TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL

2009

PROF. DR. JOSÉ ANTONIO DE MILITO

PREFÁCIO

Estas anotações de aulas, compiladas em forma de apostila, tem o intuito de facilitar a consulta e o acompanhamento das disciplinas de Técnicas das Construções Civis e Construções de Edifícios da Faculdade de Ciências Tecnológicas da P.U.C. Campinas e Construção Civil da FACENS-Faculdade de Engenharia de Sorocaba. Não houve pretensão de escrevê-la para ser publicada como livro, mas sim reunir coletânea, conhecimentos extraídos de livros, catálogos, informativos, pesquisas, palestras, seminários etc. desde 1981, por esta razão não consta as citações e as referências bibliográficas dos autores e fontes de consulta em boa parte dos capítulos. Contém um bom número de informações gerais úteis para que, ao projetar ou edificar, se esteja atento para não cometer os erros mais graves, que são encontrados em grande quantidade, principalmente nas construções de pequeno porte. Espero que, de alguma forma, esta apostila contribua para acrescentar algo de novo aos alunos e mostre a importância do assunto, para que nos futuros projetos, seja dedicado algum tempo, aos cuidados necessários às técnicas de edificar.

JOSÉ ANTONIO DE MILITO

SUMÁRIO

1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.1 Estudo com o cliente 1.2.Exame local do terreno 1.3 Limpeza do terreno 1.4 Levantamento topográfico de lotes urbanos 1.4.1 Medidas do terreno (levantamento planimétrico) 1.5 Nivelamento (levantamento altimétrico) 1.5.1 Com uso do clinômetro 1.5.2 Nível de bolha 1.5.3 Nível de mangueira 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2.1 Construções vizinhas 2.2 Movimento de terra 2.2.1 Cortes 2.2.2 Aterros e reaterros 2.2.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra 2.3 Instalação de canteiros de serviços ou canteiro de obras 2.3.1 Exemplo de barracão para obras de pequeno porte 2.4 Locação de obra 2.4.1 Processo dos cavaletes 2.4.2 Processo da tábua corrida 2.5 Traçado 2.5.1 Traçado de ângulos retos e paralelas 2.5.2 Traçado de curvas 2.5.3 Locação de estacas 2.5.4 Locação da fôrma de fundação 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.1 Sondagem 3.1.1 Execução da sondagem 3.1.2 Resistência à penetração 3.1.3 Determinação do número de sondagens a executar 3.1.4 Perfil de sondagem 3.2 Escolha do tipo de fundações 3.2.1 Tipos de fundações 3.3 Fundação direta ou rasa 3.3.1 Sapata corrida em alvenaria 3.3.2 Sapatas isoladas 3.3.3 Sapatas corridas 3.3.4 Radiers 3.4 Fundações profundas 3.4.1 Estacas 3.4.2 Blocos de coroamento das estacas

....... 1 ....... 3 ....... 4 ....... 4 ....... 4 ....... 7 ....... 8 ....... 9 ..... 10 ..... 14 ..... 14 ..... 15 ..... 16 ..... 17 ..... 17 ..... 19 ..... 21 ..... 21 ..... 22 ..... 23 ..... 24 ..... 25 ..... 26 ..... 28 ..... 31 ..... 31 ..... 33 ..... 33 ..... 35 ..... 36 ..... 37 ..... 38 ..... 39 ..... 42 ..... 42 ..... 43 ..... 44 ..... 44 ...... 46

3.4.3 Brocas 3.4.4 Estacas escavadas 3.4.5 Estacas apiloada 3.4.6 Estacas Strauss 3.4.7 Estacas Franki 3.4.8 Tubulões 3.4.9 Alvenaria de embasamento 3.5 Impermeabilização 3.5.1 Impermeabilização dos alicerces 3.5.2 Impermeabilização nas alvenarias sujeitas a umidade do solo 3.6 Drenos 4 ALVENARIA 4.1 Elementos de alvenaria tradicional 4.1.1 Elementos cerâmicos 4.1.2 Tijolos de solo cimento 4.1.3 Blocos de concreto 4.2 Outros elementos de alvenaria de vedação 4.3 Elevação da alvenaria tradicional 4.3.1 Paredes de tijolos maciços 4.3.1a Amarração dos tijolos maciços 4.3 1b Formação dos cantos de parede 4.3.1c Pilares de tijolos maciços 4.3.1d Empilhamento de tijolos maciços 4.3.1e Cortes em tijolos maciços 4.3.2 Paredes com blocos de concreto 4.3.3 Paredes de tijolos furados 4.4 Vãos em paredes de alvenaria 4.5 Outros tipos de reforços em paredes de alvenaria 4.6 Fixação das alvenarias de vedação em estruturas de concreto 4.7 Muros 4.7.1 Fechamento de divisas em blocos de concreto 4.7.2 Fechamento de divisas em tijolo maciço e baiano 4.7.3 Tipos de fundações para muros 4.8 Argamassa de assentamento – preparo e aplicação 4.8.1 Preparo da argamassa para assentamento de alvenara de vedação 4.8.2 Aplicação 5 FORROS 5.1 Forro de madeira 5.2 Lajes pré-fabricadas unidirecionais 5.2.1 Elementos que as compõe 5.2.2 Generalidades sobre a laje comum (LC) 5.2.3 Generalidades sobre laje treliça (LT) 5.2.4 Generalidades sobre laje protendida (LP) 5.2.5 Montagem e execução de lajes pré-fabricadas 5.3 Lajes pré-fabricadas bidirecionais

..... 47 ..... 49 ..... 49 ..... 50 ..... 51 ..... 51 ..... 53 ..... 54 ..... 55 ..... 57 ..... 58 ..... 63 ..... 63 ..... 67 ..... 68 ..... 69 ..... 69 ..... 70 ..... 72 ..... 74 ..... 75 ..... 76 ..... 77 ..... 77 ..... 79 ..... 79 ..... 82 ..... 84 ..... 85 ..... 85 ..... 86 ..... 87 ..... 88 ..... 88 ..... 89 ..... 91 ..... 92 ..... 93 ..... 94 ..... 98 ... 102 ...103 ... 107

5.4 Pré-lajes unidirecionais e bidirecionais 5.5 Lajes pré-fabricadas – Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6.1 Estrutura 6.1.1 Materiais utilizados nas estruturas 6.1.2 Peças utilizadas nas estruturas de telhado 6.1.3 Ligações e emendas 6.1.4 Telhado pontaletado 6.1.5 Recomendações 6.2 Cobertura 6.2.1 Cerâmica 6.2.2 Concreto 6.2.3 Telhas onduladas de fibrocimento 6.2.4 Inclinação e caimento ou declividade das telhas 6.3 Sistema de captação de águas pluviais 6.3.1 Calhas 6.3.2 Água furtada 6.3.3 Condutores 6.3.4 Coletores 6.3.5 Rufos e pingadeiras 6.4 Dimensionamento 6.4.1 Calhas 6.4.2 Condutores 6.5 Formas de telhados 6.5.1 Beirais 6.5.2 Platibanda 6.5.3 Linhas do telhado 6.5.4 Tipos de telhados 6.6 Regra geral para desenho das linhas dos telhados 6.7 Calculo das telhas para cobertura plana 7 ESQUADRIAS 7.1 Esquadrias de madeira 7.1.1 Portas 7.1.2 Porta balcão 7.1.3 Janelas 7.1.4 Tipos de janelas de madeira 7.2 Esquadrias de metal 7.2.1 Janelas 7.2.2 Portas 7.3 Esquadrias de PVC 7.4 Representação gráfica de portas e janelas 7.4.1 Portas 7.4.2 Janelas 7.5 Algumas dimensões comerciais 7.5.1 Portas 7.5.2 Janelas 7.6 Como escolher uma esquadria

... 108 ... 108 ...111 ...112 ...114 ...119 ...122 ...124 ... 125 ... 125 ... 130 ... 130 ... 131 ... 133 ... 134 ... 135 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 138 ... 138 ... 138 ... 139 ... 140 ... 141 ...142 ...143 ...145 ...145 ... 150 ...151 ...153 ...156 ... 156 ... 160 ... 160 ... 161 ... 161 ... 161 ... 163 ... 163 ... 163 ... 164

8 REVESTIMENTO 8.1 Preparo dos substratos 8.1.1 Na vertical 8.1.2 Na horizontal 8.2 Revestimentos argamassados tradicionais 8.2.1 Na vertical 8.2.2 Na horizontal 8.3 Revestimentos não argamassados 8.3.1 Gesso 8.3.2 Revestimento cerâmico 8.3.2.1 Revestimento cerâmico na vertical 8.3.2.2 Revestimento cerâmico horizontal 8.3.3 Piso de madeira 8.3.4 Carpete 8.3.5 Pedras decorativas 8.3.6 Pisos vinílicos 8.3.7 Pisos de borracha 8.3.8 Pisos laminados 8.3.9 Piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9.1 Tintas 9.1.1 Seus tipos 9.1.2 Sua qualidade 9.1.3 Preparação da superfície 9.1.4 Esquema de pintura 9.1.5 Cuidados na aplicação das tintas 9.1.6 Condições ambientais durante a aplicação 9.1.7 Material de trabalho 9.1.8 Rendimentos 9.1.9 Recomendações gerais 9.2 Vidro 9.2.1 Vidro temperado 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.1 Revestimento Argamassados – Analise das causas 10.1.1 Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados 10.1.2 Causas decorrentes do traço da argamassa 10.1.3 Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento 10.1.4 Causas decorrentes do tipo de pintura 10.1.5 Causas externas ao revestimento 10.1.6 Reparos 10.2 Revestimento cerâmicos – Analise das causas 10.2.1 destacamento de placas 10.2.2 Trincas, gretamentos e fissuras 10.2.3 Eflorescência 10.2.4 Deterioração das juntas 10.3 Pinturas – Análise das causas

...166 ...166 ...168 ...170 ...170 ...177 ...178 ...178 ...181 ...185 ...188 ...192 ...196 ...196 ...200 ...201 ...203 ...204 ... 211 ... 211 ... 212 ... 213 ... 214 ... 216 ... 220 ... 220 ... 222 ... 222 ... 223 ... 224 ... 229 ... 229 ... 231 ... 232 ... 233 ... 234 ... 236 ... 239 ... 239 ... 239 ... 240 ... 240 ... 241

11

DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11.1 Materiais empregados em concreto armado 11.1.1 Cimento 11.1.2 Agregados miúdos e graúdos 11.1.3 Água 11.1.4 Armaduras 11.2 Sistemas de fôrmas e escoramentos convencionais 11.2.1 Materiais e ferramentas 11.2.2 Peças utilizadas na execução da fôrmas 11.2.3 Detalhes de utilização 11.2.4 Junta das fôrmas 11.2.5 Sistema de forma leve 11.2.6 Sistema médio de fôrmas 11.2.7 Sistema pesado de fôrma 11.2.8 Sistema trepante e auto trepante 11.2.9 Sistema de fôrmas deslizante 11.3 recomendação quanto ao manuseio e colocação das barras de aço 11.3.1 Corte 11.3.2 Dobramento das barras 11.3.3 Montagem das armaduras 11.3.4 Barras de espera de pilares 11.3.5 Armação de fundação 11.3.6 Emendas 11.3.7 afastamento mínimo das barras 11.4 Como se prepara um bom concreto 11.4.1 Concreto preparado manualmente 11.4.2 Concreto preparado com betoneira 11.4.3 Concreto dosado em central 11.4.4 Aplicação do concreto em estruturas 11.4.5 Cobrimento da armadura 11.4.6 Cura 11.4 7 Desforma 11.4.8 Consertos de falha 11.4.9 plano de concretagem 12 VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO ANEXOS Ferramentas EPI - Equipamentos de proteção individual Pregos na escala natural 1:1 Tabelas para obras em concreto armado Tabelas prática de traço de concreto Tesouras terças e pontaletes Caibros Referências Bibliográficas

... 244 ... 244 ... 247 ... 248 ... 248 ... 251 ... 252 ... 256 ... 257 ... 263 ... 264 ... 265 ... 266 ... 266 ... 267 ... 267 ... 267 ... 268 ... 269 ... 270 ... 271 ... 272 ... 272 ... 273 ... 273 ... 274 ... 276 ... 277 ... 282 ... 284 ... 285 ... 286 ... 286 ... 289 ... 321 ... 323 ... 324 ... 327 ... 330 ... 332 ... 333 ...

... 10 ...1 Corte em terreno 2.1 Lote regular 1.12 Levantamento altimétrico em terreno com aclive 1.. 29 ... 11 . 26 ......4 Planta de locação das sondagens 3.14 Locação de estaca 2.8 Processo da tábua corrida 2.10Posição da água quando não existe bolhas 1. 38 .. 16 . 41 .. 25 . 10 . 12 ... 36 .. 41 ..9 Utilização do nível de bolha 1..3 Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes 3...1 Esquema de sondagem 3. 7 .. 43 ...2....2 Aterro em terreno 2. 20 ...........9 Sem cinta de amarração 3.....9 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito 2.13 Projeto de locação de estacas 2. 5 ..Lote irregular com pouco fundo 1...15 Projeto de forma locadas pelo eixo 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.. 12 . 8 .3 Lote irregular com muita profundidade 1.LISTA DE FIGURAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1. 15 ..... 21 ...3 Barracão para pequenas obras 2..8 Detalhe do nivelamento do fundo de vala 3...11 Processo da mangueira de nível 1.10 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito usando esquadro metálico 2..........4 Lote com setor curvo 1..... 9 ....8 Realização das medidas útil com o clinômetro 1.14 Sapata corrida sobre pilares .2 Equipamento de sondagem a percussão 3.6 Processo dos cavaletes 2..5 Exemplo de um perfil de subsolo 3. 27 .11 Traçado de curvas de pequeno raio 2. 39 . 22 .10 Com cinta de amarração 3... 37 ..11 Com cinta de amarração 3.12 Traçado de curva pelo método das quatro partes 2.....7 Marcação sobre gabarito 2.4 Aproveitamento das chapas compensadas 2....13 Sapata corrida sobre parede 3..6 Relação dos tipos de fundações usuais em construção 3... 34 . 6 . 23 . 42 .7 Clinômetro inclinado 1... 5 . 23 ... 42 . 32 . 25 .7 Profundidade de uma estaca isolada 3.5 Cavalete 2. 28 ..6 Clinômetro ou nível de Abney 1. 32 .. 6 ...5 Representação de curva de nível 1..13 Levantamento altimétrico em terreno com declive 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2... 35 .. 8 . 24 . 19 ...12 Sapata isolada retangular 3.. 41 .

... 78 .. 68 . 59 . 78 .... 58 . 71 .1 Tijolo comum 4.... 80 . 73 ... 59 . 75 .. 43 ..... 48 . 47 . 57 .27 Execução da alvenaria utilizando tijolos furados 4. 67 .. 52 ...20 Canto em parede de espelho 4... 71 . 79 . 53 .22 Exemplo de pilares em alvenaria 4..30 Impermeabilização em locais de pouca ventilação 3.3... 73 . 45 ...24 Execução das estacas Franki 3.......23 Execução das estacas Strauss 3... 45 . 80 ....17 Canto de parede de meio tijolo no ajuste comum 4.... 51 .21 Canto em parede de um tijolo com parede interna de meio tijolo ajuste francês 4..19 Bloco de coroamento 3... 74 . 67 .. 67 . 56 . 66 ..12 Assentamento do tijolo 4. 76 .7 Bloco de concreto 4.... 49 ....28 Impermeabilização no respaldo do alicerce 3...28 Execução da amarração na alvenaria de tijolo furado 4. 70 .....33 Dreno horizontal cego 3. 44 . 57 .21 Perfuração das brocas 3..24 Corte do tijolo maciço 4.29 Detalhe da aplicação da argamassa impermeável 3.16 Radier 3..19 Canto de parede de um tijolo no ajuste comum 4.4 Tijolo laminado 4.... 74 . 70 ..17 Esforços nas estacas 3...11 Colocação da argamassa de assentamento 4.6 Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 4. 77 .... 74 ...26 Detalhe de execução dos cantos 4..32 Dreno horizontal 3. 60 .5 Tijolo de solo cimento comum 4. 46 .15 Sapata corrida com viga 3..16 Ajuste inglês ou gótico 4..22 Perfuratriz 3.27 Alvenaria de embasamento 3. 50 ....13 Retirada do excesso de argamassa 4... 54 ..9 Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria 4. 72 .. 68 .. 79 .29 Vão de alvenaria 4...3 Tijolo com furo prismático 4.14 Ajuste corrente 4.20 Tipos de trado 3.10 Detalhe do prumo do canto da alvenaria 4..15 Ajuste francês 4. 64 .... 75 ..8 Bloco canaleta 4.25 Seção típica de um tubulão 3...25 Detalhe do assentamento do bloco de concreto 4....2 Tijolo com furo cilíndrico 4....26 Tubulão a ar comprimido 3..31 Impermeabilização em locais com ventilação 3. 66 . 73 . 76 .30 Vergas sobre e sob os vãos .18 (a) Arrasamento das estacas (b) Cota de arrasamento das estacas 3.34 Exemplo de aplicação dos drenos 4 ALVENARIA 4..23 Empilhamento de tijolos maciços 4..18 Canto em parede de um tijolo no ajuste francês 4.

22 Detalhe da colocação da laje pré-fabricada 5.5 e 2.0m e entre 1. 82 .0 e 2. 82 ... 85 ..37 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço 4.34 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1. 88 .2 Fixação do forro na estrutura do telhado 5.11 Elementos de uma laje pré-fabricada treliça 5... 107 .. 82 ..18 Manuseio da laje treliça 5.48 Assentamento em cordão 4. 81 . 87 . 89 .14 Armadura adicional de tração 5.42 Detalhe da elevação de muros de bloco aparente. 95 .0m e entre 1.24 detalhe do apoio das tábuas da passarela ...43 detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 4.... 88 .5m 4....31 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1. 100 ..0 e 1. 104 .40 Fixação da alvenaria de vedação em estrutura de concreto 4....33 Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vão de 1.. 96 .13 Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado 5..45 Preparo da argamassa manualmente 4. 105 .44 Exemplo de fundação para muros 4.5 Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum 5. 98 .12 Exemplos das variações das alturas da laje treliça 5..... 100 .0m 4... 90 ..10 Exemplo de reforços em laje pré comum 5. 92 .. 97 . 84 .7 Apoio da laje comum em estrutura de concreto armado 5. 83 ..49 Tipos de frizos 5 FORROS 5.36 Coxins de concreto 4..23Detalhe da colocação da armadura negativa 5.. 86 . 92 ...6 Apoio da laje comum sobre alvenaria 5. 96 . revestido e viga baldrame 4..0m 4.46 Preparo da argamassa com betoneira 4.4 Elementos da laje pré-fabricada comum 5... 94 . 81 .0m 4...21 Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 5.. 91 ..17 Exemplo de execução de nervuras 5. 81 ..20 Exemplo de escoramento convencional para laje préfabricada 5.. 104 ...0m 4.. 96 .0 e 2.39 Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto 4.38 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado 4. 102 .35 Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1.9 Apoio da laje com balanceado em beirais 5.32 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vão entre 1..3 Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5. 89 . 86 ....... 101 . 99 .. 100 ... 106 .47 Assentamento tradicional 4. 100 . 83 ....41 Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 4....4.1 Tipos de forros de madeira 5. 96 .8 Apoio da laje comum passante em beirais 5. 98 . 83 .16 reforço em laje treliça 5...19 Vigota protendida 5.15 Armadura adicional de compressão 5.

121 . 141 . 124 .23 Acabamento da cumeeira 6.4 Esquema de contraventamento das tesouras 6. 136 . 137 .18 Detalhe do berço para distribuir as cargas 6. 123 .14 Detalhe das emendas de uma linha de terça 6. 112 .39 Divisão do telhado em áreas “a” 6. 125 .47 Telhados com uma água . 134 . 114 .0m 6. 135 .40 Calha tipo platibanda 6.43 Beiral em telhas vã 6. 126 . 123 . 132 .19 Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6. 130 .32 Detalhe da estrutura de um telhado selado 6. 115 .12 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6.7 Detalhe da galga 6. 118 .9 Detalhe da ligação entre a linha e a perna 6.11 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6. 139 .31 Inclinação mínima para telhados selados com vão até 8.5 Esquema do apoio das terças nas tesouras 6. 137 . 119 . 128 . 131 . 120 .24 Telha francesa ou marselha 6. 120 . 129 .29 Telha germânica 6.30 Inclinação e caimento de telhados retos 6.21 Detalhe da fixação das ripas nos caibros 6. 127 .27 Telha romana e portuguesa 6. 139 .10 Detalhe da ligação entre a perna e a escora 6. 108 .20 Detalhe da fixação por pregos menores 6.17 Apoio dos pontaletes em berços 6.34 Calha tipo platibanda 6. 129 . 141 . asna e pendural 6.46 Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6. 140 .3 Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal 6.16 Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6. 118 .38 Áreas de contribuição condutores 6. 115 .45 Desenho das linhas de um telhado 6. 128 . 109 . 116 . 133 .2 Seção típica de uma estrutura de telhado 6.28 Telha termoplan 6.13 Detalhe da ligação entre a linha.15 Detalhes da emenda das terças com pregos 6.22 Fixação das ripas nos caibros 6. 137 .35 Calha tipo moldura 6.1 Esquema de estrutura de telhado 6. 140 .26 Telha plan 6.5.42 Beiral em laje 6. 135 .6 Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais 6.25 Telha paulista 6. 121 . 125 .41 Calha tipo coxo 6.8 Detalhe da ligação entre linhas e a perna 6. 138 . 121 . 119 .33 Calha tipo coxo 6. 135 .44 Detalhe das platibandas 6. 124 . 121 . 120 .37 Detalhe da utilização dos rufos e das pingadeiras 6.25 (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento 5.26 Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6.36 Detalhe de uma água furtada 6.

154 . 146 .5 Determinação da colocação das taliscas nos tetos utilizado o nível referêncial 8.10 Batentes das janelas 7.1 Componentes das portas de madeira 7.186 .15 Veneziana de correr com caixilho de correr 7. 155 .49 Telhados com três águas 6.19 Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos 7. 152 .12 Caixilho de correr 7.8 Determinação dos tipos de juntas 8. 161 . 157 .12 Exemplo de divisão dos azulejos 8.6 Determinação da execução das guias e do emboço 8.13 Caixilho de abrir 7. 167 . 159 .51 Perspectiva das linhas de um telhado 7 ESQUADRIAS 7.18 Janela de enrolar 7.48 Telhados com duas águas 6. 192 .24 Venezianas de projeção 7. 142 .28 Representação dos caixilhos de correr e de abrir 7. 153 .20 Detalhe do caixilho tipo basculante 7. 143 .11 Detalhe da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo 7. 173 . 174 . 151 .23 Caixilho de correr 7. 162 .26 Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 7.25 Representação das portas em planta e vista 7.50 Telhados com quatro águas 6. 155 .10 Juntas superficiais dos azulejos 8.9 Porta balcão 7.3 Detalhes da fixação dos batentes das portas 7. 146 .13 Tacos de madeira . 162 . 184 .11 Determinação do assentamento dos azulejos 8. 153 . 148 .29 Representação dos caixilhos pivotante 7. 175 . 156 .8 Tipo de fechaduras para as portas 7.30 Representação dos caixilhos tipo ideal 8 REVESTIMENTO 8. 172 .9 Determinação da execução do rejuntamento 8. 185 . 150 .5 Detalhe da fixação dos batentes por parafusos 7. 160 .22 Janela veneziana 7. 186 .1 Diversas formas de aplicação do chapisco 8. 162 . 148 .16 Veneziana de abrir com caixilho de abrir 7.6 Detalhe da fixação dos batentes por espuma de poliuretano 7. 161 .14 Venezianas de abrir com caixilho guilhotina 7.4 Detalhe da fixação dos batentes por pregos 7.27 Representação dos caixilhos de empurar e guilhotina 7. 154 .4 Assentamento das taliscas inferiores nas paredes 8. 163 .7 Detalhe da fixação das guarnições 7.2 Vão livre ou vão de luz 7.2 Procedimento para nivelar sub-base do lastro 8. 158 . 169 .7 Determinação da aplicação do reboco 8.149 . 147 . 173 .3 Assentamento das taliscas superior nas paredes 8. 157 .17 Janela tipo ideal 7.6. 159 . 183 . 142 .21 Caixilho maximo ar 7. 145 . 142 . 154 .

10 Tipos de reforços em gravatas . 236 .2 Baia de madeira para separar os agregados 11. 207 .8 Posição dos furos em vidros temperados 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10. 255 .6 Efeitos da umidade sobre o reboco 10.3 Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa 10. 231 . 258 .22 Detalhe de execução do piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9.19 Junta de expansão tipo diamante 8.8 Detalhe do escoramento e contraventamento em pilares bem como das janelas 11. 234 .9 Aspecto do revestimento Interno 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11. 234 . 256 .1 Local para guarda de material 11.15 Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes 8.5 Cargas nos vidros 9. 255 . 193 . 246 .2 Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno 10. 235 . 221 . 250 .9 Tipos de gravatas utilizadas em pilares 11.16 Fixação das tábuas por pregos anelados 8.17 Exemplo de regularização sem nivelamento 8. 206 . 229 . 258 .8 (a)(b) Fissuras do revestimento por expansão da argamassa de assentamento 10.7 Flambagem 9.3 Materiais utilizados no preparo e aplicação da pintura em parede 9.7 Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares 11.1 Vesícula formada no reboco 10.6 Impacto nos vidros 9. 194 .7 Acúmulo de bolor no revestimento por efeito da umidade 10. 248 .14 Parquete e tacão 8. 220 .8.5 Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas 11. 236 . 206 .21 Selante para junta serrada 8. 232 .2 Material utilizado no preparo e aplicação das pinturas em metais 9. 259 .3 Armazenagem das barras de aço sobre travessas 11. 208 .20 Selante para junta de construção 8.1 Materiais utilizados no preparo das pinturas em madeiras 9. 259 . 224 . 226 . 223 .4 Exemplo de fixação dos vidros em caixilhos 9. 225 .4 Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco 10.4 Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas 11. 196 . 230 . 225 . 221 .18 Situação de empenamento devido à posição do cerne 8.5 Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente 10. 194 .6 Tipos de disco para corte de tábua e chapas compensadas 11. 196 .

283 .30 Sequência da mistura em betoneira 11.18 Escoramento de madeira tipo H 11.38 Pastilha plásticas 11.29 Colocação da água 11. 280 . 281 .22 Bancadas com pino de dobramento 11.34 Determinação da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras lajes 11. 261 . 274 .32 Cachimbo para facilitar a concretagem 11. 286 .11.23 Pontos de amarração usuais 11.33 Emendas e concretagem de vigas realizadas à 45º 11.14 Detalhe da fôrma das lajes maciças 11.13 Detalhe de fôrma das vigas com sarrafo de pressão 11.11 Detalhe de uma fôrma de viga 11. 274 . 262 .26 Lastro de brita sob os blocos de estacas 11.36 Passarela para concretagem apoiadas na fôrma 11.39 Método mais comum de consertos de falha .19 Escoramento metálico 11. 274 . 263 . 270 . 263 . 265 . 268 .20 Fôrma trepante 11.24 Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 11. 272 . 269 . 272 . 282 . 267 . 262 . 264 .37 Pastilhas de argamassa 11.15b detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11.21 Equipamento utilizados no corte das barras de aço 11.31 Aplicação do vibrador na vertical 11.35 Detalhe das guias de nivelamento 11. 266 . 278 .16 Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-junta e fita adesiva 11. 281 . 262 . 275 .27 Mistura da areia e de cimento sobre superfície impermeável 11. 260 .25 Lastro de brita sob as vigas baldrames 11. 283 .15a Detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11. 261 .12 Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão 11. 279 .17 Detalhe da fôrma utilizando tábuas 11.28 Adição das britas 11.

1 Modelo de questionário para uso residencial 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2.. 89 . 116 .0m 6...4 Vãos máximos para laje treliça 6 COBERTURA 6. 171 ..2 Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum 5.3 Características dos diversos tipos de janelas 8 REVESTIMENTO 8. 133 .5 Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 6..LISTA DE TABELAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.2 Dimensões nominais dos blocos de concreto 4. 163 .3 Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje 5.. 94 . 2 . 65 ..3 Vão máximo dos caibros (m) 6.2 Número mínimo de pontos em função da área construída 4 ALVENARIA 4.... 179 ...1 Traço do emboço para as diversas bases 8.3 Desvios máximos de prumo.1 Altura total da laje (h) 5..4 Equivalência das bitolas dos aços 5 FORROS 5. nível e planeza .... 101 . 132 . 131 ..1 Algumas espécie de madeiras indicadas para estrutura de telhado 6. 68 .1 Compacidade das areias e consistência das argilas 3.. 112 . 15 . 97 . 132 .2 Dimensões das janelas 7. 117 .3 Traço de argamassa em latas de 18 litros para argamassa de assentamento 4. 20 ..3 Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.. 164 . 18 .4 Dimensão das telhas onduladas de fibrocimento 6.. 163 . 176 .2 Vão máximo de terças (m) 6.6 Ponto de cobertura 6.8 Fator de inclinação para caimentos usuais 7 ESQUADRIAS 7. 35 .2 Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obras 2... 91 ....7 Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8..1 Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos 4.1 Relação de empolamentos 2.2 Traço do reboco 8. 97 .1 Dimensões das portas 7. 33 . 143 ..

271 .5 Dimensões máximas de fabricação 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.5 Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água 8. agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação 9.1 Cimentos disponíveis no mercado brasileiro 11. 225 . 282 .8.2 Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade 9. externas do dano e solução 10.7 Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão 2 8.2 Característica dos fios e barras 11. 238 . 237 .8 Consumo de rejunte por m 8.8 Limite de abatimento (slump-test) 11. 245 . 276 .11 Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos 8. 254 .1 Identificação das causas. 224 .3 Dimensões dos pregos em “mm” 11. externas do dano e solução 10. 184 . 223 . 181 . 182 .9 Cobrimento das armaduras 11. 242 . 251 .4 Patologia mais comuns das tintas 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11. 275 .2 Identificação das causas. 219 . 191 . 199 .4 Resistência ao impacto 9.Estribos 11. 187 . 268 .6 Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico 8.13 Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais 9 TINTAS E VIDROS 9.4 Etapa e tempo aproximado de execução da aplicação manual do gesso 8. 284 .10 Consumo de argamassa colante 8.198 . 243 .4 Diâmetros dos pinos de dobramento 11.5 Diâmetro dos pinos de dobramento . 182 .3 Classificação dos vidros 9.3 Patologia mais comuns das tintas 10.12 Pedras naturais mais comuns 8. 181 .6 Comprimentos básicos para esperas de acordo com o fck do concreto 11.7 Tempos mínimos de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira 11. 269 .1 Defeitos observados.9 junta superficial entre azulejos 8. 199 .10 número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento . 222 .

antes de iniciarmos o projeto.ESTUDOS PRELIMINARES APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. Nesta apostila o nosso cliente será o interessado juntamente com os seus familiares. cabendo então ao profissional orientar esta entrevista. podemos utilizar um questionário (Tabela 1. Um projeto bem elaborado reduz muito as incertezas e dúvidas como também o desperdício de material e de mão-de-obra. que tem a função de orientar evitando esquecimentos. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Elaborar um bom projeto arquitetônico. O cliente poderá ser um grupo de profissionais (médicos. Para auxiliar na objetividade da entrevista inicial com o cliente. industriais etc).ESTUDO COM O CLIENTE Sabemos que para se elaborar um projeto devemos antes de mais nada.PROJETO . Este modelo de questionário poderá ser preenchido parcialmente durante a entrevista. Com os dados levantados. podemos então iniciarmos a elaboração dos projetos de maneira a aproveitar melhor o terreno a insolação etc. realizar uma entrevista com os interessados em executar qualquer tipo de construção. pois vamos nos ater a pequenas obras (residências unifamiliares). Começamos com: • • • • Estudo com o cliente. Todas as possibilidades e informações devem ser analisadas e discutidas na fase de projeto. definir a planimetria e a altimetria de um terreno. pois é útil e indispensável uma visita ao terreno. Devemos considerar que geralmente o cliente é praticamente leigo. municipalidade. Não é possível seu preenchimento completo. 1. Restrições da Prefeitura ou de outros órgãos.1 .. • Utilizar melhor a topografia dos terrenos. entidades. • Analisar a topografia de um terreno. • Utilizando métodos simples. para obter o maior número possível de dados. Exame local do terreno. 1 . Levantamento topográfico. Os projetos são peças importantes na execução de uma obra. uma família etc.1).1 .

Tabela 1. da rua: ____________ Tipo de Pav.:____________________________________________ e-mail____________________ End.:___________________________________CEP __________ Fone ( )______________ End. Com. Com.:__________________________________CEP __________ Fone ( )______________ CPF: ________________________________RG: _______________________________________ Nome Esp.Modelo de questionário para uso residencial PROJETO RESIDENCIAL I Dados do cliente: Nome:_________________________________________________ e-mail ___________________ End. __________________ Distância da esquina__________________________Largura do passeio:____________________ Inclinação do Terreno: Plano Sobe para os Fundos Desce para os Fundos Local de passagem da rede de Água Centro Local de passagem da rede de Esgoto Centro Os terrenos vizinhos estão construídos ? LE LD LD LD Fundos Popular Suave Forte Inclinação lateral Esquerda Direita nº _______ LE LD Nível econômico das construções no local Alto Croquis de situação Médio III Restrição da Prefeitura Zoneamento: ______ To (taxa de ocupação)______ Ca (coeficiente de aproveitamento) _______ Recuos obrigatórios: de frente ___________________ lateral _____________________ de fundo ___________________ % de área permeável_______________Outros ________________________________________ 2 .:________________________________________________ Fone ( )______________ Prof. Res.: _______________ nº casas Viz. Ele: _______________________________ Ela _____________________________________ II Dados do Terreno Localização: Medidas: Frente _____________ LE _____________ LD ____________ Fundo _______________ Rua: ________________________________ CEP ____________Bairro: ____________________ Lote: _______________ Quadra: ________________ Quarteirão: __________________________ Larg.1 .

b) Verificar junto a Prefeitura da Municipalidade. i) Evitar terrenos que foram aterrados sobre materiais sujeitos a decomposição orgânica.2 . foi devidamente aprovado e está liberado para construção. As características ideais de um terreno para um projeto econômico são: a) Não existir grandes movimentações de terra para a construção. colhendo-se todas as informações necessárias. Pisos Paredes Tetos Estilo: ____________Nº de Portas Janelas Verba disponível: R$ ______________________________________ Revestimento Externo: Pisos: ______________________________Paredes: ___________________________________ Fachada: ___________________________ Muro: ______________________________________ Detalhes: _______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ 1. g) Terrenos localizados nas áreas mais altas dos loteamentos. f ) Ter facilidade de acesso. devemos levá-las em consideração quando da visita ao lote. 3 .Aprox.EXAME LOCAL DO TERRENO Sem sabermos as características do terreno. c) Ser seco. levantando os seguintes pontos: a) Deve-se identificar no local o verdadeiro lote adquirido segundo a escritura. h) Escolher terrenos em áreas não sujeitas a erosão. Mas como nem sempre estas características são encontradas nos lotes urbanos. de construção: ________m² usuários: ____ Dados dos usários: sexo________ idade_______ Ambientes Méd. é quase impossível executar-se um bom projeto. b) Ter dimensões tais que permita projeto e construção de boa residência. d) Ser plano ou pouco inclinado para a rua. e) Ser resistente para suportar bem a construção. se o loteamento onde se situa o terreno.: ________ Área aprox.IV Da Futura Construção Nº de Pav. c) Números das casa vizinhas ou mais próximas do lote.

4 . Deve retratar a conformação da superfície do terreno. que poderão ser cortadas com foice.d) Situação do lote dentro da quadra.LIMPEZA DO TERRENO Temos algumas modalidades para limpeza do terreno. energia) g) Sendo o terreno com inclinação acentuada.: Todos esses dados poderão ser acrescidos no questionário anterior. é necessário que se tenha as medidas corretas do lote. unicamente a enxada.4 .( de não construção) j) Verificar a largura da rua e passeio.4. necessitando desgalhar. Este serviço pode ser feito com máquina ou manualmente. 2001) 1. com a precisão necessária e suficiente proporcionando dados confiáveis que.3 . interpretados e manipulados corretamente. estes dados colhidos na visita ao terreno não são suficientes. h) Verificar se passa perto do lote. houver árvores de pequeno porte. bem como o entulho terão que ser removidos do canteiro de obras. i) Verificar se existe faixa non edificandi . podem contribuir no desenvolvimento do projeto arquitetônico e de implantação (Pinto Jr.Quando a vegetação é rasteira e com pequenos arbustos. esgoto. 1. verificar se existe viela-sanitária vizinha do lote. que devemos levar em consideração e sabermos defini-las: 1. Geralmente.Quando houver árvores de grande porte. bem como as dimensões dos lotes. em uma das divisas laterais ou fundo. cortar ou serrar o tronco e remover parte da raiz. pois nem sempre as medidas indicadas na escritura conferem com as medidas reais. linha de alta tensão.. usando para tal. em declive.Roçar . 1.3. Os serviços serão executados de modo a não deixar raízes ou tocos de árvore que possam dificultar os trabalhos.2 .1 . medindo-se a distância da esquina ou construção mais próxima.Quando além da vegetação rasteira. 1. posição de postes. e na maioria das vezes. confirmar a posição da linha N-S. Todo material vegetal.MEDIDAS DO TERRENO (LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO) Executada a limpeza do terreno e considerando que os projetos serão elaborados para um determinado terreno.3.1 .et al. bueiros..3 . etc.3.Destocar . 1. Obs. e) Com bússola de mão.(água. f) Verificar se existem benfeitorias.Carpir .LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO DE LOTES URBANOS O levantamento topográfico é geralmente apresentado através de desenhos de planta com curavas de nível e de perfis. devemos pedir previamente que se execute uma limpeza do terreno e um levantamento plani-altimétrico.

a) Lote regular Geralmente em forma de retângulo. caso as medidas encontradas forem diferentes as da escritura. esquina. portando. devemos medir as diagonais que deverão ser iguais. a sua medição sem aparelhos ou processos próprios da topografia desde que se tenha uma referência confiável (casa vizinha.(Figura 1. casos mais complexos. Os terrenos urbanos. bastando portanto medir os seus "quatro" lados. Para verificar se o lote está no esquadro.Apesar de não pretendermos invadir o campo da topografia. são geralmente de pequena área possibilitando. os processos mais rápidos para medir um lote urbano. necessitamos de um levantamento executado por profissional de topografia. Figura 1. b) Lote irregular com pouco fundo Medir os quatro lados e as duas diagonais (Figura 1. vamos mostrar em alguns desenhos.2).1-Lote regular Obs. Figura 1.2-Lote irregular com pouco fundo 5 . e usar o valor médio. sem referência. No entanto. piquetes etc).1).

4).c) Lote irregular com muita profundidade Neste caso. Figura 1.3-Lote irregular com muita profundidade d) Lote com um ou mais limites em curva Para se levantar o trecho em curva. Nestes casos devemos demarcar as divisas retas até encontrarmos os pontos do início e fim da corda.4-Lote com setor curvo 6 . E com o auxílio de um desenho (realizado no escritório) construir a curva a partir da determinação do centro da mesma utilizando a flecha e a corda (Figura 1.3). a medição da diagonal se torna imperfeita devido a grande distância Convém utilizar um ponto intermediário "A" diminuindo assim o comprimento da diagonal (Figura 1. Medir a corda e a flecha no local. o mais preciso será a medição da corda e da flecha (central). c = corda f = flecha Construção da curva Figura 1.

0 d2 Figura 1.0 3.0 2.NIVELAMENTO (LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO) É de grande importância para elaborarmos um projeto racional. 1.0 3.1.0 RN 0.2.5 que quando mais inclinada for a superfície do terreno.0 1. depressões. 3.5 . devemos fazer um levantamento com aparelhos recorrendo a um topógrafo. caso necessário.5. Quando relacionadas a outras curvas de nível permite comparar as altitudes e se projetadas sobre um plano horizontal podem apresentar as ondulações.et al.0 3.0 2.0 1. as distâncias entre as curvas serão menores.0 RN 0. mas é o suficiente para construção residencial unifamiliar.5. menos inclinada as distâncias serão maiores d1 < d2. que sejam aproveitadas as diferenças de nível do lote. inclinações etc.5) Podemos observar na Figura 1. Podemos identificar a topografia do lote através das curvas de níveis.0 1. 7 . os ângulos. 2001) As curvas de níveis são elaboradas utilizando aparelhos topográficos que nos fornecem os níveis. mas nada nos impede de tirarmos mais.1. de uma superfície (Figura 1. que geralmente utilizam terrenos pequenos. 1.0 2. Geralmente é suficiente tirar um perfil longitudinal e um transversal do terreno. as dimensões de um terreno ou área.0 d1 2.0 1. Este levantamento não é muito preciso. Caso seja necessário algo mais rigoroso. A curva de nível é uma linha constituída por pontos todos de uma mesma cota ou altitude de uma superfície qualquer.5.5-Representação de curva de nível (Pinto Jr.3). quando utilizamos métodos simples para a sua execução (descritos nos itens 1.

7.0m.6 e 1.0m. Alguns métodos para levantarmos o perfil do terreno: a) b) c) Com o nível e Abney ( clinômetro) Com o nível de mão Com o nível de mangueira 1. ou de acordo com a inclinação do terreno. 1972) Figura 1.Nos métodos descritos abaixo se usa basicamente balizas com distância uma da outra no máximo de 5. Materiais: clinômetro 2 balizas trena Figura 1.0 em 5.6-Clinômetro ou Nível de Abney (Borges.7-Clinômetro inclinado proporcionando a leitura (Borges. 1972) 8 .5.1) Com uso do clinômetro (Nível de Abney) Figuras 1. Terrenos muito íngremes a distância deverá ser menor e terrenos com pouca inclinação podemos utilizar as balizas na distância de 5.

5.8-Realização das medidas utilizando o Clinômetro (Borges. O desnível obtido é a diferença entre o H e h e assim consecutivamente.2 balizas. nivelamos a régua (Figura 1. Figura 1.trena. na 1ª baliza a uma altura de 1.9). Com os diversos desníveis conseguimos delinear um perfil.8).Coloca-se o clinômetro (Figura 1. 9 .2) Nível de bolha Materiais : . Utilizando o método do nível de bolha. 1972) 1.50m (ponto A). . a medida do desnível se consegue colocando uma régua entre as duas balizas.régua . Resta medir a distância horizontal "d" ou a inclinada "m". Com o auxílio do nível de bolha.Nível de bolha. Pela ócula se vê a bolha e giramos o parafuso até colocá-la na horizontal e produzirá sobre a graduação (através de um ponteiro fixo no parafuso) a leitura do ângulo α. Inclina-se o tubo do clinômetro para avistarmos o ponto B. .

. azulejos etc.10 .3) Nível de mangueira O método da mangueira é um dos mais utilizados.Figura 1.Posição da água quando não existe bolhas 10 . A mangueira deve ter pequeno diâmetro. parede espessa para evitar dobras e ser transparente..10 e 1. Para uma boa marcação ela deve estar posicionada entre as balizas.9 Utilização do nível de bolha 1. desde a marcação da obra até o nivelamento dos pisos. A água deve ser colocada lentamente para evitar a formação de bolhas. batentes. Este é o método que os pedreiros utilizam para nivelar a obra toda. Figura 1. Fundamenta-se no princípio dos vasos comunicantes.11).5. sem dobras ou bolhas no seu interior (Figura 1. que nos fornece o nível.

Processo da mangueira de nível Para facilitar a medição.11 .Para utilizarmos o nível de mangueira necessitamos: Materiais: . Fazemos isso para não precisarmos colocar o nível d'água direto no ponto zero (próximo do terreno). O desnível é obtido pela diferença entre “H” e “h”. que será descontada na medida encontrada na segunda baliza “H”. podemos partir com o nível d'água em uma determinada altura "h" numa das balizas.2 balizas . Exemplos de medição com mangueira: • • Em terrenos com aclive Em terrenos com declive 11 .Mangueira .Trena Figura 1. o que dificultaria a leitura e não nos forneceria uma boa medição.

. Htot = h1 + h2 + hn ... Figura 1. Figura 1..Levantamento altimétrico em terreno com aclive b) Terreno em declive: Portanto: h1 = H -h ..a) Terreno em aclive: Portanto: h1 = H -h .h' ..h' .13 .12 .Levantamento altimétrico em terreno com declive 12 . Htot = h1 + h2 + hn .... h2 = H'.. h2 = H'.

Devemos ter o cuidado de não deixar nenhuma bolha de ar dentro da mangueira.A mangueira deve ser transparente. 2 . 3 . da ordem de ∅ 1/4" ou 5/16" para obter maior sensibilidade. e de pequeno diâmetro. para não dar erro nas medições (Figura 1.ANOTAÇÕES 1 .A espessura da parede da mangueira deve ser espessa para evitar dobras 13 .13).

2 – MOVIMENTO DE TERRA O acerto da topografia do terreno. Ou quando se tratar de fundações feitas manualmente o acerto do terreno pode ser realizado entes. • Movimento de terra necessário para obtenção do nível desejado. • Realizar as compensações de volume. • Realizar ou conferir a marcação de uma obra. 2. quando existirem. o registro das condições das construções vizinhas. A análise prévia das condições das construções vizinhas evita surpresas desagradáveis durante a execução da sua obra. descarga. transporte. como trincas. de acordo com o projeto de implantação e o projeto executivo. O registro é composto por um relatório técnico com fotografias datadas da vizinhança e relatos das observações realizadas. desabamentos de muros ou de construções vizinhas. antes do início da obra.2 . algumas atividades prévias. • Canteiro de obras e a locação da obra. • Demolições. 14 . pode ser entendido como um conjunto de operações de escavação. Pode ser necessário executar as fundações antes de escavar o terreno (quando se trabalha com grandes equipamentos. Portanto o movimento de terra deve ser cuidadosamente estudado. Depende das características de execução das fundações e das demais atividades de início da obra. Antes de iniciarmos a construção de um edifício. para facilitar a sua entrada e retirada). O momento da obra em que ocorre o movimento de terra pode ser variável.TRABALHOS PRELIMINARES DE CONSTRUÇÃO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. carga.1 – CONSTRUÇÕES VIZINHAS É importante. devem ser realizadas. Garante também as reclamações infundadas de vizinhos. 2. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Calcular os volumes de corte e aterro. compactação e acabamentos executados a fim de passar de um terreno natural para uma nova conformação (Cardão. Essas atividades são denominadas trabalhos preliminares e compreendem: • Verificação das condições das construções vizinhas. 1969). • Analisar e executar um canteiro de obras. antes do início das obras. aterros.

o empolamento de um solo superficial é de 43% (Tabela 2. Níveis das construções vizinhas.Corte em terreno 15 . aterros.1 . podemos considerar o empolamento entre 30 a 40% Vc = Ab x hm e Vs = Vc+ empolamento Sendo Ab = área de projeção do corte Vs =volume solto hm= altura média Vc =volume no corte = volume natural Figura 2. seca Argila escavada. Seqüência da execução do edifício. Por exemplo. cortes.43 metros cúbicos no estado solto. Localização do canteiro de obras.1). acrescentando-se um percentual de empolamento (Figura 2.1 alguns empolamentos. Relacionamos na Tabela 2. ou cortes + aterros: 2.: Quando não se conhece o tipo de solo. significa que um metro cúbico de material no corte (estado natural) encherá um espaço de 1. quando removido de seu estado natural e é expresso como uma porcentagem do volume no corte. seca Areia úmida Areia molhada Solo superficial % 22 23 25 41 11 43 33 25 25 27 12 12 12 43 OBS. Podemos executar.1). úmida Argila e cascalho seco Argila e cascalho úmido Rocha decomposta 75% rocha e 25% terra 50% rocha e 50% terra 25% rocha e 75% terra Terra natural seca Terra natural úmida Areia solta.1 . O empolamento é o aumento de volume de um material.1 .2.As etapas que influenciam no projeto de movimento de terra são: • • • • Sondagem do terreno.Cortes: No caso de cortes.Relação de Empolamentos (Manual Caterpillar. deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do corte multiplicada pela altura média. conforme o levantamento altimétrico. 1977) materiais Argila natural Argila escavada. Tabela 2.

Compreendem as terra em geral.Aterros e reaterros: No caso de aterros.Aterro em terreno Para os aterros as superfícies deverão ser previamente limpas. descompressão do terreno de fundação ou do terreno pela água. No corte os materiais são classificados em: materiais de 1ªcategoria: são materiais que podem ser extraídos com equipamentos convencionais de terraplenagem. isto é. não é fundamental para o desempenho estrutural do edifício. Mas quando efetuado nas proximidades de edificações ou vias públicas. Quando o nível de exigência é maior devem-se procurar equipamentos específicos de compactação. Quando o nível de compactação for baixo. acrescentando de 25% a 30% devido a aproximação dos grãos. ou os próprios equipamentos de escavação. O material escolhido para os aterros e reaterros devem ser de preferência solos arenosos. deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do aterro multiplicada pela altura média. é possível utilizar pequenos equipamentos. os soquetes manuais. piçarra ou argila. hm + 25% a 30% Sendo Ab = área de projeção do aterro hm= altura média Figura 2. podendo fazê-lo maior. materiais de 2ª categoria: rocha com resistência à penetração mecânica inferior ao do granito. devidamente molhadas e compactadas manual ou mecanicamente. 16 . 2006). como os compactadores mecânicos (sapos).O corte é facilitado quando não se tem construções vizinhas. reduzindo o volume de vazios. tais como compactadores lisos e rolos pé de carneiro (Barros. como: ruptura do terreno.2 .2). rochas em decomposição e seixos com diâmetro máximo de 15cm.2. - 2.2 . sem detritos. incluindo eventual escarificação. sem vegetação nem entulhos. Va = Ab . Devem ser realizadas camadas sucessivas de no máximo 30 cm. Materiais de 3ª categoria: rochas com resistência à penetração mecânica igual ou superior ao granito. pedras ou entulhos. quando compactado (Figura 2. devemos empregar métodos que evitem ocorrências.

com tábuas alternadas ou chapas compensadas. bem como distribuição de máquinas. 2. Para esse tipo de contratação é necessário calcular o volume de solo tanto para corte como para o aterro. Deverá ser localizado em áreas onde não atrapalhem a circulação de operários veículos e a locação das obras. refeitório e instalação sanitária. Empresas empreiteiras previstas. No mínimo devemos fazer um barracão de madeira. alojamento para operários.deverão estar próximas ao ponto de utilização. Áreas para areia. etc. tudo dependendo do vulto da obra.3). a) Aluguel de equipamentos: Neste caso deve ser pago a máquina de escavação por hora e os caminhões para a retirada do solo. O aluguel da máquina está incluso no preço da viagem. b) Empreitada global: A empresa contratada realiza e é remunerada por todos os serviços (escavação e retirada de material). É indicado para obras com grandes movimentos de terra.. etc. c) Empreitada por viagem: Neste tipo de contratação a remuneração pelo serviço é efetuada por caminhão (volume retirado ou colocado). ou ainda containers metálicos que são facilmente transportados para as obras com o auxílio de um caminhão munck. madeiras. Nesse barracão serão depositados os materiais (cimento. 17 .3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra Podemos contratar os serviços de movimento de terra através do aluguel de equipamentos. chapas compensadas (Figura 2... tijolos. se houver. que serão utilizados durante a execução dos serviços. Máquinas e equipamentos necessários.3 . deve ser feito um tapume. para evitar que materiais caiam na rua. o tempo de obra e a distância de centros urbanos.) e ferramentas. Em zonas urbanas de movimento de pedestres. por empreitada global ou empreitada por viagem. aço. sendo que nela também poderão ser construídos escritórios. O dimensionamento do canteiro compreende o estudo geral do volume da obra. Este sistema é indicado para obras com pequeno movimento de terra. Materiais a serem utilizados. O canteiro é preparado de acordo com as necessidades de cada obra. Este estudo pode ser dividido como segue: • • • • • • Área disponível para as instalações. "encaixotamento" do prédio. Prazos a serem atendidos. pedras.OU CANTEIRO DE OBRAS Após o terreno limpo e com o movimento de terra executado. cal.2. A sua organização é desenvolvida e detalhada no escritório central.2. e deve-se registrar o número de viagens..INSTALAÇÃO DE CANTEIRO DE SERVIÇOS . Serviços a serem executados.

como. para verificar a possibilidade de extensão da rede até a obra ou optar pela energia gerada a diesel através de geradores de energia. onde ficarão os quadros de força.que seja o mais distante possível dos alicerces. com os seguintes cuidados: a) . é preciso saber que tipo de fio ou cabo deve ser usado.0 trifásico Serra elétrica 2. pois a maioria dos equipamentos é trifásica (Tabela 2. nunca a menos de 15 metros dos mesmos. deve-se providenciar o fornecimento de água através de caminhões “pipa” ou abertura de poço de água. no local. Para o dimensionamento do cabo devemos somar as potências dos equipamentos utilizados no canteiro. isto é. sendo desfeitas após o término dos serviços. Não existindo água. não existir rede elétrica.2 – Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obra (Barros. quais as ampliações que serão feitas nas instalações elétricas. 18 . deve-se fazer um pedido de estudo junto à concessionária. b) . Antes do início da obra.0 trifásico Em função do empreendimento podemos utilizar equipamentos de porte maior. quantas máquinas serão utilizadas e.0 trifásico Maquina de corte 2. para que sejam seguras.2 temos a potência de alguns equipamentos. Mas precisam ser feitas de forma correta.0 trifásico Bombas d’água 3. ainda. Se no local existir rede mais é monofásico. O uso da água é intensivo para preparar materiais no canteiro. Ela serve também para a higiene dos trabalhadores e deve ser disponível em abundância.o mais distante possível de fossas sépticas e de poços negro. Caso. deve-se também fazer um pedido de estudo.5 a 15 trifásico Betoneira 3.2) ou optar por equipamentos monofásico que tem custo maior. as gruas que elevam sensivelmente a demanda de energia (Barros.Deverá ser providenciada a ligação de água e construído o abrigo para o cavalete e respectivo hidrômetro. 2006) Equipamento Potência (hp) Sistema Guincho 7. ou seja. Na Tabela 2.o local deve ser de pouco trânsito. Tabela 2. c) . Tendo rede trifásica devemos conferir a capacidade para atender demanda da obra. 2006). atendendo a demanda é só pedir a ligação para a concessionária local. deixandose a frente para construção posterior da fossa séptica. As instalações elétricas nos canteiros de obras são realizadas para ligar os equipamentos e iluminar o local da construção. Deve-se providenciar a ligação de energia. no fundo da obra.0 trifásico vibrador 3. aliada a um fator de demanda (visto que nem todos os equipamentos serão utilizados simultaneamente).

como segue (Figura 2.3.3): Figura 2. desmontável para utilizar em obras.3 .2. 19 . e telhas de fibrocimento podemos montar um barracão de pequenas dimensões. pontalete de eucalipto ou vigotas 8x8.1 .Exemplo de barracão para obra de pequeno porte Utilizando chapas compensadas.Barracão para pequenas obras Para realizar um barracão econômico podemos realizar o aproveitamento das chapas compensadas (Figura 2.4).

4 – Aproveitamento das chapas compensadas Na Tabela 2. Tabela 2.0mm 0.0mm Telhas fibrocimento 4.5 03 0.3.0mm 0. está relacionado os materiais utilizados na execução do barracão de obra da Figura 2.0m Sarrafo de 7.0cm Cadeado médio Corrente Dobradiças Prego 15x15 Prego 18x27 ou de de 20 .00m Pontaletes ou caibros de 3.Figura 2.50x1.5 0.3 un un un pç pç pç pç m pç m pç kg kg Descrição Pontaletes ou caibros de 3.50x2.0 10.3. 03 03 16 11 11 01 60 01 0.Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras Quant.50m Chapas de compensado 6.44 Telhas fibrocimento 4.22 Viga 6x12 de 5.3 .

4 .LOCAÇÃO DA OBRA Podemos efetuar a locação da obra.5). Estes são constituídos de duas estacas cravadas no solo e uma travessa pregada sobre elas (Figura 2. sem o auxílio de aparelhos.5 . pois não nos oferece grande segurança devido ao seu fácil deslocamento com batidas de carrinhos de mão. o auxílio da topografia. etc. que nos garantam certa precisão. poderão acumular erros.Processo dos cavaletes No processo dos cavaletes os alinhamentos são obtidos por pregos cravados em cavaletes. linhas são fixadas e esticadas nos pregos para determinar o alinhamento do alicerce.1 . os métodos simples. Devemos sempre que possível. portanto. em obras de grande área. fio de prumo e trena). para materializar a demarcação exigirá um elemento auxiliar que poderá ser constituído por cavaletes ou tábua corrida (gabarito).2. previamente alinhados conforme o projeto. com métodos simples (utilizando o nível de mangueira. evitar esse processo. tropeços. No entanto. Em quaisquer dos casos.6) 21 . e em seguida inicia-se a abertura das valas (Figura 2.4. régua. 2. nos casos de obras de pequeno porte. Figura 2.Cavalete Depois de distribuídos os cavaletes. sendo conveniente.

cada qual de um nome interligado ao de mesmo nome da tábua oposta.determinação dos alinhamentos 2. Em cada linha ou arame está materializado um eixo da construção. que posteriormente poderão ser utilizadas para andaimes. Nos pontaletes serão pregadas tábuas na volta toda da construção (geralmente de 15 ou 20 cm). Este processo é o ideal.20m das paredes da futura construção. 22 .6 .5 x 10. Pregos fincados nas tábuas com distâncias entre si iguais às interdistâncias entre os eixos da construção. Nos pregos são amarrados e esticados linhas ou arames.0m e a 1.00m do piso (Figura 2.0cm) ou varas de eucalipto a uma distância entre si de 1.8).5cm ou 7.Processo da tábua corrida (gabarito) Este método se executa cravando-se no solo cerca de 50 cm.5 x 7.4.50m a 2. em nível e aproximadamente 1. todos identificados com letras e algarismos respectivos pintados na face vertical interna das tábuas. pontaletes de pinho de (7. determinam os alinhamentos (Figura 2.Processo dos cavaletes .2 .7).Figura 2.

2.TRAÇADO Tendo definido o método para a marcação da obra. é de extrema importância que no final da marcação sejam devidamente conferidos os eixos demarcados procurando evitar erros. devemos transferir as medidas.Processo da Tábua Corrida – Gabarito Como podemos observar o processo de "Tábua Corrida" é mais seguro e as marcações nele efetuadas permanecem por muito tempo. para auxiliar este processo. retiradas das plantas para o terreno.Marcação sobre gabarito Figura 2. 23 . Não obstante. seja qual for o método escolhido.7 .8 . No entanto.A Figura 2. possibilitando a conferência durante o andamento das obras.5 . pode utilizar o processo dos cavaletes.

pois é através delas que marcamos os alinhamentos das paredes externas.9 .60 x 0.1 .10). consiste em formar um triângulo através das linhas dispostas perpendicularmente. 24 . O esquadro deve ser colocado sobre uma base plana e ficar tangenciando as linhas sem as tocá-las. É indispensável saber traçar perpendiculares sobre o terreno.4 e 5m (triângulo de Pitágoras). 2. da construção. determinando assim o esquadro.5. Um método simples para isso. fazendo coincidir o lado do ângulo reto com o alinhamento da base (Figura 2. Isto serve de referência para locar todas as demais paredes. cabendo a nós.Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito Outro método consiste na utilização de um esquadro metálico (geralmente 0.Quando a obra requer um grau de precisão. saber locá-las com métodos simplificados.80 x 1. cujos lados meçam 3 . para pequenas obras.9). Figura 2. que não podemos realizar com métodos simples devemos utilizar aparelhos topográficos. Isto fica a cargo da disciplina de Topografia.Traçado de ângulos retos e paralelas. quando as linhas ficarem paralelas ao esquadro garantimos o ângulo reto.00m) para verificar o ângulo reto (Figura 2.

5. quando temos pequenos raios.11.2 . Figura 2. todos os pontos da curva circular (G. podemos utilizar um método aproximado. Consiste em aplicar. chamado método das quatro partes. sucessivamente.12). traçamos a curva no terreno (como se fosse um compasso) Figura 2. a quarta parte deste último valor (Figura 2. com o auxílio de um arame ou linha.Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito utilizando esquadro metálico 2.Baud.Traçado de curvas A partir do cálculo do raio da curva (que pode ser feito previamente no escritório) achamos o centro e.Figura 2. sobre a corda obtida com a flecha precedente.11 . No caso de grandes curvas.10 .Traçado de curva de pequeno raio Este método nos fornece uma boa precisão. Encontram-se assim. 1976) 25 . por aproximações sucessivas.

3 . caso contrário podemos iniciar a locação das obras pelo projeto de forma da fundação ("paredes").5. 2.Traçado de curva pelo método das quatro partes (G. O posicionamento das estacas é feito conforme a planta de locação de estacas. tubulões ou fundações que necessitam de equipamentos mecânicos para a sua execução.1976) f1 = r − sendo: r2 r2 + t2 em seguida f2 = f1 .13). com o auxílio do gabarito.Figura 2.Locação de estacas Serão feitas inicialmente a locações de estacas. inicialmente devemos locar as fundações profundas do tipo estacas. 26 . fornecida pelo cálculo estrutural (Figura 2. visto que qualquer marcação das "paredes" irá ser desmarcada pelo deslocamento de equipamentos mecânicos.Baud.12 . 4 f3 = f2 4 r = raio da curva t = tangente à curva (na intercessão da curva com a reta) Portanto.

Projeto de locação de estacas A locação das estacas é definida pelo cruzamento das linhas fixadas por pregos no gabarito.0cm. com dimensões 2. Transfere-se esta interseção ao terreno. crava-se uma estaca de madeira (piquete).5 x 2.13 . através de um prumo de centro (Figura 2.5 x 15.E D C B A 1 2 3 Figura 2. No ponto marcado pelo prumo. geralmente de peroba.14). 27 .

para evitarmos o acúmulo de erros provenientes das variações de espessuras das paredes (Figura 2. por isso da adoção de medidas arredondadas que acumulam erros.Locação da estaca Após a execução das estacas e com a saída dos equipamentos e limpeza do local podemos efetuar com o auxílio do projeto estrutural de formas a locação das "paredes". No projeto de arquitetura convencionou-se as paredes externas com 25cm e as internas com 15cm.15). Em obras de pequeno porte ainda é usual o pedreiro marcar a construção utilizando as espessuras das paredes. na realidade as paredes externas giram em torno de 26 a 27cm e as internas 14 a 14.5.Locação da Forma de Fundação "paredes" Devemos locar a obra utilizando os eixos.14 . 2. 28 .4 .Figura 2. Hoje com o uso de softwares específicos de desenho ficou bem mais fácil e dependendo da espessura da alvenaria adotada define-se a espessura das paredes.5cm difícil de serem desenhadas a pena nas escalas usuais de desenho 1:100 ou 1:50.

