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Trabalho Sistema Massa Mola_PDF

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1

Universidade Federal do Rio Grande do Norte-UFRN
Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia-CEFET-BA
Mestrado em Engenharia Mecânica
Sistema Massa-Mola
Mestrando
José Alves de Oliveira Neto
Novembro 2008
2
Sistema Massa-Mola
Consideremos um corpo de massa m fixado na extremidade inferior de uma mola helicoidal vertical
de comprimento l, conforme figura (1) abaixo:
A massa provoca na mola, para baixo, uma deformação de comprimento x. Duas forças atuam no ponto
onde a massa está ligada à mola: a força peso, devida a atração gravitacional, e dada por mg P = , onde g é
aceleração da gravidade, e a força restauradora da mola, dirigida para cima e indicada por F
m
. Admitindo-se
que a deformação x é pequena, segue, da lei de Hooke, que a força restauradora da mola é proporcional a x e
assim podemos escrever kx F
m
÷ = . O sinal menos na ultima equação simboliza o fato de P e F
m
serem
forças de mesma direção, mas de sentidos opostos; a constante k é chamada de constate da mola e é
determinada com base nas propriedades da mola (composição do material, espessura, diâmetro da mola,etc).
Uma vez que o sistema massa-mola está em equilíbrio, as duas forças se anulam, e assim,
0 = ÷ kx mg . (1)
Em termos dinâmicos, estamos interessados em estudar o movimento do corpo de massa m sob a
ação de uma força externa, como, por exemplo, ser deslocado para baixo à distancia A e depois largado.
Assim, seja u(t) o deslocamento (alongamento da mola) da massa em relação à posição de equilíbrio no
instante t; admitamos ainda, que u(t) seja medido positivamente para baixo. Então, sendo f a força resultante
que atua sobre a massa m e pela segunda lei de Newton, temos:
) ( " ) ( t mu t f = (2)
Para se compreender melhor a dinâmica desse sistema, devemos considerar separadamente as quatro forças
que compõe a resultante f, a saber:
1. A força peso mg P = , que sempre atua para baixo;
2. A força restauradora da mola F
m
, que é proporcional à alongação total u x + e sempre atua no sentido
de reestabelecer a posição original da mola; note que x + u  0 significa que a mola está esticada e a
força da mola estará dirigida para cima, isto é, ) ( u x k F
m
+ ÷ = ; por outro lado, x + u  0 indica que
a mola está comprimida, com o comprimento diminuído de u x + e então a força da mola estará
3
dirigida para baixo, sendo dada por ) ( )] ( .[ . u x k u x k u x k F
m
+ ÷ = + ÷ = + = . Assim, em qualquer
caso, a força restauradora é:
) ( u x k F
m
+ ÷ = (3)
3. A força resistiva ou de amortecimento, F
a
, que sempre atua na direção oposta à direção do
movimento e é devida às propriedades do meio (atrito, resistência do ar, viscosidade) ou fruto da
utilização de algum dispositivo absorvedor de choques, denominado amortecedor. Os resultados
experimentais mostram que esta força é aproximadamente proporcional à velocidade escalar dt du /
da massa e se dt du/ > 0, então u esta aumentando, o corpo está se deslocando para baixo e F
a
estará
dirigida para cima; por outro lado, se dt du/ < 0, u está diminuindo, o corpo está se deslocando para
cima e F
a
estará dirigida para baixo. Logo, a força amortecedora F
a
, será sempre da forma,
) ( ' . t u b F
a
÷ = (4)
sendo b é uma constante positiva, chamada constante de amortecimento,
4. Finalmente, existe ainda a possibilidade da atuação de uma força externa F(t) dirigida para cima ou
para baixo, dependendo de F(t) ser positiva ou negativa. Esta é a força que dá origem ao fenômeno
conhecido como oscilador harmônico forçado e na maioria das vezes tem caráter periódico.
Portanto, considerando a atuação destas forças, podemos reescrever a equação (2) como,
) ( ) ( ' ) ( ) ( "
) ( ) ( ' ) ( ) ( "
) ( ) ( ' )) ( (( ) ( "
) ( ) ( ) ( "
t F t bu t ku t mu
t F t bu t ku kx mg t mu
t F t bu t u x k mg t mu
t F F F P t f t mu
a m
+ ÷ ÷ =
+ ÷ ÷ ÷ =
+ ÷ + ÷ =
+ + + = =
ou seja,
) ( ) ( ) ( ' ) ( " t F t ku t bu t mu = + + (5)
ou, na forma clássica:
) (
2
2
t F ku
dt
du
b
dt
u d
m = + + (6)
A equação acima é uma equação diferencial linear de segunda ordem, onde m, b e k são constantes
com significados físicos bem definidos; u(t) é a função incógnita que indica a posição da mola em cada
instante,
dt
du
e
2
2
dt
u d
são a velocidade e a aceleração respectivamente. Para completar a descrição do
fenômeno, devemos especificar duas condições iniciais, a saber, a posição e a velocidade iniciais, ou seja:
0 0
' ) 0 ( ' ) 0 ( u u e u u = = (7)
Vamos estudar na seqüência os três tipos possíveis de oscilações descritas pela equação (6)
4
1. Oscilações Livres
Na equação ) (
2
2
t F ku
dt
du
b
dt
u d
m = + + , suponhamos que não aja atuação de força externa nem a
presença de força amortecedora, isto é, sendo 0 0 ) ( = = b e t F temos:
0
2
2
= + ku
dt
u d
m (8)
ou,
0 " = +ku mu (9)
Resolvendo a equação (9), vem:
m
k
r
m
k
r k mr ÷ ± = ¬ ÷ = ¬ = +
2 2
0 . Como k e m são constantes positivas segue que
m
k
÷ é negativo e
assim r é complexo, isto é , i
m
k
r . 0 ± = . Portanto as soluções particulares são,
. ), ( . ) ( ) cos( cos . ) (
0 0
. 0
2 0
. 0
1
m
k
w onde t w sen t
m
k
sen e t f e t w t
m
k
e t f
t t
= =
|
|
¹
|

