TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL

2009

PROF. DR. JOSÉ ANTONIO DE MILITO

PREFÁCIO

Estas anotações de aulas, compiladas em forma de apostila, tem o intuito de facilitar a consulta e o acompanhamento das disciplinas de Técnicas das Construções Civis e Construções de Edifícios da Faculdade de Ciências Tecnológicas da P.U.C. Campinas e Construção Civil da FACENS-Faculdade de Engenharia de Sorocaba. Não houve pretensão de escrevê-la para ser publicada como livro, mas sim reunir coletânea, conhecimentos extraídos de livros, catálogos, informativos, pesquisas, palestras, seminários etc. desde 1981, por esta razão não consta as citações e as referências bibliográficas dos autores e fontes de consulta em boa parte dos capítulos. Contém um bom número de informações gerais úteis para que, ao projetar ou edificar, se esteja atento para não cometer os erros mais graves, que são encontrados em grande quantidade, principalmente nas construções de pequeno porte. Espero que, de alguma forma, esta apostila contribua para acrescentar algo de novo aos alunos e mostre a importância do assunto, para que nos futuros projetos, seja dedicado algum tempo, aos cuidados necessários às técnicas de edificar.

JOSÉ ANTONIO DE MILITO

SUMÁRIO

1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.1 Estudo com o cliente 1.2.Exame local do terreno 1.3 Limpeza do terreno 1.4 Levantamento topográfico de lotes urbanos 1.4.1 Medidas do terreno (levantamento planimétrico) 1.5 Nivelamento (levantamento altimétrico) 1.5.1 Com uso do clinômetro 1.5.2 Nível de bolha 1.5.3 Nível de mangueira 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2.1 Construções vizinhas 2.2 Movimento de terra 2.2.1 Cortes 2.2.2 Aterros e reaterros 2.2.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra 2.3 Instalação de canteiros de serviços ou canteiro de obras 2.3.1 Exemplo de barracão para obras de pequeno porte 2.4 Locação de obra 2.4.1 Processo dos cavaletes 2.4.2 Processo da tábua corrida 2.5 Traçado 2.5.1 Traçado de ângulos retos e paralelas 2.5.2 Traçado de curvas 2.5.3 Locação de estacas 2.5.4 Locação da fôrma de fundação 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.1 Sondagem 3.1.1 Execução da sondagem 3.1.2 Resistência à penetração 3.1.3 Determinação do número de sondagens a executar 3.1.4 Perfil de sondagem 3.2 Escolha do tipo de fundações 3.2.1 Tipos de fundações 3.3 Fundação direta ou rasa 3.3.1 Sapata corrida em alvenaria 3.3.2 Sapatas isoladas 3.3.3 Sapatas corridas 3.3.4 Radiers 3.4 Fundações profundas 3.4.1 Estacas 3.4.2 Blocos de coroamento das estacas

....... 1 ....... 3 ....... 4 ....... 4 ....... 4 ....... 7 ....... 8 ....... 9 ..... 10 ..... 14 ..... 14 ..... 15 ..... 16 ..... 17 ..... 17 ..... 19 ..... 21 ..... 21 ..... 22 ..... 23 ..... 24 ..... 25 ..... 26 ..... 28 ..... 31 ..... 31 ..... 33 ..... 33 ..... 35 ..... 36 ..... 37 ..... 38 ..... 39 ..... 42 ..... 42 ..... 43 ..... 44 ..... 44 ...... 46

3.4.3 Brocas 3.4.4 Estacas escavadas 3.4.5 Estacas apiloada 3.4.6 Estacas Strauss 3.4.7 Estacas Franki 3.4.8 Tubulões 3.4.9 Alvenaria de embasamento 3.5 Impermeabilização 3.5.1 Impermeabilização dos alicerces 3.5.2 Impermeabilização nas alvenarias sujeitas a umidade do solo 3.6 Drenos 4 ALVENARIA 4.1 Elementos de alvenaria tradicional 4.1.1 Elementos cerâmicos 4.1.2 Tijolos de solo cimento 4.1.3 Blocos de concreto 4.2 Outros elementos de alvenaria de vedação 4.3 Elevação da alvenaria tradicional 4.3.1 Paredes de tijolos maciços 4.3.1a Amarração dos tijolos maciços 4.3 1b Formação dos cantos de parede 4.3.1c Pilares de tijolos maciços 4.3.1d Empilhamento de tijolos maciços 4.3.1e Cortes em tijolos maciços 4.3.2 Paredes com blocos de concreto 4.3.3 Paredes de tijolos furados 4.4 Vãos em paredes de alvenaria 4.5 Outros tipos de reforços em paredes de alvenaria 4.6 Fixação das alvenarias de vedação em estruturas de concreto 4.7 Muros 4.7.1 Fechamento de divisas em blocos de concreto 4.7.2 Fechamento de divisas em tijolo maciço e baiano 4.7.3 Tipos de fundações para muros 4.8 Argamassa de assentamento – preparo e aplicação 4.8.1 Preparo da argamassa para assentamento de alvenara de vedação 4.8.2 Aplicação 5 FORROS 5.1 Forro de madeira 5.2 Lajes pré-fabricadas unidirecionais 5.2.1 Elementos que as compõe 5.2.2 Generalidades sobre a laje comum (LC) 5.2.3 Generalidades sobre laje treliça (LT) 5.2.4 Generalidades sobre laje protendida (LP) 5.2.5 Montagem e execução de lajes pré-fabricadas 5.3 Lajes pré-fabricadas bidirecionais

..... 47 ..... 49 ..... 49 ..... 50 ..... 51 ..... 51 ..... 53 ..... 54 ..... 55 ..... 57 ..... 58 ..... 63 ..... 63 ..... 67 ..... 68 ..... 69 ..... 69 ..... 70 ..... 72 ..... 74 ..... 75 ..... 76 ..... 77 ..... 77 ..... 79 ..... 79 ..... 82 ..... 84 ..... 85 ..... 85 ..... 86 ..... 87 ..... 88 ..... 88 ..... 89 ..... 91 ..... 92 ..... 93 ..... 94 ..... 98 ... 102 ...103 ... 107

5.4 Pré-lajes unidirecionais e bidirecionais 5.5 Lajes pré-fabricadas – Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6.1 Estrutura 6.1.1 Materiais utilizados nas estruturas 6.1.2 Peças utilizadas nas estruturas de telhado 6.1.3 Ligações e emendas 6.1.4 Telhado pontaletado 6.1.5 Recomendações 6.2 Cobertura 6.2.1 Cerâmica 6.2.2 Concreto 6.2.3 Telhas onduladas de fibrocimento 6.2.4 Inclinação e caimento ou declividade das telhas 6.3 Sistema de captação de águas pluviais 6.3.1 Calhas 6.3.2 Água furtada 6.3.3 Condutores 6.3.4 Coletores 6.3.5 Rufos e pingadeiras 6.4 Dimensionamento 6.4.1 Calhas 6.4.2 Condutores 6.5 Formas de telhados 6.5.1 Beirais 6.5.2 Platibanda 6.5.3 Linhas do telhado 6.5.4 Tipos de telhados 6.6 Regra geral para desenho das linhas dos telhados 6.7 Calculo das telhas para cobertura plana 7 ESQUADRIAS 7.1 Esquadrias de madeira 7.1.1 Portas 7.1.2 Porta balcão 7.1.3 Janelas 7.1.4 Tipos de janelas de madeira 7.2 Esquadrias de metal 7.2.1 Janelas 7.2.2 Portas 7.3 Esquadrias de PVC 7.4 Representação gráfica de portas e janelas 7.4.1 Portas 7.4.2 Janelas 7.5 Algumas dimensões comerciais 7.5.1 Portas 7.5.2 Janelas 7.6 Como escolher uma esquadria

... 108 ... 108 ...111 ...112 ...114 ...119 ...122 ...124 ... 125 ... 125 ... 130 ... 130 ... 131 ... 133 ... 134 ... 135 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 138 ... 138 ... 138 ... 139 ... 140 ... 141 ...142 ...143 ...145 ...145 ... 150 ...151 ...153 ...156 ... 156 ... 160 ... 160 ... 161 ... 161 ... 161 ... 163 ... 163 ... 163 ... 164

8 REVESTIMENTO 8.1 Preparo dos substratos 8.1.1 Na vertical 8.1.2 Na horizontal 8.2 Revestimentos argamassados tradicionais 8.2.1 Na vertical 8.2.2 Na horizontal 8.3 Revestimentos não argamassados 8.3.1 Gesso 8.3.2 Revestimento cerâmico 8.3.2.1 Revestimento cerâmico na vertical 8.3.2.2 Revestimento cerâmico horizontal 8.3.3 Piso de madeira 8.3.4 Carpete 8.3.5 Pedras decorativas 8.3.6 Pisos vinílicos 8.3.7 Pisos de borracha 8.3.8 Pisos laminados 8.3.9 Piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9.1 Tintas 9.1.1 Seus tipos 9.1.2 Sua qualidade 9.1.3 Preparação da superfície 9.1.4 Esquema de pintura 9.1.5 Cuidados na aplicação das tintas 9.1.6 Condições ambientais durante a aplicação 9.1.7 Material de trabalho 9.1.8 Rendimentos 9.1.9 Recomendações gerais 9.2 Vidro 9.2.1 Vidro temperado 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.1 Revestimento Argamassados – Analise das causas 10.1.1 Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados 10.1.2 Causas decorrentes do traço da argamassa 10.1.3 Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento 10.1.4 Causas decorrentes do tipo de pintura 10.1.5 Causas externas ao revestimento 10.1.6 Reparos 10.2 Revestimento cerâmicos – Analise das causas 10.2.1 destacamento de placas 10.2.2 Trincas, gretamentos e fissuras 10.2.3 Eflorescência 10.2.4 Deterioração das juntas 10.3 Pinturas – Análise das causas

...166 ...166 ...168 ...170 ...170 ...177 ...178 ...178 ...181 ...185 ...188 ...192 ...196 ...196 ...200 ...201 ...203 ...204 ... 211 ... 211 ... 212 ... 213 ... 214 ... 216 ... 220 ... 220 ... 222 ... 222 ... 223 ... 224 ... 229 ... 229 ... 231 ... 232 ... 233 ... 234 ... 236 ... 239 ... 239 ... 239 ... 240 ... 240 ... 241

11

DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11.1 Materiais empregados em concreto armado 11.1.1 Cimento 11.1.2 Agregados miúdos e graúdos 11.1.3 Água 11.1.4 Armaduras 11.2 Sistemas de fôrmas e escoramentos convencionais 11.2.1 Materiais e ferramentas 11.2.2 Peças utilizadas na execução da fôrmas 11.2.3 Detalhes de utilização 11.2.4 Junta das fôrmas 11.2.5 Sistema de forma leve 11.2.6 Sistema médio de fôrmas 11.2.7 Sistema pesado de fôrma 11.2.8 Sistema trepante e auto trepante 11.2.9 Sistema de fôrmas deslizante 11.3 recomendação quanto ao manuseio e colocação das barras de aço 11.3.1 Corte 11.3.2 Dobramento das barras 11.3.3 Montagem das armaduras 11.3.4 Barras de espera de pilares 11.3.5 Armação de fundação 11.3.6 Emendas 11.3.7 afastamento mínimo das barras 11.4 Como se prepara um bom concreto 11.4.1 Concreto preparado manualmente 11.4.2 Concreto preparado com betoneira 11.4.3 Concreto dosado em central 11.4.4 Aplicação do concreto em estruturas 11.4.5 Cobrimento da armadura 11.4.6 Cura 11.4 7 Desforma 11.4.8 Consertos de falha 11.4.9 plano de concretagem 12 VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO ANEXOS Ferramentas EPI - Equipamentos de proteção individual Pregos na escala natural 1:1 Tabelas para obras em concreto armado Tabelas prática de traço de concreto Tesouras terças e pontaletes Caibros Referências Bibliográficas

... 244 ... 244 ... 247 ... 248 ... 248 ... 251 ... 252 ... 256 ... 257 ... 263 ... 264 ... 265 ... 266 ... 266 ... 267 ... 267 ... 267 ... 268 ... 269 ... 270 ... 271 ... 272 ... 272 ... 273 ... 273 ... 274 ... 276 ... 277 ... 282 ... 284 ... 285 ... 286 ... 286 ... 289 ... 321 ... 323 ... 324 ... 327 ... 330 ... 332 ... 333 ...

.12 Traçado de curva pelo método das quatro partes 2. 24 .. 36 . 27 .8 Detalhe do nivelamento do fundo de vala 3.. 6 . 6 ...10 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito usando esquadro metálico 2..13 Sapata corrida sobre parede 3.7 Marcação sobre gabarito 2.1 Corte em terreno 2. 35 . 38 ..3 Lote irregular com muita profundidade 1... 15 ...12 Sapata isolada retangular 3. 43 . 5 .....5 Cavalete 2.8 Realização das medidas útil com o clinômetro 1..2 Aterro em terreno 2.. 23 ..10 Com cinta de amarração 3.4 Planta de locação das sondagens 3. 41 ....1 Esquema de sondagem 3.15 Projeto de forma locadas pelo eixo 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.10Posição da água quando não existe bolhas 1..9 Utilização do nível de bolha 1.... 12 ..2...11 Processo da mangueira de nível 1. 29 .. 10 ..9 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito 2.. 25 . 39 . 9 . 42 ...13 Projeto de locação de estacas 2. 7 .6 Relação dos tipos de fundações usuais em construção 3..8 Processo da tábua corrida 2. 10 . 5 ... 11 ......5 Exemplo de um perfil de subsolo 3.4 Lote com setor curvo 1... 41 .5 Representação de curva de nível 1.... 26 . 21 .....7 Profundidade de uma estaca isolada 3... 25 . 20 ....... 37 ...... 16 .LISTA DE FIGURAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1........11 Traçado de curvas de pequeno raio 2.. 28 ..6 Clinômetro ou nível de Abney 1....6 Processo dos cavaletes 2..3 Barracão para pequenas obras 2.3 Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes 3.. 41 .14 Sapata corrida sobre pilares ....1 Lote regular 1..12 Levantamento altimétrico em terreno com aclive 1. 32 .4 Aproveitamento das chapas compensadas 2.......14 Locação de estaca 2.7 Clinômetro inclinado 1...11 Com cinta de amarração 3... 32 . 8 . 19 ..Lote irregular com pouco fundo 1. 23 .9 Sem cinta de amarração 3. 22 ......13 Levantamento altimétrico em terreno com declive 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2... 34 . 8 .. 42 . 12 .2 Equipamento de sondagem a percussão 3.

..4 Tijolo laminado 4..28 Impermeabilização no respaldo do alicerce 3......13 Retirada do excesso de argamassa 4.. 49 .17 Esforços nas estacas 3.. 57 .....33 Dreno horizontal cego 3..20 Canto em parede de espelho 4.26 Tubulão a ar comprimido 3.10 Detalhe do prumo do canto da alvenaria 4. 71 .7 Bloco de concreto 4... 77 ... 48 ...17 Canto de parede de meio tijolo no ajuste comum 4.11 Colocação da argamassa de assentamento 4... 80 .6 Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 4. 54 ..3.19 Canto de parede de um tijolo no ajuste comum 4. 66 . 79 .24 Corte do tijolo maciço 4.... 76 ..22 Perfuratriz 3..25 Detalhe do assentamento do bloco de concreto 4....12 Assentamento do tijolo 4.. 60 .....15 Ajuste francês 4.20 Tipos de trado 3...21 Canto em parede de um tijolo com parede interna de meio tijolo ajuste francês 4.21 Perfuração das brocas 3.. 74 ....... 59 ..24 Execução das estacas Franki 3.... 70 ...23 Empilhamento de tijolos maciços 4.25 Seção típica de um tubulão 3.27 Alvenaria de embasamento 3. 46 . 66 .26 Detalhe de execução dos cantos 4..3 Tijolo com furo prismático 4.18 (a) Arrasamento das estacas (b) Cota de arrasamento das estacas 3. 73 . 75 .. 43 ..22 Exemplo de pilares em alvenaria 4.19 Bloco de coroamento 3. 79 .. 70 . 47 . 78 ..16 Ajuste inglês ou gótico 4.. 74 ..31 Impermeabilização em locais com ventilação 3. 67 .. 45 .2 Tijolo com furo cilíndrico 4.23 Execução das estacas Strauss 3.. 50 . 75 ... 78 ..30 Vergas sobre e sob os vãos . 74 .5 Tijolo de solo cimento comum 4.30 Impermeabilização em locais de pouca ventilação 3.. 64 .... 71 ... 68 .28 Execução da amarração na alvenaria de tijolo furado 4..27 Execução da alvenaria utilizando tijolos furados 4.29 Vão de alvenaria 4.. 80 .18 Canto em parede de um tijolo no ajuste francês 4. 67 .. 45 .. 57 .. 68 ..1 Tijolo comum 4.14 Ajuste corrente 4......... 76 .. 52 . 67 ..32 Dreno horizontal 3...15 Sapata corrida com viga 3.. 44 . 59 .... 58 . 73 .. 51 .8 Bloco canaleta 4.. 72 ..34 Exemplo de aplicação dos drenos 4 ALVENARIA 4.. 53 ....16 Radier 3. 56 .9 Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria 4..29 Detalhe da aplicação da argamassa impermeável 3. 73 .

.0 e 1.3 Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5.5m 4. 100 .. 89 . 100 . 107 .... 105 ... 96 .0m 4. 82 . revestido e viga baldrame 4.5 e 2. 85 .. 96 .. 83 . 90 .13 Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado 5.14 Armadura adicional de tração 5. 97 .42 Detalhe da elevação de muros de bloco aparente.4 Elementos da laje pré-fabricada comum 5. 81 .... 100 . 82 ..17 Exemplo de execução de nervuras 5. 104 .12 Exemplos das variações das alturas da laje treliça 5.4.0m 4.21 Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 5....... 98 .43 detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 4.9 Apoio da laje com balanceado em beirais 5.11 Elementos de uma laje pré-fabricada treliça 5....0m 4..35 Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1....16 reforço em laje treliça 5. 82 .20 Exemplo de escoramento convencional para laje préfabricada 5. 91 . 96 . 102 . 104 .37 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço 4.39 Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto 4.0 e 2. 98 ...46 Preparo da argamassa com betoneira 4.19 Vigota protendida 5.31 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1.32 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vão entre 1.18 Manuseio da laje treliça 5.48 Assentamento em cordão 4... 87 ..5 Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum 5.... 96 . 81 . 92 ..22 Detalhe da colocação da laje pré-fabricada 5.40 Fixação da alvenaria de vedação em estrutura de concreto 4..36 Coxins de concreto 4.47 Assentamento tradicional 4..0m e entre 1..41 Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 4..33 Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vão de 1. 84 .8 Apoio da laje comum passante em beirais 5. 100 .. 99 . 88 .10 Exemplo de reforços em laje pré comum 5.34 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.. 81 .. 83 .23Detalhe da colocação da armadura negativa 5.. 89 .44 Exemplo de fundação para muros 4. 83 .... 88 ... 86 . 106 ...24 detalhe do apoio das tábuas da passarela . 94 .45 Preparo da argamassa manualmente 4....6 Apoio da laje comum sobre alvenaria 5.49 Tipos de frizos 5 FORROS 5. 101 ..38 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado 4... 95 ..0m e entre 1..0 e 2..7 Apoio da laje comum em estrutura de concreto armado 5.. 92 .15 Armadura adicional de compressão 5.0m 4.2 Fixação do forro na estrutura do telhado 5.. 86 .1 Tipos de forros de madeira 5....

135 .23 Acabamento da cumeeira 6. 139 . 115 . 114 . 121 .20 Detalhe da fixação por pregos menores 6. 135 . 136 .32 Detalhe da estrutura de um telhado selado 6. 141 .30 Inclinação e caimento de telhados retos 6. 134 .38 Áreas de contribuição condutores 6.1 Esquema de estrutura de telhado 6.7 Detalhe da galga 6. 120 . 137 .17 Apoio dos pontaletes em berços 6.15 Detalhes da emenda das terças com pregos 6. 140 . 124 .6 Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais 6. 118 . 131 .10 Detalhe da ligação entre a perna e a escora 6. 140 .28 Telha termoplan 6.29 Telha germânica 6. 129 .19 Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6.47 Telhados com uma água .31 Inclinação mínima para telhados selados com vão até 8. 120 . 139 . 116 .3 Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal 6. 121 . 118 .33 Calha tipo coxo 6. 120 .34 Calha tipo platibanda 6.26 Telha plan 6. 129 . 124 .5 Esquema do apoio das terças nas tesouras 6. 137 .42 Beiral em laje 6. 128 .13 Detalhe da ligação entre a linha.12 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6.36 Detalhe de uma água furtada 6. 126 .45 Desenho das linhas de um telhado 6.9 Detalhe da ligação entre a linha e a perna 6. 137 .46 Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6.14 Detalhe das emendas de uma linha de terça 6.4 Esquema de contraventamento das tesouras 6.37 Detalhe da utilização dos rufos e das pingadeiras 6.25 (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento 5.5. 135 .27 Telha romana e portuguesa 6. 133 . 138 . 119 .41 Calha tipo coxo 6. 125 .0m 6. asna e pendural 6. 123 .11 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6. 132 .16 Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6.24 Telha francesa ou marselha 6. 119 . 128 . 130 . 109 . 141 . 112 .35 Calha tipo moldura 6. 123 .22 Fixação das ripas nos caibros 6.18 Detalhe do berço para distribuir as cargas 6.25 Telha paulista 6. 127 .2 Seção típica de uma estrutura de telhado 6.26 Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6. 121 . 108 .21 Detalhe da fixação das ripas nos caibros 6. 121 . 125 .44 Detalhe das platibandas 6.39 Divisão do telhado em áreas “a” 6.8 Detalhe da ligação entre linhas e a perna 6. 115 .43 Beiral em telhas vã 6.40 Calha tipo platibanda 6.

10 Batentes das janelas 7. 142 . 169 .25 Representação das portas em planta e vista 7.17 Janela tipo ideal 7.7 Determinação da aplicação do reboco 8.22 Janela veneziana 7. 186 . 163 . 142 .14 Venezianas de abrir com caixilho guilhotina 7. 162 .18 Janela de enrolar 7.11 Detalhe da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo 7.186 .21 Caixilho maximo ar 7. 146 .9 Determinação da execução do rejuntamento 8. 174 .4 Assentamento das taliscas inferiores nas paredes 8. 157 .49 Telhados com três águas 6. 143 . 148 .16 Veneziana de abrir com caixilho de abrir 7.13 Caixilho de abrir 7.48 Telhados com duas águas 6. 158 . 156 .26 Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 7. 184 .24 Venezianas de projeção 7.9 Porta balcão 7.5 Detalhe da fixação dos batentes por parafusos 7. 159 . 153 . 153 . 150 . 142 .28 Representação dos caixilhos de correr e de abrir 7.51 Perspectiva das linhas de um telhado 7 ESQUADRIAS 7.7 Detalhe da fixação das guarnições 7.6 Determinação da execução das guias e do emboço 8. 185 .2 Vão livre ou vão de luz 7.8 Tipo de fechaduras para as portas 7.8 Determinação dos tipos de juntas 8. 172 . 162 .3 Assentamento das taliscas superior nas paredes 8.11 Determinação do assentamento dos azulejos 8. 173 .30 Representação dos caixilhos tipo ideal 8 REVESTIMENTO 8.20 Detalhe do caixilho tipo basculante 7.19 Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos 7. 155 .149 .6. 161 . 162 . 155 . 148 . 152 . 160 . 175 . 146 .23 Caixilho de correr 7. 161 .2 Procedimento para nivelar sub-base do lastro 8. 157 . 154 .13 Tacos de madeira . 154 . 147 .6 Detalhe da fixação dos batentes por espuma de poliuretano 7. 159 .12 Caixilho de correr 7. 145 . 192 . 183 .3 Detalhes da fixação dos batentes das portas 7. 151 .1 Diversas formas de aplicação do chapisco 8.50 Telhados com quatro águas 6. 154 .4 Detalhe da fixação dos batentes por pregos 7.29 Representação dos caixilhos pivotante 7.12 Exemplo de divisão dos azulejos 8.27 Representação dos caixilhos de empurar e guilhotina 7.1 Componentes das portas de madeira 7. 167 .5 Determinação da colocação das taliscas nos tetos utilizado o nível referêncial 8.15 Veneziana de correr com caixilho de correr 7.10 Juntas superficiais dos azulejos 8. 173 .

221 .2 Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno 10.4 Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas 11. 206 .10 Tipos de reforços em gravatas . 225 . 224 .15 Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes 8.21 Selante para junta serrada 8. 236 . 193 .3 Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa 10. 248 .22 Detalhe de execução do piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9.7 Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares 11.19 Junta de expansão tipo diamante 8. 230 .16 Fixação das tábuas por pregos anelados 8. 255 .17 Exemplo de regularização sem nivelamento 8. 234 .5 Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente 10.20 Selante para junta de construção 8. 236 . 259 .6 Tipos de disco para corte de tábua e chapas compensadas 11.1 Materiais utilizados no preparo das pinturas em madeiras 9.7 Acúmulo de bolor no revestimento por efeito da umidade 10.8 Posição dos furos em vidros temperados 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10. 220 . 229 .2 Baia de madeira para separar os agregados 11. 196 .9 Aspecto do revestimento Interno 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11. 196 . 221 .6 Impacto nos vidros 9. 246 . 250 .18 Situação de empenamento devido à posição do cerne 8.5 Cargas nos vidros 9. 206 . 258 .3 Armazenagem das barras de aço sobre travessas 11.5 Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas 11. 259 . 256 .8.1 Local para guarda de material 11. 208 . 234 . 258 . 255 . 194 .6 Efeitos da umidade sobre o reboco 10.1 Vesícula formada no reboco 10.9 Tipos de gravatas utilizadas em pilares 11.3 Materiais utilizados no preparo e aplicação da pintura em parede 9. 223 .4 Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco 10. 235 .7 Flambagem 9.4 Exemplo de fixação dos vidros em caixilhos 9.8 (a)(b) Fissuras do revestimento por expansão da argamassa de assentamento 10.8 Detalhe do escoramento e contraventamento em pilares bem como das janelas 11. 207 . 225 .2 Material utilizado no preparo e aplicação das pinturas em metais 9. 231 . 232 . 194 .14 Parquete e tacão 8. 226 .

26 Lastro de brita sob os blocos de estacas 11.28 Adição das britas 11.34 Determinação da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras lajes 11.23 Pontos de amarração usuais 11.15b detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11.36 Passarela para concretagem apoiadas na fôrma 11.19 Escoramento metálico 11.12 Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão 11.15a Detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11.18 Escoramento de madeira tipo H 11.32 Cachimbo para facilitar a concretagem 11.20 Fôrma trepante 11. 281 . 274 . 281 . 260 . 265 . 263 . 261 . 263 . 262 . 268 .38 Pastilha plásticas 11. 283 .31 Aplicação do vibrador na vertical 11.33 Emendas e concretagem de vigas realizadas à 45º 11. 272 . 282 . 262 . 272 .22 Bancadas com pino de dobramento 11. 264 .39 Método mais comum de consertos de falha . 269 .25 Lastro de brita sob as vigas baldrames 11.17 Detalhe da fôrma utilizando tábuas 11. 261 .14 Detalhe da fôrma das lajes maciças 11. 262 . 286 .30 Sequência da mistura em betoneira 11. 279 .29 Colocação da água 11. 275 .11 Detalhe de uma fôrma de viga 11.24 Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 11.35 Detalhe das guias de nivelamento 11. 280 . 283 .13 Detalhe de fôrma das vigas com sarrafo de pressão 11.27 Mistura da areia e de cimento sobre superfície impermeável 11.16 Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-junta e fita adesiva 11.11. 278 .21 Equipamento utilizados no corte das barras de aço 11. 266 . 274 . 267 .37 Pastilhas de argamassa 11. 270 . 274 .

. 179 . 20 .1 Algumas espécie de madeiras indicadas para estrutura de telhado 6. 133 . 101 . 132 . 68 .2 Dimensões nominais dos blocos de concreto 4. 94 . 97 . 163 ..4 Dimensão das telhas onduladas de fibrocimento 6... 116 .0m 6.1 Relação de empolamentos 2..... 91 .. 15 .8 Fator de inclinação para caimentos usuais 7 ESQUADRIAS 7.2 Número mínimo de pontos em função da área construída 4 ALVENARIA 4..6 Ponto de cobertura 6.1 Traço do emboço para as diversas bases 8. 171 ..1 Dimensões das portas 7... 89 .4 Equivalência das bitolas dos aços 5 FORROS 5.2 Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obras 2.3 Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje 5.2 Dimensões das janelas 7.3 Desvios máximos de prumo. 65 .. 117 .1 Modelo de questionário para uso residencial 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2...3 Vão máximo dos caibros (m) 6. 131 .2 Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum 5.2 Vão máximo de terças (m) 6. 2 . nível e planeza . 132 .LISTA DE TABELAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1..3 Traço de argamassa em latas de 18 litros para argamassa de assentamento 4. 143 ....1 Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos 4. 163 . 164 ..... 33 .3 Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.. 176 .1 Compacidade das areias e consistência das argilas 3. 112 .. 35 . 97 .7 Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8.5 Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 6.3 Características dos diversos tipos de janelas 8 REVESTIMENTO 8. 18 ...1 Altura total da laje (h) 5.2 Traço do reboco 8.4 Vãos máximos para laje treliça 6 COBERTURA 6.

5 Diâmetro dos pinos de dobramento . 269 .6 Comprimentos básicos para esperas de acordo com o fck do concreto 11.7 Tempos mínimos de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira 11. 237 . externas do dano e solução 10.13 Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais 9 TINTAS E VIDROS 9.8 Limite de abatimento (slump-test) 11. agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação 9.4 Patologia mais comuns das tintas 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11. 275 . 222 .6 Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico 8.2 Identificação das causas.3 Dimensões dos pregos em “mm” 11.4 Diâmetros dos pinos de dobramento 11. 219 . 182 .1 Identificação das causas.198 . 251 . 225 .Estribos 11.5 Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água 8. externas do dano e solução 10. 187 . 268 . 242 . 282 . 224 .2 Característica dos fios e barras 11. 245 .4 Etapa e tempo aproximado de execução da aplicação manual do gesso 8.10 número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento . 181 . 199 . 181 . 238 .12 Pedras naturais mais comuns 8. 284 .8 Consumo de rejunte por m 8. 271 .4 Resistência ao impacto 9.11 Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos 8. 243 .10 Consumo de argamassa colante 8.3 Classificação dos vidros 9.9 Cobrimento das armaduras 11.1 Cimentos disponíveis no mercado brasileiro 11.8.1 Defeitos observados.5 Dimensões máximas de fabricação 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.9 junta superficial entre azulejos 8. 184 . 199 .7 Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão 2 8. 182 . 254 . 191 . 223 . 276 .2 Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade 9.3 Patologia mais comuns das tintas 10.

Com os dados levantados. municipalidade. pois vamos nos ater a pequenas obras (residências unifamiliares). • Analisar a topografia de um terreno. que tem a função de orientar evitando esquecimentos. entidades. para obter o maior número possível de dados.1). Para auxiliar na objetividade da entrevista inicial com o cliente. Restrições da Prefeitura ou de outros órgãos. Começamos com: • • • • Estudo com o cliente. • Utilizar melhor a topografia dos terrenos. Não é possível seu preenchimento completo. • Utilizando métodos simples. Todas as possibilidades e informações devem ser analisadas e discutidas na fase de projeto. 1 . definir a planimetria e a altimetria de um terreno. cabendo então ao profissional orientar esta entrevista.. podemos utilizar um questionário (Tabela 1. antes de iniciarmos o projeto. Os projetos são peças importantes na execução de uma obra. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Elaborar um bom projeto arquitetônico. O cliente poderá ser um grupo de profissionais (médicos. 1.1 .PROJETO . Nesta apostila o nosso cliente será o interessado juntamente com os seus familiares. realizar uma entrevista com os interessados em executar qualquer tipo de construção.ESTUDO COM O CLIENTE Sabemos que para se elaborar um projeto devemos antes de mais nada. pois é útil e indispensável uma visita ao terreno.1 . podemos então iniciarmos a elaboração dos projetos de maneira a aproveitar melhor o terreno a insolação etc. Devemos considerar que geralmente o cliente é praticamente leigo. Este modelo de questionário poderá ser preenchido parcialmente durante a entrevista.ESTUDOS PRELIMINARES APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. uma família etc. Exame local do terreno. Um projeto bem elaborado reduz muito as incertezas e dúvidas como também o desperdício de material e de mão-de-obra. industriais etc). Levantamento topográfico.

__________________ Distância da esquina__________________________Largura do passeio:____________________ Inclinação do Terreno: Plano Sobe para os Fundos Desce para os Fundos Local de passagem da rede de Água Centro Local de passagem da rede de Esgoto Centro Os terrenos vizinhos estão construídos ? LE LD LD LD Fundos Popular Suave Forte Inclinação lateral Esquerda Direita nº _______ LE LD Nível econômico das construções no local Alto Croquis de situação Médio III Restrição da Prefeitura Zoneamento: ______ To (taxa de ocupação)______ Ca (coeficiente de aproveitamento) _______ Recuos obrigatórios: de frente ___________________ lateral _____________________ de fundo ___________________ % de área permeável_______________Outros ________________________________________ 2 .:________________________________________________ Fone ( )______________ Prof.Tabela 1. Res.:__________________________________CEP __________ Fone ( )______________ CPF: ________________________________RG: _______________________________________ Nome Esp. da rua: ____________ Tipo de Pav. Com.:___________________________________CEP __________ Fone ( )______________ End. Ele: _______________________________ Ela _____________________________________ II Dados do Terreno Localização: Medidas: Frente _____________ LE _____________ LD ____________ Fundo _______________ Rua: ________________________________ CEP ____________Bairro: ____________________ Lote: _______________ Quadra: ________________ Quarteirão: __________________________ Larg. Com.1 .:____________________________________________ e-mail____________________ End.: _______________ nº casas Viz.Modelo de questionário para uso residencial PROJETO RESIDENCIAL I Dados do cliente: Nome:_________________________________________________ e-mail ___________________ End.

f ) Ter facilidade de acesso. devemos levá-las em consideração quando da visita ao lote. 3 . c) Ser seco.Aprox. é quase impossível executar-se um bom projeto. levantando os seguintes pontos: a) Deve-se identificar no local o verdadeiro lote adquirido segundo a escritura. e) Ser resistente para suportar bem a construção. se o loteamento onde se situa o terreno. de construção: ________m² usuários: ____ Dados dos usários: sexo________ idade_______ Ambientes Méd. g) Terrenos localizados nas áreas mais altas dos loteamentos. h) Escolher terrenos em áreas não sujeitas a erosão.EXAME LOCAL DO TERRENO Sem sabermos as características do terreno. c) Números das casa vizinhas ou mais próximas do lote. b) Ter dimensões tais que permita projeto e construção de boa residência.IV Da Futura Construção Nº de Pav. i) Evitar terrenos que foram aterrados sobre materiais sujeitos a decomposição orgânica. Mas como nem sempre estas características são encontradas nos lotes urbanos.: ________ Área aprox. d) Ser plano ou pouco inclinado para a rua. As características ideais de um terreno para um projeto econômico são: a) Não existir grandes movimentações de terra para a construção. colhendo-se todas as informações necessárias. foi devidamente aprovado e está liberado para construção. Pisos Paredes Tetos Estilo: ____________Nº de Portas Janelas Verba disponível: R$ ______________________________________ Revestimento Externo: Pisos: ______________________________Paredes: ___________________________________ Fachada: ___________________________ Muro: ______________________________________ Detalhes: _______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ 1.2 . b) Verificar junto a Prefeitura da Municipalidade.

Destocar . 4 . usando para tal. interpretados e manipulados corretamente.3.. necessitando desgalhar. que devemos levar em consideração e sabermos defini-las: 1. devemos pedir previamente que se execute uma limpeza do terreno e um levantamento plani-altimétrico. podem contribuir no desenvolvimento do projeto arquitetônico e de implantação (Pinto Jr.(água.2 .4. 1. com a precisão necessária e suficiente proporcionando dados confiáveis que.( de não construção) j) Verificar a largura da rua e passeio.Quando houver árvores de grande porte. houver árvores de pequeno porte. Este serviço pode ser feito com máquina ou manualmente. bem como o entulho terão que ser removidos do canteiro de obras. estes dados colhidos na visita ao terreno não são suficientes. pois nem sempre as medidas indicadas na escritura conferem com as medidas reais.3 . verificar se existe viela-sanitária vizinha do lote..MEDIDAS DO TERRENO (LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO) Executada a limpeza do terreno e considerando que os projetos serão elaborados para um determinado terreno. Obs. Geralmente. h) Verificar se passa perto do lote. bem como as dimensões dos lotes. é necessário que se tenha as medidas corretas do lote. cortar ou serrar o tronco e remover parte da raiz. i) Verificar se existe faixa non edificandi .: Todos esses dados poderão ser acrescidos no questionário anterior.3. Todo material vegetal.1 .d) Situação do lote dentro da quadra. Os serviços serão executados de modo a não deixar raízes ou tocos de árvore que possam dificultar os trabalhos.Carpir . confirmar a posição da linha N-S. posição de postes.3 . e) Com bússola de mão. 1. que poderão ser cortadas com foice.3.1 . medindo-se a distância da esquina ou construção mais próxima. Deve retratar a conformação da superfície do terreno.Quando além da vegetação rasteira. etc. energia) g) Sendo o terreno com inclinação acentuada.Roçar . f) Verificar se existem benfeitorias. esgoto. bueiros. unicamente a enxada. em uma das divisas laterais ou fundo. 1.et al. linha de alta tensão.LIMPEZA DO TERRENO Temos algumas modalidades para limpeza do terreno. em declive. 2001) 1.4 .Quando a vegetação é rasteira e com pequenos arbustos. 1.LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO DE LOTES URBANOS O levantamento topográfico é geralmente apresentado através de desenhos de planta com curavas de nível e de perfis. e na maioria das vezes.

(Figura 1. sem referência. são geralmente de pequena área possibilitando. b) Lote irregular com pouco fundo Medir os quatro lados e as duas diagonais (Figura 1. necessitamos de um levantamento executado por profissional de topografia. esquina. caso as medidas encontradas forem diferentes as da escritura. portando. e usar o valor médio. Os terrenos urbanos. Figura 1. vamos mostrar em alguns desenhos. piquetes etc). a) Lote regular Geralmente em forma de retângulo. a sua medição sem aparelhos ou processos próprios da topografia desde que se tenha uma referência confiável (casa vizinha. devemos medir as diagonais que deverão ser iguais.Apesar de não pretendermos invadir o campo da topografia.1-Lote regular Obs.2).1). No entanto. casos mais complexos. bastando portanto medir os seus "quatro" lados.2-Lote irregular com pouco fundo 5 . Figura 1. Para verificar se o lote está no esquadro. os processos mais rápidos para medir um lote urbano.

4-Lote com setor curvo 6 . Figura 1. Nestes casos devemos demarcar as divisas retas até encontrarmos os pontos do início e fim da corda.4).c) Lote irregular com muita profundidade Neste caso. a medição da diagonal se torna imperfeita devido a grande distância Convém utilizar um ponto intermediário "A" diminuindo assim o comprimento da diagonal (Figura 1. E com o auxílio de um desenho (realizado no escritório) construir a curva a partir da determinação do centro da mesma utilizando a flecha e a corda (Figura 1. c = corda f = flecha Construção da curva Figura 1.3). Medir a corda e a flecha no local.3-Lote irregular com muita profundidade d) Lote com um ou mais limites em curva Para se levantar o trecho em curva. o mais preciso será a medição da corda e da flecha (central).

os ângulos.0 2.1.0 1.1. caso necessário. mas nada nos impede de tirarmos mais. mas é o suficiente para construção residencial unifamiliar.0 1.0 2. 1. Caso seja necessário algo mais rigoroso.0 d1 2. 2001) As curvas de níveis são elaboradas utilizando aparelhos topográficos que nos fornecem os níveis. 1. que geralmente utilizam terrenos pequenos.0 3.0 3.5.et al.0 3. devemos fazer um levantamento com aparelhos recorrendo a um topógrafo.5) Podemos observar na Figura 1.3). as dimensões de um terreno ou área.5-Representação de curva de nível (Pinto Jr.5 que quando mais inclinada for a superfície do terreno.5. Podemos identificar a topografia do lote através das curvas de níveis.0 1.0 d2 Figura 1. A curva de nível é uma linha constituída por pontos todos de uma mesma cota ou altitude de uma superfície qualquer. Este levantamento não é muito preciso. que sejam aproveitadas as diferenças de nível do lote. de uma superfície (Figura 1. 7 .NIVELAMENTO (LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO) É de grande importância para elaborarmos um projeto racional.0 2. as distâncias entre as curvas serão menores. 3. depressões. Geralmente é suficiente tirar um perfil longitudinal e um transversal do terreno. menos inclinada as distâncias serão maiores d1 < d2.5. Quando relacionadas a outras curvas de nível permite comparar as altitudes e se projetadas sobre um plano horizontal podem apresentar as ondulações.0 RN 0.5 .0 RN 0.2. inclinações etc.0 1. quando utilizamos métodos simples para a sua execução (descritos nos itens 1.

Nos métodos descritos abaixo se usa basicamente balizas com distância uma da outra no máximo de 5.7-Clinômetro inclinado proporcionando a leitura (Borges. Terrenos muito íngremes a distância deverá ser menor e terrenos com pouca inclinação podemos utilizar as balizas na distância de 5.6 e 1.6-Clinômetro ou Nível de Abney (Borges. ou de acordo com a inclinação do terreno.1) Com uso do clinômetro (Nível de Abney) Figuras 1. 1972) 8 .0m.7. 1972) Figura 1.5.0 em 5. Alguns métodos para levantarmos o perfil do terreno: a) b) c) Com o nível e Abney ( clinômetro) Com o nível de mão Com o nível de mangueira 1.0m. Materiais: clinômetro 2 balizas trena Figura 1.

5. Resta medir a distância horizontal "d" ou a inclinada "m".2) Nível de bolha Materiais : . Com o auxílio do nível de bolha. Utilizando o método do nível de bolha. 1972) 1.9). 9 .Coloca-se o clinômetro (Figura 1.trena.8-Realização das medidas utilizando o Clinômetro (Borges. Com os diversos desníveis conseguimos delinear um perfil.régua .Nível de bolha. Pela ócula se vê a bolha e giramos o parafuso até colocá-la na horizontal e produzirá sobre a graduação (através de um ponteiro fixo no parafuso) a leitura do ângulo α. na 1ª baliza a uma altura de 1.8). a medida do desnível se consegue colocando uma régua entre as duas balizas. Inclina-se o tubo do clinômetro para avistarmos o ponto B. . nivelamos a régua (Figura 1.2 balizas. Figura 1. . O desnível obtido é a diferença entre o H e h e assim consecutivamente.50m (ponto A).

11). Para uma boa marcação ela deve estar posicionada entre as balizas.3) Nível de mangueira O método da mangueira é um dos mais utilizados.. Fundamenta-se no princípio dos vasos comunicantes. Figura 1.5.Figura 1. que nos fornece o nível. azulejos etc. A mangueira deve ter pequeno diâmetro. parede espessa para evitar dobras e ser transparente.10 .10 e 1.9 Utilização do nível de bolha 1.Posição da água quando não existe bolhas 10 . A água deve ser colocada lentamente para evitar a formação de bolhas. desde a marcação da obra até o nivelamento dos pisos.. Este é o método que os pedreiros utilizam para nivelar a obra toda. sem dobras ou bolhas no seu interior (Figura 1. batentes.

Trena Figura 1.Processo da mangueira de nível Para facilitar a medição. Exemplos de medição com mangueira: • • Em terrenos com aclive Em terrenos com declive 11 . podemos partir com o nível d'água em uma determinada altura "h" numa das balizas.Para utilizarmos o nível de mangueira necessitamos: Materiais: .11 .2 balizas . Fazemos isso para não precisarmos colocar o nível d'água direto no ponto zero (próximo do terreno). que será descontada na medida encontrada na segunda baliza “H”. O desnível é obtido pela diferença entre “H” e “h”. o que dificultaria a leitura e não nos forneceria uma boa medição.Mangueira .

.h' .13 . Figura 1...Levantamento altimétrico em terreno com aclive b) Terreno em declive: Portanto: h1 = H -h . Htot = h1 + h2 + hn .h' ... Figura 1..a) Terreno em aclive: Portanto: h1 = H -h ..Levantamento altimétrico em terreno com declive 12 .12 . Htot = h1 + h2 + hn . h2 = H'. h2 = H'....

e de pequeno diâmetro. 2 . da ordem de ∅ 1/4" ou 5/16" para obter maior sensibilidade.A mangueira deve ser transparente. para não dar erro nas medições (Figura 1.A espessura da parede da mangueira deve ser espessa para evitar dobras 13 . 3 .13).Devemos ter o cuidado de não deixar nenhuma bolha de ar dentro da mangueira.ANOTAÇÕES 1 .

2 – MOVIMENTO DE TERRA O acerto da topografia do terreno. de acordo com o projeto de implantação e o projeto executivo. antes do início da obra. • Realizar ou conferir a marcação de uma obra. • Realizar as compensações de volume. • Movimento de terra necessário para obtenção do nível desejado. Essas atividades são denominadas trabalhos preliminares e compreendem: • Verificação das condições das construções vizinhas. 2. A análise prévia das condições das construções vizinhas evita surpresas desagradáveis durante a execução da sua obra. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Calcular os volumes de corte e aterro. • Canteiro de obras e a locação da obra. para facilitar a sua entrada e retirada). Pode ser necessário executar as fundações antes de escavar o terreno (quando se trabalha com grandes equipamentos. • Analisar e executar um canteiro de obras. algumas atividades prévias. transporte. carga. pode ser entendido como um conjunto de operações de escavação. como trincas. compactação e acabamentos executados a fim de passar de um terreno natural para uma nova conformação (Cardão. 1969). quando existirem.1 – CONSTRUÇÕES VIZINHAS É importante.2 . O registro é composto por um relatório técnico com fotografias datadas da vizinhança e relatos das observações realizadas. devem ser realizadas. 14 . Garante também as reclamações infundadas de vizinhos. descarga. aterros. O momento da obra em que ocorre o movimento de terra pode ser variável. antes do início das obras. Depende das características de execução das fundações e das demais atividades de início da obra. 2. Antes de iniciarmos a construção de um edifício. desabamentos de muros ou de construções vizinhas. • Demolições. Ou quando se tratar de fundações feitas manualmente o acerto do terreno pode ser realizado entes. Portanto o movimento de terra deve ser cuidadosamente estudado. o registro das condições das construções vizinhas.TRABALHOS PRELIMINARES DE CONSTRUÇÃO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.

Relação de Empolamentos (Manual Caterpillar. Níveis das construções vizinhas. cortes. Localização do canteiro de obras.43 metros cúbicos no estado solto. aterros.Corte em terreno 15 .1). quando removido de seu estado natural e é expresso como uma porcentagem do volume no corte. ou cortes + aterros: 2.: Quando não se conhece o tipo de solo. úmida Argila e cascalho seco Argila e cascalho úmido Rocha decomposta 75% rocha e 25% terra 50% rocha e 50% terra 25% rocha e 75% terra Terra natural seca Terra natural úmida Areia solta. significa que um metro cúbico de material no corte (estado natural) encherá um espaço de 1. 1977) materiais Argila natural Argila escavada. conforme o levantamento altimétrico. Tabela 2. Por exemplo.1 .2. Relacionamos na Tabela 2. acrescentando-se um percentual de empolamento (Figura 2. Seqüência da execução do edifício. O empolamento é o aumento de volume de um material. podemos considerar o empolamento entre 30 a 40% Vc = Ab x hm e Vs = Vc+ empolamento Sendo Ab = área de projeção do corte Vs =volume solto hm= altura média Vc =volume no corte = volume natural Figura 2. deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do corte multiplicada pela altura média. o empolamento de um solo superficial é de 43% (Tabela 2. Podemos executar. seca Argila escavada. seca Areia úmida Areia molhada Solo superficial % 22 23 25 41 11 43 33 25 25 27 12 12 12 43 OBS.1 alguns empolamentos.1 .1 .Cortes: No caso de cortes.1).As etapas que influenciam no projeto de movimento de terra são: • • • • Sondagem do terreno.

O material escolhido para os aterros e reaterros devem ser de preferência solos arenosos. quando compactado (Figura 2. piçarra ou argila. podendo fazê-lo maior. - 2. deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do aterro multiplicada pela altura média. sem vegetação nem entulhos. pedras ou entulhos. Materiais de 3ª categoria: rochas com resistência à penetração mecânica igual ou superior ao granito. tais como compactadores lisos e rolos pé de carneiro (Barros. materiais de 2ª categoria: rocha com resistência à penetração mecânica inferior ao do granito.2 . descompressão do terreno de fundação ou do terreno pela água. devidamente molhadas e compactadas manual ou mecanicamente. acrescentando de 25% a 30% devido a aproximação dos grãos. isto é. devemos empregar métodos que evitem ocorrências.2). ou os próprios equipamentos de escavação. 2006).Aterro em terreno Para os aterros as superfícies deverão ser previamente limpas. reduzindo o volume de vazios. Va = Ab . Quando o nível de compactação for baixo. rochas em decomposição e seixos com diâmetro máximo de 15cm. hm + 25% a 30% Sendo Ab = área de projeção do aterro hm= altura média Figura 2. não é fundamental para o desempenho estrutural do edifício. como os compactadores mecânicos (sapos).O corte é facilitado quando não se tem construções vizinhas. Quando o nível de exigência é maior devem-se procurar equipamentos específicos de compactação.2. incluindo eventual escarificação. Compreendem as terra em geral. No corte os materiais são classificados em: materiais de 1ªcategoria: são materiais que podem ser extraídos com equipamentos convencionais de terraplenagem. 16 . é possível utilizar pequenos equipamentos. sem detritos. Devem ser realizadas camadas sucessivas de no máximo 30 cm.2 . os soquetes manuais.Aterros e reaterros: No caso de aterros. como: ruptura do terreno. Mas quando efetuado nas proximidades de edificações ou vias públicas.

ou ainda containers metálicos que são facilmente transportados para as obras com o auxílio de um caminhão munck. O aluguel da máquina está incluso no preço da viagem.) e ferramentas. A sua organização é desenvolvida e detalhada no escritório central.2. etc. por empreitada global ou empreitada por viagem. É indicado para obras com grandes movimentos de terra. 2. 17 .. sendo que nela também poderão ser construídos escritórios. O canteiro é preparado de acordo com as necessidades de cada obra.2. tijolos. a) Aluguel de equipamentos: Neste caso deve ser pago a máquina de escavação por hora e os caminhões para a retirada do solo. Este sistema é indicado para obras com pequeno movimento de terra. o tempo de obra e a distância de centros urbanos. com tábuas alternadas ou chapas compensadas. se houver. e deve-se registrar o número de viagens. c) Empreitada por viagem: Neste tipo de contratação a remuneração pelo serviço é efetuada por caminhão (volume retirado ou colocado). tudo dependendo do vulto da obra.INSTALAÇÃO DE CANTEIRO DE SERVIÇOS . "encaixotamento" do prédio. cal. Deverá ser localizado em áreas onde não atrapalhem a circulação de operários veículos e a locação das obras.. chapas compensadas (Figura 2. O dimensionamento do canteiro compreende o estudo geral do volume da obra. bem como distribuição de máquinas. Prazos a serem atendidos. Áreas para areia. Máquinas e equipamentos necessários.3). pedras. b) Empreitada global: A empresa contratada realiza e é remunerada por todos os serviços (escavação e retirada de material).. que serão utilizados durante a execução dos serviços. para evitar que materiais caiam na rua. Para esse tipo de contratação é necessário calcular o volume de solo tanto para corte como para o aterro. deve ser feito um tapume. Serviços a serem executados. madeiras.deverão estar próximas ao ponto de utilização. No mínimo devemos fazer um barracão de madeira.OU CANTEIRO DE OBRAS Após o terreno limpo e com o movimento de terra executado.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra Podemos contratar os serviços de movimento de terra através do aluguel de equipamentos. Empresas empreiteiras previstas. alojamento para operários.3 . refeitório e instalação sanitária. aço. etc. Este estudo pode ser dividido como segue: • • • • • • Área disponível para as instalações. Materiais a serem utilizados. Nesse barracão serão depositados os materiais (cimento. Em zonas urbanas de movimento de pedestres..

Não existindo água. 2006).2 temos a potência de alguns equipamentos. aliada a um fator de demanda (visto que nem todos os equipamentos serão utilizados simultaneamente). quais as ampliações que serão feitas nas instalações elétricas.0 trifásico Serra elétrica 2. Tabela 2.o local deve ser de pouco trânsito.Deverá ser providenciada a ligação de água e construído o abrigo para o cavalete e respectivo hidrômetro. deve-se fazer um pedido de estudo junto à concessionária. para que sejam seguras. ainda. sendo desfeitas após o término dos serviços. para verificar a possibilidade de extensão da rede até a obra ou optar pela energia gerada a diesel através de geradores de energia. deve-se também fazer um pedido de estudo. O uso da água é intensivo para preparar materiais no canteiro. com os seguintes cuidados: a) . 2006) Equipamento Potência (hp) Sistema Guincho 7. Caso. Tendo rede trifásica devemos conferir a capacidade para atender demanda da obra. Para o dimensionamento do cabo devemos somar as potências dos equipamentos utilizados no canteiro. Deve-se providenciar a ligação de energia. Na Tabela 2. isto é.0 trifásico vibrador 3.0 trifásico Em função do empreendimento podemos utilizar equipamentos de porte maior. deixandose a frente para construção posterior da fossa séptica. onde ficarão os quadros de força. b) . Antes do início da obra.2) ou optar por equipamentos monofásico que tem custo maior. no fundo da obra. no local.que seja o mais distante possível dos alicerces.0 trifásico Bombas d’água 3. é preciso saber que tipo de fio ou cabo deve ser usado. ou seja.5 a 15 trifásico Betoneira 3. nunca a menos de 15 metros dos mesmos. as gruas que elevam sensivelmente a demanda de energia (Barros. Ela serve também para a higiene dos trabalhadores e deve ser disponível em abundância. quantas máquinas serão utilizadas e.0 trifásico Maquina de corte 2. atendendo a demanda é só pedir a ligação para a concessionária local. como. c) .o mais distante possível de fossas sépticas e de poços negro. Se no local existir rede mais é monofásico. As instalações elétricas nos canteiros de obras são realizadas para ligar os equipamentos e iluminar o local da construção. não existir rede elétrica. pois a maioria dos equipamentos é trifásica (Tabela 2. Mas precisam ser feitas de forma correta.2 – Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obra (Barros. deve-se providenciar o fornecimento de água através de caminhões “pipa” ou abertura de poço de água. 18 .

3 . como segue (Figura 2.1 . e telhas de fibrocimento podemos montar um barracão de pequenas dimensões. 19 .Exemplo de barracão para obra de pequeno porte Utilizando chapas compensadas.4). pontalete de eucalipto ou vigotas 8x8. desmontável para utilizar em obras.Barracão para pequenas obras Para realizar um barracão econômico podemos realizar o aproveitamento das chapas compensadas (Figura 2.3.2.3): Figura 2.

50x1.0mm 0.Figura 2.22 Viga 6x12 de 5.5 0.3. 03 03 16 11 11 01 60 01 0.44 Telhas fibrocimento 4.4 – Aproveitamento das chapas compensadas Na Tabela 2.3 un un un pç pç pç pç m pç m pç kg kg Descrição Pontaletes ou caibros de 3.00m Pontaletes ou caibros de 3.Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras Quant. Tabela 2.5 03 0. está relacionado os materiais utilizados na execução do barracão de obra da Figura 2.0m Sarrafo de 7.50m Chapas de compensado 6.3 .0 10.50x2.0mm Telhas fibrocimento 4.0mm 0.3.0cm Cadeado médio Corrente Dobradiças Prego 15x15 Prego 18x27 ou de de 20 .

previamente alinhados conforme o projeto.4. sem o auxílio de aparelhos. com métodos simples (utilizando o nível de mangueira. o auxílio da topografia. Em quaisquer dos casos.LOCAÇÃO DA OBRA Podemos efetuar a locação da obra. portanto. fio de prumo e trena). Figura 2. e em seguida inicia-se a abertura das valas (Figura 2. 2. etc.4 . No entanto. sendo conveniente.1 .5).2.Cavalete Depois de distribuídos os cavaletes.6) 21 . nos casos de obras de pequeno porte. poderão acumular erros.Processo dos cavaletes No processo dos cavaletes os alinhamentos são obtidos por pregos cravados em cavaletes.5 . Devemos sempre que possível. régua. pois não nos oferece grande segurança devido ao seu fácil deslocamento com batidas de carrinhos de mão. para materializar a demarcação exigirá um elemento auxiliar que poderá ser constituído por cavaletes ou tábua corrida (gabarito). evitar esse processo. Estes são constituídos de duas estacas cravadas no solo e uma travessa pregada sobre elas (Figura 2. em obras de grande área. que nos garantam certa precisão. tropeços. os métodos simples. linhas são fixadas e esticadas nos pregos para determinar o alinhamento do alicerce.

4. determinam os alinhamentos (Figura 2.6 .determinação dos alinhamentos 2.0cm) ou varas de eucalipto a uma distância entre si de 1. que posteriormente poderão ser utilizadas para andaimes.Figura 2.0m e a 1.20m das paredes da futura construção.7).Processo da tábua corrida (gabarito) Este método se executa cravando-se no solo cerca de 50 cm. cada qual de um nome interligado ao de mesmo nome da tábua oposta. Em cada linha ou arame está materializado um eixo da construção. todos identificados com letras e algarismos respectivos pintados na face vertical interna das tábuas. Nos pregos são amarrados e esticados linhas ou arames.5 x 7. 22 .8).Processo dos cavaletes .5cm ou 7. Nos pontaletes serão pregadas tábuas na volta toda da construção (geralmente de 15 ou 20 cm). pontaletes de pinho de (7.5 x 10. Pregos fincados nas tábuas com distâncias entre si iguais às interdistâncias entre os eixos da construção. Este processo é o ideal.50m a 2.00m do piso (Figura 2.2 . em nível e aproximadamente 1.

TRAÇADO Tendo definido o método para a marcação da obra.5 . possibilitando a conferência durante o andamento das obras.A Figura 2.7 . 23 . seja qual for o método escolhido. devemos transferir as medidas. retiradas das plantas para o terreno.8 . é de extrema importância que no final da marcação sejam devidamente conferidos os eixos demarcados procurando evitar erros. No entanto.Processo da Tábua Corrida – Gabarito Como podemos observar o processo de "Tábua Corrida" é mais seguro e as marcações nele efetuadas permanecem por muito tempo. 2.Marcação sobre gabarito Figura 2. para auxiliar este processo. Não obstante. pode utilizar o processo dos cavaletes.

80 x 1. da construção. quando as linhas ficarem paralelas ao esquadro garantimos o ângulo reto. determinando assim o esquadro.Quando a obra requer um grau de precisão. consiste em formar um triângulo através das linhas dispostas perpendicularmente. que não podemos realizar com métodos simples devemos utilizar aparelhos topográficos. 24 .Traçado de ângulos retos e paralelas. Isto serve de referência para locar todas as demais paredes.4 e 5m (triângulo de Pitágoras).Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito Outro método consiste na utilização de um esquadro metálico (geralmente 0. 2. Isto fica a cargo da disciplina de Topografia.9 . É indispensável saber traçar perpendiculares sobre o terreno. fazendo coincidir o lado do ângulo reto com o alinhamento da base (Figura 2. saber locá-las com métodos simplificados. cabendo a nós. cujos lados meçam 3 . pois é através delas que marcamos os alinhamentos das paredes externas.5. O esquadro deve ser colocado sobre uma base plana e ficar tangenciando as linhas sem as tocá-las. para pequenas obras. Figura 2.10).1 .9).60 x 0. Um método simples para isso.00m) para verificar o ângulo reto (Figura 2.

sobre a corda obtida com a flecha precedente. Encontram-se assim. com o auxílio de um arame ou linha. por aproximações sucessivas. traçamos a curva no terreno (como se fosse um compasso) Figura 2. No caso de grandes curvas. sucessivamente.5.11 .12).Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito utilizando esquadro metálico 2. a quarta parte deste último valor (Figura 2. 1976) 25 . quando temos pequenos raios.11.Figura 2. chamado método das quatro partes.Baud. Consiste em aplicar. podemos utilizar um método aproximado.10 .2 . todos os pontos da curva circular (G.Traçado de curva de pequeno raio Este método nos fornece uma boa precisão. Figura 2.Traçado de curvas A partir do cálculo do raio da curva (que pode ser feito previamente no escritório) achamos o centro e.

3 . O posicionamento das estacas é feito conforme a planta de locação de estacas.12 . visto que qualquer marcação das "paredes" irá ser desmarcada pelo deslocamento de equipamentos mecânicos.5. com o auxílio do gabarito. 26 .1976) f1 = r − sendo: r2 r2 + t2 em seguida f2 = f1 . 4 f3 = f2 4 r = raio da curva t = tangente à curva (na intercessão da curva com a reta) Portanto. 2. caso contrário podemos iniciar a locação das obras pelo projeto de forma da fundação ("paredes").Traçado de curva pelo método das quatro partes (G.Locação de estacas Serão feitas inicialmente a locações de estacas. inicialmente devemos locar as fundações profundas do tipo estacas.Baud.Figura 2.13). tubulões ou fundações que necessitam de equipamentos mecânicos para a sua execução. fornecida pelo cálculo estrutural (Figura 2.

crava-se uma estaca de madeira (piquete). 27 .14).5 x 15.E D C B A 1 2 3 Figura 2.Projeto de locação de estacas A locação das estacas é definida pelo cruzamento das linhas fixadas por pregos no gabarito. Transfere-se esta interseção ao terreno. No ponto marcado pelo prumo. com dimensões 2.5 x 2.13 .0cm. através de um prumo de centro (Figura 2. geralmente de peroba.

No projeto de arquitetura convencionou-se as paredes externas com 25cm e as internas com 15cm. para evitarmos o acúmulo de erros provenientes das variações de espessuras das paredes (Figura 2.4 .5.15).5cm difícil de serem desenhadas a pena nas escalas usuais de desenho 1:100 ou 1:50.Figura 2. por isso da adoção de medidas arredondadas que acumulam erros.Locação da estaca Após a execução das estacas e com a saída dos equipamentos e limpeza do local podemos efetuar com o auxílio do projeto estrutural de formas a locação das "paredes". na realidade as paredes externas giram em torno de 26 a 27cm e as internas 14 a 14.14 . 2.Locação da Forma de Fundação "paredes" Devemos locar a obra utilizando os eixos. Hoje com o uso de softwares específicos de desenho ficou bem mais fácil e dependendo da espessura da alvenaria adotada define-se a espessura das paredes. Em obras de pequeno porte ainda é usual o pedreiro marcar a construção utilizando as espessuras das paredes. 28 .

