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Técnicas de Construções

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TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL

2009

PROF. DR. JOSÉ ANTONIO DE MILITO

PREFÁCIO

Estas anotações de aulas, compiladas em forma de apostila, tem o intuito de facilitar a consulta e o acompanhamento das disciplinas de Técnicas das Construções Civis e Construções de Edifícios da Faculdade de Ciências Tecnológicas da P.U.C. Campinas e Construção Civil da FACENS-Faculdade de Engenharia de Sorocaba. Não houve pretensão de escrevê-la para ser publicada como livro, mas sim reunir coletânea, conhecimentos extraídos de livros, catálogos, informativos, pesquisas, palestras, seminários etc. desde 1981, por esta razão não consta as citações e as referências bibliográficas dos autores e fontes de consulta em boa parte dos capítulos. Contém um bom número de informações gerais úteis para que, ao projetar ou edificar, se esteja atento para não cometer os erros mais graves, que são encontrados em grande quantidade, principalmente nas construções de pequeno porte. Espero que, de alguma forma, esta apostila contribua para acrescentar algo de novo aos alunos e mostre a importância do assunto, para que nos futuros projetos, seja dedicado algum tempo, aos cuidados necessários às técnicas de edificar.

JOSÉ ANTONIO DE MILITO

SUMÁRIO

1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.1 Estudo com o cliente 1.2.Exame local do terreno 1.3 Limpeza do terreno 1.4 Levantamento topográfico de lotes urbanos 1.4.1 Medidas do terreno (levantamento planimétrico) 1.5 Nivelamento (levantamento altimétrico) 1.5.1 Com uso do clinômetro 1.5.2 Nível de bolha 1.5.3 Nível de mangueira 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2.1 Construções vizinhas 2.2 Movimento de terra 2.2.1 Cortes 2.2.2 Aterros e reaterros 2.2.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra 2.3 Instalação de canteiros de serviços ou canteiro de obras 2.3.1 Exemplo de barracão para obras de pequeno porte 2.4 Locação de obra 2.4.1 Processo dos cavaletes 2.4.2 Processo da tábua corrida 2.5 Traçado 2.5.1 Traçado de ângulos retos e paralelas 2.5.2 Traçado de curvas 2.5.3 Locação de estacas 2.5.4 Locação da fôrma de fundação 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.1 Sondagem 3.1.1 Execução da sondagem 3.1.2 Resistência à penetração 3.1.3 Determinação do número de sondagens a executar 3.1.4 Perfil de sondagem 3.2 Escolha do tipo de fundações 3.2.1 Tipos de fundações 3.3 Fundação direta ou rasa 3.3.1 Sapata corrida em alvenaria 3.3.2 Sapatas isoladas 3.3.3 Sapatas corridas 3.3.4 Radiers 3.4 Fundações profundas 3.4.1 Estacas 3.4.2 Blocos de coroamento das estacas

....... 1 ....... 3 ....... 4 ....... 4 ....... 4 ....... 7 ....... 8 ....... 9 ..... 10 ..... 14 ..... 14 ..... 15 ..... 16 ..... 17 ..... 17 ..... 19 ..... 21 ..... 21 ..... 22 ..... 23 ..... 24 ..... 25 ..... 26 ..... 28 ..... 31 ..... 31 ..... 33 ..... 33 ..... 35 ..... 36 ..... 37 ..... 38 ..... 39 ..... 42 ..... 42 ..... 43 ..... 44 ..... 44 ...... 46

3.4.3 Brocas 3.4.4 Estacas escavadas 3.4.5 Estacas apiloada 3.4.6 Estacas Strauss 3.4.7 Estacas Franki 3.4.8 Tubulões 3.4.9 Alvenaria de embasamento 3.5 Impermeabilização 3.5.1 Impermeabilização dos alicerces 3.5.2 Impermeabilização nas alvenarias sujeitas a umidade do solo 3.6 Drenos 4 ALVENARIA 4.1 Elementos de alvenaria tradicional 4.1.1 Elementos cerâmicos 4.1.2 Tijolos de solo cimento 4.1.3 Blocos de concreto 4.2 Outros elementos de alvenaria de vedação 4.3 Elevação da alvenaria tradicional 4.3.1 Paredes de tijolos maciços 4.3.1a Amarração dos tijolos maciços 4.3 1b Formação dos cantos de parede 4.3.1c Pilares de tijolos maciços 4.3.1d Empilhamento de tijolos maciços 4.3.1e Cortes em tijolos maciços 4.3.2 Paredes com blocos de concreto 4.3.3 Paredes de tijolos furados 4.4 Vãos em paredes de alvenaria 4.5 Outros tipos de reforços em paredes de alvenaria 4.6 Fixação das alvenarias de vedação em estruturas de concreto 4.7 Muros 4.7.1 Fechamento de divisas em blocos de concreto 4.7.2 Fechamento de divisas em tijolo maciço e baiano 4.7.3 Tipos de fundações para muros 4.8 Argamassa de assentamento – preparo e aplicação 4.8.1 Preparo da argamassa para assentamento de alvenara de vedação 4.8.2 Aplicação 5 FORROS 5.1 Forro de madeira 5.2 Lajes pré-fabricadas unidirecionais 5.2.1 Elementos que as compõe 5.2.2 Generalidades sobre a laje comum (LC) 5.2.3 Generalidades sobre laje treliça (LT) 5.2.4 Generalidades sobre laje protendida (LP) 5.2.5 Montagem e execução de lajes pré-fabricadas 5.3 Lajes pré-fabricadas bidirecionais

..... 47 ..... 49 ..... 49 ..... 50 ..... 51 ..... 51 ..... 53 ..... 54 ..... 55 ..... 57 ..... 58 ..... 63 ..... 63 ..... 67 ..... 68 ..... 69 ..... 69 ..... 70 ..... 72 ..... 74 ..... 75 ..... 76 ..... 77 ..... 77 ..... 79 ..... 79 ..... 82 ..... 84 ..... 85 ..... 85 ..... 86 ..... 87 ..... 88 ..... 88 ..... 89 ..... 91 ..... 92 ..... 93 ..... 94 ..... 98 ... 102 ...103 ... 107

5.4 Pré-lajes unidirecionais e bidirecionais 5.5 Lajes pré-fabricadas – Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6.1 Estrutura 6.1.1 Materiais utilizados nas estruturas 6.1.2 Peças utilizadas nas estruturas de telhado 6.1.3 Ligações e emendas 6.1.4 Telhado pontaletado 6.1.5 Recomendações 6.2 Cobertura 6.2.1 Cerâmica 6.2.2 Concreto 6.2.3 Telhas onduladas de fibrocimento 6.2.4 Inclinação e caimento ou declividade das telhas 6.3 Sistema de captação de águas pluviais 6.3.1 Calhas 6.3.2 Água furtada 6.3.3 Condutores 6.3.4 Coletores 6.3.5 Rufos e pingadeiras 6.4 Dimensionamento 6.4.1 Calhas 6.4.2 Condutores 6.5 Formas de telhados 6.5.1 Beirais 6.5.2 Platibanda 6.5.3 Linhas do telhado 6.5.4 Tipos de telhados 6.6 Regra geral para desenho das linhas dos telhados 6.7 Calculo das telhas para cobertura plana 7 ESQUADRIAS 7.1 Esquadrias de madeira 7.1.1 Portas 7.1.2 Porta balcão 7.1.3 Janelas 7.1.4 Tipos de janelas de madeira 7.2 Esquadrias de metal 7.2.1 Janelas 7.2.2 Portas 7.3 Esquadrias de PVC 7.4 Representação gráfica de portas e janelas 7.4.1 Portas 7.4.2 Janelas 7.5 Algumas dimensões comerciais 7.5.1 Portas 7.5.2 Janelas 7.6 Como escolher uma esquadria

... 108 ... 108 ...111 ...112 ...114 ...119 ...122 ...124 ... 125 ... 125 ... 130 ... 130 ... 131 ... 133 ... 134 ... 135 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 138 ... 138 ... 138 ... 139 ... 140 ... 141 ...142 ...143 ...145 ...145 ... 150 ...151 ...153 ...156 ... 156 ... 160 ... 160 ... 161 ... 161 ... 161 ... 163 ... 163 ... 163 ... 164

8 REVESTIMENTO 8.1 Preparo dos substratos 8.1.1 Na vertical 8.1.2 Na horizontal 8.2 Revestimentos argamassados tradicionais 8.2.1 Na vertical 8.2.2 Na horizontal 8.3 Revestimentos não argamassados 8.3.1 Gesso 8.3.2 Revestimento cerâmico 8.3.2.1 Revestimento cerâmico na vertical 8.3.2.2 Revestimento cerâmico horizontal 8.3.3 Piso de madeira 8.3.4 Carpete 8.3.5 Pedras decorativas 8.3.6 Pisos vinílicos 8.3.7 Pisos de borracha 8.3.8 Pisos laminados 8.3.9 Piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9.1 Tintas 9.1.1 Seus tipos 9.1.2 Sua qualidade 9.1.3 Preparação da superfície 9.1.4 Esquema de pintura 9.1.5 Cuidados na aplicação das tintas 9.1.6 Condições ambientais durante a aplicação 9.1.7 Material de trabalho 9.1.8 Rendimentos 9.1.9 Recomendações gerais 9.2 Vidro 9.2.1 Vidro temperado 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.1 Revestimento Argamassados – Analise das causas 10.1.1 Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados 10.1.2 Causas decorrentes do traço da argamassa 10.1.3 Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento 10.1.4 Causas decorrentes do tipo de pintura 10.1.5 Causas externas ao revestimento 10.1.6 Reparos 10.2 Revestimento cerâmicos – Analise das causas 10.2.1 destacamento de placas 10.2.2 Trincas, gretamentos e fissuras 10.2.3 Eflorescência 10.2.4 Deterioração das juntas 10.3 Pinturas – Análise das causas

...166 ...166 ...168 ...170 ...170 ...177 ...178 ...178 ...181 ...185 ...188 ...192 ...196 ...196 ...200 ...201 ...203 ...204 ... 211 ... 211 ... 212 ... 213 ... 214 ... 216 ... 220 ... 220 ... 222 ... 222 ... 223 ... 224 ... 229 ... 229 ... 231 ... 232 ... 233 ... 234 ... 236 ... 239 ... 239 ... 239 ... 240 ... 240 ... 241

11

DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11.1 Materiais empregados em concreto armado 11.1.1 Cimento 11.1.2 Agregados miúdos e graúdos 11.1.3 Água 11.1.4 Armaduras 11.2 Sistemas de fôrmas e escoramentos convencionais 11.2.1 Materiais e ferramentas 11.2.2 Peças utilizadas na execução da fôrmas 11.2.3 Detalhes de utilização 11.2.4 Junta das fôrmas 11.2.5 Sistema de forma leve 11.2.6 Sistema médio de fôrmas 11.2.7 Sistema pesado de fôrma 11.2.8 Sistema trepante e auto trepante 11.2.9 Sistema de fôrmas deslizante 11.3 recomendação quanto ao manuseio e colocação das barras de aço 11.3.1 Corte 11.3.2 Dobramento das barras 11.3.3 Montagem das armaduras 11.3.4 Barras de espera de pilares 11.3.5 Armação de fundação 11.3.6 Emendas 11.3.7 afastamento mínimo das barras 11.4 Como se prepara um bom concreto 11.4.1 Concreto preparado manualmente 11.4.2 Concreto preparado com betoneira 11.4.3 Concreto dosado em central 11.4.4 Aplicação do concreto em estruturas 11.4.5 Cobrimento da armadura 11.4.6 Cura 11.4 7 Desforma 11.4.8 Consertos de falha 11.4.9 plano de concretagem 12 VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO ANEXOS Ferramentas EPI - Equipamentos de proteção individual Pregos na escala natural 1:1 Tabelas para obras em concreto armado Tabelas prática de traço de concreto Tesouras terças e pontaletes Caibros Referências Bibliográficas

... 244 ... 244 ... 247 ... 248 ... 248 ... 251 ... 252 ... 256 ... 257 ... 263 ... 264 ... 265 ... 266 ... 266 ... 267 ... 267 ... 267 ... 268 ... 269 ... 270 ... 271 ... 272 ... 272 ... 273 ... 273 ... 274 ... 276 ... 277 ... 282 ... 284 ... 285 ... 286 ... 286 ... 289 ... 321 ... 323 ... 324 ... 327 ... 330 ... 332 ... 333 ...

.11 Traçado de curvas de pequeno raio 2.....2 Equipamento de sondagem a percussão 3.8 Processo da tábua corrida 2. 26 .... 21 ..7 Clinômetro inclinado 1. 7 ....1 Lote regular 1.. 29 ... 20 .. 23 ..12 Levantamento altimétrico em terreno com aclive 1..3 Lote irregular com muita profundidade 1.9 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito 2.. 22 ... 38 . 42 .11 Com cinta de amarração 3. 41 ........5 Exemplo de um perfil de subsolo 3. 42 .....10Posição da água quando não existe bolhas 1..9 Utilização do nível de bolha 1. 39 .5 Representação de curva de nível 1.... 37 ... 5 ..7 Profundidade de uma estaca isolada 3.4 Planta de locação das sondagens 3. 15 ... 19 .. 23 . 12 .. 32 .. 25 ..1 Esquema de sondagem 3. 6 .12 Sapata isolada retangular 3.. 34 . 11 .3 Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes 3..8 Detalhe do nivelamento do fundo de vala 3. 24 .. 8 . 41 .Lote irregular com pouco fundo 1.6 Relação dos tipos de fundações usuais em construção 3.14 Sapata corrida sobre pilares ..9 Sem cinta de amarração 3.7 Marcação sobre gabarito 2.10 Com cinta de amarração 3... 32 ... 27 .......8 Realização das medidas útil com o clinômetro 1... 16 ...3 Barracão para pequenas obras 2...10 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito usando esquadro metálico 2..........2 Aterro em terreno 2. 10 ....1 Corte em terreno 2..12 Traçado de curva pelo método das quatro partes 2. 43 .. 10 . 28 ... 9 ...2..4 Aproveitamento das chapas compensadas 2.. 36 ..14 Locação de estaca 2.5 Cavalete 2.. 5 . 41 ...11 Processo da mangueira de nível 1.6 Clinômetro ou nível de Abney 1. 6 . 12 ..15 Projeto de forma locadas pelo eixo 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.LISTA DE FIGURAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1...6 Processo dos cavaletes 2. 25 ......4 Lote com setor curvo 1. 35 .. 8 .13 Levantamento altimétrico em terreno com declive 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2..13 Sapata corrida sobre parede 3..13 Projeto de locação de estacas 2.

. 66 . 45 ..4 Tijolo laminado 4. 59 .6 Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 4.22 Perfuratriz 3.. 70 .. 71 .. 67 .24 Execução das estacas Franki 3.19 Canto de parede de um tijolo no ajuste comum 4.. 43 . 80 . 64 ..7 Bloco de concreto 4..9 Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria 4..10 Detalhe do prumo do canto da alvenaria 4. 70 ..27 Execução da alvenaria utilizando tijolos furados 4....3 Tijolo com furo prismático 4.. 75 ... 60 .2 Tijolo com furo cilíndrico 4.22 Exemplo de pilares em alvenaria 4.... 68 .12 Assentamento do tijolo 4...28 Execução da amarração na alvenaria de tijolo furado 4..34 Exemplo de aplicação dos drenos 4 ALVENARIA 4.17 Esforços nas estacas 3.23 Empilhamento de tijolos maciços 4.....26 Tubulão a ar comprimido 3. 72 .. 75 ...18 (a) Arrasamento das estacas (b) Cota de arrasamento das estacas 3...27 Alvenaria de embasamento 3..30 Impermeabilização em locais de pouca ventilação 3.... 48 .33 Dreno horizontal cego 3. 78 . 67 ....3..15 Ajuste francês 4. 57 ...... 74 ..20 Tipos de trado 3...24 Corte do tijolo maciço 4... 58 . 53 ... 73 . 56 ..32 Dreno horizontal 3..23 Execução das estacas Strauss 3... 44 .30 Vergas sobre e sob os vãos .. 71 ...... 79 .21 Canto em parede de um tijolo com parede interna de meio tijolo ajuste francês 4.16 Radier 3..21 Perfuração das brocas 3.5 Tijolo de solo cimento comum 4... 76 . 80 .29 Vão de alvenaria 4.... 59 . 46 . 52 .. 45 .15 Sapata corrida com viga 3.. 73 ..20 Canto em parede de espelho 4.25 Detalhe do assentamento do bloco de concreto 4. 50 .28 Impermeabilização no respaldo do alicerce 3..31 Impermeabilização em locais com ventilação 3. 77 ..14 Ajuste corrente 4... 78 .... 73 .. 51 ..18 Canto em parede de um tijolo no ajuste francês 4.13 Retirada do excesso de argamassa 4.16 Ajuste inglês ou gótico 4. 79 .... 74 ... 47 ..1 Tijolo comum 4...8 Bloco canaleta 4. 74 ...29 Detalhe da aplicação da argamassa impermeável 3...25 Seção típica de um tubulão 3.... 66 .26 Detalhe de execução dos cantos 4.19 Bloco de coroamento 3. 57 ... 68 .17 Canto de parede de meio tijolo no ajuste comum 4.. 67 . 49 ..11 Colocação da argamassa de assentamento 4. 76 ... 54 .

35 Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1.. 81 . 98 . 97 . 94 .6 Apoio da laje comum sobre alvenaria 5.31 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1. 98 ..13 Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado 5. 101 .. 87 . 82 .9 Apoio da laje com balanceado em beirais 5.11 Elementos de uma laje pré-fabricada treliça 5. 88 ..0 e 2.37 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço 4....46 Preparo da argamassa com betoneira 4.5m 4. 104 ........ 92 ... 86 .0m 4. 90 ..49 Tipos de frizos 5 FORROS 5.34 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1..36 Coxins de concreto 4. 85 ...39 Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto 4.44 Exemplo de fundação para muros 4.20 Exemplo de escoramento convencional para laje préfabricada 5. 100 .0m 4..42 Detalhe da elevação de muros de bloco aparente..43 detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 4.. 100 .. 107 ..3 Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5. 105 .0m 4.0m e entre 1.22 Detalhe da colocação da laje pré-fabricada 5... 106 ...4 Elementos da laje pré-fabricada comum 5.38 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado 4.24 detalhe do apoio das tábuas da passarela .8 Apoio da laje comum passante em beirais 5. 84 .10 Exemplo de reforços em laje pré comum 5..18 Manuseio da laje treliça 5. 96 .. 100 .0 e 1.45 Preparo da argamassa manualmente 4. 81 .7 Apoio da laje comum em estrutura de concreto armado 5.. 100 . 96 .....21 Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 5. 88 .19 Vigota protendida 5.40 Fixação da alvenaria de vedação em estrutura de concreto 4..17 Exemplo de execução de nervuras 5... 83 .. 89 . 96 .0m 4... 89 ..5 Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum 5...0m e entre 1. 92 . 96 .33 Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vão de 1. 83 ...2 Fixação do forro na estrutura do telhado 5.41 Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 4..16 reforço em laje treliça 5..0 e 2. 95 .. 83 ...4.. 99 . 86 ..5 e 2.. 82 .48 Assentamento em cordão 4.... revestido e viga baldrame 4..... 102 .32 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vão entre 1. 81 . 91 ..14 Armadura adicional de tração 5..12 Exemplos das variações das alturas da laje treliça 5.47 Assentamento tradicional 4.23Detalhe da colocação da armadura negativa 5.1 Tipos de forros de madeira 5.15 Armadura adicional de compressão 5. 104 . 82 .

5 Esquema do apoio das terças nas tesouras 6. 131 .25 Telha paulista 6. 133 .45 Desenho das linhas de um telhado 6. 127 . 129 .42 Beiral em laje 6. 108 . 119 .21 Detalhe da fixação das ripas nos caibros 6.36 Detalhe de uma água furtada 6. 112 .10 Detalhe da ligação entre a perna e a escora 6.4 Esquema de contraventamento das tesouras 6.19 Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6. asna e pendural 6.26 Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6.28 Telha termoplan 6.5.16 Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6. 116 .47 Telhados com uma água . 135 .34 Calha tipo platibanda 6.44 Detalhe das platibandas 6. 129 .43 Beiral em telhas vã 6. 119 .7 Detalhe da galga 6.24 Telha francesa ou marselha 6. 141 .17 Apoio dos pontaletes em berços 6.46 Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6. 138 .38 Áreas de contribuição condutores 6. 126 .6 Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais 6. 139 . 124 . 132 .8 Detalhe da ligação entre linhas e a perna 6.2 Seção típica de uma estrutura de telhado 6. 125 .25 (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento 5.15 Detalhes da emenda das terças com pregos 6.18 Detalhe do berço para distribuir as cargas 6. 123 .23 Acabamento da cumeeira 6. 114 .9 Detalhe da ligação entre a linha e a perna 6. 139 . 134 . 130 . 115 .20 Detalhe da fixação por pregos menores 6.11 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6. 123 .26 Telha plan 6.32 Detalhe da estrutura de um telhado selado 6.13 Detalhe da ligação entre a linha. 135 . 136 .14 Detalhe das emendas de uma linha de terça 6.41 Calha tipo coxo 6.37 Detalhe da utilização dos rufos e das pingadeiras 6.33 Calha tipo coxo 6.0m 6. 125 .3 Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal 6.40 Calha tipo platibanda 6. 118 . 121 . 120 . 135 . 121 .31 Inclinação mínima para telhados selados com vão até 8.30 Inclinação e caimento de telhados retos 6. 118 . 140 . 140 . 137 . 128 . 141 .35 Calha tipo moldura 6.39 Divisão do telhado em áreas “a” 6.1 Esquema de estrutura de telhado 6. 120 . 121 .27 Telha romana e portuguesa 6. 115 .29 Telha germânica 6. 121 .12 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6.22 Fixação das ripas nos caibros 6. 124 . 120 . 128 . 137 . 109 . 137 .

169 .7 Detalhe da fixação das guarnições 7.19 Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos 7.13 Tacos de madeira .16 Veneziana de abrir com caixilho de abrir 7. 172 .3 Assentamento das taliscas superior nas paredes 8. 152 .26 Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 7.21 Caixilho maximo ar 7.2 Procedimento para nivelar sub-base do lastro 8.1 Diversas formas de aplicação do chapisco 8.6.12 Caixilho de correr 7.51 Perspectiva das linhas de um telhado 7 ESQUADRIAS 7.48 Telhados com duas águas 6. 151 . 159 .25 Representação das portas em planta e vista 7.9 Determinação da execução do rejuntamento 8. 173 . 174 . 186 .186 . 162 . 167 .17 Janela tipo ideal 7. 160 .6 Determinação da execução das guias e do emboço 8.149 . 148 .11 Determinação do assentamento dos azulejos 8. 148 .5 Determinação da colocação das taliscas nos tetos utilizado o nível referêncial 8. 153 . 147 . 142 .4 Assentamento das taliscas inferiores nas paredes 8.49 Telhados com três águas 6. 183 . 154 .4 Detalhe da fixação dos batentes por pregos 7. 143 .12 Exemplo de divisão dos azulejos 8. 153 .2 Vão livre ou vão de luz 7. 158 . 159 . 162 . 185 .27 Representação dos caixilhos de empurar e guilhotina 7. 142 .10 Batentes das janelas 7.9 Porta balcão 7. 173 .18 Janela de enrolar 7. 162 .10 Juntas superficiais dos azulejos 8. 154 . 175 .11 Detalhe da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo 7.8 Determinação dos tipos de juntas 8.7 Determinação da aplicação do reboco 8.8 Tipo de fechaduras para as portas 7. 154 .29 Representação dos caixilhos pivotante 7.15 Veneziana de correr com caixilho de correr 7. 192 .22 Janela veneziana 7. 156 . 163 . 145 . 146 . 155 . 155 .14 Venezianas de abrir com caixilho guilhotina 7.1 Componentes das portas de madeira 7.28 Representação dos caixilhos de correr e de abrir 7.3 Detalhes da fixação dos batentes das portas 7. 157 .13 Caixilho de abrir 7.30 Representação dos caixilhos tipo ideal 8 REVESTIMENTO 8.20 Detalhe do caixilho tipo basculante 7. 161 . 146 .50 Telhados com quatro águas 6. 161 . 184 .5 Detalhe da fixação dos batentes por parafusos 7.6 Detalhe da fixação dos batentes por espuma de poliuretano 7.24 Venezianas de projeção 7. 157 . 142 . 150 .23 Caixilho de correr 7.

3 Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa 10.4 Exemplo de fixação dos vidros em caixilhos 9.8.8 Posição dos furos em vidros temperados 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10. 234 .10 Tipos de reforços em gravatas . 206 .4 Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco 10. 226 . 220 .6 Impacto nos vidros 9. 232 .22 Detalhe de execução do piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9.9 Tipos de gravatas utilizadas em pilares 11.18 Situação de empenamento devido à posição do cerne 8.8 Detalhe do escoramento e contraventamento em pilares bem como das janelas 11.1 Vesícula formada no reboco 10. 246 . 235 . 256 .2 Material utilizado no preparo e aplicação das pinturas em metais 9.8 (a)(b) Fissuras do revestimento por expansão da argamassa de assentamento 10. 224 .2 Baia de madeira para separar os agregados 11. 255 . 248 .5 Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas 11. 193 .20 Selante para junta de construção 8. 236 . 221 . 258 . 255 . 259 .15 Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes 8. 236 . 258 .3 Materiais utilizados no preparo e aplicação da pintura em parede 9. 259 . 230 . 208 . 196 .2 Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno 10. 250 . 206 . 225 .7 Flambagem 9.19 Junta de expansão tipo diamante 8.6 Efeitos da umidade sobre o reboco 10. 196 .21 Selante para junta serrada 8.1 Materiais utilizados no preparo das pinturas em madeiras 9.7 Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares 11.16 Fixação das tábuas por pregos anelados 8.7 Acúmulo de bolor no revestimento por efeito da umidade 10.17 Exemplo de regularização sem nivelamento 8.6 Tipos de disco para corte de tábua e chapas compensadas 11. 194 . 207 .5 Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente 10. 231 . 194 .1 Local para guarda de material 11.4 Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas 11.5 Cargas nos vidros 9.14 Parquete e tacão 8. 225 .3 Armazenagem das barras de aço sobre travessas 11. 234 . 229 .9 Aspecto do revestimento Interno 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11. 223 . 221 .

12 Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão 11. 261 . 283 . 268 . 278 .33 Emendas e concretagem de vigas realizadas à 45º 11.17 Detalhe da fôrma utilizando tábuas 11.37 Pastilhas de argamassa 11. 272 .27 Mistura da areia e de cimento sobre superfície impermeável 11.28 Adição das britas 11.11 Detalhe de uma fôrma de viga 11. 279 .34 Determinação da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras lajes 11.39 Método mais comum de consertos de falha .30 Sequência da mistura em betoneira 11. 262 .36 Passarela para concretagem apoiadas na fôrma 11. 280 . 269 .23 Pontos de amarração usuais 11. 283 .15a Detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11. 281 . 274 .24 Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 11.16 Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-junta e fita adesiva 11. 274 .21 Equipamento utilizados no corte das barras de aço 11. 262 .29 Colocação da água 11. 286 . 265 .25 Lastro de brita sob as vigas baldrames 11.32 Cachimbo para facilitar a concretagem 11. 281 .14 Detalhe da fôrma das lajes maciças 11. 262 . 275 . 282 .31 Aplicação do vibrador na vertical 11.11.20 Fôrma trepante 11.26 Lastro de brita sob os blocos de estacas 11.18 Escoramento de madeira tipo H 11. 274 . 261 . 264 . 263 .15b detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11.38 Pastilha plásticas 11.13 Detalhe de fôrma das vigas com sarrafo de pressão 11.22 Bancadas com pino de dobramento 11. 270 . 263 . 267 . 272 . 260 . 266 .35 Detalhe das guias de nivelamento 11.19 Escoramento metálico 11.

.2 Dimensões das janelas 7.1 Relação de empolamentos 2.1 Dimensões das portas 7. 33 ......3 Desvios máximos de prumo.. 20 . 143 . 163 . 176 .. 131 .0m 6. 68 . 116 ... nível e planeza ..3 Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje 5.. 89 .6 Ponto de cobertura 6. 179 .2 Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum 5. 117 . 163 .2 Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obras 2... 132 ..2 Número mínimo de pontos em função da área construída 4 ALVENARIA 4.1 Algumas espécie de madeiras indicadas para estrutura de telhado 6. 18 ..2 Traço do reboco 8.. 171 .8 Fator de inclinação para caimentos usuais 7 ESQUADRIAS 7..4 Vãos máximos para laje treliça 6 COBERTURA 6..3 Vão máximo dos caibros (m) 6.4 Equivalência das bitolas dos aços 5 FORROS 5.1 Traço do emboço para as diversas bases 8.. 132 .. 65 .2 Dimensões nominais dos blocos de concreto 4.. 97 ..4 Dimensão das telhas onduladas de fibrocimento 6.1 Altura total da laje (h) 5.2 Vão máximo de terças (m) 6.3 Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.LISTA DE TABELAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.. 112 .3 Características dos diversos tipos de janelas 8 REVESTIMENTO 8.7 Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8. 94 . 35 .3 Traço de argamassa em latas de 18 litros para argamassa de assentamento 4. 133 .1 Modelo de questionário para uso residencial 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2.1 Compacidade das areias e consistência das argilas 3. 101 .. 164 ..5 Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 6.1 Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos 4.. 97 .. 91 . 2 . 15 .

199 . 182 . 182 .4 Patologia mais comuns das tintas 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11. 224 .2 Identificação das causas. externas do dano e solução 10. 219 .12 Pedras naturais mais comuns 8. 184 .6 Comprimentos básicos para esperas de acordo com o fck do concreto 11. 275 . 223 .4 Diâmetros dos pinos de dobramento 11. 242 .8 Limite de abatimento (slump-test) 11.13 Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais 9 TINTAS E VIDROS 9.10 número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento .5 Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água 8. 269 . 268 . 191 .198 .3 Patologia mais comuns das tintas 10.7 Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão 2 8. 276 . 254 .7 Tempos mínimos de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira 11.1 Defeitos observados. 181 .9 junta superficial entre azulejos 8. 282 . 225 . agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação 9.3 Dimensões dos pregos em “mm” 11. 181 . 238 .8.3 Classificação dos vidros 9.5 Dimensões máximas de fabricação 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.Estribos 11. 222 .4 Etapa e tempo aproximado de execução da aplicação manual do gesso 8.11 Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos 8. 243 .9 Cobrimento das armaduras 11.5 Diâmetro dos pinos de dobramento . 187 .1 Identificação das causas. 237 .4 Resistência ao impacto 9. externas do dano e solução 10. 199 .1 Cimentos disponíveis no mercado brasileiro 11. 251 .2 Característica dos fios e barras 11.10 Consumo de argamassa colante 8.6 Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico 8. 271 . 245 . 284 .8 Consumo de rejunte por m 8.2 Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade 9.

que tem a função de orientar evitando esquecimentos. O cliente poderá ser um grupo de profissionais (médicos.PROJETO . Não é possível seu preenchimento completo. pois vamos nos ater a pequenas obras (residências unifamiliares). Nesta apostila o nosso cliente será o interessado juntamente com os seus familiares. Levantamento topográfico. • Utilizando métodos simples. pois é útil e indispensável uma visita ao terreno. • Utilizar melhor a topografia dos terrenos. Para auxiliar na objetividade da entrevista inicial com o cliente. Devemos considerar que geralmente o cliente é praticamente leigo. realizar uma entrevista com os interessados em executar qualquer tipo de construção. municipalidade. Os projetos são peças importantes na execução de uma obra. cabendo então ao profissional orientar esta entrevista. 1. podemos utilizar um questionário (Tabela 1. • Analisar a topografia de um terreno. Restrições da Prefeitura ou de outros órgãos. 1 . Todas as possibilidades e informações devem ser analisadas e discutidas na fase de projeto. uma família etc. Exame local do terreno. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Elaborar um bom projeto arquitetônico. Este modelo de questionário poderá ser preenchido parcialmente durante a entrevista. Com os dados levantados. antes de iniciarmos o projeto. definir a planimetria e a altimetria de um terreno.1 . para obter o maior número possível de dados. industriais etc). Um projeto bem elaborado reduz muito as incertezas e dúvidas como também o desperdício de material e de mão-de-obra.1 .ESTUDO COM O CLIENTE Sabemos que para se elaborar um projeto devemos antes de mais nada..1). podemos então iniciarmos a elaboração dos projetos de maneira a aproveitar melhor o terreno a insolação etc. Começamos com: • • • • Estudo com o cliente. entidades.ESTUDOS PRELIMINARES APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.

Tabela 1. __________________ Distância da esquina__________________________Largura do passeio:____________________ Inclinação do Terreno: Plano Sobe para os Fundos Desce para os Fundos Local de passagem da rede de Água Centro Local de passagem da rede de Esgoto Centro Os terrenos vizinhos estão construídos ? LE LD LD LD Fundos Popular Suave Forte Inclinação lateral Esquerda Direita nº _______ LE LD Nível econômico das construções no local Alto Croquis de situação Médio III Restrição da Prefeitura Zoneamento: ______ To (taxa de ocupação)______ Ca (coeficiente de aproveitamento) _______ Recuos obrigatórios: de frente ___________________ lateral _____________________ de fundo ___________________ % de área permeável_______________Outros ________________________________________ 2 .:__________________________________CEP __________ Fone ( )______________ CPF: ________________________________RG: _______________________________________ Nome Esp. Com. Res.:____________________________________________ e-mail____________________ End.1 .:________________________________________________ Fone ( )______________ Prof. da rua: ____________ Tipo de Pav.:___________________________________CEP __________ Fone ( )______________ End. Com.: _______________ nº casas Viz. Ele: _______________________________ Ela _____________________________________ II Dados do Terreno Localização: Medidas: Frente _____________ LE _____________ LD ____________ Fundo _______________ Rua: ________________________________ CEP ____________Bairro: ____________________ Lote: _______________ Quadra: ________________ Quarteirão: __________________________ Larg.Modelo de questionário para uso residencial PROJETO RESIDENCIAL I Dados do cliente: Nome:_________________________________________________ e-mail ___________________ End.

c) Ser seco. se o loteamento onde se situa o terreno. é quase impossível executar-se um bom projeto. 3 . Mas como nem sempre estas características são encontradas nos lotes urbanos.IV Da Futura Construção Nº de Pav.EXAME LOCAL DO TERRENO Sem sabermos as características do terreno. devemos levá-las em consideração quando da visita ao lote. Pisos Paredes Tetos Estilo: ____________Nº de Portas Janelas Verba disponível: R$ ______________________________________ Revestimento Externo: Pisos: ______________________________Paredes: ___________________________________ Fachada: ___________________________ Muro: ______________________________________ Detalhes: _______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ 1. b) Verificar junto a Prefeitura da Municipalidade. b) Ter dimensões tais que permita projeto e construção de boa residência. e) Ser resistente para suportar bem a construção. g) Terrenos localizados nas áreas mais altas dos loteamentos.: ________ Área aprox.Aprox. i) Evitar terrenos que foram aterrados sobre materiais sujeitos a decomposição orgânica. foi devidamente aprovado e está liberado para construção. levantando os seguintes pontos: a) Deve-se identificar no local o verdadeiro lote adquirido segundo a escritura.2 . f ) Ter facilidade de acesso. d) Ser plano ou pouco inclinado para a rua. c) Números das casa vizinhas ou mais próximas do lote. As características ideais de um terreno para um projeto econômico são: a) Não existir grandes movimentações de terra para a construção. colhendo-se todas as informações necessárias. h) Escolher terrenos em áreas não sujeitas a erosão. de construção: ________m² usuários: ____ Dados dos usários: sexo________ idade_______ Ambientes Méd.

1. posição de postes. usando para tal. com a precisão necessária e suficiente proporcionando dados confiáveis que.4. f) Verificar se existem benfeitorias. 2001) 1. necessitando desgalhar. houver árvores de pequeno porte. verificar se existe viela-sanitária vizinha do lote.. Todo material vegetal. que devemos levar em consideração e sabermos defini-las: 1.MEDIDAS DO TERRENO (LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO) Executada a limpeza do terreno e considerando que os projetos serão elaborados para um determinado terreno. confirmar a posição da linha N-S.Destocar .LIMPEZA DO TERRENO Temos algumas modalidades para limpeza do terreno.Carpir .4 .3. linha de alta tensão. Obs. bem como as dimensões dos lotes. e na maioria das vezes.Quando houver árvores de grande porte. em declive. Geralmente.3 .Quando a vegetação é rasteira e com pequenos arbustos.d) Situação do lote dentro da quadra. Os serviços serão executados de modo a não deixar raízes ou tocos de árvore que possam dificultar os trabalhos. bueiros. etc. 4 .2 . i) Verificar se existe faixa non edificandi .3. e) Com bússola de mão. Deve retratar a conformação da superfície do terreno.et al. 1. cortar ou serrar o tronco e remover parte da raiz. estes dados colhidos na visita ao terreno não são suficientes.1 . unicamente a enxada. Este serviço pode ser feito com máquina ou manualmente. energia) g) Sendo o terreno com inclinação acentuada. esgoto.( de não construção) j) Verificar a largura da rua e passeio. é necessário que se tenha as medidas corretas do lote. bem como o entulho terão que ser removidos do canteiro de obras.3 . que poderão ser cortadas com foice. interpretados e manipulados corretamente.1 .: Todos esses dados poderão ser acrescidos no questionário anterior. devemos pedir previamente que se execute uma limpeza do terreno e um levantamento plani-altimétrico.(água.3.LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO DE LOTES URBANOS O levantamento topográfico é geralmente apresentado através de desenhos de planta com curavas de nível e de perfis. em uma das divisas laterais ou fundo. h) Verificar se passa perto do lote.Roçar .Quando além da vegetação rasteira. 1.. medindo-se a distância da esquina ou construção mais próxima. podem contribuir no desenvolvimento do projeto arquitetônico e de implantação (Pinto Jr. 1. pois nem sempre as medidas indicadas na escritura conferem com as medidas reais.

a sua medição sem aparelhos ou processos próprios da topografia desde que se tenha uma referência confiável (casa vizinha.(Figura 1. b) Lote irregular com pouco fundo Medir os quatro lados e as duas diagonais (Figura 1. esquina. piquetes etc). necessitamos de um levantamento executado por profissional de topografia.1). Figura 1. são geralmente de pequena área possibilitando. devemos medir as diagonais que deverão ser iguais. Para verificar se o lote está no esquadro. casos mais complexos. vamos mostrar em alguns desenhos. Os terrenos urbanos. caso as medidas encontradas forem diferentes as da escritura.2). bastando portanto medir os seus "quatro" lados. portando. No entanto. e usar o valor médio. sem referência. os processos mais rápidos para medir um lote urbano.Apesar de não pretendermos invadir o campo da topografia. Figura 1.1-Lote regular Obs.2-Lote irregular com pouco fundo 5 . a) Lote regular Geralmente em forma de retângulo.

E com o auxílio de um desenho (realizado no escritório) construir a curva a partir da determinação do centro da mesma utilizando a flecha e a corda (Figura 1. Medir a corda e a flecha no local. Nestes casos devemos demarcar as divisas retas até encontrarmos os pontos do início e fim da corda. o mais preciso será a medição da corda e da flecha (central).c) Lote irregular com muita profundidade Neste caso.4-Lote com setor curvo 6 .3).3-Lote irregular com muita profundidade d) Lote com um ou mais limites em curva Para se levantar o trecho em curva.4). c = corda f = flecha Construção da curva Figura 1. Figura 1. a medição da diagonal se torna imperfeita devido a grande distância Convém utilizar um ponto intermediário "A" diminuindo assim o comprimento da diagonal (Figura 1.

NIVELAMENTO (LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO) É de grande importância para elaborarmos um projeto racional.5. 1. Caso seja necessário algo mais rigoroso. 2001) As curvas de níveis são elaboradas utilizando aparelhos topográficos que nos fornecem os níveis. devemos fazer um levantamento com aparelhos recorrendo a um topógrafo.5. A curva de nível é uma linha constituída por pontos todos de uma mesma cota ou altitude de uma superfície qualquer.0 d2 Figura 1.5-Representação de curva de nível (Pinto Jr.0 3.2.0 d1 2.5) Podemos observar na Figura 1. depressões. Este levantamento não é muito preciso. mas é o suficiente para construção residencial unifamiliar. as dimensões de um terreno ou área.3).0 RN 0.1.1. Quando relacionadas a outras curvas de nível permite comparar as altitudes e se projetadas sobre um plano horizontal podem apresentar as ondulações.0 1.5 que quando mais inclinada for a superfície do terreno. 1.0 RN 0. menos inclinada as distâncias serão maiores d1 < d2.0 1.0 2.0 1. mas nada nos impede de tirarmos mais.5 .0 1. 7 . que sejam aproveitadas as diferenças de nível do lote. inclinações etc. quando utilizamos métodos simples para a sua execução (descritos nos itens 1.0 2. caso necessário. os ângulos.0 2. Podemos identificar a topografia do lote através das curvas de níveis.0 3. que geralmente utilizam terrenos pequenos. de uma superfície (Figura 1. 3.5.et al.0 3. Geralmente é suficiente tirar um perfil longitudinal e um transversal do terreno. as distâncias entre as curvas serão menores.

ou de acordo com a inclinação do terreno. Materiais: clinômetro 2 balizas trena Figura 1.6-Clinômetro ou Nível de Abney (Borges. Alguns métodos para levantarmos o perfil do terreno: a) b) c) Com o nível e Abney ( clinômetro) Com o nível de mão Com o nível de mangueira 1.Nos métodos descritos abaixo se usa basicamente balizas com distância uma da outra no máximo de 5.5.0m. 1972) Figura 1.0 em 5. 1972) 8 . Terrenos muito íngremes a distância deverá ser menor e terrenos com pouca inclinação podemos utilizar as balizas na distância de 5.7-Clinômetro inclinado proporcionando a leitura (Borges.7.1) Com uso do clinômetro (Nível de Abney) Figuras 1.0m.6 e 1.

Inclina-se o tubo do clinômetro para avistarmos o ponto B. a medida do desnível se consegue colocando uma régua entre as duas balizas. 9 . Utilizando o método do nível de bolha. O desnível obtido é a diferença entre o H e h e assim consecutivamente.8-Realização das medidas utilizando o Clinômetro (Borges. nivelamos a régua (Figura 1. Pela ócula se vê a bolha e giramos o parafuso até colocá-la na horizontal e produzirá sobre a graduação (através de um ponteiro fixo no parafuso) a leitura do ângulo α. Resta medir a distância horizontal "d" ou a inclinada "m". Com os diversos desníveis conseguimos delinear um perfil.50m (ponto A).Nível de bolha.régua . na 1ª baliza a uma altura de 1. .9).8).2) Nível de bolha Materiais : . Figura 1.trena. 1972) 1.Coloca-se o clinômetro (Figura 1. .5.2 balizas. Com o auxílio do nível de bolha.

Este é o método que os pedreiros utilizam para nivelar a obra toda. A água deve ser colocada lentamente para evitar a formação de bolhas. azulejos etc.10 .9 Utilização do nível de bolha 1. A mangueira deve ter pequeno diâmetro.Posição da água quando não existe bolhas 10 .3) Nível de mangueira O método da mangueira é um dos mais utilizados. batentes. sem dobras ou bolhas no seu interior (Figura 1. parede espessa para evitar dobras e ser transparente. Figura 1.11)..5. que nos fornece o nível. Para uma boa marcação ela deve estar posicionada entre as balizas. Fundamenta-se no princípio dos vasos comunicantes.Figura 1..10 e 1. desde a marcação da obra até o nivelamento dos pisos.

11 .Trena Figura 1.Para utilizarmos o nível de mangueira necessitamos: Materiais: . Fazemos isso para não precisarmos colocar o nível d'água direto no ponto zero (próximo do terreno).2 balizas .Mangueira . que será descontada na medida encontrada na segunda baliza “H”. Exemplos de medição com mangueira: • • Em terrenos com aclive Em terrenos com declive 11 . podemos partir com o nível d'água em uma determinada altura "h" numa das balizas. O desnível é obtido pela diferença entre “H” e “h”.Processo da mangueira de nível Para facilitar a medição. o que dificultaria a leitura e não nos forneceria uma boa medição.

Levantamento altimétrico em terreno com declive 12 .h' .Levantamento altimétrico em terreno com aclive b) Terreno em declive: Portanto: h1 = H -h . Htot = h1 + h2 + hn . Htot = h1 + h2 + hn .. h2 = H'. Figura 1.. Figura 1....a) Terreno em aclive: Portanto: h1 = H -h ..h' .12 ... h2 = H'..13 ..

ANOTAÇÕES 1 . da ordem de ∅ 1/4" ou 5/16" para obter maior sensibilidade. 2 . e de pequeno diâmetro.A mangueira deve ser transparente.13). para não dar erro nas medições (Figura 1.A espessura da parede da mangueira deve ser espessa para evitar dobras 13 .Devemos ter o cuidado de não deixar nenhuma bolha de ar dentro da mangueira. 3 .

1969). 14 .TRABALHOS PRELIMINARES DE CONSTRUÇÃO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. Antes de iniciarmos a construção de um edifício.2 . • Realizar ou conferir a marcação de uma obra. compactação e acabamentos executados a fim de passar de um terreno natural para uma nova conformação (Cardão. • Demolições. O registro é composto por um relatório técnico com fotografias datadas da vizinhança e relatos das observações realizadas. quando existirem. Pode ser necessário executar as fundações antes de escavar o terreno (quando se trabalha com grandes equipamentos. Garante também as reclamações infundadas de vizinhos.1 – CONSTRUÇÕES VIZINHAS É importante. • Realizar as compensações de volume. de acordo com o projeto de implantação e o projeto executivo. aterros. • Movimento de terra necessário para obtenção do nível desejado.2 – MOVIMENTO DE TERRA O acerto da topografia do terreno. como trincas. 2. antes do início das obras. antes do início da obra. Portanto o movimento de terra deve ser cuidadosamente estudado. 2. descarga. o registro das condições das construções vizinhas. algumas atividades prévias. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Calcular os volumes de corte e aterro. A análise prévia das condições das construções vizinhas evita surpresas desagradáveis durante a execução da sua obra. transporte. Depende das características de execução das fundações e das demais atividades de início da obra. desabamentos de muros ou de construções vizinhas. • Analisar e executar um canteiro de obras. Ou quando se tratar de fundações feitas manualmente o acerto do terreno pode ser realizado entes. • Canteiro de obras e a locação da obra. Essas atividades são denominadas trabalhos preliminares e compreendem: • Verificação das condições das construções vizinhas. O momento da obra em que ocorre o movimento de terra pode ser variável. para facilitar a sua entrada e retirada). devem ser realizadas. pode ser entendido como um conjunto de operações de escavação. carga.

deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do corte multiplicada pela altura média. aterros. significa que um metro cúbico de material no corte (estado natural) encherá um espaço de 1.: Quando não se conhece o tipo de solo. conforme o levantamento altimétrico.Corte em terreno 15 .1 . Por exemplo. Níveis das construções vizinhas.1 alguns empolamentos. Localização do canteiro de obras. Seqüência da execução do edifício.As etapas que influenciam no projeto de movimento de terra são: • • • • Sondagem do terreno. o empolamento de um solo superficial é de 43% (Tabela 2. Podemos executar. acrescentando-se um percentual de empolamento (Figura 2. seca Argila escavada. podemos considerar o empolamento entre 30 a 40% Vc = Ab x hm e Vs = Vc+ empolamento Sendo Ab = área de projeção do corte Vs =volume solto hm= altura média Vc =volume no corte = volume natural Figura 2.Relação de Empolamentos (Manual Caterpillar. Tabela 2. seca Areia úmida Areia molhada Solo superficial % 22 23 25 41 11 43 33 25 25 27 12 12 12 43 OBS.1 .Cortes: No caso de cortes.1 . quando removido de seu estado natural e é expresso como uma porcentagem do volume no corte.1). Relacionamos na Tabela 2.2.43 metros cúbicos no estado solto. úmida Argila e cascalho seco Argila e cascalho úmido Rocha decomposta 75% rocha e 25% terra 50% rocha e 50% terra 25% rocha e 75% terra Terra natural seca Terra natural úmida Areia solta. cortes. ou cortes + aterros: 2.1). O empolamento é o aumento de volume de um material. 1977) materiais Argila natural Argila escavada.

16 . podendo fazê-lo maior. tais como compactadores lisos e rolos pé de carneiro (Barros. reduzindo o volume de vazios. descompressão do terreno de fundação ou do terreno pela água. O material escolhido para os aterros e reaterros devem ser de preferência solos arenosos. quando compactado (Figura 2. é possível utilizar pequenos equipamentos. não é fundamental para o desempenho estrutural do edifício. Devem ser realizadas camadas sucessivas de no máximo 30 cm. Materiais de 3ª categoria: rochas com resistência à penetração mecânica igual ou superior ao granito.2 . - 2. sem detritos.Aterros e reaterros: No caso de aterros.2 . deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do aterro multiplicada pela altura média. 2006). sem vegetação nem entulhos. os soquetes manuais.O corte é facilitado quando não se tem construções vizinhas. ou os próprios equipamentos de escavação.Aterro em terreno Para os aterros as superfícies deverão ser previamente limpas. como os compactadores mecânicos (sapos). isto é. Quando o nível de exigência é maior devem-se procurar equipamentos específicos de compactação. pedras ou entulhos. No corte os materiais são classificados em: materiais de 1ªcategoria: são materiais que podem ser extraídos com equipamentos convencionais de terraplenagem. acrescentando de 25% a 30% devido a aproximação dos grãos.2. piçarra ou argila. Compreendem as terra em geral. materiais de 2ª categoria: rocha com resistência à penetração mecânica inferior ao do granito.2). como: ruptura do terreno. Va = Ab . Quando o nível de compactação for baixo. Mas quando efetuado nas proximidades de edificações ou vias públicas. rochas em decomposição e seixos com diâmetro máximo de 15cm. devidamente molhadas e compactadas manual ou mecanicamente. devemos empregar métodos que evitem ocorrências. hm + 25% a 30% Sendo Ab = área de projeção do aterro hm= altura média Figura 2. incluindo eventual escarificação.

para evitar que materiais caiam na rua. "encaixotamento" do prédio. alojamento para operários. deve ser feito um tapume. pedras. ou ainda containers metálicos que são facilmente transportados para as obras com o auxílio de um caminhão munck.2.3). No mínimo devemos fazer um barracão de madeira. c) Empreitada por viagem: Neste tipo de contratação a remuneração pelo serviço é efetuada por caminhão (volume retirado ou colocado). bem como distribuição de máquinas. tudo dependendo do vulto da obra. Empresas empreiteiras previstas. O aluguel da máquina está incluso no preço da viagem. Serviços a serem executados. 17 . Para esse tipo de contratação é necessário calcular o volume de solo tanto para corte como para o aterro. Em zonas urbanas de movimento de pedestres. se houver. a) Aluguel de equipamentos: Neste caso deve ser pago a máquina de escavação por hora e os caminhões para a retirada do solo. Materiais a serem utilizados. com tábuas alternadas ou chapas compensadas.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra Podemos contratar os serviços de movimento de terra através do aluguel de equipamentos.3 . que serão utilizados durante a execução dos serviços.deverão estar próximas ao ponto de utilização. tijolos. Prazos a serem atendidos. Deverá ser localizado em áreas onde não atrapalhem a circulação de operários veículos e a locação das obras. O dimensionamento do canteiro compreende o estudo geral do volume da obra. chapas compensadas (Figura 2. Áreas para areia. Máquinas e equipamentos necessários. etc. etc. madeiras.OU CANTEIRO DE OBRAS Após o terreno limpo e com o movimento de terra executado.) e ferramentas.2. cal. Este estudo pode ser dividido como segue: • • • • • • Área disponível para as instalações.. por empreitada global ou empreitada por viagem.. e deve-se registrar o número de viagens. Este sistema é indicado para obras com pequeno movimento de terra..INSTALAÇÃO DE CANTEIRO DE SERVIÇOS . É indicado para obras com grandes movimentos de terra. A sua organização é desenvolvida e detalhada no escritório central. o tempo de obra e a distância de centros urbanos. b) Empreitada global: A empresa contratada realiza e é remunerada por todos os serviços (escavação e retirada de material). Nesse barracão serão depositados os materiais (cimento. aço.. refeitório e instalação sanitária. sendo que nela também poderão ser construídos escritórios. 2. O canteiro é preparado de acordo com as necessidades de cada obra.

Tabela 2. quantas máquinas serão utilizadas e. como.0 trifásico Serra elétrica 2.0 trifásico Em função do empreendimento podemos utilizar equipamentos de porte maior. Para o dimensionamento do cabo devemos somar as potências dos equipamentos utilizados no canteiro. Deve-se providenciar a ligação de energia.0 trifásico Maquina de corte 2. deixandose a frente para construção posterior da fossa séptica. ainda. para verificar a possibilidade de extensão da rede até a obra ou optar pela energia gerada a diesel através de geradores de energia. Na Tabela 2. b) . quais as ampliações que serão feitas nas instalações elétricas. Mas precisam ser feitas de forma correta. não existir rede elétrica. deve-se também fazer um pedido de estudo. nunca a menos de 15 metros dos mesmos. c) . As instalações elétricas nos canteiros de obras são realizadas para ligar os equipamentos e iluminar o local da construção. Tendo rede trifásica devemos conferir a capacidade para atender demanda da obra. Ela serve também para a higiene dos trabalhadores e deve ser disponível em abundância. Se no local existir rede mais é monofásico. 2006).2 – Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obra (Barros. 18 . aliada a um fator de demanda (visto que nem todos os equipamentos serão utilizados simultaneamente). pois a maioria dos equipamentos é trifásica (Tabela 2.5 a 15 trifásico Betoneira 3. sendo desfeitas após o término dos serviços. deve-se fazer um pedido de estudo junto à concessionária. 2006) Equipamento Potência (hp) Sistema Guincho 7. é preciso saber que tipo de fio ou cabo deve ser usado. Caso.2 temos a potência de alguns equipamentos. as gruas que elevam sensivelmente a demanda de energia (Barros.o local deve ser de pouco trânsito. isto é. deve-se providenciar o fornecimento de água através de caminhões “pipa” ou abertura de poço de água.0 trifásico vibrador 3. para que sejam seguras.que seja o mais distante possível dos alicerces.Deverá ser providenciada a ligação de água e construído o abrigo para o cavalete e respectivo hidrômetro. Não existindo água. no fundo da obra.o mais distante possível de fossas sépticas e de poços negro. onde ficarão os quadros de força. ou seja.2) ou optar por equipamentos monofásico que tem custo maior. atendendo a demanda é só pedir a ligação para a concessionária local. O uso da água é intensivo para preparar materiais no canteiro.0 trifásico Bombas d’água 3. com os seguintes cuidados: a) . Antes do início da obra. no local.

19 .4).Barracão para pequenas obras Para realizar um barracão econômico podemos realizar o aproveitamento das chapas compensadas (Figura 2.3. e telhas de fibrocimento podemos montar um barracão de pequenas dimensões.2.3 .1 .3): Figura 2. como segue (Figura 2. pontalete de eucalipto ou vigotas 8x8.Exemplo de barracão para obra de pequeno porte Utilizando chapas compensadas. desmontável para utilizar em obras.

0mm Telhas fibrocimento 4. 03 03 16 11 11 01 60 01 0.0mm 0. Tabela 2.Figura 2.3 .3.50x2.0cm Cadeado médio Corrente Dobradiças Prego 15x15 Prego 18x27 ou de de 20 . está relacionado os materiais utilizados na execução do barracão de obra da Figura 2.00m Pontaletes ou caibros de 3.44 Telhas fibrocimento 4.50m Chapas de compensado 6.5 0.5 03 0.4 – Aproveitamento das chapas compensadas Na Tabela 2.0mm 0.Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras Quant.3.0m Sarrafo de 7.22 Viga 6x12 de 5.50x1.0 10.3 un un un pç pç pç pç m pç m pç kg kg Descrição Pontaletes ou caibros de 3.

5 .Processo dos cavaletes No processo dos cavaletes os alinhamentos são obtidos por pregos cravados em cavaletes. em obras de grande área. etc. régua. e em seguida inicia-se a abertura das valas (Figura 2. sem o auxílio de aparelhos. evitar esse processo.4.6) 21 . 2. sendo conveniente. Em quaisquer dos casos. previamente alinhados conforme o projeto. fio de prumo e trena). Devemos sempre que possível.LOCAÇÃO DA OBRA Podemos efetuar a locação da obra. com métodos simples (utilizando o nível de mangueira. os métodos simples.1 . Estes são constituídos de duas estacas cravadas no solo e uma travessa pregada sobre elas (Figura 2. No entanto. para materializar a demarcação exigirá um elemento auxiliar que poderá ser constituído por cavaletes ou tábua corrida (gabarito). que nos garantam certa precisão. linhas são fixadas e esticadas nos pregos para determinar o alinhamento do alicerce. portanto. poderão acumular erros. Figura 2.2. pois não nos oferece grande segurança devido ao seu fácil deslocamento com batidas de carrinhos de mão.5). tropeços. nos casos de obras de pequeno porte. o auxílio da topografia.4 .Cavalete Depois de distribuídos os cavaletes.

7). Nos pontaletes serão pregadas tábuas na volta toda da construção (geralmente de 15 ou 20 cm). Pregos fincados nas tábuas com distâncias entre si iguais às interdistâncias entre os eixos da construção.Processo da tábua corrida (gabarito) Este método se executa cravando-se no solo cerca de 50 cm. todos identificados com letras e algarismos respectivos pintados na face vertical interna das tábuas.2 .4. determinam os alinhamentos (Figura 2.8).50m a 2. Este processo é o ideal. pontaletes de pinho de (7.determinação dos alinhamentos 2.00m do piso (Figura 2. cada qual de um nome interligado ao de mesmo nome da tábua oposta. Em cada linha ou arame está materializado um eixo da construção. em nível e aproximadamente 1.6 .5cm ou 7. Nos pregos são amarrados e esticados linhas ou arames.0m e a 1. que posteriormente poderão ser utilizadas para andaimes.20m das paredes da futura construção.Figura 2. 22 .5 x 7.0cm) ou varas de eucalipto a uma distância entre si de 1.Processo dos cavaletes .5 x 10.

8 . 23 . para auxiliar este processo. retiradas das plantas para o terreno. é de extrema importância que no final da marcação sejam devidamente conferidos os eixos demarcados procurando evitar erros. devemos transferir as medidas. pode utilizar o processo dos cavaletes. Não obstante.TRAÇADO Tendo definido o método para a marcação da obra. possibilitando a conferência durante o andamento das obras.Marcação sobre gabarito Figura 2.7 . seja qual for o método escolhido.A Figura 2. No entanto.Processo da Tábua Corrida – Gabarito Como podemos observar o processo de "Tábua Corrida" é mais seguro e as marcações nele efetuadas permanecem por muito tempo.5 . 2.

1 . fazendo coincidir o lado do ângulo reto com o alinhamento da base (Figura 2.Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito Outro método consiste na utilização de um esquadro metálico (geralmente 0.60 x 0. Isto fica a cargo da disciplina de Topografia. determinando assim o esquadro.9).80 x 1. pois é através delas que marcamos os alinhamentos das paredes externas. quando as linhas ficarem paralelas ao esquadro garantimos o ângulo reto. que não podemos realizar com métodos simples devemos utilizar aparelhos topográficos. Um método simples para isso.Traçado de ângulos retos e paralelas. O esquadro deve ser colocado sobre uma base plana e ficar tangenciando as linhas sem as tocá-las.Quando a obra requer um grau de precisão.4 e 5m (triângulo de Pitágoras). para pequenas obras.00m) para verificar o ângulo reto (Figura 2. Figura 2. consiste em formar um triângulo através das linhas dispostas perpendicularmente. saber locá-las com métodos simplificados. É indispensável saber traçar perpendiculares sobre o terreno. 2.10). cabendo a nós. da construção. cujos lados meçam 3 . Isto serve de referência para locar todas as demais paredes. 24 .9 .5.

Figura 2. quando temos pequenos raios. a quarta parte deste último valor (Figura 2.10 . todos os pontos da curva circular (G.Baud.Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito utilizando esquadro metálico 2.12).2 .5. Consiste em aplicar.11. chamado método das quatro partes. por aproximações sucessivas. sobre a corda obtida com a flecha precedente. 1976) 25 . No caso de grandes curvas.Figura 2.Traçado de curva de pequeno raio Este método nos fornece uma boa precisão.Traçado de curvas A partir do cálculo do raio da curva (que pode ser feito previamente no escritório) achamos o centro e. podemos utilizar um método aproximado.11 . com o auxílio de um arame ou linha. sucessivamente. Encontram-se assim. traçamos a curva no terreno (como se fosse um compasso) Figura 2.

visto que qualquer marcação das "paredes" irá ser desmarcada pelo deslocamento de equipamentos mecânicos. 4 f3 = f2 4 r = raio da curva t = tangente à curva (na intercessão da curva com a reta) Portanto. inicialmente devemos locar as fundações profundas do tipo estacas. fornecida pelo cálculo estrutural (Figura 2.12 . tubulões ou fundações que necessitam de equipamentos mecânicos para a sua execução.Figura 2.13). caso contrário podemos iniciar a locação das obras pelo projeto de forma da fundação ("paredes"). 2.Baud.1976) f1 = r − sendo: r2 r2 + t2 em seguida f2 = f1 .3 .5.Traçado de curva pelo método das quatro partes (G.Locação de estacas Serão feitas inicialmente a locações de estacas. 26 . O posicionamento das estacas é feito conforme a planta de locação de estacas. com o auxílio do gabarito.

14). 27 .Projeto de locação de estacas A locação das estacas é definida pelo cruzamento das linhas fixadas por pregos no gabarito. com dimensões 2.0cm. através de um prumo de centro (Figura 2. crava-se uma estaca de madeira (piquete).13 . Transfere-se esta interseção ao terreno. No ponto marcado pelo prumo.5 x 2. geralmente de peroba.E D C B A 1 2 3 Figura 2.5 x 15.

para evitarmos o acúmulo de erros provenientes das variações de espessuras das paredes (Figura 2. na realidade as paredes externas giram em torno de 26 a 27cm e as internas 14 a 14. No projeto de arquitetura convencionou-se as paredes externas com 25cm e as internas com 15cm.5cm difícil de serem desenhadas a pena nas escalas usuais de desenho 1:100 ou 1:50. Hoje com o uso de softwares específicos de desenho ficou bem mais fácil e dependendo da espessura da alvenaria adotada define-se a espessura das paredes. Em obras de pequeno porte ainda é usual o pedreiro marcar a construção utilizando as espessuras das paredes.14 . 2.Locação da estaca Após a execução das estacas e com a saída dos equipamentos e limpeza do local podemos efetuar com o auxílio do projeto estrutural de formas a locação das "paredes".Figura 2. 28 .4 .5.15).Locação da Forma de Fundação "paredes" Devemos locar a obra utilizando os eixos. por isso da adoção de medidas arredondadas que acumulam erros.

E D C B A 1 2 3 Figura 2.Projeto de forma locadas pelo eixo 29 .15 .

