TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL

2009

PROF. DR. JOSÉ ANTONIO DE MILITO

PREFÁCIO

Estas anotações de aulas, compiladas em forma de apostila, tem o intuito de facilitar a consulta e o acompanhamento das disciplinas de Técnicas das Construções Civis e Construções de Edifícios da Faculdade de Ciências Tecnológicas da P.U.C. Campinas e Construção Civil da FACENS-Faculdade de Engenharia de Sorocaba. Não houve pretensão de escrevê-la para ser publicada como livro, mas sim reunir coletânea, conhecimentos extraídos de livros, catálogos, informativos, pesquisas, palestras, seminários etc. desde 1981, por esta razão não consta as citações e as referências bibliográficas dos autores e fontes de consulta em boa parte dos capítulos. Contém um bom número de informações gerais úteis para que, ao projetar ou edificar, se esteja atento para não cometer os erros mais graves, que são encontrados em grande quantidade, principalmente nas construções de pequeno porte. Espero que, de alguma forma, esta apostila contribua para acrescentar algo de novo aos alunos e mostre a importância do assunto, para que nos futuros projetos, seja dedicado algum tempo, aos cuidados necessários às técnicas de edificar.

JOSÉ ANTONIO DE MILITO

SUMÁRIO

1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.1 Estudo com o cliente 1.2.Exame local do terreno 1.3 Limpeza do terreno 1.4 Levantamento topográfico de lotes urbanos 1.4.1 Medidas do terreno (levantamento planimétrico) 1.5 Nivelamento (levantamento altimétrico) 1.5.1 Com uso do clinômetro 1.5.2 Nível de bolha 1.5.3 Nível de mangueira 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2.1 Construções vizinhas 2.2 Movimento de terra 2.2.1 Cortes 2.2.2 Aterros e reaterros 2.2.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra 2.3 Instalação de canteiros de serviços ou canteiro de obras 2.3.1 Exemplo de barracão para obras de pequeno porte 2.4 Locação de obra 2.4.1 Processo dos cavaletes 2.4.2 Processo da tábua corrida 2.5 Traçado 2.5.1 Traçado de ângulos retos e paralelas 2.5.2 Traçado de curvas 2.5.3 Locação de estacas 2.5.4 Locação da fôrma de fundação 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.1 Sondagem 3.1.1 Execução da sondagem 3.1.2 Resistência à penetração 3.1.3 Determinação do número de sondagens a executar 3.1.4 Perfil de sondagem 3.2 Escolha do tipo de fundações 3.2.1 Tipos de fundações 3.3 Fundação direta ou rasa 3.3.1 Sapata corrida em alvenaria 3.3.2 Sapatas isoladas 3.3.3 Sapatas corridas 3.3.4 Radiers 3.4 Fundações profundas 3.4.1 Estacas 3.4.2 Blocos de coroamento das estacas

....... 1 ....... 3 ....... 4 ....... 4 ....... 4 ....... 7 ....... 8 ....... 9 ..... 10 ..... 14 ..... 14 ..... 15 ..... 16 ..... 17 ..... 17 ..... 19 ..... 21 ..... 21 ..... 22 ..... 23 ..... 24 ..... 25 ..... 26 ..... 28 ..... 31 ..... 31 ..... 33 ..... 33 ..... 35 ..... 36 ..... 37 ..... 38 ..... 39 ..... 42 ..... 42 ..... 43 ..... 44 ..... 44 ...... 46

3.4.3 Brocas 3.4.4 Estacas escavadas 3.4.5 Estacas apiloada 3.4.6 Estacas Strauss 3.4.7 Estacas Franki 3.4.8 Tubulões 3.4.9 Alvenaria de embasamento 3.5 Impermeabilização 3.5.1 Impermeabilização dos alicerces 3.5.2 Impermeabilização nas alvenarias sujeitas a umidade do solo 3.6 Drenos 4 ALVENARIA 4.1 Elementos de alvenaria tradicional 4.1.1 Elementos cerâmicos 4.1.2 Tijolos de solo cimento 4.1.3 Blocos de concreto 4.2 Outros elementos de alvenaria de vedação 4.3 Elevação da alvenaria tradicional 4.3.1 Paredes de tijolos maciços 4.3.1a Amarração dos tijolos maciços 4.3 1b Formação dos cantos de parede 4.3.1c Pilares de tijolos maciços 4.3.1d Empilhamento de tijolos maciços 4.3.1e Cortes em tijolos maciços 4.3.2 Paredes com blocos de concreto 4.3.3 Paredes de tijolos furados 4.4 Vãos em paredes de alvenaria 4.5 Outros tipos de reforços em paredes de alvenaria 4.6 Fixação das alvenarias de vedação em estruturas de concreto 4.7 Muros 4.7.1 Fechamento de divisas em blocos de concreto 4.7.2 Fechamento de divisas em tijolo maciço e baiano 4.7.3 Tipos de fundações para muros 4.8 Argamassa de assentamento – preparo e aplicação 4.8.1 Preparo da argamassa para assentamento de alvenara de vedação 4.8.2 Aplicação 5 FORROS 5.1 Forro de madeira 5.2 Lajes pré-fabricadas unidirecionais 5.2.1 Elementos que as compõe 5.2.2 Generalidades sobre a laje comum (LC) 5.2.3 Generalidades sobre laje treliça (LT) 5.2.4 Generalidades sobre laje protendida (LP) 5.2.5 Montagem e execução de lajes pré-fabricadas 5.3 Lajes pré-fabricadas bidirecionais

..... 47 ..... 49 ..... 49 ..... 50 ..... 51 ..... 51 ..... 53 ..... 54 ..... 55 ..... 57 ..... 58 ..... 63 ..... 63 ..... 67 ..... 68 ..... 69 ..... 69 ..... 70 ..... 72 ..... 74 ..... 75 ..... 76 ..... 77 ..... 77 ..... 79 ..... 79 ..... 82 ..... 84 ..... 85 ..... 85 ..... 86 ..... 87 ..... 88 ..... 88 ..... 89 ..... 91 ..... 92 ..... 93 ..... 94 ..... 98 ... 102 ...103 ... 107

5.4 Pré-lajes unidirecionais e bidirecionais 5.5 Lajes pré-fabricadas – Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6.1 Estrutura 6.1.1 Materiais utilizados nas estruturas 6.1.2 Peças utilizadas nas estruturas de telhado 6.1.3 Ligações e emendas 6.1.4 Telhado pontaletado 6.1.5 Recomendações 6.2 Cobertura 6.2.1 Cerâmica 6.2.2 Concreto 6.2.3 Telhas onduladas de fibrocimento 6.2.4 Inclinação e caimento ou declividade das telhas 6.3 Sistema de captação de águas pluviais 6.3.1 Calhas 6.3.2 Água furtada 6.3.3 Condutores 6.3.4 Coletores 6.3.5 Rufos e pingadeiras 6.4 Dimensionamento 6.4.1 Calhas 6.4.2 Condutores 6.5 Formas de telhados 6.5.1 Beirais 6.5.2 Platibanda 6.5.3 Linhas do telhado 6.5.4 Tipos de telhados 6.6 Regra geral para desenho das linhas dos telhados 6.7 Calculo das telhas para cobertura plana 7 ESQUADRIAS 7.1 Esquadrias de madeira 7.1.1 Portas 7.1.2 Porta balcão 7.1.3 Janelas 7.1.4 Tipos de janelas de madeira 7.2 Esquadrias de metal 7.2.1 Janelas 7.2.2 Portas 7.3 Esquadrias de PVC 7.4 Representação gráfica de portas e janelas 7.4.1 Portas 7.4.2 Janelas 7.5 Algumas dimensões comerciais 7.5.1 Portas 7.5.2 Janelas 7.6 Como escolher uma esquadria

... 108 ... 108 ...111 ...112 ...114 ...119 ...122 ...124 ... 125 ... 125 ... 130 ... 130 ... 131 ... 133 ... 134 ... 135 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 138 ... 138 ... 138 ... 139 ... 140 ... 141 ...142 ...143 ...145 ...145 ... 150 ...151 ...153 ...156 ... 156 ... 160 ... 160 ... 161 ... 161 ... 161 ... 163 ... 163 ... 163 ... 164

8 REVESTIMENTO 8.1 Preparo dos substratos 8.1.1 Na vertical 8.1.2 Na horizontal 8.2 Revestimentos argamassados tradicionais 8.2.1 Na vertical 8.2.2 Na horizontal 8.3 Revestimentos não argamassados 8.3.1 Gesso 8.3.2 Revestimento cerâmico 8.3.2.1 Revestimento cerâmico na vertical 8.3.2.2 Revestimento cerâmico horizontal 8.3.3 Piso de madeira 8.3.4 Carpete 8.3.5 Pedras decorativas 8.3.6 Pisos vinílicos 8.3.7 Pisos de borracha 8.3.8 Pisos laminados 8.3.9 Piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9.1 Tintas 9.1.1 Seus tipos 9.1.2 Sua qualidade 9.1.3 Preparação da superfície 9.1.4 Esquema de pintura 9.1.5 Cuidados na aplicação das tintas 9.1.6 Condições ambientais durante a aplicação 9.1.7 Material de trabalho 9.1.8 Rendimentos 9.1.9 Recomendações gerais 9.2 Vidro 9.2.1 Vidro temperado 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.1 Revestimento Argamassados – Analise das causas 10.1.1 Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados 10.1.2 Causas decorrentes do traço da argamassa 10.1.3 Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento 10.1.4 Causas decorrentes do tipo de pintura 10.1.5 Causas externas ao revestimento 10.1.6 Reparos 10.2 Revestimento cerâmicos – Analise das causas 10.2.1 destacamento de placas 10.2.2 Trincas, gretamentos e fissuras 10.2.3 Eflorescência 10.2.4 Deterioração das juntas 10.3 Pinturas – Análise das causas

...166 ...166 ...168 ...170 ...170 ...177 ...178 ...178 ...181 ...185 ...188 ...192 ...196 ...196 ...200 ...201 ...203 ...204 ... 211 ... 211 ... 212 ... 213 ... 214 ... 216 ... 220 ... 220 ... 222 ... 222 ... 223 ... 224 ... 229 ... 229 ... 231 ... 232 ... 233 ... 234 ... 236 ... 239 ... 239 ... 239 ... 240 ... 240 ... 241

11

DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11.1 Materiais empregados em concreto armado 11.1.1 Cimento 11.1.2 Agregados miúdos e graúdos 11.1.3 Água 11.1.4 Armaduras 11.2 Sistemas de fôrmas e escoramentos convencionais 11.2.1 Materiais e ferramentas 11.2.2 Peças utilizadas na execução da fôrmas 11.2.3 Detalhes de utilização 11.2.4 Junta das fôrmas 11.2.5 Sistema de forma leve 11.2.6 Sistema médio de fôrmas 11.2.7 Sistema pesado de fôrma 11.2.8 Sistema trepante e auto trepante 11.2.9 Sistema de fôrmas deslizante 11.3 recomendação quanto ao manuseio e colocação das barras de aço 11.3.1 Corte 11.3.2 Dobramento das barras 11.3.3 Montagem das armaduras 11.3.4 Barras de espera de pilares 11.3.5 Armação de fundação 11.3.6 Emendas 11.3.7 afastamento mínimo das barras 11.4 Como se prepara um bom concreto 11.4.1 Concreto preparado manualmente 11.4.2 Concreto preparado com betoneira 11.4.3 Concreto dosado em central 11.4.4 Aplicação do concreto em estruturas 11.4.5 Cobrimento da armadura 11.4.6 Cura 11.4 7 Desforma 11.4.8 Consertos de falha 11.4.9 plano de concretagem 12 VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO ANEXOS Ferramentas EPI - Equipamentos de proteção individual Pregos na escala natural 1:1 Tabelas para obras em concreto armado Tabelas prática de traço de concreto Tesouras terças e pontaletes Caibros Referências Bibliográficas

... 244 ... 244 ... 247 ... 248 ... 248 ... 251 ... 252 ... 256 ... 257 ... 263 ... 264 ... 265 ... 266 ... 266 ... 267 ... 267 ... 267 ... 268 ... 269 ... 270 ... 271 ... 272 ... 272 ... 273 ... 273 ... 274 ... 276 ... 277 ... 282 ... 284 ... 285 ... 286 ... 286 ... 289 ... 321 ... 323 ... 324 ... 327 ... 330 ... 332 ... 333 ...

1 Lote regular 1.6 Processo dos cavaletes 2.. 41 ..13 Sapata corrida sobre parede 3.......6 Clinômetro ou nível de Abney 1.7 Profundidade de uma estaca isolada 3... 34 ..10 Com cinta de amarração 3.8 Realização das medidas útil com o clinômetro 1... 25 . 32 ..12 Traçado de curva pelo método das quatro partes 2.. 37 .9 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito 2.4 Lote com setor curvo 1.... 6 ........ 27 . 42 . 20 . 24 . 21 . 23 ....14 Locação de estaca 2.9 Sem cinta de amarração 3. 42 .12 Sapata isolada retangular 3..2 Equipamento de sondagem a percussão 3..LISTA DE FIGURAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.3 Barracão para pequenas obras 2...1 Corte em terreno 2. 6 . 25 . 39 ..Lote irregular com pouco fundo 1......... 43 ...11 Processo da mangueira de nível 1...4 Planta de locação das sondagens 3.. 22 .7 Clinômetro inclinado 1. 28 ... 36 ..... 12 ...4 Aproveitamento das chapas compensadas 2. 7 . 29 .15 Projeto de forma locadas pelo eixo 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.11 Traçado de curvas de pequeno raio 2.. 8 .. 32 .10 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito usando esquadro metálico 2.. 35 . 12 .11 Com cinta de amarração 3. 16 .6 Relação dos tipos de fundações usuais em construção 3..13 Levantamento altimétrico em terreno com declive 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2.. 41 ..8 Processo da tábua corrida 2...10Posição da água quando não existe bolhas 1.14 Sapata corrida sobre pilares ... 10 ....5 Cavalete 2..9 Utilização do nível de bolha 1... 5 .... 5 ...1 Esquema de sondagem 3....2 Aterro em terreno 2. 15 ..12 Levantamento altimétrico em terreno com aclive 1....5 Exemplo de um perfil de subsolo 3. 19 . 9 ..5 Representação de curva de nível 1....8 Detalhe do nivelamento do fundo de vala 3.3 Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes 3.. 41 . 23 . 10 ..... 26 .7 Marcação sobre gabarito 2.. 38 ....2.13 Projeto de locação de estacas 2.. 8 ..3 Lote irregular com muita profundidade 1... 11 ..

59 ...27 Execução da alvenaria utilizando tijolos furados 4.. 47 ...5 Tijolo de solo cimento comum 4. 57 ..16 Ajuste inglês ou gótico 4...19 Bloco de coroamento 3..9 Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria 4.. 73 . 71 .. 70 .. 49 .28 Execução da amarração na alvenaria de tijolo furado 4. 67 . 58 . 79 .. 68 ....21 Perfuração das brocas 3.34 Exemplo de aplicação dos drenos 4 ALVENARIA 4..33 Dreno horizontal cego 3.19 Canto de parede de um tijolo no ajuste comum 4....24 Corte do tijolo maciço 4........1 Tijolo comum 4. 44 . 75 ..23 Execução das estacas Strauss 3.13 Retirada do excesso de argamassa 4. 67 . 60 . 78 . 45 . 78 .. 53 .6 Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 4..... 74 . 45 .23 Empilhamento de tijolos maciços 4...32 Dreno horizontal 3.29 Vão de alvenaria 4....26 Detalhe de execução dos cantos 4. 48 . 80 .11 Colocação da argamassa de assentamento 4.4 Tijolo laminado 4. 59 . 75 ..... 72 ..17 Esforços nas estacas 3... 70 .2 Tijolo com furo cilíndrico 4. 66 ...12 Assentamento do tijolo 4. 46 .29 Detalhe da aplicação da argamassa impermeável 3. 74 ..18 (a) Arrasamento das estacas (b) Cota de arrasamento das estacas 3. 54 .24 Execução das estacas Franki 3..7 Bloco de concreto 4. 66 ....28 Impermeabilização no respaldo do alicerce 3. 79 ..10 Detalhe do prumo do canto da alvenaria 4. 73 .21 Canto em parede de um tijolo com parede interna de meio tijolo ajuste francês 4.. 57 ..16 Radier 3.... 80 . 43 .8 Bloco canaleta 4...27 Alvenaria de embasamento 3. 77 .. 50 .25 Detalhe do assentamento do bloco de concreto 4..14 Ajuste corrente 4....... 74 ..20 Tipos de trado 3. 51 .30 Impermeabilização em locais de pouca ventilação 3.17 Canto de parede de meio tijolo no ajuste comum 4..... 71 ..18 Canto em parede de um tijolo no ajuste francês 4.... 68 . 73 . 67 .. 56 ..25 Seção típica de um tubulão 3..15 Sapata corrida com viga 3... 76 ..30 Vergas sobre e sob os vãos ...22 Perfuratriz 3...22 Exemplo de pilares em alvenaria 4.20 Canto em parede de espelho 4.. 64 .3 Tijolo com furo prismático 4..31 Impermeabilização em locais com ventilação 3. 76 .15 Ajuste francês 4....3......26 Tubulão a ar comprimido 3... 52 ..

..5m 4.8 Apoio da laje comum passante em beirais 5.32 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vão entre 1. 95 ..16 reforço em laje treliça 5..44 Exemplo de fundação para muros 4. 81 .. 84 .. 91 .0m 4... 81 . 82 .. 98 . 97 ..... 100 .. 96 .. 106 . 92 . 88 .0 e 2.. 82 .. 86 .6 Apoio da laje comum sobre alvenaria 5. 83 ..19 Vigota protendida 5..48 Assentamento em cordão 4.31 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1.. 107 .2 Fixação do forro na estrutura do telhado 5. 94 . 102 . 100 ......10 Exemplo de reforços em laje pré comum 5....13 Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado 5.23Detalhe da colocação da armadura negativa 5. 89 ....49 Tipos de frizos 5 FORROS 5.. 81 ...14 Armadura adicional de tração 5. 82 ...20 Exemplo de escoramento convencional para laje préfabricada 5.1 Tipos de forros de madeira 5.0 e 1.. 90 .40 Fixação da alvenaria de vedação em estrutura de concreto 4.5 e 2.7 Apoio da laje comum em estrutura de concreto armado 5.. 92 .39 Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto 4.37 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço 4..0m e entre 1. 96 .. 100 .11 Elementos de uma laje pré-fabricada treliça 5..9 Apoio da laje com balanceado em beirais 5.18 Manuseio da laje treliça 5...47 Assentamento tradicional 4. 88 .. 104 .35 Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1...0m 4. 86 .. 105 . 99 ..17 Exemplo de execução de nervuras 5.45 Preparo da argamassa manualmente 4.. 83 . 85 .15 Armadura adicional de compressão 5..38 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado 4.36 Coxins de concreto 4..43 detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 4. revestido e viga baldrame 4..0m 4. 83 .. 101 ..0m 4.42 Detalhe da elevação de muros de bloco aparente.5 Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum 5.33 Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vão de 1..21 Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 5. 96 ..12 Exemplos das variações das alturas da laje treliça 5. 87 .0m e entre 1...0 e 2. 104 .4.3 Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5. 89 . 98 ...4 Elementos da laje pré-fabricada comum 5.. 96 ..22 Detalhe da colocação da laje pré-fabricada 5.. 100 .24 detalhe do apoio das tábuas da passarela .46 Preparo da argamassa com betoneira 4..34 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.41 Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 4.

129 . 112 .21 Detalhe da fixação das ripas nos caibros 6.42 Beiral em laje 6.8 Detalhe da ligação entre linhas e a perna 6. 138 . 120 . 140 .26 Telha plan 6. 115 .24 Telha francesa ou marselha 6.28 Telha termoplan 6.34 Calha tipo platibanda 6.1 Esquema de estrutura de telhado 6. 141 .36 Detalhe de uma água furtada 6. 125 . 124 . 116 .23 Acabamento da cumeeira 6. 139 .10 Detalhe da ligação entre a perna e a escora 6. 137 . 131 .27 Telha romana e portuguesa 6. 129 .7 Detalhe da galga 6.47 Telhados com uma água .45 Desenho das linhas de um telhado 6. 128 . 141 .43 Beiral em telhas vã 6.25 (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento 5. 120 . 134 . 119 .14 Detalhe das emendas de uma linha de terça 6. 124 . asna e pendural 6.33 Calha tipo coxo 6. 135 .22 Fixação das ripas nos caibros 6.37 Detalhe da utilização dos rufos e das pingadeiras 6. 121 .5 Esquema do apoio das terças nas tesouras 6. 135 . 139 . 133 .39 Divisão do telhado em áreas “a” 6. 119 . 118 .38 Áreas de contribuição condutores 6. 126 .41 Calha tipo coxo 6. 135 . 140 . 125 . 108 .4 Esquema de contraventamento das tesouras 6. 127 . 123 . 120 .18 Detalhe do berço para distribuir as cargas 6.29 Telha germânica 6. 130 .6 Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais 6.0m 6.5. 128 .2 Seção típica de uma estrutura de telhado 6. 115 .11 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6. 132 .35 Calha tipo moldura 6.30 Inclinação e caimento de telhados retos 6. 114 . 118 . 137 .31 Inclinação mínima para telhados selados com vão até 8.19 Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6. 121 .26 Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6.32 Detalhe da estrutura de um telhado selado 6.9 Detalhe da ligação entre a linha e a perna 6.25 Telha paulista 6. 136 . 109 .15 Detalhes da emenda das terças com pregos 6.44 Detalhe das platibandas 6.12 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6.46 Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6.17 Apoio dos pontaletes em berços 6.16 Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6. 121 .13 Detalhe da ligação entre a linha. 121 .20 Detalhe da fixação por pregos menores 6. 137 . 123 .40 Calha tipo platibanda 6.3 Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal 6.

161 . 153 . 169 .28 Representação dos caixilhos de correr e de abrir 7. 151 .17 Janela tipo ideal 7. 159 .8 Tipo de fechaduras para as portas 7.6 Detalhe da fixação dos batentes por espuma de poliuretano 7.186 .3 Detalhes da fixação dos batentes das portas 7.9 Determinação da execução do rejuntamento 8. 160 . 156 .2 Procedimento para nivelar sub-base do lastro 8. 155 .16 Veneziana de abrir com caixilho de abrir 7.1 Diversas formas de aplicação do chapisco 8.12 Exemplo de divisão dos azulejos 8. 185 .50 Telhados com quatro águas 6.13 Caixilho de abrir 7.48 Telhados com duas águas 6.18 Janela de enrolar 7.11 Detalhe da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo 7. 142 .19 Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos 7.4 Assentamento das taliscas inferiores nas paredes 8.3 Assentamento das taliscas superior nas paredes 8. 145 . 153 . 184 . 157 .7 Determinação da aplicação do reboco 8. 162 .12 Caixilho de correr 7. 183 . 162 .15 Veneziana de correr com caixilho de correr 7. 162 . 173 .22 Janela veneziana 7.149 . 155 .20 Detalhe do caixilho tipo basculante 7. 154 . 173 . 154 . 161 .25 Representação das portas em planta e vista 7. 148 . 157 . 147 .14 Venezianas de abrir com caixilho guilhotina 7.30 Representação dos caixilhos tipo ideal 8 REVESTIMENTO 8.4 Detalhe da fixação dos batentes por pregos 7.26 Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 7.5 Determinação da colocação das taliscas nos tetos utilizado o nível referêncial 8. 142 .6 Determinação da execução das guias e do emboço 8.24 Venezianas de projeção 7.8 Determinação dos tipos de juntas 8. 142 .10 Juntas superficiais dos azulejos 8. 163 .29 Representação dos caixilhos pivotante 7.11 Determinação do assentamento dos azulejos 8. 175 .2 Vão livre ou vão de luz 7.7 Detalhe da fixação das guarnições 7. 152 . 167 . 148 . 143 .9 Porta balcão 7.27 Representação dos caixilhos de empurar e guilhotina 7.6. 174 .49 Telhados com três águas 6. 146 . 146 . 150 . 158 . 186 . 192 . 154 . 159 .21 Caixilho maximo ar 7.10 Batentes das janelas 7. 172 .5 Detalhe da fixação dos batentes por parafusos 7.51 Perspectiva das linhas de um telhado 7 ESQUADRIAS 7.23 Caixilho de correr 7.1 Componentes das portas de madeira 7.13 Tacos de madeira .

9 Tipos de gravatas utilizadas em pilares 11.6 Impacto nos vidros 9. 206 . 221 .2 Material utilizado no preparo e aplicação das pinturas em metais 9.5 Cargas nos vidros 9. 220 . 236 . 196 .10 Tipos de reforços em gravatas . 231 .15 Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes 8. 225 .6 Efeitos da umidade sobre o reboco 10. 234 .8 Posição dos furos em vidros temperados 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.4 Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas 11. 224 . 194 . 229 .3 Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa 10. 208 . 259 .19 Junta de expansão tipo diamante 8. 226 .3 Armazenagem das barras de aço sobre travessas 11.5 Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente 10.14 Parquete e tacão 8. 259 . 246 . 256 .8.1 Materiais utilizados no preparo das pinturas em madeiras 9.7 Acúmulo de bolor no revestimento por efeito da umidade 10. 258 .4 Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco 10.22 Detalhe de execução do piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9. 196 .18 Situação de empenamento devido à posição do cerne 8.9 Aspecto do revestimento Interno 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11. 221 . 225 .17 Exemplo de regularização sem nivelamento 8.2 Baia de madeira para separar os agregados 11. 248 . 235 . 236 .21 Selante para junta serrada 8.2 Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno 10.7 Flambagem 9.20 Selante para junta de construção 8. 234 . 255 . 194 .5 Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas 11. 250 . 232 . 255 .6 Tipos de disco para corte de tábua e chapas compensadas 11.7 Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares 11. 193 . 230 .1 Vesícula formada no reboco 10. 258 . 223 .1 Local para guarda de material 11. 206 .16 Fixação das tábuas por pregos anelados 8.8 (a)(b) Fissuras do revestimento por expansão da argamassa de assentamento 10. 207 .8 Detalhe do escoramento e contraventamento em pilares bem como das janelas 11.4 Exemplo de fixação dos vidros em caixilhos 9.3 Materiais utilizados no preparo e aplicação da pintura em parede 9.

260 .15a Detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11. 278 .11 Detalhe de uma fôrma de viga 11. 270 . 272 .22 Bancadas com pino de dobramento 11.26 Lastro de brita sob os blocos de estacas 11. 281 .24 Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 11.34 Determinação da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras lajes 11. 279 .35 Detalhe das guias de nivelamento 11. 281 .20 Fôrma trepante 11. 267 .31 Aplicação do vibrador na vertical 11. 282 . 283 . 262 .37 Pastilhas de argamassa 11.38 Pastilha plásticas 11. 268 .30 Sequência da mistura em betoneira 11.11.25 Lastro de brita sob as vigas baldrames 11.36 Passarela para concretagem apoiadas na fôrma 11. 275 . 286 .27 Mistura da areia e de cimento sobre superfície impermeável 11.12 Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão 11. 272 . 274 .39 Método mais comum de consertos de falha . 274 .32 Cachimbo para facilitar a concretagem 11. 264 . 261 . 265 .14 Detalhe da fôrma das lajes maciças 11. 261 .18 Escoramento de madeira tipo H 11.15b detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11.13 Detalhe de fôrma das vigas com sarrafo de pressão 11. 262 . 274 . 263 .23 Pontos de amarração usuais 11. 262 .28 Adição das britas 11. 269 . 266 . 283 .33 Emendas e concretagem de vigas realizadas à 45º 11.21 Equipamento utilizados no corte das barras de aço 11. 280 .19 Escoramento metálico 11.16 Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-junta e fita adesiva 11.29 Colocação da água 11.17 Detalhe da fôrma utilizando tábuas 11. 263 .

1 Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos 4...4 Vãos máximos para laje treliça 6 COBERTURA 6. 97 .3 Desvios máximos de prumo. 163 .1 Modelo de questionário para uso residencial 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2.1 Traço do emboço para as diversas bases 8.. 94 . 117 . 68 .2 Número mínimo de pontos em função da área construída 4 ALVENARIA 4. 2 .7 Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8..2 Dimensões nominais dos blocos de concreto 4. 143 .3 Vão máximo dos caibros (m) 6. 163 .3 Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje 5...4 Equivalência das bitolas dos aços 5 FORROS 5. 33 . 132 ....3 Traço de argamassa em latas de 18 litros para argamassa de assentamento 4.1 Relação de empolamentos 2.5 Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 6.. 15 . 179 .. 91 .2 Vão máximo de terças (m) 6. 116 .2 Traço do reboco 8. 133 .1 Altura total da laje (h) 5... 131 .4 Dimensão das telhas onduladas de fibrocimento 6...3 Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.3 Características dos diversos tipos de janelas 8 REVESTIMENTO 8.1 Dimensões das portas 7..8 Fator de inclinação para caimentos usuais 7 ESQUADRIAS 7... nível e planeza .1 Compacidade das areias e consistência das argilas 3......6 Ponto de cobertura 6...2 Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obras 2. 18 . 112 .. 35 . 132 .0m 6.2 Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum 5.1 Algumas espécie de madeiras indicadas para estrutura de telhado 6. 89 . 65 .2 Dimensões das janelas 7. 171 . 176 .. 97 .. 101 .LISTA DE TABELAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1. 20 . 164 .

271 . 276 .8 Limite de abatimento (slump-test) 11. 187 . 223 .1 Cimentos disponíveis no mercado brasileiro 11.4 Diâmetros dos pinos de dobramento 11. 243 . 191 .198 . 268 . 184 . 225 .Estribos 11.6 Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico 8.10 número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento .13 Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais 9 TINTAS E VIDROS 9.7 Tempos mínimos de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira 11. 222 .1 Identificação das causas. 238 .3 Classificação dos vidros 9. 182 . 182 . 282 .7 Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão 2 8. agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação 9.1 Defeitos observados. 219 .11 Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos 8.3 Patologia mais comuns das tintas 10.3 Dimensões dos pregos em “mm” 11.2 Característica dos fios e barras 11. 242 .9 Cobrimento das armaduras 11.5 Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água 8. 245 .5 Diâmetro dos pinos de dobramento .2 Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade 9. 275 . externas do dano e solução 10. 181 . 199 . 269 .4 Patologia mais comuns das tintas 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11. 237 .12 Pedras naturais mais comuns 8.6 Comprimentos básicos para esperas de acordo com o fck do concreto 11.9 junta superficial entre azulejos 8. 251 .4 Resistência ao impacto 9. 181 .4 Etapa e tempo aproximado de execução da aplicação manual do gesso 8. 284 . 254 . 199 . externas do dano e solução 10. 224 .8.10 Consumo de argamassa colante 8.8 Consumo de rejunte por m 8.5 Dimensões máximas de fabricação 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.2 Identificação das causas.

pois vamos nos ater a pequenas obras (residências unifamiliares). O cliente poderá ser um grupo de profissionais (médicos. industriais etc). Com os dados levantados.PROJETO . realizar uma entrevista com os interessados em executar qualquer tipo de construção. municipalidade. • Analisar a topografia de um terreno. Levantamento topográfico. Nesta apostila o nosso cliente será o interessado juntamente com os seus familiares. que tem a função de orientar evitando esquecimentos. antes de iniciarmos o projeto. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Elaborar um bom projeto arquitetônico. Não é possível seu preenchimento completo. 1 .ESTUDOS PRELIMINARES APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. Os projetos são peças importantes na execução de uma obra. podemos utilizar um questionário (Tabela 1. Restrições da Prefeitura ou de outros órgãos.. • Utilizando métodos simples. para obter o maior número possível de dados. definir a planimetria e a altimetria de um terreno. podemos então iniciarmos a elaboração dos projetos de maneira a aproveitar melhor o terreno a insolação etc. Todas as possibilidades e informações devem ser analisadas e discutidas na fase de projeto. Devemos considerar que geralmente o cliente é praticamente leigo. Para auxiliar na objetividade da entrevista inicial com o cliente. entidades.ESTUDO COM O CLIENTE Sabemos que para se elaborar um projeto devemos antes de mais nada.1). cabendo então ao profissional orientar esta entrevista.1 . 1. Este modelo de questionário poderá ser preenchido parcialmente durante a entrevista. pois é útil e indispensável uma visita ao terreno. uma família etc. Um projeto bem elaborado reduz muito as incertezas e dúvidas como também o desperdício de material e de mão-de-obra.1 . • Utilizar melhor a topografia dos terrenos. Exame local do terreno. Começamos com: • • • • Estudo com o cliente.

1 . Res.Tabela 1. Ele: _______________________________ Ela _____________________________________ II Dados do Terreno Localização: Medidas: Frente _____________ LE _____________ LD ____________ Fundo _______________ Rua: ________________________________ CEP ____________Bairro: ____________________ Lote: _______________ Quadra: ________________ Quarteirão: __________________________ Larg.:________________________________________________ Fone ( )______________ Prof. __________________ Distância da esquina__________________________Largura do passeio:____________________ Inclinação do Terreno: Plano Sobe para os Fundos Desce para os Fundos Local de passagem da rede de Água Centro Local de passagem da rede de Esgoto Centro Os terrenos vizinhos estão construídos ? LE LD LD LD Fundos Popular Suave Forte Inclinação lateral Esquerda Direita nº _______ LE LD Nível econômico das construções no local Alto Croquis de situação Médio III Restrição da Prefeitura Zoneamento: ______ To (taxa de ocupação)______ Ca (coeficiente de aproveitamento) _______ Recuos obrigatórios: de frente ___________________ lateral _____________________ de fundo ___________________ % de área permeável_______________Outros ________________________________________ 2 . da rua: ____________ Tipo de Pav.:__________________________________CEP __________ Fone ( )______________ CPF: ________________________________RG: _______________________________________ Nome Esp.Modelo de questionário para uso residencial PROJETO RESIDENCIAL I Dados do cliente: Nome:_________________________________________________ e-mail ___________________ End.: _______________ nº casas Viz.:___________________________________CEP __________ Fone ( )______________ End.:____________________________________________ e-mail____________________ End. Com. Com.

levantando os seguintes pontos: a) Deve-se identificar no local o verdadeiro lote adquirido segundo a escritura. devemos levá-las em consideração quando da visita ao lote. f ) Ter facilidade de acesso. As características ideais de um terreno para um projeto econômico são: a) Não existir grandes movimentações de terra para a construção.: ________ Área aprox. Pisos Paredes Tetos Estilo: ____________Nº de Portas Janelas Verba disponível: R$ ______________________________________ Revestimento Externo: Pisos: ______________________________Paredes: ___________________________________ Fachada: ___________________________ Muro: ______________________________________ Detalhes: _______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ 1. h) Escolher terrenos em áreas não sujeitas a erosão. b) Verificar junto a Prefeitura da Municipalidade.2 . de construção: ________m² usuários: ____ Dados dos usários: sexo________ idade_______ Ambientes Méd. c) Números das casa vizinhas ou mais próximas do lote.IV Da Futura Construção Nº de Pav. foi devidamente aprovado e está liberado para construção. b) Ter dimensões tais que permita projeto e construção de boa residência.EXAME LOCAL DO TERRENO Sem sabermos as características do terreno. 3 . d) Ser plano ou pouco inclinado para a rua. e) Ser resistente para suportar bem a construção. se o loteamento onde se situa o terreno. c) Ser seco.Aprox. colhendo-se todas as informações necessárias. g) Terrenos localizados nas áreas mais altas dos loteamentos. i) Evitar terrenos que foram aterrados sobre materiais sujeitos a decomposição orgânica. Mas como nem sempre estas características são encontradas nos lotes urbanos. é quase impossível executar-se um bom projeto.

1. medindo-se a distância da esquina ou construção mais próxima..3. Deve retratar a conformação da superfície do terreno.3. que devemos levar em consideração e sabermos defini-las: 1.4.LIMPEZA DO TERRENO Temos algumas modalidades para limpeza do terreno. usando para tal. em declive. é necessário que se tenha as medidas corretas do lote. Todo material vegetal.: Todos esses dados poderão ser acrescidos no questionário anterior. bem como as dimensões dos lotes.et al. que poderão ser cortadas com foice. posição de postes. Este serviço pode ser feito com máquina ou manualmente. esgoto.3. com a precisão necessária e suficiente proporcionando dados confiáveis que. unicamente a enxada.3 . podem contribuir no desenvolvimento do projeto arquitetônico e de implantação (Pinto Jr. 4 .4 .Destocar .Carpir .(água. f) Verificar se existem benfeitorias. energia) g) Sendo o terreno com inclinação acentuada.( de não construção) j) Verificar a largura da rua e passeio.MEDIDAS DO TERRENO (LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO) Executada a limpeza do terreno e considerando que os projetos serão elaborados para um determinado terreno.Quando a vegetação é rasteira e com pequenos arbustos. confirmar a posição da linha N-S. h) Verificar se passa perto do lote. 1.LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO DE LOTES URBANOS O levantamento topográfico é geralmente apresentado através de desenhos de planta com curavas de nível e de perfis. interpretados e manipulados corretamente.d) Situação do lote dentro da quadra. i) Verificar se existe faixa non edificandi . 1. verificar se existe viela-sanitária vizinha do lote. pois nem sempre as medidas indicadas na escritura conferem com as medidas reais.Roçar .2 .. necessitando desgalhar.3 . Geralmente.1 . linha de alta tensão. em uma das divisas laterais ou fundo. bueiros.Quando houver árvores de grande porte. cortar ou serrar o tronco e remover parte da raiz. e) Com bússola de mão. 1. bem como o entulho terão que ser removidos do canteiro de obras. e na maioria das vezes.Quando além da vegetação rasteira. 2001) 1. etc. devemos pedir previamente que se execute uma limpeza do terreno e um levantamento plani-altimétrico. Os serviços serão executados de modo a não deixar raízes ou tocos de árvore que possam dificultar os trabalhos. Obs. estes dados colhidos na visita ao terreno não são suficientes. houver árvores de pequeno porte.1 .

Apesar de não pretendermos invadir o campo da topografia. Figura 1. e usar o valor médio. a) Lote regular Geralmente em forma de retângulo. Os terrenos urbanos. Figura 1. No entanto. devemos medir as diagonais que deverão ser iguais. casos mais complexos. a sua medição sem aparelhos ou processos próprios da topografia desde que se tenha uma referência confiável (casa vizinha.2-Lote irregular com pouco fundo 5 . piquetes etc). esquina. os processos mais rápidos para medir um lote urbano. são geralmente de pequena área possibilitando. portando. vamos mostrar em alguns desenhos. caso as medidas encontradas forem diferentes as da escritura. bastando portanto medir os seus "quatro" lados.(Figura 1. sem referência.2). necessitamos de um levantamento executado por profissional de topografia. b) Lote irregular com pouco fundo Medir os quatro lados e as duas diagonais (Figura 1.1).1-Lote regular Obs. Para verificar se o lote está no esquadro.

4).3-Lote irregular com muita profundidade d) Lote com um ou mais limites em curva Para se levantar o trecho em curva. Medir a corda e a flecha no local. Nestes casos devemos demarcar as divisas retas até encontrarmos os pontos do início e fim da corda. E com o auxílio de um desenho (realizado no escritório) construir a curva a partir da determinação do centro da mesma utilizando a flecha e a corda (Figura 1. c = corda f = flecha Construção da curva Figura 1. Figura 1. a medição da diagonal se torna imperfeita devido a grande distância Convém utilizar um ponto intermediário "A" diminuindo assim o comprimento da diagonal (Figura 1.c) Lote irregular com muita profundidade Neste caso.3). o mais preciso será a medição da corda e da flecha (central).4-Lote com setor curvo 6 .

0 d1 2.NIVELAMENTO (LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO) É de grande importância para elaborarmos um projeto racional. 3.5 . inclinações etc. Quando relacionadas a outras curvas de nível permite comparar as altitudes e se projetadas sobre um plano horizontal podem apresentar as ondulações. 1. Geralmente é suficiente tirar um perfil longitudinal e um transversal do terreno. caso necessário. as distâncias entre as curvas serão menores.5-Representação de curva de nível (Pinto Jr. devemos fazer um levantamento com aparelhos recorrendo a um topógrafo. menos inclinada as distâncias serão maiores d1 < d2.0 d2 Figura 1.1.0 RN 0. de uma superfície (Figura 1.3).0 1. 7 .0 2. 2001) As curvas de níveis são elaboradas utilizando aparelhos topográficos que nos fornecem os níveis.2. 1. Podemos identificar a topografia do lote através das curvas de níveis.0 2. Este levantamento não é muito preciso.5 que quando mais inclinada for a superfície do terreno. os ângulos. que geralmente utilizam terrenos pequenos. mas é o suficiente para construção residencial unifamiliar.et al. mas nada nos impede de tirarmos mais.0 3.5.0 3.0 3.5.0 RN 0. Caso seja necessário algo mais rigoroso.0 1.0 1.5. depressões. que sejam aproveitadas as diferenças de nível do lote. as dimensões de um terreno ou área.1. quando utilizamos métodos simples para a sua execução (descritos nos itens 1.5) Podemos observar na Figura 1.0 1. A curva de nível é uma linha constituída por pontos todos de uma mesma cota ou altitude de uma superfície qualquer.0 2.

0m. 1972) Figura 1.6 e 1. Terrenos muito íngremes a distância deverá ser menor e terrenos com pouca inclinação podemos utilizar as balizas na distância de 5.1) Com uso do clinômetro (Nível de Abney) Figuras 1.6-Clinômetro ou Nível de Abney (Borges.7-Clinômetro inclinado proporcionando a leitura (Borges.Nos métodos descritos abaixo se usa basicamente balizas com distância uma da outra no máximo de 5. Materiais: clinômetro 2 balizas trena Figura 1. 1972) 8 . ou de acordo com a inclinação do terreno. Alguns métodos para levantarmos o perfil do terreno: a) b) c) Com o nível e Abney ( clinômetro) Com o nível de mão Com o nível de mangueira 1.5.7.0m.0 em 5.

O desnível obtido é a diferença entre o H e h e assim consecutivamente.trena.2) Nível de bolha Materiais : . Inclina-se o tubo do clinômetro para avistarmos o ponto B.2 balizas. a medida do desnível se consegue colocando uma régua entre as duas balizas.régua . 1972) 1. Utilizando o método do nível de bolha.50m (ponto A). Pela ócula se vê a bolha e giramos o parafuso até colocá-la na horizontal e produzirá sobre a graduação (através de um ponteiro fixo no parafuso) a leitura do ângulo α.9). Figura 1. nivelamos a régua (Figura 1. Com o auxílio do nível de bolha. Resta medir a distância horizontal "d" ou a inclinada "m".Coloca-se o clinômetro (Figura 1.8-Realização das medidas utilizando o Clinômetro (Borges.5. na 1ª baliza a uma altura de 1. .Nível de bolha.8). . Com os diversos desníveis conseguimos delinear um perfil. 9 .

desde a marcação da obra até o nivelamento dos pisos. que nos fornece o nível. azulejos etc..5. sem dobras ou bolhas no seu interior (Figura 1.Posição da água quando não existe bolhas 10 . Figura 1. A água deve ser colocada lentamente para evitar a formação de bolhas.10 . batentes.3) Nível de mangueira O método da mangueira é um dos mais utilizados. A mangueira deve ter pequeno diâmetro.11).10 e 1. Para uma boa marcação ela deve estar posicionada entre as balizas..9 Utilização do nível de bolha 1. Fundamenta-se no princípio dos vasos comunicantes.Figura 1. Este é o método que os pedreiros utilizam para nivelar a obra toda. parede espessa para evitar dobras e ser transparente.

o que dificultaria a leitura e não nos forneceria uma boa medição. que será descontada na medida encontrada na segunda baliza “H”.Para utilizarmos o nível de mangueira necessitamos: Materiais: . O desnível é obtido pela diferença entre “H” e “h”. podemos partir com o nível d'água em uma determinada altura "h" numa das balizas. Exemplos de medição com mangueira: • • Em terrenos com aclive Em terrenos com declive 11 .Mangueira .Processo da mangueira de nível Para facilitar a medição.Trena Figura 1.11 . Fazemos isso para não precisarmos colocar o nível d'água direto no ponto zero (próximo do terreno).2 balizas .

.....13 . Htot = h1 + h2 + hn .a) Terreno em aclive: Portanto: h1 = H -h .h' . Figura 1.h' . h2 = H'..12 .Levantamento altimétrico em terreno com declive 12 .. Htot = h1 + h2 + hn . h2 = H'. Figura 1...Levantamento altimétrico em terreno com aclive b) Terreno em declive: Portanto: h1 = H -h ..

para não dar erro nas medições (Figura 1. 3 . e de pequeno diâmetro.Devemos ter o cuidado de não deixar nenhuma bolha de ar dentro da mangueira.A espessura da parede da mangueira deve ser espessa para evitar dobras 13 . 2 .ANOTAÇÕES 1 .13).A mangueira deve ser transparente. da ordem de ∅ 1/4" ou 5/16" para obter maior sensibilidade.

A análise prévia das condições das construções vizinhas evita surpresas desagradáveis durante a execução da sua obra. antes do início das obras. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Calcular os volumes de corte e aterro. carga. • Canteiro de obras e a locação da obra. Garante também as reclamações infundadas de vizinhos. O registro é composto por um relatório técnico com fotografias datadas da vizinhança e relatos das observações realizadas. devem ser realizadas. • Realizar ou conferir a marcação de uma obra. • Realizar as compensações de volume.TRABALHOS PRELIMINARES DE CONSTRUÇÃO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. Portanto o movimento de terra deve ser cuidadosamente estudado. 2. como trincas. Antes de iniciarmos a construção de um edifício. Depende das características de execução das fundações e das demais atividades de início da obra. de acordo com o projeto de implantação e o projeto executivo. desabamentos de muros ou de construções vizinhas. transporte. antes do início da obra. • Analisar e executar um canteiro de obras. • Movimento de terra necessário para obtenção do nível desejado. Essas atividades são denominadas trabalhos preliminares e compreendem: • Verificação das condições das construções vizinhas.2 .1 – CONSTRUÇÕES VIZINHAS É importante. o registro das condições das construções vizinhas. compactação e acabamentos executados a fim de passar de um terreno natural para uma nova conformação (Cardão. Pode ser necessário executar as fundações antes de escavar o terreno (quando se trabalha com grandes equipamentos. • Demolições. para facilitar a sua entrada e retirada). 1969). O momento da obra em que ocorre o movimento de terra pode ser variável. descarga. pode ser entendido como um conjunto de operações de escavação. aterros. Ou quando se tratar de fundações feitas manualmente o acerto do terreno pode ser realizado entes.2 – MOVIMENTO DE TERRA O acerto da topografia do terreno. 2. 14 . algumas atividades prévias. quando existirem.

: Quando não se conhece o tipo de solo. o empolamento de um solo superficial é de 43% (Tabela 2. seca Areia úmida Areia molhada Solo superficial % 22 23 25 41 11 43 33 25 25 27 12 12 12 43 OBS. Relacionamos na Tabela 2.Relação de Empolamentos (Manual Caterpillar. Podemos executar. significa que um metro cúbico de material no corte (estado natural) encherá um espaço de 1. deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do corte multiplicada pela altura média. podemos considerar o empolamento entre 30 a 40% Vc = Ab x hm e Vs = Vc+ empolamento Sendo Ab = área de projeção do corte Vs =volume solto hm= altura média Vc =volume no corte = volume natural Figura 2. Seqüência da execução do edifício. conforme o levantamento altimétrico. ou cortes + aterros: 2. aterros. Tabela 2.1 . úmida Argila e cascalho seco Argila e cascalho úmido Rocha decomposta 75% rocha e 25% terra 50% rocha e 50% terra 25% rocha e 75% terra Terra natural seca Terra natural úmida Areia solta.Cortes: No caso de cortes. cortes. quando removido de seu estado natural e é expresso como uma porcentagem do volume no corte. Níveis das construções vizinhas.1).1 .1 alguns empolamentos.Corte em terreno 15 .2. Localização do canteiro de obras.1). O empolamento é o aumento de volume de um material. 1977) materiais Argila natural Argila escavada. seca Argila escavada. Por exemplo.1 . acrescentando-se um percentual de empolamento (Figura 2.43 metros cúbicos no estado solto.As etapas que influenciam no projeto de movimento de terra são: • • • • Sondagem do terreno.

Quando o nível de exigência é maior devem-se procurar equipamentos específicos de compactação. Quando o nível de compactação for baixo. como os compactadores mecânicos (sapos). podendo fazê-lo maior. isto é. hm + 25% a 30% Sendo Ab = área de projeção do aterro hm= altura média Figura 2.2). 16 . quando compactado (Figura 2. deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do aterro multiplicada pela altura média. como: ruptura do terreno. tais como compactadores lisos e rolos pé de carneiro (Barros. os soquetes manuais.2 . devidamente molhadas e compactadas manual ou mecanicamente. Materiais de 3ª categoria: rochas com resistência à penetração mecânica igual ou superior ao granito. materiais de 2ª categoria: rocha com resistência à penetração mecânica inferior ao do granito.2. pedras ou entulhos. rochas em decomposição e seixos com diâmetro máximo de 15cm.Aterros e reaterros: No caso de aterros. Mas quando efetuado nas proximidades de edificações ou vias públicas.2 . acrescentando de 25% a 30% devido a aproximação dos grãos. reduzindo o volume de vazios. não é fundamental para o desempenho estrutural do edifício. sem detritos. 2006). incluindo eventual escarificação. - 2. devemos empregar métodos que evitem ocorrências. é possível utilizar pequenos equipamentos. Compreendem as terra em geral. O material escolhido para os aterros e reaterros devem ser de preferência solos arenosos. ou os próprios equipamentos de escavação. Va = Ab .Aterro em terreno Para os aterros as superfícies deverão ser previamente limpas. No corte os materiais são classificados em: materiais de 1ªcategoria: são materiais que podem ser extraídos com equipamentos convencionais de terraplenagem. descompressão do terreno de fundação ou do terreno pela água.O corte é facilitado quando não se tem construções vizinhas. Devem ser realizadas camadas sucessivas de no máximo 30 cm. sem vegetação nem entulhos. piçarra ou argila.

Este estudo pode ser dividido como segue: • • • • • • Área disponível para as instalações. bem como distribuição de máquinas. Máquinas e equipamentos necessários. O canteiro é preparado de acordo com as necessidades de cada obra. madeiras. Prazos a serem atendidos. ou ainda containers metálicos que são facilmente transportados para as obras com o auxílio de um caminhão munck. sendo que nela também poderão ser construídos escritórios.INSTALAÇÃO DE CANTEIRO DE SERVIÇOS .) e ferramentas.. tijolos.OU CANTEIRO DE OBRAS Após o terreno limpo e com o movimento de terra executado. Deverá ser localizado em áreas onde não atrapalhem a circulação de operários veículos e a locação das obras. por empreitada global ou empreitada por viagem. aço. e deve-se registrar o número de viagens. Empresas empreiteiras previstas. 17 . Para esse tipo de contratação é necessário calcular o volume de solo tanto para corte como para o aterro. No mínimo devemos fazer um barracão de madeira. chapas compensadas (Figura 2. etc.2. tudo dependendo do vulto da obra. b) Empreitada global: A empresa contratada realiza e é remunerada por todos os serviços (escavação e retirada de material). O dimensionamento do canteiro compreende o estudo geral do volume da obra.. Materiais a serem utilizados.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra Podemos contratar os serviços de movimento de terra através do aluguel de equipamentos. Em zonas urbanas de movimento de pedestres. 2. alojamento para operários. etc. se houver.3 . o tempo de obra e a distância de centros urbanos. Nesse barracão serão depositados os materiais (cimento. cal. Serviços a serem executados.deverão estar próximas ao ponto de utilização. para evitar que materiais caiam na rua.. a) Aluguel de equipamentos: Neste caso deve ser pago a máquina de escavação por hora e os caminhões para a retirada do solo. Este sistema é indicado para obras com pequeno movimento de terra. "encaixotamento" do prédio. c) Empreitada por viagem: Neste tipo de contratação a remuneração pelo serviço é efetuada por caminhão (volume retirado ou colocado). O aluguel da máquina está incluso no preço da viagem.. pedras. Áreas para areia. É indicado para obras com grandes movimentos de terra. deve ser feito um tapume. com tábuas alternadas ou chapas compensadas. que serão utilizados durante a execução dos serviços.2. A sua organização é desenvolvida e detalhada no escritório central. refeitório e instalação sanitária.3).

as gruas que elevam sensivelmente a demanda de energia (Barros.5 a 15 trifásico Betoneira 3. como.0 trifásico vibrador 3. 2006).0 trifásico Maquina de corte 2. pois a maioria dos equipamentos é trifásica (Tabela 2.Deverá ser providenciada a ligação de água e construído o abrigo para o cavalete e respectivo hidrômetro. Na Tabela 2. quantas máquinas serão utilizadas e. b) . Antes do início da obra. O uso da água é intensivo para preparar materiais no canteiro. não existir rede elétrica. 18 . para verificar a possibilidade de extensão da rede até a obra ou optar pela energia gerada a diesel através de geradores de energia.2) ou optar por equipamentos monofásico que tem custo maior. ainda.0 trifásico Serra elétrica 2. Caso. deve-se providenciar o fornecimento de água através de caminhões “pipa” ou abertura de poço de água. no local. Deve-se providenciar a ligação de energia. atendendo a demanda é só pedir a ligação para a concessionária local.o local deve ser de pouco trânsito.2 temos a potência de alguns equipamentos. onde ficarão os quadros de força. no fundo da obra.que seja o mais distante possível dos alicerces. Para o dimensionamento do cabo devemos somar as potências dos equipamentos utilizados no canteiro. Tendo rede trifásica devemos conferir a capacidade para atender demanda da obra.0 trifásico Bombas d’água 3. deve-se também fazer um pedido de estudo. deixandose a frente para construção posterior da fossa séptica. Tabela 2.o mais distante possível de fossas sépticas e de poços negro. As instalações elétricas nos canteiros de obras são realizadas para ligar os equipamentos e iluminar o local da construção. nunca a menos de 15 metros dos mesmos. com os seguintes cuidados: a) . aliada a um fator de demanda (visto que nem todos os equipamentos serão utilizados simultaneamente). Não existindo água. ou seja. Ela serve também para a higiene dos trabalhadores e deve ser disponível em abundância. para que sejam seguras.2 – Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obra (Barros. c) . sendo desfeitas após o término dos serviços. 2006) Equipamento Potência (hp) Sistema Guincho 7. Se no local existir rede mais é monofásico. isto é. Mas precisam ser feitas de forma correta. quais as ampliações que serão feitas nas instalações elétricas. é preciso saber que tipo de fio ou cabo deve ser usado. deve-se fazer um pedido de estudo junto à concessionária.0 trifásico Em função do empreendimento podemos utilizar equipamentos de porte maior.

Barracão para pequenas obras Para realizar um barracão econômico podemos realizar o aproveitamento das chapas compensadas (Figura 2. como segue (Figura 2.2.3.1 . e telhas de fibrocimento podemos montar um barracão de pequenas dimensões.3): Figura 2.3 .4).Exemplo de barracão para obra de pequeno porte Utilizando chapas compensadas. desmontável para utilizar em obras. 19 . pontalete de eucalipto ou vigotas 8x8.

50m Chapas de compensado 6.0mm 0.50x2.3.50x1.4 – Aproveitamento das chapas compensadas Na Tabela 2.00m Pontaletes ou caibros de 3.5 0. Tabela 2.3 un un un pç pç pç pç m pç m pç kg kg Descrição Pontaletes ou caibros de 3.0m Sarrafo de 7.3. 03 03 16 11 11 01 60 01 0.0mm 0. está relacionado os materiais utilizados na execução do barracão de obra da Figura 2.44 Telhas fibrocimento 4.5 03 0.0 10.0mm Telhas fibrocimento 4.22 Viga 6x12 de 5.Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras Quant.Figura 2.3 .0cm Cadeado médio Corrente Dobradiças Prego 15x15 Prego 18x27 ou de de 20 .

4 . Figura 2. régua. poderão acumular erros.1 . portanto. com métodos simples (utilizando o nível de mangueira. tropeços. pois não nos oferece grande segurança devido ao seu fácil deslocamento com batidas de carrinhos de mão. em obras de grande área.2. sendo conveniente. No entanto.5).5 . previamente alinhados conforme o projeto. que nos garantam certa precisão. Em quaisquer dos casos. os métodos simples.LOCAÇÃO DA OBRA Podemos efetuar a locação da obra. o auxílio da topografia. 2.Cavalete Depois de distribuídos os cavaletes.6) 21 . para materializar a demarcação exigirá um elemento auxiliar que poderá ser constituído por cavaletes ou tábua corrida (gabarito).Processo dos cavaletes No processo dos cavaletes os alinhamentos são obtidos por pregos cravados em cavaletes. e em seguida inicia-se a abertura das valas (Figura 2. evitar esse processo. nos casos de obras de pequeno porte. Devemos sempre que possível. fio de prumo e trena).4. Estes são constituídos de duas estacas cravadas no solo e uma travessa pregada sobre elas (Figura 2. etc. linhas são fixadas e esticadas nos pregos para determinar o alinhamento do alicerce. sem o auxílio de aparelhos.

Nos pregos são amarrados e esticados linhas ou arames.0cm) ou varas de eucalipto a uma distância entre si de 1.5 x 10.Processo da tábua corrida (gabarito) Este método se executa cravando-se no solo cerca de 50 cm.Figura 2. determinam os alinhamentos (Figura 2.Processo dos cavaletes . todos identificados com letras e algarismos respectivos pintados na face vertical interna das tábuas.2 .5cm ou 7. 22 . que posteriormente poderão ser utilizadas para andaimes. cada qual de um nome interligado ao de mesmo nome da tábua oposta.7).20m das paredes da futura construção.5 x 7.8). Em cada linha ou arame está materializado um eixo da construção.50m a 2. Pregos fincados nas tábuas com distâncias entre si iguais às interdistâncias entre os eixos da construção.6 .determinação dos alinhamentos 2.4. Nos pontaletes serão pregadas tábuas na volta toda da construção (geralmente de 15 ou 20 cm).00m do piso (Figura 2. Este processo é o ideal.0m e a 1. em nível e aproximadamente 1. pontaletes de pinho de (7.

possibilitando a conferência durante o andamento das obras.8 .7 . pode utilizar o processo dos cavaletes. devemos transferir as medidas. 2.Marcação sobre gabarito Figura 2. No entanto. retiradas das plantas para o terreno. 23 .Processo da Tábua Corrida – Gabarito Como podemos observar o processo de "Tábua Corrida" é mais seguro e as marcações nele efetuadas permanecem por muito tempo.TRAÇADO Tendo definido o método para a marcação da obra. é de extrema importância que no final da marcação sejam devidamente conferidos os eixos demarcados procurando evitar erros.A Figura 2. para auxiliar este processo. seja qual for o método escolhido.5 . Não obstante.

60 x 0.9 .1 . O esquadro deve ser colocado sobre uma base plana e ficar tangenciando as linhas sem as tocá-las. cujos lados meçam 3 . cabendo a nós.9).00m) para verificar o ângulo reto (Figura 2. fazendo coincidir o lado do ângulo reto com o alinhamento da base (Figura 2. Figura 2. É indispensável saber traçar perpendiculares sobre o terreno.80 x 1. da construção.4 e 5m (triângulo de Pitágoras).5. Um método simples para isso. para pequenas obras. quando as linhas ficarem paralelas ao esquadro garantimos o ângulo reto.Quando a obra requer um grau de precisão. Isto serve de referência para locar todas as demais paredes. consiste em formar um triângulo através das linhas dispostas perpendicularmente. determinando assim o esquadro.Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito Outro método consiste na utilização de um esquadro metálico (geralmente 0.Traçado de ângulos retos e paralelas.10). pois é através delas que marcamos os alinhamentos das paredes externas. 24 . que não podemos realizar com métodos simples devemos utilizar aparelhos topográficos. Isto fica a cargo da disciplina de Topografia. saber locá-las com métodos simplificados. 2.

12). No caso de grandes curvas.10 .2 . 1976) 25 .11 .5.Baud.Traçado de curvas A partir do cálculo do raio da curva (que pode ser feito previamente no escritório) achamos o centro e. quando temos pequenos raios. Consiste em aplicar. Encontram-se assim. com o auxílio de um arame ou linha. sobre a corda obtida com a flecha precedente. por aproximações sucessivas.Traçado de curva de pequeno raio Este método nos fornece uma boa precisão. podemos utilizar um método aproximado.Figura 2.Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito utilizando esquadro metálico 2. chamado método das quatro partes.11. traçamos a curva no terreno (como se fosse um compasso) Figura 2. sucessivamente. todos os pontos da curva circular (G. Figura 2. a quarta parte deste último valor (Figura 2.

tubulões ou fundações que necessitam de equipamentos mecânicos para a sua execução. 2. 4 f3 = f2 4 r = raio da curva t = tangente à curva (na intercessão da curva com a reta) Portanto.3 .12 .5. inicialmente devemos locar as fundações profundas do tipo estacas. visto que qualquer marcação das "paredes" irá ser desmarcada pelo deslocamento de equipamentos mecânicos. 26 .Figura 2.Traçado de curva pelo método das quatro partes (G. com o auxílio do gabarito.1976) f1 = r − sendo: r2 r2 + t2 em seguida f2 = f1 .13). fornecida pelo cálculo estrutural (Figura 2. caso contrário podemos iniciar a locação das obras pelo projeto de forma da fundação ("paredes").Baud.Locação de estacas Serão feitas inicialmente a locações de estacas. O posicionamento das estacas é feito conforme a planta de locação de estacas.

geralmente de peroba. com dimensões 2. através de um prumo de centro (Figura 2.5 x 15.5 x 2.13 .Projeto de locação de estacas A locação das estacas é definida pelo cruzamento das linhas fixadas por pregos no gabarito. crava-se uma estaca de madeira (piquete).0cm. 27 . Transfere-se esta interseção ao terreno. No ponto marcado pelo prumo.14).E D C B A 1 2 3 Figura 2.

Locação da estaca Após a execução das estacas e com a saída dos equipamentos e limpeza do local podemos efetuar com o auxílio do projeto estrutural de formas a locação das "paredes". Em obras de pequeno porte ainda é usual o pedreiro marcar a construção utilizando as espessuras das paredes.5cm difícil de serem desenhadas a pena nas escalas usuais de desenho 1:100 ou 1:50. 2. na realidade as paredes externas giram em torno de 26 a 27cm e as internas 14 a 14.4 .Locação da Forma de Fundação "paredes" Devemos locar a obra utilizando os eixos.15).Figura 2. No projeto de arquitetura convencionou-se as paredes externas com 25cm e as internas com 15cm. para evitarmos o acúmulo de erros provenientes das variações de espessuras das paredes (Figura 2. 28 . Hoje com o uso de softwares específicos de desenho ficou bem mais fácil e dependendo da espessura da alvenaria adotada define-se a espessura das paredes.14 .5. por isso da adoção de medidas arredondadas que acumulam erros.

