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Modelo de Recurso Inominado Juizados - Desconto de Emprestimo Consignado Indevido Em Conta de Aposentado - Possibilidade de Dano Moral

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO ___JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE _________.

Protocolo: Autor: Ré:

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX, devidamente qualificada nos autos, por meio de seus procuradores infraassinados, vem a digna presença de Vossa Excelência, apresentar RECURSO INOMINADO, cujas razões seguem anexas.

Requer ainda, o recebimento do presente recurso sob assistência judiciária, já que o Autora encontra-se impossibilitada de pagar as custas desta ação sem prejuízo de seu sustento.

Pugna-se pela concessão do benefício neste momento processual conforme julgado abaixo:

ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA - POSSIBILIDADE DE SER PLEITEADA EM QUALQUER FASE DO PROCESSO. "Assistência judiciária - Requerimento e concessão - Qualquer fase do processo. O benefício da assistência judiciária gratuita pode ser requerido em qualquer fase do processo, e o seu efeito se dá não para excluir aquilo que já se condenou a pagar, mas para suspender a sua execução (Lei n.º 1060/50, artigo 12)."

199 . junta-se a declaração de pobreza da Autora e extrato de benefício previdenciário que a mesma recebe.06. Pede Deferimento Goiânia.j. advogado oab RAZÕES DO RECURSO INOMINADO Recorrente: xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx . Termos que. Ementário.AI 530. 2078/6 Para a concessão do benefício acima.1998 ) AASP. 10. . .ª Câm.(2. Juiz Milton Gordo .ºTACIVIL .8.Rel. Recorrido: yyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyy. 11 de outubro de 2009.

porém os funcionários se RECUSARAM a receber. tais empréstimos eram no valor de R$ . 7. DOS FATOS 1. que os bancos nunca ficam sem seus gerentes. Não obstante isso e buscando sempre resolver de forma mais amigável. novamente enviou tal notificação via Correios com aviso de recebimento. ou . 5. pleiteando tal ação com pedido de suspensão liminar. Com muita sensatez a ilustre magistrada concedeu a tutela antecipatória. a Recorrente solicitou uma sindicância interna do banco para que fosse averiguado o caso. PORÉM ESTE PEDIDO FOI NEGADO. meio mais utilizado para dar mais efetividade e rapidez ao cumprimento de decisões. O BANCO NÃO EFETUOU NENHUM TIPO DE CONTATO. determinando a imediata exclusão daqueles descontos no BENEFÍCIO da Recorrente. (e de forma muito misteriosa mesmo).Eméritos Julgadores Cuidam os autos de um pedido de declaração de inexistência de relação jurídica pleiteado ocasionado por uma conduta negligente da recorrida em incluir no BENEFÍCIO DE PENSÃO da Recorrente empréstimos pela qual a mesma não fez. 6. decidiu recorrer a Justiça. Tal decisão foi encaminhada via OFICIAL DE JUSTIÇA. porém MISTERIOSAMENTE. Tal procedimento nos causou séria estranheza pois é de conhecimento comum. A Recorrente fora surpreendida com a cobrança de dois empréstimos indevidos na conta bancária que possui com a Recorrida aonde recebe o BENEFÍCIO DE PENSÃO. tal oficial informa que NÃO CONSEGUIU INTIMAR O BANCO PORQUE O MESMO ESTAVA SEM GERENTE NAQUELAS OCASIÕES (por 3 dias seguidos e em horários diferentes). Diante de toda a "via Crucis" que percorreu. e o levou ao banco. Posteriormente se dirigiu até a delegacia e efetuou um Boletim de Ocorrência. Em contato com a Recorrida esta informou que SOMENTE POR ORDEM JUDICIAL SERIA SUSPENSO TAIS COBRANÇAS. 4. 8. 3. 2.