Projeto de forma locadas pelo eixo 29 .E D C B A 1 2 3 Figura 2.15 .

blocos e estacas.Nos cálculos dos volumes de corte e aterro. 5 .Os taludes instáveis com mais de 1. canaletas ou eletro dutos. 4 . 3 . 3 . 5 . 6 .Depositar os materiais de escavação a uma distância superior à metade da profundidade do corte.A marcação pelo eixo. 4 . os valores são mais precisos se o número de seções for maior.Os fios e cabos estendidos em locais de passagem. 8 – Confirmar a perfeita locação da obra no que se refere aos eixos das paredes. 6 – Constatar no terreno a existência ou não de obras subterrâneas ( galerias de águas pluviais. 6 .30m de profundidade devem ser estabilizados com escoramentos.ANOTAÇÕES 1 . As emendas devem ficar firmes e bem isoladas. devem estar protegidos por calhas de madeira. 5 – Verificar os afastamentos da obra. materiais e equipamentos. Podem ser colocados a certa altura que não deixe as pessoas e máquinas encostarem-se a eles. Não devem ser usadas para ligar diretamente os equipamentos. sapatas. 3 .Na execução do gabarito. além de mais precisa.Estudo da fundação das edificações vizinhas e escoramentos dos taludes. pilares. ou redes de esgoto. 2 .Os quadros de distribuição devem ficar em locais bem visíveis. 30 . não deixando partes descobertas.Os fios e cabos devem ser fixados em isoladores. facilita a conferência pelo engenheiro. 2 .A locação da obra deve. sinalizados e de fácil acesso mias longe da passagem de pessoas.As chaves elétricas do tipo faca devem ser blindadas e fechar para cima. de preferência.Sinalizar os locais de trabalho com placas indicativas. 7 – Verificar se o terreno em relação às ruas está sujeito à inundação ou necessita de drenagem para águas pluviais. elétrica ) e suas implicações.Somente deve ser permitido o acesso à obra de terraplenagem de pessoas autorizadas. em relação às divisas do terreno. 2 . ser efetuada pelo engenheiro ou conferida pelo mesmo. máquinas e materiais. • Instalações elétricas em Canteiro de obras: 1 .Os quadros de distribuição devem ser de preferência metálicos e devem ficar fechados para que os operários não se encostem às partes energizadas.Os fios e cabos devem ser estendidos em lugares que não atrapalhem a passagem de pessoas.A pressão das construções vizinhas deve ser contida por meio de escoramento. as tábuas devem ser pregadas em nível. 4 . Noções de segurança para movimentação de terra: • 1 .

no sentido de reconhecer o subsolo e escolher a fundação adequada. 1971): • • • • Determinação dos tipos de solo que ocorrem. ficando a cargo da Cadeira de Fundações aprofundar no assunto. o barateamento das fundações. 3.P. • Especificar o tipo de dreno e a sua localização.T.Execução da sondagem A sondagem é realizada contando o número de golpes necessários à cravação de parte de um amostrador no solo realizada pela queda livre de um martelo de massa e altura de queda padronizada.05 a 0. • Saber escolher a fundação ideal para uma determinada edificação. 3. • Especificar corretamente o tipo de impermeabilização a ser utilizada em alicerce.SONDAGENS É sempre aconselhável a execução de sondagens. Determinação da espessura das camadas constituintes do subsolo e avaliação da orientação dos planos (superfícies) que as separam.Standart Penetration Test. Os requisitos técnicos a serem preenchidos pela sondagem do subsolo são os seguintes (Godoy. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Determinar o número de furos de sondagem. Não querendo invadir o campo da Engenharia de Fundações. bem como a sua localização. Informação completa sobre a ocorrência de água no subsolo. no subsolo. Determinação das condições de compacidade (areias) ou consistência (argilas) em que ocorrem os diversos tipos de solo.1 . A execução de uma sondagem é um processo repetitivo.1. ensaio de penetração e amostragem a cada metro de solo sondado. um pequeno enfoque sobre fundações mais utilizadas em residências unifamiliares térreas e sobradas. • Analisar um perfil de sondagem. As sondagens representam. A resistência à penetração dinâmica no solo medida é denominada S. apenas 0. damos nestas anotações de aulas. 31 .3 . em média.1 .FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. que consiste em abertura do furo. fazendo com isso. até a profundidade de interesse do projeto. .005% do custo total da obra.

um martelo de 65 kg.2) (Godoy. (Figura 3. e o restante dos 45 cm é utilizado para a realização do ensaio de penetração.1 .Desta forma.Abertura 100cm 45cm . utilizando um tripé.Ensaio Figura 3. uma haste e o amostrador. a abertura do furo com um comprimento de 55 cm utilizando um trado manual ou através de jato de água.Esquema de sondagem peso guia Operador haste amostrador Figura 3.Abertura 100cm 45cm . 1971) 55cm .1) As fases de ensaio e de amostragem são realizadas simultaneamente.Equipamento de sondagem à percussão 32 . inicialmente. (Figura 3. em cada metro faz-se.2 .Ensaio 55cm .

o número mínimo de pontos de sondagens a realizar é função da área a ser construída (Tabela 3.1 apresenta correlações empíricas.200 m² de 1. SOLO DENOMINAÇÃO No DE GOLPES Compacidade de areias e Fofa ≤4 siltes arenosos Pouco Compacta 5-8 Med. 1971) Tabela 3. Podemos ainda. caindo de uma altura de 75 cm. No caso de fundações para edifícios.19 Dura > 19 3. e devem ter profundidade que inclua todas as camadas do subsolo que possam influir.Número mínimo de pontos em função da área construída (NBR8036/1983) ÁREA CONSTRUÍDA de 200 m² até 1.18 Compacta 19 . sendo anotado o número de golpes necessários à penetração de cada 15 cm.P. A Tabela 3. O Índice de Resistência à Penetração é determinado através do número de golpes do peso padrão. que permite uma estimativa da compacidade das areias e da consistência das argilas.Compacidade das areias e consistência das argilas "in situ" (Godoy. significativamente.T. Conhecido como S. Compacta 9 . avaliar o mínimo de furos para qualquer circunstância em função da área do terreno para lotes urbanos: 33 .1.Resistência à penetração O amostrador é cravado 45 cm no solo.2 .3 .P.200m² Será fixada a critério.1.T.2).400 m² acima de 2.3. considerando-se o número necessário à penetração dos últimos 30 cm do amostrador. DE SONDAGENS 1 sondagem para cada 200m² 1 sondagem para cada 400m² que exceder a 1.2 . dependendo do plano de construção. Tabela 3. (Godoy. 1971) COMPACIDADES E CONSISTÊNCIAS SEGUNDO A RESISTÊNCIA À PENETRAÇÃO . no comportamento da fundação.200 m² até 2. a partir da resistência à penetração medida nas sondagens.1 .S.400m² Nº.41 Muito Compacta > 41 Consistência de argilas e Muito Mole <2 siltes argilosos Mole 2-5 Média 6 .Determinação do número de sondagens a executar Os pontos de sondagem devem ser criteriosamente distribuídos na área em estudo.10 Rija 11 .

Os furos de sondagens deverão ser distribuídos em planta.Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes Em relação à profundidade das sondagens. de maneira a cobrir toda a área em estudo. existem alguns métodos para determiná-las: • • Pelo critério do bulbo de pressão Pelas recomendações da norma brasileira Mas. três furos para determinação da disposição e espessura das camadas.3 .• • • 2 furos para terreno até 200m² 3 furos para terreno entre 200 a 400m². 30 25 7 10-12 30 20 40 20 Figura 3. quatro índices elevados de resistência à penetração. durante a execução da sondagem. em material de boa qualidade. Nos terrenos arenosos. um técnico experimentado pode fixar a profundidade a ser atingida. permitem a interrupção do furo. pelo exame das amostras recuperadas e pelo número de golpes. a sondagem deverá ultrapassar todas as camadas. A distância entre os furos de sondagem deve ser de 15 a 25m. próximos aos limites da área em estudo. evitando que fiquem numa mesma reta e de preferência. A Figura 3. as sondagens raramente necessitam ultrapassar os 15 a 20m. Nos terrenos argilosos. 34 . Em geral.3 apresenta alguns exemplos de locação de sondagens em terrenos urbanos. ou No mínimo.

00 RUA .4 . Essa profundidade pode ser corrigida.Perfil de Sondagem Os dados obtidos em uma investigação do subsolo são normalmente apresentados na forma de um perfil para cada furo de sondagem.60 (99..0m numa direção ortogonal ao primeiro deslocamento.0m.00 CASA EXISTENTE Figura 3. 1971) 35 .Planta de locação das sondagens No perfil do subsolo as resistências à penetração são indicadas por números à esquerda da vertical da sondagem. Neste caso a verificação é realizada executando-se uma nova sondagem a 3.20 25.também é indicada.: profundidade mínima 8. CALÇADA 5.42 (100.00 5.NA .00 1.00 RN=100. Se for confirmada a ocorrência de obstrução na mesma profundidade.0m. (Godoy. A posição do nível d'água .95) 7. 3.4) GUIA EXISTENTE CASA EXISTENTE EM CONSTRUÇÃO 2.13) 2.40 2. Poderá ocorrer obstrução nos furos de sondagens do tipo matacões (rochas dispersas no subsolo) confundindo com um embasamento rochoso. nas respectivas cotas. bem como a data inicial e final de sua medição (Figura 3.4 4 S1 21. Caso necessário. a sondagem na rocha é realizada com equipamento de sondagem rotativo. à medida que os primeiros resultados forem conhecidos.40 2.5). a sondagem deverá ser novamente deslocada 3.1..4 . da anterior.00 1. em planta.Obs. A posição das sondagens é amarrada topograficamente e apresentada numa planta de locação bem como o nível da boca do furo que é amarrado a uma referência de nível RN bem definido ( Figura 3.60 S2 21.

ESCOLHA DO TIPO DE FUNDAÇÃO Com os resultados das sondagens. proceder à escolha do tipo de fundação mais adequada. pode o engenheiro. 36 .2 . Mesmo sendo viável a adoção das fundações diretas é aconselhável comparar o seu custo com o de uma fundação profunda. O estudo é conduzido inicialmente. técnica e economicamente.Figura 3. pela verificação da possibilidade do emprego de fundações diretas.Exemplo de um perfil de subsolo 3.5 . de grandeza e natureza das cargas estruturais e conhecendo as condições de estabilidade e fundações das construções vizinhas.

Tipos de fundações Os principais tipos de fundações podem ser reunidos em dois grandes grupos: fundações diretas ou rasas e fundações profundas (Figura 3. 3.2.6).E finalmente. Simples Armada Simples Armada Alvenaria Pedra Sapata Corrida ou Contínua Diretas ou Rasas Sapata Isolada Radier Rígidos Flexíveis de concreto Estacas Pré Moldadas Mega ou de reação Vibradas Centrífugas Protendida sem camisa Brocas Escavadas Raiz perdidas com camisa monotube Raynond Strauss Simples Duplex Franki Moldadas in loco Profundas de madeira de aço céu aberto Tubulões Pneumático (ar comprimido) Tipo poço Tipo Chicago Tipo gow Tipo Benoto Tipo Anel de concreto recuperadas Figura 3.6 . verificando a impossibilidade da execução das fundações diretas.1 .Relação dos tipos de fundações usuais em construção 37 . estuda-se o tipo de fundação profunda mais adequada.

Fundações profundas. Em terrenos firmes a mais de 6.12). Dividindo a carga P pela σ s do solo. obtemos o SPT na profundidade adotada e calculamos a σ s do solo.Portanto os principais tipos de fundações são: • • Fundações diretas ou rasas.0m. Para a escolha das fundações podemos iniciar analisando uma sapata isolada (Figura 3. podemos adotar brocas.0 à 6. 38 .0m. σs ≅ SPT 5 Encontrada a área. 3.3 . Com o auxílio da sondagem.7).Profundidade de uma sapata isolada (Df) • • - Quando Df ≤ B ⇒ Fundações diretas Quando Df > B ⇒ Fundações profundas (sendo “B” a menor dimensão da sapata) Quando a camada ideal for encontrada à profundidade de 5. Condições econômicas: A-a=B-b A-B=a-b Sendo “A e B” as dimensões da sapata e “a e b” a dimensão do pilar. encontramos a área necessária da sapata (Snec). Figura 3. se as cargas forem na ordem de 4 a 5 toneladas e sem presença de água. devemos utilizar estacas ou tubulões.7 . são capazes de suportar as cargas. adotam-se as dimensões e verificamos se são econômicas (Figura 3.FUNDAÇÕES DIRETAS OU RASAS As fundações diretas são empregadas onde as camadas do subsolo. S nec = P σs . logo abaixo da estrutura.

barraco de obra. água etc. sob atuação do carregamento. podendo ser bi triangular.8). É importante conhecer esse tipo de alicerce. • • Figura 3. As etapas de execução são: a) Abertura de vala * Profundidade nunca inferiores a 40 cm * Largura das .Como referência temos σ s (Tensão admissível do solo) como sendo: Boa = 4. H.0 kg/cm² Regular = 2. pois foram muito utilizados nas construções antigas e se faz necessário esse conhecimento no momento das reformas e reforços dos mesmos. retangular ou triangular.3. Uma sapata será considerada flexível quando possuir altura relativamente pequena e . o fundo da vala é formado por degraus (Figura 3. (edícula sem laje.Sapata Corrida em Alvenaria São utilizadas em obras de pequena área e carga.P.5 kg/cm² A Distribuição das pressões. no máximo 50cm.8 . sempre em nível. 1973) Descrevemos com mais detalhes as fundações diretas mais comuns para obras de pequeno porte.parede de 1/2 tijolo = 40 cm Em terrenos inclinados.0 kg/cm² Fraca = 0. é função do tipo de solo e da consideração da sapata ser rígida ou flexível.).parede de 1 tijolo = 45 cm valas: .1 . Mantendo-se o valor "h" em no mínimo 40 cm e h1. 3. no terreno.Detalhe do nivelamento do fundo da vala 39 . abrigo de gás. apresentar deformação de flexão (Caputo.

e) Cinta de amarração É sempre aconselhável a colocação de uma cinta de amarração no respaldo dos alicerces. f) Reaterro das valas Após a execução da impermeabilização das fundações. • Assentamento dos tijolos é feito em nível. A função das cintas de amarração é "amarrar" todo o alicerce e distribuir melhor as cargas. assentados com argamassa de cimento e areia traço 1:3. areia grossa e pedra 2 e 3) e espessura mínima de 5cm com a finalidade de: • • Diminuir a pressão de contato visto ser a sua largura maior do que a do alicerce. • O tijolo utilizado é o maciço queimado ou requeimado. O reaterro deve ser feito em camadas de no máximo 20cm bem compactadas. Para economizar formas. 40 . no caso de pretender a sua atuação como viga deverá ser calculada a ferragem e os estribos. Paredes de 1/2 tijolo .feitos com tijolo e meio. • Seu respaldo deve estar acima do nível do terreno.feitos com um tijolo. Normalmente a sua ferragem consiste de barras "corridas". Sobre a cinta será efetuada a impermeabilização. Uniformizar e limpar o piso sobre o qual será levantado o alicerce de alvenaria d) Alicerce de alvenaria ( Assentamento dos tijolos) • Ficam semi-embutidos no terreno. contudo ser utilizadas como vigas. não podendo.b) Apiloamento Se faz manualmente com soquete (maço) de 10 à 20 kg. • Tem espessuras maiores do que a das paredes sendo: Paredes de 1 tijolo . com o objetivo unicamente de conseguir a uniformização do fundo da vala e não o de aumentar a resistência do solo. podemos reaterrar as valas. • Argamassa de assentamento é de cimento e areia traço 1:4. utilizam-se tijolos em espelho. a fim de evitar o contato das paredes com o solo. c) Lastro de concreto Sobre o fundo das valas devemos aplicar uma camada de concreto magro de traço 1:3:6 ou 1:4:8 (cimento.

1972) 41 . 1972) Parede de meio tijolo Figura 3.11 .9 .Sem cinta de amarração (Borges.Com cinta de amarração (Borges.Com cinta de amarração (Borges.10 . 1972) Parede de um tijolo Figura 3.g) Tipos de alicerces para construção simples Figura 3.

As sapatas de concreto armado. possuem grande altura.3 . A função desses estribos é somente posicionar as armaduras.3. possuindo pequena altura em relação a sua base. Também são denominadas de Blocos. 3. que pode ter forma quadrada ou retangular (formatos mais comuns).2 Sapatas Isoladas São fundações de concreto simples ou armado.13. espaçados de mais ou menos 1. o que lhes confere boa rigidez.14.15) PAREDE h L Figura 3.0m.12 .Sapata isolada retangular 3.Sapatas corridas Executadas em concreto armado e possuem uma dimensão preponderante em relação às demais (Figura 3. 3. As sapatas de concreto simples (sem armaduras). podem ter formato piramidal ou cônico.13 . Para manter os ferros corridos da cinta de amarração na posição. Figura 3.Sapata corrida sob paredes 42 . 3.3.Obs. devem ser usados estribos.

Os radiers são elementos contínuos que podem ser executados em concreto armado.Sapata corrida sob pilares PILAR VIGA h L Figura 3. tem-se o que se denomina uma fundação em radier.14 . O radier pode ser considerado uma laje contínua em toda a área de construção distribuindo uniformemente toda a carga ao terreno. protendido ou em concreto reforçado com fibras de aço.Sapata corrida com viga 3.4 .15 .PILAR h L Figura 3. A laje deve ser executada utilizando concreto armado com armaduras de aço nas duas direções tanto na parte superior como na inferior (armadura dupla). esgoto e elétrica.3. Etapas de construção: • • Preparo do terreno – apiloamento e nivelamento. Colocação das tubulações de água.Radiers Quando todas as paredes ou todos os pilares de uma edificação transmitem as cargas ao solo através de uma única sapata. 43 .

• • Colocação de manta plástica para evitar a perda de água do concreto e a umidade do solo. Podem ser: .1 .Moldadas in loco 44 . Os principais tipos de fundações profundas são: 3.FUNDAÇÕES PROFUNDAS São utilizadas quando o terreno firme.Pré-moldadas . 3. cravadas ou confeccionadas no solo utilizando concreto no mínimo 15 MPa. Figura 3. Concretagem e cura. essencialmente para: a) Transmissão de carga a camadas profundas. c) Compactação de terrenos. encontra-se em camadas mais profundas do solo.Radier O radier somente deve ser utilizado se o terreno todo tiver o mesmo tipo de solo. Se uma parte dele for firme e outra fraca você não deve usar radier. b) Contenção de empuxos laterais (estacas pranchas).16 . cilíndricas ou prismáticas.4 .4. bom para a fundação.Estacas Estacas são peças alongadas.

ausência de pedra britada e possibilidade de barro em volta da estaca. Nas estacas moldadas “in loco” o concreto da cabeça das estacas geralmente é de qualidade inferior. Figura 3.18 b).a) Nas estacas pré-moldadas. permitindo a execução do lastro e a sobra de no mínimo 5 cm de estaca acima do lastro (Figura 3.18 (a) Arrasamento das estacas – (b) Cota de arrasamento das estacas 45 . Nas estacas prancha além dos esforços axiais temos o empuxo lateral (esforços horizontais). A cota de arrasamento das estacas deve ficar no mínimo 10 cm acima do fundo da vala. é devido às estacas encontrarem a “nega” (solo impenetrável) em cotas distintas. (a) (b) Figura 3. A limpeza e remoção do concreto de má qualidade até a cota de arrasamento devem ser feito com o auxílio de um ponteiro e marreta e o sentido deve ser preferencialmente de baixo para cima (Figura 3. Portanto a estaca deve ser concretada no mínimo 20 cm acima da cota de arrasamento.Esforços nas estacas Após a cravação das estacas pré-moldadas de concreto ou a concretagem das estacas moldadas “in loco” as mesmas devem ser preparadas previamente para sua perfeita ligação com os elementos estruturais (blocos de coroamento. o excesso de concreto acima da cota de arrasamento. pois ao final da concretagem há subida de excesso de argamassa.). Esses esforços são resistidos pela reação exercida pelo terreno sobre sua ponta e pelo atrito entre as paredes laterais da estaca e o terreno.17 . vigas etc.As estacas recebem esforços axiais de compressão.18.17. Figura 3.

. H. excentricidade e outras solicitações (Caputo.4. distribuindo para ela as cargas dos pilares e dos baldrames (Figura 3.2 Blocos de coroamento das estacas Os blocos de coroamento das estacas são elementos maciços de concreto armado que solidarizam as "cabeças" de uma ou um grupo de estacas.. Ø= diâmetro da estaca UMA ESTACA DUAS ESTACAS TRÊS ESTACAS QUATRO ESTACAS . Figura 3. Os blocos de coroamento têm também a função de absorver os momentos produzidos por forças horizontais..P. 1973).19 – Bloco de coroamento 46 .19).3.

Ao atingir a profundidade das brocas. pois o trabalho é exclusivamente manual. em solo sem água.20.20 .3 . de forma a não haver fechamento do furo nem desmoronamento. 3. as mesmas são compactadas e preenchidas com concreto fck 15.0m. • • • Limite de diâmetro: 15 (6") a 25cm (10").Tipos de trado 47 .4. A execução das brocas é extremamente simples e compreende apenas quatro fases: • • • • Abertura da vala dos alicerces Perfuração de um furo no terreno Compactação do fundo do furo Lançamento do concreto Ao contrário de outros tipos de estacas. Limite de comprimento: é da ordem de 6. que tem o seu comprimento acrescido através de barras de cano galvanizado. não utilizando nenhum equipamento mecânico. bem como falhas na concretagem. Inicia-se a abertura dos furos com uma cavadeira americana e o restante é executado com trado (Figura 3. as brocas só serão iniciadas depois de todas as valas abertas. que veremos adiante.5m cada peça) até atingir a profundidade desejada.0m a 4.3. Os ∅ mais usados são 20 cm e 25 cm. (geralmente com 1. no mínimo de 3.21). Figura 3. utilizando pedra nº 2. Fazemos isso através da cubicagem (volume) de concreto que será necessária para cada broca.0 MPa conforme NBR 6122.Brocas São feitas a trado.0m. sempre verificando se não houve fechamento do furo.

0m.não armada ≅ 7 a 8t .não armada ≅ 4 a 5t . apenas levam pontas de ferro destinadas a amarrá-las à viga baldrame ou blocos.Perfuração da broca Geralmente as brocas não são armadas. encontrarmos solo resistente a uma profundidade inferior a 3. em solos suficientemente coesivos e na ausência de lençol freático.21 . certas ocasiões nos obrigam a armá-las e nesses casos. A Resistência Estrutural da Broca quando bem executadas podem ser: • • broca de 20cm: broca de 25cm: . A execução de brocas na presença de água deve ser evitada e somente é admitida quando se tratar de solos de baixa permeabilidade.armada ≅ 6 a 7t . além de trabalharem a compressão. geralmente o fundo do furo não é compactado e o lançamento do concreto é feito diretamente no solo. Quando em algumas brocas. 48 . Devemos armar as brocas quando: • • • Verificarmos que as mesmas. Forem tracionadas.armada ≅ 10t Esses valores são aproximados. que possibilitem a concretagem antes do acúmulo de água. pois sua execução é manual. isto é feito com 4 (quatro) ferros e estribos em espiral ou de acordo com o projeto estrutural. No entanto. também sofrem empuxos laterais.Figura 3. sem nenhuma proteção. É conveniente adotar cargas não superiores a 5 toneladas por unidade.

4. São executadas através de torres metálicas.Estacas Escavadas As estacas escavadas caracterizam-se também por serem moldadas no local após a escavação do solo. 1998) Figura 3.22).4. (Falconi et al. apoiadas em chassis metálicos ou acopladas em caminhões (Figura 3.Estaca Apiloada A estaca apiloada é executada utilizando um tripé e um soquete com diâmetro de 20 a 30 cm. O processo é mecanizado e utilizado somente para pequenas cargas devido as suas limitações.1998) Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 15tf 25tf 30tf 3. 49 . A perfuração é conseguida lançando o saquete ao solo de uma altura variável dependendo do equipamento. Nas estacas apiloadas não existe uma padronização de carga.4 . depende da profundidade atingida do diâmetro da estaca e do tipo de solo. conjunto de tração e haste de perfuração. Seu emprego é restrito a perfuração acima do nível d'água. podendo esta ser helicoidal em toda a sua extensão ou trados acoplados em sua extremidade.3.22 – Perfuratriz (Hachich et al. que é efetuada mecanicamente com trado helicoidal. Em ambos os casos são empregados guinchos.5 .

até completar o nível proposto pelo projeto. 3.5 a 1. Quando lançado e epiloado em camadas deve-se ter o cuidado do contato do soquete com a parede do furo para não contaminar o concreto com o solo (Hachich et al. Inicia-se a perfuração utilizando o soquete. O procedimento acima se repete. Após abertura inicial do furo com o soquete. guincho.23 .A concretagem das estacas apiloadas seguem as mesmas especificações das estacas moldadas “in loco” pode ser lançado até preencher o furo ou lançado e apiloado em camadas.6 . coloca-se o tubo de molde do mesmo diâmetro da estaca. exceto a formação do bulbo.Execução das Estaca Strauss Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 20tf 30tf 35tf 50 . o soquete é substituído pela sonda com porta e janela a fim de penetrar e remover o solo no seu interior em estado de lama.0 m que é socado pelo pilão à medida que se vai extraindo o molde formando o bulbo. Figura 3. 1998).4. soquete (pilão) e a sonda (balde). Alcançado o comprimento desejado da estaca. enche-se de concreto em trechos de 0.Estaca Strauss A estaca Strauss é executada utilizando equipamento mecanizado composto por um tripé.

Alcançada a profundidade desejada o molde é preso à torre.25) (Alonso et al.3.Tubulões São elementos de fundação profunda constituído de um poço (fuste).8 . Figura 3.Estacas Franki Coloca-se o tubo de aço (molde). esse tampão é socado por meio de um soquete (pilão) de até 4t. provoca-se a expulsão do tampão até a formação de um bulbo do concreto. Após essa operação desce-se a armadura e concreta-se a estaca em pequenos trechos sendo os mesmos fortemente. ele vai abrindo caminho no terreno devido ao forte atrito entre o concreto seco e o tubo e o mesmo é arrastado para dentro do solo.Execução das Estacas Franki Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • Ø 30 cm: Ø 35 cm: 40tf 50tf 3. 1998). tendo no seu interior junto à ponta. normalmente de seção circular revestido ou não.4. e uma base circular ou em forma de elipse (Figura 3. um tampão de concreto de relação água/cimento muito baixa. 51 .7 . coloca-se mais concreto no interior do molde e com o pilão.4. apiloados ao mesmo tempo em que se retira o tubo de molde.24 .

existindo dois sistemas de execução Chicago e Gow.5d H ≥ D . em etapas.x FUSTE d BASE b H d RODAPÉ 15 a 20cm D a D Figura 3.d . Os tubulões à céu aberto é o mais simples. pelo ar comprimido injetado. Seu emprego é limitado para solos coesivos e acima do nível d'água. Já no sistema Gow o escoramento é efetuado utilizando cilindros telescópicos de aço cravados por percussão (Caputo. = 70cm D ≅ de 3 a 3. Os tubulões a ar comprimido ou pneumático utilizam uma câmara de equilíbrio em chapa de aço e um compressor (Figura 3. No sistema Chicago a escavação é feita com pá.25 . O revestimento dos tubulões pode ser constituído de camisa de concreto armada ou de aço.Seção típica de um tubulão Sendo: β ≥ 60o dmin. Sendo a de aço perdida ou recuperada. 1973).0m 2 Os tubulões dividem-se em dois tipos básicos: à céu aberto (com ou sem revestimento) e a ar comprimido (pneumático) revestido. a água afastada do interior do interior do tubulão. 52 . as paredes são escoradas com pranchas verticais ajustadas por meio de anéis de aço. resulta de um poço perfurado manualmente ou mecanicamente e a céu aberto.26). tang60o sendo < 2. O princípio é manter.

possibilitar a passagem de tubulações sem prejuízo do baldrame.26 .Figura 3. 53 .Tubulão a ar comprimido 3.9 – Alvenaria de embasamento As fundações são executadas em um nível abaixo do piso acabado (no mínimo 20 cm). Sobre as fundações e vigas baldrames é executado a alvenaria de embasamento de modo a permitir os diferentes níveis de piso mantendo o baldrame nivelado.4.

A alvenaria de embasamento pode ser de tijolo maciço ou de bloco de concreto assentada com argamassa de cimento e areia no traço 1:4. para impermeabilizar saunas. Figura 3. de acordo com o ataque de água: . A impermeabilização das edificações não é uma prática moderna. sangue.contra a pressão hidrostática. mais 54 . nas cidades históricas. Podemos dividir os tipos de impermeabilização. existem igrejas e pontes onde a argamassa das pedras foi aditivada com óleo de baleia.27 .contra a infiltração. . a impermeabilização para esses tipos. Atualmente. óleos.contenção lateral para aterros dos pisos e receber a camada impermeabilizante do alicerce. etc. Os romanos empregavam clara de ovos. O tijolo maciço é o mais utilizado devido as suas dimensões facilitando as diversas espessuras da alvenaria de embasamento (Figura 3. . As falhas corrigidas a posteriori.27).contra a umidade do solo. aquedutos. somam muitas vezes o custo inicial. dispomos de produtos desenvolvidos especialmente para evitar a ação prejudicial da água.5 – IMPERMEABILIZAÇÃO A impermeabilização é de fundamental importância no aumento da durabilidade das construções.Alvenaria de embasamento 3. Já no Brasil. Os serviços de impermeabilização representam uma pequena parcela do custo e do volume de uma obra. quando anteriormente planejada. Os serviços de impermeabilização contra pressão hidrostática e contra água de infiltração não admitem falhas.

pois acompanha o movimento das trincas que venham a se formar na estrutura permanecendo impermeáveis mesmo sob pressão hidrostática. pois esse produto pode ser aplicado. causando sérios transtornos. sendo necessário assentar algumas fiadas de tijolos sobre a sapata corrida ou sobre o baldrame. lençóis termoplásticos.1º Constituídos pêlos concretos e argamassas impermeáveis.-. pois é o ponto de ligação entre a parede que está livre de contato com o terreno e o alicerce. Se a estrutura fissurar.2º Constituídos por cimentos especiais de cura rápida que são utilizados no tamponamento. 3. O flexível: Constituído por lençóis de borracha butílica. . já há algum tempo. Portanto é indispensável uma boa impermeabilização no respaldo dos alicerces. O semi flexível: . Devemos ter alguns cuidados com a impermeabilização Uma impermeabilização não dá resistência à estrutura. A obstrução da água fará com que ela procure nova saída e inicie o trabalho pelas áreas porosas.50m nas paredes superiores. 55 .. até alcançarmos o nível do piso (Alvenaria de embasamento). nas recuperações de estruturas sujeitas a pressão hidrostática etc.Impermeabilização dos alicerces Independente do tipo de fundação adotada deve executar uma impermeabilização no respaldo dos alicerces (Figura 3. a argamassa também o fará. que penetra nos poros através de água e se cristaliza até cerca de 6 cm dentro da estrutura fechando os poros e ficando solidária com a estrutura. local mais indicado para isso. penetrando até a altura de 1.utilizada há mais de 50 anos. no Brasil. a impermeabilização mais utilizada é com argamassa rígida e impermeabilizante gordurosos. Uma junta fissurada deve ser cheia com uma massa elástica e não com argamassa rígida. e com grande sucesso.Semelhante à impermeabilização rígida somente que os aditivos favorecem pequenas movimentações.28). No tijolo a água sobe por capilaridade. existem basicamente três sistemas principais de impermeabilização: O rígido: . A fundação sempre é executada num nível inferior ao do piso. Como podemos observar. membrana de asfalto com elastômetros. pela inclusão de um aditivo. Temos também. etc.1.5.. Tem sido bem aceito. E no caso de umidade do solo. em especial as de concreto. é a por meio de membranas onde a plasticidade é a grande vantagem. um produto mineral que se aplica na estrutura.

usando.28 .Figura 3. dosado em argamassa de cimento e areia em traço 1:3 em volume: . A camada impermeável não deve ser queimada. Aplicar sempre com as paredes úmidas em três demãos cruzadas.5 kg de impermeável Após a cura da argamassa impermeável a superfície é pintada com piche líquido (Neutrol ou similar). Usa-se a mesma argamassa para o assentamento das duas primeiras fiadas da alvenaria de elevação. Tec 100 ou similar). Devemos aplicar duas demãos e em cruz.Impermeabilização no respaldo do alicerce O processo mais utilizado é através de argamassa rígida. geralmente. Viaplus 1000. Recomendações importantes para uma boa execução da impermeabilização: Deve-se sempre dobrar lateralmente cerca de 10 a 15 cm (Figura 3. Outro processo utilizado dispensa o uso da pintura com piche líquido sobre a argamassa.3 latas de areia (54 litros) . Podemos utilizar aditivo acrílico que proporciona uma composição semi flexível.1 lata de cimento (18 litros) . 56 . Nesse sistema aplica-se uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 e pintura com cimento cristalizante e aditivo (Kz + água + K11 na proporção de 1:4:12.29). corrigindo os pontos fracos. mas apenas alisada. impermeável gorduroso (Vedacit ou similar). pois o piche penetra nas possíveis falhas de camadas. para que sua superfície fique semi-áspera evitando fissuras.1.

Impermeabilização em locais de pouca ventilação 57 . Figura 3.31 detalham uma impermeabilização rígida em diversos locais de uma construção.Figura 3.30 . devemos executar uma impermeabilização. As figuras 3.Detalhe da aplicação da argamassa impermeável Obs. nos locais onde o solo entra em contato com as paredes.29 .30 e 3. 3.: O tempo de duração de uma impermeabilização deverá corresponder ao tempo de uso de uma construção.2 . Sua substituição envolve alto custo e transtorno aos usuários.Impermeabilização nas alvenarias sujeita a umidade do solo Além dos alicerces. Faz-se necessário estudar caso a caso para adotar o melhor sistema de impermeabilização (rígido e semi flexível para umidade e flexível para infiltração).5.

Onde o solo encostar-se à parede levantar o revestimento interno e externo no mínimo 60 cm acima do solo

Figura 3.31 - Impermeabilização com ventilação

Em ambos os casos o alicerce e o lastro impermeabilizado devem coincidir. 3.6 - DRENOS Existem casos que para maior proteção da impermeabilização dos alicerces e também das paredes em arrimo, necessitamos executar DRENOS, para garantir bons resultados. Os drenos devem ser estudados para cada caso, tendo em vista o tipo de solo e a profundidade do lençol freático, etc... Os drenos subterrâneos podem ser de três tipos: - Drenos horizontais (ao longo de uma área) (figura 3.32) - Drenos verticais (tipo estacas de areia) - Drenos em camada (sob base de estrada) De modo genérico, os drenos horizontais são constituídos:

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Figura 3.32 - Dreno horizontal

1 - Camada filtrante: (areia de granulometria adequada ou manta de poliéster servindo como elemento de retenção de finos do solo). 2 - Material drenante: (pedra de granulometria apropriada) que serve para evitar carreamento de areia - 1 - para o interior do tubo, e conduzir as águas drenadas. 3 - Tubo coletor: deve ser usado para grandes vazões. Normalmente de concreto, barro cozido ou PVC. 4 - Camada impermeável : (selo) no caso do dreno ser destinado apenas à captação de águas subterrâneas. Se o dreno captar águas de superfície, esta camada será substituída por material permeável. 5 - Solo a ser drenado: em um estudo mais aprofundado, a sua granulometria servirá de ponto de partida para o projeto das camadas de proteção. Obs. No caso de não ter tubulação condutora de água, o dreno é chamado de cego (Figura 3.33). Os drenos cegos consistem de valas cheias de material granular (brita e areia). O material é colocado com diâmetro decrescente, de baixo para cima.

Figura 3.33 - Dreno horizontal cego

Uma das utilizações dos drenos é quando o nível de água é muito alto e desejamos rebaixá-lo (Figura 3.34).

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Figura 3.34 - Exemplo de aplicação dos drenos

Obs. Neste caso os furos do tubo devem estar para cima.

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ANOTAÇÕES

1 – Verificar se o terreno confirma a sondagem quando da execução da fundação. 2 – Verificar a exata correspondência entre os projetos, arquitetônico, estrutural e o de fundações. 3 – Verificar se o traço e o preparo do concreto atendem as especificações de projeto. 4 – Verificar qual o sistema de impermeabilização indicada no projeto. Constatar se as especificações dos materiais, bem como as recomendações técnicas dos fabricantes estão sendo rigorosamente obedecidas.

Noções de segurança na execução de fundação: - Evitar queda de pessoas nas aberturas utilizando proteção com guarda corpos de madeira, metal ou telas. - Realizar escoramento em valas para evitar desmoronamentos. - O canteiro de obra deverá ser mantido limpo, organizado e desimpedidos, para evitar escorregões, e tropeços. - Sinalizar com guarda-corpo, fitas, bandeirolas, cavaletes as valas, taludes poços e buracos.

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4 - ALVENARIA

APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO; VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a alvenaria adequada; • Orientar a elevação das paredes (primeira fiada, cantos, prumo, nível); • Especificar o tipo de argamassa de assentamento; • Especificar e conhecer o tipo de amarração; • Especificar os tipos de reforços nos vãos das alvenarias. • Executar corretamente os muros de fechamento de divisas.

Alvenaria, pelo dicionário da língua portuguesa, é a arte ou ofício de pedreiro ou alvanel, ou ainda, obra composta de pedras naturais, cerâmica, blocos de concreto, ligadas ou não por argamassa; cola, armadura e graute (que preenchem os furos da alvenaria estrutural). A alvenaria pode ser empregada na confecção de diversos elementos construtivos (paredes, muros, abóbadas, sapatas, etc.) e pode ter função estrutural ou simplesmente de vedação. Quando a alvenaria é empregada na construção para resistir cargas, ela é chamada Alvenaria resistente, pois além do seu peso próprio, ela suporta cargas (peso das lajes, telhados, pavimento. superior, etc.) Quando a alvenaria não é dimensionada para resistir cargas verticais além de seu peso próprio é denominada Alvenaria de vedação. As paredes utilizadas como elemento de vedação devem possuir características técnicas que são: • • • • • Resistência mecânica Isolamento térmico e acústico Resistência ao fogo Estanqueidade Durabilidade

As alvenarias de pedras naturais são raramente executadas, em função da falta de mão-de-obra especializada, como também, pelas distâncias entre os locais de sua extração e de sua utilização. As alvenarias de tijolos e blocos cerâmicos ou de concreto, são as mais utilizadas, mas existem investimentos crescentes no desenvolvimento de tecnologias para industrialização de sistemas construtivos aplicando materiais diversos. No entanto neste capítulo iremos abordar os elementos de alvenaria tradicionais.

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4.1 - ELEMENTO DE ALVENARIA TRADICIONAL O elemento de alvenaria é um produto industrializado, de formato paralelepipedal, para compor uma alvenaria, podendo ser: cerâmico, solo cimento e concreto. 4.1.1 - Elementos cerâmicos Os elementos cerâmicos são obtidos a partir da queima de misturas compostas por areia e argila, quando misturados com água, formam uma pasta plástica podendo adquirir grande dureza, sob a ação de calor. Geralmente, os produtos cerâmicos para alvenaria apresentam as seguintes etapas de fabricação: • • • • • • Escolha de matéria prima; Exploração de matéria prima; Preparação da argila; Amassamento ou preparo da mistura; Moldagem; Secagem e cozimento.

A temperatura de queima varia entre 800° C até 1500° C, e dependendo da temperatura de queima dos compostos presentes, os elementos cerâmicos podem ser classificados em: • • • Cerâmica vermelha – entre 950° C a 1100° C (Tijolos, blocos, lajotas etc.) Cerâmica Branca – entre 1100° C a 1300° C (azulejos, peças sanitárias etc.) Cerâmica refratária – acima de 1500° C.

a - Tijolo cerâmico maciço (comum ou caipira) São blocos de barro comum, moldados com arestas vivas e retilíneas (Figura 4.1), obtidos após a queima das peças em fornos contínuos ou periódicos com temperaturas da ordem de 950 a 1100° C. De acordo com a NBR7170 os tijolos dividem-se em: • • Tipo 1 = (200±5; 95±3; 63±2)mm Tipo 2 = (240±5; 115±3; 52±2)mm

Porém no mercado corrente encontra-se tijolos com dimensões nominais de 210x100x50 mm, que são adquiridos por milheiro. • • • peso: 2,50kg resistência do tijolo: de 1,5 a 4,0 Mpa. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 77un parede de 1 tijolo: 148un

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Figura 4.1 - Tijolo comum

A produtividade da execução de alvenaria com tijolo maciço é baixa, no entanto as suas pequenas dimensões permitem uma maior precisão de nivelamento e prumo. b – Bloco cerâmico Tijolo cerâmico vazado, moldados com arestas vivas retilíneas. São produzidos a partir da cerâmica vermelha, tendo a sua conformação obtida através de extrusão. Podem ser classificados em: • • Blocos de vedação; Blocos estruturais.

As dimensões nominais dos blocos cerâmicos são muito variáveis, portanto pode-se escolher a dimensão que melhor se adapte ao seu projeto utilizando a Tabela 4.1. Neste capítulo iremos abordar somente os blocos de vedação. Os blocos de vedação não têm função de suportar outras cargas além do seu peso próprio e do revestimento. Isto ocorre porque no assentamento, dos blocos de vedação, os furos dos mesmos estão dispostos paralelamente à superfície de assentamento (diferente dos blocos estruturais em que os furos são verticais, perpendiculares à superfície de assentamento) o que ocasiona uma diminuição da resistência dos painéis de alvenaria. Os blocos de vedação têm as superfícies constituídas por ranhuras e saliências para aumentar a aderência, porque na queima as faces do tijolo sofrem um processo de vitrificação, que compromete a aderência com as argamassas de assentamento e revestimento. A tabela 4.1 determina as dimensões normalizadas para os elementos cerâmicos existentes comercialmente. 64

também 9x19x19.5 x 20 x 40 15 x 20 x 20 15 x 20 x 25 15 x 20 x 30 15 x 20 x 40 20 x 20 x 20 20 x 20 x 25 20 x 20 x 30 20 x 20 x 40 Medidas especiais L x H x C (cm) 10 x 10 x 20 10 x 15 x 20 10 x 15 x 25 12. comuns e especiais Tipo(A) L x H x C (cm) 10 x 20 x 20 10 x 20 x 25 10 x 20 x 30 10 x 20 x 40 12.5 x 20 x 20 12.5 a 2. muitas vezes maior.5x14x24 também é bem utilizado.5 x 15 x 25 Largura (L) 90 90 90 90 115 115 115 115 140 140 140 140 190 190 190 190 Largura (L) 90 90 90 115 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 90 140 140 140 Comprimento(C) 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 Comprimento(C) 190 190 240 240 Os mais utilizados são os blocos com furos cilíndricos 9x19x19 (Figura 4. porque devido as suas dimensões tem um rendimento maior.Tabela 4. denominados tijolo furado (Figura 4. Exige menos mão-de-obra. a alvenaria de tijolo baiano e furado é sensivelmente mais leve do que a alvenaria de tijolo maciço. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 22un parede de 1 tijolo: 42um Tolerancia nas medidas: ± 3mm • O bloco cerâmico 11.2) denominados tijolo baiano e com furos prismáticos.1 .00Kg resistência do tijolo: de 1.0 Mpa.3) com as seguintes características: • • • peso: 3. 65 . Comparando o tijolo baiano e o furado com o tijolo maciço. o corte para passagem de tubulação é difícil e.5 x 20 x 30 12. devido à quebra do tijolo. por outro lado. menos argamassa de assentamento.5 x 20 x 25 12.Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos Tabela NBR .Dimensões nominais de blocos de vedação e estruturais.

Tijolo laminado (21 furos) Tijolo cerâmico utilizado para executar paredes de tijolos à vista (Figura 4.5 a 5.Figura 4.Tijolo com furo cilíndrico (tijolo baiano) Figura 4.Tijolo com furo prismático (tijolo furado) c .4).3 .0MPa • • 66 .2 .70kg resistência do tijolo ≅ 3. • • dimensões: 23x11x5. O processo de fabricação é semelhante ao do tijolo furado.5cm quantidade por m²: parede de 1/2 tijolo: 70un parede de 1 tijolo: 140un peso aproximado ≅ 2.

25 quantidade: a mesma do tijolo maciço de barro cozido resistência a compressão individual: 1.4 .5) ou furados (Figura 4.1. cimento Portland de 4 a 10%.2 .6).50 a 80% do próprio terreno onde se processa a construção (o qual não deve apresentar matéria orgânica em teores prejudiciais). São assentados por argamassa mista de cimento. prensados mecanicamente ou manualmente.Tijolo de solo cimento comum Figura 4.7MPa resistência à compressão média: 2. 23x11x5cm ou 25x12.Figura 4.5 .Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 67 . • • • • dimensões: 20x10x4. cal e areia no traço 1:2:8 ou por meio de cola respectivamente. Podem ser maciços (Figura 4.0MPa Figura 4.5x6.5cm.6 .Tijolo laminado 4. e água.Tijolos de solo cimento Material obtido pela mistura de solo arenoso .

7kg 8.2 determina as dimensões nominais dos blocos de concreto mais utilizado. Em relação ao acabamento os blocas de concreto podem ser para revestimento (mais rústico) ou aparentes.Bloco de concreto • • • quantidade de blocos por m² : 12. Figura 4.Blocos de concreto Peças regulares e retangulares. fabricadas com cimento.4.50 kg 19 x 19 x 39 = 18.Bloco canaleta Bloco Canaleta : 14 x 19 x 39 = 13.7 .5un resistência do bloco: média 2.8).8 .7kg .Dimensões nominais dos blocos de concreto dimensões *: a 09 11 14 19 b x 19 x 19 x 19 x 19 x x x x c 39 39 39 39 peso 10kg 10. O equipamento para a execução dos blocos é a presa hidráulica. Tabela 4. pó de pedra e água (Figura 4.6kg 15.10 kg A Tabela 4. 4.0MPa Espessura mínima de qualquer parede do bloco deve ser de 15mm. e dependendo do equipamento é possível obter peças de grande regularidade e com faces e arestas de bom acabamento.1.3 .2 .8kg 6. Figura 4.7kg 13. O bloco é obtido através da dosagem racional dos componentes. areia. pedrisco.5MPa Individual 2.7.5kg 68 a 09 1/2 14 tijolo 19 b x 19 x 19 x 19 c x 19 x 19 x 19 peso 4.

obedecendo ao prumo de pedreiro para o alinhamento vertical (Figura 4. com características argilosas. como: a) Taipa: A taipa é constituída por terra úmida. um dia da execução da impermeabilização. resistência ao fogo. e) Gesso acartonado: Utilizado na divisão dos espaços internos das edificações. de montagem por acoplamento e constituído por uma estrutura de perfis metálicos ou de madeira e fechamento em chapas de gesso acartonado. o restante da parede será erguida sem preocupações de prumo e horizontalidade. proporcionando ao material baixo peso específico. estruturado. Os cantos são levantados primeiro porque. b) Adobe: Tijolos de barro amassado com palha.4. desta forma. gesso comum e sizal. fixo ou desmontável. isolamento térmico. É assentado com gesso cola. no mínimo. pois se estica uma linha entre os dois cantos já levantados. boa trabalhabilidade e precisão nas medidas. É autoclavado (cura a vapor sob pressão de 10 atmosferas e temperatura de 180ºC) caracterizando um produto com baixo peso específico. com a mistura de cimento.3 – ELEVAÇÃO DA ALVENARIA TRADICIONAL: Depois de. retiradas depois de completar a secagem. que funciona como um elemento aglutinador. 69 . fiada por fiada.10) e o escantilhão no sentido horizontal (Figura 4. ariginando paredes ou muros homogêneos e monolíticos. comprimidas entre taipas (formas) de madeira. areia e água. utilizados para a execução de paredes e divisórias internas.9). diminuindo a retração do material e melhorando o comportamento higrotérmico da parede. se junta palha. cal. serão erguidas as paredes conforme o projeto de arquitetura. areia e outros materiais silicosos aos quais se adiciona alumínio em pó.9) após o destacamento das paredes (assentamento da primeira e segunda fiada). f) Blocos de Gesso: Os blocos pré-fabricados de gesso são elementos de vedação vertical. 4. Pode ser utilizado na forma de blocos com diversas medidas e espessuras ou painéis armados. técnicas e materiais utilizados. leve. Devido à argila ser muito retrátil. d) Concreto celular autoclavado: É um produto obtido por processo industrial.2 – OUTROS ELEMENTOS DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO Existem diversas alternativas. secos ao sol. facilitando o manuseio e bom desempenho térmico e acústico. c) Blocos de concreto celular: São blocos de concreto com adição de produtos químicos na sua composição ocorrendo à incorporação de gases. Geralmente monolítico. para a execução de paredes de vedação. O serviço é iniciado pêlos cantos (Figura 4. resistência à compressão.

Paredes de tijolos maciços Com o auxílio do escantilhão. cal e areia no traço 1: 2: 8 (Figura 4.1 .Detalhe do prumo do canto da alvenaria 70 . do prumo de pedreiro e da linha.9) Figura 4.3. os cantos são levantados utilizando uma argamassa de assentamento de cimento.Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria Figura 4.9 .10 .4.

13) a maneira mais prática de executarmos a elevação da alvenaria.12.12 .12. a argamassa e disposta sobre a fiada anterior.11. 4.11 .Assentamento do tijolo 71 . Figura 4. batendo e acertando com a colher conforme Figura 4. 4.11. verificando o nível e o prumo. conforme a Figura 4. Figura 4. 1o – Colocada à linha.Colocação da argamassa de assentamento 2o .Podemos ver nos desenhos (Figura 4.Sobre a argamassa o tijolo e assentado com a face rente à linha.

o segundo plano será na altura da laje.16). Os andaimes são estruturas que auxiliam na elevação das alvenarias quando o nível das paredes ultrapassa a altura de 1.5m acima da laje e assim sucessivamente. 4.15.1. e o terceiro 1.13. conforme Figura 4. Podendo ser: 72 .5m aproximadamente. 4. Os andaimes são executados com tábuas de 1"x12" (2.14.Amarração dos tijolos maciços Os elementos de alvenaria devem ser assentados com as juntas desencontradas. No caso de andaimes utilizando pontaletes de madeira as tábuas devem ser pregadas para maior segurança dos usuários.Retirada do excesso de argamassa Mesmo sendo os tijolos da mesma olaria.A sobra de argamassa é retirada com a colher. nota-se certa diferença de medidas.a .13 . Por este motivo. somente uma das faces da parede pode ser aparelhada.5x30cm) utilizando os mesmos pontaletes de marcação da obra ou com andaimes metálicos. 4. se for sobrado. Quando as paredes atingirem a altura de 1.3o . Figura 4. sendo a mesma à externa por motivos estéticos e mesmo porque os andaimes são montados por este lado fazendo com que o pedreiro trabalhe aparelhando esta face. deve-se providenciar o primeiro plano de andaimes.3. para garantir uma maior resistência e estabilidade dos painéis (Figuras 4.50m.

15) Figura 4.14) Figura 4.Ajuste comum ou corrente.15 .Ajuste Francês c .Ajuste corrente (comum) b .a .14 . Figura 4.16 .Ajuste Francês também comumente utilizado (Figura 4.Ajuste Inglês. é o sistema mais utilizado (Figura 4. de difícil execução pode ser utilizado em alvenaria de tijolo aparente (Figura 4.Ajuste Inglês ou gótico 73 .16).

21 mostram a execução de diversos cantos de parede nas diversas modalidades de ajustes.Canto em parede de um tijolo no ajuste comum 74 . 4. 4. pois como já visto.1.18 .4.Formação dos cantos de paredes É de grande importância que os cantos sejam executados corretamente.b .20 e 4.3.18. Figura 4. as paredes iniciam-se pêlos cantos.Canto em parede de meio tijolo no ajuste comum Figura 4.17.19 . 4. Nas Figuras 4.Canto em parede de um tijolo no ajuste francês Figura 4.19.17 .

Pilares de tijolos maciços São utilizados em locais onde a carga é pequena (varandas.).1.Canto em parede de espelho Figura 4.. muros etc.20 ..c .Canto em parede externa de um tijolo com parede interna de meio tijolo no ajuste francês 4.Figura 4. Podem ser executados somente de alvenaria ou e alvenaria e o centro preenchido por concreto (Figura 4.21 .3.22) 75 .

pintar ou borrifar com água de cal as pilhas.23 .Exemplo de pilares de alvenaria 4.1.22 .23. Figura 4.3. arrumam-se mais 10 tijolos. para não haver confusão com as pilhas anteriores. Costuma-se. contendo cada 16 tijolos. perfazendo uma pilha de 250 tijolos.Empilhamento de tijolos maciços Para conferir na obra a quantidade de tijolos maciços recebidos. resultando 240. é comum empilhar os tijolos de maneira como mostra a Figura 4. São 15 camadas.Figura 4.Empilhamento do tijolo maciço 76 . Como coroamento. após cada descarga do caminhão. também.d .

3.24 . . economizandomão-de-obra.não permite cortes para dividi-los. se estendem rapidamente em nossas obras. Figura 4. Podemos dividi-lo pela metade ou em 1/4 e 3/4 de acordo com a necessidade (Figura 4. são necessários tijolos comuns. .difícil para se trabalhar nas aberturas de rasgos para embutimento de canos e conduítes.menor consumo de argamassa para assentamento. Com o desenvolvimento dos artigos pré-moldados. Vantagens: . o que facilita no momento da execução. .nos dias de chuva aparecem nos painéis de alvenaria externa. As paredes iniciam-se pêlos cantos utilizando o escantilhão para o nível da fiada e o prumo.3.1.4. Desvantagens: 77 .Corte do tijolo maciço 4. . nas espaletas e arremates do vão.e . os desenhos dos blocos.Paredes com bloco de concreto São paredes executadas com blocos de concreto vibrado.geralmente.menor tempo de assentamento e revestimento. O processo de assentamento é semelhante ao já descrito para a alvenaria de tijolos maciços. Isto ocorre devido à absorção da argamassa de assentamento ser diferente da dos blocos.24).2 .peso menor . A argamassa de assentamento dos blocos de concreto é mista composta por cimento cal e areia no traço 1:1/2:6. .melhor acabamento e uniformidade. .Cortes em tijolos maciços O tijolo maciço permite que seja dividido em diversos tamanhos.

26): Figura 4. Pode ser junta a prumo (somente quando for vedação em estrutura de concreto). Portanto.25) para facilitar a colocação da argamassa de assentamento.Os blocos de concreto para execução de obras não estruturais têm o seu fundo tampado (Figura 4. Figura 4. a elevação da alvenaria se dá assentando o bloco com os furos para baixo.25 . A amarração dos cantos e de parede interna com externa se faz utilizando barras de aço a cada três fiadas ou utilizando um pilarete de concreto no encontro das alvenarias (Figura 4.Detalhe de execução dos cantos 78 .Detalhe do assentamento do bloco de concreto O assentamento é feito em amarração.26 .

Exemplo de amarração na alvenaria de tijolo furado 4. Sobre elas não devem ser aplicados nenhuma carga direta. Para que isso ocorra devemos 79 .VÃOS EM PAREDES DE ALVENARIA Na execução das paredes são deixados os vãos de portas e janelas. os tijolos baianos também são utilizados para a elevação das paredes. tanto para paredes de 1/2 tijolo como para 1 tijolo (Figura 4.4 . Figura 4.Parede de tijolos furados As paredes de tijolo furado são utilizadas com a finalidade de diminuir o peso das estruturas e economia. No entanto. só devem ser aplicados com a única função de vedarem um painel na estrutura de concreto.27).Execução de alvenaria utilizando tijolos furados A amarração dos cantos e da parede interna com as externas se faz através de pilares de concreto.28 . pois não se consegue uma amarração perfeita devido às diferenças de dimensões (Figura 4.4. e o seu assentamento e feito em amarração.3. Figura 4.28).3 . não oferecem grande resistência e portanto.27 . No caso das portas os vãos já são destacados na primeira fiada da alvenaria e das janelas na altura do peitoril determinado no projeto.

32 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos maciços para: 80 . pois a medida do mesmo deverá ser acrescida ao vão livre da esquadria (Figura 4. Esquadrias de ferro: como o batente é a própria esquadria.Vergas sobre e sob os vãos As vergas podem ser pré-moldadas ou moldadas no local. os acréscimos serão de 3cm tanto na largura como na altura. As vergas são elementos construtivos não passiveis de cálculo as Figuras 4. a sua função é evitar as cargas nas esquadrias e quando trabalha sob o vão. Sobre o vão das portas e sobre e sob os vãos das janelas devem ser construídas vergas (Figura 4. Figura 4. No caso de janelas sucessivas. janela = acrescentar 10cm na largura e 10cm na altura. Quando trabalha sobre o vão.considerar o tipo de batente a ser utilizado.30 .30). devido aos batentes. tem a finalidade de distribuir as cargas concentradas uniformemente pela alvenaria inferior: Figura 4. 4.31. executa-se uma só verga.29).29 . e devem exceder ao vão no mínimo 30 cm ou 1/5 do vão.Vão de alvenaria Esquadrias de madeira: porta = acrescentar 10 cm na largura e 5 cm na altura.

31 .0m Figura 4.50m Figura 4. As Figuras 4.0 a 1.00m Vãos entre 1.00m OBS: Caso o vão exceda a 2.00m.0m Figura 4.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1.32 . 4.33.00m e 1.0 e 2.33 .00m e 2.0m Vãos de 1. deve-se calcular uma viga armada.50m 81 .00m e entre 1.Vãos até 1.34 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com blocos de concreto para: Vãos de 1.Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vãos até 1.

executa-se coxins de concreto (Figura 4.Coxins de concreto 82 .Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.35 .36).50m e 2. Figura 4.0 a 2.Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1.35 exemplifica as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos furados para: Vãos de 1.00m e 2.36 . Quando uma viga. para evitar a carga concentrada e consequentemente o cisalhamento nos tijolos.0m Vãos de 1. de pequena carga.Vãos acima de 1. proveniente principalmente das coberturas.00m A Figura 4.OUTROS TIPOS DE REFORÇOS EM PAREDES DE ALVENARIA.00m e entre 1.0m Figura 4. descarrega sobre a alvenaria.5 .00m Figura 4.50 até 2.00m 4.34 .

Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado Na alvenaria de bloco de concreto utilizamos blocos canaletas para a execução das cintas de amarração (Figura 4.Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço Figura 4.50 a 3. quando não temos uma verdadeira estrutura de concreto e os vão são pequenos. As cintas de amarração servem para distribuir as cargas e "amarrar" as paredes (internas com as externas). devemos então calcular vigas.39) Figura 4. nestes casos para lajes de pequenos vãos.37 . As Figuras 4.37 e 4. Se necessitarmos que as cintas suportem cargas.Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto Obs. 83 .39 .38 exemplificam as cintas de amarração no respaldo das alvenarias cerâmicas para tijolo maciço e tijolo furado respectivamente.Ao chegar com as paredes à altura da laje (respaldo das paredes). As cintas de amarração no respaldo das paredes servem para apoio das lajes. utilizamos uma nova cinta de amarração sob a laje e sobre todas as paredes que dela recebem carga. no máximo entre 2.38 . Figura 4. (ver apoio de lajes em alvenaria nas anotações de aulas nº5).00m.

Devemos tomar alguns cuidados. grandes pórticos.4.40). Devem-se observar quais os vínculos previstos entre a parede de alvenaria e a estrutura a fim de se definir os materiais e técnicas. além do chapisco. lajes tipo cogumelo). o encunhamento utilizando cunhas pré-fabricadas de conceto. pois falta aderência neste ponto. Figura 4. b) A alvenaria não funciona como travamento e a estrutura que a envolve é deformável (pré-fabricados. O chapisco (argamassa de cimento e areia mais um adesivo de argamassa) é imprescindível. c) A alvenaria não funciona como travamento e está envolta por estrutura pouco deformável. portanto apresentar resistência mecânica compatível com as solicitações e a forma de fixação deve garantir o grau de ligação. Devem. e a solidarização é feita durante a elevação da alvenaria. Na parte superior da alvenaria deve ser executado.40 – Fixação da alvenaria de vedação em estruturas de concreto No caso (b) cada tipo de estrutura deve ser estudado separadamente. De modo geral procura-se executar as juntas com material bastante deformável (mastiques elásticos). que permita a movimentação da estrutura sem introduzir 84 . As paredes estarão submetidas a um estado de tensão que lhes serão transmitidas pela estrutura. No caso (a) é necessário que exista uma ligação efetiva e rígida entre elas.6 – FIXAÇÃO DAS ALVENARIAS DE VEDAÇÃO EM ESTRUTURAS DE CONCRETO Quando a alvenaria é executada depois da estrutura são observadas fissuras na interfase alvenaria/estrutura devido à diferença de módulo de elasticidade dos materiais constituintes. tijolos cerâmicos inclinados ou argamassa expansiva Para fixação lateral devem ser previstas barras chamadas de “ferro cabelo” ou telas de aço previamente fixadas nos pilares (Figura 4. Podemos ter: a) A alvenaria funciona como travamento da estrutura.

Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 85 .1 . no máximo. se manifestarão também no revestimento. Nestes casos pode-se especificar o acabamento frisado para as juntas ou a aplicação de telas na região da junta. Qualquer que seja o elemento escolhido para a execução do muro a cada.41) ou revestido (Figura 4. Esta junta deve ser executada para evitar que no muro apareça trincas devido ser o mesmo esbelto. evitando que esta se manifeste no revestimento.7. formando assim os pilaretes (Figura 4.42). Assim a fixação da alvenaria à estrutura deverá ser inicialmente fraca. e sofrer movimentação proveniente da variação térmica. O encunhamento rígido pode submetê-la a um estado excessivo de tensão e provocar fissuras. possibilitando a movimentação do painel. provavelmente.0m executa-se um pilarete de 10 x 25. devemos quase sempre revesti-los. para as alvenarias de vedação. o importante da fixação. Tudo vai depender de um estudo econômico e também técnico para a escolha do melhor elemento Para o bloco de concreto podemos executar de duas maneiras: à vista (Figura 4. Se a escolha for para o revestimento. portanto a cada 2. neste caso armado. Nestes casos o “ferro cabelo” deve ser fixo na estrutura de concreto e livre na alvenaria.5 a 3. 4. Para o tijolo furado e o maciço. devemos utilizar os próprios furos dos blocos para preencher com "grout".43).0cm. desde que a junta seja frágil.41 . Obs.esforços de grande amplitude na alvenaria. ventos etc. estar parcialmente engastado no alicerce. Se a escolha for à vista. para podermos frisá-las. é tempo correto de sua execução. de 10.À vista: Figura 4. com o auxílio de formas de madeira (Figura 4.00 a 15. NOTA: Quanto ao tipo de ligação. tomando sempre o cuidado de deixar as juntas com o mesmo espaçamento. poderemos também utilizar os furos do bloco como pilarete ou colocar formas e executar um pilarete.00m. tijolo maciço ou tijolo furado. pórticos rígidos. Esta não deve se dar imediatamente após término da elevação da alvenaria. No encontro vertical (com os pilares) normalmente ocorrem juntas “auto deformáveis” que. No caso “c” panos pouco extensos. torna-se necessário que seu funcionamento seja compatibilizado com o da estrutura devido principalmente às diferenças de comportamento dos materiais.7 – MUROS Os fechamentos para divisas podem ser executados em alvenaria de bloco de concreto (14 x 19 x 39).Fechamento de divisas em bloco de concreto a .41). 4. devemos deixar uma junta de dilatação de 1.

b .Detalhe da elevação de muro de bloco aparente .Detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 86 .Fechamento de divisas em tijolo maciço ou baiano Figura 4.2 . revestido e viga baldrame 4.7.42 .43 .Revestido: Figura 4.

