P. 1
livro_plantastropicais-2

livro_plantastropicais-2

|Views: 242|Likes:
Publicado porLuiz Paulo Coutinho

More info:

Published by: Luiz Paulo Coutinho on Apr 03, 2013
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

03/04/2015

pdf

text

original

Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades

George Duarte Ribeiro

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Embrapa Rondônia Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades

George Duarte Ribeiro

Embrapa Rondônia Porto Velho - Rondônia Fevereiro/2010

610).Embrapa Rondônia BR 364 km 5.embrapa. 2.Porto Velho. RO Telefones: (69) 3901-2510. Título. RO: Embrapa Rondônia. A reprodução não autorizada desta publicação. Fax: (69) 3222-0409 www.5. Caixa Postal 406.. Espécies frutíferas. 2010. CEP 76815-800. constitui violação dos direitos autorais (Lei nº 9. Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades / George Duarte Ribeiro. CIP-Brasil. Porto Velho. 3225-9387. II. 18. Planta medicinal.085  Embrapa – 2010 . Série.cpafro. no todo ou em parte. 179 p. George Duarte. -. I.2 cm x 25.7 cm. Embrapa Rondônia Ribeiro. CDD 636. Catalogação-na-publicação.br Comitê de Publicações Presidente: Cléberson de Freitas Fernandes Secretária: Marly de Souza Medeiros Membros: Abadio Hermes Vieira André Rostand Ramalho Luciana Gatto Brito Michelliny de Matos Bentes Gama Vânia Beatriz Vasconcelos de Oliveira Normalização: Daniela Maciel Editoração eletrônica e layout: Marly de Souza Medeiros Revisão gramatical: Wilma Inês de França Araújo Desenhos da capa: Itacy Duarte Silveira Layout da capa: Marly de Souza Medeiros 1ª edição 1ª impressão (2010): 100 exemplares Todos os direitos reservados. ISBN: 978-85-98654-06-5 1.

Porto Velho. RO. georgeduarte@brturbo.br . em Fitotecnia. ex-pesquisador da Embrapa Rondônia.com. M.Sc.Autor George Duarte Ribeiro Engenheiro Agrônomo.

.

que com seus sonhos e suas lutas por uma vida melhor e um mundo mais justo. parceiros em trabalho sobre as palmeiras. a minha mãe. criativo micro-empresário agrícola da Cidade Hortifrutigranjeira de Porto Velho. aos companheiros. Sidnei Monteiro da Silva. a Daniela Maciel. sua sensibilidade. aos amigos João Alberto Ribeiro. à estagiária Juliana Ferreira da Silva. ex-presidente da OSR – Organização dos Seringueiros de Rondônia –. que foi operário rural da Embrapa Rondônia e um exemplo de companheirismo e dedicação ao trabalho de cultivo das plantas. . Depois. ensinou-me os rudimentos práticos da arte da Horticultura. a todos os agricultores familiares do Brasil. e competência profissional. reunido em material bibliográfico que é a base para uma futura publicação. nas famílias que compõem o Projeto RECA – Reflorestamento Econômico Consorciado e Adensado – em Nova Califórnia. RO. distrito de Porto Velho. aluna do oitavo período do Curso de Agronomia da Universidade Federal de Rondônia – UNIR. e. amorosidade. RO. pequeno produtor rural padrão de Porto Velho. amizade. e. aos meus filhos que me dão a oportunidade de me completar como ser humano. Criador e Pai Bondoso. que com sua integridade moral.ECOPORÉ e José Maria dos Santos. com sabedoria e paciência extremadas. se constitui num grande estímulo à produção intelectual. e aos senhores Alvadir Stephanes (Didi) – viveirista de Porto Velho. fundador-presidente da Ação Ecológica Guaporé . sempre a pessoa mais importante.Agradecimentos Primeiramente ao Grande Deus. Nilson do Nascimento. referência de organização de pequenos produtores rurais na Amazônia. no Campus de Rolim de Moura RO. bibliotecária da Embrapa Rondônia. que me motivou a trazer a lume esta publicação. in memorian. que me dá forças para seguir buscando produzir algo mais e melhor. na caminhada. in memorian. são sempre um grande alento. operário e mestre rural da UFRRJ. a fonte de inspiração maior da minha vida. de onde foram retiradas as informações presentes no tópico relativo a esta família. Zedequias Alves. uma grande motivação para prosseguir na luta. que. Joaquim. especialmente.

