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O INCONSCIENTE É GENIAL

Como conclusão de uma ampla pesquisa, o Dr. Langmuir, importante psicólogo, afirmou: “Freqüentemente,
subestimamos a importância da intuição. Em quase todos os problemas científicos, a solução final se apresentou ao
nosso espírito numa fração de segundos”. É o resultado de um raciocínio inconsciente.

O investigador francês Fehr assinalou que os sábios mais produtivos de sua época realizaram de 75 a 100% de suas
descobertas e invenções durante o sono.

O médico canadense F. G. Banting trabalhou arduamente no assunto da diabetes. Inútil. Sonâmbulo, levantou-se e
escreveu numa beirada de papel estas palavras: “Ligar o conduto deferente do pâncreas de um cão de laboratório,
esperar algumas semanas até que a glândula se atrofie, cortar, lavar e filtrar a secreção”. Assim foi como o mundo
ganhou o isolamento da insulina.

Persigout demonstrou que Descartes e outros filósofos, como Kleper, Pascal etc., devem uma grande parte de seus
sistemas ao trabalho do inconsciente.

Voronf estudou o caso de um professor de poesia grega que, fatigado por ter tentado o dia todo escrever versos gregos,
deixou a poesia por concluir. Qual não seria, porém, a sua surpresa na manhã seguinte quando descobriu que o trabalho
já estava concluído e com a sua própria letra! E a versificação latina e grega é extremamente complicada!

Particularmente, os grandes poetas, pintores, músicos etc., devem muitas de suas melhores obras de arte ao
inconsciente. A esse respeito, um interessante estudo, feito recentemente por Francisco Egidi, dizia de si que sentia uma
“música infernal” na sua cabeça quando compunha suas melodias. Só precisava passar ao papel, rapidamente, o que ele
“ouvia”.

La Fontaine e Condillac escreveram trabalhos inteiros à noite, sonâmbulos, sem deixar de dormir. Coleridge afirmou ter
escrito o “Kubla Khan” enquanto dormia. Tratam-se de versos difíceis e de famosas obras literárias!

Noutros artistas, como Frei Angélico, a atividade inconsciente chegava a tal ponto que desaparecia totalmente o
consciente. Desenhava vertiginosamente em transe.

Como bem adverte Flournoy, “o eu inconsciente dos médiuns é plenamente capaz de inventar um conjunto perfeito.
Pessoas normais e sadias, pelo simples fato de se entregarem às práticas mediúnicas, podem romper facilmente o seu
equilíbrio”.