As sapatas corridas devem estar em nível e apoiadas em solo firme a uma profundidade mínima de 40cm. As brocas.Tipos de fundações para muros Podemos efetuar.3 .0m de distância uma das outras. impermeabilização Figura 4.44).7. dependendo do terreno. devemos executar também. Devemos sempre deixar as valas do alicerce do muro em nível para evitarmos esforços na alvenaria. um alicerce em sapata corrida de concreto ou com brocas (Figura 4.5 ou 3. para evitar a presença de umidade na alvenaria de elevação do muro. Como as cargas dos muros de divisa não são elevadas podemos fazê-la com 2. Deverá ser executada uma cinta de amarração no mínimo no meio e no respaldo da alvenaria.4.44 .Exemplo de fundação para muros No respaldo do alicerce do muro. o que poderia ocasionar o aparecimento de fissuras. 87 . uma proteção impermeável. geralmente de φ 20 cm efetuadas a trado. através de argamassa e impermeabilizantes.0m de profundidade e a cada 2. que tem a função de interligar os pilaretes com a alvenaria. caso o terreno não comporte este tipo de alicerce podemos optar por brocas.

Preparo da argamassa manualmente b) . Ela pode ser mais ou menos trabalhável. 4. não endurece rapidamente permanecendo plástica por tempo suficiente para os ajustes (nível e prumo) do elemento de alvenaria. junto com os elementos de alvenaria.PREPARO E APLICAÇÃO As argamassas.vedar as juntas impedindo a infiltração de água e a passagem de insetos.Preparo da argamassa com betoneira 88 .distribuir uniformemente as cargas . sendo a sua função: . não "agarra" a colher do pedreiro. As argamassas devem ter boa trabalhabilidade.. pois são fatores subjetivos que a definem.1 .45 . Podem ser preparadas (figuras 4.Com betoneira Figura 4.unir solidamente os elementos de alvenaria .. conforme o desejo de quem vai manuseá-la.45 e 4. granulometria adequada e com um traço de acordo com o tipo de elemento de alvenaria adotado (Tabela 4.8. Difícil é aquilatar esta trabalhabilidade. etc. Podemos considerar que ela é trabalhável quando se distribui com facilidade ao ser assentada.Manualmente Figura 4.4. são os componentes que formam a parede de alvenaria não armada.8 – ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO .Preparo da argamassa para assentamento de alvenaria de vedação A argamassa de assentamento deve ser preparada com materiais selecionados.46 .3).46): a) .

Assentamento Tradicional Cordão: onde o pedreiro forma dois cordões de argamassa (Figura 4.Tabela 4. Figura 4. ideal para paredes em alvenaria aparente.Aplicação Tradicional: onde o pedreiro espalha a argamassa com a colher e depois pressiona o tijolo ou bloco conferindo o alinhamento e o prumo (Figura 4.8.3 .2 .Assentamento em cordão 89 . melhorando o desempenho da parede em relação a penetração de água de chuva.48 .47 .Traço de argamassa em latas de 18litros para argamassa de assentamento Aplicação Alvenaria de tijolos de barro cozido (maciço) Alvenaria de tijolos baianos ou furados Alvenaria de blocos de concreto Traço 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 1/2 lata de cal 6 latas de areia Rendimento por saco de cimento 10m² 16m² 30m² 4.47): Figura 4.48).

b.Quando a alvenaria for utilizada aparente.Tipos de frisos Os frisos a. Figura 4. pode-se frisar a junta de argamassa.49). conferindo mais resistência além de um efeito estético. 90 .49 . que deve ser comprimida e nunca arrancada (Figura 4.c são os mais aconselháveis para painéis externos pois evita o acúmulo de água.

As bitolas dos ferros das vergas e das cintas de amarração.Desencontro de juntas para uma perfeita amarração. por ser a nomenclatura mais usual entre os pedreiros na obra (Tabela 4. gruas e equipamentos de elevação só devem ser feitos por trabalhador qualificado.0 10.0 6.0 12.4). 91 .Painéis de paredes perfeitamente a prumo e alinhadas.5 polegada s 3/16 1/4 5/16 3/8 1/2 2 – Verificação para um bom assentamento: . Tabela 4. será necessário uma grande espessura de revestimento.ANOTAÇÕES 1 . 3 – Noções de segurança: A operação de guinchos. A utilização de andaimes para a elevação da alvenaria deve ser executada com estruturas de madeira pregadas e não amarradas ou em estruturas metálicas contraventadas e apoiadas em solo resistente e nivelado. do contrário. . .Equivalência das bitolas dos aços mm 5. Não acumular muitos tijolos e argamassa sobre os andaimes. .Junta de argamassa entre os tijolos completamente cheios. pois. estão colocadas em polegadas.Fiadas em nível para se evitar o aumento de espessura de argamassa de assentamento.4 .3 8.

Tipos de forros de madeira 91 . Dependendo do tipo de obra. • Especificar corretamente o escoramento e contraventamento das lajes pré-fabricadas.FORROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.50m. fica a cargo do projetista a sua escolha.1 . o acabamento. • Especificar o tipo de armadura adicional para as lajes pré-fabricadas • Executar corretamente a cura e a desforma. laje protendidas. etc. pvc.1 . 5. • Executar corretamente os apoios das lajes pré-fabricadas. ipê. presos às lajes ou nas estruturas do telhado. jatobá. 5. etc. etc.5 . levando em consideração a acústica. a estética. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de forro ideal para a sua edificação.FORRO DE MADEIRA Geralmente são lâminas de pinho. aglomerados de celulose.(Figura 5. Os forros mais comuns são: madeira. gesso.2. muiracatiara. laje maciça. pinus.3) Figura 5. por buchas e parafusos ou pendurados por tirantes (Figura 5. Existem vários tipos de forros.1) e são pregadas em entarugamentos executados de 0. laje pré-fabricada.50 a 0.

Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5. concreto ou outros materiais. onde.3 .2 . e o revestimento de concreto.Laje treliça (LT) . oriundos da flexão. colocam-se elementos intermediários de cerâmica. além de resistir os esforços à compressão.Protendidas (LP) 92 . A variedade desse produto é grande e a sua escolha depende de vários fatores tais como: estrutural.em telhado Figura 5.Laje comum (LC) . Entre elas.Fixação do forro na estrutura do telhado Figura 5. as peças pré-fabricadas são empregadas para a formação das nervuras.2 . Podemos ter segundo a NBR14859: . feito no local. têm a função de solidarização dos elementos. etc. econômico. em geral.LAJES PRÉ-FABRICADAS UNIDIRECIONAIS Originam-se das lajes nervuradas e das lajes nervuradas mistas.

5.2.1 – Elementos que as compõe: • Vigotas pré-fabricadas: Peças industrialmente, podendo ser: de concreto estrutural, executadas

a) de concreto armado (VC): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura passiva totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes comuns (LC) (Figura 5.4). b) Treliça (VT): com seção de concreto formando placa, com armadura treliçada parcialmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes treliça (LT) (Figura 5.11). c) de concreto protendido (VP): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura ativa pré-tensionada totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes de concreto protendido (LP) (Figura 5.19). • Elementos de enchimento (E): Elementos pré-fabricados com materiais diversos (cerâmica, concreto, EPS), podendo ser maciço ou vazado intercalado entre as vigotas. Têm a função de reduzir o volume de concreto, o peso próprio da laje e servir como fôrma para o concreto complementar. As alturas dos elementos de enchimento (he) podem ser de 7, 0 (mínima) 8,0 - 10,0 - 12,0 - 16,0 - 20,0 - 24,0 - 29,0 centímetros. As larguras dos elementos de enchimento (be) podem ser de 25,0 (mínima) – 30,0 – 32,0 – 37,0 – 39,0 – 40,0 – 47,0 – 50,0 centímetros. Armadura complementar: Armadura complementada na obra. Podendo ser:

a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas, quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária(Figura 5.14). b) Transversal: armadura que compõe a armadura das nervuras transversais. c) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal, para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. d) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das vigotas, nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa. Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais, o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) com espessura mínima de 3,0 cm.

Segundo a NBR14859/2002 a altura padronizada da laje deve ser composta por sua sigla (LC, LT, LP), seguida da altura total (h), da altura do elemento de enchimento (he), mais a altura da capa (hc) sendo todos os valores expressos em centímetros. Exemplo: • • • LC h (he + hc) LC h (he + hc) LT h (he + hc) LC 11 (7+4) LC 16 (12+4) LT 12 (8+4) 93

Em função da altura do elemento de enchimento (he), as alturas totais das lajes (h) estão descritas na Tabela 5.1.
Tabela 5.1 – Altura total da laje (h)

Altura do elemento de enchimento (he) 7,0 8,0 10,0 12,0 16,0 20,0 24,0 29,0

Altura total da laje (h) 10,0 - 11,0 - 12,0 11,0 - 12,0 – 13,0 14,0 – 15,0 16,0 – 17,0 20,0 – 21,0 24,0 – 25,0 29,0 – 30,0 34,0 – 35,0

5.2.2 - Generalidade sobre a laje comum (LC) a) - Elementos que a compõem: • • • Vigota de concreto pré-fabricada (VC); Elemento de enchimento entre as vigotas de tijolo cerâmico (E). Capa de concreto (capeamento) (C) de espessura variável (Figura 5.5)

(E)

E C C

VC

Figura 5.4 Elementos da laje pré-fabricada comum

b) - Variação das alturas: A diferente altura dos elementos de enchimento, com o lançamento de capas de concreto em espessura adequada, resulta nas variadas alturas de lajes (Figura 5.5) ou pela Tabela 5.1. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - As mais usuais são: LC10 para forro e LC12, LC 16 etc. para piso, em vãos máximos de 4,50m. Para vãos maiores, o ideal seria outro tipo de laje. 94

-

- Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento (C ) das lajes pré-fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.

LC11

LC12

LC16

LC20

LC25

LC29

CAPA = 3 cm

Figura 5.5 - Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum

c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição. A armadura de distribuição em lajes pré-moldadas tem a finalidade de limitar a fissuração que poderá ocorrer pela retração e/ou variação de temperatura e ainda melhora a monoliticidade do painel da laje, aumentando sua rigidez e evitando a fissuração decorrente de deslocamento diferenciais, que deverão ocorrer entre suas vigotas de concreto. Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar no mínimo: forro = malha ∅ 6,3mm de 33 x 33cm piso = malha ∅ 6,3mm de 25 x 25cm mínimos 3 ∅ por metro, ou em tela soldada leve para laje. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Superior de tração (Armadura negativa). A armadura negativa é utilizada quando a laje for semi-engastada na estrutura, contínua ou em balanço. A função da armadura negativa é combater os momentos negativos formados pelos vínculos utilizados (Figuras 5.6; 5.7; 5.8; 5.9). Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar: • sobre a vigota, comprimento l/4, podendo também estar posicionada sobre o elemento de enchimento (a quantidade deverá ser fornecida pelo fabricante ou calculista).

95

d) - Tipos de apoios:
• APOIO EM ALVENARIA

Figura 5.6 - Apoio da laje comum sobre alvenaria

APOIO EM VIGAS

Figura 5.7 - Apoio da laje comum em estruturas de concreto armado

BEIRAIS

Figura 5.8 - Apoio da laje comum passante em beirais

Figura 5.9 - Apoio da laje comum balanceado em beirais

f) - Reforços usuais: Devemos evitar o apoio de elementos estruturais diretamente sobre as lajes pré-fabricadas. Caso não seja possível executar uma viga para receber as cargas provenientes de paredes ou muretas, devemos criteriosamente executar um 96

reforço na laje pré-fabricada (Figura 5.10). Estes reforços devem ser indicados pelo fabricante ou pelo engenheiro calculista.

Figura 5.10 - Exemplo de reforços em laje pré-comum

g) - Vãos livres e consumos de materiais: A Tabela 5.2 indica os vão livres máximos para intereixo de 41cm dependendo do tipo de apoio e sobrecargas utilizadas. E a Tabela 5.3 o consumo de materiais para capeamento e nervuras por m2 de laje pré-fabricada comum.
Tabela 5.2 - Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum

Tabela 5.3 - Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje

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5.2.3 - Generalidades sobre laje Treliça (LT) São lajes em que a viga pré-fabricada é constituída de armadura em forma de treliça, e após concretada, promove uma perfeita solidarização, tendo ainda a possibilidade de utilizar armadura transversal. Este sistema de pré-fabricação conjuga uma série de elementos estruturais independentes, formando com seus componentes, um sistema de pré-fabricação semi-fechado e parcial da construção industrializada, integralmente compatibilizado com os sistemas convencionais. Como em qualquer sistema de pré-fabricação na construção industrializada, o sistema de laje treliça deverá ser considerado na fase do projeto, visando alcançar melhor aproveitamento e eficiência. a) - Elementos que a compõem: É constituída por uma armadura treliçada, variando de 7,0 a 25cm de altura, e a mesa inferior concretada com 3 cm de espessura e de 12 a 13cm de largura. O elemento de enchimento pode ser cerâmico de concreto ou EPS (Figura 5.11)

C

VC

(E)

Figura 5.11 - Elementos de uma laje pré-fabricada treliça

b) - Variação das alturas: A diferente altura do elemento de enchimento e a variação da altura da treliça mais a espessura do capeamento, resulta nas variadas alturas da laje (Figura 5.12) ou pela Tabela 5.1.. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento das lajes pré fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.
LT12 LT16 LT20 LT25 LT30 LT35 LT42

LT11

CAPA = 3 cm

Figura 5.12 - Exemplo das variações das alturas da laje treliça

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c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição Tem as mesmas funções das armaduras de distribuição descrita para as lajes pré-fabricadas comuns, sendo no mínimo ou a critério do calculista como: forro = ∅ 6,3mm a cada 33cm piso = ∅ 6,3mm a cada 25cm mínimos 3 ∅ por metro

No caso de laje treliça, podemos posicionar a armadura de distribuição, no sentido perpendicular a vigota, formando um ângulo aproximadamente de 90° em relação ao vergalhão negativo da vigota treliçada. A altura da armação treliçada deve ser igual à altura do elemento de enchimento (lajota cerâmica, bloco de concreto, EPS). Portanto a armadura de distribuição posicionada sobre o aço negativo da armação treliçada fica no mínimo 1,0cm acima do elemento intermediário proporcionando o envolvimento do capeamento de concreto no ato da concretagem. Nas lajes treliças ,além da finalidade descrita para as lajes comuns, a armadura de distribuição assume dentro da laje treliça a função de combater as tensões de cisalhamento que surgem entre a alma e a aba das nervuras das lajes treliças. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Armadura negativa. A armadura negativa deve estar posicionada em cima de cada viga treliça, com no mínimo 2 ∅, sendo que sua bitola deverá ser fornecida pelo calculista, ou fabricante. d) - Tipos de apoios e reforços: Nas lajes treliças podemos ter uma mobilidade das paredes internas, que podem ser apoiadas diretamente sobre a laje, e ainda nos permite em certos casos a passagem de tubulações(Figura 5.16). Isso é facilitado pelo fato da vigota ser concretada na obra, possibilitando efetuar vários reforços (Figuras 5.14; 5.15; 5.16)

Figura 5.13 - Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado

99

etc (Figura 5. pergolados.Exemplo de execução de nervuras 100 .Armadura adicional de compressão Armaduras adicionais Figura 5.18) Figura 5. para reforços em aberturas do tipo domos.Reforços em laje treliça Na laje treliça temos facilidade na execução de nervuras perpendicular as vigotas.14 .16 .15 . e no seu transporte (Figura 5.Figura 5.17).17 .Armadura adicional de tração Figura 5.

4 temos os vãos máximos para intereixo de 45 cm dependendo do tipo de apoio e sobrecarga adotada.4 . fica extremamente facilitado e rápido. de aproximadamente 12kg por metro. . o trabalho de revestimento com chapisco. emboço e reboco. conferido pelo próprio formato da vigota.Vãos livres: Na Tabela 5.Execução de balanços aliviados sem necessidade de contrabalanço. Como conseqüência. porquanto a alma metálica garante a perfeita ligação da vigota (VT) ao concreto. dada à leveza da vigota. dada à ausência de contraflecha inicial. . .Facilidade de manuseio e transporte. 101 .Facilidade de montagem. impedindo a rotação da vigota (VT) quando o pavimento entrar em carga. permitindo a utilização de pisos leves nas construções.Manuseio da laje treliça e) . completado na obra. . Tabela 5.Vãos máximos para a laje treliça f) .Vantagens: .Comportamento ao fogo idêntico ao do concreto armado. .18 .Perfeita planimetria dos tetos. permitindo menor consumo de argamassa.Garantia de inexistência de fissuras nos tetos.Figura 5. onde se exija resistência à ação do fogo.

consequentemente. b) . concreto ou EPS. Portanto para uma mesma vigota. Após a cura do concreto de capeamento. Redução ou eliminação de escoramento.2.19 – Vigota protendida As vigotas protendidas podem suportar o carregamento da fase executiva sem o auxílio de escoramento até o vão de 3.devido ao efeito da protenção aplicada ás vigotas (TATU. Escoramento (quando necessário).5. das armaduras adicionais (distribuição e negativo) e a concretagem da capa. 2008) Figura 5. Redução do consumo de concreto e peso próprio – devido a vigota (VP) ter a largura um pouco maior que as vigotas das lajes tradicionais.Generalidades sobre laje protendida (LP) a) . Vão maiores deve-se consular o fabricante. 2008). Maiores vãos e menores flechas . Elemento de enchimento (E) que podem ser cerâmico. • • • 102 .Elementos que a compõem: As lajes pré-fabricadas protendidas (LP) são compostas por nervuras préfabricadas em concreto protendido (VP) que tem a forma de um “T” invertido e face superior rugosa para facilitar a aderência da capa de concreto (Figura 5. maior será a altura final da nervura e.20m. 2008).19). Após a montagem completa-se com a capa de concreto (C) de no mínimo 20 MPa.4 . dos elementos de enchimento. maior o esforço resistente da laje (TATU. o consumo de concreto e na ordem de 15 a 20% menor (TATU. quanto maior a altura do elemento de enchimento. colocação das vigotas.Vantagens: • Facilidade de utilização – são de fácil utilização e sua montagem é semelhante às das lajes pré-fabricadas comuns e treliça. a seção resistente da laje passa a ser composta pelo concreto da vigota mais o concreto moldado “in loco”.

Chegando as paredes no seu respaldo. 2/5L) acima desses vãos consultar o fabricante (TATU. ou de acordo com o projeto.2. Vãos de 3. ou uma viga armada. para que sejam tiradas as medidas para a confecção das vigas ou pelo projeto e forma. e pontaletes (Figura 5. deve-se pedir para o fornecedor. barrotes e escoras metálicas (Figura 5. em base firme. 2008). que possibilitem a regulagem da contra flecha fornecida pelo fabricante. deverão ser escorados por meio de tábuas colocadas em espelho.20m não necessitam de escoramento. e são contraventados transversal e longitudinalmente.00m de altura.20m a 10.4% do vão livre.20m a 6.Escoramento: Todos os vãos superiores a 1. assentados sobre calços e cunhas.Montagem e execução das Lajes pré-fabricadas A montagem dos elementos pré-fabricados deve obedecer ao especificado no projeto de execução da laje e no manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista.20m uma linha de escoramento central (L/2).20 a 1. L/5 . para a escolha das vigotas.5. b) .21) 103 . Nas lajes pré-fabricadas protendidas os vãos até 3. de 6. sobre a qual se apóia ou se semi-engastam as vigotas da laje pré-fabricada. Os pontaletes deverão ser em nº de 1(um) para cada metro.5 .50m para as lajes pré-fabricadas "comuns" e 1.00m duas linhas de escoramento (2/5L . sobre chapuz. e procedendo-se da seguinte forma: a) . Já no início da obra. Podemos utilizar os escoramentos metálicos compostos por longarinas.40m para as lajes treliças (piso e forro respectivamente). As vigotas geralmente são colocadas nas menores dimensões dos ambientes. quando as paredes estiverem com 1. executa-se a cinta de amarração.20). das armaduras de distribuição e das armaduras negativas. geralmente de aproximadamente 0.Escolha do material: Verificar a colocação somente pela planta que lhe é fornecida junto ao material (manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista).

21 .Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 104 .20 .Exemplo de escoramento convencional para laje pré-fabricada Figura 5.Figura 5.

A primeira carreira de intermediária deve apoiar.Colocação da laje: A vigota pré-fabricada deverá estar centrada no vão.22). a armadura poderá ser amarrada junto ao banzo da vigota pré-fabricada.23).Detalhe da colocação da laje pré-fabricada d) .22 .c) . de modo que a superfície de contato do concreto seja a mesma para cada apoio. As vigotas pré-fabricadas deverão estar sempre apoiadas pelo concreto. A armadura negativa no caso de laje pré-fabricada "comum" deve ficar sobre a vigota e no meio da espessura da capa de concreto. entre as vigotas e os blocos de cerâmica (Figura 5. de um lado sobre a parede ou apoio e do outro sobre a primeira vigota.Armaduras de distribuição e negativas: Distribuir os ferros de acordo com as indicações de bitola e quantidades da planta fornecida pelo fabricante. Figura 5. Não deverá ficar nas juntas. 105 . visto que os ferros não tem rigidez suficiente para tal. Coloque todas as intermediárias restantes entre as vigotas pré-fabricadas (Figura 5. No caso de laje treliça. Coloque a viga usando uma intermediária em cada extremidade para espaçálas exatamente.

salvo indicações do responsável técnico.23 . três vezes ao dia durante três dias (verificar maiores detalhes sobre cura na Anotações de Aula “Detalhes de execução de obras com concreto armado”). O descimbramento da laje pré-fabricada.Cura do concreto e desforma Após o lançamento do concreto a laje deverá ser molhada.1 Para concretar as lajes que foram executadas sem escoramento (pequenos vãos). Salvo alguma restrição do calculista.Figura 5. geralmente em torno de 21 dias para pequenos vãos e 28 dias nos vãos maiores. e) . como em qualquer estrutura. Nas lajes de forro é aconselhável que o escoramento seja retirado após a conclusão dos serviços de execução do telhado. f) . o concreto da capa será de traço 1:2:3 com resistência mínima aos 28 dias 20 MPa. 106 . Ter o cuidado de não estrangular os conduites nas curvas. Os conduites devem ficar bem fixos junto à laje e sobre a armadura de distribuição e negativa. este deve ser socado com a colher de pedreiro .Concretagem: Molhar bem o material antes de lançar o concreto. deve ser feito gradualmente e numa seqüência que não solicite o vão a momentos negativos. As caixinhas devem ser preenchidas com serragem úmida para evitar a entrada do concreto no momento da concretagem.Detalhe da colocação da armadura negativa Após a colocação das armaduras podemos colocar os conduites e as caixinhas da parte elétrica. ou com uma linha de escoramento. Quanto às espessuras das capas de concreto para cada caso podemos seguir o ítem "b" das generalidades descritas neste capítulo ou a Tabela 5. no mínimo. para que penetre nas juntas entre as vigas pré-fabricadas e os blocos cerâmicos. é conveniente que se concrete primeiramente junto aos apoios para solidarizar as pontas das vigotas préfabricadas.

• Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3.3 . As nervuras transversais somente podem ser executadas quando se empregam vigotas treliçadas.LAJES PRÉ-FABRICADAS BIDIRECIONAIS Segundo a NBR14859-2 a laje pré-fabricada bidirecional é constituída por nervuras principais nas duas direções. 5.1 descrevemos as lajes mais comuns para pequenas obras. 107 . que forma a armadura inferior de tração na direção perpendicular às vigotas treliçadas. Pré-laje unidirecional e bidirecional.Cuidados Para caminhar sobre a laje durante o lançamento do concreto. Nas lajes que empregam vigotas pré-fabricadas de concreto armado ou de concreto protendido não se pode executar as nervuras transversais.0 cm. No item 5.24). • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. no entanto existem outros tipos de lajes que também poderão ser utilizadas.Detalhe do apoio das tábuas de passarela NOTA: É importante estudar minuciosamente o projeto para a escolha correta da laje tanto do ponto de vista econômico como estrutural. Podendo ser: a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas.24 .g) . b) Transversal: armadura disposta ao longo das nervuras transversais da laje. é aconselhável fazê-lo sobre tábuas apoiadas nas vigotas para evitar quebra de materiais ou possíveis acidentes (Figura 5. Painel alveolar de concreto protendido. Tais como: • • • Lajes pré-fabricadas bidirecionais. Figura 5. quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária.

constituída de nervuras principais longitudinais dispostas em uma única direção ou também com nervuras transversais perpendiculares às nervuras principais (NBR14860-1 e NBR14860-2).0cm e larguras padronizadas.0 cm nos casos de pré-laje com enchimento. englobam total ou parcialmente a armadura inferior de tração. quando da impossibilidade de integrar na pré-laje toda a armadura passiva inferior de tração necessária.25).LAJES PRÉ-FABRICADAS – PAINEL ALVEOLAR DE CONCRETO PROTENDIDO Utilizada para grandes vãos e formados por painéis alveolares protendidos pré-fabricados (Figura 5. capa de concreto e material de rejuntamento (NBR14861).5 .0cm a 5.25 – (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. g) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3. o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. h) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das pré-lajes. Podendo ser: e) Longitudinal: armadura utilizada.4 . Figura 5. 5. Nas lajes nervuradas maciças é a partir da superfície superior da pré-laje. As pré-lajes podem ser treliçada (PLT) ou protendida (PLP) constituídas por placas de espessura de 3. Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais. f) Transversal: armadura que compõe a armadura inferior das nervuras transversais.PRÉ-LAJE UNIDIRECIONAIS E BIDIRECIONAIS Laje de seção maciça ou nervurada (Figura 5. montados por justaposição lateral.5.26). 108 . nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa.

• 109 . Podendo ser: a) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal. no mesmo alinhamento destes e posicionados na capa.0 cm. com características especificadas pelo fabricante. para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. b) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades dos painéis alveolares de concreto protendido. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do painel alveolar de concreto protendido (E) e deve ter espessura mínima de 3. o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. Rejuntamento: Material destinado a promover a solidarização entre os painéis alveolares de concreto protendido justapostos.26 – Painel alveolar de concreto protendido • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. Proporciona a continuidade dos painéis entre si e com o restante da estrutura.Figura 5.

nas bordas da periferia da laje. 7 – Molhar até a saturação após a concretagem no mínimo 3 dias e três vezes ao dia. mesmo sendo bloco de concreto. Noções de segurança: Andar sempre sobre passarela executada com tábuas e nunca no elemento intermediário. 4 – Proporcionar uma contra flecha compatível com o vão a ser vencido. 110 . 2 – Verificar sempre os escoramentos e contraventamentos.ANOTAÇÕES 1 – Verificar o nivelamento dos apoios. com tela. 3 – Verificar o comportamento estrutural dos apoios das lajes pré fabricadas. 6 – Controlar o lançamento e adensamento do concreto. 5 – Conferir as posições das armaduras previstas no projeto. Para evitar quedas de operários ou de materiais da borda da laje deve-se prever a colocação de guarda corpo de madeira ou metal. Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à laje.

O telhado é composto pela estrutura. P. A armação é a parte estrutural. fibrocimento. metálica. • Desenhar todas as linhas de telhado. condutores verticais. são de chapas galvanizadas. 111 . fibrocimento. • Escolher a telha ideal bem como as inclinações. pontaletes ou vigas. A cobertura: é o elemento de vedação constituída por telhas que pode ser: cerâmica. concreto etc. Geralmente constituída por tesouras. podemos dividir a estrutura em armação e trama (Figura 6. rufos.1 . 6. etc. A estrutura: é o elemento de apoio da cobertura. que se apóiam sobre a armação. chapa galvanizada. etc.V. A trama é a estrutura de sustentação e fixação das telhas. concreto e galvanizada. • Conhecer as diversas peças que compõe uma estrutura de telhado. pingadeiras e rincões. • • • Neste capitulo iremos abordar os telhados com estruturas de madeira por ser de uso mais corrente.COBERTURA APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. as telhas cerâmicas.C. alumínio. é o quadriculado constituído de terças. sobretudo em construções residenciais unifamiliares.1). escoras. Sistema de captação de águas pluviais: são para o escoamento conveniente das águas pluviais e constituem-se de: calhas. cantoneiras. • Especificar e dimensionar corretamente as calhas. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a estrutura de telhado adequada para cada tipo de telha. constituída pelas tesouras. caibros e ripas. etc.ESTRUTURA A estrutura de telhado tem como funções principais a sustentação e fixação de telhas e a transmissão dos esforços solicitantes para os elementos estruturais.6 . podendo ser de madeira. cobertura e do sistema de captação de águas pluviais. Para facilitar.

Esquema de estrutura de telhado 6. no entanto a peroba foi a madeira mais utilizada e serve como referência.1 Materiais utilizados nas estruturas a) Madeira: Podemos utilizar todas as madeiras de lei para a estrutura de telhado (Tabela 6.Algumas espécies de madeiras indicadas para a estrutura de telhado (IPT) A amendoim canafístula guarucaia jequitibá branco laranjeira peroba rosa B angelim cabriúva parda cabriúva vermelha caovi coração negro cupiuba faveiro garapa guapeva louro pardo Mandigau pau cepilho pau marfim sucupira amarela de C anjico preto guaratã taiuva 112 .1 .1. Tabela 6.1).1 .Figura 6.

3.0. a = refere ao diâmetro. a 15% de umidade.1 estão divididas em grupos segundo as suas características mecânicas.3 mm. anjico preto.5 m de comprimento e são vendidas por dúzia. comprimento 2. 4.0.0 m. 4. No entanto.0. 5. faveiro.As madeiras da Tabela 6.5.1 devemos verificar se as mesmas possuem as características físicas e mecânicas a seguir: Resistência à compressão (fc). coração de negro. Portanto temos: Vigas: 6x12 cm ou 6x16 cm. comprimento 2.5.0cm. b) Peças metálicas: As peças metálicas utilizadas em estruturas de telhado são os pregos. A cabreúva vermelha. os parafusos. 3.5 MPa. assim sendo deve-se partir para seções compostas (nestes casos estudados na disciplina Estruturas de Madeira). igual ou superior a 55.0. existem casos onde o dimensionamento das peças exige peças maiores ou diferentes. geralmente com 4. é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2.5. • • • Obs. guaratã e taiuva têm alta dureza. a x b . A designação dos pregos com cabeça será por dois nos.0 m. 4. OBS: vide tabela de pregos no anexo ao final desta apostila. Ripas: 1. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga. Para bitolas diferentes ou comprimentos maiores. 4. 113 .5. Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT. Módulo de ruptura à tração igual ou superior a 13. 3. • • As madeiras serradas das toras já são padronizadas em bitolas comerciais.5. Caibros: 5x6 cm ou 5x7 (6x8)cm. chapas de aço para os estribos e presilhas. o preço da peça aumenta. 5.5. portanto devemos ter cuidado ao manuseálas.5 MPa.0x5. 3.2. Caso se utilize madeiras que não conste na Tabela 6.4 mm 18 = 3.4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" . Os pregos mais utilizados são: 22 x 42 22 x 42 15 x 15 ou ou 22 x 48 19 x 39 → para pregar as vigas → para pregar os caibros → para pregar as ripas.

2). Geralmente trabalham à compressão. as demais de escoras. : Obs. Asna e escoras: São peças de ligação entre a linha e a perna. denomina-se asna a que sai do pé do pendural. geralmente trabalham à compressão. indo do ponto de apoio da tesoura do telhado ao cume. Podem trabalhar à tração ou cisalhamento.6.Seção típica de uma estrutura de telhado 114 . encontramse. Denomina-se pendural quando a sua posição é no cume. Geralmente são compostas por: Frechal: Peça colocada sobre a parede e sob a tesoura. Não iremos nos estender sobre o cálculo estrutural das estruturas de telhados por constituir assunto de cadeira a parte.1. geralmente trabalham à tração. Queremos apenas reproduzir as tesouras simples para obras de pequeno porte. Pendural e tirante: Peças que ligam a linha à perna e se encontram em posição perpendicular ao plano da linha. transmitindo-as aos seus apoios. A Figura 6. em posição oblíqua ao plano da linha.2 .2 . para distribuir a carga do telhado.2 mostra uma seção típica de uma estrutura de telhado Figura 6. Estribo: São ferragens que garantem a união entre as peças das tesouras. Perna: Peças de sustentação da terça. São estruturas planas verticais que recebem cargas paralelamente ao seu plano. Linha: Peça que corre ao longo da parte inferior de tesoura e vai de apoio a apoio. Geralmente trabalham à tração.Peças utilizadas nas estruturas de telhado a) Tesoura dos telhados As tesouras são muito eficientes para vencer vãos sem apoios intermediários (Figura 6. e nos demais tirante. geralmente.

Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal Figura 6.Esquema de contraventamento das tesouras 115 . .00m não precisam de escoras.Vãos acima de 8.O ângulo entre a perna e a linha é chamado de inclinação.A distância máxima entre o local de intersecção dos eixos da perna e da linha é a face de apoio da tesoura deverá ser ≤ 5.O ponto é a relação entre a altura da cumeeira e o vão da tesoura.4) Figura 6.00m deve-se colocar tirantes. (Figura 6.3) . .0cm. com mãos francesas e diagonais na linha da cumeeira.As tesouras devem ser contraventadas.Em tesouras simples no mínimo devemos saber: : .O espaçamento ideal para as tesouras deve ficar na ordem de 3. . .3 . (Figura 6.4 . .Vãos até 3.0m.

30 2.30 3.45 2.2 mais precisa e que leva em consideração o tipo de madeira e de telha: Para vãos maiores que 3.60 3.40 2. As terças devem ser apoiadas nos nós das tesouras.Esquema do apoio das terças nas tesouras Tabela 6.90 A 2.40 2.Vão máximo das terças (m) Vão dos caibros (m) 1.60 2.50 2.15 3.20 C 2. e suas bitolas dependem do espaço entre elas (vão livre entre tesouras).30 C 3.17.c) Terças As terças se apóiam sobre as tesouras consecutivas (Figura 6.5). Estes vãos são para as madeiras secas.80 1.50 3.10 3.50m devemos utilizar bitolas especiais o que não é aconselhável pelo seu custo.21 a 1.60 Seção transversal (cm) Francesa. do tipo de madeira e da telha empregada.85 2.50m.01 a 2.70 2.85 2.75 B 3.20 2.00 2.70 2.2 .85 3.20 Colonial ou paulista B 2.90 2.45 3.15 3.00 2.40 2.65 2.50 a 3.25 B 2.1: • • bitolas de 6 x 12 se o vão entre tesouras não exceder a 2.20 3.05 2.50 3.40 2.40 2.18).90 2.5 .21 a 2.20 1.45 2.30 3.50 2.00 a 1. Romana.00 2.41 a 2.50 2.70 2.35 A 3.41 a 1.30 2. As terças são peças horizontais colocadas em direção perpendicular às tesouras e recebem o nome de cumeeiras quando são colocadas na parte mais alta do telhado (cume).00 6 x 12 6 x 16 6 x 12 6 x 16 116 .35 A 3. e contra frechal na parte baixa (Figura 6.16.05 2.45 2.90 2.95 2.80 C 3.20 3.75 2.80 B 3.10 2. bitolas de 6 x 16 para vãos entre 2.60 2.55 2. 6.81 a 2.75 3.40 3.30 2.80 2. 6.20 3.35 3.10 2.50 2.60 1.20 3. Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6.85 C 3.40 2.10 3.30 3.60 2. Figura 6. Caso não se tenha certeza.5) ou pontaletes (Figuras 6.61 a 1. Portuguesa ou plan A 2.50m. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6.40 1.

20 5x7 e) Ripas As ripas são as últimas partes da trama e são pregadas perpendicularmente aos caibros. Portanto.00 5x6 1.80 2. Portuguesa ou plan 1.d) Caibros Os caibros são colocados em direção perpendicular as terças.2x5.3 .00 2.0cm (1.00 2. o carpinteiro prepara uma “galga” de madeira com a média da distância entre as travas da telha (Figura 6. iniciando-se com duas ripas sobrepostas de forma a compensar a espessura da telha.7). • quando as terças excederem a 2. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6.1: : • terças espaçadas até 2.0cm). São inclinados. para garantir o espaçamento constante das ripas. As ripas são pregadas com pregos 15 x 15 tomando-se o cuidado de não rachá-la.50 5x6 5x7 Colonial ou Paulista 1. devemos utilizar a galga média. Podemos também iniciar os beirais com uma testeira (tábua pregada na frente do caibro do beiral) eliminando nestes casos as ripas sobrepostas(Figura 6. Para determinar a galga média devemos: 117 . usamos caibros de 5x7 (6x8).60 2. São encontradas com seções de 1.60 2. Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6.40 1. Estes vãos são para as madeiras secas. sendo que seu declive determina o caimento do telhado.50m (eixo a eixo) para que se possam usar ripas comuns de peroba 1x5.50m.90 1. Tabela 6. A bitola do caibro varia com o espaçamento das terças.00m usamos caibros de 5 x 6. O espaçamento entre ripas depende da telha utilizada.6). Caso não se tenha certeza.40 1. Para a colocação das ripas é necessário que se tenha na obra algumas telhas (no mínimo 6 peças) para medir a sua galga (distância entre travas da telha). Romana.0x5.00m e não ultrapassarem a 2. As ripas são colocadas do beiral para a cumeeira. com o tipo de madeira e da telha.3. portanto paralela às tesouras.Vão Máximo dos Caibros (m) Tipo de madeira A B C Seção transversal (cm) Francesa. Os caibros são colocados com uma distância máxima de 0.20 2.

ou seja. portanto.50m. Cinco vãos. ou seja. verificar o espaçamento entre os caibros.7 .0x5.5x5. Se for maior.0m (peroba ou equivalente). podemos utilizar as ripas 1.Detalhe da galga As ripas suportam o peso das telhas.Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais Figura 6. 118 . Reajustar os apoios para o afastamento máximo entre as telhas e proceder à medição do comprimento total máximo Ctmax que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio.• • • Ajustar 6 telhas sobre os apoios considerando a situação de afastamento mínimo entre telhas medir o comprimento total mínimo Ctmin que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio.50 em 0. utilizamos sarrafos de 2. De posse destas medidas calcular a galga média: Gmed = (Gmin + Gmax) /2 Gmax = Ctmax /5 Sendo: Gmin = Ctmin /5 e Figura 6.0m. Se este espaçamento for de 0. devemos. Cinco vãos.6 .

9 . 1992) 119 .8 e 6. r ≥ 2 cm ou 1/8 h ≤ r ≤ 1/4 h h = altura da peça b) encaixes: • perna/linha (Figuras.3 .9) • escora/perna (Figura 6.Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno.Ligações e emendas Na construção das estruturas de telhado faz-se necessário executar ligações e emendas. 6.6.1.8 .11 e 6.10) • pernas/pendural (Figuras 6. Para isso devemos saber: a) recorte: • r = recorte.13) Figura 6.12) • asna/pendural/linha (Figura 6.Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno. com encaixes precisos. 1992) Figura 6.

Figura 6.Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno. 1992) 120 .11 .Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno. 1992) Figura 6. 1992) Figura 6.12 .10 .Detalhe da ligação entre a perna e a escora (Moliterno.

ou aproximadamente 1/4 do vão com no máximo de 0.14 .13 .Detalhe das emendas de uma linha de terças Figura 6. 1992) c) emendas: As emendas das terças devem estar sobre os apoios. Figura 6.15 e 6.16). asnas e pendural (Moliterno.Figura 6. no sentido do diagrama dos momentos fletores (Figura 6.Detalhe da emenda das terças com pregos 121 .Detalhe da ligação entre a linha.70 m.14). com chanfros a 45° para o uso de pregos ou parafusos(Figuras 6.15 .

mãos francesas (nas duas direções do pontalete) ou tirantes chumbados nas lajes para dar estabilidade ao conjunto. berço (de no mínimo 40 cm) para distribuir melhor os esforços. as paredes internas oferecem apoios intermediários.18). Para isso. ter algumas precauções como: .Figura 6. Em construções residenciais. Nas lajes maciças. Havendo necessidade de se apoiar um pontalete fora das paredes.17 e 6.1. onde tudo é calculado.16 . o custo da estrutura é menor. 122 .deverá ser acrescido aos pontaletes. portanto. Devemos ainda.17 e 6.Telhado pontaletado Podemos construir o telhado sem o uso de tesouras. a laje recebe uma carga distribuída (Figuras 6.a distância entre as terças deve ser igual à distância das mesmas quando apoiadas nas tesoura . . devemos apoiar as terças em estruturas de concreto ou em pontaletes. O pontalete trabalha à compressão e é fixado em um berço de madeira apoiado na direção das paredes. Nesses casos.19).Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6.a distância dos pontaletes deve ser igual a das tesouras.4 . podemos apoiar em qualquer ponto. Sendo assim. Entretanto nas lajes pré-fabricadas não devemos apoiar e sim realizar o apoio na direção das paredes (Figuras 6. é necessário que se faça uma viga de concreto invertida para vãos grandes ou vigas de madeira nos vãos pequenos.

17 .18 .Figura 6.Detalhe do berço para distribuição das cargas 123 .Apoio dos pontaletes em berços Figura 6.

Figura 6. formando cada painel do telhado um plano uniforme. quando os alinhamentos das peças são perfeitos. pelo carpinteiro.Reconhece-se um bom trabalho de carpinteiro. 124 . incline os pregos para que estes não penetrem paralelamente às fibras e sim o mais perpendicular possível a elas (Figura 6.5 . do madeiramento. .Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6. .19 .Quando tiver que pregar a ponta de uma peça em outra. Figura 6. O ideal seria o prego penetrar 2/3.1.20 . Um madeiramento defeituoso nos dará um telhado ondulado e de péssimo aspecto.Não devemos esquecer a colocação da caixa d'água. antes do término. Coloque-o numa posição próxima e inclinada suficiente para que penetre metade de sua dimensão em uma peça e metade em outra.21). deve ser colocado em ângulo (Figura 6.Quando o prego for menor do que a peça que ele tem que penetrar.Detalhe da fixação por pregos menores .20).Recomendações: .

Devem apresentar som metálico. no caibro. Só então é feita a primeira seleção e a primeira queima em forno a uma temperatura de 900° C.) são mais utilizadas em obras comerciais e industriais. Essa massa passa pelas prensas de moldagem. é conveniente solicitar a orientação de um técnico do fabricante ou mesmo o uso de catálogos técnicos. a argila já misturada passa por uma moagem e por uma refinação chegando até a extrusora.CERÂMICA As telhas cerâmicas têm início com a preparação da argila.Fixação das ripas nos caibros 6.Figura 6.2.2 . Para a sua utilização. Na próxima etapa.COBERTURA Neste capítulo iremos abordar as telhas cerâmicas as de concreto e fibrocimento por serem as mais utilizadas em obras residenciais.21 .Detalhe da fixação das ripas nos caibros .para evitar rachaduras na madeira. 6.22) * achatar um pouco a extremidade do prego * furar a madeira e depois introduzir o prego * pregar a madeira mais fina a mais grossa.22 . devemos pregar da seguinte maneira: * no final de uma ripa. As demais telhas (alumínio. 125 . assemelhando ao de um sino quando suspensas por uma extremidade e percutidas. onde o pó de argila se transforma em massa homogênea e sem impurezas. não alinhar os pregos (Figura 6. e consiste na mistura de várias argilas. pois existem uma grande variedade de tipos e consequentemente de fixação. aço galvanizado.1 . indo diretamente para a secagem. acessórios etc. poliéster etc. Figura 6. Não devem apresentar deformações.

23 . 126 . são planas e chatas. As curvas do tipo capa e canal. desvios geométricos em geral. paulistinha. com arame galvanizado ou fio de cobre. e deslocar de acordo com a medida da telha. As telhas planas são do tipo francesa ou Marselha.6).Acabamento da cumeeira Para inclinações de telhados acima de 45° . usar régua em vez de linha. romana. Ao cobrir. Cada caminhão é considerado um lote e deve-se separar 20 peças para as verificações de suas propriedades com exceção da espessura que podemos separar 13 peças. As somente canal. quando forem do tipo canal. As telhas são assentadas com o máximo cuidado e alinhadas perfeitamente. No recebimento das telhas na obra não devem ser aceitos defeitos sistemáticos como quebras.002m³/m² de telhado. chamadas termoplan entre outras. O consumo da argamassa é na ordem de 0. esfoliações. colonial. É o que se chama de emboçamento das telhas. É recomendado que as telhas sejam posicionadas simultaneamente em todas as águas do telhado. Podemos dividir as telhas cerâmicas em dois tipos: as planas e as curvas.23) e espigões e . para que seu peso próprio seja distribuído uniformemente sobre a estrutura de madeira. São as cumeeiras (obedecendo um sentido de colocação contrário ao do vento predominante) (Figura 6. e a do tipo escama (germânica). rebarbas. trincas empenamentos. desde a ponta do beiral até a cumeeira. Algumas peças são assentadas com argamassa de cimento. As telhas cerâmicas devem ser estocadas na posição vertical. portuguesa. também chamadas paulista. cal e areia no traço 1:2:8. Figura 6. em até três fiadas sobrepostas. recomenda-se que as telhas sejam furadas para serem amarradas ao madeiramento. também as telhas dos beirais e oitões. possuem numa das bordas laterais dois canais longitudinais (Figura 6.24). colocando duas ripas sobrepostas ou testeiras para regularmos a altura da 1ª telha (Figura 6.defeitos ou manchas e atender as normas NBR9601-Telha cerâmica de capa e canal ou a NBR7172-Telha cerâmica tipo francesa. plan. cobrindo sempre do beiral para a cumeeira. a) Telha francesa ou Marselha Tem forma retangular.

canal.15 un por m² . e 24 cm de largura .0 kg .cumeeiras: 3un/m 127 . que faz a cobertura dos espaços entre dois canais (Figura 6.caimento: 33% a 35% .seca 54 kgf/m² .Telha francesa ou Marselha b) Telha paulista Constituem-se de duas peças diferentes. .peso unitario aproximado de 2. cutelos em sentido oposto. (capa) 18 cm largura (canal) 16 cm largura (capa) .Cumeeira: 3 un/ml Figura 6.dimensões ≅ 40 cm de comp.26 un por m² .peso: 69 kgf/m² .saturada .25). (canal) 46 cm comp.caimento: 25% . nas bordas superiores e inferiores. cuja função é de conduzir a água e capa.peso: 45 kgf/m² .tolerância ± 1 mm . .tolerância ± 1 mm . Os encaixes em seus extremos servem para fixação e para evitar a passagem da água.dimensões: ≅ 46cm comp.saturada .peso unitario aproximado de 2.65 kg .24 .Para encaixe.seca 83 kgf/m² .

mas melhoradas.peso unitario aproximado de 2.saturada . A portuguesa é igual à paulista (Figura 6.caimento: de 20 a 25% .Telha Plan d) Telha romana e telha portuguesa A telha romana tem o mesmo formato que as telhas plan. . somente que nesses tipos o canal é junto com a capa. tem os cantos arredondados e a seção retangular (Figura 6.dimensões: 46cm comp.27). 128 .Telha paulista c) Tipo plan Tem as características da telha paulista.seca 86 kgf/m² .25 .cumeeiras: 3 un/m .Figura 6.(capa) 46cm comp. (canal) 16cm largura (capa) 18cm largura (canal) .75kg .26 un por m² .26 .26).tolerância ± 1 mm Figura 6.peso: 72 kgf/m² .

15 peças por m² . .Telha romana e Portuguesa d) Termoplan Como o próprio nome indica a termoplan através de dupla camada.caimento mínimo: 30% ..saturada .seca 65 kgf/m² .dimensões: 45.30 telhas por m² 129 .27 . consegue um isolamento térmico e um isolamento de umidade (Figura .28 .peso: 54 kgf/m² .5cm largura Figura 6.28).16 peças por m² .peso: 48kgf/m² .caimento mínimo: 30% .saturada Figura 6.seca 58 kgf/m² .0cm comprimento 21.Telha Termoplan f) Telha germânica A montagem é feita em escamas de peixe com as seguintes características: .

as telhas de fibrocimento são largamente empregadas em edifícios comerciais e industriais.peso unitário: 1. agregados e óxidos que são responsáveis pela sua coloração. calcular ventilação do forro.dimensões: 32. Figura 6.0 cm de areia.2 . e empilhá-las no máximo em três camadas na vertical.0cm comprimento 30. as telhas de concreto apresentam uma espessura média de 12 mm e resistência mínima a flexão de 300 kg.peso unitário aproximado de 4..5 peças por m² . . Segundo informações do fornecedor.475g . 6.Telha Germânica 6.saturada . para evitar o apoio da mesma com o solo.29 .10.70 kg . A Tabela 6.4 apresenta as dimensões padronizadas das telhas onduladas de fibrocimento. Pelo baixo custo dos telhados executados com telhas onduladas de fibrocimento são também utilizadas em construções unifamiliares.seca 57 a 60 kgf/m² .2. Vários fabricantes estão substituindo as fibras de amianto por outras fibras menos agressiva ao ser humano. Para outros modelos ou fabricantes devemos consultar o manual técnico correspondente. São fabricadas com mistura homogênea de cimento Portland e fibras de amianto.caimento mínimo: 30% . 130 .peso: 49 a 54 kgf/m² .CONCRETO As telhas de concreto são compostas de aglomerantes.caimento mínimo: 45% Quando for colocado isolante térmico.0cm largura • Os valores acima são para as telhas do tipo Tégula tradicional.3 – TELHAS ONDULADAS DE FIBROCIMENTO Juntamente com as telhas de aço galvanizado.2. Para o seu armazenamento devemos preparar um lastro de 5.

As telhas devem ser armazenadas em pilhas de até 35 unidades.83 1.0mm) deve-se colocar uma terça intermediária de apoio. O recobrimento lateral é de ¼ de onda e o recobrimento longitudinal de no o mínimo 14 cm para caimentos maiores de 15 e 20 cm para recobrimentos menores o de 15 . conjuntos de vedação e arruelas.30 – Inclinação e caimento de telhados retos Na Tabela 6.44 – 3. 6 e 8 0.13m (8.5 estão relacionadas às correspondências entre inclinação (αº) e o caimento ou declividade (D%) de um telhado reto. parafusos e grampos de ferro zincado.53 – 1.66 As telhas onduladas de fibrocimento são fixadas em estrutura de madeira.0mm) e de 2.5 – Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 131 .4 – Dimensões das telhas onduladas de fibrocimento Espessura (mm) Comprimento (m) Largura (m) 5. NOTA: Existem outras telhas de fibrocimento com seções diversas e capazes de vencer grandes vãos.4 – Inclinação (αº) e caimento ou declividade (%) dos telhados A inclinação (ângulo α) é o ângulo que plano de cobertura faz com a horizontal e o caimento ou declividade de um telhado é a tangente trigonométrica da inclinação.22 – 1. fornecidos pelo fabricante.30).83 m (6. 6. Figura 6. indicada pela letra d (d = h/l = tang α %) (Figura 6.05 – 3. metálica ou de concreto através de acessórios compostos por ganchos. Tabela 6. O caimento mínimo é de 20% ou aproximadamente 11o. apoiadas em três pontaletes. Para as telhas com comprimento superior a 1. sendo um no centro e os outros a 10 cm de cada borda.2. Portanto é aconselhável consultar os fabricantes e seus catálogos técnicos.91 – 1.13 – 2.Tabela 6.10 2.

Inclinações mínimas para telhados selados com vão até 8. O ponto varia de 1:2 a 1:8 nos telhados (Tabela 6.70 8.0m 132 .72 d%) 3. Tabela 6.31).0 50.0 40. também chamadas de Ponto de Cobertura é a relação entre a altura máxima da cobertura e o vão. O ponto de transição é onde o telhado é mais selado.0 10.0 30.70 5.23 26. Os cuidados devem ser redobrados quando os telhados forem selados também chamados de corda bamba.7: Figura 6.6).0 20.31 .αº 1.6 – Ponto de Cobertura Ponto 1:2 1:3 1:4 1:5 1:6 1:7 1:8 Designação Ponto meio Ponto terço Ponto quarto Ponto quinto Ponto sexto Ponto sétimo Ponto oitavo Inclinação 45º 33º40’ 26º30’ 21º48’ 18º35’ 15º50’ 14º04’ Declividade 100% 66% 49% 40% 33% 28% 25% O ponto é considerado alto a partir de 1:3 (inclinação acima de 33º40’) ou declividade maior do que 100%.0 45.04 16. Devido ao seu traçado.0 25.17 21.31 14.60 45.0 15.0 d%) 33. Os caimentos citados em cada tipo de telha deste capítulo relacionam-se a telhados retos.48 24. Portanto. o caimento mínimo deve ser conseguido na posição onde o telhado estiver mais selado (Figura 6.0 35. fazendo com que as águas retornem.0 A altura das cumeeiras. As inclinações dos telhados selados devem no mínimo seguir a Tabela 6.60 11.0 100. infiltrando parte das águas nos telhados.0 αº 18.35 19. as águas pluviais ganham uma velocidade maior no seu início (cume) e perdem no seu final (beiral).

30 -33 -39 ou 40 .0 3.60 0.1.25 .52 2.7 . Sendo as ripas mais finas se amoldam melhor na curvatura do telhado selado.5 4. as mesmas são "cortadas" em medidas padrões denominadas corte podendo ser: Corte: 10 .00 133 .Tabela 6.32). condutores) e arremates (rufos.0 8. águas furtadas.12 .20 .0 2.Detalhe da estrutura de um telhado selado 6.33 1.00m de comprimento. As chapas galvanizadas geralmente medem 1.32 .3 – SISTEMA DE CAPTÇÃO DE ÁGUAS PLUVIAIS São os complementos das coberturas. rufos e pingadeiras.05 1. Portanto. Figura 6.0 ou 1.0 5.05 2.5 3.0 y1 (m) 0. e para reduzir o preço das peças.5 2. águas furtadas.20m de largura e comprimento variável.85 1.0 y2 (m) 0.20 1.84 Na execução da estrutura de um telhado selado os caibros são seccionados e presos nas terças proporcionando assim a configuração "corda bamba" (Figura 6.0 4.50 .0 7. para maior aproveitamento das chapas e ou bobinas.28 .Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8.75 2.24 y (m) 1.0 x1 (m) 1.45 0.15 .60 .00m e 1. pingadeiras) evitando com isso as infiltrações de águas de chuvas.0 3.5 4.44 1.20m de largura por 2.88 1. mais para a confecção das calhas o que se utiliza é a bobina de chapa galvanizada (pois diminui o número de emendas) e mede 1.0 2.08 3.75 . Os sistemas de captação de águas pluviais podem ser encontrados em PVC para as calhas e condutores ou executados em chapas galvanizadas para as calhas.5 3.0m x (m) 3.5 2. quanto a sua largura.60 x2 (m) 1.08 1.64 0.0 6. tendo como função a drenagem das águas pluviais (calhas.52 3. Ou ainda podemos utilizar ripas sobrepostas ao invés de caibros.

Calha tipo coxo 134 . para especificar um sistema de captação de águas pluviais. Quanto menor é o número da chapa mais espessa ela é. devemos mencionar a espessura da chapa denominada de “número” podendo ser: Chapa nº: 28 – 26 – 24 – 22 – 20 etc.0m de largura) e o corte 30.Os cortes mais utilizados para as calhas são o corte 33 e 50 (para as chapas de 1.33 .1 Calhas São captadoras de águas pluviais e são colocadas horizontalmente. 40 e 60 (para as chapas de 1. Partes constituintes do sistema de captação de águas pluviais: 6. É geralmente confeccionada com chapa galvanizada nº 26 e 24.coxo: Figura 6.3. 28 e 26 para os rufos e pingadeiras.2m de largura). Tipos de calhas: • • • coxo platibanda moldura a) . A espessura de chapa galvanizada mais utilizada é a 26 e 24 para as calhas e águas furtadas. Além do corte.

moldura Figura 6.34 .platibanda Figura 6. Figura 6.Calha tipo moldura 6.35 .b) . como as calhas.3.Calha tipo platibanda c) .Detalhe de uma água furtada 135 .2 Água furtada: São captadoras de águas pluviais e são colocadas inclinadas.36 . São confeccionadas. com chapas galvanizadas nº 26 e 24.

DIMENSIONAMENTO 6.Calhas: Para o dimensionamento preciso das calhas devemos ter dados dos índices pluviométricos da região o que dificulta.6. 6. Podem ser de chapas galvanizadas ou de PVC e devem ter diâmetro mínimo de 75 mm. A = [ n.1 .a (m²)] = cm² sendo: A = área útil da calha a = área da cobertura que contribui para o condutor n = significa o numero de áreas “a” que contribui para o condutor mais desfavorável. 6. Entretanto podemos utilizar para pequenas coberturas. 136 .4 . devido ao difícil acesso a esses dados. em certas cidades.4 Coletores São canalizações compreendidas entre os condutores e o sistema público de águas pluviais. uma fórmula empírica que nos fornece a área da calha "A" (área molhada).3. Figura 6.4.5 Rufos e Pingadeiras: Os rufos e as pingadeiras geralmente são confeccionados com chapa no 28 (mais finas) ou chapa n 26.3.3.Detalhes da utilização dos rufos e das pingadeiras 6.37 . a qual tem dado bons resultados.3 Condutores: São canalizações verticais que transportam as águas coletadas pelas calhas e pelas águas furtadas aos coletores.

0 cm² 2º devemos verificar se é uma área grande ou não 3º Se for grande.Divisão do telhado em áreas "a" 1º necessitamos de uma calha com área útil de 50. Figura 6.39 .Áreas de contribuição para os condutores Para o dimensionamento das calhas devemos adotar o condutor mais desfavorável (aquele que recebe maior contribuição de água). podemos aumentar o nº de condutores ou adotar uma calha tipo coxo (a mais indicada para esses casos).Calha tipo platibanda 137 . Exemplo: Figura 6.38 Para esse dimensionamento devemos dividir o telhado conforme a Figura Figura 6. adotar calha tipo platibanda.38 . 4º Se for pequena.6.40 . mas sempre verificando as condições de adaptação da calha ao telhado.

43). Podem ser em laje (Figura 6. 138 .00m.Condutores: Para o caso de condutores podemos considerar a regra prática: Um cm² de área do condutor para cada m² de área de telhado a ser esgotado. o mais comum é 0.70 e 0.5 .4.Calha tipo coxo Podemos neste caso adotar a calha tipo platibanda corte 33 devido a melhor adaptação ao trabalho e ter uma contribuição de água relativamente pequena. A calha coxo recebe uma contribuição de água maior (105cm2) 6. Obs: 1 .80m.60. geralmente tem uma largura variando entre 0.Devemos evitar colocar condutores inferiores a 75 mm.5. Os da extremidade têm uma área de contribuição de 25cm².41 . O do centro recebe a contribuição de 50m². um ∅ de 100 mm. 6. ∅ 75 mm = 42cm² e ∅ 100 mm = 80cm² Exemplo: No caso anterior temos três condutores de cada lado do telhado.42) ou em telhas vã (Figura 6. Ex.1 .FORMAS DE TELHADOS 6. Podemos adotar um ∅ de 75 mm. adotando.2 .40 a 1.Neste caso podemos utilizar o de maior dimensão para todos 2 . 0.Figura 6. portanto.Beirais: Beiral é a parte do telhado que avança além dos alinhamentos das paredes externas.

rufos e pingadeiras. 139 .2 .Figura 6.43 .Platibanda: São peças executadas em alvenaria que escondem os telhados e podem eliminam os beirais ou não (Figura 6.Beiral em telhas vã 6. sempre se coloca uma calha. Neste caso.Beiral em laje Figura 6.44).42 .5.

3 .as águas-furtadas ou rincões são receptores de águas inclinadas.5.os espigões são. letra (B) .Detalhe das platibandas 6.45 . também.a cumeeira é um divisor de águas horizontal e está representada na figura pela letra (A) .44 .águas-furtadas ou rincões Figura 6.45). porém inclinados.cumeeiras .Figura 6. As principais linhas são: . um divisor de águas.Linhas do telhado: Os telhados são constituídos por linhas (vincos) que lhes confere as diversas formas (Figura 6. letra (C) 140 .Desenho das linhas de um telhado .espigões .

Tipos de telhados COM UMA ÁGUA: Figura 6.Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6.47 . Na figura 6.O telhado pode terminar em oitão (elevação externa de alvenaria no formato da caída do telhado) ou em água.Telhados com duas águas (Borges.4 .48 .46 . ou um telhado de quatro águas.46. 1972) COM DUAS ÁGUAS: Figura 6. 1972) 141 . Figura 6. temos um telhado com duas águas e.Telhados com uma água (Borges. portanto sem oitões.5. portanto dois oitões.

51).As águas-furtadas são as bissetrizes do ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos internos. evitando muitas calhas que só trarão transtornos futuros. 1972) COM QUATRO ÁGUAS: Figura 6.Os espigões são as bissetrizes do Ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos externos. Indicam-se por linhas interrompidas. fazemos a união entre as duas com um espigão.Telhados com três águas (Borges. formando os beirais ou platibanda que são representados por linhas cheias. e no encontro do espigão com a cumeeira mais baixa nasce uma água furtada. no mínimo 0. 1972) Obs: Sempre devemos adotar soluções simples para os telhados pela economia.Quando temos uma cumeeira em nível mais elevado da outra. 142 .As cumeeiras são sempre horizontais e geralmente ficam no centro. As águas do telhado ou os panos tem seu caimento ou inclinação de acordo com o tipo de telha utilizada.49 . geralmente na escala 1:100.6 . Também é usual representá-lo na escala 1:200. 2 . 4 .REGRA GERAL PARA DESENHO DAS LINHAS DO TELHADO O telhado é representado na mesma escala da planta. isto é.50 . os contornos da construção.50m. Ao projetarmos uma cobertura (Figura 6.COM TRÊS ÁGUAS: Figura 6. 3 . pois a cobertura deverá ultrapassar as paredes. e facilidade de mão-de-obra.Telhado com quatro águas (Borges. devemos lembra-nos de algumas regras práticas: 1 . 6.

077 143 .011 1. • Acrescentar de 5 a 10% Tabela 6.044 1.031 1.020 1.005 1.7 – CALCULO DAS TELHAS PARA COBERTURA PLANA Um método simples e prático para o calculo das telhas de um telhado plano pode ser realizado da seguinte maneira: • Calcular a área plana (incluindo o beiral) e multiplicar pelo fator de inclinação da Tabela 6.053 1.Perspectiva das linhas de um telhado 6.51 . • Multiplicando a área inclinada pelo número de telhas por metro quadrado encontra-se a quantidade de telhas necessárias.8 – Fator de inclinação para os caimentos usuais % 10 15 20 25 30 33 35 40 fator 1.8 determinando a área inclinada.059 1.Figura 6.