Noções de segurança para movimentação de terra: • 1 .Nos cálculos dos volumes de corte e aterro. ou redes de esgoto. sinalizados e de fácil acesso mias longe da passagem de pessoas. as tábuas devem ser pregadas em nível.Os fios e cabos devem ser estendidos em lugares que não atrapalhem a passagem de pessoas. os valores são mais precisos se o número de seções for maior.ANOTAÇÕES 1 . 6 – Constatar no terreno a existência ou não de obras subterrâneas ( galerias de águas pluviais. além de mais precisa.Os fios e cabos estendidos em locais de passagem. 4 . 3 .Os quadros de distribuição devem ficar em locais bem visíveis. 2 . em relação às divisas do terreno. devem estar protegidos por calhas de madeira. máquinas e materiais. pilares. elétrica ) e suas implicações.Os taludes instáveis com mais de 1. 30 .Os fios e cabos devem ser fixados em isoladores. não deixando partes descobertas. 8 – Confirmar a perfeita locação da obra no que se refere aos eixos das paredes. 2 . Não devem ser usadas para ligar diretamente os equipamentos.Somente deve ser permitido o acesso à obra de terraplenagem de pessoas autorizadas. • Instalações elétricas em Canteiro de obras: 1 . facilita a conferência pelo engenheiro. 6 . 5 . de preferência.Depositar os materiais de escavação a uma distância superior à metade da profundidade do corte. blocos e estacas. 7 – Verificar se o terreno em relação às ruas está sujeito à inundação ou necessita de drenagem para águas pluviais. 4 .30m de profundidade devem ser estabilizados com escoramentos.Estudo da fundação das edificações vizinhas e escoramentos dos taludes.As chaves elétricas do tipo faca devem ser blindadas e fechar para cima.Os quadros de distribuição devem ser de preferência metálicos e devem ficar fechados para que os operários não se encostem às partes energizadas. sapatas. Podem ser colocados a certa altura que não deixe as pessoas e máquinas encostarem-se a eles. 6 . 3 . 2 . ser efetuada pelo engenheiro ou conferida pelo mesmo.Sinalizar os locais de trabalho com placas indicativas.A locação da obra deve. 5 . 3 . 5 – Verificar os afastamentos da obra.Na execução do gabarito. 4 . materiais e equipamentos.A pressão das construções vizinhas deve ser contida por meio de escoramento.A marcação pelo eixo. canaletas ou eletro dutos. As emendas devem ficar firmes e bem isoladas.

1. o barateamento das fundações. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Determinar o número de furos de sondagem. fazendo com isso. Informação completa sobre a ocorrência de água no subsolo. ensaio de penetração e amostragem a cada metro de solo sondado. Os requisitos técnicos a serem preenchidos pela sondagem do subsolo são os seguintes (Godoy.Standart Penetration Test.P. • Especificar o tipo de dreno e a sua localização.1 . 3. • Analisar um perfil de sondagem. apenas 0. As sondagens representam. A resistência à penetração dinâmica no solo medida é denominada S. que consiste em abertura do furo. 3. 1971): • • • • Determinação dos tipos de solo que ocorrem. • Especificar corretamente o tipo de impermeabilização a ser utilizada em alicerce. até a profundidade de interesse do projeto. bem como a sua localização.005% do custo total da obra. damos nestas anotações de aulas. • Saber escolher a fundação ideal para uma determinada edificação. ficando a cargo da Cadeira de Fundações aprofundar no assunto. A execução de uma sondagem é um processo repetitivo. Determinação das condições de compacidade (areias) ou consistência (argilas) em que ocorrem os diversos tipos de solo.3 . em média. 31 .FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. no subsolo.T. Não querendo invadir o campo da Engenharia de Fundações. um pequeno enfoque sobre fundações mais utilizadas em residências unifamiliares térreas e sobradas.Execução da sondagem A sondagem é realizada contando o número de golpes necessários à cravação de parte de um amostrador no solo realizada pela queda livre de um martelo de massa e altura de queda padronizada. Determinação da espessura das camadas constituintes do subsolo e avaliação da orientação dos planos (superfícies) que as separam.1 . .SONDAGENS É sempre aconselhável a execução de sondagens.05 a 0. no sentido de reconhecer o subsolo e escolher a fundação adequada.

(Figura 3.Ensaio 55cm .Equipamento de sondagem à percussão 32 .2 . utilizando um tripé. 1971) 55cm .1) As fases de ensaio e de amostragem são realizadas simultaneamente.Ensaio Figura 3.Abertura 100cm 45cm .Esquema de sondagem peso guia Operador haste amostrador Figura 3.Desta forma. em cada metro faz-se. um martelo de 65 kg.1 . inicialmente. uma haste e o amostrador. a abertura do furo com um comprimento de 55 cm utilizando um trado manual ou através de jato de água. (Figura 3.2) (Godoy.Abertura 100cm 45cm . e o restante dos 45 cm é utilizado para a realização do ensaio de penetração.

1 . Conhecido como S.3 .1 apresenta correlações empíricas. DE SONDAGENS 1 sondagem para cada 200m² 1 sondagem para cada 400m² que exceder a 1. o número mínimo de pontos de sondagens a realizar é função da área a ser construída (Tabela 3. Podemos ainda.Compacidade das areias e consistência das argilas "in situ" (Godoy.400m² Nº.41 Muito Compacta > 41 Consistência de argilas e Muito Mole <2 siltes argilosos Mole 2-5 Média 6 . no comportamento da fundação.18 Compacta 19 .200 m² de 1.T. dependendo do plano de construção.Número mínimo de pontos em função da área construída (NBR8036/1983) ÁREA CONSTRUÍDA de 200 m² até 1. SOLO DENOMINAÇÃO No DE GOLPES Compacidade de areias e Fofa ≤4 siltes arenosos Pouco Compacta 5-8 Med.1. sendo anotado o número de golpes necessários à penetração de cada 15 cm.S.400 m² acima de 2. (Godoy. que permite uma estimativa da compacidade das areias e da consistência das argilas. caindo de uma altura de 75 cm.1. avaliar o mínimo de furos para qualquer circunstância em função da área do terreno para lotes urbanos: 33 . significativamente.200m² Será fixada a critério. Tabela 3.2 .P.2). O Índice de Resistência à Penetração é determinado através do número de golpes do peso padrão.10 Rija 11 .19 Dura > 19 3.T. A Tabela 3. No caso de fundações para edifícios.3. 1971) COMPACIDADES E CONSISTÊNCIAS SEGUNDO A RESISTÊNCIA À PENETRAÇÃO .Resistência à penetração O amostrador é cravado 45 cm no solo.Determinação do número de sondagens a executar Os pontos de sondagem devem ser criteriosamente distribuídos na área em estudo.200 m² até 2.2 . a partir da resistência à penetração medida nas sondagens. e devem ter profundidade que inclua todas as camadas do subsolo que possam influir.P. Compacta 9 . 1971) Tabela 3. considerando-se o número necessário à penetração dos últimos 30 cm do amostrador.

Os furos de sondagens deverão ser distribuídos em planta. A distância entre os furos de sondagem deve ser de 15 a 25m. existem alguns métodos para determiná-las: • • Pelo critério do bulbo de pressão Pelas recomendações da norma brasileira Mas. evitando que fiquem numa mesma reta e de preferência. durante a execução da sondagem. Em geral. 30 25 7 10-12 30 20 40 20 Figura 3.• • • 2 furos para terreno até 200m² 3 furos para terreno entre 200 a 400m². pelo exame das amostras recuperadas e pelo número de golpes. 34 . as sondagens raramente necessitam ultrapassar os 15 a 20m. a sondagem deverá ultrapassar todas as camadas. Nos terrenos arenosos. ou No mínimo. permitem a interrupção do furo. de maneira a cobrir toda a área em estudo.3 apresenta alguns exemplos de locação de sondagens em terrenos urbanos. A Figura 3. quatro índices elevados de resistência à penetração.Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes Em relação à profundidade das sondagens. Nos terrenos argilosos. um técnico experimentado pode fixar a profundidade a ser atingida.3 . próximos aos limites da área em estudo. três furos para determinação da disposição e espessura das camadas. em material de boa qualidade.

a sondagem deverá ser novamente deslocada 3. da anterior.NA .42 (100.00 CASA EXISTENTE Figura 3.0m.00 5..60 (99.40 2. Se for confirmada a ocorrência de obstrução na mesma profundidade.Planta de locação das sondagens No perfil do subsolo as resistências à penetração são indicadas por números à esquerda da vertical da sondagem. 3.4 .20 25.40 2. 1971) 35 .0m.00 1.00 RUA .95) 7.4) GUIA EXISTENTE CASA EXISTENTE EM CONSTRUÇÃO 2. A posição do nível d'água .4 .00 1.5). Neste caso a verificação é realizada executando-se uma nova sondagem a 3. à medida que os primeiros resultados forem conhecidos.Perfil de Sondagem Os dados obtidos em uma investigação do subsolo são normalmente apresentados na forma de um perfil para cada furo de sondagem. nas respectivas cotas. CALÇADA 5.13) 2. bem como a data inicial e final de sua medição (Figura 3. em planta..também é indicada. Caso necessário. a sondagem na rocha é realizada com equipamento de sondagem rotativo.: profundidade mínima 8.Obs.1.0m numa direção ortogonal ao primeiro deslocamento.60 S2 21. Poderá ocorrer obstrução nos furos de sondagens do tipo matacões (rochas dispersas no subsolo) confundindo com um embasamento rochoso. Essa profundidade pode ser corrigida. (Godoy.4 4 S1 21.00 RN=100. A posição das sondagens é amarrada topograficamente e apresentada numa planta de locação bem como o nível da boca do furo que é amarrado a uma referência de nível RN bem definido ( Figura 3.

de grandeza e natureza das cargas estruturais e conhecendo as condições de estabilidade e fundações das construções vizinhas. proceder à escolha do tipo de fundação mais adequada. pode o engenheiro. 36 . O estudo é conduzido inicialmente.Figura 3. pela verificação da possibilidade do emprego de fundações diretas.ESCOLHA DO TIPO DE FUNDAÇÃO Com os resultados das sondagens.Exemplo de um perfil de subsolo 3.5 .2 . Mesmo sendo viável a adoção das fundações diretas é aconselhável comparar o seu custo com o de uma fundação profunda. técnica e economicamente.

verificando a impossibilidade da execução das fundações diretas.6).6 .Relação dos tipos de fundações usuais em construção 37 . estuda-se o tipo de fundação profunda mais adequada.2. 3.1 .Tipos de fundações Os principais tipos de fundações podem ser reunidos em dois grandes grupos: fundações diretas ou rasas e fundações profundas (Figura 3. Simples Armada Simples Armada Alvenaria Pedra Sapata Corrida ou Contínua Diretas ou Rasas Sapata Isolada Radier Rígidos Flexíveis de concreto Estacas Pré Moldadas Mega ou de reação Vibradas Centrífugas Protendida sem camisa Brocas Escavadas Raiz perdidas com camisa monotube Raynond Strauss Simples Duplex Franki Moldadas in loco Profundas de madeira de aço céu aberto Tubulões Pneumático (ar comprimido) Tipo poço Tipo Chicago Tipo gow Tipo Benoto Tipo Anel de concreto recuperadas Figura 3.E finalmente.

são capazes de suportar as cargas. podemos adotar brocas. 3.12). σs ≅ SPT 5 Encontrada a área. encontramos a área necessária da sapata (Snec). Fundações profundas. 38 .FUNDAÇÕES DIRETAS OU RASAS As fundações diretas são empregadas onde as camadas do subsolo. Condições econômicas: A-a=B-b A-B=a-b Sendo “A e B” as dimensões da sapata e “a e b” a dimensão do pilar. devemos utilizar estacas ou tubulões. S nec = P σs .0m. Dividindo a carga P pela σ s do solo.Portanto os principais tipos de fundações são: • • Fundações diretas ou rasas. Figura 3.7 .0 à 6. adotam-se as dimensões e verificamos se são econômicas (Figura 3. Em terrenos firmes a mais de 6.7). Com o auxílio da sondagem. logo abaixo da estrutura.0m. obtemos o SPT na profundidade adotada e calculamos a σ s do solo.3 .Profundidade de uma sapata isolada (Df) • • - Quando Df ≤ B ⇒ Fundações diretas Quando Df > B ⇒ Fundações profundas (sendo “B” a menor dimensão da sapata) Quando a camada ideal for encontrada à profundidade de 5. Para a escolha das fundações podemos iniciar analisando uma sapata isolada (Figura 3. se as cargas forem na ordem de 4 a 5 toneladas e sem presença de água.

H. água etc. As etapas de execução são: a) Abertura de vala * Profundidade nunca inferiores a 40 cm * Largura das . apresentar deformação de flexão (Caputo. 1973) Descrevemos com mais detalhes as fundações diretas mais comuns para obras de pequeno porte. retangular ou triangular. barraco de obra.1 . podendo ser bi triangular. pois foram muito utilizados nas construções antigas e se faz necessário esse conhecimento no momento das reformas e reforços dos mesmos. Mantendo-se o valor "h" em no mínimo 40 cm e h1.parede de 1 tijolo = 45 cm valas: . Uma sapata será considerada flexível quando possuir altura relativamente pequena e . (edícula sem laje.Como referência temos σ s (Tensão admissível do solo) como sendo: Boa = 4.). 3.Detalhe do nivelamento do fundo da vala 39 . o fundo da vala é formado por degraus (Figura 3. no terreno. sempre em nível. abrigo de gás.5 kg/cm² A Distribuição das pressões. sob atuação do carregamento.0 kg/cm² Fraca = 0. • • Figura 3.parede de 1/2 tijolo = 40 cm Em terrenos inclinados.Sapata Corrida em Alvenaria São utilizadas em obras de pequena área e carga.3.0 kg/cm² Regular = 2.8 . é função do tipo de solo e da consideração da sapata ser rígida ou flexível. no máximo 50cm.8). É importante conhecer esse tipo de alicerce.P.

contudo ser utilizadas como vigas. O reaterro deve ser feito em camadas de no máximo 20cm bem compactadas.b) Apiloamento Se faz manualmente com soquete (maço) de 10 à 20 kg.feitos com um tijolo. • Argamassa de assentamento é de cimento e areia traço 1:4. Normalmente a sua ferragem consiste de barras "corridas". Uniformizar e limpar o piso sobre o qual será levantado o alicerce de alvenaria d) Alicerce de alvenaria ( Assentamento dos tijolos) • Ficam semi-embutidos no terreno. com o objetivo unicamente de conseguir a uniformização do fundo da vala e não o de aumentar a resistência do solo. • O tijolo utilizado é o maciço queimado ou requeimado. • Tem espessuras maiores do que a das paredes sendo: Paredes de 1 tijolo .feitos com tijolo e meio. c) Lastro de concreto Sobre o fundo das valas devemos aplicar uma camada de concreto magro de traço 1:3:6 ou 1:4:8 (cimento. assentados com argamassa de cimento e areia traço 1:3. podemos reaterrar as valas. • Seu respaldo deve estar acima do nível do terreno. areia grossa e pedra 2 e 3) e espessura mínima de 5cm com a finalidade de: • • Diminuir a pressão de contato visto ser a sua largura maior do que a do alicerce. a fim de evitar o contato das paredes com o solo. Para economizar formas. A função das cintas de amarração é "amarrar" todo o alicerce e distribuir melhor as cargas. no caso de pretender a sua atuação como viga deverá ser calculada a ferragem e os estribos. 40 . Sobre a cinta será efetuada a impermeabilização. não podendo. utilizam-se tijolos em espelho. f) Reaterro das valas Após a execução da impermeabilização das fundações. e) Cinta de amarração É sempre aconselhável a colocação de uma cinta de amarração no respaldo dos alicerces. Paredes de 1/2 tijolo . • Assentamento dos tijolos é feito em nível.

9 . 1972) Parede de meio tijolo Figura 3.11 .Com cinta de amarração (Borges.g) Tipos de alicerces para construção simples Figura 3. 1972) Parede de um tijolo Figura 3.Sem cinta de amarração (Borges.Com cinta de amarração (Borges.10 . 1972) 41 .

podem ter formato piramidal ou cônico. Para manter os ferros corridos da cinta de amarração na posição. As sapatas de concreto armado. Também são denominadas de Blocos.Sapatas corridas Executadas em concreto armado e possuem uma dimensão preponderante em relação às demais (Figura 3. o que lhes confere boa rigidez.Sapata corrida sob paredes 42 .15) PAREDE h L Figura 3. devem ser usados estribos. possuem grande altura. A função desses estribos é somente posicionar as armaduras.13. que pode ter forma quadrada ou retangular (formatos mais comuns).13 . espaçados de mais ou menos 1. 3. 3. Figura 3.12 . 3. possuindo pequena altura em relação a sua base.Sapata isolada retangular 3.Obs.14.3.0m.3. As sapatas de concreto simples (sem armaduras).2 Sapatas Isoladas São fundações de concreto simples ou armado.3 .

protendido ou em concreto reforçado com fibras de aço. Etapas de construção: • • Preparo do terreno – apiloamento e nivelamento. 43 .4 .Sapata corrida sob pilares PILAR VIGA h L Figura 3.3. A laje deve ser executada utilizando concreto armado com armaduras de aço nas duas direções tanto na parte superior como na inferior (armadura dupla).15 . tem-se o que se denomina uma fundação em radier. esgoto e elétrica. Colocação das tubulações de água.Sapata corrida com viga 3.Radiers Quando todas as paredes ou todos os pilares de uma edificação transmitem as cargas ao solo através de uma única sapata.PILAR h L Figura 3. O radier pode ser considerado uma laje contínua em toda a área de construção distribuindo uniformemente toda a carga ao terreno.14 . Os radiers são elementos contínuos que podem ser executados em concreto armado.

Radier O radier somente deve ser utilizado se o terreno todo tiver o mesmo tipo de solo.Pré-moldadas . encontra-se em camadas mais profundas do solo. cravadas ou confeccionadas no solo utilizando concreto no mínimo 15 MPa. cilíndricas ou prismáticas.FUNDAÇÕES PROFUNDAS São utilizadas quando o terreno firme. c) Compactação de terrenos.• • Colocação de manta plástica para evitar a perda de água do concreto e a umidade do solo.16 .1 . Concretagem e cura.4 . Podem ser: . Se uma parte dele for firme e outra fraca você não deve usar radier. essencialmente para: a) Transmissão de carga a camadas profundas. Os principais tipos de fundações profundas são: 3. b) Contenção de empuxos laterais (estacas pranchas).4.Estacas Estacas são peças alongadas. Figura 3.Moldadas in loco 44 . 3. bom para a fundação.

é devido às estacas encontrarem a “nega” (solo impenetrável) em cotas distintas.17 . (a) (b) Figura 3. A cota de arrasamento das estacas deve ficar no mínimo 10 cm acima do fundo da vala. o excesso de concreto acima da cota de arrasamento. Figura 3. A limpeza e remoção do concreto de má qualidade até a cota de arrasamento devem ser feito com o auxílio de um ponteiro e marreta e o sentido deve ser preferencialmente de baixo para cima (Figura 3. permitindo a execução do lastro e a sobra de no mínimo 5 cm de estaca acima do lastro (Figura 3.a) Nas estacas pré-moldadas. vigas etc.).Esforços nas estacas Após a cravação das estacas pré-moldadas de concreto ou a concretagem das estacas moldadas “in loco” as mesmas devem ser preparadas previamente para sua perfeita ligação com os elementos estruturais (blocos de coroamento.18.As estacas recebem esforços axiais de compressão. ausência de pedra britada e possibilidade de barro em volta da estaca.17. Nas estacas prancha além dos esforços axiais temos o empuxo lateral (esforços horizontais). Portanto a estaca deve ser concretada no mínimo 20 cm acima da cota de arrasamento. pois ao final da concretagem há subida de excesso de argamassa.18 (a) Arrasamento das estacas – (b) Cota de arrasamento das estacas 45 . Nas estacas moldadas “in loco” o concreto da cabeça das estacas geralmente é de qualidade inferior. Figura 3. Esses esforços são resistidos pela reação exercida pelo terreno sobre sua ponta e pelo atrito entre as paredes laterais da estaca e o terreno.18 b).

Os blocos de coroamento têm também a função de absorver os momentos produzidos por forças horizontais. 1973).19 – Bloco de coroamento 46 . distribuindo para ela as cargas dos pilares e dos baldrames (Figura 3. excentricidade e outras solicitações (Caputo. Ø= diâmetro da estaca UMA ESTACA DUAS ESTACAS TRÊS ESTACAS QUATRO ESTACAS . Figura 3. H..3.P.2 Blocos de coroamento das estacas Os blocos de coroamento das estacas são elementos maciços de concreto armado que solidarizam as "cabeças" de uma ou um grupo de estacas.19)..4..

as mesmas são compactadas e preenchidas com concreto fck 15. (geralmente com 1. utilizando pedra nº 2. 3.3 . em solo sem água.21). Limite de comprimento: é da ordem de 6. sempre verificando se não houve fechamento do furo. que veremos adiante. não utilizando nenhum equipamento mecânico. Ao atingir a profundidade das brocas. • • • Limite de diâmetro: 15 (6") a 25cm (10"). A execução das brocas é extremamente simples e compreende apenas quatro fases: • • • • Abertura da vala dos alicerces Perfuração de um furo no terreno Compactação do fundo do furo Lançamento do concreto Ao contrário de outros tipos de estacas. Figura 3. Inicia-se a abertura dos furos com uma cavadeira americana e o restante é executado com trado (Figura 3. pois o trabalho é exclusivamente manual. de forma a não haver fechamento do furo nem desmoronamento.0 MPa conforme NBR 6122.Tipos de trado 47 .4.20 .0m.0m.20. bem como falhas na concretagem.Brocas São feitas a trado. Fazemos isso através da cubicagem (volume) de concreto que será necessária para cada broca.5m cada peça) até atingir a profundidade desejada.0m a 4. as brocas só serão iniciadas depois de todas as valas abertas.3. no mínimo de 3. Os ∅ mais usados são 20 cm e 25 cm. que tem o seu comprimento acrescido através de barras de cano galvanizado.

pois sua execução é manual. geralmente o fundo do furo não é compactado e o lançamento do concreto é feito diretamente no solo.0m. apenas levam pontas de ferro destinadas a amarrá-las à viga baldrame ou blocos.armada ≅ 6 a 7t . encontrarmos solo resistente a uma profundidade inferior a 3. No entanto. além de trabalharem a compressão. que possibilitem a concretagem antes do acúmulo de água. também sofrem empuxos laterais.Figura 3.Perfuração da broca Geralmente as brocas não são armadas. certas ocasiões nos obrigam a armá-las e nesses casos. sem nenhuma proteção. 48 . em solos suficientemente coesivos e na ausência de lençol freático.não armada ≅ 4 a 5t .21 . isto é feito com 4 (quatro) ferros e estribos em espiral ou de acordo com o projeto estrutural.não armada ≅ 7 a 8t . Devemos armar as brocas quando: • • • Verificarmos que as mesmas. É conveniente adotar cargas não superiores a 5 toneladas por unidade. Quando em algumas brocas. Forem tracionadas. A execução de brocas na presença de água deve ser evitada e somente é admitida quando se tratar de solos de baixa permeabilidade.armada ≅ 10t Esses valores são aproximados. A Resistência Estrutural da Broca quando bem executadas podem ser: • • broca de 20cm: broca de 25cm: .

Seu emprego é restrito a perfuração acima do nível d'água. A perfuração é conseguida lançando o saquete ao solo de uma altura variável dependendo do equipamento.Estaca Apiloada A estaca apiloada é executada utilizando um tripé e um soquete com diâmetro de 20 a 30 cm.1998) Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 15tf 25tf 30tf 3.4 . depende da profundidade atingida do diâmetro da estaca e do tipo de solo. O processo é mecanizado e utilizado somente para pequenas cargas devido as suas limitações.Estacas Escavadas As estacas escavadas caracterizam-se também por serem moldadas no local após a escavação do solo. 49 . que é efetuada mecanicamente com trado helicoidal. podendo esta ser helicoidal em toda a sua extensão ou trados acoplados em sua extremidade.4.22).4. Nas estacas apiloadas não existe uma padronização de carga. 1998) Figura 3. (Falconi et al. apoiadas em chassis metálicos ou acopladas em caminhões (Figura 3. Em ambos os casos são empregados guinchos. São executadas através de torres metálicas.5 . conjunto de tração e haste de perfuração.3.22 – Perfuratriz (Hachich et al.

Quando lançado e epiloado em camadas deve-se ter o cuidado do contato do soquete com a parede do furo para não contaminar o concreto com o solo (Hachich et al. Figura 3. soquete (pilão) e a sonda (balde). 1998). o soquete é substituído pela sonda com porta e janela a fim de penetrar e remover o solo no seu interior em estado de lama.4.0 m que é socado pelo pilão à medida que se vai extraindo o molde formando o bulbo. 3. Após abertura inicial do furo com o soquete. exceto a formação do bulbo. O procedimento acima se repete. até completar o nível proposto pelo projeto.5 a 1.23 . coloca-se o tubo de molde do mesmo diâmetro da estaca.Execução das Estaca Strauss Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 20tf 30tf 35tf 50 . enche-se de concreto em trechos de 0. Alcançado o comprimento desejado da estaca.A concretagem das estacas apiloadas seguem as mesmas especificações das estacas moldadas “in loco” pode ser lançado até preencher o furo ou lançado e apiloado em camadas.6 . Inicia-se a perfuração utilizando o soquete.Estaca Strauss A estaca Strauss é executada utilizando equipamento mecanizado composto por um tripé. guincho.

24 .8 .4.3.Estacas Franki Coloca-se o tubo de aço (molde). 51 .7 . provoca-se a expulsão do tampão até a formação de um bulbo do concreto. tendo no seu interior junto à ponta.4.25) (Alonso et al. Após essa operação desce-se a armadura e concreta-se a estaca em pequenos trechos sendo os mesmos fortemente.Tubulões São elementos de fundação profunda constituído de um poço (fuste). Figura 3. um tampão de concreto de relação água/cimento muito baixa. apiloados ao mesmo tempo em que se retira o tubo de molde. coloca-se mais concreto no interior do molde e com o pilão. e uma base circular ou em forma de elipse (Figura 3. 1998).Execução das Estacas Franki Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • Ø 30 cm: Ø 35 cm: 40tf 50tf 3. ele vai abrindo caminho no terreno devido ao forte atrito entre o concreto seco e o tubo e o mesmo é arrastado para dentro do solo. esse tampão é socado por meio de um soquete (pilão) de até 4t. Alcançada a profundidade desejada o molde é preso à torre. normalmente de seção circular revestido ou não.

5d H ≥ D .0m 2 Os tubulões dividem-se em dois tipos básicos: à céu aberto (com ou sem revestimento) e a ar comprimido (pneumático) revestido. Sendo a de aço perdida ou recuperada. 1973). No sistema Chicago a escavação é feita com pá. pelo ar comprimido injetado. as paredes são escoradas com pranchas verticais ajustadas por meio de anéis de aço. O revestimento dos tubulões pode ser constituído de camisa de concreto armada ou de aço. Os tubulões à céu aberto é o mais simples. a água afastada do interior do interior do tubulão.d . resulta de um poço perfurado manualmente ou mecanicamente e a céu aberto. tang60o sendo < 2.Seção típica de um tubulão Sendo: β ≥ 60o dmin. Já no sistema Gow o escoramento é efetuado utilizando cilindros telescópicos de aço cravados por percussão (Caputo. Seu emprego é limitado para solos coesivos e acima do nível d'água.26). O princípio é manter. em etapas. 52 .x FUSTE d BASE b H d RODAPÉ 15 a 20cm D a D Figura 3.25 . = 70cm D ≅ de 3 a 3. existindo dois sistemas de execução Chicago e Gow. Os tubulões a ar comprimido ou pneumático utilizam uma câmara de equilíbrio em chapa de aço e um compressor (Figura 3.

Figura 3.26 .4. possibilitar a passagem de tubulações sem prejuízo do baldrame.Tubulão a ar comprimido 3.9 – Alvenaria de embasamento As fundações são executadas em um nível abaixo do piso acabado (no mínimo 20 cm). Sobre as fundações e vigas baldrames é executado a alvenaria de embasamento de modo a permitir os diferentes níveis de piso mantendo o baldrame nivelado. 53 .

Atualmente. etc. Figura 3. de acordo com o ataque de água: . O tijolo maciço é o mais utilizado devido as suas dimensões facilitando as diversas espessuras da alvenaria de embasamento (Figura 3. Já no Brasil. para impermeabilizar saunas. Podemos dividir os tipos de impermeabilização.contra a infiltração. sangue.27). nas cidades históricas. óleos.contra a umidade do solo. somam muitas vezes o custo inicial. existem igrejas e pontes onde a argamassa das pedras foi aditivada com óleo de baleia. quando anteriormente planejada. mais 54 .contra a pressão hidrostática. aquedutos. .contenção lateral para aterros dos pisos e receber a camada impermeabilizante do alicerce.27 .5 – IMPERMEABILIZAÇÃO A impermeabilização é de fundamental importância no aumento da durabilidade das construções. A alvenaria de embasamento pode ser de tijolo maciço ou de bloco de concreto assentada com argamassa de cimento e areia no traço 1:4. As falhas corrigidas a posteriori. Os serviços de impermeabilização representam uma pequena parcela do custo e do volume de uma obra. a impermeabilização para esses tipos. . A impermeabilização das edificações não é uma prática moderna. dispomos de produtos desenvolvidos especialmente para evitar a ação prejudicial da água.Alvenaria de embasamento 3. Os serviços de impermeabilização contra pressão hidrostática e contra água de infiltração não admitem falhas. Os romanos empregavam clara de ovos.

E no caso de umidade do solo. . membrana de asfalto com elastômetros. nas recuperações de estruturas sujeitas a pressão hidrostática etc. 3. pela inclusão de um aditivo. Se a estrutura fissurar.5. e com grande sucesso. pois esse produto pode ser aplicado. em especial as de concreto. A obstrução da água fará com que ela procure nova saída e inicie o trabalho pelas áreas porosas. causando sérios transtornos.1º Constituídos pêlos concretos e argamassas impermeáveis. Tem sido bem aceito. que penetra nos poros através de água e se cristaliza até cerca de 6 cm dentro da estrutura fechando os poros e ficando solidária com a estrutura.50m nas paredes superiores. 55 . no Brasil.28). No tijolo a água sobe por capilaridade. já há algum tempo. é a por meio de membranas onde a plasticidade é a grande vantagem. a argamassa também o fará. A fundação sempre é executada num nível inferior ao do piso... O semi flexível: . pois acompanha o movimento das trincas que venham a se formar na estrutura permanecendo impermeáveis mesmo sob pressão hidrostática. Portanto é indispensável uma boa impermeabilização no respaldo dos alicerces.Semelhante à impermeabilização rígida somente que os aditivos favorecem pequenas movimentações. até alcançarmos o nível do piso (Alvenaria de embasamento). penetrando até a altura de 1. Como podemos observar. sendo necessário assentar algumas fiadas de tijolos sobre a sapata corrida ou sobre o baldrame. existem basicamente três sistemas principais de impermeabilização: O rígido: .Impermeabilização dos alicerces Independente do tipo de fundação adotada deve executar uma impermeabilização no respaldo dos alicerces (Figura 3. Devemos ter alguns cuidados com a impermeabilização Uma impermeabilização não dá resistência à estrutura. local mais indicado para isso.1. Temos também.utilizada há mais de 50 anos. lençóis termoplásticos.2º Constituídos por cimentos especiais de cura rápida que são utilizados no tamponamento. Uma junta fissurada deve ser cheia com uma massa elástica e não com argamassa rígida.-. pois é o ponto de ligação entre a parede que está livre de contato com o terreno e o alicerce. a impermeabilização mais utilizada é com argamassa rígida e impermeabilizante gordurosos. O flexível: Constituído por lençóis de borracha butílica. etc. um produto mineral que se aplica na estrutura.

geralmente. impermeável gorduroso (Vedacit ou similar).1 lata de cimento (18 litros) .1. para que sua superfície fique semi-áspera evitando fissuras. Devemos aplicar duas demãos e em cruz. Outro processo utilizado dispensa o uso da pintura com piche líquido sobre a argamassa. Recomendações importantes para uma boa execução da impermeabilização: Deve-se sempre dobrar lateralmente cerca de 10 a 15 cm (Figura 3. mas apenas alisada. Nesse sistema aplica-se uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 e pintura com cimento cristalizante e aditivo (Kz + água + K11 na proporção de 1:4:12. pois o piche penetra nas possíveis falhas de camadas. A camada impermeável não deve ser queimada.29).Figura 3. Aplicar sempre com as paredes úmidas em três demãos cruzadas.28 .5 kg de impermeável Após a cura da argamassa impermeável a superfície é pintada com piche líquido (Neutrol ou similar).Impermeabilização no respaldo do alicerce O processo mais utilizado é através de argamassa rígida. corrigindo os pontos fracos. Viaplus 1000. Podemos utilizar aditivo acrílico que proporciona uma composição semi flexível. usando.3 latas de areia (54 litros) . Tec 100 ou similar). 56 . Usa-se a mesma argamassa para o assentamento das duas primeiras fiadas da alvenaria de elevação. dosado em argamassa de cimento e areia em traço 1:3 em volume: .

devemos executar uma impermeabilização. Faz-se necessário estudar caso a caso para adotar o melhor sistema de impermeabilização (rígido e semi flexível para umidade e flexível para infiltração). nos locais onde o solo entra em contato com as paredes.Impermeabilização nas alvenarias sujeita a umidade do solo Além dos alicerces. 3.Detalhe da aplicação da argamassa impermeável Obs.2 .5. As figuras 3.30 .: O tempo de duração de uma impermeabilização deverá corresponder ao tempo de uso de uma construção.29 .Impermeabilização em locais de pouca ventilação 57 .Figura 3.30 e 3. Sua substituição envolve alto custo e transtorno aos usuários. Figura 3.31 detalham uma impermeabilização rígida em diversos locais de uma construção.

Onde o solo encostar-se à parede levantar o revestimento interno e externo no mínimo 60 cm acima do solo

Figura 3.31 - Impermeabilização com ventilação

Em ambos os casos o alicerce e o lastro impermeabilizado devem coincidir. 3.6 - DRENOS Existem casos que para maior proteção da impermeabilização dos alicerces e também das paredes em arrimo, necessitamos executar DRENOS, para garantir bons resultados. Os drenos devem ser estudados para cada caso, tendo em vista o tipo de solo e a profundidade do lençol freático, etc... Os drenos subterrâneos podem ser de três tipos: - Drenos horizontais (ao longo de uma área) (figura 3.32) - Drenos verticais (tipo estacas de areia) - Drenos em camada (sob base de estrada) De modo genérico, os drenos horizontais são constituídos:

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Figura 3.32 - Dreno horizontal

1 - Camada filtrante: (areia de granulometria adequada ou manta de poliéster servindo como elemento de retenção de finos do solo). 2 - Material drenante: (pedra de granulometria apropriada) que serve para evitar carreamento de areia - 1 - para o interior do tubo, e conduzir as águas drenadas. 3 - Tubo coletor: deve ser usado para grandes vazões. Normalmente de concreto, barro cozido ou PVC. 4 - Camada impermeável : (selo) no caso do dreno ser destinado apenas à captação de águas subterrâneas. Se o dreno captar águas de superfície, esta camada será substituída por material permeável. 5 - Solo a ser drenado: em um estudo mais aprofundado, a sua granulometria servirá de ponto de partida para o projeto das camadas de proteção. Obs. No caso de não ter tubulação condutora de água, o dreno é chamado de cego (Figura 3.33). Os drenos cegos consistem de valas cheias de material granular (brita e areia). O material é colocado com diâmetro decrescente, de baixo para cima.

Figura 3.33 - Dreno horizontal cego

Uma das utilizações dos drenos é quando o nível de água é muito alto e desejamos rebaixá-lo (Figura 3.34).

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Figura 3.34 - Exemplo de aplicação dos drenos

Obs. Neste caso os furos do tubo devem estar para cima.

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ANOTAÇÕES

1 – Verificar se o terreno confirma a sondagem quando da execução da fundação. 2 – Verificar a exata correspondência entre os projetos, arquitetônico, estrutural e o de fundações. 3 – Verificar se o traço e o preparo do concreto atendem as especificações de projeto. 4 – Verificar qual o sistema de impermeabilização indicada no projeto. Constatar se as especificações dos materiais, bem como as recomendações técnicas dos fabricantes estão sendo rigorosamente obedecidas.

Noções de segurança na execução de fundação: - Evitar queda de pessoas nas aberturas utilizando proteção com guarda corpos de madeira, metal ou telas. - Realizar escoramento em valas para evitar desmoronamentos. - O canteiro de obra deverá ser mantido limpo, organizado e desimpedidos, para evitar escorregões, e tropeços. - Sinalizar com guarda-corpo, fitas, bandeirolas, cavaletes as valas, taludes poços e buracos.

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4 - ALVENARIA

APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO; VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a alvenaria adequada; • Orientar a elevação das paredes (primeira fiada, cantos, prumo, nível); • Especificar o tipo de argamassa de assentamento; • Especificar e conhecer o tipo de amarração; • Especificar os tipos de reforços nos vãos das alvenarias. • Executar corretamente os muros de fechamento de divisas.

Alvenaria, pelo dicionário da língua portuguesa, é a arte ou ofício de pedreiro ou alvanel, ou ainda, obra composta de pedras naturais, cerâmica, blocos de concreto, ligadas ou não por argamassa; cola, armadura e graute (que preenchem os furos da alvenaria estrutural). A alvenaria pode ser empregada na confecção de diversos elementos construtivos (paredes, muros, abóbadas, sapatas, etc.) e pode ter função estrutural ou simplesmente de vedação. Quando a alvenaria é empregada na construção para resistir cargas, ela é chamada Alvenaria resistente, pois além do seu peso próprio, ela suporta cargas (peso das lajes, telhados, pavimento. superior, etc.) Quando a alvenaria não é dimensionada para resistir cargas verticais além de seu peso próprio é denominada Alvenaria de vedação. As paredes utilizadas como elemento de vedação devem possuir características técnicas que são: • • • • • Resistência mecânica Isolamento térmico e acústico Resistência ao fogo Estanqueidade Durabilidade

As alvenarias de pedras naturais são raramente executadas, em função da falta de mão-de-obra especializada, como também, pelas distâncias entre os locais de sua extração e de sua utilização. As alvenarias de tijolos e blocos cerâmicos ou de concreto, são as mais utilizadas, mas existem investimentos crescentes no desenvolvimento de tecnologias para industrialização de sistemas construtivos aplicando materiais diversos. No entanto neste capítulo iremos abordar os elementos de alvenaria tradicionais.

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4.1 - ELEMENTO DE ALVENARIA TRADICIONAL O elemento de alvenaria é um produto industrializado, de formato paralelepipedal, para compor uma alvenaria, podendo ser: cerâmico, solo cimento e concreto. 4.1.1 - Elementos cerâmicos Os elementos cerâmicos são obtidos a partir da queima de misturas compostas por areia e argila, quando misturados com água, formam uma pasta plástica podendo adquirir grande dureza, sob a ação de calor. Geralmente, os produtos cerâmicos para alvenaria apresentam as seguintes etapas de fabricação: • • • • • • Escolha de matéria prima; Exploração de matéria prima; Preparação da argila; Amassamento ou preparo da mistura; Moldagem; Secagem e cozimento.

A temperatura de queima varia entre 800° C até 1500° C, e dependendo da temperatura de queima dos compostos presentes, os elementos cerâmicos podem ser classificados em: • • • Cerâmica vermelha – entre 950° C a 1100° C (Tijolos, blocos, lajotas etc.) Cerâmica Branca – entre 1100° C a 1300° C (azulejos, peças sanitárias etc.) Cerâmica refratária – acima de 1500° C.

a - Tijolo cerâmico maciço (comum ou caipira) São blocos de barro comum, moldados com arestas vivas e retilíneas (Figura 4.1), obtidos após a queima das peças em fornos contínuos ou periódicos com temperaturas da ordem de 950 a 1100° C. De acordo com a NBR7170 os tijolos dividem-se em: • • Tipo 1 = (200±5; 95±3; 63±2)mm Tipo 2 = (240±5; 115±3; 52±2)mm

Porém no mercado corrente encontra-se tijolos com dimensões nominais de 210x100x50 mm, que são adquiridos por milheiro. • • • peso: 2,50kg resistência do tijolo: de 1,5 a 4,0 Mpa. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 77un parede de 1 tijolo: 148un

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Figura 4.1 - Tijolo comum

A produtividade da execução de alvenaria com tijolo maciço é baixa, no entanto as suas pequenas dimensões permitem uma maior precisão de nivelamento e prumo. b – Bloco cerâmico Tijolo cerâmico vazado, moldados com arestas vivas retilíneas. São produzidos a partir da cerâmica vermelha, tendo a sua conformação obtida através de extrusão. Podem ser classificados em: • • Blocos de vedação; Blocos estruturais.

As dimensões nominais dos blocos cerâmicos são muito variáveis, portanto pode-se escolher a dimensão que melhor se adapte ao seu projeto utilizando a Tabela 4.1. Neste capítulo iremos abordar somente os blocos de vedação. Os blocos de vedação não têm função de suportar outras cargas além do seu peso próprio e do revestimento. Isto ocorre porque no assentamento, dos blocos de vedação, os furos dos mesmos estão dispostos paralelamente à superfície de assentamento (diferente dos blocos estruturais em que os furos são verticais, perpendiculares à superfície de assentamento) o que ocasiona uma diminuição da resistência dos painéis de alvenaria. Os blocos de vedação têm as superfícies constituídas por ranhuras e saliências para aumentar a aderência, porque na queima as faces do tijolo sofrem um processo de vitrificação, que compromete a aderência com as argamassas de assentamento e revestimento. A tabela 4.1 determina as dimensões normalizadas para os elementos cerâmicos existentes comercialmente. 64

2) denominados tijolo baiano e com furos prismáticos.Dimensões nominais de blocos de vedação e estruturais.5 x 20 x 40 15 x 20 x 20 15 x 20 x 25 15 x 20 x 30 15 x 20 x 40 20 x 20 x 20 20 x 20 x 25 20 x 20 x 30 20 x 20 x 40 Medidas especiais L x H x C (cm) 10 x 10 x 20 10 x 15 x 20 10 x 15 x 25 12. por outro lado.5x14x24 também é bem utilizado.Tabela 4. muitas vezes maior. 65 .5 x 20 x 30 12.5 x 20 x 20 12. também 9x19x19. Comparando o tijolo baiano e o furado com o tijolo maciço.1 . a alvenaria de tijolo baiano e furado é sensivelmente mais leve do que a alvenaria de tijolo maciço. devido à quebra do tijolo.5 a 2. Exige menos mão-de-obra.0 Mpa.5 x 20 x 25 12. porque devido as suas dimensões tem um rendimento maior. comuns e especiais Tipo(A) L x H x C (cm) 10 x 20 x 20 10 x 20 x 25 10 x 20 x 30 10 x 20 x 40 12. denominados tijolo furado (Figura 4. o corte para passagem de tubulação é difícil e.5 x 15 x 25 Largura (L) 90 90 90 90 115 115 115 115 140 140 140 140 190 190 190 190 Largura (L) 90 90 90 115 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 90 140 140 140 Comprimento(C) 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 Comprimento(C) 190 190 240 240 Os mais utilizados são os blocos com furos cilíndricos 9x19x19 (Figura 4. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 22un parede de 1 tijolo: 42um Tolerancia nas medidas: ± 3mm • O bloco cerâmico 11.00Kg resistência do tijolo: de 1.Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos Tabela NBR .3) com as seguintes características: • • • peso: 3. menos argamassa de assentamento.

5cm quantidade por m²: parede de 1/2 tijolo: 70un parede de 1 tijolo: 140un peso aproximado ≅ 2. • • dimensões: 23x11x5.0MPa • • 66 .5 a 5. O processo de fabricação é semelhante ao do tijolo furado.Tijolo laminado (21 furos) Tijolo cerâmico utilizado para executar paredes de tijolos à vista (Figura 4.3 .Tijolo com furo cilíndrico (tijolo baiano) Figura 4.2 .Tijolo com furo prismático (tijolo furado) c .4).70kg resistência do tijolo ≅ 3.Figura 4.

25 quantidade: a mesma do tijolo maciço de barro cozido resistência a compressão individual: 1.5x6.5) ou furados (Figura 4.2 . São assentados por argamassa mista de cimento.1.7MPa resistência à compressão média: 2.50 a 80% do próprio terreno onde se processa a construção (o qual não deve apresentar matéria orgânica em teores prejudiciais).Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 67 . 23x11x5cm ou 25x12. cal e areia no traço 1:2:8 ou por meio de cola respectivamente.5cm.4 .Tijolo laminado 4. Podem ser maciços (Figura 4.Tijolo de solo cimento comum Figura 4.Tijolos de solo cimento Material obtido pela mistura de solo arenoso .6 . prensados mecanicamente ou manualmente.Figura 4.0MPa Figura 4.6). • • • • dimensões: 20x10x4. cimento Portland de 4 a 10%. e água.5 .

Bloco de concreto • • • quantidade de blocos por m² : 12. e dependendo do equipamento é possível obter peças de grande regularidade e com faces e arestas de bom acabamento. areia. fabricadas com cimento. Tabela 4. Figura 4. pó de pedra e água (Figura 4.8).2 .6kg 15.5un resistência do bloco: média 2.5MPa Individual 2.7kg .0MPa Espessura mínima de qualquer parede do bloco deve ser de 15mm.8 . pedrisco. O equipamento para a execução dos blocos é a presa hidráulica.50 kg 19 x 19 x 39 = 18.7 .3 .Blocos de concreto Peças regulares e retangulares.Bloco canaleta Bloco Canaleta : 14 x 19 x 39 = 13.5kg 68 a 09 1/2 14 tijolo 19 b x 19 x 19 x 19 c x 19 x 19 x 19 peso 4. Figura 4.8kg 6.10 kg A Tabela 4.7kg 8.7kg 13.2 determina as dimensões nominais dos blocos de concreto mais utilizado.1.7. O bloco é obtido através da dosagem racional dos componentes. 4.4.Dimensões nominais dos blocos de concreto dimensões *: a 09 11 14 19 b x 19 x 19 x 19 x 19 x x x x c 39 39 39 39 peso 10kg 10. Em relação ao acabamento os blocas de concreto podem ser para revestimento (mais rústico) ou aparentes.

o restante da parede será erguida sem preocupações de prumo e horizontalidade. técnicas e materiais utilizados. comprimidas entre taipas (formas) de madeira. desta forma.4. com a mistura de cimento. 4. areia e outros materiais silicosos aos quais se adiciona alumínio em pó. proporcionando ao material baixo peso específico. e) Gesso acartonado: Utilizado na divisão dos espaços internos das edificações. É assentado com gesso cola. b) Adobe: Tijolos de barro amassado com palha. É autoclavado (cura a vapor sob pressão de 10 atmosferas e temperatura de 180ºC) caracterizando um produto com baixo peso específico. um dia da execução da impermeabilização. resistência ao fogo. com características argilosas.2 – OUTROS ELEMENTOS DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO Existem diversas alternativas. facilitando o manuseio e bom desempenho térmico e acústico. fiada por fiada. diminuindo a retração do material e melhorando o comportamento higrotérmico da parede.3 – ELEVAÇÃO DA ALVENARIA TRADICIONAL: Depois de. O serviço é iniciado pêlos cantos (Figura 4.9) após o destacamento das paredes (assentamento da primeira e segunda fiada).9). para a execução de paredes de vedação. Pode ser utilizado na forma de blocos com diversas medidas e espessuras ou painéis armados. pois se estica uma linha entre os dois cantos já levantados. resistência à compressão. se junta palha. no mínimo. Devido à argila ser muito retrátil. c) Blocos de concreto celular: São blocos de concreto com adição de produtos químicos na sua composição ocorrendo à incorporação de gases. Geralmente monolítico. leve. areia e água. como: a) Taipa: A taipa é constituída por terra úmida. f) Blocos de Gesso: Os blocos pré-fabricados de gesso são elementos de vedação vertical. secos ao sol. d) Concreto celular autoclavado: É um produto obtido por processo industrial. isolamento térmico. gesso comum e sizal. estruturado. 69 . cal. boa trabalhabilidade e precisão nas medidas. ariginando paredes ou muros homogêneos e monolíticos. Os cantos são levantados primeiro porque. serão erguidas as paredes conforme o projeto de arquitetura. utilizados para a execução de paredes e divisórias internas. retiradas depois de completar a secagem. que funciona como um elemento aglutinador. de montagem por acoplamento e constituído por uma estrutura de perfis metálicos ou de madeira e fechamento em chapas de gesso acartonado. obedecendo ao prumo de pedreiro para o alinhamento vertical (Figura 4. fixo ou desmontável.10) e o escantilhão no sentido horizontal (Figura 4.

9) Figura 4.Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria Figura 4.1 .Paredes de tijolos maciços Com o auxílio do escantilhão.Detalhe do prumo do canto da alvenaria 70 .9 .3.4. do prumo de pedreiro e da linha. os cantos são levantados utilizando uma argamassa de assentamento de cimento.10 . cal e areia no traço 1: 2: 8 (Figura 4.

1o – Colocada à linha.12.11 .12.Assentamento do tijolo 71 . a argamassa e disposta sobre a fiada anterior.13) a maneira mais prática de executarmos a elevação da alvenaria.12 .11.Colocação da argamassa de assentamento 2o . verificando o nível e o prumo.Sobre a argamassa o tijolo e assentado com a face rente à linha. 4. Figura 4. Figura 4. 4.11.Podemos ver nos desenhos (Figura 4. conforme a Figura 4. batendo e acertando com a colher conforme Figura 4.

3. Por este motivo.16). o segundo plano será na altura da laje.50m.15. 4. Quando as paredes atingirem a altura de 1.13 . conforme Figura 4.3o . Figura 4.13. deve-se providenciar o primeiro plano de andaimes.Retirada do excesso de argamassa Mesmo sendo os tijolos da mesma olaria.5m aproximadamente. Os andaimes são estruturas que auxiliam na elevação das alvenarias quando o nível das paredes ultrapassa a altura de 1. 4.Amarração dos tijolos maciços Os elementos de alvenaria devem ser assentados com as juntas desencontradas.a . 4.5x30cm) utilizando os mesmos pontaletes de marcação da obra ou com andaimes metálicos.A sobra de argamassa é retirada com a colher. No caso de andaimes utilizando pontaletes de madeira as tábuas devem ser pregadas para maior segurança dos usuários. se for sobrado. e o terceiro 1.1. somente uma das faces da parede pode ser aparelhada. sendo a mesma à externa por motivos estéticos e mesmo porque os andaimes são montados por este lado fazendo com que o pedreiro trabalhe aparelhando esta face. para garantir uma maior resistência e estabilidade dos painéis (Figuras 4. Os andaimes são executados com tábuas de 1"x12" (2.5m acima da laje e assim sucessivamente.14. nota-se certa diferença de medidas. Podendo ser: 72 .

Ajuste corrente (comum) b .Ajuste Inglês.Ajuste comum ou corrente.Ajuste Francês c .15 .16).14) Figura 4.Ajuste Francês também comumente utilizado (Figura 4.14 .16 .Ajuste Inglês ou gótico 73 . de difícil execução pode ser utilizado em alvenaria de tijolo aparente (Figura 4.a .15) Figura 4. Figura 4. é o sistema mais utilizado (Figura 4.

3.Canto em parede de meio tijolo no ajuste comum Figura 4.17 .b . 4. 4.19.Formação dos cantos de paredes É de grande importância que os cantos sejam executados corretamente. Figura 4.4.Canto em parede de um tijolo no ajuste comum 74 . as paredes iniciam-se pêlos cantos. 4.19 .21 mostram a execução de diversos cantos de parede nas diversas modalidades de ajustes.18.Canto em parede de um tijolo no ajuste francês Figura 4.17. Nas Figuras 4. pois como já visto.18 .1.20 e 4.

Figura 4.).c .3.21 . muros etc.20 .1. Podem ser executados somente de alvenaria ou e alvenaria e o centro preenchido por concreto (Figura 4..Canto em parede externa de um tijolo com parede interna de meio tijolo no ajuste francês 4..22) 75 .Canto em parede de espelho Figura 4.Pilares de tijolos maciços São utilizados em locais onde a carga é pequena (varandas.

após cada descarga do caminhão.Empilhamento do tijolo maciço 76 .Figura 4. Figura 4. para não haver confusão com as pilhas anteriores.1. resultando 240.23.Empilhamento de tijolos maciços Para conferir na obra a quantidade de tijolos maciços recebidos. contendo cada 16 tijolos. Costuma-se. pintar ou borrifar com água de cal as pilhas.22 . São 15 camadas. Como coroamento.3.d . é comum empilhar os tijolos de maneira como mostra a Figura 4.Exemplo de pilares de alvenaria 4. também. arrumam-se mais 10 tijolos. perfazendo uma pilha de 250 tijolos.23 .

não permite cortes para dividi-los. . . são necessários tijolos comuns.e .3. .Corte do tijolo maciço 4. os desenhos dos blocos. A argamassa de assentamento dos blocos de concreto é mista composta por cimento cal e areia no traço 1:1/2:6. se estendem rapidamente em nossas obras. As paredes iniciam-se pêlos cantos utilizando o escantilhão para o nível da fiada e o prumo. o que facilita no momento da execução. Podemos dividi-lo pela metade ou em 1/4 e 3/4 de acordo com a necessidade (Figura 4.menor consumo de argamassa para assentamento.Cortes em tijolos maciços O tijolo maciço permite que seja dividido em diversos tamanhos.peso menor . Vantagens: .menor tempo de assentamento e revestimento.melhor acabamento e uniformidade. O processo de assentamento é semelhante ao já descrito para a alvenaria de tijolos maciços. .1. Figura 4.3. Com o desenvolvimento dos artigos pré-moldados.24). economizandomão-de-obra.nos dias de chuva aparecem nos painéis de alvenaria externa.2 . Isto ocorre devido à absorção da argamassa de assentamento ser diferente da dos blocos. Desvantagens: 77 . .difícil para se trabalhar nas aberturas de rasgos para embutimento de canos e conduítes.Paredes com bloco de concreto São paredes executadas com blocos de concreto vibrado.geralmente. .24 . nas espaletas e arremates do vão.4.

Portanto.25 .Detalhe do assentamento do bloco de concreto O assentamento é feito em amarração.26): Figura 4.25) para facilitar a colocação da argamassa de assentamento. Pode ser junta a prumo (somente quando for vedação em estrutura de concreto).Detalhe de execução dos cantos 78 . a elevação da alvenaria se dá assentando o bloco com os furos para baixo.Os blocos de concreto para execução de obras não estruturais têm o seu fundo tampado (Figura 4. A amarração dos cantos e de parede interna com externa se faz utilizando barras de aço a cada três fiadas ou utilizando um pilarete de concreto no encontro das alvenarias (Figura 4. Figura 4.26 .

28 .VÃOS EM PAREDES DE ALVENARIA Na execução das paredes são deixados os vãos de portas e janelas.Exemplo de amarração na alvenaria de tijolo furado 4. Para que isso ocorra devemos 79 . os tijolos baianos também são utilizados para a elevação das paredes. só devem ser aplicados com a única função de vedarem um painel na estrutura de concreto.4. Sobre elas não devem ser aplicados nenhuma carga direta.27 . No caso das portas os vãos já são destacados na primeira fiada da alvenaria e das janelas na altura do peitoril determinado no projeto.28). Figura 4. pois não se consegue uma amarração perfeita devido às diferenças de dimensões (Figura 4. não oferecem grande resistência e portanto. No entanto.3 .4 .Execução de alvenaria utilizando tijolos furados A amarração dos cantos e da parede interna com as externas se faz através de pilares de concreto. tanto para paredes de 1/2 tijolo como para 1 tijolo (Figura 4.3.Parede de tijolos furados As paredes de tijolo furado são utilizadas com a finalidade de diminuir o peso das estruturas e economia. e o seu assentamento e feito em amarração.27). Figura 4.

Vão de alvenaria Esquadrias de madeira: porta = acrescentar 10 cm na largura e 5 cm na altura.29 . Esquadrias de ferro: como o batente é a própria esquadria.31.considerar o tipo de batente a ser utilizado. 4.30). a sua função é evitar as cargas nas esquadrias e quando trabalha sob o vão.Vergas sobre e sob os vãos As vergas podem ser pré-moldadas ou moldadas no local.29). tem a finalidade de distribuir as cargas concentradas uniformemente pela alvenaria inferior: Figura 4. e devem exceder ao vão no mínimo 30 cm ou 1/5 do vão. janela = acrescentar 10cm na largura e 10cm na altura.30 . os acréscimos serão de 3cm tanto na largura como na altura.32 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos maciços para: 80 . No caso de janelas sucessivas. Sobre o vão das portas e sobre e sob os vãos das janelas devem ser construídas vergas (Figura 4. pois a medida do mesmo deverá ser acrescida ao vão livre da esquadria (Figura 4. devido aos batentes. executa-se uma só verga. As vergas são elementos construtivos não passiveis de cálculo as Figuras 4. Figura 4. Quando trabalha sobre o vão.

0m Figura 4.00m e entre 1.31 .Vãos até 1.Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vãos até 1.50m Figura 4.00m Vãos entre 1. As Figuras 4.34 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com blocos de concreto para: Vãos de 1.0 e 2.00m OBS: Caso o vão exceda a 2.0 a 1. 4.00m.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1.00m e 2.50m 81 . deve-se calcular uma viga armada.00m e 1.32 .33 .Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.33.0m Vãos de 1.0m Figura 4.

50m e 2.34 .36).Vãos acima de 1. para evitar a carga concentrada e consequentemente o cisalhamento nos tijolos. Quando uma viga.00m e entre 1.5 .00m A Figura 4. Figura 4.0m Figura 4.50 até 2.36 .00m e 2.Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1.OUTROS TIPOS DE REFORÇOS EM PAREDES DE ALVENARIA.35 exemplifica as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos furados para: Vãos de 1.0m Vãos de 1.0 a 2. descarrega sobre a alvenaria.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.Coxins de concreto 82 . de pequena carga. proveniente principalmente das coberturas. executa-se coxins de concreto (Figura 4.00m 4.35 .00m Figura 4.

As cintas de amarração servem para distribuir as cargas e "amarrar" as paredes (internas com as externas). (ver apoio de lajes em alvenaria nas anotações de aulas nº5).37 e 4. 83 .39 .Ao chegar com as paredes à altura da laje (respaldo das paredes).Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto Obs. utilizamos uma nova cinta de amarração sob a laje e sobre todas as paredes que dela recebem carga. Figura 4.37 .50 a 3. As Figuras 4.00m.38 exemplificam as cintas de amarração no respaldo das alvenarias cerâmicas para tijolo maciço e tijolo furado respectivamente.38 . quando não temos uma verdadeira estrutura de concreto e os vão são pequenos.Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado Na alvenaria de bloco de concreto utilizamos blocos canaletas para a execução das cintas de amarração (Figura 4. no máximo entre 2. devemos então calcular vigas. Se necessitarmos que as cintas suportem cargas.39) Figura 4. nestes casos para lajes de pequenos vãos.Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço Figura 4. As cintas de amarração no respaldo das paredes servem para apoio das lajes.

4. b) A alvenaria não funciona como travamento e a estrutura que a envolve é deformável (pré-fabricados. tijolos cerâmicos inclinados ou argamassa expansiva Para fixação lateral devem ser previstas barras chamadas de “ferro cabelo” ou telas de aço previamente fixadas nos pilares (Figura 4.6 – FIXAÇÃO DAS ALVENARIAS DE VEDAÇÃO EM ESTRUTURAS DE CONCRETO Quando a alvenaria é executada depois da estrutura são observadas fissuras na interfase alvenaria/estrutura devido à diferença de módulo de elasticidade dos materiais constituintes. c) A alvenaria não funciona como travamento e está envolta por estrutura pouco deformável. Podemos ter: a) A alvenaria funciona como travamento da estrutura. grandes pórticos. As paredes estarão submetidas a um estado de tensão que lhes serão transmitidas pela estrutura. além do chapisco. Na parte superior da alvenaria deve ser executado. Devemos tomar alguns cuidados. Devem. que permita a movimentação da estrutura sem introduzir 84 . Figura 4.40). No caso (a) é necessário que exista uma ligação efetiva e rígida entre elas. e a solidarização é feita durante a elevação da alvenaria. portanto apresentar resistência mecânica compatível com as solicitações e a forma de fixação deve garantir o grau de ligação.40 – Fixação da alvenaria de vedação em estruturas de concreto No caso (b) cada tipo de estrutura deve ser estudado separadamente. o encunhamento utilizando cunhas pré-fabricadas de conceto. pois falta aderência neste ponto. lajes tipo cogumelo). De modo geral procura-se executar as juntas com material bastante deformável (mastiques elásticos). O chapisco (argamassa de cimento e areia mais um adesivo de argamassa) é imprescindível. Devem-se observar quais os vínculos previstos entre a parede de alvenaria e a estrutura a fim de se definir os materiais e técnicas.

À vista: Figura 4. 4. devemos deixar uma junta de dilatação de 1. Se a escolha for à vista. Qualquer que seja o elemento escolhido para a execução do muro a cada.5 a 3.0cm. pórticos rígidos. formando assim os pilaretes (Figura 4. no máximo. possibilitando a movimentação do painel. tijolo maciço ou tijolo furado. ventos etc. Se a escolha for para o revestimento.43). estar parcialmente engastado no alicerce. para podermos frisá-las.7. Nestes casos o “ferro cabelo” deve ser fixo na estrutura de concreto e livre na alvenaria. Esta não deve se dar imediatamente após término da elevação da alvenaria.00 a 15.esforços de grande amplitude na alvenaria. portanto a cada 2.1 . e sofrer movimentação proveniente da variação térmica. O encunhamento rígido pode submetê-la a um estado excessivo de tensão e provocar fissuras. evitando que esta se manifeste no revestimento. No caso “c” panos pouco extensos. devemos utilizar os próprios furos dos blocos para preencher com "grout". Para o tijolo furado e o maciço. é tempo correto de sua execução. No encontro vertical (com os pilares) normalmente ocorrem juntas “auto deformáveis” que. neste caso armado.41) ou revestido (Figura 4. Tudo vai depender de um estudo econômico e também técnico para a escolha do melhor elemento Para o bloco de concreto podemos executar de duas maneiras: à vista (Figura 4. para as alvenarias de vedação. Nestes casos pode-se especificar o acabamento frisado para as juntas ou a aplicação de telas na região da junta.41 .7 – MUROS Os fechamentos para divisas podem ser executados em alvenaria de bloco de concreto (14 x 19 x 39). NOTA: Quanto ao tipo de ligação. com o auxílio de formas de madeira (Figura 4. Assim a fixação da alvenaria à estrutura deverá ser inicialmente fraca. tomando sempre o cuidado de deixar as juntas com o mesmo espaçamento. 4. provavelmente.0m executa-se um pilarete de 10 x 25. de 10.Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 85 . se manifestarão também no revestimento. poderemos também utilizar os furos do bloco como pilarete ou colocar formas e executar um pilarete. desde que a junta seja frágil.42). devemos quase sempre revesti-los.00m.Fechamento de divisas em bloco de concreto a . o importante da fixação. Obs. Esta junta deve ser executada para evitar que no muro apareça trincas devido ser o mesmo esbelto. torna-se necessário que seu funcionamento seja compatibilizado com o da estrutura devido principalmente às diferenças de comportamento dos materiais.41).