Projeto de forma locadas pelo eixo 29 .E D C B A 1 2 3 Figura 2.15 .

elétrica ) e suas implicações. 4 . 8 – Confirmar a perfeita locação da obra no que se refere aos eixos das paredes. Não devem ser usadas para ligar diretamente os equipamentos. sapatas. de preferência.Somente deve ser permitido o acesso à obra de terraplenagem de pessoas autorizadas. 6 .Nos cálculos dos volumes de corte e aterro. 6 – Constatar no terreno a existência ou não de obras subterrâneas ( galerias de águas pluviais. devem estar protegidos por calhas de madeira.As chaves elétricas do tipo faca devem ser blindadas e fechar para cima.ANOTAÇÕES 1 . ou redes de esgoto. Podem ser colocados a certa altura que não deixe as pessoas e máquinas encostarem-se a eles. • Instalações elétricas em Canteiro de obras: 1 .30m de profundidade devem ser estabilizados com escoramentos.Os fios e cabos devem ser estendidos em lugares que não atrapalhem a passagem de pessoas. sinalizados e de fácil acesso mias longe da passagem de pessoas.A locação da obra deve. ser efetuada pelo engenheiro ou conferida pelo mesmo.Sinalizar os locais de trabalho com placas indicativas.Os taludes instáveis com mais de 1.A marcação pelo eixo. os valores são mais precisos se o número de seções for maior. materiais e equipamentos. 7 – Verificar se o terreno em relação às ruas está sujeito à inundação ou necessita de drenagem para águas pluviais. 3 . 5 .Os quadros de distribuição devem ser de preferência metálicos e devem ficar fechados para que os operários não se encostem às partes energizadas. não deixando partes descobertas.Depositar os materiais de escavação a uma distância superior à metade da profundidade do corte.Os fios e cabos devem ser fixados em isoladores.Na execução do gabarito.Estudo da fundação das edificações vizinhas e escoramentos dos taludes. 6 .A pressão das construções vizinhas deve ser contida por meio de escoramento.Os quadros de distribuição devem ficar em locais bem visíveis. As emendas devem ficar firmes e bem isoladas. as tábuas devem ser pregadas em nível. Noções de segurança para movimentação de terra: • 1 . máquinas e materiais. 30 . 3 . 5 . pilares. 3 . 5 – Verificar os afastamentos da obra. 2 . além de mais precisa. em relação às divisas do terreno. 2 . blocos e estacas. canaletas ou eletro dutos. 4 .Os fios e cabos estendidos em locais de passagem. facilita a conferência pelo engenheiro. 4 . 2 .

damos nestas anotações de aulas. no subsolo. 3. o barateamento das fundações. Os requisitos técnicos a serem preenchidos pela sondagem do subsolo são os seguintes (Godoy.05 a 0.Standart Penetration Test. em média.Execução da sondagem A sondagem é realizada contando o número de golpes necessários à cravação de parte de um amostrador no solo realizada pela queda livre de um martelo de massa e altura de queda padronizada. ensaio de penetração e amostragem a cada metro de solo sondado. • Especificar o tipo de dreno e a sua localização. • Saber escolher a fundação ideal para uma determinada edificação. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Determinar o número de furos de sondagem. ficando a cargo da Cadeira de Fundações aprofundar no assunto. um pequeno enfoque sobre fundações mais utilizadas em residências unifamiliares térreas e sobradas. Determinação da espessura das camadas constituintes do subsolo e avaliação da orientação dos planos (superfícies) que as separam.T.005% do custo total da obra. Determinação das condições de compacidade (areias) ou consistência (argilas) em que ocorrem os diversos tipos de solo. 3. A resistência à penetração dinâmica no solo medida é denominada S. Não querendo invadir o campo da Engenharia de Fundações. no sentido de reconhecer o subsolo e escolher a fundação adequada. • Especificar corretamente o tipo de impermeabilização a ser utilizada em alicerce. . Informação completa sobre a ocorrência de água no subsolo. 31 .1 .SONDAGENS É sempre aconselhável a execução de sondagens. que consiste em abertura do furo. As sondagens representam.FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. bem como a sua localização. A execução de uma sondagem é um processo repetitivo. fazendo com isso.P. apenas 0.1. até a profundidade de interesse do projeto.3 . 1971): • • • • Determinação dos tipos de solo que ocorrem. • Analisar um perfil de sondagem.1 .

inicialmente.Desta forma. e o restante dos 45 cm é utilizado para a realização do ensaio de penetração.2 .Ensaio 55cm . a abertura do furo com um comprimento de 55 cm utilizando um trado manual ou através de jato de água. 1971) 55cm . uma haste e o amostrador.Equipamento de sondagem à percussão 32 . utilizando um tripé.Ensaio Figura 3.1) As fases de ensaio e de amostragem são realizadas simultaneamente.Esquema de sondagem peso guia Operador haste amostrador Figura 3. (Figura 3. um martelo de 65 kg.1 . em cada metro faz-se. (Figura 3.Abertura 100cm 45cm .Abertura 100cm 45cm .2) (Godoy.

considerando-se o número necessário à penetração dos últimos 30 cm do amostrador.41 Muito Compacta > 41 Consistência de argilas e Muito Mole <2 siltes argilosos Mole 2-5 Média 6 .400 m² acima de 2. 1971) Tabela 3.P. SOLO DENOMINAÇÃO No DE GOLPES Compacidade de areias e Fofa ≤4 siltes arenosos Pouco Compacta 5-8 Med.18 Compacta 19 .T.19 Dura > 19 3.2).2 . No caso de fundações para edifícios.1 . avaliar o mínimo de furos para qualquer circunstância em função da área do terreno para lotes urbanos: 33 .1. sendo anotado o número de golpes necessários à penetração de cada 15 cm.S.200 m² até 2. A Tabela 3.3 . Tabela 3.Resistência à penetração O amostrador é cravado 45 cm no solo. Conhecido como S.3.200m² Será fixada a critério. dependendo do plano de construção. 1971) COMPACIDADES E CONSISTÊNCIAS SEGUNDO A RESISTÊNCIA À PENETRAÇÃO . Compacta 9 .10 Rija 11 . O Índice de Resistência à Penetração é determinado através do número de golpes do peso padrão. o número mínimo de pontos de sondagens a realizar é função da área a ser construída (Tabela 3. que permite uma estimativa da compacidade das areias e da consistência das argilas.P.Compacidade das areias e consistência das argilas "in situ" (Godoy.400m² Nº. (Godoy. e devem ter profundidade que inclua todas as camadas do subsolo que possam influir.Número mínimo de pontos em função da área construída (NBR8036/1983) ÁREA CONSTRUÍDA de 200 m² até 1. a partir da resistência à penetração medida nas sondagens. significativamente. Podemos ainda.Determinação do número de sondagens a executar Os pontos de sondagem devem ser criteriosamente distribuídos na área em estudo. no comportamento da fundação.200 m² de 1.T.2 .1. DE SONDAGENS 1 sondagem para cada 200m² 1 sondagem para cada 400m² que exceder a 1. caindo de uma altura de 75 cm.1 apresenta correlações empíricas.

A Figura 3.• • • 2 furos para terreno até 200m² 3 furos para terreno entre 200 a 400m². permitem a interrupção do furo. Nos terrenos argilosos.3 apresenta alguns exemplos de locação de sondagens em terrenos urbanos. as sondagens raramente necessitam ultrapassar os 15 a 20m. ou No mínimo. de maneira a cobrir toda a área em estudo. quatro índices elevados de resistência à penetração. três furos para determinação da disposição e espessura das camadas. Nos terrenos arenosos. A distância entre os furos de sondagem deve ser de 15 a 25m.Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes Em relação à profundidade das sondagens. um técnico experimentado pode fixar a profundidade a ser atingida. existem alguns métodos para determiná-las: • • Pelo critério do bulbo de pressão Pelas recomendações da norma brasileira Mas. pelo exame das amostras recuperadas e pelo número de golpes. durante a execução da sondagem. evitando que fiquem numa mesma reta e de preferência. em material de boa qualidade. a sondagem deverá ultrapassar todas as camadas. próximos aos limites da área em estudo.3 . Os furos de sondagens deverão ser distribuídos em planta. 30 25 7 10-12 30 20 40 20 Figura 3. Em geral. 34 .

00 1.4) GUIA EXISTENTE CASA EXISTENTE EM CONSTRUÇÃO 2.00 CASA EXISTENTE Figura 3.NA . em planta.0m.40 2.13) 2.0m.00 RN=100. Se for confirmada a ocorrência de obstrução na mesma profundidade.00 1.4 4 S1 21.00 5. da anterior. bem como a data inicial e final de sua medição (Figura 3.também é indicada. nas respectivas cotas.: profundidade mínima 8. (Godoy. a sondagem deverá ser novamente deslocada 3. Caso necessário.00 RUA .5).Planta de locação das sondagens No perfil do subsolo as resistências à penetração são indicadas por números à esquerda da vertical da sondagem.4 . a sondagem na rocha é realizada com equipamento de sondagem rotativo.60 S2 21.40 2. A posição do nível d'água .60 (99..4 . 3. Poderá ocorrer obstrução nos furos de sondagens do tipo matacões (rochas dispersas no subsolo) confundindo com um embasamento rochoso. Neste caso a verificação é realizada executando-se uma nova sondagem a 3. 1971) 35 . Essa profundidade pode ser corrigida.1.42 (100. à medida que os primeiros resultados forem conhecidos.95) 7.Perfil de Sondagem Os dados obtidos em uma investigação do subsolo são normalmente apresentados na forma de um perfil para cada furo de sondagem. CALÇADA 5.0m numa direção ortogonal ao primeiro deslocamento. A posição das sondagens é amarrada topograficamente e apresentada numa planta de locação bem como o nível da boca do furo que é amarrado a uma referência de nível RN bem definido ( Figura 3..20 25.Obs.

Mesmo sendo viável a adoção das fundações diretas é aconselhável comparar o seu custo com o de uma fundação profunda. 36 .Exemplo de um perfil de subsolo 3.ESCOLHA DO TIPO DE FUNDAÇÃO Com os resultados das sondagens.2 . técnica e economicamente. O estudo é conduzido inicialmente. de grandeza e natureza das cargas estruturais e conhecendo as condições de estabilidade e fundações das construções vizinhas. pode o engenheiro.5 .Figura 3. pela verificação da possibilidade do emprego de fundações diretas. proceder à escolha do tipo de fundação mais adequada.

6 . Simples Armada Simples Armada Alvenaria Pedra Sapata Corrida ou Contínua Diretas ou Rasas Sapata Isolada Radier Rígidos Flexíveis de concreto Estacas Pré Moldadas Mega ou de reação Vibradas Centrífugas Protendida sem camisa Brocas Escavadas Raiz perdidas com camisa monotube Raynond Strauss Simples Duplex Franki Moldadas in loco Profundas de madeira de aço céu aberto Tubulões Pneumático (ar comprimido) Tipo poço Tipo Chicago Tipo gow Tipo Benoto Tipo Anel de concreto recuperadas Figura 3.1 .Relação dos tipos de fundações usuais em construção 37 .Tipos de fundações Os principais tipos de fundações podem ser reunidos em dois grandes grupos: fundações diretas ou rasas e fundações profundas (Figura 3.E finalmente. estuda-se o tipo de fundação profunda mais adequada. verificando a impossibilidade da execução das fundações diretas.2. 3.6).

3 . 38 .0 à 6. Dividindo a carga P pela σ s do solo. S nec = P σs .12).Portanto os principais tipos de fundações são: • • Fundações diretas ou rasas. se as cargas forem na ordem de 4 a 5 toneladas e sem presença de água. podemos adotar brocas.0m. 3. são capazes de suportar as cargas. logo abaixo da estrutura. obtemos o SPT na profundidade adotada e calculamos a σ s do solo. adotam-se as dimensões e verificamos se são econômicas (Figura 3. Fundações profundas.Profundidade de uma sapata isolada (Df) • • - Quando Df ≤ B ⇒ Fundações diretas Quando Df > B ⇒ Fundações profundas (sendo “B” a menor dimensão da sapata) Quando a camada ideal for encontrada à profundidade de 5. Figura 3. σs ≅ SPT 5 Encontrada a área. Em terrenos firmes a mais de 6. Com o auxílio da sondagem. Condições econômicas: A-a=B-b A-B=a-b Sendo “A e B” as dimensões da sapata e “a e b” a dimensão do pilar.0m. Para a escolha das fundações podemos iniciar analisando uma sapata isolada (Figura 3.7).7 . devemos utilizar estacas ou tubulões. encontramos a área necessária da sapata (Snec).FUNDAÇÕES DIRETAS OU RASAS As fundações diretas são empregadas onde as camadas do subsolo.

H. apresentar deformação de flexão (Caputo. Uma sapata será considerada flexível quando possuir altura relativamente pequena e .).5 kg/cm² A Distribuição das pressões. retangular ou triangular. o fundo da vala é formado por degraus (Figura 3. pois foram muito utilizados nas construções antigas e se faz necessário esse conhecimento no momento das reformas e reforços dos mesmos. É importante conhecer esse tipo de alicerce.8).0 kg/cm² Fraca = 0. As etapas de execução são: a) Abertura de vala * Profundidade nunca inferiores a 40 cm * Largura das .3. podendo ser bi triangular. 1973) Descrevemos com mais detalhes as fundações diretas mais comuns para obras de pequeno porte.1 .parede de 1 tijolo = 45 cm valas: . no máximo 50cm.Como referência temos σ s (Tensão admissível do solo) como sendo: Boa = 4. água etc. barraco de obra. Mantendo-se o valor "h" em no mínimo 40 cm e h1. no terreno.parede de 1/2 tijolo = 40 cm Em terrenos inclinados.8 . sempre em nível. abrigo de gás.0 kg/cm² Regular = 2. • • Figura 3.P. sob atuação do carregamento. é função do tipo de solo e da consideração da sapata ser rígida ou flexível.Detalhe do nivelamento do fundo da vala 39 . (edícula sem laje.Sapata Corrida em Alvenaria São utilizadas em obras de pequena área e carga. 3.

f) Reaterro das valas Após a execução da impermeabilização das fundações. A função das cintas de amarração é "amarrar" todo o alicerce e distribuir melhor as cargas. podemos reaterrar as valas. • Tem espessuras maiores do que a das paredes sendo: Paredes de 1 tijolo . Uniformizar e limpar o piso sobre o qual será levantado o alicerce de alvenaria d) Alicerce de alvenaria ( Assentamento dos tijolos) • Ficam semi-embutidos no terreno. Paredes de 1/2 tijolo . Para economizar formas. a fim de evitar o contato das paredes com o solo.feitos com tijolo e meio. • Argamassa de assentamento é de cimento e areia traço 1:4. • Assentamento dos tijolos é feito em nível. e) Cinta de amarração É sempre aconselhável a colocação de uma cinta de amarração no respaldo dos alicerces.feitos com um tijolo. Normalmente a sua ferragem consiste de barras "corridas". contudo ser utilizadas como vigas. utilizam-se tijolos em espelho.b) Apiloamento Se faz manualmente com soquete (maço) de 10 à 20 kg. com o objetivo unicamente de conseguir a uniformização do fundo da vala e não o de aumentar a resistência do solo. areia grossa e pedra 2 e 3) e espessura mínima de 5cm com a finalidade de: • • Diminuir a pressão de contato visto ser a sua largura maior do que a do alicerce. assentados com argamassa de cimento e areia traço 1:3. no caso de pretender a sua atuação como viga deverá ser calculada a ferragem e os estribos. não podendo. c) Lastro de concreto Sobre o fundo das valas devemos aplicar uma camada de concreto magro de traço 1:3:6 ou 1:4:8 (cimento. • O tijolo utilizado é o maciço queimado ou requeimado. • Seu respaldo deve estar acima do nível do terreno. 40 . O reaterro deve ser feito em camadas de no máximo 20cm bem compactadas. Sobre a cinta será efetuada a impermeabilização.

9 .Com cinta de amarração (Borges. 1972) Parede de um tijolo Figura 3.Sem cinta de amarração (Borges.g) Tipos de alicerces para construção simples Figura 3.11 .Com cinta de amarração (Borges.10 . 1972) Parede de meio tijolo Figura 3. 1972) 41 .

3. A função desses estribos é somente posicionar as armaduras. espaçados de mais ou menos 1. 3.2 Sapatas Isoladas São fundações de concreto simples ou armado. devem ser usados estribos. Para manter os ferros corridos da cinta de amarração na posição.3. 3.Obs. As sapatas de concreto simples (sem armaduras).0m. possuindo pequena altura em relação a sua base. possuem grande altura.Sapatas corridas Executadas em concreto armado e possuem uma dimensão preponderante em relação às demais (Figura 3.13 . o que lhes confere boa rigidez.13.Sapata corrida sob paredes 42 .12 . 3.Sapata isolada retangular 3. Figura 3. As sapatas de concreto armado. podem ter formato piramidal ou cônico. Também são denominadas de Blocos.14.3 . que pode ter forma quadrada ou retangular (formatos mais comuns).15) PAREDE h L Figura 3.

Sapata corrida sob pilares PILAR VIGA h L Figura 3.Radiers Quando todas as paredes ou todos os pilares de uma edificação transmitem as cargas ao solo através de uma única sapata.PILAR h L Figura 3. A laje deve ser executada utilizando concreto armado com armaduras de aço nas duas direções tanto na parte superior como na inferior (armadura dupla).15 . O radier pode ser considerado uma laje contínua em toda a área de construção distribuindo uniformemente toda a carga ao terreno.4 .Sapata corrida com viga 3. esgoto e elétrica. tem-se o que se denomina uma fundação em radier.3. protendido ou em concreto reforçado com fibras de aço.14 . 43 . Os radiers são elementos contínuos que podem ser executados em concreto armado. Etapas de construção: • • Preparo do terreno – apiloamento e nivelamento. Colocação das tubulações de água.

4. encontra-se em camadas mais profundas do solo. cilíndricas ou prismáticas. cravadas ou confeccionadas no solo utilizando concreto no mínimo 15 MPa. b) Contenção de empuxos laterais (estacas pranchas). essencialmente para: a) Transmissão de carga a camadas profundas. Se uma parte dele for firme e outra fraca você não deve usar radier. bom para a fundação. 3.Moldadas in loco 44 .1 .4 . c) Compactação de terrenos.16 .Estacas Estacas são peças alongadas. Os principais tipos de fundações profundas são: 3.FUNDAÇÕES PROFUNDAS São utilizadas quando o terreno firme.• • Colocação de manta plástica para evitar a perda de água do concreto e a umidade do solo.Radier O radier somente deve ser utilizado se o terreno todo tiver o mesmo tipo de solo. Podem ser: .Pré-moldadas . Figura 3. Concretagem e cura.

vigas etc.18. Nas estacas prancha além dos esforços axiais temos o empuxo lateral (esforços horizontais).Esforços nas estacas Após a cravação das estacas pré-moldadas de concreto ou a concretagem das estacas moldadas “in loco” as mesmas devem ser preparadas previamente para sua perfeita ligação com os elementos estruturais (blocos de coroamento. Portanto a estaca deve ser concretada no mínimo 20 cm acima da cota de arrasamento.). Figura 3. pois ao final da concretagem há subida de excesso de argamassa.a) Nas estacas pré-moldadas. Figura 3. Esses esforços são resistidos pela reação exercida pelo terreno sobre sua ponta e pelo atrito entre as paredes laterais da estaca e o terreno.18 b).18 (a) Arrasamento das estacas – (b) Cota de arrasamento das estacas 45 . Nas estacas moldadas “in loco” o concreto da cabeça das estacas geralmente é de qualidade inferior. A cota de arrasamento das estacas deve ficar no mínimo 10 cm acima do fundo da vala.17. ausência de pedra britada e possibilidade de barro em volta da estaca. A limpeza e remoção do concreto de má qualidade até a cota de arrasamento devem ser feito com o auxílio de um ponteiro e marreta e o sentido deve ser preferencialmente de baixo para cima (Figura 3.As estacas recebem esforços axiais de compressão.17 . (a) (b) Figura 3. o excesso de concreto acima da cota de arrasamento. permitindo a execução do lastro e a sobra de no mínimo 5 cm de estaca acima do lastro (Figura 3. é devido às estacas encontrarem a “nega” (solo impenetrável) em cotas distintas.

.19 – Bloco de coroamento 46 ..P.2 Blocos de coroamento das estacas Os blocos de coroamento das estacas são elementos maciços de concreto armado que solidarizam as "cabeças" de uma ou um grupo de estacas.. excentricidade e outras solicitações (Caputo.19).4. Ø= diâmetro da estaca UMA ESTACA DUAS ESTACAS TRÊS ESTACAS QUATRO ESTACAS . Figura 3.3. distribuindo para ela as cargas dos pilares e dos baldrames (Figura 3. 1973). Os blocos de coroamento têm também a função de absorver os momentos produzidos por forças horizontais. H.

0m a 4. não utilizando nenhum equipamento mecânico.5m cada peça) até atingir a profundidade desejada.20. Os ∅ mais usados são 20 cm e 25 cm. • • • Limite de diâmetro: 15 (6") a 25cm (10"). bem como falhas na concretagem.0m. Inicia-se a abertura dos furos com uma cavadeira americana e o restante é executado com trado (Figura 3.0 MPa conforme NBR 6122. A execução das brocas é extremamente simples e compreende apenas quatro fases: • • • • Abertura da vala dos alicerces Perfuração de um furo no terreno Compactação do fundo do furo Lançamento do concreto Ao contrário de outros tipos de estacas.4. as brocas só serão iniciadas depois de todas as valas abertas.20 .3 . (geralmente com 1.21). no mínimo de 3. pois o trabalho é exclusivamente manual. Fazemos isso através da cubicagem (volume) de concreto que será necessária para cada broca. de forma a não haver fechamento do furo nem desmoronamento.3. 3. Limite de comprimento: é da ordem de 6. que tem o seu comprimento acrescido através de barras de cano galvanizado. Figura 3. as mesmas são compactadas e preenchidas com concreto fck 15.0m. que veremos adiante. em solo sem água. sempre verificando se não houve fechamento do furo.Brocas São feitas a trado.Tipos de trado 47 . utilizando pedra nº 2. Ao atingir a profundidade das brocas.

No entanto. além de trabalharem a compressão.armada ≅ 6 a 7t . também sofrem empuxos laterais. pois sua execução é manual. Devemos armar as brocas quando: • • • Verificarmos que as mesmas.Perfuração da broca Geralmente as brocas não são armadas.armada ≅ 10t Esses valores são aproximados. certas ocasiões nos obrigam a armá-las e nesses casos. Quando em algumas brocas.0m. 48 .não armada ≅ 7 a 8t . geralmente o fundo do furo não é compactado e o lançamento do concreto é feito diretamente no solo. em solos suficientemente coesivos e na ausência de lençol freático.não armada ≅ 4 a 5t . isto é feito com 4 (quatro) ferros e estribos em espiral ou de acordo com o projeto estrutural. A Resistência Estrutural da Broca quando bem executadas podem ser: • • broca de 20cm: broca de 25cm: .Figura 3. A execução de brocas na presença de água deve ser evitada e somente é admitida quando se tratar de solos de baixa permeabilidade. Forem tracionadas.21 . sem nenhuma proteção. que possibilitem a concretagem antes do acúmulo de água. É conveniente adotar cargas não superiores a 5 toneladas por unidade. apenas levam pontas de ferro destinadas a amarrá-las à viga baldrame ou blocos. encontrarmos solo resistente a uma profundidade inferior a 3.

5 .4. 49 .Estacas Escavadas As estacas escavadas caracterizam-se também por serem moldadas no local após a escavação do solo. O processo é mecanizado e utilizado somente para pequenas cargas devido as suas limitações. (Falconi et al. 1998) Figura 3. que é efetuada mecanicamente com trado helicoidal. Seu emprego é restrito a perfuração acima do nível d'água. podendo esta ser helicoidal em toda a sua extensão ou trados acoplados em sua extremidade.Estaca Apiloada A estaca apiloada é executada utilizando um tripé e um soquete com diâmetro de 20 a 30 cm. apoiadas em chassis metálicos ou acopladas em caminhões (Figura 3.22 – Perfuratriz (Hachich et al. São executadas através de torres metálicas. Nas estacas apiloadas não existe uma padronização de carga. depende da profundidade atingida do diâmetro da estaca e do tipo de solo. conjunto de tração e haste de perfuração.22). A perfuração é conseguida lançando o saquete ao solo de uma altura variável dependendo do equipamento.1998) Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 15tf 25tf 30tf 3.3. Em ambos os casos são empregados guinchos.4.4 .

exceto a formação do bulbo.Execução das Estaca Strauss Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 20tf 30tf 35tf 50 .23 . coloca-se o tubo de molde do mesmo diâmetro da estaca.5 a 1. Quando lançado e epiloado em camadas deve-se ter o cuidado do contato do soquete com a parede do furo para não contaminar o concreto com o solo (Hachich et al. Inicia-se a perfuração utilizando o soquete. o soquete é substituído pela sonda com porta e janela a fim de penetrar e remover o solo no seu interior em estado de lama. Alcançado o comprimento desejado da estaca.4. 3. O procedimento acima se repete. soquete (pilão) e a sonda (balde).Estaca Strauss A estaca Strauss é executada utilizando equipamento mecanizado composto por um tripé. guincho.0 m que é socado pelo pilão à medida que se vai extraindo o molde formando o bulbo. 1998). Figura 3. enche-se de concreto em trechos de 0. até completar o nível proposto pelo projeto.A concretagem das estacas apiloadas seguem as mesmas especificações das estacas moldadas “in loco” pode ser lançado até preencher o furo ou lançado e apiloado em camadas. Após abertura inicial do furo com o soquete.6 .

4. tendo no seu interior junto à ponta. apiloados ao mesmo tempo em que se retira o tubo de molde.8 . um tampão de concreto de relação água/cimento muito baixa. 1998). normalmente de seção circular revestido ou não. 51 . ele vai abrindo caminho no terreno devido ao forte atrito entre o concreto seco e o tubo e o mesmo é arrastado para dentro do solo.Estacas Franki Coloca-se o tubo de aço (molde). Após essa operação desce-se a armadura e concreta-se a estaca em pequenos trechos sendo os mesmos fortemente.3.Tubulões São elementos de fundação profunda constituído de um poço (fuste). e uma base circular ou em forma de elipse (Figura 3. Figura 3.24 .4. esse tampão é socado por meio de um soquete (pilão) de até 4t.7 . Alcançada a profundidade desejada o molde é preso à torre. coloca-se mais concreto no interior do molde e com o pilão.Execução das Estacas Franki Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • Ø 30 cm: Ø 35 cm: 40tf 50tf 3.25) (Alonso et al. provoca-se a expulsão do tampão até a formação de um bulbo do concreto.

25 . existindo dois sistemas de execução Chicago e Gow. Já no sistema Gow o escoramento é efetuado utilizando cilindros telescópicos de aço cravados por percussão (Caputo.26). pelo ar comprimido injetado. Os tubulões a ar comprimido ou pneumático utilizam uma câmara de equilíbrio em chapa de aço e um compressor (Figura 3. O revestimento dos tubulões pode ser constituído de camisa de concreto armada ou de aço. em etapas. tang60o sendo < 2.d . resulta de um poço perfurado manualmente ou mecanicamente e a céu aberto.5d H ≥ D . as paredes são escoradas com pranchas verticais ajustadas por meio de anéis de aço.0m 2 Os tubulões dividem-se em dois tipos básicos: à céu aberto (com ou sem revestimento) e a ar comprimido (pneumático) revestido. 1973).Seção típica de um tubulão Sendo: β ≥ 60o dmin. O princípio é manter. No sistema Chicago a escavação é feita com pá. Os tubulões à céu aberto é o mais simples. a água afastada do interior do interior do tubulão. 52 . Seu emprego é limitado para solos coesivos e acima do nível d'água. = 70cm D ≅ de 3 a 3.x FUSTE d BASE b H d RODAPÉ 15 a 20cm D a D Figura 3. Sendo a de aço perdida ou recuperada.

Figura 3. 53 .9 – Alvenaria de embasamento As fundações são executadas em um nível abaixo do piso acabado (no mínimo 20 cm).26 . possibilitar a passagem de tubulações sem prejuízo do baldrame.Tubulão a ar comprimido 3. Sobre as fundações e vigas baldrames é executado a alvenaria de embasamento de modo a permitir os diferentes níveis de piso mantendo o baldrame nivelado.4.

A alvenaria de embasamento pode ser de tijolo maciço ou de bloco de concreto assentada com argamassa de cimento e areia no traço 1:4. Os romanos empregavam clara de ovos.27). aquedutos. para impermeabilizar saunas. dispomos de produtos desenvolvidos especialmente para evitar a ação prejudicial da água. nas cidades históricas. mais 54 . As falhas corrigidas a posteriori. sangue. somam muitas vezes o custo inicial.contenção lateral para aterros dos pisos e receber a camada impermeabilizante do alicerce. Atualmente. Podemos dividir os tipos de impermeabilização. existem igrejas e pontes onde a argamassa das pedras foi aditivada com óleo de baleia. Figura 3.27 .contra a pressão hidrostática. etc. . a impermeabilização para esses tipos. de acordo com o ataque de água: . Os serviços de impermeabilização contra pressão hidrostática e contra água de infiltração não admitem falhas. óleos. O tijolo maciço é o mais utilizado devido as suas dimensões facilitando as diversas espessuras da alvenaria de embasamento (Figura 3.contra a umidade do solo. quando anteriormente planejada.5 – IMPERMEABILIZAÇÃO A impermeabilização é de fundamental importância no aumento da durabilidade das construções.contra a infiltração. Já no Brasil. A impermeabilização das edificações não é uma prática moderna. .Alvenaria de embasamento 3. Os serviços de impermeabilização representam uma pequena parcela do custo e do volume de uma obra.

pela inclusão de um aditivo.28). Se a estrutura fissurar. pois esse produto pode ser aplicado. A fundação sempre é executada num nível inferior ao do piso. no Brasil. a impermeabilização mais utilizada é com argamassa rígida e impermeabilizante gordurosos. lençóis termoplásticos. a argamassa também o fará. membrana de asfalto com elastômetros. existem basicamente três sistemas principais de impermeabilização: O rígido: . pois é o ponto de ligação entre a parede que está livre de contato com o terreno e o alicerce. 55 . em especial as de concreto.Impermeabilização dos alicerces Independente do tipo de fundação adotada deve executar uma impermeabilização no respaldo dos alicerces (Figura 3.utilizada há mais de 50 anos. pois acompanha o movimento das trincas que venham a se formar na estrutura permanecendo impermeáveis mesmo sob pressão hidrostática. e com grande sucesso. penetrando até a altura de 1. 3.1. causando sérios transtornos. até alcançarmos o nível do piso (Alvenaria de embasamento). um produto mineral que se aplica na estrutura. Uma junta fissurada deve ser cheia com uma massa elástica e não com argamassa rígida. Tem sido bem aceito. é a por meio de membranas onde a plasticidade é a grande vantagem.. que penetra nos poros através de água e se cristaliza até cerca de 6 cm dentro da estrutura fechando os poros e ficando solidária com a estrutura. O flexível: Constituído por lençóis de borracha butílica. local mais indicado para isso. Temos também. Devemos ter alguns cuidados com a impermeabilização Uma impermeabilização não dá resistência à estrutura. O semi flexível: . Portanto é indispensável uma boa impermeabilização no respaldo dos alicerces. etc.50m nas paredes superiores.2º Constituídos por cimentos especiais de cura rápida que são utilizados no tamponamento.-. E no caso de umidade do solo.5. sendo necessário assentar algumas fiadas de tijolos sobre a sapata corrida ou sobre o baldrame. . A obstrução da água fará com que ela procure nova saída e inicie o trabalho pelas áreas porosas..1º Constituídos pêlos concretos e argamassas impermeáveis. já há algum tempo. nas recuperações de estruturas sujeitas a pressão hidrostática etc. No tijolo a água sobe por capilaridade.Semelhante à impermeabilização rígida somente que os aditivos favorecem pequenas movimentações. Como podemos observar.

28 . Devemos aplicar duas demãos e em cruz. Aplicar sempre com as paredes úmidas em três demãos cruzadas. geralmente.Impermeabilização no respaldo do alicerce O processo mais utilizado é através de argamassa rígida. mas apenas alisada. 56 . impermeável gorduroso (Vedacit ou similar). Nesse sistema aplica-se uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 e pintura com cimento cristalizante e aditivo (Kz + água + K11 na proporção de 1:4:12. A camada impermeável não deve ser queimada.1 lata de cimento (18 litros) .Figura 3. Usa-se a mesma argamassa para o assentamento das duas primeiras fiadas da alvenaria de elevação.29). Podemos utilizar aditivo acrílico que proporciona uma composição semi flexível.5 kg de impermeável Após a cura da argamassa impermeável a superfície é pintada com piche líquido (Neutrol ou similar). dosado em argamassa de cimento e areia em traço 1:3 em volume: . Viaplus 1000.3 latas de areia (54 litros) . pois o piche penetra nas possíveis falhas de camadas.1. Outro processo utilizado dispensa o uso da pintura com piche líquido sobre a argamassa. Tec 100 ou similar). para que sua superfície fique semi-áspera evitando fissuras. usando. corrigindo os pontos fracos. Recomendações importantes para uma boa execução da impermeabilização: Deve-se sempre dobrar lateralmente cerca de 10 a 15 cm (Figura 3.

Detalhe da aplicação da argamassa impermeável Obs. Figura 3. devemos executar uma impermeabilização. Sua substituição envolve alto custo e transtorno aos usuários. nos locais onde o solo entra em contato com as paredes. As figuras 3.31 detalham uma impermeabilização rígida em diversos locais de uma construção.Impermeabilização nas alvenarias sujeita a umidade do solo Além dos alicerces.30 e 3.Figura 3.5.2 .30 . Faz-se necessário estudar caso a caso para adotar o melhor sistema de impermeabilização (rígido e semi flexível para umidade e flexível para infiltração).29 .Impermeabilização em locais de pouca ventilação 57 . 3.: O tempo de duração de uma impermeabilização deverá corresponder ao tempo de uso de uma construção.

Onde o solo encostar-se à parede levantar o revestimento interno e externo no mínimo 60 cm acima do solo

Figura 3.31 - Impermeabilização com ventilação

Em ambos os casos o alicerce e o lastro impermeabilizado devem coincidir. 3.6 - DRENOS Existem casos que para maior proteção da impermeabilização dos alicerces e também das paredes em arrimo, necessitamos executar DRENOS, para garantir bons resultados. Os drenos devem ser estudados para cada caso, tendo em vista o tipo de solo e a profundidade do lençol freático, etc... Os drenos subterrâneos podem ser de três tipos: - Drenos horizontais (ao longo de uma área) (figura 3.32) - Drenos verticais (tipo estacas de areia) - Drenos em camada (sob base de estrada) De modo genérico, os drenos horizontais são constituídos:

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Figura 3.32 - Dreno horizontal

1 - Camada filtrante: (areia de granulometria adequada ou manta de poliéster servindo como elemento de retenção de finos do solo). 2 - Material drenante: (pedra de granulometria apropriada) que serve para evitar carreamento de areia - 1 - para o interior do tubo, e conduzir as águas drenadas. 3 - Tubo coletor: deve ser usado para grandes vazões. Normalmente de concreto, barro cozido ou PVC. 4 - Camada impermeável : (selo) no caso do dreno ser destinado apenas à captação de águas subterrâneas. Se o dreno captar águas de superfície, esta camada será substituída por material permeável. 5 - Solo a ser drenado: em um estudo mais aprofundado, a sua granulometria servirá de ponto de partida para o projeto das camadas de proteção. Obs. No caso de não ter tubulação condutora de água, o dreno é chamado de cego (Figura 3.33). Os drenos cegos consistem de valas cheias de material granular (brita e areia). O material é colocado com diâmetro decrescente, de baixo para cima.

Figura 3.33 - Dreno horizontal cego

Uma das utilizações dos drenos é quando o nível de água é muito alto e desejamos rebaixá-lo (Figura 3.34).

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Figura 3.34 - Exemplo de aplicação dos drenos

Obs. Neste caso os furos do tubo devem estar para cima.

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ANOTAÇÕES

1 – Verificar se o terreno confirma a sondagem quando da execução da fundação. 2 – Verificar a exata correspondência entre os projetos, arquitetônico, estrutural e o de fundações. 3 – Verificar se o traço e o preparo do concreto atendem as especificações de projeto. 4 – Verificar qual o sistema de impermeabilização indicada no projeto. Constatar se as especificações dos materiais, bem como as recomendações técnicas dos fabricantes estão sendo rigorosamente obedecidas.

Noções de segurança na execução de fundação: - Evitar queda de pessoas nas aberturas utilizando proteção com guarda corpos de madeira, metal ou telas. - Realizar escoramento em valas para evitar desmoronamentos. - O canteiro de obra deverá ser mantido limpo, organizado e desimpedidos, para evitar escorregões, e tropeços. - Sinalizar com guarda-corpo, fitas, bandeirolas, cavaletes as valas, taludes poços e buracos.

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4 - ALVENARIA

APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO; VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a alvenaria adequada; • Orientar a elevação das paredes (primeira fiada, cantos, prumo, nível); • Especificar o tipo de argamassa de assentamento; • Especificar e conhecer o tipo de amarração; • Especificar os tipos de reforços nos vãos das alvenarias. • Executar corretamente os muros de fechamento de divisas.

Alvenaria, pelo dicionário da língua portuguesa, é a arte ou ofício de pedreiro ou alvanel, ou ainda, obra composta de pedras naturais, cerâmica, blocos de concreto, ligadas ou não por argamassa; cola, armadura e graute (que preenchem os furos da alvenaria estrutural). A alvenaria pode ser empregada na confecção de diversos elementos construtivos (paredes, muros, abóbadas, sapatas, etc.) e pode ter função estrutural ou simplesmente de vedação. Quando a alvenaria é empregada na construção para resistir cargas, ela é chamada Alvenaria resistente, pois além do seu peso próprio, ela suporta cargas (peso das lajes, telhados, pavimento. superior, etc.) Quando a alvenaria não é dimensionada para resistir cargas verticais além de seu peso próprio é denominada Alvenaria de vedação. As paredes utilizadas como elemento de vedação devem possuir características técnicas que são: • • • • • Resistência mecânica Isolamento térmico e acústico Resistência ao fogo Estanqueidade Durabilidade

As alvenarias de pedras naturais são raramente executadas, em função da falta de mão-de-obra especializada, como também, pelas distâncias entre os locais de sua extração e de sua utilização. As alvenarias de tijolos e blocos cerâmicos ou de concreto, são as mais utilizadas, mas existem investimentos crescentes no desenvolvimento de tecnologias para industrialização de sistemas construtivos aplicando materiais diversos. No entanto neste capítulo iremos abordar os elementos de alvenaria tradicionais.

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4.1 - ELEMENTO DE ALVENARIA TRADICIONAL O elemento de alvenaria é um produto industrializado, de formato paralelepipedal, para compor uma alvenaria, podendo ser: cerâmico, solo cimento e concreto. 4.1.1 - Elementos cerâmicos Os elementos cerâmicos são obtidos a partir da queima de misturas compostas por areia e argila, quando misturados com água, formam uma pasta plástica podendo adquirir grande dureza, sob a ação de calor. Geralmente, os produtos cerâmicos para alvenaria apresentam as seguintes etapas de fabricação: • • • • • • Escolha de matéria prima; Exploração de matéria prima; Preparação da argila; Amassamento ou preparo da mistura; Moldagem; Secagem e cozimento.

A temperatura de queima varia entre 800° C até 1500° C, e dependendo da temperatura de queima dos compostos presentes, os elementos cerâmicos podem ser classificados em: • • • Cerâmica vermelha – entre 950° C a 1100° C (Tijolos, blocos, lajotas etc.) Cerâmica Branca – entre 1100° C a 1300° C (azulejos, peças sanitárias etc.) Cerâmica refratária – acima de 1500° C.

a - Tijolo cerâmico maciço (comum ou caipira) São blocos de barro comum, moldados com arestas vivas e retilíneas (Figura 4.1), obtidos após a queima das peças em fornos contínuos ou periódicos com temperaturas da ordem de 950 a 1100° C. De acordo com a NBR7170 os tijolos dividem-se em: • • Tipo 1 = (200±5; 95±3; 63±2)mm Tipo 2 = (240±5; 115±3; 52±2)mm

Porém no mercado corrente encontra-se tijolos com dimensões nominais de 210x100x50 mm, que são adquiridos por milheiro. • • • peso: 2,50kg resistência do tijolo: de 1,5 a 4,0 Mpa. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 77un parede de 1 tijolo: 148un

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Figura 4.1 - Tijolo comum

A produtividade da execução de alvenaria com tijolo maciço é baixa, no entanto as suas pequenas dimensões permitem uma maior precisão de nivelamento e prumo. b – Bloco cerâmico Tijolo cerâmico vazado, moldados com arestas vivas retilíneas. São produzidos a partir da cerâmica vermelha, tendo a sua conformação obtida através de extrusão. Podem ser classificados em: • • Blocos de vedação; Blocos estruturais.

As dimensões nominais dos blocos cerâmicos são muito variáveis, portanto pode-se escolher a dimensão que melhor se adapte ao seu projeto utilizando a Tabela 4.1. Neste capítulo iremos abordar somente os blocos de vedação. Os blocos de vedação não têm função de suportar outras cargas além do seu peso próprio e do revestimento. Isto ocorre porque no assentamento, dos blocos de vedação, os furos dos mesmos estão dispostos paralelamente à superfície de assentamento (diferente dos blocos estruturais em que os furos são verticais, perpendiculares à superfície de assentamento) o que ocasiona uma diminuição da resistência dos painéis de alvenaria. Os blocos de vedação têm as superfícies constituídas por ranhuras e saliências para aumentar a aderência, porque na queima as faces do tijolo sofrem um processo de vitrificação, que compromete a aderência com as argamassas de assentamento e revestimento. A tabela 4.1 determina as dimensões normalizadas para os elementos cerâmicos existentes comercialmente. 64

quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 22un parede de 1 tijolo: 42um Tolerancia nas medidas: ± 3mm • O bloco cerâmico 11.5 x 20 x 40 15 x 20 x 20 15 x 20 x 25 15 x 20 x 30 15 x 20 x 40 20 x 20 x 20 20 x 20 x 25 20 x 20 x 30 20 x 20 x 40 Medidas especiais L x H x C (cm) 10 x 10 x 20 10 x 15 x 20 10 x 15 x 25 12. Comparando o tijolo baiano e o furado com o tijolo maciço.3) com as seguintes características: • • • peso: 3. muitas vezes maior.Tabela 4.5 a 2. devido à quebra do tijolo.00Kg resistência do tijolo: de 1. a alvenaria de tijolo baiano e furado é sensivelmente mais leve do que a alvenaria de tijolo maciço.5x14x24 também é bem utilizado. denominados tijolo furado (Figura 4. 65 . porque devido as suas dimensões tem um rendimento maior.Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos Tabela NBR .1 .Dimensões nominais de blocos de vedação e estruturais. o corte para passagem de tubulação é difícil e.5 x 20 x 25 12.5 x 20 x 30 12. Exige menos mão-de-obra. também 9x19x19.0 Mpa. comuns e especiais Tipo(A) L x H x C (cm) 10 x 20 x 20 10 x 20 x 25 10 x 20 x 30 10 x 20 x 40 12.2) denominados tijolo baiano e com furos prismáticos.5 x 20 x 20 12.5 x 15 x 25 Largura (L) 90 90 90 90 115 115 115 115 140 140 140 140 190 190 190 190 Largura (L) 90 90 90 115 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 90 140 140 140 Comprimento(C) 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 Comprimento(C) 190 190 240 240 Os mais utilizados são os blocos com furos cilíndricos 9x19x19 (Figura 4. menos argamassa de assentamento. por outro lado.

3 .Tijolo laminado (21 furos) Tijolo cerâmico utilizado para executar paredes de tijolos à vista (Figura 4.70kg resistência do tijolo ≅ 3.Tijolo com furo cilíndrico (tijolo baiano) Figura 4.5 a 5.5cm quantidade por m²: parede de 1/2 tijolo: 70un parede de 1 tijolo: 140un peso aproximado ≅ 2. O processo de fabricação é semelhante ao do tijolo furado. • • dimensões: 23x11x5.0MPa • • 66 .2 .Figura 4.Tijolo com furo prismático (tijolo furado) c .4).

6).Tijolos de solo cimento Material obtido pela mistura de solo arenoso . Podem ser maciços (Figura 4. São assentados por argamassa mista de cimento.5x6. cimento Portland de 4 a 10%. cal e areia no traço 1:2:8 ou por meio de cola respectivamente.5 .0MPa Figura 4. prensados mecanicamente ou manualmente.5) ou furados (Figura 4.25 quantidade: a mesma do tijolo maciço de barro cozido resistência a compressão individual: 1.7MPa resistência à compressão média: 2.6 .1. • • • • dimensões: 20x10x4.Tijolo laminado 4.Figura 4.Tijolo de solo cimento comum Figura 4. e água.4 .50 a 80% do próprio terreno onde se processa a construção (o qual não deve apresentar matéria orgânica em teores prejudiciais).5cm.2 . 23x11x5cm ou 25x12.Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 67 .

2 determina as dimensões nominais dos blocos de concreto mais utilizado.3 .1. Figura 4. O equipamento para a execução dos blocos é a presa hidráulica. e dependendo do equipamento é possível obter peças de grande regularidade e com faces e arestas de bom acabamento.8 .4. O bloco é obtido através da dosagem racional dos componentes.7kg 13.Bloco canaleta Bloco Canaleta : 14 x 19 x 39 = 13. pó de pedra e água (Figura 4.8kg 6.0MPa Espessura mínima de qualquer parede do bloco deve ser de 15mm. fabricadas com cimento.8).5kg 68 a 09 1/2 14 tijolo 19 b x 19 x 19 x 19 c x 19 x 19 x 19 peso 4. areia.6kg 15.Bloco de concreto • • • quantidade de blocos por m² : 12.2 . Tabela 4.7.7kg 8. Figura 4.Blocos de concreto Peças regulares e retangulares.Dimensões nominais dos blocos de concreto dimensões *: a 09 11 14 19 b x 19 x 19 x 19 x 19 x x x x c 39 39 39 39 peso 10kg 10. Em relação ao acabamento os blocas de concreto podem ser para revestimento (mais rústico) ou aparentes.5MPa Individual 2.7kg . 4.5un resistência do bloco: média 2.50 kg 19 x 19 x 39 = 18.7 .10 kg A Tabela 4. pedrisco.

Os cantos são levantados primeiro porque. gesso comum e sizal. 4. fixo ou desmontável. areia e outros materiais silicosos aos quais se adiciona alumínio em pó. É assentado com gesso cola. diminuindo a retração do material e melhorando o comportamento higrotérmico da parede.9). resistência à compressão. comprimidas entre taipas (formas) de madeira. cal. e) Gesso acartonado: Utilizado na divisão dos espaços internos das edificações.10) e o escantilhão no sentido horizontal (Figura 4. retiradas depois de completar a secagem. estruturado. 69 . ariginando paredes ou muros homogêneos e monolíticos. o restante da parede será erguida sem preocupações de prumo e horizontalidade. com características argilosas. c) Blocos de concreto celular: São blocos de concreto com adição de produtos químicos na sua composição ocorrendo à incorporação de gases. obedecendo ao prumo de pedreiro para o alinhamento vertical (Figura 4. Devido à argila ser muito retrátil. Pode ser utilizado na forma de blocos com diversas medidas e espessuras ou painéis armados.3 – ELEVAÇÃO DA ALVENARIA TRADICIONAL: Depois de. secos ao sol. se junta palha. serão erguidas as paredes conforme o projeto de arquitetura. d) Concreto celular autoclavado: É um produto obtido por processo industrial. para a execução de paredes de vedação. resistência ao fogo. no mínimo. leve. b) Adobe: Tijolos de barro amassado com palha. um dia da execução da impermeabilização. fiada por fiada. técnicas e materiais utilizados. utilizados para a execução de paredes e divisórias internas. pois se estica uma linha entre os dois cantos já levantados. areia e água. de montagem por acoplamento e constituído por uma estrutura de perfis metálicos ou de madeira e fechamento em chapas de gesso acartonado. facilitando o manuseio e bom desempenho térmico e acústico. proporcionando ao material baixo peso específico. como: a) Taipa: A taipa é constituída por terra úmida. É autoclavado (cura a vapor sob pressão de 10 atmosferas e temperatura de 180ºC) caracterizando um produto com baixo peso específico. f) Blocos de Gesso: Os blocos pré-fabricados de gesso são elementos de vedação vertical. boa trabalhabilidade e precisão nas medidas. desta forma.2 – OUTROS ELEMENTOS DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO Existem diversas alternativas. com a mistura de cimento. isolamento térmico.4. Geralmente monolítico.9) após o destacamento das paredes (assentamento da primeira e segunda fiada). O serviço é iniciado pêlos cantos (Figura 4. que funciona como um elemento aglutinador.

Detalhe do prumo do canto da alvenaria 70 .10 .1 . do prumo de pedreiro e da linha.4.9) Figura 4. os cantos são levantados utilizando uma argamassa de assentamento de cimento.Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria Figura 4. cal e areia no traço 1: 2: 8 (Figura 4.3.9 .Paredes de tijolos maciços Com o auxílio do escantilhão.

Figura 4.11 .11. a argamassa e disposta sobre a fiada anterior. conforme a Figura 4.11.Colocação da argamassa de assentamento 2o .Sobre a argamassa o tijolo e assentado com a face rente à linha.Assentamento do tijolo 71 . Figura 4. verificando o nível e o prumo.Podemos ver nos desenhos (Figura 4.12 .12.13) a maneira mais prática de executarmos a elevação da alvenaria.12. batendo e acertando com a colher conforme Figura 4. 4. 1o – Colocada à linha. 4.

14. o segundo plano será na altura da laje. No caso de andaimes utilizando pontaletes de madeira as tábuas devem ser pregadas para maior segurança dos usuários. Figura 4. deve-se providenciar o primeiro plano de andaimes. se for sobrado.15. e o terceiro 1. Os andaimes são executados com tábuas de 1"x12" (2. para garantir uma maior resistência e estabilidade dos painéis (Figuras 4.Retirada do excesso de argamassa Mesmo sendo os tijolos da mesma olaria. Podendo ser: 72 . 4. Quando as paredes atingirem a altura de 1. conforme Figura 4.A sobra de argamassa é retirada com a colher.50m.5x30cm) utilizando os mesmos pontaletes de marcação da obra ou com andaimes metálicos.5m acima da laje e assim sucessivamente.3.Amarração dos tijolos maciços Os elementos de alvenaria devem ser assentados com as juntas desencontradas.3o .13.16).1.13 .a .5m aproximadamente. somente uma das faces da parede pode ser aparelhada. nota-se certa diferença de medidas. Por este motivo. sendo a mesma à externa por motivos estéticos e mesmo porque os andaimes são montados por este lado fazendo com que o pedreiro trabalhe aparelhando esta face. Os andaimes são estruturas que auxiliam na elevação das alvenarias quando o nível das paredes ultrapassa a altura de 1. 4. 4.

Ajuste Inglês. Figura 4. é o sistema mais utilizado (Figura 4.16 .a .Ajuste Francês c .Ajuste corrente (comum) b .15) Figura 4.14 .14) Figura 4.Ajuste Inglês ou gótico 73 .16).15 .Ajuste Francês também comumente utilizado (Figura 4. de difícil execução pode ser utilizado em alvenaria de tijolo aparente (Figura 4.Ajuste comum ou corrente.

Nas Figuras 4.19.b .Formação dos cantos de paredes É de grande importância que os cantos sejam executados corretamente.Canto em parede de um tijolo no ajuste francês Figura 4.Canto em parede de um tijolo no ajuste comum 74 .18.18 .17. pois como já visto.Canto em parede de meio tijolo no ajuste comum Figura 4.19 . 4.4. Figura 4. as paredes iniciam-se pêlos cantos.1.17 . 4.3.20 e 4. 4.21 mostram a execução de diversos cantos de parede nas diversas modalidades de ajustes.

Canto em parede externa de um tijolo com parede interna de meio tijolo no ajuste francês 4.Canto em parede de espelho Figura 4.c . muros etc.21 .22) 75 .).3..1. Podem ser executados somente de alvenaria ou e alvenaria e o centro preenchido por concreto (Figura 4..Pilares de tijolos maciços São utilizados em locais onde a carga é pequena (varandas.20 .Figura 4.

Como coroamento. resultando 240. é comum empilhar os tijolos de maneira como mostra a Figura 4.Empilhamento de tijolos maciços Para conferir na obra a quantidade de tijolos maciços recebidos. Costuma-se. também. arrumam-se mais 10 tijolos.3. pintar ou borrifar com água de cal as pilhas.Empilhamento do tijolo maciço 76 . Figura 4. para não haver confusão com as pilhas anteriores.Exemplo de pilares de alvenaria 4.1.Figura 4. São 15 camadas.d . após cada descarga do caminhão.23 . contendo cada 16 tijolos. perfazendo uma pilha de 250 tijolos.22 .23.

Corte do tijolo maciço 4. Desvantagens: 77 .Paredes com bloco de concreto São paredes executadas com blocos de concreto vibrado.menor consumo de argamassa para assentamento.melhor acabamento e uniformidade. Podemos dividi-lo pela metade ou em 1/4 e 3/4 de acordo com a necessidade (Figura 4. Vantagens: . Isto ocorre devido à absorção da argamassa de assentamento ser diferente da dos blocos. Figura 4.3.2 . os desenhos dos blocos.4. o que facilita no momento da execução. As paredes iniciam-se pêlos cantos utilizando o escantilhão para o nível da fiada e o prumo.nos dias de chuva aparecem nos painéis de alvenaria externa. . economizandomão-de-obra.difícil para se trabalhar nas aberturas de rasgos para embutimento de canos e conduítes. se estendem rapidamente em nossas obras. .não permite cortes para dividi-los.Cortes em tijolos maciços O tijolo maciço permite que seja dividido em diversos tamanhos.menor tempo de assentamento e revestimento.24).geralmente.e . Com o desenvolvimento dos artigos pré-moldados. . são necessários tijolos comuns.24 . O processo de assentamento é semelhante ao já descrito para a alvenaria de tijolos maciços.peso menor . nas espaletas e arremates do vão. .3.1. . . A argamassa de assentamento dos blocos de concreto é mista composta por cimento cal e areia no traço 1:1/2:6.

A amarração dos cantos e de parede interna com externa se faz utilizando barras de aço a cada três fiadas ou utilizando um pilarete de concreto no encontro das alvenarias (Figura 4.26): Figura 4. Pode ser junta a prumo (somente quando for vedação em estrutura de concreto).Os blocos de concreto para execução de obras não estruturais têm o seu fundo tampado (Figura 4. a elevação da alvenaria se dá assentando o bloco com os furos para baixo.Detalhe do assentamento do bloco de concreto O assentamento é feito em amarração. Portanto.25) para facilitar a colocação da argamassa de assentamento.25 . Figura 4.26 .Detalhe de execução dos cantos 78 .

os tijolos baianos também são utilizados para a elevação das paredes.Execução de alvenaria utilizando tijolos furados A amarração dos cantos e da parede interna com as externas se faz através de pilares de concreto. só devem ser aplicados com a única função de vedarem um painel na estrutura de concreto. No caso das portas os vãos já são destacados na primeira fiada da alvenaria e das janelas na altura do peitoril determinado no projeto. pois não se consegue uma amarração perfeita devido às diferenças de dimensões (Figura 4.4. Sobre elas não devem ser aplicados nenhuma carga direta.28 .27). e o seu assentamento e feito em amarração.4 . Figura 4. não oferecem grande resistência e portanto.VÃOS EM PAREDES DE ALVENARIA Na execução das paredes são deixados os vãos de portas e janelas.27 .3 . Para que isso ocorra devemos 79 .Exemplo de amarração na alvenaria de tijolo furado 4. Figura 4.28).Parede de tijolos furados As paredes de tijolo furado são utilizadas com a finalidade de diminuir o peso das estruturas e economia.3. tanto para paredes de 1/2 tijolo como para 1 tijolo (Figura 4. No entanto.

30 .31.29 .29). e devem exceder ao vão no mínimo 30 cm ou 1/5 do vão. Quando trabalha sobre o vão. Esquadrias de ferro: como o batente é a própria esquadria.Vão de alvenaria Esquadrias de madeira: porta = acrescentar 10 cm na largura e 5 cm na altura. a sua função é evitar as cargas nas esquadrias e quando trabalha sob o vão. As vergas são elementos construtivos não passiveis de cálculo as Figuras 4. executa-se uma só verga. 4. pois a medida do mesmo deverá ser acrescida ao vão livre da esquadria (Figura 4. devido aos batentes. janela = acrescentar 10cm na largura e 10cm na altura.30).32 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos maciços para: 80 . os acréscimos serão de 3cm tanto na largura como na altura. No caso de janelas sucessivas. tem a finalidade de distribuir as cargas concentradas uniformemente pela alvenaria inferior: Figura 4. Sobre o vão das portas e sobre e sob os vãos das janelas devem ser construídas vergas (Figura 4.considerar o tipo de batente a ser utilizado.Vergas sobre e sob os vãos As vergas podem ser pré-moldadas ou moldadas no local. Figura 4.

4.31 . As Figuras 4.Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vãos até 1.50m 81 .50m Figura 4. deve-se calcular uma viga armada.0m Figura 4.00m e entre 1.00m.00m e 1.0 e 2.00m OBS: Caso o vão exceda a 2.34 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com blocos de concreto para: Vãos de 1.33.0m Figura 4.0 a 1.32 .33 .00m e 2.0m Vãos de 1.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1.Vãos até 1.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.00m Vãos entre 1.

executa-se coxins de concreto (Figura 4. Figura 4. descarrega sobre a alvenaria.35 exemplifica as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos furados para: Vãos de 1.36 .OUTROS TIPOS DE REFORÇOS EM PAREDES DE ALVENARIA.00m A Figura 4.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.Coxins de concreto 82 . de pequena carga.00m Figura 4. proveniente principalmente das coberturas.35 .0 a 2.Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1.50m e 2.00m 4.00m e entre 1.00m e 2.5 .0m Figura 4. para evitar a carga concentrada e consequentemente o cisalhamento nos tijolos.0m Vãos de 1.50 até 2.36).Vãos acima de 1.34 . Quando uma viga.

39 . utilizamos uma nova cinta de amarração sob a laje e sobre todas as paredes que dela recebem carga. 83 . Se necessitarmos que as cintas suportem cargas. no máximo entre 2. quando não temos uma verdadeira estrutura de concreto e os vão são pequenos. As Figuras 4.38 .Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço Figura 4. devemos então calcular vigas.50 a 3. nestes casos para lajes de pequenos vãos.Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado Na alvenaria de bloco de concreto utilizamos blocos canaletas para a execução das cintas de amarração (Figura 4. As cintas de amarração servem para distribuir as cargas e "amarrar" as paredes (internas com as externas). As cintas de amarração no respaldo das paredes servem para apoio das lajes.38 exemplificam as cintas de amarração no respaldo das alvenarias cerâmicas para tijolo maciço e tijolo furado respectivamente.Ao chegar com as paredes à altura da laje (respaldo das paredes).37 e 4. Figura 4.00m.37 . (ver apoio de lajes em alvenaria nas anotações de aulas nº5).Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto Obs.39) Figura 4.

tijolos cerâmicos inclinados ou argamassa expansiva Para fixação lateral devem ser previstas barras chamadas de “ferro cabelo” ou telas de aço previamente fixadas nos pilares (Figura 4. portanto apresentar resistência mecânica compatível com as solicitações e a forma de fixação deve garantir o grau de ligação.4. Devem.40).40 – Fixação da alvenaria de vedação em estruturas de concreto No caso (b) cada tipo de estrutura deve ser estudado separadamente. De modo geral procura-se executar as juntas com material bastante deformável (mastiques elásticos). As paredes estarão submetidas a um estado de tensão que lhes serão transmitidas pela estrutura. No caso (a) é necessário que exista uma ligação efetiva e rígida entre elas. além do chapisco. que permita a movimentação da estrutura sem introduzir 84 . b) A alvenaria não funciona como travamento e a estrutura que a envolve é deformável (pré-fabricados. lajes tipo cogumelo). Na parte superior da alvenaria deve ser executado. Devem-se observar quais os vínculos previstos entre a parede de alvenaria e a estrutura a fim de se definir os materiais e técnicas. e a solidarização é feita durante a elevação da alvenaria. O chapisco (argamassa de cimento e areia mais um adesivo de argamassa) é imprescindível. Devemos tomar alguns cuidados. grandes pórticos.6 – FIXAÇÃO DAS ALVENARIAS DE VEDAÇÃO EM ESTRUTURAS DE CONCRETO Quando a alvenaria é executada depois da estrutura são observadas fissuras na interfase alvenaria/estrutura devido à diferença de módulo de elasticidade dos materiais constituintes. c) A alvenaria não funciona como travamento e está envolta por estrutura pouco deformável. o encunhamento utilizando cunhas pré-fabricadas de conceto. Podemos ter: a) A alvenaria funciona como travamento da estrutura. pois falta aderência neste ponto. Figura 4.

No encontro vertical (com os pilares) normalmente ocorrem juntas “auto deformáveis” que. para as alvenarias de vedação.0cm.esforços de grande amplitude na alvenaria. devemos utilizar os próprios furos dos blocos para preencher com "grout". ventos etc.42). Nestes casos pode-se especificar o acabamento frisado para as juntas ou a aplicação de telas na região da junta. se manifestarão também no revestimento. Tudo vai depender de um estudo econômico e também técnico para a escolha do melhor elemento Para o bloco de concreto podemos executar de duas maneiras: à vista (Figura 4. Esta junta deve ser executada para evitar que no muro apareça trincas devido ser o mesmo esbelto. formando assim os pilaretes (Figura 4.Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 85 . estar parcialmente engastado no alicerce.41 . e sofrer movimentação proveniente da variação térmica. de 10. é tempo correto de sua execução. devemos deixar uma junta de dilatação de 1. 4. para podermos frisá-las. Se a escolha for para o revestimento. possibilitando a movimentação do painel.1 .0m executa-se um pilarete de 10 x 25. O encunhamento rígido pode submetê-la a um estado excessivo de tensão e provocar fissuras. No caso “c” panos pouco extensos. pórticos rígidos. desde que a junta seja frágil.7. tijolo maciço ou tijolo furado. Qualquer que seja o elemento escolhido para a execução do muro a cada. torna-se necessário que seu funcionamento seja compatibilizado com o da estrutura devido principalmente às diferenças de comportamento dos materiais. Esta não deve se dar imediatamente após término da elevação da alvenaria.43). tomando sempre o cuidado de deixar as juntas com o mesmo espaçamento.À vista: Figura 4. neste caso armado.41). no máximo.00m. Obs. Para o tijolo furado e o maciço. evitando que esta se manifeste no revestimento. o importante da fixação.7 – MUROS Os fechamentos para divisas podem ser executados em alvenaria de bloco de concreto (14 x 19 x 39).41) ou revestido (Figura 4. Nestes casos o “ferro cabelo” deve ser fixo na estrutura de concreto e livre na alvenaria. Assim a fixação da alvenaria à estrutura deverá ser inicialmente fraca.5 a 3. poderemos também utilizar os furos do bloco como pilarete ou colocar formas e executar um pilarete. Se a escolha for à vista. devemos quase sempre revesti-los. provavelmente. NOTA: Quanto ao tipo de ligação.Fechamento de divisas em bloco de concreto a . 4. portanto a cada 2. com o auxílio de formas de madeira (Figura 4.00 a 15.

