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PSICOGRAFIA MEDIÚNICA

“A Parapsicologia tem explicação para a psicografia mediúnica, como tem para todos os fenômenos do espiritismo.”

Foi com respeito que assisti, no dia 5 de maio de 1995, ao programa “Globo Repórter”, na Rede Globo (líder de
audiências na televisão brasileira) o qual consistiu numa entrevista/homenagem a Francisco Cândido Xavier – o Chico
Xavier – considerado a maior autoridade (?!) espírita do Brasil e respeitado pelos espíritas de todo o mundo.

Os convites para assistir a esta reportagem insinuavam que iriam ser feitas revelações de novas descobertas científicas
no “campo espiritual”, e que comprovariam de vez, pela psicografia mediúnica, a veracidade da comunicação dos
espíritos dos mortos com os vivos...

Depois de assistir a tão anunciada reportagem, na íntegra, percebi que tudo não passou, mais uma vez, de
sensacionalismo do mais barato. O personagem principal repetiu exaustivamente tudo o que havia já dito em outras
inúmeras oportunidades, ao longo da sua carreira.

As pessoas esclarecidas, conscientes, sinceras... muito bem sabem que não poderia ser permitido a este senhor retornar
à televisão para propagar uma suposta religião que pode desencadear sérios danos à saúde psíquica.

“Cientificamente, sua psicografia mediúnica ocorre por um automatismo do subconsciente, o fidelíssimo gravador que
retém tudo quanto se passa conosco”. “Ele se auto-hipnotiza superficialmente, entregando-se ao subconsciente; este,
por sua vez, faz o lápis correr sobre o papel”. Essa psicografia mediúnica é obra deste mundo, “até porque por este
mecanismo, já levamos uma pessoa sugestionável a psicografar Carlos Drummond de Andrade, que continua bem
vivo”. (Isto é, vivo na ocasião da experiência.)

“Chico Xavier não permite que estudiosos não-espíritas o examinem. Uma única vez se submeteu a um
eletroencefalograma, primeiro em estado normal e, depois, em transe.” (Ou seja, quando estava psicografando.) “O
exame foi realizado pelo biógrafo Barbosa, que é psiquiatra, e nele foi detectada uma disritmia cerebral capaz de o
levar a automatismos psicomotores”.

Ora, se este pretendido “intermediário do além” (respeitável como ser humano, mas errado na teoria) só permite aos
espíritas que o estudem, pratica uma verdadeira ofensa à Ciência, senão também omissão e má-fé.

Portanto, quando se encerra o século XX, dizer que os espíritos de mortos se relacionam com pessoas vivas, através: da
escrita, da cura, da arte-plástica, da instrumentação musical – nos centros-espíritas – transformados agora também em:
hospitais-espíritas, ateliers-espíritas, conservatórios-espíritas, é uma verdadeira aberração, um violento não à ciência.
Eis o mais grave, um desrespeito à inteligência humana.