7.Detalhe da elevação de muro de bloco aparente .b .Fechamento de divisas em tijolo maciço ou baiano Figura 4.Revestido: Figura 4.43 . revestido e viga baldrame 4.2 .Detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 86 .42 .

uma proteção impermeável.0m de profundidade e a cada 2. caso o terreno não comporte este tipo de alicerce podemos optar por brocas. dependendo do terreno.3 .44 .7.0m de distância uma das outras. o que poderia ocasionar o aparecimento de fissuras.Exemplo de fundação para muros No respaldo do alicerce do muro.5 ou 3. para evitar a presença de umidade na alvenaria de elevação do muro.4. devemos executar também. Deverá ser executada uma cinta de amarração no mínimo no meio e no respaldo da alvenaria. Devemos sempre deixar as valas do alicerce do muro em nível para evitarmos esforços na alvenaria. Como as cargas dos muros de divisa não são elevadas podemos fazê-la com 2. geralmente de φ 20 cm efetuadas a trado. através de argamassa e impermeabilizantes.Tipos de fundações para muros Podemos efetuar. 87 . que tem a função de interligar os pilaretes com a alvenaria. impermeabilização Figura 4. As sapatas corridas devem estar em nível e apoiadas em solo firme a uma profundidade mínima de 40cm. um alicerce em sapata corrida de concreto ou com brocas (Figura 4. As brocas.44).

distribuir uniformemente as cargas .Preparo da argamassa para assentamento de alvenaria de vedação A argamassa de assentamento deve ser preparada com materiais selecionados.45 e 4. pois são fatores subjetivos que a definem.4.unir solidamente os elementos de alvenaria . sendo a sua função: .8.Preparo da argamassa com betoneira 88 . 4.46 .. Podem ser preparadas (figuras 4. não "agarra" a colher do pedreiro. Ela pode ser mais ou menos trabalhável. etc. Difícil é aquilatar esta trabalhabilidade. conforme o desejo de quem vai manuseá-la. granulometria adequada e com um traço de acordo com o tipo de elemento de alvenaria adotado (Tabela 4.3).Com betoneira Figura 4.8 – ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO .45 . As argamassas devem ter boa trabalhabilidade.vedar as juntas impedindo a infiltração de água e a passagem de insetos. Podemos considerar que ela é trabalhável quando se distribui com facilidade ao ser assentada.46): a) ..PREPARO E APLICAÇÃO As argamassas. são os componentes que formam a parede de alvenaria não armada.1 . junto com os elementos de alvenaria.Preparo da argamassa manualmente b) . não endurece rapidamente permanecendo plástica por tempo suficiente para os ajustes (nível e prumo) do elemento de alvenaria.Manualmente Figura 4.

Assentamento em cordão 89 .47): Figura 4. melhorando o desempenho da parede em relação a penetração de água de chuva.8.Tabela 4.Assentamento Tradicional Cordão: onde o pedreiro forma dois cordões de argamassa (Figura 4.2 .47 .Aplicação Tradicional: onde o pedreiro espalha a argamassa com a colher e depois pressiona o tijolo ou bloco conferindo o alinhamento e o prumo (Figura 4. Figura 4.3 . ideal para paredes em alvenaria aparente.48).48 .Traço de argamassa em latas de 18litros para argamassa de assentamento Aplicação Alvenaria de tijolos de barro cozido (maciço) Alvenaria de tijolos baianos ou furados Alvenaria de blocos de concreto Traço 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 1/2 lata de cal 6 latas de areia Rendimento por saco de cimento 10m² 16m² 30m² 4.

conferindo mais resistência além de um efeito estético.Tipos de frisos Os frisos a. pode-se frisar a junta de argamassa.Quando a alvenaria for utilizada aparente.49). Figura 4. que deve ser comprimida e nunca arrancada (Figura 4.b. 90 .49 .c são os mais aconselháveis para painéis externos pois evita o acúmulo de água.

gruas e equipamentos de elevação só devem ser feitos por trabalhador qualificado. .0 10.ANOTAÇÕES 1 . 3 – Noções de segurança: A operação de guinchos.4). Não acumular muitos tijolos e argamassa sobre os andaimes.0 6.Equivalência das bitolas dos aços mm 5.Junta de argamassa entre os tijolos completamente cheios. pois. será necessário uma grande espessura de revestimento.5 polegada s 3/16 1/4 5/16 3/8 1/2 2 – Verificação para um bom assentamento: . Tabela 4.Painéis de paredes perfeitamente a prumo e alinhadas.3 8. .4 . estão colocadas em polegadas. por ser a nomenclatura mais usual entre os pedreiros na obra (Tabela 4.Fiadas em nível para se evitar o aumento de espessura de argamassa de assentamento. A utilização de andaimes para a elevação da alvenaria deve ser executada com estruturas de madeira pregadas e não amarradas ou em estruturas metálicas contraventadas e apoiadas em solo resistente e nivelado. .Desencontro de juntas para uma perfeita amarração. 91 .0 12.As bitolas dos ferros das vergas e das cintas de amarração. do contrário.

1 . o acabamento. fica a cargo do projetista a sua escolha. presos às lajes ou nas estruturas do telhado. laje pré-fabricada.Tipos de forros de madeira 91 . VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de forro ideal para a sua edificação. por buchas e parafusos ou pendurados por tirantes (Figura 5. Existem vários tipos de forros.3) Figura 5.50 a 0. muiracatiara. pinus. etc.1 .2. • Especificar corretamente o escoramento e contraventamento das lajes pré-fabricadas.(Figura 5. etc. 5. • Especificar o tipo de armadura adicional para as lajes pré-fabricadas • Executar corretamente a cura e a desforma.FORROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. Os forros mais comuns são: madeira. laje maciça. Dependendo do tipo de obra. gesso. etc. pvc. jatobá. aglomerados de celulose. a estética.5 . 5.50m. • Executar corretamente os apoios das lajes pré-fabricadas. levando em consideração a acústica. ipê.FORRO DE MADEIRA Geralmente são lâminas de pinho.1) e são pregadas em entarugamentos executados de 0. laje protendidas.

Fixação do forro na estrutura do telhado Figura 5. as peças pré-fabricadas são empregadas para a formação das nervuras. além de resistir os esforços à compressão.Laje treliça (LT) .3 .2 . colocam-se elementos intermediários de cerâmica.Laje comum (LC) . feito no local. e o revestimento de concreto. A variedade desse produto é grande e a sua escolha depende de vários fatores tais como: estrutural. Podemos ter segundo a NBR14859: . onde.em telhado Figura 5. econômico.2 . etc. têm a função de solidarização dos elementos.Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5. concreto ou outros materiais. oriundos da flexão.LAJES PRÉ-FABRICADAS UNIDIRECIONAIS Originam-se das lajes nervuradas e das lajes nervuradas mistas. Entre elas. em geral.Protendidas (LP) 92 .

5.2.1 – Elementos que as compõe: • Vigotas pré-fabricadas: Peças industrialmente, podendo ser: de concreto estrutural, executadas

a) de concreto armado (VC): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura passiva totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes comuns (LC) (Figura 5.4). b) Treliça (VT): com seção de concreto formando placa, com armadura treliçada parcialmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes treliça (LT) (Figura 5.11). c) de concreto protendido (VP): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura ativa pré-tensionada totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes de concreto protendido (LP) (Figura 5.19). • Elementos de enchimento (E): Elementos pré-fabricados com materiais diversos (cerâmica, concreto, EPS), podendo ser maciço ou vazado intercalado entre as vigotas. Têm a função de reduzir o volume de concreto, o peso próprio da laje e servir como fôrma para o concreto complementar. As alturas dos elementos de enchimento (he) podem ser de 7, 0 (mínima) 8,0 - 10,0 - 12,0 - 16,0 - 20,0 - 24,0 - 29,0 centímetros. As larguras dos elementos de enchimento (be) podem ser de 25,0 (mínima) – 30,0 – 32,0 – 37,0 – 39,0 – 40,0 – 47,0 – 50,0 centímetros. Armadura complementar: Armadura complementada na obra. Podendo ser:

a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas, quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária(Figura 5.14). b) Transversal: armadura que compõe a armadura das nervuras transversais. c) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal, para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. d) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das vigotas, nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa. Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais, o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) com espessura mínima de 3,0 cm.

Segundo a NBR14859/2002 a altura padronizada da laje deve ser composta por sua sigla (LC, LT, LP), seguida da altura total (h), da altura do elemento de enchimento (he), mais a altura da capa (hc) sendo todos os valores expressos em centímetros. Exemplo: • • • LC h (he + hc) LC h (he + hc) LT h (he + hc) LC 11 (7+4) LC 16 (12+4) LT 12 (8+4) 93

Em função da altura do elemento de enchimento (he), as alturas totais das lajes (h) estão descritas na Tabela 5.1.
Tabela 5.1 – Altura total da laje (h)

Altura do elemento de enchimento (he) 7,0 8,0 10,0 12,0 16,0 20,0 24,0 29,0

Altura total da laje (h) 10,0 - 11,0 - 12,0 11,0 - 12,0 – 13,0 14,0 – 15,0 16,0 – 17,0 20,0 – 21,0 24,0 – 25,0 29,0 – 30,0 34,0 – 35,0

5.2.2 - Generalidade sobre a laje comum (LC) a) - Elementos que a compõem: • • • Vigota de concreto pré-fabricada (VC); Elemento de enchimento entre as vigotas de tijolo cerâmico (E). Capa de concreto (capeamento) (C) de espessura variável (Figura 5.5)

(E)

E C C

VC

Figura 5.4 Elementos da laje pré-fabricada comum

b) - Variação das alturas: A diferente altura dos elementos de enchimento, com o lançamento de capas de concreto em espessura adequada, resulta nas variadas alturas de lajes (Figura 5.5) ou pela Tabela 5.1. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - As mais usuais são: LC10 para forro e LC12, LC 16 etc. para piso, em vãos máximos de 4,50m. Para vãos maiores, o ideal seria outro tipo de laje. 94

-

- Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento (C ) das lajes pré-fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.

LC11

LC12

LC16

LC20

LC25

LC29

CAPA = 3 cm

Figura 5.5 - Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum

c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição. A armadura de distribuição em lajes pré-moldadas tem a finalidade de limitar a fissuração que poderá ocorrer pela retração e/ou variação de temperatura e ainda melhora a monoliticidade do painel da laje, aumentando sua rigidez e evitando a fissuração decorrente de deslocamento diferenciais, que deverão ocorrer entre suas vigotas de concreto. Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar no mínimo: forro = malha ∅ 6,3mm de 33 x 33cm piso = malha ∅ 6,3mm de 25 x 25cm mínimos 3 ∅ por metro, ou em tela soldada leve para laje. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Superior de tração (Armadura negativa). A armadura negativa é utilizada quando a laje for semi-engastada na estrutura, contínua ou em balanço. A função da armadura negativa é combater os momentos negativos formados pelos vínculos utilizados (Figuras 5.6; 5.7; 5.8; 5.9). Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar: • sobre a vigota, comprimento l/4, podendo também estar posicionada sobre o elemento de enchimento (a quantidade deverá ser fornecida pelo fabricante ou calculista).

95

d) - Tipos de apoios:
• APOIO EM ALVENARIA

Figura 5.6 - Apoio da laje comum sobre alvenaria

APOIO EM VIGAS

Figura 5.7 - Apoio da laje comum em estruturas de concreto armado

BEIRAIS

Figura 5.8 - Apoio da laje comum passante em beirais

Figura 5.9 - Apoio da laje comum balanceado em beirais

f) - Reforços usuais: Devemos evitar o apoio de elementos estruturais diretamente sobre as lajes pré-fabricadas. Caso não seja possível executar uma viga para receber as cargas provenientes de paredes ou muretas, devemos criteriosamente executar um 96

reforço na laje pré-fabricada (Figura 5.10). Estes reforços devem ser indicados pelo fabricante ou pelo engenheiro calculista.

Figura 5.10 - Exemplo de reforços em laje pré-comum

g) - Vãos livres e consumos de materiais: A Tabela 5.2 indica os vão livres máximos para intereixo de 41cm dependendo do tipo de apoio e sobrecargas utilizadas. E a Tabela 5.3 o consumo de materiais para capeamento e nervuras por m2 de laje pré-fabricada comum.
Tabela 5.2 - Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum

Tabela 5.3 - Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje

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5.2.3 - Generalidades sobre laje Treliça (LT) São lajes em que a viga pré-fabricada é constituída de armadura em forma de treliça, e após concretada, promove uma perfeita solidarização, tendo ainda a possibilidade de utilizar armadura transversal. Este sistema de pré-fabricação conjuga uma série de elementos estruturais independentes, formando com seus componentes, um sistema de pré-fabricação semi-fechado e parcial da construção industrializada, integralmente compatibilizado com os sistemas convencionais. Como em qualquer sistema de pré-fabricação na construção industrializada, o sistema de laje treliça deverá ser considerado na fase do projeto, visando alcançar melhor aproveitamento e eficiência. a) - Elementos que a compõem: É constituída por uma armadura treliçada, variando de 7,0 a 25cm de altura, e a mesa inferior concretada com 3 cm de espessura e de 12 a 13cm de largura. O elemento de enchimento pode ser cerâmico de concreto ou EPS (Figura 5.11)

C

VC

(E)

Figura 5.11 - Elementos de uma laje pré-fabricada treliça

b) - Variação das alturas: A diferente altura do elemento de enchimento e a variação da altura da treliça mais a espessura do capeamento, resulta nas variadas alturas da laje (Figura 5.12) ou pela Tabela 5.1.. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento das lajes pré fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.
LT12 LT16 LT20 LT25 LT30 LT35 LT42

LT11

CAPA = 3 cm

Figura 5.12 - Exemplo das variações das alturas da laje treliça

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c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição Tem as mesmas funções das armaduras de distribuição descrita para as lajes pré-fabricadas comuns, sendo no mínimo ou a critério do calculista como: forro = ∅ 6,3mm a cada 33cm piso = ∅ 6,3mm a cada 25cm mínimos 3 ∅ por metro

No caso de laje treliça, podemos posicionar a armadura de distribuição, no sentido perpendicular a vigota, formando um ângulo aproximadamente de 90° em relação ao vergalhão negativo da vigota treliçada. A altura da armação treliçada deve ser igual à altura do elemento de enchimento (lajota cerâmica, bloco de concreto, EPS). Portanto a armadura de distribuição posicionada sobre o aço negativo da armação treliçada fica no mínimo 1,0cm acima do elemento intermediário proporcionando o envolvimento do capeamento de concreto no ato da concretagem. Nas lajes treliças ,além da finalidade descrita para as lajes comuns, a armadura de distribuição assume dentro da laje treliça a função de combater as tensões de cisalhamento que surgem entre a alma e a aba das nervuras das lajes treliças. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Armadura negativa. A armadura negativa deve estar posicionada em cima de cada viga treliça, com no mínimo 2 ∅, sendo que sua bitola deverá ser fornecida pelo calculista, ou fabricante. d) - Tipos de apoios e reforços: Nas lajes treliças podemos ter uma mobilidade das paredes internas, que podem ser apoiadas diretamente sobre a laje, e ainda nos permite em certos casos a passagem de tubulações(Figura 5.16). Isso é facilitado pelo fato da vigota ser concretada na obra, possibilitando efetuar vários reforços (Figuras 5.14; 5.15; 5.16)

Figura 5.13 - Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado

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18) Figura 5.Reforços em laje treliça Na laje treliça temos facilidade na execução de nervuras perpendicular as vigotas.Armadura adicional de compressão Armaduras adicionais Figura 5. para reforços em aberturas do tipo domos. etc (Figura 5.Armadura adicional de tração Figura 5.17).Figura 5.15 .Exemplo de execução de nervuras 100 . e no seu transporte (Figura 5. pergolados.17 .14 .16 .

impedindo a rotação da vigota (VT) quando o pavimento entrar em carga. .Manuseio da laje treliça e) . conferido pelo próprio formato da vigota.Garantia de inexistência de fissuras nos tetos.4 temos os vãos máximos para intereixo de 45 cm dependendo do tipo de apoio e sobrecarga adotada.Perfeita planimetria dos tetos.Comportamento ao fogo idêntico ao do concreto armado.Vantagens: . fica extremamente facilitado e rápido. . Como conseqüência.4 . permitindo menor consumo de argamassa.Execução de balanços aliviados sem necessidade de contrabalanço. Tabela 5. onde se exija resistência à ação do fogo. .Vãos livres: Na Tabela 5.18 . . 101 . dada à leveza da vigota. o trabalho de revestimento com chapisco. emboço e reboco.Facilidade de montagem. completado na obra.Facilidade de manuseio e transporte. dada à ausência de contraflecha inicial. permitindo a utilização de pisos leves nas construções.Figura 5. . porquanto a alma metálica garante a perfeita ligação da vigota (VT) ao concreto. de aproximadamente 12kg por metro.Vãos máximos para a laje treliça f) .

Maiores vãos e menores flechas . Redução ou eliminação de escoramento.Vantagens: • Facilidade de utilização – são de fácil utilização e sua montagem é semelhante às das lajes pré-fabricadas comuns e treliça. maior será a altura final da nervura e.devido ao efeito da protenção aplicada ás vigotas (TATU. • • • 102 . 2008). 2008).20m. Após a montagem completa-se com a capa de concreto (C) de no mínimo 20 MPa. consequentemente.19 – Vigota protendida As vigotas protendidas podem suportar o carregamento da fase executiva sem o auxílio de escoramento até o vão de 3.Elementos que a compõem: As lajes pré-fabricadas protendidas (LP) são compostas por nervuras préfabricadas em concreto protendido (VP) que tem a forma de um “T” invertido e face superior rugosa para facilitar a aderência da capa de concreto (Figura 5. Após a cura do concreto de capeamento.19). 2008) Figura 5. colocação das vigotas. b) . maior o esforço resistente da laje (TATU. quanto maior a altura do elemento de enchimento.Generalidades sobre laje protendida (LP) a) . Elemento de enchimento (E) que podem ser cerâmico. o consumo de concreto e na ordem de 15 a 20% menor (TATU. Vão maiores deve-se consular o fabricante. dos elementos de enchimento.4 . a seção resistente da laje passa a ser composta pelo concreto da vigota mais o concreto moldado “in loco”.2. Escoramento (quando necessário). das armaduras adicionais (distribuição e negativo) e a concretagem da capa. Redução do consumo de concreto e peso próprio – devido a vigota (VP) ter a largura um pouco maior que as vigotas das lajes tradicionais. concreto ou EPS. Portanto para uma mesma vigota.5.

Vãos de 3.50m para as lajes pré-fabricadas "comuns" e 1.21) 103 . e são contraventados transversal e longitudinalmente. b) .Montagem e execução das Lajes pré-fabricadas A montagem dos elementos pré-fabricados deve obedecer ao especificado no projeto de execução da laje e no manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista. 2/5L) acima desses vãos consultar o fabricante (TATU. L/5 .20m a 10. Já no início da obra. das armaduras de distribuição e das armaduras negativas.Escoramento: Todos os vãos superiores a 1.5. e pontaletes (Figura 5. executa-se a cinta de amarração. Chegando as paredes no seu respaldo. de 6. e procedendo-se da seguinte forma: a) .20m não necessitam de escoramento.20). 2008). Os pontaletes deverão ser em nº de 1(um) para cada metro.20 a 1. que possibilitem a regulagem da contra flecha fornecida pelo fabricante.00m de altura. ou de acordo com o projeto. para a escolha das vigotas. sobre a qual se apóia ou se semi-engastam as vigotas da laje pré-fabricada.4% do vão livre.00m duas linhas de escoramento (2/5L . geralmente de aproximadamente 0. em base firme.Escolha do material: Verificar a colocação somente pela planta que lhe é fornecida junto ao material (manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista).20m a 6.5 . Podemos utilizar os escoramentos metálicos compostos por longarinas. barrotes e escoras metálicas (Figura 5. deverão ser escorados por meio de tábuas colocadas em espelho. sobre chapuz. quando as paredes estiverem com 1. Nas lajes pré-fabricadas protendidas os vãos até 3.20m uma linha de escoramento central (L/2).2. para que sejam tiradas as medidas para a confecção das vigas ou pelo projeto e forma. As vigotas geralmente são colocadas nas menores dimensões dos ambientes. assentados sobre calços e cunhas.40m para as lajes treliças (piso e forro respectivamente). deve-se pedir para o fornecedor. ou uma viga armada.

21 .Exemplo de escoramento convencional para laje pré-fabricada Figura 5.Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 104 .Figura 5.20 .

c) . Coloque todas as intermediárias restantes entre as vigotas pré-fabricadas (Figura 5.Armaduras de distribuição e negativas: Distribuir os ferros de acordo com as indicações de bitola e quantidades da planta fornecida pelo fabricante. As vigotas pré-fabricadas deverão estar sempre apoiadas pelo concreto.23). de modo que a superfície de contato do concreto seja a mesma para cada apoio. Coloque a viga usando uma intermediária em cada extremidade para espaçálas exatamente.Detalhe da colocação da laje pré-fabricada d) . 105 .22 . No caso de laje treliça. entre as vigotas e os blocos de cerâmica (Figura 5. de um lado sobre a parede ou apoio e do outro sobre a primeira vigota. visto que os ferros não tem rigidez suficiente para tal. Figura 5. a armadura poderá ser amarrada junto ao banzo da vigota pré-fabricada. A primeira carreira de intermediária deve apoiar. A armadura negativa no caso de laje pré-fabricada "comum" deve ficar sobre a vigota e no meio da espessura da capa de concreto.22). Não deverá ficar nas juntas.Colocação da laje: A vigota pré-fabricada deverá estar centrada no vão.

Salvo alguma restrição do calculista. é conveniente que se concrete primeiramente junto aos apoios para solidarizar as pontas das vigotas préfabricadas. no mínimo. para que penetre nas juntas entre as vigas pré-fabricadas e os blocos cerâmicos.23 . 106 . como em qualquer estrutura. Quanto às espessuras das capas de concreto para cada caso podemos seguir o ítem "b" das generalidades descritas neste capítulo ou a Tabela 5.1 Para concretar as lajes que foram executadas sem escoramento (pequenos vãos). Nas lajes de forro é aconselhável que o escoramento seja retirado após a conclusão dos serviços de execução do telhado.Cura do concreto e desforma Após o lançamento do concreto a laje deverá ser molhada. e) . f) . deve ser feito gradualmente e numa seqüência que não solicite o vão a momentos negativos. este deve ser socado com a colher de pedreiro .Figura 5. três vezes ao dia durante três dias (verificar maiores detalhes sobre cura na Anotações de Aula “Detalhes de execução de obras com concreto armado”). o concreto da capa será de traço 1:2:3 com resistência mínima aos 28 dias 20 MPa.Detalhe da colocação da armadura negativa Após a colocação das armaduras podemos colocar os conduites e as caixinhas da parte elétrica. Ter o cuidado de não estrangular os conduites nas curvas. Os conduites devem ficar bem fixos junto à laje e sobre a armadura de distribuição e negativa. geralmente em torno de 21 dias para pequenos vãos e 28 dias nos vãos maiores. O descimbramento da laje pré-fabricada. ou com uma linha de escoramento.Concretagem: Molhar bem o material antes de lançar o concreto. salvo indicações do responsável técnico. As caixinhas devem ser preenchidas com serragem úmida para evitar a entrada do concreto no momento da concretagem.

b) Transversal: armadura disposta ao longo das nervuras transversais da laje. No item 5. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3. Figura 5. Nas lajes que empregam vigotas pré-fabricadas de concreto armado ou de concreto protendido não se pode executar as nervuras transversais. • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. no entanto existem outros tipos de lajes que também poderão ser utilizadas.24). As nervuras transversais somente podem ser executadas quando se empregam vigotas treliçadas. que forma a armadura inferior de tração na direção perpendicular às vigotas treliçadas.Cuidados Para caminhar sobre a laje durante o lançamento do concreto. Podendo ser: a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas.24 .0 cm.3 . quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária.g) .1 descrevemos as lajes mais comuns para pequenas obras. 5.Detalhe do apoio das tábuas de passarela NOTA: É importante estudar minuciosamente o projeto para a escolha correta da laje tanto do ponto de vista econômico como estrutural. Painel alveolar de concreto protendido.LAJES PRÉ-FABRICADAS BIDIRECIONAIS Segundo a NBR14859-2 a laje pré-fabricada bidirecional é constituída por nervuras principais nas duas direções. Pré-laje unidirecional e bidirecional. 107 . Tais como: • • • Lajes pré-fabricadas bidirecionais. é aconselhável fazê-lo sobre tábuas apoiadas nas vigotas para evitar quebra de materiais ou possíveis acidentes (Figura 5.

5.0cm a 5. capa de concreto e material de rejuntamento (NBR14861). englobam total ou parcialmente a armadura inferior de tração. h) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das pré-lajes.LAJES PRÉ-FABRICADAS – PAINEL ALVEOLAR DE CONCRETO PROTENDIDO Utilizada para grandes vãos e formados por painéis alveolares protendidos pré-fabricados (Figura 5. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3.PRÉ-LAJE UNIDIRECIONAIS E BIDIRECIONAIS Laje de seção maciça ou nervurada (Figura 5. para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração.4 . f) Transversal: armadura que compõe a armadura inferior das nervuras transversais. o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. Podendo ser: e) Longitudinal: armadura utilizada. Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais.25 – (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. 108 .0 cm nos casos de pré-laje com enchimento. nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa.5 .26).0cm e larguras padronizadas. constituída de nervuras principais longitudinais dispostas em uma única direção ou também com nervuras transversais perpendiculares às nervuras principais (NBR14860-1 e NBR14860-2). Nas lajes nervuradas maciças é a partir da superfície superior da pré-laje. Figura 5. quando da impossibilidade de integrar na pré-laje toda a armadura passiva inferior de tração necessária. montados por justaposição lateral. As pré-lajes podem ser treliçada (PLT) ou protendida (PLP) constituídas por placas de espessura de 3. g) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal. 5.25).

o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo.26 – Painel alveolar de concreto protendido • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. Proporciona a continuidade dos painéis entre si e com o restante da estrutura. b) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades dos painéis alveolares de concreto protendido.Figura 5. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do painel alveolar de concreto protendido (E) e deve ter espessura mínima de 3. no mesmo alinhamento destes e posicionados na capa. • 109 . para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. Podendo ser: a) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal.0 cm. com características especificadas pelo fabricante. Rejuntamento: Material destinado a promover a solidarização entre os painéis alveolares de concreto protendido justapostos.

ANOTAÇÕES 1 – Verificar o nivelamento dos apoios. 4 – Proporcionar uma contra flecha compatível com o vão a ser vencido. 6 – Controlar o lançamento e adensamento do concreto. com tela. 5 – Conferir as posições das armaduras previstas no projeto. 110 . Para evitar quedas de operários ou de materiais da borda da laje deve-se prever a colocação de guarda corpo de madeira ou metal. 2 – Verificar sempre os escoramentos e contraventamentos. mesmo sendo bloco de concreto. Noções de segurança: Andar sempre sobre passarela executada com tábuas e nunca no elemento intermediário. 3 – Verificar o comportamento estrutural dos apoios das lajes pré fabricadas. nas bordas da periferia da laje. Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à laje. 7 – Molhar até a saturação após a concretagem no mínimo 3 dias e três vezes ao dia.

P.V. as telhas cerâmicas. A armação é a parte estrutural. cobertura e do sistema de captação de águas pluviais. A cobertura: é o elemento de vedação constituída por telhas que pode ser: cerâmica.COBERTURA APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.1). sobretudo em construções residenciais unifamiliares. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a estrutura de telhado adequada para cada tipo de telha. alumínio. etc. podemos dividir a estrutura em armação e trama (Figura 6. metálica. 6. 111 . que se apóiam sobre a armação. pontaletes ou vigas. • Desenhar todas as linhas de telhado. A estrutura: é o elemento de apoio da cobertura.ESTRUTURA A estrutura de telhado tem como funções principais a sustentação e fixação de telhas e a transmissão dos esforços solicitantes para os elementos estruturais. etc. etc. Sistema de captação de águas pluviais: são para o escoamento conveniente das águas pluviais e constituem-se de: calhas. chapa galvanizada. rufos.1 . • Especificar e dimensionar corretamente as calhas.6 . • Conhecer as diversas peças que compõe uma estrutura de telhado. condutores verticais.C. A trama é a estrutura de sustentação e fixação das telhas. fibrocimento. Para facilitar. constituída pelas tesouras. caibros e ripas. concreto etc. pingadeiras e rincões. escoras. é o quadriculado constituído de terças. • Escolher a telha ideal bem como as inclinações. concreto e galvanizada. cantoneiras. Geralmente constituída por tesouras. O telhado é composto pela estrutura. são de chapas galvanizadas. • • • Neste capitulo iremos abordar os telhados com estruturas de madeira por ser de uso mais corrente. podendo ser de madeira. fibrocimento.

1 .Esquema de estrutura de telhado 6. no entanto a peroba foi a madeira mais utilizada e serve como referência. Tabela 6.1 Materiais utilizados nas estruturas a) Madeira: Podemos utilizar todas as madeiras de lei para a estrutura de telhado (Tabela 6.1).1 .Algumas espécies de madeiras indicadas para a estrutura de telhado (IPT) A amendoim canafístula guarucaia jequitibá branco laranjeira peroba rosa B angelim cabriúva parda cabriúva vermelha caovi coração negro cupiuba faveiro garapa guapeva louro pardo Mandigau pau cepilho pau marfim sucupira amarela de C anjico preto guaratã taiuva 112 .Figura 6.1.

Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT. 3. os parafusos. A cabreúva vermelha.5. 5.0.5. 3.0 m. comprimento 2.3 mm. o preço da peça aumenta. geralmente com 4. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga. A designação dos pregos com cabeça será por dois nos. Caso se utilize madeiras que não conste na Tabela 6. comprimento 2. 4. anjico preto. chapas de aço para os estribos e presilhas. faveiro. a = refere ao diâmetro.5.1 devemos verificar se as mesmas possuem as características físicas e mecânicas a seguir: Resistência à compressão (fc).0. assim sendo deve-se partir para seções compostas (nestes casos estudados na disciplina Estruturas de Madeira).1 estão divididas em grupos segundo as suas características mecânicas.0. Caibros: 5x6 cm ou 5x7 (6x8)cm.4 mm 18 = 3.0cm. 5. 4. a 15% de umidade. 3.5 MPa. 4. Módulo de ruptura à tração igual ou superior a 13. coração de negro. portanto devemos ter cuidado ao manuseálas. Para bitolas diferentes ou comprimentos maiores. • • As madeiras serradas das toras já são padronizadas em bitolas comerciais. existem casos onde o dimensionamento das peças exige peças maiores ou diferentes. Portanto temos: Vigas: 6x12 cm ou 6x16 cm. a x b . • • • Obs.5 m de comprimento e são vendidas por dúzia. igual ou superior a 55.0 m. No entanto.5. é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2. 113 .4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" .0x5. Os pregos mais utilizados são: 22 x 42 22 x 42 15 x 15 ou ou 22 x 48 19 x 39 → para pregar as vigas → para pregar os caibros → para pregar as ripas. OBS: vide tabela de pregos no anexo ao final desta apostila.5. Ripas: 1.5.2.5 MPa. guaratã e taiuva têm alta dureza. 4. b) Peças metálicas: As peças metálicas utilizadas em estruturas de telhado são os pregos.As madeiras da Tabela 6. 3.0.

Geralmente trabalham à tração. A Figura 6. Linha: Peça que corre ao longo da parte inferior de tesoura e vai de apoio a apoio.1. Perna: Peças de sustentação da terça. Asna e escoras: São peças de ligação entre a linha e a perna. Podem trabalhar à tração ou cisalhamento. Estribo: São ferragens que garantem a união entre as peças das tesouras. denomina-se asna a que sai do pé do pendural. Geralmente trabalham à compressão. Pendural e tirante: Peças que ligam a linha à perna e se encontram em posição perpendicular ao plano da linha. geralmente trabalham à compressão.2 .2). para distribuir a carga do telhado. as demais de escoras. e nos demais tirante. Não iremos nos estender sobre o cálculo estrutural das estruturas de telhados por constituir assunto de cadeira a parte. geralmente trabalham à tração.2 mostra uma seção típica de uma estrutura de telhado Figura 6. Queremos apenas reproduzir as tesouras simples para obras de pequeno porte. transmitindo-as aos seus apoios. indo do ponto de apoio da tesoura do telhado ao cume. Geralmente são compostas por: Frechal: Peça colocada sobre a parede e sob a tesoura. geralmente. em posição oblíqua ao plano da linha. encontramse. São estruturas planas verticais que recebem cargas paralelamente ao seu plano. : Obs.Peças utilizadas nas estruturas de telhado a) Tesoura dos telhados As tesouras são muito eficientes para vencer vãos sem apoios intermediários (Figura 6.6. Denomina-se pendural quando a sua posição é no cume.Seção típica de uma estrutura de telhado 114 .2 .

(Figura 6.3) .4 .0cm.00m não precisam de escoras. .A distância máxima entre o local de intersecção dos eixos da perna e da linha é a face de apoio da tesoura deverá ser ≤ 5.O ângulo entre a perna e a linha é chamado de inclinação.Vãos acima de 8.Em tesouras simples no mínimo devemos saber: : .Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal Figura 6. . (Figura 6.3 .As tesouras devem ser contraventadas.Esquema de contraventamento das tesouras 115 . com mãos francesas e diagonais na linha da cumeeira. . .O espaçamento ideal para as tesouras deve ficar na ordem de 3.4) Figura 6.Vãos até 3.0m.00m deve-se colocar tirantes.O ponto é a relação entre a altura da cumeeira e o vão da tesoura. .

21 a 2.00 2.5 .20 3.20 2.55 2.60 2.90 2.05 2.50 3.20 3. 6.75 2.85 3.30 2.00 6 x 12 6 x 16 6 x 12 6 x 16 116 .50 2.60 2.90 2.40 2.81 a 2.85 2.80 2.40 2.18).15 3.20 C 2.30 3.00 a 1.00 2.30 2.17.60 1.35 3.50 3.30 2.70 2.45 3.80 1.30 3.85 C 3.45 2.85 2.20 3.30 3.40 1.10 2.15 3.00 2.35 A 3.05 2.01 a 2.65 2.60 Seção transversal (cm) Francesa.20 1.70 2.20 Colonial ou paulista B 2.5).50m devemos utilizar bitolas especiais o que não é aconselhável pelo seu custo.45 2.2 mais precisa e que leva em consideração o tipo de madeira e de telha: Para vãos maiores que 3.50 2.95 2.21 a 1. e contra frechal na parte baixa (Figura 6. Figura 6.50 2. e suas bitolas dependem do espaço entre elas (vão livre entre tesouras). Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6.40 2.1: • • bitolas de 6 x 12 se o vão entre tesouras não exceder a 2.Esquema do apoio das terças nas tesouras Tabela 6. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6.16.41 a 2.Vão máximo das terças (m) Vão dos caibros (m) 1.5) ou pontaletes (Figuras 6.40 2.80 B 3. do tipo de madeira e da telha empregada.90 2.90 A 2.75 B 3.2 .50m.60 3.c) Terças As terças se apóiam sobre as tesouras consecutivas (Figura 6.40 3.10 3.25 B 2.80 C 3.35 A 3.50m.10 2. bitolas de 6 x 16 para vãos entre 2. As terças são peças horizontais colocadas em direção perpendicular às tesouras e recebem o nome de cumeeiras quando são colocadas na parte mais alta do telhado (cume).20 3.50 a 3.45 2.10 3.75 3.41 a 1. Romana. Estes vãos são para as madeiras secas. Caso não se tenha certeza.40 2.30 C 3.70 2.60 2.50 2. Portuguesa ou plan A 2.61 a 1. As terças devem ser apoiadas nos nós das tesouras. 6.40 2.

Vão Máximo dos Caibros (m) Tipo de madeira A B C Seção transversal (cm) Francesa. As ripas são pregadas com pregos 15 x 15 tomando-se o cuidado de não rachá-la. Estes vãos são para as madeiras secas. sendo que seu declive determina o caimento do telhado.40 1.50m (eixo a eixo) para que se possam usar ripas comuns de peroba 1x5. A bitola do caibro varia com o espaçamento das terças. Portuguesa ou plan 1. • quando as terças excederem a 2.0x5. O espaçamento entre ripas depende da telha utilizada.1: : • terças espaçadas até 2. portanto paralela às tesouras. Os caibros são colocados com uma distância máxima de 0. Portanto.7).50 5x6 5x7 Colonial ou Paulista 1.0cm). com o tipo de madeira e da telha. Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6.00 2.3. para garantir o espaçamento constante das ripas.60 2.00 2. São encontradas com seções de 1.2x5. iniciando-se com duas ripas sobrepostas de forma a compensar a espessura da telha. Caso não se tenha certeza. Podemos também iniciar os beirais com uma testeira (tábua pregada na frente do caibro do beiral) eliminando nestes casos as ripas sobrepostas(Figura 6. Para determinar a galga média devemos: 117 . Tabela 6.20 2.d) Caibros Os caibros são colocados em direção perpendicular as terças.00m usamos caibros de 5 x 6.0cm (1. São inclinados. As ripas são colocadas do beiral para a cumeeira.90 1. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6.3 . usamos caibros de 5x7 (6x8).60 2.80 2. Romana.00m e não ultrapassarem a 2. devemos utilizar a galga média.6).50m.20 5x7 e) Ripas As ripas são as últimas partes da trama e são pregadas perpendicularmente aos caibros.00 5x6 1. Para a colocação das ripas é necessário que se tenha na obra algumas telhas (no mínimo 6 peças) para medir a sua galga (distância entre travas da telha). o carpinteiro prepara uma “galga” de madeira com a média da distância entre as travas da telha (Figura 6.40 1.

portanto.0m.0m (peroba ou equivalente). devemos. 118 . Cinco vãos.50 em 0. verificar o espaçamento entre os caibros.7 .Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais Figura 6. ou seja. Cinco vãos. ou seja. De posse destas medidas calcular a galga média: Gmed = (Gmin + Gmax) /2 Gmax = Ctmax /5 Sendo: Gmin = Ctmin /5 e Figura 6.50m.Detalhe da galga As ripas suportam o peso das telhas. podemos utilizar as ripas 1.0x5. Se for maior.• • • Ajustar 6 telhas sobre os apoios considerando a situação de afastamento mínimo entre telhas medir o comprimento total mínimo Ctmin que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio. Se este espaçamento for de 0.6 . Reajustar os apoios para o afastamento máximo entre as telhas e proceder à medição do comprimento total máximo Ctmax que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio. utilizamos sarrafos de 2.5x5.

10) • pernas/pendural (Figuras 6.9) • escora/perna (Figura 6.11 e 6.8 .1.Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno.6.3 . com encaixes precisos. r ≥ 2 cm ou 1/8 h ≤ r ≤ 1/4 h h = altura da peça b) encaixes: • perna/linha (Figuras.12) • asna/pendural/linha (Figura 6. 1992) Figura 6. 1992) 119 .Ligações e emendas Na construção das estruturas de telhado faz-se necessário executar ligações e emendas. 6.13) Figura 6.8 e 6.9 .Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno. Para isso devemos saber: a) recorte: • r = recorte.

Figura 6. 1992) 120 . 1992) Figura 6. 1992) Figura 6.10 .12 .Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno.Detalhe da ligação entre a perna e a escora (Moliterno.11 .Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno.

Detalhe da ligação entre a linha. Figura 6.Figura 6.14 . ou aproximadamente 1/4 do vão com no máximo de 0.16).15 e 6. no sentido do diagrama dos momentos fletores (Figura 6.Detalhe da emenda das terças com pregos 121 .Detalhe das emendas de uma linha de terças Figura 6.13 . com chanfros a 45° para o uso de pregos ou parafusos(Figuras 6. 1992) c) emendas: As emendas das terças devem estar sobre os apoios.70 m. asnas e pendural (Moliterno.14).15 .

Entretanto nas lajes pré-fabricadas não devemos apoiar e sim realizar o apoio na direção das paredes (Figuras 6. Havendo necessidade de se apoiar um pontalete fora das paredes. . Nesses casos.a distância entre as terças deve ser igual à distância das mesmas quando apoiadas nas tesoura .19).17 e 6. podemos apoiar em qualquer ponto.Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6.Telhado pontaletado Podemos construir o telhado sem o uso de tesouras.18).4 . mãos francesas (nas duas direções do pontalete) ou tirantes chumbados nas lajes para dar estabilidade ao conjunto. Devemos ainda. a laje recebe uma carga distribuída (Figuras 6. ter algumas precauções como: .Figura 6. Para isso.deverá ser acrescido aos pontaletes. devemos apoiar as terças em estruturas de concreto ou em pontaletes.1. é necessário que se faça uma viga de concreto invertida para vãos grandes ou vigas de madeira nos vãos pequenos. Sendo assim. O pontalete trabalha à compressão e é fixado em um berço de madeira apoiado na direção das paredes. 122 . portanto. o custo da estrutura é menor. Nas lajes maciças. Em construções residenciais.16 . onde tudo é calculado.17 e 6. berço (de no mínimo 40 cm) para distribuir melhor os esforços.a distância dos pontaletes deve ser igual a das tesouras. as paredes internas oferecem apoios intermediários.

Detalhe do berço para distribuição das cargas 123 .Figura 6.18 .17 .Apoio dos pontaletes em berços Figura 6.

Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6.20). pelo carpinteiro.Reconhece-se um bom trabalho de carpinteiro.21).1. .Figura 6. quando os alinhamentos das peças são perfeitos.20 . Coloque-o numa posição próxima e inclinada suficiente para que penetre metade de sua dimensão em uma peça e metade em outra. antes do término. Um madeiramento defeituoso nos dará um telhado ondulado e de péssimo aspecto.Não devemos esquecer a colocação da caixa d'água. formando cada painel do telhado um plano uniforme.Detalhe da fixação por pregos menores . . Figura 6.Quando tiver que pregar a ponta de uma peça em outra.Quando o prego for menor do que a peça que ele tem que penetrar.Recomendações: . O ideal seria o prego penetrar 2/3.19 .5 . deve ser colocado em ângulo (Figura 6. incline os pregos para que estes não penetrem paralelamente às fibras e sim o mais perpendicular possível a elas (Figura 6. do madeiramento. 124 .

é conveniente solicitar a orientação de um técnico do fabricante ou mesmo o uso de catálogos técnicos.Figura 6.Detalhe da fixação das ripas nos caibros . Só então é feita a primeira seleção e a primeira queima em forno a uma temperatura de 900° C. onde o pó de argila se transforma em massa homogênea e sem impurezas.2 . não alinhar os pregos (Figura 6. As demais telhas (alumínio. poliéster etc. acessórios etc. indo diretamente para a secagem. Figura 6. pois existem uma grande variedade de tipos e consequentemente de fixação. Para a sua utilização. e consiste na mistura de várias argilas. Devem apresentar som metálico. assemelhando ao de um sino quando suspensas por uma extremidade e percutidas. 6.21 . Na próxima etapa. no caibro.Fixação das ripas nos caibros 6.22) * achatar um pouco a extremidade do prego * furar a madeira e depois introduzir o prego * pregar a madeira mais fina a mais grossa. devemos pregar da seguinte maneira: * no final de uma ripa.2.1 . aço galvanizado.COBERTURA Neste capítulo iremos abordar as telhas cerâmicas as de concreto e fibrocimento por serem as mais utilizadas em obras residenciais.22 .para evitar rachaduras na madeira. 125 .CERÂMICA As telhas cerâmicas têm início com a preparação da argila. Não devem apresentar deformações.) são mais utilizadas em obras comerciais e industriais. a argila já misturada passa por uma moagem e por uma refinação chegando até a extrusora. Essa massa passa pelas prensas de moldagem.

Podemos dividir as telhas cerâmicas em dois tipos: as planas e as curvas. e deslocar de acordo com a medida da telha. desvios geométricos em geral. Ao cobrir. colonial. também as telhas dos beirais e oitões. paulistinha. rebarbas. As telhas cerâmicas devem ser estocadas na posição vertical. O consumo da argamassa é na ordem de 0. chamadas termoplan entre outras. portuguesa. possuem numa das bordas laterais dois canais longitudinais (Figura 6. No recebimento das telhas na obra não devem ser aceitos defeitos sistemáticos como quebras. As somente canal. recomenda-se que as telhas sejam furadas para serem amarradas ao madeiramento. romana. São as cumeeiras (obedecendo um sentido de colocação contrário ao do vento predominante) (Figura 6.Acabamento da cumeeira Para inclinações de telhados acima de 45° . e a do tipo escama (germânica). com arame galvanizado ou fio de cobre.defeitos ou manchas e atender as normas NBR9601-Telha cerâmica de capa e canal ou a NBR7172-Telha cerâmica tipo francesa. trincas empenamentos. cal e areia no traço 1:2:8. cobrindo sempre do beiral para a cumeeira. desde a ponta do beiral até a cumeeira. em até três fiadas sobrepostas.23 . 126 . Cada caminhão é considerado um lote e deve-se separar 20 peças para as verificações de suas propriedades com exceção da espessura que podemos separar 13 peças. Algumas peças são assentadas com argamassa de cimento.002m³/m² de telhado. usar régua em vez de linha. É o que se chama de emboçamento das telhas.23) e espigões e . são planas e chatas.6). colocando duas ripas sobrepostas ou testeiras para regularmos a altura da 1ª telha (Figura 6. quando forem do tipo canal. As curvas do tipo capa e canal. para que seu peso próprio seja distribuído uniformemente sobre a estrutura de madeira. É recomendado que as telhas sejam posicionadas simultaneamente em todas as águas do telhado. Figura 6. também chamadas paulista. plan.24). esfoliações. As telhas planas são do tipo francesa ou Marselha. a) Telha francesa ou Marselha Tem forma retangular. As telhas são assentadas com o máximo cuidado e alinhadas perfeitamente.

que faz a cobertura dos espaços entre dois canais (Figura 6.dimensões: ≅ 46cm comp.saturada .cumeeiras: 3un/m 127 . .caimento: 33% a 35% .seca 83 kgf/m² .15 un por m² . .tolerância ± 1 mm . Os encaixes em seus extremos servem para fixação e para evitar a passagem da água.0 kg .24 . nas bordas superiores e inferiores.tolerância ± 1 mm .Para encaixe.peso: 45 kgf/m² . canal.peso unitario aproximado de 2.Telha francesa ou Marselha b) Telha paulista Constituem-se de duas peças diferentes.26 un por m² . (capa) 18 cm largura (canal) 16 cm largura (capa) . e 24 cm de largura . cutelos em sentido oposto.saturada .65 kg .Cumeeira: 3 un/ml Figura 6.peso: 69 kgf/m² .peso unitario aproximado de 2.dimensões ≅ 40 cm de comp.caimento: 25% . cuja função é de conduzir a água e capa.25).seca 54 kgf/m² . (canal) 46 cm comp.

26 . mas melhoradas.saturada . .cumeeiras: 3 un/m .Telha Plan d) Telha romana e telha portuguesa A telha romana tem o mesmo formato que as telhas plan.seca 86 kgf/m² .25 .(capa) 46cm comp.dimensões: 46cm comp.Telha paulista c) Tipo plan Tem as características da telha paulista.26).peso unitario aproximado de 2. 128 .27).peso: 72 kgf/m² .Figura 6. tem os cantos arredondados e a seção retangular (Figura 6. (canal) 16cm largura (capa) 18cm largura (canal) . somente que nesses tipos o canal é junto com a capa.75kg .tolerância ± 1 mm Figura 6.caimento: de 20 a 25% .26 un por m² . A portuguesa é igual à paulista (Figura 6.

peso: 48kgf/m² .30 telhas por m² 129 .caimento mínimo: 30% .seca 58 kgf/m² .dimensões: 45.saturada .saturada Figura 6.15 peças por m² . consegue um isolamento térmico e um isolamento de umidade (Figura .28 .Telha Termoplan f) Telha germânica A montagem é feita em escamas de peixe com as seguintes características: ..peso: 54 kgf/m² .27 .16 peças por m² .5cm largura Figura 6.seca 65 kgf/m² .28).caimento mínimo: 30% .Telha romana e Portuguesa d) Termoplan Como o próprio nome indica a termoplan através de dupla camada.0cm comprimento 21. .

5 peças por m² .seca 57 a 60 kgf/m² . agregados e óxidos que são responsáveis pela sua coloração.peso unitário: 1.4 apresenta as dimensões padronizadas das telhas onduladas de fibrocimento. 6.475g .Telha Germânica 6. calcular ventilação do forro.peso unitário aproximado de 4.2.dimensões: 32.0 cm de areia. Para outros modelos ou fabricantes devemos consultar o manual técnico correspondente..0cm comprimento 30.2.saturada . as telhas de fibrocimento são largamente empregadas em edifícios comerciais e industriais. São fabricadas com mistura homogênea de cimento Portland e fibras de amianto.29 . e empilhá-las no máximo em três camadas na vertical. as telhas de concreto apresentam uma espessura média de 12 mm e resistência mínima a flexão de 300 kg.caimento mínimo: 30% . Vários fabricantes estão substituindo as fibras de amianto por outras fibras menos agressiva ao ser humano. Para o seu armazenamento devemos preparar um lastro de 5. Segundo informações do fornecedor.peso: 49 a 54 kgf/m² .10. A Tabela 6.CONCRETO As telhas de concreto são compostas de aglomerantes.70 kg .3 – TELHAS ONDULADAS DE FIBROCIMENTO Juntamente com as telhas de aço galvanizado. Figura 6.0cm largura • Os valores acima são para as telhas do tipo Tégula tradicional. . para evitar o apoio da mesma com o solo.2 .caimento mínimo: 45% Quando for colocado isolante térmico. 130 . Pelo baixo custo dos telhados executados com telhas onduladas de fibrocimento são também utilizadas em construções unifamiliares.

indicada pela letra d (d = h/l = tang α %) (Figura 6. sendo um no centro e os outros a 10 cm de cada borda. fornecidos pelo fabricante. parafusos e grampos de ferro zincado.5 – Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 131 . As telhas devem ser armazenadas em pilhas de até 35 unidades.30).22 – 1.30 – Inclinação e caimento de telhados retos Na Tabela 6.2.5 estão relacionadas às correspondências entre inclinação (αº) e o caimento ou declividade (D%) de um telhado reto.83 1.13m (8. NOTA: Existem outras telhas de fibrocimento com seções diversas e capazes de vencer grandes vãos. Tabela 6. 6.91 – 1.Tabela 6. O caimento mínimo é de 20% ou aproximadamente 11o. O recobrimento lateral é de ¼ de onda e o recobrimento longitudinal de no o mínimo 14 cm para caimentos maiores de 15 e 20 cm para recobrimentos menores o de 15 .53 – 1. Para as telhas com comprimento superior a 1.0mm) e de 2.0mm) deve-se colocar uma terça intermediária de apoio. Portanto é aconselhável consultar os fabricantes e seus catálogos técnicos.83 m (6.10 2.05 – 3.66 As telhas onduladas de fibrocimento são fixadas em estrutura de madeira. Figura 6.44 – 3. metálica ou de concreto através de acessórios compostos por ganchos. 6 e 8 0.13 – 2.4 – Inclinação (αº) e caimento ou declividade (%) dos telhados A inclinação (ângulo α) é o ângulo que plano de cobertura faz com a horizontal e o caimento ou declividade de um telhado é a tangente trigonométrica da inclinação. conjuntos de vedação e arruelas. apoiadas em três pontaletes.4 – Dimensões das telhas onduladas de fibrocimento Espessura (mm) Comprimento (m) Largura (m) 5.

0 20.0 30.0 A altura das cumeeiras. Portanto.0 25. o caimento mínimo deve ser conseguido na posição onde o telhado estiver mais selado (Figura 6. O ponto de transição é onde o telhado é mais selado.7: Figura 6. também chamadas de Ponto de Cobertura é a relação entre a altura máxima da cobertura e o vão. as águas pluviais ganham uma velocidade maior no seu início (cume) e perdem no seu final (beiral). Tabela 6.0 50.35 19.0 35. infiltrando parte das águas nos telhados.04 16.6).31).0 100. fazendo com que as águas retornem.αº 1.23 26. O ponto varia de 1:2 a 1:8 nos telhados (Tabela 6.0 15.0m 132 .0 αº 18.0 45.60 45. Os caimentos citados em cada tipo de telha deste capítulo relacionam-se a telhados retos.Inclinações mínimas para telhados selados com vão até 8.6 – Ponto de Cobertura Ponto 1:2 1:3 1:4 1:5 1:6 1:7 1:8 Designação Ponto meio Ponto terço Ponto quarto Ponto quinto Ponto sexto Ponto sétimo Ponto oitavo Inclinação 45º 33º40’ 26º30’ 21º48’ 18º35’ 15º50’ 14º04’ Declividade 100% 66% 49% 40% 33% 28% 25% O ponto é considerado alto a partir de 1:3 (inclinação acima de 33º40’) ou declividade maior do que 100%.48 24.31 14.31 .60 11. As inclinações dos telhados selados devem no mínimo seguir a Tabela 6. Os cuidados devem ser redobrados quando os telhados forem selados também chamados de corda bamba.70 5.0 40.0 10.17 21.70 8. Devido ao seu traçado.0 d%) 33.72 d%) 3.

3 – SISTEMA DE CAPTÇÃO DE ÁGUAS PLUVIAIS São os complementos das coberturas.Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8.30 -33 -39 ou 40 .64 0. condutores) e arremates (rufos.0 4. para maior aproveitamento das chapas e ou bobinas. e para reduzir o preço das peças.00 133 . tendo como função a drenagem das águas pluviais (calhas. Portanto.00m e 1.45 0.0 2. As chapas galvanizadas geralmente medem 1.05 2.5 3.85 1.Detalhe da estrutura de um telhado selado 6.0 7.20m de largura por 2.28 .84 Na execução da estrutura de um telhado selado os caibros são seccionados e presos nas terças proporcionando assim a configuração "corda bamba" (Figura 6.0 3.0 8. Ou ainda podemos utilizar ripas sobrepostas ao invés de caibros.Tabela 6. mais para a confecção das calhas o que se utiliza é a bobina de chapa galvanizada (pois diminui o número de emendas) e mede 1.0 5.50 .08 1.15 .33 1. águas furtadas.0 ou 1.12 .60 .44 1.5 2.75 2.20 1.08 3. quanto a sua largura.05 1.52 3.32).60 0.0 6.32 .1.20m de largura e comprimento variável. Sendo as ripas mais finas se amoldam melhor na curvatura do telhado selado.60 x2 (m) 1.0 y1 (m) 0.00m de comprimento.5 4.24 y (m) 1.0 2.75 . rufos e pingadeiras.5 4.25 .20 . Figura 6.0m x (m) 3.0 3.5 2. pingadeiras) evitando com isso as infiltrações de águas de chuvas.7 .0 x1 (m) 1. águas furtadas.88 1.0 y2 (m) 0. as mesmas são "cortadas" em medidas padrões denominadas corte podendo ser: Corte: 10 . Os sistemas de captação de águas pluviais podem ser encontrados em PVC para as calhas e condutores ou executados em chapas galvanizadas para as calhas.52 2.5 3.

Partes constituintes do sistema de captação de águas pluviais: 6. Tipos de calhas: • • • coxo platibanda moldura a) . 28 e 26 para os rufos e pingadeiras.2m de largura). 40 e 60 (para as chapas de 1.3.coxo: Figura 6. Quanto menor é o número da chapa mais espessa ela é. devemos mencionar a espessura da chapa denominada de “número” podendo ser: Chapa nº: 28 – 26 – 24 – 22 – 20 etc. É geralmente confeccionada com chapa galvanizada nº 26 e 24.Calha tipo coxo 134 .1 Calhas São captadoras de águas pluviais e são colocadas horizontalmente. A espessura de chapa galvanizada mais utilizada é a 26 e 24 para as calhas e águas furtadas. para especificar um sistema de captação de águas pluviais.0m de largura) e o corte 30.33 . Além do corte.Os cortes mais utilizados para as calhas são o corte 33 e 50 (para as chapas de 1.

platibanda Figura 6.36 .moldura Figura 6.b) . São confeccionadas.Calha tipo platibanda c) .Calha tipo moldura 6.2 Água furtada: São captadoras de águas pluviais e são colocadas inclinadas. com chapas galvanizadas nº 26 e 24.35 .3.34 .Detalhe de uma água furtada 135 . como as calhas. Figura 6.

Podem ser de chapas galvanizadas ou de PVC e devem ter diâmetro mínimo de 75 mm.6.DIMENSIONAMENTO 6. devido ao difícil acesso a esses dados.4.3. Figura 6. em certas cidades. uma fórmula empírica que nos fornece a área da calha "A" (área molhada). Entretanto podemos utilizar para pequenas coberturas.3.5 Rufos e Pingadeiras: Os rufos e as pingadeiras geralmente são confeccionados com chapa no 28 (mais finas) ou chapa n 26.a (m²)] = cm² sendo: A = área útil da calha a = área da cobertura que contribui para o condutor n = significa o numero de áreas “a” que contribui para o condutor mais desfavorável.4 . 6.Calhas: Para o dimensionamento preciso das calhas devemos ter dados dos índices pluviométricos da região o que dificulta. 136 .4 Coletores São canalizações compreendidas entre os condutores e o sistema público de águas pluviais.Detalhes da utilização dos rufos e das pingadeiras 6. a qual tem dado bons resultados.3 Condutores: São canalizações verticais que transportam as águas coletadas pelas calhas e pelas águas furtadas aos coletores.37 . A = [ n.1 . 6.3.

mas sempre verificando as condições de adaptação da calha ao telhado.40 . adotar calha tipo platibanda.0 cm² 2º devemos verificar se é uma área grande ou não 3º Se for grande.Divisão do telhado em áreas "a" 1º necessitamos de uma calha com área útil de 50.6.Áreas de contribuição para os condutores Para o dimensionamento das calhas devemos adotar o condutor mais desfavorável (aquele que recebe maior contribuição de água).39 .38 Para esse dimensionamento devemos dividir o telhado conforme a Figura Figura 6. Figura 6.Calha tipo platibanda 137 .38 . Exemplo: Figura 6. 4º Se for pequena. podemos aumentar o nº de condutores ou adotar uma calha tipo coxo (a mais indicada para esses casos).

Beirais: Beiral é a parte do telhado que avança além dos alinhamentos das paredes externas.00m.42) ou em telhas vã (Figura 6.40 a 1.60. Podemos adotar um ∅ de 75 mm. portanto.FORMAS DE TELHADOS 6.Condutores: Para o caso de condutores podemos considerar a regra prática: Um cm² de área do condutor para cada m² de área de telhado a ser esgotado.4.Neste caso podemos utilizar o de maior dimensão para todos 2 . Ex. Obs: 1 . Podem ser em laje (Figura 6. geralmente tem uma largura variando entre 0. Os da extremidade têm uma área de contribuição de 25cm². 0. ∅ 75 mm = 42cm² e ∅ 100 mm = 80cm² Exemplo: No caso anterior temos três condutores de cada lado do telhado.5 .70 e 0. um ∅ de 100 mm.1 .Devemos evitar colocar condutores inferiores a 75 mm. A calha coxo recebe uma contribuição de água maior (105cm2) 6.Figura 6. o mais comum é 0.41 .5. adotando. O do centro recebe a contribuição de 50m². 6.Calha tipo coxo Podemos neste caso adotar a calha tipo platibanda corte 33 devido a melhor adaptação ao trabalho e ter uma contribuição de água relativamente pequena.2 .43).80m. 138 .

42 .5.Platibanda: São peças executadas em alvenaria que escondem os telhados e podem eliminam os beirais ou não (Figura 6. sempre se coloca uma calha.Beiral em laje Figura 6. rufos e pingadeiras.44).Figura 6.Beiral em telhas vã 6. 139 . Neste caso.2 .43 .

cumeeiras .45 . um divisor de águas. letra (B) . também. porém inclinados. letra (C) 140 . As principais linhas são: .Linhas do telhado: Os telhados são constituídos por linhas (vincos) que lhes confere as diversas formas (Figura 6.as águas-furtadas ou rincões são receptores de águas inclinadas.Desenho das linhas de um telhado .os espigões são.espigões .águas-furtadas ou rincões Figura 6.Figura 6.44 .5.45).a cumeeira é um divisor de águas horizontal e está representada na figura pela letra (A) .3 .Detalhe das platibandas 6.

portanto dois oitões.5. temos um telhado com duas águas e.Telhados com duas águas (Borges. portanto sem oitões. Na figura 6.46.Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6. 1972) 141 . 1972) COM DUAS ÁGUAS: Figura 6.Tipos de telhados COM UMA ÁGUA: Figura 6.4 . ou um telhado de quatro águas.O telhado pode terminar em oitão (elevação externa de alvenaria no formato da caída do telhado) ou em água.46 . Figura 6.47 .Telhados com uma água (Borges.48 .

As cumeeiras são sempre horizontais e geralmente ficam no centro. os contornos da construção. Ao projetarmos uma cobertura (Figura 6.6 .Telhado com quatro águas (Borges. geralmente na escala 1:100. 1972) Obs: Sempre devemos adotar soluções simples para os telhados pela economia.51). no mínimo 0. e no encontro do espigão com a cumeeira mais baixa nasce uma água furtada.REGRA GERAL PARA DESENHO DAS LINHAS DO TELHADO O telhado é representado na mesma escala da planta. pois a cobertura deverá ultrapassar as paredes. As águas do telhado ou os panos tem seu caimento ou inclinação de acordo com o tipo de telha utilizada. formando os beirais ou platibanda que são representados por linhas cheias. 3 .50 .50m.Telhados com três águas (Borges. 2 . 142 . Indicam-se por linhas interrompidas.COM TRÊS ÁGUAS: Figura 6.As águas-furtadas são as bissetrizes do ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos internos. 6. evitando muitas calhas que só trarão transtornos futuros.49 .Quando temos uma cumeeira em nível mais elevado da outra. devemos lembra-nos de algumas regras práticas: 1 .Os espigões são as bissetrizes do Ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos externos. e facilidade de mão-de-obra. 4 . isto é. fazemos a união entre as duas com um espigão. Também é usual representá-lo na escala 1:200. 1972) COM QUATRO ÁGUAS: Figura 6.

005 1.011 1.053 1. • Multiplicando a área inclinada pelo número de telhas por metro quadrado encontra-se a quantidade de telhas necessárias.044 1.8 – Fator de inclinação para os caimentos usuais % 10 15 20 25 30 33 35 40 fator 1.020 1.Figura 6.51 . • Acrescentar de 5 a 10% Tabela 6.Perspectiva das linhas de um telhado 6.031 1.077 143 .7 – CALCULO DAS TELHAS PARA COBERTURA PLANA Um método simples e prático para o calculo das telhas de um telhado plano pode ser realizado da seguinte maneira: • Calcular a área plana (incluindo o beiral) e multiplicar pelo fator de inclinação da Tabela 6.8 determinando a área inclinada.059 1.

ANOTAÇÕES 1 – Noções de segurança: Evitar quedas de materiais e operários da borda das coberturas. 144 . Para que isso não ocorra devemos utilizar calhas de beiral (moldura). Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à cobertura. Instalar ganchos para fixação de cabos-guia para o engate do cinto de segurança. utilizando guarda-corpo com tela. 2 – Deve-se evitar sempre o caso de pano desaguando sobre pano.

