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Estudo sobre a Bíblia

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Aula: Versículo Chave

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O que é a Bíblia e O Antigo Testamento A Antiga Aliança. Ex 19:5 e 6

Data:

12 de Novembro de 2006

O que é a Bíblia O nome “Bíblia”, em português, vem da palavra grega biblia, que quer dizer “livros”. A bíblia é uma coleção de livros sagrados, agrupados em duas partes, chamadas de “testamentos”. A palavra “testamento”, nesse contexto, quer dizer “aliança”, “pacto”, “concerto”. Os livros do Antigo Testamento contam como o mundo começou e narram a história do povo de Israel antes da vinda de Jesus Cristo. No Novo Testamento, conta-se a história de Jesus Cristo, dos apóstolos e da Igreja Primitiva. O Novo Testamento inclui também algumas cartas escritas naquele tempo e um livro de visões chamado Apocalipse. Através de muitos séculos, os livros da Bíblia foram escritos por vários autores. Nesses livros, se encontram os mais variados gêneros literários. Há histórias, biografias, leis, poesias, hinos, canções, provérbios, cartas, sermões, profecias e visões. O Antigo Testamento foi escrito em hebraico, exceto algumas poucas passagens que foram escritas em aramaico; o Novo Testamento foi escrito em grego comum popular, chamado coiné. O Antigo Testamento Antigo Testamento é o nome que os cristãos dão ao conjunto das Escrituras Sagradas do povo de Israel. Esses livros, originalmente escritos em hebraico, fazem parte também da Bíblia Sagrada dos Cristãos. O Antigo Testamento fala sobre a antiga aliança que Deus, por meio dos patriarcas e de Moisés, fez com o seu povo (O povo de Israel). Já o Novo Testamento trata da nova aliança que Deus, por meio de Jesus Cristo, fez com o seu povo (Judeus e não-judeus). Os israelitas agrupam os livros do Antigo Testamento em três divisões: a Lei, os Profetas e os Escritos. Em Lc 24:44, a terceira divisão é chamada de “Salmos” em vez de “Escritos”, porque o Livro de Salmos era o primeiro dessa divisão. 1. A Lei agrupa os primeiros cinco livros do AT. 2. Os Profetas têm duas subdivisões: os Profetas Anteriores, de Josué a 2Reis, e os Posteriores, de Isaías a Malaquias. Os profetas de Oséias a Malaquias recebem dos israelitas o nome de “O Livro dos Doze”. 3. Fazem parte da terceira divisão os seguintes livros: Salmos, Jô, Provérbios, Rute, Cântico dos Cânticos, Eclesiates, Lamentações, Éster, Daniel, Esdras, Neemias e Crônicas. 4. As três divisões acima referidas correspondem à ordem histórica em que os seus livros foram aceitos como autorizados a fazerem parte do cânon dos israelitas. “Cânon” é a coleção de livros aceitos como escrituras sagradas. As igrejas cristãs seguem, em geral, um arranjo diferente do dos israelitas, mas os livros são os mesmos, em número de trinta e nove. Essa ordem se encontra nas antigas versões gregas e latinas usadas pela igreja primitiva. 1. Os primeiros cinco livros do AT são chamados de “Pentateuco” ou “Os Livros da Lei”. A palavra “Pentateuco” quer dizer “cinco volumes”. Eles falam sobre a criação do mundo e da humanidade e contam a história dos hebreus, começando com a chamada de Abraão e continuando até a morte de Moisés, que aconteceu quando o povo de Israel estava para entrar em Canaã, a Terra Prometida. São eles: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. 2. Os doze livros seguintes, que são: Josué, Juízes, Rute, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias e Ester, são livros históricos, que narram os principais acontecimentos da história de Israel desde a sua entrada na Terra Prometida até o tempo em que as muralhas de Jerusalém foram reconstruídas, depois da volta dos israelitas do cativeiro. Isso aconteceu uns quatrocentos e quarenta e cinco anos antes de Cristo. 3. Jô, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cântico dos Cânticos são chamados de Livros Poéticos. Entre esses também se colocam as Lamentações de Jeremias. 4. Os últimos dezessete livros do AT contêm mensagens de Deus anunciadas ao povo de Israel pelos profetas. Esses mensageiros de Deus condenavam os pecados do povo, exigiam o arrependimento e prometiam as bênçãos divinas para as pessoas que confiassem em Deus e vivessem de acordo com a vontade dele. Esses livros estão divididos em dois grupos: os “Profetas Maiores”, que são: Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel e Daniel, e os “Profetas Menores”, que são: Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias. Algumas versões antigas, tais como a Septuaginta, em grego, e a Vulgata, em latim, incluem no AT alguns livros que não se encontram na Bíblia Hebraica de Israel. Esses livros foram escritos no período intertestamentário. A Igreja Romana os aceita e os chama de “Deuterocanônicos”, isto é, pertencentes a um “segundo cânon”. São eles: Tobias, Judite, Éster Grego, 1 e 2 Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico (não confundir com Eclesiates), Baruque, Carta de Jeremias e os acréscimos a Daniel, que são a Oração de Azarias e as histórias de Suzana, de Bel e do Dragão.

Aula: Versículo Chave:

Pentateuco Ex 3:14, 15

Data:

26 de Novembro de 2006

Esclarecimento de Dúvidas de Aulas Anteriores Período Intertestamentário: Período ao qual Deus se calou e não falou através de nenhum profeta. Livros Apócrifos: Livros escritos por comunidades cristãs e pré-cristãs, mas considerados não inspirados por Deus. Pseudo-epígrafos: Livros atribuídos a uma falsa autoria. Talvez para ganhar destaque e fama. (Também considerados apócrifos) Pentateuco Pentateuco é o nome que se dá aos cinco primeiros livros do Antigo Testamento. O nome quer dizer “cinco rolos”, os cinco rolos de pergaminho ou papiro em que os livros estavam escritos. Na Bíblia hebraica, esses livros são chamados de Torah, palavra geralmente traduzida “lei”, mas que quer dizer também “ensinamento, instrução”. Os nomes dos livros vêm da antiga versão grega, a Septuaginta. Gênesis quer dizer “começo”; Êxodo quer dizer “saída”; Levítico, “relativo aos levitas”; Números, “contagem”; Deuteronômio, “segunda lei”. Na Bíblia hebraica, os livros são chamados pelas primeiras palavras do texto: Gênesis é “No começo”; Êxodo, “São estes os nomes”; Levítico, “E (o Senhor Deus) chamou”; Números, “No deserto”; e Deuteronômio, “Estas (são) as palavras”. O Pentateuco é uma coleção variada e complexa de histórias e personagens notáveis e inclui muitas genealogias e coleções extensas de mandamentos e leis. A história começa com a criação do Universo e da humanidade e vai até a morte de Moisés, mais ou menos em 1210 a.C. O material pode ser dividido da seguinte maneira: 1. Da criação do mundo até a torre de Babel – Gn 1:1 – Gn 11:9 2. A história dos patriarcas – Gn 11:10 – Gn 50:26 3. A saída do Egito – Ex 1:1 – Ex 15:21 4. Do Egito até o monte Sinai – Ex 15:22 – Ex 18:27 5. A revelação do Senhor Deus no monte Sinai – Ex 19:1 – Nm 10:10 6. Do monte Sinai até Moabe – Nm 10:11 – Nm 21:35 7. O povo de Israel em Moabe – Nm 22 – Nm 36 8. A Lei de Deus para o povo de Israel – Dt 1 – Dt 33 9. A morte de Moisés – Dt 34 O Livro de Gênesis A palavra “Gênesis” quer dizer “começo”. O livro tem este nome na antiga versão grega chamada de Septuaginta. No AT hebraico o livro é conhecido como “No começo”, que é a primeira palavra do livro. De fato, este livro conta o começo de uma série de coisas: o mundo, os seres humanos e também o pecado e o sofrimento. Gênesis é, acima de tudo, um livro em que Deus age. Ele cria o mundo e todos os seres viventes, cuida das pessoas, protege e guia o seu povo. Conteúdo Princípio (1:1 – 11:32) 1. A criação do Universo e da raça humana (1:1 – 2:25) 2. O começo do pecado e do sofrimento (3:1 – 3:24) 3. De Adão a Noé (4:1 – 5:32) 4. Noé e o dilúvio (6:1 – 10:32) 5. A torre de Babel (11:1 – 11:9) 6. De Sem até Abrão (11:10 – 11:32) Os patriarcas hebreus (12:1 – 50:26) 1. Abraão (12:1 – 25:18) 2. Isaque (25:19 – 26:35) 3. Jacó (27:1 – 36:43) 4. José e os seus irmãos (37:1 – 50:26) O Livro de Êxodo Êxodo quer dizer “saída” e é o título deste livro na antiga versão grega chamada de Septuaginta. Este livro trata do acontecimento mais importante na história do povo de Israel, isto é, a saída dos israelitas do Egito, onde eram escravos. Deus os liberta para que sejam o seu povo e, no monte Sinai, ele lhes dá leis que eles deverão obedecer. Ali, o Senhor faz a sua aliança com eles: ele será o Deus deles e eles serão o seu povo (19:2-6; 24:4-8). A figura central do livro é Moisés, o homem escolhido por Deus para tirar o seu povo do Egito (Dt 34:1012). O capítulo 3 conta como Deus chamou Moisés e lhe revelou o seu nome sagrado: “EU SOU QUEM SOU” (3:14-15). Mas, acima de tudo, este livro conta o que Deus fez, como ele libertou o seu povo e como, daquela gente, ele formou uma nação cheia de esperança para o futuro.