.

que remete à segunda parte. nestas. ou de maior interesse para o homem. agrupadas em cerca de 180 famílias. contendo informações sobre algumas plantas úteis. George Duarte Ribeiro Engenheiro Agrônomo – Pesquisador da Embrapa Rondônia . resolvi passar a limpo. estes seres que tanto podem nos ajudar na viabilização dos nossos sonhos. anotações e apontamentos. que seria o ideal para uma melhor identificação das plantas. Peço desculpas por estas limitações e espero que façam bom proveito deste meu esforço por oferecer esta contribuição para uma vida mais em harmonia com a Mãe Natureza. produtores rurais.). é com muita satisfação que trago a lume estas informações. com ênfase para fruteiras da Amazônia. técnicos agrícolas e amantes da natureza. com indicações de suas propriedades. de nossas vidas. é certo que muitas vezes o leitor poderá ressentir-se de informações mais abalizadas. como gostaria de encontrar. pormenorizadas. contendo comentários sobre as atribuições e características próprias de cada uma das cerca de quase 1. Recentemente. em ordem alfabética de nome popular de plantas. e. reunidas ao longo de três décadas. organizada por ordem alfabética de famílias. desenhos. atuando na área de Fruticultura Tropical. que precisam e gostam de ampliar seus conhecimentos sobre as plantas.UFRRJ até hoje. de Rondônia.Apresentação Buscando deixar mais alguma contribuição ao povo brasileiro (que custeou meus estudos na escola pública). dispostas. etc. por ordem alfabética dos nomes científicos das plantas. procurando aproveitar melhor os tantos recursos que ela nos oferece para que alcancemos nossa felicidade. inclusive com imagens (fotos. na realização de nossos desejos. Dado as características e limitações da publicação em foco. numa primeira parte. estando em contacto com alguns alunos dos cursos de Agronomia e Engenharia Florestal. senti a necessidade de repassar-lhes este material.200 espécies aqui relacionadas. no sentido de ajudar-lhes na familiarização que precisam ter com a matéria-prima básica com que vão lidar no desenvolvimento da vida profissional. desde os meus tempos de acadêmico do curso de Agronomia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro . Esta iniciativa tem o intuito de disponibilizar mais informações aos estudantes. quando exerço as funções de pesquisador da Embrapa Rondônia. e seria de se esperar. Assim.

.

................................ com detalhamento de utilidades das espécies citadas............ onde se detalha cada uma das espécies ................................. que remete à relação de famílias............Sumário Primeira parte Relação de plantas organizadas por ordem alfabética de nomes vulgares........ objeto da segunda parte deste trabalho.........15 Segunda parte Relação de plantas reunidas em famílias......................... organizadas por ordem alfabética de nomes científicos .... 55 Referências ................... 175 ......

.

alimento usado em MAD – Madeira. multipropose (em inglês) NA . alimento GÊN – Gênero holotípico (que dá nome à família) HOR – Hortaliça IA – Invasora aquática IND – Industrial INV – Invasora MAC – Macrobiótica.Legendas AL ou CO – Alimento Humano ou Comestível AMB – Planta que caracteriza determinado ambiente AO – Árvore Ornamental AQUA – Aquática. esquisita. utilizada na indústria FIB – Fibrosa FOR – Forrageira FRU – Fruteira. própria para AV – Adubação Verde CHA – Chá. esdrúxula. estrangeira. curiosa ESS – Essência. planta de uso múltiplo. extraordinária. extravagante. óleo essencial EXO – Exótica. ou comum no Nordeste brasileiro . Alimento Humano COND – Condimento. excêntrica. original. Comum no Cerrado NMA – Nativa na Mata Atlântica NNE – Nativa no Nordeste. própria para CO – Comestível. essência florestal MED – Medicinal MEL – Melífera ML – Madeira-de-lei MULT – Multiuso. alienígena FARM – Farmacêutica. Alimento Natural NCC – Nativa. tempero CR – Crescimento Rápido CV – Cerca Viva DA – Defensivo Agrícola EP – Epífita ES – Especial. planta ARTE– Artesanato.Nativa NAM – Nativa na Amazônia ou que ocorre com abundância na região NAT – Naturismo. frutífera FUN – Funcional.

Sistema Agroflorestal SOMBRA – Planta que se desenvolve bem na sombra. umbrófila TA – Tóxica Alucinógena TOX – Tóxica TRE .OL – Oleaginosa ORN – Ornamental.Trepadeira UR – Utilização Rural .Parasita REF – Reflorestamento RS – Recuperadora de Solos SAC – Sacarina SAF . indicada para paisagismo PAR .

Primeira parte .

.