15 .E D C B A 1 2 3 Figura 2.Projeto de forma locadas pelo eixo 29 .

sinalizados e de fácil acesso mias longe da passagem de pessoas. ser efetuada pelo engenheiro ou conferida pelo mesmo. não deixando partes descobertas.Sinalizar os locais de trabalho com placas indicativas. 3 .Os taludes instáveis com mais de 1. As emendas devem ficar firmes e bem isoladas.Os fios e cabos devem ser fixados em isoladores. facilita a conferência pelo engenheiro. elétrica ) e suas implicações. 30 .Os quadros de distribuição devem ser de preferência metálicos e devem ficar fechados para que os operários não se encostem às partes energizadas. máquinas e materiais.A marcação pelo eixo. os valores são mais precisos se o número de seções for maior. sapatas. • Instalações elétricas em Canteiro de obras: 1 . em relação às divisas do terreno.30m de profundidade devem ser estabilizados com escoramentos. 2 .Na execução do gabarito.A pressão das construções vizinhas deve ser contida por meio de escoramento. 5 .Estudo da fundação das edificações vizinhas e escoramentos dos taludes. 6 .Somente deve ser permitido o acesso à obra de terraplenagem de pessoas autorizadas.Os fios e cabos devem ser estendidos em lugares que não atrapalhem a passagem de pessoas. 5 . Podem ser colocados a certa altura que não deixe as pessoas e máquinas encostarem-se a eles. blocos e estacas. 4 . além de mais precisa. 2 . 6 . 4 . devem estar protegidos por calhas de madeira. 4 . as tábuas devem ser pregadas em nível. 3 .A locação da obra deve.As chaves elétricas do tipo faca devem ser blindadas e fechar para cima. ou redes de esgoto. 8 – Confirmar a perfeita locação da obra no que se refere aos eixos das paredes.Os fios e cabos estendidos em locais de passagem. Noções de segurança para movimentação de terra: • 1 .ANOTAÇÕES 1 . materiais e equipamentos. 5 – Verificar os afastamentos da obra. 2 . 7 – Verificar se o terreno em relação às ruas está sujeito à inundação ou necessita de drenagem para águas pluviais.Nos cálculos dos volumes de corte e aterro. pilares.Os quadros de distribuição devem ficar em locais bem visíveis. Não devem ser usadas para ligar diretamente os equipamentos.Depositar os materiais de escavação a uma distância superior à metade da profundidade do corte. canaletas ou eletro dutos. 6 – Constatar no terreno a existência ou não de obras subterrâneas ( galerias de águas pluviais. 3 . de preferência.

A execução de uma sondagem é um processo repetitivo.T. Os requisitos técnicos a serem preenchidos pela sondagem do subsolo são os seguintes (Godoy. no subsolo.1 . 31 . 1971): • • • • Determinação dos tipos de solo que ocorrem. fazendo com isso. Informação completa sobre a ocorrência de água no subsolo. • Analisar um perfil de sondagem. .P. ensaio de penetração e amostragem a cada metro de solo sondado.SONDAGENS É sempre aconselhável a execução de sondagens. o barateamento das fundações.Execução da sondagem A sondagem é realizada contando o número de golpes necessários à cravação de parte de um amostrador no solo realizada pela queda livre de um martelo de massa e altura de queda padronizada. 3. • Especificar o tipo de dreno e a sua localização. até a profundidade de interesse do projeto. As sondagens representam. damos nestas anotações de aulas. Determinação das condições de compacidade (areias) ou consistência (argilas) em que ocorrem os diversos tipos de solo. Não querendo invadir o campo da Engenharia de Fundações. 3.05 a 0.1 . VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Determinar o número de furos de sondagem.Standart Penetration Test. Determinação da espessura das camadas constituintes do subsolo e avaliação da orientação dos planos (superfícies) que as separam. em média.FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.3 . A resistência à penetração dinâmica no solo medida é denominada S. um pequeno enfoque sobre fundações mais utilizadas em residências unifamiliares térreas e sobradas. bem como a sua localização. no sentido de reconhecer o subsolo e escolher a fundação adequada. • Saber escolher a fundação ideal para uma determinada edificação. apenas 0.1. ficando a cargo da Cadeira de Fundações aprofundar no assunto.005% do custo total da obra. • Especificar corretamente o tipo de impermeabilização a ser utilizada em alicerce. que consiste em abertura do furo.

em cada metro faz-se.Ensaio 55cm .Abertura 100cm 45cm .1) As fases de ensaio e de amostragem são realizadas simultaneamente. 1971) 55cm . e o restante dos 45 cm é utilizado para a realização do ensaio de penetração.2) (Godoy. a abertura do furo com um comprimento de 55 cm utilizando um trado manual ou através de jato de água. (Figura 3. inicialmente.Ensaio Figura 3. um martelo de 65 kg.Abertura 100cm 45cm . (Figura 3.1 .2 .Desta forma.Equipamento de sondagem à percussão 32 .Esquema de sondagem peso guia Operador haste amostrador Figura 3. uma haste e o amostrador. utilizando um tripé.

P.200 m² de 1. que permite uma estimativa da compacidade das areias e da consistência das argilas. considerando-se o número necessário à penetração dos últimos 30 cm do amostrador.Número mínimo de pontos em função da área construída (NBR8036/1983) ÁREA CONSTRUÍDA de 200 m² até 1. A Tabela 3. dependendo do plano de construção.S. avaliar o mínimo de furos para qualquer circunstância em função da área do terreno para lotes urbanos: 33 . Tabela 3. Conhecido como S.2 .19 Dura > 19 3.P.1 apresenta correlações empíricas.Compacidade das areias e consistência das argilas "in situ" (Godoy.2 . 1971) Tabela 3. Compacta 9 . DE SONDAGENS 1 sondagem para cada 200m² 1 sondagem para cada 400m² que exceder a 1. significativamente.2). 1971) COMPACIDADES E CONSISTÊNCIAS SEGUNDO A RESISTÊNCIA À PENETRAÇÃO .Determinação do número de sondagens a executar Os pontos de sondagem devem ser criteriosamente distribuídos na área em estudo.200m² Será fixada a critério.Resistência à penetração O amostrador é cravado 45 cm no solo. No caso de fundações para edifícios. (Godoy. a partir da resistência à penetração medida nas sondagens.T.400 m² acima de 2.1.18 Compacta 19 . sendo anotado o número de golpes necessários à penetração de cada 15 cm. no comportamento da fundação.3.41 Muito Compacta > 41 Consistência de argilas e Muito Mole <2 siltes argilosos Mole 2-5 Média 6 . e devem ter profundidade que inclua todas as camadas do subsolo que possam influir.3 .400m² Nº. caindo de uma altura de 75 cm.10 Rija 11 .200 m² até 2.1. SOLO DENOMINAÇÃO No DE GOLPES Compacidade de areias e Fofa ≤4 siltes arenosos Pouco Compacta 5-8 Med.T.1 . O Índice de Resistência à Penetração é determinado através do número de golpes do peso padrão. o número mínimo de pontos de sondagens a realizar é função da área a ser construída (Tabela 3. Podemos ainda.

três furos para determinação da disposição e espessura das camadas. Nos terrenos argilosos.3 . Nos terrenos arenosos. próximos aos limites da área em estudo. a sondagem deverá ultrapassar todas as camadas. durante a execução da sondagem. 30 25 7 10-12 30 20 40 20 Figura 3. pelo exame das amostras recuperadas e pelo número de golpes. Em geral. evitando que fiquem numa mesma reta e de preferência. de maneira a cobrir toda a área em estudo. existem alguns métodos para determiná-las: • • Pelo critério do bulbo de pressão Pelas recomendações da norma brasileira Mas. em material de boa qualidade. quatro índices elevados de resistência à penetração. as sondagens raramente necessitam ultrapassar os 15 a 20m. permitem a interrupção do furo.• • • 2 furos para terreno até 200m² 3 furos para terreno entre 200 a 400m². 34 . A distância entre os furos de sondagem deve ser de 15 a 25m. ou No mínimo. um técnico experimentado pode fixar a profundidade a ser atingida.Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes Em relação à profundidade das sondagens. A Figura 3. Os furos de sondagens deverão ser distribuídos em planta.3 apresenta alguns exemplos de locação de sondagens em terrenos urbanos.

NA . 1971) 35 .60 (99. A posição do nível d'água .4 .42 (100.0m. em planta.Obs. 3.: profundidade mínima 8. CALÇADA 5. bem como a data inicial e final de sua medição (Figura 3. nas respectivas cotas. Poderá ocorrer obstrução nos furos de sondagens do tipo matacões (rochas dispersas no subsolo) confundindo com um embasamento rochoso.00 1.0m. A posição das sondagens é amarrada topograficamente e apresentada numa planta de locação bem como o nível da boca do furo que é amarrado a uma referência de nível RN bem definido ( Figura 3.também é indicada.40 2.00 CASA EXISTENTE Figura 3. a sondagem deverá ser novamente deslocada 3.00 RN=100.4 ... (Godoy.13) 2.Planta de locação das sondagens No perfil do subsolo as resistências à penetração são indicadas por números à esquerda da vertical da sondagem.Perfil de Sondagem Os dados obtidos em uma investigação do subsolo são normalmente apresentados na forma de um perfil para cada furo de sondagem.20 25. a sondagem na rocha é realizada com equipamento de sondagem rotativo. à medida que os primeiros resultados forem conhecidos. Se for confirmada a ocorrência de obstrução na mesma profundidade.40 2.00 5. Essa profundidade pode ser corrigida.4 4 S1 21. da anterior.00 RUA .00 1.95) 7.60 S2 21.0m numa direção ortogonal ao primeiro deslocamento.1. Neste caso a verificação é realizada executando-se uma nova sondagem a 3.4) GUIA EXISTENTE CASA EXISTENTE EM CONSTRUÇÃO 2. Caso necessário.5).

pode o engenheiro. técnica e economicamente.2 .Exemplo de um perfil de subsolo 3. pela verificação da possibilidade do emprego de fundações diretas. Mesmo sendo viável a adoção das fundações diretas é aconselhável comparar o seu custo com o de uma fundação profunda. proceder à escolha do tipo de fundação mais adequada. O estudo é conduzido inicialmente. de grandeza e natureza das cargas estruturais e conhecendo as condições de estabilidade e fundações das construções vizinhas.ESCOLHA DO TIPO DE FUNDAÇÃO Com os resultados das sondagens. 36 .5 .Figura 3.

Relação dos tipos de fundações usuais em construção 37 .1 . 3.6 . Simples Armada Simples Armada Alvenaria Pedra Sapata Corrida ou Contínua Diretas ou Rasas Sapata Isolada Radier Rígidos Flexíveis de concreto Estacas Pré Moldadas Mega ou de reação Vibradas Centrífugas Protendida sem camisa Brocas Escavadas Raiz perdidas com camisa monotube Raynond Strauss Simples Duplex Franki Moldadas in loco Profundas de madeira de aço céu aberto Tubulões Pneumático (ar comprimido) Tipo poço Tipo Chicago Tipo gow Tipo Benoto Tipo Anel de concreto recuperadas Figura 3.6).E finalmente. verificando a impossibilidade da execução das fundações diretas.2.Tipos de fundações Os principais tipos de fundações podem ser reunidos em dois grandes grupos: fundações diretas ou rasas e fundações profundas (Figura 3. estuda-se o tipo de fundação profunda mais adequada.

38 . se as cargas forem na ordem de 4 a 5 toneladas e sem presença de água.7).12). Em terrenos firmes a mais de 6. devemos utilizar estacas ou tubulões. Fundações profundas. logo abaixo da estrutura. obtemos o SPT na profundidade adotada e calculamos a σ s do solo.7 .0m.3 .Portanto os principais tipos de fundações são: • • Fundações diretas ou rasas.Profundidade de uma sapata isolada (Df) • • - Quando Df ≤ B ⇒ Fundações diretas Quando Df > B ⇒ Fundações profundas (sendo “B” a menor dimensão da sapata) Quando a camada ideal for encontrada à profundidade de 5. Figura 3. σs ≅ SPT 5 Encontrada a área. são capazes de suportar as cargas. S nec = P σs . Com o auxílio da sondagem. Condições econômicas: A-a=B-b A-B=a-b Sendo “A e B” as dimensões da sapata e “a e b” a dimensão do pilar. adotam-se as dimensões e verificamos se são econômicas (Figura 3. encontramos a área necessária da sapata (Snec). podemos adotar brocas.FUNDAÇÕES DIRETAS OU RASAS As fundações diretas são empregadas onde as camadas do subsolo. Dividindo a carga P pela σ s do solo.0 à 6.0m. 3. Para a escolha das fundações podemos iniciar analisando uma sapata isolada (Figura 3.

0 kg/cm² Regular = 2.8 . É importante conhecer esse tipo de alicerce. (edícula sem laje. 1973) Descrevemos com mais detalhes as fundações diretas mais comuns para obras de pequeno porte. pois foram muito utilizados nas construções antigas e se faz necessário esse conhecimento no momento das reformas e reforços dos mesmos. H. retangular ou triangular. 3. sob atuação do carregamento.parede de 1/2 tijolo = 40 cm Em terrenos inclinados.0 kg/cm² Fraca = 0. é função do tipo de solo e da consideração da sapata ser rígida ou flexível. Mantendo-se o valor "h" em no mínimo 40 cm e h1. Uma sapata será considerada flexível quando possuir altura relativamente pequena e .Detalhe do nivelamento do fundo da vala 39 .P.8). água etc. abrigo de gás.parede de 1 tijolo = 45 cm valas: . o fundo da vala é formado por degraus (Figura 3. apresentar deformação de flexão (Caputo. As etapas de execução são: a) Abertura de vala * Profundidade nunca inferiores a 40 cm * Largura das . no máximo 50cm.3. sempre em nível.). no terreno.5 kg/cm² A Distribuição das pressões.Como referência temos σ s (Tensão admissível do solo) como sendo: Boa = 4. podendo ser bi triangular.1 . barraco de obra. • • Figura 3.Sapata Corrida em Alvenaria São utilizadas em obras de pequena área e carga.

b) Apiloamento Se faz manualmente com soquete (maço) de 10 à 20 kg. contudo ser utilizadas como vigas. • Argamassa de assentamento é de cimento e areia traço 1:4. A função das cintas de amarração é "amarrar" todo o alicerce e distribuir melhor as cargas. Paredes de 1/2 tijolo . assentados com argamassa de cimento e areia traço 1:3. não podendo. no caso de pretender a sua atuação como viga deverá ser calculada a ferragem e os estribos.feitos com tijolo e meio. Uniformizar e limpar o piso sobre o qual será levantado o alicerce de alvenaria d) Alicerce de alvenaria ( Assentamento dos tijolos) • Ficam semi-embutidos no terreno. a fim de evitar o contato das paredes com o solo. f) Reaterro das valas Após a execução da impermeabilização das fundações. Normalmente a sua ferragem consiste de barras "corridas". c) Lastro de concreto Sobre o fundo das valas devemos aplicar uma camada de concreto magro de traço 1:3:6 ou 1:4:8 (cimento. 40 . • Seu respaldo deve estar acima do nível do terreno. areia grossa e pedra 2 e 3) e espessura mínima de 5cm com a finalidade de: • • Diminuir a pressão de contato visto ser a sua largura maior do que a do alicerce. podemos reaterrar as valas. utilizam-se tijolos em espelho. • Assentamento dos tijolos é feito em nível. Para economizar formas. com o objetivo unicamente de conseguir a uniformização do fundo da vala e não o de aumentar a resistência do solo. Sobre a cinta será efetuada a impermeabilização.feitos com um tijolo. O reaterro deve ser feito em camadas de no máximo 20cm bem compactadas. e) Cinta de amarração É sempre aconselhável a colocação de uma cinta de amarração no respaldo dos alicerces. • Tem espessuras maiores do que a das paredes sendo: Paredes de 1 tijolo . • O tijolo utilizado é o maciço queimado ou requeimado.

1972) Parede de meio tijolo Figura 3.11 .Sem cinta de amarração (Borges.g) Tipos de alicerces para construção simples Figura 3.Com cinta de amarração (Borges. 1972) Parede de um tijolo Figura 3.10 .Com cinta de amarração (Borges.9 . 1972) 41 .

3. devem ser usados estribos.3.12 . o que lhes confere boa rigidez. 3. Figura 3.Obs. que pode ter forma quadrada ou retangular (formatos mais comuns). espaçados de mais ou menos 1.3 . possuem grande altura. A função desses estribos é somente posicionar as armaduras.2 Sapatas Isoladas São fundações de concreto simples ou armado.0m. podem ter formato piramidal ou cônico. 3.15) PAREDE h L Figura 3.13.3.13 . possuindo pequena altura em relação a sua base. Também são denominadas de Blocos. Para manter os ferros corridos da cinta de amarração na posição.Sapata corrida sob paredes 42 . As sapatas de concreto armado. As sapatas de concreto simples (sem armaduras).Sapatas corridas Executadas em concreto armado e possuem uma dimensão preponderante em relação às demais (Figura 3.Sapata isolada retangular 3.14.

3.Sapata corrida sob pilares PILAR VIGA h L Figura 3.14 .Radiers Quando todas as paredes ou todos os pilares de uma edificação transmitem as cargas ao solo através de uma única sapata.15 .4 . tem-se o que se denomina uma fundação em radier. protendido ou em concreto reforçado com fibras de aço. Etapas de construção: • • Preparo do terreno – apiloamento e nivelamento. A laje deve ser executada utilizando concreto armado com armaduras de aço nas duas direções tanto na parte superior como na inferior (armadura dupla). Os radiers são elementos contínuos que podem ser executados em concreto armado. esgoto e elétrica. Colocação das tubulações de água. O radier pode ser considerado uma laje contínua em toda a área de construção distribuindo uniformemente toda a carga ao terreno.PILAR h L Figura 3.Sapata corrida com viga 3. 43 .

3. Concretagem e cura. Figura 3.Pré-moldadas . Os principais tipos de fundações profundas são: 3. essencialmente para: a) Transmissão de carga a camadas profundas. cilíndricas ou prismáticas.• • Colocação de manta plástica para evitar a perda de água do concreto e a umidade do solo. bom para a fundação.4 . c) Compactação de terrenos. encontra-se em camadas mais profundas do solo.Radier O radier somente deve ser utilizado se o terreno todo tiver o mesmo tipo de solo. Se uma parte dele for firme e outra fraca você não deve usar radier. b) Contenção de empuxos laterais (estacas pranchas).16 .Moldadas in loco 44 .1 .4.FUNDAÇÕES PROFUNDAS São utilizadas quando o terreno firme. cravadas ou confeccionadas no solo utilizando concreto no mínimo 15 MPa. Podem ser: .Estacas Estacas são peças alongadas.

17. ausência de pedra britada e possibilidade de barro em volta da estaca. pois ao final da concretagem há subida de excesso de argamassa. permitindo a execução do lastro e a sobra de no mínimo 5 cm de estaca acima do lastro (Figura 3. Nas estacas prancha além dos esforços axiais temos o empuxo lateral (esforços horizontais). A cota de arrasamento das estacas deve ficar no mínimo 10 cm acima do fundo da vala.18 b).). (a) (b) Figura 3.Esforços nas estacas Após a cravação das estacas pré-moldadas de concreto ou a concretagem das estacas moldadas “in loco” as mesmas devem ser preparadas previamente para sua perfeita ligação com os elementos estruturais (blocos de coroamento. Figura 3. Nas estacas moldadas “in loco” o concreto da cabeça das estacas geralmente é de qualidade inferior. o excesso de concreto acima da cota de arrasamento.18 (a) Arrasamento das estacas – (b) Cota de arrasamento das estacas 45 .18. vigas etc. Esses esforços são resistidos pela reação exercida pelo terreno sobre sua ponta e pelo atrito entre as paredes laterais da estaca e o terreno. Portanto a estaca deve ser concretada no mínimo 20 cm acima da cota de arrasamento. A limpeza e remoção do concreto de má qualidade até a cota de arrasamento devem ser feito com o auxílio de um ponteiro e marreta e o sentido deve ser preferencialmente de baixo para cima (Figura 3.17 . Figura 3. é devido às estacas encontrarem a “nega” (solo impenetrável) em cotas distintas.As estacas recebem esforços axiais de compressão.a) Nas estacas pré-moldadas.

.19 – Bloco de coroamento 46 .2 Blocos de coroamento das estacas Os blocos de coroamento das estacas são elementos maciços de concreto armado que solidarizam as "cabeças" de uma ou um grupo de estacas.. H.19). 1973). distribuindo para ela as cargas dos pilares e dos baldrames (Figura 3. Ø= diâmetro da estaca UMA ESTACA DUAS ESTACAS TRÊS ESTACAS QUATRO ESTACAS . Os blocos de coroamento têm também a função de absorver os momentos produzidos por forças horizontais.3.P. excentricidade e outras solicitações (Caputo.4.. Figura 3.

4. as mesmas são compactadas e preenchidas com concreto fck 15. utilizando pedra nº 2.0m. Figura 3. Fazemos isso através da cubicagem (volume) de concreto que será necessária para cada broca. Os ∅ mais usados são 20 cm e 25 cm.0m.Tipos de trado 47 . sempre verificando se não houve fechamento do furo. • • • Limite de diâmetro: 15 (6") a 25cm (10"). bem como falhas na concretagem.20 . as brocas só serão iniciadas depois de todas as valas abertas. de forma a não haver fechamento do furo nem desmoronamento. A execução das brocas é extremamente simples e compreende apenas quatro fases: • • • • Abertura da vala dos alicerces Perfuração de um furo no terreno Compactação do fundo do furo Lançamento do concreto Ao contrário de outros tipos de estacas. no mínimo de 3.3 .Brocas São feitas a trado.5m cada peça) até atingir a profundidade desejada. Ao atingir a profundidade das brocas.20. pois o trabalho é exclusivamente manual. que veremos adiante.3. não utilizando nenhum equipamento mecânico. que tem o seu comprimento acrescido através de barras de cano galvanizado. em solo sem água. 3. Limite de comprimento: é da ordem de 6.0m a 4.21). (geralmente com 1. Inicia-se a abertura dos furos com uma cavadeira americana e o restante é executado com trado (Figura 3.0 MPa conforme NBR 6122.

não armada ≅ 4 a 5t . É conveniente adotar cargas não superiores a 5 toneladas por unidade. além de trabalharem a compressão. que possibilitem a concretagem antes do acúmulo de água. Devemos armar as brocas quando: • • • Verificarmos que as mesmas. Forem tracionadas.Perfuração da broca Geralmente as brocas não são armadas. sem nenhuma proteção. geralmente o fundo do furo não é compactado e o lançamento do concreto é feito diretamente no solo. em solos suficientemente coesivos e na ausência de lençol freático.Figura 3.armada ≅ 10t Esses valores são aproximados. No entanto. A execução de brocas na presença de água deve ser evitada e somente é admitida quando se tratar de solos de baixa permeabilidade.0m. apenas levam pontas de ferro destinadas a amarrá-las à viga baldrame ou blocos.21 .armada ≅ 6 a 7t . Quando em algumas brocas. certas ocasiões nos obrigam a armá-las e nesses casos. isto é feito com 4 (quatro) ferros e estribos em espiral ou de acordo com o projeto estrutural. encontrarmos solo resistente a uma profundidade inferior a 3. também sofrem empuxos laterais.não armada ≅ 7 a 8t . A Resistência Estrutural da Broca quando bem executadas podem ser: • • broca de 20cm: broca de 25cm: . pois sua execução é manual. 48 .

1998) Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 15tf 25tf 30tf 3. A perfuração é conseguida lançando o saquete ao solo de uma altura variável dependendo do equipamento.4.5 . que é efetuada mecanicamente com trado helicoidal.3.Estaca Apiloada A estaca apiloada é executada utilizando um tripé e um soquete com diâmetro de 20 a 30 cm. conjunto de tração e haste de perfuração. Nas estacas apiloadas não existe uma padronização de carga. São executadas através de torres metálicas.Estacas Escavadas As estacas escavadas caracterizam-se também por serem moldadas no local após a escavação do solo. depende da profundidade atingida do diâmetro da estaca e do tipo de solo. Seu emprego é restrito a perfuração acima do nível d'água.4 .22 – Perfuratriz (Hachich et al. (Falconi et al. Em ambos os casos são empregados guinchos. 49 .22). 1998) Figura 3. apoiadas em chassis metálicos ou acopladas em caminhões (Figura 3.4. O processo é mecanizado e utilizado somente para pequenas cargas devido as suas limitações. podendo esta ser helicoidal em toda a sua extensão ou trados acoplados em sua extremidade.

4. 3.Estaca Strauss A estaca Strauss é executada utilizando equipamento mecanizado composto por um tripé. Inicia-se a perfuração utilizando o soquete. o soquete é substituído pela sonda com porta e janela a fim de penetrar e remover o solo no seu interior em estado de lama.Execução das Estaca Strauss Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 20tf 30tf 35tf 50 .0 m que é socado pelo pilão à medida que se vai extraindo o molde formando o bulbo.5 a 1. Alcançado o comprimento desejado da estaca. Quando lançado e epiloado em camadas deve-se ter o cuidado do contato do soquete com a parede do furo para não contaminar o concreto com o solo (Hachich et al. Figura 3. até completar o nível proposto pelo projeto. coloca-se o tubo de molde do mesmo diâmetro da estaca. soquete (pilão) e a sonda (balde). O procedimento acima se repete. enche-se de concreto em trechos de 0. 1998).A concretagem das estacas apiloadas seguem as mesmas especificações das estacas moldadas “in loco” pode ser lançado até preencher o furo ou lançado e apiloado em camadas.23 . Após abertura inicial do furo com o soquete. exceto a formação do bulbo. guincho.6 .

Tubulões São elementos de fundação profunda constituído de um poço (fuste). ele vai abrindo caminho no terreno devido ao forte atrito entre o concreto seco e o tubo e o mesmo é arrastado para dentro do solo. Alcançada a profundidade desejada o molde é preso à torre.25) (Alonso et al. Após essa operação desce-se a armadura e concreta-se a estaca em pequenos trechos sendo os mesmos fortemente.24 . apiloados ao mesmo tempo em que se retira o tubo de molde. um tampão de concreto de relação água/cimento muito baixa.4.8 . 1998). coloca-se mais concreto no interior do molde e com o pilão. e uma base circular ou em forma de elipse (Figura 3. provoca-se a expulsão do tampão até a formação de um bulbo do concreto.4.Execução das Estacas Franki Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • Ø 30 cm: Ø 35 cm: 40tf 50tf 3. 51 .7 . normalmente de seção circular revestido ou não.3. tendo no seu interior junto à ponta.Estacas Franki Coloca-se o tubo de aço (molde). Figura 3. esse tampão é socado por meio de um soquete (pilão) de até 4t.

tang60o sendo < 2.26). 52 . = 70cm D ≅ de 3 a 3.Seção típica de um tubulão Sendo: β ≥ 60o dmin. em etapas.x FUSTE d BASE b H d RODAPÉ 15 a 20cm D a D Figura 3.5d H ≥ D . pelo ar comprimido injetado. a água afastada do interior do interior do tubulão. Sendo a de aço perdida ou recuperada. 1973). Seu emprego é limitado para solos coesivos e acima do nível d'água. resulta de um poço perfurado manualmente ou mecanicamente e a céu aberto. Já no sistema Gow o escoramento é efetuado utilizando cilindros telescópicos de aço cravados por percussão (Caputo. Os tubulões à céu aberto é o mais simples. No sistema Chicago a escavação é feita com pá. O revestimento dos tubulões pode ser constituído de camisa de concreto armada ou de aço. as paredes são escoradas com pranchas verticais ajustadas por meio de anéis de aço. existindo dois sistemas de execução Chicago e Gow.d . Os tubulões a ar comprimido ou pneumático utilizam uma câmara de equilíbrio em chapa de aço e um compressor (Figura 3. O princípio é manter.25 .0m 2 Os tubulões dividem-se em dois tipos básicos: à céu aberto (com ou sem revestimento) e a ar comprimido (pneumático) revestido.

9 – Alvenaria de embasamento As fundações são executadas em um nível abaixo do piso acabado (no mínimo 20 cm).26 .Figura 3.4. Sobre as fundações e vigas baldrames é executado a alvenaria de embasamento de modo a permitir os diferentes níveis de piso mantendo o baldrame nivelado. 53 . possibilitar a passagem de tubulações sem prejuízo do baldrame.Tubulão a ar comprimido 3.

Podemos dividir os tipos de impermeabilização. As falhas corrigidas a posteriori. Os romanos empregavam clara de ovos. sangue. Os serviços de impermeabilização representam uma pequena parcela do custo e do volume de uma obra. existem igrejas e pontes onde a argamassa das pedras foi aditivada com óleo de baleia. A impermeabilização das edificações não é uma prática moderna. Figura 3.5 – IMPERMEABILIZAÇÃO A impermeabilização é de fundamental importância no aumento da durabilidade das construções.contenção lateral para aterros dos pisos e receber a camada impermeabilizante do alicerce.Alvenaria de embasamento 3. para impermeabilizar saunas. óleos.contra a infiltração.27). .contra a pressão hidrostática. etc.27 . de acordo com o ataque de água: . Atualmente. . A alvenaria de embasamento pode ser de tijolo maciço ou de bloco de concreto assentada com argamassa de cimento e areia no traço 1:4. Os serviços de impermeabilização contra pressão hidrostática e contra água de infiltração não admitem falhas. somam muitas vezes o custo inicial. dispomos de produtos desenvolvidos especialmente para evitar a ação prejudicial da água. a impermeabilização para esses tipos. aquedutos. mais 54 . Já no Brasil. nas cidades históricas.contra a umidade do solo. quando anteriormente planejada. O tijolo maciço é o mais utilizado devido as suas dimensões facilitando as diversas espessuras da alvenaria de embasamento (Figura 3.

. lençóis termoplásticos.50m nas paredes superiores. 55 . O flexível: Constituído por lençóis de borracha butílica. membrana de asfalto com elastômetros. Devemos ter alguns cuidados com a impermeabilização Uma impermeabilização não dá resistência à estrutura.2º Constituídos por cimentos especiais de cura rápida que são utilizados no tamponamento. local mais indicado para isso. até alcançarmos o nível do piso (Alvenaria de embasamento). A obstrução da água fará com que ela procure nova saída e inicie o trabalho pelas áreas porosas. causando sérios transtornos.. já há algum tempo.utilizada há mais de 50 anos. sendo necessário assentar algumas fiadas de tijolos sobre a sapata corrida ou sobre o baldrame. a argamassa também o fará. etc.1º Constituídos pêlos concretos e argamassas impermeáveis.5. nas recuperações de estruturas sujeitas a pressão hidrostática etc. penetrando até a altura de 1. e com grande sucesso.1. A fundação sempre é executada num nível inferior ao do piso. E no caso de umidade do solo. é a por meio de membranas onde a plasticidade é a grande vantagem. que penetra nos poros através de água e se cristaliza até cerca de 6 cm dentro da estrutura fechando os poros e ficando solidária com a estrutura. Como podemos observar. Se a estrutura fissurar.28). Portanto é indispensável uma boa impermeabilização no respaldo dos alicerces.-. em especial as de concreto. Temos também. a impermeabilização mais utilizada é com argamassa rígida e impermeabilizante gordurosos. Tem sido bem aceito. no Brasil. Uma junta fissurada deve ser cheia com uma massa elástica e não com argamassa rígida. pois é o ponto de ligação entre a parede que está livre de contato com o terreno e o alicerce.Semelhante à impermeabilização rígida somente que os aditivos favorecem pequenas movimentações. pois acompanha o movimento das trincas que venham a se formar na estrutura permanecendo impermeáveis mesmo sob pressão hidrostática. O semi flexível: .. pela inclusão de um aditivo. No tijolo a água sobe por capilaridade. existem basicamente três sistemas principais de impermeabilização: O rígido: . um produto mineral que se aplica na estrutura. pois esse produto pode ser aplicado. 3.Impermeabilização dos alicerces Independente do tipo de fundação adotada deve executar uma impermeabilização no respaldo dos alicerces (Figura 3.

Aplicar sempre com as paredes úmidas em três demãos cruzadas.29). Podemos utilizar aditivo acrílico que proporciona uma composição semi flexível. impermeável gorduroso (Vedacit ou similar). Devemos aplicar duas demãos e em cruz. A camada impermeável não deve ser queimada.Figura 3.3 latas de areia (54 litros) . Viaplus 1000. Tec 100 ou similar).Impermeabilização no respaldo do alicerce O processo mais utilizado é através de argamassa rígida. pois o piche penetra nas possíveis falhas de camadas. dosado em argamassa de cimento e areia em traço 1:3 em volume: .1. mas apenas alisada.5 kg de impermeável Após a cura da argamassa impermeável a superfície é pintada com piche líquido (Neutrol ou similar). 56 . Nesse sistema aplica-se uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 e pintura com cimento cristalizante e aditivo (Kz + água + K11 na proporção de 1:4:12. usando. Recomendações importantes para uma boa execução da impermeabilização: Deve-se sempre dobrar lateralmente cerca de 10 a 15 cm (Figura 3. geralmente. Usa-se a mesma argamassa para o assentamento das duas primeiras fiadas da alvenaria de elevação. Outro processo utilizado dispensa o uso da pintura com piche líquido sobre a argamassa. corrigindo os pontos fracos.28 .1 lata de cimento (18 litros) . para que sua superfície fique semi-áspera evitando fissuras.

devemos executar uma impermeabilização. nos locais onde o solo entra em contato com as paredes.Impermeabilização nas alvenarias sujeita a umidade do solo Além dos alicerces.30 . Faz-se necessário estudar caso a caso para adotar o melhor sistema de impermeabilização (rígido e semi flexível para umidade e flexível para infiltração).Figura 3.2 .5. 3. Figura 3. As figuras 3.29 .Detalhe da aplicação da argamassa impermeável Obs. Sua substituição envolve alto custo e transtorno aos usuários.: O tempo de duração de uma impermeabilização deverá corresponder ao tempo de uso de uma construção.30 e 3.31 detalham uma impermeabilização rígida em diversos locais de uma construção.Impermeabilização em locais de pouca ventilação 57 .

Onde o solo encostar-se à parede levantar o revestimento interno e externo no mínimo 60 cm acima do solo

Figura 3.31 - Impermeabilização com ventilação

Em ambos os casos o alicerce e o lastro impermeabilizado devem coincidir. 3.6 - DRENOS Existem casos que para maior proteção da impermeabilização dos alicerces e também das paredes em arrimo, necessitamos executar DRENOS, para garantir bons resultados. Os drenos devem ser estudados para cada caso, tendo em vista o tipo de solo e a profundidade do lençol freático, etc... Os drenos subterrâneos podem ser de três tipos: - Drenos horizontais (ao longo de uma área) (figura 3.32) - Drenos verticais (tipo estacas de areia) - Drenos em camada (sob base de estrada) De modo genérico, os drenos horizontais são constituídos:

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Figura 3.32 - Dreno horizontal

1 - Camada filtrante: (areia de granulometria adequada ou manta de poliéster servindo como elemento de retenção de finos do solo). 2 - Material drenante: (pedra de granulometria apropriada) que serve para evitar carreamento de areia - 1 - para o interior do tubo, e conduzir as águas drenadas. 3 - Tubo coletor: deve ser usado para grandes vazões. Normalmente de concreto, barro cozido ou PVC. 4 - Camada impermeável : (selo) no caso do dreno ser destinado apenas à captação de águas subterrâneas. Se o dreno captar águas de superfície, esta camada será substituída por material permeável. 5 - Solo a ser drenado: em um estudo mais aprofundado, a sua granulometria servirá de ponto de partida para o projeto das camadas de proteção. Obs. No caso de não ter tubulação condutora de água, o dreno é chamado de cego (Figura 3.33). Os drenos cegos consistem de valas cheias de material granular (brita e areia). O material é colocado com diâmetro decrescente, de baixo para cima.

Figura 3.33 - Dreno horizontal cego

Uma das utilizações dos drenos é quando o nível de água é muito alto e desejamos rebaixá-lo (Figura 3.34).

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Figura 3.34 - Exemplo de aplicação dos drenos

Obs. Neste caso os furos do tubo devem estar para cima.

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ANOTAÇÕES

1 – Verificar se o terreno confirma a sondagem quando da execução da fundação. 2 – Verificar a exata correspondência entre os projetos, arquitetônico, estrutural e o de fundações. 3 – Verificar se o traço e o preparo do concreto atendem as especificações de projeto. 4 – Verificar qual o sistema de impermeabilização indicada no projeto. Constatar se as especificações dos materiais, bem como as recomendações técnicas dos fabricantes estão sendo rigorosamente obedecidas.

Noções de segurança na execução de fundação: - Evitar queda de pessoas nas aberturas utilizando proteção com guarda corpos de madeira, metal ou telas. - Realizar escoramento em valas para evitar desmoronamentos. - O canteiro de obra deverá ser mantido limpo, organizado e desimpedidos, para evitar escorregões, e tropeços. - Sinalizar com guarda-corpo, fitas, bandeirolas, cavaletes as valas, taludes poços e buracos.

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4 - ALVENARIA

APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO; VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a alvenaria adequada; • Orientar a elevação das paredes (primeira fiada, cantos, prumo, nível); • Especificar o tipo de argamassa de assentamento; • Especificar e conhecer o tipo de amarração; • Especificar os tipos de reforços nos vãos das alvenarias. • Executar corretamente os muros de fechamento de divisas.

Alvenaria, pelo dicionário da língua portuguesa, é a arte ou ofício de pedreiro ou alvanel, ou ainda, obra composta de pedras naturais, cerâmica, blocos de concreto, ligadas ou não por argamassa; cola, armadura e graute (que preenchem os furos da alvenaria estrutural). A alvenaria pode ser empregada na confecção de diversos elementos construtivos (paredes, muros, abóbadas, sapatas, etc.) e pode ter função estrutural ou simplesmente de vedação. Quando a alvenaria é empregada na construção para resistir cargas, ela é chamada Alvenaria resistente, pois além do seu peso próprio, ela suporta cargas (peso das lajes, telhados, pavimento. superior, etc.) Quando a alvenaria não é dimensionada para resistir cargas verticais além de seu peso próprio é denominada Alvenaria de vedação. As paredes utilizadas como elemento de vedação devem possuir características técnicas que são: • • • • • Resistência mecânica Isolamento térmico e acústico Resistência ao fogo Estanqueidade Durabilidade

As alvenarias de pedras naturais são raramente executadas, em função da falta de mão-de-obra especializada, como também, pelas distâncias entre os locais de sua extração e de sua utilização. As alvenarias de tijolos e blocos cerâmicos ou de concreto, são as mais utilizadas, mas existem investimentos crescentes no desenvolvimento de tecnologias para industrialização de sistemas construtivos aplicando materiais diversos. No entanto neste capítulo iremos abordar os elementos de alvenaria tradicionais.

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4.1 - ELEMENTO DE ALVENARIA TRADICIONAL O elemento de alvenaria é um produto industrializado, de formato paralelepipedal, para compor uma alvenaria, podendo ser: cerâmico, solo cimento e concreto. 4.1.1 - Elementos cerâmicos Os elementos cerâmicos são obtidos a partir da queima de misturas compostas por areia e argila, quando misturados com água, formam uma pasta plástica podendo adquirir grande dureza, sob a ação de calor. Geralmente, os produtos cerâmicos para alvenaria apresentam as seguintes etapas de fabricação: • • • • • • Escolha de matéria prima; Exploração de matéria prima; Preparação da argila; Amassamento ou preparo da mistura; Moldagem; Secagem e cozimento.

A temperatura de queima varia entre 800° C até 1500° C, e dependendo da temperatura de queima dos compostos presentes, os elementos cerâmicos podem ser classificados em: • • • Cerâmica vermelha – entre 950° C a 1100° C (Tijolos, blocos, lajotas etc.) Cerâmica Branca – entre 1100° C a 1300° C (azulejos, peças sanitárias etc.) Cerâmica refratária – acima de 1500° C.

a - Tijolo cerâmico maciço (comum ou caipira) São blocos de barro comum, moldados com arestas vivas e retilíneas (Figura 4.1), obtidos após a queima das peças em fornos contínuos ou periódicos com temperaturas da ordem de 950 a 1100° C. De acordo com a NBR7170 os tijolos dividem-se em: • • Tipo 1 = (200±5; 95±3; 63±2)mm Tipo 2 = (240±5; 115±3; 52±2)mm

Porém no mercado corrente encontra-se tijolos com dimensões nominais de 210x100x50 mm, que são adquiridos por milheiro. • • • peso: 2,50kg resistência do tijolo: de 1,5 a 4,0 Mpa. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 77un parede de 1 tijolo: 148un

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Figura 4.1 - Tijolo comum

A produtividade da execução de alvenaria com tijolo maciço é baixa, no entanto as suas pequenas dimensões permitem uma maior precisão de nivelamento e prumo. b – Bloco cerâmico Tijolo cerâmico vazado, moldados com arestas vivas retilíneas. São produzidos a partir da cerâmica vermelha, tendo a sua conformação obtida através de extrusão. Podem ser classificados em: • • Blocos de vedação; Blocos estruturais.

As dimensões nominais dos blocos cerâmicos são muito variáveis, portanto pode-se escolher a dimensão que melhor se adapte ao seu projeto utilizando a Tabela 4.1. Neste capítulo iremos abordar somente os blocos de vedação. Os blocos de vedação não têm função de suportar outras cargas além do seu peso próprio e do revestimento. Isto ocorre porque no assentamento, dos blocos de vedação, os furos dos mesmos estão dispostos paralelamente à superfície de assentamento (diferente dos blocos estruturais em que os furos são verticais, perpendiculares à superfície de assentamento) o que ocasiona uma diminuição da resistência dos painéis de alvenaria. Os blocos de vedação têm as superfícies constituídas por ranhuras e saliências para aumentar a aderência, porque na queima as faces do tijolo sofrem um processo de vitrificação, que compromete a aderência com as argamassas de assentamento e revestimento. A tabela 4.1 determina as dimensões normalizadas para os elementos cerâmicos existentes comercialmente. 64

5x14x24 também é bem utilizado. denominados tijolo furado (Figura 4.Dimensões nominais de blocos de vedação e estruturais.5 x 20 x 25 12. devido à quebra do tijolo.Tabela 4. Exige menos mão-de-obra.1 .5 x 20 x 20 12.Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos Tabela NBR . menos argamassa de assentamento.5 x 20 x 40 15 x 20 x 20 15 x 20 x 25 15 x 20 x 30 15 x 20 x 40 20 x 20 x 20 20 x 20 x 25 20 x 20 x 30 20 x 20 x 40 Medidas especiais L x H x C (cm) 10 x 10 x 20 10 x 15 x 20 10 x 15 x 25 12. muitas vezes maior. porque devido as suas dimensões tem um rendimento maior.3) com as seguintes características: • • • peso: 3. também 9x19x19. comuns e especiais Tipo(A) L x H x C (cm) 10 x 20 x 20 10 x 20 x 25 10 x 20 x 30 10 x 20 x 40 12. a alvenaria de tijolo baiano e furado é sensivelmente mais leve do que a alvenaria de tijolo maciço.5 a 2. o corte para passagem de tubulação é difícil e.2) denominados tijolo baiano e com furos prismáticos. por outro lado.00Kg resistência do tijolo: de 1. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 22un parede de 1 tijolo: 42um Tolerancia nas medidas: ± 3mm • O bloco cerâmico 11. 65 .0 Mpa.5 x 15 x 25 Largura (L) 90 90 90 90 115 115 115 115 140 140 140 140 190 190 190 190 Largura (L) 90 90 90 115 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 90 140 140 140 Comprimento(C) 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 Comprimento(C) 190 190 240 240 Os mais utilizados são os blocos com furos cilíndricos 9x19x19 (Figura 4.5 x 20 x 30 12. Comparando o tijolo baiano e o furado com o tijolo maciço.

Tijolo laminado (21 furos) Tijolo cerâmico utilizado para executar paredes de tijolos à vista (Figura 4.0MPa • • 66 .3 .70kg resistência do tijolo ≅ 3.Tijolo com furo cilíndrico (tijolo baiano) Figura 4. • • dimensões: 23x11x5.2 .Tijolo com furo prismático (tijolo furado) c .Figura 4.5 a 5.5cm quantidade por m²: parede de 1/2 tijolo: 70un parede de 1 tijolo: 140un peso aproximado ≅ 2. O processo de fabricação é semelhante ao do tijolo furado.4).

cal e areia no traço 1:2:8 ou por meio de cola respectivamente. cimento Portland de 4 a 10%.Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 67 .Figura 4.4 . e água.5 . São assentados por argamassa mista de cimento.6 .Tijolo laminado 4. 23x11x5cm ou 25x12. Podem ser maciços (Figura 4.5x6.6).0MPa Figura 4. prensados mecanicamente ou manualmente.7MPa resistência à compressão média: 2.Tijolos de solo cimento Material obtido pela mistura de solo arenoso .5cm.50 a 80% do próprio terreno onde se processa a construção (o qual não deve apresentar matéria orgânica em teores prejudiciais).Tijolo de solo cimento comum Figura 4.25 quantidade: a mesma do tijolo maciço de barro cozido resistência a compressão individual: 1.5) ou furados (Figura 4.2 . • • • • dimensões: 20x10x4.1.

5MPa Individual 2.7. pedrisco. Figura 4.7 .1. pó de pedra e água (Figura 4. Tabela 4.6kg 15. e dependendo do equipamento é possível obter peças de grande regularidade e com faces e arestas de bom acabamento.Bloco de concreto • • • quantidade de blocos por m² : 12.7kg 8.8kg 6.Blocos de concreto Peças regulares e retangulares. 4. O bloco é obtido através da dosagem racional dos componentes. O equipamento para a execução dos blocos é a presa hidráulica.3 .2 .7kg .7kg 13.Bloco canaleta Bloco Canaleta : 14 x 19 x 39 = 13.50 kg 19 x 19 x 39 = 18. fabricadas com cimento.5kg 68 a 09 1/2 14 tijolo 19 b x 19 x 19 x 19 c x 19 x 19 x 19 peso 4.0MPa Espessura mínima de qualquer parede do bloco deve ser de 15mm.4.5un resistência do bloco: média 2.8). Em relação ao acabamento os blocas de concreto podem ser para revestimento (mais rústico) ou aparentes. Figura 4.Dimensões nominais dos blocos de concreto dimensões *: a 09 11 14 19 b x 19 x 19 x 19 x 19 x x x x c 39 39 39 39 peso 10kg 10. areia.10 kg A Tabela 4.8 .2 determina as dimensões nominais dos blocos de concreto mais utilizado.

no mínimo. diminuindo a retração do material e melhorando o comportamento higrotérmico da parede. cal. O serviço é iniciado pêlos cantos (Figura 4. e) Gesso acartonado: Utilizado na divisão dos espaços internos das edificações. isolamento térmico. boa trabalhabilidade e precisão nas medidas. como: a) Taipa: A taipa é constituída por terra úmida.2 – OUTROS ELEMENTOS DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO Existem diversas alternativas. técnicas e materiais utilizados. comprimidas entre taipas (formas) de madeira. Os cantos são levantados primeiro porque. leve. É assentado com gesso cola. c) Blocos de concreto celular: São blocos de concreto com adição de produtos químicos na sua composição ocorrendo à incorporação de gases. se junta palha. ariginando paredes ou muros homogêneos e monolíticos. com características argilosas. facilitando o manuseio e bom desempenho térmico e acústico. secos ao sol. gesso comum e sizal. para a execução de paredes de vedação. o restante da parede será erguida sem preocupações de prumo e horizontalidade. obedecendo ao prumo de pedreiro para o alinhamento vertical (Figura 4. f) Blocos de Gesso: Os blocos pré-fabricados de gesso são elementos de vedação vertical. Geralmente monolítico. É autoclavado (cura a vapor sob pressão de 10 atmosferas e temperatura de 180ºC) caracterizando um produto com baixo peso específico. areia e água. resistência ao fogo.9) após o destacamento das paredes (assentamento da primeira e segunda fiada). serão erguidas as paredes conforme o projeto de arquitetura. que funciona como um elemento aglutinador.4. areia e outros materiais silicosos aos quais se adiciona alumínio em pó. estruturado. 4. proporcionando ao material baixo peso específico. fiada por fiada. pois se estica uma linha entre os dois cantos já levantados. com a mistura de cimento. resistência à compressão. b) Adobe: Tijolos de barro amassado com palha. 69 . de montagem por acoplamento e constituído por uma estrutura de perfis metálicos ou de madeira e fechamento em chapas de gesso acartonado. d) Concreto celular autoclavado: É um produto obtido por processo industrial. utilizados para a execução de paredes e divisórias internas.10) e o escantilhão no sentido horizontal (Figura 4. Pode ser utilizado na forma de blocos com diversas medidas e espessuras ou painéis armados.9). um dia da execução da impermeabilização.3 – ELEVAÇÃO DA ALVENARIA TRADICIONAL: Depois de. desta forma. retiradas depois de completar a secagem. fixo ou desmontável. Devido à argila ser muito retrátil.

os cantos são levantados utilizando uma argamassa de assentamento de cimento.Paredes de tijolos maciços Com o auxílio do escantilhão.9 .1 .9) Figura 4.3.Detalhe do prumo do canto da alvenaria 70 .4.10 . cal e areia no traço 1: 2: 8 (Figura 4. do prumo de pedreiro e da linha.Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria Figura 4.

a argamassa e disposta sobre a fiada anterior.11.Colocação da argamassa de assentamento 2o .12 . conforme a Figura 4. 4.13) a maneira mais prática de executarmos a elevação da alvenaria.12. verificando o nível e o prumo. 1o – Colocada à linha.Podemos ver nos desenhos (Figura 4. Figura 4.11 .11. Figura 4. batendo e acertando com a colher conforme Figura 4.12.Assentamento do tijolo 71 . 4.Sobre a argamassa o tijolo e assentado com a face rente à linha.

A sobra de argamassa é retirada com a colher. Os andaimes são estruturas que auxiliam na elevação das alvenarias quando o nível das paredes ultrapassa a altura de 1.Retirada do excesso de argamassa Mesmo sendo os tijolos da mesma olaria. deve-se providenciar o primeiro plano de andaimes. somente uma das faces da parede pode ser aparelhada. e o terceiro 1. Por este motivo. o segundo plano será na altura da laje. Quando as paredes atingirem a altura de 1. 4. 4.1. Os andaimes são executados com tábuas de 1"x12" (2.a . sendo a mesma à externa por motivos estéticos e mesmo porque os andaimes são montados por este lado fazendo com que o pedreiro trabalhe aparelhando esta face.3.Amarração dos tijolos maciços Os elementos de alvenaria devem ser assentados com as juntas desencontradas.14. Figura 4. para garantir uma maior resistência e estabilidade dos painéis (Figuras 4.5x30cm) utilizando os mesmos pontaletes de marcação da obra ou com andaimes metálicos. se for sobrado. nota-se certa diferença de medidas.3o . conforme Figura 4. Podendo ser: 72 .16).15. 4. No caso de andaimes utilizando pontaletes de madeira as tábuas devem ser pregadas para maior segurança dos usuários.13.5m acima da laje e assim sucessivamente.5m aproximadamente.50m.13 .

a .14 .Ajuste comum ou corrente.15) Figura 4.16 .Ajuste Inglês ou gótico 73 .Ajuste corrente (comum) b . de difícil execução pode ser utilizado em alvenaria de tijolo aparente (Figura 4.15 .Ajuste Inglês. Figura 4.14) Figura 4.Ajuste Francês c .16). é o sistema mais utilizado (Figura 4.Ajuste Francês também comumente utilizado (Figura 4.

19 .1. Nas Figuras 4.20 e 4.Formação dos cantos de paredes É de grande importância que os cantos sejam executados corretamente.b .21 mostram a execução de diversos cantos de parede nas diversas modalidades de ajustes. 4. 4.3.Canto em parede de um tijolo no ajuste francês Figura 4.Canto em parede de um tijolo no ajuste comum 74 .17 .4.Canto em parede de meio tijolo no ajuste comum Figura 4. 4. Figura 4. pois como já visto.17.18.18 . as paredes iniciam-se pêlos cantos.19.

Canto em parede externa de um tijolo com parede interna de meio tijolo no ajuste francês 4..22) 75 . Podem ser executados somente de alvenaria ou e alvenaria e o centro preenchido por concreto (Figura 4.c .. muros etc.1.Pilares de tijolos maciços São utilizados em locais onde a carga é pequena (varandas.21 .3.Canto em parede de espelho Figura 4.Figura 4.).20 .

23.d . contendo cada 16 tijolos.1. é comum empilhar os tijolos de maneira como mostra a Figura 4. resultando 240.3. Figura 4.Figura 4.Empilhamento do tijolo maciço 76 . perfazendo uma pilha de 250 tijolos.Empilhamento de tijolos maciços Para conferir na obra a quantidade de tijolos maciços recebidos. pintar ou borrifar com água de cal as pilhas. Como coroamento. após cada descarga do caminhão. Costuma-se. São 15 camadas. arrumam-se mais 10 tijolos.22 .23 . para não haver confusão com as pilhas anteriores. também.Exemplo de pilares de alvenaria 4.

melhor acabamento e uniformidade.24 .3.menor consumo de argamassa para assentamento. . .2 . Isto ocorre devido à absorção da argamassa de assentamento ser diferente da dos blocos. os desenhos dos blocos. . se estendem rapidamente em nossas obras.24). . economizandomão-de-obra.nos dias de chuva aparecem nos painéis de alvenaria externa.3.difícil para se trabalhar nas aberturas de rasgos para embutimento de canos e conduítes. Com o desenvolvimento dos artigos pré-moldados. . O processo de assentamento é semelhante ao já descrito para a alvenaria de tijolos maciços.geralmente. A argamassa de assentamento dos blocos de concreto é mista composta por cimento cal e areia no traço 1:1/2:6. Podemos dividi-lo pela metade ou em 1/4 e 3/4 de acordo com a necessidade (Figura 4.Corte do tijolo maciço 4. são necessários tijolos comuns. Vantagens: .4. Figura 4.peso menor .menor tempo de assentamento e revestimento. Desvantagens: 77 . .e . As paredes iniciam-se pêlos cantos utilizando o escantilhão para o nível da fiada e o prumo.Paredes com bloco de concreto São paredes executadas com blocos de concreto vibrado. o que facilita no momento da execução. nas espaletas e arremates do vão.1.não permite cortes para dividi-los.Cortes em tijolos maciços O tijolo maciço permite que seja dividido em diversos tamanhos.

Detalhe do assentamento do bloco de concreto O assentamento é feito em amarração.25) para facilitar a colocação da argamassa de assentamento. Pode ser junta a prumo (somente quando for vedação em estrutura de concreto). a elevação da alvenaria se dá assentando o bloco com os furos para baixo.26 .Detalhe de execução dos cantos 78 . A amarração dos cantos e de parede interna com externa se faz utilizando barras de aço a cada três fiadas ou utilizando um pilarete de concreto no encontro das alvenarias (Figura 4.Os blocos de concreto para execução de obras não estruturais têm o seu fundo tampado (Figura 4. Figura 4. Portanto.26): Figura 4.25 .

28 .Parede de tijolos furados As paredes de tijolo furado são utilizadas com a finalidade de diminuir o peso das estruturas e economia. No entanto.27). Figura 4. pois não se consegue uma amarração perfeita devido às diferenças de dimensões (Figura 4.VÃOS EM PAREDES DE ALVENARIA Na execução das paredes são deixados os vãos de portas e janelas.27 . e o seu assentamento e feito em amarração. Sobre elas não devem ser aplicados nenhuma carga direta.28). não oferecem grande resistência e portanto. Para que isso ocorra devemos 79 . Figura 4. os tijolos baianos também são utilizados para a elevação das paredes.4.3 . No caso das portas os vãos já são destacados na primeira fiada da alvenaria e das janelas na altura do peitoril determinado no projeto. tanto para paredes de 1/2 tijolo como para 1 tijolo (Figura 4.Exemplo de amarração na alvenaria de tijolo furado 4.3.4 . só devem ser aplicados com a única função de vedarem um painel na estrutura de concreto.Execução de alvenaria utilizando tijolos furados A amarração dos cantos e da parede interna com as externas se faz através de pilares de concreto.

As vergas são elementos construtivos não passiveis de cálculo as Figuras 4. Esquadrias de ferro: como o batente é a própria esquadria.29). No caso de janelas sucessivas. e devem exceder ao vão no mínimo 30 cm ou 1/5 do vão.Vão de alvenaria Esquadrias de madeira: porta = acrescentar 10 cm na largura e 5 cm na altura.Vergas sobre e sob os vãos As vergas podem ser pré-moldadas ou moldadas no local.31. Sobre o vão das portas e sobre e sob os vãos das janelas devem ser construídas vergas (Figura 4. a sua função é evitar as cargas nas esquadrias e quando trabalha sob o vão. Quando trabalha sobre o vão. devido aos batentes. os acréscimos serão de 3cm tanto na largura como na altura. pois a medida do mesmo deverá ser acrescida ao vão livre da esquadria (Figura 4.30).32 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos maciços para: 80 .29 . tem a finalidade de distribuir as cargas concentradas uniformemente pela alvenaria inferior: Figura 4.30 . executa-se uma só verga.considerar o tipo de batente a ser utilizado. Figura 4. 4. janela = acrescentar 10cm na largura e 10cm na altura.

Vãos até 1.0 e 2.00m e entre 1.00m Vãos entre 1.50m Figura 4.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.00m OBS: Caso o vão exceda a 2.00m.32 .33.0m Figura 4.0m Figura 4.50m 81 .34 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com blocos de concreto para: Vãos de 1.00m e 2. deve-se calcular uma viga armada.00m e 1.Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vãos até 1.0 a 1.31 .0m Vãos de 1. As Figuras 4.33 .Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1. 4.

para evitar a carga concentrada e consequentemente o cisalhamento nos tijolos.OUTROS TIPOS DE REFORÇOS EM PAREDES DE ALVENARIA.36).00m e 2.35 exemplifica as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos furados para: Vãos de 1.Vãos acima de 1.Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1. executa-se coxins de concreto (Figura 4. Figura 4.5 .00m A Figura 4.35 . de pequena carga.00m Figura 4.34 .36 . descarrega sobre a alvenaria.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1. proveniente principalmente das coberturas.50 até 2.00m 4. Quando uma viga.Coxins de concreto 82 .0m Vãos de 1.00m e entre 1.0 a 2.0m Figura 4.50m e 2.

devemos então calcular vigas.38 .Ao chegar com as paredes à altura da laje (respaldo das paredes).Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto Obs. Se necessitarmos que as cintas suportem cargas.39) Figura 4. As cintas de amarração no respaldo das paredes servem para apoio das lajes.Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço Figura 4.37 .50 a 3.37 e 4. (ver apoio de lajes em alvenaria nas anotações de aulas nº5). nestes casos para lajes de pequenos vãos. 83 . no máximo entre 2. As cintas de amarração servem para distribuir as cargas e "amarrar" as paredes (internas com as externas).39 .Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado Na alvenaria de bloco de concreto utilizamos blocos canaletas para a execução das cintas de amarração (Figura 4.38 exemplificam as cintas de amarração no respaldo das alvenarias cerâmicas para tijolo maciço e tijolo furado respectivamente. quando não temos uma verdadeira estrutura de concreto e os vão são pequenos. Figura 4. As Figuras 4.00m. utilizamos uma nova cinta de amarração sob a laje e sobre todas as paredes que dela recebem carga.

40). Devem. c) A alvenaria não funciona como travamento e está envolta por estrutura pouco deformável.4. No caso (a) é necessário que exista uma ligação efetiva e rígida entre elas. Devemos tomar alguns cuidados. As paredes estarão submetidas a um estado de tensão que lhes serão transmitidas pela estrutura. pois falta aderência neste ponto. e a solidarização é feita durante a elevação da alvenaria. Devem-se observar quais os vínculos previstos entre a parede de alvenaria e a estrutura a fim de se definir os materiais e técnicas. o encunhamento utilizando cunhas pré-fabricadas de conceto.40 – Fixação da alvenaria de vedação em estruturas de concreto No caso (b) cada tipo de estrutura deve ser estudado separadamente. que permita a movimentação da estrutura sem introduzir 84 . b) A alvenaria não funciona como travamento e a estrutura que a envolve é deformável (pré-fabricados. O chapisco (argamassa de cimento e areia mais um adesivo de argamassa) é imprescindível. além do chapisco. grandes pórticos. Podemos ter: a) A alvenaria funciona como travamento da estrutura. tijolos cerâmicos inclinados ou argamassa expansiva Para fixação lateral devem ser previstas barras chamadas de “ferro cabelo” ou telas de aço previamente fixadas nos pilares (Figura 4. portanto apresentar resistência mecânica compatível com as solicitações e a forma de fixação deve garantir o grau de ligação. lajes tipo cogumelo). Figura 4.6 – FIXAÇÃO DAS ALVENARIAS DE VEDAÇÃO EM ESTRUTURAS DE CONCRETO Quando a alvenaria é executada depois da estrutura são observadas fissuras na interfase alvenaria/estrutura devido à diferença de módulo de elasticidade dos materiais constituintes. Na parte superior da alvenaria deve ser executado. De modo geral procura-se executar as juntas com material bastante deformável (mastiques elásticos).

neste caso armado. no máximo. torna-se necessário que seu funcionamento seja compatibilizado com o da estrutura devido principalmente às diferenças de comportamento dos materiais. estar parcialmente engastado no alicerce. Esta junta deve ser executada para evitar que no muro apareça trincas devido ser o mesmo esbelto.Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 85 . Se a escolha for à vista.5 a 3.Fechamento de divisas em bloco de concreto a . Esta não deve se dar imediatamente após término da elevação da alvenaria. Se a escolha for para o revestimento. pórticos rígidos. se manifestarão também no revestimento.0cm.esforços de grande amplitude na alvenaria. Nestes casos pode-se especificar o acabamento frisado para as juntas ou a aplicação de telas na região da junta. provavelmente. tijolo maciço ou tijolo furado. No caso “c” panos pouco extensos.0m executa-se um pilarete de 10 x 25.42). Obs.00 a 15. é tempo correto de sua execução.1 . devemos deixar uma junta de dilatação de 1. 4.00m. e sofrer movimentação proveniente da variação térmica.41). Assim a fixação da alvenaria à estrutura deverá ser inicialmente fraca. No encontro vertical (com os pilares) normalmente ocorrem juntas “auto deformáveis” que. para as alvenarias de vedação. NOTA: Quanto ao tipo de ligação. de 10. evitando que esta se manifeste no revestimento. Nestes casos o “ferro cabelo” deve ser fixo na estrutura de concreto e livre na alvenaria. portanto a cada 2.43).41) ou revestido (Figura 4. O encunhamento rígido pode submetê-la a um estado excessivo de tensão e provocar fissuras. Qualquer que seja o elemento escolhido para a execução do muro a cada.7 – MUROS Os fechamentos para divisas podem ser executados em alvenaria de bloco de concreto (14 x 19 x 39).41 . ventos etc. o importante da fixação. devemos quase sempre revesti-los. tomando sempre o cuidado de deixar as juntas com o mesmo espaçamento. Tudo vai depender de um estudo econômico e também técnico para a escolha do melhor elemento Para o bloco de concreto podemos executar de duas maneiras: à vista (Figura 4. para podermos frisá-las.7. possibilitando a movimentação do painel. com o auxílio de formas de madeira (Figura 4. Para o tijolo furado e o maciço. desde que a junta seja frágil. formando assim os pilaretes (Figura 4. 4. devemos utilizar os próprios furos dos blocos para preencher com "grout".À vista: Figura 4. poderemos também utilizar os furos do bloco como pilarete ou colocar formas e executar um pilarete.

