TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL

2009

PROF. DR. JOSÉ ANTONIO DE MILITO

PREFÁCIO

Estas anotações de aulas, compiladas em forma de apostila, tem o intuito de facilitar a consulta e o acompanhamento das disciplinas de Técnicas das Construções Civis e Construções de Edifícios da Faculdade de Ciências Tecnológicas da P.U.C. Campinas e Construção Civil da FACENS-Faculdade de Engenharia de Sorocaba. Não houve pretensão de escrevê-la para ser publicada como livro, mas sim reunir coletânea, conhecimentos extraídos de livros, catálogos, informativos, pesquisas, palestras, seminários etc. desde 1981, por esta razão não consta as citações e as referências bibliográficas dos autores e fontes de consulta em boa parte dos capítulos. Contém um bom número de informações gerais úteis para que, ao projetar ou edificar, se esteja atento para não cometer os erros mais graves, que são encontrados em grande quantidade, principalmente nas construções de pequeno porte. Espero que, de alguma forma, esta apostila contribua para acrescentar algo de novo aos alunos e mostre a importância do assunto, para que nos futuros projetos, seja dedicado algum tempo, aos cuidados necessários às técnicas de edificar.

JOSÉ ANTONIO DE MILITO

SUMÁRIO

1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.1 Estudo com o cliente 1.2.Exame local do terreno 1.3 Limpeza do terreno 1.4 Levantamento topográfico de lotes urbanos 1.4.1 Medidas do terreno (levantamento planimétrico) 1.5 Nivelamento (levantamento altimétrico) 1.5.1 Com uso do clinômetro 1.5.2 Nível de bolha 1.5.3 Nível de mangueira 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2.1 Construções vizinhas 2.2 Movimento de terra 2.2.1 Cortes 2.2.2 Aterros e reaterros 2.2.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra 2.3 Instalação de canteiros de serviços ou canteiro de obras 2.3.1 Exemplo de barracão para obras de pequeno porte 2.4 Locação de obra 2.4.1 Processo dos cavaletes 2.4.2 Processo da tábua corrida 2.5 Traçado 2.5.1 Traçado de ângulos retos e paralelas 2.5.2 Traçado de curvas 2.5.3 Locação de estacas 2.5.4 Locação da fôrma de fundação 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.1 Sondagem 3.1.1 Execução da sondagem 3.1.2 Resistência à penetração 3.1.3 Determinação do número de sondagens a executar 3.1.4 Perfil de sondagem 3.2 Escolha do tipo de fundações 3.2.1 Tipos de fundações 3.3 Fundação direta ou rasa 3.3.1 Sapata corrida em alvenaria 3.3.2 Sapatas isoladas 3.3.3 Sapatas corridas 3.3.4 Radiers 3.4 Fundações profundas 3.4.1 Estacas 3.4.2 Blocos de coroamento das estacas

....... 1 ....... 3 ....... 4 ....... 4 ....... 4 ....... 7 ....... 8 ....... 9 ..... 10 ..... 14 ..... 14 ..... 15 ..... 16 ..... 17 ..... 17 ..... 19 ..... 21 ..... 21 ..... 22 ..... 23 ..... 24 ..... 25 ..... 26 ..... 28 ..... 31 ..... 31 ..... 33 ..... 33 ..... 35 ..... 36 ..... 37 ..... 38 ..... 39 ..... 42 ..... 42 ..... 43 ..... 44 ..... 44 ...... 46

3.4.3 Brocas 3.4.4 Estacas escavadas 3.4.5 Estacas apiloada 3.4.6 Estacas Strauss 3.4.7 Estacas Franki 3.4.8 Tubulões 3.4.9 Alvenaria de embasamento 3.5 Impermeabilização 3.5.1 Impermeabilização dos alicerces 3.5.2 Impermeabilização nas alvenarias sujeitas a umidade do solo 3.6 Drenos 4 ALVENARIA 4.1 Elementos de alvenaria tradicional 4.1.1 Elementos cerâmicos 4.1.2 Tijolos de solo cimento 4.1.3 Blocos de concreto 4.2 Outros elementos de alvenaria de vedação 4.3 Elevação da alvenaria tradicional 4.3.1 Paredes de tijolos maciços 4.3.1a Amarração dos tijolos maciços 4.3 1b Formação dos cantos de parede 4.3.1c Pilares de tijolos maciços 4.3.1d Empilhamento de tijolos maciços 4.3.1e Cortes em tijolos maciços 4.3.2 Paredes com blocos de concreto 4.3.3 Paredes de tijolos furados 4.4 Vãos em paredes de alvenaria 4.5 Outros tipos de reforços em paredes de alvenaria 4.6 Fixação das alvenarias de vedação em estruturas de concreto 4.7 Muros 4.7.1 Fechamento de divisas em blocos de concreto 4.7.2 Fechamento de divisas em tijolo maciço e baiano 4.7.3 Tipos de fundações para muros 4.8 Argamassa de assentamento – preparo e aplicação 4.8.1 Preparo da argamassa para assentamento de alvenara de vedação 4.8.2 Aplicação 5 FORROS 5.1 Forro de madeira 5.2 Lajes pré-fabricadas unidirecionais 5.2.1 Elementos que as compõe 5.2.2 Generalidades sobre a laje comum (LC) 5.2.3 Generalidades sobre laje treliça (LT) 5.2.4 Generalidades sobre laje protendida (LP) 5.2.5 Montagem e execução de lajes pré-fabricadas 5.3 Lajes pré-fabricadas bidirecionais

..... 47 ..... 49 ..... 49 ..... 50 ..... 51 ..... 51 ..... 53 ..... 54 ..... 55 ..... 57 ..... 58 ..... 63 ..... 63 ..... 67 ..... 68 ..... 69 ..... 69 ..... 70 ..... 72 ..... 74 ..... 75 ..... 76 ..... 77 ..... 77 ..... 79 ..... 79 ..... 82 ..... 84 ..... 85 ..... 85 ..... 86 ..... 87 ..... 88 ..... 88 ..... 89 ..... 91 ..... 92 ..... 93 ..... 94 ..... 98 ... 102 ...103 ... 107

5.4 Pré-lajes unidirecionais e bidirecionais 5.5 Lajes pré-fabricadas – Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6.1 Estrutura 6.1.1 Materiais utilizados nas estruturas 6.1.2 Peças utilizadas nas estruturas de telhado 6.1.3 Ligações e emendas 6.1.4 Telhado pontaletado 6.1.5 Recomendações 6.2 Cobertura 6.2.1 Cerâmica 6.2.2 Concreto 6.2.3 Telhas onduladas de fibrocimento 6.2.4 Inclinação e caimento ou declividade das telhas 6.3 Sistema de captação de águas pluviais 6.3.1 Calhas 6.3.2 Água furtada 6.3.3 Condutores 6.3.4 Coletores 6.3.5 Rufos e pingadeiras 6.4 Dimensionamento 6.4.1 Calhas 6.4.2 Condutores 6.5 Formas de telhados 6.5.1 Beirais 6.5.2 Platibanda 6.5.3 Linhas do telhado 6.5.4 Tipos de telhados 6.6 Regra geral para desenho das linhas dos telhados 6.7 Calculo das telhas para cobertura plana 7 ESQUADRIAS 7.1 Esquadrias de madeira 7.1.1 Portas 7.1.2 Porta balcão 7.1.3 Janelas 7.1.4 Tipos de janelas de madeira 7.2 Esquadrias de metal 7.2.1 Janelas 7.2.2 Portas 7.3 Esquadrias de PVC 7.4 Representação gráfica de portas e janelas 7.4.1 Portas 7.4.2 Janelas 7.5 Algumas dimensões comerciais 7.5.1 Portas 7.5.2 Janelas 7.6 Como escolher uma esquadria

... 108 ... 108 ...111 ...112 ...114 ...119 ...122 ...124 ... 125 ... 125 ... 130 ... 130 ... 131 ... 133 ... 134 ... 135 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 138 ... 138 ... 138 ... 139 ... 140 ... 141 ...142 ...143 ...145 ...145 ... 150 ...151 ...153 ...156 ... 156 ... 160 ... 160 ... 161 ... 161 ... 161 ... 163 ... 163 ... 163 ... 164

8 REVESTIMENTO 8.1 Preparo dos substratos 8.1.1 Na vertical 8.1.2 Na horizontal 8.2 Revestimentos argamassados tradicionais 8.2.1 Na vertical 8.2.2 Na horizontal 8.3 Revestimentos não argamassados 8.3.1 Gesso 8.3.2 Revestimento cerâmico 8.3.2.1 Revestimento cerâmico na vertical 8.3.2.2 Revestimento cerâmico horizontal 8.3.3 Piso de madeira 8.3.4 Carpete 8.3.5 Pedras decorativas 8.3.6 Pisos vinílicos 8.3.7 Pisos de borracha 8.3.8 Pisos laminados 8.3.9 Piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9.1 Tintas 9.1.1 Seus tipos 9.1.2 Sua qualidade 9.1.3 Preparação da superfície 9.1.4 Esquema de pintura 9.1.5 Cuidados na aplicação das tintas 9.1.6 Condições ambientais durante a aplicação 9.1.7 Material de trabalho 9.1.8 Rendimentos 9.1.9 Recomendações gerais 9.2 Vidro 9.2.1 Vidro temperado 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.1 Revestimento Argamassados – Analise das causas 10.1.1 Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados 10.1.2 Causas decorrentes do traço da argamassa 10.1.3 Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento 10.1.4 Causas decorrentes do tipo de pintura 10.1.5 Causas externas ao revestimento 10.1.6 Reparos 10.2 Revestimento cerâmicos – Analise das causas 10.2.1 destacamento de placas 10.2.2 Trincas, gretamentos e fissuras 10.2.3 Eflorescência 10.2.4 Deterioração das juntas 10.3 Pinturas – Análise das causas

...166 ...166 ...168 ...170 ...170 ...177 ...178 ...178 ...181 ...185 ...188 ...192 ...196 ...196 ...200 ...201 ...203 ...204 ... 211 ... 211 ... 212 ... 213 ... 214 ... 216 ... 220 ... 220 ... 222 ... 222 ... 223 ... 224 ... 229 ... 229 ... 231 ... 232 ... 233 ... 234 ... 236 ... 239 ... 239 ... 239 ... 240 ... 240 ... 241

11

DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11.1 Materiais empregados em concreto armado 11.1.1 Cimento 11.1.2 Agregados miúdos e graúdos 11.1.3 Água 11.1.4 Armaduras 11.2 Sistemas de fôrmas e escoramentos convencionais 11.2.1 Materiais e ferramentas 11.2.2 Peças utilizadas na execução da fôrmas 11.2.3 Detalhes de utilização 11.2.4 Junta das fôrmas 11.2.5 Sistema de forma leve 11.2.6 Sistema médio de fôrmas 11.2.7 Sistema pesado de fôrma 11.2.8 Sistema trepante e auto trepante 11.2.9 Sistema de fôrmas deslizante 11.3 recomendação quanto ao manuseio e colocação das barras de aço 11.3.1 Corte 11.3.2 Dobramento das barras 11.3.3 Montagem das armaduras 11.3.4 Barras de espera de pilares 11.3.5 Armação de fundação 11.3.6 Emendas 11.3.7 afastamento mínimo das barras 11.4 Como se prepara um bom concreto 11.4.1 Concreto preparado manualmente 11.4.2 Concreto preparado com betoneira 11.4.3 Concreto dosado em central 11.4.4 Aplicação do concreto em estruturas 11.4.5 Cobrimento da armadura 11.4.6 Cura 11.4 7 Desforma 11.4.8 Consertos de falha 11.4.9 plano de concretagem 12 VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO ANEXOS Ferramentas EPI - Equipamentos de proteção individual Pregos na escala natural 1:1 Tabelas para obras em concreto armado Tabelas prática de traço de concreto Tesouras terças e pontaletes Caibros Referências Bibliográficas

... 244 ... 244 ... 247 ... 248 ... 248 ... 251 ... 252 ... 256 ... 257 ... 263 ... 264 ... 265 ... 266 ... 266 ... 267 ... 267 ... 267 ... 268 ... 269 ... 270 ... 271 ... 272 ... 272 ... 273 ... 273 ... 274 ... 276 ... 277 ... 282 ... 284 ... 285 ... 286 ... 286 ... 289 ... 321 ... 323 ... 324 ... 327 ... 330 ... 332 ... 333 ...

.9 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito 2.... 35 .. 11 .7 Profundidade de uma estaca isolada 3. 32 ..8 Detalhe do nivelamento do fundo de vala 3.6 Clinômetro ou nível de Abney 1.... 37 ... 39 .3 Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes 3.. 36 . 8 ... 16 . 12 ..15 Projeto de forma locadas pelo eixo 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3... 41 ...... 21 .8 Realização das medidas útil com o clinômetro 1. 7 ..13 Levantamento altimétrico em terreno com declive 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2. 24 ...12 Sapata isolada retangular 3. 38 ..1 Lote regular 1.13 Projeto de locação de estacas 2....2...11 Processo da mangueira de nível 1.. 23 .LISTA DE FIGURAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.11 Traçado de curvas de pequeno raio 2.. 25 ... 5 .4 Planta de locação das sondagens 3. 12 ... 42 . 32 .13 Sapata corrida sobre parede 3... 15 . 43 .. 34 .1 Corte em terreno 2...2 Aterro em terreno 2....10Posição da água quando não existe bolhas 1..7 Marcação sobre gabarito 2...Lote irregular com pouco fundo 1. 9 ....2 Equipamento de sondagem a percussão 3. 27 .9 Sem cinta de amarração 3.5 Exemplo de um perfil de subsolo 3.........8 Processo da tábua corrida 2. 10 ..3 Barracão para pequenas obras 2....5 Cavalete 2.....14 Locação de estaca 2.6 Relação dos tipos de fundações usuais em construção 3. 25 ...10 Com cinta de amarração 3...9 Utilização do nível de bolha 1.14 Sapata corrida sobre pilares .7 Clinômetro inclinado 1. 28 ... 10 . 20 .6 Processo dos cavaletes 2.1 Esquema de sondagem 3...4 Lote com setor curvo 1. 22 ... 26 . 29 .. 8 ...12 Traçado de curva pelo método das quatro partes 2.10 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito usando esquadro metálico 2..... 42 .3 Lote irregular com muita profundidade 1... 23 .5 Representação de curva de nível 1....12 Levantamento altimétrico em terreno com aclive 1.... 41 .. 6 ... 6 ...4 Aproveitamento das chapas compensadas 2.. 5 .. 19 .. 41 .11 Com cinta de amarração 3.

17 Canto de parede de meio tijolo no ajuste comum 4.. 76 .23 Execução das estacas Strauss 3..21 Perfuração das brocas 3.20 Tipos de trado 3..7 Bloco de concreto 4. 48 .. 44 .3 Tijolo com furo prismático 4. 57 . 51 ......... 52 .6 Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 4..33 Dreno horizontal cego 3... 53 ... 64 ..9 Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria 4. 59 ...26 Detalhe de execução dos cantos 4. 79 .24 Corte do tijolo maciço 4. 67 . 68 ...2 Tijolo com furo cilíndrico 4.. 76 . 78 .27 Alvenaria de embasamento 3.3.. 71 .. 46 . 66 .... 70 . 58 .26 Tubulão a ar comprimido 3....... 72 ....8 Bloco canaleta 4...25 Seção típica de um tubulão 3... 78 ...19 Bloco de coroamento 3. 43 .. 56 ..29 Vão de alvenaria 4. 74 . 73 .. 75 ........30 Impermeabilização em locais de pouca ventilação 3. 54 .22 Perfuratriz 3. 73 .24 Execução das estacas Franki 3. 45 .... 68 . 67 .11 Colocação da argamassa de assentamento 4... 67 .18 Canto em parede de um tijolo no ajuste francês 4... 71 .5 Tijolo de solo cimento comum 4..1 Tijolo comum 4..... 57 .23 Empilhamento de tijolos maciços 4. 73 ....25 Detalhe do assentamento do bloco de concreto 4...29 Detalhe da aplicação da argamassa impermeável 3....15 Sapata corrida com viga 3.32 Dreno horizontal 3..16 Ajuste inglês ou gótico 4...12 Assentamento do tijolo 4. 45 . 60 .16 Radier 3. 79 . 59 .22 Exemplo de pilares em alvenaria 4.10 Detalhe do prumo do canto da alvenaria 4.. 77 .4 Tijolo laminado 4...28 Execução da amarração na alvenaria de tijolo furado 4. 47 .. 80 ...17 Esforços nas estacas 3.....31 Impermeabilização em locais com ventilação 3.21 Canto em parede de um tijolo com parede interna de meio tijolo ajuste francês 4..34 Exemplo de aplicação dos drenos 4 ALVENARIA 4.15 Ajuste francês 4. 66 .14 Ajuste corrente 4..30 Vergas sobre e sob os vãos .. 70 ..19 Canto de parede de um tijolo no ajuste comum 4...27 Execução da alvenaria utilizando tijolos furados 4. 50 ... 80 ...28 Impermeabilização no respaldo do alicerce 3. 75 . 49 ..20 Canto em parede de espelho 4.. 74 . 74 ..18 (a) Arrasamento das estacas (b) Cota de arrasamento das estacas 3.13 Retirada do excesso de argamassa 4..

88 ....21 Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 5..... 98 .. 102 . 94 ... 96 .44 Exemplo de fundação para muros 4.41 Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 4.0 e 2.. 100 .20 Exemplo de escoramento convencional para laje préfabricada 5.42 Detalhe da elevação de muros de bloco aparente. 101 .0m 4...37 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço 4...1 Tipos de forros de madeira 5. 83 ...33 Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vão de 1.32 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vão entre 1. 81 . 87 .9 Apoio da laje com balanceado em beirais 5.. 83 .. 89 . 86 . 95 .17 Exemplo de execução de nervuras 5....43 detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 4..5 Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum 5. revestido e viga baldrame 4. 82 .31 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1.11 Elementos de uma laje pré-fabricada treliça 5.38 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado 4.. 98 . 88 .45 Preparo da argamassa manualmente 4. 92 ..18 Manuseio da laje treliça 5.. 81 .36 Coxins de concreto 4. 96 . 82 .19 Vigota protendida 5. 100 ...16 reforço em laje treliça 5.. 92 ..46 Preparo da argamassa com betoneira 4. 96 . 97 .4 Elementos da laje pré-fabricada comum 5..... 91 .34 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.12 Exemplos das variações das alturas da laje treliça 5.0m e entre 1.8 Apoio da laje comum passante em beirais 5.. 106 .47 Assentamento tradicional 4....15 Armadura adicional de compressão 5.. 81 .2 Fixação do forro na estrutura do telhado 5..10 Exemplo de reforços em laje pré comum 5... 85 ..0m 4. 99 . 90 .7 Apoio da laje comum em estrutura de concreto armado 5.13 Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado 5.. 105 .. 82 ..40 Fixação da alvenaria de vedação em estrutura de concreto 4.0 e 2. 100 .. 83 ..49 Tipos de frizos 5 FORROS 5...0m 4.48 Assentamento em cordão 4.24 detalhe do apoio das tábuas da passarela ...14 Armadura adicional de tração 5..... 96 ....6 Apoio da laje comum sobre alvenaria 5.0m 4..5m 4.35 Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1.3 Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5.39 Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto 4.23Detalhe da colocação da armadura negativa 5.4.0m e entre 1..0 e 1.. 84 .5 e 2.. 107 . 104 . 100 .22 Detalhe da colocação da laje pré-fabricada 5. 104 . 89 .. 86 .

26 Telha plan 6. 118 .35 Calha tipo moldura 6.13 Detalhe da ligação entre a linha. 123 . 140 . 128 .9 Detalhe da ligação entre a linha e a perna 6. 139 . 132 . 135 .36 Detalhe de uma água furtada 6.10 Detalhe da ligação entre a perna e a escora 6.2 Seção típica de uma estrutura de telhado 6.25 Telha paulista 6.23 Acabamento da cumeeira 6.19 Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6.37 Detalhe da utilização dos rufos e das pingadeiras 6.0m 6. 135 .3 Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal 6. 140 .27 Telha romana e portuguesa 6.16 Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6. 125 . 127 . 108 . 133 . 137 . 129 .28 Telha termoplan 6.31 Inclinação mínima para telhados selados com vão até 8. 126 .40 Calha tipo platibanda 6. 124 .29 Telha germânica 6. 129 .34 Calha tipo platibanda 6.20 Detalhe da fixação por pregos menores 6.17 Apoio dos pontaletes em berços 6.5 Esquema do apoio das terças nas tesouras 6.26 Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6. 121 .30 Inclinação e caimento de telhados retos 6. 114 . 119 . 130 . 141 . 120 .45 Desenho das linhas de um telhado 6. 121 .22 Fixação das ripas nos caibros 6. 115 . 137 . 120 . 138 .42 Beiral em laje 6.4 Esquema de contraventamento das tesouras 6.39 Divisão do telhado em áreas “a” 6. 121 .47 Telhados com uma água .8 Detalhe da ligação entre linhas e a perna 6.15 Detalhes da emenda das terças com pregos 6. 135 . 121 .5.18 Detalhe do berço para distribuir as cargas 6.7 Detalhe da galga 6. 137 . 134 .41 Calha tipo coxo 6.44 Detalhe das platibandas 6. 120 . 139 .11 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6. 131 .38 Áreas de contribuição condutores 6. 109 .24 Telha francesa ou marselha 6.12 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6. 118 .33 Calha tipo coxo 6.46 Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6. asna e pendural 6. 119 .1 Esquema de estrutura de telhado 6. 112 .32 Detalhe da estrutura de um telhado selado 6.6 Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais 6.21 Detalhe da fixação das ripas nos caibros 6. 123 . 141 .14 Detalhe das emendas de uma linha de terça 6. 115 .43 Beiral em telhas vã 6.25 (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento 5. 116 . 124 . 125 . 136 . 128 .

146 .6 Detalhe da fixação dos batentes por espuma de poliuretano 7. 162 .5 Determinação da colocação das taliscas nos tetos utilizado o nível referêncial 8. 184 .6.23 Caixilho de correr 7.14 Venezianas de abrir com caixilho guilhotina 7. 151 . 147 .20 Detalhe do caixilho tipo basculante 7. 142 . 159 . 155 .186 .7 Determinação da aplicação do reboco 8. 155 .8 Determinação dos tipos de juntas 8. 173 .21 Caixilho maximo ar 7. 157 .3 Detalhes da fixação dos batentes das portas 7. 142 .13 Tacos de madeira . 146 . 157 . 161 . 142 . 159 .50 Telhados com quatro águas 6.9 Porta balcão 7.1 Diversas formas de aplicação do chapisco 8. 173 .19 Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos 7.25 Representação das portas em planta e vista 7. 162 .5 Detalhe da fixação dos batentes por parafusos 7. 154 . 152 . 154 .51 Perspectiva das linhas de um telhado 7 ESQUADRIAS 7. 186 .12 Exemplo de divisão dos azulejos 8. 185 .4 Assentamento das taliscas inferiores nas paredes 8. 192 . 161 .11 Determinação do assentamento dos azulejos 8.48 Telhados com duas águas 6.4 Detalhe da fixação dos batentes por pregos 7.27 Representação dos caixilhos de empurar e guilhotina 7. 167 . 153 .10 Batentes das janelas 7. 153 . 158 .9 Determinação da execução do rejuntamento 8.26 Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 7. 150 .13 Caixilho de abrir 7.18 Janela de enrolar 7.10 Juntas superficiais dos azulejos 8. 156 .2 Vão livre ou vão de luz 7.2 Procedimento para nivelar sub-base do lastro 8.12 Caixilho de correr 7. 160 . 143 . 175 .17 Janela tipo ideal 7.7 Detalhe da fixação das guarnições 7.15 Veneziana de correr com caixilho de correr 7.49 Telhados com três águas 6. 145 .29 Representação dos caixilhos pivotante 7. 172 . 154 .149 . 162 .8 Tipo de fechaduras para as portas 7.28 Representação dos caixilhos de correr e de abrir 7. 174 . 183 . 148 . 148 .16 Veneziana de abrir com caixilho de abrir 7.24 Venezianas de projeção 7.22 Janela veneziana 7.3 Assentamento das taliscas superior nas paredes 8. 163 .6 Determinação da execução das guias e do emboço 8. 169 .11 Detalhe da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo 7.30 Representação dos caixilhos tipo ideal 8 REVESTIMENTO 8.1 Componentes das portas de madeira 7.

22 Detalhe de execução do piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9. 220 .5 Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente 10.3 Materiais utilizados no preparo e aplicação da pintura em parede 9.17 Exemplo de regularização sem nivelamento 8.15 Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes 8. 194 . 258 . 248 . 208 . 196 .7 Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares 11. 256 .21 Selante para junta serrada 8.1 Vesícula formada no reboco 10.9 Tipos de gravatas utilizadas em pilares 11.3 Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa 10.6 Tipos de disco para corte de tábua e chapas compensadas 11. 255 . 234 . 225 . 207 . 246 . 206 . 225 .2 Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno 10. 229 .2 Material utilizado no preparo e aplicação das pinturas em metais 9. 236 . 231 .19 Junta de expansão tipo diamante 8. 255 .3 Armazenagem das barras de aço sobre travessas 11. 196 . 235 .8 Detalhe do escoramento e contraventamento em pilares bem como das janelas 11.7 Flambagem 9.6 Efeitos da umidade sobre o reboco 10. 259 .5 Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas 11.20 Selante para junta de construção 8.10 Tipos de reforços em gravatas .5 Cargas nos vidros 9. 224 . 226 .14 Parquete e tacão 8.8. 236 . 221 .18 Situação de empenamento devido à posição do cerne 8. 232 . 250 .16 Fixação das tábuas por pregos anelados 8.1 Materiais utilizados no preparo das pinturas em madeiras 9.4 Exemplo de fixação dos vidros em caixilhos 9.9 Aspecto do revestimento Interno 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11.8 Posição dos furos em vidros temperados 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.6 Impacto nos vidros 9. 223 . 259 .7 Acúmulo de bolor no revestimento por efeito da umidade 10. 221 . 258 .4 Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas 11. 234 . 193 .1 Local para guarda de material 11.4 Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco 10. 206 .2 Baia de madeira para separar os agregados 11. 230 . 194 .8 (a)(b) Fissuras do revestimento por expansão da argamassa de assentamento 10.

267 . 266 . 272 .17 Detalhe da fôrma utilizando tábuas 11. 261 . 265 .24 Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 11.14 Detalhe da fôrma das lajes maciças 11.23 Pontos de amarração usuais 11.37 Pastilhas de argamassa 11. 282 .34 Determinação da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras lajes 11.30 Sequência da mistura em betoneira 11. 261 .27 Mistura da areia e de cimento sobre superfície impermeável 11. 263 . 262 . 262 .15a Detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11.22 Bancadas com pino de dobramento 11. 278 .12 Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão 11.33 Emendas e concretagem de vigas realizadas à 45º 11.36 Passarela para concretagem apoiadas na fôrma 11.25 Lastro de brita sob as vigas baldrames 11.20 Fôrma trepante 11. 263 . 274 . 281 .32 Cachimbo para facilitar a concretagem 11.19 Escoramento metálico 11. 262 .21 Equipamento utilizados no corte das barras de aço 11.29 Colocação da água 11. 264 .31 Aplicação do vibrador na vertical 11. 283 .11 Detalhe de uma fôrma de viga 11.35 Detalhe das guias de nivelamento 11.39 Método mais comum de consertos de falha . 260 . 281 . 283 . 268 . 279 .16 Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-junta e fita adesiva 11. 274 . 286 . 274 .11.26 Lastro de brita sob os blocos de estacas 11.28 Adição das britas 11. 275 .38 Pastilha plásticas 11.13 Detalhe de fôrma das vigas com sarrafo de pressão 11.18 Escoramento de madeira tipo H 11. 272 . 270 .15b detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11. 269 . 280 .

8 Fator de inclinação para caimentos usuais 7 ESQUADRIAS 7.2 Dimensões nominais dos blocos de concreto 4.6 Ponto de cobertura 6.. 2 . 171 .4 Equivalência das bitolas dos aços 5 FORROS 5.. 97 . 133 .3 Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.. 65 .2 Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum 5. 176 . 143 . 132 . 101 ..1 Algumas espécie de madeiras indicadas para estrutura de telhado 6.3 Traço de argamassa em latas de 18 litros para argamassa de assentamento 4... 89 .3 Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje 5. 94 ..4 Dimensão das telhas onduladas de fibrocimento 6.. 33 . 116 . 112 ....1 Dimensões das portas 7. 68 ..2 Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obras 2. 163 ..3 Vão máximo dos caibros (m) 6...3 Desvios máximos de prumo..5 Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 6.3 Características dos diversos tipos de janelas 8 REVESTIMENTO 8.. 97 . 20 ..2 Número mínimo de pontos em função da área construída 4 ALVENARIA 4.2 Vão máximo de terças (m) 6.. 179 ...2 Traço do reboco 8.1 Compacidade das areias e consistência das argilas 3. 132 .1 Relação de empolamentos 2.1 Altura total da laje (h) 5. 117 ...2 Dimensões das janelas 7.1 Traço do emboço para as diversas bases 8.0m 6. 15 ... nível e planeza .1 Modelo de questionário para uso residencial 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2. 91 . 18 .. 131 .1 Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos 4.7 Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8.. 163 . 164 .4 Vãos máximos para laje treliça 6 COBERTURA 6. 35 .LISTA DE TABELAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1..

13 Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais 9 TINTAS E VIDROS 9.4 Resistência ao impacto 9. 199 . 269 .1 Cimentos disponíveis no mercado brasileiro 11. 181 .8 Consumo de rejunte por m 8. 181 .3 Dimensões dos pregos em “mm” 11.10 Consumo de argamassa colante 8.8 Limite de abatimento (slump-test) 11.9 Cobrimento das armaduras 11.5 Dimensões máximas de fabricação 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10. 251 .1 Identificação das causas. 275 .2 Característica dos fios e barras 11.5 Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água 8.3 Patologia mais comuns das tintas 10.8.9 junta superficial entre azulejos 8. 282 . 225 . 271 . 182 . 182 . 187 .7 Tempos mínimos de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira 11.4 Diâmetros dos pinos de dobramento 11.7 Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão 2 8. 242 .3 Classificação dos vidros 9.6 Comprimentos básicos para esperas de acordo com o fck do concreto 11.4 Etapa e tempo aproximado de execução da aplicação manual do gesso 8. 191 .2 Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade 9. 184 . 245 . externas do dano e solução 10.11 Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos 8.4 Patologia mais comuns das tintas 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11. 199 .1 Defeitos observados. 224 . externas do dano e solução 10. 237 . 284 . 276 .6 Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico 8. 254 . 222 . 243 .5 Diâmetro dos pinos de dobramento . 219 . 238 .198 .2 Identificação das causas.Estribos 11. 268 . agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação 9.12 Pedras naturais mais comuns 8.10 número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento . 223 .

ESTUDOS PRELIMINARES APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.1). para obter o maior número possível de dados. Devemos considerar que geralmente o cliente é praticamente leigo. pois é útil e indispensável uma visita ao terreno. definir a planimetria e a altimetria de um terreno. realizar uma entrevista com os interessados em executar qualquer tipo de construção. podemos utilizar um questionário (Tabela 1.. pois vamos nos ater a pequenas obras (residências unifamiliares). Restrições da Prefeitura ou de outros órgãos. entidades. O cliente poderá ser um grupo de profissionais (médicos. • Analisar a topografia de um terreno. municipalidade. Nesta apostila o nosso cliente será o interessado juntamente com os seus familiares. antes de iniciarmos o projeto. Os projetos são peças importantes na execução de uma obra. Este modelo de questionário poderá ser preenchido parcialmente durante a entrevista. Todas as possibilidades e informações devem ser analisadas e discutidas na fase de projeto. • Utilizar melhor a topografia dos terrenos. Exame local do terreno. podemos então iniciarmos a elaboração dos projetos de maneira a aproveitar melhor o terreno a insolação etc.1 . Com os dados levantados. que tem a função de orientar evitando esquecimentos. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Elaborar um bom projeto arquitetônico. Não é possível seu preenchimento completo. 1.1 . 1 . cabendo então ao profissional orientar esta entrevista. uma família etc. Levantamento topográfico.ESTUDO COM O CLIENTE Sabemos que para se elaborar um projeto devemos antes de mais nada. • Utilizando métodos simples. Começamos com: • • • • Estudo com o cliente. Para auxiliar na objetividade da entrevista inicial com o cliente. Um projeto bem elaborado reduz muito as incertezas e dúvidas como também o desperdício de material e de mão-de-obra. industriais etc).PROJETO .

:___________________________________CEP __________ Fone ( )______________ End. Com. Com. Ele: _______________________________ Ela _____________________________________ II Dados do Terreno Localização: Medidas: Frente _____________ LE _____________ LD ____________ Fundo _______________ Rua: ________________________________ CEP ____________Bairro: ____________________ Lote: _______________ Quadra: ________________ Quarteirão: __________________________ Larg.Tabela 1.Modelo de questionário para uso residencial PROJETO RESIDENCIAL I Dados do cliente: Nome:_________________________________________________ e-mail ___________________ End.: _______________ nº casas Viz. Res.:____________________________________________ e-mail____________________ End.:________________________________________________ Fone ( )______________ Prof. da rua: ____________ Tipo de Pav.1 .:__________________________________CEP __________ Fone ( )______________ CPF: ________________________________RG: _______________________________________ Nome Esp. __________________ Distância da esquina__________________________Largura do passeio:____________________ Inclinação do Terreno: Plano Sobe para os Fundos Desce para os Fundos Local de passagem da rede de Água Centro Local de passagem da rede de Esgoto Centro Os terrenos vizinhos estão construídos ? LE LD LD LD Fundos Popular Suave Forte Inclinação lateral Esquerda Direita nº _______ LE LD Nível econômico das construções no local Alto Croquis de situação Médio III Restrição da Prefeitura Zoneamento: ______ To (taxa de ocupação)______ Ca (coeficiente de aproveitamento) _______ Recuos obrigatórios: de frente ___________________ lateral _____________________ de fundo ___________________ % de área permeável_______________Outros ________________________________________ 2 .

i) Evitar terrenos que foram aterrados sobre materiais sujeitos a decomposição orgânica. se o loteamento onde se situa o terreno. c) Números das casa vizinhas ou mais próximas do lote. g) Terrenos localizados nas áreas mais altas dos loteamentos. colhendo-se todas as informações necessárias. foi devidamente aprovado e está liberado para construção. b) Ter dimensões tais que permita projeto e construção de boa residência. de construção: ________m² usuários: ____ Dados dos usários: sexo________ idade_______ Ambientes Méd. As características ideais de um terreno para um projeto econômico são: a) Não existir grandes movimentações de terra para a construção.IV Da Futura Construção Nº de Pav. Mas como nem sempre estas características são encontradas nos lotes urbanos. 3 .: ________ Área aprox. e) Ser resistente para suportar bem a construção. c) Ser seco. h) Escolher terrenos em áreas não sujeitas a erosão.2 . devemos levá-las em consideração quando da visita ao lote. levantando os seguintes pontos: a) Deve-se identificar no local o verdadeiro lote adquirido segundo a escritura. f ) Ter facilidade de acesso. Pisos Paredes Tetos Estilo: ____________Nº de Portas Janelas Verba disponível: R$ ______________________________________ Revestimento Externo: Pisos: ______________________________Paredes: ___________________________________ Fachada: ___________________________ Muro: ______________________________________ Detalhes: _______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ 1.EXAME LOCAL DO TERRENO Sem sabermos as características do terreno. d) Ser plano ou pouco inclinado para a rua.Aprox. b) Verificar junto a Prefeitura da Municipalidade. é quase impossível executar-se um bom projeto.

LIMPEZA DO TERRENO Temos algumas modalidades para limpeza do terreno. 1. esgoto. f) Verificar se existem benfeitorias.(água.1 . bueiros. bem como as dimensões dos lotes. houver árvores de pequeno porte.3. energia) g) Sendo o terreno com inclinação acentuada.Quando além da vegetação rasteira. e) Com bússola de mão. em uma das divisas laterais ou fundo..3 . 1. estes dados colhidos na visita ao terreno não são suficientes.Quando houver árvores de grande porte.3 .et al. posição de postes. i) Verificar se existe faixa non edificandi . bem como o entulho terão que ser removidos do canteiro de obras. medindo-se a distância da esquina ou construção mais próxima. pois nem sempre as medidas indicadas na escritura conferem com as medidas reais. linha de alta tensão. Deve retratar a conformação da superfície do terreno.: Todos esses dados poderão ser acrescidos no questionário anterior. unicamente a enxada.Roçar .2 .3. Todo material vegetal. interpretados e manipulados corretamente. 4 .d) Situação do lote dentro da quadra. h) Verificar se passa perto do lote. e na maioria das vezes. que devemos levar em consideração e sabermos defini-las: 1. é necessário que se tenha as medidas corretas do lote. em declive. que poderão ser cortadas com foice. 2001) 1.( de não construção) j) Verificar a largura da rua e passeio. Obs. cortar ou serrar o tronco e remover parte da raiz.. 1.3. podem contribuir no desenvolvimento do projeto arquitetônico e de implantação (Pinto Jr. devemos pedir previamente que se execute uma limpeza do terreno e um levantamento plani-altimétrico. confirmar a posição da linha N-S. Os serviços serão executados de modo a não deixar raízes ou tocos de árvore que possam dificultar os trabalhos.LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO DE LOTES URBANOS O levantamento topográfico é geralmente apresentado através de desenhos de planta com curavas de nível e de perfis. 1.MEDIDAS DO TERRENO (LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO) Executada a limpeza do terreno e considerando que os projetos serão elaborados para um determinado terreno. Geralmente.4 . usando para tal.Quando a vegetação é rasteira e com pequenos arbustos.Carpir . verificar se existe viela-sanitária vizinha do lote.1 . Este serviço pode ser feito com máquina ou manualmente. etc.4. necessitando desgalhar. com a precisão necessária e suficiente proporcionando dados confiáveis que.Destocar .

1-Lote regular Obs.2-Lote irregular com pouco fundo 5 .1). a) Lote regular Geralmente em forma de retângulo. b) Lote irregular com pouco fundo Medir os quatro lados e as duas diagonais (Figura 1. bastando portanto medir os seus "quatro" lados. No entanto.(Figura 1.Apesar de não pretendermos invadir o campo da topografia. Figura 1. devemos medir as diagonais que deverão ser iguais. vamos mostrar em alguns desenhos. e usar o valor médio. portando. sem referência. são geralmente de pequena área possibilitando. casos mais complexos. necessitamos de um levantamento executado por profissional de topografia. a sua medição sem aparelhos ou processos próprios da topografia desde que se tenha uma referência confiável (casa vizinha. esquina. os processos mais rápidos para medir um lote urbano. Os terrenos urbanos. Figura 1. caso as medidas encontradas forem diferentes as da escritura.2). piquetes etc). Para verificar se o lote está no esquadro.

3). c = corda f = flecha Construção da curva Figura 1. a medição da diagonal se torna imperfeita devido a grande distância Convém utilizar um ponto intermediário "A" diminuindo assim o comprimento da diagonal (Figura 1. Medir a corda e a flecha no local. Nestes casos devemos demarcar as divisas retas até encontrarmos os pontos do início e fim da corda.3-Lote irregular com muita profundidade d) Lote com um ou mais limites em curva Para se levantar o trecho em curva. Figura 1.4).4-Lote com setor curvo 6 . E com o auxílio de um desenho (realizado no escritório) construir a curva a partir da determinação do centro da mesma utilizando a flecha e a corda (Figura 1.c) Lote irregular com muita profundidade Neste caso. o mais preciso será a medição da corda e da flecha (central).

que geralmente utilizam terrenos pequenos. depressões.NIVELAMENTO (LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO) É de grande importância para elaborarmos um projeto racional. de uma superfície (Figura 1. devemos fazer um levantamento com aparelhos recorrendo a um topógrafo. Quando relacionadas a outras curvas de nível permite comparar as altitudes e se projetadas sobre um plano horizontal podem apresentar as ondulações.2.0 RN 0.0 2. 1. menos inclinada as distâncias serão maiores d1 < d2. Podemos identificar a topografia do lote através das curvas de níveis.5 que quando mais inclinada for a superfície do terreno. A curva de nível é uma linha constituída por pontos todos de uma mesma cota ou altitude de uma superfície qualquer.0 2.5 .5-Representação de curva de nível (Pinto Jr. mas é o suficiente para construção residencial unifamiliar. as dimensões de um terreno ou área. Este levantamento não é muito preciso.0 3.0 1.3). Caso seja necessário algo mais rigoroso. que sejam aproveitadas as diferenças de nível do lote. inclinações etc. 1.0 d1 2.0 3.1. caso necessário.0 3.0 1. os ângulos.0 RN 0.1.5.5. 3.5) Podemos observar na Figura 1. 2001) As curvas de níveis são elaboradas utilizando aparelhos topográficos que nos fornecem os níveis. 7 . Geralmente é suficiente tirar um perfil longitudinal e um transversal do terreno.0 1.5.et al. mas nada nos impede de tirarmos mais.0 2. as distâncias entre as curvas serão menores. quando utilizamos métodos simples para a sua execução (descritos nos itens 1.0 1.0 d2 Figura 1.

0m.7.6-Clinômetro ou Nível de Abney (Borges.0m.7-Clinômetro inclinado proporcionando a leitura (Borges. Alguns métodos para levantarmos o perfil do terreno: a) b) c) Com o nível e Abney ( clinômetro) Com o nível de mão Com o nível de mangueira 1. Materiais: clinômetro 2 balizas trena Figura 1. Terrenos muito íngremes a distância deverá ser menor e terrenos com pouca inclinação podemos utilizar as balizas na distância de 5. 1972) Figura 1.5. ou de acordo com a inclinação do terreno. 1972) 8 .1) Com uso do clinômetro (Nível de Abney) Figuras 1.6 e 1.0 em 5.Nos métodos descritos abaixo se usa basicamente balizas com distância uma da outra no máximo de 5.

8).2 balizas.50m (ponto A).Coloca-se o clinômetro (Figura 1.8-Realização das medidas utilizando o Clinômetro (Borges. O desnível obtido é a diferença entre o H e h e assim consecutivamente.Nível de bolha. Figura 1.9). Com os diversos desníveis conseguimos delinear um perfil. . a medida do desnível se consegue colocando uma régua entre as duas balizas. 1972) 1. 9 .2) Nível de bolha Materiais : .5. na 1ª baliza a uma altura de 1. . Utilizando o método do nível de bolha. nivelamos a régua (Figura 1. Pela ócula se vê a bolha e giramos o parafuso até colocá-la na horizontal e produzirá sobre a graduação (através de um ponteiro fixo no parafuso) a leitura do ângulo α. Inclina-se o tubo do clinômetro para avistarmos o ponto B. Resta medir a distância horizontal "d" ou a inclinada "m". Com o auxílio do nível de bolha.trena.régua .

A água deve ser colocada lentamente para evitar a formação de bolhas. Figura 1.Figura 1.9 Utilização do nível de bolha 1. batentes. sem dobras ou bolhas no seu interior (Figura 1.10 e 1. Para uma boa marcação ela deve estar posicionada entre as balizas.3) Nível de mangueira O método da mangueira é um dos mais utilizados. Fundamenta-se no princípio dos vasos comunicantes.Posição da água quando não existe bolhas 10 .5. A mangueira deve ter pequeno diâmetro. parede espessa para evitar dobras e ser transparente. desde a marcação da obra até o nivelamento dos pisos. azulejos etc. que nos fornece o nível.11). Este é o método que os pedreiros utilizam para nivelar a obra toda..10 ..

Processo da mangueira de nível Para facilitar a medição. O desnível é obtido pela diferença entre “H” e “h”. que será descontada na medida encontrada na segunda baliza “H”. Exemplos de medição com mangueira: • • Em terrenos com aclive Em terrenos com declive 11 . podemos partir com o nível d'água em uma determinada altura "h" numa das balizas.11 .Para utilizarmos o nível de mangueira necessitamos: Materiais: .Trena Figura 1. Fazemos isso para não precisarmos colocar o nível d'água direto no ponto zero (próximo do terreno).Mangueira . o que dificultaria a leitura e não nos forneceria uma boa medição.2 balizas .

h' ..Levantamento altimétrico em terreno com declive 12 . h2 = H'..12 .h' . Htot = h1 + h2 + hn .. h2 = H'.Levantamento altimétrico em terreno com aclive b) Terreno em declive: Portanto: h1 = H -h .. Figura 1.a) Terreno em aclive: Portanto: h1 = H -h ... Figura 1.. Htot = h1 + h2 + hn ...13 ..

13).Devemos ter o cuidado de não deixar nenhuma bolha de ar dentro da mangueira. e de pequeno diâmetro. 3 . para não dar erro nas medições (Figura 1. da ordem de ∅ 1/4" ou 5/16" para obter maior sensibilidade.A espessura da parede da mangueira deve ser espessa para evitar dobras 13 .A mangueira deve ser transparente.ANOTAÇÕES 1 . 2 .

1969).1 – CONSTRUÇÕES VIZINHAS É importante. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Calcular os volumes de corte e aterro. Pode ser necessário executar as fundações antes de escavar o terreno (quando se trabalha com grandes equipamentos. Depende das características de execução das fundações e das demais atividades de início da obra. como trincas. quando existirem. aterros.TRABALHOS PRELIMINARES DE CONSTRUÇÃO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. • Realizar ou conferir a marcação de uma obra. antes do início da obra. antes do início das obras. O registro é composto por um relatório técnico com fotografias datadas da vizinhança e relatos das observações realizadas. O momento da obra em que ocorre o movimento de terra pode ser variável. • Analisar e executar um canteiro de obras. Garante também as reclamações infundadas de vizinhos. devem ser realizadas. Portanto o movimento de terra deve ser cuidadosamente estudado. pode ser entendido como um conjunto de operações de escavação. • Demolições. Ou quando se tratar de fundações feitas manualmente o acerto do terreno pode ser realizado entes. A análise prévia das condições das construções vizinhas evita surpresas desagradáveis durante a execução da sua obra. • Movimento de terra necessário para obtenção do nível desejado.2 – MOVIMENTO DE TERRA O acerto da topografia do terreno. descarga. para facilitar a sua entrada e retirada). Essas atividades são denominadas trabalhos preliminares e compreendem: • Verificação das condições das construções vizinhas. algumas atividades prévias. compactação e acabamentos executados a fim de passar de um terreno natural para uma nova conformação (Cardão. desabamentos de muros ou de construções vizinhas. 2. Antes de iniciarmos a construção de um edifício. 14 .2 . carga. • Canteiro de obras e a locação da obra. 2. transporte. de acordo com o projeto de implantação e o projeto executivo. o registro das condições das construções vizinhas. • Realizar as compensações de volume.

Tabela 2. cortes.Relação de Empolamentos (Manual Caterpillar. Podemos executar.As etapas que influenciam no projeto de movimento de terra são: • • • • Sondagem do terreno. 1977) materiais Argila natural Argila escavada. quando removido de seu estado natural e é expresso como uma porcentagem do volume no corte. ou cortes + aterros: 2. deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do corte multiplicada pela altura média. conforme o levantamento altimétrico. Por exemplo. Seqüência da execução do edifício. acrescentando-se um percentual de empolamento (Figura 2.1).1 alguns empolamentos. seca Argila escavada.Cortes: No caso de cortes.43 metros cúbicos no estado solto. seca Areia úmida Areia molhada Solo superficial % 22 23 25 41 11 43 33 25 25 27 12 12 12 43 OBS.1).1 .Corte em terreno 15 . significa que um metro cúbico de material no corte (estado natural) encherá um espaço de 1. Níveis das construções vizinhas.1 . Localização do canteiro de obras. O empolamento é o aumento de volume de um material. úmida Argila e cascalho seco Argila e cascalho úmido Rocha decomposta 75% rocha e 25% terra 50% rocha e 50% terra 25% rocha e 75% terra Terra natural seca Terra natural úmida Areia solta. podemos considerar o empolamento entre 30 a 40% Vc = Ab x hm e Vs = Vc+ empolamento Sendo Ab = área de projeção do corte Vs =volume solto hm= altura média Vc =volume no corte = volume natural Figura 2. o empolamento de um solo superficial é de 43% (Tabela 2.: Quando não se conhece o tipo de solo.2. aterros. Relacionamos na Tabela 2.1 .

2). incluindo eventual escarificação. rochas em decomposição e seixos com diâmetro máximo de 15cm. Devem ser realizadas camadas sucessivas de no máximo 30 cm.2. Quando o nível de exigência é maior devem-se procurar equipamentos específicos de compactação. tais como compactadores lisos e rolos pé de carneiro (Barros. Quando o nível de compactação for baixo. não é fundamental para o desempenho estrutural do edifício. hm + 25% a 30% Sendo Ab = área de projeção do aterro hm= altura média Figura 2. como: ruptura do terreno. Va = Ab . deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do aterro multiplicada pela altura média. os soquetes manuais. pedras ou entulhos. No corte os materiais são classificados em: materiais de 1ªcategoria: são materiais que podem ser extraídos com equipamentos convencionais de terraplenagem. é possível utilizar pequenos equipamentos. podendo fazê-lo maior. isto é. Compreendem as terra em geral.2 . como os compactadores mecânicos (sapos). piçarra ou argila. Materiais de 3ª categoria: rochas com resistência à penetração mecânica igual ou superior ao granito.Aterro em terreno Para os aterros as superfícies deverão ser previamente limpas. quando compactado (Figura 2. devemos empregar métodos que evitem ocorrências. sem vegetação nem entulhos. sem detritos.Aterros e reaterros: No caso de aterros. reduzindo o volume de vazios. O material escolhido para os aterros e reaterros devem ser de preferência solos arenosos. materiais de 2ª categoria: rocha com resistência à penetração mecânica inferior ao do granito. - 2. 16 . devidamente molhadas e compactadas manual ou mecanicamente. Mas quando efetuado nas proximidades de edificações ou vias públicas. ou os próprios equipamentos de escavação. acrescentando de 25% a 30% devido a aproximação dos grãos.O corte é facilitado quando não se tem construções vizinhas.2 . 2006). descompressão do terreno de fundação ou do terreno pela água.

Empresas empreiteiras previstas. refeitório e instalação sanitária. "encaixotamento" do prédio. etc. tijolos. O dimensionamento do canteiro compreende o estudo geral do volume da obra. por empreitada global ou empreitada por viagem.OU CANTEIRO DE OBRAS Após o terreno limpo e com o movimento de terra executado. que serão utilizados durante a execução dos serviços. etc. Materiais a serem utilizados. 2. a) Aluguel de equipamentos: Neste caso deve ser pago a máquina de escavação por hora e os caminhões para a retirada do solo. Áreas para areia.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra Podemos contratar os serviços de movimento de terra através do aluguel de equipamentos. Prazos a serem atendidos. alojamento para operários. tudo dependendo do vulto da obra. para evitar que materiais caiam na rua.3 . A sua organização é desenvolvida e detalhada no escritório central. o tempo de obra e a distância de centros urbanos. c) Empreitada por viagem: Neste tipo de contratação a remuneração pelo serviço é efetuada por caminhão (volume retirado ou colocado). O aluguel da máquina está incluso no preço da viagem. O canteiro é preparado de acordo com as necessidades de cada obra.. ou ainda containers metálicos que são facilmente transportados para as obras com o auxílio de um caminhão munck. aço.2. com tábuas alternadas ou chapas compensadas. Em zonas urbanas de movimento de pedestres. cal. Máquinas e equipamentos necessários. Este estudo pode ser dividido como segue: • • • • • • Área disponível para as instalações. Serviços a serem executados. No mínimo devemos fazer um barracão de madeira... sendo que nela também poderão ser construídos escritórios.3).INSTALAÇÃO DE CANTEIRO DE SERVIÇOS . deve ser feito um tapume. Deverá ser localizado em áreas onde não atrapalhem a circulação de operários veículos e a locação das obras. madeiras. Para esse tipo de contratação é necessário calcular o volume de solo tanto para corte como para o aterro.) e ferramentas. 17 .. bem como distribuição de máquinas. b) Empreitada global: A empresa contratada realiza e é remunerada por todos os serviços (escavação e retirada de material).2.deverão estar próximas ao ponto de utilização. se houver. É indicado para obras com grandes movimentos de terra. chapas compensadas (Figura 2. pedras. Este sistema é indicado para obras com pequeno movimento de terra. e deve-se registrar o número de viagens. Nesse barracão serão depositados os materiais (cimento.

18 . aliada a um fator de demanda (visto que nem todos os equipamentos serão utilizados simultaneamente).0 trifásico Bombas d’água 3.que seja o mais distante possível dos alicerces. é preciso saber que tipo de fio ou cabo deve ser usado. deve-se fazer um pedido de estudo junto à concessionária. Deve-se providenciar a ligação de energia. no local. no fundo da obra. 2006). ou seja. b) . com os seguintes cuidados: a) . Não existindo água. não existir rede elétrica.0 trifásico Em função do empreendimento podemos utilizar equipamentos de porte maior. Mas precisam ser feitas de forma correta. deve-se providenciar o fornecimento de água através de caminhões “pipa” ou abertura de poço de água. 2006) Equipamento Potência (hp) Sistema Guincho 7. para que sejam seguras. ainda.2 temos a potência de alguns equipamentos. Ela serve também para a higiene dos trabalhadores e deve ser disponível em abundância. Para o dimensionamento do cabo devemos somar as potências dos equipamentos utilizados no canteiro. Tendo rede trifásica devemos conferir a capacidade para atender demanda da obra. atendendo a demanda é só pedir a ligação para a concessionária local. Se no local existir rede mais é monofásico. quantas máquinas serão utilizadas e. as gruas que elevam sensivelmente a demanda de energia (Barros.2) ou optar por equipamentos monofásico que tem custo maior. sendo desfeitas após o término dos serviços.Deverá ser providenciada a ligação de água e construído o abrigo para o cavalete e respectivo hidrômetro. deve-se também fazer um pedido de estudo.0 trifásico Serra elétrica 2. onde ficarão os quadros de força. como. As instalações elétricas nos canteiros de obras são realizadas para ligar os equipamentos e iluminar o local da construção. para verificar a possibilidade de extensão da rede até a obra ou optar pela energia gerada a diesel através de geradores de energia.5 a 15 trifásico Betoneira 3. isto é. c) . Tabela 2. nunca a menos de 15 metros dos mesmos. O uso da água é intensivo para preparar materiais no canteiro.0 trifásico Maquina de corte 2. Na Tabela 2.2 – Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obra (Barros. Antes do início da obra.0 trifásico vibrador 3.o mais distante possível de fossas sépticas e de poços negro. pois a maioria dos equipamentos é trifásica (Tabela 2. deixandose a frente para construção posterior da fossa séptica.o local deve ser de pouco trânsito. quais as ampliações que serão feitas nas instalações elétricas. Caso.

3): Figura 2. 19 .3.2.Barracão para pequenas obras Para realizar um barracão econômico podemos realizar o aproveitamento das chapas compensadas (Figura 2. como segue (Figura 2. e telhas de fibrocimento podemos montar um barracão de pequenas dimensões. pontalete de eucalipto ou vigotas 8x8.3 .1 .4). desmontável para utilizar em obras.Exemplo de barracão para obra de pequeno porte Utilizando chapas compensadas.

44 Telhas fibrocimento 4.3. está relacionado os materiais utilizados na execução do barracão de obra da Figura 2.0cm Cadeado médio Corrente Dobradiças Prego 15x15 Prego 18x27 ou de de 20 .22 Viga 6x12 de 5.3.0m Sarrafo de 7.3 . 03 03 16 11 11 01 60 01 0.50x1. Tabela 2.Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras Quant.0mm 0.5 0.4 – Aproveitamento das chapas compensadas Na Tabela 2.0 10.50m Chapas de compensado 6.5 03 0.50x2.0mm 0.0mm Telhas fibrocimento 4.00m Pontaletes ou caibros de 3.3 un un un pç pç pç pç m pç m pç kg kg Descrição Pontaletes ou caibros de 3.Figura 2.

previamente alinhados conforme o projeto. pois não nos oferece grande segurança devido ao seu fácil deslocamento com batidas de carrinhos de mão. Devemos sempre que possível. e em seguida inicia-se a abertura das valas (Figura 2. tropeços. evitar esse processo.5). régua. que nos garantam certa precisão.6) 21 . em obras de grande área.5 . etc. No entanto.Processo dos cavaletes No processo dos cavaletes os alinhamentos são obtidos por pregos cravados em cavaletes. fio de prumo e trena). sendo conveniente. nos casos de obras de pequeno porte. linhas são fixadas e esticadas nos pregos para determinar o alinhamento do alicerce.LOCAÇÃO DA OBRA Podemos efetuar a locação da obra. com métodos simples (utilizando o nível de mangueira. Estes são constituídos de duas estacas cravadas no solo e uma travessa pregada sobre elas (Figura 2. Em quaisquer dos casos.1 . o auxílio da topografia. sem o auxílio de aparelhos. Figura 2.4.2.Cavalete Depois de distribuídos os cavaletes.4 . portanto. 2. poderão acumular erros. os métodos simples. para materializar a demarcação exigirá um elemento auxiliar que poderá ser constituído por cavaletes ou tábua corrida (gabarito).

Pregos fincados nas tábuas com distâncias entre si iguais às interdistâncias entre os eixos da construção.2 .0m e a 1. cada qual de um nome interligado ao de mesmo nome da tábua oposta.5 x 7.Figura 2.0cm) ou varas de eucalipto a uma distância entre si de 1.4.5 x 10. Este processo é o ideal.50m a 2.6 .7). Nos pontaletes serão pregadas tábuas na volta toda da construção (geralmente de 15 ou 20 cm).determinação dos alinhamentos 2. Nos pregos são amarrados e esticados linhas ou arames. determinam os alinhamentos (Figura 2.Processo dos cavaletes .Processo da tábua corrida (gabarito) Este método se executa cravando-se no solo cerca de 50 cm. pontaletes de pinho de (7.5cm ou 7. em nível e aproximadamente 1.00m do piso (Figura 2. que posteriormente poderão ser utilizadas para andaimes.20m das paredes da futura construção. Em cada linha ou arame está materializado um eixo da construção. todos identificados com letras e algarismos respectivos pintados na face vertical interna das tábuas. 22 .8).

A Figura 2. No entanto. para auxiliar este processo. possibilitando a conferência durante o andamento das obras.8 .TRAÇADO Tendo definido o método para a marcação da obra. Não obstante. 23 . seja qual for o método escolhido.5 . pode utilizar o processo dos cavaletes. retiradas das plantas para o terreno. 2. devemos transferir as medidas.7 .Processo da Tábua Corrida – Gabarito Como podemos observar o processo de "Tábua Corrida" é mais seguro e as marcações nele efetuadas permanecem por muito tempo. é de extrema importância que no final da marcação sejam devidamente conferidos os eixos demarcados procurando evitar erros.Marcação sobre gabarito Figura 2.

que não podemos realizar com métodos simples devemos utilizar aparelhos topográficos. determinando assim o esquadro.80 x 1. Isto fica a cargo da disciplina de Topografia. quando as linhas ficarem paralelas ao esquadro garantimos o ângulo reto. pois é através delas que marcamos os alinhamentos das paredes externas.4 e 5m (triângulo de Pitágoras). da construção. para pequenas obras. cabendo a nós. saber locá-las com métodos simplificados. Um método simples para isso. 2.10). Figura 2.60 x 0.Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito Outro método consiste na utilização de um esquadro metálico (geralmente 0. O esquadro deve ser colocado sobre uma base plana e ficar tangenciando as linhas sem as tocá-las. cujos lados meçam 3 .00m) para verificar o ângulo reto (Figura 2. fazendo coincidir o lado do ângulo reto com o alinhamento da base (Figura 2. 24 .Traçado de ângulos retos e paralelas.9).1 .Quando a obra requer um grau de precisão.5. Isto serve de referência para locar todas as demais paredes. É indispensável saber traçar perpendiculares sobre o terreno. consiste em formar um triângulo através das linhas dispostas perpendicularmente.9 .

sobre a corda obtida com a flecha precedente.Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito utilizando esquadro metálico 2. a quarta parte deste último valor (Figura 2. com o auxílio de um arame ou linha. Encontram-se assim.Baud.Traçado de curva de pequeno raio Este método nos fornece uma boa precisão.5. Figura 2.Figura 2.10 . Consiste em aplicar. sucessivamente. podemos utilizar um método aproximado. por aproximações sucessivas.11 .11. No caso de grandes curvas. todos os pontos da curva circular (G.12). quando temos pequenos raios.Traçado de curvas A partir do cálculo do raio da curva (que pode ser feito previamente no escritório) achamos o centro e. 1976) 25 . chamado método das quatro partes.2 . traçamos a curva no terreno (como se fosse um compasso) Figura 2.

5. 4 f3 = f2 4 r = raio da curva t = tangente à curva (na intercessão da curva com a reta) Portanto. O posicionamento das estacas é feito conforme a planta de locação de estacas. caso contrário podemos iniciar a locação das obras pelo projeto de forma da fundação ("paredes").Baud. 26 . 2.Traçado de curva pelo método das quatro partes (G.1976) f1 = r − sendo: r2 r2 + t2 em seguida f2 = f1 . visto que qualquer marcação das "paredes" irá ser desmarcada pelo deslocamento de equipamentos mecânicos.3 .Locação de estacas Serão feitas inicialmente a locações de estacas.12 . fornecida pelo cálculo estrutural (Figura 2.13). inicialmente devemos locar as fundações profundas do tipo estacas. com o auxílio do gabarito.Figura 2. tubulões ou fundações que necessitam de equipamentos mecânicos para a sua execução.

Projeto de locação de estacas A locação das estacas é definida pelo cruzamento das linhas fixadas por pregos no gabarito. através de um prumo de centro (Figura 2. crava-se uma estaca de madeira (piquete). geralmente de peroba. 27 .5 x 2.13 .14). com dimensões 2.E D C B A 1 2 3 Figura 2.0cm.5 x 15. Transfere-se esta interseção ao terreno. No ponto marcado pelo prumo.

Em obras de pequeno porte ainda é usual o pedreiro marcar a construção utilizando as espessuras das paredes. 2. para evitarmos o acúmulo de erros provenientes das variações de espessuras das paredes (Figura 2. No projeto de arquitetura convencionou-se as paredes externas com 25cm e as internas com 15cm.14 . na realidade as paredes externas giram em torno de 26 a 27cm e as internas 14 a 14.Locação da estaca Após a execução das estacas e com a saída dos equipamentos e limpeza do local podemos efetuar com o auxílio do projeto estrutural de formas a locação das "paredes".4 . por isso da adoção de medidas arredondadas que acumulam erros.5cm difícil de serem desenhadas a pena nas escalas usuais de desenho 1:100 ou 1:50. Hoje com o uso de softwares específicos de desenho ficou bem mais fácil e dependendo da espessura da alvenaria adotada define-se a espessura das paredes. 28 .15).Locação da Forma de Fundação "paredes" Devemos locar a obra utilizando os eixos.Figura 2.5.

E D C B A 1 2 3 Figura 2.15 .Projeto de forma locadas pelo eixo 29 .