acapu-de-igapó – leguminosae mimosoideae. TRE – MED Abricó. NAM – CO – MAD – UR – MED – ES – ARTE Absinto – compositae. NAM – ES Açaí. que remete à relação de famílias. NAM – MAD – UR Acapurana. NAM – CO – ES Açaí-do-amazonas. açaí-do-pará – palmaceae.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 15 Relação de plantas organizadas por ordem alfabética de nomes vulgares. FRU – EXO – MAD – UR – MED – DA – CR – MULT Abricó-de-macaco – lecitidaceae. EXO – IND –ES Acácia-esponjinha – leguminosae mimosoideae. taiuiá – cucurbitaceae. HOR – MED Acerola. NAM – MAD – UR Acelga – quenopodiaceae. MED – TOX – EXO – ES Abutilon – malvaceae. angelim-de-folha-larga – leguminosa mimosoideae. NAM – MAD Acariquara. AO – NAM – MAD Abricó-do-mato – sapotaceae. FRU – MED – IND Abeto – pinaceae ou coniferae. EXO – ARTE – ES Abiu – sapotaceae. FRU – NAM Abóbora – cucurbitaceae. MAD – IND Abacaxi – bromeliaceae. AO – CR – MAD – UR – RS – ES Acácia-mangium – leguminosae mimosoideae. cereja-das-antilhas – malpighiaceae. Aquariquara. EXO – REF – MAD – ES Acácia-negra – leguminosae mimosoideae. acari – olacaceae. AQUA – MED Abóbora-d’anta. EXO – FRU – OL – IND – MED – REF – ES – MULT Abacateiro-do-mato – lauraceae. ORN – GÊN Acapu. ORN Acácia-do-nilo. açaí solteiro – palmaceae. HOR – MED – ES – FOR – GÊN Abóbora-d’água – cucurbitaceae. FRU – NAM – SAF – MED – IND – UR – OL – ORN – ARTE – MULT Açaí-chumbinho – palmae. onde se detalha cada uma das espécies Abacate – lauraceae. FRU – EXO – MED – IND – FUN . NAM – FRU – MED – IND – UR – FUN Acalifa – euforbiaceae. árvore-da-goma-arábica – leguminosa mimosoideae. objeto da segunda parte deste trabalho. ORN – CV – ES Acantus – acanthaceae. abricó-do-pará – clusiaceae. EXO – REF – MAD – AO – ARTE – CR – RS – ES – IND – MULT Acácia-preta – leguminosae mimosoideae.

lírio-de-são-josé. ORN Agoniada – apocinaceae. AV – INV Afelandra – acantaceae. ESS – FARM Alfinete – valerianaceae. AQUA – IND – INV – ES Aipo – umbeliferae. ORN Algaroba – leguminosae mimosoideae.16 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Açucena – amarilidaceae. ORN – ESS . gigoga.IND Alcachofra – compositae. colônia – zingiberaceae. MED – FAR Alpínia. HOR – MED Ajillo – caryocaraceae. HOR – MED – AQUA Aguapé. GÊN Almeirão – compositae. HOR – MED – FARM Alecrim – labiatae. HOR – COND Alocasia – araceae . jacinto-d’água – pontederiaceae. INV Alho poró – liliaceae. AO – ES Alho – liliaceae. ORN Agave – agavaceae. lírio-amarelo. ORN – TOX Álamo – salicaceae. HOR – NAT – MED Alisma – alismaceae ou alismataceae. ORN Aeshinomene – leguminosae faboideae. MED – COND Alfazema – labiada. baronesa. AQUA – ORN Alfafa – leguminosae faboideae. ESS – ORN Alface – compositae. HOR – MED – UR – DA Alho bravo – liliaceae. EXO – MAD . IND – OL – FIB – MED Algodão-da-praia – malvaceae. COND – CHA – MED Alfavaca-de-cheiro – labiatae. hemerocalis – liliaceae. MED Agrião – cruciferae. AO – FOR – UR Algodão – malvaceae. ESS – MED – FARM – COND Alecrim-do-oriente – labiatae. ORN – IND – FIB – ES Aglaonema – araceae. ORN Aloé – liliaceae. EXO – MAD Alamanda – apocinaceae. ORN Agapanto – liliaceae. HOR – ES Alface-d’água – araceae. FOR – MED Alfavaca – labiada. ORN Açucena-amarela.

conduru-de-sangue. MAD – CR – UR Angico-vermelho – leguminosa mimosoideae. MAD Anileira – leguminosa faboideae. GÊN – UR – CO Amarelona. AL – MAD Antúrio – araceae. puruí – rubiaceae. faveira-ferro – leguminosa mimosoideae. NAM – MAD – UR – ES Amaranto – amarantaceae. amêndoa-doce – rosaceae. cerejeira – leguminosae faboideae. Angelim-pedra. EP – TRE – ES . mata-pau. MED Amor-perfeito – violaceae. NAM – MAD Amarílis – amarilidaceae. CO – IND – OL Amor-agarradinho – poligonaceae. ESS – COND – MED – CHA Anonillo – anonaceae. MED – NAT – COND Anis-verdadeiro – umbeliferae. FOR Amapá – apocinaceae. ML – NAM – ES Ameixa. amora-branca – moraceae. FRU – IND – FOR Amora. NAM – MAD – UR Angico-branco – leguminosa mimosoideae. EXO – FRU – OL – IND Amendoim – leguminosae faboideae. EXO – FRU – IND – FOR Andaca – commelinaceae. badiana.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 17 Alpiste – graminae. muirapiranga – moraceae. AO – FRU – ES Amendoeira-européia. ORN – TRE Amor-do-campo – tiliaceae. MED – IND – ES Aninga – araceae. INV – MED Andiroba – meliaceae. MAD Angico-verdadeiro – leguminosa mimosoideae. NAM – MAD – MED – UR Amapá-doce. ORN Amora. cipó-estrangulador – moraceae. sete-copas – combretaceae. aniz-da-sibéria – magnoliaceae. ORN Angélica – apiaceae ou umbeliferae. Angelim-vermelho. GÊN – ORN Amburana. amora-negra – moraceae. NAM – MAD – OL – MED – UR – MULT Anemone – ranunculaceae. ORN – SOMBRA Apuruí. NAM Anis ou anis-estrelado. MED Angelim. ameixeira – rosaceae. MAD – CR – UR Angico-roxo – leguminosa mimosoideae. amarillón – combretaceae. castanhola. castanheira. amêndoa. EXO – FRU – MED Amendoeira. FRU – NAM Apuí.