O trecho mais conhecido do livro é a lista dos dez mandamentos no capítulo 20. Conteúdo Os israelitas são libertados da escravidão no Egito (1:1 – 15:21) 1. A escravidão no Egito (cap. 1) 2. O nascimento de Moisés e a primeira parte da sua vida (cap. 2 – cap. 4) 3. Moisés e Arão e o rei do Egito (cap. 5 – cap. 11) 4. A Páscoa e a saída do Egito (12:1 – 15:21) Do mar Vermelho ao monte Sinai (15:22 – 18:27) A Lei e a aliança (cap. 19 – cap. 24) A Tenda Sagrada e as instruções para a adoração (cap. 25 – cap. 40) O Livro de Levítico Levítico é nome que foi dado a este livro na antiga versão chamada de Septuaginta. O nome vem de “levita”. Os levitas, que eram os auxiliares dos sacerdotes, eram descendentes de Levi, um dos filhos de Jacó e Léia; os sacerdotes eram descendentes de Arão, bisneto de Levi. Conteúdo Leis a respeito de ofertas e sacrifícios (cap. 1 – cap. 7) A ordenação de Arão e dos seus filhos para serem sacerdotes (cap. 8 – cap. 10) Leis a respeito de pureza e impureza rituais (cap. 11 – cap. 15) O Dia do Perdão (cap. 16) Leis a respeito da vida santa e adoração santa (cap. 17 – cap.27) O Livro de Números Números é o nome que foi dado a este livro na antiga versão grega chamada de Septuaginta. Isso porque o livro descreve duas contagens do povo de Israel: a primeira, dos homens de vinte anos para cima que haviam saído do Egito (cap. 1), e a segunda, uns quarenta anos mais tarde, dos homens de vinte anos para cima que iriam entrar na Terra Prometida (cap. 26). No período entre as duas contagens, os israelitas haviam chegado até Cades-Barnéia, localizada no sul de Canaã, porém não conseguiram entrar por ali na Terra Prometida. Eles passaram muitos anos nesta região e, depois, foram até a região montanhosa que fica a leste do rio Jordão. Uma parte do povo decidiu ficar ali, e a outra parte se preparou para atravessar o rio e entrar na Terra Prometida. Conteúdo Os israelitas se preparam para sair do monte Sinai (cap. 1 – cap. 9) 1. A primeira contagem do povo (cap. 1 – cap. 4) 2. Várias leis e regulamentos (cap. 5 – cap. 8) 3. A segunda Páscoa (cap. 9) Do monte Sinai até Moabe (cap. 10 – cap. 21) O que aconteceu em Moabe (cap. 22 – cap. 32) Resumo da viagem do Egito até Moabe (33:1 – 33:49) Deus prepara o povo antes da travessia do rio Jordão (33:50 – 36:13) O Livro de Deuteronômio Deuteronômio é o nome deste livro na antiga versão grega chamada de Septuaginta. A palavra “Deuteronômio” quer dizer “segunda lei” e vem da tradução grega de uma expressão que, no original hebraico, quer dizer “cópia da lei” (ver 17:18). Neste livro estão os discursos que Moisés fez quando o povo de Israel estava no território de Moabe, no lado leste do rio Jordão, pronto para entrar na Terra Prometida, depois da longa caminhada de quarenta anos pelo deserto. Deuteronômio é o livro (31:24-26) no qual está escrita toda a Lei de Deus (4:44-45; 17:18-19; 28:58-61; 29:20-21; 30:10; 31:9-13; 32:46), da qual nada deve ser tirado e à qual nada deve ser acrescentado (4:2; 12:32). Conteúdo O primeiro discurso de Moisés (1:1 – 4:43) O segundo discurso de Moisés (4:44 – 28:68) O terceiro discurso de Moisés (cap. 29 – cap. 30) Os últimos conselhos de Moisés (cap. 31 – cap. 32) A benção de Moisés (cap. 33) A morte de Moisés (cap. 34)

Aula: Versículo Chave:

Livros Históricos Gn 12:1-3 Livros Históricos

Data:

02 de Dezembro de 2006

Os livros que formam o conjunto de livros históricos, não pretendem dar uma história completa do povo de Israel desde o começo até a volta do povo para Jerusalém. A intenção primária dos autores bíblicos foi a de mostrar que, quando o povo obedecia a Deus, ele o abençoava e protegia; mas quando eles lhes desobedeciam e quebravam as suas leis, ele os castigava. Isso porque ele os tinha escolhido para serem o seu próprio povo, por meio de quem ele abençoaria todos os povos do mundo (Gn 12:1-3). O Livro de Josué O livro de Josué traz a história da conquista da terra de Canaã pelos israelitas, sob a liderança de Josué, e conta como as terras foram divididas entre as doze tribos. Conteúdo A conquista de Canaã (caps. 1 – 12) A divisão da terra de Canaã (caps. 13 – 21) 1. As terras situadas a leste do Jordão (cap. 13) 2. As terras situadas a oeste do Jordão (caps. 14 – 19) 3. As cidades para fugitivos (cap. 20) 4. As cidades dos levitas (cap. 21) As tribos do Leste voltam para as suas terras (cap. 22) A despedida de Josué (caps 23 – 24) Livro de Juízes A história do Livro de Juízes se passa no período que vai desde a conquista da terra de Canaã até o começo da monarquia em Israel, um período de mais ou menos cento e oitenta anos (de 1210 a.C. até 1030 a.C.). Nesse tempo, surgiram os “juízes”, que eram principalmente chefes militares; mas alguns também resolviam as questões legais do povo. Conteúdo Acontecimentos depois da morte de Josué (1:1 – 3:6) Os líderes de Israel (3:7 – 16:31) 1. Otoniel (3:7 – 3:11) 2. Eúde (3:12 – 3:30) 3. Sangar (3:31) 4. Débora e Baraque (caps. 4 – 5) 5. Gideão (caps. 6 – 8) 6. Abimeleque (caps. 9) 7. Tola (10:1 – 10:2) 8. Jair (10:3 – 10:5) 9. Jefté (10:6 – 12:7) 10. Ibsã (12:8 – 12:10) 11. Elom (12:11 – 12:12) 12. Abdom (12:13 – 12:15) 13. Sansão (caps. 13 – 16) Vários acontecimentos do tempo em que não havia rei (caps. 17 – 21) Livro de Rute O Livro de Rute conta a história de uma jovem moabita que, por causa da lealdade à sua sogra israelita e ao Deus de Israel, veio a ser bisavó de Dave, o maior rei de Israel. E é por isso que o nome dela aparece na lista dos antepassados de Jesus (Mt 1:5, 6). Conteúdo Elimeleque e a sua família vão morar em Moabe (1:1 – 1:5) Noemi volta com Rute para Belém (1:6 – 1:22) Rute trabalha nas plantações de Boaz (cap. 2) A bondade de Boaz (cap. 3) Boaz casa com Rute (4:1 – 4:17) Os antepassados de Dave (4:18 – 4:22)

Livro de I Samuel I Samuel e II Samuel foram escritos como um só livro. A antiga versão grega conhecida como Septuaginta dividiu o livro em dois, e no século XVI essa divisão foi introduzida também no AT Hebraico. Na Bíblia Hebraica, os dois livros fazem parte do grupo de livros chamado de “Profetas Anteriores”, que inclui Josué, Juízes, I e II Samuel e I e II Reis. Esses livros contam a história do povo de Israel desde a conquista da terra de Canaã, no século XII a.C., até a destruição de Jerusalém pelos babilônios, em 586 a.C. O livro de I Samuel registra a passagem do período dos juízes para o dos reis. Essa mudança na vida nacional do povo de Israel gira em torno de três personagens principais: Samuel, o último dos juízes; Saul e Davi, os dois primeiros reis. Essa mudança foi difícil. Quando o povo disse que queriam um rei para governá-los, tanto Deus como Samuel sentiram que estavam sendo rejeitados (8:4-9). E, logo que Saul desobedeceu às ordens de Samuel, Deus o rejeitou e se arrependeu de ter feito Saul rei (15:10-11). O livro termina com a morte trágica do rei Saul. Conteúdo Samuel como juiz de Israel (caps. 1 – 7) Saul se torna rei (caps. 8 – 10) Os primeiros anos do reinado de Saul (caps. 11 – 15) Davi e Saul (caps. 16 – 30) A morte de Saul e dos seus filhos (cap. 31) Livro de II Samuel II Samuel continua a história que começa em I Samuel. Neste livro, conta-se a história de Davi, que foi rei primeiro de Judá, no sul (caps. 1 – 4), e depois de toda a nação, incluindo Israel, no norte (caps. 5 – 24). O reinado dele durou quarenta anos (II Sm 5:4-5), de 1010 até 970 a.C., mais ou menos. O livro revela que Davi era homem de profunda fé e devoção a Deus. Como líder, Davi foi capaz de conquistar a lealdade do seu povo. Mas ele também cometeu pecados de crueldade e violência, que o livro não esconde. No caso de Bate-Seba e Urias, quando o profeta Natã apontou a Davi os seus pecados, ele os confessou e foi castigado por Deus (11:1-12:25). Mas Davi foi bem sucedido porque “o Senhor, o Deus TodoPoderoso, estava com ele” (5:10; 7:8-17; 23:1). Conteúdo Davi, rei de Judá (caps. 1 – 4) Davi, rei de Judá e de Israel (caps. 5 – 24) 1. Os primeiros anos (caps. 5 – 10) 2. Davi e Bate-Seba (11:1 – 12:25) 3. Problemas e dificuldades (12:26 – 20:26) 4. Os últimos anos (caps. 21 – 24) Livro de I Reis I Reis e II Reis foram escritos como um só livro. A antiga versão grega conhecida como Septuaginta dividiu o livro em dois, e, no século XVI, esta divisão foi introduzida também no AT hebraico. Na Bíblia Hebraica, os dois livros fazem parte do grupo de livros chamados de “Profetas Anteriores”, que inclui Josué, Juízes, I e II Samuel e I e II Reis. Os livros dos Reis começam com a morte do rei Davi (mais ou menos em 970 a.C.) e vão até a destruição de Jerusalém pelos babilônios em 586 a.C. Conteúdo O fim do reinado de Davi (1:1 – 2:12) Salomão torna-se rei (2:13 – 46) O reinado de Salomão (caps. 3 – 11) 1. Os primeiros anos (caps. 3 – 4) 2. A construção do Templo (caps. 5 – 8) 3. Os últimos anos (caps. 9 – 11) Os dois Reinos (caps. 12 – 22) 1. Jeroboão, de Israel (12:1 – 14:20) 2. Roboão, de Judá (14:21 – 31) 3. Abias, de Judá (15:1 – 8) 4. Asa, de Judá (15:9 – 24) 5. Nadabe, de Israel (15:25 – 32) 6. Baasa, de Israel (15:33 – 16:7) 7. Elá, de Israel (16:8 – 14) 8. Zinri, de Israel (16:15 – 20) 9. Onri, de Israel (16:21 – 28) 10. Acabe, de Israel (16:29 – 22:40)

