TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL

2009

PROF. DR. JOSÉ ANTONIO DE MILITO

PREFÁCIO

Estas anotações de aulas, compiladas em forma de apostila, tem o intuito de facilitar a consulta e o acompanhamento das disciplinas de Técnicas das Construções Civis e Construções de Edifícios da Faculdade de Ciências Tecnológicas da P.U.C. Campinas e Construção Civil da FACENS-Faculdade de Engenharia de Sorocaba. Não houve pretensão de escrevê-la para ser publicada como livro, mas sim reunir coletânea, conhecimentos extraídos de livros, catálogos, informativos, pesquisas, palestras, seminários etc. desde 1981, por esta razão não consta as citações e as referências bibliográficas dos autores e fontes de consulta em boa parte dos capítulos. Contém um bom número de informações gerais úteis para que, ao projetar ou edificar, se esteja atento para não cometer os erros mais graves, que são encontrados em grande quantidade, principalmente nas construções de pequeno porte. Espero que, de alguma forma, esta apostila contribua para acrescentar algo de novo aos alunos e mostre a importância do assunto, para que nos futuros projetos, seja dedicado algum tempo, aos cuidados necessários às técnicas de edificar.

JOSÉ ANTONIO DE MILITO

SUMÁRIO

1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.1 Estudo com o cliente 1.2.Exame local do terreno 1.3 Limpeza do terreno 1.4 Levantamento topográfico de lotes urbanos 1.4.1 Medidas do terreno (levantamento planimétrico) 1.5 Nivelamento (levantamento altimétrico) 1.5.1 Com uso do clinômetro 1.5.2 Nível de bolha 1.5.3 Nível de mangueira 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2.1 Construções vizinhas 2.2 Movimento de terra 2.2.1 Cortes 2.2.2 Aterros e reaterros 2.2.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra 2.3 Instalação de canteiros de serviços ou canteiro de obras 2.3.1 Exemplo de barracão para obras de pequeno porte 2.4 Locação de obra 2.4.1 Processo dos cavaletes 2.4.2 Processo da tábua corrida 2.5 Traçado 2.5.1 Traçado de ângulos retos e paralelas 2.5.2 Traçado de curvas 2.5.3 Locação de estacas 2.5.4 Locação da fôrma de fundação 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.1 Sondagem 3.1.1 Execução da sondagem 3.1.2 Resistência à penetração 3.1.3 Determinação do número de sondagens a executar 3.1.4 Perfil de sondagem 3.2 Escolha do tipo de fundações 3.2.1 Tipos de fundações 3.3 Fundação direta ou rasa 3.3.1 Sapata corrida em alvenaria 3.3.2 Sapatas isoladas 3.3.3 Sapatas corridas 3.3.4 Radiers 3.4 Fundações profundas 3.4.1 Estacas 3.4.2 Blocos de coroamento das estacas

....... 1 ....... 3 ....... 4 ....... 4 ....... 4 ....... 7 ....... 8 ....... 9 ..... 10 ..... 14 ..... 14 ..... 15 ..... 16 ..... 17 ..... 17 ..... 19 ..... 21 ..... 21 ..... 22 ..... 23 ..... 24 ..... 25 ..... 26 ..... 28 ..... 31 ..... 31 ..... 33 ..... 33 ..... 35 ..... 36 ..... 37 ..... 38 ..... 39 ..... 42 ..... 42 ..... 43 ..... 44 ..... 44 ...... 46

3.4.3 Brocas 3.4.4 Estacas escavadas 3.4.5 Estacas apiloada 3.4.6 Estacas Strauss 3.4.7 Estacas Franki 3.4.8 Tubulões 3.4.9 Alvenaria de embasamento 3.5 Impermeabilização 3.5.1 Impermeabilização dos alicerces 3.5.2 Impermeabilização nas alvenarias sujeitas a umidade do solo 3.6 Drenos 4 ALVENARIA 4.1 Elementos de alvenaria tradicional 4.1.1 Elementos cerâmicos 4.1.2 Tijolos de solo cimento 4.1.3 Blocos de concreto 4.2 Outros elementos de alvenaria de vedação 4.3 Elevação da alvenaria tradicional 4.3.1 Paredes de tijolos maciços 4.3.1a Amarração dos tijolos maciços 4.3 1b Formação dos cantos de parede 4.3.1c Pilares de tijolos maciços 4.3.1d Empilhamento de tijolos maciços 4.3.1e Cortes em tijolos maciços 4.3.2 Paredes com blocos de concreto 4.3.3 Paredes de tijolos furados 4.4 Vãos em paredes de alvenaria 4.5 Outros tipos de reforços em paredes de alvenaria 4.6 Fixação das alvenarias de vedação em estruturas de concreto 4.7 Muros 4.7.1 Fechamento de divisas em blocos de concreto 4.7.2 Fechamento de divisas em tijolo maciço e baiano 4.7.3 Tipos de fundações para muros 4.8 Argamassa de assentamento – preparo e aplicação 4.8.1 Preparo da argamassa para assentamento de alvenara de vedação 4.8.2 Aplicação 5 FORROS 5.1 Forro de madeira 5.2 Lajes pré-fabricadas unidirecionais 5.2.1 Elementos que as compõe 5.2.2 Generalidades sobre a laje comum (LC) 5.2.3 Generalidades sobre laje treliça (LT) 5.2.4 Generalidades sobre laje protendida (LP) 5.2.5 Montagem e execução de lajes pré-fabricadas 5.3 Lajes pré-fabricadas bidirecionais

..... 47 ..... 49 ..... 49 ..... 50 ..... 51 ..... 51 ..... 53 ..... 54 ..... 55 ..... 57 ..... 58 ..... 63 ..... 63 ..... 67 ..... 68 ..... 69 ..... 69 ..... 70 ..... 72 ..... 74 ..... 75 ..... 76 ..... 77 ..... 77 ..... 79 ..... 79 ..... 82 ..... 84 ..... 85 ..... 85 ..... 86 ..... 87 ..... 88 ..... 88 ..... 89 ..... 91 ..... 92 ..... 93 ..... 94 ..... 98 ... 102 ...103 ... 107

5.4 Pré-lajes unidirecionais e bidirecionais 5.5 Lajes pré-fabricadas – Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6.1 Estrutura 6.1.1 Materiais utilizados nas estruturas 6.1.2 Peças utilizadas nas estruturas de telhado 6.1.3 Ligações e emendas 6.1.4 Telhado pontaletado 6.1.5 Recomendações 6.2 Cobertura 6.2.1 Cerâmica 6.2.2 Concreto 6.2.3 Telhas onduladas de fibrocimento 6.2.4 Inclinação e caimento ou declividade das telhas 6.3 Sistema de captação de águas pluviais 6.3.1 Calhas 6.3.2 Água furtada 6.3.3 Condutores 6.3.4 Coletores 6.3.5 Rufos e pingadeiras 6.4 Dimensionamento 6.4.1 Calhas 6.4.2 Condutores 6.5 Formas de telhados 6.5.1 Beirais 6.5.2 Platibanda 6.5.3 Linhas do telhado 6.5.4 Tipos de telhados 6.6 Regra geral para desenho das linhas dos telhados 6.7 Calculo das telhas para cobertura plana 7 ESQUADRIAS 7.1 Esquadrias de madeira 7.1.1 Portas 7.1.2 Porta balcão 7.1.3 Janelas 7.1.4 Tipos de janelas de madeira 7.2 Esquadrias de metal 7.2.1 Janelas 7.2.2 Portas 7.3 Esquadrias de PVC 7.4 Representação gráfica de portas e janelas 7.4.1 Portas 7.4.2 Janelas 7.5 Algumas dimensões comerciais 7.5.1 Portas 7.5.2 Janelas 7.6 Como escolher uma esquadria

... 108 ... 108 ...111 ...112 ...114 ...119 ...122 ...124 ... 125 ... 125 ... 130 ... 130 ... 131 ... 133 ... 134 ... 135 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 138 ... 138 ... 138 ... 139 ... 140 ... 141 ...142 ...143 ...145 ...145 ... 150 ...151 ...153 ...156 ... 156 ... 160 ... 160 ... 161 ... 161 ... 161 ... 163 ... 163 ... 163 ... 164

8 REVESTIMENTO 8.1 Preparo dos substratos 8.1.1 Na vertical 8.1.2 Na horizontal 8.2 Revestimentos argamassados tradicionais 8.2.1 Na vertical 8.2.2 Na horizontal 8.3 Revestimentos não argamassados 8.3.1 Gesso 8.3.2 Revestimento cerâmico 8.3.2.1 Revestimento cerâmico na vertical 8.3.2.2 Revestimento cerâmico horizontal 8.3.3 Piso de madeira 8.3.4 Carpete 8.3.5 Pedras decorativas 8.3.6 Pisos vinílicos 8.3.7 Pisos de borracha 8.3.8 Pisos laminados 8.3.9 Piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9.1 Tintas 9.1.1 Seus tipos 9.1.2 Sua qualidade 9.1.3 Preparação da superfície 9.1.4 Esquema de pintura 9.1.5 Cuidados na aplicação das tintas 9.1.6 Condições ambientais durante a aplicação 9.1.7 Material de trabalho 9.1.8 Rendimentos 9.1.9 Recomendações gerais 9.2 Vidro 9.2.1 Vidro temperado 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.1 Revestimento Argamassados – Analise das causas 10.1.1 Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados 10.1.2 Causas decorrentes do traço da argamassa 10.1.3 Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento 10.1.4 Causas decorrentes do tipo de pintura 10.1.5 Causas externas ao revestimento 10.1.6 Reparos 10.2 Revestimento cerâmicos – Analise das causas 10.2.1 destacamento de placas 10.2.2 Trincas, gretamentos e fissuras 10.2.3 Eflorescência 10.2.4 Deterioração das juntas 10.3 Pinturas – Análise das causas

...166 ...166 ...168 ...170 ...170 ...177 ...178 ...178 ...181 ...185 ...188 ...192 ...196 ...196 ...200 ...201 ...203 ...204 ... 211 ... 211 ... 212 ... 213 ... 214 ... 216 ... 220 ... 220 ... 222 ... 222 ... 223 ... 224 ... 229 ... 229 ... 231 ... 232 ... 233 ... 234 ... 236 ... 239 ... 239 ... 239 ... 240 ... 240 ... 241

11

DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11.1 Materiais empregados em concreto armado 11.1.1 Cimento 11.1.2 Agregados miúdos e graúdos 11.1.3 Água 11.1.4 Armaduras 11.2 Sistemas de fôrmas e escoramentos convencionais 11.2.1 Materiais e ferramentas 11.2.2 Peças utilizadas na execução da fôrmas 11.2.3 Detalhes de utilização 11.2.4 Junta das fôrmas 11.2.5 Sistema de forma leve 11.2.6 Sistema médio de fôrmas 11.2.7 Sistema pesado de fôrma 11.2.8 Sistema trepante e auto trepante 11.2.9 Sistema de fôrmas deslizante 11.3 recomendação quanto ao manuseio e colocação das barras de aço 11.3.1 Corte 11.3.2 Dobramento das barras 11.3.3 Montagem das armaduras 11.3.4 Barras de espera de pilares 11.3.5 Armação de fundação 11.3.6 Emendas 11.3.7 afastamento mínimo das barras 11.4 Como se prepara um bom concreto 11.4.1 Concreto preparado manualmente 11.4.2 Concreto preparado com betoneira 11.4.3 Concreto dosado em central 11.4.4 Aplicação do concreto em estruturas 11.4.5 Cobrimento da armadura 11.4.6 Cura 11.4 7 Desforma 11.4.8 Consertos de falha 11.4.9 plano de concretagem 12 VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO ANEXOS Ferramentas EPI - Equipamentos de proteção individual Pregos na escala natural 1:1 Tabelas para obras em concreto armado Tabelas prática de traço de concreto Tesouras terças e pontaletes Caibros Referências Bibliográficas

... 244 ... 244 ... 247 ... 248 ... 248 ... 251 ... 252 ... 256 ... 257 ... 263 ... 264 ... 265 ... 266 ... 266 ... 267 ... 267 ... 267 ... 268 ... 269 ... 270 ... 271 ... 272 ... 272 ... 273 ... 273 ... 274 ... 276 ... 277 ... 282 ... 284 ... 285 ... 286 ... 286 ... 289 ... 321 ... 323 ... 324 ... 327 ... 330 ... 332 ... 333 ...

3 Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes 3..15 Projeto de forma locadas pelo eixo 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3...10 Com cinta de amarração 3. 35 ..5 Representação de curva de nível 1.8 Realização das medidas útil com o clinômetro 1. 12 . 10 . 41 ..12 Sapata isolada retangular 3.... 6 .13 Projeto de locação de estacas 2. 25 ......4 Aproveitamento das chapas compensadas 2.3 Barracão para pequenas obras 2..... 5 . 42 ....5 Cavalete 2.. 36 ...11 Traçado de curvas de pequeno raio 2...4 Lote com setor curvo 1... 5 ..... 26 .....2.. 19 .5 Exemplo de um perfil de subsolo 3.. 9 .. 23 ...2 Aterro em terreno 2.7 Marcação sobre gabarito 2... 8 .14 Sapata corrida sobre pilares .......7 Clinômetro inclinado 1.6 Processo dos cavaletes 2. 7 .. 15 ..10Posição da água quando não existe bolhas 1..13 Levantamento altimétrico em terreno com declive 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2...9 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito 2.1 Corte em terreno 2.2 Equipamento de sondagem a percussão 3.12 Traçado de curva pelo método das quatro partes 2. 32 ....9 Utilização do nível de bolha 1... 37 ...8 Detalhe do nivelamento do fundo de vala 3. 23 . 16 .9 Sem cinta de amarração 3. 22 . 41 ..1 Lote regular 1.. 21 .1 Esquema de sondagem 3.6 Relação dos tipos de fundações usuais em construção 3..12 Levantamento altimétrico em terreno com aclive 1.7 Profundidade de uma estaca isolada 3. 39 .10 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito usando esquadro metálico 2.. 28 . 41 .14 Locação de estaca 2. 12 ... 10 .. 29 . 32 .Lote irregular com pouco fundo 1.... 25 .. 43 .. 27 . 42 ........13 Sapata corrida sobre parede 3..11 Com cinta de amarração 3.. 38 .. 20 . 24 .3 Lote irregular com muita profundidade 1.... 8 .... 6 ... 11 ..8 Processo da tábua corrida 2...4 Planta de locação das sondagens 3..11 Processo da mangueira de nível 1.....LISTA DE FIGURAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.. 34 .6 Clinômetro ou nível de Abney 1..

77 . 59 . 79 ... 50 ...33 Dreno horizontal cego 3.6 Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 4.3.. 45 .. 60 ..20 Canto em parede de espelho 4. 47 ... 72 .... 59 ....21 Perfuração das brocas 3... 66 .28 Impermeabilização no respaldo do alicerce 3.... 45 ....32 Dreno horizontal 3.... 80 . 67 .14 Ajuste corrente 4.28 Execução da amarração na alvenaria de tijolo furado 4.. 70 .19 Canto de parede de um tijolo no ajuste comum 4.... 76 ... 52 . 58 .5 Tijolo de solo cimento comum 4...9 Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria 4. 66 .22 Exemplo de pilares em alvenaria 4.23 Execução das estacas Strauss 3... 56 ... 64 . 73 . 67 ..31 Impermeabilização em locais com ventilação 3. 73 .... 70 . 74 .29 Vão de alvenaria 4..13 Retirada do excesso de argamassa 4..8 Bloco canaleta 4...26 Tubulão a ar comprimido 3.10 Detalhe do prumo do canto da alvenaria 4.16 Radier 3.... 75 .19 Bloco de coroamento 3.. 43 ..15 Sapata corrida com viga 3.... 44 .21 Canto em parede de um tijolo com parede interna de meio tijolo ajuste francês 4.25 Detalhe do assentamento do bloco de concreto 4.18 (a) Arrasamento das estacas (b) Cota de arrasamento das estacas 3... 53 . 80 ..... 79 ... 57 . 68 .24 Execução das estacas Franki 3.29 Detalhe da aplicação da argamassa impermeável 3...23 Empilhamento de tijolos maciços 4. 57 . 73 . 74 .2 Tijolo com furo cilíndrico 4.30 Impermeabilização em locais de pouca ventilação 3... 71 .1 Tijolo comum 4.22 Perfuratriz 3. 48 .7 Bloco de concreto 4. 46 ..34 Exemplo de aplicação dos drenos 4 ALVENARIA 4...11 Colocação da argamassa de assentamento 4...15 Ajuste francês 4....27 Execução da alvenaria utilizando tijolos furados 4.25 Seção típica de um tubulão 3.12 Assentamento do tijolo 4..3 Tijolo com furo prismático 4.....4 Tijolo laminado 4. 78 ..17 Esforços nas estacas 3. 76 . 75 . 74 .....18 Canto em parede de um tijolo no ajuste francês 4...... 67 . 71 ..17 Canto de parede de meio tijolo no ajuste comum 4.24 Corte do tijolo maciço 4.26 Detalhe de execução dos cantos 4... 68 ..... 49 . 54 . 78 .27 Alvenaria de embasamento 3.30 Vergas sobre e sob os vãos ....20 Tipos de trado 3..16 Ajuste inglês ou gótico 4. 51 .

81 .22 Detalhe da colocação da laje pré-fabricada 5. 82 .33 Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vão de 1.. 91 ...11 Elementos de uma laje pré-fabricada treliça 5... 99 .0m e entre 1.0 e 2...44 Exemplo de fundação para muros 4...0m 4... 100 ..40 Fixação da alvenaria de vedação em estrutura de concreto 4..16 reforço em laje treliça 5.. 90 .21 Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 5.19 Vigota protendida 5.43 detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 4..23Detalhe da colocação da armadura negativa 5..45 Preparo da argamassa manualmente 4.32 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vão entre 1.. 89 .49 Tipos de frizos 5 FORROS 5..7 Apoio da laje comum em estrutura de concreto armado 5. 83 . 96 ..2 Fixação do forro na estrutura do telhado 5.. 96 ...0m 4..5 e 2. 104 ... 98 .1 Tipos de forros de madeira 5. 104 .39 Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto 4.. 92 ..0 e 2.4.18 Manuseio da laje treliça 5. 81 .24 detalhe do apoio das tábuas da passarela .. 100 . 100 .47 Assentamento tradicional 4.37 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço 4.36 Coxins de concreto 4.35 Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1.4 Elementos da laje pré-fabricada comum 5....5 Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum 5.0m e entre 1.34 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1. 101 ..0m 4...15 Armadura adicional de compressão 5..38 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado 4.. 88 .. 96 ..31 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1. revestido e viga baldrame 4...0 e 1. 96 ...8 Apoio da laje comum passante em beirais 5. 85 . 89 . 88 ... 98 .6 Apoio da laje comum sobre alvenaria 5... 87 . 86 .. 100 ... 107 .3 Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5.. 84 . 83 ...42 Detalhe da elevação de muros de bloco aparente. 94 .0m 4.. 81 ..14 Armadura adicional de tração 5. 97 .13 Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado 5.. 92 ..46 Preparo da argamassa com betoneira 4. 83 ..20 Exemplo de escoramento convencional para laje préfabricada 5. 95 . 105 .41 Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 4. 82 ..48 Assentamento em cordão 4. 106 ....12 Exemplos das variações das alturas da laje treliça 5.17 Exemplo de execução de nervuras 5.. 102 .9 Apoio da laje com balanceado em beirais 5.10 Exemplo de reforços em laje pré comum 5.. 82 . 86 ..5m 4.

115 . asna e pendural 6.18 Detalhe do berço para distribuir as cargas 6. 131 .32 Detalhe da estrutura de um telhado selado 6. 135 .11 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6. 120 .22 Fixação das ripas nos caibros 6.10 Detalhe da ligação entre a perna e a escora 6. 139 .3 Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal 6.21 Detalhe da fixação das ripas nos caibros 6. 119 . 125 . 137 . 118 . 126 .42 Beiral em laje 6.25 Telha paulista 6. 124 .31 Inclinação mínima para telhados selados com vão até 8. 115 . 124 .5. 135 .8 Detalhe da ligação entre linhas e a perna 6.14 Detalhe das emendas de uma linha de terça 6.15 Detalhes da emenda das terças com pregos 6. 136 .25 (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento 5.38 Áreas de contribuição condutores 6.16 Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6. 139 . 121 .20 Detalhe da fixação por pregos menores 6. 128 . 138 . 119 .29 Telha germânica 6.43 Beiral em telhas vã 6. 135 .4 Esquema de contraventamento das tesouras 6.6 Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais 6. 134 . 121 .13 Detalhe da ligação entre a linha.7 Detalhe da galga 6. 123 . 118 .2 Seção típica de uma estrutura de telhado 6. 125 .9 Detalhe da ligação entre a linha e a perna 6.12 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6.26 Telha plan 6. 141 .37 Detalhe da utilização dos rufos e das pingadeiras 6. 129 .40 Calha tipo platibanda 6.24 Telha francesa ou marselha 6.23 Acabamento da cumeeira 6. 129 . 121 .35 Calha tipo moldura 6. 120 .19 Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6.41 Calha tipo coxo 6.34 Calha tipo platibanda 6. 112 .1 Esquema de estrutura de telhado 6.27 Telha romana e portuguesa 6.33 Calha tipo coxo 6. 127 .17 Apoio dos pontaletes em berços 6. 123 . 133 .5 Esquema do apoio das terças nas tesouras 6. 130 .0m 6. 116 . 132 .44 Detalhe das platibandas 6.45 Desenho das linhas de um telhado 6. 140 . 120 . 114 .46 Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6. 140 . 109 .28 Telha termoplan 6.39 Divisão do telhado em áreas “a” 6. 137 . 141 .26 Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6.30 Inclinação e caimento de telhados retos 6.36 Detalhe de uma água furtada 6. 108 . 137 . 121 . 128 .47 Telhados com uma água .

2 Procedimento para nivelar sub-base do lastro 8. 145 . 155 .6.18 Janela de enrolar 7.29 Representação dos caixilhos pivotante 7.11 Detalhe da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo 7. 143 . 157 .15 Veneziana de correr com caixilho de correr 7. 162 . 142 . 151 .9 Porta balcão 7.51 Perspectiva das linhas de um telhado 7 ESQUADRIAS 7.28 Representação dos caixilhos de correr e de abrir 7. 148 .1 Diversas formas de aplicação do chapisco 8.8 Determinação dos tipos de juntas 8. 157 . 159 .17 Janela tipo ideal 7. 142 . 160 .6 Determinação da execução das guias e do emboço 8. 173 . 163 .6 Detalhe da fixação dos batentes por espuma de poliuretano 7.8 Tipo de fechaduras para as portas 7. 153 .4 Assentamento das taliscas inferiores nas paredes 8. 162 .11 Determinação do assentamento dos azulejos 8.19 Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos 7. 167 .2 Vão livre ou vão de luz 7.7 Detalhe da fixação das guarnições 7.50 Telhados com quatro águas 6. 173 . 146 . 156 . 175 . 192 .22 Janela veneziana 7.24 Venezianas de projeção 7. 146 . 169 .4 Detalhe da fixação dos batentes por pregos 7.49 Telhados com três águas 6. 161 . 150 . 159 .5 Detalhe da fixação dos batentes por parafusos 7.12 Caixilho de correr 7.20 Detalhe do caixilho tipo basculante 7. 158 . 154 . 154 .26 Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 7. 172 .1 Componentes das portas de madeira 7.3 Assentamento das taliscas superior nas paredes 8.186 .10 Batentes das janelas 7. 184 .14 Venezianas de abrir com caixilho guilhotina 7. 153 . 174 .30 Representação dos caixilhos tipo ideal 8 REVESTIMENTO 8.13 Tacos de madeira .12 Exemplo de divisão dos azulejos 8. 152 .13 Caixilho de abrir 7.149 .16 Veneziana de abrir com caixilho de abrir 7.9 Determinação da execução do rejuntamento 8.23 Caixilho de correr 7. 186 .3 Detalhes da fixação dos batentes das portas 7.27 Representação dos caixilhos de empurar e guilhotina 7.7 Determinação da aplicação do reboco 8. 154 .48 Telhados com duas águas 6. 155 . 185 . 148 . 183 . 161 .25 Representação das portas em planta e vista 7. 162 . 147 . 142 .21 Caixilho maximo ar 7.5 Determinação da colocação das taliscas nos tetos utilizado o nível referêncial 8.10 Juntas superficiais dos azulejos 8.

196 . 232 .7 Acúmulo de bolor no revestimento por efeito da umidade 10. 194 . 221 . 236 .19 Junta de expansão tipo diamante 8.17 Exemplo de regularização sem nivelamento 8.14 Parquete e tacão 8. 235 .5 Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente 10. 250 . 220 .4 Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco 10.1 Materiais utilizados no preparo das pinturas em madeiras 9. 206 . 208 .8. 255 .16 Fixação das tábuas por pregos anelados 8.4 Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas 11.21 Selante para junta serrada 8.9 Aspecto do revestimento Interno 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11.6 Tipos de disco para corte de tábua e chapas compensadas 11.1 Local para guarda de material 11. 224 . 226 .3 Armazenagem das barras de aço sobre travessas 11.18 Situação de empenamento devido à posição do cerne 8. 223 .2 Baia de madeira para separar os agregados 11.10 Tipos de reforços em gravatas . 236 .5 Cargas nos vidros 9.7 Flambagem 9. 258 .15 Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes 8.7 Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares 11. 231 .9 Tipos de gravatas utilizadas em pilares 11. 256 . 221 . 207 .1 Vesícula formada no reboco 10. 194 . 193 .5 Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas 11.2 Material utilizado no preparo e aplicação das pinturas em metais 9. 225 .6 Impacto nos vidros 9. 248 .6 Efeitos da umidade sobre o reboco 10. 255 .3 Materiais utilizados no preparo e aplicação da pintura em parede 9. 259 .8 (a)(b) Fissuras do revestimento por expansão da argamassa de assentamento 10. 230 . 234 .8 Posição dos furos em vidros temperados 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.8 Detalhe do escoramento e contraventamento em pilares bem como das janelas 11. 225 .22 Detalhe de execução do piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9. 206 .3 Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa 10. 259 . 246 .4 Exemplo de fixação dos vidros em caixilhos 9.2 Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno 10. 229 .20 Selante para junta de construção 8. 258 . 196 . 234 .

12 Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão 11.36 Passarela para concretagem apoiadas na fôrma 11. 272 . 279 .11. 263 .14 Detalhe da fôrma das lajes maciças 11. 262 . 266 .35 Detalhe das guias de nivelamento 11.21 Equipamento utilizados no corte das barras de aço 11.26 Lastro de brita sob os blocos de estacas 11.29 Colocação da água 11.22 Bancadas com pino de dobramento 11. 286 . 262 .15a Detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11. 269 . 281 .27 Mistura da areia e de cimento sobre superfície impermeável 11.31 Aplicação do vibrador na vertical 11. 261 .19 Escoramento metálico 11.13 Detalhe de fôrma das vigas com sarrafo de pressão 11. 260 . 280 .24 Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 11.30 Sequência da mistura em betoneira 11.32 Cachimbo para facilitar a concretagem 11. 261 . 262 . 283 .33 Emendas e concretagem de vigas realizadas à 45º 11. 264 . 267 . 275 . 274 .37 Pastilhas de argamassa 11.18 Escoramento de madeira tipo H 11.23 Pontos de amarração usuais 11.25 Lastro de brita sob as vigas baldrames 11.17 Detalhe da fôrma utilizando tábuas 11. 274 .16 Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-junta e fita adesiva 11.34 Determinação da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras lajes 11. 281 .38 Pastilha plásticas 11.28 Adição das britas 11. 282 .39 Método mais comum de consertos de falha .11 Detalhe de uma fôrma de viga 11. 270 . 265 . 283 . 268 .15b detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11. 263 . 278 . 274 . 272 .20 Fôrma trepante 11.

.1 Altura total da laje (h) 5. 132 .3 Traço de argamassa em latas de 18 litros para argamassa de assentamento 4.1 Traço do emboço para as diversas bases 8.....2 Traço do reboco 8.2 Vão máximo de terças (m) 6.3 Vão máximo dos caibros (m) 6. 164 .... 176 .5 Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 6. 132 . 131 ..3 Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3. 163 .4 Equivalência das bitolas dos aços 5 FORROS 5. 68 . 20 .1 Modelo de questionário para uso residencial 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2.1 Dimensões das portas 7..1 Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos 4.0m 6.LISTA DE TABELAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1. 15 .. 112 ..1 Compacidade das areias e consistência das argilas 3.. 97 .6 Ponto de cobertura 6..4 Dimensão das telhas onduladas de fibrocimento 6. 97 .1 Relação de empolamentos 2.2 Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obras 2.8 Fator de inclinação para caimentos usuais 7 ESQUADRIAS 7. 2 . 101 . 89 .3 Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje 5.2 Número mínimo de pontos em função da área construída 4 ALVENARIA 4. 91 .. 179 .. 133 . 33 . 143 .1 Algumas espécie de madeiras indicadas para estrutura de telhado 6.. 94 ..3 Características dos diversos tipos de janelas 8 REVESTIMENTO 8. 171 . 65 . 35 .2 Dimensões das janelas 7..7 Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8. 116 ..... 117 .4 Vãos máximos para laje treliça 6 COBERTURA 6.2 Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum 5. nível e planeza ..2 Dimensões nominais dos blocos de concreto 4. 163 ..... 18 .3 Desvios máximos de prumo.

9 Cobrimento das armaduras 11. 237 . 238 .5 Dimensões máximas de fabricação 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10. agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação 9.3 Classificação dos vidros 9. 282 .7 Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão 2 8. 269 .Estribos 11.8 Consumo de rejunte por m 8. 184 .2 Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade 9. 224 .4 Etapa e tempo aproximado de execução da aplicação manual do gesso 8. 284 . 181 . 182 .3 Dimensões dos pregos em “mm” 11. 222 .13 Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais 9 TINTAS E VIDROS 9.198 .9 junta superficial entre azulejos 8.7 Tempos mínimos de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira 11. 276 . 243 .10 número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento .3 Patologia mais comuns das tintas 10. 219 . 254 .8 Limite de abatimento (slump-test) 11.4 Patologia mais comuns das tintas 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11. 182 . 181 . 275 .5 Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água 8. externas do dano e solução 10. 191 .4 Diâmetros dos pinos de dobramento 11.11 Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos 8. externas do dano e solução 10.2 Identificação das causas. 187 . 225 . 199 . 242 .12 Pedras naturais mais comuns 8.8. 271 .5 Diâmetro dos pinos de dobramento . 223 . 251 .2 Característica dos fios e barras 11.1 Cimentos disponíveis no mercado brasileiro 11.1 Identificação das causas. 245 .6 Comprimentos básicos para esperas de acordo com o fck do concreto 11.10 Consumo de argamassa colante 8. 268 .1 Defeitos observados.6 Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico 8. 199 .4 Resistência ao impacto 9.

1 . Este modelo de questionário poderá ser preenchido parcialmente durante a entrevista.. Todas as possibilidades e informações devem ser analisadas e discutidas na fase de projeto. cabendo então ao profissional orientar esta entrevista. Com os dados levantados. O cliente poderá ser um grupo de profissionais (médicos. Os projetos são peças importantes na execução de uma obra. definir a planimetria e a altimetria de um terreno.ESTUDO COM O CLIENTE Sabemos que para se elaborar um projeto devemos antes de mais nada. • Utilizando métodos simples. entidades. uma família etc.ESTUDOS PRELIMINARES APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. Não é possível seu preenchimento completo. • Utilizar melhor a topografia dos terrenos. • Analisar a topografia de um terreno. que tem a função de orientar evitando esquecimentos. Devemos considerar que geralmente o cliente é praticamente leigo. industriais etc).1). realizar uma entrevista com os interessados em executar qualquer tipo de construção. Levantamento topográfico. 1. Exame local do terreno. para obter o maior número possível de dados. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Elaborar um bom projeto arquitetônico. 1 . Um projeto bem elaborado reduz muito as incertezas e dúvidas como também o desperdício de material e de mão-de-obra. Para auxiliar na objetividade da entrevista inicial com o cliente. Começamos com: • • • • Estudo com o cliente. pois é útil e indispensável uma visita ao terreno. podemos utilizar um questionário (Tabela 1. antes de iniciarmos o projeto.1 . podemos então iniciarmos a elaboração dos projetos de maneira a aproveitar melhor o terreno a insolação etc. Nesta apostila o nosso cliente será o interessado juntamente com os seus familiares. pois vamos nos ater a pequenas obras (residências unifamiliares). municipalidade. Restrições da Prefeitura ou de outros órgãos.PROJETO .

1 . Res.:__________________________________CEP __________ Fone ( )______________ CPF: ________________________________RG: _______________________________________ Nome Esp. da rua: ____________ Tipo de Pav.Tabela 1. Ele: _______________________________ Ela _____________________________________ II Dados do Terreno Localização: Medidas: Frente _____________ LE _____________ LD ____________ Fundo _______________ Rua: ________________________________ CEP ____________Bairro: ____________________ Lote: _______________ Quadra: ________________ Quarteirão: __________________________ Larg.Modelo de questionário para uso residencial PROJETO RESIDENCIAL I Dados do cliente: Nome:_________________________________________________ e-mail ___________________ End.:____________________________________________ e-mail____________________ End. Com. __________________ Distância da esquina__________________________Largura do passeio:____________________ Inclinação do Terreno: Plano Sobe para os Fundos Desce para os Fundos Local de passagem da rede de Água Centro Local de passagem da rede de Esgoto Centro Os terrenos vizinhos estão construídos ? LE LD LD LD Fundos Popular Suave Forte Inclinação lateral Esquerda Direita nº _______ LE LD Nível econômico das construções no local Alto Croquis de situação Médio III Restrição da Prefeitura Zoneamento: ______ To (taxa de ocupação)______ Ca (coeficiente de aproveitamento) _______ Recuos obrigatórios: de frente ___________________ lateral _____________________ de fundo ___________________ % de área permeável_______________Outros ________________________________________ 2 . Com.: _______________ nº casas Viz.:________________________________________________ Fone ( )______________ Prof.:___________________________________CEP __________ Fone ( )______________ End.

g) Terrenos localizados nas áreas mais altas dos loteamentos.IV Da Futura Construção Nº de Pav. b) Ter dimensões tais que permita projeto e construção de boa residência. c) Ser seco. se o loteamento onde se situa o terreno. Pisos Paredes Tetos Estilo: ____________Nº de Portas Janelas Verba disponível: R$ ______________________________________ Revestimento Externo: Pisos: ______________________________Paredes: ___________________________________ Fachada: ___________________________ Muro: ______________________________________ Detalhes: _______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ 1.2 . c) Números das casa vizinhas ou mais próximas do lote. levantando os seguintes pontos: a) Deve-se identificar no local o verdadeiro lote adquirido segundo a escritura. é quase impossível executar-se um bom projeto. devemos levá-las em consideração quando da visita ao lote. f ) Ter facilidade de acesso. de construção: ________m² usuários: ____ Dados dos usários: sexo________ idade_______ Ambientes Méd. i) Evitar terrenos que foram aterrados sobre materiais sujeitos a decomposição orgânica.EXAME LOCAL DO TERRENO Sem sabermos as características do terreno. 3 . h) Escolher terrenos em áreas não sujeitas a erosão.: ________ Área aprox. d) Ser plano ou pouco inclinado para a rua. b) Verificar junto a Prefeitura da Municipalidade.Aprox. colhendo-se todas as informações necessárias. e) Ser resistente para suportar bem a construção. Mas como nem sempre estas características são encontradas nos lotes urbanos. foi devidamente aprovado e está liberado para construção. As características ideais de um terreno para um projeto econômico são: a) Não existir grandes movimentações de terra para a construção.

bueiros.3. bem como as dimensões dos lotes.Quando houver árvores de grande porte.Quando a vegetação é rasteira e com pequenos arbustos.Carpir . unicamente a enxada. houver árvores de pequeno porte. Todo material vegetal. Este serviço pode ser feito com máquina ou manualmente. verificar se existe viela-sanitária vizinha do lote.3 .2 .LIMPEZA DO TERRENO Temos algumas modalidades para limpeza do terreno. Geralmente.3. e) Com bússola de mão.d) Situação do lote dentro da quadra. energia) g) Sendo o terreno com inclinação acentuada.. Deve retratar a conformação da superfície do terreno. 1. estes dados colhidos na visita ao terreno não são suficientes. h) Verificar se passa perto do lote. em uma das divisas laterais ou fundo.3 .4. Os serviços serão executados de modo a não deixar raízes ou tocos de árvore que possam dificultar os trabalhos. que devemos levar em consideração e sabermos defini-las: 1. 1.1 .LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO DE LOTES URBANOS O levantamento topográfico é geralmente apresentado através de desenhos de planta com curavas de nível e de perfis.: Todos esses dados poderão ser acrescidos no questionário anterior.et al. usando para tal. etc. necessitando desgalhar. 1. podem contribuir no desenvolvimento do projeto arquitetônico e de implantação (Pinto Jr. 1. é necessário que se tenha as medidas corretas do lote. confirmar a posição da linha N-S.1 . 2001) 1.Roçar . posição de postes.Quando além da vegetação rasteira. bem como o entulho terão que ser removidos do canteiro de obras.(água.MEDIDAS DO TERRENO (LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO) Executada a limpeza do terreno e considerando que os projetos serão elaborados para um determinado terreno.3.4 . medindo-se a distância da esquina ou construção mais próxima. i) Verificar se existe faixa non edificandi . 4 . que poderão ser cortadas com foice.( de não construção) j) Verificar a largura da rua e passeio.Destocar . pois nem sempre as medidas indicadas na escritura conferem com as medidas reais. em declive.. linha de alta tensão. esgoto. com a precisão necessária e suficiente proporcionando dados confiáveis que. cortar ou serrar o tronco e remover parte da raiz. Obs. e na maioria das vezes. interpretados e manipulados corretamente. f) Verificar se existem benfeitorias. devemos pedir previamente que se execute uma limpeza do terreno e um levantamento plani-altimétrico.

bastando portanto medir os seus "quatro" lados.(Figura 1. No entanto. esquina.1). a sua medição sem aparelhos ou processos próprios da topografia desde que se tenha uma referência confiável (casa vizinha.Apesar de não pretendermos invadir o campo da topografia. são geralmente de pequena área possibilitando. e usar o valor médio. b) Lote irregular com pouco fundo Medir os quatro lados e as duas diagonais (Figura 1.1-Lote regular Obs. Para verificar se o lote está no esquadro. Figura 1. os processos mais rápidos para medir um lote urbano. sem referência. vamos mostrar em alguns desenhos. caso as medidas encontradas forem diferentes as da escritura. casos mais complexos. devemos medir as diagonais que deverão ser iguais.2-Lote irregular com pouco fundo 5 . Figura 1. piquetes etc). portando. a) Lote regular Geralmente em forma de retângulo. necessitamos de um levantamento executado por profissional de topografia.2). Os terrenos urbanos.

4-Lote com setor curvo 6 .4). Medir a corda e a flecha no local.3).c) Lote irregular com muita profundidade Neste caso. E com o auxílio de um desenho (realizado no escritório) construir a curva a partir da determinação do centro da mesma utilizando a flecha e a corda (Figura 1. a medição da diagonal se torna imperfeita devido a grande distância Convém utilizar um ponto intermediário "A" diminuindo assim o comprimento da diagonal (Figura 1. Nestes casos devemos demarcar as divisas retas até encontrarmos os pontos do início e fim da corda. c = corda f = flecha Construção da curva Figura 1. o mais preciso será a medição da corda e da flecha (central).3-Lote irregular com muita profundidade d) Lote com um ou mais limites em curva Para se levantar o trecho em curva. Figura 1.

2.0 3. 2001) As curvas de níveis são elaboradas utilizando aparelhos topográficos que nos fornecem os níveis. que geralmente utilizam terrenos pequenos.0 RN 0.et al.0 d1 2.0 1. Este levantamento não é muito preciso.0 3. 1. Caso seja necessário algo mais rigoroso. menos inclinada as distâncias serão maiores d1 < d2.3).NIVELAMENTO (LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO) É de grande importância para elaborarmos um projeto racional. caso necessário. os ângulos. 1.5.5) Podemos observar na Figura 1. mas nada nos impede de tirarmos mais. as dimensões de um terreno ou área. Geralmente é suficiente tirar um perfil longitudinal e um transversal do terreno.5.5 que quando mais inclinada for a superfície do terreno. as distâncias entre as curvas serão menores.0 2. inclinações etc.0 1.5-Representação de curva de nível (Pinto Jr.0 2. de uma superfície (Figura 1.5. que sejam aproveitadas as diferenças de nível do lote. depressões.0 RN 0. mas é o suficiente para construção residencial unifamiliar. Podemos identificar a topografia do lote através das curvas de níveis.1. 3.0 2.5 . A curva de nível é uma linha constituída por pontos todos de uma mesma cota ou altitude de uma superfície qualquer.0 1.0 3. Quando relacionadas a outras curvas de nível permite comparar as altitudes e se projetadas sobre um plano horizontal podem apresentar as ondulações.0 1. 7 . quando utilizamos métodos simples para a sua execução (descritos nos itens 1.1.0 d2 Figura 1. devemos fazer um levantamento com aparelhos recorrendo a um topógrafo.

Terrenos muito íngremes a distância deverá ser menor e terrenos com pouca inclinação podemos utilizar as balizas na distância de 5.1) Com uso do clinômetro (Nível de Abney) Figuras 1. ou de acordo com a inclinação do terreno. Alguns métodos para levantarmos o perfil do terreno: a) b) c) Com o nível e Abney ( clinômetro) Com o nível de mão Com o nível de mangueira 1.6-Clinômetro ou Nível de Abney (Borges.6 e 1. Materiais: clinômetro 2 balizas trena Figura 1. 1972) Figura 1.0m.7.7-Clinômetro inclinado proporcionando a leitura (Borges. 1972) 8 .0 em 5.Nos métodos descritos abaixo se usa basicamente balizas com distância uma da outra no máximo de 5.5.0m.

.2 balizas. nivelamos a régua (Figura 1.trena. Pela ócula se vê a bolha e giramos o parafuso até colocá-la na horizontal e produzirá sobre a graduação (através de um ponteiro fixo no parafuso) a leitura do ângulo α.50m (ponto A).5. a medida do desnível se consegue colocando uma régua entre as duas balizas. .Coloca-se o clinômetro (Figura 1.8). Resta medir a distância horizontal "d" ou a inclinada "m".Nível de bolha.9).régua . Inclina-se o tubo do clinômetro para avistarmos o ponto B.2) Nível de bolha Materiais : . 1972) 1. Figura 1. 9 . Com os diversos desníveis conseguimos delinear um perfil. Utilizando o método do nível de bolha. O desnível obtido é a diferença entre o H e h e assim consecutivamente. Com o auxílio do nível de bolha. na 1ª baliza a uma altura de 1.8-Realização das medidas utilizando o Clinômetro (Borges.

Fundamenta-se no princípio dos vasos comunicantes. desde a marcação da obra até o nivelamento dos pisos.Figura 1. A água deve ser colocada lentamente para evitar a formação de bolhas.11).10 e 1.10 . sem dobras ou bolhas no seu interior (Figura 1.. A mangueira deve ter pequeno diâmetro.Posição da água quando não existe bolhas 10 . parede espessa para evitar dobras e ser transparente. Este é o método que os pedreiros utilizam para nivelar a obra toda. Para uma boa marcação ela deve estar posicionada entre as balizas.3) Nível de mangueira O método da mangueira é um dos mais utilizados. azulejos etc.5. batentes.9 Utilização do nível de bolha 1.. que nos fornece o nível. Figura 1.

que será descontada na medida encontrada na segunda baliza “H”.Para utilizarmos o nível de mangueira necessitamos: Materiais: .11 .2 balizas .Processo da mangueira de nível Para facilitar a medição. o que dificultaria a leitura e não nos forneceria uma boa medição.Trena Figura 1. Exemplos de medição com mangueira: • • Em terrenos com aclive Em terrenos com declive 11 . podemos partir com o nível d'água em uma determinada altura "h" numa das balizas. O desnível é obtido pela diferença entre “H” e “h”. Fazemos isso para não precisarmos colocar o nível d'água direto no ponto zero (próximo do terreno).Mangueira .

.. Figura 1...Levantamento altimétrico em terreno com declive 12 .Levantamento altimétrico em terreno com aclive b) Terreno em declive: Portanto: h1 = H -h .13 .... Figura 1.h' ... Htot = h1 + h2 + hn .h' .. h2 = H'. h2 = H'.12 . Htot = h1 + h2 + hn .a) Terreno em aclive: Portanto: h1 = H -h .

Devemos ter o cuidado de não deixar nenhuma bolha de ar dentro da mangueira. e de pequeno diâmetro. 2 . para não dar erro nas medições (Figura 1.ANOTAÇÕES 1 . da ordem de ∅ 1/4" ou 5/16" para obter maior sensibilidade.A mangueira deve ser transparente.A espessura da parede da mangueira deve ser espessa para evitar dobras 13 . 3 .13).

2. transporte. como trincas. antes do início da obra. aterros. 1969). o registro das condições das construções vizinhas.1 – CONSTRUÇÕES VIZINHAS É importante. quando existirem. de acordo com o projeto de implantação e o projeto executivo. antes do início das obras. 2. 14 . Garante também as reclamações infundadas de vizinhos. devem ser realizadas. Ou quando se tratar de fundações feitas manualmente o acerto do terreno pode ser realizado entes. O momento da obra em que ocorre o movimento de terra pode ser variável. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Calcular os volumes de corte e aterro. para facilitar a sua entrada e retirada). pode ser entendido como um conjunto de operações de escavação. • Realizar as compensações de volume. compactação e acabamentos executados a fim de passar de um terreno natural para uma nova conformação (Cardão. • Movimento de terra necessário para obtenção do nível desejado. • Analisar e executar um canteiro de obras. descarga. Essas atividades são denominadas trabalhos preliminares e compreendem: • Verificação das condições das construções vizinhas. • Demolições. Pode ser necessário executar as fundações antes de escavar o terreno (quando se trabalha com grandes equipamentos. carga.2 – MOVIMENTO DE TERRA O acerto da topografia do terreno. Depende das características de execução das fundações e das demais atividades de início da obra. algumas atividades prévias.TRABALHOS PRELIMINARES DE CONSTRUÇÃO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. • Canteiro de obras e a locação da obra. O registro é composto por um relatório técnico com fotografias datadas da vizinhança e relatos das observações realizadas. desabamentos de muros ou de construções vizinhas. • Realizar ou conferir a marcação de uma obra. A análise prévia das condições das construções vizinhas evita surpresas desagradáveis durante a execução da sua obra.2 . Portanto o movimento de terra deve ser cuidadosamente estudado. Antes de iniciarmos a construção de um edifício.

podemos considerar o empolamento entre 30 a 40% Vc = Ab x hm e Vs = Vc+ empolamento Sendo Ab = área de projeção do corte Vs =volume solto hm= altura média Vc =volume no corte = volume natural Figura 2. deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do corte multiplicada pela altura média. cortes. ou cortes + aterros: 2. Tabela 2. aterros.1 . Localização do canteiro de obras. Por exemplo.Cortes: No caso de cortes.1 alguns empolamentos. O empolamento é o aumento de volume de um material. 1977) materiais Argila natural Argila escavada.43 metros cúbicos no estado solto. quando removido de seu estado natural e é expresso como uma porcentagem do volume no corte.1 . úmida Argila e cascalho seco Argila e cascalho úmido Rocha decomposta 75% rocha e 25% terra 50% rocha e 50% terra 25% rocha e 75% terra Terra natural seca Terra natural úmida Areia solta. Relacionamos na Tabela 2. Níveis das construções vizinhas.Relação de Empolamentos (Manual Caterpillar. significa que um metro cúbico de material no corte (estado natural) encherá um espaço de 1. Seqüência da execução do edifício.1). seca Argila escavada. seca Areia úmida Areia molhada Solo superficial % 22 23 25 41 11 43 33 25 25 27 12 12 12 43 OBS.2.Corte em terreno 15 . o empolamento de um solo superficial é de 43% (Tabela 2.1 . Podemos executar. acrescentando-se um percentual de empolamento (Figura 2.: Quando não se conhece o tipo de solo.As etapas que influenciam no projeto de movimento de terra são: • • • • Sondagem do terreno.1). conforme o levantamento altimétrico.

2 . - 2. sem detritos. tais como compactadores lisos e rolos pé de carneiro (Barros. Mas quando efetuado nas proximidades de edificações ou vias públicas. reduzindo o volume de vazios. devidamente molhadas e compactadas manual ou mecanicamente. como: ruptura do terreno. como os compactadores mecânicos (sapos). 2006). rochas em decomposição e seixos com diâmetro máximo de 15cm. Va = Ab .2 . não é fundamental para o desempenho estrutural do edifício. deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do aterro multiplicada pela altura média. Materiais de 3ª categoria: rochas com resistência à penetração mecânica igual ou superior ao granito. acrescentando de 25% a 30% devido a aproximação dos grãos. O material escolhido para os aterros e reaterros devem ser de preferência solos arenosos. pedras ou entulhos. incluindo eventual escarificação.2).Aterros e reaterros: No caso de aterros. descompressão do terreno de fundação ou do terreno pela água. sem vegetação nem entulhos. Compreendem as terra em geral. isto é. devemos empregar métodos que evitem ocorrências. Quando o nível de compactação for baixo. podendo fazê-lo maior. piçarra ou argila. 16 . Quando o nível de exigência é maior devem-se procurar equipamentos específicos de compactação.2. quando compactado (Figura 2.Aterro em terreno Para os aterros as superfícies deverão ser previamente limpas. é possível utilizar pequenos equipamentos. hm + 25% a 30% Sendo Ab = área de projeção do aterro hm= altura média Figura 2. ou os próprios equipamentos de escavação.O corte é facilitado quando não se tem construções vizinhas. Devem ser realizadas camadas sucessivas de no máximo 30 cm. os soquetes manuais. materiais de 2ª categoria: rocha com resistência à penetração mecânica inferior ao do granito. No corte os materiais são classificados em: materiais de 1ªcategoria: são materiais que podem ser extraídos com equipamentos convencionais de terraplenagem.

etc. Prazos a serem atendidos.3 . deve ser feito um tapume. alojamento para operários.3). tudo dependendo do vulto da obra. A sua organização é desenvolvida e detalhada no escritório central. por empreitada global ou empreitada por viagem. É indicado para obras com grandes movimentos de terra. Áreas para areia. Nesse barracão serão depositados os materiais (cimento. chapas compensadas (Figura 2. O aluguel da máquina está incluso no preço da viagem.2. "encaixotamento" do prédio. cal.2.) e ferramentas. O dimensionamento do canteiro compreende o estudo geral do volume da obra. com tábuas alternadas ou chapas compensadas. Empresas empreiteiras previstas. pedras. bem como distribuição de máquinas. Para esse tipo de contratação é necessário calcular o volume de solo tanto para corte como para o aterro.deverão estar próximas ao ponto de utilização. que serão utilizados durante a execução dos serviços. Deverá ser localizado em áreas onde não atrapalhem a circulação de operários veículos e a locação das obras. se houver. e deve-se registrar o número de viagens.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra Podemos contratar os serviços de movimento de terra através do aluguel de equipamentos.. Este sistema é indicado para obras com pequeno movimento de terra. Máquinas e equipamentos necessários. Materiais a serem utilizados. ou ainda containers metálicos que são facilmente transportados para as obras com o auxílio de um caminhão munck. c) Empreitada por viagem: Neste tipo de contratação a remuneração pelo serviço é efetuada por caminhão (volume retirado ou colocado). madeiras. refeitório e instalação sanitária.. 2. Em zonas urbanas de movimento de pedestres. etc. No mínimo devemos fazer um barracão de madeira. a) Aluguel de equipamentos: Neste caso deve ser pago a máquina de escavação por hora e os caminhões para a retirada do solo. O canteiro é preparado de acordo com as necessidades de cada obra. aço. o tempo de obra e a distância de centros urbanos.OU CANTEIRO DE OBRAS Após o terreno limpo e com o movimento de terra executado. para evitar que materiais caiam na rua. b) Empreitada global: A empresa contratada realiza e é remunerada por todos os serviços (escavação e retirada de material). sendo que nela também poderão ser construídos escritórios. 17 . tijolos. Este estudo pode ser dividido como segue: • • • • • • Área disponível para as instalações.. Serviços a serem executados..INSTALAÇÃO DE CANTEIRO DE SERVIÇOS .

não existir rede elétrica. deixandose a frente para construção posterior da fossa séptica. c) .Deverá ser providenciada a ligação de água e construído o abrigo para o cavalete e respectivo hidrômetro.o local deve ser de pouco trânsito. Ela serve também para a higiene dos trabalhadores e deve ser disponível em abundância.5 a 15 trifásico Betoneira 3. deve-se fazer um pedido de estudo junto à concessionária. Não existindo água. pois a maioria dos equipamentos é trifásica (Tabela 2.0 trifásico Bombas d’água 3. atendendo a demanda é só pedir a ligação para a concessionária local. ainda. Se no local existir rede mais é monofásico. no fundo da obra. 18 . b) .2) ou optar por equipamentos monofásico que tem custo maior. aliada a um fator de demanda (visto que nem todos os equipamentos serão utilizados simultaneamente). ou seja. Deve-se providenciar a ligação de energia. 2006). 2006) Equipamento Potência (hp) Sistema Guincho 7. para verificar a possibilidade de extensão da rede até a obra ou optar pela energia gerada a diesel através de geradores de energia. as gruas que elevam sensivelmente a demanda de energia (Barros. O uso da água é intensivo para preparar materiais no canteiro.2 temos a potência de alguns equipamentos. Caso. quais as ampliações que serão feitas nas instalações elétricas.0 trifásico Em função do empreendimento podemos utilizar equipamentos de porte maior. onde ficarão os quadros de força. deve-se também fazer um pedido de estudo. sendo desfeitas após o término dos serviços. Para o dimensionamento do cabo devemos somar as potências dos equipamentos utilizados no canteiro. Mas precisam ser feitas de forma correta.0 trifásico vibrador 3. no local. Na Tabela 2. com os seguintes cuidados: a) . como.o mais distante possível de fossas sépticas e de poços negro.0 trifásico Maquina de corte 2.0 trifásico Serra elétrica 2. Antes do início da obra. quantas máquinas serão utilizadas e. nunca a menos de 15 metros dos mesmos. As instalações elétricas nos canteiros de obras são realizadas para ligar os equipamentos e iluminar o local da construção. Tendo rede trifásica devemos conferir a capacidade para atender demanda da obra. Tabela 2. para que sejam seguras. deve-se providenciar o fornecimento de água através de caminhões “pipa” ou abertura de poço de água.que seja o mais distante possível dos alicerces.2 – Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obra (Barros. é preciso saber que tipo de fio ou cabo deve ser usado. isto é.

4).3 . e telhas de fibrocimento podemos montar um barracão de pequenas dimensões.Exemplo de barracão para obra de pequeno porte Utilizando chapas compensadas.Barracão para pequenas obras Para realizar um barracão econômico podemos realizar o aproveitamento das chapas compensadas (Figura 2. 19 . como segue (Figura 2.3): Figura 2. pontalete de eucalipto ou vigotas 8x8. desmontável para utilizar em obras.3.1 .2.

5 03 0. 03 03 16 11 11 01 60 01 0.0mm 0.22 Viga 6x12 de 5.50x2.44 Telhas fibrocimento 4.0 10.5 0.0cm Cadeado médio Corrente Dobradiças Prego 15x15 Prego 18x27 ou de de 20 . Tabela 2.Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras Quant.50m Chapas de compensado 6.00m Pontaletes ou caibros de 3.4 – Aproveitamento das chapas compensadas Na Tabela 2.50x1.3 un un un pç pç pç pç m pç m pç kg kg Descrição Pontaletes ou caibros de 3.3.3.0mm Telhas fibrocimento 4. está relacionado os materiais utilizados na execução do barracão de obra da Figura 2.3 .0mm 0.Figura 2.0m Sarrafo de 7.

com métodos simples (utilizando o nível de mangueira. e em seguida inicia-se a abertura das valas (Figura 2.LOCAÇÃO DA OBRA Podemos efetuar a locação da obra. para materializar a demarcação exigirá um elemento auxiliar que poderá ser constituído por cavaletes ou tábua corrida (gabarito). sendo conveniente. 2. os métodos simples. que nos garantam certa precisão. portanto.Processo dos cavaletes No processo dos cavaletes os alinhamentos são obtidos por pregos cravados em cavaletes. etc.6) 21 . pois não nos oferece grande segurança devido ao seu fácil deslocamento com batidas de carrinhos de mão.2.4 .Cavalete Depois de distribuídos os cavaletes. evitar esse processo.1 . Estes são constituídos de duas estacas cravadas no solo e uma travessa pregada sobre elas (Figura 2. linhas são fixadas e esticadas nos pregos para determinar o alinhamento do alicerce. o auxílio da topografia. Devemos sempre que possível. tropeços.4. sem o auxílio de aparelhos. nos casos de obras de pequeno porte. previamente alinhados conforme o projeto.5 .5). poderão acumular erros. fio de prumo e trena). No entanto. em obras de grande área. régua. Em quaisquer dos casos. Figura 2.

7).5 x 10.5cm ou 7. determinam os alinhamentos (Figura 2.00m do piso (Figura 2.50m a 2. todos identificados com letras e algarismos respectivos pintados na face vertical interna das tábuas.6 .Figura 2.8). Este processo é o ideal.5 x 7.4.Processo dos cavaletes . Nos pregos são amarrados e esticados linhas ou arames. em nível e aproximadamente 1. pontaletes de pinho de (7.0m e a 1.20m das paredes da futura construção.0cm) ou varas de eucalipto a uma distância entre si de 1. Em cada linha ou arame está materializado um eixo da construção. Nos pontaletes serão pregadas tábuas na volta toda da construção (geralmente de 15 ou 20 cm). 22 . que posteriormente poderão ser utilizadas para andaimes. Pregos fincados nas tábuas com distâncias entre si iguais às interdistâncias entre os eixos da construção.Processo da tábua corrida (gabarito) Este método se executa cravando-se no solo cerca de 50 cm. cada qual de um nome interligado ao de mesmo nome da tábua oposta.2 .determinação dos alinhamentos 2.

23 . 2.8 . Não obstante.Processo da Tábua Corrida – Gabarito Como podemos observar o processo de "Tábua Corrida" é mais seguro e as marcações nele efetuadas permanecem por muito tempo. para auxiliar este processo.7 . No entanto.TRAÇADO Tendo definido o método para a marcação da obra. retiradas das plantas para o terreno.A Figura 2. devemos transferir as medidas. possibilitando a conferência durante o andamento das obras.5 . pode utilizar o processo dos cavaletes.Marcação sobre gabarito Figura 2. é de extrema importância que no final da marcação sejam devidamente conferidos os eixos demarcados procurando evitar erros. seja qual for o método escolhido.

5. 24 .Quando a obra requer um grau de precisão. consiste em formar um triângulo através das linhas dispostas perpendicularmente.00m) para verificar o ângulo reto (Figura 2.1 . que não podemos realizar com métodos simples devemos utilizar aparelhos topográficos. cabendo a nós. Um método simples para isso. 2. Isto serve de referência para locar todas as demais paredes.60 x 0. Isto fica a cargo da disciplina de Topografia. quando as linhas ficarem paralelas ao esquadro garantimos o ângulo reto. fazendo coincidir o lado do ângulo reto com o alinhamento da base (Figura 2.10).9). O esquadro deve ser colocado sobre uma base plana e ficar tangenciando as linhas sem as tocá-las.Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito Outro método consiste na utilização de um esquadro metálico (geralmente 0.9 . cujos lados meçam 3 . para pequenas obras. saber locá-las com métodos simplificados.Traçado de ângulos retos e paralelas. pois é através delas que marcamos os alinhamentos das paredes externas.4 e 5m (triângulo de Pitágoras).80 x 1. da construção. determinando assim o esquadro. É indispensável saber traçar perpendiculares sobre o terreno. Figura 2.

podemos utilizar um método aproximado. 1976) 25 . com o auxílio de um arame ou linha.Baud. sobre a corda obtida com a flecha precedente. por aproximações sucessivas.Traçado de curva de pequeno raio Este método nos fornece uma boa precisão.Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito utilizando esquadro metálico 2. chamado método das quatro partes. Encontram-se assim. traçamos a curva no terreno (como se fosse um compasso) Figura 2. No caso de grandes curvas.12). sucessivamente. Figura 2.Figura 2.10 . Consiste em aplicar.11. quando temos pequenos raios. todos os pontos da curva circular (G. a quarta parte deste último valor (Figura 2.5.Traçado de curvas A partir do cálculo do raio da curva (que pode ser feito previamente no escritório) achamos o centro e.11 .2 .

O posicionamento das estacas é feito conforme a planta de locação de estacas.Traçado de curva pelo método das quatro partes (G. com o auxílio do gabarito.Baud. inicialmente devemos locar as fundações profundas do tipo estacas.12 .13).Locação de estacas Serão feitas inicialmente a locações de estacas. tubulões ou fundações que necessitam de equipamentos mecânicos para a sua execução. fornecida pelo cálculo estrutural (Figura 2. caso contrário podemos iniciar a locação das obras pelo projeto de forma da fundação ("paredes").5. visto que qualquer marcação das "paredes" irá ser desmarcada pelo deslocamento de equipamentos mecânicos.1976) f1 = r − sendo: r2 r2 + t2 em seguida f2 = f1 . 4 f3 = f2 4 r = raio da curva t = tangente à curva (na intercessão da curva com a reta) Portanto. 2. 26 .Figura 2.3 .

crava-se uma estaca de madeira (piquete). 27 .Projeto de locação de estacas A locação das estacas é definida pelo cruzamento das linhas fixadas por pregos no gabarito.5 x 2.5 x 15. através de um prumo de centro (Figura 2.14).0cm.E D C B A 1 2 3 Figura 2. geralmente de peroba. Transfere-se esta interseção ao terreno.13 . com dimensões 2. No ponto marcado pelo prumo.

para evitarmos o acúmulo de erros provenientes das variações de espessuras das paredes (Figura 2. na realidade as paredes externas giram em torno de 26 a 27cm e as internas 14 a 14.Locação da Forma de Fundação "paredes" Devemos locar a obra utilizando os eixos.14 .Figura 2.15).5. 2.4 . por isso da adoção de medidas arredondadas que acumulam erros. 28 . Hoje com o uso de softwares específicos de desenho ficou bem mais fácil e dependendo da espessura da alvenaria adotada define-se a espessura das paredes. Em obras de pequeno porte ainda é usual o pedreiro marcar a construção utilizando as espessuras das paredes.5cm difícil de serem desenhadas a pena nas escalas usuais de desenho 1:100 ou 1:50. No projeto de arquitetura convencionou-se as paredes externas com 25cm e as internas com 15cm.Locação da estaca Após a execução das estacas e com a saída dos equipamentos e limpeza do local podemos efetuar com o auxílio do projeto estrutural de formas a locação das "paredes".

Projeto de forma locadas pelo eixo 29 .E D C B A 1 2 3 Figura 2.15 .