MED – ESS – ES – UR Aroeira-salsa. NAM – MED – TOX – ES – UR Assapeixe. ORN – UR – AV – FOR Araribá. EXO – ORN – SOMBRA Aristolóquia. MEL – ES – ORN Aveia – graminae. jabillo – euphorbiaceae. MED – MEL – CHA – INV Assa-peixe – compositae. pinheiro-de-norfolk – pinaceae ou coniferae. papo-de-peru – aristolochiaceae. MED – NAT – CHA – MAC Arumã – marantaceae. pau-de-gasolina – lauraceae. FRU – NAM – SAF – IND – ES Araçá-pêra – mirtaceae. MED – FAR – CHA – EXO Arnica-brasileira – compositae. aroeira-mole – anacardiaceae. AL – ES – MED – GÊN Araticum – anonaceae. araribá-amarelo. INV – TOX – MED – GÊN Arroz – graminae. ML Aroeira-da-praia – anacardiaceae. bananeira-de-leque – musaceae. AO – MAD – UR – ES – CR Araruta – marantaceae. NAM – UR – ARTE Árvore-de-Natal. gonçalo-alves – anacardiaceae. ariribá – leguminosa faboideae. HOR – MED Aspargo-ornamental – liliaceae. ORN – SOMBRA Areca-triandra – palmaceae. ORN – ES Árvore-do-viajante. AL – FOR . joá-bravo. melancia-da-praia – solanaceae. aroeira-do-sertão – anacardiaceae. MED – UR – ES Arrebenta-cavalo. folha-de-santana. urtiga-mansa – urticaceae. MAD – MED – UR Aroeira-do-campo. MED – FARM Arnica-do-campo – compositae. MED – FARM – CHA Aroeira. milhomens. ORN – ES Árvore-do-querosene. ORN – ES Assacu. FRU – NAM – ES Arachis – leguminosae faboideae. ORN – TRE – ES – MED – GÊN Arnica – compositae. FRU – UR Areca-bambu – palmaceae.18 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Araçá – mirtaceae. louro-inamuí. AL – IND – ES – FOR Arruda – rutaceae. aroeira-mansa – anacardiaceae. NAM – UR – ES – IND Aspargo – liliaceae. MED – MEL – CHA – INV – ES – UR Astrapéa – srerculiaceae. MED – ES Artemísia – compositae. FRU – INV Araçá-boi – mirtaceae. MED Aroeira-vermelha. joá-ti.

ORN – CV – UR Bambuzinho – gramineae. árvore-do-viajante – musaceae. MED Bardana – compositae. INV – ORN – HOR – MED – GÊN Azevinho – aquifoliaceae. NAM – OL – UR – IND – ES Babosa – liliaceae. strelítzia – musaceae. CO – OL Avelós. NAM – CO – OL – UR – ARTE Bacaba-de-leque – palmae. garrote – moraceae. balateira. AO – ES . aveloz – euphorbiaceae. INV – MED Barbasso – compositae. EXO – FRU – IND – ORN – UR – SAF – FUN Bananeira-de-jardim. AQUA – ES – UR – GÊN Babaçu – palmaceae. NAM – MAD – IND Bálsamo-do-peru – leguminosae faboideae. bacabinha. MED – IND – FARM – ES Bambu – graminae. guapuruvu. bacabão. ORN Azaléa – ericaceae – ORN – ES Azedinha – oxalidaceae. NAM – UR – MAD – FRU – ES Balata.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 19 Avelã – betulaceae. NAM – CR – SAF – MAD – IND – UR – ES – MULT Baobá – bombacaceae. MED – ESS – FARM – UR Bacaba. verbasco – scrofulariaceae. FRU – NAM – ES Bagaceira. ORN – UR – ARTE Bambuzinho-melindre – liliaceae. CO – MAC – NAT – MED – RS Barriguda – bombacaceae. bacabaçu. INV – MED Barbatimão. ORN – UR – CV – CO – ARTE Bambu-balde – graminae. paricá – leguminosae cesalpinioideae. ORN – ES Bananeira-de-leque. bacaba-mirim – palmae. EXO – AO – ES Barba-de-velho – bromeliaceae. NAM – ORN – UR Bacabi. bacaba-verdadeira – palmaceae. ORN – ES Axínea – melastomaceae. FRU – NAM – ES Bacuripari – clusiaceae. baicuru – sapotaceae. UR – CV – HOR Bambu-chinês – graminae. ORN – CV – MED Avenca – polipodiaceae / pteridophyta. NAM – CO – ORN Bacuri – clusiaceae. faveira-camuzé – leguminosae mimosoideae. MED – ES Azolla – azollaceae / pteridophyta. ORN – TRE Banana – musaceae. tatajuba. ORN – ES Bandarra. ORN – EPT Barbasco.

