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unidade

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Gêneros: história em quadrinhos. Esferas de circulação: cotidiana e jornalística. Reflexão sobre a língua: frase: conceito e classificação; pontuação; letra, fonema e sílaba; encontro vocálico e consonantal; dígrafo. Atividade interdisciplinar: Arte.

De palavras e imagens faz-se a história

encontro vocálico e consonantal; dígrafo. Atividade interdisciplinar: Arte. De palavras e imagens faz-se a história
Provocando o olhar Professor: Sugerimos que as questões sejam respondidas oralmente, com a participação da

Provocando o olhar

Professor: Sugerimos que as questões sejam respondidas oralmente, com a participação da classe toda. Oriente os alunos a ouvir os colegas com atenção e a esperar sua vez de falar.

Observe a capa de revista reproduzida na página ao lado.

1. Qual a finalidade de uma capa de revista?

2. Pela capa, essa revista se dirige a crianças, adolescentes ou adultos? Justifique sua resposta.

3. A capa da revista contém apenas imagens? Não, há imagens e texto.

4. Personagens como as dessa capa são características de um estilo de histórias em quadrinhos que teve origem em outro país.

a) Você sabe que país é esse? Que elemento do texto verbal confirma sua resposta?

Despertar o interesse de leitores e possíveis leitores, persuadindo-os a ler a revista e, com isso, ampliar a comercialização da publicação.

Japão; a escrita não utiliza o alfabeto latino, e sim ideogramas.

b) E como são chamadas as revistas em quadrinhos que apresentam personagens como as dessa capa? Mangás.

c) Existe uma diferença curiosa entre a forma como se faz a leitura dessas revistas em seu país de origem e a forma como nós fazemos. Você sabe qual é?

A leitura é feita de cima para baixo, mas da direita para a esquerda, começando na página que, para nós, é a última e terminando na primeira.

5. Com que finalidade são publicadas revistas como essa cuja capa foi reproduzida ao lado? Todas as histórias em quadrinhos têm o mesmo objetivo?

Professor: Veja o Manual do Professor. Professor: É possível que os alunos não conheçam mangás. Se necessário, explique qual o sen- tido da leitura com o auxílio de uma revista qualquer. Veja explicação detalhada no Manual do Professor.

Você vai aprender nesta unidade

• características do gênero história em quadrinhos

• o que é frase

• a diferença entre letra, fonema e sílaba

• o que é encontro vocálico, encontro consonantal e dígrafo

• usos dos sinais de pontuação

lEitura 1 antes de ler 1. Você costuma ler quadrinhos? Resposta pessoal. 2. Que personagens

lEitura 1

antes de ler

1. Você costuma ler quadrinhos? Resposta pessoal.

2. Que personagens de quadrinhos você conhece?

3. Em uma história em quadrinhos, além do desenho das personagens, que outros elementos costumam aparecer?

4. Observe a história em quadrinhos a seguir. Só pelas ima- gens, tente dizer qual seria a intenção do autor dessa história: ensinar, divertir, criticar? A intenção é divertir.

Resposta pessoal.

ProfeProfe matemate oo gêngên
ProfeProfe
matemate
oo gêngên

Professor: Veja sugestão de leitura e de

material multimídia sobre o trabalho com

o gênero no Manual do Professor.

3. O desenho do cenário, balões de fala, recursos gráficos para mostrar, por exemplo, movimen- to, fumaça, tremor, vergonha etc.

Habilidade em foco: identificar os possíveis elementos constitutivos da organização interna do gênero HQ.

Você vai ler agora uma das aventuras de duas famosas personagens dos quadrinhos: Calvin e seu amigo imaginário Haroldo (Hobbes, no original). Haroldo é um tigre de pelúcia que ganha vida quando Calvin está só e volta a ser brinquedo quando outras pessoas estão presentes.

02 002 F BX
02 002 F BX

Bill Watterson. Disponível em: <http://depositodocalvin.blogspot.com/search/label/Tirinhas%20de%20Domingo>. Acesso em: 2 set. 2010.

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ExPloração do tExto

Nas linhas do texto

1. Calvin e Haroldo são personagens de histórias e tiras publicadas em livros, em jornais e na internet.

a) De onde foi retirada essa história em quadrinhos? Como você sabe?

De um site. Essa informação está na indicação da fonte (referência bibliográfica), logo abaixo do texto.

Bill Watterson.

b) Quem é o autor desses quadrinhos?

2. Sua hipótese sobre o tipo de história se confirmou? Explique.

Resposta pessoal.

3. Nessa história, onde estão e o que fazem as personagens?

Estão ao ar livre, passeando logo depois de uma chuva.

4. Mesmo com a cueca toda ensopada, Calvin diz que “valeu”. Por quê?

Porque ele se divertiu muito.

5. Uma história em quadrinhos pode ser identificada por um título ou pelo nome das personagens que aparecem nela. Em que caso a histó- ria que você leu se encaixa?

A história lida é identificada pelo nome das duas personagens que protagonizam as aventuras.

Nas entrelinhas do texto

1. No primeiro quadrinho, Calvin fala sobre o cheiro do ar.

1. No primeiro quadrinho, Calvin fala sobre o cheiro do ar. a) Pela expressão dele nesse

a) Pela expressão dele nesse quadrinho, o leitor imagina que o meni- no vai comparar o cheiro do ar a algo bom ou a algo ruim? A algo bom.

b) Por que o leitor se surpreende no segundo quadrinho?

Porque o cheiro do ar, na verdade, é ruim: cheiro de minhocas mortas.

2. Como Calvin e Haroldo estão se sentindo no passeio? Que elementos

dos quadrinhos mostram isso?

Eles parecem descontraídos e felizes. A expressão deles, seus mo- vimentos, suas brincadeiras e suas risadas mostram isso.

3. Nos quadrinhos, a expressão do rosto das personagens é importante

para que o leitor entenda a história. Observe a expressão de Calvin e Haroldo nos quadrinhos indicados abaixo. No caderno, faça a corres- pondência entre as colunas, indicando o que parecem sentir as perso-

nagens em cada um desses quadrinhos.

a) Alegria

b) Decepção ou contrariedade

c) Descontração

Habilidade em foco: reconhe- cer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos gráficos no gênero HQ.

1 0 quadrinho c

2 0 quadrinho d

4 0 quadrinho a

6 0 quadrinho a

8 0 quadrinho b

d) Nojo

Outros nomes das tirinhas As histórias em quadrinhos são conhecidas como comics, nos Estados Unidos (pois as pri- meiras histórias eram cômi- cas); bande dessinée (“tiras desenhadas”), na França; fu- metti (“fumacinhas”, porque os balões lembram fumaça saindo da boca dos interlocu- tores), na Itália; tebeos, na Espanha (por causa de uma revista chamada TBO); histo- rietas na Argentina; muñe- quitos, em Cuba, e mangás no Japão.

na Argentina; muñe- quitos , em Cuba, e mangás no Japão. Mafalda, famosa personagem de historietas

Mafalda, famosa personagem de historietas argentinas.

Muitas expressões Um estudioso dos quadrinhos calculou existirem mais de 1 500 formas diferentes de re- presentar uma expressão fa- cial. Somadas às representa- ções das posturas do corpo, elas oferecem um alto número de possibilidades de represen- tação de ações, reações e sen- timentos das personagens.

tação de ações, reações e sen- timentos das personagens. O gato Garfield, criado pelo norte-americano Jim

O gato Garfield, criado pelo norte-americano Jim Davis.

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Além das linhas do texto

1. Você acha que história em quadrinhos é leitura para crianças? Explique.

Resposta pessoal. Professor: Leia o comentário sobre essa questão no Manual do Professor.

2. Você acha que o contato com as histórias em quadrinhos pode des- pertar em crianças e adultos não alfabetizados a vontade de aprender

a ler e a escrever? Explique sua resposta.

Resposta pessoal. Professor: Comente com os

alunos que uma criança ou adulto não alfabetizado podem perfeitamente “ler” e compreender uma história por meio de imagens. Nesse sentido, é possível que o contato com HQs possa, sim, despertar o desejo de compreender a escrita.

Como o texto se organiza

Habilidade em foco: reconhecer a importância das linguagens e dos sistemas de comunicação nos ambientes sociais.

Professor: Veja observação no Manual do Professor.

1. A aventura de Calvin é contada por meio de imagens ou de palavras?

Por meio de palavras e imagens.

2. Em uma história em quadrinhos, os fatos são apresentados em uma sequência que permite ao leitor perceber a passagem do tempo. Ob- serve novamente a história de Calvin e Haroldo.

a) A sequência de fatos mostra o desenrolar de uma história com co- meço, meio e fim. Explique resumidamente o que acontece nesses

quadrinhos.

As personagens estão passeando no campo; divertem-se bastante e finalmente vão embora inteiramente molhadas.

b) Quantos quadros foram utilizados para apresentar a ação das per-

sonagens? Nove quadros.

3. As personagens aparecem em movimento? Que recursos o autor uti-

lizou para indicar isso?

Sim. Desenhou as personagens em diversas posições, como se as fotografasse em movimento. No sexto quadrinho, a repetição do desenho da personagem indica uma sucessão de movimentos no tempo.

4. Nas histórias em quadrinhos, aparecem recursos que costumam ser utilizados no cinema. Por exemplo, o zoom aproxima um rosto ou um objeto, mostrando-o de perto e com detalhes.

NÃO DEIXE DE LER • A arte dos quadrinhos, de Raquel Coelho, editora Formato O
NÃO DEIXE DE LER
• A arte dos quadrinhos,
de Raquel Coelho, editora
Formato
O
livro mostra o surgimento
e a evolução dos quadrinhos,
chegando aos dias de hoje.
A
autora fala da linguagem
característica das HQs, dos
primeiros heróis, dos
diversos estilos, da importân-
cia cultural e econômica
dessa arte popular no mundo
inteiro.

Já quando se quer que o leitor conheça o cenário, pode-se apresentar

a personagem mais ao longe, assim o espaço em volta dela é mostra-

do. Leia o quadro. Habilidade em foco: reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos verbais e não verbais no gênero HQ.