Os quadros de distribuição devem ser de preferência metálicos e devem ficar fechados para que os operários não se encostem às partes energizadas. blocos e estacas. 2 . • Instalações elétricas em Canteiro de obras: 1 . ser efetuada pelo engenheiro ou conferida pelo mesmo.Na execução do gabarito. 5 . facilita a conferência pelo engenheiro. 4 . 6 – Constatar no terreno a existência ou não de obras subterrâneas ( galerias de águas pluviais. 2 . As emendas devem ficar firmes e bem isoladas. Noções de segurança para movimentação de terra: • 1 . 8 – Confirmar a perfeita locação da obra no que se refere aos eixos das paredes. 5 – Verificar os afastamentos da obra.A locação da obra deve. devem estar protegidos por calhas de madeira.ANOTAÇÕES 1 .A pressão das construções vizinhas deve ser contida por meio de escoramento. de preferência.Os taludes instáveis com mais de 1.Sinalizar os locais de trabalho com placas indicativas.Os fios e cabos devem ser estendidos em lugares que não atrapalhem a passagem de pessoas.Estudo da fundação das edificações vizinhas e escoramentos dos taludes. canaletas ou eletro dutos. máquinas e materiais.Nos cálculos dos volumes de corte e aterro.30m de profundidade devem ser estabilizados com escoramentos. Não devem ser usadas para ligar diretamente os equipamentos.Somente deve ser permitido o acesso à obra de terraplenagem de pessoas autorizadas. as tábuas devem ser pregadas em nível. 7 – Verificar se o terreno em relação às ruas está sujeito à inundação ou necessita de drenagem para águas pluviais.As chaves elétricas do tipo faca devem ser blindadas e fechar para cima. ou redes de esgoto.Os quadros de distribuição devem ficar em locais bem visíveis. não deixando partes descobertas. 3 . 3 . 5 . 30 . 4 . 4 .A marcação pelo eixo. 6 .Os fios e cabos estendidos em locais de passagem. pilares. materiais e equipamentos. além de mais precisa.Depositar os materiais de escavação a uma distância superior à metade da profundidade do corte. 3 . sinalizados e de fácil acesso mias longe da passagem de pessoas. os valores são mais precisos se o número de seções for maior. Podem ser colocados a certa altura que não deixe as pessoas e máquinas encostarem-se a eles. 2 . elétrica ) e suas implicações. sapatas. em relação às divisas do terreno. 6 .Os fios e cabos devem ser fixados em isoladores.

no subsolo. Não querendo invadir o campo da Engenharia de Fundações.1. fazendo com isso.Execução da sondagem A sondagem é realizada contando o número de golpes necessários à cravação de parte de um amostrador no solo realizada pela queda livre de um martelo de massa e altura de queda padronizada. 1971): • • • • Determinação dos tipos de solo que ocorrem.005% do custo total da obra. 31 . até a profundidade de interesse do projeto.FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. Determinação das condições de compacidade (areias) ou consistência (argilas) em que ocorrem os diversos tipos de solo. Informação completa sobre a ocorrência de água no subsolo. bem como a sua localização.T. 3. apenas 0. 3. um pequeno enfoque sobre fundações mais utilizadas em residências unifamiliares térreas e sobradas. • Especificar corretamente o tipo de impermeabilização a ser utilizada em alicerce. ficando a cargo da Cadeira de Fundações aprofundar no assunto. ensaio de penetração e amostragem a cada metro de solo sondado. damos nestas anotações de aulas. que consiste em abertura do furo. As sondagens representam.Standart Penetration Test. • Analisar um perfil de sondagem. • Saber escolher a fundação ideal para uma determinada edificação. A resistência à penetração dinâmica no solo medida é denominada S.05 a 0.3 . Determinação da espessura das camadas constituintes do subsolo e avaliação da orientação dos planos (superfícies) que as separam.SONDAGENS É sempre aconselhável a execução de sondagens. A execução de uma sondagem é um processo repetitivo. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Determinar o número de furos de sondagem. Os requisitos técnicos a serem preenchidos pela sondagem do subsolo são os seguintes (Godoy. • Especificar o tipo de dreno e a sua localização.1 .P. o barateamento das fundações. . no sentido de reconhecer o subsolo e escolher a fundação adequada. em média.1 .

utilizando um tripé. (Figura 3.Abertura 100cm 45cm . (Figura 3. em cada metro faz-se.Equipamento de sondagem à percussão 32 .2) (Godoy.Ensaio 55cm . uma haste e o amostrador.Desta forma. um martelo de 65 kg.2 .1 .Abertura 100cm 45cm .Ensaio Figura 3.1) As fases de ensaio e de amostragem são realizadas simultaneamente. a abertura do furo com um comprimento de 55 cm utilizando um trado manual ou através de jato de água. 1971) 55cm . e o restante dos 45 cm é utilizado para a realização do ensaio de penetração.Esquema de sondagem peso guia Operador haste amostrador Figura 3. inicialmente.

Número mínimo de pontos em função da área construída (NBR8036/1983) ÁREA CONSTRUÍDA de 200 m² até 1. No caso de fundações para edifícios. O Índice de Resistência à Penetração é determinado através do número de golpes do peso padrão.Resistência à penetração O amostrador é cravado 45 cm no solo. (Godoy. considerando-se o número necessário à penetração dos últimos 30 cm do amostrador.200m² Será fixada a critério. Podemos ainda. a partir da resistência à penetração medida nas sondagens. Compacta 9 .S.3 .41 Muito Compacta > 41 Consistência de argilas e Muito Mole <2 siltes argilosos Mole 2-5 Média 6 . avaliar o mínimo de furos para qualquer circunstância em função da área do terreno para lotes urbanos: 33 .1 apresenta correlações empíricas. que permite uma estimativa da compacidade das areias e da consistência das argilas.400 m² acima de 2.1.P. Conhecido como S.2 .400m² Nº.T. 1971) Tabela 3. o número mínimo de pontos de sondagens a realizar é função da área a ser construída (Tabela 3. e devem ter profundidade que inclua todas as camadas do subsolo que possam influir. no comportamento da fundação.1. A Tabela 3.3. 1971) COMPACIDADES E CONSISTÊNCIAS SEGUNDO A RESISTÊNCIA À PENETRAÇÃO .200 m² até 2.Compacidade das areias e consistência das argilas "in situ" (Godoy.T. caindo de uma altura de 75 cm. DE SONDAGENS 1 sondagem para cada 200m² 1 sondagem para cada 400m² que exceder a 1. sendo anotado o número de golpes necessários à penetração de cada 15 cm.18 Compacta 19 . SOLO DENOMINAÇÃO No DE GOLPES Compacidade de areias e Fofa ≤4 siltes arenosos Pouco Compacta 5-8 Med. significativamente.10 Rija 11 .200 m² de 1.Determinação do número de sondagens a executar Os pontos de sondagem devem ser criteriosamente distribuídos na área em estudo.19 Dura > 19 3.1 . dependendo do plano de construção.2).P.2 . Tabela 3.

a sondagem deverá ultrapassar todas as camadas. permitem a interrupção do furo. Em geral. evitando que fiquem numa mesma reta e de preferência.• • • 2 furos para terreno até 200m² 3 furos para terreno entre 200 a 400m². em material de boa qualidade. Nos terrenos arenosos. Os furos de sondagens deverão ser distribuídos em planta. 34 . pelo exame das amostras recuperadas e pelo número de golpes. de maneira a cobrir toda a área em estudo. durante a execução da sondagem. três furos para determinação da disposição e espessura das camadas. próximos aos limites da área em estudo. ou No mínimo. as sondagens raramente necessitam ultrapassar os 15 a 20m. quatro índices elevados de resistência à penetração. A Figura 3. 30 25 7 10-12 30 20 40 20 Figura 3. Nos terrenos argilosos. A distância entre os furos de sondagem deve ser de 15 a 25m.Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes Em relação à profundidade das sondagens.3 apresenta alguns exemplos de locação de sondagens em terrenos urbanos.3 . existem alguns métodos para determiná-las: • • Pelo critério do bulbo de pressão Pelas recomendações da norma brasileira Mas. um técnico experimentado pode fixar a profundidade a ser atingida.

Caso necessário.: profundidade mínima 8.0m.00 RUA .00 RN=100.00 1.0m. Se for confirmada a ocorrência de obstrução na mesma profundidade. 3.60 (99.4 .13) 2. a sondagem deverá ser novamente deslocada 3. a sondagem na rocha é realizada com equipamento de sondagem rotativo.00 CASA EXISTENTE Figura 3. A posição das sondagens é amarrada topograficamente e apresentada numa planta de locação bem como o nível da boca do furo que é amarrado a uma referência de nível RN bem definido ( Figura 3.40 2. nas respectivas cotas.Obs.20 25. Neste caso a verificação é realizada executando-se uma nova sondagem a 3.4) GUIA EXISTENTE CASA EXISTENTE EM CONSTRUÇÃO 2.4 4 S1 21. CALÇADA 5.42 (100.95) 7.também é indicada. à medida que os primeiros resultados forem conhecidos.Planta de locação das sondagens No perfil do subsolo as resistências à penetração são indicadas por números à esquerda da vertical da sondagem. Essa profundidade pode ser corrigida. em planta. da anterior.60 S2 21.5).00 5..40 2. A posição do nível d'água . bem como a data inicial e final de sua medição (Figura 3.0m numa direção ortogonal ao primeiro deslocamento..00 1.NA . 1971) 35 . (Godoy.4 . Poderá ocorrer obstrução nos furos de sondagens do tipo matacões (rochas dispersas no subsolo) confundindo com um embasamento rochoso.1.Perfil de Sondagem Os dados obtidos em uma investigação do subsolo são normalmente apresentados na forma de um perfil para cada furo de sondagem.

36 . Mesmo sendo viável a adoção das fundações diretas é aconselhável comparar o seu custo com o de uma fundação profunda.Figura 3.ESCOLHA DO TIPO DE FUNDAÇÃO Com os resultados das sondagens. pode o engenheiro.Exemplo de um perfil de subsolo 3.5 . técnica e economicamente. O estudo é conduzido inicialmente.2 . de grandeza e natureza das cargas estruturais e conhecendo as condições de estabilidade e fundações das construções vizinhas. proceder à escolha do tipo de fundação mais adequada. pela verificação da possibilidade do emprego de fundações diretas.

estuda-se o tipo de fundação profunda mais adequada. 3.2.1 .Relação dos tipos de fundações usuais em construção 37 . Simples Armada Simples Armada Alvenaria Pedra Sapata Corrida ou Contínua Diretas ou Rasas Sapata Isolada Radier Rígidos Flexíveis de concreto Estacas Pré Moldadas Mega ou de reação Vibradas Centrífugas Protendida sem camisa Brocas Escavadas Raiz perdidas com camisa monotube Raynond Strauss Simples Duplex Franki Moldadas in loco Profundas de madeira de aço céu aberto Tubulões Pneumático (ar comprimido) Tipo poço Tipo Chicago Tipo gow Tipo Benoto Tipo Anel de concreto recuperadas Figura 3. verificando a impossibilidade da execução das fundações diretas.6 .E finalmente.6).Tipos de fundações Os principais tipos de fundações podem ser reunidos em dois grandes grupos: fundações diretas ou rasas e fundações profundas (Figura 3.

S nec = P σs .Portanto os principais tipos de fundações são: • • Fundações diretas ou rasas. são capazes de suportar as cargas. adotam-se as dimensões e verificamos se são econômicas (Figura 3. devemos utilizar estacas ou tubulões.0 à 6.12). 38 .0m.Profundidade de uma sapata isolada (Df) • • - Quando Df ≤ B ⇒ Fundações diretas Quando Df > B ⇒ Fundações profundas (sendo “B” a menor dimensão da sapata) Quando a camada ideal for encontrada à profundidade de 5. encontramos a área necessária da sapata (Snec). Com o auxílio da sondagem.3 .7 . Dividindo a carga P pela σ s do solo. Condições econômicas: A-a=B-b A-B=a-b Sendo “A e B” as dimensões da sapata e “a e b” a dimensão do pilar. Fundações profundas. σs ≅ SPT 5 Encontrada a área. Figura 3. 3. logo abaixo da estrutura.0m. podemos adotar brocas. obtemos o SPT na profundidade adotada e calculamos a σ s do solo. se as cargas forem na ordem de 4 a 5 toneladas e sem presença de água. Para a escolha das fundações podemos iniciar analisando uma sapata isolada (Figura 3. Em terrenos firmes a mais de 6.FUNDAÇÕES DIRETAS OU RASAS As fundações diretas são empregadas onde as camadas do subsolo.7).

Mantendo-se o valor "h" em no mínimo 40 cm e h1. o fundo da vala é formado por degraus (Figura 3. pois foram muito utilizados nas construções antigas e se faz necessário esse conhecimento no momento das reformas e reforços dos mesmos.parede de 1 tijolo = 45 cm valas: .).3. sob atuação do carregamento. podendo ser bi triangular. retangular ou triangular. é função do tipo de solo e da consideração da sapata ser rígida ou flexível.P. abrigo de gás. • • Figura 3. É importante conhecer esse tipo de alicerce.parede de 1/2 tijolo = 40 cm Em terrenos inclinados. 3.Sapata Corrida em Alvenaria São utilizadas em obras de pequena área e carga. Uma sapata será considerada flexível quando possuir altura relativamente pequena e .5 kg/cm² A Distribuição das pressões. sempre em nível.8 .Detalhe do nivelamento do fundo da vala 39 .1 .Como referência temos σ s (Tensão admissível do solo) como sendo: Boa = 4. As etapas de execução são: a) Abertura de vala * Profundidade nunca inferiores a 40 cm * Largura das . 1973) Descrevemos com mais detalhes as fundações diretas mais comuns para obras de pequeno porte. H. no terreno.8). no máximo 50cm.0 kg/cm² Regular = 2. água etc. barraco de obra.0 kg/cm² Fraca = 0. apresentar deformação de flexão (Caputo. (edícula sem laje.

Uniformizar e limpar o piso sobre o qual será levantado o alicerce de alvenaria d) Alicerce de alvenaria ( Assentamento dos tijolos) • Ficam semi-embutidos no terreno. podemos reaterrar as valas. Para economizar formas. 40 . não podendo. • Seu respaldo deve estar acima do nível do terreno.feitos com tijolo e meio.b) Apiloamento Se faz manualmente com soquete (maço) de 10 à 20 kg. Sobre a cinta será efetuada a impermeabilização. c) Lastro de concreto Sobre o fundo das valas devemos aplicar uma camada de concreto magro de traço 1:3:6 ou 1:4:8 (cimento. • Tem espessuras maiores do que a das paredes sendo: Paredes de 1 tijolo . e) Cinta de amarração É sempre aconselhável a colocação de uma cinta de amarração no respaldo dos alicerces. a fim de evitar o contato das paredes com o solo. utilizam-se tijolos em espelho.feitos com um tijolo. • Argamassa de assentamento é de cimento e areia traço 1:4. Paredes de 1/2 tijolo . areia grossa e pedra 2 e 3) e espessura mínima de 5cm com a finalidade de: • • Diminuir a pressão de contato visto ser a sua largura maior do que a do alicerce. no caso de pretender a sua atuação como viga deverá ser calculada a ferragem e os estribos. • Assentamento dos tijolos é feito em nível. O reaterro deve ser feito em camadas de no máximo 20cm bem compactadas. A função das cintas de amarração é "amarrar" todo o alicerce e distribuir melhor as cargas. • O tijolo utilizado é o maciço queimado ou requeimado. f) Reaterro das valas Após a execução da impermeabilização das fundações. assentados com argamassa de cimento e areia traço 1:3. com o objetivo unicamente de conseguir a uniformização do fundo da vala e não o de aumentar a resistência do solo. Normalmente a sua ferragem consiste de barras "corridas". contudo ser utilizadas como vigas.

9 .10 . 1972) Parede de meio tijolo Figura 3. 1972) Parede de um tijolo Figura 3. 1972) 41 .Sem cinta de amarração (Borges.Com cinta de amarração (Borges.11 .Com cinta de amarração (Borges.g) Tipos de alicerces para construção simples Figura 3.

Sapata corrida sob paredes 42 .14. espaçados de mais ou menos 1. possuindo pequena altura em relação a sua base.0m. 3.3.15) PAREDE h L Figura 3. A função desses estribos é somente posicionar as armaduras. possuem grande altura.13 .3 . que pode ter forma quadrada ou retangular (formatos mais comuns). Também são denominadas de Blocos.Sapata isolada retangular 3.12 . podem ter formato piramidal ou cônico.Sapatas corridas Executadas em concreto armado e possuem uma dimensão preponderante em relação às demais (Figura 3. As sapatas de concreto simples (sem armaduras). 3. As sapatas de concreto armado. devem ser usados estribos.Obs. Figura 3. Para manter os ferros corridos da cinta de amarração na posição. o que lhes confere boa rigidez.3.13. 3.2 Sapatas Isoladas São fundações de concreto simples ou armado.

tem-se o que se denomina uma fundação em radier. protendido ou em concreto reforçado com fibras de aço.Sapata corrida com viga 3. A laje deve ser executada utilizando concreto armado com armaduras de aço nas duas direções tanto na parte superior como na inferior (armadura dupla).14 . O radier pode ser considerado uma laje contínua em toda a área de construção distribuindo uniformemente toda a carga ao terreno. Etapas de construção: • • Preparo do terreno – apiloamento e nivelamento. Os radiers são elementos contínuos que podem ser executados em concreto armado.Sapata corrida sob pilares PILAR VIGA h L Figura 3.Radiers Quando todas as paredes ou todos os pilares de uma edificação transmitem as cargas ao solo através de uma única sapata.3.4 . Colocação das tubulações de água. 43 .15 . esgoto e elétrica.PILAR h L Figura 3.

Se uma parte dele for firme e outra fraca você não deve usar radier.Estacas Estacas são peças alongadas. bom para a fundação.Pré-moldadas .Radier O radier somente deve ser utilizado se o terreno todo tiver o mesmo tipo de solo. c) Compactação de terrenos.16 .• • Colocação de manta plástica para evitar a perda de água do concreto e a umidade do solo. cilíndricas ou prismáticas. encontra-se em camadas mais profundas do solo. essencialmente para: a) Transmissão de carga a camadas profundas.1 . Figura 3. b) Contenção de empuxos laterais (estacas pranchas).4. 3. cravadas ou confeccionadas no solo utilizando concreto no mínimo 15 MPa.FUNDAÇÕES PROFUNDAS São utilizadas quando o terreno firme. Concretagem e cura.Moldadas in loco 44 . Os principais tipos de fundações profundas são: 3.4 . Podem ser: .

Nas estacas prancha além dos esforços axiais temos o empuxo lateral (esforços horizontais). Nas estacas moldadas “in loco” o concreto da cabeça das estacas geralmente é de qualidade inferior. A cota de arrasamento das estacas deve ficar no mínimo 10 cm acima do fundo da vala. (a) (b) Figura 3.As estacas recebem esforços axiais de compressão.18 b). é devido às estacas encontrarem a “nega” (solo impenetrável) em cotas distintas. vigas etc.). pois ao final da concretagem há subida de excesso de argamassa.18.18 (a) Arrasamento das estacas – (b) Cota de arrasamento das estacas 45 . Figura 3.a) Nas estacas pré-moldadas.Esforços nas estacas Após a cravação das estacas pré-moldadas de concreto ou a concretagem das estacas moldadas “in loco” as mesmas devem ser preparadas previamente para sua perfeita ligação com os elementos estruturais (blocos de coroamento. Portanto a estaca deve ser concretada no mínimo 20 cm acima da cota de arrasamento. Esses esforços são resistidos pela reação exercida pelo terreno sobre sua ponta e pelo atrito entre as paredes laterais da estaca e o terreno. A limpeza e remoção do concreto de má qualidade até a cota de arrasamento devem ser feito com o auxílio de um ponteiro e marreta e o sentido deve ser preferencialmente de baixo para cima (Figura 3. o excesso de concreto acima da cota de arrasamento.17 . Figura 3. ausência de pedra britada e possibilidade de barro em volta da estaca. permitindo a execução do lastro e a sobra de no mínimo 5 cm de estaca acima do lastro (Figura 3.17.

. distribuindo para ela as cargas dos pilares e dos baldrames (Figura 3.2 Blocos de coroamento das estacas Os blocos de coroamento das estacas são elementos maciços de concreto armado que solidarizam as "cabeças" de uma ou um grupo de estacas. Ø= diâmetro da estaca UMA ESTACA DUAS ESTACAS TRÊS ESTACAS QUATRO ESTACAS . Figura 3..19). excentricidade e outras solicitações (Caputo.P.4.19 – Bloco de coroamento 46 .3.. Os blocos de coroamento têm também a função de absorver os momentos produzidos por forças horizontais. 1973). H.

no mínimo de 3. Os ∅ mais usados são 20 cm e 25 cm. as brocas só serão iniciadas depois de todas as valas abertas.21). Ao atingir a profundidade das brocas.0m.4.0 MPa conforme NBR 6122. utilizando pedra nº 2. 3.5m cada peça) até atingir a profundidade desejada. não utilizando nenhum equipamento mecânico. A execução das brocas é extremamente simples e compreende apenas quatro fases: • • • • Abertura da vala dos alicerces Perfuração de um furo no terreno Compactação do fundo do furo Lançamento do concreto Ao contrário de outros tipos de estacas. de forma a não haver fechamento do furo nem desmoronamento. em solo sem água. pois o trabalho é exclusivamente manual. Fazemos isso através da cubicagem (volume) de concreto que será necessária para cada broca.Tipos de trado 47 . as mesmas são compactadas e preenchidas com concreto fck 15. sempre verificando se não houve fechamento do furo.20.0m. bem como falhas na concretagem.20 . que veremos adiante.Brocas São feitas a trado. Limite de comprimento: é da ordem de 6.3 .3. que tem o seu comprimento acrescido através de barras de cano galvanizado. • • • Limite de diâmetro: 15 (6") a 25cm (10"). Inicia-se a abertura dos furos com uma cavadeira americana e o restante é executado com trado (Figura 3. (geralmente com 1.0m a 4. Figura 3.

não armada ≅ 7 a 8t . Forem tracionadas. 48 . No entanto. Devemos armar as brocas quando: • • • Verificarmos que as mesmas. Quando em algumas brocas.armada ≅ 10t Esses valores são aproximados. em solos suficientemente coesivos e na ausência de lençol freático. que possibilitem a concretagem antes do acúmulo de água. geralmente o fundo do furo não é compactado e o lançamento do concreto é feito diretamente no solo. isto é feito com 4 (quatro) ferros e estribos em espiral ou de acordo com o projeto estrutural. apenas levam pontas de ferro destinadas a amarrá-las à viga baldrame ou blocos. É conveniente adotar cargas não superiores a 5 toneladas por unidade. A Resistência Estrutural da Broca quando bem executadas podem ser: • • broca de 20cm: broca de 25cm: . também sofrem empuxos laterais.Figura 3.não armada ≅ 4 a 5t . pois sua execução é manual.0m.armada ≅ 6 a 7t . A execução de brocas na presença de água deve ser evitada e somente é admitida quando se tratar de solos de baixa permeabilidade. além de trabalharem a compressão. sem nenhuma proteção.Perfuração da broca Geralmente as brocas não são armadas.21 . certas ocasiões nos obrigam a armá-las e nesses casos. encontrarmos solo resistente a uma profundidade inferior a 3.

4 .22 – Perfuratriz (Hachich et al.22). depende da profundidade atingida do diâmetro da estaca e do tipo de solo. (Falconi et al. 1998) Figura 3.1998) Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 15tf 25tf 30tf 3.Estacas Escavadas As estacas escavadas caracterizam-se também por serem moldadas no local após a escavação do solo. que é efetuada mecanicamente com trado helicoidal. apoiadas em chassis metálicos ou acopladas em caminhões (Figura 3. podendo esta ser helicoidal em toda a sua extensão ou trados acoplados em sua extremidade.Estaca Apiloada A estaca apiloada é executada utilizando um tripé e um soquete com diâmetro de 20 a 30 cm. Nas estacas apiloadas não existe uma padronização de carga.3. Em ambos os casos são empregados guinchos. conjunto de tração e haste de perfuração. O processo é mecanizado e utilizado somente para pequenas cargas devido as suas limitações.5 . A perfuração é conseguida lançando o saquete ao solo de uma altura variável dependendo do equipamento. Seu emprego é restrito a perfuração acima do nível d'água. São executadas através de torres metálicas.4. 49 .4.

6 . Inicia-se a perfuração utilizando o soquete. guincho.5 a 1. 1998).Execução das Estaca Strauss Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 20tf 30tf 35tf 50 .0 m que é socado pelo pilão à medida que se vai extraindo o molde formando o bulbo. 3. Quando lançado e epiloado em camadas deve-se ter o cuidado do contato do soquete com a parede do furo para não contaminar o concreto com o solo (Hachich et al. Após abertura inicial do furo com o soquete. O procedimento acima se repete. soquete (pilão) e a sonda (balde).4. Figura 3.A concretagem das estacas apiloadas seguem as mesmas especificações das estacas moldadas “in loco” pode ser lançado até preencher o furo ou lançado e apiloado em camadas.23 . o soquete é substituído pela sonda com porta e janela a fim de penetrar e remover o solo no seu interior em estado de lama. até completar o nível proposto pelo projeto. Alcançado o comprimento desejado da estaca. enche-se de concreto em trechos de 0. exceto a formação do bulbo.Estaca Strauss A estaca Strauss é executada utilizando equipamento mecanizado composto por um tripé. coloca-se o tubo de molde do mesmo diâmetro da estaca.

4. tendo no seu interior junto à ponta.Estacas Franki Coloca-se o tubo de aço (molde). normalmente de seção circular revestido ou não. provoca-se a expulsão do tampão até a formação de um bulbo do concreto.8 . Figura 3. um tampão de concreto de relação água/cimento muito baixa. coloca-se mais concreto no interior do molde e com o pilão.25) (Alonso et al. e uma base circular ou em forma de elipse (Figura 3. esse tampão é socado por meio de um soquete (pilão) de até 4t. Após essa operação desce-se a armadura e concreta-se a estaca em pequenos trechos sendo os mesmos fortemente. 1998). Alcançada a profundidade desejada o molde é preso à torre.Execução das Estacas Franki Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • Ø 30 cm: Ø 35 cm: 40tf 50tf 3.24 .4.Tubulões São elementos de fundação profunda constituído de um poço (fuste).3. ele vai abrindo caminho no terreno devido ao forte atrito entre o concreto seco e o tubo e o mesmo é arrastado para dentro do solo. apiloados ao mesmo tempo em que se retira o tubo de molde. 51 .7 .

52 . resulta de um poço perfurado manualmente ou mecanicamente e a céu aberto. O revestimento dos tubulões pode ser constituído de camisa de concreto armada ou de aço.d . Já no sistema Gow o escoramento é efetuado utilizando cilindros telescópicos de aço cravados por percussão (Caputo.5d H ≥ D .25 . pelo ar comprimido injetado. Os tubulões à céu aberto é o mais simples.0m 2 Os tubulões dividem-se em dois tipos básicos: à céu aberto (com ou sem revestimento) e a ar comprimido (pneumático) revestido.Seção típica de um tubulão Sendo: β ≥ 60o dmin. 1973). No sistema Chicago a escavação é feita com pá. Sendo a de aço perdida ou recuperada. tang60o sendo < 2. Os tubulões a ar comprimido ou pneumático utilizam uma câmara de equilíbrio em chapa de aço e um compressor (Figura 3.x FUSTE d BASE b H d RODAPÉ 15 a 20cm D a D Figura 3. O princípio é manter. Seu emprego é limitado para solos coesivos e acima do nível d'água. as paredes são escoradas com pranchas verticais ajustadas por meio de anéis de aço. = 70cm D ≅ de 3 a 3. a água afastada do interior do interior do tubulão. existindo dois sistemas de execução Chicago e Gow. em etapas.26).

9 – Alvenaria de embasamento As fundações são executadas em um nível abaixo do piso acabado (no mínimo 20 cm).Tubulão a ar comprimido 3.26 . Sobre as fundações e vigas baldrames é executado a alvenaria de embasamento de modo a permitir os diferentes níveis de piso mantendo o baldrame nivelado.Figura 3. 53 .4. possibilitar a passagem de tubulações sem prejuízo do baldrame.

aquedutos. As falhas corrigidas a posteriori. quando anteriormente planejada. mais 54 . para impermeabilizar saunas. Os serviços de impermeabilização representam uma pequena parcela do custo e do volume de uma obra. dispomos de produtos desenvolvidos especialmente para evitar a ação prejudicial da água. .27). Podemos dividir os tipos de impermeabilização. etc. Os serviços de impermeabilização contra pressão hidrostática e contra água de infiltração não admitem falhas. A alvenaria de embasamento pode ser de tijolo maciço ou de bloco de concreto assentada com argamassa de cimento e areia no traço 1:4. O tijolo maciço é o mais utilizado devido as suas dimensões facilitando as diversas espessuras da alvenaria de embasamento (Figura 3. Os romanos empregavam clara de ovos. óleos. nas cidades históricas.contra a umidade do solo. Figura 3.contenção lateral para aterros dos pisos e receber a camada impermeabilizante do alicerce.contra a infiltração. sangue. a impermeabilização para esses tipos.contra a pressão hidrostática. Já no Brasil. Atualmente.27 . .5 – IMPERMEABILIZAÇÃO A impermeabilização é de fundamental importância no aumento da durabilidade das construções. de acordo com o ataque de água: .Alvenaria de embasamento 3. somam muitas vezes o custo inicial. existem igrejas e pontes onde a argamassa das pedras foi aditivada com óleo de baleia. A impermeabilização das edificações não é uma prática moderna.

1º Constituídos pêlos concretos e argamassas impermeáveis. nas recuperações de estruturas sujeitas a pressão hidrostática etc. um produto mineral que se aplica na estrutura. A obstrução da água fará com que ela procure nova saída e inicie o trabalho pelas áreas porosas.2º Constituídos por cimentos especiais de cura rápida que são utilizados no tamponamento. O flexível: Constituído por lençóis de borracha butílica.1. e com grande sucesso. O semi flexível: . Temos também. a argamassa também o fará. no Brasil. 3. é a por meio de membranas onde a plasticidade é a grande vantagem. Se a estrutura fissurar..Impermeabilização dos alicerces Independente do tipo de fundação adotada deve executar uma impermeabilização no respaldo dos alicerces (Figura 3. pela inclusão de um aditivo. a impermeabilização mais utilizada é com argamassa rígida e impermeabilizante gordurosos.28). Devemos ter alguns cuidados com a impermeabilização Uma impermeabilização não dá resistência à estrutura. até alcançarmos o nível do piso (Alvenaria de embasamento).utilizada há mais de 50 anos. 55 .Semelhante à impermeabilização rígida somente que os aditivos favorecem pequenas movimentações. pois acompanha o movimento das trincas que venham a se formar na estrutura permanecendo impermeáveis mesmo sob pressão hidrostática. pois é o ponto de ligação entre a parede que está livre de contato com o terreno e o alicerce.-. local mais indicado para isso. causando sérios transtornos. Portanto é indispensável uma boa impermeabilização no respaldo dos alicerces. sendo necessário assentar algumas fiadas de tijolos sobre a sapata corrida ou sobre o baldrame. . existem basicamente três sistemas principais de impermeabilização: O rígido: . já há algum tempo. etc. Uma junta fissurada deve ser cheia com uma massa elástica e não com argamassa rígida. No tijolo a água sobe por capilaridade. A fundação sempre é executada num nível inferior ao do piso. Como podemos observar. membrana de asfalto com elastômetros. lençóis termoplásticos. que penetra nos poros através de água e se cristaliza até cerca de 6 cm dentro da estrutura fechando os poros e ficando solidária com a estrutura.. E no caso de umidade do solo.5. Tem sido bem aceito.50m nas paredes superiores. em especial as de concreto. pois esse produto pode ser aplicado. penetrando até a altura de 1.

mas apenas alisada.Impermeabilização no respaldo do alicerce O processo mais utilizado é através de argamassa rígida.1 lata de cimento (18 litros) . impermeável gorduroso (Vedacit ou similar). Nesse sistema aplica-se uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 e pintura com cimento cristalizante e aditivo (Kz + água + K11 na proporção de 1:4:12. 56 .5 kg de impermeável Após a cura da argamassa impermeável a superfície é pintada com piche líquido (Neutrol ou similar). dosado em argamassa de cimento e areia em traço 1:3 em volume: .28 . Outro processo utilizado dispensa o uso da pintura com piche líquido sobre a argamassa. Aplicar sempre com as paredes úmidas em três demãos cruzadas. A camada impermeável não deve ser queimada. Tec 100 ou similar). pois o piche penetra nas possíveis falhas de camadas.3 latas de areia (54 litros) .1. Viaplus 1000. Podemos utilizar aditivo acrílico que proporciona uma composição semi flexível. Recomendações importantes para uma boa execução da impermeabilização: Deve-se sempre dobrar lateralmente cerca de 10 a 15 cm (Figura 3. Devemos aplicar duas demãos e em cruz. Usa-se a mesma argamassa para o assentamento das duas primeiras fiadas da alvenaria de elevação. geralmente.Figura 3. usando. para que sua superfície fique semi-áspera evitando fissuras. corrigindo os pontos fracos.29).

Impermeabilização nas alvenarias sujeita a umidade do solo Além dos alicerces.Detalhe da aplicação da argamassa impermeável Obs.5.30 .2 .31 detalham uma impermeabilização rígida em diversos locais de uma construção.Impermeabilização em locais de pouca ventilação 57 . devemos executar uma impermeabilização. nos locais onde o solo entra em contato com as paredes. 3.29 . Faz-se necessário estudar caso a caso para adotar o melhor sistema de impermeabilização (rígido e semi flexível para umidade e flexível para infiltração). As figuras 3. Figura 3.Figura 3.: O tempo de duração de uma impermeabilização deverá corresponder ao tempo de uso de uma construção. Sua substituição envolve alto custo e transtorno aos usuários.30 e 3.

Onde o solo encostar-se à parede levantar o revestimento interno e externo no mínimo 60 cm acima do solo

Figura 3.31 - Impermeabilização com ventilação

Em ambos os casos o alicerce e o lastro impermeabilizado devem coincidir. 3.6 - DRENOS Existem casos que para maior proteção da impermeabilização dos alicerces e também das paredes em arrimo, necessitamos executar DRENOS, para garantir bons resultados. Os drenos devem ser estudados para cada caso, tendo em vista o tipo de solo e a profundidade do lençol freático, etc... Os drenos subterrâneos podem ser de três tipos: - Drenos horizontais (ao longo de uma área) (figura 3.32) - Drenos verticais (tipo estacas de areia) - Drenos em camada (sob base de estrada) De modo genérico, os drenos horizontais são constituídos:

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Figura 3.32 - Dreno horizontal

1 - Camada filtrante: (areia de granulometria adequada ou manta de poliéster servindo como elemento de retenção de finos do solo). 2 - Material drenante: (pedra de granulometria apropriada) que serve para evitar carreamento de areia - 1 - para o interior do tubo, e conduzir as águas drenadas. 3 - Tubo coletor: deve ser usado para grandes vazões. Normalmente de concreto, barro cozido ou PVC. 4 - Camada impermeável : (selo) no caso do dreno ser destinado apenas à captação de águas subterrâneas. Se o dreno captar águas de superfície, esta camada será substituída por material permeável. 5 - Solo a ser drenado: em um estudo mais aprofundado, a sua granulometria servirá de ponto de partida para o projeto das camadas de proteção. Obs. No caso de não ter tubulação condutora de água, o dreno é chamado de cego (Figura 3.33). Os drenos cegos consistem de valas cheias de material granular (brita e areia). O material é colocado com diâmetro decrescente, de baixo para cima.

Figura 3.33 - Dreno horizontal cego

Uma das utilizações dos drenos é quando o nível de água é muito alto e desejamos rebaixá-lo (Figura 3.34).

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Figura 3.34 - Exemplo de aplicação dos drenos

Obs. Neste caso os furos do tubo devem estar para cima.

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ANOTAÇÕES

1 – Verificar se o terreno confirma a sondagem quando da execução da fundação. 2 – Verificar a exata correspondência entre os projetos, arquitetônico, estrutural e o de fundações. 3 – Verificar se o traço e o preparo do concreto atendem as especificações de projeto. 4 – Verificar qual o sistema de impermeabilização indicada no projeto. Constatar se as especificações dos materiais, bem como as recomendações técnicas dos fabricantes estão sendo rigorosamente obedecidas.

Noções de segurança na execução de fundação: - Evitar queda de pessoas nas aberturas utilizando proteção com guarda corpos de madeira, metal ou telas. - Realizar escoramento em valas para evitar desmoronamentos. - O canteiro de obra deverá ser mantido limpo, organizado e desimpedidos, para evitar escorregões, e tropeços. - Sinalizar com guarda-corpo, fitas, bandeirolas, cavaletes as valas, taludes poços e buracos.

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4 - ALVENARIA

APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO; VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a alvenaria adequada; • Orientar a elevação das paredes (primeira fiada, cantos, prumo, nível); • Especificar o tipo de argamassa de assentamento; • Especificar e conhecer o tipo de amarração; • Especificar os tipos de reforços nos vãos das alvenarias. • Executar corretamente os muros de fechamento de divisas.

Alvenaria, pelo dicionário da língua portuguesa, é a arte ou ofício de pedreiro ou alvanel, ou ainda, obra composta de pedras naturais, cerâmica, blocos de concreto, ligadas ou não por argamassa; cola, armadura e graute (que preenchem os furos da alvenaria estrutural). A alvenaria pode ser empregada na confecção de diversos elementos construtivos (paredes, muros, abóbadas, sapatas, etc.) e pode ter função estrutural ou simplesmente de vedação. Quando a alvenaria é empregada na construção para resistir cargas, ela é chamada Alvenaria resistente, pois além do seu peso próprio, ela suporta cargas (peso das lajes, telhados, pavimento. superior, etc.) Quando a alvenaria não é dimensionada para resistir cargas verticais além de seu peso próprio é denominada Alvenaria de vedação. As paredes utilizadas como elemento de vedação devem possuir características técnicas que são: • • • • • Resistência mecânica Isolamento térmico e acústico Resistência ao fogo Estanqueidade Durabilidade

As alvenarias de pedras naturais são raramente executadas, em função da falta de mão-de-obra especializada, como também, pelas distâncias entre os locais de sua extração e de sua utilização. As alvenarias de tijolos e blocos cerâmicos ou de concreto, são as mais utilizadas, mas existem investimentos crescentes no desenvolvimento de tecnologias para industrialização de sistemas construtivos aplicando materiais diversos. No entanto neste capítulo iremos abordar os elementos de alvenaria tradicionais.

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4.1 - ELEMENTO DE ALVENARIA TRADICIONAL O elemento de alvenaria é um produto industrializado, de formato paralelepipedal, para compor uma alvenaria, podendo ser: cerâmico, solo cimento e concreto. 4.1.1 - Elementos cerâmicos Os elementos cerâmicos são obtidos a partir da queima de misturas compostas por areia e argila, quando misturados com água, formam uma pasta plástica podendo adquirir grande dureza, sob a ação de calor. Geralmente, os produtos cerâmicos para alvenaria apresentam as seguintes etapas de fabricação: • • • • • • Escolha de matéria prima; Exploração de matéria prima; Preparação da argila; Amassamento ou preparo da mistura; Moldagem; Secagem e cozimento.

A temperatura de queima varia entre 800° C até 1500° C, e dependendo da temperatura de queima dos compostos presentes, os elementos cerâmicos podem ser classificados em: • • • Cerâmica vermelha – entre 950° C a 1100° C (Tijolos, blocos, lajotas etc.) Cerâmica Branca – entre 1100° C a 1300° C (azulejos, peças sanitárias etc.) Cerâmica refratária – acima de 1500° C.

a - Tijolo cerâmico maciço (comum ou caipira) São blocos de barro comum, moldados com arestas vivas e retilíneas (Figura 4.1), obtidos após a queima das peças em fornos contínuos ou periódicos com temperaturas da ordem de 950 a 1100° C. De acordo com a NBR7170 os tijolos dividem-se em: • • Tipo 1 = (200±5; 95±3; 63±2)mm Tipo 2 = (240±5; 115±3; 52±2)mm

Porém no mercado corrente encontra-se tijolos com dimensões nominais de 210x100x50 mm, que são adquiridos por milheiro. • • • peso: 2,50kg resistência do tijolo: de 1,5 a 4,0 Mpa. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 77un parede de 1 tijolo: 148un

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Figura 4.1 - Tijolo comum

A produtividade da execução de alvenaria com tijolo maciço é baixa, no entanto as suas pequenas dimensões permitem uma maior precisão de nivelamento e prumo. b – Bloco cerâmico Tijolo cerâmico vazado, moldados com arestas vivas retilíneas. São produzidos a partir da cerâmica vermelha, tendo a sua conformação obtida através de extrusão. Podem ser classificados em: • • Blocos de vedação; Blocos estruturais.

As dimensões nominais dos blocos cerâmicos são muito variáveis, portanto pode-se escolher a dimensão que melhor se adapte ao seu projeto utilizando a Tabela 4.1. Neste capítulo iremos abordar somente os blocos de vedação. Os blocos de vedação não têm função de suportar outras cargas além do seu peso próprio e do revestimento. Isto ocorre porque no assentamento, dos blocos de vedação, os furos dos mesmos estão dispostos paralelamente à superfície de assentamento (diferente dos blocos estruturais em que os furos são verticais, perpendiculares à superfície de assentamento) o que ocasiona uma diminuição da resistência dos painéis de alvenaria. Os blocos de vedação têm as superfícies constituídas por ranhuras e saliências para aumentar a aderência, porque na queima as faces do tijolo sofrem um processo de vitrificação, que compromete a aderência com as argamassas de assentamento e revestimento. A tabela 4.1 determina as dimensões normalizadas para os elementos cerâmicos existentes comercialmente. 64

quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 22un parede de 1 tijolo: 42um Tolerancia nas medidas: ± 3mm • O bloco cerâmico 11. o corte para passagem de tubulação é difícil e.5 x 20 x 30 12. por outro lado. 65 .5 x 15 x 25 Largura (L) 90 90 90 90 115 115 115 115 140 140 140 140 190 190 190 190 Largura (L) 90 90 90 115 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 90 140 140 140 Comprimento(C) 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 Comprimento(C) 190 190 240 240 Os mais utilizados são os blocos com furos cilíndricos 9x19x19 (Figura 4. Comparando o tijolo baiano e o furado com o tijolo maciço.5 x 20 x 20 12.0 Mpa.00Kg resistência do tijolo: de 1.5 x 20 x 40 15 x 20 x 20 15 x 20 x 25 15 x 20 x 30 15 x 20 x 40 20 x 20 x 20 20 x 20 x 25 20 x 20 x 30 20 x 20 x 40 Medidas especiais L x H x C (cm) 10 x 10 x 20 10 x 15 x 20 10 x 15 x 25 12. comuns e especiais Tipo(A) L x H x C (cm) 10 x 20 x 20 10 x 20 x 25 10 x 20 x 30 10 x 20 x 40 12.2) denominados tijolo baiano e com furos prismáticos.1 . menos argamassa de assentamento. denominados tijolo furado (Figura 4. também 9x19x19. devido à quebra do tijolo.5 x 20 x 25 12.5x14x24 também é bem utilizado.Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos Tabela NBR . a alvenaria de tijolo baiano e furado é sensivelmente mais leve do que a alvenaria de tijolo maciço.Dimensões nominais de blocos de vedação e estruturais. Exige menos mão-de-obra.3) com as seguintes características: • • • peso: 3.Tabela 4.5 a 2. porque devido as suas dimensões tem um rendimento maior. muitas vezes maior.

4).Figura 4.5cm quantidade por m²: parede de 1/2 tijolo: 70un parede de 1 tijolo: 140un peso aproximado ≅ 2.3 .Tijolo com furo cilíndrico (tijolo baiano) Figura 4.70kg resistência do tijolo ≅ 3. O processo de fabricação é semelhante ao do tijolo furado.5 a 5.0MPa • • 66 .2 .Tijolo laminado (21 furos) Tijolo cerâmico utilizado para executar paredes de tijolos à vista (Figura 4. • • dimensões: 23x11x5.Tijolo com furo prismático (tijolo furado) c .

e água.6 .4 .2 .Tijolo de solo cimento comum Figura 4. • • • • dimensões: 20x10x4. cimento Portland de 4 a 10%.5) ou furados (Figura 4. prensados mecanicamente ou manualmente.Figura 4.5x6.Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 67 .Tijolos de solo cimento Material obtido pela mistura de solo arenoso .1.50 a 80% do próprio terreno onde se processa a construção (o qual não deve apresentar matéria orgânica em teores prejudiciais).5 .0MPa Figura 4. São assentados por argamassa mista de cimento.5cm.6).Tijolo laminado 4. cal e areia no traço 1:2:8 ou por meio de cola respectivamente.7MPa resistência à compressão média: 2. Podem ser maciços (Figura 4.25 quantidade: a mesma do tijolo maciço de barro cozido resistência a compressão individual: 1. 23x11x5cm ou 25x12.

Tabela 4.8 .5MPa Individual 2.10 kg A Tabela 4.0MPa Espessura mínima de qualquer parede do bloco deve ser de 15mm. Em relação ao acabamento os blocas de concreto podem ser para revestimento (mais rústico) ou aparentes.50 kg 19 x 19 x 39 = 18.Bloco de concreto • • • quantidade de blocos por m² : 12.Blocos de concreto Peças regulares e retangulares. pedrisco.2 . O bloco é obtido através da dosagem racional dos componentes.4.1.7kg 13. e dependendo do equipamento é possível obter peças de grande regularidade e com faces e arestas de bom acabamento.Bloco canaleta Bloco Canaleta : 14 x 19 x 39 = 13.Dimensões nominais dos blocos de concreto dimensões *: a 09 11 14 19 b x 19 x 19 x 19 x 19 x x x x c 39 39 39 39 peso 10kg 10. areia.7 .7kg .7kg 8. pó de pedra e água (Figura 4.7.6kg 15. O equipamento para a execução dos blocos é a presa hidráulica. 4. Figura 4.3 .2 determina as dimensões nominais dos blocos de concreto mais utilizado.8kg 6.5un resistência do bloco: média 2. Figura 4.8). fabricadas com cimento.5kg 68 a 09 1/2 14 tijolo 19 b x 19 x 19 x 19 c x 19 x 19 x 19 peso 4.

com a mistura de cimento. e) Gesso acartonado: Utilizado na divisão dos espaços internos das edificações. leve. fixo ou desmontável.9) após o destacamento das paredes (assentamento da primeira e segunda fiada).2 – OUTROS ELEMENTOS DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO Existem diversas alternativas. Os cantos são levantados primeiro porque. estruturado. desta forma. retiradas depois de completar a secagem. cal. areia e água. o restante da parede será erguida sem preocupações de prumo e horizontalidade. b) Adobe: Tijolos de barro amassado com palha. obedecendo ao prumo de pedreiro para o alinhamento vertical (Figura 4. boa trabalhabilidade e precisão nas medidas. um dia da execução da impermeabilização. diminuindo a retração do material e melhorando o comportamento higrotérmico da parede. Pode ser utilizado na forma de blocos com diversas medidas e espessuras ou painéis armados. gesso comum e sizal. É autoclavado (cura a vapor sob pressão de 10 atmosferas e temperatura de 180ºC) caracterizando um produto com baixo peso específico. ariginando paredes ou muros homogêneos e monolíticos.9). fiada por fiada. técnicas e materiais utilizados. como: a) Taipa: A taipa é constituída por terra úmida. O serviço é iniciado pêlos cantos (Figura 4. d) Concreto celular autoclavado: É um produto obtido por processo industrial. É assentado com gesso cola. f) Blocos de Gesso: Os blocos pré-fabricados de gesso são elementos de vedação vertical. para a execução de paredes de vedação. secos ao sol. 4. utilizados para a execução de paredes e divisórias internas. resistência ao fogo. isolamento térmico. com características argilosas.4. pois se estica uma linha entre os dois cantos já levantados.3 – ELEVAÇÃO DA ALVENARIA TRADICIONAL: Depois de. areia e outros materiais silicosos aos quais se adiciona alumínio em pó. serão erguidas as paredes conforme o projeto de arquitetura. resistência à compressão. facilitando o manuseio e bom desempenho térmico e acústico. comprimidas entre taipas (formas) de madeira. se junta palha. no mínimo. que funciona como um elemento aglutinador. 69 . Devido à argila ser muito retrátil.10) e o escantilhão no sentido horizontal (Figura 4. Geralmente monolítico. c) Blocos de concreto celular: São blocos de concreto com adição de produtos químicos na sua composição ocorrendo à incorporação de gases. proporcionando ao material baixo peso específico. de montagem por acoplamento e constituído por uma estrutura de perfis metálicos ou de madeira e fechamento em chapas de gesso acartonado.

Paredes de tijolos maciços Com o auxílio do escantilhão. cal e areia no traço 1: 2: 8 (Figura 4.10 .Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria Figura 4.9 . os cantos são levantados utilizando uma argamassa de assentamento de cimento.9) Figura 4. do prumo de pedreiro e da linha.3.4.Detalhe do prumo do canto da alvenaria 70 .1 .

verificando o nível e o prumo. a argamassa e disposta sobre a fiada anterior.11 . conforme a Figura 4.13) a maneira mais prática de executarmos a elevação da alvenaria. Figura 4.12 .12.Colocação da argamassa de assentamento 2o .11.12.Sobre a argamassa o tijolo e assentado com a face rente à linha. Figura 4.Podemos ver nos desenhos (Figura 4.11. 4. 4.Assentamento do tijolo 71 . 1o – Colocada à linha. batendo e acertando com a colher conforme Figura 4.

4.5m aproximadamente.13. Figura 4. No caso de andaimes utilizando pontaletes de madeira as tábuas devem ser pregadas para maior segurança dos usuários.1. 4. 4.Retirada do excesso de argamassa Mesmo sendo os tijolos da mesma olaria. nota-se certa diferença de medidas.Amarração dos tijolos maciços Os elementos de alvenaria devem ser assentados com as juntas desencontradas.15. e o terceiro 1.5m acima da laje e assim sucessivamente.3o . Os andaimes são estruturas que auxiliam na elevação das alvenarias quando o nível das paredes ultrapassa a altura de 1. Por este motivo. conforme Figura 4.16).5x30cm) utilizando os mesmos pontaletes de marcação da obra ou com andaimes metálicos. deve-se providenciar o primeiro plano de andaimes. Podendo ser: 72 .3. para garantir uma maior resistência e estabilidade dos painéis (Figuras 4. Quando as paredes atingirem a altura de 1.14. sendo a mesma à externa por motivos estéticos e mesmo porque os andaimes são montados por este lado fazendo com que o pedreiro trabalhe aparelhando esta face. Os andaimes são executados com tábuas de 1"x12" (2.a .13 . somente uma das faces da parede pode ser aparelhada. o segundo plano será na altura da laje.A sobra de argamassa é retirada com a colher. se for sobrado.50m.

14 .14) Figura 4.16).15 .Ajuste Inglês ou gótico 73 .Ajuste corrente (comum) b .a .Ajuste comum ou corrente.Ajuste Inglês. Figura 4.15) Figura 4.16 . é o sistema mais utilizado (Figura 4. de difícil execução pode ser utilizado em alvenaria de tijolo aparente (Figura 4.Ajuste Francês também comumente utilizado (Figura 4.Ajuste Francês c .

18 .17.21 mostram a execução de diversos cantos de parede nas diversas modalidades de ajustes. Figura 4. 4.20 e 4.b .Canto em parede de meio tijolo no ajuste comum Figura 4.4.19 .19.Formação dos cantos de paredes É de grande importância que os cantos sejam executados corretamente.3.Canto em parede de um tijolo no ajuste francês Figura 4.Canto em parede de um tijolo no ajuste comum 74 .18. 4. as paredes iniciam-se pêlos cantos. 4. Nas Figuras 4. pois como já visto.1.17 .

muros etc. Podem ser executados somente de alvenaria ou e alvenaria e o centro preenchido por concreto (Figura 4..c .Pilares de tijolos maciços São utilizados em locais onde a carga é pequena (varandas..Figura 4.).22) 75 .21 .3.1.Canto em parede externa de um tijolo com parede interna de meio tijolo no ajuste francês 4.Canto em parede de espelho Figura 4.20 .

Empilhamento do tijolo maciço 76 .d . após cada descarga do caminhão.23. para não haver confusão com as pilhas anteriores. pintar ou borrifar com água de cal as pilhas. Figura 4.Empilhamento de tijolos maciços Para conferir na obra a quantidade de tijolos maciços recebidos.22 . é comum empilhar os tijolos de maneira como mostra a Figura 4. Costuma-se. São 15 camadas.23 .Exemplo de pilares de alvenaria 4. contendo cada 16 tijolos. perfazendo uma pilha de 250 tijolos. Como coroamento. resultando 240. também. arrumam-se mais 10 tijolos.3.1.Figura 4.

.menor tempo de assentamento e revestimento. . . se estendem rapidamente em nossas obras.1. Com o desenvolvimento dos artigos pré-moldados. A argamassa de assentamento dos blocos de concreto é mista composta por cimento cal e areia no traço 1:1/2:6.4. . o que facilita no momento da execução.geralmente.difícil para se trabalhar nas aberturas de rasgos para embutimento de canos e conduítes.melhor acabamento e uniformidade.Paredes com bloco de concreto São paredes executadas com blocos de concreto vibrado. Desvantagens: 77 .peso menor .e . O processo de assentamento é semelhante ao já descrito para a alvenaria de tijolos maciços. .3.menor consumo de argamassa para assentamento. Figura 4. são necessários tijolos comuns. economizandomão-de-obra.Cortes em tijolos maciços O tijolo maciço permite que seja dividido em diversos tamanhos.3.não permite cortes para dividi-los.nos dias de chuva aparecem nos painéis de alvenaria externa.24 . . Vantagens: .Corte do tijolo maciço 4. os desenhos dos blocos. Isto ocorre devido à absorção da argamassa de assentamento ser diferente da dos blocos.2 . Podemos dividi-lo pela metade ou em 1/4 e 3/4 de acordo com a necessidade (Figura 4.24). As paredes iniciam-se pêlos cantos utilizando o escantilhão para o nível da fiada e o prumo. nas espaletas e arremates do vão.

Portanto. Figura 4.26): Figura 4.Os blocos de concreto para execução de obras não estruturais têm o seu fundo tampado (Figura 4.25 .26 .Detalhe de execução dos cantos 78 . A amarração dos cantos e de parede interna com externa se faz utilizando barras de aço a cada três fiadas ou utilizando um pilarete de concreto no encontro das alvenarias (Figura 4. a elevação da alvenaria se dá assentando o bloco com os furos para baixo. Pode ser junta a prumo (somente quando for vedação em estrutura de concreto).25) para facilitar a colocação da argamassa de assentamento.Detalhe do assentamento do bloco de concreto O assentamento é feito em amarração.

No caso das portas os vãos já são destacados na primeira fiada da alvenaria e das janelas na altura do peitoril determinado no projeto.Parede de tijolos furados As paredes de tijolo furado são utilizadas com a finalidade de diminuir o peso das estruturas e economia.27 .28).3 . Para que isso ocorra devemos 79 . pois não se consegue uma amarração perfeita devido às diferenças de dimensões (Figura 4.VÃOS EM PAREDES DE ALVENARIA Na execução das paredes são deixados os vãos de portas e janelas. No entanto. os tijolos baianos também são utilizados para a elevação das paredes.28 .3. não oferecem grande resistência e portanto.27). e o seu assentamento e feito em amarração.Exemplo de amarração na alvenaria de tijolo furado 4. Figura 4. tanto para paredes de 1/2 tijolo como para 1 tijolo (Figura 4.Execução de alvenaria utilizando tijolos furados A amarração dos cantos e da parede interna com as externas se faz através de pilares de concreto. só devem ser aplicados com a única função de vedarem um painel na estrutura de concreto. Sobre elas não devem ser aplicados nenhuma carga direta. Figura 4.4.4 .

considerar o tipo de batente a ser utilizado. devido aos batentes.Vão de alvenaria Esquadrias de madeira: porta = acrescentar 10 cm na largura e 5 cm na altura. a sua função é evitar as cargas nas esquadrias e quando trabalha sob o vão. As vergas são elementos construtivos não passiveis de cálculo as Figuras 4. executa-se uma só verga.30 .31.29). pois a medida do mesmo deverá ser acrescida ao vão livre da esquadria (Figura 4. os acréscimos serão de 3cm tanto na largura como na altura. janela = acrescentar 10cm na largura e 10cm na altura. Quando trabalha sobre o vão. e devem exceder ao vão no mínimo 30 cm ou 1/5 do vão.30). No caso de janelas sucessivas. Figura 4. Sobre o vão das portas e sobre e sob os vãos das janelas devem ser construídas vergas (Figura 4. 4.Vergas sobre e sob os vãos As vergas podem ser pré-moldadas ou moldadas no local. Esquadrias de ferro: como o batente é a própria esquadria.32 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos maciços para: 80 .29 . tem a finalidade de distribuir as cargas concentradas uniformemente pela alvenaria inferior: Figura 4.

4.0m Figura 4.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.00m e 2.50m 81 .00m.32 .00m e 1.34 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com blocos de concreto para: Vãos de 1.0m Figura 4.0 e 2.33 .00m OBS: Caso o vão exceda a 2.50m Figura 4. deve-se calcular uma viga armada.0 a 1.0m Vãos de 1.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1.00m e entre 1.Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vãos até 1.Vãos até 1.00m Vãos entre 1. As Figuras 4.31 .33.

00m e 2.Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1.0 a 2.36).00m Figura 4. de pequena carga. executa-se coxins de concreto (Figura 4.36 .Coxins de concreto 82 .0m Vãos de 1.50 até 2.35 exemplifica as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos furados para: Vãos de 1.00m A Figura 4.00m 4.OUTROS TIPOS DE REFORÇOS EM PAREDES DE ALVENARIA.34 .5 .0m Figura 4. descarrega sobre a alvenaria. Quando uma viga.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1. Figura 4. para evitar a carga concentrada e consequentemente o cisalhamento nos tijolos.35 . proveniente principalmente das coberturas.00m e entre 1.50m e 2.Vãos acima de 1.

Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço Figura 4. devemos então calcular vigas. Se necessitarmos que as cintas suportem cargas.50 a 3. quando não temos uma verdadeira estrutura de concreto e os vão são pequenos. 83 . As cintas de amarração no respaldo das paredes servem para apoio das lajes. As Figuras 4.Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado Na alvenaria de bloco de concreto utilizamos blocos canaletas para a execução das cintas de amarração (Figura 4.37 . utilizamos uma nova cinta de amarração sob a laje e sobre todas as paredes que dela recebem carga. Figura 4.39 . no máximo entre 2.Ao chegar com as paredes à altura da laje (respaldo das paredes).39) Figura 4.38 exemplificam as cintas de amarração no respaldo das alvenarias cerâmicas para tijolo maciço e tijolo furado respectivamente.38 .Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto Obs. nestes casos para lajes de pequenos vãos.00m.37 e 4. As cintas de amarração servem para distribuir as cargas e "amarrar" as paredes (internas com as externas). (ver apoio de lajes em alvenaria nas anotações de aulas nº5).

Podemos ter: a) A alvenaria funciona como travamento da estrutura. e a solidarização é feita durante a elevação da alvenaria. As paredes estarão submetidas a um estado de tensão que lhes serão transmitidas pela estrutura. Devemos tomar alguns cuidados. Devem-se observar quais os vínculos previstos entre a parede de alvenaria e a estrutura a fim de se definir os materiais e técnicas. De modo geral procura-se executar as juntas com material bastante deformável (mastiques elásticos). b) A alvenaria não funciona como travamento e a estrutura que a envolve é deformável (pré-fabricados. que permita a movimentação da estrutura sem introduzir 84 . pois falta aderência neste ponto. grandes pórticos. Figura 4. tijolos cerâmicos inclinados ou argamassa expansiva Para fixação lateral devem ser previstas barras chamadas de “ferro cabelo” ou telas de aço previamente fixadas nos pilares (Figura 4. Na parte superior da alvenaria deve ser executado. lajes tipo cogumelo).6 – FIXAÇÃO DAS ALVENARIAS DE VEDAÇÃO EM ESTRUTURAS DE CONCRETO Quando a alvenaria é executada depois da estrutura são observadas fissuras na interfase alvenaria/estrutura devido à diferença de módulo de elasticidade dos materiais constituintes. além do chapisco. c) A alvenaria não funciona como travamento e está envolta por estrutura pouco deformável.40). o encunhamento utilizando cunhas pré-fabricadas de conceto. Devem.40 – Fixação da alvenaria de vedação em estruturas de concreto No caso (b) cada tipo de estrutura deve ser estudado separadamente. O chapisco (argamassa de cimento e areia mais um adesivo de argamassa) é imprescindível.4. No caso (a) é necessário que exista uma ligação efetiva e rígida entre elas. portanto apresentar resistência mecânica compatível com as solicitações e a forma de fixação deve garantir o grau de ligação.

formando assim os pilaretes (Figura 4.43). Qualquer que seja o elemento escolhido para a execução do muro a cada. NOTA: Quanto ao tipo de ligação. para as alvenarias de vedação. no máximo. de 10. Obs. Esta não deve se dar imediatamente após término da elevação da alvenaria.1 . o importante da fixação.À vista: Figura 4. poderemos também utilizar os furos do bloco como pilarete ou colocar formas e executar um pilarete.0m executa-se um pilarete de 10 x 25. Se a escolha for à vista.5 a 3. se manifestarão também no revestimento. devemos utilizar os próprios furos dos blocos para preencher com "grout".42). neste caso armado. torna-se necessário que seu funcionamento seja compatibilizado com o da estrutura devido principalmente às diferenças de comportamento dos materiais. ventos etc. portanto a cada 2. para podermos frisá-las. é tempo correto de sua execução. 4. O encunhamento rígido pode submetê-la a um estado excessivo de tensão e provocar fissuras.41 .7. tomando sempre o cuidado de deixar as juntas com o mesmo espaçamento.Fechamento de divisas em bloco de concreto a .7 – MUROS Os fechamentos para divisas podem ser executados em alvenaria de bloco de concreto (14 x 19 x 39). No encontro vertical (com os pilares) normalmente ocorrem juntas “auto deformáveis” que. evitando que esta se manifeste no revestimento.esforços de grande amplitude na alvenaria.Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 85 . Esta junta deve ser executada para evitar que no muro apareça trincas devido ser o mesmo esbelto. Assim a fixação da alvenaria à estrutura deverá ser inicialmente fraca.0cm. Tudo vai depender de um estudo econômico e também técnico para a escolha do melhor elemento Para o bloco de concreto podemos executar de duas maneiras: à vista (Figura 4. Nestes casos o “ferro cabelo” deve ser fixo na estrutura de concreto e livre na alvenaria. No caso “c” panos pouco extensos. estar parcialmente engastado no alicerce. Para o tijolo furado e o maciço.00 a 15. pórticos rígidos. provavelmente. Nestes casos pode-se especificar o acabamento frisado para as juntas ou a aplicação de telas na região da junta.41). devemos quase sempre revesti-los. e sofrer movimentação proveniente da variação térmica. devemos deixar uma junta de dilatação de 1. Se a escolha for para o revestimento. possibilitando a movimentação do painel. com o auxílio de formas de madeira (Figura 4. tijolo maciço ou tijolo furado. 4.41) ou revestido (Figura 4.00m. desde que a junta seja frágil.

revestido e viga baldrame 4.42 .43 .Detalhe da elevação de muro de bloco aparente .Fechamento de divisas em tijolo maciço ou baiano Figura 4.7.Detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 86 .2 .Revestido: Figura 4.b .