Fechamento de divisas em tijolo maciço ou baiano Figura 4.Detalhe da elevação de muro de bloco aparente .43 .Detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 86 .Revestido: Figura 4.2 .7. revestido e viga baldrame 4.42 .b .

Devemos sempre deixar as valas do alicerce do muro em nível para evitarmos esforços na alvenaria.3 .5 ou 3. 87 . Deverá ser executada uma cinta de amarração no mínimo no meio e no respaldo da alvenaria. que tem a função de interligar os pilaretes com a alvenaria. caso o terreno não comporte este tipo de alicerce podemos optar por brocas. dependendo do terreno. para evitar a presença de umidade na alvenaria de elevação do muro. devemos executar também.0m de distância uma das outras.4. uma proteção impermeável.44).0m de profundidade e a cada 2.Tipos de fundações para muros Podemos efetuar.7. impermeabilização Figura 4. Como as cargas dos muros de divisa não são elevadas podemos fazê-la com 2. o que poderia ocasionar o aparecimento de fissuras.44 . As sapatas corridas devem estar em nível e apoiadas em solo firme a uma profundidade mínima de 40cm. As brocas. um alicerce em sapata corrida de concreto ou com brocas (Figura 4. através de argamassa e impermeabilizantes.Exemplo de fundação para muros No respaldo do alicerce do muro. geralmente de φ 20 cm efetuadas a trado.

etc. Podemos considerar que ela é trabalhável quando se distribui com facilidade ao ser assentada.4.Preparo da argamassa manualmente b) .3).45 . Ela pode ser mais ou menos trabalhável.PREPARO E APLICAÇÃO As argamassas..unir solidamente os elementos de alvenaria .Com betoneira Figura 4. pois são fatores subjetivos que a definem. 4. Difícil é aquilatar esta trabalhabilidade. não "agarra" a colher do pedreiro.8..8 – ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO .Preparo da argamassa com betoneira 88 .1 .46 . são os componentes que formam a parede de alvenaria não armada.Manualmente Figura 4. granulometria adequada e com um traço de acordo com o tipo de elemento de alvenaria adotado (Tabela 4. sendo a sua função: . não endurece rapidamente permanecendo plástica por tempo suficiente para os ajustes (nível e prumo) do elemento de alvenaria. As argamassas devem ter boa trabalhabilidade.46): a) . junto com os elementos de alvenaria.vedar as juntas impedindo a infiltração de água e a passagem de insetos. conforme o desejo de quem vai manuseá-la. Podem ser preparadas (figuras 4.Preparo da argamassa para assentamento de alvenaria de vedação A argamassa de assentamento deve ser preparada com materiais selecionados.distribuir uniformemente as cargas .45 e 4.

48).Assentamento em cordão 89 .Aplicação Tradicional: onde o pedreiro espalha a argamassa com a colher e depois pressiona o tijolo ou bloco conferindo o alinhamento e o prumo (Figura 4.47): Figura 4.48 .47 .Tabela 4. ideal para paredes em alvenaria aparente.3 . Figura 4. melhorando o desempenho da parede em relação a penetração de água de chuva.2 .Assentamento Tradicional Cordão: onde o pedreiro forma dois cordões de argamassa (Figura 4.Traço de argamassa em latas de 18litros para argamassa de assentamento Aplicação Alvenaria de tijolos de barro cozido (maciço) Alvenaria de tijolos baianos ou furados Alvenaria de blocos de concreto Traço 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 1/2 lata de cal 6 latas de areia Rendimento por saco de cimento 10m² 16m² 30m² 4.8.

90 . pode-se frisar a junta de argamassa. Figura 4.Tipos de frisos Os frisos a. conferindo mais resistência além de um efeito estético.c são os mais aconselháveis para painéis externos pois evita o acúmulo de água.Quando a alvenaria for utilizada aparente.b.49 .49). que deve ser comprimida e nunca arrancada (Figura 4.

gruas e equipamentos de elevação só devem ser feitos por trabalhador qualificado.4). do contrário.4 .0 10.As bitolas dos ferros das vergas e das cintas de amarração. Tabela 4. A utilização de andaimes para a elevação da alvenaria deve ser executada com estruturas de madeira pregadas e não amarradas ou em estruturas metálicas contraventadas e apoiadas em solo resistente e nivelado.Fiadas em nível para se evitar o aumento de espessura de argamassa de assentamento. 91 . . Não acumular muitos tijolos e argamassa sobre os andaimes. por ser a nomenclatura mais usual entre os pedreiros na obra (Tabela 4. estão colocadas em polegadas. .5 polegada s 3/16 1/4 5/16 3/8 1/2 2 – Verificação para um bom assentamento: . será necessário uma grande espessura de revestimento. pois.Desencontro de juntas para uma perfeita amarração.ANOTAÇÕES 1 .0 12. .0 6.Junta de argamassa entre os tijolos completamente cheios.3 8.Painéis de paredes perfeitamente a prumo e alinhadas. 3 – Noções de segurança: A operação de guinchos.Equivalência das bitolas dos aços mm 5.

1) e são pregadas em entarugamentos executados de 0.FORROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.3) Figura 5. 5. por buchas e parafusos ou pendurados por tirantes (Figura 5. a estética. • Especificar corretamente o escoramento e contraventamento das lajes pré-fabricadas. muiracatiara.1 . Dependendo do tipo de obra.FORRO DE MADEIRA Geralmente são lâminas de pinho.50m. ipê. aglomerados de celulose.50 a 0. o acabamento. laje protendidas. Os forros mais comuns são: madeira. fica a cargo do projetista a sua escolha. pinus.2. presos às lajes ou nas estruturas do telhado. jatobá. laje pré-fabricada.Tipos de forros de madeira 91 . levando em consideração a acústica. etc. • Executar corretamente os apoios das lajes pré-fabricadas. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de forro ideal para a sua edificação. Existem vários tipos de forros. etc. 5. • Especificar o tipo de armadura adicional para as lajes pré-fabricadas • Executar corretamente a cura e a desforma.5 .(Figura 5. etc.1 . pvc. laje maciça. gesso.

feito no local. oriundos da flexão.Laje comum (LC) .Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5. têm a função de solidarização dos elementos. econômico.em telhado Figura 5. etc.Protendidas (LP) 92 . concreto ou outros materiais. Podemos ter segundo a NBR14859: . as peças pré-fabricadas são empregadas para a formação das nervuras. e o revestimento de concreto. além de resistir os esforços à compressão.LAJES PRÉ-FABRICADAS UNIDIRECIONAIS Originam-se das lajes nervuradas e das lajes nervuradas mistas. A variedade desse produto é grande e a sua escolha depende de vários fatores tais como: estrutural. onde.2 .3 . Entre elas.2 . em geral.Laje treliça (LT) . colocam-se elementos intermediários de cerâmica.Fixação do forro na estrutura do telhado Figura 5.

5.2.1 – Elementos que as compõe: • Vigotas pré-fabricadas: Peças industrialmente, podendo ser: de concreto estrutural, executadas

a) de concreto armado (VC): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura passiva totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes comuns (LC) (Figura 5.4). b) Treliça (VT): com seção de concreto formando placa, com armadura treliçada parcialmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes treliça (LT) (Figura 5.11). c) de concreto protendido (VP): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura ativa pré-tensionada totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes de concreto protendido (LP) (Figura 5.19). • Elementos de enchimento (E): Elementos pré-fabricados com materiais diversos (cerâmica, concreto, EPS), podendo ser maciço ou vazado intercalado entre as vigotas. Têm a função de reduzir o volume de concreto, o peso próprio da laje e servir como fôrma para o concreto complementar. As alturas dos elementos de enchimento (he) podem ser de 7, 0 (mínima) 8,0 - 10,0 - 12,0 - 16,0 - 20,0 - 24,0 - 29,0 centímetros. As larguras dos elementos de enchimento (be) podem ser de 25,0 (mínima) – 30,0 – 32,0 – 37,0 – 39,0 – 40,0 – 47,0 – 50,0 centímetros. Armadura complementar: Armadura complementada na obra. Podendo ser:

a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas, quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária(Figura 5.14). b) Transversal: armadura que compõe a armadura das nervuras transversais. c) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal, para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. d) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das vigotas, nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa. Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais, o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) com espessura mínima de 3,0 cm.

Segundo a NBR14859/2002 a altura padronizada da laje deve ser composta por sua sigla (LC, LT, LP), seguida da altura total (h), da altura do elemento de enchimento (he), mais a altura da capa (hc) sendo todos os valores expressos em centímetros. Exemplo: • • • LC h (he + hc) LC h (he + hc) LT h (he + hc) LC 11 (7+4) LC 16 (12+4) LT 12 (8+4) 93

Em função da altura do elemento de enchimento (he), as alturas totais das lajes (h) estão descritas na Tabela 5.1.
Tabela 5.1 – Altura total da laje (h)

Altura do elemento de enchimento (he) 7,0 8,0 10,0 12,0 16,0 20,0 24,0 29,0

Altura total da laje (h) 10,0 - 11,0 - 12,0 11,0 - 12,0 – 13,0 14,0 – 15,0 16,0 – 17,0 20,0 – 21,0 24,0 – 25,0 29,0 – 30,0 34,0 – 35,0

5.2.2 - Generalidade sobre a laje comum (LC) a) - Elementos que a compõem: • • • Vigota de concreto pré-fabricada (VC); Elemento de enchimento entre as vigotas de tijolo cerâmico (E). Capa de concreto (capeamento) (C) de espessura variável (Figura 5.5)

(E)

E C C

VC

Figura 5.4 Elementos da laje pré-fabricada comum

b) - Variação das alturas: A diferente altura dos elementos de enchimento, com o lançamento de capas de concreto em espessura adequada, resulta nas variadas alturas de lajes (Figura 5.5) ou pela Tabela 5.1. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - As mais usuais são: LC10 para forro e LC12, LC 16 etc. para piso, em vãos máximos de 4,50m. Para vãos maiores, o ideal seria outro tipo de laje. 94

-

- Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento (C ) das lajes pré-fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.

LC11

LC12

LC16

LC20

LC25

LC29

CAPA = 3 cm

Figura 5.5 - Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum

c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição. A armadura de distribuição em lajes pré-moldadas tem a finalidade de limitar a fissuração que poderá ocorrer pela retração e/ou variação de temperatura e ainda melhora a monoliticidade do painel da laje, aumentando sua rigidez e evitando a fissuração decorrente de deslocamento diferenciais, que deverão ocorrer entre suas vigotas de concreto. Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar no mínimo: forro = malha ∅ 6,3mm de 33 x 33cm piso = malha ∅ 6,3mm de 25 x 25cm mínimos 3 ∅ por metro, ou em tela soldada leve para laje. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Superior de tração (Armadura negativa). A armadura negativa é utilizada quando a laje for semi-engastada na estrutura, contínua ou em balanço. A função da armadura negativa é combater os momentos negativos formados pelos vínculos utilizados (Figuras 5.6; 5.7; 5.8; 5.9). Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar: • sobre a vigota, comprimento l/4, podendo também estar posicionada sobre o elemento de enchimento (a quantidade deverá ser fornecida pelo fabricante ou calculista).

95

d) - Tipos de apoios:
• APOIO EM ALVENARIA

Figura 5.6 - Apoio da laje comum sobre alvenaria

APOIO EM VIGAS

Figura 5.7 - Apoio da laje comum em estruturas de concreto armado

BEIRAIS

Figura 5.8 - Apoio da laje comum passante em beirais

Figura 5.9 - Apoio da laje comum balanceado em beirais

f) - Reforços usuais: Devemos evitar o apoio de elementos estruturais diretamente sobre as lajes pré-fabricadas. Caso não seja possível executar uma viga para receber as cargas provenientes de paredes ou muretas, devemos criteriosamente executar um 96

reforço na laje pré-fabricada (Figura 5.10). Estes reforços devem ser indicados pelo fabricante ou pelo engenheiro calculista.

Figura 5.10 - Exemplo de reforços em laje pré-comum

g) - Vãos livres e consumos de materiais: A Tabela 5.2 indica os vão livres máximos para intereixo de 41cm dependendo do tipo de apoio e sobrecargas utilizadas. E a Tabela 5.3 o consumo de materiais para capeamento e nervuras por m2 de laje pré-fabricada comum.
Tabela 5.2 - Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum

Tabela 5.3 - Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje

97

5.2.3 - Generalidades sobre laje Treliça (LT) São lajes em que a viga pré-fabricada é constituída de armadura em forma de treliça, e após concretada, promove uma perfeita solidarização, tendo ainda a possibilidade de utilizar armadura transversal. Este sistema de pré-fabricação conjuga uma série de elementos estruturais independentes, formando com seus componentes, um sistema de pré-fabricação semi-fechado e parcial da construção industrializada, integralmente compatibilizado com os sistemas convencionais. Como em qualquer sistema de pré-fabricação na construção industrializada, o sistema de laje treliça deverá ser considerado na fase do projeto, visando alcançar melhor aproveitamento e eficiência. a) - Elementos que a compõem: É constituída por uma armadura treliçada, variando de 7,0 a 25cm de altura, e a mesa inferior concretada com 3 cm de espessura e de 12 a 13cm de largura. O elemento de enchimento pode ser cerâmico de concreto ou EPS (Figura 5.11)

C

VC

(E)

Figura 5.11 - Elementos de uma laje pré-fabricada treliça

b) - Variação das alturas: A diferente altura do elemento de enchimento e a variação da altura da treliça mais a espessura do capeamento, resulta nas variadas alturas da laje (Figura 5.12) ou pela Tabela 5.1.. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento das lajes pré fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.
LT12 LT16 LT20 LT25 LT30 LT35 LT42

LT11

CAPA = 3 cm

Figura 5.12 - Exemplo das variações das alturas da laje treliça

98

c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição Tem as mesmas funções das armaduras de distribuição descrita para as lajes pré-fabricadas comuns, sendo no mínimo ou a critério do calculista como: forro = ∅ 6,3mm a cada 33cm piso = ∅ 6,3mm a cada 25cm mínimos 3 ∅ por metro

No caso de laje treliça, podemos posicionar a armadura de distribuição, no sentido perpendicular a vigota, formando um ângulo aproximadamente de 90° em relação ao vergalhão negativo da vigota treliçada. A altura da armação treliçada deve ser igual à altura do elemento de enchimento (lajota cerâmica, bloco de concreto, EPS). Portanto a armadura de distribuição posicionada sobre o aço negativo da armação treliçada fica no mínimo 1,0cm acima do elemento intermediário proporcionando o envolvimento do capeamento de concreto no ato da concretagem. Nas lajes treliças ,além da finalidade descrita para as lajes comuns, a armadura de distribuição assume dentro da laje treliça a função de combater as tensões de cisalhamento que surgem entre a alma e a aba das nervuras das lajes treliças. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Armadura negativa. A armadura negativa deve estar posicionada em cima de cada viga treliça, com no mínimo 2 ∅, sendo que sua bitola deverá ser fornecida pelo calculista, ou fabricante. d) - Tipos de apoios e reforços: Nas lajes treliças podemos ter uma mobilidade das paredes internas, que podem ser apoiadas diretamente sobre a laje, e ainda nos permite em certos casos a passagem de tubulações(Figura 5.16). Isso é facilitado pelo fato da vigota ser concretada na obra, possibilitando efetuar vários reforços (Figuras 5.14; 5.15; 5.16)

Figura 5.13 - Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado

99

etc (Figura 5.Figura 5. pergolados. para reforços em aberturas do tipo domos.16 .15 . e no seu transporte (Figura 5.14 .Armadura adicional de compressão Armaduras adicionais Figura 5.Armadura adicional de tração Figura 5.Reforços em laje treliça Na laje treliça temos facilidade na execução de nervuras perpendicular as vigotas.Exemplo de execução de nervuras 100 .18) Figura 5.17 .17).

Vantagens: . fica extremamente facilitado e rápido.Garantia de inexistência de fissuras nos tetos. dada à ausência de contraflecha inicial. permitindo a utilização de pisos leves nas construções. completado na obra.Vãos máximos para a laje treliça f) . conferido pelo próprio formato da vigota.4 temos os vãos máximos para intereixo de 45 cm dependendo do tipo de apoio e sobrecarga adotada. emboço e reboco. dada à leveza da vigota. .Facilidade de manuseio e transporte.Execução de balanços aliviados sem necessidade de contrabalanço. de aproximadamente 12kg por metro.Manuseio da laje treliça e) .4 .Perfeita planimetria dos tetos.Comportamento ao fogo idêntico ao do concreto armado. o trabalho de revestimento com chapisco. permitindo menor consumo de argamassa. .18 . 101 .Vãos livres: Na Tabela 5. impedindo a rotação da vigota (VT) quando o pavimento entrar em carga.Figura 5. Como conseqüência. Tabela 5. . onde se exija resistência à ação do fogo. porquanto a alma metálica garante a perfeita ligação da vigota (VT) ao concreto.Facilidade de montagem. . .

20m. b) . 2008) Figura 5. das armaduras adicionais (distribuição e negativo) e a concretagem da capa. Redução ou eliminação de escoramento.Generalidades sobre laje protendida (LP) a) . colocação das vigotas. dos elementos de enchimento. Maiores vãos e menores flechas . Escoramento (quando necessário). 2008). 2008). o consumo de concreto e na ordem de 15 a 20% menor (TATU. maior será a altura final da nervura e.19). concreto ou EPS.devido ao efeito da protenção aplicada ás vigotas (TATU.Elementos que a compõem: As lajes pré-fabricadas protendidas (LP) são compostas por nervuras préfabricadas em concreto protendido (VP) que tem a forma de um “T” invertido e face superior rugosa para facilitar a aderência da capa de concreto (Figura 5. Redução do consumo de concreto e peso próprio – devido a vigota (VP) ter a largura um pouco maior que as vigotas das lajes tradicionais. consequentemente. • • • 102 . Após a cura do concreto de capeamento. Vão maiores deve-se consular o fabricante. quanto maior a altura do elemento de enchimento.4 .Vantagens: • Facilidade de utilização – são de fácil utilização e sua montagem é semelhante às das lajes pré-fabricadas comuns e treliça. Portanto para uma mesma vigota. Após a montagem completa-se com a capa de concreto (C) de no mínimo 20 MPa. a seção resistente da laje passa a ser composta pelo concreto da vigota mais o concreto moldado “in loco”. Elemento de enchimento (E) que podem ser cerâmico.5.19 – Vigota protendida As vigotas protendidas podem suportar o carregamento da fase executiva sem o auxílio de escoramento até o vão de 3.2. maior o esforço resistente da laje (TATU.

Chegando as paredes no seu respaldo. L/5 . ou de acordo com o projeto. Os pontaletes deverão ser em nº de 1(um) para cada metro.21) 103 . deverão ser escorados por meio de tábuas colocadas em espelho.40m para as lajes treliças (piso e forro respectivamente).20). executa-se a cinta de amarração. ou uma viga armada.20m a 10. quando as paredes estiverem com 1.00m de altura. 2/5L) acima desses vãos consultar o fabricante (TATU. Já no início da obra.00m duas linhas de escoramento (2/5L .5 . de 6. e procedendo-se da seguinte forma: a) . barrotes e escoras metálicas (Figura 5. e pontaletes (Figura 5. 2008). e são contraventados transversal e longitudinalmente. As vigotas geralmente são colocadas nas menores dimensões dos ambientes.20m uma linha de escoramento central (L/2).Escoramento: Todos os vãos superiores a 1. para a escolha das vigotas.50m para as lajes pré-fabricadas "comuns" e 1. assentados sobre calços e cunhas. Vãos de 3. geralmente de aproximadamente 0.Montagem e execução das Lajes pré-fabricadas A montagem dos elementos pré-fabricados deve obedecer ao especificado no projeto de execução da laje e no manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista. Nas lajes pré-fabricadas protendidas os vãos até 3.20m não necessitam de escoramento. deve-se pedir para o fornecedor. b) .20 a 1. sobre a qual se apóia ou se semi-engastam as vigotas da laje pré-fabricada.Escolha do material: Verificar a colocação somente pela planta que lhe é fornecida junto ao material (manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista).4% do vão livre.2.5. sobre chapuz. das armaduras de distribuição e das armaduras negativas. para que sejam tiradas as medidas para a confecção das vigas ou pelo projeto e forma. Podemos utilizar os escoramentos metálicos compostos por longarinas.20m a 6. em base firme. que possibilitem a regulagem da contra flecha fornecida pelo fabricante.

Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 104 .Exemplo de escoramento convencional para laje pré-fabricada Figura 5.Figura 5.20 .21 .

entre as vigotas e os blocos de cerâmica (Figura 5. Não deverá ficar nas juntas. de modo que a superfície de contato do concreto seja a mesma para cada apoio. A armadura negativa no caso de laje pré-fabricada "comum" deve ficar sobre a vigota e no meio da espessura da capa de concreto. Coloque todas as intermediárias restantes entre as vigotas pré-fabricadas (Figura 5.c) .23). visto que os ferros não tem rigidez suficiente para tal. 105 . a armadura poderá ser amarrada junto ao banzo da vigota pré-fabricada. Coloque a viga usando uma intermediária em cada extremidade para espaçálas exatamente. Figura 5. As vigotas pré-fabricadas deverão estar sempre apoiadas pelo concreto.22). No caso de laje treliça. de um lado sobre a parede ou apoio e do outro sobre a primeira vigota.Armaduras de distribuição e negativas: Distribuir os ferros de acordo com as indicações de bitola e quantidades da planta fornecida pelo fabricante.22 .Detalhe da colocação da laje pré-fabricada d) . A primeira carreira de intermediária deve apoiar.Colocação da laje: A vigota pré-fabricada deverá estar centrada no vão.

salvo indicações do responsável técnico. para que penetre nas juntas entre as vigas pré-fabricadas e os blocos cerâmicos.23 .Cura do concreto e desforma Após o lançamento do concreto a laje deverá ser molhada.Figura 5. Salvo alguma restrição do calculista. Nas lajes de forro é aconselhável que o escoramento seja retirado após a conclusão dos serviços de execução do telhado. ou com uma linha de escoramento. Ter o cuidado de não estrangular os conduites nas curvas. geralmente em torno de 21 dias para pequenos vãos e 28 dias nos vãos maiores. deve ser feito gradualmente e numa seqüência que não solicite o vão a momentos negativos. O descimbramento da laje pré-fabricada.Detalhe da colocação da armadura negativa Após a colocação das armaduras podemos colocar os conduites e as caixinhas da parte elétrica. 106 . como em qualquer estrutura. Quanto às espessuras das capas de concreto para cada caso podemos seguir o ítem "b" das generalidades descritas neste capítulo ou a Tabela 5. três vezes ao dia durante três dias (verificar maiores detalhes sobre cura na Anotações de Aula “Detalhes de execução de obras com concreto armado”).1 Para concretar as lajes que foram executadas sem escoramento (pequenos vãos). este deve ser socado com a colher de pedreiro . é conveniente que se concrete primeiramente junto aos apoios para solidarizar as pontas das vigotas préfabricadas. Os conduites devem ficar bem fixos junto à laje e sobre a armadura de distribuição e negativa. o concreto da capa será de traço 1:2:3 com resistência mínima aos 28 dias 20 MPa. no mínimo. As caixinhas devem ser preenchidas com serragem úmida para evitar a entrada do concreto no momento da concretagem.Concretagem: Molhar bem o material antes de lançar o concreto. f) . e) .

Podendo ser: a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas.1 descrevemos as lajes mais comuns para pequenas obras. As nervuras transversais somente podem ser executadas quando se empregam vigotas treliçadas.0 cm. Tais como: • • • Lajes pré-fabricadas bidirecionais. • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. Painel alveolar de concreto protendido. 5. Pré-laje unidirecional e bidirecional.3 .Cuidados Para caminhar sobre a laje durante o lançamento do concreto.LAJES PRÉ-FABRICADAS BIDIRECIONAIS Segundo a NBR14859-2 a laje pré-fabricada bidirecional é constituída por nervuras principais nas duas direções. No item 5.24 . Figura 5.24). • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3. Nas lajes que empregam vigotas pré-fabricadas de concreto armado ou de concreto protendido não se pode executar as nervuras transversais. que forma a armadura inferior de tração na direção perpendicular às vigotas treliçadas. 107 . b) Transversal: armadura disposta ao longo das nervuras transversais da laje.Detalhe do apoio das tábuas de passarela NOTA: É importante estudar minuciosamente o projeto para a escolha correta da laje tanto do ponto de vista econômico como estrutural. é aconselhável fazê-lo sobre tábuas apoiadas nas vigotas para evitar quebra de materiais ou possíveis acidentes (Figura 5.g) . no entanto existem outros tipos de lajes que também poderão ser utilizadas. quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária.

englobam total ou parcialmente a armadura inferior de tração. g) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal. nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa.26). f) Transversal: armadura que compõe a armadura inferior das nervuras transversais. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3.0 cm nos casos de pré-laje com enchimento. Podendo ser: e) Longitudinal: armadura utilizada.LAJES PRÉ-FABRICADAS – PAINEL ALVEOLAR DE CONCRETO PROTENDIDO Utilizada para grandes vãos e formados por painéis alveolares protendidos pré-fabricados (Figura 5.0cm a 5. As pré-lajes podem ser treliçada (PLT) ou protendida (PLP) constituídas por placas de espessura de 3. Nas lajes nervuradas maciças é a partir da superfície superior da pré-laje. para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. quando da impossibilidade de integrar na pré-laje toda a armadura passiva inferior de tração necessária.PRÉ-LAJE UNIDIRECIONAIS E BIDIRECIONAIS Laje de seção maciça ou nervurada (Figura 5.25 – (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. 108 . montados por justaposição lateral.0cm e larguras padronizadas.25). 5. h) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das pré-lajes.4 .5 .5. constituída de nervuras principais longitudinais dispostas em uma única direção ou também com nervuras transversais perpendiculares às nervuras principais (NBR14860-1 e NBR14860-2). Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais. capa de concreto e material de rejuntamento (NBR14861). Figura 5.

no mesmo alinhamento destes e posicionados na capa. b) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades dos painéis alveolares de concreto protendido. Proporciona a continuidade dos painéis entre si e com o restante da estrutura.0 cm. • 109 . Podendo ser: a) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal. Rejuntamento: Material destinado a promover a solidarização entre os painéis alveolares de concreto protendido justapostos. com características especificadas pelo fabricante. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do painel alveolar de concreto protendido (E) e deve ter espessura mínima de 3.26 – Painel alveolar de concreto protendido • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo.Figura 5.

2 – Verificar sempre os escoramentos e contraventamentos. nas bordas da periferia da laje. com tela. 7 – Molhar até a saturação após a concretagem no mínimo 3 dias e três vezes ao dia. 110 . Para evitar quedas de operários ou de materiais da borda da laje deve-se prever a colocação de guarda corpo de madeira ou metal. 6 – Controlar o lançamento e adensamento do concreto. Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à laje. Noções de segurança: Andar sempre sobre passarela executada com tábuas e nunca no elemento intermediário. 4 – Proporcionar uma contra flecha compatível com o vão a ser vencido. 3 – Verificar o comportamento estrutural dos apoios das lajes pré fabricadas. mesmo sendo bloco de concreto.ANOTAÇÕES 1 – Verificar o nivelamento dos apoios. 5 – Conferir as posições das armaduras previstas no projeto.

etc. • Conhecer as diversas peças que compõe uma estrutura de telhado. é o quadriculado constituído de terças. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a estrutura de telhado adequada para cada tipo de telha. fibrocimento. podemos dividir a estrutura em armação e trama (Figura 6. • Escolher a telha ideal bem como as inclinações. fibrocimento. • • • Neste capitulo iremos abordar os telhados com estruturas de madeira por ser de uso mais corrente. A estrutura: é o elemento de apoio da cobertura.ESTRUTURA A estrutura de telhado tem como funções principais a sustentação e fixação de telhas e a transmissão dos esforços solicitantes para os elementos estruturais. cantoneiras. chapa galvanizada.V.C. P. são de chapas galvanizadas. metálica. pontaletes ou vigas. A cobertura: é o elemento de vedação constituída por telhas que pode ser: cerâmica. A armação é a parte estrutural.6 . podendo ser de madeira. Sistema de captação de águas pluviais: são para o escoamento conveniente das águas pluviais e constituem-se de: calhas. etc. caibros e ripas. A trama é a estrutura de sustentação e fixação das telhas. alumínio. 111 . pingadeiras e rincões.1). sobretudo em construções residenciais unifamiliares. constituída pelas tesouras. Geralmente constituída por tesouras. • Desenhar todas as linhas de telhado.COBERTURA APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.1 . escoras. Para facilitar. • Especificar e dimensionar corretamente as calhas. concreto etc. rufos. cobertura e do sistema de captação de águas pluviais. concreto e galvanizada. O telhado é composto pela estrutura. as telhas cerâmicas. etc. condutores verticais. que se apóiam sobre a armação. 6.

Esquema de estrutura de telhado 6.Algumas espécies de madeiras indicadas para a estrutura de telhado (IPT) A amendoim canafístula guarucaia jequitibá branco laranjeira peroba rosa B angelim cabriúva parda cabriúva vermelha caovi coração negro cupiuba faveiro garapa guapeva louro pardo Mandigau pau cepilho pau marfim sucupira amarela de C anjico preto guaratã taiuva 112 .1 .Figura 6. Tabela 6.1 Materiais utilizados nas estruturas a) Madeira: Podemos utilizar todas as madeiras de lei para a estrutura de telhado (Tabela 6.1.1). no entanto a peroba foi a madeira mais utilizada e serve como referência.1 .

5.5 MPa.5.1 devemos verificar se as mesmas possuem as características físicas e mecânicas a seguir: Resistência à compressão (fc). Portanto temos: Vigas: 6x12 cm ou 6x16 cm. 4. 3. faveiro.0. o preço da peça aumenta. • • As madeiras serradas das toras já são padronizadas em bitolas comerciais.0 m.As madeiras da Tabela 6. assim sendo deve-se partir para seções compostas (nestes casos estudados na disciplina Estruturas de Madeira). comprimento 2. os parafusos. 3.5. é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2. comprimento 2. • • • Obs. Para bitolas diferentes ou comprimentos maiores. chapas de aço para os estribos e presilhas. No entanto. Módulo de ruptura à tração igual ou superior a 13.2. 5.0x5. 4. geralmente com 4. 3. anjico preto. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga. OBS: vide tabela de pregos no anexo ao final desta apostila. coração de negro. a x b . a 15% de umidade.0cm. portanto devemos ter cuidado ao manuseálas.0.0. existem casos onde o dimensionamento das peças exige peças maiores ou diferentes. 4.4 mm 18 = 3.0 m. Os pregos mais utilizados são: 22 x 42 22 x 42 15 x 15 ou ou 22 x 48 19 x 39 → para pregar as vigas → para pregar os caibros → para pregar as ripas.5 m de comprimento e são vendidas por dúzia. a = refere ao diâmetro. 3.5 MPa. guaratã e taiuva têm alta dureza.0. A cabreúva vermelha. A designação dos pregos com cabeça será por dois nos. Caso se utilize madeiras que não conste na Tabela 6.1 estão divididas em grupos segundo as suas características mecânicas.5.5.4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" . 4. 113 . igual ou superior a 55.5. 5. Ripas: 1. b) Peças metálicas: As peças metálicas utilizadas em estruturas de telhado são os pregos.3 mm. Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT. Caibros: 5x6 cm ou 5x7 (6x8)cm.

Perna: Peças de sustentação da terça. A Figura 6. Não iremos nos estender sobre o cálculo estrutural das estruturas de telhados por constituir assunto de cadeira a parte. e nos demais tirante. para distribuir a carga do telhado.2). geralmente. : Obs. Estribo: São ferragens que garantem a união entre as peças das tesouras. Pendural e tirante: Peças que ligam a linha à perna e se encontram em posição perpendicular ao plano da linha. Asna e escoras: São peças de ligação entre a linha e a perna. Linha: Peça que corre ao longo da parte inferior de tesoura e vai de apoio a apoio. Podem trabalhar à tração ou cisalhamento. indo do ponto de apoio da tesoura do telhado ao cume. encontramse. Geralmente são compostas por: Frechal: Peça colocada sobre a parede e sob a tesoura. em posição oblíqua ao plano da linha. denomina-se asna a que sai do pé do pendural.Seção típica de uma estrutura de telhado 114 . Queremos apenas reproduzir as tesouras simples para obras de pequeno porte.2 mostra uma seção típica de uma estrutura de telhado Figura 6. Geralmente trabalham à compressão. geralmente trabalham à compressão. geralmente trabalham à tração. as demais de escoras.Peças utilizadas nas estruturas de telhado a) Tesoura dos telhados As tesouras são muito eficientes para vencer vãos sem apoios intermediários (Figura 6. São estruturas planas verticais que recebem cargas paralelamente ao seu plano.2 . Geralmente trabalham à tração.1. transmitindo-as aos seus apoios.2 .6. Denomina-se pendural quando a sua posição é no cume.

com mãos francesas e diagonais na linha da cumeeira.0cm.3 . .3) .0m. .Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal Figura 6.4 .00m não precisam de escoras. (Figura 6.00m deve-se colocar tirantes. .A distância máxima entre o local de intersecção dos eixos da perna e da linha é a face de apoio da tesoura deverá ser ≤ 5.O ponto é a relação entre a altura da cumeeira e o vão da tesoura. (Figura 6.Em tesouras simples no mínimo devemos saber: : .Vãos acima de 8.Vãos até 3.As tesouras devem ser contraventadas.4) Figura 6. . .Esquema de contraventamento das tesouras 115 .O ângulo entre a perna e a linha é chamado de inclinação.O espaçamento ideal para as tesouras deve ficar na ordem de 3.

60 2.10 3.41 a 1.40 2. Caso não se tenha certeza. Estes vãos são para as madeiras secas.60 3.75 3.80 C 3.20 1.Vão máximo das terças (m) Vão dos caibros (m) 1.50m. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6.20 2. Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6.5 .20 3.90 2.70 2.80 B 3.61 a 1.00 2.10 3.05 2.40 2.65 2.75 2.50 3. Romana.85 3.00 6 x 12 6 x 16 6 x 12 6 x 16 116 .35 3.50 2.70 2.50 2.30 3.60 2.60 2.40 2.18).55 2.21 a 1.30 C 3.35 A 3.40 2.17.00 a 1.05 2.70 2. 6.30 2.40 2.81 a 2.2 mais precisa e que leva em consideração o tipo de madeira e de telha: Para vãos maiores que 3.15 3.50m.85 C 3.10 2.Esquema do apoio das terças nas tesouras Tabela 6.40 2.60 Seção transversal (cm) Francesa.20 3.30 2.15 3.45 2.30 3.5).95 2.75 B 3.00 2.50 2.20 C 2. e contra frechal na parte baixa (Figura 6.45 2.41 a 2. e suas bitolas dependem do espaço entre elas (vão livre entre tesouras).1: • • bitolas de 6 x 12 se o vão entre tesouras não exceder a 2.40 1.45 2. Portuguesa ou plan A 2.5) ou pontaletes (Figuras 6.30 2.2 .80 1.85 2.01 a 2.00 2.10 2.45 3. do tipo de madeira e da telha empregada. bitolas de 6 x 16 para vãos entre 2.25 B 2.c) Terças As terças se apóiam sobre as tesouras consecutivas (Figura 6.50 a 3.20 3.35 A 3.20 3.90 2.16.85 2.50m devemos utilizar bitolas especiais o que não é aconselhável pelo seu custo. 6. As terças devem ser apoiadas nos nós das tesouras.21 a 2.90 2.20 Colonial ou paulista B 2.50 2.60 1.30 3.50 3. As terças são peças horizontais colocadas em direção perpendicular às tesouras e recebem o nome de cumeeiras quando são colocadas na parte mais alta do telhado (cume).80 2.40 3.90 A 2. Figura 6.

00m usamos caibros de 5 x 6.50m (eixo a eixo) para que se possam usar ripas comuns de peroba 1x5.90 1.80 2.00 2.1: : • terças espaçadas até 2. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6. Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6. Portuguesa ou plan 1. Romana.00 5x6 1.2x5. iniciando-se com duas ripas sobrepostas de forma a compensar a espessura da telha. O espaçamento entre ripas depende da telha utilizada. As ripas são pregadas com pregos 15 x 15 tomando-se o cuidado de não rachá-la. portanto paralela às tesouras.50m.3. Estes vãos são para as madeiras secas.0cm (1. Os caibros são colocados com uma distância máxima de 0.40 1.0cm). Para a colocação das ripas é necessário que se tenha na obra algumas telhas (no mínimo 6 peças) para medir a sua galga (distância entre travas da telha).d) Caibros Os caibros são colocados em direção perpendicular as terças. As ripas são colocadas do beiral para a cumeeira. devemos utilizar a galga média.40 1.0x5.3 .20 2. Para determinar a galga média devemos: 117 .Vão Máximo dos Caibros (m) Tipo de madeira A B C Seção transversal (cm) Francesa. para garantir o espaçamento constante das ripas.60 2. com o tipo de madeira e da telha.00m e não ultrapassarem a 2. Podemos também iniciar os beirais com uma testeira (tábua pregada na frente do caibro do beiral) eliminando nestes casos as ripas sobrepostas(Figura 6.00 2.6). Tabela 6. usamos caibros de 5x7 (6x8). • quando as terças excederem a 2. sendo que seu declive determina o caimento do telhado. o carpinteiro prepara uma “galga” de madeira com a média da distância entre as travas da telha (Figura 6. Portanto.20 5x7 e) Ripas As ripas são as últimas partes da trama e são pregadas perpendicularmente aos caibros. São inclinados.50 5x6 5x7 Colonial ou Paulista 1. A bitola do caibro varia com o espaçamento das terças. São encontradas com seções de 1.60 2. Caso não se tenha certeza.7).

0m (peroba ou equivalente). utilizamos sarrafos de 2.7 .5x5. Se este espaçamento for de 0. 118 . Se for maior.6 . devemos. podemos utilizar as ripas 1. verificar o espaçamento entre os caibros. Cinco vãos. ou seja.0m.Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais Figura 6.50m. ou seja.50 em 0. Cinco vãos. De posse destas medidas calcular a galga média: Gmed = (Gmin + Gmax) /2 Gmax = Ctmax /5 Sendo: Gmin = Ctmin /5 e Figura 6.• • • Ajustar 6 telhas sobre os apoios considerando a situação de afastamento mínimo entre telhas medir o comprimento total mínimo Ctmin que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio.Detalhe da galga As ripas suportam o peso das telhas. Reajustar os apoios para o afastamento máximo entre as telhas e proceder à medição do comprimento total máximo Ctmax que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio.0x5. portanto.

6.1.3 .13) Figura 6.10) • pernas/pendural (Figuras 6. 1992) Figura 6. 6.9) • escora/perna (Figura 6.12) • asna/pendural/linha (Figura 6.11 e 6.9 . 1992) 119 .Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno. com encaixes precisos.Ligações e emendas Na construção das estruturas de telhado faz-se necessário executar ligações e emendas.Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno. r ≥ 2 cm ou 1/8 h ≤ r ≤ 1/4 h h = altura da peça b) encaixes: • perna/linha (Figuras.8 . Para isso devemos saber: a) recorte: • r = recorte.8 e 6.

Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno. 1992) Figura 6.11 .Detalhe da ligação entre a perna e a escora (Moliterno.12 .Figura 6.10 . 1992) Figura 6. 1992) 120 .Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno.

no sentido do diagrama dos momentos fletores (Figura 6.15 e 6. ou aproximadamente 1/4 do vão com no máximo de 0.16). 1992) c) emendas: As emendas das terças devem estar sobre os apoios. asnas e pendural (Moliterno.Detalhe da ligação entre a linha.Detalhe das emendas de uma linha de terças Figura 6.70 m.15 .Detalhe da emenda das terças com pregos 121 .14 .14).Figura 6. com chanfros a 45° para o uso de pregos ou parafusos(Figuras 6. Figura 6.13 .

19). O pontalete trabalha à compressão e é fixado em um berço de madeira apoiado na direção das paredes. onde tudo é calculado. Para isso. Nas lajes maciças. devemos apoiar as terças em estruturas de concreto ou em pontaletes.1. Sendo assim.deverá ser acrescido aos pontaletes. Havendo necessidade de se apoiar um pontalete fora das paredes. Devemos ainda. a laje recebe uma carga distribuída (Figuras 6.Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6.Telhado pontaletado Podemos construir o telhado sem o uso de tesouras. mãos francesas (nas duas direções do pontalete) ou tirantes chumbados nas lajes para dar estabilidade ao conjunto. o custo da estrutura é menor.17 e 6.17 e 6. berço (de no mínimo 40 cm) para distribuir melhor os esforços. Em construções residenciais. ter algumas precauções como: .a distância entre as terças deve ser igual à distância das mesmas quando apoiadas nas tesoura .Figura 6. 122 . é necessário que se faça uma viga de concreto invertida para vãos grandes ou vigas de madeira nos vãos pequenos. Entretanto nas lajes pré-fabricadas não devemos apoiar e sim realizar o apoio na direção das paredes (Figuras 6. Nesses casos.a distância dos pontaletes deve ser igual a das tesouras. .4 . as paredes internas oferecem apoios intermediários.16 . podemos apoiar em qualquer ponto.18). portanto.

Apoio dos pontaletes em berços Figura 6.Detalhe do berço para distribuição das cargas 123 .17 .18 .Figura 6.

Figura 6. .Quando o prego for menor do que a peça que ele tem que penetrar. quando os alinhamentos das peças são perfeitos.5 .Figura 6. Um madeiramento defeituoso nos dará um telhado ondulado e de péssimo aspecto. deve ser colocado em ângulo (Figura 6. O ideal seria o prego penetrar 2/3.19 .Não devemos esquecer a colocação da caixa d'água.Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6.20 . 124 .Recomendações: . do madeiramento. formando cada painel do telhado um plano uniforme.1. incline os pregos para que estes não penetrem paralelamente às fibras e sim o mais perpendicular possível a elas (Figura 6.Detalhe da fixação por pregos menores . pelo carpinteiro.Reconhece-se um bom trabalho de carpinteiro. antes do término.Quando tiver que pregar a ponta de uma peça em outra.21).20). Coloque-o numa posição próxima e inclinada suficiente para que penetre metade de sua dimensão em uma peça e metade em outra. .

devemos pregar da seguinte maneira: * no final de uma ripa.22 .2 . Devem apresentar som metálico. 6. Essa massa passa pelas prensas de moldagem.22) * achatar um pouco a extremidade do prego * furar a madeira e depois introduzir o prego * pregar a madeira mais fina a mais grossa. Para a sua utilização. no caibro.Fixação das ripas nos caibros 6.21 .COBERTURA Neste capítulo iremos abordar as telhas cerâmicas as de concreto e fibrocimento por serem as mais utilizadas em obras residenciais. a argila já misturada passa por uma moagem e por uma refinação chegando até a extrusora. indo diretamente para a secagem. acessórios etc. Na próxima etapa.Detalhe da fixação das ripas nos caibros . poliéster etc. não alinhar os pregos (Figura 6. aço galvanizado. 125 . Figura 6.2. é conveniente solicitar a orientação de um técnico do fabricante ou mesmo o uso de catálogos técnicos.para evitar rachaduras na madeira.CERÂMICA As telhas cerâmicas têm início com a preparação da argila. Só então é feita a primeira seleção e a primeira queima em forno a uma temperatura de 900° C. Não devem apresentar deformações. As demais telhas (alumínio.) são mais utilizadas em obras comerciais e industriais.1 . e consiste na mistura de várias argilas. assemelhando ao de um sino quando suspensas por uma extremidade e percutidas. onde o pó de argila se transforma em massa homogênea e sem impurezas. pois existem uma grande variedade de tipos e consequentemente de fixação.Figura 6.

desde a ponta do beiral até a cumeeira. É o que se chama de emboçamento das telhas.23) e espigões e .23 .002m³/m² de telhado. para que seu peso próprio seja distribuído uniformemente sobre a estrutura de madeira. em até três fiadas sobrepostas. cal e areia no traço 1:2:8.24). Algumas peças são assentadas com argamassa de cimento. também chamadas paulista. trincas empenamentos. chamadas termoplan entre outras. a) Telha francesa ou Marselha Tem forma retangular. Figura 6. são planas e chatas. plan. Cada caminhão é considerado um lote e deve-se separar 20 peças para as verificações de suas propriedades com exceção da espessura que podemos separar 13 peças. As somente canal. Ao cobrir. As telhas são assentadas com o máximo cuidado e alinhadas perfeitamente. com arame galvanizado ou fio de cobre. São as cumeeiras (obedecendo um sentido de colocação contrário ao do vento predominante) (Figura 6. colocando duas ripas sobrepostas ou testeiras para regularmos a altura da 1ª telha (Figura 6.Acabamento da cumeeira Para inclinações de telhados acima de 45° . O consumo da argamassa é na ordem de 0. recomenda-se que as telhas sejam furadas para serem amarradas ao madeiramento. também as telhas dos beirais e oitões. paulistinha. 126 . possuem numa das bordas laterais dois canais longitudinais (Figura 6. É recomendado que as telhas sejam posicionadas simultaneamente em todas as águas do telhado. e a do tipo escama (germânica). portuguesa. esfoliações. No recebimento das telhas na obra não devem ser aceitos defeitos sistemáticos como quebras. Podemos dividir as telhas cerâmicas em dois tipos: as planas e as curvas. desvios geométricos em geral. usar régua em vez de linha. cobrindo sempre do beiral para a cumeeira. quando forem do tipo canal. As curvas do tipo capa e canal. As telhas planas são do tipo francesa ou Marselha. romana.defeitos ou manchas e atender as normas NBR9601-Telha cerâmica de capa e canal ou a NBR7172-Telha cerâmica tipo francesa. colonial. rebarbas. As telhas cerâmicas devem ser estocadas na posição vertical. e deslocar de acordo com a medida da telha.6).

que faz a cobertura dos espaços entre dois canais (Figura 6.peso unitario aproximado de 2.seca 83 kgf/m² .0 kg .Telha francesa ou Marselha b) Telha paulista Constituem-se de duas peças diferentes. cutelos em sentido oposto.24 .peso unitario aproximado de 2.peso: 69 kgf/m² .saturada .Cumeeira: 3 un/ml Figura 6.65 kg . nas bordas superiores e inferiores.peso: 45 kgf/m² .15 un por m² .dimensões ≅ 40 cm de comp.seca 54 kgf/m² . (capa) 18 cm largura (canal) 16 cm largura (capa) . . canal. cuja função é de conduzir a água e capa.saturada .tolerância ± 1 mm .caimento: 33% a 35% .dimensões: ≅ 46cm comp. .25). (canal) 46 cm comp.tolerância ± 1 mm .cumeeiras: 3un/m 127 .26 un por m² . e 24 cm de largura .Para encaixe. Os encaixes em seus extremos servem para fixação e para evitar a passagem da água.caimento: 25% .

seca 86 kgf/m² . . somente que nesses tipos o canal é junto com a capa. mas melhoradas.Figura 6.saturada .26 . 128 .dimensões: 46cm comp.peso unitario aproximado de 2.75kg .cumeeiras: 3 un/m .peso: 72 kgf/m² . (canal) 16cm largura (capa) 18cm largura (canal) .tolerância ± 1 mm Figura 6.26 un por m² .26).25 .Telha Plan d) Telha romana e telha portuguesa A telha romana tem o mesmo formato que as telhas plan.(capa) 46cm comp.Telha paulista c) Tipo plan Tem as características da telha paulista.caimento: de 20 a 25% . A portuguesa é igual à paulista (Figura 6.27). tem os cantos arredondados e a seção retangular (Figura 6.

dimensões: 45.peso: 54 kgf/m² .30 telhas por m² 129 .16 peças por m² . consegue um isolamento térmico e um isolamento de umidade (Figura .28).saturada Figura 6. .0cm comprimento 21.Telha romana e Portuguesa d) Termoplan Como o próprio nome indica a termoplan através de dupla camada.27 .15 peças por m² .peso: 48kgf/m² .caimento mínimo: 30% .seca 65 kgf/m² .5cm largura Figura 6.seca 58 kgf/m² ..caimento mínimo: 30% .saturada .Telha Termoplan f) Telha germânica A montagem é feita em escamas de peixe com as seguintes características: .28 .

agregados e óxidos que são responsáveis pela sua coloração. as telhas de concreto apresentam uma espessura média de 12 mm e resistência mínima a flexão de 300 kg.3 – TELHAS ONDULADAS DE FIBROCIMENTO Juntamente com as telhas de aço galvanizado. 130 . Para o seu armazenamento devemos preparar um lastro de 5. São fabricadas com mistura homogênea de cimento Portland e fibras de amianto.caimento mínimo: 45% Quando for colocado isolante térmico.dimensões: 32. Pelo baixo custo dos telhados executados com telhas onduladas de fibrocimento são também utilizadas em construções unifamiliares.saturada . e empilhá-las no máximo em três camadas na vertical.0 cm de areia. Para outros modelos ou fabricantes devemos consultar o manual técnico correspondente.70 kg . calcular ventilação do forro.10.. Vários fabricantes estão substituindo as fibras de amianto por outras fibras menos agressiva ao ser humano.2 . as telhas de fibrocimento são largamente empregadas em edifícios comerciais e industriais.5 peças por m² .2.peso: 49 a 54 kgf/m² .seca 57 a 60 kgf/m² .peso unitário aproximado de 4. Segundo informações do fornecedor.2.caimento mínimo: 30% .CONCRETO As telhas de concreto são compostas de aglomerantes.0cm comprimento 30.Telha Germânica 6.0cm largura • Os valores acima são para as telhas do tipo Tégula tradicional.peso unitário: 1. Figura 6.29 . para evitar o apoio da mesma com o solo.4 apresenta as dimensões padronizadas das telhas onduladas de fibrocimento. . 6. A Tabela 6.475g .

13m (8.30 – Inclinação e caimento de telhados retos Na Tabela 6. parafusos e grampos de ferro zincado.91 – 1. As telhas devem ser armazenadas em pilhas de até 35 unidades.83 1.2. NOTA: Existem outras telhas de fibrocimento com seções diversas e capazes de vencer grandes vãos. indicada pela letra d (d = h/l = tang α %) (Figura 6.83 m (6. fornecidos pelo fabricante.5 estão relacionadas às correspondências entre inclinação (αº) e o caimento ou declividade (D%) de um telhado reto. conjuntos de vedação e arruelas.5 – Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 131 .4 – Dimensões das telhas onduladas de fibrocimento Espessura (mm) Comprimento (m) Largura (m) 5.13 – 2. O caimento mínimo é de 20% ou aproximadamente 11o.0mm) e de 2. metálica ou de concreto através de acessórios compostos por ganchos. sendo um no centro e os outros a 10 cm de cada borda.30). Portanto é aconselhável consultar os fabricantes e seus catálogos técnicos. 6.10 2.05 – 3.66 As telhas onduladas de fibrocimento são fixadas em estrutura de madeira. Figura 6. 6 e 8 0.22 – 1.Tabela 6. Tabela 6. O recobrimento lateral é de ¼ de onda e o recobrimento longitudinal de no o mínimo 14 cm para caimentos maiores de 15 e 20 cm para recobrimentos menores o de 15 .4 – Inclinação (αº) e caimento ou declividade (%) dos telhados A inclinação (ângulo α) é o ângulo que plano de cobertura faz com a horizontal e o caimento ou declividade de um telhado é a tangente trigonométrica da inclinação.0mm) deve-se colocar uma terça intermediária de apoio.53 – 1.44 – 3. apoiadas em três pontaletes. Para as telhas com comprimento superior a 1.

0 A altura das cumeeiras.70 5.0 50.48 24.60 11. As inclinações dos telhados selados devem no mínimo seguir a Tabela 6. as águas pluviais ganham uma velocidade maior no seu início (cume) e perdem no seu final (beiral).35 19.23 26.04 16. Tabela 6.31 14.70 8.0 45. também chamadas de Ponto de Cobertura é a relação entre a altura máxima da cobertura e o vão. o caimento mínimo deve ser conseguido na posição onde o telhado estiver mais selado (Figura 6.0 20. infiltrando parte das águas nos telhados.0 100.0 αº 18.0 d%) 33.0 40. Os caimentos citados em cada tipo de telha deste capítulo relacionam-se a telhados retos. O ponto de transição é onde o telhado é mais selado.Inclinações mínimas para telhados selados com vão até 8.αº 1.0 15.0 10. Os cuidados devem ser redobrados quando os telhados forem selados também chamados de corda bamba.72 d%) 3.0 35. Devido ao seu traçado.31).60 45.0 25. Portanto. fazendo com que as águas retornem.0m 132 .0 30. O ponto varia de 1:2 a 1:8 nos telhados (Tabela 6.6).17 21.31 .6 – Ponto de Cobertura Ponto 1:2 1:3 1:4 1:5 1:6 1:7 1:8 Designação Ponto meio Ponto terço Ponto quarto Ponto quinto Ponto sexto Ponto sétimo Ponto oitavo Inclinação 45º 33º40’ 26º30’ 21º48’ 18º35’ 15º50’ 14º04’ Declividade 100% 66% 49% 40% 33% 28% 25% O ponto é considerado alto a partir de 1:3 (inclinação acima de 33º40’) ou declividade maior do que 100%.7: Figura 6.

00 133 .52 2.44 1.00m e 1.0 2. condutores) e arremates (rufos.0 ou 1. Portanto.5 2. quanto a sua largura.0 y1 (m) 0.0 x1 (m) 1.20 1.0 4.20m de largura e comprimento variável.45 0.5 2.28 .08 1.60 x2 (m) 1. tendo como função a drenagem das águas pluviais (calhas.0 7.32). as mesmas são "cortadas" em medidas padrões denominadas corte podendo ser: Corte: 10 . e para reduzir o preço das peças.84 Na execução da estrutura de um telhado selado os caibros são seccionados e presos nas terças proporcionando assim a configuração "corda bamba" (Figura 6.32 .75 .25 .7 .30 -33 -39 ou 40 .3 – SISTEMA DE CAPTÇÃO DE ÁGUAS PLUVIAIS São os complementos das coberturas.1. Ou ainda podemos utilizar ripas sobrepostas ao invés de caibros. pingadeiras) evitando com isso as infiltrações de águas de chuvas. águas furtadas.0 2.0 5.0 y2 (m) 0.0 8.Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8.05 2.20m de largura por 2.12 .15 .0m x (m) 3. Os sistemas de captação de águas pluviais podem ser encontrados em PVC para as calhas e condutores ou executados em chapas galvanizadas para as calhas.Tabela 6.08 3.60 0.33 1.Detalhe da estrutura de um telhado selado 6. para maior aproveitamento das chapas e ou bobinas. Figura 6.85 1.52 3.5 4.0 3. mais para a confecção das calhas o que se utiliza é a bobina de chapa galvanizada (pois diminui o número de emendas) e mede 1.05 1. rufos e pingadeiras. As chapas galvanizadas geralmente medem 1.64 0. Sendo as ripas mais finas se amoldam melhor na curvatura do telhado selado.0 3.5 3.50 .0 6.20 .88 1.5 4.5 3.75 2.60 .24 y (m) 1. águas furtadas.00m de comprimento.

devemos mencionar a espessura da chapa denominada de “número” podendo ser: Chapa nº: 28 – 26 – 24 – 22 – 20 etc. Quanto menor é o número da chapa mais espessa ela é.1 Calhas São captadoras de águas pluviais e são colocadas horizontalmente.3.33 . Além do corte. A espessura de chapa galvanizada mais utilizada é a 26 e 24 para as calhas e águas furtadas. 28 e 26 para os rufos e pingadeiras.2m de largura).Os cortes mais utilizados para as calhas são o corte 33 e 50 (para as chapas de 1. 40 e 60 (para as chapas de 1.Calha tipo coxo 134 . para especificar um sistema de captação de águas pluviais. É geralmente confeccionada com chapa galvanizada nº 26 e 24. Tipos de calhas: • • • coxo platibanda moldura a) .coxo: Figura 6. Partes constituintes do sistema de captação de águas pluviais: 6.0m de largura) e o corte 30.

2 Água furtada: São captadoras de águas pluviais e são colocadas inclinadas. com chapas galvanizadas nº 26 e 24.platibanda Figura 6. São confeccionadas.Detalhe de uma água furtada 135 .moldura Figura 6.b) .3.36 .35 . Figura 6. como as calhas.Calha tipo moldura 6.34 .Calha tipo platibanda c) .

3. uma fórmula empírica que nos fornece a área da calha "A" (área molhada).5 Rufos e Pingadeiras: Os rufos e as pingadeiras geralmente são confeccionados com chapa no 28 (mais finas) ou chapa n 26. Entretanto podemos utilizar para pequenas coberturas.1 . 136 . 6.DIMENSIONAMENTO 6.37 .4 Coletores São canalizações compreendidas entre os condutores e o sistema público de águas pluviais. Podem ser de chapas galvanizadas ou de PVC e devem ter diâmetro mínimo de 75 mm.Calhas: Para o dimensionamento preciso das calhas devemos ter dados dos índices pluviométricos da região o que dificulta. A = [ n. devido ao difícil acesso a esses dados. a qual tem dado bons resultados.3 Condutores: São canalizações verticais que transportam as águas coletadas pelas calhas e pelas águas furtadas aos coletores. Figura 6.a (m²)] = cm² sendo: A = área útil da calha a = área da cobertura que contribui para o condutor n = significa o numero de áreas “a” que contribui para o condutor mais desfavorável. 6.4.Detalhes da utilização dos rufos e das pingadeiras 6. em certas cidades.3.6.3.4 .

Exemplo: Figura 6. Figura 6.Calha tipo platibanda 137 . mas sempre verificando as condições de adaptação da calha ao telhado.39 . adotar calha tipo platibanda.38 .Divisão do telhado em áreas "a" 1º necessitamos de uma calha com área útil de 50.38 Para esse dimensionamento devemos dividir o telhado conforme a Figura Figura 6.6. 4º Se for pequena.Áreas de contribuição para os condutores Para o dimensionamento das calhas devemos adotar o condutor mais desfavorável (aquele que recebe maior contribuição de água).0 cm² 2º devemos verificar se é uma área grande ou não 3º Se for grande. podemos aumentar o nº de condutores ou adotar uma calha tipo coxo (a mais indicada para esses casos).40 .

60.Devemos evitar colocar condutores inferiores a 75 mm. adotando.42) ou em telhas vã (Figura 6.Neste caso podemos utilizar o de maior dimensão para todos 2 . 6.43).FORMAS DE TELHADOS 6.5. portanto.Condutores: Para o caso de condutores podemos considerar a regra prática: Um cm² de área do condutor para cada m² de área de telhado a ser esgotado.1 .80m.40 a 1. Podem ser em laje (Figura 6. O do centro recebe a contribuição de 50m².5 .Calha tipo coxo Podemos neste caso adotar a calha tipo platibanda corte 33 devido a melhor adaptação ao trabalho e ter uma contribuição de água relativamente pequena. Os da extremidade têm uma área de contribuição de 25cm². Ex.4. 0. o mais comum é 0.Beirais: Beiral é a parte do telhado que avança além dos alinhamentos das paredes externas. ∅ 75 mm = 42cm² e ∅ 100 mm = 80cm² Exemplo: No caso anterior temos três condutores de cada lado do telhado. 138 . geralmente tem uma largura variando entre 0. um ∅ de 100 mm.70 e 0.00m. Podemos adotar um ∅ de 75 mm. A calha coxo recebe uma contribuição de água maior (105cm2) 6.Figura 6.2 .41 . Obs: 1 .

42 . rufos e pingadeiras.5.Beiral em laje Figura 6. Neste caso. sempre se coloca uma calha.43 .44). 139 .2 .Figura 6.Beiral em telhas vã 6.Platibanda: São peças executadas em alvenaria que escondem os telhados e podem eliminam os beirais ou não (Figura 6.

Figura 6. letra (B) . As principais linhas são: .5. porém inclinados.espigões . também.Desenho das linhas de um telhado .a cumeeira é um divisor de águas horizontal e está representada na figura pela letra (A) . letra (C) 140 .Detalhe das platibandas 6.Linhas do telhado: Os telhados são constituídos por linhas (vincos) que lhes confere as diversas formas (Figura 6. um divisor de águas.45).3 .45 .os espigões são.44 .cumeeiras .as águas-furtadas ou rincões são receptores de águas inclinadas.águas-furtadas ou rincões Figura 6.

46 .Telhados com duas águas (Borges. temos um telhado com duas águas e.Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6.5.O telhado pode terminar em oitão (elevação externa de alvenaria no formato da caída do telhado) ou em água.4 . Figura 6.Tipos de telhados COM UMA ÁGUA: Figura 6. 1972) 141 .Telhados com uma água (Borges. portanto sem oitões. ou um telhado de quatro águas.47 .48 . 1972) COM DUAS ÁGUAS: Figura 6. portanto dois oitões.46. Na figura 6.

1972) COM QUATRO ÁGUAS: Figura 6.50m.As cumeeiras são sempre horizontais e geralmente ficam no centro.49 .6 . e no encontro do espigão com a cumeeira mais baixa nasce uma água furtada.51). devemos lembra-nos de algumas regras práticas: 1 . Também é usual representá-lo na escala 1:200. no mínimo 0. 142 .Telhados com três águas (Borges. Ao projetarmos uma cobertura (Figura 6. e facilidade de mão-de-obra.REGRA GERAL PARA DESENHO DAS LINHAS DO TELHADO O telhado é representado na mesma escala da planta.COM TRÊS ÁGUAS: Figura 6. isto é.Telhado com quatro águas (Borges. formando os beirais ou platibanda que são representados por linhas cheias. geralmente na escala 1:100. evitando muitas calhas que só trarão transtornos futuros. 1972) Obs: Sempre devemos adotar soluções simples para os telhados pela economia.As águas-furtadas são as bissetrizes do ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos internos.Quando temos uma cumeeira em nível mais elevado da outra. fazemos a união entre as duas com um espigão. pois a cobertura deverá ultrapassar as paredes. As águas do telhado ou os panos tem seu caimento ou inclinação de acordo com o tipo de telha utilizada. Indicam-se por linhas interrompidas.50 . 6. 4 . 2 . 3 . os contornos da construção.Os espigões são as bissetrizes do Ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos externos.

059 1.077 143 .044 1.7 – CALCULO DAS TELHAS PARA COBERTURA PLANA Um método simples e prático para o calculo das telhas de um telhado plano pode ser realizado da seguinte maneira: • Calcular a área plana (incluindo o beiral) e multiplicar pelo fator de inclinação da Tabela 6.8 – Fator de inclinação para os caimentos usuais % 10 15 20 25 30 33 35 40 fator 1.8 determinando a área inclinada.011 1. • Acrescentar de 5 a 10% Tabela 6.031 1.51 .005 1. • Multiplicando a área inclinada pelo número de telhas por metro quadrado encontra-se a quantidade de telhas necessárias.Perspectiva das linhas de um telhado 6.Figura 6.020 1.053 1.