144 . Instalar ganchos para fixação de cabos-guia para o engate do cinto de segurança. Para que isso não ocorra devemos utilizar calhas de beiral (moldura). 2 – Deve-se evitar sempre o caso de pano desaguando sobre pano.ANOTAÇÕES 1 – Noções de segurança: Evitar quedas de materiais e operários da borda das coberturas. Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à cobertura. utilizando guarda-corpo com tela.

as esquadrias deixaram apenas de proteger e adquiriram também o lugar de decoração de fachadas.Portas Compõem-se de batente.ESQUADRIAS DE MADEIRA (CARPINTARIA) A madeira é um material bastante utilizado para a confecção das esquadrias como as portas. 145 . da luz natural e da água. • Nivelar e colocar no prumo os batentes.Componentes das portas de madeira. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo ideal de esquadrias verificando as suas vantagens e desvantagens. Com a sua evolução.C.1. 7.V. A folha é a parte móvel que veda o vão deixado pelo batente e por fim a guarnição. • Especificar corretamente o tipo de fixação dos batentes nas alvenarias e/ou estruturas. caixilhos etc. janelas venezianas. dado que a mão de obra era barata e o material abundante. onde será colocada a folha por meio de dobradiças. que é um acabamento colocado entre o batente e a alvenaria para esconder as falhas existentes entre eles (Figura 7. que é a peça fixada na alvenaria. alumínio) as de P. • Especificar as ferragens adequadas para cada tipo de esquadria de madeira As esquadrias são componentes da edificação que asseguram a proteção quando a penetração de intrusos. 7.1). Com a revolução industrial apareceram as esquadrias metálicas (ferro.1 . ferro fundido. Os primeiros edifícios empregavam esquadrias de madeira.ESQUADRIAS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. Figura 7.1 .7 .1 .

canafístula.3): Figura 7.0m. Caso venha desmontado a sua montagem deve ser executada por profissional competente (carpinteiro). Chamamos de vão livre ou vão de luz de um batente.5cm e largura variando com o tipo de parede: se meio tijolo de 14.Vão livre ou vão de luz Os batentes devem ficar no prumo e em nível. elevamos este nível em 1. chamado batente duplo.0cm. Esta é à medida que aparece nos projetos. canela. podendo ser também da mesma madeira da folha (especial). podemos proceder da seguinte maneira (Figura 7.2 .Devemos marcar inicialmente o nível do piso acabado próximo aos montantes.2) + a espessura do batente e + uma folga de acordo com o sistema de fixação.0 a 14. Estes vãos dependem do vão de luz ou vão livre da esquadria (Figura 7. O batente é composto de dois montantes e uma travessa (Figura 7.2). 2 . que já devem vir montados para a obra. Os batentes são assentados nos vãos deixados nas alvenarias. se tijolo inteiro 26. angelim (comercial). 146 .4).Para facilitar o assentamento. Para que isso ocorra.a) .Detalhes da fixação dos batentes das portas 1 . tem espessura em torno de 4. a menor largura no sentido horizontal e menor altura no sentido vertical (Figura 7.5cm.3 .Batente: Em geral é de peroba rosa. Figura 7.

para dar melhor acabamento. sem folga entre a alvenaria e o batente. Figura 7.4). (este procedimento é feito para evitar o empenamento dos montantes). parafusos. espuma de poliuretano ou sobre contramarco. Na fixação com pregos se utiliza o prego 22 x 42 ou o 22 x 48 colocados de 0.08m da travessa para o "pé" do batente. Utilizam-se parafusos com bucha dois a dois e de 50 em 50 cm ou em “zig e zag” espaçados em torno de 20 cm.5). 147 .09 ou 1. igualar a marca de lápis com a linha.Depois de aprumado e nivelado.5m no mínimo de dois em dois para possibilitar que toda a largura do batente seja fixada. 7 . coloca-se cunhas de madeira para o travamento do batente e posterior fixação. com lápis a medida de 1. e. 6 .Detalhes da fixação dos batentes por pregos Na fixação por parafusos. ficando o vão da travessa até o piso acabado em 2.3 . portanto de 1 a 2 cm embutido no piso. a alvenaria deve estar requadrada (no caso de alvenaria de vedação convencional). 4 .08m. ou seja. Os batentes são fixos nos vãos da alvenaria através de pregos. 5 .4 .Aprumar os dois montantes.5 em 0.Estica-se uma linha no referido nível. (assim se garante o nível).No assentamento do batente.09 ou 2. Nestes casos o prumo e as dimensões são mais precisos (não se tem a necessidade do requadro) e também não é aconselhável a quebra da alvenaria ou do concreto para a fixação dos batentes (Figura 7. O chumbamento é realizado com uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 em aberturas previamente realizadas nas alvenarias e umedecidas (Figura 7.Marca-se nos montantes. Geralmente a fixação por parafusos é utilizado em alvenarias estruturais ou mesmo para fixar batentes em estruturas de concreto armado.

Figura 7. em torno de todo o batente com o auxílio de um aplicador (pistola). A espuma poderá ser colocada em faixas de aproximadamente 30 cm. Figura 7.6). requadrar primeiramente o vão da esquadria deixando uma folga aproximadamente de 1. Deixar secar por uma hora. Não alisar a espuma. depois pode cortar para dar o acabamento final (Figura 7. 148 .6 .Detalhes da fixação dos batentes por espuma de poliuretano A fixação por contramarco. em geral. é constituída pela utilização de travessa e montante de pequena espessura.5 .5).0cm para possibilitar a colocação da espuma.Detalhes da fixação dos batentes por parafusos Na fixação dos batentes com espuma de poliuretano expansiva.Para vedar os parafusos podemos utilizar cavilhas de madeira ou massa para calafetar (Figura 7. fixado à alvenaria através de pregos ou parafusos. em 6 pontos sucessivamente. E os batentes por parafusos no contramarco.

Os montantes das folhas devem ter largura suficiente para proporcionar a fixação das dobradiças e fechaduras. A guarnição é pregada com pregos sem cabeça 12x12. no mínimo.Guarnição: Na união do batente com a parede. OBS. o acabamento nunca é perfeito. protegendo-os. c) . Figura 7. etc. b) .Detalhe da fixação das guarnições 149 . O núcleo das folhas compensadas deve ser constituído por sarrafos ou colméias que formem poucos vazios. As travessas das folhas devem ter largura suficiente para poder cortar sem aparecer o núcleo. A folha externa deverá ser mais reforçada e de melhor acabamento. Para se verificar se a folha foi bem colocada. geralmente maciça. ela deverá parar em qualquer posição que você deixá-la. Cuidado maior devemos ter nos ambientes providos de azulejos ou revestimentos cerâmicos. das avarias geralmente sofridas durante a execução dos serviços.Este sistema é o ideal. pois os batentes somente serão colocados no final da obra. choques. abrasões. Devemos utilizar a guarnição para dar arremate e esconder esse defeito (Figura 7. Muitas vezes. (revestimentos. As folhas compensadas devem ser "encabeçadas" (acabamento dos montantes maciços) evitando assim a vista do topo da chapa compensada. três dobradiças de 3"x 3 1/2" para as folhas compensadas e quatro dobradiças para as folhas maciças recebendo posteriormente a fechadura.7). Podem ser lisas. (para que a guarnição fique assentada corretamente) devemos realizar um rebaixo na mesma evitando assim que ela fique desalinhada com o revestimento e o batente. com almofadas. envidraçadas etc.Folha: É a peça que será colocada no batente por intermédio de. Alguns cuidados devemos ter na escolha das folhas compensadas como: Se ela vai ser pintada ou envernizada (a folha para verniz é de melhor acabamento).7 . portanto.

2 . com bom acabamento e sem deixar folgas quando as folhas estiverem fechadas. Podendo ser de duas ou quatro folhas.Tipos de fechaduras para as portas As fechaduras devem ser colocadas sem danificar as folhas.Porta Balcão São portas que comunicam dormitórios com o terraço ou sacada.de cilindro (porta externa) . Compõem-se internamente por folhas de abrir ou de correr. 7. porque permite a iluminação e a ventilação.tipo gorge (porta interna) .9).8 . porque permite comunicação entre dois ambientes e janela.Ferragens: Além das dobradiças. Podem ser consideradas como um misto de porta e janela.c) .p/ portas de correr Figura 7.de w. 150 . Porta. temos as fechaduras que podem ser (Figura 7. .c. mais modernamente em qualquer ambiente.1. envidraçada (caixilho) e externamente de venezianas (Figura 7.8): .

Os componentes mecânicos as folhas móveis bem como os dispositivos devem ser operados com o mínimo de esforço. canela. ou ainda janelas com caixilhos e venezianas (ambientes íntimos). angelim. poderão ser projetadas de forma a promover isolamento sonoro do ruído externo. Nas janelas.1. drenos nos perfis que compõe a travessa inferior. O modelo da esquadria deve ser adequado ao clima da região e os materiais que as compõe deverão ser de pouca absorção de calor. exceto nas varandas.Batentes: Geralmente de peroba rosa. a) . Uma vez instalada. são fixos às alvenarias da mesma forma dos batentes das portas.Janelas As janelas sempre devem comunicar o meio interno com o externo. 151 . de forma a permitir que a água escoe e seja lançada para o exterior. As janelas. deverão ser previstos dispositivos que garantam a estanqueidade à água entre os perfis e partes fixas ou móveis. devem ser completamente estanques à passagem da água. com dois montantes e duas travessas uma superior e outra inferior (Figura 7. Portando.9 . portanto os materiais que as constituem deverão ser cuidadosamente escolhidos visando à manutenção.Porta balcão 7.10). caso haja necessidade. As janelas de madeira podem ser compostas por batentes. as janelas estarão sujeitas às condições ambientais.3 . utilizando vidros duplos. mesmo tendo aberturas para passagem do ar. canafístula. apenas de caixilhos (ambientes sociais).Figura 7. e as guarnições.

são trancadas por cremona. Os caixilhos guilhotina são em nº. Os de correr podem ser em nº de quatro. Os caixilhos basculantes já vêm montados de fábrica. geralmente em nº de dois.Caixilhos: Podem ser de abrir. o inferior é o caixilho interno e o superior externo. de correr. e quando abertas. ou venezianas de duas folhas. inferior e superior. 152 . Devemos tomar cuidados quando colocamos as janelas em paredes de um tijolo. cremona e vara. Na posição normal.Figura 7. e as palhetas que preenchem o quadro. Para isso devemos utilizar janelas de batentes duplos ou ainda batente simples. c) . Ou através de roldanas ou roletes nos caixilhos ou nas venezianas de correr (Figura 7. quatro folhas ou mais.Venezianas: Permite a ventilação mesmo quando fechada. dois roletes por folha móvel e trincos ou fechaduras.10 . mas com venezianas de quatro folhas. Quando fechadas. para que as venezianas possam abrir totalmente (Figura 7. As venezianas podem ter duas folhas (mais comum).13 e 7. pivotante ou guilhotina. fixas às paredes por carrancas (Figuras 7.15).11). Cada folha de veneziana é composta de dois montantes e duas travessas: superior e inferior. Utilizam dois levantadores e duas borboletas para fixá-las na posição superior. As venezianas e os caixilhos de abrir são fixas por dobradiças (3"x3"). de dois.14). serem de abrir ou correr. basculantes. quando desejamos abri-la. não cabendo nesta apostila maior detalhe.12 e 7. que nesses casos são dois de correr e dois fixos. mas com dobradiças especiais chamadas palmela.Batentes das janelas b) . utilizam duas dobradiças por folha (3"x3"). Utilizam trilhos metálicos. Os caixilhos de abrir.

e basculantes nos WCs. nas áreas sociais.12) ou de abrir (Figuras 7. escritórios. áreas de serviço etc.1.12 .Guarnições: Têm as mesmas funções e detalhes de fixação das colocadas nas portas.Detalhes da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo d .4 . utilizadas nas salas.11 .Tipos de janelas de madeira. Figura 7.Caixilho de correr 153 . ou seja. a).13).Janelas compostas apenas de caixilhos: Geralmente de correr (Figura 7. 7.Figura 7.

Figura 7.14 .16).14).15 .13 .Janelas venezianas e caixilhos: Podem ser compostas de: venezianas de abrir com caixilhos guilhotina (Figura 7.Caixilho de abrir b) . Figura 7. veneziana de correr com caixilhos de correr (Figura 7.Venezianas de abrir com caixilhos guilhotina Figura 7.Venezianas de correr com caixilhos de correr 154 .15) ou veneziana de abrir com caixilho de abrir (Figura 7.

1.1.40m).Janela tipo Ideal 155 .20m (pode-se conseguir = 1. As dimensões padronizadas são: altura livre: 1.00m . cada uma delas em dois painéis que são movimentados simultaneamente.00m .16 .Janela tipo Ideal: Compõem-se normalmente de duas partes: vidraça e veneziana.30m . largura livre: 1.90m (cada corpo).60m . o inferior desce.1.10m .17 . Este movimento existe tanto para a parte das vidraças como para a parte das venezianas.1.Venezianas de abrir com caixilhos de abrir c) .30m . sendo que enquanto o painel superior sobe.Figura 7.1.1. Figura 7.

A desvantagem está no custo e no cuidado com a manipulação das esquadrias anodizadas na obra. Descrevemos neste item as esquadrias de ferro. A principal desvantagem é a rápida oxidação. utilizam-se grapas. são utilizados. O alumínio se for anodizado.18 . Não podem ter contato com o reboco.Janela de enrolar 7. apresenta muitas vantagens sobre o ferro. 7. utilizando peças perfiladas U.17).d) . portanto devem ser protegidas.Janela de enrolar Figura 7. I.2. não sofre alteração na estrutura e não necessita de pintura. com ácido muriático e fluorídrico (na limpeza de final de obra). Depois. rebites ou soldas.2 . chatos. Podem ser também de alumínio. quadrados ou redondos. a possibilidade de o ferro ser facilmente moldado. Para a junção das diversas peças. não oxida. em chapa etc. A principal vantagem das esquadrias de ferro é o custo baixo.ESQUADRIAS DE METAL (SERRALHERIA) Podem ser de ferro. L.1 . e para sua fixação na alvenaria.Janelas: Podem ser:156 . chumbadas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 7. com resíduos aquosos (infiltração de laje). O contato desses materiais com as esquadrias causa danos irreversíveis. maior durabilidade. não perde o brilho. T.

Detalhe do caixilho tipo basculante 157 . Figura 7. Figura 7.20 . A báscula é um painel de caixilho que gira em torno de um eixo horizontal.20).19). pode ser acionado por uma única alavanca (Figura 7.Basculantes: Permitem a entrada de luz e ventilação.Fixas: São aquelas que só permitem a entrada de luz (Figura 7.a) .19 . Só se justifica o seu emprego quando a ventilação for obtida por outra janela.Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos b) . O conjunto de báscula. do mesmo caixilho.

Caso se deseje maior.22). grades de segurança. simples ou em arabesco.Vareta de alavanca. . Os caixilhos basculantes são compostos por: . 0.50x0. 0.21). sob pena dela se enfraquecer.Maxim-air (Máximo-ar) e de empurrar: São as mais utilizadas nos dias de hoje. Permite-nos uma maior área de ventilação e seus quadros são de grande tamanho. 158 . dois caixilhos de correr e dois fixos.Podem ser colocadas no caixilho fixo. São compostas de duas venezianas de correr e duas venezianas fixas para o lado externo e internamente. a colocação do vidro.60m. .Matajuntas em ferro L com pingadeira. .60x0.50m.21 . pelo seu baixo custo em relação a de madeira.Ferro L das básculas. . ficando no caixilho móvel.Janelas Venezianas: As janelas do tipo veneziana.Orelha de alavanca. sendo sua abertura para o exterior (figura 7. O comprimento das básculas não deve ser superior a 1 metro.Caixilho máximo ar d) . devemos compor as básculas. onde se colocam os vidros (Figura 7.70m etc. ganharam grande mercado atualmente. 0. São fabricadas em chapas de ferro e perfis ou mesmo em alumínio. fácil colocação e por serem fabricadas em diversas dimensões. .Geralmente o caixilho basculante é composto de uma parte fixa e outro móvel. Figura 7.Ferro T de contorno de parte fixa. c) .Ferro L de contorno externo.70x0.

O fechamento se dará mediante a aplicação de cremona. (Figura 7. Figura 7.Janela veneziana e) .Figura 7. f) .24) 159 . e bandeiras (basculantes ou não) (Figura 7.Caixilho de correr g) .23 .Persianas de projeção: São fabricadas por indústrias especializadas em alumínio ou aço zincado.de abrir: São compostas de folhas.22 .de correr: São compostas de folhas . funcionando como uma porta.23). São construídos de um quadro em ferro L munido de grapas e de folhas de abrir também em ferro L. cuja abertura se dá em torno de dobradiças. Podem também ser compostas com venezianas de chapa. que deslizam lateralmente apoiadas sobre trilhos e que receberão os vidros.

10m devemos usar duas folhas. as folhas deslizam suspensas por roldanas na parte superior e orientadas por um guia no piso. b) .Venezianas de projeção 7. Cada folha compõe-se de almofada e grade na parte externa e postigo na parte interna. A grade poderá ter desenho variado. 7.de correr: Assemelha-se ao caixilho de correr.Figura 7. O postigo apenas ocupa a área da grade. e os postigos são de abrir e desempenham o papel de permitir a ventilação do vão. Cada folha deverá ter a largura mínima de 0. mesmo com a porta fechada. A almofada é geralmente feita em chapa nº16.3 – ESQUADRIAS DE PVC As esquadrias de PVC cada vez mais vêm conquistando uma parcela do mercado da construção civil. A principal vantagem das esquadrias de PVC é a grande resistência mecânica garantida pela alma de aço e pelos seus acessórios como roldanas.Portas: São utilizadas basicamente para portas externas.de abrir: Podem ser de uma ou mais folhas.60m e máxima 1. a) . Acima de 1.10m. No quadro do postigo é que se colocam os vidros. 160 . cremonas.2 . para evitar peso excessivo nas dobradiças.2.24 . maçanetas etc.

26 .7.4.2 – Janelas Figura 7.REPRESENTAÇÃO DE PORTAS E JANELAS (GRÁFICAS) 7.4 .1 – Portas Figura 7.25 .4.Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 161 .Representação das portas em planta e vista 7.

27 .Representação dos caixilhos de empurrar e guilhotina Figura 7.Representação dos caixilhos de correr e de abrir Figura 7.Representação dos caixilhos pivotante 162 .29 .28 .Figura 7.

20 1.00 x 1.00 x 1. solicitar ao fabricante desejado.2 .80 0.00 1.20 2.00 1.20 x 2.50 x 1.20 x 1.20 x 0.20 c) Vitrô de Correr com bandeira basculante) 1.00 x 0. para dirimir possíveis dúvidas.00 x 2.20 1.60 x 0. cada indústria detém um sistema.50 x 0.60 x 2.80 1.60 1.00 0.60 0.Janelas: Tabela 7.20 2.50 0.5 – ALGUMAS DIMENSÕES (COMERCIAIS) 7.80 x 0.1 .10 1.80 2.60 x 0.80 0.10 0.00 x 1.60 1.1 .20 1.50 x 1. devido ao fato de serem industrializadas e portanto.00 x 1.40 x 0.60 1.00 2.80 x 1.20 x 1.Figura 7.50 x 1.80 x 2.80 1.50 x 0.00 x 0.20 1.20 2.40 0.40 x 1.60 0.20 x 1.60 x 1. acessórios.60 x 1.20 x 1.20 2. catálogos ou ainda a visita de um técnico especializado.80 x 1.60 x 1.00 1.70 0.10 0.20 1.50 0. 7.50 x 1.10 0.10 em madeira ou metal.5.80 1.20 x 1.40 0.50 0.5.00 1.Representação dos caixilhos tipo Ideal OBS.50 x 1.00 x 1.00 1.20 1.80 x 1.00 x 0. 7.20 x 1.00 1.20 x 1.00 1.40 x 1.00 x 0.60 1.90 x 2. os manuais técnicos.20 1.60 2.00 x 1.70 x 0.20 1.70 x 2. etc.00 0. de perfis.00 x 1.20 b) Basculante 0.20 1.00 2.00 1.00 x 1.20 163 .50 x 0.2 .20 2..00 x 1.00 1.00 x 1.20 x 0.:As esquadrias de alumínio e de PVC não serão descritas nesta apostila.00 1.00 1.80 x 1.20 x 1.00 x 0.60 x 0.40 x 1.80 x 1.50 x 1..00 x 1.80 x 0.Dimensões das portas 0.Dimensões das janelas a) Venezianas 1. Havendo necessidade de utilizar as esquadrias de alumínio ou PVC.30 .20 1.60 x 0.00 1.00 2.10 1.20 2.20 1.50 e) Vitrô redondo ∅ 60 ∅ 80 c) Vitrô de Correr (com bandeira fixa) 1.20 x 1.00 x 1. fixação.Portas: Tabela 7.50 x 1.20 0.70 x 0.

7. mesmo com chuva 1) Não libera o vão para passagem sem vento. 3) Boa estanqueidade. 2) Dificuldade de limpeza na parte externa. 1) Dificuldade de limpeza na face externa. 1) Caso as janelas tenham sistemas de contrapeso ou de balanceamento. 1) Todas as vantagens da janela do tipo projetante. TOMBAR 1) Não libera o vão. caso tenha panos fixos. o que permite o controle da ventilação. 164 . 2) Não permite o uso de grades e/ou telas na parte externa. (*) O eixo pivotante pode ser localizado no meio do plano da folha ou mais próximo de uma de suas bordas. permite abertura a qualquer ângulo para ventilação. caso contrário as folhas devem ser retentores no percurso das guias nos montantes do marco 1) Não ocupa espaço interno 2) Possibilita ventilação nas áreas inferiores do ambiente. PIVOTANTE VERTICAL (*) BASCULANTE 1) Facilidade de limpeza na face externa. 1) No caso de grandes vão necessita-se de uso de fechos perimétricos. mesmo com chuva sem vento. mesmo com chuva sem vento. 4) Permite telas e/ou grades e/ou persianas quando as folhas abrem para dentro. Desvantagens 1) Vão para ventilação quando aberta totalmente é 50% do vão da janela.3 . 3) Não acupa áreas internas ou externas (possibilidade de grades e ou telas no vão total). 1) Ventilação boa principalmente na parte superior. 1) Dificuldade de utilização de telas e/ou grades 2) Abertura de grandes dimensões com um único e/ou persianas. total.6 . 4) Possibilita a movimentação de ar em todo o ambiente. 1) Janela que permite ventilação constante. 1) Boa estanqueidade ao ar e à água. ABRIR folha dupla ABRIR folha simples PIVOTANTE HORIZONTAL (REVERSÍVEL) (1) 1) Facilidade de limpeza na face externa.COMO ESCOLHER UMA ESQUADRIA: Tabela 7. pois a pressão do vento sobre a folha ajuda esta condição.Características dos diversos tipos de janelas Tipos CORRER Vantagens 1) Simplicidade de manobra. vidro. 3) Libera parcialmente o vão. 5) Impossibilidade de abertura para ventilação com chuva oblíqua. áreas próximas a ela. a quebra dos cabos ou a regulagem do balanceamento constitui problemas. 2) Ventilação regulada conforme abertura das folhas. na totalidade do vão. 1) As mesmas vantagens da janela tipo de correr caso as folhas tenham sistema de contrapeso ou sejam balanceadas. 2) Libera completamente o vão na abertura máxima. tanto na parte superior com na parte inferior. 3) Quando utiliza pivôs com ajuste de freio. 2) Pequena projeção para ambos os lados não prejudicando as 2) Reduzida estanqueidade. 4) Dificultam a colocação de tela e/ou grade e/ou persianas se as folhas abrirem para fora . mesmo com chuva sem vento. 3) Fácil limpeza. 2) Ocupa pouco espaço na área de utilização. 2) Ocupa espaço interno caso o eixo seja no 3) Abertura em qualquer ângulo quando utiliza centro da folha. 2) Facilidade de comando a distância. 4) Possibilita a movimentação de ar em todos os ambiente. pivôs com ajuste de freio. 1) Ocupa espaço caso as folhas abram para dentro. 2) As desvantagens já citadas das janelas de correr. 3) Vedações necessárias nas juntas abertas. 2) Dificuldade de limpeza na face externa. GUILHOTINA PROJETANTE PROJETANTE DESLIZANTE 1) Todas as desvantagens da janela tipo projetante quando não utiliza braço de articulação de abertura até 90° . 3) A abertura na parte superior facilita a limpeza e melhora a ventilação. 3) Fácil limpeza na face externa. 2) Possibilidade de abertura até 90° (horizontal) devido aos braços de articulação apropriados. 2) Dificulta a utilização de telas e/ou grades e/ou persianas. 2) Não é possível regular a ventilação 3) As folhas se fixam apenas na posição de máxima abertura ou no fechamento total.

ANOTAÇÕES 1 . 6 – A qualidade de uma esquadria e seu funcionamento perfeito depende de uma colocação bem ajustada e da utilização cuidadosa das feramentas. 165 . 2 .Nos batentes fixos por parafusos. para criar a rosca na madeira. 3 . 4 – Quando a esquadria de madeira é recebida na obra não deve apresentar desvios dimensionais além dos limites tolerados e muito menos teor de umidade acima do especificado.Aprumar os dois montantes. nos dois lados. evitando danificar a madeira durante o ajuste. 5 – Após a entrega da esquadria de madeira e antes de sua colocação. tampar o furo dos parafusos com cavilhas de madeira.Na fixação das dobradiças os parafusos não devem ser martelados e sim aparafusados. devemos aplicar produtos de conservação da madeira para protegê-la do intemperismo.

• Executar corretamente o assentamento dos pisos. pedras decorativas. • Especificar a regularização adequada para um determinado piso.1 – PREPARO DOS SUBSTRATOS 8. barro. substâncias gordurosas. Portanto devemos preparar o substrato. fuligem. impermeabilizar. com gesso. tetos e muros com argamassa convencional. 166 . Quando se pretende revestir uma superfície. esgoto e gás deverão ser ensaiados sob pressão recomendada para cada caso antes do início dos serviços de revestimento. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Analisar o tipo de revestimento que mais se enquadra para uma determinada superfície. óleos desmoldantes nas estruturas e fungos. Precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência da argamassa de revestimento. Os revestimentos podem ser divididos em: argamassados e os não argamassados o que consiste em revestir as paredes.1. MUROS E PISOS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. como: pó.1 Na vertical A preparação do substrato (base) consiste em adequar a alvenaria para o recebimento da argamassa. pontas metálicas e preenchimento de furos bem como aumentar a rugosidade para garantir boa aderência. Portanto os revestimentos são executados para proporcionar maior resistência ao choque ou abrasão (resistência mecânica). ela deve estar sempre isenta de poeira. Essa adequação esta relacionada com a limpeza da estrutura e da alvenaria. remoção das incrustações. • Executar corretamente os diversos tipos de revestimentos. TETOS. cerâmicas. eflorescências ou outros materiais soltos. 8.8 .REVESTIMENTO DAS PAREDES. graxas. lavagem ou jateamento de areia. • Especificar corretamente o tempo de cura de cada revestimento. texturas entre outros. • Executar corretamente os pisos de concreto armado O revestimento é a fase da obra em que se faz a regularização das superfícies verticais (paredes) e horizontais (pisos e tetos). A limpeza da base deve ser feita com uma escova de aço. essa limpeza visa eliminar elementos que podem prejudicar a aderência da argamassa. todos os dutos e redes de água. tornar as superfícies mais higiênicas (laváveis) ou ainda aumentar as qualidades de isolamento térmico e acústico. eliminação das irregularidades superiores.

2005) Os tetos. Na estrutura de concreto armado aplica-se o chapisco para concreto com desempenadeira dentada devendo o mesmo ser acrescido de adesivo para argamassa (Figura 8. no mínimo 03 dias antes da aplicação do emboço (Figura 8.1b). Na alvenaria aplica-se o chapisco bem distribuído e fechado (convencional) aplicado com colher de pedreiro ou mecânicamente.1 – Diversas formas de aplicação do chapisco (CEOTTO. e as estruturas de concreto devem ser previamente preparados mediante a aplicação de 167 . A Figura 8. O chapisco deve ser executado usando materiais e técnicas apropriadas para melhorar as condições de aderência da camada do revestimento à base ou substrato. independentemente das características de seus materiais. É um revestimento rústico empregado nos paramentos lisos de alvenaria.1 ilustra as diversas maneiras de se aplicar o chapisco. pouco absorventes ou com absorção heterogênea de água. Pode ser acrescido de adesivo para argamassa.25 kg m² : areia = 0. pedra ou concreto.0053m³ Deve ser lançado sobre o paramento previamente umedecido em uma única camada de argamassa pelo sistema convencional. um rolo de espuma (Figura 8. a fim de facilitar o revestimento posterior. (a) Convencional (b) Desempenado (c) Rolado Figura 8.A eliminação das irregularidades superiores como rebarba de concretagem e excesso de argamassa nas juntas. criando uma superfície de rugosidade adequada e regularizando a capacidade de absorção inicial da base (FRANCO & CANDIA. dando maior pega.1c) (CEOTTO et al. O chapisco é uma argamassa de cimento e areia média ou grossa sem peneirar no traço 1:3. E no caso de superfícies lisas. Consumo de materiais por cimento = 2. 2005). Deve-se também corrigir imperfeições da base preenchendo furos e elementos de alvenaria quebrados. 1998b). além da remoção de incrustações metálicas e de arames devem ser realizados. desempenado ou rolado.1a). aplica-se o chapisco. O chapisco rolado pode ser aplicado tanto na estrutura como na alvenaria utilizando. devido a sua superfície porosa.

convém armar o concreto e nesses casos o concreto é mais resistente (concreto estrutural). base ou lastro. 1:3:5 ou 1:3:6.0 cm. podendo assim executar o emboço. apoiadas nas guias se retira o excesso de concreto. não podemos fazêlo diretamente sobre o solo ou sobre as lajes ( exceto as lajes de nível zero). com pequena espessura e acabamento áspero.chapisco. 168 . pois o terreno nunca estará completamente plano e em nível. ficando claro que o apiloamento não tem a finalidade de aumentar a resistência do solo mais sim uniformizá-lo. 4º-entre os tacos fazemos as guias em concreto. podendo atingir até ± 8 cm. Em residências. Devemos executar uma camada de preparação em concreto magro. 2º-descontar a espessura do piso e da argamassa de assentamento ou regularização.0 cm. Para aplicarmos o concreto devemos preparar o terreno. a) .2): 1º-determinamos o nível do piso acabado em vários pontos do ambiente. A cura do chapisco se dá após 3 dias após a sua aplicação. 5:4.Lastro Os lastros mais comuns são executados com concreto não estrutural no traço 1:4:8.1. nivelando e apiloado. podendo chegar até a ±10. respectivamente. 5º-entre duas guias consecutivas será preenchido com concreto e passando a régua. podendo usar o traço 1:2. em camadas de 20 cm apiloadas. que se faz utilizando o nível de mangueira. que chamamos de contrapiso. 3º-colocar tacos cujo nivelamento é obtido com o auxílio de linha. 8. nos locais de passagem de veículos o lastro deverá ser no mínimo 7. Este chapisco deverá ser acrescido de adesivo para argamassa a fim de garantir a sua aderência Portanto a camada de chapisco deve ser uniforme.00m. ou uma argamassa de regularização. devemos executá-lo com cuidados especiais. Para termos uma superfície acabada de concreto plana e nivelada devemos proceder da seguinte forma (Figura 8. Quando se tem um aterro e este for maior que 1. A espessura mínima do contrapiso deverá ser de 5 cm.2 Na horizontal Todas as vezes que vamos aplicar qualquer tipo de piso. cimento cola ou cola.. Quando não se puder confiar num aterro recente.

como veremos na descrição de cada piso. quando as mesmas não forem executadas com nível zero. quando os pisos forem assentados pelo sistema convencional. 169 .Procedimento para nivelar sub-base do lastro Obs: Para o piso com grande caída o procedimento é o mesmo. Para cada tipo de piso existe um tipo mais indicado de traço de argamassa de regularização. apenas devemos variar as alturas das taliscas. Caso haja umidade. Para o piso com pouca caída é aconselhável que a caída seja dada na argamassa de assentamento ou na de regularização.2 . pois prejudica todo e qualquer tipo de piso. E utilizamos argamassa de assentamento para regularizar. Utilizamos a argamassa de regularização quando os pisos forem assentados com cola. b) . cimento cola ou ainda quando a espessura da argamassa de assentamento exceder a 3. devemos realizar uma argamassa de regularização.). deverá ser feito um tratamento impermeável para que o piso não sofra danos na fixação (desprendimento do piso). Esse tratamento consiste em colocar aditivo impermeabilizante no concreto do contrapiso ou na argamassa de assentamento ou ainda a colocação de lona plástica sob o contrapiso. pois o piso é assentado com a argamassa ainda fresca e a mesma perde volume comprometendo a planicidade do piso. promovendo assim as caídas. que em certos casos poderá ser a própria argamassa de assentamento. cerâmico ou sintético.0cm. Devemos ter cuidado quanto à umidade no contrapiso. no acabamento (aparecimento de manchas) e na estrutura do piso (empenamento. etc. Neste caso a espessura da argamassa de assentamento não deve exceder a 3. seja ele natural.Argamassa de Regularização Nos pavimentos superiores (sobre as lajes).0cm.Figura 8.

O revestimento é iniciado de cima para baixo. de preferência a areia média.1. A partir da invenção do cimento Portland as argamassas sofreram uma evolução. esta absorverá a água existente na argamassa e da mesma forma se desprenderá. A superfície deve estar previamente molhada. Nesta época as alvenarias eram utilizadas como vedação e como estrutura. massa corrida. devendo promover a boa ancoragem com eles e possuir uniformidade de absorção para que haja boa aderência entre as camadas. 8.Emboço A argamassa utilizada para a regularização dos diversos substratos é chamada de emboço ou massa única ou ainda emboço paulista. contínuas e uniformes. preferencialmente. ideal para receber o revestimento final (reboco). azulejo. De preferência devem ser preparadas por processo mecanizado. ideal para receber gesso. Com a adição do cimento. completamente seca.1 Na vertical a) . do telhado para as fundações. As superfícies precisam estar perfeitamente desempenadas. por tijolos cerâmicos assentados e revestidos com argamassa de cal e areia. e eram construídas. prumadas ou niveladas e com textura uniforme. Normalmente o emboço trabalha como base para o reboco. ou seja. pastilha.2 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS TRADICIONAIS Os revestimentos argamassados são tecnologias construtivas que remontam seu uso desde a Idade Média. se lançarmos a argamassa sobre a base. massa corrida. Os revestimentos externos devem. etc.8. A umidade não pode ser excessiva. Podem ser preparadas manualmente de acordo com a NBR 7200/98. desempenado e feltrado (uma mão de massa ou massa única ) para receber a pintura. Os revestimentos internos e externos devem ser constituídos por uma camada ou camadas superpostas. principalmente para as argamassas industrializadas. ser decrescente. cal e areia nas proporções indicadas na Tabela 8. sarrafeado e desempenado. resistir à ação de variação de temperatura e umidade.. sarrafeado. já nas primeiras idades. Por outro lado. azulejo. na sua grande maioria. Para garantir uma boa aderência entre os demais revestimentos o acabamento superficial do emboço pode ser executado do seguinte maneira: • • • sarrafeado. conforme a superfície a ser aplicada. A areia empregada é a média ou grossa. além disso.2. sendo maior na primeira camada. em contato com a base. conseguiram ter sua resistência aumentada e a aderência às bases melhoradas. 170 . O consumo de cimento deve. O emboço é uma argamassa mista de cimento. bem como apresentar boa aderência entre as camadas e com a base. pois a massa escorre pela parede. gesso etc.

0 3.0 a 10.0 .0 3.0 9.0 1.0 a 10.0 a 4.5 8.0 1. Recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante Paredes Superfícies externas em contato com o solo.Tabela 8.0 a 12. que assentados com a própria argamassa do emboço nos fornecem o nível (Figuras 8.1 -Traço do emboço para as diversas bases BASES Tipo MATERIAIS Localização Superfícies externas acima do nível do terreno cimento 1. Nas paredes externas.0 a 12.0 a 12. ou preferivelmente.0 1.0 3.0 1.0 11. acima do nível do terreno. 171 .0 a 12.0 a 10.0 11.0 1.4). com saliências e reentrâncias que aumentam essa espessura. na interna. Para conseguirmos uma uniformidade do emboço e tirar todos os defeitos da parede. deve ser executado com argamassa de cimento e cal.0 11. resultando um painel de alvenaria. mista de cimento e cal.0 2.0 11.0 3.0 2.0 a 12.0 3.5 2.0 1. em contacto com o solo.0 1.0 OBS.5 1.0 Pasta(1) de cal 1.5 Areia (2) 8.1) Assentamento da Taliscas (tacos ou calços) As taliscas são pequenos tacos de madeira ou cerâmicos.0 1.0 8. depois de seca.0 2.0 1. principalmente o interno.0 1.0 a 10.0 a 4.0 11. devemos seguir com bastante rigor ao prumo e ao alinhamento.5 2.0 1.5 a 3.0 a 10.0 (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água. o emboço é executado com argamassa de cimento e recomenda-se a incorporação de aditivos impermeabilizantes.0 11.0 8. corre o risco de desprender.3 e 8.0 a 10.0 8.5 1.0 1. com argamassa de cal. Superfícies internas Tetos (laje de concreto maciço ou laje mista) 1. pois o seu excesso.no caso de execução de acabamento tipo barra lisa - Superfícies externas e internas - 1.0 2.5 2. com argamassas mistas de cimento e cal.0 a 3. Para isso devemos fazer: a.0 1. o emboço de superfície externa.0 1.0 cal hidratada 2. As irregularidades da alvenaria são mais freqüentes na face não aparelhada das paredes de um tijolo. Infelizmente esta espessura não é uniforme porque os tijolos têm diferenças de medidas. além do consumo inútil.5cm. O emboço deve ter uma espessura média de 1. (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5% Portanto.0 a 12. No caso de tetos.

devem ser assentadas outras na parte inferior (a 30cm de piso) e as intermediárias (Figura 8. é preciso fixar uma linha na sua parte superior e ao longo de seu comprimento. recomenda-se a colocação das taliscas intermediárias em distâncias de 1. e nem tampouco os revestimentos salientes em relação aos batentes e sim faceando.5m a 2m entre si. pois os mesmos podem regular a espessura do emboço. 172 . Devemos ter o cuidado para que os batentes não fiquem salientes em relação aos revestimentos. favorecendo a sua aplicação. quando forem colocadas as taliscas.Assentamento das taliscas superiores nas paredes A partir da sua disposição na parte superior da parede.0m de comprimento. com a superfície superior faceando a linha (Figura 8. Figura 8.3 .3). A distância entre a linha e a superfície da parede deve ser na ordem de 1. Sob esta linha.4). ou cacos cerâmicos) devem ser assentadas com argamassa mista de cimento e cal para emboço. É importante verificar o nível dos batentes.5cm. com o auxílio de fio de prumo.No caso de paredes. As taliscas (calços de madeira de aproximadamente 1x5x12cm. para poder utilizar réguas de até 2.

Figura 8.4 - Assentamento das taliscas inferiores nas paredes

No caso dos tetos, é necessário que as taliscas sejam assentadas empregando-se régua e nível de bolha ao invés de fio de prumo. Ou através do nível referência do piso acabado, acrescentando uma medida que complete o pé direito do ambiente (Figura 8.5).

1.00 m

X

nível do piso acabado

Figura 8.5 - Detalhe da colocação das taliscas nos tetos utilizando o nível referencial.

173

1.00 m

X

a.2) Guias ou Mestras São constituídas por faixas de argamassa, em toda a altura da parede (ou largura do teto) e são executadas na superfície ao longo de cada fila de taliscas já umedecidas. A argamassa mista, depois de lançada, deve ser comprimida com a colher de pedreiro e, em seguida, sarrafeada, apoiando-se a régua nas taliscas superiores e inferiores ou intermediárias (Figura 8.5). Em seguida, as taliscas devem ser removidas e os vazios preenchidos com argamassa e a superfície regularizada. O sarrafeamento do emboço pode ser efetuado com régua apoiada sobre as guias. A régua deve sempre ser movimentada da direita para a esquerda e viceversa (Figura 8.6).

Figura 8.6 - Detalhe da execução das guias e do emboço

Nos dias muito quentes, recomenda-se que os revestimentos, principalmente aqueles diretamente expostos a radiação solar, seja mantidos úmidos durante pelo 174

menos 48 horas após a aplicação. Pode ser efetuado, por aspersão de água três vezes ao dia. O período de cura do emboço, antes da aplicação de qualquer revestimento, deve ser igual ou maior há sete dias. b) - Reboco Atualmente pouco utilizado o reboco é iniciado somente após a colocação de peitoris, tubulações de elétrica etc. e antes da colocação das guarnições e rodapés. A superfície a ser revestida com reboco deve estar adequadamente áspera, absorvente, limpa e também umedecida. O reboco é aplicado sobre a base, com desempenadeira de madeira e deverá ter uma espessura de 2 mm até 5 mm. Em paredes, a aplicação deve ser efetuada de baixo para cima, a superfície deve ser regularizada e o desempenamento feito com a superfície ligeiramente umedecida através de aspersão de água com brocha e com movimentos circulares. O acabamento final é efetuado utilizando uma desempenadeira com espuma (Figura 8.7). É extremamente importante, antes de aplicar o reboco, que o mesmo seja preparado com antecedência dando tempo para a massa descansar. Esse procedimento é chamado de "curtir" a massa e tem a finalidade de garantir que a cal fique totalmente hidratada, não oferecendo assim danos ao revestimento.

Figura 8.7 - Detalhe da aplicação do reboco

O reboco é constituído, mais comumente, de argamassa de cal e areia no traço 1:2, ou como apresentado na Tabela 8.2:

175

Tabela 8.2 - Traços do reboco BASES MATERIAIS
Tipo Localização Superfícies externas acima do nível do terreno Superfícies externas em contato com o solo. cimento 1,0 cal hidratada 1,0 Pasta(1) de cal 1,0 Areia (2) 2,0 a 3,5 1,5 a 3,0 3,0 a 4,0 OBS. recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante

Paredes

Superfícies internas inclusive paredes de banheiros, cozinhas, lavanderias e ixeiras, acima de 1,60m de altura.

-

1,0 -

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Superfícies internas 1,0 de paredes de banhei ros, cozinhas, lavanderias e lixeiras, até 1,60m de altura Tetos Superfícies externas 1,0 e internas (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5%.

-

3,0 a 4,0

no caso de pintura da superfície revestida com tinta à base de resina epóxi, borracha clorada, etc...

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Podemos utilizar argamassas pré-fabricadas, para reboco, que precisam ser fornecidas perfeitamente homogeneizadas, a granel ou em sacos. Cada saco deve trazer bem visíveis, as indicações de peso líquido, traço, natureza do produto e a marca do seu fabricante. Outros materiais aglomerantes e agregados podem ser empregados, como as massa finas acondicionada em sacos de aproximadamente15kg, que são misturados na obra com a cal desde que satisfaçam à especificações necessárias de uso. Em condições normais é um pouco mais dispendioso do que a argamassa preparada na obra, mas quando não se tem espaço suficiente para peneirar, secar e "curtir", a massa é vantajosa. c) – Chapisco para acabamento O chapisco pode ser aplicado como revestimento rústico, para acabamento externo, podendo ser executado com vassoura ou peneira para salpicar a superfície. Neste caso, é aplicado sobre o emboço podendo ser aplicado mais de uma camada, de modo a cobrir o substrato. As peneiras utilizadas na construção civil são as mesmas da agricultura e são denominadas peneiras de fubá, arroz, feijão, café etc. Para um acabamento mais fino se utiliza a peneira de arroz, para um acabamento mais rústico a de feijão. A função da peneira na aplicação do chapisco é para uniformizar a textura do 176

chapisco, pois somente vão passar pela malha da peneira as dimensões dos grãos inferiores ao da malha, os maiores são separados. 8.2.2 Na horizontal a) - Cimentados O piso cimentado é executado com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, com espessura entre 2,0 a 2,5cm e nunca inferior a 1,0cm. Podemos utilizar o cimento Portland comum ou o cimento Portland branco e ainda acrescentar no cimento branco corantes. * Se desejamos um acabamento liso devemos polvilhar cimento em pó e alisar com a colher de pedreiro ou desempenadeira de aço (massa queimada). * Se desejamos um acabamento áspero, usamos apenas desempenadeira de madeira, ou texturado (vassoura, roletes etc...) a

Quando o cimentado for aplicado em superfícies muito extensas, devemos dividi-las em painéis de 2,0x2,0m, com juntas de dilatação (junta seca) que podem ser executadas durante a aplicação ou depois da cura (junta serrada). A cura será efetuada pela conservação da superfície levemente molhada, coberta com sacos de estopa ou mantas, durante no mínimo 7 dias. Obs.: A utilização de mantas é muito utilizada nos dias de hoje, mas devemos ter o cuidado de mante-las sempre molhadas, para evitar que as mesmas absorvam a água do piso fazendo o efeito contrário. b) - Granilite Granilite ou marmorite, é um piso rígido polido, com juntas plásticas de dilatação, moldado in loco, ele é constituído de cimento e mármore, granito ou quartzo triturado. A cor varia de acordo com a granilha e o corante que são colocados na sua composição ( se for utilizado cimento branco). b.1) - Regularização de base para granilite É feita com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, não devendo ser alisada com a colher de pedreiro mais sim desempenada, para ficar com uma superfície áspera onde o granilite irá aderir com maior intensidade. b.2) - Pasta de granilite É constituída de uma argamassa composta de pequena carga de pedra (granito, mármores ou quartzo, cimento e corantes. O cimento poderá ser comum ou branco, a espessura é de 12 a 15 mm. 177

Assim como o cimentado, o granilite também precisa da ajuda das juntas de dilatação para não sofrer retração. Portanto a sua aplicação deve ser precedida da colocação das juntas de dilatação constituídas por tiras de plástico fixadas no contrapiso com nata de cimento. A argamassa de granilite é aplicada no contrapiso com colher de pedreiro e regularizada com régua de alumínio. b.3) – Polimento Após dois dias da colocação do granilite, a argamassa já está apta para receber o primeiro polimento. O polimento é executado com máquina com emprego de água e abrasivos de granulação 40, 80 e 160 progressivamente. Após o primeiro polimento, as superfícies serão estucadas com mistura de cimento comum ou branco e corante (para tirar pequenas falhas). O polimento final será a máquina com emprego de água e abrasivos nº 220. Os rodapés, peitoris etc. são polidos a seco com máquina elétrica portátil. As juntas de dilatação devem formar quadros de no máximo 1,50 x 1,50m. 8.3 – REVESTIMENTOS NÃO ARGAMASSADOS São os revestimentos, constituídos por outros elementos naturais ou artificiais (gesso, cerâmicas, pedras, madeiras, pastilhas, piso vinílico, piso de borracha etc.), assentados sobre emboço ou base regularizada (para pisos) através de argamassa colante, cola, argamassa de assentamento ou outras estruturas de fixação. São utilizados nos revestimentos de paredes e pisos. 8.3.1 – GESSO O gesso é um dos materiais mais consumidos no mundo. Extraído de minas subterrâneas e de minas ao céu aberto, como é o caso brasileiro, o gesso já serviu como massa de assentamento nas pirâmides egípcias bem como os gregos e os romanos o utilizaram para decoração. Hoje, os processos industriais nos permitem ter acesso a uma grande gama de produtos de gesso. Suas propriedades de isolamento térmico e acústico além das riquezas das formas que pode se criar com o pó de gesso o tornaram essencial para arquitetos e engenheiros. O gesso em pó é empregado em grande quantidade na construção, misturando com água proporciona um revestimento eficaz, estético e bom acabamento para paredes interna e tetos (SINDUSGESSO, 2006). A crescente utilização de revestimentos de gesso nas edificações contribuiu para uma boa alternativa e muitas vezes econômica. O revestimento de gesso pode ser aplicado em diversas bases, mas deve-se garantir a aderência e uma espessura ideal. A espessura do revestimento de gesso em geral depende da base, mas tecnicamente se recomenda a espessura de 5 ± 2mm (Revista Téchne, 1996)

178

Para a aplicação do revestimento de gesso deve-se observar o prazo mínimo de 30 dias sobre as bases revestidas com argamassa, e de concreto estrutural; e de no mínimo 14 dias para as alvenarias. a)- Preparo do substrato A superfície a ser revestida deve estar sempre isenta de poeira, umidade, substâncias gordurosas, eflorescências ou outros materiais soltos. A superfície precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência. Inicialmente deve-se verificar a falta de prumo, nível e planeza das bases conforme limites constantes na Norma 02.102.17-006/95 (Tabela 8.3).
Tabela 8.3 - Desvios máximos de prumo, nível e planeza (ABNT,1995)

Desvio do prumo ≤ H/900

Desvio de nível ≤ L/900

H = Altura da parede em metros L = Maior vão do teto

Planeza • Irregularidades graduais: ≤ 3mm, em régua de 2,0m • Irregularidades abruptas: ≤ 2mm, em régua de 20cm

Caso a base não atenda os limites da Tabela 8.3 deve-se retificar o plano da base utilizando-se um emboço. Pontas de ferro, resíduos de fôrmas, rebarbas de concreto ou argamassa, devem ser removidos. O revestimento de gesso propicia a corrosão de peças metálicas comum, pois é alcalina e pode apassivar o aço, portanto deve-se tratar os componentes metálicos ou protegê-los. As alvenaria que deverão receber o revestimento de gesso não deverão ser umedecidas, pois podem movimentar causando fissuras no revestimento. Se necessário somente os revestimentos de argamassa devem ser umedecidos pelas suas características de absorção ou de secagem da pasta.(De Milito, 2001) b)- Preparo da pasta O gesso (CaSO4) é preparado em pasta, e devido a pega rápida o volume preparado para cada vez é em geral na ordem de um saco comercial (40kg) o que equivale a 45 litros. A quantidade de água deverá ser entre 60% a 80% da massa do gesso seco dependendo da finura. A mistura é feita manualmente polvilhando o gesso sobre a água para que todo o pó seja disperso e molhado, evitando a formação de grumos. Depois de concluído o polvilhamento do gesso sobre a água, esperar cerca de 10 min. Para que as partículas absorvam água, e a suspensão passe do estado líquido a um estado fluído consistente. Com a colher de pedreiro agitar parte da 179

avaliação da aderência do revestimento. 7. avaliação da aderência da pintura.0 m de comprimento. aplicada sobre o revestimento em qualquer direção. 5. Caso necessário pode-se executar ensaios especiais como: medição da espessura. falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm. 6. Com a régua de alumínio.Aplicação. A espessura da pasta é de 1 mm a 3 mm podendo chegar no máximo a 7 mm. Cantoneiras de alumínio. Caixotes para o preparo da pasta com volume interno superior a 100 litros (denominadas masseiras). 180 . e tendo revestido todas as faixas em uma direção.0 m. o gesseiro verifica a sua planeza. Concluída a execução de uma camada de espalhamento. Neste caso. Cada faixa é iniciada com uma pequena sobreposição à precedente. Colher de pedreiro. promove o seu sarrafeamento com o intuito de cortar os excessos grosseiros e dar ao revestimento uma superfície mais regular. executa-se uma inspeção visual utilizando uma régua de alumínio de 2. Para aplicar a pintura.60 m e espessura de 4. 3. o revestimento de gesso não deve apresentar pulverulência.0 mm. Dependendo do substrato a pasta de gesso pode ser aplicada com desempenadeira de PVC em uma ou várias camadas. raspagens e a camada final de acabamento. Régua de alumínio com 2. ficando o acabamento final liso e brilhante. Na execução do revestimento de gesso deve-se observar a temperatura ambiente e a temperatura do substrato que não deverão ultrapassar a 35 ° C. para o repouso final da pasta e até que adquira consistência adequada para ser aplicada com boa aderência e sem escorrer sobre a base. Espátula. c) . uma régua de alumínio de 20 cm não deve apresentar desvio superior a 1 mm. Os retoques finais e a camada de acabamento são executados utilizando a colher de pedreiro e a desempenadeira de aço.25 x 0. Para a execução de uma camada de espalhamento divide-se o substrato em faixas de espalhamento com aproximadamente a mesma largura da desempenadeira de PVC. Após a conclusão dos serviços para verificar a planeza do revestimento como um todo. 2.pasta ( aquela que vai ser utilizada inicialmente) e aguardar cerca de 5 min. Para pontos localizados. e antes que a pega esteja muito avançada. pois o gesso endurecido desidrata lentamente com o calor (HINCAPIE et al. As ferramentas e acessórios utilizados na execução de revestimento de gesso são: 1. avaliação da dureza. o gesseiro inicia à camada seguinte. Desempenadeira de aço. que irá receber os retoques. aplicando a pasta de gesso em faixas perpendiculares às primeiras (camadas cruzadas). 1996a). Terminada a camada de revestimento. 4. Desempenadeira em chapa de PVC com dimensões aproximadas de 0. o revestimento não poderá apresentar desvio superior a 3 mm.

gretamento. Obs. saunas úmidas etc. podendo ser (Tabela 8.5): Tabela 8. Pelas suas características. para consumo de 45 litros de pasta = 1 saco de gesso (HINCAPIE et al. filitos. 8. feldspatos (grês).4 resume as diversas etapas e o tempo aproximado de execução da aplicação manual da pasta.Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água Grupo I IIa IIb III Grau de absorção 0% a 3% 3% a 6% 6% a 10% >10% Uso recomendado Pisos.Verificação visual dos serviços: Utilizando uma régua de 2. utilizando uma régua de 20 cm. talcos. 5 . Antes da aplicação de pintura. piscinas e saunas Pisos. as cerâmicas são utilizadas em ambientes que podem ser molhados e devem ser higiênicas como as cozinhas.A Tabela 8.7). falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm. não deve apresentar desvio superior a 3 mm. Em pontos localizados.5) e resistência ao ataque químico contidos em produtos de limpeza (Tabela 8. o revestimento não deve apresentar pulverulência superficial excessiva. melhor será a qualidade. Normalmente quanto menor o grau de absorção.: O revestimento com gesso deve ser aplicado somente em ambientes internos e sem umidade. retoques e raspagens 30 a 35 Acabamento 35 a 45 Total 97 a 130 d) . 1996) Serviços Tempo (min) Preparo da pasta 2a5 Espera 10 a 15 Espalhamento 20 a 30 Sarrafeamento. Tabela 8. lisos ou decorados A espessura é variável apresentando a face posterior (tardoz) saliências para aumentar a aderência. tanto nas paredes como nos pisos.0m de comprimento aplicada sobre o revestimento em qualquer direção. não deverá apresentar desvio superior a 1 mm.4 – Etapas e tempo aproximado de execução da aplicação manual de gesso. Antes de comprar ou especificar um revestimento cerâmico devemos classificá-los principalmente quanto a absorção de água (Tabela 8. piscinas.2 Revestimento cerâmico A cerâmica é um produto industrializado composto por argila. banheiros.6) e a abrasão (Tabela 8.3. e areias (quartzo) dando um produto final com grande variedade de cores. paredes. paredes e piscinas Pisos e paredes paredes 181 . brilhantes ou acetinados.

As juntas são obrigatórias e evitam que movimentos térmicos causem "estufamento" e.7): Tabela 8. Quartos sem portas para fora Cozinhas residênciais.60mm/m. corredores. Estab. que devem existir na estrutura de concreto cuja função é aliviar as tensões provocadas pela movimentação da estrutura. consequentemente. ela representa a resistência ao desgaste superficial. 6 . Quartos de dormir etc. como a resistência à manchas e a expansão por umidade EPU. Existem quatro tipos básicos de juntas as: • Superficiais ou de assentamento. aeroportos.Tabela 8. padarias. e as de (Figura 8. as Estruturais.Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico (Anfacer) Classe A B C Resitência Química Ótima resistência aos produtos químicos Ligeira alteração de aspecto Alteração de aspecto bem definida E quanto a resistência a abrasão. 7 . shopping centers. Uma alta EPU pode ocasionar deslocamento e gretamento da placa. 182 • .40mm/m. a) Juntas de dilatação: Todo revestimento cerâmico precisa de juntas e suas especificações devem ser informadas pelo fabricante.Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão Abrasão Grupo 0 Grupo 1 (PEI-1) Grupo 2 (PEI-2) Grupo 3 (PEI-3) Grupo 4 (PEI-4) Grupo 5 (PEI-5) Resistência Baixa Média Média alta Alta Altíssima e sem encardido Uso recomendado Desaconselhável para piso Banheiros residênciais. no caso de cerâmicas esmaltadas é caracterizada por unidade PEI (Porcelain Enamel Institute) e classificado como segue (Tabela 8. destacamento da peça. hall de residência. Recomenda-se utilizar em pisos ou paredes internas. Outras características técnicas dos revestimentos cerâmicos são importantes observar. fast-food etc. Na colocação das cerâmicas devemos prever juntas de dilatação e rejuntá-las para uma maior durabilidade.8). show rooms. pela movimentação do substrato e pela dilatação térmica. Comerciais internos. cerâmica com EPU de no máximo 0. quintais. entradas de hotéis. Áreas públicas. e externamente no máximo 0. que definem a posição das peças e tem a função de absorver parte das tensões provocadas pela expansão por umidade da cerâmica.

resistência a manchas etc. O rejunte (material industrializado).) e ser preenchida com material deformável. vedada com selante flexível e devem ter entre 8 a 15 mm de largura (Figura 8. Quando temos juntas estruturais no contrapiso ou nas paredes estas precisam ser reproduzidas no revestimento cerâmico.. longitudinalmente e transversalmente. as juntas são importantes para melhorar o alinhamento das peças (juntas superficiais) e permitir a troca de uma única placa sem a necessidade de quebrar outras. b) Rejuntamento Rejuntamento é o enchimento das juntas entre as peças com pasta de cimento ou rejunte industrializado. Figura 8. normalmente adicionados com outros componentes.. contrapiso.8). etc. que conferem características especiais a ele como: retenção de água.8 – Detalhe dos tipos de juntas Além de possibilitar a movimentação de todo o conjunto do revestimento durante as dilatações e contrações. Elas devem ser executadas em painéis de até 32m2 para os pisos internos ou até 24m2 nos painéis externos.• • Expansão ou movimentação. Após cinco dias do assentamento devemos preencher as juntas esse procedimento é denominado de rejuntamento. na 183 . As juntas de movimentação necessitam aprofundar-se até a superfície da base (laje.8). tem a função de separar a área com revestimento de outras áreas (Figura 8. dureza. e entre as paredes ou anteparos verticais auxiliando a movimentação dos mesmos. que devem existir em grandes áreas. estabilidade de cor. flexibilidade. De Dessolidarização. Portanto.

8 indica o consumo de rejunte por metro quadrado para diversas larguras de junta e formato de placa.5 25x25 30x30 34x34 41x41 50x50 800 750 640 480 360 320 240 220 200 180 320 200 160 140 120 100 1280 960 720 640 480 440 400 360 640 400 320 280 240 200 1440 1080 960 720 660 600 540 960 600 480 420 360 300 1920 1440 1280 960 880 800 720 1120 800 640 560 480 400 2400 1800 1600 1200 1100 1000 900 1600 1000 800 700 600 500 2880 2160 1920 1440 1320 1200 1080 1920 1200 960 840 720 600 1800 1650 1500 1350 2400 1500 1200 1050 900 750 184 . ficando a superfície lisa e impermeável ocasionando o desprendimento do rejunte (Figura 8.5x7. Tabela 8.8 – Consumo de rejunte por m 2 Largura da junta Formato da placa (cm) 2mm 4mm 6mm 8mm 10mm 2 12mm 15mm Consumo por m .hora de escolher a argamassa de rejuntamento. SUPERFÍCIE LISA CERÂMICA REJUNTE ACABAMENTO CORRETO Figura 8.Detalhe da execução do rejuntamento A Tabela 8.9). Para que isso não ocorra este excesso deve ser retirado antes da cura final. em gramas 2x2 5x5 7.5 10x10 10x20 15x15 15x30 20x20 20x30 20x40 24x11. Esta pasta deve ser aplicada em excesso com auxílio de um rodo. assim que começar a secar. Nas cerâmicas a superfície acabada (lisa) vira alguns milímetros na borda do mesmo. com pano. esteja atento às suas características. O excedente será retirado.9 .

deixando neste caso um espaço próximo à laje.Revestimento cerâmico na vertical a) .1 . colas etc. 8.2. Deixar um espaço entre a régua e o nível do piso acabado. Os cimentos colantes e as colas devem ser aplicados com desempenadeira dentada de aço. a prumo ou em amarração (Figura 8.11) • • • Fixar uma régua em nível acima do nível de piso acabado. para melhor distribuição dos azulejos. mas sim dando um intervalo de 3 a 5 dias.10 – Juntas superficiais dos azulejos O assentamento se faz de baixo para cima. 185 . Teremos comentários neste capitulo a respeito das diferentes maneiras de assentarmos azulejos e materiais cerâmicos. sobre base regularizada. de fiada em fiada. de uso interno ou externo.O rejuntamento não deve ser efetuado logo após o assentamento.. Verificar. com argamassa de cal e areia no traço 1:3 com 100 kg de cimento por m³ de argamassa (pelo processo convencional).. Para garantirmos que o azulejo fique na horizontal devemos proceder da seguinte maneira: (Figura 8. de modo a permitir que a argamassa de assentamento ou o cimento colante seque com as juntas abertas.Assentamento dos azulejos Os azulejos podem ser assentados com juntas em diagonal.10): a) em diagonal b) junta à prumo c) em amarração Figura 8. se será colocado moldura de gesso. ou com cimento-colante. que já deverá estar revestida.3. para colocação de rodapés ou uma fiada de azulejos.

visto que na maioria das vezes.9.Detalhe do assentamento dos azulejos a.12 .12). Figura 8. O ideal é seguir as recomendações do fabricante descritas nas embalagens.11 . dentro dos boxes.2) .Figura 8. Portanto.Exemplo de divisão dos azulejos a. no mínimo como descrito na Tabela 8.1) . para que os recortes não fiquem muito visíveis. 186 .Recortes de azulejos: É muito difícil em um painel de alvenaria não ocorrer recortes.Juntas entre azulejos As juntas superficiais entre os azulejos deverão ter largura suficiente para que haja perfeita penetração da pasta de rejuntamento e para que o revestimento de azulejo tenha relativo poder de acomodação. ou ainda dividi-los em partes iguais nos painéis (Figura 8. nos projetos não é levado em consideração às dimensões dos azulejos. podemos deixá-los atrás das portas.