Revestido: Figura 4.42 .Detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 86 .43 .Fechamento de divisas em tijolo maciço ou baiano Figura 4.Detalhe da elevação de muro de bloco aparente .7.b . revestido e viga baldrame 4.2 .

4.0m de profundidade e a cada 2.0m de distância uma das outras. caso o terreno não comporte este tipo de alicerce podemos optar por brocas. o que poderia ocasionar o aparecimento de fissuras. dependendo do terreno.44 .7. Como as cargas dos muros de divisa não são elevadas podemos fazê-la com 2.5 ou 3. através de argamassa e impermeabilizantes. Devemos sempre deixar as valas do alicerce do muro em nível para evitarmos esforços na alvenaria. Deverá ser executada uma cinta de amarração no mínimo no meio e no respaldo da alvenaria. uma proteção impermeável. que tem a função de interligar os pilaretes com a alvenaria. um alicerce em sapata corrida de concreto ou com brocas (Figura 4. geralmente de φ 20 cm efetuadas a trado. para evitar a presença de umidade na alvenaria de elevação do muro.Tipos de fundações para muros Podemos efetuar. As sapatas corridas devem estar em nível e apoiadas em solo firme a uma profundidade mínima de 40cm.Exemplo de fundação para muros No respaldo do alicerce do muro.44). devemos executar também. 87 . impermeabilização Figura 4.3 . As brocas.

Com betoneira Figura 4.8. junto com os elementos de alvenaria. As argamassas devem ter boa trabalhabilidade.46 .Preparo da argamassa com betoneira 88 .vedar as juntas impedindo a infiltração de água e a passagem de insetos.unir solidamente os elementos de alvenaria .Preparo da argamassa para assentamento de alvenaria de vedação A argamassa de assentamento deve ser preparada com materiais selecionados. conforme o desejo de quem vai manuseá-la. etc. Difícil é aquilatar esta trabalhabilidade. sendo a sua função: .45 e 4.. Ela pode ser mais ou menos trabalhável. Podem ser preparadas (figuras 4.PREPARO E APLICAÇÃO As argamassas. não "agarra" a colher do pedreiro. são os componentes que formam a parede de alvenaria não armada.. não endurece rapidamente permanecendo plástica por tempo suficiente para os ajustes (nível e prumo) do elemento de alvenaria. 4.45 .1 .46): a) .8 – ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO .Manualmente Figura 4. granulometria adequada e com um traço de acordo com o tipo de elemento de alvenaria adotado (Tabela 4.Preparo da argamassa manualmente b) .distribuir uniformemente as cargas . Podemos considerar que ela é trabalhável quando se distribui com facilidade ao ser assentada.3).4. pois são fatores subjetivos que a definem.

47 . Figura 4.8.48).Tabela 4. melhorando o desempenho da parede em relação a penetração de água de chuva.Aplicação Tradicional: onde o pedreiro espalha a argamassa com a colher e depois pressiona o tijolo ou bloco conferindo o alinhamento e o prumo (Figura 4.2 .47): Figura 4.Traço de argamassa em latas de 18litros para argamassa de assentamento Aplicação Alvenaria de tijolos de barro cozido (maciço) Alvenaria de tijolos baianos ou furados Alvenaria de blocos de concreto Traço 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 1/2 lata de cal 6 latas de areia Rendimento por saco de cimento 10m² 16m² 30m² 4. ideal para paredes em alvenaria aparente.3 .Assentamento Tradicional Cordão: onde o pedreiro forma dois cordões de argamassa (Figura 4.48 .Assentamento em cordão 89 .

Quando a alvenaria for utilizada aparente.Tipos de frisos Os frisos a.49). Figura 4. pode-se frisar a junta de argamassa. que deve ser comprimida e nunca arrancada (Figura 4. 90 .c são os mais aconselháveis para painéis externos pois evita o acúmulo de água. conferindo mais resistência além de um efeito estético.b.49 .

Junta de argamassa entre os tijolos completamente cheios. . Não acumular muitos tijolos e argamassa sobre os andaimes.0 6. pois.4).0 10.4 . .3 8.Equivalência das bitolas dos aços mm 5.0 12.Desencontro de juntas para uma perfeita amarração. 3 – Noções de segurança: A operação de guinchos. 91 .5 polegada s 3/16 1/4 5/16 3/8 1/2 2 – Verificação para um bom assentamento: . estão colocadas em polegadas.As bitolas dos ferros das vergas e das cintas de amarração.Fiadas em nível para se evitar o aumento de espessura de argamassa de assentamento. do contrário. por ser a nomenclatura mais usual entre os pedreiros na obra (Tabela 4. A utilização de andaimes para a elevação da alvenaria deve ser executada com estruturas de madeira pregadas e não amarradas ou em estruturas metálicas contraventadas e apoiadas em solo resistente e nivelado. Tabela 4. . será necessário uma grande espessura de revestimento.Painéis de paredes perfeitamente a prumo e alinhadas.ANOTAÇÕES 1 . gruas e equipamentos de elevação só devem ser feitos por trabalhador qualificado.

VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de forro ideal para a sua edificação. muiracatiara.2. por buchas e parafusos ou pendurados por tirantes (Figura 5. laje pré-fabricada. laje protendidas. • Especificar o tipo de armadura adicional para as lajes pré-fabricadas • Executar corretamente a cura e a desforma. laje maciça. gesso. o acabamento. ipê. etc. etc. pinus.FORRO DE MADEIRA Geralmente são lâminas de pinho.FORROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.1) e são pregadas em entarugamentos executados de 0. pvc. 5. aglomerados de celulose. presos às lajes ou nas estruturas do telhado. etc.Tipos de forros de madeira 91 .1 .3) Figura 5. Dependendo do tipo de obra.5 . 5. • Especificar corretamente o escoramento e contraventamento das lajes pré-fabricadas. a estética. jatobá. fica a cargo do projetista a sua escolha. • Executar corretamente os apoios das lajes pré-fabricadas.1 .50 a 0. Existem vários tipos de forros.(Figura 5. levando em consideração a acústica. Os forros mais comuns são: madeira.50m.

A variedade desse produto é grande e a sua escolha depende de vários fatores tais como: estrutural.Fixação do forro na estrutura do telhado Figura 5. além de resistir os esforços à compressão. concreto ou outros materiais. e o revestimento de concreto. econômico. onde.LAJES PRÉ-FABRICADAS UNIDIRECIONAIS Originam-se das lajes nervuradas e das lajes nervuradas mistas.Protendidas (LP) 92 .2 . têm a função de solidarização dos elementos.2 . Podemos ter segundo a NBR14859: . feito no local. as peças pré-fabricadas são empregadas para a formação das nervuras. Entre elas. em geral. oriundos da flexão.Laje comum (LC) . colocam-se elementos intermediários de cerâmica.Laje treliça (LT) .Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5.em telhado Figura 5. etc.3 .

5.2.1 – Elementos que as compõe: • Vigotas pré-fabricadas: Peças industrialmente, podendo ser: de concreto estrutural, executadas

a) de concreto armado (VC): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura passiva totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes comuns (LC) (Figura 5.4). b) Treliça (VT): com seção de concreto formando placa, com armadura treliçada parcialmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes treliça (LT) (Figura 5.11). c) de concreto protendido (VP): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura ativa pré-tensionada totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes de concreto protendido (LP) (Figura 5.19). • Elementos de enchimento (E): Elementos pré-fabricados com materiais diversos (cerâmica, concreto, EPS), podendo ser maciço ou vazado intercalado entre as vigotas. Têm a função de reduzir o volume de concreto, o peso próprio da laje e servir como fôrma para o concreto complementar. As alturas dos elementos de enchimento (he) podem ser de 7, 0 (mínima) 8,0 - 10,0 - 12,0 - 16,0 - 20,0 - 24,0 - 29,0 centímetros. As larguras dos elementos de enchimento (be) podem ser de 25,0 (mínima) – 30,0 – 32,0 – 37,0 – 39,0 – 40,0 – 47,0 – 50,0 centímetros. Armadura complementar: Armadura complementada na obra. Podendo ser:

a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas, quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária(Figura 5.14). b) Transversal: armadura que compõe a armadura das nervuras transversais. c) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal, para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. d) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das vigotas, nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa. Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais, o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) com espessura mínima de 3,0 cm.

Segundo a NBR14859/2002 a altura padronizada da laje deve ser composta por sua sigla (LC, LT, LP), seguida da altura total (h), da altura do elemento de enchimento (he), mais a altura da capa (hc) sendo todos os valores expressos em centímetros. Exemplo: • • • LC h (he + hc) LC h (he + hc) LT h (he + hc) LC 11 (7+4) LC 16 (12+4) LT 12 (8+4) 93

Em função da altura do elemento de enchimento (he), as alturas totais das lajes (h) estão descritas na Tabela 5.1.
Tabela 5.1 – Altura total da laje (h)

Altura do elemento de enchimento (he) 7,0 8,0 10,0 12,0 16,0 20,0 24,0 29,0

Altura total da laje (h) 10,0 - 11,0 - 12,0 11,0 - 12,0 – 13,0 14,0 – 15,0 16,0 – 17,0 20,0 – 21,0 24,0 – 25,0 29,0 – 30,0 34,0 – 35,0

5.2.2 - Generalidade sobre a laje comum (LC) a) - Elementos que a compõem: • • • Vigota de concreto pré-fabricada (VC); Elemento de enchimento entre as vigotas de tijolo cerâmico (E). Capa de concreto (capeamento) (C) de espessura variável (Figura 5.5)

(E)

E C C

VC

Figura 5.4 Elementos da laje pré-fabricada comum

b) - Variação das alturas: A diferente altura dos elementos de enchimento, com o lançamento de capas de concreto em espessura adequada, resulta nas variadas alturas de lajes (Figura 5.5) ou pela Tabela 5.1. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - As mais usuais são: LC10 para forro e LC12, LC 16 etc. para piso, em vãos máximos de 4,50m. Para vãos maiores, o ideal seria outro tipo de laje. 94

-

- Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento (C ) das lajes pré-fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.

LC11

LC12

LC16

LC20

LC25

LC29

CAPA = 3 cm

Figura 5.5 - Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum

c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição. A armadura de distribuição em lajes pré-moldadas tem a finalidade de limitar a fissuração que poderá ocorrer pela retração e/ou variação de temperatura e ainda melhora a monoliticidade do painel da laje, aumentando sua rigidez e evitando a fissuração decorrente de deslocamento diferenciais, que deverão ocorrer entre suas vigotas de concreto. Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar no mínimo: forro = malha ∅ 6,3mm de 33 x 33cm piso = malha ∅ 6,3mm de 25 x 25cm mínimos 3 ∅ por metro, ou em tela soldada leve para laje. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Superior de tração (Armadura negativa). A armadura negativa é utilizada quando a laje for semi-engastada na estrutura, contínua ou em balanço. A função da armadura negativa é combater os momentos negativos formados pelos vínculos utilizados (Figuras 5.6; 5.7; 5.8; 5.9). Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar: • sobre a vigota, comprimento l/4, podendo também estar posicionada sobre o elemento de enchimento (a quantidade deverá ser fornecida pelo fabricante ou calculista).

95

d) - Tipos de apoios:
• APOIO EM ALVENARIA

Figura 5.6 - Apoio da laje comum sobre alvenaria

APOIO EM VIGAS

Figura 5.7 - Apoio da laje comum em estruturas de concreto armado

BEIRAIS

Figura 5.8 - Apoio da laje comum passante em beirais

Figura 5.9 - Apoio da laje comum balanceado em beirais

f) - Reforços usuais: Devemos evitar o apoio de elementos estruturais diretamente sobre as lajes pré-fabricadas. Caso não seja possível executar uma viga para receber as cargas provenientes de paredes ou muretas, devemos criteriosamente executar um 96

reforço na laje pré-fabricada (Figura 5.10). Estes reforços devem ser indicados pelo fabricante ou pelo engenheiro calculista.

Figura 5.10 - Exemplo de reforços em laje pré-comum

g) - Vãos livres e consumos de materiais: A Tabela 5.2 indica os vão livres máximos para intereixo de 41cm dependendo do tipo de apoio e sobrecargas utilizadas. E a Tabela 5.3 o consumo de materiais para capeamento e nervuras por m2 de laje pré-fabricada comum.
Tabela 5.2 - Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum

Tabela 5.3 - Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje

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5.2.3 - Generalidades sobre laje Treliça (LT) São lajes em que a viga pré-fabricada é constituída de armadura em forma de treliça, e após concretada, promove uma perfeita solidarização, tendo ainda a possibilidade de utilizar armadura transversal. Este sistema de pré-fabricação conjuga uma série de elementos estruturais independentes, formando com seus componentes, um sistema de pré-fabricação semi-fechado e parcial da construção industrializada, integralmente compatibilizado com os sistemas convencionais. Como em qualquer sistema de pré-fabricação na construção industrializada, o sistema de laje treliça deverá ser considerado na fase do projeto, visando alcançar melhor aproveitamento e eficiência. a) - Elementos que a compõem: É constituída por uma armadura treliçada, variando de 7,0 a 25cm de altura, e a mesa inferior concretada com 3 cm de espessura e de 12 a 13cm de largura. O elemento de enchimento pode ser cerâmico de concreto ou EPS (Figura 5.11)

C

VC

(E)

Figura 5.11 - Elementos de uma laje pré-fabricada treliça

b) - Variação das alturas: A diferente altura do elemento de enchimento e a variação da altura da treliça mais a espessura do capeamento, resulta nas variadas alturas da laje (Figura 5.12) ou pela Tabela 5.1.. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento das lajes pré fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.
LT12 LT16 LT20 LT25 LT30 LT35 LT42

LT11

CAPA = 3 cm

Figura 5.12 - Exemplo das variações das alturas da laje treliça

98

c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição Tem as mesmas funções das armaduras de distribuição descrita para as lajes pré-fabricadas comuns, sendo no mínimo ou a critério do calculista como: forro = ∅ 6,3mm a cada 33cm piso = ∅ 6,3mm a cada 25cm mínimos 3 ∅ por metro

No caso de laje treliça, podemos posicionar a armadura de distribuição, no sentido perpendicular a vigota, formando um ângulo aproximadamente de 90° em relação ao vergalhão negativo da vigota treliçada. A altura da armação treliçada deve ser igual à altura do elemento de enchimento (lajota cerâmica, bloco de concreto, EPS). Portanto a armadura de distribuição posicionada sobre o aço negativo da armação treliçada fica no mínimo 1,0cm acima do elemento intermediário proporcionando o envolvimento do capeamento de concreto no ato da concretagem. Nas lajes treliças ,além da finalidade descrita para as lajes comuns, a armadura de distribuição assume dentro da laje treliça a função de combater as tensões de cisalhamento que surgem entre a alma e a aba das nervuras das lajes treliças. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Armadura negativa. A armadura negativa deve estar posicionada em cima de cada viga treliça, com no mínimo 2 ∅, sendo que sua bitola deverá ser fornecida pelo calculista, ou fabricante. d) - Tipos de apoios e reforços: Nas lajes treliças podemos ter uma mobilidade das paredes internas, que podem ser apoiadas diretamente sobre a laje, e ainda nos permite em certos casos a passagem de tubulações(Figura 5.16). Isso é facilitado pelo fato da vigota ser concretada na obra, possibilitando efetuar vários reforços (Figuras 5.14; 5.15; 5.16)

Figura 5.13 - Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado

99

etc (Figura 5.15 .16 . e no seu transporte (Figura 5.17 .17).Armadura adicional de tração Figura 5.Reforços em laje treliça Na laje treliça temos facilidade na execução de nervuras perpendicular as vigotas.18) Figura 5.Exemplo de execução de nervuras 100 .Armadura adicional de compressão Armaduras adicionais Figura 5.Figura 5.14 . para reforços em aberturas do tipo domos. pergolados.

Garantia de inexistência de fissuras nos tetos.Execução de balanços aliviados sem necessidade de contrabalanço. fica extremamente facilitado e rápido.18 .Facilidade de manuseio e transporte. o trabalho de revestimento com chapisco. . completado na obra. emboço e reboco. . .Comportamento ao fogo idêntico ao do concreto armado.Vãos livres: Na Tabela 5. de aproximadamente 12kg por metro.Vantagens: . .Vãos máximos para a laje treliça f) . porquanto a alma metálica garante a perfeita ligação da vigota (VT) ao concreto.Perfeita planimetria dos tetos.4 . conferido pelo próprio formato da vigota. Como conseqüência.Facilidade de montagem. 101 . permitindo a utilização de pisos leves nas construções.Figura 5. dada à leveza da vigota. .Manuseio da laje treliça e) . onde se exija resistência à ação do fogo. permitindo menor consumo de argamassa.4 temos os vãos máximos para intereixo de 45 cm dependendo do tipo de apoio e sobrecarga adotada. Tabela 5. dada à ausência de contraflecha inicial. impedindo a rotação da vigota (VT) quando o pavimento entrar em carga.

b) . 2008). dos elementos de enchimento. a seção resistente da laje passa a ser composta pelo concreto da vigota mais o concreto moldado “in loco”. Após a montagem completa-se com a capa de concreto (C) de no mínimo 20 MPa. maior será a altura final da nervura e.2.Vantagens: • Facilidade de utilização – são de fácil utilização e sua montagem é semelhante às das lajes pré-fabricadas comuns e treliça. quanto maior a altura do elemento de enchimento. Após a cura do concreto de capeamento.devido ao efeito da protenção aplicada ás vigotas (TATU. Vão maiores deve-se consular o fabricante. maior o esforço resistente da laje (TATU. Redução ou eliminação de escoramento. 2008) Figura 5.4 . consequentemente. colocação das vigotas. 2008). o consumo de concreto e na ordem de 15 a 20% menor (TATU. Portanto para uma mesma vigota. Escoramento (quando necessário). Redução do consumo de concreto e peso próprio – devido a vigota (VP) ter a largura um pouco maior que as vigotas das lajes tradicionais. Elemento de enchimento (E) que podem ser cerâmico. concreto ou EPS. Maiores vãos e menores flechas .Elementos que a compõem: As lajes pré-fabricadas protendidas (LP) são compostas por nervuras préfabricadas em concreto protendido (VP) que tem a forma de um “T” invertido e face superior rugosa para facilitar a aderência da capa de concreto (Figura 5. das armaduras adicionais (distribuição e negativo) e a concretagem da capa.19).Generalidades sobre laje protendida (LP) a) .19 – Vigota protendida As vigotas protendidas podem suportar o carregamento da fase executiva sem o auxílio de escoramento até o vão de 3. • • • 102 .5.20m.

20m não necessitam de escoramento. L/5 . e são contraventados transversal e longitudinalmente. de 6. sobre a qual se apóia ou se semi-engastam as vigotas da laje pré-fabricada.20).20 a 1.2. ou de acordo com o projeto.20m uma linha de escoramento central (L/2). e pontaletes (Figura 5.20m a 10.5. Vãos de 3. sobre chapuz. e procedendo-se da seguinte forma: a) . quando as paredes estiverem com 1. executa-se a cinta de amarração.21) 103 .5 . Podemos utilizar os escoramentos metálicos compostos por longarinas.Escolha do material: Verificar a colocação somente pela planta que lhe é fornecida junto ao material (manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista).00m de altura.Montagem e execução das Lajes pré-fabricadas A montagem dos elementos pré-fabricados deve obedecer ao especificado no projeto de execução da laje e no manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista. para a escolha das vigotas.20m a 6.00m duas linhas de escoramento (2/5L . para que sejam tiradas as medidas para a confecção das vigas ou pelo projeto e forma. Nas lajes pré-fabricadas protendidas os vãos até 3. As vigotas geralmente são colocadas nas menores dimensões dos ambientes. 2008).Escoramento: Todos os vãos superiores a 1.40m para as lajes treliças (piso e forro respectivamente). que possibilitem a regulagem da contra flecha fornecida pelo fabricante. geralmente de aproximadamente 0. das armaduras de distribuição e das armaduras negativas. deve-se pedir para o fornecedor. assentados sobre calços e cunhas. ou uma viga armada.4% do vão livre. Os pontaletes deverão ser em nº de 1(um) para cada metro. Já no início da obra. em base firme. barrotes e escoras metálicas (Figura 5.50m para as lajes pré-fabricadas "comuns" e 1. Chegando as paredes no seu respaldo. 2/5L) acima desses vãos consultar o fabricante (TATU. b) . deverão ser escorados por meio de tábuas colocadas em espelho.

21 .20 .Figura 5.Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 104 .Exemplo de escoramento convencional para laje pré-fabricada Figura 5.

Armaduras de distribuição e negativas: Distribuir os ferros de acordo com as indicações de bitola e quantidades da planta fornecida pelo fabricante. No caso de laje treliça.c) . Coloque a viga usando uma intermediária em cada extremidade para espaçálas exatamente. 105 . entre as vigotas e os blocos de cerâmica (Figura 5.22). Figura 5. A armadura negativa no caso de laje pré-fabricada "comum" deve ficar sobre a vigota e no meio da espessura da capa de concreto.Detalhe da colocação da laje pré-fabricada d) . de um lado sobre a parede ou apoio e do outro sobre a primeira vigota. A primeira carreira de intermediária deve apoiar. de modo que a superfície de contato do concreto seja a mesma para cada apoio. Não deverá ficar nas juntas. a armadura poderá ser amarrada junto ao banzo da vigota pré-fabricada. As vigotas pré-fabricadas deverão estar sempre apoiadas pelo concreto.22 .Colocação da laje: A vigota pré-fabricada deverá estar centrada no vão.23). Coloque todas as intermediárias restantes entre as vigotas pré-fabricadas (Figura 5. visto que os ferros não tem rigidez suficiente para tal.

Detalhe da colocação da armadura negativa Após a colocação das armaduras podemos colocar os conduites e as caixinhas da parte elétrica. As caixinhas devem ser preenchidas com serragem úmida para evitar a entrada do concreto no momento da concretagem. Ter o cuidado de não estrangular os conduites nas curvas.1 Para concretar as lajes que foram executadas sem escoramento (pequenos vãos). Nas lajes de forro é aconselhável que o escoramento seja retirado após a conclusão dos serviços de execução do telhado. no mínimo. salvo indicações do responsável técnico. é conveniente que se concrete primeiramente junto aos apoios para solidarizar as pontas das vigotas préfabricadas.Concretagem: Molhar bem o material antes de lançar o concreto.23 . para que penetre nas juntas entre as vigas pré-fabricadas e os blocos cerâmicos. O descimbramento da laje pré-fabricada. e) . ou com uma linha de escoramento. f) . três vezes ao dia durante três dias (verificar maiores detalhes sobre cura na Anotações de Aula “Detalhes de execução de obras com concreto armado”). 106 . Quanto às espessuras das capas de concreto para cada caso podemos seguir o ítem "b" das generalidades descritas neste capítulo ou a Tabela 5. Salvo alguma restrição do calculista. deve ser feito gradualmente e numa seqüência que não solicite o vão a momentos negativos.Cura do concreto e desforma Após o lançamento do concreto a laje deverá ser molhada. Os conduites devem ficar bem fixos junto à laje e sobre a armadura de distribuição e negativa. como em qualquer estrutura. o concreto da capa será de traço 1:2:3 com resistência mínima aos 28 dias 20 MPa. geralmente em torno de 21 dias para pequenos vãos e 28 dias nos vãos maiores. este deve ser socado com a colher de pedreiro .Figura 5.

1 descrevemos as lajes mais comuns para pequenas obras. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3. • Armadura complementar: Armadura complementada na obra.24).LAJES PRÉ-FABRICADAS BIDIRECIONAIS Segundo a NBR14859-2 a laje pré-fabricada bidirecional é constituída por nervuras principais nas duas direções. 107 . Podendo ser: a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas.24 . 5.3 . que forma a armadura inferior de tração na direção perpendicular às vigotas treliçadas.0 cm. quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária. Tais como: • • • Lajes pré-fabricadas bidirecionais.g) . Painel alveolar de concreto protendido.Detalhe do apoio das tábuas de passarela NOTA: É importante estudar minuciosamente o projeto para a escolha correta da laje tanto do ponto de vista econômico como estrutural.Cuidados Para caminhar sobre a laje durante o lançamento do concreto. b) Transversal: armadura disposta ao longo das nervuras transversais da laje. no entanto existem outros tipos de lajes que também poderão ser utilizadas. Pré-laje unidirecional e bidirecional. Figura 5. Nas lajes que empregam vigotas pré-fabricadas de concreto armado ou de concreto protendido não se pode executar as nervuras transversais. é aconselhável fazê-lo sobre tábuas apoiadas nas vigotas para evitar quebra de materiais ou possíveis acidentes (Figura 5. As nervuras transversais somente podem ser executadas quando se empregam vigotas treliçadas. No item 5.

5. para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais.4 .0 cm nos casos de pré-laje com enchimento. As pré-lajes podem ser treliçada (PLT) ou protendida (PLP) constituídas por placas de espessura de 3. englobam total ou parcialmente a armadura inferior de tração. quando da impossibilidade de integrar na pré-laje toda a armadura passiva inferior de tração necessária.0cm a 5.PRÉ-LAJE UNIDIRECIONAIS E BIDIRECIONAIS Laje de seção maciça ou nervurada (Figura 5.26). Podendo ser: e) Longitudinal: armadura utilizada. h) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das pré-lajes. montados por justaposição lateral.25).5 .25 – (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. Figura 5. g) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal. 108 . Nas lajes nervuradas maciças é a partir da superfície superior da pré-laje. capa de concreto e material de rejuntamento (NBR14861). o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa.LAJES PRÉ-FABRICADAS – PAINEL ALVEOLAR DE CONCRETO PROTENDIDO Utilizada para grandes vãos e formados por painéis alveolares protendidos pré-fabricados (Figura 5.0cm e larguras padronizadas. constituída de nervuras principais longitudinais dispostas em uma única direção ou também com nervuras transversais perpendiculares às nervuras principais (NBR14860-1 e NBR14860-2). • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3. 5. f) Transversal: armadura que compõe a armadura inferior das nervuras transversais.

com características especificadas pelo fabricante. b) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades dos painéis alveolares de concreto protendido. o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo.Figura 5. Rejuntamento: Material destinado a promover a solidarização entre os painéis alveolares de concreto protendido justapostos. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do painel alveolar de concreto protendido (E) e deve ter espessura mínima de 3.0 cm. Podendo ser: a) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal. Proporciona a continuidade dos painéis entre si e com o restante da estrutura. para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. no mesmo alinhamento destes e posicionados na capa.26 – Painel alveolar de concreto protendido • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. • 109 .

Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à laje. 5 – Conferir as posições das armaduras previstas no projeto. 7 – Molhar até a saturação após a concretagem no mínimo 3 dias e três vezes ao dia. mesmo sendo bloco de concreto. Noções de segurança: Andar sempre sobre passarela executada com tábuas e nunca no elemento intermediário. 6 – Controlar o lançamento e adensamento do concreto. 110 . Para evitar quedas de operários ou de materiais da borda da laje deve-se prever a colocação de guarda corpo de madeira ou metal. 3 – Verificar o comportamento estrutural dos apoios das lajes pré fabricadas. nas bordas da periferia da laje. com tela.ANOTAÇÕES 1 – Verificar o nivelamento dos apoios. 4 – Proporcionar uma contra flecha compatível com o vão a ser vencido. 2 – Verificar sempre os escoramentos e contraventamentos.

P. condutores verticais. A armação é a parte estrutural. chapa galvanizada.6 .1). concreto e galvanizada. sobretudo em construções residenciais unifamiliares. A cobertura: é o elemento de vedação constituída por telhas que pode ser: cerâmica. cantoneiras. constituída pelas tesouras. caibros e ripas. podendo ser de madeira.1 . • Especificar e dimensionar corretamente as calhas. Sistema de captação de águas pluviais: são para o escoamento conveniente das águas pluviais e constituem-se de: calhas. Para facilitar. é o quadriculado constituído de terças. • Escolher a telha ideal bem como as inclinações.ESTRUTURA A estrutura de telhado tem como funções principais a sustentação e fixação de telhas e a transmissão dos esforços solicitantes para os elementos estruturais.C. fibrocimento. • • • Neste capitulo iremos abordar os telhados com estruturas de madeira por ser de uso mais corrente. pingadeiras e rincões. concreto etc. O telhado é composto pela estrutura.COBERTURA APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. que se apóiam sobre a armação. 111 . metálica. as telhas cerâmicas. • Desenhar todas as linhas de telhado. A estrutura: é o elemento de apoio da cobertura. A trama é a estrutura de sustentação e fixação das telhas. etc. 6. escoras.V. rufos. Geralmente constituída por tesouras. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a estrutura de telhado adequada para cada tipo de telha. pontaletes ou vigas. etc. são de chapas galvanizadas. • Conhecer as diversas peças que compõe uma estrutura de telhado. cobertura e do sistema de captação de águas pluviais. alumínio. etc. podemos dividir a estrutura em armação e trama (Figura 6. fibrocimento.

Figura 6. no entanto a peroba foi a madeira mais utilizada e serve como referência.Algumas espécies de madeiras indicadas para a estrutura de telhado (IPT) A amendoim canafístula guarucaia jequitibá branco laranjeira peroba rosa B angelim cabriúva parda cabriúva vermelha caovi coração negro cupiuba faveiro garapa guapeva louro pardo Mandigau pau cepilho pau marfim sucupira amarela de C anjico preto guaratã taiuva 112 .Esquema de estrutura de telhado 6.1 .1 .1.1 Materiais utilizados nas estruturas a) Madeira: Podemos utilizar todas as madeiras de lei para a estrutura de telhado (Tabela 6. Tabela 6.1).

4 mm 18 = 3. existem casos onde o dimensionamento das peças exige peças maiores ou diferentes. 113 . 3. Módulo de ruptura à tração igual ou superior a 13. anjico preto. o preço da peça aumenta. 5.5.5 MPa.0x5. 4. A cabreúva vermelha. coração de negro. os parafusos.0 m. a = refere ao diâmetro. No entanto. 3. • • • Obs. A designação dos pregos com cabeça será por dois nos.3 mm.4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" . • • As madeiras serradas das toras já são padronizadas em bitolas comerciais.5.As madeiras da Tabela 6.1 devemos verificar se as mesmas possuem as características físicas e mecânicas a seguir: Resistência à compressão (fc). faveiro.2. comprimento 2.5. portanto devemos ter cuidado ao manuseálas. geralmente com 4. 3.5. é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2. a x b . 3. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga.0cm.5 MPa.0.0. Ripas: 1. 4. Para bitolas diferentes ou comprimentos maiores. Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT. comprimento 2. assim sendo deve-se partir para seções compostas (nestes casos estudados na disciplina Estruturas de Madeira). 4.5. OBS: vide tabela de pregos no anexo ao final desta apostila.5 m de comprimento e são vendidas por dúzia. Caso se utilize madeiras que não conste na Tabela 6. igual ou superior a 55.1 estão divididas em grupos segundo as suas características mecânicas. Os pregos mais utilizados são: 22 x 42 22 x 42 15 x 15 ou ou 22 x 48 19 x 39 → para pregar as vigas → para pregar os caibros → para pregar as ripas.0 m. chapas de aço para os estribos e presilhas. a 15% de umidade.5. Portanto temos: Vigas: 6x12 cm ou 6x16 cm.0. Caibros: 5x6 cm ou 5x7 (6x8)cm. b) Peças metálicas: As peças metálicas utilizadas em estruturas de telhado são os pregos. 5. 4.0. guaratã e taiuva têm alta dureza.

Asna e escoras: São peças de ligação entre a linha e a perna. denomina-se asna a que sai do pé do pendural. : Obs. Geralmente são compostas por: Frechal: Peça colocada sobre a parede e sob a tesoura.2 mostra uma seção típica de uma estrutura de telhado Figura 6.Peças utilizadas nas estruturas de telhado a) Tesoura dos telhados As tesouras são muito eficientes para vencer vãos sem apoios intermediários (Figura 6. Estribo: São ferragens que garantem a união entre as peças das tesouras.6. Pendural e tirante: Peças que ligam a linha à perna e se encontram em posição perpendicular ao plano da linha. Geralmente trabalham à compressão. Denomina-se pendural quando a sua posição é no cume. Não iremos nos estender sobre o cálculo estrutural das estruturas de telhados por constituir assunto de cadeira a parte. para distribuir a carga do telhado. Queremos apenas reproduzir as tesouras simples para obras de pequeno porte. geralmente. A Figura 6.2 . Linha: Peça que corre ao longo da parte inferior de tesoura e vai de apoio a apoio. geralmente trabalham à compressão.2 . e nos demais tirante. indo do ponto de apoio da tesoura do telhado ao cume. em posição oblíqua ao plano da linha. as demais de escoras. Podem trabalhar à tração ou cisalhamento. Perna: Peças de sustentação da terça.1.Seção típica de uma estrutura de telhado 114 .2). São estruturas planas verticais que recebem cargas paralelamente ao seu plano. transmitindo-as aos seus apoios. encontramse. Geralmente trabalham à tração. geralmente trabalham à tração.

4 .3 . . .00m não precisam de escoras. . (Figura 6.Vãos até 3. (Figura 6.A distância máxima entre o local de intersecção dos eixos da perna e da linha é a face de apoio da tesoura deverá ser ≤ 5. com mãos francesas e diagonais na linha da cumeeira.Em tesouras simples no mínimo devemos saber: : .0cm. .0m.4) Figura 6.O ângulo entre a perna e a linha é chamado de inclinação.3) .Vãos acima de 8.Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal Figura 6.Esquema de contraventamento das tesouras 115 .O ponto é a relação entre a altura da cumeeira e o vão da tesoura.00m deve-se colocar tirantes. .As tesouras devem ser contraventadas.O espaçamento ideal para as tesouras deve ficar na ordem de 3.

30 C 3. e contra frechal na parte baixa (Figura 6.5 .50m.70 2.21 a 2.30 2.20 2.10 3.00 6 x 12 6 x 16 6 x 12 6 x 16 116 .40 3.45 2.65 2.30 2.80 1.95 2.00 2.20 3.1: • • bitolas de 6 x 12 se o vão entre tesouras não exceder a 2.60 2.20 3.85 C 3. As terças são peças horizontais colocadas em direção perpendicular às tesouras e recebem o nome de cumeeiras quando são colocadas na parte mais alta do telhado (cume). Caso não se tenha certeza.90 A 2.50 3.15 3.30 2.05 2.80 2.41 a 2.00 2.45 2. Estes vãos são para as madeiras secas.20 C 2.45 2.60 3.85 2.75 3.75 B 3. bitolas de 6 x 16 para vãos entre 2.85 2.16.50 a 3.30 3.05 2. e suas bitolas dependem do espaço entre elas (vão livre entre tesouras).40 2.40 2.25 B 2.40 2.2 mais precisa e que leva em consideração o tipo de madeira e de telha: Para vãos maiores que 3.60 Seção transversal (cm) Francesa.60 2. Portuguesa ou plan A 2.80 B 3.18).90 2.20 3.55 2.00 a 1.35 A 3.45 3.50 2. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6.35 3.20 Colonial ou paulista B 2. do tipo de madeira e da telha empregada.70 2.Vão máximo das terças (m) Vão dos caibros (m) 1.40 2.5) ou pontaletes (Figuras 6.2 .50 2.21 a 1.5).75 2.30 3.30 3.40 1.40 2.17.10 2. Romana.41 a 1.10 3. Figura 6.Esquema do apoio das terças nas tesouras Tabela 6.80 C 3.50m devemos utilizar bitolas especiais o que não é aconselhável pelo seu custo.85 3.70 2. 6.15 3. 6. As terças devem ser apoiadas nos nós das tesouras.50 2.50 3.20 1.40 2.61 a 1. Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6.c) Terças As terças se apóiam sobre as tesouras consecutivas (Figura 6.60 1.50m.01 a 2.35 A 3.60 2.10 2.90 2.20 3.81 a 2.50 2.90 2.00 2.

00m e não ultrapassarem a 2. portanto paralela às tesouras.00 2.60 2. Para determinar a galga média devemos: 117 . devemos utilizar a galga média.0cm). usamos caibros de 5x7 (6x8). São encontradas com seções de 1.60 2. Tabela 6. Caso não se tenha certeza.20 5x7 e) Ripas As ripas são as últimas partes da trama e são pregadas perpendicularmente aos caibros.Vão Máximo dos Caibros (m) Tipo de madeira A B C Seção transversal (cm) Francesa. Romana. Para a colocação das ripas é necessário que se tenha na obra algumas telhas (no mínimo 6 peças) para medir a sua galga (distância entre travas da telha).3 .2x5.3. Os caibros são colocados com uma distância máxima de 0.50m (eixo a eixo) para que se possam usar ripas comuns de peroba 1x5.00 5x6 1. Portanto. iniciando-se com duas ripas sobrepostas de forma a compensar a espessura da telha.0x5.80 2.40 1. As ripas são pregadas com pregos 15 x 15 tomando-se o cuidado de não rachá-la.90 1.7).d) Caibros Os caibros são colocados em direção perpendicular as terças. Estes vãos são para as madeiras secas.00m usamos caibros de 5 x 6. As ripas são colocadas do beiral para a cumeeira. Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6. o carpinteiro prepara uma “galga” de madeira com a média da distância entre as travas da telha (Figura 6.50m.1: : • terças espaçadas até 2. para garantir o espaçamento constante das ripas. com o tipo de madeira e da telha. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6. O espaçamento entre ripas depende da telha utilizada.00 2.40 1.0cm (1.6). A bitola do caibro varia com o espaçamento das terças. Portuguesa ou plan 1.50 5x6 5x7 Colonial ou Paulista 1. Podemos também iniciar os beirais com uma testeira (tábua pregada na frente do caibro do beiral) eliminando nestes casos as ripas sobrepostas(Figura 6.20 2. São inclinados. • quando as terças excederem a 2. sendo que seu declive determina o caimento do telhado.

ou seja. Se for maior.0m. utilizamos sarrafos de 2. Cinco vãos. Cinco vãos.• • • Ajustar 6 telhas sobre os apoios considerando a situação de afastamento mínimo entre telhas medir o comprimento total mínimo Ctmin que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio.50 em 0. devemos. ou seja.7 .0m (peroba ou equivalente).5x5. 118 .0x5. Se este espaçamento for de 0.Detalhe da galga As ripas suportam o peso das telhas. De posse destas medidas calcular a galga média: Gmed = (Gmin + Gmax) /2 Gmax = Ctmax /5 Sendo: Gmin = Ctmin /5 e Figura 6. Reajustar os apoios para o afastamento máximo entre as telhas e proceder à medição do comprimento total máximo Ctmax que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio. portanto.50m.Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais Figura 6.6 . podemos utilizar as ripas 1. verificar o espaçamento entre os caibros.

com encaixes precisos.6. Para isso devemos saber: a) recorte: • r = recorte.Ligações e emendas Na construção das estruturas de telhado faz-se necessário executar ligações e emendas.12) • asna/pendural/linha (Figura 6.13) Figura 6. r ≥ 2 cm ou 1/8 h ≤ r ≤ 1/4 h h = altura da peça b) encaixes: • perna/linha (Figuras.9 .Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno.8 e 6.10) • pernas/pendural (Figuras 6.Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno.9) • escora/perna (Figura 6. 1992) Figura 6. 1992) 119 .3 .8 .11 e 6.1. 6.

Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno.10 . 1992) Figura 6. 1992) Figura 6.Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno.11 .Figura 6.12 . 1992) 120 .Detalhe da ligação entre a perna e a escora (Moliterno.

Figura 6.Figura 6.Detalhe da ligação entre a linha. com chanfros a 45° para o uso de pregos ou parafusos(Figuras 6.16).14).Detalhe da emenda das terças com pregos 121 . no sentido do diagrama dos momentos fletores (Figura 6.14 .Detalhe das emendas de uma linha de terças Figura 6. asnas e pendural (Moliterno.70 m.15 . 1992) c) emendas: As emendas das terças devem estar sobre os apoios.15 e 6. ou aproximadamente 1/4 do vão com no máximo de 0.13 .

Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6.deverá ser acrescido aos pontaletes. podemos apoiar em qualquer ponto.17 e 6. onde tudo é calculado.17 e 6. Entretanto nas lajes pré-fabricadas não devemos apoiar e sim realizar o apoio na direção das paredes (Figuras 6. Em construções residenciais. ter algumas precauções como: . . Nesses casos. devemos apoiar as terças em estruturas de concreto ou em pontaletes. Havendo necessidade de se apoiar um pontalete fora das paredes.a distância entre as terças deve ser igual à distância das mesmas quando apoiadas nas tesoura . Devemos ainda.16 . Nas lajes maciças. é necessário que se faça uma viga de concreto invertida para vãos grandes ou vigas de madeira nos vãos pequenos. Para isso.a distância dos pontaletes deve ser igual a das tesouras.Figura 6. Sendo assim. as paredes internas oferecem apoios intermediários.1. O pontalete trabalha à compressão e é fixado em um berço de madeira apoiado na direção das paredes. a laje recebe uma carga distribuída (Figuras 6. berço (de no mínimo 40 cm) para distribuir melhor os esforços.18).Telhado pontaletado Podemos construir o telhado sem o uso de tesouras. mãos francesas (nas duas direções do pontalete) ou tirantes chumbados nas lajes para dar estabilidade ao conjunto. 122 .4 . portanto. o custo da estrutura é menor.19).

Detalhe do berço para distribuição das cargas 123 .Apoio dos pontaletes em berços Figura 6.17 .Figura 6.18 .

antes do término.1.21).Figura 6. incline os pregos para que estes não penetrem paralelamente às fibras e sim o mais perpendicular possível a elas (Figura 6. pelo carpinteiro.Recomendações: .Quando o prego for menor do que a peça que ele tem que penetrar. quando os alinhamentos das peças são perfeitos. 124 .20). .Quando tiver que pregar a ponta de uma peça em outra.20 .Reconhece-se um bom trabalho de carpinteiro. O ideal seria o prego penetrar 2/3.Detalhe da fixação por pregos menores .Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6. Um madeiramento defeituoso nos dará um telhado ondulado e de péssimo aspecto. deve ser colocado em ângulo (Figura 6. Figura 6. . Coloque-o numa posição próxima e inclinada suficiente para que penetre metade de sua dimensão em uma peça e metade em outra. formando cada painel do telhado um plano uniforme. do madeiramento.Não devemos esquecer a colocação da caixa d'água.5 .19 .

assemelhando ao de um sino quando suspensas por uma extremidade e percutidas. onde o pó de argila se transforma em massa homogênea e sem impurezas.22 . é conveniente solicitar a orientação de um técnico do fabricante ou mesmo o uso de catálogos técnicos.1 .) são mais utilizadas em obras comerciais e industriais. poliéster etc. Para a sua utilização.21 . Só então é feita a primeira seleção e a primeira queima em forno a uma temperatura de 900° C.CERÂMICA As telhas cerâmicas têm início com a preparação da argila. Devem apresentar som metálico. não alinhar os pregos (Figura 6.22) * achatar um pouco a extremidade do prego * furar a madeira e depois introduzir o prego * pregar a madeira mais fina a mais grossa. Não devem apresentar deformações.2 .Figura 6. acessórios etc. a argila já misturada passa por uma moagem e por uma refinação chegando até a extrusora.2.Detalhe da fixação das ripas nos caibros .para evitar rachaduras na madeira.COBERTURA Neste capítulo iremos abordar as telhas cerâmicas as de concreto e fibrocimento por serem as mais utilizadas em obras residenciais.Fixação das ripas nos caibros 6. pois existem uma grande variedade de tipos e consequentemente de fixação. no caibro. Na próxima etapa. 6. devemos pregar da seguinte maneira: * no final de uma ripa. Essa massa passa pelas prensas de moldagem. e consiste na mistura de várias argilas. aço galvanizado. 125 . As demais telhas (alumínio. Figura 6. indo diretamente para a secagem.

quando forem do tipo canal. e deslocar de acordo com a medida da telha. As telhas são assentadas com o máximo cuidado e alinhadas perfeitamente. possuem numa das bordas laterais dois canais longitudinais (Figura 6. cobrindo sempre do beiral para a cumeeira. Ao cobrir. com arame galvanizado ou fio de cobre.defeitos ou manchas e atender as normas NBR9601-Telha cerâmica de capa e canal ou a NBR7172-Telha cerâmica tipo francesa. paulistinha. colonial. Algumas peças são assentadas com argamassa de cimento.002m³/m² de telhado. trincas empenamentos. Cada caminhão é considerado um lote e deve-se separar 20 peças para as verificações de suas propriedades com exceção da espessura que podemos separar 13 peças. As telhas cerâmicas devem ser estocadas na posição vertical. Podemos dividir as telhas cerâmicas em dois tipos: as planas e as curvas. e a do tipo escama (germânica). colocando duas ripas sobrepostas ou testeiras para regularmos a altura da 1ª telha (Figura 6. são planas e chatas. desvios geométricos em geral. em até três fiadas sobrepostas. esfoliações. As curvas do tipo capa e canal. desde a ponta do beiral até a cumeeira. É recomendado que as telhas sejam posicionadas simultaneamente em todas as águas do telhado. recomenda-se que as telhas sejam furadas para serem amarradas ao madeiramento. portuguesa. As somente canal. também chamadas paulista. plan. 126 .23 . É o que se chama de emboçamento das telhas. cal e areia no traço 1:2:8. No recebimento das telhas na obra não devem ser aceitos defeitos sistemáticos como quebras.23) e espigões e .6). usar régua em vez de linha.Acabamento da cumeeira Para inclinações de telhados acima de 45° . O consumo da argamassa é na ordem de 0. As telhas planas são do tipo francesa ou Marselha.24). para que seu peso próprio seja distribuído uniformemente sobre a estrutura de madeira. Figura 6. São as cumeeiras (obedecendo um sentido de colocação contrário ao do vento predominante) (Figura 6. a) Telha francesa ou Marselha Tem forma retangular. também as telhas dos beirais e oitões. romana. chamadas termoplan entre outras. rebarbas.

0 kg .Para encaixe.cumeeiras: 3un/m 127 .seca 54 kgf/m² . e 24 cm de largura .26 un por m² .Telha francesa ou Marselha b) Telha paulista Constituem-se de duas peças diferentes.peso unitario aproximado de 2.caimento: 33% a 35% .15 un por m² .25).caimento: 25% . que faz a cobertura dos espaços entre dois canais (Figura 6.Cumeeira: 3 un/ml Figura 6.dimensões ≅ 40 cm de comp. .65 kg .peso: 45 kgf/m² . cutelos em sentido oposto.tolerância ± 1 mm .peso unitario aproximado de 2.saturada .24 .dimensões: ≅ 46cm comp. cuja função é de conduzir a água e capa. nas bordas superiores e inferiores.peso: 69 kgf/m² . . (canal) 46 cm comp.tolerância ± 1 mm .saturada . canal. (capa) 18 cm largura (canal) 16 cm largura (capa) .seca 83 kgf/m² . Os encaixes em seus extremos servem para fixação e para evitar a passagem da água.

caimento: de 20 a 25% .peso unitario aproximado de 2.27). tem os cantos arredondados e a seção retangular (Figura 6.dimensões: 46cm comp.75kg .Telha Plan d) Telha romana e telha portuguesa A telha romana tem o mesmo formato que as telhas plan. (canal) 16cm largura (capa) 18cm largura (canal) . .26 .tolerância ± 1 mm Figura 6.26).seca 86 kgf/m² .saturada .Telha paulista c) Tipo plan Tem as características da telha paulista. A portuguesa é igual à paulista (Figura 6.25 . mas melhoradas.cumeeiras: 3 un/m .peso: 72 kgf/m² .26 un por m² . 128 .(capa) 46cm comp.Figura 6. somente que nesses tipos o canal é junto com a capa.

peso: 54 kgf/m² .28).caimento mínimo: 30% .5cm largura Figura 6.saturada Figura 6.peso: 48kgf/m² .caimento mínimo: 30% .seca 58 kgf/m² .seca 65 kgf/m² . .27 .15 peças por m² .30 telhas por m² 129 .28 .Telha Termoplan f) Telha germânica A montagem é feita em escamas de peixe com as seguintes características: .saturada . consegue um isolamento térmico e um isolamento de umidade (Figura ..Telha romana e Portuguesa d) Termoplan Como o próprio nome indica a termoplan através de dupla camada.0cm comprimento 21.dimensões: 45.16 peças por m² .

Figura 6.saturada .dimensões: 32.2. Vários fabricantes estão substituindo as fibras de amianto por outras fibras menos agressiva ao ser humano.29 .Telha Germânica 6.. e empilhá-las no máximo em três camadas na vertical.4 apresenta as dimensões padronizadas das telhas onduladas de fibrocimento.CONCRETO As telhas de concreto são compostas de aglomerantes.2 .0 cm de areia. Para outros modelos ou fabricantes devemos consultar o manual técnico correspondente.70 kg . as telhas de fibrocimento são largamente empregadas em edifícios comerciais e industriais. Para o seu armazenamento devemos preparar um lastro de 5.peso: 49 a 54 kgf/m² . agregados e óxidos que são responsáveis pela sua coloração.peso unitário: 1. para evitar o apoio da mesma com o solo.caimento mínimo: 30% . São fabricadas com mistura homogênea de cimento Portland e fibras de amianto.0cm largura • Os valores acima são para as telhas do tipo Tégula tradicional.caimento mínimo: 45% Quando for colocado isolante térmico. 130 . 6. calcular ventilação do forro. Pelo baixo custo dos telhados executados com telhas onduladas de fibrocimento são também utilizadas em construções unifamiliares. . as telhas de concreto apresentam uma espessura média de 12 mm e resistência mínima a flexão de 300 kg.2.0cm comprimento 30.475g . Segundo informações do fornecedor. A Tabela 6.5 peças por m² .3 – TELHAS ONDULADAS DE FIBROCIMENTO Juntamente com as telhas de aço galvanizado.seca 57 a 60 kgf/m² .peso unitário aproximado de 4.10.

66 As telhas onduladas de fibrocimento são fixadas em estrutura de madeira.83 1.30 – Inclinação e caimento de telhados retos Na Tabela 6.Tabela 6.30). As telhas devem ser armazenadas em pilhas de até 35 unidades.2. 6.83 m (6.44 – 3.4 – Dimensões das telhas onduladas de fibrocimento Espessura (mm) Comprimento (m) Largura (m) 5.05 – 3. parafusos e grampos de ferro zincado. sendo um no centro e os outros a 10 cm de cada borda.4 – Inclinação (αº) e caimento ou declividade (%) dos telhados A inclinação (ângulo α) é o ângulo que plano de cobertura faz com a horizontal e o caimento ou declividade de um telhado é a tangente trigonométrica da inclinação.10 2. conjuntos de vedação e arruelas. Para as telhas com comprimento superior a 1.5 – Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 131 . metálica ou de concreto através de acessórios compostos por ganchos. 6 e 8 0. fornecidos pelo fabricante.0mm) deve-se colocar uma terça intermediária de apoio.5 estão relacionadas às correspondências entre inclinação (αº) e o caimento ou declividade (D%) de um telhado reto. apoiadas em três pontaletes.53 – 1. Tabela 6. indicada pela letra d (d = h/l = tang α %) (Figura 6. O caimento mínimo é de 20% ou aproximadamente 11o. Figura 6.91 – 1.22 – 1.13 – 2. Portanto é aconselhável consultar os fabricantes e seus catálogos técnicos. O recobrimento lateral é de ¼ de onda e o recobrimento longitudinal de no o mínimo 14 cm para caimentos maiores de 15 e 20 cm para recobrimentos menores o de 15 . NOTA: Existem outras telhas de fibrocimento com seções diversas e capazes de vencer grandes vãos.0mm) e de 2.13m (8.

0m 132 .23 26. fazendo com que as águas retornem.0 35.0 45.60 45.αº 1.70 5.0 100. Tabela 6. o caimento mínimo deve ser conseguido na posição onde o telhado estiver mais selado (Figura 6.6). as águas pluviais ganham uma velocidade maior no seu início (cume) e perdem no seu final (beiral). O ponto de transição é onde o telhado é mais selado.Inclinações mínimas para telhados selados com vão até 8.0 25. Os caimentos citados em cada tipo de telha deste capítulo relacionam-se a telhados retos. também chamadas de Ponto de Cobertura é a relação entre a altura máxima da cobertura e o vão. Portanto.6 – Ponto de Cobertura Ponto 1:2 1:3 1:4 1:5 1:6 1:7 1:8 Designação Ponto meio Ponto terço Ponto quarto Ponto quinto Ponto sexto Ponto sétimo Ponto oitavo Inclinação 45º 33º40’ 26º30’ 21º48’ 18º35’ 15º50’ 14º04’ Declividade 100% 66% 49% 40% 33% 28% 25% O ponto é considerado alto a partir de 1:3 (inclinação acima de 33º40’) ou declividade maior do que 100%. As inclinações dos telhados selados devem no mínimo seguir a Tabela 6.0 A altura das cumeeiras.0 αº 18.0 d%) 33. infiltrando parte das águas nos telhados.0 50.72 d%) 3. Os cuidados devem ser redobrados quando os telhados forem selados também chamados de corda bamba.0 15.0 30.0 20.17 21.48 24.0 10.31).31 . Devido ao seu traçado.7: Figura 6.04 16. O ponto varia de 1:2 a 1:8 nos telhados (Tabela 6.0 40.31 14.35 19.60 11.70 8.

44 1.Detalhe da estrutura de um telhado selado 6.0 2.05 1.0 3.0 y2 (m) 0. quanto a sua largura.52 3. as mesmas são "cortadas" em medidas padrões denominadas corte podendo ser: Corte: 10 . águas furtadas.33 1.0 7. Ou ainda podemos utilizar ripas sobrepostas ao invés de caibros.00m de comprimento.88 1.85 1.84 Na execução da estrutura de um telhado selado os caibros são seccionados e presos nas terças proporcionando assim a configuração "corda bamba" (Figura 6.0 x1 (m) 1.0m x (m) 3.5 2.32). para maior aproveitamento das chapas e ou bobinas.5 3.5 2.0 4. As chapas galvanizadas geralmente medem 1.00m e 1.0 8.32 .00 133 .64 0. pingadeiras) evitando com isso as infiltrações de águas de chuvas. Figura 6. tendo como função a drenagem das águas pluviais (calhas. e para reduzir o preço das peças.1.5 4.05 2.75 2. águas furtadas.52 2.20 1.Tabela 6.20m de largura por 2. Os sistemas de captação de águas pluviais podem ser encontrados em PVC para as calhas e condutores ou executados em chapas galvanizadas para as calhas.08 3.0 ou 1.Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8.25 .5 3.0 5.60 x2 (m) 1.0 y1 (m) 0.30 -33 -39 ou 40 . Sendo as ripas mais finas se amoldam melhor na curvatura do telhado selado. Portanto.5 4.28 .7 . rufos e pingadeiras.60 .20m de largura e comprimento variável.60 0.50 .0 2.3 – SISTEMA DE CAPTÇÃO DE ÁGUAS PLUVIAIS São os complementos das coberturas.0 6. mais para a confecção das calhas o que se utiliza é a bobina de chapa galvanizada (pois diminui o número de emendas) e mede 1.45 0.24 y (m) 1.20 .08 1.0 3.15 .12 .75 . condutores) e arremates (rufos.

para especificar um sistema de captação de águas pluviais. Tipos de calhas: • • • coxo platibanda moldura a) .2m de largura).Os cortes mais utilizados para as calhas são o corte 33 e 50 (para as chapas de 1. 40 e 60 (para as chapas de 1.3. Quanto menor é o número da chapa mais espessa ela é.Calha tipo coxo 134 . devemos mencionar a espessura da chapa denominada de “número” podendo ser: Chapa nº: 28 – 26 – 24 – 22 – 20 etc.33 .0m de largura) e o corte 30. É geralmente confeccionada com chapa galvanizada nº 26 e 24. Além do corte.coxo: Figura 6. A espessura de chapa galvanizada mais utilizada é a 26 e 24 para as calhas e águas furtadas. 28 e 26 para os rufos e pingadeiras.1 Calhas São captadoras de águas pluviais e são colocadas horizontalmente. Partes constituintes do sistema de captação de águas pluviais: 6.

3.34 .36 .Calha tipo moldura 6.b) .35 . São confeccionadas.platibanda Figura 6.moldura Figura 6. com chapas galvanizadas nº 26 e 24.2 Água furtada: São captadoras de águas pluviais e são colocadas inclinadas.Detalhe de uma água furtada 135 . como as calhas. Figura 6.Calha tipo platibanda c) .

uma fórmula empírica que nos fornece a área da calha "A" (área molhada).3 Condutores: São canalizações verticais que transportam as águas coletadas pelas calhas e pelas águas furtadas aos coletores.6. Entretanto podemos utilizar para pequenas coberturas.1 . Podem ser de chapas galvanizadas ou de PVC e devem ter diâmetro mínimo de 75 mm.3.DIMENSIONAMENTO 6. em certas cidades.4 . 6. A = [ n. a qual tem dado bons resultados.3.a (m²)] = cm² sendo: A = área útil da calha a = área da cobertura que contribui para o condutor n = significa o numero de áreas “a” que contribui para o condutor mais desfavorável. 6.Calhas: Para o dimensionamento preciso das calhas devemos ter dados dos índices pluviométricos da região o que dificulta.5 Rufos e Pingadeiras: Os rufos e as pingadeiras geralmente são confeccionados com chapa no 28 (mais finas) ou chapa n 26.4 Coletores São canalizações compreendidas entre os condutores e o sistema público de águas pluviais.3.37 .Detalhes da utilização dos rufos e das pingadeiras 6.4. devido ao difícil acesso a esses dados. 136 . Figura 6.

4º Se for pequena.Calha tipo platibanda 137 . Figura 6. mas sempre verificando as condições de adaptação da calha ao telhado.Áreas de contribuição para os condutores Para o dimensionamento das calhas devemos adotar o condutor mais desfavorável (aquele que recebe maior contribuição de água).38 Para esse dimensionamento devemos dividir o telhado conforme a Figura Figura 6. Exemplo: Figura 6.39 .38 .Divisão do telhado em áreas "a" 1º necessitamos de uma calha com área útil de 50.6. adotar calha tipo platibanda.0 cm² 2º devemos verificar se é uma área grande ou não 3º Se for grande. podemos aumentar o nº de condutores ou adotar uma calha tipo coxo (a mais indicada para esses casos).40 .

Neste caso podemos utilizar o de maior dimensão para todos 2 .FORMAS DE TELHADOS 6.Beirais: Beiral é a parte do telhado que avança além dos alinhamentos das paredes externas. O do centro recebe a contribuição de 50m². Obs: 1 .5. 6. ∅ 75 mm = 42cm² e ∅ 100 mm = 80cm² Exemplo: No caso anterior temos três condutores de cada lado do telhado.Devemos evitar colocar condutores inferiores a 75 mm. Os da extremidade têm uma área de contribuição de 25cm².Figura 6. portanto.41 .2 .70 e 0.Condutores: Para o caso de condutores podemos considerar a regra prática: Um cm² de área do condutor para cada m² de área de telhado a ser esgotado.60.43).Calha tipo coxo Podemos neste caso adotar a calha tipo platibanda corte 33 devido a melhor adaptação ao trabalho e ter uma contribuição de água relativamente pequena. A calha coxo recebe uma contribuição de água maior (105cm2) 6. um ∅ de 100 mm. Podem ser em laje (Figura 6. 138 . 0. Ex.5 .00m. adotando. Podemos adotar um ∅ de 75 mm.1 . geralmente tem uma largura variando entre 0.80m. o mais comum é 0.42) ou em telhas vã (Figura 6.40 a 1.4.

5.44). sempre se coloca uma calha.Beiral em laje Figura 6. 139 .42 .Beiral em telhas vã 6. Neste caso.2 .Figura 6.Platibanda: São peças executadas em alvenaria que escondem os telhados e podem eliminam os beirais ou não (Figura 6. rufos e pingadeiras.43 .

44 . letra (B) .45).Figura 6. letra (C) 140 .Detalhe das platibandas 6. um divisor de águas.espigões .45 .as águas-furtadas ou rincões são receptores de águas inclinadas.Desenho das linhas de um telhado .os espigões são. porém inclinados.Linhas do telhado: Os telhados são constituídos por linhas (vincos) que lhes confere as diversas formas (Figura 6.a cumeeira é um divisor de águas horizontal e está representada na figura pela letra (A) .cumeeiras . As principais linhas são: . também.águas-furtadas ou rincões Figura 6.5.3 .

48 .O telhado pode terminar em oitão (elevação externa de alvenaria no formato da caída do telhado) ou em água.Telhados com uma água (Borges. portanto dois oitões. Figura 6. portanto sem oitões.5. temos um telhado com duas águas e.46.46 .Telhados com duas águas (Borges. ou um telhado de quatro águas.Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6. Na figura 6.47 . 1972) COM DUAS ÁGUAS: Figura 6.4 .Tipos de telhados COM UMA ÁGUA: Figura 6. 1972) 141 .

REGRA GERAL PARA DESENHO DAS LINHAS DO TELHADO O telhado é representado na mesma escala da planta. 142 . 6. 3 .Os espigões são as bissetrizes do Ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos externos. geralmente na escala 1:100.As águas-furtadas são as bissetrizes do ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos internos.6 .COM TRÊS ÁGUAS: Figura 6.50m. 1972) COM QUATRO ÁGUAS: Figura 6. Também é usual representá-lo na escala 1:200.Quando temos uma cumeeira em nível mais elevado da outra. Indicam-se por linhas interrompidas. 2 .50 .Telhado com quatro águas (Borges. 4 . no mínimo 0. fazemos a união entre as duas com um espigão.51). evitando muitas calhas que só trarão transtornos futuros. e facilidade de mão-de-obra. As águas do telhado ou os panos tem seu caimento ou inclinação de acordo com o tipo de telha utilizada. pois a cobertura deverá ultrapassar as paredes. 1972) Obs: Sempre devemos adotar soluções simples para os telhados pela economia. os contornos da construção. formando os beirais ou platibanda que são representados por linhas cheias. devemos lembra-nos de algumas regras práticas: 1 .As cumeeiras são sempre horizontais e geralmente ficam no centro. isto é. Ao projetarmos uma cobertura (Figura 6.49 .Telhados com três águas (Borges. e no encontro do espigão com a cumeeira mais baixa nasce uma água furtada.

8 – Fator de inclinação para os caimentos usuais % 10 15 20 25 30 33 35 40 fator 1.053 1. • Acrescentar de 5 a 10% Tabela 6.059 1.Perspectiva das linhas de um telhado 6.020 1.031 1.044 1.7 – CALCULO DAS TELHAS PARA COBERTURA PLANA Um método simples e prático para o calculo das telhas de um telhado plano pode ser realizado da seguinte maneira: • Calcular a área plana (incluindo o beiral) e multiplicar pelo fator de inclinação da Tabela 6.Figura 6.077 143 .51 .011 1.005 1. • Multiplicando a área inclinada pelo número de telhas por metro quadrado encontra-se a quantidade de telhas necessárias.8 determinando a área inclinada.

utilizando guarda-corpo com tela. Para que isso não ocorra devemos utilizar calhas de beiral (moldura).ANOTAÇÕES 1 – Noções de segurança: Evitar quedas de materiais e operários da borda das coberturas. 144 . 2 – Deve-se evitar sempre o caso de pano desaguando sobre pano. Instalar ganchos para fixação de cabos-guia para o engate do cinto de segurança. Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à cobertura.