ANOTAÇÕES 1 – Noções de segurança: Evitar quedas de materiais e operários da borda das coberturas. Para que isso não ocorra devemos utilizar calhas de beiral (moldura). 2 – Deve-se evitar sempre o caso de pano desaguando sobre pano. 144 . Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à cobertura. Instalar ganchos para fixação de cabos-guia para o engate do cinto de segurança. utilizando guarda-corpo com tela.

onde será colocada a folha por meio de dobradiças. ferro fundido. • Especificar corretamente o tipo de fixação dos batentes nas alvenarias e/ou estruturas.1 .1. da luz natural e da água. 7. Com a revolução industrial apareceram as esquadrias metálicas (ferro.1 . • Especificar as ferragens adequadas para cada tipo de esquadria de madeira As esquadrias são componentes da edificação que asseguram a proteção quando a penetração de intrusos. as esquadrias deixaram apenas de proteger e adquiriram também o lugar de decoração de fachadas. que é um acabamento colocado entre o batente e a alvenaria para esconder as falhas existentes entre eles (Figura 7.Componentes das portas de madeira. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo ideal de esquadrias verificando as suas vantagens e desvantagens.ESQUADRIAS DE MADEIRA (CARPINTARIA) A madeira é um material bastante utilizado para a confecção das esquadrias como as portas. Com a sua evolução. A folha é a parte móvel que veda o vão deixado pelo batente e por fim a guarnição.C.1 . Os primeiros edifícios empregavam esquadrias de madeira. caixilhos etc.ESQUADRIAS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. • Nivelar e colocar no prumo os batentes. que é a peça fixada na alvenaria. dado que a mão de obra era barata e o material abundante.Portas Compõem-se de batente.1). 7. janelas venezianas. alumínio) as de P. Figura 7. 145 .7 .V.

se tijolo inteiro 26. Os batentes são assentados nos vãos deixados nas alvenarias.2).Batente: Em geral é de peroba rosa. canela.3 . Esta é à medida que aparece nos projetos. a menor largura no sentido horizontal e menor altura no sentido vertical (Figura 7.Para facilitar o assentamento. 2 .0 a 14.5cm e largura variando com o tipo de parede: se meio tijolo de 14. que já devem vir montados para a obra.5cm. 146 . Figura 7. angelim (comercial).4).Detalhes da fixação dos batentes das portas 1 . Caso venha desmontado a sua montagem deve ser executada por profissional competente (carpinteiro). elevamos este nível em 1.a) . Estes vãos dependem do vão de luz ou vão livre da esquadria (Figura 7.2) + a espessura do batente e + uma folga de acordo com o sistema de fixação. podemos proceder da seguinte maneira (Figura 7. O batente é composto de dois montantes e uma travessa (Figura 7.0m.Devemos marcar inicialmente o nível do piso acabado próximo aos montantes.0cm.2 . canafístula. tem espessura em torno de 4. chamado batente duplo. podendo ser também da mesma madeira da folha (especial).Vão livre ou vão de luz Os batentes devem ficar no prumo e em nível.3): Figura 7. Chamamos de vão livre ou vão de luz de um batente. Para que isso ocorra.

espuma de poliuretano ou sobre contramarco. Nestes casos o prumo e as dimensões são mais precisos (não se tem a necessidade do requadro) e também não é aconselhável a quebra da alvenaria ou do concreto para a fixação dos batentes (Figura 7. (este procedimento é feito para evitar o empenamento dos montantes).No assentamento do batente. Na fixação com pregos se utiliza o prego 22 x 42 ou o 22 x 48 colocados de 0.08m da travessa para o "pé" do batente. igualar a marca de lápis com a linha.4 . para dar melhor acabamento. 7 .4). O chumbamento é realizado com uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 em aberturas previamente realizadas nas alvenarias e umedecidas (Figura 7. ficando o vão da travessa até o piso acabado em 2. ou seja. com lápis a medida de 1.Estica-se uma linha no referido nível.Marca-se nos montantes.09 ou 2. portanto de 1 a 2 cm embutido no piso. Geralmente a fixação por parafusos é utilizado em alvenarias estruturais ou mesmo para fixar batentes em estruturas de concreto armado. 4 .Depois de aprumado e nivelado.3 . coloca-se cunhas de madeira para o travamento do batente e posterior fixação. a alvenaria deve estar requadrada (no caso de alvenaria de vedação convencional). parafusos. sem folga entre a alvenaria e o batente. Figura 7. e. 147 .5m no mínimo de dois em dois para possibilitar que toda a largura do batente seja fixada. 6 . 5 . Os batentes são fixos nos vãos da alvenaria através de pregos.08m. Utilizam-se parafusos com bucha dois a dois e de 50 em 50 cm ou em “zig e zag” espaçados em torno de 20 cm.5). (assim se garante o nível).Aprumar os dois montantes.09 ou 1.Detalhes da fixação dos batentes por pregos Na fixação por parafusos.5 em 0.

A espuma poderá ser colocada em faixas de aproximadamente 30 cm. Figura 7. em 6 pontos sucessivamente. fixado à alvenaria através de pregos ou parafusos. requadrar primeiramente o vão da esquadria deixando uma folga aproximadamente de 1.6 . 148 . E os batentes por parafusos no contramarco.Para vedar os parafusos podemos utilizar cavilhas de madeira ou massa para calafetar (Figura 7. depois pode cortar para dar o acabamento final (Figura 7.Detalhes da fixação dos batentes por espuma de poliuretano A fixação por contramarco.0cm para possibilitar a colocação da espuma.5 . Deixar secar por uma hora.6). em geral.5). Figura 7. em torno de todo o batente com o auxílio de um aplicador (pistola). Não alisar a espuma.Detalhes da fixação dos batentes por parafusos Na fixação dos batentes com espuma de poliuretano expansiva. é constituída pela utilização de travessa e montante de pequena espessura.

(revestimentos.7). Alguns cuidados devemos ter na escolha das folhas compensadas como: Se ela vai ser pintada ou envernizada (a folha para verniz é de melhor acabamento). Devemos utilizar a guarnição para dar arremate e esconder esse defeito (Figura 7. Figura 7. Muitas vezes. Para se verificar se a folha foi bem colocada. Cuidado maior devemos ter nos ambientes providos de azulejos ou revestimentos cerâmicos. As folhas compensadas devem ser "encabeçadas" (acabamento dos montantes maciços) evitando assim a vista do topo da chapa compensada. etc. (para que a guarnição fique assentada corretamente) devemos realizar um rebaixo na mesma evitando assim que ela fique desalinhada com o revestimento e o batente. Os montantes das folhas devem ter largura suficiente para proporcionar a fixação das dobradiças e fechaduras. das avarias geralmente sofridas durante a execução dos serviços. geralmente maciça.Detalhe da fixação das guarnições 149 . protegendo-os. A folha externa deverá ser mais reforçada e de melhor acabamento. o acabamento nunca é perfeito.Guarnição: Na união do batente com a parede. O núcleo das folhas compensadas deve ser constituído por sarrafos ou colméias que formem poucos vazios. ela deverá parar em qualquer posição que você deixá-la. pois os batentes somente serão colocados no final da obra. três dobradiças de 3"x 3 1/2" para as folhas compensadas e quatro dobradiças para as folhas maciças recebendo posteriormente a fechadura.Folha: É a peça que será colocada no batente por intermédio de.Este sistema é o ideal. com almofadas. abrasões. portanto. A guarnição é pregada com pregos sem cabeça 12x12. envidraçadas etc.7 . OBS. no mínimo. Podem ser lisas. choques. b) . c) . As travessas das folhas devem ter largura suficiente para poder cortar sem aparecer o núcleo.

2 .de w. porque permite comunicação entre dois ambientes e janela.1.8): .de cilindro (porta externa) .Ferragens: Além das dobradiças. . porque permite a iluminação e a ventilação. temos as fechaduras que podem ser (Figura 7. 7. com bom acabamento e sem deixar folgas quando as folhas estiverem fechadas.c) . envidraçada (caixilho) e externamente de venezianas (Figura 7. Porta. 150 .p/ portas de correr Figura 7.9).Tipos de fechaduras para as portas As fechaduras devem ser colocadas sem danificar as folhas.tipo gorge (porta interna) .c. mais modernamente em qualquer ambiente. Compõem-se internamente por folhas de abrir ou de correr. Podem ser consideradas como um misto de porta e janela. Podendo ser de duas ou quatro folhas.8 .Porta Balcão São portas que comunicam dormitórios com o terraço ou sacada.

ou ainda janelas com caixilhos e venezianas (ambientes íntimos). canafístula. mesmo tendo aberturas para passagem do ar. a) . exceto nas varandas. As janelas. apenas de caixilhos (ambientes sociais). Os componentes mecânicos as folhas móveis bem como os dispositivos devem ser operados com o mínimo de esforço.10). poderão ser projetadas de forma a promover isolamento sonoro do ruído externo. canela. drenos nos perfis que compõe a travessa inferior. devem ser completamente estanques à passagem da água. 151 . as janelas estarão sujeitas às condições ambientais.Janelas As janelas sempre devem comunicar o meio interno com o externo.Porta balcão 7. utilizando vidros duplos.Figura 7. Uma vez instalada. caso haja necessidade. angelim. com dois montantes e duas travessas uma superior e outra inferior (Figura 7. e as guarnições. Nas janelas. são fixos às alvenarias da mesma forma dos batentes das portas. O modelo da esquadria deve ser adequado ao clima da região e os materiais que as compõe deverão ser de pouca absorção de calor.3 . portanto os materiais que as constituem deverão ser cuidadosamente escolhidos visando à manutenção.1. de forma a permitir que a água escoe e seja lançada para o exterior.Batentes: Geralmente de peroba rosa. Portando. As janelas de madeira podem ser compostas por batentes.9 . deverão ser previstos dispositivos que garantam a estanqueidade à água entre os perfis e partes fixas ou móveis.

o inferior é o caixilho interno e o superior externo. dois roletes por folha móvel e trincos ou fechaduras. mas com venezianas de quatro folhas. Os de correr podem ser em nº de quatro. Para isso devemos utilizar janelas de batentes duplos ou ainda batente simples. Quando fechadas. As venezianas e os caixilhos de abrir são fixas por dobradiças (3"x3"). são trancadas por cremona.12 e 7. pivotante ou guilhotina.13 e 7. Cada folha de veneziana é composta de dois montantes e duas travessas: superior e inferior. Devemos tomar cuidados quando colocamos as janelas em paredes de um tijolo. Os caixilhos de abrir. As venezianas podem ter duas folhas (mais comum). quando desejamos abri-la. de dois.Caixilhos: Podem ser de abrir. que nesses casos são dois de correr e dois fixos. de correr. para que as venezianas possam abrir totalmente (Figura 7. ou venezianas de duas folhas.14). 152 . Utilizam trilhos metálicos. geralmente em nº de dois. basculantes.15).Figura 7. mas com dobradiças especiais chamadas palmela.Batentes das janelas b) . serem de abrir ou correr. Os caixilhos guilhotina são em nº. Utilizam dois levantadores e duas borboletas para fixá-las na posição superior. cremona e vara. inferior e superior. Na posição normal.Venezianas: Permite a ventilação mesmo quando fechada.11). c) . fixas às paredes por carrancas (Figuras 7. não cabendo nesta apostila maior detalhe.10 . Os caixilhos basculantes já vêm montados de fábrica. Ou através de roldanas ou roletes nos caixilhos ou nas venezianas de correr (Figura 7. utilizam duas dobradiças por folha (3"x3"). quatro folhas ou mais. e as palhetas que preenchem o quadro. e quando abertas.

7.Caixilho de correr 153 .Tipos de janelas de madeira. nas áreas sociais.12) ou de abrir (Figuras 7.4 . utilizadas nas salas.13). escritórios.12 . áreas de serviço etc.Janelas compostas apenas de caixilhos: Geralmente de correr (Figura 7.Detalhes da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo d . e basculantes nos WCs. a).11 .1. Figura 7.Guarnições: Têm as mesmas funções e detalhes de fixação das colocadas nas portas.Figura 7. ou seja.

14).Figura 7. veneziana de correr com caixilhos de correr (Figura 7.Venezianas de abrir com caixilhos guilhotina Figura 7. Figura 7.14 .16).15) ou veneziana de abrir com caixilho de abrir (Figura 7.15 .Caixilho de abrir b) .13 .Janelas venezianas e caixilhos: Podem ser compostas de: venezianas de abrir com caixilhos guilhotina (Figura 7.Venezianas de correr com caixilhos de correr 154 .

Janela tipo Ideal 155 .Figura 7.00m .16 . cada uma delas em dois painéis que são movimentados simultaneamente.1.00m . largura livre: 1.60m .90m (cada corpo).Janela tipo Ideal: Compõem-se normalmente de duas partes: vidraça e veneziana. sendo que enquanto o painel superior sobe.20m (pode-se conseguir = 1. Este movimento existe tanto para a parte das vidraças como para a parte das venezianas.1. As dimensões padronizadas são: altura livre: 1.17 .Venezianas de abrir com caixilhos de abrir c) .10m .40m).1.30m . o inferior desce.1.1.30m .1. Figura 7.

não oxida. A principal desvantagem é a rápida oxidação.18 . maior durabilidade.Janelas: Podem ser:156 . chumbadas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 7. a possibilidade de o ferro ser facilmente moldado. quadrados ou redondos. em chapa etc. com ácido muriático e fluorídrico (na limpeza de final de obra). Podem ser também de alumínio. Não podem ter contato com o reboco. Para a junção das diversas peças. chatos. A desvantagem está no custo e no cuidado com a manipulação das esquadrias anodizadas na obra. 7. não perde o brilho. O alumínio se for anodizado.d) .2 . utilizam-se grapas. L. rebites ou soldas.1 . I. O contato desses materiais com as esquadrias causa danos irreversíveis. utilizando peças perfiladas U. T. A principal vantagem das esquadrias de ferro é o custo baixo.17).Janela de enrolar Figura 7. portanto devem ser protegidas. são utilizados. Depois. não sofre alteração na estrutura e não necessita de pintura.ESQUADRIAS DE METAL (SERRALHERIA) Podem ser de ferro.Janela de enrolar 7. com resíduos aquosos (infiltração de laje). e para sua fixação na alvenaria.2. Descrevemos neste item as esquadrias de ferro. apresenta muitas vantagens sobre o ferro.

Figura 7.19). do mesmo caixilho.20).Fixas: São aquelas que só permitem a entrada de luz (Figura 7. A báscula é um painel de caixilho que gira em torno de um eixo horizontal. Só se justifica o seu emprego quando a ventilação for obtida por outra janela.Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos b) . O conjunto de báscula.Basculantes: Permitem a entrada de luz e ventilação.20 . Figura 7. pode ser acionado por uma única alavanca (Figura 7.Detalhe do caixilho tipo basculante 157 .19 .a) .

fácil colocação e por serem fabricadas em diversas dimensões. Figura 7.21 .70m etc. sob pena dela se enfraquecer. sendo sua abertura para o exterior (figura 7. 0. O comprimento das básculas não deve ser superior a 1 metro.Maxim-air (Máximo-ar) e de empurrar: São as mais utilizadas nos dias de hoje. 0. ganharam grande mercado atualmente. simples ou em arabesco.60x0. c) .Matajuntas em ferro L com pingadeira. Permite-nos uma maior área de ventilação e seus quadros são de grande tamanho. devemos compor as básculas. pelo seu baixo custo em relação a de madeira.21).50m. 158 . ficando no caixilho móvel.Ferro L das básculas. grades de segurança. Os caixilhos basculantes são compostos por: . São compostas de duas venezianas de correr e duas venezianas fixas para o lado externo e internamente.Geralmente o caixilho basculante é composto de uma parte fixa e outro móvel. .Podem ser colocadas no caixilho fixo.Vareta de alavanca. . .50x0. 0. onde se colocam os vidros (Figura 7.Janelas Venezianas: As janelas do tipo veneziana.Ferro L de contorno externo. dois caixilhos de correr e dois fixos. Caso se deseje maior.Ferro T de contorno de parte fixa. São fabricadas em chapas de ferro e perfis ou mesmo em alumínio.60m. . .70x0. a colocação do vidro.Caixilho máximo ar d) .Orelha de alavanca.22).

Podem também ser compostas com venezianas de chapa.de correr: São compostas de folhas . que deslizam lateralmente apoiadas sobre trilhos e que receberão os vidros. Figura 7. e bandeiras (basculantes ou não) (Figura 7. funcionando como uma porta.de abrir: São compostas de folhas. f) .24) 159 .Figura 7.23 . (Figura 7.Persianas de projeção: São fabricadas por indústrias especializadas em alumínio ou aço zincado. cuja abertura se dá em torno de dobradiças. São construídos de um quadro em ferro L munido de grapas e de folhas de abrir também em ferro L.Janela veneziana e) .23).Caixilho de correr g) .22 . O fechamento se dará mediante a aplicação de cremona.

160 . A principal vantagem das esquadrias de PVC é a grande resistência mecânica garantida pela alma de aço e pelos seus acessórios como roldanas.de correr: Assemelha-se ao caixilho de correr.Venezianas de projeção 7.de abrir: Podem ser de uma ou mais folhas.Portas: São utilizadas basicamente para portas externas.2 . as folhas deslizam suspensas por roldanas na parte superior e orientadas por um guia no piso. 7. a) . Acima de 1.10m.60m e máxima 1.24 .10m devemos usar duas folhas. maçanetas etc.3 – ESQUADRIAS DE PVC As esquadrias de PVC cada vez mais vêm conquistando uma parcela do mercado da construção civil. Cada folha deverá ter a largura mínima de 0. cremonas. No quadro do postigo é que se colocam os vidros. mesmo com a porta fechada. A almofada é geralmente feita em chapa nº16. para evitar peso excessivo nas dobradiças.Figura 7. e os postigos são de abrir e desempenham o papel de permitir a ventilação do vão. A grade poderá ter desenho variado. b) . Cada folha compõe-se de almofada e grade na parte externa e postigo na parte interna. O postigo apenas ocupa a área da grade.2.

REPRESENTAÇÃO DE PORTAS E JANELAS (GRÁFICAS) 7.4.26 .Representação das portas em planta e vista 7.Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 161 .4 .4.25 .7.1 – Portas Figura 7.2 – Janelas Figura 7.

27 .Representação dos caixilhos de empurrar e guilhotina Figura 7.Representação dos caixilhos pivotante 162 .28 .Representação dos caixilhos de correr e de abrir Figura 7.Figura 7.29 .

20 x 1.50 0.80 1.60 x 0.00 1.50 x 1.20 1.5.60 0.00 2.20 x 1.20 1. acessórios.20 x 1.00 1.80 1.00 1.60 1.Portas: Tabela 7.20 x 1.20 x 2.20 1.80 x 0. para dirimir possíveis dúvidas.40 0.80 x 2.00 x 1.20 0. 7.00 1.00 x 0.10 0.00 0.20 2.00 1.40 0.2 .00 1.00 x 1. os manuais técnicos.20 x 1.60 x 0..60 x 1.70 0.80 1.60 x 1. de perfis.60 1.50 e) Vitrô redondo ∅ 60 ∅ 80 c) Vitrô de Correr (com bandeira fixa) 1.20 x 0.20 1.:As esquadrias de alumínio e de PVC não serão descritas nesta apostila.40 x 1.70 x 2.80 x 1.20 1.20 1.50 x 1.50 0.00 1.00 1.50 x 0.40 x 0.1 .80 x 1.60 x 2.20 b) Basculante 0.Figura 7.00 1.10 0.10 1.80 x 1.50 x 0.1 ..50 x 1. fixação.00 x 1.20 x 1.90 x 2. Havendo necessidade de utilizar as esquadrias de alumínio ou PVC.20 x 0.00 x 1.80 x 1.20 x 1.00 1.00 x 1.20 1.00 x 1.30 .Janelas: Tabela 7.10 0.Representação dos caixilhos tipo Ideal OBS.20 1.00 x 2.5.20 2.00 x 0.20 2.70 x 0.Dimensões das portas 0.80 2.00 x 1.20 x 1.20 c) Vitrô de Correr com bandeira basculante) 1.50 x 1.00 x 0.60 1.80 x 1. 7.50 x 1.00 x 1.20 1.00 0.2 . etc.20 2.00 2.80 x 0.20 x 1.80 0.10 em madeira ou metal.60 x 0. catálogos ou ainda a visita de um técnico especializado.20 1.60 x 1. devido ao fato de serem industrializadas e portanto.5 – ALGUMAS DIMENSÕES (COMERCIAIS) 7.20 163 .00 1.50 x 0. solicitar ao fabricante desejado.10 1.00 x 1.00 x 0.50 0.40 x 1.20 2.00 x 1.80 0.60 2.00 2.20 1.40 x 1.70 x 0.00 x 0. cada indústria detém um sistema.20 2.60 0.50 x 1.00 x 1.50 x 1.Dimensões das janelas a) Venezianas 1.00 1.00 x 1.60 x 0.60 1.

2) Ventilação regulada conforme abertura das folhas. 3) Libera parcialmente o vão. 1) Boa estanqueidade ao ar e à água. 2) Facilidade de comando a distância. GUILHOTINA PROJETANTE PROJETANTE DESLIZANTE 1) Todas as desvantagens da janela tipo projetante quando não utiliza braço de articulação de abertura até 90° . 164 . (*) O eixo pivotante pode ser localizado no meio do plano da folha ou mais próximo de uma de suas bordas. 4) Possibilita a movimentação de ar em todos os ambiente. a quebra dos cabos ou a regulagem do balanceamento constitui problemas. 1) Janela que permite ventilação constante. 4) Permite telas e/ou grades e/ou persianas quando as folhas abrem para dentro. mesmo com chuva 1) Não libera o vão para passagem sem vento. 3) A abertura na parte superior facilita a limpeza e melhora a ventilação. 2) As desvantagens já citadas das janelas de correr. 1) As mesmas vantagens da janela tipo de correr caso as folhas tenham sistema de contrapeso ou sejam balanceadas. Desvantagens 1) Vão para ventilação quando aberta totalmente é 50% do vão da janela. 2) Dificuldade de limpeza na parte externa. 2) Ocupa pouco espaço na área de utilização. vidro. 2) Possibilidade de abertura até 90° (horizontal) devido aos braços de articulação apropriados. 1) No caso de grandes vão necessita-se de uso de fechos perimétricos. 1) Dificuldade de utilização de telas e/ou grades 2) Abertura de grandes dimensões com um único e/ou persianas. pivôs com ajuste de freio. permite abertura a qualquer ângulo para ventilação. 2) Dificulta a utilização de telas e/ou grades e/ou persianas. 2) Pequena projeção para ambos os lados não prejudicando as 2) Reduzida estanqueidade.7. o que permite o controle da ventilação. 2) Não permite o uso de grades e/ou telas na parte externa. 3) Boa estanqueidade. ABRIR folha dupla ABRIR folha simples PIVOTANTE HORIZONTAL (REVERSÍVEL) (1) 1) Facilidade de limpeza na face externa. 3) Quando utiliza pivôs com ajuste de freio. 2) Libera completamente o vão na abertura máxima. pois a pressão do vento sobre a folha ajuda esta condição.3 . 5) Impossibilidade de abertura para ventilação com chuva oblíqua. 1) Ventilação boa principalmente na parte superior. 3) Fácil limpeza na face externa. PIVOTANTE VERTICAL (*) BASCULANTE 1) Facilidade de limpeza na face externa.Características dos diversos tipos de janelas Tipos CORRER Vantagens 1) Simplicidade de manobra. total. 1) Caso as janelas tenham sistemas de contrapeso ou de balanceamento.6 . 2) Não é possível regular a ventilação 3) As folhas se fixam apenas na posição de máxima abertura ou no fechamento total. 4) Possibilita a movimentação de ar em todo o ambiente. 4) Dificultam a colocação de tela e/ou grade e/ou persianas se as folhas abrirem para fora . áreas próximas a ela. tanto na parte superior com na parte inferior. 3) Fácil limpeza. caso contrário as folhas devem ser retentores no percurso das guias nos montantes do marco 1) Não ocupa espaço interno 2) Possibilita ventilação nas áreas inferiores do ambiente. 1) Todas as vantagens da janela do tipo projetante. caso tenha panos fixos. 2) Dificuldade de limpeza na face externa. mesmo com chuva sem vento. mesmo com chuva sem vento. 1) Dificuldade de limpeza na face externa. 3) Não acupa áreas internas ou externas (possibilidade de grades e ou telas no vão total). TOMBAR 1) Não libera o vão.COMO ESCOLHER UMA ESQUADRIA: Tabela 7. mesmo com chuva sem vento. na totalidade do vão. 3) Vedações necessárias nas juntas abertas. 2) Ocupa espaço interno caso o eixo seja no 3) Abertura em qualquer ângulo quando utiliza centro da folha. 1) Ocupa espaço caso as folhas abram para dentro.

Nos batentes fixos por parafusos. para criar a rosca na madeira.Na fixação das dobradiças os parafusos não devem ser martelados e sim aparafusados.Aprumar os dois montantes. 165 . 4 – Quando a esquadria de madeira é recebida na obra não deve apresentar desvios dimensionais além dos limites tolerados e muito menos teor de umidade acima do especificado. devemos aplicar produtos de conservação da madeira para protegê-la do intemperismo. 2 . 6 – A qualidade de uma esquadria e seu funcionamento perfeito depende de uma colocação bem ajustada e da utilização cuidadosa das feramentas. evitando danificar a madeira durante o ajuste. 3 . nos dois lados. 5 – Após a entrega da esquadria de madeira e antes de sua colocação. tampar o furo dos parafusos com cavilhas de madeira.ANOTAÇÕES 1 .

TETOS. 166 . essa limpeza visa eliminar elementos que podem prejudicar a aderência da argamassa. 8. substâncias gordurosas. pontas metálicas e preenchimento de furos bem como aumentar a rugosidade para garantir boa aderência. óleos desmoldantes nas estruturas e fungos. • Executar corretamente os pisos de concreto armado O revestimento é a fase da obra em que se faz a regularização das superfícies verticais (paredes) e horizontais (pisos e tetos). MUROS E PISOS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. texturas entre outros. eflorescências ou outros materiais soltos. tetos e muros com argamassa convencional.1 – PREPARO DOS SUBSTRATOS 8. Quando se pretende revestir uma superfície.1. Os revestimentos podem ser divididos em: argamassados e os não argamassados o que consiste em revestir as paredes. eliminação das irregularidades superiores. A limpeza da base deve ser feita com uma escova de aço. • Executar corretamente os diversos tipos de revestimentos.REVESTIMENTO DAS PAREDES. tornar as superfícies mais higiênicas (laváveis) ou ainda aumentar as qualidades de isolamento térmico e acústico. todos os dutos e redes de água. graxas. • Executar corretamente o assentamento dos pisos. impermeabilizar. esgoto e gás deverão ser ensaiados sob pressão recomendada para cada caso antes do início dos serviços de revestimento. Portanto devemos preparar o substrato. • Especificar corretamente o tempo de cura de cada revestimento. Precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência da argamassa de revestimento. remoção das incrustações. barro.8 .1 Na vertical A preparação do substrato (base) consiste em adequar a alvenaria para o recebimento da argamassa. com gesso. como: pó. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Analisar o tipo de revestimento que mais se enquadra para uma determinada superfície. fuligem. • Especificar a regularização adequada para um determinado piso. ela deve estar sempre isenta de poeira. Portanto os revestimentos são executados para proporcionar maior resistência ao choque ou abrasão (resistência mecânica). lavagem ou jateamento de areia. Essa adequação esta relacionada com a limpeza da estrutura e da alvenaria. pedras decorativas. cerâmicas.

É um revestimento rústico empregado nos paramentos lisos de alvenaria. Pode ser acrescido de adesivo para argamassa. Na alvenaria aplica-se o chapisco bem distribuído e fechado (convencional) aplicado com colher de pedreiro ou mecânicamente. dando maior pega. Consumo de materiais por cimento = 2. 1998b). e as estruturas de concreto devem ser previamente preparados mediante a aplicação de 167 .25 kg m² : areia = 0. Deve-se também corrigir imperfeições da base preenchendo furos e elementos de alvenaria quebrados. (a) Convencional (b) Desempenado (c) Rolado Figura 8. desempenado ou rolado.1b). E no caso de superfícies lisas. Na estrutura de concreto armado aplica-se o chapisco para concreto com desempenadeira dentada devendo o mesmo ser acrescido de adesivo para argamassa (Figura 8. pedra ou concreto. um rolo de espuma (Figura 8. devido a sua superfície porosa.0053m³ Deve ser lançado sobre o paramento previamente umedecido em uma única camada de argamassa pelo sistema convencional. pouco absorventes ou com absorção heterogênea de água. 2005). a fim de facilitar o revestimento posterior.1c) (CEOTTO et al.A eliminação das irregularidades superiores como rebarba de concretagem e excesso de argamassa nas juntas.1 ilustra as diversas maneiras de se aplicar o chapisco. O chapisco deve ser executado usando materiais e técnicas apropriadas para melhorar as condições de aderência da camada do revestimento à base ou substrato. O chapisco rolado pode ser aplicado tanto na estrutura como na alvenaria utilizando. 2005) Os tetos. independentemente das características de seus materiais. A Figura 8. além da remoção de incrustações metálicas e de arames devem ser realizados. criando uma superfície de rugosidade adequada e regularizando a capacidade de absorção inicial da base (FRANCO & CANDIA.1 – Diversas formas de aplicação do chapisco (CEOTTO.1a). O chapisco é uma argamassa de cimento e areia média ou grossa sem peneirar no traço 1:3. no mínimo 03 dias antes da aplicação do emboço (Figura 8. aplica-se o chapisco.

A cura do chapisco se dá após 3 dias após a sua aplicação. com pequena espessura e acabamento áspero. Para aplicarmos o concreto devemos preparar o terreno. nivelando e apiloado.2): 1º-determinamos o nível do piso acabado em vários pontos do ambiente. 168 . devemos executá-lo com cuidados especiais. que se faz utilizando o nível de mangueira. Em residências. ficando claro que o apiloamento não tem a finalidade de aumentar a resistência do solo mais sim uniformizá-lo. cimento cola ou cola. 5:4. podendo usar o traço 1:2. Para termos uma superfície acabada de concreto plana e nivelada devemos proceder da seguinte forma (Figura 8. apoiadas nas guias se retira o excesso de concreto. 1:3:5 ou 1:3:6. nos locais de passagem de veículos o lastro deverá ser no mínimo 7.0 cm. base ou lastro.0 cm. podendo chegar até a ±10. em camadas de 20 cm apiloadas.. 4º-entre os tacos fazemos as guias em concreto. respectivamente. não podemos fazêlo diretamente sobre o solo ou sobre as lajes ( exceto as lajes de nível zero).00m. podendo assim executar o emboço. 5º-entre duas guias consecutivas será preenchido com concreto e passando a régua.chapisco. que chamamos de contrapiso. Quando não se puder confiar num aterro recente. convém armar o concreto e nesses casos o concreto é mais resistente (concreto estrutural).2 Na horizontal Todas as vezes que vamos aplicar qualquer tipo de piso. 2º-descontar a espessura do piso e da argamassa de assentamento ou regularização. pois o terreno nunca estará completamente plano e em nível. 8. a) .1. Este chapisco deverá ser acrescido de adesivo para argamassa a fim de garantir a sua aderência Portanto a camada de chapisco deve ser uniforme. A espessura mínima do contrapiso deverá ser de 5 cm. 3º-colocar tacos cujo nivelamento é obtido com o auxílio de linha. Quando se tem um aterro e este for maior que 1. Devemos executar uma camada de preparação em concreto magro. podendo atingir até ± 8 cm. ou uma argamassa de regularização.Lastro Os lastros mais comuns são executados com concreto não estrutural no traço 1:4:8.

quando os pisos forem assentados pelo sistema convencional. Para o piso com pouca caída é aconselhável que a caída seja dada na argamassa de assentamento ou na de regularização. pois prejudica todo e qualquer tipo de piso. Para cada tipo de piso existe um tipo mais indicado de traço de argamassa de regularização. Caso haja umidade.0cm. deverá ser feito um tratamento impermeável para que o piso não sofra danos na fixação (desprendimento do piso). que em certos casos poderá ser a própria argamassa de assentamento.Figura 8. etc.0cm. b) . Utilizamos a argamassa de regularização quando os pisos forem assentados com cola. 169 .Argamassa de Regularização Nos pavimentos superiores (sobre as lajes). cerâmico ou sintético. Neste caso a espessura da argamassa de assentamento não deve exceder a 3. pois o piso é assentado com a argamassa ainda fresca e a mesma perde volume comprometendo a planicidade do piso. devemos realizar uma argamassa de regularização.2 . quando as mesmas não forem executadas com nível zero. seja ele natural. promovendo assim as caídas. como veremos na descrição de cada piso.Procedimento para nivelar sub-base do lastro Obs: Para o piso com grande caída o procedimento é o mesmo. Devemos ter cuidado quanto à umidade no contrapiso. cimento cola ou ainda quando a espessura da argamassa de assentamento exceder a 3. Esse tratamento consiste em colocar aditivo impermeabilizante no concreto do contrapiso ou na argamassa de assentamento ou ainda a colocação de lona plástica sob o contrapiso.). E utilizamos argamassa de assentamento para regularizar. no acabamento (aparecimento de manchas) e na estrutura do piso (empenamento. apenas devemos variar as alturas das taliscas.

preferencialmente. por tijolos cerâmicos assentados e revestidos com argamassa de cal e areia. Nesta época as alvenarias eram utilizadas como vedação e como estrutura.8. desempenado e feltrado (uma mão de massa ou massa única ) para receber a pintura. pastilha. azulejo. se lançarmos a argamassa sobre a base. As superfícies precisam estar perfeitamente desempenadas. sarrafeado e desempenado. contínuas e uniformes. completamente seca. A areia empregada é a média ou grossa. Por outro lado. 8. ou seja. bem como apresentar boa aderência entre as camadas e com a base. O consumo de cimento deve.2. O revestimento é iniciado de cima para baixo. A superfície deve estar previamente molhada. já nas primeiras idades. devendo promover a boa ancoragem com eles e possuir uniformidade de absorção para que haja boa aderência entre as camadas. ser decrescente.1. prumadas ou niveladas e com textura uniforme. conseguiram ter sua resistência aumentada e a aderência às bases melhoradas. De preferência devem ser preparadas por processo mecanizado. 170 . Para garantir uma boa aderência entre os demais revestimentos o acabamento superficial do emboço pode ser executado do seguinte maneira: • • • sarrafeado. sarrafeado. azulejo. Normalmente o emboço trabalha como base para o reboco. pois a massa escorre pela parede. esta absorverá a água existente na argamassa e da mesma forma se desprenderá. ideal para receber o revestimento final (reboco). gesso etc. O emboço é uma argamassa mista de cimento. ideal para receber gesso. Os revestimentos externos devem. A partir da invenção do cimento Portland as argamassas sofreram uma evolução. Com a adição do cimento. conforme a superfície a ser aplicada. e eram construídas. principalmente para as argamassas industrializadas. resistir à ação de variação de temperatura e umidade. Podem ser preparadas manualmente de acordo com a NBR 7200/98.1 Na vertical a) . A umidade não pode ser excessiva. de preferência a areia média.. em contato com a base. além disso. do telhado para as fundações. massa corrida. massa corrida.2 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS TRADICIONAIS Os revestimentos argamassados são tecnologias construtivas que remontam seu uso desde a Idade Média.Emboço A argamassa utilizada para a regularização dos diversos substratos é chamada de emboço ou massa única ou ainda emboço paulista. Os revestimentos internos e externos devem ser constituídos por uma camada ou camadas superpostas. na sua grande maioria. sendo maior na primeira camada. etc. cal e areia nas proporções indicadas na Tabela 8.

0 2.0 a 12.0 8.0 8.0 a 10.1 -Traço do emboço para as diversas bases BASES Tipo MATERIAIS Localização Superfícies externas acima do nível do terreno cimento 1.0 (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água.0 Pasta(1) de cal 1.0 1.0 3.0 2.3 e 8.0 a 10. corre o risco de desprender.5 Areia (2) 8.0 a 4. As irregularidades da alvenaria são mais freqüentes na face não aparelhada das paredes de um tijolo. Infelizmente esta espessura não é uniforme porque os tijolos têm diferenças de medidas.0 1. 171 . acima do nível do terreno.0 11.0 1. Para conseguirmos uma uniformidade do emboço e tirar todos os defeitos da parede.5 1.0 3.0 a 12.0 a 12. o emboço é executado com argamassa de cimento e recomenda-se a incorporação de aditivos impermeabilizantes. Recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante Paredes Superfícies externas em contato com o solo.0 .5 2. além do consumo inútil.5 2. devemos seguir com bastante rigor ao prumo e ao alinhamento. mista de cimento e cal.0 11. em contacto com o solo.0 1.0 a 10.5 8.5cm. principalmente o interno.0 a 12.0 a 10.0 11.0 1.0 a 10.0 3.5 1.0 8.0 1.0 3.0 1. O emboço deve ter uma espessura média de 1. ou preferivelmente.4). Para isso devemos fazer: a.0 1.0 a 3. na interna.0 2. depois de seca.0 1.0 1.0 3. o emboço de superfície externa.0 1.5 a 3.0 1.0 OBS.no caso de execução de acabamento tipo barra lisa - Superfícies externas e internas - 1.0 a 12.0 11. que assentados com a própria argamassa do emboço nos fornecem o nível (Figuras 8. Superfícies internas Tetos (laje de concreto maciço ou laje mista) 1.0 1.5 2.0 11. pois o seu excesso. No caso de tetos. resultando um painel de alvenaria.0 1.0 cal hidratada 2. com saliências e reentrâncias que aumentam essa espessura.0 a 12.0 a 10.0 a 4.0 9. Nas paredes externas. deve ser executado com argamassa de cimento e cal. com argamassa de cal.1) Assentamento da Taliscas (tacos ou calços) As taliscas são pequenos tacos de madeira ou cerâmicos.0 2.0 11. com argamassas mistas de cimento e cal.Tabela 8. (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5% Portanto.

pois os mesmos podem regular a espessura do emboço.5m a 2m entre si. e nem tampouco os revestimentos salientes em relação aos batentes e sim faceando. 172 .Assentamento das taliscas superiores nas paredes A partir da sua disposição na parte superior da parede. Devemos ter o cuidado para que os batentes não fiquem salientes em relação aos revestimentos. É importante verificar o nível dos batentes. As taliscas (calços de madeira de aproximadamente 1x5x12cm.3). Figura 8.4). favorecendo a sua aplicação. com o auxílio de fio de prumo.No caso de paredes.0m de comprimento. para poder utilizar réguas de até 2. A distância entre a linha e a superfície da parede deve ser na ordem de 1.5cm. recomenda-se a colocação das taliscas intermediárias em distâncias de 1.3 . devem ser assentadas outras na parte inferior (a 30cm de piso) e as intermediárias (Figura 8. com a superfície superior faceando a linha (Figura 8. ou cacos cerâmicos) devem ser assentadas com argamassa mista de cimento e cal para emboço. quando forem colocadas as taliscas. é preciso fixar uma linha na sua parte superior e ao longo de seu comprimento. Sob esta linha.

Figura 8.4 - Assentamento das taliscas inferiores nas paredes

No caso dos tetos, é necessário que as taliscas sejam assentadas empregando-se régua e nível de bolha ao invés de fio de prumo. Ou através do nível referência do piso acabado, acrescentando uma medida que complete o pé direito do ambiente (Figura 8.5).

1.00 m

X

nível do piso acabado

Figura 8.5 - Detalhe da colocação das taliscas nos tetos utilizando o nível referencial.

173

1.00 m

X

a.2) Guias ou Mestras São constituídas por faixas de argamassa, em toda a altura da parede (ou largura do teto) e são executadas na superfície ao longo de cada fila de taliscas já umedecidas. A argamassa mista, depois de lançada, deve ser comprimida com a colher de pedreiro e, em seguida, sarrafeada, apoiando-se a régua nas taliscas superiores e inferiores ou intermediárias (Figura 8.5). Em seguida, as taliscas devem ser removidas e os vazios preenchidos com argamassa e a superfície regularizada. O sarrafeamento do emboço pode ser efetuado com régua apoiada sobre as guias. A régua deve sempre ser movimentada da direita para a esquerda e viceversa (Figura 8.6).

Figura 8.6 - Detalhe da execução das guias e do emboço

Nos dias muito quentes, recomenda-se que os revestimentos, principalmente aqueles diretamente expostos a radiação solar, seja mantidos úmidos durante pelo 174

menos 48 horas após a aplicação. Pode ser efetuado, por aspersão de água três vezes ao dia. O período de cura do emboço, antes da aplicação de qualquer revestimento, deve ser igual ou maior há sete dias. b) - Reboco Atualmente pouco utilizado o reboco é iniciado somente após a colocação de peitoris, tubulações de elétrica etc. e antes da colocação das guarnições e rodapés. A superfície a ser revestida com reboco deve estar adequadamente áspera, absorvente, limpa e também umedecida. O reboco é aplicado sobre a base, com desempenadeira de madeira e deverá ter uma espessura de 2 mm até 5 mm. Em paredes, a aplicação deve ser efetuada de baixo para cima, a superfície deve ser regularizada e o desempenamento feito com a superfície ligeiramente umedecida através de aspersão de água com brocha e com movimentos circulares. O acabamento final é efetuado utilizando uma desempenadeira com espuma (Figura 8.7). É extremamente importante, antes de aplicar o reboco, que o mesmo seja preparado com antecedência dando tempo para a massa descansar. Esse procedimento é chamado de "curtir" a massa e tem a finalidade de garantir que a cal fique totalmente hidratada, não oferecendo assim danos ao revestimento.

Figura 8.7 - Detalhe da aplicação do reboco

O reboco é constituído, mais comumente, de argamassa de cal e areia no traço 1:2, ou como apresentado na Tabela 8.2:

175

Tabela 8.2 - Traços do reboco BASES MATERIAIS
Tipo Localização Superfícies externas acima do nível do terreno Superfícies externas em contato com o solo. cimento 1,0 cal hidratada 1,0 Pasta(1) de cal 1,0 Areia (2) 2,0 a 3,5 1,5 a 3,0 3,0 a 4,0 OBS. recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante

Paredes

Superfícies internas inclusive paredes de banheiros, cozinhas, lavanderias e ixeiras, acima de 1,60m de altura.

-

1,0 -

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Superfícies internas 1,0 de paredes de banhei ros, cozinhas, lavanderias e lixeiras, até 1,60m de altura Tetos Superfícies externas 1,0 e internas (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5%.

-

3,0 a 4,0

no caso de pintura da superfície revestida com tinta à base de resina epóxi, borracha clorada, etc...

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Podemos utilizar argamassas pré-fabricadas, para reboco, que precisam ser fornecidas perfeitamente homogeneizadas, a granel ou em sacos. Cada saco deve trazer bem visíveis, as indicações de peso líquido, traço, natureza do produto e a marca do seu fabricante. Outros materiais aglomerantes e agregados podem ser empregados, como as massa finas acondicionada em sacos de aproximadamente15kg, que são misturados na obra com a cal desde que satisfaçam à especificações necessárias de uso. Em condições normais é um pouco mais dispendioso do que a argamassa preparada na obra, mas quando não se tem espaço suficiente para peneirar, secar e "curtir", a massa é vantajosa. c) – Chapisco para acabamento O chapisco pode ser aplicado como revestimento rústico, para acabamento externo, podendo ser executado com vassoura ou peneira para salpicar a superfície. Neste caso, é aplicado sobre o emboço podendo ser aplicado mais de uma camada, de modo a cobrir o substrato. As peneiras utilizadas na construção civil são as mesmas da agricultura e são denominadas peneiras de fubá, arroz, feijão, café etc. Para um acabamento mais fino se utiliza a peneira de arroz, para um acabamento mais rústico a de feijão. A função da peneira na aplicação do chapisco é para uniformizar a textura do 176

chapisco, pois somente vão passar pela malha da peneira as dimensões dos grãos inferiores ao da malha, os maiores são separados. 8.2.2 Na horizontal a) - Cimentados O piso cimentado é executado com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, com espessura entre 2,0 a 2,5cm e nunca inferior a 1,0cm. Podemos utilizar o cimento Portland comum ou o cimento Portland branco e ainda acrescentar no cimento branco corantes. * Se desejamos um acabamento liso devemos polvilhar cimento em pó e alisar com a colher de pedreiro ou desempenadeira de aço (massa queimada). * Se desejamos um acabamento áspero, usamos apenas desempenadeira de madeira, ou texturado (vassoura, roletes etc...) a

Quando o cimentado for aplicado em superfícies muito extensas, devemos dividi-las em painéis de 2,0x2,0m, com juntas de dilatação (junta seca) que podem ser executadas durante a aplicação ou depois da cura (junta serrada). A cura será efetuada pela conservação da superfície levemente molhada, coberta com sacos de estopa ou mantas, durante no mínimo 7 dias. Obs.: A utilização de mantas é muito utilizada nos dias de hoje, mas devemos ter o cuidado de mante-las sempre molhadas, para evitar que as mesmas absorvam a água do piso fazendo o efeito contrário. b) - Granilite Granilite ou marmorite, é um piso rígido polido, com juntas plásticas de dilatação, moldado in loco, ele é constituído de cimento e mármore, granito ou quartzo triturado. A cor varia de acordo com a granilha e o corante que são colocados na sua composição ( se for utilizado cimento branco). b.1) - Regularização de base para granilite É feita com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, não devendo ser alisada com a colher de pedreiro mais sim desempenada, para ficar com uma superfície áspera onde o granilite irá aderir com maior intensidade. b.2) - Pasta de granilite É constituída de uma argamassa composta de pequena carga de pedra (granito, mármores ou quartzo, cimento e corantes. O cimento poderá ser comum ou branco, a espessura é de 12 a 15 mm. 177

Assim como o cimentado, o granilite também precisa da ajuda das juntas de dilatação para não sofrer retração. Portanto a sua aplicação deve ser precedida da colocação das juntas de dilatação constituídas por tiras de plástico fixadas no contrapiso com nata de cimento. A argamassa de granilite é aplicada no contrapiso com colher de pedreiro e regularizada com régua de alumínio. b.3) – Polimento Após dois dias da colocação do granilite, a argamassa já está apta para receber o primeiro polimento. O polimento é executado com máquina com emprego de água e abrasivos de granulação 40, 80 e 160 progressivamente. Após o primeiro polimento, as superfícies serão estucadas com mistura de cimento comum ou branco e corante (para tirar pequenas falhas). O polimento final será a máquina com emprego de água e abrasivos nº 220. Os rodapés, peitoris etc. são polidos a seco com máquina elétrica portátil. As juntas de dilatação devem formar quadros de no máximo 1,50 x 1,50m. 8.3 – REVESTIMENTOS NÃO ARGAMASSADOS São os revestimentos, constituídos por outros elementos naturais ou artificiais (gesso, cerâmicas, pedras, madeiras, pastilhas, piso vinílico, piso de borracha etc.), assentados sobre emboço ou base regularizada (para pisos) através de argamassa colante, cola, argamassa de assentamento ou outras estruturas de fixação. São utilizados nos revestimentos de paredes e pisos. 8.3.1 – GESSO O gesso é um dos materiais mais consumidos no mundo. Extraído de minas subterrâneas e de minas ao céu aberto, como é o caso brasileiro, o gesso já serviu como massa de assentamento nas pirâmides egípcias bem como os gregos e os romanos o utilizaram para decoração. Hoje, os processos industriais nos permitem ter acesso a uma grande gama de produtos de gesso. Suas propriedades de isolamento térmico e acústico além das riquezas das formas que pode se criar com o pó de gesso o tornaram essencial para arquitetos e engenheiros. O gesso em pó é empregado em grande quantidade na construção, misturando com água proporciona um revestimento eficaz, estético e bom acabamento para paredes interna e tetos (SINDUSGESSO, 2006). A crescente utilização de revestimentos de gesso nas edificações contribuiu para uma boa alternativa e muitas vezes econômica. O revestimento de gesso pode ser aplicado em diversas bases, mas deve-se garantir a aderência e uma espessura ideal. A espessura do revestimento de gesso em geral depende da base, mas tecnicamente se recomenda a espessura de 5 ± 2mm (Revista Téchne, 1996)

178

Para a aplicação do revestimento de gesso deve-se observar o prazo mínimo de 30 dias sobre as bases revestidas com argamassa, e de concreto estrutural; e de no mínimo 14 dias para as alvenarias. a)- Preparo do substrato A superfície a ser revestida deve estar sempre isenta de poeira, umidade, substâncias gordurosas, eflorescências ou outros materiais soltos. A superfície precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência. Inicialmente deve-se verificar a falta de prumo, nível e planeza das bases conforme limites constantes na Norma 02.102.17-006/95 (Tabela 8.3).
Tabela 8.3 - Desvios máximos de prumo, nível e planeza (ABNT,1995)

Desvio do prumo ≤ H/900

Desvio de nível ≤ L/900

H = Altura da parede em metros L = Maior vão do teto

Planeza • Irregularidades graduais: ≤ 3mm, em régua de 2,0m • Irregularidades abruptas: ≤ 2mm, em régua de 20cm

Caso a base não atenda os limites da Tabela 8.3 deve-se retificar o plano da base utilizando-se um emboço. Pontas de ferro, resíduos de fôrmas, rebarbas de concreto ou argamassa, devem ser removidos. O revestimento de gesso propicia a corrosão de peças metálicas comum, pois é alcalina e pode apassivar o aço, portanto deve-se tratar os componentes metálicos ou protegê-los. As alvenaria que deverão receber o revestimento de gesso não deverão ser umedecidas, pois podem movimentar causando fissuras no revestimento. Se necessário somente os revestimentos de argamassa devem ser umedecidos pelas suas características de absorção ou de secagem da pasta.(De Milito, 2001) b)- Preparo da pasta O gesso (CaSO4) é preparado em pasta, e devido a pega rápida o volume preparado para cada vez é em geral na ordem de um saco comercial (40kg) o que equivale a 45 litros. A quantidade de água deverá ser entre 60% a 80% da massa do gesso seco dependendo da finura. A mistura é feita manualmente polvilhando o gesso sobre a água para que todo o pó seja disperso e molhado, evitando a formação de grumos. Depois de concluído o polvilhamento do gesso sobre a água, esperar cerca de 10 min. Para que as partículas absorvam água, e a suspensão passe do estado líquido a um estado fluído consistente. Com a colher de pedreiro agitar parte da 179

executa-se uma inspeção visual utilizando uma régua de alumínio de 2. 7. c) . falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm. o revestimento de gesso não deve apresentar pulverulência. 1996a). A espessura da pasta é de 1 mm a 3 mm podendo chegar no máximo a 7 mm. Cantoneiras de alumínio. promove o seu sarrafeamento com o intuito de cortar os excessos grosseiros e dar ao revestimento uma superfície mais regular. 2. ficando o acabamento final liso e brilhante. raspagens e a camada final de acabamento. Com a régua de alumínio. aplicada sobre o revestimento em qualquer direção. Na execução do revestimento de gesso deve-se observar a temperatura ambiente e a temperatura do substrato que não deverão ultrapassar a 35 ° C. avaliação da dureza. avaliação da aderência do revestimento.0 m de comprimento. Para a execução de uma camada de espalhamento divide-se o substrato em faixas de espalhamento com aproximadamente a mesma largura da desempenadeira de PVC. 5.Aplicação. o gesseiro inicia à camada seguinte.60 m e espessura de 4. Cada faixa é iniciada com uma pequena sobreposição à precedente. Dependendo do substrato a pasta de gesso pode ser aplicada com desempenadeira de PVC em uma ou várias camadas. 3. 4. Desempenadeira em chapa de PVC com dimensões aproximadas de 0. Caixotes para o preparo da pasta com volume interno superior a 100 litros (denominadas masseiras). Concluída a execução de uma camada de espalhamento. 6. Após a conclusão dos serviços para verificar a planeza do revestimento como um todo.pasta ( aquela que vai ser utilizada inicialmente) e aguardar cerca de 5 min. Espátula. o revestimento não poderá apresentar desvio superior a 3 mm. Os retoques finais e a camada de acabamento são executados utilizando a colher de pedreiro e a desempenadeira de aço.0 m. o gesseiro verifica a sua planeza. Colher de pedreiro. e antes que a pega esteja muito avançada. 180 . Caso necessário pode-se executar ensaios especiais como: medição da espessura.0 mm. aplicando a pasta de gesso em faixas perpendiculares às primeiras (camadas cruzadas). uma régua de alumínio de 20 cm não deve apresentar desvio superior a 1 mm. Desempenadeira de aço. Neste caso. As ferramentas e acessórios utilizados na execução de revestimento de gesso são: 1. que irá receber os retoques. Régua de alumínio com 2. e tendo revestido todas as faixas em uma direção. Terminada a camada de revestimento. pois o gesso endurecido desidrata lentamente com o calor (HINCAPIE et al. Para pontos localizados. para o repouso final da pasta e até que adquira consistência adequada para ser aplicada com boa aderência e sem escorrer sobre a base. avaliação da aderência da pintura. Para aplicar a pintura.25 x 0.

filitos. 1996) Serviços Tempo (min) Preparo da pasta 2a5 Espera 10 a 15 Espalhamento 20 a 30 Sarrafeamento. o revestimento não deve apresentar pulverulência superficial excessiva.: O revestimento com gesso deve ser aplicado somente em ambientes internos e sem umidade. retoques e raspagens 30 a 35 Acabamento 35 a 45 Total 97 a 130 d) . banheiros.Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água Grupo I IIa IIb III Grau de absorção 0% a 3% 3% a 6% 6% a 10% >10% Uso recomendado Pisos. piscinas. para consumo de 45 litros de pasta = 1 saco de gesso (HINCAPIE et al. melhor será a qualidade.0m de comprimento aplicada sobre o revestimento em qualquer direção. lisos ou decorados A espessura é variável apresentando a face posterior (tardoz) saliências para aumentar a aderência. 8. Pelas suas características.5): Tabela 8.Verificação visual dos serviços: Utilizando uma régua de 2. Normalmente quanto menor o grau de absorção. paredes e piscinas Pisos e paredes paredes 181 .3. Antes da aplicação de pintura.4 – Etapas e tempo aproximado de execução da aplicação manual de gesso. feldspatos (grês).6) e a abrasão (Tabela 8. Em pontos localizados. Tabela 8. Obs. brilhantes ou acetinados. talcos. falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm. não deverá apresentar desvio superior a 1 mm. e areias (quartzo) dando um produto final com grande variedade de cores. 5 .7).2 Revestimento cerâmico A cerâmica é um produto industrializado composto por argila.A Tabela 8. gretamento. Antes de comprar ou especificar um revestimento cerâmico devemos classificá-los principalmente quanto a absorção de água (Tabela 8. não deve apresentar desvio superior a 3 mm. tanto nas paredes como nos pisos. as cerâmicas são utilizadas em ambientes que podem ser molhados e devem ser higiênicas como as cozinhas. paredes.5) e resistência ao ataque químico contidos em produtos de limpeza (Tabela 8. podendo ser (Tabela 8. piscinas e saunas Pisos.4 resume as diversas etapas e o tempo aproximado de execução da aplicação manual da pasta. utilizando uma régua de 20 cm. saunas úmidas etc.

Uma alta EPU pode ocasionar deslocamento e gretamento da placa.8). e externamente no máximo 0. padarias. 7 . Na colocação das cerâmicas devemos prever juntas de dilatação e rejuntá-las para uma maior durabilidade. 182 • . cerâmica com EPU de no máximo 0. Existem quatro tipos básicos de juntas as: • Superficiais ou de assentamento. pela movimentação do substrato e pela dilatação térmica.7): Tabela 8. e as de (Figura 8.Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico (Anfacer) Classe A B C Resitência Química Ótima resistência aos produtos químicos Ligeira alteração de aspecto Alteração de aspecto bem definida E quanto a resistência a abrasão. 6 . destacamento da peça. Outras características técnicas dos revestimentos cerâmicos são importantes observar. hall de residência. show rooms. corredores. entradas de hotéis. como a resistência à manchas e a expansão por umidade EPU. ela representa a resistência ao desgaste superficial. a) Juntas de dilatação: Todo revestimento cerâmico precisa de juntas e suas especificações devem ser informadas pelo fabricante. Estab.60mm/m. Recomenda-se utilizar em pisos ou paredes internas.Tabela 8.Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão Abrasão Grupo 0 Grupo 1 (PEI-1) Grupo 2 (PEI-2) Grupo 3 (PEI-3) Grupo 4 (PEI-4) Grupo 5 (PEI-5) Resistência Baixa Média Média alta Alta Altíssima e sem encardido Uso recomendado Desaconselhável para piso Banheiros residênciais. no caso de cerâmicas esmaltadas é caracterizada por unidade PEI (Porcelain Enamel Institute) e classificado como segue (Tabela 8. Quartos sem portas para fora Cozinhas residênciais. Comerciais internos. As juntas são obrigatórias e evitam que movimentos térmicos causem "estufamento" e. shopping centers. consequentemente. quintais. que definem a posição das peças e tem a função de absorver parte das tensões provocadas pela expansão por umidade da cerâmica. Quartos de dormir etc. que devem existir na estrutura de concreto cuja função é aliviar as tensões provocadas pela movimentação da estrutura. Áreas públicas. aeroportos. fast-food etc.40mm/m. as Estruturais.

as juntas são importantes para melhorar o alinhamento das peças (juntas superficiais) e permitir a troca de uma única placa sem a necessidade de quebrar outras.. longitudinalmente e transversalmente. dureza.8). e entre as paredes ou anteparos verticais auxiliando a movimentação dos mesmos. De Dessolidarização.8). que devem existir em grandes áreas. na 183 . normalmente adicionados com outros componentes. Portanto.) e ser preenchida com material deformável.• • Expansão ou movimentação. estabilidade de cor. resistência a manchas etc. Figura 8. As juntas de movimentação necessitam aprofundar-se até a superfície da base (laje. O rejunte (material industrializado). Após cinco dias do assentamento devemos preencher as juntas esse procedimento é denominado de rejuntamento. b) Rejuntamento Rejuntamento é o enchimento das juntas entre as peças com pasta de cimento ou rejunte industrializado. que conferem características especiais a ele como: retenção de água.. etc. contrapiso. Elas devem ser executadas em painéis de até 32m2 para os pisos internos ou até 24m2 nos painéis externos. tem a função de separar a área com revestimento de outras áreas (Figura 8. Quando temos juntas estruturais no contrapiso ou nas paredes estas precisam ser reproduzidas no revestimento cerâmico. vedada com selante flexível e devem ter entre 8 a 15 mm de largura (Figura 8.8 – Detalhe dos tipos de juntas Além de possibilitar a movimentação de todo o conjunto do revestimento durante as dilatações e contrações. flexibilidade.

9). Nas cerâmicas a superfície acabada (lisa) vira alguns milímetros na borda do mesmo. com pano. Para que isso não ocorra este excesso deve ser retirado antes da cura final.8 – Consumo de rejunte por m 2 Largura da junta Formato da placa (cm) 2mm 4mm 6mm 8mm 10mm 2 12mm 15mm Consumo por m . Tabela 8. SUPERFÍCIE LISA CERÂMICA REJUNTE ACABAMENTO CORRETO Figura 8.5 10x10 10x20 15x15 15x30 20x20 20x30 20x40 24x11. em gramas 2x2 5x5 7. assim que começar a secar. esteja atento às suas características. O excedente será retirado. Esta pasta deve ser aplicada em excesso com auxílio de um rodo.9 .Detalhe da execução do rejuntamento A Tabela 8.8 indica o consumo de rejunte por metro quadrado para diversas larguras de junta e formato de placa. ficando a superfície lisa e impermeável ocasionando o desprendimento do rejunte (Figura 8.5x7.5 25x25 30x30 34x34 41x41 50x50 800 750 640 480 360 320 240 220 200 180 320 200 160 140 120 100 1280 960 720 640 480 440 400 360 640 400 320 280 240 200 1440 1080 960 720 660 600 540 960 600 480 420 360 300 1920 1440 1280 960 880 800 720 1120 800 640 560 480 400 2400 1800 1600 1200 1100 1000 900 1600 1000 800 700 600 500 2880 2160 1920 1440 1320 1200 1080 1920 1200 960 840 720 600 1800 1650 1500 1350 2400 1500 1200 1050 900 750 184 .hora de escolher a argamassa de rejuntamento.

Revestimento cerâmico na vertical a) . Os cimentos colantes e as colas devem ser aplicados com desempenadeira dentada de aço.. 185 . se será colocado moldura de gesso. deixando neste caso um espaço próximo à laje.O rejuntamento não deve ser efetuado logo após o assentamento.10 – Juntas superficiais dos azulejos O assentamento se faz de baixo para cima. 8. mas sim dando um intervalo de 3 a 5 dias. com argamassa de cal e areia no traço 1:3 com 100 kg de cimento por m³ de argamassa (pelo processo convencional). de fiada em fiada. a prumo ou em amarração (Figura 8. de modo a permitir que a argamassa de assentamento ou o cimento colante seque com as juntas abertas. para melhor distribuição dos azulejos. que já deverá estar revestida. Verificar. Para garantirmos que o azulejo fique na horizontal devemos proceder da seguinte maneira: (Figura 8. Deixar um espaço entre a régua e o nível do piso acabado. de uso interno ou externo.1 . ou com cimento-colante. colas etc.2. sobre base regularizada.Assentamento dos azulejos Os azulejos podem ser assentados com juntas em diagonal. para colocação de rodapés ou uma fiada de azulejos.11) • • • Fixar uma régua em nível acima do nível de piso acabado.. Teremos comentários neste capitulo a respeito das diferentes maneiras de assentarmos azulejos e materiais cerâmicos.10): a) em diagonal b) junta à prumo c) em amarração Figura 8.3.

Detalhe do assentamento dos azulejos a.11 .1) .Juntas entre azulejos As juntas superficiais entre os azulejos deverão ter largura suficiente para que haja perfeita penetração da pasta de rejuntamento e para que o revestimento de azulejo tenha relativo poder de acomodação. dentro dos boxes. 186 .2) .9.Figura 8. no mínimo como descrito na Tabela 8.Exemplo de divisão dos azulejos a. para que os recortes não fiquem muito visíveis. podemos deixá-los atrás das portas. Figura 8.12).12 .Recortes de azulejos: É muito difícil em um painel de alvenaria não ocorrer recortes. O ideal é seguir as recomendações do fabricante descritas nas embalagens. Portanto. visto que na maioria das vezes. nos projetos não é levado em consideração às dimensões dos azulejos. ou ainda dividi-los em partes iguais nos painéis (Figura 8.