A folha é a parte móvel que veda o vão deixado pelo batente e por fim a guarnição. as esquadrias deixaram apenas de proteger e adquiriram também o lugar de decoração de fachadas. Figura 7.ESQUADRIAS DE MADEIRA (CARPINTARIA) A madeira é um material bastante utilizado para a confecção das esquadrias como as portas. Os primeiros edifícios empregavam esquadrias de madeira.1 . alumínio) as de P. Com a revolução industrial apareceram as esquadrias metálicas (ferro.Portas Compõem-se de batente.1 . da luz natural e da água. que é um acabamento colocado entre o batente e a alvenaria para esconder as falhas existentes entre eles (Figura 7. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo ideal de esquadrias verificando as suas vantagens e desvantagens. 145 . • Especificar corretamente o tipo de fixação dos batentes nas alvenarias e/ou estruturas.Componentes das portas de madeira.V.1). • Especificar as ferragens adequadas para cada tipo de esquadria de madeira As esquadrias são componentes da edificação que asseguram a proteção quando a penetração de intrusos. dado que a mão de obra era barata e o material abundante. caixilhos etc. que é a peça fixada na alvenaria. ferro fundido.1 . 7.7 . Com a sua evolução. onde será colocada a folha por meio de dobradiças.C. janelas venezianas.ESQUADRIAS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. • Nivelar e colocar no prumo os batentes. 7.1.

podendo ser também da mesma madeira da folha (especial).2 . podemos proceder da seguinte maneira (Figura 7. tem espessura em torno de 4.Batente: Em geral é de peroba rosa.3 . Estes vãos dependem do vão de luz ou vão livre da esquadria (Figura 7. 146 .Vão livre ou vão de luz Os batentes devem ficar no prumo e em nível. canela.0m. chamado batente duplo.3): Figura 7.5cm. canafístula. Esta é à medida que aparece nos projetos.a) . O batente é composto de dois montantes e uma travessa (Figura 7.0 a 14.2) + a espessura do batente e + uma folga de acordo com o sistema de fixação.Detalhes da fixação dos batentes das portas 1 . se tijolo inteiro 26.2). Os batentes são assentados nos vãos deixados nas alvenarias. a menor largura no sentido horizontal e menor altura no sentido vertical (Figura 7. Figura 7. Caso venha desmontado a sua montagem deve ser executada por profissional competente (carpinteiro).4). Chamamos de vão livre ou vão de luz de um batente. elevamos este nível em 1.Para facilitar o assentamento. angelim (comercial).5cm e largura variando com o tipo de parede: se meio tijolo de 14. Para que isso ocorra. 2 .0cm. que já devem vir montados para a obra.Devemos marcar inicialmente o nível do piso acabado próximo aos montantes.

5). 7 . igualar a marca de lápis com a linha. a alvenaria deve estar requadrada (no caso de alvenaria de vedação convencional).Marca-se nos montantes.08m da travessa para o "pé" do batente. portanto de 1 a 2 cm embutido no piso. O chumbamento é realizado com uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 em aberturas previamente realizadas nas alvenarias e umedecidas (Figura 7.Aprumar os dois montantes. sem folga entre a alvenaria e o batente. (este procedimento é feito para evitar o empenamento dos montantes).No assentamento do batente.Estica-se uma linha no referido nível. (assim se garante o nível). 6 . ou seja. 147 .08m. 4 .09 ou 1. Na fixação com pregos se utiliza o prego 22 x 42 ou o 22 x 48 colocados de 0. com lápis a medida de 1.09 ou 2. para dar melhor acabamento. 5 .5 em 0. Geralmente a fixação por parafusos é utilizado em alvenarias estruturais ou mesmo para fixar batentes em estruturas de concreto armado.Depois de aprumado e nivelado. e. coloca-se cunhas de madeira para o travamento do batente e posterior fixação. ficando o vão da travessa até o piso acabado em 2. Figura 7. Utilizam-se parafusos com bucha dois a dois e de 50 em 50 cm ou em “zig e zag” espaçados em torno de 20 cm. Nestes casos o prumo e as dimensões são mais precisos (não se tem a necessidade do requadro) e também não é aconselhável a quebra da alvenaria ou do concreto para a fixação dos batentes (Figura 7.4 .3 .Detalhes da fixação dos batentes por pregos Na fixação por parafusos. parafusos.5m no mínimo de dois em dois para possibilitar que toda a largura do batente seja fixada. espuma de poliuretano ou sobre contramarco. Os batentes são fixos nos vãos da alvenaria através de pregos.4).

6). Não alisar a espuma. E os batentes por parafusos no contramarco.Detalhes da fixação dos batentes por parafusos Na fixação dos batentes com espuma de poliuretano expansiva. 148 . fixado à alvenaria através de pregos ou parafusos.6 . Deixar secar por uma hora. em geral. requadrar primeiramente o vão da esquadria deixando uma folga aproximadamente de 1. em 6 pontos sucessivamente.Para vedar os parafusos podemos utilizar cavilhas de madeira ou massa para calafetar (Figura 7. A espuma poderá ser colocada em faixas de aproximadamente 30 cm. Figura 7.5). em torno de todo o batente com o auxílio de um aplicador (pistola).Detalhes da fixação dos batentes por espuma de poliuretano A fixação por contramarco.5 . Figura 7. depois pode cortar para dar o acabamento final (Figura 7. é constituída pela utilização de travessa e montante de pequena espessura.0cm para possibilitar a colocação da espuma.

c) .Guarnição: Na união do batente com a parede. das avarias geralmente sofridas durante a execução dos serviços.7). (revestimentos. três dobradiças de 3"x 3 1/2" para as folhas compensadas e quatro dobradiças para as folhas maciças recebendo posteriormente a fechadura.Este sistema é o ideal. A guarnição é pregada com pregos sem cabeça 12x12. Devemos utilizar a guarnição para dar arremate e esconder esse defeito (Figura 7. no mínimo.Folha: É a peça que será colocada no batente por intermédio de. choques. (para que a guarnição fique assentada corretamente) devemos realizar um rebaixo na mesma evitando assim que ela fique desalinhada com o revestimento e o batente. Muitas vezes. Para se verificar se a folha foi bem colocada. b) .Detalhe da fixação das guarnições 149 . As folhas compensadas devem ser "encabeçadas" (acabamento dos montantes maciços) evitando assim a vista do topo da chapa compensada. Podem ser lisas. A folha externa deverá ser mais reforçada e de melhor acabamento.7 . o acabamento nunca é perfeito. pois os batentes somente serão colocados no final da obra. com almofadas. Cuidado maior devemos ter nos ambientes providos de azulejos ou revestimentos cerâmicos. ela deverá parar em qualquer posição que você deixá-la. etc. As travessas das folhas devem ter largura suficiente para poder cortar sem aparecer o núcleo. Os montantes das folhas devem ter largura suficiente para proporcionar a fixação das dobradiças e fechaduras. Figura 7. envidraçadas etc. OBS. portanto. abrasões. O núcleo das folhas compensadas deve ser constituído por sarrafos ou colméias que formem poucos vazios. Alguns cuidados devemos ter na escolha das folhas compensadas como: Se ela vai ser pintada ou envernizada (a folha para verniz é de melhor acabamento). geralmente maciça. protegendo-os.

150 . envidraçada (caixilho) e externamente de venezianas (Figura 7. com bom acabamento e sem deixar folgas quando as folhas estiverem fechadas.Porta Balcão São portas que comunicam dormitórios com o terraço ou sacada.8): .p/ portas de correr Figura 7.8 .1. . 7. mais modernamente em qualquer ambiente. porque permite a iluminação e a ventilação. Porta. Podem ser consideradas como um misto de porta e janela.Ferragens: Além das dobradiças.Tipos de fechaduras para as portas As fechaduras devem ser colocadas sem danificar as folhas.de cilindro (porta externa) .c. temos as fechaduras que podem ser (Figura 7. Compõem-se internamente por folhas de abrir ou de correr.c) .2 .9).de w. porque permite comunicação entre dois ambientes e janela.tipo gorge (porta interna) . Podendo ser de duas ou quatro folhas.

9 . Os componentes mecânicos as folhas móveis bem como os dispositivos devem ser operados com o mínimo de esforço.Porta balcão 7. O modelo da esquadria deve ser adequado ao clima da região e os materiais que as compõe deverão ser de pouca absorção de calor. poderão ser projetadas de forma a promover isolamento sonoro do ruído externo.3 . caso haja necessidade. utilizando vidros duplos. e as guarnições. canela. exceto nas varandas. ou ainda janelas com caixilhos e venezianas (ambientes íntimos).10). a) .Batentes: Geralmente de peroba rosa. Uma vez instalada. portanto os materiais que as constituem deverão ser cuidadosamente escolhidos visando à manutenção.Janelas As janelas sempre devem comunicar o meio interno com o externo. mesmo tendo aberturas para passagem do ar. As janelas. drenos nos perfis que compõe a travessa inferior.Figura 7. canafístula. deverão ser previstos dispositivos que garantam a estanqueidade à água entre os perfis e partes fixas ou móveis. com dois montantes e duas travessas uma superior e outra inferior (Figura 7. apenas de caixilhos (ambientes sociais). 151 . são fixos às alvenarias da mesma forma dos batentes das portas. angelim. de forma a permitir que a água escoe e seja lançada para o exterior. Nas janelas. Portando.1. As janelas de madeira podem ser compostas por batentes. as janelas estarão sujeitas às condições ambientais. devem ser completamente estanques à passagem da água.

Caixilhos: Podem ser de abrir. Os caixilhos guilhotina são em nº.12 e 7. Ou através de roldanas ou roletes nos caixilhos ou nas venezianas de correr (Figura 7. Para isso devemos utilizar janelas de batentes duplos ou ainda batente simples. As venezianas e os caixilhos de abrir são fixas por dobradiças (3"x3").10 . As venezianas podem ter duas folhas (mais comum). são trancadas por cremona. Os de correr podem ser em nº de quatro. para que as venezianas possam abrir totalmente (Figura 7. Os caixilhos de abrir. Os caixilhos basculantes já vêm montados de fábrica. e quando abertas. o inferior é o caixilho interno e o superior externo. e as palhetas que preenchem o quadro. serem de abrir ou correr.11).Batentes das janelas b) . utilizam duas dobradiças por folha (3"x3"). cremona e vara. não cabendo nesta apostila maior detalhe. Devemos tomar cuidados quando colocamos as janelas em paredes de um tijolo. basculantes. Utilizam dois levantadores e duas borboletas para fixá-las na posição superior. mas com dobradiças especiais chamadas palmela. de correr. 152 .Venezianas: Permite a ventilação mesmo quando fechada. quatro folhas ou mais. Cada folha de veneziana é composta de dois montantes e duas travessas: superior e inferior. Na posição normal. dois roletes por folha móvel e trincos ou fechaduras. fixas às paredes por carrancas (Figuras 7.15). inferior e superior. quando desejamos abri-la. Utilizam trilhos metálicos. mas com venezianas de quatro folhas. de dois. geralmente em nº de dois. que nesses casos são dois de correr e dois fixos. pivotante ou guilhotina.14).Figura 7. c) . ou venezianas de duas folhas.13 e 7. Quando fechadas.

12) ou de abrir (Figuras 7. ou seja. 7.4 . a).12 . nas áreas sociais. e basculantes nos WCs. escritórios.Caixilho de correr 153 .Detalhes da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo d .11 .13).Tipos de janelas de madeira.Janelas compostas apenas de caixilhos: Geralmente de correr (Figura 7. utilizadas nas salas. Figura 7. áreas de serviço etc.Figura 7.Guarnições: Têm as mesmas funções e detalhes de fixação das colocadas nas portas.1.

veneziana de correr com caixilhos de correr (Figura 7.15) ou veneziana de abrir com caixilho de abrir (Figura 7.Janelas venezianas e caixilhos: Podem ser compostas de: venezianas de abrir com caixilhos guilhotina (Figura 7.13 .14 .Venezianas de correr com caixilhos de correr 154 .Caixilho de abrir b) .15 . Figura 7.16).14).Venezianas de abrir com caixilhos guilhotina Figura 7.Figura 7.

sendo que enquanto o painel superior sobe.30m . As dimensões padronizadas são: altura livre: 1.1.Janela tipo Ideal 155 .Figura 7. o inferior desce.17 . cada uma delas em dois painéis que são movimentados simultaneamente. Este movimento existe tanto para a parte das vidraças como para a parte das venezianas.1.40m).10m .16 .1.00m . largura livre: 1.30m .90m (cada corpo).60m .Janela tipo Ideal: Compõem-se normalmente de duas partes: vidraça e veneziana.00m .1.1.Venezianas de abrir com caixilhos de abrir c) .20m (pode-se conseguir = 1.1. Figura 7.

rebites ou soldas. Depois. não sofre alteração na estrutura e não necessita de pintura. O contato desses materiais com as esquadrias causa danos irreversíveis. apresenta muitas vantagens sobre o ferro. com ácido muriático e fluorídrico (na limpeza de final de obra). Descrevemos neste item as esquadrias de ferro.Janelas: Podem ser:156 . portanto devem ser protegidas. e para sua fixação na alvenaria.Janela de enrolar 7.d) . O alumínio se for anodizado. maior durabilidade. A principal vantagem das esquadrias de ferro é o custo baixo.2. A principal desvantagem é a rápida oxidação. Não podem ter contato com o reboco. L. A desvantagem está no custo e no cuidado com a manipulação das esquadrias anodizadas na obra.17). I. utilizando peças perfiladas U. são utilizados. Podem ser também de alumínio. Para a junção das diversas peças. chumbadas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 7. com resíduos aquosos (infiltração de laje). não perde o brilho.1 .Janela de enrolar Figura 7.18 . T. chatos. 7.ESQUADRIAS DE METAL (SERRALHERIA) Podem ser de ferro. utilizam-se grapas.2 . em chapa etc. quadrados ou redondos. não oxida. a possibilidade de o ferro ser facilmente moldado.

Só se justifica o seu emprego quando a ventilação for obtida por outra janela.Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos b) .Basculantes: Permitem a entrada de luz e ventilação.Fixas: São aquelas que só permitem a entrada de luz (Figura 7.a) .19 . do mesmo caixilho.20). Figura 7.20 . Figura 7. A báscula é um painel de caixilho que gira em torno de um eixo horizontal. pode ser acionado por uma única alavanca (Figura 7. O conjunto de báscula.Detalhe do caixilho tipo basculante 157 .19).

Orelha de alavanca. Os caixilhos basculantes são compostos por: . pelo seu baixo custo em relação a de madeira.21).21 . c) .Caixilho máximo ar d) .Podem ser colocadas no caixilho fixo. sendo sua abertura para o exterior (figura 7. 158 .22). 0. São fabricadas em chapas de ferro e perfis ou mesmo em alumínio. Figura 7.50x0. São compostas de duas venezianas de correr e duas venezianas fixas para o lado externo e internamente. .Geralmente o caixilho basculante é composto de uma parte fixa e outro móvel. .50m.Ferro L de contorno externo.60m. Permite-nos uma maior área de ventilação e seus quadros são de grande tamanho.Vareta de alavanca. sob pena dela se enfraquecer.Ferro T de contorno de parte fixa.Janelas Venezianas: As janelas do tipo veneziana. 0. devemos compor as básculas. ficando no caixilho móvel.70x0. . . 0. ganharam grande mercado atualmente. onde se colocam os vidros (Figura 7.Ferro L das básculas.60x0.Matajuntas em ferro L com pingadeira. grades de segurança. . simples ou em arabesco. Caso se deseje maior.70m etc.Maxim-air (Máximo-ar) e de empurrar: São as mais utilizadas nos dias de hoje. fácil colocação e por serem fabricadas em diversas dimensões. a colocação do vidro. dois caixilhos de correr e dois fixos. O comprimento das básculas não deve ser superior a 1 metro.

Podem também ser compostas com venezianas de chapa.24) 159 . Figura 7.Janela veneziana e) . e bandeiras (basculantes ou não) (Figura 7. funcionando como uma porta.23). São construídos de um quadro em ferro L munido de grapas e de folhas de abrir também em ferro L.Caixilho de correr g) .23 . que deslizam lateralmente apoiadas sobre trilhos e que receberão os vidros.Figura 7.de abrir: São compostas de folhas. cuja abertura se dá em torno de dobradiças. f) . (Figura 7. O fechamento se dará mediante a aplicação de cremona.Persianas de projeção: São fabricadas por indústrias especializadas em alumínio ou aço zincado.22 .de correr: São compostas de folhas .

b) . cremonas.24 . Cada folha compõe-se de almofada e grade na parte externa e postigo na parte interna.3 – ESQUADRIAS DE PVC As esquadrias de PVC cada vez mais vêm conquistando uma parcela do mercado da construção civil. A grade poderá ter desenho variado. O postigo apenas ocupa a área da grade.de abrir: Podem ser de uma ou mais folhas.60m e máxima 1. a) . maçanetas etc. para evitar peso excessivo nas dobradiças. Cada folha deverá ter a largura mínima de 0. 160 . A almofada é geralmente feita em chapa nº16.Venezianas de projeção 7. mesmo com a porta fechada. Acima de 1.10m devemos usar duas folhas. as folhas deslizam suspensas por roldanas na parte superior e orientadas por um guia no piso.Figura 7.2. 7. e os postigos são de abrir e desempenham o papel de permitir a ventilação do vão.Portas: São utilizadas basicamente para portas externas.de correr: Assemelha-se ao caixilho de correr. A principal vantagem das esquadrias de PVC é a grande resistência mecânica garantida pela alma de aço e pelos seus acessórios como roldanas.10m.2 . No quadro do postigo é que se colocam os vidros.

26 .4 .REPRESENTAÇÃO DE PORTAS E JANELAS (GRÁFICAS) 7.4.2 – Janelas Figura 7.1 – Portas Figura 7.4.Representação das portas em planta e vista 7.Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 161 .25 .7.

Representação dos caixilhos de empurrar e guilhotina Figura 7.27 .Representação dos caixilhos de correr e de abrir Figura 7.28 .Representação dos caixilhos pivotante 162 .Figura 7.29 .

solicitar ao fabricante desejado.Dimensões das janelas a) Venezianas 1.00 1.00 x 1. Havendo necessidade de utilizar as esquadrias de alumínio ou PVC.00 0.2 .00 x 1.20 1.5.00 x 1.20 1.00 2.00 1.20 1.00 x 1.00 1.60 x 0.20 b) Basculante 0.00 2.00 x 1.00 1. catálogos ou ainda a visita de um técnico especializado.60 x 1.00 2.50 0.80 x 0.80 0.20 x 1.80 1.00 1.Representação dos caixilhos tipo Ideal OBS. acessórios.00 x 1.20 x 1.10 em madeira ou metal.50 x 0.20 1.20 x 1.20 1..20 2.00 1.20 1.20 x 1.20 x 1.00 1.20 2.5 – ALGUMAS DIMENSÕES (COMERCIAIS) 7.10 0. os manuais técnicos.50 e) Vitrô redondo ∅ 60 ∅ 80 c) Vitrô de Correr (com bandeira fixa) 1.60 x 1.00 x 2.20 2.50 0.1 .80 x 1.20 2.00 x 0.40 x 1.Figura 7.50 x 1.90 x 2.20 1.50 x 1.00 1.50 x 0.00 x 1.5.50 x 1.60 x 0. de perfis.60 0.40 0. fixação.80 x 1.10 1.00 0.20 0.60 1.80 1.50 x 1. cada indústria detém um sistema.2 .80 0.70 0.70 x 2.80 x 0.00 x 1.Dimensões das portas 0.60 1.70 x 0.60 0.80 x 2.60 1. 7.00 x 1.40 0.10 0.00 x 0.20 1.80 x 1.20 x 1.50 x 1.30 .00 1.50 x 1.20 c) Vitrô de Correr com bandeira basculante) 1.50 x 0.Portas: Tabela 7.1 .00 1.20 x 0.00 1.20 x 1.Janelas: Tabela 7.60 x 0.60 x 0.50 x 1.40 x 0.80 x 1.20 1.00 x 1.00 x 1. etc.80 1.00 x 0.20 1.60 x 1.20 x 0.20 x 1. devido ao fato de serem industrializadas e portanto.40 x 1. 7.70 x 0.80 x 1.20 x 2.20 163 .50 0.00 x 0.20 x 1.:As esquadrias de alumínio e de PVC não serão descritas nesta apostila..60 2.00 1.10 1.20 2.20 1. para dirimir possíveis dúvidas.60 x 2.10 0.60 1.00 x 0.20 2.00 x 1.40 x 1.80 2.

2) Ventilação regulada conforme abertura das folhas. 1) Todas as vantagens da janela do tipo projetante.6 . GUILHOTINA PROJETANTE PROJETANTE DESLIZANTE 1) Todas as desvantagens da janela tipo projetante quando não utiliza braço de articulação de abertura até 90° . 1) Ocupa espaço caso as folhas abram para dentro. pois a pressão do vento sobre a folha ajuda esta condição. 3) Boa estanqueidade. 164 . 3) Fácil limpeza. caso contrário as folhas devem ser retentores no percurso das guias nos montantes do marco 1) Não ocupa espaço interno 2) Possibilita ventilação nas áreas inferiores do ambiente. 1) Boa estanqueidade ao ar e à água. total.Características dos diversos tipos de janelas Tipos CORRER Vantagens 1) Simplicidade de manobra. 2) Pequena projeção para ambos os lados não prejudicando as 2) Reduzida estanqueidade. 2) Não é possível regular a ventilação 3) As folhas se fixam apenas na posição de máxima abertura ou no fechamento total. o que permite o controle da ventilação. 2) Facilidade de comando a distância. 4) Dificultam a colocação de tela e/ou grade e/ou persianas se as folhas abrirem para fora .7. 2) Dificuldade de limpeza na parte externa. Desvantagens 1) Vão para ventilação quando aberta totalmente é 50% do vão da janela. 4) Possibilita a movimentação de ar em todo o ambiente. 3) Quando utiliza pivôs com ajuste de freio.COMO ESCOLHER UMA ESQUADRIA: Tabela 7. 1) Dificuldade de utilização de telas e/ou grades 2) Abertura de grandes dimensões com um único e/ou persianas. 2) Dificuldade de limpeza na face externa. 1) Janela que permite ventilação constante. 2) Não permite o uso de grades e/ou telas na parte externa. mesmo com chuva sem vento. 5) Impossibilidade de abertura para ventilação com chuva oblíqua. 4) Possibilita a movimentação de ar em todos os ambiente. 1) Caso as janelas tenham sistemas de contrapeso ou de balanceamento. pivôs com ajuste de freio. 1) Ventilação boa principalmente na parte superior. 1) Dificuldade de limpeza na face externa. áreas próximas a ela. 1) No caso de grandes vão necessita-se de uso de fechos perimétricos. vidro. 2) Libera completamente o vão na abertura máxima. 4) Permite telas e/ou grades e/ou persianas quando as folhas abrem para dentro. tanto na parte superior com na parte inferior. ABRIR folha dupla ABRIR folha simples PIVOTANTE HORIZONTAL (REVERSÍVEL) (1) 1) Facilidade de limpeza na face externa. 2) Possibilidade de abertura até 90° (horizontal) devido aos braços de articulação apropriados. mesmo com chuva 1) Não libera o vão para passagem sem vento. TOMBAR 1) Não libera o vão. 3) Fácil limpeza na face externa. 1) As mesmas vantagens da janela tipo de correr caso as folhas tenham sistema de contrapeso ou sejam balanceadas. na totalidade do vão. (*) O eixo pivotante pode ser localizado no meio do plano da folha ou mais próximo de uma de suas bordas. permite abertura a qualquer ângulo para ventilação. caso tenha panos fixos. 2) Ocupa espaço interno caso o eixo seja no 3) Abertura em qualquer ângulo quando utiliza centro da folha. 3) Vedações necessárias nas juntas abertas. 2) Ocupa pouco espaço na área de utilização. mesmo com chuva sem vento. 2) Dificulta a utilização de telas e/ou grades e/ou persianas.3 . mesmo com chuva sem vento. 3) Não acupa áreas internas ou externas (possibilidade de grades e ou telas no vão total). PIVOTANTE VERTICAL (*) BASCULANTE 1) Facilidade de limpeza na face externa. 2) As desvantagens já citadas das janelas de correr. 3) A abertura na parte superior facilita a limpeza e melhora a ventilação. a quebra dos cabos ou a regulagem do balanceamento constitui problemas. 3) Libera parcialmente o vão.

para criar a rosca na madeira. nos dois lados.ANOTAÇÕES 1 . 3 . devemos aplicar produtos de conservação da madeira para protegê-la do intemperismo. tampar o furo dos parafusos com cavilhas de madeira. 2 . evitando danificar a madeira durante o ajuste. 4 – Quando a esquadria de madeira é recebida na obra não deve apresentar desvios dimensionais além dos limites tolerados e muito menos teor de umidade acima do especificado.Na fixação das dobradiças os parafusos não devem ser martelados e sim aparafusados.Nos batentes fixos por parafusos. 6 – A qualidade de uma esquadria e seu funcionamento perfeito depende de uma colocação bem ajustada e da utilização cuidadosa das feramentas.Aprumar os dois montantes. 165 . 5 – Após a entrega da esquadria de madeira e antes de sua colocação.

barro. • Especificar a regularização adequada para um determinado piso. impermeabilizar. graxas.1 – PREPARO DOS SUBSTRATOS 8. cerâmicas. pedras decorativas. Os revestimentos podem ser divididos em: argamassados e os não argamassados o que consiste em revestir as paredes. texturas entre outros. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Analisar o tipo de revestimento que mais se enquadra para uma determinada superfície. pontas metálicas e preenchimento de furos bem como aumentar a rugosidade para garantir boa aderência. lavagem ou jateamento de areia. 8. esgoto e gás deverão ser ensaiados sob pressão recomendada para cada caso antes do início dos serviços de revestimento.8 . A limpeza da base deve ser feita com uma escova de aço. Portanto os revestimentos são executados para proporcionar maior resistência ao choque ou abrasão (resistência mecânica). com gesso. substâncias gordurosas. Portanto devemos preparar o substrato. Essa adequação esta relacionada com a limpeza da estrutura e da alvenaria. • Executar corretamente o assentamento dos pisos. Precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência da argamassa de revestimento.1. todos os dutos e redes de água. óleos desmoldantes nas estruturas e fungos. 166 . fuligem.1 Na vertical A preparação do substrato (base) consiste em adequar a alvenaria para o recebimento da argamassa. tornar as superfícies mais higiênicas (laváveis) ou ainda aumentar as qualidades de isolamento térmico e acústico. eflorescências ou outros materiais soltos. essa limpeza visa eliminar elementos que podem prejudicar a aderência da argamassa. TETOS. Quando se pretende revestir uma superfície. eliminação das irregularidades superiores. MUROS E PISOS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. como: pó. ela deve estar sempre isenta de poeira.REVESTIMENTO DAS PAREDES. remoção das incrustações. • Executar corretamente os pisos de concreto armado O revestimento é a fase da obra em que se faz a regularização das superfícies verticais (paredes) e horizontais (pisos e tetos). • Especificar corretamente o tempo de cura de cada revestimento. tetos e muros com argamassa convencional. • Executar corretamente os diversos tipos de revestimentos.

Na estrutura de concreto armado aplica-se o chapisco para concreto com desempenadeira dentada devendo o mesmo ser acrescido de adesivo para argamassa (Figura 8.1b). A Figura 8. além da remoção de incrustações metálicas e de arames devem ser realizados. O chapisco rolado pode ser aplicado tanto na estrutura como na alvenaria utilizando. O chapisco é uma argamassa de cimento e areia média ou grossa sem peneirar no traço 1:3. O chapisco deve ser executado usando materiais e técnicas apropriadas para melhorar as condições de aderência da camada do revestimento à base ou substrato.1 – Diversas formas de aplicação do chapisco (CEOTTO. desempenado ou rolado.1c) (CEOTTO et al.1 ilustra as diversas maneiras de se aplicar o chapisco.25 kg m² : areia = 0.A eliminação das irregularidades superiores como rebarba de concretagem e excesso de argamassa nas juntas. um rolo de espuma (Figura 8. Pode ser acrescido de adesivo para argamassa. É um revestimento rústico empregado nos paramentos lisos de alvenaria. dando maior pega. (a) Convencional (b) Desempenado (c) Rolado Figura 8. Deve-se também corrigir imperfeições da base preenchendo furos e elementos de alvenaria quebrados. devido a sua superfície porosa.1a). a fim de facilitar o revestimento posterior. criando uma superfície de rugosidade adequada e regularizando a capacidade de absorção inicial da base (FRANCO & CANDIA. no mínimo 03 dias antes da aplicação do emboço (Figura 8.0053m³ Deve ser lançado sobre o paramento previamente umedecido em uma única camada de argamassa pelo sistema convencional. Consumo de materiais por cimento = 2. 1998b). independentemente das características de seus materiais. Na alvenaria aplica-se o chapisco bem distribuído e fechado (convencional) aplicado com colher de pedreiro ou mecânicamente. e as estruturas de concreto devem ser previamente preparados mediante a aplicação de 167 . pedra ou concreto. E no caso de superfícies lisas. pouco absorventes ou com absorção heterogênea de água. 2005) Os tetos. 2005). aplica-se o chapisco.

nos locais de passagem de veículos o lastro deverá ser no mínimo 7. Para termos uma superfície acabada de concreto plana e nivelada devemos proceder da seguinte forma (Figura 8. ficando claro que o apiloamento não tem a finalidade de aumentar a resistência do solo mais sim uniformizá-lo.1. apoiadas nas guias se retira o excesso de concreto. não podemos fazêlo diretamente sobre o solo ou sobre as lajes ( exceto as lajes de nível zero). Quando se tem um aterro e este for maior que 1. 4º-entre os tacos fazemos as guias em concreto. ou uma argamassa de regularização. base ou lastro.0 cm. Este chapisco deverá ser acrescido de adesivo para argamassa a fim de garantir a sua aderência Portanto a camada de chapisco deve ser uniforme. com pequena espessura e acabamento áspero.Lastro Os lastros mais comuns são executados com concreto não estrutural no traço 1:4:8.chapisco. A espessura mínima do contrapiso deverá ser de 5 cm. respectivamente. convém armar o concreto e nesses casos o concreto é mais resistente (concreto estrutural). 5:4. Para aplicarmos o concreto devemos preparar o terreno. 8. Em residências. 1:3:5 ou 1:3:6. 3º-colocar tacos cujo nivelamento é obtido com o auxílio de linha. devemos executá-lo com cuidados especiais. nivelando e apiloado.2): 1º-determinamos o nível do piso acabado em vários pontos do ambiente.. 168 . Devemos executar uma camada de preparação em concreto magro. 5º-entre duas guias consecutivas será preenchido com concreto e passando a régua. em camadas de 20 cm apiloadas. podendo chegar até a ±10. pois o terreno nunca estará completamente plano e em nível.00m. podendo atingir até ± 8 cm.2 Na horizontal Todas as vezes que vamos aplicar qualquer tipo de piso. cimento cola ou cola.0 cm. podendo assim executar o emboço. que chamamos de contrapiso. a) . 2º-descontar a espessura do piso e da argamassa de assentamento ou regularização. Quando não se puder confiar num aterro recente. A cura do chapisco se dá após 3 dias após a sua aplicação. podendo usar o traço 1:2. que se faz utilizando o nível de mangueira.

no acabamento (aparecimento de manchas) e na estrutura do piso (empenamento.2 . pois o piso é assentado com a argamassa ainda fresca e a mesma perde volume comprometendo a planicidade do piso. seja ele natural. pois prejudica todo e qualquer tipo de piso.0cm. Neste caso a espessura da argamassa de assentamento não deve exceder a 3. que em certos casos poderá ser a própria argamassa de assentamento. deverá ser feito um tratamento impermeável para que o piso não sofra danos na fixação (desprendimento do piso).Procedimento para nivelar sub-base do lastro Obs: Para o piso com grande caída o procedimento é o mesmo. Para o piso com pouca caída é aconselhável que a caída seja dada na argamassa de assentamento ou na de regularização.Figura 8. 169 . etc.). Caso haja umidade. Devemos ter cuidado quanto à umidade no contrapiso.Argamassa de Regularização Nos pavimentos superiores (sobre as lajes). quando os pisos forem assentados pelo sistema convencional. E utilizamos argamassa de assentamento para regularizar. promovendo assim as caídas. Utilizamos a argamassa de regularização quando os pisos forem assentados com cola. apenas devemos variar as alturas das taliscas. como veremos na descrição de cada piso. devemos realizar uma argamassa de regularização. cerâmico ou sintético. cimento cola ou ainda quando a espessura da argamassa de assentamento exceder a 3. Para cada tipo de piso existe um tipo mais indicado de traço de argamassa de regularização. b) . quando as mesmas não forem executadas com nível zero.0cm. Esse tratamento consiste em colocar aditivo impermeabilizante no concreto do contrapiso ou na argamassa de assentamento ou ainda a colocação de lona plástica sob o contrapiso.

8. além disso. A superfície deve estar previamente molhada. Normalmente o emboço trabalha como base para o reboco. na sua grande maioria. conforme a superfície a ser aplicada. principalmente para as argamassas industrializadas. do telhado para as fundações. Podem ser preparadas manualmente de acordo com a NBR 7200/98. cal e areia nas proporções indicadas na Tabela 8.. pastilha. A areia empregada é a média ou grossa. esta absorverá a água existente na argamassa e da mesma forma se desprenderá. massa corrida. Os revestimentos internos e externos devem ser constituídos por uma camada ou camadas superpostas. O consumo de cimento deve. se lançarmos a argamassa sobre a base. sarrafeado.1 Na vertical a) . Os revestimentos externos devem. A umidade não pode ser excessiva. ser decrescente.2. e eram construídas. azulejo. ideal para receber o revestimento final (reboco). por tijolos cerâmicos assentados e revestidos com argamassa de cal e areia. contínuas e uniformes. As superfícies precisam estar perfeitamente desempenadas. bem como apresentar boa aderência entre as camadas e com a base.1. ideal para receber gesso. de preferência a areia média. gesso etc. ou seja. massa corrida. já nas primeiras idades. azulejo. sarrafeado e desempenado. conseguiram ter sua resistência aumentada e a aderência às bases melhoradas. 8. em contato com a base. prumadas ou niveladas e com textura uniforme. O emboço é uma argamassa mista de cimento. O revestimento é iniciado de cima para baixo. pois a massa escorre pela parede. 170 . Por outro lado.2 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS TRADICIONAIS Os revestimentos argamassados são tecnologias construtivas que remontam seu uso desde a Idade Média. Com a adição do cimento. etc. De preferência devem ser preparadas por processo mecanizado. preferencialmente. devendo promover a boa ancoragem com eles e possuir uniformidade de absorção para que haja boa aderência entre as camadas.Emboço A argamassa utilizada para a regularização dos diversos substratos é chamada de emboço ou massa única ou ainda emboço paulista. completamente seca. Para garantir uma boa aderência entre os demais revestimentos o acabamento superficial do emboço pode ser executado do seguinte maneira: • • • sarrafeado. sendo maior na primeira camada. desempenado e feltrado (uma mão de massa ou massa única ) para receber a pintura. A partir da invenção do cimento Portland as argamassas sofreram uma evolução. Nesta época as alvenarias eram utilizadas como vedação e como estrutura. resistir à ação de variação de temperatura e umidade.

As irregularidades da alvenaria são mais freqüentes na face não aparelhada das paredes de um tijolo.3 e 8.0 1.0 Pasta(1) de cal 1.0 2.5 a 3.0 (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água. com argamassa de cal. o emboço é executado com argamassa de cimento e recomenda-se a incorporação de aditivos impermeabilizantes.0 a 3.5 Areia (2) 8.0 a 4.0 1.0 1. pois o seu excesso. (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5% Portanto.0 3.0 a 10. 171 . acima do nível do terreno.0 a 10. com argamassas mistas de cimento e cal. corre o risco de desprender. resultando um painel de alvenaria.0 1.0 11.5 2.0 cal hidratada 2.0 1. Para conseguirmos uma uniformidade do emboço e tirar todos os defeitos da parede.0 2.0 11.0 a 10.0 2.0 a 4. mista de cimento e cal. além do consumo inútil.0 9.0 OBS.0 1. Para isso devemos fazer: a. O emboço deve ter uma espessura média de 1.0 a 12.0 1.0 1.0 8.0 1.Tabela 8.5 2. que assentados com a própria argamassa do emboço nos fornecem o nível (Figuras 8. em contacto com o solo.0 1. Superfícies internas Tetos (laje de concreto maciço ou laje mista) 1.0 a 12.0 3.5 1.1) Assentamento da Taliscas (tacos ou calços) As taliscas são pequenos tacos de madeira ou cerâmicos. na interna.0 8.0 2.0 .0 a 12.0 1. devemos seguir com bastante rigor ao prumo e ao alinhamento.0 3.5 2.0 11. No caso de tetos.0 11.0 1.0 3. ou preferivelmente. depois de seca.0 1.0 a 10.4).0 a 12.0 11.0 a 12. Infelizmente esta espessura não é uniforme porque os tijolos têm diferenças de medidas. com saliências e reentrâncias que aumentam essa espessura.no caso de execução de acabamento tipo barra lisa - Superfícies externas e internas - 1.0 11.0 3. o emboço de superfície externa.1 -Traço do emboço para as diversas bases BASES Tipo MATERIAIS Localização Superfícies externas acima do nível do terreno cimento 1.0 8.0 a 10.5 8.5 1. Nas paredes externas. Recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante Paredes Superfícies externas em contato com o solo. principalmente o interno.5cm.0 a 10. deve ser executado com argamassa de cimento e cal.0 a 12.0 1.

é preciso fixar uma linha na sua parte superior e ao longo de seu comprimento. ou cacos cerâmicos) devem ser assentadas com argamassa mista de cimento e cal para emboço. para poder utilizar réguas de até 2. quando forem colocadas as taliscas.0m de comprimento. Sob esta linha.3 .3). recomenda-se a colocação das taliscas intermediárias em distâncias de 1.No caso de paredes.5m a 2m entre si. com a superfície superior faceando a linha (Figura 8. devem ser assentadas outras na parte inferior (a 30cm de piso) e as intermediárias (Figura 8. A distância entre a linha e a superfície da parede deve ser na ordem de 1.4). 172 . Devemos ter o cuidado para que os batentes não fiquem salientes em relação aos revestimentos. e nem tampouco os revestimentos salientes em relação aos batentes e sim faceando. É importante verificar o nível dos batentes. As taliscas (calços de madeira de aproximadamente 1x5x12cm. favorecendo a sua aplicação.5cm. com o auxílio de fio de prumo. pois os mesmos podem regular a espessura do emboço. Figura 8.Assentamento das taliscas superiores nas paredes A partir da sua disposição na parte superior da parede.

Figura 8.4 - Assentamento das taliscas inferiores nas paredes

No caso dos tetos, é necessário que as taliscas sejam assentadas empregando-se régua e nível de bolha ao invés de fio de prumo. Ou através do nível referência do piso acabado, acrescentando uma medida que complete o pé direito do ambiente (Figura 8.5).

1.00 m

X

nível do piso acabado

Figura 8.5 - Detalhe da colocação das taliscas nos tetos utilizando o nível referencial.

173

1.00 m

X

a.2) Guias ou Mestras São constituídas por faixas de argamassa, em toda a altura da parede (ou largura do teto) e são executadas na superfície ao longo de cada fila de taliscas já umedecidas. A argamassa mista, depois de lançada, deve ser comprimida com a colher de pedreiro e, em seguida, sarrafeada, apoiando-se a régua nas taliscas superiores e inferiores ou intermediárias (Figura 8.5). Em seguida, as taliscas devem ser removidas e os vazios preenchidos com argamassa e a superfície regularizada. O sarrafeamento do emboço pode ser efetuado com régua apoiada sobre as guias. A régua deve sempre ser movimentada da direita para a esquerda e viceversa (Figura 8.6).

Figura 8.6 - Detalhe da execução das guias e do emboço

Nos dias muito quentes, recomenda-se que os revestimentos, principalmente aqueles diretamente expostos a radiação solar, seja mantidos úmidos durante pelo 174

menos 48 horas após a aplicação. Pode ser efetuado, por aspersão de água três vezes ao dia. O período de cura do emboço, antes da aplicação de qualquer revestimento, deve ser igual ou maior há sete dias. b) - Reboco Atualmente pouco utilizado o reboco é iniciado somente após a colocação de peitoris, tubulações de elétrica etc. e antes da colocação das guarnições e rodapés. A superfície a ser revestida com reboco deve estar adequadamente áspera, absorvente, limpa e também umedecida. O reboco é aplicado sobre a base, com desempenadeira de madeira e deverá ter uma espessura de 2 mm até 5 mm. Em paredes, a aplicação deve ser efetuada de baixo para cima, a superfície deve ser regularizada e o desempenamento feito com a superfície ligeiramente umedecida através de aspersão de água com brocha e com movimentos circulares. O acabamento final é efetuado utilizando uma desempenadeira com espuma (Figura 8.7). É extremamente importante, antes de aplicar o reboco, que o mesmo seja preparado com antecedência dando tempo para a massa descansar. Esse procedimento é chamado de "curtir" a massa e tem a finalidade de garantir que a cal fique totalmente hidratada, não oferecendo assim danos ao revestimento.

Figura 8.7 - Detalhe da aplicação do reboco

O reboco é constituído, mais comumente, de argamassa de cal e areia no traço 1:2, ou como apresentado na Tabela 8.2:

175

Tabela 8.2 - Traços do reboco BASES MATERIAIS
Tipo Localização Superfícies externas acima do nível do terreno Superfícies externas em contato com o solo. cimento 1,0 cal hidratada 1,0 Pasta(1) de cal 1,0 Areia (2) 2,0 a 3,5 1,5 a 3,0 3,0 a 4,0 OBS. recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante

Paredes

Superfícies internas inclusive paredes de banheiros, cozinhas, lavanderias e ixeiras, acima de 1,60m de altura.

-

1,0 -

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Superfícies internas 1,0 de paredes de banhei ros, cozinhas, lavanderias e lixeiras, até 1,60m de altura Tetos Superfícies externas 1,0 e internas (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5%.

-

3,0 a 4,0

no caso de pintura da superfície revestida com tinta à base de resina epóxi, borracha clorada, etc...

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Podemos utilizar argamassas pré-fabricadas, para reboco, que precisam ser fornecidas perfeitamente homogeneizadas, a granel ou em sacos. Cada saco deve trazer bem visíveis, as indicações de peso líquido, traço, natureza do produto e a marca do seu fabricante. Outros materiais aglomerantes e agregados podem ser empregados, como as massa finas acondicionada em sacos de aproximadamente15kg, que são misturados na obra com a cal desde que satisfaçam à especificações necessárias de uso. Em condições normais é um pouco mais dispendioso do que a argamassa preparada na obra, mas quando não se tem espaço suficiente para peneirar, secar e "curtir", a massa é vantajosa. c) – Chapisco para acabamento O chapisco pode ser aplicado como revestimento rústico, para acabamento externo, podendo ser executado com vassoura ou peneira para salpicar a superfície. Neste caso, é aplicado sobre o emboço podendo ser aplicado mais de uma camada, de modo a cobrir o substrato. As peneiras utilizadas na construção civil são as mesmas da agricultura e são denominadas peneiras de fubá, arroz, feijão, café etc. Para um acabamento mais fino se utiliza a peneira de arroz, para um acabamento mais rústico a de feijão. A função da peneira na aplicação do chapisco é para uniformizar a textura do 176

chapisco, pois somente vão passar pela malha da peneira as dimensões dos grãos inferiores ao da malha, os maiores são separados. 8.2.2 Na horizontal a) - Cimentados O piso cimentado é executado com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, com espessura entre 2,0 a 2,5cm e nunca inferior a 1,0cm. Podemos utilizar o cimento Portland comum ou o cimento Portland branco e ainda acrescentar no cimento branco corantes. * Se desejamos um acabamento liso devemos polvilhar cimento em pó e alisar com a colher de pedreiro ou desempenadeira de aço (massa queimada). * Se desejamos um acabamento áspero, usamos apenas desempenadeira de madeira, ou texturado (vassoura, roletes etc...) a

Quando o cimentado for aplicado em superfícies muito extensas, devemos dividi-las em painéis de 2,0x2,0m, com juntas de dilatação (junta seca) que podem ser executadas durante a aplicação ou depois da cura (junta serrada). A cura será efetuada pela conservação da superfície levemente molhada, coberta com sacos de estopa ou mantas, durante no mínimo 7 dias. Obs.: A utilização de mantas é muito utilizada nos dias de hoje, mas devemos ter o cuidado de mante-las sempre molhadas, para evitar que as mesmas absorvam a água do piso fazendo o efeito contrário. b) - Granilite Granilite ou marmorite, é um piso rígido polido, com juntas plásticas de dilatação, moldado in loco, ele é constituído de cimento e mármore, granito ou quartzo triturado. A cor varia de acordo com a granilha e o corante que são colocados na sua composição ( se for utilizado cimento branco). b.1) - Regularização de base para granilite É feita com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, não devendo ser alisada com a colher de pedreiro mais sim desempenada, para ficar com uma superfície áspera onde o granilite irá aderir com maior intensidade. b.2) - Pasta de granilite É constituída de uma argamassa composta de pequena carga de pedra (granito, mármores ou quartzo, cimento e corantes. O cimento poderá ser comum ou branco, a espessura é de 12 a 15 mm. 177

Assim como o cimentado, o granilite também precisa da ajuda das juntas de dilatação para não sofrer retração. Portanto a sua aplicação deve ser precedida da colocação das juntas de dilatação constituídas por tiras de plástico fixadas no contrapiso com nata de cimento. A argamassa de granilite é aplicada no contrapiso com colher de pedreiro e regularizada com régua de alumínio. b.3) – Polimento Após dois dias da colocação do granilite, a argamassa já está apta para receber o primeiro polimento. O polimento é executado com máquina com emprego de água e abrasivos de granulação 40, 80 e 160 progressivamente. Após o primeiro polimento, as superfícies serão estucadas com mistura de cimento comum ou branco e corante (para tirar pequenas falhas). O polimento final será a máquina com emprego de água e abrasivos nº 220. Os rodapés, peitoris etc. são polidos a seco com máquina elétrica portátil. As juntas de dilatação devem formar quadros de no máximo 1,50 x 1,50m. 8.3 – REVESTIMENTOS NÃO ARGAMASSADOS São os revestimentos, constituídos por outros elementos naturais ou artificiais (gesso, cerâmicas, pedras, madeiras, pastilhas, piso vinílico, piso de borracha etc.), assentados sobre emboço ou base regularizada (para pisos) através de argamassa colante, cola, argamassa de assentamento ou outras estruturas de fixação. São utilizados nos revestimentos de paredes e pisos. 8.3.1 – GESSO O gesso é um dos materiais mais consumidos no mundo. Extraído de minas subterrâneas e de minas ao céu aberto, como é o caso brasileiro, o gesso já serviu como massa de assentamento nas pirâmides egípcias bem como os gregos e os romanos o utilizaram para decoração. Hoje, os processos industriais nos permitem ter acesso a uma grande gama de produtos de gesso. Suas propriedades de isolamento térmico e acústico além das riquezas das formas que pode se criar com o pó de gesso o tornaram essencial para arquitetos e engenheiros. O gesso em pó é empregado em grande quantidade na construção, misturando com água proporciona um revestimento eficaz, estético e bom acabamento para paredes interna e tetos (SINDUSGESSO, 2006). A crescente utilização de revestimentos de gesso nas edificações contribuiu para uma boa alternativa e muitas vezes econômica. O revestimento de gesso pode ser aplicado em diversas bases, mas deve-se garantir a aderência e uma espessura ideal. A espessura do revestimento de gesso em geral depende da base, mas tecnicamente se recomenda a espessura de 5 ± 2mm (Revista Téchne, 1996)

178

Para a aplicação do revestimento de gesso deve-se observar o prazo mínimo de 30 dias sobre as bases revestidas com argamassa, e de concreto estrutural; e de no mínimo 14 dias para as alvenarias. a)- Preparo do substrato A superfície a ser revestida deve estar sempre isenta de poeira, umidade, substâncias gordurosas, eflorescências ou outros materiais soltos. A superfície precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência. Inicialmente deve-se verificar a falta de prumo, nível e planeza das bases conforme limites constantes na Norma 02.102.17-006/95 (Tabela 8.3).
Tabela 8.3 - Desvios máximos de prumo, nível e planeza (ABNT,1995)

Desvio do prumo ≤ H/900

Desvio de nível ≤ L/900

H = Altura da parede em metros L = Maior vão do teto

Planeza • Irregularidades graduais: ≤ 3mm, em régua de 2,0m • Irregularidades abruptas: ≤ 2mm, em régua de 20cm

Caso a base não atenda os limites da Tabela 8.3 deve-se retificar o plano da base utilizando-se um emboço. Pontas de ferro, resíduos de fôrmas, rebarbas de concreto ou argamassa, devem ser removidos. O revestimento de gesso propicia a corrosão de peças metálicas comum, pois é alcalina e pode apassivar o aço, portanto deve-se tratar os componentes metálicos ou protegê-los. As alvenaria que deverão receber o revestimento de gesso não deverão ser umedecidas, pois podem movimentar causando fissuras no revestimento. Se necessário somente os revestimentos de argamassa devem ser umedecidos pelas suas características de absorção ou de secagem da pasta.(De Milito, 2001) b)- Preparo da pasta O gesso (CaSO4) é preparado em pasta, e devido a pega rápida o volume preparado para cada vez é em geral na ordem de um saco comercial (40kg) o que equivale a 45 litros. A quantidade de água deverá ser entre 60% a 80% da massa do gesso seco dependendo da finura. A mistura é feita manualmente polvilhando o gesso sobre a água para que todo o pó seja disperso e molhado, evitando a formação de grumos. Depois de concluído o polvilhamento do gesso sobre a água, esperar cerca de 10 min. Para que as partículas absorvam água, e a suspensão passe do estado líquido a um estado fluído consistente. Com a colher de pedreiro agitar parte da 179

0 mm. avaliação da aderência do revestimento. Cantoneiras de alumínio. 4. Cada faixa é iniciada com uma pequena sobreposição à precedente. 1996a).Aplicação. aplicada sobre o revestimento em qualquer direção. Para pontos localizados. o revestimento de gesso não deve apresentar pulverulência. 2. 6. que irá receber os retoques. Caso necessário pode-se executar ensaios especiais como: medição da espessura. Dependendo do substrato a pasta de gesso pode ser aplicada com desempenadeira de PVC em uma ou várias camadas. Régua de alumínio com 2. o gesseiro inicia à camada seguinte. pois o gesso endurecido desidrata lentamente com o calor (HINCAPIE et al. Desempenadeira em chapa de PVC com dimensões aproximadas de 0.pasta ( aquela que vai ser utilizada inicialmente) e aguardar cerca de 5 min. avaliação da dureza. 7. As ferramentas e acessórios utilizados na execução de revestimento de gesso são: 1. 3. Na execução do revestimento de gesso deve-se observar a temperatura ambiente e a temperatura do substrato que não deverão ultrapassar a 35 ° C. Com a régua de alumínio.25 x 0. Desempenadeira de aço. Após a conclusão dos serviços para verificar a planeza do revestimento como um todo. uma régua de alumínio de 20 cm não deve apresentar desvio superior a 1 mm. o revestimento não poderá apresentar desvio superior a 3 mm. aplicando a pasta de gesso em faixas perpendiculares às primeiras (camadas cruzadas). promove o seu sarrafeamento com o intuito de cortar os excessos grosseiros e dar ao revestimento uma superfície mais regular. e tendo revestido todas as faixas em uma direção. falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm. Para aplicar a pintura. ficando o acabamento final liso e brilhante.0 m. Para a execução de uma camada de espalhamento divide-se o substrato em faixas de espalhamento com aproximadamente a mesma largura da desempenadeira de PVC. raspagens e a camada final de acabamento. A espessura da pasta é de 1 mm a 3 mm podendo chegar no máximo a 7 mm. executa-se uma inspeção visual utilizando uma régua de alumínio de 2. 180 . o gesseiro verifica a sua planeza. Colher de pedreiro. e antes que a pega esteja muito avançada.0 m de comprimento. Espátula. Os retoques finais e a camada de acabamento são executados utilizando a colher de pedreiro e a desempenadeira de aço. avaliação da aderência da pintura.60 m e espessura de 4. Concluída a execução de uma camada de espalhamento. Caixotes para o preparo da pasta com volume interno superior a 100 litros (denominadas masseiras). 5. Neste caso. Terminada a camada de revestimento. para o repouso final da pasta e até que adquira consistência adequada para ser aplicada com boa aderência e sem escorrer sobre a base. c) .

piscinas. gretamento.: O revestimento com gesso deve ser aplicado somente em ambientes internos e sem umidade. filitos.A Tabela 8. 5 . feldspatos (grês). paredes.6) e a abrasão (Tabela 8.0m de comprimento aplicada sobre o revestimento em qualquer direção. e areias (quartzo) dando um produto final com grande variedade de cores. Em pontos localizados. tanto nas paredes como nos pisos.3. Obs. brilhantes ou acetinados. piscinas e saunas Pisos.2 Revestimento cerâmico A cerâmica é um produto industrializado composto por argila. as cerâmicas são utilizadas em ambientes que podem ser molhados e devem ser higiênicas como as cozinhas. paredes e piscinas Pisos e paredes paredes 181 . Normalmente quanto menor o grau de absorção. falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm.Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água Grupo I IIa IIb III Grau de absorção 0% a 3% 3% a 6% 6% a 10% >10% Uso recomendado Pisos. banheiros.7).5) e resistência ao ataque químico contidos em produtos de limpeza (Tabela 8. o revestimento não deve apresentar pulverulência superficial excessiva. Antes de comprar ou especificar um revestimento cerâmico devemos classificá-los principalmente quanto a absorção de água (Tabela 8. 1996) Serviços Tempo (min) Preparo da pasta 2a5 Espera 10 a 15 Espalhamento 20 a 30 Sarrafeamento. podendo ser (Tabela 8. não deve apresentar desvio superior a 3 mm.5): Tabela 8. Tabela 8.4 resume as diversas etapas e o tempo aproximado de execução da aplicação manual da pasta. não deverá apresentar desvio superior a 1 mm. Pelas suas características. Antes da aplicação de pintura. talcos. saunas úmidas etc. melhor será a qualidade. lisos ou decorados A espessura é variável apresentando a face posterior (tardoz) saliências para aumentar a aderência.4 – Etapas e tempo aproximado de execução da aplicação manual de gesso. retoques e raspagens 30 a 35 Acabamento 35 a 45 Total 97 a 130 d) . utilizando uma régua de 20 cm. para consumo de 45 litros de pasta = 1 saco de gesso (HINCAPIE et al. 8.Verificação visual dos serviços: Utilizando uma régua de 2.

182 • . fast-food etc. e externamente no máximo 0. destacamento da peça. shopping centers. a) Juntas de dilatação: Todo revestimento cerâmico precisa de juntas e suas especificações devem ser informadas pelo fabricante. pela movimentação do substrato e pela dilatação térmica. aeroportos. 6 . 7 . que definem a posição das peças e tem a função de absorver parte das tensões provocadas pela expansão por umidade da cerâmica. entradas de hotéis. as Estruturais. que devem existir na estrutura de concreto cuja função é aliviar as tensões provocadas pela movimentação da estrutura. como a resistência à manchas e a expansão por umidade EPU. Quartos sem portas para fora Cozinhas residênciais. Na colocação das cerâmicas devemos prever juntas de dilatação e rejuntá-las para uma maior durabilidade. corredores. ela representa a resistência ao desgaste superficial. Existem quatro tipos básicos de juntas as: • Superficiais ou de assentamento. cerâmica com EPU de no máximo 0.60mm/m.Tabela 8. consequentemente. padarias. Comerciais internos. hall de residência.Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão Abrasão Grupo 0 Grupo 1 (PEI-1) Grupo 2 (PEI-2) Grupo 3 (PEI-3) Grupo 4 (PEI-4) Grupo 5 (PEI-5) Resistência Baixa Média Média alta Alta Altíssima e sem encardido Uso recomendado Desaconselhável para piso Banheiros residênciais.Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico (Anfacer) Classe A B C Resitência Química Ótima resistência aos produtos químicos Ligeira alteração de aspecto Alteração de aspecto bem definida E quanto a resistência a abrasão. e as de (Figura 8.8).7): Tabela 8.40mm/m. Estab. Áreas públicas. Uma alta EPU pode ocasionar deslocamento e gretamento da placa. As juntas são obrigatórias e evitam que movimentos térmicos causem "estufamento" e. quintais. Recomenda-se utilizar em pisos ou paredes internas. no caso de cerâmicas esmaltadas é caracterizada por unidade PEI (Porcelain Enamel Institute) e classificado como segue (Tabela 8. show rooms. Outras características técnicas dos revestimentos cerâmicos são importantes observar. Quartos de dormir etc.

b) Rejuntamento Rejuntamento é o enchimento das juntas entre as peças com pasta de cimento ou rejunte industrializado. dureza.8 – Detalhe dos tipos de juntas Além de possibilitar a movimentação de todo o conjunto do revestimento durante as dilatações e contrações. resistência a manchas etc. e entre as paredes ou anteparos verticais auxiliando a movimentação dos mesmos. longitudinalmente e transversalmente. etc. normalmente adicionados com outros componentes. estabilidade de cor. Quando temos juntas estruturais no contrapiso ou nas paredes estas precisam ser reproduzidas no revestimento cerâmico. as juntas são importantes para melhorar o alinhamento das peças (juntas superficiais) e permitir a troca de uma única placa sem a necessidade de quebrar outras...• • Expansão ou movimentação.) e ser preenchida com material deformável. flexibilidade.8). Figura 8. O rejunte (material industrializado).8). contrapiso. Portanto. As juntas de movimentação necessitam aprofundar-se até a superfície da base (laje. tem a função de separar a área com revestimento de outras áreas (Figura 8. que conferem características especiais a ele como: retenção de água. que devem existir em grandes áreas. Elas devem ser executadas em painéis de até 32m2 para os pisos internos ou até 24m2 nos painéis externos. Após cinco dias do assentamento devemos preencher as juntas esse procedimento é denominado de rejuntamento. De Dessolidarização. vedada com selante flexível e devem ter entre 8 a 15 mm de largura (Figura 8. na 183 .

5 10x10 10x20 15x15 15x30 20x20 20x30 20x40 24x11. assim que começar a secar. SUPERFÍCIE LISA CERÂMICA REJUNTE ACABAMENTO CORRETO Figura 8. Esta pasta deve ser aplicada em excesso com auxílio de um rodo.5x7.9).5 25x25 30x30 34x34 41x41 50x50 800 750 640 480 360 320 240 220 200 180 320 200 160 140 120 100 1280 960 720 640 480 440 400 360 640 400 320 280 240 200 1440 1080 960 720 660 600 540 960 600 480 420 360 300 1920 1440 1280 960 880 800 720 1120 800 640 560 480 400 2400 1800 1600 1200 1100 1000 900 1600 1000 800 700 600 500 2880 2160 1920 1440 1320 1200 1080 1920 1200 960 840 720 600 1800 1650 1500 1350 2400 1500 1200 1050 900 750 184 .8 indica o consumo de rejunte por metro quadrado para diversas larguras de junta e formato de placa.9 . com pano. Tabela 8. esteja atento às suas características. ficando a superfície lisa e impermeável ocasionando o desprendimento do rejunte (Figura 8.Detalhe da execução do rejuntamento A Tabela 8. Nas cerâmicas a superfície acabada (lisa) vira alguns milímetros na borda do mesmo. Para que isso não ocorra este excesso deve ser retirado antes da cura final.8 – Consumo de rejunte por m 2 Largura da junta Formato da placa (cm) 2mm 4mm 6mm 8mm 10mm 2 12mm 15mm Consumo por m . em gramas 2x2 5x5 7.hora de escolher a argamassa de rejuntamento. O excedente será retirado.

que já deverá estar revestida. 8.11) • • • Fixar uma régua em nível acima do nível de piso acabado.1 . com argamassa de cal e areia no traço 1:3 com 100 kg de cimento por m³ de argamassa (pelo processo convencional).10 – Juntas superficiais dos azulejos O assentamento se faz de baixo para cima. para colocação de rodapés ou uma fiada de azulejos.Revestimento cerâmico na vertical a) . para melhor distribuição dos azulejos. deixando neste caso um espaço próximo à laje.Assentamento dos azulejos Os azulejos podem ser assentados com juntas em diagonal. Para garantirmos que o azulejo fique na horizontal devemos proceder da seguinte maneira: (Figura 8.. mas sim dando um intervalo de 3 a 5 dias. a prumo ou em amarração (Figura 8. Deixar um espaço entre a régua e o nível do piso acabado.2.10): a) em diagonal b) junta à prumo c) em amarração Figura 8. sobre base regularizada. ou com cimento-colante. colas etc. de modo a permitir que a argamassa de assentamento ou o cimento colante seque com as juntas abertas.O rejuntamento não deve ser efetuado logo após o assentamento.3. de fiada em fiada. se será colocado moldura de gesso. Os cimentos colantes e as colas devem ser aplicados com desempenadeira dentada de aço.. 185 . de uso interno ou externo. Verificar. Teremos comentários neste capitulo a respeito das diferentes maneiras de assentarmos azulejos e materiais cerâmicos.

para que os recortes não fiquem muito visíveis.Detalhe do assentamento dos azulejos a. no mínimo como descrito na Tabela 8.9.12).Recortes de azulejos: É muito difícil em um painel de alvenaria não ocorrer recortes. nos projetos não é levado em consideração às dimensões dos azulejos. Figura 8.2) . visto que na maioria das vezes. podemos deixá-los atrás das portas. dentro dos boxes.Exemplo de divisão dos azulejos a.11 .Figura 8.Juntas entre azulejos As juntas superficiais entre os azulejos deverão ter largura suficiente para que haja perfeita penetração da pasta de rejuntamento e para que o revestimento de azulejo tenha relativo poder de acomodação. Portanto.12 . ou ainda dividi-los em partes iguais nos painéis (Figura 8. 186 . O ideal é seguir as recomendações do fabricante descritas nas embalagens.1) .