MED – FARM Batata-doce – convolvulaceae. MED – UR – ES Boldo-baiano – compositae ou asteraceae. beijo-de-frade. FRU – NAM Biribá-de-pernambuco. EXO – COND – TRE – ESS – MED – IND Baunilha-ornamental – orchidaceae. flor-da-redenção – zingiberaceae. ORN – TOX – INV Boca-de-leão – scrofulariaceae. EXO – MED – FARM – ESS – IND . ORN – EXO – ES Beijo-impatiens – balsaminaceae. ORN Beladona – solanaceae. EXO – ORN – ES Batata-de-purga – convolvulaceae.20 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Barrilheira – quenopodiaceae. ORN – ES – TOX Bicuíba. bocuva – miristicaceae. CO – MED Boa-noite – apocinaceae. NAM – MAD – ES Bignonia – bignoniaceae. AO – EXO – GÊN Bico-de-papagaio. ORN Begônia – begoniaceae. batata-inglesa. verdoega – portulacaceae. MED – UR Boldo-do-chile – monimiaceae. MED – FARM Beldroega. AL – HOR – SAC Baunilha – orchidaceae. batata inglesa – solanaceae. MED – FARM – COND Bastão-do-imperador. ORN – ES Bela-emília. jaca-de-pobre – anonaceae. ORN – ES Beijo. INV – FOR Berberis – berberidaceae. FRU Biribá – anonaceae. capim-angola – gramineae. CO – HOR – SAC – IND Bétula – betulaceae. ORN Begônia-rex – begoniaceae. NA – TRE – ORN – ESS – IND Baunilha-da-praia – orchidaceae. CO – HOR Beterraba – quenopodiaceae ou salsolaceae. ORN Boldo. jasmim-azul – plumbaginaceae. FRU – ESS – IND Berinjela – solanaceae. INV – HOR Belosperone – acanthaceae. ORN Bengo. boldo-da-terra – labiatae. GÊN – TRE Bilimbi – oxalidaceae. AL – HOR – FOR Batatinha. poinsétia – euforbiaceae. IND – EXO Basilicão – labiatae. maria-sem-vergonha – balsaminaceae. gengibre-tocha. EXO – MED Bergamota – rutaceae. CO – HOR – MED Bertalha – baselaceae.

ORN Cacto-ornamental – cactaceae. ORN Brócolis – cruciferae. três-marias. MAD – REF – MEL – UR – CR – MULT Braúna – leguminosae cesalpinioideae. uliá – palmae. ORN Cactus-monstruoso-minor – cacataceae. NA – CO – ORN – UR – IND Buriti-mirim. bororô – rubiaceae. fúchsia – onagraceae. rhipsalis – cactaceae. rhipsalis – cactaceae. buritizinho. NA – ES Cactozinho – cactaceae. ORN – TRE – CV – MULT Bugi-leguminosae faboideae. cabacinha-amargosa – cucurbitaceae. ORN – MED Borojoa. ORN – GÊN – UR Bucha – cucurbitaceae. NAM – AO – ES – CO – UR Cacto-da-restinga – cactaceae. TRE – INV – UR – ES Buganvília. NA – IND – UR Cabaça. caranã. ES Bussu – palmaceae. ML – NMA – AO – ES Bredo-da-praia – goodeniaceae. ORN – UR – CO – FOR . INV – ORN Brinco-de-princesa. buritirana. ORN – ES – EP Cactus-três-quinas – cactaceae. NAM – CO – ORN Cacau-do-peru – sterculiaceae. AMB – ES Cacto-rosa – cactaceae. buriti-bravo. ORN Cactus-monstruoso – cactaceae. ORN – ES Cacto-piliforme. ORN – UR – ARTE Caeté-mirim – cannaceae. NAM – CO – IND – SAF – UR – MED – SOMBRA Cacau-azul – sterculiaceae. NA – CO – IND – UR Burra-leiteira – euforbiaceae. ES – UR – ARTE – GÊN Cabelo-de-anjo. AMB Buriti – palmaceae. ES – ORN – EP Cacau – sterculiaceae. cuia. canaí. ORN Caeté. cabelo-de-anjo.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 21 Bonina – nyctaginaceae. FRU – EXO Borragem – boraginaceae. FRU – ES Cacauí – sterculiaceae. primavera – nyctaginaceae. HOR – FUN – ES Bromélia – bromeliaceae. NAM – IND – ESS – UR – ES Brilhantina – urticaceae. INV Breu-branco – burseraceae. carandaizinho. bananeirinha-do-mato – marantaceae. carandaí. MED – GÊN Bracatinga – leguminosae mimosoideae. bouganvílea.