Tabela 8.9 - Juntas superficiais entre azulejos

Dim. (cm)

do

azulejo Parede (mm)
1,0 2,0 1,5 2,0 2,0 2,5

interna Parede (mm)
2,0 3,0 3,0 3,0 4,0 4,0

externa

11x11 11x22 15x15 15x20 20x20 20x25

Para os demais tipos de juntas devemos seguir as recomendações do item 8.3.2 (a). a.3) - Rejuntamento Para o rejuntamento do azulejo, além dos rejuntes industrializados descritos no item 8.3.2 (b) podemos utilizar a pasta de cimento branco e alvaiade na proporção de 2:1, ou seja, duas partes de cimento branco e uma de alvaiade, o alvaiade tem a propriedade de conservar a cor branca por mais tempo. b) - Pastilhas É outro revestimento impermeável, empregado nas paredes, principalmente nas fachadas de edifícios. É constituída de pequenas peças coladas sobre papel grosso ou tela. A preparação do fundo para sua aplicação deve ser feita como segue: - para pisos: fundo de argamassa de cimento e areia (1:3) com acabamento desempenado. - para paredes: o fundo será a própria massa grossa (emboço) dosada com cimento, bem desempenada. A argamassa de assentamento será de cimento branco e caolin em proporção igual (1:1), ou argamassa de cimento colante, de uso interno ou externo, própria para pastilhas. A argamassa de assentamento é estendida sobre a base e as placas de pastilhas são arrumadas sobre ela fazendo pressão por meio de batidas com a desempenadeira. O papelão ficará na face externa e após a pega, que se dá aproximadamente em dois dias, o papelão é retirado por meio de água. Utilizando o cimento colante, que deve ser aplicado através de desempenadeira dentada, as placas de pastilhas são fixadas também fazendo pressão por meio de batidas. Nas placas de pastilhas fixadas em tela a tela pode ficar em contato direto com a argamassa bastando, após a cura, realizar o rejuntamento. O rejuntamento é executado com pasta de cimento branco ou rejunte industrializado conforme descrito no item 8.3.2 (b)

187

8.3.2.2 Revestimento cerâmico na horizontal

a) - Piso cerâmico Após a escolha do piso podemos assentá-los de duas maneiras usuais: Utilizando argamassa de assentamento (sistema convencional) ou cimento colante. Procedendo-se da seguinte maneira: a.1) - Regularização de base para pisos cerâmicos Se necessário, é feita com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:4 ou 1:6 com espessura de 3,0cm. a.2) - Assentamento utilizando argamassa: (assentamento convencional) Utiliza-se uma argamassa mista de cimento com areia média seca no traço 1:0,5:4 ou 1:0,5:6 sobre o piso regularizado (quando a espessura da argamassa de assentamento for maior de 3,0cm) ou sendo a própria argamassa de assentamento utilizada para regularizar e assentar. Ao se considerar que a colocação do material cerâmico, no caso de utilizar a argamassa para o assentamento, é feita com esta camada de argamassa ainda fresca, e que quando da secagem desta argamassa acontece o fenômeno da retração (encurtamento), ocorre o aparecimento de esforços que tendem a comprimir o revestimento. Destes esforços - que atuam no plano do revestimento resultam componentes normais ao revestimento que tendem a arrancá-lo de sua base. O que vai impedir a separação das peças de sua base será a aderência proporcionada pela pasta de cimento. Sabe-se que, no assentamento convencional, dificilmente se consegue obter uma pasta de cimento ideal, ou seja, com maior resistência possível, pois a mesma resulta da aspersão de pó de cimento sobre uma argamassa ainda fresca, retirando água dessa argamassa para se hidratar. A falta ou excesso de água poderá ter como conseqüência, ou o cimento mal hidratado, ou uma "aguada" de cimento. Em ambos os casos a ligação cerâmica-base estará fatalmente comprometida, será de baixa resistência e não se oporá à separação do revestimento de sua base. Esses esforços devido à retração estão diretamente ligados a fatores importantes. Quanto maior for à espessura da argamassa de assentamento, tanto maior será o esforço resultante da retração. Quando mais rica em cimento for a argamassa, tanto maior será o esforço devido à retração. E, lembrando que este esforço de compressão gera componentes verticais que tendem a arrancar as peças de sua base, quanto maior for o primeiro tanto maior serão os componentes verticais de tração que tendem a soltar o revestimento. Portanto a melhor maneira de assentar os pisos cerâmicos pelo processo convencional é:

188

- Superfície de laje, ou contrapiso - varrer e eliminar poeiras soltas; umedecer e aplicar pó de cimento com adesivo de argamassa, formando pasta imediatamente antes de estender a argamassa de assentamento. Isto proporcionará melhor ligação da argamassa à laje. - Espessura de argamassa de assentamento - nunca ultrapassar 2 cm a 2,5cm, a fim de minorar as tensões de retração. Caso haja necessidade de maior espessura, deverá ser efetuada em duas camadas, sendo a segunda após completada a secagem da primeira camada. - Traço da argamassa de assentamento - nunca utilizar argamassas ricas. O traço 1:6 de cimento e areia, mais meia parte de cal hidratada é correspondente indicado. A cal proporciona melhor trabalhabilidade e retenção de água, melhorando as condições de cura e menor retração. Atenção especial será dada para a água adicionada. O excesso formará pasta de cimento aguado e pouco resistente. - Quantidade de argamassa a preparar - será tal, de modo a evitar que o início do seu endurecimento - início de pega do cimento - se dê antes do término do assentamento. Na prática, isso corresponde a espalhar e sarrafear argamassa em área de cerca de 2m² por vez. - Aplicação da argamassa - será apertada firmemente com a colher e, depois, sarrafeada. Lembre-se que apertar significa reduzir os vazios preenchidos de água. Isso diminuirá o valor da retração e reduzirá os riscos de soltura. - Camada de pó de cimento - espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². Não atirar o pó sobre a argamassa, pois a espessura será irregular. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa, formando a pasta ideal. Para auxiliar a formação da pasta, passar colher de pedreiro levemente. - Peças cerâmicas - serão imersas em água limpa e deverão estar apenas úmidas, não encharcadas, quando forem colocadas. Não ser assentadas secas, porque retirarão água da pasta e da argamassa de assentamento, enfraquecendo a aderência. Não poderão ser colocadas demasiadamente molhadas, porque, desta forma, reduzirão a pasta de cimento a uma "aguada" de cimento enfraquecendo igualmente a aderência. Deve-se observar, no entanto, que o fato de ser necessário imergir os pisos em água, ocasiona certa fragilidade às peças e consequentemente quebra no ato de se colocar. Daí presume-se uma perda estimada em aproximadamente 5%. Para se conseguir melhor efeito das peças, quando estas não são de cores lisas, espalharem o número de peças a serem assentadas em outra área limpa e criar variações com as nuanças de cor do material de revestimento. Tais variações de cor não são defeitos dos revestimentos (pisos) e devem ser "trabalhadas" para melhorar o aspecto visual do conjunto. Depois de encontrado o melhor desenho, assentar o material. - Fixação das peças - para pisos, depois de aplicados na área preparada, serão batidos com o auxílio de bloco de madeira de cerca de 12cm x 20cm x 6cm 189

aparelhado, a marreta de borracha. Certificar que todas as peças foram batidas o maior número possível de vezes. Peças maiores - 15cm x 30cm, ou 20cm x 20cm deverão ser batidas uma a uma, a fim de garantir boa aderência à pasta. - Espaçamento das peças - nunca colocar pisos ou azulejos justapostos, ou seja, com juntas secas (exceto em pisos especiais). As juntas de 1 mm a 3 mm, conforme o tamanho das peças, são necessárias por três motivos: compensar as diferenças de tamanho das peças, pois em um mesmo lote é normal a classificação na faixa de até 2 mm; em segundo lugar, que a pasta de cimento penetre adequadamente entre as peças, impermeabilizando definitivamente o piso; em terceiro, para criar descontinuidade entre as peças cerâmicas, a fim de que não se propaguem esforços de compressão em virtude da retração da argamassa ou outras deformações das camadas que compõem o revestimento. Resumindo:
• Estender

a massa em pequeno panos de maneira a colocar em nº de piso que se possa alcançar. • Povilhar por igual o cimento sobre a argamassa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. • Colocar o piso úmido e não saturado de água, pois esse excesso faz com que a pasta de cimento se torne fraca. • Para garantir uma melhor distribuição de pasta de cimento espalhar o pó de cimento com a colher. • Com o auxílio da desempenadeira, dar pequenos golpes sobre o piso até que a pasta de cimento comece a surgir pelas juntas. a.3) - Assentamento utilizando cimento cola O cimento cola é estendido sobre a regularização da base curada no mínimo 7 (sete) dias, com o auxílio da desempenadeira dentada em pequenos panos. A desempenadeira dentada é utilizada, pois facilita o espalhamento da argamassa de assentamento (cimento colante) garantindo uma espessura constante. Nunca deixar de usar desempenadeira denteada para espalhar adequadamente a pasta. Pois formam cordões de cerca de 4 mm alternados com estrias vazias. Ao pressionar o piso ou azulejos, os cordões se espalham, formando uma camada contínua de aproximadamente 2 mm. A colagem das peças cerâmicas é simples: estendo a pasta de cimento colante sobre a base já curada e seca, em camada fina, de 1 mm a 2 mm, com desempenadeira dentada, formando estrias e sulcos que permitem o assentamento e nivelamento das peças. Em seguida, bate-se até nivelar, deixando juntas na largura desejada ou, no mínimo, de 1 mm entre as peças. Tanto para colocação de azulejos quanto para pisos cerâmicos pelo método dos cimentos colantes, não há necessidade de se molhar quer a superfície a ser revestida quer as peças cerâmicas. Porém, no caso de camada de regularização estiverem molhados por qualquer motivo, não haverá problemas no uso de cimento colante. E a frente de trabalho é ilimitada, interrompendo-se a aplicação do piso ou da parede no instante que se desejar. Seu reinicio obedece também às 190

necessidades da obra e a velocidade de aplicação é, pelas características do método, mais rápida que a do processo convencional. A espessura de 2 mm é suficiente para fixar as peças cerâmicas (dependendo da dimensão do piso). Isso corresponde a um consumo de cerca de 3 kg/m² de revestimento (Tabela 8.10). O cimento também retrai, para a espessura utilizável de 2 mm, os esforços que poderiam atuar sobre os revestimentos são praticamente nulos se comparados àqueles provenientes aos 30 mm de espessura da argamassa convencional. Os cimentos colantes, ou argamassas especiais, são fornecidos sob forma de pó seco e em embalagens plásticas herméticas, o que permite estocar o produto por tempo praticamente ilimitado. Obs.: Para o assentamento com cimento cola deixar na regularização da base as caídas para os ralos, as saídas, etc., pois a espessura do cimento cola é muito pequena, em torno de 5 mm, não possibilitando a execução de caídas.
Tabela 8.10 - Consumo de argamassa colante (Fiorito, 1994)

Espessura da pasta
1 mm 2 mm 3 mm 4 mm 5 mm 6 mm

Consumo de pó
1,5 kg/m2 3,0 kg/m2 4,5 kg/m2 2 6,0 kg/m 7,5 kg/m2 9,0 kg/m2

a.4) - Juntas de dilatação e rejuntamento Conforme descrito no item 8.3.2. O rejuntamento sobre o piso pode ser feito com pasta de cimento comum ou rejunte estendida sobre o piso e puxado com rodo. Limpar o excesso de rejunte com um pano após a formação do inicio da pega da pasta. b) - Porcelanato O Porcelanato é constituído de uma mistura de argila, feldspato, caulim e outros aditivos (corantes), submetido a uma forte pressão e queima em alta temperatura (entre 1200oC a 1250oC ), resultando um piso resistente a abrasão e de baixa porosidade. O acabamento do Porcelanato pode ser ou não esmaltado nos padrões semirústico, rústico e acetinado, ou esmaltados. Os não esmaltados tem uma durabilidade maior, pois o esmalte é aplicado antes da queima e mais tarde polido, portanto a fina camada de esmalte tende a desgastar. Como o Porcelanato não é poroso, é necessário fixá-lo com argamassa colante aditivada com polímeros, como o PVA. Essa mistura tem o dobro da aderência da argamassa comum. É importante também, espaçar as peças conforme

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recomendação do fabricante e rejuntá-las com uma massa de rejunte também aditivada próprias para porcelanato. Vantagens do porcelanato: • maior resistência mecânica; • alta resistência a abrasão; • alta resistência ao gelo; • baixíssima expansão por hidratação; • cor uniforme e totalmente impermeável; • grande durabilidade; • possibilidade de se utilizar juntas de assentamento mínimas. Existem os pisos de porcelanato retificado, estes, podem ser assentados sem juntas. 8.3.3 - Piso de madeira a) - Regularização de base para piso de madeira Se necessário é feita com argamassa de cimento e areia média ou grossa no traço 1:4 com espessura de 2,5cm. b) - Assentamento utilizando argamassa: Utiliza-se uma argamassa de cimento e areia média peneirada, no traço 1:3 e se aconselha que nesta dosagem seja colocada impermeabilizante na quantidade indicada pelo fabricante. A argamassa é estendida através de guias numa espessura média de 3,0cm, é povilhado cimento seco sobre a massa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. O piso de madeira assentado com argamassa é o taco. Os tacos para assentamento com argamassa, são pintados em suas bases com piche, no piche é impreganado areia lavada e para melhorar ainda mais a aderência com a argamassa, é fixado dois pregos para taco em cada peça (Figura 8.13).

Figura 8.13 - Tacos de madeira

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c) - Assentamento utilizando cola: Quando for utilizado cola para assentamento a argamassa de regularização deve ser de cimento e areia no traço 1:3 do tipo "farofa", e deverá receber um acabamento liso, nivelado e isento de umidade. Entende-se por acabamento liso a argamassa desempenada e alisada com a colher ou desempenadeira de aço e não queimada (quando se enriquece a superfície com pó de cimento). E argamassa do tipo "farofa" aquela argamassa bem seca, pois o excesso de água faz com que o cimento se deposite em camadas inferiores deixando a superfície fraca. Os pisos assentados com cola são: - Tacão, peças com 2,0cm de espessura, largura variando de 7,0 a 10 cm e comprimento entre 30 a 45cm podendo chegar até 50cm (Figura 8.14), podendo ser de peroba, Ipê, Pau marfim, jacarandá etc. - Parquetes, peças menores coladas em papelão ou fitas adesivas formando desenhos. (Figura 8.14)

Figura 8.14 - Parquete e Tacão

- Carpete de madeira podendo ser usado no revestimento de pisos, tetos e paredes, tanto em construções novas quanto em reformas. A sua espessura pode ser de 1,5mm, 2,5mm, 4,0mm e 7,0mm, largura de 18cm, 18,5cm, 19,0cm e 19,5cm respectivamente e comprimento variável. O carpete de madeira é composto, em linhas gerais, por lâminas de capa e contracapa, e uma chapa central estabilizante em sentido oposto com espessuras variadas. A sua aplicação é feita colando sobre superfície plana com cola de contato, exceto no carpete de madeira de 7,0mm que é pelo sistema macho e fêmea, colado somente no topo das réguas com cola branca (P.V.A), travado e fixado nos cantos das paredes. 193

que são aparafusadas com dois parafusos de 50 a 50 cm sobre caibros ou ganzepes (barrote) fixados no concreto da base ou com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 8.Fixação utilizando pregos: Essa fixação é feita também para as tábuas.15). Os parafusos são rebaixados e recobertos com a própria madeira (cavilhas) ou com massa de calafetar. que são pregadas nos ganzepes (barrote) com pregos retorcidos ou anelados (Figura 8.Fixação das tábuas por pregos anelados 194 . Neste caso a argamassa deverá ter o traço 1:3 de cimento e areia e superfície alisada com a colher Figura 8. sobre a argamassa de fixação dos ganzepes (barrote) é colocado cola de madeira e no encaixe entre uma tábua e outra.16).Fixação utilizando parafuso: Essa fixação é feita para as tábuas. ganzepes Figura 8.Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes e) .d). Para melhor fixação das tábuas.15 .16 .

devemos fazê-lo o mais próximo possível. podendo se soltar (Figura 8. g) Recomendações Quando assentarmos taco. verniz poliuretano ou encerado. sem que ocorra empenamento. deixando assim a superfície fraca. parte do tacão fica colado e outra não. visando corrigir os defeitos em "baixo relevo". • Figura 8. • Após a massa curada é efetuado o polimento utilizando lixa no100 ou 120 dependendo da madeira e do acabamento. Para o bom resultado da calafetação. principalmente para os tacões. • O pisos de madeira devem ser assentados com uma folga das paredes para facilitar a movimentação. para evitar que se movimente com a sua utilização provocando assim a sua soltura.17 . pois se não estiverem.Acabamento dos pisos de madeira Após cinco dias no mínimo do assentamento. A calafetação é realizada utilizando uma massa acrílica para madeira pigmentada na cor aproximada do piso. • Ao assentarmos com cola verificar se a base está bem nivelada e sem ondulações. são importantes que sejam observados os seguintes fatores: • A madeira deve estar perfeitamente seca e firmemente assentada para que não ocorram trincas e "estufamento" da massa ao longo do rejuntamento Cura da massa de calafetar. Bonatech. Em seguida o piso é limpo e calafetado (preenchimento das juntas entre os pisos). • A base para assentamento com cola deve ser feita com uma argamassa bem seca para evitar que a água em excesso "verta" fazendo com que o cimento se deposite em camadas inferiores e as areias fiquem sem coesão por falta de aglomerante. o piso de madeira passa por lixamento (raspagem) iniciando-se com a lixa no 16 (grossa) e depois a 36 (mais fina). no mínimo 24horas.17).Exemplo de regularização sem nivelamento 195 . A aplicação é efetuada com desempenadeira de aço em camadas finas.f) . O acabamento final é realizado com 3 (três) demãos de synteko.

para evitar o empenamento das mesmas. O adesivo de contato á base de neoprene. Os defeitos mais comuns na colocação são: emendas tortas = cortes feito a mão livre recorte de canto com abertura = corte a mão livre descolagem = falta de cola tempo de secagem diferença de tonalidade = inversão no sentido das mantas emendas abertas = corte imediato.: Nas tábuas fixadas por parafusos é aconselhável o uso de dois parafusos por seção. pois a umidade tanto do ar como do solo pode empenar as tábuas dando ondulações nos pisos o que é desagradável (Figura 8. nível. Figura 8.3. e parafusar bem. é fazer antes da instalação uma montagem do desenho do piso. O procedimento correto no caso das rochas.0 e 6.Situação de empenamento devido à posição do cerne Obs. régua metálica). serra maquita.• Verificar o cerne das tábuas para piso. espessura média de 3. piso irregular.18 .4 . alisada sem pó de cimento.5 .Regularização de base para carpete É feita com argamassa de cimento e areia fina sem peneirar no traço 1:3. sobre a regularização ( 3. produtos naturais sujeitos a variação de cor.0. distribuído com desempenadeira dentada metálica.0mm) e os demais podem ser soltos. 8. com desempenadeira de aço. por empresas especializadas. que fornecerão os colocadores e suas ferramentas (martelo de borracha. a) .Carpete Geralmente os carpetes de pequena espessura são colados. 4. 8.18). falta de cola emendas em excesso = aproveitamento de sobras vazamento de cola = excesso de cola. O 196 .Pedras decorativas As pedras naturais deverão ser executadas por equipes especializadas.0cm. A colocação das mantas deverá ser estendida na direção de entrada da luz do dia ou na direção da porta principal.3.

cinza Mauá.Mármores e Granitos Qual a diferença entre o mármore e o granito? O mármore é bem mais macio. c) . formando a pasta ideal. Os mármores mais procurados são: O branco.Assentamento com argamassa (sistema convencional) Se utiliza uma argamassa mista de cimento. Nas áreas externas. ou seja. verde alpe (Itália).Camada de pó de cimento .assentador agrupa as mais parecidas e separa as manchadas ou de coloração diferente para fazer os recortes ou para instalar em locais escondidos.será espalhada e apertada firmemente com a colher e. O seu assentamento se faz utilizando argamassa (convencional) para as rústicas e argamassa ou cimento cola para as serradas e polidas. boticcino (Itália). b) . Podendo ser: 197 . O mármore tem dureza 3 e o granito 6. granito vermelho (Capão Bonito). Na Tabela 8. carrara (Itália). Por isso não é recomendado em área de alto tráfego e molhadas. passar colher de pedreiro levemente. preto absoluto. devem ter acabamentos ásperos. o beje bahia e os importados rosso verona (Itália). amarelo Santa Cecília. Não atirar o pó sobre a argamassa. a) . composta de calcita ou dolomita. Elas são classificadas quanto à dureza numa escala chamada de Mohs. Para auxiliar a formação da pasta. podem ser rústicas com espessura irregular ou serradas e polidas com espessura regular. cal e areia média sem peneirar no traço 1:0. . preto São Gabriel. dependendo do lugar da aplicação. Poderá ser seguido os mesmos critérios estabelecidos para o assentamento de pisos cerâmicos: . menos resistente a riscos do que o granito. granito branco. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. os granitos não podem ser polidos.Regularização de base para assentamento das pedras Para o assentamento utilizando cimento cola. deverá ser executada uma regularização com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:3 com espessura média de 3 cm e acabamento desempenado.Aplicação da argamassa . amêndoa rosa.espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². As pedras. sarrafeada. pois a espessura será irregular. Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa. O granito é uma rocha magmática formada de quartzo. marrom imperador (Espanha). E os granitos mais procurados são: cinza andorinha. depois. feldspato e mica já o mármore é uma rocha carbonática de origem sedimentar ou metamórfica. crema marfil (Espanha). o travertino.5:4. verde São Francisco.11 está indicado os locais de aplicação dos mármores e granitos. verde Ubatuba.

d) . 198 . Tabela 8. a pedra Os polidos ficam piscinas) desgasta. umidade. goiás. Levigado: Lixamento com abrasivos.13 os locais mais indicados. deixando-a irregular e antiderrapante. e a pedra não fica escorregadia. Nas áreas externas (quintais. Essas pedras naturais não passam por processos industriais. Jateado: A superfície é levemente desgastada com jatos de areia ou. superfície torna-se higiênica.12 estão relacionadas às pedras naturais mais comuns e na Tabela 8.Flameado: Um maçarico derrete alguns minerais da rocha. Por isso. Ele é muito É o mais indicado. Dá efeito rústico. bancadas. pedra mineira. madeira.11 . andorinha) são mais consequências são manchas porosos. evite o problemas. Prefira acabamentos antiderrapantes. Polida a sua contém elementos químicos. Apicoado: Com martelo e uma ponteira. mas o indicados. miracema. poroso e absorve substância principalmente para as com facilidade. fazem-se "furinhos" sobre a chapa. por isso dão um visual rústico. deixando-a antiderrapante. vinagre e de alguns Evitar os granitos cinza detergentes . No piso. escorregadios quando molhados. Nenhum tipo de instruções da cozinha. Na Tabela 8. os tipos ideais para esses lugares são aquelas que não esquentam demais e fiquem escorregadias ao serem molhadas. As (mauá. Embora os mais contrapiso do térreo deverá porosos manchem com a ser impemeabilizado. Não deve ser efetuado nos granitos pretos e verde-escuros. como o carbono. que reagem Os granitos vermelhos e com os ácidos do limão e do pretos são mais resistentes. mármore é indicado para o piso do boxe. Além disso.Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos Locais Mármores Granitos Cozinha Nunca use. como o mármore e o granito. que não saem e a perda do brilho Banheiro Em bancadas e paredes não Pode ser usado sem há restrição.Pedras brutas Ardósia. Piso externo ( e bordas de Não deve ser usado. jardins) as rochas ficam expostas ao sol e à chuva. Seguir as travertino. são-tomé. todos são Nenhuma restrição. Piso interno A princípio.

O rejuntamento das pedras deve ser feito uma a uma. pois não concentra calor Usada normalmente em estado brutoo. pedra goiás Arenito. Pedra goiás Seixos rolados Pedra sabão e ardósia (polidas) 199 . é efetuada utilizando ácido muriático diluído em água na proporção de 1:5 (se as superfícies estiverem bem sujas) ou 1:10 (limpeza mais superficial). são tomé. Tabela 8.Pedras naturais mais comuns Pedra Ardósia Arenito Dolomita Itacolmi Luminária Miracema Descrição Pedra madeira Pedra sabão Pedra mineira Pedra goiás Seixo rolado Risca com facilidade. pedramadeira. são tomé Arenito. Enxágüe rápido. e com auxílio de uma espuma retirar o excesso imediatamente. É usada ao natural ou impermeabilizada com resina acrílica. cimento e areia fina peneirada ou massa fina industrializada na proporção de 1: 0. pedra sabão Ardósia. Tabela 8. com textura irregular. Usada na forma bruta ou com bordas serradas. muito absorvente enão propaga calor.12 . pedra goiás. Mas também aceita polimento. lustro e apicoamento. pedra sabão. itacolomi. utilizando uma argamassa de cal. tem aspecto semelhante ao da pedra mineira Pode ficar ao sol. aparece com superfície irregular ou plana e é antiderrapante.Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais Locais Pedras Paredes internas Paredes externas Piso interno Piso externo Borda de piscina Jardim Bancadas (bar e cozinha) Arenito. Antiderrapante. pedra sabão. Mancha facilmente com óleos e produtos químicos. Aplicada em estado bruto. costuma ser usado no estado bruto. com bastante água para evitar danos nos revestimentos. dolomita. já que é uma pedra macia e fácil de ser cortada. ela aceita polimento.5: 5. Resistente ao sol e chuva. Antiderrapante. Aplicado em estado bruto ou com bordas serradas. Resiste a choques mecânicos e intempéries. Aceita polimento e resina impermeabilizante. goiás. miracema. Rocha com características semelhantes às da pedra mineira ( o nome muda devido a procedência) Há aqueles naturalmente moldados pelas águas dos rios e os rolados em máquina. Antiderrapante. miracema. paralelepípedo. pedra-mineira. São duros e resistentes. restringindo o uso a detalhes mais ornamentais. pedra mineira. itacolomi. A limpeza das pedras brutas. 13 . A sua superfície é bem irregular. após o rejuntamento. dolomita. pedra sabão.

Alguns fabricantes ainda produzem linhas especiais para locais de trânsito pesado como cozinhas e corredores de ambientes de uso coletivo. anfiteatros. quartos de hospitais. escadas. É comumente utilizado em residências. ou qualquer outra. A superfície deve apresentar bem desempenada e para se testar a qualidade verifica-se se está "esfarelado".Execução: Em imóveis recém-construídos. ambientes de pouca utilização: quartos.0cm. desde que esteja firme limpa e seca. calcário branco ou vermelho. Os com espessura 2 mm podem ser aplicados em qualquer ambiente residencial ou ainda em escritórios particulares. recomendados conforme o tipo de utilização do ambiente onde é feita a aplicação. escadas. como o hall de entrada.0cm no mínimo. marmorite.3. com espessura mínima de 3cm. refeitórios coletivos. lojas. plastificantes e cargas inertes com pigmentos especiais que lhe dão o aspecto característico. banheiros. além de possuir uma durabilidade bastante elevada e de manutenção simples. salas de aula. São placas de piso 30x30cm e geralmente encontradas em espessuras que variam de 1. lugares de passagem nas residências. proporcionando um produto bastante versátil. Caso apresente problemas. na espessura de 3. risca-se com uma ponta firme. 200 . supermercados. Deverão ser molhadas e apiloadas. fibras. 8. Os de 3 mm são utilizados em locais de grande trânsito. ou seja. ladrilhos.6 a 3 mm.Mosaico Português As pedras empregadas para a execução do mosaico Português podem ser o basalto preto.6mm de espessura é recomendado para lugares de baixo trânsito. a) . deverá ser refeito. quadras esportivas e estabelecimentos públicos e comerciais. b) . pisos plásticos desgastados. o contrapiso ou argamassa de regularização deve ser executado de forma adequada. elevadores. escolas.6 .Desempenho: O produto é recomendado para ser aplicado em qualquer piso sobre superfícies já revestidas ou a revestir. com argamassa.e) . O piso de 1. ele deve ficar bem aderente na base para evitar qualquer região de possíveis depressões. repartições públicas de recepção e refeitórios industriais. Elas são quebradas manualmente no formato de cubos em torno e 4. Sua base pode se o próprio contrapiso. escritórios. sanitários públicos e laboratórios. hospitais. Não se recomenda a colocação em madeira (assoalhos ou tacos) ou sobre bases sujeitas à infiltração ascendente de umidade. salas de consulta ou de espera. serão assentadas sobre colchão de cimento e areia no traço 1:6 seco e rejuntado com a mesma mistura.Pisos vinílicos Os pisos vinílicos ou de vinil-amianto. cimento e areia no traço 1:3. oralite. lavabos e outros compartimentos residenciais. Além disso. são fabricados a partir da mistura de resina vinílica.

o único cuidado que se deve ter é com a retirada das placas soltas ou com defeitos e a posterior regularização do local. deve-se usar uma esponja de aço fina com um pouco de sabão indicado pelo fabricante. A aplicação do adesivo é feita por movimentos circulares com uma desempenadeira dentada. canaletas e faixa amarela de alerta. Antes deste tempo não se deve colocar o piso em contato com a água. principalmente daquelas que ficam encostadas nas paredes e que não devem possuir dimensões menores que 10cm e não superiores a 25cm.Pisos de borracha Fabricados com borracha sintética. Ela ataca o adesivo fazendo com que as placas se soltem ou apareçam bolhas na sua parte inferior. a colocação pode ser feita. 201 . Sobre tacos e assoalhos de madeira. c) . 8. rodapés. geralmente de cor preta. estriada ou lisa. por suas características de alta resistência e superfície antiderrapante. Às vezes acontecem variações das dimensões nominais do produto. Possui acessórios como degraus. para oito de água.V. se existirem falhas ou pedaços soltos. No caso de pisos vitrificados. com sabão especial e água à vontade. na proporção de uma parte de P. devem-se respeitar as recomendações de posicionamento. A cola deve permanecer descansando por uns 15 min. pois estes elementos atacariam o produto.7 . de superfície pastilhada. Antes de se espalhar o adesivo. mas nestes casos é interessante que seja feita uma consulta junto aos fornecedores.Em imóveis que já possuem revestimentos. desde que entre o produto e a madeira exista uma camada de compensado marítimo. para quatro de água e uma segunda demão da argamassa comum com P.V. devido a tensões internas que deformam a placa. e isso acontece somente se for aumentada a pressão sobre ele. Após a lavagem.A. Para manchas resistentes.V. A colocação sobre pisos plásticos é bem simples. enriquecida de cimento até formar uma pasta "encorpada". São placas de piso com espessura de 9 e 15 mm.A.Colocação: Apesar de a disposição das placas ser da escolha do executor.3. até quando com um leve toque dos dedos sobre o adesivo ele não grudar. d) . pode-se encerar com qualquer cera que não contenha solvente ou mesmo algum derivado de petróleo.A. a orientação é a de que se aplique uma primeira demão de regularização com a dosagem de uma parte de P. estes pisos têm sido usado principalmente em áreas de grande trânsito de pessoas. mas que também pode ser encontrada em outras cores.V. A regularização deve ser feita com uma ou duas demãos de argamassa de P.A. (1:8). é recomendável dispor as placas para fazer um teste de posicionamento. estes devem ser removidos e as falhas preenchidas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3. A limpeza pode ser feita somente após dez dias da colocação.Cuidados e conservação: A presença de umidade compromete todo o revestimento.

que também será espalhada na parte inferior das chapas do piso. Se opção for pelo piso estriado. com 15 mm de espessura. em locais de grande movimentação como aeroportos. estações de metrô e trem. exige-se a garantia de um perfeito desempenamento da superfície. Uma opção para se evitar o problema é a utilização de adesivos com base epóxi. recentemente. b) – Execução Os pisos de fixação com cimento são colocados sobre a base preparada. vem sendo utilizados até em estábulos e indicado inclusive para usinas hidrelétricas. É fornecido com superfície pastilhada. Está sendo colocada no mercado uma linha especial. piscinas internas e áreas de rampa. em quantidade suficiente para preencher todas as cavidades existentes. Quando a colocação é feita simultaneamente com a preparação da argamassa de assentamento. supermercados. e espessura de 4. mas a colocação ficará comprometida se for empregado em ambientes sujeitos a lavagem. através de espátulas dentadas e o posicionamento das peças são feito posteriormente. Em seguida o espalhamento do adesivo é feito conforme as técnicas já conhecidas. A fixação do piso colado é feita com adesivo e não é recomendado para locais úmidos ou sujeitos a lavagem. batendo levemente com uma desempenadeira para permitir o seu perfeito posicionamento. para evitar problemas de alinhamento entre as estrias da superfície das placas. O outro é chamado piso industrial. A passagem sobre elas é permitida após 72 horas da colocação. Além disso. foi reduzida para permitir a movimentação de móveis. No caso do piso fixado com adesivo. para aplicação em escritórios. 202 . neste caso. Os de assentamento com argamassa são recomendados para locais de tráfego intenso. uma a uma. São fabricados em duas espessuras: o de 9 mm para locais de acesso público restrito como escolas.5mm. passarelas públicas e. em áreas internas ou externas. na Europa. A pastilha em relevo. principalmente em regiões de rampa e escada. simplesmente apoia-se a chapa sobre ele. é recomendável que seja disposto pelo sistema de juntas de amarração.a) . corredores. contra a umidade. por suas qualidades acústicas e pela segurança que proporciona sua superfície antiderrapante. estações rodoviárias.5cm. previamente preenchidas com argamassa. indicado para o uso mais pesado. Embora recomendada essa espessura possa sofrer modificações a critério do engenheiro. é fabricado em duas linhas básicas: pisos de assentamento com argamassa e pisos colados. devendo ser utilizado somente em áreas internas. deve-se dispor as placas. mas a livre utilização do piso é aconselhada somente após seis dias. em suas posições. onde deve ser espalhada uma argamassa no traço 1:3 (cimento e areia) e espessura mínima de 3. este procedimento é feito com adesivos plásticos comuns. Depois disso. estriada ou lisa. O procedimento de colocação iniciase pela verificação das condições da base. Para tanto basta molhá-lo com água. de maneira uniforme e recobri-lo com uma argamassa no traço 1:2. A colocação pode ser iniciada até dois dias após a execução do contrapiso.Desempenho É indicado para áreas de grande fluxo de pessoas. que deve estar bem nivelada e sem defeitos. No entanto.

Nestes casos.Desempenho Recomendado para ser aplicado sobre quaisquer superfícies.3m e 0. As bases podem ser cimentados. 8. Não é absorvente. saltos de sapatos.2m por 3. São placas de piso com espessuras de 2 mm nas dimensões de 0. a massa deve estar bem curada e isenta de umidade por infiltração. Além disso. a orientação é no sentido de eliminar as mesmas por lixamentos superficiais ou então com o preenchimento do local com argamassa de cimento e areia. sob um rígido controle de temperatura. encontradas também em réguas com larguras de 0. O produto proporciona um acabamento texturizado. b) . isto é. a orientação é que se refaça todo o trabalho de colocação. É de difícil penetração. tacos. O produto normal não resiste à ação de agentes químicos.Pisos laminados As chapas de pisos laminados são produzidas através da prensagem de papéis impregnados com resinas fenólicas.8 . antiderrapante. desde que estejam em boas condições e para isso é interessante que se faça uma verificação minunciosa no local. Quando a base apresentar lombadas ou concavidades. Possui resistência contra as marcas deixadas por equipamentos pesados. cargas móveis. a) . recomenda-se que o serviço seja refeito de forma a eliminar estes problemas. A manutenção é feita com cera vegetal de boa qualidade e o brilho é conseguido pelo emprego de enceradeira. esteja ela revestida ou não. não apresenta porosidades e é antialérgico.-Execução A base ideal para a aplicação dos laminados é formada por uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 bem desempenada e com superfície acamurçada. recobertos com material melamínico. dissipa a eletricidade estática e não acumula poeira.08m x 1. mas casos especiais de utilização. resiste bem aos agentes químicos. No entanto. Não é recomendado que a superfície fique 203 . desde que se faça uma encomenda especial. assoalhos. cerâmicos. Além disso. desde que estejam niveladas e sem falhas. as placas fixadas com argamassa soltarem-se. cujo líquido penetre nas juntas entre as placas e elimina as molduras formadas pela poeira.6m por 0. O resultado é um produto que possui alta resistência ao desgaste e umidade. deve-se remover a massa do contrapiso e substitui-la por uma nova camada a fim de garantir a reposição da placa.Cuidados e conservação Se por qualquer motivo. as placas podem ser aplicadas sobre tacos de madeira ou pisos frios.6m.3. seja por má fixação ou pressa na utilização. detergentes e tintas. como solventes. ladrilhos e outras. Após o término da obra recomenda-se uma limpeza com escova e a aplicação de uma demão de cera solúvel apropriada de cor preta.25m. Alguns problemas que podem ocorrer são: contrapiso esfarelando ou apresentando trincas e rachadoras. são produzidas borrachas com resistência a qualquer tipo de produto.c) .

uma demão de mistura em partes iguais de cola e diluente. a placa deve ser colocada em sua situação definitiva e precionada a partir do centro para as bordas de modo a permitir a colagem. não deverá apresentar defeitos. fechando os poros da superfície. A limpeza pode ser feita normalmente e não precisa de cuidados especiais. Antes porém. A separação entre as partes é feita vergando-as para o lado decorativo até que se parta o sulco aberto. que é feito ao se marcar com um lápis. A cola deve ser aplicada nas duas faces. Depois disso. a análise do terreno de fundação. A operação de marcar a placa exige cuidado. 8. Após a secagem.Colocação A utilização de técnicas e ferramentas adequadas para a operação de colocação dos pisos laminados é um fator importante para garantia do serviço executado. a lima e a lixa. Em áreas molhadas ou em hospitais . a linha onde se quer cortar. pois o brilho característico do produto é restaurado com a simples passagem de um pano úmido. A técnica de cortar e recortar as placas deve merecer cuidado. sobre a face decorativa da chapa. for necessária a descolagem de uma placa. na superfície a ser revestida e na chapa laminada.geralmente se utilizam vedantes especiais elásticos que possam ser aplicados diretamente sobre as juntas. c) . espalha-se o adesivo com uma espátula sobre as duas faces que serão coladas. garagens de edifícios etc. o ideal é encontrar uma textura satisfatória. Em áreas que possuem umidades. Para o desgaste lateral.3. Devem ser cercados de todos os cuidados possíveis para a sua boa execução e utilização como: o cálculo estrutural. seja ela de ordem interna ou externa. no entanto. que é verificada através de um teste simples . Em seguida. isto é feito com o auxílio de um formão para levantá-la e um borrifador que injeta diluente sobre o adesivo e facilita a descolagem. posto de gasolina. Sempre deve-se prever um espaçamento adequado a fim de permitir a dilatação das placas. melhorando consideravelmente a durabilidade e manutenção. ajustando as mesmas às dimensões desejadas. marcar e aprofundar o risco.8 – Piso de Concreto Utilizado principalmente para pisos Industrial interno ou externo.onde a vedação das juntas é obrigatória . pois a perfeita junção entre elas depende deste trabalho.não deve grudar nos dedos . deve-se espalhar sobre a base.lisa ou áspera demasiadamente. assegurando a boa fixação. d) . os materiais a serem empregados o posicionamento das armaduras. Não é necessário o uso de cera. é aconselhável a eliminação da mesma. pois o desvio do instrumento com que se risca pode inutilizar a parte decorativa. Após a evaporação do solvente. com um martelo ou rolete de borracha. atingindo a metade da espessura da chapa. Se.. 204 . Devem ser armados. usa-se a plaina.Cuidados e conservação Se o produto for aplicado de acordo com as recomendações. o estudo das juntas. a concretagem a cura e o controle de qualidade dos pisos. o colocador deve. aumenta-se a pressão. isto é. com o auxílio de uma régua e do riscador.

condições moderadas de ataque químico.Para os pisos armados pouco solicitados. Quando não se tem certeza de um preparo confiável do solo. . e também evitar a absorção de água pela subbase. com recobrimento máximo de 5. utilizar armadura ( tela soldada ) adicional a 3. estar posicionada a 1/3 da face superior da placa.0cm da face inferior da placa.Slump entre 5 a 10 cm As juntas têm a função de permitir as movimentações de contração e expansão do concreto. deve ser feito com filme plástico (espessura mínima de 0. no entanto ter descontinuidade estrutural ( utilização de barras de transferência ). obrigatoriamente. Após o processo de acabamento do concreto. JRS – O processo construtivo utilizado nos dias de hoje. ser maior do que 1/6 da espessura da placa e menor do que ¼ da espessura da mesma (RODRIGUES. sem. O isolamento entre a placa e a sub-base. pois se não forem adequadamente projetadas e executadas. garagens. dando tempo para realizar o acabamento.25 MPa – Uso industrial geral: veículos com pneumáticos. deve-se iniciar o corte das juntas transversais de retração (JRS). porem representam pontos frágeis no piso. construtivas (JRC) ou serradas (JRS) JRC – São juntas construtivas onde a largura da placa é limitado pela armadura distribuída. Os pisos armados têm vantagens sobre os pisos de concreto simples. podendo ser: • Juntas de Retração longitudinais e/ou transversais. Resistência mínima do concreto: . quadras esportivas etc. O corte deve ter no mínimo 40 mm. deve-se promover uma superposição de pelo menos 15 cm. a fim de assegurar a sua homogeneidade. - - - - A junta é a descontinuidade do concreto e da armadura. • Juntas de Expansão (encontro) situada nos encontros dos pisos com peças estruturais ou outros elementos que impedem a movimentação dos pisos.0cm. 205 .20 Mpa – Pedestres e carros. A armadura ( de preferência tela soldada ) deverá. podemos adotar o seguinte: Sub-base preparada preferencialmente com brita graduada tratada com cimento sendo 40% de brita 1.15mm) como as denominadas lonas pretas. Nas regiões de emendas. 40% de brita 2. pelos equipamentos e métodos executivos. prevê a concretagem em faixas e limitadas em sua largura pelas juntas construtivas (JRC). 1998). escritórios. pois permitem a redução considerável do número de juntas. O posicionamento da armadura deve ser efetuado com espaçadores soldados (como as treliças) para as telas superiores. 20% de areia fina e 6% de cimento em peso. A função deste isolamento é evitar que a infiltração de água pelas juntas prejudique a sub-base. Em geral este tempo é de cerca de 10 horas após o lançamento do concreto. O material deve ser lançado e espalhado com equipamentos adequados. como nos salões comerciais. podem provocar deficiência estrutural bem como infiltração de água e outros materiais. lojas .

somente poderão ser serradas quando for visível o deslocamento entre as placas. Nos casos de pilares e pequenas aberturas nos pisos. Figura 8. Figura 8.20. normalmente utiliza-se a solução apresentada na figura 8.19. 8.20 – -Selante para junta de construção 206 . também conhecida como junta tipo diamante (RODRIGUES. No caso das juntas de construção (para a formação do reservatório do selante).19 – Junta de expansão tipo diamante As juntas tipo serradas deverão ser cortadas logo após o concreto tenha resistência suficiente para não desagregar e ter profundidade mínima de 3cm. 1998).As juntas de expansão são fundamentais para isolar o piso das outras estruturas. isto faz com que o piso trabalhe independente das outras estruturas existentes. A selagem das juntas deverá ser feita quando o concreto estiver atingido pelo menos 70% de sua retração final (Figura 8.21).

para permitir que nos movimentos contrativos da placa ela deslize no concreto.0m. placas de no máximo 5. Piso armado: placas com comprimento até 30m. lona plástica ou mangueira na barra é prejudicial aos mecanismos de transferência de carga. 207 . onde a concretagem é efetuada isoladamente das placas vizinhas.5 a 15 cm de espessura e. . para pisos de 12. para pisos de 15 a 25 cm de espessura.0m. para pisos de 10 a 12.Para que isso aconteça metade da barra tem que estar com vaselina industrial para impedir a aderência ao concreto. pois acabam formando vazios entre o aço e o concreto.Atualmente. OBS: . A concretagem pode ser executada de duas maneiras: em dama (xadrez). Os conjuntos de barras devem estar paralelos entre si. onde as juntas serão serradas após 10 horas do lançamento do concreto (Figura 8. podendo ser empregada apenas em trabalhos muito simples. A prática de enrolar papel de embalagens de cimento. que só serão concretadas 24 horas após ou em faixas. tanto no plano vertical como no horizontal e concomitantemente ao eixo da placa. placas de no máximo 8.Figura 8.5cm de espessura. sistema mais antigo. A recomendação para as placas de concreto simples.Quando utilizarmos barras de transferência as mesmas devem trabalhar com pelo menos uma extremidade não aderida.5. é de que a relação entre a largura e o comprimento seja na ordem de 1:1.0m.21 – Selante para junta serrada O espaçamento das juntas podem ser: Piso não armados: • • • placas com no máximo 3. sem gerar tensões. a concretagem em dama deve ser evitada.22).

22 .Figura 8.Detalhes da execução do piso de concreto 208 .

O alisamento superficial ou desempeno fino (troweling) é executado após o desempeno. uma nova aplicação do rodo de corte proporciona acentuada melhoria dos índices de planicidade e nivelamento. visto que podem danificá-la na sua colocação. Seu uso irá reduzir consideravelmente as ondas que a régua vibratória e o sarrafeamento deixaram. para produzir uma superfície densa. mais exigem maior cuidado com a superfície. Nesta etapa. A regularização da superfície do concreto é fundamental para obtenção de um piso com boa planicidade. 209 . que deverão ser mantidos permanentemente úmidos pelo menos até o concreto ter alcançado 75% da sua resistência final. A cura química deve ser aplicada à base imediatamente ao acabamento podendo ser de PVA. Devem ser empregadas acabadoras de superfície. por não ficarem firmemente aderidos ao concreto. fixada a um cabo com dispositivo que permita a sua mudança de ângulo. Para a sua execução. a superfície deverá estar suficientemente rígida e livre da água superficial de exsudação. preferencialmente dupla. O desempeno mecânico do concreto (floating) é executado com a finalidade de embeber as partículas dos agregados na pasta de cimento. deixando uma marca entre 2 a 4 mm. formam uma câmara de vapor. com a diferença de que as lâminas são mais finas. O equipamento é om mesmo empregado no desempeno mecânico.Cura: A cura do piso pode ser do tipo química ou úmida.. Na cura úmida deverão ser empregados tecidos de algodão ou sintéticos. A operação mecânica deve ser executada quando o concreto suportar o peso de uma pessoa. lisa e dura. remover protuberâncias e promover o adensamento superficial do concreto. acrílico ou outro composto capaz de produzir um filme impermeável. . e pela texturização do concreto. algum tempo após a concretagem. além disso. quando o material está um pouco rígido. Deve ser efetuada com ferramenta denominada rodo de corte.Acabamento superficial: O acabamento superficial é formado pela regularização da superfície. constituída de uma régua de alumínio ou magnésio. Poderão ser empregados os filmes plásticos. que condensando pode provocar manchas no concreto. Deve ser aplicado no sentido transversal da concretagem.

que auxiliam na redução das fissuras. Para cada tipo de piso deve-se estudar a junta mais indicada. 3 . • As cerâmicas não devem ser molhadas se forem assentadas com cimento colante. • As cerâmicas podem apresentar pequenas variações nos tamanhos e na sua tonalidade. Cuidado. 210 . • Retirar das caixas somente as cerâmicas que serão assentadas. sintéticas etc. 2 – Mesmo em áreas pequenas devemos prever as juntas entre os pisos e as paredes. e a mesma deverão coincidir com as juntas estruturais efetuadas no contrapiso. 4 . esteja seca do tipo “farofa" no ato da sua aplicação.Verificar sempre se a argamassa de regularização para pisos.Nos pisos de concreto pode ser adicionadas fibras (de aço. • O tardoz deve estar isento de pó ou outro material solto que impeçam sua boa aderência.ANOTAÇÕES 1 . assentados com cola.Nas colocações de pisos em grandes áreas deve-se prever juntas de dilatação(expansão). 6 – Cuidados na utilização das cerâmicas: • As cerâmicas devem retornar a cor natural após secarem.). 5 – Cuidados na aquisição de revestimentos cerâmicos: • Verificar ao receber o produto a tonalidade o PEI e se todas as caixas são do mesmo lote e têm a mesma classificação.

09 . No preparo da tinta recomendam-se os seguintes cuidados: cal de boa qualidade. xilol. Podem se divididos em dois grandes grupos. na fase de enlatamento. O veículo de uma tinta é constituído por resinas. • Classificar corretamente os vidros.1 . quando aplicada sobre uma superfície. Os solventes são utilizados pelo fabricante nas diversas fases da fabricação da tinta. sendo responsável pela formação da película protetora na qual se converte as tintas depois de seca. além de exercer função sanitária e influir na distribuição da luz. Os pigmentos são partículas sólidas (pó) e insolúveis. Caiação .1. solventes e aditivos. Uma tinta pode conter vários pigmentos. torna-se uma película protetora e decorativa. de fácil execução. cetonas. • Especificar corretamente o esquema de pintura.TINTAS A tinta é uma composição líquida. ativos e inertes. 9. veículo. é a caiação a pintura mais indicada para as paredes por ser mais econômica que as demais. Entre os solventes mais comuns encontram-se a água. 9. • Verificar a qualidade das tintas. visando à facilidade de aplicação. Os pigmentos ativos possuem função de conferir cor e capacidade de cobertura a tinta. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de tinta ideal para a sua edificação. etc. O usuário emprega o solvente para adequar a tinta às condições de pintura. além de ser desinfetante. queima de cal em vasilhame limpo e passagem da pasta através de uma 211 . consistência. • Especificar corretamente a colocação dos vidros. dureza. etc.SEUS TIPOS Aqui são relacionados os tipos comumente encontrados na construção civil classificado de acordo com os veículos utilizados em sua formulação. tais como lixabilidade. aguarrás. álcoois. pigmentada que.1 . • Especificar corretamente o preparo das bases para a aplicação das tintas. enquanto que os inertes (ou cargas) encarregam-se de proporcionar outras características. para regular a viscosidade da pasta de moagem. facilitar a fluidez dos veículos e das tintas prontas. etc. alastramento.TINTAS E VIDROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.Nas construções rurais. para facilitar o empastamento dos pigmentos. Sua composição básica inclui pigmentos.

Apresenta-se em dois componentes: tinta e catalisador. qualidade e quantidade de resinas e de pigmentos utilizados na formulação da tinta. resultando uma película uniforme. em solventes alifáticos.é semelhante ao esmalte sintético. Tinta de borracha Clorada . para superfícies externas.peneira fina. de grande resistência à abrasão. à base de emulsões acrílicas.é também uma tinta aquosa. Látex P. três demãos. Quando é necessária maior proteção contra a infiltração de água da chuva.é uma solução de resinas poliuretânicas. no caso de aplicação de cores. A adição da água deve ser em quantidade necessária para obter-se uma pasta maleável.A. quanto ao brilho.2 . Nas caiações em paredes externas. no mínimo.. à base de resinas epóxi. se junta à tinta certa quantidade de óleo de linhaça para melhor aderência da pintura. à base de acetato de polivinila (P. No momento de aplicação. sendo que. Aplicação: brochas. de maneira que o rolo ou pincel deslizem sem resistência (suavemente). Na superfície interna da embalagem não deve haver sinais de corrosão. óleo. a tinta precisa se espalhar facilmente. devendo as marcas destes acessórios desaparecer logo após a aplicação da tinta. Há necessidade de. ou seja. Látex Acrílico . .é uma tinta à base de resinas alquídicas. a tinta deve satisfazer às seguintes condições: não apresentar excesso de sedimentação. Verniz Poliuretano . Na prática.A. com preponderância do teor Tinta Epóxi . O primeiro expressa a relação entre a área pintada e o volume de tinta gasto (l/m²). Esmalte Sintético . Este fato faz com que as tintas acrílicas sejam recomendadas. etc. um leite de cal mais ou menos denso. adicionam-se à cal produtos impermeabilizantes. torna-se homogênea mediante agitação manual. de alta plasticidade e de grande resistência à água.é uma tinta aquosa.V. preferencialmente. não apresenta odor pútrido e nem expelir vapores tóxicos. cor e espessura.1. Estas duas propriedades estão intimamente ligadas ao tipo. pincéis grandes.SUA QUALIDADE Ao se abrir uma embalagem pela primeira vez. galeificação. empedramento. que conferem a tinta maior resistência ao intemperismo. esta capacidade é medida em número de demãos.). de óleos secativos e solventes. 9.V. a primeira demão deve ser branca. coagulação. Tinta Óleo . O outro se refere à capacidade da tinta de cobrir totalmente a superfície (contraste e cor). Rendimento e cobertura são dois conceitos distintos. separação de pigmentos ou formação de pele (nata). É 212 .é uma solução à base de borracha clorada.é uma tinta em solução..

3 . apresentar resistência à ação de agentes químicos. etc. corrigir com argamassa as imperfeições profundas da parede. na variação destes elementos. Além disso. removendo-se a poeira e aplicando-se o acabamento. precisam prevenir o desenvolvimento de organismos biológicos .PREPARAÇÃO DA SUPERFÍCIE A adequada preparação da superfície é fator tão importante como a escolha de bons produtos para a sua pintura. desbotar. aumentando a coesão da superfície. água sanitária. atendendo às recomendações de temperatura do fabricante. gordura. Em seguida aplica-se uma demão de fundo branco fosco. isenta de poeira. cheia e fechada.fungos e bactérias. uniformização da absorção da superfície e aumento do rendimento do acabamento. após um ano da data da fabricação. Após a secagem. tais como detergentes. Neste caso. não sujeitos a grande variação térmica. enxaguar a superfície. com alto poder de penetração e grande resistência à alcalinidade natural do reboco. pintada pela primeira vez. a tinta armazenada na embalagem original. comuns no uso doméstico. lixa-se novamente. em seguida. Se a tinta for aplicada sobre o reboco mal curado. Rebocos deficientes. que se têm as maiores diferenças de qualidade entre as tintas no mercado. usando lixa de grana adequada. perder sua boa aparência. recomenda-se aplicar uma demão de fundo à base de solvente. sem a qual se tornará pulverulento sob a película da tinta. A melhor tinta é aquela que demora mais para calcinar. não pode apresentar formação de pele e os problemas já mencionados anteriormente. A durabilidade de uma tinta refere-se à resistência à ação do intemperismo ao longo do tempo. Assim. Antes de iniciar a pintura sobre um reboco novo. com pouco cimento. os tipos de tinta mencionados devem ser armazenados em locais secos e ventilados.justamente aqui. Os seguintes cuidados devem ser observados: ela deve ser limpa. As tintas devem ser laváveis. raspar ou escovar as partes soltas ou mal aderidas.1. fato que pode ser verificado ao se esfregar a mão sobre o reboco. apresentam superfície poucas coesas. eliminar o brilho de qualquer origem. seca. deve-se utilizar água morna com detergente para eliminar manchas de gordura. 9. deve ser lixada para que sejam eliminadas as farpas. constatando-se a existência de partículas soltas (grãos de areia). bem como suas propriedades de proteção. sabão ou mofo. as pequenas imperfeições (rasas) devem ser corrigidas com massa corrida (em reboco interno) ou massa acrílica (em reboco externo). porque a impermeabilidade da tinta dificultará a saída da umidade e as trocas gasosas necessárias à carbonatação do reboco. 213 . aplicar uma solução de água com cerca de 25% de água sanitária para remover as partes mofadas e.. é preciso aguardar que ele esteja seco e curado. proteção do acabamento contra alcalinidade do reboco. provavelmente a pintura descascará. Normalmente. A qualidade também depende do tipo da tinta e a maneira de se medir previamente a durabilidade de uma tinta é através de testes de imtemperismo acelerado. A superfície de madeira.. causando o descascamento. Este procedimento resultará nos seguintes benefícios: fixação de partículas soltas. com diluição de até 15% de diluente e corrigem-se as imperfeições com massa a óleo. o que os pode ser feito em laboratório.

para que a 214 . etc. bem diluída (com até 100% de água). impedindo o aparecimento de ferrugem. recomenda-se observar atentamente as orientações sobre a preparação da superfície. apenas utilizando-se de tinta látex acrílica. uma demão de látex textura acrílica. fazer os reparos. com diluição de 20 a 30% de água. Quando se deseja resistência superior e maior durabilidade do acabamento. finalmente.1. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã) . uma demão de látex textura acrílica. aumentando o brilho da superfície. cozinhas. elimina-se a ferrugem e aplica-se o fundo apenas nas partes onde a superfície metálica esteve exposta. lixa-se para nivelar a base e aplica-se o acabamento. isto é. duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água. O número de demãos e as indicações sobre a diluição das tintas baseiam-se em produtos de boa qualidade. mas sim selador para madeira.deve-se aplicar massa acrílica em camadas finas. com diluição de 10% de água (usar rolo de espuma). escadarias. uma demão de liqui-brilho. No acabamento texturado em corredores. lixa-se e se aplica o verniz. duas demãos de esmalte sintético brilhante. ou acrílica). já que existe uma grande diferença de qualidade entre as tintas disponíveis no mercado. com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. utilizando lixa ou escova de aço. Para a pintura nova sobre ferro é necessário remover-se a ferrugem. e aplica-se fundo a base de zarcão ou óxido de ferro e pintar. convenientemente diluído. com a finalidade de facilitar a limpeza. deve-se usar uma demão de látex textura acrílica com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. com diluição de até 10% de água. 9. No externo processe-se da mesma forma. calcinado. o procedimento é semelhante ao da primeira pintura. A repintura sobre superfícies críticas. No acabamento liso de áreas molháveis . sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda com até 5%. deve-se aplicar massa corrida em camadas finas e duas demãos de tinta látex. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). recomenda-se seguir a orientação do fabricante. lixar a superfície. aplicam-se duas demãos de tinta látex acrílica sobre a textura acrílica. O acabamento convencional sobre rebocos (interno e externo) requer uma demão de tinta látex (P. Quando se pretende um acabamento texturizado.4 . não se aplica fundo branco fosco e nem massa a óleo.banheiros. . No entanto. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda até 5%. podendo haver significativas variações. ele é aplicado a frio e transforma quimicamente a superfície do ferro ou oxidos nela existentes em fosfatos inertes do ponto de vista da corrosão.Na repintura sobre madeira. deve ser efetuada removendo-se as partes soltas com espátula. duas demãos de esmalte sintético brilhante. finalmente. Após a secagem. dispensando-se aplicação de fundo branco fosco. látex em mau estado. com diluição de 20 a 30% de água. No caso de envernizamento da madeira. eliminar o pó e aplicar o fundo à base de solventes (1).A. ou caiação. de alto poder de penetração. etc. No acabamento liso interno.V. deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. Na repintura. descascando. Outro produto conhecido como Neutralizador de Ferrugem. pode ser usado antes de aplicarmos o zarcão. deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. Quando se pretende um acabamento acrílico texturado.ESQUEMA DE PINTURA Qualquer que seja o esquema de pintura a ser aplicado.

V. ou acrílica). Para maior resistência e durabilidade. o que aumenta a impermeabilização sem alterar o aspecto. deve-se consular os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. Neste caso. Caso isto ocorra.V.A. fissuradas ou orifícios. Quando se deseja pintar o concreto aparente. Deve-se observar. Na face externa das telhas de fibrocimento. Nas superfícies de litocerâmica não esmaltada ou de tijolo à vista aplica-se massa de assentamento adequadamente frisada. Para maior resistência e durabilidade do acabamento.P. Em seguida. conforme orientação do fabricante. dispensa-se a aplicação de fundo à base de solventes. com diluição de 20 a 30% de água. Para a pintura da face interna. fissuras ou orifícios. No concreto aparente deve-se eliminar os eventuais resíduos de substâncias desmoldantes utilizadas para retirar as formas para concreto. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). recomenda-se frisar a massa de assentamento de maneira que os frisos sejam rasos. poderá haver trincamento na textura acrílica. que não é aconselhável pintar apenas a superfície interna da telha. o que aumentará a impermeabilização da superfície. Para que a superfície se torne brilhante e mais resistente. Para proporcionar brilho e mais resistência a estas superfícies. ou acrílica . som diluição de 20 a 30% de água.A. Se isto ocorrer. deve-se aplicar uma demão de fundo à base de solventes. não apresentando falhas. o que facilita a aplicação da pintura. No acabamento direto sobre bloco de concreto (interno ou externo).. de alto poder de penetração e resistência à alcalinidade. sobre a massa de assentamento (frisos). prejudicando a pintura interna. Eventuais reparos precisam se efetuados com nata de cimento ou massa acrílica principalmente nos casos em que se deseja pintá-la. os fabricantes recomendam que se efetuem reparos necessários com a mesma massa. recomenda-se aplicar mais duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água. diluído com até 100% de diluente. devem-se efetuar os reparos necessários com a mesma massa. a pintura do lado externo aumentará a vida útil da telha. Em seguida aplica-se uma demão de látex textura acrílica. pois a tinta menos diluída tenderá a encher tais depressões. Preferencialmente.superfície não se torne brilhante. deve-se aplicar uma demão de silicone. Para obter um acabamento texturizado. a umidade penetrará. A massa de assentamento não deve apresentar falhas. esta segunda demão de textura acrílica deve ser aplicada com diluição de até 10% de água. com diluição de 30 a 40% de água. Além disso. Nas barras lisas de cimento (internas e externas) recomenda-se aplicar duas demãos de tinta látex acrílica. uma demão de látex textura acrílica. pois não havendo impermeabilização na face externa. resultando um aspecto final semelhante à própria textura do bloco (usar rolo de lã). duas demãos de tinta látex acrílica. esta primeira demão deve ser feita com pincel. recomenda-se também consultar os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. recomenda-se especial atenção no sentido de que os frisos da massa de assentamento não sejam profundos e de que não haja irregularidades acentuadas (buracos) na superfície dos blocos. com diluição de 20 a 30% de água. sem alterar o aspecto. lixa-se levemente para quebrar o brilho. Se forem profundas. com o auxílio de detergentes ou removedores à base de aguarrás. 215 . (usar rolo de espuma). entretanto. recomendase aplicar mais duas demãos de tinta látex (P. aplicam-se duas demãos de tintas látex . de acordo com as instruções do fabricante. deve-se aplicar duas demãos de tinta acrílica. Se isto ocorrer. Lixa-se a superfície e em seguida aplica-se silicone. Em seguida.com diluição de 20 a 30% de água.

