sobre laje treliça (LT) 5.2.4 Generalidades sobre laje protendida (LP) 5.2.5 Montagem e execução de lajes pré-fabricadas 5.3 Lajes pré-fabricadas bidirecionais

..... 47 ..... 49 ..... 49 ..... 50 ..... 51 ..... 51 ..... 53 ..... 54 ..... 55 ..... 57 ..... 58 ..... 63 ..... 63 ..... 67 ..... 68 ..... 69 ..... 69 ..... 70 ..... 72 ..... 74 ..... 75 ..... 76 ..... 77 ..... 77 ..... 79 ..... 79 ..... 82 ..... 84 ..... 85 ..... 85 ..... 86 ..... 87 ..... 88 ..... 88 ..... 89 ..... 91 ..... 92 ..... 93 ..... 94 ..... 98 ... 102 ...103 ... 107

5.4 Pré-lajes unidirecionais e bidirecionais 5.5 Lajes pré-fabricadas – Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6.1 Estrutura 6.1.1 Materiais utilizados nas estruturas 6.1.2 Peças utilizadas nas estruturas de telhado 6.1.3 Ligações e emendas 6.1.4 Telhado pontaletado 6.1.5 Recomendações 6.2 Cobertura 6.2.1 Cerâmica 6.2.2 Concreto 6.2.3 Telhas onduladas de fibrocimento 6.2.4 Inclinação e caimento ou declividade das telhas 6.3 Sistema de captação de águas pluviais 6.3.1 Calhas 6.3.2 Água furtada 6.3.3 Condutores 6.3.4 Coletores 6.3.5 Rufos e pingadeiras 6.4 Dimensionamento 6.4.1 Calhas 6.4.2 Condutores 6.5 Formas de telhados 6.5.1 Beirais 6.5.2 Platibanda 6.5.3 Linhas do telhado 6.5.4 Tipos de telhados 6.6 Regra geral para desenho das linhas dos telhados 6.7 Calculo das telhas para cobertura plana 7 ESQUADRIAS 7.1 Esquadrias de madeira 7.1.1 Portas 7.1.2 Porta balcão 7.1.3 Janelas 7.1.4 Tipos de janelas de madeira 7.2 Esquadrias de metal 7.2.1 Janelas 7.2.2 Portas 7.3 Esquadrias de PVC 7.4 Representação gráfica de portas e janelas 7.4.1 Portas 7.4.2 Janelas 7.5 Algumas dimensões comerciais 7.5.1 Portas 7.5.2 Janelas 7.6 Como escolher uma esquadria

... 108 ... 108 ...111 ...112 ...114 ...119 ...122 ...124 ... 125 ... 125 ... 130 ... 130 ... 131 ... 133 ... 134 ... 135 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 138 ... 138 ... 138 ... 139 ... 140 ... 141 ...142 ...143 ...145 ...145 ... 150 ...151 ...153 ...156 ... 156 ... 160 ... 160 ... 161 ... 161 ... 161 ... 163 ... 163 ... 163 ... 164

8 REVESTIMENTO 8.1 Preparo dos substratos 8.1.1 Na vertical 8.1.2 Na horizontal 8.2 Revestimentos argamassados tradicionais 8.2.1 Na vertical 8.2.2 Na horizontal 8.3 Revestimentos não argamassados 8.3.1 Gesso 8.3.2 Revestimento cerâmico 8.3.2.1 Revestimento cerâmico na vertical 8.3.2.2 Revestimento cerâmico horizontal 8.3.3 Piso de madeira 8.3.4 Carpete 8.3.5 Pedras decorativas 8.3.6 Pisos vinílicos 8.3.7 Pisos de borracha 8.3.8 Pisos laminados 8.3.9 Piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9.1 Tintas 9.1.1 Seus tipos 9.1.2 Sua qualidade 9.1.3 Preparação da superfície 9.1.4 Esquema de pintura 9.1.5 Cuidados na aplicação das tintas 9.1.6 Condições ambientais durante a aplicação 9.1.7 Material de trabalho 9.1.8 Rendimentos 9.1.9 Recomendações gerais 9.2 Vidro 9.2.1 Vidro temperado 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.1 Revestimento Argamassados – Analise das causas 10.1.1 Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados 10.1.2 Causas decorrentes do traço da argamassa 10.1.3 Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento 10.1.4 Causas decorrentes do tipo de pintura 10.1.5 Causas externas ao revestimento 10.1.6 Reparos 10.2 Revestimento cerâmicos – Analise das causas 10.2.1 destacamento de placas 10.2.2 Trincas, gretamentos e fissuras 10.2.3 Eflorescência 10.2.4 Deterioração das juntas 10.3 Pinturas – Análise das causas

...166 ...166 ...168 ...170 ...170 ...177 ...178 ...178 ...181 ...185 ...188 ...192 ...196 ...196 ...200 ...201 ...203 ...204 ... 211 ... 211 ... 212 ... 213 ... 214 ... 216 ... 220 ... 220 ... 222 ... 222 ... 223 ... 224 ... 229 ... 229 ... 231 ... 232 ... 233 ... 234 ... 236 ... 239 ... 239 ... 239 ... 240 ... 240 ... 241

11

DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11.1 Materiais empregados em concreto armado 11.1.1 Cimento 11.1.2 Agregados miúdos e graúdos 11.1.3 Água 11.1.4 Armaduras 11.2 Sistemas de fôrmas e escoramentos convencionais 11.2.1 Materiais e ferramentas 11.2.2 Peças utilizadas na execução da fôrmas 11.2.3 Detalhes de utilização 11.2.4 Junta das fôrmas 11.2.5 Sistema de forma leve 11.2.6 Sistema médio de fôrmas 11.2.7 Sistema pesado de fôrma 11.2.8 Sistema trepante e auto trepante 11.2.9 Sistema de fôrmas deslizante 11.3 recomendação quanto ao manuseio e colocação das barras de aço 11.3.1 Corte 11.3.2 Dobramento das barras 11.3.3 Montagem das armaduras 11.3.4 Barras de espera de pilares 11.3.5 Armação de fundação 11.3.6 Emendas 11.3.7 afastamento mínimo das barras 11.4 Como se prepara um bom concreto 11.4.1 Concreto preparado manualmente 11.4.2 Concreto preparado com betoneira 11.4.3 Concreto dosado em central 11.4.4 Aplicação do concreto em estruturas 11.4.5 Cobrimento da armadura 11.4.6 Cura 11.4 7 Desforma 11.4.8 Consertos de falha 11.4.9 plano de concretagem 12 VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO ANEXOS Ferramentas EPI - Equipamentos de proteção individual Pregos na escala natural 1:1 Tabelas para obras em concreto armado Tabelas prática de traço de concreto Tesouras terças e pontaletes Caibros Referências Bibliográficas

... 244 ... 244 ... 247 ... 248 ... 248 ... 251 ... 252 ... 256 ... 257 ... 263 ... 264 ... 265 ... 266 ... 266 ... 267 ... 267 ... 267 ... 268 ... 269 ... 270 ... 271 ... 272 ... 272 ... 273 ... 273 ... 274 ... 276 ... 277 ... 282 ... 284 ... 285 ... 286 ... 286 ... 289 ... 321 ... 323 ... 324 ... 327 ... 330 ... 332 ... 333 ...

25 .12 Sapata isolada retangular 3....... 39 ..7 Marcação sobre gabarito 2. 32 ...4 Aproveitamento das chapas compensadas 2.13 Projeto de locação de estacas 2... 12 ..... 21 ..... 38 ..5 Representação de curva de nível 1..7 Profundidade de uma estaca isolada 3..13 Levantamento altimétrico em terreno com declive 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2. 9 . 23 . 19 .3 Barracão para pequenas obras 2.. 8 ....2 Aterro em terreno 2... 10 .7 Clinômetro inclinado 1..Lote irregular com pouco fundo 1..10Posição da água quando não existe bolhas 1.14 Sapata corrida sobre pilares .. 24 . 11 .5 Exemplo de um perfil de subsolo 3.... 32 .11 Com cinta de amarração 3. 42 .2 Equipamento de sondagem a percussão 3..9 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito 2.... 25 .4 Planta de locação das sondagens 3...... 28 ... 23 ..LISTA DE FIGURAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.. 34 .11 Processo da mangueira de nível 1.2.. 37 ... 15 ..11 Traçado de curvas de pequeno raio 2. 6 . 5 .8 Realização das medidas útil com o clinômetro 1.10 Com cinta de amarração 3.. 35 . 43 .. 8 .......9 Sem cinta de amarração 3.... 7 ..1 Esquema de sondagem 3....1 Corte em terreno 2....4 Lote com setor curvo 1.. 16 ..6 Clinômetro ou nível de Abney 1. 42 . 20 ..14 Locação de estaca 2.10 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito usando esquadro metálico 2....12 Levantamento altimétrico em terreno com aclive 1.9 Utilização do nível de bolha 1.1 Lote regular 1.3 Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes 3.. 12 .... 26 ....8 Processo da tábua corrida 2..5 Cavalete 2.6 Processo dos cavaletes 2.. 6 .8 Detalhe do nivelamento do fundo de vala 3. 29 . 10 ....15 Projeto de forma locadas pelo eixo 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3. 41 . 36 . 22 . 27 ..3 Lote irregular com muita profundidade 1..13 Sapata corrida sobre parede 3. 41 ........ 41 ... 5 .12 Traçado de curva pelo método das quatro partes 2...6 Relação dos tipos de fundações usuais em construção 3.

. 73 . 79 ... 71 ...2 Tijolo com furo cilíndrico 4.. 67 .. 49 . 68 .. 52 .31 Impermeabilização em locais com ventilação 3. 74 .34 Exemplo de aplicação dos drenos 4 ALVENARIA 4... 43 ....28 Impermeabilização no respaldo do alicerce 3.... 59 . 68 ...30 Impermeabilização em locais de pouca ventilação 3.. 67 .6 Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 4.29 Detalhe da aplicação da argamassa impermeável 3.22 Perfuratriz 3... 54 ..19 Bloco de coroamento 3...15 Ajuste francês 4.16 Radier 3.23 Empilhamento de tijolos maciços 4.. 74 . 66 .... 56 .14 Ajuste corrente 4. 70 .32 Dreno horizontal 3.30 Vergas sobre e sob os vãos .. 71 ..25 Seção típica de um tubulão 3. 60 ..3 Tijolo com furo prismático 4. 77 .26 Tubulão a ar comprimido 3. 66 ... 53 . 73 ... 64 .. 57 . 59 ..24 Execução das estacas Franki 3.. 51 ....33 Dreno horizontal cego 3.16 Ajuste inglês ou gótico 4. 70 ..7 Bloco de concreto 4.....17 Canto de parede de meio tijolo no ajuste comum 4..20 Canto em parede de espelho 4. 75 .27 Alvenaria de embasamento 3..15 Sapata corrida com viga 3. 76 ... 48 .19 Canto de parede de um tijolo no ajuste comum 4.29 Vão de alvenaria 4...18 (a) Arrasamento das estacas (b) Cota de arrasamento das estacas 3...26 Detalhe de execução dos cantos 4.. 80 .4 Tijolo laminado 4. 50 . 79 . 78 .20 Tipos de trado 3....8 Bloco canaleta 4..21 Canto em parede de um tijolo com parede interna de meio tijolo ajuste francês 4....22 Exemplo de pilares em alvenaria 4..10 Detalhe do prumo do canto da alvenaria 4..1 Tijolo comum 4. 73 ... 75 ..25 Detalhe do assentamento do bloco de concreto 4.3...13 Retirada do excesso de argamassa 4.24 Corte do tijolo maciço 4. 45 ... 44 . 78 .5 Tijolo de solo cimento comum 4. 76 .18 Canto em parede de um tijolo no ajuste francês 4. 67 ......9 Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria 4.. 46 ..... 57 . 74 ..11 Colocação da argamassa de assentamento 4...17 Esforços nas estacas 3..12 Assentamento do tijolo 4..27 Execução da alvenaria utilizando tijolos furados 4....28 Execução da amarração na alvenaria de tijolo furado 4.. 80 . 58 ... 45 .21 Perfuração das brocas 3.23 Execução das estacas Strauss 3. 47 ........ 72 ..

21 Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 5..19 Vigota protendida 5..22 Detalhe da colocação da laje pré-fabricada 5.5m 4.48 Assentamento em cordão 4. 96 .10 Exemplo de reforços em laje pré comum 5.36 Coxins de concreto 4..8 Apoio da laje comum passante em beirais 5.....0m 4. 88 ..5 Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum 5.43 detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 4.4 Elementos da laje pré-fabricada comum 5. 101 .44 Exemplo de fundação para muros 4.0m e entre 1.46 Preparo da argamassa com betoneira 4.23Detalhe da colocação da armadura negativa 5. 88 .. 92 .. 86 . 96 .34 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.15 Armadura adicional de compressão 5. 89 . 81 .. 83 .. 81 ..31 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1...45 Preparo da argamassa manualmente 4.. 100 ....7 Apoio da laje comum em estrutura de concreto armado 5.....14 Armadura adicional de tração 5.. 98 . 83 . 100 .. 105 ..5 e 2... 97 . 96 .. 96 . 99 .. 92 .0 e 2..0 e 2.6 Apoio da laje comum sobre alvenaria 5.. 84 ... 106 ..17 Exemplo de execução de nervuras 5.. 91 .. 81 .39 Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto 4.40 Fixação da alvenaria de vedação em estrutura de concreto 4.11 Elementos de uma laje pré-fabricada treliça 5.. 104 ..0 e 1. 100 ..38 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado 4.3 Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5.. 95 .. 87 . revestido e viga baldrame 4.. 83 ...47 Assentamento tradicional 4.32 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vão entre 1.37 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço 4.13 Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado 5.18 Manuseio da laje treliça 5..49 Tipos de frizos 5 FORROS 5.. 82 .. 104 .0m 4.4.24 detalhe do apoio das tábuas da passarela ..33 Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vão de 1... 94 ..41 Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 4..9 Apoio da laje com balanceado em beirais 5.35 Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1.12 Exemplos das variações das alturas da laje treliça 5.0m 4. 82 .....0m e entre 1. 82 .1 Tipos de forros de madeira 5..2 Fixação do forro na estrutura do telhado 5. 90 .42 Detalhe da elevação de muros de bloco aparente...0m 4. 98 .16 reforço em laje treliça 5. 100 .. 89 .20 Exemplo de escoramento convencional para laje préfabricada 5. 107 .. 102 .. 85 .. 86 .

34 Calha tipo platibanda 6. 108 . 123 .40 Calha tipo platibanda 6. 127 .39 Divisão do telhado em áreas “a” 6. 129 .21 Detalhe da fixação das ripas nos caibros 6. 134 .45 Desenho das linhas de um telhado 6.26 Telha plan 6.0m 6. 125 .22 Fixação das ripas nos caibros 6.23 Acabamento da cumeeira 6. 120 .47 Telhados com uma água . 129 .25 Telha paulista 6.16 Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6.46 Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6. 124 .29 Telha germânica 6.26 Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6. 126 . 132 .20 Detalhe da fixação por pregos menores 6. 112 .42 Beiral em laje 6. 118 . 124 .28 Telha termoplan 6.25 (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento 5. 135 .6 Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais 6. 119 . 140 . 137 .7 Detalhe da galga 6.4 Esquema de contraventamento das tesouras 6. 121 .2 Seção típica de uma estrutura de telhado 6. 130 .43 Beiral em telhas vã 6. 109 . 121 . 115 .11 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6.15 Detalhes da emenda das terças com pregos 6. 114 . asna e pendural 6. 125 .1 Esquema de estrutura de telhado 6. 120 .32 Detalhe da estrutura de um telhado selado 6. 115 .35 Calha tipo moldura 6.10 Detalhe da ligação entre a perna e a escora 6.38 Áreas de contribuição condutores 6.19 Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6.14 Detalhe das emendas de uma linha de terça 6.33 Calha tipo coxo 6.8 Detalhe da ligação entre linhas e a perna 6. 139 . 116 .5.9 Detalhe da ligação entre a linha e a perna 6.30 Inclinação e caimento de telhados retos 6.41 Calha tipo coxo 6. 135 .17 Apoio dos pontaletes em berços 6.44 Detalhe das platibandas 6. 133 .24 Telha francesa ou marselha 6. 119 .36 Detalhe de uma água furtada 6. 141 . 128 .18 Detalhe do berço para distribuir as cargas 6. 120 .31 Inclinação mínima para telhados selados com vão até 8. 140 . 137 . 121 . 121 . 123 . 141 . 118 . 136 . 139 .27 Telha romana e portuguesa 6. 128 .13 Detalhe da ligação entre a linha. 137 .37 Detalhe da utilização dos rufos e das pingadeiras 6.5 Esquema do apoio das terças nas tesouras 6. 131 .12 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6.3 Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal 6. 135 . 138 .

157 .6 Detalhe da fixação dos batentes por espuma de poliuretano 7.11 Determinação do assentamento dos azulejos 8.16 Veneziana de abrir com caixilho de abrir 7.28 Representação dos caixilhos de correr e de abrir 7. 173 .29 Representação dos caixilhos pivotante 7. 146 .2 Procedimento para nivelar sub-base do lastro 8.3 Assentamento das taliscas superior nas paredes 8.15 Veneziana de correr com caixilho de correr 7.24 Venezianas de projeção 7.9 Porta balcão 7.3 Detalhes da fixação dos batentes das portas 7. 143 .21 Caixilho maximo ar 7. 159 . 172 .7 Detalhe da fixação das guarnições 7. 151 . 167 .27 Representação dos caixilhos de empurar e guilhotina 7.4 Assentamento das taliscas inferiores nas paredes 8. 186 .17 Janela tipo ideal 7. 155 . 173 . 146 .18 Janela de enrolar 7. 169 .186 . 145 .49 Telhados com três águas 6. 174 . 154 . 153 . 156 . 154 .23 Caixilho de correr 7. 142 . 153 .13 Caixilho de abrir 7.12 Exemplo de divisão dos azulejos 8.11 Detalhe da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo 7.8 Determinação dos tipos de juntas 8.6 Determinação da execução das guias e do emboço 8.7 Determinação da aplicação do reboco 8. 152 .10 Juntas superficiais dos azulejos 8.22 Janela veneziana 7.6. 142 .5 Determinação da colocação das taliscas nos tetos utilizado o nível referêncial 8.14 Venezianas de abrir com caixilho guilhotina 7. 192 .10 Batentes das janelas 7. 148 . 162 .51 Perspectiva das linhas de um telhado 7 ESQUADRIAS 7. 157 .1 Diversas formas de aplicação do chapisco 8.4 Detalhe da fixação dos batentes por pregos 7.5 Detalhe da fixação dos batentes por parafusos 7. 162 .26 Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 7. 163 .149 . 158 . 150 . 162 .9 Determinação da execução do rejuntamento 8.12 Caixilho de correr 7.1 Componentes das portas de madeira 7.50 Telhados com quatro águas 6. 155 .19 Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos 7. 161 .48 Telhados com duas águas 6.13 Tacos de madeira .20 Detalhe do caixilho tipo basculante 7. 175 .2 Vão livre ou vão de luz 7. 142 . 159 . 154 . 161 .25 Representação das portas em planta e vista 7.30 Representação dos caixilhos tipo ideal 8 REVESTIMENTO 8. 160 . 147 . 184 . 148 . 183 . 185 .8 Tipo de fechaduras para as portas 7.

224 .5 Cargas nos vidros 9. 258 .9 Tipos de gravatas utilizadas em pilares 11.8 Detalhe do escoramento e contraventamento em pilares bem como das janelas 11.6 Efeitos da umidade sobre o reboco 10.15 Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes 8. 194 . 208 .10 Tipos de reforços em gravatas .4 Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco 10. 255 . 255 . 234 .17 Exemplo de regularização sem nivelamento 8.21 Selante para junta serrada 8.1 Local para guarda de material 11.3 Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa 10. 225 .1 Materiais utilizados no preparo das pinturas em madeiras 9. 250 .6 Impacto nos vidros 9. 196 .2 Baia de madeira para separar os agregados 11. 221 .3 Armazenagem das barras de aço sobre travessas 11. 225 . 206 .4 Exemplo de fixação dos vidros em caixilhos 9. 231 .18 Situação de empenamento devido à posição do cerne 8. 246 . 259 . 232 . 256 .16 Fixação das tábuas por pregos anelados 8.22 Detalhe de execução do piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9. 221 .5 Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente 10. 234 . 206 .4 Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas 11. 230 . 235 .3 Materiais utilizados no preparo e aplicação da pintura em parede 9. 258 . 259 .8. 223 .2 Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno 10.19 Junta de expansão tipo diamante 8. 194 . 248 .7 Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares 11. 220 .20 Selante para junta de construção 8.5 Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas 11. 236 . 193 .2 Material utilizado no preparo e aplicação das pinturas em metais 9.7 Flambagem 9. 226 . 236 .8 Posição dos furos em vidros temperados 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.1 Vesícula formada no reboco 10.6 Tipos de disco para corte de tábua e chapas compensadas 11. 207 .8 (a)(b) Fissuras do revestimento por expansão da argamassa de assentamento 10.9 Aspecto do revestimento Interno 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11. 196 . 229 .7 Acúmulo de bolor no revestimento por efeito da umidade 10.14 Parquete e tacão 8.

282 . 261 . 283 .22 Bancadas com pino de dobramento 11.23 Pontos de amarração usuais 11. 262 . 283 .26 Lastro de brita sob os blocos de estacas 11.31 Aplicação do vibrador na vertical 11. 269 . 274 .24 Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 11.15a Detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11.12 Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão 11.30 Sequência da mistura em betoneira 11. 281 .33 Emendas e concretagem de vigas realizadas à 45º 11.15b detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11.38 Pastilha plásticas 11.37 Pastilhas de argamassa 11.17 Detalhe da fôrma utilizando tábuas 11. 279 .16 Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-junta e fita adesiva 11.29 Colocação da água 11.27 Mistura da areia e de cimento sobre superfície impermeável 11. 272 . 263 .20 Fôrma trepante 11. 264 .32 Cachimbo para facilitar a concretagem 11.36 Passarela para concretagem apoiadas na fôrma 11. 260 .39 Método mais comum de consertos de falha .11. 281 .35 Detalhe das guias de nivelamento 11.25 Lastro de brita sob as vigas baldrames 11. 268 . 265 . 272 . 270 .11 Detalhe de uma fôrma de viga 11. 262 .34 Determinação da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras lajes 11. 266 .14 Detalhe da fôrma das lajes maciças 11. 274 .18 Escoramento de madeira tipo H 11. 275 .28 Adição das britas 11.19 Escoramento metálico 11. 286 . 274 .21 Equipamento utilizados no corte das barras de aço 11.13 Detalhe de fôrma das vigas com sarrafo de pressão 11. 280 . 261 . 263 . 278 . 267 . 262 .

.LISTA DE TABELAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1. 171 . 89 ...2 Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum 5.1 Relação de empolamentos 2.1 Traço do emboço para as diversas bases 8..3 Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje 5..2 Vão máximo de terças (m) 6. nível e planeza .. 143 .1 Compacidade das areias e consistência das argilas 3.2 Dimensões das janelas 7..1 Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos 4.1 Algumas espécie de madeiras indicadas para estrutura de telhado 6.8 Fator de inclinação para caimentos usuais 7 ESQUADRIAS 7.3 Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.7 Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8.0m 6. 20 .2 Número mínimo de pontos em função da área construída 4 ALVENARIA 4.3 Desvios máximos de prumo..6 Ponto de cobertura 6.1 Dimensões das portas 7. 131 . 33 . 35 .2 Traço do reboco 8. 97 . 18 . 164 . 132 ... 163 ... 65 ......5 Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 6. 97 .. 116 ..4 Equivalência das bitolas dos aços 5 FORROS 5. 112 .4 Vãos máximos para laje treliça 6 COBERTURA 6.. 163 ..2 Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obras 2. 101 .. 176 .. 15 . 2 .... 179 . 91 .1 Altura total da laje (h) 5.1 Modelo de questionário para uso residencial 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2..3 Vão máximo dos caibros (m) 6. 94 .2 Dimensões nominais dos blocos de concreto 4.. 132 .3 Traço de argamassa em latas de 18 litros para argamassa de assentamento 4. 133 .3 Características dos diversos tipos de janelas 8 REVESTIMENTO 8.4 Dimensão das telhas onduladas de fibrocimento 6. 68 . 117 .

199 . 182 . externas do dano e solução 10.6 Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico 8.3 Classificação dos vidros 9.1 Identificação das causas. 268 .6 Comprimentos básicos para esperas de acordo com o fck do concreto 11. 251 . 275 .Estribos 11.2 Identificação das causas.9 junta superficial entre azulejos 8. 223 . 191 .5 Dimensões máximas de fabricação 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10. 219 . 243 . 199 .5 Diâmetro dos pinos de dobramento .8.7 Tempos mínimos de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira 11.4 Etapa e tempo aproximado de execução da aplicação manual do gesso 8. 187 .8 Consumo de rejunte por m 8. 184 . 182 . 245 .1 Cimentos disponíveis no mercado brasileiro 11. 282 . 238 . 276 . 284 . 269 . 271 . 225 . 237 . externas do dano e solução 10.2 Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade 9.2 Característica dos fios e barras 11. agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação 9.1 Defeitos observados.7 Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão 2 8.13 Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais 9 TINTAS E VIDROS 9.3 Patologia mais comuns das tintas 10.8 Limite de abatimento (slump-test) 11.9 Cobrimento das armaduras 11. 222 . 181 .5 Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água 8.10 Consumo de argamassa colante 8.4 Resistência ao impacto 9.4 Diâmetros dos pinos de dobramento 11.198 .10 número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento .12 Pedras naturais mais comuns 8. 254 .11 Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos 8.4 Patologia mais comuns das tintas 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11.3 Dimensões dos pregos em “mm” 11. 242 . 224 . 181 .

VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Elaborar um bom projeto arquitetônico. entidades. cabendo então ao profissional orientar esta entrevista.. municipalidade. Exame local do terreno. Começamos com: • • • • Estudo com o cliente. realizar uma entrevista com os interessados em executar qualquer tipo de construção.ESTUDOS PRELIMINARES APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. • Utilizando métodos simples. Para auxiliar na objetividade da entrevista inicial com o cliente. 1 .PROJETO . 1.1 . pois vamos nos ater a pequenas obras (residências unifamiliares). Este modelo de questionário poderá ser preenchido parcialmente durante a entrevista. Com os dados levantados. Nesta apostila o nosso cliente será o interessado juntamente com os seus familiares. O cliente poderá ser um grupo de profissionais (médicos. uma família etc. antes de iniciarmos o projeto. Todas as possibilidades e informações devem ser analisadas e discutidas na fase de projeto. que tem a função de orientar evitando esquecimentos.ESTUDO COM O CLIENTE Sabemos que para se elaborar um projeto devemos antes de mais nada. Um projeto bem elaborado reduz muito as incertezas e dúvidas como também o desperdício de material e de mão-de-obra. • Analisar a topografia de um terreno. Não é possível seu preenchimento completo. definir a planimetria e a altimetria de um terreno. Restrições da Prefeitura ou de outros órgãos.1 . Os projetos são peças importantes na execução de uma obra. podemos utilizar um questionário (Tabela 1.1). podemos então iniciarmos a elaboração dos projetos de maneira a aproveitar melhor o terreno a insolação etc. Levantamento topográfico. Devemos considerar que geralmente o cliente é praticamente leigo. para obter o maior número possível de dados. pois é útil e indispensável uma visita ao terreno. industriais etc). • Utilizar melhor a topografia dos terrenos.

Res.:________________________________________________ Fone ( )______________ Prof.:___________________________________CEP __________ Fone ( )______________ End. __________________ Distância da esquina__________________________Largura do passeio:____________________ Inclinação do Terreno: Plano Sobe para os Fundos Desce para os Fundos Local de passagem da rede de Água Centro Local de passagem da rede de Esgoto Centro Os terrenos vizinhos estão construídos ? LE LD LD LD Fundos Popular Suave Forte Inclinação lateral Esquerda Direita nº _______ LE LD Nível econômico das construções no local Alto Croquis de situação Médio III Restrição da Prefeitura Zoneamento: ______ To (taxa de ocupação)______ Ca (coeficiente de aproveitamento) _______ Recuos obrigatórios: de frente ___________________ lateral _____________________ de fundo ___________________ % de área permeável_______________Outros ________________________________________ 2 . da rua: ____________ Tipo de Pav.1 .: _______________ nº casas Viz. Com.Tabela 1.:____________________________________________ e-mail____________________ End. Ele: _______________________________ Ela _____________________________________ II Dados do Terreno Localização: Medidas: Frente _____________ LE _____________ LD ____________ Fundo _______________ Rua: ________________________________ CEP ____________Bairro: ____________________ Lote: _______________ Quadra: ________________ Quarteirão: __________________________ Larg. Com.Modelo de questionário para uso residencial PROJETO RESIDENCIAL I Dados do cliente: Nome:_________________________________________________ e-mail ___________________ End.:__________________________________CEP __________ Fone ( )______________ CPF: ________________________________RG: _______________________________________ Nome Esp.

d) Ser plano ou pouco inclinado para a rua.IV Da Futura Construção Nº de Pav. 3 .Aprox. Mas como nem sempre estas características são encontradas nos lotes urbanos. As características ideais de um terreno para um projeto econômico são: a) Não existir grandes movimentações de terra para a construção. colhendo-se todas as informações necessárias. c) Ser seco. c) Números das casa vizinhas ou mais próximas do lote. g) Terrenos localizados nas áreas mais altas dos loteamentos.: ________ Área aprox. Pisos Paredes Tetos Estilo: ____________Nº de Portas Janelas Verba disponível: R$ ______________________________________ Revestimento Externo: Pisos: ______________________________Paredes: ___________________________________ Fachada: ___________________________ Muro: ______________________________________ Detalhes: _______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ 1. b) Verificar junto a Prefeitura da Municipalidade. i) Evitar terrenos que foram aterrados sobre materiais sujeitos a decomposição orgânica. b) Ter dimensões tais que permita projeto e construção de boa residência. h) Escolher terrenos em áreas não sujeitas a erosão. levantando os seguintes pontos: a) Deve-se identificar no local o verdadeiro lote adquirido segundo a escritura. de construção: ________m² usuários: ____ Dados dos usários: sexo________ idade_______ Ambientes Méd.EXAME LOCAL DO TERRENO Sem sabermos as características do terreno. devemos levá-las em consideração quando da visita ao lote. f ) Ter facilidade de acesso. é quase impossível executar-se um bom projeto. e) Ser resistente para suportar bem a construção. se o loteamento onde se situa o terreno.2 . foi devidamente aprovado e está liberado para construção.

podem contribuir no desenvolvimento do projeto arquitetônico e de implantação (Pinto Jr. bueiros. necessitando desgalhar. f) Verificar se existem benfeitorias. posição de postes.3. em uma das divisas laterais ou fundo. usando para tal.Carpir . medindo-se a distância da esquina ou construção mais próxima.Destocar . com a precisão necessária e suficiente proporcionando dados confiáveis que.Roçar . que devemos levar em consideração e sabermos defini-las: 1. pois nem sempre as medidas indicadas na escritura conferem com as medidas reais. estes dados colhidos na visita ao terreno não são suficientes. devemos pedir previamente que se execute uma limpeza do terreno e um levantamento plani-altimétrico.d) Situação do lote dentro da quadra.( de não construção) j) Verificar a largura da rua e passeio.3 . bem como as dimensões dos lotes. e na maioria das vezes.LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO DE LOTES URBANOS O levantamento topográfico é geralmente apresentado através de desenhos de planta com curavas de nível e de perfis.: Todos esses dados poderão ser acrescidos no questionário anterior.4 . linha de alta tensão. 2001) 1. i) Verificar se existe faixa non edificandi . bem como o entulho terão que ser removidos do canteiro de obras.2 . 1.et al. unicamente a enxada. Este serviço pode ser feito com máquina ou manualmente.1 . verificar se existe viela-sanitária vizinha do lote. que poderão ser cortadas com foice.. confirmar a posição da linha N-S.4. 1. Os serviços serão executados de modo a não deixar raízes ou tocos de árvore que possam dificultar os trabalhos.Quando houver árvores de grande porte. 4 .Quando a vegetação é rasteira e com pequenos arbustos..MEDIDAS DO TERRENO (LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO) Executada a limpeza do terreno e considerando que os projetos serão elaborados para um determinado terreno.LIMPEZA DO TERRENO Temos algumas modalidades para limpeza do terreno. cortar ou serrar o tronco e remover parte da raiz. 1.Quando além da vegetação rasteira.3.1 . em declive.3. energia) g) Sendo o terreno com inclinação acentuada. h) Verificar se passa perto do lote. Obs. houver árvores de pequeno porte. etc.3 . e) Com bússola de mão. esgoto. Deve retratar a conformação da superfície do terreno. Todo material vegetal. 1.(água. interpretados e manipulados corretamente. é necessário que se tenha as medidas corretas do lote. Geralmente.

Os terrenos urbanos. portando.2-Lote irregular com pouco fundo 5 . Para verificar se o lote está no esquadro. caso as medidas encontradas forem diferentes as da escritura. vamos mostrar em alguns desenhos. e usar o valor médio.1). Figura 1. bastando portanto medir os seus "quatro" lados. b) Lote irregular com pouco fundo Medir os quatro lados e as duas diagonais (Figura 1.1-Lote regular Obs. esquina. os processos mais rápidos para medir um lote urbano. casos mais complexos. devemos medir as diagonais que deverão ser iguais. a sua medição sem aparelhos ou processos próprios da topografia desde que se tenha uma referência confiável (casa vizinha.Apesar de não pretendermos invadir o campo da topografia. necessitamos de um levantamento executado por profissional de topografia. sem referência. são geralmente de pequena área possibilitando.2). No entanto. Figura 1. a) Lote regular Geralmente em forma de retângulo. piquetes etc).(Figura 1.

o mais preciso será a medição da corda e da flecha (central). c = corda f = flecha Construção da curva Figura 1. Figura 1. a medição da diagonal se torna imperfeita devido a grande distância Convém utilizar um ponto intermediário "A" diminuindo assim o comprimento da diagonal (Figura 1.3-Lote irregular com muita profundidade d) Lote com um ou mais limites em curva Para se levantar o trecho em curva.c) Lote irregular com muita profundidade Neste caso. E com o auxílio de um desenho (realizado no escritório) construir a curva a partir da determinação do centro da mesma utilizando a flecha e a corda (Figura 1. Medir a corda e a flecha no local.3).4). Nestes casos devemos demarcar as divisas retas até encontrarmos os pontos do início e fim da corda.4-Lote com setor curvo 6 .

mas nada nos impede de tirarmos mais. os ângulos.5 que quando mais inclinada for a superfície do terreno.5-Representação de curva de nível (Pinto Jr.0 1. devemos fazer um levantamento com aparelhos recorrendo a um topógrafo.1. menos inclinada as distâncias serão maiores d1 < d2.0 1. as dimensões de um terreno ou área.5) Podemos observar na Figura 1. inclinações etc. 1. A curva de nível é uma linha constituída por pontos todos de uma mesma cota ou altitude de uma superfície qualquer. caso necessário.et al. Este levantamento não é muito preciso.5.0 d1 2. de uma superfície (Figura 1. quando utilizamos métodos simples para a sua execução (descritos nos itens 1.0 1.0 RN 0. Quando relacionadas a outras curvas de nível permite comparar as altitudes e se projetadas sobre um plano horizontal podem apresentar as ondulações. Podemos identificar a topografia do lote através das curvas de níveis. Geralmente é suficiente tirar um perfil longitudinal e um transversal do terreno.3). 3. mas é o suficiente para construção residencial unifamiliar.5 .0 1.0 2.1. as distâncias entre as curvas serão menores.0 2.5. 1. que geralmente utilizam terrenos pequenos.5. Caso seja necessário algo mais rigoroso.0 2. 2001) As curvas de níveis são elaboradas utilizando aparelhos topográficos que nos fornecem os níveis. depressões. que sejam aproveitadas as diferenças de nível do lote.0 3.NIVELAMENTO (LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO) É de grande importância para elaborarmos um projeto racional.0 3.2.0 3. 7 .0 RN 0.0 d2 Figura 1.

7-Clinômetro inclinado proporcionando a leitura (Borges.0 em 5. Materiais: clinômetro 2 balizas trena Figura 1.6-Clinômetro ou Nível de Abney (Borges.6 e 1. Alguns métodos para levantarmos o perfil do terreno: a) b) c) Com o nível e Abney ( clinômetro) Com o nível de mão Com o nível de mangueira 1. Terrenos muito íngremes a distância deverá ser menor e terrenos com pouca inclinação podemos utilizar as balizas na distância de 5. 1972) Figura 1.5.7.0m. 1972) 8 .Nos métodos descritos abaixo se usa basicamente balizas com distância uma da outra no máximo de 5. ou de acordo com a inclinação do terreno.0m.1) Com uso do clinômetro (Nível de Abney) Figuras 1.

a medida do desnível se consegue colocando uma régua entre as duas balizas. Com os diversos desníveis conseguimos delinear um perfil. Figura 1. nivelamos a régua (Figura 1. O desnível obtido é a diferença entre o H e h e assim consecutivamente.trena. Utilizando o método do nível de bolha.régua . Inclina-se o tubo do clinômetro para avistarmos o ponto B.9).50m (ponto A). Pela ócula se vê a bolha e giramos o parafuso até colocá-la na horizontal e produzirá sobre a graduação (através de um ponteiro fixo no parafuso) a leitura do ângulo α.Nível de bolha. Resta medir a distância horizontal "d" ou a inclinada "m". .Coloca-se o clinômetro (Figura 1. 9 .2 balizas. Com o auxílio do nível de bolha. .8). na 1ª baliza a uma altura de 1.8-Realização das medidas utilizando o Clinômetro (Borges.5. 1972) 1.2) Nível de bolha Materiais : .

batentes. azulejos etc.5. parede espessa para evitar dobras e ser transparente. sem dobras ou bolhas no seu interior (Figura 1. Fundamenta-se no princípio dos vasos comunicantes. A água deve ser colocada lentamente para evitar a formação de bolhas. Figura 1. que nos fornece o nível.10 .Figura 1.3) Nível de mangueira O método da mangueira é um dos mais utilizados.11).Posição da água quando não existe bolhas 10 . desde a marcação da obra até o nivelamento dos pisos.10 e 1. A mangueira deve ter pequeno diâmetro..9 Utilização do nível de bolha 1. Para uma boa marcação ela deve estar posicionada entre as balizas. Este é o método que os pedreiros utilizam para nivelar a obra toda..

que será descontada na medida encontrada na segunda baliza “H”.11 .Trena Figura 1.Mangueira .Para utilizarmos o nível de mangueira necessitamos: Materiais: . o que dificultaria a leitura e não nos forneceria uma boa medição.Processo da mangueira de nível Para facilitar a medição.2 balizas . O desnível é obtido pela diferença entre “H” e “h”. Exemplos de medição com mangueira: • • Em terrenos com aclive Em terrenos com declive 11 . podemos partir com o nível d'água em uma determinada altura "h" numa das balizas. Fazemos isso para não precisarmos colocar o nível d'água direto no ponto zero (próximo do terreno).

...h' ... h2 = H'. Htot = h1 + h2 + hn . Figura 1...a) Terreno em aclive: Portanto: h1 = H -h .12 ..Levantamento altimétrico em terreno com aclive b) Terreno em declive: Portanto: h1 = H -h . Htot = h1 + h2 + hn . Figura 1.13 .Levantamento altimétrico em terreno com declive 12 . h2 = H'.h' ...

A mangueira deve ser transparente. da ordem de ∅ 1/4" ou 5/16" para obter maior sensibilidade. e de pequeno diâmetro. 2 .Devemos ter o cuidado de não deixar nenhuma bolha de ar dentro da mangueira.ANOTAÇÕES 1 . para não dar erro nas medições (Figura 1.A espessura da parede da mangueira deve ser espessa para evitar dobras 13 .13). 3 .

descarga. A análise prévia das condições das construções vizinhas evita surpresas desagradáveis durante a execução da sua obra. 2. como trincas.2 – MOVIMENTO DE TERRA O acerto da topografia do terreno. O registro é composto por um relatório técnico com fotografias datadas da vizinhança e relatos das observações realizadas. antes do início das obras. transporte. Essas atividades são denominadas trabalhos preliminares e compreendem: • Verificação das condições das construções vizinhas. aterros. Pode ser necessário executar as fundações antes de escavar o terreno (quando se trabalha com grandes equipamentos. para facilitar a sua entrada e retirada). • Realizar as compensações de volume. • Realizar ou conferir a marcação de uma obra. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Calcular os volumes de corte e aterro. carga. o registro das condições das construções vizinhas. 1969). Depende das características de execução das fundações e das demais atividades de início da obra. algumas atividades prévias.1 – CONSTRUÇÕES VIZINHAS É importante. Antes de iniciarmos a construção de um edifício. Ou quando se tratar de fundações feitas manualmente o acerto do terreno pode ser realizado entes. pode ser entendido como um conjunto de operações de escavação. O momento da obra em que ocorre o movimento de terra pode ser variável. • Analisar e executar um canteiro de obras. devem ser realizadas. antes do início da obra. Garante também as reclamações infundadas de vizinhos. 14 . • Movimento de terra necessário para obtenção do nível desejado.2 . • Demolições. compactação e acabamentos executados a fim de passar de um terreno natural para uma nova conformação (Cardão. desabamentos de muros ou de construções vizinhas.TRABALHOS PRELIMINARES DE CONSTRUÇÃO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. 2. quando existirem. Portanto o movimento de terra deve ser cuidadosamente estudado. • Canteiro de obras e a locação da obra. de acordo com o projeto de implantação e o projeto executivo.

1 . Níveis das construções vizinhas.1 . Localização do canteiro de obras.1 .1 alguns empolamentos. Tabela 2. ou cortes + aterros: 2.1). deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do corte multiplicada pela altura média.As etapas que influenciam no projeto de movimento de terra são: • • • • Sondagem do terreno. Por exemplo. Relacionamos na Tabela 2. podemos considerar o empolamento entre 30 a 40% Vc = Ab x hm e Vs = Vc+ empolamento Sendo Ab = área de projeção do corte Vs =volume solto hm= altura média Vc =volume no corte = volume natural Figura 2.1).2. Seqüência da execução do edifício.Corte em terreno 15 . seca Areia úmida Areia molhada Solo superficial % 22 23 25 41 11 43 33 25 25 27 12 12 12 43 OBS. aterros. O empolamento é o aumento de volume de um material. conforme o levantamento altimétrico. úmida Argila e cascalho seco Argila e cascalho úmido Rocha decomposta 75% rocha e 25% terra 50% rocha e 50% terra 25% rocha e 75% terra Terra natural seca Terra natural úmida Areia solta. o empolamento de um solo superficial é de 43% (Tabela 2. quando removido de seu estado natural e é expresso como uma porcentagem do volume no corte.43 metros cúbicos no estado solto. seca Argila escavada.Cortes: No caso de cortes.Relação de Empolamentos (Manual Caterpillar.: Quando não se conhece o tipo de solo. 1977) materiais Argila natural Argila escavada. Podemos executar. cortes. acrescentando-se um percentual de empolamento (Figura 2. significa que um metro cúbico de material no corte (estado natural) encherá um espaço de 1.

piçarra ou argila. como: ruptura do terreno. No corte os materiais são classificados em: materiais de 1ªcategoria: são materiais que podem ser extraídos com equipamentos convencionais de terraplenagem. sem detritos. podendo fazê-lo maior. os soquetes manuais. Quando o nível de exigência é maior devem-se procurar equipamentos específicos de compactação. pedras ou entulhos. rochas em decomposição e seixos com diâmetro máximo de 15cm.2 . isto é. Devem ser realizadas camadas sucessivas de no máximo 30 cm. - 2. devidamente molhadas e compactadas manual ou mecanicamente.Aterros e reaterros: No caso de aterros. como os compactadores mecânicos (sapos). reduzindo o volume de vazios. não é fundamental para o desempenho estrutural do edifício.2). incluindo eventual escarificação.Aterro em terreno Para os aterros as superfícies deverão ser previamente limpas. é possível utilizar pequenos equipamentos. ou os próprios equipamentos de escavação. tais como compactadores lisos e rolos pé de carneiro (Barros. materiais de 2ª categoria: rocha com resistência à penetração mecânica inferior ao do granito. O material escolhido para os aterros e reaterros devem ser de preferência solos arenosos. 2006). hm + 25% a 30% Sendo Ab = área de projeção do aterro hm= altura média Figura 2. 16 . quando compactado (Figura 2.2. deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do aterro multiplicada pela altura média. devemos empregar métodos que evitem ocorrências. Quando o nível de compactação for baixo. Compreendem as terra em geral. acrescentando de 25% a 30% devido a aproximação dos grãos. sem vegetação nem entulhos.O corte é facilitado quando não se tem construções vizinhas. Mas quando efetuado nas proximidades de edificações ou vias públicas. Materiais de 3ª categoria: rochas com resistência à penetração mecânica igual ou superior ao granito.2 . descompressão do terreno de fundação ou do terreno pela água. Va = Ab .

refeitório e instalação sanitária. etc.2. 2. O canteiro é preparado de acordo com as necessidades de cada obra. por empreitada global ou empreitada por viagem. cal. deve ser feito um tapume. Serviços a serem executados. Empresas empreiteiras previstas. No mínimo devemos fazer um barracão de madeira. O aluguel da máquina está incluso no preço da viagem. Em zonas urbanas de movimento de pedestres.. madeiras. o tempo de obra e a distância de centros urbanos. Este estudo pode ser dividido como segue: • • • • • • Área disponível para as instalações. O dimensionamento do canteiro compreende o estudo geral do volume da obra. chapas compensadas (Figura 2. Máquinas e equipamentos necessários. tijolos. alojamento para operários. aço. Áreas para areia. Prazos a serem atendidos. ou ainda containers metálicos que são facilmente transportados para as obras com o auxílio de um caminhão munck. pedras. Para esse tipo de contratação é necessário calcular o volume de solo tanto para corte como para o aterro. etc. "encaixotamento" do prédio. com tábuas alternadas ou chapas compensadas. que serão utilizados durante a execução dos serviços. se houver. e deve-se registrar o número de viagens. bem como distribuição de máquinas. b) Empreitada global: A empresa contratada realiza e é remunerada por todos os serviços (escavação e retirada de material)..INSTALAÇÃO DE CANTEIRO DE SERVIÇOS . tudo dependendo do vulto da obra.deverão estar próximas ao ponto de utilização. para evitar que materiais caiam na rua.. a) Aluguel de equipamentos: Neste caso deve ser pago a máquina de escavação por hora e os caminhões para a retirada do solo. sendo que nela também poderão ser construídos escritórios.) e ferramentas.OU CANTEIRO DE OBRAS Após o terreno limpo e com o movimento de terra executado. Nesse barracão serão depositados os materiais (cimento. Este sistema é indicado para obras com pequeno movimento de terra.3 . A sua organização é desenvolvida e detalhada no escritório central. É indicado para obras com grandes movimentos de terra.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra Podemos contratar os serviços de movimento de terra através do aluguel de equipamentos.2.3). c) Empreitada por viagem: Neste tipo de contratação a remuneração pelo serviço é efetuada por caminhão (volume retirado ou colocado). Materiais a serem utilizados. 17 .. Deverá ser localizado em áreas onde não atrapalhem a circulação de operários veículos e a locação das obras.

O uso da água é intensivo para preparar materiais no canteiro. Tabela 2. Tendo rede trifásica devemos conferir a capacidade para atender demanda da obra.0 trifásico Em função do empreendimento podemos utilizar equipamentos de porte maior. Não existindo água. atendendo a demanda é só pedir a ligação para a concessionária local. nunca a menos de 15 metros dos mesmos.2 – Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obra (Barros. sendo desfeitas após o término dos serviços. as gruas que elevam sensivelmente a demanda de energia (Barros. quais as ampliações que serão feitas nas instalações elétricas.o local deve ser de pouco trânsito.o mais distante possível de fossas sépticas e de poços negro.5 a 15 trifásico Betoneira 3. para que sejam seguras. 2006).0 trifásico vibrador 3. 18 . deixandose a frente para construção posterior da fossa séptica. para verificar a possibilidade de extensão da rede até a obra ou optar pela energia gerada a diesel através de geradores de energia.2 temos a potência de alguns equipamentos. Para o dimensionamento do cabo devemos somar as potências dos equipamentos utilizados no canteiro. ainda. deve-se providenciar o fornecimento de água através de caminhões “pipa” ou abertura de poço de água. As instalações elétricas nos canteiros de obras são realizadas para ligar os equipamentos e iluminar o local da construção. no local. aliada a um fator de demanda (visto que nem todos os equipamentos serão utilizados simultaneamente). como. é preciso saber que tipo de fio ou cabo deve ser usado. Caso.0 trifásico Maquina de corte 2. deve-se fazer um pedido de estudo junto à concessionária. Antes do início da obra. com os seguintes cuidados: a) .0 trifásico Serra elétrica 2. onde ficarão os quadros de força. c) .0 trifásico Bombas d’água 3. não existir rede elétrica. no fundo da obra. Ela serve também para a higiene dos trabalhadores e deve ser disponível em abundância. isto é. Na Tabela 2. Mas precisam ser feitas de forma correta.Deverá ser providenciada a ligação de água e construído o abrigo para o cavalete e respectivo hidrômetro. ou seja. quantas máquinas serão utilizadas e. deve-se também fazer um pedido de estudo. Deve-se providenciar a ligação de energia.que seja o mais distante possível dos alicerces. 2006) Equipamento Potência (hp) Sistema Guincho 7.2) ou optar por equipamentos monofásico que tem custo maior. pois a maioria dos equipamentos é trifásica (Tabela 2. b) . Se no local existir rede mais é monofásico.

3.4). 19 .Exemplo de barracão para obra de pequeno porte Utilizando chapas compensadas.3 .3): Figura 2. e telhas de fibrocimento podemos montar um barracão de pequenas dimensões. pontalete de eucalipto ou vigotas 8x8. como segue (Figura 2.2.1 .Barracão para pequenas obras Para realizar um barracão econômico podemos realizar o aproveitamento das chapas compensadas (Figura 2. desmontável para utilizar em obras.

3 .0cm Cadeado médio Corrente Dobradiças Prego 15x15 Prego 18x27 ou de de 20 .50x1. Tabela 2.3 un un un pç pç pç pç m pç m pç kg kg Descrição Pontaletes ou caibros de 3.4 – Aproveitamento das chapas compensadas Na Tabela 2. 03 03 16 11 11 01 60 01 0.0mm 0.3.5 03 0.44 Telhas fibrocimento 4.22 Viga 6x12 de 5.Figura 2.5 0.0m Sarrafo de 7.0 10.3.00m Pontaletes ou caibros de 3.50x2.50m Chapas de compensado 6. está relacionado os materiais utilizados na execução do barracão de obra da Figura 2.0mm 0.0mm Telhas fibrocimento 4.Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras Quant.

LOCAÇÃO DA OBRA Podemos efetuar a locação da obra.2. etc. tropeços. em obras de grande área. 2. fio de prumo e trena). Estes são constituídos de duas estacas cravadas no solo e uma travessa pregada sobre elas (Figura 2. portanto. No entanto.4. o auxílio da topografia. régua. evitar esse processo. os métodos simples. sendo conveniente. Em quaisquer dos casos.5). e em seguida inicia-se a abertura das valas (Figura 2. que nos garantam certa precisão. com métodos simples (utilizando o nível de mangueira. pois não nos oferece grande segurança devido ao seu fácil deslocamento com batidas de carrinhos de mão.Processo dos cavaletes No processo dos cavaletes os alinhamentos são obtidos por pregos cravados em cavaletes. previamente alinhados conforme o projeto. nos casos de obras de pequeno porte. sem o auxílio de aparelhos. para materializar a demarcação exigirá um elemento auxiliar que poderá ser constituído por cavaletes ou tábua corrida (gabarito). Figura 2. Devemos sempre que possível.Cavalete Depois de distribuídos os cavaletes.5 . linhas são fixadas e esticadas nos pregos para determinar o alinhamento do alicerce.1 .6) 21 . poderão acumular erros.4 .

cada qual de um nome interligado ao de mesmo nome da tábua oposta.50m a 2. determinam os alinhamentos (Figura 2.00m do piso (Figura 2.4. Em cada linha ou arame está materializado um eixo da construção. Nos pregos são amarrados e esticados linhas ou arames.5cm ou 7. 22 . Pregos fincados nas tábuas com distâncias entre si iguais às interdistâncias entre os eixos da construção.Processo dos cavaletes .determinação dos alinhamentos 2.2 . pontaletes de pinho de (7.8).0m e a 1. em nível e aproximadamente 1. Nos pontaletes serão pregadas tábuas na volta toda da construção (geralmente de 15 ou 20 cm).Processo da tábua corrida (gabarito) Este método se executa cravando-se no solo cerca de 50 cm. todos identificados com letras e algarismos respectivos pintados na face vertical interna das tábuas.6 .5 x 10. Este processo é o ideal.Figura 2.20m das paredes da futura construção.5 x 7.7). que posteriormente poderão ser utilizadas para andaimes.0cm) ou varas de eucalipto a uma distância entre si de 1.

A Figura 2. pode utilizar o processo dos cavaletes. 2. 23 . devemos transferir as medidas. No entanto.5 .Processo da Tábua Corrida – Gabarito Como podemos observar o processo de "Tábua Corrida" é mais seguro e as marcações nele efetuadas permanecem por muito tempo. seja qual for o método escolhido.Marcação sobre gabarito Figura 2. retiradas das plantas para o terreno. para auxiliar este processo. Não obstante.8 .7 . é de extrema importância que no final da marcação sejam devidamente conferidos os eixos demarcados procurando evitar erros.TRAÇADO Tendo definido o método para a marcação da obra. possibilitando a conferência durante o andamento das obras.

da construção. 2. 24 .9 .4 e 5m (triângulo de Pitágoras). cujos lados meçam 3 . determinando assim o esquadro. que não podemos realizar com métodos simples devemos utilizar aparelhos topográficos. Isto serve de referência para locar todas as demais paredes. quando as linhas ficarem paralelas ao esquadro garantimos o ângulo reto. saber locá-las com métodos simplificados.80 x 1. Um método simples para isso.00m) para verificar o ângulo reto (Figura 2. Figura 2. fazendo coincidir o lado do ângulo reto com o alinhamento da base (Figura 2.1 .9). O esquadro deve ser colocado sobre uma base plana e ficar tangenciando as linhas sem as tocá-las. cabendo a nós. É indispensável saber traçar perpendiculares sobre o terreno. para pequenas obras.Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito Outro método consiste na utilização de um esquadro metálico (geralmente 0.Quando a obra requer um grau de precisão. Isto fica a cargo da disciplina de Topografia.10).60 x 0. pois é através delas que marcamos os alinhamentos das paredes externas.Traçado de ângulos retos e paralelas. consiste em formar um triângulo através das linhas dispostas perpendicularmente.5.

10 .Traçado de curvas A partir do cálculo do raio da curva (que pode ser feito previamente no escritório) achamos o centro e.2 .Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito utilizando esquadro metálico 2. quando temos pequenos raios. No caso de grandes curvas. traçamos a curva no terreno (como se fosse um compasso) Figura 2. Figura 2.Baud. chamado método das quatro partes.11. a quarta parte deste último valor (Figura 2.Figura 2. Encontram-se assim. 1976) 25 .11 .Traçado de curva de pequeno raio Este método nos fornece uma boa precisão. Consiste em aplicar. todos os pontos da curva circular (G.12). com o auxílio de um arame ou linha. por aproximações sucessivas.5. sobre a corda obtida com a flecha precedente. podemos utilizar um método aproximado. sucessivamente.

4 f3 = f2 4 r = raio da curva t = tangente à curva (na intercessão da curva com a reta) Portanto.Figura 2. inicialmente devemos locar as fundações profundas do tipo estacas.1976) f1 = r − sendo: r2 r2 + t2 em seguida f2 = f1 . visto que qualquer marcação das "paredes" irá ser desmarcada pelo deslocamento de equipamentos mecânicos. O posicionamento das estacas é feito conforme a planta de locação de estacas.12 . fornecida pelo cálculo estrutural (Figura 2.5.Locação de estacas Serão feitas inicialmente a locações de estacas.Baud.Traçado de curva pelo método das quatro partes (G.3 . 2. com o auxílio do gabarito. caso contrário podemos iniciar a locação das obras pelo projeto de forma da fundação ("paredes"). tubulões ou fundações que necessitam de equipamentos mecânicos para a sua execução. 26 .13).

crava-se uma estaca de madeira (piquete).E D C B A 1 2 3 Figura 2. geralmente de peroba. com dimensões 2.13 .14).Projeto de locação de estacas A locação das estacas é definida pelo cruzamento das linhas fixadas por pregos no gabarito.5 x 15.0cm. através de um prumo de centro (Figura 2. No ponto marcado pelo prumo. Transfere-se esta interseção ao terreno. 27 .5 x 2.

Figura 2. 2.Locação da estaca Após a execução das estacas e com a saída dos equipamentos e limpeza do local podemos efetuar com o auxílio do projeto estrutural de formas a locação das "paredes".15). No projeto de arquitetura convencionou-se as paredes externas com 25cm e as internas com 15cm. 28 . na realidade as paredes externas giram em torno de 26 a 27cm e as internas 14 a 14. Hoje com o uso de softwares específicos de desenho ficou bem mais fácil e dependendo da espessura da alvenaria adotada define-se a espessura das paredes.4 .5cm difícil de serem desenhadas a pena nas escalas usuais de desenho 1:100 ou 1:50. Em obras de pequeno porte ainda é usual o pedreiro marcar a construção utilizando as espessuras das paredes.5. para evitarmos o acúmulo de erros provenientes das variações de espessuras das paredes (Figura 2. por isso da adoção de medidas arredondadas que acumulam erros.Locação da Forma de Fundação "paredes" Devemos locar a obra utilizando os eixos.14 .

Projeto de forma locadas pelo eixo 29 .E D C B A 1 2 3 Figura 2.15 .

ou redes de esgoto. 7 – Verificar se o terreno em relação às ruas está sujeito à inundação ou necessita de drenagem para águas pluviais.Estudo da fundação das edificações vizinhas e escoramentos dos taludes. blocos e estacas. máquinas e materiais.A pressão das construções vizinhas deve ser contida por meio de escoramento. sapatas.ANOTAÇÕES 1 . materiais e equipamentos.Depositar os materiais de escavação a uma distância superior à metade da profundidade do corte. elétrica ) e suas implicações. 5 . 3 . além de mais precisa. 30 .A locação da obra deve. canaletas ou eletro dutos. as tábuas devem ser pregadas em nível. 2 . 4 . 6 .Os fios e cabos devem ser fixados em isoladores. Podem ser colocados a certa altura que não deixe as pessoas e máquinas encostarem-se a eles.Na execução do gabarito. de preferência.Os fios e cabos devem ser estendidos em lugares que não atrapalhem a passagem de pessoas.Nos cálculos dos volumes de corte e aterro. em relação às divisas do terreno. os valores são mais precisos se o número de seções for maior.Os quadros de distribuição devem ficar em locais bem visíveis. 6 – Constatar no terreno a existência ou não de obras subterrâneas ( galerias de águas pluviais. Noções de segurança para movimentação de terra: • 1 . 5 – Verificar os afastamentos da obra.Sinalizar os locais de trabalho com placas indicativas. • Instalações elétricas em Canteiro de obras: 1 . 4 . devem estar protegidos por calhas de madeira. Não devem ser usadas para ligar diretamente os equipamentos.30m de profundidade devem ser estabilizados com escoramentos.A marcação pelo eixo. pilares. 4 .Os fios e cabos estendidos em locais de passagem. As emendas devem ficar firmes e bem isoladas.Somente deve ser permitido o acesso à obra de terraplenagem de pessoas autorizadas. 2 .Os quadros de distribuição devem ser de preferência metálicos e devem ficar fechados para que os operários não se encostem às partes energizadas.Os taludes instáveis com mais de 1. 2 . ser efetuada pelo engenheiro ou conferida pelo mesmo. 5 . facilita a conferência pelo engenheiro.As chaves elétricas do tipo faca devem ser blindadas e fechar para cima. 6 . não deixando partes descobertas. sinalizados e de fácil acesso mias longe da passagem de pessoas. 8 – Confirmar a perfeita locação da obra no que se refere aos eixos das paredes. 3 . 3 .

no subsolo.SONDAGENS É sempre aconselhável a execução de sondagens.05 a 0. 1971): • • • • Determinação dos tipos de solo que ocorrem. até a profundidade de interesse do projeto. 3. • Especificar corretamente o tipo de impermeabilização a ser utilizada em alicerce. A execução de uma sondagem é um processo repetitivo. Não querendo invadir o campo da Engenharia de Fundações. um pequeno enfoque sobre fundações mais utilizadas em residências unifamiliares térreas e sobradas. o barateamento das fundações.005% do custo total da obra. Informação completa sobre a ocorrência de água no subsolo.1 .3 . • Saber escolher a fundação ideal para uma determinada edificação. Os requisitos técnicos a serem preenchidos pela sondagem do subsolo são os seguintes (Godoy. bem como a sua localização.P. • Especificar o tipo de dreno e a sua localização. ficando a cargo da Cadeira de Fundações aprofundar no assunto. que consiste em abertura do furo.Standart Penetration Test. . fazendo com isso. 3. apenas 0. damos nestas anotações de aulas. • Analisar um perfil de sondagem. em média.Execução da sondagem A sondagem é realizada contando o número de golpes necessários à cravação de parte de um amostrador no solo realizada pela queda livre de um martelo de massa e altura de queda padronizada. Determinação das condições de compacidade (areias) ou consistência (argilas) em que ocorrem os diversos tipos de solo. Determinação da espessura das camadas constituintes do subsolo e avaliação da orientação dos planos (superfícies) que as separam. As sondagens representam. no sentido de reconhecer o subsolo e escolher a fundação adequada. ensaio de penetração e amostragem a cada metro de solo sondado.1. A resistência à penetração dinâmica no solo medida é denominada S.T. 31 .FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.1 . VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Determinar o número de furos de sondagem.