Como as cargas dos muros de divisa não são elevadas podemos fazê-la com 2.3 . Devemos sempre deixar as valas do alicerce do muro em nível para evitarmos esforços na alvenaria. um alicerce em sapata corrida de concreto ou com brocas (Figura 4. As sapatas corridas devem estar em nível e apoiadas em solo firme a uma profundidade mínima de 40cm.0m de profundidade e a cada 2.0m de distância uma das outras.44 . devemos executar também.4. que tem a função de interligar os pilaretes com a alvenaria. dependendo do terreno. caso o terreno não comporte este tipo de alicerce podemos optar por brocas.7. 87 .5 ou 3. através de argamassa e impermeabilizantes.Tipos de fundações para muros Podemos efetuar. As brocas.Exemplo de fundação para muros No respaldo do alicerce do muro.44). impermeabilização Figura 4. o que poderia ocasionar o aparecimento de fissuras. uma proteção impermeável. geralmente de φ 20 cm efetuadas a trado. para evitar a presença de umidade na alvenaria de elevação do muro. Deverá ser executada uma cinta de amarração no mínimo no meio e no respaldo da alvenaria.

Ela pode ser mais ou menos trabalhável. junto com os elementos de alvenaria.unir solidamente os elementos de alvenaria .8.46 .. não "agarra" a colher do pedreiro. granulometria adequada e com um traço de acordo com o tipo de elemento de alvenaria adotado (Tabela 4.45 e 4.4..8 – ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO .1 . Podem ser preparadas (figuras 4.Preparo da argamassa manualmente b) .3). não endurece rapidamente permanecendo plástica por tempo suficiente para os ajustes (nível e prumo) do elemento de alvenaria.PREPARO E APLICAÇÃO As argamassas.Preparo da argamassa para assentamento de alvenaria de vedação A argamassa de assentamento deve ser preparada com materiais selecionados.Com betoneira Figura 4. sendo a sua função: . etc. conforme o desejo de quem vai manuseá-la. As argamassas devem ter boa trabalhabilidade.distribuir uniformemente as cargas .Preparo da argamassa com betoneira 88 . pois são fatores subjetivos que a definem. Difícil é aquilatar esta trabalhabilidade.Manualmente Figura 4. 4. Podemos considerar que ela é trabalhável quando se distribui com facilidade ao ser assentada.45 .46): a) .vedar as juntas impedindo a infiltração de água e a passagem de insetos. são os componentes que formam a parede de alvenaria não armada.

melhorando o desempenho da parede em relação a penetração de água de chuva.47): Figura 4. Figura 4.48).Assentamento Tradicional Cordão: onde o pedreiro forma dois cordões de argamassa (Figura 4.3 .48 .Assentamento em cordão 89 .2 .Tabela 4.Aplicação Tradicional: onde o pedreiro espalha a argamassa com a colher e depois pressiona o tijolo ou bloco conferindo o alinhamento e o prumo (Figura 4.47 .Traço de argamassa em latas de 18litros para argamassa de assentamento Aplicação Alvenaria de tijolos de barro cozido (maciço) Alvenaria de tijolos baianos ou furados Alvenaria de blocos de concreto Traço 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 1/2 lata de cal 6 latas de areia Rendimento por saco de cimento 10m² 16m² 30m² 4.8. ideal para paredes em alvenaria aparente.

conferindo mais resistência além de um efeito estético.Tipos de frisos Os frisos a. pode-se frisar a junta de argamassa. que deve ser comprimida e nunca arrancada (Figura 4. 90 .c são os mais aconselháveis para painéis externos pois evita o acúmulo de água.Quando a alvenaria for utilizada aparente. Figura 4.b.49 .49).

pois.Desencontro de juntas para uma perfeita amarração.0 12. gruas e equipamentos de elevação só devem ser feitos por trabalhador qualificado.Painéis de paredes perfeitamente a prumo e alinhadas. 91 . Não acumular muitos tijolos e argamassa sobre os andaimes.Junta de argamassa entre os tijolos completamente cheios. Tabela 4. .0 6. A utilização de andaimes para a elevação da alvenaria deve ser executada com estruturas de madeira pregadas e não amarradas ou em estruturas metálicas contraventadas e apoiadas em solo resistente e nivelado. estão colocadas em polegadas. por ser a nomenclatura mais usual entre os pedreiros na obra (Tabela 4.Fiadas em nível para se evitar o aumento de espessura de argamassa de assentamento. .5 polegada s 3/16 1/4 5/16 3/8 1/2 2 – Verificação para um bom assentamento: .ANOTAÇÕES 1 .4).Equivalência das bitolas dos aços mm 5. será necessário uma grande espessura de revestimento.As bitolas dos ferros das vergas e das cintas de amarração. do contrário. . 3 – Noções de segurança: A operação de guinchos.3 8.4 .0 10.

3) Figura 5. pinus.FORROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. fica a cargo do projetista a sua escolha.5 . laje pré-fabricada. a estética.50m.(Figura 5. muiracatiara. Existem vários tipos de forros. laje maciça. • Especificar o tipo de armadura adicional para as lajes pré-fabricadas • Executar corretamente a cura e a desforma. gesso. presos às lajes ou nas estruturas do telhado. Dependendo do tipo de obra.FORRO DE MADEIRA Geralmente são lâminas de pinho. pvc. aglomerados de celulose. etc.50 a 0. etc. laje protendidas. etc. • Especificar corretamente o escoramento e contraventamento das lajes pré-fabricadas. 5. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de forro ideal para a sua edificação. Os forros mais comuns são: madeira. levando em consideração a acústica.1 .Tipos de forros de madeira 91 .1 . o acabamento. jatobá. • Executar corretamente os apoios das lajes pré-fabricadas. 5.1) e são pregadas em entarugamentos executados de 0. por buchas e parafusos ou pendurados por tirantes (Figura 5.2. ipê.

concreto ou outros materiais.Protendidas (LP) 92 .2 . em geral. A variedade desse produto é grande e a sua escolha depende de vários fatores tais como: estrutural. Entre elas. além de resistir os esforços à compressão. têm a função de solidarização dos elementos.Fixação do forro na estrutura do telhado Figura 5. econômico. etc.Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5.Laje treliça (LT) .em telhado Figura 5. e o revestimento de concreto. as peças pré-fabricadas são empregadas para a formação das nervuras.3 . feito no local.Laje comum (LC) . colocam-se elementos intermediários de cerâmica.2 .LAJES PRÉ-FABRICADAS UNIDIRECIONAIS Originam-se das lajes nervuradas e das lajes nervuradas mistas. oriundos da flexão. onde. Podemos ter segundo a NBR14859: .

5.2.1 – Elementos que as compõe: • Vigotas pré-fabricadas: Peças industrialmente, podendo ser: de concreto estrutural, executadas

a) de concreto armado (VC): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura passiva totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes comuns (LC) (Figura 5.4). b) Treliça (VT): com seção de concreto formando placa, com armadura treliçada parcialmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes treliça (LT) (Figura 5.11). c) de concreto protendido (VP): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura ativa pré-tensionada totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes de concreto protendido (LP) (Figura 5.19). • Elementos de enchimento (E): Elementos pré-fabricados com materiais diversos (cerâmica, concreto, EPS), podendo ser maciço ou vazado intercalado entre as vigotas. Têm a função de reduzir o volume de concreto, o peso próprio da laje e servir como fôrma para o concreto complementar. As alturas dos elementos de enchimento (he) podem ser de 7, 0 (mínima) 8,0 - 10,0 - 12,0 - 16,0 - 20,0 - 24,0 - 29,0 centímetros. As larguras dos elementos de enchimento (be) podem ser de 25,0 (mínima) – 30,0 – 32,0 – 37,0 – 39,0 – 40,0 – 47,0 – 50,0 centímetros. Armadura complementar: Armadura complementada na obra. Podendo ser:

a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas, quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária(Figura 5.14). b) Transversal: armadura que compõe a armadura das nervuras transversais. c) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal, para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. d) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das vigotas, nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa. Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais, o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) com espessura mínima de 3,0 cm.

Segundo a NBR14859/2002 a altura padronizada da laje deve ser composta por sua sigla (LC, LT, LP), seguida da altura total (h), da altura do elemento de enchimento (he), mais a altura da capa (hc) sendo todos os valores expressos em centímetros. Exemplo: • • • LC h (he + hc) LC h (he + hc) LT h (he + hc) LC 11 (7+4) LC 16 (12+4) LT 12 (8+4) 93

Em função da altura do elemento de enchimento (he), as alturas totais das lajes (h) estão descritas na Tabela 5.1.
Tabela 5.1 – Altura total da laje (h)

Altura do elemento de enchimento (he) 7,0 8,0 10,0 12,0 16,0 20,0 24,0 29,0

Altura total da laje (h) 10,0 - 11,0 - 12,0 11,0 - 12,0 – 13,0 14,0 – 15,0 16,0 – 17,0 20,0 – 21,0 24,0 – 25,0 29,0 – 30,0 34,0 – 35,0

5.2.2 - Generalidade sobre a laje comum (LC) a) - Elementos que a compõem: • • • Vigota de concreto pré-fabricada (VC); Elemento de enchimento entre as vigotas de tijolo cerâmico (E). Capa de concreto (capeamento) (C) de espessura variável (Figura 5.5)

(E)

E C C

VC

Figura 5.4 Elementos da laje pré-fabricada comum

b) - Variação das alturas: A diferente altura dos elementos de enchimento, com o lançamento de capas de concreto em espessura adequada, resulta nas variadas alturas de lajes (Figura 5.5) ou pela Tabela 5.1. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - As mais usuais são: LC10 para forro e LC12, LC 16 etc. para piso, em vãos máximos de 4,50m. Para vãos maiores, o ideal seria outro tipo de laje. 94

-

- Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento (C ) das lajes pré-fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.

LC11

LC12

LC16

LC20

LC25

LC29

CAPA = 3 cm

Figura 5.5 - Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum

c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição. A armadura de distribuição em lajes pré-moldadas tem a finalidade de limitar a fissuração que poderá ocorrer pela retração e/ou variação de temperatura e ainda melhora a monoliticidade do painel da laje, aumentando sua rigidez e evitando a fissuração decorrente de deslocamento diferenciais, que deverão ocorrer entre suas vigotas de concreto. Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar no mínimo: forro = malha ∅ 6,3mm de 33 x 33cm piso = malha ∅ 6,3mm de 25 x 25cm mínimos 3 ∅ por metro, ou em tela soldada leve para laje. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Superior de tração (Armadura negativa). A armadura negativa é utilizada quando a laje for semi-engastada na estrutura, contínua ou em balanço. A função da armadura negativa é combater os momentos negativos formados pelos vínculos utilizados (Figuras 5.6; 5.7; 5.8; 5.9). Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar: • sobre a vigota, comprimento l/4, podendo também estar posicionada sobre o elemento de enchimento (a quantidade deverá ser fornecida pelo fabricante ou calculista).

95

d) - Tipos de apoios:
• APOIO EM ALVENARIA

Figura 5.6 - Apoio da laje comum sobre alvenaria

APOIO EM VIGAS

Figura 5.7 - Apoio da laje comum em estruturas de concreto armado

BEIRAIS

Figura 5.8 - Apoio da laje comum passante em beirais

Figura 5.9 - Apoio da laje comum balanceado em beirais

f) - Reforços usuais: Devemos evitar o apoio de elementos estruturais diretamente sobre as lajes pré-fabricadas. Caso não seja possível executar uma viga para receber as cargas provenientes de paredes ou muretas, devemos criteriosamente executar um 96

reforço na laje pré-fabricada (Figura 5.10). Estes reforços devem ser indicados pelo fabricante ou pelo engenheiro calculista.

Figura 5.10 - Exemplo de reforços em laje pré-comum

g) - Vãos livres e consumos de materiais: A Tabela 5.2 indica os vão livres máximos para intereixo de 41cm dependendo do tipo de apoio e sobrecargas utilizadas. E a Tabela 5.3 o consumo de materiais para capeamento e nervuras por m2 de laje pré-fabricada comum.
Tabela 5.2 - Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum

Tabela 5.3 - Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje

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5.2.3 - Generalidades sobre laje Treliça (LT) São lajes em que a viga pré-fabricada é constituída de armadura em forma de treliça, e após concretada, promove uma perfeita solidarização, tendo ainda a possibilidade de utilizar armadura transversal. Este sistema de pré-fabricação conjuga uma série de elementos estruturais independentes, formando com seus componentes, um sistema de pré-fabricação semi-fechado e parcial da construção industrializada, integralmente compatibilizado com os sistemas convencionais. Como em qualquer sistema de pré-fabricação na construção industrializada, o sistema de laje treliça deverá ser considerado na fase do projeto, visando alcançar melhor aproveitamento e eficiência. a) - Elementos que a compõem: É constituída por uma armadura treliçada, variando de 7,0 a 25cm de altura, e a mesa inferior concretada com 3 cm de espessura e de 12 a 13cm de largura. O elemento de enchimento pode ser cerâmico de concreto ou EPS (Figura 5.11)

C

VC

(E)

Figura 5.11 - Elementos de uma laje pré-fabricada treliça

b) - Variação das alturas: A diferente altura do elemento de enchimento e a variação da altura da treliça mais a espessura do capeamento, resulta nas variadas alturas da laje (Figura 5.12) ou pela Tabela 5.1.. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento das lajes pré fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.
LT12 LT16 LT20 LT25 LT30 LT35 LT42

LT11

CAPA = 3 cm

Figura 5.12 - Exemplo das variações das alturas da laje treliça

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c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição Tem as mesmas funções das armaduras de distribuição descrita para as lajes pré-fabricadas comuns, sendo no mínimo ou a critério do calculista como: forro = ∅ 6,3mm a cada 33cm piso = ∅ 6,3mm a cada 25cm mínimos 3 ∅ por metro

No caso de laje treliça, podemos posicionar a armadura de distribuição, no sentido perpendicular a vigota, formando um ângulo aproximadamente de 90° em relação ao vergalhão negativo da vigota treliçada. A altura da armação treliçada deve ser igual à altura do elemento de enchimento (lajota cerâmica, bloco de concreto, EPS). Portanto a armadura de distribuição posicionada sobre o aço negativo da armação treliçada fica no mínimo 1,0cm acima do elemento intermediário proporcionando o envolvimento do capeamento de concreto no ato da concretagem. Nas lajes treliças ,além da finalidade descrita para as lajes comuns, a armadura de distribuição assume dentro da laje treliça a função de combater as tensões de cisalhamento que surgem entre a alma e a aba das nervuras das lajes treliças. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Armadura negativa. A armadura negativa deve estar posicionada em cima de cada viga treliça, com no mínimo 2 ∅, sendo que sua bitola deverá ser fornecida pelo calculista, ou fabricante. d) - Tipos de apoios e reforços: Nas lajes treliças podemos ter uma mobilidade das paredes internas, que podem ser apoiadas diretamente sobre a laje, e ainda nos permite em certos casos a passagem de tubulações(Figura 5.16). Isso é facilitado pelo fato da vigota ser concretada na obra, possibilitando efetuar vários reforços (Figuras 5.14; 5.15; 5.16)

Figura 5.13 - Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado

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Armadura adicional de compressão Armaduras adicionais Figura 5.Figura 5.17).Armadura adicional de tração Figura 5.17 . para reforços em aberturas do tipo domos.15 .14 .16 .Exemplo de execução de nervuras 100 . pergolados.18) Figura 5.Reforços em laje treliça Na laje treliça temos facilidade na execução de nervuras perpendicular as vigotas. etc (Figura 5. e no seu transporte (Figura 5.

Figura 5. conferido pelo próprio formato da vigota. dada à leveza da vigota. .Perfeita planimetria dos tetos. Tabela 5. Como conseqüência. . onde se exija resistência à ação do fogo.4 . dada à ausência de contraflecha inicial.Vãos livres: Na Tabela 5. fica extremamente facilitado e rápido.Manuseio da laje treliça e) . porquanto a alma metálica garante a perfeita ligação da vigota (VT) ao concreto. permitindo menor consumo de argamassa.Vãos máximos para a laje treliça f) . .Vantagens: .4 temos os vãos máximos para intereixo de 45 cm dependendo do tipo de apoio e sobrecarga adotada.18 . de aproximadamente 12kg por metro.Comportamento ao fogo idêntico ao do concreto armado. . completado na obra. emboço e reboco. o trabalho de revestimento com chapisco. 101 .Execução de balanços aliviados sem necessidade de contrabalanço.Garantia de inexistência de fissuras nos tetos.Facilidade de manuseio e transporte. permitindo a utilização de pisos leves nas construções. impedindo a rotação da vigota (VT) quando o pavimento entrar em carga.Facilidade de montagem. .

Redução do consumo de concreto e peso próprio – devido a vigota (VP) ter a largura um pouco maior que as vigotas das lajes tradicionais.5.Generalidades sobre laje protendida (LP) a) .Elementos que a compõem: As lajes pré-fabricadas protendidas (LP) são compostas por nervuras préfabricadas em concreto protendido (VP) que tem a forma de um “T” invertido e face superior rugosa para facilitar a aderência da capa de concreto (Figura 5. 2008).devido ao efeito da protenção aplicada ás vigotas (TATU. b) .19). Após a cura do concreto de capeamento. Após a montagem completa-se com a capa de concreto (C) de no mínimo 20 MPa. o consumo de concreto e na ordem de 15 a 20% menor (TATU. consequentemente.19 – Vigota protendida As vigotas protendidas podem suportar o carregamento da fase executiva sem o auxílio de escoramento até o vão de 3. Redução ou eliminação de escoramento. 2008). Vão maiores deve-se consular o fabricante. quanto maior a altura do elemento de enchimento. dos elementos de enchimento.Vantagens: • Facilidade de utilização – são de fácil utilização e sua montagem é semelhante às das lajes pré-fabricadas comuns e treliça. colocação das vigotas. • • • 102 .2. Maiores vãos e menores flechas . Portanto para uma mesma vigota. 2008) Figura 5. Elemento de enchimento (E) que podem ser cerâmico. maior o esforço resistente da laje (TATU. Escoramento (quando necessário). concreto ou EPS.20m.4 . a seção resistente da laje passa a ser composta pelo concreto da vigota mais o concreto moldado “in loco”. maior será a altura final da nervura e. das armaduras adicionais (distribuição e negativo) e a concretagem da capa.

sobre chapuz. 2/5L) acima desses vãos consultar o fabricante (TATU. de 6.20).40m para as lajes treliças (piso e forro respectivamente).20m a 6. Podemos utilizar os escoramentos metálicos compostos por longarinas. sobre a qual se apóia ou se semi-engastam as vigotas da laje pré-fabricada.50m para as lajes pré-fabricadas "comuns" e 1.Escoramento: Todos os vãos superiores a 1. quando as paredes estiverem com 1.20m não necessitam de escoramento. das armaduras de distribuição e das armaduras negativas.Escolha do material: Verificar a colocação somente pela planta que lhe é fornecida junto ao material (manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista). As vigotas geralmente são colocadas nas menores dimensões dos ambientes. 2008). para que sejam tiradas as medidas para a confecção das vigas ou pelo projeto e forma. deve-se pedir para o fornecedor. executa-se a cinta de amarração.00m de altura.5 .00m duas linhas de escoramento (2/5L . e procedendo-se da seguinte forma: a) .2.20m uma linha de escoramento central (L/2). Já no início da obra.20m a 10. ou uma viga armada. para a escolha das vigotas. assentados sobre calços e cunhas. Nas lajes pré-fabricadas protendidas os vãos até 3. deverão ser escorados por meio de tábuas colocadas em espelho. b) .4% do vão livre. e são contraventados transversal e longitudinalmente.20 a 1. em base firme. Chegando as paredes no seu respaldo.Montagem e execução das Lajes pré-fabricadas A montagem dos elementos pré-fabricados deve obedecer ao especificado no projeto de execução da laje e no manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista. barrotes e escoras metálicas (Figura 5. que possibilitem a regulagem da contra flecha fornecida pelo fabricante. Vãos de 3. L/5 . geralmente de aproximadamente 0. e pontaletes (Figura 5.21) 103 .5. Os pontaletes deverão ser em nº de 1(um) para cada metro. ou de acordo com o projeto.

20 .Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 104 .21 .Exemplo de escoramento convencional para laje pré-fabricada Figura 5.Figura 5.

As vigotas pré-fabricadas deverão estar sempre apoiadas pelo concreto. a armadura poderá ser amarrada junto ao banzo da vigota pré-fabricada. entre as vigotas e os blocos de cerâmica (Figura 5. visto que os ferros não tem rigidez suficiente para tal.22 .Colocação da laje: A vigota pré-fabricada deverá estar centrada no vão.22). de um lado sobre a parede ou apoio e do outro sobre a primeira vigota. No caso de laje treliça. de modo que a superfície de contato do concreto seja a mesma para cada apoio. 105 . A armadura negativa no caso de laje pré-fabricada "comum" deve ficar sobre a vigota e no meio da espessura da capa de concreto. Figura 5. A primeira carreira de intermediária deve apoiar. Não deverá ficar nas juntas. Coloque todas as intermediárias restantes entre as vigotas pré-fabricadas (Figura 5.23).Detalhe da colocação da laje pré-fabricada d) .Armaduras de distribuição e negativas: Distribuir os ferros de acordo com as indicações de bitola e quantidades da planta fornecida pelo fabricante.c) . Coloque a viga usando uma intermediária em cada extremidade para espaçálas exatamente.

Salvo alguma restrição do calculista.Detalhe da colocação da armadura negativa Após a colocação das armaduras podemos colocar os conduites e as caixinhas da parte elétrica. ou com uma linha de escoramento. Nas lajes de forro é aconselhável que o escoramento seja retirado após a conclusão dos serviços de execução do telhado. O descimbramento da laje pré-fabricada. é conveniente que se concrete primeiramente junto aos apoios para solidarizar as pontas das vigotas préfabricadas. este deve ser socado com a colher de pedreiro . para que penetre nas juntas entre as vigas pré-fabricadas e os blocos cerâmicos.Figura 5. Quanto às espessuras das capas de concreto para cada caso podemos seguir o ítem "b" das generalidades descritas neste capítulo ou a Tabela 5. no mínimo. três vezes ao dia durante três dias (verificar maiores detalhes sobre cura na Anotações de Aula “Detalhes de execução de obras com concreto armado”). f) . o concreto da capa será de traço 1:2:3 com resistência mínima aos 28 dias 20 MPa. salvo indicações do responsável técnico. como em qualquer estrutura. geralmente em torno de 21 dias para pequenos vãos e 28 dias nos vãos maiores.23 .Concretagem: Molhar bem o material antes de lançar o concreto.Cura do concreto e desforma Após o lançamento do concreto a laje deverá ser molhada. As caixinhas devem ser preenchidas com serragem úmida para evitar a entrada do concreto no momento da concretagem.1 Para concretar as lajes que foram executadas sem escoramento (pequenos vãos). 106 . Os conduites devem ficar bem fixos junto à laje e sobre a armadura de distribuição e negativa. Ter o cuidado de não estrangular os conduites nas curvas. e) . deve ser feito gradualmente e numa seqüência que não solicite o vão a momentos negativos.

24). Podendo ser: a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas.Cuidados Para caminhar sobre a laje durante o lançamento do concreto. No item 5. • Armadura complementar: Armadura complementada na obra.0 cm. 107 . Painel alveolar de concreto protendido.LAJES PRÉ-FABRICADAS BIDIRECIONAIS Segundo a NBR14859-2 a laje pré-fabricada bidirecional é constituída por nervuras principais nas duas direções. Nas lajes que empregam vigotas pré-fabricadas de concreto armado ou de concreto protendido não se pode executar as nervuras transversais. Figura 5. As nervuras transversais somente podem ser executadas quando se empregam vigotas treliçadas. 5. é aconselhável fazê-lo sobre tábuas apoiadas nas vigotas para evitar quebra de materiais ou possíveis acidentes (Figura 5.g) . Tais como: • • • Lajes pré-fabricadas bidirecionais. b) Transversal: armadura disposta ao longo das nervuras transversais da laje. Pré-laje unidirecional e bidirecional.Detalhe do apoio das tábuas de passarela NOTA: É importante estudar minuciosamente o projeto para a escolha correta da laje tanto do ponto de vista econômico como estrutural. quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3. no entanto existem outros tipos de lajes que também poderão ser utilizadas. que forma a armadura inferior de tração na direção perpendicular às vigotas treliçadas.24 .1 descrevemos as lajes mais comuns para pequenas obras.3 .

0cm a 5. Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais. Podendo ser: e) Longitudinal: armadura utilizada.5. quando da impossibilidade de integrar na pré-laje toda a armadura passiva inferior de tração necessária. Figura 5. Nas lajes nervuradas maciças é a partir da superfície superior da pré-laje. para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração.LAJES PRÉ-FABRICADAS – PAINEL ALVEOLAR DE CONCRETO PROTENDIDO Utilizada para grandes vãos e formados por painéis alveolares protendidos pré-fabricados (Figura 5. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3. capa de concreto e material de rejuntamento (NBR14861). h) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das pré-lajes.25). constituída de nervuras principais longitudinais dispostas em uma única direção ou também com nervuras transversais perpendiculares às nervuras principais (NBR14860-1 e NBR14860-2). g) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal.25 – (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. 5. englobam total ou parcialmente a armadura inferior de tração.0 cm nos casos de pré-laje com enchimento. nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa.4 .0cm e larguras padronizadas.PRÉ-LAJE UNIDIRECIONAIS E BIDIRECIONAIS Laje de seção maciça ou nervurada (Figura 5. As pré-lajes podem ser treliçada (PLT) ou protendida (PLP) constituídas por placas de espessura de 3.5 . montados por justaposição lateral. 108 .26). f) Transversal: armadura que compõe a armadura inferior das nervuras transversais.

b) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades dos painéis alveolares de concreto protendido. para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração.Figura 5.0 cm. com características especificadas pelo fabricante. Podendo ser: a) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal.26 – Painel alveolar de concreto protendido • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. Rejuntamento: Material destinado a promover a solidarização entre os painéis alveolares de concreto protendido justapostos. no mesmo alinhamento destes e posicionados na capa. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do painel alveolar de concreto protendido (E) e deve ter espessura mínima de 3. • 109 . o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. Proporciona a continuidade dos painéis entre si e com o restante da estrutura.

110 . com tela. Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à laje. Para evitar quedas de operários ou de materiais da borda da laje deve-se prever a colocação de guarda corpo de madeira ou metal.ANOTAÇÕES 1 – Verificar o nivelamento dos apoios. mesmo sendo bloco de concreto. 6 – Controlar o lançamento e adensamento do concreto. 3 – Verificar o comportamento estrutural dos apoios das lajes pré fabricadas. nas bordas da periferia da laje. 2 – Verificar sempre os escoramentos e contraventamentos. 5 – Conferir as posições das armaduras previstas no projeto. Noções de segurança: Andar sempre sobre passarela executada com tábuas e nunca no elemento intermediário. 7 – Molhar até a saturação após a concretagem no mínimo 3 dias e três vezes ao dia. 4 – Proporcionar uma contra flecha compatível com o vão a ser vencido.

6. A trama é a estrutura de sustentação e fixação das telhas. as telhas cerâmicas. • Escolher a telha ideal bem como as inclinações. concreto etc.6 . etc. • Especificar e dimensionar corretamente as calhas. é o quadriculado constituído de terças. fibrocimento. A armação é a parte estrutural. que se apóiam sobre a armação. cobertura e do sistema de captação de águas pluviais. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a estrutura de telhado adequada para cada tipo de telha. concreto e galvanizada.C. Para facilitar. escoras. P. • Desenhar todas as linhas de telhado. Geralmente constituída por tesouras. podemos dividir a estrutura em armação e trama (Figura 6. fibrocimento.1 . • Conhecer as diversas peças que compõe uma estrutura de telhado.V. cantoneiras. A cobertura: é o elemento de vedação constituída por telhas que pode ser: cerâmica. condutores verticais. O telhado é composto pela estrutura. pingadeiras e rincões. são de chapas galvanizadas. pontaletes ou vigas. constituída pelas tesouras.1). alumínio. metálica. etc. sobretudo em construções residenciais unifamiliares. etc.ESTRUTURA A estrutura de telhado tem como funções principais a sustentação e fixação de telhas e a transmissão dos esforços solicitantes para os elementos estruturais.COBERTURA APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. Sistema de captação de águas pluviais: são para o escoamento conveniente das águas pluviais e constituem-se de: calhas. 111 . • • • Neste capitulo iremos abordar os telhados com estruturas de madeira por ser de uso mais corrente. A estrutura: é o elemento de apoio da cobertura. caibros e ripas. rufos. chapa galvanizada. podendo ser de madeira.

Algumas espécies de madeiras indicadas para a estrutura de telhado (IPT) A amendoim canafístula guarucaia jequitibá branco laranjeira peroba rosa B angelim cabriúva parda cabriúva vermelha caovi coração negro cupiuba faveiro garapa guapeva louro pardo Mandigau pau cepilho pau marfim sucupira amarela de C anjico preto guaratã taiuva 112 .1).1 .1 .Figura 6.1.1 Materiais utilizados nas estruturas a) Madeira: Podemos utilizar todas as madeiras de lei para a estrutura de telhado (Tabela 6. Tabela 6.Esquema de estrutura de telhado 6. no entanto a peroba foi a madeira mais utilizada e serve como referência.

é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2. 113 . • • • Obs. Para bitolas diferentes ou comprimentos maiores. coração de negro. a x b . Caso se utilize madeiras que não conste na Tabela 6. assim sendo deve-se partir para seções compostas (nestes casos estudados na disciplina Estruturas de Madeira). A designação dos pregos com cabeça será por dois nos. 4.5 m de comprimento e são vendidas por dúzia. 4.As madeiras da Tabela 6. faveiro.5 MPa.4 mm 18 = 3. Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT. chapas de aço para os estribos e presilhas. geralmente com 4. • • As madeiras serradas das toras já são padronizadas em bitolas comerciais. 3.5. igual ou superior a 55. 4.0.2. a 15% de umidade. guaratã e taiuva têm alta dureza. comprimento 2. 5. Módulo de ruptura à tração igual ou superior a 13. No entanto.1 estão divididas em grupos segundo as suas características mecânicas. Ripas: 1.3 mm. existem casos onde o dimensionamento das peças exige peças maiores ou diferentes. os parafusos.4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" . 5. 3.5.0 m.0. Caibros: 5x6 cm ou 5x7 (6x8)cm. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga. 3.5 MPa.0.5. b) Peças metálicas: As peças metálicas utilizadas em estruturas de telhado são os pregos. Os pregos mais utilizados são: 22 x 42 22 x 42 15 x 15 ou ou 22 x 48 19 x 39 → para pregar as vigas → para pregar os caibros → para pregar as ripas. a = refere ao diâmetro. OBS: vide tabela de pregos no anexo ao final desta apostila.5.0 m.5.1 devemos verificar se as mesmas possuem as características físicas e mecânicas a seguir: Resistência à compressão (fc). A cabreúva vermelha. anjico preto.5. Portanto temos: Vigas: 6x12 cm ou 6x16 cm. 4.0x5.0. portanto devemos ter cuidado ao manuseálas.0cm. o preço da peça aumenta. comprimento 2. 3.

Denomina-se pendural quando a sua posição é no cume. Pendural e tirante: Peças que ligam a linha à perna e se encontram em posição perpendicular ao plano da linha. Asna e escoras: São peças de ligação entre a linha e a perna. para distribuir a carga do telhado. Queremos apenas reproduzir as tesouras simples para obras de pequeno porte.2). São estruturas planas verticais que recebem cargas paralelamente ao seu plano. geralmente trabalham à tração. em posição oblíqua ao plano da linha. Podem trabalhar à tração ou cisalhamento.2 . Geralmente trabalham à tração. Linha: Peça que corre ao longo da parte inferior de tesoura e vai de apoio a apoio. encontramse.Peças utilizadas nas estruturas de telhado a) Tesoura dos telhados As tesouras são muito eficientes para vencer vãos sem apoios intermediários (Figura 6. as demais de escoras.2 mostra uma seção típica de uma estrutura de telhado Figura 6. geralmente. : Obs. transmitindo-as aos seus apoios. Perna: Peças de sustentação da terça. Geralmente trabalham à compressão.Seção típica de uma estrutura de telhado 114 .2 . e nos demais tirante. indo do ponto de apoio da tesoura do telhado ao cume.6.1. geralmente trabalham à compressão. Geralmente são compostas por: Frechal: Peça colocada sobre a parede e sob a tesoura. denomina-se asna a que sai do pé do pendural. A Figura 6. Estribo: São ferragens que garantem a união entre as peças das tesouras. Não iremos nos estender sobre o cálculo estrutural das estruturas de telhados por constituir assunto de cadeira a parte.

3) .A distância máxima entre o local de intersecção dos eixos da perna e da linha é a face de apoio da tesoura deverá ser ≤ 5. . .4) Figura 6.Vãos até 3. . (Figura 6.00m deve-se colocar tirantes.Esquema de contraventamento das tesouras 115 .Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal Figura 6.O ângulo entre a perna e a linha é chamado de inclinação.Em tesouras simples no mínimo devemos saber: : .O espaçamento ideal para as tesouras deve ficar na ordem de 3.O ponto é a relação entre a altura da cumeeira e o vão da tesoura.00m não precisam de escoras. com mãos francesas e diagonais na linha da cumeeira.3 .As tesouras devem ser contraventadas. .Vãos acima de 8.0cm.0m. (Figura 6.4 . .

40 2.1: • • bitolas de 6 x 12 se o vão entre tesouras não exceder a 2.50m.95 2.30 2.20 3.70 2.70 2.40 1. e suas bitolas dependem do espaço entre elas (vão livre entre tesouras).01 a 2.75 B 3.50m.40 2.10 2.21 a 1.c) Terças As terças se apóiam sobre as tesouras consecutivas (Figura 6.55 2.20 C 2.00 2.15 3.50 2.41 a 1.35 3.15 3.10 2. Figura 6.50 a 3. e contra frechal na parte baixa (Figura 6. bitolas de 6 x 16 para vãos entre 2.5) ou pontaletes (Figuras 6. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6.80 1.2 .20 3.30 2. 6.90 2.2 mais precisa e que leva em consideração o tipo de madeira e de telha: Para vãos maiores que 3.50m devemos utilizar bitolas especiais o que não é aconselhável pelo seu custo.85 3.30 3. Portuguesa ou plan A 2.85 2.85 C 3. Romana.50 2. do tipo de madeira e da telha empregada.00 6 x 12 6 x 16 6 x 12 6 x 16 116 .75 3.30 C 3.70 2.35 A 3.90 A 2.80 C 3.20 1.45 2.05 2.17.20 3.5).60 2.5 . Estes vãos são para as madeiras secas.20 2.25 B 2.41 a 2.40 3.05 2.10 3.20 Colonial ou paulista B 2.45 3.21 a 2.00 2.60 1.30 3.35 A 3.50 2. 6.81 a 2.40 2.45 2.90 2.Vão máximo das terças (m) Vão dos caibros (m) 1.60 Seção transversal (cm) Francesa.50 3.40 2.00 a 1. Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6.60 2.30 3.40 2.75 2.18).80 B 3.50 3.80 2. Caso não se tenha certeza. As terças devem ser apoiadas nos nós das tesouras.10 3.60 3.00 2.65 2.90 2. As terças são peças horizontais colocadas em direção perpendicular às tesouras e recebem o nome de cumeeiras quando são colocadas na parte mais alta do telhado (cume).40 2.50 2.20 3.45 2.85 2.60 2.61 a 1.16.30 2.Esquema do apoio das terças nas tesouras Tabela 6.

para garantir o espaçamento constante das ripas. usamos caibros de 5x7 (6x8).80 2.00 5x6 1. iniciando-se com duas ripas sobrepostas de forma a compensar a espessura da telha.00 2.60 2.50m (eixo a eixo) para que se possam usar ripas comuns de peroba 1x5.d) Caibros Os caibros são colocados em direção perpendicular as terças. Estes vãos são para as madeiras secas. Tabela 6.2x5.3 . com o tipo de madeira e da telha.50 5x6 5x7 Colonial ou Paulista 1.20 5x7 e) Ripas As ripas são as últimas partes da trama e são pregadas perpendicularmente aos caibros. Para determinar a galga média devemos: 117 .20 2.7). portanto paralela às tesouras. As ripas são colocadas do beiral para a cumeeira. As ripas são pregadas com pregos 15 x 15 tomando-se o cuidado de não rachá-la. O espaçamento entre ripas depende da telha utilizada.50m. São encontradas com seções de 1.00m e não ultrapassarem a 2.6). São inclinados.90 1.60 2.0cm (1. sendo que seu declive determina o caimento do telhado. Portanto. Romana. Portuguesa ou plan 1. devemos utilizar a galga média. Podemos também iniciar os beirais com uma testeira (tábua pregada na frente do caibro do beiral) eliminando nestes casos as ripas sobrepostas(Figura 6.40 1.0cm).1: : • terças espaçadas até 2. Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6.40 1.3. Os caibros são colocados com uma distância máxima de 0.00 2. o carpinteiro prepara uma “galga” de madeira com a média da distância entre as travas da telha (Figura 6.Vão Máximo dos Caibros (m) Tipo de madeira A B C Seção transversal (cm) Francesa. Para a colocação das ripas é necessário que se tenha na obra algumas telhas (no mínimo 6 peças) para medir a sua galga (distância entre travas da telha). Caso não se tenha certeza. A bitola do caibro varia com o espaçamento das terças.0x5. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6.00m usamos caibros de 5 x 6. • quando as terças excederem a 2.

podemos utilizar as ripas 1. utilizamos sarrafos de 2. portanto.50 em 0.0x5.Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais Figura 6. devemos.0m (peroba ou equivalente). Cinco vãos. Se este espaçamento for de 0.0m. Reajustar os apoios para o afastamento máximo entre as telhas e proceder à medição do comprimento total máximo Ctmax que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio. verificar o espaçamento entre os caibros. ou seja.50m. De posse destas medidas calcular a galga média: Gmed = (Gmin + Gmax) /2 Gmax = Ctmax /5 Sendo: Gmin = Ctmin /5 e Figura 6. Se for maior.5x5.Detalhe da galga As ripas suportam o peso das telhas. Cinco vãos.• • • Ajustar 6 telhas sobre os apoios considerando a situação de afastamento mínimo entre telhas medir o comprimento total mínimo Ctmin que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio. ou seja.7 . 118 .6 .

com encaixes precisos.3 . Para isso devemos saber: a) recorte: • r = recorte.8 .9 .6. 6.Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno.11 e 6. r ≥ 2 cm ou 1/8 h ≤ r ≤ 1/4 h h = altura da peça b) encaixes: • perna/linha (Figuras. 1992) Figura 6.9) • escora/perna (Figura 6.12) • asna/pendural/linha (Figura 6.13) Figura 6.Ligações e emendas Na construção das estruturas de telhado faz-se necessário executar ligações e emendas.Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno.1.10) • pernas/pendural (Figuras 6. 1992) 119 .8 e 6.

Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno.10 . 1992) Figura 6.Detalhe da ligação entre a perna e a escora (Moliterno.Figura 6. 1992) Figura 6.Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno.11 .12 . 1992) 120 .

Figura 6.Detalhe da emenda das terças com pregos 121 .15 e 6.13 . no sentido do diagrama dos momentos fletores (Figura 6.Detalhe das emendas de uma linha de terças Figura 6.70 m. ou aproximadamente 1/4 do vão com no máximo de 0. 1992) c) emendas: As emendas das terças devem estar sobre os apoios. asnas e pendural (Moliterno.14).Detalhe da ligação entre a linha. com chanfros a 45° para o uso de pregos ou parafusos(Figuras 6.Figura 6.14 .16).15 .

podemos apoiar em qualquer ponto.18). mãos francesas (nas duas direções do pontalete) ou tirantes chumbados nas lajes para dar estabilidade ao conjunto. Devemos ainda.a distância dos pontaletes deve ser igual a das tesouras.17 e 6. a laje recebe uma carga distribuída (Figuras 6.deverá ser acrescido aos pontaletes.Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6. as paredes internas oferecem apoios intermediários.Telhado pontaletado Podemos construir o telhado sem o uso de tesouras. berço (de no mínimo 40 cm) para distribuir melhor os esforços. ter algumas precauções como: . Nesses casos. onde tudo é calculado. Entretanto nas lajes pré-fabricadas não devemos apoiar e sim realizar o apoio na direção das paredes (Figuras 6.19).4 . O pontalete trabalha à compressão e é fixado em um berço de madeira apoiado na direção das paredes. o custo da estrutura é menor. devemos apoiar as terças em estruturas de concreto ou em pontaletes.17 e 6. portanto.a distância entre as terças deve ser igual à distância das mesmas quando apoiadas nas tesoura . Nas lajes maciças.1. 122 . Sendo assim.16 . Para isso.Figura 6. . Em construções residenciais. é necessário que se faça uma viga de concreto invertida para vãos grandes ou vigas de madeira nos vãos pequenos. Havendo necessidade de se apoiar um pontalete fora das paredes.

Apoio dos pontaletes em berços Figura 6.17 .Figura 6.18 .Detalhe do berço para distribuição das cargas 123 .

. quando os alinhamentos das peças são perfeitos.19 .5 . antes do término.1.Quando o prego for menor do que a peça que ele tem que penetrar. deve ser colocado em ângulo (Figura 6. O ideal seria o prego penetrar 2/3.20).Não devemos esquecer a colocação da caixa d'água. formando cada painel do telhado um plano uniforme.Reconhece-se um bom trabalho de carpinteiro. Figura 6. 124 .21).Detalhe da fixação por pregos menores .Figura 6. pelo carpinteiro. .20 . Um madeiramento defeituoso nos dará um telhado ondulado e de péssimo aspecto.Recomendações: . Coloque-o numa posição próxima e inclinada suficiente para que penetre metade de sua dimensão em uma peça e metade em outra. do madeiramento. incline os pregos para que estes não penetrem paralelamente às fibras e sim o mais perpendicular possível a elas (Figura 6.Quando tiver que pregar a ponta de uma peça em outra.Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6.

Não devem apresentar deformações.Detalhe da fixação das ripas nos caibros . Só então é feita a primeira seleção e a primeira queima em forno a uma temperatura de 900° C.2 . As demais telhas (alumínio.22) * achatar um pouco a extremidade do prego * furar a madeira e depois introduzir o prego * pregar a madeira mais fina a mais grossa. aço galvanizado.21 . indo diretamente para a secagem.22 .para evitar rachaduras na madeira. é conveniente solicitar a orientação de um técnico do fabricante ou mesmo o uso de catálogos técnicos. 6. e consiste na mistura de várias argilas. a argila já misturada passa por uma moagem e por uma refinação chegando até a extrusora. assemelhando ao de um sino quando suspensas por uma extremidade e percutidas.CERÂMICA As telhas cerâmicas têm início com a preparação da argila. não alinhar os pregos (Figura 6. poliéster etc.2. devemos pregar da seguinte maneira: * no final de uma ripa. 125 .Figura 6. Figura 6.COBERTURA Neste capítulo iremos abordar as telhas cerâmicas as de concreto e fibrocimento por serem as mais utilizadas em obras residenciais.1 .Fixação das ripas nos caibros 6. Para a sua utilização. Na próxima etapa. acessórios etc. Essa massa passa pelas prensas de moldagem. onde o pó de argila se transforma em massa homogênea e sem impurezas. Devem apresentar som metálico.) são mais utilizadas em obras comerciais e industriais. no caibro. pois existem uma grande variedade de tipos e consequentemente de fixação.

São as cumeeiras (obedecendo um sentido de colocação contrário ao do vento predominante) (Figura 6. portuguesa. rebarbas. recomenda-se que as telhas sejam furadas para serem amarradas ao madeiramento. possuem numa das bordas laterais dois canais longitudinais (Figura 6. É recomendado que as telhas sejam posicionadas simultaneamente em todas as águas do telhado. em até três fiadas sobrepostas. romana. cal e areia no traço 1:2:8. são planas e chatas. paulistinha. trincas empenamentos. Algumas peças são assentadas com argamassa de cimento. quando forem do tipo canal. e deslocar de acordo com a medida da telha.002m³/m² de telhado.23) e espigões e . com arame galvanizado ou fio de cobre. a) Telha francesa ou Marselha Tem forma retangular.6). cobrindo sempre do beiral para a cumeeira. 126 . para que seu peso próprio seja distribuído uniformemente sobre a estrutura de madeira.Acabamento da cumeeira Para inclinações de telhados acima de 45° . também chamadas paulista. colocando duas ripas sobrepostas ou testeiras para regularmos a altura da 1ª telha (Figura 6. colonial. desvios geométricos em geral. Ao cobrir.defeitos ou manchas e atender as normas NBR9601-Telha cerâmica de capa e canal ou a NBR7172-Telha cerâmica tipo francesa. Cada caminhão é considerado um lote e deve-se separar 20 peças para as verificações de suas propriedades com exceção da espessura que podemos separar 13 peças. As telhas planas são do tipo francesa ou Marselha. As curvas do tipo capa e canal. plan. e a do tipo escama (germânica). desde a ponta do beiral até a cumeeira. esfoliações. As telhas são assentadas com o máximo cuidado e alinhadas perfeitamente. Figura 6. também as telhas dos beirais e oitões. As telhas cerâmicas devem ser estocadas na posição vertical. No recebimento das telhas na obra não devem ser aceitos defeitos sistemáticos como quebras. usar régua em vez de linha. As somente canal. chamadas termoplan entre outras. Podemos dividir as telhas cerâmicas em dois tipos: as planas e as curvas.24).23 . É o que se chama de emboçamento das telhas. O consumo da argamassa é na ordem de 0.

peso unitario aproximado de 2.caimento: 33% a 35% .26 un por m² .65 kg . e 24 cm de largura .24 . .peso unitario aproximado de 2.cumeeiras: 3un/m 127 .Para encaixe.Cumeeira: 3 un/ml Figura 6. (capa) 18 cm largura (canal) 16 cm largura (capa) .dimensões ≅ 40 cm de comp. cuja função é de conduzir a água e capa. .25).tolerância ± 1 mm . cutelos em sentido oposto.saturada .peso: 45 kgf/m² .0 kg . (canal) 46 cm comp.dimensões: ≅ 46cm comp.15 un por m² . que faz a cobertura dos espaços entre dois canais (Figura 6.Telha francesa ou Marselha b) Telha paulista Constituem-se de duas peças diferentes.seca 54 kgf/m² . Os encaixes em seus extremos servem para fixação e para evitar a passagem da água. canal.peso: 69 kgf/m² .caimento: 25% . nas bordas superiores e inferiores.saturada .seca 83 kgf/m² .tolerância ± 1 mm .

A portuguesa é igual à paulista (Figura 6.25 .tolerância ± 1 mm Figura 6.saturada .Telha paulista c) Tipo plan Tem as características da telha paulista.27). tem os cantos arredondados e a seção retangular (Figura 6. (canal) 16cm largura (capa) 18cm largura (canal) .(capa) 46cm comp.cumeeiras: 3 un/m . mas melhoradas.26 un por m² .75kg .Figura 6. 128 .26 .peso: 72 kgf/m² .caimento: de 20 a 25% .dimensões: 46cm comp.26).Telha Plan d) Telha romana e telha portuguesa A telha romana tem o mesmo formato que as telhas plan.peso unitario aproximado de 2.seca 86 kgf/m² . . somente que nesses tipos o canal é junto com a capa.

.16 peças por m² .15 peças por m² .saturada Figura 6..caimento mínimo: 30% .28).dimensões: 45.seca 65 kgf/m² .peso: 48kgf/m² .0cm comprimento 21.saturada .28 .seca 58 kgf/m² .27 .Telha Termoplan f) Telha germânica A montagem é feita em escamas de peixe com as seguintes características: .peso: 54 kgf/m² . consegue um isolamento térmico e um isolamento de umidade (Figura .5cm largura Figura 6.30 telhas por m² 129 .caimento mínimo: 30% .Telha romana e Portuguesa d) Termoplan Como o próprio nome indica a termoplan através de dupla camada.

2.0 cm de areia.CONCRETO As telhas de concreto são compostas de aglomerantes. 130 .5 peças por m² .caimento mínimo: 45% Quando for colocado isolante térmico.seca 57 a 60 kgf/m² . .4 apresenta as dimensões padronizadas das telhas onduladas de fibrocimento.29 .0cm largura • Os valores acima são para as telhas do tipo Tégula tradicional. A Tabela 6.3 – TELHAS ONDULADAS DE FIBROCIMENTO Juntamente com as telhas de aço galvanizado.2 .Telha Germânica 6. Para o seu armazenamento devemos preparar um lastro de 5. Pelo baixo custo dos telhados executados com telhas onduladas de fibrocimento são também utilizadas em construções unifamiliares. Vários fabricantes estão substituindo as fibras de amianto por outras fibras menos agressiva ao ser humano. Figura 6.peso unitário aproximado de 4.70 kg .475g . as telhas de concreto apresentam uma espessura média de 12 mm e resistência mínima a flexão de 300 kg.dimensões: 32.2. Segundo informações do fornecedor.peso: 49 a 54 kgf/m² .saturada .caimento mínimo: 30% .peso unitário: 1. agregados e óxidos que são responsáveis pela sua coloração. calcular ventilação do forro. as telhas de fibrocimento são largamente empregadas em edifícios comerciais e industriais.10.0cm comprimento 30.. para evitar o apoio da mesma com o solo. São fabricadas com mistura homogênea de cimento Portland e fibras de amianto. e empilhá-las no máximo em três camadas na vertical. Para outros modelos ou fabricantes devemos consultar o manual técnico correspondente. 6.

apoiadas em três pontaletes. 6.53 – 1. parafusos e grampos de ferro zincado.5 – Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 131 .83 1. As telhas devem ser armazenadas em pilhas de até 35 unidades. conjuntos de vedação e arruelas.0mm) deve-se colocar uma terça intermediária de apoio.Tabela 6. 6 e 8 0.13 – 2. metálica ou de concreto através de acessórios compostos por ganchos. Figura 6.44 – 3.22 – 1. indicada pela letra d (d = h/l = tang α %) (Figura 6.13m (8.4 – Dimensões das telhas onduladas de fibrocimento Espessura (mm) Comprimento (m) Largura (m) 5. O recobrimento lateral é de ¼ de onda e o recobrimento longitudinal de no o mínimo 14 cm para caimentos maiores de 15 e 20 cm para recobrimentos menores o de 15 .83 m (6. sendo um no centro e os outros a 10 cm de cada borda.30 – Inclinação e caimento de telhados retos Na Tabela 6.05 – 3.30).10 2. Para as telhas com comprimento superior a 1.0mm) e de 2.66 As telhas onduladas de fibrocimento são fixadas em estrutura de madeira.5 estão relacionadas às correspondências entre inclinação (αº) e o caimento ou declividade (D%) de um telhado reto. Portanto é aconselhável consultar os fabricantes e seus catálogos técnicos. fornecidos pelo fabricante. NOTA: Existem outras telhas de fibrocimento com seções diversas e capazes de vencer grandes vãos. O caimento mínimo é de 20% ou aproximadamente 11o.4 – Inclinação (αº) e caimento ou declividade (%) dos telhados A inclinação (ângulo α) é o ângulo que plano de cobertura faz com a horizontal e o caimento ou declividade de um telhado é a tangente trigonométrica da inclinação.91 – 1. Tabela 6.2.

Tabela 6.0 100. As inclinações dos telhados selados devem no mínimo seguir a Tabela 6. O ponto de transição é onde o telhado é mais selado. fazendo com que as águas retornem.0 αº 18. Os cuidados devem ser redobrados quando os telhados forem selados também chamados de corda bamba.0 10.48 24. as águas pluviais ganham uma velocidade maior no seu início (cume) e perdem no seu final (beiral).0 45.70 5.31 14.0 25. Os caimentos citados em cada tipo de telha deste capítulo relacionam-se a telhados retos.0 d%) 33.0 35.6 – Ponto de Cobertura Ponto 1:2 1:3 1:4 1:5 1:6 1:7 1:8 Designação Ponto meio Ponto terço Ponto quarto Ponto quinto Ponto sexto Ponto sétimo Ponto oitavo Inclinação 45º 33º40’ 26º30’ 21º48’ 18º35’ 15º50’ 14º04’ Declividade 100% 66% 49% 40% 33% 28% 25% O ponto é considerado alto a partir de 1:3 (inclinação acima de 33º40’) ou declividade maior do que 100%.35 19.0 20.60 11. infiltrando parte das águas nos telhados.0 40.6).0 30. Portanto.7: Figura 6.04 16.0 A altura das cumeeiras.17 21.23 26.70 8.Inclinações mínimas para telhados selados com vão até 8. Devido ao seu traçado.60 45.72 d%) 3.0 15.0m 132 .31 .0 50.31). o caimento mínimo deve ser conseguido na posição onde o telhado estiver mais selado (Figura 6. também chamadas de Ponto de Cobertura é a relação entre a altura máxima da cobertura e o vão.αº 1. O ponto varia de 1:2 a 1:8 nos telhados (Tabela 6.

0m x (m) 3.20 1.44 1. Os sistemas de captação de águas pluviais podem ser encontrados em PVC para as calhas e condutores ou executados em chapas galvanizadas para as calhas.25 . Ou ainda podemos utilizar ripas sobrepostas ao invés de caibros.05 2.05 1.5 3.20m de largura por 2. águas furtadas. As chapas galvanizadas geralmente medem 1.0 7. águas furtadas.85 1.1.Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8.5 3.0 8. rufos e pingadeiras.7 .52 3.08 3.5 4.45 0.0 3.Detalhe da estrutura de um telhado selado 6.60 0.0 2. mais para a confecção das calhas o que se utiliza é a bobina de chapa galvanizada (pois diminui o número de emendas) e mede 1.50 . tendo como função a drenagem das águas pluviais (calhas. Figura 6.33 1.Tabela 6. pingadeiras) evitando com isso as infiltrações de águas de chuvas.0 5.00 133 .3 – SISTEMA DE CAPTÇÃO DE ÁGUAS PLUVIAIS São os complementos das coberturas.0 2.60 .0 y1 (m) 0.20m de largura e comprimento variável.0 x1 (m) 1. Portanto.28 . condutores) e arremates (rufos. as mesmas são "cortadas" em medidas padrões denominadas corte podendo ser: Corte: 10 .32). Sendo as ripas mais finas se amoldam melhor na curvatura do telhado selado.5 2.0 3.0 4.64 0.88 1.5 2.20 .08 1.12 .00m e 1.75 2.15 .75 .0 y2 (m) 0.00m de comprimento. quanto a sua largura.60 x2 (m) 1.24 y (m) 1.0 6.32 .52 2. para maior aproveitamento das chapas e ou bobinas. e para reduzir o preço das peças.5 4.84 Na execução da estrutura de um telhado selado os caibros são seccionados e presos nas terças proporcionando assim a configuração "corda bamba" (Figura 6.0 ou 1.30 -33 -39 ou 40 .

Além do corte.3.coxo: Figura 6. para especificar um sistema de captação de águas pluviais.0m de largura) e o corte 30. Tipos de calhas: • • • coxo platibanda moldura a) . A espessura de chapa galvanizada mais utilizada é a 26 e 24 para as calhas e águas furtadas. 40 e 60 (para as chapas de 1.33 . Quanto menor é o número da chapa mais espessa ela é.1 Calhas São captadoras de águas pluviais e são colocadas horizontalmente.Os cortes mais utilizados para as calhas são o corte 33 e 50 (para as chapas de 1. Partes constituintes do sistema de captação de águas pluviais: 6. devemos mencionar a espessura da chapa denominada de “número” podendo ser: Chapa nº: 28 – 26 – 24 – 22 – 20 etc.Calha tipo coxo 134 . É geralmente confeccionada com chapa galvanizada nº 26 e 24. 28 e 26 para os rufos e pingadeiras.2m de largura).

com chapas galvanizadas nº 26 e 24.3.34 .36 .platibanda Figura 6.b) .Detalhe de uma água furtada 135 .Calha tipo moldura 6.35 . São confeccionadas. como as calhas.moldura Figura 6. Figura 6.Calha tipo platibanda c) .2 Água furtada: São captadoras de águas pluviais e são colocadas inclinadas.

1 .3. a qual tem dado bons resultados. 136 .4 Coletores São canalizações compreendidas entre os condutores e o sistema público de águas pluviais. Entretanto podemos utilizar para pequenas coberturas. 6.Detalhes da utilização dos rufos e das pingadeiras 6. Podem ser de chapas galvanizadas ou de PVC e devem ter diâmetro mínimo de 75 mm.4 .37 .5 Rufos e Pingadeiras: Os rufos e as pingadeiras geralmente são confeccionados com chapa no 28 (mais finas) ou chapa n 26.3 Condutores: São canalizações verticais que transportam as águas coletadas pelas calhas e pelas águas furtadas aos coletores. em certas cidades.Calhas: Para o dimensionamento preciso das calhas devemos ter dados dos índices pluviométricos da região o que dificulta.3.DIMENSIONAMENTO 6.3. uma fórmula empírica que nos fornece a área da calha "A" (área molhada). Figura 6. A = [ n.4. 6. devido ao difícil acesso a esses dados.6.a (m²)] = cm² sendo: A = área útil da calha a = área da cobertura que contribui para o condutor n = significa o numero de áreas “a” que contribui para o condutor mais desfavorável.

4º Se for pequena. adotar calha tipo platibanda.38 Para esse dimensionamento devemos dividir o telhado conforme a Figura Figura 6. Exemplo: Figura 6.Divisão do telhado em áreas "a" 1º necessitamos de uma calha com área útil de 50.0 cm² 2º devemos verificar se é uma área grande ou não 3º Se for grande.39 . mas sempre verificando as condições de adaptação da calha ao telhado.Calha tipo platibanda 137 . Figura 6.Áreas de contribuição para os condutores Para o dimensionamento das calhas devemos adotar o condutor mais desfavorável (aquele que recebe maior contribuição de água).40 . podemos aumentar o nº de condutores ou adotar uma calha tipo coxo (a mais indicada para esses casos).38 .6.

1 . Os da extremidade têm uma área de contribuição de 25cm².5. Ex.4. Podem ser em laje (Figura 6.FORMAS DE TELHADOS 6.70 e 0.Neste caso podemos utilizar o de maior dimensão para todos 2 .42) ou em telhas vã (Figura 6.00m.40 a 1.Calha tipo coxo Podemos neste caso adotar a calha tipo platibanda corte 33 devido a melhor adaptação ao trabalho e ter uma contribuição de água relativamente pequena. ∅ 75 mm = 42cm² e ∅ 100 mm = 80cm² Exemplo: No caso anterior temos três condutores de cada lado do telhado. O do centro recebe a contribuição de 50m². um ∅ de 100 mm. A calha coxo recebe uma contribuição de água maior (105cm2) 6.Condutores: Para o caso de condutores podemos considerar a regra prática: Um cm² de área do condutor para cada m² de área de telhado a ser esgotado.2 .43).80m.Figura 6.Beirais: Beiral é a parte do telhado que avança além dos alinhamentos das paredes externas. o mais comum é 0.60.Devemos evitar colocar condutores inferiores a 75 mm. 6. adotando. Obs: 1 .41 . Podemos adotar um ∅ de 75 mm. portanto. geralmente tem uma largura variando entre 0.5 . 0. 138 .

Figura 6. 139 . Neste caso.2 .Platibanda: São peças executadas em alvenaria que escondem os telhados e podem eliminam os beirais ou não (Figura 6. sempre se coloca uma calha.44). rufos e pingadeiras.43 .5.Beiral em laje Figura 6.Beiral em telhas vã 6.42 .

Detalhe das platibandas 6.as águas-furtadas ou rincões são receptores de águas inclinadas. letra (B) . porém inclinados.Desenho das linhas de um telhado .a cumeeira é um divisor de águas horizontal e está representada na figura pela letra (A) .espigões .45). As principais linhas são: .45 .5.Linhas do telhado: Os telhados são constituídos por linhas (vincos) que lhes confere as diversas formas (Figura 6. também.3 . um divisor de águas. letra (C) 140 .cumeeiras .44 .Figura 6.águas-furtadas ou rincões Figura 6.os espigões são.

48 . temos um telhado com duas águas e.O telhado pode terminar em oitão (elevação externa de alvenaria no formato da caída do telhado) ou em água.47 .Telhados com uma água (Borges. ou um telhado de quatro águas. portanto dois oitões.Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6. portanto sem oitões.Tipos de telhados COM UMA ÁGUA: Figura 6.4 . 1972) 141 . Na figura 6.46.5.Telhados com duas águas (Borges.46 . Figura 6. 1972) COM DUAS ÁGUAS: Figura 6.

6 .Quando temos uma cumeeira em nível mais elevado da outra. geralmente na escala 1:100. 6. 1972) Obs: Sempre devemos adotar soluções simples para os telhados pela economia. e no encontro do espigão com a cumeeira mais baixa nasce uma água furtada. evitando muitas calhas que só trarão transtornos futuros. Ao projetarmos uma cobertura (Figura 6. pois a cobertura deverá ultrapassar as paredes.REGRA GERAL PARA DESENHO DAS LINHAS DO TELHADO O telhado é representado na mesma escala da planta.Telhados com três águas (Borges. Também é usual representá-lo na escala 1:200.As águas-furtadas são as bissetrizes do ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos internos. 1972) COM QUATRO ÁGUAS: Figura 6.49 . isto é. As águas do telhado ou os panos tem seu caimento ou inclinação de acordo com o tipo de telha utilizada.Os espigões são as bissetrizes do Ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos externos. no mínimo 0. Indicam-se por linhas interrompidas.COM TRÊS ÁGUAS: Figura 6. 2 . 4 . os contornos da construção.50 . 3 . formando os beirais ou platibanda que são representados por linhas cheias.As cumeeiras são sempre horizontais e geralmente ficam no centro. fazemos a união entre as duas com um espigão. devemos lembra-nos de algumas regras práticas: 1 . e facilidade de mão-de-obra.51).50m. 142 .Telhado com quatro águas (Borges.

053 1.8 – Fator de inclinação para os caimentos usuais % 10 15 20 25 30 33 35 40 fator 1.7 – CALCULO DAS TELHAS PARA COBERTURA PLANA Um método simples e prático para o calculo das telhas de um telhado plano pode ser realizado da seguinte maneira: • Calcular a área plana (incluindo o beiral) e multiplicar pelo fator de inclinação da Tabela 6.044 1. • Multiplicando a área inclinada pelo número de telhas por metro quadrado encontra-se a quantidade de telhas necessárias.8 determinando a área inclinada.005 1.011 1. • Acrescentar de 5 a 10% Tabela 6.031 1.Perspectiva das linhas de um telhado 6.Figura 6.51 .020 1.059 1.077 143 .

Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à cobertura. Instalar ganchos para fixação de cabos-guia para o engate do cinto de segurança. 144 .ANOTAÇÕES 1 – Noções de segurança: Evitar quedas de materiais e operários da borda das coberturas. Para que isso não ocorra devemos utilizar calhas de beiral (moldura). utilizando guarda-corpo com tela. 2 – Deve-se evitar sempre o caso de pano desaguando sobre pano.