• Especificar as ferragens adequadas para cada tipo de esquadria de madeira As esquadrias são componentes da edificação que asseguram a proteção quando a penetração de intrusos. • Nivelar e colocar no prumo os batentes. que é a peça fixada na alvenaria. caixilhos etc.ESQUADRIAS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo ideal de esquadrias verificando as suas vantagens e desvantagens.1 .Componentes das portas de madeira.1 . 7. ferro fundido. Figura 7. 7. onde será colocada a folha por meio de dobradiças. da luz natural e da água.C. Com a sua evolução. que é um acabamento colocado entre o batente e a alvenaria para esconder as falhas existentes entre eles (Figura 7. Com a revolução industrial apareceram as esquadrias metálicas (ferro.V. Os primeiros edifícios empregavam esquadrias de madeira. • Especificar corretamente o tipo de fixação dos batentes nas alvenarias e/ou estruturas.Portas Compõem-se de batente.ESQUADRIAS DE MADEIRA (CARPINTARIA) A madeira é um material bastante utilizado para a confecção das esquadrias como as portas.1). dado que a mão de obra era barata e o material abundante. janelas venezianas. A folha é a parte móvel que veda o vão deixado pelo batente e por fim a guarnição. alumínio) as de P.1.7 . 145 .1 . as esquadrias deixaram apenas de proteger e adquiriram também o lugar de decoração de fachadas.

Devemos marcar inicialmente o nível do piso acabado próximo aos montantes.3): Figura 7. Chamamos de vão livre ou vão de luz de um batente. 2 . Os batentes são assentados nos vãos deixados nas alvenarias.4). que já devem vir montados para a obra.2). 146 . a menor largura no sentido horizontal e menor altura no sentido vertical (Figura 7.0 a 14. chamado batente duplo. elevamos este nível em 1. tem espessura em torno de 4.a) . podemos proceder da seguinte maneira (Figura 7. Figura 7.Batente: Em geral é de peroba rosa. Para que isso ocorra.5cm.0m. O batente é composto de dois montantes e uma travessa (Figura 7.5cm e largura variando com o tipo de parede: se meio tijolo de 14.Para facilitar o assentamento.2 .Vão livre ou vão de luz Os batentes devem ficar no prumo e em nível. se tijolo inteiro 26. canafístula.0cm. angelim (comercial).2) + a espessura do batente e + uma folga de acordo com o sistema de fixação. canela. podendo ser também da mesma madeira da folha (especial). Esta é à medida que aparece nos projetos. Caso venha desmontado a sua montagem deve ser executada por profissional competente (carpinteiro).Detalhes da fixação dos batentes das portas 1 .3 . Estes vãos dependem do vão de luz ou vão livre da esquadria (Figura 7.

6 . Figura 7. e.5m no mínimo de dois em dois para possibilitar que toda a largura do batente seja fixada. igualar a marca de lápis com a linha.Marca-se nos montantes.5 em 0. 7 .Estica-se uma linha no referido nível. (assim se garante o nível). Geralmente a fixação por parafusos é utilizado em alvenarias estruturais ou mesmo para fixar batentes em estruturas de concreto armado.Aprumar os dois montantes. Nestes casos o prumo e as dimensões são mais precisos (não se tem a necessidade do requadro) e também não é aconselhável a quebra da alvenaria ou do concreto para a fixação dos batentes (Figura 7.08m. espuma de poliuretano ou sobre contramarco.No assentamento do batente. ficando o vão da travessa até o piso acabado em 2.3 .Depois de aprumado e nivelado.5).4). Os batentes são fixos nos vãos da alvenaria através de pregos. 5 . O chumbamento é realizado com uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 em aberturas previamente realizadas nas alvenarias e umedecidas (Figura 7. 147 . (este procedimento é feito para evitar o empenamento dos montantes). a alvenaria deve estar requadrada (no caso de alvenaria de vedação convencional). portanto de 1 a 2 cm embutido no piso. 4 . Na fixação com pregos se utiliza o prego 22 x 42 ou o 22 x 48 colocados de 0. com lápis a medida de 1.09 ou 1. coloca-se cunhas de madeira para o travamento do batente e posterior fixação.09 ou 2. parafusos. sem folga entre a alvenaria e o batente. ou seja.4 . Utilizam-se parafusos com bucha dois a dois e de 50 em 50 cm ou em “zig e zag” espaçados em torno de 20 cm.08m da travessa para o "pé" do batente. para dar melhor acabamento.Detalhes da fixação dos batentes por pregos Na fixação por parafusos.

Figura 7.Para vedar os parafusos podemos utilizar cavilhas de madeira ou massa para calafetar (Figura 7. requadrar primeiramente o vão da esquadria deixando uma folga aproximadamente de 1. E os batentes por parafusos no contramarco. em torno de todo o batente com o auxílio de um aplicador (pistola). em geral. Deixar secar por uma hora. Figura 7.0cm para possibilitar a colocação da espuma.6). é constituída pela utilização de travessa e montante de pequena espessura.5). depois pode cortar para dar o acabamento final (Figura 7. em 6 pontos sucessivamente. A espuma poderá ser colocada em faixas de aproximadamente 30 cm. Não alisar a espuma. fixado à alvenaria através de pregos ou parafusos.5 . 148 .6 .Detalhes da fixação dos batentes por parafusos Na fixação dos batentes com espuma de poliuretano expansiva.Detalhes da fixação dos batentes por espuma de poliuretano A fixação por contramarco.

Folha: É a peça que será colocada no batente por intermédio de. ela deverá parar em qualquer posição que você deixá-la. A folha externa deverá ser mais reforçada e de melhor acabamento. o acabamento nunca é perfeito. Figura 7. Alguns cuidados devemos ter na escolha das folhas compensadas como: Se ela vai ser pintada ou envernizada (a folha para verniz é de melhor acabamento). Muitas vezes. pois os batentes somente serão colocados no final da obra. com almofadas. A guarnição é pregada com pregos sem cabeça 12x12. (revestimentos. (para que a guarnição fique assentada corretamente) devemos realizar um rebaixo na mesma evitando assim que ela fique desalinhada com o revestimento e o batente. etc.7 . b) . abrasões. As folhas compensadas devem ser "encabeçadas" (acabamento dos montantes maciços) evitando assim a vista do topo da chapa compensada.Este sistema é o ideal. Cuidado maior devemos ter nos ambientes providos de azulejos ou revestimentos cerâmicos. no mínimo.7). protegendo-os. geralmente maciça. Devemos utilizar a guarnição para dar arremate e esconder esse defeito (Figura 7. As travessas das folhas devem ter largura suficiente para poder cortar sem aparecer o núcleo. choques. das avarias geralmente sofridas durante a execução dos serviços. Podem ser lisas. envidraçadas etc. Os montantes das folhas devem ter largura suficiente para proporcionar a fixação das dobradiças e fechaduras.Detalhe da fixação das guarnições 149 . O núcleo das folhas compensadas deve ser constituído por sarrafos ou colméias que formem poucos vazios. portanto. Para se verificar se a folha foi bem colocada.Guarnição: Na união do batente com a parede. c) . três dobradiças de 3"x 3 1/2" para as folhas compensadas e quatro dobradiças para as folhas maciças recebendo posteriormente a fechadura. OBS.

1.tipo gorge (porta interna) .Porta Balcão São portas que comunicam dormitórios com o terraço ou sacada.de cilindro (porta externa) . Podem ser consideradas como um misto de porta e janela.Tipos de fechaduras para as portas As fechaduras devem ser colocadas sem danificar as folhas. . Compõem-se internamente por folhas de abrir ou de correr.9). Porta.8): .2 . temos as fechaduras que podem ser (Figura 7.p/ portas de correr Figura 7. porque permite a iluminação e a ventilação.Ferragens: Além das dobradiças. 7. envidraçada (caixilho) e externamente de venezianas (Figura 7.c.8 . porque permite comunicação entre dois ambientes e janela. mais modernamente em qualquer ambiente. com bom acabamento e sem deixar folgas quando as folhas estiverem fechadas. Podendo ser de duas ou quatro folhas.c) . 150 .de w.

devem ser completamente estanques à passagem da água.3 . de forma a permitir que a água escoe e seja lançada para o exterior. deverão ser previstos dispositivos que garantam a estanqueidade à água entre os perfis e partes fixas ou móveis. poderão ser projetadas de forma a promover isolamento sonoro do ruído externo. Nas janelas. portanto os materiais que as constituem deverão ser cuidadosamente escolhidos visando à manutenção. As janelas. O modelo da esquadria deve ser adequado ao clima da região e os materiais que as compõe deverão ser de pouca absorção de calor. Os componentes mecânicos as folhas móveis bem como os dispositivos devem ser operados com o mínimo de esforço. utilizando vidros duplos. e as guarnições. Portando. canafístula. caso haja necessidade.9 .Batentes: Geralmente de peroba rosa.1. apenas de caixilhos (ambientes sociais). são fixos às alvenarias da mesma forma dos batentes das portas. as janelas estarão sujeitas às condições ambientais. a) . Uma vez instalada. exceto nas varandas. ou ainda janelas com caixilhos e venezianas (ambientes íntimos).Janelas As janelas sempre devem comunicar o meio interno com o externo.10). com dois montantes e duas travessas uma superior e outra inferior (Figura 7. drenos nos perfis que compõe a travessa inferior. mesmo tendo aberturas para passagem do ar. 151 . angelim.Porta balcão 7.Figura 7. As janelas de madeira podem ser compostas por batentes. canela.

basculantes. c) . geralmente em nº de dois. fixas às paredes por carrancas (Figuras 7. Ou através de roldanas ou roletes nos caixilhos ou nas venezianas de correr (Figura 7. Na posição normal.Caixilhos: Podem ser de abrir.Figura 7. não cabendo nesta apostila maior detalhe. As venezianas e os caixilhos de abrir são fixas por dobradiças (3"x3"). Utilizam dois levantadores e duas borboletas para fixá-las na posição superior. são trancadas por cremona. serem de abrir ou correr. de dois. para que as venezianas possam abrir totalmente (Figura 7. Para isso devemos utilizar janelas de batentes duplos ou ainda batente simples. e quando abertas. mas com venezianas de quatro folhas. utilizam duas dobradiças por folha (3"x3"). dois roletes por folha móvel e trincos ou fechaduras.14). 152 . e as palhetas que preenchem o quadro. mas com dobradiças especiais chamadas palmela.11). Os caixilhos de abrir. de correr. quando desejamos abri-la. Devemos tomar cuidados quando colocamos as janelas em paredes de um tijolo. Utilizam trilhos metálicos. Os caixilhos basculantes já vêm montados de fábrica. As venezianas podem ter duas folhas (mais comum).12 e 7. o inferior é o caixilho interno e o superior externo. inferior e superior. cremona e vara. quatro folhas ou mais.Batentes das janelas b) .Venezianas: Permite a ventilação mesmo quando fechada. Cada folha de veneziana é composta de dois montantes e duas travessas: superior e inferior. que nesses casos são dois de correr e dois fixos.10 . ou venezianas de duas folhas. pivotante ou guilhotina. Os de correr podem ser em nº de quatro. Quando fechadas.13 e 7.15). Os caixilhos guilhotina são em nº.

Caixilho de correr 153 . escritórios.13). áreas de serviço etc.1. ou seja.Detalhes da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo d .Guarnições: Têm as mesmas funções e detalhes de fixação das colocadas nas portas.11 .12 . nas áreas sociais.4 .Janelas compostas apenas de caixilhos: Geralmente de correr (Figura 7. Figura 7.Tipos de janelas de madeira. utilizadas nas salas. 7.Figura 7. a). e basculantes nos WCs.12) ou de abrir (Figuras 7.

14 . veneziana de correr com caixilhos de correr (Figura 7.16).Caixilho de abrir b) .Figura 7.Venezianas de correr com caixilhos de correr 154 .13 .Janelas venezianas e caixilhos: Podem ser compostas de: venezianas de abrir com caixilhos guilhotina (Figura 7. Figura 7.15 .Venezianas de abrir com caixilhos guilhotina Figura 7.15) ou veneziana de abrir com caixilho de abrir (Figura 7.14).

Venezianas de abrir com caixilhos de abrir c) .1.60m .1.Janela tipo Ideal 155 .Janela tipo Ideal: Compõem-se normalmente de duas partes: vidraça e veneziana. Este movimento existe tanto para a parte das vidraças como para a parte das venezianas.17 .30m . o inferior desce.1.30m .20m (pode-se conseguir = 1. sendo que enquanto o painel superior sobe.16 .1.00m . largura livre: 1. As dimensões padronizadas são: altura livre: 1.00m .90m (cada corpo). Figura 7.10m . cada uma delas em dois painéis que são movimentados simultaneamente.1.40m).1.Figura 7.

Não podem ter contato com o reboco. T. utilizam-se grapas. 7. I. apresenta muitas vantagens sobre o ferro. maior durabilidade. A principal vantagem das esquadrias de ferro é o custo baixo. são utilizados. chatos. não sofre alteração na estrutura e não necessita de pintura. Podem ser também de alumínio. a possibilidade de o ferro ser facilmente moldado.Janela de enrolar Figura 7. quadrados ou redondos. não oxida.ESQUADRIAS DE METAL (SERRALHERIA) Podem ser de ferro. Depois. em chapa etc. com resíduos aquosos (infiltração de laje).1 . Para a junção das diversas peças. A desvantagem está no custo e no cuidado com a manipulação das esquadrias anodizadas na obra.Janelas: Podem ser:156 .17). A principal desvantagem é a rápida oxidação. Descrevemos neste item as esquadrias de ferro. rebites ou soldas.2. não perde o brilho. L.d) . chumbadas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 7.18 .2 . e para sua fixação na alvenaria. O contato desses materiais com as esquadrias causa danos irreversíveis. com ácido muriático e fluorídrico (na limpeza de final de obra). utilizando peças perfiladas U. O alumínio se for anodizado.Janela de enrolar 7. portanto devem ser protegidas.

Detalhe do caixilho tipo basculante 157 . Figura 7.Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos b) . Só se justifica o seu emprego quando a ventilação for obtida por outra janela.19). A báscula é um painel de caixilho que gira em torno de um eixo horizontal.Basculantes: Permitem a entrada de luz e ventilação.19 . O conjunto de báscula.a) . pode ser acionado por uma única alavanca (Figura 7. Figura 7. do mesmo caixilho.20 .20).Fixas: São aquelas que só permitem a entrada de luz (Figura 7.

60x0. São fabricadas em chapas de ferro e perfis ou mesmo em alumínio.70m etc.50x0. pelo seu baixo custo em relação a de madeira.Matajuntas em ferro L com pingadeira.Podem ser colocadas no caixilho fixo. .21 .Ferro T de contorno de parte fixa.60m. Figura 7. .Caixilho máximo ar d) . .Orelha de alavanca. O comprimento das básculas não deve ser superior a 1 metro. Os caixilhos basculantes são compostos por: . sob pena dela se enfraquecer. . Permite-nos uma maior área de ventilação e seus quadros são de grande tamanho. c) . a colocação do vidro.Maxim-air (Máximo-ar) e de empurrar: São as mais utilizadas nos dias de hoje. Caso se deseje maior. São compostas de duas venezianas de correr e duas venezianas fixas para o lado externo e internamente. simples ou em arabesco. sendo sua abertura para o exterior (figura 7.Janelas Venezianas: As janelas do tipo veneziana.21). ficando no caixilho móvel.Geralmente o caixilho basculante é composto de uma parte fixa e outro móvel. devemos compor as básculas. 0. grades de segurança.70x0. 0.22). 158 . fácil colocação e por serem fabricadas em diversas dimensões. 0.Vareta de alavanca. ganharam grande mercado atualmente.Ferro L de contorno externo. . dois caixilhos de correr e dois fixos.Ferro L das básculas. onde se colocam os vidros (Figura 7.50m.

23 .22 .Caixilho de correr g) .Persianas de projeção: São fabricadas por indústrias especializadas em alumínio ou aço zincado. São construídos de um quadro em ferro L munido de grapas e de folhas de abrir também em ferro L. e bandeiras (basculantes ou não) (Figura 7.23).24) 159 . Figura 7.Janela veneziana e) . cuja abertura se dá em torno de dobradiças. f) . Podem também ser compostas com venezianas de chapa. que deslizam lateralmente apoiadas sobre trilhos e que receberão os vidros. O fechamento se dará mediante a aplicação de cremona.Figura 7. funcionando como uma porta.de abrir: São compostas de folhas.de correr: São compostas de folhas . (Figura 7.

e os postigos são de abrir e desempenham o papel de permitir a ventilação do vão. Acima de 1. Cada folha compõe-se de almofada e grade na parte externa e postigo na parte interna.60m e máxima 1. b) .3 – ESQUADRIAS DE PVC As esquadrias de PVC cada vez mais vêm conquistando uma parcela do mercado da construção civil. No quadro do postigo é que se colocam os vidros.Portas: São utilizadas basicamente para portas externas.10m. A principal vantagem das esquadrias de PVC é a grande resistência mecânica garantida pela alma de aço e pelos seus acessórios como roldanas.de abrir: Podem ser de uma ou mais folhas. a) . Cada folha deverá ter a largura mínima de 0.2. A grade poderá ter desenho variado. mesmo com a porta fechada. cremonas.Figura 7. 7. maçanetas etc.de correr: Assemelha-se ao caixilho de correr.10m devemos usar duas folhas.2 . O postigo apenas ocupa a área da grade. A almofada é geralmente feita em chapa nº16.24 . as folhas deslizam suspensas por roldanas na parte superior e orientadas por um guia no piso. para evitar peso excessivo nas dobradiças. 160 .Venezianas de projeção 7.

1 – Portas Figura 7.4.26 .7.4 .2 – Janelas Figura 7.REPRESENTAÇÃO DE PORTAS E JANELAS (GRÁFICAS) 7.Representação das portas em planta e vista 7.Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 161 .4.25 .

27 .Representação dos caixilhos de empurrar e guilhotina Figura 7.Figura 7.29 .28 .Representação dos caixilhos de correr e de abrir Figura 7.Representação dos caixilhos pivotante 162 .

20 x 1.60 x 0.00 x 1. catálogos ou ainda a visita de um técnico especializado.20 0.20 c) Vitrô de Correr com bandeira basculante) 1.80 1.20 2.40 x 1.20 1.00 x 1..50 x 1.50 x 1.10 em madeira ou metal.10 0.20 163 .00 x 2.5 – ALGUMAS DIMENSÕES (COMERCIAIS) 7.00 1.Dimensões das janelas a) Venezianas 1.60 0. solicitar ao fabricante desejado.00 x 0.20 x 0. de perfis.:As esquadrias de alumínio e de PVC não serão descritas nesta apostila. Havendo necessidade de utilizar as esquadrias de alumínio ou PVC.00 x 0.80 x 1.80 x 1.Dimensões das portas 0.00 x 1. fixação.2 .80 1.20 x 1.2 .80 0.00 0.50 0.00 1.20 1.60 x 0.50 x 1.50 x 1.20 x 0.Representação dos caixilhos tipo Ideal OBS.20 1.70 x 2.00 1.80 x 0.20 2.60 x 1.20 1.20 1.1 .00 1.60 0.20 x 1.40 x 1.60 1.10 1. devido ao fato de serem industrializadas e portanto.00 0. 7.00 x 0. os manuais técnicos.5.50 x 0. para dirimir possíveis dúvidas.50 e) Vitrô redondo ∅ 60 ∅ 80 c) Vitrô de Correr (com bandeira fixa) 1.40 0.80 2.00 1.40 x 1.70 x 0.80 x 1.Janelas: Tabela 7.80 x 0.00 x 1.00 x 1.20 b) Basculante 0.00 2.60 x 1.50 x 1.5.80 x 1.20 1.50 x 0.20 2.50 x 1.70 0.60 x 1.20 x 1.20 2. etc.10 0.00 x 1.50 x 1.60 x 0.20 1.10 1.20 2.00 1.20 x 1.Figura 7.40 x 0.00 1.50 0.20 x 1.20 1.60 1..00 x 1.10 0.00 x 1.80 x 1.00 1.1 .70 x 0.60 x 0.30 .Portas: Tabela 7. cada indústria detém um sistema.20 1.00 2.00 x 1. 7.60 2.20 x 2.00 1.20 x 1.40 0.00 2.00 x 1.80 x 2.00 1.90 x 2.00 x 1.00 x 1.20 x 1.60 1.00 1.00 x 0.20 1.20 1.00 1. acessórios.50 0.50 x 0.80 0.60 1.20 x 1.20 2.80 1.00 x 0.60 x 2.

4) Dificultam a colocação de tela e/ou grade e/ou persianas se as folhas abrirem para fora . vidro. mesmo com chuva sem vento. 2) Pequena projeção para ambos os lados não prejudicando as 2) Reduzida estanqueidade. Desvantagens 1) Vão para ventilação quando aberta totalmente é 50% do vão da janela. 2) Dificuldade de limpeza na face externa. 1) As mesmas vantagens da janela tipo de correr caso as folhas tenham sistema de contrapeso ou sejam balanceadas. GUILHOTINA PROJETANTE PROJETANTE DESLIZANTE 1) Todas as desvantagens da janela tipo projetante quando não utiliza braço de articulação de abertura até 90° . caso contrário as folhas devem ser retentores no percurso das guias nos montantes do marco 1) Não ocupa espaço interno 2) Possibilita ventilação nas áreas inferiores do ambiente. 4) Permite telas e/ou grades e/ou persianas quando as folhas abrem para dentro. 1) Dificuldade de limpeza na face externa. 3) Não acupa áreas internas ou externas (possibilidade de grades e ou telas no vão total). 2) Ventilação regulada conforme abertura das folhas. a quebra dos cabos ou a regulagem do balanceamento constitui problemas. 3) Libera parcialmente o vão. 1) Caso as janelas tenham sistemas de contrapeso ou de balanceamento. 3) Fácil limpeza na face externa. 4) Possibilita a movimentação de ar em todos os ambiente. 4) Possibilita a movimentação de ar em todo o ambiente. 3) Quando utiliza pivôs com ajuste de freio. 1) Todas as vantagens da janela do tipo projetante. 2) Facilidade de comando a distância. 2) Não permite o uso de grades e/ou telas na parte externa. tanto na parte superior com na parte inferior.Características dos diversos tipos de janelas Tipos CORRER Vantagens 1) Simplicidade de manobra. 3) Vedações necessárias nas juntas abertas.7. 2) Dificulta a utilização de telas e/ou grades e/ou persianas. caso tenha panos fixos. 5) Impossibilidade de abertura para ventilação com chuva oblíqua. 2) Possibilidade de abertura até 90° (horizontal) devido aos braços de articulação apropriados. 3) Fácil limpeza. 1) Boa estanqueidade ao ar e à água. TOMBAR 1) Não libera o vão. áreas próximas a ela.3 . mesmo com chuva sem vento. 3) A abertura na parte superior facilita a limpeza e melhora a ventilação. 1) Dificuldade de utilização de telas e/ou grades 2) Abertura de grandes dimensões com um único e/ou persianas.6 .COMO ESCOLHER UMA ESQUADRIA: Tabela 7. 1) Ocupa espaço caso as folhas abram para dentro. mesmo com chuva sem vento. 3) Boa estanqueidade. 2) Não é possível regular a ventilação 3) As folhas se fixam apenas na posição de máxima abertura ou no fechamento total. total. 2) Ocupa pouco espaço na área de utilização. permite abertura a qualquer ângulo para ventilação. pois a pressão do vento sobre a folha ajuda esta condição. o que permite o controle da ventilação. na totalidade do vão. (*) O eixo pivotante pode ser localizado no meio do plano da folha ou mais próximo de uma de suas bordas. 1) Janela que permite ventilação constante. 1) No caso de grandes vão necessita-se de uso de fechos perimétricos. ABRIR folha dupla ABRIR folha simples PIVOTANTE HORIZONTAL (REVERSÍVEL) (1) 1) Facilidade de limpeza na face externa. pivôs com ajuste de freio. 1) Ventilação boa principalmente na parte superior. PIVOTANTE VERTICAL (*) BASCULANTE 1) Facilidade de limpeza na face externa. 2) Dificuldade de limpeza na parte externa. mesmo com chuva 1) Não libera o vão para passagem sem vento. 164 . 2) Ocupa espaço interno caso o eixo seja no 3) Abertura em qualquer ângulo quando utiliza centro da folha. 2) Libera completamente o vão na abertura máxima. 2) As desvantagens já citadas das janelas de correr.

2 . devemos aplicar produtos de conservação da madeira para protegê-la do intemperismo. para criar a rosca na madeira. 6 – A qualidade de uma esquadria e seu funcionamento perfeito depende de uma colocação bem ajustada e da utilização cuidadosa das feramentas. evitando danificar a madeira durante o ajuste. 3 .ANOTAÇÕES 1 . 4 – Quando a esquadria de madeira é recebida na obra não deve apresentar desvios dimensionais além dos limites tolerados e muito menos teor de umidade acima do especificado.Aprumar os dois montantes. nos dois lados. 5 – Após a entrega da esquadria de madeira e antes de sua colocação. 165 .Na fixação das dobradiças os parafusos não devem ser martelados e sim aparafusados.Nos batentes fixos por parafusos. tampar o furo dos parafusos com cavilhas de madeira.

8. 166 . TETOS. Os revestimentos podem ser divididos em: argamassados e os não argamassados o que consiste em revestir as paredes. fuligem. Essa adequação esta relacionada com a limpeza da estrutura e da alvenaria.1 – PREPARO DOS SUBSTRATOS 8. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Analisar o tipo de revestimento que mais se enquadra para uma determinada superfície. impermeabilizar. substâncias gordurosas. cerâmicas. óleos desmoldantes nas estruturas e fungos. tornar as superfícies mais higiênicas (laváveis) ou ainda aumentar as qualidades de isolamento térmico e acústico. texturas entre outros. eliminação das irregularidades superiores. • Executar corretamente os pisos de concreto armado O revestimento é a fase da obra em que se faz a regularização das superfícies verticais (paredes) e horizontais (pisos e tetos). pontas metálicas e preenchimento de furos bem como aumentar a rugosidade para garantir boa aderência. MUROS E PISOS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. • Executar corretamente os diversos tipos de revestimentos. • Especificar a regularização adequada para um determinado piso. lavagem ou jateamento de areia. eflorescências ou outros materiais soltos.1 Na vertical A preparação do substrato (base) consiste em adequar a alvenaria para o recebimento da argamassa. Quando se pretende revestir uma superfície. Portanto devemos preparar o substrato. com gesso. essa limpeza visa eliminar elementos que podem prejudicar a aderência da argamassa. A limpeza da base deve ser feita com uma escova de aço. esgoto e gás deverão ser ensaiados sob pressão recomendada para cada caso antes do início dos serviços de revestimento. • Executar corretamente o assentamento dos pisos. todos os dutos e redes de água. • Especificar corretamente o tempo de cura de cada revestimento. como: pó.1. remoção das incrustações. Portanto os revestimentos são executados para proporcionar maior resistência ao choque ou abrasão (resistência mecânica). Precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência da argamassa de revestimento.REVESTIMENTO DAS PAREDES. barro. pedras decorativas.8 . graxas. ela deve estar sempre isenta de poeira. tetos e muros com argamassa convencional.

Deve-se também corrigir imperfeições da base preenchendo furos e elementos de alvenaria quebrados. O chapisco deve ser executado usando materiais e técnicas apropriadas para melhorar as condições de aderência da camada do revestimento à base ou substrato.0053m³ Deve ser lançado sobre o paramento previamente umedecido em uma única camada de argamassa pelo sistema convencional. Na alvenaria aplica-se o chapisco bem distribuído e fechado (convencional) aplicado com colher de pedreiro ou mecânicamente. criando uma superfície de rugosidade adequada e regularizando a capacidade de absorção inicial da base (FRANCO & CANDIA. aplica-se o chapisco. Pode ser acrescido de adesivo para argamassa. pedra ou concreto. 2005). e as estruturas de concreto devem ser previamente preparados mediante a aplicação de 167 .1a). E no caso de superfícies lisas. Consumo de materiais por cimento = 2. desempenado ou rolado. 1998b). A Figura 8. além da remoção de incrustações metálicas e de arames devem ser realizados.1b). pouco absorventes ou com absorção heterogênea de água.25 kg m² : areia = 0.1c) (CEOTTO et al. O chapisco é uma argamassa de cimento e areia média ou grossa sem peneirar no traço 1:3. devido a sua superfície porosa. um rolo de espuma (Figura 8. independentemente das características de seus materiais. (a) Convencional (b) Desempenado (c) Rolado Figura 8.1 – Diversas formas de aplicação do chapisco (CEOTTO. Na estrutura de concreto armado aplica-se o chapisco para concreto com desempenadeira dentada devendo o mesmo ser acrescido de adesivo para argamassa (Figura 8. 2005) Os tetos. O chapisco rolado pode ser aplicado tanto na estrutura como na alvenaria utilizando.A eliminação das irregularidades superiores como rebarba de concretagem e excesso de argamassa nas juntas. a fim de facilitar o revestimento posterior.1 ilustra as diversas maneiras de se aplicar o chapisco. dando maior pega. É um revestimento rústico empregado nos paramentos lisos de alvenaria. no mínimo 03 dias antes da aplicação do emboço (Figura 8.

podendo atingir até ± 8 cm. 3º-colocar tacos cujo nivelamento é obtido com o auxílio de linha. Devemos executar uma camada de preparação em concreto magro. Para aplicarmos o concreto devemos preparar o terreno. A cura do chapisco se dá após 3 dias após a sua aplicação. ou uma argamassa de regularização.1. Para termos uma superfície acabada de concreto plana e nivelada devemos proceder da seguinte forma (Figura 8. nos locais de passagem de veículos o lastro deverá ser no mínimo 7. 1:3:5 ou 1:3:6.0 cm. Quando se tem um aterro e este for maior que 1. Quando não se puder confiar num aterro recente. a) . nivelando e apiloado. apoiadas nas guias se retira o excesso de concreto. Em residências. podendo assim executar o emboço.2): 1º-determinamos o nível do piso acabado em vários pontos do ambiente. 5º-entre duas guias consecutivas será preenchido com concreto e passando a régua. 2º-descontar a espessura do piso e da argamassa de assentamento ou regularização.chapisco. Este chapisco deverá ser acrescido de adesivo para argamassa a fim de garantir a sua aderência Portanto a camada de chapisco deve ser uniforme. podendo usar o traço 1:2. não podemos fazêlo diretamente sobre o solo ou sobre as lajes ( exceto as lajes de nível zero). em camadas de 20 cm apiloadas. pois o terreno nunca estará completamente plano e em nível. que chamamos de contrapiso. convém armar o concreto e nesses casos o concreto é mais resistente (concreto estrutural). respectivamente. base ou lastro. com pequena espessura e acabamento áspero. ficando claro que o apiloamento não tem a finalidade de aumentar a resistência do solo mais sim uniformizá-lo.2 Na horizontal Todas as vezes que vamos aplicar qualquer tipo de piso.Lastro Os lastros mais comuns são executados com concreto não estrutural no traço 1:4:8. devemos executá-lo com cuidados especiais. 168 . podendo chegar até a ±10. 4º-entre os tacos fazemos as guias em concreto.0 cm.00m. A espessura mínima do contrapiso deverá ser de 5 cm. que se faz utilizando o nível de mangueira. 8. cimento cola ou cola.. 5:4.

no acabamento (aparecimento de manchas) e na estrutura do piso (empenamento. etc.Figura 8. que em certos casos poderá ser a própria argamassa de assentamento.).2 . cimento cola ou ainda quando a espessura da argamassa de assentamento exceder a 3. Utilizamos a argamassa de regularização quando os pisos forem assentados com cola. quando as mesmas não forem executadas com nível zero. Para o piso com pouca caída é aconselhável que a caída seja dada na argamassa de assentamento ou na de regularização. quando os pisos forem assentados pelo sistema convencional. devemos realizar uma argamassa de regularização. 169 .0cm. deverá ser feito um tratamento impermeável para que o piso não sofra danos na fixação (desprendimento do piso). promovendo assim as caídas. pois prejudica todo e qualquer tipo de piso. apenas devemos variar as alturas das taliscas. seja ele natural. cerâmico ou sintético. b) .Procedimento para nivelar sub-base do lastro Obs: Para o piso com grande caída o procedimento é o mesmo.Argamassa de Regularização Nos pavimentos superiores (sobre as lajes). Caso haja umidade. Neste caso a espessura da argamassa de assentamento não deve exceder a 3.0cm. Devemos ter cuidado quanto à umidade no contrapiso. Esse tratamento consiste em colocar aditivo impermeabilizante no concreto do contrapiso ou na argamassa de assentamento ou ainda a colocação de lona plástica sob o contrapiso. E utilizamos argamassa de assentamento para regularizar. pois o piso é assentado com a argamassa ainda fresca e a mesma perde volume comprometendo a planicidade do piso. Para cada tipo de piso existe um tipo mais indicado de traço de argamassa de regularização. como veremos na descrição de cada piso.

massa corrida. A areia empregada é a média ou grossa. ou seja. A partir da invenção do cimento Portland as argamassas sofreram uma evolução. O emboço é uma argamassa mista de cimento. na sua grande maioria. O consumo de cimento deve. por tijolos cerâmicos assentados e revestidos com argamassa de cal e areia.2. bem como apresentar boa aderência entre as camadas e com a base. Podem ser preparadas manualmente de acordo com a NBR 7200/98. sarrafeado. ser decrescente. pastilha. sarrafeado e desempenado.Emboço A argamassa utilizada para a regularização dos diversos substratos é chamada de emboço ou massa única ou ainda emboço paulista. e eram construídas.1. prumadas ou niveladas e com textura uniforme. gesso etc. etc. sendo maior na primeira camada. O revestimento é iniciado de cima para baixo. Nesta época as alvenarias eram utilizadas como vedação e como estrutura. Os revestimentos internos e externos devem ser constituídos por uma camada ou camadas superpostas. completamente seca. desempenado e feltrado (uma mão de massa ou massa única ) para receber a pintura. massa corrida. Para garantir uma boa aderência entre os demais revestimentos o acabamento superficial do emboço pode ser executado do seguinte maneira: • • • sarrafeado. conforme a superfície a ser aplicada. Normalmente o emboço trabalha como base para o reboco. esta absorverá a água existente na argamassa e da mesma forma se desprenderá. azulejo.2 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS TRADICIONAIS Os revestimentos argamassados são tecnologias construtivas que remontam seu uso desde a Idade Média. de preferência a areia média. contínuas e uniformes. cal e areia nas proporções indicadas na Tabela 8.. se lançarmos a argamassa sobre a base. já nas primeiras idades. resistir à ação de variação de temperatura e umidade. Com a adição do cimento. 8. A superfície deve estar previamente molhada. do telhado para as fundações. ideal para receber o revestimento final (reboco). A umidade não pode ser excessiva. em contato com a base. além disso. Por outro lado. As superfícies precisam estar perfeitamente desempenadas. De preferência devem ser preparadas por processo mecanizado. ideal para receber gesso. azulejo.1 Na vertical a) . 170 . Os revestimentos externos devem. preferencialmente.8. principalmente para as argamassas industrializadas. pois a massa escorre pela parede. devendo promover a boa ancoragem com eles e possuir uniformidade de absorção para que haja boa aderência entre as camadas. conseguiram ter sua resistência aumentada e a aderência às bases melhoradas.

na interna. (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5% Portanto.0 a 12.1) Assentamento da Taliscas (tacos ou calços) As taliscas são pequenos tacos de madeira ou cerâmicos. com saliências e reentrâncias que aumentam essa espessura.0 a 12. Para isso devemos fazer: a.0 a 3.0 1.5 2.0 1.0 1. Para conseguirmos uma uniformidade do emboço e tirar todos os defeitos da parede.0 2. ou preferivelmente.0 a 12.0 Pasta(1) de cal 1. Nas paredes externas. que assentados com a própria argamassa do emboço nos fornecem o nível (Figuras 8.0 2.0 . com argamassa de cal. As irregularidades da alvenaria são mais freqüentes na face não aparelhada das paredes de um tijolo. depois de seca. devemos seguir com bastante rigor ao prumo e ao alinhamento.5 1. principalmente o interno.0 3.5 8. resultando um painel de alvenaria.0 1.Tabela 8.0 a 4. No caso de tetos.0 11.0 3.3 e 8.0 a 10.0 11.0 1.5 a 3.0 2. além do consumo inútil.0 OBS.0 3. mista de cimento e cal.0 cal hidratada 2.0 1.0 1.0 a 10.0 1. deve ser executado com argamassa de cimento e cal. acima do nível do terreno. o emboço é executado com argamassa de cimento e recomenda-se a incorporação de aditivos impermeabilizantes. pois o seu excesso.0 3.no caso de execução de acabamento tipo barra lisa - Superfícies externas e internas - 1.0 a 4.0 11. corre o risco de desprender. 171 .1 -Traço do emboço para as diversas bases BASES Tipo MATERIAIS Localização Superfícies externas acima do nível do terreno cimento 1.0 3.0 1.5 2. Recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante Paredes Superfícies externas em contato com o solo. O emboço deve ter uma espessura média de 1.0 a 12.5 2. com argamassas mistas de cimento e cal.0 8.0 a 12.0 1.5 Areia (2) 8.4).0 a 10.0 1.0 11.0 11.0 8.0 1.5cm.0 a 10.0 9. o emboço de superfície externa. Infelizmente esta espessura não é uniforme porque os tijolos têm diferenças de medidas.0 (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água.0 a 12.0 11.0 2.0 a 10.0 1.0 8.5 1.0 1. em contacto com o solo.0 a 10. Superfícies internas Tetos (laje de concreto maciço ou laje mista) 1.

Sob esta linha.3).5m a 2m entre si. para poder utilizar réguas de até 2. com o auxílio de fio de prumo. É importante verificar o nível dos batentes. Figura 8.Assentamento das taliscas superiores nas paredes A partir da sua disposição na parte superior da parede.3 . pois os mesmos podem regular a espessura do emboço. Devemos ter o cuidado para que os batentes não fiquem salientes em relação aos revestimentos.4). recomenda-se a colocação das taliscas intermediárias em distâncias de 1. As taliscas (calços de madeira de aproximadamente 1x5x12cm. e nem tampouco os revestimentos salientes em relação aos batentes e sim faceando. quando forem colocadas as taliscas. favorecendo a sua aplicação. ou cacos cerâmicos) devem ser assentadas com argamassa mista de cimento e cal para emboço. com a superfície superior faceando a linha (Figura 8. devem ser assentadas outras na parte inferior (a 30cm de piso) e as intermediárias (Figura 8. A distância entre a linha e a superfície da parede deve ser na ordem de 1.No caso de paredes. é preciso fixar uma linha na sua parte superior e ao longo de seu comprimento.0m de comprimento.5cm. 172 .

Figura 8.4 - Assentamento das taliscas inferiores nas paredes

No caso dos tetos, é necessário que as taliscas sejam assentadas empregando-se régua e nível de bolha ao invés de fio de prumo. Ou através do nível referência do piso acabado, acrescentando uma medida que complete o pé direito do ambiente (Figura 8.5).

1.00 m

X

nível do piso acabado

Figura 8.5 - Detalhe da colocação das taliscas nos tetos utilizando o nível referencial.

173

1.00 m

X

a.2) Guias ou Mestras São constituídas por faixas de argamassa, em toda a altura da parede (ou largura do teto) e são executadas na superfície ao longo de cada fila de taliscas já umedecidas. A argamassa mista, depois de lançada, deve ser comprimida com a colher de pedreiro e, em seguida, sarrafeada, apoiando-se a régua nas taliscas superiores e inferiores ou intermediárias (Figura 8.5). Em seguida, as taliscas devem ser removidas e os vazios preenchidos com argamassa e a superfície regularizada. O sarrafeamento do emboço pode ser efetuado com régua apoiada sobre as guias. A régua deve sempre ser movimentada da direita para a esquerda e viceversa (Figura 8.6).

Figura 8.6 - Detalhe da execução das guias e do emboço

Nos dias muito quentes, recomenda-se que os revestimentos, principalmente aqueles diretamente expostos a radiação solar, seja mantidos úmidos durante pelo 174

menos 48 horas após a aplicação. Pode ser efetuado, por aspersão de água três vezes ao dia. O período de cura do emboço, antes da aplicação de qualquer revestimento, deve ser igual ou maior há sete dias. b) - Reboco Atualmente pouco utilizado o reboco é iniciado somente após a colocação de peitoris, tubulações de elétrica etc. e antes da colocação das guarnições e rodapés. A superfície a ser revestida com reboco deve estar adequadamente áspera, absorvente, limpa e também umedecida. O reboco é aplicado sobre a base, com desempenadeira de madeira e deverá ter uma espessura de 2 mm até 5 mm. Em paredes, a aplicação deve ser efetuada de baixo para cima, a superfície deve ser regularizada e o desempenamento feito com a superfície ligeiramente umedecida através de aspersão de água com brocha e com movimentos circulares. O acabamento final é efetuado utilizando uma desempenadeira com espuma (Figura 8.7). É extremamente importante, antes de aplicar o reboco, que o mesmo seja preparado com antecedência dando tempo para a massa descansar. Esse procedimento é chamado de "curtir" a massa e tem a finalidade de garantir que a cal fique totalmente hidratada, não oferecendo assim danos ao revestimento.

Figura 8.7 - Detalhe da aplicação do reboco

O reboco é constituído, mais comumente, de argamassa de cal e areia no traço 1:2, ou como apresentado na Tabela 8.2:

175

Tabela 8.2 - Traços do reboco BASES MATERIAIS
Tipo Localização Superfícies externas acima do nível do terreno Superfícies externas em contato com o solo. cimento 1,0 cal hidratada 1,0 Pasta(1) de cal 1,0 Areia (2) 2,0 a 3,5 1,5 a 3,0 3,0 a 4,0 OBS. recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante

Paredes

Superfícies internas inclusive paredes de banheiros, cozinhas, lavanderias e ixeiras, acima de 1,60m de altura.

-

1,0 -

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Superfícies internas 1,0 de paredes de banhei ros, cozinhas, lavanderias e lixeiras, até 1,60m de altura Tetos Superfícies externas 1,0 e internas (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5%.

-

3,0 a 4,0

no caso de pintura da superfície revestida com tinta à base de resina epóxi, borracha clorada, etc...

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Podemos utilizar argamassas pré-fabricadas, para reboco, que precisam ser fornecidas perfeitamente homogeneizadas, a granel ou em sacos. Cada saco deve trazer bem visíveis, as indicações de peso líquido, traço, natureza do produto e a marca do seu fabricante. Outros materiais aglomerantes e agregados podem ser empregados, como as massa finas acondicionada em sacos de aproximadamente15kg, que são misturados na obra com a cal desde que satisfaçam à especificações necessárias de uso. Em condições normais é um pouco mais dispendioso do que a argamassa preparada na obra, mas quando não se tem espaço suficiente para peneirar, secar e "curtir", a massa é vantajosa. c) – Chapisco para acabamento O chapisco pode ser aplicado como revestimento rústico, para acabamento externo, podendo ser executado com vassoura ou peneira para salpicar a superfície. Neste caso, é aplicado sobre o emboço podendo ser aplicado mais de uma camada, de modo a cobrir o substrato. As peneiras utilizadas na construção civil são as mesmas da agricultura e são denominadas peneiras de fubá, arroz, feijão, café etc. Para um acabamento mais fino se utiliza a peneira de arroz, para um acabamento mais rústico a de feijão. A função da peneira na aplicação do chapisco é para uniformizar a textura do 176

chapisco, pois somente vão passar pela malha da peneira as dimensões dos grãos inferiores ao da malha, os maiores são separados. 8.2.2 Na horizontal a) - Cimentados O piso cimentado é executado com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, com espessura entre 2,0 a 2,5cm e nunca inferior a 1,0cm. Podemos utilizar o cimento Portland comum ou o cimento Portland branco e ainda acrescentar no cimento branco corantes. * Se desejamos um acabamento liso devemos polvilhar cimento em pó e alisar com a colher de pedreiro ou desempenadeira de aço (massa queimada). * Se desejamos um acabamento áspero, usamos apenas desempenadeira de madeira, ou texturado (vassoura, roletes etc...) a

Quando o cimentado for aplicado em superfícies muito extensas, devemos dividi-las em painéis de 2,0x2,0m, com juntas de dilatação (junta seca) que podem ser executadas durante a aplicação ou depois da cura (junta serrada). A cura será efetuada pela conservação da superfície levemente molhada, coberta com sacos de estopa ou mantas, durante no mínimo 7 dias. Obs.: A utilização de mantas é muito utilizada nos dias de hoje, mas devemos ter o cuidado de mante-las sempre molhadas, para evitar que as mesmas absorvam a água do piso fazendo o efeito contrário. b) - Granilite Granilite ou marmorite, é um piso rígido polido, com juntas plásticas de dilatação, moldado in loco, ele é constituído de cimento e mármore, granito ou quartzo triturado. A cor varia de acordo com a granilha e o corante que são colocados na sua composição ( se for utilizado cimento branco). b.1) - Regularização de base para granilite É feita com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, não devendo ser alisada com a colher de pedreiro mais sim desempenada, para ficar com uma superfície áspera onde o granilite irá aderir com maior intensidade. b.2) - Pasta de granilite É constituída de uma argamassa composta de pequena carga de pedra (granito, mármores ou quartzo, cimento e corantes. O cimento poderá ser comum ou branco, a espessura é de 12 a 15 mm. 177

Assim como o cimentado, o granilite também precisa da ajuda das juntas de dilatação para não sofrer retração. Portanto a sua aplicação deve ser precedida da colocação das juntas de dilatação constituídas por tiras de plástico fixadas no contrapiso com nata de cimento. A argamassa de granilite é aplicada no contrapiso com colher de pedreiro e regularizada com régua de alumínio. b.3) – Polimento Após dois dias da colocação do granilite, a argamassa já está apta para receber o primeiro polimento. O polimento é executado com máquina com emprego de água e abrasivos de granulação 40, 80 e 160 progressivamente. Após o primeiro polimento, as superfícies serão estucadas com mistura de cimento comum ou branco e corante (para tirar pequenas falhas). O polimento final será a máquina com emprego de água e abrasivos nº 220. Os rodapés, peitoris etc. são polidos a seco com máquina elétrica portátil. As juntas de dilatação devem formar quadros de no máximo 1,50 x 1,50m. 8.3 – REVESTIMENTOS NÃO ARGAMASSADOS São os revestimentos, constituídos por outros elementos naturais ou artificiais (gesso, cerâmicas, pedras, madeiras, pastilhas, piso vinílico, piso de borracha etc.), assentados sobre emboço ou base regularizada (para pisos) através de argamassa colante, cola, argamassa de assentamento ou outras estruturas de fixação. São utilizados nos revestimentos de paredes e pisos. 8.3.1 – GESSO O gesso é um dos materiais mais consumidos no mundo. Extraído de minas subterrâneas e de minas ao céu aberto, como é o caso brasileiro, o gesso já serviu como massa de assentamento nas pirâmides egípcias bem como os gregos e os romanos o utilizaram para decoração. Hoje, os processos industriais nos permitem ter acesso a uma grande gama de produtos de gesso. Suas propriedades de isolamento térmico e acústico além das riquezas das formas que pode se criar com o pó de gesso o tornaram essencial para arquitetos e engenheiros. O gesso em pó é empregado em grande quantidade na construção, misturando com água proporciona um revestimento eficaz, estético e bom acabamento para paredes interna e tetos (SINDUSGESSO, 2006). A crescente utilização de revestimentos de gesso nas edificações contribuiu para uma boa alternativa e muitas vezes econômica. O revestimento de gesso pode ser aplicado em diversas bases, mas deve-se garantir a aderência e uma espessura ideal. A espessura do revestimento de gesso em geral depende da base, mas tecnicamente se recomenda a espessura de 5 ± 2mm (Revista Téchne, 1996)

178

Para a aplicação do revestimento de gesso deve-se observar o prazo mínimo de 30 dias sobre as bases revestidas com argamassa, e de concreto estrutural; e de no mínimo 14 dias para as alvenarias. a)- Preparo do substrato A superfície a ser revestida deve estar sempre isenta de poeira, umidade, substâncias gordurosas, eflorescências ou outros materiais soltos. A superfície precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência. Inicialmente deve-se verificar a falta de prumo, nível e planeza das bases conforme limites constantes na Norma 02.102.17-006/95 (Tabela 8.3).
Tabela 8.3 - Desvios máximos de prumo, nível e planeza (ABNT,1995)

Desvio do prumo ≤ H/900

Desvio de nível ≤ L/900

H = Altura da parede em metros L = Maior vão do teto

Planeza • Irregularidades graduais: ≤ 3mm, em régua de 2,0m • Irregularidades abruptas: ≤ 2mm, em régua de 20cm

Caso a base não atenda os limites da Tabela 8.3 deve-se retificar o plano da base utilizando-se um emboço. Pontas de ferro, resíduos de fôrmas, rebarbas de concreto ou argamassa, devem ser removidos. O revestimento de gesso propicia a corrosão de peças metálicas comum, pois é alcalina e pode apassivar o aço, portanto deve-se tratar os componentes metálicos ou protegê-los. As alvenaria que deverão receber o revestimento de gesso não deverão ser umedecidas, pois podem movimentar causando fissuras no revestimento. Se necessário somente os revestimentos de argamassa devem ser umedecidos pelas suas características de absorção ou de secagem da pasta.(De Milito, 2001) b)- Preparo da pasta O gesso (CaSO4) é preparado em pasta, e devido a pega rápida o volume preparado para cada vez é em geral na ordem de um saco comercial (40kg) o que equivale a 45 litros. A quantidade de água deverá ser entre 60% a 80% da massa do gesso seco dependendo da finura. A mistura é feita manualmente polvilhando o gesso sobre a água para que todo o pó seja disperso e molhado, evitando a formação de grumos. Depois de concluído o polvilhamento do gesso sobre a água, esperar cerca de 10 min. Para que as partículas absorvam água, e a suspensão passe do estado líquido a um estado fluído consistente. Com a colher de pedreiro agitar parte da 179

Aplicação. Para aplicar a pintura. para o repouso final da pasta e até que adquira consistência adequada para ser aplicada com boa aderência e sem escorrer sobre a base. Na execução do revestimento de gesso deve-se observar a temperatura ambiente e a temperatura do substrato que não deverão ultrapassar a 35 ° C. Desempenadeira de aço. Régua de alumínio com 2. Dependendo do substrato a pasta de gesso pode ser aplicada com desempenadeira de PVC em uma ou várias camadas.pasta ( aquela que vai ser utilizada inicialmente) e aguardar cerca de 5 min. 2. Terminada a camada de revestimento. executa-se uma inspeção visual utilizando uma régua de alumínio de 2. Com a régua de alumínio. e tendo revestido todas as faixas em uma direção. Para pontos localizados.60 m e espessura de 4. Cantoneiras de alumínio. c) . avaliação da aderência da pintura. 4. Desempenadeira em chapa de PVC com dimensões aproximadas de 0. 7. Para a execução de uma camada de espalhamento divide-se o substrato em faixas de espalhamento com aproximadamente a mesma largura da desempenadeira de PVC. 6. 5. Colher de pedreiro.0 mm. pois o gesso endurecido desidrata lentamente com o calor (HINCAPIE et al. raspagens e a camada final de acabamento. que irá receber os retoques. o revestimento não poderá apresentar desvio superior a 3 mm. Neste caso. o revestimento de gesso não deve apresentar pulverulência. As ferramentas e acessórios utilizados na execução de revestimento de gesso são: 1.0 m de comprimento. uma régua de alumínio de 20 cm não deve apresentar desvio superior a 1 mm. avaliação da aderência do revestimento. Caixotes para o preparo da pasta com volume interno superior a 100 litros (denominadas masseiras). 1996a).0 m. falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm. Espátula. aplicando a pasta de gesso em faixas perpendiculares às primeiras (camadas cruzadas). promove o seu sarrafeamento com o intuito de cortar os excessos grosseiros e dar ao revestimento uma superfície mais regular. Os retoques finais e a camada de acabamento são executados utilizando a colher de pedreiro e a desempenadeira de aço. o gesseiro verifica a sua planeza. avaliação da dureza. 3. Após a conclusão dos serviços para verificar a planeza do revestimento como um todo. e antes que a pega esteja muito avançada. A espessura da pasta é de 1 mm a 3 mm podendo chegar no máximo a 7 mm. Caso necessário pode-se executar ensaios especiais como: medição da espessura.25 x 0. o gesseiro inicia à camada seguinte. aplicada sobre o revestimento em qualquer direção. 180 . Concluída a execução de uma camada de espalhamento. ficando o acabamento final liso e brilhante. Cada faixa é iniciada com uma pequena sobreposição à precedente.

piscinas e saunas Pisos. brilhantes ou acetinados. falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm. Antes da aplicação de pintura. filitos. 5 .5): Tabela 8. 1996) Serviços Tempo (min) Preparo da pasta 2a5 Espera 10 a 15 Espalhamento 20 a 30 Sarrafeamento.: O revestimento com gesso deve ser aplicado somente em ambientes internos e sem umidade.6) e a abrasão (Tabela 8. não deverá apresentar desvio superior a 1 mm.Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água Grupo I IIa IIb III Grau de absorção 0% a 3% 3% a 6% 6% a 10% >10% Uso recomendado Pisos. talcos. saunas úmidas etc. Em pontos localizados. para consumo de 45 litros de pasta = 1 saco de gesso (HINCAPIE et al. Normalmente quanto menor o grau de absorção. e areias (quartzo) dando um produto final com grande variedade de cores.A Tabela 8.5) e resistência ao ataque químico contidos em produtos de limpeza (Tabela 8. 8. Tabela 8. piscinas.Verificação visual dos serviços: Utilizando uma régua de 2. as cerâmicas são utilizadas em ambientes que podem ser molhados e devem ser higiênicas como as cozinhas. retoques e raspagens 30 a 35 Acabamento 35 a 45 Total 97 a 130 d) . gretamento.7). Pelas suas características.4 resume as diversas etapas e o tempo aproximado de execução da aplicação manual da pasta. Antes de comprar ou especificar um revestimento cerâmico devemos classificá-los principalmente quanto a absorção de água (Tabela 8. lisos ou decorados A espessura é variável apresentando a face posterior (tardoz) saliências para aumentar a aderência. utilizando uma régua de 20 cm.4 – Etapas e tempo aproximado de execução da aplicação manual de gesso. tanto nas paredes como nos pisos. banheiros. o revestimento não deve apresentar pulverulência superficial excessiva.0m de comprimento aplicada sobre o revestimento em qualquer direção. não deve apresentar desvio superior a 3 mm. podendo ser (Tabela 8. paredes. paredes e piscinas Pisos e paredes paredes 181 .2 Revestimento cerâmico A cerâmica é um produto industrializado composto por argila.3. feldspatos (grês). Obs. melhor será a qualidade.

padarias. As juntas são obrigatórias e evitam que movimentos térmicos causem "estufamento" e. quintais.Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão Abrasão Grupo 0 Grupo 1 (PEI-1) Grupo 2 (PEI-2) Grupo 3 (PEI-3) Grupo 4 (PEI-4) Grupo 5 (PEI-5) Resistência Baixa Média Média alta Alta Altíssima e sem encardido Uso recomendado Desaconselhável para piso Banheiros residênciais. ela representa a resistência ao desgaste superficial. 6 . cerâmica com EPU de no máximo 0. aeroportos. hall de residência. e as de (Figura 8. destacamento da peça. Áreas públicas.60mm/m. pela movimentação do substrato e pela dilatação térmica. as Estruturais. fast-food etc. Existem quatro tipos básicos de juntas as: • Superficiais ou de assentamento. Outras características técnicas dos revestimentos cerâmicos são importantes observar. Quartos sem portas para fora Cozinhas residênciais. shopping centers. corredores. Estab. no caso de cerâmicas esmaltadas é caracterizada por unidade PEI (Porcelain Enamel Institute) e classificado como segue (Tabela 8. e externamente no máximo 0. show rooms. Na colocação das cerâmicas devemos prever juntas de dilatação e rejuntá-las para uma maior durabilidade. consequentemente. 182 • . Quartos de dormir etc. Comerciais internos. Recomenda-se utilizar em pisos ou paredes internas. que definem a posição das peças e tem a função de absorver parte das tensões provocadas pela expansão por umidade da cerâmica. como a resistência à manchas e a expansão por umidade EPU.Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico (Anfacer) Classe A B C Resitência Química Ótima resistência aos produtos químicos Ligeira alteração de aspecto Alteração de aspecto bem definida E quanto a resistência a abrasão. 7 .Tabela 8. que devem existir na estrutura de concreto cuja função é aliviar as tensões provocadas pela movimentação da estrutura.8). entradas de hotéis. a) Juntas de dilatação: Todo revestimento cerâmico precisa de juntas e suas especificações devem ser informadas pelo fabricante. Uma alta EPU pode ocasionar deslocamento e gretamento da placa.40mm/m.7): Tabela 8.

• • Expansão ou movimentação. b) Rejuntamento Rejuntamento é o enchimento das juntas entre as peças com pasta de cimento ou rejunte industrializado.. dureza. que conferem características especiais a ele como: retenção de água. que devem existir em grandes áreas. Portanto.8 – Detalhe dos tipos de juntas Além de possibilitar a movimentação de todo o conjunto do revestimento durante as dilatações e contrações. normalmente adicionados com outros componentes. Quando temos juntas estruturais no contrapiso ou nas paredes estas precisam ser reproduzidas no revestimento cerâmico. na 183 .8). estabilidade de cor. as juntas são importantes para melhorar o alinhamento das peças (juntas superficiais) e permitir a troca de uma única placa sem a necessidade de quebrar outras. De Dessolidarização. Após cinco dias do assentamento devemos preencher as juntas esse procedimento é denominado de rejuntamento. flexibilidade. Figura 8. e entre as paredes ou anteparos verticais auxiliando a movimentação dos mesmos.. Elas devem ser executadas em painéis de até 32m2 para os pisos internos ou até 24m2 nos painéis externos. tem a função de separar a área com revestimento de outras áreas (Figura 8.8). vedada com selante flexível e devem ter entre 8 a 15 mm de largura (Figura 8. resistência a manchas etc. O rejunte (material industrializado).) e ser preenchida com material deformável. longitudinalmente e transversalmente. As juntas de movimentação necessitam aprofundar-se até a superfície da base (laje. etc. contrapiso.

8 – Consumo de rejunte por m 2 Largura da junta Formato da placa (cm) 2mm 4mm 6mm 8mm 10mm 2 12mm 15mm Consumo por m . Nas cerâmicas a superfície acabada (lisa) vira alguns milímetros na borda do mesmo.9).5x7.8 indica o consumo de rejunte por metro quadrado para diversas larguras de junta e formato de placa.5 10x10 10x20 15x15 15x30 20x20 20x30 20x40 24x11. Esta pasta deve ser aplicada em excesso com auxílio de um rodo. Para que isso não ocorra este excesso deve ser retirado antes da cura final.Detalhe da execução do rejuntamento A Tabela 8. esteja atento às suas características. em gramas 2x2 5x5 7. SUPERFÍCIE LISA CERÂMICA REJUNTE ACABAMENTO CORRETO Figura 8. assim que começar a secar.9 . O excedente será retirado. Tabela 8.hora de escolher a argamassa de rejuntamento. com pano.5 25x25 30x30 34x34 41x41 50x50 800 750 640 480 360 320 240 220 200 180 320 200 160 140 120 100 1280 960 720 640 480 440 400 360 640 400 320 280 240 200 1440 1080 960 720 660 600 540 960 600 480 420 360 300 1920 1440 1280 960 880 800 720 1120 800 640 560 480 400 2400 1800 1600 1200 1100 1000 900 1600 1000 800 700 600 500 2880 2160 1920 1440 1320 1200 1080 1920 1200 960 840 720 600 1800 1650 1500 1350 2400 1500 1200 1050 900 750 184 . ficando a superfície lisa e impermeável ocasionando o desprendimento do rejunte (Figura 8.

deixando neste caso um espaço próximo à laje. colas etc. Teremos comentários neste capitulo a respeito das diferentes maneiras de assentarmos azulejos e materiais cerâmicos. Deixar um espaço entre a régua e o nível do piso acabado. 8..Assentamento dos azulejos Os azulejos podem ser assentados com juntas em diagonal.. mas sim dando um intervalo de 3 a 5 dias.10 – Juntas superficiais dos azulejos O assentamento se faz de baixo para cima. para colocação de rodapés ou uma fiada de azulejos.10): a) em diagonal b) junta à prumo c) em amarração Figura 8. Para garantirmos que o azulejo fique na horizontal devemos proceder da seguinte maneira: (Figura 8.1 . de modo a permitir que a argamassa de assentamento ou o cimento colante seque com as juntas abertas. sobre base regularizada. com argamassa de cal e areia no traço 1:3 com 100 kg de cimento por m³ de argamassa (pelo processo convencional). se será colocado moldura de gesso. de fiada em fiada. Os cimentos colantes e as colas devem ser aplicados com desempenadeira dentada de aço.3. que já deverá estar revestida. Verificar.O rejuntamento não deve ser efetuado logo após o assentamento.2. a prumo ou em amarração (Figura 8.Revestimento cerâmico na vertical a) .11) • • • Fixar uma régua em nível acima do nível de piso acabado. de uso interno ou externo. 185 . ou com cimento-colante. para melhor distribuição dos azulejos.

186 . para que os recortes não fiquem muito visíveis.1) .Figura 8.12 . nos projetos não é levado em consideração às dimensões dos azulejos. podemos deixá-los atrás das portas.12).2) . no mínimo como descrito na Tabela 8. Portanto.Recortes de azulejos: É muito difícil em um painel de alvenaria não ocorrer recortes.9. ou ainda dividi-los em partes iguais nos painéis (Figura 8. Figura 8.11 . O ideal é seguir as recomendações do fabricante descritas nas embalagens. dentro dos boxes.Detalhe do assentamento dos azulejos a.Exemplo de divisão dos azulejos a. visto que na maioria das vezes.Juntas entre azulejos As juntas superficiais entre os azulejos deverão ter largura suficiente para que haja perfeita penetração da pasta de rejuntamento e para que o revestimento de azulejo tenha relativo poder de acomodação.