1971) 55cm . utilizando um tripé. em cada metro faz-se.Abertura 100cm 45cm .1 .1) As fases de ensaio e de amostragem são realizadas simultaneamente. inicialmente. um martelo de 65 kg.Equipamento de sondagem à percussão 32 .Ensaio 55cm .2 .Ensaio Figura 3. (Figura 3. uma haste e o amostrador.Esquema de sondagem peso guia Operador haste amostrador Figura 3.2) (Godoy. a abertura do furo com um comprimento de 55 cm utilizando um trado manual ou através de jato de água. e o restante dos 45 cm é utilizado para a realização do ensaio de penetração. (Figura 3.Abertura 100cm 45cm .Desta forma.

o número mínimo de pontos de sondagens a realizar é função da área a ser construída (Tabela 3.400m² Nº. 1971) Tabela 3.P.Resistência à penetração O amostrador é cravado 45 cm no solo.1 . Compacta 9 .18 Compacta 19 . considerando-se o número necessário à penetração dos últimos 30 cm do amostrador. SOLO DENOMINAÇÃO No DE GOLPES Compacidade de areias e Fofa ≤4 siltes arenosos Pouco Compacta 5-8 Med.3 .3.Determinação do número de sondagens a executar Os pontos de sondagem devem ser criteriosamente distribuídos na área em estudo.1.2). DE SONDAGENS 1 sondagem para cada 200m² 1 sondagem para cada 400m² que exceder a 1.S. Tabela 3. no comportamento da fundação. que permite uma estimativa da compacidade das areias e da consistência das argilas.400 m² acima de 2.19 Dura > 19 3.1 apresenta correlações empíricas. 1971) COMPACIDADES E CONSISTÊNCIAS SEGUNDO A RESISTÊNCIA À PENETRAÇÃO . A Tabela 3. significativamente.200m² Será fixada a critério. Podemos ainda.T. dependendo do plano de construção.Número mínimo de pontos em função da área construída (NBR8036/1983) ÁREA CONSTRUÍDA de 200 m² até 1.Compacidade das areias e consistência das argilas "in situ" (Godoy.200 m² até 2. a partir da resistência à penetração medida nas sondagens.P. sendo anotado o número de golpes necessários à penetração de cada 15 cm.10 Rija 11 .200 m² de 1.41 Muito Compacta > 41 Consistência de argilas e Muito Mole <2 siltes argilosos Mole 2-5 Média 6 . O Índice de Resistência à Penetração é determinado através do número de golpes do peso padrão. (Godoy.1. e devem ter profundidade que inclua todas as camadas do subsolo que possam influir. avaliar o mínimo de furos para qualquer circunstância em função da área do terreno para lotes urbanos: 33 .2 .2 . No caso de fundações para edifícios. caindo de uma altura de 75 cm. Conhecido como S.T.

A distância entre os furos de sondagem deve ser de 15 a 25m. A Figura 3. Em geral.Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes Em relação à profundidade das sondagens. existem alguns métodos para determiná-las: • • Pelo critério do bulbo de pressão Pelas recomendações da norma brasileira Mas. em material de boa qualidade. de maneira a cobrir toda a área em estudo. 30 25 7 10-12 30 20 40 20 Figura 3. 34 . permitem a interrupção do furo. evitando que fiquem numa mesma reta e de preferência.3 apresenta alguns exemplos de locação de sondagens em terrenos urbanos. Os furos de sondagens deverão ser distribuídos em planta. um técnico experimentado pode fixar a profundidade a ser atingida.• • • 2 furos para terreno até 200m² 3 furos para terreno entre 200 a 400m². Nos terrenos argilosos. pelo exame das amostras recuperadas e pelo número de golpes. próximos aos limites da área em estudo. Nos terrenos arenosos. ou No mínimo. durante a execução da sondagem. as sondagens raramente necessitam ultrapassar os 15 a 20m. quatro índices elevados de resistência à penetração. três furos para determinação da disposição e espessura das camadas.3 . a sondagem deverá ultrapassar todas as camadas.

nas respectivas cotas. Se for confirmada a ocorrência de obstrução na mesma profundidade.0m numa direção ortogonal ao primeiro deslocamento.20 25.00 1.4 .Perfil de Sondagem Os dados obtidos em uma investigação do subsolo são normalmente apresentados na forma de um perfil para cada furo de sondagem.40 2.60 (99.0m.60 S2 21. bem como a data inicial e final de sua medição (Figura 3..Planta de locação das sondagens No perfil do subsolo as resistências à penetração são indicadas por números à esquerda da vertical da sondagem.00 RN=100. a sondagem na rocha é realizada com equipamento de sondagem rotativo.42 (100.00 5. Neste caso a verificação é realizada executando-se uma nova sondagem a 3. Poderá ocorrer obstrução nos furos de sondagens do tipo matacões (rochas dispersas no subsolo) confundindo com um embasamento rochoso.Obs. Essa profundidade pode ser corrigida.00 1. Caso necessário.: profundidade mínima 8.0m. à medida que os primeiros resultados forem conhecidos. a sondagem deverá ser novamente deslocada 3.4) GUIA EXISTENTE CASA EXISTENTE EM CONSTRUÇÃO 2. da anterior.5).1. A posição das sondagens é amarrada topograficamente e apresentada numa planta de locação bem como o nível da boca do furo que é amarrado a uma referência de nível RN bem definido ( Figura 3.40 2. em planta. CALÇADA 5.NA . 1971) 35 . 3.00 CASA EXISTENTE Figura 3.4 ..95) 7.00 RUA . (Godoy.também é indicada.4 4 S1 21.13) 2. A posição do nível d'água .

O estudo é conduzido inicialmente.5 . 36 .Figura 3.2 .Exemplo de um perfil de subsolo 3. de grandeza e natureza das cargas estruturais e conhecendo as condições de estabilidade e fundações das construções vizinhas. pela verificação da possibilidade do emprego de fundações diretas. técnica e economicamente.ESCOLHA DO TIPO DE FUNDAÇÃO Com os resultados das sondagens. proceder à escolha do tipo de fundação mais adequada. pode o engenheiro. Mesmo sendo viável a adoção das fundações diretas é aconselhável comparar o seu custo com o de uma fundação profunda.

Simples Armada Simples Armada Alvenaria Pedra Sapata Corrida ou Contínua Diretas ou Rasas Sapata Isolada Radier Rígidos Flexíveis de concreto Estacas Pré Moldadas Mega ou de reação Vibradas Centrífugas Protendida sem camisa Brocas Escavadas Raiz perdidas com camisa monotube Raynond Strauss Simples Duplex Franki Moldadas in loco Profundas de madeira de aço céu aberto Tubulões Pneumático (ar comprimido) Tipo poço Tipo Chicago Tipo gow Tipo Benoto Tipo Anel de concreto recuperadas Figura 3.2.Relação dos tipos de fundações usuais em construção 37 .6).6 .1 . verificando a impossibilidade da execução das fundações diretas. 3.E finalmente.Tipos de fundações Os principais tipos de fundações podem ser reunidos em dois grandes grupos: fundações diretas ou rasas e fundações profundas (Figura 3. estuda-se o tipo de fundação profunda mais adequada.

logo abaixo da estrutura.7 . S nec = P σs .Profundidade de uma sapata isolada (Df) • • - Quando Df ≤ B ⇒ Fundações diretas Quando Df > B ⇒ Fundações profundas (sendo “B” a menor dimensão da sapata) Quando a camada ideal for encontrada à profundidade de 5. obtemos o SPT na profundidade adotada e calculamos a σ s do solo. Com o auxílio da sondagem. são capazes de suportar as cargas. 38 . adotam-se as dimensões e verificamos se são econômicas (Figura 3. Dividindo a carga P pela σ s do solo.12). podemos adotar brocas.FUNDAÇÕES DIRETAS OU RASAS As fundações diretas são empregadas onde as camadas do subsolo. se as cargas forem na ordem de 4 a 5 toneladas e sem presença de água. Fundações profundas.0m. Para a escolha das fundações podemos iniciar analisando uma sapata isolada (Figura 3. Em terrenos firmes a mais de 6.0m.7).0 à 6. σs ≅ SPT 5 Encontrada a área. devemos utilizar estacas ou tubulões.3 .Portanto os principais tipos de fundações são: • • Fundações diretas ou rasas. Figura 3. 3. Condições econômicas: A-a=B-b A-B=a-b Sendo “A e B” as dimensões da sapata e “a e b” a dimensão do pilar. encontramos a área necessária da sapata (Snec).

5 kg/cm² A Distribuição das pressões.P.8). água etc.0 kg/cm² Fraca = 0. pois foram muito utilizados nas construções antigas e se faz necessário esse conhecimento no momento das reformas e reforços dos mesmos.parede de 1/2 tijolo = 40 cm Em terrenos inclinados. Uma sapata será considerada flexível quando possuir altura relativamente pequena e .Sapata Corrida em Alvenaria São utilizadas em obras de pequena área e carga.Como referência temos σ s (Tensão admissível do solo) como sendo: Boa = 4. podendo ser bi triangular. no terreno. Mantendo-se o valor "h" em no mínimo 40 cm e h1.3. As etapas de execução são: a) Abertura de vala * Profundidade nunca inferiores a 40 cm * Largura das . abrigo de gás.1 . (edícula sem laje.0 kg/cm² Regular = 2. • • Figura 3. o fundo da vala é formado por degraus (Figura 3.parede de 1 tijolo = 45 cm valas: . barraco de obra. é função do tipo de solo e da consideração da sapata ser rígida ou flexível. no máximo 50cm. É importante conhecer esse tipo de alicerce.8 . H. apresentar deformação de flexão (Caputo.). retangular ou triangular. sempre em nível. 3. 1973) Descrevemos com mais detalhes as fundações diretas mais comuns para obras de pequeno porte.Detalhe do nivelamento do fundo da vala 39 . sob atuação do carregamento.

40 .feitos com tijolo e meio. • Assentamento dos tijolos é feito em nível. contudo ser utilizadas como vigas. não podendo.b) Apiloamento Se faz manualmente com soquete (maço) de 10 à 20 kg. podemos reaterrar as valas. f) Reaterro das valas Após a execução da impermeabilização das fundações. Sobre a cinta será efetuada a impermeabilização. • O tijolo utilizado é o maciço queimado ou requeimado. Uniformizar e limpar o piso sobre o qual será levantado o alicerce de alvenaria d) Alicerce de alvenaria ( Assentamento dos tijolos) • Ficam semi-embutidos no terreno. Paredes de 1/2 tijolo . • Argamassa de assentamento é de cimento e areia traço 1:4. c) Lastro de concreto Sobre o fundo das valas devemos aplicar uma camada de concreto magro de traço 1:3:6 ou 1:4:8 (cimento. e) Cinta de amarração É sempre aconselhável a colocação de uma cinta de amarração no respaldo dos alicerces. Normalmente a sua ferragem consiste de barras "corridas". utilizam-se tijolos em espelho. • Seu respaldo deve estar acima do nível do terreno. assentados com argamassa de cimento e areia traço 1:3. O reaterro deve ser feito em camadas de no máximo 20cm bem compactadas. a fim de evitar o contato das paredes com o solo. Para economizar formas. no caso de pretender a sua atuação como viga deverá ser calculada a ferragem e os estribos.feitos com um tijolo. A função das cintas de amarração é "amarrar" todo o alicerce e distribuir melhor as cargas. areia grossa e pedra 2 e 3) e espessura mínima de 5cm com a finalidade de: • • Diminuir a pressão de contato visto ser a sua largura maior do que a do alicerce. com o objetivo unicamente de conseguir a uniformização do fundo da vala e não o de aumentar a resistência do solo. • Tem espessuras maiores do que a das paredes sendo: Paredes de 1 tijolo .

10 .11 .Com cinta de amarração (Borges. 1972) 41 . 1972) Parede de um tijolo Figura 3.9 .Sem cinta de amarração (Borges.g) Tipos de alicerces para construção simples Figura 3. 1972) Parede de meio tijolo Figura 3.Com cinta de amarração (Borges.

Sapata corrida sob paredes 42 .14. possuindo pequena altura em relação a sua base. que pode ter forma quadrada ou retangular (formatos mais comuns).3.13 . Também são denominadas de Blocos. podem ter formato piramidal ou cônico. devem ser usados estribos.3. o que lhes confere boa rigidez. possuem grande altura. As sapatas de concreto simples (sem armaduras). 3.3 .15) PAREDE h L Figura 3. Para manter os ferros corridos da cinta de amarração na posição.0m. 3.13.Obs. 3.12 . espaçados de mais ou menos 1.Sapatas corridas Executadas em concreto armado e possuem uma dimensão preponderante em relação às demais (Figura 3. As sapatas de concreto armado. A função desses estribos é somente posicionar as armaduras. Figura 3.2 Sapatas Isoladas São fundações de concreto simples ou armado.Sapata isolada retangular 3.

Os radiers são elementos contínuos que podem ser executados em concreto armado.14 . Etapas de construção: • • Preparo do terreno – apiloamento e nivelamento.Sapata corrida sob pilares PILAR VIGA h L Figura 3.PILAR h L Figura 3.3.4 . esgoto e elétrica. O radier pode ser considerado uma laje contínua em toda a área de construção distribuindo uniformemente toda a carga ao terreno. 43 . tem-se o que se denomina uma fundação em radier. Colocação das tubulações de água.Sapata corrida com viga 3. A laje deve ser executada utilizando concreto armado com armaduras de aço nas duas direções tanto na parte superior como na inferior (armadura dupla). protendido ou em concreto reforçado com fibras de aço.15 .Radiers Quando todas as paredes ou todos os pilares de uma edificação transmitem as cargas ao solo através de uma única sapata.

• • Colocação de manta plástica para evitar a perda de água do concreto e a umidade do solo. Figura 3.16 .4 . Concretagem e cura. b) Contenção de empuxos laterais (estacas pranchas).Pré-moldadas . c) Compactação de terrenos.1 . cravadas ou confeccionadas no solo utilizando concreto no mínimo 15 MPa. bom para a fundação.Moldadas in loco 44 . Podem ser: .4. Se uma parte dele for firme e outra fraca você não deve usar radier. 3. essencialmente para: a) Transmissão de carga a camadas profundas. encontra-se em camadas mais profundas do solo.Estacas Estacas são peças alongadas.Radier O radier somente deve ser utilizado se o terreno todo tiver o mesmo tipo de solo. cilíndricas ou prismáticas. Os principais tipos de fundações profundas são: 3.FUNDAÇÕES PROFUNDAS São utilizadas quando o terreno firme.

As estacas recebem esforços axiais de compressão. vigas etc. ausência de pedra britada e possibilidade de barro em volta da estaca. Figura 3. Nas estacas moldadas “in loco” o concreto da cabeça das estacas geralmente é de qualidade inferior.18 b). A limpeza e remoção do concreto de má qualidade até a cota de arrasamento devem ser feito com o auxílio de um ponteiro e marreta e o sentido deve ser preferencialmente de baixo para cima (Figura 3. A cota de arrasamento das estacas deve ficar no mínimo 10 cm acima do fundo da vala.Esforços nas estacas Após a cravação das estacas pré-moldadas de concreto ou a concretagem das estacas moldadas “in loco” as mesmas devem ser preparadas previamente para sua perfeita ligação com os elementos estruturais (blocos de coroamento. Portanto a estaca deve ser concretada no mínimo 20 cm acima da cota de arrasamento. Esses esforços são resistidos pela reação exercida pelo terreno sobre sua ponta e pelo atrito entre as paredes laterais da estaca e o terreno. pois ao final da concretagem há subida de excesso de argamassa.18.18 (a) Arrasamento das estacas – (b) Cota de arrasamento das estacas 45 . Figura 3. Nas estacas prancha além dos esforços axiais temos o empuxo lateral (esforços horizontais).).17 . (a) (b) Figura 3. é devido às estacas encontrarem a “nega” (solo impenetrável) em cotas distintas. permitindo a execução do lastro e a sobra de no mínimo 5 cm de estaca acima do lastro (Figura 3.17.a) Nas estacas pré-moldadas. o excesso de concreto acima da cota de arrasamento.

H. excentricidade e outras solicitações (Caputo. 1973). distribuindo para ela as cargas dos pilares e dos baldrames (Figura 3..4. Os blocos de coroamento têm também a função de absorver os momentos produzidos por forças horizontais.19 – Bloco de coroamento 46 . Figura 3.3.. Ø= diâmetro da estaca UMA ESTACA DUAS ESTACAS TRÊS ESTACAS QUATRO ESTACAS .19)..2 Blocos de coroamento das estacas Os blocos de coroamento das estacas são elementos maciços de concreto armado que solidarizam as "cabeças" de uma ou um grupo de estacas.P.

• • • Limite de diâmetro: 15 (6") a 25cm (10"). de forma a não haver fechamento do furo nem desmoronamento.Tipos de trado 47 . as brocas só serão iniciadas depois de todas as valas abertas.0m. A execução das brocas é extremamente simples e compreende apenas quatro fases: • • • • Abertura da vala dos alicerces Perfuração de um furo no terreno Compactação do fundo do furo Lançamento do concreto Ao contrário de outros tipos de estacas. Figura 3. utilizando pedra nº 2. Limite de comprimento: é da ordem de 6. sempre verificando se não houve fechamento do furo.5m cada peça) até atingir a profundidade desejada. Os ∅ mais usados são 20 cm e 25 cm. no mínimo de 3. que veremos adiante. Ao atingir a profundidade das brocas.Brocas São feitas a trado. não utilizando nenhum equipamento mecânico.0m a 4. pois o trabalho é exclusivamente manual. 3. bem como falhas na concretagem.0 MPa conforme NBR 6122. Inicia-se a abertura dos furos com uma cavadeira americana e o restante é executado com trado (Figura 3. (geralmente com 1.0m.4.21).3 .3. as mesmas são compactadas e preenchidas com concreto fck 15. que tem o seu comprimento acrescido através de barras de cano galvanizado.20. Fazemos isso através da cubicagem (volume) de concreto que será necessária para cada broca.20 . em solo sem água.

No entanto. sem nenhuma proteção. pois sua execução é manual.21 . que possibilitem a concretagem antes do acúmulo de água. isto é feito com 4 (quatro) ferros e estribos em espiral ou de acordo com o projeto estrutural. A Resistência Estrutural da Broca quando bem executadas podem ser: • • broca de 20cm: broca de 25cm: . Forem tracionadas.Perfuração da broca Geralmente as brocas não são armadas. também sofrem empuxos laterais. além de trabalharem a compressão.armada ≅ 6 a 7t . 48 . É conveniente adotar cargas não superiores a 5 toneladas por unidade.Figura 3. em solos suficientemente coesivos e na ausência de lençol freático. A execução de brocas na presença de água deve ser evitada e somente é admitida quando se tratar de solos de baixa permeabilidade.não armada ≅ 7 a 8t . Devemos armar as brocas quando: • • • Verificarmos que as mesmas. certas ocasiões nos obrigam a armá-las e nesses casos. Quando em algumas brocas.armada ≅ 10t Esses valores são aproximados. encontrarmos solo resistente a uma profundidade inferior a 3. geralmente o fundo do furo não é compactado e o lançamento do concreto é feito diretamente no solo. apenas levam pontas de ferro destinadas a amarrá-las à viga baldrame ou blocos.0m.não armada ≅ 4 a 5t .

Seu emprego é restrito a perfuração acima do nível d'água.22 – Perfuratriz (Hachich et al. Em ambos os casos são empregados guinchos.4. apoiadas em chassis metálicos ou acopladas em caminhões (Figura 3. conjunto de tração e haste de perfuração.Estacas Escavadas As estacas escavadas caracterizam-se também por serem moldadas no local após a escavação do solo. São executadas através de torres metálicas.22). Nas estacas apiloadas não existe uma padronização de carga. A perfuração é conseguida lançando o saquete ao solo de uma altura variável dependendo do equipamento. 1998) Figura 3. (Falconi et al.5 .Estaca Apiloada A estaca apiloada é executada utilizando um tripé e um soquete com diâmetro de 20 a 30 cm.4 . 49 . que é efetuada mecanicamente com trado helicoidal.4. O processo é mecanizado e utilizado somente para pequenas cargas devido as suas limitações. podendo esta ser helicoidal em toda a sua extensão ou trados acoplados em sua extremidade.1998) Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 15tf 25tf 30tf 3. depende da profundidade atingida do diâmetro da estaca e do tipo de solo.3.

O procedimento acima se repete. Figura 3.23 .5 a 1.A concretagem das estacas apiloadas seguem as mesmas especificações das estacas moldadas “in loco” pode ser lançado até preencher o furo ou lançado e apiloado em camadas.6 . coloca-se o tubo de molde do mesmo diâmetro da estaca.0 m que é socado pelo pilão à medida que se vai extraindo o molde formando o bulbo. 3. enche-se de concreto em trechos de 0. Após abertura inicial do furo com o soquete. Alcançado o comprimento desejado da estaca. Quando lançado e epiloado em camadas deve-se ter o cuidado do contato do soquete com a parede do furo para não contaminar o concreto com o solo (Hachich et al. 1998). soquete (pilão) e a sonda (balde). Inicia-se a perfuração utilizando o soquete.4.Estaca Strauss A estaca Strauss é executada utilizando equipamento mecanizado composto por um tripé. o soquete é substituído pela sonda com porta e janela a fim de penetrar e remover o solo no seu interior em estado de lama. guincho.Execução das Estaca Strauss Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 20tf 30tf 35tf 50 . até completar o nível proposto pelo projeto. exceto a formação do bulbo.

51 . normalmente de seção circular revestido ou não.8 . Figura 3. tendo no seu interior junto à ponta. apiloados ao mesmo tempo em que se retira o tubo de molde. e uma base circular ou em forma de elipse (Figura 3.24 . ele vai abrindo caminho no terreno devido ao forte atrito entre o concreto seco e o tubo e o mesmo é arrastado para dentro do solo. Após essa operação desce-se a armadura e concreta-se a estaca em pequenos trechos sendo os mesmos fortemente.7 .Execução das Estacas Franki Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • Ø 30 cm: Ø 35 cm: 40tf 50tf 3. esse tampão é socado por meio de um soquete (pilão) de até 4t.Estacas Franki Coloca-se o tubo de aço (molde). Alcançada a profundidade desejada o molde é preso à torre.4. 1998). um tampão de concreto de relação água/cimento muito baixa.4.25) (Alonso et al. coloca-se mais concreto no interior do molde e com o pilão. provoca-se a expulsão do tampão até a formação de um bulbo do concreto.3.Tubulões São elementos de fundação profunda constituído de um poço (fuste).

25 . 1973). O revestimento dos tubulões pode ser constituído de camisa de concreto armada ou de aço. 52 . Já no sistema Gow o escoramento é efetuado utilizando cilindros telescópicos de aço cravados por percussão (Caputo. existindo dois sistemas de execução Chicago e Gow. Seu emprego é limitado para solos coesivos e acima do nível d'água. pelo ar comprimido injetado.5d H ≥ D . Sendo a de aço perdida ou recuperada. tang60o sendo < 2.0m 2 Os tubulões dividem-se em dois tipos básicos: à céu aberto (com ou sem revestimento) e a ar comprimido (pneumático) revestido. No sistema Chicago a escavação é feita com pá. Os tubulões à céu aberto é o mais simples. Os tubulões a ar comprimido ou pneumático utilizam uma câmara de equilíbrio em chapa de aço e um compressor (Figura 3. as paredes são escoradas com pranchas verticais ajustadas por meio de anéis de aço.d . a água afastada do interior do interior do tubulão. resulta de um poço perfurado manualmente ou mecanicamente e a céu aberto.x FUSTE d BASE b H d RODAPÉ 15 a 20cm D a D Figura 3.26). em etapas. = 70cm D ≅ de 3 a 3. O princípio é manter.Seção típica de um tubulão Sendo: β ≥ 60o dmin.

53 .26 . possibilitar a passagem de tubulações sem prejuízo do baldrame.4.9 – Alvenaria de embasamento As fundações são executadas em um nível abaixo do piso acabado (no mínimo 20 cm).Tubulão a ar comprimido 3. Sobre as fundações e vigas baldrames é executado a alvenaria de embasamento de modo a permitir os diferentes níveis de piso mantendo o baldrame nivelado.Figura 3.

dispomos de produtos desenvolvidos especialmente para evitar a ação prejudicial da água. a impermeabilização para esses tipos. para impermeabilizar saunas. Os serviços de impermeabilização representam uma pequena parcela do custo e do volume de uma obra.contra a pressão hidrostática. nas cidades históricas.Alvenaria de embasamento 3.27 . Os serviços de impermeabilização contra pressão hidrostática e contra água de infiltração não admitem falhas. Podemos dividir os tipos de impermeabilização. Já no Brasil. aquedutos.contenção lateral para aterros dos pisos e receber a camada impermeabilizante do alicerce. As falhas corrigidas a posteriori. de acordo com o ataque de água: . somam muitas vezes o custo inicial. mais 54 .5 – IMPERMEABILIZAÇÃO A impermeabilização é de fundamental importância no aumento da durabilidade das construções. etc. quando anteriormente planejada. .27).contra a umidade do solo. Os romanos empregavam clara de ovos. A impermeabilização das edificações não é uma prática moderna. Atualmente. O tijolo maciço é o mais utilizado devido as suas dimensões facilitando as diversas espessuras da alvenaria de embasamento (Figura 3. sangue.contra a infiltração. existem igrejas e pontes onde a argamassa das pedras foi aditivada com óleo de baleia. . óleos. Figura 3. A alvenaria de embasamento pode ser de tijolo maciço ou de bloco de concreto assentada com argamassa de cimento e areia no traço 1:4.

causando sérios transtornos.50m nas paredes superiores. local mais indicado para isso.-. Tem sido bem aceito. um produto mineral que se aplica na estrutura.utilizada há mais de 50 anos. O flexível: Constituído por lençóis de borracha butílica. O semi flexível: . . lençóis termoplásticos. nas recuperações de estruturas sujeitas a pressão hidrostática etc.1. Temos também. penetrando até a altura de 1. A fundação sempre é executada num nível inferior ao do piso. até alcançarmos o nível do piso (Alvenaria de embasamento). Uma junta fissurada deve ser cheia com uma massa elástica e não com argamassa rígida. Se a estrutura fissurar.. A obstrução da água fará com que ela procure nova saída e inicie o trabalho pelas áreas porosas. etc. membrana de asfalto com elastômetros. Portanto é indispensável uma boa impermeabilização no respaldo dos alicerces.Impermeabilização dos alicerces Independente do tipo de fundação adotada deve executar uma impermeabilização no respaldo dos alicerces (Figura 3. em especial as de concreto. Devemos ter alguns cuidados com a impermeabilização Uma impermeabilização não dá resistência à estrutura. que penetra nos poros através de água e se cristaliza até cerca de 6 cm dentro da estrutura fechando os poros e ficando solidária com a estrutura.. já há algum tempo. existem basicamente três sistemas principais de impermeabilização: O rígido: . a argamassa também o fará. 55 . pela inclusão de um aditivo.2º Constituídos por cimentos especiais de cura rápida que são utilizados no tamponamento. pois esse produto pode ser aplicado. pois é o ponto de ligação entre a parede que está livre de contato com o terreno e o alicerce. sendo necessário assentar algumas fiadas de tijolos sobre a sapata corrida ou sobre o baldrame. E no caso de umidade do solo. a impermeabilização mais utilizada é com argamassa rígida e impermeabilizante gordurosos.28). no Brasil. No tijolo a água sobe por capilaridade. Como podemos observar. 3.1º Constituídos pêlos concretos e argamassas impermeáveis.Semelhante à impermeabilização rígida somente que os aditivos favorecem pequenas movimentações. é a por meio de membranas onde a plasticidade é a grande vantagem.5. pois acompanha o movimento das trincas que venham a se formar na estrutura permanecendo impermeáveis mesmo sob pressão hidrostática. e com grande sucesso.

1 lata de cimento (18 litros) . A camada impermeável não deve ser queimada. Recomendações importantes para uma boa execução da impermeabilização: Deve-se sempre dobrar lateralmente cerca de 10 a 15 cm (Figura 3. mas apenas alisada. Usa-se a mesma argamassa para o assentamento das duas primeiras fiadas da alvenaria de elevação.Figura 3. geralmente. usando.29).Impermeabilização no respaldo do alicerce O processo mais utilizado é através de argamassa rígida. impermeável gorduroso (Vedacit ou similar). para que sua superfície fique semi-áspera evitando fissuras. dosado em argamassa de cimento e areia em traço 1:3 em volume: . Viaplus 1000. Podemos utilizar aditivo acrílico que proporciona uma composição semi flexível.28 . Outro processo utilizado dispensa o uso da pintura com piche líquido sobre a argamassa. 56 . Devemos aplicar duas demãos e em cruz.1. Nesse sistema aplica-se uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 e pintura com cimento cristalizante e aditivo (Kz + água + K11 na proporção de 1:4:12. Tec 100 ou similar). Aplicar sempre com as paredes úmidas em três demãos cruzadas. corrigindo os pontos fracos.3 latas de areia (54 litros) . pois o piche penetra nas possíveis falhas de camadas.5 kg de impermeável Após a cura da argamassa impermeável a superfície é pintada com piche líquido (Neutrol ou similar).

: O tempo de duração de uma impermeabilização deverá corresponder ao tempo de uso de uma construção. 3. As figuras 3.Detalhe da aplicação da argamassa impermeável Obs.Impermeabilização em locais de pouca ventilação 57 .29 .5. Sua substituição envolve alto custo e transtorno aos usuários. Faz-se necessário estudar caso a caso para adotar o melhor sistema de impermeabilização (rígido e semi flexível para umidade e flexível para infiltração). nos locais onde o solo entra em contato com as paredes.30 e 3.30 .Impermeabilização nas alvenarias sujeita a umidade do solo Além dos alicerces. Figura 3. devemos executar uma impermeabilização.31 detalham uma impermeabilização rígida em diversos locais de uma construção.2 .Figura 3.

Onde o solo encostar-se à parede levantar o revestimento interno e externo no mínimo 60 cm acima do solo

Figura 3.31 - Impermeabilização com ventilação

Em ambos os casos o alicerce e o lastro impermeabilizado devem coincidir. 3.6 - DRENOS Existem casos que para maior proteção da impermeabilização dos alicerces e também das paredes em arrimo, necessitamos executar DRENOS, para garantir bons resultados. Os drenos devem ser estudados para cada caso, tendo em vista o tipo de solo e a profundidade do lençol freático, etc... Os drenos subterrâneos podem ser de três tipos: - Drenos horizontais (ao longo de uma área) (figura 3.32) - Drenos verticais (tipo estacas de areia) - Drenos em camada (sob base de estrada) De modo genérico, os drenos horizontais são constituídos:

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Figura 3.32 - Dreno horizontal

1 - Camada filtrante: (areia de granulometria adequada ou manta de poliéster servindo como elemento de retenção de finos do solo). 2 - Material drenante: (pedra de granulometria apropriada) que serve para evitar carreamento de areia - 1 - para o interior do tubo, e conduzir as águas drenadas. 3 - Tubo coletor: deve ser usado para grandes vazões. Normalmente de concreto, barro cozido ou PVC. 4 - Camada impermeável : (selo) no caso do dreno ser destinado apenas à captação de águas subterrâneas. Se o dreno captar águas de superfície, esta camada será substituída por material permeável. 5 - Solo a ser drenado: em um estudo mais aprofundado, a sua granulometria servirá de ponto de partida para o projeto das camadas de proteção. Obs. No caso de não ter tubulação condutora de água, o dreno é chamado de cego (Figura 3.33). Os drenos cegos consistem de valas cheias de material granular (brita e areia). O material é colocado com diâmetro decrescente, de baixo para cima.

Figura 3.33 - Dreno horizontal cego

Uma das utilizações dos drenos é quando o nível de água é muito alto e desejamos rebaixá-lo (Figura 3.34).

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Figura 3.34 - Exemplo de aplicação dos drenos

Obs. Neste caso os furos do tubo devem estar para cima.

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ANOTAÇÕES

1 – Verificar se o terreno confirma a sondagem quando da execução da fundação. 2 – Verificar a exata correspondência entre os projetos, arquitetônico, estrutural e o de fundações. 3 – Verificar se o traço e o preparo do concreto atendem as especificações de projeto. 4 – Verificar qual o sistema de impermeabilização indicada no projeto. Constatar se as especificações dos materiais, bem como as recomendações técnicas dos fabricantes estão sendo rigorosamente obedecidas.

Noções de segurança na execução de fundação: - Evitar queda de pessoas nas aberturas utilizando proteção com guarda corpos de madeira, metal ou telas. - Realizar escoramento em valas para evitar desmoronamentos. - O canteiro de obra deverá ser mantido limpo, organizado e desimpedidos, para evitar escorregões, e tropeços. - Sinalizar com guarda-corpo, fitas, bandeirolas, cavaletes as valas, taludes poços e buracos.

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4 - ALVENARIA

APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO; VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a alvenaria adequada; • Orientar a elevação das paredes (primeira fiada, cantos, prumo, nível); • Especificar o tipo de argamassa de assentamento; • Especificar e conhecer o tipo de amarração; • Especificar os tipos de reforços nos vãos das alvenarias. • Executar corretamente os muros de fechamento de divisas.

Alvenaria, pelo dicionário da língua portuguesa, é a arte ou ofício de pedreiro ou alvanel, ou ainda, obra composta de pedras naturais, cerâmica, blocos de concreto, ligadas ou não por argamassa; cola, armadura e graute (que preenchem os furos da alvenaria estrutural). A alvenaria pode ser empregada na confecção de diversos elementos construtivos (paredes, muros, abóbadas, sapatas, etc.) e pode ter função estrutural ou simplesmente de vedação. Quando a alvenaria é empregada na construção para resistir cargas, ela é chamada Alvenaria resistente, pois além do seu peso próprio, ela suporta cargas (peso das lajes, telhados, pavimento. superior, etc.) Quando a alvenaria não é dimensionada para resistir cargas verticais além de seu peso próprio é denominada Alvenaria de vedação. As paredes utilizadas como elemento de vedação devem possuir características técnicas que são: • • • • • Resistência mecânica Isolamento térmico e acústico Resistência ao fogo Estanqueidade Durabilidade

As alvenarias de pedras naturais são raramente executadas, em função da falta de mão-de-obra especializada, como também, pelas distâncias entre os locais de sua extração e de sua utilização. As alvenarias de tijolos e blocos cerâmicos ou de concreto, são as mais utilizadas, mas existem investimentos crescentes no desenvolvimento de tecnologias para industrialização de sistemas construtivos aplicando materiais diversos. No entanto neste capítulo iremos abordar os elementos de alvenaria tradicionais.

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4.1 - ELEMENTO DE ALVENARIA TRADICIONAL O elemento de alvenaria é um produto industrializado, de formato paralelepipedal, para compor uma alvenaria, podendo ser: cerâmico, solo cimento e concreto. 4.1.1 - Elementos cerâmicos Os elementos cerâmicos são obtidos a partir da queima de misturas compostas por areia e argila, quando misturados com água, formam uma pasta plástica podendo adquirir grande dureza, sob a ação de calor. Geralmente, os produtos cerâmicos para alvenaria apresentam as seguintes etapas de fabricação: • • • • • • Escolha de matéria prima; Exploração de matéria prima; Preparação da argila; Amassamento ou preparo da mistura; Moldagem; Secagem e cozimento.

A temperatura de queima varia entre 800° C até 1500° C, e dependendo da temperatura de queima dos compostos presentes, os elementos cerâmicos podem ser classificados em: • • • Cerâmica vermelha – entre 950° C a 1100° C (Tijolos, blocos, lajotas etc.) Cerâmica Branca – entre 1100° C a 1300° C (azulejos, peças sanitárias etc.) Cerâmica refratária – acima de 1500° C.

a - Tijolo cerâmico maciço (comum ou caipira) São blocos de barro comum, moldados com arestas vivas e retilíneas (Figura 4.1), obtidos após a queima das peças em fornos contínuos ou periódicos com temperaturas da ordem de 950 a 1100° C. De acordo com a NBR7170 os tijolos dividem-se em: • • Tipo 1 = (200±5; 95±3; 63±2)mm Tipo 2 = (240±5; 115±3; 52±2)mm

Porém no mercado corrente encontra-se tijolos com dimensões nominais de 210x100x50 mm, que são adquiridos por milheiro. • • • peso: 2,50kg resistência do tijolo: de 1,5 a 4,0 Mpa. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 77un parede de 1 tijolo: 148un

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Figura 4.1 - Tijolo comum

A produtividade da execução de alvenaria com tijolo maciço é baixa, no entanto as suas pequenas dimensões permitem uma maior precisão de nivelamento e prumo. b – Bloco cerâmico Tijolo cerâmico vazado, moldados com arestas vivas retilíneas. São produzidos a partir da cerâmica vermelha, tendo a sua conformação obtida através de extrusão. Podem ser classificados em: • • Blocos de vedação; Blocos estruturais.

As dimensões nominais dos blocos cerâmicos são muito variáveis, portanto pode-se escolher a dimensão que melhor se adapte ao seu projeto utilizando a Tabela 4.1. Neste capítulo iremos abordar somente os blocos de vedação. Os blocos de vedação não têm função de suportar outras cargas além do seu peso próprio e do revestimento. Isto ocorre porque no assentamento, dos blocos de vedação, os furos dos mesmos estão dispostos paralelamente à superfície de assentamento (diferente dos blocos estruturais em que os furos são verticais, perpendiculares à superfície de assentamento) o que ocasiona uma diminuição da resistência dos painéis de alvenaria. Os blocos de vedação têm as superfícies constituídas por ranhuras e saliências para aumentar a aderência, porque na queima as faces do tijolo sofrem um processo de vitrificação, que compromete a aderência com as argamassas de assentamento e revestimento. A tabela 4.1 determina as dimensões normalizadas para os elementos cerâmicos existentes comercialmente. 64

também 9x19x19.0 Mpa. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 22un parede de 1 tijolo: 42um Tolerancia nas medidas: ± 3mm • O bloco cerâmico 11. a alvenaria de tijolo baiano e furado é sensivelmente mais leve do que a alvenaria de tijolo maciço. porque devido as suas dimensões tem um rendimento maior. 65 .2) denominados tijolo baiano e com furos prismáticos.Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos Tabela NBR . muitas vezes maior.5x14x24 também é bem utilizado.1 .5 x 15 x 25 Largura (L) 90 90 90 90 115 115 115 115 140 140 140 140 190 190 190 190 Largura (L) 90 90 90 115 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 90 140 140 140 Comprimento(C) 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 Comprimento(C) 190 190 240 240 Os mais utilizados são os blocos com furos cilíndricos 9x19x19 (Figura 4. Comparando o tijolo baiano e o furado com o tijolo maciço.5 a 2. o corte para passagem de tubulação é difícil e.00Kg resistência do tijolo: de 1. denominados tijolo furado (Figura 4. menos argamassa de assentamento.5 x 20 x 30 12.Tabela 4.5 x 20 x 25 12. comuns e especiais Tipo(A) L x H x C (cm) 10 x 20 x 20 10 x 20 x 25 10 x 20 x 30 10 x 20 x 40 12.5 x 20 x 40 15 x 20 x 20 15 x 20 x 25 15 x 20 x 30 15 x 20 x 40 20 x 20 x 20 20 x 20 x 25 20 x 20 x 30 20 x 20 x 40 Medidas especiais L x H x C (cm) 10 x 10 x 20 10 x 15 x 20 10 x 15 x 25 12.Dimensões nominais de blocos de vedação e estruturais. devido à quebra do tijolo. Exige menos mão-de-obra.5 x 20 x 20 12. por outro lado.3) com as seguintes características: • • • peso: 3.

5 a 5.Tijolo com furo prismático (tijolo furado) c .70kg resistência do tijolo ≅ 3.Figura 4.0MPa • • 66 . • • dimensões: 23x11x5.Tijolo laminado (21 furos) Tijolo cerâmico utilizado para executar paredes de tijolos à vista (Figura 4.3 .2 . O processo de fabricação é semelhante ao do tijolo furado.5cm quantidade por m²: parede de 1/2 tijolo: 70un parede de 1 tijolo: 140un peso aproximado ≅ 2.Tijolo com furo cilíndrico (tijolo baiano) Figura 4.4).

2 . cal e areia no traço 1:2:8 ou por meio de cola respectivamente.50 a 80% do próprio terreno onde se processa a construção (o qual não deve apresentar matéria orgânica em teores prejudiciais).5cm.0MPa Figura 4.5x6.25 quantidade: a mesma do tijolo maciço de barro cozido resistência a compressão individual: 1.5) ou furados (Figura 4. 23x11x5cm ou 25x12. São assentados por argamassa mista de cimento.6 .5 .4 .Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 67 .Figura 4.Tijolos de solo cimento Material obtido pela mistura de solo arenoso . e água. prensados mecanicamente ou manualmente. Podem ser maciços (Figura 4.6).Tijolo laminado 4. • • • • dimensões: 20x10x4.7MPa resistência à compressão média: 2.Tijolo de solo cimento comum Figura 4.1. cimento Portland de 4 a 10%.

fabricadas com cimento.7 . pó de pedra e água (Figura 4.2 . pedrisco.5kg 68 a 09 1/2 14 tijolo 19 b x 19 x 19 x 19 c x 19 x 19 x 19 peso 4.2 determina as dimensões nominais dos blocos de concreto mais utilizado.4.10 kg A Tabela 4.Bloco de concreto • • • quantidade de blocos por m² : 12.Bloco canaleta Bloco Canaleta : 14 x 19 x 39 = 13.8 .3 . e dependendo do equipamento é possível obter peças de grande regularidade e com faces e arestas de bom acabamento.7kg 13. O bloco é obtido através da dosagem racional dos componentes.0MPa Espessura mínima de qualquer parede do bloco deve ser de 15mm.Blocos de concreto Peças regulares e retangulares.1. areia. Tabela 4. Figura 4.6kg 15. Figura 4.8). O equipamento para a execução dos blocos é a presa hidráulica.7. Em relação ao acabamento os blocas de concreto podem ser para revestimento (mais rústico) ou aparentes.5MPa Individual 2.Dimensões nominais dos blocos de concreto dimensões *: a 09 11 14 19 b x 19 x 19 x 19 x 19 x x x x c 39 39 39 39 peso 10kg 10. 4.50 kg 19 x 19 x 39 = 18.7kg .8kg 6.5un resistência do bloco: média 2.7kg 8.

técnicas e materiais utilizados. desta forma. É autoclavado (cura a vapor sob pressão de 10 atmosferas e temperatura de 180ºC) caracterizando um produto com baixo peso específico. resistência ao fogo. cal. estruturado. ariginando paredes ou muros homogêneos e monolíticos.10) e o escantilhão no sentido horizontal (Figura 4. diminuindo a retração do material e melhorando o comportamento higrotérmico da parede. f) Blocos de Gesso: Os blocos pré-fabricados de gesso são elementos de vedação vertical. com a mistura de cimento. c) Blocos de concreto celular: São blocos de concreto com adição de produtos químicos na sua composição ocorrendo à incorporação de gases. serão erguidas as paredes conforme o projeto de arquitetura. de montagem por acoplamento e constituído por uma estrutura de perfis metálicos ou de madeira e fechamento em chapas de gesso acartonado. como: a) Taipa: A taipa é constituída por terra úmida. facilitando o manuseio e bom desempenho térmico e acústico. gesso comum e sizal. 69 . areia e outros materiais silicosos aos quais se adiciona alumínio em pó. que funciona como um elemento aglutinador. É assentado com gesso cola. um dia da execução da impermeabilização. Os cantos são levantados primeiro porque. obedecendo ao prumo de pedreiro para o alinhamento vertical (Figura 4. boa trabalhabilidade e precisão nas medidas. areia e água. pois se estica uma linha entre os dois cantos já levantados. Geralmente monolítico. Devido à argila ser muito retrátil.2 – OUTROS ELEMENTOS DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO Existem diversas alternativas. secos ao sol. proporcionando ao material baixo peso específico. e) Gesso acartonado: Utilizado na divisão dos espaços internos das edificações. no mínimo. com características argilosas. comprimidas entre taipas (formas) de madeira. isolamento térmico.9). se junta palha. retiradas depois de completar a secagem. fiada por fiada. resistência à compressão. para a execução de paredes de vedação. O serviço é iniciado pêlos cantos (Figura 4.3 – ELEVAÇÃO DA ALVENARIA TRADICIONAL: Depois de. Pode ser utilizado na forma de blocos com diversas medidas e espessuras ou painéis armados. leve. 4. utilizados para a execução de paredes e divisórias internas. d) Concreto celular autoclavado: É um produto obtido por processo industrial. b) Adobe: Tijolos de barro amassado com palha.9) após o destacamento das paredes (assentamento da primeira e segunda fiada).4. o restante da parede será erguida sem preocupações de prumo e horizontalidade. fixo ou desmontável.

cal e areia no traço 1: 2: 8 (Figura 4.9) Figura 4. do prumo de pedreiro e da linha.Paredes de tijolos maciços Com o auxílio do escantilhão.9 .Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria Figura 4.3.10 . os cantos são levantados utilizando uma argamassa de assentamento de cimento.4.Detalhe do prumo do canto da alvenaria 70 .1 .

13) a maneira mais prática de executarmos a elevação da alvenaria. batendo e acertando com a colher conforme Figura 4.12.Assentamento do tijolo 71 . Figura 4. 4. Figura 4.11.Sobre a argamassa o tijolo e assentado com a face rente à linha.11 . 4.Colocação da argamassa de assentamento 2o .12. verificando o nível e o prumo. conforme a Figura 4. a argamassa e disposta sobre a fiada anterior. 1o – Colocada à linha.Podemos ver nos desenhos (Figura 4.12 .11.

sendo a mesma à externa por motivos estéticos e mesmo porque os andaimes são montados por este lado fazendo com que o pedreiro trabalhe aparelhando esta face.50m. 4.3o .15.3. e o terceiro 1. nota-se certa diferença de medidas. Os andaimes são executados com tábuas de 1"x12" (2. se for sobrado. Por este motivo. 4.5x30cm) utilizando os mesmos pontaletes de marcação da obra ou com andaimes metálicos.Retirada do excesso de argamassa Mesmo sendo os tijolos da mesma olaria. deve-se providenciar o primeiro plano de andaimes.16).1.Amarração dos tijolos maciços Os elementos de alvenaria devem ser assentados com as juntas desencontradas.5m aproximadamente. somente uma das faces da parede pode ser aparelhada. Podendo ser: 72 . conforme Figura 4. Quando as paredes atingirem a altura de 1. Figura 4. No caso de andaimes utilizando pontaletes de madeira as tábuas devem ser pregadas para maior segurança dos usuários.A sobra de argamassa é retirada com a colher. o segundo plano será na altura da laje. 4. Os andaimes são estruturas que auxiliam na elevação das alvenarias quando o nível das paredes ultrapassa a altura de 1.a .5m acima da laje e assim sucessivamente.13 .14. para garantir uma maior resistência e estabilidade dos painéis (Figuras 4.13.

a . de difícil execução pode ser utilizado em alvenaria de tijolo aparente (Figura 4.16).Ajuste corrente (comum) b .Ajuste Inglês ou gótico 73 .Ajuste Inglês.14 . é o sistema mais utilizado (Figura 4.Ajuste comum ou corrente.16 . Figura 4.15) Figura 4.14) Figura 4.15 .Ajuste Francês também comumente utilizado (Figura 4.Ajuste Francês c .

pois como já visto. 4.3.Canto em parede de meio tijolo no ajuste comum Figura 4.19 . Figura 4.18. as paredes iniciam-se pêlos cantos.Canto em parede de um tijolo no ajuste francês Figura 4.Formação dos cantos de paredes É de grande importância que os cantos sejam executados corretamente.4.20 e 4. 4.19.17 . 4.21 mostram a execução de diversos cantos de parede nas diversas modalidades de ajustes.b .Canto em parede de um tijolo no ajuste comum 74 .17.18 . Nas Figuras 4.1.

Figura 4..1.Canto em parede externa de um tijolo com parede interna de meio tijolo no ajuste francês 4.c .Canto em parede de espelho Figura 4.).. muros etc.Pilares de tijolos maciços São utilizados em locais onde a carga é pequena (varandas.3.20 .22) 75 . Podem ser executados somente de alvenaria ou e alvenaria e o centro preenchido por concreto (Figura 4.21 .

Figura 4. para não haver confusão com as pilhas anteriores.d .23. é comum empilhar os tijolos de maneira como mostra a Figura 4.22 .Figura 4.23 . Costuma-se.1.Empilhamento de tijolos maciços Para conferir na obra a quantidade de tijolos maciços recebidos. arrumam-se mais 10 tijolos. São 15 camadas.Exemplo de pilares de alvenaria 4. pintar ou borrifar com água de cal as pilhas. também.3. contendo cada 16 tijolos. Como coroamento. resultando 240.Empilhamento do tijolo maciço 76 . perfazendo uma pilha de 250 tijolos. após cada descarga do caminhão.

.3.Paredes com bloco de concreto São paredes executadas com blocos de concreto vibrado. .não permite cortes para dividi-los.menor consumo de argamassa para assentamento. Figura 4. Desvantagens: 77 .2 . Com o desenvolvimento dos artigos pré-moldados.difícil para se trabalhar nas aberturas de rasgos para embutimento de canos e conduítes.1.menor tempo de assentamento e revestimento.peso menor .Cortes em tijolos maciços O tijolo maciço permite que seja dividido em diversos tamanhos. são necessários tijolos comuns.3. Vantagens: .melhor acabamento e uniformidade. nas espaletas e arremates do vão. o que facilita no momento da execução.24). Isto ocorre devido à absorção da argamassa de assentamento ser diferente da dos blocos.Corte do tijolo maciço 4. O processo de assentamento é semelhante ao já descrito para a alvenaria de tijolos maciços. economizandomão-de-obra. .nos dias de chuva aparecem nos painéis de alvenaria externa. Podemos dividi-lo pela metade ou em 1/4 e 3/4 de acordo com a necessidade (Figura 4. .e .4.geralmente. As paredes iniciam-se pêlos cantos utilizando o escantilhão para o nível da fiada e o prumo. . .24 . A argamassa de assentamento dos blocos de concreto é mista composta por cimento cal e areia no traço 1:1/2:6. os desenhos dos blocos. se estendem rapidamente em nossas obras.

25) para facilitar a colocação da argamassa de assentamento.Os blocos de concreto para execução de obras não estruturais têm o seu fundo tampado (Figura 4.26 .25 . Figura 4. A amarração dos cantos e de parede interna com externa se faz utilizando barras de aço a cada três fiadas ou utilizando um pilarete de concreto no encontro das alvenarias (Figura 4. a elevação da alvenaria se dá assentando o bloco com os furos para baixo.Detalhe do assentamento do bloco de concreto O assentamento é feito em amarração.Detalhe de execução dos cantos 78 .26): Figura 4. Portanto. Pode ser junta a prumo (somente quando for vedação em estrutura de concreto).

Para que isso ocorra devemos 79 . Figura 4. tanto para paredes de 1/2 tijolo como para 1 tijolo (Figura 4.4 .4.Parede de tijolos furados As paredes de tijolo furado são utilizadas com a finalidade de diminuir o peso das estruturas e economia.3. No entanto.28). não oferecem grande resistência e portanto.Exemplo de amarração na alvenaria de tijolo furado 4.VÃOS EM PAREDES DE ALVENARIA Na execução das paredes são deixados os vãos de portas e janelas. Sobre elas não devem ser aplicados nenhuma carga direta. os tijolos baianos também são utilizados para a elevação das paredes. e o seu assentamento e feito em amarração. só devem ser aplicados com a única função de vedarem um painel na estrutura de concreto.28 . No caso das portas os vãos já são destacados na primeira fiada da alvenaria e das janelas na altura do peitoril determinado no projeto.27). pois não se consegue uma amarração perfeita devido às diferenças de dimensões (Figura 4. Figura 4.27 .3 .Execução de alvenaria utilizando tijolos furados A amarração dos cantos e da parede interna com as externas se faz através de pilares de concreto.

29 . e devem exceder ao vão no mínimo 30 cm ou 1/5 do vão. Sobre o vão das portas e sobre e sob os vãos das janelas devem ser construídas vergas (Figura 4. pois a medida do mesmo deverá ser acrescida ao vão livre da esquadria (Figura 4.Vão de alvenaria Esquadrias de madeira: porta = acrescentar 10 cm na largura e 5 cm na altura.considerar o tipo de batente a ser utilizado. devido aos batentes.29). 4. Esquadrias de ferro: como o batente é a própria esquadria. Quando trabalha sobre o vão. janela = acrescentar 10cm na largura e 10cm na altura.Vergas sobre e sob os vãos As vergas podem ser pré-moldadas ou moldadas no local. No caso de janelas sucessivas.30). Figura 4. executa-se uma só verga.31. As vergas são elementos construtivos não passiveis de cálculo as Figuras 4. a sua função é evitar as cargas nas esquadrias e quando trabalha sob o vão.30 . tem a finalidade de distribuir as cargas concentradas uniformemente pela alvenaria inferior: Figura 4. os acréscimos serão de 3cm tanto na largura como na altura.32 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos maciços para: 80 .

Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1.00m.33.00m e entre 1.Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vãos até 1. As Figuras 4.00m OBS: Caso o vão exceda a 2.0 e 2.0 a 1.0m Figura 4.50m 81 .0m Figura 4.00m e 2.00m Vãos entre 1.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.31 . 4.34 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com blocos de concreto para: Vãos de 1.Vãos até 1.00m e 1.32 . deve-se calcular uma viga armada.0m Vãos de 1.50m Figura 4.33 .

0 a 2. de pequena carga.Coxins de concreto 82 .35 exemplifica as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos furados para: Vãos de 1.00m e 2.50m e 2.50 até 2.Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1. descarrega sobre a alvenaria. executa-se coxins de concreto (Figura 4.00m 4. Quando uma viga. proveniente principalmente das coberturas.36 .36).Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.0m Vãos de 1.0m Figura 4.OUTROS TIPOS DE REFORÇOS EM PAREDES DE ALVENARIA. para evitar a carga concentrada e consequentemente o cisalhamento nos tijolos.00m e entre 1.34 . Figura 4.5 .35 .00m A Figura 4.00m Figura 4.Vãos acima de 1.

83 . Figura 4. As cintas de amarração no respaldo das paredes servem para apoio das lajes.50 a 3. devemos então calcular vigas. As cintas de amarração servem para distribuir as cargas e "amarrar" as paredes (internas com as externas).Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço Figura 4.Ao chegar com as paredes à altura da laje (respaldo das paredes).38 .38 exemplificam as cintas de amarração no respaldo das alvenarias cerâmicas para tijolo maciço e tijolo furado respectivamente. utilizamos uma nova cinta de amarração sob a laje e sobre todas as paredes que dela recebem carga. nestes casos para lajes de pequenos vãos.00m.Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado Na alvenaria de bloco de concreto utilizamos blocos canaletas para a execução das cintas de amarração (Figura 4.37 . Se necessitarmos que as cintas suportem cargas. (ver apoio de lajes em alvenaria nas anotações de aulas nº5).37 e 4.Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto Obs.39 . quando não temos uma verdadeira estrutura de concreto e os vão são pequenos.39) Figura 4. As Figuras 4. no máximo entre 2.

pois falta aderência neste ponto. portanto apresentar resistência mecânica compatível com as solicitações e a forma de fixação deve garantir o grau de ligação. grandes pórticos. As paredes estarão submetidas a um estado de tensão que lhes serão transmitidas pela estrutura. Devem-se observar quais os vínculos previstos entre a parede de alvenaria e a estrutura a fim de se definir os materiais e técnicas. Figura 4. que permita a movimentação da estrutura sem introduzir 84 . O chapisco (argamassa de cimento e areia mais um adesivo de argamassa) é imprescindível. lajes tipo cogumelo).40 – Fixação da alvenaria de vedação em estruturas de concreto No caso (b) cada tipo de estrutura deve ser estudado separadamente. tijolos cerâmicos inclinados ou argamassa expansiva Para fixação lateral devem ser previstas barras chamadas de “ferro cabelo” ou telas de aço previamente fixadas nos pilares (Figura 4. o encunhamento utilizando cunhas pré-fabricadas de conceto. Devem. e a solidarização é feita durante a elevação da alvenaria. Na parte superior da alvenaria deve ser executado. b) A alvenaria não funciona como travamento e a estrutura que a envolve é deformável (pré-fabricados.40). além do chapisco. No caso (a) é necessário que exista uma ligação efetiva e rígida entre elas. Devemos tomar alguns cuidados. De modo geral procura-se executar as juntas com material bastante deformável (mastiques elásticos).6 – FIXAÇÃO DAS ALVENARIAS DE VEDAÇÃO EM ESTRUTURAS DE CONCRETO Quando a alvenaria é executada depois da estrutura são observadas fissuras na interfase alvenaria/estrutura devido à diferença de módulo de elasticidade dos materiais constituintes.4. Podemos ter: a) A alvenaria funciona como travamento da estrutura. c) A alvenaria não funciona como travamento e está envolta por estrutura pouco deformável.

de 10. Esta não deve se dar imediatamente após término da elevação da alvenaria. formando assim os pilaretes (Figura 4. possibilitando a movimentação do painel. NOTA: Quanto ao tipo de ligação.5 a 3.00 a 15.42). e sofrer movimentação proveniente da variação térmica.0cm.Fechamento de divisas em bloco de concreto a . para as alvenarias de vedação.00m. poderemos também utilizar os furos do bloco como pilarete ou colocar formas e executar um pilarete. Qualquer que seja o elemento escolhido para a execução do muro a cada.0m executa-se um pilarete de 10 x 25. O encunhamento rígido pode submetê-la a um estado excessivo de tensão e provocar fissuras. 4. Esta junta deve ser executada para evitar que no muro apareça trincas devido ser o mesmo esbelto. pórticos rígidos. é tempo correto de sua execução. ventos etc. No caso “c” panos pouco extensos. para podermos frisá-las. 4. o importante da fixação.À vista: Figura 4.43). Assim a fixação da alvenaria à estrutura deverá ser inicialmente fraca. Nestes casos pode-se especificar o acabamento frisado para as juntas ou a aplicação de telas na região da junta. portanto a cada 2. tijolo maciço ou tijolo furado. evitando que esta se manifeste no revestimento.Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 85 . devemos deixar uma junta de dilatação de 1. tomando sempre o cuidado de deixar as juntas com o mesmo espaçamento.esforços de grande amplitude na alvenaria. Se a escolha for à vista. desde que a junta seja frágil. Se a escolha for para o revestimento. estar parcialmente engastado no alicerce. Tudo vai depender de um estudo econômico e também técnico para a escolha do melhor elemento Para o bloco de concreto podemos executar de duas maneiras: à vista (Figura 4. Obs. devemos utilizar os próprios furos dos blocos para preencher com "grout". Nestes casos o “ferro cabelo” deve ser fixo na estrutura de concreto e livre na alvenaria. Para o tijolo furado e o maciço.41) ou revestido (Figura 4.7. devemos quase sempre revesti-los. torna-se necessário que seu funcionamento seja compatibilizado com o da estrutura devido principalmente às diferenças de comportamento dos materiais. se manifestarão também no revestimento. com o auxílio de formas de madeira (Figura 4. no máximo.41). provavelmente. neste caso armado. No encontro vertical (com os pilares) normalmente ocorrem juntas “auto deformáveis” que.1 .7 – MUROS Os fechamentos para divisas podem ser executados em alvenaria de bloco de concreto (14 x 19 x 39).41 .

Detalhe da elevação de muro de bloco aparente .Revestido: Figura 4.42 .7.Detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 86 .Fechamento de divisas em tijolo maciço ou baiano Figura 4.b .43 .2 . revestido e viga baldrame 4.

Exemplo de fundação para muros No respaldo do alicerce do muro. 87 . As sapatas corridas devem estar em nível e apoiadas em solo firme a uma profundidade mínima de 40cm.44 .0m de distância uma das outras. dependendo do terreno. Devemos sempre deixar as valas do alicerce do muro em nível para evitarmos esforços na alvenaria.Tipos de fundações para muros Podemos efetuar. o que poderia ocasionar o aparecimento de fissuras.3 . para evitar a presença de umidade na alvenaria de elevação do muro. que tem a função de interligar os pilaretes com a alvenaria. uma proteção impermeável.0m de profundidade e a cada 2. geralmente de φ 20 cm efetuadas a trado. Como as cargas dos muros de divisa não são elevadas podemos fazê-la com 2.4. impermeabilização Figura 4.7. caso o terreno não comporte este tipo de alicerce podemos optar por brocas. As brocas. através de argamassa e impermeabilizantes. Deverá ser executada uma cinta de amarração no mínimo no meio e no respaldo da alvenaria. devemos executar também.5 ou 3.44). um alicerce em sapata corrida de concreto ou com brocas (Figura 4.

46 .3). etc.Preparo da argamassa com betoneira 88 . Ela pode ser mais ou menos trabalhável. junto com os elementos de alvenaria.45 e 4.Preparo da argamassa manualmente b) . sendo a sua função: .45 ..Com betoneira Figura 4.8 – ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO .4. Podemos considerar que ela é trabalhável quando se distribui com facilidade ao ser assentada. conforme o desejo de quem vai manuseá-la.PREPARO E APLICAÇÃO As argamassas. Difícil é aquilatar esta trabalhabilidade. As argamassas devem ter boa trabalhabilidade. 4.8.unir solidamente os elementos de alvenaria .Manualmente Figura 4.. não "agarra" a colher do pedreiro.1 . granulometria adequada e com um traço de acordo com o tipo de elemento de alvenaria adotado (Tabela 4.vedar as juntas impedindo a infiltração de água e a passagem de insetos. Podem ser preparadas (figuras 4.46): a) . pois são fatores subjetivos que a definem. são os componentes que formam a parede de alvenaria não armada. não endurece rapidamente permanecendo plástica por tempo suficiente para os ajustes (nível e prumo) do elemento de alvenaria.distribuir uniformemente as cargas .Preparo da argamassa para assentamento de alvenaria de vedação A argamassa de assentamento deve ser preparada com materiais selecionados.

8.Assentamento Tradicional Cordão: onde o pedreiro forma dois cordões de argamassa (Figura 4.47 . ideal para paredes em alvenaria aparente.47): Figura 4.Aplicação Tradicional: onde o pedreiro espalha a argamassa com a colher e depois pressiona o tijolo ou bloco conferindo o alinhamento e o prumo (Figura 4.48 .3 . Figura 4.Tabela 4. melhorando o desempenho da parede em relação a penetração de água de chuva.Traço de argamassa em latas de 18litros para argamassa de assentamento Aplicação Alvenaria de tijolos de barro cozido (maciço) Alvenaria de tijolos baianos ou furados Alvenaria de blocos de concreto Traço 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 1/2 lata de cal 6 latas de areia Rendimento por saco de cimento 10m² 16m² 30m² 4.48).Assentamento em cordão 89 .2 .

Figura 4. que deve ser comprimida e nunca arrancada (Figura 4. pode-se frisar a junta de argamassa.49).Tipos de frisos Os frisos a.b.Quando a alvenaria for utilizada aparente. 90 .c são os mais aconselháveis para painéis externos pois evita o acúmulo de água. conferindo mais resistência além de um efeito estético.49 .