145 . dado que a mão de obra era barata e o material abundante. Os primeiros edifícios empregavam esquadrias de madeira. • Nivelar e colocar no prumo os batentes.1 . Com a revolução industrial apareceram as esquadrias metálicas (ferro.C. Figura 7.ESQUADRIAS DE MADEIRA (CARPINTARIA) A madeira é um material bastante utilizado para a confecção das esquadrias como as portas. que é um acabamento colocado entre o batente e a alvenaria para esconder as falhas existentes entre eles (Figura 7.1.Componentes das portas de madeira.Portas Compõem-se de batente. • Especificar as ferragens adequadas para cada tipo de esquadria de madeira As esquadrias são componentes da edificação que asseguram a proteção quando a penetração de intrusos. onde será colocada a folha por meio de dobradiças. caixilhos etc. Com a sua evolução. • Especificar corretamente o tipo de fixação dos batentes nas alvenarias e/ou estruturas. 7. as esquadrias deixaram apenas de proteger e adquiriram também o lugar de decoração de fachadas. da luz natural e da água.1 .V. alumínio) as de P. 7. ferro fundido. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo ideal de esquadrias verificando as suas vantagens e desvantagens. janelas venezianas. A folha é a parte móvel que veda o vão deixado pelo batente e por fim a guarnição.ESQUADRIAS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.1).7 . que é a peça fixada na alvenaria.1 .

2) + a espessura do batente e + uma folga de acordo com o sistema de fixação. Estes vãos dependem do vão de luz ou vão livre da esquadria (Figura 7.Batente: Em geral é de peroba rosa. a menor largura no sentido horizontal e menor altura no sentido vertical (Figura 7.0 a 14. elevamos este nível em 1. Os batentes são assentados nos vãos deixados nas alvenarias.Vão livre ou vão de luz Os batentes devem ficar no prumo e em nível. canela. canafístula.3 . se tijolo inteiro 26.Para facilitar o assentamento.0m. Chamamos de vão livre ou vão de luz de um batente.a) .5cm e largura variando com o tipo de parede: se meio tijolo de 14. Para que isso ocorra.Devemos marcar inicialmente o nível do piso acabado próximo aos montantes. Caso venha desmontado a sua montagem deve ser executada por profissional competente (carpinteiro). angelim (comercial). Esta é à medida que aparece nos projetos. podendo ser também da mesma madeira da folha (especial). 2 .5cm. chamado batente duplo.2 .Detalhes da fixação dos batentes das portas 1 .4).0cm. 146 . Figura 7.2). que já devem vir montados para a obra. tem espessura em torno de 4. O batente é composto de dois montantes e uma travessa (Figura 7.3): Figura 7. podemos proceder da seguinte maneira (Figura 7.

coloca-se cunhas de madeira para o travamento do batente e posterior fixação.5). ou seja. Figura 7.4 . igualar a marca de lápis com a linha. 4 . 147 .08m da travessa para o "pé" do batente. (assim se garante o nível).5 em 0. 5 . espuma de poliuretano ou sobre contramarco. 6 . a alvenaria deve estar requadrada (no caso de alvenaria de vedação convencional).09 ou 2. parafusos.Depois de aprumado e nivelado. sem folga entre a alvenaria e o batente. 7 . portanto de 1 a 2 cm embutido no piso.Estica-se uma linha no referido nível. com lápis a medida de 1.08m. (este procedimento é feito para evitar o empenamento dos montantes).5m no mínimo de dois em dois para possibilitar que toda a largura do batente seja fixada. Utilizam-se parafusos com bucha dois a dois e de 50 em 50 cm ou em “zig e zag” espaçados em torno de 20 cm. Nestes casos o prumo e as dimensões são mais precisos (não se tem a necessidade do requadro) e também não é aconselhável a quebra da alvenaria ou do concreto para a fixação dos batentes (Figura 7. para dar melhor acabamento.Aprumar os dois montantes.3 . e. Os batentes são fixos nos vãos da alvenaria através de pregos.Marca-se nos montantes. ficando o vão da travessa até o piso acabado em 2. O chumbamento é realizado com uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 em aberturas previamente realizadas nas alvenarias e umedecidas (Figura 7.09 ou 1.4). Geralmente a fixação por parafusos é utilizado em alvenarias estruturais ou mesmo para fixar batentes em estruturas de concreto armado.Detalhes da fixação dos batentes por pregos Na fixação por parafusos. Na fixação com pregos se utiliza o prego 22 x 42 ou o 22 x 48 colocados de 0.No assentamento do batente.

Figura 7. E os batentes por parafusos no contramarco. é constituída pela utilização de travessa e montante de pequena espessura.6).0cm para possibilitar a colocação da espuma. em geral. Deixar secar por uma hora. requadrar primeiramente o vão da esquadria deixando uma folga aproximadamente de 1. fixado à alvenaria através de pregos ou parafusos. depois pode cortar para dar o acabamento final (Figura 7. 148 .Detalhes da fixação dos batentes por parafusos Na fixação dos batentes com espuma de poliuretano expansiva.Detalhes da fixação dos batentes por espuma de poliuretano A fixação por contramarco. A espuma poderá ser colocada em faixas de aproximadamente 30 cm.Para vedar os parafusos podemos utilizar cavilhas de madeira ou massa para calafetar (Figura 7.6 .5). em torno de todo o batente com o auxílio de um aplicador (pistola). em 6 pontos sucessivamente.5 . Figura 7. Não alisar a espuma.

Os montantes das folhas devem ter largura suficiente para proporcionar a fixação das dobradiças e fechaduras. envidraçadas etc. OBS. três dobradiças de 3"x 3 1/2" para as folhas compensadas e quatro dobradiças para as folhas maciças recebendo posteriormente a fechadura. Podem ser lisas. geralmente maciça. (para que a guarnição fique assentada corretamente) devemos realizar um rebaixo na mesma evitando assim que ela fique desalinhada com o revestimento e o batente. com almofadas. protegendo-os. As travessas das folhas devem ter largura suficiente para poder cortar sem aparecer o núcleo. pois os batentes somente serão colocados no final da obra. Para se verificar se a folha foi bem colocada. c) .7 . das avarias geralmente sofridas durante a execução dos serviços. b) . etc. ela deverá parar em qualquer posição que você deixá-la. (revestimentos. choques. Figura 7. A folha externa deverá ser mais reforçada e de melhor acabamento. Devemos utilizar a guarnição para dar arremate e esconder esse defeito (Figura 7. o acabamento nunca é perfeito. portanto. A guarnição é pregada com pregos sem cabeça 12x12.Guarnição: Na união do batente com a parede. O núcleo das folhas compensadas deve ser constituído por sarrafos ou colméias que formem poucos vazios.Folha: É a peça que será colocada no batente por intermédio de. Muitas vezes. Cuidado maior devemos ter nos ambientes providos de azulejos ou revestimentos cerâmicos. Alguns cuidados devemos ter na escolha das folhas compensadas como: Se ela vai ser pintada ou envernizada (a folha para verniz é de melhor acabamento).7). As folhas compensadas devem ser "encabeçadas" (acabamento dos montantes maciços) evitando assim a vista do topo da chapa compensada. no mínimo. abrasões.Este sistema é o ideal.Detalhe da fixação das guarnições 149 .

Ferragens: Além das dobradiças. com bom acabamento e sem deixar folgas quando as folhas estiverem fechadas.8): .8 .9).c) .Tipos de fechaduras para as portas As fechaduras devem ser colocadas sem danificar as folhas. Podem ser consideradas como um misto de porta e janela. mais modernamente em qualquer ambiente. Podendo ser de duas ou quatro folhas.p/ portas de correr Figura 7.de w.c.tipo gorge (porta interna) . 150 . 7. . envidraçada (caixilho) e externamente de venezianas (Figura 7. Porta. Compõem-se internamente por folhas de abrir ou de correr. porque permite a iluminação e a ventilação.2 .de cilindro (porta externa) . temos as fechaduras que podem ser (Figura 7.Porta Balcão São portas que comunicam dormitórios com o terraço ou sacada.1. porque permite comunicação entre dois ambientes e janela.

canafístula. devem ser completamente estanques à passagem da água. caso haja necessidade.9 . drenos nos perfis que compõe a travessa inferior. Uma vez instalada.1. portanto os materiais que as constituem deverão ser cuidadosamente escolhidos visando à manutenção. poderão ser projetadas de forma a promover isolamento sonoro do ruído externo.Figura 7. Nas janelas. As janelas. com dois montantes e duas travessas uma superior e outra inferior (Figura 7. ou ainda janelas com caixilhos e venezianas (ambientes íntimos).10). mesmo tendo aberturas para passagem do ar. de forma a permitir que a água escoe e seja lançada para o exterior. exceto nas varandas.3 . apenas de caixilhos (ambientes sociais). deverão ser previstos dispositivos que garantam a estanqueidade à água entre os perfis e partes fixas ou móveis. e as guarnições. angelim. 151 . Portando. são fixos às alvenarias da mesma forma dos batentes das portas. utilizando vidros duplos.Porta balcão 7.Batentes: Geralmente de peroba rosa. canela. a) . Os componentes mecânicos as folhas móveis bem como os dispositivos devem ser operados com o mínimo de esforço.Janelas As janelas sempre devem comunicar o meio interno com o externo. O modelo da esquadria deve ser adequado ao clima da região e os materiais que as compõe deverão ser de pouca absorção de calor. as janelas estarão sujeitas às condições ambientais. As janelas de madeira podem ser compostas por batentes.

e as palhetas que preenchem o quadro. As venezianas e os caixilhos de abrir são fixas por dobradiças (3"x3").Figura 7. de dois. Os caixilhos guilhotina são em nº.14). inferior e superior. cremona e vara.11).10 . Devemos tomar cuidados quando colocamos as janelas em paredes de um tijolo.Venezianas: Permite a ventilação mesmo quando fechada. ou venezianas de duas folhas. 152 . mas com venezianas de quatro folhas. serem de abrir ou correr. pivotante ou guilhotina. Na posição normal.12 e 7. mas com dobradiças especiais chamadas palmela. Para isso devemos utilizar janelas de batentes duplos ou ainda batente simples. Ou através de roldanas ou roletes nos caixilhos ou nas venezianas de correr (Figura 7. para que as venezianas possam abrir totalmente (Figura 7. não cabendo nesta apostila maior detalhe. Utilizam trilhos metálicos. utilizam duas dobradiças por folha (3"x3"). geralmente em nº de dois. fixas às paredes por carrancas (Figuras 7. Utilizam dois levantadores e duas borboletas para fixá-las na posição superior. de correr. Os caixilhos de abrir. dois roletes por folha móvel e trincos ou fechaduras. Quando fechadas.13 e 7. o inferior é o caixilho interno e o superior externo.Caixilhos: Podem ser de abrir. são trancadas por cremona. quando desejamos abri-la. que nesses casos são dois de correr e dois fixos. Cada folha de veneziana é composta de dois montantes e duas travessas: superior e inferior.15). Os de correr podem ser em nº de quatro. c) .Batentes das janelas b) . e quando abertas. quatro folhas ou mais. Os caixilhos basculantes já vêm montados de fábrica. basculantes. As venezianas podem ter duas folhas (mais comum).

a). Figura 7.1.12) ou de abrir (Figuras 7.Guarnições: Têm as mesmas funções e detalhes de fixação das colocadas nas portas.12 .Tipos de janelas de madeira.Figura 7.13).Janelas compostas apenas de caixilhos: Geralmente de correr (Figura 7. ou seja. 7.11 . áreas de serviço etc. nas áreas sociais. e basculantes nos WCs.Caixilho de correr 153 .4 . utilizadas nas salas.Detalhes da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo d . escritórios.

14 .16).Figura 7.Caixilho de abrir b) .Janelas venezianas e caixilhos: Podem ser compostas de: venezianas de abrir com caixilhos guilhotina (Figura 7.15) ou veneziana de abrir com caixilho de abrir (Figura 7.Venezianas de abrir com caixilhos guilhotina Figura 7.14). Figura 7.15 . veneziana de correr com caixilhos de correr (Figura 7.Venezianas de correr com caixilhos de correr 154 .13 .

Janela tipo Ideal 155 . As dimensões padronizadas são: altura livre: 1.20m (pode-se conseguir = 1.1. largura livre: 1.1.40m).1.1. Este movimento existe tanto para a parte das vidraças como para a parte das venezianas.17 .60m .00m .30m . o inferior desce.Janela tipo Ideal: Compõem-se normalmente de duas partes: vidraça e veneziana.1.1.16 .90m (cada corpo).10m . cada uma delas em dois painéis que são movimentados simultaneamente.00m .30m . sendo que enquanto o painel superior sobe.Figura 7. Figura 7.Venezianas de abrir com caixilhos de abrir c) .

I. T. Para a junção das diversas peças.ESQUADRIAS DE METAL (SERRALHERIA) Podem ser de ferro. maior durabilidade.Janela de enrolar Figura 7. L.17). portanto devem ser protegidas. rebites ou soldas. quadrados ou redondos.18 . a possibilidade de o ferro ser facilmente moldado. Descrevemos neste item as esquadrias de ferro. chatos. Depois.d) . utilizando peças perfiladas U. A principal vantagem das esquadrias de ferro é o custo baixo. O contato desses materiais com as esquadrias causa danos irreversíveis. com resíduos aquosos (infiltração de laje). não oxida.1 . não perde o brilho. com ácido muriático e fluorídrico (na limpeza de final de obra).Janela de enrolar 7. A desvantagem está no custo e no cuidado com a manipulação das esquadrias anodizadas na obra. são utilizados.2. A principal desvantagem é a rápida oxidação. Não podem ter contato com o reboco. utilizam-se grapas.Janelas: Podem ser:156 . chumbadas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 7. O alumínio se for anodizado.2 . em chapa etc. Podem ser também de alumínio. 7. não sofre alteração na estrutura e não necessita de pintura. e para sua fixação na alvenaria. apresenta muitas vantagens sobre o ferro.

Figura 7. Figura 7.19).Basculantes: Permitem a entrada de luz e ventilação.Fixas: São aquelas que só permitem a entrada de luz (Figura 7. A báscula é um painel de caixilho que gira em torno de um eixo horizontal. do mesmo caixilho. O conjunto de báscula.20). pode ser acionado por uma única alavanca (Figura 7.20 .Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos b) .a) .Detalhe do caixilho tipo basculante 157 . Só se justifica o seu emprego quando a ventilação for obtida por outra janela.19 .

grades de segurança. 0. 0. ganharam grande mercado atualmente.21 .Ferro T de contorno de parte fixa. a colocação do vidro.Matajuntas em ferro L com pingadeira. . dois caixilhos de correr e dois fixos.Geralmente o caixilho basculante é composto de uma parte fixa e outro móvel.21). O comprimento das básculas não deve ser superior a 1 metro. fácil colocação e por serem fabricadas em diversas dimensões. pelo seu baixo custo em relação a de madeira. sendo sua abertura para o exterior (figura 7.70x0. c) .60x0. Figura 7. simples ou em arabesco. 158 .60m. São fabricadas em chapas de ferro e perfis ou mesmo em alumínio. .50m.Vareta de alavanca. . Os caixilhos basculantes são compostos por: . devemos compor as básculas.Janelas Venezianas: As janelas do tipo veneziana. onde se colocam os vidros (Figura 7. . sob pena dela se enfraquecer.Maxim-air (Máximo-ar) e de empurrar: São as mais utilizadas nos dias de hoje. São compostas de duas venezianas de correr e duas venezianas fixas para o lado externo e internamente.22).Ferro L das básculas.Orelha de alavanca. Caso se deseje maior.Ferro L de contorno externo.Podem ser colocadas no caixilho fixo.70m etc. ficando no caixilho móvel.50x0.Caixilho máximo ar d) . 0. . Permite-nos uma maior área de ventilação e seus quadros são de grande tamanho.

Caixilho de correr g) . Podem também ser compostas com venezianas de chapa. (Figura 7.22 . cuja abertura se dá em torno de dobradiças. e bandeiras (basculantes ou não) (Figura 7.de correr: São compostas de folhas .Figura 7.Persianas de projeção: São fabricadas por indústrias especializadas em alumínio ou aço zincado. que deslizam lateralmente apoiadas sobre trilhos e que receberão os vidros. Figura 7.24) 159 . O fechamento se dará mediante a aplicação de cremona. São construídos de um quadro em ferro L munido de grapas e de folhas de abrir também em ferro L.23 . funcionando como uma porta.23). f) .Janela veneziana e) .de abrir: São compostas de folhas.

de correr: Assemelha-se ao caixilho de correr.10m. mesmo com a porta fechada. e os postigos são de abrir e desempenham o papel de permitir a ventilação do vão. 7. Acima de 1.de abrir: Podem ser de uma ou mais folhas. b) .10m devemos usar duas folhas. A grade poderá ter desenho variado. A principal vantagem das esquadrias de PVC é a grande resistência mecânica garantida pela alma de aço e pelos seus acessórios como roldanas.60m e máxima 1. Cada folha compõe-se de almofada e grade na parte externa e postigo na parte interna.2. as folhas deslizam suspensas por roldanas na parte superior e orientadas por um guia no piso.2 . A almofada é geralmente feita em chapa nº16. Cada folha deverá ter a largura mínima de 0.Figura 7. maçanetas etc.Venezianas de projeção 7.3 – ESQUADRIAS DE PVC As esquadrias de PVC cada vez mais vêm conquistando uma parcela do mercado da construção civil. a) . O postigo apenas ocupa a área da grade. No quadro do postigo é que se colocam os vidros.24 . para evitar peso excessivo nas dobradiças.Portas: São utilizadas basicamente para portas externas. 160 . cremonas.

Representação das portas em planta e vista 7.25 .26 .2 – Janelas Figura 7.4.REPRESENTAÇÃO DE PORTAS E JANELAS (GRÁFICAS) 7.4 .1 – Portas Figura 7.7.4.Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 161 .

27 .29 .28 .Figura 7.Representação dos caixilhos de empurrar e guilhotina Figura 7.Representação dos caixilhos de correr e de abrir Figura 7.Representação dos caixilhos pivotante 162 .

60 x 1.80 x 0.00 1.60 1.50 x 1.80 x 1.20 x 1.00 1.60 0.20 0.10 em madeira ou metal.00 x 0.50 x 1. os manuais técnicos.00 x 1.20 x 1. Havendo necessidade de utilizar as esquadrias de alumínio ou PVC.70 x 0.00 1.60 x 0.60 x 1.20 x 1.60 1.20 c) Vitrô de Correr com bandeira basculante) 1.00 x 1.00 x 1.50 x 1.20 2.80 x 2.00 1.20 2.00 1.80 1.00 2.50 0.20 1.60 x 1.70 0.Janelas: Tabela 7..1 .60 1.00 x 1.50 0.Dimensões das portas 0.20 1.50 x 0.00 x 1.10 0.70 x 2.1 .00 x 1.20 x 0.80 1.20 1.40 x 0.5.:As esquadrias de alumínio e de PVC não serão descritas nesta apostila.60 x 0. para dirimir possíveis dúvidas.60 2.00 0.90 x 2.00 1.20 x 1.20 x 0.00 1.20 1.60 x 0.60 x 2.20 1.2 .00 0. devido ao fato de serem industrializadas e portanto.00 x 0. 7.10 0.00 1.20 2.80 x 1.50 x 1.00 x 0.20 1.10 0.40 x 1.Figura 7.00 x 0.20 2.20 x 1.40 x 1.50 0.20 x 1.00 x 1.Representação dos caixilhos tipo Ideal OBS.00 x 2.60 0.80 1.00 x 1.20 2.5 – ALGUMAS DIMENSÕES (COMERCIAIS) 7.20 x 1.50 x 0.00 1.2 . acessórios.80 0.20 2.Portas: Tabela 7.20 163 .10 1.00 1.00 1. 7.00 1. etc.20 x 2.80 x 1. solicitar ao fabricante desejado.20 b) Basculante 0.00 x 0.70 x 0.00 x 1.00 x 1.00 2.5.50 x 0.50 e) Vitrô redondo ∅ 60 ∅ 80 c) Vitrô de Correr (com bandeira fixa) 1.40 0.60 1.50 x 1.80 x 1.20 1. fixação.60 x 0.20 x 1.00 x 1.30 .Dimensões das janelas a) Venezianas 1.80 x 1. de perfis.10 1. catálogos ou ainda a visita de um técnico especializado.40 0.20 1.20 x 1. cada indústria detém um sistema.50 x 1.20 1.00 2.80 0.00 x 1.40 x 1.80 x 0.50 x 1.20 1..20 1.80 2.

Desvantagens 1) Vão para ventilação quando aberta totalmente é 50% do vão da janela. 3) Boa estanqueidade. mesmo com chuva sem vento. 2) Dificulta a utilização de telas e/ou grades e/ou persianas. PIVOTANTE VERTICAL (*) BASCULANTE 1) Facilidade de limpeza na face externa. 3) Fácil limpeza. mesmo com chuva 1) Não libera o vão para passagem sem vento. 3) Vedações necessárias nas juntas abertas. 1) Caso as janelas tenham sistemas de contrapeso ou de balanceamento. 1) Janela que permite ventilação constante. caso tenha panos fixos. 2) Libera completamente o vão na abertura máxima. 4) Possibilita a movimentação de ar em todo o ambiente. permite abertura a qualquer ângulo para ventilação. 164 . 2) Possibilidade de abertura até 90° (horizontal) devido aos braços de articulação apropriados. 5) Impossibilidade de abertura para ventilação com chuva oblíqua. 4) Possibilita a movimentação de ar em todos os ambiente. TOMBAR 1) Não libera o vão. o que permite o controle da ventilação.Características dos diversos tipos de janelas Tipos CORRER Vantagens 1) Simplicidade de manobra. pivôs com ajuste de freio. 2) As desvantagens já citadas das janelas de correr.COMO ESCOLHER UMA ESQUADRIA: Tabela 7. 3) Fácil limpeza na face externa. caso contrário as folhas devem ser retentores no percurso das guias nos montantes do marco 1) Não ocupa espaço interno 2) Possibilita ventilação nas áreas inferiores do ambiente. 1) Dificuldade de limpeza na face externa. 1) Ventilação boa principalmente na parte superior. 1) Todas as vantagens da janela do tipo projetante. 2) Dificuldade de limpeza na face externa.3 . áreas próximas a ela.7. mesmo com chuva sem vento. pois a pressão do vento sobre a folha ajuda esta condição. 3) Libera parcialmente o vão. 2) Dificuldade de limpeza na parte externa. (*) O eixo pivotante pode ser localizado no meio do plano da folha ou mais próximo de uma de suas bordas. 1) Ocupa espaço caso as folhas abram para dentro. ABRIR folha dupla ABRIR folha simples PIVOTANTE HORIZONTAL (REVERSÍVEL) (1) 1) Facilidade de limpeza na face externa. 2) Pequena projeção para ambos os lados não prejudicando as 2) Reduzida estanqueidade. 2) Não é possível regular a ventilação 3) As folhas se fixam apenas na posição de máxima abertura ou no fechamento total. 1) Dificuldade de utilização de telas e/ou grades 2) Abertura de grandes dimensões com um único e/ou persianas.6 . tanto na parte superior com na parte inferior. 1) Boa estanqueidade ao ar e à água. 3) Quando utiliza pivôs com ajuste de freio. 2) Não permite o uso de grades e/ou telas na parte externa. 4) Permite telas e/ou grades e/ou persianas quando as folhas abrem para dentro. a quebra dos cabos ou a regulagem do balanceamento constitui problemas. 1) As mesmas vantagens da janela tipo de correr caso as folhas tenham sistema de contrapeso ou sejam balanceadas. 2) Ocupa espaço interno caso o eixo seja no 3) Abertura em qualquer ângulo quando utiliza centro da folha. 2) Ocupa pouco espaço na área de utilização. 3) Não acupa áreas internas ou externas (possibilidade de grades e ou telas no vão total). 2) Facilidade de comando a distância. mesmo com chuva sem vento. na totalidade do vão. vidro. 1) No caso de grandes vão necessita-se de uso de fechos perimétricos. 2) Ventilação regulada conforme abertura das folhas. total. 4) Dificultam a colocação de tela e/ou grade e/ou persianas se as folhas abrirem para fora . 3) A abertura na parte superior facilita a limpeza e melhora a ventilação. GUILHOTINA PROJETANTE PROJETANTE DESLIZANTE 1) Todas as desvantagens da janela tipo projetante quando não utiliza braço de articulação de abertura até 90° .

ANOTAÇÕES 1 . 6 – A qualidade de uma esquadria e seu funcionamento perfeito depende de uma colocação bem ajustada e da utilização cuidadosa das feramentas. devemos aplicar produtos de conservação da madeira para protegê-la do intemperismo. 3 . evitando danificar a madeira durante o ajuste. nos dois lados. tampar o furo dos parafusos com cavilhas de madeira.Nos batentes fixos por parafusos. 4 – Quando a esquadria de madeira é recebida na obra não deve apresentar desvios dimensionais além dos limites tolerados e muito menos teor de umidade acima do especificado. 2 . 5 – Após a entrega da esquadria de madeira e antes de sua colocação. 165 . para criar a rosca na madeira.Aprumar os dois montantes.Na fixação das dobradiças os parafusos não devem ser martelados e sim aparafusados.

cerâmicas. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Analisar o tipo de revestimento que mais se enquadra para uma determinada superfície. fuligem. 166 . remoção das incrustações. TETOS. substâncias gordurosas. eliminação das irregularidades superiores. texturas entre outros. como: pó. impermeabilizar. esgoto e gás deverão ser ensaiados sob pressão recomendada para cada caso antes do início dos serviços de revestimento. pontas metálicas e preenchimento de furos bem como aumentar a rugosidade para garantir boa aderência.REVESTIMENTO DAS PAREDES. Portanto os revestimentos são executados para proporcionar maior resistência ao choque ou abrasão (resistência mecânica). A limpeza da base deve ser feita com uma escova de aço. pedras decorativas. barro. todos os dutos e redes de água.8 . óleos desmoldantes nas estruturas e fungos. • Executar corretamente os diversos tipos de revestimentos. • Especificar a regularização adequada para um determinado piso. Essa adequação esta relacionada com a limpeza da estrutura e da alvenaria. eflorescências ou outros materiais soltos.1. • Executar corretamente os pisos de concreto armado O revestimento é a fase da obra em que se faz a regularização das superfícies verticais (paredes) e horizontais (pisos e tetos). tetos e muros com argamassa convencional. lavagem ou jateamento de areia.1 Na vertical A preparação do substrato (base) consiste em adequar a alvenaria para o recebimento da argamassa. ela deve estar sempre isenta de poeira. Portanto devemos preparar o substrato. Os revestimentos podem ser divididos em: argamassados e os não argamassados o que consiste em revestir as paredes. Precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência da argamassa de revestimento. graxas. Quando se pretende revestir uma superfície. • Executar corretamente o assentamento dos pisos. 8. MUROS E PISOS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.1 – PREPARO DOS SUBSTRATOS 8. com gesso. essa limpeza visa eliminar elementos que podem prejudicar a aderência da argamassa. tornar as superfícies mais higiênicas (laváveis) ou ainda aumentar as qualidades de isolamento térmico e acústico. • Especificar corretamente o tempo de cura de cada revestimento.

O chapisco rolado pode ser aplicado tanto na estrutura como na alvenaria utilizando. além da remoção de incrustações metálicas e de arames devem ser realizados.1a).25 kg m² : areia = 0. Consumo de materiais por cimento = 2.0053m³ Deve ser lançado sobre o paramento previamente umedecido em uma única camada de argamassa pelo sistema convencional. devido a sua superfície porosa. e as estruturas de concreto devem ser previamente preparados mediante a aplicação de 167 . aplica-se o chapisco. a fim de facilitar o revestimento posterior.1c) (CEOTTO et al. um rolo de espuma (Figura 8. Na estrutura de concreto armado aplica-se o chapisco para concreto com desempenadeira dentada devendo o mesmo ser acrescido de adesivo para argamassa (Figura 8. A Figura 8. desempenado ou rolado. 2005) Os tetos. Na alvenaria aplica-se o chapisco bem distribuído e fechado (convencional) aplicado com colher de pedreiro ou mecânicamente. (a) Convencional (b) Desempenado (c) Rolado Figura 8.A eliminação das irregularidades superiores como rebarba de concretagem e excesso de argamassa nas juntas.1 – Diversas formas de aplicação do chapisco (CEOTTO. independentemente das características de seus materiais. Pode ser acrescido de adesivo para argamassa. Deve-se também corrigir imperfeições da base preenchendo furos e elementos de alvenaria quebrados.1 ilustra as diversas maneiras de se aplicar o chapisco. pedra ou concreto. no mínimo 03 dias antes da aplicação do emboço (Figura 8. E no caso de superfícies lisas. O chapisco deve ser executado usando materiais e técnicas apropriadas para melhorar as condições de aderência da camada do revestimento à base ou substrato. 2005). pouco absorventes ou com absorção heterogênea de água. criando uma superfície de rugosidade adequada e regularizando a capacidade de absorção inicial da base (FRANCO & CANDIA. 1998b). dando maior pega. O chapisco é uma argamassa de cimento e areia média ou grossa sem peneirar no traço 1:3.1b). É um revestimento rústico empregado nos paramentos lisos de alvenaria.

ou uma argamassa de regularização. a) . nivelando e apiloado. respectivamente. pois o terreno nunca estará completamente plano e em nível. Este chapisco deverá ser acrescido de adesivo para argamassa a fim de garantir a sua aderência Portanto a camada de chapisco deve ser uniforme. Para termos uma superfície acabada de concreto plana e nivelada devemos proceder da seguinte forma (Figura 8. A espessura mínima do contrapiso deverá ser de 5 cm.2): 1º-determinamos o nível do piso acabado em vários pontos do ambiente. 4º-entre os tacos fazemos as guias em concreto. 8.. Para aplicarmos o concreto devemos preparar o terreno. convém armar o concreto e nesses casos o concreto é mais resistente (concreto estrutural). A cura do chapisco se dá após 3 dias após a sua aplicação.Lastro Os lastros mais comuns são executados com concreto não estrutural no traço 1:4:8. 3º-colocar tacos cujo nivelamento é obtido com o auxílio de linha. Quando não se puder confiar num aterro recente. não podemos fazêlo diretamente sobre o solo ou sobre as lajes ( exceto as lajes de nível zero).0 cm. base ou lastro. podendo chegar até a ±10.2 Na horizontal Todas as vezes que vamos aplicar qualquer tipo de piso. nos locais de passagem de veículos o lastro deverá ser no mínimo 7. podendo atingir até ± 8 cm.1. que se faz utilizando o nível de mangueira. 168 . podendo assim executar o emboço. em camadas de 20 cm apiloadas. ficando claro que o apiloamento não tem a finalidade de aumentar a resistência do solo mais sim uniformizá-lo. podendo usar o traço 1:2. apoiadas nas guias se retira o excesso de concreto. cimento cola ou cola. Devemos executar uma camada de preparação em concreto magro. devemos executá-lo com cuidados especiais. Em residências. 1:3:5 ou 1:3:6. 5:4. que chamamos de contrapiso.0 cm.chapisco.00m. Quando se tem um aterro e este for maior que 1. com pequena espessura e acabamento áspero. 5º-entre duas guias consecutivas será preenchido com concreto e passando a régua. 2º-descontar a espessura do piso e da argamassa de assentamento ou regularização.

b) . deverá ser feito um tratamento impermeável para que o piso não sofra danos na fixação (desprendimento do piso). promovendo assim as caídas. Utilizamos a argamassa de regularização quando os pisos forem assentados com cola. apenas devemos variar as alturas das taliscas. como veremos na descrição de cada piso.0cm. que em certos casos poderá ser a própria argamassa de assentamento. devemos realizar uma argamassa de regularização.2 . Devemos ter cuidado quanto à umidade no contrapiso. seja ele natural. Caso haja umidade. quando as mesmas não forem executadas com nível zero. etc. Para o piso com pouca caída é aconselhável que a caída seja dada na argamassa de assentamento ou na de regularização.Argamassa de Regularização Nos pavimentos superiores (sobre as lajes). 169 .0cm. no acabamento (aparecimento de manchas) e na estrutura do piso (empenamento. Esse tratamento consiste em colocar aditivo impermeabilizante no concreto do contrapiso ou na argamassa de assentamento ou ainda a colocação de lona plástica sob o contrapiso. pois o piso é assentado com a argamassa ainda fresca e a mesma perde volume comprometendo a planicidade do piso. Para cada tipo de piso existe um tipo mais indicado de traço de argamassa de regularização. E utilizamos argamassa de assentamento para regularizar. pois prejudica todo e qualquer tipo de piso.Figura 8. cimento cola ou ainda quando a espessura da argamassa de assentamento exceder a 3.). quando os pisos forem assentados pelo sistema convencional. Neste caso a espessura da argamassa de assentamento não deve exceder a 3.Procedimento para nivelar sub-base do lastro Obs: Para o piso com grande caída o procedimento é o mesmo. cerâmico ou sintético.

ideal para receber gesso. 8. Os revestimentos internos e externos devem ser constituídos por uma camada ou camadas superpostas. O revestimento é iniciado de cima para baixo. 170 . preferencialmente. ideal para receber o revestimento final (reboco). Por outro lado. sendo maior na primeira camada. de preferência a areia média. ser decrescente. As superfícies precisam estar perfeitamente desempenadas. em contato com a base. conseguiram ter sua resistência aumentada e a aderência às bases melhoradas. O consumo de cimento deve. A partir da invenção do cimento Portland as argamassas sofreram uma evolução.1 Na vertical a) . principalmente para as argamassas industrializadas. sarrafeado e desempenado. A superfície deve estar previamente molhada. Os revestimentos externos devem. pois a massa escorre pela parede. Normalmente o emboço trabalha como base para o reboco. devendo promover a boa ancoragem com eles e possuir uniformidade de absorção para que haja boa aderência entre as camadas. cal e areia nas proporções indicadas na Tabela 8. Para garantir uma boa aderência entre os demais revestimentos o acabamento superficial do emboço pode ser executado do seguinte maneira: • • • sarrafeado. se lançarmos a argamassa sobre a base.1. massa corrida. por tijolos cerâmicos assentados e revestidos com argamassa de cal e areia. massa corrida.2 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS TRADICIONAIS Os revestimentos argamassados são tecnologias construtivas que remontam seu uso desde a Idade Média. conforme a superfície a ser aplicada. completamente seca. A areia empregada é a média ou grossa.8. ou seja. pastilha. De preferência devem ser preparadas por processo mecanizado. azulejo. além disso. A umidade não pode ser excessiva. sarrafeado. e eram construídas. gesso etc. bem como apresentar boa aderência entre as camadas e com a base. Podem ser preparadas manualmente de acordo com a NBR 7200/98. resistir à ação de variação de temperatura e umidade. prumadas ou niveladas e com textura uniforme. na sua grande maioria.. Nesta época as alvenarias eram utilizadas como vedação e como estrutura. já nas primeiras idades. desempenado e feltrado (uma mão de massa ou massa única ) para receber a pintura. do telhado para as fundações. esta absorverá a água existente na argamassa e da mesma forma se desprenderá. O emboço é uma argamassa mista de cimento.2. etc. Com a adição do cimento. azulejo.Emboço A argamassa utilizada para a regularização dos diversos substratos é chamada de emboço ou massa única ou ainda emboço paulista. contínuas e uniformes.

0 8.no caso de execução de acabamento tipo barra lisa - Superfícies externas e internas - 1.0 11.0 11.0 3.0 a 4.0 1. Recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante Paredes Superfícies externas em contato com o solo. Nas paredes externas. com saliências e reentrâncias que aumentam essa espessura.1) Assentamento da Taliscas (tacos ou calços) As taliscas são pequenos tacos de madeira ou cerâmicos.0 1. na interna.0 a 10.5 8. pois o seu excesso.0 2.0 2. com argamassas mistas de cimento e cal.0 11.4). Para conseguirmos uma uniformidade do emboço e tirar todos os defeitos da parede.5 1.0 a 10.5 1.0 3. acima do nível do terreno. corre o risco de desprender.0 (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água.0 OBS.0 1.0 3.0 1. O emboço deve ter uma espessura média de 1.0 a 12.Tabela 8.0 Pasta(1) de cal 1.0 2.0 11. resultando um painel de alvenaria.0 a 12.0 a 4.0 1.0 1. além do consumo inútil.0 11.0 a 12.0 a 3.0 a 12. o emboço é executado com argamassa de cimento e recomenda-se a incorporação de aditivos impermeabilizantes.0 cal hidratada 2.5 2. Infelizmente esta espessura não é uniforme porque os tijolos têm diferenças de medidas. que assentados com a própria argamassa do emboço nos fornecem o nível (Figuras 8. As irregularidades da alvenaria são mais freqüentes na face não aparelhada das paredes de um tijolo.0 2.0 a 10.5 a 3.0 1.5 2.3 e 8.0 9.0 1. (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5% Portanto.0 3.0 1. Para isso devemos fazer: a. ou preferivelmente.5 Areia (2) 8.0 a 10.0 11.0 1.0 8. 171 .5 2.0 a 12.1 -Traço do emboço para as diversas bases BASES Tipo MATERIAIS Localização Superfícies externas acima do nível do terreno cimento 1. com argamassa de cal. depois de seca. devemos seguir com bastante rigor ao prumo e ao alinhamento.0 .0 1. deve ser executado com argamassa de cimento e cal.0 a 10.0 1.0 3.0 1. No caso de tetos. mista de cimento e cal.5cm. principalmente o interno.0 a 12. Superfícies internas Tetos (laje de concreto maciço ou laje mista) 1.0 1. em contacto com o solo.0 a 10. o emboço de superfície externa.0 8.

172 . com o auxílio de fio de prumo. é preciso fixar uma linha na sua parte superior e ao longo de seu comprimento. ou cacos cerâmicos) devem ser assentadas com argamassa mista de cimento e cal para emboço. com a superfície superior faceando a linha (Figura 8.3). As taliscas (calços de madeira de aproximadamente 1x5x12cm. Devemos ter o cuidado para que os batentes não fiquem salientes em relação aos revestimentos. A distância entre a linha e a superfície da parede deve ser na ordem de 1.Assentamento das taliscas superiores nas paredes A partir da sua disposição na parte superior da parede. favorecendo a sua aplicação.5cm.3 . e nem tampouco os revestimentos salientes em relação aos batentes e sim faceando. pois os mesmos podem regular a espessura do emboço.4). recomenda-se a colocação das taliscas intermediárias em distâncias de 1. devem ser assentadas outras na parte inferior (a 30cm de piso) e as intermediárias (Figura 8. Figura 8. para poder utilizar réguas de até 2.No caso de paredes. Sob esta linha.5m a 2m entre si. É importante verificar o nível dos batentes.0m de comprimento. quando forem colocadas as taliscas.

Figura 8.4 - Assentamento das taliscas inferiores nas paredes

No caso dos tetos, é necessário que as taliscas sejam assentadas empregando-se régua e nível de bolha ao invés de fio de prumo. Ou através do nível referência do piso acabado, acrescentando uma medida que complete o pé direito do ambiente (Figura 8.5).

1.00 m

X

nível do piso acabado

Figura 8.5 - Detalhe da colocação das taliscas nos tetos utilizando o nível referencial.

173

1.00 m

X

a.2) Guias ou Mestras São constituídas por faixas de argamassa, em toda a altura da parede (ou largura do teto) e são executadas na superfície ao longo de cada fila de taliscas já umedecidas. A argamassa mista, depois de lançada, deve ser comprimida com a colher de pedreiro e, em seguida, sarrafeada, apoiando-se a régua nas taliscas superiores e inferiores ou intermediárias (Figura 8.5). Em seguida, as taliscas devem ser removidas e os vazios preenchidos com argamassa e a superfície regularizada. O sarrafeamento do emboço pode ser efetuado com régua apoiada sobre as guias. A régua deve sempre ser movimentada da direita para a esquerda e viceversa (Figura 8.6).

Figura 8.6 - Detalhe da execução das guias e do emboço

Nos dias muito quentes, recomenda-se que os revestimentos, principalmente aqueles diretamente expostos a radiação solar, seja mantidos úmidos durante pelo 174

menos 48 horas após a aplicação. Pode ser efetuado, por aspersão de água três vezes ao dia. O período de cura do emboço, antes da aplicação de qualquer revestimento, deve ser igual ou maior há sete dias. b) - Reboco Atualmente pouco utilizado o reboco é iniciado somente após a colocação de peitoris, tubulações de elétrica etc. e antes da colocação das guarnições e rodapés. A superfície a ser revestida com reboco deve estar adequadamente áspera, absorvente, limpa e também umedecida. O reboco é aplicado sobre a base, com desempenadeira de madeira e deverá ter uma espessura de 2 mm até 5 mm. Em paredes, a aplicação deve ser efetuada de baixo para cima, a superfície deve ser regularizada e o desempenamento feito com a superfície ligeiramente umedecida através de aspersão de água com brocha e com movimentos circulares. O acabamento final é efetuado utilizando uma desempenadeira com espuma (Figura 8.7). É extremamente importante, antes de aplicar o reboco, que o mesmo seja preparado com antecedência dando tempo para a massa descansar. Esse procedimento é chamado de "curtir" a massa e tem a finalidade de garantir que a cal fique totalmente hidratada, não oferecendo assim danos ao revestimento.

Figura 8.7 - Detalhe da aplicação do reboco

O reboco é constituído, mais comumente, de argamassa de cal e areia no traço 1:2, ou como apresentado na Tabela 8.2:

175

Tabela 8.2 - Traços do reboco BASES MATERIAIS
Tipo Localização Superfícies externas acima do nível do terreno Superfícies externas em contato com o solo. cimento 1,0 cal hidratada 1,0 Pasta(1) de cal 1,0 Areia (2) 2,0 a 3,5 1,5 a 3,0 3,0 a 4,0 OBS. recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante

Paredes

Superfícies internas inclusive paredes de banheiros, cozinhas, lavanderias e ixeiras, acima de 1,60m de altura.

-

1,0 -

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Superfícies internas 1,0 de paredes de banhei ros, cozinhas, lavanderias e lixeiras, até 1,60m de altura Tetos Superfícies externas 1,0 e internas (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5%.

-

3,0 a 4,0

no caso de pintura da superfície revestida com tinta à base de resina epóxi, borracha clorada, etc...

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Podemos utilizar argamassas pré-fabricadas, para reboco, que precisam ser fornecidas perfeitamente homogeneizadas, a granel ou em sacos. Cada saco deve trazer bem visíveis, as indicações de peso líquido, traço, natureza do produto e a marca do seu fabricante. Outros materiais aglomerantes e agregados podem ser empregados, como as massa finas acondicionada em sacos de aproximadamente15kg, que são misturados na obra com a cal desde que satisfaçam à especificações necessárias de uso. Em condições normais é um pouco mais dispendioso do que a argamassa preparada na obra, mas quando não se tem espaço suficiente para peneirar, secar e "curtir", a massa é vantajosa. c) – Chapisco para acabamento O chapisco pode ser aplicado como revestimento rústico, para acabamento externo, podendo ser executado com vassoura ou peneira para salpicar a superfície. Neste caso, é aplicado sobre o emboço podendo ser aplicado mais de uma camada, de modo a cobrir o substrato. As peneiras utilizadas na construção civil são as mesmas da agricultura e são denominadas peneiras de fubá, arroz, feijão, café etc. Para um acabamento mais fino se utiliza a peneira de arroz, para um acabamento mais rústico a de feijão. A função da peneira na aplicação do chapisco é para uniformizar a textura do 176

chapisco, pois somente vão passar pela malha da peneira as dimensões dos grãos inferiores ao da malha, os maiores são separados. 8.2.2 Na horizontal a) - Cimentados O piso cimentado é executado com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, com espessura entre 2,0 a 2,5cm e nunca inferior a 1,0cm. Podemos utilizar o cimento Portland comum ou o cimento Portland branco e ainda acrescentar no cimento branco corantes. * Se desejamos um acabamento liso devemos polvilhar cimento em pó e alisar com a colher de pedreiro ou desempenadeira de aço (massa queimada). * Se desejamos um acabamento áspero, usamos apenas desempenadeira de madeira, ou texturado (vassoura, roletes etc...) a

Quando o cimentado for aplicado em superfícies muito extensas, devemos dividi-las em painéis de 2,0x2,0m, com juntas de dilatação (junta seca) que podem ser executadas durante a aplicação ou depois da cura (junta serrada). A cura será efetuada pela conservação da superfície levemente molhada, coberta com sacos de estopa ou mantas, durante no mínimo 7 dias. Obs.: A utilização de mantas é muito utilizada nos dias de hoje, mas devemos ter o cuidado de mante-las sempre molhadas, para evitar que as mesmas absorvam a água do piso fazendo o efeito contrário. b) - Granilite Granilite ou marmorite, é um piso rígido polido, com juntas plásticas de dilatação, moldado in loco, ele é constituído de cimento e mármore, granito ou quartzo triturado. A cor varia de acordo com a granilha e o corante que são colocados na sua composição ( se for utilizado cimento branco). b.1) - Regularização de base para granilite É feita com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, não devendo ser alisada com a colher de pedreiro mais sim desempenada, para ficar com uma superfície áspera onde o granilite irá aderir com maior intensidade. b.2) - Pasta de granilite É constituída de uma argamassa composta de pequena carga de pedra (granito, mármores ou quartzo, cimento e corantes. O cimento poderá ser comum ou branco, a espessura é de 12 a 15 mm. 177

Assim como o cimentado, o granilite também precisa da ajuda das juntas de dilatação para não sofrer retração. Portanto a sua aplicação deve ser precedida da colocação das juntas de dilatação constituídas por tiras de plástico fixadas no contrapiso com nata de cimento. A argamassa de granilite é aplicada no contrapiso com colher de pedreiro e regularizada com régua de alumínio. b.3) – Polimento Após dois dias da colocação do granilite, a argamassa já está apta para receber o primeiro polimento. O polimento é executado com máquina com emprego de água e abrasivos de granulação 40, 80 e 160 progressivamente. Após o primeiro polimento, as superfícies serão estucadas com mistura de cimento comum ou branco e corante (para tirar pequenas falhas). O polimento final será a máquina com emprego de água e abrasivos nº 220. Os rodapés, peitoris etc. são polidos a seco com máquina elétrica portátil. As juntas de dilatação devem formar quadros de no máximo 1,50 x 1,50m. 8.3 – REVESTIMENTOS NÃO ARGAMASSADOS São os revestimentos, constituídos por outros elementos naturais ou artificiais (gesso, cerâmicas, pedras, madeiras, pastilhas, piso vinílico, piso de borracha etc.), assentados sobre emboço ou base regularizada (para pisos) através de argamassa colante, cola, argamassa de assentamento ou outras estruturas de fixação. São utilizados nos revestimentos de paredes e pisos. 8.3.1 – GESSO O gesso é um dos materiais mais consumidos no mundo. Extraído de minas subterrâneas e de minas ao céu aberto, como é o caso brasileiro, o gesso já serviu como massa de assentamento nas pirâmides egípcias bem como os gregos e os romanos o utilizaram para decoração. Hoje, os processos industriais nos permitem ter acesso a uma grande gama de produtos de gesso. Suas propriedades de isolamento térmico e acústico além das riquezas das formas que pode se criar com o pó de gesso o tornaram essencial para arquitetos e engenheiros. O gesso em pó é empregado em grande quantidade na construção, misturando com água proporciona um revestimento eficaz, estético e bom acabamento para paredes interna e tetos (SINDUSGESSO, 2006). A crescente utilização de revestimentos de gesso nas edificações contribuiu para uma boa alternativa e muitas vezes econômica. O revestimento de gesso pode ser aplicado em diversas bases, mas deve-se garantir a aderência e uma espessura ideal. A espessura do revestimento de gesso em geral depende da base, mas tecnicamente se recomenda a espessura de 5 ± 2mm (Revista Téchne, 1996)

178

Para a aplicação do revestimento de gesso deve-se observar o prazo mínimo de 30 dias sobre as bases revestidas com argamassa, e de concreto estrutural; e de no mínimo 14 dias para as alvenarias. a)- Preparo do substrato A superfície a ser revestida deve estar sempre isenta de poeira, umidade, substâncias gordurosas, eflorescências ou outros materiais soltos. A superfície precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência. Inicialmente deve-se verificar a falta de prumo, nível e planeza das bases conforme limites constantes na Norma 02.102.17-006/95 (Tabela 8.3).
Tabela 8.3 - Desvios máximos de prumo, nível e planeza (ABNT,1995)

Desvio do prumo ≤ H/900

Desvio de nível ≤ L/900

H = Altura da parede em metros L = Maior vão do teto

Planeza • Irregularidades graduais: ≤ 3mm, em régua de 2,0m • Irregularidades abruptas: ≤ 2mm, em régua de 20cm

Caso a base não atenda os limites da Tabela 8.3 deve-se retificar o plano da base utilizando-se um emboço. Pontas de ferro, resíduos de fôrmas, rebarbas de concreto ou argamassa, devem ser removidos. O revestimento de gesso propicia a corrosão de peças metálicas comum, pois é alcalina e pode apassivar o aço, portanto deve-se tratar os componentes metálicos ou protegê-los. As alvenaria que deverão receber o revestimento de gesso não deverão ser umedecidas, pois podem movimentar causando fissuras no revestimento. Se necessário somente os revestimentos de argamassa devem ser umedecidos pelas suas características de absorção ou de secagem da pasta.(De Milito, 2001) b)- Preparo da pasta O gesso (CaSO4) é preparado em pasta, e devido a pega rápida o volume preparado para cada vez é em geral na ordem de um saco comercial (40kg) o que equivale a 45 litros. A quantidade de água deverá ser entre 60% a 80% da massa do gesso seco dependendo da finura. A mistura é feita manualmente polvilhando o gesso sobre a água para que todo o pó seja disperso e molhado, evitando a formação de grumos. Depois de concluído o polvilhamento do gesso sobre a água, esperar cerca de 10 min. Para que as partículas absorvam água, e a suspensão passe do estado líquido a um estado fluído consistente. Com a colher de pedreiro agitar parte da 179

Para aplicar a pintura. aplicando a pasta de gesso em faixas perpendiculares às primeiras (camadas cruzadas). Após a conclusão dos serviços para verificar a planeza do revestimento como um todo. Desempenadeira de aço. e antes que a pega esteja muito avançada. raspagens e a camada final de acabamento. avaliação da aderência do revestimento. para o repouso final da pasta e até que adquira consistência adequada para ser aplicada com boa aderência e sem escorrer sobre a base. As ferramentas e acessórios utilizados na execução de revestimento de gesso são: 1. avaliação da aderência da pintura. A espessura da pasta é de 1 mm a 3 mm podendo chegar no máximo a 7 mm.25 x 0. avaliação da dureza. Desempenadeira em chapa de PVC com dimensões aproximadas de 0.0 m de comprimento. pois o gesso endurecido desidrata lentamente com o calor (HINCAPIE et al. Caso necessário pode-se executar ensaios especiais como: medição da espessura. ficando o acabamento final liso e brilhante.Aplicação.0 mm. Régua de alumínio com 2. executa-se uma inspeção visual utilizando uma régua de alumínio de 2.pasta ( aquela que vai ser utilizada inicialmente) e aguardar cerca de 5 min. 5. 2.0 m. falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm. 3. Para pontos localizados. Com a régua de alumínio. Caixotes para o preparo da pasta com volume interno superior a 100 litros (denominadas masseiras). o revestimento não poderá apresentar desvio superior a 3 mm.60 m e espessura de 4. 1996a). Colher de pedreiro. Neste caso. Para a execução de uma camada de espalhamento divide-se o substrato em faixas de espalhamento com aproximadamente a mesma largura da desempenadeira de PVC. Terminada a camada de revestimento. Cada faixa é iniciada com uma pequena sobreposição à precedente. aplicada sobre o revestimento em qualquer direção. o gesseiro inicia à camada seguinte. 180 . 4. c) . Na execução do revestimento de gesso deve-se observar a temperatura ambiente e a temperatura do substrato que não deverão ultrapassar a 35 ° C. Dependendo do substrato a pasta de gesso pode ser aplicada com desempenadeira de PVC em uma ou várias camadas. e tendo revestido todas as faixas em uma direção. o revestimento de gesso não deve apresentar pulverulência. 7. o gesseiro verifica a sua planeza. Cantoneiras de alumínio. Concluída a execução de uma camada de espalhamento. Os retoques finais e a camada de acabamento são executados utilizando a colher de pedreiro e a desempenadeira de aço. que irá receber os retoques. promove o seu sarrafeamento com o intuito de cortar os excessos grosseiros e dar ao revestimento uma superfície mais regular. uma régua de alumínio de 20 cm não deve apresentar desvio superior a 1 mm. 6. Espátula.

não deve apresentar desvio superior a 3 mm.3. as cerâmicas são utilizadas em ambientes que podem ser molhados e devem ser higiênicas como as cozinhas. brilhantes ou acetinados. gretamento. 1996) Serviços Tempo (min) Preparo da pasta 2a5 Espera 10 a 15 Espalhamento 20 a 30 Sarrafeamento. Antes da aplicação de pintura. 5 .: O revestimento com gesso deve ser aplicado somente em ambientes internos e sem umidade.5): Tabela 8. Normalmente quanto menor o grau de absorção. talcos. o revestimento não deve apresentar pulverulência superficial excessiva. falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm. Tabela 8. retoques e raspagens 30 a 35 Acabamento 35 a 45 Total 97 a 130 d) . não deverá apresentar desvio superior a 1 mm. banheiros. filitos.6) e a abrasão (Tabela 8.4 resume as diversas etapas e o tempo aproximado de execução da aplicação manual da pasta. e areias (quartzo) dando um produto final com grande variedade de cores. Em pontos localizados. Antes de comprar ou especificar um revestimento cerâmico devemos classificá-los principalmente quanto a absorção de água (Tabela 8.Verificação visual dos serviços: Utilizando uma régua de 2. piscinas e saunas Pisos. tanto nas paredes como nos pisos. feldspatos (grês). utilizando uma régua de 20 cm. para consumo de 45 litros de pasta = 1 saco de gesso (HINCAPIE et al.2 Revestimento cerâmico A cerâmica é um produto industrializado composto por argila.5) e resistência ao ataque químico contidos em produtos de limpeza (Tabela 8.0m de comprimento aplicada sobre o revestimento em qualquer direção.A Tabela 8. podendo ser (Tabela 8. lisos ou decorados A espessura é variável apresentando a face posterior (tardoz) saliências para aumentar a aderência.7). melhor será a qualidade.4 – Etapas e tempo aproximado de execução da aplicação manual de gesso. Obs.Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água Grupo I IIa IIb III Grau de absorção 0% a 3% 3% a 6% 6% a 10% >10% Uso recomendado Pisos. Pelas suas características. 8. saunas úmidas etc. paredes e piscinas Pisos e paredes paredes 181 . piscinas. paredes.

corredores. cerâmica com EPU de no máximo 0. 7 . Recomenda-se utilizar em pisos ou paredes internas. e externamente no máximo 0. hall de residência. 6 . a) Juntas de dilatação: Todo revestimento cerâmico precisa de juntas e suas especificações devem ser informadas pelo fabricante. Comerciais internos. no caso de cerâmicas esmaltadas é caracterizada por unidade PEI (Porcelain Enamel Institute) e classificado como segue (Tabela 8. Estab. quintais. pela movimentação do substrato e pela dilatação térmica.60mm/m. destacamento da peça. fast-food etc. consequentemente.40mm/m. Áreas públicas. aeroportos. 182 • . Na colocação das cerâmicas devemos prever juntas de dilatação e rejuntá-las para uma maior durabilidade. As juntas são obrigatórias e evitam que movimentos térmicos causem "estufamento" e. que devem existir na estrutura de concreto cuja função é aliviar as tensões provocadas pela movimentação da estrutura. como a resistência à manchas e a expansão por umidade EPU. Uma alta EPU pode ocasionar deslocamento e gretamento da placa. Quartos sem portas para fora Cozinhas residênciais.7): Tabela 8. entradas de hotéis. padarias. Outras características técnicas dos revestimentos cerâmicos são importantes observar. shopping centers. ela representa a resistência ao desgaste superficial. as Estruturais. show rooms.Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão Abrasão Grupo 0 Grupo 1 (PEI-1) Grupo 2 (PEI-2) Grupo 3 (PEI-3) Grupo 4 (PEI-4) Grupo 5 (PEI-5) Resistência Baixa Média Média alta Alta Altíssima e sem encardido Uso recomendado Desaconselhável para piso Banheiros residênciais. Existem quatro tipos básicos de juntas as: • Superficiais ou de assentamento. que definem a posição das peças e tem a função de absorver parte das tensões provocadas pela expansão por umidade da cerâmica.8).Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico (Anfacer) Classe A B C Resitência Química Ótima resistência aos produtos químicos Ligeira alteração de aspecto Alteração de aspecto bem definida E quanto a resistência a abrasão. e as de (Figura 8. Quartos de dormir etc.Tabela 8.

etc. que conferem características especiais a ele como: retenção de água. O rejunte (material industrializado)..• • Expansão ou movimentação. tem a função de separar a área com revestimento de outras áreas (Figura 8. Após cinco dias do assentamento devemos preencher as juntas esse procedimento é denominado de rejuntamento.) e ser preenchida com material deformável. longitudinalmente e transversalmente.8). contrapiso. as juntas são importantes para melhorar o alinhamento das peças (juntas superficiais) e permitir a troca de uma única placa sem a necessidade de quebrar outras. Portanto. resistência a manchas etc. na 183 . Quando temos juntas estruturais no contrapiso ou nas paredes estas precisam ser reproduzidas no revestimento cerâmico. Figura 8. De Dessolidarização. b) Rejuntamento Rejuntamento é o enchimento das juntas entre as peças com pasta de cimento ou rejunte industrializado. Elas devem ser executadas em painéis de até 32m2 para os pisos internos ou até 24m2 nos painéis externos. que devem existir em grandes áreas.8 – Detalhe dos tipos de juntas Além de possibilitar a movimentação de todo o conjunto do revestimento durante as dilatações e contrações. e entre as paredes ou anteparos verticais auxiliando a movimentação dos mesmos. estabilidade de cor. As juntas de movimentação necessitam aprofundar-se até a superfície da base (laje.8).. dureza. flexibilidade. normalmente adicionados com outros componentes. vedada com selante flexível e devem ter entre 8 a 15 mm de largura (Figura 8.

9). assim que começar a secar. ficando a superfície lisa e impermeável ocasionando o desprendimento do rejunte (Figura 8. Para que isso não ocorra este excesso deve ser retirado antes da cura final.9 . em gramas 2x2 5x5 7.5 10x10 10x20 15x15 15x30 20x20 20x30 20x40 24x11. Tabela 8.Detalhe da execução do rejuntamento A Tabela 8. Esta pasta deve ser aplicada em excesso com auxílio de um rodo.hora de escolher a argamassa de rejuntamento. SUPERFÍCIE LISA CERÂMICA REJUNTE ACABAMENTO CORRETO Figura 8.5x7. esteja atento às suas características. com pano. O excedente será retirado.5 25x25 30x30 34x34 41x41 50x50 800 750 640 480 360 320 240 220 200 180 320 200 160 140 120 100 1280 960 720 640 480 440 400 360 640 400 320 280 240 200 1440 1080 960 720 660 600 540 960 600 480 420 360 300 1920 1440 1280 960 880 800 720 1120 800 640 560 480 400 2400 1800 1600 1200 1100 1000 900 1600 1000 800 700 600 500 2880 2160 1920 1440 1320 1200 1080 1920 1200 960 840 720 600 1800 1650 1500 1350 2400 1500 1200 1050 900 750 184 .8 – Consumo de rejunte por m 2 Largura da junta Formato da placa (cm) 2mm 4mm 6mm 8mm 10mm 2 12mm 15mm Consumo por m . Nas cerâmicas a superfície acabada (lisa) vira alguns milímetros na borda do mesmo.8 indica o consumo de rejunte por metro quadrado para diversas larguras de junta e formato de placa.

8. 185 . de uso interno ou externo. de modo a permitir que a argamassa de assentamento ou o cimento colante seque com as juntas abertas. colas etc. com argamassa de cal e areia no traço 1:3 com 100 kg de cimento por m³ de argamassa (pelo processo convencional). Teremos comentários neste capitulo a respeito das diferentes maneiras de assentarmos azulejos e materiais cerâmicos.. Os cimentos colantes e as colas devem ser aplicados com desempenadeira dentada de aço.10): a) em diagonal b) junta à prumo c) em amarração Figura 8. que já deverá estar revestida. para melhor distribuição dos azulejos. Verificar.3. mas sim dando um intervalo de 3 a 5 dias. de fiada em fiada. a prumo ou em amarração (Figura 8.11) • • • Fixar uma régua em nível acima do nível de piso acabado. para colocação de rodapés ou uma fiada de azulejos. se será colocado moldura de gesso.Revestimento cerâmico na vertical a) .10 – Juntas superficiais dos azulejos O assentamento se faz de baixo para cima.Assentamento dos azulejos Os azulejos podem ser assentados com juntas em diagonal.1 . ou com cimento-colante. sobre base regularizada.. deixando neste caso um espaço próximo à laje.O rejuntamento não deve ser efetuado logo após o assentamento. Para garantirmos que o azulejo fique na horizontal devemos proceder da seguinte maneira: (Figura 8. Deixar um espaço entre a régua e o nível do piso acabado.2.

Figura 8.9.11 .Exemplo de divisão dos azulejos a. visto que na maioria das vezes. dentro dos boxes.12).2) .12 . para que os recortes não fiquem muito visíveis.Recortes de azulejos: É muito difícil em um painel de alvenaria não ocorrer recortes.Figura 8. ou ainda dividi-los em partes iguais nos painéis (Figura 8. Portanto. podemos deixá-los atrás das portas.1) . nos projetos não é levado em consideração às dimensões dos azulejos. O ideal é seguir as recomendações do fabricante descritas nas embalagens.Detalhe do assentamento dos azulejos a.Juntas entre azulejos As juntas superficiais entre os azulejos deverão ter largura suficiente para que haja perfeita penetração da pasta de rejuntamento e para que o revestimento de azulejo tenha relativo poder de acomodação. no mínimo como descrito na Tabela 8. 186 .