\

= =
|
|
¹
|

\

=
Logo, a solução geral de (9) é:
) ( ) cos( ) (
0 0
t w Bsen t w A t u + = . (10)
onde as constantes A e B são determinadas pelas condições iniciais.
Podemos ainda escrever a solução (10) na forma
   sen t w Rsen t w R t w R t u ) (( cos ) cos( ) cos( ) (
0 0 0
+ = ÷ = (11)
Comparando agora a equação (11) com a equação (10), temos:
  rsen B e R A = = cos (12)
Assim,


2 2 2
2 2 2
cos
sen R B
R A
=
=
¦
¹
¦
´
¦
= + =
+ = +
A
B
tg e B A R
sen R B A

 
2 2
2 2 2 2 2
) (cos
5
Portanto,
) cos( ) (
0
 ÷ = t w R t u (13)
Para finalizar a análise do movimento oscilatório livre, definimos:
I. O período  , que é o tempo necessário para uma oscilação completa, dado por:
k
m
m k


 2
/
2
= = (14)
II. A freqüência f, ou o número de oscilações completas por unidade de tempo:
Hz
m
k
f /
2
1 1
 
= = (15)
III. A freqüência angular w
o
, expressa em radianos por segundo, e dada por:
m
k
w =
0
(16)
IV. A amplitude R, que é o deslocamento máximo do corpo em relação á posição de equilíbrio:
2 2
B A R + = (17)
2. Oscilações Livres Amortecidas
Se incluirmos agora o efeito da força amortecedora e desprezarmos novamente a força externa, a
equação (6), transforma-se em:
0
2
2
= + + ku
dt
du
b
dt
u d
m (18)
Vamos resolver a equação (18). Sua equação característica é 0
2
= + + k br mr e o discriminante desta
equação é mk b 4
2
÷ = A . Portanto
m
mk b b
r
2
4
2
÷ ± ÷
= e então temos três casos a considerar:
i) . . . ) ( 0 4
2 1
. 2 t r t r
e B e A t u mk b + = ¬ > ÷
ii) . ). ( . . . ) ( 0 4
2
. 2
2 1
t
m
b
t r t r
e Bt A e t B e A t u mk b
÷
+ = + = ¬ = ÷
iii) . 0
2
4
), ( . . ) cos( . . ) ( 0 4
2
2 2
2
>
÷
= + = ¬ < ÷
÷ ÷
m
b km
onde t sen e B t e A t u mk b
t
m
b
t
m
b
  