Tabela 8.9 - Juntas superficiais entre azulejos

Dim. (cm)

do

azulejo Parede (mm)
1,0 2,0 1,5 2,0 2,0 2,5

interna Parede (mm)
2,0 3,0 3,0 3,0 4,0 4,0

externa

11x11 11x22 15x15 15x20 20x20 20x25

Para os demais tipos de juntas devemos seguir as recomendações do item 8.3.2 (a). a.3) - Rejuntamento Para o rejuntamento do azulejo, além dos rejuntes industrializados descritos no item 8.3.2 (b) podemos utilizar a pasta de cimento branco e alvaiade na proporção de 2:1, ou seja, duas partes de cimento branco e uma de alvaiade, o alvaiade tem a propriedade de conservar a cor branca por mais tempo. b) - Pastilhas É outro revestimento impermeável, empregado nas paredes, principalmente nas fachadas de edifícios. É constituída de pequenas peças coladas sobre papel grosso ou tela. A preparação do fundo para sua aplicação deve ser feita como segue: - para pisos: fundo de argamassa de cimento e areia (1:3) com acabamento desempenado. - para paredes: o fundo será a própria massa grossa (emboço) dosada com cimento, bem desempenada. A argamassa de assentamento será de cimento branco e caolin em proporção igual (1:1), ou argamassa de cimento colante, de uso interno ou externo, própria para pastilhas. A argamassa de assentamento é estendida sobre a base e as placas de pastilhas são arrumadas sobre ela fazendo pressão por meio de batidas com a desempenadeira. O papelão ficará na face externa e após a pega, que se dá aproximadamente em dois dias, o papelão é retirado por meio de água. Utilizando o cimento colante, que deve ser aplicado através de desempenadeira dentada, as placas de pastilhas são fixadas também fazendo pressão por meio de batidas. Nas placas de pastilhas fixadas em tela a tela pode ficar em contato direto com a argamassa bastando, após a cura, realizar o rejuntamento. O rejuntamento é executado com pasta de cimento branco ou rejunte industrializado conforme descrito no item 8.3.2 (b)

187

8.3.2.2 Revestimento cerâmico na horizontal

a) - Piso cerâmico Após a escolha do piso podemos assentá-los de duas maneiras usuais: Utilizando argamassa de assentamento (sistema convencional) ou cimento colante. Procedendo-se da seguinte maneira: a.1) - Regularização de base para pisos cerâmicos Se necessário, é feita com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:4 ou 1:6 com espessura de 3,0cm. a.2) - Assentamento utilizando argamassa: (assentamento convencional) Utiliza-se uma argamassa mista de cimento com areia média seca no traço 1:0,5:4 ou 1:0,5:6 sobre o piso regularizado (quando a espessura da argamassa de assentamento for maior de 3,0cm) ou sendo a própria argamassa de assentamento utilizada para regularizar e assentar. Ao se considerar que a colocação do material cerâmico, no caso de utilizar a argamassa para o assentamento, é feita com esta camada de argamassa ainda fresca, e que quando da secagem desta argamassa acontece o fenômeno da retração (encurtamento), ocorre o aparecimento de esforços que tendem a comprimir o revestimento. Destes esforços - que atuam no plano do revestimento resultam componentes normais ao revestimento que tendem a arrancá-lo de sua base. O que vai impedir a separação das peças de sua base será a aderência proporcionada pela pasta de cimento. Sabe-se que, no assentamento convencional, dificilmente se consegue obter uma pasta de cimento ideal, ou seja, com maior resistência possível, pois a mesma resulta da aspersão de pó de cimento sobre uma argamassa ainda fresca, retirando água dessa argamassa para se hidratar. A falta ou excesso de água poderá ter como conseqüência, ou o cimento mal hidratado, ou uma "aguada" de cimento. Em ambos os casos a ligação cerâmica-base estará fatalmente comprometida, será de baixa resistência e não se oporá à separação do revestimento de sua base. Esses esforços devido à retração estão diretamente ligados a fatores importantes. Quanto maior for à espessura da argamassa de assentamento, tanto maior será o esforço resultante da retração. Quando mais rica em cimento for a argamassa, tanto maior será o esforço devido à retração. E, lembrando que este esforço de compressão gera componentes verticais que tendem a arrancar as peças de sua base, quanto maior for o primeiro tanto maior serão os componentes verticais de tração que tendem a soltar o revestimento. Portanto a melhor maneira de assentar os pisos cerâmicos pelo processo convencional é:

188

- Superfície de laje, ou contrapiso - varrer e eliminar poeiras soltas; umedecer e aplicar pó de cimento com adesivo de argamassa, formando pasta imediatamente antes de estender a argamassa de assentamento. Isto proporcionará melhor ligação da argamassa à laje. - Espessura de argamassa de assentamento - nunca ultrapassar 2 cm a 2,5cm, a fim de minorar as tensões de retração. Caso haja necessidade de maior espessura, deverá ser efetuada em duas camadas, sendo a segunda após completada a secagem da primeira camada. - Traço da argamassa de assentamento - nunca utilizar argamassas ricas. O traço 1:6 de cimento e areia, mais meia parte de cal hidratada é correspondente indicado. A cal proporciona melhor trabalhabilidade e retenção de água, melhorando as condições de cura e menor retração. Atenção especial será dada para a água adicionada. O excesso formará pasta de cimento aguado e pouco resistente. - Quantidade de argamassa a preparar - será tal, de modo a evitar que o início do seu endurecimento - início de pega do cimento - se dê antes do término do assentamento. Na prática, isso corresponde a espalhar e sarrafear argamassa em área de cerca de 2m² por vez. - Aplicação da argamassa - será apertada firmemente com a colher e, depois, sarrafeada. Lembre-se que apertar significa reduzir os vazios preenchidos de água. Isso diminuirá o valor da retração e reduzirá os riscos de soltura. - Camada de pó de cimento - espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². Não atirar o pó sobre a argamassa, pois a espessura será irregular. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa, formando a pasta ideal. Para auxiliar a formação da pasta, passar colher de pedreiro levemente. - Peças cerâmicas - serão imersas em água limpa e deverão estar apenas úmidas, não encharcadas, quando forem colocadas. Não ser assentadas secas, porque retirarão água da pasta e da argamassa de assentamento, enfraquecendo a aderência. Não poderão ser colocadas demasiadamente molhadas, porque, desta forma, reduzirão a pasta de cimento a uma "aguada" de cimento enfraquecendo igualmente a aderência. Deve-se observar, no entanto, que o fato de ser necessário imergir os pisos em água, ocasiona certa fragilidade às peças e consequentemente quebra no ato de se colocar. Daí presume-se uma perda estimada em aproximadamente 5%. Para se conseguir melhor efeito das peças, quando estas não são de cores lisas, espalharem o número de peças a serem assentadas em outra área limpa e criar variações com as nuanças de cor do material de revestimento. Tais variações de cor não são defeitos dos revestimentos (pisos) e devem ser "trabalhadas" para melhorar o aspecto visual do conjunto. Depois de encontrado o melhor desenho, assentar o material. - Fixação das peças - para pisos, depois de aplicados na área preparada, serão batidos com o auxílio de bloco de madeira de cerca de 12cm x 20cm x 6cm 189

aparelhado, a marreta de borracha. Certificar que todas as peças foram batidas o maior número possível de vezes. Peças maiores - 15cm x 30cm, ou 20cm x 20cm deverão ser batidas uma a uma, a fim de garantir boa aderência à pasta. - Espaçamento das peças - nunca colocar pisos ou azulejos justapostos, ou seja, com juntas secas (exceto em pisos especiais). As juntas de 1 mm a 3 mm, conforme o tamanho das peças, são necessárias por três motivos: compensar as diferenças de tamanho das peças, pois em um mesmo lote é normal a classificação na faixa de até 2 mm; em segundo lugar, que a pasta de cimento penetre adequadamente entre as peças, impermeabilizando definitivamente o piso; em terceiro, para criar descontinuidade entre as peças cerâmicas, a fim de que não se propaguem esforços de compressão em virtude da retração da argamassa ou outras deformações das camadas que compõem o revestimento. Resumindo:
• Estender

a massa em pequeno panos de maneira a colocar em nº de piso que se possa alcançar. • Povilhar por igual o cimento sobre a argamassa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. • Colocar o piso úmido e não saturado de água, pois esse excesso faz com que a pasta de cimento se torne fraca. • Para garantir uma melhor distribuição de pasta de cimento espalhar o pó de cimento com a colher. • Com o auxílio da desempenadeira, dar pequenos golpes sobre o piso até que a pasta de cimento comece a surgir pelas juntas. a.3) - Assentamento utilizando cimento cola O cimento cola é estendido sobre a regularização da base curada no mínimo 7 (sete) dias, com o auxílio da desempenadeira dentada em pequenos panos. A desempenadeira dentada é utilizada, pois facilita o espalhamento da argamassa de assentamento (cimento colante) garantindo uma espessura constante. Nunca deixar de usar desempenadeira denteada para espalhar adequadamente a pasta. Pois formam cordões de cerca de 4 mm alternados com estrias vazias. Ao pressionar o piso ou azulejos, os cordões se espalham, formando uma camada contínua de aproximadamente 2 mm. A colagem das peças cerâmicas é simples: estendo a pasta de cimento colante sobre a base já curada e seca, em camada fina, de 1 mm a 2 mm, com desempenadeira dentada, formando estrias e sulcos que permitem o assentamento e nivelamento das peças. Em seguida, bate-se até nivelar, deixando juntas na largura desejada ou, no mínimo, de 1 mm entre as peças. Tanto para colocação de azulejos quanto para pisos cerâmicos pelo método dos cimentos colantes, não há necessidade de se molhar quer a superfície a ser revestida quer as peças cerâmicas. Porém, no caso de camada de regularização estiverem molhados por qualquer motivo, não haverá problemas no uso de cimento colante. E a frente de trabalho é ilimitada, interrompendo-se a aplicação do piso ou da parede no instante que se desejar. Seu reinicio obedece também às 190

necessidades da obra e a velocidade de aplicação é, pelas características do método, mais rápida que a do processo convencional. A espessura de 2 mm é suficiente para fixar as peças cerâmicas (dependendo da dimensão do piso). Isso corresponde a um consumo de cerca de 3 kg/m² de revestimento (Tabela 8.10). O cimento também retrai, para a espessura utilizável de 2 mm, os esforços que poderiam atuar sobre os revestimentos são praticamente nulos se comparados àqueles provenientes aos 30 mm de espessura da argamassa convencional. Os cimentos colantes, ou argamassas especiais, são fornecidos sob forma de pó seco e em embalagens plásticas herméticas, o que permite estocar o produto por tempo praticamente ilimitado. Obs.: Para o assentamento com cimento cola deixar na regularização da base as caídas para os ralos, as saídas, etc., pois a espessura do cimento cola é muito pequena, em torno de 5 mm, não possibilitando a execução de caídas.
Tabela 8.10 - Consumo de argamassa colante (Fiorito, 1994)

Espessura da pasta
1 mm 2 mm 3 mm 4 mm 5 mm 6 mm

Consumo de pó
1,5 kg/m2 3,0 kg/m2 4,5 kg/m2 2 6,0 kg/m 7,5 kg/m2 9,0 kg/m2

a.4) - Juntas de dilatação e rejuntamento Conforme descrito no item 8.3.2. O rejuntamento sobre o piso pode ser feito com pasta de cimento comum ou rejunte estendida sobre o piso e puxado com rodo. Limpar o excesso de rejunte com um pano após a formação do inicio da pega da pasta. b) - Porcelanato O Porcelanato é constituído de uma mistura de argila, feldspato, caulim e outros aditivos (corantes), submetido a uma forte pressão e queima em alta temperatura (entre 1200oC a 1250oC ), resultando um piso resistente a abrasão e de baixa porosidade. O acabamento do Porcelanato pode ser ou não esmaltado nos padrões semirústico, rústico e acetinado, ou esmaltados. Os não esmaltados tem uma durabilidade maior, pois o esmalte é aplicado antes da queima e mais tarde polido, portanto a fina camada de esmalte tende a desgastar. Como o Porcelanato não é poroso, é necessário fixá-lo com argamassa colante aditivada com polímeros, como o PVA. Essa mistura tem o dobro da aderência da argamassa comum. É importante também, espaçar as peças conforme

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recomendação do fabricante e rejuntá-las com uma massa de rejunte também aditivada próprias para porcelanato. Vantagens do porcelanato: • maior resistência mecânica; • alta resistência a abrasão; • alta resistência ao gelo; • baixíssima expansão por hidratação; • cor uniforme e totalmente impermeável; • grande durabilidade; • possibilidade de se utilizar juntas de assentamento mínimas. Existem os pisos de porcelanato retificado, estes, podem ser assentados sem juntas. 8.3.3 - Piso de madeira a) - Regularização de base para piso de madeira Se necessário é feita com argamassa de cimento e areia média ou grossa no traço 1:4 com espessura de 2,5cm. b) - Assentamento utilizando argamassa: Utiliza-se uma argamassa de cimento e areia média peneirada, no traço 1:3 e se aconselha que nesta dosagem seja colocada impermeabilizante na quantidade indicada pelo fabricante. A argamassa é estendida através de guias numa espessura média de 3,0cm, é povilhado cimento seco sobre a massa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. O piso de madeira assentado com argamassa é o taco. Os tacos para assentamento com argamassa, são pintados em suas bases com piche, no piche é impreganado areia lavada e para melhorar ainda mais a aderência com a argamassa, é fixado dois pregos para taco em cada peça (Figura 8.13).

Figura 8.13 - Tacos de madeira

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c) - Assentamento utilizando cola: Quando for utilizado cola para assentamento a argamassa de regularização deve ser de cimento e areia no traço 1:3 do tipo "farofa", e deverá receber um acabamento liso, nivelado e isento de umidade. Entende-se por acabamento liso a argamassa desempenada e alisada com a colher ou desempenadeira de aço e não queimada (quando se enriquece a superfície com pó de cimento). E argamassa do tipo "farofa" aquela argamassa bem seca, pois o excesso de água faz com que o cimento se deposite em camadas inferiores deixando a superfície fraca. Os pisos assentados com cola são: - Tacão, peças com 2,0cm de espessura, largura variando de 7,0 a 10 cm e comprimento entre 30 a 45cm podendo chegar até 50cm (Figura 8.14), podendo ser de peroba, Ipê, Pau marfim, jacarandá etc. - Parquetes, peças menores coladas em papelão ou fitas adesivas formando desenhos. (Figura 8.14)

Figura 8.14 - Parquete e Tacão

- Carpete de madeira podendo ser usado no revestimento de pisos, tetos e paredes, tanto em construções novas quanto em reformas. A sua espessura pode ser de 1,5mm, 2,5mm, 4,0mm e 7,0mm, largura de 18cm, 18,5cm, 19,0cm e 19,5cm respectivamente e comprimento variável. O carpete de madeira é composto, em linhas gerais, por lâminas de capa e contracapa, e uma chapa central estabilizante em sentido oposto com espessuras variadas. A sua aplicação é feita colando sobre superfície plana com cola de contato, exceto no carpete de madeira de 7,0mm que é pelo sistema macho e fêmea, colado somente no topo das réguas com cola branca (P.V.A), travado e fixado nos cantos das paredes. 193

15).Fixação utilizando pregos: Essa fixação é feita também para as tábuas. Os parafusos são rebaixados e recobertos com a própria madeira (cavilhas) ou com massa de calafetar.Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes e) . que são pregadas nos ganzepes (barrote) com pregos retorcidos ou anelados (Figura 8.16).16 . Neste caso a argamassa deverá ter o traço 1:3 de cimento e areia e superfície alisada com a colher Figura 8.d). sobre a argamassa de fixação dos ganzepes (barrote) é colocado cola de madeira e no encaixe entre uma tábua e outra. que são aparafusadas com dois parafusos de 50 a 50 cm sobre caibros ou ganzepes (barrote) fixados no concreto da base ou com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 8.15 .Fixação utilizando parafuso: Essa fixação é feita para as tábuas.Fixação das tábuas por pregos anelados 194 . Para melhor fixação das tábuas. ganzepes Figura 8.

o piso de madeira passa por lixamento (raspagem) iniciando-se com a lixa no 16 (grossa) e depois a 36 (mais fina). deixando assim a superfície fraca. podendo se soltar (Figura 8. Para o bom resultado da calafetação. g) Recomendações Quando assentarmos taco. A aplicação é efetuada com desempenadeira de aço em camadas finas. sem que ocorra empenamento. parte do tacão fica colado e outra não. • A base para assentamento com cola deve ser feita com uma argamassa bem seca para evitar que a água em excesso "verta" fazendo com que o cimento se deposite em camadas inferiores e as areias fiquem sem coesão por falta de aglomerante. no mínimo 24horas. A calafetação é realizada utilizando uma massa acrílica para madeira pigmentada na cor aproximada do piso. pois se não estiverem. são importantes que sejam observados os seguintes fatores: • A madeira deve estar perfeitamente seca e firmemente assentada para que não ocorram trincas e "estufamento" da massa ao longo do rejuntamento Cura da massa de calafetar.17). verniz poliuretano ou encerado.f) . • Após a massa curada é efetuado o polimento utilizando lixa no100 ou 120 dependendo da madeira e do acabamento. Bonatech. Em seguida o piso é limpo e calafetado (preenchimento das juntas entre os pisos). visando corrigir os defeitos em "baixo relevo". O acabamento final é realizado com 3 (três) demãos de synteko. • O pisos de madeira devem ser assentados com uma folga das paredes para facilitar a movimentação.17 . devemos fazê-lo o mais próximo possível.Acabamento dos pisos de madeira Após cinco dias no mínimo do assentamento.Exemplo de regularização sem nivelamento 195 . para evitar que se movimente com a sua utilização provocando assim a sua soltura. • Ao assentarmos com cola verificar se a base está bem nivelada e sem ondulações. principalmente para os tacões. • Figura 8.

5 .4 . para evitar o empenamento das mesmas.Situação de empenamento devido à posição do cerne Obs.18). falta de cola emendas em excesso = aproveitamento de sobras vazamento de cola = excesso de cola. régua metálica). e parafusar bem.• Verificar o cerne das tábuas para piso. espessura média de 3.18 . é fazer antes da instalação uma montagem do desenho do piso. que fornecerão os colocadores e suas ferramentas (martelo de borracha. sobre a regularização ( 3.: Nas tábuas fixadas por parafusos é aconselhável o uso de dois parafusos por seção.Regularização de base para carpete É feita com argamassa de cimento e areia fina sem peneirar no traço 1:3. a) . produtos naturais sujeitos a variação de cor.3.Carpete Geralmente os carpetes de pequena espessura são colados. nível. O 196 . A colocação das mantas deverá ser estendida na direção de entrada da luz do dia ou na direção da porta principal.0mm) e os demais podem ser soltos.3. O adesivo de contato á base de neoprene.0 e 6. 8. pois a umidade tanto do ar como do solo pode empenar as tábuas dando ondulações nos pisos o que é desagradável (Figura 8. serra maquita. piso irregular. 4. 8. O procedimento correto no caso das rochas. Os defeitos mais comuns na colocação são: emendas tortas = cortes feito a mão livre recorte de canto com abertura = corte a mão livre descolagem = falta de cola tempo de secagem diferença de tonalidade = inversão no sentido das mantas emendas abertas = corte imediato.0cm. alisada sem pó de cimento. distribuído com desempenadeira dentada metálica.Pedras decorativas As pedras naturais deverão ser executadas por equipes especializadas.0. por empresas especializadas. com desempenadeira de aço. Figura 8.

E os granitos mais procurados são: cinza andorinha. amêndoa rosa. Podendo ser: 197 . ou seja. Nas áreas externas. As pedras. sarrafeada. granito branco.será espalhada e apertada firmemente com a colher e. preto São Gabriel. depois. Por isso não é recomendado em área de alto tráfego e molhadas. cal e areia média sem peneirar no traço 1:0. O seu assentamento se faz utilizando argamassa (convencional) para as rústicas e argamassa ou cimento cola para as serradas e polidas. Elas são classificadas quanto à dureza numa escala chamada de Mohs. b) . carrara (Itália).espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m².Mármores e Granitos Qual a diferença entre o mármore e o granito? O mármore é bem mais macio. crema marfil (Espanha).assentador agrupa as mais parecidas e separa as manchadas ou de coloração diferente para fazer os recortes ou para instalar em locais escondidos. composta de calcita ou dolomita. pois a espessura será irregular. passar colher de pedreiro levemente. os granitos não podem ser polidos. Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa.Assentamento com argamassa (sistema convencional) Se utiliza uma argamassa mista de cimento. menos resistente a riscos do que o granito. amarelo Santa Cecília. a) . Os mármores mais procurados são: O branco. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. Não atirar o pó sobre a argamassa. deverá ser executada uma regularização com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:3 com espessura média de 3 cm e acabamento desempenado. formando a pasta ideal.11 está indicado os locais de aplicação dos mármores e granitos. Poderá ser seguido os mesmos critérios estabelecidos para o assentamento de pisos cerâmicos: . o beje bahia e os importados rosso verona (Itália). verde São Francisco.Aplicação da argamassa . c) .5:4.Regularização de base para assentamento das pedras Para o assentamento utilizando cimento cola. verde alpe (Itália). o travertino. O mármore tem dureza 3 e o granito 6. O granito é uma rocha magmática formada de quartzo. Na Tabela 8. boticcino (Itália). preto absoluto. . marrom imperador (Espanha). cinza Mauá. devem ter acabamentos ásperos. dependendo do lugar da aplicação.Camada de pó de cimento . podem ser rústicas com espessura irregular ou serradas e polidas com espessura regular. granito vermelho (Capão Bonito). feldspato e mica já o mármore é uma rocha carbonática de origem sedimentar ou metamórfica. Para auxiliar a formação da pasta. verde Ubatuba.

são-tomé. superfície torna-se higiênica. bancadas. 198 . mas o indicados. d) .Pedras brutas Ardósia. os tipos ideais para esses lugares são aquelas que não esquentam demais e fiquem escorregadias ao serem molhadas.11 . No piso. como o carbono. todos são Nenhuma restrição. Embora os mais contrapiso do térreo deverá porosos manchem com a ser impemeabilizado. evite o problemas. Dá efeito rústico. e a pedra não fica escorregadia. deixando-a irregular e antiderrapante. Piso interno A princípio. Essas pedras naturais não passam por processos industriais. jardins) as rochas ficam expostas ao sol e à chuva. madeira. pedra mineira. Apicoado: Com martelo e uma ponteira. Não deve ser efetuado nos granitos pretos e verde-escuros. Por isso. Além disso.Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos Locais Mármores Granitos Cozinha Nunca use. que reagem Os granitos vermelhos e com os ácidos do limão e do pretos são mais resistentes. miracema. Tabela 8. Jateado: A superfície é levemente desgastada com jatos de areia ou. Prefira acabamentos antiderrapantes. Seguir as travertino. como o mármore e o granito. umidade. escorregadios quando molhados.Flameado: Um maçarico derrete alguns minerais da rocha. vinagre e de alguns Evitar os granitos cinza detergentes . deixando-a antiderrapante.12 estão relacionadas às pedras naturais mais comuns e na Tabela 8. fazem-se "furinhos" sobre a chapa. poroso e absorve substância principalmente para as com facilidade. As (mauá. que não saem e a perda do brilho Banheiro Em bancadas e paredes não Pode ser usado sem há restrição. Piso externo ( e bordas de Não deve ser usado. Nenhum tipo de instruções da cozinha. Levigado: Lixamento com abrasivos. a pedra Os polidos ficam piscinas) desgasta.13 os locais mais indicados. Nas áreas externas (quintais. Na Tabela 8. mármore é indicado para o piso do boxe. andorinha) são mais consequências são manchas porosos. por isso dão um visual rústico. Polida a sua contém elementos químicos. Ele é muito É o mais indicado. goiás.

É usada ao natural ou impermeabilizada com resina acrílica.Pedras naturais mais comuns Pedra Ardósia Arenito Dolomita Itacolmi Luminária Miracema Descrição Pedra madeira Pedra sabão Pedra mineira Pedra goiás Seixo rolado Risca com facilidade. Antiderrapante. dolomita. Usada na forma bruta ou com bordas serradas. restringindo o uso a detalhes mais ornamentais. pedra sabão. Antiderrapante. é efetuada utilizando ácido muriático diluído em água na proporção de 1:5 (se as superfícies estiverem bem sujas) ou 1:10 (limpeza mais superficial). paralelepípedo. são tomé. pedra sabão. Tabela 8. A limpeza das pedras brutas. após o rejuntamento. costuma ser usado no estado bruto. A sua superfície é bem irregular. 13 .5: 5. são tomé Arenito. itacolomi. Pedra goiás Seixos rolados Pedra sabão e ardósia (polidas) 199 . cimento e areia fina peneirada ou massa fina industrializada na proporção de 1: 0.O rejuntamento das pedras deve ser feito uma a uma.12 . muito absorvente enão propaga calor. Antiderrapante. pois não concentra calor Usada normalmente em estado brutoo. Rocha com características semelhantes às da pedra mineira ( o nome muda devido a procedência) Há aqueles naturalmente moldados pelas águas dos rios e os rolados em máquina. ela aceita polimento. dolomita. tem aspecto semelhante ao da pedra mineira Pode ficar ao sol. já que é uma pedra macia e fácil de ser cortada. Mas também aceita polimento. miracema. goiás. Aceita polimento e resina impermeabilizante. utilizando uma argamassa de cal. pedramadeira. Aplicada em estado bruto. pedra goiás. com textura irregular. miracema. com bastante água para evitar danos nos revestimentos. lustro e apicoamento. itacolomi. Mancha facilmente com óleos e produtos químicos. aparece com superfície irregular ou plana e é antiderrapante.Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais Locais Pedras Paredes internas Paredes externas Piso interno Piso externo Borda de piscina Jardim Bancadas (bar e cozinha) Arenito. pedra-mineira. Resistente ao sol e chuva. Enxágüe rápido. pedra sabão. São duros e resistentes. Aplicado em estado bruto ou com bordas serradas. Tabela 8. Resiste a choques mecânicos e intempéries. pedra sabão Ardósia. pedra goiás Arenito. e com auxílio de uma espuma retirar o excesso imediatamente. pedra mineira.

a) . 8. ou seja.0cm. Os de 3 mm são utilizados em locais de grande trânsito. escolas.6mm de espessura é recomendado para lugares de baixo trânsito. hospitais. cimento e areia no traço 1:3.Execução: Em imóveis recém-construídos. além de possuir uma durabilidade bastante elevada e de manutenção simples. Sua base pode se o próprio contrapiso. fibras. Elas são quebradas manualmente no formato de cubos em torno e 4. Caso apresente problemas. É comumente utilizado em residências. refeitórios coletivos. supermercados. ou qualquer outra. quadras esportivas e estabelecimentos públicos e comerciais.3. repartições públicas de recepção e refeitórios industriais. ambientes de pouca utilização: quartos. O piso de 1. proporcionando um produto bastante versátil.e) . elevadores.0cm no mínimo. deverá ser refeito. salas de aula. anfiteatros. Deverão ser molhadas e apiloadas.6 a 3 mm. pisos plásticos desgastados. risca-se com uma ponta firme. banheiros. lugares de passagem nas residências. oralite. com argamassa. Não se recomenda a colocação em madeira (assoalhos ou tacos) ou sobre bases sujeitas à infiltração ascendente de umidade. ele deve ficar bem aderente na base para evitar qualquer região de possíveis depressões. São placas de piso 30x30cm e geralmente encontradas em espessuras que variam de 1.6 .Pisos vinílicos Os pisos vinílicos ou de vinil-amianto.Mosaico Português As pedras empregadas para a execução do mosaico Português podem ser o basalto preto. são fabricados a partir da mistura de resina vinílica. recomendados conforme o tipo de utilização do ambiente onde é feita a aplicação. marmorite. plastificantes e cargas inertes com pigmentos especiais que lhe dão o aspecto característico. como o hall de entrada. calcário branco ou vermelho. com espessura mínima de 3cm.Desempenho: O produto é recomendado para ser aplicado em qualquer piso sobre superfícies já revestidas ou a revestir. 200 . Alguns fabricantes ainda produzem linhas especiais para locais de trânsito pesado como cozinhas e corredores de ambientes de uso coletivo. lojas. lavabos e outros compartimentos residenciais. ladrilhos. quartos de hospitais. o contrapiso ou argamassa de regularização deve ser executado de forma adequada. Além disso. b) . desde que esteja firme limpa e seca. sanitários públicos e laboratórios. A superfície deve apresentar bem desempenada e para se testar a qualidade verifica-se se está "esfarelado". escritórios. escadas. na espessura de 3. escadas. Os com espessura 2 mm podem ser aplicados em qualquer ambiente residencial ou ainda em escritórios particulares. salas de consulta ou de espera. serão assentadas sobre colchão de cimento e areia no traço 1:6 seco e rejuntado com a mesma mistura.

geralmente de cor preta. deve-se usar uma esponja de aço fina com um pouco de sabão indicado pelo fabricante.V. Para manchas resistentes.7 . se existirem falhas ou pedaços soltos. devem-se respeitar as recomendações de posicionamento. d) . para quatro de água e uma segunda demão da argamassa comum com P. enriquecida de cimento até formar uma pasta "encorpada". desde que entre o produto e a madeira exista uma camada de compensado marítimo. mas que também pode ser encontrada em outras cores. São placas de piso com espessura de 9 e 15 mm. Às vezes acontecem variações das dimensões nominais do produto. estes pisos têm sido usado principalmente em áreas de grande trânsito de pessoas.V. principalmente daquelas que ficam encostadas nas paredes e que não devem possuir dimensões menores que 10cm e não superiores a 25cm. mas nestes casos é interessante que seja feita uma consulta junto aos fornecedores. a orientação é a de que se aplique uma primeira demão de regularização com a dosagem de uma parte de P. Antes deste tempo não se deve colocar o piso em contato com a água.V.Em imóveis que já possuem revestimentos.V. é recomendável dispor as placas para fazer um teste de posicionamento. Antes de se espalhar o adesivo. Possui acessórios como degraus.A. com sabão especial e água à vontade.Pisos de borracha Fabricados com borracha sintética. pode-se encerar com qualquer cera que não contenha solvente ou mesmo algum derivado de petróleo. estes devem ser removidos e as falhas preenchidas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3. o único cuidado que se deve ter é com a retirada das placas soltas ou com defeitos e a posterior regularização do local. 8. No caso de pisos vitrificados. c) .Colocação: Apesar de a disposição das placas ser da escolha do executor. canaletas e faixa amarela de alerta.A. devido a tensões internas que deformam a placa. estriada ou lisa.Cuidados e conservação: A presença de umidade compromete todo o revestimento. de superfície pastilhada. e isso acontece somente se for aumentada a pressão sobre ele. A regularização deve ser feita com uma ou duas demãos de argamassa de P. por suas características de alta resistência e superfície antiderrapante. A cola deve permanecer descansando por uns 15 min.3. até quando com um leve toque dos dedos sobre o adesivo ele não grudar. (1:8). A limpeza pode ser feita somente após dez dias da colocação. Ela ataca o adesivo fazendo com que as placas se soltem ou apareçam bolhas na sua parte inferior. A colocação sobre pisos plásticos é bem simples.A. 201 . na proporção de uma parte de P. pois estes elementos atacariam o produto. rodapés. a colocação pode ser feita. para oito de água. A aplicação do adesivo é feita por movimentos circulares com uma desempenadeira dentada. Após a lavagem.A. Sobre tacos e assoalhos de madeira.

na Europa. é recomendável que seja disposto pelo sistema de juntas de amarração. previamente preenchidas com argamassa. deve-se dispor as placas. Os de assentamento com argamassa são recomendados para locais de tráfego intenso. Quando a colocação é feita simultaneamente com a preparação da argamassa de assentamento. Em seguida o espalhamento do adesivo é feito conforme as técnicas já conhecidas. mas a colocação ficará comprometida se for empregado em ambientes sujeitos a lavagem. foi reduzida para permitir a movimentação de móveis. estações de metrô e trem. em áreas internas ou externas. supermercados. este procedimento é feito com adesivos plásticos comuns. O outro é chamado piso industrial. indicado para o uso mais pesado. em locais de grande movimentação como aeroportos. uma a uma. para aplicação em escritórios. A pastilha em relevo. contra a umidade. O procedimento de colocação iniciase pela verificação das condições da base. Se opção for pelo piso estriado. estações rodoviárias. em suas posições. É fornecido com superfície pastilhada. mas a livre utilização do piso é aconselhada somente após seis dias. com 15 mm de espessura. através de espátulas dentadas e o posicionamento das peças são feito posteriormente. passarelas públicas e. corredores. Embora recomendada essa espessura possa sofrer modificações a critério do engenheiro. A passagem sobre elas é permitida após 72 horas da colocação. vem sendo utilizados até em estábulos e indicado inclusive para usinas hidrelétricas.Desempenho É indicado para áreas de grande fluxo de pessoas. Uma opção para se evitar o problema é a utilização de adesivos com base epóxi. No caso do piso fixado com adesivo. Está sendo colocada no mercado uma linha especial.5cm. A fixação do piso colado é feita com adesivo e não é recomendado para locais úmidos ou sujeitos a lavagem. onde deve ser espalhada uma argamassa no traço 1:3 (cimento e areia) e espessura mínima de 3. é fabricado em duas linhas básicas: pisos de assentamento com argamassa e pisos colados.5mm. e espessura de 4. que deve estar bem nivelada e sem defeitos. b) – Execução Os pisos de fixação com cimento são colocados sobre a base preparada.a) . de maneira uniforme e recobri-lo com uma argamassa no traço 1:2. batendo levemente com uma desempenadeira para permitir o seu perfeito posicionamento. por suas qualidades acústicas e pela segurança que proporciona sua superfície antiderrapante. 202 . No entanto. piscinas internas e áreas de rampa. estriada ou lisa. A colocação pode ser iniciada até dois dias após a execução do contrapiso. para evitar problemas de alinhamento entre as estrias da superfície das placas. Além disso. recentemente. devendo ser utilizado somente em áreas internas. Depois disso. exige-se a garantia de um perfeito desempenamento da superfície. São fabricados em duas espessuras: o de 9 mm para locais de acesso público restrito como escolas. simplesmente apoia-se a chapa sobre ele. neste caso. Para tanto basta molhá-lo com água. principalmente em regiões de rampa e escada. em quantidade suficiente para preencher todas as cavidades existentes. que também será espalhada na parte inferior das chapas do piso.

Além disso.Desempenho Recomendado para ser aplicado sobre quaisquer superfícies. a massa deve estar bem curada e isenta de umidade por infiltração. como solventes. cujo líquido penetre nas juntas entre as placas e elimina as molduras formadas pela poeira. a) . recomenda-se que o serviço seja refeito de forma a eliminar estes problemas. O resultado é um produto que possui alta resistência ao desgaste e umidade.Pisos laminados As chapas de pisos laminados são produzidas através da prensagem de papéis impregnados com resinas fenólicas. A manutenção é feita com cera vegetal de boa qualidade e o brilho é conseguido pelo emprego de enceradeira.6m. Após o término da obra recomenda-se uma limpeza com escova e a aplicação de uma demão de cera solúvel apropriada de cor preta. São placas de piso com espessuras de 2 mm nas dimensões de 0. a orientação é no sentido de eliminar as mesmas por lixamentos superficiais ou então com o preenchimento do local com argamassa de cimento e areia.c) . deve-se remover a massa do contrapiso e substitui-la por uma nova camada a fim de garantir a reposição da placa. desde que se faça uma encomenda especial. Nestes casos. são produzidas borrachas com resistência a qualquer tipo de produto. As bases podem ser cimentados. saltos de sapatos. isto é. encontradas também em réguas com larguras de 0. desde que estejam em boas condições e para isso é interessante que se faça uma verificação minunciosa no local.3m e 0.08m x 1. não apresenta porosidades e é antialérgico. No entanto.8 . as placas fixadas com argamassa soltarem-se. cargas móveis. cerâmicos. O produto proporciona um acabamento texturizado. mas casos especiais de utilização. detergentes e tintas. Além disso. b) . a orientação é que se refaça todo o trabalho de colocação.25m. as placas podem ser aplicadas sobre tacos de madeira ou pisos frios. Possui resistência contra as marcas deixadas por equipamentos pesados. assoalhos. O produto normal não resiste à ação de agentes químicos. É de difícil penetração. 8. sob um rígido controle de temperatura. esteja ela revestida ou não.Cuidados e conservação Se por qualquer motivo. Não é absorvente. recobertos com material melamínico. dissipa a eletricidade estática e não acumula poeira. Alguns problemas que podem ocorrer são: contrapiso esfarelando ou apresentando trincas e rachadoras. ladrilhos e outras. tacos. Não é recomendado que a superfície fique 203 .6m por 0.3.-Execução A base ideal para a aplicação dos laminados é formada por uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 bem desempenada e com superfície acamurçada. seja por má fixação ou pressa na utilização. desde que estejam niveladas e sem falhas. Quando a base apresentar lombadas ou concavidades.2m por 3. resiste bem aos agentes químicos. antiderrapante.

a linha onde se quer cortar.. os materiais a serem empregados o posicionamento das armaduras. A técnica de cortar e recortar as placas deve merecer cuidado. Devem ser cercados de todos os cuidados possíveis para a sua boa execução e utilização como: o cálculo estrutural. não deverá apresentar defeitos.8 – Piso de Concreto Utilizado principalmente para pisos Industrial interno ou externo. A cola deve ser aplicada nas duas faces. for necessária a descolagem de uma placa.geralmente se utilizam vedantes especiais elásticos que possam ser aplicados diretamente sobre as juntas. a placa deve ser colocada em sua situação definitiva e precionada a partir do centro para as bordas de modo a permitir a colagem. espalha-se o adesivo com uma espátula sobre as duas faces que serão coladas. melhorando consideravelmente a durabilidade e manutenção. o ideal é encontrar uma textura satisfatória.Colocação A utilização de técnicas e ferramentas adequadas para a operação de colocação dos pisos laminados é um fator importante para garantia do serviço executado. sobre a face decorativa da chapa. aumenta-se a pressão. ajustando as mesmas às dimensões desejadas. pois a perfeita junção entre elas depende deste trabalho. é aconselhável a eliminação da mesma. que é feito ao se marcar com um lápis. o colocador deve. posto de gasolina. Após a secagem.lisa ou áspera demasiadamente. Em seguida. deve-se espalhar sobre a base.não deve grudar nos dedos . com o auxílio de uma régua e do riscador. fechando os poros da superfície. Após a evaporação do solvente. assegurando a boa fixação. marcar e aprofundar o risco. A operação de marcar a placa exige cuidado. a análise do terreno de fundação. a lima e a lixa. Se. Antes porém. isto é. Não é necessário o uso de cera. 8.onde a vedação das juntas é obrigatória . Depois disso. usa-se a plaina. garagens de edifícios etc. atingindo a metade da espessura da chapa. pois o brilho característico do produto é restaurado com a simples passagem de um pano úmido. Em áreas que possuem umidades. isto é feito com o auxílio de um formão para levantá-la e um borrifador que injeta diluente sobre o adesivo e facilita a descolagem. A limpeza pode ser feita normalmente e não precisa de cuidados especiais. seja ela de ordem interna ou externa. Sempre deve-se prever um espaçamento adequado a fim de permitir a dilatação das placas.Cuidados e conservação Se o produto for aplicado de acordo com as recomendações. c) . no entanto. que é verificada através de um teste simples . pois o desvio do instrumento com que se risca pode inutilizar a parte decorativa. d) . a concretagem a cura e o controle de qualidade dos pisos. Para o desgaste lateral. uma demão de mistura em partes iguais de cola e diluente. 204 . A separação entre as partes é feita vergando-as para o lado decorativo até que se parta o sulco aberto. na superfície a ser revestida e na chapa laminada. com um martelo ou rolete de borracha. o estudo das juntas. Em áreas molhadas ou em hospitais .3. Devem ser armados.

como nos salões comerciais. estar posicionada a 1/3 da face superior da placa. A armadura ( de preferência tela soldada ) deverá. podendo ser: • Juntas de Retração longitudinais e/ou transversais. utilizar armadura ( tela soldada ) adicional a 3. Após o processo de acabamento do concreto. a fim de assegurar a sua homogeneidade. construtivas (JRC) ou serradas (JRS) JRC – São juntas construtivas onde a largura da placa é limitado pela armadura distribuída. porem representam pontos frágeis no piso. deve ser feito com filme plástico (espessura mínima de 0. Nas regiões de emendas. lojas . JRS – O processo construtivo utilizado nos dias de hoje. pois permitem a redução considerável do número de juntas. . escritórios.25 MPa – Uso industrial geral: veículos com pneumáticos. O material deve ser lançado e espalhado com equipamentos adequados. garagens. condições moderadas de ataque químico. dando tempo para realizar o acabamento.Slump entre 5 a 10 cm As juntas têm a função de permitir as movimentações de contração e expansão do concreto.0cm da face inferior da placa. Os pisos armados têm vantagens sobre os pisos de concreto simples. pelos equipamentos e métodos executivos. prevê a concretagem em faixas e limitadas em sua largura pelas juntas construtivas (JRC). O posicionamento da armadura deve ser efetuado com espaçadores soldados (como as treliças) para as telas superiores.Para os pisos armados pouco solicitados. ser maior do que 1/6 da espessura da placa e menor do que ¼ da espessura da mesma (RODRIGUES. 205 . Quando não se tem certeza de um preparo confiável do solo. 20% de areia fina e 6% de cimento em peso. sem.15mm) como as denominadas lonas pretas. • Juntas de Expansão (encontro) situada nos encontros dos pisos com peças estruturais ou outros elementos que impedem a movimentação dos pisos. podemos adotar o seguinte: Sub-base preparada preferencialmente com brita graduada tratada com cimento sendo 40% de brita 1. deve-se promover uma superposição de pelo menos 15 cm. podem provocar deficiência estrutural bem como infiltração de água e outros materiais. Em geral este tempo é de cerca de 10 horas após o lançamento do concreto. pois se não forem adequadamente projetadas e executadas.0cm. obrigatoriamente. A função deste isolamento é evitar que a infiltração de água pelas juntas prejudique a sub-base. e também evitar a absorção de água pela subbase. 40% de brita 2. O isolamento entre a placa e a sub-base. Resistência mínima do concreto: .20 Mpa – Pedestres e carros. com recobrimento máximo de 5. - - - - A junta é a descontinuidade do concreto e da armadura. no entanto ter descontinuidade estrutural ( utilização de barras de transferência ). quadras esportivas etc. O corte deve ter no mínimo 40 mm. deve-se iniciar o corte das juntas transversais de retração (JRS). 1998).

Figura 8. Nos casos de pilares e pequenas aberturas nos pisos. somente poderão ser serradas quando for visível o deslocamento entre as placas. também conhecida como junta tipo diamante (RODRIGUES. 8.19. normalmente utiliza-se a solução apresentada na figura 8.As juntas de expansão são fundamentais para isolar o piso das outras estruturas. A selagem das juntas deverá ser feita quando o concreto estiver atingido pelo menos 70% de sua retração final (Figura 8.20.21).20 – -Selante para junta de construção 206 . isto faz com que o piso trabalhe independente das outras estruturas existentes. 1998). Figura 8. No caso das juntas de construção (para a formação do reservatório do selante).19 – Junta de expansão tipo diamante As juntas tipo serradas deverão ser cortadas logo após o concreto tenha resistência suficiente para não desagregar e ter profundidade mínima de 3cm.

para permitir que nos movimentos contrativos da placa ela deslize no concreto.5. Os conjuntos de barras devem estar paralelos entre si. é de que a relação entre a largura e o comprimento seja na ordem de 1:1. placas de no máximo 8.0m. podendo ser empregada apenas em trabalhos muito simples. .Figura 8. A concretagem pode ser executada de duas maneiras: em dama (xadrez).22). para pisos de 12.Para que isso aconteça metade da barra tem que estar com vaselina industrial para impedir a aderência ao concreto. onde as juntas serão serradas após 10 horas do lançamento do concreto (Figura 8.5cm de espessura. para pisos de 15 a 25 cm de espessura. OBS: . pois acabam formando vazios entre o aço e o concreto. sem gerar tensões. a concretagem em dama deve ser evitada. 207 . Piso armado: placas com comprimento até 30m.0m.0m. lona plástica ou mangueira na barra é prejudicial aos mecanismos de transferência de carga. tanto no plano vertical como no horizontal e concomitantemente ao eixo da placa. para pisos de 10 a 12. sistema mais antigo.5 a 15 cm de espessura e.Quando utilizarmos barras de transferência as mesmas devem trabalhar com pelo menos uma extremidade não aderida.Atualmente. A recomendação para as placas de concreto simples. onde a concretagem é efetuada isoladamente das placas vizinhas.21 – Selante para junta serrada O espaçamento das juntas podem ser: Piso não armados: • • • placas com no máximo 3. que só serão concretadas 24 horas após ou em faixas. A prática de enrolar papel de embalagens de cimento. placas de no máximo 5.

Detalhes da execução do piso de concreto 208 .22 .Figura 8.

remover protuberâncias e promover o adensamento superficial do concreto.. . que deverão ser mantidos permanentemente úmidos pelo menos até o concreto ter alcançado 75% da sua resistência final. quando o material está um pouco rígido. O desempeno mecânico do concreto (floating) é executado com a finalidade de embeber as partículas dos agregados na pasta de cimento. Para a sua execução. A regularização da superfície do concreto é fundamental para obtenção de um piso com boa planicidade. deixando uma marca entre 2 a 4 mm. Devem ser empregadas acabadoras de superfície. O alisamento superficial ou desempeno fino (troweling) é executado após o desempeno. lisa e dura. preferencialmente dupla. fixada a um cabo com dispositivo que permita a sua mudança de ângulo. Seu uso irá reduzir consideravelmente as ondas que a régua vibratória e o sarrafeamento deixaram. que condensando pode provocar manchas no concreto. além disso.Acabamento superficial: O acabamento superficial é formado pela regularização da superfície. algum tempo após a concretagem. e pela texturização do concreto. Poderão ser empregados os filmes plásticos. visto que podem danificá-la na sua colocação. Deve ser efetuada com ferramenta denominada rodo de corte. acrílico ou outro composto capaz de produzir um filme impermeável. constituída de uma régua de alumínio ou magnésio.Cura: A cura do piso pode ser do tipo química ou úmida. a superfície deverá estar suficientemente rígida e livre da água superficial de exsudação. Na cura úmida deverão ser empregados tecidos de algodão ou sintéticos. 209 . A cura química deve ser aplicada à base imediatamente ao acabamento podendo ser de PVA. por não ficarem firmemente aderidos ao concreto. Deve ser aplicado no sentido transversal da concretagem. Nesta etapa. para produzir uma superfície densa. O equipamento é om mesmo empregado no desempeno mecânico. uma nova aplicação do rodo de corte proporciona acentuada melhoria dos índices de planicidade e nivelamento. mais exigem maior cuidado com a superfície. com a diferença de que as lâminas são mais finas. A operação mecânica deve ser executada quando o concreto suportar o peso de uma pessoa. formam uma câmara de vapor.

esteja seca do tipo “farofa" no ato da sua aplicação. 4 . assentados com cola. • Retirar das caixas somente as cerâmicas que serão assentadas. • O tardoz deve estar isento de pó ou outro material solto que impeçam sua boa aderência. • As cerâmicas não devem ser molhadas se forem assentadas com cimento colante. 3 . sintéticas etc. Para cada tipo de piso deve-se estudar a junta mais indicada. 6 – Cuidados na utilização das cerâmicas: • As cerâmicas devem retornar a cor natural após secarem.).Nos pisos de concreto pode ser adicionadas fibras (de aço. que auxiliam na redução das fissuras. 2 – Mesmo em áreas pequenas devemos prever as juntas entre os pisos e as paredes. 5 – Cuidados na aquisição de revestimentos cerâmicos: • Verificar ao receber o produto a tonalidade o PEI e se todas as caixas são do mesmo lote e têm a mesma classificação.ANOTAÇÕES 1 .Verificar sempre se a argamassa de regularização para pisos. e a mesma deverão coincidir com as juntas estruturais efetuadas no contrapiso. • As cerâmicas podem apresentar pequenas variações nos tamanhos e na sua tonalidade. Cuidado. 210 .Nas colocações de pisos em grandes áreas deve-se prever juntas de dilatação(expansão).

para facilitar o empastamento dos pigmentos. Entre os solventes mais comuns encontram-se a água. além de exercer função sanitária e influir na distribuição da luz. solventes e aditivos. enquanto que os inertes (ou cargas) encarregam-se de proporcionar outras características. Sua composição básica inclui pigmentos. etc. • Especificar corretamente o esquema de pintura.SEUS TIPOS Aqui são relacionados os tipos comumente encontrados na construção civil classificado de acordo com os veículos utilizados em sua formulação. além de ser desinfetante. para regular a viscosidade da pasta de moagem. • Classificar corretamente os vidros. Uma tinta pode conter vários pigmentos. queima de cal em vasilhame limpo e passagem da pasta através de uma 211 . aguarrás. Os solventes são utilizados pelo fabricante nas diversas fases da fabricação da tinta. visando à facilidade de aplicação. consistência. etc. etc. 9. alastramento. quando aplicada sobre uma superfície. sendo responsável pela formação da película protetora na qual se converte as tintas depois de seca.Nas construções rurais.1 . na fase de enlatamento.TINTAS A tinta é uma composição líquida. Podem se divididos em dois grandes grupos. torna-se uma película protetora e decorativa. xilol. Caiação . veículo. • Verificar a qualidade das tintas. dureza. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de tinta ideal para a sua edificação. O veículo de uma tinta é constituído por resinas. O usuário emprega o solvente para adequar a tinta às condições de pintura. facilitar a fluidez dos veículos e das tintas prontas. No preparo da tinta recomendam-se os seguintes cuidados: cal de boa qualidade. Os pigmentos são partículas sólidas (pó) e insolúveis. tais como lixabilidade. • Especificar corretamente o preparo das bases para a aplicação das tintas.09 . • Especificar corretamente a colocação dos vidros. ativos e inertes. de fácil execução. cetonas.1 .TINTAS E VIDROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. é a caiação a pintura mais indicada para as paredes por ser mais econômica que as demais. álcoois.1. 9. pigmentada que. Os pigmentos ativos possuem função de conferir cor e capacidade de cobertura a tinta.

Esmalte Sintético . Látex P. um leite de cal mais ou menos denso. Este fato faz com que as tintas acrílicas sejam recomendadas. sendo que. coagulação. É 212 . que conferem a tinta maior resistência ao intemperismo. Tinta Óleo . óleo. devendo as marcas destes acessórios desaparecer logo após a aplicação da tinta.2 . Apresenta-se em dois componentes: tinta e catalisador.. de maneira que o rolo ou pincel deslizem sem resistência (suavemente).é uma tinta à base de resinas alquídicas. resultando uma película uniforme. Verniz Poliuretano .V.A. Estas duas propriedades estão intimamente ligadas ao tipo.peneira fina. qualidade e quantidade de resinas e de pigmentos utilizados na formulação da tinta. separação de pigmentos ou formação de pele (nata).é uma solução à base de borracha clorada.é uma tinta aquosa.é uma tinta em solução.1. de alta plasticidade e de grande resistência à água. Nas caiações em paredes externas. Na superfície interna da embalagem não deve haver sinais de corrosão. para superfícies externas. pincéis grandes. empedramento. Aplicação: brochas. ou seja. à base de resinas epóxi. à base de emulsões acrílicas. quanto ao brilho. Quando é necessária maior proteção contra a infiltração de água da chuva. Na prática. esta capacidade é medida em número de demãos. A adição da água deve ser em quantidade necessária para obter-se uma pasta maleável. No momento de aplicação. torna-se homogênea mediante agitação manual. se junta à tinta certa quantidade de óleo de linhaça para melhor aderência da pintura. adicionam-se à cal produtos impermeabilizantes. cor e espessura. de óleos secativos e solventes. Tinta de borracha Clorada . Látex Acrílico . O primeiro expressa a relação entre a área pintada e o volume de tinta gasto (l/m²). a primeira demão deve ser branca. Rendimento e cobertura são dois conceitos distintos. a tinta precisa se espalhar facilmente. não apresenta odor pútrido e nem expelir vapores tóxicos.é uma solução de resinas poliuretânicas. 9.SUA QUALIDADE Ao se abrir uma embalagem pela primeira vez. com preponderância do teor Tinta Epóxi . etc. três demãos. no caso de aplicação de cores. Há necessidade de. preferencialmente.é semelhante ao esmalte sintético. galeificação. . em solventes alifáticos. O outro se refere à capacidade da tinta de cobrir totalmente a superfície (contraste e cor).).V. à base de acetato de polivinila (P. de grande resistência à abrasão.é também uma tinta aquosa. no mínimo.A.. a tinta deve satisfazer às seguintes condições: não apresentar excesso de sedimentação.

sem a qual se tornará pulverulento sob a película da tinta. sabão ou mofo. Assim. não sujeitos a grande variação térmica. etc. constatando-se a existência de partículas soltas (grãos de areia). A qualidade também depende do tipo da tinta e a maneira de se medir previamente a durabilidade de uma tinta é através de testes de imtemperismo acelerado. pintada pela primeira vez. aumentando a coesão da superfície. o que os pode ser feito em laboratório. porque a impermeabilidade da tinta dificultará a saída da umidade e as trocas gasosas necessárias à carbonatação do reboco. isenta de poeira. Após a secagem. A durabilidade de uma tinta refere-se à resistência à ação do intemperismo ao longo do tempo. causando o descascamento.. as pequenas imperfeições (rasas) devem ser corrigidas com massa corrida (em reboco interno) ou massa acrílica (em reboco externo).fungos e bactérias. fato que pode ser verificado ao se esfregar a mão sobre o reboco. Este procedimento resultará nos seguintes benefícios: fixação de partículas soltas. Rebocos deficientes. Além disso. deve-se utilizar água morna com detergente para eliminar manchas de gordura. precisam prevenir o desenvolvimento de organismos biológicos . removendo-se a poeira e aplicando-se o acabamento. os tipos de tinta mencionados devem ser armazenados em locais secos e ventilados. Neste caso.3 . gordura. é preciso aguardar que ele esteja seco e curado. As tintas devem ser laváveis. perder sua boa aparência. Normalmente.justamente aqui. atendendo às recomendações de temperatura do fabricante. Em seguida aplica-se uma demão de fundo branco fosco. com pouco cimento. raspar ou escovar as partes soltas ou mal aderidas. aplicar uma solução de água com cerca de 25% de água sanitária para remover as partes mofadas e.PREPARAÇÃO DA SUPERFÍCIE A adequada preparação da superfície é fator tão importante como a escolha de bons produtos para a sua pintura.1. proteção do acabamento contra alcalinidade do reboco. 9. corrigir com argamassa as imperfeições profundas da parede. bem como suas propriedades de proteção.. provavelmente a pintura descascará. seca. recomenda-se aplicar uma demão de fundo à base de solvente. água sanitária. não pode apresentar formação de pele e os problemas já mencionados anteriormente. comuns no uso doméstico. A melhor tinta é aquela que demora mais para calcinar. com diluição de até 15% de diluente e corrigem-se as imperfeições com massa a óleo. Antes de iniciar a pintura sobre um reboco novo. lixa-se novamente. apresentar resistência à ação de agentes químicos. desbotar. usando lixa de grana adequada. após um ano da data da fabricação. com alto poder de penetração e grande resistência à alcalinidade natural do reboco. Os seguintes cuidados devem ser observados: ela deve ser limpa. A superfície de madeira. uniformização da absorção da superfície e aumento do rendimento do acabamento. enxaguar a superfície. na variação destes elementos. a tinta armazenada na embalagem original. Se a tinta for aplicada sobre o reboco mal curado. apresentam superfície poucas coesas. tais como detergentes. que se têm as maiores diferenças de qualidade entre as tintas no mercado. cheia e fechada. 213 . em seguida. eliminar o brilho de qualquer origem. deve ser lixada para que sejam eliminadas as farpas.

mas sim selador para madeira. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda até 5%. Para a pintura nova sobre ferro é necessário remover-se a ferrugem. finalmente.ESQUEMA DE PINTURA Qualquer que seja o esquema de pintura a ser aplicado. ou acrílica). No caso de envernizamento da madeira. Quando se pretende um acabamento texturizado.deve-se aplicar massa acrílica em camadas finas. já que existe uma grande diferença de qualidade entre as tintas disponíveis no mercado. 9. podendo haver significativas variações. Quando se deseja resistência superior e maior durabilidade do acabamento. duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água.A. finalmente. deve ser efetuada removendo-se as partes soltas com espátula. impedindo o aparecimento de ferrugem. No acabamento liso de áreas molháveis . eliminar o pó e aplicar o fundo à base de solventes (1). lixa-se e se aplica o verniz. o procedimento é semelhante ao da primeira pintura. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda com até 5%. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã) . ele é aplicado a frio e transforma quimicamente a superfície do ferro ou oxidos nela existentes em fosfatos inertes do ponto de vista da corrosão. uma demão de látex textura acrílica. No acabamento liso interno. aumentando o brilho da superfície. para que a 214 . com diluição de 20 a 30% de água. com diluição de até 10% de água. uma demão de liqui-brilho.V. deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. descascando. No acabamento texturado em corredores.Na repintura sobre madeira. O acabamento convencional sobre rebocos (interno e externo) requer uma demão de tinta látex (P. calcinado. utilizando lixa ou escova de aço. convenientemente diluído.1. látex em mau estado. e aplica-se fundo a base de zarcão ou óxido de ferro e pintar. com diluição de 10% de água (usar rolo de espuma). elimina-se a ferrugem e aplica-se o fundo apenas nas partes onde a superfície metálica esteve exposta. escadarias. No entanto. O número de demãos e as indicações sobre a diluição das tintas baseiam-se em produtos de boa qualidade. Outro produto conhecido como Neutralizador de Ferrugem. com diluição de 20 a 30% de água. aplicam-se duas demãos de tinta látex acrílica sobre a textura acrílica. recomenda-se seguir a orientação do fabricante. cozinhas. uma demão de látex textura acrílica. bem diluída (com até 100% de água). Quando se pretende um acabamento acrílico texturado. isto é. apenas utilizando-se de tinta látex acrílica. deve-se usar uma demão de látex textura acrílica com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. . deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. etc. com a finalidade de facilitar a limpeza.banheiros. etc. Após a secagem. não se aplica fundo branco fosco e nem massa a óleo. ou caiação. Na repintura. A repintura sobre superfícies críticas. pode ser usado antes de aplicarmos o zarcão. No externo processe-se da mesma forma. com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. deve-se aplicar massa corrida em camadas finas e duas demãos de tinta látex.4 . lixa-se para nivelar a base e aplica-se o acabamento. de alto poder de penetração. duas demãos de esmalte sintético brilhante. lixar a superfície. recomenda-se observar atentamente as orientações sobre a preparação da superfície. duas demãos de esmalte sintético brilhante. fazer os reparos. dispensando-se aplicação de fundo branco fosco.

recomenda-se frisar a massa de assentamento de maneira que os frisos sejam rasos. devem-se efetuar os reparos necessários com a mesma massa. sobre a massa de assentamento (frisos). Em seguida aplica-se uma demão de látex textura acrílica. Em seguida.V.com diluição de 20 a 30% de água. Preferencialmente. recomendase aplicar mais duas demãos de tinta látex (P. No acabamento direto sobre bloco de concreto (interno ou externo). de alto poder de penetração e resistência à alcalinidade. poderá haver trincamento na textura acrílica. ou acrílica). que não é aconselhável pintar apenas a superfície interna da telha. 215 . a umidade penetrará. com diluição de 20 a 30% de água. pois a tinta menos diluída tenderá a encher tais depressões. uma demão de látex textura acrílica. com diluição de 20 a 30% de água.P. os fabricantes recomendam que se efetuem reparos necessários com a mesma massa. recomenda-se especial atenção no sentido de que os frisos da massa de assentamento não sejam profundos e de que não haja irregularidades acentuadas (buracos) na superfície dos blocos. Eventuais reparos precisam se efetuados com nata de cimento ou massa acrílica principalmente nos casos em que se deseja pintá-la. Quando se deseja pintar o concreto aparente. fissuras ou orifícios. o que aumenta a impermeabilização sem alterar o aspecto. diluído com até 100% de diluente. Deve-se observar. recomenda-se aplicar mais duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água. Para maior resistência e durabilidade do acabamento..A. Para maior resistência e durabilidade. de acordo com as instruções do fabricante. No concreto aparente deve-se eliminar os eventuais resíduos de substâncias desmoldantes utilizadas para retirar as formas para concreto. ou acrílica . Neste caso. Nas superfícies de litocerâmica não esmaltada ou de tijolo à vista aplica-se massa de assentamento adequadamente frisada. deve-se consular os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. fissuradas ou orifícios. Para que a superfície se torne brilhante e mais resistente. conforme orientação do fabricante. Se isto ocorrer.A. Para proporcionar brilho e mais resistência a estas superfícies. recomenda-se também consultar os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. deve-se aplicar duas demãos de tinta acrílica. esta segunda demão de textura acrílica deve ser aplicada com diluição de até 10% de água. pois não havendo impermeabilização na face externa. dispensa-se a aplicação de fundo à base de solventes. Nas barras lisas de cimento (internas e externas) recomenda-se aplicar duas demãos de tinta látex acrílica. não apresentando falhas. A massa de assentamento não deve apresentar falhas. Além disso. duas demãos de tinta látex acrílica. resultando um aspecto final semelhante à própria textura do bloco (usar rolo de lã). Na face externa das telhas de fibrocimento. Para a pintura da face interna. a pintura do lado externo aumentará a vida útil da telha. com diluição de 30 a 40% de água. aplicam-se duas demãos de tintas látex .superfície não se torne brilhante. Se forem profundas. esta primeira demão deve ser feita com pincel. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). o que aumentará a impermeabilização da superfície. lixa-se levemente para quebrar o brilho. entretanto. o que facilita a aplicação da pintura. som diluição de 20 a 30% de água. Caso isto ocorra. (usar rolo de espuma).V. deve-se aplicar uma demão de silicone. sem alterar o aspecto. com o auxílio de detergentes ou removedores à base de aguarrás. Lixa-se a superfície e em seguida aplica-se silicone. deve-se aplicar uma demão de fundo à base de solventes. prejudicando a pintura interna. Para obter um acabamento texturizado. Em seguida. Se isto ocorrer.

aplicar uma demão de fundo à base de solvente de grande resistência à alcalinidade e repintar. sendo que esta última é a mais difícil de ser eliminada. A prevenção. normalmente aplicando-se duas demãos de esmalte sintético brilhante. desagregamento e saponificação. A eflorescência manifesta-se pelo aparecimento de manchas esbranquiçadas na superfície pintada. A causa deste problema reside no fato de a tinta ter sido aplicada antes que o reboco estivesse curado. que não podem ser resolvidos apenas com a pintura. a tinta foi aplicada sobre o reboco ainda úmido. onde se deposita. cura insuficiente e alcalinidade. se houver apenas eflorescência. acetinado ou fosco. deve-se aguardar até que esteja completamente seco e curado. com até 5%. sendo que este último não é recomendado para superfícies externas. A correção pode ser feita da seguinte forma: raspam-se as partes de agregadas: corrigir as imperfeições profundas do reboco com argamassa. cuja solução é simplesmente aguardar a secagem total da parede. aplicar a tinta. isto é. A carbonatação (cura) do reboco se dá pelo processo de reação do gás carbônico com óxidos metálicos provenientes do reboco que contém cal. sem desagregamento. que a umidade sempre acarreta problemas na superfície. Para se prevenir este inconveniente. O desagregamento manifesta-se pela destruição ou descascamento da pintura. causando a mancha. A primeira demão de esmalte pode ser diluída com até 15% de diluente e a segunda. O reenvernizamento é feito normalmente com duas demãos. que arrasta o hidróxido de cálcio do interior para a superfície pintada. Para a correção. Observa-se. Primeiro é necessário eliminar a umidade. é aguardar até que a parede esteja seca e curada.Em pinturas sobre madeira devem ser observadas as orientações a respeito da preparação da superfície. Também deve-se lixar levemente entre as demãos. Lixar levemente entre as demãos. A secagem se dá pela eliminação da água sob forma de vapor. acetinado ou fosco. e a segunda e terceira com 5 e 10% respectivamente. infiltração de águas pluviais e má impermeabilização de alicerce. são aplicadas duas demãos de esmalte sintético brilhante. neste caso. 9. A primeira demão deve ser diluída com até 15% de diluente e a segunda com até 5%. depois de preparadas adequadamente. No primeiro envernizamento da madeira normalmente são necessárias três demãos de verniz brilhante ou fosco. A diluição na primeira demão pode ser de até 20% de diluente. sendo que o fosco não é recomendado para superfícies externas. o que demora cerca de 30 dias. É preciso lixar a superfície levemente entre as demãos.5 . Estes "inimigos" da pintura podem acarretar inconvenientes conhecidos por eflorescência. podendo envolver também o substrato. antes de iniciar a pintura.CUIDADOS NA APLIAÇÃO DAS TINTAS Nas superfícies de reboco ocorrem muitos problemas em função de umidade. lembrando-se de que este último é recomendado para superfícies internas. preparar a superfície e depois. A causa é a umidade. que se torna pulverulento. Entretanto é oportuno lembrar que as causas mais comuns de umidade são: vazamento em encanamentos. porém. o caso de umidade proveniente de um reboco que ainda não estava seco.1. antes de pintar o reboco. 216 . é suficiente aguardar a secagem total da parede. Nas superfícies de ferro. Aqui é tratado apenas.