11. Josafá, de Judá (22:41 – 50) 12. Acazias, de Israel (22:51 – 53) Livro de II Reis O livro de II Reis continua a história dos dois Reinos, o Reino de Israel, no norte, e o Reino de Judá, no sul, começando em 853 a.C. e indo até 586 a.C., quando os babilônios conquistaram Jerusalém, destruíram o Templo e levaram o povo para o cativeiro na Babilônia. Conteúdo Os dois Reinos (caps. 1 – 17) 1. O profeta Elias (1:1 – 18) 2. O profeta Eliseu (2:1 – 8:15) 3. Os reis de Judá e de Israel (8:16 – 17:4) 4. A queda de Samaria (17:5 – 41) O Reino de Judá (caps. 18 – 24) 1. De Ezequias a Josias (caps. 18 – 21) 2. O reinado de Josias (21:1 – 23:30) 3. Os últimos reis de Judá (23:31 – 24:20) A queda de Jerusalém (cap. 25) Livro de I Crônicas I Crônicas e II Crônicas foram escritos como um só livro. A antiga versão grega conhecida como Septuaginta dividiu o livro em dois, e, no século XVI, esta divisão foi introduzida também no AT hebraico. Na Bíblia Hebraica, os dois livros fazem parte do grupo de livros chamados de “Os Escritos” e aparecem como os últimos livros do cânone. Esses dois livros contam a história inteira do povo de Deus, começando com Adão (ICr 1:1) e terminando com a volta do povo do cativeiro na Babilônia, no tempo de Ciro, rei da Pérsia (II Cr 36:22). Os livros contam, novamente, os acontecimentos já registrados nos livros de Samuel e de Reis, mas de um ponto de vista diferente. Aqui, a história dos reis israelitas tem dois propósitos principais: 1) Mostrar que, embora tivessem caído desgraças sobre os reinos de Israel e de Judá, Deus manteve as promessas que havia feito à nação e continuou a realizar o seu plano para o seu povo através das pessoas que moravam em Judá, o Reino do sul. 2) Descrever o início da adoração ao Senhor, o Deus de Israel, em Jerusalém e, especialmente, a organização do trabalho dos sacerdotes e dos levitas, que eram os encarregados do culto. Davi é apresentado como o homem que planejou o Templo e o culto, embora tivesse sido Salomão quem veio a construir o Templo. Conteúdo Genealogias e listas (caps. 1 – 9) A morte de Saul (cap. 10) O reinado de Davi (caps. 11 – 29) 1. Dificuldades e conquistas (11:1 – 22:1) 2. Preparativos para a construção do Templo (22:2 – 29:25) 3. A morte de Davi (29:26 – 30) Livro de II Crônicas II Crônicas continua a história que é contada em I Crônicas. O livro começa com o reinado de Salomão (de 970 a 931 a.C.) e termina com o decreto de Ciro em 538 a.C., que permitiu a volta do povo de Israel para Jerusalém. Conteúdo O reinado de Salomão (caps. 1 – 9) 1. Os primeiros anos (cap. 1) 2. A construção do Templo (2:1 – 7:10) 3. Os últimos anos (7:11 – 9:31) A revolta das tribos do Norte (cap. 10) Os reis de Judá (11:1 – 36:12) A conquista de Jerusalém (36:13 – 21) O decreto de Ciro (36:22 – 23) Livro de Esdras Esdras e Neemias foram escritos como um só livro, chamado de Esdras. Jerônimo, que, no quarto século d.C., traduziu a Bíblia para o latim (a assim chamada Vulgata), dividiu o livro em dois, chamando um de I Esdras e o outro de II Esdras. Mais tarde a Bíblia Hebraica e a antiga versão grega, a Septuaginta, adotaram a mesma divisão. Hoje, os libros são conhecidos como Esdras e Neemias.

O livro de Esdras dá continuidade à história que aparece nos Livros das Crônicas. Conta como alguns judeus que estavam na Babilônia como prisioneiros voltaram para Jerusalém, reconstruíram o Templo e começaram, outra vez, a adorar o Senhor em Jerusalém. Isso aconteceu por volta de 515 a.C. O livro conta essa história em três etapas: 1) Em resposta ao decreto de Ciro, um primeiro grupo de exilados voltou da Babilônia para Jerusalém (caps. 1 -2). 2) O Templo foi reconstruído e inalgurado, e a adoração a Deus recomeçou em Jerusalém (caps. 3 – 6). 3) Uns sessenta anos mais tarde, um grupo de uns mil e quinhentos judeus, liderados por Esdras, voltou a Jerusalém. Esdras reorganizou a vida religiosa e social para preservar a integridade espiritual do povo de Deus (caps. 7 – 10). Conteúdo O primeiro grupo volta da Babilônia (caps. 1 – 2) O Templo é reconstruído e inaugurado (caps. 3 – 6) Esdras volta com outro grupo (caps. 7 – 10) Livro de Neemias O herói deste livro é Neemias. Ele era o copeiro de Artaxerxes, o rei da Pérsia, e conseguiu licença para voltar a Jerusalém a fim de reconstruir as muralhas da cidade. Durante os seus doze anos como governador da terra de Judá (Ne 5:14), Neemias reconstruiu as muralhas de Jerusalém e realizou uma série de reformas religiosas e sociais entre o povo. Ele dependia totalmente de Deus e, muitas vezes, orava pedindo a ajuda de Deus (Ne 1:5 – 10). Conteúdo A volta para Jerusalém (caps. 1 – 2) As muralhas de Jerusalém sã reconstruídas (caps. 3 – 7) A Lei é lida, e o povo assina um acordo (caps. 8 – 10) Outras atividades de Neemias (caps. 11 – 13) Livro de Ester Quando o rei Ciro, em 538 a.C., permitiu a volta dos judeus para a sua terra, muitos aproveitaram a oportunidade. Para eles tinha terminado o cativeiro na Babilônia. No entanto, muitos continuaram vivendo em países distantes, onde a vida não era fácil, e muitos eram os perigos. Não raras vezes, os judeus foram perseguidos por aqueles que queriam acabar com eles. O livro de Éster foi escrito para mostrar que Deus protege o seu povo, animando, assim, os milhares de judeus que viviam espalhados pelo mundo. Além disso, o Livro de Éster também foi escrito para contar como começou a Festa de Purim. Essa Festa, que é comemorada pelos judeus até hoje, não é uma das festas religiosas previstas na Lei de Moisés. Surgiu no tempo de Xerxes, rei da Pérsia (486 a 465 a.C.), e é a festa da vitória dos judeus contra os seus inimigos. Conteúdo Éster se torna rainha (caps. 1 – 2) Hamã planeja a morte dos judeus (caps. 3 – 5) Hamã é denunciado e morto (caps. 6 – 7) Os judeus acabam com os seus inimigos (8:1 – 9:19) A Festa de Purim (9:20 – 10:3)

Aula: Versículo Chave:

Livros de Sabedoria e Poéticos Jr 18:18 Livros de Sabedoria e Poéticos

Data:

10 de Dezembro de 2006

No AT, logo depois de Éster, que é o último livro histórico, estão agrupados, em número de cinco, os livros de Sabedoria e os Poéticos: Jô, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cântico dos Cânticos. Os Livros de Sabedoria são Jô, Provérbios e Eclesiastes. Esses Livros tem como objetivo discutir o porquê das coisas e ensinar as pessoas a viverem corretamente e terem sucesso ao encararem as mais variadas circunstâncias da vida. Sacerdotes, profetas e sábios formavam a força de orientação espiritual do povo de Israel. Os sacerdotes e os profetas cuidavam do aspecto religioso da vida; os sábios explicavam o porquê das coisas e tratavam da parte prática da vida. Assim está escrito em Jeremias 18:18: “Sempre haverá sacerdotes para nos ensinar, sábios para nos dar conselhos e profetas para anunciar a mensagem de Deus”. Várias formas literárias são empregadas na literatura de sabedoria. Livro de Jó O Livro de Jó tem três pequenos trechos em prosa (caps. 1 – 2; 32:1 – 6; 42:7 – 16); o resto do livro está escrito em forma de poesia. Nesse livro conta-se a história dos sofrimentos de um homem bom, honesto e fiel a Deus. Por sugestão que Satanás faz a Deus, Jó perde, de uma hora para outra, riqueza, filhos e filhas e é vítima de uma doença da pele, dolorosa e nojenta. No fim da história, Deus repreende os amigos de Jó por não terem entendido a razão do seu sofrimento e por haverem defendido idéias erradas a respeito dele, Deus. E Deus muda a situação de Jó, abençoando-o mais do que no começo da história. Conteúdo Cena inicial (caps. 1 – 2) 1. Jó e sua família (1:1 – 5) 2. Deus, Satanás e Jó (1:6 – 2:10) 3. Jó e os seus amigos (2:11 – 13) Diálogos entre Jó e os seus amigos (caps. 3 – 31) 1. Primeiro diálogo (caps. 3 – 14) 2. Segundo diálogo (caps. 15 – 21) 3. Terceiro diálogo (caps. 22 – 27) 4. Elogio da sabedoria (cap. 28) 5. Defesa fina de Jó (caps. 29 – 31) As falas de Eliú (caps. 32 – 37) Diálogo final entre Deus e Jó (38:1 – 42:6) 1. Primeira resposta de Deus a Jó (38:1 – 40:2) 2. Primeira resposta de Jó a Deus (40:3 – 5) 3. Segunda resposta de Deus a Jó (40:6 – 41:34) 4. Última resposta de Jó a Deus (42:1 – 6) Cena final (42:7 – 17) 1. Os três amigos de Jó (42:7 – 9) 2. Jó e a sua nova família (42:10 – 17) Livro de Salmos Salmos é o livro de hinos e de orações do povo de Israel antigo. A maioria dos Salmos foi escrita e musicada para uso no Templo, nas reuniões de adoração. Em hebraico, o seu título é “Livro de Louvores”. A palavra “Salmo” é de origem grega e quer dizer “canção” ou “hino”. Dá-se o nome de “Saltério” à coleção completa dos Salmos. Os Salmos foram escritos por diferentes autores, durante um período de mais ou menos setecentos anos, entre os anos 1000 e 300 a.C. Depois de um longo processo de composição, uso e seleção, resultou uma coleção final de 150 Salmos, aceita pelo povo de Israel. Essa coleção abre a terceira divisão da Bíblia Hebraica (Lc 24:44). Assim como a Lei (Pentateuco) tem cinco livros, assim também o Saltério está dividido em cinco livros: 1 – 41, 42 – 72, 73 – 89, 90 – 106 e 107 – 150. Cada uma dessas divisões termina com uma doxologia, uma expressão de louvor a Deus: 41:13; 72:18-19; 89:52; 106:48; 150:1-6. O Sl 150 serve como doxologia final para todo o Saltério. Dentro dessas cinco divisões há algumas coleções menores, como os “Salmos de Asafe” (73-83), os “Salmos do Grupo de Corá” (42; 44-49), as “Canções de Peregrinos” (120-134) e os “Salmos de Aleluia” (146150), que começam e terminam com a palavra “Aleluia”, que quer dizer “Louvem ao Senhor” (104-106; 111117, menos 114; 135; 146-150).