6
Dos três casos acima o mais importante é o terceiro e assim vamos investigá-lo um pouco mais de perto.
Para tanto, vamos modelar o seguinte problema:
Uma mola é esticada de 10cm por uma força de 3N. Um corpo com massa 2kg é pendurado na mola
e também é ligado a um amortecedor viscoso que exerce uma força de 3N quando a velocidade do corpo for
5m/s. Se o corpo for puxado para baixo, 5cm alem da posição de equilíbrio, e receber uma velocidade inicial
para baixo de 10cm/s, determinar a sua posição em qualquer instante.
Solução
Sabemos que o problema é governado pela equação 0 ) ( ' ) ( " = + + ku t bu t mu . Assim, precisamos
determinar os valores de m, b e k. A frase “uma mola é esticada de 10cm por uma força de 3N” nos permite
encontrar a constante da mola. Então,
30
1 , 0
3
1 , 0 . 3 = = ¬ = ¬ = k k kx F
m
Por outro lado, o trecho “um amortecedor viscoso exerce uma força de 3N quando a velocidade do corpo for
5m/s” nos dá a chave para obter a constante de amortecimento, isto é:
5
3
5 . 3 ) ( ' . = ¬ = ¬ = b b t u b F
a
Portanto, considerando 2 = m e as condições iniciais dadas no SI, temos:
0 30 '
5
3
" 2 = + + u u u , 1 , 0 ) 0 ( ' 05 , 0 ) 0 ( = = u e u (20)
Resolvendo a equação (20):
i
i
r
r r
.
20
5991
20
3
20
5991 . 3
4
5
5991
5
3
25
5991
25
6000 9
240
25
9
0 30
5
3
2
2
±
÷
=
± ÷
=
÷
± ÷
=
÷ =
÷
= ÷ = A ¬ = + +
Logo, como as raízes da equação característica são complexas, as soluções particulares reais são:
|
|
¹
|

\

=
|
|
¹
|

\

=
÷ ÷
t sen e t f e t e t f
t t
20
5991
. ) (
20
5991
cos . ) (
20
3
2
20
3
1
.
A solução geral é então,
]
20
5991
.
20
5991
cos .[ ) (
20
3
|
|
¹
|

\

+
|
|
¹
|

\

=
÷
t sen B t A e t u
t
(21)
Calculando u’(t) e aplicando as condições inicias 1 , 0 ) 0 ( ' 05 , 0 ) 0 ( = = u e u :
7
]
20
5991
cos
20
5991
20
5991
20
5991
[ ]
20
5991
20
5991
cos [
20
3
) ( '
20
3
20
3
|
|
¹
|

\

+
|
|
¹
|

\

÷ +
|
|
¹
|

\

+
|
|
¹
|

\

÷ =
÷ ÷
t B t Asen e t Bsen t A e t u
t t
. 05 , 0 05 , 0 ] 0 0 cos [ ) 0 (
1 , 0
20
5991
20
3
] 0 cos
20
5991
0
20
5991
[ ] 0 0 cos [
20
3
) 0 ( '
0
0 0
= ¬ = + =
= + ÷ = + ÷ + + ÷ =
A Bsen A e u
B A B Asen e Bsen A e u
Então,
5991
15 , 2
5991
15 , 0 2
05 , 0 .
20
3
1 , 0
20
5991
1 , 0
20
5991
20
3
=
+
= ¬ + = ¬ = +
÷
B B B A
.
Portanto,
]
20
5991
.
5991
15 , 2
20
5991
cos . 05 , 0 .[ ) (
20
3
|
|
¹
|