Tabela 8.9 - Juntas superficiais entre azulejos

Dim. (cm)

do

azulejo Parede (mm)
1,0 2,0 1,5 2,0 2,0 2,5

interna Parede (mm)
2,0 3,0 3,0 3,0 4,0 4,0

externa

11x11 11x22 15x15 15x20 20x20 20x25

Para os demais tipos de juntas devemos seguir as recomendações do item 8.3.2 (a). a.3) - Rejuntamento Para o rejuntamento do azulejo, além dos rejuntes industrializados descritos no item 8.3.2 (b) podemos utilizar a pasta de cimento branco e alvaiade na proporção de 2:1, ou seja, duas partes de cimento branco e uma de alvaiade, o alvaiade tem a propriedade de conservar a cor branca por mais tempo. b) - Pastilhas É outro revestimento impermeável, empregado nas paredes, principalmente nas fachadas de edifícios. É constituída de pequenas peças coladas sobre papel grosso ou tela. A preparação do fundo para sua aplicação deve ser feita como segue: - para pisos: fundo de argamassa de cimento e areia (1:3) com acabamento desempenado. - para paredes: o fundo será a própria massa grossa (emboço) dosada com cimento, bem desempenada. A argamassa de assentamento será de cimento branco e caolin em proporção igual (1:1), ou argamassa de cimento colante, de uso interno ou externo, própria para pastilhas. A argamassa de assentamento é estendida sobre a base e as placas de pastilhas são arrumadas sobre ela fazendo pressão por meio de batidas com a desempenadeira. O papelão ficará na face externa e após a pega, que se dá aproximadamente em dois dias, o papelão é retirado por meio de água. Utilizando o cimento colante, que deve ser aplicado através de desempenadeira dentada, as placas de pastilhas são fixadas também fazendo pressão por meio de batidas. Nas placas de pastilhas fixadas em tela a tela pode ficar em contato direto com a argamassa bastando, após a cura, realizar o rejuntamento. O rejuntamento é executado com pasta de cimento branco ou rejunte industrializado conforme descrito no item 8.3.2 (b)

187

8.3.2.2 Revestimento cerâmico na horizontal

a) - Piso cerâmico Após a escolha do piso podemos assentá-los de duas maneiras usuais: Utilizando argamassa de assentamento (sistema convencional) ou cimento colante. Procedendo-se da seguinte maneira: a.1) - Regularização de base para pisos cerâmicos Se necessário, é feita com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:4 ou 1:6 com espessura de 3,0cm. a.2) - Assentamento utilizando argamassa: (assentamento convencional) Utiliza-se uma argamassa mista de cimento com areia média seca no traço 1:0,5:4 ou 1:0,5:6 sobre o piso regularizado (quando a espessura da argamassa de assentamento for maior de 3,0cm) ou sendo a própria argamassa de assentamento utilizada para regularizar e assentar. Ao se considerar que a colocação do material cerâmico, no caso de utilizar a argamassa para o assentamento, é feita com esta camada de argamassa ainda fresca, e que quando da secagem desta argamassa acontece o fenômeno da retração (encurtamento), ocorre o aparecimento de esforços que tendem a comprimir o revestimento. Destes esforços - que atuam no plano do revestimento resultam componentes normais ao revestimento que tendem a arrancá-lo de sua base. O que vai impedir a separação das peças de sua base será a aderência proporcionada pela pasta de cimento. Sabe-se que, no assentamento convencional, dificilmente se consegue obter uma pasta de cimento ideal, ou seja, com maior resistência possível, pois a mesma resulta da aspersão de pó de cimento sobre uma argamassa ainda fresca, retirando água dessa argamassa para se hidratar. A falta ou excesso de água poderá ter como conseqüência, ou o cimento mal hidratado, ou uma "aguada" de cimento. Em ambos os casos a ligação cerâmica-base estará fatalmente comprometida, será de baixa resistência e não se oporá à separação do revestimento de sua base. Esses esforços devido à retração estão diretamente ligados a fatores importantes. Quanto maior for à espessura da argamassa de assentamento, tanto maior será o esforço resultante da retração. Quando mais rica em cimento for a argamassa, tanto maior será o esforço devido à retração. E, lembrando que este esforço de compressão gera componentes verticais que tendem a arrancar as peças de sua base, quanto maior for o primeiro tanto maior serão os componentes verticais de tração que tendem a soltar o revestimento. Portanto a melhor maneira de assentar os pisos cerâmicos pelo processo convencional é:

188

- Superfície de laje, ou contrapiso - varrer e eliminar poeiras soltas; umedecer e aplicar pó de cimento com adesivo de argamassa, formando pasta imediatamente antes de estender a argamassa de assentamento. Isto proporcionará melhor ligação da argamassa à laje. - Espessura de argamassa de assentamento - nunca ultrapassar 2 cm a 2,5cm, a fim de minorar as tensões de retração. Caso haja necessidade de maior espessura, deverá ser efetuada em duas camadas, sendo a segunda após completada a secagem da primeira camada. - Traço da argamassa de assentamento - nunca utilizar argamassas ricas. O traço 1:6 de cimento e areia, mais meia parte de cal hidratada é correspondente indicado. A cal proporciona melhor trabalhabilidade e retenção de água, melhorando as condições de cura e menor retração. Atenção especial será dada para a água adicionada. O excesso formará pasta de cimento aguado e pouco resistente. - Quantidade de argamassa a preparar - será tal, de modo a evitar que o início do seu endurecimento - início de pega do cimento - se dê antes do término do assentamento. Na prática, isso corresponde a espalhar e sarrafear argamassa em área de cerca de 2m² por vez. - Aplicação da argamassa - será apertada firmemente com a colher e, depois, sarrafeada. Lembre-se que apertar significa reduzir os vazios preenchidos de água. Isso diminuirá o valor da retração e reduzirá os riscos de soltura. - Camada de pó de cimento - espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². Não atirar o pó sobre a argamassa, pois a espessura será irregular. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa, formando a pasta ideal. Para auxiliar a formação da pasta, passar colher de pedreiro levemente. - Peças cerâmicas - serão imersas em água limpa e deverão estar apenas úmidas, não encharcadas, quando forem colocadas. Não ser assentadas secas, porque retirarão água da pasta e da argamassa de assentamento, enfraquecendo a aderência. Não poderão ser colocadas demasiadamente molhadas, porque, desta forma, reduzirão a pasta de cimento a uma "aguada" de cimento enfraquecendo igualmente a aderência. Deve-se observar, no entanto, que o fato de ser necessário imergir os pisos em água, ocasiona certa fragilidade às peças e consequentemente quebra no ato de se colocar. Daí presume-se uma perda estimada em aproximadamente 5%. Para se conseguir melhor efeito das peças, quando estas não são de cores lisas, espalharem o número de peças a serem assentadas em outra área limpa e criar variações com as nuanças de cor do material de revestimento. Tais variações de cor não são defeitos dos revestimentos (pisos) e devem ser "trabalhadas" para melhorar o aspecto visual do conjunto. Depois de encontrado o melhor desenho, assentar o material. - Fixação das peças - para pisos, depois de aplicados na área preparada, serão batidos com o auxílio de bloco de madeira de cerca de 12cm x 20cm x 6cm 189

aparelhado, a marreta de borracha. Certificar que todas as peças foram batidas o maior número possível de vezes. Peças maiores - 15cm x 30cm, ou 20cm x 20cm deverão ser batidas uma a uma, a fim de garantir boa aderência à pasta. - Espaçamento das peças - nunca colocar pisos ou azulejos justapostos, ou seja, com juntas secas (exceto em pisos especiais). As juntas de 1 mm a 3 mm, conforme o tamanho das peças, são necessárias por três motivos: compensar as diferenças de tamanho das peças, pois em um mesmo lote é normal a classificação na faixa de até 2 mm; em segundo lugar, que a pasta de cimento penetre adequadamente entre as peças, impermeabilizando definitivamente o piso; em terceiro, para criar descontinuidade entre as peças cerâmicas, a fim de que não se propaguem esforços de compressão em virtude da retração da argamassa ou outras deformações das camadas que compõem o revestimento. Resumindo:
• Estender

a massa em pequeno panos de maneira a colocar em nº de piso que se possa alcançar. • Povilhar por igual o cimento sobre a argamassa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. • Colocar o piso úmido e não saturado de água, pois esse excesso faz com que a pasta de cimento se torne fraca. • Para garantir uma melhor distribuição de pasta de cimento espalhar o pó de cimento com a colher. • Com o auxílio da desempenadeira, dar pequenos golpes sobre o piso até que a pasta de cimento comece a surgir pelas juntas. a.3) - Assentamento utilizando cimento cola O cimento cola é estendido sobre a regularização da base curada no mínimo 7 (sete) dias, com o auxílio da desempenadeira dentada em pequenos panos. A desempenadeira dentada é utilizada, pois facilita o espalhamento da argamassa de assentamento (cimento colante) garantindo uma espessura constante. Nunca deixar de usar desempenadeira denteada para espalhar adequadamente a pasta. Pois formam cordões de cerca de 4 mm alternados com estrias vazias. Ao pressionar o piso ou azulejos, os cordões se espalham, formando uma camada contínua de aproximadamente 2 mm. A colagem das peças cerâmicas é simples: estendo a pasta de cimento colante sobre a base já curada e seca, em camada fina, de 1 mm a 2 mm, com desempenadeira dentada, formando estrias e sulcos que permitem o assentamento e nivelamento das peças. Em seguida, bate-se até nivelar, deixando juntas na largura desejada ou, no mínimo, de 1 mm entre as peças. Tanto para colocação de azulejos quanto para pisos cerâmicos pelo método dos cimentos colantes, não há necessidade de se molhar quer a superfície a ser revestida quer as peças cerâmicas. Porém, no caso de camada de regularização estiverem molhados por qualquer motivo, não haverá problemas no uso de cimento colante. E a frente de trabalho é ilimitada, interrompendo-se a aplicação do piso ou da parede no instante que se desejar. Seu reinicio obedece também às 190

necessidades da obra e a velocidade de aplicação é, pelas características do método, mais rápida que a do processo convencional. A espessura de 2 mm é suficiente para fixar as peças cerâmicas (dependendo da dimensão do piso). Isso corresponde a um consumo de cerca de 3 kg/m² de revestimento (Tabela 8.10). O cimento também retrai, para a espessura utilizável de 2 mm, os esforços que poderiam atuar sobre os revestimentos são praticamente nulos se comparados àqueles provenientes aos 30 mm de espessura da argamassa convencional. Os cimentos colantes, ou argamassas especiais, são fornecidos sob forma de pó seco e em embalagens plásticas herméticas, o que permite estocar o produto por tempo praticamente ilimitado. Obs.: Para o assentamento com cimento cola deixar na regularização da base as caídas para os ralos, as saídas, etc., pois a espessura do cimento cola é muito pequena, em torno de 5 mm, não possibilitando a execução de caídas.
Tabela 8.10 - Consumo de argamassa colante (Fiorito, 1994)

Espessura da pasta
1 mm 2 mm 3 mm 4 mm 5 mm 6 mm

Consumo de pó
1,5 kg/m2 3,0 kg/m2 4,5 kg/m2 2 6,0 kg/m 7,5 kg/m2 9,0 kg/m2

a.4) - Juntas de dilatação e rejuntamento Conforme descrito no item 8.3.2. O rejuntamento sobre o piso pode ser feito com pasta de cimento comum ou rejunte estendida sobre o piso e puxado com rodo. Limpar o excesso de rejunte com um pano após a formação do inicio da pega da pasta. b) - Porcelanato O Porcelanato é constituído de uma mistura de argila, feldspato, caulim e outros aditivos (corantes), submetido a uma forte pressão e queima em alta temperatura (entre 1200oC a 1250oC ), resultando um piso resistente a abrasão e de baixa porosidade. O acabamento do Porcelanato pode ser ou não esmaltado nos padrões semirústico, rústico e acetinado, ou esmaltados. Os não esmaltados tem uma durabilidade maior, pois o esmalte é aplicado antes da queima e mais tarde polido, portanto a fina camada de esmalte tende a desgastar. Como o Porcelanato não é poroso, é necessário fixá-lo com argamassa colante aditivada com polímeros, como o PVA. Essa mistura tem o dobro da aderência da argamassa comum. É importante também, espaçar as peças conforme

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recomendação do fabricante e rejuntá-las com uma massa de rejunte também aditivada próprias para porcelanato. Vantagens do porcelanato: • maior resistência mecânica; • alta resistência a abrasão; • alta resistência ao gelo; • baixíssima expansão por hidratação; • cor uniforme e totalmente impermeável; • grande durabilidade; • possibilidade de se utilizar juntas de assentamento mínimas. Existem os pisos de porcelanato retificado, estes, podem ser assentados sem juntas. 8.3.3 - Piso de madeira a) - Regularização de base para piso de madeira Se necessário é feita com argamassa de cimento e areia média ou grossa no traço 1:4 com espessura de 2,5cm. b) - Assentamento utilizando argamassa: Utiliza-se uma argamassa de cimento e areia média peneirada, no traço 1:3 e se aconselha que nesta dosagem seja colocada impermeabilizante na quantidade indicada pelo fabricante. A argamassa é estendida através de guias numa espessura média de 3,0cm, é povilhado cimento seco sobre a massa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. O piso de madeira assentado com argamassa é o taco. Os tacos para assentamento com argamassa, são pintados em suas bases com piche, no piche é impreganado areia lavada e para melhorar ainda mais a aderência com a argamassa, é fixado dois pregos para taco em cada peça (Figura 8.13).

Figura 8.13 - Tacos de madeira

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c) - Assentamento utilizando cola: Quando for utilizado cola para assentamento a argamassa de regularização deve ser de cimento e areia no traço 1:3 do tipo "farofa", e deverá receber um acabamento liso, nivelado e isento de umidade. Entende-se por acabamento liso a argamassa desempenada e alisada com a colher ou desempenadeira de aço e não queimada (quando se enriquece a superfície com pó de cimento). E argamassa do tipo "farofa" aquela argamassa bem seca, pois o excesso de água faz com que o cimento se deposite em camadas inferiores deixando a superfície fraca. Os pisos assentados com cola são: - Tacão, peças com 2,0cm de espessura, largura variando de 7,0 a 10 cm e comprimento entre 30 a 45cm podendo chegar até 50cm (Figura 8.14), podendo ser de peroba, Ipê, Pau marfim, jacarandá etc. - Parquetes, peças menores coladas em papelão ou fitas adesivas formando desenhos. (Figura 8.14)

Figura 8.14 - Parquete e Tacão

- Carpete de madeira podendo ser usado no revestimento de pisos, tetos e paredes, tanto em construções novas quanto em reformas. A sua espessura pode ser de 1,5mm, 2,5mm, 4,0mm e 7,0mm, largura de 18cm, 18,5cm, 19,0cm e 19,5cm respectivamente e comprimento variável. O carpete de madeira é composto, em linhas gerais, por lâminas de capa e contracapa, e uma chapa central estabilizante em sentido oposto com espessuras variadas. A sua aplicação é feita colando sobre superfície plana com cola de contato, exceto no carpete de madeira de 7,0mm que é pelo sistema macho e fêmea, colado somente no topo das réguas com cola branca (P.V.A), travado e fixado nos cantos das paredes. 193

15 . Os parafusos são rebaixados e recobertos com a própria madeira (cavilhas) ou com massa de calafetar.d).Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes e) . ganzepes Figura 8.15). que são pregadas nos ganzepes (barrote) com pregos retorcidos ou anelados (Figura 8.16 . Para melhor fixação das tábuas.Fixação das tábuas por pregos anelados 194 . sobre a argamassa de fixação dos ganzepes (barrote) é colocado cola de madeira e no encaixe entre uma tábua e outra.16). Neste caso a argamassa deverá ter o traço 1:3 de cimento e areia e superfície alisada com a colher Figura 8.Fixação utilizando pregos: Essa fixação é feita também para as tábuas. que são aparafusadas com dois parafusos de 50 a 50 cm sobre caibros ou ganzepes (barrote) fixados no concreto da base ou com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 8.Fixação utilizando parafuso: Essa fixação é feita para as tábuas.

parte do tacão fica colado e outra não. O acabamento final é realizado com 3 (três) demãos de synteko.Acabamento dos pisos de madeira Após cinco dias no mínimo do assentamento. devemos fazê-lo o mais próximo possível.17 . sem que ocorra empenamento. podendo se soltar (Figura 8. • Após a massa curada é efetuado o polimento utilizando lixa no100 ou 120 dependendo da madeira e do acabamento. • Ao assentarmos com cola verificar se a base está bem nivelada e sem ondulações. Em seguida o piso é limpo e calafetado (preenchimento das juntas entre os pisos). Para o bom resultado da calafetação. verniz poliuretano ou encerado. A aplicação é efetuada com desempenadeira de aço em camadas finas. para evitar que se movimente com a sua utilização provocando assim a sua soltura. deixando assim a superfície fraca.17). principalmente para os tacões.Exemplo de regularização sem nivelamento 195 . g) Recomendações Quando assentarmos taco. Bonatech. no mínimo 24horas. pois se não estiverem. • A base para assentamento com cola deve ser feita com uma argamassa bem seca para evitar que a água em excesso "verta" fazendo com que o cimento se deposite em camadas inferiores e as areias fiquem sem coesão por falta de aglomerante. visando corrigir os defeitos em "baixo relevo". • Figura 8. A calafetação é realizada utilizando uma massa acrílica para madeira pigmentada na cor aproximada do piso. o piso de madeira passa por lixamento (raspagem) iniciando-se com a lixa no 16 (grossa) e depois a 36 (mais fina). são importantes que sejam observados os seguintes fatores: • A madeira deve estar perfeitamente seca e firmemente assentada para que não ocorram trincas e "estufamento" da massa ao longo do rejuntamento Cura da massa de calafetar. • O pisos de madeira devem ser assentados com uma folga das paredes para facilitar a movimentação.f) .

0cm. espessura média de 3.Pedras decorativas As pedras naturais deverão ser executadas por equipes especializadas. Figura 8. distribuído com desempenadeira dentada metálica. para evitar o empenamento das mesmas. é fazer antes da instalação uma montagem do desenho do piso.5 . nível. sobre a regularização ( 3.0mm) e os demais podem ser soltos. alisada sem pó de cimento. falta de cola emendas em excesso = aproveitamento de sobras vazamento de cola = excesso de cola. A colocação das mantas deverá ser estendida na direção de entrada da luz do dia ou na direção da porta principal.4 . serra maquita. régua metálica).Carpete Geralmente os carpetes de pequena espessura são colados. O 196 . 4.3. O procedimento correto no caso das rochas.18). Os defeitos mais comuns na colocação são: emendas tortas = cortes feito a mão livre recorte de canto com abertura = corte a mão livre descolagem = falta de cola tempo de secagem diferença de tonalidade = inversão no sentido das mantas emendas abertas = corte imediato.0 e 6.Regularização de base para carpete É feita com argamassa de cimento e areia fina sem peneirar no traço 1:3. piso irregular. e parafusar bem.3. a) .0.Situação de empenamento devido à posição do cerne Obs. por empresas especializadas.18 . produtos naturais sujeitos a variação de cor. com desempenadeira de aço. que fornecerão os colocadores e suas ferramentas (martelo de borracha.: Nas tábuas fixadas por parafusos é aconselhável o uso de dois parafusos por seção.• Verificar o cerne das tábuas para piso. O adesivo de contato á base de neoprene. 8. pois a umidade tanto do ar como do solo pode empenar as tábuas dando ondulações nos pisos o que é desagradável (Figura 8. 8.

Por isso não é recomendado em área de alto tráfego e molhadas.11 está indicado os locais de aplicação dos mármores e granitos. verde Ubatuba. crema marfil (Espanha). amarelo Santa Cecília.Mármores e Granitos Qual a diferença entre o mármore e o granito? O mármore é bem mais macio. depois. cal e areia média sem peneirar no traço 1:0. As pedras. E os granitos mais procurados são: cinza andorinha. O mármore tem dureza 3 e o granito 6. granito vermelho (Capão Bonito).Aplicação da argamassa . Nas áreas externas.Assentamento com argamassa (sistema convencional) Se utiliza uma argamassa mista de cimento. feldspato e mica já o mármore é uma rocha carbonática de origem sedimentar ou metamórfica. O seu assentamento se faz utilizando argamassa (convencional) para as rústicas e argamassa ou cimento cola para as serradas e polidas.espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². c) . Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. devem ter acabamentos ásperos.5:4. passar colher de pedreiro levemente. menos resistente a riscos do que o granito. Os mármores mais procurados são: O branco. composta de calcita ou dolomita. cinza Mauá. ou seja. preto São Gabriel. Não atirar o pó sobre a argamassa. Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa. Para auxiliar a formação da pasta. marrom imperador (Espanha). formando a pasta ideal. carrara (Itália). sarrafeada. amêndoa rosa. dependendo do lugar da aplicação. verde São Francisco. podem ser rústicas com espessura irregular ou serradas e polidas com espessura regular. a) . granito branco.Regularização de base para assentamento das pedras Para o assentamento utilizando cimento cola. pois a espessura será irregular. os granitos não podem ser polidos. deverá ser executada uma regularização com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:3 com espessura média de 3 cm e acabamento desempenado. . verde alpe (Itália). Na Tabela 8. O granito é uma rocha magmática formada de quartzo.será espalhada e apertada firmemente com a colher e. b) . o travertino. preto absoluto. Podendo ser: 197 .Camada de pó de cimento . boticcino (Itália). Elas são classificadas quanto à dureza numa escala chamada de Mohs. Poderá ser seguido os mesmos critérios estabelecidos para o assentamento de pisos cerâmicos: .assentador agrupa as mais parecidas e separa as manchadas ou de coloração diferente para fazer os recortes ou para instalar em locais escondidos. o beje bahia e os importados rosso verona (Itália).

mas o indicados. são-tomé. como o carbono. Piso externo ( e bordas de Não deve ser usado. Prefira acabamentos antiderrapantes. por isso dão um visual rústico.13 os locais mais indicados. goiás. deixando-a antiderrapante. 198 . miracema. escorregadios quando molhados. e a pedra não fica escorregadia. bancadas. andorinha) são mais consequências são manchas porosos. como o mármore e o granito. fazem-se "furinhos" sobre a chapa. todos são Nenhuma restrição. Levigado: Lixamento com abrasivos.Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos Locais Mármores Granitos Cozinha Nunca use. Dá efeito rústico.11 .Flameado: Um maçarico derrete alguns minerais da rocha. os tipos ideais para esses lugares são aquelas que não esquentam demais e fiquem escorregadias ao serem molhadas. madeira. que reagem Os granitos vermelhos e com os ácidos do limão e do pretos são mais resistentes. Polida a sua contém elementos químicos. evite o problemas. Jateado: A superfície é levemente desgastada com jatos de areia ou. Na Tabela 8. Apicoado: Com martelo e uma ponteira. Seguir as travertino. poroso e absorve substância principalmente para as com facilidade.12 estão relacionadas às pedras naturais mais comuns e na Tabela 8. jardins) as rochas ficam expostas ao sol e à chuva. superfície torna-se higiênica. deixando-a irregular e antiderrapante. Ele é muito É o mais indicado. d) . Essas pedras naturais não passam por processos industriais. Embora os mais contrapiso do térreo deverá porosos manchem com a ser impemeabilizado. No piso. Além disso. Nas áreas externas (quintais. Tabela 8. Nenhum tipo de instruções da cozinha. Piso interno A princípio. vinagre e de alguns Evitar os granitos cinza detergentes . mármore é indicado para o piso do boxe. As (mauá. Não deve ser efetuado nos granitos pretos e verde-escuros. pedra mineira. que não saem e a perda do brilho Banheiro Em bancadas e paredes não Pode ser usado sem há restrição.Pedras brutas Ardósia. a pedra Os polidos ficam piscinas) desgasta. Por isso. umidade.

Antiderrapante. após o rejuntamento. itacolomi. Rocha com características semelhantes às da pedra mineira ( o nome muda devido a procedência) Há aqueles naturalmente moldados pelas águas dos rios e os rolados em máquina. pedramadeira.5: 5. Aceita polimento e resina impermeabilizante. lustro e apicoamento. pedra goiás. pedra sabão. ela aceita polimento. Usada na forma bruta ou com bordas serradas. Antiderrapante. Resistente ao sol e chuva. utilizando uma argamassa de cal. pedra sabão Ardósia. Aplicada em estado bruto. cimento e areia fina peneirada ou massa fina industrializada na proporção de 1: 0. miracema. pedra goiás Arenito. costuma ser usado no estado bruto. dolomita.12 . é efetuada utilizando ácido muriático diluído em água na proporção de 1:5 (se as superfícies estiverem bem sujas) ou 1:10 (limpeza mais superficial). Aplicado em estado bruto ou com bordas serradas. Antiderrapante. É usada ao natural ou impermeabilizada com resina acrílica. itacolomi. são tomé Arenito. pedra sabão. dolomita. Tabela 8.Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais Locais Pedras Paredes internas Paredes externas Piso interno Piso externo Borda de piscina Jardim Bancadas (bar e cozinha) Arenito. pedra sabão. Resiste a choques mecânicos e intempéries. Mancha facilmente com óleos e produtos químicos. Pedra goiás Seixos rolados Pedra sabão e ardósia (polidas) 199 . aparece com superfície irregular ou plana e é antiderrapante. goiás. Mas também aceita polimento. são tomé. pedra mineira. pedra-mineira. pois não concentra calor Usada normalmente em estado brutoo. restringindo o uso a detalhes mais ornamentais. muito absorvente enão propaga calor. 13 .O rejuntamento das pedras deve ser feito uma a uma. A sua superfície é bem irregular. A limpeza das pedras brutas.Pedras naturais mais comuns Pedra Ardósia Arenito Dolomita Itacolmi Luminária Miracema Descrição Pedra madeira Pedra sabão Pedra mineira Pedra goiás Seixo rolado Risca com facilidade. Tabela 8. miracema. tem aspecto semelhante ao da pedra mineira Pode ficar ao sol. com textura irregular. São duros e resistentes. já que é uma pedra macia e fácil de ser cortada. com bastante água para evitar danos nos revestimentos. e com auxílio de uma espuma retirar o excesso imediatamente. paralelepípedo. Enxágüe rápido.

Caso apresente problemas. quartos de hospitais. plastificantes e cargas inertes com pigmentos especiais que lhe dão o aspecto característico. a) . ou seja. marmorite. O piso de 1.6 . A superfície deve apresentar bem desempenada e para se testar a qualidade verifica-se se está "esfarelado". Os com espessura 2 mm podem ser aplicados em qualquer ambiente residencial ou ainda em escritórios particulares. 8. deverá ser refeito.Mosaico Português As pedras empregadas para a execução do mosaico Português podem ser o basalto preto.Execução: Em imóveis recém-construídos. hospitais. lojas. salas de consulta ou de espera. são fabricados a partir da mistura de resina vinílica. quadras esportivas e estabelecimentos públicos e comerciais. ou qualquer outra. com argamassa. o contrapiso ou argamassa de regularização deve ser executado de forma adequada. cimento e areia no traço 1:3. desde que esteja firme limpa e seca.Pisos vinílicos Os pisos vinílicos ou de vinil-amianto. como o hall de entrada. Não se recomenda a colocação em madeira (assoalhos ou tacos) ou sobre bases sujeitas à infiltração ascendente de umidade. lavabos e outros compartimentos residenciais. proporcionando um produto bastante versátil. 200 . recomendados conforme o tipo de utilização do ambiente onde é feita a aplicação. salas de aula. risca-se com uma ponta firme. escadas.0cm no mínimo.Desempenho: O produto é recomendado para ser aplicado em qualquer piso sobre superfícies já revestidas ou a revestir. Alguns fabricantes ainda produzem linhas especiais para locais de trânsito pesado como cozinhas e corredores de ambientes de uso coletivo. escadas.e) . ambientes de pouca utilização: quartos. fibras.6mm de espessura é recomendado para lugares de baixo trânsito. oralite. refeitórios coletivos. supermercados. serão assentadas sobre colchão de cimento e areia no traço 1:6 seco e rejuntado com a mesma mistura. banheiros. sanitários públicos e laboratórios. b) .6 a 3 mm.3. Os de 3 mm são utilizados em locais de grande trânsito. É comumente utilizado em residências. calcário branco ou vermelho. além de possuir uma durabilidade bastante elevada e de manutenção simples. elevadores. São placas de piso 30x30cm e geralmente encontradas em espessuras que variam de 1. na espessura de 3. anfiteatros. Além disso. lugares de passagem nas residências. pisos plásticos desgastados. escritórios. repartições públicas de recepção e refeitórios industriais.0cm. escolas. ele deve ficar bem aderente na base para evitar qualquer região de possíveis depressões. Deverão ser molhadas e apiloadas. ladrilhos. com espessura mínima de 3cm. Elas são quebradas manualmente no formato de cubos em torno e 4. Sua base pode se o próprio contrapiso.

Colocação: Apesar de a disposição das placas ser da escolha do executor.3. mas nestes casos é interessante que seja feita uma consulta junto aos fornecedores. pode-se encerar com qualquer cera que não contenha solvente ou mesmo algum derivado de petróleo.A. a orientação é a de que se aplique uma primeira demão de regularização com a dosagem de uma parte de P.7 . Sobre tacos e assoalhos de madeira. A regularização deve ser feita com uma ou duas demãos de argamassa de P. o único cuidado que se deve ter é com a retirada das placas soltas ou com defeitos e a posterior regularização do local. devem-se respeitar as recomendações de posicionamento.V. Após a lavagem. principalmente daquelas que ficam encostadas nas paredes e que não devem possuir dimensões menores que 10cm e não superiores a 25cm. Antes de se espalhar o adesivo. de superfície pastilhada. (1:8). mas que também pode ser encontrada em outras cores.A.Cuidados e conservação: A presença de umidade compromete todo o revestimento. A colocação sobre pisos plásticos é bem simples. desde que entre o produto e a madeira exista uma camada de compensado marítimo. até quando com um leve toque dos dedos sobre o adesivo ele não grudar.A. Para manchas resistentes. a colocação pode ser feita. na proporção de uma parte de P. 201 . para quatro de água e uma segunda demão da argamassa comum com P. com sabão especial e água à vontade. deve-se usar uma esponja de aço fina com um pouco de sabão indicado pelo fabricante. estes devem ser removidos e as falhas preenchidas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3. rodapés. d) . Antes deste tempo não se deve colocar o piso em contato com a água. geralmente de cor preta. A limpeza pode ser feita somente após dez dias da colocação. A aplicação do adesivo é feita por movimentos circulares com uma desempenadeira dentada. No caso de pisos vitrificados.V. canaletas e faixa amarela de alerta.Em imóveis que já possuem revestimentos. São placas de piso com espessura de 9 e 15 mm. estes pisos têm sido usado principalmente em áreas de grande trânsito de pessoas. Possui acessórios como degraus. por suas características de alta resistência e superfície antiderrapante.Pisos de borracha Fabricados com borracha sintética. Às vezes acontecem variações das dimensões nominais do produto. é recomendável dispor as placas para fazer um teste de posicionamento. A cola deve permanecer descansando por uns 15 min. 8. se existirem falhas ou pedaços soltos. c) .A. pois estes elementos atacariam o produto.V. e isso acontece somente se for aumentada a pressão sobre ele. enriquecida de cimento até formar uma pasta "encorpada". devido a tensões internas que deformam a placa.V. estriada ou lisa. Ela ataca o adesivo fazendo com que as placas se soltem ou apareçam bolhas na sua parte inferior. para oito de água.

devendo ser utilizado somente em áreas internas. São fabricados em duas espessuras: o de 9 mm para locais de acesso público restrito como escolas. mas a livre utilização do piso é aconselhada somente após seis dias. Embora recomendada essa espessura possa sofrer modificações a critério do engenheiro. em quantidade suficiente para preencher todas as cavidades existentes. em locais de grande movimentação como aeroportos. para aplicação em escritórios.5mm. Em seguida o espalhamento do adesivo é feito conforme as técnicas já conhecidas. No entanto. batendo levemente com uma desempenadeira para permitir o seu perfeito posicionamento. Depois disso. contra a umidade. O outro é chamado piso industrial. onde deve ser espalhada uma argamassa no traço 1:3 (cimento e areia) e espessura mínima de 3. A passagem sobre elas é permitida após 72 horas da colocação. Está sendo colocada no mercado uma linha especial. em suas posições.5cm. foi reduzida para permitir a movimentação de móveis. e espessura de 4. com 15 mm de espessura. neste caso. em áreas internas ou externas. estriada ou lisa. O procedimento de colocação iniciase pela verificação das condições da base. Quando a colocação é feita simultaneamente com a preparação da argamassa de assentamento. Uma opção para se evitar o problema é a utilização de adesivos com base epóxi. simplesmente apoia-se a chapa sobre ele. previamente preenchidas com argamassa. é recomendável que seja disposto pelo sistema de juntas de amarração. estações rodoviárias.Desempenho É indicado para áreas de grande fluxo de pessoas. recentemente. que deve estar bem nivelada e sem defeitos. uma a uma. estações de metrô e trem. exige-se a garantia de um perfeito desempenamento da superfície. É fornecido com superfície pastilhada. deve-se dispor as placas. No caso do piso fixado com adesivo. indicado para o uso mais pesado.a) . Se opção for pelo piso estriado. por suas qualidades acústicas e pela segurança que proporciona sua superfície antiderrapante. Os de assentamento com argamassa são recomendados para locais de tráfego intenso. através de espátulas dentadas e o posicionamento das peças são feito posteriormente. supermercados. mas a colocação ficará comprometida se for empregado em ambientes sujeitos a lavagem. vem sendo utilizados até em estábulos e indicado inclusive para usinas hidrelétricas. que também será espalhada na parte inferior das chapas do piso. na Europa. principalmente em regiões de rampa e escada. 202 . de maneira uniforme e recobri-lo com uma argamassa no traço 1:2. b) – Execução Os pisos de fixação com cimento são colocados sobre a base preparada. para evitar problemas de alinhamento entre as estrias da superfície das placas. é fabricado em duas linhas básicas: pisos de assentamento com argamassa e pisos colados. A fixação do piso colado é feita com adesivo e não é recomendado para locais úmidos ou sujeitos a lavagem. passarelas públicas e. este procedimento é feito com adesivos plásticos comuns. Além disso. Para tanto basta molhá-lo com água. A colocação pode ser iniciada até dois dias após a execução do contrapiso. corredores. A pastilha em relevo. piscinas internas e áreas de rampa.

Desempenho Recomendado para ser aplicado sobre quaisquer superfícies. Nestes casos. deve-se remover a massa do contrapiso e substitui-la por uma nova camada a fim de garantir a reposição da placa. cerâmicos. tacos. ladrilhos e outras. cargas móveis. esteja ela revestida ou não. antiderrapante.Cuidados e conservação Se por qualquer motivo. as placas fixadas com argamassa soltarem-se. sob um rígido controle de temperatura.3m e 0. O resultado é um produto que possui alta resistência ao desgaste e umidade. recobertos com material melamínico. seja por má fixação ou pressa na utilização. saltos de sapatos. Após o término da obra recomenda-se uma limpeza com escova e a aplicação de uma demão de cera solúvel apropriada de cor preta. Não é absorvente. Alguns problemas que podem ocorrer são: contrapiso esfarelando ou apresentando trincas e rachadoras.c) . São placas de piso com espessuras de 2 mm nas dimensões de 0. desde que estejam niveladas e sem falhas. No entanto. a massa deve estar bem curada e isenta de umidade por infiltração.2m por 3. isto é. resiste bem aos agentes químicos. desde que estejam em boas condições e para isso é interessante que se faça uma verificação minunciosa no local.25m.Pisos laminados As chapas de pisos laminados são produzidas através da prensagem de papéis impregnados com resinas fenólicas. a orientação é no sentido de eliminar as mesmas por lixamentos superficiais ou então com o preenchimento do local com argamassa de cimento e areia. recomenda-se que o serviço seja refeito de forma a eliminar estes problemas. detergentes e tintas. são produzidas borrachas com resistência a qualquer tipo de produto. cujo líquido penetre nas juntas entre as placas e elimina as molduras formadas pela poeira. É de difícil penetração. A manutenção é feita com cera vegetal de boa qualidade e o brilho é conseguido pelo emprego de enceradeira. como solventes. não apresenta porosidades e é antialérgico.6m por 0. Possui resistência contra as marcas deixadas por equipamentos pesados. assoalhos. O produto proporciona um acabamento texturizado. as placas podem ser aplicadas sobre tacos de madeira ou pisos frios. encontradas também em réguas com larguras de 0. Não é recomendado que a superfície fique 203 .6m. b) .3. a) . desde que se faça uma encomenda especial. As bases podem ser cimentados. a orientação é que se refaça todo o trabalho de colocação. 8. Quando a base apresentar lombadas ou concavidades. Além disso.-Execução A base ideal para a aplicação dos laminados é formada por uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 bem desempenada e com superfície acamurçada. O produto normal não resiste à ação de agentes químicos.08m x 1. Além disso. mas casos especiais de utilização.8 . dissipa a eletricidade estática e não acumula poeira.

que é feito ao se marcar com um lápis. Não é necessário o uso de cera.3.. o estudo das juntas. a linha onde se quer cortar. pois a perfeita junção entre elas depende deste trabalho. A separação entre as partes é feita vergando-as para o lado decorativo até que se parta o sulco aberto. isto é feito com o auxílio de um formão para levantá-la e um borrifador que injeta diluente sobre o adesivo e facilita a descolagem. é aconselhável a eliminação da mesma. no entanto. A cola deve ser aplicada nas duas faces. Para o desgaste lateral.8 – Piso de Concreto Utilizado principalmente para pisos Industrial interno ou externo. com um martelo ou rolete de borracha. ajustando as mesmas às dimensões desejadas. d) .não deve grudar nos dedos . 204 .Cuidados e conservação Se o produto for aplicado de acordo com as recomendações. Em áreas que possuem umidades. A técnica de cortar e recortar as placas deve merecer cuidado.onde a vedação das juntas é obrigatória . seja ela de ordem interna ou externa.lisa ou áspera demasiadamente. Depois disso. assegurando a boa fixação. aumenta-se a pressão. Em áreas molhadas ou em hospitais . Após a secagem. pois o desvio do instrumento com que se risca pode inutilizar a parte decorativa. melhorando consideravelmente a durabilidade e manutenção. espalha-se o adesivo com uma espátula sobre as duas faces que serão coladas. A operação de marcar a placa exige cuidado. Se. uma demão de mistura em partes iguais de cola e diluente. o colocador deve. sobre a face decorativa da chapa. os materiais a serem empregados o posicionamento das armaduras. A limpeza pode ser feita normalmente e não precisa de cuidados especiais. o ideal é encontrar uma textura satisfatória. Em seguida. atingindo a metade da espessura da chapa. isto é. garagens de edifícios etc. for necessária a descolagem de uma placa. a lima e a lixa. a placa deve ser colocada em sua situação definitiva e precionada a partir do centro para as bordas de modo a permitir a colagem. pois o brilho característico do produto é restaurado com a simples passagem de um pano úmido. a análise do terreno de fundação. usa-se a plaina. a concretagem a cura e o controle de qualidade dos pisos.Colocação A utilização de técnicas e ferramentas adequadas para a operação de colocação dos pisos laminados é um fator importante para garantia do serviço executado. marcar e aprofundar o risco. c) . 8. Após a evaporação do solvente. Devem ser cercados de todos os cuidados possíveis para a sua boa execução e utilização como: o cálculo estrutural. Sempre deve-se prever um espaçamento adequado a fim de permitir a dilatação das placas. Devem ser armados. posto de gasolina. fechando os poros da superfície. Antes porém. na superfície a ser revestida e na chapa laminada.geralmente se utilizam vedantes especiais elásticos que possam ser aplicados diretamente sobre as juntas. que é verificada através de um teste simples . deve-se espalhar sobre a base. com o auxílio de uma régua e do riscador. não deverá apresentar defeitos.

25 MPa – Uso industrial geral: veículos com pneumáticos. Quando não se tem certeza de um preparo confiável do solo. Resistência mínima do concreto: . Em geral este tempo é de cerca de 10 horas após o lançamento do concreto.15mm) como as denominadas lonas pretas. - - - - A junta é a descontinuidade do concreto e da armadura. obrigatoriamente. garagens. construtivas (JRC) ou serradas (JRS) JRC – São juntas construtivas onde a largura da placa é limitado pela armadura distribuída. 40% de brita 2. deve-se promover uma superposição de pelo menos 15 cm. O corte deve ter no mínimo 40 mm. deve-se iniciar o corte das juntas transversais de retração (JRS). Após o processo de acabamento do concreto. lojas . sem. 205 . Os pisos armados têm vantagens sobre os pisos de concreto simples. porem representam pontos frágeis no piso. 1998). como nos salões comerciais. Nas regiões de emendas.Slump entre 5 a 10 cm As juntas têm a função de permitir as movimentações de contração e expansão do concreto. O isolamento entre a placa e a sub-base. 20% de areia fina e 6% de cimento em peso. condições moderadas de ataque químico. A função deste isolamento é evitar que a infiltração de água pelas juntas prejudique a sub-base.0cm da face inferior da placa. O posicionamento da armadura deve ser efetuado com espaçadores soldados (como as treliças) para as telas superiores. pois se não forem adequadamente projetadas e executadas.Para os pisos armados pouco solicitados.20 Mpa – Pedestres e carros. . O material deve ser lançado e espalhado com equipamentos adequados. pois permitem a redução considerável do número de juntas. no entanto ter descontinuidade estrutural ( utilização de barras de transferência ). pelos equipamentos e métodos executivos. escritórios. com recobrimento máximo de 5. estar posicionada a 1/3 da face superior da placa. a fim de assegurar a sua homogeneidade. • Juntas de Expansão (encontro) situada nos encontros dos pisos com peças estruturais ou outros elementos que impedem a movimentação dos pisos. podendo ser: • Juntas de Retração longitudinais e/ou transversais. utilizar armadura ( tela soldada ) adicional a 3. deve ser feito com filme plástico (espessura mínima de 0. JRS – O processo construtivo utilizado nos dias de hoje. prevê a concretagem em faixas e limitadas em sua largura pelas juntas construtivas (JRC). ser maior do que 1/6 da espessura da placa e menor do que ¼ da espessura da mesma (RODRIGUES. podemos adotar o seguinte: Sub-base preparada preferencialmente com brita graduada tratada com cimento sendo 40% de brita 1.0cm. dando tempo para realizar o acabamento. quadras esportivas etc. podem provocar deficiência estrutural bem como infiltração de água e outros materiais. A armadura ( de preferência tela soldada ) deverá. e também evitar a absorção de água pela subbase.

No caso das juntas de construção (para a formação do reservatório do selante).19 – Junta de expansão tipo diamante As juntas tipo serradas deverão ser cortadas logo após o concreto tenha resistência suficiente para não desagregar e ter profundidade mínima de 3cm. Figura 8. Nos casos de pilares e pequenas aberturas nos pisos. 1998). também conhecida como junta tipo diamante (RODRIGUES. Figura 8. 8. A selagem das juntas deverá ser feita quando o concreto estiver atingido pelo menos 70% de sua retração final (Figura 8.20 – -Selante para junta de construção 206 . isto faz com que o piso trabalhe independente das outras estruturas existentes. normalmente utiliza-se a solução apresentada na figura 8.20.19.21). somente poderão ser serradas quando for visível o deslocamento entre as placas.As juntas de expansão são fundamentais para isolar o piso das outras estruturas.

Atualmente.21 – Selante para junta serrada O espaçamento das juntas podem ser: Piso não armados: • • • placas com no máximo 3. pois acabam formando vazios entre o aço e o concreto. onde a concretagem é efetuada isoladamente das placas vizinhas. para pisos de 10 a 12. para pisos de 15 a 25 cm de espessura.0m. .0m. A concretagem pode ser executada de duas maneiras: em dama (xadrez).Figura 8. placas de no máximo 8. podendo ser empregada apenas em trabalhos muito simples. 207 . sem gerar tensões.5cm de espessura. lona plástica ou mangueira na barra é prejudicial aos mecanismos de transferência de carga. para permitir que nos movimentos contrativos da placa ela deslize no concreto. que só serão concretadas 24 horas após ou em faixas.Para que isso aconteça metade da barra tem que estar com vaselina industrial para impedir a aderência ao concreto.22). sistema mais antigo. é de que a relação entre a largura e o comprimento seja na ordem de 1:1. onde as juntas serão serradas após 10 horas do lançamento do concreto (Figura 8. tanto no plano vertical como no horizontal e concomitantemente ao eixo da placa.5.0m. para pisos de 12. A recomendação para as placas de concreto simples. A prática de enrolar papel de embalagens de cimento.5 a 15 cm de espessura e. a concretagem em dama deve ser evitada. OBS: . Piso armado: placas com comprimento até 30m.Quando utilizarmos barras de transferência as mesmas devem trabalhar com pelo menos uma extremidade não aderida. placas de no máximo 5. Os conjuntos de barras devem estar paralelos entre si.

22 .Detalhes da execução do piso de concreto 208 .Figura 8.

preferencialmente dupla. A cura química deve ser aplicada à base imediatamente ao acabamento podendo ser de PVA. A regularização da superfície do concreto é fundamental para obtenção de um piso com boa planicidade.. a superfície deverá estar suficientemente rígida e livre da água superficial de exsudação. que deverão ser mantidos permanentemente úmidos pelo menos até o concreto ter alcançado 75% da sua resistência final. deixando uma marca entre 2 a 4 mm. O equipamento é om mesmo empregado no desempeno mecânico. formam uma câmara de vapor. visto que podem danificá-la na sua colocação. O desempeno mecânico do concreto (floating) é executado com a finalidade de embeber as partículas dos agregados na pasta de cimento. Poderão ser empregados os filmes plásticos. constituída de uma régua de alumínio ou magnésio. Seu uso irá reduzir consideravelmente as ondas que a régua vibratória e o sarrafeamento deixaram. que condensando pode provocar manchas no concreto. acrílico ou outro composto capaz de produzir um filme impermeável. 209 . Nesta etapa. Deve ser aplicado no sentido transversal da concretagem. Para a sua execução. . algum tempo após a concretagem. remover protuberâncias e promover o adensamento superficial do concreto. para produzir uma superfície densa. lisa e dura. A operação mecânica deve ser executada quando o concreto suportar o peso de uma pessoa. O alisamento superficial ou desempeno fino (troweling) é executado após o desempeno. quando o material está um pouco rígido.Acabamento superficial: O acabamento superficial é formado pela regularização da superfície. Deve ser efetuada com ferramenta denominada rodo de corte. fixada a um cabo com dispositivo que permita a sua mudança de ângulo. além disso. uma nova aplicação do rodo de corte proporciona acentuada melhoria dos índices de planicidade e nivelamento. Devem ser empregadas acabadoras de superfície. Na cura úmida deverão ser empregados tecidos de algodão ou sintéticos. e pela texturização do concreto. mais exigem maior cuidado com a superfície.Cura: A cura do piso pode ser do tipo química ou úmida. com a diferença de que as lâminas são mais finas. por não ficarem firmemente aderidos ao concreto.

210 . Para cada tipo de piso deve-se estudar a junta mais indicada.). • As cerâmicas podem apresentar pequenas variações nos tamanhos e na sua tonalidade.Verificar sempre se a argamassa de regularização para pisos. Cuidado. 3 . • As cerâmicas não devem ser molhadas se forem assentadas com cimento colante. 5 – Cuidados na aquisição de revestimentos cerâmicos: • Verificar ao receber o produto a tonalidade o PEI e se todas as caixas são do mesmo lote e têm a mesma classificação. 6 – Cuidados na utilização das cerâmicas: • As cerâmicas devem retornar a cor natural após secarem. esteja seca do tipo “farofa" no ato da sua aplicação. que auxiliam na redução das fissuras.Nas colocações de pisos em grandes áreas deve-se prever juntas de dilatação(expansão).Nos pisos de concreto pode ser adicionadas fibras (de aço. • O tardoz deve estar isento de pó ou outro material solto que impeçam sua boa aderência. e a mesma deverão coincidir com as juntas estruturais efetuadas no contrapiso. 2 – Mesmo em áreas pequenas devemos prever as juntas entre os pisos e as paredes. 4 .ANOTAÇÕES 1 . • Retirar das caixas somente as cerâmicas que serão assentadas. assentados com cola. sintéticas etc.

etc. No preparo da tinta recomendam-se os seguintes cuidados: cal de boa qualidade. tais como lixabilidade. além de exercer função sanitária e influir na distribuição da luz.1. visando à facilidade de aplicação. Caiação . para regular a viscosidade da pasta de moagem. • Verificar a qualidade das tintas. além de ser desinfetante. Uma tinta pode conter vários pigmentos. aguarrás. dureza. consistência. é a caiação a pintura mais indicada para as paredes por ser mais econômica que as demais. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de tinta ideal para a sua edificação. O veículo de uma tinta é constituído por resinas.TINTAS A tinta é uma composição líquida. solventes e aditivos. etc. • Classificar corretamente os vidros.1 . ativos e inertes. cetonas. 9. queima de cal em vasilhame limpo e passagem da pasta através de uma 211 . • Especificar corretamente o preparo das bases para a aplicação das tintas. Os pigmentos ativos possuem função de conferir cor e capacidade de cobertura a tinta. etc. facilitar a fluidez dos veículos e das tintas prontas. veículo. Podem se divididos em dois grandes grupos.SEUS TIPOS Aqui são relacionados os tipos comumente encontrados na construção civil classificado de acordo com os veículos utilizados em sua formulação. pigmentada que. • Especificar corretamente a colocação dos vidros. 9. para facilitar o empastamento dos pigmentos. torna-se uma película protetora e decorativa. Os solventes são utilizados pelo fabricante nas diversas fases da fabricação da tinta. na fase de enlatamento.Nas construções rurais. • Especificar corretamente o esquema de pintura.TINTAS E VIDROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. de fácil execução. xilol. enquanto que os inertes (ou cargas) encarregam-se de proporcionar outras características. Os pigmentos são partículas sólidas (pó) e insolúveis. Sua composição básica inclui pigmentos. álcoois. Entre os solventes mais comuns encontram-se a água. sendo responsável pela formação da película protetora na qual se converte as tintas depois de seca.1 . alastramento. O usuário emprega o solvente para adequar a tinta às condições de pintura. quando aplicada sobre uma superfície.09 .

esta capacidade é medida em número de demãos.é uma tinta à base de resinas alquídicas. que conferem a tinta maior resistência ao intemperismo. Na prática. Aplicação: brochas.A. Apresenta-se em dois componentes: tinta e catalisador. de grande resistência à abrasão. a primeira demão deve ser branca. É 212 .V. Nas caiações em paredes externas. de maneira que o rolo ou pincel deslizem sem resistência (suavemente). separação de pigmentos ou formação de pele (nata). Estas duas propriedades estão intimamente ligadas ao tipo. Látex Acrílico . um leite de cal mais ou menos denso. à base de acetato de polivinila (P. empedramento. com preponderância do teor Tinta Epóxi . Quando é necessária maior proteção contra a infiltração de água da chuva.é uma tinta aquosa. Esmalte Sintético . Na superfície interna da embalagem não deve haver sinais de corrosão. Há necessidade de. resultando uma película uniforme.é uma solução à base de borracha clorada.V.SUA QUALIDADE Ao se abrir uma embalagem pela primeira vez. No momento de aplicação.é uma tinta em solução.. Verniz Poliuretano . não apresenta odor pútrido e nem expelir vapores tóxicos. devendo as marcas destes acessórios desaparecer logo após a aplicação da tinta. O primeiro expressa a relação entre a área pintada e o volume de tinta gasto (l/m²). se junta à tinta certa quantidade de óleo de linhaça para melhor aderência da pintura. Tinta Óleo . no caso de aplicação de cores. etc.. de óleos secativos e solventes.é também uma tinta aquosa.). qualidade e quantidade de resinas e de pigmentos utilizados na formulação da tinta. ou seja. Tinta de borracha Clorada . sendo que. à base de emulsões acrílicas. Látex P.peneira fina.2 . quanto ao brilho.1. a tinta precisa se espalhar facilmente. coagulação. de alta plasticidade e de grande resistência à água. para superfícies externas. óleo. Este fato faz com que as tintas acrílicas sejam recomendadas. galeificação. pincéis grandes. torna-se homogênea mediante agitação manual. três demãos. A adição da água deve ser em quantidade necessária para obter-se uma pasta maleável. no mínimo. à base de resinas epóxi. adicionam-se à cal produtos impermeabilizantes. preferencialmente. . O outro se refere à capacidade da tinta de cobrir totalmente a superfície (contraste e cor). Rendimento e cobertura são dois conceitos distintos.é uma solução de resinas poliuretânicas.é semelhante ao esmalte sintético. cor e espessura. a tinta deve satisfazer às seguintes condições: não apresentar excesso de sedimentação. 9. em solventes alifáticos.A.

Após a secagem. provavelmente a pintura descascará. Em seguida aplica-se uma demão de fundo branco fosco. recomenda-se aplicar uma demão de fundo à base de solvente.1. as pequenas imperfeições (rasas) devem ser corrigidas com massa corrida (em reboco interno) ou massa acrílica (em reboco externo). porque a impermeabilidade da tinta dificultará a saída da umidade e as trocas gasosas necessárias à carbonatação do reboco. uniformização da absorção da superfície e aumento do rendimento do acabamento. não sujeitos a grande variação térmica. na variação destes elementos. 213 . a tinta armazenada na embalagem original. tais como detergentes.3 . pintada pela primeira vez.. proteção do acabamento contra alcalinidade do reboco. Este procedimento resultará nos seguintes benefícios: fixação de partículas soltas. usando lixa de grana adequada. é preciso aguardar que ele esteja seco e curado. 9. não pode apresentar formação de pele e os problemas já mencionados anteriormente. aumentando a coesão da superfície. bem como suas propriedades de proteção. Assim. gordura.PREPARAÇÃO DA SUPERFÍCIE A adequada preparação da superfície é fator tão importante como a escolha de bons produtos para a sua pintura.justamente aqui. As tintas devem ser laváveis. desbotar. após um ano da data da fabricação. água sanitária. apresentam superfície poucas coesas. removendo-se a poeira e aplicando-se o acabamento. que se têm as maiores diferenças de qualidade entre as tintas no mercado. fato que pode ser verificado ao se esfregar a mão sobre o reboco. etc. A superfície de madeira. atendendo às recomendações de temperatura do fabricante. em seguida. Rebocos deficientes. constatando-se a existência de partículas soltas (grãos de areia). Normalmente. comuns no uso doméstico. aplicar uma solução de água com cerca de 25% de água sanitária para remover as partes mofadas e. Os seguintes cuidados devem ser observados: ela deve ser limpa. sem a qual se tornará pulverulento sob a película da tinta. A melhor tinta é aquela que demora mais para calcinar. enxaguar a superfície. deve-se utilizar água morna com detergente para eliminar manchas de gordura. lixa-se novamente. Além disso. com alto poder de penetração e grande resistência à alcalinidade natural do reboco. com diluição de até 15% de diluente e corrigem-se as imperfeições com massa a óleo. A qualidade também depende do tipo da tinta e a maneira de se medir previamente a durabilidade de uma tinta é através de testes de imtemperismo acelerado. Neste caso. corrigir com argamassa as imperfeições profundas da parede. Antes de iniciar a pintura sobre um reboco novo. sabão ou mofo. isenta de poeira. os tipos de tinta mencionados devem ser armazenados em locais secos e ventilados.. causando o descascamento. seca. Se a tinta for aplicada sobre o reboco mal curado. raspar ou escovar as partes soltas ou mal aderidas.fungos e bactérias. com pouco cimento. perder sua boa aparência. A durabilidade de uma tinta refere-se à resistência à ação do intemperismo ao longo do tempo. cheia e fechada. deve ser lixada para que sejam eliminadas as farpas. apresentar resistência à ação de agentes químicos. o que os pode ser feito em laboratório. precisam prevenir o desenvolvimento de organismos biológicos . eliminar o brilho de qualquer origem.

etc. deve-se aplicar massa corrida em camadas finas e duas demãos de tinta látex. duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água. já que existe uma grande diferença de qualidade entre as tintas disponíveis no mercado. ele é aplicado a frio e transforma quimicamente a superfície do ferro ou oxidos nela existentes em fosfatos inertes do ponto de vista da corrosão. eliminar o pó e aplicar o fundo à base de solventes (1). bem diluída (com até 100% de água). 9.banheiros. . duas demãos de esmalte sintético brilhante. isto é. deve ser efetuada removendo-se as partes soltas com espátula. No acabamento liso de áreas molháveis . com diluição de 10% de água (usar rolo de espuma). com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã) . aplicam-se duas demãos de tinta látex acrílica sobre a textura acrílica. deve-se usar uma demão de látex textura acrílica com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica.4 . dispensando-se aplicação de fundo branco fosco. cozinhas. deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã).ESQUEMA DE PINTURA Qualquer que seja o esquema de pintura a ser aplicado. uma demão de liqui-brilho. lixa-se e se aplica o verniz. de alto poder de penetração. No externo processe-se da mesma forma. o procedimento é semelhante ao da primeira pintura. ou caiação. Outro produto conhecido como Neutralizador de Ferrugem. Para a pintura nova sobre ferro é necessário remover-se a ferrugem. recomenda-se seguir a orientação do fabricante. com diluição de até 10% de água.1.deve-se aplicar massa acrílica em camadas finas. Quando se pretende um acabamento acrílico texturado. Após a secagem. uma demão de látex textura acrílica. podendo haver significativas variações. A repintura sobre superfícies críticas. apenas utilizando-se de tinta látex acrílica. e aplica-se fundo a base de zarcão ou óxido de ferro e pintar. O acabamento convencional sobre rebocos (interno e externo) requer uma demão de tinta látex (P. O número de demãos e as indicações sobre a diluição das tintas baseiam-se em produtos de boa qualidade. fazer os reparos. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda com até 5%. com diluição de 20 a 30% de água. impedindo o aparecimento de ferrugem. No caso de envernizamento da madeira. uma demão de látex textura acrílica. No entanto. convenientemente diluído. lixar a superfície. com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. finalmente. finalmente. látex em mau estado. etc. utilizando lixa ou escova de aço. com diluição de 20 a 30% de água. Na repintura. com a finalidade de facilitar a limpeza. escadarias. duas demãos de esmalte sintético brilhante.Na repintura sobre madeira. mas sim selador para madeira. elimina-se a ferrugem e aplica-se o fundo apenas nas partes onde a superfície metálica esteve exposta. Quando se deseja resistência superior e maior durabilidade do acabamento. para que a 214 . não se aplica fundo branco fosco e nem massa a óleo. lixa-se para nivelar a base e aplica-se o acabamento. ou acrílica). descascando. No acabamento texturado em corredores.V. recomenda-se observar atentamente as orientações sobre a preparação da superfície. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda até 5%. pode ser usado antes de aplicarmos o zarcão. Quando se pretende um acabamento texturizado. No acabamento liso interno. aumentando o brilho da superfície.A. calcinado.

deve-se aplicar uma demão de fundo à base de solventes. Lixa-se a superfície e em seguida aplica-se silicone. uma demão de látex textura acrílica. Se isto ocorrer. diluído com até 100% de diluente. Quando se deseja pintar o concreto aparente. Caso isto ocorra. deve-se aplicar uma demão de silicone.com diluição de 20 a 30% de água. fissuradas ou orifícios. conforme orientação do fabricante. No acabamento direto sobre bloco de concreto (interno ou externo). A massa de assentamento não deve apresentar falhas..P. de acordo com as instruções do fabricante. entretanto. recomenda-se aplicar mais duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água. esta primeira demão deve ser feita com pincel. Para obter um acabamento texturizado. (usar rolo de espuma). a pintura do lado externo aumentará a vida útil da telha. aplicam-se duas demãos de tintas látex . o que facilita a aplicação da pintura. duas demãos de tinta látex acrílica. recomendase aplicar mais duas demãos de tinta látex (P. Eventuais reparos precisam se efetuados com nata de cimento ou massa acrílica principalmente nos casos em que se deseja pintá-la. Para maior resistência e durabilidade. Se forem profundas. sem alterar o aspecto. lixa-se levemente para quebrar o brilho. recomenda-se também consultar os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. Para a pintura da face interna. pois não havendo impermeabilização na face externa. Para que a superfície se torne brilhante e mais resistente. Preferencialmente. fissuras ou orifícios. com diluição de 20 a 30% de água. poderá haver trincamento na textura acrílica. recomenda-se especial atenção no sentido de que os frisos da massa de assentamento não sejam profundos e de que não haja irregularidades acentuadas (buracos) na superfície dos blocos. 215 . o que aumenta a impermeabilização sem alterar o aspecto. recomenda-se frisar a massa de assentamento de maneira que os frisos sejam rasos. Na face externa das telhas de fibrocimento. os fabricantes recomendam que se efetuem reparos necessários com a mesma massa. ou acrílica).V.V. No concreto aparente deve-se eliminar os eventuais resíduos de substâncias desmoldantes utilizadas para retirar as formas para concreto. Além disso. Deve-se observar. Para maior resistência e durabilidade do acabamento. devem-se efetuar os reparos necessários com a mesma massa. Em seguida aplica-se uma demão de látex textura acrílica. deve-se aplicar duas demãos de tinta acrílica. a umidade penetrará. prejudicando a pintura interna. pois a tinta menos diluída tenderá a encher tais depressões. Nas barras lisas de cimento (internas e externas) recomenda-se aplicar duas demãos de tinta látex acrílica. o que aumentará a impermeabilização da superfície. som diluição de 20 a 30% de água. com diluição de 30 a 40% de água. com diluição de 20 a 30% de água.superfície não se torne brilhante. resultando um aspecto final semelhante à própria textura do bloco (usar rolo de lã). dispensa-se a aplicação de fundo à base de solventes. que não é aconselhável pintar apenas a superfície interna da telha. de alto poder de penetração e resistência à alcalinidade. Nas superfícies de litocerâmica não esmaltada ou de tijolo à vista aplica-se massa de assentamento adequadamente frisada. Neste caso. não apresentando falhas. Em seguida. sobre a massa de assentamento (frisos). com o auxílio de detergentes ou removedores à base de aguarrás. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). deve-se consular os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. Se isto ocorrer. esta segunda demão de textura acrílica deve ser aplicada com diluição de até 10% de água.A.A. Para proporcionar brilho e mais resistência a estas superfícies. Em seguida. ou acrílica .