Alguns Salmos são repetidos: 9 14 é igual ao 53, sendo que no primeiro, aparece o nome “Senhor” e, no segundo, “Deus”. O Sl 70 é repetido em 40:13-17. E o 108 é composto de 57:5-11 e 60:5-12. O Sl 18 se encontra também em 2Sm 22:1-51; o Sl 96, em 1Cr 16:23-33; e o Sl 105:1-15, em 1Cr 16:8-22. De acordo com o seu propósito e com o seu conteúdo, os Salmos podem ser classificados da seguinte forma: Súplicas, Hinos (de louvor, de ação de graças, de confiança e de Sião), Salmos para o Rei, Salmos de Deus-Rei, Canções de Peregrinos, Salmos de Sabedoria, Salmos para o Culto, Salmos Históricos, Salmos Escatológicos e Salmos Alfabéticos). Conteúdo Os Salmos estão agrupados em cinco livros, assim: Primeiro Livro – Salmos 1 – 41 Segundo Livro – Salmos 42 – 72 Terceiro Livro – Salmos 73 – 89 Quarto Livro – Salmos 90 – 106 Quinto Livro – Salmos 107 – 150 Livro de Provérbios Provérbios é um livro de sabedoria prática. Trata de assuntos de moral, de bom senso, da maneira correta de proceder e de religião. Provérbio é um ditado breve, fácil de lembrar e decorar, que resume uma verdade básica ou uma lição de vida. Há dois tipos de provérbios. Uns são de declaração, e outros são de conselho. Conteúdo Introdução (1:1 – 7) Primeira coleção: elogio à Sabedoria (1:8 – 9:18) 1. Conselhos da Sabedoria (1:8 – 2:22) 2. Sabedoria para os moços (3:1 – 20) 3. Orientação para a vida (4:1 – 7:27) 4. Elogio à Sabedoria (8:1 – 31) 5. A Sabedoria e a falta de juízo (9:1 – 18) Segunda coleção: provérbios de Salomão (10:1 – 22:16) Terceira coleção: trinta provérbios dos sábios (22:17 – 24:22) Quarta coleção: outros provérbios dos sábios (24:23 – 24) Quinta coleção: outros provérbios de Salomão (25:1 – 29:27) Sexta coleção: palavras de Agur (30:1 – 33) Sétima coleção: palavras do rei Lemuel (31:1 – 9) O rei ideal (31:1 – 9) A esposa ideal (31:10 – 31) Livro de Eclesiastes Na Septuaginta, este livro é intitulado Eclesiastes, que traduz a palavra hebraica Qoheleth. Essa palavra dá a idéia de um orador (o Sábio), que fala a uma reunião de pessoas. Este livro dá a entender que seu autor é o rei Salomão (1:1, 12, 16; 2:4-9; 12:9), embora algumas passagens sugiram que o autor seja um cidadão comum (4:1-2; 5:8-9; 8:2-4; 10:20). O texto hebraico de Eclesiastes contém palavras aramaicas e persas. Por isso, muitos estudiosos da Bíblia sugerem que um autor anônimo, que viveu entre 450 e 200 a.C., escreveu este livro usando o nome de Salomão. Conteúdo Tudo é ilusão (1:1 – 2:26) 1. A vida (1:1 – 11) 2. Fama (1:12 – 18) 3. Prazeres (2:1 – 3) 4. Bens e riquezas (2:4 – 11) 5. Sabedoria (2:12 – 17) 6. Conclusão (2:18 – 26) Tempo para tudo (3:1 – 15) Lições da experiência (3:16 – 6:12) 1. A injustiça no mundo (3:16 – 4:3) 2. A ilusão do sucesso (4:4 – 6) 3. A vida solitária (4:7 – 12) 4. A ilusão do poder (4:13 – 16) 5. O cumprimento de promessas (5:1 – 7)

6. A ilusão das riquezas (5:8 – 6:9) 7. Conclusão (6:10 – 12) Pensamentos a respeito desta vida (7:1 – 12:8) 1. Provérbios de sabedoria (7:1 – 8:1) 2. Obediência ao rei (8:2 – 8) 3. Os bons e os maus (8:9 – 9:12) 4. A sabedoria e a tolice (9:13 – 10:20) 5. Conselhos para a vida prática (11:1 – 12:8) a. Para todos (11:1 – 8) b. Para os jovens (11:9 – 12:8) Conclusão final (12:9 – 14) Livro de Cântico dos Cânticos Cântico dos Cânticos é uma coleção de canções, nas quais dois noivos apaixonados manifestam os seus sentimentos de amor mútuo. Essas canções foram compostas para serem cantadas em festas de casamento. Uma festa de casamento durava geralmente uma semana (Gn 29:27; Jz 14:12-13, 17), durante a qual eram cantadas canções de amor (Jr 25:10; 33:11). Este livro ensina que é belo e digno o amor que une um homem e uma mulher, de modo que “os dois se tornam uma só pessoa” (Gn 2:24). Cântico dos Cânticos faz parte da Bíblia porque trata da pureza e da santidade do casamento, que foi instituído por Deus no éden. Em geral, as pessoas consideram a infidelidade uma coisa sem importância, mas o verdadeiro amor permanece fiel, apesar de todas as dificuldades e tentações. Alguns judeus interpretam este livro como se falasse de Deus como o esposo do seu povo (Os 2:16-20). Alguns cristãos entendem que o livro é uma espécie de figura que representa o relacionamento entre Cristo, o noivo, e a igreja, a noiva (Ef 6:21-33, Ap 21:2,9). Conteúdo Primeira canção: Lábios de beijos (1:1 – 2:7) Segunda canção: A voz do meu amor (2:8 – 3:5) Terceira canção: A liteira de Salomão (3:6 – 5:1) Quarta canção: O meu coração estava acordado (5:2 – 6:3) Quinta canção: Você é bonita (6:4 – 8:4) Sexta canção: De braço dado com o seu querido (8:5 – 14)

Aula: Versículo Chave:

Livros Proféticos Livros Proféticos

Data:

17 de Dezembro de 2006

Os profetas formam a segunda parte ou divisão da Bíblia Hebraica, ao lado da Lei, que é a primeira, a dos Escritos, que são a última. No cânon hebraico, os Profetas são subdivididos em dois grupos de livros: os “profetas anteriores” e os “profetas posteriores”. Os livros de Josué, Juizes, I e II Samuel e I e II Reis formam os “profetas anteriores”. Correspondem ao que chamamos de “livros históricos”. Os livros de Rute e I e II Crônicas, que para nós também fazem parte deste grupo de livros, aparecem entre os Escritos, a terceira parte do cânon hebraico. Os “profetas posteriores” são os que comumente chamamos de “profetas”. Aqui, entram os três “profetas maiores”, Isaías, Jeremias e Ezequiel, e “O Livro dos Doze”, de Oséias a Malaquias. O Livro dos Doze também é conhecido como “profetas menores”. “Maiores” e “menores” tem a ver com o tamanho do livro, não com a importância do profeta ou do livro. Na Septuaginta, que é a tradução grega do AT, feita ainda antes de Cristo, bem como na maioria das traduções da Bíblia em português, os livros de Lamentações e Daniel aparecem entre os profetas. Na Bíblia hebraica, esses dois livros estão entre os Escritos. Hoje em geral se pensa que um profeta é uma pessoa que consegue prever o futuro. Com os profetas bíblicos era diferente. Eles também anunciaram o que iria acontecer no futuro, mas este não era o aspecto mais importante da atividade deles. Acima de tudo, um profeta estava a serviço da aliança que Deus havia ffeito com o seu povo. A nossa palavra “profeta” vem de uma palavra grega que significa alguém que fala em nome de um deus, interpretando a vontade dele para os seres humanos. No AT, são usadas várias palavras para designar um profeta: “homem de Deus” (1Rs 17:18, 24), “profeta” (1Rs 13:1) e “vidente” (1Sm 9:9-11). A palavra “vidente” sugere uma pessoa que consegue ver ou discernir o que outros não conseguem. Com o passar do tempo, como mostra a passagem de 1Sm 9:9-11, o termo preferido veio a ser mesmo “profeta”. O termo hebraico para profeta (nabi) se origina, aparentemente, de uma palavra acadiana que significa “chamado”. Não está bem claro se o termo hebraico é passivo (significando “alguém que é chamado por alguém”) ou ativo (significando “alguém que chama alguém”). Para se saber mais a respeito do que fazia um profeta bíblico, é preciso ler os próprios textos bíblicos, começando por Dt 34:10-12, onde se fala sobre o profeta Moisés. Algumas passagens do AT (1Sm 3; Is 6; Jr 1:3-9; Ez 2-3; Am 7:14-15) mostram profetas recebendo um chamado especial de Deus. Os profetas tinham a certeza de que suas palavras não eram deles próprios e, sim, revelação de Deus (1Sm 3:19-21; 1Rs 22:19; Jr 1:9, 12; Am 1:3, 3:7). Nos primeiros tempos, profetas, muitas vezes, tinham experiências “extáticas”, isto é, entravam num estado de êxtase (1Sm 10:10, 13). Essas experiências eram atribuídas ao poder do Espírito de Deus (Nm 11:24-29; 1Sm 19:19-24). Mas também profetas que vieram tempos depois afirmavam que o Espírito de Deus estava neles ou os dominava, dando-lhes poder (Ez 2:2, 11:5; Mq 3:8). Ao que parece, as mensagens dos profetas eram inicialmente mensagens faladas que logo foram colocadas por escrito, seja em separado ou já em pequenas coleções. O caso de Jeremias é esclarecedor, como se vê em Jr 36. Outras vezes a mensagem era colocada por escrito como uma medida de emergência, quando o profeta não podia anunciar pessoalmente a mensagem. Am 7:12 e Jr 36:4-6 podem se referir a casos assim. Colocar por escrito também podia, às vezes, ter o propósito de autentica uma profecia referente ao futuro. Is 30:8 e Jr 30:1-3 podem ser exemplos disso. Por fim, houve a necessidade de preservar profecias quando parecia que um desastre político ou militar estava para acontecer. Isso poderia explicar por que as primeiras profecias escritas datam do tempo da invasão assíria, no século 8 a.C. PROFETAS MAIORES Livro de Isaías O profeta Isaías atuou em Jerusalém a partir do ano da morte do rei Uzias, por volta de 740 a.C. Ele ainda estava ativo durante o reinado de Ezequias (Is 36:1), quando os assírios, em 701 a.C., invadiram o Reino de Judá. O pouco que se sabe a respeito da vida pessoal de Isaías tem a ver com a atividade dele como profeta. Ao que parece, ele tinha livre trânsito no palácio dos reis de Judá, numa época em que a Assíria estava começando a virar um grande Império. Isaías aparece como conselheiro do rei Acaz quando a Síria e Israel ameaçaram invadir Judá no ano de 734 a.C. (Is 7:1-16). Quando, por volta de 711 a.C., nações vizinhas planejaram uma revolta contra os assírios, Isaías ando meio nu e descalço pelas ruas durante três anos para advertir o rei Ezequias contra a participação nesse projeto (Is 20). Mais tarde, também atuou como conselheiro de Ezequias durante o ataque dos assírios contra Judá, em 701 a.C. (Is 37). O nome “Isaías” quer dizer: “o Senhor salva”. Isaías, que foi, talvez, o maior de todos os profetas escritores, era casado e tinha pelo menos dois filhos: Sear-Jasube e Maer-Salal-Hás-Baz. Esses nomes eram simbólicos, ou seja, faziam parte da mensagem que o profeta tinha a anunciar. Sear-Jasube em hebraico, esse