Os fios e cabos estendidos em locais de passagem. 3 .Os quadros de distribuição devem ficar em locais bem visíveis. 2 . blocos e estacas.30m de profundidade devem ser estabilizados com escoramentos. em relação às divisas do terreno.Somente deve ser permitido o acesso à obra de terraplenagem de pessoas autorizadas. 4 . 7 – Verificar se o terreno em relação às ruas está sujeito à inundação ou necessita de drenagem para águas pluviais.Sinalizar os locais de trabalho com placas indicativas. 6 .Nos cálculos dos volumes de corte e aterro. além de mais precisa. sapatas.ANOTAÇÕES 1 . 3 .As chaves elétricas do tipo faca devem ser blindadas e fechar para cima. pilares.Depositar os materiais de escavação a uma distância superior à metade da profundidade do corte. 4 . os valores são mais precisos se o número de seções for maior. 5 . 3 . As emendas devem ficar firmes e bem isoladas. materiais e equipamentos. máquinas e materiais. devem estar protegidos por calhas de madeira. elétrica ) e suas implicações. as tábuas devem ser pregadas em nível. canaletas ou eletro dutos.A pressão das construções vizinhas deve ser contida por meio de escoramento. facilita a conferência pelo engenheiro. não deixando partes descobertas. 2 . 30 . 6 – Constatar no terreno a existência ou não de obras subterrâneas ( galerias de águas pluviais.A locação da obra deve. Podem ser colocados a certa altura que não deixe as pessoas e máquinas encostarem-se a eles.A marcação pelo eixo.Os quadros de distribuição devem ser de preferência metálicos e devem ficar fechados para que os operários não se encostem às partes energizadas. 8 – Confirmar a perfeita locação da obra no que se refere aos eixos das paredes. 2 . Noções de segurança para movimentação de terra: • 1 . 6 .Estudo da fundação das edificações vizinhas e escoramentos dos taludes.Os fios e cabos devem ser estendidos em lugares que não atrapalhem a passagem de pessoas. ser efetuada pelo engenheiro ou conferida pelo mesmo.Os fios e cabos devem ser fixados em isoladores.Os taludes instáveis com mais de 1. Não devem ser usadas para ligar diretamente os equipamentos.Na execução do gabarito. 5 – Verificar os afastamentos da obra. ou redes de esgoto. sinalizados e de fácil acesso mias longe da passagem de pessoas. • Instalações elétricas em Canteiro de obras: 1 . de preferência. 5 . 4 .

3.Standart Penetration Test. no sentido de reconhecer o subsolo e escolher a fundação adequada. o barateamento das fundações. . fazendo com isso. Os requisitos técnicos a serem preenchidos pela sondagem do subsolo são os seguintes (Godoy.3 . um pequeno enfoque sobre fundações mais utilizadas em residências unifamiliares térreas e sobradas.T. Determinação da espessura das camadas constituintes do subsolo e avaliação da orientação dos planos (superfícies) que as separam.SONDAGENS É sempre aconselhável a execução de sondagens. Determinação das condições de compacidade (areias) ou consistência (argilas) em que ocorrem os diversos tipos de solo. A execução de uma sondagem é um processo repetitivo. 3. • Saber escolher a fundação ideal para uma determinada edificação.1 . A resistência à penetração dinâmica no solo medida é denominada S. no subsolo. Não querendo invadir o campo da Engenharia de Fundações. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Determinar o número de furos de sondagem. 31 . • Especificar corretamente o tipo de impermeabilização a ser utilizada em alicerce. Informação completa sobre a ocorrência de água no subsolo. ficando a cargo da Cadeira de Fundações aprofundar no assunto. • Analisar um perfil de sondagem.1 . 1971): • • • • Determinação dos tipos de solo que ocorrem.05 a 0. bem como a sua localização.1. ensaio de penetração e amostragem a cada metro de solo sondado. damos nestas anotações de aulas. apenas 0. • Especificar o tipo de dreno e a sua localização.Execução da sondagem A sondagem é realizada contando o número de golpes necessários à cravação de parte de um amostrador no solo realizada pela queda livre de um martelo de massa e altura de queda padronizada.FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. que consiste em abertura do furo. em média.P. As sondagens representam.005% do custo total da obra. até a profundidade de interesse do projeto.

Abertura 100cm 45cm .2 .Abertura 100cm 45cm .Desta forma.1 . a abertura do furo com um comprimento de 55 cm utilizando um trado manual ou através de jato de água.Equipamento de sondagem à percussão 32 . e o restante dos 45 cm é utilizado para a realização do ensaio de penetração. (Figura 3. 1971) 55cm . em cada metro faz-se.1) As fases de ensaio e de amostragem são realizadas simultaneamente. inicialmente. uma haste e o amostrador. utilizando um tripé. um martelo de 65 kg. (Figura 3.Esquema de sondagem peso guia Operador haste amostrador Figura 3.Ensaio 55cm .2) (Godoy.Ensaio Figura 3.

sendo anotado o número de golpes necessários à penetração de cada 15 cm.T. a partir da resistência à penetração medida nas sondagens. DE SONDAGENS 1 sondagem para cada 200m² 1 sondagem para cada 400m² que exceder a 1. e devem ter profundidade que inclua todas as camadas do subsolo que possam influir.T.Resistência à penetração O amostrador é cravado 45 cm no solo.Determinação do número de sondagens a executar Os pontos de sondagem devem ser criteriosamente distribuídos na área em estudo. No caso de fundações para edifícios. (Godoy. caindo de uma altura de 75 cm.Número mínimo de pontos em função da área construída (NBR8036/1983) ÁREA CONSTRUÍDA de 200 m² até 1.19 Dura > 19 3.200m² Será fixada a critério.200 m² até 2.3 . que permite uma estimativa da compacidade das areias e da consistência das argilas.2 .18 Compacta 19 . considerando-se o número necessário à penetração dos últimos 30 cm do amostrador.1.3. Podemos ainda. avaliar o mínimo de furos para qualquer circunstância em função da área do terreno para lotes urbanos: 33 .1. A Tabela 3. o número mínimo de pontos de sondagens a realizar é função da área a ser construída (Tabela 3. Tabela 3. Conhecido como S. O Índice de Resistência à Penetração é determinado através do número de golpes do peso padrão.1 apresenta correlações empíricas.P.400 m² acima de 2. significativamente.10 Rija 11 .41 Muito Compacta > 41 Consistência de argilas e Muito Mole <2 siltes argilosos Mole 2-5 Média 6 . dependendo do plano de construção.2 .P.200 m² de 1. no comportamento da fundação.S.1 .400m² Nº. Compacta 9 . 1971) Tabela 3.Compacidade das areias e consistência das argilas "in situ" (Godoy. SOLO DENOMINAÇÃO No DE GOLPES Compacidade de areias e Fofa ≤4 siltes arenosos Pouco Compacta 5-8 Med.2). 1971) COMPACIDADES E CONSISTÊNCIAS SEGUNDO A RESISTÊNCIA À PENETRAÇÃO .

ou No mínimo. um técnico experimentado pode fixar a profundidade a ser atingida. Os furos de sondagens deverão ser distribuídos em planta. quatro índices elevados de resistência à penetração. as sondagens raramente necessitam ultrapassar os 15 a 20m.3 apresenta alguns exemplos de locação de sondagens em terrenos urbanos. Nos terrenos arenosos. de maneira a cobrir toda a área em estudo.3 . evitando que fiquem numa mesma reta e de preferência. próximos aos limites da área em estudo. Em geral. pelo exame das amostras recuperadas e pelo número de golpes. durante a execução da sondagem. 34 . três furos para determinação da disposição e espessura das camadas.Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes Em relação à profundidade das sondagens. existem alguns métodos para determiná-las: • • Pelo critério do bulbo de pressão Pelas recomendações da norma brasileira Mas. 30 25 7 10-12 30 20 40 20 Figura 3. A distância entre os furos de sondagem deve ser de 15 a 25m.• • • 2 furos para terreno até 200m² 3 furos para terreno entre 200 a 400m². em material de boa qualidade. a sondagem deverá ultrapassar todas as camadas. permitem a interrupção do furo. A Figura 3. Nos terrenos argilosos.

NA .20 25.42 (100. 3.4 .Perfil de Sondagem Os dados obtidos em uma investigação do subsolo são normalmente apresentados na forma de um perfil para cada furo de sondagem.0m numa direção ortogonal ao primeiro deslocamento.5).00 RUA . nas respectivas cotas. em planta.00 RN=100. 1971) 35 . bem como a data inicial e final de sua medição (Figura 3.0m..60 S2 21.13) 2.4 4 S1 21. CALÇADA 5. Se for confirmada a ocorrência de obstrução na mesma profundidade.0m. Caso necessário.Planta de locação das sondagens No perfil do subsolo as resistências à penetração são indicadas por números à esquerda da vertical da sondagem.40 2. da anterior. (Godoy.4 .95) 7.00 CASA EXISTENTE Figura 3.40 2. A posição do nível d'água . A posição das sondagens é amarrada topograficamente e apresentada numa planta de locação bem como o nível da boca do furo que é amarrado a uma referência de nível RN bem definido ( Figura 3.60 (99.00 5. Neste caso a verificação é realizada executando-se uma nova sondagem a 3. a sondagem na rocha é realizada com equipamento de sondagem rotativo.00 1.também é indicada.1..: profundidade mínima 8. Poderá ocorrer obstrução nos furos de sondagens do tipo matacões (rochas dispersas no subsolo) confundindo com um embasamento rochoso. Essa profundidade pode ser corrigida.4) GUIA EXISTENTE CASA EXISTENTE EM CONSTRUÇÃO 2. à medida que os primeiros resultados forem conhecidos. a sondagem deverá ser novamente deslocada 3.00 1.Obs.

Exemplo de um perfil de subsolo 3. O estudo é conduzido inicialmente. pela verificação da possibilidade do emprego de fundações diretas. Mesmo sendo viável a adoção das fundações diretas é aconselhável comparar o seu custo com o de uma fundação profunda.5 .Figura 3.ESCOLHA DO TIPO DE FUNDAÇÃO Com os resultados das sondagens. de grandeza e natureza das cargas estruturais e conhecendo as condições de estabilidade e fundações das construções vizinhas. técnica e economicamente.2 . proceder à escolha do tipo de fundação mais adequada. 36 . pode o engenheiro.

Tipos de fundações Os principais tipos de fundações podem ser reunidos em dois grandes grupos: fundações diretas ou rasas e fundações profundas (Figura 3. verificando a impossibilidade da execução das fundações diretas. Simples Armada Simples Armada Alvenaria Pedra Sapata Corrida ou Contínua Diretas ou Rasas Sapata Isolada Radier Rígidos Flexíveis de concreto Estacas Pré Moldadas Mega ou de reação Vibradas Centrífugas Protendida sem camisa Brocas Escavadas Raiz perdidas com camisa monotube Raynond Strauss Simples Duplex Franki Moldadas in loco Profundas de madeira de aço céu aberto Tubulões Pneumático (ar comprimido) Tipo poço Tipo Chicago Tipo gow Tipo Benoto Tipo Anel de concreto recuperadas Figura 3.1 . estuda-se o tipo de fundação profunda mais adequada.Relação dos tipos de fundações usuais em construção 37 .6). 3.6 .2.E finalmente.

Em terrenos firmes a mais de 6.0m. Condições econômicas: A-a=B-b A-B=a-b Sendo “A e B” as dimensões da sapata e “a e b” a dimensão do pilar. são capazes de suportar as cargas.7). Para a escolha das fundações podemos iniciar analisando uma sapata isolada (Figura 3.FUNDAÇÕES DIRETAS OU RASAS As fundações diretas são empregadas onde as camadas do subsolo. obtemos o SPT na profundidade adotada e calculamos a σ s do solo.12).3 . Fundações profundas. Dividindo a carga P pela σ s do solo. Figura 3. logo abaixo da estrutura. encontramos a área necessária da sapata (Snec). Com o auxílio da sondagem.0 à 6. S nec = P σs . se as cargas forem na ordem de 4 a 5 toneladas e sem presença de água.0m.7 . 3. σs ≅ SPT 5 Encontrada a área. podemos adotar brocas.Profundidade de uma sapata isolada (Df) • • - Quando Df ≤ B ⇒ Fundações diretas Quando Df > B ⇒ Fundações profundas (sendo “B” a menor dimensão da sapata) Quando a camada ideal for encontrada à profundidade de 5. 38 . adotam-se as dimensões e verificamos se são econômicas (Figura 3. devemos utilizar estacas ou tubulões.Portanto os principais tipos de fundações são: • • Fundações diretas ou rasas.

8 .parede de 1 tijolo = 45 cm valas: .8). Uma sapata será considerada flexível quando possuir altura relativamente pequena e . (edícula sem laje. abrigo de gás.). sob atuação do carregamento. As etapas de execução são: a) Abertura de vala * Profundidade nunca inferiores a 40 cm * Largura das . no máximo 50cm. apresentar deformação de flexão (Caputo.Sapata Corrida em Alvenaria São utilizadas em obras de pequena área e carga. podendo ser bi triangular. o fundo da vala é formado por degraus (Figura 3.1 .P. Mantendo-se o valor "h" em no mínimo 40 cm e h1. H. É importante conhecer esse tipo de alicerce.5 kg/cm² A Distribuição das pressões.3. no terreno. é função do tipo de solo e da consideração da sapata ser rígida ou flexível. 3.0 kg/cm² Regular = 2. barraco de obra.parede de 1/2 tijolo = 40 cm Em terrenos inclinados. sempre em nível. água etc. retangular ou triangular. pois foram muito utilizados nas construções antigas e se faz necessário esse conhecimento no momento das reformas e reforços dos mesmos.0 kg/cm² Fraca = 0.Detalhe do nivelamento do fundo da vala 39 .Como referência temos σ s (Tensão admissível do solo) como sendo: Boa = 4. 1973) Descrevemos com mais detalhes as fundações diretas mais comuns para obras de pequeno porte. • • Figura 3.

Para economizar formas. assentados com argamassa de cimento e areia traço 1:3. • O tijolo utilizado é o maciço queimado ou requeimado.feitos com tijolo e meio. Normalmente a sua ferragem consiste de barras "corridas". • Assentamento dos tijolos é feito em nível. com o objetivo unicamente de conseguir a uniformização do fundo da vala e não o de aumentar a resistência do solo. • Seu respaldo deve estar acima do nível do terreno.b) Apiloamento Se faz manualmente com soquete (maço) de 10 à 20 kg.feitos com um tijolo. areia grossa e pedra 2 e 3) e espessura mínima de 5cm com a finalidade de: • • Diminuir a pressão de contato visto ser a sua largura maior do que a do alicerce. podemos reaterrar as valas. e) Cinta de amarração É sempre aconselhável a colocação de uma cinta de amarração no respaldo dos alicerces. não podendo. a fim de evitar o contato das paredes com o solo. Sobre a cinta será efetuada a impermeabilização. no caso de pretender a sua atuação como viga deverá ser calculada a ferragem e os estribos. utilizam-se tijolos em espelho. 40 . contudo ser utilizadas como vigas. • Argamassa de assentamento é de cimento e areia traço 1:4. c) Lastro de concreto Sobre o fundo das valas devemos aplicar uma camada de concreto magro de traço 1:3:6 ou 1:4:8 (cimento. • Tem espessuras maiores do que a das paredes sendo: Paredes de 1 tijolo . Uniformizar e limpar o piso sobre o qual será levantado o alicerce de alvenaria d) Alicerce de alvenaria ( Assentamento dos tijolos) • Ficam semi-embutidos no terreno. A função das cintas de amarração é "amarrar" todo o alicerce e distribuir melhor as cargas. Paredes de 1/2 tijolo . O reaterro deve ser feito em camadas de no máximo 20cm bem compactadas. f) Reaterro das valas Após a execução da impermeabilização das fundações.

1972) Parede de meio tijolo Figura 3.11 . 1972) 41 . 1972) Parede de um tijolo Figura 3.Com cinta de amarração (Borges.10 .g) Tipos de alicerces para construção simples Figura 3.Sem cinta de amarração (Borges.9 .Com cinta de amarração (Borges.

3 . possuindo pequena altura em relação a sua base. espaçados de mais ou menos 1. 3.2 Sapatas Isoladas São fundações de concreto simples ou armado.Sapata corrida sob paredes 42 .14. podem ter formato piramidal ou cônico. Também são denominadas de Blocos. As sapatas de concreto armado.13 . As sapatas de concreto simples (sem armaduras).0m.Sapatas corridas Executadas em concreto armado e possuem uma dimensão preponderante em relação às demais (Figura 3. A função desses estribos é somente posicionar as armaduras.15) PAREDE h L Figura 3. o que lhes confere boa rigidez.3.13. 3.12 . que pode ter forma quadrada ou retangular (formatos mais comuns).Obs. Figura 3. devem ser usados estribos. possuem grande altura.3. 3.Sapata isolada retangular 3. Para manter os ferros corridos da cinta de amarração na posição.

15 . protendido ou em concreto reforçado com fibras de aço. Etapas de construção: • • Preparo do terreno – apiloamento e nivelamento.Sapata corrida sob pilares PILAR VIGA h L Figura 3. Os radiers são elementos contínuos que podem ser executados em concreto armado. Colocação das tubulações de água.Sapata corrida com viga 3.4 .3. 43 . esgoto e elétrica. O radier pode ser considerado uma laje contínua em toda a área de construção distribuindo uniformemente toda a carga ao terreno.Radiers Quando todas as paredes ou todos os pilares de uma edificação transmitem as cargas ao solo através de uma única sapata.14 . A laje deve ser executada utilizando concreto armado com armaduras de aço nas duas direções tanto na parte superior como na inferior (armadura dupla).PILAR h L Figura 3. tem-se o que se denomina uma fundação em radier.

4. encontra-se em camadas mais profundas do solo.Pré-moldadas .1 .16 . 3. cravadas ou confeccionadas no solo utilizando concreto no mínimo 15 MPa.FUNDAÇÕES PROFUNDAS São utilizadas quando o terreno firme. b) Contenção de empuxos laterais (estacas pranchas). Figura 3.Estacas Estacas são peças alongadas.4 .• • Colocação de manta plástica para evitar a perda de água do concreto e a umidade do solo. cilíndricas ou prismáticas. Concretagem e cura.Moldadas in loco 44 . essencialmente para: a) Transmissão de carga a camadas profundas. Os principais tipos de fundações profundas são: 3.Radier O radier somente deve ser utilizado se o terreno todo tiver o mesmo tipo de solo. bom para a fundação. Podem ser: . c) Compactação de terrenos. Se uma parte dele for firme e outra fraca você não deve usar radier.

a) Nas estacas pré-moldadas.18 b).18. (a) (b) Figura 3.). Esses esforços são resistidos pela reação exercida pelo terreno sobre sua ponta e pelo atrito entre as paredes laterais da estaca e o terreno. Figura 3. permitindo a execução do lastro e a sobra de no mínimo 5 cm de estaca acima do lastro (Figura 3.As estacas recebem esforços axiais de compressão. ausência de pedra britada e possibilidade de barro em volta da estaca. A limpeza e remoção do concreto de má qualidade até a cota de arrasamento devem ser feito com o auxílio de um ponteiro e marreta e o sentido deve ser preferencialmente de baixo para cima (Figura 3. A cota de arrasamento das estacas deve ficar no mínimo 10 cm acima do fundo da vala.Esforços nas estacas Após a cravação das estacas pré-moldadas de concreto ou a concretagem das estacas moldadas “in loco” as mesmas devem ser preparadas previamente para sua perfeita ligação com os elementos estruturais (blocos de coroamento. Nas estacas prancha além dos esforços axiais temos o empuxo lateral (esforços horizontais).18 (a) Arrasamento das estacas – (b) Cota de arrasamento das estacas 45 . Nas estacas moldadas “in loco” o concreto da cabeça das estacas geralmente é de qualidade inferior. Figura 3. Portanto a estaca deve ser concretada no mínimo 20 cm acima da cota de arrasamento.17 . pois ao final da concretagem há subida de excesso de argamassa. o excesso de concreto acima da cota de arrasamento. vigas etc. é devido às estacas encontrarem a “nega” (solo impenetrável) em cotas distintas.17.

. Os blocos de coroamento têm também a função de absorver os momentos produzidos por forças horizontais. Figura 3. Ø= diâmetro da estaca UMA ESTACA DUAS ESTACAS TRÊS ESTACAS QUATRO ESTACAS .19 – Bloco de coroamento 46 .19). distribuindo para ela as cargas dos pilares e dos baldrames (Figura 3..3.P.2 Blocos de coroamento das estacas Os blocos de coroamento das estacas são elementos maciços de concreto armado que solidarizam as "cabeças" de uma ou um grupo de estacas. 1973)..4. excentricidade e outras solicitações (Caputo. H.

0 MPa conforme NBR 6122.5m cada peça) até atingir a profundidade desejada.21). as mesmas são compactadas e preenchidas com concreto fck 15. as brocas só serão iniciadas depois de todas as valas abertas. 3. Ao atingir a profundidade das brocas. Figura 3. não utilizando nenhum equipamento mecânico. no mínimo de 3.3. em solo sem água. de forma a não haver fechamento do furo nem desmoronamento. que veremos adiante.20.Brocas São feitas a trado.Tipos de trado 47 .4. Os ∅ mais usados são 20 cm e 25 cm.0m a 4.0m. que tem o seu comprimento acrescido através de barras de cano galvanizado. utilizando pedra nº 2. Limite de comprimento: é da ordem de 6. Fazemos isso através da cubicagem (volume) de concreto que será necessária para cada broca. sempre verificando se não houve fechamento do furo.20 . (geralmente com 1. pois o trabalho é exclusivamente manual. • • • Limite de diâmetro: 15 (6") a 25cm (10"). A execução das brocas é extremamente simples e compreende apenas quatro fases: • • • • Abertura da vala dos alicerces Perfuração de um furo no terreno Compactação do fundo do furo Lançamento do concreto Ao contrário de outros tipos de estacas. Inicia-se a abertura dos furos com uma cavadeira americana e o restante é executado com trado (Figura 3.3 .0m. bem como falhas na concretagem.

A execução de brocas na presença de água deve ser evitada e somente é admitida quando se tratar de solos de baixa permeabilidade.não armada ≅ 7 a 8t . também sofrem empuxos laterais. pois sua execução é manual. geralmente o fundo do furo não é compactado e o lançamento do concreto é feito diretamente no solo.armada ≅ 6 a 7t . É conveniente adotar cargas não superiores a 5 toneladas por unidade. A Resistência Estrutural da Broca quando bem executadas podem ser: • • broca de 20cm: broca de 25cm: . além de trabalharem a compressão. encontrarmos solo resistente a uma profundidade inferior a 3. que possibilitem a concretagem antes do acúmulo de água. Devemos armar as brocas quando: • • • Verificarmos que as mesmas. 48 . certas ocasiões nos obrigam a armá-las e nesses casos. apenas levam pontas de ferro destinadas a amarrá-las à viga baldrame ou blocos. Quando em algumas brocas.0m.armada ≅ 10t Esses valores são aproximados.Figura 3.Perfuração da broca Geralmente as brocas não são armadas. sem nenhuma proteção. Forem tracionadas. em solos suficientemente coesivos e na ausência de lençol freático. isto é feito com 4 (quatro) ferros e estribos em espiral ou de acordo com o projeto estrutural.não armada ≅ 4 a 5t .21 . No entanto.

depende da profundidade atingida do diâmetro da estaca e do tipo de solo.Estaca Apiloada A estaca apiloada é executada utilizando um tripé e um soquete com diâmetro de 20 a 30 cm.Estacas Escavadas As estacas escavadas caracterizam-se também por serem moldadas no local após a escavação do solo. A perfuração é conseguida lançando o saquete ao solo de uma altura variável dependendo do equipamento. apoiadas em chassis metálicos ou acopladas em caminhões (Figura 3. que é efetuada mecanicamente com trado helicoidal. O processo é mecanizado e utilizado somente para pequenas cargas devido as suas limitações.1998) Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 15tf 25tf 30tf 3. 49 . Em ambos os casos são empregados guinchos. 1998) Figura 3. Nas estacas apiloadas não existe uma padronização de carga. Seu emprego é restrito a perfuração acima do nível d'água.22).5 . (Falconi et al.22 – Perfuratriz (Hachich et al.4 . podendo esta ser helicoidal em toda a sua extensão ou trados acoplados em sua extremidade.3. São executadas através de torres metálicas.4. conjunto de tração e haste de perfuração.4.

até completar o nível proposto pelo projeto. o soquete é substituído pela sonda com porta e janela a fim de penetrar e remover o solo no seu interior em estado de lama.4.23 . Após abertura inicial do furo com o soquete. Alcançado o comprimento desejado da estaca.5 a 1. guincho. O procedimento acima se repete.A concretagem das estacas apiloadas seguem as mesmas especificações das estacas moldadas “in loco” pode ser lançado até preencher o furo ou lançado e apiloado em camadas. exceto a formação do bulbo. 1998). soquete (pilão) e a sonda (balde).6 .Estaca Strauss A estaca Strauss é executada utilizando equipamento mecanizado composto por um tripé. enche-se de concreto em trechos de 0. coloca-se o tubo de molde do mesmo diâmetro da estaca.0 m que é socado pelo pilão à medida que se vai extraindo o molde formando o bulbo. Inicia-se a perfuração utilizando o soquete. Quando lançado e epiloado em camadas deve-se ter o cuidado do contato do soquete com a parede do furo para não contaminar o concreto com o solo (Hachich et al. 3. Figura 3.Execução das Estaca Strauss Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 20tf 30tf 35tf 50 .

4. Alcançada a profundidade desejada o molde é preso à torre. Figura 3.4. e uma base circular ou em forma de elipse (Figura 3.7 . ele vai abrindo caminho no terreno devido ao forte atrito entre o concreto seco e o tubo e o mesmo é arrastado para dentro do solo. 51 . um tampão de concreto de relação água/cimento muito baixa. apiloados ao mesmo tempo em que se retira o tubo de molde. 1998).24 .Execução das Estacas Franki Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • Ø 30 cm: Ø 35 cm: 40tf 50tf 3. tendo no seu interior junto à ponta. coloca-se mais concreto no interior do molde e com o pilão.Estacas Franki Coloca-se o tubo de aço (molde).Tubulões São elementos de fundação profunda constituído de um poço (fuste). Após essa operação desce-se a armadura e concreta-se a estaca em pequenos trechos sendo os mesmos fortemente. normalmente de seção circular revestido ou não.8 .3. provoca-se a expulsão do tampão até a formação de um bulbo do concreto. esse tampão é socado por meio de um soquete (pilão) de até 4t.25) (Alonso et al.

d . Os tubulões a ar comprimido ou pneumático utilizam uma câmara de equilíbrio em chapa de aço e um compressor (Figura 3.Seção típica de um tubulão Sendo: β ≥ 60o dmin. Seu emprego é limitado para solos coesivos e acima do nível d'água. as paredes são escoradas com pranchas verticais ajustadas por meio de anéis de aço. tang60o sendo < 2. resulta de um poço perfurado manualmente ou mecanicamente e a céu aberto. = 70cm D ≅ de 3 a 3.26). em etapas.5d H ≥ D . existindo dois sistemas de execução Chicago e Gow. 52 . O princípio é manter. pelo ar comprimido injetado.x FUSTE d BASE b H d RODAPÉ 15 a 20cm D a D Figura 3. Sendo a de aço perdida ou recuperada.25 .0m 2 Os tubulões dividem-se em dois tipos básicos: à céu aberto (com ou sem revestimento) e a ar comprimido (pneumático) revestido. O revestimento dos tubulões pode ser constituído de camisa de concreto armada ou de aço. Os tubulões à céu aberto é o mais simples. Já no sistema Gow o escoramento é efetuado utilizando cilindros telescópicos de aço cravados por percussão (Caputo. No sistema Chicago a escavação é feita com pá. a água afastada do interior do interior do tubulão. 1973).

Tubulão a ar comprimido 3.9 – Alvenaria de embasamento As fundações são executadas em um nível abaixo do piso acabado (no mínimo 20 cm). possibilitar a passagem de tubulações sem prejuízo do baldrame. 53 .Figura 3.26 . Sobre as fundações e vigas baldrames é executado a alvenaria de embasamento de modo a permitir os diferentes níveis de piso mantendo o baldrame nivelado.4.

dispomos de produtos desenvolvidos especialmente para evitar a ação prejudicial da água.contra a pressão hidrostática. Figura 3.27 . A impermeabilização das edificações não é uma prática moderna.27). Já no Brasil. etc. mais 54 .contenção lateral para aterros dos pisos e receber a camada impermeabilizante do alicerce.Alvenaria de embasamento 3. para impermeabilizar saunas. . A alvenaria de embasamento pode ser de tijolo maciço ou de bloco de concreto assentada com argamassa de cimento e areia no traço 1:4. Atualmente. de acordo com o ataque de água: . óleos. Os romanos empregavam clara de ovos. a impermeabilização para esses tipos.5 – IMPERMEABILIZAÇÃO A impermeabilização é de fundamental importância no aumento da durabilidade das construções. aquedutos. sangue. Os serviços de impermeabilização representam uma pequena parcela do custo e do volume de uma obra. nas cidades históricas. As falhas corrigidas a posteriori. existem igrejas e pontes onde a argamassa das pedras foi aditivada com óleo de baleia.contra a infiltração. quando anteriormente planejada. O tijolo maciço é o mais utilizado devido as suas dimensões facilitando as diversas espessuras da alvenaria de embasamento (Figura 3. Podemos dividir os tipos de impermeabilização.contra a umidade do solo. . somam muitas vezes o custo inicial. Os serviços de impermeabilização contra pressão hidrostática e contra água de infiltração não admitem falhas.

sendo necessário assentar algumas fiadas de tijolos sobre a sapata corrida ou sobre o baldrame.. etc.1. causando sérios transtornos. a argamassa também o fará. Como podemos observar. Uma junta fissurada deve ser cheia com uma massa elástica e não com argamassa rígida. já há algum tempo. pois esse produto pode ser aplicado. pois acompanha o movimento das trincas que venham a se formar na estrutura permanecendo impermeáveis mesmo sob pressão hidrostática. Tem sido bem aceito. no Brasil. um produto mineral que se aplica na estrutura. membrana de asfalto com elastômetros.-. 55 . penetrando até a altura de 1.5. e com grande sucesso. . Devemos ter alguns cuidados com a impermeabilização Uma impermeabilização não dá resistência à estrutura. 3..2º Constituídos por cimentos especiais de cura rápida que são utilizados no tamponamento.1º Constituídos pêlos concretos e argamassas impermeáveis. local mais indicado para isso. em especial as de concreto. existem basicamente três sistemas principais de impermeabilização: O rígido: . A fundação sempre é executada num nível inferior ao do piso. Portanto é indispensável uma boa impermeabilização no respaldo dos alicerces.Semelhante à impermeabilização rígida somente que os aditivos favorecem pequenas movimentações. pela inclusão de um aditivo.utilizada há mais de 50 anos.50m nas paredes superiores.28). é a por meio de membranas onde a plasticidade é a grande vantagem. pois é o ponto de ligação entre a parede que está livre de contato com o terreno e o alicerce. a impermeabilização mais utilizada é com argamassa rígida e impermeabilizante gordurosos. até alcançarmos o nível do piso (Alvenaria de embasamento). E no caso de umidade do solo.Impermeabilização dos alicerces Independente do tipo de fundação adotada deve executar uma impermeabilização no respaldo dos alicerces (Figura 3. O semi flexível: . No tijolo a água sobe por capilaridade. A obstrução da água fará com que ela procure nova saída e inicie o trabalho pelas áreas porosas. nas recuperações de estruturas sujeitas a pressão hidrostática etc. O flexível: Constituído por lençóis de borracha butílica. Se a estrutura fissurar. lençóis termoplásticos. Temos também. que penetra nos poros através de água e se cristaliza até cerca de 6 cm dentro da estrutura fechando os poros e ficando solidária com a estrutura.

Impermeabilização no respaldo do alicerce O processo mais utilizado é através de argamassa rígida. usando.5 kg de impermeável Após a cura da argamassa impermeável a superfície é pintada com piche líquido (Neutrol ou similar).Figura 3. A camada impermeável não deve ser queimada. pois o piche penetra nas possíveis falhas de camadas.29). Podemos utilizar aditivo acrílico que proporciona uma composição semi flexível. mas apenas alisada.3 latas de areia (54 litros) .28 . Devemos aplicar duas demãos e em cruz. 56 . corrigindo os pontos fracos. Viaplus 1000. Outro processo utilizado dispensa o uso da pintura com piche líquido sobre a argamassa. Tec 100 ou similar). geralmente. dosado em argamassa de cimento e areia em traço 1:3 em volume: . impermeável gorduroso (Vedacit ou similar). para que sua superfície fique semi-áspera evitando fissuras. Recomendações importantes para uma boa execução da impermeabilização: Deve-se sempre dobrar lateralmente cerca de 10 a 15 cm (Figura 3.1. Aplicar sempre com as paredes úmidas em três demãos cruzadas. Usa-se a mesma argamassa para o assentamento das duas primeiras fiadas da alvenaria de elevação. Nesse sistema aplica-se uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 e pintura com cimento cristalizante e aditivo (Kz + água + K11 na proporção de 1:4:12.1 lata de cimento (18 litros) .

2 .5.Figura 3.Detalhe da aplicação da argamassa impermeável Obs.31 detalham uma impermeabilização rígida em diversos locais de uma construção.Impermeabilização em locais de pouca ventilação 57 . Figura 3. As figuras 3. 3. Faz-se necessário estudar caso a caso para adotar o melhor sistema de impermeabilização (rígido e semi flexível para umidade e flexível para infiltração).30 e 3.30 . nos locais onde o solo entra em contato com as paredes. devemos executar uma impermeabilização.: O tempo de duração de uma impermeabilização deverá corresponder ao tempo de uso de uma construção.Impermeabilização nas alvenarias sujeita a umidade do solo Além dos alicerces.29 . Sua substituição envolve alto custo e transtorno aos usuários.

Onde o solo encostar-se à parede levantar o revestimento interno e externo no mínimo 60 cm acima do solo

Figura 3.31 - Impermeabilização com ventilação

Em ambos os casos o alicerce e o lastro impermeabilizado devem coincidir. 3.6 - DRENOS Existem casos que para maior proteção da impermeabilização dos alicerces e também das paredes em arrimo, necessitamos executar DRENOS, para garantir bons resultados. Os drenos devem ser estudados para cada caso, tendo em vista o tipo de solo e a profundidade do lençol freático, etc... Os drenos subterrâneos podem ser de três tipos: - Drenos horizontais (ao longo de uma área) (figura 3.32) - Drenos verticais (tipo estacas de areia) - Drenos em camada (sob base de estrada) De modo genérico, os drenos horizontais são constituídos:

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Figura 3.32 - Dreno horizontal

1 - Camada filtrante: (areia de granulometria adequada ou manta de poliéster servindo como elemento de retenção de finos do solo). 2 - Material drenante: (pedra de granulometria apropriada) que serve para evitar carreamento de areia - 1 - para o interior do tubo, e conduzir as águas drenadas. 3 - Tubo coletor: deve ser usado para grandes vazões. Normalmente de concreto, barro cozido ou PVC. 4 - Camada impermeável : (selo) no caso do dreno ser destinado apenas à captação de águas subterrâneas. Se o dreno captar águas de superfície, esta camada será substituída por material permeável. 5 - Solo a ser drenado: em um estudo mais aprofundado, a sua granulometria servirá de ponto de partida para o projeto das camadas de proteção. Obs. No caso de não ter tubulação condutora de água, o dreno é chamado de cego (Figura 3.33). Os drenos cegos consistem de valas cheias de material granular (brita e areia). O material é colocado com diâmetro decrescente, de baixo para cima.

Figura 3.33 - Dreno horizontal cego

Uma das utilizações dos drenos é quando o nível de água é muito alto e desejamos rebaixá-lo (Figura 3.34).

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Figura 3.34 - Exemplo de aplicação dos drenos

Obs. Neste caso os furos do tubo devem estar para cima.

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ANOTAÇÕES

1 – Verificar se o terreno confirma a sondagem quando da execução da fundação. 2 – Verificar a exata correspondência entre os projetos, arquitetônico, estrutural e o de fundações. 3 – Verificar se o traço e o preparo do concreto atendem as especificações de projeto. 4 – Verificar qual o sistema de impermeabilização indicada no projeto. Constatar se as especificações dos materiais, bem como as recomendações técnicas dos fabricantes estão sendo rigorosamente obedecidas.

Noções de segurança na execução de fundação: - Evitar queda de pessoas nas aberturas utilizando proteção com guarda corpos de madeira, metal ou telas. - Realizar escoramento em valas para evitar desmoronamentos. - O canteiro de obra deverá ser mantido limpo, organizado e desimpedidos, para evitar escorregões, e tropeços. - Sinalizar com guarda-corpo, fitas, bandeirolas, cavaletes as valas, taludes poços e buracos.

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4 - ALVENARIA

APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO; VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a alvenaria adequada; • Orientar a elevação das paredes (primeira fiada, cantos, prumo, nível); • Especificar o tipo de argamassa de assentamento; • Especificar e conhecer o tipo de amarração; • Especificar os tipos de reforços nos vãos das alvenarias. • Executar corretamente os muros de fechamento de divisas.

Alvenaria, pelo dicionário da língua portuguesa, é a arte ou ofício de pedreiro ou alvanel, ou ainda, obra composta de pedras naturais, cerâmica, blocos de concreto, ligadas ou não por argamassa; cola, armadura e graute (que preenchem os furos da alvenaria estrutural). A alvenaria pode ser empregada na confecção de diversos elementos construtivos (paredes, muros, abóbadas, sapatas, etc.) e pode ter função estrutural ou simplesmente de vedação. Quando a alvenaria é empregada na construção para resistir cargas, ela é chamada Alvenaria resistente, pois além do seu peso próprio, ela suporta cargas (peso das lajes, telhados, pavimento. superior, etc.) Quando a alvenaria não é dimensionada para resistir cargas verticais além de seu peso próprio é denominada Alvenaria de vedação. As paredes utilizadas como elemento de vedação devem possuir características técnicas que são: • • • • • Resistência mecânica Isolamento térmico e acústico Resistência ao fogo Estanqueidade Durabilidade

As alvenarias de pedras naturais são raramente executadas, em função da falta de mão-de-obra especializada, como também, pelas distâncias entre os locais de sua extração e de sua utilização. As alvenarias de tijolos e blocos cerâmicos ou de concreto, são as mais utilizadas, mas existem investimentos crescentes no desenvolvimento de tecnologias para industrialização de sistemas construtivos aplicando materiais diversos. No entanto neste capítulo iremos abordar os elementos de alvenaria tradicionais.

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4.1 - ELEMENTO DE ALVENARIA TRADICIONAL O elemento de alvenaria é um produto industrializado, de formato paralelepipedal, para compor uma alvenaria, podendo ser: cerâmico, solo cimento e concreto. 4.1.1 - Elementos cerâmicos Os elementos cerâmicos são obtidos a partir da queima de misturas compostas por areia e argila, quando misturados com água, formam uma pasta plástica podendo adquirir grande dureza, sob a ação de calor. Geralmente, os produtos cerâmicos para alvenaria apresentam as seguintes etapas de fabricação: • • • • • • Escolha de matéria prima; Exploração de matéria prima; Preparação da argila; Amassamento ou preparo da mistura; Moldagem; Secagem e cozimento.

A temperatura de queima varia entre 800° C até 1500° C, e dependendo da temperatura de queima dos compostos presentes, os elementos cerâmicos podem ser classificados em: • • • Cerâmica vermelha – entre 950° C a 1100° C (Tijolos, blocos, lajotas etc.) Cerâmica Branca – entre 1100° C a 1300° C (azulejos, peças sanitárias etc.) Cerâmica refratária – acima de 1500° C.

a - Tijolo cerâmico maciço (comum ou caipira) São blocos de barro comum, moldados com arestas vivas e retilíneas (Figura 4.1), obtidos após a queima das peças em fornos contínuos ou periódicos com temperaturas da ordem de 950 a 1100° C. De acordo com a NBR7170 os tijolos dividem-se em: • • Tipo 1 = (200±5; 95±3; 63±2)mm Tipo 2 = (240±5; 115±3; 52±2)mm

Porém no mercado corrente encontra-se tijolos com dimensões nominais de 210x100x50 mm, que são adquiridos por milheiro. • • • peso: 2,50kg resistência do tijolo: de 1,5 a 4,0 Mpa. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 77un parede de 1 tijolo: 148un

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Figura 4.1 - Tijolo comum

A produtividade da execução de alvenaria com tijolo maciço é baixa, no entanto as suas pequenas dimensões permitem uma maior precisão de nivelamento e prumo. b – Bloco cerâmico Tijolo cerâmico vazado, moldados com arestas vivas retilíneas. São produzidos a partir da cerâmica vermelha, tendo a sua conformação obtida através de extrusão. Podem ser classificados em: • • Blocos de vedação; Blocos estruturais.

As dimensões nominais dos blocos cerâmicos são muito variáveis, portanto pode-se escolher a dimensão que melhor se adapte ao seu projeto utilizando a Tabela 4.1. Neste capítulo iremos abordar somente os blocos de vedação. Os blocos de vedação não têm função de suportar outras cargas além do seu peso próprio e do revestimento. Isto ocorre porque no assentamento, dos blocos de vedação, os furos dos mesmos estão dispostos paralelamente à superfície de assentamento (diferente dos blocos estruturais em que os furos são verticais, perpendiculares à superfície de assentamento) o que ocasiona uma diminuição da resistência dos painéis de alvenaria. Os blocos de vedação têm as superfícies constituídas por ranhuras e saliências para aumentar a aderência, porque na queima as faces do tijolo sofrem um processo de vitrificação, que compromete a aderência com as argamassas de assentamento e revestimento. A tabela 4.1 determina as dimensões normalizadas para os elementos cerâmicos existentes comercialmente. 64

3) com as seguintes características: • • • peso: 3.5 x 20 x 30 12.1 .2) denominados tijolo baiano e com furos prismáticos.5 x 15 x 25 Largura (L) 90 90 90 90 115 115 115 115 140 140 140 140 190 190 190 190 Largura (L) 90 90 90 115 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 90 140 140 140 Comprimento(C) 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 Comprimento(C) 190 190 240 240 Os mais utilizados são os blocos com furos cilíndricos 9x19x19 (Figura 4.0 Mpa. 65 .5 x 20 x 20 12.Dimensões nominais de blocos de vedação e estruturais. devido à quebra do tijolo. o corte para passagem de tubulação é difícil e. menos argamassa de assentamento. também 9x19x19. comuns e especiais Tipo(A) L x H x C (cm) 10 x 20 x 20 10 x 20 x 25 10 x 20 x 30 10 x 20 x 40 12.5 x 20 x 40 15 x 20 x 20 15 x 20 x 25 15 x 20 x 30 15 x 20 x 40 20 x 20 x 20 20 x 20 x 25 20 x 20 x 30 20 x 20 x 40 Medidas especiais L x H x C (cm) 10 x 10 x 20 10 x 15 x 20 10 x 15 x 25 12.Tabela 4.5x14x24 também é bem utilizado.Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos Tabela NBR .00Kg resistência do tijolo: de 1. Comparando o tijolo baiano e o furado com o tijolo maciço.5 x 20 x 25 12. muitas vezes maior. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 22un parede de 1 tijolo: 42um Tolerancia nas medidas: ± 3mm • O bloco cerâmico 11. porque devido as suas dimensões tem um rendimento maior. por outro lado.5 a 2. Exige menos mão-de-obra. denominados tijolo furado (Figura 4. a alvenaria de tijolo baiano e furado é sensivelmente mais leve do que a alvenaria de tijolo maciço.

O processo de fabricação é semelhante ao do tijolo furado.3 .5cm quantidade por m²: parede de 1/2 tijolo: 70un parede de 1 tijolo: 140un peso aproximado ≅ 2.5 a 5.Figura 4.70kg resistência do tijolo ≅ 3. • • dimensões: 23x11x5.2 .0MPa • • 66 .Tijolo com furo cilíndrico (tijolo baiano) Figura 4.4).Tijolo laminado (21 furos) Tijolo cerâmico utilizado para executar paredes de tijolos à vista (Figura 4.Tijolo com furo prismático (tijolo furado) c .

0MPa Figura 4. e água. Podem ser maciços (Figura 4.25 quantidade: a mesma do tijolo maciço de barro cozido resistência a compressão individual: 1.Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 67 .Tijolo de solo cimento comum Figura 4. • • • • dimensões: 20x10x4.Tijolos de solo cimento Material obtido pela mistura de solo arenoso .6 . cimento Portland de 4 a 10%.5) ou furados (Figura 4.Tijolo laminado 4.6). São assentados por argamassa mista de cimento.1.50 a 80% do próprio terreno onde se processa a construção (o qual não deve apresentar matéria orgânica em teores prejudiciais). cal e areia no traço 1:2:8 ou por meio de cola respectivamente.7MPa resistência à compressão média: 2. prensados mecanicamente ou manualmente.5cm.Figura 4.5x6.2 .4 .5 . 23x11x5cm ou 25x12.

8). Tabela 4.Dimensões nominais dos blocos de concreto dimensões *: a 09 11 14 19 b x 19 x 19 x 19 x 19 x x x x c 39 39 39 39 peso 10kg 10.7kg 8.5kg 68 a 09 1/2 14 tijolo 19 b x 19 x 19 x 19 c x 19 x 19 x 19 peso 4.7.8 . e dependendo do equipamento é possível obter peças de grande regularidade e com faces e arestas de bom acabamento.7kg 13.50 kg 19 x 19 x 39 = 18. fabricadas com cimento. areia.Bloco canaleta Bloco Canaleta : 14 x 19 x 39 = 13.7kg . Figura 4. Figura 4.1. O equipamento para a execução dos blocos é a presa hidráulica. O bloco é obtido através da dosagem racional dos componentes. pedrisco.4.2 . Em relação ao acabamento os blocas de concreto podem ser para revestimento (mais rústico) ou aparentes.0MPa Espessura mínima de qualquer parede do bloco deve ser de 15mm. pó de pedra e água (Figura 4.2 determina as dimensões nominais dos blocos de concreto mais utilizado.7 .Bloco de concreto • • • quantidade de blocos por m² : 12.3 .Blocos de concreto Peças regulares e retangulares. 4.5un resistência do bloco: média 2.10 kg A Tabela 4.6kg 15.5MPa Individual 2.8kg 6.

c) Blocos de concreto celular: São blocos de concreto com adição de produtos químicos na sua composição ocorrendo à incorporação de gases. Devido à argila ser muito retrátil. pois se estica uma linha entre os dois cantos já levantados. se junta palha. para a execução de paredes de vedação.9). 69 . técnicas e materiais utilizados. resistência ao fogo. diminuindo a retração do material e melhorando o comportamento higrotérmico da parede. fiada por fiada.9) após o destacamento das paredes (assentamento da primeira e segunda fiada). boa trabalhabilidade e precisão nas medidas. que funciona como um elemento aglutinador. areia e água. Pode ser utilizado na forma de blocos com diversas medidas e espessuras ou painéis armados. É assentado com gesso cola. como: a) Taipa: A taipa é constituída por terra úmida. areia e outros materiais silicosos aos quais se adiciona alumínio em pó. um dia da execução da impermeabilização. ariginando paredes ou muros homogêneos e monolíticos. fixo ou desmontável. 4. com características argilosas.2 – OUTROS ELEMENTOS DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO Existem diversas alternativas. e) Gesso acartonado: Utilizado na divisão dos espaços internos das edificações. o restante da parede será erguida sem preocupações de prumo e horizontalidade. gesso comum e sizal. comprimidas entre taipas (formas) de madeira. proporcionando ao material baixo peso específico. desta forma. serão erguidas as paredes conforme o projeto de arquitetura.10) e o escantilhão no sentido horizontal (Figura 4. obedecendo ao prumo de pedreiro para o alinhamento vertical (Figura 4. Os cantos são levantados primeiro porque. isolamento térmico. com a mistura de cimento. d) Concreto celular autoclavado: É um produto obtido por processo industrial. secos ao sol. O serviço é iniciado pêlos cantos (Figura 4. no mínimo.4. facilitando o manuseio e bom desempenho térmico e acústico. de montagem por acoplamento e constituído por uma estrutura de perfis metálicos ou de madeira e fechamento em chapas de gesso acartonado. b) Adobe: Tijolos de barro amassado com palha. f) Blocos de Gesso: Os blocos pré-fabricados de gesso são elementos de vedação vertical. cal.3 – ELEVAÇÃO DA ALVENARIA TRADICIONAL: Depois de. estruturado. leve. É autoclavado (cura a vapor sob pressão de 10 atmosferas e temperatura de 180ºC) caracterizando um produto com baixo peso específico. resistência à compressão. Geralmente monolítico. retiradas depois de completar a secagem. utilizados para a execução de paredes e divisórias internas.

os cantos são levantados utilizando uma argamassa de assentamento de cimento.1 .Detalhe do prumo do canto da alvenaria 70 . do prumo de pedreiro e da linha.9 .9) Figura 4.4.3.Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria Figura 4.Paredes de tijolos maciços Com o auxílio do escantilhão. cal e areia no traço 1: 2: 8 (Figura 4.10 .

Colocação da argamassa de assentamento 2o .12 . 1o – Colocada à linha.Assentamento do tijolo 71 . 4.11.13) a maneira mais prática de executarmos a elevação da alvenaria. batendo e acertando com a colher conforme Figura 4. Figura 4. verificando o nível e o prumo.Sobre a argamassa o tijolo e assentado com a face rente à linha. 4.11.11 . Figura 4. conforme a Figura 4.12.Podemos ver nos desenhos (Figura 4.12. a argamassa e disposta sobre a fiada anterior.

A sobra de argamassa é retirada com a colher.Retirada do excesso de argamassa Mesmo sendo os tijolos da mesma olaria. Por este motivo.3o .15. o segundo plano será na altura da laje. nota-se certa diferença de medidas.13 . somente uma das faces da parede pode ser aparelhada.5m aproximadamente.a .5x30cm) utilizando os mesmos pontaletes de marcação da obra ou com andaimes metálicos.1.Amarração dos tijolos maciços Os elementos de alvenaria devem ser assentados com as juntas desencontradas. Os andaimes são executados com tábuas de 1"x12" (2. se for sobrado. Figura 4.3. No caso de andaimes utilizando pontaletes de madeira as tábuas devem ser pregadas para maior segurança dos usuários. e o terceiro 1.50m. Os andaimes são estruturas que auxiliam na elevação das alvenarias quando o nível das paredes ultrapassa a altura de 1.13. deve-se providenciar o primeiro plano de andaimes. para garantir uma maior resistência e estabilidade dos painéis (Figuras 4.16).5m acima da laje e assim sucessivamente. Quando as paredes atingirem a altura de 1. 4. 4. Podendo ser: 72 . sendo a mesma à externa por motivos estéticos e mesmo porque os andaimes são montados por este lado fazendo com que o pedreiro trabalhe aparelhando esta face. 4. conforme Figura 4.14.

16 .14 .15 .Ajuste corrente (comum) b . é o sistema mais utilizado (Figura 4.a . Figura 4.14) Figura 4. de difícil execução pode ser utilizado em alvenaria de tijolo aparente (Figura 4.Ajuste Inglês ou gótico 73 .Ajuste Francês c .Ajuste Francês também comumente utilizado (Figura 4.Ajuste Inglês.15) Figura 4.16).Ajuste comum ou corrente.

17 .Canto em parede de um tijolo no ajuste comum 74 . as paredes iniciam-se pêlos cantos. Figura 4.4. 4.19.Canto em parede de meio tijolo no ajuste comum Figura 4.b .17. 4.3.Formação dos cantos de paredes É de grande importância que os cantos sejam executados corretamente.1.20 e 4.18 .21 mostram a execução de diversos cantos de parede nas diversas modalidades de ajustes.18.Canto em parede de um tijolo no ajuste francês Figura 4. Nas Figuras 4. pois como já visto.19 . 4.

Pilares de tijolos maciços São utilizados em locais onde a carga é pequena (varandas.22) 75 .Canto em parede externa de um tijolo com parede interna de meio tijolo no ajuste francês 4. Podem ser executados somente de alvenaria ou e alvenaria e o centro preenchido por concreto (Figura 4..).1.21 .c .Figura 4. muros etc.20 .3..Canto em parede de espelho Figura 4.

1.3. perfazendo uma pilha de 250 tijolos.23. Costuma-se. Como coroamento.22 . arrumam-se mais 10 tijolos. Figura 4. é comum empilhar os tijolos de maneira como mostra a Figura 4.Empilhamento de tijolos maciços Para conferir na obra a quantidade de tijolos maciços recebidos. também. após cada descarga do caminhão. pintar ou borrifar com água de cal as pilhas. resultando 240.Empilhamento do tijolo maciço 76 . para não haver confusão com as pilhas anteriores. São 15 camadas.d .23 .Figura 4.Exemplo de pilares de alvenaria 4. contendo cada 16 tijolos.

Isto ocorre devido à absorção da argamassa de assentamento ser diferente da dos blocos.2 . são necessários tijolos comuns.menor consumo de argamassa para assentamento. As paredes iniciam-se pêlos cantos utilizando o escantilhão para o nível da fiada e o prumo. nas espaletas e arremates do vão.difícil para se trabalhar nas aberturas de rasgos para embutimento de canos e conduítes.menor tempo de assentamento e revestimento.3. . . o que facilita no momento da execução. Podemos dividi-lo pela metade ou em 1/4 e 3/4 de acordo com a necessidade (Figura 4.Cortes em tijolos maciços O tijolo maciço permite que seja dividido em diversos tamanhos.24 . O processo de assentamento é semelhante ao já descrito para a alvenaria de tijolos maciços. .nos dias de chuva aparecem nos painéis de alvenaria externa.e . Vantagens: .melhor acabamento e uniformidade. economizandomão-de-obra. os desenhos dos blocos.Corte do tijolo maciço 4.3. se estendem rapidamente em nossas obras.Paredes com bloco de concreto São paredes executadas com blocos de concreto vibrado.24).peso menor .geralmente. . . Com o desenvolvimento dos artigos pré-moldados. .1.não permite cortes para dividi-los.4. Figura 4. A argamassa de assentamento dos blocos de concreto é mista composta por cimento cal e areia no traço 1:1/2:6. Desvantagens: 77 .

Portanto. A amarração dos cantos e de parede interna com externa se faz utilizando barras de aço a cada três fiadas ou utilizando um pilarete de concreto no encontro das alvenarias (Figura 4.26): Figura 4. Pode ser junta a prumo (somente quando for vedação em estrutura de concreto). a elevação da alvenaria se dá assentando o bloco com os furos para baixo.25 .Os blocos de concreto para execução de obras não estruturais têm o seu fundo tampado (Figura 4.25) para facilitar a colocação da argamassa de assentamento.Detalhe do assentamento do bloco de concreto O assentamento é feito em amarração.Detalhe de execução dos cantos 78 . Figura 4.26 .

VÃOS EM PAREDES DE ALVENARIA Na execução das paredes são deixados os vãos de portas e janelas.28 . os tijolos baianos também são utilizados para a elevação das paredes. No entanto.4.3 .28).Execução de alvenaria utilizando tijolos furados A amarração dos cantos e da parede interna com as externas se faz através de pilares de concreto. Figura 4. Figura 4. e o seu assentamento e feito em amarração. não oferecem grande resistência e portanto.Parede de tijolos furados As paredes de tijolo furado são utilizadas com a finalidade de diminuir o peso das estruturas e economia. Para que isso ocorra devemos 79 . No caso das portas os vãos já são destacados na primeira fiada da alvenaria e das janelas na altura do peitoril determinado no projeto.27).3. pois não se consegue uma amarração perfeita devido às diferenças de dimensões (Figura 4. só devem ser aplicados com a única função de vedarem um painel na estrutura de concreto.27 . tanto para paredes de 1/2 tijolo como para 1 tijolo (Figura 4. Sobre elas não devem ser aplicados nenhuma carga direta.Exemplo de amarração na alvenaria de tijolo furado 4.4 .

30). Quando trabalha sobre o vão.31. No caso de janelas sucessivas. Sobre o vão das portas e sobre e sob os vãos das janelas devem ser construídas vergas (Figura 4.29 . os acréscimos serão de 3cm tanto na largura como na altura.32 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos maciços para: 80 .30 .29).considerar o tipo de batente a ser utilizado. executa-se uma só verga. devido aos batentes. As vergas são elementos construtivos não passiveis de cálculo as Figuras 4.Vão de alvenaria Esquadrias de madeira: porta = acrescentar 10 cm na largura e 5 cm na altura. a sua função é evitar as cargas nas esquadrias e quando trabalha sob o vão.Vergas sobre e sob os vãos As vergas podem ser pré-moldadas ou moldadas no local. e devem exceder ao vão no mínimo 30 cm ou 1/5 do vão. janela = acrescentar 10cm na largura e 10cm na altura. tem a finalidade de distribuir as cargas concentradas uniformemente pela alvenaria inferior: Figura 4. Esquadrias de ferro: como o batente é a própria esquadria. pois a medida do mesmo deverá ser acrescida ao vão livre da esquadria (Figura 4. Figura 4. 4.

00m e 2. As Figuras 4.50m Figura 4.Vãos até 1.32 .Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1.00m.00m e 1.34 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com blocos de concreto para: Vãos de 1. deve-se calcular uma viga armada.00m e entre 1.33.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.0 a 1.0m Vãos de 1.00m Vãos entre 1.50m 81 .0 e 2.0m Figura 4.00m OBS: Caso o vão exceda a 2.Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vãos até 1.31 .33 .0m Figura 4. 4.

00m A Figura 4. proveniente principalmente das coberturas. Quando uma viga.Coxins de concreto 82 .34 .36 . Figura 4. para evitar a carga concentrada e consequentemente o cisalhamento nos tijolos.0m Vãos de 1.Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1.50 até 2.35 exemplifica as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos furados para: Vãos de 1.36). de pequena carga.50m e 2. executa-se coxins de concreto (Figura 4.0m Figura 4.Vãos acima de 1.00m e 2.OUTROS TIPOS DE REFORÇOS EM PAREDES DE ALVENARIA.00m Figura 4. descarrega sobre a alvenaria.35 .00m 4.5 .0 a 2.00m e entre 1.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.

39) Figura 4. quando não temos uma verdadeira estrutura de concreto e os vão são pequenos.00m. devemos então calcular vigas.38 .Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto Obs. As cintas de amarração no respaldo das paredes servem para apoio das lajes. no máximo entre 2.37 . Se necessitarmos que as cintas suportem cargas. (ver apoio de lajes em alvenaria nas anotações de aulas nº5).38 exemplificam as cintas de amarração no respaldo das alvenarias cerâmicas para tijolo maciço e tijolo furado respectivamente. Figura 4.Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço Figura 4. As Figuras 4. 83 . utilizamos uma nova cinta de amarração sob a laje e sobre todas as paredes que dela recebem carga.37 e 4. nestes casos para lajes de pequenos vãos.Ao chegar com as paredes à altura da laje (respaldo das paredes).Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado Na alvenaria de bloco de concreto utilizamos blocos canaletas para a execução das cintas de amarração (Figura 4.39 .50 a 3. As cintas de amarração servem para distribuir as cargas e "amarrar" as paredes (internas com as externas).

40 – Fixação da alvenaria de vedação em estruturas de concreto No caso (b) cada tipo de estrutura deve ser estudado separadamente. que permita a movimentação da estrutura sem introduzir 84 . Na parte superior da alvenaria deve ser executado. Devem-se observar quais os vínculos previstos entre a parede de alvenaria e a estrutura a fim de se definir os materiais e técnicas. pois falta aderência neste ponto. b) A alvenaria não funciona como travamento e a estrutura que a envolve é deformável (pré-fabricados. e a solidarização é feita durante a elevação da alvenaria. c) A alvenaria não funciona como travamento e está envolta por estrutura pouco deformável. tijolos cerâmicos inclinados ou argamassa expansiva Para fixação lateral devem ser previstas barras chamadas de “ferro cabelo” ou telas de aço previamente fixadas nos pilares (Figura 4.40). Devemos tomar alguns cuidados. o encunhamento utilizando cunhas pré-fabricadas de conceto.6 – FIXAÇÃO DAS ALVENARIAS DE VEDAÇÃO EM ESTRUTURAS DE CONCRETO Quando a alvenaria é executada depois da estrutura são observadas fissuras na interfase alvenaria/estrutura devido à diferença de módulo de elasticidade dos materiais constituintes. As paredes estarão submetidas a um estado de tensão que lhes serão transmitidas pela estrutura. O chapisco (argamassa de cimento e areia mais um adesivo de argamassa) é imprescindível. De modo geral procura-se executar as juntas com material bastante deformável (mastiques elásticos). No caso (a) é necessário que exista uma ligação efetiva e rígida entre elas. portanto apresentar resistência mecânica compatível com as solicitações e a forma de fixação deve garantir o grau de ligação. Devem. lajes tipo cogumelo). Podemos ter: a) A alvenaria funciona como travamento da estrutura. Figura 4. grandes pórticos.4. além do chapisco.

e sofrer movimentação proveniente da variação térmica. com o auxílio de formas de madeira (Figura 4. possibilitando a movimentação do painel. Obs. 4. portanto a cada 2.00m. No caso “c” panos pouco extensos. Nestes casos pode-se especificar o acabamento frisado para as juntas ou a aplicação de telas na região da junta. No encontro vertical (com os pilares) normalmente ocorrem juntas “auto deformáveis” que. no máximo. desde que a junta seja frágil.41 . é tempo correto de sua execução. para podermos frisá-las.7.esforços de grande amplitude na alvenaria. NOTA: Quanto ao tipo de ligação. provavelmente. 4. tijolo maciço ou tijolo furado. Assim a fixação da alvenaria à estrutura deverá ser inicialmente fraca. de 10. para as alvenarias de vedação.5 a 3. torna-se necessário que seu funcionamento seja compatibilizado com o da estrutura devido principalmente às diferenças de comportamento dos materiais. devemos utilizar os próprios furos dos blocos para preencher com "grout". devemos quase sempre revesti-los. o importante da fixação.7 – MUROS Os fechamentos para divisas podem ser executados em alvenaria de bloco de concreto (14 x 19 x 39).42). estar parcialmente engastado no alicerce. se manifestarão também no revestimento.00 a 15. neste caso armado. evitando que esta se manifeste no revestimento. Tudo vai depender de um estudo econômico e também técnico para a escolha do melhor elemento Para o bloco de concreto podemos executar de duas maneiras: à vista (Figura 4. formando assim os pilaretes (Figura 4. Para o tijolo furado e o maciço.41).Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 85 . devemos deixar uma junta de dilatação de 1.À vista: Figura 4. ventos etc.1 .41) ou revestido (Figura 4. Se a escolha for para o revestimento. Nestes casos o “ferro cabelo” deve ser fixo na estrutura de concreto e livre na alvenaria. Esta junta deve ser executada para evitar que no muro apareça trincas devido ser o mesmo esbelto.0m executa-se um pilarete de 10 x 25. O encunhamento rígido pode submetê-la a um estado excessivo de tensão e provocar fissuras. Esta não deve se dar imediatamente após término da elevação da alvenaria. tomando sempre o cuidado de deixar as juntas com o mesmo espaçamento. Se a escolha for à vista. Qualquer que seja o elemento escolhido para a execução do muro a cada. poderemos também utilizar os furos do bloco como pilarete ou colocar formas e executar um pilarete.0cm.Fechamento de divisas em bloco de concreto a .43). pórticos rígidos.