Tabela 8.9 - Juntas superficiais entre azulejos

Dim. (cm)

do

azulejo Parede (mm)
1,0 2,0 1,5 2,0 2,0 2,5

interna Parede (mm)
2,0 3,0 3,0 3,0 4,0 4,0

externa

11x11 11x22 15x15 15x20 20x20 20x25

Para os demais tipos de juntas devemos seguir as recomendações do item 8.3.2 (a). a.3) - Rejuntamento Para o rejuntamento do azulejo, além dos rejuntes industrializados descritos no item 8.3.2 (b) podemos utilizar a pasta de cimento branco e alvaiade na proporção de 2:1, ou seja, duas partes de cimento branco e uma de alvaiade, o alvaiade tem a propriedade de conservar a cor branca por mais tempo. b) - Pastilhas É outro revestimento impermeável, empregado nas paredes, principalmente nas fachadas de edifícios. É constituída de pequenas peças coladas sobre papel grosso ou tela. A preparação do fundo para sua aplicação deve ser feita como segue: - para pisos: fundo de argamassa de cimento e areia (1:3) com acabamento desempenado. - para paredes: o fundo será a própria massa grossa (emboço) dosada com cimento, bem desempenada. A argamassa de assentamento será de cimento branco e caolin em proporção igual (1:1), ou argamassa de cimento colante, de uso interno ou externo, própria para pastilhas. A argamassa de assentamento é estendida sobre a base e as placas de pastilhas são arrumadas sobre ela fazendo pressão por meio de batidas com a desempenadeira. O papelão ficará na face externa e após a pega, que se dá aproximadamente em dois dias, o papelão é retirado por meio de água. Utilizando o cimento colante, que deve ser aplicado através de desempenadeira dentada, as placas de pastilhas são fixadas também fazendo pressão por meio de batidas. Nas placas de pastilhas fixadas em tela a tela pode ficar em contato direto com a argamassa bastando, após a cura, realizar o rejuntamento. O rejuntamento é executado com pasta de cimento branco ou rejunte industrializado conforme descrito no item 8.3.2 (b)

187

8.3.2.2 Revestimento cerâmico na horizontal

a) - Piso cerâmico Após a escolha do piso podemos assentá-los de duas maneiras usuais: Utilizando argamassa de assentamento (sistema convencional) ou cimento colante. Procedendo-se da seguinte maneira: a.1) - Regularização de base para pisos cerâmicos Se necessário, é feita com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:4 ou 1:6 com espessura de 3,0cm. a.2) - Assentamento utilizando argamassa: (assentamento convencional) Utiliza-se uma argamassa mista de cimento com areia média seca no traço 1:0,5:4 ou 1:0,5:6 sobre o piso regularizado (quando a espessura da argamassa de assentamento for maior de 3,0cm) ou sendo a própria argamassa de assentamento utilizada para regularizar e assentar. Ao se considerar que a colocação do material cerâmico, no caso de utilizar a argamassa para o assentamento, é feita com esta camada de argamassa ainda fresca, e que quando da secagem desta argamassa acontece o fenômeno da retração (encurtamento), ocorre o aparecimento de esforços que tendem a comprimir o revestimento. Destes esforços - que atuam no plano do revestimento resultam componentes normais ao revestimento que tendem a arrancá-lo de sua base. O que vai impedir a separação das peças de sua base será a aderência proporcionada pela pasta de cimento. Sabe-se que, no assentamento convencional, dificilmente se consegue obter uma pasta de cimento ideal, ou seja, com maior resistência possível, pois a mesma resulta da aspersão de pó de cimento sobre uma argamassa ainda fresca, retirando água dessa argamassa para se hidratar. A falta ou excesso de água poderá ter como conseqüência, ou o cimento mal hidratado, ou uma "aguada" de cimento. Em ambos os casos a ligação cerâmica-base estará fatalmente comprometida, será de baixa resistência e não se oporá à separação do revestimento de sua base. Esses esforços devido à retração estão diretamente ligados a fatores importantes. Quanto maior for à espessura da argamassa de assentamento, tanto maior será o esforço resultante da retração. Quando mais rica em cimento for a argamassa, tanto maior será o esforço devido à retração. E, lembrando que este esforço de compressão gera componentes verticais que tendem a arrancar as peças de sua base, quanto maior for o primeiro tanto maior serão os componentes verticais de tração que tendem a soltar o revestimento. Portanto a melhor maneira de assentar os pisos cerâmicos pelo processo convencional é:

188

- Superfície de laje, ou contrapiso - varrer e eliminar poeiras soltas; umedecer e aplicar pó de cimento com adesivo de argamassa, formando pasta imediatamente antes de estender a argamassa de assentamento. Isto proporcionará melhor ligação da argamassa à laje. - Espessura de argamassa de assentamento - nunca ultrapassar 2 cm a 2,5cm, a fim de minorar as tensões de retração. Caso haja necessidade de maior espessura, deverá ser efetuada em duas camadas, sendo a segunda após completada a secagem da primeira camada. - Traço da argamassa de assentamento - nunca utilizar argamassas ricas. O traço 1:6 de cimento e areia, mais meia parte de cal hidratada é correspondente indicado. A cal proporciona melhor trabalhabilidade e retenção de água, melhorando as condições de cura e menor retração. Atenção especial será dada para a água adicionada. O excesso formará pasta de cimento aguado e pouco resistente. - Quantidade de argamassa a preparar - será tal, de modo a evitar que o início do seu endurecimento - início de pega do cimento - se dê antes do término do assentamento. Na prática, isso corresponde a espalhar e sarrafear argamassa em área de cerca de 2m² por vez. - Aplicação da argamassa - será apertada firmemente com a colher e, depois, sarrafeada. Lembre-se que apertar significa reduzir os vazios preenchidos de água. Isso diminuirá o valor da retração e reduzirá os riscos de soltura. - Camada de pó de cimento - espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². Não atirar o pó sobre a argamassa, pois a espessura será irregular. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa, formando a pasta ideal. Para auxiliar a formação da pasta, passar colher de pedreiro levemente. - Peças cerâmicas - serão imersas em água limpa e deverão estar apenas úmidas, não encharcadas, quando forem colocadas. Não ser assentadas secas, porque retirarão água da pasta e da argamassa de assentamento, enfraquecendo a aderência. Não poderão ser colocadas demasiadamente molhadas, porque, desta forma, reduzirão a pasta de cimento a uma "aguada" de cimento enfraquecendo igualmente a aderência. Deve-se observar, no entanto, que o fato de ser necessário imergir os pisos em água, ocasiona certa fragilidade às peças e consequentemente quebra no ato de se colocar. Daí presume-se uma perda estimada em aproximadamente 5%. Para se conseguir melhor efeito das peças, quando estas não são de cores lisas, espalharem o número de peças a serem assentadas em outra área limpa e criar variações com as nuanças de cor do material de revestimento. Tais variações de cor não são defeitos dos revestimentos (pisos) e devem ser "trabalhadas" para melhorar o aspecto visual do conjunto. Depois de encontrado o melhor desenho, assentar o material. - Fixação das peças - para pisos, depois de aplicados na área preparada, serão batidos com o auxílio de bloco de madeira de cerca de 12cm x 20cm x 6cm 189

aparelhado, a marreta de borracha. Certificar que todas as peças foram batidas o maior número possível de vezes. Peças maiores - 15cm x 30cm, ou 20cm x 20cm deverão ser batidas uma a uma, a fim de garantir boa aderência à pasta. - Espaçamento das peças - nunca colocar pisos ou azulejos justapostos, ou seja, com juntas secas (exceto em pisos especiais). As juntas de 1 mm a 3 mm, conforme o tamanho das peças, são necessárias por três motivos: compensar as diferenças de tamanho das peças, pois em um mesmo lote é normal a classificação na faixa de até 2 mm; em segundo lugar, que a pasta de cimento penetre adequadamente entre as peças, impermeabilizando definitivamente o piso; em terceiro, para criar descontinuidade entre as peças cerâmicas, a fim de que não se propaguem esforços de compressão em virtude da retração da argamassa ou outras deformações das camadas que compõem o revestimento. Resumindo:
• Estender

a massa em pequeno panos de maneira a colocar em nº de piso que se possa alcançar. • Povilhar por igual o cimento sobre a argamassa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. • Colocar o piso úmido e não saturado de água, pois esse excesso faz com que a pasta de cimento se torne fraca. • Para garantir uma melhor distribuição de pasta de cimento espalhar o pó de cimento com a colher. • Com o auxílio da desempenadeira, dar pequenos golpes sobre o piso até que a pasta de cimento comece a surgir pelas juntas. a.3) - Assentamento utilizando cimento cola O cimento cola é estendido sobre a regularização da base curada no mínimo 7 (sete) dias, com o auxílio da desempenadeira dentada em pequenos panos. A desempenadeira dentada é utilizada, pois facilita o espalhamento da argamassa de assentamento (cimento colante) garantindo uma espessura constante. Nunca deixar de usar desempenadeira denteada para espalhar adequadamente a pasta. Pois formam cordões de cerca de 4 mm alternados com estrias vazias. Ao pressionar o piso ou azulejos, os cordões se espalham, formando uma camada contínua de aproximadamente 2 mm. A colagem das peças cerâmicas é simples: estendo a pasta de cimento colante sobre a base já curada e seca, em camada fina, de 1 mm a 2 mm, com desempenadeira dentada, formando estrias e sulcos que permitem o assentamento e nivelamento das peças. Em seguida, bate-se até nivelar, deixando juntas na largura desejada ou, no mínimo, de 1 mm entre as peças. Tanto para colocação de azulejos quanto para pisos cerâmicos pelo método dos cimentos colantes, não há necessidade de se molhar quer a superfície a ser revestida quer as peças cerâmicas. Porém, no caso de camada de regularização estiverem molhados por qualquer motivo, não haverá problemas no uso de cimento colante. E a frente de trabalho é ilimitada, interrompendo-se a aplicação do piso ou da parede no instante que se desejar. Seu reinicio obedece também às 190

necessidades da obra e a velocidade de aplicação é, pelas características do método, mais rápida que a do processo convencional. A espessura de 2 mm é suficiente para fixar as peças cerâmicas (dependendo da dimensão do piso). Isso corresponde a um consumo de cerca de 3 kg/m² de revestimento (Tabela 8.10). O cimento também retrai, para a espessura utilizável de 2 mm, os esforços que poderiam atuar sobre os revestimentos são praticamente nulos se comparados àqueles provenientes aos 30 mm de espessura da argamassa convencional. Os cimentos colantes, ou argamassas especiais, são fornecidos sob forma de pó seco e em embalagens plásticas herméticas, o que permite estocar o produto por tempo praticamente ilimitado. Obs.: Para o assentamento com cimento cola deixar na regularização da base as caídas para os ralos, as saídas, etc., pois a espessura do cimento cola é muito pequena, em torno de 5 mm, não possibilitando a execução de caídas.
Tabela 8.10 - Consumo de argamassa colante (Fiorito, 1994)

Espessura da pasta
1 mm 2 mm 3 mm 4 mm 5 mm 6 mm

Consumo de pó
1,5 kg/m2 3,0 kg/m2 4,5 kg/m2 2 6,0 kg/m 7,5 kg/m2 9,0 kg/m2

a.4) - Juntas de dilatação e rejuntamento Conforme descrito no item 8.3.2. O rejuntamento sobre o piso pode ser feito com pasta de cimento comum ou rejunte estendida sobre o piso e puxado com rodo. Limpar o excesso de rejunte com um pano após a formação do inicio da pega da pasta. b) - Porcelanato O Porcelanato é constituído de uma mistura de argila, feldspato, caulim e outros aditivos (corantes), submetido a uma forte pressão e queima em alta temperatura (entre 1200oC a 1250oC ), resultando um piso resistente a abrasão e de baixa porosidade. O acabamento do Porcelanato pode ser ou não esmaltado nos padrões semirústico, rústico e acetinado, ou esmaltados. Os não esmaltados tem uma durabilidade maior, pois o esmalte é aplicado antes da queima e mais tarde polido, portanto a fina camada de esmalte tende a desgastar. Como o Porcelanato não é poroso, é necessário fixá-lo com argamassa colante aditivada com polímeros, como o PVA. Essa mistura tem o dobro da aderência da argamassa comum. É importante também, espaçar as peças conforme

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recomendação do fabricante e rejuntá-las com uma massa de rejunte também aditivada próprias para porcelanato. Vantagens do porcelanato: • maior resistência mecânica; • alta resistência a abrasão; • alta resistência ao gelo; • baixíssima expansão por hidratação; • cor uniforme e totalmente impermeável; • grande durabilidade; • possibilidade de se utilizar juntas de assentamento mínimas. Existem os pisos de porcelanato retificado, estes, podem ser assentados sem juntas. 8.3.3 - Piso de madeira a) - Regularização de base para piso de madeira Se necessário é feita com argamassa de cimento e areia média ou grossa no traço 1:4 com espessura de 2,5cm. b) - Assentamento utilizando argamassa: Utiliza-se uma argamassa de cimento e areia média peneirada, no traço 1:3 e se aconselha que nesta dosagem seja colocada impermeabilizante na quantidade indicada pelo fabricante. A argamassa é estendida através de guias numa espessura média de 3,0cm, é povilhado cimento seco sobre a massa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. O piso de madeira assentado com argamassa é o taco. Os tacos para assentamento com argamassa, são pintados em suas bases com piche, no piche é impreganado areia lavada e para melhorar ainda mais a aderência com a argamassa, é fixado dois pregos para taco em cada peça (Figura 8.13).

Figura 8.13 - Tacos de madeira

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c) - Assentamento utilizando cola: Quando for utilizado cola para assentamento a argamassa de regularização deve ser de cimento e areia no traço 1:3 do tipo "farofa", e deverá receber um acabamento liso, nivelado e isento de umidade. Entende-se por acabamento liso a argamassa desempenada e alisada com a colher ou desempenadeira de aço e não queimada (quando se enriquece a superfície com pó de cimento). E argamassa do tipo "farofa" aquela argamassa bem seca, pois o excesso de água faz com que o cimento se deposite em camadas inferiores deixando a superfície fraca. Os pisos assentados com cola são: - Tacão, peças com 2,0cm de espessura, largura variando de 7,0 a 10 cm e comprimento entre 30 a 45cm podendo chegar até 50cm (Figura 8.14), podendo ser de peroba, Ipê, Pau marfim, jacarandá etc. - Parquetes, peças menores coladas em papelão ou fitas adesivas formando desenhos. (Figura 8.14)

Figura 8.14 - Parquete e Tacão

- Carpete de madeira podendo ser usado no revestimento de pisos, tetos e paredes, tanto em construções novas quanto em reformas. A sua espessura pode ser de 1,5mm, 2,5mm, 4,0mm e 7,0mm, largura de 18cm, 18,5cm, 19,0cm e 19,5cm respectivamente e comprimento variável. O carpete de madeira é composto, em linhas gerais, por lâminas de capa e contracapa, e uma chapa central estabilizante em sentido oposto com espessuras variadas. A sua aplicação é feita colando sobre superfície plana com cola de contato, exceto no carpete de madeira de 7,0mm que é pelo sistema macho e fêmea, colado somente no topo das réguas com cola branca (P.V.A), travado e fixado nos cantos das paredes. 193

16 .Fixação utilizando pregos: Essa fixação é feita também para as tábuas.15 .Fixação das tábuas por pregos anelados 194 . Os parafusos são rebaixados e recobertos com a própria madeira (cavilhas) ou com massa de calafetar. ganzepes Figura 8. Para melhor fixação das tábuas.Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes e) . que são pregadas nos ganzepes (barrote) com pregos retorcidos ou anelados (Figura 8. sobre a argamassa de fixação dos ganzepes (barrote) é colocado cola de madeira e no encaixe entre uma tábua e outra. que são aparafusadas com dois parafusos de 50 a 50 cm sobre caibros ou ganzepes (barrote) fixados no concreto da base ou com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 8.d).Fixação utilizando parafuso: Essa fixação é feita para as tábuas.16). Neste caso a argamassa deverá ter o traço 1:3 de cimento e areia e superfície alisada com a colher Figura 8.15).

• Figura 8. parte do tacão fica colado e outra não. sem que ocorra empenamento. para evitar que se movimente com a sua utilização provocando assim a sua soltura.Exemplo de regularização sem nivelamento 195 . • O pisos de madeira devem ser assentados com uma folga das paredes para facilitar a movimentação. A calafetação é realizada utilizando uma massa acrílica para madeira pigmentada na cor aproximada do piso. g) Recomendações Quando assentarmos taco.17). pois se não estiverem. visando corrigir os defeitos em "baixo relevo". principalmente para os tacões. são importantes que sejam observados os seguintes fatores: • A madeira deve estar perfeitamente seca e firmemente assentada para que não ocorram trincas e "estufamento" da massa ao longo do rejuntamento Cura da massa de calafetar. podendo se soltar (Figura 8. verniz poliuretano ou encerado. A aplicação é efetuada com desempenadeira de aço em camadas finas. deixando assim a superfície fraca. • Ao assentarmos com cola verificar se a base está bem nivelada e sem ondulações. • Após a massa curada é efetuado o polimento utilizando lixa no100 ou 120 dependendo da madeira e do acabamento. • A base para assentamento com cola deve ser feita com uma argamassa bem seca para evitar que a água em excesso "verta" fazendo com que o cimento se deposite em camadas inferiores e as areias fiquem sem coesão por falta de aglomerante. devemos fazê-lo o mais próximo possível. o piso de madeira passa por lixamento (raspagem) iniciando-se com a lixa no 16 (grossa) e depois a 36 (mais fina). Para o bom resultado da calafetação.Acabamento dos pisos de madeira Após cinco dias no mínimo do assentamento.17 . Em seguida o piso é limpo e calafetado (preenchimento das juntas entre os pisos). Bonatech.f) . O acabamento final é realizado com 3 (três) demãos de synteko. no mínimo 24horas.

0. sobre a regularização ( 3. serra maquita.Regularização de base para carpete É feita com argamassa de cimento e areia fina sem peneirar no traço 1:3. para evitar o empenamento das mesmas. A colocação das mantas deverá ser estendida na direção de entrada da luz do dia ou na direção da porta principal. falta de cola emendas em excesso = aproveitamento de sobras vazamento de cola = excesso de cola. espessura média de 3.Carpete Geralmente os carpetes de pequena espessura são colados.3. Os defeitos mais comuns na colocação são: emendas tortas = cortes feito a mão livre recorte de canto com abertura = corte a mão livre descolagem = falta de cola tempo de secagem diferença de tonalidade = inversão no sentido das mantas emendas abertas = corte imediato. nível. O adesivo de contato á base de neoprene.: Nas tábuas fixadas por parafusos é aconselhável o uso de dois parafusos por seção. régua metálica).• Verificar o cerne das tábuas para piso. O 196 .4 .0 e 6. a) . alisada sem pó de cimento.5 . piso irregular. que fornecerão os colocadores e suas ferramentas (martelo de borracha. e parafusar bem. com desempenadeira de aço.0cm. O procedimento correto no caso das rochas. 4.0mm) e os demais podem ser soltos.3. pois a umidade tanto do ar como do solo pode empenar as tábuas dando ondulações nos pisos o que é desagradável (Figura 8. é fazer antes da instalação uma montagem do desenho do piso. produtos naturais sujeitos a variação de cor.Situação de empenamento devido à posição do cerne Obs.Pedras decorativas As pedras naturais deverão ser executadas por equipes especializadas. por empresas especializadas.18 . distribuído com desempenadeira dentada metálica. 8.18). Figura 8. 8.

boticcino (Itália). cal e areia média sem peneirar no traço 1:0. cinza Mauá.Aplicação da argamassa . verde São Francisco. passar colher de pedreiro levemente. preto absoluto.será espalhada e apertada firmemente com a colher e. O seu assentamento se faz utilizando argamassa (convencional) para as rústicas e argamassa ou cimento cola para as serradas e polidas. Por isso não é recomendado em área de alto tráfego e molhadas. devem ter acabamentos ásperos. os granitos não podem ser polidos. podem ser rústicas com espessura irregular ou serradas e polidas com espessura regular. Os mármores mais procurados são: O branco. Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa. deverá ser executada uma regularização com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:3 com espessura média de 3 cm e acabamento desempenado. b) . Podendo ser: 197 . preto São Gabriel. carrara (Itália). marrom imperador (Espanha). amêndoa rosa. O granito é uma rocha magmática formada de quartzo. c) .Camada de pó de cimento . Poderá ser seguido os mesmos critérios estabelecidos para o assentamento de pisos cerâmicos: . O mármore tem dureza 3 e o granito 6. ou seja. Para auxiliar a formação da pasta. crema marfil (Espanha). .5:4. verde alpe (Itália). granito branco. a) . Na Tabela 8. menos resistente a riscos do que o granito. depois.assentador agrupa as mais parecidas e separa as manchadas ou de coloração diferente para fazer os recortes ou para instalar em locais escondidos. pois a espessura será irregular. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. o beje bahia e os importados rosso verona (Itália). Elas são classificadas quanto à dureza numa escala chamada de Mohs. feldspato e mica já o mármore é uma rocha carbonática de origem sedimentar ou metamórfica.Assentamento com argamassa (sistema convencional) Se utiliza uma argamassa mista de cimento. granito vermelho (Capão Bonito). verde Ubatuba. As pedras. E os granitos mais procurados são: cinza andorinha. Não atirar o pó sobre a argamassa. formando a pasta ideal.Regularização de base para assentamento das pedras Para o assentamento utilizando cimento cola. Nas áreas externas.Mármores e Granitos Qual a diferença entre o mármore e o granito? O mármore é bem mais macio.espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m².11 está indicado os locais de aplicação dos mármores e granitos. amarelo Santa Cecília. sarrafeada. o travertino. dependendo do lugar da aplicação. composta de calcita ou dolomita.

Jateado: A superfície é levemente desgastada com jatos de areia ou. miracema. por isso dão um visual rústico. mas o indicados. Ele é muito É o mais indicado.12 estão relacionadas às pedras naturais mais comuns e na Tabela 8. Piso externo ( e bordas de Não deve ser usado. Além disso. madeira. como o mármore e o granito. Seguir as travertino. pedra mineira. e a pedra não fica escorregadia.11 . vinagre e de alguns Evitar os granitos cinza detergentes . 198 . Por isso. Não deve ser efetuado nos granitos pretos e verde-escuros. Nas áreas externas (quintais.13 os locais mais indicados. Nenhum tipo de instruções da cozinha. d) . são-tomé. As (mauá. Na Tabela 8. todos são Nenhuma restrição.Flameado: Um maçarico derrete alguns minerais da rocha. fazem-se "furinhos" sobre a chapa.Pedras brutas Ardósia. a pedra Os polidos ficam piscinas) desgasta. Dá efeito rústico. Piso interno A princípio. evite o problemas. Tabela 8. superfície torna-se higiênica. poroso e absorve substância principalmente para as com facilidade. goiás. umidade. Prefira acabamentos antiderrapantes. que não saem e a perda do brilho Banheiro Em bancadas e paredes não Pode ser usado sem há restrição.Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos Locais Mármores Granitos Cozinha Nunca use. jardins) as rochas ficam expostas ao sol e à chuva. No piso. andorinha) são mais consequências são manchas porosos. escorregadios quando molhados. bancadas. Apicoado: Com martelo e uma ponteira. Embora os mais contrapiso do térreo deverá porosos manchem com a ser impemeabilizado. que reagem Os granitos vermelhos e com os ácidos do limão e do pretos são mais resistentes. como o carbono. deixando-a antiderrapante. Levigado: Lixamento com abrasivos. Polida a sua contém elementos químicos. mármore é indicado para o piso do boxe. Essas pedras naturais não passam por processos industriais. os tipos ideais para esses lugares são aquelas que não esquentam demais e fiquem escorregadias ao serem molhadas. deixando-a irregular e antiderrapante.

miracema. pois não concentra calor Usada normalmente em estado brutoo. utilizando uma argamassa de cal. dolomita. 13 . goiás. muito absorvente enão propaga calor. dolomita. são tomé Arenito. costuma ser usado no estado bruto. já que é uma pedra macia e fácil de ser cortada. restringindo o uso a detalhes mais ornamentais. Tabela 8. pedramadeira. Aplicada em estado bruto. itacolomi. é efetuada utilizando ácido muriático diluído em água na proporção de 1:5 (se as superfícies estiverem bem sujas) ou 1:10 (limpeza mais superficial). Mancha facilmente com óleos e produtos químicos. Aplicado em estado bruto ou com bordas serradas. ela aceita polimento. são tomé. com textura irregular. pedra goiás. Enxágüe rápido. pedra-mineira. Aceita polimento e resina impermeabilizante.Pedras naturais mais comuns Pedra Ardósia Arenito Dolomita Itacolmi Luminária Miracema Descrição Pedra madeira Pedra sabão Pedra mineira Pedra goiás Seixo rolado Risca com facilidade. É usada ao natural ou impermeabilizada com resina acrílica. pedra sabão Ardósia. São duros e resistentes. Antiderrapante. itacolomi. Resiste a choques mecânicos e intempéries. paralelepípedo. pedra sabão. Tabela 8. A sua superfície é bem irregular. Usada na forma bruta ou com bordas serradas. Rocha com características semelhantes às da pedra mineira ( o nome muda devido a procedência) Há aqueles naturalmente moldados pelas águas dos rios e os rolados em máquina. cimento e areia fina peneirada ou massa fina industrializada na proporção de 1: 0. pedra goiás Arenito.12 . e com auxílio de uma espuma retirar o excesso imediatamente. aparece com superfície irregular ou plana e é antiderrapante. Antiderrapante. pedra sabão. A limpeza das pedras brutas.O rejuntamento das pedras deve ser feito uma a uma. lustro e apicoamento. Pedra goiás Seixos rolados Pedra sabão e ardósia (polidas) 199 . pedra mineira.5: 5. miracema. Resistente ao sol e chuva.Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais Locais Pedras Paredes internas Paredes externas Piso interno Piso externo Borda de piscina Jardim Bancadas (bar e cozinha) Arenito. Antiderrapante. tem aspecto semelhante ao da pedra mineira Pode ficar ao sol. pedra sabão. com bastante água para evitar danos nos revestimentos. após o rejuntamento. Mas também aceita polimento.

A superfície deve apresentar bem desempenada e para se testar a qualidade verifica-se se está "esfarelado". Sua base pode se o próprio contrapiso. lavabos e outros compartimentos residenciais. hospitais. quadras esportivas e estabelecimentos públicos e comerciais.Mosaico Português As pedras empregadas para a execução do mosaico Português podem ser o basalto preto. Não se recomenda a colocação em madeira (assoalhos ou tacos) ou sobre bases sujeitas à infiltração ascendente de umidade. escadas.Desempenho: O produto é recomendado para ser aplicado em qualquer piso sobre superfícies já revestidas ou a revestir. fibras. lugares de passagem nas residências. Deverão ser molhadas e apiloadas. pisos plásticos desgastados. como o hall de entrada.0cm no mínimo. além de possuir uma durabilidade bastante elevada e de manutenção simples. salas de aula. ladrilhos. ou qualquer outra. escritórios. É comumente utilizado em residências. desde que esteja firme limpa e seca.6mm de espessura é recomendado para lugares de baixo trânsito. quartos de hospitais. escolas. Alguns fabricantes ainda produzem linhas especiais para locais de trânsito pesado como cozinhas e corredores de ambientes de uso coletivo. com argamassa. anfiteatros. proporcionando um produto bastante versátil. escadas. banheiros. com espessura mínima de 3cm.6 a 3 mm. salas de consulta ou de espera. elevadores. ambientes de pouca utilização: quartos. serão assentadas sobre colchão de cimento e areia no traço 1:6 seco e rejuntado com a mesma mistura. Caso apresente problemas.0cm. sanitários públicos e laboratórios. Os com espessura 2 mm podem ser aplicados em qualquer ambiente residencial ou ainda em escritórios particulares. recomendados conforme o tipo de utilização do ambiente onde é feita a aplicação. oralite. a) . cimento e areia no traço 1:3. refeitórios coletivos. 200 . supermercados. 8. na espessura de 3. são fabricados a partir da mistura de resina vinílica. risca-se com uma ponta firme.3. ele deve ficar bem aderente na base para evitar qualquer região de possíveis depressões.e) . São placas de piso 30x30cm e geralmente encontradas em espessuras que variam de 1. o contrapiso ou argamassa de regularização deve ser executado de forma adequada.Pisos vinílicos Os pisos vinílicos ou de vinil-amianto. marmorite. Os de 3 mm são utilizados em locais de grande trânsito. plastificantes e cargas inertes com pigmentos especiais que lhe dão o aspecto característico. calcário branco ou vermelho. Além disso. O piso de 1. ou seja. b) .Execução: Em imóveis recém-construídos. repartições públicas de recepção e refeitórios industriais. deverá ser refeito. lojas. Elas são quebradas manualmente no formato de cubos em torno e 4.6 .

3. para quatro de água e uma segunda demão da argamassa comum com P. pois estes elementos atacariam o produto.V. Possui acessórios como degraus. Antes de se espalhar o adesivo. se existirem falhas ou pedaços soltos. A aplicação do adesivo é feita por movimentos circulares com uma desempenadeira dentada. enriquecida de cimento até formar uma pasta "encorpada".V. mas nestes casos é interessante que seja feita uma consulta junto aos fornecedores. principalmente daquelas que ficam encostadas nas paredes e que não devem possuir dimensões menores que 10cm e não superiores a 25cm. na proporção de uma parte de P. 8. São placas de piso com espessura de 9 e 15 mm. para oito de água. estes pisos têm sido usado principalmente em áreas de grande trânsito de pessoas.Colocação: Apesar de a disposição das placas ser da escolha do executor. a orientação é a de que se aplique uma primeira demão de regularização com a dosagem de uma parte de P. o único cuidado que se deve ter é com a retirada das placas soltas ou com defeitos e a posterior regularização do local.A. desde que entre o produto e a madeira exista uma camada de compensado marítimo. pode-se encerar com qualquer cera que não contenha solvente ou mesmo algum derivado de petróleo. rodapés. A cola deve permanecer descansando por uns 15 min. por suas características de alta resistência e superfície antiderrapante.Cuidados e conservação: A presença de umidade compromete todo o revestimento. estes devem ser removidos e as falhas preenchidas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3. e isso acontece somente se for aumentada a pressão sobre ele. Sobre tacos e assoalhos de madeira. de superfície pastilhada. A limpeza pode ser feita somente após dez dias da colocação. deve-se usar uma esponja de aço fina com um pouco de sabão indicado pelo fabricante.A. Após a lavagem. No caso de pisos vitrificados.V.V. Antes deste tempo não se deve colocar o piso em contato com a água. até quando com um leve toque dos dedos sobre o adesivo ele não grudar.7 . Ela ataca o adesivo fazendo com que as placas se soltem ou apareçam bolhas na sua parte inferior. mas que também pode ser encontrada em outras cores.A. estriada ou lisa. devido a tensões internas que deformam a placa.A. Para manchas resistentes. A regularização deve ser feita com uma ou duas demãos de argamassa de P. 201 . geralmente de cor preta. (1:8).Pisos de borracha Fabricados com borracha sintética. A colocação sobre pisos plásticos é bem simples. devem-se respeitar as recomendações de posicionamento. é recomendável dispor as placas para fazer um teste de posicionamento. d) . c) .Em imóveis que já possuem revestimentos. Às vezes acontecem variações das dimensões nominais do produto. com sabão especial e água à vontade. canaletas e faixa amarela de alerta. a colocação pode ser feita.

A passagem sobre elas é permitida após 72 horas da colocação. estriada ou lisa. A colocação pode ser iniciada até dois dias após a execução do contrapiso. No caso do piso fixado com adesivo. A fixação do piso colado é feita com adesivo e não é recomendado para locais úmidos ou sujeitos a lavagem. 202 . para aplicação em escritórios. A pastilha em relevo. Depois disso. este procedimento é feito com adesivos plásticos comuns. Para tanto basta molhá-lo com água. é fabricado em duas linhas básicas: pisos de assentamento com argamassa e pisos colados. indicado para o uso mais pesado. O procedimento de colocação iniciase pela verificação das condições da base. em locais de grande movimentação como aeroportos. passarelas públicas e. mas a livre utilização do piso é aconselhada somente após seis dias. é recomendável que seja disposto pelo sistema de juntas de amarração. b) – Execução Os pisos de fixação com cimento são colocados sobre a base preparada. estações rodoviárias. contra a umidade. No entanto. supermercados. na Europa.5cm. piscinas internas e áreas de rampa. uma a uma. É fornecido com superfície pastilhada. que também será espalhada na parte inferior das chapas do piso. Está sendo colocada no mercado uma linha especial. devendo ser utilizado somente em áreas internas. Se opção for pelo piso estriado. Uma opção para se evitar o problema é a utilização de adesivos com base epóxi. e espessura de 4.5mm. previamente preenchidas com argamassa. estações de metrô e trem. neste caso. São fabricados em duas espessuras: o de 9 mm para locais de acesso público restrito como escolas. que deve estar bem nivelada e sem defeitos. Além disso. recentemente. vem sendo utilizados até em estábulos e indicado inclusive para usinas hidrelétricas. foi reduzida para permitir a movimentação de móveis. Os de assentamento com argamassa são recomendados para locais de tráfego intenso. deve-se dispor as placas. simplesmente apoia-se a chapa sobre ele. em quantidade suficiente para preencher todas as cavidades existentes. mas a colocação ficará comprometida se for empregado em ambientes sujeitos a lavagem. O outro é chamado piso industrial.Desempenho É indicado para áreas de grande fluxo de pessoas.a) . onde deve ser espalhada uma argamassa no traço 1:3 (cimento e areia) e espessura mínima de 3. corredores. de maneira uniforme e recobri-lo com uma argamassa no traço 1:2. Em seguida o espalhamento do adesivo é feito conforme as técnicas já conhecidas. exige-se a garantia de um perfeito desempenamento da superfície. para evitar problemas de alinhamento entre as estrias da superfície das placas. principalmente em regiões de rampa e escada. através de espátulas dentadas e o posicionamento das peças são feito posteriormente. Embora recomendada essa espessura possa sofrer modificações a critério do engenheiro. por suas qualidades acústicas e pela segurança que proporciona sua superfície antiderrapante. em áreas internas ou externas. em suas posições. batendo levemente com uma desempenadeira para permitir o seu perfeito posicionamento. Quando a colocação é feita simultaneamente com a preparação da argamassa de assentamento. com 15 mm de espessura.

O resultado é um produto que possui alta resistência ao desgaste e umidade.Pisos laminados As chapas de pisos laminados são produzidas através da prensagem de papéis impregnados com resinas fenólicas. as placas podem ser aplicadas sobre tacos de madeira ou pisos frios.-Execução A base ideal para a aplicação dos laminados é formada por uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 bem desempenada e com superfície acamurçada. encontradas também em réguas com larguras de 0. Não é absorvente. assoalhos.3. a) . Após o término da obra recomenda-se uma limpeza com escova e a aplicação de uma demão de cera solúvel apropriada de cor preta.6m por 0. deve-se remover a massa do contrapiso e substitui-la por uma nova camada a fim de garantir a reposição da placa. cargas móveis. esteja ela revestida ou não. isto é. Não é recomendado que a superfície fique 203 .Cuidados e conservação Se por qualquer motivo.Desempenho Recomendado para ser aplicado sobre quaisquer superfícies. As bases podem ser cimentados.c) . É de difícil penetração. como solventes. Quando a base apresentar lombadas ou concavidades. 8. sob um rígido controle de temperatura. b) . O produto proporciona um acabamento texturizado. No entanto. antiderrapante. recomenda-se que o serviço seja refeito de forma a eliminar estes problemas. a orientação é que se refaça todo o trabalho de colocação. O produto normal não resiste à ação de agentes químicos. A manutenção é feita com cera vegetal de boa qualidade e o brilho é conseguido pelo emprego de enceradeira. detergentes e tintas. Alguns problemas que podem ocorrer são: contrapiso esfarelando ou apresentando trincas e rachadoras. recobertos com material melamínico. cujo líquido penetre nas juntas entre as placas e elimina as molduras formadas pela poeira.08m x 1. Nestes casos. são produzidas borrachas com resistência a qualquer tipo de produto. dissipa a eletricidade estática e não acumula poeira.6m. não apresenta porosidades e é antialérgico. resiste bem aos agentes químicos. saltos de sapatos. Além disso. Possui resistência contra as marcas deixadas por equipamentos pesados. desde que estejam niveladas e sem falhas. as placas fixadas com argamassa soltarem-se. desde que estejam em boas condições e para isso é interessante que se faça uma verificação minunciosa no local. cerâmicos. desde que se faça uma encomenda especial. mas casos especiais de utilização. São placas de piso com espessuras de 2 mm nas dimensões de 0. a orientação é no sentido de eliminar as mesmas por lixamentos superficiais ou então com o preenchimento do local com argamassa de cimento e areia.25m.2m por 3. Além disso. ladrilhos e outras. tacos. a massa deve estar bem curada e isenta de umidade por infiltração. seja por má fixação ou pressa na utilização.8 .3m e 0.

geralmente se utilizam vedantes especiais elásticos que possam ser aplicados diretamente sobre as juntas.8 – Piso de Concreto Utilizado principalmente para pisos Industrial interno ou externo. espalha-se o adesivo com uma espátula sobre as duas faces que serão coladas. Após a secagem. a linha onde se quer cortar. não deverá apresentar defeitos.lisa ou áspera demasiadamente. A separação entre as partes é feita vergando-as para o lado decorativo até que se parta o sulco aberto.não deve grudar nos dedos . uma demão de mistura em partes iguais de cola e diluente. pois a perfeita junção entre elas depende deste trabalho. com um martelo ou rolete de borracha.Cuidados e conservação Se o produto for aplicado de acordo com as recomendações.3. Depois disso. deve-se espalhar sobre a base. o ideal é encontrar uma textura satisfatória. isto é. a lima e a lixa. Devem ser cercados de todos os cuidados possíveis para a sua boa execução e utilização como: o cálculo estrutural. pois o brilho característico do produto é restaurado com a simples passagem de um pano úmido. Antes porém. é aconselhável a eliminação da mesma. Em áreas molhadas ou em hospitais . usa-se a plaina. Se. Para o desgaste lateral. a concretagem a cura e o controle de qualidade dos pisos. sobre a face decorativa da chapa. os materiais a serem empregados o posicionamento das armaduras.Colocação A utilização de técnicas e ferramentas adequadas para a operação de colocação dos pisos laminados é um fator importante para garantia do serviço executado. com o auxílio de uma régua e do riscador.. ajustando as mesmas às dimensões desejadas. Em áreas que possuem umidades. aumenta-se a pressão. assegurando a boa fixação. A operação de marcar a placa exige cuidado. d) . Não é necessário o uso de cera. fechando os poros da superfície. seja ela de ordem interna ou externa. posto de gasolina.onde a vedação das juntas é obrigatória . c) . atingindo a metade da espessura da chapa. que é feito ao se marcar com um lápis. 204 . que é verificada através de um teste simples . A limpeza pode ser feita normalmente e não precisa de cuidados especiais. marcar e aprofundar o risco. for necessária a descolagem de uma placa. no entanto. melhorando consideravelmente a durabilidade e manutenção. isto é feito com o auxílio de um formão para levantá-la e um borrifador que injeta diluente sobre o adesivo e facilita a descolagem. na superfície a ser revestida e na chapa laminada. a placa deve ser colocada em sua situação definitiva e precionada a partir do centro para as bordas de modo a permitir a colagem. 8. garagens de edifícios etc. A cola deve ser aplicada nas duas faces. Devem ser armados. Em seguida. a análise do terreno de fundação. Após a evaporação do solvente. Sempre deve-se prever um espaçamento adequado a fim de permitir a dilatação das placas. o estudo das juntas. A técnica de cortar e recortar as placas deve merecer cuidado. pois o desvio do instrumento com que se risca pode inutilizar a parte decorativa. o colocador deve.

0cm. no entanto ter descontinuidade estrutural ( utilização de barras de transferência ). ser maior do que 1/6 da espessura da placa e menor do que ¼ da espessura da mesma (RODRIGUES. estar posicionada a 1/3 da face superior da placa. podem provocar deficiência estrutural bem como infiltração de água e outros materiais. lojas . Os pisos armados têm vantagens sobre os pisos de concreto simples. O isolamento entre a placa e a sub-base. 20% de areia fina e 6% de cimento em peso.Slump entre 5 a 10 cm As juntas têm a função de permitir as movimentações de contração e expansão do concreto. Nas regiões de emendas. - - - - A junta é a descontinuidade do concreto e da armadura. sem. dando tempo para realizar o acabamento.25 MPa – Uso industrial geral: veículos com pneumáticos. condições moderadas de ataque químico. porem representam pontos frágeis no piso. construtivas (JRC) ou serradas (JRS) JRC – São juntas construtivas onde a largura da placa é limitado pela armadura distribuída. com recobrimento máximo de 5. deve-se promover uma superposição de pelo menos 15 cm. 40% de brita 2. . a fim de assegurar a sua homogeneidade. Em geral este tempo é de cerca de 10 horas após o lançamento do concreto. Quando não se tem certeza de um preparo confiável do solo.Para os pisos armados pouco solicitados. deve ser feito com filme plástico (espessura mínima de 0. O corte deve ter no mínimo 40 mm. prevê a concretagem em faixas e limitadas em sua largura pelas juntas construtivas (JRC). obrigatoriamente.15mm) como as denominadas lonas pretas.0cm da face inferior da placa. O posicionamento da armadura deve ser efetuado com espaçadores soldados (como as treliças) para as telas superiores.20 Mpa – Pedestres e carros. pois permitem a redução considerável do número de juntas. pelos equipamentos e métodos executivos. podemos adotar o seguinte: Sub-base preparada preferencialmente com brita graduada tratada com cimento sendo 40% de brita 1. como nos salões comerciais. A armadura ( de preferência tela soldada ) deverá. escritórios. 1998). O material deve ser lançado e espalhado com equipamentos adequados. Resistência mínima do concreto: . podendo ser: • Juntas de Retração longitudinais e/ou transversais. JRS – O processo construtivo utilizado nos dias de hoje. garagens. pois se não forem adequadamente projetadas e executadas. 205 . deve-se iniciar o corte das juntas transversais de retração (JRS). • Juntas de Expansão (encontro) situada nos encontros dos pisos com peças estruturais ou outros elementos que impedem a movimentação dos pisos. e também evitar a absorção de água pela subbase. Após o processo de acabamento do concreto. quadras esportivas etc. A função deste isolamento é evitar que a infiltração de água pelas juntas prejudique a sub-base. utilizar armadura ( tela soldada ) adicional a 3.

Nos casos de pilares e pequenas aberturas nos pisos.As juntas de expansão são fundamentais para isolar o piso das outras estruturas. Figura 8. também conhecida como junta tipo diamante (RODRIGUES. normalmente utiliza-se a solução apresentada na figura 8.19. 8. Figura 8. A selagem das juntas deverá ser feita quando o concreto estiver atingido pelo menos 70% de sua retração final (Figura 8.19 – Junta de expansão tipo diamante As juntas tipo serradas deverão ser cortadas logo após o concreto tenha resistência suficiente para não desagregar e ter profundidade mínima de 3cm.20 – -Selante para junta de construção 206 . somente poderão ser serradas quando for visível o deslocamento entre as placas.21). 1998). isto faz com que o piso trabalhe independente das outras estruturas existentes. No caso das juntas de construção (para a formação do reservatório do selante).20.

Figura 8. é de que a relação entre a largura e o comprimento seja na ordem de 1:1. onde a concretagem é efetuada isoladamente das placas vizinhas. para pisos de 12. pois acabam formando vazios entre o aço e o concreto. podendo ser empregada apenas em trabalhos muito simples.Para que isso aconteça metade da barra tem que estar com vaselina industrial para impedir a aderência ao concreto. sem gerar tensões.0m. para pisos de 10 a 12.5cm de espessura. 207 . A prática de enrolar papel de embalagens de cimento. . onde as juntas serão serradas após 10 horas do lançamento do concreto (Figura 8. OBS: . lona plástica ou mangueira na barra é prejudicial aos mecanismos de transferência de carga. para permitir que nos movimentos contrativos da placa ela deslize no concreto.Quando utilizarmos barras de transferência as mesmas devem trabalhar com pelo menos uma extremidade não aderida.5. Piso armado: placas com comprimento até 30m. Os conjuntos de barras devem estar paralelos entre si. A recomendação para as placas de concreto simples.5 a 15 cm de espessura e. placas de no máximo 8.0m. que só serão concretadas 24 horas após ou em faixas. para pisos de 15 a 25 cm de espessura. tanto no plano vertical como no horizontal e concomitantemente ao eixo da placa.22). sistema mais antigo.Atualmente. placas de no máximo 5.21 – Selante para junta serrada O espaçamento das juntas podem ser: Piso não armados: • • • placas com no máximo 3.0m. a concretagem em dama deve ser evitada. A concretagem pode ser executada de duas maneiras: em dama (xadrez).

Detalhes da execução do piso de concreto 208 .22 .Figura 8.

Nesta etapa. mais exigem maior cuidado com a superfície. formam uma câmara de vapor. quando o material está um pouco rígido. O desempeno mecânico do concreto (floating) é executado com a finalidade de embeber as partículas dos agregados na pasta de cimento. Poderão ser empregados os filmes plásticos. fixada a um cabo com dispositivo que permita a sua mudança de ângulo. A operação mecânica deve ser executada quando o concreto suportar o peso de uma pessoa. A cura química deve ser aplicada à base imediatamente ao acabamento podendo ser de PVA. e pela texturização do concreto. a superfície deverá estar suficientemente rígida e livre da água superficial de exsudação. uma nova aplicação do rodo de corte proporciona acentuada melhoria dos índices de planicidade e nivelamento. por não ficarem firmemente aderidos ao concreto. acrílico ou outro composto capaz de produzir um filme impermeável. Deve ser efetuada com ferramenta denominada rodo de corte. além disso. 209 . que deverão ser mantidos permanentemente úmidos pelo menos até o concreto ter alcançado 75% da sua resistência final.Acabamento superficial: O acabamento superficial é formado pela regularização da superfície. Seu uso irá reduzir consideravelmente as ondas que a régua vibratória e o sarrafeamento deixaram. Para a sua execução. deixando uma marca entre 2 a 4 mm. algum tempo após a concretagem. Na cura úmida deverão ser empregados tecidos de algodão ou sintéticos. que condensando pode provocar manchas no concreto. para produzir uma superfície densa. O equipamento é om mesmo empregado no desempeno mecânico.Cura: A cura do piso pode ser do tipo química ou úmida. Devem ser empregadas acabadoras de superfície. lisa e dura. A regularização da superfície do concreto é fundamental para obtenção de um piso com boa planicidade. O alisamento superficial ou desempeno fino (troweling) é executado após o desempeno. com a diferença de que as lâminas são mais finas. remover protuberâncias e promover o adensamento superficial do concreto. . Deve ser aplicado no sentido transversal da concretagem. preferencialmente dupla.. visto que podem danificá-la na sua colocação. constituída de uma régua de alumínio ou magnésio.

3 .Nos pisos de concreto pode ser adicionadas fibras (de aço.). assentados com cola.Verificar sempre se a argamassa de regularização para pisos. 210 . sintéticas etc. Para cada tipo de piso deve-se estudar a junta mais indicada. • As cerâmicas podem apresentar pequenas variações nos tamanhos e na sua tonalidade.ANOTAÇÕES 1 . e a mesma deverão coincidir com as juntas estruturais efetuadas no contrapiso. • Retirar das caixas somente as cerâmicas que serão assentadas. 5 – Cuidados na aquisição de revestimentos cerâmicos: • Verificar ao receber o produto a tonalidade o PEI e se todas as caixas são do mesmo lote e têm a mesma classificação. que auxiliam na redução das fissuras. Cuidado. • O tardoz deve estar isento de pó ou outro material solto que impeçam sua boa aderência. 4 . 2 – Mesmo em áreas pequenas devemos prever as juntas entre os pisos e as paredes.Nas colocações de pisos em grandes áreas deve-se prever juntas de dilatação(expansão). 6 – Cuidados na utilização das cerâmicas: • As cerâmicas devem retornar a cor natural após secarem. • As cerâmicas não devem ser molhadas se forem assentadas com cimento colante. esteja seca do tipo “farofa" no ato da sua aplicação.

para regular a viscosidade da pasta de moagem. O veículo de uma tinta é constituído por resinas.1. dureza. Os pigmentos são partículas sólidas (pó) e insolúveis. na fase de enlatamento. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de tinta ideal para a sua edificação. • Especificar corretamente a colocação dos vidros. • Classificar corretamente os vidros. além de exercer função sanitária e influir na distribuição da luz.09 .Nas construções rurais. Podem se divididos em dois grandes grupos. xilol.TINTAS E VIDROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. ativos e inertes. Os pigmentos ativos possuem função de conferir cor e capacidade de cobertura a tinta. veículo. No preparo da tinta recomendam-se os seguintes cuidados: cal de boa qualidade.1 . 9. sendo responsável pela formação da película protetora na qual se converte as tintas depois de seca.SEUS TIPOS Aqui são relacionados os tipos comumente encontrados na construção civil classificado de acordo com os veículos utilizados em sua formulação.1 . etc. O usuário emprega o solvente para adequar a tinta às condições de pintura. etc. etc. pigmentada que. cetonas. Caiação . para facilitar o empastamento dos pigmentos. aguarrás. Os solventes são utilizados pelo fabricante nas diversas fases da fabricação da tinta. facilitar a fluidez dos veículos e das tintas prontas. é a caiação a pintura mais indicada para as paredes por ser mais econômica que as demais. visando à facilidade de aplicação.TINTAS A tinta é uma composição líquida. queima de cal em vasilhame limpo e passagem da pasta através de uma 211 . além de ser desinfetante. álcoois. Uma tinta pode conter vários pigmentos. tais como lixabilidade. torna-se uma película protetora e decorativa. enquanto que os inertes (ou cargas) encarregam-se de proporcionar outras características. Entre os solventes mais comuns encontram-se a água. Sua composição básica inclui pigmentos. consistência. • Especificar corretamente o preparo das bases para a aplicação das tintas. alastramento. de fácil execução. quando aplicada sobre uma superfície. • Especificar corretamente o esquema de pintura. • Verificar a qualidade das tintas. 9. solventes e aditivos.

Rendimento e cobertura são dois conceitos distintos. pincéis grandes. . qualidade e quantidade de resinas e de pigmentos utilizados na formulação da tinta. galeificação. no mínimo. Látex Acrílico . Este fato faz com que as tintas acrílicas sejam recomendadas. óleo.é uma tinta à base de resinas alquídicas.é uma tinta aquosa. Nas caiações em paredes externas. Esmalte Sintético . O outro se refere à capacidade da tinta de cobrir totalmente a superfície (contraste e cor).. cor e espessura. 9. em solventes alifáticos. se junta à tinta certa quantidade de óleo de linhaça para melhor aderência da pintura.). de grande resistência à abrasão. quanto ao brilho. à base de resinas epóxi. não apresenta odor pútrido e nem expelir vapores tóxicos.peneira fina. Látex P. resultando uma película uniforme. sendo que. com preponderância do teor Tinta Epóxi . É 212 .2 . no caso de aplicação de cores. empedramento.A. Estas duas propriedades estão intimamente ligadas ao tipo.1. de óleos secativos e solventes.V. separação de pigmentos ou formação de pele (nata).é uma tinta em solução. Quando é necessária maior proteção contra a infiltração de água da chuva. a primeira demão deve ser branca. Verniz Poliuretano . coagulação. O primeiro expressa a relação entre a área pintada e o volume de tinta gasto (l/m²).. Na superfície interna da embalagem não deve haver sinais de corrosão. Apresenta-se em dois componentes: tinta e catalisador. Aplicação: brochas. Há necessidade de. torna-se homogênea mediante agitação manual. devendo as marcas destes acessórios desaparecer logo após a aplicação da tinta. esta capacidade é medida em número de demãos. A adição da água deve ser em quantidade necessária para obter-se uma pasta maleável. um leite de cal mais ou menos denso. para superfícies externas. Na prática. a tinta precisa se espalhar facilmente. à base de acetato de polivinila (P. preferencialmente.V. de maneira que o rolo ou pincel deslizem sem resistência (suavemente). à base de emulsões acrílicas.é uma solução à base de borracha clorada. etc.é também uma tinta aquosa. No momento de aplicação. Tinta de borracha Clorada . que conferem a tinta maior resistência ao intemperismo. três demãos. Tinta Óleo .é semelhante ao esmalte sintético. de alta plasticidade e de grande resistência à água.é uma solução de resinas poliuretânicas. ou seja.SUA QUALIDADE Ao se abrir uma embalagem pela primeira vez.A. a tinta deve satisfazer às seguintes condições: não apresentar excesso de sedimentação. adicionam-se à cal produtos impermeabilizantes.

corrigir com argamassa as imperfeições profundas da parede. recomenda-se aplicar uma demão de fundo à base de solvente. Normalmente. cheia e fechada. constatando-se a existência de partículas soltas (grãos de areia). que se têm as maiores diferenças de qualidade entre as tintas no mercado.. isenta de poeira. removendo-se a poeira e aplicando-se o acabamento. Rebocos deficientes. água sanitária. As tintas devem ser laváveis. aplicar uma solução de água com cerca de 25% de água sanitária para remover as partes mofadas e. comuns no uso doméstico. Antes de iniciar a pintura sobre um reboco novo. desbotar. o que os pode ser feito em laboratório. os tipos de tinta mencionados devem ser armazenados em locais secos e ventilados. aumentando a coesão da superfície. Em seguida aplica-se uma demão de fundo branco fosco. a tinta armazenada na embalagem original. A qualidade também depende do tipo da tinta e a maneira de se medir previamente a durabilidade de uma tinta é através de testes de imtemperismo acelerado. raspar ou escovar as partes soltas ou mal aderidas. bem como suas propriedades de proteção. sem a qual se tornará pulverulento sob a película da tinta. A melhor tinta é aquela que demora mais para calcinar. precisam prevenir o desenvolvimento de organismos biológicos . Além disso. 9. após um ano da data da fabricação. gordura. não pode apresentar formação de pele e os problemas já mencionados anteriormente. Os seguintes cuidados devem ser observados: ela deve ser limpa. Este procedimento resultará nos seguintes benefícios: fixação de partículas soltas. 213 .3 . na variação destes elementos. com alto poder de penetração e grande resistência à alcalinidade natural do reboco.justamente aqui. as pequenas imperfeições (rasas) devem ser corrigidas com massa corrida (em reboco interno) ou massa acrílica (em reboco externo). tais como detergentes. enxaguar a superfície. com diluição de até 15% de diluente e corrigem-se as imperfeições com massa a óleo. deve-se utilizar água morna com detergente para eliminar manchas de gordura. com pouco cimento.. usando lixa de grana adequada. pintada pela primeira vez. em seguida. sabão ou mofo. provavelmente a pintura descascará. não sujeitos a grande variação térmica. seca.fungos e bactérias. Neste caso. deve ser lixada para que sejam eliminadas as farpas. A superfície de madeira. Assim. porque a impermeabilidade da tinta dificultará a saída da umidade e as trocas gasosas necessárias à carbonatação do reboco. A durabilidade de uma tinta refere-se à resistência à ação do intemperismo ao longo do tempo. uniformização da absorção da superfície e aumento do rendimento do acabamento. proteção do acabamento contra alcalinidade do reboco. atendendo às recomendações de temperatura do fabricante.PREPARAÇÃO DA SUPERFÍCIE A adequada preparação da superfície é fator tão importante como a escolha de bons produtos para a sua pintura.1. lixa-se novamente. perder sua boa aparência. fato que pode ser verificado ao se esfregar a mão sobre o reboco. Se a tinta for aplicada sobre o reboco mal curado. apresentam superfície poucas coesas. apresentar resistência à ação de agentes químicos. causando o descascamento. etc. Após a secagem. eliminar o brilho de qualquer origem. é preciso aguardar que ele esteja seco e curado.

No externo processe-se da mesma forma. deve ser efetuada removendo-se as partes soltas com espátula. deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. No acabamento liso interno. eliminar o pó e aplicar o fundo à base de solventes (1). podendo haver significativas variações. para que a 214 . látex em mau estado. ele é aplicado a frio e transforma quimicamente a superfície do ferro ou oxidos nela existentes em fosfatos inertes do ponto de vista da corrosão. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã) . aplicam-se duas demãos de tinta látex acrílica sobre a textura acrílica. Quando se pretende um acabamento acrílico texturado. No entanto. No acabamento liso de áreas molháveis . uma demão de liqui-brilho. lixar a superfície. de alto poder de penetração. Quando se deseja resistência superior e maior durabilidade do acabamento.A. deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. com diluição de até 10% de água. descascando. com a finalidade de facilitar a limpeza. com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. ou acrílica). fazer os reparos. apenas utilizando-se de tinta látex acrílica. etc. impedindo o aparecimento de ferrugem. No acabamento texturado em corredores. Após a secagem. já que existe uma grande diferença de qualidade entre as tintas disponíveis no mercado. bem diluída (com até 100% de água). elimina-se a ferrugem e aplica-se o fundo apenas nas partes onde a superfície metálica esteve exposta. deve-se aplicar massa corrida em camadas finas e duas demãos de tinta látex. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). O número de demãos e as indicações sobre a diluição das tintas baseiam-se em produtos de boa qualidade. duas demãos de esmalte sintético brilhante. deve-se usar uma demão de látex textura acrílica com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. Na repintura.banheiros. Para a pintura nova sobre ferro é necessário remover-se a ferrugem. convenientemente diluído. . calcinado. com diluição de 20 a 30% de água. etc. finalmente.1. 9. duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água. Outro produto conhecido como Neutralizador de Ferrugem. recomenda-se seguir a orientação do fabricante. ou caiação. e aplica-se fundo a base de zarcão ou óxido de ferro e pintar. cozinhas. O acabamento convencional sobre rebocos (interno e externo) requer uma demão de tinta látex (P. mas sim selador para madeira. com diluição de 10% de água (usar rolo de espuma). Quando se pretende um acabamento texturizado. lixa-se para nivelar a base e aplica-se o acabamento. recomenda-se observar atentamente as orientações sobre a preparação da superfície. No caso de envernizamento da madeira. escadarias. uma demão de látex textura acrílica. uma demão de látex textura acrílica. pode ser usado antes de aplicarmos o zarcão. utilizando lixa ou escova de aço.ESQUEMA DE PINTURA Qualquer que seja o esquema de pintura a ser aplicado.4 . não se aplica fundo branco fosco e nem massa a óleo. isto é. o procedimento é semelhante ao da primeira pintura. A repintura sobre superfícies críticas.V. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda com até 5%.deve-se aplicar massa acrílica em camadas finas. aumentando o brilho da superfície. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda até 5%. lixa-se e se aplica o verniz. finalmente.Na repintura sobre madeira. dispensando-se aplicação de fundo branco fosco. duas demãos de esmalte sintético brilhante. com diluição de 20 a 30% de água.

a umidade penetrará. que não é aconselhável pintar apenas a superfície interna da telha. ou acrílica). não apresentando falhas. esta segunda demão de textura acrílica deve ser aplicada com diluição de até 10% de água. Se isto ocorrer. Eventuais reparos precisam se efetuados com nata de cimento ou massa acrílica principalmente nos casos em que se deseja pintá-la. a pintura do lado externo aumentará a vida útil da telha. sem alterar o aspecto. recomendase aplicar mais duas demãos de tinta látex (P. Em seguida. de alto poder de penetração e resistência à alcalinidade. Nas barras lisas de cimento (internas e externas) recomenda-se aplicar duas demãos de tinta látex acrílica. Para maior resistência e durabilidade do acabamento. uma demão de látex textura acrílica.A. prejudicando a pintura interna. deve-se aplicar duas demãos de tinta acrílica. som diluição de 20 a 30% de água. Para a pintura da face interna. Para que a superfície se torne brilhante e mais resistente. recomenda-se também consultar os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar.A. com diluição de 20 a 30% de água. Se forem profundas.P. diluído com até 100% de diluente. aplicam-se duas demãos de tintas látex . o que aumentará a impermeabilização da superfície. lixa-se levemente para quebrar o brilho. deve-se consular os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. fissuras ou orifícios. Além disso. No concreto aparente deve-se eliminar os eventuais resíduos de substâncias desmoldantes utilizadas para retirar as formas para concreto. dispensa-se a aplicação de fundo à base de solventes. pois não havendo impermeabilização na face externa.com diluição de 20 a 30% de água. conforme orientação do fabricante. 215 . Para maior resistência e durabilidade. com diluição de 20 a 30% de água. deve-se aplicar uma demão de silicone. Quando se deseja pintar o concreto aparente. A massa de assentamento não deve apresentar falhas. os fabricantes recomendam que se efetuem reparos necessários com a mesma massa. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). Para obter um acabamento texturizado. ou acrílica .superfície não se torne brilhante. recomenda-se especial atenção no sentido de que os frisos da massa de assentamento não sejam profundos e de que não haja irregularidades acentuadas (buracos) na superfície dos blocos. fissuradas ou orifícios. sobre a massa de assentamento (frisos). pois a tinta menos diluída tenderá a encher tais depressões. entretanto. esta primeira demão deve ser feita com pincel. Em seguida. com diluição de 30 a 40% de água. Caso isto ocorra. (usar rolo de espuma). Neste caso. de acordo com as instruções do fabricante. com o auxílio de detergentes ou removedores à base de aguarrás. recomenda-se aplicar mais duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água. o que facilita a aplicação da pintura. deve-se aplicar uma demão de fundo à base de solventes. resultando um aspecto final semelhante à própria textura do bloco (usar rolo de lã). o que aumenta a impermeabilização sem alterar o aspecto. Preferencialmente. Em seguida aplica-se uma demão de látex textura acrílica. Se isto ocorrer. Na face externa das telhas de fibrocimento. Para proporcionar brilho e mais resistência a estas superfícies.. Deve-se observar. poderá haver trincamento na textura acrílica. Lixa-se a superfície e em seguida aplica-se silicone. recomenda-se frisar a massa de assentamento de maneira que os frisos sejam rasos.V. duas demãos de tinta látex acrílica. No acabamento direto sobre bloco de concreto (interno ou externo). Nas superfícies de litocerâmica não esmaltada ou de tijolo à vista aplica-se massa de assentamento adequadamente frisada. devem-se efetuar os reparos necessários com a mesma massa.V.