\

+
|
|
¹
|

\

=
÷
t sen t e t u
t
. (22)
Calculando 5071 , 0 5555 , 0 0572 , 0
2 2
= ¬ = = = + =  
A
B
tg e B A R , reescrevemos (22) como:
, ) 5071 , 0 . 8701 , 3 cos . 0572 , 0 ) (
15 , 0
÷ =
÷
t e t u
t
O gráfico abaixo nos dá a posição do corpo de massa m em função do tempo t. Observe que ele está na
posição 05 , 0 = u , quando t=0, oscila no intervalo 05 , 0 05 , 0 a ÷ , e vai diminuindo mais e mais, ou seja, vai
se aproximando da posição de equilíbrio à medida que o tempo aumenta. Isso é devido ao fator de
amortecimento
t
a
e t u
15 , 0
. 0572 , 0 ) (
÷
= . Ao lado a ausência do termo
t
e
15 , 0 ÷
nos revela o comportamento sem
o efeito do amortecimento.
3. Oscilações Forçadas
8
Vamos estudar agora o caso no qual uma força externa periódica , do tipo wt F cos
0
, é aplicada ao
sistema massa-mola. A equação (6) toma, então, a forma:
wt F ku
dt
du
b
dt
u d
m cos
0
2
2
= + + (23)
Ou ainda,
wt F t ku t bu t mu cos ) ( ) ( ' ) ( "
0
= + + (24)
3.1.Oscilações Forçadas sem Amortecimento
Para começar, vamos supor que não haja amortecimento. Então a equação (24) assume a forma:
wt F ku mu cos "
0
= + (25)
Para resolver esta equação necessitamos encontrar uma solução para a equação homogênea e a solução da
não homogênea. Assim, devemos resolver a equação:
0 " = + ku mu (26)
. 0
2 2
m
k
r k mr k mr ÷ ± = ¬ ÷ = ¬ = +
Como m e k são constantes positivas, segue que r é complexo ou seja,
m
k
i r . 0 ± =
. Portanto a solução
geral de (26) é:
|
|
¹
|

\

+
|
|
¹
|

\

= t
m
k
sen e B t
m
k
e A u
t t
h
0 0
. cos . .
.
Ou simplesmente,
, ) , )
m
k
w t w sen B t w A u
h
= + =
0 0 0
, . cos .. (27)
Para resolver a equação não homogênea vamos supor que a equação procurada seja ) cos( . wt a u = . Então,
) cos( "
) ( '
2
wt aw u
wt awsen u
÷ =
÷ =
Substituindo u e u”em (25), teremos:
, ) ) cos( ) cos( ) cos( ) cos( ) cos(
0
2
0
2
wt F wt maw ka wt F wt ka wt maw = ÷ ¬ = + ÷
Assim,
, ) ) ( /
) (
2 2
0
0
2
0
2
0 2
0
w w m
F
w m k m
F
mw k
F
a mw k a F
÷
=
÷
=
÷
= ¬ ÷ = (28)
Substituindo (28) em ) cos( . wt a u = , obtemos a solução da não homogênea:
) cos( .
) (
2 2
0
0
wt
w w m
F
u
p
÷
= (29)
Portanto, utilizando (27) e (29) obtemos a solução geral da equação (25), ou seja:
9
, ) , )
m
k
w wt
w w m
F
t w sen B t w A u =
÷
+ + =
0
2 2
0
0
0 0
), cos( .
) (
. cos .. (30)
É interessante observar que esta função é a soma de duas funções periódicas de diferentes freqüências w
0
e
w e diferentes amplitudes. Existem dois casos de especial importância.
3.1.1.Batimentos
Para encontrarmos os valores das constantes A e B podemos supor que o corpo esteja inicialmente
em repouso, isto é, 0 ) 0 ( ' 0 ) 0 ( = = u e u . Então, derivando (30) e utilizando as condições iniciais:
) (
0 0 cos
) (
0 . 0 cos . ) 0 (
2 2
0
0
2 2
0
0
w w m
F
A
w w m
F
sen B A u
÷
÷ = ¬ =
÷
+ + =
0 0 0
) (
0 cos 0 ) 0 ( '
) (
) (
) cos( ) ( '
2 2
0
0
0 0
2 2
0
0
0 0 0 0
= ¬ =
÷
÷ + ÷ =
÷
÷ + ÷ =
B sen
w w m
wF
Bw sen Aw u
wt sen
w w m
wF
t w Bw t w sen Aw u
.
Logo
) cos(
) (
) cos(
) (
) (
2 2
0
0
0
2 2
0
0
wt
w w m
F
t w
w w m
F
t u
÷
+
÷
÷ = .
Portanto,
, ) t w wt
w w m
F
t u
0
2 2
0
0
cos cos
) (
) ( ÷
÷
= (31)
Por outro lado, é possível, subtraindo as formulas de ) cos( b a ± e fazendo |
¹
|