Fechamento de divisas em tijolo maciço ou baiano Figura 4.7.Detalhe da elevação de muro de bloco aparente .42 .2 .43 .Revestido: Figura 4. revestido e viga baldrame 4.Detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 86 .b .

um alicerce em sapata corrida de concreto ou com brocas (Figura 4.0m de distância uma das outras.3 .Exemplo de fundação para muros No respaldo do alicerce do muro. uma proteção impermeável.44 .Tipos de fundações para muros Podemos efetuar. As brocas. 87 . através de argamassa e impermeabilizantes. que tem a função de interligar os pilaretes com a alvenaria. o que poderia ocasionar o aparecimento de fissuras. Deverá ser executada uma cinta de amarração no mínimo no meio e no respaldo da alvenaria. dependendo do terreno.0m de profundidade e a cada 2.4. As sapatas corridas devem estar em nível e apoiadas em solo firme a uma profundidade mínima de 40cm.5 ou 3. devemos executar também. para evitar a presença de umidade na alvenaria de elevação do muro. impermeabilização Figura 4. caso o terreno não comporte este tipo de alicerce podemos optar por brocas.7. Devemos sempre deixar as valas do alicerce do muro em nível para evitarmos esforços na alvenaria. geralmente de φ 20 cm efetuadas a trado. Como as cargas dos muros de divisa não são elevadas podemos fazê-la com 2.44).

etc.8.46 . granulometria adequada e com um traço de acordo com o tipo de elemento de alvenaria adotado (Tabela 4.Preparo da argamassa manualmente b) .distribuir uniformemente as cargas . não "agarra" a colher do pedreiro.4.vedar as juntas impedindo a infiltração de água e a passagem de insetos.Com betoneira Figura 4. Podem ser preparadas (figuras 4. junto com os elementos de alvenaria. pois são fatores subjetivos que a definem.unir solidamente os elementos de alvenaria .Preparo da argamassa para assentamento de alvenaria de vedação A argamassa de assentamento deve ser preparada com materiais selecionados..PREPARO E APLICAÇÃO As argamassas. Ela pode ser mais ou menos trabalhável. Podemos considerar que ela é trabalhável quando se distribui com facilidade ao ser assentada.3).1 . sendo a sua função: .Manualmente Figura 4.45 . 4.46): a) . são os componentes que formam a parede de alvenaria não armada.Preparo da argamassa com betoneira 88 . não endurece rapidamente permanecendo plástica por tempo suficiente para os ajustes (nível e prumo) do elemento de alvenaria. Difícil é aquilatar esta trabalhabilidade. conforme o desejo de quem vai manuseá-la.8 – ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO .45 e 4.. As argamassas devem ter boa trabalhabilidade.

melhorando o desempenho da parede em relação a penetração de água de chuva.48).8.Assentamento em cordão 89 .48 .2 .47): Figura 4. ideal para paredes em alvenaria aparente.Aplicação Tradicional: onde o pedreiro espalha a argamassa com a colher e depois pressiona o tijolo ou bloco conferindo o alinhamento e o prumo (Figura 4.Assentamento Tradicional Cordão: onde o pedreiro forma dois cordões de argamassa (Figura 4.Traço de argamassa em latas de 18litros para argamassa de assentamento Aplicação Alvenaria de tijolos de barro cozido (maciço) Alvenaria de tijolos baianos ou furados Alvenaria de blocos de concreto Traço 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 1/2 lata de cal 6 latas de areia Rendimento por saco de cimento 10m² 16m² 30m² 4.Tabela 4.47 . Figura 4.3 .

conferindo mais resistência além de um efeito estético. Figura 4.c são os mais aconselháveis para painéis externos pois evita o acúmulo de água. que deve ser comprimida e nunca arrancada (Figura 4. 90 .49 .Quando a alvenaria for utilizada aparente.Tipos de frisos Os frisos a. pode-se frisar a junta de argamassa.49).b.

3 8.Desencontro de juntas para uma perfeita amarração. A utilização de andaimes para a elevação da alvenaria deve ser executada com estruturas de madeira pregadas e não amarradas ou em estruturas metálicas contraventadas e apoiadas em solo resistente e nivelado.0 12.5 polegada s 3/16 1/4 5/16 3/8 1/2 2 – Verificação para um bom assentamento: .Painéis de paredes perfeitamente a prumo e alinhadas.4 . 3 – Noções de segurança: A operação de guinchos. será necessário uma grande espessura de revestimento. por ser a nomenclatura mais usual entre os pedreiros na obra (Tabela 4. .Junta de argamassa entre os tijolos completamente cheios. pois. . Tabela 4. gruas e equipamentos de elevação só devem ser feitos por trabalhador qualificado. .0 6.0 10.As bitolas dos ferros das vergas e das cintas de amarração.Equivalência das bitolas dos aços mm 5.Fiadas em nível para se evitar o aumento de espessura de argamassa de assentamento.4). 91 .ANOTAÇÕES 1 . estão colocadas em polegadas. Não acumular muitos tijolos e argamassa sobre os andaimes. do contrário.

Existem vários tipos de forros. pinus. laje maciça. presos às lajes ou nas estruturas do telhado. a estética. 5.(Figura 5.1 . gesso. Dependendo do tipo de obra.FORROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. ipê. laje protendidas.2. fica a cargo do projetista a sua escolha. aglomerados de celulose. etc.5 . 5. • Executar corretamente os apoios das lajes pré-fabricadas.1 .3) Figura 5. Os forros mais comuns são: madeira. por buchas e parafusos ou pendurados por tirantes (Figura 5. muiracatiara. etc.50 a 0. etc. • Especificar corretamente o escoramento e contraventamento das lajes pré-fabricadas. laje pré-fabricada.1) e são pregadas em entarugamentos executados de 0. jatobá.Tipos de forros de madeira 91 .50m. levando em consideração a acústica. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de forro ideal para a sua edificação. o acabamento. • Especificar o tipo de armadura adicional para as lajes pré-fabricadas • Executar corretamente a cura e a desforma. pvc.FORRO DE MADEIRA Geralmente são lâminas de pinho.

Entre elas.Protendidas (LP) 92 . oriundos da flexão. as peças pré-fabricadas são empregadas para a formação das nervuras. em geral.Fixação do forro na estrutura do telhado Figura 5. além de resistir os esforços à compressão.2 .Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5. A variedade desse produto é grande e a sua escolha depende de vários fatores tais como: estrutural.3 .LAJES PRÉ-FABRICADAS UNIDIRECIONAIS Originam-se das lajes nervuradas e das lajes nervuradas mistas.Laje treliça (LT) . etc. econômico.Laje comum (LC) . concreto ou outros materiais. têm a função de solidarização dos elementos.em telhado Figura 5.2 . onde. colocam-se elementos intermediários de cerâmica. Podemos ter segundo a NBR14859: . feito no local. e o revestimento de concreto.

5.2.1 – Elementos que as compõe: • Vigotas pré-fabricadas: Peças industrialmente, podendo ser: de concreto estrutural, executadas

a) de concreto armado (VC): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura passiva totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes comuns (LC) (Figura 5.4). b) Treliça (VT): com seção de concreto formando placa, com armadura treliçada parcialmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes treliça (LT) (Figura 5.11). c) de concreto protendido (VP): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura ativa pré-tensionada totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes de concreto protendido (LP) (Figura 5.19). • Elementos de enchimento (E): Elementos pré-fabricados com materiais diversos (cerâmica, concreto, EPS), podendo ser maciço ou vazado intercalado entre as vigotas. Têm a função de reduzir o volume de concreto, o peso próprio da laje e servir como fôrma para o concreto complementar. As alturas dos elementos de enchimento (he) podem ser de 7, 0 (mínima) 8,0 - 10,0 - 12,0 - 16,0 - 20,0 - 24,0 - 29,0 centímetros. As larguras dos elementos de enchimento (be) podem ser de 25,0 (mínima) – 30,0 – 32,0 – 37,0 – 39,0 – 40,0 – 47,0 – 50,0 centímetros. Armadura complementar: Armadura complementada na obra. Podendo ser:

a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas, quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária(Figura 5.14). b) Transversal: armadura que compõe a armadura das nervuras transversais. c) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal, para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. d) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das vigotas, nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa. Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais, o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) com espessura mínima de 3,0 cm.

Segundo a NBR14859/2002 a altura padronizada da laje deve ser composta por sua sigla (LC, LT, LP), seguida da altura total (h), da altura do elemento de enchimento (he), mais a altura da capa (hc) sendo todos os valores expressos em centímetros. Exemplo: • • • LC h (he + hc) LC h (he + hc) LT h (he + hc) LC 11 (7+4) LC 16 (12+4) LT 12 (8+4) 93

Em função da altura do elemento de enchimento (he), as alturas totais das lajes (h) estão descritas na Tabela 5.1.
Tabela 5.1 – Altura total da laje (h)

Altura do elemento de enchimento (he) 7,0 8,0 10,0 12,0 16,0 20,0 24,0 29,0

Altura total da laje (h) 10,0 - 11,0 - 12,0 11,0 - 12,0 – 13,0 14,0 – 15,0 16,0 – 17,0 20,0 – 21,0 24,0 – 25,0 29,0 – 30,0 34,0 – 35,0

5.2.2 - Generalidade sobre a laje comum (LC) a) - Elementos que a compõem: • • • Vigota de concreto pré-fabricada (VC); Elemento de enchimento entre as vigotas de tijolo cerâmico (E). Capa de concreto (capeamento) (C) de espessura variável (Figura 5.5)

(E)

E C C

VC

Figura 5.4 Elementos da laje pré-fabricada comum

b) - Variação das alturas: A diferente altura dos elementos de enchimento, com o lançamento de capas de concreto em espessura adequada, resulta nas variadas alturas de lajes (Figura 5.5) ou pela Tabela 5.1. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - As mais usuais são: LC10 para forro e LC12, LC 16 etc. para piso, em vãos máximos de 4,50m. Para vãos maiores, o ideal seria outro tipo de laje. 94

-

- Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento (C ) das lajes pré-fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.

LC11

LC12

LC16

LC20

LC25

LC29

CAPA = 3 cm

Figura 5.5 - Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum

c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição. A armadura de distribuição em lajes pré-moldadas tem a finalidade de limitar a fissuração que poderá ocorrer pela retração e/ou variação de temperatura e ainda melhora a monoliticidade do painel da laje, aumentando sua rigidez e evitando a fissuração decorrente de deslocamento diferenciais, que deverão ocorrer entre suas vigotas de concreto. Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar no mínimo: forro = malha ∅ 6,3mm de 33 x 33cm piso = malha ∅ 6,3mm de 25 x 25cm mínimos 3 ∅ por metro, ou em tela soldada leve para laje. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Superior de tração (Armadura negativa). A armadura negativa é utilizada quando a laje for semi-engastada na estrutura, contínua ou em balanço. A função da armadura negativa é combater os momentos negativos formados pelos vínculos utilizados (Figuras 5.6; 5.7; 5.8; 5.9). Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar: • sobre a vigota, comprimento l/4, podendo também estar posicionada sobre o elemento de enchimento (a quantidade deverá ser fornecida pelo fabricante ou calculista).

95

d) - Tipos de apoios:
• APOIO EM ALVENARIA

Figura 5.6 - Apoio da laje comum sobre alvenaria

APOIO EM VIGAS

Figura 5.7 - Apoio da laje comum em estruturas de concreto armado

BEIRAIS

Figura 5.8 - Apoio da laje comum passante em beirais

Figura 5.9 - Apoio da laje comum balanceado em beirais

f) - Reforços usuais: Devemos evitar o apoio de elementos estruturais diretamente sobre as lajes pré-fabricadas. Caso não seja possível executar uma viga para receber as cargas provenientes de paredes ou muretas, devemos criteriosamente executar um 96

reforço na laje pré-fabricada (Figura 5.10). Estes reforços devem ser indicados pelo fabricante ou pelo engenheiro calculista.

Figura 5.10 - Exemplo de reforços em laje pré-comum

g) - Vãos livres e consumos de materiais: A Tabela 5.2 indica os vão livres máximos para intereixo de 41cm dependendo do tipo de apoio e sobrecargas utilizadas. E a Tabela 5.3 o consumo de materiais para capeamento e nervuras por m2 de laje pré-fabricada comum.
Tabela 5.2 - Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum

Tabela 5.3 - Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje

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5.2.3 - Generalidades sobre laje Treliça (LT) São lajes em que a viga pré-fabricada é constituída de armadura em forma de treliça, e após concretada, promove uma perfeita solidarização, tendo ainda a possibilidade de utilizar armadura transversal. Este sistema de pré-fabricação conjuga uma série de elementos estruturais independentes, formando com seus componentes, um sistema de pré-fabricação semi-fechado e parcial da construção industrializada, integralmente compatibilizado com os sistemas convencionais. Como em qualquer sistema de pré-fabricação na construção industrializada, o sistema de laje treliça deverá ser considerado na fase do projeto, visando alcançar melhor aproveitamento e eficiência. a) - Elementos que a compõem: É constituída por uma armadura treliçada, variando de 7,0 a 25cm de altura, e a mesa inferior concretada com 3 cm de espessura e de 12 a 13cm de largura. O elemento de enchimento pode ser cerâmico de concreto ou EPS (Figura 5.11)

C

VC

(E)

Figura 5.11 - Elementos de uma laje pré-fabricada treliça

b) - Variação das alturas: A diferente altura do elemento de enchimento e a variação da altura da treliça mais a espessura do capeamento, resulta nas variadas alturas da laje (Figura 5.12) ou pela Tabela 5.1.. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento das lajes pré fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.
LT12 LT16 LT20 LT25 LT30 LT35 LT42

LT11

CAPA = 3 cm

Figura 5.12 - Exemplo das variações das alturas da laje treliça

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c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição Tem as mesmas funções das armaduras de distribuição descrita para as lajes pré-fabricadas comuns, sendo no mínimo ou a critério do calculista como: forro = ∅ 6,3mm a cada 33cm piso = ∅ 6,3mm a cada 25cm mínimos 3 ∅ por metro

No caso de laje treliça, podemos posicionar a armadura de distribuição, no sentido perpendicular a vigota, formando um ângulo aproximadamente de 90° em relação ao vergalhão negativo da vigota treliçada. A altura da armação treliçada deve ser igual à altura do elemento de enchimento (lajota cerâmica, bloco de concreto, EPS). Portanto a armadura de distribuição posicionada sobre o aço negativo da armação treliçada fica no mínimo 1,0cm acima do elemento intermediário proporcionando o envolvimento do capeamento de concreto no ato da concretagem. Nas lajes treliças ,além da finalidade descrita para as lajes comuns, a armadura de distribuição assume dentro da laje treliça a função de combater as tensões de cisalhamento que surgem entre a alma e a aba das nervuras das lajes treliças. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Armadura negativa. A armadura negativa deve estar posicionada em cima de cada viga treliça, com no mínimo 2 ∅, sendo que sua bitola deverá ser fornecida pelo calculista, ou fabricante. d) - Tipos de apoios e reforços: Nas lajes treliças podemos ter uma mobilidade das paredes internas, que podem ser apoiadas diretamente sobre a laje, e ainda nos permite em certos casos a passagem de tubulações(Figura 5.16). Isso é facilitado pelo fato da vigota ser concretada na obra, possibilitando efetuar vários reforços (Figuras 5.14; 5.15; 5.16)

Figura 5.13 - Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado

99

Armadura adicional de tração Figura 5.14 . para reforços em aberturas do tipo domos.Figura 5. e no seu transporte (Figura 5. etc (Figura 5.15 .Armadura adicional de compressão Armaduras adicionais Figura 5.16 .17 .Reforços em laje treliça Na laje treliça temos facilidade na execução de nervuras perpendicular as vigotas.Exemplo de execução de nervuras 100 .17).18) Figura 5. pergolados.

Vãos livres: Na Tabela 5.Execução de balanços aliviados sem necessidade de contrabalanço. . permitindo menor consumo de argamassa. .Facilidade de manuseio e transporte. o trabalho de revestimento com chapisco. .Manuseio da laje treliça e) . Como conseqüência. Tabela 5. . completado na obra. impedindo a rotação da vigota (VT) quando o pavimento entrar em carga. permitindo a utilização de pisos leves nas construções.Facilidade de montagem.Perfeita planimetria dos tetos. de aproximadamente 12kg por metro. dada à ausência de contraflecha inicial.Garantia de inexistência de fissuras nos tetos.18 . dada à leveza da vigota. emboço e reboco.Vãos máximos para a laje treliça f) .4 temos os vãos máximos para intereixo de 45 cm dependendo do tipo de apoio e sobrecarga adotada. .Vantagens: .4 . conferido pelo próprio formato da vigota. porquanto a alma metálica garante a perfeita ligação da vigota (VT) ao concreto.Figura 5. fica extremamente facilitado e rápido. onde se exija resistência à ação do fogo.Comportamento ao fogo idêntico ao do concreto armado. 101 .

19). Após a cura do concreto de capeamento. Escoramento (quando necessário). consequentemente.devido ao efeito da protenção aplicada ás vigotas (TATU. a seção resistente da laje passa a ser composta pelo concreto da vigota mais o concreto moldado “in loco”. o consumo de concreto e na ordem de 15 a 20% menor (TATU.19 – Vigota protendida As vigotas protendidas podem suportar o carregamento da fase executiva sem o auxílio de escoramento até o vão de 3.Generalidades sobre laje protendida (LP) a) . dos elementos de enchimento. Após a montagem completa-se com a capa de concreto (C) de no mínimo 20 MPa. Maiores vãos e menores flechas . Portanto para uma mesma vigota. b) . 2008) Figura 5.5. 2008).Elementos que a compõem: As lajes pré-fabricadas protendidas (LP) são compostas por nervuras préfabricadas em concreto protendido (VP) que tem a forma de um “T” invertido e face superior rugosa para facilitar a aderência da capa de concreto (Figura 5.20m. Vão maiores deve-se consular o fabricante. • • • 102 . Redução do consumo de concreto e peso próprio – devido a vigota (VP) ter a largura um pouco maior que as vigotas das lajes tradicionais. concreto ou EPS. maior o esforço resistente da laje (TATU. 2008). colocação das vigotas.4 . das armaduras adicionais (distribuição e negativo) e a concretagem da capa.2. quanto maior a altura do elemento de enchimento. Elemento de enchimento (E) que podem ser cerâmico. maior será a altura final da nervura e. Redução ou eliminação de escoramento.Vantagens: • Facilidade de utilização – são de fácil utilização e sua montagem é semelhante às das lajes pré-fabricadas comuns e treliça.

ou de acordo com o projeto.2. deverão ser escorados por meio de tábuas colocadas em espelho. das armaduras de distribuição e das armaduras negativas. sobre chapuz.4% do vão livre.20 a 1.5 .50m para as lajes pré-fabricadas "comuns" e 1. geralmente de aproximadamente 0.20m a 6.21) 103 . Os pontaletes deverão ser em nº de 1(um) para cada metro. b) . ou uma viga armada. executa-se a cinta de amarração. em base firme. Vãos de 3. que possibilitem a regulagem da contra flecha fornecida pelo fabricante.20m a 10. de 6. assentados sobre calços e cunhas. L/5 .40m para as lajes treliças (piso e forro respectivamente).20). para que sejam tiradas as medidas para a confecção das vigas ou pelo projeto e forma.20m uma linha de escoramento central (L/2). sobre a qual se apóia ou se semi-engastam as vigotas da laje pré-fabricada. deve-se pedir para o fornecedor.5. 2008). Nas lajes pré-fabricadas protendidas os vãos até 3. 2/5L) acima desses vãos consultar o fabricante (TATU. Chegando as paredes no seu respaldo. Podemos utilizar os escoramentos metálicos compostos por longarinas.20m não necessitam de escoramento. As vigotas geralmente são colocadas nas menores dimensões dos ambientes. e pontaletes (Figura 5. quando as paredes estiverem com 1.00m duas linhas de escoramento (2/5L .Escolha do material: Verificar a colocação somente pela planta que lhe é fornecida junto ao material (manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista). e são contraventados transversal e longitudinalmente. Já no início da obra.Escoramento: Todos os vãos superiores a 1. para a escolha das vigotas. barrotes e escoras metálicas (Figura 5.00m de altura. e procedendo-se da seguinte forma: a) .Montagem e execução das Lajes pré-fabricadas A montagem dos elementos pré-fabricados deve obedecer ao especificado no projeto de execução da laje e no manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista.

Exemplo de escoramento convencional para laje pré-fabricada Figura 5.Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 104 .Figura 5.21 .20 .

a armadura poderá ser amarrada junto ao banzo da vigota pré-fabricada. entre as vigotas e os blocos de cerâmica (Figura 5. Coloque todas as intermediárias restantes entre as vigotas pré-fabricadas (Figura 5.22). 105 . Não deverá ficar nas juntas. As vigotas pré-fabricadas deverão estar sempre apoiadas pelo concreto. de modo que a superfície de contato do concreto seja a mesma para cada apoio.22 .Armaduras de distribuição e negativas: Distribuir os ferros de acordo com as indicações de bitola e quantidades da planta fornecida pelo fabricante. Coloque a viga usando uma intermediária em cada extremidade para espaçálas exatamente.23). Figura 5. visto que os ferros não tem rigidez suficiente para tal. No caso de laje treliça.Detalhe da colocação da laje pré-fabricada d) . A primeira carreira de intermediária deve apoiar. A armadura negativa no caso de laje pré-fabricada "comum" deve ficar sobre a vigota e no meio da espessura da capa de concreto. de um lado sobre a parede ou apoio e do outro sobre a primeira vigota.c) .Colocação da laje: A vigota pré-fabricada deverá estar centrada no vão.

deve ser feito gradualmente e numa seqüência que não solicite o vão a momentos negativos. Nas lajes de forro é aconselhável que o escoramento seja retirado após a conclusão dos serviços de execução do telhado.23 . As caixinhas devem ser preenchidas com serragem úmida para evitar a entrada do concreto no momento da concretagem. geralmente em torno de 21 dias para pequenos vãos e 28 dias nos vãos maiores. 106 . no mínimo. Salvo alguma restrição do calculista. salvo indicações do responsável técnico. o concreto da capa será de traço 1:2:3 com resistência mínima aos 28 dias 20 MPa. três vezes ao dia durante três dias (verificar maiores detalhes sobre cura na Anotações de Aula “Detalhes de execução de obras com concreto armado”). como em qualquer estrutura.Detalhe da colocação da armadura negativa Após a colocação das armaduras podemos colocar os conduites e as caixinhas da parte elétrica.Cura do concreto e desforma Após o lançamento do concreto a laje deverá ser molhada. e) . f) .Concretagem: Molhar bem o material antes de lançar o concreto. O descimbramento da laje pré-fabricada. este deve ser socado com a colher de pedreiro . Ter o cuidado de não estrangular os conduites nas curvas. Os conduites devem ficar bem fixos junto à laje e sobre a armadura de distribuição e negativa. para que penetre nas juntas entre as vigas pré-fabricadas e os blocos cerâmicos. é conveniente que se concrete primeiramente junto aos apoios para solidarizar as pontas das vigotas préfabricadas. Quanto às espessuras das capas de concreto para cada caso podemos seguir o ítem "b" das generalidades descritas neste capítulo ou a Tabela 5.Figura 5.1 Para concretar as lajes que foram executadas sem escoramento (pequenos vãos). ou com uma linha de escoramento.

• Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3. No item 5. Tais como: • • • Lajes pré-fabricadas bidirecionais.24 . Podendo ser: a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas.Cuidados Para caminhar sobre a laje durante o lançamento do concreto.0 cm. quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária. As nervuras transversais somente podem ser executadas quando se empregam vigotas treliçadas.LAJES PRÉ-FABRICADAS BIDIRECIONAIS Segundo a NBR14859-2 a laje pré-fabricada bidirecional é constituída por nervuras principais nas duas direções. no entanto existem outros tipos de lajes que também poderão ser utilizadas. 5.Detalhe do apoio das tábuas de passarela NOTA: É importante estudar minuciosamente o projeto para a escolha correta da laje tanto do ponto de vista econômico como estrutural. b) Transversal: armadura disposta ao longo das nervuras transversais da laje. Figura 5. que forma a armadura inferior de tração na direção perpendicular às vigotas treliçadas.1 descrevemos as lajes mais comuns para pequenas obras. é aconselhável fazê-lo sobre tábuas apoiadas nas vigotas para evitar quebra de materiais ou possíveis acidentes (Figura 5. Nas lajes que empregam vigotas pré-fabricadas de concreto armado ou de concreto protendido não se pode executar as nervuras transversais.g) .24). Pré-laje unidirecional e bidirecional.3 . 107 . Painel alveolar de concreto protendido. • Armadura complementar: Armadura complementada na obra.

LAJES PRÉ-FABRICADAS – PAINEL ALVEOLAR DE CONCRETO PROTENDIDO Utilizada para grandes vãos e formados por painéis alveolares protendidos pré-fabricados (Figura 5. para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. f) Transversal: armadura que compõe a armadura inferior das nervuras transversais. nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa.PRÉ-LAJE UNIDIRECIONAIS E BIDIRECIONAIS Laje de seção maciça ou nervurada (Figura 5.26). 5.25 – (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo.5.5 . Figura 5. Nas lajes nervuradas maciças é a partir da superfície superior da pré-laje. As pré-lajes podem ser treliçada (PLT) ou protendida (PLP) constituídas por placas de espessura de 3.4 . h) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das pré-lajes.0cm a 5. g) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal. quando da impossibilidade de integrar na pré-laje toda a armadura passiva inferior de tração necessária. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3.0cm e larguras padronizadas. montados por justaposição lateral. Podendo ser: e) Longitudinal: armadura utilizada.0 cm nos casos de pré-laje com enchimento. Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais.25). 108 . englobam total ou parcialmente a armadura inferior de tração. constituída de nervuras principais longitudinais dispostas em uma única direção ou também com nervuras transversais perpendiculares às nervuras principais (NBR14860-1 e NBR14860-2). capa de concreto e material de rejuntamento (NBR14861).

• 109 .0 cm.Figura 5. com características especificadas pelo fabricante. Proporciona a continuidade dos painéis entre si e com o restante da estrutura.26 – Painel alveolar de concreto protendido • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. b) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades dos painéis alveolares de concreto protendido. Podendo ser: a) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal. no mesmo alinhamento destes e posicionados na capa. Rejuntamento: Material destinado a promover a solidarização entre os painéis alveolares de concreto protendido justapostos. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do painel alveolar de concreto protendido (E) e deve ter espessura mínima de 3.

110 . 7 – Molhar até a saturação após a concretagem no mínimo 3 dias e três vezes ao dia. Para evitar quedas de operários ou de materiais da borda da laje deve-se prever a colocação de guarda corpo de madeira ou metal. 3 – Verificar o comportamento estrutural dos apoios das lajes pré fabricadas. 6 – Controlar o lançamento e adensamento do concreto. 2 – Verificar sempre os escoramentos e contraventamentos. nas bordas da periferia da laje. com tela. Noções de segurança: Andar sempre sobre passarela executada com tábuas e nunca no elemento intermediário. 5 – Conferir as posições das armaduras previstas no projeto. Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à laje.ANOTAÇÕES 1 – Verificar o nivelamento dos apoios. mesmo sendo bloco de concreto. 4 – Proporcionar uma contra flecha compatível com o vão a ser vencido.

cantoneiras.COBERTURA APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. rufos. escoras. podendo ser de madeira. alumínio. pingadeiras e rincões. as telhas cerâmicas. 111 . P.V. • Desenhar todas as linhas de telhado.1 . Para facilitar. 6. etc. O telhado é composto pela estrutura. etc. podemos dividir a estrutura em armação e trama (Figura 6. A estrutura: é o elemento de apoio da cobertura. cobertura e do sistema de captação de águas pluviais. concreto etc. • • • Neste capitulo iremos abordar os telhados com estruturas de madeira por ser de uso mais corrente. que se apóiam sobre a armação. • Especificar e dimensionar corretamente as calhas. chapa galvanizada. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a estrutura de telhado adequada para cada tipo de telha. concreto e galvanizada. • Conhecer as diversas peças que compõe uma estrutura de telhado. caibros e ripas. são de chapas galvanizadas.ESTRUTURA A estrutura de telhado tem como funções principais a sustentação e fixação de telhas e a transmissão dos esforços solicitantes para os elementos estruturais. condutores verticais. etc. é o quadriculado constituído de terças. pontaletes ou vigas. fibrocimento. fibrocimento. constituída pelas tesouras.C. Geralmente constituída por tesouras. A cobertura: é o elemento de vedação constituída por telhas que pode ser: cerâmica.1).6 . Sistema de captação de águas pluviais: são para o escoamento conveniente das águas pluviais e constituem-se de: calhas. • Escolher a telha ideal bem como as inclinações. A trama é a estrutura de sustentação e fixação das telhas. metálica. A armação é a parte estrutural. sobretudo em construções residenciais unifamiliares.

Algumas espécies de madeiras indicadas para a estrutura de telhado (IPT) A amendoim canafístula guarucaia jequitibá branco laranjeira peroba rosa B angelim cabriúva parda cabriúva vermelha caovi coração negro cupiuba faveiro garapa guapeva louro pardo Mandigau pau cepilho pau marfim sucupira amarela de C anjico preto guaratã taiuva 112 .1 . Tabela 6.Esquema de estrutura de telhado 6. no entanto a peroba foi a madeira mais utilizada e serve como referência.1.Figura 6.1 Materiais utilizados nas estruturas a) Madeira: Podemos utilizar todas as madeiras de lei para a estrutura de telhado (Tabela 6.1 .1).

1 estão divididas em grupos segundo as suas características mecânicas.As madeiras da Tabela 6. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga. 113 . guaratã e taiuva têm alta dureza. a = refere ao diâmetro.5 MPa. anjico preto. é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2. coração de negro. geralmente com 4. 3.5.5 m de comprimento e são vendidas por dúzia. 3.0. comprimento 2.0.0 m. a x b . 4. Os pregos mais utilizados são: 22 x 42 22 x 42 15 x 15 ou ou 22 x 48 19 x 39 → para pregar as vigas → para pregar os caibros → para pregar as ripas. existem casos onde o dimensionamento das peças exige peças maiores ou diferentes. Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT.5. Ripas: 1. portanto devemos ter cuidado ao manuseálas. faveiro. chapas de aço para os estribos e presilhas. os parafusos.5.0.5. 3. 4. assim sendo deve-se partir para seções compostas (nestes casos estudados na disciplina Estruturas de Madeira).5 MPa. • • • Obs. 4. Portanto temos: Vigas: 6x12 cm ou 6x16 cm. 5.0 m. b) Peças metálicas: As peças metálicas utilizadas em estruturas de telhado são os pregos.1 devemos verificar se as mesmas possuem as características físicas e mecânicas a seguir: Resistência à compressão (fc). a 15% de umidade.4 mm 18 = 3. • • As madeiras serradas das toras já são padronizadas em bitolas comerciais.5.3 mm. Para bitolas diferentes ou comprimentos maiores. Caibros: 5x6 cm ou 5x7 (6x8)cm. No entanto.0cm. Módulo de ruptura à tração igual ou superior a 13. OBS: vide tabela de pregos no anexo ao final desta apostila. Caso se utilize madeiras que não conste na Tabela 6. comprimento 2. igual ou superior a 55. 3.5.2. 4.0. 5.4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" . o preço da peça aumenta. A designação dos pregos com cabeça será por dois nos.0x5. A cabreúva vermelha.

Não iremos nos estender sobre o cálculo estrutural das estruturas de telhados por constituir assunto de cadeira a parte. as demais de escoras. encontramse.Peças utilizadas nas estruturas de telhado a) Tesoura dos telhados As tesouras são muito eficientes para vencer vãos sem apoios intermediários (Figura 6. A Figura 6.Seção típica de uma estrutura de telhado 114 . e nos demais tirante.1.2 mostra uma seção típica de uma estrutura de telhado Figura 6. Pendural e tirante: Peças que ligam a linha à perna e se encontram em posição perpendicular ao plano da linha. Geralmente são compostas por: Frechal: Peça colocada sobre a parede e sob a tesoura. indo do ponto de apoio da tesoura do telhado ao cume. denomina-se asna a que sai do pé do pendural.6. São estruturas planas verticais que recebem cargas paralelamente ao seu plano. Podem trabalhar à tração ou cisalhamento. geralmente trabalham à tração. geralmente. Queremos apenas reproduzir as tesouras simples para obras de pequeno porte. Perna: Peças de sustentação da terça. transmitindo-as aos seus apoios.2). Linha: Peça que corre ao longo da parte inferior de tesoura e vai de apoio a apoio.2 . em posição oblíqua ao plano da linha. para distribuir a carga do telhado.2 . Denomina-se pendural quando a sua posição é no cume. Asna e escoras: São peças de ligação entre a linha e a perna. Geralmente trabalham à tração. : Obs. Geralmente trabalham à compressão. geralmente trabalham à compressão. Estribo: São ferragens que garantem a união entre as peças das tesouras.

Vãos acima de 8.A distância máxima entre o local de intersecção dos eixos da perna e da linha é a face de apoio da tesoura deverá ser ≤ 5. .As tesouras devem ser contraventadas.0cm.Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal Figura 6.Vãos até 3.O ponto é a relação entre a altura da cumeeira e o vão da tesoura. . (Figura 6.Em tesouras simples no mínimo devemos saber: : . .4 .00m não precisam de escoras. (Figura 6. .4) Figura 6.O espaçamento ideal para as tesouras deve ficar na ordem de 3.Esquema de contraventamento das tesouras 115 .00m deve-se colocar tirantes. .0m.O ângulo entre a perna e a linha é chamado de inclinação.3) .3 . com mãos francesas e diagonais na linha da cumeeira.

55 2.95 2.20 3.2 .75 B 3.40 2.85 C 3. 6.30 3.60 Seção transversal (cm) Francesa.40 3.75 2.81 a 2.2 mais precisa e que leva em consideração o tipo de madeira e de telha: Para vãos maiores que 3. Portuguesa ou plan A 2.20 2.5).00 6 x 12 6 x 16 6 x 12 6 x 16 116 . 6.85 2. e suas bitolas dependem do espaço entre elas (vão livre entre tesouras).45 2.01 a 2. e contra frechal na parte baixa (Figura 6.00 2.90 2. As terças são peças horizontais colocadas em direção perpendicular às tesouras e recebem o nome de cumeeiras quando são colocadas na parte mais alta do telhado (cume).20 3.30 3.50 a 3.70 2.20 3.20 C 2. Figura 6.41 a 2.40 2.40 2.1: • • bitolas de 6 x 12 se o vão entre tesouras não exceder a 2.70 2.80 2.80 1.85 3.10 2.50 2.10 2.5 .16.50 2.61 a 1.45 2.30 2.20 1.c) Terças As terças se apóiam sobre as tesouras consecutivas (Figura 6.00 a 1.41 a 1.40 2.30 3.60 2.20 Colonial ou paulista B 2.Esquema do apoio das terças nas tesouras Tabela 6.50 3.20 3.30 2.05 2.35 A 3.15 3. bitolas de 6 x 16 para vãos entre 2.30 C 3. Romana.60 2.21 a 2.50 2.00 2.40 2.90 2.10 3.45 2.80 B 3.25 B 2.75 3.85 2.40 2.35 A 3.80 C 3.10 3.45 3.90 2.60 1.50m.65 2.90 A 2.18).35 3.5) ou pontaletes (Figuras 6.21 a 1. Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6.60 3. Caso não se tenha certeza.50 3.50m.30 2. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6.00 2. do tipo de madeira e da telha empregada.70 2.40 1.50 2. Estes vãos são para as madeiras secas.50m devemos utilizar bitolas especiais o que não é aconselhável pelo seu custo.17.15 3. As terças devem ser apoiadas nos nós das tesouras.Vão máximo das terças (m) Vão dos caibros (m) 1.05 2.60 2.

Para a colocação das ripas é necessário que se tenha na obra algumas telhas (no mínimo 6 peças) para medir a sua galga (distância entre travas da telha). As ripas são pregadas com pregos 15 x 15 tomando-se o cuidado de não rachá-la.20 5x7 e) Ripas As ripas são as últimas partes da trama e são pregadas perpendicularmente aos caibros. O espaçamento entre ripas depende da telha utilizada. Podemos também iniciar os beirais com uma testeira (tábua pregada na frente do caibro do beiral) eliminando nestes casos as ripas sobrepostas(Figura 6.40 1. Estes vãos são para as madeiras secas.00 2.0cm). Tabela 6.00 2.1: : • terças espaçadas até 2.90 1. portanto paralela às tesouras.40 1.50 5x6 5x7 Colonial ou Paulista 1. usamos caibros de 5x7 (6x8).7).50m.80 2.00 5x6 1.20 2. Os caibros são colocados com uma distância máxima de 0.3 . São encontradas com seções de 1. sendo que seu declive determina o caimento do telhado.Vão Máximo dos Caibros (m) Tipo de madeira A B C Seção transversal (cm) Francesa.0cm (1. devemos utilizar a galga média. Caso não se tenha certeza. Para determinar a galga média devemos: 117 . A bitola do caibro varia com o espaçamento das terças.00m usamos caibros de 5 x 6.0x5. para garantir o espaçamento constante das ripas.60 2.60 2. Portanto. Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6. • quando as terças excederem a 2.d) Caibros Os caibros são colocados em direção perpendicular as terças. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6. São inclinados. Romana. com o tipo de madeira e da telha.50m (eixo a eixo) para que se possam usar ripas comuns de peroba 1x5. iniciando-se com duas ripas sobrepostas de forma a compensar a espessura da telha.00m e não ultrapassarem a 2.2x5.6). Portuguesa ou plan 1. o carpinteiro prepara uma “galga” de madeira com a média da distância entre as travas da telha (Figura 6.3. As ripas são colocadas do beiral para a cumeeira.

• • • Ajustar 6 telhas sobre os apoios considerando a situação de afastamento mínimo entre telhas medir o comprimento total mínimo Ctmin que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio. devemos.7 .Detalhe da galga As ripas suportam o peso das telhas.6 . Reajustar os apoios para o afastamento máximo entre as telhas e proceder à medição do comprimento total máximo Ctmax que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio.0m (peroba ou equivalente). Cinco vãos.Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais Figura 6.50m. verificar o espaçamento entre os caibros.0m. portanto. Cinco vãos.50 em 0. ou seja. podemos utilizar as ripas 1. 118 . utilizamos sarrafos de 2.0x5. ou seja. De posse destas medidas calcular a galga média: Gmed = (Gmin + Gmax) /2 Gmax = Ctmax /5 Sendo: Gmin = Ctmin /5 e Figura 6.5x5. Se for maior. Se este espaçamento for de 0.

9) • escora/perna (Figura 6. 6.6. 1992) 119 .11 e 6.10) • pernas/pendural (Figuras 6.8 .Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno. Para isso devemos saber: a) recorte: • r = recorte.Ligações e emendas Na construção das estruturas de telhado faz-se necessário executar ligações e emendas. 1992) Figura 6.9 .Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno. com encaixes precisos.3 .8 e 6. r ≥ 2 cm ou 1/8 h ≤ r ≤ 1/4 h h = altura da peça b) encaixes: • perna/linha (Figuras.1.13) Figura 6.12) • asna/pendural/linha (Figura 6.

Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno. 1992) 120 . 1992) Figura 6.11 . 1992) Figura 6.Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno.Figura 6.10 .Detalhe da ligação entre a perna e a escora (Moliterno.12 .

com chanfros a 45° para o uso de pregos ou parafusos(Figuras 6. asnas e pendural (Moliterno.13 . ou aproximadamente 1/4 do vão com no máximo de 0.15 e 6. no sentido do diagrama dos momentos fletores (Figura 6.70 m.15 .Detalhe das emendas de uma linha de terças Figura 6. 1992) c) emendas: As emendas das terças devem estar sobre os apoios.Detalhe da emenda das terças com pregos 121 .Detalhe da ligação entre a linha.Figura 6.14 .14). Figura 6.16).

Sendo assim. a laje recebe uma carga distribuída (Figuras 6. Devemos ainda.Telhado pontaletado Podemos construir o telhado sem o uso de tesouras.1.17 e 6. onde tudo é calculado.Figura 6. portanto. devemos apoiar as terças em estruturas de concreto ou em pontaletes. Em construções residenciais. Nas lajes maciças.a distância dos pontaletes deve ser igual a das tesouras. O pontalete trabalha à compressão e é fixado em um berço de madeira apoiado na direção das paredes. berço (de no mínimo 40 cm) para distribuir melhor os esforços.a distância entre as terças deve ser igual à distância das mesmas quando apoiadas nas tesoura . 122 .4 . ter algumas precauções como: . o custo da estrutura é menor.deverá ser acrescido aos pontaletes.19). Entretanto nas lajes pré-fabricadas não devemos apoiar e sim realizar o apoio na direção das paredes (Figuras 6.17 e 6.16 . as paredes internas oferecem apoios intermediários. . Nesses casos.Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6. é necessário que se faça uma viga de concreto invertida para vãos grandes ou vigas de madeira nos vãos pequenos. podemos apoiar em qualquer ponto. Havendo necessidade de se apoiar um pontalete fora das paredes.18). Para isso. mãos francesas (nas duas direções do pontalete) ou tirantes chumbados nas lajes para dar estabilidade ao conjunto.

Apoio dos pontaletes em berços Figura 6.Detalhe do berço para distribuição das cargas 123 .18 .Figura 6.17 .

Reconhece-se um bom trabalho de carpinteiro. do madeiramento.21). .Quando o prego for menor do que a peça que ele tem que penetrar.Não devemos esquecer a colocação da caixa d'água. incline os pregos para que estes não penetrem paralelamente às fibras e sim o mais perpendicular possível a elas (Figura 6.19 . Figura 6.Figura 6. deve ser colocado em ângulo (Figura 6.20 . quando os alinhamentos das peças são perfeitos. Um madeiramento defeituoso nos dará um telhado ondulado e de péssimo aspecto.Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6.Detalhe da fixação por pregos menores .1.5 .Recomendações: . antes do término.20). Coloque-o numa posição próxima e inclinada suficiente para que penetre metade de sua dimensão em uma peça e metade em outra. formando cada painel do telhado um plano uniforme. O ideal seria o prego penetrar 2/3. pelo carpinteiro. . 124 .Quando tiver que pregar a ponta de uma peça em outra.

é conveniente solicitar a orientação de um técnico do fabricante ou mesmo o uso de catálogos técnicos. acessórios etc.2 .2. Só então é feita a primeira seleção e a primeira queima em forno a uma temperatura de 900° C.Detalhe da fixação das ripas nos caibros . 6. 125 . Na próxima etapa.1 . Figura 6.22 . no caibro. As demais telhas (alumínio.COBERTURA Neste capítulo iremos abordar as telhas cerâmicas as de concreto e fibrocimento por serem as mais utilizadas em obras residenciais. e consiste na mistura de várias argilas.Figura 6. Não devem apresentar deformações.22) * achatar um pouco a extremidade do prego * furar a madeira e depois introduzir o prego * pregar a madeira mais fina a mais grossa. a argila já misturada passa por uma moagem e por uma refinação chegando até a extrusora. Para a sua utilização. poliéster etc.) são mais utilizadas em obras comerciais e industriais. Essa massa passa pelas prensas de moldagem. devemos pregar da seguinte maneira: * no final de uma ripa.Fixação das ripas nos caibros 6.para evitar rachaduras na madeira.21 . aço galvanizado. assemelhando ao de um sino quando suspensas por uma extremidade e percutidas. onde o pó de argila se transforma em massa homogênea e sem impurezas. Devem apresentar som metálico.CERÂMICA As telhas cerâmicas têm início com a preparação da argila. pois existem uma grande variedade de tipos e consequentemente de fixação. não alinhar os pregos (Figura 6. indo diretamente para a secagem.

As curvas do tipo capa e canal. possuem numa das bordas laterais dois canais longitudinais (Figura 6. As somente canal. esfoliações. colocando duas ripas sobrepostas ou testeiras para regularmos a altura da 1ª telha (Figura 6. cobrindo sempre do beiral para a cumeeira. são planas e chatas. O consumo da argamassa é na ordem de 0. cal e areia no traço 1:2:8. É o que se chama de emboçamento das telhas. Algumas peças são assentadas com argamassa de cimento. também chamadas paulista. No recebimento das telhas na obra não devem ser aceitos defeitos sistemáticos como quebras. portuguesa. 126 . trincas empenamentos. com arame galvanizado ou fio de cobre. recomenda-se que as telhas sejam furadas para serem amarradas ao madeiramento. Cada caminhão é considerado um lote e deve-se separar 20 peças para as verificações de suas propriedades com exceção da espessura que podemos separar 13 peças. e deslocar de acordo com a medida da telha. paulistinha. a) Telha francesa ou Marselha Tem forma retangular. colonial. em até três fiadas sobrepostas. plan.002m³/m² de telhado. romana. rebarbas. usar régua em vez de linha. também as telhas dos beirais e oitões.Acabamento da cumeeira Para inclinações de telhados acima de 45° . chamadas termoplan entre outras. É recomendado que as telhas sejam posicionadas simultaneamente em todas as águas do telhado. desde a ponta do beiral até a cumeeira. As telhas cerâmicas devem ser estocadas na posição vertical. Podemos dividir as telhas cerâmicas em dois tipos: as planas e as curvas. Ao cobrir.defeitos ou manchas e atender as normas NBR9601-Telha cerâmica de capa e canal ou a NBR7172-Telha cerâmica tipo francesa. São as cumeeiras (obedecendo um sentido de colocação contrário ao do vento predominante) (Figura 6. As telhas planas são do tipo francesa ou Marselha.23 . Figura 6.24). As telhas são assentadas com o máximo cuidado e alinhadas perfeitamente.6). e a do tipo escama (germânica). desvios geométricos em geral. quando forem do tipo canal.23) e espigões e . para que seu peso próprio seja distribuído uniformemente sobre a estrutura de madeira.

. .tolerância ± 1 mm .seca 83 kgf/m² . canal.25).caimento: 33% a 35% .15 un por m² .tolerância ± 1 mm .0 kg . (canal) 46 cm comp.caimento: 25% .dimensões: ≅ 46cm comp.seca 54 kgf/m² . cuja função é de conduzir a água e capa. e 24 cm de largura .peso unitario aproximado de 2.peso unitario aproximado de 2.Cumeeira: 3 un/ml Figura 6.Para encaixe.24 .65 kg .saturada . nas bordas superiores e inferiores.peso: 45 kgf/m² .26 un por m² . cutelos em sentido oposto.saturada .peso: 69 kgf/m² .dimensões ≅ 40 cm de comp.Telha francesa ou Marselha b) Telha paulista Constituem-se de duas peças diferentes. (capa) 18 cm largura (canal) 16 cm largura (capa) . Os encaixes em seus extremos servem para fixação e para evitar a passagem da água.cumeeiras: 3un/m 127 . que faz a cobertura dos espaços entre dois canais (Figura 6.

A portuguesa é igual à paulista (Figura 6.caimento: de 20 a 25% . mas melhoradas.saturada .(capa) 46cm comp.dimensões: 46cm comp.26).75kg . . tem os cantos arredondados e a seção retangular (Figura 6. 128 .25 .tolerância ± 1 mm Figura 6. (canal) 16cm largura (capa) 18cm largura (canal) . somente que nesses tipos o canal é junto com a capa.26 .seca 86 kgf/m² .Figura 6.peso: 72 kgf/m² .Telha Plan d) Telha romana e telha portuguesa A telha romana tem o mesmo formato que as telhas plan.26 un por m² .Telha paulista c) Tipo plan Tem as características da telha paulista.peso unitario aproximado de 2.cumeeiras: 3 un/m .27).

Telha Termoplan f) Telha germânica A montagem é feita em escamas de peixe com as seguintes características: .saturada Figura 6.30 telhas por m² 129 .. consegue um isolamento térmico e um isolamento de umidade (Figura .peso: 54 kgf/m² .0cm comprimento 21.15 peças por m² . .seca 58 kgf/m² .caimento mínimo: 30% .5cm largura Figura 6.dimensões: 45.seca 65 kgf/m² .16 peças por m² .Telha romana e Portuguesa d) Termoplan Como o próprio nome indica a termoplan através de dupla camada.caimento mínimo: 30% .27 .saturada .peso: 48kgf/m² .28 .28).

peso unitário: 1.caimento mínimo: 45% Quando for colocado isolante térmico.70 kg .2 . agregados e óxidos que são responsáveis pela sua coloração. 130 . Pelo baixo custo dos telhados executados com telhas onduladas de fibrocimento são também utilizadas em construções unifamiliares.10.dimensões: 32. Vários fabricantes estão substituindo as fibras de amianto por outras fibras menos agressiva ao ser humano. Para o seu armazenamento devemos preparar um lastro de 5.0cm comprimento 30.2.saturada . calcular ventilação do forro. Segundo informações do fornecedor. São fabricadas com mistura homogênea de cimento Portland e fibras de amianto.seca 57 a 60 kgf/m² . 6.. para evitar o apoio da mesma com o solo. . Para outros modelos ou fabricantes devemos consultar o manual técnico correspondente.CONCRETO As telhas de concreto são compostas de aglomerantes. e empilhá-las no máximo em três camadas na vertical.29 .475g . as telhas de fibrocimento são largamente empregadas em edifícios comerciais e industriais. A Tabela 6.Telha Germânica 6.0 cm de areia. Figura 6.0cm largura • Os valores acima são para as telhas do tipo Tégula tradicional.caimento mínimo: 30% .peso: 49 a 54 kgf/m² .4 apresenta as dimensões padronizadas das telhas onduladas de fibrocimento.5 peças por m² .peso unitário aproximado de 4.2.3 – TELHAS ONDULADAS DE FIBROCIMENTO Juntamente com as telhas de aço galvanizado. as telhas de concreto apresentam uma espessura média de 12 mm e resistência mínima a flexão de 300 kg.

indicada pela letra d (d = h/l = tang α %) (Figura 6.83 1. Figura 6. O recobrimento lateral é de ¼ de onda e o recobrimento longitudinal de no o mínimo 14 cm para caimentos maiores de 15 e 20 cm para recobrimentos menores o de 15 .10 2.0mm) deve-se colocar uma terça intermediária de apoio.91 – 1. Tabela 6.22 – 1.4 – Dimensões das telhas onduladas de fibrocimento Espessura (mm) Comprimento (m) Largura (m) 5.53 – 1. apoiadas em três pontaletes.13m (8. fornecidos pelo fabricante. parafusos e grampos de ferro zincado.Tabela 6. metálica ou de concreto através de acessórios compostos por ganchos.83 m (6.30). sendo um no centro e os outros a 10 cm de cada borda.44 – 3.13 – 2.05 – 3. 6 e 8 0.2. 6.5 – Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 131 .0mm) e de 2. As telhas devem ser armazenadas em pilhas de até 35 unidades.5 estão relacionadas às correspondências entre inclinação (αº) e o caimento ou declividade (D%) de um telhado reto. Para as telhas com comprimento superior a 1. O caimento mínimo é de 20% ou aproximadamente 11o.30 – Inclinação e caimento de telhados retos Na Tabela 6.4 – Inclinação (αº) e caimento ou declividade (%) dos telhados A inclinação (ângulo α) é o ângulo que plano de cobertura faz com a horizontal e o caimento ou declividade de um telhado é a tangente trigonométrica da inclinação.66 As telhas onduladas de fibrocimento são fixadas em estrutura de madeira. conjuntos de vedação e arruelas. Portanto é aconselhável consultar os fabricantes e seus catálogos técnicos. NOTA: Existem outras telhas de fibrocimento com seções diversas e capazes de vencer grandes vãos.

Tabela 6. o caimento mínimo deve ser conseguido na posição onde o telhado estiver mais selado (Figura 6. Os caimentos citados em cada tipo de telha deste capítulo relacionam-se a telhados retos. Devido ao seu traçado. fazendo com que as águas retornem.0 αº 18.23 26.0 50. O ponto de transição é onde o telhado é mais selado.70 8. Os cuidados devem ser redobrados quando os telhados forem selados também chamados de corda bamba.0 35.0 10. O ponto varia de 1:2 a 1:8 nos telhados (Tabela 6. infiltrando parte das águas nos telhados.31 14.0 30.31).0 25.αº 1.Inclinações mínimas para telhados selados com vão até 8.0 20.7: Figura 6.0 15. as águas pluviais ganham uma velocidade maior no seu início (cume) e perdem no seu final (beiral).0 100.17 21.0 40.04 16.72 d%) 3. também chamadas de Ponto de Cobertura é a relação entre a altura máxima da cobertura e o vão.70 5.0 d%) 33.6).60 11.60 45.0 45.48 24.35 19.0 A altura das cumeeiras. Portanto.31 .0m 132 . As inclinações dos telhados selados devem no mínimo seguir a Tabela 6.6 – Ponto de Cobertura Ponto 1:2 1:3 1:4 1:5 1:6 1:7 1:8 Designação Ponto meio Ponto terço Ponto quarto Ponto quinto Ponto sexto Ponto sétimo Ponto oitavo Inclinação 45º 33º40’ 26º30’ 21º48’ 18º35’ 15º50’ 14º04’ Declividade 100% 66% 49% 40% 33% 28% 25% O ponto é considerado alto a partir de 1:3 (inclinação acima de 33º40’) ou declividade maior do que 100%.

0m x (m) 3.5 3.84 Na execução da estrutura de um telhado selado os caibros são seccionados e presos nas terças proporcionando assim a configuração "corda bamba" (Figura 6.Detalhe da estrutura de um telhado selado 6. Sendo as ripas mais finas se amoldam melhor na curvatura do telhado selado.5 4. Os sistemas de captação de águas pluviais podem ser encontrados em PVC para as calhas e condutores ou executados em chapas galvanizadas para as calhas.30 -33 -39 ou 40 .0 8.33 1.52 3.Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8.24 y (m) 1.12 .32).60 .0 6.0 7.75 .0 ou 1.00 133 .3 – SISTEMA DE CAPTÇÃO DE ÁGUAS PLUVIAIS São os complementos das coberturas.32 .60 x2 (m) 1. Portanto.52 2.44 1.Tabela 6.08 3. As chapas galvanizadas geralmente medem 1.0 3.08 1.20 1.7 .20m de largura e comprimento variável.5 2.00m de comprimento.05 2.15 .0 2.60 0.0 2.1.64 0.0 5.85 1.5 4. para maior aproveitamento das chapas e ou bobinas.5 3. condutores) e arremates (rufos.20m de largura por 2.0 x1 (m) 1.0 3. pingadeiras) evitando com isso as infiltrações de águas de chuvas.0 4.45 0. Ou ainda podemos utilizar ripas sobrepostas ao invés de caibros.28 .05 1.20 . e para reduzir o preço das peças.5 2. quanto a sua largura. Figura 6. tendo como função a drenagem das águas pluviais (calhas.50 . águas furtadas.25 . mais para a confecção das calhas o que se utiliza é a bobina de chapa galvanizada (pois diminui o número de emendas) e mede 1. rufos e pingadeiras.0 y1 (m) 0.00m e 1. águas furtadas.0 y2 (m) 0.88 1. as mesmas são "cortadas" em medidas padrões denominadas corte podendo ser: Corte: 10 .75 2.

Quanto menor é o número da chapa mais espessa ela é. devemos mencionar a espessura da chapa denominada de “número” podendo ser: Chapa nº: 28 – 26 – 24 – 22 – 20 etc.2m de largura). Além do corte. A espessura de chapa galvanizada mais utilizada é a 26 e 24 para as calhas e águas furtadas.coxo: Figura 6. Tipos de calhas: • • • coxo platibanda moldura a) .0m de largura) e o corte 30. 40 e 60 (para as chapas de 1. Partes constituintes do sistema de captação de águas pluviais: 6.Os cortes mais utilizados para as calhas são o corte 33 e 50 (para as chapas de 1.33 .Calha tipo coxo 134 . para especificar um sistema de captação de águas pluviais. É geralmente confeccionada com chapa galvanizada nº 26 e 24.1 Calhas São captadoras de águas pluviais e são colocadas horizontalmente.3. 28 e 26 para os rufos e pingadeiras.

com chapas galvanizadas nº 26 e 24.35 .Detalhe de uma água furtada 135 .3.moldura Figura 6.Calha tipo platibanda c) .Calha tipo moldura 6. Figura 6.platibanda Figura 6.b) . como as calhas.2 Água furtada: São captadoras de águas pluviais e são colocadas inclinadas. São confeccionadas.36 .34 .

a (m²)] = cm² sendo: A = área útil da calha a = área da cobertura que contribui para o condutor n = significa o numero de áreas “a” que contribui para o condutor mais desfavorável. devido ao difícil acesso a esses dados.3 Condutores: São canalizações verticais que transportam as águas coletadas pelas calhas e pelas águas furtadas aos coletores. Figura 6. A = [ n.4. Entretanto podemos utilizar para pequenas coberturas.Calhas: Para o dimensionamento preciso das calhas devemos ter dados dos índices pluviométricos da região o que dificulta.6. a qual tem dado bons resultados. em certas cidades.3.4 Coletores São canalizações compreendidas entre os condutores e o sistema público de águas pluviais. 6. Podem ser de chapas galvanizadas ou de PVC e devem ter diâmetro mínimo de 75 mm.5 Rufos e Pingadeiras: Os rufos e as pingadeiras geralmente são confeccionados com chapa no 28 (mais finas) ou chapa n 26. 136 .3.DIMENSIONAMENTO 6.Detalhes da utilização dos rufos e das pingadeiras 6. 6.37 .4 . uma fórmula empírica que nos fornece a área da calha "A" (área molhada).3.1 .

39 .40 .Divisão do telhado em áreas "a" 1º necessitamos de uma calha com área útil de 50.38 Para esse dimensionamento devemos dividir o telhado conforme a Figura Figura 6.Calha tipo platibanda 137 . adotar calha tipo platibanda. Exemplo: Figura 6.38 .6. 4º Se for pequena. mas sempre verificando as condições de adaptação da calha ao telhado.Áreas de contribuição para os condutores Para o dimensionamento das calhas devemos adotar o condutor mais desfavorável (aquele que recebe maior contribuição de água). podemos aumentar o nº de condutores ou adotar uma calha tipo coxo (a mais indicada para esses casos). Figura 6.0 cm² 2º devemos verificar se é uma área grande ou não 3º Se for grande.

portanto. 138 .42) ou em telhas vã (Figura 6.FORMAS DE TELHADOS 6.80m. o mais comum é 0. adotando.43). 0.41 .4.5 .Devemos evitar colocar condutores inferiores a 75 mm.Beirais: Beiral é a parte do telhado que avança além dos alinhamentos das paredes externas. Obs: 1 .Figura 6.2 .70 e 0.40 a 1.1 . O do centro recebe a contribuição de 50m².Neste caso podemos utilizar o de maior dimensão para todos 2 . ∅ 75 mm = 42cm² e ∅ 100 mm = 80cm² Exemplo: No caso anterior temos três condutores de cada lado do telhado.Condutores: Para o caso de condutores podemos considerar a regra prática: Um cm² de área do condutor para cada m² de área de telhado a ser esgotado. Ex. Os da extremidade têm uma área de contribuição de 25cm². A calha coxo recebe uma contribuição de água maior (105cm2) 6. Podemos adotar um ∅ de 75 mm.60. geralmente tem uma largura variando entre 0. um ∅ de 100 mm. 6.5. Podem ser em laje (Figura 6.00m.Calha tipo coxo Podemos neste caso adotar a calha tipo platibanda corte 33 devido a melhor adaptação ao trabalho e ter uma contribuição de água relativamente pequena.

Beiral em telhas vã 6.42 .2 . Neste caso.5. 139 . rufos e pingadeiras.Figura 6.44).Beiral em laje Figura 6.43 . sempre se coloca uma calha.Platibanda: São peças executadas em alvenaria que escondem os telhados e podem eliminam os beirais ou não (Figura 6.

os espigões são.Linhas do telhado: Os telhados são constituídos por linhas (vincos) que lhes confere as diversas formas (Figura 6.espigões . também.águas-furtadas ou rincões Figura 6.Figura 6.cumeeiras .3 . letra (B) . um divisor de águas.a cumeeira é um divisor de águas horizontal e está representada na figura pela letra (A) .Desenho das linhas de um telhado .5. porém inclinados.44 . letra (C) 140 . As principais linhas são: .45 .45).as águas-furtadas ou rincões são receptores de águas inclinadas.Detalhe das platibandas 6.

46.Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6. Figura 6. 1972) 141 . portanto sem oitões.O telhado pode terminar em oitão (elevação externa de alvenaria no formato da caída do telhado) ou em água.48 . portanto dois oitões.5. 1972) COM DUAS ÁGUAS: Figura 6.4 .Telhados com uma água (Borges.46 .Tipos de telhados COM UMA ÁGUA: Figura 6. Na figura 6.Telhados com duas águas (Borges.47 . ou um telhado de quatro águas. temos um telhado com duas águas e.

e no encontro do espigão com a cumeeira mais baixa nasce uma água furtada. e facilidade de mão-de-obra.50m. devemos lembra-nos de algumas regras práticas: 1 . isto é. evitando muitas calhas que só trarão transtornos futuros. 142 . geralmente na escala 1:100. Indicam-se por linhas interrompidas. 4 . Também é usual representá-lo na escala 1:200.49 . 1972) Obs: Sempre devemos adotar soluções simples para os telhados pela economia. 2 .As águas-furtadas são as bissetrizes do ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos internos.50 .REGRA GERAL PARA DESENHO DAS LINHAS DO TELHADO O telhado é representado na mesma escala da planta. 1972) COM QUATRO ÁGUAS: Figura 6. Ao projetarmos uma cobertura (Figura 6.Os espigões são as bissetrizes do Ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos externos. 6. 3 .COM TRÊS ÁGUAS: Figura 6.Telhado com quatro águas (Borges. formando os beirais ou platibanda que são representados por linhas cheias.Telhados com três águas (Borges.51).Quando temos uma cumeeira em nível mais elevado da outra. pois a cobertura deverá ultrapassar as paredes. os contornos da construção. fazemos a união entre as duas com um espigão. As águas do telhado ou os panos tem seu caimento ou inclinação de acordo com o tipo de telha utilizada.6 .As cumeeiras são sempre horizontais e geralmente ficam no centro. no mínimo 0.

044 1.020 1.8 determinando a área inclinada.51 .7 – CALCULO DAS TELHAS PARA COBERTURA PLANA Um método simples e prático para o calculo das telhas de um telhado plano pode ser realizado da seguinte maneira: • Calcular a área plana (incluindo o beiral) e multiplicar pelo fator de inclinação da Tabela 6.059 1. • Acrescentar de 5 a 10% Tabela 6.053 1.8 – Fator de inclinação para os caimentos usuais % 10 15 20 25 30 33 35 40 fator 1.077 143 . • Multiplicando a área inclinada pelo número de telhas por metro quadrado encontra-se a quantidade de telhas necessárias.Figura 6.031 1.005 1.011 1.Perspectiva das linhas de um telhado 6.

Instalar ganchos para fixação de cabos-guia para o engate do cinto de segurança. Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à cobertura.ANOTAÇÕES 1 – Noções de segurança: Evitar quedas de materiais e operários da borda das coberturas. 144 . 2 – Deve-se evitar sempre o caso de pano desaguando sobre pano. utilizando guarda-corpo com tela. Para que isso não ocorra devemos utilizar calhas de beiral (moldura).