A saponificação manifesta-se pelo aparecimento de manchas na superfície pintada. sem prévia preparação da superfície. eliminando as partes atacadas e as mal aderidas. aplicar uma demão de fundo à base de solventes. constituindo camada pulverulenta. Esta alcalinidade. sempre pegajosa. ou pelo retardamento indefinido da secagem de tintas a base de resinas alquílicas. a tinta deve ser diluída de acordo com as instruções do fabricante. de grande resistência à alcalinidade. pela utilização do cimento e cal. no primeiro caso. acarretando os defeitos já mencionados. Portanto qualquer tinta aplicada sobre caiação está sujeita a se descascar rapidamente. reage com a acidez característica de alguns tipos de resina. em seguida. A correção para tintas à base de resinas alquílicas é feita da seguinte forma: remover totalmente a tinta mediante lavagem com solvente. se cair realmente uma chuva e não apenas pingos isolados. é necessário que ele esteja seco e curado. A correção é feita desta forma: abrem-se as fissuras com estilete. de grande resistência à alcalinidade. provocando o descascamento ou a destruição da película de tinta P. A prevenção. Para a sua prevenção sempre que se pintar sobre reboco. de grande resistência à alcalinidade. corrige-se a superfície com massa acrílica (interna e externamente) ou massa corrida (internamente) lixa elimina-se o pó e se repinta. rasas e sem continuidade ocorrem por duas razões: a primeira é o tempo insuficiente de hidratação da cal. A superfície apresenta-se.aguardar a secagem e a cura. Aplica-se 217 . A correção em ambos os casos deve ser efetuada com a raspagem ou escovagem da superfície até a total remoção das partes soltas ou mal aderidas. deve ser a não aplicação de tinta diretamente sobre a caiação. ainda quente (este procedimento é somente aconselhável quando executado por profissionais experientes). em certos casos. Torna-se oportuno esclarecer que. não haverá manchas. E. Como é difícil remover este tipo de tinta. A correção é efetuada com a lavagem de toda a superfície pintada. raspando-se em seguida. Após estas providências. escovar e lixar toda a superfície.V. A correção para tintas do tipo látex é a seguinte: raspar. repintar. No segundo caso. As trincas e fissuras. e repintar. sem esfregar. repintar. na primeira pintura sobre o reboco. na presença de um certo grau de umidade.A. Em seguida. Para se evitar possíveis defeitos decorrentes da alcalinidade. estreitas. neste caso. O descascamento ou não aderência é causado por pintura sobre caiação. A causa da saponificação é a alcalinidade natural do reboco. a primeira demão não foi suficientemente diluída e/ou havia excesso de poeira na superfície. recomenda-se aplicar. com água. costuma-se aquecer a pintura com um maçarico até que ela estoure. recomenda-se a correção das imperfeições com massa acrílica (externa e internamente) ou massa corrida (internamente). uma demão de fundo à base de solvente. podendo até ocorrer o escorrimento de óleo. previamente. A cal não apresenta boa aderência sobre o substrato. A primeira demão deve ser bem diluída para penetrar na superfície. O caso de manchas causadas por pingos de chuva ocorre quando se trata de pingos isolados em paredes recém pintadas. Decorrem do fato de estes pingos trazerem à superfície os materiais solúveis. raspando e lixando. A causa do descascamento da tinta pode ocorrer também quando. Aplicar duas demãos de fundo à base de solventes. a segunda é a camada excessivamente espessa de massa fina. Aplicar uma demão de fundo à base de solvente. antes da aplicação do reboco.

A.então uma demão de fundo à base de solvente para melhorar a firmeza da superfície. aplicar uma demão de fundo à base de solventes (1) e repintar. má aderência e trincas. forem eliminados estes resíduos a partir da lavagem de toda a superfície. quando a nova tinta aplicada umedece a película da tinta anterior. bem diluída. Recomenda-se consultar os fabricantes de tintas sobre cada caso específico. deve-se raspar ou escovar a superfície até a remoção total da "pintura". O retardamento indefinido da secagem e/ou manchas é causado pela migração de ácidos orgânicos e/ou resinas naturais características de determinados tipos de madeira. bolhas e descascamentos. deve ser feita com a remoção (raspagem) das partes onde ocorreu o fenômeno. Cabe aqui observar que a massa corrida P. Isto acontece quando. Estes casos são raros e de difícil solução. Em seguida. deve ser feita pela remoção da massa corrida e a aplicação de uma demão de fundo à base de solventes. corrigir as imperfeições com massa acrílica e repintar. A correção. para corrigir imperfeições de madeira. Outra hipótese da ocorrência dos mesmos problemas constata-se na repintura. Aguarda-se a secagem total da superfície e torna-se a pintar. A primeira precaução é evitar tais madeiras. principalmente em portas. Em seguida.A.A. provocando a sua dilatação. 218 . manchas. Este procedimento.V. lava-se a superfície com água em abundância para que sejam eliminados os resíduos de soda cáustica. sendo aplicada com rolo. Trincas e má aderência geralmente ocorrem quando se utiliza massa corrida P. pode ser substituído pela aplicação de fundo à base de solvente. para este fim. Os problemas mais comuns em superfícies de madeira pintadas com tinta de sistemas alquímicos são os retardamentos da secagem. em todos os casos. não é indicada para superfícies externas. após o lixamento da massa. No segundo caso. Se esta aplicação resultar uma película brilhante. no primeiro caso. A repintura sobre madeira impregnada com resíduos de soda cáustica (ou similares) utilizada na remoção da pintura anterior é uma segunda causa do problema que pode ser prevenido se. A correção. Em seguida. óleo ou nicotina é feito com a lavagem da superfície por meio de solução de água com 10% de amoníaco ou detergentes que contém amônia. quebra-se o brilho lixando suavemente. quando desejável. Os mesmos problemas. corrigem-se as imperfeições com massa acrílica e repinta-se. Aguardar a secagem total e repintar. a poeira não foi devidamente eliminada da superfície e/ou a tinta não foi adequadamente diluída e/ou a massa corrida utilizada era muito fraca (com pouca resina).V. com água em abundância. A correção é feita com a remoção total da pintura. repinta-se. como se fosse tinta. Não se deve utilizar massa corrida P. podem ocorrer na primeira pintura em paredes internas. recomenda-se retocar a superfície com massa corrida.V. isto é. A correção de manchas amareladas provocadas por gordura. O certo é o emprego de massa a óleo. Isto feito. sobre massa corrida. seja pela correção da superfície ou para "pintura". O aparecimento de bolhas seguidas de descascamento em paredes externas geralmente é causado pelo uso indevido da massa corrida. Depois aplica-se uma demão de fundo à base de solventes. Em seguida repintar. antes da repintura.

neste caso. Normalmente ocorrem tanto no interior quanto no exterior da edificação nas faces com má ventilação e sem incidência de radiação solar direta. . é feita com a eliminação da massa corrida. etc.a retenção de poeira pela pintura e a suspensão conseqüente lavagem pela chuva provoca o no ar surgimento de regiões manchadas.A correção. Fendilhamento Fissuras e intemperismo POSSÍVEIS MECANISMOS DE DEGRADAÇÃO .1 .pode ocorrer pela presença de água sob a película de pintura. . repintar.pode estar associado ao ataque de álcalis ou ao surgimento de eflorêscencia pelo carreamento de sais solúveis em água através da parede. água. . que podem surgir sob e película ou sobre ela. partículas em . correção das imperfeições com massa a óleo.aplicação inadequada da pintura. descasc amento Perda de sais álcalis aderência.as condições ambientais. A baixa permeabilidade ao vapor de água pode permitir o acúmulo de umidade sob a película. . . .. aplicação Alteração no aspecto . umidade e temperatura podem favorecer o crescimento de fungos. que provoca esforços originando os citados problemas. intemperismo Manchas escuras na superfície fungos Umidade água 219 .preparação inadequada da base. empol amento.podem ocorrer pela perda da capacidade de flexibilidade da película após a ação da radiação solar particularmente sua parcela de radiação ultravioleta. agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação DEFEITOS AGENTES Perda de água aderência. descasc amento. aplicação de uma demão de fundo branco fosco bem diluído. degradando o pigmento e veículo da pintura. lixamento e eliminação de pó para.a alteração na cor e brilho da pintura é o resultado da ação de alguns agentes agressivos tais como radiação ultravioleta. empol amento. em seguida. sais. Tabela 9.Defeitos observados.podem ocorrer pela preparação inadequada da base. .produto inadequado ao fim a que destina.

Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em madeira 220 .1.vidros.MATERIAL DE TRABALHO Podemos utilizar vários tipos de materiais e equipamentos para se efetuar uma boa pintura. anteriormente aplicada. alvenarias e concretos aparentes.Os salpicos que não puderem ser evitados precisam ser removidos enquanto a tinta ainda estiver fresca. sem escorrimentos. As pinturas executadas em superfícies exteriores não devem ser efetuadas quando ocorrer precipitação pluvial.6 . pisos. etc. descoloramentos. e que não ocorra condensação de vapor de água na base a ser pintada. falhas ou imperfeições. somente deverá ser aplicada quando a anterior estiver adequadamente seca. Também devem ser evitados escorrimentos ou salpicos de tinta nas superfícies não destinadas à pintura . não provoque na mesma enrugamentos.. Cada demão de tinta subseqüente. A última demão de tinta deve proporcionar a superfície uma película de pintura uniforme. de modo tal que o contato com a película.CONDIÇÕES AMBIENTAIS DURANTE A APLICAÇÃO Os serviços de pintura devem sempre ser realizados em ambiente com temperaturas variando entre 10ºC e 35ºC. Segue abaixo algumas sugestões: • de madeira: Figura 9. A pintura recém-executada deve ser protegida contra a incidência de poeira ou de água.9. condensação de vapor d'água na superfície da base ou ventos fortes.7 . De preferência. 9. empregando-se removedor adequado. a menos que o fabricante estabeleça outro intervalo de variação para um tipo específico de tinta.. As pinturas de interiores podem ser efetuadas mesmo quando as condições climáticas impeçam as do exterior. com o transporte de partículas em suspensão no ar. ou mesmo contra contatos acidentais durante o período de secagem. desde que seja obedecida a variações de temperatura. a pintura em superfícies interiores deve ser realizada em condições climáticas que permitam que portas e janelas permaneçam abertas.1. etc.1 .

A. São mais comumente usados para trabalhos artesanais. Rolos? São indicados para pintura de grandes superfícies. Proporcionam grande rendimento.V.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em metais Figura 9. . São mais usados para pinturas em paredes.. em alvenaria. ou acrílico. verniz ou óleo em madeira ou alvenaria interna. 221 . sem muito esforço físico. P.• de metais: • parede: Figura 9..Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em paredes NOTA Pincel ou Trincha? São praticamente a mesma coisa. Os pincéis têm sempre o corpo e o cabo redondos e às cerdas é dado um formato de acordo com a finalidade de uso.2 . As trinchas têm sempre o corpo e o cabo de forma retangular e achatada. os rolos são utilizados como segue: .3 .rolos de espuma lisa: para aplicação de esmalte.rolos de lã: para aplicação de látex. etc. madeira ou metal. Mais comumente.

RENDIMENTOS Tabela 9.1.2 .V.8 . certifica-se de que a mesma esteja adequadamente preparada e que a tinta a ser aplicada seja compatível com a superfície.Não utilizar verniz fosco ou esmalte fosco em superfícies externas. em superfícies externas.Não utilizar massa corrida diluída com água como se fosse uma tinta de fundo.1.6 l ) / DEMÃO 30 m² 30 m² 20 m² 20 m² 35 m² 40 m² 40 m² 30 m² 20 m² 35 m² 35 m² 30 m² a . b .A. d .A Massa corrida acrílica Tinta à óleo Esmalte sintético Grafite Zarcão Massa à óleo Verniz Epoxy Silicone 9. c . primeira demão de látex nas portas antes de aplicar o esmalte). e .V. g.V. 222 .RECOMENDAÇÕES GERAIS RENDIMENTO Galão ( 3. f . 9.9 .rolos de espuma texturizada: aplicação de látex ou tinta texturada em alvenarias.Antes de pintar uma superfície.Não aplicar massa corrida P.Não utilizar produtos látex (P.A.) e acrílico) sobre superfícies de madeira ou ferro (exemplos: massa corrida para corrigir imperfeições de portas antes de pintar.Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade: TINTAS Látex P.Não pintar o reboco antes que o mesmo esteja completamente seco e curado. Látex Acrílico Massa corrida P.V..A. O verniz ou esmalte brilhante são mais resistentes.Não aplicar tinta diretamente sobre paredes caiadas.

3 .4). aparelhos eletrônicos. O vidro é composto por: sílica. Na colocação em caixilhos utilizamos massa de vidraceiro para a sua fixação (Figura 9. automobilística. frascos. arsênico. vidros curvos: usados na ind. obtida através do resfriamento de uma massa em fusão. O vidro não é poroso nem absorvente.4 .9. nitrato de sódio. Podemos utilizar o vidro da seguinte maneira: • • • • vidro oco: para garrafas. corantes (óxido de cobalto-azul.. óxido de selênio-cinza) e sucata de vidro. cloreto de sódio. O vidro colorido..Classificação dos vidros (ABNT) TIPO Vidro recozido Vidro segurança temperado Vidro segurança laminado Vidro segurança aramado Vidro termo-absorvente Vidro termo-refletor Vidro composto TRANSPARÊNCIA Vidro transparente Vidro translúcido Vidro opaco ACABAMENTO DE SUPERFÍCIE Vidro liso Vidro float Vidro impresso Vidro fosco Vidro espelhado Vidro gravado Vidro esmaltad COLORAÇÃO COLOCAÇÃO Vidro incolor caixilhos Vidro colorido autoportantes mista. alumina. vidros finos: lâmpada. portas. é ótimo isolador. Suas principais qualidades é a transparência e a dureza. etc.VIDRO O vidro é uma substância inorgânica e amorfa. etc. óxido. possui baixo índice de dilatação e condutividade térmica. O vidro em sua fabricação atinge uma temperatura de 800 a 1000° C. óxido de ferro-verde..800 kg por cm². suporta pressões de 5. além do aspecto estético. Figura 9. soda.800 a 10. vidro plano: janelas. magnésio.. Tabela 9. cálcio. os vidros podem reduzir o consumo energético de um edifício ou residência.Exemplo de fixação dos vidros nos caixilhos 223 ...2 .

).5 .4 .43 m 224 . resistente aos choques mecânicos e térmicos. rompendo-se. A segurança reside no fato de. de aparência e de composição química. IMPORTANTE: Depois de acabado. como cortes.2.2 m 1.00 m Bolas de aço de 900g 0. além de conferir-lhe as características de segurança. o vidro temperado.VIDRO TEMPERADO Vidro temperado significa ter um vidro passado por um processo especial de aquecimento (em torno de 650° C. apresentar fragmentos de pequenas dimensões e com arestas menos cortantes. O vidro temperado tem uma resistência mecânica cerca de quatro vezes superior à do vidro comum. seguindo de um rápido resfriamento. que o transforma num material extremamente forte. . com menor risco de acidentes graves. não permite novos processamentos.1 .Resistência ao impacto: Vidro espessura de 6.PROPRIEDADES: • Tensão de ruptura: vidro comum 400 kgf/cm² vidro temperado 1470 kgf/cm² Figura 9.81 m 2. que reforçam consideravelmente a resistência mecânica. conservando as características de transmissão luminosa. Podem ser feitas opacações leves e desenhos. mas isto reduz sensivelmente a resistência do material.53 m 3.00 mm vidro comum vidro temperado Bolas de aço de 225g 0.1 m Saco de areia de 500g 0.Cargas nos vidros Tabela 9. furos e recortes. A têmpera gera no interior da chapa um conjunto de esforços de tração e compressão em equilíbrio.9.

00 kgf/cm² Peso específico: 2. DADOS TÉCNICOS: Tabela 9.5 .6 .Dimensões máximas de fabricação: tipo de vidro temperado temperado temperado diáfano diáfano espessura mm 6 8 10 8 10 dimensões máximas (cm) caixilhos e portas instalações 110 x 200 150 x 260 100 x 220 240 x 320 100 x 220 110 x 220 100 x 220 110 x 250 100 x 220 225 .5 kg/m²/mm Resistência ao choque térmico : resiste a uma diferença de temperatura entre suas faces de até 220° C.Impacto nos vidros • Resistência à flambagem: uma peça de 6mm de espessura de 100 x 35 cm suporta uma carga axial de 1000 kg. enquanto o vidro comum rompe-se a uma diferença de 60° C.Flambagem • • • Módulo de elasticidade: 700. Figura 9.7 .Figura 9.

.Posição dos furos em vidros temperados TIPOS DE VIDROS: O vidro temperado é oferecido nos seguintes tipos. 10mm = 1/10 Figura 9.8 e 10 mm 226 .incolor 0.tolerâncias dimensionais: Em todos os casos.relações largura/comprimento : 6mm = 1/4 8mm = 1/8 .8 e 10 mm bronzes 6.8 .8 e 10 mm Vidro diáfano incolor 8 e 10 mm cinza 8 e10 mm Vidro liso cinza 6.8 e 10 mm verde 6. cores e espessuras: Vidro polido (cristal) . a tolerância é de ± 3 m/m para largura e comprimento. furos: O vidro temperado só pode ser furado antes da têmpera Tolerâncias para os diâmetros e localizações dos furos: a) diâmetro mínimo = espessura da chapa b) diâmetro máximo = 1/3 da largura da chapa c) posição dos furos: a distância mínima entre borda do vidro e a borda do furo deve ser 3 vezes a espessura da chapa.

18. nem condensação de vapor no substrato. Evitar aplicação de tinta em superfície muito lisa. Evitar pintura sobre substratos de concreto ou argamassa curados por tempo insuficiente. 14. 7. Cada demão deve ser aplicada quando a anterior tiver secado para evitar enrugamentos e deslocamentos. Remoção de algas. nem em presença de ventos fortes. As pinturas internas devem permitir a abertura das portas e janelas. Em substratos muito porosos. Tinta aplicada em ambientes externos deve possuir boa resistência à radiação solar. 17. 15. A tinta aplicada em ambientes de elevada umidade não deve permitir nem favorecer a formação de vida vegetal. 1. 10. 2. sem sinais de contaminação e deterioração. 6. 4. lavando bem a seguir. 8. 13. 11. Caso insuficiente. com espessura uniforme e livre de escorrimentos. lavando bem a seguir. Podem ser usadas tintas de acabamento diluídas. As superfícies devem estar suficientemente secas e endurecidas. 16. 3. 12. fungos e bolor com escovação de fios duros e lavagem com solução de fosfato trissódico. Remoção de sujeiras efetuada com água. 227 . 9. usar solução de fosfato trissódico com água. aplicar tinta de fundo para homogeneizar a superfície. A pintura deve ser realizada com temperatura variando de 10 ºC a 35 ºC. Cada película deve ser contínua. 5. Remoção de material eflorescente com escovação de cerdas macias sobre superfície seca. Aplicar tinta que forme película porosa e resistente a álcalis sobre substrato muito úmido. A tinta deve ser bem espalhada e a espessura de cada demão deve ser a mínima possível e a espessura do filme deve resultar da aplicação de várias demãos. Tintas a óleo e alquímicas somente podem ser aplicadas sobre substrato totalmente seco e curados por 60 dias e sobre tinta de fundo resistente à alcalinidade. Remoção de contaminantes gordurosos com aplicação de solventes à base de hidrocarbonetos. sem condições de secagem.ANOTAÇÕES Quanto as Pinturas. Não pintar com chuva.

10 – PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTOS. 228 . f. Estes fenômenos podem se apresentar como resultados de uma ou mais causas.mau proporcionamento das argamassas. c. Todos os tipos de danos de revestimento têm importância do ponto de vista da economia e satisfação do usuário.má aplicação de revestimento. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Saber analisar as manifestações apresentadas nos revestimentos.a pintura acha-se parcial ou totalmente fissurada. b.o reboco endurecido empola progressivamente. g. Podemos observar nas edificações os seguintes fenômenos.fatores externos ao revestimento. • Especificar os materiais ideais para os revestimentos. e. deslocando do emboço. prejudiciais ao aspecto de paredes e tetos: a.há formação de eflorescência na superfície da tinta ou entre a tinta e o reboco.a argamassa do revestimento descola inteiramente da alvenaria. À preocupação do usuário com o custo do reparo do revestimento deve-se acrescentar a sensação desagradável do mesmo precisar coexistir com um ambiente visualmente antiestético. d. em placas compactas ou por desagregação completa. • Especificar corretamente os reparos. b. atuando sobre a argamassa de revestimento. com desenvolvimento de bolor.a superfície do revestimento apresenta fissuras de conformações variada.a superfície do revestimento apresenta vesículas com deslocamento da pintura. APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. deslocando da argamassa de revestimento. • Saber as causas prováveis das patologias dos revestimentos. tais como: a.há formação de manchas de umidade. c. d.tipo e qualidade dos materiais utilizados no preparo da argamassa de revestimento.

Mas. A desagregação do revestimento. Dos efeitos observáveis. por sua vez. costuma-se adicionar aditivo incorporador de ar à argamassas de cimento. Cimento Não existe inconveniente quanto ao tipo de cimento. concreções ferruginosas e matéria orgânica. é proporcional ao teor de finos. por sua vez. A mica pode também reduzir a aderência do revestimento à base ou de duas camadas entre si.ANÁLISE DAS CAUSAS 10. a expansão pode ser resultante da formação de produtos de oxidação da pirita e das concreções ferruginosas . quanto à finura que regulará os níveis de retração por secagem. respectivamente .10.1. pirita.1 . Outra alternativa é a de 229 . A matéria orgânica pode ser a causa de formação de vesículas esporádicas. mas sim.de hidratação de argilo-minerais montmoriloníticos ou de matéria orgânica. De modo a contornar o problema.Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados Agregados Em nosso meio é utilizada. No centro da vesícula. mica. A retração nas primeiras 24 horas é controlada pela retenção de água que. maiores. como agregado. em idades. São particularmente prejudiciais impurezas tais como: aglomerados argilosos. material pulverulento escuro.1 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS . com excesso de finos na areia ou de mica em quantidade apreciável. no interior de cada vesícula observa-se um ponto escuro (Figura 10.1) Figura 10.1 . a retração aumenta com o teor de finos.sulfatos e óxidos de ferro hidratados.Vesícula formada no reboco. a areia natural essencialmente quartzosa. exceção feita à de chapisco. tem como causa a presença de torrões argilosos.

melhorando a retenção de água e trabalhabilidade do conjunto. Quando esta reação não é completa durante a extinção em fábrica. A etapa intermediária. a cal virgem dolomítica tem velocidade de hidratação mais lenta. quer se trate do óxido de cálcio ou do óxido de magnésio presentes na cal. pode continuar após o ensacamento. ela se dá simultaneamente à carbonação. o carbonato. 230 . Ao ser a hidratação do óxido de magnésio muito mais lenta. o aumento de volume causa danos ao revestimento. O inconveniente é o aumento de volume que acompanha a reação de hidratação. terminando pela sua regeneração no endurecimento da argamassa. de hidratação da cal virgem. observáveis nos primeiros meses de aplicação do reboco. Se utilizada logo após a fabricação.2) Figura 10.2 . cuja velocidade depende das condições de calcinação da matéria-prima. na forma de grãos grossos. Existindo óxido de cálcio livre. a expansão não pode ser absorvida pelos vazios de argamassa e o efeito é o de formação de vesículas. mais propriamente na camada de reboco. como resultado da ação do anidrido carbônico do ar.adicionar-se cal hidratada que aumenta o teor de finos. Cal A produção de cal virgem e de cal hidratada e o endurecimento da argamassa pertencem a um ciclo de reações que se inicia pela decomposição do constituinte principal da matéria-prima. durante o amassamento e após a aplicação da argamassa.Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno. dá-se por uma reação contínua. com efeitos diferentes. O revestimento endurecido empola gradativamente deslocando-se do emboço (figura 10. A hidratação retardada é a responsável pelo rasgamento do saco quando a cal é armazenada por tempo prolongado. Comparativamente.

areia. cal e de condições favoráveis à penetração do anidrido carbônico do ar atmosférico através de toda a espessura da camada.Causas decorrentes do traço da argamassa Argamassa de cimento A primeira camada do revestimento é constituída pelo emboço. Com relação ao agregado é desaconselhável a utilização de argamassa de saibro. como já visto. Argamassa de cal O endurecimento é resultante da carbonatação da cal. 231 . Podemos considerar como argamassa rica a que contém proporção calareia. aquecedores. A incidência da chuva favorece o fenômeno de desagregação. tubulação de água quente).2 . procedentes tanto do agregado como do aglomerante. 10. 10. Em camadas pouco espessas como as de reboco. cuja função é regularizar a superfície da base. iniciando-se na parte inferior da alvenaria. Observam-se fissuras e deslocamento quando esta camada é excessivamente rica em cimento (proporção 1:2 em massa. para que essa camada seja suficientemente elástica deve conter cal e cimento em proporções adequadas. em massa superior a 1:3.3 .Observar-se que o empolamento e mais localizado em regiões onde há maior incidência do sol ou de aquecimento por fontes quaisquer (fogão. a resistência da argamassa é função de uma proporção adequada. por exemplo). condição agravada quando aplicada em espessura maior de 2 cm.1. a carbonatação é favorecida pela pequena espessura da camada. Assim sendo.Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa. mas desfavorecida por uma porosidade baixa resultante de uma argamassa rica em finos.

construída de saibro e cal. é aplicada a utilização de cimento e cal.A Figura 10. bem como da homogeneidade dessas propriedades. 10.1. Assim. é essencial que existam condições de aderência do revestimento à base. quando aplicada como revestimento em uma única camada. para argamassa de 1:16 ou ainda para proporções maiores.4 . com a agravante de ter sido aplicado sem chapisco sobre blocos de concreto. Consequentemente vai depender da textura e da capacidade de absorção da base.3 nos mostra a desagregação de um revestimento de uma única camada com espessura fora de especificação. Cita-se.3 . pode apresentar problema de aderência. A Figura 10. Constata-se casos de deslocamento acompanhado de desagregação. 10. como as de emboço. o qual impede a penetração da nata do aglomerante.Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco. A aderência se dá pela penetração da nata no aglomerante nos poros da base e endurecimento subseqüente. mas não tem a resistência suficiente para manter-se aderente ao emboço ou à alvenaria. Uma argamassa magra tem porosidade favorável à carbonatação. ou da qualidade dos materiais empregados.4 nos mostra o deslocamento de revestimento aplicado sem chapisco. uma camada do revestimento aplicada sobre outra impregnada de um produto orgânico. Para as camadas de 2 cm aproximadamente ou mais. uma 232 .Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento Aderência à base Independentemente do número de camadas de argamassa aplicadas. como exemplo.

Aplicação da argamassa Para argamassa contendo cimento. o grau de carbonatação atingido não é suficiente para conferir à camada de reboco a resistência suficiente e este acaba por deslocar-se do emboço com desagregação (Figura 10. não permite que o revestimento acompanhe a movimentação da estrutura. forma-se uma película de carbonato uniforme que age como uma barreira à penetração do anidrido carbônico. preparo. Sendo a área dessas juntas relativamente pequena. agravado por em traço rico de cimento.1. No reboco. se o tempo de endurecimento e secagem da camada inferior não é observado antes da aplicação da camada superior. o revestimento acaba por descolar sob efeito do seu próprio peso. Este fato. na camada superior. Outra causa a ser citada é a ausência de rugosidade da camada da base. Observa-se que em alguns casos deslocamento de revestimento de laje de teto o emboço chega a apresentar espessura de 5 cm. Se a pintura for aplicada prematuramente.Causas decorrentes do tipo de pintura As tintas a óleo ou à base de borracha clorada e epóxi promovem uma camada impermeável que dificulta a difusão do ar atmosférico através da argamassa de revestimento. deslocando-se.5). a espessura do emboço não deve ultrapassar 2 cm e a do reboco 2 mm. Espessura do revestimento Segundo as prescrições da NB-231 "Revestimento de paredes e tetos com argamassas: materiais. O revestimento mantém-se aderente nas regiões correspondentes às juntas do assentamento. a retração que acompanha a secagem da camada inferior gera fissuras. aplicação e manutenção". 233 . O alisamento intenso da camada de reboco propicia uma concentração de leite de cal na superfície.4 . Por carbonatação. 10.superfície de concreto impregnada de desmoldante ou uma camada de chapisco contendo um produto hidrofugante. o efeito observado é de desagregação por falta de carbonatação. impedindo o endurecimento do interior da camada de revestimento. com configuração de mapa.

6 .Figura 10. com pulverulência (Figura 10. acompanhada ou não pela formação de eflorescência ou vesículas. ou formação de bolor em pontos onde não há incidência de sol (Figura 10.Causas externas ao revestimento Umidade A infiltração de água através de alicerces.1.Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente. A infiltração constante provoca a desagregação do revestimento. A alvenaria freqüentemente exposta ao sol não favorece a formação do bolor. lajes cobertura mal impermeabilizadas ou argamassas de assentamento magras manifesta-se por manchas de umidade.7). 234 .5 . 10.5 . A argamassa nos pontos empolados é pulverulenta e facilmente removível. 10.6).Efeitos da umidade sobre o reboco.

As causas podem ser as seguintes: . 10. 235 . No caso de tintas impermeáveis. Expansão da argamassa de assentamento Ocorre predominantemente no sentido vertical e pode ser identificada por fissuras horizontais no revestimento (Figuras 10.8b. A expansão da argamassa de assentamento pode ser provocada por reações químicas entre os constituintes desta argamassa ou mesmo entre compostos do cimento e dos tijolos ou blocos que compõem a alvenaria.reação de sulfato do meio ambiente ou do componente da alvenaria com o cimento da argamassa.hidratação retardada da cal dolomitica usada na argamassa de assentamento.Acúmulo de bolor no revestimento por efeito de umidade. .7 .9). a eflorescência deposita-se entre a camada de tinta e a do reboco.Figura 10. 10. comprometendo a aderência entre ambas. Estas tintas são também responsáveis pela formação de vesículas ou bolhas que resultam da percolação da água através da alvenaria e que se acumula entre o revestimento e a tinta.8a.

Em conseqüência. Notam-se as fissuras do revestimento e da argamassa de rejuntamento dos azulejos.Fissura do revestimento por expansão da argamassa de assentamento (b) Figura 10.Aspecto do revestimento interno.8b . Nestes casos.8a e 10. 10. talvez antieconômico se comparado a uma execução completa. REPAROS A possibilidade de reparo é função do tipo e extensão do dano existente. mas comumente localizados em pontos onde o fenômeno que os originou é mais favorecido.9 . o fenômeno alastra-se progressivamente.6. Os danos nem sempre aparecem em toda a edificação. às vezes por um largo tempo. é necessária a 236 . sem a preocupação com a causa. Por isso mesmo. solicitando um reparo constante.1. a tendência do usuário é executar pequenos reparos.(a) Figura 10.

como segue nas Tabelas 10.1 e 10.Identificação das causas. Manifestações Aspecto observado Manchas de umidade Pó branco acumulado sobre a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Umidade constante Sais solúveis presentes no elemento da alvenaria Sais solúveis presentes na água de amassamento ou unidade infiltrada Reparos Eliminação da infiltração da umidade Secagem do revestimento Escovamento da superfície Reparo do revestimento quando pulverulento Eliminação da infiltração da umidade Lavagem com solução de hipoclorito Reparo do revestimento quando pulverulento Renovação da camada de reboco Bolor Manchas esverdeadas ou escuras.preta .bolhas contendo umidade interior A superfície do reboco formando bolhas cujos diâmetros aumentam progressivamente O reboco apresenta som cavo sob percussão .Presença de pirita ou de matéria orgânica na areia .vermelho acastanhado .2. . apresentando-se as partes internas das empolas na cor: .identificação das causas e da extensão do dano para melhor decidir-se sobre a solução a ser adotada.Hidratação retardada de óxido de cálcio da cal. Revestimento em desagregação. extensão do dano e solução.1 .branca Vesículas . Cal não carbonada Umidade constante Área não exposta ao sol Empolamento da pintura. Tabela 10.Presença de concreções ferruginosas na areia .Aplicação prematura de tinta impermeável Infiltração de umidade Eliminação da infiltração da umidade Renovação da pintura Deslocamento com Empolamentos Hidratação retardada do óxido de magnésio da cal Renovação da camada de reboco 237 .

Expansão da argamassa de assentamento por reação cimento-sulfatos ou devido à presença de argilo-minerais expansivos no agregado .O reboco apresenta som cavo sob percussão Renovação da camada de reboco OBS: Estão excluídas desta análise as fissuras de revestimento.aplicação de chapisco ou outro artifício para melhoria da aderência Renovação do revestimento Ausência da camada de chapisco Expansão da argamassa de assentamento por hidratação retardada.Ausência de carbonatação da cal .apicoamento da base . dilatações térmicas diferenciadas. mas quebradiça.2 .A película de tinta desloca arrastando o reboco que se desagrega com facilidade .Excesso de finos no agregado . 238 .Identificação das causas. desagregando-se com facilidade Sob percussão o revestimento apresenta som cavo Apresenta-se ao longo de toda a parede Deslocamento do revestimento em placas.A superfície da base é muito lisa . com som cavo sob percussão Renovação do revestimento: . Manifestações Fissuras Mapeadas Aspecto observado As fissuras têm forma variada e distribuem-se por toda a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Retração da argamassa de base .Ausência da camada de chapisco Argamassa magra Reparos Renovação do revestimento Renovação da pintura Deslocamento em Placa A placa apresenta-se endurecida.Tabela 10. extensão do dano e solução.Argamassa muito rica . Sob percussão o revestimento apresenta som cavo A placa apresenta-se endurecida.A superfície de contato com a camada inferior apresenta placas freqüentes de mica . do óxido de magnésio da cal.A superfície da base está impregnada com substância hidrófuga .Argamassa aplicada em camada muito espessa .Traço em aglomerantes . resultantes de causas tais como recalques de fundação.eliminação da base hidrófuga . movimentação de estrutura. quebrando com dificuldade.Traço excessivamente rico em cal . etc.O reboco foi aplicado em camada muito espessa Renovação do revestimento após hidratação completa da cal da argamassa de assentamento A solução a adotar é função da intensidade da reação expansiva Fissuras Horizontais Deslocamento com Pulverulência .

2 – Trincas. gretamentos e fissuras Geralmente ocorre por causa da perda de integridade da superfície da placa cerâmica. 10.). ou na fase de execução. • Mão-de-obra não qualificada. Um dos sinais desta patologia é a ocorrência de um som cavo (oco) nas placas cerâmicas quando percutidas.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias nos revestimentos cerâmicos podem ter origem na etapa de projeto.2 – REVESTIMENTOS CERÂMICOS . quando as tensões ultrapassam a capacidade de aderência das ligações entre a placa cerâmica e argamassa colante e/ou emboço.Destacamentos de placas São caracterizados pela perda de aderência das placas cerâmicas do substrato. Verificar com cuidado. pois as patologias são evidenciadas por alguns sinais que podem ter origem em outros componentes de revestimento (base. • Gretamento e fissuras. • Assentamento sobre superfície contaminada. • Deterioração das juntas. devido a acomodação da construção. Muitas vezes a solução é a retirada total do revestimento (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. 239 . • Eflorescências. mãode-obra etc.2. juntas de dessolidarização). As patologias mais comuns são: • Destacamentos de placas. contravergas. estrutura etc.1 . • Deformação lenta da estrutura de concreto armado. É muito trabalhosa e cara a recuperação desta patologia. As causas destes defeitos são: • Instabilidade do suporte. • Ausência de detalhes construtivos (vergas. ou se observa o estufamento da camada de acabamento. 10. características um pouco resiliente dos rejuntes. ou quando o projetista não leva em consideração as interações do revestimento com outras partes da construção (esquadrias.10. • Utilização do cimento colante vencido. 2004).) (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO.2. quando são escolhidos os materiais. 2004). • Execução do revestimento sobre base recém executada. variações higrotérmicas e de temperatura. ou da argamassa colante. • Trincas.

Utilizar placas cerâmicas de boa qualidade (queimadas em altas temperaturas. que causam a separação das placas em partes. a deterioração das juntas compromete o desempenho dos revestimentos cerâmicos. resultanto em carbonato de cálcio. Ela aparece devido a um processo químico. As fissuras são rompimentos nas placas cerâmicas.2. 2004). enxaguando muito bem a superfície após seu uso. A causa provável desta patologia é a falta de especificação de juntas de movimentação e detalhes construtivos adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. resulta em uma base medianamente solúvel. denominada hidróxido de cálcio. contém anidro carbônico. em sua composição encontra-se o hidróxido de cálcio livre. Garantir o tempo necessário para secagem de todas as camadas anteriores à execução do revestimento cerâmico.As trincas são rupturas na placa cerâmica provocadas por esforços mecânicos. Observa-se que está ocorrendo uma deterioração das juntas quando ocorre: 240 . sal insolúvel de coloração branca. O cimento comum. Pode ser facilmente retiradas mediante solução diluída de ácido muriático em concentrações baixas e em pequena quantidade. 10.2. o que elimina os ais solúveis). ocasionando o contato com o ar. O gretamento é uma série de aberturas em várias direções inferiores a 1 mm e que ocorrem na superfície esmaltada das placas. reagindo com a água.3 – Eflorescência Eflorecência são manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. com abertura inferiores a 1 mm e que não causam a ruptura das placas. dá-se a reação entre essas duas substâncias. Para evitar esse processo podemos adicionar: • • • Reduzir o consumo de cimento Portland no emboço ou usar cimento com baixo teor de álcalis. Como a argamassa de assentamento e de rejuntamento contém cimento e essas camadas são porosas. com aberturas superiores a 1 mm. 10. que por sua vez.4 – Deterioração das juntas As juntas são responsáveis pela estanqueidade do revestimento cerâmico e pela capacidade de absorver deformações.

somados aos ataques de agentes atmosféricos agressivos e/ou solicitações mecânicas. do preenchimento das juntas. 2004). preenchimento com materiais a base de cimento.3 e 10. Diluição excessiva da tinta na aplicação. Umidade excessiva no substrato. As causas mais prováveis do problema são: • • • • • • • Escolha inadequada da tinta por conta da exposição ou por incompatibilidade com o substrato. podem envelhecer e perder a cor. 10. que.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias da pintura estão relacionadas a duas famílias de problemas: • • Interface do filme com o substrato.• • Perda de estanqueidade.4 apresentam as patologias mais comuns das tintas aplicadas sobre as paredes. por ser de origem orgânica. podem causar fissuras. bem como da escolha de matérias de preenchimento adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. Quando os rejuntes possuem uma quantidade grande de resinas. Ausência de preparação do substrato ou preparo insuficiente Substratos que não apresenta estabilidade. As juntas rígidas. A perda da estanqueidade pode iniciar-se logo após a sua execução. Envelhecimento do material de preenchimento. A própria película da pintura. Condições metereológicas inadequadas por temperatura e/ou umidade muito elevada ou muito baixa ou ventos fortes. Para evitar a ocorrência desta patologia devemos ter controle da execução do rejuntamento. sofrem deterioração na presença de agentes agressivos (chuva ácida ou fissuras). pelo procedimento de limpeza inadequada (uso de ácidos e bases concentrados). Formulação inadequada da tinta As tabelas 10.3 – PINTURAS . 241 .

-escamação da Película.aplicação prematura da tinta formando película impermeável sobre a argamassa não curada. desmoldantes. . poeira. depositamse na interfase do filme com o substrato. -ao aplicar uma tinta com melhor qualidade sobre uma de qualidade inferior. -superfície calcinada.aplicação sobre substrato muito poroso.aplicação de tinta sobre substrato em vias de expansão ou desagregação. com perda de aderência. -paredes próximas ao chão com piso frio. B) aplicação em substrato instável: Causas: . pulverulência e umidade na interface do filme com o substrato.3 – Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU. mas em contato com água. graxa.Tabela 10. que por evaporação e capilaridade. óleo. -perda de aderência da película. Causas: -aplicação de tinta em superfície contaminada por sujeira. 242 . -aplicação da tinta sobre superfície úmida.aplicação de tinta sobre substrato com elevado teor de sais solúvel em água. . a água infiltra na película de tinta(com o tempo) chegando até a massa que começa a estourar e causa esfarelamento do reboco. -aplicação de tinta impermeável sobre substrato úmido. -verificar a existência de contaminantes na interface película e substrato. devido a diluição incorreta. . . . que não tenha sido preparada adequadamente. partículas soltas. C) aplicação sobre base úmida. -por excesso de cal na preparação do reboco. que absorve o veículo.quando a tinta não for diluída corretamente.umidade na superfície. -aplicação de tinta sobre superfícies que contenham partes soltas e caiação.começa o estufamento da superfície. como as tintas a óleo ou alquídicas. porosidade e umidade. eflorescência. -aplicação da tinta sobre substrato muito liso.não hidratação correta da cal. etc.quando é usada massa corrida PVA em paredes externas ou internas. sobre substrato úmido e alcalino. não devem usar massa corrida PVA. 2007). -por poeiras que não foram removidas das superfícies (massa corrida após lixada). -aplicação de tinta sobre reboco sem cura adequada de 30dias. . causando um esfarelamento do reboco com facilidade. majorado pela alta temperatura e umidade. -verificar a existência de umidade no substrato. -conforme se lava o piso. -verificar as características do substrato e da superfície de aplicação quanto a lisura. semelhante ao sal. Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) preparo inadequado do substrato ou ausência. Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis. restando apenas os pigmentos e as cargas em forma pulverulenta. aparecendo um pó bem fino. -superfície que não tenham eliminado totalmente o pó. Bolhas Massa corrida PVA em contato com a água Descascamento -a tinta começa a descascar ou soltar da parede Calcinação . -má aderência da tinta. Deslocamento Pintura da -pulverulências ou descolamentos. .

umidade por chuvas e não se ter aguardado a secagem. . Perda de brilho e de cor. verde e outras. marrom.Tabela 10. B) Problemas com a natureza do substrato Causas: . -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco não curado ou sobre parede com umidade. -em caso de umidade. . cor verde. -incompatibilidade das várias camadads. -algas: áreas externas. 2007 Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) Problemas com a natureza da tinta Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência à radiação solar em ambiente externo. 243 . usados na formulação das tintas. . -aplicação de tinta sobre substrato muito poroo. cinza.aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis. apresentando bolhas e vesículas. na cor preta. sai também parte do reboco e costuma ficar esfarelendo por baixo. fungos e algas). -aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas solúveis em água.aplicação de tinta com baixa flexibilidade. -ocorre quando acontecem chuvas tipo garoa. -aplicação de tinta com baixa resistência ao ataque por agentes biológicos (bolor. -são microorganismos vivos que se proliferam em ambientes diferentes. junto com a película de tinta. -fungos: área interna e externa. durante a secagem do reboco.aplicação prematura de tinta que forme película impermeável. enrugando o filme. com destruição do filme por fissuramento ou por deterioração com pulverulência. tornando a tinta pegajosa com sinais de bolhas. quando se arrastam matérias alcalinos solúveis do interior para a superfície pintada. causando manchas. C) Aplicação em condições inadequadas: Causas: . secagem muito rápida ou espessura elevada produzindo enrugamentos. faz com que aflorem materiais solúveis. verde azulada e vermelho-castanho. aparecendo assim marcas do rolo. quando a tinta não está totalmente curada. -a eflorecência se dá pela eliminação de água sob a forma de vapor.por ter sido aplicado acabamento final sobre reboco úmido ou por não ter sido curado.Aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas expansivas. -em cores escuras. . quando a tinta foi diluída excessivamente.secagem muito rápida devido à temperatura ou umidade inadequadas ou ventos fortes. da parte interna da parede para a externa.4 . . -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco muito arenoso. Defeitos no filme da Pintura Desagregamento Manchas esbranquiçadas Manchas por chuvas irregulares Fungos -é um tipo de descascamento em que. . que molha somente pontos isolados da parede. pode ocorrer.Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU.a tinta com filme ainda não curado.

Exemplo de alguns tipos de cimento disponíveis no mercado brasileiro passíveis de emprego em aplicações específicas (Tabela 11. aditivos e cuidado especial é recomendável quanto aos teores de cloretos e sulfatos no concreto. Atenção também deve ser dada às especificações sobre agregados. • Especificar corretamente as fôrmas o ecoramento e o contraventamento. • Especificar corretamente a concretagem e o adensamento.1 . VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher os tipos de materiais ideais para execução de obras utilizando concreto armado. mas é importante frisar que grandes benefícios poderiam também ser obtidos no que concerne à durabilidade das estruturas.1.DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. ficando aqui em ressalva que qualquer problema em obra deverá ser bem estudado para se fornecer uma solução adequada. nas obras de pequeno e médio porte não se consegue executar um concreto com todas as suas características. em relação aos materiais inertes disponíveis. pois cada uma tem seus aspectos exclusivos e particulares. • Especificar corretamente as armaduras bem como a sua posição. estrutura. Seriam óbvias as vantagens em economia propiciadas pela utilização de concreto de maior resistência. devido sempre a problemas referentes a custos. de resistência à compressão.. • Especificar corretamente a cura e a desforma.11 . cimentos.1 Cimento O projeto deverá estabelecer os tipos de cimento adequados. ou mesmo. o que fará com que as construções sejam prejudicadas quanto a durabilidade.1): 244 . método construtivo. maior resistência à abrasão e baixa permeabilidade. 11. pega. perda ao fogo etc. funcionalidade das estruturas em concreto armado. pois concretos mais fortes tem também. tecnicamente e economicamente. No que se referem aos constituintes da mistura os pontos-chaves são o fator água-cimento. estabilidade. Sabemos que apesar da grande evolução na tecnologia do concreto. a cada tipo de concreto. consumo de cimento e resistência. e também por falta de tecnologia por parte de pequenos construtores. Vamos abordar de modo prático alguns detalhes para uma boa execução de obras em concreto armado. em geral. trabalhabilidade.MATERIAIS EMPREGADOS EM CONCRETO ARMADO 11.

O (NBR 12989) estrutural com classes de resistência de 25. apresenta-se finamente pulverizado e praticamente seco. subterrâneas . similares aos demais tipos de cimento. Empregado em geral. c) CPII-F-Com adição de fíler. além de ser resistente a sulfatos. b) CPI-S. Recomendado para estruturas que exijam um desprendimento de calor moderadamente lento ou que possam ser atacados por sulfatos. Para aplicações gerais Adicionado com escória. CP (BC) (NBR13116) cimento tem a propriedade de retardar o desprendimento de calor em peças de grande massa de concreto. Quando o intervalo de tempo decorrido entre a fabricação e a utilização não é demasiado grande. ao sair da fábrica acondicionado em sacos de várias folhas de papel impermeável.1 – Cimentos disponíveis no mercado brasileiro (ABCP. Esse Hidratação. água do CP (RS) (NBR 5737) mar e em alguns tipos de solo O cimento Portland de baixo calor de hidratação. a) CPII-E-Com adição de escória granulada de alto forno. O cimento Portland composto é modificado. a proteção oferecida e em geral. precauções suplementares devem ser tomadas para que a integridade dos característicos iniciais do aglomerante seja preservada. apresenta resistência mecânica superior. além de baixo calor de hidratação. 2003) Tipos Aplicações a) CPI-Cimento Portland sem adição além da gipsita. Favorece a sua aplicação em grandes volumes devido ao baixo calor de hidratação. portanto. adição recomendado para construção em geral. onde o volume é grande. assim como (NBR 5735) alta resistência à expansão devido à reação álcali-agregado. evitando o aparecimento de fissuras de origem térmica. mais durável. É muito 1-Cimento Portland Comum (CP I) adequado para o uso em construções de concreto em geral (NBR 5732) quando não há exposição a sulfatos do solo ou de águas a) CPI – Cimento Portland Comum b) CPI-S-Cimento Portland Comum com subterrâneas.Tabela 11. assim devendo ser conservado até o momento da sua utilização. com 5% de material pozolânico em massa. apresenta maior impermeabilidade e 3-Cimento Portland de Alto-Forno (CP III) durabilidade. Para uso geral. O concreto feito com esse produto é mais impermeável e por isso mais durável. mas é particularmente vantajoso em obras de concreto-massa. e está 8-Cimento Portland Branco CPB classificado em dois subtipos: estrutural e não estrutural. Empregado em obras civis em geral. O cimento. tubos e canaletas para condução de líquidos agressivos. O cimento Portland branco se difere por coloração. é designado 7-Cimento Portland de Baixo Calor de por siglas e classes de seu tipo acrescidas de BC. O concreto (NBR 5736) feito com esse produto se torna mais impermeável. Caso contrário. 245 . É especialmente indicado em obras expostas à 4-Cimento Portland Pozolânico (CP IV) ação de água corrente e ambientes agressivos. suficiente. b) CPII-Z-Com adição de material pozolânico. obras submersas. Apresenta menor c) CPII-F-composto com fíler resistência ao ataque de sulfatos contidos no solo. esgotos e efluentes industriais. 32 e 40. É recomendada em todas as aplicações que necessitem de 5-Cimento Portland de Alta resistência resistência inicial elevada e desforma rápida inicial (CP V-ARI) ( NBR 5733) Oferece resistência aos meios agressivos sulfatados como 6-Cimento Portland Resistente a Sulfatos redes de esgotos de águas servidas ou industriais. é mais indicado em lançamentos b) CPII-Z-composto com pozolana de concreto. Seu uso. com as mesmas características. Gera calor numa 2-Cimento Portland (CP II) (NBR 11578) velocidade menor do que o gerado pelo cimento Portland a) CPII-E-composto com escória comum. obras em ambientes agressivos. Este cimento combina com bons o baixo calor de hidratação com o aumento de resistência do cimento Portland comum. marítimas e industriais.

As pilhas devem ser feitas a 30 cm do piso sobre estrado de madeira e a 30 cm das paredes e 50 cm do teto (Figura 11.As pilhas não excederem de mais de 10 sacos. calçada. Para armazenar cimento é preciso. 2º . lastros etc. ou se for possível esfarelar os torrões com os dedos. Os sacos que contém cimento parcialmente hidratado.A principal causa da deterioração do cimento é a umidade que. em primeiro lugar. por ele absorvida. mas não deve ser utilizado em peças estruturais. preservá-lo. pois o cimento ainda é possível de hidratar-se (Figura 11. o cimento deste saco pode ser utilizado. freqüentemente. Caso contrário. tanto quanto possível. não devem ser aceitos para utilização em concreto estrutural. RECOMENDAÇÕES: O cimento sendo fornecido em sacos deve-se verificar sua integridade. ainda se pode tentar aproveitar o cimento utilizando em aplicações de menor responsabilidade como pisos.1). O empedramento às vezes é superficial. se o saco de cimento for tombado sobre uma superfície dura e voltar a se afofar. forçando um contato mais intenso entre as partículas do aglomerante e a umidade existente chegando a empedrar.1 . salvo se o tempo de armazenamento for no máximo 15 dias. É que ele nunca se apresenta completamente seco e a pressão elevada a que ficam sujeitos os sacos das camadas inferiores reduz os vazios. não ser estocado em pilhas de alturas excessivas. a presença de torrões e pedras que caracterizam fases mais adiantadas de hidratação. Ao esfregá-lo entre os dedos sente-se que não está finamente pulverizado. O cimento hidratado é facilmente reconhecível. caso em que pode atingir 15 sacos. de ambientes úmidos e em segundo. constata-se mesmo. isto é. Figura 11. depois de peneirado em peneira com malha de 5 mm (peneira de feijão). Portanto para evitar essas duas principais causas de deterioração do cimento é aconselhável: 1º .Local para guarda de materiais 246 . não aceitando os que estiverem rasgados ou úmidos. reduzindo-lhe sensivelmente as suas características de aglomerante.2). com formação de grumos que não são total e facilmente desfeitos com leve pressão dos dedos. hidrata-o pouco a pouco.

aumentando a resistência pela diminuição do fator água/cimento. no caso de obras de pequeno porte. mas devem ser colocados separadamente de maneira a facilitar sua inspeção e seu emprego na ordem cronológica de recebimento. Quando da aprovação de jazida para fornecer agregados para concreto devemos ter conhecimento de resultados dos seguintes ensaios e/ou análises: • • • • • reatividade aos álcalis do cimento (álcali-sílica. análise petrográfica e mineralógica. álcali-carbonato). daqueles inicialmente escolhidos. Se recebermos. álcali-silicato. carvão. e também. tipos e classes diferentes. Esta variabilidade prejudica a homogeneidade e características mecânicas do concreto.2 Agregados miúdo e graúdos Devemos tomar o cuidado para que em nossas obras não se receba agregados com grande variabilidade.1. A capacidade total armazenada deve ser suficiente para garantir as concretagens em um período de produção máxima. com granulometria mais fina que o material usado na dosagem inicial.Os lotes recebidos em épocas diferentes e diversas não podem ser misturados. deve-se optar pelo uso de material já consagrado no local ou pela adoção de medidas preventivas. verificar a procedência. etc. Para evitarmos a variabilidade dos agregados devemos esclarecer junto aos fornecedores a qualidade desejada e solicitar rigoroso cumprimento no fornecimento. e o local de armazenamento e devem estar praticamente isentos de materiais orgânicos como humus. presença de impurezas ou materiais deletéricos. 247 . que prejudicará sua coesão e capacidade de reter água em seu interior. haverá uma redução na resistência mecânica. RECOMENDAÇÕES: Deve-se ao chegar os agregados. consequentemente. a quantidade. algumas vezes por motivo de abastecimento ou econômico. O tempo de estocagem do cimento pode ser prolongado tomando todos os cuidados na estocagem (podendo atingir até 90 dias) mais em obra não devemos ultrapassar 30 dias. por exemplo). necessitará uma maior quantidade de água para mantermos a mesma trabalhabilidade e. sem reabastecimento. além de provocar uma redução de finos. pois torna-se antieconômico. Devem-se tomar cuidados especiais no armazenamento utilizando cimento de marcas. siltes. • absorsão do material No entanto. é praticamente inviável a execução de tais ensaios e análises. estabilidade do material frente a variações de temperatura e umidade. 11. resitência à abrasão. o qual será desnecessário. Neste caso. Se ocorrer o inverso haverá um excesso de água para a mesma trabalhabilidade. em casos específicos (uso de material pozolânicos. provocando exudação do mesmo.

impedindo o contato com o concreto. o mesmo não ocorre com o concreto armado. esta diminuição é provocada pela formação de uma película não aderente às barras de aço. e colocar uma camada com aproximadamente 10 cm de brita.Para o armazenamento dos agregados poderemos fazê-lo em baias com tapumes laterais de madeira (Figura 11. o emprego de águas não potáveis no amassamento do concreto pode criar problemas a curto ou longo prazo. a água destinada ao amassamento deverá ser as água potáveis. deve-se ter o cuidado de verificar no lançamento do material na betoneira. o problema é de ordem estrutural.Armaduras Os problemas existentes com as barras de aço é a possibilidade de corrosão em maior ou menor grau de intensidade.3 . Do ponto de vista da durabilidade dos concretos. pode não trazer conseqüências danosas. Deveremos fazer uma inclinação no solo. evitando-se constantes correções na quantidade de água lançado ao concreto. principalmente nas areias e pedriscos.2 . pedindo que seja bem batida para a sua total liberação. Se. 248 .Baias de madeira para separar os agregados 11. em função de meio ambiente existente na região da obra. Portanto.4 . 1 e 2 para possibilitar a drenagem do excesso de água. devendo ser criteriosamente avaliada a perda de seção da armadura.Água A resistência mecânica do concreto poderá ser reduzida. onde a existência de cloretos pode ocasionar corrosão das armaduras. o que provoca a diminuição da aderência ao concreto armado e diminuição de seção das barras.2) ou em pilhas separadas. dentro de certos limites. além de manchas e eflorescências superficiais.1. se a água utilizada no amassamento conter substâncias nocivas em quantidades prejudiciais. Estando a areia com elevada saturação. se parte da mesma não ficou retida nas caixas ou latas. Figura 11. para o concreto simples. para que a água escoa no sentido inverso da retirada dos agregados. evitando a mistura de agregados de diferentes dimensões.1.50m. 11. o uso de águas contendo impurezas. No primeiro caso. diminuindo-se o gradiente de umidade. Recomenda-se que as alturas máximas de armazenamento sejam de 1. No segundo caso de diminuição de seção.

.Armazenar o menor tempo possível.Receber as armaduras já montadas. .jateamento de areia. a qual pode ser feito manualmente através de impacto de pedaço de barra de aço estriada e ajudar a limpeza através de fricção das mesmas.limpeza manual com escova de aço. .Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência (avaliar a eficiência periodicamente). . ou altamente poluídas): .4) de 30 cm de espessura.Armazenar as barras em travessas de madeira (Figura 11.Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência. apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido por camada de brita. Para a limpeza das barras com corrosão devemos fazer em ordem de eficiência: . apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido de pedra britada.3) de 20 cm de espessura. 249 . .: As barras que foram pintadas com camadas de cimento. .RECOMENDAÇÕES: Meios fortemente agressivos (regiões marítimas.Cobrir com lonas plásticas.Armazenar as barras sobre travessas de madeira (Figura 11.limpeza manual com saco de estopa úmido. Meios mediamente agressivos: . Obs. . . em pequenas quantidades.(avaliar a eficiência periodicamente). Meios pouco agressivos: .Armazenar as barras em galpões fechados e cobertos com lona plástica. para sua utilização na estrutura deverão ser removidas.Receber na obra as barras de aço já cortadas e dobradas.

250 . As barras são produtos de diâmetro nominal 5.2). • No Brasil a indicação do aço utilizado no concreto armado é feita pelas letras CA (concreto armado) seguida de um número que caracteriza a tensão de escoamento em kg/mm². • Aços encruados a frio: obtidos por tratamento a frio trabalho mecânico feito abaixo da zona crítica.Figura 11.3 .0 ou superior e os fios aqueles de diâmetro nominal 10. Os mais utilizados são o CA 25 e o CA 50 em barras. E sua unidade é em milímetros (Tabela 11.Armazenagem das barras de aço sobre travessas Tipos de aço: Os aços estruturais de fabricação nacional em uso no Brasil podem ser classificados em três grupos: Aços de dureza natural laminados a quente: utilizados há muito tempo no concreto armado. • Aços para concreto protendido: aços duros e pertencem ao grupo de aços usados para concreto protendido. com tolerância de mais ou menos 9%.0 ou inferior. os grãos permanecem deformados aumentando a resistência. Nos dias de hoje possui saliências para aumentar a aderência do concreto. fabricado por trefilação ou processo equivalente (estiramento ou laminação a frio). o CA 60 em fio. Pode ser encontrado em fios isolados ou formando uma cordoalha. O comprimento normal das barras é de 11 m. fabricados por laminação a quente.

0 25.0 9.4 3.1 78.7 201. As fôrmas podem variar cerca de 40% do custo total das estruturas de concreto armado.935 6.137 0.0 32. • quantidade.193 0.622 3.169 0.245 0.614 2.269 0.163 3.5 50.673 2.034 0. as fôrmas podem ficar superdimensionadas ou subdimensionadas.320 0.9 13.253 0.102 0. • diâmetro nominal e categoria da barra ou fio.230 0.9 16.8 4.0 22.3 50. o comprador deve no mínimo indicar: • número da Norma.8 28.038 0.115 0.3 8.4 3.2 – Características de fios e barras NBR7480/1996 Diâmetro Nominal (mm) Fios Barras 2.578 1.2 32. • comprimento e sua tolerância.318 2.2 38.3 13.0 6.0 5. rolo) 11.235 0.2 380.3 62.0 8.5 18.273 9.072 0.853 4.187 0.6 5.589 0.302 0.558 0. • embalagem (feixe.371 0.198 0.154 0.5 10.8 69.3 31.075 0. estudadas e projetadas.1 11.084 5.222 0.5 125.5 17.4 11.021 1.0 Massa e tolerância por unidade de comprimento (kg/m) Massa Massa Massa Massa Massa Mínima Mínima nominal Máxima Máxima -10% -6% +6% +10% 0.0 6.0 40.109 0.2 14.8 20.5 6.259 0.692 9.268 0. Geralmente as fôrmas têm a sua execução atribuída aos mestres de obra ou encarregados de carpintaria.123 0.3 17.2 – SISTEMA DE FÔRMAS E ESCORAMENTOS CONVENCIONAIS Para se ter a garantia de que uma estrutura ou qualquer peça de concreto armado seja executada fielmente ao projeto e tenha a forma correta.284 0.1 29.209 0.456 Valores nominais Área da Seção (mm2) 4.238 0.0 25. fazendo um serviço empírico.220 0.5 10.984 3.8 31.523 0.084 0.8 19. estes procedimentos resultam em consumo intenso de materiais e mão-de-obra. Considerando que a estrutura representa em média 20% do custo total de um edifício. 251 .6 Perímetro (mm) 7.0 20.067 0.434 0.355 0.4 39. concluímos que racionalizar ou otimizar a fôrma corresponde a 8% do custo de construção. em toneladas.617 0.9 78.313 6.7 Na compra de barras e fios de aço para concreto armado.865 10.0 12.418 0.130 0. para todos os tipos de obras.145 0.5 9.Tabela 11.654 0. depende da exatidão e rigidez das fôrmas e de seus escoramentos.1 490.3 70.094 0.6 19.484 1.036 0.089 0.6 23.963 1.0 5.2 4.9 804.2 1256.5 16.163 0.175 0.1 314.1 22. Hoje existe um grande elenco de alternativas para confecção de fôrmas.5 100.4 7.580 0.395 0.805 2.0 10. feixe dobrado.466 2.906 0.5 122.