Plano de detalhe: chama a atenção para um aspecto da imagem.
Plano de detalhe: chama a atenção para um aspecto da imagem.
Primeiro plano: limita o espaço à altura dos ombros para dar maior destaque à expressão
Primeiro plano: limita o espaço à altura dos ombros para dar maior destaque à expressão facial.

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Plano geral: apresenta o conjunto todo, cenário e personagens.

geral: apresenta o conjunto todo, cenário e personagens. Plano total: mostra as personagens de corpo inteiro.
geral: apresenta o conjunto todo, cenário e personagens. Plano total: mostra as personagens de corpo inteiro.
Plano total: mostra as personagens de corpo inteiro.
Plano total: mostra as personagens de corpo inteiro.
Plano americano: mostra as personagens a partir do joelho.
Plano americano: mostra as personagens a partir do joelho.
Plano médio: mostra as personagens da cintura para cima.
Plano médio: mostra as personagens da cintura para cima.

Volte à página 48 e reveja o primeiro quadrinho da história de Calvin.

a) Que plano foi utilizado nesse quadrinho? Por que, provavelmente,

foi escolhido esse plano?

Esse é o plano geral, que provavelmente foi escolhido para apresentar ao leitor o cenário e as personagens.

b) No oitavo quadrinho, o efeito de aproximação é maior. Como você explica o autor ter feito essa aproximação nesse momento

da história? Possibilidade de resposta: O plano mais fechado chama a atenção para a expressão de Calvin, ressaltando como ele se sente naquele momento.

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Recursos linguísticos

1. Releia o balão.

Recursos linguísticos 1. Releia o balão. a) Que sinal de pontuação aparece depois da palavra como

a) Que sinal de pontuação aparece depois da palavra como? Reticências.

b) Responda no caderno: a repetição de como e esse sinal de pontua- ção mostram que Calvin:

I. queria fazer uma pausa para criar suspense.

II. não sabia como continuar a frase porque ainda não havia iden- tificado o cheiro.

III. tentava lembrar-se do que estava falando. Resposta: II.

2. No terceiro quadrinho, Calvin exclama: “Wow! Olha o tamanho da- quela poça!”.

a) Exclamações como Wow! são mais comuns na linguagem falada

ou na escrita? Na linguagem falada.

b) Você costuma empregar essa exclamação ao falar? Resposta pessoal.

3. No texto dos balões das HQs, é comum aparecerem recursos caracterís- ticos da linguagem oral. Faça a associação de acordo com as imagens.

I.

II.

a)

b)

c)

d)

com as imagens. I. II. a) b) c) d ) III. IV. superposição de vozes das
com as imagens. I. II. a) b) c) d ) III. IV. superposição de vozes das

III.

as imagens. I. II. a) b) c) d ) III. IV. superposição de vozes das personagens
as imagens. I. II. a) b) c) d ) III. IV. superposição de vozes das personagens

IV.

superposição de vozes das personagens

pausa na fala, mostrando hesitação das personagens

interjeições
interjeições

Interjeições são palavras ou grupos de palavras que expressam emoções, sentimentos, estados de espírito; podem ser empregadas também como forma de saudação e cumprimento:

Ui!, Nossa!, Credo!, Ei!, Oi!, Psiu!, Coragem!, Epa!, Arre!, Ai de mim! etc.

expressões orais, expressões populares, gírias,

redução de palavras Resposta: a - IV; b - I; c - III; d - II.

No texto das HQs, é comum aparecerem palavras, expressões e construções que reproduzem a fala informal. Por exemplo:

pausas nas falas, mostradas por reticências, que marcam a hesitação das perso- nagens;

superposição de vozes das personagens;

reduções de palavras (, , pra etc.);

gírias, interjeições, apelidos (É isso aí, cara!, Valeu, Bola! ).

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Além dos desenhos e das falas, as HQs utilizam vários outros recursos não verbais. Por exemplo: diferentes formatos de balão, variados tipos e tamanhos de letra e outros sinais e símbolos.

Além de organizarem as falas e mostrarem ao leitor quem está falan- do, os balões também nos permitem, pelo seu formato, saber se a perso- nagem está falando em tom normal, cochichando, gritando, pensando, sonhando etc.

4. Diga o que os balões abaixo indicam.

a)

b)

etc. 4. Diga o que os balões abaixo indicam. a) b) c) e) f) d) 5.

c)

etc. 4. Diga o que os balões abaixo indicam. a) b) c) e) f) d) 5.
e) f)
e)
f)

d)

4. Diga o que os balões abaixo indicam. a) b) c) e) f) d) 5. Faça

5. Faça no caderno um quadro-resumo com todos os tipos de balão vistos, dizendo o que cada um deles indica. Esse quadro servirá de fonte de consulta quando você produzir sua própria história em quadrinhos.

6. Outro recurso muito utilizado nos quadrinhos, além das interjeições,

muito utilizado nos quadrinhos, além das interjeições, são as onomatopeias. Leia estes quadrinhos. 4. a) Grito;

são as

onomatopeias. Leia estes quadrinhos.

interjeições, são as onomatopeias. Leia estes quadrinhos. 4. a) Grito; b) Cochicho; c) Fala trans- mitida

4. a) Grito; b) Cochicho; c) Fala trans- mitida por aparelho eletrônico; d) Pen- samento; e) A mesma personagem fala mais de uma frase em sequência; f) Mais de uma personagem fala ao mesmo tempo.

Onomatopeia é a palavra formada de modo a imitar sons. Por exemplo:

glu-glu, au-au, chuá, buá, bang, atchim etc.

Apagão é o mesmo que blecaute: interrupção noturna no fornecimento de eletricidade.

Tako X. Disponível em: <http://www.takox.com.br/>. Acesso em: 8 set. 2010.

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a) Por que as onomatopeias foram empregadas nesses quadrinhos?

b) Aparecem também interjeições nos quadrinhos. Quais são? O que

Para imitar os diferentes sons produ- zidos pelo tombo da personagem.

expressam?

As interjeições ai, ui, uf, ouch expressam a dor do menino, que se machucou na queda. Professor: Comente que ouch é uma onomatopeia mais empregada em língua inglesa; estes quadrinhos foram traduzidos do inglês.

c) O que indicam os sinais que aparecem no balão do penúltimo qua-

drinho? Xingamentos, palavrões.

d) Nos quadrinhos de Calvin foram utilizadas onomatopeias e inter- jeições. Que efeito elas produzem no texto?

Para lembrar

 
 

Intenção principal

Intenção principal

entreter o leitor

Leitor

qualquer apreciador de HQ

qualquer apreciador de HQ

 
 

verbais

verbais não verbais

não verbais

título e texto

História narrada por meio de recursos

desenhos cores formas e tamanho das letras

Falas das personagens

em balões de fala

em balões de fala

História em

 

quadrinhos

 

voz normal

grito

O formato dos balões pode indicar

sussurro

 

pensamento

 

sonho

   

informal

Linguagem empregada

 

presença de

presença de

interjeições

 

onomatopeias

As onomatopeias reproduzem o som dos risos das personagens e o barulho que fazem ao brincar na água. A interjeição (“Wow!”) indica o espanto do garoto diante do tamanho da poça. Professor: Se achar oportuno, peça aos alunos que pesquisem exemplos de in- terjeições e de onomatopeias. Registre as respostas na lousa.

depois da leitura

A intenção do autor dos quadrinhos

Quando se fala em quadrinhos, a primeira ideia que nos vem à mente é diversão e humor. Mas será que os quadrinhos sempre são produzidos

com a intenção de divertir? Professor: Sugerimos que esta atividade seja realizada oralmente.

1. Veja as imagens a seguir e diga a qual das intenções (I, II ou III) corres-

ponde cada uma.

Habilidade em foco: identificar a finalidade de um texto e seu assunto principal com base em sua compreensão global.

I. Fazer uma crítica à atitude de algumas pessoas ao praticar esportes.

II. Criar novos comportamentos e atitudes, levar o leitor a fazer algo.

III. Divulgar uma obra literária para torná-la mais conhecida.

Resposta: I - d; II - a, c; III - b

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divirta-se

a)

d)

b) c)
b)
c)

Antônio Cedraz. Disponível em: <http://www.xaxado.com.br/quadrinhos/tiras.html>. Acesso em: 8 set. 2010.

2. Considerando as conclusões a que você chegou acima, leia este texto.

E aí? Já passou na banca de jornal para pegar uma revistinha? Que tal usar sua vontade de ler quadri- nhos para aprender história? Ou filosofia? O que isso tem a ver com quadrinhos? Ora, tudo! Quadrinhos e educação andam juntos. Pelo menos é isso que grandes editoras e quadrinistas vêm provando aos leitores. Não é só para os alunos que os assuntos dos livros didáticos parecem distantes e formais. Ima-

A Primeira Guerra Mundial aconteceu há mais de 50 anos em países distantes do seu com

gina

pessoas cuja fama você só conhece pelos livros que ficam na sua estante. Como seria se você pudes- se visualizar as pessoas, as roupas, as ruas, as casas, as batalhas, as conversas, tudo que aconteceu, vivenciando cada segundo através de imagens coloridas e ricas em detalhes?

Governo do Rio de Janeiro. Conexão Aluno. Disponível em:

<http://www.conexaoaluno.rj.gov.br/especiais-11.asp>. Acesso em: 8 set. 2010.

a) Para você, os assuntos dos livros didáticos parecem distantes e for- mais, como se afirma no texto? Explique. Resposta pessoal.

b) Responda à última pergunta feita no texto. Resposta pessoal.

à última pergunta feita no texto. Resposta pessoal. Laerte. Disponível em: <http://www.laerte.com.br/>.
à última pergunta feita no texto. Resposta pessoal. Laerte. Disponível em: <http://www.laerte.com.br/>.

Laerte. Disponível em: <http://www.laerte.com.br/>. Acesso em: 12 set. 2009.

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PARA O

PRODUÇÃO

PROJETO

Produção oral

Produção oral

Produção oral
Produção oral
Produção oral

Professor: Leia orientações para esta atividade no Manual do Professor.