camuzé – leguminosae mimosoideae. EXO – CO – IND – MED – FUN – SAF Café robusta. FRU – NA Cambuci – mirtaceae. AV – FOR Calatéa. taperebá-açu – anacardiaceae. jacundá – marantaceae. taperebá-do-sertão – anacardiaceae. FRU – NAM – FUN – FARM Cana-de-açúcar – graminae. ORN – ES Calceolaria – escrofulariaceae. bengué – rubiaceae. EXO – ORN – ES – ARTE Camoensia – leguminosae faboideae. TRE – ORN – ES Camomila – compositae. NA – FOR – MAD Camu-camu – mirtaceae. FRU – IND – NNE – AO Cajueiro – anacardiaceae. FRU – ES – NCC Cajueiro-gigante. cajarana. ORN – ES Calatéa-zebrina – marantaceae. FRU – ES Calapogônio – leguminosae faboideae. ORN – CV Camaerato – acanthaceae. NA – FRU Cajá-manga. FRU – NCC – ME – ES Caixeta – bignoniaceae. FRU – NA Cambuí-verdadeiro. erva-de-rato. café-bravo. FRU Cajá-mirim. FRU – NA – AO – IND Cambuí – mirtaceae. café conilon – rubiaceae. MED Cafezinho. ORN Cambarazinho. INV – TOX Cagaita – myrtaceae. ORN Calatéa makoyana – marantaceae. vick. ORN Camarão – acantaceae. FRU – MED – IND – UR – NNE Cajueiro-do-campo. CHA – MED Camunzé. Cambuí-roxo – mirtaceae. FRU – MED – UR – NA – GÊN Cambuí-amarelo – mirtaceae.22 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Café – rubiaceae. cajuí. NA – FRU – MED Camélia – teaceae. SAC – IND – CO – FOR – FUN . caju-açu – anacardiaceae. ORN – ES Calatéa-ornata – marantaceae. EXO – CO – IND – MED Caferana – gentianaceae. ORN Caliandra – leguminosae mimosoideae. lantana – verbenaceae. taperebá – anacardiaceae. INV – ORN – MEL – MED – TOX Cambucá – mirtaceae. CHA – MED – ES – FARM Camomila-romana – compositae. MAD – UR – NA – NAM Cajá-açu. cajueiro-anão – anacardiaceae. FRU – ES Calabura – tiliaceae.

capim-napier. EXO – FIB – IND – TA – MED – ES – GÊN Canistel – sapotaceae. EXO – FOR Capim-elefante. NMA – MAD – UR – ES – ESS – MED – MULT Cânfora – lauraceae. angolo – leguminosae mimosoideae. GÊN Capeba. ML – NMA Canela-sassafrás. cinamomo. canela-verdadeira. EXO – CO – IND – OL Caparis – caparidaceae. FOR – UR Capim-guatemala – gramineae. FOR – NA Candeia. costus – costeaceae ou zingiberaceae. FOR – NNE – ES Canarana – graminae. pariparoba – piperaceae. NCC – ES – UR – ARTE Capim-estrela – gramineae. MED Capeba-do-norte – piperaceae. FOR – ES Capim-brizantão – gramineae. capim-napiê. DA – ES Cânhamo – canabaceae. EXO – FRU – ES Canola – cruciferae. sassafrás – lauraceae. FOR – UR Capim-flecha – gramineae. COD – ESS – MED – CHA – MAD – MULT Canela-amarela – lauraceae. braquiária – gramineae. FOR – NNE Capim-colonião – gramineae. EXO – FOR – ES Capim-dourado – eriocaulaceae. EXO – FOR – ES Capim-buffel. caapeba. FOR . FOR . ORN – ARTE – GÊN Canafístula-de-boi.ES Capim-angola – gramineae. MED Capim-afozo – gramineae. ML Canela-preta – lauraceae. FOR – ES Capim-barba-de-bode – gramineae. canela-do-ceilão – lauraceae. ES – NCC Capim-brachiária. gramafante – gramineae.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 23 Cana-do-brejo. ORN Cana indica – cannaceae. NA – UR – ES – MAD – MEL – MED – MULT Candelabro – euforbiaceae. canela-da-índia. ORN – ES – GÊN Canela. ORN – MED – ES Cana-dos-pampas – graminae. EXO – FOR Capim-andropogon – graminae. MAD – NMA Canela-baraúna. cambará-branco – compositae. FOR – ORN Capim-gordura – gramineae. capim-búfalo – gramineae. baraúna – lauraceae.