Também deve-se lixar levemente entre as demãos.Em pinturas sobre madeira devem ser observadas as orientações a respeito da preparação da superfície. desagregamento e saponificação. cura insuficiente e alcalinidade. com até 5%. infiltração de águas pluviais e má impermeabilização de alicerce. e a segunda e terceira com 5 e 10% respectivamente. A causa deste problema reside no fato de a tinta ter sido aplicada antes que o reboco estivesse curado.CUIDADOS NA APLIAÇÃO DAS TINTAS Nas superfícies de reboco ocorrem muitos problemas em função de umidade. cuja solução é simplesmente aguardar a secagem total da parede. A diluição na primeira demão pode ser de até 20% de diluente. Aqui é tratado apenas. é suficiente aguardar a secagem total da parede. 216 . A primeira demão deve ser diluída com até 15% de diluente e a segunda com até 5%. é aguardar até que a parede esteja seca e curada. que arrasta o hidróxido de cálcio do interior para a superfície pintada. No primeiro envernizamento da madeira normalmente são necessárias três demãos de verniz brilhante ou fosco. Nas superfícies de ferro. o que demora cerca de 30 dias. acetinado ou fosco. aplicar uma demão de fundo à base de solvente de grande resistência à alcalinidade e repintar. depois de preparadas adequadamente. que a umidade sempre acarreta problemas na superfície. Entretanto é oportuno lembrar que as causas mais comuns de umidade são: vazamento em encanamentos. Observa-se. se houver apenas eflorescência. deve-se aguardar até que esteja completamente seco e curado. onde se deposita. sendo que esta última é a mais difícil de ser eliminada. A eflorescência manifesta-se pelo aparecimento de manchas esbranquiçadas na superfície pintada. Para a correção. sem desagregamento. aplicar a tinta. sendo que o fosco não é recomendado para superfícies externas. lembrando-se de que este último é recomendado para superfícies internas.5 . que não podem ser resolvidos apenas com a pintura. antes de iniciar a pintura. É preciso lixar a superfície levemente entre as demãos. Lixar levemente entre as demãos. A carbonatação (cura) do reboco se dá pelo processo de reação do gás carbônico com óxidos metálicos provenientes do reboco que contém cal. 9. preparar a superfície e depois. neste caso. O desagregamento manifesta-se pela destruição ou descascamento da pintura. O reenvernizamento é feito normalmente com duas demãos. Estes "inimigos" da pintura podem acarretar inconvenientes conhecidos por eflorescência. A causa é a umidade. isto é. A correção pode ser feita da seguinte forma: raspam-se as partes de agregadas: corrigir as imperfeições profundas do reboco com argamassa. normalmente aplicando-se duas demãos de esmalte sintético brilhante. Para se prevenir este inconveniente.1. acetinado ou fosco. a tinta foi aplicada sobre o reboco ainda úmido. podendo envolver também o substrato. antes de pintar o reboco. causando a mancha. são aplicadas duas demãos de esmalte sintético brilhante. A prevenção. porém. que se torna pulverulento. A primeira demão de esmalte pode ser diluída com até 15% de diluente e a segunda. Primeiro é necessário eliminar a umidade. A secagem se dá pela eliminação da água sob forma de vapor. sendo que este último não é recomendado para superfícies externas. o caso de umidade proveniente de um reboco que ainda não estava seco.

costuma-se aquecer a pintura com um maçarico até que ela estoure. repintar. no primeiro caso. A primeira demão deve ser bem diluída para penetrar na superfície. constituindo camada pulverulenta. Decorrem do fato de estes pingos trazerem à superfície os materiais solúveis. previamente. Após estas providências. de grande resistência à alcalinidade.aguardar a secagem e a cura. estreitas. Em seguida. eliminando as partes atacadas e as mal aderidas. A superfície apresenta-se. Para se evitar possíveis defeitos decorrentes da alcalinidade.V. raspando e lixando. Aplicar uma demão de fundo à base de solvente. A saponificação manifesta-se pelo aparecimento de manchas na superfície pintada. em seguida. Como é difícil remover este tipo de tinta. A correção em ambos os casos deve ser efetuada com a raspagem ou escovagem da superfície até a total remoção das partes soltas ou mal aderidas. A correção para tintas à base de resinas alquílicas é feita da seguinte forma: remover totalmente a tinta mediante lavagem com solvente. A causa da saponificação é a alcalinidade natural do reboco. reage com a acidez característica de alguns tipos de resina. uma demão de fundo à base de solvente. O descascamento ou não aderência é causado por pintura sobre caiação. Portanto qualquer tinta aplicada sobre caiação está sujeita a se descascar rapidamente. sem prévia preparação da superfície. se cair realmente uma chuva e não apenas pingos isolados. em certos casos. escovar e lixar toda a superfície. acarretando os defeitos já mencionados. repintar. As trincas e fissuras. podendo até ocorrer o escorrimento de óleo. recomenda-se a correção das imperfeições com massa acrílica (externa e internamente) ou massa corrida (internamente). raspando-se em seguida. Torna-se oportuno esclarecer que. pela utilização do cimento e cal. A prevenção. na presença de um certo grau de umidade. deve ser a não aplicação de tinta diretamente sobre a caiação. provocando o descascamento ou a destruição da película de tinta P. E. com água. A cal não apresenta boa aderência sobre o substrato. A correção é efetuada com a lavagem de toda a superfície pintada. ou pelo retardamento indefinido da secagem de tintas a base de resinas alquílicas. Para a sua prevenção sempre que se pintar sobre reboco. ainda quente (este procedimento é somente aconselhável quando executado por profissionais experientes). A correção para tintas do tipo látex é a seguinte: raspar. aplicar uma demão de fundo à base de solventes. a segunda é a camada excessivamente espessa de massa fina. e repintar. rasas e sem continuidade ocorrem por duas razões: a primeira é o tempo insuficiente de hidratação da cal. não haverá manchas. O caso de manchas causadas por pingos de chuva ocorre quando se trata de pingos isolados em paredes recém pintadas. Aplica-se 217 . a tinta deve ser diluída de acordo com as instruções do fabricante. antes da aplicação do reboco. No segundo caso. de grande resistência à alcalinidade. Esta alcalinidade. sem esfregar. de grande resistência à alcalinidade. Aplicar duas demãos de fundo à base de solventes. corrige-se a superfície com massa acrílica (interna e externamente) ou massa corrida (internamente) lixa elimina-se o pó e se repinta. a primeira demão não foi suficientemente diluída e/ou havia excesso de poeira na superfície. sempre pegajosa. recomenda-se aplicar. A causa do descascamento da tinta pode ocorrer também quando. na primeira pintura sobre o reboco. A correção é feita desta forma: abrem-se as fissuras com estilete.A. neste caso. é necessário que ele esteja seco e curado.

V. podem ocorrer na primeira pintura em paredes internas. seja pela correção da superfície ou para "pintura". recomenda-se retocar a superfície com massa corrida. corrigir as imperfeições com massa acrílica e repintar. O aparecimento de bolhas seguidas de descascamento em paredes externas geralmente é causado pelo uso indevido da massa corrida. A correção é feita com a remoção total da pintura. Outra hipótese da ocorrência dos mesmos problemas constata-se na repintura. Trincas e má aderência geralmente ocorrem quando se utiliza massa corrida P. O certo é o emprego de massa a óleo. antes da repintura. Não se deve utilizar massa corrida P. Isto feito. Este procedimento. corrigem-se as imperfeições com massa acrílica e repinta-se. para corrigir imperfeições de madeira. pode ser substituído pela aplicação de fundo à base de solvente. A correção. A correção. em todos os casos. A primeira precaução é evitar tais madeiras. deve ser feita pela remoção da massa corrida e a aplicação de uma demão de fundo à base de solventes. deve-se raspar ou escovar a superfície até a remoção total da "pintura". repinta-se.V.A. No segundo caso. Em seguida. forem eliminados estes resíduos a partir da lavagem de toda a superfície. deve ser feita com a remoção (raspagem) das partes onde ocorreu o fenômeno. Em seguida. para este fim. Em seguida repintar. como se fosse tinta. A correção de manchas amareladas provocadas por gordura. 218 . Cabe aqui observar que a massa corrida P. quebra-se o brilho lixando suavemente. A repintura sobre madeira impregnada com resíduos de soda cáustica (ou similares) utilizada na remoção da pintura anterior é uma segunda causa do problema que pode ser prevenido se.V. óleo ou nicotina é feito com a lavagem da superfície por meio de solução de água com 10% de amoníaco ou detergentes que contém amônia. bolhas e descascamentos. isto é. Os mesmos problemas. aplicar uma demão de fundo à base de solventes (1) e repintar. provocando a sua dilatação. bem diluída. Se esta aplicação resultar uma película brilhante. Isto acontece quando. quando desejável.A. Aguarda-se a secagem total da superfície e torna-se a pintar. Estes casos são raros e de difícil solução. não é indicada para superfícies externas. no primeiro caso. O retardamento indefinido da secagem e/ou manchas é causado pela migração de ácidos orgânicos e/ou resinas naturais características de determinados tipos de madeira. quando a nova tinta aplicada umedece a película da tinta anterior. Os problemas mais comuns em superfícies de madeira pintadas com tinta de sistemas alquímicos são os retardamentos da secagem. lava-se a superfície com água em abundância para que sejam eliminados os resíduos de soda cáustica. com água em abundância. após o lixamento da massa.então uma demão de fundo à base de solvente para melhorar a firmeza da superfície. sendo aplicada com rolo. Aguardar a secagem total e repintar. Em seguida. manchas. principalmente em portas. sobre massa corrida. má aderência e trincas. Recomenda-se consultar os fabricantes de tintas sobre cada caso específico. Depois aplica-se uma demão de fundo à base de solventes. a poeira não foi devidamente eliminada da superfície e/ou a tinta não foi adequadamente diluída e/ou a massa corrida utilizada era muito fraca (com pouca resina).A.

a retenção de poeira pela pintura e a suspensão conseqüente lavagem pela chuva provoca o no ar surgimento de regiões manchadas. umidade e temperatura podem favorecer o crescimento de fungos. descasc amento Perda de sais álcalis aderência. aplicação Alteração no aspecto . empol amento. A baixa permeabilidade ao vapor de água pode permitir o acúmulo de umidade sob a película. empol amento. . etc.A correção.a alteração na cor e brilho da pintura é o resultado da ação de alguns agentes agressivos tais como radiação ultravioleta. . Tabela 9.aplicação inadequada da pintura. correção das imperfeições com massa a óleo. que provoca esforços originando os citados problemas.pode estar associado ao ataque de álcalis ou ao surgimento de eflorêscencia pelo carreamento de sais solúveis em água através da parede.podem ocorrer pela perda da capacidade de flexibilidade da película após a ação da radiação solar particularmente sua parcela de radiação ultravioleta. .. aplicação de uma demão de fundo branco fosco bem diluído.pode ocorrer pela presença de água sob a película de pintura. descasc amento. intemperismo Manchas escuras na superfície fungos Umidade água 219 . degradando o pigmento e veículo da pintura.produto inadequado ao fim a que destina.as condições ambientais. repintar. água.preparação inadequada da base. Normalmente ocorrem tanto no interior quanto no exterior da edificação nas faces com má ventilação e sem incidência de radiação solar direta. em seguida. sais. neste caso. Fendilhamento Fissuras e intemperismo POSSÍVEIS MECANISMOS DE DEGRADAÇÃO . que podem surgir sob e película ou sobre ela.1 . . .Defeitos observados. . agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação DEFEITOS AGENTES Perda de água aderência. lixamento e eliminação de pó para. é feita com a eliminação da massa corrida. partículas em . .podem ocorrer pela preparação inadequada da base.

somente deverá ser aplicada quando a anterior estiver adequadamente seca. não provoque na mesma enrugamentos. pisos. Também devem ser evitados escorrimentos ou salpicos de tinta nas superfícies não destinadas à pintura . a pintura em superfícies interiores deve ser realizada em condições climáticas que permitam que portas e janelas permaneçam abertas. empregando-se removedor adequado. de modo tal que o contato com a película.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em madeira 220 .MATERIAL DE TRABALHO Podemos utilizar vários tipos de materiais e equipamentos para se efetuar uma boa pintura. As pinturas executadas em superfícies exteriores não devem ser efetuadas quando ocorrer precipitação pluvial. 9. anteriormente aplicada.6 . descoloramentos. Cada demão de tinta subseqüente.vidros. falhas ou imperfeições. desde que seja obedecida a variações de temperatura.9.1 . alvenarias e concretos aparentes. etc. e que não ocorra condensação de vapor de água na base a ser pintada. A última demão de tinta deve proporcionar a superfície uma película de pintura uniforme... condensação de vapor d'água na superfície da base ou ventos fortes. com o transporte de partículas em suspensão no ar. sem escorrimentos. ou mesmo contra contatos acidentais durante o período de secagem. a menos que o fabricante estabeleça outro intervalo de variação para um tipo específico de tinta.1. A pintura recém-executada deve ser protegida contra a incidência de poeira ou de água.CONDIÇÕES AMBIENTAIS DURANTE A APLICAÇÃO Os serviços de pintura devem sempre ser realizados em ambiente com temperaturas variando entre 10ºC e 35ºC. As pinturas de interiores podem ser efetuadas mesmo quando as condições climáticas impeçam as do exterior. etc. Segue abaixo algumas sugestões: • de madeira: Figura 9.Os salpicos que não puderem ser evitados precisam ser removidos enquanto a tinta ainda estiver fresca. De preferência.1.7 .

rolos de espuma lisa: para aplicação de esmalte.V. 221 . sem muito esforço físico. Mais comumente.• de metais: • parede: Figura 9.. P..rolos de lã: para aplicação de látex. verniz ou óleo em madeira ou alvenaria interna. As trinchas têm sempre o corpo e o cabo de forma retangular e achatada. Proporcionam grande rendimento. ou acrílico.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em paredes NOTA Pincel ou Trincha? São praticamente a mesma coisa. os rolos são utilizados como segue: .Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em metais Figura 9. . em alvenaria. Rolos? São indicados para pintura de grandes superfícies. madeira ou metal.A. São mais comumente usados para trabalhos artesanais.2 . Os pincéis têm sempre o corpo e o cabo redondos e às cerdas é dado um formato de acordo com a finalidade de uso. etc. São mais usados para pinturas em paredes.3 .

em superfícies externas. O verniz ou esmalte brilhante são mais resistentes.Não utilizar verniz fosco ou esmalte fosco em superfícies externas.Não utilizar produtos látex (P.2 . 9. certifica-se de que a mesma esteja adequadamente preparada e que a tinta a ser aplicada seja compatível com a superfície.Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade: TINTAS Látex P. 222 .6 l ) / DEMÃO 30 m² 30 m² 20 m² 20 m² 35 m² 40 m² 40 m² 30 m² 20 m² 35 m² 35 m² 30 m² a .V.A.A. b .V. f .8 . d .A.1.A Massa corrida acrílica Tinta à óleo Esmalte sintético Grafite Zarcão Massa à óleo Verniz Epoxy Silicone 9.V.rolos de espuma texturizada: aplicação de látex ou tinta texturada em alvenarias. c .RENDIMENTOS Tabela 9.Não aplicar tinta diretamente sobre paredes caiadas.RECOMENDAÇÕES GERAIS RENDIMENTO Galão ( 3. e .Não utilizar massa corrida diluída com água como se fosse uma tinta de fundo..V.Antes de pintar uma superfície.Não pintar o reboco antes que o mesmo esteja completamente seco e curado.9 .Não aplicar massa corrida P.) e acrílico) sobre superfícies de madeira ou ferro (exemplos: massa corrida para corrigir imperfeições de portas antes de pintar. primeira demão de látex nas portas antes de aplicar o esmalte). Látex Acrílico Massa corrida P. g.1.

Podemos utilizar o vidro da seguinte maneira: • • • • vidro oco: para garrafas. Figura 9. Tabela 9. óxido de selênio-cinza) e sucata de vidro. O vidro em sua fabricação atinge uma temperatura de 800 a 1000° C. magnésio. é ótimo isolador. Na colocação em caixilhos utilizamos massa de vidraceiro para a sua fixação (Figura 9.4).Exemplo de fixação dos vidros nos caixilhos 223 . além do aspecto estético. aparelhos eletrônicos.. corantes (óxido de cobalto-azul. Suas principais qualidades é a transparência e a dureza. vidros curvos: usados na ind. automobilística..3 . O vidro colorido. cloreto de sódio. possui baixo índice de dilatação e condutividade térmica.800 a 10.. arsênico. frascos.Classificação dos vidros (ABNT) TIPO Vidro recozido Vidro segurança temperado Vidro segurança laminado Vidro segurança aramado Vidro termo-absorvente Vidro termo-refletor Vidro composto TRANSPARÊNCIA Vidro transparente Vidro translúcido Vidro opaco ACABAMENTO DE SUPERFÍCIE Vidro liso Vidro float Vidro impresso Vidro fosco Vidro espelhado Vidro gravado Vidro esmaltad COLORAÇÃO COLOCAÇÃO Vidro incolor caixilhos Vidro colorido autoportantes mista.2 .VIDRO O vidro é uma substância inorgânica e amorfa. O vidro não é poroso nem absorvente. soda. vidro plano: janelas. óxido. obtida através do resfriamento de uma massa em fusão.800 kg por cm². óxido de ferro-verde.. etc. vidros finos: lâmpada.. portas. cálcio. etc. suporta pressões de 5.9.4 .. os vidros podem reduzir o consumo energético de um edifício ou residência. alumina. O vidro é composto por: sílica. nitrato de sódio.

1 . não permite novos processamentos. de aparência e de composição química. como cortes. .Cargas nos vidros Tabela 9. resistente aos choques mecânicos e térmicos. mas isto reduz sensivelmente a resistência do material.Resistência ao impacto: Vidro espessura de 6. além de conferir-lhe as características de segurança. que o transforma num material extremamente forte.PROPRIEDADES: • Tensão de ruptura: vidro comum 400 kgf/cm² vidro temperado 1470 kgf/cm² Figura 9. O vidro temperado tem uma resistência mecânica cerca de quatro vezes superior à do vidro comum.43 m 224 .1 m Saco de areia de 500g 0. Podem ser feitas opacações leves e desenhos.00 mm vidro comum vidro temperado Bolas de aço de 225g 0.2 m 1.2.5 .53 m 3. apresentar fragmentos de pequenas dimensões e com arestas menos cortantes.81 m 2. rompendo-se. o vidro temperado. IMPORTANTE: Depois de acabado.). seguindo de um rápido resfriamento. que reforçam consideravelmente a resistência mecânica.4 . com menor risco de acidentes graves. furos e recortes.00 m Bolas de aço de 900g 0.VIDRO TEMPERADO Vidro temperado significa ter um vidro passado por um processo especial de aquecimento (em torno de 650° C.9. conservando as características de transmissão luminosa. A segurança reside no fato de. A têmpera gera no interior da chapa um conjunto de esforços de tração e compressão em equilíbrio.

7 . DADOS TÉCNICOS: Tabela 9.00 kgf/cm² Peso específico: 2.Flambagem • • • Módulo de elasticidade: 700. enquanto o vidro comum rompe-se a uma diferença de 60° C.Figura 9.Dimensões máximas de fabricação: tipo de vidro temperado temperado temperado diáfano diáfano espessura mm 6 8 10 8 10 dimensões máximas (cm) caixilhos e portas instalações 110 x 200 150 x 260 100 x 220 240 x 320 100 x 220 110 x 220 100 x 220 110 x 250 100 x 220 225 .5 . Figura 9.Impacto nos vidros • Resistência à flambagem: uma peça de 6mm de espessura de 100 x 35 cm suporta uma carga axial de 1000 kg.6 .5 kg/m²/mm Resistência ao choque térmico : resiste a uma diferença de temperatura entre suas faces de até 220° C.

8 e 10 mm bronzes 6.8 e 10 mm Vidro diáfano incolor 8 e 10 mm cinza 8 e10 mm Vidro liso cinza 6.tolerâncias dimensionais: Em todos os casos. furos: O vidro temperado só pode ser furado antes da têmpera Tolerâncias para os diâmetros e localizações dos furos: a) diâmetro mínimo = espessura da chapa b) diâmetro máximo = 1/3 da largura da chapa c) posição dos furos: a distância mínima entre borda do vidro e a borda do furo deve ser 3 vezes a espessura da chapa.incolor 0. 10mm = 1/10 Figura 9. cores e espessuras: Vidro polido (cristal) .Posição dos furos em vidros temperados TIPOS DE VIDROS: O vidro temperado é oferecido nos seguintes tipos.relações largura/comprimento : 6mm = 1/4 8mm = 1/8 .8 .8 e 10 mm 226 .8 e 10 mm verde 6.. a tolerância é de ± 3 m/m para largura e comprimento.

A tinta aplicada em ambientes de elevada umidade não deve permitir nem favorecer a formação de vida vegetal. Remoção de sujeiras efetuada com água. 1. A tinta deve ser bem espalhada e a espessura de cada demão deve ser a mínima possível e a espessura do filme deve resultar da aplicação de várias demãos. sem sinais de contaminação e deterioração. nem em presença de ventos fortes. Não pintar com chuva. 15. 9. 14. Remoção de contaminantes gordurosos com aplicação de solventes à base de hidrocarbonetos. 17. As superfícies devem estar suficientemente secas e endurecidas. Tinta aplicada em ambientes externos deve possuir boa resistência à radiação solar. 5. A pintura deve ser realizada com temperatura variando de 10 ºC a 35 ºC. 8. 18. Tintas a óleo e alquímicas somente podem ser aplicadas sobre substrato totalmente seco e curados por 60 dias e sobre tinta de fundo resistente à alcalinidade. Em substratos muito porosos. usar solução de fosfato trissódico com água. 2. Remoção de material eflorescente com escovação de cerdas macias sobre superfície seca. Aplicar tinta que forme película porosa e resistente a álcalis sobre substrato muito úmido. com espessura uniforme e livre de escorrimentos. aplicar tinta de fundo para homogeneizar a superfície. 3. Podem ser usadas tintas de acabamento diluídas. 13. 10. lavando bem a seguir. lavando bem a seguir. fungos e bolor com escovação de fios duros e lavagem com solução de fosfato trissódico. Caso insuficiente. 7. Evitar aplicação de tinta em superfície muito lisa. Remoção de algas. 6. 11.ANOTAÇÕES Quanto as Pinturas. Cada demão deve ser aplicada quando a anterior tiver secado para evitar enrugamentos e deslocamentos. Evitar pintura sobre substratos de concreto ou argamassa curados por tempo insuficiente. 16. As pinturas internas devem permitir a abertura das portas e janelas. Cada película deve ser contínua. 227 . 12. sem condições de secagem. 4. nem condensação de vapor no substrato.

Estes fenômenos podem se apresentar como resultados de uma ou mais causas. atuando sobre a argamassa de revestimento. APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.má aplicação de revestimento. b. com desenvolvimento de bolor.10 – PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTOS.a superfície do revestimento apresenta vesículas com deslocamento da pintura. e.o reboco endurecido empola progressivamente. • Especificar corretamente os reparos. d. c. deslocando do emboço.há formação de manchas de umidade. prejudiciais ao aspecto de paredes e tetos: a.mau proporcionamento das argamassas.fatores externos ao revestimento. • Especificar os materiais ideais para os revestimentos. 228 . g. em placas compactas ou por desagregação completa. c.a pintura acha-se parcial ou totalmente fissurada. À preocupação do usuário com o custo do reparo do revestimento deve-se acrescentar a sensação desagradável do mesmo precisar coexistir com um ambiente visualmente antiestético. • Saber as causas prováveis das patologias dos revestimentos.há formação de eflorescência na superfície da tinta ou entre a tinta e o reboco.a superfície do revestimento apresenta fissuras de conformações variada. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Saber analisar as manifestações apresentadas nos revestimentos. Todos os tipos de danos de revestimento têm importância do ponto de vista da economia e satisfação do usuário.tipo e qualidade dos materiais utilizados no preparo da argamassa de revestimento. f. b.a argamassa do revestimento descola inteiramente da alvenaria. Podemos observar nas edificações os seguintes fenômenos. d. deslocando da argamassa de revestimento. tais como: a.

sulfatos e óxidos de ferro hidratados. Mas. pirita. De modo a contornar o problema. exceção feita à de chapisco.1 .ANÁLISE DAS CAUSAS 10. tem como causa a presença de torrões argilosos.1 . A matéria orgânica pode ser a causa de formação de vesículas esporádicas. quanto à finura que regulará os níveis de retração por secagem. concreções ferruginosas e matéria orgânica.1. A mica pode também reduzir a aderência do revestimento à base ou de duas camadas entre si. material pulverulento escuro.de hidratação de argilo-minerais montmoriloníticos ou de matéria orgânica. com excesso de finos na areia ou de mica em quantidade apreciável. a retração aumenta com o teor de finos. Cimento Não existe inconveniente quanto ao tipo de cimento. costuma-se adicionar aditivo incorporador de ar à argamassas de cimento. em idades. mica. Dos efeitos observáveis. mas sim. por sua vez. a expansão pode ser resultante da formação de produtos de oxidação da pirita e das concreções ferruginosas .1) Figura 10. São particularmente prejudiciais impurezas tais como: aglomerados argilosos. A desagregação do revestimento. maiores.1 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS . por sua vez.10. é proporcional ao teor de finos. no interior de cada vesícula observa-se um ponto escuro (Figura 10. Outra alternativa é a de 229 . como agregado. A retração nas primeiras 24 horas é controlada pela retenção de água que. a areia natural essencialmente quartzosa.Vesícula formada no reboco. respectivamente .Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados Agregados Em nosso meio é utilizada. No centro da vesícula.

cuja velocidade depende das condições de calcinação da matéria-prima. melhorando a retenção de água e trabalhabilidade do conjunto.2) Figura 10. quer se trate do óxido de cálcio ou do óxido de magnésio presentes na cal.Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno. Comparativamente. dá-se por uma reação contínua. Cal A produção de cal virgem e de cal hidratada e o endurecimento da argamassa pertencem a um ciclo de reações que se inicia pela decomposição do constituinte principal da matéria-prima. Se utilizada logo após a fabricação. O inconveniente é o aumento de volume que acompanha a reação de hidratação. 230 . terminando pela sua regeneração no endurecimento da argamassa. o carbonato.2 . com efeitos diferentes. na forma de grãos grossos. a expansão não pode ser absorvida pelos vazios de argamassa e o efeito é o de formação de vesículas. observáveis nos primeiros meses de aplicação do reboco. Quando esta reação não é completa durante a extinção em fábrica. Existindo óxido de cálcio livre. durante o amassamento e após a aplicação da argamassa. a cal virgem dolomítica tem velocidade de hidratação mais lenta. Ao ser a hidratação do óxido de magnésio muito mais lenta. como resultado da ação do anidrido carbônico do ar. pode continuar após o ensacamento. A hidratação retardada é a responsável pelo rasgamento do saco quando a cal é armazenada por tempo prolongado. de hidratação da cal virgem. O revestimento endurecido empola gradativamente deslocando-se do emboço (figura 10.adicionar-se cal hidratada que aumenta o teor de finos. mais propriamente na camada de reboco. ela se dá simultaneamente à carbonação. A etapa intermediária. o aumento de volume causa danos ao revestimento.

iniciando-se na parte inferior da alvenaria. Com relação ao agregado é desaconselhável a utilização de argamassa de saibro. Assim sendo. 231 .Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa. mas desfavorecida por uma porosidade baixa resultante de uma argamassa rica em finos. em massa superior a 1:3. aquecedores.2 . Argamassa de cal O endurecimento é resultante da carbonatação da cal. para que essa camada seja suficientemente elástica deve conter cal e cimento em proporções adequadas. 10. por exemplo). Em camadas pouco espessas como as de reboco. como já visto. areia. Podemos considerar como argamassa rica a que contém proporção calareia.Observar-se que o empolamento e mais localizado em regiões onde há maior incidência do sol ou de aquecimento por fontes quaisquer (fogão. 10. cuja função é regularizar a superfície da base. condição agravada quando aplicada em espessura maior de 2 cm. a resistência da argamassa é função de uma proporção adequada. cal e de condições favoráveis à penetração do anidrido carbônico do ar atmosférico através de toda a espessura da camada. Observam-se fissuras e deslocamento quando esta camada é excessivamente rica em cimento (proporção 1:2 em massa. tubulação de água quente). a carbonatação é favorecida pela pequena espessura da camada.Causas decorrentes do traço da argamassa Argamassa de cimento A primeira camada do revestimento é constituída pelo emboço. procedentes tanto do agregado como do aglomerante.1. A incidência da chuva favorece o fenômeno de desagregação.3 .

uma 232 . ou da qualidade dos materiais empregados. com a agravante de ter sido aplicado sem chapisco sobre blocos de concreto. para argamassa de 1:16 ou ainda para proporções maiores. 10. é aplicada a utilização de cimento e cal. construída de saibro e cal. Uma argamassa magra tem porosidade favorável à carbonatação. Cita-se. A Figura 10.3 nos mostra a desagregação de um revestimento de uma única camada com espessura fora de especificação.Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento Aderência à base Independentemente do número de camadas de argamassa aplicadas.4 . uma camada do revestimento aplicada sobre outra impregnada de um produto orgânico. quando aplicada como revestimento em uma única camada. A aderência se dá pela penetração da nata no aglomerante nos poros da base e endurecimento subseqüente. Assim. 10. como as de emboço. mas não tem a resistência suficiente para manter-se aderente ao emboço ou à alvenaria. Para as camadas de 2 cm aproximadamente ou mais.1.3 . o qual impede a penetração da nata do aglomerante. como exemplo. Consequentemente vai depender da textura e da capacidade de absorção da base.4 nos mostra o deslocamento de revestimento aplicado sem chapisco. bem como da homogeneidade dessas propriedades. é essencial que existam condições de aderência do revestimento à base. Constata-se casos de deslocamento acompanhado de desagregação.Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco. pode apresentar problema de aderência.A Figura 10.

a retração que acompanha a secagem da camada inferior gera fissuras. Sendo a área dessas juntas relativamente pequena. na camada superior. Aplicação da argamassa Para argamassa contendo cimento. aplicação e manutenção". preparo. O alisamento intenso da camada de reboco propicia uma concentração de leite de cal na superfície. se o tempo de endurecimento e secagem da camada inferior não é observado antes da aplicação da camada superior. agravado por em traço rico de cimento.superfície de concreto impregnada de desmoldante ou uma camada de chapisco contendo um produto hidrofugante. 233 . o efeito observado é de desagregação por falta de carbonatação.4 .1.Causas decorrentes do tipo de pintura As tintas a óleo ou à base de borracha clorada e epóxi promovem uma camada impermeável que dificulta a difusão do ar atmosférico através da argamassa de revestimento. 10. Espessura do revestimento Segundo as prescrições da NB-231 "Revestimento de paredes e tetos com argamassas: materiais. Por carbonatação. Este fato. o revestimento acaba por descolar sob efeito do seu próprio peso. forma-se uma película de carbonato uniforme que age como uma barreira à penetração do anidrido carbônico. Se a pintura for aplicada prematuramente.5). deslocando-se. não permite que o revestimento acompanhe a movimentação da estrutura. O revestimento mantém-se aderente nas regiões correspondentes às juntas do assentamento. Outra causa a ser citada é a ausência de rugosidade da camada da base. com configuração de mapa. Observa-se que em alguns casos deslocamento de revestimento de laje de teto o emboço chega a apresentar espessura de 5 cm. o grau de carbonatação atingido não é suficiente para conferir à camada de reboco a resistência suficiente e este acaba por deslocar-se do emboço com desagregação (Figura 10. a espessura do emboço não deve ultrapassar 2 cm e a do reboco 2 mm. No reboco. impedindo o endurecimento do interior da camada de revestimento.

234 . A infiltração constante provoca a desagregação do revestimento. ou formação de bolor em pontos onde não há incidência de sol (Figura 10.6 .7).Figura 10.5 . A alvenaria freqüentemente exposta ao sol não favorece a formação do bolor.Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente.Efeitos da umidade sobre o reboco. A argamassa nos pontos empolados é pulverulenta e facilmente removível.1. acompanhada ou não pela formação de eflorescência ou vesículas. com pulverulência (Figura 10. lajes cobertura mal impermeabilizadas ou argamassas de assentamento magras manifesta-se por manchas de umidade.5 .6). 10. 10.Causas externas ao revestimento Umidade A infiltração de água através de alicerces.

8a. As causas podem ser as seguintes: .8b.7 . comprometendo a aderência entre ambas. .hidratação retardada da cal dolomitica usada na argamassa de assentamento.reação de sulfato do meio ambiente ou do componente da alvenaria com o cimento da argamassa. 10.9). A expansão da argamassa de assentamento pode ser provocada por reações químicas entre os constituintes desta argamassa ou mesmo entre compostos do cimento e dos tijolos ou blocos que compõem a alvenaria. 10. 235 . Expansão da argamassa de assentamento Ocorre predominantemente no sentido vertical e pode ser identificada por fissuras horizontais no revestimento (Figuras 10. No caso de tintas impermeáveis. a eflorescência deposita-se entre a camada de tinta e a do reboco. Estas tintas são também responsáveis pela formação de vesículas ou bolhas que resultam da percolação da água através da alvenaria e que se acumula entre o revestimento e a tinta.Figura 10.Acúmulo de bolor no revestimento por efeito de umidade.

REPAROS A possibilidade de reparo é função do tipo e extensão do dano existente.8a e 10.6. Em conseqüência. é necessária a 236 . solicitando um reparo constante. Os danos nem sempre aparecem em toda a edificação.8b . 10. Nestes casos.(a) Figura 10. o fenômeno alastra-se progressivamente. às vezes por um largo tempo. sem a preocupação com a causa.Fissura do revestimento por expansão da argamassa de assentamento (b) Figura 10.1. Por isso mesmo.9 . talvez antieconômico se comparado a uma execução completa. mas comumente localizados em pontos onde o fenômeno que os originou é mais favorecido. Notam-se as fissuras do revestimento e da argamassa de rejuntamento dos azulejos. a tendência do usuário é executar pequenos reparos.Aspecto do revestimento interno.

Hidratação retardada de óxido de cálcio da cal.Presença de pirita ou de matéria orgânica na areia .vermelho acastanhado .2.1 e 10.Aplicação prematura de tinta impermeável Infiltração de umidade Eliminação da infiltração da umidade Renovação da pintura Deslocamento com Empolamentos Hidratação retardada do óxido de magnésio da cal Renovação da camada de reboco 237 .Presença de concreções ferruginosas na areia . Manifestações Aspecto observado Manchas de umidade Pó branco acumulado sobre a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Umidade constante Sais solúveis presentes no elemento da alvenaria Sais solúveis presentes na água de amassamento ou unidade infiltrada Reparos Eliminação da infiltração da umidade Secagem do revestimento Escovamento da superfície Reparo do revestimento quando pulverulento Eliminação da infiltração da umidade Lavagem com solução de hipoclorito Reparo do revestimento quando pulverulento Renovação da camada de reboco Bolor Manchas esverdeadas ou escuras.bolhas contendo umidade interior A superfície do reboco formando bolhas cujos diâmetros aumentam progressivamente O reboco apresenta som cavo sob percussão . como segue nas Tabelas 10. Tabela 10.branca Vesículas . . extensão do dano e solução.identificação das causas e da extensão do dano para melhor decidir-se sobre a solução a ser adotada.preta . Revestimento em desagregação. apresentando-se as partes internas das empolas na cor: .Identificação das causas. Cal não carbonada Umidade constante Área não exposta ao sol Empolamento da pintura.1 .

Excesso de finos no agregado .O reboco foi aplicado em camada muito espessa Renovação do revestimento após hidratação completa da cal da argamassa de assentamento A solução a adotar é função da intensidade da reação expansiva Fissuras Horizontais Deslocamento com Pulverulência .apicoamento da base . resultantes de causas tais como recalques de fundação. com som cavo sob percussão Renovação do revestimento: .Tabela 10. desagregando-se com facilidade Sob percussão o revestimento apresenta som cavo Apresenta-se ao longo de toda a parede Deslocamento do revestimento em placas. movimentação de estrutura. Expansão da argamassa de assentamento por reação cimento-sulfatos ou devido à presença de argilo-minerais expansivos no agregado .O reboco apresenta som cavo sob percussão Renovação da camada de reboco OBS: Estão excluídas desta análise as fissuras de revestimento. 238 . etc.Ausência de carbonatação da cal .Traço em aglomerantes .A superfície da base está impregnada com substância hidrófuga .Argamassa aplicada em camada muito espessa . mas quebradiça.Ausência da camada de chapisco Argamassa magra Reparos Renovação do revestimento Renovação da pintura Deslocamento em Placa A placa apresenta-se endurecida. do óxido de magnésio da cal.A película de tinta desloca arrastando o reboco que se desagrega com facilidade . quebrando com dificuldade. Manifestações Fissuras Mapeadas Aspecto observado As fissuras têm forma variada e distribuem-se por toda a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Retração da argamassa de base .Argamassa muito rica .2 . extensão do dano e solução.A superfície da base é muito lisa .A superfície de contato com a camada inferior apresenta placas freqüentes de mica .eliminação da base hidrófuga .Identificação das causas.Traço excessivamente rico em cal . dilatações térmicas diferenciadas.aplicação de chapisco ou outro artifício para melhoria da aderência Renovação do revestimento Ausência da camada de chapisco Expansão da argamassa de assentamento por hidratação retardada. Sob percussão o revestimento apresenta som cavo A placa apresenta-se endurecida.

ou na fase de execução.10. características um pouco resiliente dos rejuntes. quando são escolhidos os materiais. 10. • Deformação lenta da estrutura de concreto armado. • Deterioração das juntas. ou se observa o estufamento da camada de acabamento. ou quando o projetista não leva em consideração as interações do revestimento com outras partes da construção (esquadrias.2 – REVESTIMENTOS CERÂMICOS .). 239 . juntas de dessolidarização).1 . variações higrotérmicas e de temperatura. • Assentamento sobre superfície contaminada. • Trincas. mãode-obra etc. Muitas vezes a solução é a retirada total do revestimento (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. • Mão-de-obra não qualificada. 2004). As causas destes defeitos são: • Instabilidade do suporte. devido a acomodação da construção. Um dos sinais desta patologia é a ocorrência de um som cavo (oco) nas placas cerâmicas quando percutidas.2 – Trincas. 10. Verificar com cuidado. As patologias mais comuns são: • Destacamentos de placas. pois as patologias são evidenciadas por alguns sinais que podem ter origem em outros componentes de revestimento (base.2. • Execução do revestimento sobre base recém executada. estrutura etc. • Ausência de detalhes construtivos (vergas. • Utilização do cimento colante vencido. contravergas. gretamentos e fissuras Geralmente ocorre por causa da perda de integridade da superfície da placa cerâmica.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias nos revestimentos cerâmicos podem ter origem na etapa de projeto.) (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. É muito trabalhosa e cara a recuperação desta patologia.Destacamentos de placas São caracterizados pela perda de aderência das placas cerâmicas do substrato.2. ou da argamassa colante. quando as tensões ultrapassam a capacidade de aderência das ligações entre a placa cerâmica e argamassa colante e/ou emboço. 2004). • Gretamento e fissuras. • Eflorescências.

que causam a separação das placas em partes. Pode ser facilmente retiradas mediante solução diluída de ácido muriático em concentrações baixas e em pequena quantidade. Utilizar placas cerâmicas de boa qualidade (queimadas em altas temperaturas. o que elimina os ais solúveis). O gretamento é uma série de aberturas em várias direções inferiores a 1 mm e que ocorrem na superfície esmaltada das placas. sal insolúvel de coloração branca. com aberturas superiores a 1 mm. Para evitar esse processo podemos adicionar: • • • Reduzir o consumo de cimento Portland no emboço ou usar cimento com baixo teor de álcalis.4 – Deterioração das juntas As juntas são responsáveis pela estanqueidade do revestimento cerâmico e pela capacidade de absorver deformações. Ela aparece devido a um processo químico.2. 10. dá-se a reação entre essas duas substâncias.As trincas são rupturas na placa cerâmica provocadas por esforços mecânicos. Como a argamassa de assentamento e de rejuntamento contém cimento e essas camadas são porosas.2. com abertura inferiores a 1 mm e que não causam a ruptura das placas.3 – Eflorescência Eflorecência são manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. que por sua vez. Garantir o tempo necessário para secagem de todas as camadas anteriores à execução do revestimento cerâmico. O cimento comum. ocasionando o contato com o ar. 10. denominada hidróxido de cálcio. enxaguando muito bem a superfície após seu uso. a deterioração das juntas compromete o desempenho dos revestimentos cerâmicos. reagindo com a água. A causa provável desta patologia é a falta de especificação de juntas de movimentação e detalhes construtivos adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. resultanto em carbonato de cálcio. contém anidro carbônico. As fissuras são rompimentos nas placas cerâmicas. em sua composição encontra-se o hidróxido de cálcio livre. resulta em uma base medianamente solúvel. 2004). Observa-se que está ocorrendo uma deterioração das juntas quando ocorre: 240 .

por ser de origem orgânica. Quando os rejuntes possuem uma quantidade grande de resinas. 10. Diluição excessiva da tinta na aplicação. A perda da estanqueidade pode iniciar-se logo após a sua execução. 2004). bem como da escolha de matérias de preenchimento adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. As causas mais prováveis do problema são: • • • • • • • Escolha inadequada da tinta por conta da exposição ou por incompatibilidade com o substrato. Para evitar a ocorrência desta patologia devemos ter controle da execução do rejuntamento. Formulação inadequada da tinta As tabelas 10. do preenchimento das juntas.4 apresentam as patologias mais comuns das tintas aplicadas sobre as paredes. As juntas rígidas. A própria película da pintura. Umidade excessiva no substrato.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias da pintura estão relacionadas a duas famílias de problemas: • • Interface do filme com o substrato.3 – PINTURAS . somados aos ataques de agentes atmosféricos agressivos e/ou solicitações mecânicas.3 e 10. podem envelhecer e perder a cor. Condições metereológicas inadequadas por temperatura e/ou umidade muito elevada ou muito baixa ou ventos fortes. Envelhecimento do material de preenchimento. 241 . podem causar fissuras. que.• • Perda de estanqueidade. pelo procedimento de limpeza inadequada (uso de ácidos e bases concentrados). preenchimento com materiais a base de cimento. Ausência de preparação do substrato ou preparo insuficiente Substratos que não apresenta estabilidade. sofrem deterioração na presença de agentes agressivos (chuva ácida ou fissuras).

mas em contato com água. -escamação da Película. Deslocamento Pintura da -pulverulências ou descolamentos. . -verificar as características do substrato e da superfície de aplicação quanto a lisura.aplicação sobre substrato muito poroso. porosidade e umidade. -por excesso de cal na preparação do reboco. -superfície calcinada.começa o estufamento da superfície. que absorve o veículo. Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis. eflorescência. que não tenha sido preparada adequadamente. etc. Bolhas Massa corrida PVA em contato com a água Descascamento -a tinta começa a descascar ou soltar da parede Calcinação . . 242 . partículas soltas. poeira. devido a diluição incorreta.3 – Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU. que por evaporação e capilaridade. 2007). desmoldantes. majorado pela alta temperatura e umidade. . graxa. óleo. depositamse na interfase do filme com o substrato.aplicação de tinta sobre substrato com elevado teor de sais solúvel em água. . . -verificar a existência de contaminantes na interface película e substrato.aplicação de tinta sobre substrato em vias de expansão ou desagregação. -aplicação de tinta sobre superfícies que contenham partes soltas e caiação.Tabela 10. restando apenas os pigmentos e as cargas em forma pulverulenta.aplicação prematura da tinta formando película impermeável sobre a argamassa não curada. . -ao aplicar uma tinta com melhor qualidade sobre uma de qualidade inferior. sobre substrato úmido e alcalino. -superfície que não tenham eliminado totalmente o pó. -aplicação da tinta sobre superfície úmida. como as tintas a óleo ou alquídicas. -verificar a existência de umidade no substrato. não devem usar massa corrida PVA. -paredes próximas ao chão com piso frio. -conforme se lava o piso. B) aplicação em substrato instável: Causas: . Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) preparo inadequado do substrato ou ausência. causando um esfarelamento do reboco com facilidade. -aplicação de tinta sobre reboco sem cura adequada de 30dias. Causas: -aplicação de tinta em superfície contaminada por sujeira. . -aplicação de tinta impermeável sobre substrato úmido.não hidratação correta da cal.quando a tinta não for diluída corretamente.quando é usada massa corrida PVA em paredes externas ou internas. -má aderência da tinta.umidade na superfície. aparecendo um pó bem fino. -aplicação da tinta sobre substrato muito liso. -perda de aderência da película. a água infiltra na película de tinta(com o tempo) chegando até a massa que começa a estourar e causa esfarelamento do reboco. pulverulência e umidade na interface do filme com o substrato. C) aplicação sobre base úmida. -por poeiras que não foram removidas das superfícies (massa corrida após lixada). com perda de aderência. semelhante ao sal.

aplicação prematura de tinta que forme película impermeável. secagem muito rápida ou espessura elevada produzindo enrugamentos. . B) Problemas com a natureza do substrato Causas: . -algas: áreas externas.a tinta com filme ainda não curado. Defeitos no filme da Pintura Desagregamento Manchas esbranquiçadas Manchas por chuvas irregulares Fungos -é um tipo de descascamento em que. -em caso de umidade.aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis.secagem muito rápida devido à temperatura ou umidade inadequadas ou ventos fortes.Tabela 10. pode ocorrer. aparecendo assim marcas do rolo. apresentando bolhas e vesículas. junto com a película de tinta. -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco não curado ou sobre parede com umidade. -aplicação de tinta com baixa resistência ao ataque por agentes biológicos (bolor. -ocorre quando acontecem chuvas tipo garoa. quando se arrastam matérias alcalinos solúveis do interior para a superfície pintada. faz com que aflorem materiais solúveis. . -a eflorecência se dá pela eliminação de água sob a forma de vapor. C) Aplicação em condições inadequadas: Causas: . -aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas solúveis em água. -são microorganismos vivos que se proliferam em ambientes diferentes.aplicação de tinta com baixa flexibilidade. -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco muito arenoso. enrugando o filme. quando a tinta não está totalmente curada. sai também parte do reboco e costuma ficar esfarelendo por baixo. -incompatibilidade das várias camadads.Aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas expansivas.umidade por chuvas e não se ter aguardado a secagem. .por ter sido aplicado acabamento final sobre reboco úmido ou por não ter sido curado. marrom. cor verde. cinza. -aplicação de tinta sobre substrato muito poroo. -em cores escuras. durante a secagem do reboco. usados na formulação das tintas. -fungos: área interna e externa. . Perda de brilho e de cor. tornando a tinta pegajosa com sinais de bolhas.Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU. 243 .4 . . causando manchas. verde e outras. da parte interna da parede para a externa. . na cor preta. fungos e algas). verde azulada e vermelho-castanho. 2007 Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) Problemas com a natureza da tinta Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência à radiação solar em ambiente externo. que molha somente pontos isolados da parede. quando a tinta foi diluída excessivamente. com destruição do filme por fissuramento ou por deterioração com pulverulência.

estrutura. Vamos abordar de modo prático alguns detalhes para uma boa execução de obras em concreto armado.. de resistência à compressão. perda ao fogo etc. 11. método construtivo. tecnicamente e economicamente. ficando aqui em ressalva que qualquer problema em obra deverá ser bem estudado para se fornecer uma solução adequada. a cada tipo de concreto.1 . em geral.1): 244 . pois cada uma tem seus aspectos exclusivos e particulares.1 Cimento O projeto deverá estabelecer os tipos de cimento adequados. Sabemos que apesar da grande evolução na tecnologia do concreto. Seriam óbvias as vantagens em economia propiciadas pela utilização de concreto de maior resistência. pois concretos mais fortes tem também. • Especificar corretamente as fôrmas o ecoramento e o contraventamento. • Especificar corretamente a cura e a desforma. • Especificar corretamente a concretagem e o adensamento. devido sempre a problemas referentes a custos. cimentos. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher os tipos de materiais ideais para execução de obras utilizando concreto armado.11 . funcionalidade das estruturas em concreto armado. mas é importante frisar que grandes benefícios poderiam também ser obtidos no que concerne à durabilidade das estruturas. ou mesmo. o que fará com que as construções sejam prejudicadas quanto a durabilidade. trabalhabilidade.1. e também por falta de tecnologia por parte de pequenos construtores. em relação aos materiais inertes disponíveis. No que se referem aos constituintes da mistura os pontos-chaves são o fator água-cimento. estabilidade. Atenção também deve ser dada às especificações sobre agregados.DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. maior resistência à abrasão e baixa permeabilidade. consumo de cimento e resistência. Exemplo de alguns tipos de cimento disponíveis no mercado brasileiro passíveis de emprego em aplicações específicas (Tabela 11.MATERIAIS EMPREGADOS EM CONCRETO ARMADO 11. nas obras de pequeno e médio porte não se consegue executar um concreto com todas as suas características. • Especificar corretamente as armaduras bem como a sua posição. aditivos e cuidado especial é recomendável quanto aos teores de cloretos e sulfatos no concreto. pega.

c) CPII-F-Com adição de fíler. subterrâneas . Caso contrário. É recomendada em todas as aplicações que necessitem de 5-Cimento Portland de Alta resistência resistência inicial elevada e desforma rápida inicial (CP V-ARI) ( NBR 5733) Oferece resistência aos meios agressivos sulfatados como 6-Cimento Portland Resistente a Sulfatos redes de esgotos de águas servidas ou industriais. é designado 7-Cimento Portland de Baixo Calor de por siglas e classes de seu tipo acrescidas de BC. O concreto feito com esse produto é mais impermeável e por isso mais durável. Empregado em geral. tubos e canaletas para condução de líquidos agressivos. b) CPI-S. É muito 1-Cimento Portland Comum (CP I) adequado para o uso em construções de concreto em geral (NBR 5732) quando não há exposição a sulfatos do solo ou de águas a) CPI – Cimento Portland Comum b) CPI-S-Cimento Portland Comum com subterrâneas. obras submersas. Seu uso. onde o volume é grande. assim como (NBR 5735) alta resistência à expansão devido à reação álcali-agregado. Recomendado para estruturas que exijam um desprendimento de calor moderadamente lento ou que possam ser atacados por sulfatos. suficiente. 32 e 40.1 – Cimentos disponíveis no mercado brasileiro (ABCP. mas é particularmente vantajoso em obras de concreto-massa. Esse Hidratação. portanto. Este cimento combina com bons o baixo calor de hidratação com o aumento de resistência do cimento Portland comum. esgotos e efluentes industriais. O cimento Portland branco se difere por coloração. O cimento Portland composto é modificado. adição recomendado para construção em geral. a proteção oferecida e em geral. assim devendo ser conservado até o momento da sua utilização. além de baixo calor de hidratação. O cimento. Apresenta menor c) CPII-F-composto com fíler resistência ao ataque de sulfatos contidos no solo. marítimas e industriais. apresenta resistência mecânica superior. água do CP (RS) (NBR 5737) mar e em alguns tipos de solo O cimento Portland de baixo calor de hidratação. similares aos demais tipos de cimento. Para aplicações gerais Adicionado com escória. com as mesmas características. mais durável.Tabela 11. precauções suplementares devem ser tomadas para que a integridade dos característicos iniciais do aglomerante seja preservada. 2003) Tipos Aplicações a) CPI-Cimento Portland sem adição além da gipsita. evitando o aparecimento de fissuras de origem térmica. obras em ambientes agressivos. Para uso geral. Empregado em obras civis em geral. com 5% de material pozolânico em massa. b) CPII-Z-Com adição de material pozolânico. O concreto (NBR 5736) feito com esse produto se torna mais impermeável. ao sair da fábrica acondicionado em sacos de várias folhas de papel impermeável. CP (BC) (NBR13116) cimento tem a propriedade de retardar o desprendimento de calor em peças de grande massa de concreto. apresenta-se finamente pulverizado e praticamente seco. é mais indicado em lançamentos b) CPII-Z-composto com pozolana de concreto. O (NBR 12989) estrutural com classes de resistência de 25. Gera calor numa 2-Cimento Portland (CP II) (NBR 11578) velocidade menor do que o gerado pelo cimento Portland a) CPII-E-composto com escória comum. e está 8-Cimento Portland Branco CPB classificado em dois subtipos: estrutural e não estrutural. a) CPII-E-Com adição de escória granulada de alto forno. É especialmente indicado em obras expostas à 4-Cimento Portland Pozolânico (CP IV) ação de água corrente e ambientes agressivos. Quando o intervalo de tempo decorrido entre a fabricação e a utilização não é demasiado grande. Favorece a sua aplicação em grandes volumes devido ao baixo calor de hidratação. apresenta maior impermeabilidade e 3-Cimento Portland de Alto-Forno (CP III) durabilidade. 245 . além de ser resistente a sulfatos.

Caso contrário. por ele absorvida.1). hidrata-o pouco a pouco. O cimento hidratado é facilmente reconhecível. calçada.As pilhas não excederem de mais de 10 sacos. 2º . não devem ser aceitos para utilização em concreto estrutural. lastros etc. salvo se o tempo de armazenamento for no máximo 15 dias. forçando um contato mais intenso entre as partículas do aglomerante e a umidade existente chegando a empedrar. reduzindo-lhe sensivelmente as suas características de aglomerante. Figura 11. isto é. mas não deve ser utilizado em peças estruturais. ainda se pode tentar aproveitar o cimento utilizando em aplicações de menor responsabilidade como pisos. depois de peneirado em peneira com malha de 5 mm (peneira de feijão). O empedramento às vezes é superficial. É que ele nunca se apresenta completamente seco e a pressão elevada a que ficam sujeitos os sacos das camadas inferiores reduz os vazios. de ambientes úmidos e em segundo. preservá-lo.As pilhas devem ser feitas a 30 cm do piso sobre estrado de madeira e a 30 cm das paredes e 50 cm do teto (Figura 11.1 . Para armazenar cimento é preciso. pois o cimento ainda é possível de hidratar-se (Figura 11. Portanto para evitar essas duas principais causas de deterioração do cimento é aconselhável: 1º . freqüentemente. não ser estocado em pilhas de alturas excessivas. com formação de grumos que não são total e facilmente desfeitos com leve pressão dos dedos.2). o cimento deste saco pode ser utilizado. Os sacos que contém cimento parcialmente hidratado. tanto quanto possível. caso em que pode atingir 15 sacos. não aceitando os que estiverem rasgados ou úmidos. constata-se mesmo. a presença de torrões e pedras que caracterizam fases mais adiantadas de hidratação. Ao esfregá-lo entre os dedos sente-se que não está finamente pulverizado.Local para guarda de materiais 246 . em primeiro lugar. se o saco de cimento for tombado sobre uma superfície dura e voltar a se afofar. RECOMENDAÇÕES: O cimento sendo fornecido em sacos deve-se verificar sua integridade.A principal causa da deterioração do cimento é a umidade que. ou se for possível esfarelar os torrões com os dedos.

por exemplo). daqueles inicialmente escolhidos. e também. siltes. consequentemente. 11. estabilidade do material frente a variações de temperatura e umidade. deve-se optar pelo uso de material já consagrado no local ou pela adoção de medidas preventivas. análise petrográfica e mineralógica. Se recebermos. A capacidade total armazenada deve ser suficiente para garantir as concretagens em um período de produção máxima. etc. O tempo de estocagem do cimento pode ser prolongado tomando todos os cuidados na estocagem (podendo atingir até 90 dias) mais em obra não devemos ultrapassar 30 dias. o qual será desnecessário. necessitará uma maior quantidade de água para mantermos a mesma trabalhabilidade e.1. Devem-se tomar cuidados especiais no armazenamento utilizando cimento de marcas. aumentando a resistência pela diminuição do fator água/cimento. que prejudicará sua coesão e capacidade de reter água em seu interior. álcali-silicato. carvão. Esta variabilidade prejudica a homogeneidade e características mecânicas do concreto. mas devem ser colocados separadamente de maneira a facilitar sua inspeção e seu emprego na ordem cronológica de recebimento. 247 . a quantidade. é praticamente inviável a execução de tais ensaios e análises. sem reabastecimento. RECOMENDAÇÕES: Deve-se ao chegar os agregados.2 Agregados miúdo e graúdos Devemos tomar o cuidado para que em nossas obras não se receba agregados com grande variabilidade. • absorsão do material No entanto. haverá uma redução na resistência mecânica. provocando exudação do mesmo. Se ocorrer o inverso haverá um excesso de água para a mesma trabalhabilidade. álcali-carbonato). Para evitarmos a variabilidade dos agregados devemos esclarecer junto aos fornecedores a qualidade desejada e solicitar rigoroso cumprimento no fornecimento. em casos específicos (uso de material pozolânicos. verificar a procedência. presença de impurezas ou materiais deletéricos. algumas vezes por motivo de abastecimento ou econômico. Neste caso.Os lotes recebidos em épocas diferentes e diversas não podem ser misturados. além de provocar uma redução de finos. com granulometria mais fina que o material usado na dosagem inicial. no caso de obras de pequeno porte. resitência à abrasão. tipos e classes diferentes. pois torna-se antieconômico. e o local de armazenamento e devem estar praticamente isentos de materiais orgânicos como humus. Quando da aprovação de jazida para fornecer agregados para concreto devemos ter conhecimento de resultados dos seguintes ensaios e/ou análises: • • • • • reatividade aos álcalis do cimento (álcali-sílica.

para que a água escoa no sentido inverso da retirada dos agregados.Armaduras Os problemas existentes com as barras de aço é a possibilidade de corrosão em maior ou menor grau de intensidade. o mesmo não ocorre com o concreto armado. esta diminuição é provocada pela formação de uma película não aderente às barras de aço. deve-se ter o cuidado de verificar no lançamento do material na betoneira. o problema é de ordem estrutural. 1 e 2 para possibilitar a drenagem do excesso de água. pode não trazer conseqüências danosas. principalmente nas areias e pedriscos. impedindo o contato com o concreto. o uso de águas contendo impurezas. Do ponto de vista da durabilidade dos concretos. além de manchas e eflorescências superficiais. Deveremos fazer uma inclinação no solo. Estando a areia com elevada saturação. o que provoca a diminuição da aderência ao concreto armado e diminuição de seção das barras. 248 . evitando-se constantes correções na quantidade de água lançado ao concreto.1.Baias de madeira para separar os agregados 11.2 . diminuindo-se o gradiente de umidade. o emprego de águas não potáveis no amassamento do concreto pode criar problemas a curto ou longo prazo. onde a existência de cloretos pode ocasionar corrosão das armaduras. dentro de certos limites. a água destinada ao amassamento deverá ser as água potáveis.50m. Portanto. e colocar uma camada com aproximadamente 10 cm de brita. No primeiro caso. Se. Figura 11. em função de meio ambiente existente na região da obra.Para o armazenamento dos agregados poderemos fazê-lo em baias com tapumes laterais de madeira (Figura 11. se parte da mesma não ficou retida nas caixas ou latas.3 . se a água utilizada no amassamento conter substâncias nocivas em quantidades prejudiciais. No segundo caso de diminuição de seção. Recomenda-se que as alturas máximas de armazenamento sejam de 1.4 . para o concreto simples. devendo ser criteriosamente avaliada a perda de seção da armadura. 11. pedindo que seja bem batida para a sua total liberação.2) ou em pilhas separadas.Água A resistência mecânica do concreto poderá ser reduzida. evitando a mistura de agregados de diferentes dimensões.1.

Armazenar o menor tempo possível. apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido de pedra britada. .limpeza manual com escova de aço.Cobrir com lonas plásticas.Armazenar as barras sobre travessas de madeira (Figura 11.RECOMENDAÇÕES: Meios fortemente agressivos (regiões marítimas.Armazenar as barras em travessas de madeira (Figura 11. 249 . .4) de 30 cm de espessura. Meios pouco agressivos: . em pequenas quantidades. Para a limpeza das barras com corrosão devemos fazer em ordem de eficiência: .(avaliar a eficiência periodicamente). .: As barras que foram pintadas com camadas de cimento.Armazenar as barras em galpões fechados e cobertos com lona plástica.Receber as armaduras já montadas. . Meios mediamente agressivos: .Receber na obra as barras de aço já cortadas e dobradas. para sua utilização na estrutura deverão ser removidas. . Obs. ou altamente poluídas): .Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência.limpeza manual com saco de estopa úmido.Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência (avaliar a eficiência periodicamente). . a qual pode ser feito manualmente através de impacto de pedaço de barra de aço estriada e ajudar a limpeza através de fricção das mesmas.3) de 20 cm de espessura. apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido por camada de brita. .jateamento de areia. .

Pode ser encontrado em fios isolados ou formando uma cordoalha.Figura 11. fabricados por laminação a quente. 250 .2). Os mais utilizados são o CA 25 e o CA 50 em barras.Armazenagem das barras de aço sobre travessas Tipos de aço: Os aços estruturais de fabricação nacional em uso no Brasil podem ser classificados em três grupos: Aços de dureza natural laminados a quente: utilizados há muito tempo no concreto armado.0 ou superior e os fios aqueles de diâmetro nominal 10. • Aços encruados a frio: obtidos por tratamento a frio trabalho mecânico feito abaixo da zona crítica.3 . E sua unidade é em milímetros (Tabela 11. fabricado por trefilação ou processo equivalente (estiramento ou laminação a frio). • No Brasil a indicação do aço utilizado no concreto armado é feita pelas letras CA (concreto armado) seguida de um número que caracteriza a tensão de escoamento em kg/mm². com tolerância de mais ou menos 9%. As barras são produtos de diâmetro nominal 5. O comprimento normal das barras é de 11 m.0 ou inferior. os grãos permanecem deformados aumentando a resistência. o CA 60 em fio. • Aços para concreto protendido: aços duros e pertencem ao grupo de aços usados para concreto protendido. Nos dias de hoje possui saliências para aumentar a aderência do concreto.

198 0.175 0.9 13.5 6.2 1256.3 62.268 0.094 0.1 29.0 6. Hoje existe um grande elenco de alternativas para confecção de fôrmas. • quantidade. para todos os tipos de obras.935 6.0 5. feixe dobrado.123 0.4 7.1 490.9 16.145 0. as fôrmas podem ficar superdimensionadas ou subdimensionadas.038 0.4 3.220 0.0 12.067 0.654 0.5 10.3 70.484 1.8 4.2 32.169 0.1 314.273 9.466 2.8 19.3 17.313 6.320 0.589 0.6 19.355 0.0 5.865 10.318 2.0 20.4 39. Geralmente as fôrmas têm a sua execução atribuída aos mestres de obra ou encarregados de carpintaria.906 0.163 3.614 2.253 0.617 0.8 31.2 – SISTEMA DE FÔRMAS E ESCORAMENTOS CONVENCIONAIS Para se ter a garantia de que uma estrutura ou qualquer peça de concreto armado seja executada fielmente ao projeto e tenha a forma correta.238 0.109 0.963 1.0 32.021 1.102 0.154 0.284 0.036 0.434 0.1 11. • comprimento e sua tolerância.5 100.0 8.558 0.622 3.5 10.6 5.0 6. Considerando que a estrutura representa em média 20% do custo total de um edifício.193 0. • diâmetro nominal e categoria da barra ou fio.6 Perímetro (mm) 7.0 25.3 8.3 31.2 4.5 18.0 10.084 0.5 122.418 0.984 3.130 0.673 2.371 0.0 40.1 22.8 20.2 – Características de fios e barras NBR7480/1996 Diâmetro Nominal (mm) Fios Barras 2.222 0. fazendo um serviço empírico.072 0.7 Na compra de barras e fios de aço para concreto armado.259 0.075 0.2 14.137 0.0 9.805 2. estudadas e projetadas.0 25.853 4.089 0. em toneladas. estes procedimentos resultam em consumo intenso de materiais e mão-de-obra.1 78.6 23.0 Massa e tolerância por unidade de comprimento (kg/m) Massa Massa Massa Massa Massa Mínima Mínima nominal Máxima Máxima -10% -6% +6% +10% 0.523 0. • embalagem (feixe.2 38.5 9.456 Valores nominais Área da Seção (mm2) 4.5 17.3 50.8 69.115 0.9 78.187 0.395 0. concluímos que racionalizar ou otimizar a fôrma corresponde a 8% do custo de construção. depende da exatidão e rigidez das fôrmas e de seus escoramentos.230 0.302 0.5 125.163 0.269 0.5 50.245 0.578 1. o comprador deve no mínimo indicar: • número da Norma.4 3.034 0.2 380.8 28.Tabela 11.084 5.9 804. rolo) 11.580 0. As fôrmas podem variar cerca de 40% do custo total das estruturas de concreto armado. 251 .209 0.4 11.3 13.235 0.0 22.692 9.5 16.7 201.