nome quer dizer: “uns poucos voltarão” (Profecia contra o rei Acaz, que podia ser interpretada como promessa ou como ameaça (Is 7:3; Is 10:22)); Maer-Salal-Hás-Baz em hebraico, esse nome quer dizer: “Furto-RápidoRoubo-Veloz” (Profecia de destruição de Damasco e de Samaria (Is 8:3, 4)). Conteúdo Advertências e promessas (1:1 – 12:6) Deus julga as nações (13:1 – 23:18) Deus julga o mundo e salva o seu povo (24:1 – 27:13) Novas advertências e promessas (28:1 – 33:24) Castigo e restauração (34:1 – 35:10) O rei Ezequias e os assírios (36:1 – 39:8) Mensagens de conforto e encorajamento (40:1 – 55:13) Vida e responsabilidades na Jerusalém restaurada (56:1 – 66:24) Livro de Jeremias O profeta Jeremias era da família de sacerdotes que morava em Anatote (Jr 1:1). Ele começou a anunciar mensagens de Deus no ano de 627 a.C. e morreu por volta de 580 a.C., provavelmente no Egito. Avisou o povo de Judá que uma terrível desgraça ia cair sobre eles como castigo pelos pecados deles. Além de servirem outros deuses, havia um falso sentimento de segurança derivado do fato de que o Templo do Senhor estava entre eles (Jr 7:1-15). Jeremias ainda vivia quando as suas profecias se cumpriram. Ele estava presente quando o rei Nabucodonosor, em 586 a.C., destruiu a cidade de Jerusalém, incendiou o Templo e levou como prisioneiros para a Babilônia o rei de Judá e grande parte do povo. Jeremias amava profundamente o seu povo. Não era por prazer, mas por obrigação, que ele anunciava que Deus ia castigar o seu povo. Além disso, as autoridades e o povo não receberam bem as mensagens de Jeremias. Ele foi rejeitado, perseguido e até preso. Deus pediu a ele que não casasse nem tivesse filhos, fazendo da própria vida do profeta um aviso para o povo (Jr 16:1-13). Em vários momentos, Jeremias queixouse de sofrer pelo fato de ser profeta de Deus (Jr 20:7-9), em especial nas chamadas “confissões” (Jr 11:1823). Pediu a Deus que o vingasse daqueles que o estavam perseguindo (Jr 11:20; 15:15; 17:18). Falou sobre a dor e a tristeza que sentia por causa do povo (Jr 4:19-22), que era também a dor e a tristeza de Deus (Jr 12:713). Amaldiçoou o dia em que nasceu (Jr 20:14-18) e chegou até o ponto de acusar Deus de ter enganado o povo (Jr 4:10). Mas, apesar de tudo, Jeremias continuou seu trabalho, pois a palavra de Deus era como um fogo no seu coração, e ele não podia ficar calado (Jr 20:9). Conteúdo A chamada de Jeremias (cap. 1) Mensagens dos tempos de vários reis (caps. 2 – 25) Episódios da vida de Jeremias (caps. 26 – 45) Mensagens contra as nações (caps. 46 – 51) A conquista de Jerusalém (cap. 52) Livro de Lamentações de Jeremias Lamentações é uma coleção de cinco poemas nos quais se chora a conquista e a destruição da cidade de Jerusalém pelos babilônios, ocorrida em 586 a.C. O país havia sido arrasado, e o povo havia sido levado prisioneiro. Para se ter uma idéia do que aconteceu em Jerusalém naquele ano, é necessário ler 2Rs 24:18 – 25:21 e as passagens paralelas de 2Cr 36:11-21 e Jr 52:1-27. Embora a nota dominante desse livro seja a tristeza, não deixa de haver nele expressões de confiança em Deus e de esperança no futuro. Para lembrar a destruição do Templo em 586 a.C. e também a destruição do novo Templo pelos romanos em 70 d.C., o Livro de Lamentações é lido em voz alta até hoje pelos judeus ortodoxos no nono dia de abe, o quinto mês do calendário hebraico, que corresponde a julho-agosto. O livro de Lamentações foi escrito entre a conquista de Jerusalém em 586 a.C. e o decreto de Ciro, imperador da Pérsia, que, em 538 a.C., permitiu a volta dos judeus à sua pátria (Ed 1). Alguns estudiosos, baseados numa tradição antiga registrada na Septuaginta, apontam Jeremias como sendo o autor de Lamentações (2Cr 35:25). Outros estudiosos acham que o autor é desconhecido. Conteúdo Primeiro poema: As tristezas de Jerusalém (cap. 1) Segundo poema: Deus castiga Jerusalém (cap. 2) Terceiro poema: Castigo, arrependimento e esperança (cap. 3) Quarto poema: Jerusalém arrasada (cap. 4) Quinto poema: Oração pedindo misericórdia (cap. 5)

Livro de Ezequiel Em 598 a.C., o rei Nabucodonosor da Babilônia cercou a cidade de Jerusalém e levou como prisioneiros para a Babilônia o rei Joaquim e os cidadãos mais importantes da cidade (2Rs 24:8-16). Entre os prisioneiros que foram levados para a Babilônia estava o sacerdote Ezequiel (Ez 1:1). Na Babilônia, Deus o chamou para ser profeta (caps. 1-3). No quinto ano do seu cativeiro, ou seja, em 593 a.C., Ezequiel teve a sua primeira visão (Ez 1:1). Ele recebeu a última mensagem de Deus uns vinte anos mais tarde, em 571 a.C. (Ez 29:17), quinze anos depois da destruição de Jerusalém e do Templo (2Rs 25:1-17). As mensagens de Deus anunciadas por Ezequiel se dirigiam aos judeus que estavam na Babilônia e também aos moradores de Jerusalém e de todo o Reino de Judá. Não é possível dizer quando o livro foi escrito. Tudo indica que foi o próprio Ezequiel quem o escreveu; ao que parece, na Babilônia. Conteúdo Chamada de Ezequiel (caps. 1 – 3) Castigo de Jerusalém (caps. 4 – 24) Castigo das nações (caps. 25 – 32) Promessas de Deus ao seu povo (caps. 33 – 37) Condenação de Gogue (caps. 38 – 39) O futuro Templo e a futura terra de Israel (caps. 40 – 48) Livro de Daniel O livro de Daniel foi escrito num tempo quando os judeus estavam sendo oprimidos e perseguidos por povos pagãos. O livro é chamado de “apocalíptico” porque trata de acontecimentos relacionados com o fim do mundo. Esses acontecimentos são revelados ao profeta por meio de visões e sonhos (caps. 7-12). O profeta procura explicar ao povo de Deus por que eles estão sendo perseguidos e, ao mesmo tempo, ele os exorta a serem fiéis a Deus. Pois virá o dia em que Deus acabará com o domínio dos pagãos, e, mais uma vez, Israel será uma nação livre e independente. Na Bíblia Hebraica (Tanak), o livro de Daniel não aparece entre os Profetas (Nebiim), mas com os Escrito (Ketubim). A maior parte do livro foi escrita em hebraico; mas de 2:4 a 7:28 o livro foi escrito em aramaico. Ninguém sabe ao certo por que isso é assim. Conteúdo Histórias de Daniel e dos seus três companheiros (caps. 1 – 6) As visões de Daniel (caps. 7 – 12) 1. Os quatro monstros (cap. 7) 2. O carneiro e o bode (caps. 8 – 9) 3. O mensageiro do céu (caps. 10 – 11) 4. O tempo do fim (cap. 12) PROFETAS MENORES Livro de Oséias Oséias é o primeiro dos últimos doze livros do AT, que são chamados de “Os Profetas Menores”. Isto não quer dizer que esses livros sejam menos importantes, mas que são mais curtos dos que os livros dos outros grandes profetas, Isaías, Jeremias e Ezequiel. O nome “Oséias” em hebraico quer dizer “ele (o Senhor) salva” ou “ele ajuda”. Oséias profetizou durante uns vinte anos, isto é, mais ou menos de 750 a 730 a.C., começando uns cinco anos antes do fim do reinado de Jeroboão II, rei de Judá (783 a 743 a.C.), e terminando uns cinco anos antes da conquista de Samaria, a capital do Reino do Norte, pelos assírios em 722 a.C. Ele anunciou as mensagens de Deus ao povo de Israel, o Reino do Norte, mas incluiu também o povo de Judá, o Reino do Sul (Os 1:7, 11; 4:15; 5:5, 10, 12-14; 6:4, 11; 8:14; 10:11-12; 12:2). Conteúdo Oséias, a sua esposa e os seus filhos (caps. 1 – 3) Mensagens para Israel e Judá (caps. 4 – 13) Apelo ao arrependimento e promessa de salvação (14:1 – 8) Conclusão (14:9)