MED – NCC Carauta. FOR Capim-panasco – gramineae. FOR Capim-pasto-negro – gramineae. crajiru. FOR Capim-mimoso – gramineae. INV – ES Capim-setária – gramineae. ORN – ES Carambola – oxalidaceae. EXO – ORN – FIB – ES Carnaúba – palmaceae. NAM – MED – ES Cardamomo – zingiberaceae. contra-erva – moraceae. NNE – IND – ORN Caroá. CO – TRE Caraguatá – bromeliaceae. NAM – ES – UR Caranaí. MED – NAM Carapiá – moraceae. FIB – IND .ES Carandá – palmaceae. FOR Capim-quicuio-da-amazônia. palmeira rabo-de-peixe – palmaceae. karité. FOR – ES Capim-roseta – gramineae. CO – MAC Cará-trepador. grama-midícola – gramineae. FOR Capim-pé-de-galinha – gramineae. karitê – sapotaceae. FOR Caqui – ebenaceae. MED – NAM – ES Caraluma – asclepiadaceae. FOR Capim-jaraguá – gramineae. capim-kikuio – gramineae. caraná-do-mato. FRU – MED – ES Caraná. curauá – bromeliaceae. MED Carajuru. FOR – UR Capim-guiné – gramineae.24 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Capim-guaçu – gramineae. NAM . COND – MED Cariota. chica. INV – FOR Capim-quicuio. FOR – EXO Capim-vassoura – gramineae. capim-cidrão – gramineae. FOR Capim-limão. miritirana – palmae. ORN Carité. buritirana – palmae. MED – ESS – CHA – MAC – FARM – MUL Capim-marmelada – gramineae. capim-santo. FRU – EXO – ES Cará – dioscoriaceae. ORN – UR – ES Carapanaúba – apocinaceae. EXO – OL – IND – FARM Carludovica – cyclantaceae. cará-moela – dioscoriaceae. piranga – bignoniaceae. FOR Capim-murubu – gramineae. FOR Capim-mombaça – gramineae.

castanha-portuguesa – fagaceae. feijão-fradinho. castanha-do-pará – lecitidaceae. NAM – MAD – UR – ES Cebola – liliaceae. parapará – bignoniaceae. munguba – bombacaceae. NAM – CO – FUN – OL – MAD – ARTE – SAF – MULT Castanha-da-índia – hippocastanaceae. ORN – EP Catuaba – bignoniaceae. MED – ES – ORN Catolé.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 25 Caroba. ML – NA Caxinguba. cássia-multijuga. AO – EXO – MAD – ES – CV – GÊN Catauari. arapitanga – meliaceae. INV – CO – FOR – MED Caruru-bravo. macáçar. AO – ES Cássia-javânica . NAM – ML – REF – ES – SAF – MULT . catulé – palmaceae. MED – ES Casca-doce. AO – ES – CR Cássia-chuva-de-ouro – leguminosae cesalpinioideae. cedro-mogno. MED – MAD Carobinha – bignoniaceae. AO Cássia-siamea . ORN – CO Caucho – moraceae. MAD – EXO – ES Casca-d’anta – winteraceae. INV Carvalho – fagaceae. HOR – COND – ES Cedro. HOR – MED – ES Cebolinha – liliaceae. ervilha-de-vaca – Leguminosa faboideae. capim-carrapicho – gramineae. MED – MAD – NA Caroba-amarela – bignoniaceae. CO – AV – FOR – MULT Caviúna. pau-doce – sapotaceae. INV – ES – MED Caruru. caruru-de-espinho – amarantaceae. bredo – amarantaceae. CO – EXO – ES Casuarina – coniferae ou casuarinaceae. jacarandá-caviúna – leguminosae faboideae.leguminosae cesalpinioideae. AO – MAD . canudeiro – leguminosae cesalpinioideae. trapiá – caparidaceae. figueira-do-mato – moraceae. EXO – AO – ES – RS Castanha-do-brasil. INV – ES Carrapicho-de-carneiro – compositae. NAM – UR – IND Caupi. cow-pea. bacaris – compositae. MED – NCC Carqueja.leguminosae cesalpinioideae. pau-cigarra. AO – MAD – ES – MED Carrapicho. MED Castanha-do-maranhão. MED – CHA – MAC Carrapeta – meliaceae.NAM – CO – MED Cássia-aleluia. NAM – AO – CO – ES – CR Castanheiro-europeu. castanheiro-do-maranhão. canafístula. NAM – MED Catléia – orquidiaceae. cedro-cheiroso. cabiúna.