As tábuas podem ser reduzidas a qualquer largura. em relação as fôrmas. 252 . as fôrmas devem ser limpas.00 cm. para que a estrutura não seja prejudicada: a) Antes de concretar. b) Antes de concretar. Portanto. 2. Na concretagem devemos tomar algumas precauções. • tipo de estrutura a ser moldada. 2. armação e concreto). timburi. ou podemos utilizar também o aço.5 x 5. • custo dos componentes e mão-de-obra.0 cm. papelão etc. No ciclo de execução da estrutura (forma. estamos considerando os custos diretos. A escolha destes materiais é determinada em função de uma série de fatores: • número de utilizações previstas.0 cm ( 1"x 10 ").1 . que podem alcançar níveis representativos. b) Devem ser praticamente estanques. dos quais os mais comuns são os de 2. eventuais atrasos.0 cm. desdobradas em sarrafos. • equipamentos para transporte. 2. 11.0 cm ( 1" x 12 ").0 cm ( 1" x 8" ). c) Deve ser projetado para serem utilizadas o maior número possível de vezes. tendo como principal componente a madeira. • investimento inicial. 2. • cronograma da obra. a) Tábuas de madeira serrada: As tábuas mais utilizadas são o pinho de 2º e 3º.5 x 30. o caminho crítico. e similares. • cargas atuantes. sendo as bitolas comerciais mais comuns de: 2. c) Não colocar a agulha do vibrador entre a fôrma e as armaduras. Portanto devemos satisfazer alguns requisitos para a sua perfeita execução. alumínio plástico. existem os chamados indiretos. 2.5 x 25. isso pode danificar os painéis. • textura requerida da superfície do concreto. o item forma é geralmente. o cedrilho.5 x 15. o seu ritmo estabelece o ritmo das demais atividades e.5 x 20.5 x 10.5 x 7.Nessa análise.2.0 cm. responsável por cerca de 50% do prazo de execução do empreendimento. etc. que são: a) Devem ser executadas rigorosamente de acordo com as dimensões indicadas no projeto.Materiais e ferramentas As formas são fabricadas a partir de grande variedade de materiais. as fôrmas devem ser molhadas até a saturação. e ter a resistência necessária. A forma é responsável por 60% das horas-homem gastas para execução da estrutura os outros 40% para atividade de armação e concretagem.

Elevado módulo de elasticidade e resistência razoável .Devem ter as seguintes qualidades: . As chapas coladas com cola fenólica são mais resistentes ao descolamento das lâminas quando submetidas à umidade.0mm.0 x 6. Devem. 5.0 cm.0 cm.0. a qual não pode ser feita no terço médio do seu comprimento. nestes casos. devemos colocar tábuas ou pranchas que deverão ser maiores quando mais fracos forem os terrenos.0 x 7. os topos das duas peças devem ser planos e normais ao eixo comum. prever travamentos horizontais e contravontamentos para evitar flambagem. As chapas têm acabamento resinado.0 cm. para evitar recalques.10 m e espessura que variam de 6. coladas por cola "branca" PVA. 12.0 x 12. além dos escoramentos tubulares metálicos.0cm e 6. 8. Cuidado com emendas nos pontaletes !!! Cada pontalete de madeira só poderá ter uma emenda. As chapas de madeira compensada.0 x 8. São compostas por diversas lâminas adjacentes com espessura entre 1 mm e 5 mm. a x b . Nos pontaletes com mais de 3. ou cola fenólica.(Tabela 11. Prever cunhas duplas nos pés de todos os pontaletes para possibilitar uma desforma mais fácil. Quando os pontaletes forem apoiar no terreno. as vigas 6. de modo a permitir a colocação das contra flechas. têm dimensões de 2. e nos vãos intermediários dos escoramentos.Não ser excessivamente dura . 10.00m. d) Pregos: Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT. mais usadas para fôrma.Baixo custo b) Chapas de madeira compensada: A madeira compensada é o composto laminado transversal mais utilizado em aplicações estruturais. de modo que as cargas dos pontaletes sejam distribuídas numa área maior. para utilização em estruturas de concreto armado revestida. para utilização em estruturas de concreto armado aparente. ser pregados cobre junta de sarrafos em toda a volta das emendas. c) Escoramentos : Podemos utilizar para escoramentos pontaletes de eucaliptos ou peças de peroba como os cibros 5.20 x 1. deve com certeza serem colocados. A designação dos pregos com cabeça será por dois nºs.0.0 x 16.3) 253 . Nas emendas. e acabamento plastificado.0 cm.

Alguns tensores podem ser perdidos.7 X 40. suportando a pressão do concreto fresco.9 X 61.24 3.0 X 61.53 3.46 2.46 2.7 X 54.0 X 47.Escoramentos: 18 x 27 19 x36 15 x 15 18 x 27 19 x 36 18 x 27 O diâmetro deve ser escolhido entre 1/8 e 1/10 da espessura da peça de menor espessura.0 X 11.4 mm 18 = 3. Tabela 11.4 X 61.4 X 33.68 2. sendo cortados após a desforma.Dimensões dos pregos em "mm" NÚMERO 5X5 15 X 15 15 X 18 15 X 21 16 X 18 16 X 21 16 X 24 17 X 21 17 X 24 17 X 27 17 X 30 18 X 24 18 X 27 18 X 30 18 X 36 19 X 27 19 X 33 19 X 39 DIMENSÕES EM mm 1.46 3.0 X 67.Fôrmas de tábuas: .14 Os pregos mais utilizados para a execução das fôrmas são: .02 3.80 3.14 3.3 mm. outros podem ser removidos completamente e reutilizados (este sistema é o melhor) (Figura 11.68 2. Normalmente são utilizados como tensores vergalhões de aço com partes soldadas.4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" .9 X 74.Fôrmas de chapas: .4 X 54.a = refere ao diâmetro.3 .0 X 54.90 2.02 3.4 X 47. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga. vigas altas. 254 .4 X 67. painéis.02 3.24 3.2.4 X 81.4). roscas e porcas ou acessórios especiais.7 X 47.50 2. e) Tensores: Os tensores são utilizados para conectar formas de pilares.24 3.4 X 40.80 3.9 X 88. é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2.

Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas Devemos deixar os materiais em locais cobertos.5 . Para a execução das fôrmas além das ferramentas de uso do carpinteiro. etc.Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas A mesa de serra deve ter uma altura e todos os sistemas de proteção que permita proceder ao corte de uma seção de uma só vez. As dimensões da mesa de serra devem ser coerentes com as dimensões das peças a serrar.4 . lima. No manuseio das chapas compensadas deve-se tomar o cuidado para não danificar os bordos. e ainda é de 255 .5). se utiliza uma mesa de serra circular e uma bancada com gabarito para a montagem dos painéis (Figura 11. Figura 11. como o martelo. protegidos do sol e da chuva. serrote.tensores espaguetes Figura 11.

2 .6 . colunas e vigas. geralmente feitas de sarrafos ou caibros. 6 .GRAVATAS: Peças que ligam os painéis das formas dos pilares. geralmente feitas de sarrafos ou caibros. dos painéis de vigas. 12 . 7 . destinadas ao apoio dos painéis de lajes e das peças de suporte dos painéis de laje (travessões e guias).PAINÉIS: Superfícies planas. Geralmente feitas de caibros ou tábuas trabalhando a cutelo ( espelho ).Tipos de disco para corte de tábuas e chapas compensadas 11. paredes. 5 . formadas por tábuas ou chapas.CANTONEIRAS: Peças triangulares pregadas nos ângulos internos das fôrmas.6).Peças utilizadas na execução das fôrmas: São dados diversos nomes às peças que compõem as fôrmas e seus escoramentos as mais comuns são: 1 . 9 . 4 . os travessões são suprimidos. no caso de utilizar tábuas. 256 . 3 .grande importância adotar um disco de serra com dentes compatíveis com o corte a ser feito (Figura 11. Geralmente feitos a de caibros ou varas de eucaliptos.GUIAS: Peças de suporte dos travessões.2.FACES: Painéis que formam os lados das fôrmas das vigas.FUNDO DAS VIGAS: Painéis que forma a parte inferior das vigas. etc.MONTANTES: Peças destinadas a reforçar as gravatas dos pilares.TRAVESSAS: Peças de ligações das tábuas ou chapas.2 . Os painéis formam os pisos das lajes e as faces das vigas. pilares.PÉS.PONTALETES: Suportes das fôrmas das vigas.TRAVESSÕES: Peças de suporte empregados somente nos escoramentos dos painéis de lajes. pilares. 10 . paredes. 8 . 11. Figura 11. Geralmente feitos de caibros ou varas de eucaliptos.DIREITOS: Suportes das fôrmas das lajes.TRAVESSAS DE APOIO: Peças fixadas sobre as travessas verticais das faces da viga.

Devem ser bem fixados com pregos (18x27 ou 19x36) nas ligações com a fôrma e com os apoios (estacas ou engastalhos). prever contraventamentos em dois ou mais pontos de altura.7 e 11. Consiste na ligação das fôrmas entre si.ESCORAS (mãos . destinadas a limpeza.TRAVAMENTO: Ligação transversal das peças de escoramento que trabalham a flambagem. geralmente usadas aos pares. 11.francesas): Peças inclinadas. 14 . 15 .8). 16 . 18 .. temos que prever contraventamentos em duas direções perpendiculares entre si (Figuras 11.3 . 20 . trabalhando a compressão. ou como apoio extremo das escoras. e nos casos de contraventamentos longos prever travessas com sarrafos para evitar flambagem (Figuras 11. 257 .Nos Pilares Os pilares são formados por painéis verticais travados por gravatas.CALÇOS: Peças de madeira os quais se apoiam os pontaletes e pés direitos por intermédio de cunhas.CONTRAVENTAMENTO: Ligação destinada a evitar qualquer deslocamento das fôrmas.ESPAÇADORES: Peças destinadas a manter a distância interna entre os painéis das formas de paredes. lajes etc. fundações e vigas. para garantir o prumo..JANELAS: Aberturas localizadas na base das fôrmas. 21 .8) os quais deverão estar bem apoiados no terreno em estacas firmemente batidas ou engastalhos nas bases. 19 .13 . Quando os pilares forem concretados antes das vigas. destinadas à ligação e a emenda das peças de escoramento.CUNHAS: Peças prismáticas.2. Em pilares altos. 17 . geralmente empregadas como suporte e reforço de pregação das peças de escoramento.7 e 11.Detalhes de utilização: a) .TALAS: Peças idênticas aos chapuzez.CHAPUZES: Pequenas peças feitas de sarrafos.

7 .Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares bem como das janelas 258 . para concretagem em etapas nos pilares altos. Não devemos esquecer de deixar na base dos pilares uma janela para a limpeza e lavagem do fundo. bem como deixar janelas intermediárias.8 . Esta janela tem a função de facilitar a vibração evitando a desagregação do concreto.8).1 9 21 10 2 Figura 11. Na parte inferior dos pilares. 9 10 1 2 21 Figura 11.0m (Figura 11. a cada 2. responsável pela formação de vazios nas peças concretadas"bicheiras".Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares Devemos colocar gravatas com dimensões proporcionais às alturas dos pilares para que possam resistir ao empuxo lateral do concreto fresco. as distância entre as gravatas devem ser máximo de 30 a 40 cm.

0 ou 10.Tipos de reforços em gravatas 259 .9 .Tipo 3 = caibro com dois sarrafos de 2.0 cm Figura 11.Tipos de gravatas utilizadas em pilares (Cardão.Tipos de gravatas usuais para o fechamento dos painéis dos pilares: . (1) (2) (3) Figura 11. de 2.Tipo 1 = sarrafo simples.Tipo 2 = dois sarrafos de 2. ou ainda com espaguetes. tensores.10 .0 ou 10 cm . que podem ser introduzidas dentro de tubos plásticos para serem reaproveitados ( seção 3) (Figura 11.5 x 7.5 x 7.1969) Além das gravatas podemos reforçar as formas dos pilares com arame recozido nº12 ou nº 10 (seção 2).5 x 7.0 ou 10 cm .10).

principalmente nas vigas altas.para as gravatas : 0.20m . 0.00 a 1.11). E verificarmos se as distâncias entre eixos (para o sistema convencional) são as seguintes: . espaguetes ou tensores . Sarrafo de pressão Figura 11. escoramentos e contraventamentos suficientes para não sofrerem deslocamentos ou deformações durante o lançamento do concreto. evitando as "barrigas" ou superfícies tortas.00m lajes Nas formas laterais das vigas. para evitar a abertura da forma (Figura 11. Na base da forma e sobre as guias é importante pregar um sarrafo denominado “sarrafo de pressão”.11 .50 m .para caibros horizontais das lajes : 0.80m .11) ou contra o piso ou terreno.entre mestras ou até apoio nas vigas : 1. Devemos certificar se as formas têm as amarrações.60 a 0.Detalhe de uma fôrma de viga 260 . não é suficiente a colocação de gravatas ancoradas através do espaço interior das fôrmas com arame grosso (arame recozido nº 10).50. é necessário prever também um bom escoramento lateral com as mãos francesas entre a parte superior da gravata e a travessa de apoio (Figura 11. que não são travadas pelos painéis de laje.b)-Nas vigas e lajes As fôrmas das vigas são constituídas por painéis de fundo e painéis das faces firmemente travadas por gravata.entre pontaletes das vigas e mestras das : 1. mãos-francesas e sarrafos de pressão.

Detalhe da Fôrma das vigas sem sarrafo de pressão 261 .Outros tipos de fôrmas e escoramentos de vigas: Figura 11. 1969) Figura 11.13 .Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão (Cardão.12 .

15b .Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas Figura 11.Detalhes da fôrma das lajes maciças Figura 11.Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 262 .Figura 11.14 .15a .

17 . Figura 11. Pode ser utilizada mata-juntas.Detalhe da fôrma utilizando tábuas 263 . Isso pode ocorrer principalmente em pequenas obras.4 . Figura 11.16 . Devemos evitar o fechamento das juntas com papel de sacos de cimento ou de jornais. fita adesiva e até mastiques elásticos (Figura 11.Colocar as tábuas das formas com o lado do cerne voltado para dentro (Figura 11.2. para evitar que as juntas se abram. .Juntas das Fôrmas As juntas das fôrmas devem ser fechadas para evitar o vazamento da nata de cimento que pode causar rebarbas ou vazios na superfície do concreto.17). o que não é muito eficiente.16).Fazer o fechamento das juntas pouco antes da concretagem.11.Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-juntas e fita adesiva Recomendações: .

São encontradas de tres maneiras: a) Madeira : o escoramento das vigas são executadas em madeira por sistema chamados de garfos ou H de viga.11.6kN/m². às vezes utiliza-se roldanas e corda para a subida vertical do equipamento (Figura 11.4 a 0. não necessitando do emprego de equipamentos para o içamento das peças. e somente se necessário.Escoramento de madeira tipo "H" 264 .2.18 . sendo sua aplicação feita manualmente.19). e as lajes formadas por escoras.Sistema de forma leve São sistemas em que se utiliza mão-de-obra manual. ou seja. b) Misto :É um sistema que utiliza escoramento metálico com finalidade de suporte de carga sendo a fôrma revestida com chapas de compesado e podem ser dimensionadas para uma pressão que pode chegar até 60k/m².18).5 . O peso próprio dessas formas variam de 0. longarinas e transversinas de madeira (Figura 11. Figura 11.

paredes e núcleos de edificações. de grua ou guindaste. por uma estrutura de alumínio e compensado.00 kN/m2.Figura 11.6 . 11.13kN/m2.2. As fôrmas metálicas chegam a Ter um peso próprio de aproximadamente 0. forrando o painel. barragens. reservatórios. Esses painéis são estruturados e a forma pesa em média de 0.6 a 1. por exemplo. geralmente. 265 . compostos por painéis leves constituídos.Escoramento metálico c) Industrializado metálico: São aqueles sistemas em que praticamente se utilizam elementos metálicos para fôrma e escoramento. consistindo como bastante leves.19 . São utilizados compensados e vigas metálicas em aço ou alumínio Os painéis estruturados tem grandes aplicações em obras-de-arte.Sistema médio de fôrmas São sistemas que se utilizam equipamentos para o içamento dos painéis com a utilização.

11.20 . paredes. Essa estrutura fica apoiada sobre escoras ou treliças metálicas sob roldanas para a locomoção do sistema.8 kN/m2. Consiste essa modalidade de escoramento na utilização da chamada mesa voadora que é uma estrutura metálica forrada por compensado sobre vigas mistas em alumínio ou aço. sem grua. sendo as fôrmas elevadas por comando hidráulicos. todo o conjunto seja levado à lateral da edificação e transportado por meio de grua para os pavimentos ou área de trabalho superiores ou próximos. após a desforma. 11.2. As principais aplicações desses sistemas são os muros.2.Sistema trepante e auto-trepante São sistemas que com carro e cursor variável permitem deslocar a fôrma para frente e para trás na plataforma de trabalho. As mesas voadoras pesam em média de 0.4 a 0.Fôrma trepante 266 . Podem ser empregados em estruturas com mais de 100m de altura.8 . galerias e principalmente lajes.Sistema pesado de fôrmas São sistemas nos quais que se utilizam gruas para o içamento da fôrma. para que.7 . Figura 11.

o processo exige concretagem contínua. máquina ou policorte de bancada (Figura 11.3 .2. tesoura. núcleos de prédios.RECOMENDAÇÕES QUANTO AO MANUSEIO E COLOCAÇÃO DAS BARRAS DE AÇO 11.Sistema de fôrmas deslizante São sistemas de fôrmas que deslizam verticalmente impulsionadas por macacos hidráulicos com aproximadamente 1. Podemos utilizar desde uma simples segueta (para pequenas bitolas). 267 . grandes pilares. e apoiadas por barras de aço presas nas paredes de concreto (Figura 11. São de pequena altura. Esse sistema se aplica especialmente às obras verticais de reservatórios elevados.2 ton. chaminés cilíndricas e torres para telecomunicações. poços de elevador e escadas. de capacidade.3. sendo que a plataforma de trabalho dos operários sobe junto com a fôrma. com o auxilio de ferramentas e máquinas apropriadas. Uma barra bem desempenada aumenta o rendimento e proporciona bom aspecto.21).20). antes de ser dobrada. silos verticais.21 – Equipamentos utilizados no corte das barras de aço Após o corte as barras devem ser endireitadas.11. Tesoura máquina de cortar ferro Figura 11. sobre a bancada. revestimentos de poços.1 – Corte O corte das barras de aço consiste em dividir uma barra na dimensão indicada no projeto.9 . 11.

3.2 . para as quais.22).11. quando do seu dobramento através de ferramentas manuais. chegando a romper por tração (Figura 11. dobras) BITOLAS POL mm 3/16" 5 1/4" 6. Caso as barras continuem quebrando. operários menos experientes não atentam para a necessidade de substituir o diâmetro do pino de dobramento. Figura 11. Este fato é observado na maioria das vezes em obras onde existe grande variabilidade de bitolas.22 – Bancada com pino de dobramento A recomendação para estes casos.(Ganchos. que os diâmetros dos pinos sejam os mais próximos possíveis aos especificados na Tabela 11. recomendamos que sejam feitos ensaios de caracterização do lote. Para algumas bitolas eles são finos levando a barra.4 . Tabela 11.5 para os estribos.4 para ganchos e dobras e na Tabela 11.Dobramento das barras Em algumas obras encontramos casos de quebra de barras de aço.5 5/8" 16 3/4" 20 1" 25 11/4" 32 CA 25 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 5φ 5φ 5φ CA 50 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 8φ 8φ 8φ CA 60 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 268 .3 5/16" 8 3/8" 10 1/2" 12.Diâmetros dos pinos de dobramento . a sofrerem um ensaio extremamente rigoroso de dobramento.

É importante amarrar bem para que os ferros não saiam da sua posição durante a concretagem.5 . dando forma as estruturas de acordo com o projeto estrutural.3. Ponto simples Ponto volta-seca ou rabo de macaco Ponto flor ou cruzado Ponto laçada Figura 11. volta-seca. Os pontos mais conhecidos na amarração são: ponto simples.Tabela 11.Diâmetros dos pinos de dobramento .Estribos BITOLAS (mm) ≤ 10 10 < ø >20 ≥ 20 CA 25 3 øt 4 øt 5 øt CA 50 3 øt 5 øt 8 øt CA 60 3 øt - 11.23).3 – Montagem das armaduras Montagem das armaduras consiste em unir peças de aço com auxílio da torquês e do arame recozido nº18.23 – Pontos de amarração usuais 269 . laçada e flor (Figura 11.

não deve ser permitido que as mesmas sejam dobradas para alcançar sua posição (engarrafamento das armaduras). recomendamos como principal a fiscalização das ferragens. Caso as recomendações citadas não forem obedecidas.falta de amarração adequada.Barras de espera de pilares O que acontece com as barras de espera. recomendamos que se execute um quadro de madeira para servir de apoio às barras de espera e que o mesmo seja fixado no restante da armadura (Figura 11. . devendo nestes casos consultar o projetista.descuidos na locação dos pilares. pois acontece em obras em que as esperas dos pilares não coincidem com sua localização em planta. deixando as barras de espera fora de posição após a concretagem. Figura 11.24).4 . Para evitar esse problema. Para que isso ocorra. tais como: . Para melhorar a rigidez da armadura impedindo o seu deslocamento.11.3. é quanto ao seu posicionamento.movimentação das barras durante a concretagem. .Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 270 .24 . as causas podem ser diversas. etc.

mas os vazios formados pela elevada granulometria faz com que a pasta de cimento escoe formando vazios no concreto “bicheiras”. sapatas.3.As esperas de pilares (arranques) têm o comprimento mínimo dado por Norma NBR 6118/2003 (Tabela 11. suas armaduras. não devem. quando presente em solução produz. Para que isso não ocorra recomendamos que seja colocada no fundo das valas uma camada de concreto magro (lastro de concreto não estrutural) Figuras 11. freqüentemente presentes em solos e águas subterrâneas. a lixiviação significa a extração ou dissolução dos compostos hidratados da pasta de cimento • Todas as vigas baldrames. o que deve ser respeitado.26.1994) Fck (Mpa) CA-50A . poderia ser utilizada como lastro.6). 271 . Líquidos que possam lixiviar o cimento.5 . a ação dos sulfatos. que tem volumne consideravelmente maior do que os compostos iniciais.Comprimentos básicos para as esperas de acordo com o fck do concreto (Fusco. ao reagir com o hidróxido de cálcio e com o aluminato tricálcico hidratado. Merecem menção dentre tais agentes agressivos: • Íons sulfatos. Porque as armaduras poderão ficar descobertas pelo concreto o que ocasionará a corrosão. A pedra britada. salvo recomendações do calculista. Tabela 11. serem apoiadas diretamente sobre o solo. podendo deixar as armaduras expostas. e principalmente os blocos de estacas. levando a expansão e desagregação do concreto.25 e 11.Armação de Fundação As fundações das estruturas podem ser expostas a agentes agressivos presentes nas águas e/ou solos de contato. o gesso e o sulfo-aluminato de cálcio.6 .Barra estriada Boa aderência Má aderência 15 40φ 56φ 20 32φ 45φ 25 28φ 40φ 30 24φ 34φ 35 22φ 31φ 40 20φ 28φ 11.

3.Figura 11.25 . Quando não houver indicações. Emendas soldadas de aço CA-50 podem ser feitas com solda especial.6 . as emendas devem ser feitas na zona de menor esforço de tração.26 . Em qualquer caso o comprimento da emenda mínima deve ser ≥15φ ou ≥20cm.7 .Emendas As emendas de barras por transpasses devem ser feitas rigorosamente de acordo com as recomendações do projetista. As emendas com luvas são excelentes. mas nunca em mais barras do que a metade. em várias .Lastro de britas sob os blocos de estacas 11. se necessário. alternadas em diversos locais de uma seção (NBR 6118/2003). é necessário que haja um mínimo de afastamento entre as 272 .barras.Afastamento mínimo das barras Como o concreto deve envolver toda a armadura e que não se apresente falhas de concretagem.3.Lastro de brita sob as vigas baldrames Figura 11. 11.

limpa e impermeável (preferencialmente em "caixotes") (Figura 11. é conveniente observar a consistência da massa. durabilidade e qualidade. Admite-se que entre as barras tanto na vertical como na horizontal pelo menos 2 cm e não menos do que o próprio diâmetro da barra. A mistura dos materiais deve ser realizada sobre uma plataforma.28). sem perder água. Depois de bem misturados. espalhando-o de modo a cobrir a areia e depois se realiza a primeira mistura. tomando-se o cuidado para que não escorra para fora da mistura. a fim de facilitar o lançamento do concreto.1 . O concreto preparado manualmente é aceitável para pequenas obras e deve ser preparado com bastante critério seguindo no mínimo as recomendações abaixo: • Deve-se dosar os materiais através de caixas com dimensões pré-determinadas. pouco a pouco. • • • • Para regular a quantidade de água e evitar excesso. ou com latas de 18 litros.4 .4. 11. Cuidado com o congestionamento formado pelas armaduras das vigas com as dos pilares. que é prejudicial. se junta à quantidade estabelecida de pedra britada. com o objetivo de garantir sua homogeneidade. pois a mistura das diversas massadas. A seguir faz-se um buraco no meio da mistura e adiciona-se a água.Concreto preparado manualmente Devemos evitar este tipo de preparo. 273 .COMO SE PREPARA UM BOM CONCRETO Faremos aqui algumas recomendações sobre o preparo do concreto.29). a forma da espremedura deve permanecer.27). com pá ou enxada até que a mistura fique homogenia (Figura 11. 11. Se espremido com a mão um punhado de massa. e excesso de areia ou pedra no enchimento das mesmas deve ser retirado com uma régua.barras. não fica com a mesma homogeneidade. sobre essa camada esvazia-se o saco de cimento. Espalha-se a areia formando uma camada de 10 a 15 cm. de madeira ou cimento. a superfície deve ficar úmida. caso a mistura for realizada sobre superfície impermeável sem proteção lateral "caixotes" (Figura 11. misturando os três materiais (Figura 11.27). da seguinte maneira: • • Se a plainada com a pá.

4. medidas de areia e pedra do item 11. 274 .4.27 . em primeiro lugar.Mistura da areia e do cimento sobre superfície impermeável Figura 11.28 .2 .30): • É boa a prática de colocação.Adição das britas Figura 11. e em seguida do agregado graúdo. pois a betoneira ficará limpa.1.Concreto preparado em betoneira Recomendam-se o mesmo cuidado no enchimento das caixas ou latas. Os materiais devem ser colocados no misturador na seguinte ordem (Figura 11.29 .Figura 11.Colocação da água 11. parte da água.

haverá uma boa distribuição de água para cada partícula de cimento.Tempos mínimos de mistura de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira TEMPOS MÍNIMOS DE MISTURA Misturador tipo Tempo mínimo de mistura (seg. Tabela 11. Finalmente. pois havendo água e pedra.30 . Colocar o restante da água gradativamente até atingir a consistência ideal. coloca-se o agregado miúdo. que faz um tamponamento nos materiais já colocados.Sequência da mistura em betoneira 275 .• • • É boa a regra de colocar em seguida o cimento.7 . haverá ainda uma moagem dos grãos de cimento. O tempo de mistura deve ser contado a partir do primeiro momento em que todos os materiais estiverem misturados.) Eixo Vertical Eixo Horizontal Eixo inclinado 30 d 90 d 120 d Figura 11. Podemos estabelecer os tempos mínimos com relação ao diâmetro "d" da caçamba do misturador. em metros (Tabela 11. não deixando sair o graúdo em primeiro lugar.7).

11.Nunca adicione somente água.Limite de abatimento (Slump-Test) para diversos tipos de concreto Valores de abatimento em – mm Tipo de execução de concreto: Regular ou razoável Rigoroso Agregados em volume Agregados Sem ou com controle em peso tecnológico Vibração sem com com Min.OBS: Os materiais devem ser colocados com a betoneira girando e no menor espaço de tempo possível. OBS: .Programação do concreto: devemos conhecer alguns dados.8 Tabela 11. Máx. até atingir a consistência adequada. Máx.3 . o que devemos saber é programar e receber o concreto. Tabela 11. tais como: • localização correta da obra • o volume necessário • a resistência característica do concreto a compressão (fck) ou o consumo de cimento por m³ de concreto. . adicione a areia e a pedra aos poucos. 20 40 20 60 10 50 30 80 30 70 20 60 60 80 50 70 40 60 80 110 70 90 60 80 70 --------30 60 --------100 --------100 80 --------60 80 90 30 50 20 10 80 100 130 80 70 50 30 50 70 80 20 30 10 0 70 90 100 70 40 30 20 Tipo de Construção Consistência (Trabalhabilidade) Fundações e muros não armados Fundações e muros armados Estruturas comuns Peças esbeltas ou com excesso de armadura Concreto aparente Concreto bombeado – até 40m Mais de 40m Elementos pré fabricados Lastros-pisos Pavimentação Blocos maciços(concr. Socado) Firme Firme até plástico Plástico Mole até Plástico Plástico até mole Mole Muito mole Plástico até firme Firme até plástico Firme Muito firme 276 .4. coloque mais cimento e água. Min. Se ficar seco. Min.Concreto dosado em central Para a utilização dos concretos dosados em central. Máx.Devemos sempre colocar um operário de confiança para operar a betoneira. • a dimensão do agregado graúdo • o abatimento adequado (slump test). Se o concreto ficar mole. pois isso diminui a resistência do concreto. pois é ele que controla o lançamento dos materiais. deixe misturar no mínimo por 3 min.8 . Depois de colocados os materiais. a) . na proporção de 5 partes de cimento por 3 de água.

• adense a camada junto a base e no adensamento das camadas restantes. • coloque o cone sobre a placa metálica bem nivelada e preencha em 3 camadas iguais e aplique 25 golpes uniformemente distribuídos em cada camada.Recebimento: antes de descarregar. bem como o intervalo de entrega entre caminhões.31).A programação deve ser feita com antecedência e deve incluir o volume por caminhão a ser entregue. Para isso devemos executá-lo como segue: coletar a amostra de concreto depois de descarregar 0. para isso devemos ter alguns cuidados: aplicar sempre o vibrador na vertical vibrar o maior número possível de pontos o comprimento da agulha do vibrador deve ser maior que a camada a ser concretada. aditivo se utilizado Se tudo estiver correto.Aplicação do concreto em estruturas Na aplicação do concreto devemos efetuar o adensamento de modo a tornálo o mais compacto possível. a haste deve penetrar até a camada inferior adjacente. • não vibrar a armadura • não imergir o vibrador a menos de 10 ou 15 cm da parede da fôrma • mudar o vibrador de posição quando a superfície apresentar-se brilhante. b) . só nos resta verificar . • • • 277 .4 . o abatimento (slump test) para avaliar a quantidade de água existente no concreto. O método mais utilizado para o adensamento do concreto é por meio de vibrador de imersão (Figura 11.4. • 11.5 m³ de concreto ou ≅ 30 litros. • retirar o cone e com a haste sobre o cone invertido meça a distância entre a parte inferior da haste e o ponto médio do concreto. deve-se verificar: • • • o volume do concreto pedido a resistência característica do concreto à compressão (fck).

O concreto deverá ser vibrado com vibrador específico para tal. lajes como segue: • a) Nos pilares Verificar o seu prumo. antes da concretagem. • e alguns cuidados nos pilares. Em casos de pilares altos.31 . e contraventá-las. e não a "marteladas" como o usual. a 2. evitando com isso a queda do concreto de uma altura fazendo com que os agregados graúdos permaneça no pé do pilar formando ninhos de pedra a vulgarmente chamado "bicheira". Engravatar a fôrma a cada aproximadamente 50 cm.Aplicação do vibrador na vertical Porém antes da aplicação do concreto nas estruturas devemos ter alguns cuidados: a altura da camada de concretagem deve ser inferior a 50 cm. Fazer um "cachimbo" nas janelas para facilitar a concretagem (Figura 11.00m fazer uma abertura "janela" para o lançamento do concreto.32). e fazer com que a fôrma fique travada nos "engastalhos". vigas. facilitando assim a saída das bolhas de ar. fazer a remoção e limpeza da sua base. 278 . Podemos ainda fazer uma outra abertura no pé do pilar para.Figura 11.

mãos-francesas etc.32 .Nas vigas Deverá ser feito formas. no momento de vibração. par evitar. respectivamente. As emendas de concretagem devem ser feitas de acordo com a orientação do engenheiro calculista. Verificar a estanqueidade das fôrmas. fazer as emendas à 45º (Figura 11.. Limpar as fôrmas e molhá-las antes de concretar As vigas deverão ser concretadas de uma só vez. pois os momentos negativos e positivos.engastalho Figura 11. através de gavatas. contraventadas a cada 50 cm. onde geralmente os esforços são menores.Cachimbo para facilitar a concretagem b) . a emenda deve ser feita a 1/4 do apoio. Devemos evitar as emendas nos apoios e no centro dos vãos. 279 .33). são máximos. caso não haja possibilidade. Caso contrário. a sua abertura e vazamento da pasta de cimento.

" (Figura 11.34) 280 . devemos fazer a limpeza das pontas de arame utilizadas na fixação das barras. evitando que a mesma absorva água do concreto. transmitida pela armadura. A superfície deve ser limpa. c) .Figura 11. com a utilização dos chamados "Caranguejos.após a interrupção. Garantir que a armadura negativa fique posicionada na face superior. prejudique o concreto em início de endurecimento e quanto a aderência do concreto as barras de aço. fazer a limpeza e umedecimento das formas antes de concretagem. e para maior garantia de aderência do concreto novo com o velho devemos: 1º retirar com ponteiro as partículas soltas 2º molhar bem a superfície e aplicar 3º ou uma pasta de cimento ou um adesivo estrutural para preencher os vazios e garantir a aderência. através de imã. 4º o reinicio da concretagem deve ser feito preferêncialmente pelo sentido oposto.33 . formando poças. O umedecimento nas fôrmas de laje maciça não pode originar acúmulo de água. isenta de partículas soltas.Nas Lajes Após a armação.Emendas de concretagem em vigas realizada à 45 0 Quando uma concretagem for interrompida por mais de três horas a sua retomada só poderá ser feita 72 horas . este cuidado é necessário para evitar que a vibração do concreto novo.

Figura 11.Detalhe da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras das lajes Recomendamos o uso de guias de nivelamento e não de pilaretes de madeira para nivelarmos a superfície das lajes.35) Figura 11.Detalhe das guias de nivelamento 281 . (Figura 11.34 .35 .

a resistência ao fogo. Na execução.9 . sejam feitas e apoiadas diretamente sobre as formas. repingos de maré) Muito Forte 20 25 Cobrimento nominal (mm) 25 35 30 40 45 50 282 . Desta forma evitaremos a vibração excessiva das armaduras com eventual risco de aderência na parte de concreto já parcialmente endurecido.38). (Tabela 11. Figura 11. devemos fazer cumprir os cobrimentos mínimos exigidos no projeto e dado pela NBR6118/2003. Devemos em todos os casos garantir o total cobrimento das armaduras. como por exemplo. mas também pelos benefícios adicionais. lembrando que o aço para concreto armado estará apassivado e protegido da corrosão quando estiver em um meio fortemente alcalino propiciando pelas reações de hidratação do cimento. Os cobrimentos estão sempre referidos à superfície da armadura externa.37 e 11.36 .Cobrimento da armadura A importância do Cobrimento de concreto na armadura é de vital importância na durabilidade.Cobrimento das armaduras Agressividade componentes laje Viga/pilar Fraca (Rural.36).9) Tabela 11. 11. em geral à face externa do estribo. independentes da armadura (Figura 11.Passarela para concretagem apoiadas na fôrma. para movimentação de pessoal no transporte de concreto. submersa) Moderada (Urbana) Forte (Marinha.Recomendamos ainda que as passarelas.4. deve ser dada atenção apropriada aos espaçadores para armadura e uso de dispositivos para garantia efetiva do cobrimento especificado (Figuras 11. Industrial) (Industrial. É preocupante ao constatar que esse ponto é freqüentemente negligenciado.5 . e a deslocação das mesmas principalmente as armaduras negativas.

(para fazer gelo). que além de mais econômicas. • cordões de argamassa.OBS: Pode-se considerar um microclima com uma classe de agressividade mais branda para ambientes internos secos (salas.Pastilhas plásticas 283 .38 . banheiros. • e = recobrimento Figura 11. isopor (caixa de ovos). cozinha. dormitórios. com o auxílio de formas de madeira..Pastilhas de argamassa Figura 11. aderem melhor ao concreto e podem ser facilmente obtidas na obra. metálica etc. para tal podemos empregar: pastilhas (espaçadores): plásticas (Figura 11. áreas de serviço de apartamentos.37 .38) ou de argamassa (Figura 11. residências e conjuntos comerciais ou ambientes com concreto revestido com argamassa e pintura..37).

ou por aplicação de compostos líquidos para formação de membranas.tipo de cimento. Para concretos com resistência da ordem de 15Mpa devemos curar o concreto num período de 2 a dez dias. durante o processo de hidratação dos materiais aglomerantes. Existem dois sistemas básicos para obtenção da perfeita hidratação do cimento: 1 – Criar um ambiente úmido quer por meio de aplicação contínua e/ou freqüente de água por meio de alagamento. terra.35 2 2 2 2 2 0. evitando a evaporação da água da mistura.4. uma temperatura favorável ao concreto. . A resistência potencial.10: Tabela 11. motivo de constante preocupação de engenheiros e construtores nacionais.: Deve-se ter cuidados para que os materiais utilizados não sequem e absorvam a água do concreto.Cura A cura é um processo mediante o qual mantém-se um teor de umidade satisfatório.70 10 10 10 5 5 284 . 2 – Prevenir a perda d’água de amassamento do concreto através do emprego de materiais selantes. bem como a durabilidade do concreto. como folhas de papel ou plástico impermeabilizantes. como mantas de algodão ou juta.65 7 7 7 5 5 0. molhagem.6 .a relação a/c e o grau de hidratação do concreto. areia. é necessário considerar dois aspectos fundamentais: . de acordo com a relação a/c utilizada e o tipo de cimento.55 3 3 5 3 3 0.10 . vapor d’água ou materiais de recobrimento saturados de água.Número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento a/c Cimento CPI e II 32 CPIV – POZ 32 CPIII – AF – 32 CPI e II – 40 CPV – ARI 0. OBS. se a cura for realizada adequadamente. etc. garantindo ainda. serragem. somente serão desenvolvidas totalmente.11. a) Tempo de Cura Para definir o prazo de cura. palha. conforme mostra a Tabela 11. A cura é essencial para a obtenção de um concreto de boa qualidade.

com concreto de relação a/c elevada – são as que menos cuidados recebem especialmente componentes estruturais. Ironicamente. as obras mais carentes de uma cura criteriosa – pequenas estruturas. a retirada das fôrmas e do escoramento deverá ser feito quando o concreto atingir a resistência característica à compressão ≥ 15 MPa. deve-se pedir ao calculista um programa de desforma progressiva. O maior dano causado ao concreto pela falta da cura não será uma redução nas resistências à compressão. exigindo um prolongamento do período em que serão necessárias as operações de cura. que retêm mais água e garantem o grau de umidade necessário para hidratar o cimento. Em certas condições. A falta de uma cura adequada age principalmente contra a durabilidade das estruturas. outros aspectos importantes na determinação do tempo total de cura e não podem deixar de ser mencionados. uma vez que. exceto as do item abaixo • vigas e arcos com vão maior do que 10 m • • • 3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias A desforma de estruturas mais esbeltas deve ser feita com muito cuidado. é prática usual nos canteiros de obras cuidarem da cura somente na parte superior das lajes. Nas obras de pequeno porte e de menor responsabilidade podemos. Além disso. temperatura. Secagens prematuras resultam em camadas superficiais porosas com baixa resistência ao ataque de agentes agressivos. que podem provocar fissuras e até trincas. geometria das peças. 11. desformar nos seguintes prazos: faces laterais retirada de algumas escoras faces inferiores.Há. atuam sobre a cinética da reação de hidratação do cimento: condições locais. Nessas condições haverá necessidade de considerar também a variável agressividade do meio ambiente. para evitar tensões internas não previstas no concreto. também. vento e umidade relativa do ar. além de atender ao exposto acima.7 . deixando-se algumas escoras bem encunhadas • desforma total. Em estruturas com vãos grandes ou com balanços. evitando-se desformas ou retiradas de escoras bruscas ou choques fortes. haverá necessidade de concretos mais compactos (menos porosos). área de exposição/volume da peça. Quando o cimento não for de alta resistência inicial ou não for colocado aditivo que acelerem o endurecimento e a temperatura local for adequada. de alguma forma. 285 . como pilares e vigas. pelo menos nas peças espessas.4.Desforma A desforma deve ser realizada de forma criteriosa. que pode ser definida pela relação. a qual é inicialmente controlada pelas propriedades das camadas superficiais desse concreto.

com concreto forte. Para os concertos nas falhas simples devemos assim proceder: remover o concreto solto. Estanqueidade. 286 . que são: a) Fôrma e Escoramento • • • • • Conferir a montagem baseada no projeto. que após a desforma de qualquer elemento da estrutura de concreto armado sejam fechadas falhas (bicheiras) do concreto.9 .11.4. b) Armadura • Bitolas. limpar bem as barras das armaduras descoberta removendo toda a ferrugem. • aplicar um adesivo a base de epóxi na superfície de contato do concreto e das barras de aço com o novo concreto de enchimento.O que devemos verificar antes da concretagem . • preenchimento do vazio. sendo aconselhável aplicar aditivo inibidor de retração (expansor). • • Figura 11.Consertos de falhas Devemos proibir. quantidades e dimensões das barras.Plano de Concretagem Antes da concretagem devemos verificar um conjunto de medidas a serem tomadas antes do lançamento do concreto objetivando a qualidade da peça a ser concretada. Limpeza e aplicação de desmoldante.8 . nas obras.39 .4. Capacidade de suporte da fôrma relativo a deformações provocadas pelo peso próprio ou devido às operações de lançamento.Método mais comum de consertos de falhas 11. para esconder eventuais descuidos durante a concretagem ou por outro qualquer motivo. picotar e limpar bem o lugar a ser reparado. Tratamento da superfície de contato.

vibradores de superfície (réguas vibratórias). prever local de acesso e de posicionamento para os caminhões e bomba. Cobrimento das armaduras (pastilhas. adensamento e cura do concreto. limitar o transporte a 60m. No caso de lançamento convencional verificar: o intervalo compatível de entrega do concreto. autobomba com lança. Prever interrupções nos pontos de descontinuidade (juntas. Evitar o adensamento a menos de 10cm da parede da fôrma devido a formação de bolhas de ar e perda de argamassa. Dimensionar a equipe envolvida no lançamento. lançar em camadas horizontais de 15 a 30cm. ponteiros. pás. 287 . encontros de pilares. Providenciar ferramentas diversas (enxada.) Providenciar tomadas de força para equipamentos elétricos. No caso de lançamento por bombas verificar: altura de lançamento.0cm da camada inferior. guincho. caçamba). início e intervalos das cargas. Durante o lançamento devemos evitar o acúmulo de concreto em determinados pontos da fôrma. espaçadores) Limpeza c) Lançamento • • • • • • • • • Programar antecipadamente o volume de concreto. esteira. Programar o tempo previsto para o lançamento. vibradores de imersão (agulha). vibradores externos (vibradores de fôrma). Iniciar o adensamento logo após o lançamento. bomba estacionária. iniciar a concretagem pela parte mais distante do local de recebimento do concreto. Fixação. guindaste. A cura deve ser contínua. O vibrador de imersão deve penetrar cerca de 5. a altura de lançamento não deve ultrapassar a 2. Especificar a forma de lançamento (convencional. lançar o mais próximo da sua posição final. caçamba).• • • • Posicionamento. lançar nova camada antes do início de pega da camada inferior. paredes com vigas ou lajes). desempenadeiras.0m. jericas. preparar rampas e caminhos de acesso. a partir da extremidade para o centro das fôrmas. e) Cura • • Iniciar a cura tão logo a superfície concretada tenha resistência à ação da água.. evitar a segregação e o acúmulo de água na superfície do concreto. Providenciar equipamentos e dispositivos (carrinhos. • • d) Adensamento • • • • Providenciar. etc.

avental. Para evitar quedas de materiais e objetos. dobra e manipulação de armações de aço devem ser utilizados os equipamentos de proteção individual obrigatórios (capacete. Madeira de desforma e estroncas devem ser armazenadas no centro do pavimento. calçado. danificadas ou improvisadas. devemos evitar o empilhamento e armazenamento próximo a beiradas de laje. cinturão de segurança tipo pára-quedista e trava-quedas). protetor auricular. luva e mangote de raspa. beirada das lajes. O içamento de materiais só deve ser feito por pessoal qualificado Para o transporte. ser fixadas nos pisos inferiores e superiores. com guarda-corpos de madeira. metal ou telados. emprego de escadas inadequadas devemos: proteger as beiradas das lajes. poços. escorregões ocasionados pela desforma. óculos de segurança contra impactos. As escadas devem ser dimensionadas em função do fluxo de trabalhadores.ANOTAÇÕES Noções de segurança: Para evitar quedas de pessoas em aberturas. Retirar da área de produção as ferramentas defeituosas. corte. - - - 288 .

Adobe – Tijolo feito com uma mistura de barro cru. Aço-carbono – Liga de aço e carbono que resulta num material leve e de grande resistência. produz reações oblíquas nos apoios A abóbada serve ainda de meio de suporte de pavimentos. lugar ou meio de ligação por onde se chega à entrada de um edifício ou à alguma parte dele. alvenaria. pisos etc. Aço – CA-50 – Aço para concreto armado de tensão característica e escoamento igual a 50 Kgf/mm . onde se guardam os vinhos e azeites. Abrasão – Desgaste causado nas superfícies pelo movimento de pessoas ou objetos. desbastar saliência ou alisar madeiras. No uso corrente. Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. tabuleiros de ponte. Na engenharia é uma estrutura de alvenaria ou concreto. 2 289 . Adega – Também conhecida como cava. vãos. conduites etc. estrume ou fibra vegetal. Carregada verticalmente. e tem como objetivo melhorar a comunicação e o entendimento com os profissionais envolvidos na construção.12 . curva. Acréscimo – É o aumento de uma construção. a abóbada tem origem num arco que se desloca e gira sobre o próprio eixo. Abrigo – Lugar destinado a proteger das intempéries. areia em pequena quantidade. quer no sentido horizontal. Aclive – Quando o terreno se apresenta em subida em relação à rua. Acetinado – Todo material tratado para ter textura semelhante ao cetim. formando novos compartimentos ou ampliando os existentes. Abertura – Termo genérico que indica todo e qualquer rasgo na construção (portas.VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO Este capítulo reúne a maior parte dos termos usados na construção civil. A palavra provavelmente. quer no vertical. realizadas ao término da estrutura. A Abaular – Dar forma curva. indica locais como garagem. tem origem no termo francês cave: lugar especial da casa. em geral no subsolo. também chamada de abrigo de carros. Abraçadeira – Peça metálica que. linha ou outra referência. Acabamento – Conjunto de operações de revestimentos e de finalização. Afastamento – Separação de um elemento construtivo em relação a um ponto. aplainar. normalmente fixa peças. Acesso – Passagem. Abóbada – Geométricamente. Afagar – Nivelar. que forma normalmente a cobertura de um recinto. como tubos. escadas. arqueada a uma superfície. janelas. valas).

Alçapão – Portinhola no piso ou no foro que dá acesso a porões. linhito. Profissional que estuda os níveis e as características do terreno para ajudar o arquiteto. por onde passam os eixos de simetria da seção. Z e L. Alambrado – Cerca feita com fios de arame que delimita um terreno. Agrimensura – Medição da superfície do terreno. T. forma argamassas e concretos. Almofada – Na marcenaria e carpintaria. Aldrava – o mesmo de aldraba. Alcova – quarto pequeno de dormir. peça com saliência superposta à superfície. permitindo a absorção da tinta. Aglomerado – Placa prensada. construir. que principia na cumeeira e segue até a beirada. sótãos ou desvão de telhado. Alicerce – Fundação. com o sem adição de água. aglutinante) substância que. Ângulo do telhado por onde correm as águas pluviais. Agregado – Material pétreo granuloso quimicamente inerte e sem poder aglutinante que. Aglomerante – (ligante. sem aberturas para o exterior. faz a ligação das partículas inertes por ação física ou por reação química. calor ou pressão. Água-mestra – Nos telhados retangulares de quatro águas. composta de serragem compactada com cola que pode ser fechada com duas lâminas de madeira ou não. Alinhamento – Linha que limita o lote urbano em relação à via pública. Conjunto de estacas e sapatas responsável pela sustentação da obra e transmitir ao solo de forma estável. 290 . Aos alpendres maiores dá-se o nome de varanda. Água furtada – Vão entre as tesouras do telhado.é o nome que se dá às duas águas de forma trapezoidal. engenheiro no seu trabalho. juntamente com água e um ligante. Argola de metal que fica do lado de fora da porta e serve de instrumento para bater à porta. turfa e madeira). Alma – Parede componente dos perfilados ou vigas U. Alpendre – Cobertura suspensa por si só ou apoiada em colunas. I. Agrimensor – Topógrafo. Trabalha o revestimento ainda úmido de paredes e tetos. misturada a um agregado.Afresco – Técnica de pintura. Alto-relevo – Saliência criada e definida numa superfície plana. As duas triangulares são chamadas de tacaniças. Geralmente fica localizada na entrada da casa. Almoxarifado – Depósito dos materiais de uma obra ou empresa. resultante da destilação de materiais (hulha. Água do telhado – Cada uma das superfícies inclinadas da cobertura. Altura (de uma edificação) – É a diferença de cota entre o piso do pavimento habitável mais próximo do terreno natural e o forro do pavimento habitável mais alto. Alçar – Levantar a parede. Alcatrão – Produto semi-sólido ou liquido.

que formam paredes. Angelim-vermelho – Madeira de construção de cor castanho-rosada. muros e alicerces. rés do chão. Apartamento – Conjunto de dependências constituído de habitação distinta. rés do chão. pedras e outros elementos que compõe a alvenaria. Andaime – Plataformas elevadas do piso. acima do porão. Amarração – Modo de assentar tijolos. castanho clara. Apiloamento – Operação de bater a terra solta com soquete ou maço. pára-ventos) que se coloca diante de alguém ou de algo. Amianto – Tem origem de um mineral chamado asbesto e é composto de filamentos delicados. insolúvel na água. pilares e colunas por meio de prumo (ver prumo). e na composição do fibrocimento. usado no estado em pó fino na fabricação de tintas brancas. Alvenaria – Conjunto de pedras. de maneia que as juntas verticais fiquem desencontradas. Andar – Qualquer pavimento de uma edificação. Apontador – Funcionário encarregado do controle de presença dos operários de uma obra ou serviço. o gás ou a energia solar. Aquecimento Central – Sistema que centraliza o aquecimento da água para distribuição nas edificações. 291 . Primeiro andar – é o pavimento imediatamente acima do andar térreo. talhadeiras) do qual resulta uma textura rugosa. usada para alcançar niveis superiores durante a construção ou reparo de um edifício. Angico – Madeira muito dura. por meio de registro escrito. Anteparo – Qualquer objeto. As peças de uma fiada são assentadas com diferença de meio comprimento ou meia largura em relação a fiada seguinte. loja ou sobre loja. Anodização – Tratamento químico no alumínio que lhe confere aparência fosca e cores variadas. Aprovação de planta – Ato administrativo da Prefeitura para aprovação de projeto arquitetônico de construção ou reforma de um edifício urbano. Aprumar – Acertar a verticalidade de paredes. É utilizado na construção de refratários. com argamassa ou não. Apicoado – Superfície submetida a desbastamento (com ponteiros. ou adicionadas ao cimento branco para rejunte. loja ou sobre loja. para proteger. flexíveis e incombustíveis. antiderrapante. Alvaiade – Carbonato básico de chumbo de composição variável. em sucessivas camadas.Alvará de construção – Documento emitido pela prefeitura do município onde a construção está localizada que licencia a execução da obra. de cor branca sem matizes. Andar térreo – é o pavimento acima do porão ou do embasamento e no nível da via pública. Aplique – Ornamento. Aparelho Sanitário – Peça ou aparelho destinado a usos higiênicos. de tijolos ou blocos. bloco. A fonte de energia para o aquecimento da água poderá ser a eletricidade. embasamento. Anteprojeto – Linhas iniciais em busca de uma idéia ou concepção para desenvolver um projeto. peça (biombos. quebra-luzes. ligado hidraulicamente a rede de água e de esgoto. enfeite fixado em paredes e muros.

Podendo ser elétrico ou a gás. em forma de escada. Área permeável – É a porção do terreno onde não há pavimento ou estruturas subterrâneas capazes de obstruir a percolação das águas para o subsolo. Arame recozido – Arame de ferro submetido a tratamento térmico de recozimento que o torna flexível. Área útil – Superfície utilizável de uma edificação. o conhecimento dos materiais e de suas técnicas.000º a 1. Arcada – Sucessão de arcos. Arandela – Aparelho de iluminação fixada à parede. Armador – Profissional responsável pelo corte e pela armação das ferros de uma construção. calcário ou feldspato usado em pisos. Possui a arte da composição. Argamassa – Mistura de materiais inertes (areia) com materiais aglomerantes (cimento e/ou cal) e água. Arabesco – Ornamento de inspiração árabe. Área ocupada – è a área de projeção horizontal de uma ou mais edificações sobre o terreno. escorar.Aquecimento de passagem – Sistema que aquece a água sem centralizar a reserva de água quente. a realidade social. Arco – semicircunferência que vence um vão entre paredes. Arquitetura – Arte de compor e construir edifícios. Área ou faixa não edificável (non aedicandi) – É a área de terreno onde não é permitida qualquer edificação. Argila expandida – Agregado artificial leve. Rocha macia e de corte fácil. obtido por aquecimento de 1. Arenito – Rocha composta de pequenos grãos de quartzo. usada no assentamento ou revestimento. Armadura – conjunto de ferros que ficam dentro do concreto e dão rigidez à obra. em suas extremidades. Arrematar – Finalizar um serviço na fase de acabamento da obra. Arquitrave – Viga de sustentação que. pilares. cada fila mais elevada que a outra. se apóia em colunas. tendo em vista o conforto. Aroeira – Madeira em extinção de cor variando do castanho ao avermelhado escuro. Arquiteto – Profissional que idealiza e projeta uma construção. Área de lazer – É a área de uso comum dos condomínios. Arquibancada – Série de assentos em filas sucessivas. encostar. cobertos de todos os pavimentos de uma ou mais edificações. Ardósia – É uma rocha metamórfica de grão fino e homogêneo composta por argila ou cinzas vulcânicas que foram metamorfizadas em camadas. excluídas as paredes. complementado as moradias. 292 . e o sentido plástico da época.400ºC de uma mistura de argila e substâncias capazes de gerar gases. Área construída – É a soma das áreas dos pisos utilizáveis. Arrimar – Apoiar.

Autoportante – Elemento que tem rigidez mecânica suficiente para sustentar a si mesmo. e no qual os constituintes são os betumes. usada em iluminação de jardins. pastilhas e outros acabamentos. Assentar – Colocar e ajustar tijolos. Assobradada – Construção com mais de um pavimento. disposto diante de portas e janelas.Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício comercial ou industrial recém construído. que se funde pelo calor. Baliza – É um instrumento utilizado pelo topógrafo para elevar o ponto topográfico com objetivo de torná-lo visível. alinhada lado a lado. Asfalto – Material sólido ou semi-sólido. favorecendo a iluminação e a ventilação dos ambientes. A origem do azulejo remonta aos povos babilônicos. de cor entre preta e pardo-escura. Balaústre – Pequena coluna ou pilar que. Ateliê – Local de trabalho do artista. Baldrame – Viga ou conjunto de vigas de concreto armado que corre sobre qualquer tipo de fundação para travamento ou apoio das paredes. com uma ou mais lâmpadas. sem estrutura de sustentação aparente. blocos.Art déco – Movimento entre os anos 20 e 40 e marca a arquitetura com linhas geométricas e tons pastel. que se coloca na parte superior de portas e janelas. esquadrias. sustenta corrimãos e guarda-corpos. 293 . na altura de pisos elevados. pisos. B Baixo-relevo – Trabalho em que as figuras sobressaem muito pouco em relação à superfície que lhes serve de fundo. de cozimento ou de secagem de materiais. Assoalho – Piso de madeira de tábuas corridas. Geralmente usada em processos de impregnação de fungicidas e preservativos na madeira. Balizador – Pequena haste cilíndrica. Balanço – Saliência ou corpo que se projeta para além da prumada de uma construção. Bandeira – Caixilho fixo ou móvel. que ocorre na natureza ou é obtido pela destilação de petróleo. Art nouveau – Arte nova se refere ao estilo arquitetônico e da arte decorativa que marcou o final do século XIX e o começo do século XX. Azulejo – placa de cerâmica polida e vidrada. Auto de vistoria . Autoclave – Máquina que opera em altos graus de temperatura e pressão. Ligar circuito ou aparelho elétrico à terra. Balcão – Elemento em balanço. É protegido com grades ou peitoril. Átrio – Pátio descoberto cercado por telhados. Aterrar – Colocar terra para nivelar uma superfície irregular. Aspersor – aparelho usado na jardinagem que divide o jorro da água em gotículas.

Boleado – acabamento arredondado no contorno da superfície de madeira. abrindo vãos para ventilação.Bandeja – Conduto de instalação aparente. Bloco cerâmico – Elemento de vedação com medida-padrão. Bate-estaca – Equipamento de cravar estacas no terreno pela ação de golpes a sua cabeça com um pilão. pedra. Brita – Pedra quebrada mecanicamente em fragmentos de diâmetros variados. que avança além da parede que a sustenta. 294 . Beiral – Prolongamento do telhado ou da estrutura de uma laje para além da parede externa. Brise – Quebra-sol composto de peças instaladas na vertical ou horizontal diante das fachadas para impedir a ação do sol sem perder a ventilação. chumbada com massa no contrapiso.5 a 3. presa ao guarnecimento do vão. protegendo-a da ação das chuvas. Barroco – Estilo marcado pelo excesso de detalhes e de rebuscamentos. Fragmentos de pedra usados na construção civil. Batente – Peça de madeira. Bangalô – Pequena casa alpendrada. Bica corrida – Pedra britada (ver brita). Bow-window – Janela semicircular que se projeta para fora das paredes. Bisotê – Rebaixo em ângulo na extremidade do vidro ou do espelho deixando o contorno da peça mais fino do que o restante da superfície. aberto superiormente em toda sua extensão. erguida no campo ou nos arredores das cidades. Basalto – Rocha muito dura. Barrote – Peça de madeira. sobre o qual bate a folha da porta ou da janela ao fechar. Bloco – Designa edifícios que constituem uma só massa construída. Barrado – Revestimento colocado nas partes inferiores das paredes. Boiler – Compartimento em que a água de um sistema de aquecimento central é armazenada e mantida em determinada temperatura. Pode ser estrutural ou não. de grão fino e cor escura. onde os condutores são lançados. Basculante – Caixilho empregado em portas e janelas. Tem função estrutural. Bitola – Dimensão ou forma fixa de certos materiais determinada pelo uso ou por normas técnicas.5 cm de espessura. plástico ou metal. classificados em peneiras. metal ou cantaria. Também é a proteção externa colocada nos edifícios para evitar a queda de detritos. Bloco de vidro – Elemento de vedação que ajuda a iluminar o ambienta. Tem de 3 a 5 cm de largura por 2. Bloco de concreto – Elemento de dimensões padronizadas Tem função estrutural ou de vedação. Bloco sílico-calcário – Elemento de alvenaria composto de uma mistura de areia silicosa e cal virgem. Bay window – Janela de três faces. onde as peças giram em torno de um eixo até atingir a posição perpendicular em relação ao batente ou à esquadria. usada na pavimentação de estradas e na construção. que permite fixar o piso de tábua.

na canalização de esgoto da pia de cozinha. com o martelo de calceteiro. Caixilho – Parte da esquadria que sustenta e guarnece os vidros de portas e janelas. execução.Broca – Estaca manual simples. pigmentos ou outros. como depósitos. A perfuração atinge no máximo 6. que permite o acesso para limpeza e inspeção. ou em determinados pontos ao longo de trechos extensos da mesma. 295 . que suporta pouco peso. Canafístula – Madeira dura. Canteiro de obra – Conjunto de instalações provisórias auxiliares de uma obra. em sentido vertical. hidratados ou não. ruas ec. instalada após o sifão. Calha – Canal que recebe as águas das chuvas e as leva aos condutores verticais. Podem ser simples ou ornamentados. Calçada – Pavimentação do terreno dentro do mesmo. sobre a qual se pregam as ripas. Cantaria – Pedra de cantaria é a pedra esquadrejada em cantos formando esquadro de 90 graus usadas para edificar ou revestir. Caibro – Peça de madeira inclinada segundo o caimento do telhado e regularmente espaçada. critérios. Canal de irrigação – duto ou vala que conduz a água com a finalidade de umedecer os solos. que aplica com broxa. destinado à escada. Também profissional que forma as pedras de calçamento. de cor amarelo-clara com manchas mais escuras. elétricas ou hidráulicas. Caixa de gordura – Caixa para retenção de gorduras. Caixa de escada – Espaço. Cantoneira – Peça em forma de “L” que arremata as quinas ou ângulos de paredes. implantado em anexo a área reservada a construção principal. Calefação – Sistema criado para aquecer a construção. fiscalização e controle de serviços e obras. Calafetar – Vedar fendas e pequenos buracos surgidos durante a obra. Camada de betume aplicada sobre uma superfície. Cal – aglomerante cujo constituinte principal é o óxido de cálcio em presença natural do óxido de magnésio. com ou sem adição de cola. Capa – Demão de tinta. Caiação – Pintura com cal diluída com água. retiradas de um bloco de rocha. Calceteiro – Profissional que trabalha com assentamento de pedra em calçadas. executada a trado. oficinas ou outros. Capitel – Parte superior de uma coluna. C Caderno de encargos – É o conjunto de especificações técnicas. Caixa de passagem – Une tubulações diversas. Caixa de inspeção – Caixa enterrada nos pontos de mudança de direção de uma canalização de esgotos ou águas pluviais. condições e procedimentos estabelecidos pelo contratante para a contratação.0m. estradas.