1 . que é um acabamento colocado entre o batente e a alvenaria para esconder as falhas existentes entre eles (Figura 7. 7.7 .ESQUADRIAS DE MADEIRA (CARPINTARIA) A madeira é um material bastante utilizado para a confecção das esquadrias como as portas. janelas venezianas. Com a sua evolução. A folha é a parte móvel que veda o vão deixado pelo batente e por fim a guarnição. que é a peça fixada na alvenaria.1.C. caixilhos etc. • Nivelar e colocar no prumo os batentes.V.ESQUADRIAS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo ideal de esquadrias verificando as suas vantagens e desvantagens. onde será colocada a folha por meio de dobradiças. 145 . Os primeiros edifícios empregavam esquadrias de madeira. as esquadrias deixaram apenas de proteger e adquiriram também o lugar de decoração de fachadas.1 . da luz natural e da água.1). alumínio) as de P. ferro fundido.Portas Compõem-se de batente. • Especificar as ferragens adequadas para cada tipo de esquadria de madeira As esquadrias são componentes da edificação que asseguram a proteção quando a penetração de intrusos. Com a revolução industrial apareceram as esquadrias metálicas (ferro.1 . Figura 7.Componentes das portas de madeira. dado que a mão de obra era barata e o material abundante. 7. • Especificar corretamente o tipo de fixação dos batentes nas alvenarias e/ou estruturas.

Esta é à medida que aparece nos projetos.2). Para que isso ocorra.2) + a espessura do batente e + uma folga de acordo com o sistema de fixação. 2 .a) . Figura 7. O batente é composto de dois montantes e uma travessa (Figura 7. se tijolo inteiro 26.Batente: Em geral é de peroba rosa. elevamos este nível em 1.0m. a menor largura no sentido horizontal e menor altura no sentido vertical (Figura 7.0cm. podendo ser também da mesma madeira da folha (especial).5cm. Chamamos de vão livre ou vão de luz de um batente. que já devem vir montados para a obra.Devemos marcar inicialmente o nível do piso acabado próximo aos montantes.Para facilitar o assentamento.2 . podemos proceder da seguinte maneira (Figura 7.Vão livre ou vão de luz Os batentes devem ficar no prumo e em nível. angelim (comercial).5cm e largura variando com o tipo de parede: se meio tijolo de 14.0 a 14. Os batentes são assentados nos vãos deixados nas alvenarias.3): Figura 7. canela.3 . 146 . Estes vãos dependem do vão de luz ou vão livre da esquadria (Figura 7. tem espessura em torno de 4.Detalhes da fixação dos batentes das portas 1 .4). Caso venha desmontado a sua montagem deve ser executada por profissional competente (carpinteiro). chamado batente duplo. canafístula.

4 .5m no mínimo de dois em dois para possibilitar que toda a largura do batente seja fixada. Nestes casos o prumo e as dimensões são mais precisos (não se tem a necessidade do requadro) e também não é aconselhável a quebra da alvenaria ou do concreto para a fixação dos batentes (Figura 7. Na fixação com pregos se utiliza o prego 22 x 42 ou o 22 x 48 colocados de 0.5). 5 . sem folga entre a alvenaria e o batente. espuma de poliuretano ou sobre contramarco. coloca-se cunhas de madeira para o travamento do batente e posterior fixação. 6 .Detalhes da fixação dos batentes por pregos Na fixação por parafusos.09 ou 1. igualar a marca de lápis com a linha. Os batentes são fixos nos vãos da alvenaria através de pregos. (este procedimento é feito para evitar o empenamento dos montantes).Depois de aprumado e nivelado. ou seja. portanto de 1 a 2 cm embutido no piso. Utilizam-se parafusos com bucha dois a dois e de 50 em 50 cm ou em “zig e zag” espaçados em torno de 20 cm.3 .08m da travessa para o "pé" do batente. O chumbamento é realizado com uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 em aberturas previamente realizadas nas alvenarias e umedecidas (Figura 7.5 em 0. com lápis a medida de 1. a alvenaria deve estar requadrada (no caso de alvenaria de vedação convencional).08m.Aprumar os dois montantes.4).No assentamento do batente.Marca-se nos montantes. para dar melhor acabamento. Geralmente a fixação por parafusos é utilizado em alvenarias estruturais ou mesmo para fixar batentes em estruturas de concreto armado. parafusos. 147 . 7 .Estica-se uma linha no referido nível. 4 . ficando o vão da travessa até o piso acabado em 2. e. Figura 7.09 ou 2. (assim se garante o nível).

depois pode cortar para dar o acabamento final (Figura 7.6).5 . requadrar primeiramente o vão da esquadria deixando uma folga aproximadamente de 1.Detalhes da fixação dos batentes por parafusos Na fixação dos batentes com espuma de poliuretano expansiva. é constituída pela utilização de travessa e montante de pequena espessura. E os batentes por parafusos no contramarco. fixado à alvenaria através de pregos ou parafusos. 148 . A espuma poderá ser colocada em faixas de aproximadamente 30 cm.5). em torno de todo o batente com o auxílio de um aplicador (pistola). em 6 pontos sucessivamente. em geral.0cm para possibilitar a colocação da espuma.6 . Não alisar a espuma.Para vedar os parafusos podemos utilizar cavilhas de madeira ou massa para calafetar (Figura 7. Deixar secar por uma hora. Figura 7.Detalhes da fixação dos batentes por espuma de poliuretano A fixação por contramarco. Figura 7.

com almofadas.Detalhe da fixação das guarnições 149 . (para que a guarnição fique assentada corretamente) devemos realizar um rebaixo na mesma evitando assim que ela fique desalinhada com o revestimento e o batente. portanto. Alguns cuidados devemos ter na escolha das folhas compensadas como: Se ela vai ser pintada ou envernizada (a folha para verniz é de melhor acabamento). (revestimentos. envidraçadas etc. b) . Figura 7.7 .Este sistema é o ideal. c) . Podem ser lisas. geralmente maciça. A guarnição é pregada com pregos sem cabeça 12x12. O núcleo das folhas compensadas deve ser constituído por sarrafos ou colméias que formem poucos vazios. Muitas vezes. três dobradiças de 3"x 3 1/2" para as folhas compensadas e quatro dobradiças para as folhas maciças recebendo posteriormente a fechadura. abrasões. choques. A folha externa deverá ser mais reforçada e de melhor acabamento.7).Guarnição: Na união do batente com a parede. das avarias geralmente sofridas durante a execução dos serviços. etc. Devemos utilizar a guarnição para dar arremate e esconder esse defeito (Figura 7. As folhas compensadas devem ser "encabeçadas" (acabamento dos montantes maciços) evitando assim a vista do topo da chapa compensada. pois os batentes somente serão colocados no final da obra. ela deverá parar em qualquer posição que você deixá-la. OBS. Cuidado maior devemos ter nos ambientes providos de azulejos ou revestimentos cerâmicos. As travessas das folhas devem ter largura suficiente para poder cortar sem aparecer o núcleo. no mínimo. Os montantes das folhas devem ter largura suficiente para proporcionar a fixação das dobradiças e fechaduras.Folha: É a peça que será colocada no batente por intermédio de. Para se verificar se a folha foi bem colocada. protegendo-os. o acabamento nunca é perfeito.

7. 150 .Porta Balcão São portas que comunicam dormitórios com o terraço ou sacada. Podendo ser de duas ou quatro folhas.tipo gorge (porta interna) .1. temos as fechaduras que podem ser (Figura 7.c) .2 .Tipos de fechaduras para as portas As fechaduras devem ser colocadas sem danificar as folhas. Porta. Podem ser consideradas como um misto de porta e janela.c. mais modernamente em qualquer ambiente.8): .de cilindro (porta externa) . .8 . porque permite a iluminação e a ventilação.9). envidraçada (caixilho) e externamente de venezianas (Figura 7.Ferragens: Além das dobradiças. com bom acabamento e sem deixar folgas quando as folhas estiverem fechadas. Compõem-se internamente por folhas de abrir ou de correr.p/ portas de correr Figura 7.de w. porque permite comunicação entre dois ambientes e janela.

portanto os materiais que as constituem deverão ser cuidadosamente escolhidos visando à manutenção. utilizando vidros duplos. canafístula. Uma vez instalada.10).9 . Nas janelas. As janelas. mesmo tendo aberturas para passagem do ar. são fixos às alvenarias da mesma forma dos batentes das portas.Figura 7. caso haja necessidade.Porta balcão 7. As janelas de madeira podem ser compostas por batentes. de forma a permitir que a água escoe e seja lançada para o exterior.Batentes: Geralmente de peroba rosa. e as guarnições.3 . poderão ser projetadas de forma a promover isolamento sonoro do ruído externo. drenos nos perfis que compõe a travessa inferior.1. Portando. 151 . canela. apenas de caixilhos (ambientes sociais). exceto nas varandas. deverão ser previstos dispositivos que garantam a estanqueidade à água entre os perfis e partes fixas ou móveis. ou ainda janelas com caixilhos e venezianas (ambientes íntimos).Janelas As janelas sempre devem comunicar o meio interno com o externo. com dois montantes e duas travessas uma superior e outra inferior (Figura 7. Os componentes mecânicos as folhas móveis bem como os dispositivos devem ser operados com o mínimo de esforço. O modelo da esquadria deve ser adequado ao clima da região e os materiais que as compõe deverão ser de pouca absorção de calor. as janelas estarão sujeitas às condições ambientais. a) . angelim. devem ser completamente estanques à passagem da água.

Caixilhos: Podem ser de abrir. quando desejamos abri-la. Utilizam trilhos metálicos. de correr. Na posição normal. de dois.14). basculantes. e as palhetas que preenchem o quadro. dois roletes por folha móvel e trincos ou fechaduras. e quando abertas.Venezianas: Permite a ventilação mesmo quando fechada. pivotante ou guilhotina. Quando fechadas. Os de correr podem ser em nº de quatro. serem de abrir ou correr.Figura 7. ou venezianas de duas folhas. utilizam duas dobradiças por folha (3"x3"). Para isso devemos utilizar janelas de batentes duplos ou ainda batente simples. quatro folhas ou mais. mas com dobradiças especiais chamadas palmela. cremona e vara. Os caixilhos guilhotina são em nº. para que as venezianas possam abrir totalmente (Figura 7. As venezianas podem ter duas folhas (mais comum). são trancadas por cremona. inferior e superior.12 e 7. fixas às paredes por carrancas (Figuras 7.11). o inferior é o caixilho interno e o superior externo. As venezianas e os caixilhos de abrir são fixas por dobradiças (3"x3"). 152 . não cabendo nesta apostila maior detalhe. Os caixilhos de abrir. Cada folha de veneziana é composta de dois montantes e duas travessas: superior e inferior. Os caixilhos basculantes já vêm montados de fábrica.Batentes das janelas b) . mas com venezianas de quatro folhas.15). geralmente em nº de dois. c) . que nesses casos são dois de correr e dois fixos.13 e 7. Ou através de roldanas ou roletes nos caixilhos ou nas venezianas de correr (Figura 7. Utilizam dois levantadores e duas borboletas para fixá-las na posição superior.10 . Devemos tomar cuidados quando colocamos as janelas em paredes de um tijolo.

a).Caixilho de correr 153 .Janelas compostas apenas de caixilhos: Geralmente de correr (Figura 7.Figura 7. ou seja.4 . utilizadas nas salas.Guarnições: Têm as mesmas funções e detalhes de fixação das colocadas nas portas.11 . 7.12) ou de abrir (Figuras 7. nas áreas sociais. Figura 7. escritórios.13).12 . áreas de serviço etc.1. e basculantes nos WCs.Tipos de janelas de madeira.Detalhes da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo d .

Venezianas de correr com caixilhos de correr 154 . veneziana de correr com caixilhos de correr (Figura 7.15) ou veneziana de abrir com caixilho de abrir (Figura 7. Figura 7.14).13 .16).15 .14 .Venezianas de abrir com caixilhos guilhotina Figura 7.Caixilho de abrir b) .Figura 7.Janelas venezianas e caixilhos: Podem ser compostas de: venezianas de abrir com caixilhos guilhotina (Figura 7.

Janela tipo Ideal 155 .90m (cada corpo). largura livre: 1.00m .Janela tipo Ideal: Compõem-se normalmente de duas partes: vidraça e veneziana.40m).1.Venezianas de abrir com caixilhos de abrir c) . Figura 7.30m .1.10m . Este movimento existe tanto para a parte das vidraças como para a parte das venezianas.1.17 .00m .30m .20m (pode-se conseguir = 1. cada uma delas em dois painéis que são movimentados simultaneamente. o inferior desce.1.60m . sendo que enquanto o painel superior sobe.Figura 7.1.1.16 . As dimensões padronizadas são: altura livre: 1.

utilizam-se grapas. T. com ácido muriático e fluorídrico (na limpeza de final de obra).2. a possibilidade de o ferro ser facilmente moldado.17). L.Janela de enrolar 7. em chapa etc. A principal desvantagem é a rápida oxidação. O alumínio se for anodizado.d) .Janela de enrolar Figura 7.18 . chatos. utilizando peças perfiladas U.ESQUADRIAS DE METAL (SERRALHERIA) Podem ser de ferro. portanto devem ser protegidas. são utilizados. não oxida. não sofre alteração na estrutura e não necessita de pintura. apresenta muitas vantagens sobre o ferro. Não podem ter contato com o reboco.2 .1 . rebites ou soldas. Descrevemos neste item as esquadrias de ferro. com resíduos aquosos (infiltração de laje). Podem ser também de alumínio. maior durabilidade. chumbadas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 7. A desvantagem está no custo e no cuidado com a manipulação das esquadrias anodizadas na obra.Janelas: Podem ser:156 . O contato desses materiais com as esquadrias causa danos irreversíveis. e para sua fixação na alvenaria. não perde o brilho. Para a junção das diversas peças. 7. I. quadrados ou redondos. A principal vantagem das esquadrias de ferro é o custo baixo. Depois.

Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos b) . pode ser acionado por uma única alavanca (Figura 7.Basculantes: Permitem a entrada de luz e ventilação.Detalhe do caixilho tipo basculante 157 .a) .20).19 .19). Só se justifica o seu emprego quando a ventilação for obtida por outra janela. Figura 7. Figura 7. do mesmo caixilho.20 . O conjunto de báscula.Fixas: São aquelas que só permitem a entrada de luz (Figura 7. A báscula é um painel de caixilho que gira em torno de um eixo horizontal.

Matajuntas em ferro L com pingadeira. onde se colocam os vidros (Figura 7.Geralmente o caixilho basculante é composto de uma parte fixa e outro móvel. Permite-nos uma maior área de ventilação e seus quadros são de grande tamanho.70x0.60x0.21 .50x0. . devemos compor as básculas.Ferro L das básculas. São compostas de duas venezianas de correr e duas venezianas fixas para o lado externo e internamente.70m etc.Caixilho máximo ar d) .Janelas Venezianas: As janelas do tipo veneziana. a colocação do vidro.60m. grades de segurança.Ferro L de contorno externo. sob pena dela se enfraquecer. c) . fácil colocação e por serem fabricadas em diversas dimensões. 0. ganharam grande mercado atualmente.Orelha de alavanca. dois caixilhos de correr e dois fixos.Podem ser colocadas no caixilho fixo.21). O comprimento das básculas não deve ser superior a 1 metro. sendo sua abertura para o exterior (figura 7. 0. Os caixilhos basculantes são compostos por: . São fabricadas em chapas de ferro e perfis ou mesmo em alumínio. .Maxim-air (Máximo-ar) e de empurrar: São as mais utilizadas nos dias de hoje.22). . Figura 7. . simples ou em arabesco.50m.Vareta de alavanca. 158 . 0.Ferro T de contorno de parte fixa. Caso se deseje maior. ficando no caixilho móvel. pelo seu baixo custo em relação a de madeira. .

f) .Persianas de projeção: São fabricadas por indústrias especializadas em alumínio ou aço zincado.22 .23). que deslizam lateralmente apoiadas sobre trilhos e que receberão os vidros. Figura 7.de correr: São compostas de folhas .Caixilho de correr g) . O fechamento se dará mediante a aplicação de cremona.Janela veneziana e) . São construídos de um quadro em ferro L munido de grapas e de folhas de abrir também em ferro L.23 . e bandeiras (basculantes ou não) (Figura 7.24) 159 . (Figura 7. cuja abertura se dá em torno de dobradiças. Podem também ser compostas com venezianas de chapa.de abrir: São compostas de folhas. funcionando como uma porta.Figura 7.

de correr: Assemelha-se ao caixilho de correr.Figura 7. a) .de abrir: Podem ser de uma ou mais folhas.60m e máxima 1. as folhas deslizam suspensas por roldanas na parte superior e orientadas por um guia no piso. mesmo com a porta fechada. No quadro do postigo é que se colocam os vidros. Cada folha compõe-se de almofada e grade na parte externa e postigo na parte interna. 7. A almofada é geralmente feita em chapa nº16. b) . Acima de 1.10m. e os postigos são de abrir e desempenham o papel de permitir a ventilação do vão. cremonas. 160 .2 . Cada folha deverá ter a largura mínima de 0.2. maçanetas etc. A principal vantagem das esquadrias de PVC é a grande resistência mecânica garantida pela alma de aço e pelos seus acessórios como roldanas.10m devemos usar duas folhas.3 – ESQUADRIAS DE PVC As esquadrias de PVC cada vez mais vêm conquistando uma parcela do mercado da construção civil. para evitar peso excessivo nas dobradiças. A grade poderá ter desenho variado.Portas: São utilizadas basicamente para portas externas.24 . O postigo apenas ocupa a área da grade.Venezianas de projeção 7.

26 .4.1 – Portas Figura 7.25 .Representação das portas em planta e vista 7.4 .Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 161 .REPRESENTAÇÃO DE PORTAS E JANELAS (GRÁFICAS) 7.2 – Janelas Figura 7.4.7.

28 .27 .Representação dos caixilhos de correr e de abrir Figura 7.Figura 7.29 .Representação dos caixilhos pivotante 162 .Representação dos caixilhos de empurrar e guilhotina Figura 7.

00 x 0.00 1.80 0.00 x 1.00 x 1.20 1.60 x 1. acessórios.60 1.20 b) Basculante 0.5 – ALGUMAS DIMENSÕES (COMERCIAIS) 7.50 x 1.20 x 1.20 2. catálogos ou ainda a visita de um técnico especializado..80 x 2.Figura 7.10 1.2 .00 x 2.50 x 1.70 x 0.00 x 0.00 1.20 2. devido ao fato de serem industrializadas e portanto.50 e) Vitrô redondo ∅ 60 ∅ 80 c) Vitrô de Correr (com bandeira fixa) 1. de perfis.00 x 1.60 x 0.00 x 1.50 x 1.60 x 0.00 1.00 1.20 x 1.00 x 1.00 x 0.20 1.50 x 1.Representação dos caixilhos tipo Ideal OBS.20 c) Vitrô de Correr com bandeira basculante) 1.00 2.00 1.20 0.60 x 0.20 163 .80 x 1.00 x 1.80 x 1.20 x 0.00 0.20 x 1.70 0.00 x 1.1 .20 1.50 x 1.20 2.10 0.20 x 1. Havendo necessidade de utilizar as esquadrias de alumínio ou PVC. os manuais técnicos.:As esquadrias de alumínio e de PVC não serão descritas nesta apostila.20 2. solicitar ao fabricante desejado.60 0.60 x 0. 7.00 2.50 x 1.40 x 1.00 x 0.20 1.00 2.20 1.10 1.00 x 1.80 x 0.20 1.40 x 1.40 x 0.60 0. etc.20 2.00 1.70 x 2.1 .50 0.20 x 0.80 1.5.50 x 0.00 1.00 x 0.80 x 1.00 1.00 1.00 x 1.90 x 2.60 x 1.20 x 1.80 x 1.50 x 0.80 2.5.00 1.Dimensões das janelas a) Venezianas 1. cada indústria detém um sistema.20 1.Portas: Tabela 7.70 x 0.20 1.20 x 1. 7.20 1.20 1.00 1.60 2.80 0.10 0.00 x 1.50 0.40 x 1.40 0. fixação.00 x 1.60 1.80 x 0.Janelas: Tabela 7..10 em madeira ou metal.20 x 1.60 1.00 1.20 x 2.20 x 1.80 1.10 0.20 2.20 1.40 0.30 .2 .80 x 1. para dirimir possíveis dúvidas.00 x 1.80 1.50 x 1.Dimensões das portas 0.50 0.60 x 2.20 x 1.00 0.50 x 0.60 x 1.60 1.

mesmo com chuva sem vento. 2) Libera completamente o vão na abertura máxima.6 . 2) Dificuldade de limpeza na parte externa.Características dos diversos tipos de janelas Tipos CORRER Vantagens 1) Simplicidade de manobra. TOMBAR 1) Não libera o vão. 1) Dificuldade de limpeza na face externa. 2) Dificuldade de limpeza na face externa. (*) O eixo pivotante pode ser localizado no meio do plano da folha ou mais próximo de uma de suas bordas. 3) Fácil limpeza na face externa. 3) A abertura na parte superior facilita a limpeza e melhora a ventilação. pois a pressão do vento sobre a folha ajuda esta condição. 1) Todas as vantagens da janela do tipo projetante. 2) As desvantagens já citadas das janelas de correr. áreas próximas a ela. 1) Caso as janelas tenham sistemas de contrapeso ou de balanceamento. 2) Não é possível regular a ventilação 3) As folhas se fixam apenas na posição de máxima abertura ou no fechamento total. 4) Possibilita a movimentação de ar em todo o ambiente. 2) Dificulta a utilização de telas e/ou grades e/ou persianas. 5) Impossibilidade de abertura para ventilação com chuva oblíqua. caso tenha panos fixos. 3) Quando utiliza pivôs com ajuste de freio. mesmo com chuva 1) Não libera o vão para passagem sem vento.3 . 3) Boa estanqueidade. caso contrário as folhas devem ser retentores no percurso das guias nos montantes do marco 1) Não ocupa espaço interno 2) Possibilita ventilação nas áreas inferiores do ambiente. 2) Pequena projeção para ambos os lados não prejudicando as 2) Reduzida estanqueidade. 2) Ventilação regulada conforme abertura das folhas. total. 164 . 2) Ocupa espaço interno caso o eixo seja no 3) Abertura em qualquer ângulo quando utiliza centro da folha. o que permite o controle da ventilação.7. 1) As mesmas vantagens da janela tipo de correr caso as folhas tenham sistema de contrapeso ou sejam balanceadas. mesmo com chuva sem vento. na totalidade do vão. ABRIR folha dupla ABRIR folha simples PIVOTANTE HORIZONTAL (REVERSÍVEL) (1) 1) Facilidade de limpeza na face externa. 1) Janela que permite ventilação constante.COMO ESCOLHER UMA ESQUADRIA: Tabela 7. Desvantagens 1) Vão para ventilação quando aberta totalmente é 50% do vão da janela. 1) Boa estanqueidade ao ar e à água. 2) Ocupa pouco espaço na área de utilização. permite abertura a qualquer ângulo para ventilação. 1) No caso de grandes vão necessita-se de uso de fechos perimétricos. 3) Não acupa áreas internas ou externas (possibilidade de grades e ou telas no vão total). 3) Libera parcialmente o vão. 1) Ventilação boa principalmente na parte superior. tanto na parte superior com na parte inferior. 2) Não permite o uso de grades e/ou telas na parte externa. 1) Ocupa espaço caso as folhas abram para dentro. a quebra dos cabos ou a regulagem do balanceamento constitui problemas. GUILHOTINA PROJETANTE PROJETANTE DESLIZANTE 1) Todas as desvantagens da janela tipo projetante quando não utiliza braço de articulação de abertura até 90° . 2) Facilidade de comando a distância. mesmo com chuva sem vento. 2) Possibilidade de abertura até 90° (horizontal) devido aos braços de articulação apropriados. 3) Fácil limpeza. 4) Permite telas e/ou grades e/ou persianas quando as folhas abrem para dentro. 4) Possibilita a movimentação de ar em todos os ambiente. 3) Vedações necessárias nas juntas abertas. 1) Dificuldade de utilização de telas e/ou grades 2) Abertura de grandes dimensões com um único e/ou persianas. vidro. pivôs com ajuste de freio. PIVOTANTE VERTICAL (*) BASCULANTE 1) Facilidade de limpeza na face externa. 4) Dificultam a colocação de tela e/ou grade e/ou persianas se as folhas abrirem para fora .

Nos batentes fixos por parafusos. 2 . devemos aplicar produtos de conservação da madeira para protegê-la do intemperismo.Aprumar os dois montantes. para criar a rosca na madeira.Na fixação das dobradiças os parafusos não devem ser martelados e sim aparafusados. 5 – Após a entrega da esquadria de madeira e antes de sua colocação. 165 . 3 .ANOTAÇÕES 1 . tampar o furo dos parafusos com cavilhas de madeira. nos dois lados. 6 – A qualidade de uma esquadria e seu funcionamento perfeito depende de uma colocação bem ajustada e da utilização cuidadosa das feramentas. evitando danificar a madeira durante o ajuste. 4 – Quando a esquadria de madeira é recebida na obra não deve apresentar desvios dimensionais além dos limites tolerados e muito menos teor de umidade acima do especificado.

texturas entre outros. Portanto devemos preparar o substrato.8 . tornar as superfícies mais higiênicas (laváveis) ou ainda aumentar as qualidades de isolamento térmico e acústico. esgoto e gás deverão ser ensaiados sob pressão recomendada para cada caso antes do início dos serviços de revestimento. remoção das incrustações. Portanto os revestimentos são executados para proporcionar maior resistência ao choque ou abrasão (resistência mecânica). VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Analisar o tipo de revestimento que mais se enquadra para uma determinada superfície. eliminação das irregularidades superiores. • Executar corretamente os pisos de concreto armado O revestimento é a fase da obra em que se faz a regularização das superfícies verticais (paredes) e horizontais (pisos e tetos). pedras decorativas. • Executar corretamente os diversos tipos de revestimentos.1 Na vertical A preparação do substrato (base) consiste em adequar a alvenaria para o recebimento da argamassa. com gesso. graxas. Precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência da argamassa de revestimento. Os revestimentos podem ser divididos em: argamassados e os não argamassados o que consiste em revestir as paredes.REVESTIMENTO DAS PAREDES. A limpeza da base deve ser feita com uma escova de aço. cerâmicas. como: pó. óleos desmoldantes nas estruturas e fungos. • Especificar a regularização adequada para um determinado piso. impermeabilizar. lavagem ou jateamento de areia. tetos e muros com argamassa convencional. pontas metálicas e preenchimento de furos bem como aumentar a rugosidade para garantir boa aderência. Essa adequação esta relacionada com a limpeza da estrutura e da alvenaria.1. substâncias gordurosas. TETOS. fuligem. Quando se pretende revestir uma superfície. barro. eflorescências ou outros materiais soltos.1 – PREPARO DOS SUBSTRATOS 8. 166 . • Especificar corretamente o tempo de cura de cada revestimento. essa limpeza visa eliminar elementos que podem prejudicar a aderência da argamassa. ela deve estar sempre isenta de poeira. 8. MUROS E PISOS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. • Executar corretamente o assentamento dos pisos. todos os dutos e redes de água.

2005). Deve-se também corrigir imperfeições da base preenchendo furos e elementos de alvenaria quebrados. 2005) Os tetos. Na alvenaria aplica-se o chapisco bem distribuído e fechado (convencional) aplicado com colher de pedreiro ou mecânicamente.1 ilustra as diversas maneiras de se aplicar o chapisco. É um revestimento rústico empregado nos paramentos lisos de alvenaria. O chapisco rolado pode ser aplicado tanto na estrutura como na alvenaria utilizando. criando uma superfície de rugosidade adequada e regularizando a capacidade de absorção inicial da base (FRANCO & CANDIA. a fim de facilitar o revestimento posterior.1c) (CEOTTO et al.A eliminação das irregularidades superiores como rebarba de concretagem e excesso de argamassa nas juntas. 1998b). (a) Convencional (b) Desempenado (c) Rolado Figura 8. O chapisco é uma argamassa de cimento e areia média ou grossa sem peneirar no traço 1:3. independentemente das características de seus materiais.25 kg m² : areia = 0. dando maior pega. Consumo de materiais por cimento = 2. desempenado ou rolado. Pode ser acrescido de adesivo para argamassa.1b). no mínimo 03 dias antes da aplicação do emboço (Figura 8.1 – Diversas formas de aplicação do chapisco (CEOTTO. aplica-se o chapisco. um rolo de espuma (Figura 8. devido a sua superfície porosa. A Figura 8. pedra ou concreto. O chapisco deve ser executado usando materiais e técnicas apropriadas para melhorar as condições de aderência da camada do revestimento à base ou substrato.1a). Na estrutura de concreto armado aplica-se o chapisco para concreto com desempenadeira dentada devendo o mesmo ser acrescido de adesivo para argamassa (Figura 8.0053m³ Deve ser lançado sobre o paramento previamente umedecido em uma única camada de argamassa pelo sistema convencional. pouco absorventes ou com absorção heterogênea de água. além da remoção de incrustações metálicas e de arames devem ser realizados. E no caso de superfícies lisas. e as estruturas de concreto devem ser previamente preparados mediante a aplicação de 167 .

com pequena espessura e acabamento áspero. ou uma argamassa de regularização. a) .. A cura do chapisco se dá após 3 dias após a sua aplicação. podendo chegar até a ±10.chapisco. Para termos uma superfície acabada de concreto plana e nivelada devemos proceder da seguinte forma (Figura 8.2 Na horizontal Todas as vezes que vamos aplicar qualquer tipo de piso. não podemos fazêlo diretamente sobre o solo ou sobre as lajes ( exceto as lajes de nível zero). Quando se tem um aterro e este for maior que 1. podendo atingir até ± 8 cm. 4º-entre os tacos fazemos as guias em concreto. nivelando e apiloado. 168 . apoiadas nas guias se retira o excesso de concreto. Em residências. devemos executá-lo com cuidados especiais. A espessura mínima do contrapiso deverá ser de 5 cm. Este chapisco deverá ser acrescido de adesivo para argamassa a fim de garantir a sua aderência Portanto a camada de chapisco deve ser uniforme.1. 5º-entre duas guias consecutivas será preenchido com concreto e passando a régua.0 cm. respectivamente.00m. 5:4. que se faz utilizando o nível de mangueira. ficando claro que o apiloamento não tem a finalidade de aumentar a resistência do solo mais sim uniformizá-lo. convém armar o concreto e nesses casos o concreto é mais resistente (concreto estrutural). Quando não se puder confiar num aterro recente. pois o terreno nunca estará completamente plano e em nível. 2º-descontar a espessura do piso e da argamassa de assentamento ou regularização. podendo usar o traço 1:2. que chamamos de contrapiso. em camadas de 20 cm apiloadas.Lastro Os lastros mais comuns são executados com concreto não estrutural no traço 1:4:8. Devemos executar uma camada de preparação em concreto magro. base ou lastro. podendo assim executar o emboço. nos locais de passagem de veículos o lastro deverá ser no mínimo 7. Para aplicarmos o concreto devemos preparar o terreno. 3º-colocar tacos cujo nivelamento é obtido com o auxílio de linha. 1:3:5 ou 1:3:6.0 cm. cimento cola ou cola.2): 1º-determinamos o nível do piso acabado em vários pontos do ambiente. 8.

etc. Esse tratamento consiste em colocar aditivo impermeabilizante no concreto do contrapiso ou na argamassa de assentamento ou ainda a colocação de lona plástica sob o contrapiso. b) . pois prejudica todo e qualquer tipo de piso.0cm. Para cada tipo de piso existe um tipo mais indicado de traço de argamassa de regularização.Argamassa de Regularização Nos pavimentos superiores (sobre as lajes). no acabamento (aparecimento de manchas) e na estrutura do piso (empenamento. Para o piso com pouca caída é aconselhável que a caída seja dada na argamassa de assentamento ou na de regularização. E utilizamos argamassa de assentamento para regularizar. Devemos ter cuidado quanto à umidade no contrapiso. Utilizamos a argamassa de regularização quando os pisos forem assentados com cola. deverá ser feito um tratamento impermeável para que o piso não sofra danos na fixação (desprendimento do piso). Caso haja umidade. que em certos casos poderá ser a própria argamassa de assentamento.Procedimento para nivelar sub-base do lastro Obs: Para o piso com grande caída o procedimento é o mesmo.2 . quando as mesmas não forem executadas com nível zero. apenas devemos variar as alturas das taliscas. quando os pisos forem assentados pelo sistema convencional. cimento cola ou ainda quando a espessura da argamassa de assentamento exceder a 3. cerâmico ou sintético.).0cm. 169 . devemos realizar uma argamassa de regularização. seja ele natural. como veremos na descrição de cada piso. Neste caso a espessura da argamassa de assentamento não deve exceder a 3. pois o piso é assentado com a argamassa ainda fresca e a mesma perde volume comprometendo a planicidade do piso. promovendo assim as caídas.Figura 8.

na sua grande maioria. Os revestimentos externos devem. Os revestimentos internos e externos devem ser constituídos por uma camada ou camadas superpostas. desempenado e feltrado (uma mão de massa ou massa única ) para receber a pintura. e eram construídas. A areia empregada é a média ou grossa. A superfície deve estar previamente molhada. O revestimento é iniciado de cima para baixo. Nesta época as alvenarias eram utilizadas como vedação e como estrutura.2 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS TRADICIONAIS Os revestimentos argamassados são tecnologias construtivas que remontam seu uso desde a Idade Média. se lançarmos a argamassa sobre a base. resistir à ação de variação de temperatura e umidade. etc. ser decrescente. A umidade não pode ser excessiva. Por outro lado. cal e areia nas proporções indicadas na Tabela 8. completamente seca. prumadas ou niveladas e com textura uniforme. De preferência devem ser preparadas por processo mecanizado. do telhado para as fundações.1 Na vertical a) . conforme a superfície a ser aplicada. sendo maior na primeira camada. Para garantir uma boa aderência entre os demais revestimentos o acabamento superficial do emboço pode ser executado do seguinte maneira: • • • sarrafeado. azulejo. ideal para receber gesso. As superfícies precisam estar perfeitamente desempenadas. pastilha. já nas primeiras idades. Normalmente o emboço trabalha como base para o reboco. 170 . 8. ou seja. bem como apresentar boa aderência entre as camadas e com a base. massa corrida. esta absorverá a água existente na argamassa e da mesma forma se desprenderá. devendo promover a boa ancoragem com eles e possuir uniformidade de absorção para que haja boa aderência entre as camadas. A partir da invenção do cimento Portland as argamassas sofreram uma evolução. sarrafeado.. de preferência a areia média.8. O consumo de cimento deve.2. sarrafeado e desempenado. em contato com a base. pois a massa escorre pela parede. O emboço é uma argamassa mista de cimento. conseguiram ter sua resistência aumentada e a aderência às bases melhoradas. Com a adição do cimento. Podem ser preparadas manualmente de acordo com a NBR 7200/98. contínuas e uniformes. por tijolos cerâmicos assentados e revestidos com argamassa de cal e areia. gesso etc. principalmente para as argamassas industrializadas. ideal para receber o revestimento final (reboco). preferencialmente. massa corrida. azulejo. além disso.1.Emboço A argamassa utilizada para a regularização dos diversos substratos é chamada de emboço ou massa única ou ainda emboço paulista.

0 3.0 a 10.0 1.5 Areia (2) 8. As irregularidades da alvenaria são mais freqüentes na face não aparelhada das paredes de um tijolo.0 8.0 a 12.0 a 10.0 2. ou preferivelmente. além do consumo inútil.0 a 10. Recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante Paredes Superfícies externas em contato com o solo. pois o seu excesso.0 a 10. com argamassa de cal.0 1. depois de seca.0 8.0 11.0 11.0 2. o emboço é executado com argamassa de cimento e recomenda-se a incorporação de aditivos impermeabilizantes.0 .0 3.1 -Traço do emboço para as diversas bases BASES Tipo MATERIAIS Localização Superfícies externas acima do nível do terreno cimento 1. (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5% Portanto.5 1.0 11. deve ser executado com argamassa de cimento e cal.0 Pasta(1) de cal 1.0 9. mista de cimento e cal.0 2.5 2. O emboço deve ter uma espessura média de 1. Superfícies internas Tetos (laje de concreto maciço ou laje mista) 1.0 11. em contacto com o solo. resultando um painel de alvenaria.0 1. 171 .0 1.0 a 10. acima do nível do terreno.0 a 12.5 2. com argamassas mistas de cimento e cal.0 1.0 1. principalmente o interno.0 11.1) Assentamento da Taliscas (tacos ou calços) As taliscas são pequenos tacos de madeira ou cerâmicos. devemos seguir com bastante rigor ao prumo e ao alinhamento.0 1.0 1.0 11.0 1. Nas paredes externas.0 a 12. que assentados com a própria argamassa do emboço nos fornecem o nível (Figuras 8.5 1.0 3.5 8.5cm.5 2.0 a 12.0 1.0 a 4.0 OBS.0 1. na interna. com saliências e reentrâncias que aumentam essa espessura.0 a 3.0 1. o emboço de superfície externa. Infelizmente esta espessura não é uniforme porque os tijolos têm diferenças de medidas.4).3 e 8.no caso de execução de acabamento tipo barra lisa - Superfícies externas e internas - 1.Tabela 8. No caso de tetos.0 8.5 a 3.0 3.0 3.0 2.0 (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água.0 1. Para conseguirmos uma uniformidade do emboço e tirar todos os defeitos da parede.0 cal hidratada 2.0 a 12.0 1.0 a 4. corre o risco de desprender. Para isso devemos fazer: a.0 a 12.0 a 10.

5cm. devem ser assentadas outras na parte inferior (a 30cm de piso) e as intermediárias (Figura 8. recomenda-se a colocação das taliscas intermediárias em distâncias de 1. ou cacos cerâmicos) devem ser assentadas com argamassa mista de cimento e cal para emboço. É importante verificar o nível dos batentes.5m a 2m entre si.3). 172 .4). pois os mesmos podem regular a espessura do emboço. com o auxílio de fio de prumo. favorecendo a sua aplicação. com a superfície superior faceando a linha (Figura 8.Assentamento das taliscas superiores nas paredes A partir da sua disposição na parte superior da parede.3 . Figura 8. quando forem colocadas as taliscas. e nem tampouco os revestimentos salientes em relação aos batentes e sim faceando.No caso de paredes. é preciso fixar uma linha na sua parte superior e ao longo de seu comprimento. para poder utilizar réguas de até 2. Devemos ter o cuidado para que os batentes não fiquem salientes em relação aos revestimentos. As taliscas (calços de madeira de aproximadamente 1x5x12cm. Sob esta linha.0m de comprimento. A distância entre a linha e a superfície da parede deve ser na ordem de 1.

Figura 8.4 - Assentamento das taliscas inferiores nas paredes

No caso dos tetos, é necessário que as taliscas sejam assentadas empregando-se régua e nível de bolha ao invés de fio de prumo. Ou através do nível referência do piso acabado, acrescentando uma medida que complete o pé direito do ambiente (Figura 8.5).

1.00 m

X

nível do piso acabado

Figura 8.5 - Detalhe da colocação das taliscas nos tetos utilizando o nível referencial.

173

1.00 m

X

a.2) Guias ou Mestras São constituídas por faixas de argamassa, em toda a altura da parede (ou largura do teto) e são executadas na superfície ao longo de cada fila de taliscas já umedecidas. A argamassa mista, depois de lançada, deve ser comprimida com a colher de pedreiro e, em seguida, sarrafeada, apoiando-se a régua nas taliscas superiores e inferiores ou intermediárias (Figura 8.5). Em seguida, as taliscas devem ser removidas e os vazios preenchidos com argamassa e a superfície regularizada. O sarrafeamento do emboço pode ser efetuado com régua apoiada sobre as guias. A régua deve sempre ser movimentada da direita para a esquerda e viceversa (Figura 8.6).

Figura 8.6 - Detalhe da execução das guias e do emboço

Nos dias muito quentes, recomenda-se que os revestimentos, principalmente aqueles diretamente expostos a radiação solar, seja mantidos úmidos durante pelo 174

menos 48 horas após a aplicação. Pode ser efetuado, por aspersão de água três vezes ao dia. O período de cura do emboço, antes da aplicação de qualquer revestimento, deve ser igual ou maior há sete dias. b) - Reboco Atualmente pouco utilizado o reboco é iniciado somente após a colocação de peitoris, tubulações de elétrica etc. e antes da colocação das guarnições e rodapés. A superfície a ser revestida com reboco deve estar adequadamente áspera, absorvente, limpa e também umedecida. O reboco é aplicado sobre a base, com desempenadeira de madeira e deverá ter uma espessura de 2 mm até 5 mm. Em paredes, a aplicação deve ser efetuada de baixo para cima, a superfície deve ser regularizada e o desempenamento feito com a superfície ligeiramente umedecida através de aspersão de água com brocha e com movimentos circulares. O acabamento final é efetuado utilizando uma desempenadeira com espuma (Figura 8.7). É extremamente importante, antes de aplicar o reboco, que o mesmo seja preparado com antecedência dando tempo para a massa descansar. Esse procedimento é chamado de "curtir" a massa e tem a finalidade de garantir que a cal fique totalmente hidratada, não oferecendo assim danos ao revestimento.

Figura 8.7 - Detalhe da aplicação do reboco

O reboco é constituído, mais comumente, de argamassa de cal e areia no traço 1:2, ou como apresentado na Tabela 8.2:

175

Tabela 8.2 - Traços do reboco BASES MATERIAIS
Tipo Localização Superfícies externas acima do nível do terreno Superfícies externas em contato com o solo. cimento 1,0 cal hidratada 1,0 Pasta(1) de cal 1,0 Areia (2) 2,0 a 3,5 1,5 a 3,0 3,0 a 4,0 OBS. recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante

Paredes

Superfícies internas inclusive paredes de banheiros, cozinhas, lavanderias e ixeiras, acima de 1,60m de altura.

-

1,0 -

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Superfícies internas 1,0 de paredes de banhei ros, cozinhas, lavanderias e lixeiras, até 1,60m de altura Tetos Superfícies externas 1,0 e internas (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5%.

-

3,0 a 4,0

no caso de pintura da superfície revestida com tinta à base de resina epóxi, borracha clorada, etc...

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Podemos utilizar argamassas pré-fabricadas, para reboco, que precisam ser fornecidas perfeitamente homogeneizadas, a granel ou em sacos. Cada saco deve trazer bem visíveis, as indicações de peso líquido, traço, natureza do produto e a marca do seu fabricante. Outros materiais aglomerantes e agregados podem ser empregados, como as massa finas acondicionada em sacos de aproximadamente15kg, que são misturados na obra com a cal desde que satisfaçam à especificações necessárias de uso. Em condições normais é um pouco mais dispendioso do que a argamassa preparada na obra, mas quando não se tem espaço suficiente para peneirar, secar e "curtir", a massa é vantajosa. c) – Chapisco para acabamento O chapisco pode ser aplicado como revestimento rústico, para acabamento externo, podendo ser executado com vassoura ou peneira para salpicar a superfície. Neste caso, é aplicado sobre o emboço podendo ser aplicado mais de uma camada, de modo a cobrir o substrato. As peneiras utilizadas na construção civil são as mesmas da agricultura e são denominadas peneiras de fubá, arroz, feijão, café etc. Para um acabamento mais fino se utiliza a peneira de arroz, para um acabamento mais rústico a de feijão. A função da peneira na aplicação do chapisco é para uniformizar a textura do 176

chapisco, pois somente vão passar pela malha da peneira as dimensões dos grãos inferiores ao da malha, os maiores são separados. 8.2.2 Na horizontal a) - Cimentados O piso cimentado é executado com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, com espessura entre 2,0 a 2,5cm e nunca inferior a 1,0cm. Podemos utilizar o cimento Portland comum ou o cimento Portland branco e ainda acrescentar no cimento branco corantes. * Se desejamos um acabamento liso devemos polvilhar cimento em pó e alisar com a colher de pedreiro ou desempenadeira de aço (massa queimada). * Se desejamos um acabamento áspero, usamos apenas desempenadeira de madeira, ou texturado (vassoura, roletes etc...) a

Quando o cimentado for aplicado em superfícies muito extensas, devemos dividi-las em painéis de 2,0x2,0m, com juntas de dilatação (junta seca) que podem ser executadas durante a aplicação ou depois da cura (junta serrada). A cura será efetuada pela conservação da superfície levemente molhada, coberta com sacos de estopa ou mantas, durante no mínimo 7 dias. Obs.: A utilização de mantas é muito utilizada nos dias de hoje, mas devemos ter o cuidado de mante-las sempre molhadas, para evitar que as mesmas absorvam a água do piso fazendo o efeito contrário. b) - Granilite Granilite ou marmorite, é um piso rígido polido, com juntas plásticas de dilatação, moldado in loco, ele é constituído de cimento e mármore, granito ou quartzo triturado. A cor varia de acordo com a granilha e o corante que são colocados na sua composição ( se for utilizado cimento branco). b.1) - Regularização de base para granilite É feita com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, não devendo ser alisada com a colher de pedreiro mais sim desempenada, para ficar com uma superfície áspera onde o granilite irá aderir com maior intensidade. b.2) - Pasta de granilite É constituída de uma argamassa composta de pequena carga de pedra (granito, mármores ou quartzo, cimento e corantes. O cimento poderá ser comum ou branco, a espessura é de 12 a 15 mm. 177

Assim como o cimentado, o granilite também precisa da ajuda das juntas de dilatação para não sofrer retração. Portanto a sua aplicação deve ser precedida da colocação das juntas de dilatação constituídas por tiras de plástico fixadas no contrapiso com nata de cimento. A argamassa de granilite é aplicada no contrapiso com colher de pedreiro e regularizada com régua de alumínio. b.3) – Polimento Após dois dias da colocação do granilite, a argamassa já está apta para receber o primeiro polimento. O polimento é executado com máquina com emprego de água e abrasivos de granulação 40, 80 e 160 progressivamente. Após o primeiro polimento, as superfícies serão estucadas com mistura de cimento comum ou branco e corante (para tirar pequenas falhas). O polimento final será a máquina com emprego de água e abrasivos nº 220. Os rodapés, peitoris etc. são polidos a seco com máquina elétrica portátil. As juntas de dilatação devem formar quadros de no máximo 1,50 x 1,50m. 8.3 – REVESTIMENTOS NÃO ARGAMASSADOS São os revestimentos, constituídos por outros elementos naturais ou artificiais (gesso, cerâmicas, pedras, madeiras, pastilhas, piso vinílico, piso de borracha etc.), assentados sobre emboço ou base regularizada (para pisos) através de argamassa colante, cola, argamassa de assentamento ou outras estruturas de fixação. São utilizados nos revestimentos de paredes e pisos. 8.3.1 – GESSO O gesso é um dos materiais mais consumidos no mundo. Extraído de minas subterrâneas e de minas ao céu aberto, como é o caso brasileiro, o gesso já serviu como massa de assentamento nas pirâmides egípcias bem como os gregos e os romanos o utilizaram para decoração. Hoje, os processos industriais nos permitem ter acesso a uma grande gama de produtos de gesso. Suas propriedades de isolamento térmico e acústico além das riquezas das formas que pode se criar com o pó de gesso o tornaram essencial para arquitetos e engenheiros. O gesso em pó é empregado em grande quantidade na construção, misturando com água proporciona um revestimento eficaz, estético e bom acabamento para paredes interna e tetos (SINDUSGESSO, 2006). A crescente utilização de revestimentos de gesso nas edificações contribuiu para uma boa alternativa e muitas vezes econômica. O revestimento de gesso pode ser aplicado em diversas bases, mas deve-se garantir a aderência e uma espessura ideal. A espessura do revestimento de gesso em geral depende da base, mas tecnicamente se recomenda a espessura de 5 ± 2mm (Revista Téchne, 1996)

178

Para a aplicação do revestimento de gesso deve-se observar o prazo mínimo de 30 dias sobre as bases revestidas com argamassa, e de concreto estrutural; e de no mínimo 14 dias para as alvenarias. a)- Preparo do substrato A superfície a ser revestida deve estar sempre isenta de poeira, umidade, substâncias gordurosas, eflorescências ou outros materiais soltos. A superfície precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência. Inicialmente deve-se verificar a falta de prumo, nível e planeza das bases conforme limites constantes na Norma 02.102.17-006/95 (Tabela 8.3).
Tabela 8.3 - Desvios máximos de prumo, nível e planeza (ABNT,1995)

Desvio do prumo ≤ H/900

Desvio de nível ≤ L/900

H = Altura da parede em metros L = Maior vão do teto

Planeza • Irregularidades graduais: ≤ 3mm, em régua de 2,0m • Irregularidades abruptas: ≤ 2mm, em régua de 20cm

Caso a base não atenda os limites da Tabela 8.3 deve-se retificar o plano da base utilizando-se um emboço. Pontas de ferro, resíduos de fôrmas, rebarbas de concreto ou argamassa, devem ser removidos. O revestimento de gesso propicia a corrosão de peças metálicas comum, pois é alcalina e pode apassivar o aço, portanto deve-se tratar os componentes metálicos ou protegê-los. As alvenaria que deverão receber o revestimento de gesso não deverão ser umedecidas, pois podem movimentar causando fissuras no revestimento. Se necessário somente os revestimentos de argamassa devem ser umedecidos pelas suas características de absorção ou de secagem da pasta.(De Milito, 2001) b)- Preparo da pasta O gesso (CaSO4) é preparado em pasta, e devido a pega rápida o volume preparado para cada vez é em geral na ordem de um saco comercial (40kg) o que equivale a 45 litros. A quantidade de água deverá ser entre 60% a 80% da massa do gesso seco dependendo da finura. A mistura é feita manualmente polvilhando o gesso sobre a água para que todo o pó seja disperso e molhado, evitando a formação de grumos. Depois de concluído o polvilhamento do gesso sobre a água, esperar cerca de 10 min. Para que as partículas absorvam água, e a suspensão passe do estado líquido a um estado fluído consistente. Com a colher de pedreiro agitar parte da 179

avaliação da aderência do revestimento. Neste caso. uma régua de alumínio de 20 cm não deve apresentar desvio superior a 1 mm. promove o seu sarrafeamento com o intuito de cortar os excessos grosseiros e dar ao revestimento uma superfície mais regular. 1996a). o gesseiro inicia à camada seguinte.0 m. Desempenadeira em chapa de PVC com dimensões aproximadas de 0. Os retoques finais e a camada de acabamento são executados utilizando a colher de pedreiro e a desempenadeira de aço. aplicando a pasta de gesso em faixas perpendiculares às primeiras (camadas cruzadas). Colher de pedreiro. Dependendo do substrato a pasta de gesso pode ser aplicada com desempenadeira de PVC em uma ou várias camadas. 5.0 mm.0 m de comprimento. Cantoneiras de alumínio. falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm. pois o gesso endurecido desidrata lentamente com o calor (HINCAPIE et al. ficando o acabamento final liso e brilhante. raspagens e a camada final de acabamento. avaliação da aderência da pintura. 4. Concluída a execução de uma camada de espalhamento. aplicada sobre o revestimento em qualquer direção. c) . Caixotes para o preparo da pasta com volume interno superior a 100 litros (denominadas masseiras). o gesseiro verifica a sua planeza. Caso necessário pode-se executar ensaios especiais como: medição da espessura. Régua de alumínio com 2. 180 .60 m e espessura de 4. A espessura da pasta é de 1 mm a 3 mm podendo chegar no máximo a 7 mm.Aplicação.25 x 0. 2. Na execução do revestimento de gesso deve-se observar a temperatura ambiente e a temperatura do substrato que não deverão ultrapassar a 35 ° C. Terminada a camada de revestimento. Com a régua de alumínio. executa-se uma inspeção visual utilizando uma régua de alumínio de 2. e antes que a pega esteja muito avançada. 6. Para pontos localizados. que irá receber os retoques. o revestimento não poderá apresentar desvio superior a 3 mm. Para aplicar a pintura. e tendo revestido todas as faixas em uma direção.pasta ( aquela que vai ser utilizada inicialmente) e aguardar cerca de 5 min. para o repouso final da pasta e até que adquira consistência adequada para ser aplicada com boa aderência e sem escorrer sobre a base. Para a execução de uma camada de espalhamento divide-se o substrato em faixas de espalhamento com aproximadamente a mesma largura da desempenadeira de PVC. Após a conclusão dos serviços para verificar a planeza do revestimento como um todo. Espátula. 3. Cada faixa é iniciada com uma pequena sobreposição à precedente. Desempenadeira de aço. avaliação da dureza. o revestimento de gesso não deve apresentar pulverulência. As ferramentas e acessórios utilizados na execução de revestimento de gesso são: 1. 7.

5): Tabela 8. Antes de comprar ou especificar um revestimento cerâmico devemos classificá-los principalmente quanto a absorção de água (Tabela 8. Normalmente quanto menor o grau de absorção. paredes. podendo ser (Tabela 8.7). filitos. e areias (quartzo) dando um produto final com grande variedade de cores. paredes e piscinas Pisos e paredes paredes 181 . feldspatos (grês). melhor será a qualidade. 8. tanto nas paredes como nos pisos. Pelas suas características. 5 .A Tabela 8. Em pontos localizados. não deverá apresentar desvio superior a 1 mm. Tabela 8.Verificação visual dos serviços: Utilizando uma régua de 2. o revestimento não deve apresentar pulverulência superficial excessiva.3. falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm. saunas úmidas etc.4 resume as diversas etapas e o tempo aproximado de execução da aplicação manual da pasta. para consumo de 45 litros de pasta = 1 saco de gesso (HINCAPIE et al.: O revestimento com gesso deve ser aplicado somente em ambientes internos e sem umidade.5) e resistência ao ataque químico contidos em produtos de limpeza (Tabela 8. retoques e raspagens 30 a 35 Acabamento 35 a 45 Total 97 a 130 d) . piscinas e saunas Pisos. talcos. Antes da aplicação de pintura.6) e a abrasão (Tabela 8.Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água Grupo I IIa IIb III Grau de absorção 0% a 3% 3% a 6% 6% a 10% >10% Uso recomendado Pisos. Obs. utilizando uma régua de 20 cm. gretamento. lisos ou decorados A espessura é variável apresentando a face posterior (tardoz) saliências para aumentar a aderência.4 – Etapas e tempo aproximado de execução da aplicação manual de gesso. as cerâmicas são utilizadas em ambientes que podem ser molhados e devem ser higiênicas como as cozinhas.2 Revestimento cerâmico A cerâmica é um produto industrializado composto por argila. brilhantes ou acetinados.0m de comprimento aplicada sobre o revestimento em qualquer direção. não deve apresentar desvio superior a 3 mm. piscinas. banheiros. 1996) Serviços Tempo (min) Preparo da pasta 2a5 Espera 10 a 15 Espalhamento 20 a 30 Sarrafeamento.

Estab. Áreas públicas. destacamento da peça.Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico (Anfacer) Classe A B C Resitência Química Ótima resistência aos produtos químicos Ligeira alteração de aspecto Alteração de aspecto bem definida E quanto a resistência a abrasão. Uma alta EPU pode ocasionar deslocamento e gretamento da placa. aeroportos. no caso de cerâmicas esmaltadas é caracterizada por unidade PEI (Porcelain Enamel Institute) e classificado como segue (Tabela 8. 6 . quintais. Existem quatro tipos básicos de juntas as: • Superficiais ou de assentamento.7): Tabela 8. as Estruturais. As juntas são obrigatórias e evitam que movimentos térmicos causem "estufamento" e. e as de (Figura 8. corredores. 182 • . shopping centers. Quartos sem portas para fora Cozinhas residênciais.60mm/m. Quartos de dormir etc. 7 . Na colocação das cerâmicas devemos prever juntas de dilatação e rejuntá-las para uma maior durabilidade.8). padarias. entradas de hotéis. show rooms. que definem a posição das peças e tem a função de absorver parte das tensões provocadas pela expansão por umidade da cerâmica. cerâmica com EPU de no máximo 0. consequentemente. hall de residência. Outras características técnicas dos revestimentos cerâmicos são importantes observar. Comerciais internos. a) Juntas de dilatação: Todo revestimento cerâmico precisa de juntas e suas especificações devem ser informadas pelo fabricante. fast-food etc. ela representa a resistência ao desgaste superficial. que devem existir na estrutura de concreto cuja função é aliviar as tensões provocadas pela movimentação da estrutura. Recomenda-se utilizar em pisos ou paredes internas. como a resistência à manchas e a expansão por umidade EPU. pela movimentação do substrato e pela dilatação térmica. e externamente no máximo 0.Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão Abrasão Grupo 0 Grupo 1 (PEI-1) Grupo 2 (PEI-2) Grupo 3 (PEI-3) Grupo 4 (PEI-4) Grupo 5 (PEI-5) Resistência Baixa Média Média alta Alta Altíssima e sem encardido Uso recomendado Desaconselhável para piso Banheiros residênciais.40mm/m.Tabela 8.

que conferem características especiais a ele como: retenção de água.8 – Detalhe dos tipos de juntas Além de possibilitar a movimentação de todo o conjunto do revestimento durante as dilatações e contrações. Quando temos juntas estruturais no contrapiso ou nas paredes estas precisam ser reproduzidas no revestimento cerâmico. O rejunte (material industrializado). estabilidade de cor. Elas devem ser executadas em painéis de até 32m2 para os pisos internos ou até 24m2 nos painéis externos. De Dessolidarização. etc. que devem existir em grandes áreas.8). na 183 .) e ser preenchida com material deformável. b) Rejuntamento Rejuntamento é o enchimento das juntas entre as peças com pasta de cimento ou rejunte industrializado.. Portanto.8). flexibilidade. tem a função de separar a área com revestimento de outras áreas (Figura 8. contrapiso. as juntas são importantes para melhorar o alinhamento das peças (juntas superficiais) e permitir a troca de uma única placa sem a necessidade de quebrar outras. vedada com selante flexível e devem ter entre 8 a 15 mm de largura (Figura 8. longitudinalmente e transversalmente. resistência a manchas etc. e entre as paredes ou anteparos verticais auxiliando a movimentação dos mesmos. Figura 8. As juntas de movimentação necessitam aprofundar-se até a superfície da base (laje. normalmente adicionados com outros componentes. Após cinco dias do assentamento devemos preencher as juntas esse procedimento é denominado de rejuntamento. dureza..• • Expansão ou movimentação.

5 10x10 10x20 15x15 15x30 20x20 20x30 20x40 24x11. em gramas 2x2 5x5 7.8 indica o consumo de rejunte por metro quadrado para diversas larguras de junta e formato de placa. SUPERFÍCIE LISA CERÂMICA REJUNTE ACABAMENTO CORRETO Figura 8.hora de escolher a argamassa de rejuntamento.Detalhe da execução do rejuntamento A Tabela 8.8 – Consumo de rejunte por m 2 Largura da junta Formato da placa (cm) 2mm 4mm 6mm 8mm 10mm 2 12mm 15mm Consumo por m . ficando a superfície lisa e impermeável ocasionando o desprendimento do rejunte (Figura 8. esteja atento às suas características.5 25x25 30x30 34x34 41x41 50x50 800 750 640 480 360 320 240 220 200 180 320 200 160 140 120 100 1280 960 720 640 480 440 400 360 640 400 320 280 240 200 1440 1080 960 720 660 600 540 960 600 480 420 360 300 1920 1440 1280 960 880 800 720 1120 800 640 560 480 400 2400 1800 1600 1200 1100 1000 900 1600 1000 800 700 600 500 2880 2160 1920 1440 1320 1200 1080 1920 1200 960 840 720 600 1800 1650 1500 1350 2400 1500 1200 1050 900 750 184 .9 . com pano.9). Para que isso não ocorra este excesso deve ser retirado antes da cura final. Esta pasta deve ser aplicada em excesso com auxílio de um rodo.5x7. Tabela 8. Nas cerâmicas a superfície acabada (lisa) vira alguns milímetros na borda do mesmo. assim que começar a secar. O excedente será retirado.

185 . Deixar um espaço entre a régua e o nível do piso acabado. deixando neste caso um espaço próximo à laje. Os cimentos colantes e as colas devem ser aplicados com desempenadeira dentada de aço.. para melhor distribuição dos azulejos. a prumo ou em amarração (Figura 8. colas etc. que já deverá estar revestida. Para garantirmos que o azulejo fique na horizontal devemos proceder da seguinte maneira: (Figura 8. ou com cimento-colante.O rejuntamento não deve ser efetuado logo após o assentamento. Verificar.Revestimento cerâmico na vertical a) . Teremos comentários neste capitulo a respeito das diferentes maneiras de assentarmos azulejos e materiais cerâmicos.. de modo a permitir que a argamassa de assentamento ou o cimento colante seque com as juntas abertas. sobre base regularizada. de fiada em fiada.10 – Juntas superficiais dos azulejos O assentamento se faz de baixo para cima. para colocação de rodapés ou uma fiada de azulejos. de uso interno ou externo.2. com argamassa de cal e areia no traço 1:3 com 100 kg de cimento por m³ de argamassa (pelo processo convencional).Assentamento dos azulejos Os azulejos podem ser assentados com juntas em diagonal. 8.10): a) em diagonal b) junta à prumo c) em amarração Figura 8.1 . se será colocado moldura de gesso. mas sim dando um intervalo de 3 a 5 dias.3.11) • • • Fixar uma régua em nível acima do nível de piso acabado.

9.Recortes de azulejos: É muito difícil em um painel de alvenaria não ocorrer recortes. podemos deixá-los atrás das portas.2) . 186 .Figura 8. O ideal é seguir as recomendações do fabricante descritas nas embalagens. visto que na maioria das vezes. Portanto.11 . dentro dos boxes. nos projetos não é levado em consideração às dimensões dos azulejos. para que os recortes não fiquem muito visíveis.Exemplo de divisão dos azulejos a.1) . Figura 8.12).Juntas entre azulejos As juntas superficiais entre os azulejos deverão ter largura suficiente para que haja perfeita penetração da pasta de rejuntamento e para que o revestimento de azulejo tenha relativo poder de acomodação.Detalhe do assentamento dos azulejos a. ou ainda dividi-los em partes iguais nos painéis (Figura 8.12 . no mínimo como descrito na Tabela 8.