Exposição oral com apoio escrito

no Manual do Professor. Exposição oral com apoio escrito Habilidade em foco: expor oralmente traba- lhos

Habilidade em foco:

expor oralmente traba- lhos de pesquisa indivi- duais ou em grupo, com o apoio de roteiro escrito.

Há muito que contar sobre as histórias em quadrinhos. Que tal fa- zer uma pesquisa e descobrir coisas interessantes sobre a origem e o desenvolvimento das HQs no Brasil e no mundo? Depois você irá apresentar oralmente o resultado aos colegas e, no fim do ano, poderá publicá-lo no almanaque que será feito pela classe. Vamos lá? Junte-se a um colega e sigam as orientações a seguir.

Antes de começar

Quando surgiram as HQs no mundo? E no Brasil? Que aventuras viveram as primeiras per- sonagens das histórias em quadrinhos? Quando foram criados os super-heróis? Quem são os au- tores mais importantes? Converse com seu colega de dupla: o que vo- cês gostariam de pesquisar sobre as histórias em quadrinhos? Quando se decidirem, apresentem suas escolhas ao professor.

Planejando o texto

O Garoto Amarelo, uma das primei- ras personagens de HQ.
O Garoto Amarelo, uma das primei-
ras personagens de HQ.

Em uma exposição oral, alguém que conhece bem um assun- to (porque estudou ou pesquisou, por exemplo) dá informações sobre ele a um público. É por isso que o primeiro passo para a exposição oral de vocês será fazer uma pesquisa bem completa.

1.

oral de vocês será fazer uma pesquisa bem completa. 1. Vocês deverão planejar tanto a pesquisa

Vocês deverão planejar tanto a pesquisa quanto a exposição oral. Atentem para estes itens.

a) Definam um prazo para fazer a pesquisa.

b) A pesquisa deve ser feita individualmente.

c) Pesquisem em fontes confiáveis (livros, enciclopédias, artigos de jornal, sites de universidades ou de institui- ções conhecidas etc.).

d) Copiem ou reproduzam o que for mais interessante e anotem os dados referentes à fonte (nome do livro, do jornal ou do site, nome do autor do texto, da editora, data de publicação etc.).

e) Juntem todo o material coletado e selecionem as infor- mações mais importantes. Montem um roteiro para or-

ganizar o conteúdo.

Professor: Veja orientações no Manual do Professor.

Mauricio de Sousa e algumas de suas personagens.

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f) Dividam as tarefas: quem ficará responsável por cada parte da apresentação oral (introdução, desenvolvimento e conclusão)?

Para tornar a apresentação mais dinâmica e interessante, usem recursos como PowerPoint ou cartazes com imagens e textos curtos e escritos com letras grandes, bem legíveis.

g) Perguntem ao professor quanto tempo deve durar a exposição de vocês.

h) Cada um deverá ensaiar bem a sua parte no trabalho.

Atenção

ao falar, dirijam-se diretamente ao público, evitando apenas ler as anotações (o roteiro é só um apoio para o caso de vocês se esquecerem de algo);

falem em voz alta e com calma;

usem linguagem adequada à situação: empreguem palavras que os colegas compreen- dam, evitem repetições, gírias e excesso de termos como , daí, .

2. Depois da exposição oral, vocês podem expor os cartazes nos corre- dores ou em murais da escola, para que os alunos de outras turmas também fiquem sabendo mais sobre a história das HQs.

NÃO DEIXE DE LER • Coleção Quadrinhos Nacio- nal, da editora Nacional A editora Nacional
NÃO DEIXE DE LER
• Coleção Quadrinhos Nacio-
nal, da editora Nacional
A editora Nacional temeditado
adaptações para os quadrinhos de
clássicos da literatura mundial, entre
eles: A ilha do tesouro, de Robert
Louis Stevenson, Frankenstein,
de Mary Shelley, Moby Dick, de
Herman Melville, Viagem ao centro
da Terra, de Júlio Verne, e outros.

Avaliação

Participe de uma avaliação coletiva. Em relação a cada exposição, ana- lise estes pontos com seus colegas.

Os alunos da dupla usaram um tom de voz adequado?

Eles falaram diretamente ao público (em vez de apenas ler um texto)?

Eles enriqueceram sua apresentação com cartazes?

Foi possível entender a sequência de informações, ou os expositores se per- deram?

A linguagem utilizada estava adequa- da ao nível de conhecimento dos co- legas?

A dupla respeitou o tempo estipulado?

Qual foi o ponto alto de cada apresen- tação?

• Qual foi o ponto alto de cada apresen- tação? O norte-americano Will Eisner (1917-2005), um

O norte-americano Will Eisner (1917-2005), um dos mais importantes criadores de quadrinhos, em um autorretrato.

NÃO DEIXE DE ACESSAR

http://www.turmadamonica.com.br/index.htm

Portal da Turma da Mônica, de Mauricio de Sousa. Disponibiliza tirinhas, jogos, passatempos, informações sobre as personagens etc.

reflexão sobre a língua

Frase: conceito e classificação

1. Leia estes balões.

Frase: conceito e classificação 1. Leia estes balões. O que se diz em cada balão faz
Frase: conceito e classificação 1. Leia estes balões. O que se diz em cada balão faz

O que se diz em cada balão faz sentido para você? Por quê?

Não, pois não se conhece a situação de comunicação em que são ditas. São falas descontextualizadas.

2. Leia agora a fala deste balão.

descontextualizadas. 2. Leia agora a fala deste balão. Quando uma pessoa diz “Eu também!”, supõe-se que

Quando uma pessoa diz “Eu também!”, supõe-se que alguém lhe te- nha dito algo antes. Imagine e escreva no caderno uma frase que po-

deria ter sido dita. Resposta pessoal. Professor: Aceite as respostas que contenham algum tipo de declaração.

Releia agora as mesmas falas na HQ de onde foram tiradas.

Releia agora as mesmas falas na HQ de onde foram tiradas. Laerte. Folha de S.Paulo, 19

Laerte. Folha de S.Paulo, 19 maio 2007. Folhinha.

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Quando são lidas no contexto da história, as falas ganham sentido.

“Vamos ao cinema?”

“Vamos!”

“Eu adoro filme de terror!”

“Eu também.”

“Três meias.”

Frases

Frase é toda palavra ou grupo organizado de palavras, com sentido completo, que tem por finalidade estabelecer comunicação, de forma escrita ou oral.

Observe outros exemplos.

“Socorro!!” “Que medo!!”
“Socorro!!”
“Que medo!!”
uma frase uma frase
uma frase
uma frase

“Gente, o filme ainda nem começou

frase uma frase “Gente, o filme ainda nem começou ” uma frase Existem alguns tipos de

uma frase

Existem alguns tipos de frase que usamos conforme nossa intenção comunicativa. Leia estes quadrinhos.

nossa intenção comunicativa. Leia estes quadrinhos. Angeli. Ozzy 4 – As lesmas carnívoras e outros amigos

Angeli. Ozzy 4 – As lesmas carnívoras e outros amigos esquisitos. São Paulo: Cia. das Letras, 2006.

3. A mãe de Ozzy diz a ele:

“Você não tomou a sopa!”

Se a situação fosse outra, ela poderia ter dito:

“Você não tomou a sopa?”

Ou ainda:

“Você não tomou a sopa.”

Você percebeu que todas as frases acima escrevem-se com as mesmas palavras? Só que existem diferenças de sentido entre elas. Você saberia dizer quais são essas diferenças e como elas estão marcadas na escrita?

2 Pontuação Para o assunto Tipos de frase e intenção comunicativa, acesse e explore este
2 Pontuação
Para o assunto Tipos
de frase e intenção
comunicativa, acesse e
explore este recurso digital.

Há diferença de pontuação, o que indi- ca diferença de intenção e sentido entre elas: a primeira, terminada com ponto de exclamação, exprime indignação ou reprimenda; a segunda, que acaba com ponto de interrogação, é uma pergunta; a terceira, que acaba com ponto final, é uma declaração ou constatação.

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Classificamos as frases de acordo com a intenção que elas expressam. Na escrita, a pontuação ajuda a criar um sentido para elas e a traduzir essa intenção. Observe.

“Ozzy, cadê a sua sopa?(intenção de perguntar, de obter uma

informação
informação

ponto de interrogação

frase interrogativa)

“Atirou onde, Ozzy?(intenção de perguntar, de obter uma

frase interrogativa)

informação
informação

ponto de interrogação

“Ah

Você não vai acreditar!” (intenção de expressar um sentimento frase exclamativa)
Você não vai acreditar!” (intenção de expressar um
sentimento
frase exclamativa)

ponto de exclamação

um sentimento frase exclamativa) ponto de exclamação Além das interrogativas e exclamativas, existem outros

Além das interrogativas e exclamativas, existem outros tipos de frase. Leia o texto a seguir, em que o criador de Ozzy fala sobre ele.

Amigos, Ozzy tem aos montes. Na escola, no clube, na rua, tem em todo lugar. Se bem que amigos mesmo, daqueles que nos acompanham por toda parte, ele só conta com as Lesmas Carnívoras Gigantes.

Angeli. Ozzy 4 – As lesmas carnívoras e outros amigos esquisitos. São Paulo:

Cia. das Letras, 2006.

“Amigos, Ozzy tem aos montes.” (intenção de declarar, contar algo, afirmar frase declarativa)
“Amigos, Ozzy tem aos montes.” (intenção de declarar, contar algo,
afirmar
frase declarativa)

ponto final

Veja mais exemplos de frases declarativas.

“Na escola, no clube, na rua, tem em todo lugar.”

“Sei lá, amanhã eu penso. Agora deu sono.”

lugar.” “Sei lá, amanhã eu penso. Agora deu sono.” Temos ainda a frase imperativa, cuja intenção

Temos ainda a frase imperativa, cuja intenção é fazer com que o in- terlocutor faça algo. Em geral, exprime uma ordem. Releia.

“Muito bem, diga onde você escondeu o maldito prato .”

(expressa uma ordem ou pedido

escondeu o maldito prato .” (expressa uma ordem ou pedido frase imperativa) São chamadas de frases

frase imperativa)

São chamadas de frases imperativas aquelas que exprimem proibi- ção, conselho, instrução, sugestão ou convite.