Um dia antes da audiência (____ meses após o protocolo . colocando a Recorrente como sendo a real culpada de tudo aquilo que estava acontecendo. sendo que todas foram indeferidas. 13. que informava claramente qual seria o melhor procedimento para efetuar a suspensão dos empréstimos. e solicitava a imposição de multa diária pelo demora. DA SENTENÇA RECORRIDA 14. Porém mais uma vez tal decisão não foi cumprida. a data da audiência de conciliação havia chegado. Nesta ocasião a Recorrida foi formalmente cientificada da antecipação de tutela. afirmando sem provas que a responsabilidade não seria da empresa. isso tudo porque a Recorrente não atendeu a determinação judicial. e enquanto isso a Recorrente teve seu MÍSERO SALÁRIO MÍNIMO DECORRENTE DE SEU BENEFÍCIO DE CARÁTER ESTRITAMENTE ALIMENTAR DESCONTADO. A sentença prolatada nos autos julgou improcedente o pedido inicial de danos morais sob os seguintes argumentos: " . Outras interlocutórias foram protocolizadas mas infelizmente a Ilustre Magistrada não atendeu aos reclames da Recorrente. Restou aqui mais uma vez demonstrado a má-fé do banco e também falta de "boa vontade do Oficial" que foi desidioso ao não intimar qualquer funcionário responsável pela agência. 11. para cada dia que não fosse cumprido a decisão liminar. foi determinado a cominação de multa pecuniária. e ____ meses após a decisão da liminar).alguém responsável pelas agências. Mais uma vez a empresa Recorrida em audiência não apresenta nenhuma proposta. Depois de várias petições interlocutórias solicitando a intimação por outro meio hábil (carta ou novamente oficial de justiça). 9. conforme comprova-se em ata de audiência. porém em audiência o Juiz abrandou que havia decidido e concedeu o prazo de mais 5 dias para o Banco atender a tutela antecipada. 10. 12.

". para uma pessoa idosa com mais de 65 anos. prolatada pelo juízo a quo não merece prosperar. independentemente de culpa. saber que as contas estão se acumulando e este não tem como arcar. do feijão. em seu art. QUE FOI REITERADAMENTE PROTEGIDA NA CONSTITUIÇÃO CIDADÃ. se para um juiz é um mero dissabor do dia-a-dia. 18. mas para uma pensionista do INSS. e que o mesmo tenta buscar de diversas formas resolver tal o problema. § 2º. nos termos do art. do arroz. É um incomodo. saúde. 14 do mesmo Código. pelas razões aduzidas adiante. que possivelmente não terá dinheiro para comprar seus remédios que tanto necessita e que o governo não os provem da forma que deveria.00. que aparentemente é desconhecida pelo julgador. que não tem o mesmo vigor. DO DIREITO 16. pela reparação de danos causados por defeitos decorrentes dos serviços que presta. se trata do Gás de cozinha. disposição e que além de tudo é humilde. Com uma sentença destas e que nos perguntamos aonde fica a sensatez dos ilustres julgadores. e por isso não cabe indenização por danos morais. O Código de Defesa do Consumidor. Desde então. percebendo que até mesmo o poder judiciário é desmoralizado quando o banco só obedece as ordens quando quer. do remédio ou até mesmo dos produtos de higiene pessoal. não resta a menor dúvida de que a responsabilidade contratual do banco é objetiva. TEMOS AQUI CLARAMENTE UMA VERBA ALIMENTAR. incluiu expressamente a atividade bancária no conceito de serviço. e de repente se depare com empréstimos indevidos em sua conta. Realmente. . 19. Façamos uma pequena reflexão para imaginar este mesmo magistrado tendo que sobreviver com R$ 415. com certeza não é! --> 20. e no final tem uma sentença que considera tratar de um mero dissabor do dia-adia. 15. 17. um desespero. sendo nunca atendido. 3º. A sentença transcrita. um abalo. respondendo. No caso em tela o Ilustre Magistrado alega que não existe nenhuma ofensa ao direito de personalidade da Recorrente retirar cerca de 30% do seu MISERO SALÁRIO. Os valores descontados pela Recorrida podem ser os mesmos em happy hour do Magistrado que proferiu tal decisão. 21.