Tabela 8.9 - Juntas superficiais entre azulejos

Dim. (cm)

do

azulejo Parede (mm)
1,0 2,0 1,5 2,0 2,0 2,5

interna Parede (mm)
2,0 3,0 3,0 3,0 4,0 4,0

externa

11x11 11x22 15x15 15x20 20x20 20x25

Para os demais tipos de juntas devemos seguir as recomendações do item 8.3.2 (a). a.3) - Rejuntamento Para o rejuntamento do azulejo, além dos rejuntes industrializados descritos no item 8.3.2 (b) podemos utilizar a pasta de cimento branco e alvaiade na proporção de 2:1, ou seja, duas partes de cimento branco e uma de alvaiade, o alvaiade tem a propriedade de conservar a cor branca por mais tempo. b) - Pastilhas É outro revestimento impermeável, empregado nas paredes, principalmente nas fachadas de edifícios. É constituída de pequenas peças coladas sobre papel grosso ou tela. A preparação do fundo para sua aplicação deve ser feita como segue: - para pisos: fundo de argamassa de cimento e areia (1:3) com acabamento desempenado. - para paredes: o fundo será a própria massa grossa (emboço) dosada com cimento, bem desempenada. A argamassa de assentamento será de cimento branco e caolin em proporção igual (1:1), ou argamassa de cimento colante, de uso interno ou externo, própria para pastilhas. A argamassa de assentamento é estendida sobre a base e as placas de pastilhas são arrumadas sobre ela fazendo pressão por meio de batidas com a desempenadeira. O papelão ficará na face externa e após a pega, que se dá aproximadamente em dois dias, o papelão é retirado por meio de água. Utilizando o cimento colante, que deve ser aplicado através de desempenadeira dentada, as placas de pastilhas são fixadas também fazendo pressão por meio de batidas. Nas placas de pastilhas fixadas em tela a tela pode ficar em contato direto com a argamassa bastando, após a cura, realizar o rejuntamento. O rejuntamento é executado com pasta de cimento branco ou rejunte industrializado conforme descrito no item 8.3.2 (b)

187

8.3.2.2 Revestimento cerâmico na horizontal

a) - Piso cerâmico Após a escolha do piso podemos assentá-los de duas maneiras usuais: Utilizando argamassa de assentamento (sistema convencional) ou cimento colante. Procedendo-se da seguinte maneira: a.1) - Regularização de base para pisos cerâmicos Se necessário, é feita com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:4 ou 1:6 com espessura de 3,0cm. a.2) - Assentamento utilizando argamassa: (assentamento convencional) Utiliza-se uma argamassa mista de cimento com areia média seca no traço 1:0,5:4 ou 1:0,5:6 sobre o piso regularizado (quando a espessura da argamassa de assentamento for maior de 3,0cm) ou sendo a própria argamassa de assentamento utilizada para regularizar e assentar. Ao se considerar que a colocação do material cerâmico, no caso de utilizar a argamassa para o assentamento, é feita com esta camada de argamassa ainda fresca, e que quando da secagem desta argamassa acontece o fenômeno da retração (encurtamento), ocorre o aparecimento de esforços que tendem a comprimir o revestimento. Destes esforços - que atuam no plano do revestimento resultam componentes normais ao revestimento que tendem a arrancá-lo de sua base. O que vai impedir a separação das peças de sua base será a aderência proporcionada pela pasta de cimento. Sabe-se que, no assentamento convencional, dificilmente se consegue obter uma pasta de cimento ideal, ou seja, com maior resistência possível, pois a mesma resulta da aspersão de pó de cimento sobre uma argamassa ainda fresca, retirando água dessa argamassa para se hidratar. A falta ou excesso de água poderá ter como conseqüência, ou o cimento mal hidratado, ou uma "aguada" de cimento. Em ambos os casos a ligação cerâmica-base estará fatalmente comprometida, será de baixa resistência e não se oporá à separação do revestimento de sua base. Esses esforços devido à retração estão diretamente ligados a fatores importantes. Quanto maior for à espessura da argamassa de assentamento, tanto maior será o esforço resultante da retração. Quando mais rica em cimento for a argamassa, tanto maior será o esforço devido à retração. E, lembrando que este esforço de compressão gera componentes verticais que tendem a arrancar as peças de sua base, quanto maior for o primeiro tanto maior serão os componentes verticais de tração que tendem a soltar o revestimento. Portanto a melhor maneira de assentar os pisos cerâmicos pelo processo convencional é:

188

- Superfície de laje, ou contrapiso - varrer e eliminar poeiras soltas; umedecer e aplicar pó de cimento com adesivo de argamassa, formando pasta imediatamente antes de estender a argamassa de assentamento. Isto proporcionará melhor ligação da argamassa à laje. - Espessura de argamassa de assentamento - nunca ultrapassar 2 cm a 2,5cm, a fim de minorar as tensões de retração. Caso haja necessidade de maior espessura, deverá ser efetuada em duas camadas, sendo a segunda após completada a secagem da primeira camada. - Traço da argamassa de assentamento - nunca utilizar argamassas ricas. O traço 1:6 de cimento e areia, mais meia parte de cal hidratada é correspondente indicado. A cal proporciona melhor trabalhabilidade e retenção de água, melhorando as condições de cura e menor retração. Atenção especial será dada para a água adicionada. O excesso formará pasta de cimento aguado e pouco resistente. - Quantidade de argamassa a preparar - será tal, de modo a evitar que o início do seu endurecimento - início de pega do cimento - se dê antes do término do assentamento. Na prática, isso corresponde a espalhar e sarrafear argamassa em área de cerca de 2m² por vez. - Aplicação da argamassa - será apertada firmemente com a colher e, depois, sarrafeada. Lembre-se que apertar significa reduzir os vazios preenchidos de água. Isso diminuirá o valor da retração e reduzirá os riscos de soltura. - Camada de pó de cimento - espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². Não atirar o pó sobre a argamassa, pois a espessura será irregular. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa, formando a pasta ideal. Para auxiliar a formação da pasta, passar colher de pedreiro levemente. - Peças cerâmicas - serão imersas em água limpa e deverão estar apenas úmidas, não encharcadas, quando forem colocadas. Não ser assentadas secas, porque retirarão água da pasta e da argamassa de assentamento, enfraquecendo a aderência. Não poderão ser colocadas demasiadamente molhadas, porque, desta forma, reduzirão a pasta de cimento a uma "aguada" de cimento enfraquecendo igualmente a aderência. Deve-se observar, no entanto, que o fato de ser necessário imergir os pisos em água, ocasiona certa fragilidade às peças e consequentemente quebra no ato de se colocar. Daí presume-se uma perda estimada em aproximadamente 5%. Para se conseguir melhor efeito das peças, quando estas não são de cores lisas, espalharem o número de peças a serem assentadas em outra área limpa e criar variações com as nuanças de cor do material de revestimento. Tais variações de cor não são defeitos dos revestimentos (pisos) e devem ser "trabalhadas" para melhorar o aspecto visual do conjunto. Depois de encontrado o melhor desenho, assentar o material. - Fixação das peças - para pisos, depois de aplicados na área preparada, serão batidos com o auxílio de bloco de madeira de cerca de 12cm x 20cm x 6cm 189

aparelhado, a marreta de borracha. Certificar que todas as peças foram batidas o maior número possível de vezes. Peças maiores - 15cm x 30cm, ou 20cm x 20cm deverão ser batidas uma a uma, a fim de garantir boa aderência à pasta. - Espaçamento das peças - nunca colocar pisos ou azulejos justapostos, ou seja, com juntas secas (exceto em pisos especiais). As juntas de 1 mm a 3 mm, conforme o tamanho das peças, são necessárias por três motivos: compensar as diferenças de tamanho das peças, pois em um mesmo lote é normal a classificação na faixa de até 2 mm; em segundo lugar, que a pasta de cimento penetre adequadamente entre as peças, impermeabilizando definitivamente o piso; em terceiro, para criar descontinuidade entre as peças cerâmicas, a fim de que não se propaguem esforços de compressão em virtude da retração da argamassa ou outras deformações das camadas que compõem o revestimento. Resumindo:
• Estender

a massa em pequeno panos de maneira a colocar em nº de piso que se possa alcançar. • Povilhar por igual o cimento sobre a argamassa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. • Colocar o piso úmido e não saturado de água, pois esse excesso faz com que a pasta de cimento se torne fraca. • Para garantir uma melhor distribuição de pasta de cimento espalhar o pó de cimento com a colher. • Com o auxílio da desempenadeira, dar pequenos golpes sobre o piso até que a pasta de cimento comece a surgir pelas juntas. a.3) - Assentamento utilizando cimento cola O cimento cola é estendido sobre a regularização da base curada no mínimo 7 (sete) dias, com o auxílio da desempenadeira dentada em pequenos panos. A desempenadeira dentada é utilizada, pois facilita o espalhamento da argamassa de assentamento (cimento colante) garantindo uma espessura constante. Nunca deixar de usar desempenadeira denteada para espalhar adequadamente a pasta. Pois formam cordões de cerca de 4 mm alternados com estrias vazias. Ao pressionar o piso ou azulejos, os cordões se espalham, formando uma camada contínua de aproximadamente 2 mm. A colagem das peças cerâmicas é simples: estendo a pasta de cimento colante sobre a base já curada e seca, em camada fina, de 1 mm a 2 mm, com desempenadeira dentada, formando estrias e sulcos que permitem o assentamento e nivelamento das peças. Em seguida, bate-se até nivelar, deixando juntas na largura desejada ou, no mínimo, de 1 mm entre as peças. Tanto para colocação de azulejos quanto para pisos cerâmicos pelo método dos cimentos colantes, não há necessidade de se molhar quer a superfície a ser revestida quer as peças cerâmicas. Porém, no caso de camada de regularização estiverem molhados por qualquer motivo, não haverá problemas no uso de cimento colante. E a frente de trabalho é ilimitada, interrompendo-se a aplicação do piso ou da parede no instante que se desejar. Seu reinicio obedece também às 190

necessidades da obra e a velocidade de aplicação é, pelas características do método, mais rápida que a do processo convencional. A espessura de 2 mm é suficiente para fixar as peças cerâmicas (dependendo da dimensão do piso). Isso corresponde a um consumo de cerca de 3 kg/m² de revestimento (Tabela 8.10). O cimento também retrai, para a espessura utilizável de 2 mm, os esforços que poderiam atuar sobre os revestimentos são praticamente nulos se comparados àqueles provenientes aos 30 mm de espessura da argamassa convencional. Os cimentos colantes, ou argamassas especiais, são fornecidos sob forma de pó seco e em embalagens plásticas herméticas, o que permite estocar o produto por tempo praticamente ilimitado. Obs.: Para o assentamento com cimento cola deixar na regularização da base as caídas para os ralos, as saídas, etc., pois a espessura do cimento cola é muito pequena, em torno de 5 mm, não possibilitando a execução de caídas.
Tabela 8.10 - Consumo de argamassa colante (Fiorito, 1994)

Espessura da pasta
1 mm 2 mm 3 mm 4 mm 5 mm 6 mm

Consumo de pó
1,5 kg/m2 3,0 kg/m2 4,5 kg/m2 2 6,0 kg/m 7,5 kg/m2 9,0 kg/m2

a.4) - Juntas de dilatação e rejuntamento Conforme descrito no item 8.3.2. O rejuntamento sobre o piso pode ser feito com pasta de cimento comum ou rejunte estendida sobre o piso e puxado com rodo. Limpar o excesso de rejunte com um pano após a formação do inicio da pega da pasta. b) - Porcelanato O Porcelanato é constituído de uma mistura de argila, feldspato, caulim e outros aditivos (corantes), submetido a uma forte pressão e queima em alta temperatura (entre 1200oC a 1250oC ), resultando um piso resistente a abrasão e de baixa porosidade. O acabamento do Porcelanato pode ser ou não esmaltado nos padrões semirústico, rústico e acetinado, ou esmaltados. Os não esmaltados tem uma durabilidade maior, pois o esmalte é aplicado antes da queima e mais tarde polido, portanto a fina camada de esmalte tende a desgastar. Como o Porcelanato não é poroso, é necessário fixá-lo com argamassa colante aditivada com polímeros, como o PVA. Essa mistura tem o dobro da aderência da argamassa comum. É importante também, espaçar as peças conforme

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recomendação do fabricante e rejuntá-las com uma massa de rejunte também aditivada próprias para porcelanato. Vantagens do porcelanato: • maior resistência mecânica; • alta resistência a abrasão; • alta resistência ao gelo; • baixíssima expansão por hidratação; • cor uniforme e totalmente impermeável; • grande durabilidade; • possibilidade de se utilizar juntas de assentamento mínimas. Existem os pisos de porcelanato retificado, estes, podem ser assentados sem juntas. 8.3.3 - Piso de madeira a) - Regularização de base para piso de madeira Se necessário é feita com argamassa de cimento e areia média ou grossa no traço 1:4 com espessura de 2,5cm. b) - Assentamento utilizando argamassa: Utiliza-se uma argamassa de cimento e areia média peneirada, no traço 1:3 e se aconselha que nesta dosagem seja colocada impermeabilizante na quantidade indicada pelo fabricante. A argamassa é estendida através de guias numa espessura média de 3,0cm, é povilhado cimento seco sobre a massa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. O piso de madeira assentado com argamassa é o taco. Os tacos para assentamento com argamassa, são pintados em suas bases com piche, no piche é impreganado areia lavada e para melhorar ainda mais a aderência com a argamassa, é fixado dois pregos para taco em cada peça (Figura 8.13).

Figura 8.13 - Tacos de madeira

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c) - Assentamento utilizando cola: Quando for utilizado cola para assentamento a argamassa de regularização deve ser de cimento e areia no traço 1:3 do tipo "farofa", e deverá receber um acabamento liso, nivelado e isento de umidade. Entende-se por acabamento liso a argamassa desempenada e alisada com a colher ou desempenadeira de aço e não queimada (quando se enriquece a superfície com pó de cimento). E argamassa do tipo "farofa" aquela argamassa bem seca, pois o excesso de água faz com que o cimento se deposite em camadas inferiores deixando a superfície fraca. Os pisos assentados com cola são: - Tacão, peças com 2,0cm de espessura, largura variando de 7,0 a 10 cm e comprimento entre 30 a 45cm podendo chegar até 50cm (Figura 8.14), podendo ser de peroba, Ipê, Pau marfim, jacarandá etc. - Parquetes, peças menores coladas em papelão ou fitas adesivas formando desenhos. (Figura 8.14)

Figura 8.14 - Parquete e Tacão

- Carpete de madeira podendo ser usado no revestimento de pisos, tetos e paredes, tanto em construções novas quanto em reformas. A sua espessura pode ser de 1,5mm, 2,5mm, 4,0mm e 7,0mm, largura de 18cm, 18,5cm, 19,0cm e 19,5cm respectivamente e comprimento variável. O carpete de madeira é composto, em linhas gerais, por lâminas de capa e contracapa, e uma chapa central estabilizante em sentido oposto com espessuras variadas. A sua aplicação é feita colando sobre superfície plana com cola de contato, exceto no carpete de madeira de 7,0mm que é pelo sistema macho e fêmea, colado somente no topo das réguas com cola branca (P.V.A), travado e fixado nos cantos das paredes. 193

16 . sobre a argamassa de fixação dos ganzepes (barrote) é colocado cola de madeira e no encaixe entre uma tábua e outra.Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes e) .15). ganzepes Figura 8.Fixação das tábuas por pregos anelados 194 .16). que são aparafusadas com dois parafusos de 50 a 50 cm sobre caibros ou ganzepes (barrote) fixados no concreto da base ou com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 8. Os parafusos são rebaixados e recobertos com a própria madeira (cavilhas) ou com massa de calafetar. Neste caso a argamassa deverá ter o traço 1:3 de cimento e areia e superfície alisada com a colher Figura 8.15 .Fixação utilizando pregos: Essa fixação é feita também para as tábuas.d). Para melhor fixação das tábuas. que são pregadas nos ganzepes (barrote) com pregos retorcidos ou anelados (Figura 8.Fixação utilizando parafuso: Essa fixação é feita para as tábuas.

• Figura 8. A aplicação é efetuada com desempenadeira de aço em camadas finas. visando corrigir os defeitos em "baixo relevo". no mínimo 24horas.f) .17). são importantes que sejam observados os seguintes fatores: • A madeira deve estar perfeitamente seca e firmemente assentada para que não ocorram trincas e "estufamento" da massa ao longo do rejuntamento Cura da massa de calafetar. podendo se soltar (Figura 8. sem que ocorra empenamento. Para o bom resultado da calafetação. Em seguida o piso é limpo e calafetado (preenchimento das juntas entre os pisos). deixando assim a superfície fraca. Bonatech. O acabamento final é realizado com 3 (três) demãos de synteko.17 . parte do tacão fica colado e outra não. A calafetação é realizada utilizando uma massa acrílica para madeira pigmentada na cor aproximada do piso. verniz poliuretano ou encerado. • O pisos de madeira devem ser assentados com uma folga das paredes para facilitar a movimentação. • Ao assentarmos com cola verificar se a base está bem nivelada e sem ondulações.Acabamento dos pisos de madeira Após cinco dias no mínimo do assentamento. o piso de madeira passa por lixamento (raspagem) iniciando-se com a lixa no 16 (grossa) e depois a 36 (mais fina). para evitar que se movimente com a sua utilização provocando assim a sua soltura. pois se não estiverem. • A base para assentamento com cola deve ser feita com uma argamassa bem seca para evitar que a água em excesso "verta" fazendo com que o cimento se deposite em camadas inferiores e as areias fiquem sem coesão por falta de aglomerante. • Após a massa curada é efetuado o polimento utilizando lixa no100 ou 120 dependendo da madeira e do acabamento.Exemplo de regularização sem nivelamento 195 . g) Recomendações Quando assentarmos taco. devemos fazê-lo o mais próximo possível. principalmente para os tacões.

O adesivo de contato á base de neoprene.Carpete Geralmente os carpetes de pequena espessura são colados. com desempenadeira de aço. Os defeitos mais comuns na colocação são: emendas tortas = cortes feito a mão livre recorte de canto com abertura = corte a mão livre descolagem = falta de cola tempo de secagem diferença de tonalidade = inversão no sentido das mantas emendas abertas = corte imediato.5 . 8.0mm) e os demais podem ser soltos.Situação de empenamento devido à posição do cerne Obs.18). alisada sem pó de cimento.3.: Nas tábuas fixadas por parafusos é aconselhável o uso de dois parafusos por seção. por empresas especializadas. 4.18 . falta de cola emendas em excesso = aproveitamento de sobras vazamento de cola = excesso de cola. 8. O procedimento correto no caso das rochas.4 . produtos naturais sujeitos a variação de cor. distribuído com desempenadeira dentada metálica. sobre a regularização ( 3. serra maquita. piso irregular.Pedras decorativas As pedras naturais deverão ser executadas por equipes especializadas.• Verificar o cerne das tábuas para piso. A colocação das mantas deverá ser estendida na direção de entrada da luz do dia ou na direção da porta principal. pois a umidade tanto do ar como do solo pode empenar as tábuas dando ondulações nos pisos o que é desagradável (Figura 8. O 196 . para evitar o empenamento das mesmas.0. espessura média de 3.3.0cm. régua metálica). Figura 8.Regularização de base para carpete É feita com argamassa de cimento e areia fina sem peneirar no traço 1:3. nível. e parafusar bem. a) . que fornecerão os colocadores e suas ferramentas (martelo de borracha.0 e 6. é fazer antes da instalação uma montagem do desenho do piso.

verde alpe (Itália). verde São Francisco.5:4. passar colher de pedreiro levemente. depois. carrara (Itália). pois a espessura será irregular.Regularização de base para assentamento das pedras Para o assentamento utilizando cimento cola. ou seja. podem ser rústicas com espessura irregular ou serradas e polidas com espessura regular. deverá ser executada uma regularização com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:3 com espessura média de 3 cm e acabamento desempenado.Mármores e Granitos Qual a diferença entre o mármore e o granito? O mármore é bem mais macio.assentador agrupa as mais parecidas e separa as manchadas ou de coloração diferente para fazer os recortes ou para instalar em locais escondidos. preto São Gabriel. amêndoa rosa.Camada de pó de cimento . E os granitos mais procurados são: cinza andorinha. formando a pasta ideal. granito vermelho (Capão Bonito). Na Tabela 8. O mármore tem dureza 3 e o granito 6. Elas são classificadas quanto à dureza numa escala chamada de Mohs. granito branco. o beje bahia e os importados rosso verona (Itália). As pedras. cal e areia média sem peneirar no traço 1:0. Por isso não é recomendado em área de alto tráfego e molhadas. b) . feldspato e mica já o mármore é uma rocha carbonática de origem sedimentar ou metamórfica. verde Ubatuba. crema marfil (Espanha). composta de calcita ou dolomita. menos resistente a riscos do que o granito. marrom imperador (Espanha). O granito é uma rocha magmática formada de quartzo. Podendo ser: 197 . a) . preto absoluto. o travertino. . c) .espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². boticcino (Itália). amarelo Santa Cecília. Nas áreas externas. os granitos não podem ser polidos. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. Os mármores mais procurados são: O branco. dependendo do lugar da aplicação. Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa. Poderá ser seguido os mesmos critérios estabelecidos para o assentamento de pisos cerâmicos: . cinza Mauá. devem ter acabamentos ásperos.Aplicação da argamassa . sarrafeada. Para auxiliar a formação da pasta. O seu assentamento se faz utilizando argamassa (convencional) para as rústicas e argamassa ou cimento cola para as serradas e polidas.será espalhada e apertada firmemente com a colher e. Não atirar o pó sobre a argamassa.Assentamento com argamassa (sistema convencional) Se utiliza uma argamassa mista de cimento.11 está indicado os locais de aplicação dos mármores e granitos.

jardins) as rochas ficam expostas ao sol e à chuva. que reagem Os granitos vermelhos e com os ácidos do limão e do pretos são mais resistentes. d) .Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos Locais Mármores Granitos Cozinha Nunca use. todos são Nenhuma restrição. são-tomé. Embora os mais contrapiso do térreo deverá porosos manchem com a ser impemeabilizado. escorregadios quando molhados. 198 . que não saem e a perda do brilho Banheiro Em bancadas e paredes não Pode ser usado sem há restrição.Pedras brutas Ardósia. Ele é muito É o mais indicado. Na Tabela 8. poroso e absorve substância principalmente para as com facilidade. Seguir as travertino. mármore é indicado para o piso do boxe.12 estão relacionadas às pedras naturais mais comuns e na Tabela 8. como o mármore e o granito. evite o problemas. Polida a sua contém elementos químicos. deixando-a irregular e antiderrapante. No piso. fazem-se "furinhos" sobre a chapa. Por isso. pedra mineira. a pedra Os polidos ficam piscinas) desgasta. superfície torna-se higiênica. mas o indicados. Dá efeito rústico. Não deve ser efetuado nos granitos pretos e verde-escuros. Tabela 8. os tipos ideais para esses lugares são aquelas que não esquentam demais e fiquem escorregadias ao serem molhadas. goiás. Nenhum tipo de instruções da cozinha. andorinha) são mais consequências são manchas porosos. Levigado: Lixamento com abrasivos. Piso interno A princípio. Apicoado: Com martelo e uma ponteira. Essas pedras naturais não passam por processos industriais.11 . madeira. bancadas. Piso externo ( e bordas de Não deve ser usado. As (mauá. Nas áreas externas (quintais.13 os locais mais indicados.Flameado: Um maçarico derrete alguns minerais da rocha. deixando-a antiderrapante. Jateado: A superfície é levemente desgastada com jatos de areia ou. miracema. e a pedra não fica escorregadia. Além disso. por isso dão um visual rústico. como o carbono. vinagre e de alguns Evitar os granitos cinza detergentes . Prefira acabamentos antiderrapantes. umidade.

dolomita. pedra sabão. tem aspecto semelhante ao da pedra mineira Pode ficar ao sol. utilizando uma argamassa de cal. cimento e areia fina peneirada ou massa fina industrializada na proporção de 1: 0. Antiderrapante. miracema. A limpeza das pedras brutas. Aplicada em estado bruto. dolomita. após o rejuntamento. Tabela 8. Enxágüe rápido. restringindo o uso a detalhes mais ornamentais. Resiste a choques mecânicos e intempéries. 13 . já que é uma pedra macia e fácil de ser cortada. miracema. Rocha com características semelhantes às da pedra mineira ( o nome muda devido a procedência) Há aqueles naturalmente moldados pelas águas dos rios e os rolados em máquina. Resistente ao sol e chuva. pedra goiás Arenito.Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais Locais Pedras Paredes internas Paredes externas Piso interno Piso externo Borda de piscina Jardim Bancadas (bar e cozinha) Arenito. itacolomi. pedra sabão Ardósia. Pedra goiás Seixos rolados Pedra sabão e ardósia (polidas) 199 . muito absorvente enão propaga calor. goiás. Antiderrapante. são tomé Arenito. itacolomi. É usada ao natural ou impermeabilizada com resina acrílica. lustro e apicoamento.O rejuntamento das pedras deve ser feito uma a uma. pedra sabão. ela aceita polimento. São duros e resistentes. Mas também aceita polimento. Aceita polimento e resina impermeabilizante.5: 5. pedra sabão. paralelepípedo. com bastante água para evitar danos nos revestimentos. Usada na forma bruta ou com bordas serradas. é efetuada utilizando ácido muriático diluído em água na proporção de 1:5 (se as superfícies estiverem bem sujas) ou 1:10 (limpeza mais superficial). pois não concentra calor Usada normalmente em estado brutoo. pedra goiás. pedra-mineira. Tabela 8.Pedras naturais mais comuns Pedra Ardósia Arenito Dolomita Itacolmi Luminária Miracema Descrição Pedra madeira Pedra sabão Pedra mineira Pedra goiás Seixo rolado Risca com facilidade.12 . pedra mineira. Antiderrapante. Mancha facilmente com óleos e produtos químicos. são tomé. A sua superfície é bem irregular. e com auxílio de uma espuma retirar o excesso imediatamente. aparece com superfície irregular ou plana e é antiderrapante. pedramadeira. com textura irregular. Aplicado em estado bruto ou com bordas serradas. costuma ser usado no estado bruto.

Deverão ser molhadas e apiloadas. lugares de passagem nas residências. com argamassa. marmorite. banheiros. lavabos e outros compartimentos residenciais. na espessura de 3. calcário branco ou vermelho.Desempenho: O produto é recomendado para ser aplicado em qualquer piso sobre superfícies já revestidas ou a revestir.Mosaico Português As pedras empregadas para a execução do mosaico Português podem ser o basalto preto. Além disso. Não se recomenda a colocação em madeira (assoalhos ou tacos) ou sobre bases sujeitas à infiltração ascendente de umidade. ele deve ficar bem aderente na base para evitar qualquer região de possíveis depressões. oralite. É comumente utilizado em residências. repartições públicas de recepção e refeitórios industriais. desde que esteja firme limpa e seca. A superfície deve apresentar bem desempenada e para se testar a qualidade verifica-se se está "esfarelado". salas de aula. serão assentadas sobre colchão de cimento e areia no traço 1:6 seco e rejuntado com a mesma mistura. anfiteatros. quartos de hospitais. pisos plásticos desgastados.Execução: Em imóveis recém-construídos. hospitais. como o hall de entrada. Os de 3 mm são utilizados em locais de grande trânsito. além de possuir uma durabilidade bastante elevada e de manutenção simples. O piso de 1.0cm.Pisos vinílicos Os pisos vinílicos ou de vinil-amianto. quadras esportivas e estabelecimentos públicos e comerciais. com espessura mínima de 3cm. o contrapiso ou argamassa de regularização deve ser executado de forma adequada. a) . Caso apresente problemas. elevadores. b) . Os com espessura 2 mm podem ser aplicados em qualquer ambiente residencial ou ainda em escritórios particulares. escadas. Alguns fabricantes ainda produzem linhas especiais para locais de trânsito pesado como cozinhas e corredores de ambientes de uso coletivo.e) . Elas são quebradas manualmente no formato de cubos em torno e 4. ou seja. escolas.6 a 3 mm. lojas. fibras. Sua base pode se o próprio contrapiso. são fabricados a partir da mistura de resina vinílica. São placas de piso 30x30cm e geralmente encontradas em espessuras que variam de 1.0cm no mínimo. refeitórios coletivos. plastificantes e cargas inertes com pigmentos especiais que lhe dão o aspecto característico. escadas. recomendados conforme o tipo de utilização do ambiente onde é feita a aplicação. risca-se com uma ponta firme. cimento e areia no traço 1:3. sanitários públicos e laboratórios. ladrilhos. ambientes de pouca utilização: quartos. 8. deverá ser refeito. supermercados. 200 . salas de consulta ou de espera. proporcionando um produto bastante versátil.6 .3. ou qualquer outra. escritórios.6mm de espessura é recomendado para lugares de baixo trânsito.

V. se existirem falhas ou pedaços soltos. mas nestes casos é interessante que seja feita uma consulta junto aos fornecedores. 8. São placas de piso com espessura de 9 e 15 mm.Colocação: Apesar de a disposição das placas ser da escolha do executor.V. de superfície pastilhada.Em imóveis que já possuem revestimentos. mas que também pode ser encontrada em outras cores. enriquecida de cimento até formar uma pasta "encorpada". Para manchas resistentes.3. A aplicação do adesivo é feita por movimentos circulares com uma desempenadeira dentada. a colocação pode ser feita. com sabão especial e água à vontade. Sobre tacos e assoalhos de madeira. Antes deste tempo não se deve colocar o piso em contato com a água.V. c) . Após a lavagem. No caso de pisos vitrificados. A colocação sobre pisos plásticos é bem simples. (1:8). 201 . até quando com um leve toque dos dedos sobre o adesivo ele não grudar. d) . A limpeza pode ser feita somente após dez dias da colocação. rodapés. por suas características de alta resistência e superfície antiderrapante. na proporção de uma parte de P.7 . para quatro de água e uma segunda demão da argamassa comum com P. é recomendável dispor as placas para fazer um teste de posicionamento. devem-se respeitar as recomendações de posicionamento. Possui acessórios como degraus.V. a orientação é a de que se aplique uma primeira demão de regularização com a dosagem de uma parte de P. estes devem ser removidos e as falhas preenchidas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3. A cola deve permanecer descansando por uns 15 min. devido a tensões internas que deformam a placa. A regularização deve ser feita com uma ou duas demãos de argamassa de P.A.Cuidados e conservação: A presença de umidade compromete todo o revestimento.A. estriada ou lisa. principalmente daquelas que ficam encostadas nas paredes e que não devem possuir dimensões menores que 10cm e não superiores a 25cm.Pisos de borracha Fabricados com borracha sintética. Ela ataca o adesivo fazendo com que as placas se soltem ou apareçam bolhas na sua parte inferior. Antes de se espalhar o adesivo. geralmente de cor preta. estes pisos têm sido usado principalmente em áreas de grande trânsito de pessoas. desde que entre o produto e a madeira exista uma camada de compensado marítimo. para oito de água. Às vezes acontecem variações das dimensões nominais do produto.A. pois estes elementos atacariam o produto. canaletas e faixa amarela de alerta. pode-se encerar com qualquer cera que não contenha solvente ou mesmo algum derivado de petróleo. deve-se usar uma esponja de aço fina com um pouco de sabão indicado pelo fabricante. o único cuidado que se deve ter é com a retirada das placas soltas ou com defeitos e a posterior regularização do local.A. e isso acontece somente se for aumentada a pressão sobre ele.

supermercados. e espessura de 4. Uma opção para se evitar o problema é a utilização de adesivos com base epóxi. é recomendável que seja disposto pelo sistema de juntas de amarração. em locais de grande movimentação como aeroportos. O outro é chamado piso industrial. No entanto. em suas posições. Se opção for pelo piso estriado. com 15 mm de espessura. Além disso. uma a uma. estações de metrô e trem. que também será espalhada na parte inferior das chapas do piso. A passagem sobre elas é permitida após 72 horas da colocação. passarelas públicas e. estações rodoviárias.5cm. mas a livre utilização do piso é aconselhada somente após seis dias. devendo ser utilizado somente em áreas internas. A fixação do piso colado é feita com adesivo e não é recomendado para locais úmidos ou sujeitos a lavagem.5mm. No caso do piso fixado com adesivo. corredores. para evitar problemas de alinhamento entre as estrias da superfície das placas. indicado para o uso mais pesado. A colocação pode ser iniciada até dois dias após a execução do contrapiso. É fornecido com superfície pastilhada. O procedimento de colocação iniciase pela verificação das condições da base. Para tanto basta molhá-lo com água. Está sendo colocada no mercado uma linha especial. exige-se a garantia de um perfeito desempenamento da superfície. vem sendo utilizados até em estábulos e indicado inclusive para usinas hidrelétricas. que deve estar bem nivelada e sem defeitos.a) . Em seguida o espalhamento do adesivo é feito conforme as técnicas já conhecidas. São fabricados em duas espessuras: o de 9 mm para locais de acesso público restrito como escolas. na Europa. onde deve ser espalhada uma argamassa no traço 1:3 (cimento e areia) e espessura mínima de 3. Os de assentamento com argamassa são recomendados para locais de tráfego intenso. 202 . previamente preenchidas com argamassa. deve-se dispor as placas. A pastilha em relevo. contra a umidade.Desempenho É indicado para áreas de grande fluxo de pessoas. em áreas internas ou externas. foi reduzida para permitir a movimentação de móveis. batendo levemente com uma desempenadeira para permitir o seu perfeito posicionamento. Quando a colocação é feita simultaneamente com a preparação da argamassa de assentamento. é fabricado em duas linhas básicas: pisos de assentamento com argamassa e pisos colados. recentemente. b) – Execução Os pisos de fixação com cimento são colocados sobre a base preparada. estriada ou lisa. para aplicação em escritórios. Depois disso. piscinas internas e áreas de rampa. mas a colocação ficará comprometida se for empregado em ambientes sujeitos a lavagem. neste caso. em quantidade suficiente para preencher todas as cavidades existentes. através de espátulas dentadas e o posicionamento das peças são feito posteriormente. de maneira uniforme e recobri-lo com uma argamassa no traço 1:2. por suas qualidades acústicas e pela segurança que proporciona sua superfície antiderrapante. Embora recomendada essa espessura possa sofrer modificações a critério do engenheiro. principalmente em regiões de rampa e escada. simplesmente apoia-se a chapa sobre ele. este procedimento é feito com adesivos plásticos comuns.

como solventes. isto é. Não é absorvente. esteja ela revestida ou não. não apresenta porosidades e é antialérgico.Cuidados e conservação Se por qualquer motivo. A manutenção é feita com cera vegetal de boa qualidade e o brilho é conseguido pelo emprego de enceradeira.Desempenho Recomendado para ser aplicado sobre quaisquer superfícies. resiste bem aos agentes químicos. b) .08m x 1.6m. desde que estejam niveladas e sem falhas. 8.-Execução A base ideal para a aplicação dos laminados é formada por uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 bem desempenada e com superfície acamurçada. O resultado é um produto que possui alta resistência ao desgaste e umidade. encontradas também em réguas com larguras de 0. recobertos com material melamínico. Não é recomendado que a superfície fique 203 . No entanto. O produto proporciona um acabamento texturizado. Além disso. Além disso. a orientação é que se refaça todo o trabalho de colocação. ladrilhos e outras. Nestes casos. Após o término da obra recomenda-se uma limpeza com escova e a aplicação de uma demão de cera solúvel apropriada de cor preta. desde que estejam em boas condições e para isso é interessante que se faça uma verificação minunciosa no local. a) .3m e 0. a massa deve estar bem curada e isenta de umidade por infiltração. cujo líquido penetre nas juntas entre as placas e elimina as molduras formadas pela poeira.c) . recomenda-se que o serviço seja refeito de forma a eliminar estes problemas.Pisos laminados As chapas de pisos laminados são produzidas através da prensagem de papéis impregnados com resinas fenólicas.2m por 3. Alguns problemas que podem ocorrer são: contrapiso esfarelando ou apresentando trincas e rachadoras. as placas podem ser aplicadas sobre tacos de madeira ou pisos frios. O produto normal não resiste à ação de agentes químicos. mas casos especiais de utilização.25m.3. sob um rígido controle de temperatura. detergentes e tintas. saltos de sapatos. São placas de piso com espessuras de 2 mm nas dimensões de 0. seja por má fixação ou pressa na utilização. Quando a base apresentar lombadas ou concavidades. tacos. As bases podem ser cimentados.6m por 0. assoalhos. a orientação é no sentido de eliminar as mesmas por lixamentos superficiais ou então com o preenchimento do local com argamassa de cimento e areia. são produzidas borrachas com resistência a qualquer tipo de produto. Possui resistência contra as marcas deixadas por equipamentos pesados. É de difícil penetração. dissipa a eletricidade estática e não acumula poeira.8 . cargas móveis. cerâmicos. antiderrapante. desde que se faça uma encomenda especial. as placas fixadas com argamassa soltarem-se. deve-se remover a massa do contrapiso e substitui-la por uma nova camada a fim de garantir a reposição da placa.

Após a secagem. a linha onde se quer cortar. Em seguida. A operação de marcar a placa exige cuidado.não deve grudar nos dedos . ajustando as mesmas às dimensões desejadas. garagens de edifícios etc. Em áreas que possuem umidades. que é feito ao se marcar com um lápis. o colocador deve.8 – Piso de Concreto Utilizado principalmente para pisos Industrial interno ou externo. isto é feito com o auxílio de um formão para levantá-la e um borrifador que injeta diluente sobre o adesivo e facilita a descolagem. na superfície a ser revestida e na chapa laminada. A cola deve ser aplicada nas duas faces. posto de gasolina. Depois disso. A técnica de cortar e recortar as placas deve merecer cuidado. Após a evaporação do solvente. pois o desvio do instrumento com que se risca pode inutilizar a parte decorativa. que é verificada através de um teste simples .3. a análise do terreno de fundação. aumenta-se a pressão. Sempre deve-se prever um espaçamento adequado a fim de permitir a dilatação das placas.geralmente se utilizam vedantes especiais elásticos que possam ser aplicados diretamente sobre as juntas. Para o desgaste lateral. c) . Devem ser armados. o ideal é encontrar uma textura satisfatória. d) . é aconselhável a eliminação da mesma. no entanto.lisa ou áspera demasiadamente. deve-se espalhar sobre a base. sobre a face decorativa da chapa. uma demão de mistura em partes iguais de cola e diluente. isto é. a lima e a lixa. 8. melhorando consideravelmente a durabilidade e manutenção.Cuidados e conservação Se o produto for aplicado de acordo com as recomendações. os materiais a serem empregados o posicionamento das armaduras. A limpeza pode ser feita normalmente e não precisa de cuidados especiais. Em áreas molhadas ou em hospitais .onde a vedação das juntas é obrigatória . com o auxílio de uma régua e do riscador. a placa deve ser colocada em sua situação definitiva e precionada a partir do centro para as bordas de modo a permitir a colagem. for necessária a descolagem de uma placa. assegurando a boa fixação. seja ela de ordem interna ou externa. Devem ser cercados de todos os cuidados possíveis para a sua boa execução e utilização como: o cálculo estrutural.Colocação A utilização de técnicas e ferramentas adequadas para a operação de colocação dos pisos laminados é um fator importante para garantia do serviço executado. fechando os poros da superfície. a concretagem a cura e o controle de qualidade dos pisos. Antes porém. atingindo a metade da espessura da chapa. pois o brilho característico do produto é restaurado com a simples passagem de um pano úmido. A separação entre as partes é feita vergando-as para o lado decorativo até que se parta o sulco aberto. espalha-se o adesivo com uma espátula sobre as duas faces que serão coladas. usa-se a plaina. Não é necessário o uso de cera. Se. marcar e aprofundar o risco. 204 . o estudo das juntas. não deverá apresentar defeitos. com um martelo ou rolete de borracha. pois a perfeita junção entre elas depende deste trabalho..

podem provocar deficiência estrutural bem como infiltração de água e outros materiais. pelos equipamentos e métodos executivos.Para os pisos armados pouco solicitados. com recobrimento máximo de 5.0cm da face inferior da placa. podemos adotar o seguinte: Sub-base preparada preferencialmente com brita graduada tratada com cimento sendo 40% de brita 1. garagens. Os pisos armados têm vantagens sobre os pisos de concreto simples.0cm. 20% de areia fina e 6% de cimento em peso. utilizar armadura ( tela soldada ) adicional a 3. podendo ser: • Juntas de Retração longitudinais e/ou transversais. construtivas (JRC) ou serradas (JRS) JRC – São juntas construtivas onde a largura da placa é limitado pela armadura distribuída. • Juntas de Expansão (encontro) situada nos encontros dos pisos com peças estruturais ou outros elementos que impedem a movimentação dos pisos. a fim de assegurar a sua homogeneidade. escritórios. A armadura ( de preferência tela soldada ) deverá. como nos salões comerciais. pois se não forem adequadamente projetadas e executadas. sem. Nas regiões de emendas. estar posicionada a 1/3 da face superior da placa. no entanto ter descontinuidade estrutural ( utilização de barras de transferência ). quadras esportivas etc. A função deste isolamento é evitar que a infiltração de água pelas juntas prejudique a sub-base. deve-se iniciar o corte das juntas transversais de retração (JRS). O posicionamento da armadura deve ser efetuado com espaçadores soldados (como as treliças) para as telas superiores. condições moderadas de ataque químico. Após o processo de acabamento do concreto. prevê a concretagem em faixas e limitadas em sua largura pelas juntas construtivas (JRC). JRS – O processo construtivo utilizado nos dias de hoje. deve-se promover uma superposição de pelo menos 15 cm. dando tempo para realizar o acabamento. porem representam pontos frágeis no piso. 1998).15mm) como as denominadas lonas pretas. Em geral este tempo é de cerca de 10 horas após o lançamento do concreto. 205 . deve ser feito com filme plástico (espessura mínima de 0. ser maior do que 1/6 da espessura da placa e menor do que ¼ da espessura da mesma (RODRIGUES. Quando não se tem certeza de um preparo confiável do solo. obrigatoriamente. . lojas .25 MPa – Uso industrial geral: veículos com pneumáticos. e também evitar a absorção de água pela subbase. - - - - A junta é a descontinuidade do concreto e da armadura. O corte deve ter no mínimo 40 mm. Resistência mínima do concreto: .20 Mpa – Pedestres e carros.Slump entre 5 a 10 cm As juntas têm a função de permitir as movimentações de contração e expansão do concreto. O material deve ser lançado e espalhado com equipamentos adequados. O isolamento entre a placa e a sub-base. 40% de brita 2. pois permitem a redução considerável do número de juntas.

8. Figura 8. isto faz com que o piso trabalhe independente das outras estruturas existentes. Nos casos de pilares e pequenas aberturas nos pisos. 1998).19.As juntas de expansão são fundamentais para isolar o piso das outras estruturas.20 – -Selante para junta de construção 206 . somente poderão ser serradas quando for visível o deslocamento entre as placas.21). também conhecida como junta tipo diamante (RODRIGUES.20. normalmente utiliza-se a solução apresentada na figura 8. A selagem das juntas deverá ser feita quando o concreto estiver atingido pelo menos 70% de sua retração final (Figura 8. No caso das juntas de construção (para a formação do reservatório do selante).19 – Junta de expansão tipo diamante As juntas tipo serradas deverão ser cortadas logo após o concreto tenha resistência suficiente para não desagregar e ter profundidade mínima de 3cm. Figura 8.

tanto no plano vertical como no horizontal e concomitantemente ao eixo da placa. é de que a relação entre a largura e o comprimento seja na ordem de 1:1. sem gerar tensões.Atualmente. OBS: . sistema mais antigo. 207 .0m.5 a 15 cm de espessura e. para pisos de 10 a 12. A recomendação para as placas de concreto simples. Piso armado: placas com comprimento até 30m. A prática de enrolar papel de embalagens de cimento.21 – Selante para junta serrada O espaçamento das juntas podem ser: Piso não armados: • • • placas com no máximo 3. para pisos de 12. placas de no máximo 8.Figura 8. onde a concretagem é efetuada isoladamente das placas vizinhas.0m.Quando utilizarmos barras de transferência as mesmas devem trabalhar com pelo menos uma extremidade não aderida. A concretagem pode ser executada de duas maneiras: em dama (xadrez). Os conjuntos de barras devem estar paralelos entre si. placas de no máximo 5.5cm de espessura. que só serão concretadas 24 horas após ou em faixas. para pisos de 15 a 25 cm de espessura.0m. onde as juntas serão serradas após 10 horas do lançamento do concreto (Figura 8. pois acabam formando vazios entre o aço e o concreto. a concretagem em dama deve ser evitada. lona plástica ou mangueira na barra é prejudicial aos mecanismos de transferência de carga. podendo ser empregada apenas em trabalhos muito simples.Para que isso aconteça metade da barra tem que estar com vaselina industrial para impedir a aderência ao concreto. para permitir que nos movimentos contrativos da placa ela deslize no concreto. .5.22).

Detalhes da execução do piso de concreto 208 .Figura 8.22 .

deixando uma marca entre 2 a 4 mm. quando o material está um pouco rígido. Deve ser aplicado no sentido transversal da concretagem. por não ficarem firmemente aderidos ao concreto. acrílico ou outro composto capaz de produzir um filme impermeável.Cura: A cura do piso pode ser do tipo química ou úmida. O equipamento é om mesmo empregado no desempeno mecânico. constituída de uma régua de alumínio ou magnésio. O alisamento superficial ou desempeno fino (troweling) é executado após o desempeno. preferencialmente dupla. lisa e dura. remover protuberâncias e promover o adensamento superficial do concreto. Deve ser efetuada com ferramenta denominada rodo de corte. 209 . a superfície deverá estar suficientemente rígida e livre da água superficial de exsudação. .. além disso. visto que podem danificá-la na sua colocação. uma nova aplicação do rodo de corte proporciona acentuada melhoria dos índices de planicidade e nivelamento. A cura química deve ser aplicada à base imediatamente ao acabamento podendo ser de PVA.Acabamento superficial: O acabamento superficial é formado pela regularização da superfície. e pela texturização do concreto. que condensando pode provocar manchas no concreto. Para a sua execução. algum tempo após a concretagem. O desempeno mecânico do concreto (floating) é executado com a finalidade de embeber as partículas dos agregados na pasta de cimento. Na cura úmida deverão ser empregados tecidos de algodão ou sintéticos. Poderão ser empregados os filmes plásticos. mais exigem maior cuidado com a superfície. que deverão ser mantidos permanentemente úmidos pelo menos até o concreto ter alcançado 75% da sua resistência final. fixada a um cabo com dispositivo que permita a sua mudança de ângulo. formam uma câmara de vapor. para produzir uma superfície densa. A regularização da superfície do concreto é fundamental para obtenção de um piso com boa planicidade. com a diferença de que as lâminas são mais finas. A operação mecânica deve ser executada quando o concreto suportar o peso de uma pessoa. Nesta etapa. Seu uso irá reduzir consideravelmente as ondas que a régua vibratória e o sarrafeamento deixaram. Devem ser empregadas acabadoras de superfície.

• Retirar das caixas somente as cerâmicas que serão assentadas. sintéticas etc. Para cada tipo de piso deve-se estudar a junta mais indicada. 210 . 3 . 6 – Cuidados na utilização das cerâmicas: • As cerâmicas devem retornar a cor natural após secarem. esteja seca do tipo “farofa" no ato da sua aplicação. e a mesma deverão coincidir com as juntas estruturais efetuadas no contrapiso.ANOTAÇÕES 1 .Nos pisos de concreto pode ser adicionadas fibras (de aço. 5 – Cuidados na aquisição de revestimentos cerâmicos: • Verificar ao receber o produto a tonalidade o PEI e se todas as caixas são do mesmo lote e têm a mesma classificação. 2 – Mesmo em áreas pequenas devemos prever as juntas entre os pisos e as paredes. que auxiliam na redução das fissuras. assentados com cola. Cuidado. • As cerâmicas não devem ser molhadas se forem assentadas com cimento colante.Nas colocações de pisos em grandes áreas deve-se prever juntas de dilatação(expansão).). 4 .Verificar sempre se a argamassa de regularização para pisos. • As cerâmicas podem apresentar pequenas variações nos tamanhos e na sua tonalidade. • O tardoz deve estar isento de pó ou outro material solto que impeçam sua boa aderência.

1 . Os pigmentos ativos possuem função de conferir cor e capacidade de cobertura a tinta. Sua composição básica inclui pigmentos. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de tinta ideal para a sua edificação. na fase de enlatamento.TINTAS A tinta é uma composição líquida. • Especificar corretamente o preparo das bases para a aplicação das tintas. xilol. ativos e inertes. • Classificar corretamente os vidros.SEUS TIPOS Aqui são relacionados os tipos comumente encontrados na construção civil classificado de acordo com os veículos utilizados em sua formulação. enquanto que os inertes (ou cargas) encarregam-se de proporcionar outras características. aguarrás. quando aplicada sobre uma superfície. • Especificar corretamente o esquema de pintura.1 . consistência.TINTAS E VIDROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. para facilitar o empastamento dos pigmentos. tais como lixabilidade. veículo. de fácil execução. Os solventes são utilizados pelo fabricante nas diversas fases da fabricação da tinta. é a caiação a pintura mais indicada para as paredes por ser mais econômica que as demais. Podem se divididos em dois grandes grupos. O usuário emprega o solvente para adequar a tinta às condições de pintura. dureza. pigmentada que. 9. alastramento. sendo responsável pela formação da película protetora na qual se converte as tintas depois de seca. • Especificar corretamente a colocação dos vidros. torna-se uma película protetora e decorativa. facilitar a fluidez dos veículos e das tintas prontas. Entre os solventes mais comuns encontram-se a água. para regular a viscosidade da pasta de moagem.1. etc. solventes e aditivos. Os pigmentos são partículas sólidas (pó) e insolúveis. visando à facilidade de aplicação. O veículo de uma tinta é constituído por resinas. No preparo da tinta recomendam-se os seguintes cuidados: cal de boa qualidade. 9. além de ser desinfetante. etc. Uma tinta pode conter vários pigmentos. etc. cetonas. • Verificar a qualidade das tintas. além de exercer função sanitária e influir na distribuição da luz. queima de cal em vasilhame limpo e passagem da pasta através de uma 211 .Nas construções rurais. álcoois.09 . Caiação .

é uma solução à base de borracha clorada. Estas duas propriedades estão intimamente ligadas ao tipo.. galeificação. Esmalte Sintético .é semelhante ao esmalte sintético. torna-se homogênea mediante agitação manual. que conferem a tinta maior resistência ao intemperismo.1. adicionam-se à cal produtos impermeabilizantes. empedramento.é uma tinta aquosa. A adição da água deve ser em quantidade necessária para obter-se uma pasta maleável. três demãos. Na superfície interna da embalagem não deve haver sinais de corrosão. O primeiro expressa a relação entre a área pintada e o volume de tinta gasto (l/m²).SUA QUALIDADE Ao se abrir uma embalagem pela primeira vez.2 .é uma tinta à base de resinas alquídicas. no mínimo. não apresenta odor pútrido e nem expelir vapores tóxicos. se junta à tinta certa quantidade de óleo de linhaça para melhor aderência da pintura. de óleos secativos e solventes. cor e espessura. Este fato faz com que as tintas acrílicas sejam recomendadas. preferencialmente. pincéis grandes. Há necessidade de. ou seja. Látex P.V. Na prática. Aplicação: brochas. Rendimento e cobertura são dois conceitos distintos. Quando é necessária maior proteção contra a infiltração de água da chuva.A. a tinta deve satisfazer às seguintes condições: não apresentar excesso de sedimentação. à base de resinas epóxi.V. para superfícies externas.A. etc. . em solventes alifáticos. O outro se refere à capacidade da tinta de cobrir totalmente a superfície (contraste e cor). Látex Acrílico . no caso de aplicação de cores. à base de acetato de polivinila (P. separação de pigmentos ou formação de pele (nata). Nas caiações em paredes externas. devendo as marcas destes acessórios desaparecer logo após a aplicação da tinta. óleo. Apresenta-se em dois componentes: tinta e catalisador. qualidade e quantidade de resinas e de pigmentos utilizados na formulação da tinta. a tinta precisa se espalhar facilmente. quanto ao brilho. sendo que. de alta plasticidade e de grande resistência à água. coagulação.é também uma tinta aquosa. à base de emulsões acrílicas. No momento de aplicação. um leite de cal mais ou menos denso.é uma tinta em solução. Verniz Poliuretano . a primeira demão deve ser branca. de maneira que o rolo ou pincel deslizem sem resistência (suavemente). É 212 . Tinta de borracha Clorada .é uma solução de resinas poliuretânicas.).peneira fina. Tinta Óleo . resultando uma película uniforme. de grande resistência à abrasão.. com preponderância do teor Tinta Epóxi . esta capacidade é medida em número de demãos. 9.

isenta de poeira. com pouco cimento. cheia e fechada. precisam prevenir o desenvolvimento de organismos biológicos . aplicar uma solução de água com cerca de 25% de água sanitária para remover as partes mofadas e.justamente aqui. deve ser lixada para que sejam eliminadas as farpas. porque a impermeabilidade da tinta dificultará a saída da umidade e as trocas gasosas necessárias à carbonatação do reboco. que se têm as maiores diferenças de qualidade entre as tintas no mercado. Além disso. sem a qual se tornará pulverulento sob a película da tinta. enxaguar a superfície. desbotar. pintada pela primeira vez. aumentando a coesão da superfície. A durabilidade de uma tinta refere-se à resistência à ação do intemperismo ao longo do tempo. Antes de iniciar a pintura sobre um reboco novo. após um ano da data da fabricação.. o que os pode ser feito em laboratório. Normalmente.fungos e bactérias. não sujeitos a grande variação térmica. sabão ou mofo. apresentar resistência à ação de agentes químicos. apresentam superfície poucas coesas. Se a tinta for aplicada sobre o reboco mal curado. raspar ou escovar as partes soltas ou mal aderidas. a tinta armazenada na embalagem original. removendo-se a poeira e aplicando-se o acabamento. lixa-se novamente. Em seguida aplica-se uma demão de fundo branco fosco. deve-se utilizar água morna com detergente para eliminar manchas de gordura. os tipos de tinta mencionados devem ser armazenados em locais secos e ventilados. seca. fato que pode ser verificado ao se esfregar a mão sobre o reboco. com alto poder de penetração e grande resistência à alcalinidade natural do reboco. 9.PREPARAÇÃO DA SUPERFÍCIE A adequada preparação da superfície é fator tão importante como a escolha de bons produtos para a sua pintura.. comuns no uso doméstico. A superfície de madeira.1. 213 . Os seguintes cuidados devem ser observados: ela deve ser limpa. na variação destes elementos. Assim. uniformização da absorção da superfície e aumento do rendimento do acabamento. não pode apresentar formação de pele e os problemas já mencionados anteriormente. é preciso aguardar que ele esteja seco e curado. água sanitária. usando lixa de grana adequada. constatando-se a existência de partículas soltas (grãos de areia). Neste caso. recomenda-se aplicar uma demão de fundo à base de solvente. A qualidade também depende do tipo da tinta e a maneira de se medir previamente a durabilidade de uma tinta é através de testes de imtemperismo acelerado. As tintas devem ser laváveis. bem como suas propriedades de proteção. com diluição de até 15% de diluente e corrigem-se as imperfeições com massa a óleo. eliminar o brilho de qualquer origem. atendendo às recomendações de temperatura do fabricante. A melhor tinta é aquela que demora mais para calcinar. tais como detergentes. em seguida. Este procedimento resultará nos seguintes benefícios: fixação de partículas soltas. Rebocos deficientes. as pequenas imperfeições (rasas) devem ser corrigidas com massa corrida (em reboco interno) ou massa acrílica (em reboco externo).3 . gordura. corrigir com argamassa as imperfeições profundas da parede. Após a secagem. etc. provavelmente a pintura descascará. proteção do acabamento contra alcalinidade do reboco. perder sua boa aparência. causando o descascamento.

9. finalmente.deve-se aplicar massa acrílica em camadas finas. látex em mau estado. recomenda-se seguir a orientação do fabricante. com diluição de 10% de água (usar rolo de espuma). com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). aumentando o brilho da superfície. Quando se deseja resistência superior e maior durabilidade do acabamento. apenas utilizando-se de tinta látex acrílica. lixa-se e se aplica o verniz. deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. Outro produto conhecido como Neutralizador de Ferrugem. com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. ele é aplicado a frio e transforma quimicamente a superfície do ferro ou oxidos nela existentes em fosfatos inertes do ponto de vista da corrosão. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda com até 5%.V. uma demão de látex textura acrílica. etc.1. com diluição de até 10% de água. eliminar o pó e aplicar o fundo à base de solventes (1). Para a pintura nova sobre ferro é necessário remover-se a ferrugem. duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água. O acabamento convencional sobre rebocos (interno e externo) requer uma demão de tinta látex (P. deve ser efetuada removendo-se as partes soltas com espátula. ou acrílica). duas demãos de esmalte sintético brilhante. No externo processe-se da mesma forma. com diluição de 20 a 30% de água. não se aplica fundo branco fosco e nem massa a óleo. com a finalidade de facilitar a limpeza. para que a 214 . recomenda-se observar atentamente as orientações sobre a preparação da superfície.4 . finalmente. isto é. lixar a superfície. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã) .A. ou caiação. uma demão de liqui-brilho. . convenientemente diluído. Quando se pretende um acabamento acrílico texturado. duas demãos de esmalte sintético brilhante. já que existe uma grande diferença de qualidade entre as tintas disponíveis no mercado. Na repintura. No acabamento texturado em corredores. e aplica-se fundo a base de zarcão ou óxido de ferro e pintar. lixa-se para nivelar a base e aplica-se o acabamento. No entanto. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda até 5%. aplicam-se duas demãos de tinta látex acrílica sobre a textura acrílica. com diluição de 20 a 30% de água. uma demão de látex textura acrílica. utilizando lixa ou escova de aço. escadarias. bem diluída (com até 100% de água). etc. Após a secagem. mas sim selador para madeira.ESQUEMA DE PINTURA Qualquer que seja o esquema de pintura a ser aplicado. pode ser usado antes de aplicarmos o zarcão. impedindo o aparecimento de ferrugem. podendo haver significativas variações. O número de demãos e as indicações sobre a diluição das tintas baseiam-se em produtos de boa qualidade. descascando. deve-se usar uma demão de látex textura acrílica com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. dispensando-se aplicação de fundo branco fosco.banheiros.Na repintura sobre madeira. elimina-se a ferrugem e aplica-se o fundo apenas nas partes onde a superfície metálica esteve exposta. deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. deve-se aplicar massa corrida em camadas finas e duas demãos de tinta látex. No acabamento liso de áreas molháveis . cozinhas. No acabamento liso interno. calcinado. Quando se pretende um acabamento texturizado. fazer os reparos. A repintura sobre superfícies críticas. de alto poder de penetração. o procedimento é semelhante ao da primeira pintura. No caso de envernizamento da madeira.

o que aumentará a impermeabilização da superfície.A.A. deve-se aplicar duas demãos de tinta acrílica. a umidade penetrará. No acabamento direto sobre bloco de concreto (interno ou externo). Quando se deseja pintar o concreto aparente. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). entretanto. conforme orientação do fabricante. Na face externa das telhas de fibrocimento. de acordo com as instruções do fabricante.P.V. Além disso. fissuras ou orifícios. Deve-se observar. o que facilita a aplicação da pintura. som diluição de 20 a 30% de água. recomenda-se especial atenção no sentido de que os frisos da massa de assentamento não sejam profundos e de que não haja irregularidades acentuadas (buracos) na superfície dos blocos. Em seguida. Nas superfícies de litocerâmica não esmaltada ou de tijolo à vista aplica-se massa de assentamento adequadamente frisada. lixa-se levemente para quebrar o brilho. Para que a superfície se torne brilhante e mais resistente. ou acrílica). A massa de assentamento não deve apresentar falhas. pois a tinta menos diluída tenderá a encher tais depressões. Para obter um acabamento texturizado. com diluição de 20 a 30% de água. Para maior resistência e durabilidade. sem alterar o aspecto. ou acrílica . recomenda-se frisar a massa de assentamento de maneira que os frisos sejam rasos. Se isto ocorrer. Para a pintura da face interna. prejudicando a pintura interna. Se forem profundas. Preferencialmente. deve-se consular os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. esta segunda demão de textura acrílica deve ser aplicada com diluição de até 10% de água. (usar rolo de espuma). poderá haver trincamento na textura acrílica. Nas barras lisas de cimento (internas e externas) recomenda-se aplicar duas demãos de tinta látex acrílica. dispensa-se a aplicação de fundo à base de solventes.com diluição de 20 a 30% de água. devem-se efetuar os reparos necessários com a mesma massa. diluído com até 100% de diluente. Para maior resistência e durabilidade do acabamento. aplicam-se duas demãos de tintas látex . Caso isto ocorra. não apresentando falhas. Eventuais reparos precisam se efetuados com nata de cimento ou massa acrílica principalmente nos casos em que se deseja pintá-la. 215 . a pintura do lado externo aumentará a vida útil da telha. fissuradas ou orifícios. Neste caso. recomenda-se aplicar mais duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água. deve-se aplicar uma demão de silicone. Lixa-se a superfície e em seguida aplica-se silicone. recomendase aplicar mais duas demãos de tinta látex (P. com o auxílio de detergentes ou removedores à base de aguarrás. esta primeira demão deve ser feita com pincel. de alto poder de penetração e resistência à alcalinidade. o que aumenta a impermeabilização sem alterar o aspecto. com diluição de 20 a 30% de água.V. duas demãos de tinta látex acrílica.superfície não se torne brilhante. resultando um aspecto final semelhante à própria textura do bloco (usar rolo de lã). os fabricantes recomendam que se efetuem reparos necessários com a mesma massa. Para proporcionar brilho e mais resistência a estas superfícies. sobre a massa de assentamento (frisos). No concreto aparente deve-se eliminar os eventuais resíduos de substâncias desmoldantes utilizadas para retirar as formas para concreto. com diluição de 30 a 40% de água. pois não havendo impermeabilização na face externa. recomenda-se também consultar os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. que não é aconselhável pintar apenas a superfície interna da telha. uma demão de látex textura acrílica. Em seguida. Se isto ocorrer. Em seguida aplica-se uma demão de látex textura acrílica. deve-se aplicar uma demão de fundo à base de solventes..

causando a mancha. porém. normalmente aplicando-se duas demãos de esmalte sintético brilhante. antes de iniciar a pintura. acetinado ou fosco. sendo que o fosco não é recomendado para superfícies externas. antes de pintar o reboco. é suficiente aguardar a secagem total da parede.1. A primeira demão deve ser diluída com até 15% de diluente e a segunda com até 5%. Lixar levemente entre as demãos. são aplicadas duas demãos de esmalte sintético brilhante. deve-se aguardar até que esteja completamente seco e curado. A primeira demão de esmalte pode ser diluída com até 15% de diluente e a segunda. A causa é a umidade. o que demora cerca de 30 dias. O desagregamento manifesta-se pela destruição ou descascamento da pintura. que a umidade sempre acarreta problemas na superfície. No primeiro envernizamento da madeira normalmente são necessárias três demãos de verniz brilhante ou fosco. depois de preparadas adequadamente. É preciso lixar a superfície levemente entre as demãos. sendo que esta última é a mais difícil de ser eliminada. que se torna pulverulento. sendo que este último não é recomendado para superfícies externas. A eflorescência manifesta-se pelo aparecimento de manchas esbranquiçadas na superfície pintada. aplicar uma demão de fundo à base de solvente de grande resistência à alcalinidade e repintar. A correção pode ser feita da seguinte forma: raspam-se as partes de agregadas: corrigir as imperfeições profundas do reboco com argamassa.CUIDADOS NA APLIAÇÃO DAS TINTAS Nas superfícies de reboco ocorrem muitos problemas em função de umidade.Em pinturas sobre madeira devem ser observadas as orientações a respeito da preparação da superfície. se houver apenas eflorescência. Observa-se. 9. com até 5%. onde se deposita. Nas superfícies de ferro. A prevenção. é aguardar até que a parede esteja seca e curada. A causa deste problema reside no fato de a tinta ter sido aplicada antes que o reboco estivesse curado. aplicar a tinta. cuja solução é simplesmente aguardar a secagem total da parede. e a segunda e terceira com 5 e 10% respectivamente. Para se prevenir este inconveniente. A carbonatação (cura) do reboco se dá pelo processo de reação do gás carbônico com óxidos metálicos provenientes do reboco que contém cal. Aqui é tratado apenas. que não podem ser resolvidos apenas com a pintura. podendo envolver também o substrato. acetinado ou fosco. a tinta foi aplicada sobre o reboco ainda úmido. desagregamento e saponificação. Entretanto é oportuno lembrar que as causas mais comuns de umidade são: vazamento em encanamentos. Estes "inimigos" da pintura podem acarretar inconvenientes conhecidos por eflorescência. preparar a superfície e depois. infiltração de águas pluviais e má impermeabilização de alicerce. cura insuficiente e alcalinidade.5 . o caso de umidade proveniente de um reboco que ainda não estava seco. lembrando-se de que este último é recomendado para superfícies internas. Também deve-se lixar levemente entre as demãos. O reenvernizamento é feito normalmente com duas demãos. A secagem se dá pela eliminação da água sob forma de vapor. sem desagregamento. Para a correção. Primeiro é necessário eliminar a umidade. que arrasta o hidróxido de cálcio do interior para a superfície pintada. isto é. neste caso. A diluição na primeira demão pode ser de até 20% de diluente. 216 .

aguardar a secagem e a cura. aplicar uma demão de fundo à base de solventes. acarretando os defeitos já mencionados. se cair realmente uma chuva e não apenas pingos isolados. A causa da saponificação é a alcalinidade natural do reboco. raspando-se em seguida. Aplicar uma demão de fundo à base de solvente. Torna-se oportuno esclarecer que. a tinta deve ser diluída de acordo com as instruções do fabricante. costuma-se aquecer a pintura com um maçarico até que ela estoure. ainda quente (este procedimento é somente aconselhável quando executado por profissionais experientes). Como é difícil remover este tipo de tinta. A correção para tintas do tipo látex é a seguinte: raspar. rasas e sem continuidade ocorrem por duas razões: a primeira é o tempo insuficiente de hidratação da cal. A causa do descascamento da tinta pode ocorrer também quando. de grande resistência à alcalinidade. Esta alcalinidade. em certos casos. raspando e lixando. corrige-se a superfície com massa acrílica (interna e externamente) ou massa corrida (internamente) lixa elimina-se o pó e se repinta. antes da aplicação do reboco. A superfície apresenta-se. Após estas providências. neste caso. a primeira demão não foi suficientemente diluída e/ou havia excesso de poeira na superfície. sem esfregar. no primeiro caso. sem prévia preparação da superfície. No segundo caso. podendo até ocorrer o escorrimento de óleo. Para a sua prevenção sempre que se pintar sobre reboco. na primeira pintura sobre o reboco. A correção em ambos os casos deve ser efetuada com a raspagem ou escovagem da superfície até a total remoção das partes soltas ou mal aderidas. provocando o descascamento ou a destruição da película de tinta P.A. na presença de um certo grau de umidade. A saponificação manifesta-se pelo aparecimento de manchas na superfície pintada. é necessário que ele esteja seco e curado. e repintar. de grande resistência à alcalinidade. constituindo camada pulverulenta. não haverá manchas. Para se evitar possíveis defeitos decorrentes da alcalinidade. repintar. com água. Aplicar duas demãos de fundo à base de solventes. A primeira demão deve ser bem diluída para penetrar na superfície. A correção é feita desta forma: abrem-se as fissuras com estilete. pela utilização do cimento e cal. eliminando as partes atacadas e as mal aderidas. reage com a acidez característica de alguns tipos de resina. a segunda é a camada excessivamente espessa de massa fina. Decorrem do fato de estes pingos trazerem à superfície os materiais solúveis. escovar e lixar toda a superfície. recomenda-se a correção das imperfeições com massa acrílica (externa e internamente) ou massa corrida (internamente). repintar. uma demão de fundo à base de solvente. ou pelo retardamento indefinido da secagem de tintas a base de resinas alquílicas. A correção é efetuada com a lavagem de toda a superfície pintada. recomenda-se aplicar. As trincas e fissuras. em seguida. Portanto qualquer tinta aplicada sobre caiação está sujeita a se descascar rapidamente. estreitas. A cal não apresenta boa aderência sobre o substrato. deve ser a não aplicação de tinta diretamente sobre a caiação. O caso de manchas causadas por pingos de chuva ocorre quando se trata de pingos isolados em paredes recém pintadas. previamente. A correção para tintas à base de resinas alquílicas é feita da seguinte forma: remover totalmente a tinta mediante lavagem com solvente. sempre pegajosa. Em seguida. A prevenção. de grande resistência à alcalinidade. O descascamento ou não aderência é causado por pintura sobre caiação.V. Aplica-se 217 . E.