Lixar levemente entre as demãos. 9. a tinta foi aplicada sobre o reboco ainda úmido. A secagem se dá pela eliminação da água sob forma de vapor. Aqui é tratado apenas. é aguardar até que a parede esteja seca e curada. sem desagregamento. se houver apenas eflorescência. A causa é a umidade. é suficiente aguardar a secagem total da parede. e a segunda e terceira com 5 e 10% respectivamente. antes de iniciar a pintura. aplicar a tinta. aplicar uma demão de fundo à base de solvente de grande resistência à alcalinidade e repintar. A prevenção.1. A primeira demão deve ser diluída com até 15% de diluente e a segunda com até 5%. Também deve-se lixar levemente entre as demãos. Primeiro é necessário eliminar a umidade. Observa-se. infiltração de águas pluviais e má impermeabilização de alicerce. cuja solução é simplesmente aguardar a secagem total da parede. A eflorescência manifesta-se pelo aparecimento de manchas esbranquiçadas na superfície pintada. causando a mancha. onde se deposita. Para se prevenir este inconveniente. desagregamento e saponificação. lembrando-se de que este último é recomendado para superfícies internas. sendo que o fosco não é recomendado para superfícies externas. o que demora cerca de 30 dias.5 . com até 5%. são aplicadas duas demãos de esmalte sintético brilhante. A causa deste problema reside no fato de a tinta ter sido aplicada antes que o reboco estivesse curado. Entretanto é oportuno lembrar que as causas mais comuns de umidade são: vazamento em encanamentos. que a umidade sempre acarreta problemas na superfície. sendo que esta última é a mais difícil de ser eliminada. o caso de umidade proveniente de um reboco que ainda não estava seco. A diluição na primeira demão pode ser de até 20% de diluente. O reenvernizamento é feito normalmente com duas demãos. que se torna pulverulento. que não podem ser resolvidos apenas com a pintura. preparar a superfície e depois. acetinado ou fosco. Nas superfícies de ferro. No primeiro envernizamento da madeira normalmente são necessárias três demãos de verniz brilhante ou fosco. deve-se aguardar até que esteja completamente seco e curado.Em pinturas sobre madeira devem ser observadas as orientações a respeito da preparação da superfície. isto é. normalmente aplicando-se duas demãos de esmalte sintético brilhante. neste caso. que arrasta o hidróxido de cálcio do interior para a superfície pintada. porém. cura insuficiente e alcalinidade. A carbonatação (cura) do reboco se dá pelo processo de reação do gás carbônico com óxidos metálicos provenientes do reboco que contém cal. acetinado ou fosco. Para a correção. A correção pode ser feita da seguinte forma: raspam-se as partes de agregadas: corrigir as imperfeições profundas do reboco com argamassa. 216 . A primeira demão de esmalte pode ser diluída com até 15% de diluente e a segunda. É preciso lixar a superfície levemente entre as demãos. sendo que este último não é recomendado para superfícies externas. O desagregamento manifesta-se pela destruição ou descascamento da pintura.CUIDADOS NA APLIAÇÃO DAS TINTAS Nas superfícies de reboco ocorrem muitos problemas em função de umidade. antes de pintar o reboco. Estes "inimigos" da pintura podem acarretar inconvenientes conhecidos por eflorescência. depois de preparadas adequadamente. podendo envolver também o substrato.

ou pelo retardamento indefinido da secagem de tintas a base de resinas alquílicas. costuma-se aquecer a pintura com um maçarico até que ela estoure. não haverá manchas. de grande resistência à alcalinidade. A saponificação manifesta-se pelo aparecimento de manchas na superfície pintada. deve ser a não aplicação de tinta diretamente sobre a caiação. A superfície apresenta-se. A correção é feita desta forma: abrem-se as fissuras com estilete. constituindo camada pulverulenta. recomenda-se a correção das imperfeições com massa acrílica (externa e internamente) ou massa corrida (internamente). no primeiro caso. repintar. A correção para tintas à base de resinas alquílicas é feita da seguinte forma: remover totalmente a tinta mediante lavagem com solvente.V. recomenda-se aplicar. Decorrem do fato de estes pingos trazerem à superfície os materiais solúveis. neste caso. ainda quente (este procedimento é somente aconselhável quando executado por profissionais experientes). A causa do descascamento da tinta pode ocorrer também quando. Portanto qualquer tinta aplicada sobre caiação está sujeita a se descascar rapidamente.A. Torna-se oportuno esclarecer que. de grande resistência à alcalinidade. se cair realmente uma chuva e não apenas pingos isolados. raspando-se em seguida. eliminando as partes atacadas e as mal aderidas. e repintar. estreitas. com água. na primeira pintura sobre o reboco. é necessário que ele esteja seco e curado. na presença de um certo grau de umidade. As trincas e fissuras. escovar e lixar toda a superfície. em seguida.aguardar a secagem e a cura. E. Para se evitar possíveis defeitos decorrentes da alcalinidade. Aplicar uma demão de fundo à base de solvente. A correção é efetuada com a lavagem de toda a superfície pintada. reage com a acidez característica de alguns tipos de resina. Como é difícil remover este tipo de tinta. previamente. a segunda é a camada excessivamente espessa de massa fina. O descascamento ou não aderência é causado por pintura sobre caiação. A correção para tintas do tipo látex é a seguinte: raspar. a primeira demão não foi suficientemente diluída e/ou havia excesso de poeira na superfície. sempre pegajosa. sem prévia preparação da superfície. O caso de manchas causadas por pingos de chuva ocorre quando se trata de pingos isolados em paredes recém pintadas. repintar. em certos casos. A causa da saponificação é a alcalinidade natural do reboco. No segundo caso. antes da aplicação do reboco. sem esfregar. A primeira demão deve ser bem diluída para penetrar na superfície. a tinta deve ser diluída de acordo com as instruções do fabricante. acarretando os defeitos já mencionados. Aplica-se 217 . podendo até ocorrer o escorrimento de óleo. Esta alcalinidade. A correção em ambos os casos deve ser efetuada com a raspagem ou escovagem da superfície até a total remoção das partes soltas ou mal aderidas. Aplicar duas demãos de fundo à base de solventes. A cal não apresenta boa aderência sobre o substrato. Para a sua prevenção sempre que se pintar sobre reboco. raspando e lixando. pela utilização do cimento e cal. provocando o descascamento ou a destruição da película de tinta P. uma demão de fundo à base de solvente. corrige-se a superfície com massa acrílica (interna e externamente) ou massa corrida (internamente) lixa elimina-se o pó e se repinta. aplicar uma demão de fundo à base de solventes. Após estas providências. de grande resistência à alcalinidade. A prevenção. Em seguida. rasas e sem continuidade ocorrem por duas razões: a primeira é o tempo insuficiente de hidratação da cal.

quando a nova tinta aplicada umedece a película da tinta anterior. Os mesmos problemas. óleo ou nicotina é feito com a lavagem da superfície por meio de solução de água com 10% de amoníaco ou detergentes que contém amônia.V. Estes casos são raros e de difícil solução. Este procedimento. deve-se raspar ou escovar a superfície até a remoção total da "pintura".V. deve ser feita com a remoção (raspagem) das partes onde ocorreu o fenômeno. A correção de manchas amareladas provocadas por gordura. A correção é feita com a remoção total da pintura. principalmente em portas.A. Se esta aplicação resultar uma película brilhante. 218 . O aparecimento de bolhas seguidas de descascamento em paredes externas geralmente é causado pelo uso indevido da massa corrida. Cabe aqui observar que a massa corrida P. corrigem-se as imperfeições com massa acrílica e repinta-se. pode ser substituído pela aplicação de fundo à base de solvente. Trincas e má aderência geralmente ocorrem quando se utiliza massa corrida P. quebra-se o brilho lixando suavemente. Outra hipótese da ocorrência dos mesmos problemas constata-se na repintura. lava-se a superfície com água em abundância para que sejam eliminados os resíduos de soda cáustica. com água em abundância. Os problemas mais comuns em superfícies de madeira pintadas com tinta de sistemas alquímicos são os retardamentos da secagem. Depois aplica-se uma demão de fundo à base de solventes. isto é. como se fosse tinta. Isto acontece quando. Em seguida. em todos os casos. para este fim. repinta-se. manchas. forem eliminados estes resíduos a partir da lavagem de toda a superfície. Não se deve utilizar massa corrida P. seja pela correção da superfície ou para "pintura".então uma demão de fundo à base de solvente para melhorar a firmeza da superfície. sobre massa corrida. antes da repintura. deve ser feita pela remoção da massa corrida e a aplicação de uma demão de fundo à base de solventes. A primeira precaução é evitar tais madeiras. a poeira não foi devidamente eliminada da superfície e/ou a tinta não foi adequadamente diluída e/ou a massa corrida utilizada era muito fraca (com pouca resina). após o lixamento da massa. Aguarda-se a secagem total da superfície e torna-se a pintar. Em seguida repintar. O retardamento indefinido da secagem e/ou manchas é causado pela migração de ácidos orgânicos e/ou resinas naturais características de determinados tipos de madeira. Recomenda-se consultar os fabricantes de tintas sobre cada caso específico. provocando a sua dilatação. não é indicada para superfícies externas. A correção. quando desejável. O certo é o emprego de massa a óleo. Aguardar a secagem total e repintar. corrigir as imperfeições com massa acrílica e repintar. No segundo caso. má aderência e trincas. Em seguida.A. bolhas e descascamentos. bem diluída. Isto feito. recomenda-se retocar a superfície com massa corrida. Em seguida. A repintura sobre madeira impregnada com resíduos de soda cáustica (ou similares) utilizada na remoção da pintura anterior é uma segunda causa do problema que pode ser prevenido se. A correção. podem ocorrer na primeira pintura em paredes internas. para corrigir imperfeições de madeira.A. sendo aplicada com rolo. aplicar uma demão de fundo à base de solventes (1) e repintar.V. no primeiro caso.

Defeitos observados.pode ocorrer pela presença de água sob a película de pintura..a retenção de poeira pela pintura e a suspensão conseqüente lavagem pela chuva provoca o no ar surgimento de regiões manchadas. . . que provoca esforços originando os citados problemas.podem ocorrer pela perda da capacidade de flexibilidade da película após a ação da radiação solar particularmente sua parcela de radiação ultravioleta. aplicação de uma demão de fundo branco fosco bem diluído. em seguida. Fendilhamento Fissuras e intemperismo POSSÍVEIS MECANISMOS DE DEGRADAÇÃO .produto inadequado ao fim a que destina. agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação DEFEITOS AGENTES Perda de água aderência. água. . . neste caso. que podem surgir sob e película ou sobre ela.1 . empol amento. Normalmente ocorrem tanto no interior quanto no exterior da edificação nas faces com má ventilação e sem incidência de radiação solar direta. . correção das imperfeições com massa a óleo. .aplicação inadequada da pintura. A baixa permeabilidade ao vapor de água pode permitir o acúmulo de umidade sob a película. lixamento e eliminação de pó para. repintar.as condições ambientais. partículas em . . degradando o pigmento e veículo da pintura. é feita com a eliminação da massa corrida. umidade e temperatura podem favorecer o crescimento de fungos. intemperismo Manchas escuras na superfície fungos Umidade água 219 .A correção. Tabela 9.preparação inadequada da base.a alteração na cor e brilho da pintura é o resultado da ação de alguns agentes agressivos tais como radiação ultravioleta. descasc amento Perda de sais álcalis aderência. empol amento. sais.pode estar associado ao ataque de álcalis ou ao surgimento de eflorêscencia pelo carreamento de sais solúveis em água através da parede. descasc amento.podem ocorrer pela preparação inadequada da base. aplicação Alteração no aspecto . etc.

1 . etc. de modo tal que o contato com a película. A última demão de tinta deve proporcionar a superfície uma película de pintura uniforme. não provoque na mesma enrugamentos. sem escorrimentos. descoloramentos. As pinturas executadas em superfícies exteriores não devem ser efetuadas quando ocorrer precipitação pluvial.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em madeira 220 .vidros. a pintura em superfícies interiores deve ser realizada em condições climáticas que permitam que portas e janelas permaneçam abertas. a menos que o fabricante estabeleça outro intervalo de variação para um tipo específico de tinta.CONDIÇÕES AMBIENTAIS DURANTE A APLICAÇÃO Os serviços de pintura devem sempre ser realizados em ambiente com temperaturas variando entre 10ºC e 35ºC. com o transporte de partículas em suspensão no ar. alvenarias e concretos aparentes. Também devem ser evitados escorrimentos ou salpicos de tinta nas superfícies não destinadas à pintura . e que não ocorra condensação de vapor de água na base a ser pintada. etc. falhas ou imperfeições..7 . A pintura recém-executada deve ser protegida contra a incidência de poeira ou de água.Os salpicos que não puderem ser evitados precisam ser removidos enquanto a tinta ainda estiver fresca. ou mesmo contra contatos acidentais durante o período de secagem. pisos. 9. Segue abaixo algumas sugestões: • de madeira: Figura 9.9..1. anteriormente aplicada. De preferência. As pinturas de interiores podem ser efetuadas mesmo quando as condições climáticas impeçam as do exterior. empregando-se removedor adequado.6 . condensação de vapor d'água na superfície da base ou ventos fortes.1. desde que seja obedecida a variações de temperatura. somente deverá ser aplicada quando a anterior estiver adequadamente seca. Cada demão de tinta subseqüente.MATERIAL DE TRABALHO Podemos utilizar vários tipos de materiais e equipamentos para se efetuar uma boa pintura.

sem muito esforço físico. madeira ou metal.V.rolos de lã: para aplicação de látex. Rolos? São indicados para pintura de grandes superfícies. em alvenaria... Mais comumente. Proporcionam grande rendimento. Os pincéis têm sempre o corpo e o cabo redondos e às cerdas é dado um formato de acordo com a finalidade de uso. os rolos são utilizados como segue: . As trinchas têm sempre o corpo e o cabo de forma retangular e achatada. P.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em metais Figura 9. São mais comumente usados para trabalhos artesanais. etc. 221 .• de metais: • parede: Figura 9.3 . São mais usados para pinturas em paredes. ou acrílico.2 . verniz ou óleo em madeira ou alvenaria interna. .rolos de espuma lisa: para aplicação de esmalte.A.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em paredes NOTA Pincel ou Trincha? São praticamente a mesma coisa.

Não aplicar tinta diretamente sobre paredes caiadas.1.Não utilizar verniz fosco ou esmalte fosco em superfícies externas.6 l ) / DEMÃO 30 m² 30 m² 20 m² 20 m² 35 m² 40 m² 40 m² 30 m² 20 m² 35 m² 35 m² 30 m² a .8 . b . g. O verniz ou esmalte brilhante são mais resistentes.9 . Látex Acrílico Massa corrida P. em superfícies externas.V. c .Antes de pintar uma superfície.. 9.Não pintar o reboco antes que o mesmo esteja completamente seco e curado. 222 .A.rolos de espuma texturizada: aplicação de látex ou tinta texturada em alvenarias.2 .RECOMENDAÇÕES GERAIS RENDIMENTO Galão ( 3.V.A Massa corrida acrílica Tinta à óleo Esmalte sintético Grafite Zarcão Massa à óleo Verniz Epoxy Silicone 9.V. d . certifica-se de que a mesma esteja adequadamente preparada e que a tinta a ser aplicada seja compatível com a superfície. f .RENDIMENTOS Tabela 9.Não utilizar massa corrida diluída com água como se fosse uma tinta de fundo.V. primeira demão de látex nas portas antes de aplicar o esmalte).Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade: TINTAS Látex P.1.A.Não aplicar massa corrida P. e .) e acrílico) sobre superfícies de madeira ou ferro (exemplos: massa corrida para corrigir imperfeições de portas antes de pintar.Não utilizar produtos látex (P.A.

vidros finos: lâmpada. O vidro em sua fabricação atinge uma temperatura de 800 a 1000° C.4 .3 . corantes (óxido de cobalto-azul. possui baixo índice de dilatação e condutividade térmica. cálcio.800 a 10.Exemplo de fixação dos vidros nos caixilhos 223 . os vidros podem reduzir o consumo energético de um edifício ou residência.VIDRO O vidro é uma substância inorgânica e amorfa. portas. Podemos utilizar o vidro da seguinte maneira: • • • • vidro oco: para garrafas.2 . cloreto de sódio..Classificação dos vidros (ABNT) TIPO Vidro recozido Vidro segurança temperado Vidro segurança laminado Vidro segurança aramado Vidro termo-absorvente Vidro termo-refletor Vidro composto TRANSPARÊNCIA Vidro transparente Vidro translúcido Vidro opaco ACABAMENTO DE SUPERFÍCIE Vidro liso Vidro float Vidro impresso Vidro fosco Vidro espelhado Vidro gravado Vidro esmaltad COLORAÇÃO COLOCAÇÃO Vidro incolor caixilhos Vidro colorido autoportantes mista. além do aspecto estético. nitrato de sódio.. óxido. óxido de selênio-cinza) e sucata de vidro.4).. vidros curvos: usados na ind. Na colocação em caixilhos utilizamos massa de vidraceiro para a sua fixação (Figura 9. vidro plano: janelas. arsênico. Suas principais qualidades é a transparência e a dureza. O vidro colorido. obtida através do resfriamento de uma massa em fusão. O vidro é composto por: sílica. é ótimo isolador. Tabela 9. óxido de ferro-verde. etc. automobilística. O vidro não é poroso nem absorvente.. etc.. suporta pressões de 5. alumina..9.800 kg por cm². soda. Figura 9. frascos. magnésio. aparelhos eletrônicos.

mas isto reduz sensivelmente a resistência do material.5 . o vidro temperado.Cargas nos vidros Tabela 9. que o transforma num material extremamente forte. resistente aos choques mecânicos e térmicos.2 m 1. seguindo de um rápido resfriamento. . A têmpera gera no interior da chapa um conjunto de esforços de tração e compressão em equilíbrio.81 m 2.2. Podem ser feitas opacações leves e desenhos.).1 .00 mm vidro comum vidro temperado Bolas de aço de 225g 0. apresentar fragmentos de pequenas dimensões e com arestas menos cortantes.43 m 224 . como cortes. de aparência e de composição química.1 m Saco de areia de 500g 0. rompendo-se.VIDRO TEMPERADO Vidro temperado significa ter um vidro passado por um processo especial de aquecimento (em torno de 650° C.9. O vidro temperado tem uma resistência mecânica cerca de quatro vezes superior à do vidro comum. IMPORTANTE: Depois de acabado. que reforçam consideravelmente a resistência mecânica.PROPRIEDADES: • Tensão de ruptura: vidro comum 400 kgf/cm² vidro temperado 1470 kgf/cm² Figura 9. além de conferir-lhe as características de segurança.4 .53 m 3.00 m Bolas de aço de 900g 0. conservando as características de transmissão luminosa.Resistência ao impacto: Vidro espessura de 6. não permite novos processamentos. furos e recortes. A segurança reside no fato de. com menor risco de acidentes graves.

enquanto o vidro comum rompe-se a uma diferença de 60° C.Impacto nos vidros • Resistência à flambagem: uma peça de 6mm de espessura de 100 x 35 cm suporta uma carga axial de 1000 kg. DADOS TÉCNICOS: Tabela 9.Flambagem • • • Módulo de elasticidade: 700.Figura 9.5 .7 .Dimensões máximas de fabricação: tipo de vidro temperado temperado temperado diáfano diáfano espessura mm 6 8 10 8 10 dimensões máximas (cm) caixilhos e portas instalações 110 x 200 150 x 260 100 x 220 240 x 320 100 x 220 110 x 220 100 x 220 110 x 250 100 x 220 225 .6 .5 kg/m²/mm Resistência ao choque térmico : resiste a uma diferença de temperatura entre suas faces de até 220° C.00 kgf/cm² Peso específico: 2. Figura 9.

8 e 10 mm bronzes 6. furos: O vidro temperado só pode ser furado antes da têmpera Tolerâncias para os diâmetros e localizações dos furos: a) diâmetro mínimo = espessura da chapa b) diâmetro máximo = 1/3 da largura da chapa c) posição dos furos: a distância mínima entre borda do vidro e a borda do furo deve ser 3 vezes a espessura da chapa.tolerâncias dimensionais: Em todos os casos.Posição dos furos em vidros temperados TIPOS DE VIDROS: O vidro temperado é oferecido nos seguintes tipos. a tolerância é de ± 3 m/m para largura e comprimento.8 e 10 mm 226 .8 e 10 mm verde 6..relações largura/comprimento : 6mm = 1/4 8mm = 1/8 .8 .incolor 0. 10mm = 1/10 Figura 9.8 e 10 mm Vidro diáfano incolor 8 e 10 mm cinza 8 e10 mm Vidro liso cinza 6. cores e espessuras: Vidro polido (cristal) .

Remoção de material eflorescente com escovação de cerdas macias sobre superfície seca. com espessura uniforme e livre de escorrimentos. Remoção de contaminantes gordurosos com aplicação de solventes à base de hidrocarbonetos. 227 . aplicar tinta de fundo para homogeneizar a superfície. A tinta aplicada em ambientes de elevada umidade não deve permitir nem favorecer a formação de vida vegetal. Remoção de sujeiras efetuada com água. Remoção de algas. lavando bem a seguir. 12. 4. 3. Aplicar tinta que forme película porosa e resistente a álcalis sobre substrato muito úmido. sem sinais de contaminação e deterioração. 8. Cada película deve ser contínua. 1. Evitar pintura sobre substratos de concreto ou argamassa curados por tempo insuficiente. As pinturas internas devem permitir a abertura das portas e janelas. A tinta deve ser bem espalhada e a espessura de cada demão deve ser a mínima possível e a espessura do filme deve resultar da aplicação de várias demãos. 11. 6. nem condensação de vapor no substrato. Caso insuficiente. Evitar aplicação de tinta em superfície muito lisa. 2. lavando bem a seguir. 18. sem condições de secagem. 7. Em substratos muito porosos. Tinta aplicada em ambientes externos deve possuir boa resistência à radiação solar. nem em presença de ventos fortes. 15. 17. fungos e bolor com escovação de fios duros e lavagem com solução de fosfato trissódico. Podem ser usadas tintas de acabamento diluídas. Não pintar com chuva. Cada demão deve ser aplicada quando a anterior tiver secado para evitar enrugamentos e deslocamentos. As superfícies devem estar suficientemente secas e endurecidas. A pintura deve ser realizada com temperatura variando de 10 ºC a 35 ºC. 16. 13. 9. 14. 5. Tintas a óleo e alquímicas somente podem ser aplicadas sobre substrato totalmente seco e curados por 60 dias e sobre tinta de fundo resistente à alcalinidade. 10. usar solução de fosfato trissódico com água.ANOTAÇÕES Quanto as Pinturas.

tipo e qualidade dos materiais utilizados no preparo da argamassa de revestimento. em placas compactas ou por desagregação completa. • Especificar os materiais ideais para os revestimentos. À preocupação do usuário com o custo do reparo do revestimento deve-se acrescentar a sensação desagradável do mesmo precisar coexistir com um ambiente visualmente antiestético.a argamassa do revestimento descola inteiramente da alvenaria.o reboco endurecido empola progressivamente. d. f. d.a superfície do revestimento apresenta vesículas com deslocamento da pintura. Podemos observar nas edificações os seguintes fenômenos.fatores externos ao revestimento. g. • Saber as causas prováveis das patologias dos revestimentos. atuando sobre a argamassa de revestimento.má aplicação de revestimento. • Especificar corretamente os reparos. tais como: a. e. APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.a superfície do revestimento apresenta fissuras de conformações variada. deslocando do emboço.mau proporcionamento das argamassas. Todos os tipos de danos de revestimento têm importância do ponto de vista da economia e satisfação do usuário. 228 . b. deslocando da argamassa de revestimento.há formação de eflorescência na superfície da tinta ou entre a tinta e o reboco. c. com desenvolvimento de bolor. prejudiciais ao aspecto de paredes e tetos: a. b.a pintura acha-se parcial ou totalmente fissurada. Estes fenômenos podem se apresentar como resultados de uma ou mais causas. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Saber analisar as manifestações apresentadas nos revestimentos.há formação de manchas de umidade.10 – PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTOS. c.

por sua vez. Outra alternativa é a de 229 . mas sim. Cimento Não existe inconveniente quanto ao tipo de cimento. tem como causa a presença de torrões argilosos.1 . maiores. com excesso de finos na areia ou de mica em quantidade apreciável. De modo a contornar o problema. A mica pode também reduzir a aderência do revestimento à base ou de duas camadas entre si. costuma-se adicionar aditivo incorporador de ar à argamassas de cimento. como agregado. A desagregação do revestimento.1 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS . a expansão pode ser resultante da formação de produtos de oxidação da pirita e das concreções ferruginosas .de hidratação de argilo-minerais montmoriloníticos ou de matéria orgânica.1 . mica. em idades.Vesícula formada no reboco. por sua vez.1.Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados Agregados Em nosso meio é utilizada. a areia natural essencialmente quartzosa. Dos efeitos observáveis. concreções ferruginosas e matéria orgânica. exceção feita à de chapisco. A retração nas primeiras 24 horas é controlada pela retenção de água que.1) Figura 10. Mas. material pulverulento escuro.10. é proporcional ao teor de finos.ANÁLISE DAS CAUSAS 10. no interior de cada vesícula observa-se um ponto escuro (Figura 10. respectivamente . a retração aumenta com o teor de finos.sulfatos e óxidos de ferro hidratados. A matéria orgânica pode ser a causa de formação de vesículas esporádicas. pirita. quanto à finura que regulará os níveis de retração por secagem. No centro da vesícula. São particularmente prejudiciais impurezas tais como: aglomerados argilosos.

A hidratação retardada é a responsável pelo rasgamento do saco quando a cal é armazenada por tempo prolongado. a expansão não pode ser absorvida pelos vazios de argamassa e o efeito é o de formação de vesículas. com efeitos diferentes. O inconveniente é o aumento de volume que acompanha a reação de hidratação. pode continuar após o ensacamento. durante o amassamento e após a aplicação da argamassa. cuja velocidade depende das condições de calcinação da matéria-prima. dá-se por uma reação contínua. o aumento de volume causa danos ao revestimento. ela se dá simultaneamente à carbonação.adicionar-se cal hidratada que aumenta o teor de finos. melhorando a retenção de água e trabalhabilidade do conjunto. Se utilizada logo após a fabricação. mais propriamente na camada de reboco. Cal A produção de cal virgem e de cal hidratada e o endurecimento da argamassa pertencem a um ciclo de reações que se inicia pela decomposição do constituinte principal da matéria-prima. terminando pela sua regeneração no endurecimento da argamassa. A etapa intermediária. como resultado da ação do anidrido carbônico do ar.Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno. o carbonato. Quando esta reação não é completa durante a extinção em fábrica. 230 . Comparativamente. a cal virgem dolomítica tem velocidade de hidratação mais lenta. Ao ser a hidratação do óxido de magnésio muito mais lenta. na forma de grãos grossos. O revestimento endurecido empola gradativamente deslocando-se do emboço (figura 10.2 . de hidratação da cal virgem. quer se trate do óxido de cálcio ou do óxido de magnésio presentes na cal. observáveis nos primeiros meses de aplicação do reboco. Existindo óxido de cálcio livre.2) Figura 10.

Em camadas pouco espessas como as de reboco. Podemos considerar como argamassa rica a que contém proporção calareia.2 .Causas decorrentes do traço da argamassa Argamassa de cimento A primeira camada do revestimento é constituída pelo emboço. por exemplo). como já visto. Argamassa de cal O endurecimento é resultante da carbonatação da cal. iniciando-se na parte inferior da alvenaria. areia. 231 . em massa superior a 1:3. 10. Assim sendo. cal e de condições favoráveis à penetração do anidrido carbônico do ar atmosférico através de toda a espessura da camada. Com relação ao agregado é desaconselhável a utilização de argamassa de saibro. Observam-se fissuras e deslocamento quando esta camada é excessivamente rica em cimento (proporção 1:2 em massa. mas desfavorecida por uma porosidade baixa resultante de uma argamassa rica em finos. a carbonatação é favorecida pela pequena espessura da camada. 10. cuja função é regularizar a superfície da base.Observar-se que o empolamento e mais localizado em regiões onde há maior incidência do sol ou de aquecimento por fontes quaisquer (fogão.3 .Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa. a resistência da argamassa é função de uma proporção adequada. condição agravada quando aplicada em espessura maior de 2 cm.1. tubulação de água quente). A incidência da chuva favorece o fenômeno de desagregação. para que essa camada seja suficientemente elástica deve conter cal e cimento em proporções adequadas. aquecedores. procedentes tanto do agregado como do aglomerante.

4 . pode apresentar problema de aderência. Constata-se casos de deslocamento acompanhado de desagregação.A Figura 10. Assim. A aderência se dá pela penetração da nata no aglomerante nos poros da base e endurecimento subseqüente. como as de emboço. mas não tem a resistência suficiente para manter-se aderente ao emboço ou à alvenaria. A Figura 10.3 . uma 232 .4 nos mostra o deslocamento de revestimento aplicado sem chapisco. como exemplo. com a agravante de ter sido aplicado sem chapisco sobre blocos de concreto. Uma argamassa magra tem porosidade favorável à carbonatação. construída de saibro e cal. o qual impede a penetração da nata do aglomerante. 10. Consequentemente vai depender da textura e da capacidade de absorção da base. é aplicada a utilização de cimento e cal. 10. bem como da homogeneidade dessas propriedades.1. Cita-se.Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco. ou da qualidade dos materiais empregados. Para as camadas de 2 cm aproximadamente ou mais. é essencial que existam condições de aderência do revestimento à base. uma camada do revestimento aplicada sobre outra impregnada de um produto orgânico. para argamassa de 1:16 ou ainda para proporções maiores. quando aplicada como revestimento em uma única camada.3 nos mostra a desagregação de um revestimento de uma única camada com espessura fora de especificação.Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento Aderência à base Independentemente do número de camadas de argamassa aplicadas.

Outra causa a ser citada é a ausência de rugosidade da camada da base. Observa-se que em alguns casos deslocamento de revestimento de laje de teto o emboço chega a apresentar espessura de 5 cm.Causas decorrentes do tipo de pintura As tintas a óleo ou à base de borracha clorada e epóxi promovem uma camada impermeável que dificulta a difusão do ar atmosférico através da argamassa de revestimento. Por carbonatação. 233 . a retração que acompanha a secagem da camada inferior gera fissuras. preparo. aplicação e manutenção". se o tempo de endurecimento e secagem da camada inferior não é observado antes da aplicação da camada superior. impedindo o endurecimento do interior da camada de revestimento. o revestimento acaba por descolar sob efeito do seu próprio peso. com configuração de mapa. Sendo a área dessas juntas relativamente pequena. forma-se uma película de carbonato uniforme que age como uma barreira à penetração do anidrido carbônico.1. o grau de carbonatação atingido não é suficiente para conferir à camada de reboco a resistência suficiente e este acaba por deslocar-se do emboço com desagregação (Figura 10. agravado por em traço rico de cimento.5). O alisamento intenso da camada de reboco propicia uma concentração de leite de cal na superfície. não permite que o revestimento acompanhe a movimentação da estrutura. Este fato. deslocando-se. O revestimento mantém-se aderente nas regiões correspondentes às juntas do assentamento. 10.superfície de concreto impregnada de desmoldante ou uma camada de chapisco contendo um produto hidrofugante. a espessura do emboço não deve ultrapassar 2 cm e a do reboco 2 mm. Espessura do revestimento Segundo as prescrições da NB-231 "Revestimento de paredes e tetos com argamassas: materiais. No reboco. o efeito observado é de desagregação por falta de carbonatação. na camada superior.4 . Se a pintura for aplicada prematuramente. Aplicação da argamassa Para argamassa contendo cimento.

ou formação de bolor em pontos onde não há incidência de sol (Figura 10.Causas externas ao revestimento Umidade A infiltração de água através de alicerces. 234 . 10.5 . A infiltração constante provoca a desagregação do revestimento.Efeitos da umidade sobre o reboco.Figura 10.5 .6). 10.6 . A alvenaria freqüentemente exposta ao sol não favorece a formação do bolor.Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente. acompanhada ou não pela formação de eflorescência ou vesículas. A argamassa nos pontos empolados é pulverulenta e facilmente removível. com pulverulência (Figura 10. lajes cobertura mal impermeabilizadas ou argamassas de assentamento magras manifesta-se por manchas de umidade.1.7).

a eflorescência deposita-se entre a camada de tinta e a do reboco. 10.reação de sulfato do meio ambiente ou do componente da alvenaria com o cimento da argamassa. 235 . comprometendo a aderência entre ambas. As causas podem ser as seguintes: . 10. A expansão da argamassa de assentamento pode ser provocada por reações químicas entre os constituintes desta argamassa ou mesmo entre compostos do cimento e dos tijolos ou blocos que compõem a alvenaria.Figura 10.hidratação retardada da cal dolomitica usada na argamassa de assentamento. Estas tintas são também responsáveis pela formação de vesículas ou bolhas que resultam da percolação da água através da alvenaria e que se acumula entre o revestimento e a tinta.7 .9). No caso de tintas impermeáveis. Expansão da argamassa de assentamento Ocorre predominantemente no sentido vertical e pode ser identificada por fissuras horizontais no revestimento (Figuras 10.8a. .Acúmulo de bolor no revestimento por efeito de umidade.8b.

Em conseqüência. REPAROS A possibilidade de reparo é função do tipo e extensão do dano existente.Fissura do revestimento por expansão da argamassa de assentamento (b) Figura 10.1. Nestes casos.8a e 10.Aspecto do revestimento interno. 10. às vezes por um largo tempo. Os danos nem sempre aparecem em toda a edificação. Notam-se as fissuras do revestimento e da argamassa de rejuntamento dos azulejos.6.(a) Figura 10. a tendência do usuário é executar pequenos reparos. o fenômeno alastra-se progressivamente. talvez antieconômico se comparado a uma execução completa.8b . mas comumente localizados em pontos onde o fenômeno que os originou é mais favorecido. é necessária a 236 .9 . Por isso mesmo. solicitando um reparo constante. sem a preocupação com a causa.

branca Vesículas . Cal não carbonada Umidade constante Área não exposta ao sol Empolamento da pintura.2.Presença de concreções ferruginosas na areia . apresentando-se as partes internas das empolas na cor: .vermelho acastanhado . Manifestações Aspecto observado Manchas de umidade Pó branco acumulado sobre a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Umidade constante Sais solúveis presentes no elemento da alvenaria Sais solúveis presentes na água de amassamento ou unidade infiltrada Reparos Eliminação da infiltração da umidade Secagem do revestimento Escovamento da superfície Reparo do revestimento quando pulverulento Eliminação da infiltração da umidade Lavagem com solução de hipoclorito Reparo do revestimento quando pulverulento Renovação da camada de reboco Bolor Manchas esverdeadas ou escuras.Presença de pirita ou de matéria orgânica na areia . extensão do dano e solução.Hidratação retardada de óxido de cálcio da cal.1 e 10.preta .Identificação das causas.1 .bolhas contendo umidade interior A superfície do reboco formando bolhas cujos diâmetros aumentam progressivamente O reboco apresenta som cavo sob percussão . como segue nas Tabelas 10. .identificação das causas e da extensão do dano para melhor decidir-se sobre a solução a ser adotada.Aplicação prematura de tinta impermeável Infiltração de umidade Eliminação da infiltração da umidade Renovação da pintura Deslocamento com Empolamentos Hidratação retardada do óxido de magnésio da cal Renovação da camada de reboco 237 . Tabela 10. Revestimento em desagregação.

Argamassa aplicada em camada muito espessa .apicoamento da base . do óxido de magnésio da cal.A superfície de contato com a camada inferior apresenta placas freqüentes de mica .A superfície da base é muito lisa .Tabela 10.Ausência de carbonatação da cal .O reboco foi aplicado em camada muito espessa Renovação do revestimento após hidratação completa da cal da argamassa de assentamento A solução a adotar é função da intensidade da reação expansiva Fissuras Horizontais Deslocamento com Pulverulência .Identificação das causas.Argamassa muito rica . etc.A superfície da base está impregnada com substância hidrófuga . extensão do dano e solução. com som cavo sob percussão Renovação do revestimento: .Excesso de finos no agregado .2 .eliminação da base hidrófuga . dilatações térmicas diferenciadas. resultantes de causas tais como recalques de fundação.Ausência da camada de chapisco Argamassa magra Reparos Renovação do revestimento Renovação da pintura Deslocamento em Placa A placa apresenta-se endurecida. Expansão da argamassa de assentamento por reação cimento-sulfatos ou devido à presença de argilo-minerais expansivos no agregado .A película de tinta desloca arrastando o reboco que se desagrega com facilidade .O reboco apresenta som cavo sob percussão Renovação da camada de reboco OBS: Estão excluídas desta análise as fissuras de revestimento. movimentação de estrutura. Sob percussão o revestimento apresenta som cavo A placa apresenta-se endurecida. desagregando-se com facilidade Sob percussão o revestimento apresenta som cavo Apresenta-se ao longo de toda a parede Deslocamento do revestimento em placas.Traço excessivamente rico em cal . quebrando com dificuldade. 238 .aplicação de chapisco ou outro artifício para melhoria da aderência Renovação do revestimento Ausência da camada de chapisco Expansão da argamassa de assentamento por hidratação retardada. Manifestações Fissuras Mapeadas Aspecto observado As fissuras têm forma variada e distribuem-se por toda a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Retração da argamassa de base .Traço em aglomerantes . mas quebradiça.

• Deterioração das juntas. mãode-obra etc. Um dos sinais desta patologia é a ocorrência de um som cavo (oco) nas placas cerâmicas quando percutidas. quando são escolhidos os materiais. juntas de dessolidarização). ou na fase de execução.2. contravergas.2 – Trincas. • Trincas. • Utilização do cimento colante vencido. Verificar com cuidado. 10. 2004). • Deformação lenta da estrutura de concreto armado.) (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. ou da argamassa colante. ou se observa o estufamento da camada de acabamento.Destacamentos de placas São caracterizados pela perda de aderência das placas cerâmicas do substrato. Muitas vezes a solução é a retirada total do revestimento (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO.2. estrutura etc. ou quando o projetista não leva em consideração as interações do revestimento com outras partes da construção (esquadrias. gretamentos e fissuras Geralmente ocorre por causa da perda de integridade da superfície da placa cerâmica.). É muito trabalhosa e cara a recuperação desta patologia. • Execução do revestimento sobre base recém executada.2 – REVESTIMENTOS CERÂMICOS .1 . variações higrotérmicas e de temperatura. 10. devido a acomodação da construção. • Gretamento e fissuras. As patologias mais comuns são: • Destacamentos de placas.10. 239 . quando as tensões ultrapassam a capacidade de aderência das ligações entre a placa cerâmica e argamassa colante e/ou emboço. • Eflorescências. As causas destes defeitos são: • Instabilidade do suporte. características um pouco resiliente dos rejuntes. • Assentamento sobre superfície contaminada. pois as patologias são evidenciadas por alguns sinais que podem ter origem em outros componentes de revestimento (base. • Mão-de-obra não qualificada. 2004).ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias nos revestimentos cerâmicos podem ter origem na etapa de projeto. • Ausência de detalhes construtivos (vergas.

As trincas são rupturas na placa cerâmica provocadas por esforços mecânicos. 10. com aberturas superiores a 1 mm.2. que causam a separação das placas em partes. que por sua vez.3 – Eflorescência Eflorecência são manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. O cimento comum. o que elimina os ais solúveis). Garantir o tempo necessário para secagem de todas as camadas anteriores à execução do revestimento cerâmico. As fissuras são rompimentos nas placas cerâmicas. Para evitar esse processo podemos adicionar: • • • Reduzir o consumo de cimento Portland no emboço ou usar cimento com baixo teor de álcalis. O gretamento é uma série de aberturas em várias direções inferiores a 1 mm e que ocorrem na superfície esmaltada das placas. ocasionando o contato com o ar. Pode ser facilmente retiradas mediante solução diluída de ácido muriático em concentrações baixas e em pequena quantidade. contém anidro carbônico. A causa provável desta patologia é a falta de especificação de juntas de movimentação e detalhes construtivos adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. 2004). resultanto em carbonato de cálcio. reagindo com a água. Como a argamassa de assentamento e de rejuntamento contém cimento e essas camadas são porosas. denominada hidróxido de cálcio. resulta em uma base medianamente solúvel. Utilizar placas cerâmicas de boa qualidade (queimadas em altas temperaturas.2. com abertura inferiores a 1 mm e que não causam a ruptura das placas.4 – Deterioração das juntas As juntas são responsáveis pela estanqueidade do revestimento cerâmico e pela capacidade de absorver deformações. enxaguando muito bem a superfície após seu uso. sal insolúvel de coloração branca. em sua composição encontra-se o hidróxido de cálcio livre. a deterioração das juntas compromete o desempenho dos revestimentos cerâmicos. 10. Observa-se que está ocorrendo uma deterioração das juntas quando ocorre: 240 . dá-se a reação entre essas duas substâncias. Ela aparece devido a um processo químico.

4 apresentam as patologias mais comuns das tintas aplicadas sobre as paredes. 10. do preenchimento das juntas. pelo procedimento de limpeza inadequada (uso de ácidos e bases concentrados). podem envelhecer e perder a cor. Diluição excessiva da tinta na aplicação. Envelhecimento do material de preenchimento. sofrem deterioração na presença de agentes agressivos (chuva ácida ou fissuras).3 – PINTURAS . podem causar fissuras. Quando os rejuntes possuem uma quantidade grande de resinas. 2004).• • Perda de estanqueidade. Formulação inadequada da tinta As tabelas 10. Condições metereológicas inadequadas por temperatura e/ou umidade muito elevada ou muito baixa ou ventos fortes. Para evitar a ocorrência desta patologia devemos ter controle da execução do rejuntamento. preenchimento com materiais a base de cimento. somados aos ataques de agentes atmosféricos agressivos e/ou solicitações mecânicas.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias da pintura estão relacionadas a duas famílias de problemas: • • Interface do filme com o substrato. A própria película da pintura. Umidade excessiva no substrato. A perda da estanqueidade pode iniciar-se logo após a sua execução. que. 241 . As causas mais prováveis do problema são: • • • • • • • Escolha inadequada da tinta por conta da exposição ou por incompatibilidade com o substrato.3 e 10. As juntas rígidas. por ser de origem orgânica. bem como da escolha de matérias de preenchimento adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. Ausência de preparação do substrato ou preparo insuficiente Substratos que não apresenta estabilidade.

. majorado pela alta temperatura e umidade.Tabela 10. a água infiltra na película de tinta(com o tempo) chegando até a massa que começa a estourar e causa esfarelamento do reboco. .quando a tinta não for diluída corretamente. como as tintas a óleo ou alquídicas. . -aplicação de tinta impermeável sobre substrato úmido. porosidade e umidade. não devem usar massa corrida PVA. -verificar a existência de umidade no substrato. -verificar a existência de contaminantes na interface película e substrato. aparecendo um pó bem fino. graxa.quando é usada massa corrida PVA em paredes externas ou internas.aplicação de tinta sobre substrato em vias de expansão ou desagregação. Causas: -aplicação de tinta em superfície contaminada por sujeira.3 – Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU. óleo. . . B) aplicação em substrato instável: Causas: .começa o estufamento da superfície. -superfície calcinada.não hidratação correta da cal. que por evaporação e capilaridade. C) aplicação sobre base úmida. 2007). -perda de aderência da película. . -paredes próximas ao chão com piso frio. sobre substrato úmido e alcalino. -aplicação da tinta sobre substrato muito liso. -conforme se lava o piso.umidade na superfície. mas em contato com água. restando apenas os pigmentos e as cargas em forma pulverulenta. que não tenha sido preparada adequadamente. -verificar as características do substrato e da superfície de aplicação quanto a lisura. . Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) preparo inadequado do substrato ou ausência.aplicação de tinta sobre substrato com elevado teor de sais solúvel em água. desmoldantes. etc. pulverulência e umidade na interface do filme com o substrato. causando um esfarelamento do reboco com facilidade. devido a diluição incorreta. poeira. -aplicação da tinta sobre superfície úmida. -aplicação de tinta sobre reboco sem cura adequada de 30dias. -ao aplicar uma tinta com melhor qualidade sobre uma de qualidade inferior. -má aderência da tinta. Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis. -por excesso de cal na preparação do reboco.aplicação prematura da tinta formando película impermeável sobre a argamassa não curada. -aplicação de tinta sobre superfícies que contenham partes soltas e caiação. que absorve o veículo. Deslocamento Pintura da -pulverulências ou descolamentos. eflorescência. -superfície que não tenham eliminado totalmente o pó. semelhante ao sal. -escamação da Película. com perda de aderência. partículas soltas. -por poeiras que não foram removidas das superfícies (massa corrida após lixada).aplicação sobre substrato muito poroso. Bolhas Massa corrida PVA em contato com a água Descascamento -a tinta começa a descascar ou soltar da parede Calcinação . 242 . depositamse na interfase do filme com o substrato.

4 . -em caso de umidade.umidade por chuvas e não se ter aguardado a secagem. da parte interna da parede para a externa. tornando a tinta pegajosa com sinais de bolhas. -algas: áreas externas. . cinza. marrom. -aplicação de tinta com baixa resistência ao ataque por agentes biológicos (bolor. -ocorre quando acontecem chuvas tipo garoa. -aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas solúveis em água. aparecendo assim marcas do rolo. -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco não curado ou sobre parede com umidade. -fungos: área interna e externa.Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU. C) Aplicação em condições inadequadas: Causas: . enrugando o filme. -são microorganismos vivos que se proliferam em ambientes diferentes. durante a secagem do reboco. -a eflorecência se dá pela eliminação de água sob a forma de vapor. Perda de brilho e de cor. .aplicação de tinta com baixa flexibilidade. fungos e algas). cor verde. -aplicação de tinta sobre substrato muito poroo. na cor preta.Tabela 10. 243 .a tinta com filme ainda não curado. usados na formulação das tintas. quando a tinta não está totalmente curada. 2007 Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) Problemas com a natureza da tinta Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência à radiação solar em ambiente externo.Aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas expansivas. -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco muito arenoso. Defeitos no filme da Pintura Desagregamento Manchas esbranquiçadas Manchas por chuvas irregulares Fungos -é um tipo de descascamento em que. causando manchas. -em cores escuras. apresentando bolhas e vesículas. . -incompatibilidade das várias camadads. . . quando se arrastam matérias alcalinos solúveis do interior para a superfície pintada.por ter sido aplicado acabamento final sobre reboco úmido ou por não ter sido curado. quando a tinta foi diluída excessivamente. . verde azulada e vermelho-castanho.aplicação prematura de tinta que forme película impermeável. secagem muito rápida ou espessura elevada produzindo enrugamentos.aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis. B) Problemas com a natureza do substrato Causas: .secagem muito rápida devido à temperatura ou umidade inadequadas ou ventos fortes. junto com a película de tinta. que molha somente pontos isolados da parede. sai também parte do reboco e costuma ficar esfarelendo por baixo. faz com que aflorem materiais solúveis. verde e outras. com destruição do filme por fissuramento ou por deterioração com pulverulência. pode ocorrer.

cimentos. mas é importante frisar que grandes benefícios poderiam também ser obtidos no que concerne à durabilidade das estruturas. Atenção também deve ser dada às especificações sobre agregados. estabilidade.1. pois cada uma tem seus aspectos exclusivos e particulares.11 . • Especificar corretamente a concretagem e o adensamento. trabalhabilidade. e também por falta de tecnologia por parte de pequenos construtores. perda ao fogo etc. Vamos abordar de modo prático alguns detalhes para uma boa execução de obras em concreto armado. Seriam óbvias as vantagens em economia propiciadas pela utilização de concreto de maior resistência. 11.MATERIAIS EMPREGADOS EM CONCRETO ARMADO 11. de resistência à compressão.1): 244 . ou mesmo. o que fará com que as construções sejam prejudicadas quanto a durabilidade. em geral. maior resistência à abrasão e baixa permeabilidade.DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. a cada tipo de concreto.. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher os tipos de materiais ideais para execução de obras utilizando concreto armado. pega. estrutura. Sabemos que apesar da grande evolução na tecnologia do concreto. tecnicamente e economicamente. Exemplo de alguns tipos de cimento disponíveis no mercado brasileiro passíveis de emprego em aplicações específicas (Tabela 11. No que se referem aos constituintes da mistura os pontos-chaves são o fator água-cimento. • Especificar corretamente as fôrmas o ecoramento e o contraventamento. • Especificar corretamente as armaduras bem como a sua posição.1 .1 Cimento O projeto deverá estabelecer os tipos de cimento adequados. aditivos e cuidado especial é recomendável quanto aos teores de cloretos e sulfatos no concreto. funcionalidade das estruturas em concreto armado. em relação aos materiais inertes disponíveis. devido sempre a problemas referentes a custos. • Especificar corretamente a cura e a desforma. consumo de cimento e resistência. pois concretos mais fortes tem também. método construtivo. ficando aqui em ressalva que qualquer problema em obra deverá ser bem estudado para se fornecer uma solução adequada. nas obras de pequeno e médio porte não se consegue executar um concreto com todas as suas características.

b) CPI-S. Favorece a sua aplicação em grandes volumes devido ao baixo calor de hidratação. esgotos e efluentes industriais. tubos e canaletas para condução de líquidos agressivos. Este cimento combina com bons o baixo calor de hidratação com o aumento de resistência do cimento Portland comum. Empregado em obras civis em geral. Recomendado para estruturas que exijam um desprendimento de calor moderadamente lento ou que possam ser atacados por sulfatos. adição recomendado para construção em geral. onde o volume é grande. c) CPII-F-Com adição de fíler. É recomendada em todas as aplicações que necessitem de 5-Cimento Portland de Alta resistência resistência inicial elevada e desforma rápida inicial (CP V-ARI) ( NBR 5733) Oferece resistência aos meios agressivos sulfatados como 6-Cimento Portland Resistente a Sulfatos redes de esgotos de águas servidas ou industriais. O concreto feito com esse produto é mais impermeável e por isso mais durável. mais durável. a proteção oferecida e em geral. 245 . O cimento Portland composto é modificado. água do CP (RS) (NBR 5737) mar e em alguns tipos de solo O cimento Portland de baixo calor de hidratação. assim como (NBR 5735) alta resistência à expansão devido à reação álcali-agregado. suficiente. Seu uso. Esse Hidratação. O (NBR 12989) estrutural com classes de resistência de 25. assim devendo ser conservado até o momento da sua utilização. além de ser resistente a sulfatos. O cimento.1 – Cimentos disponíveis no mercado brasileiro (ABCP. apresenta maior impermeabilidade e 3-Cimento Portland de Alto-Forno (CP III) durabilidade. ao sair da fábrica acondicionado em sacos de várias folhas de papel impermeável. Empregado em geral. Apresenta menor c) CPII-F-composto com fíler resistência ao ataque de sulfatos contidos no solo. subterrâneas . similares aos demais tipos de cimento. Para aplicações gerais Adicionado com escória. com 5% de material pozolânico em massa. e está 8-Cimento Portland Branco CPB classificado em dois subtipos: estrutural e não estrutural. Caso contrário. evitando o aparecimento de fissuras de origem térmica. É muito 1-Cimento Portland Comum (CP I) adequado para o uso em construções de concreto em geral (NBR 5732) quando não há exposição a sulfatos do solo ou de águas a) CPI – Cimento Portland Comum b) CPI-S-Cimento Portland Comum com subterrâneas. portanto. Quando o intervalo de tempo decorrido entre a fabricação e a utilização não é demasiado grande. com as mesmas características. apresenta resistência mecânica superior. Para uso geral. Gera calor numa 2-Cimento Portland (CP II) (NBR 11578) velocidade menor do que o gerado pelo cimento Portland a) CPII-E-composto com escória comum. 32 e 40. obras em ambientes agressivos. é designado 7-Cimento Portland de Baixo Calor de por siglas e classes de seu tipo acrescidas de BC. 2003) Tipos Aplicações a) CPI-Cimento Portland sem adição além da gipsita. precauções suplementares devem ser tomadas para que a integridade dos característicos iniciais do aglomerante seja preservada. marítimas e industriais. O cimento Portland branco se difere por coloração. obras submersas.Tabela 11. é mais indicado em lançamentos b) CPII-Z-composto com pozolana de concreto. O concreto (NBR 5736) feito com esse produto se torna mais impermeável. É especialmente indicado em obras expostas à 4-Cimento Portland Pozolânico (CP IV) ação de água corrente e ambientes agressivos. a) CPII-E-Com adição de escória granulada de alto forno. b) CPII-Z-Com adição de material pozolânico. mas é particularmente vantajoso em obras de concreto-massa. além de baixo calor de hidratação. apresenta-se finamente pulverizado e praticamente seco. CP (BC) (NBR13116) cimento tem a propriedade de retardar o desprendimento de calor em peças de grande massa de concreto.

com formação de grumos que não são total e facilmente desfeitos com leve pressão dos dedos. tanto quanto possível. calçada.As pilhas devem ser feitas a 30 cm do piso sobre estrado de madeira e a 30 cm das paredes e 50 cm do teto (Figura 11. depois de peneirado em peneira com malha de 5 mm (peneira de feijão). reduzindo-lhe sensivelmente as suas características de aglomerante. freqüentemente.Local para guarda de materiais 246 . de ambientes úmidos e em segundo. em primeiro lugar. por ele absorvida.1 . salvo se o tempo de armazenamento for no máximo 15 dias. RECOMENDAÇÕES: O cimento sendo fornecido em sacos deve-se verificar sua integridade.As pilhas não excederem de mais de 10 sacos. forçando um contato mais intenso entre as partículas do aglomerante e a umidade existente chegando a empedrar. hidrata-o pouco a pouco. Caso contrário. ainda se pode tentar aproveitar o cimento utilizando em aplicações de menor responsabilidade como pisos. a presença de torrões e pedras que caracterizam fases mais adiantadas de hidratação. Os sacos que contém cimento parcialmente hidratado. pois o cimento ainda é possível de hidratar-se (Figura 11. preservá-lo. o cimento deste saco pode ser utilizado. não devem ser aceitos para utilização em concreto estrutural. Portanto para evitar essas duas principais causas de deterioração do cimento é aconselhável: 1º . Figura 11. mas não deve ser utilizado em peças estruturais. lastros etc. não ser estocado em pilhas de alturas excessivas.1). ou se for possível esfarelar os torrões com os dedos. 2º .2). isto é. Ao esfregá-lo entre os dedos sente-se que não está finamente pulverizado. Para armazenar cimento é preciso. não aceitando os que estiverem rasgados ou úmidos. se o saco de cimento for tombado sobre uma superfície dura e voltar a se afofar. O empedramento às vezes é superficial. É que ele nunca se apresenta completamente seco e a pressão elevada a que ficam sujeitos os sacos das camadas inferiores reduz os vazios. constata-se mesmo. O cimento hidratado é facilmente reconhecível. caso em que pode atingir 15 sacos.A principal causa da deterioração do cimento é a umidade que.

com granulometria mais fina que o material usado na dosagem inicial. 11. Para evitarmos a variabilidade dos agregados devemos esclarecer junto aos fornecedores a qualidade desejada e solicitar rigoroso cumprimento no fornecimento. no caso de obras de pequeno porte. consequentemente. é praticamente inviável a execução de tais ensaios e análises. tipos e classes diferentes. verificar a procedência. o qual será desnecessário. Devem-se tomar cuidados especiais no armazenamento utilizando cimento de marcas.Os lotes recebidos em épocas diferentes e diversas não podem ser misturados. Quando da aprovação de jazida para fornecer agregados para concreto devemos ter conhecimento de resultados dos seguintes ensaios e/ou análises: • • • • • reatividade aos álcalis do cimento (álcali-sílica. que prejudicará sua coesão e capacidade de reter água em seu interior. algumas vezes por motivo de abastecimento ou econômico. Esta variabilidade prejudica a homogeneidade e características mecânicas do concreto. álcali-carbonato). por exemplo). mas devem ser colocados separadamente de maneira a facilitar sua inspeção e seu emprego na ordem cronológica de recebimento. Se ocorrer o inverso haverá um excesso de água para a mesma trabalhabilidade. deve-se optar pelo uso de material já consagrado no local ou pela adoção de medidas preventivas. necessitará uma maior quantidade de água para mantermos a mesma trabalhabilidade e. • absorsão do material No entanto. Neste caso. carvão. A capacidade total armazenada deve ser suficiente para garantir as concretagens em um período de produção máxima.2 Agregados miúdo e graúdos Devemos tomar o cuidado para que em nossas obras não se receba agregados com grande variabilidade. daqueles inicialmente escolhidos. análise petrográfica e mineralógica. além de provocar uma redução de finos. 247 . resitência à abrasão. e também.1. sem reabastecimento. em casos específicos (uso de material pozolânicos. presença de impurezas ou materiais deletéricos. estabilidade do material frente a variações de temperatura e umidade. O tempo de estocagem do cimento pode ser prolongado tomando todos os cuidados na estocagem (podendo atingir até 90 dias) mais em obra não devemos ultrapassar 30 dias. pois torna-se antieconômico. e o local de armazenamento e devem estar praticamente isentos de materiais orgânicos como humus. álcali-silicato. a quantidade. Se recebermos. RECOMENDAÇÕES: Deve-se ao chegar os agregados. siltes. haverá uma redução na resistência mecânica. aumentando a resistência pela diminuição do fator água/cimento. provocando exudação do mesmo. etc.

para que a água escoa no sentido inverso da retirada dos agregados. diminuindo-se o gradiente de umidade.1. em função de meio ambiente existente na região da obra. pedindo que seja bem batida para a sua total liberação. o mesmo não ocorre com o concreto armado.Para o armazenamento dos agregados poderemos fazê-lo em baias com tapumes laterais de madeira (Figura 11. dentro de certos limites. deve-se ter o cuidado de verificar no lançamento do material na betoneira. Do ponto de vista da durabilidade dos concretos. evitando-se constantes correções na quantidade de água lançado ao concreto.Água A resistência mecânica do concreto poderá ser reduzida. 1 e 2 para possibilitar a drenagem do excesso de água.50m. 248 . se a água utilizada no amassamento conter substâncias nocivas em quantidades prejudiciais.Baias de madeira para separar os agregados 11.1. 11. Portanto. o que provoca a diminuição da aderência ao concreto armado e diminuição de seção das barras. para o concreto simples.2 . No segundo caso de diminuição de seção. o emprego de águas não potáveis no amassamento do concreto pode criar problemas a curto ou longo prazo. o problema é de ordem estrutural.3 .2) ou em pilhas separadas.4 . e colocar uma camada com aproximadamente 10 cm de brita. Se. pode não trazer conseqüências danosas. Deveremos fazer uma inclinação no solo. evitando a mistura de agregados de diferentes dimensões. Estando a areia com elevada saturação. devendo ser criteriosamente avaliada a perda de seção da armadura. onde a existência de cloretos pode ocasionar corrosão das armaduras. impedindo o contato com o concreto. Figura 11. esta diminuição é provocada pela formação de uma película não aderente às barras de aço. principalmente nas areias e pedriscos. se parte da mesma não ficou retida nas caixas ou latas. o uso de águas contendo impurezas. além de manchas e eflorescências superficiais. Recomenda-se que as alturas máximas de armazenamento sejam de 1.Armaduras Os problemas existentes com as barras de aço é a possibilidade de corrosão em maior ou menor grau de intensidade. No primeiro caso. a água destinada ao amassamento deverá ser as água potáveis.

limpeza manual com saco de estopa úmido. . Para a limpeza das barras com corrosão devemos fazer em ordem de eficiência: .Receber as armaduras já montadas.Cobrir com lonas plásticas.4) de 30 cm de espessura.RECOMENDAÇÕES: Meios fortemente agressivos (regiões marítimas.: As barras que foram pintadas com camadas de cimento.Armazenar o menor tempo possível.jateamento de areia.Armazenar as barras sobre travessas de madeira (Figura 11.Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência.(avaliar a eficiência periodicamente). Obs.Receber na obra as barras de aço já cortadas e dobradas. . .Armazenar as barras em galpões fechados e cobertos com lona plástica. 249 . a qual pode ser feito manualmente através de impacto de pedaço de barra de aço estriada e ajudar a limpeza através de fricção das mesmas. Meios pouco agressivos: . ou altamente poluídas): . em pequenas quantidades. . para sua utilização na estrutura deverão ser removidas.3) de 20 cm de espessura. .limpeza manual com escova de aço. .Armazenar as barras em travessas de madeira (Figura 11. . apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido de pedra britada. apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido por camada de brita. Meios mediamente agressivos: .Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência (avaliar a eficiência periodicamente). .

0 ou superior e os fios aqueles de diâmetro nominal 10.0 ou inferior. E sua unidade é em milímetros (Tabela 11. fabricados por laminação a quente. As barras são produtos de diâmetro nominal 5. fabricado por trefilação ou processo equivalente (estiramento ou laminação a frio). • Aços encruados a frio: obtidos por tratamento a frio trabalho mecânico feito abaixo da zona crítica. os grãos permanecem deformados aumentando a resistência.3 . Pode ser encontrado em fios isolados ou formando uma cordoalha. O comprimento normal das barras é de 11 m. com tolerância de mais ou menos 9%. 250 . o CA 60 em fio.Armazenagem das barras de aço sobre travessas Tipos de aço: Os aços estruturais de fabricação nacional em uso no Brasil podem ser classificados em três grupos: Aços de dureza natural laminados a quente: utilizados há muito tempo no concreto armado.Figura 11. Nos dias de hoje possui saliências para aumentar a aderência do concreto. • Aços para concreto protendido: aços duros e pertencem ao grupo de aços usados para concreto protendido. • No Brasil a indicação do aço utilizado no concreto armado é feita pelas letras CA (concreto armado) seguida de um número que caracteriza a tensão de escoamento em kg/mm².2). Os mais utilizados são o CA 25 e o CA 50 em barras.

2 4.484 1.5 125.3 31.6 5.6 23.3 8.2 – Características de fios e barras NBR7480/1996 Diâmetro Nominal (mm) Fios Barras 2.654 0.175 0.935 6.963 1. as fôrmas podem ficar superdimensionadas ou subdimensionadas.1 490.284 0.0 25.302 0.0 25. Considerando que a estrutura representa em média 20% do custo total de um edifício.0 6.8 69.4 39.5 17.5 50. rolo) 11.434 0.036 0.558 0. • comprimento e sua tolerância.673 2.3 70.395 0.5 9.3 50.094 0.9 16.038 0.805 2.269 0.072 0. para todos os tipos de obras.1 78.617 0. feixe dobrado.580 0.0 6.692 9.523 0.235 0.084 0.268 0. depende da exatidão e rigidez das fôrmas e de seus escoramentos. 251 .1 22.578 1.245 0.0 32.209 0.8 4.4 11.8 31.0 Massa e tolerância por unidade de comprimento (kg/m) Massa Massa Massa Massa Massa Mínima Mínima nominal Máxima Máxima -10% -6% +6% +10% 0.456 Valores nominais Área da Seção (mm2) 4.2 32.8 19. • embalagem (feixe.163 3.3 62.0 5.2 1256. Geralmente as fôrmas têm a sua execução atribuída aos mestres de obra ou encarregados de carpintaria.5 10.318 2.238 0.4 3.075 0.8 28.3 17.021 1.9 13.7 201.273 9.169 0.1 29.5 16.220 0.1 314.4 3.163 0.3 13.Tabela 11.0 8.2 – SISTEMA DE FÔRMAS E ESCORAMENTOS CONVENCIONAIS Para se ter a garantia de que uma estrutura ou qualquer peça de concreto armado seja executada fielmente ao projeto e tenha a forma correta.320 0.067 0.6 19.2 38.4 7.5 100.5 18.0 9.2 380.109 0.8 20.137 0.5 122.853 4.253 0.313 6.622 3.034 0.1 11.145 0.6 Perímetro (mm) 7.0 40.371 0.589 0. Hoje existe um grande elenco de alternativas para confecção de fôrmas.2 14.089 0.355 0.5 6.614 2.0 10. • diâmetro nominal e categoria da barra ou fio.259 0.130 0. estes procedimentos resultam em consumo intenso de materiais e mão-de-obra.984 3.906 0.0 5.0 22.9 78.418 0. fazendo um serviço empírico.193 0.466 2.0 20.222 0.198 0. • quantidade.865 10.230 0.187 0.0 12. o comprador deve no mínimo indicar: • número da Norma.7 Na compra de barras e fios de aço para concreto armado. estudadas e projetadas.9 804.5 10.115 0.154 0.084 5. As fôrmas podem variar cerca de 40% do custo total das estruturas de concreto armado.102 0.123 0. em toneladas. concluímos que racionalizar ou otimizar a fôrma corresponde a 8% do custo de construção.