11. o seu ritmo estabelece o ritmo das demais atividades e. a) Tábuas de madeira serrada: As tábuas mais utilizadas são o pinho de 2º e 3º. No ciclo de execução da estrutura (forma.0 cm ( 1"x 10 "). 252 . estamos considerando os custos diretos.5 x 20. c) Não colocar a agulha do vibrador entre a fôrma e as armaduras.Nessa análise. eventuais atrasos. desdobradas em sarrafos. • textura requerida da superfície do concreto. 2. A escolha destes materiais é determinada em função de uma série de fatores: • número de utilizações previstas. • custo dos componentes e mão-de-obra. etc. que podem alcançar níveis representativos. as fôrmas devem ser molhadas até a saturação. tendo como principal componente a madeira. existem os chamados indiretos. sendo as bitolas comerciais mais comuns de: 2. As tábuas podem ser reduzidas a qualquer largura. responsável por cerca de 50% do prazo de execução do empreendimento. 2. Portanto.0 cm ( 1" x 12 "). armação e concreto). 2. b) Devem ser praticamente estanques. o cedrilho. • tipo de estrutura a ser moldada. isso pode danificar os painéis.5 x 5.00 cm.Materiais e ferramentas As formas são fabricadas a partir de grande variedade de materiais. • cargas atuantes. timburi. 2.5 x 15. b) Antes de concretar. dos quais os mais comuns são os de 2. ou podemos utilizar também o aço. • equipamentos para transporte. alumínio plástico. que são: a) Devem ser executadas rigorosamente de acordo com as dimensões indicadas no projeto.5 x 10. as fôrmas devem ser limpas.0 cm.5 x 7. Na concretagem devemos tomar algumas precauções.5 x 25.0 cm.0 cm ( 1" x 8" ). em relação as fôrmas. e ter a resistência necessária. c) Deve ser projetado para serem utilizadas o maior número possível de vezes. • investimento inicial.2. papelão etc. o caminho crítico.1 . para que a estrutura não seja prejudicada: a) Antes de concretar. 2.5 x 30. • cronograma da obra. Portanto devemos satisfazer alguns requisitos para a sua perfeita execução. A forma é responsável por 60% das horas-homem gastas para execução da estrutura os outros 40% para atividade de armação e concretagem. o item forma é geralmente.0 cm. e similares.

para utilização em estruturas de concreto armado aparente. a qual não pode ser feita no terço médio do seu comprimento.3) 253 . deve com certeza serem colocados.0 cm. as vigas 6. de modo que as cargas dos pontaletes sejam distribuídas numa área maior. nestes casos. d) Pregos: Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT. Cuidado com emendas nos pontaletes !!! Cada pontalete de madeira só poderá ter uma emenda.0 x 6. 10. a x b . Quando os pontaletes forem apoiar no terreno.Elevado módulo de elasticidade e resistência razoável .Baixo custo b) Chapas de madeira compensada: A madeira compensada é o composto laminado transversal mais utilizado em aplicações estruturais. A designação dos pregos com cabeça será por dois nºs. além dos escoramentos tubulares metálicos. para evitar recalques.0 cm. prever travamentos horizontais e contravontamentos para evitar flambagem.0. devemos colocar tábuas ou pranchas que deverão ser maiores quando mais fracos forem os terrenos.0 x 7.(Tabela 11.0 x 12. os topos das duas peças devem ser planos e normais ao eixo comum. Nas emendas. 5. ou cola fenólica. As chapas coladas com cola fenólica são mais resistentes ao descolamento das lâminas quando submetidas à umidade. mais usadas para fôrma. 8. São compostas por diversas lâminas adjacentes com espessura entre 1 mm e 5 mm.0cm e 6.10 m e espessura que variam de 6. Prever cunhas duplas nos pés de todos os pontaletes para possibilitar uma desforma mais fácil.0mm.Não ser excessivamente dura .00m.Devem ter as seguintes qualidades: . Nos pontaletes com mais de 3.0 cm. e acabamento plastificado. de modo a permitir a colocação das contra flechas. e nos vãos intermediários dos escoramentos.0. Devem. As chapas têm acabamento resinado. têm dimensões de 2.0 cm. As chapas de madeira compensada. ser pregados cobre junta de sarrafos em toda a volta das emendas. para utilização em estruturas de concreto armado revestida. coladas por cola "branca" PVA. 12.20 x 1.0 x 16.0 x 8. c) Escoramentos : Podemos utilizar para escoramentos pontaletes de eucaliptos ou peças de peroba como os cibros 5.

Tabela 11.24 3.50 2. Normalmente são utilizados como tensores vergalhões de aço com partes soldadas.4 mm 18 = 3.46 3. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga.9 X 74.4 X 81. 254 . é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2.Escoramentos: 18 x 27 19 x36 15 x 15 18 x 27 19 x 36 18 x 27 O diâmetro deve ser escolhido entre 1/8 e 1/10 da espessura da peça de menor espessura.3 mm.14 Os pregos mais utilizados para a execução das fôrmas são: .68 2.a = refere ao diâmetro.02 3.4 X 47.4 X 61. sendo cortados após a desforma.02 3.3 .24 3.9 X 61.0 X 11.2. painéis.0 X 54. outros podem ser removidos completamente e reutilizados (este sistema é o melhor) (Figura 11. vigas altas.7 X 47.0 X 67. suportando a pressão do concreto fresco.68 2.9 X 88.4 X 40.4 X 33.Fôrmas de tábuas: .7 X 54.0 X 61. roscas e porcas ou acessórios especiais.80 3.7 X 40.Fôrmas de chapas: .46 2.0 X 47. e) Tensores: Os tensores são utilizados para conectar formas de pilares.14 3.4 X 54.46 2.4 X 67.80 3.24 3.Dimensões dos pregos em "mm" NÚMERO 5X5 15 X 15 15 X 18 15 X 21 16 X 18 16 X 21 16 X 24 17 X 21 17 X 24 17 X 27 17 X 30 18 X 24 18 X 27 18 X 30 18 X 36 19 X 27 19 X 33 19 X 39 DIMENSÕES EM mm 1.4).90 2.02 3. Alguns tensores podem ser perdidos.4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" .53 3.

lima. e ainda é de 255 .5).5 .tensores espaguetes Figura 11. protegidos do sol e da chuva. As dimensões da mesa de serra devem ser coerentes com as dimensões das peças a serrar. se utiliza uma mesa de serra circular e uma bancada com gabarito para a montagem dos painéis (Figura 11.Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas A mesa de serra deve ter uma altura e todos os sistemas de proteção que permita proceder ao corte de uma seção de uma só vez. etc.4 . como o martelo. Para a execução das fôrmas além das ferramentas de uso do carpinteiro.Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas Devemos deixar os materiais em locais cobertos. Figura 11. serrote. No manuseio das chapas compensadas deve-se tomar o cuidado para não danificar os bordos.

TRAVESSAS: Peças de ligações das tábuas ou chapas. geralmente feitas de sarrafos ou caibros.6). formadas por tábuas ou chapas.CANTONEIRAS: Peças triangulares pregadas nos ângulos internos das fôrmas. 11.MONTANTES: Peças destinadas a reforçar as gravatas dos pilares. colunas e vigas. 7 .GUIAS: Peças de suporte dos travessões. 6 . Os painéis formam os pisos das lajes e as faces das vigas. 3 .TRAVESSÕES: Peças de suporte empregados somente nos escoramentos dos painéis de lajes. 256 .FUNDO DAS VIGAS: Painéis que forma a parte inferior das vigas. paredes.2. 8 . pilares.DIREITOS: Suportes das fôrmas das lajes.Tipos de disco para corte de tábuas e chapas compensadas 11. dos painéis de vigas.TRAVESSAS DE APOIO: Peças fixadas sobre as travessas verticais das faces da viga.Peças utilizadas na execução das fôrmas: São dados diversos nomes às peças que compõem as fôrmas e seus escoramentos as mais comuns são: 1 .FACES: Painéis que formam os lados das fôrmas das vigas. etc. 5 . Geralmente feitas de caibros ou tábuas trabalhando a cutelo ( espelho ). pilares. os travessões são suprimidos.PÉS. geralmente feitas de sarrafos ou caibros. Geralmente feitos a de caibros ou varas de eucaliptos. destinadas ao apoio dos painéis de lajes e das peças de suporte dos painéis de laje (travessões e guias). 10 . no caso de utilizar tábuas. 2 .6 . paredes. 4 .grande importância adotar um disco de serra com dentes compatíveis com o corte a ser feito (Figura 11. 12 .PONTALETES: Suportes das fôrmas das vigas.GRAVATAS: Peças que ligam os painéis das formas dos pilares. 9 .2 .PAINÉIS: Superfícies planas. Geralmente feitos de caibros ou varas de eucaliptos. Figura 11.

TALAS: Peças idênticas aos chapuzez.TRAVAMENTO: Ligação transversal das peças de escoramento que trabalham a flambagem. Em pilares altos. fundações e vigas. e nos casos de contraventamentos longos prever travessas com sarrafos para evitar flambagem (Figuras 11.francesas): Peças inclinadas. 16 .2.8). para garantir o prumo. geralmente empregadas como suporte e reforço de pregação das peças de escoramento. temos que prever contraventamentos em duas direções perpendiculares entre si (Figuras 11. 19 . 17 . destinadas à ligação e a emenda das peças de escoramento. 18 .ESPAÇADORES: Peças destinadas a manter a distância interna entre os painéis das formas de paredes.CALÇOS: Peças de madeira os quais se apoiam os pontaletes e pés direitos por intermédio de cunhas.CUNHAS: Peças prismáticas. destinadas a limpeza.13 .7 e 11.Detalhes de utilização: a) . 14 . 15 . geralmente usadas aos pares.3 .CHAPUZES: Pequenas peças feitas de sarrafos.ESCORAS (mãos . Consiste na ligação das fôrmas entre si. prever contraventamentos em dois ou mais pontos de altura.JANELAS: Aberturas localizadas na base das fôrmas.. Quando os pilares forem concretados antes das vigas. 21 . 257 . lajes etc. 20 .8) os quais deverão estar bem apoiados no terreno em estacas firmemente batidas ou engastalhos nas bases.Nos Pilares Os pilares são formados por painéis verticais travados por gravatas. ou como apoio extremo das escoras.. Devem ser bem fixados com pregos (18x27 ou 19x36) nas ligações com a fôrma e com os apoios (estacas ou engastalhos). trabalhando a compressão. 11.7 e 11.CONTRAVENTAMENTO: Ligação destinada a evitar qualquer deslocamento das fôrmas.

para concretagem em etapas nos pilares altos. Na parte inferior dos pilares.Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares Devemos colocar gravatas com dimensões proporcionais às alturas dos pilares para que possam resistir ao empuxo lateral do concreto fresco. responsável pela formação de vazios nas peças concretadas"bicheiras". bem como deixar janelas intermediárias.Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares bem como das janelas 258 . as distância entre as gravatas devem ser máximo de 30 a 40 cm. a cada 2.0m (Figura 11. Não devemos esquecer de deixar na base dos pilares uma janela para a limpeza e lavagem do fundo.7 .8). Esta janela tem a função de facilitar a vibração evitando a desagregação do concreto.8 . 9 10 1 2 21 Figura 11.1 9 21 10 2 Figura 11.

Tipos de gravatas utilizadas em pilares (Cardão.Tipos de gravatas usuais para o fechamento dos painéis dos pilares: .Tipo 1 = sarrafo simples. tensores. de 2.5 x 7.10).Tipo 3 = caibro com dois sarrafos de 2.10 .1969) Além das gravatas podemos reforçar as formas dos pilares com arame recozido nº12 ou nº 10 (seção 2). ou ainda com espaguetes. que podem ser introduzidas dentro de tubos plásticos para serem reaproveitados ( seção 3) (Figura 11.0 cm Figura 11.0 ou 10 cm .9 .Tipo 2 = dois sarrafos de 2. (1) (2) (3) Figura 11.0 ou 10.0 ou 10 cm .Tipos de reforços em gravatas 259 .5 x 7.5 x 7.

11) ou contra o piso ou terreno. para evitar a abertura da forma (Figura 11.80m .para caibros horizontais das lajes : 0. escoramentos e contraventamentos suficientes para não sofrerem deslocamentos ou deformações durante o lançamento do concreto.Detalhe de uma fôrma de viga 260 .para as gravatas : 0. Sarrafo de pressão Figura 11. evitando as "barrigas" ou superfícies tortas.entre mestras ou até apoio nas vigas : 1. Devemos certificar se as formas têm as amarrações. é necessário prever também um bom escoramento lateral com as mãos francesas entre a parte superior da gravata e a travessa de apoio (Figura 11.20m .50.00 a 1. 0.60 a 0. E verificarmos se as distâncias entre eixos (para o sistema convencional) são as seguintes: .00m lajes Nas formas laterais das vigas.entre pontaletes das vigas e mestras das : 1.11). não é suficiente a colocação de gravatas ancoradas através do espaço interior das fôrmas com arame grosso (arame recozido nº 10). Na base da forma e sobre as guias é importante pregar um sarrafo denominado “sarrafo de pressão”. que não são travadas pelos painéis de laje. espaguetes ou tensores .b)-Nas vigas e lajes As fôrmas das vigas são constituídas por painéis de fundo e painéis das faces firmemente travadas por gravata.11 . principalmente nas vigas altas.50 m . mãos-francesas e sarrafos de pressão.

Detalhe da Fôrma das vigas sem sarrafo de pressão 261 . 1969) Figura 11.13 .Outros tipos de fôrmas e escoramentos de vigas: Figura 11.12 .Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão (Cardão.

Detalhes da fôrma das lajes maciças Figura 11.Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 262 .15a .15b .Figura 11.Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas Figura 11.14 .

Figura 11.Detalhe da fôrma utilizando tábuas 263 . para evitar que as juntas se abram. Devemos evitar o fechamento das juntas com papel de sacos de cimento ou de jornais. Pode ser utilizada mata-juntas.16).Fazer o fechamento das juntas pouco antes da concretagem.Colocar as tábuas das formas com o lado do cerne voltado para dentro (Figura 11.11. fita adesiva e até mastiques elásticos (Figura 11.Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-juntas e fita adesiva Recomendações: . Isso pode ocorrer principalmente em pequenas obras.17).2.17 . o que não é muito eficiente.Juntas das Fôrmas As juntas das fôrmas devem ser fechadas para evitar o vazamento da nata de cimento que pode causar rebarbas ou vazios na superfície do concreto. .16 .4 . Figura 11.

ou seja. sendo sua aplicação feita manualmente.2. longarinas e transversinas de madeira (Figura 11.11.4 a 0.19).Escoramento de madeira tipo "H" 264 . São encontradas de tres maneiras: a) Madeira : o escoramento das vigas são executadas em madeira por sistema chamados de garfos ou H de viga. e as lajes formadas por escoras. às vezes utiliza-se roldanas e corda para a subida vertical do equipamento (Figura 11.18 . não necessitando do emprego de equipamentos para o içamento das peças. b) Misto :É um sistema que utiliza escoramento metálico com finalidade de suporte de carga sendo a fôrma revestida com chapas de compesado e podem ser dimensionadas para uma pressão que pode chegar até 60k/m². e somente se necessário.5 .18).Sistema de forma leve São sistemas em que se utiliza mão-de-obra manual. O peso próprio dessas formas variam de 0.6kN/m². Figura 11.

Figura 11.2.13kN/m2. Esses painéis são estruturados e a forma pesa em média de 0. 11. São utilizados compensados e vigas metálicas em aço ou alumínio Os painéis estruturados tem grandes aplicações em obras-de-arte. por uma estrutura de alumínio e compensado.00 kN/m2. reservatórios. por exemplo.6 . paredes e núcleos de edificações. barragens. compostos por painéis leves constituídos.Sistema médio de fôrmas São sistemas que se utilizam equipamentos para o içamento dos painéis com a utilização. geralmente. de grua ou guindaste.19 .Escoramento metálico c) Industrializado metálico: São aqueles sistemas em que praticamente se utilizam elementos metálicos para fôrma e escoramento. forrando o painel. 265 .6 a 1. consistindo como bastante leves. As fôrmas metálicas chegam a Ter um peso próprio de aproximadamente 0.

As mesas voadoras pesam em média de 0. As principais aplicações desses sistemas são os muros.Sistema pesado de fôrmas São sistemas nos quais que se utilizam gruas para o içamento da fôrma. para que.Sistema trepante e auto-trepante São sistemas que com carro e cursor variável permitem deslocar a fôrma para frente e para trás na plataforma de trabalho. Figura 11.Fôrma trepante 266 .2. Consiste essa modalidade de escoramento na utilização da chamada mesa voadora que é uma estrutura metálica forrada por compensado sobre vigas mistas em alumínio ou aço.4 a 0. sem grua.7 .20 . Essa estrutura fica apoiada sobre escoras ou treliças metálicas sob roldanas para a locomoção do sistema. todo o conjunto seja levado à lateral da edificação e transportado por meio de grua para os pavimentos ou área de trabalho superiores ou próximos. sendo as fôrmas elevadas por comando hidráulicos. Podem ser empregados em estruturas com mais de 100m de altura.8 kN/m2.2.11.8 . após a desforma. 11. paredes. galerias e principalmente lajes.

2 ton. Esse sistema se aplica especialmente às obras verticais de reservatórios elevados. silos verticais.11. sobre a bancada. e apoiadas por barras de aço presas nas paredes de concreto (Figura 11. tesoura. de capacidade. 11. Podemos utilizar desde uma simples segueta (para pequenas bitolas). 267 . máquina ou policorte de bancada (Figura 11. Uma barra bem desempenada aumenta o rendimento e proporciona bom aspecto.20).1 – Corte O corte das barras de aço consiste em dividir uma barra na dimensão indicada no projeto. antes de ser dobrada.9 . sendo que a plataforma de trabalho dos operários sobe junto com a fôrma. o processo exige concretagem contínua. poços de elevador e escadas. núcleos de prédios.3 . revestimentos de poços.21). com o auxilio de ferramentas e máquinas apropriadas.2. chaminés cilíndricas e torres para telecomunicações. grandes pilares. São de pequena altura.RECOMENDAÇÕES QUANTO AO MANUSEIO E COLOCAÇÃO DAS BARRAS DE AÇO 11. Tesoura máquina de cortar ferro Figura 11.3.21 – Equipamentos utilizados no corte das barras de aço Após o corte as barras devem ser endireitadas.Sistema de fôrmas deslizante São sistemas de fôrmas que deslizam verticalmente impulsionadas por macacos hidráulicos com aproximadamente 1.

que os diâmetros dos pinos sejam os mais próximos possíveis aos especificados na Tabela 11.5 para os estribos.Dobramento das barras Em algumas obras encontramos casos de quebra de barras de aço. chegando a romper por tração (Figura 11. Tabela 11. operários menos experientes não atentam para a necessidade de substituir o diâmetro do pino de dobramento. quando do seu dobramento através de ferramentas manuais.2 .22).5 5/8" 16 3/4" 20 1" 25 11/4" 32 CA 25 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 5φ 5φ 5φ CA 50 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 8φ 8φ 8φ CA 60 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 268 .(Ganchos. para as quais. Este fato é observado na maioria das vezes em obras onde existe grande variabilidade de bitolas. a sofrerem um ensaio extremamente rigoroso de dobramento.3.Diâmetros dos pinos de dobramento . Caso as barras continuem quebrando.22 – Bancada com pino de dobramento A recomendação para estes casos.3 5/16" 8 3/8" 10 1/2" 12. recomendamos que sejam feitos ensaios de caracterização do lote. dobras) BITOLAS POL mm 3/16" 5 1/4" 6.4 para ganchos e dobras e na Tabela 11.4 .11. Para algumas bitolas eles são finos levando a barra. Figura 11.

Tabela 11. laçada e flor (Figura 11.3. Os pontos mais conhecidos na amarração são: ponto simples.Estribos BITOLAS (mm) ≤ 10 10 < ø >20 ≥ 20 CA 25 3 øt 4 øt 5 øt CA 50 3 øt 5 øt 8 øt CA 60 3 øt - 11. dando forma as estruturas de acordo com o projeto estrutural. volta-seca. Ponto simples Ponto volta-seca ou rabo de macaco Ponto flor ou cruzado Ponto laçada Figura 11.Diâmetros dos pinos de dobramento .23).23 – Pontos de amarração usuais 269 .3 – Montagem das armaduras Montagem das armaduras consiste em unir peças de aço com auxílio da torquês e do arame recozido nº18.5 . É importante amarrar bem para que os ferros não saiam da sua posição durante a concretagem.

descuidos na locação dos pilares. . Para melhorar a rigidez da armadura impedindo o seu deslocamento. é quanto ao seu posicionamento.4 .Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 270 . recomendamos que se execute um quadro de madeira para servir de apoio às barras de espera e que o mesmo seja fixado no restante da armadura (Figura 11. . deixando as barras de espera fora de posição após a concretagem.Barras de espera de pilares O que acontece com as barras de espera. pois acontece em obras em que as esperas dos pilares não coincidem com sua localização em planta. devendo nestes casos consultar o projetista.11. Para que isso ocorra.falta de amarração adequada. recomendamos como principal a fiscalização das ferragens. Para evitar esse problema. não deve ser permitido que as mesmas sejam dobradas para alcançar sua posição (engarrafamento das armaduras).3. as causas podem ser diversas. etc.movimentação das barras durante a concretagem. Figura 11.24). tais como: . Caso as recomendações citadas não forem obedecidas.24 .

salvo recomendações do calculista. o que deve ser respeitado.6 . e principalmente os blocos de estacas.3. levando a expansão e desagregação do concreto. a ação dos sulfatos. quando presente em solução produz. Merecem menção dentre tais agentes agressivos: • Íons sulfatos. poderia ser utilizada como lastro.25 e 11. o gesso e o sulfo-aluminato de cálcio.Comprimentos básicos para as esperas de acordo com o fck do concreto (Fusco. podendo deixar as armaduras expostas. Para que isso não ocorra recomendamos que seja colocada no fundo das valas uma camada de concreto magro (lastro de concreto não estrutural) Figuras 11. Líquidos que possam lixiviar o cimento.26. a lixiviação significa a extração ou dissolução dos compostos hidratados da pasta de cimento • Todas as vigas baldrames. 271 . não devem.As esperas de pilares (arranques) têm o comprimento mínimo dado por Norma NBR 6118/2003 (Tabela 11. suas armaduras. mas os vazios formados pela elevada granulometria faz com que a pasta de cimento escoe formando vazios no concreto “bicheiras”. serem apoiadas diretamente sobre o solo.1994) Fck (Mpa) CA-50A .5 . que tem volumne consideravelmente maior do que os compostos iniciais. freqüentemente presentes em solos e águas subterrâneas. sapatas.Barra estriada Boa aderência Má aderência 15 40φ 56φ 20 32φ 45φ 25 28φ 40φ 30 24φ 34φ 35 22φ 31φ 40 20φ 28φ 11.Armação de Fundação As fundações das estruturas podem ser expostas a agentes agressivos presentes nas águas e/ou solos de contato.6). ao reagir com o hidróxido de cálcio e com o aluminato tricálcico hidratado. Tabela 11. A pedra britada. Porque as armaduras poderão ficar descobertas pelo concreto o que ocasionará a corrosão.

Emendas soldadas de aço CA-50 podem ser feitas com solda especial.Emendas As emendas de barras por transpasses devem ser feitas rigorosamente de acordo com as recomendações do projetista. se necessário. alternadas em diversos locais de uma seção (NBR 6118/2003). é necessário que haja um mínimo de afastamento entre as 272 .6 . mas nunca em mais barras do que a metade.barras.Afastamento mínimo das barras Como o concreto deve envolver toda a armadura e que não se apresente falhas de concretagem. As emendas com luvas são excelentes.Figura 11. em várias .25 .3.26 .Lastro de brita sob as vigas baldrames Figura 11. 11.7 . Quando não houver indicações. as emendas devem ser feitas na zona de menor esforço de tração.Lastro de britas sob os blocos de estacas 11. Em qualquer caso o comprimento da emenda mínima deve ser ≥15φ ou ≥20cm.3.

4. 11.4 . se junta à quantidade estabelecida de pedra britada.27). caso a mistura for realizada sobre superfície impermeável sem proteção lateral "caixotes" (Figura 11. com o objetivo de garantir sua homogeneidade.29).COMO SE PREPARA UM BOM CONCRETO Faremos aqui algumas recomendações sobre o preparo do concreto. misturando os três materiais (Figura 11. e excesso de areia ou pedra no enchimento das mesmas deve ser retirado com uma régua. espalhando-o de modo a cobrir a areia e depois se realiza a primeira mistura. Admite-se que entre as barras tanto na vertical como na horizontal pelo menos 2 cm e não menos do que o próprio diâmetro da barra. pouco a pouco. 11. é conveniente observar a consistência da massa.barras.27). a fim de facilitar o lançamento do concreto. limpa e impermeável (preferencialmente em "caixotes") (Figura 11. O concreto preparado manualmente é aceitável para pequenas obras e deve ser preparado com bastante critério seguindo no mínimo as recomendações abaixo: • Deve-se dosar os materiais através de caixas com dimensões pré-determinadas. Depois de bem misturados. Cuidado com o congestionamento formado pelas armaduras das vigas com as dos pilares. 273 . a forma da espremedura deve permanecer.28). da seguinte maneira: • • Se a plainada com a pá.1 . A mistura dos materiais deve ser realizada sobre uma plataforma. sobre essa camada esvazia-se o saco de cimento. que é prejudicial. sem perder água. A seguir faz-se um buraco no meio da mistura e adiciona-se a água.Concreto preparado manualmente Devemos evitar este tipo de preparo. ou com latas de 18 litros. de madeira ou cimento. Se espremido com a mão um punhado de massa. • • • • Para regular a quantidade de água e evitar excesso. a superfície deve ficar úmida. tomando-se o cuidado para que não escorra para fora da mistura. durabilidade e qualidade. Espalha-se a areia formando uma camada de 10 a 15 cm. não fica com a mesma homogeneidade. pois a mistura das diversas massadas. com pá ou enxada até que a mistura fique homogenia (Figura 11.

2 .Adição das britas Figura 11.Colocação da água 11.28 . e em seguida do agregado graúdo.30): • É boa a prática de colocação.4.4. Os materiais devem ser colocados no misturador na seguinte ordem (Figura 11.Concreto preparado em betoneira Recomendam-se o mesmo cuidado no enchimento das caixas ou latas.1.29 .Figura 11.Mistura da areia e do cimento sobre superfície impermeável Figura 11. pois a betoneira ficará limpa. em primeiro lugar. parte da água. 274 . medidas de areia e pedra do item 11.27 .

Tabela 11. em metros (Tabela 11. Colocar o restante da água gradativamente até atingir a consistência ideal.7 .Sequência da mistura em betoneira 275 . haverá uma boa distribuição de água para cada partícula de cimento.Tempos mínimos de mistura de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira TEMPOS MÍNIMOS DE MISTURA Misturador tipo Tempo mínimo de mistura (seg. pois havendo água e pedra.) Eixo Vertical Eixo Horizontal Eixo inclinado 30 d 90 d 120 d Figura 11. não deixando sair o graúdo em primeiro lugar. haverá ainda uma moagem dos grãos de cimento.30 .• • • É boa a regra de colocar em seguida o cimento. que faz um tamponamento nos materiais já colocados. Podemos estabelecer os tempos mínimos com relação ao diâmetro "d" da caçamba do misturador.7). O tempo de mistura deve ser contado a partir do primeiro momento em que todos os materiais estiverem misturados. coloca-se o agregado miúdo. Finalmente.

3 . Min.4. 11. 20 40 20 60 10 50 30 80 30 70 20 60 60 80 50 70 40 60 80 110 70 90 60 80 70 --------30 60 --------100 --------100 80 --------60 80 90 30 50 20 10 80 100 130 80 70 50 30 50 70 80 20 30 10 0 70 90 100 70 40 30 20 Tipo de Construção Consistência (Trabalhabilidade) Fundações e muros não armados Fundações e muros armados Estruturas comuns Peças esbeltas ou com excesso de armadura Concreto aparente Concreto bombeado – até 40m Mais de 40m Elementos pré fabricados Lastros-pisos Pavimentação Blocos maciços(concr.8 Tabela 11.Limite de abatimento (Slump-Test) para diversos tipos de concreto Valores de abatimento em – mm Tipo de execução de concreto: Regular ou razoável Rigoroso Agregados em volume Agregados Sem ou com controle em peso tecnológico Vibração sem com com Min. Tabela 11. o que devemos saber é programar e receber o concreto.Programação do concreto: devemos conhecer alguns dados. até atingir a consistência adequada. na proporção de 5 partes de cimento por 3 de água. Máx.Nunca adicione somente água. Depois de colocados os materiais. a) . coloque mais cimento e água. Se o concreto ficar mole.8 . tais como: • localização correta da obra • o volume necessário • a resistência característica do concreto a compressão (fck) ou o consumo de cimento por m³ de concreto. . OBS: . deixe misturar no mínimo por 3 min.OBS: Os materiais devem ser colocados com a betoneira girando e no menor espaço de tempo possível.Devemos sempre colocar um operário de confiança para operar a betoneira. Máx. pois é ele que controla o lançamento dos materiais. pois isso diminui a resistência do concreto.Concreto dosado em central Para a utilização dos concretos dosados em central. Min. Máx. Socado) Firme Firme até plástico Plástico Mole até Plástico Plástico até mole Mole Muito mole Plástico até firme Firme até plástico Firme Muito firme 276 . adicione a areia e a pedra aos poucos. • a dimensão do agregado graúdo • o abatimento adequado (slump test). Se ficar seco.

Para isso devemos executá-lo como segue: coletar a amostra de concreto depois de descarregar 0. • adense a camada junto a base e no adensamento das camadas restantes.4 . • retirar o cone e com a haste sobre o cone invertido meça a distância entre a parte inferior da haste e o ponto médio do concreto.Aplicação do concreto em estruturas Na aplicação do concreto devemos efetuar o adensamento de modo a tornálo o mais compacto possível. O método mais utilizado para o adensamento do concreto é por meio de vibrador de imersão (Figura 11.4.Recebimento: antes de descarregar. • • • 277 . • 11. bem como o intervalo de entrega entre caminhões. aditivo se utilizado Se tudo estiver correto. • não vibrar a armadura • não imergir o vibrador a menos de 10 ou 15 cm da parede da fôrma • mudar o vibrador de posição quando a superfície apresentar-se brilhante. o abatimento (slump test) para avaliar a quantidade de água existente no concreto.A programação deve ser feita com antecedência e deve incluir o volume por caminhão a ser entregue.31). a haste deve penetrar até a camada inferior adjacente. b) . para isso devemos ter alguns cuidados: aplicar sempre o vibrador na vertical vibrar o maior número possível de pontos o comprimento da agulha do vibrador deve ser maior que a camada a ser concretada. • coloque o cone sobre a placa metálica bem nivelada e preencha em 3 camadas iguais e aplique 25 golpes uniformemente distribuídos em cada camada. só nos resta verificar . deve-se verificar: • • • o volume do concreto pedido a resistência característica do concreto à compressão (fck).5 m³ de concreto ou ≅ 30 litros.

a 2. 278 . O concreto deverá ser vibrado com vibrador específico para tal.31 . vigas. Podemos ainda fazer uma outra abertura no pé do pilar para. • e alguns cuidados nos pilares. Em casos de pilares altos.00m fazer uma abertura "janela" para o lançamento do concreto. Fazer um "cachimbo" nas janelas para facilitar a concretagem (Figura 11. facilitando assim a saída das bolhas de ar.Figura 11. lajes como segue: • a) Nos pilares Verificar o seu prumo. Engravatar a fôrma a cada aproximadamente 50 cm. e fazer com que a fôrma fique travada nos "engastalhos". e não a "marteladas" como o usual. evitando com isso a queda do concreto de uma altura fazendo com que os agregados graúdos permaneça no pé do pilar formando ninhos de pedra a vulgarmente chamado "bicheira".Aplicação do vibrador na vertical Porém antes da aplicação do concreto nas estruturas devemos ter alguns cuidados: a altura da camada de concretagem deve ser inferior a 50 cm. fazer a remoção e limpeza da sua base.32). antes da concretagem. e contraventá-las.

Nas vigas Deverá ser feito formas. Verificar a estanqueidade das fôrmas. respectivamente. 279 .33). mãos-francesas etc. a sua abertura e vazamento da pasta de cimento.engastalho Figura 11. fazer as emendas à 45º (Figura 11. pois os momentos negativos e positivos. Caso contrário. são máximos. par evitar. através de gavatas. Limpar as fôrmas e molhá-las antes de concretar As vigas deverão ser concretadas de uma só vez. As emendas de concretagem devem ser feitas de acordo com a orientação do engenheiro calculista. contraventadas a cada 50 cm. onde geralmente os esforços são menores.Cachimbo para facilitar a concretagem b) . Devemos evitar as emendas nos apoios e no centro dos vãos. a emenda deve ser feita a 1/4 do apoio.32 . no momento de vibração. caso não haja possibilidade..

33 . prejudique o concreto em início de endurecimento e quanto a aderência do concreto as barras de aço. fazer a limpeza e umedecimento das formas antes de concretagem. devemos fazer a limpeza das pontas de arame utilizadas na fixação das barras. e para maior garantia de aderência do concreto novo com o velho devemos: 1º retirar com ponteiro as partículas soltas 2º molhar bem a superfície e aplicar 3º ou uma pasta de cimento ou um adesivo estrutural para preencher os vazios e garantir a aderência. evitando que a mesma absorva água do concreto." (Figura 11.Nas Lajes Após a armação. O umedecimento nas fôrmas de laje maciça não pode originar acúmulo de água. este cuidado é necessário para evitar que a vibração do concreto novo. formando poças. A superfície deve ser limpa. 4º o reinicio da concretagem deve ser feito preferêncialmente pelo sentido oposto. com a utilização dos chamados "Caranguejos.Figura 11. através de imã.34) 280 . isenta de partículas soltas.após a interrupção. transmitida pela armadura. c) . Garantir que a armadura negativa fique posicionada na face superior.Emendas de concretagem em vigas realizada à 45 0 Quando uma concretagem for interrompida por mais de três horas a sua retomada só poderá ser feita 72 horas .

35 .Detalhe da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras das lajes Recomendamos o uso de guias de nivelamento e não de pilaretes de madeira para nivelarmos a superfície das lajes.Detalhe das guias de nivelamento 281 . (Figura 11.35) Figura 11.34 .Figura 11.

lembrando que o aço para concreto armado estará apassivado e protegido da corrosão quando estiver em um meio fortemente alcalino propiciando pelas reações de hidratação do cimento. (Tabela 11.4. sejam feitas e apoiadas diretamente sobre as formas.36 . em geral à face externa do estribo. e a deslocação das mesmas principalmente as armaduras negativas. mas também pelos benefícios adicionais. a resistência ao fogo.Passarela para concretagem apoiadas na fôrma.37 e 11. deve ser dada atenção apropriada aos espaçadores para armadura e uso de dispositivos para garantia efetiva do cobrimento especificado (Figuras 11.Cobrimento da armadura A importância do Cobrimento de concreto na armadura é de vital importância na durabilidade.5 . Os cobrimentos estão sempre referidos à superfície da armadura externa.9) Tabela 11. 11.36). repingos de maré) Muito Forte 20 25 Cobrimento nominal (mm) 25 35 30 40 45 50 282 . para movimentação de pessoal no transporte de concreto.Recomendamos ainda que as passarelas.Cobrimento das armaduras Agressividade componentes laje Viga/pilar Fraca (Rural. submersa) Moderada (Urbana) Forte (Marinha.38). Figura 11. Desta forma evitaremos a vibração excessiva das armaduras com eventual risco de aderência na parte de concreto já parcialmente endurecido. Devemos em todos os casos garantir o total cobrimento das armaduras. Industrial) (Industrial. como por exemplo. devemos fazer cumprir os cobrimentos mínimos exigidos no projeto e dado pela NBR6118/2003. Na execução.9 . independentes da armadura (Figura 11. É preocupante ao constatar que esse ponto é freqüentemente negligenciado.

Pastilhas de argamassa Figura 11.37 . cozinha. • e = recobrimento Figura 11.38 .OBS: Pode-se considerar um microclima com uma classe de agressividade mais branda para ambientes internos secos (salas. (para fazer gelo). que além de mais econômicas. metálica etc. para tal podemos empregar: pastilhas (espaçadores): plásticas (Figura 11. isopor (caixa de ovos).38) ou de argamassa (Figura 11. banheiros. dormitórios. aderem melhor ao concreto e podem ser facilmente obtidas na obra. áreas de serviço de apartamentos.37).. • cordões de argamassa.Pastilhas plásticas 283 . com o auxílio de formas de madeira. residências e conjuntos comerciais ou ambientes com concreto revestido com argamassa e pintura..

a) Tempo de Cura Para definir o prazo de cura.35 2 2 2 2 2 0.a relação a/c e o grau de hidratação do concreto.: Deve-se ter cuidados para que os materiais utilizados não sequem e absorvam a água do concreto. OBS. evitando a evaporação da água da mistura.Cura A cura é um processo mediante o qual mantém-se um teor de umidade satisfatório.4.10: Tabela 11. é necessário considerar dois aspectos fundamentais: . uma temperatura favorável ao concreto. como mantas de algodão ou juta.10 . durante o processo de hidratação dos materiais aglomerantes. A resistência potencial.6 . Existem dois sistemas básicos para obtenção da perfeita hidratação do cimento: 1 – Criar um ambiente úmido quer por meio de aplicação contínua e/ou freqüente de água por meio de alagamento. terra. 2 – Prevenir a perda d’água de amassamento do concreto através do emprego de materiais selantes.Número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento a/c Cimento CPI e II 32 CPIV – POZ 32 CPIII – AF – 32 CPI e II – 40 CPV – ARI 0. como folhas de papel ou plástico impermeabilizantes.70 10 10 10 5 5 284 . Para concretos com resistência da ordem de 15Mpa devemos curar o concreto num período de 2 a dez dias.11. molhagem. motivo de constante preocupação de engenheiros e construtores nacionais. ou por aplicação de compostos líquidos para formação de membranas. bem como a durabilidade do concreto. de acordo com a relação a/c utilizada e o tipo de cimento. garantindo ainda. somente serão desenvolvidas totalmente. areia.55 3 3 5 3 3 0. etc. . vapor d’água ou materiais de recobrimento saturados de água. serragem. se a cura for realizada adequadamente.tipo de cimento. A cura é essencial para a obtenção de um concreto de boa qualidade. palha. conforme mostra a Tabela 11.65 7 7 7 5 5 0.

atuam sobre a cinética da reação de hidratação do cimento: condições locais. a qual é inicialmente controlada pelas propriedades das camadas superficiais desse concreto. Além disso. Em estruturas com vãos grandes ou com balanços. que pode ser definida pela relação.Desforma A desforma deve ser realizada de forma criteriosa. Nessas condições haverá necessidade de considerar também a variável agressividade do meio ambiente. Secagens prematuras resultam em camadas superficiais porosas com baixa resistência ao ataque de agentes agressivos. geometria das peças. exceto as do item abaixo • vigas e arcos com vão maior do que 10 m • • • 3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias A desforma de estruturas mais esbeltas deve ser feita com muito cuidado. área de exposição/volume da peça.7 . desformar nos seguintes prazos: faces laterais retirada de algumas escoras faces inferiores.4. de alguma forma. para evitar tensões internas não previstas no concreto. Quando o cimento não for de alta resistência inicial ou não for colocado aditivo que acelerem o endurecimento e a temperatura local for adequada. evitando-se desformas ou retiradas de escoras bruscas ou choques fortes. que podem provocar fissuras e até trincas. que retêm mais água e garantem o grau de umidade necessário para hidratar o cimento.Há. Em certas condições. vento e umidade relativa do ar. a retirada das fôrmas e do escoramento deverá ser feito quando o concreto atingir a resistência característica à compressão ≥ 15 MPa. 285 . exigindo um prolongamento do período em que serão necessárias as operações de cura. deixando-se algumas escoras bem encunhadas • desforma total. é prática usual nos canteiros de obras cuidarem da cura somente na parte superior das lajes. uma vez que. temperatura. deve-se pedir ao calculista um programa de desforma progressiva. A falta de uma cura adequada age principalmente contra a durabilidade das estruturas. Nas obras de pequeno porte e de menor responsabilidade podemos. como pilares e vigas. com concreto de relação a/c elevada – são as que menos cuidados recebem especialmente componentes estruturais. haverá necessidade de concretos mais compactos (menos porosos). pelo menos nas peças espessas. outros aspectos importantes na determinação do tempo total de cura e não podem deixar de ser mencionados. 11. O maior dano causado ao concreto pela falta da cura não será uma redução nas resistências à compressão. as obras mais carentes de uma cura criteriosa – pequenas estruturas. também. além de atender ao exposto acima. Ironicamente.

que após a desforma de qualquer elemento da estrutura de concreto armado sejam fechadas falhas (bicheiras) do concreto.39 . sendo aconselhável aplicar aditivo inibidor de retração (expansor). • • Figura 11. picotar e limpar bem o lugar a ser reparado.8 . que são: a) Fôrma e Escoramento • • • • • Conferir a montagem baseada no projeto. nas obras.Consertos de falhas Devemos proibir. b) Armadura • Bitolas.4. para esconder eventuais descuidos durante a concretagem ou por outro qualquer motivo. limpar bem as barras das armaduras descoberta removendo toda a ferrugem. Tratamento da superfície de contato. Estanqueidade. 286 . • aplicar um adesivo a base de epóxi na superfície de contato do concreto e das barras de aço com o novo concreto de enchimento. Limpeza e aplicação de desmoldante. Capacidade de suporte da fôrma relativo a deformações provocadas pelo peso próprio ou devido às operações de lançamento.Método mais comum de consertos de falhas 11. com concreto forte.4.O que devemos verificar antes da concretagem . quantidades e dimensões das barras.11.9 .Plano de Concretagem Antes da concretagem devemos verificar um conjunto de medidas a serem tomadas antes do lançamento do concreto objetivando a qualidade da peça a ser concretada. Para os concertos nas falhas simples devemos assim proceder: remover o concreto solto. • preenchimento do vazio.

O vibrador de imersão deve penetrar cerca de 5. jericas. 287 . Durante o lançamento devemos evitar o acúmulo de concreto em determinados pontos da fôrma. No caso de lançamento por bombas verificar: altura de lançamento. paredes com vigas ou lajes). lançar o mais próximo da sua posição final. autobomba com lança. preparar rampas e caminhos de acesso.) Providenciar tomadas de força para equipamentos elétricos. Prever interrupções nos pontos de descontinuidade (juntas. início e intervalos das cargas.0cm da camada inferior.0m. Providenciar equipamentos e dispositivos (carrinhos. • • d) Adensamento • • • • Providenciar. lançar em camadas horizontais de 15 a 30cm. prever local de acesso e de posicionamento para os caminhões e bomba. Evitar o adensamento a menos de 10cm da parede da fôrma devido a formação de bolhas de ar e perda de argamassa. desempenadeiras. e) Cura • • Iniciar a cura tão logo a superfície concretada tenha resistência à ação da água. guindaste. ponteiros. Iniciar o adensamento logo após o lançamento. pás. espaçadores) Limpeza c) Lançamento • • • • • • • • • Programar antecipadamente o volume de concreto. Dimensionar a equipe envolvida no lançamento. No caso de lançamento convencional verificar: o intervalo compatível de entrega do concreto. a altura de lançamento não deve ultrapassar a 2. limitar o transporte a 60m. vibradores externos (vibradores de fôrma). caçamba). guincho. bomba estacionária. iniciar a concretagem pela parte mais distante do local de recebimento do concreto. A cura deve ser contínua. vibradores de superfície (réguas vibratórias).. Programar o tempo previsto para o lançamento. Fixação. Providenciar ferramentas diversas (enxada.• • • • Posicionamento. etc. Especificar a forma de lançamento (convencional. evitar a segregação e o acúmulo de água na superfície do concreto. encontros de pilares. vibradores de imersão (agulha). adensamento e cura do concreto. lançar nova camada antes do início de pega da camada inferior. Cobrimento das armaduras (pastilhas. esteira. a partir da extremidade para o centro das fôrmas. caçamba).

calçado. Madeira de desforma e estroncas devem ser armazenadas no centro do pavimento.ANOTAÇÕES Noções de segurança: Para evitar quedas de pessoas em aberturas. danificadas ou improvisadas. Para evitar quedas de materiais e objetos. - - - 288 . As escadas devem ser dimensionadas em função do fluxo de trabalhadores. óculos de segurança contra impactos. dobra e manipulação de armações de aço devem ser utilizados os equipamentos de proteção individual obrigatórios (capacete. Retirar da área de produção as ferramentas defeituosas. metal ou telados. avental. devemos evitar o empilhamento e armazenamento próximo a beiradas de laje. poços. ser fixadas nos pisos inferiores e superiores. com guarda-corpos de madeira. beirada das lajes. protetor auricular. cinturão de segurança tipo pára-quedista e trava-quedas). luva e mangote de raspa. escorregões ocasionados pela desforma. corte. emprego de escadas inadequadas devemos: proteger as beiradas das lajes. O içamento de materiais só deve ser feito por pessoal qualificado Para o transporte.

conduites etc. Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. formando novos compartimentos ou ampliando os existentes. A palavra provavelmente. Abóbada – Geométricamente. lugar ou meio de ligação por onde se chega à entrada de um edifício ou à alguma parte dele. A Abaular – Dar forma curva. produz reações oblíquas nos apoios A abóbada serve ainda de meio de suporte de pavimentos. escadas. que forma normalmente a cobertura de um recinto. pisos etc. Afastamento – Separação de um elemento construtivo em relação a um ponto. Abrigo – Lugar destinado a proteger das intempéries. curva. Abertura – Termo genérico que indica todo e qualquer rasgo na construção (portas. indica locais como garagem. também chamada de abrigo de carros. Aclive – Quando o terreno se apresenta em subida em relação à rua. 2 289 . arqueada a uma superfície. estrume ou fibra vegetal. linha ou outra referência. Abraçadeira – Peça metálica que. Abrasão – Desgaste causado nas superfícies pelo movimento de pessoas ou objetos. Aço-carbono – Liga de aço e carbono que resulta num material leve e de grande resistência. Aço – CA-50 – Aço para concreto armado de tensão característica e escoamento igual a 50 Kgf/mm . Adega – Também conhecida como cava. valas). Na engenharia é uma estrutura de alvenaria ou concreto. em geral no subsolo. Afagar – Nivelar. Carregada verticalmente. No uso corrente. tabuleiros de ponte. Acetinado – Todo material tratado para ter textura semelhante ao cetim. vãos. janelas. aplainar. tem origem no termo francês cave: lugar especial da casa. onde se guardam os vinhos e azeites. normalmente fixa peças. Acesso – Passagem.VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO Este capítulo reúne a maior parte dos termos usados na construção civil. areia em pequena quantidade. Acréscimo – É o aumento de uma construção. quer no vertical. e tem como objetivo melhorar a comunicação e o entendimento com os profissionais envolvidos na construção. desbastar saliência ou alisar madeiras.12 . Adobe – Tijolo feito com uma mistura de barro cru. como tubos. Acabamento – Conjunto de operações de revestimentos e de finalização. quer no sentido horizontal. alvenaria. realizadas ao término da estrutura. a abóbada tem origem num arco que se desloca e gira sobre o próprio eixo.

Conjunto de estacas e sapatas responsável pela sustentação da obra e transmitir ao solo de forma estável. Alçar – Levantar a parede. Profissional que estuda os níveis e as características do terreno para ajudar o arquiteto. sem aberturas para o exterior. resultante da destilação de materiais (hulha. permitindo a absorção da tinta. sótãos ou desvão de telhado. Agregado – Material pétreo granuloso quimicamente inerte e sem poder aglutinante que. Água furtada – Vão entre as tesouras do telhado. Alto-relevo – Saliência criada e definida numa superfície plana. Z e L. Alçapão – Portinhola no piso ou no foro que dá acesso a porões. por onde passam os eixos de simetria da seção. Agrimensor – Topógrafo. Alcatrão – Produto semi-sólido ou liquido. As duas triangulares são chamadas de tacaniças. Aldrava – o mesmo de aldraba. Geralmente fica localizada na entrada da casa. calor ou pressão. Argola de metal que fica do lado de fora da porta e serve de instrumento para bater à porta. turfa e madeira). Alicerce – Fundação. misturada a um agregado. Ângulo do telhado por onde correm as águas pluviais. juntamente com água e um ligante. Altura (de uma edificação) – É a diferença de cota entre o piso do pavimento habitável mais próximo do terreno natural e o forro do pavimento habitável mais alto. composta de serragem compactada com cola que pode ser fechada com duas lâminas de madeira ou não. engenheiro no seu trabalho. Aglomerado – Placa prensada. Almoxarifado – Depósito dos materiais de uma obra ou empresa. com o sem adição de água. Trabalha o revestimento ainda úmido de paredes e tetos. 290 . T. Alpendre – Cobertura suspensa por si só ou apoiada em colunas. peça com saliência superposta à superfície. Alcova – quarto pequeno de dormir. linhito.é o nome que se dá às duas águas de forma trapezoidal. Aos alpendres maiores dá-se o nome de varanda. Almofada – Na marcenaria e carpintaria. Aglomerante – (ligante. Água-mestra – Nos telhados retangulares de quatro águas.Afresco – Técnica de pintura. Alinhamento – Linha que limita o lote urbano em relação à via pública. Agrimensura – Medição da superfície do terreno. forma argamassas e concretos. faz a ligação das partículas inertes por ação física ou por reação química. Alambrado – Cerca feita com fios de arame que delimita um terreno. Água do telhado – Cada uma das superfícies inclinadas da cobertura. construir. que principia na cumeeira e segue até a beirada. Alma – Parede componente dos perfilados ou vigas U. I. aglutinante) substância que.

Apiloamento – Operação de bater a terra solta com soquete ou maço. Anteprojeto – Linhas iniciais em busca de uma idéia ou concepção para desenvolver um projeto. enfeite fixado em paredes e muros. Aquecimento Central – Sistema que centraliza o aquecimento da água para distribuição nas edificações. usado no estado em pó fino na fabricação de tintas brancas. que formam paredes. ligado hidraulicamente a rede de água e de esgoto. ou adicionadas ao cimento branco para rejunte. loja ou sobre loja. insolúvel na água. para proteger. Andaime – Plataformas elevadas do piso. com argamassa ou não. por meio de registro escrito. Andar térreo – é o pavimento acima do porão ou do embasamento e no nível da via pública. Amianto – Tem origem de um mineral chamado asbesto e é composto de filamentos delicados. bloco. Alvenaria – Conjunto de pedras. talhadeiras) do qual resulta uma textura rugosa. Anodização – Tratamento químico no alumínio que lhe confere aparência fosca e cores variadas. Aparelho Sanitário – Peça ou aparelho destinado a usos higiênicos. muros e alicerces. Apontador – Funcionário encarregado do controle de presença dos operários de uma obra ou serviço. Apicoado – Superfície submetida a desbastamento (com ponteiros. castanho clara. em sucessivas camadas. Angelim-vermelho – Madeira de construção de cor castanho-rosada. Anteparo – Qualquer objeto. Aprumar – Acertar a verticalidade de paredes. peça (biombos. acima do porão. Primeiro andar – é o pavimento imediatamente acima do andar térreo. antiderrapante. de tijolos ou blocos. usada para alcançar niveis superiores durante a construção ou reparo de um edifício. 291 . Amarração – Modo de assentar tijolos. Alvaiade – Carbonato básico de chumbo de composição variável. Angico – Madeira muito dura. pedras e outros elementos que compõe a alvenaria. Aprovação de planta – Ato administrativo da Prefeitura para aprovação de projeto arquitetônico de construção ou reforma de um edifício urbano. Apartamento – Conjunto de dependências constituído de habitação distinta. Andar – Qualquer pavimento de uma edificação.Alvará de construção – Documento emitido pela prefeitura do município onde a construção está localizada que licencia a execução da obra. quebra-luzes. embasamento. pára-ventos) que se coloca diante de alguém ou de algo. As peças de uma fiada são assentadas com diferença de meio comprimento ou meia largura em relação a fiada seguinte. pilares e colunas por meio de prumo (ver prumo). rés do chão. flexíveis e incombustíveis. de cor branca sem matizes. de maneia que as juntas verticais fiquem desencontradas. loja ou sobre loja. e na composição do fibrocimento. A fonte de energia para o aquecimento da água poderá ser a eletricidade. Aplique – Ornamento. rés do chão. o gás ou a energia solar. É utilizado na construção de refratários.

Área ou faixa não edificável (non aedicandi) – É a área de terreno onde não é permitida qualquer edificação. encostar. Arabesco – Ornamento de inspiração árabe. obtido por aquecimento de 1. a realidade social. Arquitetura – Arte de compor e construir edifícios. Ardósia – É uma rocha metamórfica de grão fino e homogêneo composta por argila ou cinzas vulcânicas que foram metamorfizadas em camadas. pilares. Arquitrave – Viga de sustentação que. Argamassa – Mistura de materiais inertes (areia) com materiais aglomerantes (cimento e/ou cal) e água. Podendo ser elétrico ou a gás. em suas extremidades. o conhecimento dos materiais e de suas técnicas. cobertos de todos os pavimentos de uma ou mais edificações. Arquibancada – Série de assentos em filas sucessivas. escorar. Área construída – É a soma das áreas dos pisos utilizáveis. Possui a arte da composição. Área útil – Superfície utilizável de uma edificação. Arame recozido – Arame de ferro submetido a tratamento térmico de recozimento que o torna flexível. cada fila mais elevada que a outra. 292 . tendo em vista o conforto. e o sentido plástico da época.400ºC de uma mistura de argila e substâncias capazes de gerar gases. Arcada – Sucessão de arcos. excluídas as paredes. Área ocupada – è a área de projeção horizontal de uma ou mais edificações sobre o terreno. Área de lazer – É a área de uso comum dos condomínios. Arquiteto – Profissional que idealiza e projeta uma construção.000º a 1. Arrimar – Apoiar. Área permeável – É a porção do terreno onde não há pavimento ou estruturas subterrâneas capazes de obstruir a percolação das águas para o subsolo. Rocha macia e de corte fácil. usada no assentamento ou revestimento. Arenito – Rocha composta de pequenos grãos de quartzo. se apóia em colunas. Aroeira – Madeira em extinção de cor variando do castanho ao avermelhado escuro. Arco – semicircunferência que vence um vão entre paredes. Arrematar – Finalizar um serviço na fase de acabamento da obra. Armadura – conjunto de ferros que ficam dentro do concreto e dão rigidez à obra. Armador – Profissional responsável pelo corte e pela armação das ferros de uma construção. complementado as moradias. Arandela – Aparelho de iluminação fixada à parede. calcário ou feldspato usado em pisos. em forma de escada. Argila expandida – Agregado artificial leve.Aquecimento de passagem – Sistema que aquece a água sem centralizar a reserva de água quente.

Art déco – Movimento entre os anos 20 e 40 e marca a arquitetura com linhas geométricas e tons pastel. Aterrar – Colocar terra para nivelar uma superfície irregular. de cor entre preta e pardo-escura. Balanço – Saliência ou corpo que se projeta para além da prumada de uma construção. Autoportante – Elemento que tem rigidez mecânica suficiente para sustentar a si mesmo. Aspersor – aparelho usado na jardinagem que divide o jorro da água em gotículas. Átrio – Pátio descoberto cercado por telhados. e no qual os constituintes são os betumes. Ateliê – Local de trabalho do artista. favorecendo a iluminação e a ventilação dos ambientes. que se funde pelo calor. 293 . blocos. na altura de pisos elevados. Autoclave – Máquina que opera em altos graus de temperatura e pressão. de cozimento ou de secagem de materiais. Art nouveau – Arte nova se refere ao estilo arquitetônico e da arte decorativa que marcou o final do século XIX e o começo do século XX. Balcão – Elemento em balanço. B Baixo-relevo – Trabalho em que as figuras sobressaem muito pouco em relação à superfície que lhes serve de fundo.Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício comercial ou industrial recém construído. sustenta corrimãos e guarda-corpos. Balaústre – Pequena coluna ou pilar que. Baldrame – Viga ou conjunto de vigas de concreto armado que corre sobre qualquer tipo de fundação para travamento ou apoio das paredes. Assoalho – Piso de madeira de tábuas corridas. que se coloca na parte superior de portas e janelas. que ocorre na natureza ou é obtido pela destilação de petróleo. alinhada lado a lado. A origem do azulejo remonta aos povos babilônicos. Assobradada – Construção com mais de um pavimento. Auto de vistoria . Ligar circuito ou aparelho elétrico à terra. Baliza – É um instrumento utilizado pelo topógrafo para elevar o ponto topográfico com objetivo de torná-lo visível. disposto diante de portas e janelas. sem estrutura de sustentação aparente. esquadrias. Bandeira – Caixilho fixo ou móvel. É protegido com grades ou peitoril. pastilhas e outros acabamentos. Assentar – Colocar e ajustar tijolos. com uma ou mais lâmpadas. Geralmente usada em processos de impregnação de fungicidas e preservativos na madeira. pisos. Asfalto – Material sólido ou semi-sólido. usada em iluminação de jardins. Azulejo – placa de cerâmica polida e vidrada. Balizador – Pequena haste cilíndrica.

Basculante – Caixilho empregado em portas e janelas. erguida no campo ou nos arredores das cidades. sobre o qual bate a folha da porta ou da janela ao fechar. Bay window – Janela de três faces. plástico ou metal. 294 . Também é a proteção externa colocada nos edifícios para evitar a queda de detritos. aberto superiormente em toda sua extensão. Tem função estrutural. chumbada com massa no contrapiso. Bow-window – Janela semicircular que se projeta para fora das paredes. protegendo-a da ação das chuvas. que permite fixar o piso de tábua.5 a 3. pedra. Bloco sílico-calcário – Elemento de alvenaria composto de uma mistura de areia silicosa e cal virgem.Bandeja – Conduto de instalação aparente. abrindo vãos para ventilação. que avança além da parede que a sustenta. Basalto – Rocha muito dura. Pode ser estrutural ou não. Brise – Quebra-sol composto de peças instaladas na vertical ou horizontal diante das fachadas para impedir a ação do sol sem perder a ventilação. Bate-estaca – Equipamento de cravar estacas no terreno pela ação de golpes a sua cabeça com um pilão. Tem de 3 a 5 cm de largura por 2. Barroco – Estilo marcado pelo excesso de detalhes e de rebuscamentos. Bitola – Dimensão ou forma fixa de certos materiais determinada pelo uso ou por normas técnicas. Bangalô – Pequena casa alpendrada. Bloco de concreto – Elemento de dimensões padronizadas Tem função estrutural ou de vedação. Brita – Pedra quebrada mecanicamente em fragmentos de diâmetros variados. metal ou cantaria. Fragmentos de pedra usados na construção civil. Beiral – Prolongamento do telhado ou da estrutura de uma laje para além da parede externa. Bloco cerâmico – Elemento de vedação com medida-padrão. classificados em peneiras. onde os condutores são lançados. Boiler – Compartimento em que a água de um sistema de aquecimento central é armazenada e mantida em determinada temperatura. Batente – Peça de madeira. Bloco – Designa edifícios que constituem uma só massa construída. presa ao guarnecimento do vão. Bisotê – Rebaixo em ângulo na extremidade do vidro ou do espelho deixando o contorno da peça mais fino do que o restante da superfície.5 cm de espessura. onde as peças giram em torno de um eixo até atingir a posição perpendicular em relação ao batente ou à esquadria. de grão fino e cor escura. Bloco de vidro – Elemento de vedação que ajuda a iluminar o ambienta. Barrado – Revestimento colocado nas partes inferiores das paredes. usada na pavimentação de estradas e na construção. Barrote – Peça de madeira. Boleado – acabamento arredondado no contorno da superfície de madeira. Bica corrida – Pedra britada (ver brita).

Broca – Estaca manual simples. Caibro – Peça de madeira inclinada segundo o caimento do telhado e regularmente espaçada. ou em determinados pontos ao longo de trechos extensos da mesma. Capa – Demão de tinta. Calçada – Pavimentação do terreno dentro do mesmo. com ou sem adição de cola. estradas. na canalização de esgoto da pia de cozinha. em sentido vertical. como depósitos. Caixilho – Parte da esquadria que sustenta e guarnece os vidros de portas e janelas. ruas ec. C Caderno de encargos – É o conjunto de especificações técnicas. pigmentos ou outros. execução. condições e procedimentos estabelecidos pelo contratante para a contratação. Cantaria – Pedra de cantaria é a pedra esquadrejada em cantos formando esquadro de 90 graus usadas para edificar ou revestir. implantado em anexo a área reservada a construção principal.0m. Calafetar – Vedar fendas e pequenos buracos surgidos durante a obra. A perfuração atinge no máximo 6. elétricas ou hidráulicas. Canafístula – Madeira dura. Calha – Canal que recebe as águas das chuvas e as leva aos condutores verticais. Caixa de escada – Espaço. de cor amarelo-clara com manchas mais escuras. Calceteiro – Profissional que trabalha com assentamento de pedra em calçadas. Cal – aglomerante cujo constituinte principal é o óxido de cálcio em presença natural do óxido de magnésio. Caixa de inspeção – Caixa enterrada nos pontos de mudança de direção de uma canalização de esgotos ou águas pluviais. Canal de irrigação – duto ou vala que conduz a água com a finalidade de umedecer os solos. fiscalização e controle de serviços e obras. sobre a qual se pregam as ripas. 295 . Também profissional que forma as pedras de calçamento. Cantoneira – Peça em forma de “L” que arremata as quinas ou ângulos de paredes. Caiação – Pintura com cal diluída com água. com o martelo de calceteiro. que aplica com broxa. Calefação – Sistema criado para aquecer a construção. critérios. que suporta pouco peso. oficinas ou outros. retiradas de um bloco de rocha. Capitel – Parte superior de uma coluna. Canteiro de obra – Conjunto de instalações provisórias auxiliares de uma obra. executada a trado. instalada após o sifão. que permite o acesso para limpeza e inspeção. Caixa de passagem – Une tubulações diversas. Camada de betume aplicada sobre uma superfície. hidratados ou não. Caixa de gordura – Caixa para retenção de gorduras. Podem ser simples ou ornamentados. destinado à escada.

Também se refere às lajotas usadas em pisos ou como revestimento de parede. Carpinteiro – Profissional que trabalha o madeiramento de uma obra. Cerâmica – Objetos de argila. Climatizado – Ambiente cuja temperatura é controlada artificialmente. Cimalha – Saliência ou arremate na parte mais alta da parede ou mureta. Chapuz – Peça de madeira que serve de apoio as guias nos escoramentos de laje e estruturas de concreto armado. destinado aos motores. 296 . Chumbar – Fixar com argamassa. para iluminar interiores de uma edificação. feito com tábuas de madeira sobrepostas. bem inclinadas.Cortar em diagonal os ângulos retos de uma peça. em geral envidraçada. Carpete de madeira – Conjunto de pranchas de madeira ou laminado que são encaixados e/ou coladas ao contrapiso. Caranguejo – Espaçador para armadura feito em obra. telhas e vasos. base de extração da cal. feita no telhado. polias e quadros de comando. Tem formato cilíndrico-cônico. que avançam sobre a fachada. Clapboard – Tipo de revestimento externo para paredes. Cascalho – Lasca de pedra Caulim – Argila branca. Carpete – Forração de pisos. rica em carbonato de cálcio. Chaminé – Duto que conduz a fumaça da lareira e do fogão para o exterior da casa. Cavilha – Peça de fixação ou arremate em madeira. em forma de cavalete. utilizado junto às formas para concretar os pilares pelas janelas intermediárias. São constituídas de concreto e barras de aço corridas fundidos dentro de uma canaleta. tipo do colonial americano. como um pergolado. Casa de máquinas – Compartimento de um edifício situado acima da última parada dos elevadores. de barras de aço. Cinta de amarração – Reforço horizontal realizado em todas as paredes que recebem esforços com a finalidade de distribuir as cargas e “amarrar” as paredes internas às externas. Os mais comuns são os têxteis. Cisterna – Poço de água potável ou reserva de água enterrada. Chapiscar – Lançar argamassa de cimento e areia grossa contra uma superfície para torná-la áspera e facilitar a aderência. Chalé – Casa de campo de madeira com telhados em duas águas. Cerca viva – Arbustos plantados para formar um muro divisório. Cachimbo – Anteparo de madeira.Caramanchão – Armação. em forma de funil. tais como tijolos. Clarabóia – Abertura. Chanfrar . sustentado por pontaletes ou pilares e coberta por vegetação.