Tabela 8.9 - Juntas superficiais entre azulejos

Dim. (cm)

do

azulejo Parede (mm)
1,0 2,0 1,5 2,0 2,0 2,5

interna Parede (mm)
2,0 3,0 3,0 3,0 4,0 4,0

externa

11x11 11x22 15x15 15x20 20x20 20x25

Para os demais tipos de juntas devemos seguir as recomendações do item 8.3.2 (a). a.3) - Rejuntamento Para o rejuntamento do azulejo, além dos rejuntes industrializados descritos no item 8.3.2 (b) podemos utilizar a pasta de cimento branco e alvaiade na proporção de 2:1, ou seja, duas partes de cimento branco e uma de alvaiade, o alvaiade tem a propriedade de conservar a cor branca por mais tempo. b) - Pastilhas É outro revestimento impermeável, empregado nas paredes, principalmente nas fachadas de edifícios. É constituída de pequenas peças coladas sobre papel grosso ou tela. A preparação do fundo para sua aplicação deve ser feita como segue: - para pisos: fundo de argamassa de cimento e areia (1:3) com acabamento desempenado. - para paredes: o fundo será a própria massa grossa (emboço) dosada com cimento, bem desempenada. A argamassa de assentamento será de cimento branco e caolin em proporção igual (1:1), ou argamassa de cimento colante, de uso interno ou externo, própria para pastilhas. A argamassa de assentamento é estendida sobre a base e as placas de pastilhas são arrumadas sobre ela fazendo pressão por meio de batidas com a desempenadeira. O papelão ficará na face externa e após a pega, que se dá aproximadamente em dois dias, o papelão é retirado por meio de água. Utilizando o cimento colante, que deve ser aplicado através de desempenadeira dentada, as placas de pastilhas são fixadas também fazendo pressão por meio de batidas. Nas placas de pastilhas fixadas em tela a tela pode ficar em contato direto com a argamassa bastando, após a cura, realizar o rejuntamento. O rejuntamento é executado com pasta de cimento branco ou rejunte industrializado conforme descrito no item 8.3.2 (b)

187

8.3.2.2 Revestimento cerâmico na horizontal

a) - Piso cerâmico Após a escolha do piso podemos assentá-los de duas maneiras usuais: Utilizando argamassa de assentamento (sistema convencional) ou cimento colante. Procedendo-se da seguinte maneira: a.1) - Regularização de base para pisos cerâmicos Se necessário, é feita com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:4 ou 1:6 com espessura de 3,0cm. a.2) - Assentamento utilizando argamassa: (assentamento convencional) Utiliza-se uma argamassa mista de cimento com areia média seca no traço 1:0,5:4 ou 1:0,5:6 sobre o piso regularizado (quando a espessura da argamassa de assentamento for maior de 3,0cm) ou sendo a própria argamassa de assentamento utilizada para regularizar e assentar. Ao se considerar que a colocação do material cerâmico, no caso de utilizar a argamassa para o assentamento, é feita com esta camada de argamassa ainda fresca, e que quando da secagem desta argamassa acontece o fenômeno da retração (encurtamento), ocorre o aparecimento de esforços que tendem a comprimir o revestimento. Destes esforços - que atuam no plano do revestimento resultam componentes normais ao revestimento que tendem a arrancá-lo de sua base. O que vai impedir a separação das peças de sua base será a aderência proporcionada pela pasta de cimento. Sabe-se que, no assentamento convencional, dificilmente se consegue obter uma pasta de cimento ideal, ou seja, com maior resistência possível, pois a mesma resulta da aspersão de pó de cimento sobre uma argamassa ainda fresca, retirando água dessa argamassa para se hidratar. A falta ou excesso de água poderá ter como conseqüência, ou o cimento mal hidratado, ou uma "aguada" de cimento. Em ambos os casos a ligação cerâmica-base estará fatalmente comprometida, será de baixa resistência e não se oporá à separação do revestimento de sua base. Esses esforços devido à retração estão diretamente ligados a fatores importantes. Quanto maior for à espessura da argamassa de assentamento, tanto maior será o esforço resultante da retração. Quando mais rica em cimento for a argamassa, tanto maior será o esforço devido à retração. E, lembrando que este esforço de compressão gera componentes verticais que tendem a arrancar as peças de sua base, quanto maior for o primeiro tanto maior serão os componentes verticais de tração que tendem a soltar o revestimento. Portanto a melhor maneira de assentar os pisos cerâmicos pelo processo convencional é:

188

- Superfície de laje, ou contrapiso - varrer e eliminar poeiras soltas; umedecer e aplicar pó de cimento com adesivo de argamassa, formando pasta imediatamente antes de estender a argamassa de assentamento. Isto proporcionará melhor ligação da argamassa à laje. - Espessura de argamassa de assentamento - nunca ultrapassar 2 cm a 2,5cm, a fim de minorar as tensões de retração. Caso haja necessidade de maior espessura, deverá ser efetuada em duas camadas, sendo a segunda após completada a secagem da primeira camada. - Traço da argamassa de assentamento - nunca utilizar argamassas ricas. O traço 1:6 de cimento e areia, mais meia parte de cal hidratada é correspondente indicado. A cal proporciona melhor trabalhabilidade e retenção de água, melhorando as condições de cura e menor retração. Atenção especial será dada para a água adicionada. O excesso formará pasta de cimento aguado e pouco resistente. - Quantidade de argamassa a preparar - será tal, de modo a evitar que o início do seu endurecimento - início de pega do cimento - se dê antes do término do assentamento. Na prática, isso corresponde a espalhar e sarrafear argamassa em área de cerca de 2m² por vez. - Aplicação da argamassa - será apertada firmemente com a colher e, depois, sarrafeada. Lembre-se que apertar significa reduzir os vazios preenchidos de água. Isso diminuirá o valor da retração e reduzirá os riscos de soltura. - Camada de pó de cimento - espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². Não atirar o pó sobre a argamassa, pois a espessura será irregular. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa, formando a pasta ideal. Para auxiliar a formação da pasta, passar colher de pedreiro levemente. - Peças cerâmicas - serão imersas em água limpa e deverão estar apenas úmidas, não encharcadas, quando forem colocadas. Não ser assentadas secas, porque retirarão água da pasta e da argamassa de assentamento, enfraquecendo a aderência. Não poderão ser colocadas demasiadamente molhadas, porque, desta forma, reduzirão a pasta de cimento a uma "aguada" de cimento enfraquecendo igualmente a aderência. Deve-se observar, no entanto, que o fato de ser necessário imergir os pisos em água, ocasiona certa fragilidade às peças e consequentemente quebra no ato de se colocar. Daí presume-se uma perda estimada em aproximadamente 5%. Para se conseguir melhor efeito das peças, quando estas não são de cores lisas, espalharem o número de peças a serem assentadas em outra área limpa e criar variações com as nuanças de cor do material de revestimento. Tais variações de cor não são defeitos dos revestimentos (pisos) e devem ser "trabalhadas" para melhorar o aspecto visual do conjunto. Depois de encontrado o melhor desenho, assentar o material. - Fixação das peças - para pisos, depois de aplicados na área preparada, serão batidos com o auxílio de bloco de madeira de cerca de 12cm x 20cm x 6cm 189

aparelhado, a marreta de borracha. Certificar que todas as peças foram batidas o maior número possível de vezes. Peças maiores - 15cm x 30cm, ou 20cm x 20cm deverão ser batidas uma a uma, a fim de garantir boa aderência à pasta. - Espaçamento das peças - nunca colocar pisos ou azulejos justapostos, ou seja, com juntas secas (exceto em pisos especiais). As juntas de 1 mm a 3 mm, conforme o tamanho das peças, são necessárias por três motivos: compensar as diferenças de tamanho das peças, pois em um mesmo lote é normal a classificação na faixa de até 2 mm; em segundo lugar, que a pasta de cimento penetre adequadamente entre as peças, impermeabilizando definitivamente o piso; em terceiro, para criar descontinuidade entre as peças cerâmicas, a fim de que não se propaguem esforços de compressão em virtude da retração da argamassa ou outras deformações das camadas que compõem o revestimento. Resumindo:
• Estender

a massa em pequeno panos de maneira a colocar em nº de piso que se possa alcançar. • Povilhar por igual o cimento sobre a argamassa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. • Colocar o piso úmido e não saturado de água, pois esse excesso faz com que a pasta de cimento se torne fraca. • Para garantir uma melhor distribuição de pasta de cimento espalhar o pó de cimento com a colher. • Com o auxílio da desempenadeira, dar pequenos golpes sobre o piso até que a pasta de cimento comece a surgir pelas juntas. a.3) - Assentamento utilizando cimento cola O cimento cola é estendido sobre a regularização da base curada no mínimo 7 (sete) dias, com o auxílio da desempenadeira dentada em pequenos panos. A desempenadeira dentada é utilizada, pois facilita o espalhamento da argamassa de assentamento (cimento colante) garantindo uma espessura constante. Nunca deixar de usar desempenadeira denteada para espalhar adequadamente a pasta. Pois formam cordões de cerca de 4 mm alternados com estrias vazias. Ao pressionar o piso ou azulejos, os cordões se espalham, formando uma camada contínua de aproximadamente 2 mm. A colagem das peças cerâmicas é simples: estendo a pasta de cimento colante sobre a base já curada e seca, em camada fina, de 1 mm a 2 mm, com desempenadeira dentada, formando estrias e sulcos que permitem o assentamento e nivelamento das peças. Em seguida, bate-se até nivelar, deixando juntas na largura desejada ou, no mínimo, de 1 mm entre as peças. Tanto para colocação de azulejos quanto para pisos cerâmicos pelo método dos cimentos colantes, não há necessidade de se molhar quer a superfície a ser revestida quer as peças cerâmicas. Porém, no caso de camada de regularização estiverem molhados por qualquer motivo, não haverá problemas no uso de cimento colante. E a frente de trabalho é ilimitada, interrompendo-se a aplicação do piso ou da parede no instante que se desejar. Seu reinicio obedece também às 190

necessidades da obra e a velocidade de aplicação é, pelas características do método, mais rápida que a do processo convencional. A espessura de 2 mm é suficiente para fixar as peças cerâmicas (dependendo da dimensão do piso). Isso corresponde a um consumo de cerca de 3 kg/m² de revestimento (Tabela 8.10). O cimento também retrai, para a espessura utilizável de 2 mm, os esforços que poderiam atuar sobre os revestimentos são praticamente nulos se comparados àqueles provenientes aos 30 mm de espessura da argamassa convencional. Os cimentos colantes, ou argamassas especiais, são fornecidos sob forma de pó seco e em embalagens plásticas herméticas, o que permite estocar o produto por tempo praticamente ilimitado. Obs.: Para o assentamento com cimento cola deixar na regularização da base as caídas para os ralos, as saídas, etc., pois a espessura do cimento cola é muito pequena, em torno de 5 mm, não possibilitando a execução de caídas.
Tabela 8.10 - Consumo de argamassa colante (Fiorito, 1994)

Espessura da pasta
1 mm 2 mm 3 mm 4 mm 5 mm 6 mm

Consumo de pó
1,5 kg/m2 3,0 kg/m2 4,5 kg/m2 2 6,0 kg/m 7,5 kg/m2 9,0 kg/m2

a.4) - Juntas de dilatação e rejuntamento Conforme descrito no item 8.3.2. O rejuntamento sobre o piso pode ser feito com pasta de cimento comum ou rejunte estendida sobre o piso e puxado com rodo. Limpar o excesso de rejunte com um pano após a formação do inicio da pega da pasta. b) - Porcelanato O Porcelanato é constituído de uma mistura de argila, feldspato, caulim e outros aditivos (corantes), submetido a uma forte pressão e queima em alta temperatura (entre 1200oC a 1250oC ), resultando um piso resistente a abrasão e de baixa porosidade. O acabamento do Porcelanato pode ser ou não esmaltado nos padrões semirústico, rústico e acetinado, ou esmaltados. Os não esmaltados tem uma durabilidade maior, pois o esmalte é aplicado antes da queima e mais tarde polido, portanto a fina camada de esmalte tende a desgastar. Como o Porcelanato não é poroso, é necessário fixá-lo com argamassa colante aditivada com polímeros, como o PVA. Essa mistura tem o dobro da aderência da argamassa comum. É importante também, espaçar as peças conforme

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recomendação do fabricante e rejuntá-las com uma massa de rejunte também aditivada próprias para porcelanato. Vantagens do porcelanato: • maior resistência mecânica; • alta resistência a abrasão; • alta resistência ao gelo; • baixíssima expansão por hidratação; • cor uniforme e totalmente impermeável; • grande durabilidade; • possibilidade de se utilizar juntas de assentamento mínimas. Existem os pisos de porcelanato retificado, estes, podem ser assentados sem juntas. 8.3.3 - Piso de madeira a) - Regularização de base para piso de madeira Se necessário é feita com argamassa de cimento e areia média ou grossa no traço 1:4 com espessura de 2,5cm. b) - Assentamento utilizando argamassa: Utiliza-se uma argamassa de cimento e areia média peneirada, no traço 1:3 e se aconselha que nesta dosagem seja colocada impermeabilizante na quantidade indicada pelo fabricante. A argamassa é estendida através de guias numa espessura média de 3,0cm, é povilhado cimento seco sobre a massa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. O piso de madeira assentado com argamassa é o taco. Os tacos para assentamento com argamassa, são pintados em suas bases com piche, no piche é impreganado areia lavada e para melhorar ainda mais a aderência com a argamassa, é fixado dois pregos para taco em cada peça (Figura 8.13).

Figura 8.13 - Tacos de madeira

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c) - Assentamento utilizando cola: Quando for utilizado cola para assentamento a argamassa de regularização deve ser de cimento e areia no traço 1:3 do tipo "farofa", e deverá receber um acabamento liso, nivelado e isento de umidade. Entende-se por acabamento liso a argamassa desempenada e alisada com a colher ou desempenadeira de aço e não queimada (quando se enriquece a superfície com pó de cimento). E argamassa do tipo "farofa" aquela argamassa bem seca, pois o excesso de água faz com que o cimento se deposite em camadas inferiores deixando a superfície fraca. Os pisos assentados com cola são: - Tacão, peças com 2,0cm de espessura, largura variando de 7,0 a 10 cm e comprimento entre 30 a 45cm podendo chegar até 50cm (Figura 8.14), podendo ser de peroba, Ipê, Pau marfim, jacarandá etc. - Parquetes, peças menores coladas em papelão ou fitas adesivas formando desenhos. (Figura 8.14)

Figura 8.14 - Parquete e Tacão

- Carpete de madeira podendo ser usado no revestimento de pisos, tetos e paredes, tanto em construções novas quanto em reformas. A sua espessura pode ser de 1,5mm, 2,5mm, 4,0mm e 7,0mm, largura de 18cm, 18,5cm, 19,0cm e 19,5cm respectivamente e comprimento variável. O carpete de madeira é composto, em linhas gerais, por lâminas de capa e contracapa, e uma chapa central estabilizante em sentido oposto com espessuras variadas. A sua aplicação é feita colando sobre superfície plana com cola de contato, exceto no carpete de madeira de 7,0mm que é pelo sistema macho e fêmea, colado somente no topo das réguas com cola branca (P.V.A), travado e fixado nos cantos das paredes. 193

Fixação utilizando pregos: Essa fixação é feita também para as tábuas.Fixação utilizando parafuso: Essa fixação é feita para as tábuas.16). Os parafusos são rebaixados e recobertos com a própria madeira (cavilhas) ou com massa de calafetar.16 . ganzepes Figura 8. Para melhor fixação das tábuas. que são aparafusadas com dois parafusos de 50 a 50 cm sobre caibros ou ganzepes (barrote) fixados no concreto da base ou com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 8.Fixação das tábuas por pregos anelados 194 . que são pregadas nos ganzepes (barrote) com pregos retorcidos ou anelados (Figura 8.Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes e) .d). Neste caso a argamassa deverá ter o traço 1:3 de cimento e areia e superfície alisada com a colher Figura 8.15 . sobre a argamassa de fixação dos ganzepes (barrote) é colocado cola de madeira e no encaixe entre uma tábua e outra.15).

Acabamento dos pisos de madeira Após cinco dias no mínimo do assentamento. visando corrigir os defeitos em "baixo relevo". g) Recomendações Quando assentarmos taco. • Após a massa curada é efetuado o polimento utilizando lixa no100 ou 120 dependendo da madeira e do acabamento.f) . O acabamento final é realizado com 3 (três) demãos de synteko. pois se não estiverem. sem que ocorra empenamento. no mínimo 24horas. são importantes que sejam observados os seguintes fatores: • A madeira deve estar perfeitamente seca e firmemente assentada para que não ocorram trincas e "estufamento" da massa ao longo do rejuntamento Cura da massa de calafetar. devemos fazê-lo o mais próximo possível. o piso de madeira passa por lixamento (raspagem) iniciando-se com a lixa no 16 (grossa) e depois a 36 (mais fina). Para o bom resultado da calafetação. principalmente para os tacões.17). • Figura 8. • A base para assentamento com cola deve ser feita com uma argamassa bem seca para evitar que a água em excesso "verta" fazendo com que o cimento se deposite em camadas inferiores e as areias fiquem sem coesão por falta de aglomerante.Exemplo de regularização sem nivelamento 195 . • Ao assentarmos com cola verificar se a base está bem nivelada e sem ondulações. A aplicação é efetuada com desempenadeira de aço em camadas finas. podendo se soltar (Figura 8. verniz poliuretano ou encerado.17 . deixando assim a superfície fraca. Em seguida o piso é limpo e calafetado (preenchimento das juntas entre os pisos). • O pisos de madeira devem ser assentados com uma folga das paredes para facilitar a movimentação. Bonatech. A calafetação é realizada utilizando uma massa acrílica para madeira pigmentada na cor aproximada do piso. para evitar que se movimente com a sua utilização provocando assim a sua soltura. parte do tacão fica colado e outra não.

falta de cola emendas em excesso = aproveitamento de sobras vazamento de cola = excesso de cola.0mm) e os demais podem ser soltos.Carpete Geralmente os carpetes de pequena espessura são colados. O 196 . régua metálica). 4. piso irregular.18). pois a umidade tanto do ar como do solo pode empenar as tábuas dando ondulações nos pisos o que é desagradável (Figura 8. com desempenadeira de aço.18 .3.3. O procedimento correto no caso das rochas.0 e 6. 8. por empresas especializadas.0. A colocação das mantas deverá ser estendida na direção de entrada da luz do dia ou na direção da porta principal.Situação de empenamento devido à posição do cerne Obs. serra maquita.Pedras decorativas As pedras naturais deverão ser executadas por equipes especializadas. distribuído com desempenadeira dentada metálica. e parafusar bem. é fazer antes da instalação uma montagem do desenho do piso. espessura média de 3. Figura 8.5 .: Nas tábuas fixadas por parafusos é aconselhável o uso de dois parafusos por seção. a) .Regularização de base para carpete É feita com argamassa de cimento e areia fina sem peneirar no traço 1:3. 8. Os defeitos mais comuns na colocação são: emendas tortas = cortes feito a mão livre recorte de canto com abertura = corte a mão livre descolagem = falta de cola tempo de secagem diferença de tonalidade = inversão no sentido das mantas emendas abertas = corte imediato. nível. que fornecerão os colocadores e suas ferramentas (martelo de borracha. alisada sem pó de cimento.0cm. sobre a regularização ( 3.• Verificar o cerne das tábuas para piso. para evitar o empenamento das mesmas.4 . O adesivo de contato á base de neoprene. produtos naturais sujeitos a variação de cor.

composta de calcita ou dolomita.Mármores e Granitos Qual a diferença entre o mármore e o granito? O mármore é bem mais macio. amêndoa rosa. . Nas áreas externas. preto São Gabriel. pois a espessura será irregular. carrara (Itália).assentador agrupa as mais parecidas e separa as manchadas ou de coloração diferente para fazer os recortes ou para instalar em locais escondidos.5:4. crema marfil (Espanha). Por isso não é recomendado em área de alto tráfego e molhadas.Aplicação da argamassa . Não atirar o pó sobre a argamassa. Poderá ser seguido os mesmos critérios estabelecidos para o assentamento de pisos cerâmicos: .espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². Elas são classificadas quanto à dureza numa escala chamada de Mohs. Os mármores mais procurados são: O branco. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. E os granitos mais procurados são: cinza andorinha. cal e areia média sem peneirar no traço 1:0. verde alpe (Itália). preto absoluto. feldspato e mica já o mármore é uma rocha carbonática de origem sedimentar ou metamórfica. granito branco. marrom imperador (Espanha). b) . a) . boticcino (Itália). passar colher de pedreiro levemente. c) . cinza Mauá. os granitos não podem ser polidos. o beje bahia e os importados rosso verona (Itália). O seu assentamento se faz utilizando argamassa (convencional) para as rústicas e argamassa ou cimento cola para as serradas e polidas. Para auxiliar a formação da pasta. sarrafeada.11 está indicado os locais de aplicação dos mármores e granitos. Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa. Na Tabela 8. o travertino.Camada de pó de cimento . Podendo ser: 197 . As pedras. formando a pasta ideal. podem ser rústicas com espessura irregular ou serradas e polidas com espessura regular. verde Ubatuba. menos resistente a riscos do que o granito. O mármore tem dureza 3 e o granito 6. dependendo do lugar da aplicação.Assentamento com argamassa (sistema convencional) Se utiliza uma argamassa mista de cimento. O granito é uma rocha magmática formada de quartzo.Regularização de base para assentamento das pedras Para o assentamento utilizando cimento cola. ou seja. amarelo Santa Cecília. granito vermelho (Capão Bonito). devem ter acabamentos ásperos.será espalhada e apertada firmemente com a colher e. verde São Francisco. depois. deverá ser executada uma regularização com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:3 com espessura média de 3 cm e acabamento desempenado.

que não saem e a perda do brilho Banheiro Em bancadas e paredes não Pode ser usado sem há restrição. Não deve ser efetuado nos granitos pretos e verde-escuros. Apicoado: Com martelo e uma ponteira. superfície torna-se higiênica. Nenhum tipo de instruções da cozinha. bancadas. todos são Nenhuma restrição. Por isso. jardins) as rochas ficam expostas ao sol e à chuva.11 . e a pedra não fica escorregadia. Nas áreas externas (quintais. mármore é indicado para o piso do boxe. Ele é muito É o mais indicado. como o carbono. No piso. que reagem Os granitos vermelhos e com os ácidos do limão e do pretos são mais resistentes. Prefira acabamentos antiderrapantes.Flameado: Um maçarico derrete alguns minerais da rocha. por isso dão um visual rústico. os tipos ideais para esses lugares são aquelas que não esquentam demais e fiquem escorregadias ao serem molhadas.12 estão relacionadas às pedras naturais mais comuns e na Tabela 8. deixando-a antiderrapante.Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos Locais Mármores Granitos Cozinha Nunca use. são-tomé. Embora os mais contrapiso do térreo deverá porosos manchem com a ser impemeabilizado. como o mármore e o granito. goiás. miracema. poroso e absorve substância principalmente para as com facilidade. andorinha) são mais consequências são manchas porosos. Polida a sua contém elementos químicos. Dá efeito rústico. Jateado: A superfície é levemente desgastada com jatos de areia ou. Tabela 8.13 os locais mais indicados. Piso externo ( e bordas de Não deve ser usado. Essas pedras naturais não passam por processos industriais. As (mauá. vinagre e de alguns Evitar os granitos cinza detergentes . Seguir as travertino. Além disso. deixando-a irregular e antiderrapante. escorregadios quando molhados. pedra mineira. Na Tabela 8. 198 . evite o problemas. mas o indicados.Pedras brutas Ardósia. Piso interno A princípio. madeira. d) . a pedra Os polidos ficam piscinas) desgasta. Levigado: Lixamento com abrasivos. umidade. fazem-se "furinhos" sobre a chapa.

com textura irregular. e com auxílio de uma espuma retirar o excesso imediatamente.Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais Locais Pedras Paredes internas Paredes externas Piso interno Piso externo Borda de piscina Jardim Bancadas (bar e cozinha) Arenito. pedra sabão Ardósia. Resiste a choques mecânicos e intempéries. A limpeza das pedras brutas. pedra-mineira. pedra goiás. goiás. após o rejuntamento. Tabela 8. são tomé Arenito. dolomita. pedra sabão. restringindo o uso a detalhes mais ornamentais. miracema. pois não concentra calor Usada normalmente em estado brutoo. é efetuada utilizando ácido muriático diluído em água na proporção de 1:5 (se as superfícies estiverem bem sujas) ou 1:10 (limpeza mais superficial). pedra goiás Arenito. pedra sabão. paralelepípedo. com bastante água para evitar danos nos revestimentos. Antiderrapante. A sua superfície é bem irregular. Mancha facilmente com óleos e produtos químicos. Tabela 8. pedra sabão. São duros e resistentes. Antiderrapante. Rocha com características semelhantes às da pedra mineira ( o nome muda devido a procedência) Há aqueles naturalmente moldados pelas águas dos rios e os rolados em máquina. Antiderrapante.5: 5. Mas também aceita polimento. costuma ser usado no estado bruto. Resistente ao sol e chuva. itacolomi. Pedra goiás Seixos rolados Pedra sabão e ardósia (polidas) 199 . ela aceita polimento. Aplicado em estado bruto ou com bordas serradas. itacolomi.12 . pedra mineira. muito absorvente enão propaga calor. Enxágüe rápido. Aceita polimento e resina impermeabilizante. lustro e apicoamento.O rejuntamento das pedras deve ser feito uma a uma. 13 . tem aspecto semelhante ao da pedra mineira Pode ficar ao sol. dolomita. É usada ao natural ou impermeabilizada com resina acrílica. Aplicada em estado bruto.Pedras naturais mais comuns Pedra Ardósia Arenito Dolomita Itacolmi Luminária Miracema Descrição Pedra madeira Pedra sabão Pedra mineira Pedra goiás Seixo rolado Risca com facilidade. já que é uma pedra macia e fácil de ser cortada. miracema. Usada na forma bruta ou com bordas serradas. pedramadeira. aparece com superfície irregular ou plana e é antiderrapante. são tomé. cimento e areia fina peneirada ou massa fina industrializada na proporção de 1: 0. utilizando uma argamassa de cal.

recomendados conforme o tipo de utilização do ambiente onde é feita a aplicação.6 . Não se recomenda a colocação em madeira (assoalhos ou tacos) ou sobre bases sujeitas à infiltração ascendente de umidade. proporcionando um produto bastante versátil. a) . 200 . o contrapiso ou argamassa de regularização deve ser executado de forma adequada. quadras esportivas e estabelecimentos públicos e comerciais. plastificantes e cargas inertes com pigmentos especiais que lhe dão o aspecto característico. ladrilhos. escritórios. deverá ser refeito.Execução: Em imóveis recém-construídos. refeitórios coletivos. marmorite. ou qualquer outra. Deverão ser molhadas e apiloadas. supermercados. calcário branco ou vermelho. anfiteatros.6mm de espessura é recomendado para lugares de baixo trânsito. A superfície deve apresentar bem desempenada e para se testar a qualidade verifica-se se está "esfarelado".6 a 3 mm. oralite. lugares de passagem nas residências. com argamassa. salas de aula. elevadores.3. fibras.0cm. Alguns fabricantes ainda produzem linhas especiais para locais de trânsito pesado como cozinhas e corredores de ambientes de uso coletivo. além de possuir uma durabilidade bastante elevada e de manutenção simples. lojas. Caso apresente problemas. quartos de hospitais. lavabos e outros compartimentos residenciais. Os de 3 mm são utilizados em locais de grande trânsito. ambientes de pouca utilização: quartos.Desempenho: O produto é recomendado para ser aplicado em qualquer piso sobre superfícies já revestidas ou a revestir. Os com espessura 2 mm podem ser aplicados em qualquer ambiente residencial ou ainda em escritórios particulares.0cm no mínimo. Sua base pode se o próprio contrapiso. cimento e areia no traço 1:3. ele deve ficar bem aderente na base para evitar qualquer região de possíveis depressões. na espessura de 3. O piso de 1. escolas. É comumente utilizado em residências.Mosaico Português As pedras empregadas para a execução do mosaico Português podem ser o basalto preto. 8. pisos plásticos desgastados. como o hall de entrada. Elas são quebradas manualmente no formato de cubos em torno e 4. Além disso. salas de consulta ou de espera.e) . hospitais. São placas de piso 30x30cm e geralmente encontradas em espessuras que variam de 1. repartições públicas de recepção e refeitórios industriais. escadas. são fabricados a partir da mistura de resina vinílica. risca-se com uma ponta firme. serão assentadas sobre colchão de cimento e areia no traço 1:6 seco e rejuntado com a mesma mistura. escadas. sanitários públicos e laboratórios. b) .Pisos vinílicos Os pisos vinílicos ou de vinil-amianto. banheiros. desde que esteja firme limpa e seca. com espessura mínima de 3cm. ou seja.

Para manchas resistentes. enriquecida de cimento até formar uma pasta "encorpada". pode-se encerar com qualquer cera que não contenha solvente ou mesmo algum derivado de petróleo. A cola deve permanecer descansando por uns 15 min. se existirem falhas ou pedaços soltos. c) . (1:8). Antes deste tempo não se deve colocar o piso em contato com a água. devido a tensões internas que deformam a placa. A limpeza pode ser feita somente após dez dias da colocação. Às vezes acontecem variações das dimensões nominais do produto. Sobre tacos e assoalhos de madeira. Possui acessórios como degraus.V. rodapés. A regularização deve ser feita com uma ou duas demãos de argamassa de P.V. Após a lavagem. geralmente de cor preta. desde que entre o produto e a madeira exista uma camada de compensado marítimo. principalmente daquelas que ficam encostadas nas paredes e que não devem possuir dimensões menores que 10cm e não superiores a 25cm. a colocação pode ser feita. de superfície pastilhada. mas nestes casos é interessante que seja feita uma consulta junto aos fornecedores. para oito de água. São placas de piso com espessura de 9 e 15 mm. devem-se respeitar as recomendações de posicionamento. é recomendável dispor as placas para fazer um teste de posicionamento. deve-se usar uma esponja de aço fina com um pouco de sabão indicado pelo fabricante. mas que também pode ser encontrada em outras cores.Pisos de borracha Fabricados com borracha sintética. estes pisos têm sido usado principalmente em áreas de grande trânsito de pessoas.V.Cuidados e conservação: A presença de umidade compromete todo o revestimento.V.A. com sabão especial e água à vontade.7 . e isso acontece somente se for aumentada a pressão sobre ele. A aplicação do adesivo é feita por movimentos circulares com uma desempenadeira dentada.A.3. d) .Em imóveis que já possuem revestimentos. o único cuidado que se deve ter é com a retirada das placas soltas ou com defeitos e a posterior regularização do local. 8. A colocação sobre pisos plásticos é bem simples.A. Ela ataca o adesivo fazendo com que as placas se soltem ou apareçam bolhas na sua parte inferior. No caso de pisos vitrificados. por suas características de alta resistência e superfície antiderrapante. pois estes elementos atacariam o produto.Colocação: Apesar de a disposição das placas ser da escolha do executor. 201 . estes devem ser removidos e as falhas preenchidas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3.A. a orientação é a de que se aplique uma primeira demão de regularização com a dosagem de uma parte de P. na proporção de uma parte de P. estriada ou lisa. Antes de se espalhar o adesivo. canaletas e faixa amarela de alerta. até quando com um leve toque dos dedos sobre o adesivo ele não grudar. para quatro de água e uma segunda demão da argamassa comum com P.

é fabricado em duas linhas básicas: pisos de assentamento com argamassa e pisos colados. para aplicação em escritórios. Os de assentamento com argamassa são recomendados para locais de tráfego intenso. passarelas públicas e. b) – Execução Os pisos de fixação com cimento são colocados sobre a base preparada. No entanto. Depois disso. Além disso. Em seguida o espalhamento do adesivo é feito conforme as técnicas já conhecidas. por suas qualidades acústicas e pela segurança que proporciona sua superfície antiderrapante. este procedimento é feito com adesivos plásticos comuns. No caso do piso fixado com adesivo. 202 . estriada ou lisa. em áreas internas ou externas.5mm. Uma opção para se evitar o problema é a utilização de adesivos com base epóxi. uma a uma. mas a colocação ficará comprometida se for empregado em ambientes sujeitos a lavagem. de maneira uniforme e recobri-lo com uma argamassa no traço 1:2.5cm. A fixação do piso colado é feita com adesivo e não é recomendado para locais úmidos ou sujeitos a lavagem. recentemente. corredores. A colocação pode ser iniciada até dois dias após a execução do contrapiso. devendo ser utilizado somente em áreas internas. Quando a colocação é feita simultaneamente com a preparação da argamassa de assentamento. O outro é chamado piso industrial. foi reduzida para permitir a movimentação de móveis. deve-se dispor as placas. que deve estar bem nivelada e sem defeitos. neste caso. estações de metrô e trem. O procedimento de colocação iniciase pela verificação das condições da base. indicado para o uso mais pesado. através de espátulas dentadas e o posicionamento das peças são feito posteriormente. É fornecido com superfície pastilhada.Desempenho É indicado para áreas de grande fluxo de pessoas. que também será espalhada na parte inferior das chapas do piso. vem sendo utilizados até em estábulos e indicado inclusive para usinas hidrelétricas. São fabricados em duas espessuras: o de 9 mm para locais de acesso público restrito como escolas. Se opção for pelo piso estriado. e espessura de 4. principalmente em regiões de rampa e escada.a) . previamente preenchidas com argamassa. Está sendo colocada no mercado uma linha especial. Embora recomendada essa espessura possa sofrer modificações a critério do engenheiro. em locais de grande movimentação como aeroportos. em quantidade suficiente para preencher todas as cavidades existentes. batendo levemente com uma desempenadeira para permitir o seu perfeito posicionamento. A pastilha em relevo. Para tanto basta molhá-lo com água. na Europa. estações rodoviárias. A passagem sobre elas é permitida após 72 horas da colocação. piscinas internas e áreas de rampa. com 15 mm de espessura. supermercados. exige-se a garantia de um perfeito desempenamento da superfície. contra a umidade. simplesmente apoia-se a chapa sobre ele. para evitar problemas de alinhamento entre as estrias da superfície das placas. mas a livre utilização do piso é aconselhada somente após seis dias. onde deve ser espalhada uma argamassa no traço 1:3 (cimento e areia) e espessura mínima de 3. em suas posições. é recomendável que seja disposto pelo sistema de juntas de amarração.

Desempenho Recomendado para ser aplicado sobre quaisquer superfícies. as placas fixadas com argamassa soltarem-se.2m por 3.8 .-Execução A base ideal para a aplicação dos laminados é formada por uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 bem desempenada e com superfície acamurçada. encontradas também em réguas com larguras de 0. Nestes casos. As bases podem ser cimentados. O produto normal não resiste à ação de agentes químicos. desde que se faça uma encomenda especial. desde que estejam niveladas e sem falhas.3m e 0. detergentes e tintas. a orientação é que se refaça todo o trabalho de colocação. O produto proporciona um acabamento texturizado.Cuidados e conservação Se por qualquer motivo. O resultado é um produto que possui alta resistência ao desgaste e umidade. a orientação é no sentido de eliminar as mesmas por lixamentos superficiais ou então com o preenchimento do local com argamassa de cimento e areia.25m. Após o término da obra recomenda-se uma limpeza com escova e a aplicação de uma demão de cera solúvel apropriada de cor preta. Não é recomendado que a superfície fique 203 . Além disso. Quando a base apresentar lombadas ou concavidades. mas casos especiais de utilização. dissipa a eletricidade estática e não acumula poeira. recomenda-se que o serviço seja refeito de forma a eliminar estes problemas.3.Pisos laminados As chapas de pisos laminados são produzidas através da prensagem de papéis impregnados com resinas fenólicas. É de difícil penetração. sob um rígido controle de temperatura.08m x 1. Não é absorvente. não apresenta porosidades e é antialérgico. deve-se remover a massa do contrapiso e substitui-la por uma nova camada a fim de garantir a reposição da placa. No entanto. antiderrapante. as placas podem ser aplicadas sobre tacos de madeira ou pisos frios.c) . seja por má fixação ou pressa na utilização. São placas de piso com espessuras de 2 mm nas dimensões de 0.6m por 0. desde que estejam em boas condições e para isso é interessante que se faça uma verificação minunciosa no local. são produzidas borrachas com resistência a qualquer tipo de produto. Além disso. Possui resistência contra as marcas deixadas por equipamentos pesados. a) . cujo líquido penetre nas juntas entre as placas e elimina as molduras formadas pela poeira. resiste bem aos agentes químicos. saltos de sapatos. A manutenção é feita com cera vegetal de boa qualidade e o brilho é conseguido pelo emprego de enceradeira. cargas móveis.6m. 8. assoalhos. a massa deve estar bem curada e isenta de umidade por infiltração. esteja ela revestida ou não. Alguns problemas que podem ocorrer são: contrapiso esfarelando ou apresentando trincas e rachadoras. isto é. como solventes. ladrilhos e outras. cerâmicos. b) . tacos. recobertos com material melamínico.

Se. 204 . A limpeza pode ser feita normalmente e não precisa de cuidados especiais. melhorando consideravelmente a durabilidade e manutenção.não deve grudar nos dedos . posto de gasolina. Depois disso. Devem ser cercados de todos os cuidados possíveis para a sua boa execução e utilização como: o cálculo estrutural.8 – Piso de Concreto Utilizado principalmente para pisos Industrial interno ou externo. a lima e a lixa. atingindo a metade da espessura da chapa. Em áreas molhadas ou em hospitais . A cola deve ser aplicada nas duas faces. a placa deve ser colocada em sua situação definitiva e precionada a partir do centro para as bordas de modo a permitir a colagem. ajustando as mesmas às dimensões desejadas. Sempre deve-se prever um espaçamento adequado a fim de permitir a dilatação das placas. não deverá apresentar defeitos. Em áreas que possuem umidades. isto é feito com o auxílio de um formão para levantá-la e um borrifador que injeta diluente sobre o adesivo e facilita a descolagem. é aconselhável a eliminação da mesma. uma demão de mistura em partes iguais de cola e diluente. a concretagem a cura e o controle de qualidade dos pisos.. sobre a face decorativa da chapa.onde a vedação das juntas é obrigatória . o colocador deve. pois o desvio do instrumento com que se risca pode inutilizar a parte decorativa. Após a secagem. A técnica de cortar e recortar as placas deve merecer cuidado. com o auxílio de uma régua e do riscador. garagens de edifícios etc. Após a evaporação do solvente. assegurando a boa fixação. for necessária a descolagem de uma placa. Antes porém. A separação entre as partes é feita vergando-as para o lado decorativo até que se parta o sulco aberto. na superfície a ser revestida e na chapa laminada.3. c) . d) . deve-se espalhar sobre a base. Devem ser armados. espalha-se o adesivo com uma espátula sobre as duas faces que serão coladas. com um martelo ou rolete de borracha. A operação de marcar a placa exige cuidado. Não é necessário o uso de cera. Para o desgaste lateral. isto é.Cuidados e conservação Se o produto for aplicado de acordo com as recomendações. seja ela de ordem interna ou externa. que é verificada através de um teste simples . que é feito ao se marcar com um lápis. fechando os poros da superfície. os materiais a serem empregados o posicionamento das armaduras.geralmente se utilizam vedantes especiais elásticos que possam ser aplicados diretamente sobre as juntas. no entanto. aumenta-se a pressão. a linha onde se quer cortar. pois a perfeita junção entre elas depende deste trabalho. usa-se a plaina. o ideal é encontrar uma textura satisfatória. marcar e aprofundar o risco. o estudo das juntas. pois o brilho característico do produto é restaurado com a simples passagem de um pano úmido. Em seguida. a análise do terreno de fundação. 8.Colocação A utilização de técnicas e ferramentas adequadas para a operação de colocação dos pisos laminados é um fator importante para garantia do serviço executado.lisa ou áspera demasiadamente.

prevê a concretagem em faixas e limitadas em sua largura pelas juntas construtivas (JRC). 20% de areia fina e 6% de cimento em peso. construtivas (JRC) ou serradas (JRS) JRC – São juntas construtivas onde a largura da placa é limitado pela armadura distribuída. deve ser feito com filme plástico (espessura mínima de 0. 1998). obrigatoriamente. deve-se promover uma superposição de pelo menos 15 cm. O isolamento entre a placa e a sub-base. utilizar armadura ( tela soldada ) adicional a 3. pois permitem a redução considerável do número de juntas. como nos salões comerciais.0cm da face inferior da placa. quadras esportivas etc. A função deste isolamento é evitar que a infiltração de água pelas juntas prejudique a sub-base. podemos adotar o seguinte: Sub-base preparada preferencialmente com brita graduada tratada com cimento sendo 40% de brita 1. Resistência mínima do concreto: .Slump entre 5 a 10 cm As juntas têm a função de permitir as movimentações de contração e expansão do concreto. pois se não forem adequadamente projetadas e executadas. ser maior do que 1/6 da espessura da placa e menor do que ¼ da espessura da mesma (RODRIGUES. e também evitar a absorção de água pela subbase. podendo ser: • Juntas de Retração longitudinais e/ou transversais. Quando não se tem certeza de um preparo confiável do solo. escritórios. • Juntas de Expansão (encontro) situada nos encontros dos pisos com peças estruturais ou outros elementos que impedem a movimentação dos pisos. lojas . 205 . A armadura ( de preferência tela soldada ) deverá. - - - - A junta é a descontinuidade do concreto e da armadura. garagens. JRS – O processo construtivo utilizado nos dias de hoje. sem. dando tempo para realizar o acabamento. porem representam pontos frágeis no piso. O material deve ser lançado e espalhado com equipamentos adequados. a fim de assegurar a sua homogeneidade.15mm) como as denominadas lonas pretas.25 MPa – Uso industrial geral: veículos com pneumáticos. com recobrimento máximo de 5. Os pisos armados têm vantagens sobre os pisos de concreto simples.20 Mpa – Pedestres e carros. Nas regiões de emendas. estar posicionada a 1/3 da face superior da placa. deve-se iniciar o corte das juntas transversais de retração (JRS). pelos equipamentos e métodos executivos. no entanto ter descontinuidade estrutural ( utilização de barras de transferência ). condições moderadas de ataque químico.0cm. Após o processo de acabamento do concreto. O corte deve ter no mínimo 40 mm. Em geral este tempo é de cerca de 10 horas após o lançamento do concreto. . 40% de brita 2.Para os pisos armados pouco solicitados. O posicionamento da armadura deve ser efetuado com espaçadores soldados (como as treliças) para as telas superiores. podem provocar deficiência estrutural bem como infiltração de água e outros materiais.

19 – Junta de expansão tipo diamante As juntas tipo serradas deverão ser cortadas logo após o concreto tenha resistência suficiente para não desagregar e ter profundidade mínima de 3cm. Figura 8.19. A selagem das juntas deverá ser feita quando o concreto estiver atingido pelo menos 70% de sua retração final (Figura 8.21). 8. No caso das juntas de construção (para a formação do reservatório do selante).As juntas de expansão são fundamentais para isolar o piso das outras estruturas. 1998). somente poderão ser serradas quando for visível o deslocamento entre as placas.20 – -Selante para junta de construção 206 . Figura 8. também conhecida como junta tipo diamante (RODRIGUES. isto faz com que o piso trabalhe independente das outras estruturas existentes. Nos casos de pilares e pequenas aberturas nos pisos.20. normalmente utiliza-se a solução apresentada na figura 8.

21 – Selante para junta serrada O espaçamento das juntas podem ser: Piso não armados: • • • placas com no máximo 3. lona plástica ou mangueira na barra é prejudicial aos mecanismos de transferência de carga. A recomendação para as placas de concreto simples. sem gerar tensões. para pisos de 12. para permitir que nos movimentos contrativos da placa ela deslize no concreto.22). Os conjuntos de barras devem estar paralelos entre si. Piso armado: placas com comprimento até 30m.Para que isso aconteça metade da barra tem que estar com vaselina industrial para impedir a aderência ao concreto. A prática de enrolar papel de embalagens de cimento. podendo ser empregada apenas em trabalhos muito simples. pois acabam formando vazios entre o aço e o concreto.0m.Figura 8.5.5 a 15 cm de espessura e. que só serão concretadas 24 horas após ou em faixas. é de que a relação entre a largura e o comprimento seja na ordem de 1:1. OBS: .0m. para pisos de 15 a 25 cm de espessura.5cm de espessura. . placas de no máximo 5. a concretagem em dama deve ser evitada. placas de no máximo 8. sistema mais antigo. para pisos de 10 a 12. 207 . onde as juntas serão serradas após 10 horas do lançamento do concreto (Figura 8.Atualmente. A concretagem pode ser executada de duas maneiras: em dama (xadrez). onde a concretagem é efetuada isoladamente das placas vizinhas. tanto no plano vertical como no horizontal e concomitantemente ao eixo da placa.0m.Quando utilizarmos barras de transferência as mesmas devem trabalhar com pelo menos uma extremidade não aderida.

Figura 8.22 .Detalhes da execução do piso de concreto 208 .

Deve ser efetuada com ferramenta denominada rodo de corte. . visto que podem danificá-la na sua colocação. O desempeno mecânico do concreto (floating) é executado com a finalidade de embeber as partículas dos agregados na pasta de cimento. com a diferença de que as lâminas são mais finas. a superfície deverá estar suficientemente rígida e livre da água superficial de exsudação. deixando uma marca entre 2 a 4 mm. e pela texturização do concreto. Deve ser aplicado no sentido transversal da concretagem. para produzir uma superfície densa. uma nova aplicação do rodo de corte proporciona acentuada melhoria dos índices de planicidade e nivelamento. fixada a um cabo com dispositivo que permita a sua mudança de ângulo. acrílico ou outro composto capaz de produzir um filme impermeável. Nesta etapa. Seu uso irá reduzir consideravelmente as ondas que a régua vibratória e o sarrafeamento deixaram. Para a sua execução.. A regularização da superfície do concreto é fundamental para obtenção de um piso com boa planicidade. O equipamento é om mesmo empregado no desempeno mecânico. lisa e dura. por não ficarem firmemente aderidos ao concreto. formam uma câmara de vapor. que condensando pode provocar manchas no concreto. que deverão ser mantidos permanentemente úmidos pelo menos até o concreto ter alcançado 75% da sua resistência final. Poderão ser empregados os filmes plásticos. constituída de uma régua de alumínio ou magnésio. mais exigem maior cuidado com a superfície. 209 . Na cura úmida deverão ser empregados tecidos de algodão ou sintéticos. preferencialmente dupla. A operação mecânica deve ser executada quando o concreto suportar o peso de uma pessoa. remover protuberâncias e promover o adensamento superficial do concreto.Acabamento superficial: O acabamento superficial é formado pela regularização da superfície. quando o material está um pouco rígido. Devem ser empregadas acabadoras de superfície.Cura: A cura do piso pode ser do tipo química ou úmida. algum tempo após a concretagem. A cura química deve ser aplicada à base imediatamente ao acabamento podendo ser de PVA. O alisamento superficial ou desempeno fino (troweling) é executado após o desempeno. além disso.

Para cada tipo de piso deve-se estudar a junta mais indicada. 4 . 6 – Cuidados na utilização das cerâmicas: • As cerâmicas devem retornar a cor natural após secarem. 5 – Cuidados na aquisição de revestimentos cerâmicos: • Verificar ao receber o produto a tonalidade o PEI e se todas as caixas são do mesmo lote e têm a mesma classificação.ANOTAÇÕES 1 . e a mesma deverão coincidir com as juntas estruturais efetuadas no contrapiso.Nas colocações de pisos em grandes áreas deve-se prever juntas de dilatação(expansão).Nos pisos de concreto pode ser adicionadas fibras (de aço. assentados com cola. Cuidado. que auxiliam na redução das fissuras. esteja seca do tipo “farofa" no ato da sua aplicação. 3 . 2 – Mesmo em áreas pequenas devemos prever as juntas entre os pisos e as paredes. sintéticas etc. • O tardoz deve estar isento de pó ou outro material solto que impeçam sua boa aderência. 210 . • As cerâmicas podem apresentar pequenas variações nos tamanhos e na sua tonalidade.). • Retirar das caixas somente as cerâmicas que serão assentadas.Verificar sempre se a argamassa de regularização para pisos. • As cerâmicas não devem ser molhadas se forem assentadas com cimento colante.

• Especificar corretamente a colocação dos vidros. enquanto que os inertes (ou cargas) encarregam-se de proporcionar outras características. dureza. Sua composição básica inclui pigmentos. além de ser desinfetante. álcoois. consistência. facilitar a fluidez dos veículos e das tintas prontas. xilol. solventes e aditivos. etc. quando aplicada sobre uma superfície.TINTAS E VIDROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. tais como lixabilidade. Os pigmentos são partículas sólidas (pó) e insolúveis. Os solventes são utilizados pelo fabricante nas diversas fases da fabricação da tinta.1. Entre os solventes mais comuns encontram-se a água. alastramento. para regular a viscosidade da pasta de moagem. é a caiação a pintura mais indicada para as paredes por ser mais econômica que as demais. • Verificar a qualidade das tintas. aguarrás. veículo. ativos e inertes.09 . 9. • Especificar corretamente o esquema de pintura. para facilitar o empastamento dos pigmentos. No preparo da tinta recomendam-se os seguintes cuidados: cal de boa qualidade. além de exercer função sanitária e influir na distribuição da luz. etc. 9.SEUS TIPOS Aqui são relacionados os tipos comumente encontrados na construção civil classificado de acordo com os veículos utilizados em sua formulação. na fase de enlatamento. torna-se uma película protetora e decorativa. Caiação . O usuário emprega o solvente para adequar a tinta às condições de pintura. pigmentada que. O veículo de uma tinta é constituído por resinas. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de tinta ideal para a sua edificação. • Classificar corretamente os vidros.Nas construções rurais.TINTAS A tinta é uma composição líquida. Podem se divididos em dois grandes grupos. sendo responsável pela formação da película protetora na qual se converte as tintas depois de seca. visando à facilidade de aplicação. queima de cal em vasilhame limpo e passagem da pasta através de uma 211 . Os pigmentos ativos possuem função de conferir cor e capacidade de cobertura a tinta. etc.1 . cetonas. Uma tinta pode conter vários pigmentos. • Especificar corretamente o preparo das bases para a aplicação das tintas.1 . de fácil execução.

9.é uma solução de resinas poliuretânicas. de alta plasticidade e de grande resistência à água. torna-se homogênea mediante agitação manual.1. sendo que. separação de pigmentos ou formação de pele (nata). Tinta de borracha Clorada . devendo as marcas destes acessórios desaparecer logo após a aplicação da tinta. óleo. Rendimento e cobertura são dois conceitos distintos. O primeiro expressa a relação entre a área pintada e o volume de tinta gasto (l/m²). ou seja. à base de emulsões acrílicas. um leite de cal mais ou menos denso. Látex Acrílico .é uma tinta à base de resinas alquídicas. à base de acetato de polivinila (P. três demãos. A adição da água deve ser em quantidade necessária para obter-se uma pasta maleável. empedramento. com preponderância do teor Tinta Epóxi . de grande resistência à abrasão. a tinta precisa se espalhar facilmente. adicionam-se à cal produtos impermeabilizantes. Na prática. qualidade e quantidade de resinas e de pigmentos utilizados na formulação da tinta. Aplicação: brochas. Na superfície interna da embalagem não deve haver sinais de corrosão.SUA QUALIDADE Ao se abrir uma embalagem pela primeira vez. Esmalte Sintético . quanto ao brilho. em solventes alifáticos. O outro se refere à capacidade da tinta de cobrir totalmente a superfície (contraste e cor).é uma solução à base de borracha clorada. Quando é necessária maior proteção contra a infiltração de água da chuva. se junta à tinta certa quantidade de óleo de linhaça para melhor aderência da pintura. resultando uma película uniforme. de maneira que o rolo ou pincel deslizem sem resistência (suavemente).A. não apresenta odor pútrido e nem expelir vapores tóxicos. . É 212 . galeificação. a tinta deve satisfazer às seguintes condições: não apresentar excesso de sedimentação. Há necessidade de.. Estas duas propriedades estão intimamente ligadas ao tipo.). etc. para superfícies externas. a primeira demão deve ser branca.V. que conferem a tinta maior resistência ao intemperismo. Apresenta-se em dois componentes: tinta e catalisador.A.. no mínimo.2 .V. Tinta Óleo . à base de resinas epóxi. no caso de aplicação de cores.é uma tinta aquosa.é também uma tinta aquosa.é uma tinta em solução. Verniz Poliuretano . cor e espessura. Nas caiações em paredes externas. esta capacidade é medida em número de demãos. No momento de aplicação. Látex P. coagulação. de óleos secativos e solventes. Este fato faz com que as tintas acrílicas sejam recomendadas.peneira fina. pincéis grandes. preferencialmente.é semelhante ao esmalte sintético.

isenta de poeira. tais como detergentes. corrigir com argamassa as imperfeições profundas da parede. constatando-se a existência de partículas soltas (grãos de areia).justamente aqui. cheia e fechada. Rebocos deficientes. deve-se utilizar água morna com detergente para eliminar manchas de gordura. pintada pela primeira vez. deve ser lixada para que sejam eliminadas as farpas. gordura.fungos e bactérias. após um ano da data da fabricação. Em seguida aplica-se uma demão de fundo branco fosco. não pode apresentar formação de pele e os problemas já mencionados anteriormente. os tipos de tinta mencionados devem ser armazenados em locais secos e ventilados.. Os seguintes cuidados devem ser observados: ela deve ser limpa. sem a qual se tornará pulverulento sob a película da tinta. usando lixa de grana adequada. na variação destes elementos. que se têm as maiores diferenças de qualidade entre as tintas no mercado. Neste caso. a tinta armazenada na embalagem original. proteção do acabamento contra alcalinidade do reboco. desbotar.3 . não sujeitos a grande variação térmica. lixa-se novamente. apresentam superfície poucas coesas. sabão ou mofo. etc. Normalmente. 9. fato que pode ser verificado ao se esfregar a mão sobre o reboco. A superfície de madeira. comuns no uso doméstico. apresentar resistência à ação de agentes químicos. Além disso. raspar ou escovar as partes soltas ou mal aderidas. precisam prevenir o desenvolvimento de organismos biológicos . 213 . o que os pode ser feito em laboratório. as pequenas imperfeições (rasas) devem ser corrigidas com massa corrida (em reboco interno) ou massa acrílica (em reboco externo). porque a impermeabilidade da tinta dificultará a saída da umidade e as trocas gasosas necessárias à carbonatação do reboco. é preciso aguardar que ele esteja seco e curado. aplicar uma solução de água com cerca de 25% de água sanitária para remover as partes mofadas e. causando o descascamento. em seguida. enxaguar a superfície. com pouco cimento. Este procedimento resultará nos seguintes benefícios: fixação de partículas soltas. removendo-se a poeira e aplicando-se o acabamento. com diluição de até 15% de diluente e corrigem-se as imperfeições com massa a óleo.. aumentando a coesão da superfície. Se a tinta for aplicada sobre o reboco mal curado. Antes de iniciar a pintura sobre um reboco novo. com alto poder de penetração e grande resistência à alcalinidade natural do reboco. água sanitária. Assim. atendendo às recomendações de temperatura do fabricante.1. bem como suas propriedades de proteção. perder sua boa aparência. A melhor tinta é aquela que demora mais para calcinar. recomenda-se aplicar uma demão de fundo à base de solvente. uniformização da absorção da superfície e aumento do rendimento do acabamento. provavelmente a pintura descascará. A qualidade também depende do tipo da tinta e a maneira de se medir previamente a durabilidade de uma tinta é através de testes de imtemperismo acelerado. eliminar o brilho de qualquer origem.PREPARAÇÃO DA SUPERFÍCIE A adequada preparação da superfície é fator tão importante como a escolha de bons produtos para a sua pintura. A durabilidade de uma tinta refere-se à resistência à ação do intemperismo ao longo do tempo. As tintas devem ser laváveis. Após a secagem. seca.

com diluição de 20 a 30% de água. convenientemente diluído. cozinhas. finalmente. látex em mau estado. impedindo o aparecimento de ferrugem. No acabamento texturado em corredores. deve-se aplicar massa corrida em camadas finas e duas demãos de tinta látex. de alto poder de penetração. com diluição de até 10% de água. fazer os reparos. escadarias. recomenda-se seguir a orientação do fabricante. com diluição de 10% de água (usar rolo de espuma). etc. No externo processe-se da mesma forma. Quando se pretende um acabamento acrílico texturado. duas demãos de esmalte sintético brilhante. Para a pintura nova sobre ferro é necessário remover-se a ferrugem. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda até 5%. e aplica-se fundo a base de zarcão ou óxido de ferro e pintar. uma demão de liqui-brilho.A.banheiros. para que a 214 . . com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). lixa-se para nivelar a base e aplica-se o acabamento. podendo haver significativas variações. utilizando lixa ou escova de aço. aplicam-se duas demãos de tinta látex acrílica sobre a textura acrílica. bem diluída (com até 100% de água). duas demãos de esmalte sintético brilhante.4 . recomenda-se observar atentamente as orientações sobre a preparação da superfície. finalmente. No acabamento liso de áreas molháveis . dispensando-se aplicação de fundo branco fosco. deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. deve ser efetuada removendo-se as partes soltas com espátula. deve-se usar uma demão de látex textura acrílica com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. No caso de envernizamento da madeira. lixar a superfície. etc. ele é aplicado a frio e transforma quimicamente a superfície do ferro ou oxidos nela existentes em fosfatos inertes do ponto de vista da corrosão. descascando. O acabamento convencional sobre rebocos (interno e externo) requer uma demão de tinta látex (P. uma demão de látex textura acrílica.Na repintura sobre madeira. o procedimento é semelhante ao da primeira pintura. lixa-se e se aplica o verniz. já que existe uma grande diferença de qualidade entre as tintas disponíveis no mercado. Quando se deseja resistência superior e maior durabilidade do acabamento. calcinado. elimina-se a ferrugem e aplica-se o fundo apenas nas partes onde a superfície metálica esteve exposta. com a finalidade de facilitar a limpeza. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã) . deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. 9. uma demão de látex textura acrílica. com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. Quando se pretende um acabamento texturizado.1. Após a secagem. No entanto. ou caiação. com diluição de 20 a 30% de água. Na repintura. pode ser usado antes de aplicarmos o zarcão. Outro produto conhecido como Neutralizador de Ferrugem. duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água.V. ou acrílica). No acabamento liso interno. mas sim selador para madeira. aumentando o brilho da superfície. A repintura sobre superfícies críticas.ESQUEMA DE PINTURA Qualquer que seja o esquema de pintura a ser aplicado. isto é.deve-se aplicar massa acrílica em camadas finas. O número de demãos e as indicações sobre a diluição das tintas baseiam-se em produtos de boa qualidade. não se aplica fundo branco fosco e nem massa a óleo. eliminar o pó e aplicar o fundo à base de solventes (1). apenas utilizando-se de tinta látex acrílica. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda com até 5%.

com diluição de 30 a 40% de água.A. sem alterar o aspecto. Para que a superfície se torne brilhante e mais resistente. Para maior resistência e durabilidade do acabamento. Na face externa das telhas de fibrocimento. Se isto ocorrer.. Para obter um acabamento texturizado. deve-se aplicar uma demão de silicone. a pintura do lado externo aumentará a vida útil da telha. Eventuais reparos precisam se efetuados com nata de cimento ou massa acrílica principalmente nos casos em que se deseja pintá-la. não apresentando falhas. Nas superfícies de litocerâmica não esmaltada ou de tijolo à vista aplica-se massa de assentamento adequadamente frisada. deve-se consular os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. Preferencialmente. Caso isto ocorra. Além disso. duas demãos de tinta látex acrílica. resultando um aspecto final semelhante à própria textura do bloco (usar rolo de lã). com diluição de 20 a 30% de água. deve-se aplicar duas demãos de tinta acrílica. 215 . Lixa-se a superfície e em seguida aplica-se silicone. recomenda-se especial atenção no sentido de que os frisos da massa de assentamento não sejam profundos e de que não haja irregularidades acentuadas (buracos) na superfície dos blocos. diluído com até 100% de diluente. Em seguida. No acabamento direto sobre bloco de concreto (interno ou externo). pois não havendo impermeabilização na face externa.superfície não se torne brilhante. Deve-se observar.P. som diluição de 20 a 30% de água. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). prejudicando a pintura interna. entretanto. de alto poder de penetração e resistência à alcalinidade. Quando se deseja pintar o concreto aparente. com diluição de 20 a 30% de água. A massa de assentamento não deve apresentar falhas. recomenda-se aplicar mais duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água. fissuras ou orifícios.com diluição de 20 a 30% de água. recomenda-se frisar a massa de assentamento de maneira que os frisos sejam rasos. ou acrílica . os fabricantes recomendam que se efetuem reparos necessários com a mesma massa. a umidade penetrará. o que aumentará a impermeabilização da superfície. Em seguida. fissuradas ou orifícios. Se isto ocorrer.A.V.V. de acordo com as instruções do fabricante. que não é aconselhável pintar apenas a superfície interna da telha. Se forem profundas. dispensa-se a aplicação de fundo à base de solventes. Para proporcionar brilho e mais resistência a estas superfícies. Para a pintura da face interna. sobre a massa de assentamento (frisos). o que aumenta a impermeabilização sem alterar o aspecto. deve-se aplicar uma demão de fundo à base de solventes. devem-se efetuar os reparos necessários com a mesma massa. conforme orientação do fabricante. pois a tinta menos diluída tenderá a encher tais depressões. esta segunda demão de textura acrílica deve ser aplicada com diluição de até 10% de água. poderá haver trincamento na textura acrílica. (usar rolo de espuma). o que facilita a aplicação da pintura. esta primeira demão deve ser feita com pincel. ou acrílica). recomendase aplicar mais duas demãos de tinta látex (P. No concreto aparente deve-se eliminar os eventuais resíduos de substâncias desmoldantes utilizadas para retirar as formas para concreto. recomenda-se também consultar os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. Nas barras lisas de cimento (internas e externas) recomenda-se aplicar duas demãos de tinta látex acrílica. lixa-se levemente para quebrar o brilho. uma demão de látex textura acrílica. Em seguida aplica-se uma demão de látex textura acrílica. Neste caso. Para maior resistência e durabilidade. aplicam-se duas demãos de tintas látex . com o auxílio de detergentes ou removedores à base de aguarrás.

A carbonatação (cura) do reboco se dá pelo processo de reação do gás carbônico com óxidos metálicos provenientes do reboco que contém cal. aplicar uma demão de fundo à base de solvente de grande resistência à alcalinidade e repintar. neste caso. A causa deste problema reside no fato de a tinta ter sido aplicada antes que o reboco estivesse curado. A correção pode ser feita da seguinte forma: raspam-se as partes de agregadas: corrigir as imperfeições profundas do reboco com argamassa. que arrasta o hidróxido de cálcio do interior para a superfície pintada. o que demora cerca de 30 dias. normalmente aplicando-se duas demãos de esmalte sintético brilhante. podendo envolver também o substrato. preparar a superfície e depois. desagregamento e saponificação. A diluição na primeira demão pode ser de até 20% de diluente. sendo que esta última é a mais difícil de ser eliminada. Para se prevenir este inconveniente. A primeira demão deve ser diluída com até 15% de diluente e a segunda com até 5%. cura insuficiente e alcalinidade. depois de preparadas adequadamente. o caso de umidade proveniente de um reboco que ainda não estava seco. antes de pintar o reboco. Estes "inimigos" da pintura podem acarretar inconvenientes conhecidos por eflorescência.1. deve-se aguardar até que esteja completamente seco e curado.Em pinturas sobre madeira devem ser observadas as orientações a respeito da preparação da superfície. que não podem ser resolvidos apenas com a pintura.CUIDADOS NA APLIAÇÃO DAS TINTAS Nas superfícies de reboco ocorrem muitos problemas em função de umidade. A eflorescência manifesta-se pelo aparecimento de manchas esbranquiçadas na superfície pintada. O desagregamento manifesta-se pela destruição ou descascamento da pintura. porém. aplicar a tinta. A causa é a umidade. sem desagregamento. é suficiente aguardar a secagem total da parede. e a segunda e terceira com 5 e 10% respectivamente. Aqui é tratado apenas. infiltração de águas pluviais e má impermeabilização de alicerce. O reenvernizamento é feito normalmente com duas demãos. são aplicadas duas demãos de esmalte sintético brilhante. Lixar levemente entre as demãos. onde se deposita. 216 . isto é. Entretanto é oportuno lembrar que as causas mais comuns de umidade são: vazamento em encanamentos. antes de iniciar a pintura. se houver apenas eflorescência. é aguardar até que a parede esteja seca e curada. A primeira demão de esmalte pode ser diluída com até 15% de diluente e a segunda. Nas superfícies de ferro. a tinta foi aplicada sobre o reboco ainda úmido. É preciso lixar a superfície levemente entre as demãos. que se torna pulverulento. sendo que o fosco não é recomendado para superfícies externas. sendo que este último não é recomendado para superfícies externas.5 . No primeiro envernizamento da madeira normalmente são necessárias três demãos de verniz brilhante ou fosco. 9. A secagem se dá pela eliminação da água sob forma de vapor. cuja solução é simplesmente aguardar a secagem total da parede. causando a mancha. Também deve-se lixar levemente entre as demãos. acetinado ou fosco. A prevenção. lembrando-se de que este último é recomendado para superfícies internas. com até 5%. Observa-se. acetinado ou fosco. que a umidade sempre acarreta problemas na superfície. Para a correção. Primeiro é necessário eliminar a umidade.