Livro de Joel O profeta Joel anunciou a mensagem de Deus ao povo de Judá, o Reino do Sul. Nada se sabe a respeito dele ou do tempo em que ele profetizou. Conteúdo A praga de gafanhotos e a seca (1:1 – 2:17) Deus promete abençoar novamente o seu povo (2:18 – 27) O Dia do Senhor (2:28 – 3:21) Deus derramará o seu Espírito sobre o seu povo (2:28 – 32) Deus julgará todas as nações (3:1 – 15) Deus morará em Jerusalém com o seu povo (3:16 – 21) Livro de Amós Amós era pastor de ovelhas em Tecoa, pequena cidade de Judá, o Reino do Sul, mas foi chamado por Deus para anunciar a sua mensagem em Israel, o Reino do Norte. Isso foi lá pelo ano 750 a.C., quando Jeroboão II era rei de Israel e Uzias era rei de Judá. Durante o longo reinado de Jeroboão II (783 – 743 a.C.), Israel expandiu o seu território e se tornou uma nação rica e próspera (2Rs 14:23-29). Mas, no meio dessa prosperidade e luxo, havia ganância, opressão, suborno, exploração, falsa religião e desprezo total pela justiça. São justamente esses pecados que Amós denuncia nas suas mensagens. Ao que parece, Amós anunciou a maioria das suas mensagens em Betel, importante centro religioso situado em Israel (Am 3:14; 7:13), e também em Samaria, a capital do país (Am 4:1). Conteúdo Introdução (1:1 – 2) Castigo das nações vizinhas (1:3 – 2:5) 1. Síria (1:3 – 5) 2. Filistéia (1:6 – 8) 3. Tiro (1:9 – 10) 4. Edom (1:11 – 12) 5. Amom (1:13 – 15) 6. Moabe (2:1 – 3) 7. Judá (2:4 – 5) Castigo de Israel (2:6 – 3:2) Acusações e julgamentos (3:3 – 6:14) Visões de castigo (7:1 – 9:10) Livro de Obadias Edom, situado a sudeste de Judá, era o país onde moravam os edomitas, descendentes de Esaú, irmão de Jacó. Quando Jerusalém, a capital de Judá, foi conquistada pelos babilônios em 586 a.C., os edomitas não somente se alegraram com a derrota dos israelitas, mas também ajudaram o inimigo e aproveitaram a oportunidade para roubar os bens dos moradores de Jerusalém (13). O profeta Obadias denuncia o pecado dos edomitas e anuncia que seriam castigados e derrotados junto com os outros povos inimigos do povo de Deus. Conteúdo O castigo de Edom (1 – 14) O Dia do Senhor (15 – 18) A vitória de Israel (19 – 21) Livro de Jonas O livro de Jonas conta a história de um profeta desobediente e sem compaixão. A história é simples e inesquecível. No início, o profeta desobedece a Deus e põe em risco a vida de muitos marinheiros não-judeus. Mais tarde, quando, finalmente, proclama aos ninivitas uma mensagem de julgamento e castigo, fica com raiva e aborrecido quando Deus muda de idéia e não os castiga. Ele fica tão zangado, que quer morrer (Jn 4:8 – 9). São justamente esses não-judeus – os marinheiros e os ninivitas – que voltam para o Senhor, o Deus dos judeus, e recebem a sua aprovação. A diferença entre este judeu e os não-judeus não poderia ser maior. A lição é óbvia: o povo de Deus inclui não somente o povo de Israel, mas também todos os não-judeus que se arrependem e se voltam para o Senhor (Jn 1:16; 3:10; 4:10-11). Jesus usou essa história como símbolo da sua ressurreição e como um exemplo da necessidade de arrependimento (Mt 12:38-41; Lc 11:29-30, 32).

Conteúdo Jonas foge de Deus (cap. 1) A oração de Jonas (cap. 2) Jonas em Nínive (cap. 3) A raiva de Jonas e a misericórdia de Deus (cap. 4) Livro de Miquéias Miquéias foi um dos grandes profetas do oitavo século a.C. Ele viveu na mesma época dos profetas Isaías, Oséias e Amós. Natural de uma pequena cidade de Judá, o Reino do Sul, ele viu que Judá corria o perigo de sofrer o mesmo castigo que Israel, o Reino do Norte, havia sofrido em 722 a.C. Miquéias fala contra os pecados do povo de Judá e de Israel. Mas ele também fala sobre a misericórdia de Deus: o Deus que julga e castigo o seu povo é o Deus que perdoa e salva (Mq 7:18-20). Conteúdo O julgamento de Israel e de Judá (caps. 1 – 3) Salvação e paz (caps. 4 – 5) Mensagens de condenação e de esperança (caps. 6 – 7) Livro de Naum O livro de Naum é uma poesia sobre a queda de Nínive, a capital da Assíria. Durante uns cento e cinqüenta anos, a Assíria havia dominado os países do Oriente Médio, mas em 612 a.C., os babilônios conquistaram Nínive. O profeta Naum vê a queda da cidade como o castigo que Deus manda sobre um povo perseguidor e cruel que, em 722 a.C., havia conquistado Samaria, a capital do Reino do Norte, e levado os israelitas como prisioneiros para a Assíria. A linguagem do profeta é brilhante, e, por meio de várias figuras, ele descreve o cerco e a queda da grande e poderosa cidade. Conteúdo O julgamento de Deus contra Nínive (cap. 1) A cidade é cercada e conquistada (cap. 2) Lamentações sobre a cidade (cap. 3) Livro de Habacuque Este livro registra, em grande parte, as queixas do profeta Habacuque, que viveu no sétimo século a.C., numa época em que os babilônios estavam se tornando o Império mais poderoso daquela parte do mundo. Habacuque não entende como pode haver tanta maldade e injustiça em seu país. Ele também não entende por que Deus tolera os babilônios, um povo mau e cruel que ameaça conquistar as terras de outros povos. Será que Deus não se importa com tudo isso? E Deus responde às perguntas do profeta. Conteúdo As queixas de Habacuque e as respostas de Deus (1:1 – 2:4) Os babilônios serão castigados (2:5 – 20) Oração de louvor a Deus (cap. 3) Livro de Sofonias O profeta Sofonias proclamou as suas mensagens quando Josias era rei de Judá, o Reino do Sul (640 – 609 a.C.). Josias fez uma profunda reforma religiosa em Jerusalém, começando em 622 a.C. (2Rs 22:1 – 23:27), e tudo indica que as profecias de Habacuque, condenando os pecados das autoridades e do povo em geral, foram transmitidas antes da reforma de Josias. Deus estava pronto para castigar não somente o seu povo, mas também as nações vizinhas. Conteúdo O dia da ira do Senhor (1:1 – 18) Convite ao arrependimento (2:1 – 3) O castigo das nações vizinhas (2:4 – 15) O castigo e a salvação de Jerusalém (3:1 – 13) Cântico de louvor (3:14 – 20)

Livro de Ageu Em 520 a.C., o profeta Ageu anunciou cinco mensagens de Deus a respeito da reconstrução do Templo em Jerusalém. As mensagens eram para Zorobabel, o governador de Judá (Ag 2:21), e para Josué, o Grande Sacerdote. O Templo havia sido destruído em 586 a.C. pelos babilônios, e o povo tinha sido levado para o cativeiro na Babilônia. Em 536 a.C., Ciro II, rei da Pérsia, que havia derrotado os babilônios, deixou que os judeus voltassem a Jerusalém e reconstruíssem o Templo. Mas somente dezesseis anos mais tarde, em 21 de setembro de 520 a.C. (Ag 1:15), é que começaram, de fato, a trabalhar. O trabalho levou cinco anos, e, em 515 a.C., o novo Templo foi inaugurado (Ed 6:13-18). Conteúdo Deus ordena a reconstrução do Templo (1:1 – 11) O povo começa a reconstrução (1:12 – 15) Deus fala sobre a beleza do novo Templo (2:1 – 9) Deus condena o pecado do povo (2:10 – 14) Deus promete abençoar o povo (2:15 – 19) A promessa de Deus a Zorobabel (2:20 – 23) Livro de Zacarias O livro de Zacarias se divide em duas partes: 1) Os caps. 1-8 relatam as visões e as profecias que Deus deu a Zacarias, um profeta que estava entre os israelitas que voltaram para Jerusalém do cativeiro na Babilônia. 2) Os caps. 9-14 são uma coleção de mensagens a respeito do rei escolhido por Deus e do Dia do Senhor. Conteúdo Mensagens de condenação e de esperança (1:1 – 8:23) O castigo das nações vizinhas (9:1 – 8) O rei escolhido por Deus (9:9 – 11:17) A libertação de Jerusalém e o Dia do Senhor (12:1 – 14:21) Livro de Malaquias O nome Malaquias (em Hebaico: Malachi) quer dizer “o meu mensageiro”. Esse profeta anunciou as mensagens de Deus ao povo de Judá depois de haver sido reconstruído o Templo de Jerusalém (Ml 3:10). O povo não estava obedecendo às leis de Deus, e era necessário que eles abandonassem os seus pecados e as suas maldades, pois, em breve, viria o grande e terrível Dia do Senhor. Nesse Dia, Deus castigaria os desobedientes e abençoaria os que fossem fiéis a ele. Conteúdo O amor do Senhor por Israel (1:1 – 5) O Senhor condena os sacerdotes (1:6 – 2:9) A desobediência do povo (2:10 – 16) O dia do juízo está chegando (2:17 – 3:5) O pagamento dos dízimos (3:6 – 12) A compaixão de Deus (3:13 – 18) O Dia do Senhor está chegando (4:1 – 6)

Calendário Hebraico/Judaico
No. Mês Hebraico Mês Hebraico No. Mês Ocidental Mês Ocidental

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12

Abibe ou Nisã Zive Sivã Tamuz Abe Elul Etanim ou Tisri Bul Quisleu Tebete Sebate Adar

03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 01 02

e e e e e e e e e e e e

04 05 06 07 08 09 10 11 12 01 02 03

Março e Abril Abril e Maio Maio e Junho Junho e Julho Julho e Agosto Agosto e Setembro Setembro e Outubro Outubro e Novembro Novembro e Dezembro Dezembro e Janeiro Janeiro e Fevereiro Fevereiro e Março

Quadro Histórico do Antigo Testamento PRÉHISTÓRIA 1. O princípio * A criação * Adão e Eva no jardim do Éden * Caim e Abel * Noé e o dilúvio * A torre de Babel 2. Os patriarcas * Nascimento de Abraão – 2160? 1950? * Nascimento de Isaque – 2060? 1850? * Nascimento de Jacó e Esaú – 2000? 1790? * Nascimento de José – 1909? 1699? 3. Israel no Egito e o êxodo * Migração dos filhos de Jacó com suas famílias para o Egito – 1870? 1650? * Os israelitas são escravizados no Egito – 1730? 1580? * Nascimento de Moisés – 1520? 1330? * Saída dos israelitas do Egito e início da sua peregrinação no deserto – 1440? 1280? 4. A conquista de Canaã e o período dos Juízes * Início da conquista da terra de Canaã, sendo os israelitas comandados por Josué – 1400? 1230? * Início do período dos juízes – 1370? 1200? 5. O Reino Unido * Reinado de Saul – 1050 a 1010 * Reinado de Davi – 1010 a 970 * Reinado de Salomão – 970 a 931 6. O Reino Dividido Judá (Reino do Sul) * Roboão – 931 a 913 * Abias – 913 a 911 * Asa – 911 a 870
Profetas Judá Profetas Israel

950 a.C.

1100 a.C.

1400 a.C.

1900 a.C.

2200 a.C.