Clínquer – Produto granulado resultante da queima até a fusão parcial ou completa de constituintes minerais. porém. areia e pedra britada. sobre o frechal. Ao longo da história da arquitetura. Colunata – Conjunto de colunas enfileiradas de forma simétrica. com a finalidade de protegê-lo da chuva e de outros agentes. Combogó – Elemento vazado (ver) Compensado – Chapa de madeira sobreposta e colada sob forte pressão. Coluna – Elemento estrutural de sustentação. Coreto – Espécie de armação construída ao ar livre. destinado a espetáculos públicos. que forma uma massa compacta e endurece com o tempo. Corpo de prova – Material utilizado para o ensaio de resistência à compressão tração ou outro ensaio físico. Conduíte – Tubo que conduz a fiação elétrica. Contramarco – Quadro que serve de gabarito para fixar o caixilho. Cornija – Conjunto de molduras que serve de arremate superior às obras de arquitetura. o que permite a fabricação de peças com grande dimensão. Cobertura – Estrutura revestida de material impermeável. Código de obras – Conjunto de leis municipais que controla o uso do solo urbano. vigas) usada sob a janela para evitar a fissuração da parede. 297 . Concreto – Mistura de água. Contrafrechal – Terça que se apóia nas pontas das linhas das tesouras. Apresenta. Coletor de energia solar – Placa que capta a energia solar e a transforma em eletricidade (com células fotovoltaicas) ou energia térmica. que nivela o piso antes da aplicação do revestimento. Coeficiente de aproveitamento – É a relação entre a área construída de uma ou mais edificações e a área de terreno a ela(s) vinculada. cimento. Copa – Compartimento auxiliar da cozinha. assumiu as formas mais variadas e diversos ornamentos. que se executa no fechamento superior de um edifício. Closet – Pequeno cômodo usado como quarto de vestir. Tem as mesmas características da madeira em relação à elasticidade e ao peso. Contraventamento – Sistema de ligação entre elementos principais de uma estrutura com a finalidade de aumentar a rigidez. Coifa – Cobertura feita de metal. Contraverga – Reforço na alvenaria (canaletas. maior resistência e homogeneidade. que suga a fumaça dos fogões. Colonial – Tipo de arquitetura praticada nos países que foram colônias. Contrapiso – Camada de concreto não estrutural. em proporções prefixadas. Clorar – Tratar a água com cloro a fim de eliminar microorganismos.

concretos. Craquelê – Rachaduras em esmaltes. vernizes ou pinturas a óleo que formam um entrelaçamento irregular de fendas muito finas. Coxim – Reforço de concreto nas alvenarias que recebem cargas concentradas (das tesouras.). 298 . onde se encontram as superfícies inclinadas (águas). Cota de arrasamento – Cota em que deve ser deixado o topo de uma estaca ou tubulão.Corredor – É o saguão de que segue. Depósito – Edificação ou ambiente destinado à guarda de mercadorias ou objetos. Declive – Quando a inclinação do terreno está abaixo do nível da rua. em duas ou mais áreas. Curva de nível – Representação gráfica da curva formada pelos pontos de mesma cota. com o aproveitamento do sistema viário existente. cimentos etc. que se dispõe em seqüência na composição de uma escada. D Deck – Plataformas feitas com tábuas para circundar piscinas ou espelho d’água. demolindo ou cortando acima desta cota. Demão – Cada camada de tinta aplicada sobre uma superfície. Cuba – Recipiente das pias. Desforma – Operação de retirada das formas de uma obra de concreto armado. Elemento metálico. de um lote edificável para fins urbanos. Desdobro – É a divisão. Desgaste – Ver abrasão. de vigas na alvenaria estrutural etc. sem interrupção da rua ou área de frente até a área do fundo. Desnível – Diferença entre altitudes de dois pontos do terreno ou construção. Cumeeira – Parte mais elevada de um telhado. Ver abóbada. duro e brilhante. rampas etc. Desmembramento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. Desempenadeira – Instrumento formado por uma base lisa e uma alça. Cota – Indicação ou registro numérico das dimensões. Curar – Secar madeiras. horizontal e vertical. Croqui – Primeiro esboço de um projeto. Cozinha – Compartimento em que são preparados os alimentos. usado para eliminar ondulações nas argamassas. Cúpula – Parte superior interna e externa de algumas construções. Desaterro – Retirar um volume de terra de um local. Corrimão – Apoio para as mãos colocado ao longo das escadas. Degrau – Cada um dos pares iguais de planos sólidos. Cromado – Material que recebe uma camada de cromo.

Ela aparece devido a um processo químico. Elastômero – Polímeros naturais ou sintéticos que se caracterizam por apresentar módulo de elasticidade inicial e deformação permanente baixos. despensa. utilizado na cobertura para iluminar e ventilar o interior. tanto da superfície quanto de camadas profundas. Tem como função uniformizar as superfícies. aposentos de empregados etc. Emboçamento – Assentamento com argamassa das telhas da cumeeira ou espigão. E Edícula – Construção complementar independente com área inferior a construção principal destinada à lavanderia. Divisória – Parede que separam ambientes de uma construção. principalmente a partir de uma variação térmica. Aplicação da primeira camada de argamassa nas paredes. biombos. Também conhecida como oitão. Empena – Cada uma das paredes laterais onde se apóia a cumeeira nos telhados de duas águas. dotado de aberturas que possibilitam a passagem do ar e de luz para o interior.São manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. sem profundidade ou perspectiva. de pessoas ou mercadorias. ou seja. ou ar. Edificação – Obra. Dilatação – Aumento de dimensão. Eletroduto – Conduíte que carrega a fiação. Disjuntor – Dispositivo destinado a desligar automaticamente um circuito elétrico sempre que ocorrer sobrecarga da corrente. Duto – Tubo que conduz líquidos (canos). Emboço – Primeira camada de argamassa. O cimento comum. 299 . Dormente – Peça de madeira usada na composição de escadas e peitoris. resulta em uma base medianamente solúvel. cerâmica ou vidro. fios (conduítes). Embasamento – Parte inferior de uma construção. Dobradiça – Dispositivo de fixação da folha ao marco (batente). construção. Domo – Peça de fibra de vidro ou acrílico. Ver junta de dilatação. Também é utilizado para assentar trilhos das ferrovias. Elevador – Equipamento que executa o transporte vertical. Tapumes.Destacamento – Assentamento das duas primeiras fiadas de uma alvenaria. Ducha – Chuveiro com jatos d’água de grande pressão. Elemento vazado – Peça produzida em concreto. denominada hidróxido de cálcio. Eflorescência . que permite que a folha se movimente em torno de um eixo. Desvão – espaço entre a telha e o forro. reagindo com a água. Drenagem – Retirada de água do solo. Elevação – Representação gráfica das fachadas em plano ortogonal.

Espera – Armadura ou tijolos deixados para possibilitar a amarração futura. janelas) utilizado em uma obra. Engastalho – Calço de madeira. Espelhado – Superfície polida. Esponjado – Técnica de pintura utilizando uma esponja para espalhar a tinta. fixo no concreto. Escovado – Metal polido com escovas. Endurecimento – Fase subseqüente ao período de pega. Escantilhão – Régua de madeira que serve de molde para marcar ou aferir medidas em peças ou em obras. Encarregado – Auxiliar do mestre de obras. de modo a adquirir a aparência lisa do espelho. Espaçadores – Também conhecido como pastilhas plásticas ou de argamassa que tem a função de distanciar as armaduras das formas. Escada – Série de degraus por onde se sobe ou se desce. podendo ou não ficar aparente na fachada. de forma que fique coeso. Escora – Peça de madeira ou metálica que sustenta ou serve de arrimo a um elemento construtivo quando este não suporta a carga dele exigida. embutido. Espatolato – Técnica de pintura que imita a textura da rocha. que evita o deslocamento das vigas ou dos sarrafos. resultando num efeito irregular e manchado. Enxaimel – Conjunto de estacas e caibros que sustentam as divisões da estrutura da casa. Espigão – Linha inclinada que divide as águas de um telhado. Engastado – Encaixado. 300 . utilizado para travar o pé das formas dos pilares. ganhando aparência fosca. Escala – Relação de homologia existente entre o desenho e o que representa na realidade. que se acumulam em demolições ou construções. Esquadrias – Qualquer tipo de caixilho (portas. colocar o caixilho. Epóxi – Tinta plástica e impermeável usada na pintura de peças metálicas. É utilizado para espalhar em pequenas áreas a massa corrida ou massa a óleo nas esquadrias de madeira. Espátula – Objeto feito de metal e de forma espalmada.Empreitada – Sistema de contratação de um ou mais profissionais para executar qualquer tipo de serviço ou obra. na qual o aglomerante passa a oferecer resistência a esforços mecânicos. Enquadrar – Emoldurar. ou ambientes expostos a umidades. Encunhamento – Colocação da última camada de tijolos de uma parede. que coordena serviços de grupos de operários. Ou também pequena peça de madeira em forma de cunha. Ou ainda execução de um elemento construtivo oposto a um já existente. Eles ficam inclinados e comprimidos por argamassa até a estrutura. Entulho – Conjunto de materiais fragmentados e desagregados.

Fibra de vidro – Material resistente. Estribo – Cada uma da série de ferros paralelos que envolvem as barras longitudinais. Fiada – Fileira horizontal que o pedreiro assenta. Estriado – Superfície trabalhada em que aparecem estrias. desde à ruptura. impermeável. friso. pivotar etc. conferida pela impermeabilização. dobradiças. Estudo preliminar – Quando se verifica a viabilidade de uma solução que dá diretrizes ou orientações ao anteprojeto. F Fachada – Qualquer das faces externas de um edifício.Estaca – Componente das fundações profundas de pequeno diâmetro e longa. proveniente de uma ruptura pouco profunda de sua massa. régua do boxe. de impedir a passagem de fluídos. na operação de elevação de uma parede ou obra de alvenaria de tijolos ou de peças similares. Fissura – Abertura inferior a 1. sem causar divisão do sólido em partes separadas. aço ou madeira. Ferragem – Artefatos ou peças de metal (fechaduras. quando são submetidas à compressão. Fecho – Dispositivo em que uma peça metálica pode ser movimentada diretamente para manter fechados painéis. piscinas e calhas. 301 . geralmente de concreto armado. Também usada para fazerem forros e ornatos. Flameado – Que sofre a ação de chamas para alcançar a forma final. janelas.0mm que aparece na superfície do concreto ou revestimento. a mais freqüente é a fibra do amianto.para ser trabalhada em estado granular solto. empregado na fabricação de banheiras. fechar. que é cravada nos terrenos. que servem para juntar partes ou dar-lhes certos movimentos como abrir. Semelhantes ao canelado. estruturas de madeira ou metálicas. Estanqueidade – Propriedade. Esticador – Dispositivo para tencionar barras ou cabos flexíveis metálicos. correr. Fechadura – Fecho composto por um mecanismo e acionado por maçaneta. puxadores etc. Fibrocimento – Material resultante da união do cimento comum com fibras de qualquer natureza. Estuque – Toda a argamassa de revestimento geralmente acrescida de gesso ou pó de mármore. Filete – Moldura estreita. Flambagem – Deformação lateral ocorrida em peças esbeltas ao passarem do estado de equilíbrio estável para o instável. chave ou tranqueta. É obtido por meio de processo no qual o vidro ainda em fusão possibilita a separação dos filamentos que compõe o material.) empregados em portas. e quando necessário podem ser abertos. cremonas. ordinariamente em nível e obedecendo a uma linha esticada. fixando-as em sua devida posição. Farofa – Argamassa preparada a seco ou com mínimo teor de água. Estrutura – Conjunto de elementos que forma o esqueleto de uma obra. protendido. puxador.

Frechal – Viga que fica assentada sobre o respaldo das paredes. 302 . como hera. canalizações etc.) responsável pela transmissão das cargas de uma obra ao solo. servindo de apoio à tesoura. Galeria pública – Passagem coberta em um edifício. ocultar canalizações ou estruturas. Galeria – Corredor largo que. Forro – Material que reveste o teto. Plantas rasteiras. Forjar – Moldar o ferro ou outro metal. Fôrma – Elemento de madeira. entre a base e o capitel. que irão compor a estrutura da construção. Fusível – Dispositivo que opera com limites de amperagem. Galga – Operação de riscar em uma obra uma linha paralela a outra conhecida ou transportar pontos por meio da aplicação sucessiva de um escantilhão ou gabarito. Também pode ser o corpo cilíndrico de um tubulão antes da base. Fundação – Conjunto de elementos de fundação (estacas. Depois desse processo. Fungo – Microorganismo vegetal que se aloja como parasita nas madeiras. drenagem. Fossa – Cavidade que recebe os líquidos residuais de uma construção. armados. ligando entre si dois logradouros. pivotar). serve para exposição de obras de arte. Folha – Parte da porta e da janela que necessita de ferragem para se mover (abrir. que fazem o acabamento de um jardim. Também é o nome que se dá ao arremate entre bancadas e as paredes. após aquecimento. além da circulação de pessoas. musgo ou grama.Flexão – Tipo de solicitação na qual esforços que atuam sobre uma viga prismática tendem a modificar sua curvatura longitudinal. Quando instalados e cheios de pedra os gabiões se convertem em elementos estruturais flexíveis.correr. os líquidos resultantes são encaminhados para um filtro anaeróbico e ao sumidouro. Utilizados como muros de contenção. promove o isolamento térmico entre o telhado e o piso. Recuo da construção no pavimento térreo. metal ou de outro material utilizado na obra para fundir peças de concreto armado. impede que o resto do circuito sofá os efeitos da sobrecarga. Forração – Espécie de carpete têxtil de pouca espessura. G Gabarito – Molde em escala real para traçar. Gabião – Tipo de caixa em forma de prisma retangular fabricado com malha hexagonal de dupla torção produzida com arames de baixo teor de carbono e revestido. Frontão – Arremate superior de portas e janelas que normalmente tem forma triangular. Duto subterrâneo para escoamento de águas. Forro falso – Forro de teto construído em plano inferior ao plano do forro verdadeiro. Fossa séptica – Compartimento enterrado onde os esgotos são acumulados e represados de forma a ser digeridos por bactérias. utilizando uma bigorna. drenantes. com finalidades acústicas e decorativas para reduzir o pé direito. tornando a passagem coberta. sapatas etc. Quando exixte sobrecarga no sistema elétrico. verificar ou controlar formas e medidas durante a execução de uma obra. Fuste – Parte intermediaria de uma coluna.

para dar segurança aos usuários. sacadas. Também é a peça de suporte nas churrasqueiras. Ver guindaste. pó de mármore e grana. Gruas – É um equipamento utilizado para elevação e a movimentação de cargas e materiais pesados. guardas etc. geralmente dobrada. Granilite – Mistura do cimento. Gradil – Fecho construído na testada do lote edificado. Grelha – Grade de ferro que protege a entrada de bueiros e ralos. que entra na composição do granilite. Gotejador – Peça usada em sistemas de irrigação que transforma o fluxo de água em gotas. Grapa – Peça de ferro. minúsculas. com parede de meação. Golpe de aríete – Choque contra as paredes de um duto forçado. Gesso – Aglomerante aéreo obtido usualmente pela calcinação moderada da gipsita. Sua estrutura é formada de madeira ou ferro e fechada com vidros ou treliças. Gárgula – Orifício para saída da água em fontes. para proteção de vigia. Grana – Conjunto de rochas diversas. com peso específico de 2. de qualquer natureza. Armação de ferro em forma de grades para proteção ou vedação de uma abertura.96t/m3 e resistência à compressão de 600kgf/cm2. Gazebo – Pequeno quiosque colocado no jardim. Gambiarra – Instalação provisória. usada para revestir paredes e pisos. etc. feldspato e mica. Guarita – Abrigo de madeira ou material leve. com localização e configurações definidas e que não resultou de processo de parcelamento de solo para fins urbanos. Galvanizar – Recobrir uma superfície com metal para preservá-lo da corrosão. Granito – Rocha ígnea granular. varandas ao longo do tabuleiro de uma ponte. devido ao repentino fechamento ou à brusca abertura de registro. Geminada – Diz-se de duas edificações construídas. 303 . dura. Gastalho – Braçadeiras de sarrafo que se pregam espaçadamente nos painéis das formas de vigas e pilares para impedir que venham a deformar por flexão no ato de enchimento. batentes. Gótico – estilo arquitetônico que marca as construções com abóbadas ogivais e motivos tirados da natureza. como as rosáceas. Guarda-corpo – Grade ou balaustres de proteção usada em balcões. geralmente fora das recomendações técnicas.50 a 2. Gravata – É um conjunto de peças de madeira para uso em formas de vigas e pilares com o intuito de fechar e travar as formas. uma encostada à outra. janelas. corrimões etc. composta de quartzo. Gleba – É uma porção de terra. válvula. com uma parte fendida e dobrada em sentidos opostos. sentinelas. causado por uma variação brusca na velocidade da água. torneira. Podendo ter um lado fechado por parede.Galpão – Construção coberta de dimensões amplas e aberta lateralmente. a qual se chumba na alvenaria para permitir a fixação de caixilhos.

Infiltração – Ação de líquidos no interior das estruturas construídas. 304 . Hall (vestíbulo) – Sala de entrada onde. Hidromassagem – equipamento com sistema de sucção e impulsão que gera movimentação da água. Home theatre – Conjunto de equipamento de áudio e vídeo que reproduz em casa as características sonoras e de projeção dos cinemas. Habite-se – Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício residencial recém construído. escadas. com a finalidade de favorecer a aderência do material constituinte do sistema de impermeabilização. como as portas de correr etc. quase sempre temporário. se encontram as escadas e elevadores que conduzem aos andares superiores. Hidrômetro – Aparelho destinado a medir o consumo de água. Hidrófugo – Produto químico. Implantação – Demarcar no terreno a localização exata de cada parte da construção. Impermeabilização – Conjunto de procedimentos que impede a umidade ou infiltração de água na construção. Hotel – Prédio destinado a alojamento. Inclinação – Ângulo formado pelo plano com a linha horizontal. para compor coberturas. Peça que direciona o sentido de movimento das peças móveis. O mesmo que locação da obra. Guindaste – Máquina composta de sarrilho. acrescentado a argamassa. Guia – Peça de pedra ou concreto que delimita a calçada da rua. H Habitação – É a construção ou fração de edifício ocupado como domicílio de uma ou mais pessoas. nos grandes edifícios. roldana e cabo destinado a levantar grandes pesos. I Iluminação – Arte de distribuir luz artificial ou natural em um espaço. É a pintura aplicada à supefície a ser impermeabilizada. Imprimação – Também denominada por primer ou pintura primária. Hidratação – processo químico pelo qual um aglomerante de origem mineral reage com a água. tintas e vernizes com a função de proteger a superfície da umidade. Insolação – Quantidade de energia térmica proveniente dos raios solares recebidas por uma construção. Iluminação zenital – Iluminação natural de um recinto através de clarabóias ou de domo.Guarnição – Régua ou sarrafo que cobre a junta formada pelo encontro da parede com o batente da porta ou janela. rampas etc.

mármore etc. Janela do tipo escotilha – Aquelas de dimensões pequenas e arredondadas semelhantes à janela dos navios. para evitar trincas provenientes das forças de dilatação. Jardim – Local do terreno onde se cultivam plantas. Junta amarração – É quando as juntas entre os elementos são desencontradas. Irradiação – Propagação e difusão tanto de raios luminosos quanto de ondas sonoras ou de calor. Janela de correr – Quando os caixilhos correm horizontalmente em rebaixos ou trilhos. barro cozido. de cerâmica. Janela guilhotina – Quando os caixilhos se movimentam verticalmente. 305 . Jirau – Estrado ou laje em piso a meia altura que permite a circulação de pessoas sobre ele e abaixo dele. linha ou fenda que separa dois elementos. Janela pivotante – Aquela que se abre girando verticalmente no seu próprio eixo. hidráulicas. em geral envidraçado. Junta de dilatação – Espaço deixado entre a parte de uma estrutura ou de componente construtivo. colocado na parte superior de cubas. Isolamento – Recurso para resguardar um ambiente do calor. gás etc. Ladrilho – Peça quadrada ou retangular. cimento. reservado no interior das construções para cultivo de plantas. Também conjunto das instalações elétricas. Irrigação – Umidificação da terra por meio de sistemas mecânicos. Janela máximo-ar – Semelhante à basculante. Janela basculante .Quando é subdividida em caixilhos de pequenas dimensões que giram em torno de seu eixo horizontal. Jardim-de-inverno – Local. Ladrão – Tubo de escoamento. Junta – Articulação. com pouca espessura. feita em uma só peça. do som e da umidade. L Lã de vidro – Material isolante composto de finos fios de vidro. Junta aprumo – É quando as juntas entre os elementos são coincidentes tanto na vertical como na horizontal. que evita o transbordamento do excesso de água. J Janela – Abertura destinada a iluminação e ventilação dos ambientes internos. Ladrilho hidráulico – Peça de cimento comprimido decorado feita na prensa hidráulica.Instalação – Conjunto de providências necessárias para iniciar uma obra. banheiras ou reservatórios. além de permitir a visão externa.

Esta denominação remonta aos tempos do Brasil Colônia. Lambrequim – Recorte na madeira que arremata forro e beirais. Lençol freático – Depósito subterrâneo natural de água. Lambril – Revestimento de madeira ripada usado em forros e paredes. muro etc. que divide os pavimentos de uma construção. 306 . Lote – Porção de terreno que faz frente ou testada para um logradouro publico. Tem encaixe do tipo machoe-fêmea. Lavrar – Gravar. Parte de uma escada que se limita por patamar. apoiada em vigas e pilares. Loft – Palavra inglesa. Levigado – Tipo de acabamento semipolido. Longarina – Viga de sustentação em que se apóiam os degraus de uma escada. azulejo e outros aplicados à meia altura. Linha – Viga horizontal inferior de uma tesoura. quando as árvores que produziam madeiras nobres só podiam ser derrubadas pelo governo. Lambris – Revestimento interno de parede. Madeira de lei – Madeira dura. que se articula nas pontas com as empenas e no centro com o pendural. M Macho-e-fêmea – Tipo de encaixe em que uma saliência se adapta a uma reentrância. Lance – Comprimento de um pano de parede. Maçaneta – Peça que transmite o esforço externo para acionar o trinco. Living – Palavra inglesa que designa todos os espaços de convívio da casa. Hoje são espaços amplos sem divisórias. à pressão atmosférica. proveniente da infiltração de águas de chuva. pelo cubo. com abertura de novas vias públicas ou prolongamento ou alargamento das vias existentes. propiciando ventilação.Laje – Estrutura plana e horizontal de pedra ou concreto armado. placas de mármore. brocas e cupins. Lavabo – Pequeno banheiro sem espaço para o banho. usados para moradia. conferir ornatos às superfícies metálicas com o auxilio do cinzel. servindo também para puxar ou empurrar a porta. resistente às intempéries e ao ataque de fungos. Lanternim – Pequeno telhado sobreposto às cumeeiras. Listelo – Filete. Lajota – Pequena laje de pedra ou placas de cerâmica. Geralmente situado à entrada da casa. feito de tábuas. Lei de zoneamento – Legislação municipal que rege o uso de terrenos urbanos. Locação – Marcação da obra a partir do gabarito. Loteamento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. cunhar. Pequena moldura usada para arrematar peças cerâmicas. que significa depósito.

Maquete – Reprodução tridimensional. Meio tijolo – Parede cuja espessura corresponde à largura de um tijolo. Massa fina – Mistura de areia fina. Mata junta – Sarrafo ou régua que cobre a junta formada entre duas peças. o produto final. Manilha – Grande tubo de barro para instalação subterrânea que conduz às águas servidas. consistência adequada para ser aplicado em calafetações rígidas. depois de aplicada. adquirindo. ou filme de polietileno de alta densidade. é penteada com uma escova. Manta asfáltica – É um impermeabilizante a base de asfalto modificado com polímeros estruturado com não-tecido de poliéster pré-estabilizado. Meio-nível – Piso construído a meia altura que aproveita um pé-direito duplo ou um declive no terreno. cimento e corante. Massa – Argamassa usada no assentamento ou revestimento de tijolos. Marquise – Cobertura ou alpendre geralmente em balanço. dá acabamento liso a parede. em miniatura. escada externa etc. cal. Meia água – Telhado com um único plano inclinado Meia-parede – Parede que não fecha totalmente o ambiente.Pedra de cantaria ou peça de concreto que separa em desnível o passeio carroçável das estradas e ruas. 307 . Mansarda – Sótão com janelas que se abre sobre as águas do telhado. Pode ser aplicada diretamente sobre o solo para evitar erosão. Massa grossa – Mistura de areia média. Não pode ser retocada e. pedras em obras de marcenaria. Manta plástica – revestimento plástico que impermeabiliza lajes. diminuindo o vão livre. Mástique – Material de consistência pastosa. Marmorizado – Técnica de pintura que reproduz os veios e as tonalidades do mármore. ela se projeta para além da parede da construção.Madeiramento – Conjunto de madeiras usadas na construção ou nas armaduras de telhado. Massa corrida – Feita a partir de PVA ou acrílico. deixando-a pronta para receber a pintura. Meio-fio ou guia . água e cimento usado no emboço. Marchetaria – Arte de incrustar ou embutir peças de madeira. coberturas e contrapisos. formando desenhos. Marquise – Cobertura em balanço construída sobre o aceso de porta externa. Mão-francesa – Elemento estrutural inclinado que liga um componente em balanço. Marco – Parte fixa das portas ou janelas que guarnece o vão e recebe as dobradiças. cal. usada como divisória. Massa raspada – Mistura de areia. de um projeto arquitetônico. geralmente calcítico ou dolomitico. com cargas adicionais a si. Mármore – Calcário metamorficamente recristalizado que tem como constituinte importante um carbonato.. plásticas ou elásticas. água e cal empregada para rebocar as paredes. Ver batente.

Mísula – Peça de pedra. Nivelar – Regularizar um terreno por meio de aterro ou corte. madeira ou concreto que sustenta beirais. Mosaico – Trabalho executado com caquinhos de vidro ou pequeno pedaços de pedra e de cerâmicas engastados em base de argamassa estuque ou cola. Mictório – Aparelho sanitário próprio para nele se urinar. do qual se quer uniformizar o emprego. roupas etc. empuxos de águas de infiltração. Muxarabiê – Balcão protegido. Mourão – Esteio grosso de madeira ou de concreto muito usado em andaimes e cercas. sobre-aterros. a fim de assegurar ventilação e sombra e. Muro de arrimo – Muro resistente usado na contenção de terras. Nicho – Reentrância feita na parede para abrigar armários. no caixilho divide as folhas. da fundação ao acabamento. Nervura – Arco que produz uma saliência no interior de uma abóbada. Mezanino – Andar intermediário entre dois pisos e com acesso interno abrindo-se para um ambiente no piso inferior. Modular – Usar o módulo Módulo – Elemento com medida padrão Monoqueima – Processo de cozimento da argila na produção de cerâmica. Mirante – Parte alta. etc. acima do telhado da construção. N Nega – Penetração da estaca em milímetros. Viga saliente na face inferior de qualquer laje. sobrecarga de construções. prateleiras etc. Montante – Peça vertical que.Memorial descritivo – Descrição de todas as características de um projeto arquitetônico. de se poder olhar para o exterior sem ser observado. sacadas ou balcões. Nível – Instrumento que verifica a horizontalidade de uma superfície. também. por uma treliça de madeira. 308 . Mestre-de-obras – Profissional que dirige os operários em uma obra. correspondente a 1/10 da penetração para os últimos dez golpes. a fim de evitar ondulações em pisos e contrapisos. em que as peças passam apenas uma vez pelo forno. especificando o material que são necessários à obra. Monta-cargas – Pequeno elevador utilizado em algumas casas ou comércio para movimentar mercadorias. em toda a altura da janela. Norma – Conjunto de prescrição que regulam o emprego de uma técnica ou fixam condições de execução de um projeto ou de elaboração de um produto.

Parede – Elemento de vedação ou separação de ambientes. Oitão – Cada uma das paredes laterais de uma construção. 309 .O Ofurô – Banheira arredondada. que dá aspecto antigo às superfícies. Parquete – Piso feito da composição de tacos. Processo em que se perde o brilho pelo efeito do ar ou por processos industriais. pastilhas. Passadiço – Corredor. Proteção que atinge a altura do peito. que formam desenhos a partir da mistura de tonalidades de várias madeiras. Pátina – Efeito oxidado. presentes em janelas. geralmente construído de alvenaria. obtido a partir das sementes do linho. terraços. típica do Japão. Óleo de linhaça – Solvente e secante para determinadas tintas. Oxidação – Ferrugem. P Painel – Grande superfície decorada. feita de cerâmica. Partido – Opção arquitetônica que atende a diversos fatores: topografia. tanto no interior como no exterior da construção. galeria ou ponte que liga dois setores ou alas de uma construção. Passeio – É a parte do logradouro público destinado ao trânsito de pessoas. cerâmicas etc. Orientação – Posição da casa em relação aos pontos cardeais. Apresenta composição de mosaicos. verba disponível etc. Pano – Extensão de parede ou muro. porcelana ou vidro. sacadas etc. Ombreira – Cada uma das peças verticais de porta e janelas responsáveis pela sustentação das vergas superiores. feita de cedro. Pastilha – Pequena peça de revestimento. condições locais. Paisagismo – Estudo da preparação e da composição da paisagem como complemento da arquitetura Palafita – Conjunto de estacas que sustenta a construção acima do solo nas habitações lacustres. Patamar – Piso que separa os lances de uma escada. obtido artificialmente por meio de pintura ou pela ação do tempo. Parapeito – Peitoril. necessidades de quem vai habitar. Ogiva – Forma característica das abóbadas góticas. Passarela – Corredor estreito e elevado que interliga dois ambientes. Passa-prato – Pequena abertura feita à meia altura de uma parede que permite a passagem de pratos e alimentos da cozinha para a sala de jantar ou outro ambiente.

310 . a linha. unidos entre si por pequenas varas eqüidistantes e horizontais. Pérgola – Estrutura horizontal composta de elementos paralelos feitos de madeira. Elas são estreitas horizontais fixas ou móveis.Revestimento de base o qual se pode caminhar. Pilastra – Pilar com quatro faces. Pilarete – Pequeno pilar. Pipe-rack – Cavalete metálico ou de concreto para sustentação de tubulações horizontais. Perspectiva – Desenho tridimensional de fachadas e ambientes. Pé-direito – Distância vertical medida desde o piso até o teto de um ambiente. situadas alternadamente do lado de fora e de dentro. Placa fotovoltaica – Peça responsável pela captação dos raios do sol transformando-os em energia elétrica. feito de pedra. Toda esta trama é. A pérgola é sustentada por pilares ou em balanço. Persiana – Caixilho formado por ripas de madeira. caldas. posteriormente. Pilar – Elemento estrutural vertical. píncaro. impedindo que ela escorra ao longo das paredes da fachada ou nos muros e muretas. tijolo. Pedreiro – Profissional encarregado de preparar a alvenaria. argamassas e concretos de cimento. Andar. Pega – Caracterização da perda de plasticidade das pastas. Piche – Substância negra. preenchida com barro. Pingadeira – Acabamento externo de proteção que desvia a água de chuvas. de pequena seção em relação à sua altura. tiras plásticas. recebem em ambos os lados da cabeça as extremidades das empenas e no pé. Pendural – Parte da tesoura que trabalha à tração. Pináculo – Ponto mais alto de um edifício. O pendural se situa no eixo vertical da tesoura. alvenaria ou concreto. Pau-a-pique – Tipo de taipa em que as paredes apresentam uma armação de varas ou paus verticais. Peitoril – Base inferior das janelas que se projeta além da parede e funciona como parapeito. cume. Conjunto de dependências de um edifício situadas num mesmo nível. Pivotante – Esquadria com eixo em forma de pivô vertical (movimento giratório vertical) permitindo formar ângulo reto e localizado ao centro da mesma. de forma prismática ou cilíndrico (coluna). para demarcações no terreno. Pavimento – Andar. metálico e outros. obtida da destilação do alcatrão ou da terebintina. pegajosa. Pavimento. resinosa. concreto. Um de seus lados fica ligado à alvenaria da construção. Piquete – Pequeno bastão de madeira com ponta que se crava no terreno. Piso . por meio de suspensório (estribo). pH – Escala que mede o grau de acidez de diversas substâncias. Pilotis – Conjunto de pilares ou colunas de sustentação do prédio que deixa livre o pavimento térreo. destinados a suportar carga vertical.Pátio – Espaço descoberto no interior das casas e cercado pelos elementos da construção. metálicas ou têxteis.

Plaina – Instrumento utilizado para desbastar. Playground – Palavra inglesa que significa espaço reservado para o lazer. para depois ser montado na obra. Platibanda – Mureta ou balaustre de alvenaria maciça ou vazada. construída no topo das paredes externas de uma edificação e contornando-a acima da cobertura. Pó xadrez – Pigmento usado para dar cor a pisos feitos de cimento. inquebrável. resistência ao risco igual ou superior que as cerâmicas esmaltadas ou as pedras naturais. Pré-moldado . muros ou painéis. Poço caipira – Perfuração feita no solo manualmente utilizando uma cavadeira. cuja cobertura é apoiada em colunas. Possui alta resistência ao impacto e baixíssima expansão por hidratação. 311 . Plano Diretor – Conjunto de leis municipais que controlam o uso do solo urbano. Porta-balcão – Porta de duas folhas que se abrem para as sacadas. Poço artesiano – Perfuração mecanizada feita no solo para encontrar o veio d’água subterrâneo. terraços ou varandas. baixa porosidade. Prédio – Construção destinada à moradia. equivalente à figura de um corte horizontal que passa pelos peitoris das janelas. Post-forming – Acabamento arredondado de bordas. com baixa absorção de água. depósito ou outro fim similar. Pórtico – Portal de entrada de uma casa. Poço romano – Tanque ou piscina de dimensões reduzidas e circular. Polir – Lustrar uma superfície. Planta baixa – Desenho de projeção horizontal de um andar de um edifício. Porta – Abertura até o nível do pavimento feita nas paredes. de alta resistência. O mesmo que planalto. Portinhola sobre a folha de uma porta maior. Policarbonato – Material sintético transparente. Postigo – Pequeno vão executado a meia altura de uma parede que permite a passagem de objetos de um cômodo a outro. aplainar ou tirar irregularidades da madeira. Porcelanizado – Processo industrial que dá aos materiais a aparência ou a textura da porcelana. Platô – Parte elevada e plana de um terreno.Parte ou componente de uma edificação. utilizado com laminados plásticos colados. Ver sarilho. Porcelanato – Revestimento. que serve de vedação ou acesso a um ambiente. fabricado e depois montado na própria obra. formatados por aquecimento. Porão – Pequeno espaço situado entre o solo e o primeiro pavimento de uma casa. Escora. Apoio. Pré-fabricado – Parte ou componente de uma edificação. fabricado previamente em instalações industriais. Pontalete – Peça de madeira colocada a prumo que se amparam elementos horizontais pesados de uma construção. pá de cabo curto e um balde fixo em um sarilho (também conhecido como sarrilho) para retirada do solo. que se destina a proteger ou camuflar o telhado. que substitui o vidro no fechamento de estruturas.

recebendo pintura diretamente. 312 . Requadro – Armação em que os componentes formam ângulos retos. Rancho – Habitação rústica do campo. Radier – Tipo de fundação direta. Ressalto – Qualquer saliência na fachada da construção. reunindo plantas. Revestimento – Designação genérica dos materiais que são aplicados sobre as superfícies rústicas e que são responsáveis pelo acabamento. detalhamentos etc. Ato de deixar a argamassa formando um ângulo reto. colunas etc. composta de chave geral e disjuntores. Q Quadro de distribuição – Caixa que distribuí os circuitos de eletricidade em uma construção. uma laje de concreto armado. fundida diretamente sobre o terreno previamente preparado. Régua – Prancha estreita e comprida de madeira. Recorte – Acabamento feito com trincha no encontro de cores diferentes usadas para pintar a mesma parede ou no encontro de duas superfícies.Programa – Conjunto de necessidades sociais e funcionais de uma família ou pessoas que serve de base para o desenvolvimento de um projeto. elevação. Reator – Peça das lâmpadas halógenas. Perfil de alumínio que nivela os revestimentos enquanto a massa ainda está mole. Reboco – Revestimento de parede e teto feito com massa fina. Retábulo – Peça de madeira ou pedra trabalhada em motivos religiosos na qual se encosta o altar. Refratário – Qualidade dos materiais que apresentam resistência a grandes temperaturas. Projeto – Plano geral de uma construção. responsável pela passagem da corrente elétrica da rede para o conjunto de luminária. Rejunte – Pasta de cimento e aditivos que preenche as juntas superficiais entre as peças de revestimento. Prumo – Aparelho que permite verificar por paralelismo a verticalidade de paredes. cortes. como a nogueira. Prumada – Posição vertical da linha do prumo. Respaldo – Última carreira de tijolos da alvenaria de embasamento ou de parede do pavimento. normalmente aberta que realçam a decoração de jardins. Quiosque – Pequena construção. a imbuia e o pinho-de-riga. Recuo – Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. R Radica – Deformações em forma de bolas enrugadas que aparecem nas bases dos troncos de árvores.

A tábua reentrante é chamada de saia. Servente – Ajudante.Ripa – Qualquer peça de madeira fina. Na construção é usado para fazer argamassa e usado como piso de quadras de tênis. Como ficam isoladas. dos profissionais que trabalham nas obras. 313 . Saliência – Elementos da construção que avança além dos planos verticais. Rosácea – Caixilho de dimensões grandes e circulares. com largura entre 5 e 20 cm e espessura entre o. Rodaforro ou rodateto – Faixa (moldura) colocada ao longo das paredes. e pequena quantidade de argila. Saibro – Material contendo grande quantidade de fragmentos pequenos de feldspato e quartzo. A sapata isolada é um elemento de forma tronco de pirâmide construído nos pontos que recebem as cargas dos pilares. Sapata – Parte mais larga e inferior do alicerce. Rococó – Vertente do barroco que se caracteriza pelo excesso de detalhes e adornos. auxiliar. baldes etc. Seladora – Base incolor utilizada para proteger madeiras. estreita e comprida. e no qual se enrola corda. Rústico – Acabamento ou construção feita de acordo com técnicas artesanais. cabo ou corrente para levantar objetos (pesos. Ornato colocado no centro dos tetos ou abóbadas ou nos lustres. Saguão – Pátio interno fechado por paredes altas. Sarrafo – Tira de madeira. no encontro de telhados e paredes. Sanfonado – Que imita a forma e o movimento do fole da sanfona. Sarilho (Sarrilho) – Cilindro disposto horizontalmente. junto ao forro. as sapatas são interligadas por vigas baldrames.5 e 2. S Sacada – Qualquer espaço construído que faz uma saliência sobre o paramento da parede. junto ao piso. Peça de madeira em que se apóiam as telhas. de camisa ou blusa. Pode ou não embutir iluminação. quando seca. Podem ser isolada ou corrida.) Sebe – Tapume feio com ramos ou varas utilizado para fechar terrenos. Já a sapata corrida é uma pequena laje armada colocada ao longo da alvenaria recebendo a sua carga e distribuí para uma faixa maior de terreno.5 cm. evita a penetração das águas das chuvas. Saia-e-camisa ou saia-e-blusa – Tipo de forro de madeira em que as tábuas são sobrepostas formando reentrância e saliências. Selante – Óleo ou resina que dá liga às tintas e aos vernizes. Rufo – Chapa metálica dobrada que. Sanca – Moldura de gesso ou de outro material instalada junto ao teto. Sapé – Tipo de gramínea que. é usada para cobrir casas e quiosques. Rodapé – Faixa de proteção ao longo das bases das paredes. Muito comum em portas divisórias retráteis. e a saliente.

Sóculo – É uma base de alvenaria. com rosca interna. muito usado em construção de vários pavimentos. Spot – Termo inglês que designa a luminária cujo foco de luz pode ser direcionado. proveito ou serviço de outra propriedade pertencente a dono diferente. e situado imediatamente acima do pavimento térreo. inspirada nas aberturas das muralhas dos antigos palácios. Sondagem – É a investigação do subsolo com o objetivo de avaliar a viabilidade técnica e financeira de uma fundação. Silos – É uma construção agrícola destinada ao armazenamento de produtos. Sobre-loja – É o pavimento de pé-direito reduzido. telefone etc. formando um degrau na parte de fora. Servidão – Encargo imposto à qualquer propriedade para passagem. Seixo rolado – Pedra de formato arredondado e superfície lisa. passando por um ponto mais alto impedindo a passagem dos cheiros provenientes das canalizações. Slump test – Ensaio para medir a consistência do concreto em massa. de madeira ou ouro material. mantendo o mesmo nível. Sobreira – Conjunto de telhas dispostas por baixo das telhas do beiral do telhado com a finalidade de reforçá-las. e nas portas externas. Solário – Local descoberto destinado a banhos de sol. Sub-solo – Pavimento situado abaixo do piso térreo de uma edificação e de modo que o respectivo piso esteja. Soquete – Receptáculo. Soleira – Parte inferior do vão da porta no solo. que pode ser revestida ou não. na adesão e no isolamento de qualquer superfície que exija proteção contra umidade e infiltração de água. Shingle – Tipo de telha de madeira plana ou materiais industrializados. Silicone – Material usado na vedação. em relação ao terreno circundante. Shaft – Palavra inglesa. Ver lanternim. que serve para apoiar armários ou as guarnições das portas. de onde são retiradas. geralmente depositados no seu interior sem estarem ensacados. onde se encaixa a lâmpada. Suíte – Conjunto de dois cômodos contíguos em que um é quarto de dormir e o outro é banheiro. Soalho – Piso de tábuas apoiadas sobre vigas ou guias. de água. Sinteco – Verniz resistente e durável usado no revestimento de pisos de madeira. Podem ter o formato de “s” ou “copo”. como a manta asfáltica. 314 . Ele tem geralmente portas ou tampas. a uma distância maior do que a metade do pé-direito. Shed – Abertura na cobertura que propicia a ventilação e iluminação natural dos ambientes. caraterísticas dadas pelas águas dos rios. que facilitam o acesso às tubulações.50m. Sifão – Dispositivo formado por uma peça que retém água e tem a função de transportar um líquido de uma altura para outra mais baixa. É um duto de alvenaria ou de concreto.Seteira – Janela estreita e comprida. que serve para passar as tubulações elétricas. Arremate na mudança de acabamento de piso. não inferior a 2. Sótão – Ambiente que surge dos desvãos do telhado no último pavimento de uma construção.

Telha – Cada uma das peças usadas para cobrir as construções. Chama-se taipa de pilão quando se comprime a terra em fôrmas de madeira. Tapume – Vedação provisória de madeira ou outro material com que se veda uma obra. Taco – Cada uma das pequenas peças que formam o parquete. Pedaço de madeira embutido na parede ou concreto para receber pregos ou parafusos. descarga e compactação. Teodolito – Instrumento ótico portátil. aberta em todas as faces ou parcialmente fechada. Terraço – Cobertura plana. desviada angularmente em relação ao plano vertical. Galeria descoberta. T Tabeira – Série de tábuas que contornam as paredes. Telheiro – É a construção constituída por uma cobertura suportada. 315 . constituída de estrutura sobre a qual se assentam as telhas. Tarugo – Peça curta de madeira que se coloca entre os lados das vigas. por meio de colunas e pilares.Sumidouro – Local para onde se escoa a água de esgoto e infiltra no solo. carga. Talude – Inclinação de um terreno ou de uma superfície sólida. Tábua corrida – Piso de tábuas em geral largas e contínuas. utilizado em topografia para medir ângulos horizontais e verticais. Peça paralela a cumeeira e ao frechal. As telhas e a estrutura ficam aparentes. transporte. executadas para a construção de aterros e cortes. Também designa nuances do marrom que lembram a cor da terra. para evitar que elas sofram torção ou oscilação lateral. Tabique – Parede delgada feita de tábuas. Tabuado – Porção de tábuas. destinada ao seu assentamento. Espaço aberto no nível do solo ou em balanço. formando a moldura que guarnece os telhados. Terça – Viga de madeira que sustenta os caibros do telhado. pelo menos em parte. Tardoz – Superfície de aderência do piso cerâmico. Terraplenagem – Conjunto de operações de escavação. Taipa – Sistema construtivo que usa barro para fechar paredes. Tala – Peça de madeira utilizada para reforçar emendas de pontaletes e/ou peças de madeira. tijolos ou taipa que separa um ambiente de outro. Telhado – Parte exterior e mais elevada que cobre uma edificação. Taxa de ocupação – É a relação entre a área ocupada de uma ou mais edificações e a área total do mesmo. Terreno – Espaço de terra sobre a qual se vai assentar a construção. Terracota – Argila modelada e cozida. Telha-vã – Telhado sem forro. a fim de dar à superfície do terreno a forma projetada.

tinta ou qualquer material empregado para revestir uma superfície. nas instalações de esgotos de prédios elevados. 316 . Topografia – Análise e representação gráfica detalhada de um terreno. nas tesouras. Unifamiliar – Uma única família. deixando-a áspera. Treliça – Estrutura estaticamente definida. Tulha – Depósito de café e cereais. Tijolo – Peça de barro cozido usada na alvenaria. Tozzeto – Pequenas peças de cerâmica que se encaixam em outras maiores. fibra ou tecido. Testeira – Superfície feita de madeira ou concreto colocada na extremidade de qualquer beiral. com pequenas aberturas que permitem a formação de gotas pra umidificar o solo. graduada em uma ou ambas as faces. Torre – Construção cuja base é bem menor do que a altura. usada em telhados para vencer grandes vãos. Barra de ferro. recebe os efluentes dos aparelhos sanitários instalados nos diversos andares. Testada – É a divisa do lote lindeira ao logradouro público que lhe dá acesso. Toldo – Cobertura de lona ou de outro tecido colocado sobre portas e janelas para impedir a incidência direta do sol.Tesoura – Armação de madeira ou aço triangular. constituída por articulações em múltipla triangulação. compondo os pisos. no sistema métrico e/ou no sistema inglês. Urbanismo – Técnica de organizar as cidades com o objetivo de criar condições satisfatórias de vida nos centros urbanos. Tubogotejador – Tubo de passagem de água. sem auxilio de apoios intermediários. está sujeita aos esforços de tração. Textura – Massa. Tem forma de paralelepípedo retangular com espessura igual à metade da largura e o comprimento duas vezes a largura mais um centímetro. Tutor – Armação que serve para guiar o crescimento de arbustos ou trepadeiras. formando um conjunto de barras interligadas. Trava – Viga fina de madeira que prende o madeiramento de uma estrutura. Tirante – Viga horizontal que. Este termo se refere a construção residencial unifamiliar (residência para uma só família). Trincha – Tipo de pincel achatado. U Umbral – Parte superior das portas. crespa. Trena – Instrumento de medição constituído por uma fita de aço. cabo de aço que se presta aos esforços de tração. Usucapião – Instrumento legal que possibilita o acesso à propriedade da terra pela posse. Tubo de queda – Tubo vertical que.

o que confere ao material excepcional capacidade de isolamento termoacústico. e concentrá-las na alvenaria lateral dos vãos. apropriado para revestir pisos. espaço entre a porta de ingresso e a escadaria em átrio. plastificantes.É um mineral semelhante a mica. Vitral – Painel executado com pedaços de vidros coloridos rejuntados com chumbo. Verga – Reforço colocado sobre o vão de porta e janela (verga superior) e sob o vão de janela (verga inferior ou contraverga). Cada floco expandido aprisiona consigo células de ar inerte.V Vala – Escavação estreita e longa feita no solo. Vergalhão – Barra de ferro comprida. Vistoria – Diligência efetuada por profissionais habilitados da Prefeitura. Vestíbulo – Entrada de uma edificação. Vão de luz – Distância livre e útil entre duas extremidades. formado essencialmente por silicatos hidratados de alumínio e magnésio. madeira. feita de aço. Vedação – Ato de fechar. cargas minerais e pigmentos. que permite a ventilação permanente dos ambientes. Veneziana – Tipo de esquadria. Vidro aramado – Aquele que tem uma trama de arame em seu interior para torná-lo mais resistente. As vigas transferem o peso das lajes e dos demais elementos (paredes etc. Vidro de segurança – Nome dado ao vidro inestilhaçável. 317 . Viga – Peça estrutural. Vigota – Pequena viga Vinílico – Material composto por resinas de PVC. tirando-as das esquadrias. concreto etc. Vão livre – Distância entre os apoios de uma cobertura. É formado por palhetas inclinadas e paralelas podendo ser fixas ou móveis. vedar. Vermiculita . Verniz – Solução composta de resinas sintéticas ou naturais que trata e protege a madeira. A verga superior tem a função de receber a carga das alvenarias. Vibrador – Aparelho destinado a adensar a massa de concreto fresco através de vibração provocado por um motor com excêntrico. Varanda – Alpendre grande e profundo.) para os pilares. Vão – Abertura numa parede para a colocação de portas e janelas. E as vergas inferiores recebem as cargas concentradas e as distribui novamente na alvenaria. Vazão – Quantidade de fluído que passa pela seção transversal de uma canalização na unidade de tempo. Vidro temperado – Aquele que passa por um tratamento especial de aquecimento e rápido resfriamento para torná-lo resistente a impactos. aquele que não projetam estilhaços quando se quebram por impacto. Quando submetida a um aquecimento a água contida entre suas milhares de lâminas se transformam em vapor fazendo com que as partículas explodam e se transformem flocos sanfonados.

dos agregados. Zincado – Material que foi revestido de zinco. Voluta – Ornato em forma de espiral que aparece nos capitéis de colunas clássicas. Volumetria – Conjunto das dimensões que determinam o volume de uma construção. Zoneamento – Divisão oficial de uma cidade ou centro populacional em regiões ou zonas residenciais. industriais ou mistas. de cor alaranjada.Vitrificado – Material que assume a aparência do vidro. 318 . Volante – Peça onde se pega para abrir a torneira. Zenital – Iluminação vinda de domo ou clarabóia. Vitrô – Pequena janela fechada com vidros. evita a ferrugem. Z Zarcão – Subproduto do chumbo. comerciais. do solo etc.

ANEXOS .

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FERRAMENTAS 321 .

322 .

Cumprir as disposições legais sobre Segurança Saúde no Trabalho .Fornecer aos empregados gratuitamente.Higienizar e realizar manutenção periódica do EPI . como limitador de espaço.Observar as Normas de Segurança do Trabalho . em beiradas de laje. o EPI adequado ao risco e em perfeito estado. o EPI danificado ou extraviado . Avental de PVC Luvas de raspa Máscara descartável Protetor facial Qualquer função deve utilizar. valas etc. Qualquer função deve utilizar.Tornar obrigatório o uso do EPI . obrigatoriamente. quando executar trabalhos acima de 2.Substituir. quando exposta a níveis cima do limite da NR15 # uso obrigatório € uso eventual Administração em geral Almoxarife Armador Azulejista Carpinteiro Carpinteiro (serra) Eletricista Encanador Equipe-concretagem Equipe-montagem Operador-betoneira Operador-compactador Operador-empilhadeira Operador-guincho Operador-máquina Operador-martelete Operador de policorte Pastilheiro Pedreiro Pintor Poceiro Servente Geral Soldador Vigia Cabe ao empregador: Luvas de PVC Capacete FUNÇÃO x EPI # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # € € # # € # # # € € # # # # € € # # # € # € € # € # # € € Qualquer função deve utilizar. imediatamente.00m de altura Escudo p/a soldador Máscara panorâmica Máscara semifacial Óculos contra imp.EPI – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Cinturão páraqudista Cinto de segurança Qualquer função deve utilizar.Usar o EPI fornecido pela empresa a finalidade a que se destina . . quando exposta a garoas e chuvas € € € € € # # € # € # € € € € € € € # # # € € € # # # # # # # # € # € # # # # # # # € # # € # Qualquer função deve utilizá-la quando houver necessidade de proteção facial # Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe # # # # € # # # # # .Responsabilizar-se por sua guarda e conservação Cabe ao empregado: 323 Colete refletivo € ∋ . Óculos ampla visão Òculos p/a soldagem Máscara p/a soldar Botas impermeáveis Calçado de segurança Capa impermeável Mangote de raspa Perneira de raspa Protetor auricular Luva de borracha Avental de raspa Cinturão de Seg.

PREGOS NA ESCALA NATURAL 1:1 324 .

325 .

326 .

0 2.00m Comprimento: Rolo: vide tabela .75 0.0 285.1 45.0 37.48 1.0 9.4 323. Trans.4 65.75 4.4 x 3.5 264.8 1.PESO COMPR.61 x 0.36 Categorias do aço: CA-60: 3 ≤ 0 ≤ 9mm Dimensões padronizadas: Largura: 2.4 0.1 217.38 x 1.96 5.96 5.52 3.35 3.0 8.6 2.46 6.91 4.0 6.8 x 3.8 0.2 1.37 6.8 57.09 120 120 120 60 60 60 222.0 0.0 6.96 x 3.0 6.03 x 5.21 1.0 x 8.46 x 2.59 x 1.47 x 0.TABELAS PARA OBRAS COM CONCRETO ARMADO = Telas para estrutura de concreto armado NORMAS: NBR 7481.2 x 4.0 6.38 4.13 x 1.47 3.0 6.97 10.3 117.0 6.96 x 1.0 7.03 6. .3 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 Q 47 Q 61 Q 75 Q 92 Q 113 Q 138 Q 159 Q 196 Q 246 Q 283 Q 335 Q 396 Q 503 Q 636 Long Trans.8 x 3.0 x 8.92 3.6 x 5.0 1. NBR 5916 E NBR 7480 DA ABNT ORDEM DESIGNAÇÃO ESPAÇAMENTO ENTRE FIOS Long.97 1.9 78.5 1. cm cm 15 x 15 15 x 15 15 x 15 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 DIÂMETRO DOS FIOS SECÇÃO DOS FIOS PESO ROLOS PAINÉIS COMPR.20 2. Longc Trans.61 3.0 x 9.28 7.1 356.1 x 7.2 0.9 92.35 x 3.75 x 0.0 6.83 x 2.80 2.36 x 6.83 3.13 4.92 x 0.2 148.0 x 6.59 5.20m e 6.11 3.5 x 4.0 6.1 8.0 x 5. cm cm cm²/m cm²/m 3.PES O kgf/m² m kgf m kgf 0.48 5.45m 4.Painéis: Emendas: (Em cm) Por simples justaposição das telas para armaduras prinicpais: (3 malhas) (desenho da justaposição 3 malhas) Para armadura de distribuição: (1 malha) 327 .2 x 4.0 x 3.

328 .

bw(cm).Cargas Permanentes: Peso próprio Concreto Armado 2.25. 1.2 tf/m³ 1.10 .h(cm) Kgf/m Laje pré Verificar bw= largura h = altura Peso de revestimento de laje 50kg/m² Peso de enchimento Material Caco pumex Argila expandida Entulhos Peso específico γ (tf /m³) 0.50 Peso de paredes Tijolos Maciço Tijolo Baiano Blocos de concreto Parede Espelho 1/2 tij.5 tf/m³ Lajes e paredes de concreto 25h(cm) Kgf/m² Vigas e pilares 0. um tij. de madeira 40 Com telhas de alumínio e estr: aço 30 alumínio 20 Com canalete 90 e estr.85 1.Acabada (cm) 12 17 22 Peso kgf/m² 170 240 300 Peso de cobertura Tipo de cobertura Peso kgf/m² Com telhas de barro e tesouras de 70 madeira ι ≤ 40% Com telhas onduladas de fibrocimento e estr. de 35 madeira Cargas Acidentais -NB-5 329 .60 0.1.6 tf/m³ 1.3 tf/m³ Tijolo Baiano kgf/m² 120 180 300 Tijolo Maciço kgf/m² 160 240 400 Bloco de concreto Espessura (cm) 9 14 19 Esp.

27 97.7 28.TABELA PRÁTICA DE TRAÇOS DE CONCRETO TABELA DE TRAÇOS DE CONCRETO Aconselha-se nos casos Traço Volume Consumo de 3 cimento p/ m de concreto Kg Sacos de 50kg 10 8 7. Baldrames e Vigas Médias 1:2:4 1:21/2:31/2 Estr.9 23.14 1.5 Rendimento p/ saco de 50 kg Litros 1:1:2 1:1/2:3 1:2:21/2 Obras de responsabilidade 1:2:3 1:21/2:3 Colunas.9 5 1.9 23.9 312.6 22.4 28.6 8 0.5 4 3.5 162 147 114 486 441 456 622 561 584 405 441 456 405 441 456 202 198 194 40 50 70 50 130 100 28.6 33.0 Brita Nº 2 22. leitos e camadas preparatórias 1:4:8 225 200 175 4.4 4 0.2 0 Kg/L L/sac o 50kg 2.9 1 2 2 2 3 2 3 3 3 2.27 2.3 1:3:5 1:3:8 Casos especiais.7 21.6 22.1 33.0 35. Peq.4 33.7 5 0.6 22.41 1.54 1.2 133.5 187.8 6 0.7 1 0.7 23.9 3 3 4 2 2 5 2 2 3 1.7 28.5 27.0 17.5 32.6 36.6 22.5 34. de Concr.5 5 Litros Consumo de 3 areia p/ m de concreto Seca L 363 409 525 486 362 420 517 487 435 Num 3% L 465 524 676 622 719 538 662 625 557 Consumo de brita 3 e água por m de concreto Nº 1 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Nº 2 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Água L 226 189 206 210 207 202 208 201 195 Resistência a 2 compressão kg/cm (provável) 3 dias 220 180 140 110 100 90 80 70 50 7 dias 300 250 200 170 150 130 120 110 90 28 dias Altura das caixas (cm) Areia Brita Nº 1 22.4 19.35 x 0.1 240.6 29.6 33.1 33.7 23.9 168.6 28.5 As caixas para pedra e areia terão em todos os casos como medidas de boca 0.4 19.5 60.82 1.0 218.5 28.37 1.05 0.6 28.6 1 0.6 29.4 9 0.0 Nº de caixas por 1 saco de cimento Areia Brita Nº 1 1 1 1 1 Brita Nº 2 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 Fatores de água/cimento Cimento/água L/k g 0.4 28.0 33.9 28.5 30.04 1.4 33.7 129.83 14.0 33.6 5 0.5 39. Armado Cintas de Amar-ração Vergas.3 170.20 24.47 1.9 28.2 145.84 1.7 28.2 203.48 m 330 .7 28.7 9 0. Lages 1:21/2:4 1:21/2:5 500 400 375 350 300 300 300 275 250 363 273 264 243 225 210 207 195 174 400 350 300 250 220 210 190 180 150 28.5 1 6 6 6 5.6 181.5 5 0.

331 .

ESPIGÃO 332 . TERÇAS E PONTALETES DET.TESOURAS.

(m) 01 26 04 04 02 03 2.) 03 (Pont. RELAÇÃO DE MATERIAIS Viga 6 x 16 Quant.50 520.Ripas acrescentar 10% .50 3.CAIBROS Obs.0 Caibro 5 x 6 Ripas 1 x 5(m) Quant.0 4.00 3.00 4.5 3.0 Viga 6 x 12 Quant.Sarrafo para travamento na linha da cumeeira.0 (m) 15. .50 3. . Compr.00 Sarrafo 2.5 5. Compr. Compr.0 4.) 07 01(Berço) 2. (m) 01 (Pont.Acrescentar 20cm em cada viga com emendas.5 x 10.0 4.Acrescentar 10cm em cada caibro com emendas.50 4.00 3.50 4. (m) 24 07 05 26 30 2.00 333 . .

Celso. F.Caio. São Paulo. Programa de Condi'~oes e Meio Ambiente do Trabalho da Indústria da Construção. Pisos Indistriais de Concreto Armado.P. desenhos de concreto armado. P. 2a edição.B. Editora Edgard Blucher. Fundações Teoria e prática. Editora Globo. PCMAT. Porto Alegre. J.Vilela. Técnica da Construção. Prática das Pequenas Construções. A . 4a edição. 1992 13 PIANCA.Boletim Técnico de Edifício. Editora Calcitec. Editora Hemus. Manual de Construção. Ed. L. 1993 11 MELLO.1992 4 BAUD. 15 SAMPAIO. São Paulo 1998. NBR 8036/1993 Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundação. 2a edição. Editora Pini. 9 FUSCO. IBTS – Instituto Brasileiro de Telas Soldadas. P. Curitiba/PR. São Paulo. São Paulo 1995 6 CARDÀO.C. Editora Pini. 1969 7 DIAS. 1o volume.O. 2 volumes. Copiare. NBR 6118/1980 Projeto e execução de obras de concreto armado. Manual do Construtor.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Rio de Janeiro. 9a edição. Editora Pini. Edvaldo G.. 1974 14 RODRIGUES.et al. São Paulo. et al. Editora Edgard Blucher. J. 1993 3 BORGES. Rio de Janeiro. 1980 2 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. A. Editora Tecnoprint. Editora Glob. 334 .Falcão.F. Firme. 1976 5 BAUER. G. 3a edição. C. 6a edição. 2000 8 FALCONI. 1998. 1995.. 5 volumes. Estruturas. Materiais de Construção. F. Sistema treliçado global . Antonio. São Paulo. P. Editora Pini. Rio de Janeiro. 16 SANTOS. 1996 12 MOLITERNO. C Arruda.2 volumes. São Paulo. 10 LIMA. Batista. Tesouras de Telhados.R. 4a edição. Técnica de armar as estruturas de concreto. J. Caderno de Projetos de Telhados em Estrutura de Madeira. Uma metodologia de Orçamentação para Obras Civis.

Construção Mercado e Téchne . Outras Publicações: Apostilas Senai Boletins Técnicos do IPT Boletins Técnicos da ABCP Revista Arquitetura eConstrução Revistas Técnicas . Editora Pini. P. São Paulo.Associação dos Fabricantes de Lajes.Editora Pini Manual Técnico Blindex . Roberto.Fôrma e Ferragens. Walid. Detalhaes de execução .IPT Manual de tipologia de Projeto e de Racionalização das Intervenções por ajuda mútua. 18 YAZIGI.Publicação ABESC Manual de execução de Telhado . Campinas/SP. 1998.17 TERZIAN. 1978. Apostila 4oSimpatcon. 335 . Jornal da AFALA . A técnica de Edificar.

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