4).Equivalência das bitolas dos aços mm 5.3 8. gruas e equipamentos de elevação só devem ser feitos por trabalhador qualificado.Junta de argamassa entre os tijolos completamente cheios. . pois. do contrário.ANOTAÇÕES 1 .As bitolas dos ferros das vergas e das cintas de amarração. será necessário uma grande espessura de revestimento. A utilização de andaimes para a elevação da alvenaria deve ser executada com estruturas de madeira pregadas e não amarradas ou em estruturas metálicas contraventadas e apoiadas em solo resistente e nivelado.Desencontro de juntas para uma perfeita amarração.0 6.0 12. Não acumular muitos tijolos e argamassa sobre os andaimes.5 polegada s 3/16 1/4 5/16 3/8 1/2 2 – Verificação para um bom assentamento: . .0 10.Fiadas em nível para se evitar o aumento de espessura de argamassa de assentamento.4 . 3 – Noções de segurança: A operação de guinchos. .Painéis de paredes perfeitamente a prumo e alinhadas. estão colocadas em polegadas. Tabela 4. por ser a nomenclatura mais usual entre os pedreiros na obra (Tabela 4. 91 .

laje pré-fabricada. ipê.2. • Especificar o tipo de armadura adicional para as lajes pré-fabricadas • Executar corretamente a cura e a desforma. laje protendidas. laje maciça. jatobá. pvc.1) e são pregadas em entarugamentos executados de 0.FORRO DE MADEIRA Geralmente são lâminas de pinho.Tipos de forros de madeira 91 . etc.50m. levando em consideração a acústica. etc. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de forro ideal para a sua edificação. aglomerados de celulose. gesso. 5.FORROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.5 . Dependendo do tipo de obra. • Executar corretamente os apoios das lajes pré-fabricadas. muiracatiara. Os forros mais comuns são: madeira. Existem vários tipos de forros. o acabamento.1 . fica a cargo do projetista a sua escolha.(Figura 5. presos às lajes ou nas estruturas do telhado.3) Figura 5. pinus. por buchas e parafusos ou pendurados por tirantes (Figura 5. etc. 5.1 . a estética.50 a 0. • Especificar corretamente o escoramento e contraventamento das lajes pré-fabricadas.

Protendidas (LP) 92 . colocam-se elementos intermediários de cerâmica. as peças pré-fabricadas são empregadas para a formação das nervuras.Laje treliça (LT) . em geral. econômico. Podemos ter segundo a NBR14859: .em telhado Figura 5. oriundos da flexão.2 . e o revestimento de concreto.Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5.Laje comum (LC) .LAJES PRÉ-FABRICADAS UNIDIRECIONAIS Originam-se das lajes nervuradas e das lajes nervuradas mistas. etc. Entre elas. onde. além de resistir os esforços à compressão.2 . feito no local. A variedade desse produto é grande e a sua escolha depende de vários fatores tais como: estrutural.Fixação do forro na estrutura do telhado Figura 5.3 . concreto ou outros materiais. têm a função de solidarização dos elementos.

5.2.1 – Elementos que as compõe: • Vigotas pré-fabricadas: Peças industrialmente, podendo ser: de concreto estrutural, executadas

a) de concreto armado (VC): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura passiva totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes comuns (LC) (Figura 5.4). b) Treliça (VT): com seção de concreto formando placa, com armadura treliçada parcialmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes treliça (LT) (Figura 5.11). c) de concreto protendido (VP): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura ativa pré-tensionada totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes de concreto protendido (LP) (Figura 5.19). • Elementos de enchimento (E): Elementos pré-fabricados com materiais diversos (cerâmica, concreto, EPS), podendo ser maciço ou vazado intercalado entre as vigotas. Têm a função de reduzir o volume de concreto, o peso próprio da laje e servir como fôrma para o concreto complementar. As alturas dos elementos de enchimento (he) podem ser de 7, 0 (mínima) 8,0 - 10,0 - 12,0 - 16,0 - 20,0 - 24,0 - 29,0 centímetros. As larguras dos elementos de enchimento (be) podem ser de 25,0 (mínima) – 30,0 – 32,0 – 37,0 – 39,0 – 40,0 – 47,0 – 50,0 centímetros. Armadura complementar: Armadura complementada na obra. Podendo ser:

a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas, quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária(Figura 5.14). b) Transversal: armadura que compõe a armadura das nervuras transversais. c) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal, para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. d) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das vigotas, nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa. Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais, o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) com espessura mínima de 3,0 cm.

Segundo a NBR14859/2002 a altura padronizada da laje deve ser composta por sua sigla (LC, LT, LP), seguida da altura total (h), da altura do elemento de enchimento (he), mais a altura da capa (hc) sendo todos os valores expressos em centímetros. Exemplo: • • • LC h (he + hc) LC h (he + hc) LT h (he + hc) LC 11 (7+4) LC 16 (12+4) LT 12 (8+4) 93

Em função da altura do elemento de enchimento (he), as alturas totais das lajes (h) estão descritas na Tabela 5.1.
Tabela 5.1 – Altura total da laje (h)

Altura do elemento de enchimento (he) 7,0 8,0 10,0 12,0 16,0 20,0 24,0 29,0

Altura total da laje (h) 10,0 - 11,0 - 12,0 11,0 - 12,0 – 13,0 14,0 – 15,0 16,0 – 17,0 20,0 – 21,0 24,0 – 25,0 29,0 – 30,0 34,0 – 35,0

5.2.2 - Generalidade sobre a laje comum (LC) a) - Elementos que a compõem: • • • Vigota de concreto pré-fabricada (VC); Elemento de enchimento entre as vigotas de tijolo cerâmico (E). Capa de concreto (capeamento) (C) de espessura variável (Figura 5.5)

(E)

E C C

VC

Figura 5.4 Elementos da laje pré-fabricada comum

b) - Variação das alturas: A diferente altura dos elementos de enchimento, com o lançamento de capas de concreto em espessura adequada, resulta nas variadas alturas de lajes (Figura 5.5) ou pela Tabela 5.1. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - As mais usuais são: LC10 para forro e LC12, LC 16 etc. para piso, em vãos máximos de 4,50m. Para vãos maiores, o ideal seria outro tipo de laje. 94

-

- Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento (C ) das lajes pré-fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.

LC11

LC12

LC16

LC20

LC25

LC29

CAPA = 3 cm

Figura 5.5 - Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum

c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição. A armadura de distribuição em lajes pré-moldadas tem a finalidade de limitar a fissuração que poderá ocorrer pela retração e/ou variação de temperatura e ainda melhora a monoliticidade do painel da laje, aumentando sua rigidez e evitando a fissuração decorrente de deslocamento diferenciais, que deverão ocorrer entre suas vigotas de concreto. Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar no mínimo: forro = malha ∅ 6,3mm de 33 x 33cm piso = malha ∅ 6,3mm de 25 x 25cm mínimos 3 ∅ por metro, ou em tela soldada leve para laje. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Superior de tração (Armadura negativa). A armadura negativa é utilizada quando a laje for semi-engastada na estrutura, contínua ou em balanço. A função da armadura negativa é combater os momentos negativos formados pelos vínculos utilizados (Figuras 5.6; 5.7; 5.8; 5.9). Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar: • sobre a vigota, comprimento l/4, podendo também estar posicionada sobre o elemento de enchimento (a quantidade deverá ser fornecida pelo fabricante ou calculista).

95

d) - Tipos de apoios:
• APOIO EM ALVENARIA

Figura 5.6 - Apoio da laje comum sobre alvenaria

APOIO EM VIGAS

Figura 5.7 - Apoio da laje comum em estruturas de concreto armado

BEIRAIS

Figura 5.8 - Apoio da laje comum passante em beirais

Figura 5.9 - Apoio da laje comum balanceado em beirais

f) - Reforços usuais: Devemos evitar o apoio de elementos estruturais diretamente sobre as lajes pré-fabricadas. Caso não seja possível executar uma viga para receber as cargas provenientes de paredes ou muretas, devemos criteriosamente executar um 96

reforço na laje pré-fabricada (Figura 5.10). Estes reforços devem ser indicados pelo fabricante ou pelo engenheiro calculista.

Figura 5.10 - Exemplo de reforços em laje pré-comum

g) - Vãos livres e consumos de materiais: A Tabela 5.2 indica os vão livres máximos para intereixo de 41cm dependendo do tipo de apoio e sobrecargas utilizadas. E a Tabela 5.3 o consumo de materiais para capeamento e nervuras por m2 de laje pré-fabricada comum.
Tabela 5.2 - Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum

Tabela 5.3 - Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje

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5.2.3 - Generalidades sobre laje Treliça (LT) São lajes em que a viga pré-fabricada é constituída de armadura em forma de treliça, e após concretada, promove uma perfeita solidarização, tendo ainda a possibilidade de utilizar armadura transversal. Este sistema de pré-fabricação conjuga uma série de elementos estruturais independentes, formando com seus componentes, um sistema de pré-fabricação semi-fechado e parcial da construção industrializada, integralmente compatibilizado com os sistemas convencionais. Como em qualquer sistema de pré-fabricação na construção industrializada, o sistema de laje treliça deverá ser considerado na fase do projeto, visando alcançar melhor aproveitamento e eficiência. a) - Elementos que a compõem: É constituída por uma armadura treliçada, variando de 7,0 a 25cm de altura, e a mesa inferior concretada com 3 cm de espessura e de 12 a 13cm de largura. O elemento de enchimento pode ser cerâmico de concreto ou EPS (Figura 5.11)

C

VC

(E)

Figura 5.11 - Elementos de uma laje pré-fabricada treliça

b) - Variação das alturas: A diferente altura do elemento de enchimento e a variação da altura da treliça mais a espessura do capeamento, resulta nas variadas alturas da laje (Figura 5.12) ou pela Tabela 5.1.. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento das lajes pré fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.
LT12 LT16 LT20 LT25 LT30 LT35 LT42

LT11

CAPA = 3 cm

Figura 5.12 - Exemplo das variações das alturas da laje treliça

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c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição Tem as mesmas funções das armaduras de distribuição descrita para as lajes pré-fabricadas comuns, sendo no mínimo ou a critério do calculista como: forro = ∅ 6,3mm a cada 33cm piso = ∅ 6,3mm a cada 25cm mínimos 3 ∅ por metro

No caso de laje treliça, podemos posicionar a armadura de distribuição, no sentido perpendicular a vigota, formando um ângulo aproximadamente de 90° em relação ao vergalhão negativo da vigota treliçada. A altura da armação treliçada deve ser igual à altura do elemento de enchimento (lajota cerâmica, bloco de concreto, EPS). Portanto a armadura de distribuição posicionada sobre o aço negativo da armação treliçada fica no mínimo 1,0cm acima do elemento intermediário proporcionando o envolvimento do capeamento de concreto no ato da concretagem. Nas lajes treliças ,além da finalidade descrita para as lajes comuns, a armadura de distribuição assume dentro da laje treliça a função de combater as tensões de cisalhamento que surgem entre a alma e a aba das nervuras das lajes treliças. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Armadura negativa. A armadura negativa deve estar posicionada em cima de cada viga treliça, com no mínimo 2 ∅, sendo que sua bitola deverá ser fornecida pelo calculista, ou fabricante. d) - Tipos de apoios e reforços: Nas lajes treliças podemos ter uma mobilidade das paredes internas, que podem ser apoiadas diretamente sobre a laje, e ainda nos permite em certos casos a passagem de tubulações(Figura 5.16). Isso é facilitado pelo fato da vigota ser concretada na obra, possibilitando efetuar vários reforços (Figuras 5.14; 5.15; 5.16)

Figura 5.13 - Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado

99

Reforços em laje treliça Na laje treliça temos facilidade na execução de nervuras perpendicular as vigotas.17).Armadura adicional de compressão Armaduras adicionais Figura 5.18) Figura 5. para reforços em aberturas do tipo domos.16 .Figura 5.Exemplo de execução de nervuras 100 . pergolados.15 . etc (Figura 5.Armadura adicional de tração Figura 5.14 .17 . e no seu transporte (Figura 5.

101 . . de aproximadamente 12kg por metro.Comportamento ao fogo idêntico ao do concreto armado.18 . porquanto a alma metálica garante a perfeita ligação da vigota (VT) ao concreto.Perfeita planimetria dos tetos. permitindo a utilização de pisos leves nas construções.Facilidade de montagem. fica extremamente facilitado e rápido.Vãos livres: Na Tabela 5. . impedindo a rotação da vigota (VT) quando o pavimento entrar em carga.4 .Garantia de inexistência de fissuras nos tetos. o trabalho de revestimento com chapisco. .Vantagens: . permitindo menor consumo de argamassa. Como conseqüência. onde se exija resistência à ação do fogo. Tabela 5. emboço e reboco.Execução de balanços aliviados sem necessidade de contrabalanço.Figura 5. completado na obra.Vãos máximos para a laje treliça f) .Manuseio da laje treliça e) . . . dada à ausência de contraflecha inicial.Facilidade de manuseio e transporte. dada à leveza da vigota.4 temos os vãos máximos para intereixo de 45 cm dependendo do tipo de apoio e sobrecarga adotada. conferido pelo próprio formato da vigota.

Elemento de enchimento (E) que podem ser cerâmico. 2008). consequentemente. Escoramento (quando necessário).4 . dos elementos de enchimento. Após a montagem completa-se com a capa de concreto (C) de no mínimo 20 MPa. das armaduras adicionais (distribuição e negativo) e a concretagem da capa. maior o esforço resistente da laje (TATU.19 – Vigota protendida As vigotas protendidas podem suportar o carregamento da fase executiva sem o auxílio de escoramento até o vão de 3. • • • 102 .2. concreto ou EPS. 2008).devido ao efeito da protenção aplicada ás vigotas (TATU.20m.Elementos que a compõem: As lajes pré-fabricadas protendidas (LP) são compostas por nervuras préfabricadas em concreto protendido (VP) que tem a forma de um “T” invertido e face superior rugosa para facilitar a aderência da capa de concreto (Figura 5.Generalidades sobre laje protendida (LP) a) . Maiores vãos e menores flechas . Após a cura do concreto de capeamento. maior será a altura final da nervura e.5. b) . Vão maiores deve-se consular o fabricante.Vantagens: • Facilidade de utilização – são de fácil utilização e sua montagem é semelhante às das lajes pré-fabricadas comuns e treliça. a seção resistente da laje passa a ser composta pelo concreto da vigota mais o concreto moldado “in loco”. quanto maior a altura do elemento de enchimento. Portanto para uma mesma vigota. Redução do consumo de concreto e peso próprio – devido a vigota (VP) ter a largura um pouco maior que as vigotas das lajes tradicionais. Redução ou eliminação de escoramento. colocação das vigotas.19). o consumo de concreto e na ordem de 15 a 20% menor (TATU. 2008) Figura 5.

em base firme.21) 103 . deverão ser escorados por meio de tábuas colocadas em espelho. Já no início da obra. sobre a qual se apóia ou se semi-engastam as vigotas da laje pré-fabricada.20m não necessitam de escoramento. barrotes e escoras metálicas (Figura 5.Escoramento: Todos os vãos superiores a 1. Podemos utilizar os escoramentos metálicos compostos por longarinas. que possibilitem a regulagem da contra flecha fornecida pelo fabricante.2.20m a 10.Montagem e execução das Lajes pré-fabricadas A montagem dos elementos pré-fabricados deve obedecer ao especificado no projeto de execução da laje e no manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista. 2/5L) acima desses vãos consultar o fabricante (TATU. b) . ou de acordo com o projeto. das armaduras de distribuição e das armaduras negativas. Os pontaletes deverão ser em nº de 1(um) para cada metro. e são contraventados transversal e longitudinalmente.5 . As vigotas geralmente são colocadas nas menores dimensões dos ambientes.50m para as lajes pré-fabricadas "comuns" e 1.00m duas linhas de escoramento (2/5L . assentados sobre calços e cunhas. quando as paredes estiverem com 1.40m para as lajes treliças (piso e forro respectivamente). executa-se a cinta de amarração. ou uma viga armada. e procedendo-se da seguinte forma: a) . para que sejam tiradas as medidas para a confecção das vigas ou pelo projeto e forma. sobre chapuz. Chegando as paredes no seu respaldo.4% do vão livre. deve-se pedir para o fornecedor. geralmente de aproximadamente 0. L/5 .20 a 1. Nas lajes pré-fabricadas protendidas os vãos até 3.20m a 6. para a escolha das vigotas. Vãos de 3. de 6. 2008).20).20m uma linha de escoramento central (L/2). e pontaletes (Figura 5.00m de altura.Escolha do material: Verificar a colocação somente pela planta que lhe é fornecida junto ao material (manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista).5.

Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 104 .Exemplo de escoramento convencional para laje pré-fabricada Figura 5.Figura 5.21 .20 .

c) . de um lado sobre a parede ou apoio e do outro sobre a primeira vigota.22). 105 . a armadura poderá ser amarrada junto ao banzo da vigota pré-fabricada. No caso de laje treliça. Coloque todas as intermediárias restantes entre as vigotas pré-fabricadas (Figura 5. A armadura negativa no caso de laje pré-fabricada "comum" deve ficar sobre a vigota e no meio da espessura da capa de concreto.23).Colocação da laje: A vigota pré-fabricada deverá estar centrada no vão. Não deverá ficar nas juntas.Armaduras de distribuição e negativas: Distribuir os ferros de acordo com as indicações de bitola e quantidades da planta fornecida pelo fabricante. entre as vigotas e os blocos de cerâmica (Figura 5. A primeira carreira de intermediária deve apoiar. As vigotas pré-fabricadas deverão estar sempre apoiadas pelo concreto. visto que os ferros não tem rigidez suficiente para tal.22 . Figura 5.Detalhe da colocação da laje pré-fabricada d) . de modo que a superfície de contato do concreto seja a mesma para cada apoio. Coloque a viga usando uma intermediária em cada extremidade para espaçálas exatamente.

e) . Quanto às espessuras das capas de concreto para cada caso podemos seguir o ítem "b" das generalidades descritas neste capítulo ou a Tabela 5. como em qualquer estrutura. Nas lajes de forro é aconselhável que o escoramento seja retirado após a conclusão dos serviços de execução do telhado. 106 . três vezes ao dia durante três dias (verificar maiores detalhes sobre cura na Anotações de Aula “Detalhes de execução de obras com concreto armado”). O descimbramento da laje pré-fabricada. f) . ou com uma linha de escoramento. salvo indicações do responsável técnico. no mínimo.Cura do concreto e desforma Após o lançamento do concreto a laje deverá ser molhada.Figura 5. deve ser feito gradualmente e numa seqüência que não solicite o vão a momentos negativos. As caixinhas devem ser preenchidas com serragem úmida para evitar a entrada do concreto no momento da concretagem.1 Para concretar as lajes que foram executadas sem escoramento (pequenos vãos). Os conduites devem ficar bem fixos junto à laje e sobre a armadura de distribuição e negativa. o concreto da capa será de traço 1:2:3 com resistência mínima aos 28 dias 20 MPa. este deve ser socado com a colher de pedreiro . geralmente em torno de 21 dias para pequenos vãos e 28 dias nos vãos maiores.Detalhe da colocação da armadura negativa Após a colocação das armaduras podemos colocar os conduites e as caixinhas da parte elétrica.Concretagem: Molhar bem o material antes de lançar o concreto. Salvo alguma restrição do calculista. é conveniente que se concrete primeiramente junto aos apoios para solidarizar as pontas das vigotas préfabricadas.23 . para que penetre nas juntas entre as vigas pré-fabricadas e os blocos cerâmicos. Ter o cuidado de não estrangular os conduites nas curvas.

Painel alveolar de concreto protendido.1 descrevemos as lajes mais comuns para pequenas obras. As nervuras transversais somente podem ser executadas quando se empregam vigotas treliçadas.Cuidados Para caminhar sobre a laje durante o lançamento do concreto. que forma a armadura inferior de tração na direção perpendicular às vigotas treliçadas. é aconselhável fazê-lo sobre tábuas apoiadas nas vigotas para evitar quebra de materiais ou possíveis acidentes (Figura 5. 5. • Armadura complementar: Armadura complementada na obra.24).g) .LAJES PRÉ-FABRICADAS BIDIRECIONAIS Segundo a NBR14859-2 a laje pré-fabricada bidirecional é constituída por nervuras principais nas duas direções. quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária. no entanto existem outros tipos de lajes que também poderão ser utilizadas. 107 .0 cm. Tais como: • • • Lajes pré-fabricadas bidirecionais. b) Transversal: armadura disposta ao longo das nervuras transversais da laje.24 .Detalhe do apoio das tábuas de passarela NOTA: É importante estudar minuciosamente o projeto para a escolha correta da laje tanto do ponto de vista econômico como estrutural. Figura 5. No item 5. Podendo ser: a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas. Nas lajes que empregam vigotas pré-fabricadas de concreto armado ou de concreto protendido não se pode executar as nervuras transversais. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3. Pré-laje unidirecional e bidirecional.3 .

5. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3.25).26). 108 . Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais. para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. Nas lajes nervuradas maciças é a partir da superfície superior da pré-laje.0cm a 5. Podendo ser: e) Longitudinal: armadura utilizada. o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. Figura 5. g) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal. nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa.5. h) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das pré-lajes. quando da impossibilidade de integrar na pré-laje toda a armadura passiva inferior de tração necessária. constituída de nervuras principais longitudinais dispostas em uma única direção ou também com nervuras transversais perpendiculares às nervuras principais (NBR14860-1 e NBR14860-2). f) Transversal: armadura que compõe a armadura inferior das nervuras transversais. capa de concreto e material de rejuntamento (NBR14861).5 .LAJES PRÉ-FABRICADAS – PAINEL ALVEOLAR DE CONCRETO PROTENDIDO Utilizada para grandes vãos e formados por painéis alveolares protendidos pré-fabricados (Figura 5.0 cm nos casos de pré-laje com enchimento.4 .25 – (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento • Armadura complementar: Armadura complementada na obra.PRÉ-LAJE UNIDIRECIONAIS E BIDIRECIONAIS Laje de seção maciça ou nervurada (Figura 5.0cm e larguras padronizadas. As pré-lajes podem ser treliçada (PLT) ou protendida (PLP) constituídas por placas de espessura de 3. englobam total ou parcialmente a armadura inferior de tração. montados por justaposição lateral.

• 109 .0 cm. com características especificadas pelo fabricante. para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. Proporciona a continuidade dos painéis entre si e com o restante da estrutura. Rejuntamento: Material destinado a promover a solidarização entre os painéis alveolares de concreto protendido justapostos. b) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades dos painéis alveolares de concreto protendido.Figura 5. o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. no mesmo alinhamento destes e posicionados na capa. Podendo ser: a) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal.26 – Painel alveolar de concreto protendido • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do painel alveolar de concreto protendido (E) e deve ter espessura mínima de 3.

2 – Verificar sempre os escoramentos e contraventamentos. Para evitar quedas de operários ou de materiais da borda da laje deve-se prever a colocação de guarda corpo de madeira ou metal. 5 – Conferir as posições das armaduras previstas no projeto. 7 – Molhar até a saturação após a concretagem no mínimo 3 dias e três vezes ao dia. Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à laje. 4 – Proporcionar uma contra flecha compatível com o vão a ser vencido. nas bordas da periferia da laje.ANOTAÇÕES 1 – Verificar o nivelamento dos apoios. Noções de segurança: Andar sempre sobre passarela executada com tábuas e nunca no elemento intermediário. mesmo sendo bloco de concreto. 3 – Verificar o comportamento estrutural dos apoios das lajes pré fabricadas. com tela. 6 – Controlar o lançamento e adensamento do concreto. 110 .

• Escolher a telha ideal bem como as inclinações. sobretudo em construções residenciais unifamiliares. cobertura e do sistema de captação de águas pluviais.ESTRUTURA A estrutura de telhado tem como funções principais a sustentação e fixação de telhas e a transmissão dos esforços solicitantes para os elementos estruturais. pontaletes ou vigas. Sistema de captação de águas pluviais: são para o escoamento conveniente das águas pluviais e constituem-se de: calhas. • Especificar e dimensionar corretamente as calhas. é o quadriculado constituído de terças. são de chapas galvanizadas. 6. Para facilitar. pingadeiras e rincões. constituída pelas tesouras. fibrocimento. 111 . etc. • Desenhar todas as linhas de telhado. cantoneiras. Geralmente constituída por tesouras. etc. • • • Neste capitulo iremos abordar os telhados com estruturas de madeira por ser de uso mais corrente.1 . chapa galvanizada.1).6 . fibrocimento. A trama é a estrutura de sustentação e fixação das telhas. A armação é a parte estrutural.C. A estrutura: é o elemento de apoio da cobertura. etc. podendo ser de madeira. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a estrutura de telhado adequada para cada tipo de telha.COBERTURA APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. P. metálica. O telhado é composto pela estrutura. alumínio. concreto e galvanizada. as telhas cerâmicas. concreto etc. podemos dividir a estrutura em armação e trama (Figura 6. caibros e ripas. rufos.V. que se apóiam sobre a armação. A cobertura: é o elemento de vedação constituída por telhas que pode ser: cerâmica. • Conhecer as diversas peças que compõe uma estrutura de telhado. condutores verticais. escoras.

Figura 6.Algumas espécies de madeiras indicadas para a estrutura de telhado (IPT) A amendoim canafístula guarucaia jequitibá branco laranjeira peroba rosa B angelim cabriúva parda cabriúva vermelha caovi coração negro cupiuba faveiro garapa guapeva louro pardo Mandigau pau cepilho pau marfim sucupira amarela de C anjico preto guaratã taiuva 112 .1.1 .1).1 Materiais utilizados nas estruturas a) Madeira: Podemos utilizar todas as madeiras de lei para a estrutura de telhado (Tabela 6. Tabela 6. no entanto a peroba foi a madeira mais utilizada e serve como referência.1 .Esquema de estrutura de telhado 6.

4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" . A cabreúva vermelha.1 estão divididas em grupos segundo as suas características mecânicas.5 MPa. guaratã e taiuva têm alta dureza.5. os parafusos. a x b . 3. OBS: vide tabela de pregos no anexo ao final desta apostila. No entanto. 113 .As madeiras da Tabela 6. o preço da peça aumenta. comprimento 2. 3.5. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga.4 mm 18 = 3. Módulo de ruptura à tração igual ou superior a 13. 3.0. coração de negro. chapas de aço para os estribos e presilhas.5. Para bitolas diferentes ou comprimentos maiores. 4. A designação dos pregos com cabeça será por dois nos. comprimento 2. Caibros: 5x6 cm ou 5x7 (6x8)cm. • • As madeiras serradas das toras já são padronizadas em bitolas comerciais. 4. faveiro.3 mm. é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2.5.0. Portanto temos: Vigas: 6x12 cm ou 6x16 cm.1 devemos verificar se as mesmas possuem as características físicas e mecânicas a seguir: Resistência à compressão (fc). 5. a = refere ao diâmetro.0 m. Caso se utilize madeiras que não conste na Tabela 6.5.0x5. existem casos onde o dimensionamento das peças exige peças maiores ou diferentes.0. 3. igual ou superior a 55.0 m.5 m de comprimento e são vendidas por dúzia. Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT. 4. b) Peças metálicas: As peças metálicas utilizadas em estruturas de telhado são os pregos. geralmente com 4. anjico preto.0cm. • • • Obs.5 MPa. portanto devemos ter cuidado ao manuseálas.5. Os pregos mais utilizados são: 22 x 42 22 x 42 15 x 15 ou ou 22 x 48 19 x 39 → para pregar as vigas → para pregar os caibros → para pregar as ripas. 5. a 15% de umidade. Ripas: 1. 4. assim sendo deve-se partir para seções compostas (nestes casos estudados na disciplina Estruturas de Madeira).0.2.

para distribuir a carga do telhado. transmitindo-as aos seus apoios.Peças utilizadas nas estruturas de telhado a) Tesoura dos telhados As tesouras são muito eficientes para vencer vãos sem apoios intermediários (Figura 6. A Figura 6. Não iremos nos estender sobre o cálculo estrutural das estruturas de telhados por constituir assunto de cadeira a parte. Asna e escoras: São peças de ligação entre a linha e a perna.2 .Seção típica de uma estrutura de telhado 114 .1. São estruturas planas verticais que recebem cargas paralelamente ao seu plano. Estribo: São ferragens que garantem a união entre as peças das tesouras.2 . as demais de escoras. indo do ponto de apoio da tesoura do telhado ao cume. e nos demais tirante. geralmente trabalham à compressão. Pendural e tirante: Peças que ligam a linha à perna e se encontram em posição perpendicular ao plano da linha. Perna: Peças de sustentação da terça. geralmente trabalham à tração. Geralmente trabalham à tração. Podem trabalhar à tração ou cisalhamento. encontramse. Geralmente são compostas por: Frechal: Peça colocada sobre a parede e sob a tesoura.2 mostra uma seção típica de uma estrutura de telhado Figura 6.2). Linha: Peça que corre ao longo da parte inferior de tesoura e vai de apoio a apoio. : Obs. geralmente. Denomina-se pendural quando a sua posição é no cume. em posição oblíqua ao plano da linha. Queremos apenas reproduzir as tesouras simples para obras de pequeno porte. denomina-se asna a que sai do pé do pendural. Geralmente trabalham à compressão.6.

. .O ângulo entre a perna e a linha é chamado de inclinação.0m.3 .3) .Esquema de contraventamento das tesouras 115 . .O espaçamento ideal para as tesouras deve ficar na ordem de 3.As tesouras devem ser contraventadas.00m deve-se colocar tirantes.0cm.Vãos até 3.A distância máxima entre o local de intersecção dos eixos da perna e da linha é a face de apoio da tesoura deverá ser ≤ 5. . (Figura 6. com mãos francesas e diagonais na linha da cumeeira.Em tesouras simples no mínimo devemos saber: : .Vãos acima de 8. (Figura 6.4) Figura 6.4 .O ponto é a relação entre a altura da cumeeira e o vão da tesoura.00m não precisam de escoras.Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal Figura 6. .

35 3.40 2.20 3.50 2.40 1. As terças são peças horizontais colocadas em direção perpendicular às tesouras e recebem o nome de cumeeiras quando são colocadas na parte mais alta do telhado (cume).10 3.35 A 3.90 A 2. Romana.70 2.75 2.50m.21 a 2.20 Colonial ou paulista B 2. bitolas de 6 x 16 para vãos entre 2.60 2.20 2.80 C 3. Figura 6.80 2.55 2.20 3.20 3. Estes vãos são para as madeiras secas.45 2. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6.85 C 3.00 2.90 2.65 2.50m devemos utilizar bitolas especiais o que não é aconselhável pelo seu custo.40 2.30 3.60 2.81 a 2.50 2. As terças devem ser apoiadas nos nós das tesouras.80 1.50 a 3.c) Terças As terças se apóiam sobre as tesouras consecutivas (Figura 6.85 3.50 3.60 2.40 2.16.60 1.2 mais precisa e que leva em consideração o tipo de madeira e de telha: Para vãos maiores que 3.10 2.90 2.41 a 2.20 C 2.90 2.05 2.00 a 1.40 2.2 .15 3.50 2. e suas bitolas dependem do espaço entre elas (vão livre entre tesouras).00 6 x 12 6 x 16 6 x 12 6 x 16 116 .41 a 1.70 2.5 .00 2.20 3.05 2.00 2.60 Seção transversal (cm) Francesa. Caso não se tenha certeza. 6.45 3. do tipo de madeira e da telha empregada.30 2.15 3.50 3.30 3.01 a 2.85 2.75 B 3. e contra frechal na parte baixa (Figura 6.25 B 2.50m.50 2.30 2.30 3.45 2.75 3.85 2.80 B 3.45 2.61 a 1.40 2. Portuguesa ou plan A 2.1: • • bitolas de 6 x 12 se o vão entre tesouras não exceder a 2.10 2.30 2.Vão máximo das terças (m) Vão dos caibros (m) 1.5).30 C 3.60 3.40 3.95 2.21 a 1.17.35 A 3.Esquema do apoio das terças nas tesouras Tabela 6.20 1.18).10 3.40 2. 6.70 2. Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6.5) ou pontaletes (Figuras 6.

o carpinteiro prepara uma “galga” de madeira com a média da distância entre as travas da telha (Figura 6.1: : • terças espaçadas até 2. Estes vãos são para as madeiras secas. Para determinar a galga média devemos: 117 .00 5x6 1. para garantir o espaçamento constante das ripas.0cm (1. Portuguesa ou plan 1.40 1. iniciando-se com duas ripas sobrepostas de forma a compensar a espessura da telha. O espaçamento entre ripas depende da telha utilizada. • quando as terças excederem a 2. Tabela 6.00 2. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6. Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6. usamos caibros de 5x7 (6x8).20 2. devemos utilizar a galga média. Os caibros são colocados com uma distância máxima de 0. portanto paralela às tesouras.00m usamos caibros de 5 x 6.60 2. As ripas são pregadas com pregos 15 x 15 tomando-se o cuidado de não rachá-la.50 5x6 5x7 Colonial ou Paulista 1. Portanto.20 5x7 e) Ripas As ripas são as últimas partes da trama e são pregadas perpendicularmente aos caibros. Para a colocação das ripas é necessário que se tenha na obra algumas telhas (no mínimo 6 peças) para medir a sua galga (distância entre travas da telha). A bitola do caibro varia com o espaçamento das terças.50m.3 . Caso não se tenha certeza. As ripas são colocadas do beiral para a cumeeira.3.2x5.d) Caibros Os caibros são colocados em direção perpendicular as terças.00m e não ultrapassarem a 2.00 2.0x5.90 1.0cm).60 2.Vão Máximo dos Caibros (m) Tipo de madeira A B C Seção transversal (cm) Francesa. São inclinados.50m (eixo a eixo) para que se possam usar ripas comuns de peroba 1x5. São encontradas com seções de 1.80 2.6).40 1. sendo que seu declive determina o caimento do telhado. Romana. com o tipo de madeira e da telha.7). Podemos também iniciar os beirais com uma testeira (tábua pregada na frente do caibro do beiral) eliminando nestes casos as ripas sobrepostas(Figura 6.

7 .50 em 0.• • • Ajustar 6 telhas sobre os apoios considerando a situação de afastamento mínimo entre telhas medir o comprimento total mínimo Ctmin que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio.Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais Figura 6.0x5. 118 . verificar o espaçamento entre os caibros. Se este espaçamento for de 0. devemos. Cinco vãos. De posse destas medidas calcular a galga média: Gmed = (Gmin + Gmax) /2 Gmax = Ctmax /5 Sendo: Gmin = Ctmin /5 e Figura 6. Reajustar os apoios para o afastamento máximo entre as telhas e proceder à medição do comprimento total máximo Ctmax que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio.0m. ou seja.50m. podemos utilizar as ripas 1.5x5.6 . Se for maior. utilizamos sarrafos de 2.Detalhe da galga As ripas suportam o peso das telhas. portanto. Cinco vãos. ou seja.0m (peroba ou equivalente).

6.9) • escora/perna (Figura 6. r ≥ 2 cm ou 1/8 h ≤ r ≤ 1/4 h h = altura da peça b) encaixes: • perna/linha (Figuras.6. Para isso devemos saber: a) recorte: • r = recorte.3 . 1992) 119 .8 .8 e 6.1.10) • pernas/pendural (Figuras 6.Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno.12) • asna/pendural/linha (Figura 6.Ligações e emendas Na construção das estruturas de telhado faz-se necessário executar ligações e emendas.11 e 6. 1992) Figura 6.Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno.13) Figura 6.9 . com encaixes precisos.

Detalhe da ligação entre a perna e a escora (Moliterno.Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno.Figura 6.11 .12 .Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno.10 . 1992) Figura 6. 1992) Figura 6. 1992) 120 .

1992) c) emendas: As emendas das terças devem estar sobre os apoios.15 e 6.15 .14).13 .Detalhe da ligação entre a linha. com chanfros a 45° para o uso de pregos ou parafusos(Figuras 6. ou aproximadamente 1/4 do vão com no máximo de 0.Detalhe das emendas de uma linha de terças Figura 6.Detalhe da emenda das terças com pregos 121 . asnas e pendural (Moliterno.16).14 . Figura 6. no sentido do diagrama dos momentos fletores (Figura 6.Figura 6.70 m.

19).deverá ser acrescido aos pontaletes. Sendo assim.4 . o custo da estrutura é menor.Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6.a distância dos pontaletes deve ser igual a das tesouras. ter algumas precauções como: . berço (de no mínimo 40 cm) para distribuir melhor os esforços. Nas lajes maciças. Em construções residenciais. as paredes internas oferecem apoios intermediários. Entretanto nas lajes pré-fabricadas não devemos apoiar e sim realizar o apoio na direção das paredes (Figuras 6. Para isso. mãos francesas (nas duas direções do pontalete) ou tirantes chumbados nas lajes para dar estabilidade ao conjunto. Devemos ainda. 122 .16 . Nesses casos. é necessário que se faça uma viga de concreto invertida para vãos grandes ou vigas de madeira nos vãos pequenos.1. devemos apoiar as terças em estruturas de concreto ou em pontaletes. a laje recebe uma carga distribuída (Figuras 6.17 e 6.17 e 6. podemos apoiar em qualquer ponto. O pontalete trabalha à compressão e é fixado em um berço de madeira apoiado na direção das paredes.a distância entre as terças deve ser igual à distância das mesmas quando apoiadas nas tesoura . Havendo necessidade de se apoiar um pontalete fora das paredes.Telhado pontaletado Podemos construir o telhado sem o uso de tesouras. .18).Figura 6. onde tudo é calculado. portanto.

Apoio dos pontaletes em berços Figura 6.18 .17 .Figura 6.Detalhe do berço para distribuição das cargas 123 .

pelo carpinteiro. formando cada painel do telhado um plano uniforme. do madeiramento. Coloque-o numa posição próxima e inclinada suficiente para que penetre metade de sua dimensão em uma peça e metade em outra.Quando o prego for menor do que a peça que ele tem que penetrar.Recomendações: . incline os pregos para que estes não penetrem paralelamente às fibras e sim o mais perpendicular possível a elas (Figura 6. Um madeiramento defeituoso nos dará um telhado ondulado e de péssimo aspecto. Figura 6.Detalhe da fixação por pregos menores .Não devemos esquecer a colocação da caixa d'água.Figura 6. . O ideal seria o prego penetrar 2/3. deve ser colocado em ângulo (Figura 6.Reconhece-se um bom trabalho de carpinteiro.19 .Quando tiver que pregar a ponta de uma peça em outra.20 . quando os alinhamentos das peças são perfeitos.21). antes do término. .Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6. 124 .20).1.5 .

21 . assemelhando ao de um sino quando suspensas por uma extremidade e percutidas.22 . e consiste na mistura de várias argilas. Para a sua utilização. Só então é feita a primeira seleção e a primeira queima em forno a uma temperatura de 900° C.para evitar rachaduras na madeira. pois existem uma grande variedade de tipos e consequentemente de fixação.2. onde o pó de argila se transforma em massa homogênea e sem impurezas. Devem apresentar som metálico. devemos pregar da seguinte maneira: * no final de uma ripa. acessórios etc. As demais telhas (alumínio. Essa massa passa pelas prensas de moldagem.2 . aço galvanizado.) são mais utilizadas em obras comerciais e industriais.COBERTURA Neste capítulo iremos abordar as telhas cerâmicas as de concreto e fibrocimento por serem as mais utilizadas em obras residenciais.Figura 6. 6.CERÂMICA As telhas cerâmicas têm início com a preparação da argila. Na próxima etapa.Detalhe da fixação das ripas nos caibros .1 . indo diretamente para a secagem. é conveniente solicitar a orientação de um técnico do fabricante ou mesmo o uso de catálogos técnicos. não alinhar os pregos (Figura 6. a argila já misturada passa por uma moagem e por uma refinação chegando até a extrusora. poliéster etc.Fixação das ripas nos caibros 6.22) * achatar um pouco a extremidade do prego * furar a madeira e depois introduzir o prego * pregar a madeira mais fina a mais grossa. no caibro. Não devem apresentar deformações. Figura 6. 125 .

É o que se chama de emboçamento das telhas. colonial. também as telhas dos beirais e oitões.002m³/m² de telhado. cobrindo sempre do beiral para a cumeeira. são planas e chatas.6). As curvas do tipo capa e canal. Podemos dividir as telhas cerâmicas em dois tipos: as planas e as curvas. As telhas planas são do tipo francesa ou Marselha. desvios geométricos em geral. São as cumeeiras (obedecendo um sentido de colocação contrário ao do vento predominante) (Figura 6. Algumas peças são assentadas com argamassa de cimento. 126 . O consumo da argamassa é na ordem de 0.24).defeitos ou manchas e atender as normas NBR9601-Telha cerâmica de capa e canal ou a NBR7172-Telha cerâmica tipo francesa. Ao cobrir. em até três fiadas sobrepostas. esfoliações. plan. usar régua em vez de linha. Cada caminhão é considerado um lote e deve-se separar 20 peças para as verificações de suas propriedades com exceção da espessura que podemos separar 13 peças.23) e espigões e . a) Telha francesa ou Marselha Tem forma retangular. No recebimento das telhas na obra não devem ser aceitos defeitos sistemáticos como quebras. para que seu peso próprio seja distribuído uniformemente sobre a estrutura de madeira. É recomendado que as telhas sejam posicionadas simultaneamente em todas as águas do telhado. paulistinha.Acabamento da cumeeira Para inclinações de telhados acima de 45° . rebarbas. cal e areia no traço 1:2:8. recomenda-se que as telhas sejam furadas para serem amarradas ao madeiramento. e a do tipo escama (germânica). colocando duas ripas sobrepostas ou testeiras para regularmos a altura da 1ª telha (Figura 6. com arame galvanizado ou fio de cobre. chamadas termoplan entre outras. trincas empenamentos. romana. Figura 6. e deslocar de acordo com a medida da telha.23 . portuguesa. desde a ponta do beiral até a cumeeira. As telhas cerâmicas devem ser estocadas na posição vertical. As somente canal. possuem numa das bordas laterais dois canais longitudinais (Figura 6. quando forem do tipo canal. também chamadas paulista. As telhas são assentadas com o máximo cuidado e alinhadas perfeitamente.

(canal) 46 cm comp. nas bordas superiores e inferiores.tolerância ± 1 mm .0 kg . e 24 cm de largura .peso: 69 kgf/m² .peso unitario aproximado de 2. .Para encaixe.dimensões: ≅ 46cm comp.25).caimento: 25% .cumeeiras: 3un/m 127 . cutelos em sentido oposto. que faz a cobertura dos espaços entre dois canais (Figura 6.caimento: 33% a 35% .65 kg . cuja função é de conduzir a água e capa.dimensões ≅ 40 cm de comp.15 un por m² . .seca 83 kgf/m² .saturada .seca 54 kgf/m² .saturada .peso: 45 kgf/m² .Cumeeira: 3 un/ml Figura 6. (capa) 18 cm largura (canal) 16 cm largura (capa) .peso unitario aproximado de 2.26 un por m² . canal.tolerância ± 1 mm .24 .Telha francesa ou Marselha b) Telha paulista Constituem-se de duas peças diferentes. Os encaixes em seus extremos servem para fixação e para evitar a passagem da água.

.25 .dimensões: 46cm comp.tolerância ± 1 mm Figura 6.(capa) 46cm comp.75kg .seca 86 kgf/m² . (canal) 16cm largura (capa) 18cm largura (canal) .Telha paulista c) Tipo plan Tem as características da telha paulista.saturada .26 .peso unitario aproximado de 2.Figura 6. tem os cantos arredondados e a seção retangular (Figura 6.caimento: de 20 a 25% .27).peso: 72 kgf/m² .Telha Plan d) Telha romana e telha portuguesa A telha romana tem o mesmo formato que as telhas plan.cumeeiras: 3 un/m .26 un por m² . 128 . A portuguesa é igual à paulista (Figura 6. somente que nesses tipos o canal é junto com a capa.26). mas melhoradas.

27 .peso: 54 kgf/m² .0cm comprimento 21. .seca 65 kgf/m² .16 peças por m² ..28 .peso: 48kgf/m² .saturada Figura 6.15 peças por m² .5cm largura Figura 6.30 telhas por m² 129 .dimensões: 45.saturada . consegue um isolamento térmico e um isolamento de umidade (Figura .Telha romana e Portuguesa d) Termoplan Como o próprio nome indica a termoplan através de dupla camada.seca 58 kgf/m² .caimento mínimo: 30% .caimento mínimo: 30% .28).Telha Termoplan f) Telha germânica A montagem é feita em escamas de peixe com as seguintes características: .

as telhas de concreto apresentam uma espessura média de 12 mm e resistência mínima a flexão de 300 kg. Segundo informações do fornecedor.2 .peso unitário aproximado de 4. e empilhá-las no máximo em três camadas na vertical.0 cm de areia. calcular ventilação do forro.70 kg .Telha Germânica 6. 6. agregados e óxidos que são responsáveis pela sua coloração. Pelo baixo custo dos telhados executados com telhas onduladas de fibrocimento são também utilizadas em construções unifamiliares.peso unitário: 1.0cm largura • Os valores acima são para as telhas do tipo Tégula tradicional.saturada . A Tabela 6..seca 57 a 60 kgf/m² .2.caimento mínimo: 30% . Para o seu armazenamento devemos preparar um lastro de 5.4 apresenta as dimensões padronizadas das telhas onduladas de fibrocimento.475g .5 peças por m² .peso: 49 a 54 kgf/m² . Para outros modelos ou fabricantes devemos consultar o manual técnico correspondente. para evitar o apoio da mesma com o solo. as telhas de fibrocimento são largamente empregadas em edifícios comerciais e industriais.dimensões: 32.29 .3 – TELHAS ONDULADAS DE FIBROCIMENTO Juntamente com as telhas de aço galvanizado.CONCRETO As telhas de concreto são compostas de aglomerantes.caimento mínimo: 45% Quando for colocado isolante térmico. Figura 6.10. Vários fabricantes estão substituindo as fibras de amianto por outras fibras menos agressiva ao ser humano.0cm comprimento 30. São fabricadas com mistura homogênea de cimento Portland e fibras de amianto. 130 . .2.

5 estão relacionadas às correspondências entre inclinação (αº) e o caimento ou declividade (D%) de um telhado reto. 6.4 – Dimensões das telhas onduladas de fibrocimento Espessura (mm) Comprimento (m) Largura (m) 5. O caimento mínimo é de 20% ou aproximadamente 11o.13 – 2. sendo um no centro e os outros a 10 cm de cada borda. indicada pela letra d (d = h/l = tang α %) (Figura 6. fornecidos pelo fabricante.83 1. conjuntos de vedação e arruelas. metálica ou de concreto através de acessórios compostos por ganchos. Para as telhas com comprimento superior a 1. parafusos e grampos de ferro zincado. Tabela 6.91 – 1.13m (8. 6 e 8 0.22 – 1.30). As telhas devem ser armazenadas em pilhas de até 35 unidades.0mm) deve-se colocar uma terça intermediária de apoio.10 2.0mm) e de 2.05 – 3.44 – 3.5 – Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 131 .66 As telhas onduladas de fibrocimento são fixadas em estrutura de madeira.30 – Inclinação e caimento de telhados retos Na Tabela 6. Portanto é aconselhável consultar os fabricantes e seus catálogos técnicos. Figura 6.4 – Inclinação (αº) e caimento ou declividade (%) dos telhados A inclinação (ângulo α) é o ângulo que plano de cobertura faz com a horizontal e o caimento ou declividade de um telhado é a tangente trigonométrica da inclinação.2.Tabela 6. O recobrimento lateral é de ¼ de onda e o recobrimento longitudinal de no o mínimo 14 cm para caimentos maiores de 15 e 20 cm para recobrimentos menores o de 15 . NOTA: Existem outras telhas de fibrocimento com seções diversas e capazes de vencer grandes vãos.53 – 1.83 m (6. apoiadas em três pontaletes.

Portanto.0 αº 18.0 25. o caimento mínimo deve ser conseguido na posição onde o telhado estiver mais selado (Figura 6.72 d%) 3.0 15.0 d%) 33.17 21. fazendo com que as águas retornem.60 45.6 – Ponto de Cobertura Ponto 1:2 1:3 1:4 1:5 1:6 1:7 1:8 Designação Ponto meio Ponto terço Ponto quarto Ponto quinto Ponto sexto Ponto sétimo Ponto oitavo Inclinação 45º 33º40’ 26º30’ 21º48’ 18º35’ 15º50’ 14º04’ Declividade 100% 66% 49% 40% 33% 28% 25% O ponto é considerado alto a partir de 1:3 (inclinação acima de 33º40’) ou declividade maior do que 100%. as águas pluviais ganham uma velocidade maior no seu início (cume) e perdem no seu final (beiral). O ponto varia de 1:2 a 1:8 nos telhados (Tabela 6.0 A altura das cumeeiras. também chamadas de Ponto de Cobertura é a relação entre a altura máxima da cobertura e o vão.31 .23 26.0 30.6). Devido ao seu traçado.31).0 100.0 35.0 10.48 24.35 19.70 5.70 8. Os cuidados devem ser redobrados quando os telhados forem selados também chamados de corda bamba.0 40. Os caimentos citados em cada tipo de telha deste capítulo relacionam-se a telhados retos.Inclinações mínimas para telhados selados com vão até 8.0 50. As inclinações dos telhados selados devem no mínimo seguir a Tabela 6.0 20.04 16.7: Figura 6.αº 1. infiltrando parte das águas nos telhados.0 45.60 11.0m 132 . Tabela 6.31 14. O ponto de transição é onde o telhado é mais selado.

Tabela 6.12 .45 0.75 . rufos e pingadeiras.30 -33 -39 ou 40 .60 0. e para reduzir o preço das peças.20 1.85 1. condutores) e arremates (rufos.88 1.7 .60 . águas furtadas. Portanto.0 x1 (m) 1.0 5.0 ou 1.08 3.24 y (m) 1.Detalhe da estrutura de um telhado selado 6.64 0.25 .5 2.05 1.5 4.0 7.00m de comprimento. Ou ainda podemos utilizar ripas sobrepostas ao invés de caibros. para maior aproveitamento das chapas e ou bobinas.5 2. Figura 6.28 .84 Na execução da estrutura de um telhado selado os caibros são seccionados e presos nas terças proporcionando assim a configuração "corda bamba" (Figura 6.0 y2 (m) 0.05 2. pingadeiras) evitando com isso as infiltrações de águas de chuvas.15 .20 .00m e 1.1. tendo como função a drenagem das águas pluviais (calhas.0 2.Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8.5 3.5 4.0 y1 (m) 0.5 3.0 2.00 133 .52 3.50 .0 3.0 8.0 4. águas furtadas.08 1.44 1. as mesmas são "cortadas" em medidas padrões denominadas corte podendo ser: Corte: 10 .0 3. Sendo as ripas mais finas se amoldam melhor na curvatura do telhado selado. quanto a sua largura.52 2.32). Os sistemas de captação de águas pluviais podem ser encontrados em PVC para as calhas e condutores ou executados em chapas galvanizadas para as calhas. As chapas galvanizadas geralmente medem 1.20m de largura por 2. mais para a confecção das calhas o que se utiliza é a bobina de chapa galvanizada (pois diminui o número de emendas) e mede 1.60 x2 (m) 1.3 – SISTEMA DE CAPTÇÃO DE ÁGUAS PLUVIAIS São os complementos das coberturas.75 2.0 6.32 .33 1.0m x (m) 3.20m de largura e comprimento variável.

0m de largura) e o corte 30. Partes constituintes do sistema de captação de águas pluviais: 6.33 . 40 e 60 (para as chapas de 1. devemos mencionar a espessura da chapa denominada de “número” podendo ser: Chapa nº: 28 – 26 – 24 – 22 – 20 etc.3. para especificar um sistema de captação de águas pluviais.Calha tipo coxo 134 .coxo: Figura 6. É geralmente confeccionada com chapa galvanizada nº 26 e 24.1 Calhas São captadoras de águas pluviais e são colocadas horizontalmente. Quanto menor é o número da chapa mais espessa ela é.Os cortes mais utilizados para as calhas são o corte 33 e 50 (para as chapas de 1. 28 e 26 para os rufos e pingadeiras. A espessura de chapa galvanizada mais utilizada é a 26 e 24 para as calhas e águas furtadas.2m de largura). Tipos de calhas: • • • coxo platibanda moldura a) . Além do corte.

platibanda Figura 6.moldura Figura 6. com chapas galvanizadas nº 26 e 24. São confeccionadas.3.36 .34 .Calha tipo moldura 6.Calha tipo platibanda c) .2 Água furtada: São captadoras de águas pluviais e são colocadas inclinadas.Detalhe de uma água furtada 135 . Figura 6.35 . como as calhas.b) .

a (m²)] = cm² sendo: A = área útil da calha a = área da cobertura que contribui para o condutor n = significa o numero de áreas “a” que contribui para o condutor mais desfavorável. a qual tem dado bons resultados.4 .4. Podem ser de chapas galvanizadas ou de PVC e devem ter diâmetro mínimo de 75 mm. 6.DIMENSIONAMENTO 6. Entretanto podemos utilizar para pequenas coberturas.1 . A = [ n.3 Condutores: São canalizações verticais que transportam as águas coletadas pelas calhas e pelas águas furtadas aos coletores.4 Coletores São canalizações compreendidas entre os condutores e o sistema público de águas pluviais. devido ao difícil acesso a esses dados.6. 6.3. em certas cidades.Calhas: Para o dimensionamento preciso das calhas devemos ter dados dos índices pluviométricos da região o que dificulta. Figura 6.3.3.5 Rufos e Pingadeiras: Os rufos e as pingadeiras geralmente são confeccionados com chapa no 28 (mais finas) ou chapa n 26. uma fórmula empírica que nos fornece a área da calha "A" (área molhada). 136 .Detalhes da utilização dos rufos e das pingadeiras 6.37 .

Divisão do telhado em áreas "a" 1º necessitamos de uma calha com área útil de 50.39 . adotar calha tipo platibanda. mas sempre verificando as condições de adaptação da calha ao telhado.Calha tipo platibanda 137 . podemos aumentar o nº de condutores ou adotar uma calha tipo coxo (a mais indicada para esses casos). 4º Se for pequena.40 .6. Exemplo: Figura 6. Figura 6.Áreas de contribuição para os condutores Para o dimensionamento das calhas devemos adotar o condutor mais desfavorável (aquele que recebe maior contribuição de água).38 .38 Para esse dimensionamento devemos dividir o telhado conforme a Figura Figura 6.0 cm² 2º devemos verificar se é uma área grande ou não 3º Se for grande.

80m. 6.Neste caso podemos utilizar o de maior dimensão para todos 2 .Devemos evitar colocar condutores inferiores a 75 mm. adotando. um ∅ de 100 mm. A calha coxo recebe uma contribuição de água maior (105cm2) 6.41 .42) ou em telhas vã (Figura 6. Obs: 1 .60.5. ∅ 75 mm = 42cm² e ∅ 100 mm = 80cm² Exemplo: No caso anterior temos três condutores de cada lado do telhado. portanto.1 .4. Os da extremidade têm uma área de contribuição de 25cm².43).00m. 0.Figura 6.5 .2 .Beirais: Beiral é a parte do telhado que avança além dos alinhamentos das paredes externas.Condutores: Para o caso de condutores podemos considerar a regra prática: Um cm² de área do condutor para cada m² de área de telhado a ser esgotado. O do centro recebe a contribuição de 50m². o mais comum é 0.40 a 1. geralmente tem uma largura variando entre 0. Podemos adotar um ∅ de 75 mm. 138 . Podem ser em laje (Figura 6.FORMAS DE TELHADOS 6. Ex.70 e 0.Calha tipo coxo Podemos neste caso adotar a calha tipo platibanda corte 33 devido a melhor adaptação ao trabalho e ter uma contribuição de água relativamente pequena.

Beiral em telhas vã 6.43 .42 .2 .Beiral em laje Figura 6.Platibanda: São peças executadas em alvenaria que escondem os telhados e podem eliminam os beirais ou não (Figura 6.5.Figura 6. Neste caso.44). 139 . sempre se coloca uma calha. rufos e pingadeiras.

cumeeiras .Desenho das linhas de um telhado .Detalhe das platibandas 6. um divisor de águas.45 .os espigões são.Figura 6.3 . porém inclinados.águas-furtadas ou rincões Figura 6. letra (C) 140 .Linhas do telhado: Os telhados são constituídos por linhas (vincos) que lhes confere as diversas formas (Figura 6.as águas-furtadas ou rincões são receptores de águas inclinadas. letra (B) .44 .a cumeeira é um divisor de águas horizontal e está representada na figura pela letra (A) . As principais linhas são: .45). também.espigões .5.

temos um telhado com duas águas e.4 .Telhados com uma água (Borges.Tipos de telhados COM UMA ÁGUA: Figura 6.Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6.46.47 . portanto dois oitões. ou um telhado de quatro águas.48 .5. portanto sem oitões.O telhado pode terminar em oitão (elevação externa de alvenaria no formato da caída do telhado) ou em água.46 . Na figura 6. 1972) COM DUAS ÁGUAS: Figura 6.Telhados com duas águas (Borges. 1972) 141 . Figura 6.

devemos lembra-nos de algumas regras práticas: 1 . Ao projetarmos uma cobertura (Figura 6.Quando temos uma cumeeira em nível mais elevado da outra.COM TRÊS ÁGUAS: Figura 6. isto é. e facilidade de mão-de-obra.Os espigões são as bissetrizes do Ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos externos. no mínimo 0. evitando muitas calhas que só trarão transtornos futuros. geralmente na escala 1:100. e no encontro do espigão com a cumeeira mais baixa nasce uma água furtada. As águas do telhado ou os panos tem seu caimento ou inclinação de acordo com o tipo de telha utilizada.Telhados com três águas (Borges.50 . 1972) COM QUATRO ÁGUAS: Figura 6. 4 .REGRA GERAL PARA DESENHO DAS LINHAS DO TELHADO O telhado é representado na mesma escala da planta.As cumeeiras são sempre horizontais e geralmente ficam no centro.51). pois a cobertura deverá ultrapassar as paredes. 1972) Obs: Sempre devemos adotar soluções simples para os telhados pela economia.6 .50m. Indicam-se por linhas interrompidas.49 . 142 . fazemos a união entre as duas com um espigão. os contornos da construção. 6. 2 . formando os beirais ou platibanda que são representados por linhas cheias. 3 .Telhado com quatro águas (Borges. Também é usual representá-lo na escala 1:200.As águas-furtadas são as bissetrizes do ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos internos.

020 1.Perspectiva das linhas de um telhado 6.053 1.7 – CALCULO DAS TELHAS PARA COBERTURA PLANA Um método simples e prático para o calculo das telhas de um telhado plano pode ser realizado da seguinte maneira: • Calcular a área plana (incluindo o beiral) e multiplicar pelo fator de inclinação da Tabela 6.8 determinando a área inclinada.059 1. • Acrescentar de 5 a 10% Tabela 6.8 – Fator de inclinação para os caimentos usuais % 10 15 20 25 30 33 35 40 fator 1.Figura 6.011 1.51 .031 1.044 1.077 143 . • Multiplicando a área inclinada pelo número de telhas por metro quadrado encontra-se a quantidade de telhas necessárias.005 1.

2 – Deve-se evitar sempre o caso de pano desaguando sobre pano. Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à cobertura.ANOTAÇÕES 1 – Noções de segurança: Evitar quedas de materiais e operários da borda das coberturas. Para que isso não ocorra devemos utilizar calhas de beiral (moldura). Instalar ganchos para fixação de cabos-guia para o engate do cinto de segurança. 144 . utilizando guarda-corpo com tela.