2. e ter a resistência necessária. o caminho crítico.Materiais e ferramentas As formas são fabricadas a partir de grande variedade de materiais. • investimento inicial. para que a estrutura não seja prejudicada: a) Antes de concretar.00 cm. 2. papelão etc.0 cm. • textura requerida da superfície do concreto.0 cm ( 1" x 12 "). Portanto.Nessa análise. tendo como principal componente a madeira. dos quais os mais comuns são os de 2.0 cm ( 1" x 8" ).5 x 15. o item forma é geralmente. 11. As tábuas podem ser reduzidas a qualquer largura. estamos considerando os custos diretos. c) Deve ser projetado para serem utilizadas o maior número possível de vezes. etc. e similares.5 x 5. que são: a) Devem ser executadas rigorosamente de acordo com as dimensões indicadas no projeto. a) Tábuas de madeira serrada: As tábuas mais utilizadas são o pinho de 2º e 3º.0 cm.0 cm ( 1"x 10 ").0 cm. 252 . sendo as bitolas comerciais mais comuns de: 2. c) Não colocar a agulha do vibrador entre a fôrma e as armaduras. 2. o cedrilho. b) Devem ser praticamente estanques.5 x 10. desdobradas em sarrafos. • equipamentos para transporte. armação e concreto).5 x 30. as fôrmas devem ser limpas. b) Antes de concretar. • cronograma da obra.5 x 25. o seu ritmo estabelece o ritmo das demais atividades e. Portanto devemos satisfazer alguns requisitos para a sua perfeita execução. A escolha destes materiais é determinada em função de uma série de fatores: • número de utilizações previstas. que podem alcançar níveis representativos.5 x 7. ou podemos utilizar também o aço. 2. alumínio plástico. • custo dos componentes e mão-de-obra. No ciclo de execução da estrutura (forma.1 . A forma é responsável por 60% das horas-homem gastas para execução da estrutura os outros 40% para atividade de armação e concretagem. • cargas atuantes. timburi. Na concretagem devemos tomar algumas precauções. as fôrmas devem ser molhadas até a saturação. responsável por cerca de 50% do prazo de execução do empreendimento. • tipo de estrutura a ser moldada.2.5 x 20. existem os chamados indiretos. isso pode danificar os painéis. 2. em relação as fôrmas. eventuais atrasos.

0 x 8. mais usadas para fôrma. A designação dos pregos com cabeça será por dois nºs. de modo a permitir a colocação das contra flechas. coladas por cola "branca" PVA.0 x 7. a x b .0 cm. As chapas têm acabamento resinado.0 cm. além dos escoramentos tubulares metálicos. Quando os pontaletes forem apoiar no terreno. 8.0cm e 6. Nos pontaletes com mais de 3.0 x 16. c) Escoramentos : Podemos utilizar para escoramentos pontaletes de eucaliptos ou peças de peroba como os cibros 5. e acabamento plastificado. 12.00m.10 m e espessura que variam de 6. São compostas por diversas lâminas adjacentes com espessura entre 1 mm e 5 mm.0. d) Pregos: Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT.Baixo custo b) Chapas de madeira compensada: A madeira compensada é o composto laminado transversal mais utilizado em aplicações estruturais. As chapas coladas com cola fenólica são mais resistentes ao descolamento das lâminas quando submetidas à umidade. devemos colocar tábuas ou pranchas que deverão ser maiores quando mais fracos forem os terrenos. As chapas de madeira compensada.(Tabela 11.0mm.0 cm. e nos vãos intermediários dos escoramentos. ser pregados cobre junta de sarrafos em toda a volta das emendas. os topos das duas peças devem ser planos e normais ao eixo comum.0 x 12. prever travamentos horizontais e contravontamentos para evitar flambagem. 5. Cuidado com emendas nos pontaletes !!! Cada pontalete de madeira só poderá ter uma emenda. para evitar recalques.0 x 6. as vigas 6. ou cola fenólica.0.Não ser excessivamente dura . para utilização em estruturas de concreto armado aparente. têm dimensões de 2.0 cm. a qual não pode ser feita no terço médio do seu comprimento. Nas emendas. de modo que as cargas dos pontaletes sejam distribuídas numa área maior. deve com certeza serem colocados. Prever cunhas duplas nos pés de todos os pontaletes para possibilitar uma desforma mais fácil. Devem. para utilização em estruturas de concreto armado revestida.20 x 1.Devem ter as seguintes qualidades: .3) 253 . nestes casos. 10.Elevado módulo de elasticidade e resistência razoável .

68 2. e) Tensores: Os tensores são utilizados para conectar formas de pilares.Fôrmas de tábuas: .14 Os pregos mais utilizados para a execução das fôrmas são: .80 3. sendo cortados após a desforma.9 X 88.Dimensões dos pregos em "mm" NÚMERO 5X5 15 X 15 15 X 18 15 X 21 16 X 18 16 X 21 16 X 24 17 X 21 17 X 24 17 X 27 17 X 30 18 X 24 18 X 27 18 X 30 18 X 36 19 X 27 19 X 33 19 X 39 DIMENSÕES EM mm 1.14 3.7 X 40.9 X 74. Normalmente são utilizados como tensores vergalhões de aço com partes soldadas. vigas altas.53 3.0 X 11.80 3.46 2. suportando a pressão do concreto fresco.46 2. outros podem ser removidos completamente e reutilizados (este sistema é o melhor) (Figura 11.0 X 47.4 X 67.7 X 54.02 3.0 X 67.02 3.4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" .0 X 54.2.3 .3 mm.4 X 40.90 2.4 X 61. Tabela 11.Fôrmas de chapas: . unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga.46 3.24 3.24 3.4 X 81. é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2.24 3.4 mm 18 = 3.a = refere ao diâmetro.4). 254 .68 2.4 X 47.50 2.4 X 33. Alguns tensores podem ser perdidos.02 3. roscas e porcas ou acessórios especiais.9 X 61.4 X 54.0 X 61. painéis.Escoramentos: 18 x 27 19 x36 15 x 15 18 x 27 19 x 36 18 x 27 O diâmetro deve ser escolhido entre 1/8 e 1/10 da espessura da peça de menor espessura.7 X 47.

protegidos do sol e da chuva. Figura 11. se utiliza uma mesa de serra circular e uma bancada com gabarito para a montagem dos painéis (Figura 11.Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas Devemos deixar os materiais em locais cobertos. e ainda é de 255 . etc. No manuseio das chapas compensadas deve-se tomar o cuidado para não danificar os bordos.5 . lima. como o martelo.4 .5). serrote.Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas A mesa de serra deve ter uma altura e todos os sistemas de proteção que permita proceder ao corte de uma seção de uma só vez. Para a execução das fôrmas além das ferramentas de uso do carpinteiro. As dimensões da mesa de serra devem ser coerentes com as dimensões das peças a serrar.tensores espaguetes Figura 11.

TRAVESSAS: Peças de ligações das tábuas ou chapas.CANTONEIRAS: Peças triangulares pregadas nos ângulos internos das fôrmas.Tipos de disco para corte de tábuas e chapas compensadas 11.2 . colunas e vigas. os travessões são suprimidos. 8 . geralmente feitas de sarrafos ou caibros. paredes. destinadas ao apoio dos painéis de lajes e das peças de suporte dos painéis de laje (travessões e guias). 9 . 5 . 4 . Os painéis formam os pisos das lajes e as faces das vigas. formadas por tábuas ou chapas. Geralmente feitas de caibros ou tábuas trabalhando a cutelo ( espelho ). dos painéis de vigas. 6 . 7 . 11. Geralmente feitos a de caibros ou varas de eucaliptos. paredes. geralmente feitas de sarrafos ou caibros.6).PAINÉIS: Superfícies planas. pilares. no caso de utilizar tábuas.DIREITOS: Suportes das fôrmas das lajes.TRAVESSAS DE APOIO: Peças fixadas sobre as travessas verticais das faces da viga.FUNDO DAS VIGAS: Painéis que forma a parte inferior das vigas. etc.Peças utilizadas na execução das fôrmas: São dados diversos nomes às peças que compõem as fôrmas e seus escoramentos as mais comuns são: 1 .grande importância adotar um disco de serra com dentes compatíveis com o corte a ser feito (Figura 11. Figura 11.PÉS. 10 .2.FACES: Painéis que formam os lados das fôrmas das vigas.6 . 12 . Geralmente feitos de caibros ou varas de eucaliptos. 3 .GUIAS: Peças de suporte dos travessões. 256 . pilares. 2 .TRAVESSÕES: Peças de suporte empregados somente nos escoramentos dos painéis de lajes.PONTALETES: Suportes das fôrmas das vigas.MONTANTES: Peças destinadas a reforçar as gravatas dos pilares.GRAVATAS: Peças que ligam os painéis das formas dos pilares.

Consiste na ligação das fôrmas entre si. 19 . geralmente empregadas como suporte e reforço de pregação das peças de escoramento.8). lajes etc. trabalhando a compressão.. geralmente usadas aos pares..7 e 11. 20 . ou como apoio extremo das escoras.ESPAÇADORES: Peças destinadas a manter a distância interna entre os painéis das formas de paredes. Devem ser bem fixados com pregos (18x27 ou 19x36) nas ligações com a fôrma e com os apoios (estacas ou engastalhos). e nos casos de contraventamentos longos prever travessas com sarrafos para evitar flambagem (Figuras 11.ESCORAS (mãos .CUNHAS: Peças prismáticas.13 . 14 .JANELAS: Aberturas localizadas na base das fôrmas.3 . temos que prever contraventamentos em duas direções perpendiculares entre si (Figuras 11.CALÇOS: Peças de madeira os quais se apoiam os pontaletes e pés direitos por intermédio de cunhas.TRAVAMENTO: Ligação transversal das peças de escoramento que trabalham a flambagem. para garantir o prumo. destinadas à ligação e a emenda das peças de escoramento. 17 . 18 . Quando os pilares forem concretados antes das vigas.8) os quais deverão estar bem apoiados no terreno em estacas firmemente batidas ou engastalhos nas bases. destinadas a limpeza.7 e 11. 15 .francesas): Peças inclinadas. 16 .CHAPUZES: Pequenas peças feitas de sarrafos. prever contraventamentos em dois ou mais pontos de altura.2. Em pilares altos.Detalhes de utilização: a) . 21 . fundações e vigas.Nos Pilares Os pilares são formados por painéis verticais travados por gravatas. 257 .CONTRAVENTAMENTO: Ligação destinada a evitar qualquer deslocamento das fôrmas.TALAS: Peças idênticas aos chapuzez. 11.

1 9 21 10 2 Figura 11. a cada 2.8). 9 10 1 2 21 Figura 11. bem como deixar janelas intermediárias.8 .7 . para concretagem em etapas nos pilares altos.Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares Devemos colocar gravatas com dimensões proporcionais às alturas dos pilares para que possam resistir ao empuxo lateral do concreto fresco.Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares bem como das janelas 258 . Não devemos esquecer de deixar na base dos pilares uma janela para a limpeza e lavagem do fundo. responsável pela formação de vazios nas peças concretadas"bicheiras". Esta janela tem a função de facilitar a vibração evitando a desagregação do concreto. as distância entre as gravatas devem ser máximo de 30 a 40 cm. Na parte inferior dos pilares.0m (Figura 11.

Tipo 1 = sarrafo simples. (1) (2) (3) Figura 11.Tipos de gravatas utilizadas em pilares (Cardão.10).5 x 7.Tipo 3 = caibro com dois sarrafos de 2. tensores.5 x 7.1969) Além das gravatas podemos reforçar as formas dos pilares com arame recozido nº12 ou nº 10 (seção 2). ou ainda com espaguetes.0 ou 10 cm .Tipos de reforços em gravatas 259 .9 .Tipos de gravatas usuais para o fechamento dos painéis dos pilares: .0 ou 10 cm . de 2.0 ou 10. que podem ser introduzidas dentro de tubos plásticos para serem reaproveitados ( seção 3) (Figura 11.10 .0 cm Figura 11.5 x 7.Tipo 2 = dois sarrafos de 2.

Detalhe de uma fôrma de viga 260 . mãos-francesas e sarrafos de pressão.entre mestras ou até apoio nas vigas : 1.entre pontaletes das vigas e mestras das : 1.60 a 0.11). Na base da forma e sobre as guias é importante pregar um sarrafo denominado “sarrafo de pressão”.20m .11) ou contra o piso ou terreno.00m lajes Nas formas laterais das vigas. escoramentos e contraventamentos suficientes para não sofrerem deslocamentos ou deformações durante o lançamento do concreto. Sarrafo de pressão Figura 11.50. não é suficiente a colocação de gravatas ancoradas através do espaço interior das fôrmas com arame grosso (arame recozido nº 10). é necessário prever também um bom escoramento lateral com as mãos francesas entre a parte superior da gravata e a travessa de apoio (Figura 11. evitando as "barrigas" ou superfícies tortas.b)-Nas vigas e lajes As fôrmas das vigas são constituídas por painéis de fundo e painéis das faces firmemente travadas por gravata.para as gravatas : 0.50 m .11 . E verificarmos se as distâncias entre eixos (para o sistema convencional) são as seguintes: . 0. Devemos certificar se as formas têm as amarrações.00 a 1. para evitar a abertura da forma (Figura 11.para caibros horizontais das lajes : 0. principalmente nas vigas altas.80m . espaguetes ou tensores . que não são travadas pelos painéis de laje.

12 .Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão (Cardão.Detalhe da Fôrma das vigas sem sarrafo de pressão 261 .13 . 1969) Figura 11.Outros tipos de fôrmas e escoramentos de vigas: Figura 11.

15b .Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 262 .Detalhes da fôrma das lajes maciças Figura 11.15a .14 .Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas Figura 11.Figura 11.

16 . o que não é muito eficiente. fita adesiva e até mastiques elásticos (Figura 11.Detalhe da fôrma utilizando tábuas 263 . .Fazer o fechamento das juntas pouco antes da concretagem.Juntas das Fôrmas As juntas das fôrmas devem ser fechadas para evitar o vazamento da nata de cimento que pode causar rebarbas ou vazios na superfície do concreto.Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-juntas e fita adesiva Recomendações: . para evitar que as juntas se abram. Isso pode ocorrer principalmente em pequenas obras.4 . Figura 11.Colocar as tábuas das formas com o lado do cerne voltado para dentro (Figura 11.11.17 . Devemos evitar o fechamento das juntas com papel de sacos de cimento ou de jornais. Figura 11.2.17).16). Pode ser utilizada mata-juntas.

longarinas e transversinas de madeira (Figura 11.4 a 0. às vezes utiliza-se roldanas e corda para a subida vertical do equipamento (Figura 11.18).6kN/m². São encontradas de tres maneiras: a) Madeira : o escoramento das vigas são executadas em madeira por sistema chamados de garfos ou H de viga.11. b) Misto :É um sistema que utiliza escoramento metálico com finalidade de suporte de carga sendo a fôrma revestida com chapas de compesado e podem ser dimensionadas para uma pressão que pode chegar até 60k/m².18 .2.19).5 . sendo sua aplicação feita manualmente. e as lajes formadas por escoras.Escoramento de madeira tipo "H" 264 . O peso próprio dessas formas variam de 0. ou seja. e somente se necessário. Figura 11. não necessitando do emprego de equipamentos para o içamento das peças.Sistema de forma leve São sistemas em que se utiliza mão-de-obra manual.

de grua ou guindaste. 265 . paredes e núcleos de edificações.13kN/m2. Esses painéis são estruturados e a forma pesa em média de 0.19 . As fôrmas metálicas chegam a Ter um peso próprio de aproximadamente 0.Sistema médio de fôrmas São sistemas que se utilizam equipamentos para o içamento dos painéis com a utilização.Figura 11. forrando o painel. reservatórios.6 a 1. por exemplo.6 . barragens. compostos por painéis leves constituídos. São utilizados compensados e vigas metálicas em aço ou alumínio Os painéis estruturados tem grandes aplicações em obras-de-arte. consistindo como bastante leves.Escoramento metálico c) Industrializado metálico: São aqueles sistemas em que praticamente se utilizam elementos metálicos para fôrma e escoramento. 11.00 kN/m2. por uma estrutura de alumínio e compensado.2. geralmente.

As mesas voadoras pesam em média de 0.8 .2. galerias e principalmente lajes.2. após a desforma.Sistema pesado de fôrmas São sistemas nos quais que se utilizam gruas para o içamento da fôrma. Essa estrutura fica apoiada sobre escoras ou treliças metálicas sob roldanas para a locomoção do sistema. As principais aplicações desses sistemas são os muros.7 .4 a 0. para que. sem grua. todo o conjunto seja levado à lateral da edificação e transportado por meio de grua para os pavimentos ou área de trabalho superiores ou próximos.20 .8 kN/m2. Figura 11. 11. paredes.Fôrma trepante 266 . Podem ser empregados em estruturas com mais de 100m de altura. sendo as fôrmas elevadas por comando hidráulicos. Consiste essa modalidade de escoramento na utilização da chamada mesa voadora que é uma estrutura metálica forrada por compensado sobre vigas mistas em alumínio ou aço.11.Sistema trepante e auto-trepante São sistemas que com carro e cursor variável permitem deslocar a fôrma para frente e para trás na plataforma de trabalho.

21). Uma barra bem desempenada aumenta o rendimento e proporciona bom aspecto.RECOMENDAÇÕES QUANTO AO MANUSEIO E COLOCAÇÃO DAS BARRAS DE AÇO 11.2.3. Tesoura máquina de cortar ferro Figura 11. poços de elevador e escadas. 267 . sobre a bancada. e apoiadas por barras de aço presas nas paredes de concreto (Figura 11.21 – Equipamentos utilizados no corte das barras de aço Após o corte as barras devem ser endireitadas. São de pequena altura.2 ton. Esse sistema se aplica especialmente às obras verticais de reservatórios elevados. tesoura. grandes pilares.3 . silos verticais.9 .1 – Corte O corte das barras de aço consiste em dividir uma barra na dimensão indicada no projeto. sendo que a plataforma de trabalho dos operários sobe junto com a fôrma. chaminés cilíndricas e torres para telecomunicações. 11. revestimentos de poços. de capacidade. Podemos utilizar desde uma simples segueta (para pequenas bitolas). com o auxilio de ferramentas e máquinas apropriadas. máquina ou policorte de bancada (Figura 11. o processo exige concretagem contínua. núcleos de prédios.Sistema de fôrmas deslizante São sistemas de fôrmas que deslizam verticalmente impulsionadas por macacos hidráulicos com aproximadamente 1. antes de ser dobrada.20).11.

5 para os estribos.2 .5 5/8" 16 3/4" 20 1" 25 11/4" 32 CA 25 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 5φ 5φ 5φ CA 50 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 8φ 8φ 8φ CA 60 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 268 .4 para ganchos e dobras e na Tabela 11. Este fato é observado na maioria das vezes em obras onde existe grande variabilidade de bitolas.3. recomendamos que sejam feitos ensaios de caracterização do lote. dobras) BITOLAS POL mm 3/16" 5 1/4" 6. que os diâmetros dos pinos sejam os mais próximos possíveis aos especificados na Tabela 11.22). Para algumas bitolas eles são finos levando a barra.22 – Bancada com pino de dobramento A recomendação para estes casos. Tabela 11.Dobramento das barras Em algumas obras encontramos casos de quebra de barras de aço. para as quais. chegando a romper por tração (Figura 11.Diâmetros dos pinos de dobramento .11. quando do seu dobramento através de ferramentas manuais. operários menos experientes não atentam para a necessidade de substituir o diâmetro do pino de dobramento. a sofrerem um ensaio extremamente rigoroso de dobramento. Figura 11.(Ganchos.4 .3 5/16" 8 3/8" 10 1/2" 12. Caso as barras continuem quebrando.

Estribos BITOLAS (mm) ≤ 10 10 < ø >20 ≥ 20 CA 25 3 øt 4 øt 5 øt CA 50 3 øt 5 øt 8 øt CA 60 3 øt - 11. volta-seca.Tabela 11. dando forma as estruturas de acordo com o projeto estrutural. Ponto simples Ponto volta-seca ou rabo de macaco Ponto flor ou cruzado Ponto laçada Figura 11.5 . Os pontos mais conhecidos na amarração são: ponto simples.3 – Montagem das armaduras Montagem das armaduras consiste em unir peças de aço com auxílio da torquês e do arame recozido nº18.23).Diâmetros dos pinos de dobramento . É importante amarrar bem para que os ferros não saiam da sua posição durante a concretagem.3.23 – Pontos de amarração usuais 269 . laçada e flor (Figura 11.

não deve ser permitido que as mesmas sejam dobradas para alcançar sua posição (engarrafamento das armaduras).11.4 .movimentação das barras durante a concretagem. Para que isso ocorra.24).24 . recomendamos que se execute um quadro de madeira para servir de apoio às barras de espera e que o mesmo seja fixado no restante da armadura (Figura 11.descuidos na locação dos pilares. recomendamos como principal a fiscalização das ferragens. devendo nestes casos consultar o projetista.3. Para evitar esse problema. Caso as recomendações citadas não forem obedecidas. etc. é quanto ao seu posicionamento.Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 270 . tais como: . pois acontece em obras em que as esperas dos pilares não coincidem com sua localização em planta. Para melhorar a rigidez da armadura impedindo o seu deslocamento.falta de amarração adequada.Barras de espera de pilares O que acontece com as barras de espera. . . Figura 11. deixando as barras de espera fora de posição após a concretagem. as causas podem ser diversas.

5 .3. suas armaduras. o que deve ser respeitado. A pedra britada. serem apoiadas diretamente sobre o solo. 271 . não devem. o gesso e o sulfo-aluminato de cálcio.26. salvo recomendações do calculista. mas os vazios formados pela elevada granulometria faz com que a pasta de cimento escoe formando vazios no concreto “bicheiras”. poderia ser utilizada como lastro.25 e 11. Tabela 11. freqüentemente presentes em solos e águas subterrâneas. Porque as armaduras poderão ficar descobertas pelo concreto o que ocasionará a corrosão. e principalmente os blocos de estacas. Para que isso não ocorra recomendamos que seja colocada no fundo das valas uma camada de concreto magro (lastro de concreto não estrutural) Figuras 11.Barra estriada Boa aderência Má aderência 15 40φ 56φ 20 32φ 45φ 25 28φ 40φ 30 24φ 34φ 35 22φ 31φ 40 20φ 28φ 11. ao reagir com o hidróxido de cálcio e com o aluminato tricálcico hidratado. quando presente em solução produz. a lixiviação significa a extração ou dissolução dos compostos hidratados da pasta de cimento • Todas as vigas baldrames.6 .Comprimentos básicos para as esperas de acordo com o fck do concreto (Fusco.6). sapatas. Líquidos que possam lixiviar o cimento. Merecem menção dentre tais agentes agressivos: • Íons sulfatos. a ação dos sulfatos.1994) Fck (Mpa) CA-50A .Armação de Fundação As fundações das estruturas podem ser expostas a agentes agressivos presentes nas águas e/ou solos de contato. levando a expansão e desagregação do concreto.As esperas de pilares (arranques) têm o comprimento mínimo dado por Norma NBR 6118/2003 (Tabela 11. que tem volumne consideravelmente maior do que os compostos iniciais. podendo deixar as armaduras expostas.

Afastamento mínimo das barras Como o concreto deve envolver toda a armadura e que não se apresente falhas de concretagem. Emendas soldadas de aço CA-50 podem ser feitas com solda especial.Lastro de britas sob os blocos de estacas 11.Figura 11.Emendas As emendas de barras por transpasses devem ser feitas rigorosamente de acordo com as recomendações do projetista. Em qualquer caso o comprimento da emenda mínima deve ser ≥15φ ou ≥20cm.3.25 .Lastro de brita sob as vigas baldrames Figura 11. Quando não houver indicações. as emendas devem ser feitas na zona de menor esforço de tração.26 . se necessário.barras. 11.3.6 . mas nunca em mais barras do que a metade. alternadas em diversos locais de uma seção (NBR 6118/2003). é necessário que haja um mínimo de afastamento entre as 272 .7 . em várias . As emendas com luvas são excelentes.

durabilidade e qualidade. a fim de facilitar o lançamento do concreto. Cuidado com o congestionamento formado pelas armaduras das vigas com as dos pilares. 11. ou com latas de 18 litros. O concreto preparado manualmente é aceitável para pequenas obras e deve ser preparado com bastante critério seguindo no mínimo as recomendações abaixo: • Deve-se dosar os materiais através de caixas com dimensões pré-determinadas. de madeira ou cimento. limpa e impermeável (preferencialmente em "caixotes") (Figura 11. tomando-se o cuidado para que não escorra para fora da mistura. e excesso de areia ou pedra no enchimento das mesmas deve ser retirado com uma régua. sobre essa camada esvazia-se o saco de cimento.barras.4. sem perder água. a superfície deve ficar úmida. pouco a pouco.29). misturando os três materiais (Figura 11.Concreto preparado manualmente Devemos evitar este tipo de preparo.27). a forma da espremedura deve permanecer. 273 . Se espremido com a mão um punhado de massa. com o objetivo de garantir sua homogeneidade.1 . não fica com a mesma homogeneidade. 11.28). A mistura dos materiais deve ser realizada sobre uma plataforma. se junta à quantidade estabelecida de pedra britada. Espalha-se a areia formando uma camada de 10 a 15 cm. espalhando-o de modo a cobrir a areia e depois se realiza a primeira mistura. caso a mistura for realizada sobre superfície impermeável sem proteção lateral "caixotes" (Figura 11. pois a mistura das diversas massadas. da seguinte maneira: • • Se a plainada com a pá.27). com pá ou enxada até que a mistura fique homogenia (Figura 11. que é prejudicial. Depois de bem misturados. • • • • Para regular a quantidade de água e evitar excesso. Admite-se que entre as barras tanto na vertical como na horizontal pelo menos 2 cm e não menos do que o próprio diâmetro da barra.4 .COMO SE PREPARA UM BOM CONCRETO Faremos aqui algumas recomendações sobre o preparo do concreto. é conveniente observar a consistência da massa. A seguir faz-se um buraco no meio da mistura e adiciona-se a água.

Concreto preparado em betoneira Recomendam-se o mesmo cuidado no enchimento das caixas ou latas.27 . 274 .Colocação da água 11.Adição das britas Figura 11.4. parte da água.Figura 11.Mistura da areia e do cimento sobre superfície impermeável Figura 11.28 . em primeiro lugar.1. medidas de areia e pedra do item 11. e em seguida do agregado graúdo. Os materiais devem ser colocados no misturador na seguinte ordem (Figura 11. pois a betoneira ficará limpa.4.2 .30): • É boa a prática de colocação.29 .

Colocar o restante da água gradativamente até atingir a consistência ideal. em metros (Tabela 11.• • • É boa a regra de colocar em seguida o cimento.) Eixo Vertical Eixo Horizontal Eixo inclinado 30 d 90 d 120 d Figura 11. coloca-se o agregado miúdo.7). Tabela 11. O tempo de mistura deve ser contado a partir do primeiro momento em que todos os materiais estiverem misturados. pois havendo água e pedra. que faz um tamponamento nos materiais já colocados. Podemos estabelecer os tempos mínimos com relação ao diâmetro "d" da caçamba do misturador. haverá uma boa distribuição de água para cada partícula de cimento. não deixando sair o graúdo em primeiro lugar.Sequência da mistura em betoneira 275 . Finalmente.7 . haverá ainda uma moagem dos grãos de cimento.30 .Tempos mínimos de mistura de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira TEMPOS MÍNIMOS DE MISTURA Misturador tipo Tempo mínimo de mistura (seg.

Min.Concreto dosado em central Para a utilização dos concretos dosados em central. coloque mais cimento e água. tais como: • localização correta da obra • o volume necessário • a resistência característica do concreto a compressão (fck) ou o consumo de cimento por m³ de concreto. Se o concreto ficar mole. até atingir a consistência adequada. Tabela 11. 20 40 20 60 10 50 30 80 30 70 20 60 60 80 50 70 40 60 80 110 70 90 60 80 70 --------30 60 --------100 --------100 80 --------60 80 90 30 50 20 10 80 100 130 80 70 50 30 50 70 80 20 30 10 0 70 90 100 70 40 30 20 Tipo de Construção Consistência (Trabalhabilidade) Fundações e muros não armados Fundações e muros armados Estruturas comuns Peças esbeltas ou com excesso de armadura Concreto aparente Concreto bombeado – até 40m Mais de 40m Elementos pré fabricados Lastros-pisos Pavimentação Blocos maciços(concr.Programação do concreto: devemos conhecer alguns dados. pois é ele que controla o lançamento dos materiais. adicione a areia e a pedra aos poucos. Min.8 Tabela 11.8 . pois isso diminui a resistência do concreto.Limite de abatimento (Slump-Test) para diversos tipos de concreto Valores de abatimento em – mm Tipo de execução de concreto: Regular ou razoável Rigoroso Agregados em volume Agregados Sem ou com controle em peso tecnológico Vibração sem com com Min. OBS: . a) . Máx. 11.4. Se ficar seco.Devemos sempre colocar um operário de confiança para operar a betoneira. Depois de colocados os materiais. Máx. . o que devemos saber é programar e receber o concreto. • a dimensão do agregado graúdo • o abatimento adequado (slump test). na proporção de 5 partes de cimento por 3 de água. Máx. deixe misturar no mínimo por 3 min. Socado) Firme Firme até plástico Plástico Mole até Plástico Plástico até mole Mole Muito mole Plástico até firme Firme até plástico Firme Muito firme 276 .OBS: Os materiais devem ser colocados com a betoneira girando e no menor espaço de tempo possível.Nunca adicione somente água.3 .

o abatimento (slump test) para avaliar a quantidade de água existente no concreto. • • • 277 . a haste deve penetrar até a camada inferior adjacente. • coloque o cone sobre a placa metálica bem nivelada e preencha em 3 camadas iguais e aplique 25 golpes uniformemente distribuídos em cada camada. • não vibrar a armadura • não imergir o vibrador a menos de 10 ou 15 cm da parede da fôrma • mudar o vibrador de posição quando a superfície apresentar-se brilhante. • 11. O método mais utilizado para o adensamento do concreto é por meio de vibrador de imersão (Figura 11. bem como o intervalo de entrega entre caminhões. deve-se verificar: • • • o volume do concreto pedido a resistência característica do concreto à compressão (fck).31). aditivo se utilizado Se tudo estiver correto.Recebimento: antes de descarregar. b) .5 m³ de concreto ou ≅ 30 litros. • adense a camada junto a base e no adensamento das camadas restantes. Para isso devemos executá-lo como segue: coletar a amostra de concreto depois de descarregar 0. para isso devemos ter alguns cuidados: aplicar sempre o vibrador na vertical vibrar o maior número possível de pontos o comprimento da agulha do vibrador deve ser maior que a camada a ser concretada.Aplicação do concreto em estruturas Na aplicação do concreto devemos efetuar o adensamento de modo a tornálo o mais compacto possível.4.A programação deve ser feita com antecedência e deve incluir o volume por caminhão a ser entregue.4 . só nos resta verificar . • retirar o cone e com a haste sobre o cone invertido meça a distância entre a parte inferior da haste e o ponto médio do concreto.

• e alguns cuidados nos pilares.Figura 11.00m fazer uma abertura "janela" para o lançamento do concreto. fazer a remoção e limpeza da sua base. Em casos de pilares altos. Podemos ainda fazer uma outra abertura no pé do pilar para. e fazer com que a fôrma fique travada nos "engastalhos".31 . facilitando assim a saída das bolhas de ar. antes da concretagem.Aplicação do vibrador na vertical Porém antes da aplicação do concreto nas estruturas devemos ter alguns cuidados: a altura da camada de concretagem deve ser inferior a 50 cm. O concreto deverá ser vibrado com vibrador específico para tal. 278 . evitando com isso a queda do concreto de uma altura fazendo com que os agregados graúdos permaneça no pé do pilar formando ninhos de pedra a vulgarmente chamado "bicheira".32). a 2. vigas. Fazer um "cachimbo" nas janelas para facilitar a concretagem (Figura 11. e contraventá-las. e não a "marteladas" como o usual. lajes como segue: • a) Nos pilares Verificar o seu prumo. Engravatar a fôrma a cada aproximadamente 50 cm.

33). caso não haja possibilidade. contraventadas a cada 50 cm. par evitar. pois os momentos negativos e positivos. 279 . As emendas de concretagem devem ser feitas de acordo com a orientação do engenheiro calculista.. fazer as emendas à 45º (Figura 11. no momento de vibração.engastalho Figura 11. a emenda deve ser feita a 1/4 do apoio.Cachimbo para facilitar a concretagem b) . Verificar a estanqueidade das fôrmas. Devemos evitar as emendas nos apoios e no centro dos vãos. Caso contrário. onde geralmente os esforços são menores. respectivamente. Limpar as fôrmas e molhá-las antes de concretar As vigas deverão ser concretadas de uma só vez.Nas vigas Deverá ser feito formas. mãos-francesas etc.32 . através de gavatas. a sua abertura e vazamento da pasta de cimento. são máximos.

Garantir que a armadura negativa fique posicionada na face superior. transmitida pela armadura. através de imã. prejudique o concreto em início de endurecimento e quanto a aderência do concreto as barras de aço.após a interrupção. evitando que a mesma absorva água do concreto. A superfície deve ser limpa.34) 280 .Emendas de concretagem em vigas realizada à 45 0 Quando uma concretagem for interrompida por mais de três horas a sua retomada só poderá ser feita 72 horas . formando poças.Figura 11. isenta de partículas soltas. devemos fazer a limpeza das pontas de arame utilizadas na fixação das barras. O umedecimento nas fôrmas de laje maciça não pode originar acúmulo de água. este cuidado é necessário para evitar que a vibração do concreto novo. fazer a limpeza e umedecimento das formas antes de concretagem.Nas Lajes Após a armação.33 . 4º o reinicio da concretagem deve ser feito preferêncialmente pelo sentido oposto." (Figura 11. e para maior garantia de aderência do concreto novo com o velho devemos: 1º retirar com ponteiro as partículas soltas 2º molhar bem a superfície e aplicar 3º ou uma pasta de cimento ou um adesivo estrutural para preencher os vazios e garantir a aderência. com a utilização dos chamados "Caranguejos. c) .

35) Figura 11.34 .Detalhe da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras das lajes Recomendamos o uso de guias de nivelamento e não de pilaretes de madeira para nivelarmos a superfície das lajes.35 .Figura 11.Detalhe das guias de nivelamento 281 . (Figura 11.

38).Passarela para concretagem apoiadas na fôrma.9 . Industrial) (Industrial. a resistência ao fogo.Cobrimento das armaduras Agressividade componentes laje Viga/pilar Fraca (Rural. independentes da armadura (Figura 11.37 e 11. sejam feitas e apoiadas diretamente sobre as formas. em geral à face externa do estribo. para movimentação de pessoal no transporte de concreto.Cobrimento da armadura A importância do Cobrimento de concreto na armadura é de vital importância na durabilidade.9) Tabela 11. devemos fazer cumprir os cobrimentos mínimos exigidos no projeto e dado pela NBR6118/2003.4. mas também pelos benefícios adicionais. repingos de maré) Muito Forte 20 25 Cobrimento nominal (mm) 25 35 30 40 45 50 282 . submersa) Moderada (Urbana) Forte (Marinha.Recomendamos ainda que as passarelas. Devemos em todos os casos garantir o total cobrimento das armaduras. (Tabela 11.5 . 11.36). lembrando que o aço para concreto armado estará apassivado e protegido da corrosão quando estiver em um meio fortemente alcalino propiciando pelas reações de hidratação do cimento. Na execução. e a deslocação das mesmas principalmente as armaduras negativas. deve ser dada atenção apropriada aos espaçadores para armadura e uso de dispositivos para garantia efetiva do cobrimento especificado (Figuras 11.36 . Desta forma evitaremos a vibração excessiva das armaduras com eventual risco de aderência na parte de concreto já parcialmente endurecido. É preocupante ao constatar que esse ponto é freqüentemente negligenciado. Figura 11. como por exemplo. Os cobrimentos estão sempre referidos à superfície da armadura externa.

metálica etc.38) ou de argamassa (Figura 11. para tal podemos empregar: pastilhas (espaçadores): plásticas (Figura 11.37 . • cordões de argamassa. áreas de serviço de apartamentos.Pastilhas de argamassa Figura 11.. residências e conjuntos comerciais ou ambientes com concreto revestido com argamassa e pintura. banheiros. aderem melhor ao concreto e podem ser facilmente obtidas na obra.38 .OBS: Pode-se considerar um microclima com uma classe de agressividade mais branda para ambientes internos secos (salas. com o auxílio de formas de madeira. cozinha. dormitórios. que além de mais econômicas.37). (para fazer gelo). isopor (caixa de ovos).. • e = recobrimento Figura 11.Pastilhas plásticas 283 .

evitando a evaporação da água da mistura. vapor d’água ou materiais de recobrimento saturados de água. A cura é essencial para a obtenção de um concreto de boa qualidade.10 . areia. como folhas de papel ou plástico impermeabilizantes. garantindo ainda. serragem. durante o processo de hidratação dos materiais aglomerantes. Para concretos com resistência da ordem de 15Mpa devemos curar o concreto num período de 2 a dez dias.65 7 7 7 5 5 0. ou por aplicação de compostos líquidos para formação de membranas.a relação a/c e o grau de hidratação do concreto. palha. é necessário considerar dois aspectos fundamentais: . de acordo com a relação a/c utilizada e o tipo de cimento. terra.11. conforme mostra a Tabela 11.35 2 2 2 2 2 0. molhagem. somente serão desenvolvidas totalmente.Número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento a/c Cimento CPI e II 32 CPIV – POZ 32 CPIII – AF – 32 CPI e II – 40 CPV – ARI 0.55 3 3 5 3 3 0.: Deve-se ter cuidados para que os materiais utilizados não sequem e absorvam a água do concreto.6 . etc. uma temperatura favorável ao concreto. como mantas de algodão ou juta. motivo de constante preocupação de engenheiros e construtores nacionais. . 2 – Prevenir a perda d’água de amassamento do concreto através do emprego de materiais selantes.tipo de cimento.4. a) Tempo de Cura Para definir o prazo de cura.10: Tabela 11. Existem dois sistemas básicos para obtenção da perfeita hidratação do cimento: 1 – Criar um ambiente úmido quer por meio de aplicação contínua e/ou freqüente de água por meio de alagamento. bem como a durabilidade do concreto. OBS.Cura A cura é um processo mediante o qual mantém-se um teor de umidade satisfatório. A resistência potencial.70 10 10 10 5 5 284 . se a cura for realizada adequadamente.

desformar nos seguintes prazos: faces laterais retirada de algumas escoras faces inferiores. para evitar tensões internas não previstas no concreto. área de exposição/volume da peça. atuam sobre a cinética da reação de hidratação do cimento: condições locais. as obras mais carentes de uma cura criteriosa – pequenas estruturas. a retirada das fôrmas e do escoramento deverá ser feito quando o concreto atingir a resistência característica à compressão ≥ 15 MPa. com concreto de relação a/c elevada – são as que menos cuidados recebem especialmente componentes estruturais. deixando-se algumas escoras bem encunhadas • desforma total. evitando-se desformas ou retiradas de escoras bruscas ou choques fortes. Nas obras de pequeno porte e de menor responsabilidade podemos. O maior dano causado ao concreto pela falta da cura não será uma redução nas resistências à compressão. Quando o cimento não for de alta resistência inicial ou não for colocado aditivo que acelerem o endurecimento e a temperatura local for adequada. outros aspectos importantes na determinação do tempo total de cura e não podem deixar de ser mencionados. exigindo um prolongamento do período em que serão necessárias as operações de cura.7 . pelo menos nas peças espessas. Além disso. Nessas condições haverá necessidade de considerar também a variável agressividade do meio ambiente. além de atender ao exposto acima. vento e umidade relativa do ar. geometria das peças. a qual é inicialmente controlada pelas propriedades das camadas superficiais desse concreto. é prática usual nos canteiros de obras cuidarem da cura somente na parte superior das lajes. também.4. 285 . haverá necessidade de concretos mais compactos (menos porosos).Há. A falta de uma cura adequada age principalmente contra a durabilidade das estruturas. Em certas condições. que pode ser definida pela relação. Ironicamente. temperatura. exceto as do item abaixo • vigas e arcos com vão maior do que 10 m • • • 3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias A desforma de estruturas mais esbeltas deve ser feita com muito cuidado. 11. como pilares e vigas. Em estruturas com vãos grandes ou com balanços. que retêm mais água e garantem o grau de umidade necessário para hidratar o cimento. que podem provocar fissuras e até trincas. deve-se pedir ao calculista um programa de desforma progressiva.Desforma A desforma deve ser realizada de forma criteriosa. Secagens prematuras resultam em camadas superficiais porosas com baixa resistência ao ataque de agentes agressivos. de alguma forma. uma vez que.

O que devemos verificar antes da concretagem . nas obras. sendo aconselhável aplicar aditivo inibidor de retração (expansor). • • Figura 11. • aplicar um adesivo a base de epóxi na superfície de contato do concreto e das barras de aço com o novo concreto de enchimento. Tratamento da superfície de contato. que são: a) Fôrma e Escoramento • • • • • Conferir a montagem baseada no projeto. b) Armadura • Bitolas.9 .4.11. picotar e limpar bem o lugar a ser reparado. para esconder eventuais descuidos durante a concretagem ou por outro qualquer motivo. Capacidade de suporte da fôrma relativo a deformações provocadas pelo peso próprio ou devido às operações de lançamento.39 .4.8 . que após a desforma de qualquer elemento da estrutura de concreto armado sejam fechadas falhas (bicheiras) do concreto. • preenchimento do vazio. quantidades e dimensões das barras. Limpeza e aplicação de desmoldante.Método mais comum de consertos de falhas 11. Estanqueidade. Para os concertos nas falhas simples devemos assim proceder: remover o concreto solto.Plano de Concretagem Antes da concretagem devemos verificar um conjunto de medidas a serem tomadas antes do lançamento do concreto objetivando a qualidade da peça a ser concretada. 286 . limpar bem as barras das armaduras descoberta removendo toda a ferrugem.Consertos de falhas Devemos proibir. com concreto forte.

No caso de lançamento convencional verificar: o intervalo compatível de entrega do concreto. paredes com vigas ou lajes). preparar rampas e caminhos de acesso. lançar em camadas horizontais de 15 a 30cm.• • • • Posicionamento. ponteiros. evitar a segregação e o acúmulo de água na superfície do concreto. Programar o tempo previsto para o lançamento. • • d) Adensamento • • • • Providenciar. a altura de lançamento não deve ultrapassar a 2. caçamba). Durante o lançamento devemos evitar o acúmulo de concreto em determinados pontos da fôrma. a partir da extremidade para o centro das fôrmas.) Providenciar tomadas de força para equipamentos elétricos. jericas. Iniciar o adensamento logo após o lançamento. pás. guindaste. autobomba com lança. bomba estacionária.0cm da camada inferior. lançar o mais próximo da sua posição final. espaçadores) Limpeza c) Lançamento • • • • • • • • • Programar antecipadamente o volume de concreto. desempenadeiras. adensamento e cura do concreto. Cobrimento das armaduras (pastilhas. lançar nova camada antes do início de pega da camada inferior.0m. limitar o transporte a 60m. A cura deve ser contínua. vibradores de superfície (réguas vibratórias). início e intervalos das cargas. No caso de lançamento por bombas verificar: altura de lançamento. prever local de acesso e de posicionamento para os caminhões e bomba.. Providenciar equipamentos e dispositivos (carrinhos. vibradores externos (vibradores de fôrma). vibradores de imersão (agulha). Especificar a forma de lançamento (convencional. esteira. Providenciar ferramentas diversas (enxada. iniciar a concretagem pela parte mais distante do local de recebimento do concreto. Evitar o adensamento a menos de 10cm da parede da fôrma devido a formação de bolhas de ar e perda de argamassa. guincho. Fixação. Dimensionar a equipe envolvida no lançamento. etc. encontros de pilares. e) Cura • • Iniciar a cura tão logo a superfície concretada tenha resistência à ação da água. caçamba). Prever interrupções nos pontos de descontinuidade (juntas. O vibrador de imersão deve penetrar cerca de 5. 287 .

luva e mangote de raspa. escorregões ocasionados pela desforma. óculos de segurança contra impactos. com guarda-corpos de madeira. dobra e manipulação de armações de aço devem ser utilizados os equipamentos de proteção individual obrigatórios (capacete. emprego de escadas inadequadas devemos: proteger as beiradas das lajes. poços. danificadas ou improvisadas. Para evitar quedas de materiais e objetos. metal ou telados. As escadas devem ser dimensionadas em função do fluxo de trabalhadores. calçado. Madeira de desforma e estroncas devem ser armazenadas no centro do pavimento. beirada das lajes. corte. - - - 288 . avental.ANOTAÇÕES Noções de segurança: Para evitar quedas de pessoas em aberturas. cinturão de segurança tipo pára-quedista e trava-quedas). Retirar da área de produção as ferramentas defeituosas. ser fixadas nos pisos inferiores e superiores. devemos evitar o empilhamento e armazenamento próximo a beiradas de laje. protetor auricular. O içamento de materiais só deve ser feito por pessoal qualificado Para o transporte.

A Abaular – Dar forma curva. tabuleiros de ponte. quer no sentido horizontal. areia em pequena quantidade. Abraçadeira – Peça metálica que. alvenaria. estrume ou fibra vegetal. desbastar saliência ou alisar madeiras. Adega – Também conhecida como cava.VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO Este capítulo reúne a maior parte dos termos usados na construção civil. Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. Acetinado – Todo material tratado para ter textura semelhante ao cetim. Acabamento – Conjunto de operações de revestimentos e de finalização. Carregada verticalmente. Aço – CA-50 – Aço para concreto armado de tensão característica e escoamento igual a 50 Kgf/mm . curva. também chamada de abrigo de carros. Na engenharia é uma estrutura de alvenaria ou concreto. pisos etc. A palavra provavelmente. que forma normalmente a cobertura de um recinto. lugar ou meio de ligação por onde se chega à entrada de um edifício ou à alguma parte dele. normalmente fixa peças. janelas. conduites etc. Acréscimo – É o aumento de uma construção. valas). Acesso – Passagem. em geral no subsolo. vãos. Afastamento – Separação de um elemento construtivo em relação a um ponto. quer no vertical. e tem como objetivo melhorar a comunicação e o entendimento com os profissionais envolvidos na construção. a abóbada tem origem num arco que se desloca e gira sobre o próprio eixo. No uso corrente. Adobe – Tijolo feito com uma mistura de barro cru. onde se guardam os vinhos e azeites. escadas. como tubos.12 . realizadas ao término da estrutura. formando novos compartimentos ou ampliando os existentes. arqueada a uma superfície. 2 289 . Abertura – Termo genérico que indica todo e qualquer rasgo na construção (portas. indica locais como garagem. linha ou outra referência. Abrasão – Desgaste causado nas superfícies pelo movimento de pessoas ou objetos. Afagar – Nivelar. tem origem no termo francês cave: lugar especial da casa. Aço-carbono – Liga de aço e carbono que resulta num material leve e de grande resistência. Abrigo – Lugar destinado a proteger das intempéries. aplainar. Aclive – Quando o terreno se apresenta em subida em relação à rua. Abóbada – Geométricamente. produz reações oblíquas nos apoios A abóbada serve ainda de meio de suporte de pavimentos.

aglutinante) substância que. sem aberturas para o exterior. Profissional que estuda os níveis e as características do terreno para ajudar o arquiteto.é o nome que se dá às duas águas de forma trapezoidal. Geralmente fica localizada na entrada da casa. Alambrado – Cerca feita com fios de arame que delimita um terreno. misturada a um agregado. Alpendre – Cobertura suspensa por si só ou apoiada em colunas. turfa e madeira). Trabalha o revestimento ainda úmido de paredes e tetos. Alcatrão – Produto semi-sólido ou liquido.Afresco – Técnica de pintura. Almofada – Na marcenaria e carpintaria. Alçar – Levantar a parede. sótãos ou desvão de telhado. Alicerce – Fundação. Agrimensura – Medição da superfície do terreno. Alçapão – Portinhola no piso ou no foro que dá acesso a porões. faz a ligação das partículas inertes por ação física ou por reação química. calor ou pressão. As duas triangulares são chamadas de tacaniças. permitindo a absorção da tinta. juntamente com água e um ligante. Agrimensor – Topógrafo. Água-mestra – Nos telhados retangulares de quatro águas. engenheiro no seu trabalho. por onde passam os eixos de simetria da seção. com o sem adição de água. I. Alcova – quarto pequeno de dormir. T. Altura (de uma edificação) – É a diferença de cota entre o piso do pavimento habitável mais próximo do terreno natural e o forro do pavimento habitável mais alto. Agregado – Material pétreo granuloso quimicamente inerte e sem poder aglutinante que. Argola de metal que fica do lado de fora da porta e serve de instrumento para bater à porta. forma argamassas e concretos. Água do telhado – Cada uma das superfícies inclinadas da cobertura. Aglomerado – Placa prensada. composta de serragem compactada com cola que pode ser fechada com duas lâminas de madeira ou não. linhito. Alma – Parede componente dos perfilados ou vigas U. construir. 290 . Z e L. Água furtada – Vão entre as tesouras do telhado. Conjunto de estacas e sapatas responsável pela sustentação da obra e transmitir ao solo de forma estável. Aldrava – o mesmo de aldraba. Aos alpendres maiores dá-se o nome de varanda. Alto-relevo – Saliência criada e definida numa superfície plana. que principia na cumeeira e segue até a beirada. Aglomerante – (ligante. Ângulo do telhado por onde correm as águas pluviais. Almoxarifado – Depósito dos materiais de uma obra ou empresa. peça com saliência superposta à superfície. Alinhamento – Linha que limita o lote urbano em relação à via pública. resultante da destilação de materiais (hulha.

bloco. castanho clara. pedras e outros elementos que compõe a alvenaria. muros e alicerces. A fonte de energia para o aquecimento da água poderá ser a eletricidade. Amianto – Tem origem de um mineral chamado asbesto e é composto de filamentos delicados. Andar térreo – é o pavimento acima do porão ou do embasamento e no nível da via pública. As peças de uma fiada são assentadas com diferença de meio comprimento ou meia largura em relação a fiada seguinte. Alvenaria – Conjunto de pedras. acima do porão. Alvaiade – Carbonato básico de chumbo de composição variável. Aprumar – Acertar a verticalidade de paredes. Amarração – Modo de assentar tijolos.Alvará de construção – Documento emitido pela prefeitura do município onde a construção está localizada que licencia a execução da obra. Primeiro andar – é o pavimento imediatamente acima do andar térreo. Anteparo – Qualquer objeto. por meio de registro escrito. que formam paredes. loja ou sobre loja. Anteprojeto – Linhas iniciais em busca de uma idéia ou concepção para desenvolver um projeto. para proteger. Angelim-vermelho – Madeira de construção de cor castanho-rosada. pilares e colunas por meio de prumo (ver prumo). o gás ou a energia solar. Aparelho Sanitário – Peça ou aparelho destinado a usos higiênicos. peça (biombos. usada para alcançar niveis superiores durante a construção ou reparo de um edifício. enfeite fixado em paredes e muros. Aplique – Ornamento. com argamassa ou não. de tijolos ou blocos. em sucessivas camadas. e na composição do fibrocimento. ligado hidraulicamente a rede de água e de esgoto. embasamento. talhadeiras) do qual resulta uma textura rugosa. ou adicionadas ao cimento branco para rejunte. Apiloamento – Operação de bater a terra solta com soquete ou maço. pára-ventos) que se coloca diante de alguém ou de algo. flexíveis e incombustíveis. loja ou sobre loja. Andaime – Plataformas elevadas do piso. Apartamento – Conjunto de dependências constituído de habitação distinta. de maneia que as juntas verticais fiquem desencontradas. rés do chão. Apontador – Funcionário encarregado do controle de presença dos operários de uma obra ou serviço. Aprovação de planta – Ato administrativo da Prefeitura para aprovação de projeto arquitetônico de construção ou reforma de um edifício urbano. de cor branca sem matizes. 291 . Anodização – Tratamento químico no alumínio que lhe confere aparência fosca e cores variadas. É utilizado na construção de refratários. insolúvel na água. Andar – Qualquer pavimento de uma edificação. antiderrapante. Apicoado – Superfície submetida a desbastamento (com ponteiros. quebra-luzes. rés do chão. usado no estado em pó fino na fabricação de tintas brancas. Aquecimento Central – Sistema que centraliza o aquecimento da água para distribuição nas edificações. Angico – Madeira muito dura.

Podendo ser elétrico ou a gás. Arquiteto – Profissional que idealiza e projeta uma construção. Área útil – Superfície utilizável de uma edificação.Aquecimento de passagem – Sistema que aquece a água sem centralizar a reserva de água quente. a realidade social. encostar. Armador – Profissional responsável pelo corte e pela armação das ferros de uma construção. Arrimar – Apoiar. em forma de escada. Armadura – conjunto de ferros que ficam dentro do concreto e dão rigidez à obra. e o sentido plástico da época. Arquitrave – Viga de sustentação que. Arabesco – Ornamento de inspiração árabe. Argamassa – Mistura de materiais inertes (areia) com materiais aglomerantes (cimento e/ou cal) e água. tendo em vista o conforto. Arquibancada – Série de assentos em filas sucessivas. Argila expandida – Agregado artificial leve. Possui a arte da composição.000º a 1. em suas extremidades. Arrematar – Finalizar um serviço na fase de acabamento da obra. Arenito – Rocha composta de pequenos grãos de quartzo. o conhecimento dos materiais e de suas técnicas. Área construída – É a soma das áreas dos pisos utilizáveis. Arquitetura – Arte de compor e construir edifícios. cada fila mais elevada que a outra. obtido por aquecimento de 1. cobertos de todos os pavimentos de uma ou mais edificações. Área ocupada – è a área de projeção horizontal de uma ou mais edificações sobre o terreno. Ardósia – É uma rocha metamórfica de grão fino e homogêneo composta por argila ou cinzas vulcânicas que foram metamorfizadas em camadas. Arcada – Sucessão de arcos. Arame recozido – Arame de ferro submetido a tratamento térmico de recozimento que o torna flexível. pilares. Arandela – Aparelho de iluminação fixada à parede. usada no assentamento ou revestimento. se apóia em colunas. Rocha macia e de corte fácil. Área permeável – É a porção do terreno onde não há pavimento ou estruturas subterrâneas capazes de obstruir a percolação das águas para o subsolo. calcário ou feldspato usado em pisos. 292 .400ºC de uma mistura de argila e substâncias capazes de gerar gases. Área ou faixa não edificável (non aedicandi) – É a área de terreno onde não é permitida qualquer edificação. Aroeira – Madeira em extinção de cor variando do castanho ao avermelhado escuro. Área de lazer – É a área de uso comum dos condomínios. excluídas as paredes. complementado as moradias. Arco – semicircunferência que vence um vão entre paredes. escorar.

que ocorre na natureza ou é obtido pela destilação de petróleo. que se funde pelo calor. Átrio – Pátio descoberto cercado por telhados. Geralmente usada em processos de impregnação de fungicidas e preservativos na madeira. É protegido com grades ou peitoril. B Baixo-relevo – Trabalho em que as figuras sobressaem muito pouco em relação à superfície que lhes serve de fundo. disposto diante de portas e janelas. esquadrias. favorecendo a iluminação e a ventilação dos ambientes. na altura de pisos elevados.Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício comercial ou industrial recém construído. Autoclave – Máquina que opera em altos graus de temperatura e pressão.Art déco – Movimento entre os anos 20 e 40 e marca a arquitetura com linhas geométricas e tons pastel. Assobradada – Construção com mais de um pavimento. Azulejo – placa de cerâmica polida e vidrada. Asfalto – Material sólido ou semi-sólido. Ligar circuito ou aparelho elétrico à terra. usada em iluminação de jardins. Bandeira – Caixilho fixo ou móvel. de cor entre preta e pardo-escura. que se coloca na parte superior de portas e janelas. e no qual os constituintes são os betumes. Baldrame – Viga ou conjunto de vigas de concreto armado que corre sobre qualquer tipo de fundação para travamento ou apoio das paredes. 293 . com uma ou mais lâmpadas. Aterrar – Colocar terra para nivelar uma superfície irregular. pisos. sustenta corrimãos e guarda-corpos. sem estrutura de sustentação aparente. Assentar – Colocar e ajustar tijolos. Assoalho – Piso de madeira de tábuas corridas. Balcão – Elemento em balanço. blocos. Art nouveau – Arte nova se refere ao estilo arquitetônico e da arte decorativa que marcou o final do século XIX e o começo do século XX. Auto de vistoria . Ateliê – Local de trabalho do artista. pastilhas e outros acabamentos. Balaústre – Pequena coluna ou pilar que. A origem do azulejo remonta aos povos babilônicos. Autoportante – Elemento que tem rigidez mecânica suficiente para sustentar a si mesmo. Balanço – Saliência ou corpo que se projeta para além da prumada de uma construção. Aspersor – aparelho usado na jardinagem que divide o jorro da água em gotículas. Baliza – É um instrumento utilizado pelo topógrafo para elevar o ponto topográfico com objetivo de torná-lo visível. de cozimento ou de secagem de materiais. Balizador – Pequena haste cilíndrica. alinhada lado a lado.

classificados em peneiras. onde as peças giram em torno de um eixo até atingir a posição perpendicular em relação ao batente ou à esquadria. Barroco – Estilo marcado pelo excesso de detalhes e de rebuscamentos. chumbada com massa no contrapiso. Bloco de concreto – Elemento de dimensões padronizadas Tem função estrutural ou de vedação. abrindo vãos para ventilação. Tem de 3 a 5 cm de largura por 2. pedra. Fragmentos de pedra usados na construção civil. usada na pavimentação de estradas e na construção. protegendo-a da ação das chuvas. Boiler – Compartimento em que a água de um sistema de aquecimento central é armazenada e mantida em determinada temperatura. Basalto – Rocha muito dura. erguida no campo ou nos arredores das cidades. Bate-estaca – Equipamento de cravar estacas no terreno pela ação de golpes a sua cabeça com um pilão. Barrado – Revestimento colocado nas partes inferiores das paredes. Também é a proteção externa colocada nos edifícios para evitar a queda de detritos. Bloco – Designa edifícios que constituem uma só massa construída. Bay window – Janela de três faces. metal ou cantaria. Tem função estrutural. de grão fino e cor escura. aberto superiormente em toda sua extensão. que avança além da parede que a sustenta. Bow-window – Janela semicircular que se projeta para fora das paredes. plástico ou metal. Bloco sílico-calcário – Elemento de alvenaria composto de uma mistura de areia silicosa e cal virgem. Batente – Peça de madeira. Bloco de vidro – Elemento de vedação que ajuda a iluminar o ambienta. Brita – Pedra quebrada mecanicamente em fragmentos de diâmetros variados. Pode ser estrutural ou não. Beiral – Prolongamento do telhado ou da estrutura de uma laje para além da parede externa. Barrote – Peça de madeira. Bangalô – Pequena casa alpendrada. 294 . Bloco cerâmico – Elemento de vedação com medida-padrão. Bica corrida – Pedra britada (ver brita).5 cm de espessura. onde os condutores são lançados. sobre o qual bate a folha da porta ou da janela ao fechar. Brise – Quebra-sol composto de peças instaladas na vertical ou horizontal diante das fachadas para impedir a ação do sol sem perder a ventilação. Boleado – acabamento arredondado no contorno da superfície de madeira.5 a 3. Basculante – Caixilho empregado em portas e janelas. Bisotê – Rebaixo em ângulo na extremidade do vidro ou do espelho deixando o contorno da peça mais fino do que o restante da superfície. que permite fixar o piso de tábua.Bandeja – Conduto de instalação aparente. Bitola – Dimensão ou forma fixa de certos materiais determinada pelo uso ou por normas técnicas. presa ao guarnecimento do vão.

que aplica com broxa. Cal – aglomerante cujo constituinte principal é o óxido de cálcio em presença natural do óxido de magnésio. Também profissional que forma as pedras de calçamento. instalada após o sifão. estradas. Caiação – Pintura com cal diluída com água. Caixa de inspeção – Caixa enterrada nos pontos de mudança de direção de uma canalização de esgotos ou águas pluviais. retiradas de um bloco de rocha. em sentido vertical. Camada de betume aplicada sobre uma superfície. Capa – Demão de tinta. sobre a qual se pregam as ripas. Caibro – Peça de madeira inclinada segundo o caimento do telhado e regularmente espaçada. Capitel – Parte superior de uma coluna. Calçada – Pavimentação do terreno dentro do mesmo. Caixa de gordura – Caixa para retenção de gorduras. A perfuração atinge no máximo 6. ruas ec. executada a trado. Caixa de passagem – Une tubulações diversas. Cantoneira – Peça em forma de “L” que arremata as quinas ou ângulos de paredes. execução. fiscalização e controle de serviços e obras. que permite o acesso para limpeza e inspeção. Calha – Canal que recebe as águas das chuvas e as leva aos condutores verticais. pigmentos ou outros. Caixilho – Parte da esquadria que sustenta e guarnece os vidros de portas e janelas. Cantaria – Pedra de cantaria é a pedra esquadrejada em cantos formando esquadro de 90 graus usadas para edificar ou revestir.0m. Podem ser simples ou ornamentados. critérios. Calefação – Sistema criado para aquecer a construção. Canafístula – Madeira dura. Calceteiro – Profissional que trabalha com assentamento de pedra em calçadas. ou em determinados pontos ao longo de trechos extensos da mesma. elétricas ou hidráulicas. C Caderno de encargos – É o conjunto de especificações técnicas. implantado em anexo a área reservada a construção principal. hidratados ou não. na canalização de esgoto da pia de cozinha. que suporta pouco peso. Calafetar – Vedar fendas e pequenos buracos surgidos durante a obra. com ou sem adição de cola. Canal de irrigação – duto ou vala que conduz a água com a finalidade de umedecer os solos. Caixa de escada – Espaço. 295 . Canteiro de obra – Conjunto de instalações provisórias auxiliares de uma obra.Broca – Estaca manual simples. de cor amarelo-clara com manchas mais escuras. como depósitos. condições e procedimentos estabelecidos pelo contratante para a contratação. destinado à escada. com o martelo de calceteiro. oficinas ou outros.

feito com tábuas de madeira sobrepostas. para iluminar interiores de uma edificação. Cerâmica – Objetos de argila. Tem formato cilíndrico-cônico. rica em carbonato de cálcio. Climatizado – Ambiente cuja temperatura é controlada artificialmente. Caranguejo – Espaçador para armadura feito em obra. Chaminé – Duto que conduz a fumaça da lareira e do fogão para o exterior da casa. como um pergolado. Cisterna – Poço de água potável ou reserva de água enterrada. São constituídas de concreto e barras de aço corridas fundidos dentro de uma canaleta. Chapiscar – Lançar argamassa de cimento e areia grossa contra uma superfície para torná-la áspera e facilitar a aderência. Cinta de amarração – Reforço horizontal realizado em todas as paredes que recebem esforços com a finalidade de distribuir as cargas e “amarrar” as paredes internas às externas. Cerca viva – Arbustos plantados para formar um muro divisório. sustentado por pontaletes ou pilares e coberta por vegetação. em forma de cavalete. Clarabóia – Abertura. utilizado junto às formas para concretar os pilares pelas janelas intermediárias. Clapboard – Tipo de revestimento externo para paredes. Carpete de madeira – Conjunto de pranchas de madeira ou laminado que são encaixados e/ou coladas ao contrapiso. tais como tijolos.Caramanchão – Armação. Casa de máquinas – Compartimento de um edifício situado acima da última parada dos elevadores. Cachimbo – Anteparo de madeira. de barras de aço. Chumbar – Fixar com argamassa. Os mais comuns são os têxteis. Cimalha – Saliência ou arremate na parte mais alta da parede ou mureta. base de extração da cal. Também se refere às lajotas usadas em pisos ou como revestimento de parede. que avançam sobre a fachada. Carpete – Forração de pisos. destinado aos motores. em geral envidraçada. Carpinteiro – Profissional que trabalha o madeiramento de uma obra. Chalé – Casa de campo de madeira com telhados em duas águas. tipo do colonial americano. 296 . em forma de funil.Cortar em diagonal os ângulos retos de uma peça. telhas e vasos. Cascalho – Lasca de pedra Caulim – Argila branca. polias e quadros de comando. Cavilha – Peça de fixação ou arremate em madeira. Chapuz – Peça de madeira que serve de apoio as guias nos escoramentos de laje e estruturas de concreto armado. bem inclinadas. Chanfrar . feita no telhado.