A sentença proferida neste caso não fez justiça. 26. DO DANO MORAL 25. além de questão de bom senso. em virtude dela! . grande angústia. uma sandice que deve estar no pensamento de pessoas que vivem fora da realidade. Afirmar que não há ofensa da personalidade da Recorrente. A alegada ausência de comprovação de dano moral não resiste ao entendimento de que é desnecessária a comprovação objetiva do mesmo. que vem. ou punido. os efeitos danosos e constrangedores de se ver injustamente tolhido de parte de seus proventos mensais. que se esquecem que o risco deve ser suportado pelo comerciante. apenas "passou a mão na cabeça" de quem erra. para que a necessidade de ressarcimento se configure. o que não se trata de maneira alguma de meros aborrecimentos. muito menos o repressivo para que casos semelhantes como estes não venham acontecer no futuro. O abalo de quem vai ao banco sacar dinheiro que sabe possuir em conta corrente e não obtém êxito porque terceiro desconhecido dele se apossou enseja a reparação a título de dano moral. o desconto indevido de valor de empréstimo não contratado.22. 28. Ademais. ao longo dos anos. Temos aqui um caso que acontece todos os dias. gera. A evidência que tal comportamento é suficiente a causar à parte. já que são avalizados suas atitudes por sentenças como estas. e os bancos insistem em não tomar as medidas de segurança necessárias. é do conhecimento de todos. 29. tendo hoje. sobretudo aquelas que atingem a moralidade e causam sentimentos e sensações negativas. extrema angústia a mesma. indignação e intranqüilidade sem saber se terá recursos até mesmo para honrar os compromissos já assumidos. sem dúvida alguma. que reduz ainda mais o parco benefício recebido pela pensionista. sabe que está erra. Afinal. chega a ser um ultraje. sendo massacrado pela política governamental. 23. O dano moral visa compensar investidas injustas de outrem. ao invés de desfrutar de sua pensão. e continua no erro porque sabe que não será reprimido. 24. Tal sentença não possui o caráter educativo. tentar sobreviver diariamente. 27. bastando para tanto que se demonstre a existência do ato danoso injustificável. neste caso a Recorrente. um despautério.

. consignado junto à instituição financeira. ao contrário do que se dá quanto ao dano material" (REsp 708.. in verbis: DANO MORAL. o que. Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do D. porém.2. Relator CARLOS PIRES SOARES NETO. Mas o fornecedor de serviços assume o . 1.) 3. vindo a justificar a fixação da reparação por danos morais em valor mais elevado. O desconto consignado em pagamento de aposentado junto ao INSS levado a efeito por instituição bancária. Não há prova do contrato. Tendo em vista a dedução de valor determinado do benefício previdenciário junto à sua conta. CORRETO VALOR ARBITRADO. PRELIMINARES QUE NÃO SÃO ACOLHIDAS.612/RO. DJ 26/03/2008 p. APOSENTADO. Ministro Cesar Asfor Rocha) DA JURISPRUDÊNCIA PÁTRIA 31. aliás. prevalece a responsabilização do agente por força do simples fato da violação. angústia e apreensão ao lesado. DANO MATERIAL E MORAL. de modo a tornar-se desnecessária a prova do prejuízo em concreto. Sobre a alegação de possível comprovação de dano prejuízo concreto colhe-se precedente julgado no Superior Tribunal de Justiça que : "na concepção moderna do ressarcimento por dano moral. INSTITUIÇÃO FINANCEIRA.F. causa grande abalo emocional. DESCONTO INDEVIDO. em decorrência de um empréstimo jamais solicitado. sem a autorização daquele e sem contrato de empréstimo que lhe dê suporte. SENTENÇA MANTIDA. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. (. o Recorrido pediu e lhe foi deferida reparação do dano material e moral. EMPRÉSTIMO NÃO SOLICITADO. Importante se verificar que já houve pronunciamento do tribunal do TJDFT acerca de caso análogo. DÉBITO DE PARTE DA APOSENTADORIA.(20060810055700ACJ. julgado em 04/03/2008. 180) RESPONSABILIDADE CIVIL. foi dito na sentença e não impugnado especificamente pelo Recorrente.30. CONTRATO INEXISTENTE. INOCORRÊNCIA.. NULIDADE DA SENTENÇA.