1 .V. onde será colocada a folha por meio de dobradiças.Componentes das portas de madeira.1). Com a revolução industrial apareceram as esquadrias metálicas (ferro.ESQUADRIAS DE MADEIRA (CARPINTARIA) A madeira é um material bastante utilizado para a confecção das esquadrias como as portas. Com a sua evolução. • Especificar corretamente o tipo de fixação dos batentes nas alvenarias e/ou estruturas. que é um acabamento colocado entre o batente e a alvenaria para esconder as falhas existentes entre eles (Figura 7. as esquadrias deixaram apenas de proteger e adquiriram também o lugar de decoração de fachadas. • Especificar as ferragens adequadas para cada tipo de esquadria de madeira As esquadrias são componentes da edificação que asseguram a proteção quando a penetração de intrusos. que é a peça fixada na alvenaria. 145 .7 .Portas Compõem-se de batente. Figura 7. Os primeiros edifícios empregavam esquadrias de madeira. alumínio) as de P. A folha é a parte móvel que veda o vão deixado pelo batente e por fim a guarnição.ESQUADRIAS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. caixilhos etc. ferro fundido. 7.1 . 7.1 . • Nivelar e colocar no prumo os batentes. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo ideal de esquadrias verificando as suas vantagens e desvantagens.C.1. janelas venezianas. dado que a mão de obra era barata e o material abundante. da luz natural e da água.

tem espessura em torno de 4. Estes vãos dependem do vão de luz ou vão livre da esquadria (Figura 7. Chamamos de vão livre ou vão de luz de um batente.3): Figura 7. que já devem vir montados para a obra. Figura 7.Para facilitar o assentamento.5cm. canela. podemos proceder da seguinte maneira (Figura 7.Devemos marcar inicialmente o nível do piso acabado próximo aos montantes.2). Caso venha desmontado a sua montagem deve ser executada por profissional competente (carpinteiro). Os batentes são assentados nos vãos deixados nas alvenarias.0 a 14. O batente é composto de dois montantes e uma travessa (Figura 7.2 . Esta é à medida que aparece nos projetos.4). a menor largura no sentido horizontal e menor altura no sentido vertical (Figura 7.5cm e largura variando com o tipo de parede: se meio tijolo de 14.Vão livre ou vão de luz Os batentes devem ficar no prumo e em nível.0cm. canafístula. elevamos este nível em 1.2) + a espessura do batente e + uma folga de acordo com o sistema de fixação.a) . 146 .Detalhes da fixação dos batentes das portas 1 .Batente: Em geral é de peroba rosa. Para que isso ocorra. angelim (comercial). 2 .3 . podendo ser também da mesma madeira da folha (especial). chamado batente duplo. se tijolo inteiro 26.0m.

com lápis a medida de 1.09 ou 1.3 . (este procedimento é feito para evitar o empenamento dos montantes).5 em 0. a alvenaria deve estar requadrada (no caso de alvenaria de vedação convencional).Depois de aprumado e nivelado. Na fixação com pregos se utiliza o prego 22 x 42 ou o 22 x 48 colocados de 0. Nestes casos o prumo e as dimensões são mais precisos (não se tem a necessidade do requadro) e também não é aconselhável a quebra da alvenaria ou do concreto para a fixação dos batentes (Figura 7.5).08m. 5 . 4 . parafusos. Geralmente a fixação por parafusos é utilizado em alvenarias estruturais ou mesmo para fixar batentes em estruturas de concreto armado.Marca-se nos montantes. Os batentes são fixos nos vãos da alvenaria através de pregos. e. 147 . espuma de poliuretano ou sobre contramarco. O chumbamento é realizado com uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 em aberturas previamente realizadas nas alvenarias e umedecidas (Figura 7.Detalhes da fixação dos batentes por pregos Na fixação por parafusos.09 ou 2. 6 . coloca-se cunhas de madeira para o travamento do batente e posterior fixação.Estica-se uma linha no referido nível.5m no mínimo de dois em dois para possibilitar que toda a largura do batente seja fixada. Figura 7.4 . para dar melhor acabamento. sem folga entre a alvenaria e o batente. igualar a marca de lápis com a linha.No assentamento do batente. ou seja.4). (assim se garante o nível).08m da travessa para o "pé" do batente. 7 . portanto de 1 a 2 cm embutido no piso.Aprumar os dois montantes. Utilizam-se parafusos com bucha dois a dois e de 50 em 50 cm ou em “zig e zag” espaçados em torno de 20 cm. ficando o vão da travessa até o piso acabado em 2.

fixado à alvenaria através de pregos ou parafusos. Figura 7. requadrar primeiramente o vão da esquadria deixando uma folga aproximadamente de 1. E os batentes por parafusos no contramarco.6 .5 . Figura 7.5).Para vedar os parafusos podemos utilizar cavilhas de madeira ou massa para calafetar (Figura 7. em torno de todo o batente com o auxílio de um aplicador (pistola). em geral. é constituída pela utilização de travessa e montante de pequena espessura.Detalhes da fixação dos batentes por espuma de poliuretano A fixação por contramarco. 148 . Deixar secar por uma hora. depois pode cortar para dar o acabamento final (Figura 7.6).Detalhes da fixação dos batentes por parafusos Na fixação dos batentes com espuma de poliuretano expansiva.0cm para possibilitar a colocação da espuma. em 6 pontos sucessivamente. A espuma poderá ser colocada em faixas de aproximadamente 30 cm. Não alisar a espuma.

o acabamento nunca é perfeito. As folhas compensadas devem ser "encabeçadas" (acabamento dos montantes maciços) evitando assim a vista do topo da chapa compensada. ela deverá parar em qualquer posição que você deixá-la. A guarnição é pregada com pregos sem cabeça 12x12. choques. Alguns cuidados devemos ter na escolha das folhas compensadas como: Se ela vai ser pintada ou envernizada (a folha para verniz é de melhor acabamento). Para se verificar se a folha foi bem colocada. pois os batentes somente serão colocados no final da obra.7 . portanto. (revestimentos. Cuidado maior devemos ter nos ambientes providos de azulejos ou revestimentos cerâmicos. no mínimo. com almofadas.Folha: É a peça que será colocada no batente por intermédio de. envidraçadas etc.7). protegendo-os. Os montantes das folhas devem ter largura suficiente para proporcionar a fixação das dobradiças e fechaduras. Figura 7. etc. geralmente maciça. Podem ser lisas. abrasões. Devemos utilizar a guarnição para dar arremate e esconder esse defeito (Figura 7.Guarnição: Na união do batente com a parede. b) .Este sistema é o ideal.Detalhe da fixação das guarnições 149 . As travessas das folhas devem ter largura suficiente para poder cortar sem aparecer o núcleo. A folha externa deverá ser mais reforçada e de melhor acabamento. (para que a guarnição fique assentada corretamente) devemos realizar um rebaixo na mesma evitando assim que ela fique desalinhada com o revestimento e o batente. três dobradiças de 3"x 3 1/2" para as folhas compensadas e quatro dobradiças para as folhas maciças recebendo posteriormente a fechadura. Muitas vezes. c) . O núcleo das folhas compensadas deve ser constituído por sarrafos ou colméias que formem poucos vazios. OBS. das avarias geralmente sofridas durante a execução dos serviços.

Podem ser consideradas como um misto de porta e janela.de cilindro (porta externa) .1. . Podendo ser de duas ou quatro folhas. Compõem-se internamente por folhas de abrir ou de correr.Tipos de fechaduras para as portas As fechaduras devem ser colocadas sem danificar as folhas.9). envidraçada (caixilho) e externamente de venezianas (Figura 7. porque permite a iluminação e a ventilação.tipo gorge (porta interna) . com bom acabamento e sem deixar folgas quando as folhas estiverem fechadas.Porta Balcão São portas que comunicam dormitórios com o terraço ou sacada. Porta.c.c) .8): . mais modernamente em qualquer ambiente.Ferragens: Além das dobradiças. 7. porque permite comunicação entre dois ambientes e janela.8 .de w.p/ portas de correr Figura 7. temos as fechaduras que podem ser (Figura 7.2 . 150 .

angelim. Portando. portanto os materiais que as constituem deverão ser cuidadosamente escolhidos visando à manutenção. Uma vez instalada. são fixos às alvenarias da mesma forma dos batentes das portas. com dois montantes e duas travessas uma superior e outra inferior (Figura 7. deverão ser previstos dispositivos que garantam a estanqueidade à água entre os perfis e partes fixas ou móveis. canela.3 . canafístula. Nas janelas. O modelo da esquadria deve ser adequado ao clima da região e os materiais que as compõe deverão ser de pouca absorção de calor. as janelas estarão sujeitas às condições ambientais.Figura 7. utilizando vidros duplos. a) .Janelas As janelas sempre devem comunicar o meio interno com o externo. exceto nas varandas.Batentes: Geralmente de peroba rosa. de forma a permitir que a água escoe e seja lançada para o exterior.Porta balcão 7. devem ser completamente estanques à passagem da água. drenos nos perfis que compõe a travessa inferior. ou ainda janelas com caixilhos e venezianas (ambientes íntimos).9 .10). poderão ser projetadas de forma a promover isolamento sonoro do ruído externo. apenas de caixilhos (ambientes sociais). As janelas de madeira podem ser compostas por batentes. As janelas.1. mesmo tendo aberturas para passagem do ar. caso haja necessidade. Os componentes mecânicos as folhas móveis bem como os dispositivos devem ser operados com o mínimo de esforço. e as guarnições. 151 .

14). basculantes. e quando abertas. Ou através de roldanas ou roletes nos caixilhos ou nas venezianas de correr (Figura 7. Utilizam dois levantadores e duas borboletas para fixá-las na posição superior.11). geralmente em nº de dois. quatro folhas ou mais. inferior e superior. que nesses casos são dois de correr e dois fixos.Venezianas: Permite a ventilação mesmo quando fechada.13 e 7. Os caixilhos de abrir.Caixilhos: Podem ser de abrir.15). As venezianas e os caixilhos de abrir são fixas por dobradiças (3"x3"). o inferior é o caixilho interno e o superior externo. Para isso devemos utilizar janelas de batentes duplos ou ainda batente simples. quando desejamos abri-la. Devemos tomar cuidados quando colocamos as janelas em paredes de um tijolo. Quando fechadas. utilizam duas dobradiças por folha (3"x3").Batentes das janelas b) . Os de correr podem ser em nº de quatro. mas com venezianas de quatro folhas. Cada folha de veneziana é composta de dois montantes e duas travessas: superior e inferior. Na posição normal. As venezianas podem ter duas folhas (mais comum). fixas às paredes por carrancas (Figuras 7. de dois. ou venezianas de duas folhas. e as palhetas que preenchem o quadro. são trancadas por cremona. cremona e vara. Os caixilhos guilhotina são em nº. Utilizam trilhos metálicos. pivotante ou guilhotina. c) . não cabendo nesta apostila maior detalhe. dois roletes por folha móvel e trincos ou fechaduras.10 . Os caixilhos basculantes já vêm montados de fábrica. de correr.12 e 7. serem de abrir ou correr. para que as venezianas possam abrir totalmente (Figura 7. mas com dobradiças especiais chamadas palmela.Figura 7. 152 .

Figura 7. escritórios. a).Guarnições: Têm as mesmas funções e detalhes de fixação das colocadas nas portas.13). áreas de serviço etc.Figura 7.Janelas compostas apenas de caixilhos: Geralmente de correr (Figura 7.12 .Detalhes da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo d . utilizadas nas salas. nas áreas sociais. e basculantes nos WCs. 7.11 .Caixilho de correr 153 .4 .Tipos de janelas de madeira. ou seja.1.12) ou de abrir (Figuras 7.

14).Venezianas de abrir com caixilhos guilhotina Figura 7.Caixilho de abrir b) . veneziana de correr com caixilhos de correr (Figura 7.Venezianas de correr com caixilhos de correr 154 .16).13 .15) ou veneziana de abrir com caixilho de abrir (Figura 7.Janelas venezianas e caixilhos: Podem ser compostas de: venezianas de abrir com caixilhos guilhotina (Figura 7. Figura 7.Figura 7.14 .15 .

30m . largura livre: 1.Janela tipo Ideal 155 .1.90m (cada corpo).1.1.00m .10m .1.17 .60m .1.Janela tipo Ideal: Compõem-se normalmente de duas partes: vidraça e veneziana. Figura 7.40m). cada uma delas em dois painéis que são movimentados simultaneamente. As dimensões padronizadas são: altura livre: 1.1.16 .00m .20m (pode-se conseguir = 1.Venezianas de abrir com caixilhos de abrir c) . o inferior desce.Figura 7.30m . sendo que enquanto o painel superior sobe. Este movimento existe tanto para a parte das vidraças como para a parte das venezianas.

1 . maior durabilidade. utilizando peças perfiladas U. não oxida. A principal desvantagem é a rápida oxidação. a possibilidade de o ferro ser facilmente moldado.Janelas: Podem ser:156 . são utilizados. rebites ou soldas.18 . Não podem ter contato com o reboco. O alumínio se for anodizado. portanto devem ser protegidas.Janela de enrolar Figura 7. Depois.2 . com resíduos aquosos (infiltração de laje). Descrevemos neste item as esquadrias de ferro. L. O contato desses materiais com as esquadrias causa danos irreversíveis. I. em chapa etc.d) . apresenta muitas vantagens sobre o ferro. T. chumbadas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 7.17).2. quadrados ou redondos. não perde o brilho. com ácido muriático e fluorídrico (na limpeza de final de obra). Podem ser também de alumínio. utilizam-se grapas. e para sua fixação na alvenaria. chatos. Para a junção das diversas peças. não sofre alteração na estrutura e não necessita de pintura. A desvantagem está no custo e no cuidado com a manipulação das esquadrias anodizadas na obra.Janela de enrolar 7.ESQUADRIAS DE METAL (SERRALHERIA) Podem ser de ferro. 7. A principal vantagem das esquadrias de ferro é o custo baixo.

Figura 7.Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos b) .20 . A báscula é um painel de caixilho que gira em torno de um eixo horizontal. pode ser acionado por uma única alavanca (Figura 7. Só se justifica o seu emprego quando a ventilação for obtida por outra janela.20).19 . do mesmo caixilho.19).Basculantes: Permitem a entrada de luz e ventilação.a) . O conjunto de báscula.Fixas: São aquelas que só permitem a entrada de luz (Figura 7.Detalhe do caixilho tipo basculante 157 . Figura 7.

Ferro T de contorno de parte fixa. Os caixilhos basculantes são compostos por: . devemos compor as básculas. onde se colocam os vidros (Figura 7. grades de segurança. dois caixilhos de correr e dois fixos. .Podem ser colocadas no caixilho fixo.22). c) . a colocação do vidro. 0. 0. São compostas de duas venezianas de correr e duas venezianas fixas para o lado externo e internamente.60x0. fácil colocação e por serem fabricadas em diversas dimensões. O comprimento das básculas não deve ser superior a 1 metro.Geralmente o caixilho basculante é composto de uma parte fixa e outro móvel. 0.21 . . sendo sua abertura para o exterior (figura 7. Permite-nos uma maior área de ventilação e seus quadros são de grande tamanho. Figura 7.60m.70x0.Maxim-air (Máximo-ar) e de empurrar: São as mais utilizadas nos dias de hoje. . .50m.Ferro L de contorno externo.Caixilho máximo ar d) .70m etc. .Ferro L das básculas. São fabricadas em chapas de ferro e perfis ou mesmo em alumínio. simples ou em arabesco.21).Vareta de alavanca.Orelha de alavanca. pelo seu baixo custo em relação a de madeira.Matajuntas em ferro L com pingadeira.50x0.Janelas Venezianas: As janelas do tipo veneziana. sob pena dela se enfraquecer. Caso se deseje maior. 158 . ficando no caixilho móvel. ganharam grande mercado atualmente.

Figura 7. (Figura 7.23 .Caixilho de correr g) . cuja abertura se dá em torno de dobradiças.Janela veneziana e) . Podem também ser compostas com venezianas de chapa. que deslizam lateralmente apoiadas sobre trilhos e que receberão os vidros. São construídos de um quadro em ferro L munido de grapas e de folhas de abrir também em ferro L.de abrir: São compostas de folhas.Persianas de projeção: São fabricadas por indústrias especializadas em alumínio ou aço zincado. Figura 7.22 .de correr: São compostas de folhas . funcionando como uma porta. e bandeiras (basculantes ou não) (Figura 7.23). f) . O fechamento se dará mediante a aplicação de cremona.24) 159 .

para evitar peso excessivo nas dobradiças. maçanetas etc. mesmo com a porta fechada.Venezianas de projeção 7. A principal vantagem das esquadrias de PVC é a grande resistência mecânica garantida pela alma de aço e pelos seus acessórios como roldanas. A grade poderá ter desenho variado. 7.10m. Cada folha deverá ter a largura mínima de 0.3 – ESQUADRIAS DE PVC As esquadrias de PVC cada vez mais vêm conquistando uma parcela do mercado da construção civil.24 . A almofada é geralmente feita em chapa nº16. Acima de 1. No quadro do postigo é que se colocam os vidros.de abrir: Podem ser de uma ou mais folhas. O postigo apenas ocupa a área da grade. 160 . as folhas deslizam suspensas por roldanas na parte superior e orientadas por um guia no piso.Figura 7.60m e máxima 1. a) .2 . cremonas. Cada folha compõe-se de almofada e grade na parte externa e postigo na parte interna.10m devemos usar duas folhas. b) .2.de correr: Assemelha-se ao caixilho de correr. e os postigos são de abrir e desempenham o papel de permitir a ventilação do vão.Portas: São utilizadas basicamente para portas externas.

4.1 – Portas Figura 7.25 .7.4 .Representação das portas em planta e vista 7.26 .Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 161 .4.REPRESENTAÇÃO DE PORTAS E JANELAS (GRÁFICAS) 7.2 – Janelas Figura 7.

Figura 7.29 .Representação dos caixilhos pivotante 162 .Representação dos caixilhos de correr e de abrir Figura 7.Representação dos caixilhos de empurrar e guilhotina Figura 7.28 .27 .

80 x 1.60 x 0..70 0.10 1.70 x 0.50 x 1.00 1.80 2.50 x 0.20 x 1.90 x 2. Havendo necessidade de utilizar as esquadrias de alumínio ou PVC.60 1.60 x 1.00 2.00 x 0.00 x 1.00 0..60 x 0.20 c) Vitrô de Correr com bandeira basculante) 1.2 .00 x 1. 7.80 x 1.60 0.80 x 0.40 x 1.00 x 1.00 2. devido ao fato de serem industrializadas e portanto.Dimensões das portas 0.20 x 1.00 x 1.00 1.20 2.20 2.5 – ALGUMAS DIMENSÕES (COMERCIAIS) 7.00 x 1.00 x 1.00 1.50 x 1.50 x 1.80 1.20 x 1.50 x 1.30 .20 1.00 1.00 x 0.00 2.60 x 1.00 1.5.50 0.5. 7.00 x 0.40 x 1.60 1.40 0.00 1.60 0.20 1.60 x 0.20 x 1.10 em madeira ou metal.00 x 0.20 x 2.00 0.10 0.10 0.40 x 1.00 x 1.00 1.00 x 1.40 0.10 1. etc. de perfis.70 x 2.20 163 .1 .50 e) Vitrô redondo ∅ 60 ∅ 80 c) Vitrô de Correr (com bandeira fixa) 1.00 x 1.80 x 0. os manuais técnicos.00 1.20 2.80 x 1.00 1.1 .20 b) Basculante 0. cada indústria detém um sistema. catálogos ou ainda a visita de um técnico especializado.60 1. fixação.20 1.80 x 2.60 x 0.00 x 1.20 x 1.20 x 0.40 x 0.50 x 1.:As esquadrias de alumínio e de PVC não serão descritas nesta apostila.20 1.50 x 1.20 1. acessórios.20 2.00 1.20 0.00 1.00 1.Janelas: Tabela 7. para dirimir possíveis dúvidas. solicitar ao fabricante desejado.80 1.20 1.00 x 1.20 x 1.00 x 1.80 0.Representação dos caixilhos tipo Ideal OBS.20 1.10 0.2 .00 x 2.50 0.20 x 1.80 x 1.60 2.20 2.50 0.20 1.80 0.60 x 2.Dimensões das janelas a) Venezianas 1.50 x 1.20 1.50 x 0.20 1.50 x 0.80 x 1.00 x 0.60 1.Figura 7.70 x 0.Portas: Tabela 7.20 x 1.60 x 1.20 x 1.80 1.20 2.20 1.20 x 0.

3) Libera parcialmente o vão. GUILHOTINA PROJETANTE PROJETANTE DESLIZANTE 1) Todas as desvantagens da janela tipo projetante quando não utiliza braço de articulação de abertura até 90° . 1) Dificuldade de limpeza na face externa. a quebra dos cabos ou a regulagem do balanceamento constitui problemas. mesmo com chuva sem vento. mesmo com chuva sem vento. 1) Janela que permite ventilação constante. 2) Dificulta a utilização de telas e/ou grades e/ou persianas. caso contrário as folhas devem ser retentores no percurso das guias nos montantes do marco 1) Não ocupa espaço interno 2) Possibilita ventilação nas áreas inferiores do ambiente. permite abertura a qualquer ângulo para ventilação. 164 . PIVOTANTE VERTICAL (*) BASCULANTE 1) Facilidade de limpeza na face externa. 1) Caso as janelas tenham sistemas de contrapeso ou de balanceamento. 2) Facilidade de comando a distância. 1) Ventilação boa principalmente na parte superior.3 . o que permite o controle da ventilação. 5) Impossibilidade de abertura para ventilação com chuva oblíqua. 2) Dificuldade de limpeza na face externa. 1) Boa estanqueidade ao ar e à água. 2) Ventilação regulada conforme abertura das folhas. 1) As mesmas vantagens da janela tipo de correr caso as folhas tenham sistema de contrapeso ou sejam balanceadas. pois a pressão do vento sobre a folha ajuda esta condição. 1) Todas as vantagens da janela do tipo projetante. 2) Não é possível regular a ventilação 3) As folhas se fixam apenas na posição de máxima abertura ou no fechamento total. 2) Libera completamente o vão na abertura máxima. 1) Dificuldade de utilização de telas e/ou grades 2) Abertura de grandes dimensões com um único e/ou persianas. 3) Boa estanqueidade. 2) Ocupa espaço interno caso o eixo seja no 3) Abertura em qualquer ângulo quando utiliza centro da folha. 3) Vedações necessárias nas juntas abertas. mesmo com chuva sem vento. TOMBAR 1) Não libera o vão. 2) As desvantagens já citadas das janelas de correr. 3) Fácil limpeza.6 .COMO ESCOLHER UMA ESQUADRIA: Tabela 7. mesmo com chuva 1) Não libera o vão para passagem sem vento. tanto na parte superior com na parte inferior. 3) Não acupa áreas internas ou externas (possibilidade de grades e ou telas no vão total). 2) Ocupa pouco espaço na área de utilização. total. 2) Não permite o uso de grades e/ou telas na parte externa. na totalidade do vão. 4) Permite telas e/ou grades e/ou persianas quando as folhas abrem para dentro. 3) A abertura na parte superior facilita a limpeza e melhora a ventilação. 1) Ocupa espaço caso as folhas abram para dentro.7. 3) Fácil limpeza na face externa. 1) No caso de grandes vão necessita-se de uso de fechos perimétricos. 4) Possibilita a movimentação de ar em todo o ambiente. 2) Possibilidade de abertura até 90° (horizontal) devido aos braços de articulação apropriados. vidro. 3) Quando utiliza pivôs com ajuste de freio. 4) Possibilita a movimentação de ar em todos os ambiente. 4) Dificultam a colocação de tela e/ou grade e/ou persianas se as folhas abrirem para fora . 2) Pequena projeção para ambos os lados não prejudicando as 2) Reduzida estanqueidade. (*) O eixo pivotante pode ser localizado no meio do plano da folha ou mais próximo de uma de suas bordas. caso tenha panos fixos. 2) Dificuldade de limpeza na parte externa. Desvantagens 1) Vão para ventilação quando aberta totalmente é 50% do vão da janela. ABRIR folha dupla ABRIR folha simples PIVOTANTE HORIZONTAL (REVERSÍVEL) (1) 1) Facilidade de limpeza na face externa. pivôs com ajuste de freio. áreas próximas a ela.Características dos diversos tipos de janelas Tipos CORRER Vantagens 1) Simplicidade de manobra.

2 .ANOTAÇÕES 1 .Na fixação das dobradiças os parafusos não devem ser martelados e sim aparafusados. nos dois lados.Aprumar os dois montantes. tampar o furo dos parafusos com cavilhas de madeira. 5 – Após a entrega da esquadria de madeira e antes de sua colocação. devemos aplicar produtos de conservação da madeira para protegê-la do intemperismo. para criar a rosca na madeira.Nos batentes fixos por parafusos. 165 . 4 – Quando a esquadria de madeira é recebida na obra não deve apresentar desvios dimensionais além dos limites tolerados e muito menos teor de umidade acima do especificado. 6 – A qualidade de uma esquadria e seu funcionamento perfeito depende de uma colocação bem ajustada e da utilização cuidadosa das feramentas. evitando danificar a madeira durante o ajuste. 3 .

166 . Portanto devemos preparar o substrato. eliminação das irregularidades superiores. eflorescências ou outros materiais soltos. todos os dutos e redes de água. texturas entre outros.8 . substâncias gordurosas. pedras decorativas. com gesso. lavagem ou jateamento de areia. barro. Precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência da argamassa de revestimento. A limpeza da base deve ser feita com uma escova de aço. tetos e muros com argamassa convencional. fuligem.1 – PREPARO DOS SUBSTRATOS 8. Essa adequação esta relacionada com a limpeza da estrutura e da alvenaria. • Especificar a regularização adequada para um determinado piso. • Executar corretamente o assentamento dos pisos. óleos desmoldantes nas estruturas e fungos. MUROS E PISOS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. • Executar corretamente os diversos tipos de revestimentos. tornar as superfícies mais higiênicas (laváveis) ou ainda aumentar as qualidades de isolamento térmico e acústico. Quando se pretende revestir uma superfície. 8. Portanto os revestimentos são executados para proporcionar maior resistência ao choque ou abrasão (resistência mecânica).REVESTIMENTO DAS PAREDES. • Especificar corretamente o tempo de cura de cada revestimento. graxas. ela deve estar sempre isenta de poeira. TETOS.1 Na vertical A preparação do substrato (base) consiste em adequar a alvenaria para o recebimento da argamassa. impermeabilizar. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Analisar o tipo de revestimento que mais se enquadra para uma determinada superfície. essa limpeza visa eliminar elementos que podem prejudicar a aderência da argamassa. pontas metálicas e preenchimento de furos bem como aumentar a rugosidade para garantir boa aderência.1. como: pó. cerâmicas. Os revestimentos podem ser divididos em: argamassados e os não argamassados o que consiste em revestir as paredes. remoção das incrustações. • Executar corretamente os pisos de concreto armado O revestimento é a fase da obra em que se faz a regularização das superfícies verticais (paredes) e horizontais (pisos e tetos). esgoto e gás deverão ser ensaiados sob pressão recomendada para cada caso antes do início dos serviços de revestimento.

O chapisco rolado pode ser aplicado tanto na estrutura como na alvenaria utilizando. além da remoção de incrustações metálicas e de arames devem ser realizados. no mínimo 03 dias antes da aplicação do emboço (Figura 8. O chapisco é uma argamassa de cimento e areia média ou grossa sem peneirar no traço 1:3. Na alvenaria aplica-se o chapisco bem distribuído e fechado (convencional) aplicado com colher de pedreiro ou mecânicamente.1 ilustra as diversas maneiras de se aplicar o chapisco. É um revestimento rústico empregado nos paramentos lisos de alvenaria.25 kg m² : areia = 0. Na estrutura de concreto armado aplica-se o chapisco para concreto com desempenadeira dentada devendo o mesmo ser acrescido de adesivo para argamassa (Figura 8.1c) (CEOTTO et al. E no caso de superfícies lisas. e as estruturas de concreto devem ser previamente preparados mediante a aplicação de 167 . dando maior pega. (a) Convencional (b) Desempenado (c) Rolado Figura 8.1 – Diversas formas de aplicação do chapisco (CEOTTO. Consumo de materiais por cimento = 2. pedra ou concreto.1b). aplica-se o chapisco.1a). devido a sua superfície porosa. 1998b). Deve-se também corrigir imperfeições da base preenchendo furos e elementos de alvenaria quebrados. a fim de facilitar o revestimento posterior. desempenado ou rolado. pouco absorventes ou com absorção heterogênea de água. O chapisco deve ser executado usando materiais e técnicas apropriadas para melhorar as condições de aderência da camada do revestimento à base ou substrato. 2005) Os tetos.0053m³ Deve ser lançado sobre o paramento previamente umedecido em uma única camada de argamassa pelo sistema convencional. criando uma superfície de rugosidade adequada e regularizando a capacidade de absorção inicial da base (FRANCO & CANDIA. Pode ser acrescido de adesivo para argamassa. um rolo de espuma (Figura 8. 2005). A Figura 8.A eliminação das irregularidades superiores como rebarba de concretagem e excesso de argamassa nas juntas. independentemente das características de seus materiais.

1:3:5 ou 1:3:6. A espessura mínima do contrapiso deverá ser de 5 cm. em camadas de 20 cm apiloadas. Em residências. apoiadas nas guias se retira o excesso de concreto. pois o terreno nunca estará completamente plano e em nível. 2º-descontar a espessura do piso e da argamassa de assentamento ou regularização. convém armar o concreto e nesses casos o concreto é mais resistente (concreto estrutural).. que se faz utilizando o nível de mangueira. a) . Devemos executar uma camada de preparação em concreto magro. 5:4. 5º-entre duas guias consecutivas será preenchido com concreto e passando a régua. com pequena espessura e acabamento áspero. Quando se tem um aterro e este for maior que 1. respectivamente. podendo chegar até a ±10.0 cm. podendo usar o traço 1:2. Quando não se puder confiar num aterro recente. 3º-colocar tacos cujo nivelamento é obtido com o auxílio de linha. Este chapisco deverá ser acrescido de adesivo para argamassa a fim de garantir a sua aderência Portanto a camada de chapisco deve ser uniforme.chapisco. 4º-entre os tacos fazemos as guias em concreto. podendo assim executar o emboço. nos locais de passagem de veículos o lastro deverá ser no mínimo 7.2): 1º-determinamos o nível do piso acabado em vários pontos do ambiente.2 Na horizontal Todas as vezes que vamos aplicar qualquer tipo de piso. 8.1. nivelando e apiloado. ficando claro que o apiloamento não tem a finalidade de aumentar a resistência do solo mais sim uniformizá-lo. Para termos uma superfície acabada de concreto plana e nivelada devemos proceder da seguinte forma (Figura 8.Lastro Os lastros mais comuns são executados com concreto não estrutural no traço 1:4:8. não podemos fazêlo diretamente sobre o solo ou sobre as lajes ( exceto as lajes de nível zero). Para aplicarmos o concreto devemos preparar o terreno. podendo atingir até ± 8 cm. que chamamos de contrapiso. cimento cola ou cola.00m. ou uma argamassa de regularização. 168 . A cura do chapisco se dá após 3 dias após a sua aplicação. devemos executá-lo com cuidados especiais.0 cm. base ou lastro.

b) . cerâmico ou sintético. promovendo assim as caídas.0cm. 169 .2 . que em certos casos poderá ser a própria argamassa de assentamento.0cm.Figura 8. no acabamento (aparecimento de manchas) e na estrutura do piso (empenamento. quando os pisos forem assentados pelo sistema convencional. cimento cola ou ainda quando a espessura da argamassa de assentamento exceder a 3. Caso haja umidade. seja ele natural. Neste caso a espessura da argamassa de assentamento não deve exceder a 3. devemos realizar uma argamassa de regularização. pois o piso é assentado com a argamassa ainda fresca e a mesma perde volume comprometendo a planicidade do piso. como veremos na descrição de cada piso.Argamassa de Regularização Nos pavimentos superiores (sobre as lajes). Para o piso com pouca caída é aconselhável que a caída seja dada na argamassa de assentamento ou na de regularização.). Devemos ter cuidado quanto à umidade no contrapiso. apenas devemos variar as alturas das taliscas. E utilizamos argamassa de assentamento para regularizar. Para cada tipo de piso existe um tipo mais indicado de traço de argamassa de regularização. Esse tratamento consiste em colocar aditivo impermeabilizante no concreto do contrapiso ou na argamassa de assentamento ou ainda a colocação de lona plástica sob o contrapiso. deverá ser feito um tratamento impermeável para que o piso não sofra danos na fixação (desprendimento do piso).Procedimento para nivelar sub-base do lastro Obs: Para o piso com grande caída o procedimento é o mesmo. quando as mesmas não forem executadas com nível zero. pois prejudica todo e qualquer tipo de piso. etc. Utilizamos a argamassa de regularização quando os pisos forem assentados com cola.

A areia empregada é a média ou grossa. sarrafeado e desempenado. do telhado para as fundações. ideal para receber o revestimento final (reboco). na sua grande maioria. por tijolos cerâmicos assentados e revestidos com argamassa de cal e areia. Por outro lado. massa corrida. prumadas ou niveladas e com textura uniforme. conforme a superfície a ser aplicada. em contato com a base. gesso etc. Os revestimentos externos devem. De preferência devem ser preparadas por processo mecanizado. O consumo de cimento deve. azulejo.2. Nesta época as alvenarias eram utilizadas como vedação e como estrutura. já nas primeiras idades. devendo promover a boa ancoragem com eles e possuir uniformidade de absorção para que haja boa aderência entre as camadas.2 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS TRADICIONAIS Os revestimentos argamassados são tecnologias construtivas que remontam seu uso desde a Idade Média. Normalmente o emboço trabalha como base para o reboco. conseguiram ter sua resistência aumentada e a aderência às bases melhoradas. sarrafeado. 170 . completamente seca. desempenado e feltrado (uma mão de massa ou massa única ) para receber a pintura. resistir à ação de variação de temperatura e umidade. As superfícies precisam estar perfeitamente desempenadas. se lançarmos a argamassa sobre a base. pastilha. A superfície deve estar previamente molhada.1. A umidade não pode ser excessiva.1 Na vertical a) . massa corrida. cal e areia nas proporções indicadas na Tabela 8. A partir da invenção do cimento Portland as argamassas sofreram uma evolução. azulejo. esta absorverá a água existente na argamassa e da mesma forma se desprenderá. e eram construídas. 8..Emboço A argamassa utilizada para a regularização dos diversos substratos é chamada de emboço ou massa única ou ainda emboço paulista. etc. além disso. ser decrescente.8. de preferência a areia média. ou seja. sendo maior na primeira camada. O emboço é uma argamassa mista de cimento. contínuas e uniformes. O revestimento é iniciado de cima para baixo. principalmente para as argamassas industrializadas. Para garantir uma boa aderência entre os demais revestimentos o acabamento superficial do emboço pode ser executado do seguinte maneira: • • • sarrafeado. preferencialmente. ideal para receber gesso. Podem ser preparadas manualmente de acordo com a NBR 7200/98. Com a adição do cimento. Os revestimentos internos e externos devem ser constituídos por uma camada ou camadas superpostas. pois a massa escorre pela parede. bem como apresentar boa aderência entre as camadas e com a base.

0 8.5 2. o emboço é executado com argamassa de cimento e recomenda-se a incorporação de aditivos impermeabilizantes.5 1. além do consumo inútil.0 3.0 a 12. o emboço de superfície externa.0 1.0 a 12. As irregularidades da alvenaria são mais freqüentes na face não aparelhada das paredes de um tijolo.0 11.5 a 3.5 2.0 a 10. em contacto com o solo.5 8.0 cal hidratada 2.0 2.0 1.0 3.5 Areia (2) 8.0 1. pois o seu excesso.0 a 12. principalmente o interno.0 a 4.1 -Traço do emboço para as diversas bases BASES Tipo MATERIAIS Localização Superfícies externas acima do nível do terreno cimento 1. deve ser executado com argamassa de cimento e cal.0 3.0 3.0 a 4.0 1.0 1. resultando um painel de alvenaria. (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5% Portanto.0 a 10. mista de cimento e cal.0 a 10.0 a 10.5cm.0 Pasta(1) de cal 1.0 11. Superfícies internas Tetos (laje de concreto maciço ou laje mista) 1.0 OBS.0 11.5 2.0 2.0 a 12.0 a 10.0 1. corre o risco de desprender.0 1. ou preferivelmente.0 2.0 8. com argamassas mistas de cimento e cal. No caso de tetos.0 1. Para conseguirmos uma uniformidade do emboço e tirar todos os defeitos da parede. 171 .5 1.0 2.no caso de execução de acabamento tipo barra lisa - Superfícies externas e internas - 1. acima do nível do terreno. com saliências e reentrâncias que aumentam essa espessura.0 1. com argamassa de cal.0 11. devemos seguir com bastante rigor ao prumo e ao alinhamento.0 9.0 a 3. Recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante Paredes Superfícies externas em contato com o solo. O emboço deve ter uma espessura média de 1.0 3.0 a 12.0 1.1) Assentamento da Taliscas (tacos ou calços) As taliscas são pequenos tacos de madeira ou cerâmicos.Tabela 8.0 1.3 e 8.0 11. Nas paredes externas.0 1. Infelizmente esta espessura não é uniforme porque os tijolos têm diferenças de medidas.4).0 8.0 (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água. Para isso devemos fazer: a. na interna. depois de seca.0 .0 1.0 a 12.0 1.0 a 10.0 11. que assentados com a própria argamassa do emboço nos fornecem o nível (Figuras 8.

0m de comprimento. devem ser assentadas outras na parte inferior (a 30cm de piso) e as intermediárias (Figura 8. quando forem colocadas as taliscas. pois os mesmos podem regular a espessura do emboço.3).No caso de paredes. com a superfície superior faceando a linha (Figura 8. Devemos ter o cuidado para que os batentes não fiquem salientes em relação aos revestimentos. Sob esta linha. e nem tampouco os revestimentos salientes em relação aos batentes e sim faceando. As taliscas (calços de madeira de aproximadamente 1x5x12cm. 172 . recomenda-se a colocação das taliscas intermediárias em distâncias de 1.Assentamento das taliscas superiores nas paredes A partir da sua disposição na parte superior da parede.3 .4). é preciso fixar uma linha na sua parte superior e ao longo de seu comprimento. com o auxílio de fio de prumo. favorecendo a sua aplicação. É importante verificar o nível dos batentes. para poder utilizar réguas de até 2. A distância entre a linha e a superfície da parede deve ser na ordem de 1.5cm. ou cacos cerâmicos) devem ser assentadas com argamassa mista de cimento e cal para emboço.5m a 2m entre si. Figura 8.

Figura 8.4 - Assentamento das taliscas inferiores nas paredes

No caso dos tetos, é necessário que as taliscas sejam assentadas empregando-se régua e nível de bolha ao invés de fio de prumo. Ou através do nível referência do piso acabado, acrescentando uma medida que complete o pé direito do ambiente (Figura 8.5).

1.00 m

X

nível do piso acabado

Figura 8.5 - Detalhe da colocação das taliscas nos tetos utilizando o nível referencial.

173

1.00 m

X

a.2) Guias ou Mestras São constituídas por faixas de argamassa, em toda a altura da parede (ou largura do teto) e são executadas na superfície ao longo de cada fila de taliscas já umedecidas. A argamassa mista, depois de lançada, deve ser comprimida com a colher de pedreiro e, em seguida, sarrafeada, apoiando-se a régua nas taliscas superiores e inferiores ou intermediárias (Figura 8.5). Em seguida, as taliscas devem ser removidas e os vazios preenchidos com argamassa e a superfície regularizada. O sarrafeamento do emboço pode ser efetuado com régua apoiada sobre as guias. A régua deve sempre ser movimentada da direita para a esquerda e viceversa (Figura 8.6).

Figura 8.6 - Detalhe da execução das guias e do emboço

Nos dias muito quentes, recomenda-se que os revestimentos, principalmente aqueles diretamente expostos a radiação solar, seja mantidos úmidos durante pelo 174

menos 48 horas após a aplicação. Pode ser efetuado, por aspersão de água três vezes ao dia. O período de cura do emboço, antes da aplicação de qualquer revestimento, deve ser igual ou maior há sete dias. b) - Reboco Atualmente pouco utilizado o reboco é iniciado somente após a colocação de peitoris, tubulações de elétrica etc. e antes da colocação das guarnições e rodapés. A superfície a ser revestida com reboco deve estar adequadamente áspera, absorvente, limpa e também umedecida. O reboco é aplicado sobre a base, com desempenadeira de madeira e deverá ter uma espessura de 2 mm até 5 mm. Em paredes, a aplicação deve ser efetuada de baixo para cima, a superfície deve ser regularizada e o desempenamento feito com a superfície ligeiramente umedecida através de aspersão de água com brocha e com movimentos circulares. O acabamento final é efetuado utilizando uma desempenadeira com espuma (Figura 8.7). É extremamente importante, antes de aplicar o reboco, que o mesmo seja preparado com antecedência dando tempo para a massa descansar. Esse procedimento é chamado de "curtir" a massa e tem a finalidade de garantir que a cal fique totalmente hidratada, não oferecendo assim danos ao revestimento.

Figura 8.7 - Detalhe da aplicação do reboco

O reboco é constituído, mais comumente, de argamassa de cal e areia no traço 1:2, ou como apresentado na Tabela 8.2:

175

Tabela 8.2 - Traços do reboco BASES MATERIAIS
Tipo Localização Superfícies externas acima do nível do terreno Superfícies externas em contato com o solo. cimento 1,0 cal hidratada 1,0 Pasta(1) de cal 1,0 Areia (2) 2,0 a 3,5 1,5 a 3,0 3,0 a 4,0 OBS. recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante

Paredes

Superfícies internas inclusive paredes de banheiros, cozinhas, lavanderias e ixeiras, acima de 1,60m de altura.

-

1,0 -

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Superfícies internas 1,0 de paredes de banhei ros, cozinhas, lavanderias e lixeiras, até 1,60m de altura Tetos Superfícies externas 1,0 e internas (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5%.

-

3,0 a 4,0

no caso de pintura da superfície revestida com tinta à base de resina epóxi, borracha clorada, etc...

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Podemos utilizar argamassas pré-fabricadas, para reboco, que precisam ser fornecidas perfeitamente homogeneizadas, a granel ou em sacos. Cada saco deve trazer bem visíveis, as indicações de peso líquido, traço, natureza do produto e a marca do seu fabricante. Outros materiais aglomerantes e agregados podem ser empregados, como as massa finas acondicionada em sacos de aproximadamente15kg, que são misturados na obra com a cal desde que satisfaçam à especificações necessárias de uso. Em condições normais é um pouco mais dispendioso do que a argamassa preparada na obra, mas quando não se tem espaço suficiente para peneirar, secar e "curtir", a massa é vantajosa. c) – Chapisco para acabamento O chapisco pode ser aplicado como revestimento rústico, para acabamento externo, podendo ser executado com vassoura ou peneira para salpicar a superfície. Neste caso, é aplicado sobre o emboço podendo ser aplicado mais de uma camada, de modo a cobrir o substrato. As peneiras utilizadas na construção civil são as mesmas da agricultura e são denominadas peneiras de fubá, arroz, feijão, café etc. Para um acabamento mais fino se utiliza a peneira de arroz, para um acabamento mais rústico a de feijão. A função da peneira na aplicação do chapisco é para uniformizar a textura do 176

chapisco, pois somente vão passar pela malha da peneira as dimensões dos grãos inferiores ao da malha, os maiores são separados. 8.2.2 Na horizontal a) - Cimentados O piso cimentado é executado com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, com espessura entre 2,0 a 2,5cm e nunca inferior a 1,0cm. Podemos utilizar o cimento Portland comum ou o cimento Portland branco e ainda acrescentar no cimento branco corantes. * Se desejamos um acabamento liso devemos polvilhar cimento em pó e alisar com a colher de pedreiro ou desempenadeira de aço (massa queimada). * Se desejamos um acabamento áspero, usamos apenas desempenadeira de madeira, ou texturado (vassoura, roletes etc...) a

Quando o cimentado for aplicado em superfícies muito extensas, devemos dividi-las em painéis de 2,0x2,0m, com juntas de dilatação (junta seca) que podem ser executadas durante a aplicação ou depois da cura (junta serrada). A cura será efetuada pela conservação da superfície levemente molhada, coberta com sacos de estopa ou mantas, durante no mínimo 7 dias. Obs.: A utilização de mantas é muito utilizada nos dias de hoje, mas devemos ter o cuidado de mante-las sempre molhadas, para evitar que as mesmas absorvam a água do piso fazendo o efeito contrário. b) - Granilite Granilite ou marmorite, é um piso rígido polido, com juntas plásticas de dilatação, moldado in loco, ele é constituído de cimento e mármore, granito ou quartzo triturado. A cor varia de acordo com a granilha e o corante que são colocados na sua composição ( se for utilizado cimento branco). b.1) - Regularização de base para granilite É feita com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, não devendo ser alisada com a colher de pedreiro mais sim desempenada, para ficar com uma superfície áspera onde o granilite irá aderir com maior intensidade. b.2) - Pasta de granilite É constituída de uma argamassa composta de pequena carga de pedra (granito, mármores ou quartzo, cimento e corantes. O cimento poderá ser comum ou branco, a espessura é de 12 a 15 mm. 177

Assim como o cimentado, o granilite também precisa da ajuda das juntas de dilatação para não sofrer retração. Portanto a sua aplicação deve ser precedida da colocação das juntas de dilatação constituídas por tiras de plástico fixadas no contrapiso com nata de cimento. A argamassa de granilite é aplicada no contrapiso com colher de pedreiro e regularizada com régua de alumínio. b.3) – Polimento Após dois dias da colocação do granilite, a argamassa já está apta para receber o primeiro polimento. O polimento é executado com máquina com emprego de água e abrasivos de granulação 40, 80 e 160 progressivamente. Após o primeiro polimento, as superfícies serão estucadas com mistura de cimento comum ou branco e corante (para tirar pequenas falhas). O polimento final será a máquina com emprego de água e abrasivos nº 220. Os rodapés, peitoris etc. são polidos a seco com máquina elétrica portátil. As juntas de dilatação devem formar quadros de no máximo 1,50 x 1,50m. 8.3 – REVESTIMENTOS NÃO ARGAMASSADOS São os revestimentos, constituídos por outros elementos naturais ou artificiais (gesso, cerâmicas, pedras, madeiras, pastilhas, piso vinílico, piso de borracha etc.), assentados sobre emboço ou base regularizada (para pisos) através de argamassa colante, cola, argamassa de assentamento ou outras estruturas de fixação. São utilizados nos revestimentos de paredes e pisos. 8.3.1 – GESSO O gesso é um dos materiais mais consumidos no mundo. Extraído de minas subterrâneas e de minas ao céu aberto, como é o caso brasileiro, o gesso já serviu como massa de assentamento nas pirâmides egípcias bem como os gregos e os romanos o utilizaram para decoração. Hoje, os processos industriais nos permitem ter acesso a uma grande gama de produtos de gesso. Suas propriedades de isolamento térmico e acústico além das riquezas das formas que pode se criar com o pó de gesso o tornaram essencial para arquitetos e engenheiros. O gesso em pó é empregado em grande quantidade na construção, misturando com água proporciona um revestimento eficaz, estético e bom acabamento para paredes interna e tetos (SINDUSGESSO, 2006). A crescente utilização de revestimentos de gesso nas edificações contribuiu para uma boa alternativa e muitas vezes econômica. O revestimento de gesso pode ser aplicado em diversas bases, mas deve-se garantir a aderência e uma espessura ideal. A espessura do revestimento de gesso em geral depende da base, mas tecnicamente se recomenda a espessura de 5 ± 2mm (Revista Téchne, 1996)

178

Para a aplicação do revestimento de gesso deve-se observar o prazo mínimo de 30 dias sobre as bases revestidas com argamassa, e de concreto estrutural; e de no mínimo 14 dias para as alvenarias. a)- Preparo do substrato A superfície a ser revestida deve estar sempre isenta de poeira, umidade, substâncias gordurosas, eflorescências ou outros materiais soltos. A superfície precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência. Inicialmente deve-se verificar a falta de prumo, nível e planeza das bases conforme limites constantes na Norma 02.102.17-006/95 (Tabela 8.3).
Tabela 8.3 - Desvios máximos de prumo, nível e planeza (ABNT,1995)

Desvio do prumo ≤ H/900

Desvio de nível ≤ L/900

H = Altura da parede em metros L = Maior vão do teto

Planeza • Irregularidades graduais: ≤ 3mm, em régua de 2,0m • Irregularidades abruptas: ≤ 2mm, em régua de 20cm

Caso a base não atenda os limites da Tabela 8.3 deve-se retificar o plano da base utilizando-se um emboço. Pontas de ferro, resíduos de fôrmas, rebarbas de concreto ou argamassa, devem ser removidos. O revestimento de gesso propicia a corrosão de peças metálicas comum, pois é alcalina e pode apassivar o aço, portanto deve-se tratar os componentes metálicos ou protegê-los. As alvenaria que deverão receber o revestimento de gesso não deverão ser umedecidas, pois podem movimentar causando fissuras no revestimento. Se necessário somente os revestimentos de argamassa devem ser umedecidos pelas suas características de absorção ou de secagem da pasta.(De Milito, 2001) b)- Preparo da pasta O gesso (CaSO4) é preparado em pasta, e devido a pega rápida o volume preparado para cada vez é em geral na ordem de um saco comercial (40kg) o que equivale a 45 litros. A quantidade de água deverá ser entre 60% a 80% da massa do gesso seco dependendo da finura. A mistura é feita manualmente polvilhando o gesso sobre a água para que todo o pó seja disperso e molhado, evitando a formação de grumos. Depois de concluído o polvilhamento do gesso sobre a água, esperar cerca de 10 min. Para que as partículas absorvam água, e a suspensão passe do estado líquido a um estado fluído consistente. Com a colher de pedreiro agitar parte da 179

avaliação da aderência da pintura. o revestimento não poderá apresentar desvio superior a 3 mm. Com a régua de alumínio. o gesseiro inicia à camada seguinte. Os retoques finais e a camada de acabamento são executados utilizando a colher de pedreiro e a desempenadeira de aço. Neste caso. Caso necessário pode-se executar ensaios especiais como: medição da espessura. avaliação da aderência do revestimento. executa-se uma inspeção visual utilizando uma régua de alumínio de 2.0 m de comprimento.25 x 0. Para a execução de uma camada de espalhamento divide-se o substrato em faixas de espalhamento com aproximadamente a mesma largura da desempenadeira de PVC. 4. que irá receber os retoques.pasta ( aquela que vai ser utilizada inicialmente) e aguardar cerca de 5 min. Para pontos localizados. Na execução do revestimento de gesso deve-se observar a temperatura ambiente e a temperatura do substrato que não deverão ultrapassar a 35 ° C.60 m e espessura de 4. uma régua de alumínio de 20 cm não deve apresentar desvio superior a 1 mm. e antes que a pega esteja muito avançada. 180 . falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm. o gesseiro verifica a sua planeza. 5. e tendo revestido todas as faixas em uma direção. Desempenadeira em chapa de PVC com dimensões aproximadas de 0. Terminada a camada de revestimento. 3. Desempenadeira de aço. 6. o revestimento de gesso não deve apresentar pulverulência. Caixotes para o preparo da pasta com volume interno superior a 100 litros (denominadas masseiras). Régua de alumínio com 2. c) . Após a conclusão dos serviços para verificar a planeza do revestimento como um todo. 1996a). Cada faixa é iniciada com uma pequena sobreposição à precedente. 7.0 mm. 2. ficando o acabamento final liso e brilhante. Colher de pedreiro. As ferramentas e acessórios utilizados na execução de revestimento de gesso são: 1. para o repouso final da pasta e até que adquira consistência adequada para ser aplicada com boa aderência e sem escorrer sobre a base. promove o seu sarrafeamento com o intuito de cortar os excessos grosseiros e dar ao revestimento uma superfície mais regular. aplicada sobre o revestimento em qualquer direção.0 m. A espessura da pasta é de 1 mm a 3 mm podendo chegar no máximo a 7 mm.Aplicação. Dependendo do substrato a pasta de gesso pode ser aplicada com desempenadeira de PVC em uma ou várias camadas. pois o gesso endurecido desidrata lentamente com o calor (HINCAPIE et al. Para aplicar a pintura. avaliação da dureza. raspagens e a camada final de acabamento. Cantoneiras de alumínio. Concluída a execução de uma camada de espalhamento. Espátula. aplicando a pasta de gesso em faixas perpendiculares às primeiras (camadas cruzadas).

falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm. Pelas suas características.Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água Grupo I IIa IIb III Grau de absorção 0% a 3% 3% a 6% 6% a 10% >10% Uso recomendado Pisos. não deve apresentar desvio superior a 3 mm. saunas úmidas etc.5): Tabela 8. paredes e piscinas Pisos e paredes paredes 181 .4 – Etapas e tempo aproximado de execução da aplicação manual de gesso.2 Revestimento cerâmico A cerâmica é um produto industrializado composto por argila. Antes da aplicação de pintura. feldspatos (grês). banheiros. melhor será a qualidade. lisos ou decorados A espessura é variável apresentando a face posterior (tardoz) saliências para aumentar a aderência. podendo ser (Tabela 8. paredes. Antes de comprar ou especificar um revestimento cerâmico devemos classificá-los principalmente quanto a absorção de água (Tabela 8. retoques e raspagens 30 a 35 Acabamento 35 a 45 Total 97 a 130 d) .: O revestimento com gesso deve ser aplicado somente em ambientes internos e sem umidade. filitos. 5 . as cerâmicas são utilizadas em ambientes que podem ser molhados e devem ser higiênicas como as cozinhas. brilhantes ou acetinados. o revestimento não deve apresentar pulverulência superficial excessiva.6) e a abrasão (Tabela 8.5) e resistência ao ataque químico contidos em produtos de limpeza (Tabela 8. piscinas e saunas Pisos.A Tabela 8. não deverá apresentar desvio superior a 1 mm. talcos.7). para consumo de 45 litros de pasta = 1 saco de gesso (HINCAPIE et al.4 resume as diversas etapas e o tempo aproximado de execução da aplicação manual da pasta.3. Obs. utilizando uma régua de 20 cm. gretamento. tanto nas paredes como nos pisos. e areias (quartzo) dando um produto final com grande variedade de cores.0m de comprimento aplicada sobre o revestimento em qualquer direção. 8. Normalmente quanto menor o grau de absorção. 1996) Serviços Tempo (min) Preparo da pasta 2a5 Espera 10 a 15 Espalhamento 20 a 30 Sarrafeamento.Verificação visual dos serviços: Utilizando uma régua de 2. Tabela 8. piscinas. Em pontos localizados.

Existem quatro tipos básicos de juntas as: • Superficiais ou de assentamento. shopping centers. e as de (Figura 8. Outras características técnicas dos revestimentos cerâmicos são importantes observar.60mm/m. que devem existir na estrutura de concreto cuja função é aliviar as tensões provocadas pela movimentação da estrutura. no caso de cerâmicas esmaltadas é caracterizada por unidade PEI (Porcelain Enamel Institute) e classificado como segue (Tabela 8. destacamento da peça. Uma alta EPU pode ocasionar deslocamento e gretamento da placa. e externamente no máximo 0. padarias.7): Tabela 8. Comerciais internos. 7 . pela movimentação do substrato e pela dilatação térmica. a) Juntas de dilatação: Todo revestimento cerâmico precisa de juntas e suas especificações devem ser informadas pelo fabricante. Recomenda-se utilizar em pisos ou paredes internas.40mm/m. entradas de hotéis. 182 • . show rooms.Tabela 8. corredores. as Estruturais. 6 . Áreas públicas. cerâmica com EPU de no máximo 0. Na colocação das cerâmicas devemos prever juntas de dilatação e rejuntá-las para uma maior durabilidade. Estab. As juntas são obrigatórias e evitam que movimentos térmicos causem "estufamento" e.Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico (Anfacer) Classe A B C Resitência Química Ótima resistência aos produtos químicos Ligeira alteração de aspecto Alteração de aspecto bem definida E quanto a resistência a abrasão.Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão Abrasão Grupo 0 Grupo 1 (PEI-1) Grupo 2 (PEI-2) Grupo 3 (PEI-3) Grupo 4 (PEI-4) Grupo 5 (PEI-5) Resistência Baixa Média Média alta Alta Altíssima e sem encardido Uso recomendado Desaconselhável para piso Banheiros residênciais. Quartos sem portas para fora Cozinhas residênciais.8). quintais. consequentemente. que definem a posição das peças e tem a função de absorver parte das tensões provocadas pela expansão por umidade da cerâmica. hall de residência. como a resistência à manchas e a expansão por umidade EPU. fast-food etc. Quartos de dormir etc. aeroportos. ela representa a resistência ao desgaste superficial.

dureza.• • Expansão ou movimentação..8). e entre as paredes ou anteparos verticais auxiliando a movimentação dos mesmos. estabilidade de cor. O rejunte (material industrializado). resistência a manchas etc. contrapiso. As juntas de movimentação necessitam aprofundar-se até a superfície da base (laje. na 183 .8 – Detalhe dos tipos de juntas Além de possibilitar a movimentação de todo o conjunto do revestimento durante as dilatações e contrações. vedada com selante flexível e devem ter entre 8 a 15 mm de largura (Figura 8. Figura 8.8). flexibilidade. que devem existir em grandes áreas. Portanto. longitudinalmente e transversalmente.. Após cinco dias do assentamento devemos preencher as juntas esse procedimento é denominado de rejuntamento. normalmente adicionados com outros componentes. que conferem características especiais a ele como: retenção de água. as juntas são importantes para melhorar o alinhamento das peças (juntas superficiais) e permitir a troca de uma única placa sem a necessidade de quebrar outras. Quando temos juntas estruturais no contrapiso ou nas paredes estas precisam ser reproduzidas no revestimento cerâmico.) e ser preenchida com material deformável. Elas devem ser executadas em painéis de até 32m2 para os pisos internos ou até 24m2 nos painéis externos. De Dessolidarização. tem a função de separar a área com revestimento de outras áreas (Figura 8. b) Rejuntamento Rejuntamento é o enchimento das juntas entre as peças com pasta de cimento ou rejunte industrializado. etc.

com pano. ficando a superfície lisa e impermeável ocasionando o desprendimento do rejunte (Figura 8. Para que isso não ocorra este excesso deve ser retirado antes da cura final. SUPERFÍCIE LISA CERÂMICA REJUNTE ACABAMENTO CORRETO Figura 8. esteja atento às suas características. Tabela 8.9 .5x7. assim que começar a secar.8 – Consumo de rejunte por m 2 Largura da junta Formato da placa (cm) 2mm 4mm 6mm 8mm 10mm 2 12mm 15mm Consumo por m . Esta pasta deve ser aplicada em excesso com auxílio de um rodo. O excedente será retirado. Nas cerâmicas a superfície acabada (lisa) vira alguns milímetros na borda do mesmo.9).8 indica o consumo de rejunte por metro quadrado para diversas larguras de junta e formato de placa.5 25x25 30x30 34x34 41x41 50x50 800 750 640 480 360 320 240 220 200 180 320 200 160 140 120 100 1280 960 720 640 480 440 400 360 640 400 320 280 240 200 1440 1080 960 720 660 600 540 960 600 480 420 360 300 1920 1440 1280 960 880 800 720 1120 800 640 560 480 400 2400 1800 1600 1200 1100 1000 900 1600 1000 800 700 600 500 2880 2160 1920 1440 1320 1200 1080 1920 1200 960 840 720 600 1800 1650 1500 1350 2400 1500 1200 1050 900 750 184 .hora de escolher a argamassa de rejuntamento.5 10x10 10x20 15x15 15x30 20x20 20x30 20x40 24x11.Detalhe da execução do rejuntamento A Tabela 8. em gramas 2x2 5x5 7.

de fiada em fiada. Deixar um espaço entre a régua e o nível do piso acabado.10): a) em diagonal b) junta à prumo c) em amarração Figura 8. que já deverá estar revestida. 8. a prumo ou em amarração (Figura 8. sobre base regularizada. deixando neste caso um espaço próximo à laje. Teremos comentários neste capitulo a respeito das diferentes maneiras de assentarmos azulejos e materiais cerâmicos. Os cimentos colantes e as colas devem ser aplicados com desempenadeira dentada de aço. com argamassa de cal e areia no traço 1:3 com 100 kg de cimento por m³ de argamassa (pelo processo convencional).1 . de modo a permitir que a argamassa de assentamento ou o cimento colante seque com as juntas abertas. 185 . mas sim dando um intervalo de 3 a 5 dias.2..11) • • • Fixar uma régua em nível acima do nível de piso acabado.10 – Juntas superficiais dos azulejos O assentamento se faz de baixo para cima. Verificar. ou com cimento-colante. Para garantirmos que o azulejo fique na horizontal devemos proceder da seguinte maneira: (Figura 8. se será colocado moldura de gesso.O rejuntamento não deve ser efetuado logo após o assentamento.. para colocação de rodapés ou uma fiada de azulejos. de uso interno ou externo. para melhor distribuição dos azulejos. colas etc.Revestimento cerâmico na vertical a) .Assentamento dos azulejos Os azulejos podem ser assentados com juntas em diagonal.3.

Recortes de azulejos: É muito difícil em um painel de alvenaria não ocorrer recortes.1) . no mínimo como descrito na Tabela 8. para que os recortes não fiquem muito visíveis.Detalhe do assentamento dos azulejos a. ou ainda dividi-los em partes iguais nos painéis (Figura 8. Figura 8. O ideal é seguir as recomendações do fabricante descritas nas embalagens.12). nos projetos não é levado em consideração às dimensões dos azulejos. Portanto. podemos deixá-los atrás das portas. visto que na maioria das vezes.11 . dentro dos boxes.12 .2) .Juntas entre azulejos As juntas superficiais entre os azulejos deverão ter largura suficiente para que haja perfeita penetração da pasta de rejuntamento e para que o revestimento de azulejo tenha relativo poder de acomodação.Exemplo de divisão dos azulejos a. 186 .9.Figura 8.