No segundo caso. óleo ou nicotina é feito com a lavagem da superfície por meio de solução de água com 10% de amoníaco ou detergentes que contém amônia. Isto feito. Aguarda-se a secagem total da superfície e torna-se a pintar. O certo é o emprego de massa a óleo.então uma demão de fundo à base de solvente para melhorar a firmeza da superfície. não é indicada para superfícies externas.A. corrigem-se as imperfeições com massa acrílica e repinta-se. Aguardar a secagem total e repintar. quando a nova tinta aplicada umedece a película da tinta anterior. quando desejável. A correção é feita com a remoção total da pintura. bolhas e descascamentos.V. Em seguida repintar.V. recomenda-se retocar a superfície com massa corrida.A. Em seguida. no primeiro caso. O aparecimento de bolhas seguidas de descascamento em paredes externas geralmente é causado pelo uso indevido da massa corrida. Os problemas mais comuns em superfícies de madeira pintadas com tinta de sistemas alquímicos são os retardamentos da secagem. corrigir as imperfeições com massa acrílica e repintar. A primeira precaução é evitar tais madeiras. principalmente em portas. Este procedimento. Em seguida. com água em abundância. isto é. má aderência e trincas. aplicar uma demão de fundo à base de solventes (1) e repintar. podem ocorrer na primeira pintura em paredes internas. em todos os casos. Se esta aplicação resultar uma película brilhante. Em seguida. manchas. quebra-se o brilho lixando suavemente. após o lixamento da massa. pode ser substituído pela aplicação de fundo à base de solvente. para este fim. como se fosse tinta. A repintura sobre madeira impregnada com resíduos de soda cáustica (ou similares) utilizada na remoção da pintura anterior é uma segunda causa do problema que pode ser prevenido se. Trincas e má aderência geralmente ocorrem quando se utiliza massa corrida P. 218 . O retardamento indefinido da secagem e/ou manchas é causado pela migração de ácidos orgânicos e/ou resinas naturais características de determinados tipos de madeira. A correção. Outra hipótese da ocorrência dos mesmos problemas constata-se na repintura. forem eliminados estes resíduos a partir da lavagem de toda a superfície. Cabe aqui observar que a massa corrida P. deve ser feita pela remoção da massa corrida e a aplicação de uma demão de fundo à base de solventes.V. deve-se raspar ou escovar a superfície até a remoção total da "pintura". Não se deve utilizar massa corrida P. para corrigir imperfeições de madeira. Recomenda-se consultar os fabricantes de tintas sobre cada caso específico. A correção. Isto acontece quando. lava-se a superfície com água em abundância para que sejam eliminados os resíduos de soda cáustica. Os mesmos problemas. repinta-se.A. antes da repintura. sendo aplicada com rolo. Estes casos são raros e de difícil solução. a poeira não foi devidamente eliminada da superfície e/ou a tinta não foi adequadamente diluída e/ou a massa corrida utilizada era muito fraca (com pouca resina). bem diluída. Depois aplica-se uma demão de fundo à base de solventes. provocando a sua dilatação. sobre massa corrida. A correção de manchas amareladas provocadas por gordura. seja pela correção da superfície ou para "pintura". deve ser feita com a remoção (raspagem) das partes onde ocorreu o fenômeno.

. que podem surgir sob e película ou sobre ela. agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação DEFEITOS AGENTES Perda de água aderência. sais. degradando o pigmento e veículo da pintura. . aplicação Alteração no aspecto . intemperismo Manchas escuras na superfície fungos Umidade água 219 . que provoca esforços originando os citados problemas. .a alteração na cor e brilho da pintura é o resultado da ação de alguns agentes agressivos tais como radiação ultravioleta. descasc amento Perda de sais álcalis aderência.as condições ambientais. empol amento.podem ocorrer pela preparação inadequada da base. umidade e temperatura podem favorecer o crescimento de fungos. em seguida. aplicação de uma demão de fundo branco fosco bem diluído. neste caso..pode estar associado ao ataque de álcalis ou ao surgimento de eflorêscencia pelo carreamento de sais solúveis em água através da parede. é feita com a eliminação da massa corrida. Fendilhamento Fissuras e intemperismo POSSÍVEIS MECANISMOS DE DEGRADAÇÃO .aplicação inadequada da pintura. . empol amento. Tabela 9. A baixa permeabilidade ao vapor de água pode permitir o acúmulo de umidade sob a película. correção das imperfeições com massa a óleo. descasc amento. partículas em .pode ocorrer pela presença de água sob a película de pintura.Defeitos observados. .produto inadequado ao fim a que destina. lixamento e eliminação de pó para.a retenção de poeira pela pintura e a suspensão conseqüente lavagem pela chuva provoca o no ar surgimento de regiões manchadas.1 .preparação inadequada da base. repintar. etc. Normalmente ocorrem tanto no interior quanto no exterior da edificação nas faces com má ventilação e sem incidência de radiação solar direta. água.A correção. .podem ocorrer pela perda da capacidade de flexibilidade da película após a ação da radiação solar particularmente sua parcela de radiação ultravioleta. .

somente deverá ser aplicada quando a anterior estiver adequadamente seca.CONDIÇÕES AMBIENTAIS DURANTE A APLICAÇÃO Os serviços de pintura devem sempre ser realizados em ambiente com temperaturas variando entre 10ºC e 35ºC.vidros. a pintura em superfícies interiores deve ser realizada em condições climáticas que permitam que portas e janelas permaneçam abertas.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em madeira 220 . com o transporte de partículas em suspensão no ar. A pintura recém-executada deve ser protegida contra a incidência de poeira ou de água.Os salpicos que não puderem ser evitados precisam ser removidos enquanto a tinta ainda estiver fresca.9. alvenarias e concretos aparentes.7 . ou mesmo contra contatos acidentais durante o período de secagem.1. A última demão de tinta deve proporcionar a superfície uma película de pintura uniforme.. As pinturas executadas em superfícies exteriores não devem ser efetuadas quando ocorrer precipitação pluvial. condensação de vapor d'água na superfície da base ou ventos fortes. Segue abaixo algumas sugestões: • de madeira: Figura 9. a menos que o fabricante estabeleça outro intervalo de variação para um tipo específico de tinta. não provoque na mesma enrugamentos. etc.. anteriormente aplicada.1. de modo tal que o contato com a película.6 . descoloramentos. empregando-se removedor adequado. falhas ou imperfeições. Cada demão de tinta subseqüente. As pinturas de interiores podem ser efetuadas mesmo quando as condições climáticas impeçam as do exterior. De preferência. desde que seja obedecida a variações de temperatura. pisos. e que não ocorra condensação de vapor de água na base a ser pintada. 9.1 . sem escorrimentos.MATERIAL DE TRABALHO Podemos utilizar vários tipos de materiais e equipamentos para se efetuar uma boa pintura. Também devem ser evitados escorrimentos ou salpicos de tinta nas superfícies não destinadas à pintura . etc.

Os pincéis têm sempre o corpo e o cabo redondos e às cerdas é dado um formato de acordo com a finalidade de uso.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em metais Figura 9. São mais usados para pinturas em paredes. Mais comumente.V. sem muito esforço físico.A. As trinchas têm sempre o corpo e o cabo de forma retangular e achatada.. madeira ou metal. em alvenaria. .rolos de lã: para aplicação de látex.3 .rolos de espuma lisa: para aplicação de esmalte.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em paredes NOTA Pincel ou Trincha? São praticamente a mesma coisa. etc. P.. ou acrílico.• de metais: • parede: Figura 9.2 . São mais comumente usados para trabalhos artesanais. os rolos são utilizados como segue: . 221 . Proporcionam grande rendimento. Rolos? São indicados para pintura de grandes superfícies. verniz ou óleo em madeira ou alvenaria interna.

c . em superfícies externas..) e acrílico) sobre superfícies de madeira ou ferro (exemplos: massa corrida para corrigir imperfeições de portas antes de pintar.V.Não pintar o reboco antes que o mesmo esteja completamente seco e curado.1. g.8 . b . primeira demão de látex nas portas antes de aplicar o esmalte). 9.Não utilizar massa corrida diluída com água como se fosse uma tinta de fundo. d .A. 222 . Látex Acrílico Massa corrida P.Não utilizar produtos látex (P.Não aplicar tinta diretamente sobre paredes caiadas.V.A.RENDIMENTOS Tabela 9. O verniz ou esmalte brilhante são mais resistentes.Antes de pintar uma superfície.V.rolos de espuma texturizada: aplicação de látex ou tinta texturada em alvenarias.9 .1.V.Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade: TINTAS Látex P.6 l ) / DEMÃO 30 m² 30 m² 20 m² 20 m² 35 m² 40 m² 40 m² 30 m² 20 m² 35 m² 35 m² 30 m² a . e .A Massa corrida acrílica Tinta à óleo Esmalte sintético Grafite Zarcão Massa à óleo Verniz Epoxy Silicone 9.RECOMENDAÇÕES GERAIS RENDIMENTO Galão ( 3. certifica-se de que a mesma esteja adequadamente preparada e que a tinta a ser aplicada seja compatível com a superfície.Não utilizar verniz fosco ou esmalte fosco em superfícies externas.A.Não aplicar massa corrida P.2 . f .

suporta pressões de 5..Exemplo de fixação dos vidros nos caixilhos 223 . O vidro não é poroso nem absorvente. cloreto de sódio. etc. automobilística..3 . Tabela 9.. nitrato de sódio. obtida através do resfriamento de uma massa em fusão. soda.800 a 10. O vidro em sua fabricação atinge uma temperatura de 800 a 1000° C. Figura 9. portas. corantes (óxido de cobalto-azul.. O vidro colorido. é ótimo isolador. vidros curvos: usados na ind.4 . arsênico. os vidros podem reduzir o consumo energético de um edifício ou residência.9. aparelhos eletrônicos. frascos. Podemos utilizar o vidro da seguinte maneira: • • • • vidro oco: para garrafas. possui baixo índice de dilatação e condutividade térmica.. além do aspecto estético. etc. óxido de ferro-verde. óxido. Na colocação em caixilhos utilizamos massa de vidraceiro para a sua fixação (Figura 9. vidros finos: lâmpada. óxido de selênio-cinza) e sucata de vidro. cálcio.4).. O vidro é composto por: sílica.VIDRO O vidro é uma substância inorgânica e amorfa.2 . Suas principais qualidades é a transparência e a dureza.Classificação dos vidros (ABNT) TIPO Vidro recozido Vidro segurança temperado Vidro segurança laminado Vidro segurança aramado Vidro termo-absorvente Vidro termo-refletor Vidro composto TRANSPARÊNCIA Vidro transparente Vidro translúcido Vidro opaco ACABAMENTO DE SUPERFÍCIE Vidro liso Vidro float Vidro impresso Vidro fosco Vidro espelhado Vidro gravado Vidro esmaltad COLORAÇÃO COLOCAÇÃO Vidro incolor caixilhos Vidro colorido autoportantes mista. vidro plano: janelas. magnésio.800 kg por cm². alumina.

81 m 2. apresentar fragmentos de pequenas dimensões e com arestas menos cortantes.Resistência ao impacto: Vidro espessura de 6. rompendo-se. que reforçam consideravelmente a resistência mecânica.43 m 224 . conservando as características de transmissão luminosa.2.1 . que o transforma num material extremamente forte.00 mm vidro comum vidro temperado Bolas de aço de 225g 0. o vidro temperado. IMPORTANTE: Depois de acabado. seguindo de um rápido resfriamento. mas isto reduz sensivelmente a resistência do material.1 m Saco de areia de 500g 0. Podem ser feitas opacações leves e desenhos.VIDRO TEMPERADO Vidro temperado significa ter um vidro passado por um processo especial de aquecimento (em torno de 650° C.2 m 1.00 m Bolas de aço de 900g 0. O vidro temperado tem uma resistência mecânica cerca de quatro vezes superior à do vidro comum. como cortes. resistente aos choques mecânicos e térmicos.5 . .).4 .9.Cargas nos vidros Tabela 9. com menor risco de acidentes graves. de aparência e de composição química.53 m 3. além de conferir-lhe as características de segurança.PROPRIEDADES: • Tensão de ruptura: vidro comum 400 kgf/cm² vidro temperado 1470 kgf/cm² Figura 9. A têmpera gera no interior da chapa um conjunto de esforços de tração e compressão em equilíbrio. não permite novos processamentos. furos e recortes. A segurança reside no fato de.

Impacto nos vidros • Resistência à flambagem: uma peça de 6mm de espessura de 100 x 35 cm suporta uma carga axial de 1000 kg.Dimensões máximas de fabricação: tipo de vidro temperado temperado temperado diáfano diáfano espessura mm 6 8 10 8 10 dimensões máximas (cm) caixilhos e portas instalações 110 x 200 150 x 260 100 x 220 240 x 320 100 x 220 110 x 220 100 x 220 110 x 250 100 x 220 225 .6 .Flambagem • • • Módulo de elasticidade: 700. Figura 9. DADOS TÉCNICOS: Tabela 9.5 .Figura 9.7 .5 kg/m²/mm Resistência ao choque térmico : resiste a uma diferença de temperatura entre suas faces de até 220° C. enquanto o vidro comum rompe-se a uma diferença de 60° C.00 kgf/cm² Peso específico: 2.

8 e 10 mm bronzes 6. 10mm = 1/10 Figura 9.8 e 10 mm 226 ..8 e 10 mm verde 6.relações largura/comprimento : 6mm = 1/4 8mm = 1/8 .incolor 0.tolerâncias dimensionais: Em todos os casos. a tolerância é de ± 3 m/m para largura e comprimento. furos: O vidro temperado só pode ser furado antes da têmpera Tolerâncias para os diâmetros e localizações dos furos: a) diâmetro mínimo = espessura da chapa b) diâmetro máximo = 1/3 da largura da chapa c) posição dos furos: a distância mínima entre borda do vidro e a borda do furo deve ser 3 vezes a espessura da chapa.8 .8 e 10 mm Vidro diáfano incolor 8 e 10 mm cinza 8 e10 mm Vidro liso cinza 6. cores e espessuras: Vidro polido (cristal) .Posição dos furos em vidros temperados TIPOS DE VIDROS: O vidro temperado é oferecido nos seguintes tipos.

6. 17. 14. A pintura deve ser realizada com temperatura variando de 10 ºC a 35 ºC. 4. Cada demão deve ser aplicada quando a anterior tiver secado para evitar enrugamentos e deslocamentos. Remoção de sujeiras efetuada com água.ANOTAÇÕES Quanto as Pinturas. Não pintar com chuva. Aplicar tinta que forme película porosa e resistente a álcalis sobre substrato muito úmido. nem condensação de vapor no substrato. 3. lavando bem a seguir. Evitar aplicação de tinta em superfície muito lisa. Em substratos muito porosos. 12. 7. A tinta aplicada em ambientes de elevada umidade não deve permitir nem favorecer a formação de vida vegetal. Remoção de material eflorescente com escovação de cerdas macias sobre superfície seca. 13. com espessura uniforme e livre de escorrimentos. usar solução de fosfato trissódico com água. sem sinais de contaminação e deterioração. 9. 2. 8. 227 . As pinturas internas devem permitir a abertura das portas e janelas. 18. Caso insuficiente. 5. Remoção de contaminantes gordurosos com aplicação de solventes à base de hidrocarbonetos. As superfícies devem estar suficientemente secas e endurecidas. 16. Tinta aplicada em ambientes externos deve possuir boa resistência à radiação solar. nem em presença de ventos fortes. 11. fungos e bolor com escovação de fios duros e lavagem com solução de fosfato trissódico. 15. Remoção de algas. Podem ser usadas tintas de acabamento diluídas. Tintas a óleo e alquímicas somente podem ser aplicadas sobre substrato totalmente seco e curados por 60 dias e sobre tinta de fundo resistente à alcalinidade. lavando bem a seguir. Evitar pintura sobre substratos de concreto ou argamassa curados por tempo insuficiente. 10. sem condições de secagem. aplicar tinta de fundo para homogeneizar a superfície. 1. A tinta deve ser bem espalhada e a espessura de cada demão deve ser a mínima possível e a espessura do filme deve resultar da aplicação de várias demãos. Cada película deve ser contínua.

a pintura acha-se parcial ou totalmente fissurada. 228 . • Especificar os materiais ideais para os revestimentos.a superfície do revestimento apresenta fissuras de conformações variada. tais como: a.mau proporcionamento das argamassas. em placas compactas ou por desagregação completa.fatores externos ao revestimento. Estes fenômenos podem se apresentar como resultados de uma ou mais causas.a argamassa do revestimento descola inteiramente da alvenaria. g.10 – PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTOS. Todos os tipos de danos de revestimento têm importância do ponto de vista da economia e satisfação do usuário.a superfície do revestimento apresenta vesículas com deslocamento da pintura. f.há formação de manchas de umidade. prejudiciais ao aspecto de paredes e tetos: a. • Especificar corretamente os reparos.o reboco endurecido empola progressivamente. APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.tipo e qualidade dos materiais utilizados no preparo da argamassa de revestimento. b. deslocando do emboço. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Saber analisar as manifestações apresentadas nos revestimentos. Podemos observar nas edificações os seguintes fenômenos. c. c. • Saber as causas prováveis das patologias dos revestimentos. com desenvolvimento de bolor. À preocupação do usuário com o custo do reparo do revestimento deve-se acrescentar a sensação desagradável do mesmo precisar coexistir com um ambiente visualmente antiestético. d. b. atuando sobre a argamassa de revestimento.má aplicação de revestimento. e. d.há formação de eflorescência na superfície da tinta ou entre a tinta e o reboco. deslocando da argamassa de revestimento.

A mica pode também reduzir a aderência do revestimento à base ou de duas camadas entre si. exceção feita à de chapisco. por sua vez. em idades. como agregado. No centro da vesícula. concreções ferruginosas e matéria orgânica. A desagregação do revestimento. Cimento Não existe inconveniente quanto ao tipo de cimento. respectivamente . material pulverulento escuro. Dos efeitos observáveis.Vesícula formada no reboco. mica. mas sim. A retração nas primeiras 24 horas é controlada pela retenção de água que.1) Figura 10. costuma-se adicionar aditivo incorporador de ar à argamassas de cimento.1 .Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados Agregados Em nosso meio é utilizada.1. a expansão pode ser resultante da formação de produtos de oxidação da pirita e das concreções ferruginosas .1 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS .10. Outra alternativa é a de 229 .sulfatos e óxidos de ferro hidratados. a areia natural essencialmente quartzosa. Mas. a retração aumenta com o teor de finos. no interior de cada vesícula observa-se um ponto escuro (Figura 10. pirita.de hidratação de argilo-minerais montmoriloníticos ou de matéria orgânica. é proporcional ao teor de finos. com excesso de finos na areia ou de mica em quantidade apreciável.ANÁLISE DAS CAUSAS 10. São particularmente prejudiciais impurezas tais como: aglomerados argilosos.1 . tem como causa a presença de torrões argilosos. por sua vez. quanto à finura que regulará os níveis de retração por secagem. A matéria orgânica pode ser a causa de formação de vesículas esporádicas. De modo a contornar o problema. maiores.

observáveis nos primeiros meses de aplicação do reboco. a expansão não pode ser absorvida pelos vazios de argamassa e o efeito é o de formação de vesículas. Se utilizada logo após a fabricação. na forma de grãos grossos.2 . dá-se por uma reação contínua. ela se dá simultaneamente à carbonação. A hidratação retardada é a responsável pelo rasgamento do saco quando a cal é armazenada por tempo prolongado. como resultado da ação do anidrido carbônico do ar. 230 . terminando pela sua regeneração no endurecimento da argamassa.Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno. Ao ser a hidratação do óxido de magnésio muito mais lenta. quer se trate do óxido de cálcio ou do óxido de magnésio presentes na cal. mais propriamente na camada de reboco. O revestimento endurecido empola gradativamente deslocando-se do emboço (figura 10. com efeitos diferentes. o aumento de volume causa danos ao revestimento.2) Figura 10. pode continuar após o ensacamento. Quando esta reação não é completa durante a extinção em fábrica. A etapa intermediária.adicionar-se cal hidratada que aumenta o teor de finos. a cal virgem dolomítica tem velocidade de hidratação mais lenta. de hidratação da cal virgem. O inconveniente é o aumento de volume que acompanha a reação de hidratação. durante o amassamento e após a aplicação da argamassa. o carbonato. cuja velocidade depende das condições de calcinação da matéria-prima. Comparativamente. melhorando a retenção de água e trabalhabilidade do conjunto. Cal A produção de cal virgem e de cal hidratada e o endurecimento da argamassa pertencem a um ciclo de reações que se inicia pela decomposição do constituinte principal da matéria-prima. Existindo óxido de cálcio livre.

em massa superior a 1:3. a resistência da argamassa é função de uma proporção adequada. Em camadas pouco espessas como as de reboco. aquecedores. cuja função é regularizar a superfície da base. procedentes tanto do agregado como do aglomerante.3 . 10. condição agravada quando aplicada em espessura maior de 2 cm. areia. Assim sendo. iniciando-se na parte inferior da alvenaria. como já visto. a carbonatação é favorecida pela pequena espessura da camada. para que essa camada seja suficientemente elástica deve conter cal e cimento em proporções adequadas. por exemplo).2 . tubulação de água quente). 231 . mas desfavorecida por uma porosidade baixa resultante de uma argamassa rica em finos. Argamassa de cal O endurecimento é resultante da carbonatação da cal. Observam-se fissuras e deslocamento quando esta camada é excessivamente rica em cimento (proporção 1:2 em massa. A incidência da chuva favorece o fenômeno de desagregação. Com relação ao agregado é desaconselhável a utilização de argamassa de saibro.Observar-se que o empolamento e mais localizado em regiões onde há maior incidência do sol ou de aquecimento por fontes quaisquer (fogão. cal e de condições favoráveis à penetração do anidrido carbônico do ar atmosférico através de toda a espessura da camada. 10.Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa.Causas decorrentes do traço da argamassa Argamassa de cimento A primeira camada do revestimento é constituída pelo emboço. Podemos considerar como argamassa rica a que contém proporção calareia.1.

com a agravante de ter sido aplicado sem chapisco sobre blocos de concreto. quando aplicada como revestimento em uma única camada.3 nos mostra a desagregação de um revestimento de uma única camada com espessura fora de especificação. uma camada do revestimento aplicada sobre outra impregnada de um produto orgânico. 10. pode apresentar problema de aderência. Uma argamassa magra tem porosidade favorável à carbonatação. como as de emboço. A aderência se dá pela penetração da nata no aglomerante nos poros da base e endurecimento subseqüente. mas não tem a resistência suficiente para manter-se aderente ao emboço ou à alvenaria. bem como da homogeneidade dessas propriedades.Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento Aderência à base Independentemente do número de camadas de argamassa aplicadas. construída de saibro e cal.Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco. Consequentemente vai depender da textura e da capacidade de absorção da base. ou da qualidade dos materiais empregados. para argamassa de 1:16 ou ainda para proporções maiores. como exemplo. 10. Para as camadas de 2 cm aproximadamente ou mais.4 nos mostra o deslocamento de revestimento aplicado sem chapisco. Constata-se casos de deslocamento acompanhado de desagregação.1. A Figura 10. é aplicada a utilização de cimento e cal. Assim. é essencial que existam condições de aderência do revestimento à base.3 .4 . o qual impede a penetração da nata do aglomerante. Cita-se.A Figura 10. uma 232 .

Por carbonatação.4 . O revestimento mantém-se aderente nas regiões correspondentes às juntas do assentamento. O alisamento intenso da camada de reboco propicia uma concentração de leite de cal na superfície. Se a pintura for aplicada prematuramente. aplicação e manutenção".Causas decorrentes do tipo de pintura As tintas a óleo ou à base de borracha clorada e epóxi promovem uma camada impermeável que dificulta a difusão do ar atmosférico através da argamassa de revestimento. Sendo a área dessas juntas relativamente pequena. o efeito observado é de desagregação por falta de carbonatação. Observa-se que em alguns casos deslocamento de revestimento de laje de teto o emboço chega a apresentar espessura de 5 cm.superfície de concreto impregnada de desmoldante ou uma camada de chapisco contendo um produto hidrofugante. No reboco. 233 . 10. se o tempo de endurecimento e secagem da camada inferior não é observado antes da aplicação da camada superior. agravado por em traço rico de cimento. impedindo o endurecimento do interior da camada de revestimento. com configuração de mapa. Espessura do revestimento Segundo as prescrições da NB-231 "Revestimento de paredes e tetos com argamassas: materiais. preparo.5). deslocando-se. Aplicação da argamassa Para argamassa contendo cimento. forma-se uma película de carbonato uniforme que age como uma barreira à penetração do anidrido carbônico. na camada superior. o revestimento acaba por descolar sob efeito do seu próprio peso. a espessura do emboço não deve ultrapassar 2 cm e a do reboco 2 mm. não permite que o revestimento acompanhe a movimentação da estrutura.1. Outra causa a ser citada é a ausência de rugosidade da camada da base. o grau de carbonatação atingido não é suficiente para conferir à camada de reboco a resistência suficiente e este acaba por deslocar-se do emboço com desagregação (Figura 10. a retração que acompanha a secagem da camada inferior gera fissuras. Este fato.

6 .Figura 10. com pulverulência (Figura 10.5 .7). 10.Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente.Causas externas ao revestimento Umidade A infiltração de água através de alicerces. 10.1. ou formação de bolor em pontos onde não há incidência de sol (Figura 10. 234 .Efeitos da umidade sobre o reboco. lajes cobertura mal impermeabilizadas ou argamassas de assentamento magras manifesta-se por manchas de umidade. acompanhada ou não pela formação de eflorescência ou vesículas. A infiltração constante provoca a desagregação do revestimento.6). A argamassa nos pontos empolados é pulverulenta e facilmente removível. A alvenaria freqüentemente exposta ao sol não favorece a formação do bolor.5 .

8a. a eflorescência deposita-se entre a camada de tinta e a do reboco. Expansão da argamassa de assentamento Ocorre predominantemente no sentido vertical e pode ser identificada por fissuras horizontais no revestimento (Figuras 10.Acúmulo de bolor no revestimento por efeito de umidade. Estas tintas são também responsáveis pela formação de vesículas ou bolhas que resultam da percolação da água através da alvenaria e que se acumula entre o revestimento e a tinta. 10.Figura 10.8b. comprometendo a aderência entre ambas.reação de sulfato do meio ambiente ou do componente da alvenaria com o cimento da argamassa. As causas podem ser as seguintes: . A expansão da argamassa de assentamento pode ser provocada por reações químicas entre os constituintes desta argamassa ou mesmo entre compostos do cimento e dos tijolos ou blocos que compõem a alvenaria. 235 .9).7 . No caso de tintas impermeáveis. .hidratação retardada da cal dolomitica usada na argamassa de assentamento. 10.

a tendência do usuário é executar pequenos reparos.Fissura do revestimento por expansão da argamassa de assentamento (b) Figura 10.6. mas comumente localizados em pontos onde o fenômeno que os originou é mais favorecido. sem a preocupação com a causa.1. Em conseqüência.8a e 10. 10. REPAROS A possibilidade de reparo é função do tipo e extensão do dano existente. Por isso mesmo.Aspecto do revestimento interno. Notam-se as fissuras do revestimento e da argamassa de rejuntamento dos azulejos.9 . talvez antieconômico se comparado a uma execução completa. às vezes por um largo tempo.(a) Figura 10. Os danos nem sempre aparecem em toda a edificação. solicitando um reparo constante.8b . é necessária a 236 . Nestes casos. o fenômeno alastra-se progressivamente.

preta . Manifestações Aspecto observado Manchas de umidade Pó branco acumulado sobre a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Umidade constante Sais solúveis presentes no elemento da alvenaria Sais solúveis presentes na água de amassamento ou unidade infiltrada Reparos Eliminação da infiltração da umidade Secagem do revestimento Escovamento da superfície Reparo do revestimento quando pulverulento Eliminação da infiltração da umidade Lavagem com solução de hipoclorito Reparo do revestimento quando pulverulento Renovação da camada de reboco Bolor Manchas esverdeadas ou escuras. Cal não carbonada Umidade constante Área não exposta ao sol Empolamento da pintura.bolhas contendo umidade interior A superfície do reboco formando bolhas cujos diâmetros aumentam progressivamente O reboco apresenta som cavo sob percussão .Hidratação retardada de óxido de cálcio da cal.vermelho acastanhado .identificação das causas e da extensão do dano para melhor decidir-se sobre a solução a ser adotada.branca Vesículas .Presença de concreções ferruginosas na areia .Aplicação prematura de tinta impermeável Infiltração de umidade Eliminação da infiltração da umidade Renovação da pintura Deslocamento com Empolamentos Hidratação retardada do óxido de magnésio da cal Renovação da camada de reboco 237 . como segue nas Tabelas 10. apresentando-se as partes internas das empolas na cor: . Revestimento em desagregação.Identificação das causas. extensão do dano e solução.1 . Tabela 10.1 e 10. .2.Presença de pirita ou de matéria orgânica na areia .

A película de tinta desloca arrastando o reboco que se desagrega com facilidade .apicoamento da base . do óxido de magnésio da cal. movimentação de estrutura. 238 .Excesso de finos no agregado . desagregando-se com facilidade Sob percussão o revestimento apresenta som cavo Apresenta-se ao longo de toda a parede Deslocamento do revestimento em placas.O reboco apresenta som cavo sob percussão Renovação da camada de reboco OBS: Estão excluídas desta análise as fissuras de revestimento. quebrando com dificuldade. Manifestações Fissuras Mapeadas Aspecto observado As fissuras têm forma variada e distribuem-se por toda a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Retração da argamassa de base . Expansão da argamassa de assentamento por reação cimento-sulfatos ou devido à presença de argilo-minerais expansivos no agregado .Ausência de carbonatação da cal .Argamassa aplicada em camada muito espessa . etc.aplicação de chapisco ou outro artifício para melhoria da aderência Renovação do revestimento Ausência da camada de chapisco Expansão da argamassa de assentamento por hidratação retardada. com som cavo sob percussão Renovação do revestimento: .Argamassa muito rica . resultantes de causas tais como recalques de fundação.Traço excessivamente rico em cal .A superfície da base está impregnada com substância hidrófuga . mas quebradiça. Sob percussão o revestimento apresenta som cavo A placa apresenta-se endurecida.Traço em aglomerantes .eliminação da base hidrófuga .A superfície de contato com a camada inferior apresenta placas freqüentes de mica .2 .Ausência da camada de chapisco Argamassa magra Reparos Renovação do revestimento Renovação da pintura Deslocamento em Placa A placa apresenta-se endurecida.O reboco foi aplicado em camada muito espessa Renovação do revestimento após hidratação completa da cal da argamassa de assentamento A solução a adotar é função da intensidade da reação expansiva Fissuras Horizontais Deslocamento com Pulverulência . extensão do dano e solução.A superfície da base é muito lisa . dilatações térmicas diferenciadas.Identificação das causas.Tabela 10.

• Ausência de detalhes construtivos (vergas. mãode-obra etc. ou se observa o estufamento da camada de acabamento. variações higrotérmicas e de temperatura. As causas destes defeitos são: • Instabilidade do suporte. Verificar com cuidado.2 – Trincas. • Utilização do cimento colante vencido. ou quando o projetista não leva em consideração as interações do revestimento com outras partes da construção (esquadrias.2. É muito trabalhosa e cara a recuperação desta patologia.) (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias nos revestimentos cerâmicos podem ter origem na etapa de projeto. • Deterioração das juntas.2.2 – REVESTIMENTOS CERÂMICOS . juntas de dessolidarização). • Mão-de-obra não qualificada. 2004). devido a acomodação da construção. • Trincas. 10. 10. estrutura etc.10. As patologias mais comuns são: • Destacamentos de placas. contravergas. Muitas vezes a solução é a retirada total do revestimento (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. pois as patologias são evidenciadas por alguns sinais que podem ter origem em outros componentes de revestimento (base. • Gretamento e fissuras. • Execução do revestimento sobre base recém executada. • Assentamento sobre superfície contaminada. ou na fase de execução. quando as tensões ultrapassam a capacidade de aderência das ligações entre a placa cerâmica e argamassa colante e/ou emboço. 2004). Um dos sinais desta patologia é a ocorrência de um som cavo (oco) nas placas cerâmicas quando percutidas.Destacamentos de placas São caracterizados pela perda de aderência das placas cerâmicas do substrato. 239 .1 . ou da argamassa colante. • Deformação lenta da estrutura de concreto armado. gretamentos e fissuras Geralmente ocorre por causa da perda de integridade da superfície da placa cerâmica. quando são escolhidos os materiais. • Eflorescências.). características um pouco resiliente dos rejuntes.

Pode ser facilmente retiradas mediante solução diluída de ácido muriático em concentrações baixas e em pequena quantidade. 2004). com aberturas superiores a 1 mm. Como a argamassa de assentamento e de rejuntamento contém cimento e essas camadas são porosas. sal insolúvel de coloração branca.2. dá-se a reação entre essas duas substâncias. Utilizar placas cerâmicas de boa qualidade (queimadas em altas temperaturas. Ela aparece devido a um processo químico. o que elimina os ais solúveis). ocasionando o contato com o ar.4 – Deterioração das juntas As juntas são responsáveis pela estanqueidade do revestimento cerâmico e pela capacidade de absorver deformações. resultanto em carbonato de cálcio.3 – Eflorescência Eflorecência são manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. O gretamento é uma série de aberturas em várias direções inferiores a 1 mm e que ocorrem na superfície esmaltada das placas. com abertura inferiores a 1 mm e que não causam a ruptura das placas.2. que causam a separação das placas em partes. denominada hidróxido de cálcio. enxaguando muito bem a superfície após seu uso. Garantir o tempo necessário para secagem de todas as camadas anteriores à execução do revestimento cerâmico. As fissuras são rompimentos nas placas cerâmicas. A causa provável desta patologia é a falta de especificação de juntas de movimentação e detalhes construtivos adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. 10. contém anidro carbônico. a deterioração das juntas compromete o desempenho dos revestimentos cerâmicos. reagindo com a água. 10. O cimento comum.As trincas são rupturas na placa cerâmica provocadas por esforços mecânicos. Observa-se que está ocorrendo uma deterioração das juntas quando ocorre: 240 . que por sua vez. resulta em uma base medianamente solúvel. em sua composição encontra-se o hidróxido de cálcio livre. Para evitar esse processo podemos adicionar: • • • Reduzir o consumo de cimento Portland no emboço ou usar cimento com baixo teor de álcalis.

bem como da escolha de matérias de preenchimento adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO.4 apresentam as patologias mais comuns das tintas aplicadas sobre as paredes. As causas mais prováveis do problema são: • • • • • • • Escolha inadequada da tinta por conta da exposição ou por incompatibilidade com o substrato. que. pelo procedimento de limpeza inadequada (uso de ácidos e bases concentrados). 2004). do preenchimento das juntas. Umidade excessiva no substrato. Condições metereológicas inadequadas por temperatura e/ou umidade muito elevada ou muito baixa ou ventos fortes. Ausência de preparação do substrato ou preparo insuficiente Substratos que não apresenta estabilidade. Formulação inadequada da tinta As tabelas 10. Envelhecimento do material de preenchimento. sofrem deterioração na presença de agentes agressivos (chuva ácida ou fissuras).ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias da pintura estão relacionadas a duas famílias de problemas: • • Interface do filme com o substrato.3 e 10. somados aos ataques de agentes atmosféricos agressivos e/ou solicitações mecânicas. Diluição excessiva da tinta na aplicação. Quando os rejuntes possuem uma quantidade grande de resinas. A própria película da pintura. podem envelhecer e perder a cor. preenchimento com materiais a base de cimento. As juntas rígidas.3 – PINTURAS . 10. A perda da estanqueidade pode iniciar-se logo após a sua execução. podem causar fissuras. por ser de origem orgânica. 241 . Para evitar a ocorrência desta patologia devemos ter controle da execução do rejuntamento.• • Perda de estanqueidade.

aplicação de tinta sobre substrato em vias de expansão ou desagregação. poeira.aplicação prematura da tinta formando película impermeável sobre a argamassa não curada.3 – Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU. -paredes próximas ao chão com piso frio. que por evaporação e capilaridade. -por excesso de cal na preparação do reboco. que não tenha sido preparada adequadamente. .Tabela 10.quando a tinta não for diluída corretamente. . etc. Causas: -aplicação de tinta em superfície contaminada por sujeira. -aplicação da tinta sobre substrato muito liso. -aplicação de tinta sobre superfícies que contenham partes soltas e caiação. desmoldantes. -verificar a existência de contaminantes na interface película e substrato. 2007). devido a diluição incorreta. -verificar a existência de umidade no substrato. -aplicação de tinta impermeável sobre substrato úmido.começa o estufamento da superfície. que absorve o veículo. Deslocamento Pintura da -pulverulências ou descolamentos. majorado pela alta temperatura e umidade. 242 . mas em contato com água. eflorescência. como as tintas a óleo ou alquídicas. -verificar as características do substrato e da superfície de aplicação quanto a lisura.quando é usada massa corrida PVA em paredes externas ou internas. porosidade e umidade. semelhante ao sal. sobre substrato úmido e alcalino. C) aplicação sobre base úmida. -superfície que não tenham eliminado totalmente o pó. -conforme se lava o piso.não hidratação correta da cal. causando um esfarelamento do reboco com facilidade. óleo. restando apenas os pigmentos e as cargas em forma pulverulenta. -má aderência da tinta. -por poeiras que não foram removidas das superfícies (massa corrida após lixada). . não devem usar massa corrida PVA. . . partículas soltas. .aplicação de tinta sobre substrato com elevado teor de sais solúvel em água.aplicação sobre substrato muito poroso. -perda de aderência da película. aparecendo um pó bem fino. a água infiltra na película de tinta(com o tempo) chegando até a massa que começa a estourar e causa esfarelamento do reboco. -superfície calcinada. Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis. -aplicação de tinta sobre reboco sem cura adequada de 30dias. -aplicação da tinta sobre superfície úmida. .umidade na superfície. Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) preparo inadequado do substrato ou ausência. -ao aplicar uma tinta com melhor qualidade sobre uma de qualidade inferior. com perda de aderência. B) aplicação em substrato instável: Causas: . graxa. Bolhas Massa corrida PVA em contato com a água Descascamento -a tinta começa a descascar ou soltar da parede Calcinação . depositamse na interfase do filme com o substrato. pulverulência e umidade na interface do filme com o substrato. -escamação da Película.

. quando a tinta foi diluída excessivamente. 243 . . 2007 Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) Problemas com a natureza da tinta Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência à radiação solar em ambiente externo.Aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas expansivas. -aplicação de tinta sobre substrato muito poroo. .por ter sido aplicado acabamento final sobre reboco úmido ou por não ter sido curado. da parte interna da parede para a externa. -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco não curado ou sobre parede com umidade. -algas: áreas externas. . C) Aplicação em condições inadequadas: Causas: . -em caso de umidade.4 . junto com a película de tinta. cor verde. faz com que aflorem materiais solúveis. -a eflorecência se dá pela eliminação de água sob a forma de vapor.aplicação prematura de tinta que forme película impermeável. verde azulada e vermelho-castanho.aplicação de tinta com baixa flexibilidade. -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco muito arenoso. causando manchas. aparecendo assim marcas do rolo. B) Problemas com a natureza do substrato Causas: . Perda de brilho e de cor. usados na formulação das tintas. -aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas solúveis em água. na cor preta. durante a secagem do reboco. tornando a tinta pegajosa com sinais de bolhas.Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU. .a tinta com filme ainda não curado. -ocorre quando acontecem chuvas tipo garoa.aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis. .secagem muito rápida devido à temperatura ou umidade inadequadas ou ventos fortes. cinza. -fungos: área interna e externa. sai também parte do reboco e costuma ficar esfarelendo por baixo. apresentando bolhas e vesículas. quando a tinta não está totalmente curada.Tabela 10. secagem muito rápida ou espessura elevada produzindo enrugamentos. Defeitos no filme da Pintura Desagregamento Manchas esbranquiçadas Manchas por chuvas irregulares Fungos -é um tipo de descascamento em que. fungos e algas). verde e outras. marrom.umidade por chuvas e não se ter aguardado a secagem. enrugando o filme. quando se arrastam matérias alcalinos solúveis do interior para a superfície pintada. -em cores escuras. -são microorganismos vivos que se proliferam em ambientes diferentes. que molha somente pontos isolados da parede. -aplicação de tinta com baixa resistência ao ataque por agentes biológicos (bolor. -incompatibilidade das várias camadads. com destruição do filme por fissuramento ou por deterioração com pulverulência. pode ocorrer.

consumo de cimento e resistência..DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.MATERIAIS EMPREGADOS EM CONCRETO ARMADO 11.11 .1): 244 . estabilidade. Exemplo de alguns tipos de cimento disponíveis no mercado brasileiro passíveis de emprego em aplicações específicas (Tabela 11. em geral. devido sempre a problemas referentes a custos. de resistência à compressão. método construtivo. o que fará com que as construções sejam prejudicadas quanto a durabilidade. cimentos. ou mesmo. • Especificar corretamente a concretagem e o adensamento. nas obras de pequeno e médio porte não se consegue executar um concreto com todas as suas características. Sabemos que apesar da grande evolução na tecnologia do concreto. mas é importante frisar que grandes benefícios poderiam também ser obtidos no que concerne à durabilidade das estruturas. aditivos e cuidado especial é recomendável quanto aos teores de cloretos e sulfatos no concreto.1 . Seriam óbvias as vantagens em economia propiciadas pela utilização de concreto de maior resistência. estrutura. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher os tipos de materiais ideais para execução de obras utilizando concreto armado. pega. Atenção também deve ser dada às especificações sobre agregados. perda ao fogo etc.1 Cimento O projeto deverá estabelecer os tipos de cimento adequados. maior resistência à abrasão e baixa permeabilidade.1. tecnicamente e economicamente. • Especificar corretamente as fôrmas o ecoramento e o contraventamento. 11. pois concretos mais fortes tem também. e também por falta de tecnologia por parte de pequenos construtores. Vamos abordar de modo prático alguns detalhes para uma boa execução de obras em concreto armado. trabalhabilidade. • Especificar corretamente as armaduras bem como a sua posição. a cada tipo de concreto. em relação aos materiais inertes disponíveis. pois cada uma tem seus aspectos exclusivos e particulares. No que se referem aos constituintes da mistura os pontos-chaves são o fator água-cimento. • Especificar corretamente a cura e a desforma. ficando aqui em ressalva que qualquer problema em obra deverá ser bem estudado para se fornecer uma solução adequada. funcionalidade das estruturas em concreto armado.

precauções suplementares devem ser tomadas para que a integridade dos característicos iniciais do aglomerante seja preservada. Esse Hidratação. suficiente. mas é particularmente vantajoso em obras de concreto-massa. É especialmente indicado em obras expostas à 4-Cimento Portland Pozolânico (CP IV) ação de água corrente e ambientes agressivos.1 – Cimentos disponíveis no mercado brasileiro (ABCP. similares aos demais tipos de cimento. É recomendada em todas as aplicações que necessitem de 5-Cimento Portland de Alta resistência resistência inicial elevada e desforma rápida inicial (CP V-ARI) ( NBR 5733) Oferece resistência aos meios agressivos sulfatados como 6-Cimento Portland Resistente a Sulfatos redes de esgotos de águas servidas ou industriais. subterrâneas . além de ser resistente a sulfatos. Apresenta menor c) CPII-F-composto com fíler resistência ao ataque de sulfatos contidos no solo. 32 e 40. é designado 7-Cimento Portland de Baixo Calor de por siglas e classes de seu tipo acrescidas de BC. com 5% de material pozolânico em massa. Recomendado para estruturas que exijam um desprendimento de calor moderadamente lento ou que possam ser atacados por sulfatos. b) CPI-S. mais durável. com as mesmas características. b) CPII-Z-Com adição de material pozolânico. Empregado em geral. 2003) Tipos Aplicações a) CPI-Cimento Portland sem adição além da gipsita. evitando o aparecimento de fissuras de origem térmica. assim devendo ser conservado até o momento da sua utilização. c) CPII-F-Com adição de fíler. apresenta-se finamente pulverizado e praticamente seco. ao sair da fábrica acondicionado em sacos de várias folhas de papel impermeável. além de baixo calor de hidratação. O cimento Portland branco se difere por coloração.Tabela 11. Favorece a sua aplicação em grandes volumes devido ao baixo calor de hidratação. tubos e canaletas para condução de líquidos agressivos. portanto. onde o volume é grande. é mais indicado em lançamentos b) CPII-Z-composto com pozolana de concreto. esgotos e efluentes industriais. É muito 1-Cimento Portland Comum (CP I) adequado para o uso em construções de concreto em geral (NBR 5732) quando não há exposição a sulfatos do solo ou de águas a) CPI – Cimento Portland Comum b) CPI-S-Cimento Portland Comum com subterrâneas. Quando o intervalo de tempo decorrido entre a fabricação e a utilização não é demasiado grande. Gera calor numa 2-Cimento Portland (CP II) (NBR 11578) velocidade menor do que o gerado pelo cimento Portland a) CPII-E-composto com escória comum. Para aplicações gerais Adicionado com escória. apresenta resistência mecânica superior. CP (BC) (NBR13116) cimento tem a propriedade de retardar o desprendimento de calor em peças de grande massa de concreto. O (NBR 12989) estrutural com classes de resistência de 25. O concreto (NBR 5736) feito com esse produto se torna mais impermeável. e está 8-Cimento Portland Branco CPB classificado em dois subtipos: estrutural e não estrutural. O cimento Portland composto é modificado. apresenta maior impermeabilidade e 3-Cimento Portland de Alto-Forno (CP III) durabilidade. Empregado em obras civis em geral. adição recomendado para construção em geral. obras submersas. O cimento. a) CPII-E-Com adição de escória granulada de alto forno. Para uso geral. a proteção oferecida e em geral. Seu uso. assim como (NBR 5735) alta resistência à expansão devido à reação álcali-agregado. Este cimento combina com bons o baixo calor de hidratação com o aumento de resistência do cimento Portland comum. 245 . água do CP (RS) (NBR 5737) mar e em alguns tipos de solo O cimento Portland de baixo calor de hidratação. Caso contrário. marítimas e industriais. O concreto feito com esse produto é mais impermeável e por isso mais durável. obras em ambientes agressivos.

pois o cimento ainda é possível de hidratar-se (Figura 11.1 . depois de peneirado em peneira com malha de 5 mm (peneira de feijão). É que ele nunca se apresenta completamente seco e a pressão elevada a que ficam sujeitos os sacos das camadas inferiores reduz os vazios. O cimento hidratado é facilmente reconhecível. em primeiro lugar. reduzindo-lhe sensivelmente as suas características de aglomerante. não aceitando os que estiverem rasgados ou úmidos.2).A principal causa da deterioração do cimento é a umidade que. mas não deve ser utilizado em peças estruturais. lastros etc. RECOMENDAÇÕES: O cimento sendo fornecido em sacos deve-se verificar sua integridade. Ao esfregá-lo entre os dedos sente-se que não está finamente pulverizado.As pilhas não excederem de mais de 10 sacos.Local para guarda de materiais 246 . 2º . forçando um contato mais intenso entre as partículas do aglomerante e a umidade existente chegando a empedrar.As pilhas devem ser feitas a 30 cm do piso sobre estrado de madeira e a 30 cm das paredes e 50 cm do teto (Figura 11. não ser estocado em pilhas de alturas excessivas. por ele absorvida. isto é. Figura 11. O empedramento às vezes é superficial. o cimento deste saco pode ser utilizado. preservá-lo. hidrata-o pouco a pouco. ainda se pode tentar aproveitar o cimento utilizando em aplicações de menor responsabilidade como pisos. não devem ser aceitos para utilização em concreto estrutural. constata-se mesmo. ou se for possível esfarelar os torrões com os dedos. se o saco de cimento for tombado sobre uma superfície dura e voltar a se afofar. calçada. Para armazenar cimento é preciso. freqüentemente. Os sacos que contém cimento parcialmente hidratado. a presença de torrões e pedras que caracterizam fases mais adiantadas de hidratação. salvo se o tempo de armazenamento for no máximo 15 dias. tanto quanto possível. Caso contrário. de ambientes úmidos e em segundo. Portanto para evitar essas duas principais causas de deterioração do cimento é aconselhável: 1º .1). caso em que pode atingir 15 sacos. com formação de grumos que não são total e facilmente desfeitos com leve pressão dos dedos.

consequentemente.1. tipos e classes diferentes. RECOMENDAÇÕES: Deve-se ao chegar os agregados. 11. por exemplo). etc. análise petrográfica e mineralógica.Os lotes recebidos em épocas diferentes e diversas não podem ser misturados. Esta variabilidade prejudica a homogeneidade e características mecânicas do concreto. e também. pois torna-se antieconômico. verificar a procedência. que prejudicará sua coesão e capacidade de reter água em seu interior. • absorsão do material No entanto. Se ocorrer o inverso haverá um excesso de água para a mesma trabalhabilidade. no caso de obras de pequeno porte. siltes. daqueles inicialmente escolhidos. algumas vezes por motivo de abastecimento ou econômico. é praticamente inviável a execução de tais ensaios e análises. Neste caso. mas devem ser colocados separadamente de maneira a facilitar sua inspeção e seu emprego na ordem cronológica de recebimento. com granulometria mais fina que o material usado na dosagem inicial. a quantidade. estabilidade do material frente a variações de temperatura e umidade. Se recebermos. O tempo de estocagem do cimento pode ser prolongado tomando todos os cuidados na estocagem (podendo atingir até 90 dias) mais em obra não devemos ultrapassar 30 dias. deve-se optar pelo uso de material já consagrado no local ou pela adoção de medidas preventivas. aumentando a resistência pela diminuição do fator água/cimento. em casos específicos (uso de material pozolânicos.2 Agregados miúdo e graúdos Devemos tomar o cuidado para que em nossas obras não se receba agregados com grande variabilidade. e o local de armazenamento e devem estar praticamente isentos de materiais orgânicos como humus. álcali-carbonato). necessitará uma maior quantidade de água para mantermos a mesma trabalhabilidade e. resitência à abrasão. Quando da aprovação de jazida para fornecer agregados para concreto devemos ter conhecimento de resultados dos seguintes ensaios e/ou análises: • • • • • reatividade aos álcalis do cimento (álcali-sílica. presença de impurezas ou materiais deletéricos. o qual será desnecessário. álcali-silicato. A capacidade total armazenada deve ser suficiente para garantir as concretagens em um período de produção máxima. carvão. além de provocar uma redução de finos. Para evitarmos a variabilidade dos agregados devemos esclarecer junto aos fornecedores a qualidade desejada e solicitar rigoroso cumprimento no fornecimento. sem reabastecimento. haverá uma redução na resistência mecânica. provocando exudação do mesmo. 247 . Devem-se tomar cuidados especiais no armazenamento utilizando cimento de marcas.

além de manchas e eflorescências superficiais. devendo ser criteriosamente avaliada a perda de seção da armadura. a água destinada ao amassamento deverá ser as água potáveis.3 . o uso de águas contendo impurezas. e colocar uma camada com aproximadamente 10 cm de brita. em função de meio ambiente existente na região da obra. 248 . onde a existência de cloretos pode ocasionar corrosão das armaduras. se a água utilizada no amassamento conter substâncias nocivas em quantidades prejudiciais.2) ou em pilhas separadas.50m.2 . Deveremos fazer uma inclinação no solo. esta diminuição é provocada pela formação de uma película não aderente às barras de aço. No segundo caso de diminuição de seção. principalmente nas areias e pedriscos.1. impedindo o contato com o concreto. o mesmo não ocorre com o concreto armado.Baias de madeira para separar os agregados 11. Se. evitando a mistura de agregados de diferentes dimensões. evitando-se constantes correções na quantidade de água lançado ao concreto. Figura 11. pode não trazer conseqüências danosas. para o concreto simples. No primeiro caso. deve-se ter o cuidado de verificar no lançamento do material na betoneira.4 . pedindo que seja bem batida para a sua total liberação. Do ponto de vista da durabilidade dos concretos. diminuindo-se o gradiente de umidade. o que provoca a diminuição da aderência ao concreto armado e diminuição de seção das barras. para que a água escoa no sentido inverso da retirada dos agregados. se parte da mesma não ficou retida nas caixas ou latas.Para o armazenamento dos agregados poderemos fazê-lo em baias com tapumes laterais de madeira (Figura 11. o problema é de ordem estrutural.1.Água A resistência mecânica do concreto poderá ser reduzida. Estando a areia com elevada saturação.Armaduras Os problemas existentes com as barras de aço é a possibilidade de corrosão em maior ou menor grau de intensidade. o emprego de águas não potáveis no amassamento do concreto pode criar problemas a curto ou longo prazo. Recomenda-se que as alturas máximas de armazenamento sejam de 1. 1 e 2 para possibilitar a drenagem do excesso de água. dentro de certos limites. 11. Portanto.

Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência. . Meios pouco agressivos: . .(avaliar a eficiência periodicamente).4) de 30 cm de espessura.3) de 20 cm de espessura.limpeza manual com saco de estopa úmido.RECOMENDAÇÕES: Meios fortemente agressivos (regiões marítimas. para sua utilização na estrutura deverão ser removidas.Receber na obra as barras de aço já cortadas e dobradas.Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência (avaliar a eficiência periodicamente). .Armazenar as barras em travessas de madeira (Figura 11. . a qual pode ser feito manualmente através de impacto de pedaço de barra de aço estriada e ajudar a limpeza através de fricção das mesmas. Obs.Armazenar as barras em galpões fechados e cobertos com lona plástica. em pequenas quantidades.Armazenar o menor tempo possível. .: As barras que foram pintadas com camadas de cimento.Receber as armaduras já montadas. apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido por camada de brita. . . 249 .Armazenar as barras sobre travessas de madeira (Figura 11. ou altamente poluídas): . Meios mediamente agressivos: .Cobrir com lonas plásticas.jateamento de areia. .limpeza manual com escova de aço. Para a limpeza das barras com corrosão devemos fazer em ordem de eficiência: . apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido de pedra britada.

• Aços encruados a frio: obtidos por tratamento a frio trabalho mecânico feito abaixo da zona crítica. fabricado por trefilação ou processo equivalente (estiramento ou laminação a frio).Armazenagem das barras de aço sobre travessas Tipos de aço: Os aços estruturais de fabricação nacional em uso no Brasil podem ser classificados em três grupos: Aços de dureza natural laminados a quente: utilizados há muito tempo no concreto armado. As barras são produtos de diâmetro nominal 5. Pode ser encontrado em fios isolados ou formando uma cordoalha. com tolerância de mais ou menos 9%. Os mais utilizados são o CA 25 e o CA 50 em barras.Figura 11. • No Brasil a indicação do aço utilizado no concreto armado é feita pelas letras CA (concreto armado) seguida de um número que caracteriza a tensão de escoamento em kg/mm².0 ou superior e os fios aqueles de diâmetro nominal 10.3 . fabricados por laminação a quente. os grãos permanecem deformados aumentando a resistência. o CA 60 em fio. 250 . O comprimento normal das barras é de 11 m. • Aços para concreto protendido: aços duros e pertencem ao grupo de aços usados para concreto protendido.0 ou inferior. Nos dias de hoje possui saliências para aumentar a aderência do concreto.2). E sua unidade é em milímetros (Tabela 11.

169 0.021 1.6 5.456 Valores nominais Área da Seção (mm2) 4.3 70. rolo) 11.5 125.8 19.4 11.0 40.238 0.2 380.137 0.5 10.209 0.220 0.089 0.123 0.0 5.523 0.466 2.8 28.5 16.589 0.115 0.245 0.230 0.984 3.558 0.395 0.9 804.163 0.0 25.5 50.580 0.075 0.692 9.1 11.1 490.5 18.1 29.617 0.5 100.0 8.3 8.3 50.163 3. concluímos que racionalizar ou otimizar a fôrma corresponde a 8% do custo de construção. • embalagem (feixe.355 0.2 – Características de fios e barras NBR7480/1996 Diâmetro Nominal (mm) Fios Barras 2.5 17.0 10.805 2.3 62.193 0. • diâmetro nominal e categoria da barra ou fio.935 6.5 9.8 20.434 0.1 314.0 Massa e tolerância por unidade de comprimento (kg/m) Massa Massa Massa Massa Massa Mínima Mínima nominal Máxima Máxima -10% -6% +6% +10% 0.963 1.094 0.273 9.187 0.0 32.109 0.9 78. em toneladas.145 0.036 0.853 4.418 0.198 0.2 32.865 10.8 4.906 0.072 0.614 2.2 38.320 0. • comprimento e sua tolerância.3 13.9 16.253 0.7 Na compra de barras e fios de aço para concreto armado.1 22.654 0.222 0.0 22.9 13.5 122.2 – SISTEMA DE FÔRMAS E ESCORAMENTOS CONVENCIONAIS Para se ter a garantia de que uma estrutura ou qualquer peça de concreto armado seja executada fielmente ao projeto e tenha a forma correta. as fôrmas podem ficar superdimensionadas ou subdimensionadas. As fôrmas podem variar cerca de 40% do custo total das estruturas de concreto armado.0 9.8 69.371 0.484 1.259 0.0 20.4 7.268 0.067 0.6 Perímetro (mm) 7.6 23.302 0. para todos os tipos de obras.084 5. • quantidade. estudadas e projetadas.102 0.130 0.0 12.0 6.622 3. Geralmente as fôrmas têm a sua execução atribuída aos mestres de obra ou encarregados de carpintaria.7 201. estes procedimentos resultam em consumo intenso de materiais e mão-de-obra.4 3.269 0.5 10.2 14.2 1256.5 6.578 1.6 19.1 78. fazendo um serviço empírico.318 2.0 6.235 0.4 39. Hoje existe um grande elenco de alternativas para confecção de fôrmas.4 3. o comprador deve no mínimo indicar: • número da Norma.284 0.154 0.673 2.8 31.038 0. feixe dobrado.0 25.0 5.3 31.Tabela 11.2 4.175 0. depende da exatidão e rigidez das fôrmas e de seus escoramentos.3 17. 251 .313 6.084 0. Considerando que a estrutura representa em média 20% do custo total de um edifício.034 0.