A correção pode ser feita da seguinte forma: raspam-se as partes de agregadas: corrigir as imperfeições profundas do reboco com argamassa. preparar a superfície e depois. deve-se aguardar até que esteja completamente seco e curado. cuja solução é simplesmente aguardar a secagem total da parede. cura insuficiente e alcalinidade. acetinado ou fosco. aplicar a tinta.Em pinturas sobre madeira devem ser observadas as orientações a respeito da preparação da superfície. Estes "inimigos" da pintura podem acarretar inconvenientes conhecidos por eflorescência. sendo que este último não é recomendado para superfícies externas. normalmente aplicando-se duas demãos de esmalte sintético brilhante. onde se deposita. isto é. acetinado ou fosco.5 . aplicar uma demão de fundo à base de solvente de grande resistência à alcalinidade e repintar. A secagem se dá pela eliminação da água sob forma de vapor. que a umidade sempre acarreta problemas na superfície. É preciso lixar a superfície levemente entre as demãos. com até 5%. infiltração de águas pluviais e má impermeabilização de alicerce. Entretanto é oportuno lembrar que as causas mais comuns de umidade são: vazamento em encanamentos. A causa é a umidade. O desagregamento manifesta-se pela destruição ou descascamento da pintura. 216 . são aplicadas duas demãos de esmalte sintético brilhante. é aguardar até que a parede esteja seca e curada. neste caso. No primeiro envernizamento da madeira normalmente são necessárias três demãos de verniz brilhante ou fosco. A primeira demão de esmalte pode ser diluída com até 15% de diluente e a segunda. o que demora cerca de 30 dias. 9. o caso de umidade proveniente de um reboco que ainda não estava seco. podendo envolver também o substrato. Para a correção. desagregamento e saponificação. A eflorescência manifesta-se pelo aparecimento de manchas esbranquiçadas na superfície pintada. que não podem ser resolvidos apenas com a pintura. Aqui é tratado apenas. lembrando-se de que este último é recomendado para superfícies internas. causando a mancha. é suficiente aguardar a secagem total da parede. A diluição na primeira demão pode ser de até 20% de diluente.CUIDADOS NA APLIAÇÃO DAS TINTAS Nas superfícies de reboco ocorrem muitos problemas em função de umidade. Observa-se. Também deve-se lixar levemente entre as demãos. Primeiro é necessário eliminar a umidade. que se torna pulverulento.1. e a segunda e terceira com 5 e 10% respectivamente. porém. sendo que o fosco não é recomendado para superfícies externas. sem desagregamento. antes de iniciar a pintura. A causa deste problema reside no fato de a tinta ter sido aplicada antes que o reboco estivesse curado. A primeira demão deve ser diluída com até 15% de diluente e a segunda com até 5%. que arrasta o hidróxido de cálcio do interior para a superfície pintada. O reenvernizamento é feito normalmente com duas demãos. Lixar levemente entre as demãos. a tinta foi aplicada sobre o reboco ainda úmido. antes de pintar o reboco. A prevenção. Nas superfícies de ferro. Para se prevenir este inconveniente. sendo que esta última é a mais difícil de ser eliminada. se houver apenas eflorescência. depois de preparadas adequadamente. A carbonatação (cura) do reboco se dá pelo processo de reação do gás carbônico com óxidos metálicos provenientes do reboco que contém cal.

recomenda-se a correção das imperfeições com massa acrílica (externa e internamente) ou massa corrida (internamente). com água. pela utilização do cimento e cal. aplicar uma demão de fundo à base de solventes. repintar. A correção para tintas à base de resinas alquílicas é feita da seguinte forma: remover totalmente a tinta mediante lavagem com solvente. A correção é feita desta forma: abrem-se as fissuras com estilete. A saponificação manifesta-se pelo aparecimento de manchas na superfície pintada. de grande resistência à alcalinidade. estreitas. na presença de um certo grau de umidade. podendo até ocorrer o escorrimento de óleo. A causa da saponificação é a alcalinidade natural do reboco. E. Para a sua prevenção sempre que se pintar sobre reboco. a tinta deve ser diluída de acordo com as instruções do fabricante. A prevenção. de grande resistência à alcalinidade. A causa do descascamento da tinta pode ocorrer também quando. em certos casos. sem esfregar. raspando-se em seguida. antes da aplicação do reboco.aguardar a secagem e a cura. rasas e sem continuidade ocorrem por duas razões: a primeira é o tempo insuficiente de hidratação da cal. costuma-se aquecer a pintura com um maçarico até que ela estoure. provocando o descascamento ou a destruição da película de tinta P. As trincas e fissuras. na primeira pintura sobre o reboco. Portanto qualquer tinta aplicada sobre caiação está sujeita a se descascar rapidamente.A. A correção é efetuada com a lavagem de toda a superfície pintada. uma demão de fundo à base de solvente. Para se evitar possíveis defeitos decorrentes da alcalinidade. corrige-se a superfície com massa acrílica (interna e externamente) ou massa corrida (internamente) lixa elimina-se o pó e se repinta. Como é difícil remover este tipo de tinta. se cair realmente uma chuva e não apenas pingos isolados. Após estas providências. acarretando os defeitos já mencionados. a primeira demão não foi suficientemente diluída e/ou havia excesso de poeira na superfície. A correção em ambos os casos deve ser efetuada com a raspagem ou escovagem da superfície até a total remoção das partes soltas ou mal aderidas. A primeira demão deve ser bem diluída para penetrar na superfície. A superfície apresenta-se. em seguida.V. A cal não apresenta boa aderência sobre o substrato. O descascamento ou não aderência é causado por pintura sobre caiação. eliminando as partes atacadas e as mal aderidas. neste caso. e repintar. Aplica-se 217 . raspando e lixando. não haverá manchas. de grande resistência à alcalinidade. Decorrem do fato de estes pingos trazerem à superfície os materiais solúveis. reage com a acidez característica de alguns tipos de resina. A correção para tintas do tipo látex é a seguinte: raspar. no primeiro caso. constituindo camada pulverulenta. recomenda-se aplicar. Em seguida. ainda quente (este procedimento é somente aconselhável quando executado por profissionais experientes). Torna-se oportuno esclarecer que. O caso de manchas causadas por pingos de chuva ocorre quando se trata de pingos isolados em paredes recém pintadas. repintar. escovar e lixar toda a superfície. sem prévia preparação da superfície. No segundo caso. a segunda é a camada excessivamente espessa de massa fina. Aplicar duas demãos de fundo à base de solventes. Esta alcalinidade. é necessário que ele esteja seco e curado. deve ser a não aplicação de tinta diretamente sobre a caiação. sempre pegajosa. previamente. ou pelo retardamento indefinido da secagem de tintas a base de resinas alquílicas. Aplicar uma demão de fundo à base de solvente.

quando a nova tinta aplicada umedece a película da tinta anterior. para este fim.V. quando desejável. A correção é feita com a remoção total da pintura.A. em todos os casos. provocando a sua dilatação. Estes casos são raros e de difícil solução. Recomenda-se consultar os fabricantes de tintas sobre cada caso específico. Os mesmos problemas. isto é. No segundo caso. recomenda-se retocar a superfície com massa corrida. com água em abundância.V. O aparecimento de bolhas seguidas de descascamento em paredes externas geralmente é causado pelo uso indevido da massa corrida. principalmente em portas. Aguardar a secagem total e repintar. Em seguida repintar.então uma demão de fundo à base de solvente para melhorar a firmeza da superfície. A primeira precaução é evitar tais madeiras. quebra-se o brilho lixando suavemente. Em seguida. Em seguida. antes da repintura. Isto acontece quando. corrigem-se as imperfeições com massa acrílica e repinta-se. Depois aplica-se uma demão de fundo à base de solventes. bolhas e descascamentos. Em seguida. Este procedimento. podem ocorrer na primeira pintura em paredes internas. bem diluída. deve ser feita pela remoção da massa corrida e a aplicação de uma demão de fundo à base de solventes. Se esta aplicação resultar uma película brilhante. no primeiro caso. Cabe aqui observar que a massa corrida P.V. má aderência e trincas. aplicar uma demão de fundo à base de solventes (1) e repintar. O retardamento indefinido da secagem e/ou manchas é causado pela migração de ácidos orgânicos e/ou resinas naturais características de determinados tipos de madeira. forem eliminados estes resíduos a partir da lavagem de toda a superfície. deve ser feita com a remoção (raspagem) das partes onde ocorreu o fenômeno. A correção de manchas amareladas provocadas por gordura.A. corrigir as imperfeições com massa acrílica e repintar. pode ser substituído pela aplicação de fundo à base de solvente. 218 . Isto feito. sobre massa corrida. A correção. manchas.A. não é indicada para superfícies externas. Trincas e má aderência geralmente ocorrem quando se utiliza massa corrida P. Outra hipótese da ocorrência dos mesmos problemas constata-se na repintura. Não se deve utilizar massa corrida P. lava-se a superfície com água em abundância para que sejam eliminados os resíduos de soda cáustica. para corrigir imperfeições de madeira. após o lixamento da massa. Os problemas mais comuns em superfícies de madeira pintadas com tinta de sistemas alquímicos são os retardamentos da secagem. O certo é o emprego de massa a óleo. repinta-se. seja pela correção da superfície ou para "pintura". Aguarda-se a secagem total da superfície e torna-se a pintar. sendo aplicada com rolo. A correção. deve-se raspar ou escovar a superfície até a remoção total da "pintura". como se fosse tinta. a poeira não foi devidamente eliminada da superfície e/ou a tinta não foi adequadamente diluída e/ou a massa corrida utilizada era muito fraca (com pouca resina). óleo ou nicotina é feito com a lavagem da superfície por meio de solução de água com 10% de amoníaco ou detergentes que contém amônia. A repintura sobre madeira impregnada com resíduos de soda cáustica (ou similares) utilizada na remoção da pintura anterior é uma segunda causa do problema que pode ser prevenido se.

preparação inadequada da base.A correção. . correção das imperfeições com massa a óleo. descasc amento. Tabela 9. .pode ocorrer pela presença de água sob a película de pintura. .pode estar associado ao ataque de álcalis ou ao surgimento de eflorêscencia pelo carreamento de sais solúveis em água através da parede.podem ocorrer pela perda da capacidade de flexibilidade da película após a ação da radiação solar particularmente sua parcela de radiação ultravioleta. A baixa permeabilidade ao vapor de água pode permitir o acúmulo de umidade sob a película. que podem surgir sob e película ou sobre ela.as condições ambientais. etc. degradando o pigmento e veículo da pintura.. lixamento e eliminação de pó para. aplicação Alteração no aspecto . . . partículas em . que provoca esforços originando os citados problemas. repintar. neste caso.1 .a retenção de poeira pela pintura e a suspensão conseqüente lavagem pela chuva provoca o no ar surgimento de regiões manchadas.Defeitos observados. descasc amento Perda de sais álcalis aderência.podem ocorrer pela preparação inadequada da base.a alteração na cor e brilho da pintura é o resultado da ação de alguns agentes agressivos tais como radiação ultravioleta. . umidade e temperatura podem favorecer o crescimento de fungos. é feita com a eliminação da massa corrida. empol amento. . em seguida. Fendilhamento Fissuras e intemperismo POSSÍVEIS MECANISMOS DE DEGRADAÇÃO . aplicação de uma demão de fundo branco fosco bem diluído. agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação DEFEITOS AGENTES Perda de água aderência. Normalmente ocorrem tanto no interior quanto no exterior da edificação nas faces com má ventilação e sem incidência de radiação solar direta.produto inadequado ao fim a que destina.aplicação inadequada da pintura. empol amento. intemperismo Manchas escuras na superfície fungos Umidade água 219 . sais. água.

com o transporte de partículas em suspensão no ar.1 .. As pinturas de interiores podem ser efetuadas mesmo quando as condições climáticas impeçam as do exterior. somente deverá ser aplicada quando a anterior estiver adequadamente seca..MATERIAL DE TRABALHO Podemos utilizar vários tipos de materiais e equipamentos para se efetuar uma boa pintura. condensação de vapor d'água na superfície da base ou ventos fortes. Também devem ser evitados escorrimentos ou salpicos de tinta nas superfícies não destinadas à pintura . A pintura recém-executada deve ser protegida contra a incidência de poeira ou de água.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em madeira 220 . etc.vidros. alvenarias e concretos aparentes. A última demão de tinta deve proporcionar a superfície uma película de pintura uniforme. falhas ou imperfeições. ou mesmo contra contatos acidentais durante o período de secagem. As pinturas executadas em superfícies exteriores não devem ser efetuadas quando ocorrer precipitação pluvial. 9. a pintura em superfícies interiores deve ser realizada em condições climáticas que permitam que portas e janelas permaneçam abertas.7 .CONDIÇÕES AMBIENTAIS DURANTE A APLICAÇÃO Os serviços de pintura devem sempre ser realizados em ambiente com temperaturas variando entre 10ºC e 35ºC. descoloramentos. empregando-se removedor adequado.1. não provoque na mesma enrugamentos. desde que seja obedecida a variações de temperatura. Segue abaixo algumas sugestões: • de madeira: Figura 9.9. pisos. etc. de modo tal que o contato com a película.Os salpicos que não puderem ser evitados precisam ser removidos enquanto a tinta ainda estiver fresca. De preferência. anteriormente aplicada.1. e que não ocorra condensação de vapor de água na base a ser pintada. Cada demão de tinta subseqüente. sem escorrimentos.6 . a menos que o fabricante estabeleça outro intervalo de variação para um tipo específico de tinta.

P. Os pincéis têm sempre o corpo e o cabo redondos e às cerdas é dado um formato de acordo com a finalidade de uso. São mais comumente usados para trabalhos artesanais. verniz ou óleo em madeira ou alvenaria interna.. As trinchas têm sempre o corpo e o cabo de forma retangular e achatada.. sem muito esforço físico. etc. madeira ou metal.2 . . os rolos são utilizados como segue: .3 .A.• de metais: • parede: Figura 9.rolos de lã: para aplicação de látex. Mais comumente.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em metais Figura 9. em alvenaria.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em paredes NOTA Pincel ou Trincha? São praticamente a mesma coisa.V. ou acrílico. São mais usados para pinturas em paredes. 221 . Proporcionam grande rendimento. Rolos? São indicados para pintura de grandes superfícies.rolos de espuma lisa: para aplicação de esmalte.

9. b .6 l ) / DEMÃO 30 m² 30 m² 20 m² 20 m² 35 m² 40 m² 40 m² 30 m² 20 m² 35 m² 35 m² 30 m² a .8 . certifica-se de que a mesma esteja adequadamente preparada e que a tinta a ser aplicada seja compatível com a superfície.RENDIMENTOS Tabela 9.2 . d . primeira demão de látex nas portas antes de aplicar o esmalte).A.) e acrílico) sobre superfícies de madeira ou ferro (exemplos: massa corrida para corrigir imperfeições de portas antes de pintar.V. 222 .Não utilizar massa corrida diluída com água como se fosse uma tinta de fundo. O verniz ou esmalte brilhante são mais resistentes. c .Não utilizar produtos látex (P.V.1.Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade: TINTAS Látex P.Não pintar o reboco antes que o mesmo esteja completamente seco e curado..V.RECOMENDAÇÕES GERAIS RENDIMENTO Galão ( 3. g.Não aplicar tinta diretamente sobre paredes caiadas.9 . Látex Acrílico Massa corrida P.rolos de espuma texturizada: aplicação de látex ou tinta texturada em alvenarias.V. f . em superfícies externas.1. e .Antes de pintar uma superfície.Não utilizar verniz fosco ou esmalte fosco em superfícies externas.A.A Massa corrida acrílica Tinta à óleo Esmalte sintético Grafite Zarcão Massa à óleo Verniz Epoxy Silicone 9.Não aplicar massa corrida P.A.

vidros curvos: usados na ind. vidro plano: janelas.. alumina. Tabela 9. Podemos utilizar o vidro da seguinte maneira: • • • • vidro oco: para garrafas. obtida através do resfriamento de uma massa em fusão. arsênico.3 . aparelhos eletrônicos. vidros finos: lâmpada. automobilística. magnésio. etc.2 . O vidro em sua fabricação atinge uma temperatura de 800 a 1000° C.Exemplo de fixação dos vidros nos caixilhos 223 . frascos.4 . os vidros podem reduzir o consumo energético de um edifício ou residência.. O vidro não é poroso nem absorvente.. nitrato de sódio. etc.800 kg por cm².4). Na colocação em caixilhos utilizamos massa de vidraceiro para a sua fixação (Figura 9. O vidro é composto por: sílica. óxido de selênio-cinza) e sucata de vidro. cálcio. suporta pressões de 5.9. soda.. Suas principais qualidades é a transparência e a dureza.VIDRO O vidro é uma substância inorgânica e amorfa. corantes (óxido de cobalto-azul.. além do aspecto estético. portas. Figura 9.. é ótimo isolador.Classificação dos vidros (ABNT) TIPO Vidro recozido Vidro segurança temperado Vidro segurança laminado Vidro segurança aramado Vidro termo-absorvente Vidro termo-refletor Vidro composto TRANSPARÊNCIA Vidro transparente Vidro translúcido Vidro opaco ACABAMENTO DE SUPERFÍCIE Vidro liso Vidro float Vidro impresso Vidro fosco Vidro espelhado Vidro gravado Vidro esmaltad COLORAÇÃO COLOCAÇÃO Vidro incolor caixilhos Vidro colorido autoportantes mista. possui baixo índice de dilatação e condutividade térmica. óxido. O vidro colorido. óxido de ferro-verde. cloreto de sódio.800 a 10.

9.PROPRIEDADES: • Tensão de ruptura: vidro comum 400 kgf/cm² vidro temperado 1470 kgf/cm² Figura 9. além de conferir-lhe as características de segurança. rompendo-se.43 m 224 . A segurança reside no fato de.53 m 3. . resistente aos choques mecânicos e térmicos. Podem ser feitas opacações leves e desenhos. de aparência e de composição química. IMPORTANTE: Depois de acabado.4 .Resistência ao impacto: Vidro espessura de 6. que o transforma num material extremamente forte.00 m Bolas de aço de 900g 0.Cargas nos vidros Tabela 9.2 m 1. furos e recortes.5 .81 m 2.1 .). não permite novos processamentos. com menor risco de acidentes graves. mas isto reduz sensivelmente a resistência do material. conservando as características de transmissão luminosa.00 mm vidro comum vidro temperado Bolas de aço de 225g 0.1 m Saco de areia de 500g 0. A têmpera gera no interior da chapa um conjunto de esforços de tração e compressão em equilíbrio. como cortes. apresentar fragmentos de pequenas dimensões e com arestas menos cortantes. O vidro temperado tem uma resistência mecânica cerca de quatro vezes superior à do vidro comum. seguindo de um rápido resfriamento. que reforçam consideravelmente a resistência mecânica.VIDRO TEMPERADO Vidro temperado significa ter um vidro passado por um processo especial de aquecimento (em torno de 650° C.2. o vidro temperado.

Flambagem • • • Módulo de elasticidade: 700.6 . DADOS TÉCNICOS: Tabela 9.5 kg/m²/mm Resistência ao choque térmico : resiste a uma diferença de temperatura entre suas faces de até 220° C.Impacto nos vidros • Resistência à flambagem: uma peça de 6mm de espessura de 100 x 35 cm suporta uma carga axial de 1000 kg.00 kgf/cm² Peso específico: 2.Figura 9.7 .5 .Dimensões máximas de fabricação: tipo de vidro temperado temperado temperado diáfano diáfano espessura mm 6 8 10 8 10 dimensões máximas (cm) caixilhos e portas instalações 110 x 200 150 x 260 100 x 220 240 x 320 100 x 220 110 x 220 100 x 220 110 x 250 100 x 220 225 . Figura 9. enquanto o vidro comum rompe-se a uma diferença de 60° C.

8 e 10 mm Vidro diáfano incolor 8 e 10 mm cinza 8 e10 mm Vidro liso cinza 6.relações largura/comprimento : 6mm = 1/4 8mm = 1/8 .Posição dos furos em vidros temperados TIPOS DE VIDROS: O vidro temperado é oferecido nos seguintes tipos. furos: O vidro temperado só pode ser furado antes da têmpera Tolerâncias para os diâmetros e localizações dos furos: a) diâmetro mínimo = espessura da chapa b) diâmetro máximo = 1/3 da largura da chapa c) posição dos furos: a distância mínima entre borda do vidro e a borda do furo deve ser 3 vezes a espessura da chapa..8 e 10 mm 226 . a tolerância é de ± 3 m/m para largura e comprimento.8 .tolerâncias dimensionais: Em todos os casos.8 e 10 mm bronzes 6. 10mm = 1/10 Figura 9.8 e 10 mm verde 6.incolor 0. cores e espessuras: Vidro polido (cristal) .

1. fungos e bolor com escovação de fios duros e lavagem com solução de fosfato trissódico. Remoção de algas. 5. 14. nem condensação de vapor no substrato. 18. com espessura uniforme e livre de escorrimentos. sem condições de secagem. Cada película deve ser contínua. 3. Tinta aplicada em ambientes externos deve possuir boa resistência à radiação solar. Remoção de material eflorescente com escovação de cerdas macias sobre superfície seca. lavando bem a seguir. Caso insuficiente. 2. Evitar aplicação de tinta em superfície muito lisa. A tinta deve ser bem espalhada e a espessura de cada demão deve ser a mínima possível e a espessura do filme deve resultar da aplicação de várias demãos. Remoção de contaminantes gordurosos com aplicação de solventes à base de hidrocarbonetos. sem sinais de contaminação e deterioração. As pinturas internas devem permitir a abertura das portas e janelas. nem em presença de ventos fortes. 6.ANOTAÇÕES Quanto as Pinturas. Cada demão deve ser aplicada quando a anterior tiver secado para evitar enrugamentos e deslocamentos. Podem ser usadas tintas de acabamento diluídas. Tintas a óleo e alquímicas somente podem ser aplicadas sobre substrato totalmente seco e curados por 60 dias e sobre tinta de fundo resistente à alcalinidade. A pintura deve ser realizada com temperatura variando de 10 ºC a 35 ºC. 17. A tinta aplicada em ambientes de elevada umidade não deve permitir nem favorecer a formação de vida vegetal. lavando bem a seguir. Aplicar tinta que forme película porosa e resistente a álcalis sobre substrato muito úmido. Não pintar com chuva. 10. 7. As superfícies devem estar suficientemente secas e endurecidas. usar solução de fosfato trissódico com água. 4. 11. Em substratos muito porosos. 12. 227 . 13. Evitar pintura sobre substratos de concreto ou argamassa curados por tempo insuficiente. 9. 16. aplicar tinta de fundo para homogeneizar a superfície. Remoção de sujeiras efetuada com água. 8. 15.

a superfície do revestimento apresenta fissuras de conformações variada.a argamassa do revestimento descola inteiramente da alvenaria.o reboco endurecido empola progressivamente.há formação de manchas de umidade. e. c. Podemos observar nas edificações os seguintes fenômenos. f.a pintura acha-se parcial ou totalmente fissurada. atuando sobre a argamassa de revestimento. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Saber analisar as manifestações apresentadas nos revestimentos. Todos os tipos de danos de revestimento têm importância do ponto de vista da economia e satisfação do usuário. prejudiciais ao aspecto de paredes e tetos: a. À preocupação do usuário com o custo do reparo do revestimento deve-se acrescentar a sensação desagradável do mesmo precisar coexistir com um ambiente visualmente antiestético. b. deslocando do emboço.10 – PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTOS. • Especificar os materiais ideais para os revestimentos.tipo e qualidade dos materiais utilizados no preparo da argamassa de revestimento. tais como: a. • Saber as causas prováveis das patologias dos revestimentos. d. Estes fenômenos podem se apresentar como resultados de uma ou mais causas.fatores externos ao revestimento. • Especificar corretamente os reparos.má aplicação de revestimento. APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. 228 . g. c.mau proporcionamento das argamassas. deslocando da argamassa de revestimento. b. d. com desenvolvimento de bolor.a superfície do revestimento apresenta vesículas com deslocamento da pintura. em placas compactas ou por desagregação completa.há formação de eflorescência na superfície da tinta ou entre a tinta e o reboco.

No centro da vesícula.1 . A desagregação do revestimento. é proporcional ao teor de finos. quanto à finura que regulará os níveis de retração por secagem.1) Figura 10. Cimento Não existe inconveniente quanto ao tipo de cimento. A matéria orgânica pode ser a causa de formação de vesículas esporádicas. com excesso de finos na areia ou de mica em quantidade apreciável. material pulverulento escuro. Dos efeitos observáveis. A mica pode também reduzir a aderência do revestimento à base ou de duas camadas entre si. como agregado. em idades. no interior de cada vesícula observa-se um ponto escuro (Figura 10. concreções ferruginosas e matéria orgânica.10.1 .1 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS .sulfatos e óxidos de ferro hidratados. a retração aumenta com o teor de finos.Vesícula formada no reboco.de hidratação de argilo-minerais montmoriloníticos ou de matéria orgânica. Outra alternativa é a de 229 . São particularmente prejudiciais impurezas tais como: aglomerados argilosos.1. Mas. tem como causa a presença de torrões argilosos. respectivamente . maiores. a areia natural essencialmente quartzosa. mica. por sua vez. exceção feita à de chapisco. a expansão pode ser resultante da formação de produtos de oxidação da pirita e das concreções ferruginosas . mas sim. por sua vez.ANÁLISE DAS CAUSAS 10. De modo a contornar o problema. pirita. A retração nas primeiras 24 horas é controlada pela retenção de água que.Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados Agregados Em nosso meio é utilizada. costuma-se adicionar aditivo incorporador de ar à argamassas de cimento.

quer se trate do óxido de cálcio ou do óxido de magnésio presentes na cal. de hidratação da cal virgem. Ao ser a hidratação do óxido de magnésio muito mais lenta. o aumento de volume causa danos ao revestimento. Se utilizada logo após a fabricação. mais propriamente na camada de reboco.2) Figura 10.adicionar-se cal hidratada que aumenta o teor de finos. durante o amassamento e após a aplicação da argamassa. cuja velocidade depende das condições de calcinação da matéria-prima. o carbonato. dá-se por uma reação contínua. terminando pela sua regeneração no endurecimento da argamassa. pode continuar após o ensacamento. a cal virgem dolomítica tem velocidade de hidratação mais lenta.2 .Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno. a expansão não pode ser absorvida pelos vazios de argamassa e o efeito é o de formação de vesículas. Comparativamente. Existindo óxido de cálcio livre. O revestimento endurecido empola gradativamente deslocando-se do emboço (figura 10. Cal A produção de cal virgem e de cal hidratada e o endurecimento da argamassa pertencem a um ciclo de reações que se inicia pela decomposição do constituinte principal da matéria-prima. 230 . ela se dá simultaneamente à carbonação. melhorando a retenção de água e trabalhabilidade do conjunto. A hidratação retardada é a responsável pelo rasgamento do saco quando a cal é armazenada por tempo prolongado. O inconveniente é o aumento de volume que acompanha a reação de hidratação. com efeitos diferentes. na forma de grãos grossos. A etapa intermediária. Quando esta reação não é completa durante a extinção em fábrica. observáveis nos primeiros meses de aplicação do reboco. como resultado da ação do anidrido carbônico do ar.

como já visto. para que essa camada seja suficientemente elástica deve conter cal e cimento em proporções adequadas. Podemos considerar como argamassa rica a que contém proporção calareia.Observar-se que o empolamento e mais localizado em regiões onde há maior incidência do sol ou de aquecimento por fontes quaisquer (fogão. aquecedores. areia.2 . Em camadas pouco espessas como as de reboco. a resistência da argamassa é função de uma proporção adequada.3 . por exemplo). 10. iniciando-se na parte inferior da alvenaria. tubulação de água quente). a carbonatação é favorecida pela pequena espessura da camada. Observam-se fissuras e deslocamento quando esta camada é excessivamente rica em cimento (proporção 1:2 em massa. A incidência da chuva favorece o fenômeno de desagregação. 231 . condição agravada quando aplicada em espessura maior de 2 cm. Argamassa de cal O endurecimento é resultante da carbonatação da cal. em massa superior a 1:3. mas desfavorecida por uma porosidade baixa resultante de uma argamassa rica em finos. cuja função é regularizar a superfície da base. Com relação ao agregado é desaconselhável a utilização de argamassa de saibro. procedentes tanto do agregado como do aglomerante.1. Assim sendo.Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa.Causas decorrentes do traço da argamassa Argamassa de cimento A primeira camada do revestimento é constituída pelo emboço. cal e de condições favoráveis à penetração do anidrido carbônico do ar atmosférico através de toda a espessura da camada. 10.

4 . para argamassa de 1:16 ou ainda para proporções maiores.3 nos mostra a desagregação de um revestimento de uma única camada com espessura fora de especificação. como as de emboço. Constata-se casos de deslocamento acompanhado de desagregação. mas não tem a resistência suficiente para manter-se aderente ao emboço ou à alvenaria. A Figura 10.A Figura 10. pode apresentar problema de aderência.Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento Aderência à base Independentemente do número de camadas de argamassa aplicadas. bem como da homogeneidade dessas propriedades.3 .4 nos mostra o deslocamento de revestimento aplicado sem chapisco. como exemplo.1. com a agravante de ter sido aplicado sem chapisco sobre blocos de concreto. é essencial que existam condições de aderência do revestimento à base. construída de saibro e cal. quando aplicada como revestimento em uma única camada. Uma argamassa magra tem porosidade favorável à carbonatação. é aplicada a utilização de cimento e cal. Consequentemente vai depender da textura e da capacidade de absorção da base. 10. A aderência se dá pela penetração da nata no aglomerante nos poros da base e endurecimento subseqüente. Assim. uma camada do revestimento aplicada sobre outra impregnada de um produto orgânico. Para as camadas de 2 cm aproximadamente ou mais. ou da qualidade dos materiais empregados. o qual impede a penetração da nata do aglomerante.Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco. 10. Cita-se. uma 232 .

233 . aplicação e manutenção". o grau de carbonatação atingido não é suficiente para conferir à camada de reboco a resistência suficiente e este acaba por deslocar-se do emboço com desagregação (Figura 10. Se a pintura for aplicada prematuramente. preparo. a retração que acompanha a secagem da camada inferior gera fissuras. não permite que o revestimento acompanhe a movimentação da estrutura. O revestimento mantém-se aderente nas regiões correspondentes às juntas do assentamento. Este fato. No reboco. o revestimento acaba por descolar sob efeito do seu próprio peso. se o tempo de endurecimento e secagem da camada inferior não é observado antes da aplicação da camada superior. impedindo o endurecimento do interior da camada de revestimento. Sendo a área dessas juntas relativamente pequena. Aplicação da argamassa Para argamassa contendo cimento. 10. o efeito observado é de desagregação por falta de carbonatação.4 .Causas decorrentes do tipo de pintura As tintas a óleo ou à base de borracha clorada e epóxi promovem uma camada impermeável que dificulta a difusão do ar atmosférico através da argamassa de revestimento. a espessura do emboço não deve ultrapassar 2 cm e a do reboco 2 mm. O alisamento intenso da camada de reboco propicia uma concentração de leite de cal na superfície. Por carbonatação. com configuração de mapa. agravado por em traço rico de cimento. forma-se uma película de carbonato uniforme que age como uma barreira à penetração do anidrido carbônico. deslocando-se. Outra causa a ser citada é a ausência de rugosidade da camada da base. na camada superior.1. Espessura do revestimento Segundo as prescrições da NB-231 "Revestimento de paredes e tetos com argamassas: materiais. Observa-se que em alguns casos deslocamento de revestimento de laje de teto o emboço chega a apresentar espessura de 5 cm.superfície de concreto impregnada de desmoldante ou uma camada de chapisco contendo um produto hidrofugante.5).

Figura 10. ou formação de bolor em pontos onde não há incidência de sol (Figura 10.6).1.5 . com pulverulência (Figura 10. 10. A argamassa nos pontos empolados é pulverulenta e facilmente removível.Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente. lajes cobertura mal impermeabilizadas ou argamassas de assentamento magras manifesta-se por manchas de umidade.7). 10.Efeitos da umidade sobre o reboco.Causas externas ao revestimento Umidade A infiltração de água através de alicerces. 234 . A infiltração constante provoca a desagregação do revestimento. A alvenaria freqüentemente exposta ao sol não favorece a formação do bolor.6 . acompanhada ou não pela formação de eflorescência ou vesículas.5 .

Figura 10.7 . Expansão da argamassa de assentamento Ocorre predominantemente no sentido vertical e pode ser identificada por fissuras horizontais no revestimento (Figuras 10.8a. As causas podem ser as seguintes: . No caso de tintas impermeáveis. a eflorescência deposita-se entre a camada de tinta e a do reboco.reação de sulfato do meio ambiente ou do componente da alvenaria com o cimento da argamassa. 10.hidratação retardada da cal dolomitica usada na argamassa de assentamento. 10.9). A expansão da argamassa de assentamento pode ser provocada por reações químicas entre os constituintes desta argamassa ou mesmo entre compostos do cimento e dos tijolos ou blocos que compõem a alvenaria.Acúmulo de bolor no revestimento por efeito de umidade. comprometendo a aderência entre ambas. 235 .8b. . Estas tintas são também responsáveis pela formação de vesículas ou bolhas que resultam da percolação da água através da alvenaria e que se acumula entre o revestimento e a tinta.

10.8a e 10.Aspecto do revestimento interno. é necessária a 236 . a tendência do usuário é executar pequenos reparos.9 . o fenômeno alastra-se progressivamente. Por isso mesmo. Os danos nem sempre aparecem em toda a edificação. Nestes casos. sem a preocupação com a causa. Em conseqüência.Fissura do revestimento por expansão da argamassa de assentamento (b) Figura 10. mas comumente localizados em pontos onde o fenômeno que os originou é mais favorecido. Notam-se as fissuras do revestimento e da argamassa de rejuntamento dos azulejos.6.8b .(a) Figura 10. REPAROS A possibilidade de reparo é função do tipo e extensão do dano existente.1. solicitando um reparo constante. às vezes por um largo tempo. talvez antieconômico se comparado a uma execução completa.

apresentando-se as partes internas das empolas na cor: .Identificação das causas. Revestimento em desagregação. como segue nas Tabelas 10.Aplicação prematura de tinta impermeável Infiltração de umidade Eliminação da infiltração da umidade Renovação da pintura Deslocamento com Empolamentos Hidratação retardada do óxido de magnésio da cal Renovação da camada de reboco 237 .bolhas contendo umidade interior A superfície do reboco formando bolhas cujos diâmetros aumentam progressivamente O reboco apresenta som cavo sob percussão .preta .identificação das causas e da extensão do dano para melhor decidir-se sobre a solução a ser adotada.1 . Tabela 10. . Manifestações Aspecto observado Manchas de umidade Pó branco acumulado sobre a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Umidade constante Sais solúveis presentes no elemento da alvenaria Sais solúveis presentes na água de amassamento ou unidade infiltrada Reparos Eliminação da infiltração da umidade Secagem do revestimento Escovamento da superfície Reparo do revestimento quando pulverulento Eliminação da infiltração da umidade Lavagem com solução de hipoclorito Reparo do revestimento quando pulverulento Renovação da camada de reboco Bolor Manchas esverdeadas ou escuras.branca Vesículas . Cal não carbonada Umidade constante Área não exposta ao sol Empolamento da pintura.vermelho acastanhado .Presença de concreções ferruginosas na areia .1 e 10.Hidratação retardada de óxido de cálcio da cal.2. extensão do dano e solução.Presença de pirita ou de matéria orgânica na areia .

eliminação da base hidrófuga . Expansão da argamassa de assentamento por reação cimento-sulfatos ou devido à presença de argilo-minerais expansivos no agregado .Ausência de carbonatação da cal .A superfície da base está impregnada com substância hidrófuga .2 . com som cavo sob percussão Renovação do revestimento: . do óxido de magnésio da cal. desagregando-se com facilidade Sob percussão o revestimento apresenta som cavo Apresenta-se ao longo de toda a parede Deslocamento do revestimento em placas. movimentação de estrutura. quebrando com dificuldade.Traço excessivamente rico em cal .Tabela 10.O reboco apresenta som cavo sob percussão Renovação da camada de reboco OBS: Estão excluídas desta análise as fissuras de revestimento.A película de tinta desloca arrastando o reboco que se desagrega com facilidade . etc.Argamassa muito rica . resultantes de causas tais como recalques de fundação. Sob percussão o revestimento apresenta som cavo A placa apresenta-se endurecida.Traço em aglomerantes .Identificação das causas.A superfície de contato com a camada inferior apresenta placas freqüentes de mica .Ausência da camada de chapisco Argamassa magra Reparos Renovação do revestimento Renovação da pintura Deslocamento em Placa A placa apresenta-se endurecida. mas quebradiça. extensão do dano e solução.aplicação de chapisco ou outro artifício para melhoria da aderência Renovação do revestimento Ausência da camada de chapisco Expansão da argamassa de assentamento por hidratação retardada. dilatações térmicas diferenciadas.Argamassa aplicada em camada muito espessa . 238 .A superfície da base é muito lisa . Manifestações Fissuras Mapeadas Aspecto observado As fissuras têm forma variada e distribuem-se por toda a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Retração da argamassa de base .O reboco foi aplicado em camada muito espessa Renovação do revestimento após hidratação completa da cal da argamassa de assentamento A solução a adotar é função da intensidade da reação expansiva Fissuras Horizontais Deslocamento com Pulverulência .Excesso de finos no agregado .apicoamento da base .

características um pouco resiliente dos rejuntes.1 . As patologias mais comuns são: • Destacamentos de placas. 10.2.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias nos revestimentos cerâmicos podem ter origem na etapa de projeto. As causas destes defeitos são: • Instabilidade do suporte. • Deformação lenta da estrutura de concreto armado. • Ausência de detalhes construtivos (vergas. 10. • Mão-de-obra não qualificada. Um dos sinais desta patologia é a ocorrência de um som cavo (oco) nas placas cerâmicas quando percutidas. É muito trabalhosa e cara a recuperação desta patologia. juntas de dessolidarização). Muitas vezes a solução é a retirada total do revestimento (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. quando as tensões ultrapassam a capacidade de aderência das ligações entre a placa cerâmica e argamassa colante e/ou emboço.) (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. 2004). • Utilização do cimento colante vencido. • Gretamento e fissuras. • Trincas. Verificar com cuidado. ou quando o projetista não leva em consideração as interações do revestimento com outras partes da construção (esquadrias. • Assentamento sobre superfície contaminada. ou da argamassa colante. ou na fase de execução.2 – Trincas. 2004). devido a acomodação da construção. • Execução do revestimento sobre base recém executada.Destacamentos de placas São caracterizados pela perda de aderência das placas cerâmicas do substrato. variações higrotérmicas e de temperatura. mãode-obra etc. ou se observa o estufamento da camada de acabamento. • Deterioração das juntas. estrutura etc. pois as patologias são evidenciadas por alguns sinais que podem ter origem em outros componentes de revestimento (base. 239 .).2.10.2 – REVESTIMENTOS CERÂMICOS . • Eflorescências. quando são escolhidos os materiais. contravergas. gretamentos e fissuras Geralmente ocorre por causa da perda de integridade da superfície da placa cerâmica.

O gretamento é uma série de aberturas em várias direções inferiores a 1 mm e que ocorrem na superfície esmaltada das placas. com aberturas superiores a 1 mm. Para evitar esse processo podemos adicionar: • • • Reduzir o consumo de cimento Portland no emboço ou usar cimento com baixo teor de álcalis. Utilizar placas cerâmicas de boa qualidade (queimadas em altas temperaturas. que por sua vez. As fissuras são rompimentos nas placas cerâmicas. 10. O cimento comum.As trincas são rupturas na placa cerâmica provocadas por esforços mecânicos. Como a argamassa de assentamento e de rejuntamento contém cimento e essas camadas são porosas.3 – Eflorescência Eflorecência são manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. resulta em uma base medianamente solúvel. com abertura inferiores a 1 mm e que não causam a ruptura das placas. dá-se a reação entre essas duas substâncias. reagindo com a água. que causam a separação das placas em partes. denominada hidróxido de cálcio. contém anidro carbônico. enxaguando muito bem a superfície após seu uso. A causa provável desta patologia é a falta de especificação de juntas de movimentação e detalhes construtivos adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. ocasionando o contato com o ar. sal insolúvel de coloração branca. Pode ser facilmente retiradas mediante solução diluída de ácido muriático em concentrações baixas e em pequena quantidade. Observa-se que está ocorrendo uma deterioração das juntas quando ocorre: 240 .2.4 – Deterioração das juntas As juntas são responsáveis pela estanqueidade do revestimento cerâmico e pela capacidade de absorver deformações. Garantir o tempo necessário para secagem de todas as camadas anteriores à execução do revestimento cerâmico. 10. 2004). o que elimina os ais solúveis).2. a deterioração das juntas compromete o desempenho dos revestimentos cerâmicos. em sua composição encontra-se o hidróxido de cálcio livre. resultanto em carbonato de cálcio. Ela aparece devido a um processo químico.

As causas mais prováveis do problema são: • • • • • • • Escolha inadequada da tinta por conta da exposição ou por incompatibilidade com o substrato. Quando os rejuntes possuem uma quantidade grande de resinas. A perda da estanqueidade pode iniciar-se logo após a sua execução. pelo procedimento de limpeza inadequada (uso de ácidos e bases concentrados). 241 .4 apresentam as patologias mais comuns das tintas aplicadas sobre as paredes.• • Perda de estanqueidade. por ser de origem orgânica.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias da pintura estão relacionadas a duas famílias de problemas: • • Interface do filme com o substrato. podem causar fissuras. 10. As juntas rígidas. Formulação inadequada da tinta As tabelas 10. bem como da escolha de matérias de preenchimento adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. do preenchimento das juntas. Envelhecimento do material de preenchimento. sofrem deterioração na presença de agentes agressivos (chuva ácida ou fissuras). Umidade excessiva no substrato. 2004).3 e 10. podem envelhecer e perder a cor. Para evitar a ocorrência desta patologia devemos ter controle da execução do rejuntamento. A própria película da pintura. somados aos ataques de agentes atmosféricos agressivos e/ou solicitações mecânicas. preenchimento com materiais a base de cimento.3 – PINTURAS . Condições metereológicas inadequadas por temperatura e/ou umidade muito elevada ou muito baixa ou ventos fortes. que. Ausência de preparação do substrato ou preparo insuficiente Substratos que não apresenta estabilidade. Diluição excessiva da tinta na aplicação.

com perda de aderência. -por poeiras que não foram removidas das superfícies (massa corrida após lixada). graxa.Tabela 10. 242 . -aplicação de tinta sobre superfícies que contenham partes soltas e caiação. partículas soltas. . B) aplicação em substrato instável: Causas: . -verificar a existência de umidade no substrato.3 – Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU. óleo. desmoldantes. 2007). -superfície que não tenham eliminado totalmente o pó. Causas: -aplicação de tinta em superfície contaminada por sujeira. -aplicação da tinta sobre superfície úmida. pulverulência e umidade na interface do filme com o substrato. -aplicação de tinta sobre reboco sem cura adequada de 30dias. como as tintas a óleo ou alquídicas. mas em contato com água. a água infiltra na película de tinta(com o tempo) chegando até a massa que começa a estourar e causa esfarelamento do reboco. poeira.umidade na superfície. causando um esfarelamento do reboco com facilidade. porosidade e umidade. que por evaporação e capilaridade. sobre substrato úmido e alcalino. majorado pela alta temperatura e umidade. restando apenas os pigmentos e as cargas em forma pulverulenta. . Bolhas Massa corrida PVA em contato com a água Descascamento -a tinta começa a descascar ou soltar da parede Calcinação . devido a diluição incorreta. -aplicação da tinta sobre substrato muito liso.aplicação sobre substrato muito poroso. -conforme se lava o piso. -ao aplicar uma tinta com melhor qualidade sobre uma de qualidade inferior. que não tenha sido preparada adequadamente. -má aderência da tinta. -por excesso de cal na preparação do reboco. -verificar a existência de contaminantes na interface película e substrato.começa o estufamento da superfície.não hidratação correta da cal. -aplicação de tinta impermeável sobre substrato úmido. Deslocamento Pintura da -pulverulências ou descolamentos.aplicação prematura da tinta formando película impermeável sobre a argamassa não curada. C) aplicação sobre base úmida. -verificar as características do substrato e da superfície de aplicação quanto a lisura. -escamação da Película. . que absorve o veículo. Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) preparo inadequado do substrato ou ausência. . etc. depositamse na interfase do filme com o substrato.aplicação de tinta sobre substrato em vias de expansão ou desagregação. semelhante ao sal. aparecendo um pó bem fino. não devem usar massa corrida PVA. eflorescência. . -perda de aderência da película. .quando é usada massa corrida PVA em paredes externas ou internas. . -superfície calcinada. -paredes próximas ao chão com piso frio. Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis.quando a tinta não for diluída corretamente.aplicação de tinta sobre substrato com elevado teor de sais solúvel em água.

quando a tinta foi diluída excessivamente. sai também parte do reboco e costuma ficar esfarelendo por baixo. B) Problemas com a natureza do substrato Causas: .Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU.secagem muito rápida devido à temperatura ou umidade inadequadas ou ventos fortes. com destruição do filme por fissuramento ou por deterioração com pulverulência.umidade por chuvas e não se ter aguardado a secagem. Defeitos no filme da Pintura Desagregamento Manchas esbranquiçadas Manchas por chuvas irregulares Fungos -é um tipo de descascamento em que. -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco muito arenoso. -aplicação de tinta com baixa resistência ao ataque por agentes biológicos (bolor. -algas: áreas externas. quando se arrastam matérias alcalinos solúveis do interior para a superfície pintada. causando manchas. Perda de brilho e de cor. . verde e outras. -a eflorecência se dá pela eliminação de água sob a forma de vapor.Tabela 10. 2007 Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) Problemas com a natureza da tinta Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência à radiação solar em ambiente externo. 243 . -em caso de umidade. verde azulada e vermelho-castanho. . pode ocorrer. -aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas solúveis em água. -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco não curado ou sobre parede com umidade. que molha somente pontos isolados da parede. usados na formulação das tintas. -em cores escuras.Aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas expansivas. apresentando bolhas e vesículas.por ter sido aplicado acabamento final sobre reboco úmido ou por não ter sido curado.a tinta com filme ainda não curado. -são microorganismos vivos que se proliferam em ambientes diferentes. fungos e algas). . .aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis. . faz com que aflorem materiais solúveis.aplicação de tinta com baixa flexibilidade. na cor preta. quando a tinta não está totalmente curada. durante a secagem do reboco. . -fungos: área interna e externa. -ocorre quando acontecem chuvas tipo garoa. cor verde. junto com a película de tinta. -incompatibilidade das várias camadads. da parte interna da parede para a externa. -aplicação de tinta sobre substrato muito poroo. secagem muito rápida ou espessura elevada produzindo enrugamentos. aparecendo assim marcas do rolo. cinza. C) Aplicação em condições inadequadas: Causas: . enrugando o filme.4 . marrom. tornando a tinta pegajosa com sinais de bolhas.aplicação prematura de tinta que forme película impermeável.

No que se referem aos constituintes da mistura os pontos-chaves são o fator água-cimento. aditivos e cuidado especial é recomendável quanto aos teores de cloretos e sulfatos no concreto. tecnicamente e economicamente. • Especificar corretamente a cura e a desforma.11 .1 Cimento O projeto deverá estabelecer os tipos de cimento adequados. o que fará com que as construções sejam prejudicadas quanto a durabilidade. método construtivo. • Especificar corretamente as armaduras bem como a sua posição. mas é importante frisar que grandes benefícios poderiam também ser obtidos no que concerne à durabilidade das estruturas. • Especificar corretamente as fôrmas o ecoramento e o contraventamento. Vamos abordar de modo prático alguns detalhes para uma boa execução de obras em concreto armado. 11. em geral. cimentos.1. de resistência à compressão. consumo de cimento e resistência. pois cada uma tem seus aspectos exclusivos e particulares. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher os tipos de materiais ideais para execução de obras utilizando concreto armado.DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. maior resistência à abrasão e baixa permeabilidade. e também por falta de tecnologia por parte de pequenos construtores.MATERIAIS EMPREGADOS EM CONCRETO ARMADO 11. pois concretos mais fortes tem também. ou mesmo. em relação aos materiais inertes disponíveis. Atenção também deve ser dada às especificações sobre agregados. a cada tipo de concreto.1): 244 . estabilidade. Sabemos que apesar da grande evolução na tecnologia do concreto. devido sempre a problemas referentes a custos.1 . pega. ficando aqui em ressalva que qualquer problema em obra deverá ser bem estudado para se fornecer uma solução adequada.. Exemplo de alguns tipos de cimento disponíveis no mercado brasileiro passíveis de emprego em aplicações específicas (Tabela 11. Seriam óbvias as vantagens em economia propiciadas pela utilização de concreto de maior resistência. • Especificar corretamente a concretagem e o adensamento. estrutura. funcionalidade das estruturas em concreto armado. perda ao fogo etc. nas obras de pequeno e médio porte não se consegue executar um concreto com todas as suas características. trabalhabilidade.

adição recomendado para construção em geral. onde o volume é grande. evitando o aparecimento de fissuras de origem térmica. Para aplicações gerais Adicionado com escória. Favorece a sua aplicação em grandes volumes devido ao baixo calor de hidratação. obras submersas. é designado 7-Cimento Portland de Baixo Calor de por siglas e classes de seu tipo acrescidas de BC. 32 e 40. Esse Hidratação. água do CP (RS) (NBR 5737) mar e em alguns tipos de solo O cimento Portland de baixo calor de hidratação. suficiente. Este cimento combina com bons o baixo calor de hidratação com o aumento de resistência do cimento Portland comum. mas é particularmente vantajoso em obras de concreto-massa. portanto. b) CPI-S. com 5% de material pozolânico em massa. além de baixo calor de hidratação. esgotos e efluentes industriais. marítimas e industriais. obras em ambientes agressivos. O (NBR 12989) estrutural com classes de resistência de 25. com as mesmas características. precauções suplementares devem ser tomadas para que a integridade dos característicos iniciais do aglomerante seja preservada. É especialmente indicado em obras expostas à 4-Cimento Portland Pozolânico (CP IV) ação de água corrente e ambientes agressivos. 2003) Tipos Aplicações a) CPI-Cimento Portland sem adição além da gipsita. além de ser resistente a sulfatos. assim como (NBR 5735) alta resistência à expansão devido à reação álcali-agregado. O concreto feito com esse produto é mais impermeável e por isso mais durável. Caso contrário. assim devendo ser conservado até o momento da sua utilização. É recomendada em todas as aplicações que necessitem de 5-Cimento Portland de Alta resistência resistência inicial elevada e desforma rápida inicial (CP V-ARI) ( NBR 5733) Oferece resistência aos meios agressivos sulfatados como 6-Cimento Portland Resistente a Sulfatos redes de esgotos de águas servidas ou industriais. mais durável. Para uso geral. Empregado em obras civis em geral. Empregado em geral. a proteção oferecida e em geral. O cimento. Gera calor numa 2-Cimento Portland (CP II) (NBR 11578) velocidade menor do que o gerado pelo cimento Portland a) CPII-E-composto com escória comum. subterrâneas . apresenta resistência mecânica superior. O cimento Portland branco se difere por coloração.1 – Cimentos disponíveis no mercado brasileiro (ABCP. apresenta maior impermeabilidade e 3-Cimento Portland de Alto-Forno (CP III) durabilidade. Apresenta menor c) CPII-F-composto com fíler resistência ao ataque de sulfatos contidos no solo. CP (BC) (NBR13116) cimento tem a propriedade de retardar o desprendimento de calor em peças de grande massa de concreto. O concreto (NBR 5736) feito com esse produto se torna mais impermeável. a) CPII-E-Com adição de escória granulada de alto forno. b) CPII-Z-Com adição de material pozolânico. 245 . Recomendado para estruturas que exijam um desprendimento de calor moderadamente lento ou que possam ser atacados por sulfatos. Quando o intervalo de tempo decorrido entre a fabricação e a utilização não é demasiado grande. ao sair da fábrica acondicionado em sacos de várias folhas de papel impermeável. tubos e canaletas para condução de líquidos agressivos. É muito 1-Cimento Portland Comum (CP I) adequado para o uso em construções de concreto em geral (NBR 5732) quando não há exposição a sulfatos do solo ou de águas a) CPI – Cimento Portland Comum b) CPI-S-Cimento Portland Comum com subterrâneas. é mais indicado em lançamentos b) CPII-Z-composto com pozolana de concreto. e está 8-Cimento Portland Branco CPB classificado em dois subtipos: estrutural e não estrutural. c) CPII-F-Com adição de fíler. apresenta-se finamente pulverizado e praticamente seco.Tabela 11. similares aos demais tipos de cimento. Seu uso. O cimento Portland composto é modificado.

com formação de grumos que não são total e facilmente desfeitos com leve pressão dos dedos. calçada. depois de peneirado em peneira com malha de 5 mm (peneira de feijão). hidrata-o pouco a pouco. O empedramento às vezes é superficial. mas não deve ser utilizado em peças estruturais. pois o cimento ainda é possível de hidratar-se (Figura 11. Caso contrário. de ambientes úmidos e em segundo.A principal causa da deterioração do cimento é a umidade que. Figura 11.1 .As pilhas não excederem de mais de 10 sacos. Ao esfregá-lo entre os dedos sente-se que não está finamente pulverizado.1). 2º . forçando um contato mais intenso entre as partículas do aglomerante e a umidade existente chegando a empedrar. lastros etc. tanto quanto possível. O cimento hidratado é facilmente reconhecível.2). preservá-lo.Local para guarda de materiais 246 . ainda se pode tentar aproveitar o cimento utilizando em aplicações de menor responsabilidade como pisos. a presença de torrões e pedras que caracterizam fases mais adiantadas de hidratação. se o saco de cimento for tombado sobre uma superfície dura e voltar a se afofar. o cimento deste saco pode ser utilizado. ou se for possível esfarelar os torrões com os dedos. É que ele nunca se apresenta completamente seco e a pressão elevada a que ficam sujeitos os sacos das camadas inferiores reduz os vazios. Para armazenar cimento é preciso. não devem ser aceitos para utilização em concreto estrutural. freqüentemente. isto é. Portanto para evitar essas duas principais causas de deterioração do cimento é aconselhável: 1º . reduzindo-lhe sensivelmente as suas características de aglomerante. salvo se o tempo de armazenamento for no máximo 15 dias. constata-se mesmo. não aceitando os que estiverem rasgados ou úmidos. em primeiro lugar.As pilhas devem ser feitas a 30 cm do piso sobre estrado de madeira e a 30 cm das paredes e 50 cm do teto (Figura 11. por ele absorvida. Os sacos que contém cimento parcialmente hidratado. caso em que pode atingir 15 sacos. não ser estocado em pilhas de alturas excessivas. RECOMENDAÇÕES: O cimento sendo fornecido em sacos deve-se verificar sua integridade.

carvão. Para evitarmos a variabilidade dos agregados devemos esclarecer junto aos fornecedores a qualidade desejada e solicitar rigoroso cumprimento no fornecimento.2 Agregados miúdo e graúdos Devemos tomar o cuidado para que em nossas obras não se receba agregados com grande variabilidade. e o local de armazenamento e devem estar praticamente isentos de materiais orgânicos como humus. 11. deve-se optar pelo uso de material já consagrado no local ou pela adoção de medidas preventivas. Se ocorrer o inverso haverá um excesso de água para a mesma trabalhabilidade. pois torna-se antieconômico. Neste caso. álcali-silicato. álcali-carbonato). é praticamente inviável a execução de tais ensaios e análises. Esta variabilidade prejudica a homogeneidade e características mecânicas do concreto. Quando da aprovação de jazida para fornecer agregados para concreto devemos ter conhecimento de resultados dos seguintes ensaios e/ou análises: • • • • • reatividade aos álcalis do cimento (álcali-sílica. provocando exudação do mesmo. resitência à abrasão. que prejudicará sua coesão e capacidade de reter água em seu interior. RECOMENDAÇÕES: Deve-se ao chegar os agregados. • absorsão do material No entanto. etc. em casos específicos (uso de material pozolânicos. siltes. algumas vezes por motivo de abastecimento ou econômico. A capacidade total armazenada deve ser suficiente para garantir as concretagens em um período de produção máxima. por exemplo). a quantidade. daqueles inicialmente escolhidos. tipos e classes diferentes. o qual será desnecessário.1. estabilidade do material frente a variações de temperatura e umidade. sem reabastecimento. Se recebermos. 247 . aumentando a resistência pela diminuição do fator água/cimento. com granulometria mais fina que o material usado na dosagem inicial. O tempo de estocagem do cimento pode ser prolongado tomando todos os cuidados na estocagem (podendo atingir até 90 dias) mais em obra não devemos ultrapassar 30 dias. verificar a procedência. e também. além de provocar uma redução de finos. consequentemente. no caso de obras de pequeno porte.Os lotes recebidos em épocas diferentes e diversas não podem ser misturados. presença de impurezas ou materiais deletéricos. necessitará uma maior quantidade de água para mantermos a mesma trabalhabilidade e. Devem-se tomar cuidados especiais no armazenamento utilizando cimento de marcas. haverá uma redução na resistência mecânica. mas devem ser colocados separadamente de maneira a facilitar sua inspeção e seu emprego na ordem cronológica de recebimento. análise petrográfica e mineralógica.

1. impedindo o contato com o concreto. esta diminuição é provocada pela formação de uma película não aderente às barras de aço. 11.Água A resistência mecânica do concreto poderá ser reduzida.1. 1 e 2 para possibilitar a drenagem do excesso de água.Para o armazenamento dos agregados poderemos fazê-lo em baias com tapumes laterais de madeira (Figura 11.50m.2 . o problema é de ordem estrutural. Se. Figura 11. o que provoca a diminuição da aderência ao concreto armado e diminuição de seção das barras. o mesmo não ocorre com o concreto armado. Recomenda-se que as alturas máximas de armazenamento sejam de 1. Estando a areia com elevada saturação. evitando-se constantes correções na quantidade de água lançado ao concreto. dentro de certos limites. pedindo que seja bem batida para a sua total liberação. pode não trazer conseqüências danosas. diminuindo-se o gradiente de umidade. além de manchas e eflorescências superficiais. a água destinada ao amassamento deverá ser as água potáveis. se parte da mesma não ficou retida nas caixas ou latas. Do ponto de vista da durabilidade dos concretos. No segundo caso de diminuição de seção.4 . deve-se ter o cuidado de verificar no lançamento do material na betoneira.Armaduras Os problemas existentes com as barras de aço é a possibilidade de corrosão em maior ou menor grau de intensidade. onde a existência de cloretos pode ocasionar corrosão das armaduras. e colocar uma camada com aproximadamente 10 cm de brita.2) ou em pilhas separadas. 248 . devendo ser criteriosamente avaliada a perda de seção da armadura. principalmente nas areias e pedriscos. o emprego de águas não potáveis no amassamento do concreto pode criar problemas a curto ou longo prazo. No primeiro caso. para o concreto simples. evitando a mistura de agregados de diferentes dimensões.3 . para que a água escoa no sentido inverso da retirada dos agregados. em função de meio ambiente existente na região da obra.Baias de madeira para separar os agregados 11. Deveremos fazer uma inclinação no solo. o uso de águas contendo impurezas. se a água utilizada no amassamento conter substâncias nocivas em quantidades prejudiciais. Portanto.

. Meios pouco agressivos: . para sua utilização na estrutura deverão ser removidas. .limpeza manual com saco de estopa úmido.RECOMENDAÇÕES: Meios fortemente agressivos (regiões marítimas.Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência. . . Obs. em pequenas quantidades.jateamento de areia.limpeza manual com escova de aço. a qual pode ser feito manualmente através de impacto de pedaço de barra de aço estriada e ajudar a limpeza através de fricção das mesmas.4) de 30 cm de espessura. Para a limpeza das barras com corrosão devemos fazer em ordem de eficiência: .Armazenar as barras sobre travessas de madeira (Figura 11.Armazenar o menor tempo possível. ou altamente poluídas): .Receber na obra as barras de aço já cortadas e dobradas.(avaliar a eficiência periodicamente).Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência (avaliar a eficiência periodicamente).Receber as armaduras já montadas. 249 . apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido por camada de brita.3) de 20 cm de espessura.: As barras que foram pintadas com camadas de cimento. . Meios mediamente agressivos: . . . apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido de pedra britada. .Armazenar as barras em galpões fechados e cobertos com lona plástica.Armazenar as barras em travessas de madeira (Figura 11.Cobrir com lonas plásticas.

o CA 60 em fio. • No Brasil a indicação do aço utilizado no concreto armado é feita pelas letras CA (concreto armado) seguida de um número que caracteriza a tensão de escoamento em kg/mm².Armazenagem das barras de aço sobre travessas Tipos de aço: Os aços estruturais de fabricação nacional em uso no Brasil podem ser classificados em três grupos: Aços de dureza natural laminados a quente: utilizados há muito tempo no concreto armado. As barras são produtos de diâmetro nominal 5. Pode ser encontrado em fios isolados ou formando uma cordoalha. os grãos permanecem deformados aumentando a resistência. 250 . fabricados por laminação a quente. Nos dias de hoje possui saliências para aumentar a aderência do concreto.0 ou inferior. com tolerância de mais ou menos 9%. • Aços encruados a frio: obtidos por tratamento a frio trabalho mecânico feito abaixo da zona crítica. O comprimento normal das barras é de 11 m. fabricado por trefilação ou processo equivalente (estiramento ou laminação a frio). E sua unidade é em milímetros (Tabela 11.Figura 11.3 .0 ou superior e os fios aqueles de diâmetro nominal 10.2). • Aços para concreto protendido: aços duros e pertencem ao grupo de aços usados para concreto protendido. Os mais utilizados são o CA 25 e o CA 50 em barras.