Tabela 8.9 - Juntas superficiais entre azulejos

Dim. (cm)

do

azulejo Parede (mm)
1,0 2,0 1,5 2,0 2,0 2,5

interna Parede (mm)
2,0 3,0 3,0 3,0 4,0 4,0

externa

11x11 11x22 15x15 15x20 20x20 20x25

Para os demais tipos de juntas devemos seguir as recomendações do item 8.3.2 (a). a.3) - Rejuntamento Para o rejuntamento do azulejo, além dos rejuntes industrializados descritos no item 8.3.2 (b) podemos utilizar a pasta de cimento branco e alvaiade na proporção de 2:1, ou seja, duas partes de cimento branco e uma de alvaiade, o alvaiade tem a propriedade de conservar a cor branca por mais tempo. b) - Pastilhas É outro revestimento impermeável, empregado nas paredes, principalmente nas fachadas de edifícios. É constituída de pequenas peças coladas sobre papel grosso ou tela. A preparação do fundo para sua aplicação deve ser feita como segue: - para pisos: fundo de argamassa de cimento e areia (1:3) com acabamento desempenado. - para paredes: o fundo será a própria massa grossa (emboço) dosada com cimento, bem desempenada. A argamassa de assentamento será de cimento branco e caolin em proporção igual (1:1), ou argamassa de cimento colante, de uso interno ou externo, própria para pastilhas. A argamassa de assentamento é estendida sobre a base e as placas de pastilhas são arrumadas sobre ela fazendo pressão por meio de batidas com a desempenadeira. O papelão ficará na face externa e após a pega, que se dá aproximadamente em dois dias, o papelão é retirado por meio de água. Utilizando o cimento colante, que deve ser aplicado através de desempenadeira dentada, as placas de pastilhas são fixadas também fazendo pressão por meio de batidas. Nas placas de pastilhas fixadas em tela a tela pode ficar em contato direto com a argamassa bastando, após a cura, realizar o rejuntamento. O rejuntamento é executado com pasta de cimento branco ou rejunte industrializado conforme descrito no item 8.3.2 (b)

187

8.3.2.2 Revestimento cerâmico na horizontal

a) - Piso cerâmico Após a escolha do piso podemos assentá-los de duas maneiras usuais: Utilizando argamassa de assentamento (sistema convencional) ou cimento colante. Procedendo-se da seguinte maneira: a.1) - Regularização de base para pisos cerâmicos Se necessário, é feita com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:4 ou 1:6 com espessura de 3,0cm. a.2) - Assentamento utilizando argamassa: (assentamento convencional) Utiliza-se uma argamassa mista de cimento com areia média seca no traço 1:0,5:4 ou 1:0,5:6 sobre o piso regularizado (quando a espessura da argamassa de assentamento for maior de 3,0cm) ou sendo a própria argamassa de assentamento utilizada para regularizar e assentar. Ao se considerar que a colocação do material cerâmico, no caso de utilizar a argamassa para o assentamento, é feita com esta camada de argamassa ainda fresca, e que quando da secagem desta argamassa acontece o fenômeno da retração (encurtamento), ocorre o aparecimento de esforços que tendem a comprimir o revestimento. Destes esforços - que atuam no plano do revestimento resultam componentes normais ao revestimento que tendem a arrancá-lo de sua base. O que vai impedir a separação das peças de sua base será a aderência proporcionada pela pasta de cimento. Sabe-se que, no assentamento convencional, dificilmente se consegue obter uma pasta de cimento ideal, ou seja, com maior resistência possível, pois a mesma resulta da aspersão de pó de cimento sobre uma argamassa ainda fresca, retirando água dessa argamassa para se hidratar. A falta ou excesso de água poderá ter como conseqüência, ou o cimento mal hidratado, ou uma "aguada" de cimento. Em ambos os casos a ligação cerâmica-base estará fatalmente comprometida, será de baixa resistência e não se oporá à separação do revestimento de sua base. Esses esforços devido à retração estão diretamente ligados a fatores importantes. Quanto maior for à espessura da argamassa de assentamento, tanto maior será o esforço resultante da retração. Quando mais rica em cimento for a argamassa, tanto maior será o esforço devido à retração. E, lembrando que este esforço de compressão gera componentes verticais que tendem a arrancar as peças de sua base, quanto maior for o primeiro tanto maior serão os componentes verticais de tração que tendem a soltar o revestimento. Portanto a melhor maneira de assentar os pisos cerâmicos pelo processo convencional é:

188

- Superfície de laje, ou contrapiso - varrer e eliminar poeiras soltas; umedecer e aplicar pó de cimento com adesivo de argamassa, formando pasta imediatamente antes de estender a argamassa de assentamento. Isto proporcionará melhor ligação da argamassa à laje. - Espessura de argamassa de assentamento - nunca ultrapassar 2 cm a 2,5cm, a fim de minorar as tensões de retração. Caso haja necessidade de maior espessura, deverá ser efetuada em duas camadas, sendo a segunda após completada a secagem da primeira camada. - Traço da argamassa de assentamento - nunca utilizar argamassas ricas. O traço 1:6 de cimento e areia, mais meia parte de cal hidratada é correspondente indicado. A cal proporciona melhor trabalhabilidade e retenção de água, melhorando as condições de cura e menor retração. Atenção especial será dada para a água adicionada. O excesso formará pasta de cimento aguado e pouco resistente. - Quantidade de argamassa a preparar - será tal, de modo a evitar que o início do seu endurecimento - início de pega do cimento - se dê antes do término do assentamento. Na prática, isso corresponde a espalhar e sarrafear argamassa em área de cerca de 2m² por vez. - Aplicação da argamassa - será apertada firmemente com a colher e, depois, sarrafeada. Lembre-se que apertar significa reduzir os vazios preenchidos de água. Isso diminuirá o valor da retração e reduzirá os riscos de soltura. - Camada de pó de cimento - espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². Não atirar o pó sobre a argamassa, pois a espessura será irregular. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa, formando a pasta ideal. Para auxiliar a formação da pasta, passar colher de pedreiro levemente. - Peças cerâmicas - serão imersas em água limpa e deverão estar apenas úmidas, não encharcadas, quando forem colocadas. Não ser assentadas secas, porque retirarão água da pasta e da argamassa de assentamento, enfraquecendo a aderência. Não poderão ser colocadas demasiadamente molhadas, porque, desta forma, reduzirão a pasta de cimento a uma "aguada" de cimento enfraquecendo igualmente a aderência. Deve-se observar, no entanto, que o fato de ser necessário imergir os pisos em água, ocasiona certa fragilidade às peças e consequentemente quebra no ato de se colocar. Daí presume-se uma perda estimada em aproximadamente 5%. Para se conseguir melhor efeito das peças, quando estas não são de cores lisas, espalharem o número de peças a serem assentadas em outra área limpa e criar variações com as nuanças de cor do material de revestimento. Tais variações de cor não são defeitos dos revestimentos (pisos) e devem ser "trabalhadas" para melhorar o aspecto visual do conjunto. Depois de encontrado o melhor desenho, assentar o material. - Fixação das peças - para pisos, depois de aplicados na área preparada, serão batidos com o auxílio de bloco de madeira de cerca de 12cm x 20cm x 6cm 189

aparelhado, a marreta de borracha. Certificar que todas as peças foram batidas o maior número possível de vezes. Peças maiores - 15cm x 30cm, ou 20cm x 20cm deverão ser batidas uma a uma, a fim de garantir boa aderência à pasta. - Espaçamento das peças - nunca colocar pisos ou azulejos justapostos, ou seja, com juntas secas (exceto em pisos especiais). As juntas de 1 mm a 3 mm, conforme o tamanho das peças, são necessárias por três motivos: compensar as diferenças de tamanho das peças, pois em um mesmo lote é normal a classificação na faixa de até 2 mm; em segundo lugar, que a pasta de cimento penetre adequadamente entre as peças, impermeabilizando definitivamente o piso; em terceiro, para criar descontinuidade entre as peças cerâmicas, a fim de que não se propaguem esforços de compressão em virtude da retração da argamassa ou outras deformações das camadas que compõem o revestimento. Resumindo:
• Estender

a massa em pequeno panos de maneira a colocar em nº de piso que se possa alcançar. • Povilhar por igual o cimento sobre a argamassa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. • Colocar o piso úmido e não saturado de água, pois esse excesso faz com que a pasta de cimento se torne fraca. • Para garantir uma melhor distribuição de pasta de cimento espalhar o pó de cimento com a colher. • Com o auxílio da desempenadeira, dar pequenos golpes sobre o piso até que a pasta de cimento comece a surgir pelas juntas. a.3) - Assentamento utilizando cimento cola O cimento cola é estendido sobre a regularização da base curada no mínimo 7 (sete) dias, com o auxílio da desempenadeira dentada em pequenos panos. A desempenadeira dentada é utilizada, pois facilita o espalhamento da argamassa de assentamento (cimento colante) garantindo uma espessura constante. Nunca deixar de usar desempenadeira denteada para espalhar adequadamente a pasta. Pois formam cordões de cerca de 4 mm alternados com estrias vazias. Ao pressionar o piso ou azulejos, os cordões se espalham, formando uma camada contínua de aproximadamente 2 mm. A colagem das peças cerâmicas é simples: estendo a pasta de cimento colante sobre a base já curada e seca, em camada fina, de 1 mm a 2 mm, com desempenadeira dentada, formando estrias e sulcos que permitem o assentamento e nivelamento das peças. Em seguida, bate-se até nivelar, deixando juntas na largura desejada ou, no mínimo, de 1 mm entre as peças. Tanto para colocação de azulejos quanto para pisos cerâmicos pelo método dos cimentos colantes, não há necessidade de se molhar quer a superfície a ser revestida quer as peças cerâmicas. Porém, no caso de camada de regularização estiverem molhados por qualquer motivo, não haverá problemas no uso de cimento colante. E a frente de trabalho é ilimitada, interrompendo-se a aplicação do piso ou da parede no instante que se desejar. Seu reinicio obedece também às 190

necessidades da obra e a velocidade de aplicação é, pelas características do método, mais rápida que a do processo convencional. A espessura de 2 mm é suficiente para fixar as peças cerâmicas (dependendo da dimensão do piso). Isso corresponde a um consumo de cerca de 3 kg/m² de revestimento (Tabela 8.10). O cimento também retrai, para a espessura utilizável de 2 mm, os esforços que poderiam atuar sobre os revestimentos são praticamente nulos se comparados àqueles provenientes aos 30 mm de espessura da argamassa convencional. Os cimentos colantes, ou argamassas especiais, são fornecidos sob forma de pó seco e em embalagens plásticas herméticas, o que permite estocar o produto por tempo praticamente ilimitado. Obs.: Para o assentamento com cimento cola deixar na regularização da base as caídas para os ralos, as saídas, etc., pois a espessura do cimento cola é muito pequena, em torno de 5 mm, não possibilitando a execução de caídas.
Tabela 8.10 - Consumo de argamassa colante (Fiorito, 1994)

Espessura da pasta
1 mm 2 mm 3 mm 4 mm 5 mm 6 mm

Consumo de pó
1,5 kg/m2 3,0 kg/m2 4,5 kg/m2 2 6,0 kg/m 7,5 kg/m2 9,0 kg/m2

a.4) - Juntas de dilatação e rejuntamento Conforme descrito no item 8.3.2. O rejuntamento sobre o piso pode ser feito com pasta de cimento comum ou rejunte estendida sobre o piso e puxado com rodo. Limpar o excesso de rejunte com um pano após a formação do inicio da pega da pasta. b) - Porcelanato O Porcelanato é constituído de uma mistura de argila, feldspato, caulim e outros aditivos (corantes), submetido a uma forte pressão e queima em alta temperatura (entre 1200oC a 1250oC ), resultando um piso resistente a abrasão e de baixa porosidade. O acabamento do Porcelanato pode ser ou não esmaltado nos padrões semirústico, rústico e acetinado, ou esmaltados. Os não esmaltados tem uma durabilidade maior, pois o esmalte é aplicado antes da queima e mais tarde polido, portanto a fina camada de esmalte tende a desgastar. Como o Porcelanato não é poroso, é necessário fixá-lo com argamassa colante aditivada com polímeros, como o PVA. Essa mistura tem o dobro da aderência da argamassa comum. É importante também, espaçar as peças conforme

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recomendação do fabricante e rejuntá-las com uma massa de rejunte também aditivada próprias para porcelanato. Vantagens do porcelanato: • maior resistência mecânica; • alta resistência a abrasão; • alta resistência ao gelo; • baixíssima expansão por hidratação; • cor uniforme e totalmente impermeável; • grande durabilidade; • possibilidade de se utilizar juntas de assentamento mínimas. Existem os pisos de porcelanato retificado, estes, podem ser assentados sem juntas. 8.3.3 - Piso de madeira a) - Regularização de base para piso de madeira Se necessário é feita com argamassa de cimento e areia média ou grossa no traço 1:4 com espessura de 2,5cm. b) - Assentamento utilizando argamassa: Utiliza-se uma argamassa de cimento e areia média peneirada, no traço 1:3 e se aconselha que nesta dosagem seja colocada impermeabilizante na quantidade indicada pelo fabricante. A argamassa é estendida através de guias numa espessura média de 3,0cm, é povilhado cimento seco sobre a massa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. O piso de madeira assentado com argamassa é o taco. Os tacos para assentamento com argamassa, são pintados em suas bases com piche, no piche é impreganado areia lavada e para melhorar ainda mais a aderência com a argamassa, é fixado dois pregos para taco em cada peça (Figura 8.13).

Figura 8.13 - Tacos de madeira

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c) - Assentamento utilizando cola: Quando for utilizado cola para assentamento a argamassa de regularização deve ser de cimento e areia no traço 1:3 do tipo "farofa", e deverá receber um acabamento liso, nivelado e isento de umidade. Entende-se por acabamento liso a argamassa desempenada e alisada com a colher ou desempenadeira de aço e não queimada (quando se enriquece a superfície com pó de cimento). E argamassa do tipo "farofa" aquela argamassa bem seca, pois o excesso de água faz com que o cimento se deposite em camadas inferiores deixando a superfície fraca. Os pisos assentados com cola são: - Tacão, peças com 2,0cm de espessura, largura variando de 7,0 a 10 cm e comprimento entre 30 a 45cm podendo chegar até 50cm (Figura 8.14), podendo ser de peroba, Ipê, Pau marfim, jacarandá etc. - Parquetes, peças menores coladas em papelão ou fitas adesivas formando desenhos. (Figura 8.14)

Figura 8.14 - Parquete e Tacão

- Carpete de madeira podendo ser usado no revestimento de pisos, tetos e paredes, tanto em construções novas quanto em reformas. A sua espessura pode ser de 1,5mm, 2,5mm, 4,0mm e 7,0mm, largura de 18cm, 18,5cm, 19,0cm e 19,5cm respectivamente e comprimento variável. O carpete de madeira é composto, em linhas gerais, por lâminas de capa e contracapa, e uma chapa central estabilizante em sentido oposto com espessuras variadas. A sua aplicação é feita colando sobre superfície plana com cola de contato, exceto no carpete de madeira de 7,0mm que é pelo sistema macho e fêmea, colado somente no topo das réguas com cola branca (P.V.A), travado e fixado nos cantos das paredes. 193

que são pregadas nos ganzepes (barrote) com pregos retorcidos ou anelados (Figura 8.d).15). Neste caso a argamassa deverá ter o traço 1:3 de cimento e areia e superfície alisada com a colher Figura 8.Fixação das tábuas por pregos anelados 194 . ganzepes Figura 8. que são aparafusadas com dois parafusos de 50 a 50 cm sobre caibros ou ganzepes (barrote) fixados no concreto da base ou com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 8.Fixação utilizando parafuso: Essa fixação é feita para as tábuas. Os parafusos são rebaixados e recobertos com a própria madeira (cavilhas) ou com massa de calafetar.Fixação utilizando pregos: Essa fixação é feita também para as tábuas.16 . Para melhor fixação das tábuas. sobre a argamassa de fixação dos ganzepes (barrote) é colocado cola de madeira e no encaixe entre uma tábua e outra.Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes e) .15 .16).

• O pisos de madeira devem ser assentados com uma folga das paredes para facilitar a movimentação. O acabamento final é realizado com 3 (três) demãos de synteko. • A base para assentamento com cola deve ser feita com uma argamassa bem seca para evitar que a água em excesso "verta" fazendo com que o cimento se deposite em camadas inferiores e as areias fiquem sem coesão por falta de aglomerante. pois se não estiverem. podendo se soltar (Figura 8.Acabamento dos pisos de madeira Após cinco dias no mínimo do assentamento.Exemplo de regularização sem nivelamento 195 . sem que ocorra empenamento. Bonatech. g) Recomendações Quando assentarmos taco. são importantes que sejam observados os seguintes fatores: • A madeira deve estar perfeitamente seca e firmemente assentada para que não ocorram trincas e "estufamento" da massa ao longo do rejuntamento Cura da massa de calafetar. no mínimo 24horas. para evitar que se movimente com a sua utilização provocando assim a sua soltura. verniz poliuretano ou encerado.17). o piso de madeira passa por lixamento (raspagem) iniciando-se com a lixa no 16 (grossa) e depois a 36 (mais fina). visando corrigir os defeitos em "baixo relevo". • Figura 8. • Ao assentarmos com cola verificar se a base está bem nivelada e sem ondulações. A calafetação é realizada utilizando uma massa acrílica para madeira pigmentada na cor aproximada do piso. • Após a massa curada é efetuado o polimento utilizando lixa no100 ou 120 dependendo da madeira e do acabamento. parte do tacão fica colado e outra não.f) .17 . Para o bom resultado da calafetação. principalmente para os tacões. A aplicação é efetuada com desempenadeira de aço em camadas finas. deixando assim a superfície fraca. Em seguida o piso é limpo e calafetado (preenchimento das juntas entre os pisos). devemos fazê-lo o mais próximo possível.

0 e 6. O 196 . espessura média de 3. e parafusar bem. com desempenadeira de aço.: Nas tábuas fixadas por parafusos é aconselhável o uso de dois parafusos por seção. piso irregular. 4. sobre a regularização ( 3. é fazer antes da instalação uma montagem do desenho do piso.18 . distribuído com desempenadeira dentada metálica.Regularização de base para carpete É feita com argamassa de cimento e areia fina sem peneirar no traço 1:3. O procedimento correto no caso das rochas. 8.Carpete Geralmente os carpetes de pequena espessura são colados. régua metálica).18).0cm. 8. O adesivo de contato á base de neoprene.• Verificar o cerne das tábuas para piso. A colocação das mantas deverá ser estendida na direção de entrada da luz do dia ou na direção da porta principal. a) . serra maquita. alisada sem pó de cimento. Figura 8.5 . para evitar o empenamento das mesmas. produtos naturais sujeitos a variação de cor.0.3. falta de cola emendas em excesso = aproveitamento de sobras vazamento de cola = excesso de cola.0mm) e os demais podem ser soltos.Situação de empenamento devido à posição do cerne Obs. que fornecerão os colocadores e suas ferramentas (martelo de borracha.3. nível. Os defeitos mais comuns na colocação são: emendas tortas = cortes feito a mão livre recorte de canto com abertura = corte a mão livre descolagem = falta de cola tempo de secagem diferença de tonalidade = inversão no sentido das mantas emendas abertas = corte imediato. pois a umidade tanto do ar como do solo pode empenar as tábuas dando ondulações nos pisos o que é desagradável (Figura 8.4 . por empresas especializadas.Pedras decorativas As pedras naturais deverão ser executadas por equipes especializadas.

amêndoa rosa. a) .assentador agrupa as mais parecidas e separa as manchadas ou de coloração diferente para fazer os recortes ou para instalar em locais escondidos. verde São Francisco. dependendo do lugar da aplicação. Para auxiliar a formação da pasta. boticcino (Itália). Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa. granito vermelho (Capão Bonito). preto São Gabriel. verde alpe (Itália). feldspato e mica já o mármore é uma rocha carbonática de origem sedimentar ou metamórfica.11 está indicado os locais de aplicação dos mármores e granitos.Camada de pó de cimento . E os granitos mais procurados são: cinza andorinha. deverá ser executada uma regularização com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:3 com espessura média de 3 cm e acabamento desempenado. Nas áreas externas. sarrafeada. formando a pasta ideal. verde Ubatuba. Poderá ser seguido os mesmos critérios estabelecidos para o assentamento de pisos cerâmicos: . Na Tabela 8.espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². b) . o beje bahia e os importados rosso verona (Itália). granito branco.Mármores e Granitos Qual a diferença entre o mármore e o granito? O mármore é bem mais macio. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. As pedras. podem ser rústicas com espessura irregular ou serradas e polidas com espessura regular.5:4. carrara (Itália). depois. marrom imperador (Espanha). composta de calcita ou dolomita. devem ter acabamentos ásperos. menos resistente a riscos do que o granito. crema marfil (Espanha). amarelo Santa Cecília. o travertino. Não atirar o pó sobre a argamassa. pois a espessura será irregular. O granito é uma rocha magmática formada de quartzo. cal e areia média sem peneirar no traço 1:0. Elas são classificadas quanto à dureza numa escala chamada de Mohs.Aplicação da argamassa .Assentamento com argamassa (sistema convencional) Se utiliza uma argamassa mista de cimento. . passar colher de pedreiro levemente. O mármore tem dureza 3 e o granito 6. c) . os granitos não podem ser polidos. Os mármores mais procurados são: O branco. ou seja. O seu assentamento se faz utilizando argamassa (convencional) para as rústicas e argamassa ou cimento cola para as serradas e polidas. preto absoluto. Podendo ser: 197 . cinza Mauá. Por isso não é recomendado em área de alto tráfego e molhadas.Regularização de base para assentamento das pedras Para o assentamento utilizando cimento cola.será espalhada e apertada firmemente com a colher e.

mas o indicados. No piso. que não saem e a perda do brilho Banheiro Em bancadas e paredes não Pode ser usado sem há restrição. Embora os mais contrapiso do térreo deverá porosos manchem com a ser impemeabilizado. As (mauá.12 estão relacionadas às pedras naturais mais comuns e na Tabela 8. Levigado: Lixamento com abrasivos. deixando-a antiderrapante. superfície torna-se higiênica. que reagem Os granitos vermelhos e com os ácidos do limão e do pretos são mais resistentes.Flameado: Um maçarico derrete alguns minerais da rocha. por isso dão um visual rústico. todos são Nenhuma restrição. jardins) as rochas ficam expostas ao sol e à chuva. Não deve ser efetuado nos granitos pretos e verde-escuros. madeira. e a pedra não fica escorregadia. Apicoado: Com martelo e uma ponteira. andorinha) são mais consequências são manchas porosos. Polida a sua contém elementos químicos. fazem-se "furinhos" sobre a chapa. são-tomé. Além disso.Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos Locais Mármores Granitos Cozinha Nunca use. pedra mineira. miracema. Piso interno A princípio. Nas áreas externas (quintais. Nenhum tipo de instruções da cozinha. Dá efeito rústico.13 os locais mais indicados. poroso e absorve substância principalmente para as com facilidade. Piso externo ( e bordas de Não deve ser usado.11 .Pedras brutas Ardósia. vinagre e de alguns Evitar os granitos cinza detergentes . 198 . mármore é indicado para o piso do boxe. Por isso. goiás. os tipos ideais para esses lugares são aquelas que não esquentam demais e fiquem escorregadias ao serem molhadas. Essas pedras naturais não passam por processos industriais. a pedra Os polidos ficam piscinas) desgasta. escorregadios quando molhados. bancadas. Ele é muito É o mais indicado. d) . evite o problemas. umidade. como o mármore e o granito. Na Tabela 8. Tabela 8. deixando-a irregular e antiderrapante. Prefira acabamentos antiderrapantes. como o carbono. Seguir as travertino. Jateado: A superfície é levemente desgastada com jatos de areia ou.

Tabela 8. 13 . miracema. dolomita. utilizando uma argamassa de cal. A sua superfície é bem irregular. itacolomi. Pedra goiás Seixos rolados Pedra sabão e ardósia (polidas) 199 . Aplicado em estado bruto ou com bordas serradas. é efetuada utilizando ácido muriático diluído em água na proporção de 1:5 (se as superfícies estiverem bem sujas) ou 1:10 (limpeza mais superficial). restringindo o uso a detalhes mais ornamentais. pedra mineira. costuma ser usado no estado bruto.Pedras naturais mais comuns Pedra Ardósia Arenito Dolomita Itacolmi Luminária Miracema Descrição Pedra madeira Pedra sabão Pedra mineira Pedra goiás Seixo rolado Risca com facilidade. lustro e apicoamento.12 .O rejuntamento das pedras deve ser feito uma a uma. Rocha com características semelhantes às da pedra mineira ( o nome muda devido a procedência) Há aqueles naturalmente moldados pelas águas dos rios e os rolados em máquina. ela aceita polimento. pedramadeira. Mancha facilmente com óleos e produtos químicos.5: 5. após o rejuntamento. Resistente ao sol e chuva. muito absorvente enão propaga calor. pedra sabão Ardósia. Usada na forma bruta ou com bordas serradas. pedra sabão. Aplicada em estado bruto.Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais Locais Pedras Paredes internas Paredes externas Piso interno Piso externo Borda de piscina Jardim Bancadas (bar e cozinha) Arenito. É usada ao natural ou impermeabilizada com resina acrílica. Tabela 8. com bastante água para evitar danos nos revestimentos. pedra goiás. Aceita polimento e resina impermeabilizante. já que é uma pedra macia e fácil de ser cortada. Enxágüe rápido. são tomé. com textura irregular. Antiderrapante. Mas também aceita polimento. pois não concentra calor Usada normalmente em estado brutoo. paralelepípedo. pedra sabão. goiás. Antiderrapante. Antiderrapante. tem aspecto semelhante ao da pedra mineira Pode ficar ao sol. São duros e resistentes. aparece com superfície irregular ou plana e é antiderrapante. Resiste a choques mecânicos e intempéries. são tomé Arenito. dolomita. cimento e areia fina peneirada ou massa fina industrializada na proporção de 1: 0. e com auxílio de uma espuma retirar o excesso imediatamente. miracema. pedra sabão. itacolomi. A limpeza das pedras brutas. pedra goiás Arenito. pedra-mineira.

calcário branco ou vermelho. Os com espessura 2 mm podem ser aplicados em qualquer ambiente residencial ou ainda em escritórios particulares. escadas. proporcionando um produto bastante versátil. o contrapiso ou argamassa de regularização deve ser executado de forma adequada. recomendados conforme o tipo de utilização do ambiente onde é feita a aplicação. lugares de passagem nas residências.6 a 3 mm. lavabos e outros compartimentos residenciais. deverá ser refeito. elevadores. 200 .Mosaico Português As pedras empregadas para a execução do mosaico Português podem ser o basalto preto. Os de 3 mm são utilizados em locais de grande trânsito. Elas são quebradas manualmente no formato de cubos em torno e 4. ladrilhos. lojas. ou qualquer outra. escolas. A superfície deve apresentar bem desempenada e para se testar a qualidade verifica-se se está "esfarelado". risca-se com uma ponta firme. supermercados.e) . Sua base pode se o próprio contrapiso. quartos de hospitais. como o hall de entrada.0cm. Não se recomenda a colocação em madeira (assoalhos ou tacos) ou sobre bases sujeitas à infiltração ascendente de umidade. escadas. refeitórios coletivos. Caso apresente problemas.Desempenho: O produto é recomendado para ser aplicado em qualquer piso sobre superfícies já revestidas ou a revestir. plastificantes e cargas inertes com pigmentos especiais que lhe dão o aspecto característico. são fabricados a partir da mistura de resina vinílica. repartições públicas de recepção e refeitórios industriais. Alguns fabricantes ainda produzem linhas especiais para locais de trânsito pesado como cozinhas e corredores de ambientes de uso coletivo. b) . marmorite. hospitais.6 . pisos plásticos desgastados. além de possuir uma durabilidade bastante elevada e de manutenção simples. cimento e areia no traço 1:3. Deverão ser molhadas e apiloadas. O piso de 1. desde que esteja firme limpa e seca. serão assentadas sobre colchão de cimento e areia no traço 1:6 seco e rejuntado com a mesma mistura.Pisos vinílicos Os pisos vinílicos ou de vinil-amianto. fibras. É comumente utilizado em residências. anfiteatros.0cm no mínimo. na espessura de 3. ou seja. 8. salas de consulta ou de espera. Além disso. banheiros. com argamassa.6mm de espessura é recomendado para lugares de baixo trânsito. salas de aula. sanitários públicos e laboratórios. escritórios. a) .3. quadras esportivas e estabelecimentos públicos e comerciais. São placas de piso 30x30cm e geralmente encontradas em espessuras que variam de 1. oralite. com espessura mínima de 3cm. ele deve ficar bem aderente na base para evitar qualquer região de possíveis depressões.Execução: Em imóveis recém-construídos. ambientes de pouca utilização: quartos.

geralmente de cor preta. Às vezes acontecem variações das dimensões nominais do produto. pode-se encerar com qualquer cera que não contenha solvente ou mesmo algum derivado de petróleo. mas que também pode ser encontrada em outras cores. estriada ou lisa. Possui acessórios como degraus. para oito de água. a colocação pode ser feita. deve-se usar uma esponja de aço fina com um pouco de sabão indicado pelo fabricante. Antes deste tempo não se deve colocar o piso em contato com a água. é recomendável dispor as placas para fazer um teste de posicionamento. 8.A. até quando com um leve toque dos dedos sobre o adesivo ele não grudar. rodapés.3. se existirem falhas ou pedaços soltos. Antes de se espalhar o adesivo.A.V.Colocação: Apesar de a disposição das placas ser da escolha do executor.Cuidados e conservação: A presença de umidade compromete todo o revestimento. A limpeza pode ser feita somente após dez dias da colocação. Para manchas resistentes. São placas de piso com espessura de 9 e 15 mm.7 .A. pois estes elementos atacariam o produto. e isso acontece somente se for aumentada a pressão sobre ele. A aplicação do adesivo é feita por movimentos circulares com uma desempenadeira dentada. estes devem ser removidos e as falhas preenchidas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3. Após a lavagem. por suas características de alta resistência e superfície antiderrapante. c) .Pisos de borracha Fabricados com borracha sintética. devem-se respeitar as recomendações de posicionamento. 201 . A regularização deve ser feita com uma ou duas demãos de argamassa de P. d) .V. o único cuidado que se deve ter é com a retirada das placas soltas ou com defeitos e a posterior regularização do local. desde que entre o produto e a madeira exista uma camada de compensado marítimo.V. estes pisos têm sido usado principalmente em áreas de grande trânsito de pessoas. enriquecida de cimento até formar uma pasta "encorpada". devido a tensões internas que deformam a placa. A cola deve permanecer descansando por uns 15 min. para quatro de água e uma segunda demão da argamassa comum com P. No caso de pisos vitrificados. canaletas e faixa amarela de alerta. Sobre tacos e assoalhos de madeira. na proporção de uma parte de P. com sabão especial e água à vontade. de superfície pastilhada. A colocação sobre pisos plásticos é bem simples. a orientação é a de que se aplique uma primeira demão de regularização com a dosagem de uma parte de P. Ela ataca o adesivo fazendo com que as placas se soltem ou apareçam bolhas na sua parte inferior.Em imóveis que já possuem revestimentos. principalmente daquelas que ficam encostadas nas paredes e que não devem possuir dimensões menores que 10cm e não superiores a 25cm. mas nestes casos é interessante que seja feita uma consulta junto aos fornecedores.A.V. (1:8).

por suas qualidades acústicas e pela segurança que proporciona sua superfície antiderrapante. 202 . supermercados. Os de assentamento com argamassa são recomendados para locais de tráfego intenso.a) . mas a livre utilização do piso é aconselhada somente após seis dias.5cm. através de espátulas dentadas e o posicionamento das peças são feito posteriormente. que também será espalhada na parte inferior das chapas do piso. A fixação do piso colado é feita com adesivo e não é recomendado para locais úmidos ou sujeitos a lavagem. b) – Execução Os pisos de fixação com cimento são colocados sobre a base preparada. para evitar problemas de alinhamento entre as estrias da superfície das placas. A passagem sobre elas é permitida após 72 horas da colocação. recentemente. uma a uma. em áreas internas ou externas. É fornecido com superfície pastilhada. Embora recomendada essa espessura possa sofrer modificações a critério do engenheiro. de maneira uniforme e recobri-lo com uma argamassa no traço 1:2. Se opção for pelo piso estriado. estações rodoviárias. Depois disso. No entanto. indicado para o uso mais pesado. passarelas públicas e. com 15 mm de espessura. Em seguida o espalhamento do adesivo é feito conforme as técnicas já conhecidas. estriada ou lisa. piscinas internas e áreas de rampa. A pastilha em relevo. é recomendável que seja disposto pelo sistema de juntas de amarração. este procedimento é feito com adesivos plásticos comuns. previamente preenchidas com argamassa. Está sendo colocada no mercado uma linha especial. contra a umidade. São fabricados em duas espessuras: o de 9 mm para locais de acesso público restrito como escolas. deve-se dispor as placas. Uma opção para se evitar o problema é a utilização de adesivos com base epóxi. Para tanto basta molhá-lo com água. e espessura de 4. Além disso.5mm. exige-se a garantia de um perfeito desempenamento da superfície. em quantidade suficiente para preencher todas as cavidades existentes. na Europa. mas a colocação ficará comprometida se for empregado em ambientes sujeitos a lavagem. devendo ser utilizado somente em áreas internas. foi reduzida para permitir a movimentação de móveis. A colocação pode ser iniciada até dois dias após a execução do contrapiso. em locais de grande movimentação como aeroportos. que deve estar bem nivelada e sem defeitos. estações de metrô e trem. simplesmente apoia-se a chapa sobre ele. O outro é chamado piso industrial.Desempenho É indicado para áreas de grande fluxo de pessoas. corredores. Quando a colocação é feita simultaneamente com a preparação da argamassa de assentamento. em suas posições. O procedimento de colocação iniciase pela verificação das condições da base. onde deve ser espalhada uma argamassa no traço 1:3 (cimento e areia) e espessura mínima de 3. para aplicação em escritórios. principalmente em regiões de rampa e escada. é fabricado em duas linhas básicas: pisos de assentamento com argamassa e pisos colados. batendo levemente com uma desempenadeira para permitir o seu perfeito posicionamento. No caso do piso fixado com adesivo. vem sendo utilizados até em estábulos e indicado inclusive para usinas hidrelétricas. neste caso.

Além disso. O produto proporciona um acabamento texturizado. São placas de piso com espessuras de 2 mm nas dimensões de 0. as placas fixadas com argamassa soltarem-se. saltos de sapatos. as placas podem ser aplicadas sobre tacos de madeira ou pisos frios. Não é recomendado que a superfície fique 203 . cujo líquido penetre nas juntas entre as placas e elimina as molduras formadas pela poeira. As bases podem ser cimentados. recobertos com material melamínico. Quando a base apresentar lombadas ou concavidades. são produzidas borrachas com resistência a qualquer tipo de produto. Possui resistência contra as marcas deixadas por equipamentos pesados. recomenda-se que o serviço seja refeito de forma a eliminar estes problemas. ladrilhos e outras. sob um rígido controle de temperatura. cargas móveis. É de difícil penetração.6m por 0. deve-se remover a massa do contrapiso e substitui-la por uma nova camada a fim de garantir a reposição da placa.08m x 1. seja por má fixação ou pressa na utilização.-Execução A base ideal para a aplicação dos laminados é formada por uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 bem desempenada e com superfície acamurçada.Pisos laminados As chapas de pisos laminados são produzidas através da prensagem de papéis impregnados com resinas fenólicas. 8. Após o término da obra recomenda-se uma limpeza com escova e a aplicação de uma demão de cera solúvel apropriada de cor preta. Nestes casos. a massa deve estar bem curada e isenta de umidade por infiltração. Alguns problemas que podem ocorrer são: contrapiso esfarelando ou apresentando trincas e rachadoras.Desempenho Recomendado para ser aplicado sobre quaisquer superfícies. a) . antiderrapante. Não é absorvente. assoalhos.25m. desde que estejam em boas condições e para isso é interessante que se faça uma verificação minunciosa no local.8 . b) . A manutenção é feita com cera vegetal de boa qualidade e o brilho é conseguido pelo emprego de enceradeira.2m por 3. não apresenta porosidades e é antialérgico. resiste bem aos agentes químicos. desde que estejam niveladas e sem falhas. cerâmicos.Cuidados e conservação Se por qualquer motivo.c) .3. dissipa a eletricidade estática e não acumula poeira. O produto normal não resiste à ação de agentes químicos. isto é. No entanto. desde que se faça uma encomenda especial. a orientação é que se refaça todo o trabalho de colocação.6m. O resultado é um produto que possui alta resistência ao desgaste e umidade. mas casos especiais de utilização. encontradas também em réguas com larguras de 0.3m e 0. como solventes. a orientação é no sentido de eliminar as mesmas por lixamentos superficiais ou então com o preenchimento do local com argamassa de cimento e areia. esteja ela revestida ou não. detergentes e tintas. tacos. Além disso.

uma demão de mistura em partes iguais de cola e diluente. Em áreas molhadas ou em hospitais . sobre a face decorativa da chapa. na superfície a ser revestida e na chapa laminada. 204 . melhorando consideravelmente a durabilidade e manutenção. atingindo a metade da espessura da chapa. A operação de marcar a placa exige cuidado. que é feito ao se marcar com um lápis. no entanto.onde a vedação das juntas é obrigatória . é aconselhável a eliminação da mesma. aumenta-se a pressão. A limpeza pode ser feita normalmente e não precisa de cuidados especiais. Devem ser armados. 8. Para o desgaste lateral. os materiais a serem empregados o posicionamento das armaduras. ajustando as mesmas às dimensões desejadas. espalha-se o adesivo com uma espátula sobre as duas faces que serão coladas. A técnica de cortar e recortar as placas deve merecer cuidado. pois a perfeita junção entre elas depende deste trabalho. Em seguida. Sempre deve-se prever um espaçamento adequado a fim de permitir a dilatação das placas. Antes porém. Depois disso. o colocador deve. seja ela de ordem interna ou externa. Após a evaporação do solvente. usa-se a plaina. pois o desvio do instrumento com que se risca pode inutilizar a parte decorativa. Se. a lima e a lixa.8 – Piso de Concreto Utilizado principalmente para pisos Industrial interno ou externo. não deverá apresentar defeitos. for necessária a descolagem de uma placa. posto de gasolina.. assegurando a boa fixação.Cuidados e conservação Se o produto for aplicado de acordo com as recomendações. a análise do terreno de fundação. deve-se espalhar sobre a base.geralmente se utilizam vedantes especiais elásticos que possam ser aplicados diretamente sobre as juntas. a concretagem a cura e o controle de qualidade dos pisos.não deve grudar nos dedos . Não é necessário o uso de cera.Colocação A utilização de técnicas e ferramentas adequadas para a operação de colocação dos pisos laminados é um fator importante para garantia do serviço executado. com o auxílio de uma régua e do riscador. garagens de edifícios etc.3. Em áreas que possuem umidades. isto é feito com o auxílio de um formão para levantá-la e um borrifador que injeta diluente sobre o adesivo e facilita a descolagem. Após a secagem. isto é. c) . com um martelo ou rolete de borracha. fechando os poros da superfície. Devem ser cercados de todos os cuidados possíveis para a sua boa execução e utilização como: o cálculo estrutural. a linha onde se quer cortar. A separação entre as partes é feita vergando-as para o lado decorativo até que se parta o sulco aberto. o ideal é encontrar uma textura satisfatória. d) . a placa deve ser colocada em sua situação definitiva e precionada a partir do centro para as bordas de modo a permitir a colagem. pois o brilho característico do produto é restaurado com a simples passagem de um pano úmido.lisa ou áspera demasiadamente. o estudo das juntas. que é verificada através de um teste simples . marcar e aprofundar o risco. A cola deve ser aplicada nas duas faces.

A função deste isolamento é evitar que a infiltração de água pelas juntas prejudique a sub-base. JRS – O processo construtivo utilizado nos dias de hoje. construtivas (JRC) ou serradas (JRS) JRC – São juntas construtivas onde a largura da placa é limitado pela armadura distribuída. estar posicionada a 1/3 da face superior da placa.25 MPa – Uso industrial geral: veículos com pneumáticos. Em geral este tempo é de cerca de 10 horas após o lançamento do concreto. 205 . garagens. deve-se iniciar o corte das juntas transversais de retração (JRS). pois permitem a redução considerável do número de juntas. pois se não forem adequadamente projetadas e executadas.0cm. no entanto ter descontinuidade estrutural ( utilização de barras de transferência ). . utilizar armadura ( tela soldada ) adicional a 3. Resistência mínima do concreto: . porem representam pontos frágeis no piso. prevê a concretagem em faixas e limitadas em sua largura pelas juntas construtivas (JRC). Após o processo de acabamento do concreto. • Juntas de Expansão (encontro) situada nos encontros dos pisos com peças estruturais ou outros elementos que impedem a movimentação dos pisos. quadras esportivas etc.20 Mpa – Pedestres e carros. e também evitar a absorção de água pela subbase.0cm da face inferior da placa. obrigatoriamente. podemos adotar o seguinte: Sub-base preparada preferencialmente com brita graduada tratada com cimento sendo 40% de brita 1.Slump entre 5 a 10 cm As juntas têm a função de permitir as movimentações de contração e expansão do concreto. condições moderadas de ataque químico.Para os pisos armados pouco solicitados. dando tempo para realizar o acabamento. O corte deve ter no mínimo 40 mm. ser maior do que 1/6 da espessura da placa e menor do que ¼ da espessura da mesma (RODRIGUES. sem. escritórios. pelos equipamentos e métodos executivos. 1998). a fim de assegurar a sua homogeneidade. podendo ser: • Juntas de Retração longitudinais e/ou transversais. O isolamento entre a placa e a sub-base. O posicionamento da armadura deve ser efetuado com espaçadores soldados (como as treliças) para as telas superiores. A armadura ( de preferência tela soldada ) deverá. 20% de areia fina e 6% de cimento em peso. lojas . - - - - A junta é a descontinuidade do concreto e da armadura. com recobrimento máximo de 5. O material deve ser lançado e espalhado com equipamentos adequados. 40% de brita 2. Quando não se tem certeza de um preparo confiável do solo. deve ser feito com filme plástico (espessura mínima de 0. como nos salões comerciais. Os pisos armados têm vantagens sobre os pisos de concreto simples.15mm) como as denominadas lonas pretas. Nas regiões de emendas. deve-se promover uma superposição de pelo menos 15 cm. podem provocar deficiência estrutural bem como infiltração de água e outros materiais.

1998). Figura 8. isto faz com que o piso trabalhe independente das outras estruturas existentes.20 – -Selante para junta de construção 206 . Nos casos de pilares e pequenas aberturas nos pisos.19 – Junta de expansão tipo diamante As juntas tipo serradas deverão ser cortadas logo após o concreto tenha resistência suficiente para não desagregar e ter profundidade mínima de 3cm. também conhecida como junta tipo diamante (RODRIGUES. 8.19. No caso das juntas de construção (para a formação do reservatório do selante). Figura 8.21).20. normalmente utiliza-se a solução apresentada na figura 8.As juntas de expansão são fundamentais para isolar o piso das outras estruturas. somente poderão ser serradas quando for visível o deslocamento entre as placas. A selagem das juntas deverá ser feita quando o concreto estiver atingido pelo menos 70% de sua retração final (Figura 8.

0m. tanto no plano vertical como no horizontal e concomitantemente ao eixo da placa.0m. onde as juntas serão serradas após 10 horas do lançamento do concreto (Figura 8.5 a 15 cm de espessura e. podendo ser empregada apenas em trabalhos muito simples. para pisos de 12.22). pois acabam formando vazios entre o aço e o concreto. . Os conjuntos de barras devem estar paralelos entre si. A prática de enrolar papel de embalagens de cimento.5. placas de no máximo 5. OBS: . A recomendação para as placas de concreto simples.Figura 8.0m.Quando utilizarmos barras de transferência as mesmas devem trabalhar com pelo menos uma extremidade não aderida. para pisos de 15 a 25 cm de espessura. que só serão concretadas 24 horas após ou em faixas. para pisos de 10 a 12. lona plástica ou mangueira na barra é prejudicial aos mecanismos de transferência de carga. A concretagem pode ser executada de duas maneiras: em dama (xadrez).Atualmente. sistema mais antigo. para permitir que nos movimentos contrativos da placa ela deslize no concreto.21 – Selante para junta serrada O espaçamento das juntas podem ser: Piso não armados: • • • placas com no máximo 3. 207 . sem gerar tensões.Para que isso aconteça metade da barra tem que estar com vaselina industrial para impedir a aderência ao concreto. placas de no máximo 8.5cm de espessura. onde a concretagem é efetuada isoladamente das placas vizinhas. a concretagem em dama deve ser evitada. Piso armado: placas com comprimento até 30m. é de que a relação entre a largura e o comprimento seja na ordem de 1:1.

Detalhes da execução do piso de concreto 208 .22 .Figura 8.

A regularização da superfície do concreto é fundamental para obtenção de um piso com boa planicidade. O desempeno mecânico do concreto (floating) é executado com a finalidade de embeber as partículas dos agregados na pasta de cimento.Acabamento superficial: O acabamento superficial é formado pela regularização da superfície. que deverão ser mantidos permanentemente úmidos pelo menos até o concreto ter alcançado 75% da sua resistência final. . A cura química deve ser aplicada à base imediatamente ao acabamento podendo ser de PVA. Nesta etapa. 209 . lisa e dura. O equipamento é om mesmo empregado no desempeno mecânico. visto que podem danificá-la na sua colocação.. O alisamento superficial ou desempeno fino (troweling) é executado após o desempeno. e pela texturização do concreto. além disso. por não ficarem firmemente aderidos ao concreto. A operação mecânica deve ser executada quando o concreto suportar o peso de uma pessoa. uma nova aplicação do rodo de corte proporciona acentuada melhoria dos índices de planicidade e nivelamento. Deve ser efetuada com ferramenta denominada rodo de corte. formam uma câmara de vapor. remover protuberâncias e promover o adensamento superficial do concreto. deixando uma marca entre 2 a 4 mm. quando o material está um pouco rígido. para produzir uma superfície densa. que condensando pode provocar manchas no concreto. Poderão ser empregados os filmes plásticos. Deve ser aplicado no sentido transversal da concretagem. algum tempo após a concretagem. Para a sua execução. mais exigem maior cuidado com a superfície. constituída de uma régua de alumínio ou magnésio. Seu uso irá reduzir consideravelmente as ondas que a régua vibratória e o sarrafeamento deixaram. fixada a um cabo com dispositivo que permita a sua mudança de ângulo. preferencialmente dupla. acrílico ou outro composto capaz de produzir um filme impermeável. com a diferença de que as lâminas são mais finas. Na cura úmida deverão ser empregados tecidos de algodão ou sintéticos. Devem ser empregadas acabadoras de superfície. a superfície deverá estar suficientemente rígida e livre da água superficial de exsudação.Cura: A cura do piso pode ser do tipo química ou úmida.

esteja seca do tipo “farofa" no ato da sua aplicação. assentados com cola. 3 . 4 .ANOTAÇÕES 1 . • As cerâmicas podem apresentar pequenas variações nos tamanhos e na sua tonalidade.Verificar sempre se a argamassa de regularização para pisos. e a mesma deverão coincidir com as juntas estruturais efetuadas no contrapiso.). que auxiliam na redução das fissuras. 5 – Cuidados na aquisição de revestimentos cerâmicos: • Verificar ao receber o produto a tonalidade o PEI e se todas as caixas são do mesmo lote e têm a mesma classificação.Nos pisos de concreto pode ser adicionadas fibras (de aço. 2 – Mesmo em áreas pequenas devemos prever as juntas entre os pisos e as paredes. • Retirar das caixas somente as cerâmicas que serão assentadas. sintéticas etc. • As cerâmicas não devem ser molhadas se forem assentadas com cimento colante. 6 – Cuidados na utilização das cerâmicas: • As cerâmicas devem retornar a cor natural após secarem. 210 . • O tardoz deve estar isento de pó ou outro material solto que impeçam sua boa aderência. Cuidado. Para cada tipo de piso deve-se estudar a junta mais indicada.Nas colocações de pisos em grandes áreas deve-se prever juntas de dilatação(expansão).

O veículo de uma tinta é constituído por resinas.TINTAS A tinta é uma composição líquida.SEUS TIPOS Aqui são relacionados os tipos comumente encontrados na construção civil classificado de acordo com os veículos utilizados em sua formulação. além de exercer função sanitária e influir na distribuição da luz. quando aplicada sobre uma superfície. sendo responsável pela formação da película protetora na qual se converte as tintas depois de seca. enquanto que os inertes (ou cargas) encarregam-se de proporcionar outras características. 9. etc. Uma tinta pode conter vários pigmentos. queima de cal em vasilhame limpo e passagem da pasta através de uma 211 .1 . • Classificar corretamente os vidros. aguarrás. Os pigmentos ativos possuem função de conferir cor e capacidade de cobertura a tinta. tais como lixabilidade. visando à facilidade de aplicação. 9. etc.09 . Caiação . dureza.1 . veículo. para facilitar o empastamento dos pigmentos. cetonas. etc.TINTAS E VIDROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. • Especificar corretamente o esquema de pintura. Os pigmentos são partículas sólidas (pó) e insolúveis. ativos e inertes. O usuário emprega o solvente para adequar a tinta às condições de pintura. além de ser desinfetante. Sua composição básica inclui pigmentos. pigmentada que. • Especificar corretamente o preparo das bases para a aplicação das tintas. Os solventes são utilizados pelo fabricante nas diversas fases da fabricação da tinta. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de tinta ideal para a sua edificação. • Especificar corretamente a colocação dos vidros. facilitar a fluidez dos veículos e das tintas prontas. torna-se uma película protetora e decorativa. alastramento. xilol. na fase de enlatamento. Entre os solventes mais comuns encontram-se a água. álcoois. é a caiação a pintura mais indicada para as paredes por ser mais econômica que as demais. para regular a viscosidade da pasta de moagem. consistência.1. de fácil execução. Podem se divididos em dois grandes grupos.Nas construções rurais. solventes e aditivos. • Verificar a qualidade das tintas. No preparo da tinta recomendam-se os seguintes cuidados: cal de boa qualidade.

Apresenta-se em dois componentes: tinta e catalisador. quanto ao brilho. não apresenta odor pútrido e nem expelir vapores tóxicos. Tinta Óleo . Este fato faz com que as tintas acrílicas sejam recomendadas. à base de acetato de polivinila (P.. resultando uma película uniforme. a tinta deve satisfazer às seguintes condições: não apresentar excesso de sedimentação. Rendimento e cobertura são dois conceitos distintos. cor e espessura. à base de emulsões acrílicas. de óleos secativos e solventes.V. adicionam-se à cal produtos impermeabilizantes. para superfícies externas. . a tinta precisa se espalhar facilmente.peneira fina. três demãos. no mínimo. 9.A. Na superfície interna da embalagem não deve haver sinais de corrosão.é uma tinta em solução. separação de pigmentos ou formação de pele (nata). devendo as marcas destes acessórios desaparecer logo após a aplicação da tinta. Látex P. coagulação.é uma tinta aquosa. ou seja. que conferem a tinta maior resistência ao intemperismo.é uma solução de resinas poliuretânicas.é uma solução à base de borracha clorada.V.é uma tinta à base de resinas alquídicas. Esmalte Sintético . pincéis grandes. O outro se refere à capacidade da tinta de cobrir totalmente a superfície (contraste e cor). No momento de aplicação. de grande resistência à abrasão. Aplicação: brochas. à base de resinas epóxi. de alta plasticidade e de grande resistência à água. qualidade e quantidade de resinas e de pigmentos utilizados na formulação da tinta. no caso de aplicação de cores.SUA QUALIDADE Ao se abrir uma embalagem pela primeira vez. Quando é necessária maior proteção contra a infiltração de água da chuva. sendo que. preferencialmente. A adição da água deve ser em quantidade necessária para obter-se uma pasta maleável. esta capacidade é medida em número de demãos. Há necessidade de. Verniz Poliuretano .é semelhante ao esmalte sintético. Tinta de borracha Clorada . com preponderância do teor Tinta Epóxi . O primeiro expressa a relação entre a área pintada e o volume de tinta gasto (l/m²).1. em solventes alifáticos.2 .A.é também uma tinta aquosa. É 212 . um leite de cal mais ou menos denso.. etc. torna-se homogênea mediante agitação manual. Na prática. Látex Acrílico . Nas caiações em paredes externas. a primeira demão deve ser branca.). empedramento. galeificação. de maneira que o rolo ou pincel deslizem sem resistência (suavemente). se junta à tinta certa quantidade de óleo de linhaça para melhor aderência da pintura. Estas duas propriedades estão intimamente ligadas ao tipo. óleo.

213 . em seguida. pintada pela primeira vez. bem como suas propriedades de proteção. usando lixa de grana adequada. Este procedimento resultará nos seguintes benefícios: fixação de partículas soltas. Se a tinta for aplicada sobre o reboco mal curado. cheia e fechada. na variação destes elementos. precisam prevenir o desenvolvimento de organismos biológicos . proteção do acabamento contra alcalinidade do reboco. causando o descascamento. os tipos de tinta mencionados devem ser armazenados em locais secos e ventilados. sem a qual se tornará pulverulento sob a película da tinta. eliminar o brilho de qualquer origem. aumentando a coesão da superfície. comuns no uso doméstico. não pode apresentar formação de pele e os problemas já mencionados anteriormente. deve ser lixada para que sejam eliminadas as farpas. Rebocos deficientes. sabão ou mofo.PREPARAÇÃO DA SUPERFÍCIE A adequada preparação da superfície é fator tão importante como a escolha de bons produtos para a sua pintura. Além disso. Assim... apresentam superfície poucas coesas. Após a secagem. isenta de poeira. as pequenas imperfeições (rasas) devem ser corrigidas com massa corrida (em reboco interno) ou massa acrílica (em reboco externo). não sujeitos a grande variação térmica. As tintas devem ser laváveis.fungos e bactérias.1. A melhor tinta é aquela que demora mais para calcinar. enxaguar a superfície. com pouco cimento. porque a impermeabilidade da tinta dificultará a saída da umidade e as trocas gasosas necessárias à carbonatação do reboco. atendendo às recomendações de temperatura do fabricante. gordura. provavelmente a pintura descascará. etc. seca.justamente aqui. o que os pode ser feito em laboratório. A superfície de madeira. com diluição de até 15% de diluente e corrigem-se as imperfeições com massa a óleo. água sanitária. com alto poder de penetração e grande resistência à alcalinidade natural do reboco. Os seguintes cuidados devem ser observados: ela deve ser limpa. após um ano da data da fabricação. recomenda-se aplicar uma demão de fundo à base de solvente. 9. Em seguida aplica-se uma demão de fundo branco fosco. a tinta armazenada na embalagem original. A durabilidade de uma tinta refere-se à resistência à ação do intemperismo ao longo do tempo. raspar ou escovar as partes soltas ou mal aderidas. é preciso aguardar que ele esteja seco e curado. Neste caso.3 . corrigir com argamassa as imperfeições profundas da parede. apresentar resistência à ação de agentes químicos. fato que pode ser verificado ao se esfregar a mão sobre o reboco. lixa-se novamente. desbotar. constatando-se a existência de partículas soltas (grãos de areia). perder sua boa aparência. removendo-se a poeira e aplicando-se o acabamento. deve-se utilizar água morna com detergente para eliminar manchas de gordura. tais como detergentes. Antes de iniciar a pintura sobre um reboco novo. aplicar uma solução de água com cerca de 25% de água sanitária para remover as partes mofadas e. A qualidade também depende do tipo da tinta e a maneira de se medir previamente a durabilidade de uma tinta é através de testes de imtemperismo acelerado. Normalmente. que se têm as maiores diferenças de qualidade entre as tintas no mercado. uniformização da absorção da superfície e aumento do rendimento do acabamento.

deve-se aplicar massa corrida em camadas finas e duas demãos de tinta látex. Na repintura. escadarias. Quando se pretende um acabamento acrílico texturado. lixa-se para nivelar a base e aplica-se o acabamento. duas demãos de esmalte sintético brilhante. . deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. apenas utilizando-se de tinta látex acrílica. com diluição de até 10% de água. A repintura sobre superfícies críticas. uma demão de liqui-brilho. No caso de envernizamento da madeira. calcinado. com diluição de 20 a 30% de água. recomenda-se observar atentamente as orientações sobre a preparação da superfície. No entanto. finalmente. uma demão de látex textura acrílica. ele é aplicado a frio e transforma quimicamente a superfície do ferro ou oxidos nela existentes em fosfatos inertes do ponto de vista da corrosão. O acabamento convencional sobre rebocos (interno e externo) requer uma demão de tinta látex (P. dispensando-se aplicação de fundo branco fosco. mas sim selador para madeira. com diluição de 10% de água (usar rolo de espuma). uma demão de látex textura acrílica. No acabamento liso de áreas molháveis . ou caiação. No externo processe-se da mesma forma. lixa-se e se aplica o verniz. No acabamento liso interno. Quando se deseja resistência superior e maior durabilidade do acabamento. para que a 214 . com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e.deve-se aplicar massa acrílica em camadas finas.ESQUEMA DE PINTURA Qualquer que seja o esquema de pintura a ser aplicado. aplicam-se duas demãos de tinta látex acrílica sobre a textura acrílica. deve-se usar uma demão de látex textura acrílica com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. etc. descascando. podendo haver significativas variações. Quando se pretende um acabamento texturizado. aumentando o brilho da superfície. impedindo o aparecimento de ferrugem. elimina-se a ferrugem e aplica-se o fundo apenas nas partes onde a superfície metálica esteve exposta.Na repintura sobre madeira. etc.A. látex em mau estado. o procedimento é semelhante ao da primeira pintura. não se aplica fundo branco fosco e nem massa a óleo. de alto poder de penetração. e aplica-se fundo a base de zarcão ou óxido de ferro e pintar.banheiros. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda até 5%. O número de demãos e as indicações sobre a diluição das tintas baseiam-se em produtos de boa qualidade. eliminar o pó e aplicar o fundo à base de solventes (1). duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água.4 .1. fazer os reparos. isto é. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda com até 5%. Após a secagem. bem diluída (com até 100% de água). duas demãos de esmalte sintético brilhante. lixar a superfície. Outro produto conhecido como Neutralizador de Ferrugem. convenientemente diluído. recomenda-se seguir a orientação do fabricante. No acabamento texturado em corredores. com diluição de 20 a 30% de água. ou acrílica). com a finalidade de facilitar a limpeza. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã) .V. deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. cozinhas. deve ser efetuada removendo-se as partes soltas com espátula. Para a pintura nova sobre ferro é necessário remover-se a ferrugem. 9. utilizando lixa ou escova de aço. já que existe uma grande diferença de qualidade entre as tintas disponíveis no mercado. finalmente. pode ser usado antes de aplicarmos o zarcão.

esta segunda demão de textura acrílica deve ser aplicada com diluição de até 10% de água. os fabricantes recomendam que se efetuem reparos necessários com a mesma massa. com diluição de 20 a 30% de água. fissuradas ou orifícios. de alto poder de penetração e resistência à alcalinidade. entretanto. pois a tinta menos diluída tenderá a encher tais depressões. o que facilita a aplicação da pintura. No acabamento direto sobre bloco de concreto (interno ou externo). com diluição de 20 a 30% de água. som diluição de 20 a 30% de água. deve-se aplicar uma demão de silicone. Caso isto ocorra. Nas superfícies de litocerâmica não esmaltada ou de tijolo à vista aplica-se massa de assentamento adequadamente frisada. não apresentando falhas. Se isto ocorrer. Para maior resistência e durabilidade do acabamento. Em seguida.A.A.P. duas demãos de tinta látex acrílica. ou acrílica .V. recomenda-se especial atenção no sentido de que os frisos da massa de assentamento não sejam profundos e de que não haja irregularidades acentuadas (buracos) na superfície dos blocos. 215 . a umidade penetrará. ou acrílica). Preferencialmente. resultando um aspecto final semelhante à própria textura do bloco (usar rolo de lã). No concreto aparente deve-se eliminar os eventuais resíduos de substâncias desmoldantes utilizadas para retirar as formas para concreto. a pintura do lado externo aumentará a vida útil da telha. esta primeira demão deve ser feita com pincel. (usar rolo de espuma). Na face externa das telhas de fibrocimento. Neste caso. uma demão de látex textura acrílica. o que aumentará a impermeabilização da superfície. aplicam-se duas demãos de tintas látex . prejudicando a pintura interna. de acordo com as instruções do fabricante. Além disso. diluído com até 100% de diluente.superfície não se torne brilhante. o que aumenta a impermeabilização sem alterar o aspecto. Se forem profundas. dispensa-se a aplicação de fundo à base de solventes. Em seguida aplica-se uma demão de látex textura acrílica. recomenda-se também consultar os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). Para proporcionar brilho e mais resistência a estas superfícies.. fissuras ou orifícios.com diluição de 20 a 30% de água. deve-se aplicar duas demãos de tinta acrílica. Lixa-se a superfície e em seguida aplica-se silicone. Em seguida. A massa de assentamento não deve apresentar falhas. Para obter um acabamento texturizado. Nas barras lisas de cimento (internas e externas) recomenda-se aplicar duas demãos de tinta látex acrílica. recomendase aplicar mais duas demãos de tinta látex (P. devem-se efetuar os reparos necessários com a mesma massa. Eventuais reparos precisam se efetuados com nata de cimento ou massa acrílica principalmente nos casos em que se deseja pintá-la. que não é aconselhável pintar apenas a superfície interna da telha. conforme orientação do fabricante. sem alterar o aspecto. poderá haver trincamento na textura acrílica. pois não havendo impermeabilização na face externa. Se isto ocorrer. sobre a massa de assentamento (frisos). com diluição de 30 a 40% de água. Deve-se observar.V. recomenda-se aplicar mais duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água. deve-se consular os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. lixa-se levemente para quebrar o brilho. Para que a superfície se torne brilhante e mais resistente. Quando se deseja pintar o concreto aparente. Para a pintura da face interna. Para maior resistência e durabilidade. com o auxílio de detergentes ou removedores à base de aguarrás. recomenda-se frisar a massa de assentamento de maneira que os frisos sejam rasos. deve-se aplicar uma demão de fundo à base de solventes.

infiltração de águas pluviais e má impermeabilização de alicerce. são aplicadas duas demãos de esmalte sintético brilhante. A causa é a umidade. Para a correção. A prevenção. cuja solução é simplesmente aguardar a secagem total da parede. A primeira demão deve ser diluída com até 15% de diluente e a segunda com até 5%. antes de pintar o reboco. sendo que este último não é recomendado para superfícies externas. se houver apenas eflorescência. Nas superfícies de ferro. antes de iniciar a pintura. A secagem se dá pela eliminação da água sob forma de vapor. A eflorescência manifesta-se pelo aparecimento de manchas esbranquiçadas na superfície pintada. neste caso. Primeiro é necessário eliminar a umidade.CUIDADOS NA APLIAÇÃO DAS TINTAS Nas superfícies de reboco ocorrem muitos problemas em função de umidade. A causa deste problema reside no fato de a tinta ter sido aplicada antes que o reboco estivesse curado. No primeiro envernizamento da madeira normalmente são necessárias três demãos de verniz brilhante ou fosco. que arrasta o hidróxido de cálcio do interior para a superfície pintada. é aguardar até que a parede esteja seca e curada. desagregamento e saponificação. Aqui é tratado apenas. A primeira demão de esmalte pode ser diluída com até 15% de diluente e a segunda. O desagregamento manifesta-se pela destruição ou descascamento da pintura. aplicar a tinta. preparar a superfície e depois. sendo que o fosco não é recomendado para superfícies externas. A carbonatação (cura) do reboco se dá pelo processo de reação do gás carbônico com óxidos metálicos provenientes do reboco que contém cal. e a segunda e terceira com 5 e 10% respectivamente. Para se prevenir este inconveniente. deve-se aguardar até que esteja completamente seco e curado. normalmente aplicando-se duas demãos de esmalte sintético brilhante. A correção pode ser feita da seguinte forma: raspam-se as partes de agregadas: corrigir as imperfeições profundas do reboco com argamassa. o que demora cerca de 30 dias. acetinado ou fosco. com até 5%. porém. é suficiente aguardar a secagem total da parede. que se torna pulverulento. Lixar levemente entre as demãos. 9. que a umidade sempre acarreta problemas na superfície.5 . É preciso lixar a superfície levemente entre as demãos. Também deve-se lixar levemente entre as demãos. Entretanto é oportuno lembrar que as causas mais comuns de umidade são: vazamento em encanamentos. onde se deposita. A diluição na primeira demão pode ser de até 20% de diluente. isto é. O reenvernizamento é feito normalmente com duas demãos. a tinta foi aplicada sobre o reboco ainda úmido. depois de preparadas adequadamente. lembrando-se de que este último é recomendado para superfícies internas. Observa-se. o caso de umidade proveniente de um reboco que ainda não estava seco. aplicar uma demão de fundo à base de solvente de grande resistência à alcalinidade e repintar. cura insuficiente e alcalinidade. acetinado ou fosco. sem desagregamento. causando a mancha. Estes "inimigos" da pintura podem acarretar inconvenientes conhecidos por eflorescência. podendo envolver também o substrato.1. sendo que esta última é a mais difícil de ser eliminada. 216 .Em pinturas sobre madeira devem ser observadas as orientações a respeito da preparação da superfície. que não podem ser resolvidos apenas com a pintura.