Israel (Reino do Norte) * Jeroboão I – 931 a 910 * * * * * * Nadabe – 910 a 909 Baasa – 909 a 886 Ela – 886 a 885 Zinri – 885 Onri – 885 a 874 Acabe – 874 a 853

900 a.C.

* Josafá – 870 a 848 Elias Eliseu 850 a.C.

* Acazias – 853 a 852 * Jorão – 852 a 841

* * * *

Jeorão – 848 a 841 Acazias – 841 Atalia – 841 a 835 Joás – 835 a 796 Joel?

* Jeú – 841 a 814 * Jeoacaz – 814 a 798 * Jeoás – 798 a 783 * Jeroboão II – 783 a 743

800 a.C.

* Amazias – 796 a 781 * Uzias – 781 a 740 Isaías

Jonas Amós Oséias

750 a.C.

* Jotão – 740 a 736 Miquéias * Acaz – 736 a 716 * Ezequias – 716 a 687 Joel?

* * * * * * *

Zacarias - 743 Salum – 743 Menaém – 743 a 738 Pecaías – 738 a 737 Peca – 737 a 732 Oséias – 732 a 723 Queda de Samaria – 722

700 a.C.

7. Últimos anos do Reino de Judá Reis * Manasses – 687 a 642

Profetas * Obadias?

650 a.C.

* Amom – 642 a 640 * Josias – 640 a 609 * Joacaz - 609 * Jeoaquim – 609 a 598

* Jeremias * Naum * Sofonias * Daniel * Ezequiel * Habacuque?

600 a.C.

* Joaquim – 598 * Zedequias – 598 a 587 * Queda de Jerusalém – julho de 587 ou 586 8. O cativeiro e a restauração Acontecimentos * Habitantes de Judá levados para a Babilônia – 587 a 586 * Início do domínio persa – 539 * Ciro, o imperador da Pérsia, conquista a Babilônia – 539 * Ciro, o imperador da Pérsia, manda os judeus de volta para a sua terra. A Palestina fez parte do império Persa até 333 a.C. – 538 * Início da reconstrução do Templo – 520 * Reconstrução das muralhas de Jerusalém – 445 a 443 Profetas * Ageu * Zacarias * Obadias * Malaquias * Joel

550 a.C.

Aula: Versículo Chave:

O Novo Testamento O Novo Testamento

Data:

14 de Janeiro de 2007

Novo Testamento é o nome que se dá ao conjunto dos vinte e sete livros cristãos que fazem parte da Bíblia Sagrada. O adjetivo “novo” contrasta esta coleção de escritos cristãos com os trinta e nove livros da Bíblia Hebraica, que os cristãos chamam de “Antigo Testamento”. A palavra “testamento” quer dizer “aliança”. Deus havia feito uma aliança com o seu povo escolhido, o povo de Israel: eles seriam o seu povo, e ele seria o Deus deles (Gn 15:17-20; 17:1-14, 21; 28:10-15). Por meio do profeta Jeremias, Deus prometeu fazer uma nova aliança com o seu povo (Jr 31:31-34), e a sua promessa se cumpriu por meio de Jesus Cristo (Lc 22:20; Hb 9:15). Fazem parte do povo da Nova Aliança todos aqueles que aceitam e proclamam Jesus Cristo como seu Salvador e Senhor. Os primeiros seguidores de Jesus eram judeus, a exemplo do próprio Jesus. E todos eles tinham as Escrituras do Antigo Testamento como a sua Bíblia. Os escritores dos livros do Novo Testamento (“Nova Aliança”) usavam o Antigo Testamento para mostrar que, por meio de Jesus Cristo, Deus havia cumprido as promessas que ele havia feito ao seu povo. O próprio Jesus fez isso, como se vê claramente em Lc 24:25-37, 44-47. Todos os livros do Novo Testamento foram escritos em grego, o grego coinê (“comum”), que era falado em todo o Império Romano. E, quando os autores citavam o Antigo Testamento, eles se valiam da Septuaginta, a tradução das Escrituras Hebraicas para o grego que tinha sido feita no terceiro século antes de Cristo. Em vários lugares, a Septuaginta diverge do texto hebraico, como mostra, por exemplo, a citação do Sl 40:6 em Hb 10:5. Os títulos “Antigo Testamento” e “Novo Testamento” só começaram a ser usados pelos cristãos no fim do segundo século d.C. Os livros do Novo Testamento se dividem em quatro grupos: 1. Os quatro Evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas e João. 2. Um livro histórico: Atos dos Apóstolos. 3. As vinte e uma Cartas: a. Treze Cartas de Paulo: Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito e Filemom. b. A Carta aos Hebreus: Não traz o nome do autor. c. Sete Cartas Gerais: Tiago, 1 e 2 Pedro, 1, 2 e 3 João e Judas. 4. O Apocalipse. A Situação Política Quando Jesus nasceu, a terra de Israel fazia parte do Império Romano e era governada pelo rei Herodes, o Grande (47-4 a.C.). Depois da morte de Herodes (Mt 2:19-21), o reino foi dividido entre os seus filhos: Arquelau, tetrarca da Judéia e Samaria (Mt 2:22); Herodes Antipas, tetrarca da Galiléia e Peréia (Lc 3:1), e Felipe, tetrarca da Ituréia, Traconites e outras regiões orientais do Norte (Lc 3:1). No ano 6 d.C., Arquelau foi deposto pelo Imperador Augusto, e dali em diante a Judéia foi governada por Procuradores romanos. Um deles, Pôncio Pilatos, governou de 26 a 36 d.C. Embora as autoridades romanas procurassem fazer um governo justo, para muitos judeus era intolerável que o povo de Deus fosse dominado por pagãos. Os membros do partido de Herodes (Mt 22:16; Mc 3:6; 12:13) queriam que um dos descendentes do rei Herodes governasse, em vez do Governador romano. E os nacionalistas (Lc 6:15; At 1:13) – também conhecidos como “zelotes” – queriam levar os judeus a se revoltarem contra Roma. Finalmente, em 66 d.C., estourou a revolta, que durou até o ano 70, quando os romanos destruíram Jerusalém e o Templo. Diante disso, muitos judeus deixaram a Palestina e passaram a viver no mundo gentio, aumentando assim o número de judeus que faziam parte da “Dispersão” (a Diáspora). Em vez do Templo, as Sinagogas se tornaram o centro principal do Judaísmo, e, antes do fim do primeiro século d.C., o cânon da Bíblia Hebraica (o Antigo Testamento) foi fixado. Para os cristãos daquele tempo, o poder de Roma foi um benefício. As excelentes estradas facilitavam as viagens dos missionários cristãos que saíram a levar o evangelho a todos os povos. As autoridades romanas tinham classificado o Judaísmo como uma “religião lícita” e, por extensão, fizeram a mesma coisa com a religião cristã. Não era contra a lei romana ser um cristão. Mas, no fim do primeiro século, Roma começou a exigir que todos os cidadãos do Império confessassem que o Imperador era divino. Isso os seguidores de Jesus não podiam fazer e, por isso, eles foram perseguidos e mortos. Foi nesse tempo que o último livro do Novo Testamento, o Apocalipse, foi escrito. A Situação Religiosa No primeiro século da era cristã, Jerusalém era a cidade de Deus, e o Templo era onde ele se fazia presente entre o seu povo. Ali, os judeus ofereciam os seus sacrifícios. Jerusalém era o palco das grandes festas

religiosas, com destaque para a Páscoa, a Festa da Colheita e a Festa das Barracas. Nessas ocasiões, todos os homens judeus deviam ir a Jerusalém e participar dessas festas (Dt 16:16-17). O Grande Sacerdote ocupava o mais alto cargo na hierarquia religiosa dos judeus. Ele era o presidente do Conselho Superior, integrado por setenta e um membros, inclusive o presidente. Uma vez ao ano, no Dia do Perdão, ele entrava no Lugar Santíssimo do Templo e ali oferecia sacrifícios para conseguir o perdão dos seus próprios pecados e dos pecados do povo de Israel. Na época de Jesus, o Grande Sacerdote era Caifás (de 18 a 36 d.C.), genro de Anãs, que tinha sido o Grande Sacerdote antes dele (Jo 18:12-14). Outros membros do Conselho Superior eram os chefes dos sacerdotes, membros de famílias sacerdotais importantes. Os sacerdotes eram descendentes de Arão, bisneto de Levi, filho de Jacó. Eles ofereciam os sacrifícios no Templo de Jerusalém. Os levitas, auxiliares dos sacerdotes, eram descendentes de Levi, mas não de Arão. Além de ajudarem os sacerdotes a oferecer os sacrifícios, eles formavam a guarda do Templo, para manter ordem e defender o Templo contra qualquer ataque. Os fariseus seguiam rigorosamente a Lei de Moisés e mantinham as tradições e os costumes dos antepassados. Várias vezes, Jesus os criticou severamente, pois davam mais valor às suas tradições do que às leis de Deus (Mt 23:23). Mas havia fariseus, como Nicodemos, que ouviam Jesus com gosto (Jo 3:1-20; 7:5051; 19:39-40). O apóstolo Paulo foi criado fariseu (At 23:6; 26:4-5; Fp 3:5-6). Os saduceus exerciam grande influência religiosa e política, especialmente como membros do Conselho Superior. Eles não criam na ressureição dos mortos nem na existência de anjos ou espíritos (Mt 22:23; At 23:8). Os mestres da Lei eram grandes conhecedores da Lei de Moisés e davam grande valor às opiniões dos famosos mestres do passado (Mt 7:28-29). Eram chamados de “Rabi”, que quer dizer “meu Mestre” (Mt 23:7), como Jesus também foi chamado (Jo 1:38; Jo 20:16). Os samaritanos (palavra que quer dizer “de Samaria”) moravam na região que ficava entre a Judéia, ao sul, e a Galiléia, ao norte. Não eram aceitos como judeus por aqueles que moravam já Judéia e na Galiléia. Eles tinham o seu próprio Templo (Jo 4:20) e aceitavam somente o Pentateuco (os primeiros cinco livros da Bíblia Hebraica) como livro sagrado. Havia grande inimizade entre judeus e samaritanos (Lc 9:51-56; Jo 4:9; 8:48), o que torna mais impressionante ainda a história do bom samaritano, contada por Jesus (Lc 10:26-37).