Para lembrar

Frase é uma unidade de comunicação formada por uma ou mais palavras, com sentido completo.

O

significado e a intenção de uma frase só podem ser compreendidos no contexto de comunicação.

De acordo com o sentido e a intenção que expressam, as frases classificam-se em declarativas, interrogativas, exclamativas

e

imperativas.

Na escrita, a pontuação ajuda a criar sentidos e a expressar a intenção das frases.

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ATIVIDADES

1. Leia em voz alta as frases dos balões e compare-as.

Você tem medo de filmes de terror? Você tem medo de filmes de terror.
Você tem
medo
de filmes de
terror?
Você tem
medo
de filmes de
terror.
Você tem medo de filmes de terror!
Você tem
medo
de filmes de
terror!

a) Qual a intenção de cada frase?

b) Como você percebeu essa diferença entre as frases? Pelas imagens e pela pontuação no final de cada frase.

A primeira é uma pergunta, expressando o desejo de obter uma informação; a segunda é uma afirma- ção, uma declaração; a terceira demonstra surpresa.

2. Leia os quadrinhos.

a terceira demonstra surpresa. 2. Leia os quadrinhos. Laerte. Folha de S.Paulo , 24 jan. 2004.

Laerte. Folha de S.Paulo, 24 jan. 2004. Folhinha.

a) Com base no assunto da história, a quem você imagina que essa HQ se dirige: a crianças,

adolescentes ou adultos? Explique sua resposta.

Possibilidade de resposta: O público-alvo são as crianças, já que é entre elas que os monstros são uma fantasia comum.

b) Localize as frases imperativas nos balões. Elas indicam ordem, conselho, instrução ou proibição?

As frases que aparecem nos quatro primeiros quadrinhos são imperativas; indicam instrução.

c) Escreva uma frase imperativa em que a intenção seja expressar uma proibição em relação ao

uso de aparelhos domésticos.

Resposta pessoal. Possibilidades: Não mexa nesse aparelho! Não deixe a televisão ligada inutilmente. Nunca coloque vasilhas de metal no micro-ondas. Não deixe a porta da geladeira aberta.

3. Leia esta tira.

Não deixe a porta da geladeira aberta. 3. Leia esta tira. Adão. Folha de S.Paulo ,

Adão. Folha de S.Paulo, 6 dez. 2003. Folhinha.

a) As frases “Alecrim!!!” e “Uma lagartixa!!!” terminam com vários pontos de exclamação. Respon- da no caderno. Essas frases, nesse contexto, exprimem:

indignação

ódio

indignação

tristeza

proibição

61

b) Agora releia esta frase.

“Não entendo por que vocês comem essas coisas!!”

Reescreva-a, transformando-a em uma frase interrogativa. Por que vocês comem essas coisas?

Professor: Comente com os alunos que a frase original (“Não entendo por que vocês comem essas coisas!!”) pode ser considerada interrogativa, já que pressupõe um desejo do falante de obter uma explicação.

4. Leia.

Não use a privada como lixeira ou cin- zeiro e nunca acione a descarga à toa, pois ela gasta muita água.

Limpe os restos de comida dos pratos

e panelas com esponja e sabão e, só aí, abra a torneira para molhá-los.

Adote o hábito de usar a vassoura, e não

a mangueira, para limpar a calçada e o pátio da sua casa.

Junte bastante roupa suja antes de ligar

a máquina ou fazer uso do tanque.

Fonte: Sabesp. Disponível em: <http://www.sabesp.

com.br/CalandraWeb/CalandraRedirect/?temp=4&pro

j=sabesp&pub=T&db=&docid=EB0921FE7BA4EC33832

571FF006773F5>. Acesso em: 2 ago. 2010.

571FF006773F5>. Acesso em: 2 ago. 2010. Essas frases são parte de uma campanha para conscientizar a

Essas frases são parte de uma campanha para conscientizar a população da necessidade de economizar água, feita pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. Elas

expressam proibição ou conselho?

4. Professor: Mostre aos alunos que não se trata de proibições, e sim de recomendações. Nenhuma das ações recomendadas é obrigatória. Explique também que não se pode afirmar a intenção de uma frase quando ela está isolada de seu contexto.

Conselho, recomendação.

5. Em algumas situações, uma única palavra pode ter o valor de uma frase. Leia o cartum ao lado.

É verdade que “Ozzy não tem medo de nada”? Explique.

Não é verdade: Ozzy não teve coragem de pular do trampolim.

a)

b) Nesse cartum, qual é a palavra que corresponde a uma frase?

nossa

c) O que essa frase expressa,

nesse

dade.

contexto? Espanto, increduli-

frase expressa, nesse dade. contexto? Espanto, increduli- Angeli. Ozzy 4 – As lesmas carnívoras e outros

Angeli. Ozzy 4 – As lesmas carnívoras e outros amigos esquisitos. São Paulo:

Cia. das Letras, 2006.

6. A palavra que você escreveu é uma interjeição, como as que vimos anteriormente. Uma interjei- ção, sozinha, pode constituir uma frase. Exemplo: “Uai! Mas você já chegou?”. Volte ao cartum de Ozzy e identifique outra interjeição. O que ela expressa?

A interjeição “Cruzes” expressa espanto, admiração. Professor: Para mais informações sobre a interjeição, veja o Manual do Professor.

62

Fique atento à pontuação da frase Como você já sabe, a fala e a escrita

Fique atento

à pontuação da frase

Como você já sabe, a fala e a escrita são dois modos diferentes de usar a língua, cada um com suas características. Na fala, a forma de pronunciar a frase, ou seja, sua entonação, ge- ralmente já indica a intenção do falante: perguntar, afirmar, ordenar, pedir alguma coisa, tentar convencer, expressar um sentimento. Caso haja desentendimentos, as pessoas podem esclarecer suas dúvidas di- retamente uma com a outra.

Na escrita, autor e leitor do texto não estão frente a frente. Para evi- tar dificuldades de compreensão, a escrita dispõe de vários recursos, entre eles a pontuação, usada para criar sentidos e exprimir intenções. Veja o quadro com os tipos de frase e o sinal de pontuação usado no

final de cada uma delas.

Professor: O uso da vírgula, do dois-pontos, do travessão, das reticências etc. será abordado ao longo das unidades, de forma vinculada a seu uso efetivo em textos, quer como recurso linguístico, quer como recurso discursivo.

Frase

Intenção

Sinal de pontuação no final da frase

Tipo de frase

O

filme já começou.

declarar, afirmar, negar,

ponto final

frase declarativa afirmativa

O

filme ainda não começou.

informar algo

frase declarativa negativa

O

filme já começou?

perguntar

ponto de interrogação

frase interrogativa

O

filme já começou!

exclamar

ponto de exclamação

frase exclamativa

Entre logo!

ordenar, instruir, aconselhar, proibir

ponto de exclamação, ponto final

frase imperativa

Diga onde jogou o prato.

1. No caderno, pontue adequadamente, de acordo com a intenção indi- cada entre parênteses.

a) Ozzy não quer mesmo pular do tram- polim (fazer uma declaração)

Ozzy não quer mesmo pular do trampolim.

b) Ozzy não quer mesmo pular do tram- polim (pedir a Ozzy que pule do

trampolim) Ozzy, não quer mesmo pular do trampolim?

c) Ozzy não quer mesmo pular do tram-

polim (mostrar indignação, contra-

riedade)

Ozzy não quer mesmo pular do trampolim!

contra- riedade) Ozzy não quer mesmo pular do trampolim! 2. Que tipos de frase predominam nestes

2. Que tipos de frase predominam nestes gêneros textuais?

a) receita imperativas e declarativas

b) conto de fadas declarativas, exclamativas e interrogativas

c) propaganda imperativas e declarativas

d) histórias em quadrinhos exclamativas, declarativas, interrogativas e imperativas

e) exposição oral declarativas

f) notícia declarativas

g) diário declarativas

h) anedota declarativas, exclamativas e interrogativas

Professor: Caso os alunos encontrem dificuldade, pergunte a eles qual é a fi- nalidade de cada gênero. Pergunte, por exemplo, que tipo de frase predominou na exposição oral que fizeram sobre a origem das HQs.

63

lEitura 2 antes de ler 1. Leia o título do texto a seguir. Você sabe

lEitura 2

lEitura 2 antes de ler 1. Leia o título do texto a seguir. Você sabe o

antes de ler

1. Leia o título do texto a seguir. Você sabe o que quer dizer a palavra travessura? Se não souber, consulte o dicioná-

rio ou converse com os colegas.

Travessura: traquinice, maldade de criança.

2. Podemos pensar que o texto a seguir faz parte de uma série de histórias? Por quê?

Sim, se essa é a sexta travessura, pode-se pensar que houve cinco narrativas (ou travessuras) antes dessa e que talvez haja outras: a sétima, a oitava etc.

Você vai ler a seguir uma das primeiras tentativas de narrar uma história misturando texto e desenho: Juca e Chico – História de dois meninos em sete travessuras. Escrita originariamente em alemão, em 1865, essa história foi traduzida para o português pelo poeta Olavo Bilac, em 1905.

Os quadrinhos devem ser lidos na vertical: primeiro, a coluna da esquerda e, depois, a coluna da direita de cada página.

Sexta travessura

a coluna da direita de cada página. Sexta travessura Chegou a Semana Santa. Há tanta encomenda,

Chegou a Semana Santa. Há tanta encomenda, tanta, Que andam todos ligeiros Padeiros e confeiteiros

E o Juca e o Chico namoram Os doces, e quase choram. Mas, como entrar, se, matreiro, Fechara a porta o padeiro?

Mas, como entrar, se, matreiro, Fechara a porta o padeiro? Só há um meio. Qual é?

Só há um meio. Qual é?

Entrar pela chaminé!

64

padeiro? Só há um meio. Qual é? Entrar pela chaminé! 64 Tudo depende de jeito E

Tudo depende de jeito

E pronto! Foi dito e feito!

Vêm os dois num trambolhão, Mais pretos do que carvão.

Vêm os dois num trambolhão, Mais pretos do que carvão. Mas, paf! – ó sorte mesquinha!