A causa da saponificação é a alcalinidade natural do reboco. A primeira demão deve ser bem diluída para penetrar na superfície. recomenda-se aplicar. na presença de um certo grau de umidade. antes da aplicação do reboco. de grande resistência à alcalinidade. Aplicar uma demão de fundo à base de solvente. e repintar. A saponificação manifesta-se pelo aparecimento de manchas na superfície pintada. podendo até ocorrer o escorrimento de óleo. Após estas providências. No segundo caso. O descascamento ou não aderência é causado por pintura sobre caiação. não haverá manchas. Como é difícil remover este tipo de tinta. de grande resistência à alcalinidade. Esta alcalinidade. se cair realmente uma chuva e não apenas pingos isolados. sempre pegajosa. sem esfregar. O caso de manchas causadas por pingos de chuva ocorre quando se trata de pingos isolados em paredes recém pintadas. escovar e lixar toda a superfície. provocando o descascamento ou a destruição da película de tinta P. a tinta deve ser diluída de acordo com as instruções do fabricante. eliminando as partes atacadas e as mal aderidas. ou pelo retardamento indefinido da secagem de tintas a base de resinas alquílicas. A cal não apresenta boa aderência sobre o substrato. rasas e sem continuidade ocorrem por duas razões: a primeira é o tempo insuficiente de hidratação da cal. raspando e lixando. de grande resistência à alcalinidade. reage com a acidez característica de alguns tipos de resina. A correção para tintas à base de resinas alquílicas é feita da seguinte forma: remover totalmente a tinta mediante lavagem com solvente. repintar. recomenda-se a correção das imperfeições com massa acrílica (externa e internamente) ou massa corrida (internamente). constituindo camada pulverulenta.aguardar a secagem e a cura. é necessário que ele esteja seco e curado.V. costuma-se aquecer a pintura com um maçarico até que ela estoure. aplicar uma demão de fundo à base de solventes. As trincas e fissuras. no primeiro caso. repintar. neste caso. Para se evitar possíveis defeitos decorrentes da alcalinidade. Torna-se oportuno esclarecer que. Aplicar duas demãos de fundo à base de solventes. uma demão de fundo à base de solvente. raspando-se em seguida. com água. A correção é efetuada com a lavagem de toda a superfície pintada. acarretando os defeitos já mencionados. Decorrem do fato de estes pingos trazerem à superfície os materiais solúveis. em seguida. a segunda é a camada excessivamente espessa de massa fina. estreitas. corrige-se a superfície com massa acrílica (interna e externamente) ou massa corrida (internamente) lixa elimina-se o pó e se repinta. sem prévia preparação da superfície. A correção é feita desta forma: abrem-se as fissuras com estilete.A. Aplica-se 217 . A prevenção. A superfície apresenta-se. ainda quente (este procedimento é somente aconselhável quando executado por profissionais experientes). A correção em ambos os casos deve ser efetuada com a raspagem ou escovagem da superfície até a total remoção das partes soltas ou mal aderidas. A correção para tintas do tipo látex é a seguinte: raspar. na primeira pintura sobre o reboco. Portanto qualquer tinta aplicada sobre caiação está sujeita a se descascar rapidamente. Para a sua prevenção sempre que se pintar sobre reboco. deve ser a não aplicação de tinta diretamente sobre a caiação. A causa do descascamento da tinta pode ocorrer também quando. E. a primeira demão não foi suficientemente diluída e/ou havia excesso de poeira na superfície. pela utilização do cimento e cal. previamente. em certos casos. Em seguida.

A primeira precaução é evitar tais madeiras. Outra hipótese da ocorrência dos mesmos problemas constata-se na repintura. lava-se a superfície com água em abundância para que sejam eliminados os resíduos de soda cáustica. em todos os casos. O retardamento indefinido da secagem e/ou manchas é causado pela migração de ácidos orgânicos e/ou resinas naturais características de determinados tipos de madeira. Recomenda-se consultar os fabricantes de tintas sobre cada caso específico. bem diluída. Isto acontece quando. deve-se raspar ou escovar a superfície até a remoção total da "pintura". principalmente em portas. no primeiro caso. como se fosse tinta. Estes casos são raros e de difícil solução. Não se deve utilizar massa corrida P. Cabe aqui observar que a massa corrida P. Aguardar a secagem total e repintar. repinta-se.A.então uma demão de fundo à base de solvente para melhorar a firmeza da superfície. A correção. Os mesmos problemas. Isto feito. O aparecimento de bolhas seguidas de descascamento em paredes externas geralmente é causado pelo uso indevido da massa corrida. deve ser feita com a remoção (raspagem) das partes onde ocorreu o fenômeno. óleo ou nicotina é feito com a lavagem da superfície por meio de solução de água com 10% de amoníaco ou detergentes que contém amônia. corrigem-se as imperfeições com massa acrílica e repinta-se.V. manchas. seja pela correção da superfície ou para "pintura". Em seguida repintar. sendo aplicada com rolo. recomenda-se retocar a superfície com massa corrida. A correção de manchas amareladas provocadas por gordura. Em seguida. Depois aplica-se uma demão de fundo à base de solventes. quando desejável. antes da repintura. aplicar uma demão de fundo à base de solventes (1) e repintar. 218 . Aguarda-se a secagem total da superfície e torna-se a pintar. deve ser feita pela remoção da massa corrida e a aplicação de uma demão de fundo à base de solventes. pode ser substituído pela aplicação de fundo à base de solvente. forem eliminados estes resíduos a partir da lavagem de toda a superfície. Este procedimento.A. No segundo caso. podem ocorrer na primeira pintura em paredes internas.V.V. Em seguida. provocando a sua dilatação. A correção é feita com a remoção total da pintura. com água em abundância. para corrigir imperfeições de madeira. A repintura sobre madeira impregnada com resíduos de soda cáustica (ou similares) utilizada na remoção da pintura anterior é uma segunda causa do problema que pode ser prevenido se. Trincas e má aderência geralmente ocorrem quando se utiliza massa corrida P. corrigir as imperfeições com massa acrílica e repintar. isto é. a poeira não foi devidamente eliminada da superfície e/ou a tinta não foi adequadamente diluída e/ou a massa corrida utilizada era muito fraca (com pouca resina). Se esta aplicação resultar uma película brilhante. não é indicada para superfícies externas. O certo é o emprego de massa a óleo. má aderência e trincas. Os problemas mais comuns em superfícies de madeira pintadas com tinta de sistemas alquímicos são os retardamentos da secagem. Em seguida. após o lixamento da massa. para este fim.A. quando a nova tinta aplicada umedece a película da tinta anterior. quebra-se o brilho lixando suavemente. bolhas e descascamentos. A correção. sobre massa corrida.

as condições ambientais. descasc amento.a alteração na cor e brilho da pintura é o resultado da ação de alguns agentes agressivos tais como radiação ultravioleta. A baixa permeabilidade ao vapor de água pode permitir o acúmulo de umidade sob a película.podem ocorrer pela preparação inadequada da base. etc. . água. que podem surgir sob e película ou sobre ela.preparação inadequada da base. .produto inadequado ao fim a que destina. neste caso. correção das imperfeições com massa a óleo. que provoca esforços originando os citados problemas. .A correção. empol amento.. aplicação de uma demão de fundo branco fosco bem diluído. empol amento. repintar. é feita com a eliminação da massa corrida. . intemperismo Manchas escuras na superfície fungos Umidade água 219 . .aplicação inadequada da pintura. Tabela 9.1 . umidade e temperatura podem favorecer o crescimento de fungos.pode estar associado ao ataque de álcalis ou ao surgimento de eflorêscencia pelo carreamento de sais solúveis em água através da parede. agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação DEFEITOS AGENTES Perda de água aderência. . Fendilhamento Fissuras e intemperismo POSSÍVEIS MECANISMOS DE DEGRADAÇÃO .podem ocorrer pela perda da capacidade de flexibilidade da película após a ação da radiação solar particularmente sua parcela de radiação ultravioleta.Defeitos observados. aplicação Alteração no aspecto . Normalmente ocorrem tanto no interior quanto no exterior da edificação nas faces com má ventilação e sem incidência de radiação solar direta. em seguida. lixamento e eliminação de pó para. sais. degradando o pigmento e veículo da pintura. .pode ocorrer pela presença de água sob a película de pintura. descasc amento Perda de sais álcalis aderência.a retenção de poeira pela pintura e a suspensão conseqüente lavagem pela chuva provoca o no ar surgimento de regiões manchadas. partículas em .

MATERIAL DE TRABALHO Podemos utilizar vários tipos de materiais e equipamentos para se efetuar uma boa pintura.vidros. ou mesmo contra contatos acidentais durante o período de secagem. somente deverá ser aplicada quando a anterior estiver adequadamente seca.1. A última demão de tinta deve proporcionar a superfície uma película de pintura uniforme. etc. A pintura recém-executada deve ser protegida contra a incidência de poeira ou de água. pisos.6 . 9.7 .. empregando-se removedor adequado. a menos que o fabricante estabeleça outro intervalo de variação para um tipo específico de tinta. e que não ocorra condensação de vapor de água na base a ser pintada. Cada demão de tinta subseqüente. de modo tal que o contato com a película. não provoque na mesma enrugamentos.Os salpicos que não puderem ser evitados precisam ser removidos enquanto a tinta ainda estiver fresca. etc. falhas ou imperfeições. As pinturas executadas em superfícies exteriores não devem ser efetuadas quando ocorrer precipitação pluvial.9. anteriormente aplicada. sem escorrimentos. desde que seja obedecida a variações de temperatura.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em madeira 220 . Também devem ser evitados escorrimentos ou salpicos de tinta nas superfícies não destinadas à pintura . com o transporte de partículas em suspensão no ar.1 . Segue abaixo algumas sugestões: • de madeira: Figura 9. De preferência.CONDIÇÕES AMBIENTAIS DURANTE A APLICAÇÃO Os serviços de pintura devem sempre ser realizados em ambiente com temperaturas variando entre 10ºC e 35ºC. As pinturas de interiores podem ser efetuadas mesmo quando as condições climáticas impeçam as do exterior.. alvenarias e concretos aparentes.1. a pintura em superfícies interiores deve ser realizada em condições climáticas que permitam que portas e janelas permaneçam abertas. descoloramentos. condensação de vapor d'água na superfície da base ou ventos fortes.

sem muito esforço físico. Proporcionam grande rendimento.rolos de lã: para aplicação de látex.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em metais Figura 9.2 .V.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em paredes NOTA Pincel ou Trincha? São praticamente a mesma coisa. 221 .A.• de metais: • parede: Figura 9. ou acrílico. Os pincéis têm sempre o corpo e o cabo redondos e às cerdas é dado um formato de acordo com a finalidade de uso. São mais comumente usados para trabalhos artesanais..rolos de espuma lisa: para aplicação de esmalte. madeira ou metal. P.. São mais usados para pinturas em paredes. As trinchas têm sempre o corpo e o cabo de forma retangular e achatada. os rolos são utilizados como segue: .3 . etc. Mais comumente. em alvenaria. Rolos? São indicados para pintura de grandes superfícies. . verniz ou óleo em madeira ou alvenaria interna.

A. Látex Acrílico Massa corrida P.Não utilizar verniz fosco ou esmalte fosco em superfícies externas.1.V.A Massa corrida acrílica Tinta à óleo Esmalte sintético Grafite Zarcão Massa à óleo Verniz Epoxy Silicone 9. em superfícies externas.A. e . g.Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade: TINTAS Látex P.Antes de pintar uma superfície.RENDIMENTOS Tabela 9.2 .V.Não utilizar massa corrida diluída com água como se fosse uma tinta de fundo. primeira demão de látex nas portas antes de aplicar o esmalte).1. O verniz ou esmalte brilhante são mais resistentes.V. b . c .Não utilizar produtos látex (P.9 .rolos de espuma texturizada: aplicação de látex ou tinta texturada em alvenarias..8 .Não aplicar tinta diretamente sobre paredes caiadas. certifica-se de que a mesma esteja adequadamente preparada e que a tinta a ser aplicada seja compatível com a superfície.V.A. 222 .RECOMENDAÇÕES GERAIS RENDIMENTO Galão ( 3. 9.6 l ) / DEMÃO 30 m² 30 m² 20 m² 20 m² 35 m² 40 m² 40 m² 30 m² 20 m² 35 m² 35 m² 30 m² a . f . d .Não pintar o reboco antes que o mesmo esteja completamente seco e curado.) e acrílico) sobre superfícies de madeira ou ferro (exemplos: massa corrida para corrigir imperfeições de portas antes de pintar.Não aplicar massa corrida P.

etc. cálcio.. nitrato de sódio. suporta pressões de 5.Classificação dos vidros (ABNT) TIPO Vidro recozido Vidro segurança temperado Vidro segurança laminado Vidro segurança aramado Vidro termo-absorvente Vidro termo-refletor Vidro composto TRANSPARÊNCIA Vidro transparente Vidro translúcido Vidro opaco ACABAMENTO DE SUPERFÍCIE Vidro liso Vidro float Vidro impresso Vidro fosco Vidro espelhado Vidro gravado Vidro esmaltad COLORAÇÃO COLOCAÇÃO Vidro incolor caixilhos Vidro colorido autoportantes mista. Na colocação em caixilhos utilizamos massa de vidraceiro para a sua fixação (Figura 9.. arsênico. corantes (óxido de cobalto-azul.4).. além do aspecto estético. Suas principais qualidades é a transparência e a dureza. Figura 9. obtida através do resfriamento de uma massa em fusão. óxido. magnésio. vidros finos: lâmpada. óxido de selênio-cinza) e sucata de vidro.800 a 10..2 . vidro plano: janelas. soda. O vidro em sua fabricação atinge uma temperatura de 800 a 1000° C. automobilística. O vidro colorido. os vidros podem reduzir o consumo energético de um edifício ou residência.3 . óxido de ferro-verde. cloreto de sódio.Exemplo de fixação dos vidros nos caixilhos 223 . Tabela 9. O vidro não é poroso nem absorvente. é ótimo isolador. possui baixo índice de dilatação e condutividade térmica.VIDRO O vidro é uma substância inorgânica e amorfa.9.. etc. O vidro é composto por: sílica.800 kg por cm².. Podemos utilizar o vidro da seguinte maneira: • • • • vidro oco: para garrafas. portas.4 . frascos. alumina. aparelhos eletrônicos. vidros curvos: usados na ind.

1 m Saco de areia de 500g 0. furos e recortes. apresentar fragmentos de pequenas dimensões e com arestas menos cortantes.81 m 2. rompendo-se. Podem ser feitas opacações leves e desenhos. conservando as características de transmissão luminosa.1 .PROPRIEDADES: • Tensão de ruptura: vidro comum 400 kgf/cm² vidro temperado 1470 kgf/cm² Figura 9.43 m 224 .VIDRO TEMPERADO Vidro temperado significa ter um vidro passado por um processo especial de aquecimento (em torno de 650° C.9. com menor risco de acidentes graves. não permite novos processamentos. A segurança reside no fato de. que o transforma num material extremamente forte. resistente aos choques mecânicos e térmicos.00 m Bolas de aço de 900g 0. de aparência e de composição química.2 m 1. .4 . que reforçam consideravelmente a resistência mecânica. O vidro temperado tem uma resistência mecânica cerca de quatro vezes superior à do vidro comum.).00 mm vidro comum vidro temperado Bolas de aço de 225g 0.Resistência ao impacto: Vidro espessura de 6.2.53 m 3. como cortes.Cargas nos vidros Tabela 9. seguindo de um rápido resfriamento. além de conferir-lhe as características de segurança. mas isto reduz sensivelmente a resistência do material. o vidro temperado. A têmpera gera no interior da chapa um conjunto de esforços de tração e compressão em equilíbrio.5 . IMPORTANTE: Depois de acabado.

Flambagem • • • Módulo de elasticidade: 700. enquanto o vidro comum rompe-se a uma diferença de 60° C. Figura 9.6 .Dimensões máximas de fabricação: tipo de vidro temperado temperado temperado diáfano diáfano espessura mm 6 8 10 8 10 dimensões máximas (cm) caixilhos e portas instalações 110 x 200 150 x 260 100 x 220 240 x 320 100 x 220 110 x 220 100 x 220 110 x 250 100 x 220 225 .7 . DADOS TÉCNICOS: Tabela 9.00 kgf/cm² Peso específico: 2.Impacto nos vidros • Resistência à flambagem: uma peça de 6mm de espessura de 100 x 35 cm suporta uma carga axial de 1000 kg.5 kg/m²/mm Resistência ao choque térmico : resiste a uma diferença de temperatura entre suas faces de até 220° C.5 .Figura 9.

8 e 10 mm verde 6.Posição dos furos em vidros temperados TIPOS DE VIDROS: O vidro temperado é oferecido nos seguintes tipos.8 .incolor 0.tolerâncias dimensionais: Em todos os casos. cores e espessuras: Vidro polido (cristal) . furos: O vidro temperado só pode ser furado antes da têmpera Tolerâncias para os diâmetros e localizações dos furos: a) diâmetro mínimo = espessura da chapa b) diâmetro máximo = 1/3 da largura da chapa c) posição dos furos: a distância mínima entre borda do vidro e a borda do furo deve ser 3 vezes a espessura da chapa. 10mm = 1/10 Figura 9.8 e 10 mm bronzes 6.8 e 10 mm Vidro diáfano incolor 8 e 10 mm cinza 8 e10 mm Vidro liso cinza 6. a tolerância é de ± 3 m/m para largura e comprimento.8 e 10 mm 226 ..relações largura/comprimento : 6mm = 1/4 8mm = 1/8 .

Tintas a óleo e alquímicas somente podem ser aplicadas sobre substrato totalmente seco e curados por 60 dias e sobre tinta de fundo resistente à alcalinidade. nem condensação de vapor no substrato. sem condições de secagem. 8. As pinturas internas devem permitir a abertura das portas e janelas. Cada película deve ser contínua.ANOTAÇÕES Quanto as Pinturas. 4. Tinta aplicada em ambientes externos deve possuir boa resistência à radiação solar. Evitar aplicação de tinta em superfície muito lisa. 7. lavando bem a seguir. sem sinais de contaminação e deterioração. Caso insuficiente. 13. 227 . 18. 5. A tinta aplicada em ambientes de elevada umidade não deve permitir nem favorecer a formação de vida vegetal. 17. As superfícies devem estar suficientemente secas e endurecidas. Não pintar com chuva. Remoção de sujeiras efetuada com água. Remoção de material eflorescente com escovação de cerdas macias sobre superfície seca. Evitar pintura sobre substratos de concreto ou argamassa curados por tempo insuficiente. nem em presença de ventos fortes. 14. com espessura uniforme e livre de escorrimentos. Cada demão deve ser aplicada quando a anterior tiver secado para evitar enrugamentos e deslocamentos. A tinta deve ser bem espalhada e a espessura de cada demão deve ser a mínima possível e a espessura do filme deve resultar da aplicação de várias demãos. 2. Remoção de contaminantes gordurosos com aplicação de solventes à base de hidrocarbonetos. 11. 1. Remoção de algas. 16. Aplicar tinta que forme película porosa e resistente a álcalis sobre substrato muito úmido. usar solução de fosfato trissódico com água. 6. 9. fungos e bolor com escovação de fios duros e lavagem com solução de fosfato trissódico. lavando bem a seguir. A pintura deve ser realizada com temperatura variando de 10 ºC a 35 ºC. Em substratos muito porosos. 15. 10. 12. 3. aplicar tinta de fundo para homogeneizar a superfície. Podem ser usadas tintas de acabamento diluídas.

b.fatores externos ao revestimento. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Saber analisar as manifestações apresentadas nos revestimentos. • Especificar os materiais ideais para os revestimentos. f.a argamassa do revestimento descola inteiramente da alvenaria. c. deslocando do emboço. com desenvolvimento de bolor.a superfície do revestimento apresenta vesículas com deslocamento da pintura.há formação de eflorescência na superfície da tinta ou entre a tinta e o reboco.a pintura acha-se parcial ou totalmente fissurada. Podemos observar nas edificações os seguintes fenômenos. Estes fenômenos podem se apresentar como resultados de uma ou mais causas. d.o reboco endurecido empola progressivamente. APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.há formação de manchas de umidade. • Especificar corretamente os reparos. d. e.a superfície do revestimento apresenta fissuras de conformações variada. 228 .tipo e qualidade dos materiais utilizados no preparo da argamassa de revestimento. deslocando da argamassa de revestimento. em placas compactas ou por desagregação completa.má aplicação de revestimento.10 – PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTOS. c. À preocupação do usuário com o custo do reparo do revestimento deve-se acrescentar a sensação desagradável do mesmo precisar coexistir com um ambiente visualmente antiestético. tais como: a. • Saber as causas prováveis das patologias dos revestimentos. prejudiciais ao aspecto de paredes e tetos: a. b.mau proporcionamento das argamassas. g. atuando sobre a argamassa de revestimento. Todos os tipos de danos de revestimento têm importância do ponto de vista da economia e satisfação do usuário.

A matéria orgânica pode ser a causa de formação de vesículas esporádicas. maiores.1. A retração nas primeiras 24 horas é controlada pela retenção de água que.1) Figura 10. Outra alternativa é a de 229 . De modo a contornar o problema.ANÁLISE DAS CAUSAS 10. em idades. mica. exceção feita à de chapisco. como agregado. tem como causa a presença de torrões argilosos. material pulverulento escuro.1 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS . costuma-se adicionar aditivo incorporador de ar à argamassas de cimento.1 . A desagregação do revestimento. concreções ferruginosas e matéria orgânica. a expansão pode ser resultante da formação de produtos de oxidação da pirita e das concreções ferruginosas . respectivamente . a areia natural essencialmente quartzosa. quanto à finura que regulará os níveis de retração por secagem.de hidratação de argilo-minerais montmoriloníticos ou de matéria orgânica. no interior de cada vesícula observa-se um ponto escuro (Figura 10. a retração aumenta com o teor de finos.10.Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados Agregados Em nosso meio é utilizada. Mas. A mica pode também reduzir a aderência do revestimento à base ou de duas camadas entre si. Dos efeitos observáveis. Cimento Não existe inconveniente quanto ao tipo de cimento. mas sim. por sua vez.1 .Vesícula formada no reboco. São particularmente prejudiciais impurezas tais como: aglomerados argilosos. é proporcional ao teor de finos. pirita.sulfatos e óxidos de ferro hidratados. por sua vez. No centro da vesícula. com excesso de finos na areia ou de mica em quantidade apreciável.

a cal virgem dolomítica tem velocidade de hidratação mais lenta. de hidratação da cal virgem. Se utilizada logo após a fabricação. observáveis nos primeiros meses de aplicação do reboco. cuja velocidade depende das condições de calcinação da matéria-prima. a expansão não pode ser absorvida pelos vazios de argamassa e o efeito é o de formação de vesículas. Comparativamente. A etapa intermediária. O inconveniente é o aumento de volume que acompanha a reação de hidratação. Existindo óxido de cálcio livre. melhorando a retenção de água e trabalhabilidade do conjunto.adicionar-se cal hidratada que aumenta o teor de finos.2 .Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno. Ao ser a hidratação do óxido de magnésio muito mais lenta. terminando pela sua regeneração no endurecimento da argamassa. como resultado da ação do anidrido carbônico do ar. ela se dá simultaneamente à carbonação. com efeitos diferentes. A hidratação retardada é a responsável pelo rasgamento do saco quando a cal é armazenada por tempo prolongado. na forma de grãos grossos. Cal A produção de cal virgem e de cal hidratada e o endurecimento da argamassa pertencem a um ciclo de reações que se inicia pela decomposição do constituinte principal da matéria-prima.2) Figura 10. pode continuar após o ensacamento. O revestimento endurecido empola gradativamente deslocando-se do emboço (figura 10. o aumento de volume causa danos ao revestimento. 230 . dá-se por uma reação contínua. Quando esta reação não é completa durante a extinção em fábrica. mais propriamente na camada de reboco. quer se trate do óxido de cálcio ou do óxido de magnésio presentes na cal. durante o amassamento e após a aplicação da argamassa. o carbonato.

Em camadas pouco espessas como as de reboco. a carbonatação é favorecida pela pequena espessura da camada.2 . 10. como já visto. a resistência da argamassa é função de uma proporção adequada. A incidência da chuva favorece o fenômeno de desagregação.3 . iniciando-se na parte inferior da alvenaria. aquecedores. em massa superior a 1:3. procedentes tanto do agregado como do aglomerante.Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa. cuja função é regularizar a superfície da base. mas desfavorecida por uma porosidade baixa resultante de uma argamassa rica em finos. Observam-se fissuras e deslocamento quando esta camada é excessivamente rica em cimento (proporção 1:2 em massa. 10. cal e de condições favoráveis à penetração do anidrido carbônico do ar atmosférico através de toda a espessura da camada. Assim sendo.Causas decorrentes do traço da argamassa Argamassa de cimento A primeira camada do revestimento é constituída pelo emboço. tubulação de água quente).Observar-se que o empolamento e mais localizado em regiões onde há maior incidência do sol ou de aquecimento por fontes quaisquer (fogão.1. condição agravada quando aplicada em espessura maior de 2 cm. Com relação ao agregado é desaconselhável a utilização de argamassa de saibro. areia. Argamassa de cal O endurecimento é resultante da carbonatação da cal. 231 . por exemplo). para que essa camada seja suficientemente elástica deve conter cal e cimento em proporções adequadas. Podemos considerar como argamassa rica a que contém proporção calareia.

Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco.1. 10.3 .4 nos mostra o deslocamento de revestimento aplicado sem chapisco. o qual impede a penetração da nata do aglomerante. uma camada do revestimento aplicada sobre outra impregnada de um produto orgânico. ou da qualidade dos materiais empregados. mas não tem a resistência suficiente para manter-se aderente ao emboço ou à alvenaria.3 nos mostra a desagregação de um revestimento de uma única camada com espessura fora de especificação. Consequentemente vai depender da textura e da capacidade de absorção da base.Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento Aderência à base Independentemente do número de camadas de argamassa aplicadas. A Figura 10. é aplicada a utilização de cimento e cal. A aderência se dá pela penetração da nata no aglomerante nos poros da base e endurecimento subseqüente. como exemplo. bem como da homogeneidade dessas propriedades. com a agravante de ter sido aplicado sem chapisco sobre blocos de concreto. pode apresentar problema de aderência. quando aplicada como revestimento em uma única camada. como as de emboço. para argamassa de 1:16 ou ainda para proporções maiores. Cita-se. Para as camadas de 2 cm aproximadamente ou mais. é essencial que existam condições de aderência do revestimento à base.A Figura 10. construída de saibro e cal. uma 232 . 10.4 . Assim. Uma argamassa magra tem porosidade favorável à carbonatação. Constata-se casos de deslocamento acompanhado de desagregação.

O revestimento mantém-se aderente nas regiões correspondentes às juntas do assentamento. Espessura do revestimento Segundo as prescrições da NB-231 "Revestimento de paredes e tetos com argamassas: materiais. forma-se uma película de carbonato uniforme que age como uma barreira à penetração do anidrido carbônico. O alisamento intenso da camada de reboco propicia uma concentração de leite de cal na superfície.superfície de concreto impregnada de desmoldante ou uma camada de chapisco contendo um produto hidrofugante. 233 . o efeito observado é de desagregação por falta de carbonatação. não permite que o revestimento acompanhe a movimentação da estrutura. com configuração de mapa. Se a pintura for aplicada prematuramente. o revestimento acaba por descolar sob efeito do seu próprio peso. No reboco. na camada superior. se o tempo de endurecimento e secagem da camada inferior não é observado antes da aplicação da camada superior. impedindo o endurecimento do interior da camada de revestimento. agravado por em traço rico de cimento.4 . Outra causa a ser citada é a ausência de rugosidade da camada da base. a retração que acompanha a secagem da camada inferior gera fissuras.5). Aplicação da argamassa Para argamassa contendo cimento. Sendo a área dessas juntas relativamente pequena. aplicação e manutenção". Este fato.Causas decorrentes do tipo de pintura As tintas a óleo ou à base de borracha clorada e epóxi promovem uma camada impermeável que dificulta a difusão do ar atmosférico através da argamassa de revestimento. 10. deslocando-se. Por carbonatação. Observa-se que em alguns casos deslocamento de revestimento de laje de teto o emboço chega a apresentar espessura de 5 cm. o grau de carbonatação atingido não é suficiente para conferir à camada de reboco a resistência suficiente e este acaba por deslocar-se do emboço com desagregação (Figura 10. a espessura do emboço não deve ultrapassar 2 cm e a do reboco 2 mm. preparo.1.

Figura 10.Causas externas ao revestimento Umidade A infiltração de água através de alicerces.1. ou formação de bolor em pontos onde não há incidência de sol (Figura 10. lajes cobertura mal impermeabilizadas ou argamassas de assentamento magras manifesta-se por manchas de umidade. com pulverulência (Figura 10. 10.5 . acompanhada ou não pela formação de eflorescência ou vesículas. 234 .Efeitos da umidade sobre o reboco. 10.5 .Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente. A alvenaria freqüentemente exposta ao sol não favorece a formação do bolor. A argamassa nos pontos empolados é pulverulenta e facilmente removível.7).6 .6). A infiltração constante provoca a desagregação do revestimento.

reação de sulfato do meio ambiente ou do componente da alvenaria com o cimento da argamassa. .8a.Figura 10. Expansão da argamassa de assentamento Ocorre predominantemente no sentido vertical e pode ser identificada por fissuras horizontais no revestimento (Figuras 10.hidratação retardada da cal dolomitica usada na argamassa de assentamento. 235 . Estas tintas são também responsáveis pela formação de vesículas ou bolhas que resultam da percolação da água através da alvenaria e que se acumula entre o revestimento e a tinta.8b. comprometendo a aderência entre ambas. a eflorescência deposita-se entre a camada de tinta e a do reboco. 10.Acúmulo de bolor no revestimento por efeito de umidade.9).7 . 10. A expansão da argamassa de assentamento pode ser provocada por reações químicas entre os constituintes desta argamassa ou mesmo entre compostos do cimento e dos tijolos ou blocos que compõem a alvenaria. No caso de tintas impermeáveis. As causas podem ser as seguintes: .

sem a preocupação com a causa. Por isso mesmo.9 .1. Os danos nem sempre aparecem em toda a edificação. REPAROS A possibilidade de reparo é função do tipo e extensão do dano existente. mas comumente localizados em pontos onde o fenômeno que os originou é mais favorecido. às vezes por um largo tempo.6.8b .Fissura do revestimento por expansão da argamassa de assentamento (b) Figura 10. Notam-se as fissuras do revestimento e da argamassa de rejuntamento dos azulejos. Nestes casos.(a) Figura 10. solicitando um reparo constante.Aspecto do revestimento interno. a tendência do usuário é executar pequenos reparos. 10. é necessária a 236 .8a e 10. Em conseqüência. o fenômeno alastra-se progressivamente. talvez antieconômico se comparado a uma execução completa.

Cal não carbonada Umidade constante Área não exposta ao sol Empolamento da pintura.Presença de concreções ferruginosas na areia .Presença de pirita ou de matéria orgânica na areia . Revestimento em desagregação.preta .vermelho acastanhado .Hidratação retardada de óxido de cálcio da cal.branca Vesículas .Aplicação prematura de tinta impermeável Infiltração de umidade Eliminação da infiltração da umidade Renovação da pintura Deslocamento com Empolamentos Hidratação retardada do óxido de magnésio da cal Renovação da camada de reboco 237 .1 .2. apresentando-se as partes internas das empolas na cor: .Identificação das causas. Tabela 10. Manifestações Aspecto observado Manchas de umidade Pó branco acumulado sobre a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Umidade constante Sais solúveis presentes no elemento da alvenaria Sais solúveis presentes na água de amassamento ou unidade infiltrada Reparos Eliminação da infiltração da umidade Secagem do revestimento Escovamento da superfície Reparo do revestimento quando pulverulento Eliminação da infiltração da umidade Lavagem com solução de hipoclorito Reparo do revestimento quando pulverulento Renovação da camada de reboco Bolor Manchas esverdeadas ou escuras.bolhas contendo umidade interior A superfície do reboco formando bolhas cujos diâmetros aumentam progressivamente O reboco apresenta som cavo sob percussão . como segue nas Tabelas 10. . extensão do dano e solução.identificação das causas e da extensão do dano para melhor decidir-se sobre a solução a ser adotada.1 e 10.

Traço excessivamente rico em cal .A superfície de contato com a camada inferior apresenta placas freqüentes de mica .Argamassa muito rica .Identificação das causas.Ausência de carbonatação da cal .O reboco foi aplicado em camada muito espessa Renovação do revestimento após hidratação completa da cal da argamassa de assentamento A solução a adotar é função da intensidade da reação expansiva Fissuras Horizontais Deslocamento com Pulverulência .aplicação de chapisco ou outro artifício para melhoria da aderência Renovação do revestimento Ausência da camada de chapisco Expansão da argamassa de assentamento por hidratação retardada. 238 . dilatações térmicas diferenciadas. desagregando-se com facilidade Sob percussão o revestimento apresenta som cavo Apresenta-se ao longo de toda a parede Deslocamento do revestimento em placas. mas quebradiça. Expansão da argamassa de assentamento por reação cimento-sulfatos ou devido à presença de argilo-minerais expansivos no agregado . com som cavo sob percussão Renovação do revestimento: .Tabela 10. etc.Excesso de finos no agregado .A superfície da base está impregnada com substância hidrófuga . extensão do dano e solução. do óxido de magnésio da cal. movimentação de estrutura.A superfície da base é muito lisa . Sob percussão o revestimento apresenta som cavo A placa apresenta-se endurecida.O reboco apresenta som cavo sob percussão Renovação da camada de reboco OBS: Estão excluídas desta análise as fissuras de revestimento.apicoamento da base .A película de tinta desloca arrastando o reboco que se desagrega com facilidade .eliminação da base hidrófuga . resultantes de causas tais como recalques de fundação.Ausência da camada de chapisco Argamassa magra Reparos Renovação do revestimento Renovação da pintura Deslocamento em Placa A placa apresenta-se endurecida. quebrando com dificuldade.2 .Argamassa aplicada em camada muito espessa .Traço em aglomerantes . Manifestações Fissuras Mapeadas Aspecto observado As fissuras têm forma variada e distribuem-se por toda a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Retração da argamassa de base .

quando as tensões ultrapassam a capacidade de aderência das ligações entre a placa cerâmica e argamassa colante e/ou emboço.2 – REVESTIMENTOS CERÂMICOS . ou se observa o estufamento da camada de acabamento. • Execução do revestimento sobre base recém executada. gretamentos e fissuras Geralmente ocorre por causa da perda de integridade da superfície da placa cerâmica.2. 2004). 10. ou da argamassa colante. contravergas. Um dos sinais desta patologia é a ocorrência de um som cavo (oco) nas placas cerâmicas quando percutidas. quando são escolhidos os materiais. • Eflorescências.10.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias nos revestimentos cerâmicos podem ter origem na etapa de projeto.2. estrutura etc. As causas destes defeitos são: • Instabilidade do suporte. • Assentamento sobre superfície contaminada.). Verificar com cuidado.1 . • Trincas. características um pouco resiliente dos rejuntes. • Utilização do cimento colante vencido.2 – Trincas. ou na fase de execução. 10. As patologias mais comuns são: • Destacamentos de placas. • Deterioração das juntas. É muito trabalhosa e cara a recuperação desta patologia. 239 . pois as patologias são evidenciadas por alguns sinais que podem ter origem em outros componentes de revestimento (base. mãode-obra etc. juntas de dessolidarização). • Deformação lenta da estrutura de concreto armado. Muitas vezes a solução é a retirada total do revestimento (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO.Destacamentos de placas São caracterizados pela perda de aderência das placas cerâmicas do substrato. 2004). ou quando o projetista não leva em consideração as interações do revestimento com outras partes da construção (esquadrias.) (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. variações higrotérmicas e de temperatura. devido a acomodação da construção. • Ausência de detalhes construtivos (vergas. • Mão-de-obra não qualificada. • Gretamento e fissuras.

denominada hidróxido de cálcio. As fissuras são rompimentos nas placas cerâmicas. ocasionando o contato com o ar. Utilizar placas cerâmicas de boa qualidade (queimadas em altas temperaturas. o que elimina os ais solúveis). que por sua vez. enxaguando muito bem a superfície após seu uso. Para evitar esse processo podemos adicionar: • • • Reduzir o consumo de cimento Portland no emboço ou usar cimento com baixo teor de álcalis. reagindo com a água. a deterioração das juntas compromete o desempenho dos revestimentos cerâmicos. Pode ser facilmente retiradas mediante solução diluída de ácido muriático em concentrações baixas e em pequena quantidade. O gretamento é uma série de aberturas em várias direções inferiores a 1 mm e que ocorrem na superfície esmaltada das placas. que causam a separação das placas em partes. A causa provável desta patologia é a falta de especificação de juntas de movimentação e detalhes construtivos adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. 10. Ela aparece devido a um processo químico. Garantir o tempo necessário para secagem de todas as camadas anteriores à execução do revestimento cerâmico. contém anidro carbônico. O cimento comum. resulta em uma base medianamente solúvel.2.2.4 – Deterioração das juntas As juntas são responsáveis pela estanqueidade do revestimento cerâmico e pela capacidade de absorver deformações. em sua composição encontra-se o hidróxido de cálcio livre. 2004). resultanto em carbonato de cálcio. Como a argamassa de assentamento e de rejuntamento contém cimento e essas camadas são porosas. Observa-se que está ocorrendo uma deterioração das juntas quando ocorre: 240 .3 – Eflorescência Eflorecência são manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. 10.As trincas são rupturas na placa cerâmica provocadas por esforços mecânicos. sal insolúvel de coloração branca. com abertura inferiores a 1 mm e que não causam a ruptura das placas. com aberturas superiores a 1 mm. dá-se a reação entre essas duas substâncias.

Formulação inadequada da tinta As tabelas 10. Envelhecimento do material de preenchimento.3 – PINTURAS . Umidade excessiva no substrato.3 e 10. A própria película da pintura. sofrem deterioração na presença de agentes agressivos (chuva ácida ou fissuras). A perda da estanqueidade pode iniciar-se logo após a sua execução. Para evitar a ocorrência desta patologia devemos ter controle da execução do rejuntamento. pelo procedimento de limpeza inadequada (uso de ácidos e bases concentrados). As juntas rígidas. podem envelhecer e perder a cor. podem causar fissuras. por ser de origem orgânica.4 apresentam as patologias mais comuns das tintas aplicadas sobre as paredes. do preenchimento das juntas. Condições metereológicas inadequadas por temperatura e/ou umidade muito elevada ou muito baixa ou ventos fortes. que. As causas mais prováveis do problema são: • • • • • • • Escolha inadequada da tinta por conta da exposição ou por incompatibilidade com o substrato. 2004). bem como da escolha de matérias de preenchimento adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. somados aos ataques de agentes atmosféricos agressivos e/ou solicitações mecânicas. 241 . Ausência de preparação do substrato ou preparo insuficiente Substratos que não apresenta estabilidade.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias da pintura estão relacionadas a duas famílias de problemas: • • Interface do filme com o substrato. preenchimento com materiais a base de cimento. 10. Quando os rejuntes possuem uma quantidade grande de resinas.• • Perda de estanqueidade. Diluição excessiva da tinta na aplicação.

Tabela 10. -má aderência da tinta. -por excesso de cal na preparação do reboco. como as tintas a óleo ou alquídicas. -por poeiras que não foram removidas das superfícies (massa corrida após lixada). partículas soltas. eflorescência. depositamse na interfase do filme com o substrato.umidade na superfície. que por evaporação e capilaridade. Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) preparo inadequado do substrato ou ausência. restando apenas os pigmentos e as cargas em forma pulverulenta. pulverulência e umidade na interface do filme com o substrato. devido a diluição incorreta.quando a tinta não for diluída corretamente. Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis. -conforme se lava o piso.aplicação de tinta sobre substrato com elevado teor de sais solúvel em água. causando um esfarelamento do reboco com facilidade. B) aplicação em substrato instável: Causas: . C) aplicação sobre base úmida.não hidratação correta da cal. -verificar as características do substrato e da superfície de aplicação quanto a lisura. que absorve o veículo. que não tenha sido preparada adequadamente. 242 .3 – Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU. etc. -aplicação da tinta sobre superfície úmida. . óleo. . sobre substrato úmido e alcalino. -superfície que não tenham eliminado totalmente o pó.começa o estufamento da superfície. -ao aplicar uma tinta com melhor qualidade sobre uma de qualidade inferior. -superfície calcinada. aparecendo um pó bem fino. a água infiltra na película de tinta(com o tempo) chegando até a massa que começa a estourar e causa esfarelamento do reboco. desmoldantes.aplicação prematura da tinta formando película impermeável sobre a argamassa não curada. -escamação da Película. -aplicação de tinta impermeável sobre substrato úmido. -verificar a existência de contaminantes na interface película e substrato. porosidade e umidade.quando é usada massa corrida PVA em paredes externas ou internas. . com perda de aderência. semelhante ao sal. graxa. majorado pela alta temperatura e umidade. Bolhas Massa corrida PVA em contato com a água Descascamento -a tinta começa a descascar ou soltar da parede Calcinação .aplicação de tinta sobre substrato em vias de expansão ou desagregação.aplicação sobre substrato muito poroso. -aplicação de tinta sobre superfícies que contenham partes soltas e caiação. -paredes próximas ao chão com piso frio. 2007). -aplicação de tinta sobre reboco sem cura adequada de 30dias. mas em contato com água. não devem usar massa corrida PVA. . -perda de aderência da película. . Causas: -aplicação de tinta em superfície contaminada por sujeira. -verificar a existência de umidade no substrato. . poeira. . -aplicação da tinta sobre substrato muito liso. Deslocamento Pintura da -pulverulências ou descolamentos.

. cor verde. . C) Aplicação em condições inadequadas: Causas: . que molha somente pontos isolados da parede. -incompatibilidade das várias camadads.Tabela 10.umidade por chuvas e não se ter aguardado a secagem. -em cores escuras. da parte interna da parede para a externa. verde e outras. 243 . durante a secagem do reboco. -ocorre quando acontecem chuvas tipo garoa. apresentando bolhas e vesículas. -aplicação de tinta com baixa resistência ao ataque por agentes biológicos (bolor. -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco muito arenoso. -fungos: área interna e externa. sai também parte do reboco e costuma ficar esfarelendo por baixo. quando a tinta foi diluída excessivamente. cinza.aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis. na cor preta. secagem muito rápida ou espessura elevada produzindo enrugamentos. Perda de brilho e de cor. tornando a tinta pegajosa com sinais de bolhas. fungos e algas). aparecendo assim marcas do rolo. faz com que aflorem materiais solúveis. -algas: áreas externas. com destruição do filme por fissuramento ou por deterioração com pulverulência. -são microorganismos vivos que se proliferam em ambientes diferentes. -a eflorecência se dá pela eliminação de água sob a forma de vapor. . . marrom. usados na formulação das tintas. . 2007 Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) Problemas com a natureza da tinta Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência à radiação solar em ambiente externo.aplicação de tinta com baixa flexibilidade. Defeitos no filme da Pintura Desagregamento Manchas esbranquiçadas Manchas por chuvas irregulares Fungos -é um tipo de descascamento em que.Aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas expansivas.4 . enrugando o filme. -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco não curado ou sobre parede com umidade. .por ter sido aplicado acabamento final sobre reboco úmido ou por não ter sido curado. verde azulada e vermelho-castanho.secagem muito rápida devido à temperatura ou umidade inadequadas ou ventos fortes. quando se arrastam matérias alcalinos solúveis do interior para a superfície pintada. B) Problemas com a natureza do substrato Causas: .Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU. pode ocorrer. -aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas solúveis em água. junto com a película de tinta. -aplicação de tinta sobre substrato muito poroo. -em caso de umidade.aplicação prematura de tinta que forme película impermeável. quando a tinta não está totalmente curada. causando manchas.a tinta com filme ainda não curado.

pois concretos mais fortes tem também. Sabemos que apesar da grande evolução na tecnologia do concreto. funcionalidade das estruturas em concreto armado. • Especificar corretamente a cura e a desforma. ficando aqui em ressalva que qualquer problema em obra deverá ser bem estudado para se fornecer uma solução adequada.DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. Vamos abordar de modo prático alguns detalhes para uma boa execução de obras em concreto armado.11 . perda ao fogo etc. Exemplo de alguns tipos de cimento disponíveis no mercado brasileiro passíveis de emprego em aplicações específicas (Tabela 11. • Especificar corretamente as fôrmas o ecoramento e o contraventamento.1 . de resistência à compressão. nas obras de pequeno e médio porte não se consegue executar um concreto com todas as suas características.1. ou mesmo. No que se referem aos constituintes da mistura os pontos-chaves são o fator água-cimento.. cimentos. estabilidade. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher os tipos de materiais ideais para execução de obras utilizando concreto armado. método construtivo. devido sempre a problemas referentes a custos. mas é importante frisar que grandes benefícios poderiam também ser obtidos no que concerne à durabilidade das estruturas. maior resistência à abrasão e baixa permeabilidade. pega.1): 244 . Seriam óbvias as vantagens em economia propiciadas pela utilização de concreto de maior resistência. a cada tipo de concreto. em relação aos materiais inertes disponíveis. tecnicamente e economicamente.1 Cimento O projeto deverá estabelecer os tipos de cimento adequados. 11. • Especificar corretamente a concretagem e o adensamento. pois cada uma tem seus aspectos exclusivos e particulares. Atenção também deve ser dada às especificações sobre agregados. trabalhabilidade. o que fará com que as construções sejam prejudicadas quanto a durabilidade. em geral. aditivos e cuidado especial é recomendável quanto aos teores de cloretos e sulfatos no concreto. estrutura. consumo de cimento e resistência.MATERIAIS EMPREGADOS EM CONCRETO ARMADO 11. • Especificar corretamente as armaduras bem como a sua posição. e também por falta de tecnologia por parte de pequenos construtores.

Para aplicações gerais Adicionado com escória. é mais indicado em lançamentos b) CPII-Z-composto com pozolana de concreto. c) CPII-F-Com adição de fíler. obras submersas. É recomendada em todas as aplicações que necessitem de 5-Cimento Portland de Alta resistência resistência inicial elevada e desforma rápida inicial (CP V-ARI) ( NBR 5733) Oferece resistência aos meios agressivos sulfatados como 6-Cimento Portland Resistente a Sulfatos redes de esgotos de águas servidas ou industriais. Gera calor numa 2-Cimento Portland (CP II) (NBR 11578) velocidade menor do que o gerado pelo cimento Portland a) CPII-E-composto com escória comum. Este cimento combina com bons o baixo calor de hidratação com o aumento de resistência do cimento Portland comum. precauções suplementares devem ser tomadas para que a integridade dos característicos iniciais do aglomerante seja preservada. assim como (NBR 5735) alta resistência à expansão devido à reação álcali-agregado. portanto. tubos e canaletas para condução de líquidos agressivos. com as mesmas características. mas é particularmente vantajoso em obras de concreto-massa. Apresenta menor c) CPII-F-composto com fíler resistência ao ataque de sulfatos contidos no solo. marítimas e industriais.Tabela 11. obras em ambientes agressivos. a) CPII-E-Com adição de escória granulada de alto forno. O concreto feito com esse produto é mais impermeável e por isso mais durável. Empregado em obras civis em geral. apresenta maior impermeabilidade e 3-Cimento Portland de Alto-Forno (CP III) durabilidade. Quando o intervalo de tempo decorrido entre a fabricação e a utilização não é demasiado grande. assim devendo ser conservado até o momento da sua utilização. esgotos e efluentes industriais. evitando o aparecimento de fissuras de origem térmica. e está 8-Cimento Portland Branco CPB classificado em dois subtipos: estrutural e não estrutural. b) CPII-Z-Com adição de material pozolânico. similares aos demais tipos de cimento. além de ser resistente a sulfatos. apresenta-se finamente pulverizado e praticamente seco. suficiente. a proteção oferecida e em geral. mais durável. O (NBR 12989) estrutural com classes de resistência de 25. O cimento Portland composto é modificado. Para uso geral. com 5% de material pozolânico em massa. subterrâneas . 2003) Tipos Aplicações a) CPI-Cimento Portland sem adição além da gipsita. Caso contrário. Favorece a sua aplicação em grandes volumes devido ao baixo calor de hidratação. É especialmente indicado em obras expostas à 4-Cimento Portland Pozolânico (CP IV) ação de água corrente e ambientes agressivos. Recomendado para estruturas que exijam um desprendimento de calor moderadamente lento ou que possam ser atacados por sulfatos. Seu uso. É muito 1-Cimento Portland Comum (CP I) adequado para o uso em construções de concreto em geral (NBR 5732) quando não há exposição a sulfatos do solo ou de águas a) CPI – Cimento Portland Comum b) CPI-S-Cimento Portland Comum com subterrâneas. ao sair da fábrica acondicionado em sacos de várias folhas de papel impermeável. Esse Hidratação. onde o volume é grande. O concreto (NBR 5736) feito com esse produto se torna mais impermeável. 32 e 40. Empregado em geral. água do CP (RS) (NBR 5737) mar e em alguns tipos de solo O cimento Portland de baixo calor de hidratação. b) CPI-S. adição recomendado para construção em geral. CP (BC) (NBR13116) cimento tem a propriedade de retardar o desprendimento de calor em peças de grande massa de concreto. é designado 7-Cimento Portland de Baixo Calor de por siglas e classes de seu tipo acrescidas de BC. O cimento. 245 .1 – Cimentos disponíveis no mercado brasileiro (ABCP. O cimento Portland branco se difere por coloração. além de baixo calor de hidratação. apresenta resistência mecânica superior.

pois o cimento ainda é possível de hidratar-se (Figura 11. 2º . tanto quanto possível. o cimento deste saco pode ser utilizado.As pilhas devem ser feitas a 30 cm do piso sobre estrado de madeira e a 30 cm das paredes e 50 cm do teto (Figura 11. O cimento hidratado é facilmente reconhecível. não ser estocado em pilhas de alturas excessivas. preservá-lo. por ele absorvida. não devem ser aceitos para utilização em concreto estrutural. calçada. Caso contrário. ainda se pode tentar aproveitar o cimento utilizando em aplicações de menor responsabilidade como pisos. Portanto para evitar essas duas principais causas de deterioração do cimento é aconselhável: 1º .2). com formação de grumos que não são total e facilmente desfeitos com leve pressão dos dedos. caso em que pode atingir 15 sacos.1). em primeiro lugar. O empedramento às vezes é superficial. Para armazenar cimento é preciso. ou se for possível esfarelar os torrões com os dedos. salvo se o tempo de armazenamento for no máximo 15 dias. Figura 11.Local para guarda de materiais 246 .As pilhas não excederem de mais de 10 sacos. a presença de torrões e pedras que caracterizam fases mais adiantadas de hidratação. É que ele nunca se apresenta completamente seco e a pressão elevada a que ficam sujeitos os sacos das camadas inferiores reduz os vazios. forçando um contato mais intenso entre as partículas do aglomerante e a umidade existente chegando a empedrar. se o saco de cimento for tombado sobre uma superfície dura e voltar a se afofar. Os sacos que contém cimento parcialmente hidratado. reduzindo-lhe sensivelmente as suas características de aglomerante. mas não deve ser utilizado em peças estruturais.A principal causa da deterioração do cimento é a umidade que. Ao esfregá-lo entre os dedos sente-se que não está finamente pulverizado. hidrata-o pouco a pouco. constata-se mesmo. RECOMENDAÇÕES: O cimento sendo fornecido em sacos deve-se verificar sua integridade. depois de peneirado em peneira com malha de 5 mm (peneira de feijão). não aceitando os que estiverem rasgados ou úmidos. isto é. lastros etc. freqüentemente. de ambientes úmidos e em segundo.1 .

RECOMENDAÇÕES: Deve-se ao chegar os agregados. é praticamente inviável a execução de tais ensaios e análises. A capacidade total armazenada deve ser suficiente para garantir as concretagens em um período de produção máxima. em casos específicos (uso de material pozolânicos.1. Para evitarmos a variabilidade dos agregados devemos esclarecer junto aos fornecedores a qualidade desejada e solicitar rigoroso cumprimento no fornecimento. Neste caso. Quando da aprovação de jazida para fornecer agregados para concreto devemos ter conhecimento de resultados dos seguintes ensaios e/ou análises: • • • • • reatividade aos álcalis do cimento (álcali-sílica. que prejudicará sua coesão e capacidade de reter água em seu interior. consequentemente. deve-se optar pelo uso de material já consagrado no local ou pela adoção de medidas preventivas. pois torna-se antieconômico. e também. siltes. haverá uma redução na resistência mecânica. álcali-silicato. e o local de armazenamento e devem estar praticamente isentos de materiais orgânicos como humus. O tempo de estocagem do cimento pode ser prolongado tomando todos os cuidados na estocagem (podendo atingir até 90 dias) mais em obra não devemos ultrapassar 30 dias. análise petrográfica e mineralógica. mas devem ser colocados separadamente de maneira a facilitar sua inspeção e seu emprego na ordem cronológica de recebimento. Devem-se tomar cuidados especiais no armazenamento utilizando cimento de marcas.Os lotes recebidos em épocas diferentes e diversas não podem ser misturados. no caso de obras de pequeno porte. sem reabastecimento. provocando exudação do mesmo. presença de impurezas ou materiais deletéricos. tipos e classes diferentes. etc. carvão. por exemplo). 247 . daqueles inicialmente escolhidos. estabilidade do material frente a variações de temperatura e umidade. aumentando a resistência pela diminuição do fator água/cimento. necessitará uma maior quantidade de água para mantermos a mesma trabalhabilidade e. resitência à abrasão. algumas vezes por motivo de abastecimento ou econômico. verificar a procedência. Se ocorrer o inverso haverá um excesso de água para a mesma trabalhabilidade. o qual será desnecessário. álcali-carbonato). Se recebermos. • absorsão do material No entanto. além de provocar uma redução de finos. Esta variabilidade prejudica a homogeneidade e características mecânicas do concreto.2 Agregados miúdo e graúdos Devemos tomar o cuidado para que em nossas obras não se receba agregados com grande variabilidade. com granulometria mais fina que o material usado na dosagem inicial. 11. a quantidade.

pode não trazer conseqüências danosas. além de manchas e eflorescências superficiais. o mesmo não ocorre com o concreto armado. Do ponto de vista da durabilidade dos concretos. pedindo que seja bem batida para a sua total liberação. o uso de águas contendo impurezas. deve-se ter o cuidado de verificar no lançamento do material na betoneira.1. Se. para o concreto simples. No primeiro caso.2 .Água A resistência mecânica do concreto poderá ser reduzida. Recomenda-se que as alturas máximas de armazenamento sejam de 1. 1 e 2 para possibilitar a drenagem do excesso de água. principalmente nas areias e pedriscos. 11. o problema é de ordem estrutural. devendo ser criteriosamente avaliada a perda de seção da armadura. Figura 11. diminuindo-se o gradiente de umidade. se a água utilizada no amassamento conter substâncias nocivas em quantidades prejudiciais. impedindo o contato com o concreto. No segundo caso de diminuição de seção. evitando-se constantes correções na quantidade de água lançado ao concreto.50m.Baias de madeira para separar os agregados 11. onde a existência de cloretos pode ocasionar corrosão das armaduras. esta diminuição é provocada pela formação de uma película não aderente às barras de aço. dentro de certos limites.1.3 . o emprego de águas não potáveis no amassamento do concreto pode criar problemas a curto ou longo prazo. evitando a mistura de agregados de diferentes dimensões. em função de meio ambiente existente na região da obra. Estando a areia com elevada saturação.Armaduras Os problemas existentes com as barras de aço é a possibilidade de corrosão em maior ou menor grau de intensidade. 248 .Para o armazenamento dos agregados poderemos fazê-lo em baias com tapumes laterais de madeira (Figura 11. a água destinada ao amassamento deverá ser as água potáveis.2) ou em pilhas separadas. se parte da mesma não ficou retida nas caixas ou latas. o que provoca a diminuição da aderência ao concreto armado e diminuição de seção das barras. para que a água escoa no sentido inverso da retirada dos agregados.4 . e colocar uma camada com aproximadamente 10 cm de brita. Deveremos fazer uma inclinação no solo. Portanto.

.4) de 30 cm de espessura. em pequenas quantidades. .Armazenar as barras sobre travessas de madeira (Figura 11. Meios mediamente agressivos: .Armazenar o menor tempo possível.jateamento de areia.limpeza manual com saco de estopa úmido.Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência (avaliar a eficiência periodicamente). Para a limpeza das barras com corrosão devemos fazer em ordem de eficiência: . .Receber na obra as barras de aço já cortadas e dobradas.RECOMENDAÇÕES: Meios fortemente agressivos (regiões marítimas. apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido por camada de brita. a qual pode ser feito manualmente através de impacto de pedaço de barra de aço estriada e ajudar a limpeza através de fricção das mesmas. .3) de 20 cm de espessura. Obs. . .Armazenar as barras em travessas de madeira (Figura 11.: As barras que foram pintadas com camadas de cimento. ou altamente poluídas): .Armazenar as barras em galpões fechados e cobertos com lona plástica.Cobrir com lonas plásticas.Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência. apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido de pedra britada. 249 . Meios pouco agressivos: .Receber as armaduras já montadas. para sua utilização na estrutura deverão ser removidas. .(avaliar a eficiência periodicamente).limpeza manual com escova de aço. .

o CA 60 em fio. fabricados por laminação a quente.0 ou inferior.3 . com tolerância de mais ou menos 9%. • No Brasil a indicação do aço utilizado no concreto armado é feita pelas letras CA (concreto armado) seguida de um número que caracteriza a tensão de escoamento em kg/mm². Os mais utilizados são o CA 25 e o CA 50 em barras. Nos dias de hoje possui saliências para aumentar a aderência do concreto.0 ou superior e os fios aqueles de diâmetro nominal 10. O comprimento normal das barras é de 11 m. os grãos permanecem deformados aumentando a resistência.2).Armazenagem das barras de aço sobre travessas Tipos de aço: Os aços estruturais de fabricação nacional em uso no Brasil podem ser classificados em três grupos: Aços de dureza natural laminados a quente: utilizados há muito tempo no concreto armado. E sua unidade é em milímetros (Tabela 11. As barras são produtos de diâmetro nominal 5. • Aços para concreto protendido: aços duros e pertencem ao grupo de aços usados para concreto protendido.Figura 11. Pode ser encontrado em fios isolados ou formando uma cordoalha. • Aços encruados a frio: obtidos por tratamento a frio trabalho mecânico feito abaixo da zona crítica. 250 . fabricado por trefilação ou processo equivalente (estiramento ou laminação a frio).

Considerando que a estrutura representa em média 20% do custo total de um edifício.0 12.4 11.2 14.102 0.220 0.963 1.8 28.5 10.8 69.0 8.268 0.5 9.418 0.5 16.089 0.072 0. Hoje existe um grande elenco de alternativas para confecção de fôrmas.253 0.558 0.589 0.355 0.8 19.034 0.0 9. • comprimento e sua tolerância.130 0.3 70.5 6.2 – SISTEMA DE FÔRMAS E ESCORAMENTOS CONVENCIONAIS Para se ter a garantia de que uma estrutura ou qualquer peça de concreto armado seja executada fielmente ao projeto e tenha a forma correta.084 0.038 0. o comprador deve no mínimo indicar: • número da Norma.9 804.466 2.230 0. rolo) 11.3 17.0 20.2 380.154 0.8 4. as fôrmas podem ficar superdimensionadas ou subdimensionadas.0 6.6 5.614 2.2 32. • embalagem (feixe.805 2.395 0.175 0. feixe dobrado.8 20.198 0.169 0.3 31.036 0.8 31.021 1.284 0.163 0.7 Na compra de barras e fios de aço para concreto armado.222 0.580 0.0 10. depende da exatidão e rigidez das fôrmas e de seus escoramentos.4 3. estudadas e projetadas.1 11.7 201.2 4.235 0. As fôrmas podem variar cerca de 40% do custo total das estruturas de concreto armado.2 1256. estes procedimentos resultam em consumo intenso de materiais e mão-de-obra.273 9.434 0.145 0.075 0.578 1.4 3.1 78.137 0. fazendo um serviço empírico. concluímos que racionalizar ou otimizar a fôrma corresponde a 8% do custo de construção.0 6.067 0. em toneladas. • diâmetro nominal e categoria da barra ou fio.1 22.9 13.0 5.523 0.3 13.115 0.302 0.109 0.0 Massa e tolerância por unidade de comprimento (kg/m) Massa Massa Massa Massa Massa Mínima Mínima nominal Máxima Máxima -10% -6% +6% +10% 0.906 0.5 122.1 490.209 0.6 Perímetro (mm) 7.0 40.0 25.193 0.456 Valores nominais Área da Seção (mm2) 4.269 0.6 19.673 2.371 0. 251 .0 22.853 4.3 62.5 17.318 2.245 0.984 3.187 0.4 7.3 8.1 29.617 0.2 – Características de fios e barras NBR7480/1996 Diâmetro Nominal (mm) Fios Barras 2.9 78.1 314.5 50.6 23.3 50.163 3.0 5.2 38.0 25. para todos os tipos de obras. • quantidade.0 32.9 16. Geralmente as fôrmas têm a sua execução atribuída aos mestres de obra ou encarregados de carpintaria.935 6.238 0.Tabela 11.094 0.484 1.622 3.259 0.5 125.4 39.313 6.084 5.654 0.692 9.5 18.5 100.320 0.5 10.123 0.865 10.

dos quais os mais comuns são os de 2. A forma é responsável por 60% das horas-homem gastas para execução da estrutura os outros 40% para atividade de armação e concretagem. • cargas atuantes.00 cm. c) Não colocar a agulha do vibrador entre a fôrma e as armaduras.0 cm ( 1"x 10 "). A escolha destes materiais é determinada em função de uma série de fatores: • número de utilizações previstas. papelão etc. as fôrmas devem ser molhadas até a saturação. em relação as fôrmas. as fôrmas devem ser limpas.5 x 30. a) Tábuas de madeira serrada: As tábuas mais utilizadas são o pinho de 2º e 3º. o seu ritmo estabelece o ritmo das demais atividades e. e similares. isso pode danificar os painéis. e ter a resistência necessária. b) Antes de concretar. timburi. ou podemos utilizar também o aço. 2. armação e concreto). • cronograma da obra. • textura requerida da superfície do concreto. eventuais atrasos. b) Devem ser praticamente estanques.0 cm ( 1" x 8" ). tendo como principal componente a madeira.1 .0 cm ( 1" x 12 "). No ciclo de execução da estrutura (forma. sendo as bitolas comerciais mais comuns de: 2.5 x 20. que são: a) Devem ser executadas rigorosamente de acordo com as dimensões indicadas no projeto.0 cm. existem os chamados indiretos.2. • tipo de estrutura a ser moldada.0 cm.Materiais e ferramentas As formas são fabricadas a partir de grande variedade de materiais. Portanto devemos satisfazer alguns requisitos para a sua perfeita execução. o item forma é geralmente.5 x 15. para que a estrutura não seja prejudicada: a) Antes de concretar.0 cm.5 x 7. • equipamentos para transporte. o caminho crítico. Portanto. 2. c) Deve ser projetado para serem utilizadas o maior número possível de vezes. • custo dos componentes e mão-de-obra.5 x 25. 2. desdobradas em sarrafos. que podem alcançar níveis representativos.Nessa análise. estamos considerando os custos diretos. alumínio plástico.5 x 10. 2. 2. 252 . responsável por cerca de 50% do prazo de execução do empreendimento. 11. Na concretagem devemos tomar algumas precauções. o cedrilho. etc. • investimento inicial.5 x 5. As tábuas podem ser reduzidas a qualquer largura.