Portanto devemos satisfazer alguns requisitos para a sua perfeita execução. estamos considerando os custos diretos. tendo como principal componente a madeira. c) Deve ser projetado para serem utilizadas o maior número possível de vezes. a) Tábuas de madeira serrada: As tábuas mais utilizadas são o pinho de 2º e 3º. que são: a) Devem ser executadas rigorosamente de acordo com as dimensões indicadas no projeto. timburi. No ciclo de execução da estrutura (forma. armação e concreto). b) Antes de concretar. existem os chamados indiretos. dos quais os mais comuns são os de 2. etc. • textura requerida da superfície do concreto. 2.5 x 7.2. • equipamentos para transporte.0 cm ( 1"x 10 "). e ter a resistência necessária. alumínio plástico. Na concretagem devemos tomar algumas precauções.0 cm.1 . isso pode danificar os painéis. em relação as fôrmas.Nessa análise. o item forma é geralmente. A forma é responsável por 60% das horas-homem gastas para execução da estrutura os outros 40% para atividade de armação e concretagem.00 cm.Materiais e ferramentas As formas são fabricadas a partir de grande variedade de materiais. papelão etc. que podem alcançar níveis representativos. ou podemos utilizar também o aço. • cargas atuantes. desdobradas em sarrafos.0 cm ( 1" x 12 ").0 cm ( 1" x 8" ). • cronograma da obra. • tipo de estrutura a ser moldada. o caminho crítico. As tábuas podem ser reduzidas a qualquer largura. c) Não colocar a agulha do vibrador entre a fôrma e as armaduras.5 x 25.5 x 20. as fôrmas devem ser limpas. responsável por cerca de 50% do prazo de execução do empreendimento.5 x 10. b) Devem ser praticamente estanques. 2. o seu ritmo estabelece o ritmo das demais atividades e. 11.5 x 30. 252 . o cedrilho. • investimento inicial.5 x 5. A escolha destes materiais é determinada em função de uma série de fatores: • número de utilizações previstas. as fôrmas devem ser molhadas até a saturação.0 cm.5 x 15. e similares. 2. 2. eventuais atrasos. 2. Portanto. para que a estrutura não seja prejudicada: a) Antes de concretar.0 cm. • custo dos componentes e mão-de-obra. sendo as bitolas comerciais mais comuns de: 2.

Devem. A designação dos pregos com cabeça será por dois nºs. Nos pontaletes com mais de 3. São compostas por diversas lâminas adjacentes com espessura entre 1 mm e 5 mm.10 m e espessura que variam de 6.0 x 7.Elevado módulo de elasticidade e resistência razoável .0 x 12.0 x 16. ou cola fenólica. 5. de modo que as cargas dos pontaletes sejam distribuídas numa área maior. e acabamento plastificado. As chapas coladas com cola fenólica são mais resistentes ao descolamento das lâminas quando submetidas à umidade. 8.20 x 1. a qual não pode ser feita no terço médio do seu comprimento. As chapas têm acabamento resinado. Quando os pontaletes forem apoiar no terreno.3) 253 . Nas emendas.0. devemos colocar tábuas ou pranchas que deverão ser maiores quando mais fracos forem os terrenos.(Tabela 11.0cm e 6. 12.0 x 6.0 cm. de modo a permitir a colocação das contra flechas. deve com certeza serem colocados. para evitar recalques. prever travamentos horizontais e contravontamentos para evitar flambagem.Devem ter as seguintes qualidades: . para utilização em estruturas de concreto armado revestida. a x b .0 cm. têm dimensões de 2.Baixo custo b) Chapas de madeira compensada: A madeira compensada é o composto laminado transversal mais utilizado em aplicações estruturais.0. além dos escoramentos tubulares metálicos. c) Escoramentos : Podemos utilizar para escoramentos pontaletes de eucaliptos ou peças de peroba como os cibros 5. as vigas 6. As chapas de madeira compensada.Não ser excessivamente dura . coladas por cola "branca" PVA. para utilização em estruturas de concreto armado aparente. mais usadas para fôrma. nestes casos. Cuidado com emendas nos pontaletes !!! Cada pontalete de madeira só poderá ter uma emenda.0 x 8. os topos das duas peças devem ser planos e normais ao eixo comum. Prever cunhas duplas nos pés de todos os pontaletes para possibilitar uma desforma mais fácil. e nos vãos intermediários dos escoramentos.0 cm. 10. ser pregados cobre junta de sarrafos em toda a volta das emendas.0 cm.0mm. d) Pregos: Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT.00m.

Dimensões dos pregos em "mm" NÚMERO 5X5 15 X 15 15 X 18 15 X 21 16 X 18 16 X 21 16 X 24 17 X 21 17 X 24 17 X 27 17 X 30 18 X 24 18 X 27 18 X 30 18 X 36 19 X 27 19 X 33 19 X 39 DIMENSÕES EM mm 1.14 Os pregos mais utilizados para a execução das fôrmas são: . e) Tensores: Os tensores são utilizados para conectar formas de pilares.02 3.0 X 54.Fôrmas de tábuas: .7 X 47.46 2.02 3. suportando a pressão do concreto fresco.Escoramentos: 18 x 27 19 x36 15 x 15 18 x 27 19 x 36 18 x 27 O diâmetro deve ser escolhido entre 1/8 e 1/10 da espessura da peça de menor espessura.50 2.a = refere ao diâmetro.24 3.46 2.4 X 67.4 mm 18 = 3.4 X 61. é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2.9 X 74. painéis.24 3. roscas e porcas ou acessórios especiais. sendo cortados após a desforma.0 X 11.02 3.7 X 54. 254 .4 X 40.80 3.4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" .68 2. outros podem ser removidos completamente e reutilizados (este sistema é o melhor) (Figura 11.0 X 47.0 X 67.0 X 61.4 X 33. Normalmente são utilizados como tensores vergalhões de aço com partes soldadas.68 2.Fôrmas de chapas: .4 X 81.80 3. Tabela 11.9 X 61.3 .46 3.90 2.24 3.4 X 47.53 3. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga.2.4 X 54. Alguns tensores podem ser perdidos.14 3. vigas altas.4).7 X 40.3 mm.9 X 88.

As dimensões da mesa de serra devem ser coerentes com as dimensões das peças a serrar.4 . se utiliza uma mesa de serra circular e uma bancada com gabarito para a montagem dos painéis (Figura 11. lima. serrote.5). No manuseio das chapas compensadas deve-se tomar o cuidado para não danificar os bordos.Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas Devemos deixar os materiais em locais cobertos.5 . Figura 11. como o martelo.Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas A mesa de serra deve ter uma altura e todos os sistemas de proteção que permita proceder ao corte de uma seção de uma só vez. etc. Para a execução das fôrmas além das ferramentas de uso do carpinteiro.tensores espaguetes Figura 11. protegidos do sol e da chuva. e ainda é de 255 .

Os painéis formam os pisos das lajes e as faces das vigas. 256 .GUIAS: Peças de suporte dos travessões.2 .Tipos de disco para corte de tábuas e chapas compensadas 11. geralmente feitas de sarrafos ou caibros.FACES: Painéis que formam os lados das fôrmas das vigas.6 . 5 . 3 . 4 . geralmente feitas de sarrafos ou caibros.PONTALETES: Suportes das fôrmas das vigas. 6 .DIREITOS: Suportes das fôrmas das lajes. Geralmente feitos a de caibros ou varas de eucaliptos. dos painéis de vigas.grande importância adotar um disco de serra com dentes compatíveis com o corte a ser feito (Figura 11. etc. formadas por tábuas ou chapas. Figura 11. pilares. paredes. 10 .TRAVESSÕES: Peças de suporte empregados somente nos escoramentos dos painéis de lajes. pilares.MONTANTES: Peças destinadas a reforçar as gravatas dos pilares.GRAVATAS: Peças que ligam os painéis das formas dos pilares.PAINÉIS: Superfícies planas. colunas e vigas.Peças utilizadas na execução das fôrmas: São dados diversos nomes às peças que compõem as fôrmas e seus escoramentos as mais comuns são: 1 . no caso de utilizar tábuas. 11. paredes. Geralmente feitas de caibros ou tábuas trabalhando a cutelo ( espelho ). 7 .2.PÉS. 2 . 8 .6).CANTONEIRAS: Peças triangulares pregadas nos ângulos internos das fôrmas. destinadas ao apoio dos painéis de lajes e das peças de suporte dos painéis de laje (travessões e guias). Geralmente feitos de caibros ou varas de eucaliptos.FUNDO DAS VIGAS: Painéis que forma a parte inferior das vigas. 12 .TRAVESSAS DE APOIO: Peças fixadas sobre as travessas verticais das faces da viga. 9 .TRAVESSAS: Peças de ligações das tábuas ou chapas. os travessões são suprimidos.

lajes etc. 14 . 18 . fundações e vigas.CHAPUZES: Pequenas peças feitas de sarrafos. Devem ser bem fixados com pregos (18x27 ou 19x36) nas ligações com a fôrma e com os apoios (estacas ou engastalhos). geralmente empregadas como suporte e reforço de pregação das peças de escoramento. temos que prever contraventamentos em duas direções perpendiculares entre si (Figuras 11. Em pilares altos.francesas): Peças inclinadas.JANELAS: Aberturas localizadas na base das fôrmas. geralmente usadas aos pares. e nos casos de contraventamentos longos prever travessas com sarrafos para evitar flambagem (Figuras 11.13 . 20 .2.7 e 11. ou como apoio extremo das escoras. 21 .7 e 11. para garantir o prumo. 15 .8). destinadas a limpeza.8) os quais deverão estar bem apoiados no terreno em estacas firmemente batidas ou engastalhos nas bases. Quando os pilares forem concretados antes das vigas.Nos Pilares Os pilares são formados por painéis verticais travados por gravatas.ESCORAS (mãos .Detalhes de utilização: a) .. 11. destinadas à ligação e a emenda das peças de escoramento. 16 . trabalhando a compressão.TRAVAMENTO: Ligação transversal das peças de escoramento que trabalham a flambagem..CONTRAVENTAMENTO: Ligação destinada a evitar qualquer deslocamento das fôrmas. prever contraventamentos em dois ou mais pontos de altura.CUNHAS: Peças prismáticas.3 . 17 . 257 . 19 .ESPAÇADORES: Peças destinadas a manter a distância interna entre os painéis das formas de paredes.TALAS: Peças idênticas aos chapuzez. Consiste na ligação das fôrmas entre si.CALÇOS: Peças de madeira os quais se apoiam os pontaletes e pés direitos por intermédio de cunhas.

9 10 1 2 21 Figura 11. bem como deixar janelas intermediárias.Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares bem como das janelas 258 . Não devemos esquecer de deixar na base dos pilares uma janela para a limpeza e lavagem do fundo. Na parte inferior dos pilares.Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares Devemos colocar gravatas com dimensões proporcionais às alturas dos pilares para que possam resistir ao empuxo lateral do concreto fresco. a cada 2.1 9 21 10 2 Figura 11.8). as distância entre as gravatas devem ser máximo de 30 a 40 cm. para concretagem em etapas nos pilares altos. responsável pela formação de vazios nas peças concretadas"bicheiras".7 . Esta janela tem a função de facilitar a vibração evitando a desagregação do concreto.0m (Figura 11.8 .

Tipos de gravatas usuais para o fechamento dos painéis dos pilares: .0 ou 10 cm .10 . tensores.5 x 7. de 2.Tipo 1 = sarrafo simples.1969) Além das gravatas podemos reforçar as formas dos pilares com arame recozido nº12 ou nº 10 (seção 2).Tipo 3 = caibro com dois sarrafos de 2.5 x 7.9 . ou ainda com espaguetes. que podem ser introduzidas dentro de tubos plásticos para serem reaproveitados ( seção 3) (Figura 11.0 ou 10 cm .0 cm Figura 11. (1) (2) (3) Figura 11.Tipo 2 = dois sarrafos de 2.Tipos de gravatas utilizadas em pilares (Cardão.0 ou 10.Tipos de reforços em gravatas 259 .10).5 x 7.

não é suficiente a colocação de gravatas ancoradas através do espaço interior das fôrmas com arame grosso (arame recozido nº 10). Na base da forma e sobre as guias é importante pregar um sarrafo denominado “sarrafo de pressão”.50.Detalhe de uma fôrma de viga 260 . escoramentos e contraventamentos suficientes para não sofrerem deslocamentos ou deformações durante o lançamento do concreto.80m . espaguetes ou tensores . principalmente nas vigas altas. é necessário prever também um bom escoramento lateral com as mãos francesas entre a parte superior da gravata e a travessa de apoio (Figura 11.11). que não são travadas pelos painéis de laje. E verificarmos se as distâncias entre eixos (para o sistema convencional) são as seguintes: . mãos-francesas e sarrafos de pressão.11) ou contra o piso ou terreno. evitando as "barrigas" ou superfícies tortas. Devemos certificar se as formas têm as amarrações.entre mestras ou até apoio nas vigas : 1.b)-Nas vigas e lajes As fôrmas das vigas são constituídas por painéis de fundo e painéis das faces firmemente travadas por gravata.50 m . Sarrafo de pressão Figura 11.00 a 1.entre pontaletes das vigas e mestras das : 1. para evitar a abertura da forma (Figura 11.para as gravatas : 0.60 a 0.00m lajes Nas formas laterais das vigas.11 .20m . 0.para caibros horizontais das lajes : 0.

12 .Outros tipos de fôrmas e escoramentos de vigas: Figura 11.Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão (Cardão.13 .Detalhe da Fôrma das vigas sem sarrafo de pressão 261 . 1969) Figura 11.

15b .Figura 11.Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas Figura 11.Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 262 .Detalhes da fôrma das lajes maciças Figura 11.14 .15a .

2.Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-juntas e fita adesiva Recomendações: . Figura 11.Fazer o fechamento das juntas pouco antes da concretagem. Pode ser utilizada mata-juntas. para evitar que as juntas se abram. Devemos evitar o fechamento das juntas com papel de sacos de cimento ou de jornais.Colocar as tábuas das formas com o lado do cerne voltado para dentro (Figura 11.Detalhe da fôrma utilizando tábuas 263 .17).16 .4 . . fita adesiva e até mastiques elásticos (Figura 11.Juntas das Fôrmas As juntas das fôrmas devem ser fechadas para evitar o vazamento da nata de cimento que pode causar rebarbas ou vazios na superfície do concreto.11. o que não é muito eficiente. Isso pode ocorrer principalmente em pequenas obras.16). Figura 11.17 .

O peso próprio dessas formas variam de 0. não necessitando do emprego de equipamentos para o içamento das peças.5 . e as lajes formadas por escoras. longarinas e transversinas de madeira (Figura 11.Escoramento de madeira tipo "H" 264 . b) Misto :É um sistema que utiliza escoramento metálico com finalidade de suporte de carga sendo a fôrma revestida com chapas de compesado e podem ser dimensionadas para uma pressão que pode chegar até 60k/m².11. e somente se necessário.19).4 a 0. às vezes utiliza-se roldanas e corda para a subida vertical do equipamento (Figura 11.18 . São encontradas de tres maneiras: a) Madeira : o escoramento das vigas são executadas em madeira por sistema chamados de garfos ou H de viga.18). ou seja.6kN/m².Sistema de forma leve São sistemas em que se utiliza mão-de-obra manual. Figura 11. sendo sua aplicação feita manualmente.2.

Esses painéis são estruturados e a forma pesa em média de 0. paredes e núcleos de edificações.6 a 1.13kN/m2. compostos por painéis leves constituídos. As fôrmas metálicas chegam a Ter um peso próprio de aproximadamente 0. de grua ou guindaste. forrando o painel. geralmente.19 .6 .2.Sistema médio de fôrmas São sistemas que se utilizam equipamentos para o içamento dos painéis com a utilização.Figura 11. reservatórios. barragens. por uma estrutura de alumínio e compensado.00 kN/m2. por exemplo. 11. consistindo como bastante leves. 265 .Escoramento metálico c) Industrializado metálico: São aqueles sistemas em que praticamente se utilizam elementos metálicos para fôrma e escoramento. São utilizados compensados e vigas metálicas em aço ou alumínio Os painéis estruturados tem grandes aplicações em obras-de-arte.

11. As mesas voadoras pesam em média de 0. Consiste essa modalidade de escoramento na utilização da chamada mesa voadora que é uma estrutura metálica forrada por compensado sobre vigas mistas em alumínio ou aço.8 kN/m2.2. galerias e principalmente lajes.11. após a desforma. Figura 11.Sistema pesado de fôrmas São sistemas nos quais que se utilizam gruas para o içamento da fôrma.4 a 0. Podem ser empregados em estruturas com mais de 100m de altura. todo o conjunto seja levado à lateral da edificação e transportado por meio de grua para os pavimentos ou área de trabalho superiores ou próximos.2.8 . As principais aplicações desses sistemas são os muros.20 . para que.Fôrma trepante 266 .Sistema trepante e auto-trepante São sistemas que com carro e cursor variável permitem deslocar a fôrma para frente e para trás na plataforma de trabalho. sendo as fôrmas elevadas por comando hidráulicos. sem grua. paredes.7 . Essa estrutura fica apoiada sobre escoras ou treliças metálicas sob roldanas para a locomoção do sistema.

21). com o auxilio de ferramentas e máquinas apropriadas. tesoura. antes de ser dobrada.11.2 ton. sendo que a plataforma de trabalho dos operários sobe junto com a fôrma. silos verticais.2. grandes pilares.21 – Equipamentos utilizados no corte das barras de aço Após o corte as barras devem ser endireitadas. máquina ou policorte de bancada (Figura 11. São de pequena altura. poços de elevador e escadas.1 – Corte O corte das barras de aço consiste em dividir uma barra na dimensão indicada no projeto. Podemos utilizar desde uma simples segueta (para pequenas bitolas). Uma barra bem desempenada aumenta o rendimento e proporciona bom aspecto. 11. sobre a bancada.RECOMENDAÇÕES QUANTO AO MANUSEIO E COLOCAÇÃO DAS BARRAS DE AÇO 11. chaminés cilíndricas e torres para telecomunicações.20).Sistema de fôrmas deslizante São sistemas de fôrmas que deslizam verticalmente impulsionadas por macacos hidráulicos com aproximadamente 1.9 . e apoiadas por barras de aço presas nas paredes de concreto (Figura 11. de capacidade. Tesoura máquina de cortar ferro Figura 11. núcleos de prédios. revestimentos de poços.3. Esse sistema se aplica especialmente às obras verticais de reservatórios elevados.3 . 267 . o processo exige concretagem contínua.

Figura 11.Dobramento das barras Em algumas obras encontramos casos de quebra de barras de aço.2 . a sofrerem um ensaio extremamente rigoroso de dobramento.4 .5 para os estribos.11. Este fato é observado na maioria das vezes em obras onde existe grande variabilidade de bitolas. Tabela 11. Caso as barras continuem quebrando. que os diâmetros dos pinos sejam os mais próximos possíveis aos especificados na Tabela 11.4 para ganchos e dobras e na Tabela 11. recomendamos que sejam feitos ensaios de caracterização do lote. para as quais.Diâmetros dos pinos de dobramento . dobras) BITOLAS POL mm 3/16" 5 1/4" 6.22 – Bancada com pino de dobramento A recomendação para estes casos. quando do seu dobramento através de ferramentas manuais. Para algumas bitolas eles são finos levando a barra.5 5/8" 16 3/4" 20 1" 25 11/4" 32 CA 25 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 5φ 5φ 5φ CA 50 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 8φ 8φ 8φ CA 60 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 268 .3 5/16" 8 3/8" 10 1/2" 12.3.(Ganchos. operários menos experientes não atentam para a necessidade de substituir o diâmetro do pino de dobramento. chegando a romper por tração (Figura 11.22).

Diâmetros dos pinos de dobramento .23).Estribos BITOLAS (mm) ≤ 10 10 < ø >20 ≥ 20 CA 25 3 øt 4 øt 5 øt CA 50 3 øt 5 øt 8 øt CA 60 3 øt - 11. laçada e flor (Figura 11. É importante amarrar bem para que os ferros não saiam da sua posição durante a concretagem. Os pontos mais conhecidos na amarração são: ponto simples. Ponto simples Ponto volta-seca ou rabo de macaco Ponto flor ou cruzado Ponto laçada Figura 11.3 – Montagem das armaduras Montagem das armaduras consiste em unir peças de aço com auxílio da torquês e do arame recozido nº18.Tabela 11. volta-seca.5 . dando forma as estruturas de acordo com o projeto estrutural.23 – Pontos de amarração usuais 269 .3.

Barras de espera de pilares O que acontece com as barras de espera.24). Figura 11. pois acontece em obras em que as esperas dos pilares não coincidem com sua localização em planta. devendo nestes casos consultar o projetista. deixando as barras de espera fora de posição após a concretagem.descuidos na locação dos pilares. Para que isso ocorra.24 .3. Caso as recomendações citadas não forem obedecidas. Para melhorar a rigidez da armadura impedindo o seu deslocamento. . as causas podem ser diversas.falta de amarração adequada.11. recomendamos que se execute um quadro de madeira para servir de apoio às barras de espera e que o mesmo seja fixado no restante da armadura (Figura 11.movimentação das barras durante a concretagem.4 . Para evitar esse problema. .Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 270 . é quanto ao seu posicionamento. recomendamos como principal a fiscalização das ferragens. não deve ser permitido que as mesmas sejam dobradas para alcançar sua posição (engarrafamento das armaduras). tais como: . etc.

Armação de Fundação As fundações das estruturas podem ser expostas a agentes agressivos presentes nas águas e/ou solos de contato.25 e 11. Porque as armaduras poderão ficar descobertas pelo concreto o que ocasionará a corrosão. não devem. suas armaduras. Para que isso não ocorra recomendamos que seja colocada no fundo das valas uma camada de concreto magro (lastro de concreto não estrutural) Figuras 11. Líquidos que possam lixiviar o cimento. a ação dos sulfatos.1994) Fck (Mpa) CA-50A . o gesso e o sulfo-aluminato de cálcio.Comprimentos básicos para as esperas de acordo com o fck do concreto (Fusco. mas os vazios formados pela elevada granulometria faz com que a pasta de cimento escoe formando vazios no concreto “bicheiras”. ao reagir com o hidróxido de cálcio e com o aluminato tricálcico hidratado. quando presente em solução produz.26. sapatas. Merecem menção dentre tais agentes agressivos: • Íons sulfatos.3.Barra estriada Boa aderência Má aderência 15 40φ 56φ 20 32φ 45φ 25 28φ 40φ 30 24φ 34φ 35 22φ 31φ 40 20φ 28φ 11. Tabela 11.6). levando a expansão e desagregação do concreto. o que deve ser respeitado. poderia ser utilizada como lastro. a lixiviação significa a extração ou dissolução dos compostos hidratados da pasta de cimento • Todas as vigas baldrames.As esperas de pilares (arranques) têm o comprimento mínimo dado por Norma NBR 6118/2003 (Tabela 11. A pedra britada. 271 . e principalmente os blocos de estacas. serem apoiadas diretamente sobre o solo. salvo recomendações do calculista. que tem volumne consideravelmente maior do que os compostos iniciais.6 . freqüentemente presentes em solos e águas subterrâneas. podendo deixar as armaduras expostas.5 .

Figura 11.3. As emendas com luvas são excelentes.26 .Emendas As emendas de barras por transpasses devem ser feitas rigorosamente de acordo com as recomendações do projetista.6 . Emendas soldadas de aço CA-50 podem ser feitas com solda especial. mas nunca em mais barras do que a metade.7 . 11. é necessário que haja um mínimo de afastamento entre as 272 .Lastro de brita sob as vigas baldrames Figura 11. Em qualquer caso o comprimento da emenda mínima deve ser ≥15φ ou ≥20cm.3. se necessário.barras. alternadas em diversos locais de uma seção (NBR 6118/2003). em várias . Quando não houver indicações.25 .Lastro de britas sob os blocos de estacas 11. as emendas devem ser feitas na zona de menor esforço de tração.Afastamento mínimo das barras Como o concreto deve envolver toda a armadura e que não se apresente falhas de concretagem.

pouco a pouco.4. Se espremido com a mão um punhado de massa. O concreto preparado manualmente é aceitável para pequenas obras e deve ser preparado com bastante critério seguindo no mínimo as recomendações abaixo: • Deve-se dosar os materiais através de caixas com dimensões pré-determinadas.29). sem perder água. e excesso de areia ou pedra no enchimento das mesmas deve ser retirado com uma régua. misturando os três materiais (Figura 11. Espalha-se a areia formando uma camada de 10 a 15 cm. não fica com a mesma homogeneidade.barras. a fim de facilitar o lançamento do concreto. que é prejudicial.27). a superfície deve ficar úmida. de madeira ou cimento.1 . pois a mistura das diversas massadas. tomando-se o cuidado para que não escorra para fora da mistura. com pá ou enxada até que a mistura fique homogenia (Figura 11. se junta à quantidade estabelecida de pedra britada. Cuidado com o congestionamento formado pelas armaduras das vigas com as dos pilares. 11.Concreto preparado manualmente Devemos evitar este tipo de preparo. com o objetivo de garantir sua homogeneidade. ou com latas de 18 litros. 11. limpa e impermeável (preferencialmente em "caixotes") (Figura 11. é conveniente observar a consistência da massa. espalhando-o de modo a cobrir a areia e depois se realiza a primeira mistura. • • • • Para regular a quantidade de água e evitar excesso. 273 . a forma da espremedura deve permanecer. caso a mistura for realizada sobre superfície impermeável sem proteção lateral "caixotes" (Figura 11.COMO SE PREPARA UM BOM CONCRETO Faremos aqui algumas recomendações sobre o preparo do concreto. da seguinte maneira: • • Se a plainada com a pá. Depois de bem misturados. Admite-se que entre as barras tanto na vertical como na horizontal pelo menos 2 cm e não menos do que o próprio diâmetro da barra. durabilidade e qualidade. A mistura dos materiais deve ser realizada sobre uma plataforma.4 . A seguir faz-se um buraco no meio da mistura e adiciona-se a água.28). sobre essa camada esvazia-se o saco de cimento.27).

4.27 .30): • É boa a prática de colocação.2 .1. 274 .28 .29 .4. e em seguida do agregado graúdo. medidas de areia e pedra do item 11.Concreto preparado em betoneira Recomendam-se o mesmo cuidado no enchimento das caixas ou latas. em primeiro lugar. pois a betoneira ficará limpa. Os materiais devem ser colocados no misturador na seguinte ordem (Figura 11.Mistura da areia e do cimento sobre superfície impermeável Figura 11. parte da água.Colocação da água 11.Figura 11.Adição das britas Figura 11.

haverá ainda uma moagem dos grãos de cimento. Finalmente. que faz um tamponamento nos materiais já colocados.• • • É boa a regra de colocar em seguida o cimento. em metros (Tabela 11. Colocar o restante da água gradativamente até atingir a consistência ideal.) Eixo Vertical Eixo Horizontal Eixo inclinado 30 d 90 d 120 d Figura 11.7). pois havendo água e pedra. não deixando sair o graúdo em primeiro lugar. O tempo de mistura deve ser contado a partir do primeiro momento em que todos os materiais estiverem misturados. Podemos estabelecer os tempos mínimos com relação ao diâmetro "d" da caçamba do misturador.30 . Tabela 11.Tempos mínimos de mistura de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira TEMPOS MÍNIMOS DE MISTURA Misturador tipo Tempo mínimo de mistura (seg.Sequência da mistura em betoneira 275 . coloca-se o agregado miúdo. haverá uma boa distribuição de água para cada partícula de cimento.7 .

Concreto dosado em central Para a utilização dos concretos dosados em central.Limite de abatimento (Slump-Test) para diversos tipos de concreto Valores de abatimento em – mm Tipo de execução de concreto: Regular ou razoável Rigoroso Agregados em volume Agregados Sem ou com controle em peso tecnológico Vibração sem com com Min.8 . Min. tais como: • localização correta da obra • o volume necessário • a resistência característica do concreto a compressão (fck) ou o consumo de cimento por m³ de concreto. deixe misturar no mínimo por 3 min. Tabela 11.Devemos sempre colocar um operário de confiança para operar a betoneira.Programação do concreto: devemos conhecer alguns dados. a) . • a dimensão do agregado graúdo • o abatimento adequado (slump test). OBS: . coloque mais cimento e água. Se o concreto ficar mole. Máx. na proporção de 5 partes de cimento por 3 de água. Min. até atingir a consistência adequada.Nunca adicione somente água.8 Tabela 11. Se ficar seco. pois é ele que controla o lançamento dos materiais.4. Máx.OBS: Os materiais devem ser colocados com a betoneira girando e no menor espaço de tempo possível. pois isso diminui a resistência do concreto. .3 . 20 40 20 60 10 50 30 80 30 70 20 60 60 80 50 70 40 60 80 110 70 90 60 80 70 --------30 60 --------100 --------100 80 --------60 80 90 30 50 20 10 80 100 130 80 70 50 30 50 70 80 20 30 10 0 70 90 100 70 40 30 20 Tipo de Construção Consistência (Trabalhabilidade) Fundações e muros não armados Fundações e muros armados Estruturas comuns Peças esbeltas ou com excesso de armadura Concreto aparente Concreto bombeado – até 40m Mais de 40m Elementos pré fabricados Lastros-pisos Pavimentação Blocos maciços(concr. adicione a areia e a pedra aos poucos. Depois de colocados os materiais. Socado) Firme Firme até plástico Plástico Mole até Plástico Plástico até mole Mole Muito mole Plástico até firme Firme até plástico Firme Muito firme 276 . Máx. o que devemos saber é programar e receber o concreto. 11.

aditivo se utilizado Se tudo estiver correto.Recebimento: antes de descarregar.31). bem como o intervalo de entrega entre caminhões.4 . a haste deve penetrar até a camada inferior adjacente. Para isso devemos executá-lo como segue: coletar a amostra de concreto depois de descarregar 0. • • • 277 . • coloque o cone sobre a placa metálica bem nivelada e preencha em 3 camadas iguais e aplique 25 golpes uniformemente distribuídos em cada camada. o abatimento (slump test) para avaliar a quantidade de água existente no concreto. b) . • não vibrar a armadura • não imergir o vibrador a menos de 10 ou 15 cm da parede da fôrma • mudar o vibrador de posição quando a superfície apresentar-se brilhante. só nos resta verificar .4. • 11.5 m³ de concreto ou ≅ 30 litros. deve-se verificar: • • • o volume do concreto pedido a resistência característica do concreto à compressão (fck). • retirar o cone e com a haste sobre o cone invertido meça a distância entre a parte inferior da haste e o ponto médio do concreto. • adense a camada junto a base e no adensamento das camadas restantes.A programação deve ser feita com antecedência e deve incluir o volume por caminhão a ser entregue. para isso devemos ter alguns cuidados: aplicar sempre o vibrador na vertical vibrar o maior número possível de pontos o comprimento da agulha do vibrador deve ser maior que a camada a ser concretada.Aplicação do concreto em estruturas Na aplicação do concreto devemos efetuar o adensamento de modo a tornálo o mais compacto possível. O método mais utilizado para o adensamento do concreto é por meio de vibrador de imersão (Figura 11.

• e alguns cuidados nos pilares. antes da concretagem. facilitando assim a saída das bolhas de ar. vigas. Podemos ainda fazer uma outra abertura no pé do pilar para. e fazer com que a fôrma fique travada nos "engastalhos". a 2.Aplicação do vibrador na vertical Porém antes da aplicação do concreto nas estruturas devemos ter alguns cuidados: a altura da camada de concretagem deve ser inferior a 50 cm. evitando com isso a queda do concreto de uma altura fazendo com que os agregados graúdos permaneça no pé do pilar formando ninhos de pedra a vulgarmente chamado "bicheira". Engravatar a fôrma a cada aproximadamente 50 cm.31 . e contraventá-las. e não a "marteladas" como o usual. lajes como segue: • a) Nos pilares Verificar o seu prumo.00m fazer uma abertura "janela" para o lançamento do concreto. O concreto deverá ser vibrado com vibrador específico para tal.32). fazer a remoção e limpeza da sua base.Figura 11. Fazer um "cachimbo" nas janelas para facilitar a concretagem (Figura 11. Em casos de pilares altos. 278 .

As emendas de concretagem devem ser feitas de acordo com a orientação do engenheiro calculista. par evitar..Cachimbo para facilitar a concretagem b) .33). através de gavatas. mãos-francesas etc. fazer as emendas à 45º (Figura 11. são máximos. Limpar as fôrmas e molhá-las antes de concretar As vigas deverão ser concretadas de uma só vez. a sua abertura e vazamento da pasta de cimento. contraventadas a cada 50 cm. a emenda deve ser feita a 1/4 do apoio. no momento de vibração. pois os momentos negativos e positivos. respectivamente. 279 . Devemos evitar as emendas nos apoios e no centro dos vãos.32 . caso não haja possibilidade.engastalho Figura 11. onde geralmente os esforços são menores. Verificar a estanqueidade das fôrmas.Nas vigas Deverá ser feito formas. Caso contrário.

transmitida pela armadura. formando poças.Figura 11. devemos fazer a limpeza das pontas de arame utilizadas na fixação das barras." (Figura 11. evitando que a mesma absorva água do concreto.34) 280 . O umedecimento nas fôrmas de laje maciça não pode originar acúmulo de água.após a interrupção.Emendas de concretagem em vigas realizada à 45 0 Quando uma concretagem for interrompida por mais de três horas a sua retomada só poderá ser feita 72 horas . isenta de partículas soltas.33 . prejudique o concreto em início de endurecimento e quanto a aderência do concreto as barras de aço.Nas Lajes Após a armação. A superfície deve ser limpa. 4º o reinicio da concretagem deve ser feito preferêncialmente pelo sentido oposto. este cuidado é necessário para evitar que a vibração do concreto novo. e para maior garantia de aderência do concreto novo com o velho devemos: 1º retirar com ponteiro as partículas soltas 2º molhar bem a superfície e aplicar 3º ou uma pasta de cimento ou um adesivo estrutural para preencher os vazios e garantir a aderência. fazer a limpeza e umedecimento das formas antes de concretagem. Garantir que a armadura negativa fique posicionada na face superior. c) . através de imã. com a utilização dos chamados "Caranguejos.

Detalhe das guias de nivelamento 281 .35) Figura 11.Detalhe da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras das lajes Recomendamos o uso de guias de nivelamento e não de pilaretes de madeira para nivelarmos a superfície das lajes.35 .34 . (Figura 11.Figura 11.

em geral à face externa do estribo. Desta forma evitaremos a vibração excessiva das armaduras com eventual risco de aderência na parte de concreto já parcialmente endurecido. submersa) Moderada (Urbana) Forte (Marinha. 11. sejam feitas e apoiadas diretamente sobre as formas. deve ser dada atenção apropriada aos espaçadores para armadura e uso de dispositivos para garantia efetiva do cobrimento especificado (Figuras 11. a resistência ao fogo. mas também pelos benefícios adicionais.5 .9) Tabela 11.4. como por exemplo. Devemos em todos os casos garantir o total cobrimento das armaduras.36 . para movimentação de pessoal no transporte de concreto.37 e 11. e a deslocação das mesmas principalmente as armaduras negativas. repingos de maré) Muito Forte 20 25 Cobrimento nominal (mm) 25 35 30 40 45 50 282 .Cobrimento das armaduras Agressividade componentes laje Viga/pilar Fraca (Rural. Os cobrimentos estão sempre referidos à superfície da armadura externa.36). lembrando que o aço para concreto armado estará apassivado e protegido da corrosão quando estiver em um meio fortemente alcalino propiciando pelas reações de hidratação do cimento.Passarela para concretagem apoiadas na fôrma.Recomendamos ainda que as passarelas. independentes da armadura (Figura 11. Figura 11. Industrial) (Industrial. devemos fazer cumprir os cobrimentos mínimos exigidos no projeto e dado pela NBR6118/2003.38). (Tabela 11. É preocupante ao constatar que esse ponto é freqüentemente negligenciado.Cobrimento da armadura A importância do Cobrimento de concreto na armadura é de vital importância na durabilidade.9 . Na execução.

• cordões de argamassa. isopor (caixa de ovos).37 .Pastilhas de argamassa Figura 11. residências e conjuntos comerciais ou ambientes com concreto revestido com argamassa e pintura.38 .OBS: Pode-se considerar um microclima com uma classe de agressividade mais branda para ambientes internos secos (salas. para tal podemos empregar: pastilhas (espaçadores): plásticas (Figura 11. banheiros. áreas de serviço de apartamentos. (para fazer gelo). metálica etc. • e = recobrimento Figura 11.38) ou de argamassa (Figura 11.Pastilhas plásticas 283 .. com o auxílio de formas de madeira. que além de mais econômicas. dormitórios.. cozinha.37). aderem melhor ao concreto e podem ser facilmente obtidas na obra.

como mantas de algodão ou juta. bem como a durabilidade do concreto. A resistência potencial. evitando a evaporação da água da mistura. molhagem. A cura é essencial para a obtenção de um concreto de boa qualidade.Cura A cura é um processo mediante o qual mantém-se um teor de umidade satisfatório.4. OBS.tipo de cimento. é necessário considerar dois aspectos fundamentais: .65 7 7 7 5 5 0. a) Tempo de Cura Para definir o prazo de cura. Existem dois sistemas básicos para obtenção da perfeita hidratação do cimento: 1 – Criar um ambiente úmido quer por meio de aplicação contínua e/ou freqüente de água por meio de alagamento. .10: Tabela 11. 2 – Prevenir a perda d’água de amassamento do concreto através do emprego de materiais selantes. motivo de constante preocupação de engenheiros e construtores nacionais. Para concretos com resistência da ordem de 15Mpa devemos curar o concreto num período de 2 a dez dias.Número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento a/c Cimento CPI e II 32 CPIV – POZ 32 CPIII – AF – 32 CPI e II – 40 CPV – ARI 0. conforme mostra a Tabela 11. somente serão desenvolvidas totalmente. vapor d’água ou materiais de recobrimento saturados de água. como folhas de papel ou plástico impermeabilizantes.6 . garantindo ainda. uma temperatura favorável ao concreto. terra. serragem. durante o processo de hidratação dos materiais aglomerantes. ou por aplicação de compostos líquidos para formação de membranas. areia.55 3 3 5 3 3 0. de acordo com a relação a/c utilizada e o tipo de cimento. palha.a relação a/c e o grau de hidratação do concreto. etc.70 10 10 10 5 5 284 .11.10 .: Deve-se ter cuidados para que os materiais utilizados não sequem e absorvam a água do concreto. se a cura for realizada adequadamente.35 2 2 2 2 2 0.

Nas obras de pequeno porte e de menor responsabilidade podemos. Ironicamente.Desforma A desforma deve ser realizada de forma criteriosa. as obras mais carentes de uma cura criteriosa – pequenas estruturas. exigindo um prolongamento do período em que serão necessárias as operações de cura. a qual é inicialmente controlada pelas propriedades das camadas superficiais desse concreto. deve-se pedir ao calculista um programa de desforma progressiva. A falta de uma cura adequada age principalmente contra a durabilidade das estruturas. com concreto de relação a/c elevada – são as que menos cuidados recebem especialmente componentes estruturais. Além disso. Nessas condições haverá necessidade de considerar também a variável agressividade do meio ambiente. evitando-se desformas ou retiradas de escoras bruscas ou choques fortes. O maior dano causado ao concreto pela falta da cura não será uma redução nas resistências à compressão. também.4. atuam sobre a cinética da reação de hidratação do cimento: condições locais. geometria das peças. pelo menos nas peças espessas. que pode ser definida pela relação. outros aspectos importantes na determinação do tempo total de cura e não podem deixar de ser mencionados. temperatura. como pilares e vigas. Secagens prematuras resultam em camadas superficiais porosas com baixa resistência ao ataque de agentes agressivos. Em certas condições. para evitar tensões internas não previstas no concreto. de alguma forma. área de exposição/volume da peça. Quando o cimento não for de alta resistência inicial ou não for colocado aditivo que acelerem o endurecimento e a temperatura local for adequada. haverá necessidade de concretos mais compactos (menos porosos). 11.7 . Em estruturas com vãos grandes ou com balanços. além de atender ao exposto acima. a retirada das fôrmas e do escoramento deverá ser feito quando o concreto atingir a resistência característica à compressão ≥ 15 MPa. que podem provocar fissuras e até trincas. 285 . é prática usual nos canteiros de obras cuidarem da cura somente na parte superior das lajes. exceto as do item abaixo • vigas e arcos com vão maior do que 10 m • • • 3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias A desforma de estruturas mais esbeltas deve ser feita com muito cuidado. vento e umidade relativa do ar. desformar nos seguintes prazos: faces laterais retirada de algumas escoras faces inferiores. deixando-se algumas escoras bem encunhadas • desforma total.Há. que retêm mais água e garantem o grau de umidade necessário para hidratar o cimento. uma vez que.

que são: a) Fôrma e Escoramento • • • • • Conferir a montagem baseada no projeto.Consertos de falhas Devemos proibir. quantidades e dimensões das barras. 286 .11. • • Figura 11. para esconder eventuais descuidos durante a concretagem ou por outro qualquer motivo. Tratamento da superfície de contato.8 . sendo aconselhável aplicar aditivo inibidor de retração (expansor).Plano de Concretagem Antes da concretagem devemos verificar um conjunto de medidas a serem tomadas antes do lançamento do concreto objetivando a qualidade da peça a ser concretada. limpar bem as barras das armaduras descoberta removendo toda a ferrugem. Para os concertos nas falhas simples devemos assim proceder: remover o concreto solto.Método mais comum de consertos de falhas 11.O que devemos verificar antes da concretagem . • preenchimento do vazio. Capacidade de suporte da fôrma relativo a deformações provocadas pelo peso próprio ou devido às operações de lançamento. Estanqueidade. com concreto forte. • aplicar um adesivo a base de epóxi na superfície de contato do concreto e das barras de aço com o novo concreto de enchimento.39 . b) Armadura • Bitolas.9 . Limpeza e aplicação de desmoldante. nas obras.4.4. picotar e limpar bem o lugar a ser reparado. que após a desforma de qualquer elemento da estrutura de concreto armado sejam fechadas falhas (bicheiras) do concreto.

início e intervalos das cargas. Programar o tempo previsto para o lançamento. lançar o mais próximo da sua posição final. No caso de lançamento por bombas verificar: altura de lançamento. vibradores de superfície (réguas vibratórias). paredes com vigas ou lajes). jericas. No caso de lançamento convencional verificar: o intervalo compatível de entrega do concreto. Especificar a forma de lançamento (convencional. Iniciar o adensamento logo após o lançamento. etc. Providenciar ferramentas diversas (enxada. Prever interrupções nos pontos de descontinuidade (juntas. vibradores externos (vibradores de fôrma). pás. caçamba). esteira. limitar o transporte a 60m. Providenciar equipamentos e dispositivos (carrinhos. O vibrador de imersão deve penetrar cerca de 5. Evitar o adensamento a menos de 10cm da parede da fôrma devido a formação de bolhas de ar e perda de argamassa. caçamba). evitar a segregação e o acúmulo de água na superfície do concreto. Fixação. lançar em camadas horizontais de 15 a 30cm.0m. autobomba com lança. guindaste. Dimensionar a equipe envolvida no lançamento.0cm da camada inferior. ponteiros. prever local de acesso e de posicionamento para os caminhões e bomba. e) Cura • • Iniciar a cura tão logo a superfície concretada tenha resistência à ação da água. encontros de pilares. 287 . Durante o lançamento devemos evitar o acúmulo de concreto em determinados pontos da fôrma.. a partir da extremidade para o centro das fôrmas. bomba estacionária. adensamento e cura do concreto.) Providenciar tomadas de força para equipamentos elétricos.• • • • Posicionamento. preparar rampas e caminhos de acesso. lançar nova camada antes do início de pega da camada inferior. espaçadores) Limpeza c) Lançamento • • • • • • • • • Programar antecipadamente o volume de concreto. Cobrimento das armaduras (pastilhas. • • d) Adensamento • • • • Providenciar. desempenadeiras. vibradores de imersão (agulha). A cura deve ser contínua. a altura de lançamento não deve ultrapassar a 2. iniciar a concretagem pela parte mais distante do local de recebimento do concreto. guincho.

- - - 288 . poços.ANOTAÇÕES Noções de segurança: Para evitar quedas de pessoas em aberturas. Para evitar quedas de materiais e objetos. cinturão de segurança tipo pára-quedista e trava-quedas). escorregões ocasionados pela desforma. O içamento de materiais só deve ser feito por pessoal qualificado Para o transporte. devemos evitar o empilhamento e armazenamento próximo a beiradas de laje. luva e mangote de raspa. protetor auricular. dobra e manipulação de armações de aço devem ser utilizados os equipamentos de proteção individual obrigatórios (capacete. óculos de segurança contra impactos. corte. As escadas devem ser dimensionadas em função do fluxo de trabalhadores. avental. metal ou telados. ser fixadas nos pisos inferiores e superiores. danificadas ou improvisadas. com guarda-corpos de madeira. Retirar da área de produção as ferramentas defeituosas. calçado. Madeira de desforma e estroncas devem ser armazenadas no centro do pavimento. emprego de escadas inadequadas devemos: proteger as beiradas das lajes. beirada das lajes.

Acréscimo – É o aumento de uma construção. areia em pequena quantidade. A Abaular – Dar forma curva. 2 289 . Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. Adega – Também conhecida como cava. Abraçadeira – Peça metálica que. tem origem no termo francês cave: lugar especial da casa. lugar ou meio de ligação por onde se chega à entrada de um edifício ou à alguma parte dele. onde se guardam os vinhos e azeites. que forma normalmente a cobertura de um recinto. arqueada a uma superfície. Aço – CA-50 – Aço para concreto armado de tensão característica e escoamento igual a 50 Kgf/mm . Afastamento – Separação de um elemento construtivo em relação a um ponto. produz reações oblíquas nos apoios A abóbada serve ainda de meio de suporte de pavimentos.VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO Este capítulo reúne a maior parte dos termos usados na construção civil. valas). Aclive – Quando o terreno se apresenta em subida em relação à rua. Acetinado – Todo material tratado para ter textura semelhante ao cetim. estrume ou fibra vegetal. Abrigo – Lugar destinado a proteger das intempéries. janelas. a abóbada tem origem num arco que se desloca e gira sobre o próprio eixo. Abrasão – Desgaste causado nas superfícies pelo movimento de pessoas ou objetos. também chamada de abrigo de carros. Na engenharia é uma estrutura de alvenaria ou concreto. alvenaria. realizadas ao término da estrutura. pisos etc. e tem como objetivo melhorar a comunicação e o entendimento com os profissionais envolvidos na construção. A palavra provavelmente. Abertura – Termo genérico que indica todo e qualquer rasgo na construção (portas. Acabamento – Conjunto de operações de revestimentos e de finalização. em geral no subsolo. Aço-carbono – Liga de aço e carbono que resulta num material leve e de grande resistência. curva. vãos. quer no sentido horizontal. Abóbada – Geométricamente. como tubos. aplainar. conduites etc. tabuleiros de ponte. No uso corrente. escadas. Carregada verticalmente. Acesso – Passagem.12 . linha ou outra referência. Afagar – Nivelar. Adobe – Tijolo feito com uma mistura de barro cru. indica locais como garagem. formando novos compartimentos ou ampliando os existentes. quer no vertical. desbastar saliência ou alisar madeiras. normalmente fixa peças.

Trabalha o revestimento ainda úmido de paredes e tetos. juntamente com água e um ligante. Alinhamento – Linha que limita o lote urbano em relação à via pública.é o nome que se dá às duas águas de forma trapezoidal. Alçar – Levantar a parede. que principia na cumeeira e segue até a beirada. Alma – Parede componente dos perfilados ou vigas U. Alambrado – Cerca feita com fios de arame que delimita um terreno. As duas triangulares são chamadas de tacaniças.Afresco – Técnica de pintura. Ângulo do telhado por onde correm as águas pluviais. composta de serragem compactada com cola que pode ser fechada com duas lâminas de madeira ou não. resultante da destilação de materiais (hulha. Profissional que estuda os níveis e as características do terreno para ajudar o arquiteto. misturada a um agregado. Aglomerante – (ligante. Geralmente fica localizada na entrada da casa. Aglomerado – Placa prensada. aglutinante) substância que. Conjunto de estacas e sapatas responsável pela sustentação da obra e transmitir ao solo de forma estável. Agrimensor – Topógrafo. Alpendre – Cobertura suspensa por si só ou apoiada em colunas. Almoxarifado – Depósito dos materiais de uma obra ou empresa. calor ou pressão. turfa e madeira). Água do telhado – Cada uma das superfícies inclinadas da cobertura. linhito. sem aberturas para o exterior. por onde passam os eixos de simetria da seção. Altura (de uma edificação) – É a diferença de cota entre o piso do pavimento habitável mais próximo do terreno natural e o forro do pavimento habitável mais alto. peça com saliência superposta à superfície. Almofada – Na marcenaria e carpintaria. permitindo a absorção da tinta. Aldrava – o mesmo de aldraba. I. faz a ligação das partículas inertes por ação física ou por reação química. Água furtada – Vão entre as tesouras do telhado. Alçapão – Portinhola no piso ou no foro que dá acesso a porões. T. Z e L. construir. engenheiro no seu trabalho. Água-mestra – Nos telhados retangulares de quatro águas. forma argamassas e concretos. Aos alpendres maiores dá-se o nome de varanda. Agrimensura – Medição da superfície do terreno. sótãos ou desvão de telhado. 290 . Alcova – quarto pequeno de dormir. com o sem adição de água. Agregado – Material pétreo granuloso quimicamente inerte e sem poder aglutinante que. Alicerce – Fundação. Argola de metal que fica do lado de fora da porta e serve de instrumento para bater à porta. Alto-relevo – Saliência criada e definida numa superfície plana. Alcatrão – Produto semi-sólido ou liquido.

de tijolos ou blocos. para proteger. de maneia que as juntas verticais fiquem desencontradas. loja ou sobre loja. Aquecimento Central – Sistema que centraliza o aquecimento da água para distribuição nas edificações. Primeiro andar – é o pavimento imediatamente acima do andar térreo. Apontador – Funcionário encarregado do controle de presença dos operários de uma obra ou serviço. ligado hidraulicamente a rede de água e de esgoto. insolúvel na água. Apartamento – Conjunto de dependências constituído de habitação distinta. Andaime – Plataformas elevadas do piso. rés do chão. Anteprojeto – Linhas iniciais em busca de uma idéia ou concepção para desenvolver um projeto. Apicoado – Superfície submetida a desbastamento (com ponteiros. rés do chão. usado no estado em pó fino na fabricação de tintas brancas. muros e alicerces. As peças de uma fiada são assentadas com diferença de meio comprimento ou meia largura em relação a fiada seguinte. em sucessivas camadas. É utilizado na construção de refratários. Amianto – Tem origem de um mineral chamado asbesto e é composto de filamentos delicados. Andar – Qualquer pavimento de uma edificação. quebra-luzes. com argamassa ou não. embasamento. por meio de registro escrito. Aparelho Sanitário – Peça ou aparelho destinado a usos higiênicos. de cor branca sem matizes. Anodização – Tratamento químico no alumínio que lhe confere aparência fosca e cores variadas. Apiloamento – Operação de bater a terra solta com soquete ou maço. Angico – Madeira muito dura. Alvenaria – Conjunto de pedras. Angelim-vermelho – Madeira de construção de cor castanho-rosada. pára-ventos) que se coloca diante de alguém ou de algo. Anteparo – Qualquer objeto. 291 . Aplique – Ornamento. peça (biombos. acima do porão. Andar térreo – é o pavimento acima do porão ou do embasamento e no nível da via pública. Amarração – Modo de assentar tijolos. talhadeiras) do qual resulta uma textura rugosa. flexíveis e incombustíveis. antiderrapante. pilares e colunas por meio de prumo (ver prumo). Aprumar – Acertar a verticalidade de paredes. enfeite fixado em paredes e muros. e na composição do fibrocimento. A fonte de energia para o aquecimento da água poderá ser a eletricidade. loja ou sobre loja.Alvará de construção – Documento emitido pela prefeitura do município onde a construção está localizada que licencia a execução da obra. ou adicionadas ao cimento branco para rejunte. pedras e outros elementos que compõe a alvenaria. Aprovação de planta – Ato administrativo da Prefeitura para aprovação de projeto arquitetônico de construção ou reforma de um edifício urbano. o gás ou a energia solar. que formam paredes. bloco. Alvaiade – Carbonato básico de chumbo de composição variável. castanho clara. usada para alcançar niveis superiores durante a construção ou reparo de um edifício.

400ºC de uma mistura de argila e substâncias capazes de gerar gases. Arquibancada – Série de assentos em filas sucessivas.Aquecimento de passagem – Sistema que aquece a água sem centralizar a reserva de água quente. Argila expandida – Agregado artificial leve. Armador – Profissional responsável pelo corte e pela armação das ferros de uma construção. Argamassa – Mistura de materiais inertes (areia) com materiais aglomerantes (cimento e/ou cal) e água. Arrimar – Apoiar. e o sentido plástico da época. cobertos de todos os pavimentos de uma ou mais edificações. Podendo ser elétrico ou a gás. Aroeira – Madeira em extinção de cor variando do castanho ao avermelhado escuro. se apóia em colunas. cada fila mais elevada que a outra. Área útil – Superfície utilizável de uma edificação. a realidade social. excluídas as paredes. usada no assentamento ou revestimento. o conhecimento dos materiais e de suas técnicas. em suas extremidades. pilares. 292 . Possui a arte da composição. Área ou faixa não edificável (non aedicandi) – É a área de terreno onde não é permitida qualquer edificação. Arquitetura – Arte de compor e construir edifícios. Área permeável – É a porção do terreno onde não há pavimento ou estruturas subterrâneas capazes de obstruir a percolação das águas para o subsolo. Arco – semicircunferência que vence um vão entre paredes. Ardósia – É uma rocha metamórfica de grão fino e homogêneo composta por argila ou cinzas vulcânicas que foram metamorfizadas em camadas.000º a 1. Arquiteto – Profissional que idealiza e projeta uma construção. Arandela – Aparelho de iluminação fixada à parede. Arame recozido – Arame de ferro submetido a tratamento térmico de recozimento que o torna flexível. Arenito – Rocha composta de pequenos grãos de quartzo. calcário ou feldspato usado em pisos. Rocha macia e de corte fácil. em forma de escada. obtido por aquecimento de 1. Área ocupada – è a área de projeção horizontal de uma ou mais edificações sobre o terreno. encostar. complementado as moradias. escorar. Arabesco – Ornamento de inspiração árabe. Área construída – É a soma das áreas dos pisos utilizáveis. Armadura – conjunto de ferros que ficam dentro do concreto e dão rigidez à obra. Área de lazer – É a área de uso comum dos condomínios. Arquitrave – Viga de sustentação que. tendo em vista o conforto. Arrematar – Finalizar um serviço na fase de acabamento da obra. Arcada – Sucessão de arcos.

Baliza – É um instrumento utilizado pelo topógrafo para elevar o ponto topográfico com objetivo de torná-lo visível. usada em iluminação de jardins. Átrio – Pátio descoberto cercado por telhados. Ligar circuito ou aparelho elétrico à terra. Azulejo – placa de cerâmica polida e vidrada. pisos. Aterrar – Colocar terra para nivelar uma superfície irregular. Autoclave – Máquina que opera em altos graus de temperatura e pressão. É protegido com grades ou peitoril. esquadrias. na altura de pisos elevados. Balanço – Saliência ou corpo que se projeta para além da prumada de uma construção.Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício comercial ou industrial recém construído. Autoportante – Elemento que tem rigidez mecânica suficiente para sustentar a si mesmo. que ocorre na natureza ou é obtido pela destilação de petróleo. B Baixo-relevo – Trabalho em que as figuras sobressaem muito pouco em relação à superfície que lhes serve de fundo. Baldrame – Viga ou conjunto de vigas de concreto armado que corre sobre qualquer tipo de fundação para travamento ou apoio das paredes. Asfalto – Material sólido ou semi-sólido. Auto de vistoria . que se coloca na parte superior de portas e janelas. Ateliê – Local de trabalho do artista. 293 . Balaústre – Pequena coluna ou pilar que. Geralmente usada em processos de impregnação de fungicidas e preservativos na madeira. que se funde pelo calor. Assentar – Colocar e ajustar tijolos. com uma ou mais lâmpadas.Art déco – Movimento entre os anos 20 e 40 e marca a arquitetura com linhas geométricas e tons pastel. sem estrutura de sustentação aparente. Balcão – Elemento em balanço. disposto diante de portas e janelas. Aspersor – aparelho usado na jardinagem que divide o jorro da água em gotículas. Balizador – Pequena haste cilíndrica. e no qual os constituintes são os betumes. Bandeira – Caixilho fixo ou móvel. Art nouveau – Arte nova se refere ao estilo arquitetônico e da arte decorativa que marcou o final do século XIX e o começo do século XX. sustenta corrimãos e guarda-corpos. alinhada lado a lado. A origem do azulejo remonta aos povos babilônicos. Assoalho – Piso de madeira de tábuas corridas. de cor entre preta e pardo-escura. de cozimento ou de secagem de materiais. blocos. Assobradada – Construção com mais de um pavimento. favorecendo a iluminação e a ventilação dos ambientes. pastilhas e outros acabamentos.

Bate-estaca – Equipamento de cravar estacas no terreno pela ação de golpes a sua cabeça com um pilão. Bangalô – Pequena casa alpendrada. Pode ser estrutural ou não. Basculante – Caixilho empregado em portas e janelas. Bica corrida – Pedra britada (ver brita). presa ao guarnecimento do vão. Tem função estrutural.Bandeja – Conduto de instalação aparente. Barrado – Revestimento colocado nas partes inferiores das paredes. onde as peças giram em torno de um eixo até atingir a posição perpendicular em relação ao batente ou à esquadria. aberto superiormente em toda sua extensão. Brise – Quebra-sol composto de peças instaladas na vertical ou horizontal diante das fachadas para impedir a ação do sol sem perder a ventilação. Bloco sílico-calcário – Elemento de alvenaria composto de uma mistura de areia silicosa e cal virgem. Beiral – Prolongamento do telhado ou da estrutura de uma laje para além da parede externa.5 cm de espessura. protegendo-a da ação das chuvas. Brita – Pedra quebrada mecanicamente em fragmentos de diâmetros variados. 294 . onde os condutores são lançados. Bitola – Dimensão ou forma fixa de certos materiais determinada pelo uso ou por normas técnicas. de grão fino e cor escura. Também é a proteção externa colocada nos edifícios para evitar a queda de detritos. Bow-window – Janela semicircular que se projeta para fora das paredes. metal ou cantaria. plástico ou metal. abrindo vãos para ventilação. Bay window – Janela de três faces. que avança além da parede que a sustenta. que permite fixar o piso de tábua. Barroco – Estilo marcado pelo excesso de detalhes e de rebuscamentos. sobre o qual bate a folha da porta ou da janela ao fechar. Batente – Peça de madeira. Barrote – Peça de madeira. Boiler – Compartimento em que a água de um sistema de aquecimento central é armazenada e mantida em determinada temperatura. Fragmentos de pedra usados na construção civil. Basalto – Rocha muito dura.5 a 3. Bloco de vidro – Elemento de vedação que ajuda a iluminar o ambienta. erguida no campo ou nos arredores das cidades. Bloco de concreto – Elemento de dimensões padronizadas Tem função estrutural ou de vedação. Bloco cerâmico – Elemento de vedação com medida-padrão. Bloco – Designa edifícios que constituem uma só massa construída. Tem de 3 a 5 cm de largura por 2. classificados em peneiras. Bisotê – Rebaixo em ângulo na extremidade do vidro ou do espelho deixando o contorno da peça mais fino do que o restante da superfície. pedra. chumbada com massa no contrapiso. usada na pavimentação de estradas e na construção. Boleado – acabamento arredondado no contorno da superfície de madeira.

retiradas de um bloco de rocha. C Caderno de encargos – É o conjunto de especificações técnicas. 295 . que permite o acesso para limpeza e inspeção. Calçada – Pavimentação do terreno dentro do mesmo. como depósitos. pigmentos ou outros. Calafetar – Vedar fendas e pequenos buracos surgidos durante a obra. elétricas ou hidráulicas.0m. que aplica com broxa. executada a trado. Caixa de gordura – Caixa para retenção de gorduras. Camada de betume aplicada sobre uma superfície. sobre a qual se pregam as ripas. com o martelo de calceteiro. Capitel – Parte superior de uma coluna. Canafístula – Madeira dura. ou em determinados pontos ao longo de trechos extensos da mesma. estradas. na canalização de esgoto da pia de cozinha. Também profissional que forma as pedras de calçamento. Caixa de passagem – Une tubulações diversas. destinado à escada. instalada após o sifão. fiscalização e controle de serviços e obras. Podem ser simples ou ornamentados. Capa – Demão de tinta. condições e procedimentos estabelecidos pelo contratante para a contratação. em sentido vertical. Calefação – Sistema criado para aquecer a construção. Caibro – Peça de madeira inclinada segundo o caimento do telhado e regularmente espaçada.Broca – Estaca manual simples. com ou sem adição de cola. Caiação – Pintura com cal diluída com água. critérios. de cor amarelo-clara com manchas mais escuras. oficinas ou outros. Caixa de inspeção – Caixa enterrada nos pontos de mudança de direção de uma canalização de esgotos ou águas pluviais. hidratados ou não. Cantaria – Pedra de cantaria é a pedra esquadrejada em cantos formando esquadro de 90 graus usadas para edificar ou revestir. implantado em anexo a área reservada a construção principal. Cantoneira – Peça em forma de “L” que arremata as quinas ou ângulos de paredes. Cal – aglomerante cujo constituinte principal é o óxido de cálcio em presença natural do óxido de magnésio. A perfuração atinge no máximo 6. Calceteiro – Profissional que trabalha com assentamento de pedra em calçadas. Caixa de escada – Espaço. Canteiro de obra – Conjunto de instalações provisórias auxiliares de uma obra. Calha – Canal que recebe as águas das chuvas e as leva aos condutores verticais. execução. que suporta pouco peso. Canal de irrigação – duto ou vala que conduz a água com a finalidade de umedecer os solos. Caixilho – Parte da esquadria que sustenta e guarnece os vidros de portas e janelas. ruas ec.

Casa de máquinas – Compartimento de um edifício situado acima da última parada dos elevadores. tipo do colonial americano. tais como tijolos. Cerâmica – Objetos de argila. em forma de cavalete. Chumbar – Fixar com argamassa. polias e quadros de comando. Cinta de amarração – Reforço horizontal realizado em todas as paredes que recebem esforços com a finalidade de distribuir as cargas e “amarrar” as paredes internas às externas. Carpete de madeira – Conjunto de pranchas de madeira ou laminado que são encaixados e/ou coladas ao contrapiso. 296 . utilizado junto às formas para concretar os pilares pelas janelas intermediárias. destinado aos motores. Cascalho – Lasca de pedra Caulim – Argila branca. que avançam sobre a fachada. Chaminé – Duto que conduz a fumaça da lareira e do fogão para o exterior da casa. Chapiscar – Lançar argamassa de cimento e areia grossa contra uma superfície para torná-la áspera e facilitar a aderência. rica em carbonato de cálcio. Cachimbo – Anteparo de madeira. feita no telhado. Cisterna – Poço de água potável ou reserva de água enterrada. base de extração da cal. Clarabóia – Abertura. Chanfrar .Cortar em diagonal os ângulos retos de uma peça. Cavilha – Peça de fixação ou arremate em madeira. Também se refere às lajotas usadas em pisos ou como revestimento de parede. Chapuz – Peça de madeira que serve de apoio as guias nos escoramentos de laje e estruturas de concreto armado. telhas e vasos. Carpete – Forração de pisos. Os mais comuns são os têxteis. Carpinteiro – Profissional que trabalha o madeiramento de uma obra. sustentado por pontaletes ou pilares e coberta por vegetação. em geral envidraçada. Cerca viva – Arbustos plantados para formar um muro divisório. Clapboard – Tipo de revestimento externo para paredes. feito com tábuas de madeira sobrepostas.Caramanchão – Armação. São constituídas de concreto e barras de aço corridas fundidos dentro de uma canaleta. de barras de aço. Tem formato cilíndrico-cônico. Caranguejo – Espaçador para armadura feito em obra. Cimalha – Saliência ou arremate na parte mais alta da parede ou mureta. em forma de funil. para iluminar interiores de uma edificação. Chalé – Casa de campo de madeira com telhados em duas águas. Climatizado – Ambiente cuja temperatura é controlada artificialmente. como um pergolado. bem inclinadas.