(. Não se sustenta afirmativa de ausência de dolo ou culpa para exclusão de responsabilidade da instituição financeira. resultando disso a responsabilidade pela exploração da atividade bancária. 130) E o desembargador do TJDFT Excelentíssimo Doutor Silva Lemos traz em seu voto a real expressão que se deve ter do dano moral no caso em tela.04 sofra enorme privação ante a indisponibilidade desse montante. inciso III). A reparação por dano moral é devida porque a retenção da verba alimentar faz presumir ofensa anormal à personalidade." (ACJ 20060910017184. Não autorizado por escrito o desconto em folha de pagamento ou vencimentos de aposentado pela Previdência Social.risco de contratar com terceiro. o direito é aplicado em conformidade com o precedente desta Turma Recursal: "3. 5.3. Não tem relevância a demonstração do prejuízo à honra do ofendido.) 7. Assim. é conseqüência lógica e natural a restituição dos valores descontados da conta. Pela experiência ordinária é verossímil que a vítima da fraude submete-se a exaustivo caminho para solução do caso.. para o restabelecimento do estado anterior e indenização do dano material.099/95. mesmo porque inexiste obrigação de pagamento (CDC no artigo 39. 3.. Relator FÁBIO EDUARDO MARQUES. apenas devendo ser demonstrado o ato/fato gerador dos sentimentos que o ensejaram (damnum in re ipsa). trazendo-lhe intranqüilidade e perturbação na sua .7. É indiscutível que uma pessoa que perceba cerca de um salário mínimo como benefício de aposentadoria tenha mensalmente descontados R$ 81. DJ 31/10/2007 p. gerando sim danos morais que devem ser reparados.F. 3. os aborrecimentos. julgado em 02/10/2007. dissabores. Daí a inocorrência de "bis in idem". Não havendo lícita solicitação de financiamento. Caracteriza dano moral passível de reparação pecuniária. 4. 3.6. que na hipótese estão ligados à conduta negligente do recorrente em permitir que terceiros estelionatários contraíssem empréstimos em nome do recorrido.. "caput"). haja vista a insuficiente verificação de dados. posto que pacificou o STJ o entendimento de que a responsabilização do agente causador do dano moral opera-se por força do simples fato da violação (dano in re ipsa). 3. Juiz João Batista Teixeira). Acórdão lavrado na forma do artigo 46 da Lei 9. exatamente pelo sofrimento e preocupação causada com subtração dos meios de subsistência. parágrafo único). de vez que responde objetivamente pelos danos que causar ao consumidor (CDC no artigo 14. provado o fato consistente no desconto de empréstimo não solicitado. por se tratar de verba alimentar.5. mormente por meio de prática abusiva (CDC no artigo 39.(20060110578518ACJ. desfalcando os seus já parcos recursos advindos da aposentadoria do INSS. cuja prova é desnecessária. frustrações e abalos psíquicos e financeiros decorrentes de descontos não autorizados em folha de pagamento ou vencimentos de aposentados. Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do D. indevido se mostra o desconto efetuado.

Ante todo o exposto. com a conseqüente procedência da demanda. A condenação da Recorrida ao pagamento de Danos Morais no Valor de R$_________ C. Assim. e considerando o error in judicando presente nos autos requer o Recorrente: A.paz espiritual. B. .[1] E para encerrar segue como anexo a este recurso cópia de recentíssimo julgado do TJGO em caso igual a estes autos contra a mesma Recorrida onde o doutor MARCIO DE CASTRO MOLINARI foi prudente e ponderou pela condenação de danos morais. inegável a ocorrência tanto do prejuízo moral e material. O acolhimento deste recurso. O arbitramento de honorários advocatícios. advogado oab . Pede Deferimento Goiânia. Termos que. DO PEDIDO 32.

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