220 0.0 5.187 0.865 10.3 50.137 0.2 1256.0 10.2 – Características de fios e barras NBR7480/1996 Diâmetro Nominal (mm) Fios Barras 2.038 0.2 14. • quantidade.235 0.5 122.084 5.0 25.259 0.355 0.3 31.0 20.6 23.466 2.253 0.906 0.320 0.3 8.580 0.558 0.245 0. depende da exatidão e rigidez das fôrmas e de seus escoramentos.589 0.8 20.072 0.238 0.6 19. 251 .8 31.484 1. • embalagem (feixe.209 0. Geralmente as fôrmas têm a sua execução atribuída aos mestres de obra ou encarregados de carpintaria.0 6.418 0.9 78.284 0. estes procedimentos resultam em consumo intenso de materiais e mão-de-obra.313 6.673 2. feixe dobrado.089 0.0 25.130 0.222 0. fazendo um serviço empírico. concluímos que racionalizar ou otimizar a fôrma corresponde a 8% do custo de construção.8 28.8 69.0 12.9 804.1 314.3 62.4 7. estudadas e projetadas.3 17.0 32.8 4.1 29.102 0.193 0. Hoje existe um grande elenco de alternativas para confecção de fôrmas.094 0.0 Massa e tolerância por unidade de comprimento (kg/m) Massa Massa Massa Massa Massa Mínima Mínima nominal Máxima Máxima -10% -6% +6% +10% 0.318 2.5 9.578 1.1 11.1 22. rolo) 11.2 380.0 9.198 0. para todos os tipos de obras.1 490.230 0.175 0.805 2. As fôrmas podem variar cerca de 40% do custo total das estruturas de concreto armado.5 100. em toneladas.5 17.109 0.6 Perímetro (mm) 7. Considerando que a estrutura representa em média 20% do custo total de um edifício.8 19.0 6.5 10.2 32. • comprimento e sua tolerância.0 5.145 0.169 0.2 – SISTEMA DE FÔRMAS E ESCORAMENTOS CONVENCIONAIS Para se ter a garantia de que uma estrutura ou qualquer peça de concreto armado seja executada fielmente ao projeto e tenha a forma correta.163 0.0 22.5 50.273 9. • diâmetro nominal e categoria da barra ou fio.434 0.5 16.984 3.4 3.692 9. o comprador deve no mínimo indicar: • número da Norma.0 8.7 Na compra de barras e fios de aço para concreto armado.6 5.4 11.9 13.1 78.075 0.614 2.5 6.4 3.154 0.5 125.268 0.523 0.084 0.2 38.853 4.7 201.Tabela 11.395 0.4 39.622 3.371 0.2 4.963 1.654 0.935 6.9 16.5 10.115 0.0 40.163 3.617 0.302 0.034 0.036 0. as fôrmas podem ficar superdimensionadas ou subdimensionadas.3 13.269 0.123 0.456 Valores nominais Área da Seção (mm2) 4.021 1.067 0.3 70.5 18.

em relação as fôrmas. para que a estrutura não seja prejudicada: a) Antes de concretar. • tipo de estrutura a ser moldada. as fôrmas devem ser molhadas até a saturação. • investimento inicial.5 x 15. que podem alcançar níveis representativos. 2. 252 . A escolha destes materiais é determinada em função de uma série de fatores: • número de utilizações previstas. As tábuas podem ser reduzidas a qualquer largura. existem os chamados indiretos. o seu ritmo estabelece o ritmo das demais atividades e. • cargas atuantes. Portanto devemos satisfazer alguns requisitos para a sua perfeita execução. • cronograma da obra. e similares.2. papelão etc. a) Tábuas de madeira serrada: As tábuas mais utilizadas são o pinho de 2º e 3º.1 . estamos considerando os custos diretos.5 x 10. eventuais atrasos. c) Não colocar a agulha do vibrador entre a fôrma e as armaduras. Na concretagem devemos tomar algumas precauções. responsável por cerca de 50% do prazo de execução do empreendimento.0 cm.0 cm. • textura requerida da superfície do concreto.0 cm ( 1" x 8" ).Materiais e ferramentas As formas são fabricadas a partir de grande variedade de materiais. timburi. o cedrilho. 2.5 x 25. b) Devem ser praticamente estanques. dos quais os mais comuns são os de 2. • equipamentos para transporte.0 cm. desdobradas em sarrafos. tendo como principal componente a madeira. No ciclo de execução da estrutura (forma. b) Antes de concretar. as fôrmas devem ser limpas. • custo dos componentes e mão-de-obra. 11. 2.0 cm ( 1" x 12 "). sendo as bitolas comerciais mais comuns de: 2.Nessa análise. alumínio plástico.0 cm ( 1"x 10 ").00 cm. armação e concreto). c) Deve ser projetado para serem utilizadas o maior número possível de vezes. ou podemos utilizar também o aço. etc. que são: a) Devem ser executadas rigorosamente de acordo com as dimensões indicadas no projeto. o caminho crítico. isso pode danificar os painéis.5 x 5. A forma é responsável por 60% das horas-homem gastas para execução da estrutura os outros 40% para atividade de armação e concretagem.5 x 7. Portanto. e ter a resistência necessária. 2.5 x 20.5 x 30. o item forma é geralmente. 2.

prever travamentos horizontais e contravontamentos para evitar flambagem. de modo a permitir a colocação das contra flechas.0mm.0. ser pregados cobre junta de sarrafos em toda a volta das emendas.0 x 7. 5.3) 253 .Não ser excessivamente dura . devemos colocar tábuas ou pranchas que deverão ser maiores quando mais fracos forem os terrenos.0 x 6.0 x 16. d) Pregos: Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT.00m. A designação dos pregos com cabeça será por dois nºs. e nos vãos intermediários dos escoramentos.0cm e 6. Devem. para evitar recalques. São compostas por diversas lâminas adjacentes com espessura entre 1 mm e 5 mm.Baixo custo b) Chapas de madeira compensada: A madeira compensada é o composto laminado transversal mais utilizado em aplicações estruturais.0 x 8. os topos das duas peças devem ser planos e normais ao eixo comum. nestes casos. Quando os pontaletes forem apoiar no terreno. deve com certeza serem colocados.10 m e espessura que variam de 6. Nos pontaletes com mais de 3. a qual não pode ser feita no terço médio do seu comprimento. Prever cunhas duplas nos pés de todos os pontaletes para possibilitar uma desforma mais fácil.0 cm. e acabamento plastificado. Cuidado com emendas nos pontaletes !!! Cada pontalete de madeira só poderá ter uma emenda.0 cm. As chapas têm acabamento resinado. a x b . Nas emendas.Elevado módulo de elasticidade e resistência razoável .0 x 12.Devem ter as seguintes qualidades: . para utilização em estruturas de concreto armado aparente. c) Escoramentos : Podemos utilizar para escoramentos pontaletes de eucaliptos ou peças de peroba como os cibros 5. as vigas 6.0.20 x 1. 12. mais usadas para fôrma.(Tabela 11. de modo que as cargas dos pontaletes sejam distribuídas numa área maior.0 cm. coladas por cola "branca" PVA. As chapas coladas com cola fenólica são mais resistentes ao descolamento das lâminas quando submetidas à umidade. 8. 10. além dos escoramentos tubulares metálicos.0 cm. ou cola fenólica. têm dimensões de 2. para utilização em estruturas de concreto armado revestida. As chapas de madeira compensada.

Tabela 11.3 mm.3 .4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" . e) Tensores: Os tensores são utilizados para conectar formas de pilares.9 X 61.7 X 40.4 mm 18 = 3.80 3.80 3.02 3.2.7 X 54.9 X 88. 254 . Alguns tensores podem ser perdidos. é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2.0 X 67.24 3.24 3. suportando a pressão do concreto fresco. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga.46 2.4).4 X 67.7 X 47. Normalmente são utilizados como tensores vergalhões de aço com partes soldadas.a = refere ao diâmetro.53 3.4 X 40.Escoramentos: 18 x 27 19 x36 15 x 15 18 x 27 19 x 36 18 x 27 O diâmetro deve ser escolhido entre 1/8 e 1/10 da espessura da peça de menor espessura.50 2. painéis.Fôrmas de chapas: . vigas altas.4 X 54. roscas e porcas ou acessórios especiais.68 2.02 3.46 2.90 2.Dimensões dos pregos em "mm" NÚMERO 5X5 15 X 15 15 X 18 15 X 21 16 X 18 16 X 21 16 X 24 17 X 21 17 X 24 17 X 27 17 X 30 18 X 24 18 X 27 18 X 30 18 X 36 19 X 27 19 X 33 19 X 39 DIMENSÕES EM mm 1.14 3.4 X 47. sendo cortados após a desforma.0 X 47.4 X 33.0 X 54.46 3.Fôrmas de tábuas: .0 X 11.4 X 61.9 X 74.4 X 81.14 Os pregos mais utilizados para a execução das fôrmas são: .02 3.68 2.0 X 61.24 3. outros podem ser removidos completamente e reutilizados (este sistema é o melhor) (Figura 11.

Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas Devemos deixar os materiais em locais cobertos.4 . como o martelo. serrote.5). Figura 11. protegidos do sol e da chuva.Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas A mesa de serra deve ter uma altura e todos os sistemas de proteção que permita proceder ao corte de uma seção de uma só vez. No manuseio das chapas compensadas deve-se tomar o cuidado para não danificar os bordos. As dimensões da mesa de serra devem ser coerentes com as dimensões das peças a serrar. lima. e ainda é de 255 .tensores espaguetes Figura 11.5 . se utiliza uma mesa de serra circular e uma bancada com gabarito para a montagem dos painéis (Figura 11. etc. Para a execução das fôrmas além das ferramentas de uso do carpinteiro.

geralmente feitas de sarrafos ou caibros. Geralmente feitos a de caibros ou varas de eucaliptos.6).6 .PAINÉIS: Superfícies planas. 4 . 7 . geralmente feitas de sarrafos ou caibros. Os painéis formam os pisos das lajes e as faces das vigas. 11.2 . formadas por tábuas ou chapas.PONTALETES: Suportes das fôrmas das vigas.Peças utilizadas na execução das fôrmas: São dados diversos nomes às peças que compõem as fôrmas e seus escoramentos as mais comuns são: 1 .DIREITOS: Suportes das fôrmas das lajes.TRAVESSAS: Peças de ligações das tábuas ou chapas.TRAVESSAS DE APOIO: Peças fixadas sobre as travessas verticais das faces da viga. Figura 11.GRAVATAS: Peças que ligam os painéis das formas dos pilares. os travessões são suprimidos. colunas e vigas. no caso de utilizar tábuas. 10 . 2 . pilares. 8 .GUIAS: Peças de suporte dos travessões.2. Geralmente feitas de caibros ou tábuas trabalhando a cutelo ( espelho ).grande importância adotar um disco de serra com dentes compatíveis com o corte a ser feito (Figura 11.PÉS. Geralmente feitos de caibros ou varas de eucaliptos.MONTANTES: Peças destinadas a reforçar as gravatas dos pilares. dos painéis de vigas. etc. 9 .CANTONEIRAS: Peças triangulares pregadas nos ângulos internos das fôrmas. paredes. 6 . destinadas ao apoio dos painéis de lajes e das peças de suporte dos painéis de laje (travessões e guias). 12 . 3 .TRAVESSÕES: Peças de suporte empregados somente nos escoramentos dos painéis de lajes. 256 .FUNDO DAS VIGAS: Painéis que forma a parte inferior das vigas. pilares. 5 .FACES: Painéis que formam os lados das fôrmas das vigas. paredes.Tipos de disco para corte de tábuas e chapas compensadas 11.

CONTRAVENTAMENTO: Ligação destinada a evitar qualquer deslocamento das fôrmas.CALÇOS: Peças de madeira os quais se apoiam os pontaletes e pés direitos por intermédio de cunhas. 257 . 14 .francesas): Peças inclinadas. destinadas à ligação e a emenda das peças de escoramento.7 e 11..8) os quais deverão estar bem apoiados no terreno em estacas firmemente batidas ou engastalhos nas bases. geralmente empregadas como suporte e reforço de pregação das peças de escoramento. para garantir o prumo. Consiste na ligação das fôrmas entre si. temos que prever contraventamentos em duas direções perpendiculares entre si (Figuras 11. Em pilares altos. lajes etc.2. Quando os pilares forem concretados antes das vigas. 21 .CUNHAS: Peças prismáticas. fundações e vigas. 17 . 16 .TALAS: Peças idênticas aos chapuzez. prever contraventamentos em dois ou mais pontos de altura. 15 .3 . e nos casos de contraventamentos longos prever travessas com sarrafos para evitar flambagem (Figuras 11.TRAVAMENTO: Ligação transversal das peças de escoramento que trabalham a flambagem.JANELAS: Aberturas localizadas na base das fôrmas. Devem ser bem fixados com pregos (18x27 ou 19x36) nas ligações com a fôrma e com os apoios (estacas ou engastalhos)..CHAPUZES: Pequenas peças feitas de sarrafos.7 e 11. 20 . 11.Detalhes de utilização: a) . destinadas a limpeza.13 . geralmente usadas aos pares. 18 .8). ou como apoio extremo das escoras.ESPAÇADORES: Peças destinadas a manter a distância interna entre os painéis das formas de paredes.ESCORAS (mãos . trabalhando a compressão. 19 .Nos Pilares Os pilares são formados por painéis verticais travados por gravatas.

a cada 2. Esta janela tem a função de facilitar a vibração evitando a desagregação do concreto. responsável pela formação de vazios nas peças concretadas"bicheiras". bem como deixar janelas intermediárias.Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares Devemos colocar gravatas com dimensões proporcionais às alturas dos pilares para que possam resistir ao empuxo lateral do concreto fresco.8 .0m (Figura 11. as distância entre as gravatas devem ser máximo de 30 a 40 cm.Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares bem como das janelas 258 . Não devemos esquecer de deixar na base dos pilares uma janela para a limpeza e lavagem do fundo. para concretagem em etapas nos pilares altos.8). Na parte inferior dos pilares.7 . 9 10 1 2 21 Figura 11.1 9 21 10 2 Figura 11.

9 .0 cm Figura 11. tensores.Tipo 1 = sarrafo simples.Tipos de gravatas usuais para o fechamento dos painéis dos pilares: . de 2.Tipos de gravatas utilizadas em pilares (Cardão.0 ou 10 cm .10).0 ou 10 cm .0 ou 10. que podem ser introduzidas dentro de tubos plásticos para serem reaproveitados ( seção 3) (Figura 11.5 x 7.Tipo 2 = dois sarrafos de 2.1969) Além das gravatas podemos reforçar as formas dos pilares com arame recozido nº12 ou nº 10 (seção 2). ou ainda com espaguetes. (1) (2) (3) Figura 11.10 .Tipos de reforços em gravatas 259 .5 x 7.Tipo 3 = caibro com dois sarrafos de 2.5 x 7.

mãos-francesas e sarrafos de pressão.11). é necessário prever também um bom escoramento lateral com as mãos francesas entre a parte superior da gravata e a travessa de apoio (Figura 11. espaguetes ou tensores .00 a 1. Sarrafo de pressão Figura 11. E verificarmos se as distâncias entre eixos (para o sistema convencional) são as seguintes: .para caibros horizontais das lajes : 0. evitando as "barrigas" ou superfícies tortas. Na base da forma e sobre as guias é importante pregar um sarrafo denominado “sarrafo de pressão”.20m .11 . que não são travadas pelos painéis de laje. Devemos certificar se as formas têm as amarrações. escoramentos e contraventamentos suficientes para não sofrerem deslocamentos ou deformações durante o lançamento do concreto. não é suficiente a colocação de gravatas ancoradas através do espaço interior das fôrmas com arame grosso (arame recozido nº 10). 0.11) ou contra o piso ou terreno. para evitar a abertura da forma (Figura 11.entre pontaletes das vigas e mestras das : 1.para as gravatas : 0.80m .50 m .00m lajes Nas formas laterais das vigas. principalmente nas vigas altas.50.entre mestras ou até apoio nas vigas : 1.Detalhe de uma fôrma de viga 260 .60 a 0.b)-Nas vigas e lajes As fôrmas das vigas são constituídas por painéis de fundo e painéis das faces firmemente travadas por gravata.

13 .Detalhe da Fôrma das vigas sem sarrafo de pressão 261 . 1969) Figura 11.Outros tipos de fôrmas e escoramentos de vigas: Figura 11.Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão (Cardão.12 .

14 .Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas Figura 11.Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 262 .15a .Figura 11.Detalhes da fôrma das lajes maciças Figura 11.15b .

16 . o que não é muito eficiente.11. Isso pode ocorrer principalmente em pequenas obras.Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-juntas e fita adesiva Recomendações: . para evitar que as juntas se abram. Pode ser utilizada mata-juntas.16).17 .Fazer o fechamento das juntas pouco antes da concretagem.17).2.Detalhe da fôrma utilizando tábuas 263 . fita adesiva e até mastiques elásticos (Figura 11. Figura 11. .Juntas das Fôrmas As juntas das fôrmas devem ser fechadas para evitar o vazamento da nata de cimento que pode causar rebarbas ou vazios na superfície do concreto. Devemos evitar o fechamento das juntas com papel de sacos de cimento ou de jornais. Figura 11.4 .Colocar as tábuas das formas com o lado do cerne voltado para dentro (Figura 11.

sendo sua aplicação feita manualmente. longarinas e transversinas de madeira (Figura 11.Escoramento de madeira tipo "H" 264 . e as lajes formadas por escoras. São encontradas de tres maneiras: a) Madeira : o escoramento das vigas são executadas em madeira por sistema chamados de garfos ou H de viga. e somente se necessário. O peso próprio dessas formas variam de 0. ou seja. não necessitando do emprego de equipamentos para o içamento das peças.6kN/m².5 .2.11. às vezes utiliza-se roldanas e corda para a subida vertical do equipamento (Figura 11.4 a 0.Sistema de forma leve São sistemas em que se utiliza mão-de-obra manual. Figura 11.19).18). b) Misto :É um sistema que utiliza escoramento metálico com finalidade de suporte de carga sendo a fôrma revestida com chapas de compesado e podem ser dimensionadas para uma pressão que pode chegar até 60k/m².18 .

11. paredes e núcleos de edificações.00 kN/m2. compostos por painéis leves constituídos.Figura 11. por exemplo. reservatórios.2. 265 . por uma estrutura de alumínio e compensado. geralmente. forrando o painel.13kN/m2. barragens. As fôrmas metálicas chegam a Ter um peso próprio de aproximadamente 0.Escoramento metálico c) Industrializado metálico: São aqueles sistemas em que praticamente se utilizam elementos metálicos para fôrma e escoramento. São utilizados compensados e vigas metálicas em aço ou alumínio Os painéis estruturados tem grandes aplicações em obras-de-arte.Sistema médio de fôrmas São sistemas que se utilizam equipamentos para o içamento dos painéis com a utilização.19 . Esses painéis são estruturados e a forma pesa em média de 0. consistindo como bastante leves.6 . de grua ou guindaste.6 a 1.

As principais aplicações desses sistemas são os muros.2.7 . Essa estrutura fica apoiada sobre escoras ou treliças metálicas sob roldanas para a locomoção do sistema. todo o conjunto seja levado à lateral da edificação e transportado por meio de grua para os pavimentos ou área de trabalho superiores ou próximos. Podem ser empregados em estruturas com mais de 100m de altura.11. para que.8 . 11.Sistema pesado de fôrmas São sistemas nos quais que se utilizam gruas para o içamento da fôrma.4 a 0.20 . Consiste essa modalidade de escoramento na utilização da chamada mesa voadora que é uma estrutura metálica forrada por compensado sobre vigas mistas em alumínio ou aço.Sistema trepante e auto-trepante São sistemas que com carro e cursor variável permitem deslocar a fôrma para frente e para trás na plataforma de trabalho. sendo as fôrmas elevadas por comando hidráulicos.2. As mesas voadoras pesam em média de 0.Fôrma trepante 266 . galerias e principalmente lajes. Figura 11. sem grua.8 kN/m2. paredes. após a desforma.

267 .20).11. grandes pilares. sendo que a plataforma de trabalho dos operários sobe junto com a fôrma.3. Podemos utilizar desde uma simples segueta (para pequenas bitolas). São de pequena altura. núcleos de prédios. chaminés cilíndricas e torres para telecomunicações. sobre a bancada. Esse sistema se aplica especialmente às obras verticais de reservatórios elevados.1 – Corte O corte das barras de aço consiste em dividir uma barra na dimensão indicada no projeto. revestimentos de poços. silos verticais.RECOMENDAÇÕES QUANTO AO MANUSEIO E COLOCAÇÃO DAS BARRAS DE AÇO 11. o processo exige concretagem contínua. máquina ou policorte de bancada (Figura 11.2. de capacidade. e apoiadas por barras de aço presas nas paredes de concreto (Figura 11.Sistema de fôrmas deslizante São sistemas de fôrmas que deslizam verticalmente impulsionadas por macacos hidráulicos com aproximadamente 1. 11. Tesoura máquina de cortar ferro Figura 11.3 . poços de elevador e escadas. Uma barra bem desempenada aumenta o rendimento e proporciona bom aspecto.2 ton.21 – Equipamentos utilizados no corte das barras de aço Após o corte as barras devem ser endireitadas.21). tesoura. antes de ser dobrada.9 . com o auxilio de ferramentas e máquinas apropriadas.

5 5/8" 16 3/4" 20 1" 25 11/4" 32 CA 25 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 5φ 5φ 5φ CA 50 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 8φ 8φ 8φ CA 60 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 268 .5 para os estribos. dobras) BITOLAS POL mm 3/16" 5 1/4" 6.Dobramento das barras Em algumas obras encontramos casos de quebra de barras de aço.3. Para algumas bitolas eles são finos levando a barra. recomendamos que sejam feitos ensaios de caracterização do lote.11.4 para ganchos e dobras e na Tabela 11. Figura 11. quando do seu dobramento através de ferramentas manuais. Este fato é observado na maioria das vezes em obras onde existe grande variabilidade de bitolas.Diâmetros dos pinos de dobramento . a sofrerem um ensaio extremamente rigoroso de dobramento.22 – Bancada com pino de dobramento A recomendação para estes casos. Caso as barras continuem quebrando. operários menos experientes não atentam para a necessidade de substituir o diâmetro do pino de dobramento. Tabela 11.3 5/16" 8 3/8" 10 1/2" 12. que os diâmetros dos pinos sejam os mais próximos possíveis aos especificados na Tabela 11.(Ganchos. para as quais.4 .22). chegando a romper por tração (Figura 11.2 .

volta-seca.5 .Diâmetros dos pinos de dobramento .3.23 – Pontos de amarração usuais 269 . É importante amarrar bem para que os ferros não saiam da sua posição durante a concretagem. laçada e flor (Figura 11.Estribos BITOLAS (mm) ≤ 10 10 < ø >20 ≥ 20 CA 25 3 øt 4 øt 5 øt CA 50 3 øt 5 øt 8 øt CA 60 3 øt - 11. dando forma as estruturas de acordo com o projeto estrutural.23). Ponto simples Ponto volta-seca ou rabo de macaco Ponto flor ou cruzado Ponto laçada Figura 11. Os pontos mais conhecidos na amarração são: ponto simples.3 – Montagem das armaduras Montagem das armaduras consiste em unir peças de aço com auxílio da torquês e do arame recozido nº18.Tabela 11.

pois acontece em obras em que as esperas dos pilares não coincidem com sua localização em planta. Figura 11. .Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 270 . tais como: . é quanto ao seu posicionamento. Para que isso ocorra. . não deve ser permitido que as mesmas sejam dobradas para alcançar sua posição (engarrafamento das armaduras). Para melhorar a rigidez da armadura impedindo o seu deslocamento.falta de amarração adequada.descuidos na locação dos pilares.24).11. Caso as recomendações citadas não forem obedecidas. devendo nestes casos consultar o projetista. recomendamos que se execute um quadro de madeira para servir de apoio às barras de espera e que o mesmo seja fixado no restante da armadura (Figura 11. etc. recomendamos como principal a fiscalização das ferragens.movimentação das barras durante a concretagem.24 . as causas podem ser diversas. deixando as barras de espera fora de posição após a concretagem.3.4 .Barras de espera de pilares O que acontece com as barras de espera. Para evitar esse problema.

quando presente em solução produz.6).As esperas de pilares (arranques) têm o comprimento mínimo dado por Norma NBR 6118/2003 (Tabela 11. levando a expansão e desagregação do concreto. a ação dos sulfatos.25 e 11. podendo deixar as armaduras expostas. salvo recomendações do calculista.3.Comprimentos básicos para as esperas de acordo com o fck do concreto (Fusco.Barra estriada Boa aderência Má aderência 15 40φ 56φ 20 32φ 45φ 25 28φ 40φ 30 24φ 34φ 35 22φ 31φ 40 20φ 28φ 11. Porque as armaduras poderão ficar descobertas pelo concreto o que ocasionará a corrosão. Tabela 11. freqüentemente presentes em solos e águas subterrâneas. poderia ser utilizada como lastro. suas armaduras. e principalmente os blocos de estacas. que tem volumne consideravelmente maior do que os compostos iniciais. não devem.6 . 271 . mas os vazios formados pela elevada granulometria faz com que a pasta de cimento escoe formando vazios no concreto “bicheiras”. Merecem menção dentre tais agentes agressivos: • Íons sulfatos.5 . serem apoiadas diretamente sobre o solo. o que deve ser respeitado. sapatas. A pedra britada.Armação de Fundação As fundações das estruturas podem ser expostas a agentes agressivos presentes nas águas e/ou solos de contato. Líquidos que possam lixiviar o cimento. o gesso e o sulfo-aluminato de cálcio.26. ao reagir com o hidróxido de cálcio e com o aluminato tricálcico hidratado.1994) Fck (Mpa) CA-50A . Para que isso não ocorra recomendamos que seja colocada no fundo das valas uma camada de concreto magro (lastro de concreto não estrutural) Figuras 11. a lixiviação significa a extração ou dissolução dos compostos hidratados da pasta de cimento • Todas as vigas baldrames.

Afastamento mínimo das barras Como o concreto deve envolver toda a armadura e que não se apresente falhas de concretagem.26 .barras. as emendas devem ser feitas na zona de menor esforço de tração.3. Quando não houver indicações.Lastro de brita sob as vigas baldrames Figura 11.Lastro de britas sob os blocos de estacas 11.6 .7 . alternadas em diversos locais de uma seção (NBR 6118/2003). As emendas com luvas são excelentes.Figura 11. 11. é necessário que haja um mínimo de afastamento entre as 272 . Em qualquer caso o comprimento da emenda mínima deve ser ≥15φ ou ≥20cm.Emendas As emendas de barras por transpasses devem ser feitas rigorosamente de acordo com as recomendações do projetista.3.25 . se necessário. em várias . Emendas soldadas de aço CA-50 podem ser feitas com solda especial. mas nunca em mais barras do que a metade.

Concreto preparado manualmente Devemos evitar este tipo de preparo. Admite-se que entre as barras tanto na vertical como na horizontal pelo menos 2 cm e não menos do que o próprio diâmetro da barra. caso a mistura for realizada sobre superfície impermeável sem proteção lateral "caixotes" (Figura 11. A mistura dos materiais deve ser realizada sobre uma plataforma. O concreto preparado manualmente é aceitável para pequenas obras e deve ser preparado com bastante critério seguindo no mínimo as recomendações abaixo: • Deve-se dosar os materiais através de caixas com dimensões pré-determinadas.4. 11. que é prejudicial. da seguinte maneira: • • Se a plainada com a pá. Espalha-se a areia formando uma camada de 10 a 15 cm. limpa e impermeável (preferencialmente em "caixotes") (Figura 11. • • • • Para regular a quantidade de água e evitar excesso.4 . 273 . tomando-se o cuidado para que não escorra para fora da mistura. é conveniente observar a consistência da massa. Se espremido com a mão um punhado de massa. não fica com a mesma homogeneidade.28). 11.29). Cuidado com o congestionamento formado pelas armaduras das vigas com as dos pilares.COMO SE PREPARA UM BOM CONCRETO Faremos aqui algumas recomendações sobre o preparo do concreto. Depois de bem misturados. sem perder água. pouco a pouco. sobre essa camada esvazia-se o saco de cimento. a fim de facilitar o lançamento do concreto. ou com latas de 18 litros.1 . A seguir faz-se um buraco no meio da mistura e adiciona-se a água. de madeira ou cimento.27).barras. a forma da espremedura deve permanecer.27). com pá ou enxada até que a mistura fique homogenia (Figura 11. se junta à quantidade estabelecida de pedra britada. espalhando-o de modo a cobrir a areia e depois se realiza a primeira mistura. e excesso de areia ou pedra no enchimento das mesmas deve ser retirado com uma régua. pois a mistura das diversas massadas. misturando os três materiais (Figura 11. a superfície deve ficar úmida. durabilidade e qualidade. com o objetivo de garantir sua homogeneidade.

29 .Figura 11.27 . 274 . e em seguida do agregado graúdo. Os materiais devem ser colocados no misturador na seguinte ordem (Figura 11.1. pois a betoneira ficará limpa. medidas de areia e pedra do item 11. em primeiro lugar.Concreto preparado em betoneira Recomendam-se o mesmo cuidado no enchimento das caixas ou latas.Mistura da areia e do cimento sobre superfície impermeável Figura 11.30): • É boa a prática de colocação. parte da água.Adição das britas Figura 11.Colocação da água 11.4.2 .4.28 .

não deixando sair o graúdo em primeiro lugar.30 . Podemos estabelecer os tempos mínimos com relação ao diâmetro "d" da caçamba do misturador.Sequência da mistura em betoneira 275 .7 . Tabela 11.7).Tempos mínimos de mistura de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira TEMPOS MÍNIMOS DE MISTURA Misturador tipo Tempo mínimo de mistura (seg. haverá ainda uma moagem dos grãos de cimento. O tempo de mistura deve ser contado a partir do primeiro momento em que todos os materiais estiverem misturados. que faz um tamponamento nos materiais já colocados.• • • É boa a regra de colocar em seguida o cimento. em metros (Tabela 11. pois havendo água e pedra. Colocar o restante da água gradativamente até atingir a consistência ideal. coloca-se o agregado miúdo.) Eixo Vertical Eixo Horizontal Eixo inclinado 30 d 90 d 120 d Figura 11. Finalmente. haverá uma boa distribuição de água para cada partícula de cimento.

Programação do concreto: devemos conhecer alguns dados. o que devemos saber é programar e receber o concreto. adicione a areia e a pedra aos poucos.8 Tabela 11. Depois de colocados os materiais. tais como: • localização correta da obra • o volume necessário • a resistência característica do concreto a compressão (fck) ou o consumo de cimento por m³ de concreto. Máx. .Devemos sempre colocar um operário de confiança para operar a betoneira. na proporção de 5 partes de cimento por 3 de água.Limite de abatimento (Slump-Test) para diversos tipos de concreto Valores de abatimento em – mm Tipo de execução de concreto: Regular ou razoável Rigoroso Agregados em volume Agregados Sem ou com controle em peso tecnológico Vibração sem com com Min. Tabela 11. Min.OBS: Os materiais devem ser colocados com a betoneira girando e no menor espaço de tempo possível. Se o concreto ficar mole. Socado) Firme Firme até plástico Plástico Mole até Plástico Plástico até mole Mole Muito mole Plástico até firme Firme até plástico Firme Muito firme 276 . 11. pois isso diminui a resistência do concreto. Se ficar seco.3 .Nunca adicione somente água. até atingir a consistência adequada. 20 40 20 60 10 50 30 80 30 70 20 60 60 80 50 70 40 60 80 110 70 90 60 80 70 --------30 60 --------100 --------100 80 --------60 80 90 30 50 20 10 80 100 130 80 70 50 30 50 70 80 20 30 10 0 70 90 100 70 40 30 20 Tipo de Construção Consistência (Trabalhabilidade) Fundações e muros não armados Fundações e muros armados Estruturas comuns Peças esbeltas ou com excesso de armadura Concreto aparente Concreto bombeado – até 40m Mais de 40m Elementos pré fabricados Lastros-pisos Pavimentação Blocos maciços(concr. deixe misturar no mínimo por 3 min. Min. Máx. pois é ele que controla o lançamento dos materiais. • a dimensão do agregado graúdo • o abatimento adequado (slump test).8 . Máx. a) . coloque mais cimento e água.Concreto dosado em central Para a utilização dos concretos dosados em central.4. OBS: .

deve-se verificar: • • • o volume do concreto pedido a resistência característica do concreto à compressão (fck). • coloque o cone sobre a placa metálica bem nivelada e preencha em 3 camadas iguais e aplique 25 golpes uniformemente distribuídos em cada camada. só nos resta verificar . O método mais utilizado para o adensamento do concreto é por meio de vibrador de imersão (Figura 11. aditivo se utilizado Se tudo estiver correto.A programação deve ser feita com antecedência e deve incluir o volume por caminhão a ser entregue. • não vibrar a armadura • não imergir o vibrador a menos de 10 ou 15 cm da parede da fôrma • mudar o vibrador de posição quando a superfície apresentar-se brilhante.31). • adense a camada junto a base e no adensamento das camadas restantes. Para isso devemos executá-lo como segue: coletar a amostra de concreto depois de descarregar 0. • 11.4. o abatimento (slump test) para avaliar a quantidade de água existente no concreto.Aplicação do concreto em estruturas Na aplicação do concreto devemos efetuar o adensamento de modo a tornálo o mais compacto possível. a haste deve penetrar até a camada inferior adjacente. b) . para isso devemos ter alguns cuidados: aplicar sempre o vibrador na vertical vibrar o maior número possível de pontos o comprimento da agulha do vibrador deve ser maior que a camada a ser concretada.5 m³ de concreto ou ≅ 30 litros. • retirar o cone e com a haste sobre o cone invertido meça a distância entre a parte inferior da haste e o ponto médio do concreto.Recebimento: antes de descarregar.4 . bem como o intervalo de entrega entre caminhões. • • • 277 .

Em casos de pilares altos.Figura 11. a 2. e não a "marteladas" como o usual. O concreto deverá ser vibrado com vibrador específico para tal. Fazer um "cachimbo" nas janelas para facilitar a concretagem (Figura 11.32). antes da concretagem. evitando com isso a queda do concreto de uma altura fazendo com que os agregados graúdos permaneça no pé do pilar formando ninhos de pedra a vulgarmente chamado "bicheira". 278 . facilitando assim a saída das bolhas de ar. fazer a remoção e limpeza da sua base. e contraventá-las. lajes como segue: • a) Nos pilares Verificar o seu prumo.00m fazer uma abertura "janela" para o lançamento do concreto. vigas. Podemos ainda fazer uma outra abertura no pé do pilar para.31 .Aplicação do vibrador na vertical Porém antes da aplicação do concreto nas estruturas devemos ter alguns cuidados: a altura da camada de concretagem deve ser inferior a 50 cm. • e alguns cuidados nos pilares. e fazer com que a fôrma fique travada nos "engastalhos". Engravatar a fôrma a cada aproximadamente 50 cm.

caso não haja possibilidade. As emendas de concretagem devem ser feitas de acordo com a orientação do engenheiro calculista. fazer as emendas à 45º (Figura 11.Nas vigas Deverá ser feito formas. contraventadas a cada 50 cm. Limpar as fôrmas e molhá-las antes de concretar As vigas deverão ser concretadas de uma só vez. são máximos. respectivamente. mãos-francesas etc. a sua abertura e vazamento da pasta de cimento.engastalho Figura 11.32 . Devemos evitar as emendas nos apoios e no centro dos vãos. a emenda deve ser feita a 1/4 do apoio. Caso contrário.33). pois os momentos negativos e positivos. onde geralmente os esforços são menores. através de gavatas. par evitar.. Verificar a estanqueidade das fôrmas. no momento de vibração.Cachimbo para facilitar a concretagem b) . 279 .

O umedecimento nas fôrmas de laje maciça não pode originar acúmulo de água. através de imã. A superfície deve ser limpa.Figura 11. com a utilização dos chamados "Caranguejos. este cuidado é necessário para evitar que a vibração do concreto novo." (Figura 11. c) .33 .34) 280 .Emendas de concretagem em vigas realizada à 45 0 Quando uma concretagem for interrompida por mais de três horas a sua retomada só poderá ser feita 72 horas .após a interrupção.Nas Lajes Após a armação. formando poças. prejudique o concreto em início de endurecimento e quanto a aderência do concreto as barras de aço. Garantir que a armadura negativa fique posicionada na face superior. devemos fazer a limpeza das pontas de arame utilizadas na fixação das barras. e para maior garantia de aderência do concreto novo com o velho devemos: 1º retirar com ponteiro as partículas soltas 2º molhar bem a superfície e aplicar 3º ou uma pasta de cimento ou um adesivo estrutural para preencher os vazios e garantir a aderência. transmitida pela armadura. evitando que a mesma absorva água do concreto. fazer a limpeza e umedecimento das formas antes de concretagem. isenta de partículas soltas. 4º o reinicio da concretagem deve ser feito preferêncialmente pelo sentido oposto.

35 .Detalhe das guias de nivelamento 281 .35) Figura 11.Figura 11.34 . (Figura 11.Detalhe da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras das lajes Recomendamos o uso de guias de nivelamento e não de pilaretes de madeira para nivelarmos a superfície das lajes.

repingos de maré) Muito Forte 20 25 Cobrimento nominal (mm) 25 35 30 40 45 50 282 . (Tabela 11. 11. Industrial) (Industrial. para movimentação de pessoal no transporte de concreto. Os cobrimentos estão sempre referidos à superfície da armadura externa. independentes da armadura (Figura 11.Passarela para concretagem apoiadas na fôrma.36 . a resistência ao fogo.9) Tabela 11.9 .37 e 11.Cobrimento da armadura A importância do Cobrimento de concreto na armadura é de vital importância na durabilidade.Recomendamos ainda que as passarelas. devemos fazer cumprir os cobrimentos mínimos exigidos no projeto e dado pela NBR6118/2003. Na execução. e a deslocação das mesmas principalmente as armaduras negativas.5 . mas também pelos benefícios adicionais. Figura 11.Cobrimento das armaduras Agressividade componentes laje Viga/pilar Fraca (Rural. sejam feitas e apoiadas diretamente sobre as formas.36). submersa) Moderada (Urbana) Forte (Marinha. deve ser dada atenção apropriada aos espaçadores para armadura e uso de dispositivos para garantia efetiva do cobrimento especificado (Figuras 11. Desta forma evitaremos a vibração excessiva das armaduras com eventual risco de aderência na parte de concreto já parcialmente endurecido. como por exemplo. Devemos em todos os casos garantir o total cobrimento das armaduras. É preocupante ao constatar que esse ponto é freqüentemente negligenciado.38).4. lembrando que o aço para concreto armado estará apassivado e protegido da corrosão quando estiver em um meio fortemente alcalino propiciando pelas reações de hidratação do cimento. em geral à face externa do estribo.

com o auxílio de formas de madeira. dormitórios.Pastilhas de argamassa Figura 11. banheiros. para tal podemos empregar: pastilhas (espaçadores): plásticas (Figura 11. metálica etc. isopor (caixa de ovos)..38 .38) ou de argamassa (Figura 11. áreas de serviço de apartamentos.37). que além de mais econômicas. (para fazer gelo).OBS: Pode-se considerar um microclima com uma classe de agressividade mais branda para ambientes internos secos (salas. • cordões de argamassa.Pastilhas plásticas 283 . • e = recobrimento Figura 11. aderem melhor ao concreto e podem ser facilmente obtidas na obra. residências e conjuntos comerciais ou ambientes com concreto revestido com argamassa e pintura. cozinha.37 ..

. terra.tipo de cimento.Cura A cura é um processo mediante o qual mantém-se um teor de umidade satisfatório.6 .10: Tabela 11. vapor d’água ou materiais de recobrimento saturados de água.11.70 10 10 10 5 5 284 . etc. a) Tempo de Cura Para definir o prazo de cura.4. conforme mostra a Tabela 11. molhagem.10 . Existem dois sistemas básicos para obtenção da perfeita hidratação do cimento: 1 – Criar um ambiente úmido quer por meio de aplicação contínua e/ou freqüente de água por meio de alagamento.a relação a/c e o grau de hidratação do concreto. bem como a durabilidade do concreto. como mantas de algodão ou juta. motivo de constante preocupação de engenheiros e construtores nacionais. A resistência potencial. OBS.55 3 3 5 3 3 0. ou por aplicação de compostos líquidos para formação de membranas.Número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento a/c Cimento CPI e II 32 CPIV – POZ 32 CPIII – AF – 32 CPI e II – 40 CPV – ARI 0. somente serão desenvolvidas totalmente.65 7 7 7 5 5 0. durante o processo de hidratação dos materiais aglomerantes.35 2 2 2 2 2 0. evitando a evaporação da água da mistura.: Deve-se ter cuidados para que os materiais utilizados não sequem e absorvam a água do concreto. palha. garantindo ainda. A cura é essencial para a obtenção de um concreto de boa qualidade. uma temperatura favorável ao concreto. como folhas de papel ou plástico impermeabilizantes. serragem. Para concretos com resistência da ordem de 15Mpa devemos curar o concreto num período de 2 a dez dias. é necessário considerar dois aspectos fundamentais: . se a cura for realizada adequadamente. areia. 2 – Prevenir a perda d’água de amassamento do concreto através do emprego de materiais selantes. de acordo com a relação a/c utilizada e o tipo de cimento.

as obras mais carentes de uma cura criteriosa – pequenas estruturas. A falta de uma cura adequada age principalmente contra a durabilidade das estruturas. Nas obras de pequeno porte e de menor responsabilidade podemos.7 . O maior dano causado ao concreto pela falta da cura não será uma redução nas resistências à compressão. uma vez que. Nessas condições haverá necessidade de considerar também a variável agressividade do meio ambiente. Quando o cimento não for de alta resistência inicial ou não for colocado aditivo que acelerem o endurecimento e a temperatura local for adequada. que retêm mais água e garantem o grau de umidade necessário para hidratar o cimento. exigindo um prolongamento do período em que serão necessárias as operações de cura. Além disso. atuam sobre a cinética da reação de hidratação do cimento: condições locais. pelo menos nas peças espessas. como pilares e vigas. outros aspectos importantes na determinação do tempo total de cura e não podem deixar de ser mencionados. é prática usual nos canteiros de obras cuidarem da cura somente na parte superior das lajes. com concreto de relação a/c elevada – são as que menos cuidados recebem especialmente componentes estruturais. deve-se pedir ao calculista um programa de desforma progressiva. exceto as do item abaixo • vigas e arcos com vão maior do que 10 m • • • 3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias A desforma de estruturas mais esbeltas deve ser feita com muito cuidado. Ironicamente. vento e umidade relativa do ar. que podem provocar fissuras e até trincas.Há. evitando-se desformas ou retiradas de escoras bruscas ou choques fortes. deixando-se algumas escoras bem encunhadas • desforma total. 11. geometria das peças. temperatura. também. Em estruturas com vãos grandes ou com balanços.4. Secagens prematuras resultam em camadas superficiais porosas com baixa resistência ao ataque de agentes agressivos. que pode ser definida pela relação. além de atender ao exposto acima. área de exposição/volume da peça. haverá necessidade de concretos mais compactos (menos porosos). Em certas condições.Desforma A desforma deve ser realizada de forma criteriosa. a retirada das fôrmas e do escoramento deverá ser feito quando o concreto atingir a resistência característica à compressão ≥ 15 MPa. a qual é inicialmente controlada pelas propriedades das camadas superficiais desse concreto. 285 . para evitar tensões internas não previstas no concreto. de alguma forma. desformar nos seguintes prazos: faces laterais retirada de algumas escoras faces inferiores.

• • Figura 11.11. limpar bem as barras das armaduras descoberta removendo toda a ferrugem.4. para esconder eventuais descuidos durante a concretagem ou por outro qualquer motivo. 286 . com concreto forte. Capacidade de suporte da fôrma relativo a deformações provocadas pelo peso próprio ou devido às operações de lançamento. • aplicar um adesivo a base de epóxi na superfície de contato do concreto e das barras de aço com o novo concreto de enchimento. Tratamento da superfície de contato. b) Armadura • Bitolas.O que devemos verificar antes da concretagem . picotar e limpar bem o lugar a ser reparado.Método mais comum de consertos de falhas 11.4. Estanqueidade. • preenchimento do vazio.Consertos de falhas Devemos proibir.39 . Limpeza e aplicação de desmoldante. quantidades e dimensões das barras. sendo aconselhável aplicar aditivo inibidor de retração (expansor).9 .Plano de Concretagem Antes da concretagem devemos verificar um conjunto de medidas a serem tomadas antes do lançamento do concreto objetivando a qualidade da peça a ser concretada.8 . que são: a) Fôrma e Escoramento • • • • • Conferir a montagem baseada no projeto. nas obras. que após a desforma de qualquer elemento da estrutura de concreto armado sejam fechadas falhas (bicheiras) do concreto. Para os concertos nas falhas simples devemos assim proceder: remover o concreto solto.

início e intervalos das cargas. Dimensionar a equipe envolvida no lançamento. Prever interrupções nos pontos de descontinuidade (juntas. Iniciar o adensamento logo após o lançamento. lançar nova camada antes do início de pega da camada inferior.• • • • Posicionamento. guincho. vibradores de superfície (réguas vibratórias). • • d) Adensamento • • • • Providenciar. a partir da extremidade para o centro das fôrmas. iniciar a concretagem pela parte mais distante do local de recebimento do concreto. lançar o mais próximo da sua posição final. caçamba). lançar em camadas horizontais de 15 a 30cm. limitar o transporte a 60m. esteira. jericas. Providenciar ferramentas diversas (enxada. Programar o tempo previsto para o lançamento. caçamba). Providenciar equipamentos e dispositivos (carrinhos. O vibrador de imersão deve penetrar cerca de 5. bomba estacionária.) Providenciar tomadas de força para equipamentos elétricos. No caso de lançamento por bombas verificar: altura de lançamento. Evitar o adensamento a menos de 10cm da parede da fôrma devido a formação de bolhas de ar e perda de argamassa.. Durante o lançamento devemos evitar o acúmulo de concreto em determinados pontos da fôrma. pás. vibradores de imersão (agulha).0m. No caso de lançamento convencional verificar: o intervalo compatível de entrega do concreto.0cm da camada inferior. paredes com vigas ou lajes). adensamento e cura do concreto. vibradores externos (vibradores de fôrma). autobomba com lança. Cobrimento das armaduras (pastilhas. espaçadores) Limpeza c) Lançamento • • • • • • • • • Programar antecipadamente o volume de concreto. Especificar a forma de lançamento (convencional. guindaste. prever local de acesso e de posicionamento para os caminhões e bomba. etc. ponteiros. encontros de pilares. preparar rampas e caminhos de acesso. A cura deve ser contínua. 287 . Fixação. evitar a segregação e o acúmulo de água na superfície do concreto. a altura de lançamento não deve ultrapassar a 2. desempenadeiras. e) Cura • • Iniciar a cura tão logo a superfície concretada tenha resistência à ação da água.

com guarda-corpos de madeira. protetor auricular. As escadas devem ser dimensionadas em função do fluxo de trabalhadores. ser fixadas nos pisos inferiores e superiores. poços. Para evitar quedas de materiais e objetos. avental. dobra e manipulação de armações de aço devem ser utilizados os equipamentos de proteção individual obrigatórios (capacete. calçado. cinturão de segurança tipo pára-quedista e trava-quedas). Retirar da área de produção as ferramentas defeituosas.ANOTAÇÕES Noções de segurança: Para evitar quedas de pessoas em aberturas. danificadas ou improvisadas. escorregões ocasionados pela desforma. - - - 288 . beirada das lajes. metal ou telados. Madeira de desforma e estroncas devem ser armazenadas no centro do pavimento. devemos evitar o empilhamento e armazenamento próximo a beiradas de laje. corte. óculos de segurança contra impactos. O içamento de materiais só deve ser feito por pessoal qualificado Para o transporte. emprego de escadas inadequadas devemos: proteger as beiradas das lajes. luva e mangote de raspa.

vãos. Na engenharia é uma estrutura de alvenaria ou concreto. janelas. indica locais como garagem. Abrasão – Desgaste causado nas superfícies pelo movimento de pessoas ou objetos. pisos etc.12 . aplainar. Abraçadeira – Peça metálica que. Acetinado – Todo material tratado para ter textura semelhante ao cetim. alvenaria. Acréscimo – É o aumento de uma construção. onde se guardam os vinhos e azeites. Aço – CA-50 – Aço para concreto armado de tensão característica e escoamento igual a 50 Kgf/mm . a abóbada tem origem num arco que se desloca e gira sobre o próprio eixo. Acabamento – Conjunto de operações de revestimentos e de finalização. Aço-carbono – Liga de aço e carbono que resulta num material leve e de grande resistência.VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO Este capítulo reúne a maior parte dos termos usados na construção civil. arqueada a uma superfície. Adega – Também conhecida como cava. também chamada de abrigo de carros. areia em pequena quantidade. Afagar – Nivelar. e tem como objetivo melhorar a comunicação e o entendimento com os profissionais envolvidos na construção. produz reações oblíquas nos apoios A abóbada serve ainda de meio de suporte de pavimentos. linha ou outra referência. Acesso – Passagem. normalmente fixa peças. Abertura – Termo genérico que indica todo e qualquer rasgo na construção (portas. Aclive – Quando o terreno se apresenta em subida em relação à rua. Abrigo – Lugar destinado a proteger das intempéries. como tubos. em geral no subsolo. tem origem no termo francês cave: lugar especial da casa. realizadas ao término da estrutura. Abóbada – Geométricamente. Carregada verticalmente. A Abaular – Dar forma curva. conduites etc. curva. tabuleiros de ponte. desbastar saliência ou alisar madeiras. 2 289 . que forma normalmente a cobertura de um recinto. Adobe – Tijolo feito com uma mistura de barro cru. No uso corrente. Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. quer no vertical. Afastamento – Separação de um elemento construtivo em relação a um ponto. lugar ou meio de ligação por onde se chega à entrada de um edifício ou à alguma parte dele. valas). quer no sentido horizontal. formando novos compartimentos ou ampliando os existentes. escadas. A palavra provavelmente. estrume ou fibra vegetal.

calor ou pressão. Aos alpendres maiores dá-se o nome de varanda. Alinhamento – Linha que limita o lote urbano em relação à via pública. Agrimensura – Medição da superfície do terreno. resultante da destilação de materiais (hulha. sem aberturas para o exterior. Agrimensor – Topógrafo. Almofada – Na marcenaria e carpintaria. Água-mestra – Nos telhados retangulares de quatro águas.Afresco – Técnica de pintura. Alma – Parede componente dos perfilados ou vigas U. Profissional que estuda os níveis e as características do terreno para ajudar o arquiteto. Aglomerado – Placa prensada. Geralmente fica localizada na entrada da casa. construir. Conjunto de estacas e sapatas responsável pela sustentação da obra e transmitir ao solo de forma estável. Z e L. peça com saliência superposta à superfície. aglutinante) substância que. Almoxarifado – Depósito dos materiais de uma obra ou empresa. I. T. Aldrava – o mesmo de aldraba. As duas triangulares são chamadas de tacaniças. forma argamassas e concretos. Ângulo do telhado por onde correm as águas pluviais. Alpendre – Cobertura suspensa por si só ou apoiada em colunas. misturada a um agregado. Alçar – Levantar a parede. Altura (de uma edificação) – É a diferença de cota entre o piso do pavimento habitável mais próximo do terreno natural e o forro do pavimento habitável mais alto. com o sem adição de água. Água do telhado – Cada uma das superfícies inclinadas da cobertura. Alcatrão – Produto semi-sólido ou liquido. 290 . Alcova – quarto pequeno de dormir. sótãos ou desvão de telhado. Alambrado – Cerca feita com fios de arame que delimita um terreno. Agregado – Material pétreo granuloso quimicamente inerte e sem poder aglutinante que. juntamente com água e um ligante. composta de serragem compactada com cola que pode ser fechada com duas lâminas de madeira ou não. engenheiro no seu trabalho.é o nome que se dá às duas águas de forma trapezoidal. Alicerce – Fundação. Alto-relevo – Saliência criada e definida numa superfície plana. Aglomerante – (ligante. permitindo a absorção da tinta. Alçapão – Portinhola no piso ou no foro que dá acesso a porões. linhito. faz a ligação das partículas inertes por ação física ou por reação química. Trabalha o revestimento ainda úmido de paredes e tetos. que principia na cumeeira e segue até a beirada. por onde passam os eixos de simetria da seção. turfa e madeira). Água furtada – Vão entre as tesouras do telhado. Argola de metal que fica do lado de fora da porta e serve de instrumento para bater à porta.

Aplique – Ornamento. Apartamento – Conjunto de dependências constituído de habitação distinta. muros e alicerces. Primeiro andar – é o pavimento imediatamente acima do andar térreo. quebra-luzes. Alvaiade – Carbonato básico de chumbo de composição variável. pilares e colunas por meio de prumo (ver prumo). Apicoado – Superfície submetida a desbastamento (com ponteiros. ou adicionadas ao cimento branco para rejunte. acima do porão. Anodização – Tratamento químico no alumínio que lhe confere aparência fosca e cores variadas. loja ou sobre loja. rés do chão. antiderrapante. Andar – Qualquer pavimento de uma edificação. ligado hidraulicamente a rede de água e de esgoto. Amianto – Tem origem de um mineral chamado asbesto e é composto de filamentos delicados. loja ou sobre loja. A fonte de energia para o aquecimento da água poderá ser a eletricidade. Andar térreo – é o pavimento acima do porão ou do embasamento e no nível da via pública. Apiloamento – Operação de bater a terra solta com soquete ou maço. pedras e outros elementos que compõe a alvenaria. Anteprojeto – Linhas iniciais em busca de uma idéia ou concepção para desenvolver um projeto. de maneia que as juntas verticais fiquem desencontradas. Andaime – Plataformas elevadas do piso. o gás ou a energia solar. para proteger. usada para alcançar niveis superiores durante a construção ou reparo de um edifício. de cor branca sem matizes. por meio de registro escrito. enfeite fixado em paredes e muros. As peças de uma fiada são assentadas com diferença de meio comprimento ou meia largura em relação a fiada seguinte. peça (biombos. Angelim-vermelho – Madeira de construção de cor castanho-rosada. insolúvel na água. e na composição do fibrocimento. Amarração – Modo de assentar tijolos. Aquecimento Central – Sistema que centraliza o aquecimento da água para distribuição nas edificações. talhadeiras) do qual resulta uma textura rugosa. de tijolos ou blocos. em sucessivas camadas. É utilizado na construção de refratários. Alvenaria – Conjunto de pedras. Apontador – Funcionário encarregado do controle de presença dos operários de uma obra ou serviço. que formam paredes. pára-ventos) que se coloca diante de alguém ou de algo. com argamassa ou não. bloco. Aprumar – Acertar a verticalidade de paredes. embasamento. Angico – Madeira muito dura. rés do chão. Aparelho Sanitário – Peça ou aparelho destinado a usos higiênicos. Anteparo – Qualquer objeto. usado no estado em pó fino na fabricação de tintas brancas. Aprovação de planta – Ato administrativo da Prefeitura para aprovação de projeto arquitetônico de construção ou reforma de um edifício urbano. 291 . flexíveis e incombustíveis. castanho clara.Alvará de construção – Documento emitido pela prefeitura do município onde a construção está localizada que licencia a execução da obra.

Arcada – Sucessão de arcos. encostar.000º a 1.Aquecimento de passagem – Sistema que aquece a água sem centralizar a reserva de água quente. Arquitrave – Viga de sustentação que. o conhecimento dos materiais e de suas técnicas. cada fila mais elevada que a outra. Área ou faixa não edificável (non aedicandi) – É a área de terreno onde não é permitida qualquer edificação. calcário ou feldspato usado em pisos. Aroeira – Madeira em extinção de cor variando do castanho ao avermelhado escuro. Área construída – É a soma das áreas dos pisos utilizáveis. usada no assentamento ou revestimento. se apóia em colunas. cobertos de todos os pavimentos de uma ou mais edificações. Área de lazer – É a área de uso comum dos condomínios. a realidade social. Arquitetura – Arte de compor e construir edifícios. Área útil – Superfície utilizável de uma edificação. Arrematar – Finalizar um serviço na fase de acabamento da obra. Arenito – Rocha composta de pequenos grãos de quartzo. tendo em vista o conforto. Arandela – Aparelho de iluminação fixada à parede. Arame recozido – Arame de ferro submetido a tratamento térmico de recozimento que o torna flexível. em forma de escada. Ardósia – É uma rocha metamórfica de grão fino e homogêneo composta por argila ou cinzas vulcânicas que foram metamorfizadas em camadas. Arquiteto – Profissional que idealiza e projeta uma construção. Arco – semicircunferência que vence um vão entre paredes. e o sentido plástico da época. Podendo ser elétrico ou a gás. Armador – Profissional responsável pelo corte e pela armação das ferros de uma construção. Armadura – conjunto de ferros que ficam dentro do concreto e dão rigidez à obra. Argamassa – Mistura de materiais inertes (areia) com materiais aglomerantes (cimento e/ou cal) e água. complementado as moradias. Argila expandida – Agregado artificial leve. escorar. pilares. 292 . Área ocupada – è a área de projeção horizontal de uma ou mais edificações sobre o terreno. obtido por aquecimento de 1. Área permeável – É a porção do terreno onde não há pavimento ou estruturas subterrâneas capazes de obstruir a percolação das águas para o subsolo. excluídas as paredes. Arabesco – Ornamento de inspiração árabe. Rocha macia e de corte fácil. em suas extremidades. Possui a arte da composição.400ºC de uma mistura de argila e substâncias capazes de gerar gases. Arrimar – Apoiar. Arquibancada – Série de assentos em filas sucessivas.

É protegido com grades ou peitoril. Baliza – É um instrumento utilizado pelo topógrafo para elevar o ponto topográfico com objetivo de torná-lo visível. Assobradada – Construção com mais de um pavimento. blocos. Bandeira – Caixilho fixo ou móvel.Art déco – Movimento entre os anos 20 e 40 e marca a arquitetura com linhas geométricas e tons pastel. A origem do azulejo remonta aos povos babilônicos. pisos. Ligar circuito ou aparelho elétrico à terra. Assoalho – Piso de madeira de tábuas corridas. disposto diante de portas e janelas. Geralmente usada em processos de impregnação de fungicidas e preservativos na madeira. que se funde pelo calor. sem estrutura de sustentação aparente. B Baixo-relevo – Trabalho em que as figuras sobressaem muito pouco em relação à superfície que lhes serve de fundo. favorecendo a iluminação e a ventilação dos ambientes. alinhada lado a lado. que ocorre na natureza ou é obtido pela destilação de petróleo. pastilhas e outros acabamentos. de cozimento ou de secagem de materiais. Baldrame – Viga ou conjunto de vigas de concreto armado que corre sobre qualquer tipo de fundação para travamento ou apoio das paredes. e no qual os constituintes são os betumes. sustenta corrimãos e guarda-corpos. Balizador – Pequena haste cilíndrica. Auto de vistoria . de cor entre preta e pardo-escura. na altura de pisos elevados. Balanço – Saliência ou corpo que se projeta para além da prumada de uma construção. Assentar – Colocar e ajustar tijolos. usada em iluminação de jardins. Balaústre – Pequena coluna ou pilar que. 293 . esquadrias. Átrio – Pátio descoberto cercado por telhados. Azulejo – placa de cerâmica polida e vidrada. com uma ou mais lâmpadas.Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício comercial ou industrial recém construído. Autoportante – Elemento que tem rigidez mecânica suficiente para sustentar a si mesmo. que se coloca na parte superior de portas e janelas. Art nouveau – Arte nova se refere ao estilo arquitetônico e da arte decorativa que marcou o final do século XIX e o começo do século XX. Balcão – Elemento em balanço. Autoclave – Máquina que opera em altos graus de temperatura e pressão. Ateliê – Local de trabalho do artista. Aterrar – Colocar terra para nivelar uma superfície irregular. Asfalto – Material sólido ou semi-sólido. Aspersor – aparelho usado na jardinagem que divide o jorro da água em gotículas.

Também é a proteção externa colocada nos edifícios para evitar a queda de detritos. Bloco sílico-calcário – Elemento de alvenaria composto de uma mistura de areia silicosa e cal virgem. Bica corrida – Pedra britada (ver brita). que permite fixar o piso de tábua. Batente – Peça de madeira. sobre o qual bate a folha da porta ou da janela ao fechar. Bay window – Janela de três faces. plástico ou metal. Bow-window – Janela semicircular que se projeta para fora das paredes. Beiral – Prolongamento do telhado ou da estrutura de uma laje para além da parede externa. Fragmentos de pedra usados na construção civil. Barroco – Estilo marcado pelo excesso de detalhes e de rebuscamentos. onde as peças giram em torno de um eixo até atingir a posição perpendicular em relação ao batente ou à esquadria. Bate-estaca – Equipamento de cravar estacas no terreno pela ação de golpes a sua cabeça com um pilão. protegendo-a da ação das chuvas. chumbada com massa no contrapiso. abrindo vãos para ventilação. Basculante – Caixilho empregado em portas e janelas. Bloco de concreto – Elemento de dimensões padronizadas Tem função estrutural ou de vedação. Basalto – Rocha muito dura. Boleado – acabamento arredondado no contorno da superfície de madeira. metal ou cantaria. Bitola – Dimensão ou forma fixa de certos materiais determinada pelo uso ou por normas técnicas. Barrote – Peça de madeira. Bloco de vidro – Elemento de vedação que ajuda a iluminar o ambienta. onde os condutores são lançados.5 a 3. Boiler – Compartimento em que a água de um sistema de aquecimento central é armazenada e mantida em determinada temperatura. Pode ser estrutural ou não. classificados em peneiras. 294 . Brise – Quebra-sol composto de peças instaladas na vertical ou horizontal diante das fachadas para impedir a ação do sol sem perder a ventilação. aberto superiormente em toda sua extensão.Bandeja – Conduto de instalação aparente.5 cm de espessura. que avança além da parede que a sustenta. Bisotê – Rebaixo em ângulo na extremidade do vidro ou do espelho deixando o contorno da peça mais fino do que o restante da superfície. Tem de 3 a 5 cm de largura por 2. Tem função estrutural. erguida no campo ou nos arredores das cidades. pedra. de grão fino e cor escura. Brita – Pedra quebrada mecanicamente em fragmentos de diâmetros variados. Bloco – Designa edifícios que constituem uma só massa construída. Bloco cerâmico – Elemento de vedação com medida-padrão. usada na pavimentação de estradas e na construção. presa ao guarnecimento do vão. Barrado – Revestimento colocado nas partes inferiores das paredes. Bangalô – Pequena casa alpendrada.

elétricas ou hidráulicas. Cantoneira – Peça em forma de “L” que arremata as quinas ou ângulos de paredes. oficinas ou outros. Podem ser simples ou ornamentados. C Caderno de encargos – É o conjunto de especificações técnicas. execução. Canal de irrigação – duto ou vala que conduz a água com a finalidade de umedecer os solos. Capitel – Parte superior de uma coluna. estradas. Caixilho – Parte da esquadria que sustenta e guarnece os vidros de portas e janelas. Cal – aglomerante cujo constituinte principal é o óxido de cálcio em presença natural do óxido de magnésio. fiscalização e controle de serviços e obras. Caibro – Peça de madeira inclinada segundo o caimento do telhado e regularmente espaçada. Canteiro de obra – Conjunto de instalações provisórias auxiliares de uma obra. Caixa de inspeção – Caixa enterrada nos pontos de mudança de direção de uma canalização de esgotos ou águas pluviais. Calafetar – Vedar fendas e pequenos buracos surgidos durante a obra. com ou sem adição de cola. sobre a qual se pregam as ripas. Caixa de escada – Espaço. instalada após o sifão. com o martelo de calceteiro.Broca – Estaca manual simples. pigmentos ou outros. A perfuração atinge no máximo 6. destinado à escada. Caixa de gordura – Caixa para retenção de gorduras. Caixa de passagem – Une tubulações diversas. Também profissional que forma as pedras de calçamento. ou em determinados pontos ao longo de trechos extensos da mesma. Caiação – Pintura com cal diluída com água. implantado em anexo a área reservada a construção principal. 295 . ruas ec. Cantaria – Pedra de cantaria é a pedra esquadrejada em cantos formando esquadro de 90 graus usadas para edificar ou revestir. Camada de betume aplicada sobre uma superfície. Calçada – Pavimentação do terreno dentro do mesmo. hidratados ou não. Calefação – Sistema criado para aquecer a construção. como depósitos. Capa – Demão de tinta. que aplica com broxa. em sentido vertical. de cor amarelo-clara com manchas mais escuras. Calceteiro – Profissional que trabalha com assentamento de pedra em calçadas. Canafístula – Madeira dura. retiradas de um bloco de rocha. critérios.0m. Calha – Canal que recebe as águas das chuvas e as leva aos condutores verticais. executada a trado. que suporta pouco peso. condições e procedimentos estabelecidos pelo contratante para a contratação. na canalização de esgoto da pia de cozinha. que permite o acesso para limpeza e inspeção.

polias e quadros de comando. tais como tijolos. 296 . Chapuz – Peça de madeira que serve de apoio as guias nos escoramentos de laje e estruturas de concreto armado. telhas e vasos. Caranguejo – Espaçador para armadura feito em obra. Chaminé – Duto que conduz a fumaça da lareira e do fogão para o exterior da casa. tipo do colonial americano. Cachimbo – Anteparo de madeira. Chumbar – Fixar com argamassa. em forma de cavalete. que avançam sobre a fachada. bem inclinadas. São constituídas de concreto e barras de aço corridas fundidos dentro de uma canaleta. Também se refere às lajotas usadas em pisos ou como revestimento de parede. Chapiscar – Lançar argamassa de cimento e areia grossa contra uma superfície para torná-la áspera e facilitar a aderência. para iluminar interiores de uma edificação. Climatizado – Ambiente cuja temperatura é controlada artificialmente. Tem formato cilíndrico-cônico. feito com tábuas de madeira sobrepostas.Caramanchão – Armação. rica em carbonato de cálcio. Cerca viva – Arbustos plantados para formar um muro divisório.Cortar em diagonal os ângulos retos de uma peça. Cinta de amarração – Reforço horizontal realizado em todas as paredes que recebem esforços com a finalidade de distribuir as cargas e “amarrar” as paredes internas às externas. Chanfrar . base de extração da cal. Clarabóia – Abertura. Carpete de madeira – Conjunto de pranchas de madeira ou laminado que são encaixados e/ou coladas ao contrapiso. Cascalho – Lasca de pedra Caulim – Argila branca. Cerâmica – Objetos de argila. Carpinteiro – Profissional que trabalha o madeiramento de uma obra. Cisterna – Poço de água potável ou reserva de água enterrada. Os mais comuns são os têxteis. feita no telhado. em forma de funil. Cimalha – Saliência ou arremate na parte mais alta da parede ou mureta. sustentado por pontaletes ou pilares e coberta por vegetação. como um pergolado. Carpete – Forração de pisos. Clapboard – Tipo de revestimento externo para paredes. em geral envidraçada. Casa de máquinas – Compartimento de um edifício situado acima da última parada dos elevadores. de barras de aço. destinado aos motores. Chalé – Casa de campo de madeira com telhados em duas águas. Cavilha – Peça de fixação ou arremate em madeira. utilizado junto às formas para concretar os pilares pelas janelas intermediárias.