\
+
= t
w w
a
2
0
e |
¹
|

\
÷
= t
w w
b
2
0
,
obtermos |
¹
|

\
÷
|
¹
|

\
+
= ÷ t
w w
sen t
w w
sen t w wt
2
.
2
. 2 cos cos
0 0
0
. Dessa forma (31) toma a forma:
)
2
( )
2
(
) (
2
) (
0 0
2 2
0
0
t
w w
sen t
w w
sen
w w m
F
t u
+
|
|
¹
|

\
÷
÷
= (32)
Temos assim um movimento que possui variação periódica de amplitude, expressa pelo termo
)
2
(
) (
2
0
2 2
0
0
t
w w
sen
w w m
F ÷
÷
. Apresentamos abaixo duas figuras típicas deste fenômeno. A primeira exibe o
gráfico de ) 9 , 0 ( ). 1 , 0 ( 3 ) ( t sen t sen t u = . A segunda realça o fato do gráfico de ) 9 , 0 ( ). 1 , 0 ( 3 ) ( t sen t sen t u = ser
limitado pelas funções ) 1 , 0 ( 3 ) (
1
t sen t u = e ) 1 , 0 ( 3 ) (
2
t sen t u ÷ = .
10
3.1.2. Ressonância
O efeito da ressonância ocorre quando a força externa possui freqüência igual à freqüência natural do
sistema, isto é,
0
w w = . A equação (25) assume agora a forma:
t w F ku mu
0 0
cos " = + (33)
Sua solução é,
p h
u u u + = onde , ) , )
m
k
w t w sen B t w A u
h
= + =
0 0 0
, . cos . e a solução u
p
da não homogênea
é obtida observando-se que o termo não homogêneo, t w F
0 0
cos , é uma solução da equação e assim a solução
procurada é da forma t senw bt t w at u
p 0 0
. cos . + = . Derivando,
. ) 2 ( cos ) 2 (
cos ) ( ) ( cos
) ( cos ) ( cos cos
0
2
0 0 0
2
0 0
' '
0
2
0 0 0 0 0
2
0 0 0 0
' '
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
'
t senw t bw aw t w t aw bw u
t w t aw bw t tsenw aw t senw t bw aw t w bw u
t senw t aw b t w t bw a t w t bw t bsenw t tsenw aw t w a u
p
p
p
÷ ÷ + ÷ =
÷ + ÷ + ÷ =
÷ + + = + + ÷ =
Substituindo u e u