Mas, paf! – ó sorte mesquinha! Caem dentro da farinha.

que carvão. Mas, paf! – ó sorte mesquinha! Caem dentro da farinha. E ei-los, dos pés

E ei-los, dos pés ao nariz Todos brancos como giz,

Atirando-se gulosos Aos biscoitos saborosos. Zás-trás! Parte-se a cadeira! Vem a penca lambareira, Por cúmulo

Atirando-se gulosos

Aos biscoitos saborosos.

Atirando-se gulosos Aos biscoitos saborosos. Zás-trás! Parte-se a cadeira! Vem a penca lambareira, Por cúmulo da

Zás-trás! Parte-se a cadeira!

Vem a penca lambareira,

Zás-trás! Parte-se a cadeira! Vem a penca lambareira, Por cúmulo da desgraça, Mergulhar dentro da massa!

Por cúmulo da desgraça,

Mergulhar dentro da massa!

Por cúmulo da desgraça, Mergulhar dentro da massa! Vejam só que cataplasmas! Até parecem fantasmas! E

Vejam só que cataplasmas!

Até parecem fantasmas!

da massa! Vejam só que cataplasmas! Até parecem fantasmas! E entra o padeiro Soou a última

E entra o padeiro

Soou a última hora!

É agora!

fantasmas! E entra o padeiro Soou a última hora! É agora! E, como por encanto Transformam-se

E, como por encanto

Transformam-se em pães, – enquanto

O diabo esfrega o olho,

Um pimpolho e outro pimpolho.

O diabo esfrega o olho, Um pimpolho e outro pimpolho. Eia! Ao forno para assar! Ninguém

Eia! Ao forno para assar! Ninguém os pode salvar

pimpolho. Eia! Ao forno para assar! Ninguém os pode salvar E aí estão os dois acabados,

E aí estão os dois acabados,

Cheirosos, louros, tostados.

E aí estão os dois acabados, Cheirosos, louros, tostados. “Era uma vez! Afinal ” Dirão todos.

“Era uma vez! Afinal ” Dirão todos. – Porém, qual!

“Era uma vez! Afinal ” Dirão todos. – Porém, qual! Rap Como dois ratos daninhos, Roem

Rap

Como dois ratos daninhos, Roem a casca do pão,

E safam-se da prisão.

rap

Os dois diabinhos,

casca do pão, E safam-se da prisão. rap Os dois diabinhos, Foi essa a sexta dos

Foi essa a sexta dos dois Houve outra logo depois.

Wilhelm Busch. Juca e Chico – História de dois meninos em sete travessuras. Trad. por Olavo Bilac. São Paulo: Melhoramentos, 1905. Disponível em: <http://www.unicamp.br/iel/memoria/Ensaios/LiteraturaInfantil/jucaechico/jcsexta.htm>. Acesso em: 2 ago. 2010.

65

ExPloração do tExto

protagonistas
protagonistas

1. Como são os dois

da história?

Antes de iniciar o estudo do texto, tente descobrir o sentido das palavras que você
Antes de iniciar o estudo do texto, tente
descobrir o sentido das palavras que você
não conhece pelo contexto em que elas
aparecem. Se for preciso, consulte o
dicionário.

2. Qual é o primeiro obstáculo que Juca e Chico enfrentam nessa

aventura?

Eles querem saborear deliciosos doces, mas o padeiro fechara a porta.

3. Que solução encontram para vencer tal obstáculo? Resolvem entrar pela chaminé.

4. Releia:

1. São dois garotos endiabrados e gulosos que se metem constantemente em trapalha- das. Professor: Se possível, leia para os alunos a apresentação que o autor faz da dupla, que você encontra no Manual do Professor.

“Vejam só que cataplasmas! Até parecem fantasmas!”

a) A quem o autor se dirige quando diz vejam? Aos leitores.

cataplasmas?
cataplasmas?

Porque, envolvidos na mas- sa, eles parecem uma massa

b) Por que ele chama os meninos de

disforme, uma pasta. É possível também entender a palavra como um adjetivo: Vejam só que moleirões!

5. Releia o fragmento abaixo. Depois explique como você entendeu o trecho em destaque.

“E, como por encanto Transformam-se em pães, – enquanto O diabo esfrega o olho,

Um pimpolho e outro pimpolho. Num instante, rapidamente, num piscar de olhos.

o . ” Num instante, rapidamente, num piscar de olhos. 6. Agora vamos comparar alguns aspectos

6. Agora vamos comparar alguns aspectos da história de Juca e Chico com as histórias em quadrinhos atuais que você conhece.

Copie o quadro no caderno e preencha-o. Considere o tipo de dese- nho, as cores, a organização da história, a maneira de representar os

movimentos e a feição das personagens. Professor: Leia sugestões no Manual do Professor.

 

“Sexta travessura”

Quadrinhos atuais

Sequência de leitura dos quadrinhos

Sequência de leitura dos quadrinhos
Sequência de leitura dos quadrinhos

Cores e traçado

Cores e traçado
Cores e traçado

Linguagem

Linguagem
Linguagem

Expressão das personagens

Expressão das personagens
Expressão das personagens

7. Algumas palavras que aparecem na história “Sexta travessura” são pou- co usadas hoje em dia. Escolha em cada quadro a palavra que corres- ponderia hoje ao termo destacado. Se precisar, consulte o dicionário.

Habilidade em foco: identificar o sentido denotado de vocábulo ou expressão utilizados em um segmento de texto, selecionando aquele que pode substituí-lo por sinonímia no contexto em que se insere.

a) “Mas, como entrar, se, matreiro,

Fechara a porta o padeiro?” esperto

irritado

esperto

inteligente

Professor: Para mais orientações, leia o Manual do Professor. Daninho: muito travesso, danado. Lambareiro: guloso, que gosta muito de comer lambarices (gulodices). Professor: A palavra lambareiro precisará ser explicada aos alunos, pois a maioria dos dicionários não a registra. Matreiro: sabido, experiente. Penca: conjunto de frutos ou flores (no texto, em sentido figurado, refere-se à dupla de meninos). Pimpolho: menino, criança. Safar-se: fugir, escapar.

Protagonista:

personagem principal de uma peça teatral, um filme, uma tira etc.

Cataplasma: pasta amolecida feita de farinhas, polpas ou pó de raízes e folhas que se aplica sobre a parte inflamada ou dolorida do corpo. A palavra também é usada com o sentido de “pessoa mole, lerda”.

Sobrinhos do Capitão

A primeira série em quadrinhos da forma como os conhecemos hoje se chama Sobrinhos do

Capitão e foi criada por um ale- mão naturalizado norte-ameri- cano, Rudolph Dirks, em 1914. Conta as aventuras de Hanz e Fritz, irmãos gêmeos que ado- ram “aprontar” e pregar peças na vizinhança. As vítimas prefe- ridas são os dois moradores da pensão da mãe dos pestinhas:

o Capitão e o Coronel. Jornais do mundo todo já publicaram as aventuras dos dois.

da pensão da mãe dos pestinhas: o Capitão e o Coronel. Jornais do mundo todo já

66

b) “Zás-trás! Parte-se a cadeira!

Vem a penca lambareira,” dupla gulosa

turma bagunceira

dupla gulosa

dupla odiosa

c) “E, como por encanto

Transformam-se em pães, – enquanto

O diabo esfrega o olho,

Um pimpolho e outro pimpolho.” menino

tipo de pão

menino

visitante indesejado

d) “Rap

rap

Os dois diabinhos,

Como dois ratos daninhos,

Roem a casca do pão,

E safam-se da prisão.” escapam

do pão, E safam -se da prisão.” e s c a p a m roubam tiram

roubam

tiram

escapam

8. Na unidade anterior, você viu que sentido figurado é um novo senti- do que as palavras ou expressões adquirem em certos contextos. Em quais destes trechos o autor utiliza linguagem figurada? Resposta: a, c.

a) “E o Juca e o Chico namoram

Os doces [

]”

b) “[

]

andam todos ligeiros

Padeiros e confeiteiros.”

c) “Como dois ratos daninhos,

Roem a casca do pão,

E safam-se da prisão.”

9. Observe.

A rima é como uma esperança Que eternamente se renova.

Mário Quintana. Aula inaugural. In:

Nova antologia poética. São Paulo: Globo, 2007.

In: Nova antologia poética . São Paulo: Globo, 2007. Nesses versos, o autor utilizou uma comparação.

Nesses versos, o autor utilizou uma comparação. Veja.

a rima se renova

da mesma forma que

se renova d a m e s m a f o r m a q u

a esperança se renova

Como a rima e a esperança têm um atributo (qualidade, característi- ca) em comum, elas podem ser comparadas.

Procure uma comparação no texto “Sexta travessura”. “Todos brancos como giz.”

Variedades linguísticas Você notou como a língua so- fre variação através do tempo?

Além de serem escritas de dife- rentes modos em diferentes épocas, as palavras também “aparecem” e “desaparecem”. Você encontrou no texto “Sexta travessura” palavras que hoje em dia são pouco usadas, são usadas com outro significado ou deixaram de ser emprega- das. Por outro lado, muitas ou- tras palavras vão sendo incor- poradas ao idioma. Das palavras que você usa, quais provavelmente não se- riam conhecidas dos leitores de Juca e Chico? Além da variação no tempo, a língua pode apresentar outros tipos de variação. Quem mora no Sul do Brasil não fala como quem mora no Norte; crianças

e jovens não falam como adul-

tos; um professor, ao dar aula, não fala como um jogador de futebol na hora do jogo. As pessoas não usam a língua do mesmo modo em todas as si- tuações de sua vida: elas falam de um jeito com os amigos, de outro com o diretor da escola,

e assim por diante. Essa pro-

priedade de sofrer mudanças dá origem ao que chamamos de variedades linguísticas: os diferentes usos de uma mes- ma língua que convivem em uma comunidade.

Boxe. Possibilidades de resposta: cibe- respaço, espaço virtual, computador, televisão, celular, tomografia, tecnologia digital e outros nomes relacionados a aparelhos que não existiam na época.

Professor: A variação linguística será es- tudada no 7º ano e em outros momen- tos da obra.

existiam na época. Professor: A variação linguística será es- tudada no 7º ano e em outros

67

divirta-se

do texto para o cotidiano

Leia este trecho de uma entrevista com Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica, em que ele fala sobre o futuro dos gibis.