Closet – Pequeno cômodo usado como quarto de vestir. maior resistência e homogeneidade. Tem as mesmas características da madeira em relação à elasticidade e ao peso. Coletor de energia solar – Placa que capta a energia solar e a transforma em eletricidade (com células fotovoltaicas) ou energia térmica. Contraventamento – Sistema de ligação entre elementos principais de uma estrutura com a finalidade de aumentar a rigidez. Cornija – Conjunto de molduras que serve de arremate superior às obras de arquitetura. vigas) usada sob a janela para evitar a fissuração da parede. que nivela o piso antes da aplicação do revestimento. com a finalidade de protegê-lo da chuva e de outros agentes. Contraverga – Reforço na alvenaria (canaletas. Copa – Compartimento auxiliar da cozinha. assumiu as formas mais variadas e diversos ornamentos. em proporções prefixadas. Contrafrechal – Terça que se apóia nas pontas das linhas das tesouras. destinado a espetáculos públicos. Coreto – Espécie de armação construída ao ar livre. Concreto – Mistura de água. Corpo de prova – Material utilizado para o ensaio de resistência à compressão tração ou outro ensaio físico. Conduíte – Tubo que conduz a fiação elétrica. que suga a fumaça dos fogões. Colonial – Tipo de arquitetura praticada nos países que foram colônias. Coifa – Cobertura feita de metal. o que permite a fabricação de peças com grande dimensão. Código de obras – Conjunto de leis municipais que controla o uso do solo urbano. que se executa no fechamento superior de um edifício. Clorar – Tratar a água com cloro a fim de eliminar microorganismos. Coeficiente de aproveitamento – É a relação entre a área construída de uma ou mais edificações e a área de terreno a ela(s) vinculada. cimento. que forma uma massa compacta e endurece com o tempo.Clínquer – Produto granulado resultante da queima até a fusão parcial ou completa de constituintes minerais. Contrapiso – Camada de concreto não estrutural. Colunata – Conjunto de colunas enfileiradas de forma simétrica. Combogó – Elemento vazado (ver) Compensado – Chapa de madeira sobreposta e colada sob forte pressão. Ao longo da história da arquitetura. Apresenta. 297 . areia e pedra britada. sobre o frechal. porém. Coluna – Elemento estrutural de sustentação. Contramarco – Quadro que serve de gabarito para fixar o caixilho. Cobertura – Estrutura revestida de material impermeável.

Depósito – Edificação ou ambiente destinado à guarda de mercadorias ou objetos. em duas ou mais áreas. Desdobro – É a divisão. Degrau – Cada um dos pares iguais de planos sólidos. Corrimão – Apoio para as mãos colocado ao longo das escadas. Cota de arrasamento – Cota em que deve ser deixado o topo de uma estaca ou tubulão. Curar – Secar madeiras. Cozinha – Compartimento em que são preparados os alimentos. onde se encontram as superfícies inclinadas (águas). Desmembramento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. rampas etc. Elemento metálico. usado para eliminar ondulações nas argamassas. Craquelê – Rachaduras em esmaltes. Curva de nível – Representação gráfica da curva formada pelos pontos de mesma cota. Desempenadeira – Instrumento formado por uma base lisa e uma alça. Desforma – Operação de retirada das formas de uma obra de concreto armado. Ver abóbada. Demão – Cada camada de tinta aplicada sobre uma superfície. 298 . duro e brilhante. horizontal e vertical. sem interrupção da rua ou área de frente até a área do fundo. D Deck – Plataformas feitas com tábuas para circundar piscinas ou espelho d’água. que se dispõe em seqüência na composição de uma escada. Cumeeira – Parte mais elevada de um telhado. cimentos etc. de vigas na alvenaria estrutural etc. Declive – Quando a inclinação do terreno está abaixo do nível da rua. com o aproveitamento do sistema viário existente. Cromado – Material que recebe uma camada de cromo. Desnível – Diferença entre altitudes de dois pontos do terreno ou construção. de um lote edificável para fins urbanos. Cúpula – Parte superior interna e externa de algumas construções. Cota – Indicação ou registro numérico das dimensões. vernizes ou pinturas a óleo que formam um entrelaçamento irregular de fendas muito finas. Croqui – Primeiro esboço de um projeto. Coxim – Reforço de concreto nas alvenarias que recebem cargas concentradas (das tesouras. Desgaste – Ver abrasão. demolindo ou cortando acima desta cota. Cuba – Recipiente das pias. Desaterro – Retirar um volume de terra de um local.).Corredor – É o saguão de que segue. concretos.

São manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. Ver junta de dilatação. Domo – Peça de fibra de vidro ou acrílico. Também é utilizado para assentar trilhos das ferrovias. reagindo com a água. O cimento comum. cerâmica ou vidro. Duto – Tubo que conduz líquidos (canos). ou seja. tanto da superfície quanto de camadas profundas. Tapumes. dotado de aberturas que possibilitam a passagem do ar e de luz para o interior. E Edícula – Construção complementar independente com área inferior a construção principal destinada à lavanderia. Eletroduto – Conduíte que carrega a fiação. Dormente – Peça de madeira usada na composição de escadas e peitoris. ou ar. Elevação – Representação gráfica das fachadas em plano ortogonal. Dobradiça – Dispositivo de fixação da folha ao marco (batente).Destacamento – Assentamento das duas primeiras fiadas de uma alvenaria. despensa. Divisória – Parede que separam ambientes de uma construção. 299 . Desvão – espaço entre a telha e o forro. Elevador – Equipamento que executa o transporte vertical. Dilatação – Aumento de dimensão. Drenagem – Retirada de água do solo. utilizado na cobertura para iluminar e ventilar o interior. Empena – Cada uma das paredes laterais onde se apóia a cumeeira nos telhados de duas águas. Disjuntor – Dispositivo destinado a desligar automaticamente um circuito elétrico sempre que ocorrer sobrecarga da corrente. Emboço – Primeira camada de argamassa. fios (conduítes). denominada hidróxido de cálcio. Tem como função uniformizar as superfícies. resulta em uma base medianamente solúvel. Embasamento – Parte inferior de uma construção. Ela aparece devido a um processo químico. de pessoas ou mercadorias. Ducha – Chuveiro com jatos d’água de grande pressão. biombos. sem profundidade ou perspectiva. principalmente a partir de uma variação térmica. Emboçamento – Assentamento com argamassa das telhas da cumeeira ou espigão. Eflorescência . Elastômero – Polímeros naturais ou sintéticos que se caracterizam por apresentar módulo de elasticidade inicial e deformação permanente baixos. construção. Aplicação da primeira camada de argamassa nas paredes. que permite que a folha se movimente em torno de um eixo. Também conhecida como oitão. Elemento vazado – Peça produzida em concreto. Edificação – Obra. aposentos de empregados etc.

Esponjado – Técnica de pintura utilizando uma esponja para espalhar a tinta. de forma que fique coeso. Escala – Relação de homologia existente entre o desenho e o que representa na realidade. Eles ficam inclinados e comprimidos por argamassa até a estrutura.Empreitada – Sistema de contratação de um ou mais profissionais para executar qualquer tipo de serviço ou obra. Escantilhão – Régua de madeira que serve de molde para marcar ou aferir medidas em peças ou em obras. colocar o caixilho. Epóxi – Tinta plástica e impermeável usada na pintura de peças metálicas. Entulho – Conjunto de materiais fragmentados e desagregados. Espera – Armadura ou tijolos deixados para possibilitar a amarração futura. Engastado – Encaixado. Encarregado – Auxiliar do mestre de obras. Engastalho – Calço de madeira. Enxaimel – Conjunto de estacas e caibros que sustentam as divisões da estrutura da casa. ganhando aparência fosca. fixo no concreto. Espatolato – Técnica de pintura que imita a textura da rocha. É utilizado para espalhar em pequenas áreas a massa corrida ou massa a óleo nas esquadrias de madeira. Escada – Série de degraus por onde se sobe ou se desce. Escovado – Metal polido com escovas. 300 . Enquadrar – Emoldurar. Endurecimento – Fase subseqüente ao período de pega. Ou também pequena peça de madeira em forma de cunha. Escora – Peça de madeira ou metálica que sustenta ou serve de arrimo a um elemento construtivo quando este não suporta a carga dele exigida. Ou ainda execução de um elemento construtivo oposto a um já existente. de modo a adquirir a aparência lisa do espelho. que evita o deslocamento das vigas ou dos sarrafos. Espigão – Linha inclinada que divide as águas de um telhado. que coordena serviços de grupos de operários. Espaçadores – Também conhecido como pastilhas plásticas ou de argamassa que tem a função de distanciar as armaduras das formas. janelas) utilizado em uma obra. na qual o aglomerante passa a oferecer resistência a esforços mecânicos. Espelhado – Superfície polida. Encunhamento – Colocação da última camada de tijolos de uma parede. que se acumulam em demolições ou construções. podendo ou não ficar aparente na fachada. Esquadrias – Qualquer tipo de caixilho (portas. ou ambientes expostos a umidades. resultando num efeito irregular e manchado. utilizado para travar o pé das formas dos pilares. Espátula – Objeto feito de metal e de forma espalmada. embutido.

Estanqueidade – Propriedade.Estaca – Componente das fundações profundas de pequeno diâmetro e longa. Fibra de vidro – Material resistente. fechar. janelas. dobradiças. protendido. sem causar divisão do sólido em partes separadas. É obtido por meio de processo no qual o vidro ainda em fusão possibilita a separação dos filamentos que compõe o material. na operação de elevação de uma parede ou obra de alvenaria de tijolos ou de peças similares. Fechadura – Fecho composto por um mecanismo e acionado por maçaneta. Filete – Moldura estreita. piscinas e calhas. de impedir a passagem de fluídos. Fecho – Dispositivo em que uma peça metálica pode ser movimentada diretamente para manter fechados painéis. e quando necessário podem ser abertos. que é cravada nos terrenos. Estriado – Superfície trabalhada em que aparecem estrias. F Fachada – Qualquer das faces externas de um edifício. Estuque – Toda a argamassa de revestimento geralmente acrescida de gesso ou pó de mármore. ordinariamente em nível e obedecendo a uma linha esticada. estruturas de madeira ou metálicas. friso. Estudo preliminar – Quando se verifica a viabilidade de uma solução que dá diretrizes ou orientações ao anteprojeto. puxador. Farofa – Argamassa preparada a seco ou com mínimo teor de água. desde à ruptura. Estrutura – Conjunto de elementos que forma o esqueleto de uma obra. impermeável. 301 . Ferragem – Artefatos ou peças de metal (fechaduras. Flambagem – Deformação lateral ocorrida em peças esbeltas ao passarem do estado de equilíbrio estável para o instável. Fiada – Fileira horizontal que o pedreiro assenta.) empregados em portas. pivotar etc. geralmente de concreto armado. Semelhantes ao canelado. Também usada para fazerem forros e ornatos. conferida pela impermeabilização. empregado na fabricação de banheiras. cremonas. correr. proveniente de uma ruptura pouco profunda de sua massa. Estribo – Cada uma da série de ferros paralelos que envolvem as barras longitudinais. quando são submetidas à compressão. Fissura – Abertura inferior a 1. que servem para juntar partes ou dar-lhes certos movimentos como abrir. puxadores etc. Flameado – Que sofre a ação de chamas para alcançar a forma final. fixando-as em sua devida posição. régua do boxe. chave ou tranqueta. a mais freqüente é a fibra do amianto.para ser trabalhada em estado granular solto. Fibrocimento – Material resultante da união do cimento comum com fibras de qualquer natureza. Esticador – Dispositivo para tencionar barras ou cabos flexíveis metálicos.0mm que aparece na superfície do concreto ou revestimento. aço ou madeira.

com finalidades acústicas e decorativas para reduzir o pé direito. Gabião – Tipo de caixa em forma de prisma retangular fabricado com malha hexagonal de dupla torção produzida com arames de baixo teor de carbono e revestido. drenagem. drenantes. Recuo da construção no pavimento térreo. Forro falso – Forro de teto construído em plano inferior ao plano do forro verdadeiro. Galga – Operação de riscar em uma obra uma linha paralela a outra conhecida ou transportar pontos por meio da aplicação sucessiva de um escantilhão ou gabarito. além da circulação de pessoas. armados. pivotar). verificar ou controlar formas e medidas durante a execução de uma obra.Flexão – Tipo de solicitação na qual esforços que atuam sobre uma viga prismática tendem a modificar sua curvatura longitudinal. Fossa séptica – Compartimento enterrado onde os esgotos são acumulados e represados de forma a ser digeridos por bactérias. Galeria pública – Passagem coberta em um edifício. G Gabarito – Molde em escala real para traçar. Fossa – Cavidade que recebe os líquidos residuais de uma construção. Forro – Material que reveste o teto. que fazem o acabamento de um jardim. ligando entre si dois logradouros. musgo ou grama. Fuste – Parte intermediaria de uma coluna. Quando exixte sobrecarga no sistema elétrico. entre a base e o capitel. metal ou de outro material utilizado na obra para fundir peças de concreto armado. Plantas rasteiras. como hera. serve para exposição de obras de arte. Fusível – Dispositivo que opera com limites de amperagem. que irão compor a estrutura da construção. tornando a passagem coberta. utilizando uma bigorna.correr. sapatas etc. servindo de apoio à tesoura. após aquecimento. Fungo – Microorganismo vegetal que se aloja como parasita nas madeiras. Duto subterrâneo para escoamento de águas. os líquidos resultantes são encaminhados para um filtro anaeróbico e ao sumidouro. Forjar – Moldar o ferro ou outro metal. Frechal – Viga que fica assentada sobre o respaldo das paredes. Fôrma – Elemento de madeira. Utilizados como muros de contenção.) responsável pela transmissão das cargas de uma obra ao solo. Galeria – Corredor largo que. Fundação – Conjunto de elementos de fundação (estacas. Também pode ser o corpo cilíndrico de um tubulão antes da base. canalizações etc. Quando instalados e cheios de pedra os gabiões se convertem em elementos estruturais flexíveis. Também é o nome que se dá ao arremate entre bancadas e as paredes. 302 . Frontão – Arremate superior de portas e janelas que normalmente tem forma triangular. Depois desse processo. ocultar canalizações ou estruturas. Forração – Espécie de carpete têxtil de pouca espessura. promove o isolamento térmico entre o telhado e o piso. impede que o resto do circuito sofá os efeitos da sobrecarga. Folha – Parte da porta e da janela que necessita de ferragem para se mover (abrir.

a qual se chumba na alvenaria para permitir a fixação de caixilhos. minúsculas. Galvanizar – Recobrir uma superfície com metal para preservá-lo da corrosão. Grelha – Grade de ferro que protege a entrada de bueiros e ralos. Podendo ter um lado fechado por parede. Guarda-corpo – Grade ou balaustres de proteção usada em balcões. pó de mármore e grana. Geminada – Diz-se de duas edificações construídas. com localização e configurações definidas e que não resultou de processo de parcelamento de solo para fins urbanos. Sua estrutura é formada de madeira ou ferro e fechada com vidros ou treliças. geralmente dobrada. válvula. dura. torneira.Galpão – Construção coberta de dimensões amplas e aberta lateralmente. Gambiarra – Instalação provisória. Grana – Conjunto de rochas diversas. Gruas – É um equipamento utilizado para elevação e a movimentação de cargas e materiais pesados. Guarita – Abrigo de madeira ou material leve. Gastalho – Braçadeiras de sarrafo que se pregam espaçadamente nos painéis das formas de vigas e pilares para impedir que venham a deformar por flexão no ato de enchimento. Gesso – Aglomerante aéreo obtido usualmente pela calcinação moderada da gipsita. com peso específico de 2. feldspato e mica. Grapa – Peça de ferro. Armação de ferro em forma de grades para proteção ou vedação de uma abertura. corrimões etc. janelas. varandas ao longo do tabuleiro de uma ponte. Gleba – É uma porção de terra. com parede de meação. causado por uma variação brusca na velocidade da água. para dar segurança aos usuários. Granilite – Mistura do cimento. Gravata – É um conjunto de peças de madeira para uso em formas de vigas e pilares com o intuito de fechar e travar as formas. usada para revestir paredes e pisos. sentinelas. sacadas. etc. Golpe de aríete – Choque contra as paredes de um duto forçado. com uma parte fendida e dobrada em sentidos opostos.96t/m3 e resistência à compressão de 600kgf/cm2. Gotejador – Peça usada em sistemas de irrigação que transforma o fluxo de água em gotas. como as rosáceas. Gárgula – Orifício para saída da água em fontes. guardas etc. geralmente fora das recomendações técnicas. 303 . Ver guindaste. de qualquer natureza. para proteção de vigia. devido ao repentino fechamento ou à brusca abertura de registro. Também é a peça de suporte nas churrasqueiras. Granito – Rocha ígnea granular. Gótico – estilo arquitetônico que marca as construções com abóbadas ogivais e motivos tirados da natureza. composta de quartzo.50 a 2. Gazebo – Pequeno quiosque colocado no jardim. uma encostada à outra. que entra na composição do granilite. batentes. Gradil – Fecho construído na testada do lote edificado.

acrescentado a argamassa. Hidromassagem – equipamento com sistema de sucção e impulsão que gera movimentação da água. Hotel – Prédio destinado a alojamento. para compor coberturas. Imprimação – Também denominada por primer ou pintura primária. como as portas de correr etc. Inclinação – Ângulo formado pelo plano com a linha horizontal. Iluminação zenital – Iluminação natural de um recinto através de clarabóias ou de domo. quase sempre temporário. se encontram as escadas e elevadores que conduzem aos andares superiores. rampas etc. O mesmo que locação da obra.Guarnição – Régua ou sarrafo que cobre a junta formada pelo encontro da parede com o batente da porta ou janela. tintas e vernizes com a função de proteger a superfície da umidade. Insolação – Quantidade de energia térmica proveniente dos raios solares recebidas por uma construção. Home theatre – Conjunto de equipamento de áudio e vídeo que reproduz em casa as características sonoras e de projeção dos cinemas. Hidrômetro – Aparelho destinado a medir o consumo de água. escadas. Peça que direciona o sentido de movimento das peças móveis. Habite-se – Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício residencial recém construído. H Habitação – É a construção ou fração de edifício ocupado como domicílio de uma ou mais pessoas. nos grandes edifícios. Infiltração – Ação de líquidos no interior das estruturas construídas. Hall (vestíbulo) – Sala de entrada onde. Guindaste – Máquina composta de sarrilho. I Iluminação – Arte de distribuir luz artificial ou natural em um espaço. Guia – Peça de pedra ou concreto que delimita a calçada da rua. roldana e cabo destinado a levantar grandes pesos. É a pintura aplicada à supefície a ser impermeabilizada. com a finalidade de favorecer a aderência do material constituinte do sistema de impermeabilização. Hidrófugo – Produto químico. Hidratação – processo químico pelo qual um aglomerante de origem mineral reage com a água. Impermeabilização – Conjunto de procedimentos que impede a umidade ou infiltração de água na construção. Implantação – Demarcar no terreno a localização exata de cada parte da construção. 304 .

305 . Janela basculante . Ladrilho hidráulico – Peça de cimento comprimido decorado feita na prensa hidráulica.Quando é subdividida em caixilhos de pequenas dimensões que giram em torno de seu eixo horizontal. Janela do tipo escotilha – Aquelas de dimensões pequenas e arredondadas semelhantes à janela dos navios. Jardim – Local do terreno onde se cultivam plantas. J Janela – Abertura destinada a iluminação e ventilação dos ambientes internos. Irradiação – Propagação e difusão tanto de raios luminosos quanto de ondas sonoras ou de calor. Jardim-de-inverno – Local. além de permitir a visão externa. Janela pivotante – Aquela que se abre girando verticalmente no seu próprio eixo. Janela guilhotina – Quando os caixilhos se movimentam verticalmente. com pouca espessura. de cerâmica. Janela máximo-ar – Semelhante à basculante. banheiras ou reservatórios. Isolamento – Recurso para resguardar um ambiente do calor. reservado no interior das construções para cultivo de plantas. Jirau – Estrado ou laje em piso a meia altura que permite a circulação de pessoas sobre ele e abaixo dele. que evita o transbordamento do excesso de água. colocado na parte superior de cubas.Instalação – Conjunto de providências necessárias para iniciar uma obra. Janela de correr – Quando os caixilhos correm horizontalmente em rebaixos ou trilhos. do som e da umidade. Junta aprumo – É quando as juntas entre os elementos são coincidentes tanto na vertical como na horizontal. para evitar trincas provenientes das forças de dilatação. barro cozido. gás etc. L Lã de vidro – Material isolante composto de finos fios de vidro. linha ou fenda que separa dois elementos. Ladrão – Tubo de escoamento. hidráulicas. Junta de dilatação – Espaço deixado entre a parte de uma estrutura ou de componente construtivo. em geral envidraçado. Junta – Articulação. Também conjunto das instalações elétricas. mármore etc. Junta amarração – É quando as juntas entre os elementos são desencontradas. Irrigação – Umidificação da terra por meio de sistemas mecânicos. feita em uma só peça. Ladrilho – Peça quadrada ou retangular. cimento.

que significa depósito. quando as árvores que produziam madeiras nobres só podiam ser derrubadas pelo governo. azulejo e outros aplicados à meia altura. brocas e cupins. Lanternim – Pequeno telhado sobreposto às cumeeiras. Lençol freático – Depósito subterrâneo natural de água. Loteamento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. Geralmente situado à entrada da casa. Esta denominação remonta aos tempos do Brasil Colônia. Lance – Comprimento de um pano de parede. Lavrar – Gravar. propiciando ventilação. Lambrequim – Recorte na madeira que arremata forro e beirais. Maçaneta – Peça que transmite o esforço externo para acionar o trinco. Lei de zoneamento – Legislação municipal que rege o uso de terrenos urbanos. 306 . Lavabo – Pequeno banheiro sem espaço para o banho. Parte de uma escada que se limita por patamar. Listelo – Filete. Hoje são espaços amplos sem divisórias. Pequena moldura usada para arrematar peças cerâmicas. Tem encaixe do tipo machoe-fêmea. Lajota – Pequena laje de pedra ou placas de cerâmica. servindo também para puxar ou empurrar a porta. Lambril – Revestimento de madeira ripada usado em forros e paredes. resistente às intempéries e ao ataque de fungos. feito de tábuas. à pressão atmosférica.Laje – Estrutura plana e horizontal de pedra ou concreto armado. muro etc. com abertura de novas vias públicas ou prolongamento ou alargamento das vias existentes. apoiada em vigas e pilares. proveniente da infiltração de águas de chuva. Levigado – Tipo de acabamento semipolido. pelo cubo. que se articula nas pontas com as empenas e no centro com o pendural. placas de mármore. Longarina – Viga de sustentação em que se apóiam os degraus de uma escada. Lote – Porção de terreno que faz frente ou testada para um logradouro publico. que divide os pavimentos de uma construção. Linha – Viga horizontal inferior de uma tesoura. Madeira de lei – Madeira dura. cunhar. Living – Palavra inglesa que designa todos os espaços de convívio da casa. Locação – Marcação da obra a partir do gabarito. M Macho-e-fêmea – Tipo de encaixe em que uma saliência se adapta a uma reentrância. conferir ornatos às superfícies metálicas com o auxilio do cinzel. Loft – Palavra inglesa. Lambris – Revestimento interno de parede. usados para moradia.

Meio-nível – Piso construído a meia altura que aproveita um pé-direito duplo ou um declive no terreno. Massa – Argamassa usada no assentamento ou revestimento de tijolos. de um projeto arquitetônico. com cargas adicionais a si. Manilha – Grande tubo de barro para instalação subterrânea que conduz às águas servidas. Massa raspada – Mistura de areia. dá acabamento liso a parede. pedras em obras de marcenaria..Pedra de cantaria ou peça de concreto que separa em desnível o passeio carroçável das estradas e ruas. Meia água – Telhado com um único plano inclinado Meia-parede – Parede que não fecha totalmente o ambiente. Marquise – Cobertura ou alpendre geralmente em balanço. Massa fina – Mistura de areia fina. ou filme de polietileno de alta densidade. depois de aplicada. o produto final. é penteada com uma escova. Meio-fio ou guia . consistência adequada para ser aplicado em calafetações rígidas. Mármore – Calcário metamorficamente recristalizado que tem como constituinte importante um carbonato. em miniatura. Maquete – Reprodução tridimensional. Mão-francesa – Elemento estrutural inclinado que liga um componente em balanço. Marmorizado – Técnica de pintura que reproduz os veios e as tonalidades do mármore. Manta plástica – revestimento plástico que impermeabiliza lajes. 307 . geralmente calcítico ou dolomitico. ela se projeta para além da parede da construção. Marquise – Cobertura em balanço construída sobre o aceso de porta externa. formando desenhos. Não pode ser retocada e. deixando-a pronta para receber a pintura.Madeiramento – Conjunto de madeiras usadas na construção ou nas armaduras de telhado. Ver batente. coberturas e contrapisos. água e cimento usado no emboço. plásticas ou elásticas. Mansarda – Sótão com janelas que se abre sobre as águas do telhado. Massa grossa – Mistura de areia média. Mástique – Material de consistência pastosa. água e cal empregada para rebocar as paredes. Manta asfáltica – É um impermeabilizante a base de asfalto modificado com polímeros estruturado com não-tecido de poliéster pré-estabilizado. Marco – Parte fixa das portas ou janelas que guarnece o vão e recebe as dobradiças. cal. Meio tijolo – Parede cuja espessura corresponde à largura de um tijolo. diminuindo o vão livre. adquirindo. escada externa etc. cal. Mata junta – Sarrafo ou régua que cobre a junta formada entre duas peças. Pode ser aplicada diretamente sobre o solo para evitar erosão. Massa corrida – Feita a partir de PVA ou acrílico. usada como divisória. Marchetaria – Arte de incrustar ou embutir peças de madeira. cimento e corante.

prateleiras etc. de se poder olhar para o exterior sem ser observado. acima do telhado da construção. Nível – Instrumento que verifica a horizontalidade de uma superfície. Mezanino – Andar intermediário entre dois pisos e com acesso interno abrindo-se para um ambiente no piso inferior. Viga saliente na face inferior de qualquer laje. Nervura – Arco que produz uma saliência no interior de uma abóbada. sacadas ou balcões. da fundação ao acabamento. Mosaico – Trabalho executado com caquinhos de vidro ou pequeno pedaços de pedra e de cerâmicas engastados em base de argamassa estuque ou cola. em toda a altura da janela. Norma – Conjunto de prescrição que regulam o emprego de uma técnica ou fixam condições de execução de um projeto ou de elaboração de um produto. Nicho – Reentrância feita na parede para abrigar armários. sobrecarga de construções. Modular – Usar o módulo Módulo – Elemento com medida padrão Monoqueima – Processo de cozimento da argila na produção de cerâmica. 308 . a fim de evitar ondulações em pisos e contrapisos. etc. Mictório – Aparelho sanitário próprio para nele se urinar. por uma treliça de madeira. correspondente a 1/10 da penetração para os últimos dez golpes. Montante – Peça vertical que. Muro de arrimo – Muro resistente usado na contenção de terras. empuxos de águas de infiltração. Mourão – Esteio grosso de madeira ou de concreto muito usado em andaimes e cercas. Mestre-de-obras – Profissional que dirige os operários em uma obra. madeira ou concreto que sustenta beirais. Mirante – Parte alta. sobre-aterros. a fim de assegurar ventilação e sombra e. Nivelar – Regularizar um terreno por meio de aterro ou corte. especificando o material que são necessários à obra. Mísula – Peça de pedra. N Nega – Penetração da estaca em milímetros. roupas etc. do qual se quer uniformizar o emprego. Muxarabiê – Balcão protegido.Memorial descritivo – Descrição de todas as características de um projeto arquitetônico. no caixilho divide as folhas. Monta-cargas – Pequeno elevador utilizado em algumas casas ou comércio para movimentar mercadorias. também. em que as peças passam apenas uma vez pelo forno.

Partido – Opção arquitetônica que atende a diversos fatores: topografia. Oxidação – Ferrugem. Parapeito – Peitoril. P Painel – Grande superfície decorada. condições locais. galeria ou ponte que liga dois setores ou alas de uma construção. presentes em janelas. feita de cedro. cerâmicas etc. que formam desenhos a partir da mistura de tonalidades de várias madeiras. Óleo de linhaça – Solvente e secante para determinadas tintas. Parede – Elemento de vedação ou separação de ambientes. Passadiço – Corredor. Ombreira – Cada uma das peças verticais de porta e janelas responsáveis pela sustentação das vergas superiores. Patamar – Piso que separa os lances de uma escada. necessidades de quem vai habitar. pastilhas. feita de cerâmica. Orientação – Posição da casa em relação aos pontos cardeais. terraços. geralmente construído de alvenaria. tanto no interior como no exterior da construção. obtido a partir das sementes do linho. Paisagismo – Estudo da preparação e da composição da paisagem como complemento da arquitetura Palafita – Conjunto de estacas que sustenta a construção acima do solo nas habitações lacustres. porcelana ou vidro. obtido artificialmente por meio de pintura ou pela ação do tempo. Pano – Extensão de parede ou muro. Parquete – Piso feito da composição de tacos. Passarela – Corredor estreito e elevado que interliga dois ambientes. Oitão – Cada uma das paredes laterais de uma construção. Apresenta composição de mosaicos. que dá aspecto antigo às superfícies. Ogiva – Forma característica das abóbadas góticas.O Ofurô – Banheira arredondada. típica do Japão. Pastilha – Pequena peça de revestimento. Processo em que se perde o brilho pelo efeito do ar ou por processos industriais. Pátina – Efeito oxidado. Passeio – É a parte do logradouro público destinado ao trânsito de pessoas. sacadas etc. verba disponível etc. Passa-prato – Pequena abertura feita à meia altura de uma parede que permite a passagem de pratos e alimentos da cozinha para a sala de jantar ou outro ambiente. 309 . Proteção que atinge a altura do peito.

por meio de suspensório (estribo). Pingadeira – Acabamento externo de proteção que desvia a água de chuvas. 310 . de forma prismática ou cilíndrico (coluna). tijolo. A pérgola é sustentada por pilares ou em balanço. píncaro. Pendural – Parte da tesoura que trabalha à tração. posteriormente. Pavimento. Piquete – Pequeno bastão de madeira com ponta que se crava no terreno. Piso .Revestimento de base o qual se pode caminhar. Pilotis – Conjunto de pilares ou colunas de sustentação do prédio que deixa livre o pavimento térreo. Pipe-rack – Cavalete metálico ou de concreto para sustentação de tubulações horizontais. Pedreiro – Profissional encarregado de preparar a alvenaria. resinosa. cume. Conjunto de dependências de um edifício situadas num mesmo nível. pegajosa. metálicas ou têxteis. Pega – Caracterização da perda de plasticidade das pastas. Placa fotovoltaica – Peça responsável pela captação dos raios do sol transformando-os em energia elétrica. Pérgola – Estrutura horizontal composta de elementos paralelos feitos de madeira. O pendural se situa no eixo vertical da tesoura. argamassas e concretos de cimento.Pátio – Espaço descoberto no interior das casas e cercado pelos elementos da construção. para demarcações no terreno. Piche – Substância negra. Pivotante – Esquadria com eixo em forma de pivô vertical (movimento giratório vertical) permitindo formar ângulo reto e localizado ao centro da mesma. Pé-direito – Distância vertical medida desde o piso até o teto de um ambiente. feito de pedra. pH – Escala que mede o grau de acidez de diversas substâncias. Pináculo – Ponto mais alto de um edifício. alvenaria ou concreto. tiras plásticas. Um de seus lados fica ligado à alvenaria da construção. Peitoril – Base inferior das janelas que se projeta além da parede e funciona como parapeito. Pilar – Elemento estrutural vertical. de pequena seção em relação à sua altura. situadas alternadamente do lado de fora e de dentro. recebem em ambos os lados da cabeça as extremidades das empenas e no pé. Elas são estreitas horizontais fixas ou móveis. metálico e outros. Pilarete – Pequeno pilar. Pavimento – Andar. Perspectiva – Desenho tridimensional de fachadas e ambientes. Andar. Pau-a-pique – Tipo de taipa em que as paredes apresentam uma armação de varas ou paus verticais. destinados a suportar carga vertical. impedindo que ela escorra ao longo das paredes da fachada ou nos muros e muretas. preenchida com barro. obtida da destilação do alcatrão ou da terebintina. Pilastra – Pilar com quatro faces. caldas. a linha. unidos entre si por pequenas varas eqüidistantes e horizontais. Persiana – Caixilho formado por ripas de madeira. Toda esta trama é. concreto.

de alta resistência. com baixa absorção de água. terraços ou varandas. baixa porosidade. pá de cabo curto e um balde fixo em um sarilho (também conhecido como sarrilho) para retirada do solo. fabricado previamente em instalações industriais. Porcelanizado – Processo industrial que dá aos materiais a aparência ou a textura da porcelana. Portinhola sobre a folha de uma porta maior. Pó xadrez – Pigmento usado para dar cor a pisos feitos de cimento. Apoio. Ver sarilho. Porta – Abertura até o nível do pavimento feita nas paredes. Poço artesiano – Perfuração mecanizada feita no solo para encontrar o veio d’água subterrâneo.Parte ou componente de uma edificação. Plano Diretor – Conjunto de leis municipais que controlam o uso do solo urbano. para depois ser montado na obra. equivalente à figura de um corte horizontal que passa pelos peitoris das janelas. Platô – Parte elevada e plana de um terreno. Porão – Pequeno espaço situado entre o solo e o primeiro pavimento de uma casa. Poço caipira – Perfuração feita no solo manualmente utilizando uma cavadeira. que substitui o vidro no fechamento de estruturas. Postigo – Pequeno vão executado a meia altura de uma parede que permite a passagem de objetos de um cômodo a outro. muros ou painéis. utilizado com laminados plásticos colados.Plaina – Instrumento utilizado para desbastar. Post-forming – Acabamento arredondado de bordas. aplainar ou tirar irregularidades da madeira. Pórtico – Portal de entrada de uma casa. Pré-moldado . Pontalete – Peça de madeira colocada a prumo que se amparam elementos horizontais pesados de uma construção. Escora. Possui alta resistência ao impacto e baixíssima expansão por hidratação. que serve de vedação ou acesso a um ambiente. inquebrável. que se destina a proteger ou camuflar o telhado. construída no topo das paredes externas de uma edificação e contornando-a acima da cobertura. Planta baixa – Desenho de projeção horizontal de um andar de um edifício. 311 . Pré-fabricado – Parte ou componente de uma edificação. Porta-balcão – Porta de duas folhas que se abrem para as sacadas. Prédio – Construção destinada à moradia. formatados por aquecimento. resistência ao risco igual ou superior que as cerâmicas esmaltadas ou as pedras naturais. cuja cobertura é apoiada em colunas. Poço romano – Tanque ou piscina de dimensões reduzidas e circular. fabricado e depois montado na própria obra. Porcelanato – Revestimento. Policarbonato – Material sintético transparente. Polir – Lustrar uma superfície. Playground – Palavra inglesa que significa espaço reservado para o lazer. Platibanda – Mureta ou balaustre de alvenaria maciça ou vazada. O mesmo que planalto. depósito ou outro fim similar.

Retábulo – Peça de madeira ou pedra trabalhada em motivos religiosos na qual se encosta o altar. Q Quadro de distribuição – Caixa que distribuí os circuitos de eletricidade em uma construção. Ressalto – Qualquer saliência na fachada da construção. Régua – Prancha estreita e comprida de madeira.Programa – Conjunto de necessidades sociais e funcionais de uma família ou pessoas que serve de base para o desenvolvimento de um projeto. responsável pela passagem da corrente elétrica da rede para o conjunto de luminária. Recorte – Acabamento feito com trincha no encontro de cores diferentes usadas para pintar a mesma parede ou no encontro de duas superfícies. Rejunte – Pasta de cimento e aditivos que preenche as juntas superficiais entre as peças de revestimento. Reator – Peça das lâmpadas halógenas. uma laje de concreto armado. a imbuia e o pinho-de-riga. Projeto – Plano geral de uma construção. Respaldo – Última carreira de tijolos da alvenaria de embasamento ou de parede do pavimento. cortes. recebendo pintura diretamente. como a nogueira. colunas etc. elevação. Revestimento – Designação genérica dos materiais que são aplicados sobre as superfícies rústicas e que são responsáveis pelo acabamento. reunindo plantas. Requadro – Armação em que os componentes formam ângulos retos. Reboco – Revestimento de parede e teto feito com massa fina. composta de chave geral e disjuntores. Recuo – Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. Rancho – Habitação rústica do campo. fundida diretamente sobre o terreno previamente preparado. Perfil de alumínio que nivela os revestimentos enquanto a massa ainda está mole. Prumada – Posição vertical da linha do prumo. Prumo – Aparelho que permite verificar por paralelismo a verticalidade de paredes. 312 . Radier – Tipo de fundação direta. Ato de deixar a argamassa formando um ângulo reto. R Radica – Deformações em forma de bolas enrugadas que aparecem nas bases dos troncos de árvores. normalmente aberta que realçam a decoração de jardins. detalhamentos etc. Refratário – Qualidade dos materiais que apresentam resistência a grandes temperaturas. Quiosque – Pequena construção.

5 cm. Já a sapata corrida é uma pequena laje armada colocada ao longo da alvenaria recebendo a sua carga e distribuí para uma faixa maior de terreno. Muito comum em portas divisórias retráteis. Sapata – Parte mais larga e inferior do alicerce. Seladora – Base incolor utilizada para proteger madeiras. Selante – Óleo ou resina que dá liga às tintas e aos vernizes. S Sacada – Qualquer espaço construído que faz uma saliência sobre o paramento da parede. quando seca. as sapatas são interligadas por vigas baldrames. Sarrafo – Tira de madeira. é usada para cobrir casas e quiosques. e no qual se enrola corda. Sapé – Tipo de gramínea que. Rústico – Acabamento ou construção feita de acordo com técnicas artesanais. Ornato colocado no centro dos tetos ou abóbadas ou nos lustres. Servente – Ajudante. dos profissionais que trabalham nas obras. Sanfonado – Que imita a forma e o movimento do fole da sanfona. evita a penetração das águas das chuvas. Peça de madeira em que se apóiam as telhas. auxiliar. Rufo – Chapa metálica dobrada que. estreita e comprida. e a saliente.) Sebe – Tapume feio com ramos ou varas utilizado para fechar terrenos. Rodapé – Faixa de proteção ao longo das bases das paredes. A tábua reentrante é chamada de saia. Sanca – Moldura de gesso ou de outro material instalada junto ao teto. Saguão – Pátio interno fechado por paredes altas. baldes etc. Podem ser isolada ou corrida. 313 . Rococó – Vertente do barroco que se caracteriza pelo excesso de detalhes e adornos. Saia-e-camisa ou saia-e-blusa – Tipo de forro de madeira em que as tábuas são sobrepostas formando reentrância e saliências. no encontro de telhados e paredes. Como ficam isoladas. Rosácea – Caixilho de dimensões grandes e circulares. Saliência – Elementos da construção que avança além dos planos verticais. Saibro – Material contendo grande quantidade de fragmentos pequenos de feldspato e quartzo.Ripa – Qualquer peça de madeira fina. junto ao forro. junto ao piso. com largura entre 5 e 20 cm e espessura entre o.5 e 2. Na construção é usado para fazer argamassa e usado como piso de quadras de tênis. A sapata isolada é um elemento de forma tronco de pirâmide construído nos pontos que recebem as cargas dos pilares. Sarilho (Sarrilho) – Cilindro disposto horizontalmente. cabo ou corrente para levantar objetos (pesos. Pode ou não embutir iluminação. Rodaforro ou rodateto – Faixa (moldura) colocada ao longo das paredes. de camisa ou blusa. e pequena quantidade de argila.

formando um degrau na parte de fora. Spot – Termo inglês que designa a luminária cujo foco de luz pode ser direcionado. Sinteco – Verniz resistente e durável usado no revestimento de pisos de madeira. Slump test – Ensaio para medir a consistência do concreto em massa. Soalho – Piso de tábuas apoiadas sobre vigas ou guias. como a manta asfáltica. Sifão – Dispositivo formado por uma peça que retém água e tem a função de transportar um líquido de uma altura para outra mais baixa. que facilitam o acesso às tubulações. Arremate na mudança de acabamento de piso. que pode ser revestida ou não. Ele tem geralmente portas ou tampas. Soquete – Receptáculo. Shed – Abertura na cobertura que propicia a ventilação e iluminação natural dos ambientes. Sóculo – É uma base de alvenaria. com rosca interna. Sótão – Ambiente que surge dos desvãos do telhado no último pavimento de uma construção. Shingle – Tipo de telha de madeira plana ou materiais industrializados. Sub-solo – Pavimento situado abaixo do piso térreo de uma edificação e de modo que o respectivo piso esteja. a uma distância maior do que a metade do pé-direito. em relação ao terreno circundante.50m. de água. caraterísticas dadas pelas águas dos rios. e situado imediatamente acima do pavimento térreo. É um duto de alvenaria ou de concreto. Sobreira – Conjunto de telhas dispostas por baixo das telhas do beiral do telhado com a finalidade de reforçá-las. de madeira ou ouro material. muito usado em construção de vários pavimentos. Silicone – Material usado na vedação. proveito ou serviço de outra propriedade pertencente a dono diferente.Seteira – Janela estreita e comprida. que serve para apoiar armários ou as guarnições das portas. Podem ter o formato de “s” ou “copo”. geralmente depositados no seu interior sem estarem ensacados. Ver lanternim. inspirada nas aberturas das muralhas dos antigos palácios. Servidão – Encargo imposto à qualquer propriedade para passagem. Sondagem – É a investigação do subsolo com o objetivo de avaliar a viabilidade técnica e financeira de uma fundação. na adesão e no isolamento de qualquer superfície que exija proteção contra umidade e infiltração de água. 314 . Shaft – Palavra inglesa. mantendo o mesmo nível. que serve para passar as tubulações elétricas. Sobre-loja – É o pavimento de pé-direito reduzido. não inferior a 2. Suíte – Conjunto de dois cômodos contíguos em que um é quarto de dormir e o outro é banheiro. Soleira – Parte inferior do vão da porta no solo. Silos – É uma construção agrícola destinada ao armazenamento de produtos. e nas portas externas. onde se encaixa a lâmpada. Solário – Local descoberto destinado a banhos de sol. telefone etc. de onde são retiradas. passando por um ponto mais alto impedindo a passagem dos cheiros provenientes das canalizações. Seixo rolado – Pedra de formato arredondado e superfície lisa.

Terça – Viga de madeira que sustenta os caibros do telhado.Sumidouro – Local para onde se escoa a água de esgoto e infiltra no solo. Terraplenagem – Conjunto de operações de escavação. desviada angularmente em relação ao plano vertical. Também designa nuances do marrom que lembram a cor da terra. descarga e compactação. Taco – Cada uma das pequenas peças que formam o parquete. Tabuado – Porção de tábuas. Terreno – Espaço de terra sobre a qual se vai assentar a construção. Tabique – Parede delgada feita de tábuas. tijolos ou taipa que separa um ambiente de outro. constituída de estrutura sobre a qual se assentam as telhas. 315 . formando a moldura que guarnece os telhados. Tapume – Vedação provisória de madeira ou outro material com que se veda uma obra. Telha – Cada uma das peças usadas para cobrir as construções. Espaço aberto no nível do solo ou em balanço. As telhas e a estrutura ficam aparentes. Terracota – Argila modelada e cozida. executadas para a construção de aterros e cortes. destinada ao seu assentamento. Taipa – Sistema construtivo que usa barro para fechar paredes. Telhado – Parte exterior e mais elevada que cobre uma edificação. aberta em todas as faces ou parcialmente fechada. utilizado em topografia para medir ângulos horizontais e verticais. Tarugo – Peça curta de madeira que se coloca entre os lados das vigas. Tardoz – Superfície de aderência do piso cerâmico. Tábua corrida – Piso de tábuas em geral largas e contínuas. Talude – Inclinação de um terreno ou de uma superfície sólida. Tala – Peça de madeira utilizada para reforçar emendas de pontaletes e/ou peças de madeira. para evitar que elas sofram torção ou oscilação lateral. Terraço – Cobertura plana. T Tabeira – Série de tábuas que contornam as paredes. transporte. pelo menos em parte. Taxa de ocupação – É a relação entre a área ocupada de uma ou mais edificações e a área total do mesmo. por meio de colunas e pilares. Pedaço de madeira embutido na parede ou concreto para receber pregos ou parafusos. a fim de dar à superfície do terreno a forma projetada. Telha-vã – Telhado sem forro. Peça paralela a cumeeira e ao frechal. Telheiro – É a construção constituída por uma cobertura suportada. Teodolito – Instrumento ótico portátil. Galeria descoberta. carga. Chama-se taipa de pilão quando se comprime a terra em fôrmas de madeira.

Este termo se refere a construção residencial unifamiliar (residência para uma só família). 316 . recebe os efluentes dos aparelhos sanitários instalados nos diversos andares. crespa. com pequenas aberturas que permitem a formação de gotas pra umidificar o solo. Trena – Instrumento de medição constituído por uma fita de aço. Tijolo – Peça de barro cozido usada na alvenaria. Urbanismo – Técnica de organizar as cidades com o objetivo de criar condições satisfatórias de vida nos centros urbanos. Tubogotejador – Tubo de passagem de água. compondo os pisos. deixando-a áspera. tinta ou qualquer material empregado para revestir uma superfície. cabo de aço que se presta aos esforços de tração. usada em telhados para vencer grandes vãos. constituída por articulações em múltipla triangulação. Textura – Massa. nas instalações de esgotos de prédios elevados. Tubo de queda – Tubo vertical que. Topografia – Análise e representação gráfica detalhada de um terreno. Tulha – Depósito de café e cereais. Torre – Construção cuja base é bem menor do que a altura. Barra de ferro. Testeira – Superfície feita de madeira ou concreto colocada na extremidade de qualquer beiral. sem auxilio de apoios intermediários. U Umbral – Parte superior das portas. está sujeita aos esforços de tração. nas tesouras. Treliça – Estrutura estaticamente definida. Testada – É a divisa do lote lindeira ao logradouro público que lhe dá acesso. fibra ou tecido. Trincha – Tipo de pincel achatado. Tirante – Viga horizontal que. no sistema métrico e/ou no sistema inglês. formando um conjunto de barras interligadas. Toldo – Cobertura de lona ou de outro tecido colocado sobre portas e janelas para impedir a incidência direta do sol.Tesoura – Armação de madeira ou aço triangular. Tutor – Armação que serve para guiar o crescimento de arbustos ou trepadeiras. graduada em uma ou ambas as faces. Unifamiliar – Uma única família. Tozzeto – Pequenas peças de cerâmica que se encaixam em outras maiores. Tem forma de paralelepípedo retangular com espessura igual à metade da largura e o comprimento duas vezes a largura mais um centímetro. Trava – Viga fina de madeira que prende o madeiramento de uma estrutura. Usucapião – Instrumento legal que possibilita o acesso à propriedade da terra pela posse.

A verga superior tem a função de receber a carga das alvenarias. As vigas transferem o peso das lajes e dos demais elementos (paredes etc. Vão de luz – Distância livre e útil entre duas extremidades. Viga – Peça estrutural. E as vergas inferiores recebem as cargas concentradas e as distribui novamente na alvenaria. formado essencialmente por silicatos hidratados de alumínio e magnésio. espaço entre a porta de ingresso e a escadaria em átrio. cargas minerais e pigmentos. Vão livre – Distância entre os apoios de uma cobertura. vedar. Vidro aramado – Aquele que tem uma trama de arame em seu interior para torná-lo mais resistente. Varanda – Alpendre grande e profundo.V Vala – Escavação estreita e longa feita no solo. feita de aço. Vedação – Ato de fechar. 317 . Vibrador – Aparelho destinado a adensar a massa de concreto fresco através de vibração provocado por um motor com excêntrico. o que confere ao material excepcional capacidade de isolamento termoacústico. concreto etc. Quando submetida a um aquecimento a água contida entre suas milhares de lâminas se transformam em vapor fazendo com que as partículas explodam e se transformem flocos sanfonados. Vigota – Pequena viga Vinílico – Material composto por resinas de PVC. e concentrá-las na alvenaria lateral dos vãos. Vestíbulo – Entrada de uma edificação.É um mineral semelhante a mica. Vão – Abertura numa parede para a colocação de portas e janelas. aquele que não projetam estilhaços quando se quebram por impacto. apropriado para revestir pisos. Vitral – Painel executado com pedaços de vidros coloridos rejuntados com chumbo. É formado por palhetas inclinadas e paralelas podendo ser fixas ou móveis. tirando-as das esquadrias. Vistoria – Diligência efetuada por profissionais habilitados da Prefeitura. que permite a ventilação permanente dos ambientes. Vermiculita . Vazão – Quantidade de fluído que passa pela seção transversal de uma canalização na unidade de tempo. Vidro de segurança – Nome dado ao vidro inestilhaçável. madeira. Verga – Reforço colocado sobre o vão de porta e janela (verga superior) e sob o vão de janela (verga inferior ou contraverga). Cada floco expandido aprisiona consigo células de ar inerte.) para os pilares. Vidro temperado – Aquele que passa por um tratamento especial de aquecimento e rápido resfriamento para torná-lo resistente a impactos. Veneziana – Tipo de esquadria. plastificantes. Vergalhão – Barra de ferro comprida. Verniz – Solução composta de resinas sintéticas ou naturais que trata e protege a madeira.

dos agregados. evita a ferrugem. industriais ou mistas. Zoneamento – Divisão oficial de uma cidade ou centro populacional em regiões ou zonas residenciais. 318 . de cor alaranjada. Vitrô – Pequena janela fechada com vidros. Volumetria – Conjunto das dimensões que determinam o volume de uma construção. Zincado – Material que foi revestido de zinco. Volante – Peça onde se pega para abrir a torneira. do solo etc. comerciais. Zenital – Iluminação vinda de domo ou clarabóia. Z Zarcão – Subproduto do chumbo.Vitrificado – Material que assume a aparência do vidro. Voluta – Ornato em forma de espiral que aparece nos capitéis de colunas clássicas.

ANEXOS .

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FERRAMENTAS 321 .

322 .

EPI – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Cinturão páraqudista Cinto de segurança Qualquer função deve utilizar.Tornar obrigatório o uso do EPI . quando exposta a garoas e chuvas € € € € € # # € # € # € € € € € € € # # # € € € # # # # # # # # € # € # # # # # # # € # # € # Qualquer função deve utilizá-la quando houver necessidade de proteção facial # Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe # # # # € # # # # # . Avental de PVC Luvas de raspa Máscara descartável Protetor facial Qualquer função deve utilizar. valas etc. quando executar trabalhos acima de 2. .Fornecer aos empregados gratuitamente.Higienizar e realizar manutenção periódica do EPI .Observar as Normas de Segurança do Trabalho . como limitador de espaço.Responsabilizar-se por sua guarda e conservação Cabe ao empregado: 323 Colete refletivo € ∋ .Usar o EPI fornecido pela empresa a finalidade a que se destina . o EPI danificado ou extraviado . Qualquer função deve utilizar. Óculos ampla visão Òculos p/a soldagem Máscara p/a soldar Botas impermeáveis Calçado de segurança Capa impermeável Mangote de raspa Perneira de raspa Protetor auricular Luva de borracha Avental de raspa Cinturão de Seg. imediatamente. o EPI adequado ao risco e em perfeito estado.Substituir. quando exposta a níveis cima do limite da NR15 # uso obrigatório € uso eventual Administração em geral Almoxarife Armador Azulejista Carpinteiro Carpinteiro (serra) Eletricista Encanador Equipe-concretagem Equipe-montagem Operador-betoneira Operador-compactador Operador-empilhadeira Operador-guincho Operador-máquina Operador-martelete Operador de policorte Pastilheiro Pedreiro Pintor Poceiro Servente Geral Soldador Vigia Cabe ao empregador: Luvas de PVC Capacete FUNÇÃO x EPI # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # € € # # € # # # € € # # # # € € # # # € # € € # € # # € € Qualquer função deve utilizar.Cumprir as disposições legais sobre Segurança Saúde no Trabalho . obrigatoriamente. em beiradas de laje.00m de altura Escudo p/a soldador Máscara panorâmica Máscara semifacial Óculos contra imp.

PREGOS NA ESCALA NATURAL 1:1 324 .

325 .

326 .

5 264.8 1.45m 4. .1 356.96 x 3. Longc Trans.2 0.96 x 1.0 6.0 6.0 37.61 x 0.0 6.1 x 7.1 217.2 1.91 4.20m e 6.92 x 0.83 x 2.0 x 6.11 3.0 x 5.59 x 1.48 5.03 x 5.35 x 3.0 6.0 6.2 x 4.0 2.4 65.96 5.4 323.38 4.97 1.09 120 120 120 60 60 60 222.1 8.75 0.48 1.0 0.83 3.8 x 3.0 x 8.28 7.0 6.6 2.80 2.61 3.36 Categorias do aço: CA-60: 3 ≤ 0 ≤ 9mm Dimensões padronizadas: Largura: 2.38 x 1.47 3. cm cm 15 x 15 15 x 15 15 x 15 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 DIÂMETRO DOS FIOS SECÇÃO DOS FIOS PESO ROLOS PAINÉIS COMPR.21 1.8 57.1 45.37 6.96 5.4 x 3.2 x 4.5 1.0 x 9.46 x 2.2 148.0 x 3.0 285.9 92.3 117.36 x 6.6 x 5.13 4.20 2.Painéis: Emendas: (Em cm) Por simples justaposição das telas para armaduras prinicpais: (3 malhas) (desenho da justaposição 3 malhas) Para armadura de distribuição: (1 malha) 327 .13 x 1.03 6. NBR 5916 E NBR 7480 DA ABNT ORDEM DESIGNAÇÃO ESPAÇAMENTO ENTRE FIOS Long.0 9.PESO COMPR. Trans.PES O kgf/m² m kgf m kgf 0.75 x 0.8 x 3.47 x 0.9 78.0 6.0 8.0 7.4 0.3 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 Q 47 Q 61 Q 75 Q 92 Q 113 Q 138 Q 159 Q 196 Q 246 Q 283 Q 335 Q 396 Q 503 Q 636 Long Trans.0 1.5 x 4. cm cm cm²/m cm²/m 3.97 10.75 4.TABELAS PARA OBRAS COM CONCRETO ARMADO = Telas para estrutura de concreto armado NORMAS: NBR 7481.00m Comprimento: Rolo: vide tabela .59 5.0 x 8.8 0.0 6.52 3.35 3.46 6.92 3.

328 .

Acabada (cm) 12 17 22 Peso kgf/m² 170 240 300 Peso de cobertura Tipo de cobertura Peso kgf/m² Com telhas de barro e tesouras de 70 madeira ι ≤ 40% Com telhas onduladas de fibrocimento e estr.50 Peso de paredes Tijolos Maciço Tijolo Baiano Blocos de concreto Parede Espelho 1/2 tij.3 tf/m³ Tijolo Baiano kgf/m² 120 180 300 Tijolo Maciço kgf/m² 160 240 400 Bloco de concreto Espessura (cm) 9 14 19 Esp.5 tf/m³ Lajes e paredes de concreto 25h(cm) Kgf/m² Vigas e pilares 0.60 0.Cargas Permanentes: Peso próprio Concreto Armado 2.25.85 1.bw(cm). 1.1. de madeira 40 Com telhas de alumínio e estr: aço 30 alumínio 20 Com canalete 90 e estr.h(cm) Kgf/m Laje pré Verificar bw= largura h = altura Peso de revestimento de laje 50kg/m² Peso de enchimento Material Caco pumex Argila expandida Entulhos Peso específico γ (tf /m³) 0. um tij.10 .6 tf/m³ 1. de 35 madeira Cargas Acidentais -NB-5 329 .2 tf/m³ 1.

54 1.6 28.7 1 0. Lages 1:21/2:4 1:21/2:5 500 400 375 350 300 300 300 275 250 363 273 264 243 225 210 207 195 174 400 350 300 250 220 210 190 180 150 28.5 1 6 6 6 5.9 23.5 32.5 5 Litros Consumo de 3 areia p/ m de concreto Seca L 363 409 525 486 362 420 517 487 435 Num 3% L 465 524 676 622 719 538 662 625 557 Consumo de brita 3 e água por m de concreto Nº 1 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Nº 2 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Água L 226 189 206 210 207 202 208 201 195 Resistência a 2 compressão kg/cm (provável) 3 dias 220 180 140 110 100 90 80 70 50 7 dias 300 250 200 170 150 130 120 110 90 28 dias Altura das caixas (cm) Areia Brita Nº 1 22.TABELA PRÁTICA DE TRAÇOS DE CONCRETO TABELA DE TRAÇOS DE CONCRETO Aconselha-se nos casos Traço Volume Consumo de 3 cimento p/ m de concreto Kg Sacos de 50kg 10 8 7.4 4 0.6 22.27 97.35 x 0.9 312.6 181.5 39.9 5 1.20 24.0 33. Baldrames e Vigas Médias 1:2:4 1:21/2:31/2 Estr.48 m 330 .6 22.8 6 0.2 203.5 As caixas para pedra e areia terão em todos os casos como medidas de boca 0.7 28.5 27. de Concr.9 28.47 1.3 1:3:5 1:3:8 Casos especiais.6 29.0 35.2 133.4 28.7 28.84 1.4 19.4 19.41 1.7 5 0.1 33. Peq.2 145.14 1.7 28. Armado Cintas de Amar-ração Vergas.4 28.3 170.9 3 3 4 2 2 5 2 2 3 1.82 1.6 33.7 23.0 33.0 Nº de caixas por 1 saco de cimento Areia Brita Nº 1 1 1 1 1 Brita Nº 2 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 Fatores de água/cimento Cimento/água L/k g 0.7 9 0.1 240.37 1.5 60.7 129.9 28.5 Rendimento p/ saco de 50 kg Litros 1:1:2 1:1/2:3 1:2:21/2 Obras de responsabilidade 1:2:3 1:21/2:3 Colunas.5 5 0.4 9 0. leitos e camadas preparatórias 1:4:8 225 200 175 4.6 22.7 28.27 2.5 28.1 33.6 8 0.5 162 147 114 486 441 456 622 561 584 405 441 456 405 441 456 202 198 194 40 50 70 50 130 100 28.5 187.6 29.0 Brita Nº 2 22.6 5 0.83 14.6 28.5 34.0 17.9 1 2 2 2 3 2 3 3 3 2.4 33.6 22.7 21.0 218.6 36.7 23.6 33.9 168.2 0 Kg/L L/sac o 50kg 2.6 1 0.04 1.9 23.5 30.4 33.05 0.5 4 3.

331 .

ESPIGÃO 332 .TESOURAS. TERÇAS E PONTALETES DET.

0 4.50 4.00 3.5 5. Compr. (m) 01 26 04 04 02 03 2.50 3. .50 4. RELAÇÃO DE MATERIAIS Viga 6 x 16 Quant. Compr.00 4.Sarrafo para travamento na linha da cumeeira.CAIBROS Obs.Acrescentar 10cm em cada caibro com emendas.) 03 (Pont.0 4.) 07 01(Berço) 2. .50 3.0 4.00 Sarrafo 2.0 Caibro 5 x 6 Ripas 1 x 5(m) Quant. . (m) 24 07 05 26 30 2. Compr.Acrescentar 20cm em cada viga com emendas.0 Viga 6 x 12 Quant.50 520.0 (m) 15.00 333 . (m) 01 (Pont.Ripas acrescentar 10% .5 3.5 x 10.00 3.

C Arruda. Estruturas. Porto Alegre. J. Editora Calcitec. Técnica de armar as estruturas de concreto. Rio de Janeiro.C. 16 SANTOS. Rio de Janeiro. P. Editora Pini. 15 SAMPAIO. 2000 8 FALCONI. IBTS – Instituto Brasileiro de Telas Soldadas. 1o volume. Rio de Janeiro. 2a edição. J. Tesouras de Telhados. P. São Paulo. 4a edição.F. São Paulo. 9 FUSCO. Editora Pini. Prática das Pequenas Construções.et al.Falcão. 3a edição. Editora Glob. A . Fundações Teoria e prática. Uma metodologia de Orçamentação para Obras Civis. G. Manual de Construção. São Paulo 1998. Editora Pini. Edvaldo G. Pisos Indistriais de Concreto Armado. Editora Hemus. 1974 14 RODRIGUES. 1992 13 PIANCA. 10 LIMA..R. Celso. Manual do Construtor. Programa de Condi'~oes e Meio Ambiente do Trabalho da Indústria da Construção. 334 .. Firme. 1993 3 BORGES. Antonio. 1995. São Paulo. Curitiba/PR. 1969 7 DIAS. NBR 6118/1980 Projeto e execução de obras de concreto armado. Editora Globo. 5 volumes.B.O. J. Editora Edgard Blucher. 2 volumes.Caio. NBR 8036/1993 Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundação. Batista. L. 1996 12 MOLITERNO.2 volumes. F. Copiare.P. 4a edição.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 9a edição. F. et al. 2a edição. 6a edição. Editora Tecnoprint. C. 1976 5 BAUER. Editora Edgard Blucher. Sistema treliçado global .1992 4 BAUD. Materiais de Construção. PCMAT. Técnica da Construção.Boletim Técnico de Edifício. Ed. desenhos de concreto armado. 1993 11 MELLO. 1980 2 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. P.Vilela. Editora Pini. A. São Paulo 1995 6 CARDÀO. São Paulo. 1998. Caderno de Projetos de Telhados em Estrutura de Madeira. São Paulo.

Associação dos Fabricantes de Lajes. Apostila 4oSimpatcon. P. 335 . Roberto. Editora Pini.Fôrma e Ferragens. Walid. 1978. 1998.Construção Mercado e Téchne . Campinas/SP. Detalhaes de execução . Outras Publicações: Apostilas Senai Boletins Técnicos do IPT Boletins Técnicos da ABCP Revista Arquitetura eConstrução Revistas Técnicas .17 TERZIAN.IPT Manual de tipologia de Projeto e de Racionalização das Intervenções por ajuda mútua. A técnica de Edificar. Jornal da AFALA . São Paulo.Publicação ABESC Manual de execução de Telhado . 18 YAZIGI.Editora Pini Manual Técnico Blindex .

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