em (33), vem:
t w F t senw kbt t bmw amw t w kat t amw bmw
0 0 0
2
0 0 0
2
0 0
cos ) 2 ( cos ) 2 ( = + ÷ ÷ + + ÷
Igualando os coeficientes correspondentes, temos:
0 0 2 0 2
2
2 2
,
0 2
2
0 0
0
0
0 0 0 0
2
0
2
0 0
0
2
0 0
= ¬ = + ÷ ÷ ¬ = + ÷ ÷
= ¬ = + ÷ ¬ = + ÷
=
= + ÷ ÷
= + ÷
a bkt bkt amw kbt t
m
k
bm amw
mw
F
b F akt akt bmw F kat t
m
k
am bmw
então
m
k
w Como
kbt t bmw amw
F kat t amw bmw
Portanto t tsenw
mw
F
t senw bt t w at u
p 0
0
0
0 0
2
. cos . = + = . Assim,
11
m
k
w t tsenw
mw
F
t senw B t w A u = + + =
0 0
0
0
0 0
,
2
. cos . (34)
Exemplo
Admitindo que força externa possui freqüência igual à freqüência natural do sistema, encontre a solução e
exiba o gráfico do sistema forçado sem amortecimento descrito pelo problema de valor inicial:
1 ) 0 ( ' , 1 ) 0 ( , cos 3 " = = = + u u wt u u
Solução
tsent Bsent t A u
Logo tsent tsent t tsenw
mw
F
u
Bsent t A u
m
k
w e i r r
p
h
2
3
cos
, .
2
3
1 . 1 . 2
3
2
cos
1
1
1
0 0 1
0
0
0
0
2
+ + =
= = =
+ =
= = = ± = ¬ = +
Derivando e aplicando as condições iniciais, teremos
1 1 0 cos 0
2
3
0
2
3
0 cos 0 ) 0 ( "
1 1 0 0
2
3
0 0 cos ) 0 (
cos
2
3
2
3
cos
2
3
cos
'
= ¬ = + + + ÷ =
= ¬ = + + =
+ + + ÷ =
+ + =
B sen B Asen u
A sen Bsen A u
t t sent t B Asent u
tsent Bsent t A u
Portanto,
tsent sent t u
2
3
cos + + = (35)
O gráfico de (35) está na figura abaixo
12
Observe que a presença do termo tsent
2
3
faz o movimento ficar ilimitado quando · ÷ t . Na
prática isto significa que a mola irá se partir. O fenômeno da ressonância pode provocar problemas sérios no
projeto de estruturas, uma vez que a instabilidade gerada por ela pode levar à desestruturação do sistema.
3.2.Oscilações Forçadas com Amortecimento
Consideremos agora o movimento de um sistema massa-mola com amortecimento. A equação (24)
modela o fenômeno, ou seja:
wt F t ku t bu t mu cos ) ( ) ( ' ) ( "
0
= + + (36)
onde m é massa do corpo, b é o fator de amortecimento proporcional à velocidade, k é a constante da mola e
wt F cos
0
é a força externa aplicada ao sistema.
Para resolver esta equação necessitamos encontrar a solução u
h
da equação homogênea e a solução
u
p
da equação completa. A solução geral é a soma dessas duas soluções.
Solução da homogênea:
0 ) ( ) ( ' ) ( " = + + t ku t bu t mu : (37)
Já sabemos que a solução de (37) é
t r t r
h
e c e c u
2 1
2 1
+ = , onde
2 1
r e r são soluções da equação característica,
que podem ser reais ou complexas conjugadas.
Para encontrar a solução da não homogênea podemos admitir que a massa, após um certo tempo, passará a
oscilar com a freqüência da força externa, de modo que a solução procurada deve ser da forma:
Bsenwt wt A t + = cos ) ( u
p
(38)
Derivando u
p
duas vezes e substituindo em (36) teremos:
wt F senwt Bmw Abw Bk wt Amw Bbw Ak
wt F Bksenwt wt Ak wt Bbw Abwsenwt senwt Bmw wt Amw
senwt Bw wt Aw u e wt Bw Awsenwt u
p p
cos ) ( cos ) (
cos cos cos cos
. cos cos
0
2 2
0
2 2
2 2 " '
= ÷ ÷ + ÷ +
= + + + ÷ ÷ ÷
÷ ÷ = + ÷ =
Daí,
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
+ ÷
=
÷
=
+ ÷
÷
=
¬
¹
´
¦
= ÷ ÷
= ÷ +
0
2 2 2 2 2
0
2 2 2 2
2
2
0
2
) (
) (
) (
0
cos
F
w b mw k
bw
A
mw k
bw
B
F
w b mw k
mw k
A
Bmw Abw Bk
wt F Amw Bbw Ak
Como
2
0
2
0
mw k
m
k
w = ¬ = e fazendo   m b
m
b
2
2
= ¬ = , vem:
13
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
+ ÷
=
+ ÷
=
÷
=
+ ÷
÷
=
+ ÷
÷
=
+ ÷
÷
=
0
2 2 2 2 2
0
2
0
2 2 2 2 2
0
2 2 2 2 2
0
2
2 2
0
0
2 2 2 2 2
0
2 2
0
0
2 2 2 2
2
] 4 ) [(
2
) (
] 4 ) [(
) (
) 2 ( ) (
) (
) (
) (
F
w w w m
w m
F
w b mw k
bw
A
mw k
bw
B
F
w w w m
w w m
F
w m mw mw
mw mw
F
w b mw k
mw k
A