As chapas coladas com cola fenólica são mais resistentes ao descolamento das lâminas quando submetidas à umidade. coladas por cola "branca" PVA. a x b . deve com certeza serem colocados. para utilização em estruturas de concreto armado revestida.0 cm. Nas emendas. As chapas de madeira compensada. 10. as vigas 6. mais usadas para fôrma. para evitar recalques.0 x 12. além dos escoramentos tubulares metálicos. têm dimensões de 2. Prever cunhas duplas nos pés de todos os pontaletes para possibilitar uma desforma mais fácil.Elevado módulo de elasticidade e resistência razoável .0 x 8. prever travamentos horizontais e contravontamentos para evitar flambagem.0. de modo a permitir a colocação das contra flechas. A designação dos pregos com cabeça será por dois nºs. 12.(Tabela 11. São compostas por diversas lâminas adjacentes com espessura entre 1 mm e 5 mm. devemos colocar tábuas ou pranchas que deverão ser maiores quando mais fracos forem os terrenos.0mm.0 x 6. 8. ou cola fenólica.20 x 1.0.0cm e 6. nestes casos.0 x 16. de modo que as cargas dos pontaletes sejam distribuídas numa área maior. a qual não pode ser feita no terço médio do seu comprimento. os topos das duas peças devem ser planos e normais ao eixo comum.0 cm.00m.0 cm. As chapas têm acabamento resinado.0 cm. Quando os pontaletes forem apoiar no terreno.Não ser excessivamente dura .Baixo custo b) Chapas de madeira compensada: A madeira compensada é o composto laminado transversal mais utilizado em aplicações estruturais. e nos vãos intermediários dos escoramentos. Cuidado com emendas nos pontaletes !!! Cada pontalete de madeira só poderá ter uma emenda. para utilização em estruturas de concreto armado aparente. e acabamento plastificado. 5. c) Escoramentos : Podemos utilizar para escoramentos pontaletes de eucaliptos ou peças de peroba como os cibros 5. Nos pontaletes com mais de 3. Devem. d) Pregos: Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT.Devem ter as seguintes qualidades: .10 m e espessura que variam de 6.3) 253 .0 x 7. ser pregados cobre junta de sarrafos em toda a volta das emendas.

4 mm 18 = 3.90 2.50 2.68 2.7 X 47.Fôrmas de chapas: . 254 .46 3.4).80 3.3 mm.4 X 67.4 X 47.46 2.2.a = refere ao diâmetro.02 3. Normalmente são utilizados como tensores vergalhões de aço com partes soldadas. é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2. sendo cortados após a desforma.14 Os pregos mais utilizados para a execução das fôrmas são: .02 3.02 3. painéis.4 X 61.24 3.24 3.0 X 11.46 2. suportando a pressão do concreto fresco.7 X 40.4 X 33. Alguns tensores podem ser perdidos.0 X 54.80 3.0 X 67.4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" .0 X 61. roscas e porcas ou acessórios especiais.7 X 54.9 X 61. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga. Tabela 11.9 X 74.24 3.3 .0 X 47.4 X 54.9 X 88.Dimensões dos pregos em "mm" NÚMERO 5X5 15 X 15 15 X 18 15 X 21 16 X 18 16 X 21 16 X 24 17 X 21 17 X 24 17 X 27 17 X 30 18 X 24 18 X 27 18 X 30 18 X 36 19 X 27 19 X 33 19 X 39 DIMENSÕES EM mm 1.53 3. outros podem ser removidos completamente e reutilizados (este sistema é o melhor) (Figura 11.4 X 81.Fôrmas de tábuas: .68 2.4 X 40.Escoramentos: 18 x 27 19 x36 15 x 15 18 x 27 19 x 36 18 x 27 O diâmetro deve ser escolhido entre 1/8 e 1/10 da espessura da peça de menor espessura. vigas altas.14 3. e) Tensores: Os tensores são utilizados para conectar formas de pilares.

lima. No manuseio das chapas compensadas deve-se tomar o cuidado para não danificar os bordos. protegidos do sol e da chuva.tensores espaguetes Figura 11. se utiliza uma mesa de serra circular e uma bancada com gabarito para a montagem dos painéis (Figura 11.Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas A mesa de serra deve ter uma altura e todos os sistemas de proteção que permita proceder ao corte de uma seção de uma só vez. como o martelo. Figura 11.5 .5). etc. As dimensões da mesa de serra devem ser coerentes com as dimensões das peças a serrar.4 . serrote. Para a execução das fôrmas além das ferramentas de uso do carpinteiro. e ainda é de 255 .Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas Devemos deixar os materiais em locais cobertos.

no caso de utilizar tábuas.PONTALETES: Suportes das fôrmas das vigas.6). formadas por tábuas ou chapas. 11. 256 . 6 . 5 . os travessões são suprimidos.FUNDO DAS VIGAS: Painéis que forma a parte inferior das vigas.Tipos de disco para corte de tábuas e chapas compensadas 11. colunas e vigas.DIREITOS: Suportes das fôrmas das lajes. Os painéis formam os pisos das lajes e as faces das vigas.TRAVESSAS DE APOIO: Peças fixadas sobre as travessas verticais das faces da viga.2. 3 .GUIAS: Peças de suporte dos travessões.PAINÉIS: Superfícies planas.6 . 12 . 7 . 2 . paredes.TRAVESSÕES: Peças de suporte empregados somente nos escoramentos dos painéis de lajes.2 . Geralmente feitas de caibros ou tábuas trabalhando a cutelo ( espelho ). 4 . 8 .TRAVESSAS: Peças de ligações das tábuas ou chapas. Geralmente feitos a de caibros ou varas de eucaliptos.PÉS. pilares.FACES: Painéis que formam os lados das fôrmas das vigas. 10 . pilares. Figura 11. paredes. destinadas ao apoio dos painéis de lajes e das peças de suporte dos painéis de laje (travessões e guias). etc.MONTANTES: Peças destinadas a reforçar as gravatas dos pilares. geralmente feitas de sarrafos ou caibros. dos painéis de vigas.GRAVATAS: Peças que ligam os painéis das formas dos pilares. 9 .Peças utilizadas na execução das fôrmas: São dados diversos nomes às peças que compõem as fôrmas e seus escoramentos as mais comuns são: 1 .grande importância adotar um disco de serra com dentes compatíveis com o corte a ser feito (Figura 11.CANTONEIRAS: Peças triangulares pregadas nos ângulos internos das fôrmas. Geralmente feitos de caibros ou varas de eucaliptos. geralmente feitas de sarrafos ou caibros.

14 .CONTRAVENTAMENTO: Ligação destinada a evitar qualquer deslocamento das fôrmas. Quando os pilares forem concretados antes das vigas. destinadas a limpeza.CALÇOS: Peças de madeira os quais se apoiam os pontaletes e pés direitos por intermédio de cunhas.Nos Pilares Os pilares são formados por painéis verticais travados por gravatas.ESPAÇADORES: Peças destinadas a manter a distância interna entre os painéis das formas de paredes. Em pilares altos. 257 . Devem ser bem fixados com pregos (18x27 ou 19x36) nas ligações com a fôrma e com os apoios (estacas ou engastalhos).JANELAS: Aberturas localizadas na base das fôrmas.francesas): Peças inclinadas.TALAS: Peças idênticas aos chapuzez.TRAVAMENTO: Ligação transversal das peças de escoramento que trabalham a flambagem. 11.ESCORAS (mãos . geralmente empregadas como suporte e reforço de pregação das peças de escoramento. destinadas à ligação e a emenda das peças de escoramento.7 e 11. trabalhando a compressão. geralmente usadas aos pares.. 18 . 21 . Consiste na ligação das fôrmas entre si. 16 . temos que prever contraventamentos em duas direções perpendiculares entre si (Figuras 11.13 . 17 .Detalhes de utilização: a) . 15 .CUNHAS: Peças prismáticas. prever contraventamentos em dois ou mais pontos de altura..2. lajes etc. 20 .7 e 11. para garantir o prumo. fundações e vigas.8) os quais deverão estar bem apoiados no terreno em estacas firmemente batidas ou engastalhos nas bases.CHAPUZES: Pequenas peças feitas de sarrafos. e nos casos de contraventamentos longos prever travessas com sarrafos para evitar flambagem (Figuras 11.3 . 19 . ou como apoio extremo das escoras.8).

responsável pela formação de vazios nas peças concretadas"bicheiras". bem como deixar janelas intermediárias.7 .8 . as distância entre as gravatas devem ser máximo de 30 a 40 cm. 9 10 1 2 21 Figura 11.Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares Devemos colocar gravatas com dimensões proporcionais às alturas dos pilares para que possam resistir ao empuxo lateral do concreto fresco. Na parte inferior dos pilares. Esta janela tem a função de facilitar a vibração evitando a desagregação do concreto.1 9 21 10 2 Figura 11.8).0m (Figura 11. a cada 2. Não devemos esquecer de deixar na base dos pilares uma janela para a limpeza e lavagem do fundo. para concretagem em etapas nos pilares altos.Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares bem como das janelas 258 .

0 cm Figura 11. (1) (2) (3) Figura 11.Tipos de gravatas utilizadas em pilares (Cardão.9 .Tipos de reforços em gravatas 259 .5 x 7. que podem ser introduzidas dentro de tubos plásticos para serem reaproveitados ( seção 3) (Figura 11.Tipos de gravatas usuais para o fechamento dos painéis dos pilares: .10).10 .Tipo 3 = caibro com dois sarrafos de 2. de 2.0 ou 10 cm .5 x 7.1969) Além das gravatas podemos reforçar as formas dos pilares com arame recozido nº12 ou nº 10 (seção 2).0 ou 10.Tipo 1 = sarrafo simples.5 x 7.0 ou 10 cm . ou ainda com espaguetes.Tipo 2 = dois sarrafos de 2. tensores.

para evitar a abertura da forma (Figura 11.00 a 1. que não são travadas pelos painéis de laje.11). 0. Na base da forma e sobre as guias é importante pregar um sarrafo denominado “sarrafo de pressão”. espaguetes ou tensores .50. E verificarmos se as distâncias entre eixos (para o sistema convencional) são as seguintes: . evitando as "barrigas" ou superfícies tortas.b)-Nas vigas e lajes As fôrmas das vigas são constituídas por painéis de fundo e painéis das faces firmemente travadas por gravata. Sarrafo de pressão Figura 11.11 .entre mestras ou até apoio nas vigas : 1.60 a 0. Devemos certificar se as formas têm as amarrações.80m .para as gravatas : 0. é necessário prever também um bom escoramento lateral com as mãos francesas entre a parte superior da gravata e a travessa de apoio (Figura 11.20m . escoramentos e contraventamentos suficientes para não sofrerem deslocamentos ou deformações durante o lançamento do concreto.entre pontaletes das vigas e mestras das : 1.11) ou contra o piso ou terreno.50 m . principalmente nas vigas altas.00m lajes Nas formas laterais das vigas.Detalhe de uma fôrma de viga 260 . mãos-francesas e sarrafos de pressão.para caibros horizontais das lajes : 0. não é suficiente a colocação de gravatas ancoradas através do espaço interior das fôrmas com arame grosso (arame recozido nº 10).

Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão (Cardão.Outros tipos de fôrmas e escoramentos de vigas: Figura 11. 1969) Figura 11.13 .Detalhe da Fôrma das vigas sem sarrafo de pressão 261 .12 .

Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas Figura 11.Detalhes da fôrma das lajes maciças Figura 11.14 .15b .Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 262 .Figura 11.15a .

Figura 11.Fazer o fechamento das juntas pouco antes da concretagem. para evitar que as juntas se abram.17).11.17 . Devemos evitar o fechamento das juntas com papel de sacos de cimento ou de jornais.Colocar as tábuas das formas com o lado do cerne voltado para dentro (Figura 11. Isso pode ocorrer principalmente em pequenas obras. .16). fita adesiva e até mastiques elásticos (Figura 11. Figura 11. Pode ser utilizada mata-juntas.16 .2.Juntas das Fôrmas As juntas das fôrmas devem ser fechadas para evitar o vazamento da nata de cimento que pode causar rebarbas ou vazios na superfície do concreto.Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-juntas e fita adesiva Recomendações: . o que não é muito eficiente.Detalhe da fôrma utilizando tábuas 263 .4 .

18 .6kN/m². O peso próprio dessas formas variam de 0.4 a 0.Sistema de forma leve São sistemas em que se utiliza mão-de-obra manual. não necessitando do emprego de equipamentos para o içamento das peças. às vezes utiliza-se roldanas e corda para a subida vertical do equipamento (Figura 11. sendo sua aplicação feita manualmente. São encontradas de tres maneiras: a) Madeira : o escoramento das vigas são executadas em madeira por sistema chamados de garfos ou H de viga.18). e somente se necessário.5 . ou seja. e as lajes formadas por escoras.11. b) Misto :É um sistema que utiliza escoramento metálico com finalidade de suporte de carga sendo a fôrma revestida com chapas de compesado e podem ser dimensionadas para uma pressão que pode chegar até 60k/m².2. Figura 11.Escoramento de madeira tipo "H" 264 .19). longarinas e transversinas de madeira (Figura 11.

2. São utilizados compensados e vigas metálicas em aço ou alumínio Os painéis estruturados tem grandes aplicações em obras-de-arte. geralmente. paredes e núcleos de edificações. de grua ou guindaste. Esses painéis são estruturados e a forma pesa em média de 0.6 .Sistema médio de fôrmas São sistemas que se utilizam equipamentos para o içamento dos painéis com a utilização. compostos por painéis leves constituídos.Escoramento metálico c) Industrializado metálico: São aqueles sistemas em que praticamente se utilizam elementos metálicos para fôrma e escoramento.00 kN/m2. por exemplo. reservatórios. barragens.13kN/m2. forrando o painel. As fôrmas metálicas chegam a Ter um peso próprio de aproximadamente 0.19 .6 a 1. 11. consistindo como bastante leves.Figura 11. 265 . por uma estrutura de alumínio e compensado.

Sistema pesado de fôrmas São sistemas nos quais que se utilizam gruas para o içamento da fôrma.4 a 0.20 . todo o conjunto seja levado à lateral da edificação e transportado por meio de grua para os pavimentos ou área de trabalho superiores ou próximos.2.11.2.7 . galerias e principalmente lajes.Sistema trepante e auto-trepante São sistemas que com carro e cursor variável permitem deslocar a fôrma para frente e para trás na plataforma de trabalho. sem grua. As mesas voadoras pesam em média de 0. Figura 11.8 . sendo as fôrmas elevadas por comando hidráulicos. Essa estrutura fica apoiada sobre escoras ou treliças metálicas sob roldanas para a locomoção do sistema.Fôrma trepante 266 . 11. Consiste essa modalidade de escoramento na utilização da chamada mesa voadora que é uma estrutura metálica forrada por compensado sobre vigas mistas em alumínio ou aço. após a desforma. Podem ser empregados em estruturas com mais de 100m de altura. As principais aplicações desses sistemas são os muros. para que.8 kN/m2. paredes.

Sistema de fôrmas deslizante São sistemas de fôrmas que deslizam verticalmente impulsionadas por macacos hidráulicos com aproximadamente 1. silos verticais.21 – Equipamentos utilizados no corte das barras de aço Após o corte as barras devem ser endireitadas. 11. Esse sistema se aplica especialmente às obras verticais de reservatórios elevados. Podemos utilizar desde uma simples segueta (para pequenas bitolas). Tesoura máquina de cortar ferro Figura 11.2. com o auxilio de ferramentas e máquinas apropriadas.21). grandes pilares.11. máquina ou policorte de bancada (Figura 11.3.1 – Corte O corte das barras de aço consiste em dividir uma barra na dimensão indicada no projeto. sobre a bancada. tesoura. poços de elevador e escadas. o processo exige concretagem contínua. São de pequena altura.20). de capacidade. sendo que a plataforma de trabalho dos operários sobe junto com a fôrma.3 . e apoiadas por barras de aço presas nas paredes de concreto (Figura 11. chaminés cilíndricas e torres para telecomunicações.RECOMENDAÇÕES QUANTO AO MANUSEIO E COLOCAÇÃO DAS BARRAS DE AÇO 11. revestimentos de poços. Uma barra bem desempenada aumenta o rendimento e proporciona bom aspecto. núcleos de prédios.9 .2 ton. antes de ser dobrada. 267 .

que os diâmetros dos pinos sejam os mais próximos possíveis aos especificados na Tabela 11.Diâmetros dos pinos de dobramento .22).2 .3.3 5/16" 8 3/8" 10 1/2" 12.(Ganchos. Caso as barras continuem quebrando. para as quais.11. Este fato é observado na maioria das vezes em obras onde existe grande variabilidade de bitolas.4 para ganchos e dobras e na Tabela 11. quando do seu dobramento através de ferramentas manuais.Dobramento das barras Em algumas obras encontramos casos de quebra de barras de aço.5 para os estribos. dobras) BITOLAS POL mm 3/16" 5 1/4" 6.22 – Bancada com pino de dobramento A recomendação para estes casos. Para algumas bitolas eles são finos levando a barra.4 . chegando a romper por tração (Figura 11. a sofrerem um ensaio extremamente rigoroso de dobramento. recomendamos que sejam feitos ensaios de caracterização do lote.5 5/8" 16 3/4" 20 1" 25 11/4" 32 CA 25 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 5φ 5φ 5φ CA 50 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 8φ 8φ 8φ CA 60 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 268 . operários menos experientes não atentam para a necessidade de substituir o diâmetro do pino de dobramento. Tabela 11. Figura 11.

23).Tabela 11.5 .Diâmetros dos pinos de dobramento . Os pontos mais conhecidos na amarração são: ponto simples. laçada e flor (Figura 11.Estribos BITOLAS (mm) ≤ 10 10 < ø >20 ≥ 20 CA 25 3 øt 4 øt 5 øt CA 50 3 øt 5 øt 8 øt CA 60 3 øt - 11. É importante amarrar bem para que os ferros não saiam da sua posição durante a concretagem. volta-seca.3. Ponto simples Ponto volta-seca ou rabo de macaco Ponto flor ou cruzado Ponto laçada Figura 11.23 – Pontos de amarração usuais 269 . dando forma as estruturas de acordo com o projeto estrutural.3 – Montagem das armaduras Montagem das armaduras consiste em unir peças de aço com auxílio da torquês e do arame recozido nº18.

Para que isso ocorra.24). Para evitar esse problema. . deixando as barras de espera fora de posição após a concretagem. devendo nestes casos consultar o projetista. as causas podem ser diversas.11. recomendamos que se execute um quadro de madeira para servir de apoio às barras de espera e que o mesmo seja fixado no restante da armadura (Figura 11. etc. é quanto ao seu posicionamento.24 . não deve ser permitido que as mesmas sejam dobradas para alcançar sua posição (engarrafamento das armaduras).falta de amarração adequada. Figura 11. pois acontece em obras em que as esperas dos pilares não coincidem com sua localização em planta. . recomendamos como principal a fiscalização das ferragens. tais como: . Caso as recomendações citadas não forem obedecidas.4 . Para melhorar a rigidez da armadura impedindo o seu deslocamento.Barras de espera de pilares O que acontece com as barras de espera.3.Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 270 .movimentação das barras durante a concretagem.descuidos na locação dos pilares.

5 . Tabela 11.Armação de Fundação As fundações das estruturas podem ser expostas a agentes agressivos presentes nas águas e/ou solos de contato. Líquidos que possam lixiviar o cimento. que tem volumne consideravelmente maior do que os compostos iniciais. salvo recomendações do calculista. suas armaduras. o gesso e o sulfo-aluminato de cálcio.6). o que deve ser respeitado. Para que isso não ocorra recomendamos que seja colocada no fundo das valas uma camada de concreto magro (lastro de concreto não estrutural) Figuras 11. Porque as armaduras poderão ficar descobertas pelo concreto o que ocasionará a corrosão. e principalmente os blocos de estacas. sapatas. poderia ser utilizada como lastro. levando a expansão e desagregação do concreto.Comprimentos básicos para as esperas de acordo com o fck do concreto (Fusco. a lixiviação significa a extração ou dissolução dos compostos hidratados da pasta de cimento • Todas as vigas baldrames. mas os vazios formados pela elevada granulometria faz com que a pasta de cimento escoe formando vazios no concreto “bicheiras”. podendo deixar as armaduras expostas. Merecem menção dentre tais agentes agressivos: • Íons sulfatos. A pedra britada.As esperas de pilares (arranques) têm o comprimento mínimo dado por Norma NBR 6118/2003 (Tabela 11.6 . ao reagir com o hidróxido de cálcio e com o aluminato tricálcico hidratado.25 e 11.Barra estriada Boa aderência Má aderência 15 40φ 56φ 20 32φ 45φ 25 28φ 40φ 30 24φ 34φ 35 22φ 31φ 40 20φ 28φ 11. quando presente em solução produz. 271 . serem apoiadas diretamente sobre o solo. freqüentemente presentes em solos e águas subterrâneas. não devem.1994) Fck (Mpa) CA-50A .3.26. a ação dos sulfatos.

Afastamento mínimo das barras Como o concreto deve envolver toda a armadura e que não se apresente falhas de concretagem.3. Em qualquer caso o comprimento da emenda mínima deve ser ≥15φ ou ≥20cm.Lastro de britas sob os blocos de estacas 11.3. as emendas devem ser feitas na zona de menor esforço de tração.6 . se necessário.Lastro de brita sob as vigas baldrames Figura 11.26 . Emendas soldadas de aço CA-50 podem ser feitas com solda especial.7 . 11. As emendas com luvas são excelentes. em várias . Quando não houver indicações.Figura 11.25 . é necessário que haja um mínimo de afastamento entre as 272 .Emendas As emendas de barras por transpasses devem ser feitas rigorosamente de acordo com as recomendações do projetista. mas nunca em mais barras do que a metade.barras. alternadas em diversos locais de uma seção (NBR 6118/2003).

durabilidade e qualidade. com pá ou enxada até que a mistura fique homogenia (Figura 11. é conveniente observar a consistência da massa. com o objetivo de garantir sua homogeneidade.4 .1 . pouco a pouco. da seguinte maneira: • • Se a plainada com a pá.27). A seguir faz-se um buraco no meio da mistura e adiciona-se a água. Espalha-se a areia formando uma camada de 10 a 15 cm. 273 . de madeira ou cimento.27). sem perder água. tomando-se o cuidado para que não escorra para fora da mistura. 11. não fica com a mesma homogeneidade. O concreto preparado manualmente é aceitável para pequenas obras e deve ser preparado com bastante critério seguindo no mínimo as recomendações abaixo: • Deve-se dosar os materiais através de caixas com dimensões pré-determinadas.29). sobre essa camada esvazia-se o saco de cimento. • • • • Para regular a quantidade de água e evitar excesso. a forma da espremedura deve permanecer.barras. 11. Cuidado com o congestionamento formado pelas armaduras das vigas com as dos pilares. Se espremido com a mão um punhado de massa. espalhando-o de modo a cobrir a areia e depois se realiza a primeira mistura. a superfície deve ficar úmida.4.COMO SE PREPARA UM BOM CONCRETO Faremos aqui algumas recomendações sobre o preparo do concreto. a fim de facilitar o lançamento do concreto.28).Concreto preparado manualmente Devemos evitar este tipo de preparo. e excesso de areia ou pedra no enchimento das mesmas deve ser retirado com uma régua. misturando os três materiais (Figura 11. pois a mistura das diversas massadas. A mistura dos materiais deve ser realizada sobre uma plataforma. Admite-se que entre as barras tanto na vertical como na horizontal pelo menos 2 cm e não menos do que o próprio diâmetro da barra. caso a mistura for realizada sobre superfície impermeável sem proteção lateral "caixotes" (Figura 11. se junta à quantidade estabelecida de pedra britada. limpa e impermeável (preferencialmente em "caixotes") (Figura 11. ou com latas de 18 litros. que é prejudicial. Depois de bem misturados.

27 .29 . 274 .4.1.Adição das britas Figura 11.2 . e em seguida do agregado graúdo.4.30): • É boa a prática de colocação.Colocação da água 11.28 .Mistura da areia e do cimento sobre superfície impermeável Figura 11.Concreto preparado em betoneira Recomendam-se o mesmo cuidado no enchimento das caixas ou latas. em primeiro lugar. medidas de areia e pedra do item 11. parte da água.Figura 11. pois a betoneira ficará limpa. Os materiais devem ser colocados no misturador na seguinte ordem (Figura 11.

que faz um tamponamento nos materiais já colocados. Podemos estabelecer os tempos mínimos com relação ao diâmetro "d" da caçamba do misturador.Sequência da mistura em betoneira 275 . Colocar o restante da água gradativamente até atingir a consistência ideal. pois havendo água e pedra.• • • É boa a regra de colocar em seguida o cimento. coloca-se o agregado miúdo. haverá ainda uma moagem dos grãos de cimento. O tempo de mistura deve ser contado a partir do primeiro momento em que todos os materiais estiverem misturados. Finalmente.7 . Tabela 11. em metros (Tabela 11.7).30 . não deixando sair o graúdo em primeiro lugar.Tempos mínimos de mistura de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira TEMPOS MÍNIMOS DE MISTURA Misturador tipo Tempo mínimo de mistura (seg. haverá uma boa distribuição de água para cada partícula de cimento.) Eixo Vertical Eixo Horizontal Eixo inclinado 30 d 90 d 120 d Figura 11.

8 . pois é ele que controla o lançamento dos materiais. Min. Tabela 11. deixe misturar no mínimo por 3 min. Se ficar seco. OBS: . • a dimensão do agregado graúdo • o abatimento adequado (slump test). 11. .OBS: Os materiais devem ser colocados com a betoneira girando e no menor espaço de tempo possível. tais como: • localização correta da obra • o volume necessário • a resistência característica do concreto a compressão (fck) ou o consumo de cimento por m³ de concreto. na proporção de 5 partes de cimento por 3 de água. Depois de colocados os materiais.4. Se o concreto ficar mole. Socado) Firme Firme até plástico Plástico Mole até Plástico Plástico até mole Mole Muito mole Plástico até firme Firme até plástico Firme Muito firme 276 . o que devemos saber é programar e receber o concreto.3 . até atingir a consistência adequada. a) . Máx. coloque mais cimento e água.8 Tabela 11.Devemos sempre colocar um operário de confiança para operar a betoneira. Máx. Máx.Limite de abatimento (Slump-Test) para diversos tipos de concreto Valores de abatimento em – mm Tipo de execução de concreto: Regular ou razoável Rigoroso Agregados em volume Agregados Sem ou com controle em peso tecnológico Vibração sem com com Min. Min.Nunca adicione somente água. adicione a areia e a pedra aos poucos.Programação do concreto: devemos conhecer alguns dados. 20 40 20 60 10 50 30 80 30 70 20 60 60 80 50 70 40 60 80 110 70 90 60 80 70 --------30 60 --------100 --------100 80 --------60 80 90 30 50 20 10 80 100 130 80 70 50 30 50 70 80 20 30 10 0 70 90 100 70 40 30 20 Tipo de Construção Consistência (Trabalhabilidade) Fundações e muros não armados Fundações e muros armados Estruturas comuns Peças esbeltas ou com excesso de armadura Concreto aparente Concreto bombeado – até 40m Mais de 40m Elementos pré fabricados Lastros-pisos Pavimentação Blocos maciços(concr.Concreto dosado em central Para a utilização dos concretos dosados em central. pois isso diminui a resistência do concreto.

a haste deve penetrar até a camada inferior adjacente. Para isso devemos executá-lo como segue: coletar a amostra de concreto depois de descarregar 0.Aplicação do concreto em estruturas Na aplicação do concreto devemos efetuar o adensamento de modo a tornálo o mais compacto possível. • não vibrar a armadura • não imergir o vibrador a menos de 10 ou 15 cm da parede da fôrma • mudar o vibrador de posição quando a superfície apresentar-se brilhante. só nos resta verificar .4. • 11. o abatimento (slump test) para avaliar a quantidade de água existente no concreto. aditivo se utilizado Se tudo estiver correto. • coloque o cone sobre a placa metálica bem nivelada e preencha em 3 camadas iguais e aplique 25 golpes uniformemente distribuídos em cada camada. deve-se verificar: • • • o volume do concreto pedido a resistência característica do concreto à compressão (fck). • retirar o cone e com a haste sobre o cone invertido meça a distância entre a parte inferior da haste e o ponto médio do concreto.A programação deve ser feita com antecedência e deve incluir o volume por caminhão a ser entregue. para isso devemos ter alguns cuidados: aplicar sempre o vibrador na vertical vibrar o maior número possível de pontos o comprimento da agulha do vibrador deve ser maior que a camada a ser concretada. O método mais utilizado para o adensamento do concreto é por meio de vibrador de imersão (Figura 11. b) . bem como o intervalo de entrega entre caminhões.Recebimento: antes de descarregar.4 . • • • 277 .5 m³ de concreto ou ≅ 30 litros.31). • adense a camada junto a base e no adensamento das camadas restantes.

32). e contraventá-las. Podemos ainda fazer uma outra abertura no pé do pilar para. vigas. • e alguns cuidados nos pilares. a 2. 278 . facilitando assim a saída das bolhas de ar.31 . Em casos de pilares altos.Figura 11. lajes como segue: • a) Nos pilares Verificar o seu prumo. antes da concretagem. fazer a remoção e limpeza da sua base.Aplicação do vibrador na vertical Porém antes da aplicação do concreto nas estruturas devemos ter alguns cuidados: a altura da camada de concretagem deve ser inferior a 50 cm. e não a "marteladas" como o usual. Engravatar a fôrma a cada aproximadamente 50 cm. Fazer um "cachimbo" nas janelas para facilitar a concretagem (Figura 11. O concreto deverá ser vibrado com vibrador específico para tal. e fazer com que a fôrma fique travada nos "engastalhos". evitando com isso a queda do concreto de uma altura fazendo com que os agregados graúdos permaneça no pé do pilar formando ninhos de pedra a vulgarmente chamado "bicheira".00m fazer uma abertura "janela" para o lançamento do concreto.

Limpar as fôrmas e molhá-las antes de concretar As vigas deverão ser concretadas de uma só vez. a sua abertura e vazamento da pasta de cimento. mãos-francesas etc.33).engastalho Figura 11. As emendas de concretagem devem ser feitas de acordo com a orientação do engenheiro calculista. no momento de vibração. caso não haja possibilidade. respectivamente.32 . contraventadas a cada 50 cm. a emenda deve ser feita a 1/4 do apoio. são máximos. Caso contrário.. através de gavatas.Nas vigas Deverá ser feito formas. Verificar a estanqueidade das fôrmas. onde geralmente os esforços são menores.Cachimbo para facilitar a concretagem b) . fazer as emendas à 45º (Figura 11. pois os momentos negativos e positivos. Devemos evitar as emendas nos apoios e no centro dos vãos. par evitar. 279 .

este cuidado é necessário para evitar que a vibração do concreto novo.após a interrupção." (Figura 11. com a utilização dos chamados "Caranguejos. evitando que a mesma absorva água do concreto. O umedecimento nas fôrmas de laje maciça não pode originar acúmulo de água. c) . através de imã.33 .Figura 11. transmitida pela armadura. devemos fazer a limpeza das pontas de arame utilizadas na fixação das barras.34) 280 .Nas Lajes Após a armação. e para maior garantia de aderência do concreto novo com o velho devemos: 1º retirar com ponteiro as partículas soltas 2º molhar bem a superfície e aplicar 3º ou uma pasta de cimento ou um adesivo estrutural para preencher os vazios e garantir a aderência. formando poças. A superfície deve ser limpa. Garantir que a armadura negativa fique posicionada na face superior.Emendas de concretagem em vigas realizada à 45 0 Quando uma concretagem for interrompida por mais de três horas a sua retomada só poderá ser feita 72 horas . 4º o reinicio da concretagem deve ser feito preferêncialmente pelo sentido oposto. fazer a limpeza e umedecimento das formas antes de concretagem. prejudique o concreto em início de endurecimento e quanto a aderência do concreto as barras de aço. isenta de partículas soltas.

Detalhe das guias de nivelamento 281 .Detalhe da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras das lajes Recomendamos o uso de guias de nivelamento e não de pilaretes de madeira para nivelarmos a superfície das lajes.35 .Figura 11.34 . (Figura 11.35) Figura 11.

submersa) Moderada (Urbana) Forte (Marinha.9 . deve ser dada atenção apropriada aos espaçadores para armadura e uso de dispositivos para garantia efetiva do cobrimento especificado (Figuras 11. e a deslocação das mesmas principalmente as armaduras negativas. Figura 11. É preocupante ao constatar que esse ponto é freqüentemente negligenciado. mas também pelos benefícios adicionais. Os cobrimentos estão sempre referidos à superfície da armadura externa. Desta forma evitaremos a vibração excessiva das armaduras com eventual risco de aderência na parte de concreto já parcialmente endurecido. a resistência ao fogo. para movimentação de pessoal no transporte de concreto.5 .36).9) Tabela 11. Industrial) (Industrial. 11. lembrando que o aço para concreto armado estará apassivado e protegido da corrosão quando estiver em um meio fortemente alcalino propiciando pelas reações de hidratação do cimento. devemos fazer cumprir os cobrimentos mínimos exigidos no projeto e dado pela NBR6118/2003.4. sejam feitas e apoiadas diretamente sobre as formas. (Tabela 11.Cobrimento da armadura A importância do Cobrimento de concreto na armadura é de vital importância na durabilidade. em geral à face externa do estribo.37 e 11. Devemos em todos os casos garantir o total cobrimento das armaduras.Passarela para concretagem apoiadas na fôrma. independentes da armadura (Figura 11. como por exemplo.Recomendamos ainda que as passarelas.38).36 . repingos de maré) Muito Forte 20 25 Cobrimento nominal (mm) 25 35 30 40 45 50 282 .Cobrimento das armaduras Agressividade componentes laje Viga/pilar Fraca (Rural. Na execução.

37). que além de mais econômicas. aderem melhor ao concreto e podem ser facilmente obtidas na obra. dormitórios. áreas de serviço de apartamentos.38) ou de argamassa (Figura 11. metálica etc.37 ..Pastilhas de argamassa Figura 11. cozinha. isopor (caixa de ovos).38 .Pastilhas plásticas 283 . residências e conjuntos comerciais ou ambientes com concreto revestido com argamassa e pintura. com o auxílio de formas de madeira. para tal podemos empregar: pastilhas (espaçadores): plásticas (Figura 11.. (para fazer gelo).OBS: Pode-se considerar um microclima com uma classe de agressividade mais branda para ambientes internos secos (salas. banheiros. • e = recobrimento Figura 11. • cordões de argamassa.

etc.tipo de cimento. como folhas de papel ou plástico impermeabilizantes. palha. A resistência potencial. motivo de constante preocupação de engenheiros e construtores nacionais. serragem. bem como a durabilidade do concreto. conforme mostra a Tabela 11. terra. a) Tempo de Cura Para definir o prazo de cura. vapor d’água ou materiais de recobrimento saturados de água.4.55 3 3 5 3 3 0. de acordo com a relação a/c utilizada e o tipo de cimento.35 2 2 2 2 2 0.Cura A cura é um processo mediante o qual mantém-se um teor de umidade satisfatório.11. somente serão desenvolvidas totalmente.10: Tabela 11. OBS. Existem dois sistemas básicos para obtenção da perfeita hidratação do cimento: 1 – Criar um ambiente úmido quer por meio de aplicação contínua e/ou freqüente de água por meio de alagamento.6 .10 . . 2 – Prevenir a perda d’água de amassamento do concreto através do emprego de materiais selantes. evitando a evaporação da água da mistura. garantindo ainda. A cura é essencial para a obtenção de um concreto de boa qualidade.a relação a/c e o grau de hidratação do concreto.70 10 10 10 5 5 284 . molhagem. se a cura for realizada adequadamente. uma temperatura favorável ao concreto. é necessário considerar dois aspectos fundamentais: . ou por aplicação de compostos líquidos para formação de membranas.65 7 7 7 5 5 0.: Deve-se ter cuidados para que os materiais utilizados não sequem e absorvam a água do concreto.Número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento a/c Cimento CPI e II 32 CPIV – POZ 32 CPIII – AF – 32 CPI e II – 40 CPV – ARI 0. durante o processo de hidratação dos materiais aglomerantes. areia. Para concretos com resistência da ordem de 15Mpa devemos curar o concreto num período de 2 a dez dias. como mantas de algodão ou juta.

que podem provocar fissuras e até trincas. desformar nos seguintes prazos: faces laterais retirada de algumas escoras faces inferiores. Em estruturas com vãos grandes ou com balanços. Ironicamente. com concreto de relação a/c elevada – são as que menos cuidados recebem especialmente componentes estruturais. além de atender ao exposto acima.Desforma A desforma deve ser realizada de forma criteriosa. que retêm mais água e garantem o grau de umidade necessário para hidratar o cimento.Há. atuam sobre a cinética da reação de hidratação do cimento: condições locais. evitando-se desformas ou retiradas de escoras bruscas ou choques fortes. exceto as do item abaixo • vigas e arcos com vão maior do que 10 m • • • 3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias A desforma de estruturas mais esbeltas deve ser feita com muito cuidado. 285 . pelo menos nas peças espessas. deixando-se algumas escoras bem encunhadas • desforma total. área de exposição/volume da peça. também. as obras mais carentes de uma cura criteriosa – pequenas estruturas.4. é prática usual nos canteiros de obras cuidarem da cura somente na parte superior das lajes. haverá necessidade de concretos mais compactos (menos porosos). como pilares e vigas. A falta de uma cura adequada age principalmente contra a durabilidade das estruturas. Nas obras de pequeno porte e de menor responsabilidade podemos. a retirada das fôrmas e do escoramento deverá ser feito quando o concreto atingir a resistência característica à compressão ≥ 15 MPa. uma vez que. de alguma forma. Quando o cimento não for de alta resistência inicial ou não for colocado aditivo que acelerem o endurecimento e a temperatura local for adequada. O maior dano causado ao concreto pela falta da cura não será uma redução nas resistências à compressão. Secagens prematuras resultam em camadas superficiais porosas com baixa resistência ao ataque de agentes agressivos. que pode ser definida pela relação. a qual é inicialmente controlada pelas propriedades das camadas superficiais desse concreto. para evitar tensões internas não previstas no concreto. geometria das peças. 11.7 . outros aspectos importantes na determinação do tempo total de cura e não podem deixar de ser mencionados. Em certas condições. exigindo um prolongamento do período em que serão necessárias as operações de cura. temperatura. Nessas condições haverá necessidade de considerar também a variável agressividade do meio ambiente. deve-se pedir ao calculista um programa de desforma progressiva. vento e umidade relativa do ar. Além disso.

• aplicar um adesivo a base de epóxi na superfície de contato do concreto e das barras de aço com o novo concreto de enchimento.11. para esconder eventuais descuidos durante a concretagem ou por outro qualquer motivo.Consertos de falhas Devemos proibir.39 . b) Armadura • Bitolas. que após a desforma de qualquer elemento da estrutura de concreto armado sejam fechadas falhas (bicheiras) do concreto.O que devemos verificar antes da concretagem .Plano de Concretagem Antes da concretagem devemos verificar um conjunto de medidas a serem tomadas antes do lançamento do concreto objetivando a qualidade da peça a ser concretada. Estanqueidade. Tratamento da superfície de contato. nas obras. com concreto forte. quantidades e dimensões das barras. Limpeza e aplicação de desmoldante. que são: a) Fôrma e Escoramento • • • • • Conferir a montagem baseada no projeto. Para os concertos nas falhas simples devemos assim proceder: remover o concreto solto. sendo aconselhável aplicar aditivo inibidor de retração (expansor).Método mais comum de consertos de falhas 11. • preenchimento do vazio.8 . Capacidade de suporte da fôrma relativo a deformações provocadas pelo peso próprio ou devido às operações de lançamento.4. • • Figura 11. picotar e limpar bem o lugar a ser reparado.9 . 286 .4. limpar bem as barras das armaduras descoberta removendo toda a ferrugem.

adensamento e cura do concreto. Cobrimento das armaduras (pastilhas. jericas. ponteiros. Durante o lançamento devemos evitar o acúmulo de concreto em determinados pontos da fôrma. etc. início e intervalos das cargas. evitar a segregação e o acúmulo de água na superfície do concreto. bomba estacionária.) Providenciar tomadas de força para equipamentos elétricos. Dimensionar a equipe envolvida no lançamento. vibradores de superfície (réguas vibratórias). limitar o transporte a 60m. esteira. prever local de acesso e de posicionamento para os caminhões e bomba. lançar o mais próximo da sua posição final. Fixação. vibradores externos (vibradores de fôrma). No caso de lançamento convencional verificar: o intervalo compatível de entrega do concreto. paredes com vigas ou lajes). caçamba). Programar o tempo previsto para o lançamento. Evitar o adensamento a menos de 10cm da parede da fôrma devido a formação de bolhas de ar e perda de argamassa. lançar nova camada antes do início de pega da camada inferior. a partir da extremidade para o centro das fôrmas. 287 . Iniciar o adensamento logo após o lançamento. Especificar a forma de lançamento (convencional. espaçadores) Limpeza c) Lançamento • • • • • • • • • Programar antecipadamente o volume de concreto. • • d) Adensamento • • • • Providenciar. guincho.. Providenciar ferramentas diversas (enxada. encontros de pilares.• • • • Posicionamento. guindaste. preparar rampas e caminhos de acesso. A cura deve ser contínua. No caso de lançamento por bombas verificar: altura de lançamento. O vibrador de imersão deve penetrar cerca de 5.0m. desempenadeiras. vibradores de imersão (agulha). lançar em camadas horizontais de 15 a 30cm. a altura de lançamento não deve ultrapassar a 2. autobomba com lança. pás. iniciar a concretagem pela parte mais distante do local de recebimento do concreto. Providenciar equipamentos e dispositivos (carrinhos. caçamba). Prever interrupções nos pontos de descontinuidade (juntas. e) Cura • • Iniciar a cura tão logo a superfície concretada tenha resistência à ação da água.0cm da camada inferior.

Retirar da área de produção as ferramentas defeituosas. danificadas ou improvisadas. calçado. Madeira de desforma e estroncas devem ser armazenadas no centro do pavimento. emprego de escadas inadequadas devemos: proteger as beiradas das lajes. ser fixadas nos pisos inferiores e superiores. corte. devemos evitar o empilhamento e armazenamento próximo a beiradas de laje. dobra e manipulação de armações de aço devem ser utilizados os equipamentos de proteção individual obrigatórios (capacete. escorregões ocasionados pela desforma. O içamento de materiais só deve ser feito por pessoal qualificado Para o transporte. metal ou telados. - - - 288 . protetor auricular. As escadas devem ser dimensionadas em função do fluxo de trabalhadores. luva e mangote de raspa. óculos de segurança contra impactos. com guarda-corpos de madeira. cinturão de segurança tipo pára-quedista e trava-quedas). Para evitar quedas de materiais e objetos. avental. beirada das lajes. poços.ANOTAÇÕES Noções de segurança: Para evitar quedas de pessoas em aberturas.

Aclive – Quando o terreno se apresenta em subida em relação à rua. lugar ou meio de ligação por onde se chega à entrada de um edifício ou à alguma parte dele. Aço – CA-50 – Aço para concreto armado de tensão característica e escoamento igual a 50 Kgf/mm . Aço-carbono – Liga de aço e carbono que resulta num material leve e de grande resistência. vãos. pisos etc. produz reações oblíquas nos apoios A abóbada serve ainda de meio de suporte de pavimentos. Abertura – Termo genérico que indica todo e qualquer rasgo na construção (portas. que forma normalmente a cobertura de um recinto.VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO Este capítulo reúne a maior parte dos termos usados na construção civil. janelas. a abóbada tem origem num arco que se desloca e gira sobre o próprio eixo. Afastamento – Separação de um elemento construtivo em relação a um ponto. Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. tem origem no termo francês cave: lugar especial da casa. aplainar. Abraçadeira – Peça metálica que. linha ou outra referência. conduites etc. Abrigo – Lugar destinado a proteger das intempéries. Afagar – Nivelar. estrume ou fibra vegetal. onde se guardam os vinhos e azeites. Na engenharia é uma estrutura de alvenaria ou concreto. como tubos. Abrasão – Desgaste causado nas superfícies pelo movimento de pessoas ou objetos. realizadas ao término da estrutura. A palavra provavelmente. areia em pequena quantidade. formando novos compartimentos ou ampliando os existentes. Abóbada – Geométricamente. em geral no subsolo. escadas. Acabamento – Conjunto de operações de revestimentos e de finalização. também chamada de abrigo de carros. normalmente fixa peças. Adega – Também conhecida como cava. Acetinado – Todo material tratado para ter textura semelhante ao cetim. alvenaria. Acesso – Passagem. quer no sentido horizontal. quer no vertical. tabuleiros de ponte. arqueada a uma superfície. Adobe – Tijolo feito com uma mistura de barro cru. valas). Acréscimo – É o aumento de uma construção. curva. 2 289 . desbastar saliência ou alisar madeiras. A Abaular – Dar forma curva.12 . No uso corrente. Carregada verticalmente. indica locais como garagem. e tem como objetivo melhorar a comunicação e o entendimento com os profissionais envolvidos na construção.

engenheiro no seu trabalho.é o nome que se dá às duas águas de forma trapezoidal. Aos alpendres maiores dá-se o nome de varanda. por onde passam os eixos de simetria da seção.Afresco – Técnica de pintura. Trabalha o revestimento ainda úmido de paredes e tetos. Alma – Parede componente dos perfilados ou vigas U. Z e L. faz a ligação das partículas inertes por ação física ou por reação química. T. sem aberturas para o exterior. 290 . Alçar – Levantar a parede. linhito. Profissional que estuda os níveis e as características do terreno para ajudar o arquiteto. Alcatrão – Produto semi-sólido ou liquido. Aglomerante – (ligante. Água do telhado – Cada uma das superfícies inclinadas da cobertura. resultante da destilação de materiais (hulha. com o sem adição de água. Alinhamento – Linha que limita o lote urbano em relação à via pública. forma argamassas e concretos. Agrimensura – Medição da superfície do terreno. Argola de metal que fica do lado de fora da porta e serve de instrumento para bater à porta. Agregado – Material pétreo granuloso quimicamente inerte e sem poder aglutinante que. juntamente com água e um ligante. aglutinante) substância que. misturada a um agregado. construir. sótãos ou desvão de telhado. I. composta de serragem compactada com cola que pode ser fechada com duas lâminas de madeira ou não. calor ou pressão. Água furtada – Vão entre as tesouras do telhado. Alicerce – Fundação. Geralmente fica localizada na entrada da casa. Agrimensor – Topógrafo. Água-mestra – Nos telhados retangulares de quatro águas. Alto-relevo – Saliência criada e definida numa superfície plana. Alpendre – Cobertura suspensa por si só ou apoiada em colunas. Alçapão – Portinhola no piso ou no foro que dá acesso a porões. Aldrava – o mesmo de aldraba. que principia na cumeeira e segue até a beirada. Alcova – quarto pequeno de dormir. Almofada – Na marcenaria e carpintaria. Aglomerado – Placa prensada. turfa e madeira). Alambrado – Cerca feita com fios de arame que delimita um terreno. peça com saliência superposta à superfície. Conjunto de estacas e sapatas responsável pela sustentação da obra e transmitir ao solo de forma estável. As duas triangulares são chamadas de tacaniças. Almoxarifado – Depósito dos materiais de uma obra ou empresa. Altura (de uma edificação) – É a diferença de cota entre o piso do pavimento habitável mais próximo do terreno natural e o forro do pavimento habitável mais alto. permitindo a absorção da tinta. Ângulo do telhado por onde correm as águas pluviais.

Aprovação de planta – Ato administrativo da Prefeitura para aprovação de projeto arquitetônico de construção ou reforma de um edifício urbano. para proteger. bloco. Apontador – Funcionário encarregado do controle de presença dos operários de uma obra ou serviço. Apartamento – Conjunto de dependências constituído de habitação distinta. rés do chão. Amianto – Tem origem de um mineral chamado asbesto e é composto de filamentos delicados. Anteparo – Qualquer objeto. Primeiro andar – é o pavimento imediatamente acima do andar térreo. A fonte de energia para o aquecimento da água poderá ser a eletricidade. Andar térreo – é o pavimento acima do porão ou do embasamento e no nível da via pública. pilares e colunas por meio de prumo (ver prumo). Apiloamento – Operação de bater a terra solta com soquete ou maço. É utilizado na construção de refratários. ou adicionadas ao cimento branco para rejunte.Alvará de construção – Documento emitido pela prefeitura do município onde a construção está localizada que licencia a execução da obra. Alvenaria – Conjunto de pedras. flexíveis e incombustíveis. Amarração – Modo de assentar tijolos. Apicoado – Superfície submetida a desbastamento (com ponteiros. Anteprojeto – Linhas iniciais em busca de uma idéia ou concepção para desenvolver um projeto. Anodização – Tratamento químico no alumínio que lhe confere aparência fosca e cores variadas. enfeite fixado em paredes e muros. de cor branca sem matizes. Andaime – Plataformas elevadas do piso. o gás ou a energia solar. embasamento. talhadeiras) do qual resulta uma textura rugosa. Aparelho Sanitário – Peça ou aparelho destinado a usos higiênicos. antiderrapante. acima do porão. com argamassa ou não. castanho clara. por meio de registro escrito. Andar – Qualquer pavimento de uma edificação. loja ou sobre loja. pára-ventos) que se coloca diante de alguém ou de algo. muros e alicerces. pedras e outros elementos que compõe a alvenaria. usada para alcançar niveis superiores durante a construção ou reparo de um edifício. As peças de uma fiada são assentadas com diferença de meio comprimento ou meia largura em relação a fiada seguinte. que formam paredes. Aplique – Ornamento. e na composição do fibrocimento. usado no estado em pó fino na fabricação de tintas brancas. insolúvel na água. de maneia que as juntas verticais fiquem desencontradas. de tijolos ou blocos. Aprumar – Acertar a verticalidade de paredes. 291 . peça (biombos. Aquecimento Central – Sistema que centraliza o aquecimento da água para distribuição nas edificações. em sucessivas camadas. rés do chão. Angelim-vermelho – Madeira de construção de cor castanho-rosada. Angico – Madeira muito dura. ligado hidraulicamente a rede de água e de esgoto. loja ou sobre loja. quebra-luzes. Alvaiade – Carbonato básico de chumbo de composição variável.

se apóia em colunas. Arrematar – Finalizar um serviço na fase de acabamento da obra. cada fila mais elevada que a outra. Arcada – Sucessão de arcos.Aquecimento de passagem – Sistema que aquece a água sem centralizar a reserva de água quente. a realidade social. excluídas as paredes. Área ou faixa não edificável (non aedicandi) – É a área de terreno onde não é permitida qualquer edificação. em forma de escada. calcário ou feldspato usado em pisos. Área de lazer – É a área de uso comum dos condomínios. Aroeira – Madeira em extinção de cor variando do castanho ao avermelhado escuro. em suas extremidades. Arquiteto – Profissional que idealiza e projeta uma construção. Arquitetura – Arte de compor e construir edifícios. tendo em vista o conforto. Argila expandida – Agregado artificial leve. complementado as moradias. e o sentido plástico da época. Área construída – É a soma das áreas dos pisos utilizáveis. Arrimar – Apoiar. Arquibancada – Série de assentos em filas sucessivas. Arenito – Rocha composta de pequenos grãos de quartzo.000º a 1. 292 . escorar. Arquitrave – Viga de sustentação que. Podendo ser elétrico ou a gás. encostar. Área útil – Superfície utilizável de uma edificação. o conhecimento dos materiais e de suas técnicas. Área ocupada – è a área de projeção horizontal de uma ou mais edificações sobre o terreno. pilares. usada no assentamento ou revestimento. cobertos de todos os pavimentos de uma ou mais edificações. Possui a arte da composição. Armadura – conjunto de ferros que ficam dentro do concreto e dão rigidez à obra.400ºC de uma mistura de argila e substâncias capazes de gerar gases. Argamassa – Mistura de materiais inertes (areia) com materiais aglomerantes (cimento e/ou cal) e água. Arandela – Aparelho de iluminação fixada à parede. Arabesco – Ornamento de inspiração árabe. Rocha macia e de corte fácil. Armador – Profissional responsável pelo corte e pela armação das ferros de uma construção. Área permeável – É a porção do terreno onde não há pavimento ou estruturas subterrâneas capazes de obstruir a percolação das águas para o subsolo. Arame recozido – Arame de ferro submetido a tratamento térmico de recozimento que o torna flexível. Ardósia – É uma rocha metamórfica de grão fino e homogêneo composta por argila ou cinzas vulcânicas que foram metamorfizadas em camadas. obtido por aquecimento de 1. Arco – semicircunferência que vence um vão entre paredes.

B Baixo-relevo – Trabalho em que as figuras sobressaem muito pouco em relação à superfície que lhes serve de fundo.Art déco – Movimento entre os anos 20 e 40 e marca a arquitetura com linhas geométricas e tons pastel. que se coloca na parte superior de portas e janelas. Auto de vistoria . Baldrame – Viga ou conjunto de vigas de concreto armado que corre sobre qualquer tipo de fundação para travamento ou apoio das paredes. esquadrias. Bandeira – Caixilho fixo ou móvel. Azulejo – placa de cerâmica polida e vidrada. Baliza – É um instrumento utilizado pelo topógrafo para elevar o ponto topográfico com objetivo de torná-lo visível. blocos. Aspersor – aparelho usado na jardinagem que divide o jorro da água em gotículas. Asfalto – Material sólido ou semi-sólido. Assobradada – Construção com mais de um pavimento. e no qual os constituintes são os betumes. Autoportante – Elemento que tem rigidez mecânica suficiente para sustentar a si mesmo. 293 . sem estrutura de sustentação aparente.Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício comercial ou industrial recém construído. Assoalho – Piso de madeira de tábuas corridas. de cozimento ou de secagem de materiais. pisos. Ateliê – Local de trabalho do artista. favorecendo a iluminação e a ventilação dos ambientes. Balcão – Elemento em balanço. na altura de pisos elevados. Átrio – Pátio descoberto cercado por telhados. disposto diante de portas e janelas. usada em iluminação de jardins. Balaústre – Pequena coluna ou pilar que. Geralmente usada em processos de impregnação de fungicidas e preservativos na madeira. com uma ou mais lâmpadas. Art nouveau – Arte nova se refere ao estilo arquitetônico e da arte decorativa que marcou o final do século XIX e o começo do século XX. É protegido com grades ou peitoril. sustenta corrimãos e guarda-corpos. que ocorre na natureza ou é obtido pela destilação de petróleo. de cor entre preta e pardo-escura. Ligar circuito ou aparelho elétrico à terra. alinhada lado a lado. Balizador – Pequena haste cilíndrica. Autoclave – Máquina que opera em altos graus de temperatura e pressão. Balanço – Saliência ou corpo que se projeta para além da prumada de uma construção. pastilhas e outros acabamentos. A origem do azulejo remonta aos povos babilônicos. Assentar – Colocar e ajustar tijolos. que se funde pelo calor. Aterrar – Colocar terra para nivelar uma superfície irregular.

Tem função estrutural.5 a 3. Boleado – acabamento arredondado no contorno da superfície de madeira. plástico ou metal. Barrote – Peça de madeira. Bate-estaca – Equipamento de cravar estacas no terreno pela ação de golpes a sua cabeça com um pilão. sobre o qual bate a folha da porta ou da janela ao fechar. Bloco – Designa edifícios que constituem uma só massa construída. protegendo-a da ação das chuvas. Barrado – Revestimento colocado nas partes inferiores das paredes. onde as peças giram em torno de um eixo até atingir a posição perpendicular em relação ao batente ou à esquadria. Também é a proteção externa colocada nos edifícios para evitar a queda de detritos. Basculante – Caixilho empregado em portas e janelas. Bangalô – Pequena casa alpendrada. usada na pavimentação de estradas e na construção. pedra. Brise – Quebra-sol composto de peças instaladas na vertical ou horizontal diante das fachadas para impedir a ação do sol sem perder a ventilação. Tem de 3 a 5 cm de largura por 2. de grão fino e cor escura. Bica corrida – Pedra britada (ver brita). abrindo vãos para ventilação. 294 .5 cm de espessura. Bloco cerâmico – Elemento de vedação com medida-padrão. Basalto – Rocha muito dura. Bow-window – Janela semicircular que se projeta para fora das paredes. Bloco de concreto – Elemento de dimensões padronizadas Tem função estrutural ou de vedação. Bloco sílico-calcário – Elemento de alvenaria composto de uma mistura de areia silicosa e cal virgem.Bandeja – Conduto de instalação aparente. Brita – Pedra quebrada mecanicamente em fragmentos de diâmetros variados. Pode ser estrutural ou não. Boiler – Compartimento em que a água de um sistema de aquecimento central é armazenada e mantida em determinada temperatura. que permite fixar o piso de tábua. Bay window – Janela de três faces. metal ou cantaria. classificados em peneiras. Fragmentos de pedra usados na construção civil. chumbada com massa no contrapiso. que avança além da parede que a sustenta. aberto superiormente em toda sua extensão. Beiral – Prolongamento do telhado ou da estrutura de uma laje para além da parede externa. Barroco – Estilo marcado pelo excesso de detalhes e de rebuscamentos. Bloco de vidro – Elemento de vedação que ajuda a iluminar o ambienta. erguida no campo ou nos arredores das cidades. Bitola – Dimensão ou forma fixa de certos materiais determinada pelo uso ou por normas técnicas. Batente – Peça de madeira. presa ao guarnecimento do vão. Bisotê – Rebaixo em ângulo na extremidade do vidro ou do espelho deixando o contorno da peça mais fino do que o restante da superfície. onde os condutores são lançados.

Cantoneira – Peça em forma de “L” que arremata as quinas ou ângulos de paredes. Capa – Demão de tinta. pigmentos ou outros. sobre a qual se pregam as ripas. Caibro – Peça de madeira inclinada segundo o caimento do telhado e regularmente espaçada. estradas. A perfuração atinge no máximo 6. na canalização de esgoto da pia de cozinha. Canteiro de obra – Conjunto de instalações provisórias auxiliares de uma obra. Caiação – Pintura com cal diluída com água. executada a trado. que permite o acesso para limpeza e inspeção. destinado à escada. fiscalização e controle de serviços e obras. Calefação – Sistema criado para aquecer a construção. retiradas de um bloco de rocha. execução. ruas ec. em sentido vertical. condições e procedimentos estabelecidos pelo contratante para a contratação. Calçada – Pavimentação do terreno dentro do mesmo. implantado em anexo a área reservada a construção principal. elétricas ou hidráulicas.Broca – Estaca manual simples. Cal – aglomerante cujo constituinte principal é o óxido de cálcio em presença natural do óxido de magnésio. oficinas ou outros. Canal de irrigação – duto ou vala que conduz a água com a finalidade de umedecer os solos. com ou sem adição de cola. Caixa de escada – Espaço. instalada após o sifão. Caixa de passagem – Une tubulações diversas.0m. critérios. Canafístula – Madeira dura. Cantaria – Pedra de cantaria é a pedra esquadrejada em cantos formando esquadro de 90 graus usadas para edificar ou revestir. Calceteiro – Profissional que trabalha com assentamento de pedra em calçadas. Caixa de gordura – Caixa para retenção de gorduras. que aplica com broxa. hidratados ou não. de cor amarelo-clara com manchas mais escuras. que suporta pouco peso. Camada de betume aplicada sobre uma superfície. C Caderno de encargos – É o conjunto de especificações técnicas. 295 . Também profissional que forma as pedras de calçamento. Calafetar – Vedar fendas e pequenos buracos surgidos durante a obra. Calha – Canal que recebe as águas das chuvas e as leva aos condutores verticais. Podem ser simples ou ornamentados. Caixa de inspeção – Caixa enterrada nos pontos de mudança de direção de uma canalização de esgotos ou águas pluviais. Caixilho – Parte da esquadria que sustenta e guarnece os vidros de portas e janelas. ou em determinados pontos ao longo de trechos extensos da mesma. como depósitos. com o martelo de calceteiro. Capitel – Parte superior de uma coluna.