Conduíte – Tubo que conduz a fiação elétrica. Contramarco – Quadro que serve de gabarito para fixar o caixilho. Contraverga – Reforço na alvenaria (canaletas. Contrapiso – Camada de concreto não estrutural. Coeficiente de aproveitamento – É a relação entre a área construída de uma ou mais edificações e a área de terreno a ela(s) vinculada. areia e pedra britada. Tem as mesmas características da madeira em relação à elasticidade e ao peso. que se executa no fechamento superior de um edifício. Clorar – Tratar a água com cloro a fim de eliminar microorganismos. 297 .Clínquer – Produto granulado resultante da queima até a fusão parcial ou completa de constituintes minerais. Coletor de energia solar – Placa que capta a energia solar e a transforma em eletricidade (com células fotovoltaicas) ou energia térmica. maior resistência e homogeneidade. Concreto – Mistura de água. Contrafrechal – Terça que se apóia nas pontas das linhas das tesouras. Ao longo da história da arquitetura. que forma uma massa compacta e endurece com o tempo. que nivela o piso antes da aplicação do revestimento. Coluna – Elemento estrutural de sustentação. Coreto – Espécie de armação construída ao ar livre. com a finalidade de protegê-lo da chuva e de outros agentes. destinado a espetáculos públicos. assumiu as formas mais variadas e diversos ornamentos. Colonial – Tipo de arquitetura praticada nos países que foram colônias. cimento. Corpo de prova – Material utilizado para o ensaio de resistência à compressão tração ou outro ensaio físico. vigas) usada sob a janela para evitar a fissuração da parede. sobre o frechal. Coifa – Cobertura feita de metal. Código de obras – Conjunto de leis municipais que controla o uso do solo urbano. Cornija – Conjunto de molduras que serve de arremate superior às obras de arquitetura. Combogó – Elemento vazado (ver) Compensado – Chapa de madeira sobreposta e colada sob forte pressão. Contraventamento – Sistema de ligação entre elementos principais de uma estrutura com a finalidade de aumentar a rigidez. Apresenta. o que permite a fabricação de peças com grande dimensão. Colunata – Conjunto de colunas enfileiradas de forma simétrica. em proporções prefixadas. que suga a fumaça dos fogões. Cobertura – Estrutura revestida de material impermeável. porém. Copa – Compartimento auxiliar da cozinha. Closet – Pequeno cômodo usado como quarto de vestir.

D Deck – Plataformas feitas com tábuas para circundar piscinas ou espelho d’água. Cota – Indicação ou registro numérico das dimensões. vernizes ou pinturas a óleo que formam um entrelaçamento irregular de fendas muito finas. Elemento metálico. horizontal e vertical. cimentos etc. em duas ou mais áreas. Cota de arrasamento – Cota em que deve ser deixado o topo de uma estaca ou tubulão. usado para eliminar ondulações nas argamassas. sem interrupção da rua ou área de frente até a área do fundo. que se dispõe em seqüência na composição de uma escada. concretos.Corredor – É o saguão de que segue. de vigas na alvenaria estrutural etc. Demão – Cada camada de tinta aplicada sobre uma superfície. Desnível – Diferença entre altitudes de dois pontos do terreno ou construção. Craquelê – Rachaduras em esmaltes. Coxim – Reforço de concreto nas alvenarias que recebem cargas concentradas (das tesouras. demolindo ou cortando acima desta cota. Ver abóbada. Croqui – Primeiro esboço de um projeto. onde se encontram as superfícies inclinadas (águas). de um lote edificável para fins urbanos. Curar – Secar madeiras. Curva de nível – Representação gráfica da curva formada pelos pontos de mesma cota. 298 . Corrimão – Apoio para as mãos colocado ao longo das escadas. Cromado – Material que recebe uma camada de cromo. Desempenadeira – Instrumento formado por uma base lisa e uma alça. Cumeeira – Parte mais elevada de um telhado. Depósito – Edificação ou ambiente destinado à guarda de mercadorias ou objetos. Degrau – Cada um dos pares iguais de planos sólidos. Desaterro – Retirar um volume de terra de um local. rampas etc. Cuba – Recipiente das pias.). Desforma – Operação de retirada das formas de uma obra de concreto armado. Desdobro – É a divisão. Desmembramento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. Cozinha – Compartimento em que são preparados os alimentos. duro e brilhante. com o aproveitamento do sistema viário existente. Declive – Quando a inclinação do terreno está abaixo do nível da rua. Cúpula – Parte superior interna e externa de algumas construções. Desgaste – Ver abrasão.

tanto da superfície quanto de camadas profundas. ou ar. Dormente – Peça de madeira usada na composição de escadas e peitoris.Destacamento – Assentamento das duas primeiras fiadas de uma alvenaria. Elastômero – Polímeros naturais ou sintéticos que se caracterizam por apresentar módulo de elasticidade inicial e deformação permanente baixos. O cimento comum. utilizado na cobertura para iluminar e ventilar o interior. Também conhecida como oitão. sem profundidade ou perspectiva. E Edícula – Construção complementar independente com área inferior a construção principal destinada à lavanderia. 299 . Dilatação – Aumento de dimensão. Tapumes. reagindo com a água. Divisória – Parede que separam ambientes de uma construção. Eflorescência . Desvão – espaço entre a telha e o forro. biombos. Elevação – Representação gráfica das fachadas em plano ortogonal. despensa. cerâmica ou vidro. Ela aparece devido a um processo químico. Emboçamento – Assentamento com argamassa das telhas da cumeeira ou espigão. Elemento vazado – Peça produzida em concreto. construção. Drenagem – Retirada de água do solo. Tem como função uniformizar as superfícies. Ducha – Chuveiro com jatos d’água de grande pressão. Embasamento – Parte inferior de uma construção. ou seja. Emboço – Primeira camada de argamassa. Empena – Cada uma das paredes laterais onde se apóia a cumeeira nos telhados de duas águas. Domo – Peça de fibra de vidro ou acrílico. de pessoas ou mercadorias. Também é utilizado para assentar trilhos das ferrovias. Ver junta de dilatação. Duto – Tubo que conduz líquidos (canos). Dobradiça – Dispositivo de fixação da folha ao marco (batente). Edificação – Obra. Disjuntor – Dispositivo destinado a desligar automaticamente um circuito elétrico sempre que ocorrer sobrecarga da corrente. Aplicação da primeira camada de argamassa nas paredes. Eletroduto – Conduíte que carrega a fiação. resulta em uma base medianamente solúvel. denominada hidróxido de cálcio. principalmente a partir de uma variação térmica. fios (conduítes). dotado de aberturas que possibilitam a passagem do ar e de luz para o interior.São manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. que permite que a folha se movimente em torno de um eixo. aposentos de empregados etc. Elevador – Equipamento que executa o transporte vertical.

Espatolato – Técnica de pintura que imita a textura da rocha. Esquadrias – Qualquer tipo de caixilho (portas. Entulho – Conjunto de materiais fragmentados e desagregados. ganhando aparência fosca. de forma que fique coeso. fixo no concreto. podendo ou não ficar aparente na fachada. Escovado – Metal polido com escovas. 300 . Espátula – Objeto feito de metal e de forma espalmada. Ou ainda execução de um elemento construtivo oposto a um já existente. Endurecimento – Fase subseqüente ao período de pega. Enxaimel – Conjunto de estacas e caibros que sustentam as divisões da estrutura da casa. utilizado para travar o pé das formas dos pilares.Empreitada – Sistema de contratação de um ou mais profissionais para executar qualquer tipo de serviço ou obra. Encarregado – Auxiliar do mestre de obras. Escala – Relação de homologia existente entre o desenho e o que representa na realidade. Espigão – Linha inclinada que divide as águas de um telhado. colocar o caixilho. resultando num efeito irregular e manchado. Escantilhão – Régua de madeira que serve de molde para marcar ou aferir medidas em peças ou em obras. Engastado – Encaixado. Esponjado – Técnica de pintura utilizando uma esponja para espalhar a tinta. Ou também pequena peça de madeira em forma de cunha. Encunhamento – Colocação da última camada de tijolos de uma parede. Eles ficam inclinados e comprimidos por argamassa até a estrutura. de modo a adquirir a aparência lisa do espelho. ou ambientes expostos a umidades. Espaçadores – Também conhecido como pastilhas plásticas ou de argamassa que tem a função de distanciar as armaduras das formas. que coordena serviços de grupos de operários. É utilizado para espalhar em pequenas áreas a massa corrida ou massa a óleo nas esquadrias de madeira. Espera – Armadura ou tijolos deixados para possibilitar a amarração futura. que evita o deslocamento das vigas ou dos sarrafos. Enquadrar – Emoldurar. que se acumulam em demolições ou construções. na qual o aglomerante passa a oferecer resistência a esforços mecânicos. Escora – Peça de madeira ou metálica que sustenta ou serve de arrimo a um elemento construtivo quando este não suporta a carga dele exigida. embutido. janelas) utilizado em uma obra. Escada – Série de degraus por onde se sobe ou se desce. Epóxi – Tinta plástica e impermeável usada na pintura de peças metálicas. Engastalho – Calço de madeira. Espelhado – Superfície polida.

Flambagem – Deformação lateral ocorrida em peças esbeltas ao passarem do estado de equilíbrio estável para o instável. e quando necessário podem ser abertos. Fibra de vidro – Material resistente. protendido. cremonas. puxador. fechar. proveniente de uma ruptura pouco profunda de sua massa. friso. que é cravada nos terrenos. puxadores etc. Ferragem – Artefatos ou peças de metal (fechaduras. estruturas de madeira ou metálicas. desde à ruptura. Estudo preliminar – Quando se verifica a viabilidade de uma solução que dá diretrizes ou orientações ao anteprojeto. dobradiças. fixando-as em sua devida posição. na operação de elevação de uma parede ou obra de alvenaria de tijolos ou de peças similares. Flameado – Que sofre a ação de chamas para alcançar a forma final. É obtido por meio de processo no qual o vidro ainda em fusão possibilita a separação dos filamentos que compõe o material. geralmente de concreto armado. sem causar divisão do sólido em partes separadas. correr. Fiada – Fileira horizontal que o pedreiro assenta. Farofa – Argamassa preparada a seco ou com mínimo teor de água. pivotar etc. de impedir a passagem de fluídos. Esticador – Dispositivo para tencionar barras ou cabos flexíveis metálicos.) empregados em portas. impermeável.0mm que aparece na superfície do concreto ou revestimento. janelas. Semelhantes ao canelado. Estuque – Toda a argamassa de revestimento geralmente acrescida de gesso ou pó de mármore. Fecho – Dispositivo em que uma peça metálica pode ser movimentada diretamente para manter fechados painéis. Estriado – Superfície trabalhada em que aparecem estrias. que servem para juntar partes ou dar-lhes certos movimentos como abrir. empregado na fabricação de banheiras. quando são submetidas à compressão. conferida pela impermeabilização. Filete – Moldura estreita. régua do boxe. ordinariamente em nível e obedecendo a uma linha esticada. 301 . chave ou tranqueta. F Fachada – Qualquer das faces externas de um edifício. Estribo – Cada uma da série de ferros paralelos que envolvem as barras longitudinais. piscinas e calhas.Estaca – Componente das fundações profundas de pequeno diâmetro e longa. Fechadura – Fecho composto por um mecanismo e acionado por maçaneta. Fissura – Abertura inferior a 1. aço ou madeira. Fibrocimento – Material resultante da união do cimento comum com fibras de qualquer natureza. Estrutura – Conjunto de elementos que forma o esqueleto de uma obra. Estanqueidade – Propriedade.para ser trabalhada em estado granular solto. a mais freqüente é a fibra do amianto. Também usada para fazerem forros e ornatos.

Duto subterrâneo para escoamento de águas. Galeria pública – Passagem coberta em um edifício. ligando entre si dois logradouros.correr. ocultar canalizações ou estruturas. Quando exixte sobrecarga no sistema elétrico. que fazem o acabamento de um jardim. Utilizados como muros de contenção. promove o isolamento térmico entre o telhado e o piso. Também pode ser o corpo cilíndrico de um tubulão antes da base. G Gabarito – Molde em escala real para traçar. com finalidades acústicas e decorativas para reduzir o pé direito. Fuste – Parte intermediaria de uma coluna. Fôrma – Elemento de madeira. Folha – Parte da porta e da janela que necessita de ferragem para se mover (abrir. Fusível – Dispositivo que opera com limites de amperagem. Fundação – Conjunto de elementos de fundação (estacas. 302 . metal ou de outro material utilizado na obra para fundir peças de concreto armado. Galga – Operação de riscar em uma obra uma linha paralela a outra conhecida ou transportar pontos por meio da aplicação sucessiva de um escantilhão ou gabarito. drenantes. utilizando uma bigorna. Quando instalados e cheios de pedra os gabiões se convertem em elementos estruturais flexíveis. tornando a passagem coberta. Forjar – Moldar o ferro ou outro metal. verificar ou controlar formas e medidas durante a execução de uma obra. Fungo – Microorganismo vegetal que se aloja como parasita nas madeiras. Frechal – Viga que fica assentada sobre o respaldo das paredes. serve para exposição de obras de arte. Plantas rasteiras.Flexão – Tipo de solicitação na qual esforços que atuam sobre uma viga prismática tendem a modificar sua curvatura longitudinal. pivotar). Fossa – Cavidade que recebe os líquidos residuais de uma construção. além da circulação de pessoas. servindo de apoio à tesoura. Também é o nome que se dá ao arremate entre bancadas e as paredes. musgo ou grama. Forro falso – Forro de teto construído em plano inferior ao plano do forro verdadeiro. Recuo da construção no pavimento térreo. como hera. armados. após aquecimento. que irão compor a estrutura da construção. canalizações etc. Forro – Material que reveste o teto.) responsável pela transmissão das cargas de uma obra ao solo. impede que o resto do circuito sofá os efeitos da sobrecarga. os líquidos resultantes são encaminhados para um filtro anaeróbico e ao sumidouro. drenagem. Depois desse processo. Galeria – Corredor largo que. Forração – Espécie de carpete têxtil de pouca espessura. sapatas etc. Frontão – Arremate superior de portas e janelas que normalmente tem forma triangular. entre a base e o capitel. Fossa séptica – Compartimento enterrado onde os esgotos são acumulados e represados de forma a ser digeridos por bactérias. Gabião – Tipo de caixa em forma de prisma retangular fabricado com malha hexagonal de dupla torção produzida com arames de baixo teor de carbono e revestido.

dura. Gazebo – Pequeno quiosque colocado no jardim. Também é a peça de suporte nas churrasqueiras. Gradil – Fecho construído na testada do lote edificado. janelas. a qual se chumba na alvenaria para permitir a fixação de caixilhos. Gesso – Aglomerante aéreo obtido usualmente pela calcinação moderada da gipsita. Guarda-corpo – Grade ou balaustres de proteção usada em balcões. etc. sentinelas. uma encostada à outra. Gruas – É um equipamento utilizado para elevação e a movimentação de cargas e materiais pesados. Granito – Rocha ígnea granular. Gárgula – Orifício para saída da água em fontes. Gótico – estilo arquitetônico que marca as construções com abóbadas ogivais e motivos tirados da natureza. Podendo ter um lado fechado por parede. para dar segurança aos usuários. para proteção de vigia. varandas ao longo do tabuleiro de uma ponte. Geminada – Diz-se de duas edificações construídas. sacadas. 303 . como as rosáceas. Gambiarra – Instalação provisória. Gastalho – Braçadeiras de sarrafo que se pregam espaçadamente nos painéis das formas de vigas e pilares para impedir que venham a deformar por flexão no ato de enchimento. Gleba – É uma porção de terra. causado por uma variação brusca na velocidade da água. Gravata – É um conjunto de peças de madeira para uso em formas de vigas e pilares com o intuito de fechar e travar as formas. Guarita – Abrigo de madeira ou material leve. Sua estrutura é formada de madeira ou ferro e fechada com vidros ou treliças. batentes. Ver guindaste. pó de mármore e grana.50 a 2. Grana – Conjunto de rochas diversas. feldspato e mica. de qualquer natureza. torneira. válvula. devido ao repentino fechamento ou à brusca abertura de registro. minúsculas. corrimões etc. Galvanizar – Recobrir uma superfície com metal para preservá-lo da corrosão. Granilite – Mistura do cimento. Armação de ferro em forma de grades para proteção ou vedação de uma abertura.96t/m3 e resistência à compressão de 600kgf/cm2. Gotejador – Peça usada em sistemas de irrigação que transforma o fluxo de água em gotas. geralmente dobrada. usada para revestir paredes e pisos.Galpão – Construção coberta de dimensões amplas e aberta lateralmente. geralmente fora das recomendações técnicas. composta de quartzo. Grelha – Grade de ferro que protege a entrada de bueiros e ralos. Grapa – Peça de ferro. com peso específico de 2. com uma parte fendida e dobrada em sentidos opostos. que entra na composição do granilite. Golpe de aríete – Choque contra as paredes de um duto forçado. guardas etc. com localização e configurações definidas e que não resultou de processo de parcelamento de solo para fins urbanos. com parede de meação.

Guarnição – Régua ou sarrafo que cobre a junta formada pelo encontro da parede com o batente da porta ou janela. Implantação – Demarcar no terreno a localização exata de cada parte da construção. Imprimação – Também denominada por primer ou pintura primária. I Iluminação – Arte de distribuir luz artificial ou natural em um espaço. escadas. roldana e cabo destinado a levantar grandes pesos. acrescentado a argamassa. com a finalidade de favorecer a aderência do material constituinte do sistema de impermeabilização. O mesmo que locação da obra. tintas e vernizes com a função de proteger a superfície da umidade. Habite-se – Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício residencial recém construído. Iluminação zenital – Iluminação natural de um recinto através de clarabóias ou de domo. Impermeabilização – Conjunto de procedimentos que impede a umidade ou infiltração de água na construção. Hidratação – processo químico pelo qual um aglomerante de origem mineral reage com a água. para compor coberturas. Guia – Peça de pedra ou concreto que delimita a calçada da rua. como as portas de correr etc. nos grandes edifícios. Hidrômetro – Aparelho destinado a medir o consumo de água. Inclinação – Ângulo formado pelo plano com a linha horizontal. Hidromassagem – equipamento com sistema de sucção e impulsão que gera movimentação da água. É a pintura aplicada à supefície a ser impermeabilizada. se encontram as escadas e elevadores que conduzem aos andares superiores. Insolação – Quantidade de energia térmica proveniente dos raios solares recebidas por uma construção. 304 . Infiltração – Ação de líquidos no interior das estruturas construídas. quase sempre temporário. H Habitação – É a construção ou fração de edifício ocupado como domicílio de uma ou mais pessoas. rampas etc. Hidrófugo – Produto químico. Peça que direciona o sentido de movimento das peças móveis. Hotel – Prédio destinado a alojamento. Hall (vestíbulo) – Sala de entrada onde. Home theatre – Conjunto de equipamento de áudio e vídeo que reproduz em casa as características sonoras e de projeção dos cinemas. Guindaste – Máquina composta de sarrilho.

Ladrão – Tubo de escoamento. com pouca espessura. Junta de dilatação – Espaço deixado entre a parte de uma estrutura ou de componente construtivo. Isolamento – Recurso para resguardar um ambiente do calor. Janela de correr – Quando os caixilhos correm horizontalmente em rebaixos ou trilhos. barro cozido. Janela máximo-ar – Semelhante à basculante. Também conjunto das instalações elétricas. banheiras ou reservatórios. Ladrilho hidráulico – Peça de cimento comprimido decorado feita na prensa hidráulica. Janela basculante . para evitar trincas provenientes das forças de dilatação. gás etc. feita em uma só peça. Junta aprumo – É quando as juntas entre os elementos são coincidentes tanto na vertical como na horizontal. Irrigação – Umidificação da terra por meio de sistemas mecânicos. J Janela – Abertura destinada a iluminação e ventilação dos ambientes internos. que evita o transbordamento do excesso de água. Junta amarração – É quando as juntas entre os elementos são desencontradas. Janela do tipo escotilha – Aquelas de dimensões pequenas e arredondadas semelhantes à janela dos navios. Janela pivotante – Aquela que se abre girando verticalmente no seu próprio eixo. cimento. além de permitir a visão externa. Irradiação – Propagação e difusão tanto de raios luminosos quanto de ondas sonoras ou de calor. 305 . Junta – Articulação. Janela guilhotina – Quando os caixilhos se movimentam verticalmente. mármore etc. em geral envidraçado. Jardim – Local do terreno onde se cultivam plantas.Instalação – Conjunto de providências necessárias para iniciar uma obra. de cerâmica. Jardim-de-inverno – Local. hidráulicas. colocado na parte superior de cubas. do som e da umidade. Jirau – Estrado ou laje em piso a meia altura que permite a circulação de pessoas sobre ele e abaixo dele. linha ou fenda que separa dois elementos. reservado no interior das construções para cultivo de plantas. L Lã de vidro – Material isolante composto de finos fios de vidro.Quando é subdividida em caixilhos de pequenas dimensões que giram em torno de seu eixo horizontal. Ladrilho – Peça quadrada ou retangular.

brocas e cupins.Laje – Estrutura plana e horizontal de pedra ou concreto armado. Loteamento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. Geralmente situado à entrada da casa. Linha – Viga horizontal inferior de uma tesoura. M Macho-e-fêmea – Tipo de encaixe em que uma saliência se adapta a uma reentrância. Lambril – Revestimento de madeira ripada usado em forros e paredes. Levigado – Tipo de acabamento semipolido. Locação – Marcação da obra a partir do gabarito. servindo também para puxar ou empurrar a porta. que divide os pavimentos de uma construção. azulejo e outros aplicados à meia altura. que se articula nas pontas com as empenas e no centro com o pendural. Pequena moldura usada para arrematar peças cerâmicas. Longarina – Viga de sustentação em que se apóiam os degraus de uma escada. Living – Palavra inglesa que designa todos os espaços de convívio da casa. Lote – Porção de terreno que faz frente ou testada para um logradouro publico. quando as árvores que produziam madeiras nobres só podiam ser derrubadas pelo governo. usados para moradia. propiciando ventilação. 306 . Lambrequim – Recorte na madeira que arremata forro e beirais. à pressão atmosférica. Lajota – Pequena laje de pedra ou placas de cerâmica. Lambris – Revestimento interno de parede. Hoje são espaços amplos sem divisórias. Loft – Palavra inglesa. conferir ornatos às superfícies metálicas com o auxilio do cinzel. muro etc. proveniente da infiltração de águas de chuva. pelo cubo. placas de mármore. Lanternim – Pequeno telhado sobreposto às cumeeiras. Parte de uma escada que se limita por patamar. Lance – Comprimento de um pano de parede. Tem encaixe do tipo machoe-fêmea. Esta denominação remonta aos tempos do Brasil Colônia. feito de tábuas. apoiada em vigas e pilares. Lei de zoneamento – Legislação municipal que rege o uso de terrenos urbanos. Lavrar – Gravar. Lençol freático – Depósito subterrâneo natural de água. Maçaneta – Peça que transmite o esforço externo para acionar o trinco. Listelo – Filete. cunhar. com abertura de novas vias públicas ou prolongamento ou alargamento das vias existentes. Madeira de lei – Madeira dura. resistente às intempéries e ao ataque de fungos. Lavabo – Pequeno banheiro sem espaço para o banho. que significa depósito.

Manilha – Grande tubo de barro para instalação subterrânea que conduz às águas servidas. em miniatura. de um projeto arquitetônico. cal. água e cal empregada para rebocar as paredes. plásticas ou elásticas. cimento e corante. escada externa etc. Pode ser aplicada diretamente sobre o solo para evitar erosão. consistência adequada para ser aplicado em calafetações rígidas.Pedra de cantaria ou peça de concreto que separa em desnível o passeio carroçável das estradas e ruas. Meio tijolo – Parede cuja espessura corresponde à largura de um tijolo. Não pode ser retocada e. adquirindo. Meio-fio ou guia . Marmorizado – Técnica de pintura que reproduz os veios e as tonalidades do mármore. Manta asfáltica – É um impermeabilizante a base de asfalto modificado com polímeros estruturado com não-tecido de poliéster pré-estabilizado. Massa grossa – Mistura de areia média. coberturas e contrapisos. Maquete – Reprodução tridimensional. Meia água – Telhado com um único plano inclinado Meia-parede – Parede que não fecha totalmente o ambiente. Marquise – Cobertura ou alpendre geralmente em balanço.. o produto final.Madeiramento – Conjunto de madeiras usadas na construção ou nas armaduras de telhado. Massa – Argamassa usada no assentamento ou revestimento de tijolos. com cargas adicionais a si. Manta plástica – revestimento plástico que impermeabiliza lajes. Mástique – Material de consistência pastosa. Marchetaria – Arte de incrustar ou embutir peças de madeira. usada como divisória. ela se projeta para além da parede da construção. Marco – Parte fixa das portas ou janelas que guarnece o vão e recebe as dobradiças. Mansarda – Sótão com janelas que se abre sobre as águas do telhado. Marquise – Cobertura em balanço construída sobre o aceso de porta externa. Mata junta – Sarrafo ou régua que cobre a junta formada entre duas peças. geralmente calcítico ou dolomitico. Mármore – Calcário metamorficamente recristalizado que tem como constituinte importante um carbonato. formando desenhos. é penteada com uma escova. Massa raspada – Mistura de areia. deixando-a pronta para receber a pintura. Meio-nível – Piso construído a meia altura que aproveita um pé-direito duplo ou um declive no terreno. Massa fina – Mistura de areia fina. dá acabamento liso a parede. 307 . ou filme de polietileno de alta densidade. diminuindo o vão livre. Massa corrida – Feita a partir de PVA ou acrílico. cal. Ver batente. pedras em obras de marcenaria. Mão-francesa – Elemento estrutural inclinado que liga um componente em balanço. depois de aplicada. água e cimento usado no emboço.

Memorial descritivo – Descrição de todas as características de um projeto arquitetônico. Mezanino – Andar intermediário entre dois pisos e com acesso interno abrindo-se para um ambiente no piso inferior. Muxarabiê – Balcão protegido. Monta-cargas – Pequeno elevador utilizado em algumas casas ou comércio para movimentar mercadorias. Nicho – Reentrância feita na parede para abrigar armários. Modular – Usar o módulo Módulo – Elemento com medida padrão Monoqueima – Processo de cozimento da argila na produção de cerâmica. roupas etc. 308 . madeira ou concreto que sustenta beirais. Nervura – Arco que produz uma saliência no interior de uma abóbada. Muro de arrimo – Muro resistente usado na contenção de terras. da fundação ao acabamento. prateleiras etc. correspondente a 1/10 da penetração para os últimos dez golpes. sobre-aterros. especificando o material que são necessários à obra. Mictório – Aparelho sanitário próprio para nele se urinar. também. Nivelar – Regularizar um terreno por meio de aterro ou corte. de se poder olhar para o exterior sem ser observado. em que as peças passam apenas uma vez pelo forno. Viga saliente na face inferior de qualquer laje. por uma treliça de madeira. Mosaico – Trabalho executado com caquinhos de vidro ou pequeno pedaços de pedra e de cerâmicas engastados em base de argamassa estuque ou cola. Mirante – Parte alta. a fim de evitar ondulações em pisos e contrapisos. sacadas ou balcões. Nível – Instrumento que verifica a horizontalidade de uma superfície. Mourão – Esteio grosso de madeira ou de concreto muito usado em andaimes e cercas. sobrecarga de construções. no caixilho divide as folhas. a fim de assegurar ventilação e sombra e. N Nega – Penetração da estaca em milímetros. etc. empuxos de águas de infiltração. Montante – Peça vertical que. Mísula – Peça de pedra. Mestre-de-obras – Profissional que dirige os operários em uma obra. em toda a altura da janela. Norma – Conjunto de prescrição que regulam o emprego de uma técnica ou fixam condições de execução de um projeto ou de elaboração de um produto. do qual se quer uniformizar o emprego. acima do telhado da construção.

tanto no interior como no exterior da construção. terraços. Pano – Extensão de parede ou muro. que formam desenhos a partir da mistura de tonalidades de várias madeiras. Passa-prato – Pequena abertura feita à meia altura de uma parede que permite a passagem de pratos e alimentos da cozinha para a sala de jantar ou outro ambiente. feita de cedro. pastilhas. porcelana ou vidro. obtido a partir das sementes do linho. Processo em que se perde o brilho pelo efeito do ar ou por processos industriais. Parede – Elemento de vedação ou separação de ambientes. Proteção que atinge a altura do peito. Orientação – Posição da casa em relação aos pontos cardeais. cerâmicas etc. geralmente construído de alvenaria. verba disponível etc. Passarela – Corredor estreito e elevado que interliga dois ambientes. Passadiço – Corredor. necessidades de quem vai habitar. Patamar – Piso que separa os lances de uma escada. P Painel – Grande superfície decorada. Parapeito – Peitoril. típica do Japão. galeria ou ponte que liga dois setores ou alas de uma construção. Parquete – Piso feito da composição de tacos. 309 . condições locais. obtido artificialmente por meio de pintura ou pela ação do tempo. Oxidação – Ferrugem. Óleo de linhaça – Solvente e secante para determinadas tintas. sacadas etc.O Ofurô – Banheira arredondada. Oitão – Cada uma das paredes laterais de uma construção. presentes em janelas. Apresenta composição de mosaicos. Paisagismo – Estudo da preparação e da composição da paisagem como complemento da arquitetura Palafita – Conjunto de estacas que sustenta a construção acima do solo nas habitações lacustres. feita de cerâmica. Passeio – É a parte do logradouro público destinado ao trânsito de pessoas. Ogiva – Forma característica das abóbadas góticas. Ombreira – Cada uma das peças verticais de porta e janelas responsáveis pela sustentação das vergas superiores. Pátina – Efeito oxidado. que dá aspecto antigo às superfícies. Partido – Opção arquitetônica que atende a diversos fatores: topografia. Pastilha – Pequena peça de revestimento.

cume. Piquete – Pequeno bastão de madeira com ponta que se crava no terreno. tiras plásticas. concreto. Pingadeira – Acabamento externo de proteção que desvia a água de chuvas. posteriormente. Piso . impedindo que ela escorra ao longo das paredes da fachada ou nos muros e muretas. metálico e outros. feito de pedra. Conjunto de dependências de um edifício situadas num mesmo nível. Elas são estreitas horizontais fixas ou móveis. Andar. Placa fotovoltaica – Peça responsável pela captação dos raios do sol transformando-os em energia elétrica. resinosa. Pérgola – Estrutura horizontal composta de elementos paralelos feitos de madeira. argamassas e concretos de cimento. O pendural se situa no eixo vertical da tesoura. Perspectiva – Desenho tridimensional de fachadas e ambientes. A pérgola é sustentada por pilares ou em balanço. preenchida com barro. 310 .Revestimento de base o qual se pode caminhar. de forma prismática ou cilíndrico (coluna). unidos entre si por pequenas varas eqüidistantes e horizontais. Pivotante – Esquadria com eixo em forma de pivô vertical (movimento giratório vertical) permitindo formar ângulo reto e localizado ao centro da mesma. a linha. alvenaria ou concreto. Pipe-rack – Cavalete metálico ou de concreto para sustentação de tubulações horizontais. por meio de suspensório (estribo). píncaro. obtida da destilação do alcatrão ou da terebintina. pH – Escala que mede o grau de acidez de diversas substâncias. Peitoril – Base inferior das janelas que se projeta além da parede e funciona como parapeito. metálicas ou têxteis. Pavimento. Pega – Caracterização da perda de plasticidade das pastas. situadas alternadamente do lado de fora e de dentro. Toda esta trama é. Pau-a-pique – Tipo de taipa em que as paredes apresentam uma armação de varas ou paus verticais. pegajosa. Pé-direito – Distância vertical medida desde o piso até o teto de um ambiente. Um de seus lados fica ligado à alvenaria da construção. Pilarete – Pequeno pilar. Pedreiro – Profissional encarregado de preparar a alvenaria. destinados a suportar carga vertical. Pilar – Elemento estrutural vertical.Pátio – Espaço descoberto no interior das casas e cercado pelos elementos da construção. Pendural – Parte da tesoura que trabalha à tração. caldas. de pequena seção em relação à sua altura. Pilastra – Pilar com quatro faces. recebem em ambos os lados da cabeça as extremidades das empenas e no pé. Piche – Substância negra. Pináculo – Ponto mais alto de um edifício. tijolo. Pavimento – Andar. Pilotis – Conjunto de pilares ou colunas de sustentação do prédio que deixa livre o pavimento térreo. para demarcações no terreno. Persiana – Caixilho formado por ripas de madeira.

Ver sarilho. Pórtico – Portal de entrada de uma casa. inquebrável. fabricado e depois montado na própria obra. Porta-balcão – Porta de duas folhas que se abrem para as sacadas. Policarbonato – Material sintético transparente. Porão – Pequeno espaço situado entre o solo e o primeiro pavimento de uma casa. muros ou painéis. Porta – Abertura até o nível do pavimento feita nas paredes. Porcelanizado – Processo industrial que dá aos materiais a aparência ou a textura da porcelana. que se destina a proteger ou camuflar o telhado. de alta resistência. Pré-fabricado – Parte ou componente de uma edificação. pá de cabo curto e um balde fixo em um sarilho (também conhecido como sarrilho) para retirada do solo. Platô – Parte elevada e plana de um terreno. construída no topo das paredes externas de uma edificação e contornando-a acima da cobertura. Poço romano – Tanque ou piscina de dimensões reduzidas e circular. terraços ou varandas. aplainar ou tirar irregularidades da madeira. que serve de vedação ou acesso a um ambiente. Platibanda – Mureta ou balaustre de alvenaria maciça ou vazada. formatados por aquecimento. Planta baixa – Desenho de projeção horizontal de um andar de um edifício. utilizado com laminados plásticos colados. cuja cobertura é apoiada em colunas. 311 . Portinhola sobre a folha de uma porta maior.Plaina – Instrumento utilizado para desbastar. Poço caipira – Perfuração feita no solo manualmente utilizando uma cavadeira. com baixa absorção de água. Possui alta resistência ao impacto e baixíssima expansão por hidratação. Poço artesiano – Perfuração mecanizada feita no solo para encontrar o veio d’água subterrâneo. Post-forming – Acabamento arredondado de bordas. Postigo – Pequeno vão executado a meia altura de uma parede que permite a passagem de objetos de um cômodo a outro. Porcelanato – Revestimento. depósito ou outro fim similar. Apoio. Pré-moldado . fabricado previamente em instalações industriais. Prédio – Construção destinada à moradia. Polir – Lustrar uma superfície. Playground – Palavra inglesa que significa espaço reservado para o lazer. Escora. equivalente à figura de um corte horizontal que passa pelos peitoris das janelas. Pontalete – Peça de madeira colocada a prumo que se amparam elementos horizontais pesados de uma construção. para depois ser montado na obra. O mesmo que planalto. que substitui o vidro no fechamento de estruturas. Pó xadrez – Pigmento usado para dar cor a pisos feitos de cimento. resistência ao risco igual ou superior que as cerâmicas esmaltadas ou as pedras naturais. baixa porosidade.Parte ou componente de uma edificação. Plano Diretor – Conjunto de leis municipais que controlam o uso do solo urbano.

Prumo – Aparelho que permite verificar por paralelismo a verticalidade de paredes. Respaldo – Última carreira de tijolos da alvenaria de embasamento ou de parede do pavimento. Refratário – Qualidade dos materiais que apresentam resistência a grandes temperaturas. Régua – Prancha estreita e comprida de madeira. Recorte – Acabamento feito com trincha no encontro de cores diferentes usadas para pintar a mesma parede ou no encontro de duas superfícies. responsável pela passagem da corrente elétrica da rede para o conjunto de luminária. reunindo plantas. Radier – Tipo de fundação direta. 312 . Reator – Peça das lâmpadas halógenas. Rancho – Habitação rústica do campo. Ato de deixar a argamassa formando um ângulo reto. colunas etc. uma laje de concreto armado. normalmente aberta que realçam a decoração de jardins. detalhamentos etc. Prumada – Posição vertical da linha do prumo. Rejunte – Pasta de cimento e aditivos que preenche as juntas superficiais entre as peças de revestimento. Reboco – Revestimento de parede e teto feito com massa fina. Ressalto – Qualquer saliência na fachada da construção. recebendo pintura diretamente.Programa – Conjunto de necessidades sociais e funcionais de uma família ou pessoas que serve de base para o desenvolvimento de um projeto. Requadro – Armação em que os componentes formam ângulos retos. Retábulo – Peça de madeira ou pedra trabalhada em motivos religiosos na qual se encosta o altar. R Radica – Deformações em forma de bolas enrugadas que aparecem nas bases dos troncos de árvores. composta de chave geral e disjuntores. Q Quadro de distribuição – Caixa que distribuí os circuitos de eletricidade em uma construção. Revestimento – Designação genérica dos materiais que são aplicados sobre as superfícies rústicas e que são responsáveis pelo acabamento. Recuo – Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. Perfil de alumínio que nivela os revestimentos enquanto a massa ainda está mole. cortes. a imbuia e o pinho-de-riga. fundida diretamente sobre o terreno previamente preparado. Quiosque – Pequena construção. como a nogueira. elevação. Projeto – Plano geral de uma construção.

e a saliente. Saia-e-camisa ou saia-e-blusa – Tipo de forro de madeira em que as tábuas são sobrepostas formando reentrância e saliências. junto ao forro. Sarilho (Sarrilho) – Cilindro disposto horizontalmente. Selante – Óleo ou resina que dá liga às tintas e aos vernizes. Sanca – Moldura de gesso ou de outro material instalada junto ao teto. é usada para cobrir casas e quiosques. A sapata isolada é um elemento de forma tronco de pirâmide construído nos pontos que recebem as cargas dos pilares. e no qual se enrola corda.5 cm. e pequena quantidade de argila. S Sacada – Qualquer espaço construído que faz uma saliência sobre o paramento da parede. junto ao piso. baldes etc. quando seca. dos profissionais que trabalham nas obras. Seladora – Base incolor utilizada para proteger madeiras. Saibro – Material contendo grande quantidade de fragmentos pequenos de feldspato e quartzo. Rústico – Acabamento ou construção feita de acordo com técnicas artesanais. estreita e comprida. Muito comum em portas divisórias retráteis. cabo ou corrente para levantar objetos (pesos. 313 . com largura entre 5 e 20 cm e espessura entre o. Já a sapata corrida é uma pequena laje armada colocada ao longo da alvenaria recebendo a sua carga e distribuí para uma faixa maior de terreno. Servente – Ajudante. as sapatas são interligadas por vigas baldrames. Rodaforro ou rodateto – Faixa (moldura) colocada ao longo das paredes. Saliência – Elementos da construção que avança além dos planos verticais.) Sebe – Tapume feio com ramos ou varas utilizado para fechar terrenos. Pode ou não embutir iluminação. Rosácea – Caixilho de dimensões grandes e circulares. Rodapé – Faixa de proteção ao longo das bases das paredes. Na construção é usado para fazer argamassa e usado como piso de quadras de tênis. de camisa ou blusa. Sarrafo – Tira de madeira. Rococó – Vertente do barroco que se caracteriza pelo excesso de detalhes e adornos. Sapata – Parte mais larga e inferior do alicerce. Como ficam isoladas.Ripa – Qualquer peça de madeira fina. auxiliar. A tábua reentrante é chamada de saia. Saguão – Pátio interno fechado por paredes altas.5 e 2. evita a penetração das águas das chuvas. no encontro de telhados e paredes. Podem ser isolada ou corrida. Ornato colocado no centro dos tetos ou abóbadas ou nos lustres. Sanfonado – Que imita a forma e o movimento do fole da sanfona. Rufo – Chapa metálica dobrada que. Sapé – Tipo de gramínea que. Peça de madeira em que se apóiam as telhas.

Sinteco – Verniz resistente e durável usado no revestimento de pisos de madeira. mantendo o mesmo nível. 314 . Ele tem geralmente portas ou tampas. que serve para apoiar armários ou as guarnições das portas. passando por um ponto mais alto impedindo a passagem dos cheiros provenientes das canalizações. inspirada nas aberturas das muralhas dos antigos palácios. que facilitam o acesso às tubulações. Solário – Local descoberto destinado a banhos de sol. Sifão – Dispositivo formado por uma peça que retém água e tem a função de transportar um líquido de uma altura para outra mais baixa. não inferior a 2. proveito ou serviço de outra propriedade pertencente a dono diferente. Podem ter o formato de “s” ou “copo”. Sondagem – É a investigação do subsolo com o objetivo de avaliar a viabilidade técnica e financeira de uma fundação. caraterísticas dadas pelas águas dos rios. com rosca interna. Silicone – Material usado na vedação. em relação ao terreno circundante. de água.Seteira – Janela estreita e comprida.50m. Servidão – Encargo imposto à qualquer propriedade para passagem. Sub-solo – Pavimento situado abaixo do piso térreo de uma edificação e de modo que o respectivo piso esteja. muito usado em construção de vários pavimentos. como a manta asfáltica. Sobre-loja – É o pavimento de pé-direito reduzido. geralmente depositados no seu interior sem estarem ensacados. que pode ser revestida ou não. Silos – É uma construção agrícola destinada ao armazenamento de produtos. Soquete – Receptáculo. e nas portas externas. e situado imediatamente acima do pavimento térreo. Seixo rolado – Pedra de formato arredondado e superfície lisa. que serve para passar as tubulações elétricas. de madeira ou ouro material. Ver lanternim. formando um degrau na parte de fora. Arremate na mudança de acabamento de piso. na adesão e no isolamento de qualquer superfície que exija proteção contra umidade e infiltração de água. Sóculo – É uma base de alvenaria. Shed – Abertura na cobertura que propicia a ventilação e iluminação natural dos ambientes. de onde são retiradas. onde se encaixa a lâmpada. Suíte – Conjunto de dois cômodos contíguos em que um é quarto de dormir e o outro é banheiro. Shingle – Tipo de telha de madeira plana ou materiais industrializados. a uma distância maior do que a metade do pé-direito. Soalho – Piso de tábuas apoiadas sobre vigas ou guias. Sobreira – Conjunto de telhas dispostas por baixo das telhas do beiral do telhado com a finalidade de reforçá-las. telefone etc. Soleira – Parte inferior do vão da porta no solo. Slump test – Ensaio para medir a consistência do concreto em massa. Shaft – Palavra inglesa. É um duto de alvenaria ou de concreto. Sótão – Ambiente que surge dos desvãos do telhado no último pavimento de uma construção. Spot – Termo inglês que designa a luminária cujo foco de luz pode ser direcionado.

As telhas e a estrutura ficam aparentes. Telhado – Parte exterior e mais elevada que cobre uma edificação. Telheiro – É a construção constituída por uma cobertura suportada. Tardoz – Superfície de aderência do piso cerâmico. transporte. descarga e compactação. executadas para a construção de aterros e cortes. Tarugo – Peça curta de madeira que se coloca entre os lados das vigas. desviada angularmente em relação ao plano vertical. Chama-se taipa de pilão quando se comprime a terra em fôrmas de madeira. Terracota – Argila modelada e cozida. Terraplenagem – Conjunto de operações de escavação. Galeria descoberta. Taco – Cada uma das pequenas peças que formam o parquete. utilizado em topografia para medir ângulos horizontais e verticais. Tapume – Vedação provisória de madeira ou outro material com que se veda uma obra. por meio de colunas e pilares. Tabuado – Porção de tábuas. tijolos ou taipa que separa um ambiente de outro. Terça – Viga de madeira que sustenta os caibros do telhado. a fim de dar à superfície do terreno a forma projetada. Telha – Cada uma das peças usadas para cobrir as construções. Tala – Peça de madeira utilizada para reforçar emendas de pontaletes e/ou peças de madeira. Tabique – Parede delgada feita de tábuas. carga. Também designa nuances do marrom que lembram a cor da terra.Sumidouro – Local para onde se escoa a água de esgoto e infiltra no solo. Telha-vã – Telhado sem forro. Terraço – Cobertura plana. Peça paralela a cumeeira e ao frechal. 315 . T Tabeira – Série de tábuas que contornam as paredes. Tábua corrida – Piso de tábuas em geral largas e contínuas. Terreno – Espaço de terra sobre a qual se vai assentar a construção. constituída de estrutura sobre a qual se assentam as telhas. Pedaço de madeira embutido na parede ou concreto para receber pregos ou parafusos. pelo menos em parte. destinada ao seu assentamento. Talude – Inclinação de um terreno ou de uma superfície sólida. aberta em todas as faces ou parcialmente fechada. Taipa – Sistema construtivo que usa barro para fechar paredes. Espaço aberto no nível do solo ou em balanço. para evitar que elas sofram torção ou oscilação lateral. Teodolito – Instrumento ótico portátil. Taxa de ocupação – É a relação entre a área ocupada de uma ou mais edificações e a área total do mesmo. formando a moldura que guarnece os telhados.

316 . Toldo – Cobertura de lona ou de outro tecido colocado sobre portas e janelas para impedir a incidência direta do sol. Trava – Viga fina de madeira que prende o madeiramento de uma estrutura. Textura – Massa. sem auxilio de apoios intermediários. Tirante – Viga horizontal que. Trincha – Tipo de pincel achatado. formando um conjunto de barras interligadas. fibra ou tecido. Este termo se refere a construção residencial unifamiliar (residência para uma só família).Tesoura – Armação de madeira ou aço triangular. Tijolo – Peça de barro cozido usada na alvenaria. no sistema métrico e/ou no sistema inglês. Topografia – Análise e representação gráfica detalhada de um terreno. Torre – Construção cuja base é bem menor do que a altura. Tulha – Depósito de café e cereais. Tubogotejador – Tubo de passagem de água. recebe os efluentes dos aparelhos sanitários instalados nos diversos andares. Tubo de queda – Tubo vertical que. Tutor – Armação que serve para guiar o crescimento de arbustos ou trepadeiras. cabo de aço que se presta aos esforços de tração. usada em telhados para vencer grandes vãos. Testada – É a divisa do lote lindeira ao logradouro público que lhe dá acesso. Trena – Instrumento de medição constituído por uma fita de aço. compondo os pisos. constituída por articulações em múltipla triangulação. está sujeita aos esforços de tração. nas instalações de esgotos de prédios elevados. Barra de ferro. graduada em uma ou ambas as faces. Testeira – Superfície feita de madeira ou concreto colocada na extremidade de qualquer beiral. Unifamiliar – Uma única família. Tem forma de paralelepípedo retangular com espessura igual à metade da largura e o comprimento duas vezes a largura mais um centímetro. Tozzeto – Pequenas peças de cerâmica que se encaixam em outras maiores. Usucapião – Instrumento legal que possibilita o acesso à propriedade da terra pela posse. Treliça – Estrutura estaticamente definida. nas tesouras. deixando-a áspera. tinta ou qualquer material empregado para revestir uma superfície. U Umbral – Parte superior das portas. crespa. Urbanismo – Técnica de organizar as cidades com o objetivo de criar condições satisfatórias de vida nos centros urbanos. com pequenas aberturas que permitem a formação de gotas pra umidificar o solo.

concreto etc. As vigas transferem o peso das lajes e dos demais elementos (paredes etc. madeira. Vermiculita . E as vergas inferiores recebem as cargas concentradas e as distribui novamente na alvenaria. Vazão – Quantidade de fluído que passa pela seção transversal de uma canalização na unidade de tempo. Varanda – Alpendre grande e profundo. formado essencialmente por silicatos hidratados de alumínio e magnésio. Vibrador – Aparelho destinado a adensar a massa de concreto fresco através de vibração provocado por um motor com excêntrico. vedar. Vão de luz – Distância livre e útil entre duas extremidades. aquele que não projetam estilhaços quando se quebram por impacto. Vedação – Ato de fechar. apropriado para revestir pisos. Vão livre – Distância entre os apoios de uma cobertura. Vitral – Painel executado com pedaços de vidros coloridos rejuntados com chumbo. Vidro temperado – Aquele que passa por um tratamento especial de aquecimento e rápido resfriamento para torná-lo resistente a impactos. Vestíbulo – Entrada de uma edificação. Quando submetida a um aquecimento a água contida entre suas milhares de lâminas se transformam em vapor fazendo com que as partículas explodam e se transformem flocos sanfonados.É um mineral semelhante a mica. Verga – Reforço colocado sobre o vão de porta e janela (verga superior) e sob o vão de janela (verga inferior ou contraverga). e concentrá-las na alvenaria lateral dos vãos. Vidro aramado – Aquele que tem uma trama de arame em seu interior para torná-lo mais resistente. Vistoria – Diligência efetuada por profissionais habilitados da Prefeitura. Vidro de segurança – Nome dado ao vidro inestilhaçável. Vigota – Pequena viga Vinílico – Material composto por resinas de PVC. Vão – Abertura numa parede para a colocação de portas e janelas. feita de aço. A verga superior tem a função de receber a carga das alvenarias. que permite a ventilação permanente dos ambientes. o que confere ao material excepcional capacidade de isolamento termoacústico. Cada floco expandido aprisiona consigo células de ar inerte. plastificantes. 317 .) para os pilares. Verniz – Solução composta de resinas sintéticas ou naturais que trata e protege a madeira. Viga – Peça estrutural. tirando-as das esquadrias. Vergalhão – Barra de ferro comprida. É formado por palhetas inclinadas e paralelas podendo ser fixas ou móveis.V Vala – Escavação estreita e longa feita no solo. Veneziana – Tipo de esquadria. espaço entre a porta de ingresso e a escadaria em átrio. cargas minerais e pigmentos.

Vitrificado – Material que assume a aparência do vidro. Zincado – Material que foi revestido de zinco. Zenital – Iluminação vinda de domo ou clarabóia. comerciais. industriais ou mistas. Volumetria – Conjunto das dimensões que determinam o volume de uma construção. Vitrô – Pequena janela fechada com vidros. evita a ferrugem. de cor alaranjada. 318 . Volante – Peça onde se pega para abrir a torneira. dos agregados. do solo etc. Z Zarcão – Subproduto do chumbo. Zoneamento – Divisão oficial de uma cidade ou centro populacional em regiões ou zonas residenciais. Voluta – Ornato em forma de espiral que aparece nos capitéis de colunas clássicas.

ANEXOS .

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FERRAMENTAS 321 .

322 .

Cumprir as disposições legais sobre Segurança Saúde no Trabalho . Óculos ampla visão Òculos p/a soldagem Máscara p/a soldar Botas impermeáveis Calçado de segurança Capa impermeável Mangote de raspa Perneira de raspa Protetor auricular Luva de borracha Avental de raspa Cinturão de Seg.Responsabilizar-se por sua guarda e conservação Cabe ao empregado: 323 Colete refletivo € ∋ .Fornecer aos empregados gratuitamente.Tornar obrigatório o uso do EPI . o EPI adequado ao risco e em perfeito estado. obrigatoriamente. quando executar trabalhos acima de 2.Observar as Normas de Segurança do Trabalho . imediatamente. Avental de PVC Luvas de raspa Máscara descartável Protetor facial Qualquer função deve utilizar. quando exposta a níveis cima do limite da NR15 # uso obrigatório € uso eventual Administração em geral Almoxarife Armador Azulejista Carpinteiro Carpinteiro (serra) Eletricista Encanador Equipe-concretagem Equipe-montagem Operador-betoneira Operador-compactador Operador-empilhadeira Operador-guincho Operador-máquina Operador-martelete Operador de policorte Pastilheiro Pedreiro Pintor Poceiro Servente Geral Soldador Vigia Cabe ao empregador: Luvas de PVC Capacete FUNÇÃO x EPI # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # € € # # € # # # € € # # # # € € # # # € # € € # € # # € € Qualquer função deve utilizar. . Qualquer função deve utilizar. quando exposta a garoas e chuvas € € € € € # # € # € # € € € € € € € # # # € € € # # # # # # # # € # € # # # # # # # € # # € # Qualquer função deve utilizá-la quando houver necessidade de proteção facial # Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe # # # # € # # # # # . valas etc.Higienizar e realizar manutenção periódica do EPI .Usar o EPI fornecido pela empresa a finalidade a que se destina .Substituir.00m de altura Escudo p/a soldador Máscara panorâmica Máscara semifacial Óculos contra imp. o EPI danificado ou extraviado . como limitador de espaço.EPI – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Cinturão páraqudista Cinto de segurança Qualquer função deve utilizar. em beiradas de laje.

PREGOS NA ESCALA NATURAL 1:1 324 .

325 .

326 .

91 4.0 x 8.0 1.0 x 5.83 3.83 x 2.1 x 7.Painéis: Emendas: (Em cm) Por simples justaposição das telas para armaduras prinicpais: (3 malhas) (desenho da justaposição 3 malhas) Para armadura de distribuição: (1 malha) 327 .09 120 120 120 60 60 60 222.0 37.5 x 4.13 4.96 5.20 2.59 5.47 3.2 x 4. cm cm cm²/m cm²/m 3.0 6.3 117.45m 4. Trans.0 285.8 1.1 356.5 1.6 2.46 x 2.0 6.0 x 6.38 x 1.3 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 Q 47 Q 61 Q 75 Q 92 Q 113 Q 138 Q 159 Q 196 Q 246 Q 283 Q 335 Q 396 Q 503 Q 636 Long Trans.35 3.8 0. .28 7.61 x 0.36 x 6.4 323.47 x 0.46 6. NBR 5916 E NBR 7480 DA ABNT ORDEM DESIGNAÇÃO ESPAÇAMENTO ENTRE FIOS Long.13 x 1.PESO COMPR.20m e 6.0 6.48 5.0 x 8.TABELAS PARA OBRAS COM CONCRETO ARMADO = Telas para estrutura de concreto armado NORMAS: NBR 7481.2 0.2 x 4.0 0.03 6.96 x 3.0 2.0 6.75 4.6 x 5.61 3.5 264.0 6.97 1.0 7.48 1.11 3.21 1.80 2.52 3.0 x 9.59 x 1.0 6.2 148.8 x 3.0 8.00m Comprimento: Rolo: vide tabela .9 78.1 45.36 Categorias do aço: CA-60: 3 ≤ 0 ≤ 9mm Dimensões padronizadas: Largura: 2.35 x 3.96 x 1.03 x 5.0 6.96 5.37 6.9 92.2 1.92 3.4 x 3.75 x 0. Longc Trans.0 x 3.0 9. cm cm 15 x 15 15 x 15 15 x 15 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 DIÂMETRO DOS FIOS SECÇÃO DOS FIOS PESO ROLOS PAINÉIS COMPR.8 57.8 x 3.1 8.92 x 0.4 65.38 4.1 217.0 6.75 0.97 10.PES O kgf/m² m kgf m kgf 0.4 0.

328 .

25.Acabada (cm) 12 17 22 Peso kgf/m² 170 240 300 Peso de cobertura Tipo de cobertura Peso kgf/m² Com telhas de barro e tesouras de 70 madeira ι ≤ 40% Com telhas onduladas de fibrocimento e estr.3 tf/m³ Tijolo Baiano kgf/m² 120 180 300 Tijolo Maciço kgf/m² 160 240 400 Bloco de concreto Espessura (cm) 9 14 19 Esp.h(cm) Kgf/m Laje pré Verificar bw= largura h = altura Peso de revestimento de laje 50kg/m² Peso de enchimento Material Caco pumex Argila expandida Entulhos Peso específico γ (tf /m³) 0. de 35 madeira Cargas Acidentais -NB-5 329 .60 0.1.6 tf/m³ 1.2 tf/m³ 1.Cargas Permanentes: Peso próprio Concreto Armado 2.bw(cm). 1.85 1. um tij.5 tf/m³ Lajes e paredes de concreto 25h(cm) Kgf/m² Vigas e pilares 0.10 . de madeira 40 Com telhas de alumínio e estr: aço 30 alumínio 20 Com canalete 90 e estr.50 Peso de paredes Tijolos Maciço Tijolo Baiano Blocos de concreto Parede Espelho 1/2 tij.

Lages 1:21/2:4 1:21/2:5 500 400 375 350 300 300 300 275 250 363 273 264 243 225 210 207 195 174 400 350 300 250 220 210 190 180 150 28.5 28.7 28.7 23.9 23.82 1.1 33.7 9 0.4 19.47 1.6 1 0.9 28.6 28.2 203.05 0.6 29. Armado Cintas de Amar-ração Vergas.4 28.6 33.7 5 0.6 36.5 60.9 28.2 133.27 97.5 162 147 114 486 441 456 622 561 584 405 441 456 405 441 456 202 198 194 40 50 70 50 130 100 28.4 9 0.7 28.4 28.5 32.6 22.5 187.7 1 0.7 21.6 22.84 1.0 Nº de caixas por 1 saco de cimento Areia Brita Nº 1 1 1 1 1 Brita Nº 2 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 Fatores de água/cimento Cimento/água L/k g 0.6 33.5 5 0.9 5 1.0 35.41 1.7 28. Peq.6 181.5 34.9 168.7 28.0 33.2 0 Kg/L L/sac o 50kg 2.0 Brita Nº 2 22.5 As caixas para pedra e areia terão em todos os casos como medidas de boca 0.7 129.27 2.9 3 3 4 2 2 5 2 2 3 1.4 19.5 Rendimento p/ saco de 50 kg Litros 1:1:2 1:1/2:3 1:2:21/2 Obras de responsabilidade 1:2:3 1:21/2:3 Colunas.48 m 330 .1 240.3 170.83 14.4 4 0.5 27.20 24.1 33. de Concr.14 1.9 1 2 2 2 3 2 3 3 3 2.TABELA PRÁTICA DE TRAÇOS DE CONCRETO TABELA DE TRAÇOS DE CONCRETO Aconselha-se nos casos Traço Volume Consumo de 3 cimento p/ m de concreto Kg Sacos de 50kg 10 8 7.37 1.7 23.8 6 0.0 33.9 23.0 218.04 1.6 22.5 1 6 6 6 5. leitos e camadas preparatórias 1:4:8 225 200 175 4.3 1:3:5 1:3:8 Casos especiais.35 x 0.6 8 0.0 17.4 33.54 1.6 5 0.2 145.5 39.5 5 Litros Consumo de 3 areia p/ m de concreto Seca L 363 409 525 486 362 420 517 487 435 Num 3% L 465 524 676 622 719 538 662 625 557 Consumo de brita 3 e água por m de concreto Nº 1 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Nº 2 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Água L 226 189 206 210 207 202 208 201 195 Resistência a 2 compressão kg/cm (provável) 3 dias 220 180 140 110 100 90 80 70 50 7 dias 300 250 200 170 150 130 120 110 90 28 dias Altura das caixas (cm) Areia Brita Nº 1 22.4 33.5 30.6 22.6 28.5 4 3.6 29. Baldrames e Vigas Médias 1:2:4 1:21/2:31/2 Estr.9 312.

331 .

TERÇAS E PONTALETES DET.TESOURAS. ESPIGÃO 332 .

Ripas acrescentar 10% .0 4. (m) 01 (Pont.0 (m) 15. Compr. (m) 01 26 04 04 02 03 2. Compr.0 Caibro 5 x 6 Ripas 1 x 5(m) Quant. .Sarrafo para travamento na linha da cumeeira.50 4.) 07 01(Berço) 2.) 03 (Pont.50 3.0 4.5 3.Acrescentar 10cm em cada caibro com emendas.50 4. (m) 24 07 05 26 30 2. .5 5.00 4.00 3.0 4.5 x 10.0 Viga 6 x 12 Quant.00 333 . Compr.50 3.Acrescentar 20cm em cada viga com emendas.CAIBROS Obs.00 3.00 Sarrafo 2.50 520. . RELAÇÃO DE MATERIAIS Viga 6 x 16 Quant.

J.et al. Manual de Construção. Prática das Pequenas Construções. Batista. Rio de Janeiro. 16 SANTOS. 6a edição. Programa de Condi'~oes e Meio Ambiente do Trabalho da Indústria da Construção.P. F. Rio de Janeiro. Editora Hemus. Rio de Janeiro. Porto Alegre. 15 SAMPAIO.B. 9a edição. Editora Pini. desenhos de concreto armado. P. Estruturas. Editora Edgard Blucher.. Antonio. São Paulo. G. Manual do Construtor.Boletim Técnico de Edifício. NBR 8036/1993 Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundação. Técnica de armar as estruturas de concreto.F. NBR 6118/1980 Projeto e execução de obras de concreto armado. Editora Calcitec. São Paulo. São Paulo 1995 6 CARDÀO.Caio. Editora Pini. Firme. Tesouras de Telhados. 1992 13 PIANCA. 1993 11 MELLO. 4a edição. 2a edição. A. 3a edição. 2a edição. 1996 12 MOLITERNO. 4a edição. A . Editora Pini. 9 FUSCO. Editora Glob. Técnica da Construção. J. São Paulo. Materiais de Construção. Curitiba/PR. IBTS – Instituto Brasileiro de Telas Soldadas. 2 volumes. Editora Pini. 1976 5 BAUER.. São Paulo. São Paulo 1998. 1969 7 DIAS. F.R.Falcão. Editora Globo. Copiare. Editora Tecnoprint. C Arruda. 10 LIMA.C. Editora Edgard Blucher. Fundações Teoria e prática. P. 1998. et al.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 334 . Caderno de Projetos de Telhados em Estrutura de Madeira. Celso. 2000 8 FALCONI.Vilela. Uma metodologia de Orçamentação para Obras Civis. 1995. Pisos Indistriais de Concreto Armado.O. 1974 14 RODRIGUES. 1o volume. C. 1993 3 BORGES.2 volumes. P. Sistema treliçado global . L. 1980 2 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.1992 4 BAUD. PCMAT. Edvaldo G. São Paulo. J. 5 volumes. Ed.

Roberto. São Paulo.IPT Manual de tipologia de Projeto e de Racionalização das Intervenções por ajuda mútua.Publicação ABESC Manual de execução de Telhado . Walid.Editora Pini Manual Técnico Blindex . Detalhaes de execução . Campinas/SP.17 TERZIAN.Fôrma e Ferragens. 335 . Jornal da AFALA . 1978.Associação dos Fabricantes de Lajes. 18 YAZIGI. Editora Pini. A técnica de Edificar. Apostila 4oSimpatcon. P.Construção Mercado e Téchne . 1998. Outras Publicações: Apostilas Senai Boletins Técnicos do IPT Boletins Técnicos da ABCP Revista Arquitetura eConstrução Revistas Técnicas .

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