A prevenção. ainda quente (este procedimento é somente aconselhável quando executado por profissionais experientes). pela utilização do cimento e cal. costuma-se aquecer a pintura com um maçarico até que ela estoure.A. A causa do descascamento da tinta pode ocorrer também quando. na primeira pintura sobre o reboco. No segundo caso. Para a sua prevenção sempre que se pintar sobre reboco. O caso de manchas causadas por pingos de chuva ocorre quando se trata de pingos isolados em paredes recém pintadas. em seguida. Aplicar uma demão de fundo à base de solvente. a tinta deve ser diluída de acordo com as instruções do fabricante. no primeiro caso. E. e repintar. aplicar uma demão de fundo à base de solventes. em certos casos. podendo até ocorrer o escorrimento de óleo. Aplica-se 217 . eliminando as partes atacadas e as mal aderidas. ou pelo retardamento indefinido da secagem de tintas a base de resinas alquílicas. a primeira demão não foi suficientemente diluída e/ou havia excesso de poeira na superfície. antes da aplicação do reboco. de grande resistência à alcalinidade. repintar. recomenda-se aplicar. A correção é efetuada com a lavagem de toda a superfície pintada. sem esfregar. Como é difícil remover este tipo de tinta. A saponificação manifesta-se pelo aparecimento de manchas na superfície pintada. corrige-se a superfície com massa acrílica (interna e externamente) ou massa corrida (internamente) lixa elimina-se o pó e se repinta. sempre pegajosa. A correção para tintas à base de resinas alquílicas é feita da seguinte forma: remover totalmente a tinta mediante lavagem com solvente. A superfície apresenta-se. raspando e lixando. rasas e sem continuidade ocorrem por duas razões: a primeira é o tempo insuficiente de hidratação da cal. estreitas. com água. raspando-se em seguida. é necessário que ele esteja seco e curado. A correção para tintas do tipo látex é a seguinte: raspar. a segunda é a camada excessivamente espessa de massa fina. não haverá manchas. escovar e lixar toda a superfície. A correção é feita desta forma: abrem-se as fissuras com estilete. previamente. acarretando os defeitos já mencionados.aguardar a secagem e a cura. Após estas providências. Para se evitar possíveis defeitos decorrentes da alcalinidade. Esta alcalinidade. uma demão de fundo à base de solvente. sem prévia preparação da superfície. se cair realmente uma chuva e não apenas pingos isolados. Torna-se oportuno esclarecer que. O descascamento ou não aderência é causado por pintura sobre caiação. Portanto qualquer tinta aplicada sobre caiação está sujeita a se descascar rapidamente. provocando o descascamento ou a destruição da película de tinta P. deve ser a não aplicação de tinta diretamente sobre a caiação. de grande resistência à alcalinidade. Aplicar duas demãos de fundo à base de solventes. A correção em ambos os casos deve ser efetuada com a raspagem ou escovagem da superfície até a total remoção das partes soltas ou mal aderidas. repintar. A primeira demão deve ser bem diluída para penetrar na superfície. A cal não apresenta boa aderência sobre o substrato. A causa da saponificação é a alcalinidade natural do reboco. de grande resistência à alcalinidade. recomenda-se a correção das imperfeições com massa acrílica (externa e internamente) ou massa corrida (internamente). neste caso. Em seguida. reage com a acidez característica de alguns tipos de resina.V. constituindo camada pulverulenta. na presença de um certo grau de umidade. Decorrem do fato de estes pingos trazerem à superfície os materiais solúveis. As trincas e fissuras.

lava-se a superfície com água em abundância para que sejam eliminados os resíduos de soda cáustica.A. A repintura sobre madeira impregnada com resíduos de soda cáustica (ou similares) utilizada na remoção da pintura anterior é uma segunda causa do problema que pode ser prevenido se. quando a nova tinta aplicada umedece a película da tinta anterior. sendo aplicada com rolo. corrigir as imperfeições com massa acrílica e repintar. Depois aplica-se uma demão de fundo à base de solventes. má aderência e trincas. não é indicada para superfícies externas. para corrigir imperfeições de madeira. óleo ou nicotina é feito com a lavagem da superfície por meio de solução de água com 10% de amoníaco ou detergentes que contém amônia. Aguardar a secagem total e repintar. A primeira precaução é evitar tais madeiras. Não se deve utilizar massa corrida P. quando desejável. O aparecimento de bolhas seguidas de descascamento em paredes externas geralmente é causado pelo uso indevido da massa corrida. Trincas e má aderência geralmente ocorrem quando se utiliza massa corrida P. antes da repintura. manchas. provocando a sua dilatação. Isto feito. em todos os casos. A correção. No segundo caso. repinta-se. após o lixamento da massa. como se fosse tinta. aplicar uma demão de fundo à base de solventes (1) e repintar. com água em abundância. podem ocorrer na primeira pintura em paredes internas. seja pela correção da superfície ou para "pintura". quebra-se o brilho lixando suavemente. sobre massa corrida.V. Cabe aqui observar que a massa corrida P. Em seguida. Aguarda-se a secagem total da superfície e torna-se a pintar.V. pode ser substituído pela aplicação de fundo à base de solvente.A.então uma demão de fundo à base de solvente para melhorar a firmeza da superfície.V.A. para este fim. A correção de manchas amareladas provocadas por gordura. A correção. isto é. Estes casos são raros e de difícil solução. Os mesmos problemas. principalmente em portas. recomenda-se retocar a superfície com massa corrida. Em seguida. bolhas e descascamentos. Se esta aplicação resultar uma película brilhante. deve ser feita com a remoção (raspagem) das partes onde ocorreu o fenômeno. forem eliminados estes resíduos a partir da lavagem de toda a superfície. Isto acontece quando. Em seguida. Outra hipótese da ocorrência dos mesmos problemas constata-se na repintura. Recomenda-se consultar os fabricantes de tintas sobre cada caso específico. deve ser feita pela remoção da massa corrida e a aplicação de uma demão de fundo à base de solventes. O retardamento indefinido da secagem e/ou manchas é causado pela migração de ácidos orgânicos e/ou resinas naturais características de determinados tipos de madeira. corrigem-se as imperfeições com massa acrílica e repinta-se. Em seguida repintar. deve-se raspar ou escovar a superfície até a remoção total da "pintura". a poeira não foi devidamente eliminada da superfície e/ou a tinta não foi adequadamente diluída e/ou a massa corrida utilizada era muito fraca (com pouca resina). O certo é o emprego de massa a óleo. A correção é feita com a remoção total da pintura. 218 . bem diluída. Os problemas mais comuns em superfícies de madeira pintadas com tinta de sistemas alquímicos são os retardamentos da secagem. Este procedimento. no primeiro caso.

sais.podem ocorrer pela perda da capacidade de flexibilidade da película após a ação da radiação solar particularmente sua parcela de radiação ultravioleta. etc. que podem surgir sob e película ou sobre ela.a retenção de poeira pela pintura e a suspensão conseqüente lavagem pela chuva provoca o no ar surgimento de regiões manchadas.as condições ambientais.. intemperismo Manchas escuras na superfície fungos Umidade água 219 .podem ocorrer pela preparação inadequada da base. aplicação Alteração no aspecto . partículas em . descasc amento. repintar.A correção.preparação inadequada da base. correção das imperfeições com massa a óleo. água. . . umidade e temperatura podem favorecer o crescimento de fungos. Normalmente ocorrem tanto no interior quanto no exterior da edificação nas faces com má ventilação e sem incidência de radiação solar direta. descasc amento Perda de sais álcalis aderência.aplicação inadequada da pintura.a alteração na cor e brilho da pintura é o resultado da ação de alguns agentes agressivos tais como radiação ultravioleta. empol amento. A baixa permeabilidade ao vapor de água pode permitir o acúmulo de umidade sob a película. em seguida.produto inadequado ao fim a que destina. é feita com a eliminação da massa corrida.pode estar associado ao ataque de álcalis ou ao surgimento de eflorêscencia pelo carreamento de sais solúveis em água através da parede.pode ocorrer pela presença de água sob a película de pintura. neste caso. . Tabela 9. .Defeitos observados. Fendilhamento Fissuras e intemperismo POSSÍVEIS MECANISMOS DE DEGRADAÇÃO . . . . que provoca esforços originando os citados problemas. empol amento. lixamento e eliminação de pó para. agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação DEFEITOS AGENTES Perda de água aderência.1 . aplicação de uma demão de fundo branco fosco bem diluído. degradando o pigmento e veículo da pintura.

As pinturas de interiores podem ser efetuadas mesmo quando as condições climáticas impeçam as do exterior.. alvenarias e concretos aparentes. com o transporte de partículas em suspensão no ar. pisos. etc. As pinturas executadas em superfícies exteriores não devem ser efetuadas quando ocorrer precipitação pluvial. desde que seja obedecida a variações de temperatura. A pintura recém-executada deve ser protegida contra a incidência de poeira ou de água. de modo tal que o contato com a película.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em madeira 220 .1. anteriormente aplicada..1. descoloramentos. Cada demão de tinta subseqüente. condensação de vapor d'água na superfície da base ou ventos fortes. A última demão de tinta deve proporcionar a superfície uma película de pintura uniforme. sem escorrimentos. empregando-se removedor adequado. 9.9.Os salpicos que não puderem ser evitados precisam ser removidos enquanto a tinta ainda estiver fresca. ou mesmo contra contatos acidentais durante o período de secagem. e que não ocorra condensação de vapor de água na base a ser pintada.1 .7 . Segue abaixo algumas sugestões: • de madeira: Figura 9.vidros.6 . Também devem ser evitados escorrimentos ou salpicos de tinta nas superfícies não destinadas à pintura . a pintura em superfícies interiores deve ser realizada em condições climáticas que permitam que portas e janelas permaneçam abertas. não provoque na mesma enrugamentos.CONDIÇÕES AMBIENTAIS DURANTE A APLICAÇÃO Os serviços de pintura devem sempre ser realizados em ambiente com temperaturas variando entre 10ºC e 35ºC. falhas ou imperfeições.MATERIAL DE TRABALHO Podemos utilizar vários tipos de materiais e equipamentos para se efetuar uma boa pintura. somente deverá ser aplicada quando a anterior estiver adequadamente seca. a menos que o fabricante estabeleça outro intervalo de variação para um tipo específico de tinta. etc. De preferência.

Os pincéis têm sempre o corpo e o cabo redondos e às cerdas é dado um formato de acordo com a finalidade de uso. Proporcionam grande rendimento. etc. os rolos são utilizados como segue: . ou acrílico. em alvenaria... 221 .3 . São mais comumente usados para trabalhos artesanais. Rolos? São indicados para pintura de grandes superfícies. verniz ou óleo em madeira ou alvenaria interna.rolos de espuma lisa: para aplicação de esmalte. sem muito esforço físico. São mais usados para pinturas em paredes.A.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em metais Figura 9. P. madeira ou metal. .• de metais: • parede: Figura 9. As trinchas têm sempre o corpo e o cabo de forma retangular e achatada. Mais comumente.V.2 .rolos de lã: para aplicação de látex.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em paredes NOTA Pincel ou Trincha? São praticamente a mesma coisa.

Não utilizar produtos látex (P.RENDIMENTOS Tabela 9.Não aplicar tinta diretamente sobre paredes caiadas. Látex Acrílico Massa corrida P. 9.Não pintar o reboco antes que o mesmo esteja completamente seco e curado.rolos de espuma texturizada: aplicação de látex ou tinta texturada em alvenarias.Não utilizar massa corrida diluída com água como se fosse uma tinta de fundo. certifica-se de que a mesma esteja adequadamente preparada e que a tinta a ser aplicada seja compatível com a superfície.6 l ) / DEMÃO 30 m² 30 m² 20 m² 20 m² 35 m² 40 m² 40 m² 30 m² 20 m² 35 m² 35 m² 30 m² a .1. 222 .9 .1. e .Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade: TINTAS Látex P.V.A. b .A.V. f .V. d . em superfícies externas.Antes de pintar uma superfície. g.A.2 . O verniz ou esmalte brilhante são mais resistentes.RECOMENDAÇÕES GERAIS RENDIMENTO Galão ( 3.Não aplicar massa corrida P.Não utilizar verniz fosco ou esmalte fosco em superfícies externas.V.) e acrílico) sobre superfícies de madeira ou ferro (exemplos: massa corrida para corrigir imperfeições de portas antes de pintar.A Massa corrida acrílica Tinta à óleo Esmalte sintético Grafite Zarcão Massa à óleo Verniz Epoxy Silicone 9.8 . primeira demão de látex nas portas antes de aplicar o esmalte).. c .

além do aspecto estético. obtida através do resfriamento de uma massa em fusão. Figura 9.VIDRO O vidro é uma substância inorgânica e amorfa.Exemplo de fixação dos vidros nos caixilhos 223 . Suas principais qualidades é a transparência e a dureza. cálcio. O vidro é composto por: sílica..800 a 10. óxido. Tabela 9. é ótimo isolador.800 kg por cm². vidro plano: janelas. alumina.4). suporta pressões de 5.Classificação dos vidros (ABNT) TIPO Vidro recozido Vidro segurança temperado Vidro segurança laminado Vidro segurança aramado Vidro termo-absorvente Vidro termo-refletor Vidro composto TRANSPARÊNCIA Vidro transparente Vidro translúcido Vidro opaco ACABAMENTO DE SUPERFÍCIE Vidro liso Vidro float Vidro impresso Vidro fosco Vidro espelhado Vidro gravado Vidro esmaltad COLORAÇÃO COLOCAÇÃO Vidro incolor caixilhos Vidro colorido autoportantes mista.2 . possui baixo índice de dilatação e condutividade térmica. soda. óxido de selênio-cinza) e sucata de vidro. etc. O vidro em sua fabricação atinge uma temperatura de 800 a 1000° C. automobilística. óxido de ferro-verde. nitrato de sódio. etc..9.4 . Podemos utilizar o vidro da seguinte maneira: • • • • vidro oco: para garrafas. vidros finos: lâmpada. arsênico. Na colocação em caixilhos utilizamos massa de vidraceiro para a sua fixação (Figura 9. cloreto de sódio.. magnésio. O vidro não é poroso nem absorvente.3 . os vidros podem reduzir o consumo energético de um edifício ou residência.. O vidro colorido. portas. aparelhos eletrônicos. vidros curvos: usados na ind.. frascos. corantes (óxido de cobalto-azul..

seguindo de um rápido resfriamento. o vidro temperado. como cortes. que o transforma num material extremamente forte. A segurança reside no fato de. que reforçam consideravelmente a resistência mecânica. não permite novos processamentos.2.4 . Podem ser feitas opacações leves e desenhos.9.VIDRO TEMPERADO Vidro temperado significa ter um vidro passado por um processo especial de aquecimento (em torno de 650° C. conservando as características de transmissão luminosa.PROPRIEDADES: • Tensão de ruptura: vidro comum 400 kgf/cm² vidro temperado 1470 kgf/cm² Figura 9.). O vidro temperado tem uma resistência mecânica cerca de quatro vezes superior à do vidro comum. rompendo-se.00 mm vidro comum vidro temperado Bolas de aço de 225g 0. . furos e recortes.1 m Saco de areia de 500g 0.53 m 3.43 m 224 . além de conferir-lhe as características de segurança. IMPORTANTE: Depois de acabado.5 . com menor risco de acidentes graves. A têmpera gera no interior da chapa um conjunto de esforços de tração e compressão em equilíbrio.81 m 2.00 m Bolas de aço de 900g 0.2 m 1. mas isto reduz sensivelmente a resistência do material.1 . resistente aos choques mecânicos e térmicos. apresentar fragmentos de pequenas dimensões e com arestas menos cortantes.Resistência ao impacto: Vidro espessura de 6.Cargas nos vidros Tabela 9. de aparência e de composição química.

DADOS TÉCNICOS: Tabela 9.Dimensões máximas de fabricação: tipo de vidro temperado temperado temperado diáfano diáfano espessura mm 6 8 10 8 10 dimensões máximas (cm) caixilhos e portas instalações 110 x 200 150 x 260 100 x 220 240 x 320 100 x 220 110 x 220 100 x 220 110 x 250 100 x 220 225 .7 . Figura 9.5 kg/m²/mm Resistência ao choque térmico : resiste a uma diferença de temperatura entre suas faces de até 220° C.Figura 9.6 . enquanto o vidro comum rompe-se a uma diferença de 60° C.00 kgf/cm² Peso específico: 2.Impacto nos vidros • Resistência à flambagem: uma peça de 6mm de espessura de 100 x 35 cm suporta uma carga axial de 1000 kg.5 .Flambagem • • • Módulo de elasticidade: 700.

8 e 10 mm Vidro diáfano incolor 8 e 10 mm cinza 8 e10 mm Vidro liso cinza 6.8 ..8 e 10 mm verde 6.Posição dos furos em vidros temperados TIPOS DE VIDROS: O vidro temperado é oferecido nos seguintes tipos. cores e espessuras: Vidro polido (cristal) . a tolerância é de ± 3 m/m para largura e comprimento.8 e 10 mm bronzes 6. 10mm = 1/10 Figura 9. furos: O vidro temperado só pode ser furado antes da têmpera Tolerâncias para os diâmetros e localizações dos furos: a) diâmetro mínimo = espessura da chapa b) diâmetro máximo = 1/3 da largura da chapa c) posição dos furos: a distância mínima entre borda do vidro e a borda do furo deve ser 3 vezes a espessura da chapa.8 e 10 mm 226 .incolor 0.relações largura/comprimento : 6mm = 1/4 8mm = 1/8 .tolerâncias dimensionais: Em todos os casos.

Remoção de material eflorescente com escovação de cerdas macias sobre superfície seca. A tinta deve ser bem espalhada e a espessura de cada demão deve ser a mínima possível e a espessura do filme deve resultar da aplicação de várias demãos. Não pintar com chuva. 10. A pintura deve ser realizada com temperatura variando de 10 ºC a 35 ºC. As superfícies devem estar suficientemente secas e endurecidas. Evitar pintura sobre substratos de concreto ou argamassa curados por tempo insuficiente. 227 . 5. sem sinais de contaminação e deterioração. 3. Remoção de contaminantes gordurosos com aplicação de solventes à base de hidrocarbonetos. 6. 2. Tinta aplicada em ambientes externos deve possuir boa resistência à radiação solar. 17. fungos e bolor com escovação de fios duros e lavagem com solução de fosfato trissódico. 16. lavando bem a seguir. sem condições de secagem. As pinturas internas devem permitir a abertura das portas e janelas. Aplicar tinta que forme película porosa e resistente a álcalis sobre substrato muito úmido. 11. 1. 14. nem condensação de vapor no substrato. 8. Podem ser usadas tintas de acabamento diluídas. Remoção de algas. 7. Em substratos muito porosos. 18. Tintas a óleo e alquímicas somente podem ser aplicadas sobre substrato totalmente seco e curados por 60 dias e sobre tinta de fundo resistente à alcalinidade. 4. nem em presença de ventos fortes.ANOTAÇÕES Quanto as Pinturas. 12. Evitar aplicação de tinta em superfície muito lisa. Caso insuficiente. aplicar tinta de fundo para homogeneizar a superfície. usar solução de fosfato trissódico com água. com espessura uniforme e livre de escorrimentos. A tinta aplicada em ambientes de elevada umidade não deve permitir nem favorecer a formação de vida vegetal. lavando bem a seguir. 13. Cada demão deve ser aplicada quando a anterior tiver secado para evitar enrugamentos e deslocamentos. Remoção de sujeiras efetuada com água. 9. 15. Cada película deve ser contínua.

há formação de eflorescência na superfície da tinta ou entre a tinta e o reboco.a pintura acha-se parcial ou totalmente fissurada. • Especificar corretamente os reparos. • Saber as causas prováveis das patologias dos revestimentos. c.a argamassa do revestimento descola inteiramente da alvenaria. b. Podemos observar nas edificações os seguintes fenômenos.fatores externos ao revestimento. 228 . atuando sobre a argamassa de revestimento.mau proporcionamento das argamassas. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Saber analisar as manifestações apresentadas nos revestimentos. com desenvolvimento de bolor.a superfície do revestimento apresenta vesículas com deslocamento da pintura. g.tipo e qualidade dos materiais utilizados no preparo da argamassa de revestimento. tais como: a. • Especificar os materiais ideais para os revestimentos. deslocando da argamassa de revestimento.10 – PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTOS. prejudiciais ao aspecto de paredes e tetos: a. deslocando do emboço.a superfície do revestimento apresenta fissuras de conformações variada. Estes fenômenos podem se apresentar como resultados de uma ou mais causas. e.má aplicação de revestimento.há formação de manchas de umidade. d. c. b. d. À preocupação do usuário com o custo do reparo do revestimento deve-se acrescentar a sensação desagradável do mesmo precisar coexistir com um ambiente visualmente antiestético. em placas compactas ou por desagregação completa.o reboco endurecido empola progressivamente. Todos os tipos de danos de revestimento têm importância do ponto de vista da economia e satisfação do usuário. f. APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.

costuma-se adicionar aditivo incorporador de ar à argamassas de cimento. a areia natural essencialmente quartzosa. concreções ferruginosas e matéria orgânica. A retração nas primeiras 24 horas é controlada pela retenção de água que.1 . A desagregação do revestimento.Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados Agregados Em nosso meio é utilizada. em idades.sulfatos e óxidos de ferro hidratados.Vesícula formada no reboco. São particularmente prejudiciais impurezas tais como: aglomerados argilosos.1) Figura 10. por sua vez.1 . no interior de cada vesícula observa-se um ponto escuro (Figura 10. Mas. como agregado. tem como causa a presença de torrões argilosos.1 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS . pirita. a retração aumenta com o teor de finos. No centro da vesícula. mas sim.1. é proporcional ao teor de finos. Dos efeitos observáveis. maiores. quanto à finura que regulará os níveis de retração por secagem. a expansão pode ser resultante da formação de produtos de oxidação da pirita e das concreções ferruginosas . Outra alternativa é a de 229 .de hidratação de argilo-minerais montmoriloníticos ou de matéria orgânica. Cimento Não existe inconveniente quanto ao tipo de cimento. material pulverulento escuro.10. com excesso de finos na areia ou de mica em quantidade apreciável. respectivamente . exceção feita à de chapisco. De modo a contornar o problema. por sua vez. A matéria orgânica pode ser a causa de formação de vesículas esporádicas. mica. A mica pode também reduzir a aderência do revestimento à base ou de duas camadas entre si.ANÁLISE DAS CAUSAS 10.

Quando esta reação não é completa durante a extinção em fábrica. como resultado da ação do anidrido carbônico do ar. mais propriamente na camada de reboco. a expansão não pode ser absorvida pelos vazios de argamassa e o efeito é o de formação de vesículas. dá-se por uma reação contínua. com efeitos diferentes. A etapa intermediária. Ao ser a hidratação do óxido de magnésio muito mais lenta. pode continuar após o ensacamento. Se utilizada logo após a fabricação. o aumento de volume causa danos ao revestimento. a cal virgem dolomítica tem velocidade de hidratação mais lenta. quer se trate do óxido de cálcio ou do óxido de magnésio presentes na cal.2 . melhorando a retenção de água e trabalhabilidade do conjunto. o carbonato. 230 . de hidratação da cal virgem. Comparativamente. A hidratação retardada é a responsável pelo rasgamento do saco quando a cal é armazenada por tempo prolongado. Cal A produção de cal virgem e de cal hidratada e o endurecimento da argamassa pertencem a um ciclo de reações que se inicia pela decomposição do constituinte principal da matéria-prima. durante o amassamento e após a aplicação da argamassa.adicionar-se cal hidratada que aumenta o teor de finos. observáveis nos primeiros meses de aplicação do reboco.2) Figura 10. O inconveniente é o aumento de volume que acompanha a reação de hidratação. ela se dá simultaneamente à carbonação. terminando pela sua regeneração no endurecimento da argamassa.Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno. na forma de grãos grossos. cuja velocidade depende das condições de calcinação da matéria-prima. O revestimento endurecido empola gradativamente deslocando-se do emboço (figura 10. Existindo óxido de cálcio livre.

condição agravada quando aplicada em espessura maior de 2 cm. Em camadas pouco espessas como as de reboco. iniciando-se na parte inferior da alvenaria. a resistência da argamassa é função de uma proporção adequada. tubulação de água quente). aquecedores. mas desfavorecida por uma porosidade baixa resultante de uma argamassa rica em finos. 231 .1. Podemos considerar como argamassa rica a que contém proporção calareia. como já visto.3 . Argamassa de cal O endurecimento é resultante da carbonatação da cal.Causas decorrentes do traço da argamassa Argamassa de cimento A primeira camada do revestimento é constituída pelo emboço. Assim sendo.2 . Com relação ao agregado é desaconselhável a utilização de argamassa de saibro. em massa superior a 1:3. por exemplo). areia. A incidência da chuva favorece o fenômeno de desagregação. Observam-se fissuras e deslocamento quando esta camada é excessivamente rica em cimento (proporção 1:2 em massa. a carbonatação é favorecida pela pequena espessura da camada. 10. cuja função é regularizar a superfície da base.Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa. para que essa camada seja suficientemente elástica deve conter cal e cimento em proporções adequadas.Observar-se que o empolamento e mais localizado em regiões onde há maior incidência do sol ou de aquecimento por fontes quaisquer (fogão. cal e de condições favoráveis à penetração do anidrido carbônico do ar atmosférico através de toda a espessura da camada. procedentes tanto do agregado como do aglomerante. 10.

mas não tem a resistência suficiente para manter-se aderente ao emboço ou à alvenaria. Para as camadas de 2 cm aproximadamente ou mais. Uma argamassa magra tem porosidade favorável à carbonatação. bem como da homogeneidade dessas propriedades. uma 232 . uma camada do revestimento aplicada sobre outra impregnada de um produto orgânico.3 nos mostra a desagregação de um revestimento de uma única camada com espessura fora de especificação. construída de saibro e cal. pode apresentar problema de aderência. é aplicada a utilização de cimento e cal. Constata-se casos de deslocamento acompanhado de desagregação. é essencial que existam condições de aderência do revestimento à base.4 nos mostra o deslocamento de revestimento aplicado sem chapisco.A Figura 10. como as de emboço.3 . 10. A Figura 10.1. Assim. com a agravante de ter sido aplicado sem chapisco sobre blocos de concreto. para argamassa de 1:16 ou ainda para proporções maiores.4 .Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento Aderência à base Independentemente do número de camadas de argamassa aplicadas. Consequentemente vai depender da textura e da capacidade de absorção da base. como exemplo. ou da qualidade dos materiais empregados. 10. o qual impede a penetração da nata do aglomerante.Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco. Cita-se. quando aplicada como revestimento em uma única camada. A aderência se dá pela penetração da nata no aglomerante nos poros da base e endurecimento subseqüente.

na camada superior. a retração que acompanha a secagem da camada inferior gera fissuras. aplicação e manutenção". Observa-se que em alguns casos deslocamento de revestimento de laje de teto o emboço chega a apresentar espessura de 5 cm. o efeito observado é de desagregação por falta de carbonatação. se o tempo de endurecimento e secagem da camada inferior não é observado antes da aplicação da camada superior.superfície de concreto impregnada de desmoldante ou uma camada de chapisco contendo um produto hidrofugante. 233 . O alisamento intenso da camada de reboco propicia uma concentração de leite de cal na superfície. com configuração de mapa. 10. No reboco. impedindo o endurecimento do interior da camada de revestimento. Sendo a área dessas juntas relativamente pequena.Causas decorrentes do tipo de pintura As tintas a óleo ou à base de borracha clorada e epóxi promovem uma camada impermeável que dificulta a difusão do ar atmosférico através da argamassa de revestimento.1.4 . preparo. o revestimento acaba por descolar sob efeito do seu próprio peso. O revestimento mantém-se aderente nas regiões correspondentes às juntas do assentamento. a espessura do emboço não deve ultrapassar 2 cm e a do reboco 2 mm. Por carbonatação. Espessura do revestimento Segundo as prescrições da NB-231 "Revestimento de paredes e tetos com argamassas: materiais.5). forma-se uma película de carbonato uniforme que age como uma barreira à penetração do anidrido carbônico. não permite que o revestimento acompanhe a movimentação da estrutura. Outra causa a ser citada é a ausência de rugosidade da camada da base. agravado por em traço rico de cimento. deslocando-se. Se a pintura for aplicada prematuramente. Aplicação da argamassa Para argamassa contendo cimento. o grau de carbonatação atingido não é suficiente para conferir à camada de reboco a resistência suficiente e este acaba por deslocar-se do emboço com desagregação (Figura 10. Este fato.

Efeitos da umidade sobre o reboco. 10.6). lajes cobertura mal impermeabilizadas ou argamassas de assentamento magras manifesta-se por manchas de umidade.6 . 234 . A infiltração constante provoca a desagregação do revestimento. A argamassa nos pontos empolados é pulverulenta e facilmente removível.Figura 10.5 . com pulverulência (Figura 10. A alvenaria freqüentemente exposta ao sol não favorece a formação do bolor. acompanhada ou não pela formação de eflorescência ou vesículas. 10.Causas externas ao revestimento Umidade A infiltração de água através de alicerces. ou formação de bolor em pontos onde não há incidência de sol (Figura 10.7).Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente.1.5 .

A expansão da argamassa de assentamento pode ser provocada por reações químicas entre os constituintes desta argamassa ou mesmo entre compostos do cimento e dos tijolos ou blocos que compõem a alvenaria.8b. a eflorescência deposita-se entre a camada de tinta e a do reboco. comprometendo a aderência entre ambas. 235 . . As causas podem ser as seguintes: . Expansão da argamassa de assentamento Ocorre predominantemente no sentido vertical e pode ser identificada por fissuras horizontais no revestimento (Figuras 10. No caso de tintas impermeáveis.reação de sulfato do meio ambiente ou do componente da alvenaria com o cimento da argamassa.8a.Acúmulo de bolor no revestimento por efeito de umidade.Figura 10.7 .9). Estas tintas são também responsáveis pela formação de vesículas ou bolhas que resultam da percolação da água através da alvenaria e que se acumula entre o revestimento e a tinta. 10. 10.hidratação retardada da cal dolomitica usada na argamassa de assentamento.

às vezes por um largo tempo. Em conseqüência. Nestes casos.(a) Figura 10. o fenômeno alastra-se progressivamente.8a e 10.8b . é necessária a 236 . mas comumente localizados em pontos onde o fenômeno que os originou é mais favorecido. 10. sem a preocupação com a causa. a tendência do usuário é executar pequenos reparos.Aspecto do revestimento interno. Notam-se as fissuras do revestimento e da argamassa de rejuntamento dos azulejos.6. REPAROS A possibilidade de reparo é função do tipo e extensão do dano existente. solicitando um reparo constante. Os danos nem sempre aparecem em toda a edificação. talvez antieconômico se comparado a uma execução completa. Por isso mesmo.1.9 .Fissura do revestimento por expansão da argamassa de assentamento (b) Figura 10.

preta . apresentando-se as partes internas das empolas na cor: .bolhas contendo umidade interior A superfície do reboco formando bolhas cujos diâmetros aumentam progressivamente O reboco apresenta som cavo sob percussão . .1 e 10. Manifestações Aspecto observado Manchas de umidade Pó branco acumulado sobre a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Umidade constante Sais solúveis presentes no elemento da alvenaria Sais solúveis presentes na água de amassamento ou unidade infiltrada Reparos Eliminação da infiltração da umidade Secagem do revestimento Escovamento da superfície Reparo do revestimento quando pulverulento Eliminação da infiltração da umidade Lavagem com solução de hipoclorito Reparo do revestimento quando pulverulento Renovação da camada de reboco Bolor Manchas esverdeadas ou escuras.1 .2.Presença de concreções ferruginosas na areia . Cal não carbonada Umidade constante Área não exposta ao sol Empolamento da pintura.vermelho acastanhado . Tabela 10. extensão do dano e solução.identificação das causas e da extensão do dano para melhor decidir-se sobre a solução a ser adotada.Aplicação prematura de tinta impermeável Infiltração de umidade Eliminação da infiltração da umidade Renovação da pintura Deslocamento com Empolamentos Hidratação retardada do óxido de magnésio da cal Renovação da camada de reboco 237 .Presença de pirita ou de matéria orgânica na areia .branca Vesículas .Hidratação retardada de óxido de cálcio da cal.Identificação das causas. como segue nas Tabelas 10. Revestimento em desagregação.

A película de tinta desloca arrastando o reboco que se desagrega com facilidade .2 .Ausência de carbonatação da cal .O reboco foi aplicado em camada muito espessa Renovação do revestimento após hidratação completa da cal da argamassa de assentamento A solução a adotar é função da intensidade da reação expansiva Fissuras Horizontais Deslocamento com Pulverulência .Excesso de finos no agregado .apicoamento da base .Argamassa aplicada em camada muito espessa .O reboco apresenta som cavo sob percussão Renovação da camada de reboco OBS: Estão excluídas desta análise as fissuras de revestimento. desagregando-se com facilidade Sob percussão o revestimento apresenta som cavo Apresenta-se ao longo de toda a parede Deslocamento do revestimento em placas. mas quebradiça.Ausência da camada de chapisco Argamassa magra Reparos Renovação do revestimento Renovação da pintura Deslocamento em Placa A placa apresenta-se endurecida. 238 . do óxido de magnésio da cal. extensão do dano e solução. com som cavo sob percussão Renovação do revestimento: .Traço excessivamente rico em cal . resultantes de causas tais como recalques de fundação.eliminação da base hidrófuga .A superfície da base é muito lisa . etc. dilatações térmicas diferenciadas. Manifestações Fissuras Mapeadas Aspecto observado As fissuras têm forma variada e distribuem-se por toda a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Retração da argamassa de base . movimentação de estrutura.Tabela 10.A superfície de contato com a camada inferior apresenta placas freqüentes de mica . quebrando com dificuldade.Identificação das causas. Sob percussão o revestimento apresenta som cavo A placa apresenta-se endurecida.Traço em aglomerantes . Expansão da argamassa de assentamento por reação cimento-sulfatos ou devido à presença de argilo-minerais expansivos no agregado .aplicação de chapisco ou outro artifício para melhoria da aderência Renovação do revestimento Ausência da camada de chapisco Expansão da argamassa de assentamento por hidratação retardada.Argamassa muito rica .A superfície da base está impregnada com substância hidrófuga .

• Trincas.1 . 2004). Muitas vezes a solução é a retirada total do revestimento (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. • Deformação lenta da estrutura de concreto armado. gretamentos e fissuras Geralmente ocorre por causa da perda de integridade da superfície da placa cerâmica. contravergas. juntas de dessolidarização). 239 . • Assentamento sobre superfície contaminada. • Utilização do cimento colante vencido. características um pouco resiliente dos rejuntes.2. • Gretamento e fissuras. estrutura etc.Destacamentos de placas São caracterizados pela perda de aderência das placas cerâmicas do substrato.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias nos revestimentos cerâmicos podem ter origem na etapa de projeto. Verificar com cuidado. As causas destes defeitos são: • Instabilidade do suporte. • Mão-de-obra não qualificada. mãode-obra etc. É muito trabalhosa e cara a recuperação desta patologia. • Ausência de detalhes construtivos (vergas.). As patologias mais comuns são: • Destacamentos de placas. 10. Um dos sinais desta patologia é a ocorrência de um som cavo (oco) nas placas cerâmicas quando percutidas. devido a acomodação da construção.) (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. ou quando o projetista não leva em consideração as interações do revestimento com outras partes da construção (esquadrias.2 – REVESTIMENTOS CERÂMICOS .10. • Execução do revestimento sobre base recém executada. 2004). pois as patologias são evidenciadas por alguns sinais que podem ter origem em outros componentes de revestimento (base.2 – Trincas. variações higrotérmicas e de temperatura. quando são escolhidos os materiais. 10. • Eflorescências.2. ou na fase de execução. quando as tensões ultrapassam a capacidade de aderência das ligações entre a placa cerâmica e argamassa colante e/ou emboço. ou da argamassa colante. • Deterioração das juntas. ou se observa o estufamento da camada de acabamento.

A causa provável desta patologia é a falta de especificação de juntas de movimentação e detalhes construtivos adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. O gretamento é uma série de aberturas em várias direções inferiores a 1 mm e que ocorrem na superfície esmaltada das placas.4 – Deterioração das juntas As juntas são responsáveis pela estanqueidade do revestimento cerâmico e pela capacidade de absorver deformações. 10. Garantir o tempo necessário para secagem de todas as camadas anteriores à execução do revestimento cerâmico. contém anidro carbônico. Observa-se que está ocorrendo uma deterioração das juntas quando ocorre: 240 . Utilizar placas cerâmicas de boa qualidade (queimadas em altas temperaturas.2. Como a argamassa de assentamento e de rejuntamento contém cimento e essas camadas são porosas. que por sua vez. dá-se a reação entre essas duas substâncias. Pode ser facilmente retiradas mediante solução diluída de ácido muriático em concentrações baixas e em pequena quantidade. reagindo com a água. que causam a separação das placas em partes. com abertura inferiores a 1 mm e que não causam a ruptura das placas. 10. Para evitar esse processo podemos adicionar: • • • Reduzir o consumo de cimento Portland no emboço ou usar cimento com baixo teor de álcalis.As trincas são rupturas na placa cerâmica provocadas por esforços mecânicos. ocasionando o contato com o ar. As fissuras são rompimentos nas placas cerâmicas.2. em sua composição encontra-se o hidróxido de cálcio livre. resulta em uma base medianamente solúvel. O cimento comum. o que elimina os ais solúveis).3 – Eflorescência Eflorecência são manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. denominada hidróxido de cálcio. enxaguando muito bem a superfície após seu uso. com aberturas superiores a 1 mm. resultanto em carbonato de cálcio. 2004). a deterioração das juntas compromete o desempenho dos revestimentos cerâmicos. sal insolúvel de coloração branca. Ela aparece devido a um processo químico.

3 e 10. Ausência de preparação do substrato ou preparo insuficiente Substratos que não apresenta estabilidade.4 apresentam as patologias mais comuns das tintas aplicadas sobre as paredes. As causas mais prováveis do problema são: • • • • • • • Escolha inadequada da tinta por conta da exposição ou por incompatibilidade com o substrato. podem causar fissuras. As juntas rígidas.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias da pintura estão relacionadas a duas famílias de problemas: • • Interface do filme com o substrato. bem como da escolha de matérias de preenchimento adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. somados aos ataques de agentes atmosféricos agressivos e/ou solicitações mecânicas. do preenchimento das juntas. sofrem deterioração na presença de agentes agressivos (chuva ácida ou fissuras). Umidade excessiva no substrato.3 – PINTURAS . A própria película da pintura.• • Perda de estanqueidade. pelo procedimento de limpeza inadequada (uso de ácidos e bases concentrados). A perda da estanqueidade pode iniciar-se logo após a sua execução. podem envelhecer e perder a cor. preenchimento com materiais a base de cimento. que. 2004). por ser de origem orgânica. Diluição excessiva da tinta na aplicação. 241 . Envelhecimento do material de preenchimento. 10. Para evitar a ocorrência desta patologia devemos ter controle da execução do rejuntamento. Condições metereológicas inadequadas por temperatura e/ou umidade muito elevada ou muito baixa ou ventos fortes. Formulação inadequada da tinta As tabelas 10. Quando os rejuntes possuem uma quantidade grande de resinas.

Tabela 10. -aplicação de tinta impermeável sobre substrato úmido. semelhante ao sal. com perda de aderência. etc. . graxa. que não tenha sido preparada adequadamente. -má aderência da tinta. poeira. -aplicação de tinta sobre reboco sem cura adequada de 30dias. aparecendo um pó bem fino.não hidratação correta da cal. -aplicação da tinta sobre superfície úmida. -perda de aderência da película. -paredes próximas ao chão com piso frio.umidade na superfície. 242 . eflorescência. . -por excesso de cal na preparação do reboco. -verificar a existência de contaminantes na interface película e substrato.quando é usada massa corrida PVA em paredes externas ou internas. -por poeiras que não foram removidas das superfícies (massa corrida após lixada). restando apenas os pigmentos e as cargas em forma pulverulenta. C) aplicação sobre base úmida.aplicação sobre substrato muito poroso. -aplicação de tinta sobre superfícies que contenham partes soltas e caiação. desmoldantes. porosidade e umidade. . Causas: -aplicação de tinta em superfície contaminada por sujeira. 2007). -escamação da Película.aplicação prematura da tinta formando película impermeável sobre a argamassa não curada. devido a diluição incorreta. mas em contato com água. causando um esfarelamento do reboco com facilidade. -ao aplicar uma tinta com melhor qualidade sobre uma de qualidade inferior.3 – Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU. a água infiltra na película de tinta(com o tempo) chegando até a massa que começa a estourar e causa esfarelamento do reboco. -superfície que não tenham eliminado totalmente o pó. -conforme se lava o piso. não devem usar massa corrida PVA. B) aplicação em substrato instável: Causas: . . depositamse na interfase do filme com o substrato.aplicação de tinta sobre substrato com elevado teor de sais solúvel em água. que por evaporação e capilaridade. Deslocamento Pintura da -pulverulências ou descolamentos. -verificar as características do substrato e da superfície de aplicação quanto a lisura. majorado pela alta temperatura e umidade. . Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) preparo inadequado do substrato ou ausência.quando a tinta não for diluída corretamente.aplicação de tinta sobre substrato em vias de expansão ou desagregação. Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis. -verificar a existência de umidade no substrato. Bolhas Massa corrida PVA em contato com a água Descascamento -a tinta começa a descascar ou soltar da parede Calcinação . que absorve o veículo. pulverulência e umidade na interface do filme com o substrato. óleo. . sobre substrato úmido e alcalino. partículas soltas. -superfície calcinada. . -aplicação da tinta sobre substrato muito liso.começa o estufamento da superfície. como as tintas a óleo ou alquídicas.

umidade por chuvas e não se ter aguardado a secagem. B) Problemas com a natureza do substrato Causas: . da parte interna da parede para a externa. verde e outras.Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU. -são microorganismos vivos que se proliferam em ambientes diferentes. aparecendo assim marcas do rolo. durante a secagem do reboco. -a eflorecência se dá pela eliminação de água sob a forma de vapor. . -ocorre quando acontecem chuvas tipo garoa. . Defeitos no filme da Pintura Desagregamento Manchas esbranquiçadas Manchas por chuvas irregulares Fungos -é um tipo de descascamento em que.aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis. usados na formulação das tintas. junto com a película de tinta. enrugando o filme. causando manchas. secagem muito rápida ou espessura elevada produzindo enrugamentos. na cor preta. tornando a tinta pegajosa com sinais de bolhas. quando se arrastam matérias alcalinos solúveis do interior para a superfície pintada. -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco muito arenoso. 243 . -aplicação de tinta com baixa resistência ao ataque por agentes biológicos (bolor. com destruição do filme por fissuramento ou por deterioração com pulverulência.secagem muito rápida devido à temperatura ou umidade inadequadas ou ventos fortes. apresentando bolhas e vesículas. pode ocorrer. verde azulada e vermelho-castanho. -incompatibilidade das várias camadads. cinza. quando a tinta não está totalmente curada. -em cores escuras. fungos e algas).por ter sido aplicado acabamento final sobre reboco úmido ou por não ter sido curado. -fungos: área interna e externa. -em caso de umidade. faz com que aflorem materiais solúveis.aplicação de tinta com baixa flexibilidade. -aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas solúveis em água. -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco não curado ou sobre parede com umidade. -algas: áreas externas. quando a tinta foi diluída excessivamente.Aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas expansivas.Tabela 10. Perda de brilho e de cor. que molha somente pontos isolados da parede. . 2007 Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) Problemas com a natureza da tinta Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência à radiação solar em ambiente externo.4 . cor verde. . marrom.a tinta com filme ainda não curado.aplicação prematura de tinta que forme película impermeável. . C) Aplicação em condições inadequadas: Causas: . . sai também parte do reboco e costuma ficar esfarelendo por baixo. -aplicação de tinta sobre substrato muito poroo.

de resistência à compressão.1 . maior resistência à abrasão e baixa permeabilidade. Seriam óbvias as vantagens em economia propiciadas pela utilização de concreto de maior resistência. método construtivo.1 Cimento O projeto deverá estabelecer os tipos de cimento adequados. a cada tipo de concreto. mas é importante frisar que grandes benefícios poderiam também ser obtidos no que concerne à durabilidade das estruturas. pois concretos mais fortes tem também. estabilidade. • Especificar corretamente as fôrmas o ecoramento e o contraventamento.DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. em relação aos materiais inertes disponíveis. nas obras de pequeno e médio porte não se consegue executar um concreto com todas as suas características. ficando aqui em ressalva que qualquer problema em obra deverá ser bem estudado para se fornecer uma solução adequada. ou mesmo. tecnicamente e economicamente.11 . VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher os tipos de materiais ideais para execução de obras utilizando concreto armado. cimentos. trabalhabilidade. Atenção também deve ser dada às especificações sobre agregados. o que fará com que as construções sejam prejudicadas quanto a durabilidade. 11.1.. perda ao fogo etc. funcionalidade das estruturas em concreto armado. consumo de cimento e resistência. estrutura. em geral. aditivos e cuidado especial é recomendável quanto aos teores de cloretos e sulfatos no concreto. • Especificar corretamente a concretagem e o adensamento. Sabemos que apesar da grande evolução na tecnologia do concreto. pega.MATERIAIS EMPREGADOS EM CONCRETO ARMADO 11. No que se referem aos constituintes da mistura os pontos-chaves são o fator água-cimento. Exemplo de alguns tipos de cimento disponíveis no mercado brasileiro passíveis de emprego em aplicações específicas (Tabela 11. • Especificar corretamente as armaduras bem como a sua posição. e também por falta de tecnologia por parte de pequenos construtores.1): 244 . • Especificar corretamente a cura e a desforma. devido sempre a problemas referentes a custos. pois cada uma tem seus aspectos exclusivos e particulares. Vamos abordar de modo prático alguns detalhes para uma boa execução de obras em concreto armado.

Este cimento combina com bons o baixo calor de hidratação com o aumento de resistência do cimento Portland comum. O concreto (NBR 5736) feito com esse produto se torna mais impermeável. CP (BC) (NBR13116) cimento tem a propriedade de retardar o desprendimento de calor em peças de grande massa de concreto. apresenta resistência mecânica superior. assim como (NBR 5735) alta resistência à expansão devido à reação álcali-agregado. Recomendado para estruturas que exijam um desprendimento de calor moderadamente lento ou que possam ser atacados por sulfatos. a) CPII-E-Com adição de escória granulada de alto forno.1 – Cimentos disponíveis no mercado brasileiro (ABCP. c) CPII-F-Com adição de fíler. adição recomendado para construção em geral. O cimento. apresenta-se finamente pulverizado e praticamente seco. esgotos e efluentes industriais. Empregado em obras civis em geral. evitando o aparecimento de fissuras de origem térmica. e está 8-Cimento Portland Branco CPB classificado em dois subtipos: estrutural e não estrutural. O (NBR 12989) estrutural com classes de resistência de 25. com 5% de material pozolânico em massa. O cimento Portland branco se difere por coloração. Apresenta menor c) CPII-F-composto com fíler resistência ao ataque de sulfatos contidos no solo. É recomendada em todas as aplicações que necessitem de 5-Cimento Portland de Alta resistência resistência inicial elevada e desforma rápida inicial (CP V-ARI) ( NBR 5733) Oferece resistência aos meios agressivos sulfatados como 6-Cimento Portland Resistente a Sulfatos redes de esgotos de águas servidas ou industriais. suficiente. água do CP (RS) (NBR 5737) mar e em alguns tipos de solo O cimento Portland de baixo calor de hidratação. O cimento Portland composto é modificado. subterrâneas . Empregado em geral. b) CPII-Z-Com adição de material pozolânico. Caso contrário. além de ser resistente a sulfatos. similares aos demais tipos de cimento. O concreto feito com esse produto é mais impermeável e por isso mais durável. Gera calor numa 2-Cimento Portland (CP II) (NBR 11578) velocidade menor do que o gerado pelo cimento Portland a) CPII-E-composto com escória comum. obras submersas. É muito 1-Cimento Portland Comum (CP I) adequado para o uso em construções de concreto em geral (NBR 5732) quando não há exposição a sulfatos do solo ou de águas a) CPI – Cimento Portland Comum b) CPI-S-Cimento Portland Comum com subterrâneas. é designado 7-Cimento Portland de Baixo Calor de por siglas e classes de seu tipo acrescidas de BC. 2003) Tipos Aplicações a) CPI-Cimento Portland sem adição além da gipsita. portanto.Tabela 11. a proteção oferecida e em geral. é mais indicado em lançamentos b) CPII-Z-composto com pozolana de concreto. Favorece a sua aplicação em grandes volumes devido ao baixo calor de hidratação. obras em ambientes agressivos. 32 e 40. além de baixo calor de hidratação. onde o volume é grande. mais durável. Seu uso. ao sair da fábrica acondicionado em sacos de várias folhas de papel impermeável. marítimas e industriais. precauções suplementares devem ser tomadas para que a integridade dos característicos iniciais do aglomerante seja preservada. Para uso geral. com as mesmas características. assim devendo ser conservado até o momento da sua utilização. Esse Hidratação. Quando o intervalo de tempo decorrido entre a fabricação e a utilização não é demasiado grande. mas é particularmente vantajoso em obras de concreto-massa. apresenta maior impermeabilidade e 3-Cimento Portland de Alto-Forno (CP III) durabilidade. 245 . tubos e canaletas para condução de líquidos agressivos. b) CPI-S. Para aplicações gerais Adicionado com escória. É especialmente indicado em obras expostas à 4-Cimento Portland Pozolânico (CP IV) ação de água corrente e ambientes agressivos.

forçando um contato mais intenso entre as partículas do aglomerante e a umidade existente chegando a empedrar. 2º . depois de peneirado em peneira com malha de 5 mm (peneira de feijão). tanto quanto possível. Para armazenar cimento é preciso. RECOMENDAÇÕES: O cimento sendo fornecido em sacos deve-se verificar sua integridade. caso em que pode atingir 15 sacos.1). hidrata-o pouco a pouco. ou se for possível esfarelar os torrões com os dedos. se o saco de cimento for tombado sobre uma superfície dura e voltar a se afofar. Os sacos que contém cimento parcialmente hidratado. Ao esfregá-lo entre os dedos sente-se que não está finamente pulverizado.As pilhas não excederem de mais de 10 sacos. não ser estocado em pilhas de alturas excessivas. por ele absorvida. Portanto para evitar essas duas principais causas de deterioração do cimento é aconselhável: 1º .As pilhas devem ser feitas a 30 cm do piso sobre estrado de madeira e a 30 cm das paredes e 50 cm do teto (Figura 11. É que ele nunca se apresenta completamente seco e a pressão elevada a que ficam sujeitos os sacos das camadas inferiores reduz os vazios. pois o cimento ainda é possível de hidratar-se (Figura 11. salvo se o tempo de armazenamento for no máximo 15 dias. não aceitando os que estiverem rasgados ou úmidos.1 .Local para guarda de materiais 246 . O empedramento às vezes é superficial. com formação de grumos que não são total e facilmente desfeitos com leve pressão dos dedos. constata-se mesmo. Caso contrário. mas não deve ser utilizado em peças estruturais. reduzindo-lhe sensivelmente as suas características de aglomerante. calçada. Figura 11. em primeiro lugar. de ambientes úmidos e em segundo. a presença de torrões e pedras que caracterizam fases mais adiantadas de hidratação.A principal causa da deterioração do cimento é a umidade que. ainda se pode tentar aproveitar o cimento utilizando em aplicações de menor responsabilidade como pisos. preservá-lo. não devem ser aceitos para utilização em concreto estrutural. O cimento hidratado é facilmente reconhecível. freqüentemente. isto é. o cimento deste saco pode ser utilizado. lastros etc.2).

em casos específicos (uso de material pozolânicos. necessitará uma maior quantidade de água para mantermos a mesma trabalhabilidade e.1. 11. consequentemente. tipos e classes diferentes. provocando exudação do mesmo. Se ocorrer o inverso haverá um excesso de água para a mesma trabalhabilidade. e o local de armazenamento e devem estar praticamente isentos de materiais orgânicos como humus. haverá uma redução na resistência mecânica. resitência à abrasão. O tempo de estocagem do cimento pode ser prolongado tomando todos os cuidados na estocagem (podendo atingir até 90 dias) mais em obra não devemos ultrapassar 30 dias. algumas vezes por motivo de abastecimento ou econômico. Quando da aprovação de jazida para fornecer agregados para concreto devemos ter conhecimento de resultados dos seguintes ensaios e/ou análises: • • • • • reatividade aos álcalis do cimento (álcali-sílica. análise petrográfica e mineralógica. A capacidade total armazenada deve ser suficiente para garantir as concretagens em um período de produção máxima. álcali-carbonato). aumentando a resistência pela diminuição do fator água/cimento. Devem-se tomar cuidados especiais no armazenamento utilizando cimento de marcas. no caso de obras de pequeno porte. Esta variabilidade prejudica a homogeneidade e características mecânicas do concreto. • absorsão do material No entanto. deve-se optar pelo uso de material já consagrado no local ou pela adoção de medidas preventivas. álcali-silicato. verificar a procedência. etc. por exemplo). e também. sem reabastecimento.2 Agregados miúdo e graúdos Devemos tomar o cuidado para que em nossas obras não se receba agregados com grande variabilidade. daqueles inicialmente escolhidos. com granulometria mais fina que o material usado na dosagem inicial. 247 . a quantidade. Se recebermos. mas devem ser colocados separadamente de maneira a facilitar sua inspeção e seu emprego na ordem cronológica de recebimento. estabilidade do material frente a variações de temperatura e umidade. além de provocar uma redução de finos. carvão. pois torna-se antieconômico. que prejudicará sua coesão e capacidade de reter água em seu interior. presença de impurezas ou materiais deletéricos. é praticamente inviável a execução de tais ensaios e análises. o qual será desnecessário. Para evitarmos a variabilidade dos agregados devemos esclarecer junto aos fornecedores a qualidade desejada e solicitar rigoroso cumprimento no fornecimento. RECOMENDAÇÕES: Deve-se ao chegar os agregados.Os lotes recebidos em épocas diferentes e diversas não podem ser misturados. Neste caso. siltes.

pedindo que seja bem batida para a sua total liberação. deve-se ter o cuidado de verificar no lançamento do material na betoneira. 11. o emprego de águas não potáveis no amassamento do concreto pode criar problemas a curto ou longo prazo. Portanto. além de manchas e eflorescências superficiais. Estando a areia com elevada saturação. 1 e 2 para possibilitar a drenagem do excesso de água. dentro de certos limites. Recomenda-se que as alturas máximas de armazenamento sejam de 1. onde a existência de cloretos pode ocasionar corrosão das armaduras. esta diminuição é provocada pela formação de uma película não aderente às barras de aço.Armaduras Os problemas existentes com as barras de aço é a possibilidade de corrosão em maior ou menor grau de intensidade. 248 . o que provoca a diminuição da aderência ao concreto armado e diminuição de seção das barras. para que a água escoa no sentido inverso da retirada dos agregados. e colocar uma camada com aproximadamente 10 cm de brita.1.3 . se a água utilizada no amassamento conter substâncias nocivas em quantidades prejudiciais. Figura 11. se parte da mesma não ficou retida nas caixas ou latas. No primeiro caso. impedindo o contato com o concreto. devendo ser criteriosamente avaliada a perda de seção da armadura. em função de meio ambiente existente na região da obra. o problema é de ordem estrutural. pode não trazer conseqüências danosas. o uso de águas contendo impurezas.2 .1. principalmente nas areias e pedriscos. a água destinada ao amassamento deverá ser as água potáveis. No segundo caso de diminuição de seção.Água A resistência mecânica do concreto poderá ser reduzida. Se. para o concreto simples. evitando a mistura de agregados de diferentes dimensões. Deveremos fazer uma inclinação no solo. diminuindo-se o gradiente de umidade. o mesmo não ocorre com o concreto armado. evitando-se constantes correções na quantidade de água lançado ao concreto.50m. Do ponto de vista da durabilidade dos concretos.Baias de madeira para separar os agregados 11.4 .Para o armazenamento dos agregados poderemos fazê-lo em baias com tapumes laterais de madeira (Figura 11.2) ou em pilhas separadas.

(avaliar a eficiência periodicamente). . .RECOMENDAÇÕES: Meios fortemente agressivos (regiões marítimas. .jateamento de areia. . ou altamente poluídas): . Meios mediamente agressivos: .Receber as armaduras já montadas. Obs. apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido por camada de brita. em pequenas quantidades.Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência.limpeza manual com saco de estopa úmido.Armazenar as barras sobre travessas de madeira (Figura 11. para sua utilização na estrutura deverão ser removidas. apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido de pedra britada.3) de 20 cm de espessura.4) de 30 cm de espessura.Armazenar as barras em travessas de madeira (Figura 11.limpeza manual com escova de aço. a qual pode ser feito manualmente através de impacto de pedaço de barra de aço estriada e ajudar a limpeza através de fricção das mesmas. .Armazenar as barras em galpões fechados e cobertos com lona plástica. Meios pouco agressivos: .Cobrir com lonas plásticas.Receber na obra as barras de aço já cortadas e dobradas. . Para a limpeza das barras com corrosão devemos fazer em ordem de eficiência: . .: As barras que foram pintadas com camadas de cimento.Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência (avaliar a eficiência periodicamente).Armazenar o menor tempo possível. . 249 .

os grãos permanecem deformados aumentando a resistência. com tolerância de mais ou menos 9%.0 ou inferior. 250 . • Aços para concreto protendido: aços duros e pertencem ao grupo de aços usados para concreto protendido. E sua unidade é em milímetros (Tabela 11. As barras são produtos de diâmetro nominal 5.Figura 11.3 . Os mais utilizados são o CA 25 e o CA 50 em barras. • Aços encruados a frio: obtidos por tratamento a frio trabalho mecânico feito abaixo da zona crítica. fabricado por trefilação ou processo equivalente (estiramento ou laminação a frio). Nos dias de hoje possui saliências para aumentar a aderência do concreto.Armazenagem das barras de aço sobre travessas Tipos de aço: Os aços estruturais de fabricação nacional em uso no Brasil podem ser classificados em três grupos: Aços de dureza natural laminados a quente: utilizados há muito tempo no concreto armado. O comprimento normal das barras é de 11 m. • No Brasil a indicação do aço utilizado no concreto armado é feita pelas letras CA (concreto armado) seguida de um número que caracteriza a tensão de escoamento em kg/mm². Pode ser encontrado em fios isolados ou formando uma cordoalha.2). o CA 60 em fio.0 ou superior e os fios aqueles de diâmetro nominal 10. fabricados por laminação a quente.