Professor: Estas atividades podem ser realizadas em duplas, que, depois, apresentarão suas conclusões oralmente à classe.

Com a internet, o celular e a preocupação com o consumo de papel, existe um futuro para os gibis?

O papel pintado ainda vai durar muito tempo. Há uma diferença gigantesca entre a atenção que as crianças dão ao que está no papel e a dedicada ao que aparece nos equipamentos modernos, como video game e computador. Meu filho Maurício ouve música com três telas ligadas, joga video game e es- tuda ao mesmo tempo. Para quem é mais velho pa- rece estranho, mas as crianças de hoje conseguem fazer isso normalmente. Quando uma criança pega

um gibi, contudo, ela se isola totalmente do mundo. Fica completamente mergulhada na história. Com isso, o gibi ou o livro ajudam os pequenos a se con- centrar. O cérebro deles estabelece uma prioridade, o que é ótimo para o aprendizado e a memória. Se eles lerem gibis cinco minutos por dia, o papel nun- ca vai desaparecer.

Revista Veja. São Paulo, Abril, 4 fev. 2009.

1. Segundo o entrevistado, qual a importância da leitura de gibis

para as crianças?

Ela ajuda a desenvolver a concentração e a memória, além de favorecer o aprendizado.

e a memória, além de favorecer o aprendizado. 2. Para Mauricio de Sousa, as crianças se

2. Para Mauricio de Sousa, as crianças se concentram mais quan- do leem um gibi do que quando estão na internet ou jogan- do video game. Você concorda com ele? Por quê? Isso acontece

com você? Resposta pessoal.

3. Você acha que no futuro vão existir gibis? Explique. Resposta pessoal.

4. Algumas pessoas acham que ler um gibi ou as tiras que saem no jornal não tem o mesmo valor que ler um livro. Diga se você concorda com essa opinião e por quê. Resposta pessoal.

concorda com essa opinião e por quê. Resposta pessoal. Saul Steinbeg nasceu na Romênia, em 1914.

Saul Steinbeg nasceu na Romênia, em 1914. Ficou famoso por seus desenhos para a revista norte-americana The New Yorker e expôs seus trabalhos em galerias e museus do mundo todo. Neste desenho, ele brinca com o traço, fazendo a figura desenhada traçar a si mesma.

68

galerias e museus do mundo todo. Neste desenho, ele brinca com o traço, fazendo a figura

PARA O

PRODUÇÃO

PROJETO

produção escrita

Professor: No Manual do Professor há orientações para o trabalho com esta seção.

História em quadrinhos

para o trabalho com esta seção. História em quadrinhos Você vai reunir tudo o que sabe

Você vai reunir tudo o que sabe a respeito de HQs para montar sua própria história em quadrinhos. Ela poderá fazer parte de um gibi da classe e do almanaque que será produzido no final do ano.

Antes de começar

Conheça algumas etapas importantes na produção dos quadrinhos.

Habilidade em foco: planejar texto a partir de argumento e esboço inicial, em função do gênero.

1 0 ) Os quadrinhos são produzidos com base em um argumento, isto é, uma ideia geral da narrativa, uma espécie de resumo em que são apresentados o começo, o meio e o fim da história. Veja um exemplo de argumento que poderia ter dado origem à tira a seguir.

Um rato e um morcego conversam em um local sombrio. O morcego está feliz, contando ao rato que provou um sangue muito saboroso e des- crevendo as maravilhas do “delicioso jantar”: vermelho, denso, adocicado. O rato diz, irritado, que ele certamente mordera um frasco de ketchup.

NÃO DEIXE DE LER • Dom Quixote das crianças — Em quadrinhos, de Monteiro Lobato,
NÃO DEIXE DE LER
• Dom Quixote das crianças —
Em quadrinhos, de Monteiro
Lobato, editora Globo
Traz as melhores aventuras
do cavaleiro andante,
personagem da obra
clássica Dom Quixote de la
Mancha, de Miguel de
Cervantes, contadas por
Dona Benta.
Mancha, de Miguel de Cervantes, contadas por Dona Benta. Fernando Gonsales. Disponível em:

Fernando Gonsales. Disponível em: <http://www2.uol.com.br/niquel/bau.shtml>. Acesso em: 9 set. 2010.

2 0 ) Em seguida, o argumento é desenvolvido em um esboço inicial, um rascunho, no qual se define a sequência dos quadrinhos, distribuem- -se as personagens no cenário, colocam-se as falas e molduras. Veja um exemplo.

no cenário, colocam-se as falas e molduras. Veja um exemplo. 3 0 ) Os desenhos são,

3 0 ) Os desenhos são, então, finalizados.

69

Planejando o texto

Comece a criar sua HQ. Siga estes passos.

Professor: Os alunos podem realizar a atividade em grupo. A troca de ideias entre eles pode favorecer a produção.

1. Decida quem serão as personagens da história: como se comportam, como se vestem, o que fazem etc. No caderno, faça alguns esboços das figuras. Atenção: você pode fazer desenhos bem esquemáticos, com poucos detalhes, diferenciando uma personagem da outra por meio de algum detalhe (a cor da roupa, um enfeite no cabelo etc.).

Professor: Veja orientações no Manual do Professor.

2. Invente uma história capaz de atrair a atenção de seus leitores (os colegas, o professor e, eventualmente, leitores de fora da escola). Lembre-se de que muitas HQs se baseiam em algum mal-entendido, no duplo senti- do de uma palavra, no exagero etc.

Como qualquer narrativa, a história em quadrinhos começa apresentando uma situação inicial, em que o leitor vê quem são as personagens e o que estão fazendo.

Surge então um obstáculo ou uma nova persona- gem que vai mudar a situação inicial.

Há uma sequência (curta ou não) de ações das personagens.

Por fim, tudo se resolve (bem ou mal): o conflito é resolvido, ou o obstáculo superado.

Nas histórias em quadrinhos, em geral o final sur- preende o leitor, mostrando algo diferente do que ele imaginava.

o leitor, mostrando algo diferente do que ele imaginava. Escreva no caderno o argumento (resumo) de

Escreva no caderno o argumento (resumo) de sua história.

3. Desenvolva o argumento transformando-o em um esboço, um ras- cunho, planejado quadro a quadro. Faça os desenhos a lápis. Use

diferentes tipos de balão, diferentes tipos e tamanhos de letra, ono-

matopeias, interjeições etc.

Professor: Se a ideia for reunir os quadrinhos em um gibi da classe, como sugerido, oriente os alunos a utilizarem folhas do mesmo tamanho.

4. Escreva a lápis as falas nos balões e as onomatopeias.

Autoavaliação e reescrita

Antes de finalizar os quadrinhos, avalie sua produção.

É possível compreender o que as personagens fazem e a sequência dos acontecimentos?

É possível reconhecer cada personagem nos diferentes quadrinhos?

Foram utilizados recursos característicos dos quadrinhos, como di- ferentes tipos de balão, interjeições e onomatopeias?

A linguagem está adequada às personagens?

As palavras foram escritas corretamente?

A pontuação pode ajudar os leitores a compreender o sentido e a intenção das frases? Faça as correções necessárias e cubra todo o texto com caneta hidro-

70

Atenção

Um erro muito comum é fi- nalizar os desenhos antes de decidir o texto que acompa- nhará cada imagem. Quando chega a hora de preencher os balões, descobre-se que o espaço é insuficiente. Aí é tar- de. Planeje, então, o desenho e o texto simultaneamente. É importante utilizar os recur- sos que estudamos: tipos di- ferentes de balão, onomato- peias e interjeições. A linguagem das persona- gens deve ser adequada à idade delas e à situação que está sendo narrada.

gráfica preta de ponta fina. Finalize os desenhos, corrigindo eventuais falhas e colorindo-os.

Com a orientação do professor, junte-se aos colegas para montar um gibi da classe.

Tirem cópias das HQs e guardem as originais para serem aproveita- das no projeto no final do ano: o almanaque.

Montem o gibi com as cópias e façam uma capa para ele.

O gibi pode circular entre vocês em sistema de rodízio, para que todos possam levá-lo para casa por alguns dias.

para que todos possam levá-lo para casa por alguns dias. NÃO DEIXE DE ACESSAR • www.meninomaluquinho.com.br

NÃO DEIXE DE ACESSAR

NÃO DEIXE DE ACESSAR • www.meninomaluquinho.com.br Site do Menino Maluquinho, personagem de Ziraldo, com tirinhas,
• www.meninomaluquinho.com.br Site do Menino Maluquinho, personagem de Ziraldo, com tirinhas, brincadeiras, piadas

www.meninomaluquinho.com.br Site do Menino Maluquinho, personagem de Ziraldo, com tirinhas, brincadeiras, piadas etc.

REVISORES DO COTIDIANO  

REVISORES DO COTIDIANO

 

Episódio 2

 
 
 
 

A

professora de Nina e Leo resolveu propor um desafio. Ela fotografou uma frase escrita no

para-choque de um caminhão e apresentou a foto abaixo aos alunos, perguntando:

 

a) A grafia das palavras fácil, difícil e faço.

a) O que há de errado nesta frase?

Professor: Se achar conveniente, chame a atenção para a falta de acentuação nas palavras fácil e difícil.

b) Compare a pronúncia das palavras escritas no para-choque com a pronúncia das palavras es- critas corretamente. Em que a pessoa que escreveu essa frase deve ter se baseado para grafar

 

as

palavras desse modo?

ter se baseado para grafar   as palavras desse modo? Nina e Leo conseguiram dar uma

Nina e Leo conseguiram dar uma boa explicação. Que explicação foi essa?

b) Professor: Ajude os alunos a pensar sobre a questão: o que leva à troca do l em final de palavra por o é que, quando estão nessa posição, essas duas letras são pronunciadas da mesma maneira, na maior parte do país. Exemplo: alho, fácil. Já na palavra faço, a confusão se estabelece porque o fonema /s/ pode ser grafado de diferentes maneiras (exemplos: falso, avesso, laço etc.).