Aula: Versículo Chave:

Evangelhos Os Evangelhos

Data:

21 de Janeiro de 2007

“Evangelho” é a tradução da palavra grega que quer dizer “boa notícia” ou “boa nova”. No Novo Testamento, a palavra quer dizer “A boa notícia que fala a respeito de Jesus Cristo, Filho de Deus” (Mc 1:1), a mensagem que traz salvação e vida eterna a todos os que a aceitam. Essa mensagem de salvação é o cumprimento das promessas que Deus, por meio dos profetas, havia feito ao povo de Israel. Em Nazaré, a cidade onde havia crescido, Jesus foi à Sinagoga e, no culto, ele leu Isaías 61:1-2, que fala sobre o Servo do Senhor, escolhido por Deus “para levar boas notícias aos pobres...e anunciar que chegou o tempo em que o Senhor salvará o seu povo” (Lc 4:16-19). Essa mensagem é para todos. Assim, depois da ressurreição e da ascensão de Jesus ao céu, os apóstolos e outros seguidores de Jesus foram a todos os povos no Império Romano, anunciando as boas notícias de salvação. Algum tempo depois, foram escritos os quatro evangelhos. Esses são livros que falam sobre Jesus Cristo – os seus ensinamentos, as suas curas e outros milagres, a sua morte, ressurreição, e ascensão ao céu. Os Evangelhos não querem contar tudo o que Jesus fez e ensinou durante o seu ministério público de mais ou menos três anos. E eles nem sempre concordam perfeitamente nos detalhes a respeito das coisas que Jesus fez e ensinou. Isso fica claro pela comparação entre, por exemplo, Mt 8:5-13 e Lc 7:1-10 (a cura do empregado de um oficial romano) e Mt 6:9-13 e Lc 11:2-4 (as duas versões da oração que Jesus ensinou aos seus discípulos). Jesus ensinava em língua aramaica e, talvez, também em hebraico. No entanto, todos os Evangelhos foram escritos em grego, a língua comum do Império Romano naquele tempo. Cada um dos autores dos quatro evangelhos procurou preservar, por escrito, as boas notícias a respeito da vida e dos ensinamentos de Jesus. Eles não eram historiadores, por assim dizer; eram evangelistas, isto é, escreveram os seus relatos para fortalecer a fé dos seus leitores (Jo 20:30-31). Antes mesmo de existirem os Evangelhos escritos, em obediência à ordem de Jesus, os apóstolos e as outras testemunhas foram a várias partes do mundo, proclamando as boas novas (Mt 28:18-20). Tudo indica que, pouco a pouco, começaram a aparecer documentos escritos, que contavam o que Jesus havia feito e ensinado. Esses documentos se tornaram importantes especialmente quando as testemunhas oculares começaram a morrer. Segundo os especialistas, um desses documentos, que registrava ensinamentos de Jesus, teria sido usado pelos escritores dos Evangelhos de Mateus e Lucas. Esse fato explicaria as semelhanças entre, por exemplo, o Sermão do Monte em Mateus (caps. 5 – 7) e as passagens paralelas em Lucas. Acredita-se que o Evangelho de Marcos tenha sido escrito antes dos demais, lá pelo ano 65 d.C. Os evangelhos de Mateus e de Lucas foram escritos, ao que parece, na década dos anos 80 d.C., e o evangelho de João, na década dos anos 90 d.C. O Evangelho de Mateus Duas coisas mostram a importância do Evangelho de Mateus: foi o Evangelho mais citado pelos escritores cristãos nos primeiros séculos depois de Cristo e acabou sendo colocado como o primeiro dos quatros Evangelhos na ordem em que aparecem no Novo Testamento. O leitor fica impressionado com a ênfase que esse evangelho dá aos costumes e ensinamentos dos judeus. A primeira coisa é a lista dos antepassados de Jesus, que traça a sua descendência desde Abraão, o fundador da raça e da religião dos hebreus, e inclui o rei Davi, o mais importante de todos os reis de Israel. Assim começa a história de Jesus, o Senhor e Rei, isto é, o Messias que Deus havia prometido enviar ao povo de Israel. Mateus trata da vida e dos ensinamentos de Jesus, mas não é uma biografia completa do Salvador. Muitas coisas a respeito da pessoa e das atividades de Jesus que gostaríamos de saber não são relatadas. Conteúdo O começo do evangelho (1:1 – 4:11) 1. Os antepassados de Jesus (1:1 – 17) 2. O nascimento e a infÂncia de Jesus (1:18 – 2:23) 3. O trabalho de João Batista (3:1 – 12) 4. O batismo e a tentação de Jesus (3:13 – 4:11) Jesus na Galiléia (4:12 – 18:35) 1. O começo do trabalho (4:12 – 25) 2. O Sermão do Monte (5:1 – 7:29) 3. Curas e ensinamentos (8:1 – 9:38) 4. Instruções para os doze apóstolos (10:1 – 42) 5. Amigos e inimigos de Jesus (11:1 – 12:50) 6. Parábolas do Reino do Céu (13:1 – 52) 7. O fim do trabalho na Galiléia (13:53 – 17:27) 8. Instruções para o povo da nova aliança (18:1 – 35)

Da Galiléia até Jerusalém (19:1 – 20:34) O Messias em Jerusalém (21:1 – 27:66) 1. Discussões e ensinamentos (21:1 – 23:39) 2. Ensinamento sobre os tempos do fim (24:1 – 25:46) 3. A traição, o julgamento e a crucificação de Jesus (26:1 – 27:66) A ressurreição e as aparições do Senhor Jesus (28:1 – 20) O Evangelho de Marcos O Evangelho de Marcos começa dizendo aos leitores que o assunto do livro é a boa notícia a respeito de Jesus Cristo, isto é, a boa notícia de que, com a vinda de Jesus, chegou o tempo em que Deus vai trazer salvação para a humanidade (1:15). O livro traz um relato das palavras e ações de Jesus de Nazaré, mas não chega a ser uma biografia dele. Isso porque descreve apenas um ano ou um pouco mais da vida de Jesus (caps. 1 – 10). Além disso, mais de um terço do livro trata da última semana de Jesus em Jerusalém e seus arredores (caps. 11 – 15). O livro não diz nada a respeito do nascimento de Jesus e dos primeiros anos de sua vida. Quando Jesus aparece no livro, ele já é um adulto maduro que vai a João Batista para ser batizado por ele. O interesse do autor não é tanto dar um relato completo e em ordem das coisas que Jesus fez e disse; ele quer mesmo é proclamar o evangelho, dizer que Jesus é o Messias, o Salvador que deu a sua vida “para salvar muita gente” (10:45). Conteúdo O começo do evangelho (1:1 – 13) 1. O trabalho de João Batista (1:1 – 8) 2. O batismo e a tentação de Jesus (1:9 – 13) Jesus na Galiléia (1:14 – 9:50) 1. O começo do trabalho (1:14 – 20) 2. Curas e ensinamentos (1:21 – 3:35) 3. Parábolas do Reino de Deus (4:1 – 34) 4. Milagres, curas, ensinamentos e discussões (4:35 – 9:50) a. Milagres e curas (4:35 – 7:23) b. Atividades fora da Galiléia (7:24 – 8:10) c. Fim do trabalho na Galiléia (8:11 – 9:50) Da Galiléia até Jerusalém (10:1 – 52) O Messias em Jerusalém (11:1 – 15:47) 1. Discussões e ensinamentos (11:1 – 12:44) 2. Ensinamento sobre os tempos do fim (13:1 – 37) 3. A traição, o julgamento e a crucificação de Jesus (14:1 – 15:47) A ressurreição de Jesus (16:1 – 8) O final do Evangelho: as aparições e a ascensão do Senhor Jesus (16:9 – 20) O Evangelho de Lucas O Evangelho de Lucas foi escrito por um mestre na arte de contar histórias. Algumas de suas histórias têm uma beleza e encanto fora do comum. Exemplo disso são o anúncio do nascimento de Jesus (1:26-38) e o encontro do Senhor ressuscitado com dois dos seus seguidores no caminho de Emaús (24:13-35), que são duas das mais lindas histórias que já foram contadas. Este Evangelho precisa ser lido não somente por causa de seu encanto e de sua beleza, mas especialmente porque é um livro a respeito de Jesus. E é de Jesus que a nossa fé depende do começo ao fim. Conteúdo Apresentação (1:1 – 4) Nascimento e infância de João Batista e de Jesus (1:5 – 2:52) Preparativos para o trabalho de Jesus (3:1 – 4:13) 1. O trabalho de João Batista (3:1 – 20) 2. O batismo de Jesus (3:21 – 22) 3. Os antepassados de Jesus (3:23 – 38) 4. A tentação de Jesus (4:1 – 13) Jesus na Galiléia (4:14 – 9:50) 1. Em Nazaré (4:14 – 30) 2. Curas e ensinamentos (4:31 – 8:56) 3. O fim do trabalho na Galiléia (9:1 – 50) Da Galiléia até Jerusalém (9:51 – 19:27) O Messias em Jerusalém (19:28 – 23:56) 1. Jesus entra em Jerusalém (19:28 – 48) 2. Jesus ensina no Templo (20:1 – 21:4) 3. Ensinamentos sobre a destruição de Jerusalém e a vinda do Filho do Homem (21:5 – 38) 4. A Páscoa e a Ceia do Senhor (22:1 – 38)

5. A paixão, a morte e o sepultamento de Jesus (22:39 – 23:56) A ressurreição, as aparições e a ascensão do Senhor Jesus (24:1 – 53) O Evangelho de João As palavras deste Evangelho são simples, mas as verdades que elas expressam são profundas. O testemunho deste Evangelho a respeito de Jesus Cristo e da sua mensagem é da mais alta importância para os leitores de hoje, de todas as nacionalidades, raças e culturas. Neste Evangelho Jesus é proclamado como o Salvador do mundo (4:42); ele é a luz que ilumina todas as pessoas (1:9); ele é a revelação do amor de Deus por todo o mundo (3:16). O plano de Deus inclui todos, e todos são convidados a responder ao apelo divino. Aqueles que respondem e se tornam seguidores de Jesus serão fortalecidos pela leitura deste Evangelho e se dedicarão ainda mais àquele com quem precisamos ficar, pois ele “tem as palavras que dão vida eterna” (6:68). Conteúdo Introdução (1:1 – 18) O começo do trabalho de Jesus (1:19 – 51) 1. O trabalho de João Batista (1:19 – 34) 2. Os primeiros discípulos de Jesus (1:35 – 51) O trabalho de Jesus na Galiléia e na Judéia (2:1 – 12:50) A última semana de Jesus em Jerusalém (13:1 – 19:42) 1. Jesus e os seus discípulos (13:1 – 17:26) 2. O julgamento, a morte e o sepultamento de Jesus (18:1 – 19:42) A ressurreição e as aparições do Senhor Jesus (20:1 – 31) Apêndice: Outra aparição do Senhor Jesus (21:1 – 25)

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