• quantidade.259 0.2 – Características de fios e barras NBR7480/1996 Diâmetro Nominal (mm) Fios Barras 2.0 12.1 490.622 3. • comprimento e sua tolerância.523 0.2 380.2 38.8 20.0 9.0 5.853 4. fazendo um serviço empírico.072 0. rolo) 11. as fôrmas podem ficar superdimensionadas ou subdimensionadas.4 3.5 17.Tabela 11.6 23. • diâmetro nominal e categoria da barra ou fio.617 0.034 0.2 32.038 0.238 0.805 2.3 70.8 19.963 1.558 0.0 10.434 0.163 0.2 1256.313 6.1 78.0 22.1 29.084 5.5 18.137 0. estes procedimentos resultam em consumo intenso de materiais e mão-de-obra.220 0.355 0.484 1.5 122.1 314.8 4.145 0.1 22.589 0.175 0.209 0.163 3.115 0.8 28.0 6. 251 .5 6.273 9.245 0. para todos os tipos de obras.9 804.2 4.075 0.0 6.456 Valores nominais Área da Seção (mm2) 4.0 25. feixe dobrado.5 16.0 40.154 0.4 3.036 0.371 0.7 Na compra de barras e fios de aço para concreto armado.654 0.614 2.692 9.320 0. Hoje existe um grande elenco de alternativas para confecção de fôrmas.2 14.6 5.5 9.084 0.268 0.2 – SISTEMA DE FÔRMAS E ESCORAMENTOS CONVENCIONAIS Para se ter a garantia de que uma estrutura ou qualquer peça de concreto armado seja executada fielmente ao projeto e tenha a forma correta.3 31.198 0.102 0.269 0.8 69.1 11.4 11. em toneladas.0 25.187 0.3 17.8 31.253 0.193 0.230 0. Geralmente as fôrmas têm a sua execução atribuída aos mestres de obra ou encarregados de carpintaria.5 100.109 0.984 3.5 125. o comprador deve no mínimo indicar: • número da Norma. concluímos que racionalizar ou otimizar a fôrma corresponde a 8% do custo de construção.5 10.0 20.0 32.6 Perímetro (mm) 7.935 6.906 0. Considerando que a estrutura representa em média 20% do custo total de um edifício.318 2.3 13.302 0.466 2.9 13.580 0. estudadas e projetadas.395 0.673 2.7 201.9 16.0 5.3 8.3 62.4 7.0 8.418 0.5 50.4 39.067 0.169 0.222 0.235 0.578 1.094 0.6 19.9 78.3 50.130 0.021 1.089 0. As fôrmas podem variar cerca de 40% do custo total das estruturas de concreto armado.865 10. depende da exatidão e rigidez das fôrmas e de seus escoramentos.0 Massa e tolerância por unidade de comprimento (kg/m) Massa Massa Massa Massa Massa Mínima Mínima nominal Máxima Máxima -10% -6% +6% +10% 0. • embalagem (feixe.123 0.284 0.5 10.

para que a estrutura não seja prejudicada: a) Antes de concretar. tendo como principal componente a madeira. o seu ritmo estabelece o ritmo das demais atividades e. b) Antes de concretar. • investimento inicial. As tábuas podem ser reduzidas a qualquer largura. • tipo de estrutura a ser moldada.0 cm ( 1" x 12 "). a) Tábuas de madeira serrada: As tábuas mais utilizadas são o pinho de 2º e 3º. timburi.Nessa análise.0 cm. • cronograma da obra.5 x 7. em relação as fôrmas. c) Não colocar a agulha do vibrador entre a fôrma e as armaduras. existem os chamados indiretos. 2. o item forma é geralmente. as fôrmas devem ser limpas. as fôrmas devem ser molhadas até a saturação.0 cm. papelão etc. Portanto devemos satisfazer alguns requisitos para a sua perfeita execução. Portanto. responsável por cerca de 50% do prazo de execução do empreendimento. • equipamentos para transporte. e similares.5 x 20. e ter a resistência necessária. estamos considerando os custos diretos. No ciclo de execução da estrutura (forma. 252 . sendo as bitolas comerciais mais comuns de: 2. ou podemos utilizar também o aço. b) Devem ser praticamente estanques. isso pode danificar os painéis. 2.5 x 5. • textura requerida da superfície do concreto.0 cm ( 1" x 8" ). c) Deve ser projetado para serem utilizadas o maior número possível de vezes.0 cm. armação e concreto).00 cm.2. A forma é responsável por 60% das horas-homem gastas para execução da estrutura os outros 40% para atividade de armação e concretagem.5 x 30. A escolha destes materiais é determinada em função de uma série de fatores: • número de utilizações previstas. o cedrilho. desdobradas em sarrafos. que podem alcançar níveis representativos. 2.Materiais e ferramentas As formas são fabricadas a partir de grande variedade de materiais. Na concretagem devemos tomar algumas precauções. etc.5 x 25.0 cm ( 1"x 10 "). • custo dos componentes e mão-de-obra. 11. que são: a) Devem ser executadas rigorosamente de acordo com as dimensões indicadas no projeto. 2. o caminho crítico. 2. dos quais os mais comuns são os de 2. • cargas atuantes.1 .5 x 15.5 x 10. alumínio plástico. eventuais atrasos.

e nos vãos intermediários dos escoramentos.0 cm. 12.(Tabela 11. para utilização em estruturas de concreto armado revestida. As chapas coladas com cola fenólica são mais resistentes ao descolamento das lâminas quando submetidas à umidade.00m.0cm e 6. Nas emendas.0 x 7.0 x 8. as vigas 6. para utilização em estruturas de concreto armado aparente.0 cm.0mm. Prever cunhas duplas nos pés de todos os pontaletes para possibilitar uma desforma mais fácil. nestes casos.0. 5. 8.0 cm. de modo a permitir a colocação das contra flechas.Elevado módulo de elasticidade e resistência razoável .0 x 6. d) Pregos: Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT. coladas por cola "branca" PVA. As chapas de madeira compensada.20 x 1. ser pregados cobre junta de sarrafos em toda a volta das emendas. além dos escoramentos tubulares metálicos. ou cola fenólica.Devem ter as seguintes qualidades: . Devem. Nos pontaletes com mais de 3. Cuidado com emendas nos pontaletes !!! Cada pontalete de madeira só poderá ter uma emenda.10 m e espessura que variam de 6.0 cm.0 x 12.Baixo custo b) Chapas de madeira compensada: A madeira compensada é o composto laminado transversal mais utilizado em aplicações estruturais.Não ser excessivamente dura . de modo que as cargas dos pontaletes sejam distribuídas numa área maior. 10. a x b .3) 253 .0. São compostas por diversas lâminas adjacentes com espessura entre 1 mm e 5 mm. mais usadas para fôrma. Quando os pontaletes forem apoiar no terreno. devemos colocar tábuas ou pranchas que deverão ser maiores quando mais fracos forem os terrenos. c) Escoramentos : Podemos utilizar para escoramentos pontaletes de eucaliptos ou peças de peroba como os cibros 5. prever travamentos horizontais e contravontamentos para evitar flambagem. os topos das duas peças devem ser planos e normais ao eixo comum. A designação dos pregos com cabeça será por dois nºs.0 x 16. a qual não pode ser feita no terço médio do seu comprimento. para evitar recalques. As chapas têm acabamento resinado. têm dimensões de 2. e acabamento plastificado. deve com certeza serem colocados.

02 3.68 2. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga.9 X 88.0 X 67.4 X 61.02 3.3 mm.53 3.24 3.50 2. sendo cortados após a desforma.Escoramentos: 18 x 27 19 x36 15 x 15 18 x 27 19 x 36 18 x 27 O diâmetro deve ser escolhido entre 1/8 e 1/10 da espessura da peça de menor espessura.4 X 67.Fôrmas de tábuas: .90 2.4 X 33.9 X 61. outros podem ser removidos completamente e reutilizados (este sistema é o melhor) (Figura 11. vigas altas.7 X 47.80 3.3 .02 3.14 Os pregos mais utilizados para a execução das fôrmas são: .0 X 11.14 3.4 X 54.46 3.2. e) Tensores: Os tensores são utilizados para conectar formas de pilares. suportando a pressão do concreto fresco.Dimensões dos pregos em "mm" NÚMERO 5X5 15 X 15 15 X 18 15 X 21 16 X 18 16 X 21 16 X 24 17 X 21 17 X 24 17 X 27 17 X 30 18 X 24 18 X 27 18 X 30 18 X 36 19 X 27 19 X 33 19 X 39 DIMENSÕES EM mm 1.0 X 54.46 2.80 3.24 3. Alguns tensores podem ser perdidos.7 X 40.4 mm 18 = 3. Tabela 11.24 3. painéis. 254 .4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" .46 2.4 X 47.Fôrmas de chapas: .0 X 47. Normalmente são utilizados como tensores vergalhões de aço com partes soldadas.68 2.4).4 X 81. roscas e porcas ou acessórios especiais.a = refere ao diâmetro. é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2.9 X 74.0 X 61.4 X 40.7 X 54.

As dimensões da mesa de serra devem ser coerentes com as dimensões das peças a serrar. lima. Figura 11.5 .4 . como o martelo. se utiliza uma mesa de serra circular e uma bancada com gabarito para a montagem dos painéis (Figura 11.Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas A mesa de serra deve ter uma altura e todos os sistemas de proteção que permita proceder ao corte de uma seção de uma só vez. etc. protegidos do sol e da chuva. Para a execução das fôrmas além das ferramentas de uso do carpinteiro. No manuseio das chapas compensadas deve-se tomar o cuidado para não danificar os bordos. serrote.tensores espaguetes Figura 11. e ainda é de 255 .Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas Devemos deixar os materiais em locais cobertos.5).

6).2 .PONTALETES: Suportes das fôrmas das vigas. 256 . no caso de utilizar tábuas.PÉS. 3 . Geralmente feitas de caibros ou tábuas trabalhando a cutelo ( espelho ).GRAVATAS: Peças que ligam os painéis das formas dos pilares. geralmente feitas de sarrafos ou caibros.MONTANTES: Peças destinadas a reforçar as gravatas dos pilares. pilares. formadas por tábuas ou chapas.CANTONEIRAS: Peças triangulares pregadas nos ângulos internos das fôrmas. Figura 11. 5 . paredes. colunas e vigas. 9 . dos painéis de vigas. 7 .Peças utilizadas na execução das fôrmas: São dados diversos nomes às peças que compõem as fôrmas e seus escoramentos as mais comuns são: 1 . 2 . Os painéis formam os pisos das lajes e as faces das vigas.TRAVESSÕES: Peças de suporte empregados somente nos escoramentos dos painéis de lajes. etc.Tipos de disco para corte de tábuas e chapas compensadas 11.grande importância adotar um disco de serra com dentes compatíveis com o corte a ser feito (Figura 11.2. Geralmente feitos de caibros ou varas de eucaliptos. destinadas ao apoio dos painéis de lajes e das peças de suporte dos painéis de laje (travessões e guias). 10 .PAINÉIS: Superfícies planas.FACES: Painéis que formam os lados das fôrmas das vigas.TRAVESSAS: Peças de ligações das tábuas ou chapas.DIREITOS: Suportes das fôrmas das lajes.FUNDO DAS VIGAS: Painéis que forma a parte inferior das vigas. pilares.GUIAS: Peças de suporte dos travessões. 4 . paredes. 11. os travessões são suprimidos. 12 . geralmente feitas de sarrafos ou caibros. Geralmente feitos a de caibros ou varas de eucaliptos. 6 . 8 .TRAVESSAS DE APOIO: Peças fixadas sobre as travessas verticais das faces da viga.6 .

. geralmente usadas aos pares. 21 .CHAPUZES: Pequenas peças feitas de sarrafos.13 .ESCORAS (mãos . fundações e vigas. 19 . 20 . geralmente empregadas como suporte e reforço de pregação das peças de escoramento.3 . 17 .ESPAÇADORES: Peças destinadas a manter a distância interna entre os painéis das formas de paredes. ou como apoio extremo das escoras.7 e 11. Em pilares altos.TRAVAMENTO: Ligação transversal das peças de escoramento que trabalham a flambagem.TALAS: Peças idênticas aos chapuzez. para garantir o prumo. 15 . 18 .Detalhes de utilização: a) .Nos Pilares Os pilares são formados por painéis verticais travados por gravatas. 14 . destinadas a limpeza.8) os quais deverão estar bem apoiados no terreno em estacas firmemente batidas ou engastalhos nas bases. destinadas à ligação e a emenda das peças de escoramento. Consiste na ligação das fôrmas entre si.7 e 11.JANELAS: Aberturas localizadas na base das fôrmas. prever contraventamentos em dois ou mais pontos de altura.2. lajes etc. temos que prever contraventamentos em duas direções perpendiculares entre si (Figuras 11. 257 . 16 . 11. Devem ser bem fixados com pregos (18x27 ou 19x36) nas ligações com a fôrma e com os apoios (estacas ou engastalhos).CALÇOS: Peças de madeira os quais se apoiam os pontaletes e pés direitos por intermédio de cunhas.8). Quando os pilares forem concretados antes das vigas.francesas): Peças inclinadas.CONTRAVENTAMENTO: Ligação destinada a evitar qualquer deslocamento das fôrmas..CUNHAS: Peças prismáticas. e nos casos de contraventamentos longos prever travessas com sarrafos para evitar flambagem (Figuras 11. trabalhando a compressão.

8). bem como deixar janelas intermediárias. as distância entre as gravatas devem ser máximo de 30 a 40 cm. a cada 2.1 9 21 10 2 Figura 11.Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares bem como das janelas 258 . Não devemos esquecer de deixar na base dos pilares uma janela para a limpeza e lavagem do fundo. 9 10 1 2 21 Figura 11. responsável pela formação de vazios nas peças concretadas"bicheiras". para concretagem em etapas nos pilares altos.Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares Devemos colocar gravatas com dimensões proporcionais às alturas dos pilares para que possam resistir ao empuxo lateral do concreto fresco. Esta janela tem a função de facilitar a vibração evitando a desagregação do concreto.8 . Na parte inferior dos pilares.7 .0m (Figura 11.

de 2.0 cm Figura 11.0 ou 10.5 x 7.5 x 7.10 .Tipo 3 = caibro com dois sarrafos de 2.0 ou 10 cm . ou ainda com espaguetes.Tipos de gravatas utilizadas em pilares (Cardão.Tipos de reforços em gravatas 259 .1969) Além das gravatas podemos reforçar as formas dos pilares com arame recozido nº12 ou nº 10 (seção 2).5 x 7. tensores. (1) (2) (3) Figura 11.Tipo 1 = sarrafo simples.10).9 .0 ou 10 cm .Tipos de gravatas usuais para o fechamento dos painéis dos pilares: .Tipo 2 = dois sarrafos de 2. que podem ser introduzidas dentro de tubos plásticos para serem reaproveitados ( seção 3) (Figura 11.

60 a 0.11).Detalhe de uma fôrma de viga 260 . não é suficiente a colocação de gravatas ancoradas através do espaço interior das fôrmas com arame grosso (arame recozido nº 10). 0. Na base da forma e sobre as guias é importante pregar um sarrafo denominado “sarrafo de pressão”.b)-Nas vigas e lajes As fôrmas das vigas são constituídas por painéis de fundo e painéis das faces firmemente travadas por gravata.20m .80m . Devemos certificar se as formas têm as amarrações.para as gravatas : 0. escoramentos e contraventamentos suficientes para não sofrerem deslocamentos ou deformações durante o lançamento do concreto.11) ou contra o piso ou terreno. Sarrafo de pressão Figura 11.50. que não são travadas pelos painéis de laje.entre pontaletes das vigas e mestras das : 1. E verificarmos se as distâncias entre eixos (para o sistema convencional) são as seguintes: . principalmente nas vigas altas. para evitar a abertura da forma (Figura 11. mãos-francesas e sarrafos de pressão.50 m .00m lajes Nas formas laterais das vigas.00 a 1. evitando as "barrigas" ou superfícies tortas.para caibros horizontais das lajes : 0. espaguetes ou tensores . é necessário prever também um bom escoramento lateral com as mãos francesas entre a parte superior da gravata e a travessa de apoio (Figura 11.entre mestras ou até apoio nas vigas : 1.11 .

13 .Detalhe da Fôrma das vigas sem sarrafo de pressão 261 . 1969) Figura 11.Outros tipos de fôrmas e escoramentos de vigas: Figura 11.Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão (Cardão.12 .

Figura 11.15b .Detalhes da fôrma das lajes maciças Figura 11.15a .Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas Figura 11.14 .Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 262 .

fita adesiva e até mastiques elásticos (Figura 11. o que não é muito eficiente. Devemos evitar o fechamento das juntas com papel de sacos de cimento ou de jornais. Pode ser utilizada mata-juntas.17 .Fazer o fechamento das juntas pouco antes da concretagem. Figura 11.4 . para evitar que as juntas se abram.Detalhe da fôrma utilizando tábuas 263 .2. .11. Figura 11.17).Juntas das Fôrmas As juntas das fôrmas devem ser fechadas para evitar o vazamento da nata de cimento que pode causar rebarbas ou vazios na superfície do concreto.16). Isso pode ocorrer principalmente em pequenas obras.Colocar as tábuas das formas com o lado do cerne voltado para dentro (Figura 11.16 .Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-juntas e fita adesiva Recomendações: .

Figura 11. longarinas e transversinas de madeira (Figura 11. sendo sua aplicação feita manualmente.2.18). ou seja. e somente se necessário.5 . não necessitando do emprego de equipamentos para o içamento das peças.18 .4 a 0.11.6kN/m².19). e as lajes formadas por escoras. São encontradas de tres maneiras: a) Madeira : o escoramento das vigas são executadas em madeira por sistema chamados de garfos ou H de viga. O peso próprio dessas formas variam de 0. às vezes utiliza-se roldanas e corda para a subida vertical do equipamento (Figura 11.Escoramento de madeira tipo "H" 264 . b) Misto :É um sistema que utiliza escoramento metálico com finalidade de suporte de carga sendo a fôrma revestida com chapas de compesado e podem ser dimensionadas para uma pressão que pode chegar até 60k/m².Sistema de forma leve São sistemas em que se utiliza mão-de-obra manual.

reservatórios.6 a 1. por uma estrutura de alumínio e compensado.6 .Figura 11. paredes e núcleos de edificações.19 .13kN/m2. forrando o painel. barragens.2. de grua ou guindaste.Escoramento metálico c) Industrializado metálico: São aqueles sistemas em que praticamente se utilizam elementos metálicos para fôrma e escoramento. por exemplo. compostos por painéis leves constituídos. consistindo como bastante leves. geralmente. São utilizados compensados e vigas metálicas em aço ou alumínio Os painéis estruturados tem grandes aplicações em obras-de-arte.00 kN/m2. As fôrmas metálicas chegam a Ter um peso próprio de aproximadamente 0.Sistema médio de fôrmas São sistemas que se utilizam equipamentos para o içamento dos painéis com a utilização. 265 . 11. Esses painéis são estruturados e a forma pesa em média de 0.

2.Sistema trepante e auto-trepante São sistemas que com carro e cursor variável permitem deslocar a fôrma para frente e para trás na plataforma de trabalho. Podem ser empregados em estruturas com mais de 100m de altura. Consiste essa modalidade de escoramento na utilização da chamada mesa voadora que é uma estrutura metálica forrada por compensado sobre vigas mistas em alumínio ou aço.4 a 0. para que.Fôrma trepante 266 . 11.8 . sendo as fôrmas elevadas por comando hidráulicos. Essa estrutura fica apoiada sobre escoras ou treliças metálicas sob roldanas para a locomoção do sistema.Sistema pesado de fôrmas São sistemas nos quais que se utilizam gruas para o içamento da fôrma.2.8 kN/m2. galerias e principalmente lajes. todo o conjunto seja levado à lateral da edificação e transportado por meio de grua para os pavimentos ou área de trabalho superiores ou próximos.11.20 . paredes. As principais aplicações desses sistemas são os muros.7 . Figura 11. sem grua. As mesas voadoras pesam em média de 0. após a desforma.

21). núcleos de prédios. Esse sistema se aplica especialmente às obras verticais de reservatórios elevados.3 . antes de ser dobrada.2. revestimentos de poços. sendo que a plataforma de trabalho dos operários sobe junto com a fôrma.2 ton.1 – Corte O corte das barras de aço consiste em dividir uma barra na dimensão indicada no projeto.20). chaminés cilíndricas e torres para telecomunicações.11. Tesoura máquina de cortar ferro Figura 11. São de pequena altura. Uma barra bem desempenada aumenta o rendimento e proporciona bom aspecto. o processo exige concretagem contínua. com o auxilio de ferramentas e máquinas apropriadas. máquina ou policorte de bancada (Figura 11.RECOMENDAÇÕES QUANTO AO MANUSEIO E COLOCAÇÃO DAS BARRAS DE AÇO 11. 267 .Sistema de fôrmas deslizante São sistemas de fôrmas que deslizam verticalmente impulsionadas por macacos hidráulicos com aproximadamente 1. e apoiadas por barras de aço presas nas paredes de concreto (Figura 11. tesoura. poços de elevador e escadas.21 – Equipamentos utilizados no corte das barras de aço Após o corte as barras devem ser endireitadas. silos verticais. sobre a bancada. 11.9 . de capacidade. Podemos utilizar desde uma simples segueta (para pequenas bitolas).3. grandes pilares.

para as quais.3. operários menos experientes não atentam para a necessidade de substituir o diâmetro do pino de dobramento. Este fato é observado na maioria das vezes em obras onde existe grande variabilidade de bitolas.11.(Ganchos. recomendamos que sejam feitos ensaios de caracterização do lote.22 – Bancada com pino de dobramento A recomendação para estes casos.Dobramento das barras Em algumas obras encontramos casos de quebra de barras de aço.4 para ganchos e dobras e na Tabela 11. Para algumas bitolas eles são finos levando a barra. a sofrerem um ensaio extremamente rigoroso de dobramento. quando do seu dobramento através de ferramentas manuais.22).Diâmetros dos pinos de dobramento .5 5/8" 16 3/4" 20 1" 25 11/4" 32 CA 25 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 5φ 5φ 5φ CA 50 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 8φ 8φ 8φ CA 60 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 268 . que os diâmetros dos pinos sejam os mais próximos possíveis aos especificados na Tabela 11. Tabela 11. chegando a romper por tração (Figura 11. Figura 11.5 para os estribos.2 .4 . Caso as barras continuem quebrando. dobras) BITOLAS POL mm 3/16" 5 1/4" 6.3 5/16" 8 3/8" 10 1/2" 12.

5 .3 – Montagem das armaduras Montagem das armaduras consiste em unir peças de aço com auxílio da torquês e do arame recozido nº18.23). Ponto simples Ponto volta-seca ou rabo de macaco Ponto flor ou cruzado Ponto laçada Figura 11. laçada e flor (Figura 11. Os pontos mais conhecidos na amarração são: ponto simples.3. dando forma as estruturas de acordo com o projeto estrutural.Diâmetros dos pinos de dobramento . É importante amarrar bem para que os ferros não saiam da sua posição durante a concretagem. volta-seca.Estribos BITOLAS (mm) ≤ 10 10 < ø >20 ≥ 20 CA 25 3 øt 4 øt 5 øt CA 50 3 øt 5 øt 8 øt CA 60 3 øt - 11.Tabela 11.23 – Pontos de amarração usuais 269 .

Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 270 . recomendamos como principal a fiscalização das ferragens.movimentação das barras durante a concretagem. Figura 11. tais como: . Para evitar esse problema.falta de amarração adequada.3. não deve ser permitido que as mesmas sejam dobradas para alcançar sua posição (engarrafamento das armaduras). Para melhorar a rigidez da armadura impedindo o seu deslocamento. .24). Caso as recomendações citadas não forem obedecidas.24 . etc. deixando as barras de espera fora de posição após a concretagem. . devendo nestes casos consultar o projetista. é quanto ao seu posicionamento. pois acontece em obras em que as esperas dos pilares não coincidem com sua localização em planta. recomendamos que se execute um quadro de madeira para servir de apoio às barras de espera e que o mesmo seja fixado no restante da armadura (Figura 11.4 .descuidos na locação dos pilares. as causas podem ser diversas.11. Para que isso ocorra.Barras de espera de pilares O que acontece com as barras de espera.

sapatas. mas os vazios formados pela elevada granulometria faz com que a pasta de cimento escoe formando vazios no concreto “bicheiras”. Tabela 11. Merecem menção dentre tais agentes agressivos: • Íons sulfatos. o que deve ser respeitado. ao reagir com o hidróxido de cálcio e com o aluminato tricálcico hidratado. a ação dos sulfatos.1994) Fck (Mpa) CA-50A . salvo recomendações do calculista. serem apoiadas diretamente sobre o solo.As esperas de pilares (arranques) têm o comprimento mínimo dado por Norma NBR 6118/2003 (Tabela 11. Porque as armaduras poderão ficar descobertas pelo concreto o que ocasionará a corrosão.6 . Líquidos que possam lixiviar o cimento. não devem. A pedra britada. que tem volumne consideravelmente maior do que os compostos iniciais.26. quando presente em solução produz. podendo deixar as armaduras expostas. a lixiviação significa a extração ou dissolução dos compostos hidratados da pasta de cimento • Todas as vigas baldrames.25 e 11.Armação de Fundação As fundações das estruturas podem ser expostas a agentes agressivos presentes nas águas e/ou solos de contato. suas armaduras.3. 271 . freqüentemente presentes em solos e águas subterrâneas. Para que isso não ocorra recomendamos que seja colocada no fundo das valas uma camada de concreto magro (lastro de concreto não estrutural) Figuras 11.Barra estriada Boa aderência Má aderência 15 40φ 56φ 20 32φ 45φ 25 28φ 40φ 30 24φ 34φ 35 22φ 31φ 40 20φ 28φ 11.5 . levando a expansão e desagregação do concreto. poderia ser utilizada como lastro.6). o gesso e o sulfo-aluminato de cálcio. e principalmente os blocos de estacas.Comprimentos básicos para as esperas de acordo com o fck do concreto (Fusco.

em várias . Quando não houver indicações.7 .Lastro de brita sob as vigas baldrames Figura 11.3.26 . As emendas com luvas são excelentes. se necessário. alternadas em diversos locais de uma seção (NBR 6118/2003).6 . as emendas devem ser feitas na zona de menor esforço de tração.Lastro de britas sob os blocos de estacas 11. Em qualquer caso o comprimento da emenda mínima deve ser ≥15φ ou ≥20cm. é necessário que haja um mínimo de afastamento entre as 272 .3.Figura 11.25 . 11. mas nunca em mais barras do que a metade.barras.Emendas As emendas de barras por transpasses devem ser feitas rigorosamente de acordo com as recomendações do projetista. Emendas soldadas de aço CA-50 podem ser feitas com solda especial.Afastamento mínimo das barras Como o concreto deve envolver toda a armadura e que não se apresente falhas de concretagem.

ou com latas de 18 litros. com pá ou enxada até que a mistura fique homogenia (Figura 11.27). Depois de bem misturados. caso a mistura for realizada sobre superfície impermeável sem proteção lateral "caixotes" (Figura 11. misturando os três materiais (Figura 11. Se espremido com a mão um punhado de massa.Concreto preparado manualmente Devemos evitar este tipo de preparo. não fica com a mesma homogeneidade. Cuidado com o congestionamento formado pelas armaduras das vigas com as dos pilares.1 . 273 . tomando-se o cuidado para que não escorra para fora da mistura. de madeira ou cimento.COMO SE PREPARA UM BOM CONCRETO Faremos aqui algumas recomendações sobre o preparo do concreto. pouco a pouco. a forma da espremedura deve permanecer. O concreto preparado manualmente é aceitável para pequenas obras e deve ser preparado com bastante critério seguindo no mínimo as recomendações abaixo: • Deve-se dosar os materiais através de caixas com dimensões pré-determinadas. se junta à quantidade estabelecida de pedra britada. pois a mistura das diversas massadas. espalhando-o de modo a cobrir a areia e depois se realiza a primeira mistura. e excesso de areia ou pedra no enchimento das mesmas deve ser retirado com uma régua.barras. Admite-se que entre as barras tanto na vertical como na horizontal pelo menos 2 cm e não menos do que o próprio diâmetro da barra.4. 11.27). 11. A seguir faz-se um buraco no meio da mistura e adiciona-se a água.28). limpa e impermeável (preferencialmente em "caixotes") (Figura 11. da seguinte maneira: • • Se a plainada com a pá.4 . A mistura dos materiais deve ser realizada sobre uma plataforma. a superfície deve ficar úmida. • • • • Para regular a quantidade de água e evitar excesso. que é prejudicial.29). a fim de facilitar o lançamento do concreto. Espalha-se a areia formando uma camada de 10 a 15 cm. com o objetivo de garantir sua homogeneidade. é conveniente observar a consistência da massa. sem perder água. sobre essa camada esvazia-se o saco de cimento. durabilidade e qualidade.

1.4. e em seguida do agregado graúdo. em primeiro lugar.4. medidas de areia e pedra do item 11.29 . Os materiais devem ser colocados no misturador na seguinte ordem (Figura 11.28 .30): • É boa a prática de colocação.Adição das britas Figura 11.Mistura da areia e do cimento sobre superfície impermeável Figura 11.Concreto preparado em betoneira Recomendam-se o mesmo cuidado no enchimento das caixas ou latas.27 . pois a betoneira ficará limpa.Colocação da água 11. 274 .Figura 11.2 . parte da água.

7).Tempos mínimos de mistura de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira TEMPOS MÍNIMOS DE MISTURA Misturador tipo Tempo mínimo de mistura (seg. não deixando sair o graúdo em primeiro lugar. Finalmente.7 . haverá uma boa distribuição de água para cada partícula de cimento.30 .) Eixo Vertical Eixo Horizontal Eixo inclinado 30 d 90 d 120 d Figura 11. que faz um tamponamento nos materiais já colocados. em metros (Tabela 11. O tempo de mistura deve ser contado a partir do primeiro momento em que todos os materiais estiverem misturados.• • • É boa a regra de colocar em seguida o cimento. Tabela 11. Podemos estabelecer os tempos mínimos com relação ao diâmetro "d" da caçamba do misturador. coloca-se o agregado miúdo. Colocar o restante da água gradativamente até atingir a consistência ideal. haverá ainda uma moagem dos grãos de cimento.Sequência da mistura em betoneira 275 . pois havendo água e pedra.

8 Tabela 11. até atingir a consistência adequada. deixe misturar no mínimo por 3 min.OBS: Os materiais devem ser colocados com a betoneira girando e no menor espaço de tempo possível. OBS: . na proporção de 5 partes de cimento por 3 de água. . 11. coloque mais cimento e água. Máx. Min.4. adicione a areia e a pedra aos poucos. Máx.Limite de abatimento (Slump-Test) para diversos tipos de concreto Valores de abatimento em – mm Tipo de execução de concreto: Regular ou razoável Rigoroso Agregados em volume Agregados Sem ou com controle em peso tecnológico Vibração sem com com Min.Devemos sempre colocar um operário de confiança para operar a betoneira. Se o concreto ficar mole. Depois de colocados os materiais.8 . • a dimensão do agregado graúdo • o abatimento adequado (slump test). Tabela 11.Concreto dosado em central Para a utilização dos concretos dosados em central. 20 40 20 60 10 50 30 80 30 70 20 60 60 80 50 70 40 60 80 110 70 90 60 80 70 --------30 60 --------100 --------100 80 --------60 80 90 30 50 20 10 80 100 130 80 70 50 30 50 70 80 20 30 10 0 70 90 100 70 40 30 20 Tipo de Construção Consistência (Trabalhabilidade) Fundações e muros não armados Fundações e muros armados Estruturas comuns Peças esbeltas ou com excesso de armadura Concreto aparente Concreto bombeado – até 40m Mais de 40m Elementos pré fabricados Lastros-pisos Pavimentação Blocos maciços(concr. Socado) Firme Firme até plástico Plástico Mole até Plástico Plástico até mole Mole Muito mole Plástico até firme Firme até plástico Firme Muito firme 276 . o que devemos saber é programar e receber o concreto. Min.Programação do concreto: devemos conhecer alguns dados.3 . tais como: • localização correta da obra • o volume necessário • a resistência característica do concreto a compressão (fck) ou o consumo de cimento por m³ de concreto.Nunca adicione somente água. pois isso diminui a resistência do concreto. pois é ele que controla o lançamento dos materiais. a) . Se ficar seco. Máx.

b) .4. a haste deve penetrar até a camada inferior adjacente. • 11. • retirar o cone e com a haste sobre o cone invertido meça a distância entre a parte inferior da haste e o ponto médio do concreto.A programação deve ser feita com antecedência e deve incluir o volume por caminhão a ser entregue. • não vibrar a armadura • não imergir o vibrador a menos de 10 ou 15 cm da parede da fôrma • mudar o vibrador de posição quando a superfície apresentar-se brilhante.5 m³ de concreto ou ≅ 30 litros. Para isso devemos executá-lo como segue: coletar a amostra de concreto depois de descarregar 0. O método mais utilizado para o adensamento do concreto é por meio de vibrador de imersão (Figura 11. • coloque o cone sobre a placa metálica bem nivelada e preencha em 3 camadas iguais e aplique 25 golpes uniformemente distribuídos em cada camada. aditivo se utilizado Se tudo estiver correto. para isso devemos ter alguns cuidados: aplicar sempre o vibrador na vertical vibrar o maior número possível de pontos o comprimento da agulha do vibrador deve ser maior que a camada a ser concretada. bem como o intervalo de entrega entre caminhões. • • • 277 . • adense a camada junto a base e no adensamento das camadas restantes. o abatimento (slump test) para avaliar a quantidade de água existente no concreto.Aplicação do concreto em estruturas Na aplicação do concreto devemos efetuar o adensamento de modo a tornálo o mais compacto possível.Recebimento: antes de descarregar. só nos resta verificar .31).4 . deve-se verificar: • • • o volume do concreto pedido a resistência característica do concreto à compressão (fck).

evitando com isso a queda do concreto de uma altura fazendo com que os agregados graúdos permaneça no pé do pilar formando ninhos de pedra a vulgarmente chamado "bicheira". e não a "marteladas" como o usual. 278 . Podemos ainda fazer uma outra abertura no pé do pilar para. vigas. antes da concretagem. e contraventá-las.Figura 11.00m fazer uma abertura "janela" para o lançamento do concreto. • e alguns cuidados nos pilares.Aplicação do vibrador na vertical Porém antes da aplicação do concreto nas estruturas devemos ter alguns cuidados: a altura da camada de concretagem deve ser inferior a 50 cm. O concreto deverá ser vibrado com vibrador específico para tal. Fazer um "cachimbo" nas janelas para facilitar a concretagem (Figura 11. fazer a remoção e limpeza da sua base. Engravatar a fôrma a cada aproximadamente 50 cm. lajes como segue: • a) Nos pilares Verificar o seu prumo. Em casos de pilares altos. a 2. facilitando assim a saída das bolhas de ar. e fazer com que a fôrma fique travada nos "engastalhos".31 .32).

279 . a emenda deve ser feita a 1/4 do apoio. Devemos evitar as emendas nos apoios e no centro dos vãos. caso não haja possibilidade. Verificar a estanqueidade das fôrmas. As emendas de concretagem devem ser feitas de acordo com a orientação do engenheiro calculista.33). pois os momentos negativos e positivos. onde geralmente os esforços são menores. são máximos. a sua abertura e vazamento da pasta de cimento. através de gavatas. par evitar. Limpar as fôrmas e molhá-las antes de concretar As vigas deverão ser concretadas de uma só vez.32 .engastalho Figura 11. respectivamente. contraventadas a cada 50 cm. no momento de vibração. mãos-francesas etc.Cachimbo para facilitar a concretagem b) .Nas vigas Deverá ser feito formas. Caso contrário. fazer as emendas à 45º (Figura 11..

4º o reinicio da concretagem deve ser feito preferêncialmente pelo sentido oposto.após a interrupção. com a utilização dos chamados "Caranguejos. Garantir que a armadura negativa fique posicionada na face superior. evitando que a mesma absorva água do concreto. fazer a limpeza e umedecimento das formas antes de concretagem. devemos fazer a limpeza das pontas de arame utilizadas na fixação das barras.Nas Lajes Após a armação. formando poças. isenta de partículas soltas.33 . A superfície deve ser limpa.Emendas de concretagem em vigas realizada à 45 0 Quando uma concretagem for interrompida por mais de três horas a sua retomada só poderá ser feita 72 horas .Figura 11. este cuidado é necessário para evitar que a vibração do concreto novo." (Figura 11. c) . e para maior garantia de aderência do concreto novo com o velho devemos: 1º retirar com ponteiro as partículas soltas 2º molhar bem a superfície e aplicar 3º ou uma pasta de cimento ou um adesivo estrutural para preencher os vazios e garantir a aderência.34) 280 . prejudique o concreto em início de endurecimento e quanto a aderência do concreto as barras de aço. O umedecimento nas fôrmas de laje maciça não pode originar acúmulo de água. transmitida pela armadura. através de imã.

34 .35 .Detalhe da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras das lajes Recomendamos o uso de guias de nivelamento e não de pilaretes de madeira para nivelarmos a superfície das lajes.Detalhe das guias de nivelamento 281 .Figura 11. (Figura 11.35) Figura 11.

É preocupante ao constatar que esse ponto é freqüentemente negligenciado.36).Recomendamos ainda que as passarelas. em geral à face externa do estribo. como por exemplo. Na execução.4. Devemos em todos os casos garantir o total cobrimento das armaduras.9) Tabela 11.37 e 11. e a deslocação das mesmas principalmente as armaduras negativas. repingos de maré) Muito Forte 20 25 Cobrimento nominal (mm) 25 35 30 40 45 50 282 . lembrando que o aço para concreto armado estará apassivado e protegido da corrosão quando estiver em um meio fortemente alcalino propiciando pelas reações de hidratação do cimento. (Tabela 11. deve ser dada atenção apropriada aos espaçadores para armadura e uso de dispositivos para garantia efetiva do cobrimento especificado (Figuras 11. submersa) Moderada (Urbana) Forte (Marinha. Os cobrimentos estão sempre referidos à superfície da armadura externa. sejam feitas e apoiadas diretamente sobre as formas. para movimentação de pessoal no transporte de concreto.36 .5 . Figura 11. devemos fazer cumprir os cobrimentos mínimos exigidos no projeto e dado pela NBR6118/2003.38).Passarela para concretagem apoiadas na fôrma. Industrial) (Industrial. independentes da armadura (Figura 11.9 . Desta forma evitaremos a vibração excessiva das armaduras com eventual risco de aderência na parte de concreto já parcialmente endurecido.Cobrimento das armaduras Agressividade componentes laje Viga/pilar Fraca (Rural. a resistência ao fogo. mas também pelos benefícios adicionais. 11.Cobrimento da armadura A importância do Cobrimento de concreto na armadura é de vital importância na durabilidade.

(para fazer gelo). banheiros. para tal podemos empregar: pastilhas (espaçadores): plásticas (Figura 11.37 . dormitórios. áreas de serviço de apartamentos.. com o auxílio de formas de madeira.Pastilhas plásticas 283 . • cordões de argamassa. • e = recobrimento Figura 11.OBS: Pode-se considerar um microclima com uma classe de agressividade mais branda para ambientes internos secos (salas.. aderem melhor ao concreto e podem ser facilmente obtidas na obra. que além de mais econômicas. residências e conjuntos comerciais ou ambientes com concreto revestido com argamassa e pintura.38) ou de argamassa (Figura 11. metálica etc. cozinha. isopor (caixa de ovos).37).38 .Pastilhas de argamassa Figura 11.

de acordo com a relação a/c utilizada e o tipo de cimento.Cura A cura é um processo mediante o qual mantém-se um teor de umidade satisfatório. evitando a evaporação da água da mistura. serragem.10: Tabela 11.55 3 3 5 3 3 0. vapor d’água ou materiais de recobrimento saturados de água. 2 – Prevenir a perda d’água de amassamento do concreto através do emprego de materiais selantes. Para concretos com resistência da ordem de 15Mpa devemos curar o concreto num período de 2 a dez dias.70 10 10 10 5 5 284 . bem como a durabilidade do concreto. A resistência potencial.a relação a/c e o grau de hidratação do concreto. A cura é essencial para a obtenção de um concreto de boa qualidade.4. areia.Número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento a/c Cimento CPI e II 32 CPIV – POZ 32 CPIII – AF – 32 CPI e II – 40 CPV – ARI 0. se a cura for realizada adequadamente.11. como mantas de algodão ou juta.65 7 7 7 5 5 0. terra. é necessário considerar dois aspectos fundamentais: . OBS.6 . durante o processo de hidratação dos materiais aglomerantes. garantindo ainda.10 . . a) Tempo de Cura Para definir o prazo de cura.: Deve-se ter cuidados para que os materiais utilizados não sequem e absorvam a água do concreto. Existem dois sistemas básicos para obtenção da perfeita hidratação do cimento: 1 – Criar um ambiente úmido quer por meio de aplicação contínua e/ou freqüente de água por meio de alagamento. ou por aplicação de compostos líquidos para formação de membranas. motivo de constante preocupação de engenheiros e construtores nacionais. somente serão desenvolvidas totalmente. etc. molhagem. uma temperatura favorável ao concreto.35 2 2 2 2 2 0. palha. como folhas de papel ou plástico impermeabilizantes. conforme mostra a Tabela 11.tipo de cimento.

atuam sobre a cinética da reação de hidratação do cimento: condições locais. 285 .Há. que podem provocar fissuras e até trincas. 11. Em estruturas com vãos grandes ou com balanços. O maior dano causado ao concreto pela falta da cura não será uma redução nas resistências à compressão. vento e umidade relativa do ar. com concreto de relação a/c elevada – são as que menos cuidados recebem especialmente componentes estruturais. Secagens prematuras resultam em camadas superficiais porosas com baixa resistência ao ataque de agentes agressivos. além de atender ao exposto acima. Quando o cimento não for de alta resistência inicial ou não for colocado aditivo que acelerem o endurecimento e a temperatura local for adequada. Além disso. Ironicamente. as obras mais carentes de uma cura criteriosa – pequenas estruturas. Em certas condições. haverá necessidade de concretos mais compactos (menos porosos). Nessas condições haverá necessidade de considerar também a variável agressividade do meio ambiente. geometria das peças. a qual é inicialmente controlada pelas propriedades das camadas superficiais desse concreto. também. de alguma forma. temperatura.Desforma A desforma deve ser realizada de forma criteriosa. pelo menos nas peças espessas. área de exposição/volume da peça. Nas obras de pequeno porte e de menor responsabilidade podemos. exigindo um prolongamento do período em que serão necessárias as operações de cura. evitando-se desformas ou retiradas de escoras bruscas ou choques fortes. uma vez que. como pilares e vigas. exceto as do item abaixo • vigas e arcos com vão maior do que 10 m • • • 3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias A desforma de estruturas mais esbeltas deve ser feita com muito cuidado. A falta de uma cura adequada age principalmente contra a durabilidade das estruturas. que retêm mais água e garantem o grau de umidade necessário para hidratar o cimento. é prática usual nos canteiros de obras cuidarem da cura somente na parte superior das lajes. para evitar tensões internas não previstas no concreto.4. que pode ser definida pela relação. outros aspectos importantes na determinação do tempo total de cura e não podem deixar de ser mencionados. deixando-se algumas escoras bem encunhadas • desforma total. a retirada das fôrmas e do escoramento deverá ser feito quando o concreto atingir a resistência característica à compressão ≥ 15 MPa.7 . desformar nos seguintes prazos: faces laterais retirada de algumas escoras faces inferiores. deve-se pedir ao calculista um programa de desforma progressiva.

O que devemos verificar antes da concretagem . para esconder eventuais descuidos durante a concretagem ou por outro qualquer motivo. Limpeza e aplicação de desmoldante. • preenchimento do vazio. que após a desforma de qualquer elemento da estrutura de concreto armado sejam fechadas falhas (bicheiras) do concreto.Método mais comum de consertos de falhas 11. Capacidade de suporte da fôrma relativo a deformações provocadas pelo peso próprio ou devido às operações de lançamento. que são: a) Fôrma e Escoramento • • • • • Conferir a montagem baseada no projeto. b) Armadura • Bitolas.9 . • • Figura 11. Para os concertos nas falhas simples devemos assim proceder: remover o concreto solto.4.11. Tratamento da superfície de contato.Consertos de falhas Devemos proibir. picotar e limpar bem o lugar a ser reparado. Estanqueidade.8 .39 . • aplicar um adesivo a base de epóxi na superfície de contato do concreto e das barras de aço com o novo concreto de enchimento.4. 286 . com concreto forte.Plano de Concretagem Antes da concretagem devemos verificar um conjunto de medidas a serem tomadas antes do lançamento do concreto objetivando a qualidade da peça a ser concretada. nas obras. sendo aconselhável aplicar aditivo inibidor de retração (expansor). limpar bem as barras das armaduras descoberta removendo toda a ferrugem. quantidades e dimensões das barras.

O vibrador de imersão deve penetrar cerca de 5. paredes com vigas ou lajes). Prever interrupções nos pontos de descontinuidade (juntas. e) Cura • • Iniciar a cura tão logo a superfície concretada tenha resistência à ação da água. No caso de lançamento por bombas verificar: altura de lançamento. encontros de pilares. prever local de acesso e de posicionamento para os caminhões e bomba. Providenciar ferramentas diversas (enxada. preparar rampas e caminhos de acesso. vibradores externos (vibradores de fôrma). lançar em camadas horizontais de 15 a 30cm. Programar o tempo previsto para o lançamento. adensamento e cura do concreto.) Providenciar tomadas de força para equipamentos elétricos..• • • • Posicionamento. 287 . a partir da extremidade para o centro das fôrmas. guindaste. espaçadores) Limpeza c) Lançamento • • • • • • • • • Programar antecipadamente o volume de concreto. vibradores de imersão (agulha). etc. limitar o transporte a 60m. A cura deve ser contínua. lançar nova camada antes do início de pega da camada inferior. autobomba com lança. • • d) Adensamento • • • • Providenciar. ponteiros. bomba estacionária. iniciar a concretagem pela parte mais distante do local de recebimento do concreto. vibradores de superfície (réguas vibratórias). Fixação. pás. caçamba).0m. No caso de lançamento convencional verificar: o intervalo compatível de entrega do concreto. evitar a segregação e o acúmulo de água na superfície do concreto. lançar o mais próximo da sua posição final. início e intervalos das cargas. desempenadeiras.0cm da camada inferior. Dimensionar a equipe envolvida no lançamento. a altura de lançamento não deve ultrapassar a 2. Evitar o adensamento a menos de 10cm da parede da fôrma devido a formação de bolhas de ar e perda de argamassa. caçamba). Iniciar o adensamento logo após o lançamento. esteira. Durante o lançamento devemos evitar o acúmulo de concreto em determinados pontos da fôrma. jericas. Especificar a forma de lançamento (convencional. guincho. Cobrimento das armaduras (pastilhas. Providenciar equipamentos e dispositivos (carrinhos.

cinturão de segurança tipo pára-quedista e trava-quedas). luva e mangote de raspa. beirada das lajes. calçado. devemos evitar o empilhamento e armazenamento próximo a beiradas de laje. avental. Retirar da área de produção as ferramentas defeituosas. com guarda-corpos de madeira. poços. corte. As escadas devem ser dimensionadas em função do fluxo de trabalhadores. protetor auricular. Madeira de desforma e estroncas devem ser armazenadas no centro do pavimento. danificadas ou improvisadas. óculos de segurança contra impactos.ANOTAÇÕES Noções de segurança: Para evitar quedas de pessoas em aberturas. O içamento de materiais só deve ser feito por pessoal qualificado Para o transporte. emprego de escadas inadequadas devemos: proteger as beiradas das lajes. metal ou telados. ser fixadas nos pisos inferiores e superiores. Para evitar quedas de materiais e objetos. escorregões ocasionados pela desforma. - - - 288 . dobra e manipulação de armações de aço devem ser utilizados os equipamentos de proteção individual obrigatórios (capacete.

12 . aplainar. produz reações oblíquas nos apoios A abóbada serve ainda de meio de suporte de pavimentos. A palavra provavelmente. escadas. e tem como objetivo melhorar a comunicação e o entendimento com os profissionais envolvidos na construção. quer no vertical. quer no sentido horizontal. a abóbada tem origem num arco que se desloca e gira sobre o próprio eixo. Aço – CA-50 – Aço para concreto armado de tensão característica e escoamento igual a 50 Kgf/mm . Na engenharia é uma estrutura de alvenaria ou concreto. pisos etc. Acesso – Passagem. Adobe – Tijolo feito com uma mistura de barro cru. vãos.VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO Este capítulo reúne a maior parte dos termos usados na construção civil. Abraçadeira – Peça metálica que. Aço-carbono – Liga de aço e carbono que resulta num material leve e de grande resistência. Acetinado – Todo material tratado para ter textura semelhante ao cetim. Abóbada – Geométricamente. alvenaria. valas). No uso corrente. realizadas ao término da estrutura. estrume ou fibra vegetal. conduites etc. A Abaular – Dar forma curva. curva. janelas. desbastar saliência ou alisar madeiras. que forma normalmente a cobertura de um recinto. também chamada de abrigo de carros. arqueada a uma superfície. linha ou outra referência. onde se guardam os vinhos e azeites. Afagar – Nivelar. lugar ou meio de ligação por onde se chega à entrada de um edifício ou à alguma parte dele. formando novos compartimentos ou ampliando os existentes. Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. tem origem no termo francês cave: lugar especial da casa. Adega – Também conhecida como cava. Abertura – Termo genérico que indica todo e qualquer rasgo na construção (portas. Carregada verticalmente. Abrigo – Lugar destinado a proteger das intempéries. Acabamento – Conjunto de operações de revestimentos e de finalização. Abrasão – Desgaste causado nas superfícies pelo movimento de pessoas ou objetos. tabuleiros de ponte. como tubos. Aclive – Quando o terreno se apresenta em subida em relação à rua. indica locais como garagem. normalmente fixa peças. areia em pequena quantidade. Afastamento – Separação de um elemento construtivo em relação a um ponto. Acréscimo – É o aumento de uma construção. em geral no subsolo. 2 289 .

resultante da destilação de materiais (hulha. 290 . Aos alpendres maiores dá-se o nome de varanda. Alcatrão – Produto semi-sólido ou liquido. engenheiro no seu trabalho. Almoxarifado – Depósito dos materiais de uma obra ou empresa. Aglomerado – Placa prensada. Alto-relevo – Saliência criada e definida numa superfície plana. Água furtada – Vão entre as tesouras do telhado. Conjunto de estacas e sapatas responsável pela sustentação da obra e transmitir ao solo de forma estável. calor ou pressão. permitindo a absorção da tinta. Alpendre – Cobertura suspensa por si só ou apoiada em colunas. Trabalha o revestimento ainda úmido de paredes e tetos. Aldrava – o mesmo de aldraba. linhito. faz a ligação das partículas inertes por ação física ou por reação química. Alambrado – Cerca feita com fios de arame que delimita um terreno. sem aberturas para o exterior.Afresco – Técnica de pintura. construir. Argola de metal que fica do lado de fora da porta e serve de instrumento para bater à porta. Alicerce – Fundação. misturada a um agregado.é o nome que se dá às duas águas de forma trapezoidal. com o sem adição de água. por onde passam os eixos de simetria da seção. peça com saliência superposta à superfície. Água-mestra – Nos telhados retangulares de quatro águas. Geralmente fica localizada na entrada da casa. Almofada – Na marcenaria e carpintaria. Aglomerante – (ligante. sótãos ou desvão de telhado. Z e L. Profissional que estuda os níveis e as características do terreno para ajudar o arquiteto. I. As duas triangulares são chamadas de tacaniças. T. Altura (de uma edificação) – É a diferença de cota entre o piso do pavimento habitável mais próximo do terreno natural e o forro do pavimento habitável mais alto. Agrimensura – Medição da superfície do terreno. Alçar – Levantar a parede. Alçapão – Portinhola no piso ou no foro que dá acesso a porões. Água do telhado – Cada uma das superfícies inclinadas da cobertura. juntamente com água e um ligante. composta de serragem compactada com cola que pode ser fechada com duas lâminas de madeira ou não. Alinhamento – Linha que limita o lote urbano em relação à via pública. Agregado – Material pétreo granuloso quimicamente inerte e sem poder aglutinante que. forma argamassas e concretos. aglutinante) substância que. turfa e madeira). que principia na cumeeira e segue até a beirada. Alma – Parede componente dos perfilados ou vigas U. Alcova – quarto pequeno de dormir. Ângulo do telhado por onde correm as águas pluviais. Agrimensor – Topógrafo.

em sucessivas camadas. pára-ventos) que se coloca diante de alguém ou de algo. por meio de registro escrito. As peças de uma fiada são assentadas com diferença de meio comprimento ou meia largura em relação a fiada seguinte. pedras e outros elementos que compõe a alvenaria. talhadeiras) do qual resulta uma textura rugosa. Andar térreo – é o pavimento acima do porão ou do embasamento e no nível da via pública. de maneia que as juntas verticais fiquem desencontradas. ligado hidraulicamente a rede de água e de esgoto. Andar – Qualquer pavimento de uma edificação. Amianto – Tem origem de um mineral chamado asbesto e é composto de filamentos delicados. Primeiro andar – é o pavimento imediatamente acima do andar térreo. Aprovação de planta – Ato administrativo da Prefeitura para aprovação de projeto arquitetônico de construção ou reforma de um edifício urbano. para proteger. 291 . Andaime – Plataformas elevadas do piso. Angelim-vermelho – Madeira de construção de cor castanho-rosada. Alvenaria – Conjunto de pedras. castanho clara. peça (biombos. Aprumar – Acertar a verticalidade de paredes. quebra-luzes. Amarração – Modo de assentar tijolos. Angico – Madeira muito dura. Apontador – Funcionário encarregado do controle de presença dos operários de uma obra ou serviço. Apicoado – Superfície submetida a desbastamento (com ponteiros. loja ou sobre loja. Aquecimento Central – Sistema que centraliza o aquecimento da água para distribuição nas edificações. flexíveis e incombustíveis. muros e alicerces. Apartamento – Conjunto de dependências constituído de habitação distinta. Anteparo – Qualquer objeto. pilares e colunas por meio de prumo (ver prumo). que formam paredes. insolúvel na água. enfeite fixado em paredes e muros.Alvará de construção – Documento emitido pela prefeitura do município onde a construção está localizada que licencia a execução da obra. acima do porão. loja ou sobre loja. Apiloamento – Operação de bater a terra solta com soquete ou maço. É utilizado na construção de refratários. bloco. Alvaiade – Carbonato básico de chumbo de composição variável. rés do chão. Aplique – Ornamento. e na composição do fibrocimento. Anodização – Tratamento químico no alumínio que lhe confere aparência fosca e cores variadas. com argamassa ou não. rés do chão. usada para alcançar niveis superiores durante a construção ou reparo de um edifício. A fonte de energia para o aquecimento da água poderá ser a eletricidade. o gás ou a energia solar. usado no estado em pó fino na fabricação de tintas brancas. ou adicionadas ao cimento branco para rejunte. embasamento. de tijolos ou blocos. de cor branca sem matizes. Aparelho Sanitário – Peça ou aparelho destinado a usos higiênicos. Anteprojeto – Linhas iniciais em busca de uma idéia ou concepção para desenvolver um projeto. antiderrapante.

Área construída – É a soma das áreas dos pisos utilizáveis. complementado as moradias. e o sentido plástico da época. Arquitrave – Viga de sustentação que. Arame recozido – Arame de ferro submetido a tratamento térmico de recozimento que o torna flexível. usada no assentamento ou revestimento. a realidade social. calcário ou feldspato usado em pisos. Arquibancada – Série de assentos em filas sucessivas. excluídas as paredes.400ºC de uma mistura de argila e substâncias capazes de gerar gases. o conhecimento dos materiais e de suas técnicas. Arco – semicircunferência que vence um vão entre paredes. Arquiteto – Profissional que idealiza e projeta uma construção. tendo em vista o conforto. Área permeável – É a porção do terreno onde não há pavimento ou estruturas subterrâneas capazes de obstruir a percolação das águas para o subsolo. Área ou faixa não edificável (non aedicandi) – É a área de terreno onde não é permitida qualquer edificação. se apóia em colunas. Arabesco – Ornamento de inspiração árabe. Ardósia – É uma rocha metamórfica de grão fino e homogêneo composta por argila ou cinzas vulcânicas que foram metamorfizadas em camadas. Possui a arte da composição. Armadura – conjunto de ferros que ficam dentro do concreto e dão rigidez à obra. Aroeira – Madeira em extinção de cor variando do castanho ao avermelhado escuro. em suas extremidades. Arenito – Rocha composta de pequenos grãos de quartzo. Arcada – Sucessão de arcos. Argila expandida – Agregado artificial leve.Aquecimento de passagem – Sistema que aquece a água sem centralizar a reserva de água quente. Armador – Profissional responsável pelo corte e pela armação das ferros de uma construção. pilares. obtido por aquecimento de 1. Área de lazer – É a área de uso comum dos condomínios. Área ocupada – è a área de projeção horizontal de uma ou mais edificações sobre o terreno. encostar. Arquitetura – Arte de compor e construir edifícios. em forma de escada.000º a 1. escorar. Arrimar – Apoiar. cada fila mais elevada que a outra. 292 . Área útil – Superfície utilizável de uma edificação. Podendo ser elétrico ou a gás. Arandela – Aparelho de iluminação fixada à parede. Arrematar – Finalizar um serviço na fase de acabamento da obra. cobertos de todos os pavimentos de uma ou mais edificações. Argamassa – Mistura de materiais inertes (areia) com materiais aglomerantes (cimento e/ou cal) e água. Rocha macia e de corte fácil.

sem estrutura de sustentação aparente. Ateliê – Local de trabalho do artista. que ocorre na natureza ou é obtido pela destilação de petróleo.Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício comercial ou industrial recém construído. Balaústre – Pequena coluna ou pilar que. pisos. Assentar – Colocar e ajustar tijolos. Balcão – Elemento em balanço. blocos. de cor entre preta e pardo-escura. Geralmente usada em processos de impregnação de fungicidas e preservativos na madeira. que se coloca na parte superior de portas e janelas. e no qual os constituintes são os betumes. Assobradada – Construção com mais de um pavimento. Ligar circuito ou aparelho elétrico à terra. Art nouveau – Arte nova se refere ao estilo arquitetônico e da arte decorativa que marcou o final do século XIX e o começo do século XX. É protegido com grades ou peitoril. usada em iluminação de jardins. disposto diante de portas e janelas. pastilhas e outros acabamentos. Baldrame – Viga ou conjunto de vigas de concreto armado que corre sobre qualquer tipo de fundação para travamento ou apoio das paredes. de cozimento ou de secagem de materiais. A origem do azulejo remonta aos povos babilônicos. com uma ou mais lâmpadas. Baliza – É um instrumento utilizado pelo topógrafo para elevar o ponto topográfico com objetivo de torná-lo visível. que se funde pelo calor. Assoalho – Piso de madeira de tábuas corridas. sustenta corrimãos e guarda-corpos. Azulejo – placa de cerâmica polida e vidrada. B Baixo-relevo – Trabalho em que as figuras sobressaem muito pouco em relação à superfície que lhes serve de fundo.Art déco – Movimento entre os anos 20 e 40 e marca a arquitetura com linhas geométricas e tons pastel. favorecendo a iluminação e a ventilação dos ambientes. esquadrias. Autoportante – Elemento que tem rigidez mecânica suficiente para sustentar a si mesmo. Bandeira – Caixilho fixo ou móvel. Autoclave – Máquina que opera em altos graus de temperatura e pressão. Auto de vistoria . Asfalto – Material sólido ou semi-sólido. na altura de pisos elevados. Aterrar – Colocar terra para nivelar uma superfície irregular. Balizador – Pequena haste cilíndrica. Átrio – Pátio descoberto cercado por telhados. 293 . Aspersor – aparelho usado na jardinagem que divide o jorro da água em gotículas. Balanço – Saliência ou corpo que se projeta para além da prumada de uma construção. alinhada lado a lado.

classificados em peneiras. Bitola – Dimensão ou forma fixa de certos materiais determinada pelo uso ou por normas técnicas. que permite fixar o piso de tábua. Tem de 3 a 5 cm de largura por 2. onde os condutores são lançados. metal ou cantaria. Basalto – Rocha muito dura. Bay window – Janela de três faces. Fragmentos de pedra usados na construção civil. Basculante – Caixilho empregado em portas e janelas. Bate-estaca – Equipamento de cravar estacas no terreno pela ação de golpes a sua cabeça com um pilão.Bandeja – Conduto de instalação aparente. Tem função estrutural. 294 . pedra. Bow-window – Janela semicircular que se projeta para fora das paredes.5 cm de espessura. Pode ser estrutural ou não. Bangalô – Pequena casa alpendrada. erguida no campo ou nos arredores das cidades. Boiler – Compartimento em que a água de um sistema de aquecimento central é armazenada e mantida em determinada temperatura. que avança além da parede que a sustenta. plástico ou metal. Também é a proteção externa colocada nos edifícios para evitar a queda de detritos. Bloco – Designa edifícios que constituem uma só massa construída. onde as peças giram em torno de um eixo até atingir a posição perpendicular em relação ao batente ou à esquadria. Bloco de vidro – Elemento de vedação que ajuda a iluminar o ambienta. Barrote – Peça de madeira. Barrado – Revestimento colocado nas partes inferiores das paredes. abrindo vãos para ventilação. Bloco sílico-calcário – Elemento de alvenaria composto de uma mistura de areia silicosa e cal virgem. sobre o qual bate a folha da porta ou da janela ao fechar. protegendo-a da ação das chuvas.5 a 3. chumbada com massa no contrapiso. Beiral – Prolongamento do telhado ou da estrutura de uma laje para além da parede externa. Brise – Quebra-sol composto de peças instaladas na vertical ou horizontal diante das fachadas para impedir a ação do sol sem perder a ventilação. Bisotê – Rebaixo em ângulo na extremidade do vidro ou do espelho deixando o contorno da peça mais fino do que o restante da superfície. Boleado – acabamento arredondado no contorno da superfície de madeira. presa ao guarnecimento do vão. Brita – Pedra quebrada mecanicamente em fragmentos de diâmetros variados. Bloco cerâmico – Elemento de vedação com medida-padrão. Bica corrida – Pedra britada (ver brita). Bloco de concreto – Elemento de dimensões padronizadas Tem função estrutural ou de vedação. usada na pavimentação de estradas e na construção. Barroco – Estilo marcado pelo excesso de detalhes e de rebuscamentos. de grão fino e cor escura. aberto superiormente em toda sua extensão. Batente – Peça de madeira.

Calha – Canal que recebe as águas das chuvas e as leva aos condutores verticais. em sentido vertical. C Caderno de encargos – É o conjunto de especificações técnicas. Cantoneira – Peça em forma de “L” que arremata as quinas ou ângulos de paredes. Capitel – Parte superior de uma coluna. Também profissional que forma as pedras de calçamento. Caixilho – Parte da esquadria que sustenta e guarnece os vidros de portas e janelas. de cor amarelo-clara com manchas mais escuras. com ou sem adição de cola. ou em determinados pontos ao longo de trechos extensos da mesma. Calafetar – Vedar fendas e pequenos buracos surgidos durante a obra. A perfuração atinge no máximo 6. retiradas de um bloco de rocha. Caibro – Peça de madeira inclinada segundo o caimento do telhado e regularmente espaçada. Capa – Demão de tinta.0m. que permite o acesso para limpeza e inspeção. hidratados ou não. implantado em anexo a área reservada a construção principal. Caixa de gordura – Caixa para retenção de gorduras. Cal – aglomerante cujo constituinte principal é o óxido de cálcio em presença natural do óxido de magnésio. execução. que aplica com broxa. Caixa de passagem – Une tubulações diversas. pigmentos ou outros. destinado à escada. fiscalização e controle de serviços e obras. Caiação – Pintura com cal diluída com água. Camada de betume aplicada sobre uma superfície. que suporta pouco peso. com o martelo de calceteiro. Caixa de escada – Espaço. como depósitos. instalada após o sifão. condições e procedimentos estabelecidos pelo contratante para a contratação. oficinas ou outros. Caixa de inspeção – Caixa enterrada nos pontos de mudança de direção de uma canalização de esgotos ou águas pluviais. Podem ser simples ou ornamentados. ruas ec. Cantaria – Pedra de cantaria é a pedra esquadrejada em cantos formando esquadro de 90 graus usadas para edificar ou revestir. Canal de irrigação – duto ou vala que conduz a água com a finalidade de umedecer os solos. 295 . executada a trado. na canalização de esgoto da pia de cozinha. Canafístula – Madeira dura. Calçada – Pavimentação do terreno dentro do mesmo. critérios. elétricas ou hidráulicas. Calceteiro – Profissional que trabalha com assentamento de pedra em calçadas. Calefação – Sistema criado para aquecer a construção. sobre a qual se pregam as ripas. Canteiro de obra – Conjunto de instalações provisórias auxiliares de uma obra.Broca – Estaca manual simples. estradas.

Climatizado – Ambiente cuja temperatura é controlada artificialmente. Clarabóia – Abertura. em geral envidraçada. base de extração da cal. Carpete – Forração de pisos. Chanfrar . tais como tijolos. Cerâmica – Objetos de argila. para iluminar interiores de uma edificação. Cimalha – Saliência ou arremate na parte mais alta da parede ou mureta. em forma de cavalete. de barras de aço. feito com tábuas de madeira sobrepostas. Cerca viva – Arbustos plantados para formar um muro divisório. Chalé – Casa de campo de madeira com telhados em duas águas. Cascalho – Lasca de pedra Caulim – Argila branca. Caranguejo – Espaçador para armadura feito em obra. Carpete de madeira – Conjunto de pranchas de madeira ou laminado que são encaixados e/ou coladas ao contrapiso. 296 . que avançam sobre a fachada.Caramanchão – Armação.Cortar em diagonal os ângulos retos de uma peça. Clapboard – Tipo de revestimento externo para paredes. polias e quadros de comando. tipo do colonial americano. Chaminé – Duto que conduz a fumaça da lareira e do fogão para o exterior da casa. Chapiscar – Lançar argamassa de cimento e areia grossa contra uma superfície para torná-la áspera e facilitar a aderência. rica em carbonato de cálcio. São constituídas de concreto e barras de aço corridas fundidos dentro de uma canaleta. Também se refere às lajotas usadas em pisos ou como revestimento de parede. sustentado por pontaletes ou pilares e coberta por vegetação. Casa de máquinas – Compartimento de um edifício situado acima da última parada dos elevadores. em forma de funil. bem inclinadas. destinado aos motores. Chapuz – Peça de madeira que serve de apoio as guias nos escoramentos de laje e estruturas de concreto armado. Cavilha – Peça de fixação ou arremate em madeira. Chumbar – Fixar com argamassa. utilizado junto às formas para concretar os pilares pelas janelas intermediárias. Cisterna – Poço de água potável ou reserva de água enterrada. feita no telhado. Tem formato cilíndrico-cônico. telhas e vasos. como um pergolado. Carpinteiro – Profissional que trabalha o madeiramento de uma obra. Cachimbo – Anteparo de madeira. Cinta de amarração – Reforço horizontal realizado em todas as paredes que recebem esforços com a finalidade de distribuir as cargas e “amarrar” as paredes internas às externas. Os mais comuns são os têxteis.