71

reflexão sobre a língua

Os sons da língua

Fonema e letra Professor: Sugerimos que a atividade 1 seja respondida oralmente.

1. Leia em voz alta estes versos.

Na caixa esquecida me espera uma chave de justa medida mas já não importa enquanto a buscava perdi a porta.

mas já não importa enquanto a buscava perdi a porta. Marina Colasanti. Que fim levam? In:

Marina Colasanti. Que fim levam? In:

Minha ilha maravilha. São Paulo: Ática, 2007.

a) Qual é o som que se repete nas palavras destacadas?

b) Esses sons estão representados na escrita por quais letras?

O som /x/ e o som /a/.

O som /x/ está representado por x e por ch; o som /a/ é representado por a.

Professor: Os alunos provavelmente res- ponderão que é o som do xa e do cha. Deixe que eles se expressem com o vo- cabulário que têm no momento.

Os sons que você identificou nessas palavras recebem o nome de fonemas.

Fonema é o menor elemento sonoro, em uma palavra, que permite diferenciá- -la de outra. Por exemplo, o som do f é o único elemento sonoro que diferencia fado de dado. Dizemos, então, que o som do f é um fonema.

Os fonemas são representados por letras entre barras. Exemplos:

o som do x em xícara e do ch em China é representado por /x/;

o som do c em cebola e do s em sapo é representado por /s/;

o som do j em jato e do g em gente é representado por /j/;

o som do d em dado é representado por /d/.

2. Releia em voz alta estes versos, prestando atenção no som das pala- vras destacadas.

“Tudo depende de jeito E pronto! Foi dito e feito!”

Qual é o fonema da palavra jeito que a diferencia de feito? /j/

As letras não devem ser confundidas com os fonemas; elas servem para representá-los na escrita. Observe:

duas letras podem representar um único fonema: fechadura, queijo, telhado, terra, passagem, sangue;

uma única letra pode representar mais de um fonema: cidade, cobertura;

uma única letra pode representar dois fonemas: xi;

um mesmo fonema pode ser representado por diversas letras: acender, sino, trouxe, piscina, maçã, massa.

72

O alfabeto

O

alfabeto da língua portugue-

sa

é composto por 26 letras: a,

b, c, d, e, f, g, h, i, j, k, l, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, w, x, y, z.

Vogais e consoantes

Professor: Optamos por não apresentar o conceito de semivogal, por ser de difícil compreensão nessa faixa etária.

Os fonemas classificam-se em sons vocálicos, ou seja, as vogais, e sons consonantais, ou seja, as consoantes.

Veja.

sons consonantais

, ou seja, as consoantes. Veja. sons consonantais M ariana passa sempre pela pr aça só

Mariana passa sempre pela praça

só hoje é que não passa

e eu, aflito, com essa caixa de bombons!

não pa ss a e eu , aflito, com essa c ai xa de bombons! sons
não pa ss a e eu , aflito, com essa c ai xa de bombons! sons
não pa ss a e eu , aflito, com essa c ai xa de bombons! sons
não pa ss a e eu , aflito, com essa c ai xa de bombons! sons

sons vocálicos

e eu , aflito, com essa c ai xa de bombons! sons vocálicos Sérgio Caparelli. Restos

Sérgio Caparelli. Restos de arco-íris. Porto Alegre: L&PM, 1985.

o de sons pro-

Os fonemas podem se agrupar de diversas formas. Cada grupo de sons pro-

nunciado de uma só vez recebe o nome de sílaba.

Veja.

“e - eu - a-fli-to - com - es-sa - cai-xa - de - bom-bons!”

Observe que em todas as sílabas há pelo menos um som vocálico.

Na língua portuguesa, não existe nenhuma sílaba sem vogal. Pode haver sílaba sem consoante, mas não sem vogal.

Dígrafo e encontro consonantal

Professor: Quanto aos grupos sc e xc, chame a atenção dos alunos para o fato de que essas duas letras só formam dígrafo quando representam um único som, como em nascer e excelência. As palavras escola, escuro, tosco, excursão não apresentam dígrafos.

1. No texto “Sexta aventura”, aparecem estas palavras.

massa

farinha

cheirosa

Quantos sons cada grupo de letras destacado representa? Um único som.

Há várias combinações de letras que podemos utilizar para represen- tar um único som: ss, nh, ch, rr, lh, nh, sc, xc, gu, qu, am/an, em/en, om/ on, im/in, um/un.

3 Ortografia Para o assunto Dígrafo e encontro consonantal, acesse e explore este recurso digital.
3 Ortografia
Para o assunto Dígrafo
e encontro consonantal,
acesse e explore este
recurso digital.

A combinação de duas letras para representar um único som é chamada de dígrafo.

2. Faça um quadro em seu caderno com um exemplo de cada uma des-

sas combinações.

Possibilidades de resposta: chegou, Chico; assar, necessidade; carroça, jarra; filho, colher; nascer, excelente, nasço; que, quem, guerra; campo, canto; sempre, gente; capim, tinta; bombom, bonde; álbum, mundo.

3. Releia estes versos em voz alta, observando o som das consoantes destacadas.

“Tudo depende de jeito E pronto! Foi dito e feito! Vêm os dois num trambolhão, Mais pretos do que carvão.”

a) As consoantes destacadas formam dígrafos? Por quê?

b) Essas consoantes estão na mesma sílaba ou em sílabas diferentes?

Não formam dígrafos, porque não representam um único som.

tr e pr: mesma sílaba; rv: sílabas diferentes

4. Conhecer os dígrafos e encontros consonantais é útil quando surge a necessidade de fazer a divisão de uma palavra em sílabas. Observe os dígrafos e encontros consonantais destacados. Como se separam as sílabas destas palavras?

a) necessidade ne-ces-si-da-de

b) hortifrutigranjeiro hor-ti-fru-ti-gran-jei-ro

c) carroceria car-ro-ce-ri-a

d) descobrimento des-co-bri-men-to

e) colherada co-lhe-ra-da

f) agressão a-gres-são

g) excelente ex-ce-len-te

h) nasço nas-ço

5. Observe agora as duas palavras destacadas nos versos de “Sexta travessura”.

“Soou a última hora!” ”Houve outra logo depois.”

a última hora !” ” Houve outra logo depois.” Capa da 11ª edição de Juca e

Capa da 11ª edição de Juca e Chico, de W. Busch.

a) Quantas letras existem em cada uma das palavras destacadas? E

quantos fonemas? hora: 4 letras e 3 fonemas; houve: 5 letras e quatro fonemas

b) Explique a diferença entre o número de letras e o de fonemas nes-

sas palavras.

A letra h não é pronunciada: ela não é um fonema.

6. Assim como os sons consonantais, os sons vocálicos também podem se agrupar em uma palavra. Veja.

“E aí estão os doi

Ch

s acabados, dois sons vocálicos na mesma sílaba,
s acabados, dois sons vocálicos na mesma sílaba,

s acabados,

dois sons vocálicos na mesma sílaba,

formando ditongos
formando ditongos

ei

ei rosos, l ou ros, tostados.”
ei rosos, l ou ros, tostados.”

rosos, louros, tostados.”

“Rap

Como dois ratos daninhos,

R

E safam-se da prisão.”

rap

Os dois d

iabinhos,

R E safam-se da prisão.” rap Os dois d ia binhos, oe m a casca do

oe

m a casca do pão,

dois sons vocálicos lado a lado,

mas um em cada sílaba, formando hiatos

s meninos caíram na massa?” três sons vocálicos na mesma sílaba,

s meninos caíram na massa?”

três sons vocálicos na mesma sílaba,

“Quai

formando um tritongo

Ditongo é o encontro de dois sons vocálicos em uma única sílaba. Exemplos: história, fauna, feito etc.

Tritongo é o encontro de três sons vocálicos em uma única sílaba. Exemplos: Uruguai, iguais, saguão, etc.

Hiato é o encontro de sons vocálicos em sílabas diferentes. Exemplos: sde, etc.

Para lembrar

Fonemas são os sons de uma língua que diferenciam as palavras umas das outras.

Letras são a representação dos sons na escrita.

Os fonemas podem agrupar-se em encontros vocálicos e encontros consonantais.

Os encontros vocálicos podem ser de três tipos: ditongos, tritongos e hiatos.

Encontro consonantal é o encontro de dois fonemas consonantais.

Dígrafo é o encontro de duas letras para representar um só fonema.

74

ATIVIDADES

1. Observe as falas da personagem Cebolinha nesta tira.

1. Observe as falas da personagem Cebolinha nesta tira. Mauricio de Sousa. Disponível em:

Mauricio de Sousa. Disponível em: <http://www.monica.com.br/index.htm>. Acesso em: 10 set. 2010.

a) Nesses quadrinhos, vemos uma das características utilizadas pelo autor para compor a personagem Cebolinha. Qual é? A personagem troca o som /r/ pelo /l/.

b) Como uma pessoa que não tivesse esse problema diria as mesmas palavras?

pra, trás, cruzes

c) No caderno, identifique os encontros consonantais nessas palavras. pr, tr, cr

d) Esse grupo de sons aparece na mesma sílaba ou em sílabas separadas?

de sons aparece na mesma sílaba ou em sílabas separadas? Em uma só sílaba. 2. Observe

Em uma só sílaba.

2. Observe os encontros consonantais destacados nas palavras abaixo.

braço

abnegado

abdômen

drama

cravo

grama

claro

prato

trave

hipnotizar

a) Em quais palavras as consoantes destacadas estão na mesma sílaba?

braço, grama, claro, prato, drama, trave, cravo

b) E em quais estão em sílabas diferentes? abnegado, abdômen, hipnotizar

3. Observe agora as letras destacadas nestas palavras.

carro

excelente

chaveiro

unha

cravo

passado

descendente

telhado

correr

hipnotizar

a) Nessas palavras também aparecem duas consoantes juntas. Podemos dizer que são encontros

consonantais? Explique. Não, são dígrafos, pois representam um único som.

b) Separe as sílabas dessas palavras, depois diga a que conclusão você chegou quanto à sepa-

Separação silábica: car-ro, ex-ce-len-te, cha-vei-ro, u-nha, pas-sa-do, des-cen-den-te,

te-lha-do, cor-rer. Ficam na mesma sílaba os dígrafos: ch, nh, lh; ficam em sílabas diferentes: rr, xc, ss, sc. Professor: Sugerimos que você faça um quadro na lousa, sistematizando o que vimos sobre dígrafo e encontro consonantal e separação de sílabas, com a colaboração de toda a classe.

ração das letras que formam dígrafo.