Cachimbo – Anteparo de madeira. que avançam sobre a fachada. Chumbar – Fixar com argamassa. para iluminar interiores de uma edificação. Chaminé – Duto que conduz a fumaça da lareira e do fogão para o exterior da casa. Carpete de madeira – Conjunto de pranchas de madeira ou laminado que são encaixados e/ou coladas ao contrapiso. rica em carbonato de cálcio. Chalé – Casa de campo de madeira com telhados em duas águas. Também se refere às lajotas usadas em pisos ou como revestimento de parede. de barras de aço. Chapiscar – Lançar argamassa de cimento e areia grossa contra uma superfície para torná-la áspera e facilitar a aderência. telhas e vasos. Cimalha – Saliência ou arremate na parte mais alta da parede ou mureta. base de extração da cal. polias e quadros de comando. 296 . São constituídas de concreto e barras de aço corridas fundidos dentro de uma canaleta. Caranguejo – Espaçador para armadura feito em obra. Cinta de amarração – Reforço horizontal realizado em todas as paredes que recebem esforços com a finalidade de distribuir as cargas e “amarrar” as paredes internas às externas. feita no telhado. Cascalho – Lasca de pedra Caulim – Argila branca. destinado aos motores. Chanfrar . feito com tábuas de madeira sobrepostas. Casa de máquinas – Compartimento de um edifício situado acima da última parada dos elevadores. Chapuz – Peça de madeira que serve de apoio as guias nos escoramentos de laje e estruturas de concreto armado. Cerâmica – Objetos de argila. Clarabóia – Abertura. Cisterna – Poço de água potável ou reserva de água enterrada. Carpete – Forração de pisos.Caramanchão – Armação. Clapboard – Tipo de revestimento externo para paredes. Climatizado – Ambiente cuja temperatura é controlada artificialmente. em geral envidraçada. tais como tijolos. bem inclinadas.Cortar em diagonal os ângulos retos de uma peça. utilizado junto às formas para concretar os pilares pelas janelas intermediárias. Os mais comuns são os têxteis. Cerca viva – Arbustos plantados para formar um muro divisório. sustentado por pontaletes ou pilares e coberta por vegetação. como um pergolado. em forma de cavalete. Tem formato cilíndrico-cônico. em forma de funil. Cavilha – Peça de fixação ou arremate em madeira. Carpinteiro – Profissional que trabalha o madeiramento de uma obra. tipo do colonial americano.

vigas) usada sob a janela para evitar a fissuração da parede. Contrafrechal – Terça que se apóia nas pontas das linhas das tesouras. Cornija – Conjunto de molduras que serve de arremate superior às obras de arquitetura. Contraventamento – Sistema de ligação entre elementos principais de uma estrutura com a finalidade de aumentar a rigidez. Conduíte – Tubo que conduz a fiação elétrica. Contramarco – Quadro que serve de gabarito para fixar o caixilho. sobre o frechal. 297 . Combogó – Elemento vazado (ver) Compensado – Chapa de madeira sobreposta e colada sob forte pressão. porém. Coluna – Elemento estrutural de sustentação. areia e pedra britada. Corpo de prova – Material utilizado para o ensaio de resistência à compressão tração ou outro ensaio físico. Contraverga – Reforço na alvenaria (canaletas. Clorar – Tratar a água com cloro a fim de eliminar microorganismos. Colonial – Tipo de arquitetura praticada nos países que foram colônias. Closet – Pequeno cômodo usado como quarto de vestir. Ao longo da história da arquitetura. com a finalidade de protegê-lo da chuva e de outros agentes. que suga a fumaça dos fogões. cimento. Concreto – Mistura de água. maior resistência e homogeneidade. Cobertura – Estrutura revestida de material impermeável. que forma uma massa compacta e endurece com o tempo. em proporções prefixadas. Copa – Compartimento auxiliar da cozinha. Coifa – Cobertura feita de metal. Coletor de energia solar – Placa que capta a energia solar e a transforma em eletricidade (com células fotovoltaicas) ou energia térmica. que nivela o piso antes da aplicação do revestimento. destinado a espetáculos públicos. Coeficiente de aproveitamento – É a relação entre a área construída de uma ou mais edificações e a área de terreno a ela(s) vinculada. Código de obras – Conjunto de leis municipais que controla o uso do solo urbano. que se executa no fechamento superior de um edifício. o que permite a fabricação de peças com grande dimensão. Colunata – Conjunto de colunas enfileiradas de forma simétrica. Contrapiso – Camada de concreto não estrutural.Clínquer – Produto granulado resultante da queima até a fusão parcial ou completa de constituintes minerais. Coreto – Espécie de armação construída ao ar livre. Tem as mesmas características da madeira em relação à elasticidade e ao peso. assumiu as formas mais variadas e diversos ornamentos. Apresenta.

vernizes ou pinturas a óleo que formam um entrelaçamento irregular de fendas muito finas. Cumeeira – Parte mais elevada de um telhado. Cozinha – Compartimento em que são preparados os alimentos. Coxim – Reforço de concreto nas alvenarias que recebem cargas concentradas (das tesouras. Elemento metálico. cimentos etc. Desmembramento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos.). horizontal e vertical. Declive – Quando a inclinação do terreno está abaixo do nível da rua. Desempenadeira – Instrumento formado por uma base lisa e uma alça. demolindo ou cortando acima desta cota. Cromado – Material que recebe uma camada de cromo. 298 . Demão – Cada camada de tinta aplicada sobre uma superfície. onde se encontram as superfícies inclinadas (águas). Cota de arrasamento – Cota em que deve ser deixado o topo de uma estaca ou tubulão. Desforma – Operação de retirada das formas de uma obra de concreto armado. concretos. Corrimão – Apoio para as mãos colocado ao longo das escadas. Cúpula – Parte superior interna e externa de algumas construções. Craquelê – Rachaduras em esmaltes. sem interrupção da rua ou área de frente até a área do fundo. em duas ou mais áreas. duro e brilhante. Cota – Indicação ou registro numérico das dimensões. de vigas na alvenaria estrutural etc. Desgaste – Ver abrasão. D Deck – Plataformas feitas com tábuas para circundar piscinas ou espelho d’água. com o aproveitamento do sistema viário existente. Cuba – Recipiente das pias.Corredor – É o saguão de que segue. Curar – Secar madeiras. Desdobro – É a divisão. Desnível – Diferença entre altitudes de dois pontos do terreno ou construção. Degrau – Cada um dos pares iguais de planos sólidos. Croqui – Primeiro esboço de um projeto. usado para eliminar ondulações nas argamassas. Ver abóbada. que se dispõe em seqüência na composição de uma escada. de um lote edificável para fins urbanos. Depósito – Edificação ou ambiente destinado à guarda de mercadorias ou objetos. Curva de nível – Representação gráfica da curva formada pelos pontos de mesma cota. rampas etc. Desaterro – Retirar um volume de terra de um local.

de pessoas ou mercadorias. Dilatação – Aumento de dimensão. Elevador – Equipamento que executa o transporte vertical. 299 . Drenagem – Retirada de água do solo.São manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. Emboçamento – Assentamento com argamassa das telhas da cumeeira ou espigão. Emboço – Primeira camada de argamassa. Divisória – Parede que separam ambientes de uma construção.Destacamento – Assentamento das duas primeiras fiadas de uma alvenaria. Tapumes. fios (conduítes). construção. Domo – Peça de fibra de vidro ou acrílico. Também é utilizado para assentar trilhos das ferrovias. E Edícula – Construção complementar independente com área inferior a construção principal destinada à lavanderia. aposentos de empregados etc. Também conhecida como oitão. Aplicação da primeira camada de argamassa nas paredes. utilizado na cobertura para iluminar e ventilar o interior. Edificação – Obra. Embasamento – Parte inferior de uma construção. Dobradiça – Dispositivo de fixação da folha ao marco (batente). que permite que a folha se movimente em torno de um eixo. O cimento comum. dotado de aberturas que possibilitam a passagem do ar e de luz para o interior. Ducha – Chuveiro com jatos d’água de grande pressão. despensa. cerâmica ou vidro. Ver junta de dilatação. Empena – Cada uma das paredes laterais onde se apóia a cumeeira nos telhados de duas águas. sem profundidade ou perspectiva. Elastômero – Polímeros naturais ou sintéticos que se caracterizam por apresentar módulo de elasticidade inicial e deformação permanente baixos. ou ar. Eflorescência . denominada hidróxido de cálcio. tanto da superfície quanto de camadas profundas. reagindo com a água. biombos. Disjuntor – Dispositivo destinado a desligar automaticamente um circuito elétrico sempre que ocorrer sobrecarga da corrente. Elevação – Representação gráfica das fachadas em plano ortogonal. Eletroduto – Conduíte que carrega a fiação. resulta em uma base medianamente solúvel. Elemento vazado – Peça produzida em concreto. Duto – Tubo que conduz líquidos (canos). principalmente a partir de uma variação térmica. Ela aparece devido a um processo químico. ou seja. Dormente – Peça de madeira usada na composição de escadas e peitoris. Tem como função uniformizar as superfícies. Desvão – espaço entre a telha e o forro.

Empreitada – Sistema de contratação de um ou mais profissionais para executar qualquer tipo de serviço ou obra. Escora – Peça de madeira ou metálica que sustenta ou serve de arrimo a um elemento construtivo quando este não suporta a carga dele exigida. Espigão – Linha inclinada que divide as águas de um telhado. que evita o deslocamento das vigas ou dos sarrafos. Encarregado – Auxiliar do mestre de obras. Engastado – Encaixado. Entulho – Conjunto de materiais fragmentados e desagregados. 300 . de modo a adquirir a aparência lisa do espelho. Eles ficam inclinados e comprimidos por argamassa até a estrutura. Enxaimel – Conjunto de estacas e caibros que sustentam as divisões da estrutura da casa. Escala – Relação de homologia existente entre o desenho e o que representa na realidade. ganhando aparência fosca. resultando num efeito irregular e manchado. que coordena serviços de grupos de operários. colocar o caixilho. Espátula – Objeto feito de metal e de forma espalmada. Escada – Série de degraus por onde se sobe ou se desce. embutido. Espelhado – Superfície polida. Escantilhão – Régua de madeira que serve de molde para marcar ou aferir medidas em peças ou em obras. podendo ou não ficar aparente na fachada. na qual o aglomerante passa a oferecer resistência a esforços mecânicos. janelas) utilizado em uma obra. que se acumulam em demolições ou construções. Espatolato – Técnica de pintura que imita a textura da rocha. Espaçadores – Também conhecido como pastilhas plásticas ou de argamassa que tem a função de distanciar as armaduras das formas. Ou também pequena peça de madeira em forma de cunha. Ou ainda execução de um elemento construtivo oposto a um já existente. Esquadrias – Qualquer tipo de caixilho (portas. Enquadrar – Emoldurar. Esponjado – Técnica de pintura utilizando uma esponja para espalhar a tinta. ou ambientes expostos a umidades. de forma que fique coeso. fixo no concreto. Engastalho – Calço de madeira. Epóxi – Tinta plástica e impermeável usada na pintura de peças metálicas. utilizado para travar o pé das formas dos pilares. Endurecimento – Fase subseqüente ao período de pega. Escovado – Metal polido com escovas. É utilizado para espalhar em pequenas áreas a massa corrida ou massa a óleo nas esquadrias de madeira. Espera – Armadura ou tijolos deixados para possibilitar a amarração futura. Encunhamento – Colocação da última camada de tijolos de uma parede.

Fibra de vidro – Material resistente. Também usada para fazerem forros e ornatos. Flambagem – Deformação lateral ocorrida em peças esbeltas ao passarem do estado de equilíbrio estável para o instável. geralmente de concreto armado. sem causar divisão do sólido em partes separadas. quando são submetidas à compressão. que é cravada nos terrenos. cremonas. Fibrocimento – Material resultante da união do cimento comum com fibras de qualquer natureza. Estrutura – Conjunto de elementos que forma o esqueleto de uma obra. conferida pela impermeabilização. aço ou madeira. F Fachada – Qualquer das faces externas de um edifício. e quando necessário podem ser abertos. impermeável. que servem para juntar partes ou dar-lhes certos movimentos como abrir. Estribo – Cada uma da série de ferros paralelos que envolvem as barras longitudinais.para ser trabalhada em estado granular solto. Fiada – Fileira horizontal que o pedreiro assenta. proveniente de uma ruptura pouco profunda de sua massa.Estaca – Componente das fundações profundas de pequeno diâmetro e longa. a mais freqüente é a fibra do amianto. Flameado – Que sofre a ação de chamas para alcançar a forma final. desde à ruptura. correr. Fechadura – Fecho composto por um mecanismo e acionado por maçaneta. Filete – Moldura estreita. ordinariamente em nível e obedecendo a uma linha esticada. puxador. Estanqueidade – Propriedade. Estuque – Toda a argamassa de revestimento geralmente acrescida de gesso ou pó de mármore. na operação de elevação de uma parede ou obra de alvenaria de tijolos ou de peças similares. Ferragem – Artefatos ou peças de metal (fechaduras. piscinas e calhas. chave ou tranqueta. pivotar etc. de impedir a passagem de fluídos. Semelhantes ao canelado. empregado na fabricação de banheiras. Fissura – Abertura inferior a 1. protendido. Estriado – Superfície trabalhada em que aparecem estrias. fixando-as em sua devida posição. Estudo preliminar – Quando se verifica a viabilidade de uma solução que dá diretrizes ou orientações ao anteprojeto. puxadores etc. dobradiças.0mm que aparece na superfície do concreto ou revestimento. régua do boxe. janelas. 301 .) empregados em portas. Esticador – Dispositivo para tencionar barras ou cabos flexíveis metálicos. É obtido por meio de processo no qual o vidro ainda em fusão possibilita a separação dos filamentos que compõe o material. friso. estruturas de madeira ou metálicas. fechar. Fecho – Dispositivo em que uma peça metálica pode ser movimentada diretamente para manter fechados painéis. Farofa – Argamassa preparada a seco ou com mínimo teor de água.

Recuo da construção no pavimento térreo. Duto subterrâneo para escoamento de águas. Galga – Operação de riscar em uma obra uma linha paralela a outra conhecida ou transportar pontos por meio da aplicação sucessiva de um escantilhão ou gabarito. musgo ou grama. Folha – Parte da porta e da janela que necessita de ferragem para se mover (abrir. Galeria pública – Passagem coberta em um edifício. drenantes. Depois desse processo.correr. Também é o nome que se dá ao arremate entre bancadas e as paredes. Fundação – Conjunto de elementos de fundação (estacas. Fossa séptica – Compartimento enterrado onde os esgotos são acumulados e represados de forma a ser digeridos por bactérias. Plantas rasteiras. entre a base e o capitel. sapatas etc. Fusível – Dispositivo que opera com limites de amperagem. com finalidades acústicas e decorativas para reduzir o pé direito. Forjar – Moldar o ferro ou outro metal. utilizando uma bigorna. Forração – Espécie de carpete têxtil de pouca espessura. Quando instalados e cheios de pedra os gabiões se convertem em elementos estruturais flexíveis. Gabião – Tipo de caixa em forma de prisma retangular fabricado com malha hexagonal de dupla torção produzida com arames de baixo teor de carbono e revestido. Fossa – Cavidade que recebe os líquidos residuais de uma construção. que irão compor a estrutura da construção.) responsável pela transmissão das cargas de uma obra ao solo. como hera. que fazem o acabamento de um jardim. pivotar). Forro – Material que reveste o teto. promove o isolamento térmico entre o telhado e o piso. G Gabarito – Molde em escala real para traçar. Quando exixte sobrecarga no sistema elétrico. impede que o resto do circuito sofá os efeitos da sobrecarga. Forro falso – Forro de teto construído em plano inferior ao plano do forro verdadeiro. tornando a passagem coberta. servindo de apoio à tesoura. ocultar canalizações ou estruturas. drenagem. Galeria – Corredor largo que. Fuste – Parte intermediaria de uma coluna.Flexão – Tipo de solicitação na qual esforços que atuam sobre uma viga prismática tendem a modificar sua curvatura longitudinal. 302 . Fungo – Microorganismo vegetal que se aloja como parasita nas madeiras. Frechal – Viga que fica assentada sobre o respaldo das paredes. metal ou de outro material utilizado na obra para fundir peças de concreto armado. após aquecimento. canalizações etc. Frontão – Arremate superior de portas e janelas que normalmente tem forma triangular. serve para exposição de obras de arte. os líquidos resultantes são encaminhados para um filtro anaeróbico e ao sumidouro. além da circulação de pessoas. ligando entre si dois logradouros. verificar ou controlar formas e medidas durante a execução de uma obra. Utilizados como muros de contenção. Fôrma – Elemento de madeira. Também pode ser o corpo cilíndrico de um tubulão antes da base. armados.

minúsculas. Gárgula – Orifício para saída da água em fontes. sacadas. batentes. Também é a peça de suporte nas churrasqueiras. Gleba – É uma porção de terra.Galpão – Construção coberta de dimensões amplas e aberta lateralmente. de qualquer natureza. Armação de ferro em forma de grades para proteção ou vedação de uma abertura. Galvanizar – Recobrir uma superfície com metal para preservá-lo da corrosão. com localização e configurações definidas e que não resultou de processo de parcelamento de solo para fins urbanos. Podendo ter um lado fechado por parede. composta de quartzo. com peso específico de 2. Geminada – Diz-se de duas edificações construídas. Gótico – estilo arquitetônico que marca as construções com abóbadas ogivais e motivos tirados da natureza. geralmente dobrada. corrimões etc. Sua estrutura é formada de madeira ou ferro e fechada com vidros ou treliças. etc. válvula. Granilite – Mistura do cimento. devido ao repentino fechamento ou à brusca abertura de registro. Granito – Rocha ígnea granular. para proteção de vigia. geralmente fora das recomendações técnicas. Golpe de aríete – Choque contra as paredes de um duto forçado.96t/m3 e resistência à compressão de 600kgf/cm2. Gravata – É um conjunto de peças de madeira para uso em formas de vigas e pilares com o intuito de fechar e travar as formas. Gazebo – Pequeno quiosque colocado no jardim. como as rosáceas. uma encostada à outra. Gesso – Aglomerante aéreo obtido usualmente pela calcinação moderada da gipsita. Guarita – Abrigo de madeira ou material leve. janelas. para dar segurança aos usuários. Guarda-corpo – Grade ou balaustres de proteção usada em balcões. Gruas – É um equipamento utilizado para elevação e a movimentação de cargas e materiais pesados. guardas etc. a qual se chumba na alvenaria para permitir a fixação de caixilhos. causado por uma variação brusca na velocidade da água. com uma parte fendida e dobrada em sentidos opostos. Ver guindaste. Gambiarra – Instalação provisória. Grelha – Grade de ferro que protege a entrada de bueiros e ralos. Grana – Conjunto de rochas diversas. dura. Grapa – Peça de ferro. sentinelas. que entra na composição do granilite. feldspato e mica. Gastalho – Braçadeiras de sarrafo que se pregam espaçadamente nos painéis das formas de vigas e pilares para impedir que venham a deformar por flexão no ato de enchimento. com parede de meação. Gradil – Fecho construído na testada do lote edificado. pó de mármore e grana. varandas ao longo do tabuleiro de uma ponte. 303 . usada para revestir paredes e pisos. torneira.50 a 2. Gotejador – Peça usada em sistemas de irrigação que transforma o fluxo de água em gotas.

Imprimação – Também denominada por primer ou pintura primária. 304 . tintas e vernizes com a função de proteger a superfície da umidade. roldana e cabo destinado a levantar grandes pesos. I Iluminação – Arte de distribuir luz artificial ou natural em um espaço. Habite-se – Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício residencial recém construído. Implantação – Demarcar no terreno a localização exata de cada parte da construção. quase sempre temporário. como as portas de correr etc. Peça que direciona o sentido de movimento das peças móveis. Hidrômetro – Aparelho destinado a medir o consumo de água.Guarnição – Régua ou sarrafo que cobre a junta formada pelo encontro da parede com o batente da porta ou janela. Hidromassagem – equipamento com sistema de sucção e impulsão que gera movimentação da água. Home theatre – Conjunto de equipamento de áudio e vídeo que reproduz em casa as características sonoras e de projeção dos cinemas. Inclinação – Ângulo formado pelo plano com a linha horizontal. Hidratação – processo químico pelo qual um aglomerante de origem mineral reage com a água. É a pintura aplicada à supefície a ser impermeabilizada. para compor coberturas. escadas. Infiltração – Ação de líquidos no interior das estruturas construídas. acrescentado a argamassa. se encontram as escadas e elevadores que conduzem aos andares superiores. Impermeabilização – Conjunto de procedimentos que impede a umidade ou infiltração de água na construção. Guindaste – Máquina composta de sarrilho. H Habitação – É a construção ou fração de edifício ocupado como domicílio de uma ou mais pessoas. Hall (vestíbulo) – Sala de entrada onde. O mesmo que locação da obra. Insolação – Quantidade de energia térmica proveniente dos raios solares recebidas por uma construção. com a finalidade de favorecer a aderência do material constituinte do sistema de impermeabilização. Hidrófugo – Produto químico. Iluminação zenital – Iluminação natural de um recinto através de clarabóias ou de domo. Guia – Peça de pedra ou concreto que delimita a calçada da rua. rampas etc. nos grandes edifícios. Hotel – Prédio destinado a alojamento.

reservado no interior das construções para cultivo de plantas. L Lã de vidro – Material isolante composto de finos fios de vidro. que evita o transbordamento do excesso de água. Jirau – Estrado ou laje em piso a meia altura que permite a circulação de pessoas sobre ele e abaixo dele. 305 . Junta de dilatação – Espaço deixado entre a parte de uma estrutura ou de componente construtivo. com pouca espessura. mármore etc. cimento. hidráulicas. Janela de correr – Quando os caixilhos correm horizontalmente em rebaixos ou trilhos. além de permitir a visão externa. Janela guilhotina – Quando os caixilhos se movimentam verticalmente. Janela máximo-ar – Semelhante à basculante. Irradiação – Propagação e difusão tanto de raios luminosos quanto de ondas sonoras ou de calor. Janela do tipo escotilha – Aquelas de dimensões pequenas e arredondadas semelhantes à janela dos navios. Ladrilho – Peça quadrada ou retangular. Janela pivotante – Aquela que se abre girando verticalmente no seu próprio eixo. Junta – Articulação. do som e da umidade. Ladrão – Tubo de escoamento. de cerâmica. Junta aprumo – É quando as juntas entre os elementos são coincidentes tanto na vertical como na horizontal. gás etc. barro cozido. Jardim – Local do terreno onde se cultivam plantas. para evitar trincas provenientes das forças de dilatação. colocado na parte superior de cubas. Ladrilho hidráulico – Peça de cimento comprimido decorado feita na prensa hidráulica. Junta amarração – É quando as juntas entre os elementos são desencontradas. J Janela – Abertura destinada a iluminação e ventilação dos ambientes internos. Também conjunto das instalações elétricas. Jardim-de-inverno – Local. Irrigação – Umidificação da terra por meio de sistemas mecânicos. em geral envidraçado. linha ou fenda que separa dois elementos.Instalação – Conjunto de providências necessárias para iniciar uma obra. Janela basculante .Quando é subdividida em caixilhos de pequenas dimensões que giram em torno de seu eixo horizontal. feita em uma só peça. banheiras ou reservatórios. Isolamento – Recurso para resguardar um ambiente do calor.

resistente às intempéries e ao ataque de fungos. Lanternim – Pequeno telhado sobreposto às cumeeiras. proveniente da infiltração de águas de chuva. Esta denominação remonta aos tempos do Brasil Colônia. M Macho-e-fêmea – Tipo de encaixe em que uma saliência se adapta a uma reentrância. azulejo e outros aplicados à meia altura. Parte de uma escada que se limita por patamar. Locação – Marcação da obra a partir do gabarito. Lei de zoneamento – Legislação municipal que rege o uso de terrenos urbanos. Longarina – Viga de sustentação em que se apóiam os degraus de uma escada. Lambril – Revestimento de madeira ripada usado em forros e paredes. Lote – Porção de terreno que faz frente ou testada para um logradouro publico. Geralmente situado à entrada da casa. muro etc. à pressão atmosférica. placas de mármore. Living – Palavra inglesa que designa todos os espaços de convívio da casa. Lavrar – Gravar. Linha – Viga horizontal inferior de uma tesoura. servindo também para puxar ou empurrar a porta. com abertura de novas vias públicas ou prolongamento ou alargamento das vias existentes. Lençol freático – Depósito subterrâneo natural de água. 306 . que se articula nas pontas com as empenas e no centro com o pendural. propiciando ventilação. Tem encaixe do tipo machoe-fêmea. conferir ornatos às superfícies metálicas com o auxilio do cinzel. Pequena moldura usada para arrematar peças cerâmicas. Maçaneta – Peça que transmite o esforço externo para acionar o trinco. que divide os pavimentos de uma construção. quando as árvores que produziam madeiras nobres só podiam ser derrubadas pelo governo. Lambrequim – Recorte na madeira que arremata forro e beirais. Madeira de lei – Madeira dura. apoiada em vigas e pilares. Lavabo – Pequeno banheiro sem espaço para o banho. que significa depósito. Levigado – Tipo de acabamento semipolido. cunhar. brocas e cupins. feito de tábuas. Lance – Comprimento de um pano de parede. pelo cubo. Hoje são espaços amplos sem divisórias. Loteamento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. usados para moradia. Lajota – Pequena laje de pedra ou placas de cerâmica. Loft – Palavra inglesa. Lambris – Revestimento interno de parede.Laje – Estrutura plana e horizontal de pedra ou concreto armado. Listelo – Filete.

Pedra de cantaria ou peça de concreto que separa em desnível o passeio carroçável das estradas e ruas. ela se projeta para além da parede da construção. cal. Mansarda – Sótão com janelas que se abre sobre as águas do telhado. Mármore – Calcário metamorficamente recristalizado que tem como constituinte importante um carbonato. escada externa etc. adquirindo. Mão-francesa – Elemento estrutural inclinado que liga um componente em balanço. plásticas ou elásticas.Madeiramento – Conjunto de madeiras usadas na construção ou nas armaduras de telhado. Meio tijolo – Parede cuja espessura corresponde à largura de um tijolo. Marmorizado – Técnica de pintura que reproduz os veios e as tonalidades do mármore. consistência adequada para ser aplicado em calafetações rígidas. cimento e corante. Massa corrida – Feita a partir de PVA ou acrílico. Pode ser aplicada diretamente sobre o solo para evitar erosão. pedras em obras de marcenaria. formando desenhos. ou filme de polietileno de alta densidade. coberturas e contrapisos. Marco – Parte fixa das portas ou janelas que guarnece o vão e recebe as dobradiças. Massa grossa – Mistura de areia média. Mástique – Material de consistência pastosa. cal. Manta asfáltica – É um impermeabilizante a base de asfalto modificado com polímeros estruturado com não-tecido de poliéster pré-estabilizado. Marquise – Cobertura ou alpendre geralmente em balanço. é penteada com uma escova. o produto final. Massa raspada – Mistura de areia. depois de aplicada.. diminuindo o vão livre. água e cal empregada para rebocar as paredes. de um projeto arquitetônico. Meio-fio ou guia . Manta plástica – revestimento plástico que impermeabiliza lajes. dá acabamento liso a parede. Massa fina – Mistura de areia fina. Manilha – Grande tubo de barro para instalação subterrânea que conduz às águas servidas. geralmente calcítico ou dolomitico. água e cimento usado no emboço. em miniatura. usada como divisória. Mata junta – Sarrafo ou régua que cobre a junta formada entre duas peças. Marchetaria – Arte de incrustar ou embutir peças de madeira. Não pode ser retocada e. com cargas adicionais a si. Marquise – Cobertura em balanço construída sobre o aceso de porta externa. 307 . Maquete – Reprodução tridimensional. Meia água – Telhado com um único plano inclinado Meia-parede – Parede que não fecha totalmente o ambiente. Ver batente. deixando-a pronta para receber a pintura. Meio-nível – Piso construído a meia altura que aproveita um pé-direito duplo ou um declive no terreno. Massa – Argamassa usada no assentamento ou revestimento de tijolos.

em toda a altura da janela. Mísula – Peça de pedra. Mosaico – Trabalho executado com caquinhos de vidro ou pequeno pedaços de pedra e de cerâmicas engastados em base de argamassa estuque ou cola. sobre-aterros. prateleiras etc. Nervura – Arco que produz uma saliência no interior de uma abóbada. Nivelar – Regularizar um terreno por meio de aterro ou corte. sacadas ou balcões. madeira ou concreto que sustenta beirais. N Nega – Penetração da estaca em milímetros. acima do telhado da construção. Monta-cargas – Pequeno elevador utilizado em algumas casas ou comércio para movimentar mercadorias. Norma – Conjunto de prescrição que regulam o emprego de uma técnica ou fixam condições de execução de um projeto ou de elaboração de um produto. a fim de assegurar ventilação e sombra e. Mezanino – Andar intermediário entre dois pisos e com acesso interno abrindo-se para um ambiente no piso inferior. do qual se quer uniformizar o emprego. no caixilho divide as folhas. correspondente a 1/10 da penetração para os últimos dez golpes. Nicho – Reentrância feita na parede para abrigar armários. da fundação ao acabamento. Mestre-de-obras – Profissional que dirige os operários em uma obra. Muxarabiê – Balcão protegido. 308 . em que as peças passam apenas uma vez pelo forno. por uma treliça de madeira. etc. Mictório – Aparelho sanitário próprio para nele se urinar. Viga saliente na face inferior de qualquer laje. a fim de evitar ondulações em pisos e contrapisos. empuxos de águas de infiltração. Muro de arrimo – Muro resistente usado na contenção de terras. também. Mirante – Parte alta. sobrecarga de construções. de se poder olhar para o exterior sem ser observado.Memorial descritivo – Descrição de todas as características de um projeto arquitetônico. especificando o material que são necessários à obra. Nível – Instrumento que verifica a horizontalidade de uma superfície. Mourão – Esteio grosso de madeira ou de concreto muito usado em andaimes e cercas. roupas etc. Montante – Peça vertical que. Modular – Usar o módulo Módulo – Elemento com medida padrão Monoqueima – Processo de cozimento da argila na produção de cerâmica.

tanto no interior como no exterior da construção. galeria ou ponte que liga dois setores ou alas de uma construção. 309 . Passa-prato – Pequena abertura feita à meia altura de uma parede que permite a passagem de pratos e alimentos da cozinha para a sala de jantar ou outro ambiente. Apresenta composição de mosaicos. Partido – Opção arquitetônica que atende a diversos fatores: topografia. pastilhas. Passeio – É a parte do logradouro público destinado ao trânsito de pessoas. Pano – Extensão de parede ou muro. Parapeito – Peitoril. Pátina – Efeito oxidado. cerâmicas etc. geralmente construído de alvenaria. Óleo de linhaça – Solvente e secante para determinadas tintas. Passarela – Corredor estreito e elevado que interliga dois ambientes. necessidades de quem vai habitar. obtido a partir das sementes do linho. que formam desenhos a partir da mistura de tonalidades de várias madeiras. Proteção que atinge a altura do peito. porcelana ou vidro. que dá aspecto antigo às superfícies. Oitão – Cada uma das paredes laterais de uma construção. típica do Japão. Ogiva – Forma característica das abóbadas góticas. terraços. Paisagismo – Estudo da preparação e da composição da paisagem como complemento da arquitetura Palafita – Conjunto de estacas que sustenta a construção acima do solo nas habitações lacustres. sacadas etc. Passadiço – Corredor. obtido artificialmente por meio de pintura ou pela ação do tempo. P Painel – Grande superfície decorada.O Ofurô – Banheira arredondada. feita de cerâmica. Ombreira – Cada uma das peças verticais de porta e janelas responsáveis pela sustentação das vergas superiores. condições locais. feita de cedro. Oxidação – Ferrugem. Processo em que se perde o brilho pelo efeito do ar ou por processos industriais. Patamar – Piso que separa os lances de uma escada. Orientação – Posição da casa em relação aos pontos cardeais. Parede – Elemento de vedação ou separação de ambientes. verba disponível etc. Pastilha – Pequena peça de revestimento. Parquete – Piso feito da composição de tacos. presentes em janelas.

pegajosa. tijolo. alvenaria ou concreto. píncaro. Pendural – Parte da tesoura que trabalha à tração. feito de pedra. Pau-a-pique – Tipo de taipa em que as paredes apresentam uma armação de varas ou paus verticais. tiras plásticas. Pedreiro – Profissional encarregado de preparar a alvenaria. obtida da destilação do alcatrão ou da terebintina. preenchida com barro. Toda esta trama é. Persiana – Caixilho formado por ripas de madeira. de pequena seção em relação à sua altura. Pilastra – Pilar com quatro faces. Pé-direito – Distância vertical medida desde o piso até o teto de um ambiente. de forma prismática ou cilíndrico (coluna). Pérgola – Estrutura horizontal composta de elementos paralelos feitos de madeira. Pivotante – Esquadria com eixo em forma de pivô vertical (movimento giratório vertical) permitindo formar ângulo reto e localizado ao centro da mesma. posteriormente. Pavimento – Andar. resinosa. Piso . Um de seus lados fica ligado à alvenaria da construção. 310 . argamassas e concretos de cimento. para demarcações no terreno. Andar. Piche – Substância negra. situadas alternadamente do lado de fora e de dentro. recebem em ambos os lados da cabeça as extremidades das empenas e no pé. unidos entre si por pequenas varas eqüidistantes e horizontais. Pilotis – Conjunto de pilares ou colunas de sustentação do prédio que deixa livre o pavimento térreo. Pavimento. Pináculo – Ponto mais alto de um edifício. Pingadeira – Acabamento externo de proteção que desvia a água de chuvas. O pendural se situa no eixo vertical da tesoura. metálicas ou têxteis. a linha. Placa fotovoltaica – Peça responsável pela captação dos raios do sol transformando-os em energia elétrica. concreto. Peitoril – Base inferior das janelas que se projeta além da parede e funciona como parapeito. Pilarete – Pequeno pilar. Pilar – Elemento estrutural vertical. Pipe-rack – Cavalete metálico ou de concreto para sustentação de tubulações horizontais.Revestimento de base o qual se pode caminhar. Elas são estreitas horizontais fixas ou móveis. caldas. metálico e outros. destinados a suportar carga vertical. A pérgola é sustentada por pilares ou em balanço. Piquete – Pequeno bastão de madeira com ponta que se crava no terreno. Conjunto de dependências de um edifício situadas num mesmo nível. Perspectiva – Desenho tridimensional de fachadas e ambientes. Pega – Caracterização da perda de plasticidade das pastas. cume. pH – Escala que mede o grau de acidez de diversas substâncias. impedindo que ela escorra ao longo das paredes da fachada ou nos muros e muretas. por meio de suspensório (estribo).Pátio – Espaço descoberto no interior das casas e cercado pelos elementos da construção.

cuja cobertura é apoiada em colunas. Ver sarilho. construída no topo das paredes externas de uma edificação e contornando-a acima da cobertura. resistência ao risco igual ou superior que as cerâmicas esmaltadas ou as pedras naturais. muros ou painéis. que se destina a proteger ou camuflar o telhado. Poço romano – Tanque ou piscina de dimensões reduzidas e circular. Porão – Pequeno espaço situado entre o solo e o primeiro pavimento de uma casa. baixa porosidade. Playground – Palavra inglesa que significa espaço reservado para o lazer. fabricado e depois montado na própria obra. Porcelanizado – Processo industrial que dá aos materiais a aparência ou a textura da porcelana. formatados por aquecimento. Plano Diretor – Conjunto de leis municipais que controlam o uso do solo urbano. utilizado com laminados plásticos colados. depósito ou outro fim similar. Platibanda – Mureta ou balaustre de alvenaria maciça ou vazada. terraços ou varandas. que substitui o vidro no fechamento de estruturas. Portinhola sobre a folha de uma porta maior. de alta resistência. Pontalete – Peça de madeira colocada a prumo que se amparam elementos horizontais pesados de uma construção. Porcelanato – Revestimento. fabricado previamente em instalações industriais.Plaina – Instrumento utilizado para desbastar. que serve de vedação ou acesso a um ambiente. Pré-moldado . com baixa absorção de água. Poço caipira – Perfuração feita no solo manualmente utilizando uma cavadeira.Parte ou componente de uma edificação. Platô – Parte elevada e plana de um terreno. Porta-balcão – Porta de duas folhas que se abrem para as sacadas. Porta – Abertura até o nível do pavimento feita nas paredes. inquebrável. Apoio. Postigo – Pequeno vão executado a meia altura de uma parede que permite a passagem de objetos de um cômodo a outro. Prédio – Construção destinada à moradia. para depois ser montado na obra. Pó xadrez – Pigmento usado para dar cor a pisos feitos de cimento. equivalente à figura de um corte horizontal que passa pelos peitoris das janelas. pá de cabo curto e um balde fixo em um sarilho (também conhecido como sarrilho) para retirada do solo. Poço artesiano – Perfuração mecanizada feita no solo para encontrar o veio d’água subterrâneo. Planta baixa – Desenho de projeção horizontal de um andar de um edifício. Post-forming – Acabamento arredondado de bordas. aplainar ou tirar irregularidades da madeira. O mesmo que planalto. Pórtico – Portal de entrada de uma casa. 311 . Polir – Lustrar uma superfície. Possui alta resistência ao impacto e baixíssima expansão por hidratação. Escora. Pré-fabricado – Parte ou componente de uma edificação. Policarbonato – Material sintético transparente.

Reboco – Revestimento de parede e teto feito com massa fina. composta de chave geral e disjuntores. Respaldo – Última carreira de tijolos da alvenaria de embasamento ou de parede do pavimento. uma laje de concreto armado. Quiosque – Pequena construção. Rejunte – Pasta de cimento e aditivos que preenche as juntas superficiais entre as peças de revestimento. R Radica – Deformações em forma de bolas enrugadas que aparecem nas bases dos troncos de árvores. cortes. Ato de deixar a argamassa formando um ângulo reto. Revestimento – Designação genérica dos materiais que são aplicados sobre as superfícies rústicas e que são responsáveis pelo acabamento. Perfil de alumínio que nivela os revestimentos enquanto a massa ainda está mole. Retábulo – Peça de madeira ou pedra trabalhada em motivos religiosos na qual se encosta o altar. a imbuia e o pinho-de-riga. fundida diretamente sobre o terreno previamente preparado. recebendo pintura diretamente. elevação. Projeto – Plano geral de uma construção.Programa – Conjunto de necessidades sociais e funcionais de uma família ou pessoas que serve de base para o desenvolvimento de um projeto. Prumo – Aparelho que permite verificar por paralelismo a verticalidade de paredes. responsável pela passagem da corrente elétrica da rede para o conjunto de luminária. Radier – Tipo de fundação direta. detalhamentos etc. reunindo plantas. Recuo – Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. normalmente aberta que realçam a decoração de jardins. 312 . Recorte – Acabamento feito com trincha no encontro de cores diferentes usadas para pintar a mesma parede ou no encontro de duas superfícies. Prumada – Posição vertical da linha do prumo. como a nogueira. Requadro – Armação em que os componentes formam ângulos retos. Q Quadro de distribuição – Caixa que distribuí os circuitos de eletricidade em uma construção. colunas etc. Refratário – Qualidade dos materiais que apresentam resistência a grandes temperaturas. Ressalto – Qualquer saliência na fachada da construção. Régua – Prancha estreita e comprida de madeira. Reator – Peça das lâmpadas halógenas. Rancho – Habitação rústica do campo.

Sarilho (Sarrilho) – Cilindro disposto horizontalmente. Sanca – Moldura de gesso ou de outro material instalada junto ao teto. junto ao forro. quando seca. 313 . Seladora – Base incolor utilizada para proteger madeiras. Rococó – Vertente do barroco que se caracteriza pelo excesso de detalhes e adornos. Sapata – Parte mais larga e inferior do alicerce. Rodaforro ou rodateto – Faixa (moldura) colocada ao longo das paredes. no encontro de telhados e paredes. cabo ou corrente para levantar objetos (pesos. junto ao piso. Pode ou não embutir iluminação. baldes etc. Na construção é usado para fazer argamassa e usado como piso de quadras de tênis. dos profissionais que trabalham nas obras. Sarrafo – Tira de madeira. Rústico – Acabamento ou construção feita de acordo com técnicas artesanais. com largura entre 5 e 20 cm e espessura entre o. Peça de madeira em que se apóiam as telhas. é usada para cobrir casas e quiosques. S Sacada – Qualquer espaço construído que faz uma saliência sobre o paramento da parede. e a saliente.5 e 2. de camisa ou blusa. evita a penetração das águas das chuvas. Servente – Ajudante. Já a sapata corrida é uma pequena laje armada colocada ao longo da alvenaria recebendo a sua carga e distribuí para uma faixa maior de terreno.Ripa – Qualquer peça de madeira fina. auxiliar. Muito comum em portas divisórias retráteis. Podem ser isolada ou corrida. A tábua reentrante é chamada de saia. as sapatas são interligadas por vigas baldrames. e no qual se enrola corda. Rufo – Chapa metálica dobrada que. Saibro – Material contendo grande quantidade de fragmentos pequenos de feldspato e quartzo.5 cm. Ornato colocado no centro dos tetos ou abóbadas ou nos lustres. Como ficam isoladas. Saia-e-camisa ou saia-e-blusa – Tipo de forro de madeira em que as tábuas são sobrepostas formando reentrância e saliências. Sapé – Tipo de gramínea que. estreita e comprida.) Sebe – Tapume feio com ramos ou varas utilizado para fechar terrenos. e pequena quantidade de argila. Sanfonado – Que imita a forma e o movimento do fole da sanfona. Selante – Óleo ou resina que dá liga às tintas e aos vernizes. Rodapé – Faixa de proteção ao longo das bases das paredes. Saguão – Pátio interno fechado por paredes altas. Saliência – Elementos da construção que avança além dos planos verticais. A sapata isolada é um elemento de forma tronco de pirâmide construído nos pontos que recebem as cargas dos pilares. Rosácea – Caixilho de dimensões grandes e circulares.

50m. que serve para apoiar armários ou as guarnições das portas. não inferior a 2. que facilitam o acesso às tubulações. de onde são retiradas. 314 . Podem ter o formato de “s” ou “copo”. de madeira ou ouro material. Sifão – Dispositivo formado por uma peça que retém água e tem a função de transportar um líquido de uma altura para outra mais baixa. Spot – Termo inglês que designa a luminária cujo foco de luz pode ser direcionado. caraterísticas dadas pelas águas dos rios. a uma distância maior do que a metade do pé-direito. Ele tem geralmente portas ou tampas. Sótão – Ambiente que surge dos desvãos do telhado no último pavimento de uma construção. mantendo o mesmo nível. geralmente depositados no seu interior sem estarem ensacados. que serve para passar as tubulações elétricas. e situado imediatamente acima do pavimento térreo. Shingle – Tipo de telha de madeira plana ou materiais industrializados. Sobre-loja – É o pavimento de pé-direito reduzido. telefone etc. e nas portas externas. Arremate na mudança de acabamento de piso. Silicone – Material usado na vedação. formando um degrau na parte de fora. Servidão – Encargo imposto à qualquer propriedade para passagem. com rosca interna. Soquete – Receptáculo. Shaft – Palavra inglesa. Sinteco – Verniz resistente e durável usado no revestimento de pisos de madeira. Slump test – Ensaio para medir a consistência do concreto em massa. Suíte – Conjunto de dois cômodos contíguos em que um é quarto de dormir e o outro é banheiro. Sóculo – É uma base de alvenaria. Sobreira – Conjunto de telhas dispostas por baixo das telhas do beiral do telhado com a finalidade de reforçá-las. É um duto de alvenaria ou de concreto. muito usado em construção de vários pavimentos. como a manta asfáltica.Seteira – Janela estreita e comprida. Solário – Local descoberto destinado a banhos de sol. inspirada nas aberturas das muralhas dos antigos palácios. onde se encaixa a lâmpada. Sub-solo – Pavimento situado abaixo do piso térreo de uma edificação e de modo que o respectivo piso esteja. Soalho – Piso de tábuas apoiadas sobre vigas ou guias. em relação ao terreno circundante. que pode ser revestida ou não. passando por um ponto mais alto impedindo a passagem dos cheiros provenientes das canalizações. proveito ou serviço de outra propriedade pertencente a dono diferente. na adesão e no isolamento de qualquer superfície que exija proteção contra umidade e infiltração de água. Shed – Abertura na cobertura que propicia a ventilação e iluminação natural dos ambientes. de água. Silos – É uma construção agrícola destinada ao armazenamento de produtos. Sondagem – É a investigação do subsolo com o objetivo de avaliar a viabilidade técnica e financeira de uma fundação. Soleira – Parte inferior do vão da porta no solo. Ver lanternim. Seixo rolado – Pedra de formato arredondado e superfície lisa.

carga. Terracota – Argila modelada e cozida. Tarugo – Peça curta de madeira que se coloca entre os lados das vigas. Terraço – Cobertura plana. aberta em todas as faces ou parcialmente fechada. formando a moldura que guarnece os telhados. pelo menos em parte. Telha – Cada uma das peças usadas para cobrir as construções. As telhas e a estrutura ficam aparentes. destinada ao seu assentamento. T Tabeira – Série de tábuas que contornam as paredes. Peça paralela a cumeeira e ao frechal. Talude – Inclinação de um terreno ou de uma superfície sólida. Terraplenagem – Conjunto de operações de escavação. Espaço aberto no nível do solo ou em balanço. utilizado em topografia para medir ângulos horizontais e verticais. descarga e compactação. Tabuado – Porção de tábuas. Taco – Cada uma das pequenas peças que formam o parquete. Taxa de ocupação – É a relação entre a área ocupada de uma ou mais edificações e a área total do mesmo. Chama-se taipa de pilão quando se comprime a terra em fôrmas de madeira. Pedaço de madeira embutido na parede ou concreto para receber pregos ou parafusos. Tala – Peça de madeira utilizada para reforçar emendas de pontaletes e/ou peças de madeira. Tábua corrida – Piso de tábuas em geral largas e contínuas. a fim de dar à superfície do terreno a forma projetada. Taipa – Sistema construtivo que usa barro para fechar paredes. Terça – Viga de madeira que sustenta os caibros do telhado. Tapume – Vedação provisória de madeira ou outro material com que se veda uma obra. desviada angularmente em relação ao plano vertical. Terreno – Espaço de terra sobre a qual se vai assentar a construção. por meio de colunas e pilares. 315 . para evitar que elas sofram torção ou oscilação lateral.Sumidouro – Local para onde se escoa a água de esgoto e infiltra no solo. Telhado – Parte exterior e mais elevada que cobre uma edificação. tijolos ou taipa que separa um ambiente de outro. transporte. executadas para a construção de aterros e cortes. Teodolito – Instrumento ótico portátil. Tardoz – Superfície de aderência do piso cerâmico. Tabique – Parede delgada feita de tábuas. Telheiro – É a construção constituída por uma cobertura suportada. Telha-vã – Telhado sem forro. Também designa nuances do marrom que lembram a cor da terra. Galeria descoberta. constituída de estrutura sobre a qual se assentam as telhas.

sem auxilio de apoios intermediários. está sujeita aos esforços de tração. Este termo se refere a construção residencial unifamiliar (residência para uma só família). Unifamiliar – Uma única família. usada em telhados para vencer grandes vãos. Tirante – Viga horizontal que. Tubo de queda – Tubo vertical que. Tulha – Depósito de café e cereais. deixando-a áspera. Tijolo – Peça de barro cozido usada na alvenaria. Urbanismo – Técnica de organizar as cidades com o objetivo de criar condições satisfatórias de vida nos centros urbanos. nas instalações de esgotos de prédios elevados. cabo de aço que se presta aos esforços de tração. no sistema métrico e/ou no sistema inglês. Topografia – Análise e representação gráfica detalhada de um terreno. Trava – Viga fina de madeira que prende o madeiramento de uma estrutura. com pequenas aberturas que permitem a formação de gotas pra umidificar o solo. nas tesouras. recebe os efluentes dos aparelhos sanitários instalados nos diversos andares. Tozzeto – Pequenas peças de cerâmica que se encaixam em outras maiores. Treliça – Estrutura estaticamente definida. constituída por articulações em múltipla triangulação. Tutor – Armação que serve para guiar o crescimento de arbustos ou trepadeiras. Toldo – Cobertura de lona ou de outro tecido colocado sobre portas e janelas para impedir a incidência direta do sol. Usucapião – Instrumento legal que possibilita o acesso à propriedade da terra pela posse. 316 . fibra ou tecido. Testeira – Superfície feita de madeira ou concreto colocada na extremidade de qualquer beiral. Tem forma de paralelepípedo retangular com espessura igual à metade da largura e o comprimento duas vezes a largura mais um centímetro. Testada – É a divisa do lote lindeira ao logradouro público que lhe dá acesso. Textura – Massa. Tubogotejador – Tubo de passagem de água. compondo os pisos. Torre – Construção cuja base é bem menor do que a altura. Trena – Instrumento de medição constituído por uma fita de aço.Tesoura – Armação de madeira ou aço triangular. U Umbral – Parte superior das portas. graduada em uma ou ambas as faces. formando um conjunto de barras interligadas. tinta ou qualquer material empregado para revestir uma superfície. crespa. Trincha – Tipo de pincel achatado. Barra de ferro.

vedar. concreto etc. espaço entre a porta de ingresso e a escadaria em átrio.) para os pilares. e concentrá-las na alvenaria lateral dos vãos. Varanda – Alpendre grande e profundo. Vergalhão – Barra de ferro comprida. Verga – Reforço colocado sobre o vão de porta e janela (verga superior) e sob o vão de janela (verga inferior ou contraverga). apropriado para revestir pisos. Vibrador – Aparelho destinado a adensar a massa de concreto fresco através de vibração provocado por um motor com excêntrico. Vitral – Painel executado com pedaços de vidros coloridos rejuntados com chumbo. Vão livre – Distância entre os apoios de uma cobertura. Vazão – Quantidade de fluído que passa pela seção transversal de uma canalização na unidade de tempo. cargas minerais e pigmentos. plastificantes. que permite a ventilação permanente dos ambientes. Vão – Abertura numa parede para a colocação de portas e janelas. Verniz – Solução composta de resinas sintéticas ou naturais que trata e protege a madeira. o que confere ao material excepcional capacidade de isolamento termoacústico. Viga – Peça estrutural. aquele que não projetam estilhaços quando se quebram por impacto. As vigas transferem o peso das lajes e dos demais elementos (paredes etc. Vistoria – Diligência efetuada por profissionais habilitados da Prefeitura. É formado por palhetas inclinadas e paralelas podendo ser fixas ou móveis. Vidro temperado – Aquele que passa por um tratamento especial de aquecimento e rápido resfriamento para torná-lo resistente a impactos. Vedação – Ato de fechar. 317 . Vidro aramado – Aquele que tem uma trama de arame em seu interior para torná-lo mais resistente. formado essencialmente por silicatos hidratados de alumínio e magnésio. A verga superior tem a função de receber a carga das alvenarias.É um mineral semelhante a mica.V Vala – Escavação estreita e longa feita no solo. Vidro de segurança – Nome dado ao vidro inestilhaçável. madeira. Veneziana – Tipo de esquadria. Vestíbulo – Entrada de uma edificação. Vermiculita . Quando submetida a um aquecimento a água contida entre suas milhares de lâminas se transformam em vapor fazendo com que as partículas explodam e se transformem flocos sanfonados. Vigota – Pequena viga Vinílico – Material composto por resinas de PVC. Vão de luz – Distância livre e útil entre duas extremidades. feita de aço. Cada floco expandido aprisiona consigo células de ar inerte. tirando-as das esquadrias. E as vergas inferiores recebem as cargas concentradas e as distribui novamente na alvenaria.

Volumetria – Conjunto das dimensões que determinam o volume de uma construção. Voluta – Ornato em forma de espiral que aparece nos capitéis de colunas clássicas. Zenital – Iluminação vinda de domo ou clarabóia. Vitrô – Pequena janela fechada com vidros. 318 . Zoneamento – Divisão oficial de uma cidade ou centro populacional em regiões ou zonas residenciais. Z Zarcão – Subproduto do chumbo. industriais ou mistas. de cor alaranjada. evita a ferrugem. comerciais. Zincado – Material que foi revestido de zinco. do solo etc. dos agregados.Vitrificado – Material que assume a aparência do vidro. Volante – Peça onde se pega para abrir a torneira.

ANEXOS .

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FERRAMENTAS 321 .

322 .

Qualquer função deve utilizar.Tornar obrigatório o uso do EPI . quando exposta a níveis cima do limite da NR15 # uso obrigatório € uso eventual Administração em geral Almoxarife Armador Azulejista Carpinteiro Carpinteiro (serra) Eletricista Encanador Equipe-concretagem Equipe-montagem Operador-betoneira Operador-compactador Operador-empilhadeira Operador-guincho Operador-máquina Operador-martelete Operador de policorte Pastilheiro Pedreiro Pintor Poceiro Servente Geral Soldador Vigia Cabe ao empregador: Luvas de PVC Capacete FUNÇÃO x EPI # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # € € # # € # # # € € # # # # € € # # # € # € € # € # # € € Qualquer função deve utilizar. .00m de altura Escudo p/a soldador Máscara panorâmica Máscara semifacial Óculos contra imp.Fornecer aos empregados gratuitamente. o EPI adequado ao risco e em perfeito estado.Substituir.Cumprir as disposições legais sobre Segurança Saúde no Trabalho . quando executar trabalhos acima de 2. Óculos ampla visão Òculos p/a soldagem Máscara p/a soldar Botas impermeáveis Calçado de segurança Capa impermeável Mangote de raspa Perneira de raspa Protetor auricular Luva de borracha Avental de raspa Cinturão de Seg. o EPI danificado ou extraviado . quando exposta a garoas e chuvas € € € € € # # € # € # € € € € € € € # # # € € € # # # # # # # # € # € # # # # # # # € # # € # Qualquer função deve utilizá-la quando houver necessidade de proteção facial # Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe # # # # € # # # # # . imediatamente. Avental de PVC Luvas de raspa Máscara descartável Protetor facial Qualquer função deve utilizar.Responsabilizar-se por sua guarda e conservação Cabe ao empregado: 323 Colete refletivo € ∋ . valas etc. obrigatoriamente. como limitador de espaço. em beiradas de laje.Usar o EPI fornecido pela empresa a finalidade a que se destina .EPI – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Cinturão páraqudista Cinto de segurança Qualquer função deve utilizar.Observar as Normas de Segurança do Trabalho .Higienizar e realizar manutenção periódica do EPI .

PREGOS NA ESCALA NATURAL 1:1 324 .

325 .

326 .

80 2.0 37.96 5.37 6.00m Comprimento: Rolo: vide tabela .8 1.8 0.PES O kgf/m² m kgf m kgf 0.20m e 6.0 6.61 3.09 120 120 120 60 60 60 222.03 6.35 3.92 x 0.2 x 4.45m 4.8 x 3.52 3.11 3. Longc Trans.2 1.46 6.0 0.4 65.48 1.3 117.PESO COMPR.TABELAS PARA OBRAS COM CONCRETO ARMADO = Telas para estrutura de concreto armado NORMAS: NBR 7481.0 285.0 x 8.0 6. cm cm 15 x 15 15 x 15 15 x 15 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 DIÂMETRO DOS FIOS SECÇÃO DOS FIOS PESO ROLOS PAINÉIS COMPR.8 x 3.47 x 0.2 0.1 217.6 2.3 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 Q 47 Q 61 Q 75 Q 92 Q 113 Q 138 Q 159 Q 196 Q 246 Q 283 Q 335 Q 396 Q 503 Q 636 Long Trans.47 3.91 4.83 x 2.13 x 1.0 2.5 x 4. Trans.96 x 1.1 8.0 6.8 57.28 7.20 2.59 x 1.4 0.0 6.96 x 3. .6 x 5.21 1.46 x 2.61 x 0.0 x 3.75 4.0 8.2 x 4.0 x 5.48 5.1 45.0 6.36 Categorias do aço: CA-60: 3 ≤ 0 ≤ 9mm Dimensões padronizadas: Largura: 2.9 78.2 148.0 9.83 3.1 356.4 x 3.0 x 8.0 6.1 x 7. NBR 5916 E NBR 7480 DA ABNT ORDEM DESIGNAÇÃO ESPAÇAMENTO ENTRE FIOS Long.0 1.75 0.0 6.03 x 5.4 323.0 7.36 x 6.0 x 6.9 92.35 x 3.5 1.13 4.97 10.96 5.38 x 1.59 5.97 1.Painéis: Emendas: (Em cm) Por simples justaposição das telas para armaduras prinicpais: (3 malhas) (desenho da justaposição 3 malhas) Para armadura de distribuição: (1 malha) 327 .0 x 9.0 6.75 x 0.38 4. cm cm cm²/m cm²/m 3.92 3.5 264.

328 .

de 35 madeira Cargas Acidentais -NB-5 329 .5 tf/m³ Lajes e paredes de concreto 25h(cm) Kgf/m² Vigas e pilares 0. de madeira 40 Com telhas de alumínio e estr: aço 30 alumínio 20 Com canalete 90 e estr.bw(cm).Cargas Permanentes: Peso próprio Concreto Armado 2.6 tf/m³ 1.60 0.2 tf/m³ 1. 1.25.10 .1.Acabada (cm) 12 17 22 Peso kgf/m² 170 240 300 Peso de cobertura Tipo de cobertura Peso kgf/m² Com telhas de barro e tesouras de 70 madeira ι ≤ 40% Com telhas onduladas de fibrocimento e estr.50 Peso de paredes Tijolos Maciço Tijolo Baiano Blocos de concreto Parede Espelho 1/2 tij.h(cm) Kgf/m Laje pré Verificar bw= largura h = altura Peso de revestimento de laje 50kg/m² Peso de enchimento Material Caco pumex Argila expandida Entulhos Peso específico γ (tf /m³) 0. um tij.85 1.3 tf/m³ Tijolo Baiano kgf/m² 120 180 300 Tijolo Maciço kgf/m² 160 240 400 Bloco de concreto Espessura (cm) 9 14 19 Esp.

0 35.9 28.5 60.7 28.6 22.5 39. leitos e camadas preparatórias 1:4:8 225 200 175 4. Baldrames e Vigas Médias 1:2:4 1:21/2:31/2 Estr.9 28.0 33.35 x 0.5 4 3.5 5 0.6 22.1 33.2 203.5 162 147 114 486 441 456 622 561 584 405 441 456 405 441 456 202 198 194 40 50 70 50 130 100 28.9 23.4 28.7 129.5 187.1 240.9 5 1.5 30.5 1 6 6 6 5.54 1.5 32.83 14.5 As caixas para pedra e areia terão em todos os casos como medidas de boca 0.3 1:3:5 1:3:8 Casos especiais.7 23.6 5 0.5 27.5 34.4 28.1 33.2 0 Kg/L L/sac o 50kg 2.0 17.7 28.82 1.2 145.20 24.48 m 330 .9 1 2 2 2 3 2 3 3 3 2.6 22.27 97.05 0.0 33.27 2.TABELA PRÁTICA DE TRAÇOS DE CONCRETO TABELA DE TRAÇOS DE CONCRETO Aconselha-se nos casos Traço Volume Consumo de 3 cimento p/ m de concreto Kg Sacos de 50kg 10 8 7.2 133.37 1.14 1.9 3 3 4 2 2 5 2 2 3 1.6 28. Peq.6 36.5 Rendimento p/ saco de 50 kg Litros 1:1:2 1:1/2:3 1:2:21/2 Obras de responsabilidade 1:2:3 1:21/2:3 Colunas.4 19.6 28.7 21.6 33.4 19.04 1.47 1.6 29.7 28.9 312.5 5 Litros Consumo de 3 areia p/ m de concreto Seca L 363 409 525 486 362 420 517 487 435 Num 3% L 465 524 676 622 719 538 662 625 557 Consumo de brita 3 e água por m de concreto Nº 1 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Nº 2 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Água L 226 189 206 210 207 202 208 201 195 Resistência a 2 compressão kg/cm (provável) 3 dias 220 180 140 110 100 90 80 70 50 7 dias 300 250 200 170 150 130 120 110 90 28 dias Altura das caixas (cm) Areia Brita Nº 1 22.7 1 0.8 6 0.4 9 0.6 181.7 23.6 22.7 28.9 168.7 5 0.7 9 0.6 29.3 170. Armado Cintas de Amar-ração Vergas.6 8 0. Lages 1:21/2:4 1:21/2:5 500 400 375 350 300 300 300 275 250 363 273 264 243 225 210 207 195 174 400 350 300 250 220 210 190 180 150 28.84 1.9 23.0 Brita Nº 2 22.5 28.0 218.4 4 0.0 Nº de caixas por 1 saco de cimento Areia Brita Nº 1 1 1 1 1 Brita Nº 2 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 Fatores de água/cimento Cimento/água L/k g 0.6 1 0.4 33.6 33.41 1. de Concr.4 33.

331 .

ESPIGÃO 332 .TESOURAS. TERÇAS E PONTALETES DET.

5 3.50 4.00 3.Acrescentar 20cm em cada viga com emendas.50 3.Sarrafo para travamento na linha da cumeeira. .50 4. (m) 24 07 05 26 30 2.5 x 10.0 4.Ripas acrescentar 10% .00 3. Compr.) 07 01(Berço) 2. RELAÇÃO DE MATERIAIS Viga 6 x 16 Quant.00 4.50 3.Acrescentar 10cm em cada caibro com emendas.50 520. Compr. . (m) 01 26 04 04 02 03 2.) 03 (Pont. (m) 01 (Pont. .0 4.0 (m) 15.0 Caibro 5 x 6 Ripas 1 x 5(m) Quant.0 4.5 5.CAIBROS Obs.00 333 .0 Viga 6 x 12 Quant. Compr.00 Sarrafo 2.

São Paulo.. 6a edição. São Paulo. 1996 12 MOLITERNO. 2000 8 FALCONI. NBR 6118/1980 Projeto e execução de obras de concreto armado. PCMAT. Copiare. 1969 7 DIAS. Editora Calcitec. A . Fundações Teoria e prática. et al. 9 FUSCO. Editora Globo. L.Caio. São Paulo. 4a edição. Editora Pini. São Paulo 1995 6 CARDÀO. São Paulo 1998. Rio de Janeiro. Firme. 1980 2 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. J. Antonio. Rio de Janeiro. 16 SANTOS. 5 volumes. Tesouras de Telhados. P. Editora Edgard Blucher. São Paulo. Caderno de Projetos de Telhados em Estrutura de Madeira. Prática das Pequenas Construções. 1995. G. Editora Glob.O. Manual do Construtor. A. C. Ed. Rio de Janeiro. 3a edição. 10 LIMA. São Paulo. Técnica de armar as estruturas de concreto. Estruturas. 1998. 9a edição. P.Boletim Técnico de Edifício. Editora Tecnoprint. F.2 volumes. 1992 13 PIANCA. Programa de Condi'~oes e Meio Ambiente do Trabalho da Indústria da Construção. Curitiba/PR. Manual de Construção. C Arruda.et al. F. Porto Alegre.Falcão. Pisos Indistriais de Concreto Armado. Editora Edgard Blucher.P. desenhos de concreto armado. Batista. Editora Pini. IBTS – Instituto Brasileiro de Telas Soldadas. J. Editora Pini. 4a edição. 1974 14 RODRIGUES. Materiais de Construção. Sistema treliçado global .R..C. Editora Hemus. 2 volumes. P. 2a edição. 334 .F. 1976 5 BAUER. NBR 8036/1993 Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundação. Técnica da Construção. Celso. J.B. 1993 11 MELLO.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Edvaldo G. 1o volume. 1993 3 BORGES. 2a edição.1992 4 BAUD.Vilela. Editora Pini. Uma metodologia de Orçamentação para Obras Civis. 15 SAMPAIO.

Roberto. 335 . Walid. A técnica de Edificar. Detalhaes de execução . 18 YAZIGI.Associação dos Fabricantes de Lajes.Publicação ABESC Manual de execução de Telhado . Campinas/SP.Construção Mercado e Téchne .17 TERZIAN. Apostila 4oSimpatcon. São Paulo. 1998. Jornal da AFALA .IPT Manual de tipologia de Projeto e de Racionalização das Intervenções por ajuda mútua. 1978.Editora Pini Manual Técnico Blindex . Editora Pini. Outras Publicações: Apostilas Senai Boletins Técnicos do IPT Boletins Técnicos da ABCP Revista Arquitetura eConstrução Revistas Técnicas .Fôrma e Ferragens. P.

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