Clínquer – Produto granulado resultante da queima até a fusão parcial ou completa de constituintes minerais. que suga a fumaça dos fogões. Coifa – Cobertura feita de metal. 297 . Coeficiente de aproveitamento – É a relação entre a área construída de uma ou mais edificações e a área de terreno a ela(s) vinculada. destinado a espetáculos públicos. porém. areia e pedra britada. com a finalidade de protegê-lo da chuva e de outros agentes. Colunata – Conjunto de colunas enfileiradas de forma simétrica. Colonial – Tipo de arquitetura praticada nos países que foram colônias. vigas) usada sob a janela para evitar a fissuração da parede. Coreto – Espécie de armação construída ao ar livre. Closet – Pequeno cômodo usado como quarto de vestir. Coluna – Elemento estrutural de sustentação. Contraverga – Reforço na alvenaria (canaletas. Coletor de energia solar – Placa que capta a energia solar e a transforma em eletricidade (com células fotovoltaicas) ou energia térmica. que forma uma massa compacta e endurece com o tempo. Combogó – Elemento vazado (ver) Compensado – Chapa de madeira sobreposta e colada sob forte pressão. Concreto – Mistura de água. que se executa no fechamento superior de um edifício. Ao longo da história da arquitetura. assumiu as formas mais variadas e diversos ornamentos. sobre o frechal. Contramarco – Quadro que serve de gabarito para fixar o caixilho. Conduíte – Tubo que conduz a fiação elétrica. Contrafrechal – Terça que se apóia nas pontas das linhas das tesouras. Corpo de prova – Material utilizado para o ensaio de resistência à compressão tração ou outro ensaio físico. Cornija – Conjunto de molduras que serve de arremate superior às obras de arquitetura. Código de obras – Conjunto de leis municipais que controla o uso do solo urbano. que nivela o piso antes da aplicação do revestimento. Cobertura – Estrutura revestida de material impermeável. maior resistência e homogeneidade. Copa – Compartimento auxiliar da cozinha. o que permite a fabricação de peças com grande dimensão. Contrapiso – Camada de concreto não estrutural. Tem as mesmas características da madeira em relação à elasticidade e ao peso. Clorar – Tratar a água com cloro a fim de eliminar microorganismos. cimento. Contraventamento – Sistema de ligação entre elementos principais de uma estrutura com a finalidade de aumentar a rigidez. Apresenta. em proporções prefixadas.

Cuba – Recipiente das pias. Corrimão – Apoio para as mãos colocado ao longo das escadas. Cromado – Material que recebe uma camada de cromo. Cozinha – Compartimento em que são preparados os alimentos. Desempenadeira – Instrumento formado por uma base lisa e uma alça. vernizes ou pinturas a óleo que formam um entrelaçamento irregular de fendas muito finas. Desaterro – Retirar um volume de terra de um local. horizontal e vertical. Desmembramento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. Cota de arrasamento – Cota em que deve ser deixado o topo de uma estaca ou tubulão. Desforma – Operação de retirada das formas de uma obra de concreto armado. 298 . rampas etc. Coxim – Reforço de concreto nas alvenarias que recebem cargas concentradas (das tesouras. Desgaste – Ver abrasão. Ver abóbada. Elemento metálico. Declive – Quando a inclinação do terreno está abaixo do nível da rua. Cúpula – Parte superior interna e externa de algumas construções. Croqui – Primeiro esboço de um projeto. de um lote edificável para fins urbanos. usado para eliminar ondulações nas argamassas. onde se encontram as superfícies inclinadas (águas). Demão – Cada camada de tinta aplicada sobre uma superfície. duro e brilhante. Craquelê – Rachaduras em esmaltes. concretos. Curva de nível – Representação gráfica da curva formada pelos pontos de mesma cota. com o aproveitamento do sistema viário existente. Desdobro – É a divisão. em duas ou mais áreas. Curar – Secar madeiras. Cumeeira – Parte mais elevada de um telhado. demolindo ou cortando acima desta cota. de vigas na alvenaria estrutural etc.Corredor – É o saguão de que segue.). Desnível – Diferença entre altitudes de dois pontos do terreno ou construção. Degrau – Cada um dos pares iguais de planos sólidos. que se dispõe em seqüência na composição de uma escada. Depósito – Edificação ou ambiente destinado à guarda de mercadorias ou objetos. cimentos etc. D Deck – Plataformas feitas com tábuas para circundar piscinas ou espelho d’água. sem interrupção da rua ou área de frente até a área do fundo. Cota – Indicação ou registro numérico das dimensões.

Ducha – Chuveiro com jatos d’água de grande pressão. 299 . reagindo com a água. Dormente – Peça de madeira usada na composição de escadas e peitoris. Divisória – Parede que separam ambientes de uma construção. Elevador – Equipamento que executa o transporte vertical. Dobradiça – Dispositivo de fixação da folha ao marco (batente). Domo – Peça de fibra de vidro ou acrílico. aposentos de empregados etc. Disjuntor – Dispositivo destinado a desligar automaticamente um circuito elétrico sempre que ocorrer sobrecarga da corrente. que permite que a folha se movimente em torno de um eixo. Duto – Tubo que conduz líquidos (canos). Tem como função uniformizar as superfícies. Aplicação da primeira camada de argamassa nas paredes. cerâmica ou vidro. Embasamento – Parte inferior de uma construção. Emboço – Primeira camada de argamassa. Eletroduto – Conduíte que carrega a fiação. despensa. Emboçamento – Assentamento com argamassa das telhas da cumeeira ou espigão. principalmente a partir de uma variação térmica.São manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. biombos. utilizado na cobertura para iluminar e ventilar o interior. Tapumes. Também é utilizado para assentar trilhos das ferrovias. resulta em uma base medianamente solúvel. Ver junta de dilatação.Destacamento – Assentamento das duas primeiras fiadas de uma alvenaria. Desvão – espaço entre a telha e o forro. ou ar. Elemento vazado – Peça produzida em concreto. sem profundidade ou perspectiva. Também conhecida como oitão. fios (conduítes). E Edícula – Construção complementar independente com área inferior a construção principal destinada à lavanderia. Eflorescência . denominada hidróxido de cálcio. Ela aparece devido a um processo químico. Empena – Cada uma das paredes laterais onde se apóia a cumeeira nos telhados de duas águas. de pessoas ou mercadorias. Elevação – Representação gráfica das fachadas em plano ortogonal. Elastômero – Polímeros naturais ou sintéticos que se caracterizam por apresentar módulo de elasticidade inicial e deformação permanente baixos. Dilatação – Aumento de dimensão. Edificação – Obra. Drenagem – Retirada de água do solo. construção. dotado de aberturas que possibilitam a passagem do ar e de luz para o interior. O cimento comum. ou seja. tanto da superfície quanto de camadas profundas.

janelas) utilizado em uma obra. Endurecimento – Fase subseqüente ao período de pega. Engastalho – Calço de madeira. Espatolato – Técnica de pintura que imita a textura da rocha. Eles ficam inclinados e comprimidos por argamassa até a estrutura. Ou ainda execução de um elemento construtivo oposto a um já existente. que se acumulam em demolições ou construções. Ou também pequena peça de madeira em forma de cunha. Espaçadores – Também conhecido como pastilhas plásticas ou de argamassa que tem a função de distanciar as armaduras das formas. Espigão – Linha inclinada que divide as águas de um telhado. Esquadrias – Qualquer tipo de caixilho (portas. embutido. Enquadrar – Emoldurar. Espera – Armadura ou tijolos deixados para possibilitar a amarração futura. resultando num efeito irregular e manchado. Encarregado – Auxiliar do mestre de obras. de modo a adquirir a aparência lisa do espelho. que coordena serviços de grupos de operários. de forma que fique coeso. Enxaimel – Conjunto de estacas e caibros que sustentam as divisões da estrutura da casa. ganhando aparência fosca. Epóxi – Tinta plástica e impermeável usada na pintura de peças metálicas. que evita o deslocamento das vigas ou dos sarrafos. É utilizado para espalhar em pequenas áreas a massa corrida ou massa a óleo nas esquadrias de madeira.Empreitada – Sistema de contratação de um ou mais profissionais para executar qualquer tipo de serviço ou obra. Engastado – Encaixado. colocar o caixilho. fixo no concreto. Escada – Série de degraus por onde se sobe ou se desce. Espátula – Objeto feito de metal e de forma espalmada. utilizado para travar o pé das formas dos pilares. Esponjado – Técnica de pintura utilizando uma esponja para espalhar a tinta. Encunhamento – Colocação da última camada de tijolos de uma parede. Escantilhão – Régua de madeira que serve de molde para marcar ou aferir medidas em peças ou em obras. Escovado – Metal polido com escovas. ou ambientes expostos a umidades. Entulho – Conjunto de materiais fragmentados e desagregados. 300 . Escala – Relação de homologia existente entre o desenho e o que representa na realidade. na qual o aglomerante passa a oferecer resistência a esforços mecânicos. Espelhado – Superfície polida. Escora – Peça de madeira ou metálica que sustenta ou serve de arrimo a um elemento construtivo quando este não suporta a carga dele exigida. podendo ou não ficar aparente na fachada.

régua do boxe. piscinas e calhas. desde à ruptura. cremonas.para ser trabalhada em estado granular solto. puxador. que é cravada nos terrenos. Fissura – Abertura inferior a 1. quando são submetidas à compressão. que servem para juntar partes ou dar-lhes certos movimentos como abrir. empregado na fabricação de banheiras. Estuque – Toda a argamassa de revestimento geralmente acrescida de gesso ou pó de mármore. Flameado – Que sofre a ação de chamas para alcançar a forma final. dobradiças. protendido.Estaca – Componente das fundações profundas de pequeno diâmetro e longa. impermeável. pivotar etc. 301 . Fibra de vidro – Material resistente. ordinariamente em nível e obedecendo a uma linha esticada. Estribo – Cada uma da série de ferros paralelos que envolvem as barras longitudinais. geralmente de concreto armado. de impedir a passagem de fluídos. proveniente de uma ruptura pouco profunda de sua massa. Flambagem – Deformação lateral ocorrida em peças esbeltas ao passarem do estado de equilíbrio estável para o instável. Fecho – Dispositivo em que uma peça metálica pode ser movimentada diretamente para manter fechados painéis.0mm que aparece na superfície do concreto ou revestimento. Também usada para fazerem forros e ornatos. fixando-as em sua devida posição. sem causar divisão do sólido em partes separadas. Estanqueidade – Propriedade. na operação de elevação de uma parede ou obra de alvenaria de tijolos ou de peças similares. Filete – Moldura estreita. e quando necessário podem ser abertos. Farofa – Argamassa preparada a seco ou com mínimo teor de água. estruturas de madeira ou metálicas. Fibrocimento – Material resultante da união do cimento comum com fibras de qualquer natureza. puxadores etc. Semelhantes ao canelado. aço ou madeira. Estrutura – Conjunto de elementos que forma o esqueleto de uma obra. correr. chave ou tranqueta. Estriado – Superfície trabalhada em que aparecem estrias. Estudo preliminar – Quando se verifica a viabilidade de uma solução que dá diretrizes ou orientações ao anteprojeto.) empregados em portas. Fiada – Fileira horizontal que o pedreiro assenta. Ferragem – Artefatos ou peças de metal (fechaduras. janelas. Fechadura – Fecho composto por um mecanismo e acionado por maçaneta. a mais freqüente é a fibra do amianto. fechar. É obtido por meio de processo no qual o vidro ainda em fusão possibilita a separação dos filamentos que compõe o material. F Fachada – Qualquer das faces externas de um edifício. friso. Esticador – Dispositivo para tencionar barras ou cabos flexíveis metálicos. conferida pela impermeabilização.

Duto subterrâneo para escoamento de águas. canalizações etc. utilizando uma bigorna. Plantas rasteiras. Galga – Operação de riscar em uma obra uma linha paralela a outra conhecida ou transportar pontos por meio da aplicação sucessiva de um escantilhão ou gabarito. pivotar). 302 . armados. após aquecimento. tornando a passagem coberta. Galeria pública – Passagem coberta em um edifício. G Gabarito – Molde em escala real para traçar. drenantes. Quando exixte sobrecarga no sistema elétrico. Quando instalados e cheios de pedra os gabiões se convertem em elementos estruturais flexíveis. ligando entre si dois logradouros. Forjar – Moldar o ferro ou outro metal. Fusível – Dispositivo que opera com limites de amperagem.correr. Fôrma – Elemento de madeira. Também é o nome que se dá ao arremate entre bancadas e as paredes. Frechal – Viga que fica assentada sobre o respaldo das paredes. drenagem. Também pode ser o corpo cilíndrico de um tubulão antes da base. Fossa – Cavidade que recebe os líquidos residuais de uma construção. serve para exposição de obras de arte. promove o isolamento térmico entre o telhado e o piso. Galeria – Corredor largo que. Utilizados como muros de contenção. Forro – Material que reveste o teto. sapatas etc. Recuo da construção no pavimento térreo. musgo ou grama. impede que o resto do circuito sofá os efeitos da sobrecarga. Folha – Parte da porta e da janela que necessita de ferragem para se mover (abrir. Fossa séptica – Compartimento enterrado onde os esgotos são acumulados e represados de forma a ser digeridos por bactérias. que irão compor a estrutura da construção. ocultar canalizações ou estruturas. os líquidos resultantes são encaminhados para um filtro anaeróbico e ao sumidouro. Fuste – Parte intermediaria de uma coluna. Forração – Espécie de carpete têxtil de pouca espessura. entre a base e o capitel. além da circulação de pessoas. Fundação – Conjunto de elementos de fundação (estacas.) responsável pela transmissão das cargas de uma obra ao solo. Frontão – Arremate superior de portas e janelas que normalmente tem forma triangular. que fazem o acabamento de um jardim. Fungo – Microorganismo vegetal que se aloja como parasita nas madeiras. Gabião – Tipo de caixa em forma de prisma retangular fabricado com malha hexagonal de dupla torção produzida com arames de baixo teor de carbono e revestido. metal ou de outro material utilizado na obra para fundir peças de concreto armado. com finalidades acústicas e decorativas para reduzir o pé direito. servindo de apoio à tesoura. como hera. Depois desse processo. Forro falso – Forro de teto construído em plano inferior ao plano do forro verdadeiro. verificar ou controlar formas e medidas durante a execução de uma obra.Flexão – Tipo de solicitação na qual esforços que atuam sobre uma viga prismática tendem a modificar sua curvatura longitudinal.

causado por uma variação brusca na velocidade da água. Gambiarra – Instalação provisória. Golpe de aríete – Choque contra as paredes de um duto forçado. com peso específico de 2. uma encostada à outra. batentes. Gastalho – Braçadeiras de sarrafo que se pregam espaçadamente nos painéis das formas de vigas e pilares para impedir que venham a deformar por flexão no ato de enchimento. Grelha – Grade de ferro que protege a entrada de bueiros e ralos. para proteção de vigia. Gleba – É uma porção de terra. para dar segurança aos usuários.50 a 2. Armação de ferro em forma de grades para proteção ou vedação de uma abertura. Também é a peça de suporte nas churrasqueiras. com uma parte fendida e dobrada em sentidos opostos. guardas etc. torneira. com parede de meação. Granilite – Mistura do cimento. Ver guindaste. Gruas – É um equipamento utilizado para elevação e a movimentação de cargas e materiais pesados. Geminada – Diz-se de duas edificações construídas. Galvanizar – Recobrir uma superfície com metal para preservá-lo da corrosão. Gravata – É um conjunto de peças de madeira para uso em formas de vigas e pilares com o intuito de fechar e travar as formas.96t/m3 e resistência à compressão de 600kgf/cm2. Gotejador – Peça usada em sistemas de irrigação que transforma o fluxo de água em gotas. 303 . varandas ao longo do tabuleiro de uma ponte. dura. Guarita – Abrigo de madeira ou material leve. com localização e configurações definidas e que não resultou de processo de parcelamento de solo para fins urbanos. composta de quartzo. Gótico – estilo arquitetônico que marca as construções com abóbadas ogivais e motivos tirados da natureza. Podendo ter um lado fechado por parede. usada para revestir paredes e pisos. etc. de qualquer natureza. que entra na composição do granilite. Gradil – Fecho construído na testada do lote edificado. geralmente dobrada. Sua estrutura é formada de madeira ou ferro e fechada com vidros ou treliças. a qual se chumba na alvenaria para permitir a fixação de caixilhos. Gazebo – Pequeno quiosque colocado no jardim. Gesso – Aglomerante aéreo obtido usualmente pela calcinação moderada da gipsita. Gárgula – Orifício para saída da água em fontes. sacadas. feldspato e mica. sentinelas. corrimões etc. válvula. como as rosáceas. Grana – Conjunto de rochas diversas. Grapa – Peça de ferro. devido ao repentino fechamento ou à brusca abertura de registro. Guarda-corpo – Grade ou balaustres de proteção usada em balcões. minúsculas.Galpão – Construção coberta de dimensões amplas e aberta lateralmente. pó de mármore e grana. janelas. geralmente fora das recomendações técnicas. Granito – Rocha ígnea granular.

se encontram as escadas e elevadores que conduzem aos andares superiores. I Iluminação – Arte de distribuir luz artificial ou natural em um espaço. como as portas de correr etc. escadas. Inclinação – Ângulo formado pelo plano com a linha horizontal. Guindaste – Máquina composta de sarrilho. É a pintura aplicada à supefície a ser impermeabilizada. Infiltração – Ação de líquidos no interior das estruturas construídas. roldana e cabo destinado a levantar grandes pesos. tintas e vernizes com a função de proteger a superfície da umidade. O mesmo que locação da obra. Iluminação zenital – Iluminação natural de um recinto através de clarabóias ou de domo. Insolação – Quantidade de energia térmica proveniente dos raios solares recebidas por uma construção. acrescentado a argamassa.Guarnição – Régua ou sarrafo que cobre a junta formada pelo encontro da parede com o batente da porta ou janela. Impermeabilização – Conjunto de procedimentos que impede a umidade ou infiltração de água na construção. com a finalidade de favorecer a aderência do material constituinte do sistema de impermeabilização. Hidratação – processo químico pelo qual um aglomerante de origem mineral reage com a água. quase sempre temporário. Imprimação – Também denominada por primer ou pintura primária. Hidromassagem – equipamento com sistema de sucção e impulsão que gera movimentação da água. Guia – Peça de pedra ou concreto que delimita a calçada da rua. H Habitação – É a construção ou fração de edifício ocupado como domicílio de uma ou mais pessoas. nos grandes edifícios. Hotel – Prédio destinado a alojamento. Habite-se – Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício residencial recém construído. 304 . Home theatre – Conjunto de equipamento de áudio e vídeo que reproduz em casa as características sonoras e de projeção dos cinemas. Hall (vestíbulo) – Sala de entrada onde. Peça que direciona o sentido de movimento das peças móveis. Hidrófugo – Produto químico. Hidrômetro – Aparelho destinado a medir o consumo de água. para compor coberturas. Implantação – Demarcar no terreno a localização exata de cada parte da construção. rampas etc.

L Lã de vidro – Material isolante composto de finos fios de vidro. Ladrão – Tubo de escoamento. reservado no interior das construções para cultivo de plantas. com pouca espessura. barro cozido. Junta amarração – É quando as juntas entre os elementos são desencontradas. hidráulicas. de cerâmica.Quando é subdividida em caixilhos de pequenas dimensões que giram em torno de seu eixo horizontal. Junta – Articulação. cimento. gás etc. Irrigação – Umidificação da terra por meio de sistemas mecânicos. Janela pivotante – Aquela que se abre girando verticalmente no seu próprio eixo. banheiras ou reservatórios.Instalação – Conjunto de providências necessárias para iniciar uma obra. Janela máximo-ar – Semelhante à basculante. Ladrilho – Peça quadrada ou retangular. do som e da umidade. Junta de dilatação – Espaço deixado entre a parte de uma estrutura ou de componente construtivo. J Janela – Abertura destinada a iluminação e ventilação dos ambientes internos. que evita o transbordamento do excesso de água. Isolamento – Recurso para resguardar um ambiente do calor. Junta aprumo – É quando as juntas entre os elementos são coincidentes tanto na vertical como na horizontal. para evitar trincas provenientes das forças de dilatação. Irradiação – Propagação e difusão tanto de raios luminosos quanto de ondas sonoras ou de calor. Janela de correr – Quando os caixilhos correm horizontalmente em rebaixos ou trilhos. linha ou fenda que separa dois elementos. Jirau – Estrado ou laje em piso a meia altura que permite a circulação de pessoas sobre ele e abaixo dele. Janela do tipo escotilha – Aquelas de dimensões pequenas e arredondadas semelhantes à janela dos navios. Janela basculante . Também conjunto das instalações elétricas. Ladrilho hidráulico – Peça de cimento comprimido decorado feita na prensa hidráulica. 305 . além de permitir a visão externa. feita em uma só peça. Janela guilhotina – Quando os caixilhos se movimentam verticalmente. mármore etc. Jardim – Local do terreno onde se cultivam plantas. colocado na parte superior de cubas. Jardim-de-inverno – Local. em geral envidraçado.

com abertura de novas vias públicas ou prolongamento ou alargamento das vias existentes. Parte de uma escada que se limita por patamar. propiciando ventilação. Tem encaixe do tipo machoe-fêmea. Lambril – Revestimento de madeira ripada usado em forros e paredes. brocas e cupins. apoiada em vigas e pilares. 306 . Locação – Marcação da obra a partir do gabarito. Lajota – Pequena laje de pedra ou placas de cerâmica. Linha – Viga horizontal inferior de uma tesoura. Lanternim – Pequeno telhado sobreposto às cumeeiras. Maçaneta – Peça que transmite o esforço externo para acionar o trinco. azulejo e outros aplicados à meia altura. Esta denominação remonta aos tempos do Brasil Colônia. quando as árvores que produziam madeiras nobres só podiam ser derrubadas pelo governo. feito de tábuas. Loft – Palavra inglesa. servindo também para puxar ou empurrar a porta. Lavrar – Gravar. Lambrequim – Recorte na madeira que arremata forro e beirais. muro etc. Geralmente situado à entrada da casa. à pressão atmosférica. usados para moradia. Madeira de lei – Madeira dura. proveniente da infiltração de águas de chuva. Levigado – Tipo de acabamento semipolido. cunhar. Loteamento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. Lambris – Revestimento interno de parede. Longarina – Viga de sustentação em que se apóiam os degraus de uma escada. Lote – Porção de terreno que faz frente ou testada para um logradouro publico. que significa depósito.Laje – Estrutura plana e horizontal de pedra ou concreto armado. pelo cubo. resistente às intempéries e ao ataque de fungos. Hoje são espaços amplos sem divisórias. M Macho-e-fêmea – Tipo de encaixe em que uma saliência se adapta a uma reentrância. Living – Palavra inglesa que designa todos os espaços de convívio da casa. Lavabo – Pequeno banheiro sem espaço para o banho. Lençol freático – Depósito subterrâneo natural de água. conferir ornatos às superfícies metálicas com o auxilio do cinzel. Lance – Comprimento de um pano de parede. que divide os pavimentos de uma construção. Lei de zoneamento – Legislação municipal que rege o uso de terrenos urbanos. placas de mármore. que se articula nas pontas com as empenas e no centro com o pendural. Listelo – Filete. Pequena moldura usada para arrematar peças cerâmicas.

depois de aplicada.Madeiramento – Conjunto de madeiras usadas na construção ou nas armaduras de telhado. geralmente calcítico ou dolomitico. Manta plástica – revestimento plástico que impermeabiliza lajes. Marquise – Cobertura ou alpendre geralmente em balanço. Mansarda – Sótão com janelas que se abre sobre as águas do telhado. usada como divisória. água e cimento usado no emboço. cimento e corante. Ver batente. Meia água – Telhado com um único plano inclinado Meia-parede – Parede que não fecha totalmente o ambiente. de um projeto arquitetônico. cal. Mástique – Material de consistência pastosa. Marchetaria – Arte de incrustar ou embutir peças de madeira. plásticas ou elásticas. coberturas e contrapisos. cal. consistência adequada para ser aplicado em calafetações rígidas. Manta asfáltica – É um impermeabilizante a base de asfalto modificado com polímeros estruturado com não-tecido de poliéster pré-estabilizado. o produto final. Marquise – Cobertura em balanço construída sobre o aceso de porta externa. ou filme de polietileno de alta densidade. formando desenhos. Massa – Argamassa usada no assentamento ou revestimento de tijolos. pedras em obras de marcenaria. água e cal empregada para rebocar as paredes. Mata junta – Sarrafo ou régua que cobre a junta formada entre duas peças. Massa grossa – Mistura de areia média. diminuindo o vão livre. Marmorizado – Técnica de pintura que reproduz os veios e as tonalidades do mármore. deixando-a pronta para receber a pintura. Massa fina – Mistura de areia fina. Meio-fio ou guia . Manilha – Grande tubo de barro para instalação subterrânea que conduz às águas servidas. é penteada com uma escova. Meio tijolo – Parede cuja espessura corresponde à largura de um tijolo. adquirindo. Mármore – Calcário metamorficamente recristalizado que tem como constituinte importante um carbonato. escada externa etc. Massa corrida – Feita a partir de PVA ou acrílico. em miniatura. Marco – Parte fixa das portas ou janelas que guarnece o vão e recebe as dobradiças. Pode ser aplicada diretamente sobre o solo para evitar erosão. ela se projeta para além da parede da construção. Maquete – Reprodução tridimensional.Pedra de cantaria ou peça de concreto que separa em desnível o passeio carroçável das estradas e ruas. Massa raspada – Mistura de areia. Meio-nível – Piso construído a meia altura que aproveita um pé-direito duplo ou um declive no terreno. com cargas adicionais a si. 307 . Mão-francesa – Elemento estrutural inclinado que liga um componente em balanço. Não pode ser retocada e.. dá acabamento liso a parede.

sobre-aterros. de se poder olhar para o exterior sem ser observado. no caixilho divide as folhas. Muxarabiê – Balcão protegido. Monta-cargas – Pequeno elevador utilizado em algumas casas ou comércio para movimentar mercadorias. Viga saliente na face inferior de qualquer laje. sacadas ou balcões. Modular – Usar o módulo Módulo – Elemento com medida padrão Monoqueima – Processo de cozimento da argila na produção de cerâmica. da fundação ao acabamento. N Nega – Penetração da estaca em milímetros. 308 . Nervura – Arco que produz uma saliência no interior de uma abóbada. empuxos de águas de infiltração. Nivelar – Regularizar um terreno por meio de aterro ou corte.Memorial descritivo – Descrição de todas as características de um projeto arquitetônico. sobrecarga de construções. etc. acima do telhado da construção. Mosaico – Trabalho executado com caquinhos de vidro ou pequeno pedaços de pedra e de cerâmicas engastados em base de argamassa estuque ou cola. especificando o material que são necessários à obra. prateleiras etc. a fim de evitar ondulações em pisos e contrapisos. correspondente a 1/10 da penetração para os últimos dez golpes. Norma – Conjunto de prescrição que regulam o emprego de uma técnica ou fixam condições de execução de um projeto ou de elaboração de um produto. roupas etc. Mirante – Parte alta. em toda a altura da janela. Mezanino – Andar intermediário entre dois pisos e com acesso interno abrindo-se para um ambiente no piso inferior. Nível – Instrumento que verifica a horizontalidade de uma superfície. Nicho – Reentrância feita na parede para abrigar armários. por uma treliça de madeira. madeira ou concreto que sustenta beirais. Mourão – Esteio grosso de madeira ou de concreto muito usado em andaimes e cercas. a fim de assegurar ventilação e sombra e. Montante – Peça vertical que. do qual se quer uniformizar o emprego. em que as peças passam apenas uma vez pelo forno. Mestre-de-obras – Profissional que dirige os operários em uma obra. Muro de arrimo – Muro resistente usado na contenção de terras. também. Mísula – Peça de pedra. Mictório – Aparelho sanitário próprio para nele se urinar.

Pano – Extensão de parede ou muro. condições locais. Ombreira – Cada uma das peças verticais de porta e janelas responsáveis pela sustentação das vergas superiores. típica do Japão. Passeio – É a parte do logradouro público destinado ao trânsito de pessoas. Apresenta composição de mosaicos. cerâmicas etc. Passadiço – Corredor. Parede – Elemento de vedação ou separação de ambientes. Passarela – Corredor estreito e elevado que interliga dois ambientes. obtido artificialmente por meio de pintura ou pela ação do tempo. feita de cerâmica. terraços. galeria ou ponte que liga dois setores ou alas de uma construção. Pátina – Efeito oxidado. P Painel – Grande superfície decorada. Partido – Opção arquitetônica que atende a diversos fatores: topografia. Oitão – Cada uma das paredes laterais de uma construção. geralmente construído de alvenaria. tanto no interior como no exterior da construção. Ogiva – Forma característica das abóbadas góticas. verba disponível etc. pastilhas. Orientação – Posição da casa em relação aos pontos cardeais. necessidades de quem vai habitar. Óleo de linhaça – Solvente e secante para determinadas tintas. Patamar – Piso que separa os lances de uma escada. Processo em que se perde o brilho pelo efeito do ar ou por processos industriais. presentes em janelas. que formam desenhos a partir da mistura de tonalidades de várias madeiras. Parapeito – Peitoril. obtido a partir das sementes do linho. feita de cedro. 309 . Paisagismo – Estudo da preparação e da composição da paisagem como complemento da arquitetura Palafita – Conjunto de estacas que sustenta a construção acima do solo nas habitações lacustres. sacadas etc. Passa-prato – Pequena abertura feita à meia altura de uma parede que permite a passagem de pratos e alimentos da cozinha para a sala de jantar ou outro ambiente. Proteção que atinge a altura do peito. que dá aspecto antigo às superfícies. Oxidação – Ferrugem.O Ofurô – Banheira arredondada. Pastilha – Pequena peça de revestimento. porcelana ou vidro. Parquete – Piso feito da composição de tacos.

Persiana – Caixilho formado por ripas de madeira. Pilotis – Conjunto de pilares ou colunas de sustentação do prédio que deixa livre o pavimento térreo. Pavimento. caldas. Pilarete – Pequeno pilar. Conjunto de dependências de um edifício situadas num mesmo nível. Pendural – Parte da tesoura que trabalha à tração. tijolo. Pipe-rack – Cavalete metálico ou de concreto para sustentação de tubulações horizontais. resinosa. Pilar – Elemento estrutural vertical. preenchida com barro. Toda esta trama é. tiras plásticas. Placa fotovoltaica – Peça responsável pela captação dos raios do sol transformando-os em energia elétrica. píncaro. por meio de suspensório (estribo). 310 . pegajosa. Perspectiva – Desenho tridimensional de fachadas e ambientes. A pérgola é sustentada por pilares ou em balanço.Pátio – Espaço descoberto no interior das casas e cercado pelos elementos da construção. Pivotante – Esquadria com eixo em forma de pivô vertical (movimento giratório vertical) permitindo formar ângulo reto e localizado ao centro da mesma. cume. recebem em ambos os lados da cabeça as extremidades das empenas e no pé. Pau-a-pique – Tipo de taipa em que as paredes apresentam uma armação de varas ou paus verticais. Elas são estreitas horizontais fixas ou móveis. a linha. Pedreiro – Profissional encarregado de preparar a alvenaria. feito de pedra. alvenaria ou concreto. Piche – Substância negra. argamassas e concretos de cimento. O pendural se situa no eixo vertical da tesoura. Pega – Caracterização da perda de plasticidade das pastas. Piso . concreto. impedindo que ela escorra ao longo das paredes da fachada ou nos muros e muretas. destinados a suportar carga vertical. metálicas ou têxteis. Pavimento – Andar. Piquete – Pequeno bastão de madeira com ponta que se crava no terreno. Peitoril – Base inferior das janelas que se projeta além da parede e funciona como parapeito. Andar. de forma prismática ou cilíndrico (coluna).Revestimento de base o qual se pode caminhar. obtida da destilação do alcatrão ou da terebintina. situadas alternadamente do lado de fora e de dentro. para demarcações no terreno. Pé-direito – Distância vertical medida desde o piso até o teto de um ambiente. Pingadeira – Acabamento externo de proteção que desvia a água de chuvas. Um de seus lados fica ligado à alvenaria da construção. Pilastra – Pilar com quatro faces. metálico e outros. de pequena seção em relação à sua altura. Pináculo – Ponto mais alto de um edifício. unidos entre si por pequenas varas eqüidistantes e horizontais. posteriormente. pH – Escala que mede o grau de acidez de diversas substâncias. Pérgola – Estrutura horizontal composta de elementos paralelos feitos de madeira.

resistência ao risco igual ou superior que as cerâmicas esmaltadas ou as pedras naturais. construída no topo das paredes externas de uma edificação e contornando-a acima da cobertura. Ver sarilho. muros ou painéis. Polir – Lustrar uma superfície. que serve de vedação ou acesso a um ambiente. utilizado com laminados plásticos colados. de alta resistência.Plaina – Instrumento utilizado para desbastar. equivalente à figura de um corte horizontal que passa pelos peitoris das janelas. cuja cobertura é apoiada em colunas. fabricado previamente em instalações industriais. Pó xadrez – Pigmento usado para dar cor a pisos feitos de cimento. que substitui o vidro no fechamento de estruturas. Playground – Palavra inglesa que significa espaço reservado para o lazer. Pré-fabricado – Parte ou componente de uma edificação. Porcelanizado – Processo industrial que dá aos materiais a aparência ou a textura da porcelana. fabricado e depois montado na própria obra. Platibanda – Mureta ou balaustre de alvenaria maciça ou vazada. baixa porosidade. Poço caipira – Perfuração feita no solo manualmente utilizando uma cavadeira. Pré-moldado . inquebrável. Apoio. Pórtico – Portal de entrada de uma casa. Pontalete – Peça de madeira colocada a prumo que se amparam elementos horizontais pesados de uma construção. Porão – Pequeno espaço situado entre o solo e o primeiro pavimento de uma casa. Porta-balcão – Porta de duas folhas que se abrem para as sacadas. que se destina a proteger ou camuflar o telhado. Policarbonato – Material sintético transparente.Parte ou componente de uma edificação. Plano Diretor – Conjunto de leis municipais que controlam o uso do solo urbano. Poço romano – Tanque ou piscina de dimensões reduzidas e circular. Planta baixa – Desenho de projeção horizontal de um andar de um edifício. Escora. Platô – Parte elevada e plana de um terreno. para depois ser montado na obra. Post-forming – Acabamento arredondado de bordas. com baixa absorção de água. aplainar ou tirar irregularidades da madeira. terraços ou varandas. Postigo – Pequeno vão executado a meia altura de uma parede que permite a passagem de objetos de um cômodo a outro. pá de cabo curto e um balde fixo em um sarilho (também conhecido como sarrilho) para retirada do solo. Porcelanato – Revestimento. O mesmo que planalto. Prédio – Construção destinada à moradia. 311 . depósito ou outro fim similar. formatados por aquecimento. Porta – Abertura até o nível do pavimento feita nas paredes. Portinhola sobre a folha de uma porta maior. Possui alta resistência ao impacto e baixíssima expansão por hidratação. Poço artesiano – Perfuração mecanizada feita no solo para encontrar o veio d’água subterrâneo.

Régua – Prancha estreita e comprida de madeira. R Radica – Deformações em forma de bolas enrugadas que aparecem nas bases dos troncos de árvores. Reboco – Revestimento de parede e teto feito com massa fina. Ato de deixar a argamassa formando um ângulo reto. Prumo – Aparelho que permite verificar por paralelismo a verticalidade de paredes. Quiosque – Pequena construção. Ressalto – Qualquer saliência na fachada da construção. elevação. Q Quadro de distribuição – Caixa que distribuí os circuitos de eletricidade em uma construção. Respaldo – Última carreira de tijolos da alvenaria de embasamento ou de parede do pavimento. a imbuia e o pinho-de-riga. composta de chave geral e disjuntores. normalmente aberta que realçam a decoração de jardins. Requadro – Armação em que os componentes formam ângulos retos. Rancho – Habitação rústica do campo. como a nogueira. Rejunte – Pasta de cimento e aditivos que preenche as juntas superficiais entre as peças de revestimento. reunindo plantas.Programa – Conjunto de necessidades sociais e funcionais de uma família ou pessoas que serve de base para o desenvolvimento de um projeto. Recuo – Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. uma laje de concreto armado. colunas etc. recebendo pintura diretamente. Prumada – Posição vertical da linha do prumo. 312 . responsável pela passagem da corrente elétrica da rede para o conjunto de luminária. Refratário – Qualidade dos materiais que apresentam resistência a grandes temperaturas. detalhamentos etc. Retábulo – Peça de madeira ou pedra trabalhada em motivos religiosos na qual se encosta o altar. cortes. fundida diretamente sobre o terreno previamente preparado. Reator – Peça das lâmpadas halógenas. Radier – Tipo de fundação direta. Perfil de alumínio que nivela os revestimentos enquanto a massa ainda está mole. Projeto – Plano geral de uma construção. Revestimento – Designação genérica dos materiais que são aplicados sobre as superfícies rústicas e que são responsáveis pelo acabamento. Recorte – Acabamento feito com trincha no encontro de cores diferentes usadas para pintar a mesma parede ou no encontro de duas superfícies.

Muito comum em portas divisórias retráteis. junto ao forro. A tábua reentrante é chamada de saia. Sarilho (Sarrilho) – Cilindro disposto horizontalmente. e no qual se enrola corda. as sapatas são interligadas por vigas baldrames. baldes etc. Servente – Ajudante. auxiliar. Saliência – Elementos da construção que avança além dos planos verticais. Ornato colocado no centro dos tetos ou abóbadas ou nos lustres. estreita e comprida. de camisa ou blusa. Podem ser isolada ou corrida. Na construção é usado para fazer argamassa e usado como piso de quadras de tênis. cabo ou corrente para levantar objetos (pesos. Rústico – Acabamento ou construção feita de acordo com técnicas artesanais. Sanca – Moldura de gesso ou de outro material instalada junto ao teto. evita a penetração das águas das chuvas. S Sacada – Qualquer espaço construído que faz uma saliência sobre o paramento da parede. no encontro de telhados e paredes. Pode ou não embutir iluminação. e a saliente.Ripa – Qualquer peça de madeira fina. Seladora – Base incolor utilizada para proteger madeiras. Como ficam isoladas. Sapé – Tipo de gramínea que.5 cm. Sanfonado – Que imita a forma e o movimento do fole da sanfona. é usada para cobrir casas e quiosques. Saibro – Material contendo grande quantidade de fragmentos pequenos de feldspato e quartzo. quando seca. dos profissionais que trabalham nas obras. Peça de madeira em que se apóiam as telhas. Selante – Óleo ou resina que dá liga às tintas e aos vernizes. Rococó – Vertente do barroco que se caracteriza pelo excesso de detalhes e adornos. A sapata isolada é um elemento de forma tronco de pirâmide construído nos pontos que recebem as cargas dos pilares. Sapata – Parte mais larga e inferior do alicerce.) Sebe – Tapume feio com ramos ou varas utilizado para fechar terrenos. Sarrafo – Tira de madeira. 313 . Saia-e-camisa ou saia-e-blusa – Tipo de forro de madeira em que as tábuas são sobrepostas formando reentrância e saliências. com largura entre 5 e 20 cm e espessura entre o. Rufo – Chapa metálica dobrada que. Saguão – Pátio interno fechado por paredes altas. Já a sapata corrida é uma pequena laje armada colocada ao longo da alvenaria recebendo a sua carga e distribuí para uma faixa maior de terreno. junto ao piso. Rodapé – Faixa de proteção ao longo das bases das paredes. Rosácea – Caixilho de dimensões grandes e circulares.5 e 2. Rodaforro ou rodateto – Faixa (moldura) colocada ao longo das paredes. e pequena quantidade de argila.

Sondagem – É a investigação do subsolo com o objetivo de avaliar a viabilidade técnica e financeira de uma fundação. 314 . que serve para passar as tubulações elétricas. É um duto de alvenaria ou de concreto. Sótão – Ambiente que surge dos desvãos do telhado no último pavimento de uma construção. como a manta asfáltica. mantendo o mesmo nível. na adesão e no isolamento de qualquer superfície que exija proteção contra umidade e infiltração de água. Shingle – Tipo de telha de madeira plana ou materiais industrializados. Seixo rolado – Pedra de formato arredondado e superfície lisa. que facilitam o acesso às tubulações. onde se encaixa a lâmpada. Silicone – Material usado na vedação. Slump test – Ensaio para medir a consistência do concreto em massa. telefone etc. Soalho – Piso de tábuas apoiadas sobre vigas ou guias. passando por um ponto mais alto impedindo a passagem dos cheiros provenientes das canalizações. Suíte – Conjunto de dois cômodos contíguos em que um é quarto de dormir e o outro é banheiro. Sobreira – Conjunto de telhas dispostas por baixo das telhas do beiral do telhado com a finalidade de reforçá-las. Sinteco – Verniz resistente e durável usado no revestimento de pisos de madeira.Seteira – Janela estreita e comprida. Shaft – Palavra inglesa. Shed – Abertura na cobertura que propicia a ventilação e iluminação natural dos ambientes. de madeira ou ouro material. e nas portas externas. a uma distância maior do que a metade do pé-direito. formando um degrau na parte de fora. muito usado em construção de vários pavimentos. não inferior a 2. Sub-solo – Pavimento situado abaixo do piso térreo de uma edificação e de modo que o respectivo piso esteja. com rosca interna. Spot – Termo inglês que designa a luminária cujo foco de luz pode ser direcionado. Sifão – Dispositivo formado por uma peça que retém água e tem a função de transportar um líquido de uma altura para outra mais baixa. Ver lanternim. de onde são retiradas. caraterísticas dadas pelas águas dos rios.50m. Sobre-loja – É o pavimento de pé-direito reduzido. Solário – Local descoberto destinado a banhos de sol. em relação ao terreno circundante. Soleira – Parte inferior do vão da porta no solo. Silos – É uma construção agrícola destinada ao armazenamento de produtos. Podem ter o formato de “s” ou “copo”. proveito ou serviço de outra propriedade pertencente a dono diferente. de água. Arremate na mudança de acabamento de piso. que serve para apoiar armários ou as guarnições das portas. Servidão – Encargo imposto à qualquer propriedade para passagem. geralmente depositados no seu interior sem estarem ensacados. e situado imediatamente acima do pavimento térreo. Soquete – Receptáculo. Ele tem geralmente portas ou tampas. que pode ser revestida ou não. inspirada nas aberturas das muralhas dos antigos palácios. Sóculo – É uma base de alvenaria.

315 . constituída de estrutura sobre a qual se assentam as telhas. utilizado em topografia para medir ângulos horizontais e verticais. Espaço aberto no nível do solo ou em balanço. descarga e compactação. a fim de dar à superfície do terreno a forma projetada. formando a moldura que guarnece os telhados. Tábua corrida – Piso de tábuas em geral largas e contínuas. Tardoz – Superfície de aderência do piso cerâmico. Telheiro – É a construção constituída por uma cobertura suportada. Peça paralela a cumeeira e ao frechal. Terça – Viga de madeira que sustenta os caibros do telhado. Tabuado – Porção de tábuas. Telha-vã – Telhado sem forro. desviada angularmente em relação ao plano vertical. Galeria descoberta. Taipa – Sistema construtivo que usa barro para fechar paredes. T Tabeira – Série de tábuas que contornam as paredes. transporte. tijolos ou taipa que separa um ambiente de outro. executadas para a construção de aterros e cortes. Taxa de ocupação – É a relação entre a área ocupada de uma ou mais edificações e a área total do mesmo. Talude – Inclinação de um terreno ou de uma superfície sólida. Taco – Cada uma das pequenas peças que formam o parquete. Terreno – Espaço de terra sobre a qual se vai assentar a construção. aberta em todas as faces ou parcialmente fechada. Telha – Cada uma das peças usadas para cobrir as construções. pelo menos em parte. Terraço – Cobertura plana. Teodolito – Instrumento ótico portátil. Também designa nuances do marrom que lembram a cor da terra. Pedaço de madeira embutido na parede ou concreto para receber pregos ou parafusos. Terraplenagem – Conjunto de operações de escavação. por meio de colunas e pilares. para evitar que elas sofram torção ou oscilação lateral. Chama-se taipa de pilão quando se comprime a terra em fôrmas de madeira. carga. As telhas e a estrutura ficam aparentes. Terracota – Argila modelada e cozida. Tapume – Vedação provisória de madeira ou outro material com que se veda uma obra. Tarugo – Peça curta de madeira que se coloca entre os lados das vigas. destinada ao seu assentamento.Sumidouro – Local para onde se escoa a água de esgoto e infiltra no solo. Telhado – Parte exterior e mais elevada que cobre uma edificação. Tala – Peça de madeira utilizada para reforçar emendas de pontaletes e/ou peças de madeira. Tabique – Parede delgada feita de tábuas.

Usucapião – Instrumento legal que possibilita o acesso à propriedade da terra pela posse.Tesoura – Armação de madeira ou aço triangular. Torre – Construção cuja base é bem menor do que a altura. com pequenas aberturas que permitem a formação de gotas pra umidificar o solo. Topografia – Análise e representação gráfica detalhada de um terreno. nas tesouras. Testeira – Superfície feita de madeira ou concreto colocada na extremidade de qualquer beiral. U Umbral – Parte superior das portas. constituída por articulações em múltipla triangulação. nas instalações de esgotos de prédios elevados. Tijolo – Peça de barro cozido usada na alvenaria. sem auxilio de apoios intermediários. Tem forma de paralelepípedo retangular com espessura igual à metade da largura e o comprimento duas vezes a largura mais um centímetro. Trincha – Tipo de pincel achatado. Tutor – Armação que serve para guiar o crescimento de arbustos ou trepadeiras. 316 . Tozzeto – Pequenas peças de cerâmica que se encaixam em outras maiores. no sistema métrico e/ou no sistema inglês. está sujeita aos esforços de tração. Tubo de queda – Tubo vertical que. Trava – Viga fina de madeira que prende o madeiramento de uma estrutura. formando um conjunto de barras interligadas. compondo os pisos. Textura – Massa. Trena – Instrumento de medição constituído por uma fita de aço. Barra de ferro. deixando-a áspera. Testada – É a divisa do lote lindeira ao logradouro público que lhe dá acesso. recebe os efluentes dos aparelhos sanitários instalados nos diversos andares. Tulha – Depósito de café e cereais. Urbanismo – Técnica de organizar as cidades com o objetivo de criar condições satisfatórias de vida nos centros urbanos. graduada em uma ou ambas as faces. Toldo – Cobertura de lona ou de outro tecido colocado sobre portas e janelas para impedir a incidência direta do sol. Este termo se refere a construção residencial unifamiliar (residência para uma só família). Tirante – Viga horizontal que. crespa. usada em telhados para vencer grandes vãos. Treliça – Estrutura estaticamente definida. tinta ou qualquer material empregado para revestir uma superfície. fibra ou tecido. Tubogotejador – Tubo de passagem de água. cabo de aço que se presta aos esforços de tração. Unifamiliar – Uma única família.

Vistoria – Diligência efetuada por profissionais habilitados da Prefeitura. A verga superior tem a função de receber a carga das alvenarias. Varanda – Alpendre grande e profundo.É um mineral semelhante a mica.) para os pilares. aquele que não projetam estilhaços quando se quebram por impacto. 317 . espaço entre a porta de ingresso e a escadaria em átrio. Vergalhão – Barra de ferro comprida. Veneziana – Tipo de esquadria. concreto etc. E as vergas inferiores recebem as cargas concentradas e as distribui novamente na alvenaria. Viga – Peça estrutural. Vedação – Ato de fechar. É formado por palhetas inclinadas e paralelas podendo ser fixas ou móveis. cargas minerais e pigmentos. Vigota – Pequena viga Vinílico – Material composto por resinas de PVC. Verniz – Solução composta de resinas sintéticas ou naturais que trata e protege a madeira. Vestíbulo – Entrada de uma edificação. Vidro aramado – Aquele que tem uma trama de arame em seu interior para torná-lo mais resistente. Quando submetida a um aquecimento a água contida entre suas milhares de lâminas se transformam em vapor fazendo com que as partículas explodam e se transformem flocos sanfonados. plastificantes. madeira. que permite a ventilação permanente dos ambientes. Vermiculita . As vigas transferem o peso das lajes e dos demais elementos (paredes etc. Vão livre – Distância entre os apoios de uma cobertura. Vibrador – Aparelho destinado a adensar a massa de concreto fresco através de vibração provocado por um motor com excêntrico. apropriado para revestir pisos. feita de aço. o que confere ao material excepcional capacidade de isolamento termoacústico.V Vala – Escavação estreita e longa feita no solo. Verga – Reforço colocado sobre o vão de porta e janela (verga superior) e sob o vão de janela (verga inferior ou contraverga). Vidro temperado – Aquele que passa por um tratamento especial de aquecimento e rápido resfriamento para torná-lo resistente a impactos. Vitral – Painel executado com pedaços de vidros coloridos rejuntados com chumbo. Vidro de segurança – Nome dado ao vidro inestilhaçável. formado essencialmente por silicatos hidratados de alumínio e magnésio. Vão de luz – Distância livre e útil entre duas extremidades. Cada floco expandido aprisiona consigo células de ar inerte. tirando-as das esquadrias. e concentrá-las na alvenaria lateral dos vãos. Vão – Abertura numa parede para a colocação de portas e janelas. vedar. Vazão – Quantidade de fluído que passa pela seção transversal de uma canalização na unidade de tempo.

industriais ou mistas. evita a ferrugem. dos agregados.Vitrificado – Material que assume a aparência do vidro. de cor alaranjada. Zincado – Material que foi revestido de zinco. Zoneamento – Divisão oficial de uma cidade ou centro populacional em regiões ou zonas residenciais. Zenital – Iluminação vinda de domo ou clarabóia. comerciais. Volumetria – Conjunto das dimensões que determinam o volume de uma construção. Vitrô – Pequena janela fechada com vidros. 318 . Voluta – Ornato em forma de espiral que aparece nos capitéis de colunas clássicas. Z Zarcão – Subproduto do chumbo. Volante – Peça onde se pega para abrir a torneira. do solo etc.

ANEXOS .

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FERRAMENTAS 321 .

322 .

Avental de PVC Luvas de raspa Máscara descartável Protetor facial Qualquer função deve utilizar.Responsabilizar-se por sua guarda e conservação Cabe ao empregado: 323 Colete refletivo € ∋ . o EPI danificado ou extraviado . em beiradas de laje. obrigatoriamente. como limitador de espaço.Tornar obrigatório o uso do EPI .EPI – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Cinturão páraqudista Cinto de segurança Qualquer função deve utilizar.00m de altura Escudo p/a soldador Máscara panorâmica Máscara semifacial Óculos contra imp.Cumprir as disposições legais sobre Segurança Saúde no Trabalho .Observar as Normas de Segurança do Trabalho . quando exposta a garoas e chuvas € € € € € # # € # € # € € € € € € € # # # € € € # # # # # # # # € # € # # # # # # # € # # € # Qualquer função deve utilizá-la quando houver necessidade de proteção facial # Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe # # # # € # # # # # . imediatamente.Fornecer aos empregados gratuitamente. o EPI adequado ao risco e em perfeito estado.Usar o EPI fornecido pela empresa a finalidade a que se destina . Óculos ampla visão Òculos p/a soldagem Máscara p/a soldar Botas impermeáveis Calçado de segurança Capa impermeável Mangote de raspa Perneira de raspa Protetor auricular Luva de borracha Avental de raspa Cinturão de Seg. . Qualquer função deve utilizar. quando executar trabalhos acima de 2. quando exposta a níveis cima do limite da NR15 # uso obrigatório € uso eventual Administração em geral Almoxarife Armador Azulejista Carpinteiro Carpinteiro (serra) Eletricista Encanador Equipe-concretagem Equipe-montagem Operador-betoneira Operador-compactador Operador-empilhadeira Operador-guincho Operador-máquina Operador-martelete Operador de policorte Pastilheiro Pedreiro Pintor Poceiro Servente Geral Soldador Vigia Cabe ao empregador: Luvas de PVC Capacete FUNÇÃO x EPI # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # € € # # € # # # € € # # # # € € # # # € # € € # € # # € € Qualquer função deve utilizar.Higienizar e realizar manutenção periódica do EPI .Substituir. valas etc.

PREGOS NA ESCALA NATURAL 1:1 324 .

325 .

326 .

.46 x 2.35 3. cm cm 15 x 15 15 x 15 15 x 15 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 DIÂMETRO DOS FIOS SECÇÃO DOS FIOS PESO ROLOS PAINÉIS COMPR.0 2.47 3.36 Categorias do aço: CA-60: 3 ≤ 0 ≤ 9mm Dimensões padronizadas: Largura: 2.3 117.38 x 1.11 3.PESO COMPR.03 x 5.2 148.0 x 6.6 x 5.0 6.38 4.1 217.0 x 5.4 323.8 57.13 x 1.61 3.2 x 4.21 1.59 x 1.0 x 8.20m e 6.03 6.48 1.0 6.0 9.83 x 2.2 0.0 6.47 x 0.09 120 120 120 60 60 60 222.5 x 4. cm cm cm²/m cm²/m 3.48 5.46 6.28 7.96 5.96 5.PES O kgf/m² m kgf m kgf 0.8 1.5 264.35 x 3.0 37.6 2.92 x 0.97 10.61 x 0.36 x 6.1 8. Trans.8 x 3.0 x 9.2 x 4.9 78.0 6.3 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 Q 47 Q 61 Q 75 Q 92 Q 113 Q 138 Q 159 Q 196 Q 246 Q 283 Q 335 Q 396 Q 503 Q 636 Long Trans.1 356.75 x 0.0 6.4 65.75 4.45m 4.0 x 3.96 x 3.59 5.91 4.20 2.4 0.96 x 1.1 x 7.0 1.8 0.92 3.0 7.0 6.8 x 3.00m Comprimento: Rolo: vide tabela .0 285.83 3.13 4.75 0.4 x 3.0 0.37 6.2 1.0 x 8.97 1.0 6.80 2.TABELAS PARA OBRAS COM CONCRETO ARMADO = Telas para estrutura de concreto armado NORMAS: NBR 7481. NBR 5916 E NBR 7480 DA ABNT ORDEM DESIGNAÇÃO ESPAÇAMENTO ENTRE FIOS Long. Longc Trans.0 8.9 92.Painéis: Emendas: (Em cm) Por simples justaposição das telas para armaduras prinicpais: (3 malhas) (desenho da justaposição 3 malhas) Para armadura de distribuição: (1 malha) 327 .1 45.52 3.0 6.5 1.

328 .

85 1. de 35 madeira Cargas Acidentais -NB-5 329 . 1.2 tf/m³ 1.1. de madeira 40 Com telhas de alumínio e estr: aço 30 alumínio 20 Com canalete 90 e estr.Cargas Permanentes: Peso próprio Concreto Armado 2.25.60 0. um tij.5 tf/m³ Lajes e paredes de concreto 25h(cm) Kgf/m² Vigas e pilares 0.3 tf/m³ Tijolo Baiano kgf/m² 120 180 300 Tijolo Maciço kgf/m² 160 240 400 Bloco de concreto Espessura (cm) 9 14 19 Esp.10 .6 tf/m³ 1.Acabada (cm) 12 17 22 Peso kgf/m² 170 240 300 Peso de cobertura Tipo de cobertura Peso kgf/m² Com telhas de barro e tesouras de 70 madeira ι ≤ 40% Com telhas onduladas de fibrocimento e estr.bw(cm).h(cm) Kgf/m Laje pré Verificar bw= largura h = altura Peso de revestimento de laje 50kg/m² Peso de enchimento Material Caco pumex Argila expandida Entulhos Peso específico γ (tf /m³) 0.50 Peso de paredes Tijolos Maciço Tijolo Baiano Blocos de concreto Parede Espelho 1/2 tij.

6 22.5 187.7 28.2 0 Kg/L L/sac o 50kg 2.6 28.5 As caixas para pedra e areia terão em todos os casos como medidas de boca 0.4 4 0.7 28.37 1.84 1.5 34.6 22.7 1 0.6 33.0 Nº de caixas por 1 saco de cimento Areia Brita Nº 1 1 1 1 1 Brita Nº 2 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 Fatores de água/cimento Cimento/água L/k g 0.1 240.54 1.5 27.6 8 0.7 21.5 4 3.27 97.7 129. Baldrames e Vigas Médias 1:2:4 1:21/2:31/2 Estr.5 39.6 1 0. Peq.6 22.6 33.5 5 0.5 30.2 203. Lages 1:21/2:4 1:21/2:5 500 400 375 350 300 300 300 275 250 363 273 264 243 225 210 207 195 174 400 350 300 250 220 210 190 180 150 28.27 2.7 23. Armado Cintas de Amar-ração Vergas.5 162 147 114 486 441 456 622 561 584 405 441 456 405 441 456 202 198 194 40 50 70 50 130 100 28.0 33.9 168.6 29.6 5 0.82 1.1 33.7 9 0.48 m 330 .14 1.4 19.4 28. de Concr.7 28.4 33.5 28.4 33.1 33.6 36.2 145.0 Brita Nº 2 22.35 x 0.9 3 3 4 2 2 5 2 2 3 1.9 1 2 2 2 3 2 3 3 3 2.2 133.20 24.TABELA PRÁTICA DE TRAÇOS DE CONCRETO TABELA DE TRAÇOS DE CONCRETO Aconselha-se nos casos Traço Volume Consumo de 3 cimento p/ m de concreto Kg Sacos de 50kg 10 8 7.0 17.41 1.5 60.04 1.8 6 0.0 218.7 5 0.0 35.6 181.47 1.05 0.9 23. leitos e camadas preparatórias 1:4:8 225 200 175 4.83 14.9 5 1.9 23.3 1:3:5 1:3:8 Casos especiais.3 170.5 32.6 29.0 33.4 9 0.6 28.7 28.7 23.4 19.5 Rendimento p/ saco de 50 kg Litros 1:1:2 1:1/2:3 1:2:21/2 Obras de responsabilidade 1:2:3 1:21/2:3 Colunas.5 1 6 6 6 5.5 5 Litros Consumo de 3 areia p/ m de concreto Seca L 363 409 525 486 362 420 517 487 435 Num 3% L 465 524 676 622 719 538 662 625 557 Consumo de brita 3 e água por m de concreto Nº 1 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Nº 2 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Água L 226 189 206 210 207 202 208 201 195 Resistência a 2 compressão kg/cm (provável) 3 dias 220 180 140 110 100 90 80 70 50 7 dias 300 250 200 170 150 130 120 110 90 28 dias Altura das caixas (cm) Areia Brita Nº 1 22.4 28.6 22.9 28.9 312.9 28.

331 .

TERÇAS E PONTALETES DET.TESOURAS. ESPIGÃO 332 .

5 3. (m) 01 (Pont.) 03 (Pont.0 (m) 15.00 Sarrafo 2. (m) 24 07 05 26 30 2.00 4.0 Viga 6 x 12 Quant.00 3.) 07 01(Berço) 2.50 4. Compr.00 3. (m) 01 26 04 04 02 03 2.0 Caibro 5 x 6 Ripas 1 x 5(m) Quant.0 4. Compr.50 4.Ripas acrescentar 10% .00 333 . .Sarrafo para travamento na linha da cumeeira. RELAÇÃO DE MATERIAIS Viga 6 x 16 Quant.CAIBROS Obs. . Compr. .Acrescentar 10cm em cada caibro com emendas.50 3.5 x 10.0 4.50 520.50 3.5 5.0 4.Acrescentar 20cm em cada viga com emendas.

2a edição. 5 volumes. São Paulo. Programa de Condi'~oes e Meio Ambiente do Trabalho da Indústria da Construção. IBTS – Instituto Brasileiro de Telas Soldadas.Boletim Técnico de Edifício. 2000 8 FALCONI. L.Vilela. Prática das Pequenas Construções. 1993 3 BORGES. 3a edição.R. NBR 8036/1993 Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundação. Técnica de armar as estruturas de concreto. Curitiba/PR.. Editora Pini. Tesouras de Telhados. G. São Paulo. Editora Calcitec. 15 SAMPAIO. 16 SANTOS. 1992 13 PIANCA. Celso.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. C Arruda. Rio de Janeiro. J. et al.F. Editora Pini. J. São Paulo. 6a edição.P.Caio. Rio de Janeiro. 9a edição. 1995. Estruturas. C. Editora Hemus. A .2 volumes. São Paulo. 4a edição. Antonio. 1980 2 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Batista. São Paulo. Editora Edgard Blucher.C. 2 volumes. 1993 11 MELLO. 1974 14 RODRIGUES. J. 1996 12 MOLITERNO.. 9 FUSCO. São Paulo 1995 6 CARDÀO. Editora Edgard Blucher. desenhos de concreto armado. 1o volume.et al. Editora Pini. Editora Tecnoprint. Pisos Indistriais de Concreto Armado.Falcão. Manual de Construção. A. Caderno de Projetos de Telhados em Estrutura de Madeira. 4a edição. 2a edição. Porto Alegre. PCMAT. Sistema treliçado global . F. 1969 7 DIAS. Técnica da Construção. 334 . Editora Glob. Fundações Teoria e prática. Uma metodologia de Orçamentação para Obras Civis. Editora Globo. 10 LIMA. 1976 5 BAUER. Edvaldo G. 1998. P.1992 4 BAUD. São Paulo 1998. Ed.B. Firme. Rio de Janeiro. Copiare. Editora Pini. P. Materiais de Construção. Manual do Construtor. F.O. NBR 6118/1980 Projeto e execução de obras de concreto armado. P.

1998. A técnica de Edificar.Fôrma e Ferragens.Editora Pini Manual Técnico Blindex . 1978. Detalhaes de execução .Publicação ABESC Manual de execução de Telhado . P. Editora Pini. Jornal da AFALA . Walid. Roberto.Construção Mercado e Téchne .IPT Manual de tipologia de Projeto e de Racionalização das Intervenções por ajuda mútua. 335 . Campinas/SP.17 TERZIAN. São Paulo.Associação dos Fabricantes de Lajes. Apostila 4oSimpatcon. Outras Publicações: Apostilas Senai Boletins Técnicos do IPT Boletins Técnicos da ABCP Revista Arquitetura eConstrução Revistas Técnicas . 18 YAZIGI.

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