4. Leia em voz alta as palavras a seguir.

4. a) Resposta pessoal. Professor: Comente com os alunos que, em grande parte do Brasil, se

acrescenta o som de um i entre a vogal e o som nasal: bêim, vêim, poréim, tambéim, trêis, formando-se então na fala um ditongo que é representado na escrita.

Na fala é diferente Na fala do brasileiro, com frequên- cia aparecem ditongos que não existem na escrita (bem/beim) e desaparecem ditongos que exis- tem na escrita (caixa/caxa).

bem

vem

também

porém

três

a) Como você pronuncia as letras destacadas em cada uma delas?

b) Agora leia em voz alta este outro grupo de palavras.

caixa

caixote

peixe

faixa

enfaixado

Professor: Comente com os alunos que essas particularidades da pronúncia não podem nem devem ser consideradas certas ou erradas. Trata-se apenas de fatos da língua que podem ser constatados.

Como a maioria das pessoas que você conhece as pronuncia no dia a dia?

Professor: Em grande parte do país, o i não é pronunciado na fala informal. Diz-se ”caxa”, “pexe”, “faxa”. Nesse caso, é o ditongo existente na escrita que é eliminado na fala.

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Antônio Cedraz. Disponível em: <http://www.xaxado.com.br/quadrinhos/tiras.html>. Acesso em: 6 maio 2010. a) Como

Antônio Cedraz. Disponível em: <http://www.xaxado.com.br/quadrinhos/tiras.html>. Acesso em: 6 maio 2010.

a) Como a personagem Zé pronuncia a palavra primeira? Na pronúncia de Zé, há ditongo?

Ele a pronuncia como “premêra”; nessa pronúncia o ditongo ei desaparece.

b) A palavra goleiro, no último quadrinho, tem o ditongo ei (assim como primeira). Por que,

norma-padrão
norma-padrão

provavelmente, essa palavra foi escrita de acordo com a

, e primeira não?

Provavelmente o autor pretendeu mostrar que a personagem que diz goleiro a pronuncia mantendo o ditongo.

c) Como você pronuncia as palavras primeiro e goleiro?

Resposta pessoal.

Norma-padrão: conjunto sistematizado de regras que tem como objetivo orientar e normatizar o uso da língua. Trata-se de uma língua idealizada, que não existe. É a língua registrada nas gramáticas. Espera-se que, nos momentos de comunicação mais formais, se empregue uma linguagem o mais próxima possível da norma-padrão.

6. Leia as duas tabuletas que um feirante estava preparando para sua barraca.

a) Qual das tabuletas apresenta as palavras com a grafia que consta nos dicionários?

A da esquerda.

com a grafia que consta nos dicionários? A da esquerda. b) A dúvida do rapaz justifica-se?

b) A dúvida do rapaz justifica-se? Ex- plique.

Sim, porque os fonemas /j/ e /s/, nessas palavras, poderiam ser grafados com diferentes letras. O que determina o emprego de uma ou outra é a etimologia da palavra.

ativando habilidadEs

Habilidade em foco: identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações.

1. (Prova Brasil) Leia a tira abaixo para responder:

Professor:

No

Manual

do

Professor,

você

encontra explicação a respeito

dos

concei-

tos de

norma-padrão e de

variedade

urba-

na de

prestígio (norma culta).

 
urba- na de prestígio (norma culta).   Jim Meddick. Robô. In: Folha de S.Paulo , 27/4/1993.

Jim Meddick. Robô. In: Folha de S.Paulo, 27/4/1993.

No 3 0 quadrinho, a expressão da personagem e sua fala “AHHH!” indi- cam que ele ficou: Resposta: b.

a) acanhado.

b) aterrorizado.

c) decepcionado.

d) estressado.

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2. (Saresp) Leia a HQ para responder.

2. (Saresp) Leia a HQ para responder. Ziraldo. As melhores tiradas do Menino Maluquinho . São

Ziraldo. As melhores tiradas do Menino Maluquinho. São Paulo: Melhoramentos, 2000. p. 13.

As onomatopeias presentes no oitavo quadrinho revelam que os

amigos: Resposta: c.

a) sabem tocar bem aqueles instrumentos.

b) precisavam de mais tempo de ensaio.

c) fizeram um barulho ensurdecedor.

d) têm vocação para a profissão de músico.

Nos quadrinhos, os recursos utilizados para mostrar que o menino estava cochichando são: Resposta: b.

a) o tamanho do balão e a fisionomia da personagem.

b) os balões pontilhados e a fisionomia da personagem.

c) o tipo de letra dos diálogos e o tamanho dos balões.

d) os balões pontilhados e a presença de onomatopeias.

d) os balões pontilhados e a presença de onomatopeias. Encerrando a unidade 1. Você entendeu quais

Encerrando a unidade

1. Você entendeu quais são as principais características das histórias em quadrinhos?

2. Acredita que, das próximas vezes em que ler uma HQ, poderá fazer uma leitura mais crí - tica, analisando os recursos expressivos utilizados pelo autor? Explique.

3. Como você avalia seu aprendizado dos conteúdos gramaticais? Entendeu o que é frase? Saberia explicar a alguém a diferença entre fonema e letra?

4. Com qual das produções você se envolveu mais: a escrita ou a oral? Por quê?

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Das cavernas aos muros da cidade A imagem como registro Códigos visuais: a imagem como

Das cavernas aos muros da cidade

A imagem como registro

Códigos visuais: a imagem como registro de uma época.

Na unidade 2, falamos sobre a importância da imagem na construção de senti- dos nas HQs. Agora, vamos falar um pouco sobre a importância da imagem como registro de fatos, atividades cotidianas, costumes e manifestações artísticas. Nos dias atuais, com o acesso às novas tecnologias, é possível registrar par- te de nossa história cotidiana por meio de fotos, textos, vídeos e áudios. E como eram registrados os fatos, as atividades cotidianas, os costumes e as crenças na Pré-História, por exemplo?

os costumes e as crenças na Pré-História, por exemplo? Pintura rupestre em São Raimundo Nonato (PI).

Pintura rupestre em São Raimundo Nonato (PI).

1. Observe a imagem acima. Ela é uma pintura rupestre feita em uma caverna no período da Pré-História. Observando a imagem, o que é possível saber sobre as atividades realizadas pelos povos que viveram nesse período?

2. Quem são os leitores das imagens das cavernas nos dias de hoje? O que eles esperam encontrar ao ver essas imagens?

Nos dias de hoje, é comum encontrarmos nas grandes cidades um tipo de re- gistro semelhante aos da caverna: o grafite. Ele é uma inscrição ou um desenho pintado em um espaço público, como muros, postes, fachadas, feito por artistas como forma de intervenção na cidade.

Professor: Comente com os alunos que os registros encontrados nas cavernas mos- tram cenas de caça, que era um meio de obtenção de alimentação para o grupo.

Pintura rupestre: inscrições feitas nas paredes das cavernas no período Paleolítico superior da Pré-História. A palavra ru- pestre tem origem no latim e significa “gravado na rocha”. Alguns a consideram arte, ou- tros um código.

2. São estudiosos ou turistas que visitam as cavernas para pesquisar sobre o período em que foram feitas ou 78 para apreciar os desenhos como os primeiros registros de arte feitos pelo homem.

3. Você já observou um grafite com atenção? Em que espaço ele foi pintado? Que

3. Você já observou um grafite com atenção? Em que espaço ele foi pintado? Que imagens estavam representadas? Que relação as imagens que você viu tinham com a cidade ou o espaço em que estavam expostas?

O artista ocupa o espaço e deixa nas paredes as marcas de seu tempo. O grafite é criado como forma de protesto ou como manifestação estética que humaniza e transforma o espaço urbano, tornando a paisagem mais colorida.

4. Observe as duas imagens a seguir. Há uma voz que se mostra indignada com determinada realidade social. Que protesto cada uma dessas imagens indica?

Professor: É importante que os alunos diferenciem grafite de pichação. O grafite, além de ser uma manifestação artística, tem o objetivo de provocar a reflexão, en- quanto a pichação é vandalismo e crime.

4. Na primeira, indignação contra a desi- gualdade social e, na segunda, um pro- testo contra aqueles que não aceitam os grafites como arte.

testo contra aqueles que não aceitam os grafites como arte. 5. Quem são os autores dos
testo contra aqueles que não aceitam os grafites como arte. 5. Quem são os autores dos

5. Quem são os autores dos grafites e com que finalidade essas imagens são

criadas?

São artistas, moradores da cidade; há várias finalidades, entre elas: protestar, modificar um espaço, criação estética.

6. Imagine que, daqui a 200 anos, sejam encontrados muros com imagens que representam o modo de vida dos dias de hoje. Se você tivesse de criar um

grafite, que imagens colocaria para representar o mundo atual? Apresente suas

4.

6.

ideias para a classe e compare-as com as de seus colegas.

Resposta pessoal.

e compare-as com as de seus colegas. Resposta pessoal. Intervenção solidária O grafite pode também assumir

Intervenção solidária O grafite pode também assumir outras finalidades, além da estética e crítica. Ele pode interferir no es- paço e modificar a relação das pessoas com o lugar onde estas vivem. Na imagem ao lado, vemos uma intervenção em uma biblioteca localizada na perife- ria da cidade de São Paulo. As paredes ganharam cores e atraíram os moradores, que passaram a frequentar a biblioteca. O grafite, nesse espaço, transformou o local e mobilizou a comunidade.

Disponível em: http://artenaperiferia.blogspot.com/2007/10/gente-muda.html

Professor: Chame a atenção dos alunos para as “pinturas rupestres” no muro e para o ato de apagá-las como uma possível “limpeza” da memória da humanidade.

Professor: Se possível, sugerir aos alunos que façam seus próprios grafites em papel Kraft e os exponham na sala ou nos corredores da escola.

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