Contramarco – Quadro que serve de gabarito para fixar o caixilho. porém. Clorar – Tratar a água com cloro a fim de eliminar microorganismos. Coreto – Espécie de armação construída ao ar livre. Contraventamento – Sistema de ligação entre elementos principais de uma estrutura com a finalidade de aumentar a rigidez. 297 . que se executa no fechamento superior de um edifício. que nivela o piso antes da aplicação do revestimento. o que permite a fabricação de peças com grande dimensão. em proporções prefixadas. Cobertura – Estrutura revestida de material impermeável. assumiu as formas mais variadas e diversos ornamentos. Colonial – Tipo de arquitetura praticada nos países que foram colônias. Coeficiente de aproveitamento – É a relação entre a área construída de uma ou mais edificações e a área de terreno a ela(s) vinculada. Conduíte – Tubo que conduz a fiação elétrica. que forma uma massa compacta e endurece com o tempo. Colunata – Conjunto de colunas enfileiradas de forma simétrica. destinado a espetáculos públicos. vigas) usada sob a janela para evitar a fissuração da parede. que suga a fumaça dos fogões. Coifa – Cobertura feita de metal. Combogó – Elemento vazado (ver) Compensado – Chapa de madeira sobreposta e colada sob forte pressão. Código de obras – Conjunto de leis municipais que controla o uso do solo urbano. Contrapiso – Camada de concreto não estrutural. Tem as mesmas características da madeira em relação à elasticidade e ao peso. Cornija – Conjunto de molduras que serve de arremate superior às obras de arquitetura. Contraverga – Reforço na alvenaria (canaletas. Copa – Compartimento auxiliar da cozinha. cimento. sobre o frechal. Closet – Pequeno cômodo usado como quarto de vestir. Coluna – Elemento estrutural de sustentação. maior resistência e homogeneidade. Contrafrechal – Terça que se apóia nas pontas das linhas das tesouras. areia e pedra britada. Coletor de energia solar – Placa que capta a energia solar e a transforma em eletricidade (com células fotovoltaicas) ou energia térmica. Apresenta. Corpo de prova – Material utilizado para o ensaio de resistência à compressão tração ou outro ensaio físico. Concreto – Mistura de água. Ao longo da história da arquitetura.Clínquer – Produto granulado resultante da queima até a fusão parcial ou completa de constituintes minerais. com a finalidade de protegê-lo da chuva e de outros agentes.

demolindo ou cortando acima desta cota. com o aproveitamento do sistema viário existente. Coxim – Reforço de concreto nas alvenarias que recebem cargas concentradas (das tesouras. Desnível – Diferença entre altitudes de dois pontos do terreno ou construção. Cromado – Material que recebe uma camada de cromo. Cúpula – Parte superior interna e externa de algumas construções. duro e brilhante. Desdobro – É a divisão. Cota – Indicação ou registro numérico das dimensões. onde se encontram as superfícies inclinadas (águas). vernizes ou pinturas a óleo que formam um entrelaçamento irregular de fendas muito finas. concretos. Cuba – Recipiente das pias. Corrimão – Apoio para as mãos colocado ao longo das escadas.Corredor – É o saguão de que segue. Curar – Secar madeiras. Desgaste – Ver abrasão. 298 . sem interrupção da rua ou área de frente até a área do fundo. D Deck – Plataformas feitas com tábuas para circundar piscinas ou espelho d’água. de vigas na alvenaria estrutural etc. Ver abóbada. Declive – Quando a inclinação do terreno está abaixo do nível da rua. Curva de nível – Representação gráfica da curva formada pelos pontos de mesma cota. que se dispõe em seqüência na composição de uma escada. Desforma – Operação de retirada das formas de uma obra de concreto armado. Craquelê – Rachaduras em esmaltes. Degrau – Cada um dos pares iguais de planos sólidos. rampas etc. Depósito – Edificação ou ambiente destinado à guarda de mercadorias ou objetos. Croqui – Primeiro esboço de um projeto. Desempenadeira – Instrumento formado por uma base lisa e uma alça. Cota de arrasamento – Cota em que deve ser deixado o topo de uma estaca ou tubulão. Desaterro – Retirar um volume de terra de um local. em duas ou mais áreas. Demão – Cada camada de tinta aplicada sobre uma superfície.). cimentos etc. Cozinha – Compartimento em que são preparados os alimentos. de um lote edificável para fins urbanos. usado para eliminar ondulações nas argamassas. Cumeeira – Parte mais elevada de um telhado. Elemento metálico. Desmembramento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. horizontal e vertical.

Ducha – Chuveiro com jatos d’água de grande pressão. Drenagem – Retirada de água do solo. resulta em uma base medianamente solúvel. tanto da superfície quanto de camadas profundas. aposentos de empregados etc. 299 . ou seja. Dilatação – Aumento de dimensão. denominada hidróxido de cálcio. que permite que a folha se movimente em torno de um eixo. Ela aparece devido a um processo químico. Edificação – Obra. dotado de aberturas que possibilitam a passagem do ar e de luz para o interior. Desvão – espaço entre a telha e o forro. E Edícula – Construção complementar independente com área inferior a construção principal destinada à lavanderia. principalmente a partir de uma variação térmica. Elevação – Representação gráfica das fachadas em plano ortogonal. despensa. Domo – Peça de fibra de vidro ou acrílico. ou ar. Tapumes. Emboço – Primeira camada de argamassa. Elevador – Equipamento que executa o transporte vertical. reagindo com a água. Elastômero – Polímeros naturais ou sintéticos que se caracterizam por apresentar módulo de elasticidade inicial e deformação permanente baixos. de pessoas ou mercadorias. Divisória – Parede que separam ambientes de uma construção. Tem como função uniformizar as superfícies. Embasamento – Parte inferior de uma construção. Dormente – Peça de madeira usada na composição de escadas e peitoris. biombos. cerâmica ou vidro. utilizado na cobertura para iluminar e ventilar o interior. fios (conduítes). Elemento vazado – Peça produzida em concreto. Dobradiça – Dispositivo de fixação da folha ao marco (batente). Empena – Cada uma das paredes laterais onde se apóia a cumeeira nos telhados de duas águas. Eletroduto – Conduíte que carrega a fiação. construção.São manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. Disjuntor – Dispositivo destinado a desligar automaticamente um circuito elétrico sempre que ocorrer sobrecarga da corrente. sem profundidade ou perspectiva. Eflorescência . Emboçamento – Assentamento com argamassa das telhas da cumeeira ou espigão. Aplicação da primeira camada de argamassa nas paredes. Também conhecida como oitão. Também é utilizado para assentar trilhos das ferrovias. Duto – Tubo que conduz líquidos (canos).Destacamento – Assentamento das duas primeiras fiadas de uma alvenaria. Ver junta de dilatação. O cimento comum.

resultando num efeito irregular e manchado. janelas) utilizado em uma obra. Encunhamento – Colocação da última camada de tijolos de uma parede. utilizado para travar o pé das formas dos pilares. Escantilhão – Régua de madeira que serve de molde para marcar ou aferir medidas em peças ou em obras. podendo ou não ficar aparente na fachada. de forma que fique coeso. É utilizado para espalhar em pequenas áreas a massa corrida ou massa a óleo nas esquadrias de madeira. fixo no concreto. Escora – Peça de madeira ou metálica que sustenta ou serve de arrimo a um elemento construtivo quando este não suporta a carga dele exigida. 300 . Engastado – Encaixado. Entulho – Conjunto de materiais fragmentados e desagregados. Encarregado – Auxiliar do mestre de obras. Enquadrar – Emoldurar. Espatolato – Técnica de pintura que imita a textura da rocha. na qual o aglomerante passa a oferecer resistência a esforços mecânicos. Espera – Armadura ou tijolos deixados para possibilitar a amarração futura. Enxaimel – Conjunto de estacas e caibros que sustentam as divisões da estrutura da casa. Ou ainda execução de um elemento construtivo oposto a um já existente. Ou também pequena peça de madeira em forma de cunha. Endurecimento – Fase subseqüente ao período de pega. embutido.Empreitada – Sistema de contratação de um ou mais profissionais para executar qualquer tipo de serviço ou obra. Esponjado – Técnica de pintura utilizando uma esponja para espalhar a tinta. que coordena serviços de grupos de operários. Escovado – Metal polido com escovas. Espaçadores – Também conhecido como pastilhas plásticas ou de argamassa que tem a função de distanciar as armaduras das formas. Epóxi – Tinta plástica e impermeável usada na pintura de peças metálicas. ganhando aparência fosca. que evita o deslocamento das vigas ou dos sarrafos. Engastalho – Calço de madeira. Escada – Série de degraus por onde se sobe ou se desce. Esquadrias – Qualquer tipo de caixilho (portas. ou ambientes expostos a umidades. Espelhado – Superfície polida. que se acumulam em demolições ou construções. Espátula – Objeto feito de metal e de forma espalmada. de modo a adquirir a aparência lisa do espelho. Espigão – Linha inclinada que divide as águas de um telhado. colocar o caixilho. Escala – Relação de homologia existente entre o desenho e o que representa na realidade. Eles ficam inclinados e comprimidos por argamassa até a estrutura.

Ferragem – Artefatos ou peças de metal (fechaduras. conferida pela impermeabilização. 301 . Esticador – Dispositivo para tencionar barras ou cabos flexíveis metálicos. de impedir a passagem de fluídos. que é cravada nos terrenos. janelas. protendido. Flambagem – Deformação lateral ocorrida em peças esbeltas ao passarem do estado de equilíbrio estável para o instável. piscinas e calhas. Fechadura – Fecho composto por um mecanismo e acionado por maçaneta. F Fachada – Qualquer das faces externas de um edifício. proveniente de uma ruptura pouco profunda de sua massa. geralmente de concreto armado. estruturas de madeira ou metálicas. pivotar etc. desde à ruptura. friso. a mais freqüente é a fibra do amianto. Flameado – Que sofre a ação de chamas para alcançar a forma final. É obtido por meio de processo no qual o vidro ainda em fusão possibilita a separação dos filamentos que compõe o material. Fibra de vidro – Material resistente. dobradiças. ordinariamente em nível e obedecendo a uma linha esticada. chave ou tranqueta. Fecho – Dispositivo em que uma peça metálica pode ser movimentada diretamente para manter fechados painéis. que servem para juntar partes ou dar-lhes certos movimentos como abrir. correr. puxadores etc. impermeável. e quando necessário podem ser abertos.Estaca – Componente das fundações profundas de pequeno diâmetro e longa. Filete – Moldura estreita.para ser trabalhada em estado granular solto. Fiada – Fileira horizontal que o pedreiro assenta. cremonas. aço ou madeira. Estanqueidade – Propriedade. Farofa – Argamassa preparada a seco ou com mínimo teor de água. régua do boxe. sem causar divisão do sólido em partes separadas. Semelhantes ao canelado. empregado na fabricação de banheiras.) empregados em portas. na operação de elevação de uma parede ou obra de alvenaria de tijolos ou de peças similares. Estrutura – Conjunto de elementos que forma o esqueleto de uma obra. Estudo preliminar – Quando se verifica a viabilidade de uma solução que dá diretrizes ou orientações ao anteprojeto.0mm que aparece na superfície do concreto ou revestimento. Estriado – Superfície trabalhada em que aparecem estrias. Fissura – Abertura inferior a 1. Estuque – Toda a argamassa de revestimento geralmente acrescida de gesso ou pó de mármore. puxador. Estribo – Cada uma da série de ferros paralelos que envolvem as barras longitudinais. fechar. quando são submetidas à compressão. fixando-as em sua devida posição. Fibrocimento – Material resultante da união do cimento comum com fibras de qualquer natureza. Também usada para fazerem forros e ornatos.

após aquecimento. Quando exixte sobrecarga no sistema elétrico. como hera. musgo ou grama. que irão compor a estrutura da construção. serve para exposição de obras de arte. Também é o nome que se dá ao arremate entre bancadas e as paredes. Fossa – Cavidade que recebe os líquidos residuais de uma construção. Forjar – Moldar o ferro ou outro metal. promove o isolamento térmico entre o telhado e o piso. verificar ou controlar formas e medidas durante a execução de uma obra. metal ou de outro material utilizado na obra para fundir peças de concreto armado.Flexão – Tipo de solicitação na qual esforços que atuam sobre uma viga prismática tendem a modificar sua curvatura longitudinal. G Gabarito – Molde em escala real para traçar. entre a base e o capitel. Plantas rasteiras. Fossa séptica – Compartimento enterrado onde os esgotos são acumulados e represados de forma a ser digeridos por bactérias. Também pode ser o corpo cilíndrico de um tubulão antes da base. armados. Fusível – Dispositivo que opera com limites de amperagem. Recuo da construção no pavimento térreo. ocultar canalizações ou estruturas. Quando instalados e cheios de pedra os gabiões se convertem em elementos estruturais flexíveis. impede que o resto do circuito sofá os efeitos da sobrecarga. que fazem o acabamento de um jardim. Forro – Material que reveste o teto. Utilizados como muros de contenção. Galga – Operação de riscar em uma obra uma linha paralela a outra conhecida ou transportar pontos por meio da aplicação sucessiva de um escantilhão ou gabarito. drenantes. Fuste – Parte intermediaria de uma coluna. sapatas etc. Duto subterrâneo para escoamento de águas. Forração – Espécie de carpete têxtil de pouca espessura. drenagem. ligando entre si dois logradouros. Galeria pública – Passagem coberta em um edifício. servindo de apoio à tesoura. canalizações etc. Depois desse processo. além da circulação de pessoas. Gabião – Tipo de caixa em forma de prisma retangular fabricado com malha hexagonal de dupla torção produzida com arames de baixo teor de carbono e revestido. os líquidos resultantes são encaminhados para um filtro anaeróbico e ao sumidouro. pivotar). Frechal – Viga que fica assentada sobre o respaldo das paredes. Galeria – Corredor largo que. Fungo – Microorganismo vegetal que se aloja como parasita nas madeiras. com finalidades acústicas e decorativas para reduzir o pé direito. tornando a passagem coberta.correr. Fundação – Conjunto de elementos de fundação (estacas. 302 . Frontão – Arremate superior de portas e janelas que normalmente tem forma triangular. utilizando uma bigorna. Folha – Parte da porta e da janela que necessita de ferragem para se mover (abrir. Forro falso – Forro de teto construído em plano inferior ao plano do forro verdadeiro.) responsável pela transmissão das cargas de uma obra ao solo. Fôrma – Elemento de madeira.

devido ao repentino fechamento ou à brusca abertura de registro. Gambiarra – Instalação provisória. guardas etc. Gárgula – Orifício para saída da água em fontes. com peso específico de 2. que entra na composição do granilite. Granilite – Mistura do cimento. Gleba – É uma porção de terra. varandas ao longo do tabuleiro de uma ponte. Grelha – Grade de ferro que protege a entrada de bueiros e ralos. Guarda-corpo – Grade ou balaustres de proteção usada em balcões. dura. feldspato e mica. a qual se chumba na alvenaria para permitir a fixação de caixilhos. Armação de ferro em forma de grades para proteção ou vedação de uma abertura. Geminada – Diz-se de duas edificações construídas. Também é a peça de suporte nas churrasqueiras. Guarita – Abrigo de madeira ou material leve. usada para revestir paredes e pisos. Grapa – Peça de ferro. Gruas – É um equipamento utilizado para elevação e a movimentação de cargas e materiais pesados. como as rosáceas.50 a 2. janelas. Gotejador – Peça usada em sistemas de irrigação que transforma o fluxo de água em gotas. válvula. com parede de meação. etc. 303 . para dar segurança aos usuários. pó de mármore e grana. Gravata – É um conjunto de peças de madeira para uso em formas de vigas e pilares com o intuito de fechar e travar as formas. Gótico – estilo arquitetônico que marca as construções com abóbadas ogivais e motivos tirados da natureza. uma encostada à outra. Gradil – Fecho construído na testada do lote edificado. com localização e configurações definidas e que não resultou de processo de parcelamento de solo para fins urbanos. causado por uma variação brusca na velocidade da água. geralmente dobrada. sacadas. torneira. Golpe de aríete – Choque contra as paredes de um duto forçado. batentes. composta de quartzo. com uma parte fendida e dobrada em sentidos opostos. Ver guindaste. Grana – Conjunto de rochas diversas. corrimões etc. Granito – Rocha ígnea granular. sentinelas. Sua estrutura é formada de madeira ou ferro e fechada com vidros ou treliças. de qualquer natureza. Gastalho – Braçadeiras de sarrafo que se pregam espaçadamente nos painéis das formas de vigas e pilares para impedir que venham a deformar por flexão no ato de enchimento. Podendo ter um lado fechado por parede.96t/m3 e resistência à compressão de 600kgf/cm2. Gazebo – Pequeno quiosque colocado no jardim. para proteção de vigia.Galpão – Construção coberta de dimensões amplas e aberta lateralmente. Gesso – Aglomerante aéreo obtido usualmente pela calcinação moderada da gipsita. geralmente fora das recomendações técnicas. Galvanizar – Recobrir uma superfície com metal para preservá-lo da corrosão. minúsculas.

Hidrômetro – Aparelho destinado a medir o consumo de água. Hidromassagem – equipamento com sistema de sucção e impulsão que gera movimentação da água. Inclinação – Ângulo formado pelo plano com a linha horizontal. Peça que direciona o sentido de movimento das peças móveis. como as portas de correr etc. Guindaste – Máquina composta de sarrilho.Guarnição – Régua ou sarrafo que cobre a junta formada pelo encontro da parede com o batente da porta ou janela. escadas. Guia – Peça de pedra ou concreto que delimita a calçada da rua. Imprimação – Também denominada por primer ou pintura primária. O mesmo que locação da obra. para compor coberturas. com a finalidade de favorecer a aderência do material constituinte do sistema de impermeabilização. Home theatre – Conjunto de equipamento de áudio e vídeo que reproduz em casa as características sonoras e de projeção dos cinemas. Insolação – Quantidade de energia térmica proveniente dos raios solares recebidas por uma construção. roldana e cabo destinado a levantar grandes pesos. É a pintura aplicada à supefície a ser impermeabilizada. rampas etc. se encontram as escadas e elevadores que conduzem aos andares superiores. H Habitação – É a construção ou fração de edifício ocupado como domicílio de uma ou mais pessoas. Iluminação zenital – Iluminação natural de um recinto através de clarabóias ou de domo. Hall (vestíbulo) – Sala de entrada onde. Impermeabilização – Conjunto de procedimentos que impede a umidade ou infiltração de água na construção. Hidrófugo – Produto químico. Hotel – Prédio destinado a alojamento. tintas e vernizes com a função de proteger a superfície da umidade. 304 . acrescentado a argamassa. nos grandes edifícios. Implantação – Demarcar no terreno a localização exata de cada parte da construção. Habite-se – Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício residencial recém construído. quase sempre temporário. I Iluminação – Arte de distribuir luz artificial ou natural em um espaço. Infiltração – Ação de líquidos no interior das estruturas construídas. Hidratação – processo químico pelo qual um aglomerante de origem mineral reage com a água.

que evita o transbordamento do excesso de água. com pouca espessura. barro cozido. Ladrão – Tubo de escoamento. Janela basculante . J Janela – Abertura destinada a iluminação e ventilação dos ambientes internos. Junta de dilatação – Espaço deixado entre a parte de uma estrutura ou de componente construtivo. hidráulicas. mármore etc. Irradiação – Propagação e difusão tanto de raios luminosos quanto de ondas sonoras ou de calor. Janela pivotante – Aquela que se abre girando verticalmente no seu próprio eixo. de cerâmica. Ladrilho hidráulico – Peça de cimento comprimido decorado feita na prensa hidráulica. para evitar trincas provenientes das forças de dilatação. Junta aprumo – É quando as juntas entre os elementos são coincidentes tanto na vertical como na horizontal. feita em uma só peça. além de permitir a visão externa. cimento. Janela de correr – Quando os caixilhos correm horizontalmente em rebaixos ou trilhos. linha ou fenda que separa dois elementos. gás etc. Junta amarração – É quando as juntas entre os elementos são desencontradas. Ladrilho – Peça quadrada ou retangular.Quando é subdividida em caixilhos de pequenas dimensões que giram em torno de seu eixo horizontal. Também conjunto das instalações elétricas. 305 . reservado no interior das construções para cultivo de plantas. Irrigação – Umidificação da terra por meio de sistemas mecânicos. Isolamento – Recurso para resguardar um ambiente do calor. colocado na parte superior de cubas. Junta – Articulação. do som e da umidade. Janela do tipo escotilha – Aquelas de dimensões pequenas e arredondadas semelhantes à janela dos navios. em geral envidraçado. Jardim – Local do terreno onde se cultivam plantas. L Lã de vidro – Material isolante composto de finos fios de vidro.Instalação – Conjunto de providências necessárias para iniciar uma obra. Janela guilhotina – Quando os caixilhos se movimentam verticalmente. banheiras ou reservatórios. Janela máximo-ar – Semelhante à basculante. Jirau – Estrado ou laje em piso a meia altura que permite a circulação de pessoas sobre ele e abaixo dele. Jardim-de-inverno – Local.

resistente às intempéries e ao ataque de fungos. servindo também para puxar ou empurrar a porta. à pressão atmosférica. Lei de zoneamento – Legislação municipal que rege o uso de terrenos urbanos. Lambril – Revestimento de madeira ripada usado em forros e paredes. apoiada em vigas e pilares. Esta denominação remonta aos tempos do Brasil Colônia. usados para moradia. Lençol freático – Depósito subterrâneo natural de água. Hoje são espaços amplos sem divisórias. Lambris – Revestimento interno de parede. Lajota – Pequena laje de pedra ou placas de cerâmica. M Macho-e-fêmea – Tipo de encaixe em que uma saliência se adapta a uma reentrância. Levigado – Tipo de acabamento semipolido. Lambrequim – Recorte na madeira que arremata forro e beirais. quando as árvores que produziam madeiras nobres só podiam ser derrubadas pelo governo. conferir ornatos às superfícies metálicas com o auxilio do cinzel. Maçaneta – Peça que transmite o esforço externo para acionar o trinco. Locação – Marcação da obra a partir do gabarito. que significa depósito. Parte de uma escada que se limita por patamar. que se articula nas pontas com as empenas e no centro com o pendural. azulejo e outros aplicados à meia altura. muro etc. pelo cubo. Geralmente situado à entrada da casa. Lote – Porção de terreno que faz frente ou testada para um logradouro publico. Tem encaixe do tipo machoe-fêmea. Pequena moldura usada para arrematar peças cerâmicas. placas de mármore. proveniente da infiltração de águas de chuva. Lance – Comprimento de um pano de parede. Living – Palavra inglesa que designa todos os espaços de convívio da casa. cunhar. Listelo – Filete. Linha – Viga horizontal inferior de uma tesoura. Loft – Palavra inglesa.Laje – Estrutura plana e horizontal de pedra ou concreto armado. propiciando ventilação. com abertura de novas vias públicas ou prolongamento ou alargamento das vias existentes. Longarina – Viga de sustentação em que se apóiam os degraus de uma escada. 306 . Lanternim – Pequeno telhado sobreposto às cumeeiras. Loteamento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. feito de tábuas. Lavabo – Pequeno banheiro sem espaço para o banho. Madeira de lei – Madeira dura. que divide os pavimentos de uma construção. Lavrar – Gravar. brocas e cupins.

o produto final. diminuindo o vão livre. depois de aplicada. Mármore – Calcário metamorficamente recristalizado que tem como constituinte importante um carbonato. água e cimento usado no emboço. Meio-fio ou guia . Manta asfáltica – É um impermeabilizante a base de asfalto modificado com polímeros estruturado com não-tecido de poliéster pré-estabilizado. Mata junta – Sarrafo ou régua que cobre a junta formada entre duas peças.. Massa corrida – Feita a partir de PVA ou acrílico. é penteada com uma escova. cal. água e cal empregada para rebocar as paredes. deixando-a pronta para receber a pintura. Marquise – Cobertura em balanço construída sobre o aceso de porta externa. usada como divisória. com cargas adicionais a si. Ver batente. consistência adequada para ser aplicado em calafetações rígidas. coberturas e contrapisos.Madeiramento – Conjunto de madeiras usadas na construção ou nas armaduras de telhado. Meio-nível – Piso construído a meia altura que aproveita um pé-direito duplo ou um declive no terreno. Meio tijolo – Parede cuja espessura corresponde à largura de um tijolo. pedras em obras de marcenaria. Mão-francesa – Elemento estrutural inclinado que liga um componente em balanço. de um projeto arquitetônico. ela se projeta para além da parede da construção. plásticas ou elásticas. Marmorizado – Técnica de pintura que reproduz os veios e as tonalidades do mármore. formando desenhos. Marco – Parte fixa das portas ou janelas que guarnece o vão e recebe as dobradiças. Não pode ser retocada e.Pedra de cantaria ou peça de concreto que separa em desnível o passeio carroçável das estradas e ruas. Marquise – Cobertura ou alpendre geralmente em balanço. cimento e corante. Pode ser aplicada diretamente sobre o solo para evitar erosão. em miniatura. 307 . Meia água – Telhado com um único plano inclinado Meia-parede – Parede que não fecha totalmente o ambiente. Manta plástica – revestimento plástico que impermeabiliza lajes. cal. Mansarda – Sótão com janelas que se abre sobre as águas do telhado. Mástique – Material de consistência pastosa. Massa grossa – Mistura de areia média. Massa fina – Mistura de areia fina. geralmente calcítico ou dolomitico. Massa raspada – Mistura de areia. escada externa etc. Marchetaria – Arte de incrustar ou embutir peças de madeira. Massa – Argamassa usada no assentamento ou revestimento de tijolos. Maquete – Reprodução tridimensional. Manilha – Grande tubo de barro para instalação subterrânea que conduz às águas servidas. adquirindo. dá acabamento liso a parede. ou filme de polietileno de alta densidade.

Memorial descritivo – Descrição de todas as características de um projeto arquitetônico. correspondente a 1/10 da penetração para os últimos dez golpes. a fim de evitar ondulações em pisos e contrapisos. Mestre-de-obras – Profissional que dirige os operários em uma obra. Monta-cargas – Pequeno elevador utilizado em algumas casas ou comércio para movimentar mercadorias. prateleiras etc. Viga saliente na face inferior de qualquer laje. Mictório – Aparelho sanitário próprio para nele se urinar. empuxos de águas de infiltração. Modular – Usar o módulo Módulo – Elemento com medida padrão Monoqueima – Processo de cozimento da argila na produção de cerâmica. Nivelar – Regularizar um terreno por meio de aterro ou corte. do qual se quer uniformizar o emprego. Nervura – Arco que produz uma saliência no interior de uma abóbada. Nível – Instrumento que verifica a horizontalidade de uma superfície. em toda a altura da janela. etc. N Nega – Penetração da estaca em milímetros. roupas etc. Mosaico – Trabalho executado com caquinhos de vidro ou pequeno pedaços de pedra e de cerâmicas engastados em base de argamassa estuque ou cola. Norma – Conjunto de prescrição que regulam o emprego de uma técnica ou fixam condições de execução de um projeto ou de elaboração de um produto. no caixilho divide as folhas. Mirante – Parte alta. sobrecarga de construções. de se poder olhar para o exterior sem ser observado. a fim de assegurar ventilação e sombra e. da fundação ao acabamento. sacadas ou balcões. Mourão – Esteio grosso de madeira ou de concreto muito usado em andaimes e cercas. Mezanino – Andar intermediário entre dois pisos e com acesso interno abrindo-se para um ambiente no piso inferior. Muxarabiê – Balcão protegido. 308 . Nicho – Reentrância feita na parede para abrigar armários. Mísula – Peça de pedra. também. em que as peças passam apenas uma vez pelo forno. Muro de arrimo – Muro resistente usado na contenção de terras. sobre-aterros. acima do telhado da construção. madeira ou concreto que sustenta beirais. por uma treliça de madeira. Montante – Peça vertical que. especificando o material que são necessários à obra.

obtido artificialmente por meio de pintura ou pela ação do tempo. porcelana ou vidro. necessidades de quem vai habitar. Orientação – Posição da casa em relação aos pontos cardeais. Passadiço – Corredor. cerâmicas etc. feita de cedro. Ogiva – Forma característica das abóbadas góticas. Ombreira – Cada uma das peças verticais de porta e janelas responsáveis pela sustentação das vergas superiores. Passarela – Corredor estreito e elevado que interliga dois ambientes. Óleo de linhaça – Solvente e secante para determinadas tintas. típica do Japão. verba disponível etc. Pano – Extensão de parede ou muro. pastilhas. Pátina – Efeito oxidado. Paisagismo – Estudo da preparação e da composição da paisagem como complemento da arquitetura Palafita – Conjunto de estacas que sustenta a construção acima do solo nas habitações lacustres. Oitão – Cada uma das paredes laterais de uma construção. presentes em janelas. Partido – Opção arquitetônica que atende a diversos fatores: topografia. Pastilha – Pequena peça de revestimento. sacadas etc. Apresenta composição de mosaicos. feita de cerâmica. que dá aspecto antigo às superfícies. Parquete – Piso feito da composição de tacos. Parede – Elemento de vedação ou separação de ambientes. Parapeito – Peitoril. P Painel – Grande superfície decorada. Passeio – É a parte do logradouro público destinado ao trânsito de pessoas. que formam desenhos a partir da mistura de tonalidades de várias madeiras. tanto no interior como no exterior da construção. obtido a partir das sementes do linho.O Ofurô – Banheira arredondada. condições locais. 309 . Processo em que se perde o brilho pelo efeito do ar ou por processos industriais. Oxidação – Ferrugem. Passa-prato – Pequena abertura feita à meia altura de uma parede que permite a passagem de pratos e alimentos da cozinha para a sala de jantar ou outro ambiente. terraços. galeria ou ponte que liga dois setores ou alas de uma construção. geralmente construído de alvenaria. Proteção que atinge a altura do peito. Patamar – Piso que separa os lances de uma escada.

Placa fotovoltaica – Peça responsável pela captação dos raios do sol transformando-os em energia elétrica. Pingadeira – Acabamento externo de proteção que desvia a água de chuvas. preenchida com barro. de pequena seção em relação à sua altura. argamassas e concretos de cimento. alvenaria ou concreto. para demarcações no terreno. Pega – Caracterização da perda de plasticidade das pastas. Pilar – Elemento estrutural vertical. Pé-direito – Distância vertical medida desde o piso até o teto de um ambiente. situadas alternadamente do lado de fora e de dentro. Perspectiva – Desenho tridimensional de fachadas e ambientes. unidos entre si por pequenas varas eqüidistantes e horizontais. Pau-a-pique – Tipo de taipa em que as paredes apresentam uma armação de varas ou paus verticais. Pendural – Parte da tesoura que trabalha à tração. Pérgola – Estrutura horizontal composta de elementos paralelos feitos de madeira. Piche – Substância negra. Pipe-rack – Cavalete metálico ou de concreto para sustentação de tubulações horizontais. cume. Conjunto de dependências de um edifício situadas num mesmo nível. pegajosa. Peitoril – Base inferior das janelas que se projeta além da parede e funciona como parapeito. píncaro. metálico e outros. Pináculo – Ponto mais alto de um edifício. O pendural se situa no eixo vertical da tesoura. Piso . recebem em ambos os lados da cabeça as extremidades das empenas e no pé. tiras plásticas. posteriormente. Pavimento.Pátio – Espaço descoberto no interior das casas e cercado pelos elementos da construção. a linha. Andar. tijolo. Pedreiro – Profissional encarregado de preparar a alvenaria. Pilastra – Pilar com quatro faces. Pivotante – Esquadria com eixo em forma de pivô vertical (movimento giratório vertical) permitindo formar ângulo reto e localizado ao centro da mesma. de forma prismática ou cilíndrico (coluna). metálicas ou têxteis. Pilarete – Pequeno pilar. obtida da destilação do alcatrão ou da terebintina. Um de seus lados fica ligado à alvenaria da construção. Pavimento – Andar. Piquete – Pequeno bastão de madeira com ponta que se crava no terreno. impedindo que ela escorra ao longo das paredes da fachada ou nos muros e muretas. A pérgola é sustentada por pilares ou em balanço. 310 . pH – Escala que mede o grau de acidez de diversas substâncias. Persiana – Caixilho formado por ripas de madeira. por meio de suspensório (estribo). feito de pedra. Pilotis – Conjunto de pilares ou colunas de sustentação do prédio que deixa livre o pavimento térreo. Elas são estreitas horizontais fixas ou móveis.Revestimento de base o qual se pode caminhar. resinosa. caldas. destinados a suportar carga vertical. concreto. Toda esta trama é.

Parte ou componente de uma edificação. cuja cobertura é apoiada em colunas. Apoio. Pré-fabricado – Parte ou componente de uma edificação. Poço artesiano – Perfuração mecanizada feita no solo para encontrar o veio d’água subterrâneo. fabricado previamente em instalações industriais. Porta-balcão – Porta de duas folhas que se abrem para as sacadas. Pó xadrez – Pigmento usado para dar cor a pisos feitos de cimento. resistência ao risco igual ou superior que as cerâmicas esmaltadas ou as pedras naturais. Pórtico – Portal de entrada de uma casa. O mesmo que planalto. Post-forming – Acabamento arredondado de bordas. depósito ou outro fim similar. que se destina a proteger ou camuflar o telhado. Polir – Lustrar uma superfície. utilizado com laminados plásticos colados. equivalente à figura de um corte horizontal que passa pelos peitoris das janelas. Planta baixa – Desenho de projeção horizontal de um andar de um edifício. 311 . Prédio – Construção destinada à moradia. Possui alta resistência ao impacto e baixíssima expansão por hidratação. pá de cabo curto e um balde fixo em um sarilho (também conhecido como sarrilho) para retirada do solo. Pontalete – Peça de madeira colocada a prumo que se amparam elementos horizontais pesados de uma construção. Porta – Abertura até o nível do pavimento feita nas paredes. Porão – Pequeno espaço situado entre o solo e o primeiro pavimento de uma casa. fabricado e depois montado na própria obra. Portinhola sobre a folha de uma porta maior. Poço caipira – Perfuração feita no solo manualmente utilizando uma cavadeira.Plaina – Instrumento utilizado para desbastar. Ver sarilho. Platô – Parte elevada e plana de um terreno. Playground – Palavra inglesa que significa espaço reservado para o lazer. para depois ser montado na obra. Escora. formatados por aquecimento. aplainar ou tirar irregularidades da madeira. que serve de vedação ou acesso a um ambiente. Porcelanizado – Processo industrial que dá aos materiais a aparência ou a textura da porcelana. Plano Diretor – Conjunto de leis municipais que controlam o uso do solo urbano. Postigo – Pequeno vão executado a meia altura de uma parede que permite a passagem de objetos de um cômodo a outro. inquebrável. terraços ou varandas. construída no topo das paredes externas de uma edificação e contornando-a acima da cobertura. Policarbonato – Material sintético transparente. Pré-moldado . que substitui o vidro no fechamento de estruturas. muros ou painéis. baixa porosidade. de alta resistência. com baixa absorção de água. Platibanda – Mureta ou balaustre de alvenaria maciça ou vazada. Porcelanato – Revestimento. Poço romano – Tanque ou piscina de dimensões reduzidas e circular.

Ato de deixar a argamassa formando um ângulo reto. Projeto – Plano geral de uma construção. Quiosque – Pequena construção. Ressalto – Qualquer saliência na fachada da construção. normalmente aberta que realçam a decoração de jardins. 312 . Rancho – Habitação rústica do campo. Retábulo – Peça de madeira ou pedra trabalhada em motivos religiosos na qual se encosta o altar. Respaldo – Última carreira de tijolos da alvenaria de embasamento ou de parede do pavimento. responsável pela passagem da corrente elétrica da rede para o conjunto de luminária. Refratário – Qualidade dos materiais que apresentam resistência a grandes temperaturas. uma laje de concreto armado. Radier – Tipo de fundação direta. elevação. Reboco – Revestimento de parede e teto feito com massa fina. Prumada – Posição vertical da linha do prumo. Prumo – Aparelho que permite verificar por paralelismo a verticalidade de paredes. Régua – Prancha estreita e comprida de madeira. Rejunte – Pasta de cimento e aditivos que preenche as juntas superficiais entre as peças de revestimento. Perfil de alumínio que nivela os revestimentos enquanto a massa ainda está mole. detalhamentos etc. Revestimento – Designação genérica dos materiais que são aplicados sobre as superfícies rústicas e que são responsáveis pelo acabamento. como a nogueira. Reator – Peça das lâmpadas halógenas.Programa – Conjunto de necessidades sociais e funcionais de uma família ou pessoas que serve de base para o desenvolvimento de um projeto. cortes. Recuo – Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. a imbuia e o pinho-de-riga. Requadro – Armação em que os componentes formam ângulos retos. Q Quadro de distribuição – Caixa que distribuí os circuitos de eletricidade em uma construção. Recorte – Acabamento feito com trincha no encontro de cores diferentes usadas para pintar a mesma parede ou no encontro de duas superfícies. fundida diretamente sobre o terreno previamente preparado. reunindo plantas. colunas etc. recebendo pintura diretamente. composta de chave geral e disjuntores. R Radica – Deformações em forma de bolas enrugadas que aparecem nas bases dos troncos de árvores.

Podem ser isolada ou corrida. Ornato colocado no centro dos tetos ou abóbadas ou nos lustres. Sarilho (Sarrilho) – Cilindro disposto horizontalmente. de camisa ou blusa. Sapata – Parte mais larga e inferior do alicerce. Pode ou não embutir iluminação. Rufo – Chapa metálica dobrada que. junto ao forro. cabo ou corrente para levantar objetos (pesos. 313 . Como ficam isoladas.5 e 2. S Sacada – Qualquer espaço construído que faz uma saliência sobre o paramento da parede. Já a sapata corrida é uma pequena laje armada colocada ao longo da alvenaria recebendo a sua carga e distribuí para uma faixa maior de terreno. Selante – Óleo ou resina que dá liga às tintas e aos vernizes. estreita e comprida. Rodaforro ou rodateto – Faixa (moldura) colocada ao longo das paredes. Rococó – Vertente do barroco que se caracteriza pelo excesso de detalhes e adornos. as sapatas são interligadas por vigas baldrames. é usada para cobrir casas e quiosques.Ripa – Qualquer peça de madeira fina. dos profissionais que trabalham nas obras. Rodapé – Faixa de proteção ao longo das bases das paredes. e no qual se enrola corda. baldes etc. no encontro de telhados e paredes. Seladora – Base incolor utilizada para proteger madeiras. Muito comum em portas divisórias retráteis. A tábua reentrante é chamada de saia.) Sebe – Tapume feio com ramos ou varas utilizado para fechar terrenos. A sapata isolada é um elemento de forma tronco de pirâmide construído nos pontos que recebem as cargas dos pilares. com largura entre 5 e 20 cm e espessura entre o. Peça de madeira em que se apóiam as telhas. e pequena quantidade de argila. Sanca – Moldura de gesso ou de outro material instalada junto ao teto. Na construção é usado para fazer argamassa e usado como piso de quadras de tênis. Saia-e-camisa ou saia-e-blusa – Tipo de forro de madeira em que as tábuas são sobrepostas formando reentrância e saliências. auxiliar. evita a penetração das águas das chuvas. Saliência – Elementos da construção que avança além dos planos verticais. e a saliente. quando seca. Rosácea – Caixilho de dimensões grandes e circulares. Sapé – Tipo de gramínea que.5 cm. Rústico – Acabamento ou construção feita de acordo com técnicas artesanais. junto ao piso. Sarrafo – Tira de madeira. Sanfonado – Que imita a forma e o movimento do fole da sanfona. Servente – Ajudante. Saguão – Pátio interno fechado por paredes altas. Saibro – Material contendo grande quantidade de fragmentos pequenos de feldspato e quartzo.

muito usado em construção de vários pavimentos. e nas portas externas. É um duto de alvenaria ou de concreto. geralmente depositados no seu interior sem estarem ensacados. inspirada nas aberturas das muralhas dos antigos palácios. Soleira – Parte inferior do vão da porta no solo. mantendo o mesmo nível. telefone etc. Shingle – Tipo de telha de madeira plana ou materiais industrializados. Seixo rolado – Pedra de formato arredondado e superfície lisa. Soquete – Receptáculo. Sifão – Dispositivo formado por uma peça que retém água e tem a função de transportar um líquido de uma altura para outra mais baixa. Sótão – Ambiente que surge dos desvãos do telhado no último pavimento de uma construção. em relação ao terreno circundante. Sub-solo – Pavimento situado abaixo do piso térreo de uma edificação e de modo que o respectivo piso esteja. Solário – Local descoberto destinado a banhos de sol. onde se encaixa a lâmpada. Servidão – Encargo imposto à qualquer propriedade para passagem. Arremate na mudança de acabamento de piso. caraterísticas dadas pelas águas dos rios. que serve para apoiar armários ou as guarnições das portas. proveito ou serviço de outra propriedade pertencente a dono diferente. 314 . como a manta asfáltica. Slump test – Ensaio para medir a consistência do concreto em massa. e situado imediatamente acima do pavimento térreo. Soalho – Piso de tábuas apoiadas sobre vigas ou guias. formando um degrau na parte de fora. Sobre-loja – É o pavimento de pé-direito reduzido. de onde são retiradas. que facilitam o acesso às tubulações. de água. Suíte – Conjunto de dois cômodos contíguos em que um é quarto de dormir e o outro é banheiro.50m. Sobreira – Conjunto de telhas dispostas por baixo das telhas do beiral do telhado com a finalidade de reforçá-las. de madeira ou ouro material. passando por um ponto mais alto impedindo a passagem dos cheiros provenientes das canalizações. Shed – Abertura na cobertura que propicia a ventilação e iluminação natural dos ambientes. Ver lanternim. Silos – É uma construção agrícola destinada ao armazenamento de produtos. Sondagem – É a investigação do subsolo com o objetivo de avaliar a viabilidade técnica e financeira de uma fundação. na adesão e no isolamento de qualquer superfície que exija proteção contra umidade e infiltração de água. Silicone – Material usado na vedação. que pode ser revestida ou não. Sóculo – É uma base de alvenaria. com rosca interna. a uma distância maior do que a metade do pé-direito. Shaft – Palavra inglesa. que serve para passar as tubulações elétricas. Podem ter o formato de “s” ou “copo”.Seteira – Janela estreita e comprida. Sinteco – Verniz resistente e durável usado no revestimento de pisos de madeira. não inferior a 2. Ele tem geralmente portas ou tampas. Spot – Termo inglês que designa a luminária cujo foco de luz pode ser direcionado.

Também designa nuances do marrom que lembram a cor da terra. utilizado em topografia para medir ângulos horizontais e verticais. Tardoz – Superfície de aderência do piso cerâmico. Telheiro – É a construção constituída por uma cobertura suportada. Taco – Cada uma das pequenas peças que formam o parquete. Tabique – Parede delgada feita de tábuas. Peça paralela a cumeeira e ao frechal. 315 . Espaço aberto no nível do solo ou em balanço. Taipa – Sistema construtivo que usa barro para fechar paredes. Pedaço de madeira embutido na parede ou concreto para receber pregos ou parafusos. executadas para a construção de aterros e cortes. Galeria descoberta. aberta em todas as faces ou parcialmente fechada. desviada angularmente em relação ao plano vertical. descarga e compactação.Sumidouro – Local para onde se escoa a água de esgoto e infiltra no solo. destinada ao seu assentamento. Tabuado – Porção de tábuas. Talude – Inclinação de um terreno ou de uma superfície sólida. pelo menos em parte. Telha – Cada uma das peças usadas para cobrir as construções. As telhas e a estrutura ficam aparentes. transporte. Telhado – Parte exterior e mais elevada que cobre uma edificação. Terraplenagem – Conjunto de operações de escavação. Tala – Peça de madeira utilizada para reforçar emendas de pontaletes e/ou peças de madeira. para evitar que elas sofram torção ou oscilação lateral. Tábua corrida – Piso de tábuas em geral largas e contínuas. Tarugo – Peça curta de madeira que se coloca entre os lados das vigas. Telha-vã – Telhado sem forro. Tapume – Vedação provisória de madeira ou outro material com que se veda uma obra. Terça – Viga de madeira que sustenta os caibros do telhado. constituída de estrutura sobre a qual se assentam as telhas. T Tabeira – Série de tábuas que contornam as paredes. Taxa de ocupação – É a relação entre a área ocupada de uma ou mais edificações e a área total do mesmo. tijolos ou taipa que separa um ambiente de outro. Terraço – Cobertura plana. Terracota – Argila modelada e cozida. Chama-se taipa de pilão quando se comprime a terra em fôrmas de madeira. formando a moldura que guarnece os telhados. por meio de colunas e pilares. Terreno – Espaço de terra sobre a qual se vai assentar a construção. Teodolito – Instrumento ótico portátil. carga. a fim de dar à superfície do terreno a forma projetada.

Barra de ferro. Testeira – Superfície feita de madeira ou concreto colocada na extremidade de qualquer beiral. sem auxilio de apoios intermediários. Testada – É a divisa do lote lindeira ao logradouro público que lhe dá acesso. Tirante – Viga horizontal que. Tem forma de paralelepípedo retangular com espessura igual à metade da largura e o comprimento duas vezes a largura mais um centímetro. U Umbral – Parte superior das portas. Tijolo – Peça de barro cozido usada na alvenaria. Trena – Instrumento de medição constituído por uma fita de aço. nas instalações de esgotos de prédios elevados. Textura – Massa. nas tesouras. formando um conjunto de barras interligadas. tinta ou qualquer material empregado para revestir uma superfície. usada em telhados para vencer grandes vãos. Tubogotejador – Tubo de passagem de água. Treliça – Estrutura estaticamente definida. cabo de aço que se presta aos esforços de tração. com pequenas aberturas que permitem a formação de gotas pra umidificar o solo. no sistema métrico e/ou no sistema inglês. Tozzeto – Pequenas peças de cerâmica que se encaixam em outras maiores. Trincha – Tipo de pincel achatado. constituída por articulações em múltipla triangulação. fibra ou tecido. Toldo – Cobertura de lona ou de outro tecido colocado sobre portas e janelas para impedir a incidência direta do sol. deixando-a áspera. Urbanismo – Técnica de organizar as cidades com o objetivo de criar condições satisfatórias de vida nos centros urbanos. Torre – Construção cuja base é bem menor do que a altura.Tesoura – Armação de madeira ou aço triangular. Este termo se refere a construção residencial unifamiliar (residência para uma só família). Usucapião – Instrumento legal que possibilita o acesso à propriedade da terra pela posse. está sujeita aos esforços de tração. 316 . graduada em uma ou ambas as faces. crespa. Tulha – Depósito de café e cereais. recebe os efluentes dos aparelhos sanitários instalados nos diversos andares. Topografia – Análise e representação gráfica detalhada de um terreno. Unifamiliar – Uma única família. compondo os pisos. Tutor – Armação que serve para guiar o crescimento de arbustos ou trepadeiras. Tubo de queda – Tubo vertical que. Trava – Viga fina de madeira que prende o madeiramento de uma estrutura.

Vidro de segurança – Nome dado ao vidro inestilhaçável. vedar.V Vala – Escavação estreita e longa feita no solo. Vidro temperado – Aquele que passa por um tratamento especial de aquecimento e rápido resfriamento para torná-lo resistente a impactos.) para os pilares. E as vergas inferiores recebem as cargas concentradas e as distribui novamente na alvenaria. Quando submetida a um aquecimento a água contida entre suas milhares de lâminas se transformam em vapor fazendo com que as partículas explodam e se transformem flocos sanfonados. A verga superior tem a função de receber a carga das alvenarias. tirando-as das esquadrias. Vistoria – Diligência efetuada por profissionais habilitados da Prefeitura.É um mineral semelhante a mica. Vazão – Quantidade de fluído que passa pela seção transversal de uma canalização na unidade de tempo. Vão – Abertura numa parede para a colocação de portas e janelas. Veneziana – Tipo de esquadria. o que confere ao material excepcional capacidade de isolamento termoacústico. plastificantes. Varanda – Alpendre grande e profundo. As vigas transferem o peso das lajes e dos demais elementos (paredes etc. madeira. 317 . Vigota – Pequena viga Vinílico – Material composto por resinas de PVC. Vibrador – Aparelho destinado a adensar a massa de concreto fresco através de vibração provocado por um motor com excêntrico. Vão de luz – Distância livre e útil entre duas extremidades. concreto etc. espaço entre a porta de ingresso e a escadaria em átrio. Vão livre – Distância entre os apoios de uma cobertura. formado essencialmente por silicatos hidratados de alumínio e magnésio. que permite a ventilação permanente dos ambientes. Vestíbulo – Entrada de uma edificação. aquele que não projetam estilhaços quando se quebram por impacto. Cada floco expandido aprisiona consigo células de ar inerte. Verniz – Solução composta de resinas sintéticas ou naturais que trata e protege a madeira. Vermiculita . Vidro aramado – Aquele que tem uma trama de arame em seu interior para torná-lo mais resistente. É formado por palhetas inclinadas e paralelas podendo ser fixas ou móveis. Vergalhão – Barra de ferro comprida. cargas minerais e pigmentos. Verga – Reforço colocado sobre o vão de porta e janela (verga superior) e sob o vão de janela (verga inferior ou contraverga). Vedação – Ato de fechar. apropriado para revestir pisos. Vitral – Painel executado com pedaços de vidros coloridos rejuntados com chumbo. e concentrá-las na alvenaria lateral dos vãos. feita de aço. Viga – Peça estrutural.

Zenital – Iluminação vinda de domo ou clarabóia. Volumetria – Conjunto das dimensões que determinam o volume de uma construção. Z Zarcão – Subproduto do chumbo. do solo etc. dos agregados. comerciais. Voluta – Ornato em forma de espiral que aparece nos capitéis de colunas clássicas.Vitrificado – Material que assume a aparência do vidro. evita a ferrugem. Zoneamento – Divisão oficial de uma cidade ou centro populacional em regiões ou zonas residenciais. industriais ou mistas. 318 . de cor alaranjada. Zincado – Material que foi revestido de zinco. Vitrô – Pequena janela fechada com vidros. Volante – Peça onde se pega para abrir a torneira.

ANEXOS .

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FERRAMENTAS 321 .

322 .

00m de altura Escudo p/a soldador Máscara panorâmica Máscara semifacial Óculos contra imp. em beiradas de laje. imediatamente. quando executar trabalhos acima de 2.EPI – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Cinturão páraqudista Cinto de segurança Qualquer função deve utilizar. Óculos ampla visão Òculos p/a soldagem Máscara p/a soldar Botas impermeáveis Calçado de segurança Capa impermeável Mangote de raspa Perneira de raspa Protetor auricular Luva de borracha Avental de raspa Cinturão de Seg. o EPI adequado ao risco e em perfeito estado.Responsabilizar-se por sua guarda e conservação Cabe ao empregado: 323 Colete refletivo € ∋ . como limitador de espaço.Higienizar e realizar manutenção periódica do EPI . Qualquer função deve utilizar. valas etc. obrigatoriamente. .Tornar obrigatório o uso do EPI . quando exposta a níveis cima do limite da NR15 # uso obrigatório € uso eventual Administração em geral Almoxarife Armador Azulejista Carpinteiro Carpinteiro (serra) Eletricista Encanador Equipe-concretagem Equipe-montagem Operador-betoneira Operador-compactador Operador-empilhadeira Operador-guincho Operador-máquina Operador-martelete Operador de policorte Pastilheiro Pedreiro Pintor Poceiro Servente Geral Soldador Vigia Cabe ao empregador: Luvas de PVC Capacete FUNÇÃO x EPI # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # € € # # € # # # € € # # # # € € # # # € # € € # € # # € € Qualquer função deve utilizar.Observar as Normas de Segurança do Trabalho .Fornecer aos empregados gratuitamente. Avental de PVC Luvas de raspa Máscara descartável Protetor facial Qualquer função deve utilizar.Usar o EPI fornecido pela empresa a finalidade a que se destina . quando exposta a garoas e chuvas € € € € € # # € # € # € € € € € € € # # # € € € # # # # # # # # € # € # # # # # # # € # # € # Qualquer função deve utilizá-la quando houver necessidade de proteção facial # Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe # # # # € # # # # # . o EPI danificado ou extraviado .Cumprir as disposições legais sobre Segurança Saúde no Trabalho .Substituir.

PREGOS NA ESCALA NATURAL 1:1 324 .

325 .

326 .

4 x 3.52 3.48 1.0 7.0 2.0 x 8.0 9.4 0.83 3.4 65.20 2.83 x 2.8 0.1 8.0 6.48 5.9 78.5 1.13 4.8 1.2 1.35 3.03 6.21 1.75 x 0.59 5.8 57.36 x 6.8 x 3.2 x 4.0 x 3.46 x 2.0 6.61 3.96 5.97 10.TABELAS PARA OBRAS COM CONCRETO ARMADO = Telas para estrutura de concreto armado NORMAS: NBR 7481.2 0.36 Categorias do aço: CA-60: 3 ≤ 0 ≤ 9mm Dimensões padronizadas: Largura: 2.0 6.5 x 4.38 4.37 6.13 x 1.28 7.38 x 1.47 x 0.8 x 3. Trans.0 6.6 x 5.97 1.Painéis: Emendas: (Em cm) Por simples justaposição das telas para armaduras prinicpais: (3 malhas) (desenho da justaposição 3 malhas) Para armadura de distribuição: (1 malha) 327 .0 285.0 x 8.75 0.47 3.0 37. . Longc Trans.92 3.5 264.92 x 0.03 x 5.0 6.96 x 3.9 92.61 x 0.PES O kgf/m² m kgf m kgf 0.0 x 6.2 148.1 356.35 x 3.6 2. cm cm cm²/m cm²/m 3.80 2.0 0.2 x 4.PESO COMPR.3 117.1 217.3 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 Q 47 Q 61 Q 75 Q 92 Q 113 Q 138 Q 159 Q 196 Q 246 Q 283 Q 335 Q 396 Q 503 Q 636 Long Trans.00m Comprimento: Rolo: vide tabela .1 45.1 x 7.4 323.0 x 5.0 6.46 6.0 6.75 4.91 4.59 x 1. NBR 5916 E NBR 7480 DA ABNT ORDEM DESIGNAÇÃO ESPAÇAMENTO ENTRE FIOS Long.96 5.20m e 6.45m 4. cm cm 15 x 15 15 x 15 15 x 15 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 DIÂMETRO DOS FIOS SECÇÃO DOS FIOS PESO ROLOS PAINÉIS COMPR.96 x 1.0 8.0 x 9.11 3.0 1.09 120 120 120 60 60 60 222.0 6.

328 .

3 tf/m³ Tijolo Baiano kgf/m² 120 180 300 Tijolo Maciço kgf/m² 160 240 400 Bloco de concreto Espessura (cm) 9 14 19 Esp. de madeira 40 Com telhas de alumínio e estr: aço 30 alumínio 20 Com canalete 90 e estr.50 Peso de paredes Tijolos Maciço Tijolo Baiano Blocos de concreto Parede Espelho 1/2 tij. de 35 madeira Cargas Acidentais -NB-5 329 .60 0. 1.85 1.6 tf/m³ 1.bw(cm). um tij.1.5 tf/m³ Lajes e paredes de concreto 25h(cm) Kgf/m² Vigas e pilares 0.25.Cargas Permanentes: Peso próprio Concreto Armado 2.Acabada (cm) 12 17 22 Peso kgf/m² 170 240 300 Peso de cobertura Tipo de cobertura Peso kgf/m² Com telhas de barro e tesouras de 70 madeira ι ≤ 40% Com telhas onduladas de fibrocimento e estr.h(cm) Kgf/m Laje pré Verificar bw= largura h = altura Peso de revestimento de laje 50kg/m² Peso de enchimento Material Caco pumex Argila expandida Entulhos Peso específico γ (tf /m³) 0.10 .2 tf/m³ 1.

0 33.5 As caixas para pedra e areia terão em todos os casos como medidas de boca 0.5 5 Litros Consumo de 3 areia p/ m de concreto Seca L 363 409 525 486 362 420 517 487 435 Num 3% L 465 524 676 622 719 538 662 625 557 Consumo de brita 3 e água por m de concreto Nº 1 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Nº 2 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Água L 226 189 206 210 207 202 208 201 195 Resistência a 2 compressão kg/cm (provável) 3 dias 220 180 140 110 100 90 80 70 50 7 dias 300 250 200 170 150 130 120 110 90 28 dias Altura das caixas (cm) Areia Brita Nº 1 22.6 22.6 33.4 28.5 39.9 312.TABELA PRÁTICA DE TRAÇOS DE CONCRETO TABELA DE TRAÇOS DE CONCRETO Aconselha-se nos casos Traço Volume Consumo de 3 cimento p/ m de concreto Kg Sacos de 50kg 10 8 7.41 1.9 23.4 33.6 33.5 5 0.7 21.27 97. Baldrames e Vigas Médias 1:2:4 1:21/2:31/2 Estr.5 187.5 28.8 6 0.2 0 Kg/L L/sac o 50kg 2.82 1.35 x 0. Armado Cintas de Amar-ração Vergas.9 5 1.4 19.9 168.14 1.9 28.37 1.0 33.7 129.20 24.1 33.2 203.83 14.5 4 3.4 4 0.2 133.7 28.9 23.0 35.1 33.3 170.27 2.6 29.0 Brita Nº 2 22.54 1.4 28.4 9 0.4 33.0 218.5 27. Lages 1:21/2:4 1:21/2:5 500 400 375 350 300 300 300 275 250 363 273 264 243 225 210 207 195 174 400 350 300 250 220 210 190 180 150 28.5 30.6 29. de Concr.7 28.4 19.9 3 3 4 2 2 5 2 2 3 1.7 1 0.48 m 330 .7 23.5 32.7 28.5 162 147 114 486 441 456 622 561 584 405 441 456 405 441 456 202 198 194 40 50 70 50 130 100 28.6 1 0.05 0.6 181.1 240.5 1 6 6 6 5.04 1.9 28.7 28.84 1.6 8 0.6 28.5 34.7 9 0. Peq.47 1.6 36.5 60.7 5 0.6 22.0 17.6 28.6 22.0 Nº de caixas por 1 saco de cimento Areia Brita Nº 1 1 1 1 1 Brita Nº 2 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 Fatores de água/cimento Cimento/água L/k g 0.5 Rendimento p/ saco de 50 kg Litros 1:1:2 1:1/2:3 1:2:21/2 Obras de responsabilidade 1:2:3 1:21/2:3 Colunas.9 1 2 2 2 3 2 3 3 3 2.7 23.3 1:3:5 1:3:8 Casos especiais. leitos e camadas preparatórias 1:4:8 225 200 175 4.6 22.2 145.6 5 0.

331 .

ESPIGÃO 332 .TESOURAS. TERÇAS E PONTALETES DET.

CAIBROS Obs.0 4. Compr.0 4.50 4.5 x 10.00 3.0 4.0 Caibro 5 x 6 Ripas 1 x 5(m) Quant. Compr.50 4. .) 03 (Pont.00 Sarrafo 2.00 4.50 3.5 5. (m) 24 07 05 26 30 2.0 (m) 15.Ripas acrescentar 10% . (m) 01 (Pont.00 3.) 07 01(Berço) 2. Compr.Acrescentar 10cm em cada caibro com emendas.Acrescentar 20cm em cada viga com emendas. .Sarrafo para travamento na linha da cumeeira. RELAÇÃO DE MATERIAIS Viga 6 x 16 Quant. (m) 01 26 04 04 02 03 2.5 3.00 333 .50 3. .0 Viga 6 x 12 Quant.50 520.

Técnica da Construção. 1995. Editora Calcitec. São Paulo. 15 SAMPAIO. 334 . Editora Edgard Blucher.. Rio de Janeiro..F. 3a edição. 1992 13 PIANCA. G.C.Boletim Técnico de Edifício. 1976 5 BAUER. Materiais de Construção. NBR 8036/1993 Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundação.Vilela. 16 SANTOS. Editora Hemus. A. C Arruda. L. Ed. São Paulo 1998. Editora Pini. 1996 12 MOLITERNO. 4a edição. Porto Alegre. Firme. P. São Paulo. 1974 14 RODRIGUES. Fundações Teoria e prática.P. A .Falcão. J. 2 volumes. 2000 8 FALCONI. NBR 6118/1980 Projeto e execução de obras de concreto armado.R.2 volumes. 1980 2 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Caderno de Projetos de Telhados em Estrutura de Madeira. Antonio. São Paulo 1995 6 CARDÀO. Programa de Condi'~oes e Meio Ambiente do Trabalho da Indústria da Construção. 9 FUSCO. Uma metodologia de Orçamentação para Obras Civis. Estruturas. Sistema treliçado global . 4a edição. IBTS – Instituto Brasileiro de Telas Soldadas.B. C. Batista. Copiare. 6a edição. Edvaldo G. Editora Pini. 5 volumes.1992 4 BAUD. Manual de Construção.Caio. Pisos Indistriais de Concreto Armado. Técnica de armar as estruturas de concreto. Editora Tecnoprint. 2a edição. Editora Globo. Prática das Pequenas Construções.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 1998. Curitiba/PR. 10 LIMA. et al. F. Manual do Construtor.et al. Editora Pini. Rio de Janeiro. PCMAT. Celso.O. 9a edição. São Paulo. P. 1993 3 BORGES. Editora Glob. F. 2a edição. 1o volume. Rio de Janeiro. 1969 7 DIAS. P. desenhos de concreto armado. Tesouras de Telhados. J. J. Editora Pini. São Paulo. 1993 11 MELLO. Editora Edgard Blucher. São Paulo.

Editora Pini. 335 .Editora Pini Manual Técnico Blindex . Outras Publicações: Apostilas Senai Boletins Técnicos do IPT Boletins Técnicos da ABCP Revista Arquitetura eConstrução Revistas Técnicas .IPT Manual de tipologia de Projeto e de Racionalização das Intervenções por ajuda mútua. Campinas/SP. A técnica de Edificar. P. 18 YAZIGI. Jornal da AFALA . São Paulo.Publicação ABESC Manual de execução de Telhado . 1998. 1978. Apostila 4oSimpatcon. Walid.Construção Mercado e Téchne .Associação dos Fabricantes de Lajes.17 TERZIAN. Detalhaes de execução . Roberto.Fôrma e Ferragens.

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