Cavilha – Peça de fixação ou arremate em madeira. Casa de máquinas – Compartimento de um edifício situado acima da última parada dos elevadores. Cinta de amarração – Reforço horizontal realizado em todas as paredes que recebem esforços com a finalidade de distribuir as cargas e “amarrar” as paredes internas às externas. tipo do colonial americano. Cascalho – Lasca de pedra Caulim – Argila branca. Chapuz – Peça de madeira que serve de apoio as guias nos escoramentos de laje e estruturas de concreto armado. tais como tijolos. Tem formato cilíndrico-cônico. 296 . feita no telhado.Caramanchão – Armação. Cimalha – Saliência ou arremate na parte mais alta da parede ou mureta. de barras de aço. Climatizado – Ambiente cuja temperatura é controlada artificialmente. Cisterna – Poço de água potável ou reserva de água enterrada. Clarabóia – Abertura. Cachimbo – Anteparo de madeira. Caranguejo – Espaçador para armadura feito em obra. utilizado junto às formas para concretar os pilares pelas janelas intermediárias. sustentado por pontaletes ou pilares e coberta por vegetação. polias e quadros de comando. destinado aos motores. bem inclinadas. base de extração da cal. Chapiscar – Lançar argamassa de cimento e areia grossa contra uma superfície para torná-la áspera e facilitar a aderência. Chalé – Casa de campo de madeira com telhados em duas águas. feito com tábuas de madeira sobrepostas. que avançam sobre a fachada. em geral envidraçada. telhas e vasos. Chumbar – Fixar com argamassa.Cortar em diagonal os ângulos retos de uma peça. Clapboard – Tipo de revestimento externo para paredes. Cerca viva – Arbustos plantados para formar um muro divisório. São constituídas de concreto e barras de aço corridas fundidos dentro de uma canaleta. Também se refere às lajotas usadas em pisos ou como revestimento de parede. Carpete de madeira – Conjunto de pranchas de madeira ou laminado que são encaixados e/ou coladas ao contrapiso. Chaminé – Duto que conduz a fumaça da lareira e do fogão para o exterior da casa. em forma de funil. para iluminar interiores de uma edificação. Carpete – Forração de pisos. Os mais comuns são os têxteis. como um pergolado. Carpinteiro – Profissional que trabalha o madeiramento de uma obra. rica em carbonato de cálcio. em forma de cavalete. Chanfrar . Cerâmica – Objetos de argila.

porém. Contraverga – Reforço na alvenaria (canaletas. Contramarco – Quadro que serve de gabarito para fixar o caixilho. Apresenta. areia e pedra britada. que forma uma massa compacta e endurece com o tempo. que suga a fumaça dos fogões. Coreto – Espécie de armação construída ao ar livre. assumiu as formas mais variadas e diversos ornamentos. cimento. Clorar – Tratar a água com cloro a fim de eliminar microorganismos. Contrafrechal – Terça que se apóia nas pontas das linhas das tesouras. vigas) usada sob a janela para evitar a fissuração da parede. Combogó – Elemento vazado (ver) Compensado – Chapa de madeira sobreposta e colada sob forte pressão. em proporções prefixadas. Cornija – Conjunto de molduras que serve de arremate superior às obras de arquitetura. Colunata – Conjunto de colunas enfileiradas de forma simétrica. Corpo de prova – Material utilizado para o ensaio de resistência à compressão tração ou outro ensaio físico. Contraventamento – Sistema de ligação entre elementos principais de uma estrutura com a finalidade de aumentar a rigidez. Código de obras – Conjunto de leis municipais que controla o uso do solo urbano. que nivela o piso antes da aplicação do revestimento. que se executa no fechamento superior de um edifício. Closet – Pequeno cômodo usado como quarto de vestir. Coletor de energia solar – Placa que capta a energia solar e a transforma em eletricidade (com células fotovoltaicas) ou energia térmica. Conduíte – Tubo que conduz a fiação elétrica. maior resistência e homogeneidade. Contrapiso – Camada de concreto não estrutural. Coeficiente de aproveitamento – É a relação entre a área construída de uma ou mais edificações e a área de terreno a ela(s) vinculada. o que permite a fabricação de peças com grande dimensão. Ao longo da história da arquitetura. Colonial – Tipo de arquitetura praticada nos países que foram colônias. Copa – Compartimento auxiliar da cozinha. Coifa – Cobertura feita de metal. sobre o frechal. Cobertura – Estrutura revestida de material impermeável. com a finalidade de protegê-lo da chuva e de outros agentes. Tem as mesmas características da madeira em relação à elasticidade e ao peso. Coluna – Elemento estrutural de sustentação. destinado a espetáculos públicos. Concreto – Mistura de água.Clínquer – Produto granulado resultante da queima até a fusão parcial ou completa de constituintes minerais. 297 .

Corrimão – Apoio para as mãos colocado ao longo das escadas. 298 . Desdobro – É a divisão. rampas etc. sem interrupção da rua ou área de frente até a área do fundo. Depósito – Edificação ou ambiente destinado à guarda de mercadorias ou objetos. Ver abóbada. Desforma – Operação de retirada das formas de uma obra de concreto armado. que se dispõe em seqüência na composição de uma escada. de vigas na alvenaria estrutural etc. vernizes ou pinturas a óleo que formam um entrelaçamento irregular de fendas muito finas. Croqui – Primeiro esboço de um projeto. Curar – Secar madeiras. Desempenadeira – Instrumento formado por uma base lisa e uma alça. Craquelê – Rachaduras em esmaltes. Desgaste – Ver abrasão. duro e brilhante. com o aproveitamento do sistema viário existente. Demão – Cada camada de tinta aplicada sobre uma superfície. onde se encontram as superfícies inclinadas (águas). Degrau – Cada um dos pares iguais de planos sólidos.). concretos. cimentos etc. em duas ou mais áreas. demolindo ou cortando acima desta cota. Desnível – Diferença entre altitudes de dois pontos do terreno ou construção. Cromado – Material que recebe uma camada de cromo. horizontal e vertical. Curva de nível – Representação gráfica da curva formada pelos pontos de mesma cota. de um lote edificável para fins urbanos. Cúpula – Parte superior interna e externa de algumas construções. usado para eliminar ondulações nas argamassas. Cuba – Recipiente das pias. Cozinha – Compartimento em que são preparados os alimentos. Desmembramento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. Coxim – Reforço de concreto nas alvenarias que recebem cargas concentradas (das tesouras. Cota de arrasamento – Cota em que deve ser deixado o topo de uma estaca ou tubulão. Elemento metálico. D Deck – Plataformas feitas com tábuas para circundar piscinas ou espelho d’água. Declive – Quando a inclinação do terreno está abaixo do nível da rua.Corredor – É o saguão de que segue. Desaterro – Retirar um volume de terra de um local. Cota – Indicação ou registro numérico das dimensões. Cumeeira – Parte mais elevada de um telhado.

Domo – Peça de fibra de vidro ou acrílico. de pessoas ou mercadorias. Disjuntor – Dispositivo destinado a desligar automaticamente um circuito elétrico sempre que ocorrer sobrecarga da corrente. cerâmica ou vidro. que permite que a folha se movimente em torno de um eixo. utilizado na cobertura para iluminar e ventilar o interior. Dobradiça – Dispositivo de fixação da folha ao marco (batente). Emboço – Primeira camada de argamassa. denominada hidróxido de cálcio. Empena – Cada uma das paredes laterais onde se apóia a cumeeira nos telhados de duas águas. Elemento vazado – Peça produzida em concreto. Divisória – Parede que separam ambientes de uma construção. Elastômero – Polímeros naturais ou sintéticos que se caracterizam por apresentar módulo de elasticidade inicial e deformação permanente baixos. resulta em uma base medianamente solúvel. tanto da superfície quanto de camadas profundas. Dormente – Peça de madeira usada na composição de escadas e peitoris. Ela aparece devido a um processo químico. Também conhecida como oitão. ou ar. Tem como função uniformizar as superfícies. despensa. Tapumes. Desvão – espaço entre a telha e o forro. sem profundidade ou perspectiva. biombos. aposentos de empregados etc. principalmente a partir de uma variação térmica. construção. Edificação – Obra. Embasamento – Parte inferior de uma construção. Ducha – Chuveiro com jatos d’água de grande pressão. fios (conduítes). Duto – Tubo que conduz líquidos (canos). E Edícula – Construção complementar independente com área inferior a construção principal destinada à lavanderia. Ver junta de dilatação. 299 . reagindo com a água. ou seja. Drenagem – Retirada de água do solo. Elevação – Representação gráfica das fachadas em plano ortogonal. dotado de aberturas que possibilitam a passagem do ar e de luz para o interior. Emboçamento – Assentamento com argamassa das telhas da cumeeira ou espigão. Também é utilizado para assentar trilhos das ferrovias. Eletroduto – Conduíte que carrega a fiação. Elevador – Equipamento que executa o transporte vertical. O cimento comum.São manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. Aplicação da primeira camada de argamassa nas paredes.Destacamento – Assentamento das duas primeiras fiadas de uma alvenaria. Dilatação – Aumento de dimensão. Eflorescência .

que evita o deslocamento das vigas ou dos sarrafos. Escora – Peça de madeira ou metálica que sustenta ou serve de arrimo a um elemento construtivo quando este não suporta a carga dele exigida. Endurecimento – Fase subseqüente ao período de pega. Esponjado – Técnica de pintura utilizando uma esponja para espalhar a tinta. Espátula – Objeto feito de metal e de forma espalmada. resultando num efeito irregular e manchado. podendo ou não ficar aparente na fachada. Ou também pequena peça de madeira em forma de cunha. Escala – Relação de homologia existente entre o desenho e o que representa na realidade. Espatolato – Técnica de pintura que imita a textura da rocha. Escada – Série de degraus por onde se sobe ou se desce. que coordena serviços de grupos de operários. colocar o caixilho. Encunhamento – Colocação da última camada de tijolos de uma parede. utilizado para travar o pé das formas dos pilares. É utilizado para espalhar em pequenas áreas a massa corrida ou massa a óleo nas esquadrias de madeira. embutido. Entulho – Conjunto de materiais fragmentados e desagregados. fixo no concreto. Espigão – Linha inclinada que divide as águas de um telhado. Escovado – Metal polido com escovas. que se acumulam em demolições ou construções. Escantilhão – Régua de madeira que serve de molde para marcar ou aferir medidas em peças ou em obras. ganhando aparência fosca. Epóxi – Tinta plástica e impermeável usada na pintura de peças metálicas. Eles ficam inclinados e comprimidos por argamassa até a estrutura. ou ambientes expostos a umidades. de forma que fique coeso. Enquadrar – Emoldurar. Espelhado – Superfície polida. Espera – Armadura ou tijolos deixados para possibilitar a amarração futura. janelas) utilizado em uma obra. Espaçadores – Também conhecido como pastilhas plásticas ou de argamassa que tem a função de distanciar as armaduras das formas. Encarregado – Auxiliar do mestre de obras.Empreitada – Sistema de contratação de um ou mais profissionais para executar qualquer tipo de serviço ou obra. Enxaimel – Conjunto de estacas e caibros que sustentam as divisões da estrutura da casa. de modo a adquirir a aparência lisa do espelho. Engastado – Encaixado. Ou ainda execução de um elemento construtivo oposto a um já existente. Esquadrias – Qualquer tipo de caixilho (portas. na qual o aglomerante passa a oferecer resistência a esforços mecânicos. Engastalho – Calço de madeira. 300 .

na operação de elevação de uma parede ou obra de alvenaria de tijolos ou de peças similares. protendido. dobradiças. fechar. puxador. chave ou tranqueta. puxadores etc. Estuque – Toda a argamassa de revestimento geralmente acrescida de gesso ou pó de mármore. Semelhantes ao canelado. fixando-as em sua devida posição. friso. régua do boxe. e quando necessário podem ser abertos. Também usada para fazerem forros e ornatos. que é cravada nos terrenos. Filete – Moldura estreita. Estriado – Superfície trabalhada em que aparecem estrias.Estaca – Componente das fundações profundas de pequeno diâmetro e longa. correr. ordinariamente em nível e obedecendo a uma linha esticada. F Fachada – Qualquer das faces externas de um edifício. Ferragem – Artefatos ou peças de metal (fechaduras. pivotar etc. Esticador – Dispositivo para tencionar barras ou cabos flexíveis metálicos.0mm que aparece na superfície do concreto ou revestimento. a mais freqüente é a fibra do amianto. impermeável. Estrutura – Conjunto de elementos que forma o esqueleto de uma obra. estruturas de madeira ou metálicas. aço ou madeira. Estribo – Cada uma da série de ferros paralelos que envolvem as barras longitudinais. Fissura – Abertura inferior a 1. Fecho – Dispositivo em que uma peça metálica pode ser movimentada diretamente para manter fechados painéis. empregado na fabricação de banheiras. conferida pela impermeabilização. 301 . Fibra de vidro – Material resistente. piscinas e calhas. cremonas. Estanqueidade – Propriedade. Estudo preliminar – Quando se verifica a viabilidade de uma solução que dá diretrizes ou orientações ao anteprojeto. É obtido por meio de processo no qual o vidro ainda em fusão possibilita a separação dos filamentos que compõe o material. Farofa – Argamassa preparada a seco ou com mínimo teor de água. de impedir a passagem de fluídos. desde à ruptura. Flameado – Que sofre a ação de chamas para alcançar a forma final. Fibrocimento – Material resultante da união do cimento comum com fibras de qualquer natureza. Flambagem – Deformação lateral ocorrida em peças esbeltas ao passarem do estado de equilíbrio estável para o instável. geralmente de concreto armado. proveniente de uma ruptura pouco profunda de sua massa. Fiada – Fileira horizontal que o pedreiro assenta. que servem para juntar partes ou dar-lhes certos movimentos como abrir. quando são submetidas à compressão. sem causar divisão do sólido em partes separadas. Fechadura – Fecho composto por um mecanismo e acionado por maçaneta.para ser trabalhada em estado granular solto.) empregados em portas. janelas.

armados.) responsável pela transmissão das cargas de uma obra ao solo. impede que o resto do circuito sofá os efeitos da sobrecarga. Fôrma – Elemento de madeira. com finalidades acústicas e decorativas para reduzir o pé direito. Galeria pública – Passagem coberta em um edifício. após aquecimento. 302 . drenantes. como hera. que irão compor a estrutura da construção. Duto subterrâneo para escoamento de águas. pivotar). Também é o nome que se dá ao arremate entre bancadas e as paredes. Fuste – Parte intermediaria de uma coluna. Fundação – Conjunto de elementos de fundação (estacas. Plantas rasteiras. Fossa séptica – Compartimento enterrado onde os esgotos são acumulados e represados de forma a ser digeridos por bactérias. canalizações etc. utilizando uma bigorna. ocultar canalizações ou estruturas. Utilizados como muros de contenção.Flexão – Tipo de solicitação na qual esforços que atuam sobre uma viga prismática tendem a modificar sua curvatura longitudinal. Fossa – Cavidade que recebe os líquidos residuais de uma construção. os líquidos resultantes são encaminhados para um filtro anaeróbico e ao sumidouro. Forro – Material que reveste o teto. tornando a passagem coberta. servindo de apoio à tesoura. Recuo da construção no pavimento térreo. Depois desse processo. sapatas etc. Fungo – Microorganismo vegetal que se aloja como parasita nas madeiras. ligando entre si dois logradouros. Também pode ser o corpo cilíndrico de um tubulão antes da base. Galga – Operação de riscar em uma obra uma linha paralela a outra conhecida ou transportar pontos por meio da aplicação sucessiva de um escantilhão ou gabarito. além da circulação de pessoas. serve para exposição de obras de arte. Quando instalados e cheios de pedra os gabiões se convertem em elementos estruturais flexíveis. G Gabarito – Molde em escala real para traçar. Frontão – Arremate superior de portas e janelas que normalmente tem forma triangular. drenagem. Folha – Parte da porta e da janela que necessita de ferragem para se mover (abrir. Forjar – Moldar o ferro ou outro metal. Forro falso – Forro de teto construído em plano inferior ao plano do forro verdadeiro. Fusível – Dispositivo que opera com limites de amperagem. Frechal – Viga que fica assentada sobre o respaldo das paredes. promove o isolamento térmico entre o telhado e o piso.correr. Forração – Espécie de carpete têxtil de pouca espessura. entre a base e o capitel. Gabião – Tipo de caixa em forma de prisma retangular fabricado com malha hexagonal de dupla torção produzida com arames de baixo teor de carbono e revestido. musgo ou grama. Quando exixte sobrecarga no sistema elétrico. Galeria – Corredor largo que. verificar ou controlar formas e medidas durante a execução de uma obra. que fazem o acabamento de um jardim. metal ou de outro material utilizado na obra para fundir peças de concreto armado.

Gastalho – Braçadeiras de sarrafo que se pregam espaçadamente nos painéis das formas de vigas e pilares para impedir que venham a deformar por flexão no ato de enchimento. Gambiarra – Instalação provisória. Grapa – Peça de ferro. torneira. Gotejador – Peça usada em sistemas de irrigação que transforma o fluxo de água em gotas. geralmente fora das recomendações técnicas. devido ao repentino fechamento ou à brusca abertura de registro. Armação de ferro em forma de grades para proteção ou vedação de uma abertura. com peso específico de 2. sentinelas. usada para revestir paredes e pisos. uma encostada à outra. varandas ao longo do tabuleiro de uma ponte. dura. guardas etc. Gravata – É um conjunto de peças de madeira para uso em formas de vigas e pilares com o intuito de fechar e travar as formas. Ver guindaste. Gótico – estilo arquitetônico que marca as construções com abóbadas ogivais e motivos tirados da natureza. para proteção de vigia. Granilite – Mistura do cimento. janelas. Também é a peça de suporte nas churrasqueiras. para dar segurança aos usuários.Galpão – Construção coberta de dimensões amplas e aberta lateralmente. com localização e configurações definidas e que não resultou de processo de parcelamento de solo para fins urbanos. como as rosáceas. composta de quartzo. feldspato e mica. minúsculas. sacadas. Gárgula – Orifício para saída da água em fontes. corrimões etc. Podendo ter um lado fechado por parede. Sua estrutura é formada de madeira ou ferro e fechada com vidros ou treliças. de qualquer natureza. pó de mármore e grana. Gruas – É um equipamento utilizado para elevação e a movimentação de cargas e materiais pesados. que entra na composição do granilite. causado por uma variação brusca na velocidade da água. Grana – Conjunto de rochas diversas. Guarda-corpo – Grade ou balaustres de proteção usada em balcões.50 a 2.96t/m3 e resistência à compressão de 600kgf/cm2. Geminada – Diz-se de duas edificações construídas. Gazebo – Pequeno quiosque colocado no jardim. batentes. Gradil – Fecho construído na testada do lote edificado. etc. Grelha – Grade de ferro que protege a entrada de bueiros e ralos. válvula. Granito – Rocha ígnea granular. Gleba – É uma porção de terra. Guarita – Abrigo de madeira ou material leve. geralmente dobrada. com parede de meação. Galvanizar – Recobrir uma superfície com metal para preservá-lo da corrosão. com uma parte fendida e dobrada em sentidos opostos. Gesso – Aglomerante aéreo obtido usualmente pela calcinação moderada da gipsita. 303 . a qual se chumba na alvenaria para permitir a fixação de caixilhos. Golpe de aríete – Choque contra as paredes de um duto forçado.

Habite-se – Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício residencial recém construído. com a finalidade de favorecer a aderência do material constituinte do sistema de impermeabilização. Home theatre – Conjunto de equipamento de áudio e vídeo que reproduz em casa as características sonoras e de projeção dos cinemas. Impermeabilização – Conjunto de procedimentos que impede a umidade ou infiltração de água na construção. Insolação – Quantidade de energia térmica proveniente dos raios solares recebidas por uma construção. Guia – Peça de pedra ou concreto que delimita a calçada da rua. nos grandes edifícios. Hidrófugo – Produto químico. I Iluminação – Arte de distribuir luz artificial ou natural em um espaço. acrescentado a argamassa. Hall (vestíbulo) – Sala de entrada onde. Implantação – Demarcar no terreno a localização exata de cada parte da construção. Hotel – Prédio destinado a alojamento. roldana e cabo destinado a levantar grandes pesos. O mesmo que locação da obra. Guindaste – Máquina composta de sarrilho. escadas. 304 . Inclinação – Ângulo formado pelo plano com a linha horizontal. quase sempre temporário. H Habitação – É a construção ou fração de edifício ocupado como domicílio de uma ou mais pessoas. Infiltração – Ação de líquidos no interior das estruturas construídas. Hidratação – processo químico pelo qual um aglomerante de origem mineral reage com a água. como as portas de correr etc. É a pintura aplicada à supefície a ser impermeabilizada. se encontram as escadas e elevadores que conduzem aos andares superiores. Iluminação zenital – Iluminação natural de um recinto através de clarabóias ou de domo. Hidrômetro – Aparelho destinado a medir o consumo de água. Peça que direciona o sentido de movimento das peças móveis.Guarnição – Régua ou sarrafo que cobre a junta formada pelo encontro da parede com o batente da porta ou janela. Imprimação – Também denominada por primer ou pintura primária. tintas e vernizes com a função de proteger a superfície da umidade. Hidromassagem – equipamento com sistema de sucção e impulsão que gera movimentação da água. para compor coberturas. rampas etc.

em geral envidraçado. barro cozido. Junta de dilatação – Espaço deixado entre a parte de uma estrutura ou de componente construtivo. Isolamento – Recurso para resguardar um ambiente do calor. mármore etc. com pouca espessura. Irradiação – Propagação e difusão tanto de raios luminosos quanto de ondas sonoras ou de calor. além de permitir a visão externa. Ladrão – Tubo de escoamento. Janela basculante . J Janela – Abertura destinada a iluminação e ventilação dos ambientes internos. feita em uma só peça. Jirau – Estrado ou laje em piso a meia altura que permite a circulação de pessoas sobre ele e abaixo dele. que evita o transbordamento do excesso de água. Janela guilhotina – Quando os caixilhos se movimentam verticalmente.Quando é subdividida em caixilhos de pequenas dimensões que giram em torno de seu eixo horizontal. Junta – Articulação. banheiras ou reservatórios. Janela do tipo escotilha – Aquelas de dimensões pequenas e arredondadas semelhantes à janela dos navios. Ladrilho – Peça quadrada ou retangular. Junta aprumo – É quando as juntas entre os elementos são coincidentes tanto na vertical como na horizontal. Janela pivotante – Aquela que se abre girando verticalmente no seu próprio eixo. hidráulicas. Irrigação – Umidificação da terra por meio de sistemas mecânicos. L Lã de vidro – Material isolante composto de finos fios de vidro. Jardim-de-inverno – Local. cimento. do som e da umidade. de cerâmica. Jardim – Local do terreno onde se cultivam plantas. Ladrilho hidráulico – Peça de cimento comprimido decorado feita na prensa hidráulica. linha ou fenda que separa dois elementos. colocado na parte superior de cubas. gás etc. Janela máximo-ar – Semelhante à basculante. Janela de correr – Quando os caixilhos correm horizontalmente em rebaixos ou trilhos. reservado no interior das construções para cultivo de plantas. 305 . Junta amarração – É quando as juntas entre os elementos são desencontradas.Instalação – Conjunto de providências necessárias para iniciar uma obra. Também conjunto das instalações elétricas. para evitar trincas provenientes das forças de dilatação.

Madeira de lei – Madeira dura. usados para moradia. cunhar. Lambrequim – Recorte na madeira que arremata forro e beirais. servindo também para puxar ou empurrar a porta. Lambris – Revestimento interno de parede. Pequena moldura usada para arrematar peças cerâmicas. Maçaneta – Peça que transmite o esforço externo para acionar o trinco. Lei de zoneamento – Legislação municipal que rege o uso de terrenos urbanos. Linha – Viga horizontal inferior de uma tesoura. Levigado – Tipo de acabamento semipolido. Lavabo – Pequeno banheiro sem espaço para o banho. Living – Palavra inglesa que designa todos os espaços de convívio da casa. M Macho-e-fêmea – Tipo de encaixe em que uma saliência se adapta a uma reentrância. Parte de uma escada que se limita por patamar. Locação – Marcação da obra a partir do gabarito. conferir ornatos às superfícies metálicas com o auxilio do cinzel. que significa depósito. com abertura de novas vias públicas ou prolongamento ou alargamento das vias existentes. placas de mármore. muro etc. Lanternim – Pequeno telhado sobreposto às cumeeiras. Loft – Palavra inglesa. Lavrar – Gravar. 306 . que divide os pavimentos de uma construção. propiciando ventilação. Tem encaixe do tipo machoe-fêmea. Geralmente situado à entrada da casa. que se articula nas pontas com as empenas e no centro com o pendural. Hoje são espaços amplos sem divisórias. apoiada em vigas e pilares.Laje – Estrutura plana e horizontal de pedra ou concreto armado. Esta denominação remonta aos tempos do Brasil Colônia. quando as árvores que produziam madeiras nobres só podiam ser derrubadas pelo governo. feito de tábuas. resistente às intempéries e ao ataque de fungos. Lambril – Revestimento de madeira ripada usado em forros e paredes. pelo cubo. azulejo e outros aplicados à meia altura. brocas e cupins. Lençol freático – Depósito subterrâneo natural de água. Loteamento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. à pressão atmosférica. Lance – Comprimento de um pano de parede. Lajota – Pequena laje de pedra ou placas de cerâmica. Longarina – Viga de sustentação em que se apóiam os degraus de uma escada. Lote – Porção de terreno que faz frente ou testada para um logradouro publico. Listelo – Filete. proveniente da infiltração de águas de chuva.

ela se projeta para além da parede da construção. diminuindo o vão livre. adquirindo. com cargas adicionais a si. Marquise – Cobertura em balanço construída sobre o aceso de porta externa. Marchetaria – Arte de incrustar ou embutir peças de madeira. formando desenhos. em miniatura. Manta plástica – revestimento plástico que impermeabiliza lajes. Maquete – Reprodução tridimensional. Ver batente. deixando-a pronta para receber a pintura. o produto final. Marmorizado – Técnica de pintura que reproduz os veios e as tonalidades do mármore. água e cal empregada para rebocar as paredes. plásticas ou elásticas. cal. Massa raspada – Mistura de areia. usada como divisória. Massa grossa – Mistura de areia média. escada externa etc. Mármore – Calcário metamorficamente recristalizado que tem como constituinte importante um carbonato. ou filme de polietileno de alta densidade. Marquise – Cobertura ou alpendre geralmente em balanço. Meio tijolo – Parede cuja espessura corresponde à largura de um tijolo. Meia água – Telhado com um único plano inclinado Meia-parede – Parede que não fecha totalmente o ambiente. depois de aplicada.Madeiramento – Conjunto de madeiras usadas na construção ou nas armaduras de telhado. de um projeto arquitetônico. Pode ser aplicada diretamente sobre o solo para evitar erosão. água e cimento usado no emboço. Marco – Parte fixa das portas ou janelas que guarnece o vão e recebe as dobradiças. coberturas e contrapisos. Meio-nível – Piso construído a meia altura que aproveita um pé-direito duplo ou um declive no terreno. consistência adequada para ser aplicado em calafetações rígidas. Mata junta – Sarrafo ou régua que cobre a junta formada entre duas peças. Massa corrida – Feita a partir de PVA ou acrílico. cimento e corante. pedras em obras de marcenaria. cal.. Manta asfáltica – É um impermeabilizante a base de asfalto modificado com polímeros estruturado com não-tecido de poliéster pré-estabilizado. dá acabamento liso a parede. Mansarda – Sótão com janelas que se abre sobre as águas do telhado. Manilha – Grande tubo de barro para instalação subterrânea que conduz às águas servidas. Não pode ser retocada e.Pedra de cantaria ou peça de concreto que separa em desnível o passeio carroçável das estradas e ruas. é penteada com uma escova. Massa – Argamassa usada no assentamento ou revestimento de tijolos. geralmente calcítico ou dolomitico. Meio-fio ou guia . 307 . Mão-francesa – Elemento estrutural inclinado que liga um componente em balanço. Mástique – Material de consistência pastosa. Massa fina – Mistura de areia fina.

empuxos de águas de infiltração. Nervura – Arco que produz uma saliência no interior de uma abóbada. por uma treliça de madeira. Mirante – Parte alta. 308 . também. a fim de evitar ondulações em pisos e contrapisos. do qual se quer uniformizar o emprego. Nivelar – Regularizar um terreno por meio de aterro ou corte. acima do telhado da construção. especificando o material que são necessários à obra. a fim de assegurar ventilação e sombra e. roupas etc. Nicho – Reentrância feita na parede para abrigar armários. correspondente a 1/10 da penetração para os últimos dez golpes.Memorial descritivo – Descrição de todas as características de um projeto arquitetônico. sobrecarga de construções. N Nega – Penetração da estaca em milímetros. Norma – Conjunto de prescrição que regulam o emprego de uma técnica ou fixam condições de execução de um projeto ou de elaboração de um produto. Mosaico – Trabalho executado com caquinhos de vidro ou pequeno pedaços de pedra e de cerâmicas engastados em base de argamassa estuque ou cola. prateleiras etc. Mourão – Esteio grosso de madeira ou de concreto muito usado em andaimes e cercas. em toda a altura da janela. no caixilho divide as folhas. Monta-cargas – Pequeno elevador utilizado em algumas casas ou comércio para movimentar mercadorias. etc. Mezanino – Andar intermediário entre dois pisos e com acesso interno abrindo-se para um ambiente no piso inferior. Nível – Instrumento que verifica a horizontalidade de uma superfície. Mísula – Peça de pedra. Muro de arrimo – Muro resistente usado na contenção de terras. Modular – Usar o módulo Módulo – Elemento com medida padrão Monoqueima – Processo de cozimento da argila na produção de cerâmica. sobre-aterros. madeira ou concreto que sustenta beirais. em que as peças passam apenas uma vez pelo forno. sacadas ou balcões. Mictório – Aparelho sanitário próprio para nele se urinar. Montante – Peça vertical que. Viga saliente na face inferior de qualquer laje. de se poder olhar para o exterior sem ser observado. Mestre-de-obras – Profissional que dirige os operários em uma obra. Muxarabiê – Balcão protegido. da fundação ao acabamento.

Ogiva – Forma característica das abóbadas góticas. Passarela – Corredor estreito e elevado que interliga dois ambientes. cerâmicas etc. P Painel – Grande superfície decorada. Proteção que atinge a altura do peito. galeria ou ponte que liga dois setores ou alas de uma construção. Processo em que se perde o brilho pelo efeito do ar ou por processos industriais. Pastilha – Pequena peça de revestimento. Patamar – Piso que separa os lances de uma escada. Oitão – Cada uma das paredes laterais de uma construção.O Ofurô – Banheira arredondada. Apresenta composição de mosaicos. verba disponível etc. tanto no interior como no exterior da construção. Óleo de linhaça – Solvente e secante para determinadas tintas. Parede – Elemento de vedação ou separação de ambientes. Passa-prato – Pequena abertura feita à meia altura de uma parede que permite a passagem de pratos e alimentos da cozinha para a sala de jantar ou outro ambiente. feita de cerâmica. presentes em janelas. que formam desenhos a partir da mistura de tonalidades de várias madeiras. pastilhas. típica do Japão. Oxidação – Ferrugem. Parquete – Piso feito da composição de tacos. Passeio – É a parte do logradouro público destinado ao trânsito de pessoas. terraços. Pano – Extensão de parede ou muro. necessidades de quem vai habitar. Paisagismo – Estudo da preparação e da composição da paisagem como complemento da arquitetura Palafita – Conjunto de estacas que sustenta a construção acima do solo nas habitações lacustres. porcelana ou vidro. obtido artificialmente por meio de pintura ou pela ação do tempo. sacadas etc. feita de cedro. Parapeito – Peitoril. geralmente construído de alvenaria. 309 . obtido a partir das sementes do linho. Ombreira – Cada uma das peças verticais de porta e janelas responsáveis pela sustentação das vergas superiores. Passadiço – Corredor. Partido – Opção arquitetônica que atende a diversos fatores: topografia. Pátina – Efeito oxidado. Orientação – Posição da casa em relação aos pontos cardeais. que dá aspecto antigo às superfícies. condições locais.

impedindo que ela escorra ao longo das paredes da fachada ou nos muros e muretas. O pendural se situa no eixo vertical da tesoura. unidos entre si por pequenas varas eqüidistantes e horizontais. caldas. tijolo. Pega – Caracterização da perda de plasticidade das pastas. Pérgola – Estrutura horizontal composta de elementos paralelos feitos de madeira. Conjunto de dependências de um edifício situadas num mesmo nível. Pavimento – Andar. tiras plásticas. pegajosa. Um de seus lados fica ligado à alvenaria da construção. a linha. obtida da destilação do alcatrão ou da terebintina. Pau-a-pique – Tipo de taipa em que as paredes apresentam uma armação de varas ou paus verticais.Revestimento de base o qual se pode caminhar. Toda esta trama é. Pilastra – Pilar com quatro faces. Peitoril – Base inferior das janelas que se projeta além da parede e funciona como parapeito. recebem em ambos os lados da cabeça as extremidades das empenas e no pé. metálicas ou têxteis. Pavimento. de forma prismática ou cilíndrico (coluna). pH – Escala que mede o grau de acidez de diversas substâncias. concreto. píncaro. argamassas e concretos de cimento. 310 . Pé-direito – Distância vertical medida desde o piso até o teto de um ambiente. situadas alternadamente do lado de fora e de dentro. Placa fotovoltaica – Peça responsável pela captação dos raios do sol transformando-os em energia elétrica. resinosa. alvenaria ou concreto. Elas são estreitas horizontais fixas ou móveis. Pilar – Elemento estrutural vertical. Pipe-rack – Cavalete metálico ou de concreto para sustentação de tubulações horizontais. Pedreiro – Profissional encarregado de preparar a alvenaria. Perspectiva – Desenho tridimensional de fachadas e ambientes. Pivotante – Esquadria com eixo em forma de pivô vertical (movimento giratório vertical) permitindo formar ângulo reto e localizado ao centro da mesma. Pináculo – Ponto mais alto de um edifício. por meio de suspensório (estribo). preenchida com barro. Pilarete – Pequeno pilar.Pátio – Espaço descoberto no interior das casas e cercado pelos elementos da construção. metálico e outros. Pilotis – Conjunto de pilares ou colunas de sustentação do prédio que deixa livre o pavimento térreo. cume. Piso . feito de pedra. Piquete – Pequeno bastão de madeira com ponta que se crava no terreno. Piche – Substância negra. Andar. posteriormente. Pendural – Parte da tesoura que trabalha à tração. de pequena seção em relação à sua altura. A pérgola é sustentada por pilares ou em balanço. Pingadeira – Acabamento externo de proteção que desvia a água de chuvas. Persiana – Caixilho formado por ripas de madeira. para demarcações no terreno. destinados a suportar carga vertical.

Ver sarilho. Poço caipira – Perfuração feita no solo manualmente utilizando uma cavadeira. Poço artesiano – Perfuração mecanizada feita no solo para encontrar o veio d’água subterrâneo. que serve de vedação ou acesso a um ambiente. Porcelanato – Revestimento. Postigo – Pequeno vão executado a meia altura de uma parede que permite a passagem de objetos de um cômodo a outro. utilizado com laminados plásticos colados. Pontalete – Peça de madeira colocada a prumo que se amparam elementos horizontais pesados de uma construção. Pórtico – Portal de entrada de uma casa. que se destina a proteger ou camuflar o telhado. baixa porosidade. Porão – Pequeno espaço situado entre o solo e o primeiro pavimento de uma casa. Porta – Abertura até o nível do pavimento feita nas paredes. para depois ser montado na obra. Porcelanizado – Processo industrial que dá aos materiais a aparência ou a textura da porcelana. resistência ao risco igual ou superior que as cerâmicas esmaltadas ou as pedras naturais. Playground – Palavra inglesa que significa espaço reservado para o lazer. Planta baixa – Desenho de projeção horizontal de um andar de um edifício. inquebrável. Platô – Parte elevada e plana de um terreno. Platibanda – Mureta ou balaustre de alvenaria maciça ou vazada.Parte ou componente de uma edificação. Prédio – Construção destinada à moradia. muros ou painéis. de alta resistência. Policarbonato – Material sintético transparente. equivalente à figura de um corte horizontal que passa pelos peitoris das janelas.Plaina – Instrumento utilizado para desbastar. O mesmo que planalto. Possui alta resistência ao impacto e baixíssima expansão por hidratação. construída no topo das paredes externas de uma edificação e contornando-a acima da cobertura. aplainar ou tirar irregularidades da madeira. Escora. formatados por aquecimento. que substitui o vidro no fechamento de estruturas. 311 . com baixa absorção de água. depósito ou outro fim similar. Pré-moldado . Post-forming – Acabamento arredondado de bordas. Pó xadrez – Pigmento usado para dar cor a pisos feitos de cimento. Apoio. Plano Diretor – Conjunto de leis municipais que controlam o uso do solo urbano. cuja cobertura é apoiada em colunas. Polir – Lustrar uma superfície. fabricado e depois montado na própria obra. Porta-balcão – Porta de duas folhas que se abrem para as sacadas. terraços ou varandas. fabricado previamente em instalações industriais. Portinhola sobre a folha de uma porta maior. Poço romano – Tanque ou piscina de dimensões reduzidas e circular. Pré-fabricado – Parte ou componente de uma edificação. pá de cabo curto e um balde fixo em um sarilho (também conhecido como sarrilho) para retirada do solo.

Prumada – Posição vertical da linha do prumo. Rancho – Habitação rústica do campo.Programa – Conjunto de necessidades sociais e funcionais de uma família ou pessoas que serve de base para o desenvolvimento de um projeto. Reboco – Revestimento de parede e teto feito com massa fina. responsável pela passagem da corrente elétrica da rede para o conjunto de luminária. reunindo plantas. Ressalto – Qualquer saliência na fachada da construção. Perfil de alumínio que nivela os revestimentos enquanto a massa ainda está mole. Reator – Peça das lâmpadas halógenas. uma laje de concreto armado. Recorte – Acabamento feito com trincha no encontro de cores diferentes usadas para pintar a mesma parede ou no encontro de duas superfícies. Quiosque – Pequena construção. Projeto – Plano geral de uma construção. Respaldo – Última carreira de tijolos da alvenaria de embasamento ou de parede do pavimento. a imbuia e o pinho-de-riga. Ato de deixar a argamassa formando um ângulo reto. Rejunte – Pasta de cimento e aditivos que preenche as juntas superficiais entre as peças de revestimento. Q Quadro de distribuição – Caixa que distribuí os circuitos de eletricidade em uma construção. Recuo – Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. fundida diretamente sobre o terreno previamente preparado. Refratário – Qualidade dos materiais que apresentam resistência a grandes temperaturas. como a nogueira. Radier – Tipo de fundação direta. Revestimento – Designação genérica dos materiais que são aplicados sobre as superfícies rústicas e que são responsáveis pelo acabamento. detalhamentos etc. cortes. Prumo – Aparelho que permite verificar por paralelismo a verticalidade de paredes. Régua – Prancha estreita e comprida de madeira. 312 . Requadro – Armação em que os componentes formam ângulos retos. Retábulo – Peça de madeira ou pedra trabalhada em motivos religiosos na qual se encosta o altar. colunas etc. composta de chave geral e disjuntores. normalmente aberta que realçam a decoração de jardins. recebendo pintura diretamente. elevação. R Radica – Deformações em forma de bolas enrugadas que aparecem nas bases dos troncos de árvores.

Selante – Óleo ou resina que dá liga às tintas e aos vernizes. com largura entre 5 e 20 cm e espessura entre o. Rodaforro ou rodateto – Faixa (moldura) colocada ao longo das paredes. Saguão – Pátio interno fechado por paredes altas. Rufo – Chapa metálica dobrada que. A tábua reentrante é chamada de saia. no encontro de telhados e paredes. Sapata – Parte mais larga e inferior do alicerce. Sarrafo – Tira de madeira. cabo ou corrente para levantar objetos (pesos. as sapatas são interligadas por vigas baldrames. Na construção é usado para fazer argamassa e usado como piso de quadras de tênis. Ornato colocado no centro dos tetos ou abóbadas ou nos lustres.) Sebe – Tapume feio com ramos ou varas utilizado para fechar terrenos. A sapata isolada é um elemento de forma tronco de pirâmide construído nos pontos que recebem as cargas dos pilares. Sarilho (Sarrilho) – Cilindro disposto horizontalmente. Peça de madeira em que se apóiam as telhas. Como ficam isoladas. Rodapé – Faixa de proteção ao longo das bases das paredes. de camisa ou blusa. e no qual se enrola corda. Saliência – Elementos da construção que avança além dos planos verticais. junto ao forro. e a saliente. Saibro – Material contendo grande quantidade de fragmentos pequenos de feldspato e quartzo. Saia-e-camisa ou saia-e-blusa – Tipo de forro de madeira em que as tábuas são sobrepostas formando reentrância e saliências. Rococó – Vertente do barroco que se caracteriza pelo excesso de detalhes e adornos. S Sacada – Qualquer espaço construído que faz uma saliência sobre o paramento da parede. Seladora – Base incolor utilizada para proteger madeiras.Ripa – Qualquer peça de madeira fina. auxiliar. 313 . junto ao piso. Sapé – Tipo de gramínea que. evita a penetração das águas das chuvas. Servente – Ajudante. Sanca – Moldura de gesso ou de outro material instalada junto ao teto.5 cm. estreita e comprida.5 e 2. baldes etc. Podem ser isolada ou corrida. Já a sapata corrida é uma pequena laje armada colocada ao longo da alvenaria recebendo a sua carga e distribuí para uma faixa maior de terreno. quando seca. dos profissionais que trabalham nas obras. Sanfonado – Que imita a forma e o movimento do fole da sanfona. e pequena quantidade de argila. Muito comum em portas divisórias retráteis. Rosácea – Caixilho de dimensões grandes e circulares. Rústico – Acabamento ou construção feita de acordo com técnicas artesanais. é usada para cobrir casas e quiosques. Pode ou não embutir iluminação.

Ver lanternim. Shed – Abertura na cobertura que propicia a ventilação e iluminação natural dos ambientes. Soquete – Receptáculo. Sub-solo – Pavimento situado abaixo do piso térreo de uma edificação e de modo que o respectivo piso esteja. Solário – Local descoberto destinado a banhos de sol. e nas portas externas. Slump test – Ensaio para medir a consistência do concreto em massa. Shaft – Palavra inglesa. Servidão – Encargo imposto à qualquer propriedade para passagem. como a manta asfáltica. proveito ou serviço de outra propriedade pertencente a dono diferente. Sinteco – Verniz resistente e durável usado no revestimento de pisos de madeira. inspirada nas aberturas das muralhas dos antigos palácios. caraterísticas dadas pelas águas dos rios. na adesão e no isolamento de qualquer superfície que exija proteção contra umidade e infiltração de água. Sótão – Ambiente que surge dos desvãos do telhado no último pavimento de uma construção. Spot – Termo inglês que designa a luminária cujo foco de luz pode ser direcionado. de onde são retiradas. mantendo o mesmo nível. Silicone – Material usado na vedação. formando um degrau na parte de fora. que serve para apoiar armários ou as guarnições das portas. de madeira ou ouro material. muito usado em construção de vários pavimentos. onde se encaixa a lâmpada. Soleira – Parte inferior do vão da porta no solo. Sobreira – Conjunto de telhas dispostas por baixo das telhas do beiral do telhado com a finalidade de reforçá-las. que pode ser revestida ou não. Soalho – Piso de tábuas apoiadas sobre vigas ou guias. Ele tem geralmente portas ou tampas. Sifão – Dispositivo formado por uma peça que retém água e tem a função de transportar um líquido de uma altura para outra mais baixa. geralmente depositados no seu interior sem estarem ensacados. a uma distância maior do que a metade do pé-direito.50m. Sobre-loja – É o pavimento de pé-direito reduzido. telefone etc. Suíte – Conjunto de dois cômodos contíguos em que um é quarto de dormir e o outro é banheiro. de água. e situado imediatamente acima do pavimento térreo. É um duto de alvenaria ou de concreto. não inferior a 2. Seixo rolado – Pedra de formato arredondado e superfície lisa. Podem ter o formato de “s” ou “copo”. em relação ao terreno circundante. Shingle – Tipo de telha de madeira plana ou materiais industrializados. Silos – É uma construção agrícola destinada ao armazenamento de produtos. que facilitam o acesso às tubulações. 314 . com rosca interna. Sóculo – É uma base de alvenaria. que serve para passar as tubulações elétricas. Arremate na mudança de acabamento de piso. passando por um ponto mais alto impedindo a passagem dos cheiros provenientes das canalizações. Sondagem – É a investigação do subsolo com o objetivo de avaliar a viabilidade técnica e financeira de uma fundação.Seteira – Janela estreita e comprida.

carga. aberta em todas as faces ou parcialmente fechada. Tabique – Parede delgada feita de tábuas. Telha – Cada uma das peças usadas para cobrir as construções. Telhado – Parte exterior e mais elevada que cobre uma edificação. transporte. Peça paralela a cumeeira e ao frechal. Tapume – Vedação provisória de madeira ou outro material com que se veda uma obra. por meio de colunas e pilares. Espaço aberto no nível do solo ou em balanço. Terreno – Espaço de terra sobre a qual se vai assentar a construção. 315 . Terracota – Argila modelada e cozida. Terraço – Cobertura plana. Terraplenagem – Conjunto de operações de escavação. Taxa de ocupação – É a relação entre a área ocupada de uma ou mais edificações e a área total do mesmo. executadas para a construção de aterros e cortes. Tabuado – Porção de tábuas. Teodolito – Instrumento ótico portátil. Telheiro – É a construção constituída por uma cobertura suportada. desviada angularmente em relação ao plano vertical. Pedaço de madeira embutido na parede ou concreto para receber pregos ou parafusos. descarga e compactação. utilizado em topografia para medir ângulos horizontais e verticais. Tarugo – Peça curta de madeira que se coloca entre os lados das vigas. Tala – Peça de madeira utilizada para reforçar emendas de pontaletes e/ou peças de madeira. destinada ao seu assentamento. formando a moldura que guarnece os telhados. Terça – Viga de madeira que sustenta os caibros do telhado. a fim de dar à superfície do terreno a forma projetada.Sumidouro – Local para onde se escoa a água de esgoto e infiltra no solo. Chama-se taipa de pilão quando se comprime a terra em fôrmas de madeira. Taipa – Sistema construtivo que usa barro para fechar paredes. tijolos ou taipa que separa um ambiente de outro. Tardoz – Superfície de aderência do piso cerâmico. T Tabeira – Série de tábuas que contornam as paredes. Tábua corrida – Piso de tábuas em geral largas e contínuas. Galeria descoberta. Talude – Inclinação de um terreno ou de uma superfície sólida. para evitar que elas sofram torção ou oscilação lateral. Também designa nuances do marrom que lembram a cor da terra. pelo menos em parte. As telhas e a estrutura ficam aparentes. constituída de estrutura sobre a qual se assentam as telhas. Taco – Cada uma das pequenas peças que formam o parquete. Telha-vã – Telhado sem forro.

Unifamiliar – Uma única família. Toldo – Cobertura de lona ou de outro tecido colocado sobre portas e janelas para impedir a incidência direta do sol. Trena – Instrumento de medição constituído por uma fita de aço. fibra ou tecido. usada em telhados para vencer grandes vãos. Trincha – Tipo de pincel achatado. tinta ou qualquer material empregado para revestir uma superfície. cabo de aço que se presta aos esforços de tração. Tirante – Viga horizontal que. Topografia – Análise e representação gráfica detalhada de um terreno. Trava – Viga fina de madeira que prende o madeiramento de uma estrutura.Tesoura – Armação de madeira ou aço triangular. nas tesouras. com pequenas aberturas que permitem a formação de gotas pra umidificar o solo. sem auxilio de apoios intermediários. está sujeita aos esforços de tração. no sistema métrico e/ou no sistema inglês. Tutor – Armação que serve para guiar o crescimento de arbustos ou trepadeiras. Tozzeto – Pequenas peças de cerâmica que se encaixam em outras maiores. deixando-a áspera. nas instalações de esgotos de prédios elevados. Textura – Massa. crespa. Este termo se refere a construção residencial unifamiliar (residência para uma só família). Torre – Construção cuja base é bem menor do que a altura. 316 . Urbanismo – Técnica de organizar as cidades com o objetivo de criar condições satisfatórias de vida nos centros urbanos. U Umbral – Parte superior das portas. Tulha – Depósito de café e cereais. Barra de ferro. constituída por articulações em múltipla triangulação. Testada – É a divisa do lote lindeira ao logradouro público que lhe dá acesso. Tubogotejador – Tubo de passagem de água. Tubo de queda – Tubo vertical que. Testeira – Superfície feita de madeira ou concreto colocada na extremidade de qualquer beiral. Tijolo – Peça de barro cozido usada na alvenaria. Usucapião – Instrumento legal que possibilita o acesso à propriedade da terra pela posse. compondo os pisos. formando um conjunto de barras interligadas. recebe os efluentes dos aparelhos sanitários instalados nos diversos andares. graduada em uma ou ambas as faces. Tem forma de paralelepípedo retangular com espessura igual à metade da largura e o comprimento duas vezes a largura mais um centímetro. Treliça – Estrutura estaticamente definida.

Varanda – Alpendre grande e profundo. Vitral – Painel executado com pedaços de vidros coloridos rejuntados com chumbo. Vermiculita . aquele que não projetam estilhaços quando se quebram por impacto. Vigota – Pequena viga Vinílico – Material composto por resinas de PVC. Vedação – Ato de fechar. tirando-as das esquadrias. o que confere ao material excepcional capacidade de isolamento termoacústico. Vergalhão – Barra de ferro comprida. concreto etc. Vestíbulo – Entrada de uma edificação. Vidro de segurança – Nome dado ao vidro inestilhaçável. Vão – Abertura numa parede para a colocação de portas e janelas. Verniz – Solução composta de resinas sintéticas ou naturais que trata e protege a madeira. Vão de luz – Distância livre e útil entre duas extremidades. formado essencialmente por silicatos hidratados de alumínio e magnésio. cargas minerais e pigmentos. Veneziana – Tipo de esquadria. madeira. Vazão – Quantidade de fluído que passa pela seção transversal de uma canalização na unidade de tempo. espaço entre a porta de ingresso e a escadaria em átrio. Quando submetida a um aquecimento a água contida entre suas milhares de lâminas se transformam em vapor fazendo com que as partículas explodam e se transformem flocos sanfonados. apropriado para revestir pisos. É formado por palhetas inclinadas e paralelas podendo ser fixas ou móveis. e concentrá-las na alvenaria lateral dos vãos. Viga – Peça estrutural. Cada floco expandido aprisiona consigo células de ar inerte. As vigas transferem o peso das lajes e dos demais elementos (paredes etc. A verga superior tem a função de receber a carga das alvenarias. que permite a ventilação permanente dos ambientes. Vidro temperado – Aquele que passa por um tratamento especial de aquecimento e rápido resfriamento para torná-lo resistente a impactos. plastificantes. feita de aço.V Vala – Escavação estreita e longa feita no solo. Vão livre – Distância entre os apoios de uma cobertura. 317 . Verga – Reforço colocado sobre o vão de porta e janela (verga superior) e sob o vão de janela (verga inferior ou contraverga). E as vergas inferiores recebem as cargas concentradas e as distribui novamente na alvenaria. vedar. Vibrador – Aparelho destinado a adensar a massa de concreto fresco através de vibração provocado por um motor com excêntrico.É um mineral semelhante a mica.) para os pilares. Vidro aramado – Aquele que tem uma trama de arame em seu interior para torná-lo mais resistente. Vistoria – Diligência efetuada por profissionais habilitados da Prefeitura.

do solo etc. 318 . Vitrô – Pequena janela fechada com vidros. Zincado – Material que foi revestido de zinco. Volumetria – Conjunto das dimensões que determinam o volume de uma construção.Vitrificado – Material que assume a aparência do vidro. dos agregados. comerciais. Volante – Peça onde se pega para abrir a torneira. Voluta – Ornato em forma de espiral que aparece nos capitéis de colunas clássicas. industriais ou mistas. de cor alaranjada. evita a ferrugem. Z Zarcão – Subproduto do chumbo. Zenital – Iluminação vinda de domo ou clarabóia. Zoneamento – Divisão oficial de uma cidade ou centro populacional em regiões ou zonas residenciais.

ANEXOS .

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FERRAMENTAS 321 .

322 .

00m de altura Escudo p/a soldador Máscara panorâmica Máscara semifacial Óculos contra imp. em beiradas de laje. o EPI adequado ao risco e em perfeito estado. quando executar trabalhos acima de 2. obrigatoriamente. Óculos ampla visão Òculos p/a soldagem Máscara p/a soldar Botas impermeáveis Calçado de segurança Capa impermeável Mangote de raspa Perneira de raspa Protetor auricular Luva de borracha Avental de raspa Cinturão de Seg.Observar as Normas de Segurança do Trabalho .Cumprir as disposições legais sobre Segurança Saúde no Trabalho . quando exposta a níveis cima do limite da NR15 # uso obrigatório € uso eventual Administração em geral Almoxarife Armador Azulejista Carpinteiro Carpinteiro (serra) Eletricista Encanador Equipe-concretagem Equipe-montagem Operador-betoneira Operador-compactador Operador-empilhadeira Operador-guincho Operador-máquina Operador-martelete Operador de policorte Pastilheiro Pedreiro Pintor Poceiro Servente Geral Soldador Vigia Cabe ao empregador: Luvas de PVC Capacete FUNÇÃO x EPI # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # € € # # € # # # € € # # # # € € # # # € # € € # € # # € € Qualquer função deve utilizar. valas etc. o EPI danificado ou extraviado .Responsabilizar-se por sua guarda e conservação Cabe ao empregado: 323 Colete refletivo € ∋ .Usar o EPI fornecido pela empresa a finalidade a que se destina . imediatamente.EPI – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Cinturão páraqudista Cinto de segurança Qualquer função deve utilizar. Qualquer função deve utilizar. quando exposta a garoas e chuvas € € € € € # # € # € # € € € € € € € # # # € € € # # # # # # # # € # € # # # # # # # € # # € # Qualquer função deve utilizá-la quando houver necessidade de proteção facial # Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe # # # # € # # # # # .Higienizar e realizar manutenção periódica do EPI . como limitador de espaço.Tornar obrigatório o uso do EPI . Avental de PVC Luvas de raspa Máscara descartável Protetor facial Qualquer função deve utilizar. .Fornecer aos empregados gratuitamente.Substituir.

PREGOS NA ESCALA NATURAL 1:1 324 .

325 .

326 .

0 6.6 2.37 6.97 1.20 2. cm cm 15 x 15 15 x 15 15 x 15 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 DIÂMETRO DOS FIOS SECÇÃO DOS FIOS PESO ROLOS PAINÉIS COMPR.35 3.0 1.96 5.1 45.1 217.0 9.TABELAS PARA OBRAS COM CONCRETO ARMADO = Telas para estrutura de concreto armado NORMAS: NBR 7481.2 0.48 1.96 5.92 x 0.1 x 7.83 x 2.47 x 0.2 1.48 5. .0 6.59 x 1.00m Comprimento: Rolo: vide tabela . NBR 5916 E NBR 7480 DA ABNT ORDEM DESIGNAÇÃO ESPAÇAMENTO ENTRE FIOS Long.1 356.8 57.0 6.9 92. Trans.5 264.0 x 8.0 37.8 1.0 6.2 x 4.46 6.28 7.92 3.3 117.80 2.75 0.PESO COMPR.0 6.46 x 2.8 0.52 3.3 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 Q 47 Q 61 Q 75 Q 92 Q 113 Q 138 Q 159 Q 196 Q 246 Q 283 Q 335 Q 396 Q 503 Q 636 Long Trans.0 8.0 x 3.0 285.96 x 1.45m 4.2 x 4.9 78.0 x 6.20m e 6.13 x 1.PES O kgf/m² m kgf m kgf 0.91 4.75 x 0.0 0.8 x 3.0 6.09 120 120 120 60 60 60 222.4 0. cm cm cm²/m cm²/m 3.61 3.11 3.4 65.6 x 5.96 x 3.75 4.0 7.Painéis: Emendas: (Em cm) Por simples justaposição das telas para armaduras prinicpais: (3 malhas) (desenho da justaposição 3 malhas) Para armadura de distribuição: (1 malha) 327 .0 x 9.03 6.0 6.36 Categorias do aço: CA-60: 3 ≤ 0 ≤ 9mm Dimensões padronizadas: Largura: 2.1 8. Longc Trans.21 1.5 1.38 4.8 x 3.35 x 3.36 x 6.03 x 5.0 6.4 x 3.2 148.61 x 0.0 x 8.0 x 5.4 323.5 x 4.59 5.13 4.0 2.38 x 1.97 10.47 3.83 3.

328 .

25.h(cm) Kgf/m Laje pré Verificar bw= largura h = altura Peso de revestimento de laje 50kg/m² Peso de enchimento Material Caco pumex Argila expandida Entulhos Peso específico γ (tf /m³) 0.50 Peso de paredes Tijolos Maciço Tijolo Baiano Blocos de concreto Parede Espelho 1/2 tij.Cargas Permanentes: Peso próprio Concreto Armado 2. 1.2 tf/m³ 1.60 0.6 tf/m³ 1.bw(cm).3 tf/m³ Tijolo Baiano kgf/m² 120 180 300 Tijolo Maciço kgf/m² 160 240 400 Bloco de concreto Espessura (cm) 9 14 19 Esp.1. um tij. de madeira 40 Com telhas de alumínio e estr: aço 30 alumínio 20 Com canalete 90 e estr.85 1.5 tf/m³ Lajes e paredes de concreto 25h(cm) Kgf/m² Vigas e pilares 0.Acabada (cm) 12 17 22 Peso kgf/m² 170 240 300 Peso de cobertura Tipo de cobertura Peso kgf/m² Com telhas de barro e tesouras de 70 madeira ι ≤ 40% Com telhas onduladas de fibrocimento e estr.10 . de 35 madeira Cargas Acidentais -NB-5 329 .

1 33.7 21.0 35.2 133.7 28.5 5 0.7 28.5 27.4 28.37 1.47 1.7 23.9 23.5 60.04 1.6 36.5 5 Litros Consumo de 3 areia p/ m de concreto Seca L 363 409 525 486 362 420 517 487 435 Num 3% L 465 524 676 622 719 538 662 625 557 Consumo de brita 3 e água por m de concreto Nº 1 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Nº 2 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Água L 226 189 206 210 207 202 208 201 195 Resistência a 2 compressão kg/cm (provável) 3 dias 220 180 140 110 100 90 80 70 50 7 dias 300 250 200 170 150 130 120 110 90 28 dias Altura das caixas (cm) Areia Brita Nº 1 22.5 4 3.9 28.05 0. Peq. Lages 1:21/2:4 1:21/2:5 500 400 375 350 300 300 300 275 250 363 273 264 243 225 210 207 195 174 400 350 300 250 220 210 190 180 150 28.8 6 0.6 22. Armado Cintas de Amar-ração Vergas.82 1.0 33.6 33.4 19. leitos e camadas preparatórias 1:4:8 225 200 175 4.9 3 3 4 2 2 5 2 2 3 1.7 28.4 33.0 17.4 9 0.5 1 6 6 6 5.6 5 0.84 1.4 28.7 23.7 9 0.2 145.6 181.5 Rendimento p/ saco de 50 kg Litros 1:1:2 1:1/2:3 1:2:21/2 Obras de responsabilidade 1:2:3 1:21/2:3 Colunas.35 x 0.6 22.6 28.6 22.9 168.9 312.48 m 330 .TABELA PRÁTICA DE TRAÇOS DE CONCRETO TABELA DE TRAÇOS DE CONCRETO Aconselha-se nos casos Traço Volume Consumo de 3 cimento p/ m de concreto Kg Sacos de 50kg 10 8 7.5 28.6 1 0.6 33.20 24.0 Nº de caixas por 1 saco de cimento Areia Brita Nº 1 1 1 1 1 Brita Nº 2 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 Fatores de água/cimento Cimento/água L/k g 0.7 129.4 4 0.5 187.9 28.14 1.9 23.7 1 0.0 Brita Nº 2 22. Baldrames e Vigas Médias 1:2:4 1:21/2:31/2 Estr.1 33.7 5 0.7 28.83 14.27 2.6 29.4 19.0 33.6 29.6 28.9 5 1.6 22.5 39.41 1. de Concr.9 1 2 2 2 3 2 3 3 3 2.3 170.0 218.54 1.5 162 147 114 486 441 456 622 561 584 405 441 456 405 441 456 202 198 194 40 50 70 50 130 100 28.5 30.1 240.5 32.5 34.5 As caixas para pedra e areia terão em todos os casos como medidas de boca 0.6 8 0.2 0 Kg/L L/sac o 50kg 2.27 97.4 33.3 1:3:5 1:3:8 Casos especiais.2 203.

331 .

TESOURAS. ESPIGÃO 332 . TERÇAS E PONTALETES DET.

.Acrescentar 20cm em cada viga com emendas.5 3.Acrescentar 10cm em cada caibro com emendas.50 3.0 4.5 5.50 3.00 3.50 4.50 4. (m) 01 (Pont.CAIBROS Obs.0 (m) 15.) 07 01(Berço) 2. .00 333 . (m) 01 26 04 04 02 03 2.0 4.00 4.5 x 10.50 520.00 3. (m) 24 07 05 26 30 2. Compr.0 Viga 6 x 12 Quant.00 Sarrafo 2.Ripas acrescentar 10% .0 4. Compr.0 Caibro 5 x 6 Ripas 1 x 5(m) Quant.) 03 (Pont. . Compr. RELAÇÃO DE MATERIAIS Viga 6 x 16 Quant.Sarrafo para travamento na linha da cumeeira.

Fundações Teoria e prática. Curitiba/PR.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.O. 15 SAMPAIO.Caio. 6a edição. Técnica da Construção. NBR 6118/1980 Projeto e execução de obras de concreto armado. Celso. Rio de Janeiro.C. 1993 3 BORGES. Firme. 1993 11 MELLO. L. 10 LIMA. Ed. 3a edição. 1992 13 PIANCA. Editora Edgard Blucher.. C Arruda. Porto Alegre. Técnica de armar as estruturas de concreto. Editora Pini. Editora Pini. 4a edição. J. Rio de Janeiro. Uma metodologia de Orçamentação para Obras Civis. G. P. 5 volumes.Falcão. Editora Pini. São Paulo. São Paulo. 1976 5 BAUER. São Paulo 1998. São Paulo. São Paulo..1992 4 BAUD.R. 1969 7 DIAS. Copiare. Editora Hemus. Edvaldo G. Sistema treliçado global . Manual de Construção. São Paulo 1995 6 CARDÀO. 9a edição. São Paulo. J. P. Editora Tecnoprint. A. Caderno de Projetos de Telhados em Estrutura de Madeira. Batista. A . 1980 2 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Estruturas.B.et al. 2a edição. F. Prática das Pequenas Construções. Editora Glob. 1974 14 RODRIGUES.Vilela. C. 2000 8 FALCONI. Editora Calcitec. Pisos Indistriais de Concreto Armado. 1o volume. Antonio. 16 SANTOS. Manual do Construtor.P. PCMAT. Tesouras de Telhados. Materiais de Construção. P. 2a edição. 1998. J. IBTS – Instituto Brasileiro de Telas Soldadas.F. et al. Rio de Janeiro. 334 . 1996 12 MOLITERNO.Boletim Técnico de Edifício. desenhos de concreto armado. Editora Globo. 4a edição. 9 FUSCO. F. 2 volumes.2 volumes. Editora Pini. Editora Edgard Blucher. NBR 8036/1993 Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundação. Programa de Condi'~oes e Meio Ambiente do Trabalho da Indústria da Construção. 1995.

A técnica de Edificar. P. Editora Pini. Walid.17 TERZIAN.Editora Pini Manual Técnico Blindex . Campinas/SP.Publicação ABESC Manual de execução de Telhado . 335 . 18 YAZIGI. Jornal da AFALA .Fôrma e Ferragens. Apostila 4oSimpatcon. Roberto. 1998. Detalhaes de execução .Associação dos Fabricantes de Lajes. São Paulo. Outras Publicações: Apostilas Senai Boletins Técnicos do IPT Boletins Técnicos da ABCP Revista Arquitetura eConstrução Revistas Técnicas .Construção Mercado e Téchne .IPT Manual de tipologia de Projeto e de Racionalização das Intervenções por ajuda mútua. 1978.