 
Portanto,
2 2 2 2 2
0
0
2 2
0
4 ) (
/ ). (
w w w
m F w w
A
 + ÷
÷
= e
2 2 2 2 2
0
0
4 ) (
/ . 2
w w w
m F w
B


+ ÷
= (39)
Reescrevendo Bsenwt wt A t + = cos ) ( u
p
na forma ) cos( ) ( u
p
 ÷ = wt R t e lembrando que:
A
B
tg e B A R = + = 
2 2
2 2
0
2 2 2 2 2
0
0
2
4 ) (
/
 



÷
=
+ ÷
= tg e
w w w
m F
R
(40)
Finalmente,
) cos(
4 ) (
/
) ( u
2 2 2 2 2
0
0
p


÷
+ ÷
= wt
w w w
m F
t (41)
Assim, a solução geral de (36) é:
) cos(
4 ) (
/
2 2 2 2 2
0
0
2 1
2 1


÷
+ ÷
+ + = wt
w w w
m F
e c e c u
t r t r
(42)
O termo
t r t r
h
e c e c u
2 1
2 1
+ = pode ser escrito como:
, )
t t t
t
m
b
t
m
t
m
t
m
t
m
b
t
m
t
m
b
t
m
b
t
m
b
h
e e c e c e e c e c e e c e e c e c e c u
   ÷ ÷
÷ A ÷ A A ÷ ÷ A ÷ A ÷ ÷ A + ÷
+ =
|
|
¹
|

\

+ = + = + = . . .
2 1
2 2
2
2
1
2 2
2
2 2
1
2
2
2
1
(43)
Em (43)
m 2
A
=  é real ou complexo, mas
m
b
2
=  é uma constante real positiva. Assim quando · ÷ t ,
0 ÷
÷ t
e

e conseqüentemente 0
2 1
2 1
÷ + =
t r t r
h
e c e c u . Por este motivo
t r t r
h
e c e c u
2 1
2 1
+ = é chamada de
solução transiente. Como resultado, resta apenas o termo:
) cos(
4 ) (
/
) (
2 2 2 2 2
0
0


÷
+ ÷
= wt
w w w
m F
t U (44)
Observe que esta ultima expressão varia com a mesma freqüência da força externa, possui amplitude
constante e não depende das condições iniciais. Esta é a chamada solução estacionária ou resposta
forçada, pois é o que permanece depois que o estado transiente desaparece.
14
Exemplo: Resolver o sistema oscilatório descrito pelo problema de valor inicial:
2 ) 0 ( , 0 ) 0 ( , 2 cos ) ( 2 ) ( 25 . 0 ) (
' ' "
= = = + + u u t t u t u t u
Utilizando o aplicativo MAPLE, obtemos a solução:
) 2 (
17
2
) 2 cos(
17
8
8
127
cos .
17
8
8
127
.
2159
127 248
u(t)
8
1
8
1
t sen t t e t sen e
t t
+ ÷
|
|
¹
|

\

+
|
|
¹
|

\

=
÷ ÷
Abaixo exibimos o gráfico da solução
Observe o efeito da solução transiente nos 20 primeiros segundos e como ela desaparece a partir daí,
gerando um movimento de mesma amplitude e mesma freqüência.
Bibliografia
1. Symon, Keith R.- Mecânica. Tradução Gilson Brand Batista. Rio de Janeiro-RJ. Ed. Campus, 1982.
2. Boyce, Willian E., DiPrima, Rchard C.-Equações Diferenciais Elementares e Valores de Contorno.
Tradução Horácio Macedo. Rio de Janeiro-RJ, Ed. LTC, 1998.
3. Sears, Francis, Zemansky, Mark W., Young, Hugh D. Física: Mecânica dos Fluidos, Calor,
Movimento Ondulatório, vol 2. Tradução Jean Pierre Von der Weid. Rio de Janeiro-RJ. Ed. LTC,
1984.
4. Aplicativo MAPLE 11. Waterloo Maple Inc. Waterloo, Ontário-Canadá.

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