stercúlia – sterculiaceae. PAR – MED Cipó-mariri – malpighiaceae. NAM – TA – UR Chapéu-de-couro – alismataceae. cerejeira-européia. CO – IND – FOR Chá. AL – EXO . HOR – MED – ES Centeio – graminae.26 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Cedro-australiano – meliaceae. cica-revoluta – cycadaceae. HOR – UR Chuchu – cucurbitaceae. MED Cipó-ambé – araceae. jetirana – leguminosae faboideae. TOX – UR – ES . CO – IND Centrosema. MED – ES Cipó-chumbo. cuscuta – convolvulaceae. chicasquil – euphorbiaceae. rainha. imburana-de-cheiro. ORN Cica. ORN – ES Cipó-timbó – sapindaceae. EXO – ORN – ES Ciclame – primulaceae. AO – FRU – MAD – EXO – FUN Ceropegia. MED – NA Chaya. ORN Cicuta – umbeliferae. NAM – ART – UR – MED – ES Cipó-azougue – cucurbitaceae. FRU – EXO – UR Chia – labiatae. GÊN Chicória – compositae. AO – MAD – REF – ES – CR – MULT Cinco-folhas – bignoniaceae. MED Cipó-caboclo – dilleniaceae. amburana. NAM – TA – UR – ES Cipó-milhomens – aristolochiaceae. corações emaranhados – asclepediaceae. EXO – MAD – DA – ES Cedro-batata – meliaceae. HOR – ES Cianotis – commelinaceae. ORN – TRE – ES Cevada – graminae. mescla – rubiaceae. cerejeira. AV – FOR Cerejeira. EXO – CHA – IND – ES – UR Chacrona. cereja-silvestre – rosaceae. para-raios – meliaceae. FOR – UR – CO Cherimólia – anonaceae. MAD – NAM – ES – REF – CR Cenoura – umbeliferae. chá verde – teaceae. NAM – ML – ES – SAF – MULT Cereja. cereja-doce. FRU – UR Cinamomo. bombacopsis – bombacaceae. cumbaru-das-caatingas – leguminosae faboideae. ML – REF – MED – ES Cedro-doce. TOX – MED Cidra – rutaceae.ES Chicha-do-nordeste. EXO – ORN Cica sul-africana – cycadaceae.

tiú. EXO – MED – IND Coleus – labiatae. fruta-da-condessa – anonaceae.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 27 Cipó-titica – araceae. ORN – TER Clorofito. ORN – TOX Coração-de-negro – leguminosae mimosoideae. COND Condessa. FRU – ORN – OL – IND – SAF – MULT Coco-de-catarro. ORN Columnea – gesneriaceae. ORN – EXO – ES Coroa-de-cristo – euphorbiaceae. ORN – CV – TOX Coroa-de-frade – cactaceae. siriguela – anacardiaceae. haemanthus – amaryllidaceae. lágrimas-de-cristo – verbenaceae. UR – ES – MED – TOX Cola – sterculiaceae. mucajá – palmácea. FOR – OL Comigo-ninguém-pode – araceae. pau d’óleo – leguminosae cesalpinioideae. MED Coentro – umbeliferae.nossa -senhora – liliaceae. ORN – GÊN – AMB Coca – erythroxylaceae. teju-açu. coroa-de-moçambique. coqueiro-da-bahia – palmaceae. ORN – ES Ciriguela. ORN Colza – cruciferae. AO – MAD – CR – ES Coração-magoado – amaranthaceae. ORN – ES – TOX – SOMBRA Cominho – umbeliferae. NAM – OL – MED – MAD – ES – MULT Copo-de-leite – apocynaceae. ORN Clorodendro. CO – UR – OL – MED – ES – MED – MULT Cóculos – menispermaceae. AL Confrey. HOR – COND – UR Coerana. ORN Coroa-imperial. coirana – solanaceae. ORN – ES . FRU – ES – NNE Círio-de. ORN Clúsia – clusiaceae. confrei – boraginaceae. ORN – ES Cordiline – liliaceae. talipot – palmaceae. GÊN Copaíba. MED – FOR – TOX Congonha-do-campo – rubiaceae. ORN – SOMBRA Corifa. NAM – UR – ES – MED Cipreste – coniferae. caapiá-açu – moraceae. caminho-de-jesus – liliaceae. NA – MED Convolvulus – convolvulaceae. liga-osso. macaúba. TA – FARM – UR – ES Coco-da-bahia. NA – MED Contra-erva.

FRU – EXO – MED Dendê. cupiúna – celastraceae. MED – NAM – ES – UR – TRE Crassula – crassularaceae. ORN – ES Dormideira. carajiru.28 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Costela-de-adão – araceae. ORN – ES Crotalária – leguminosae faboideae. boleira – euphorbiaceae. cumbaru. piranga – bignoniaceae. imburana-de-cheiro – leguminosae faboideae. NAM – CR – MAD – ES Cupuaçu – sterculiaceae. hera sueca – labiatae. caiaué. HOR – MAC – MED Couve-flor – cruciferae. chica. cocona – solanaceae. NAM – MAD – FARM – MED Cupiúva. INV – ES – MED – ORN . andá-açu. ORN Damasco – rosaceae. ORN Cróton – euphorbiaceae. AV – DA – MEL Cubiu. NAM – FRU – MED – FARM – IND Cuité – bignoniaceae. UR – ES Cuscuta. ORN Cravo-de-defunto – compositae. ORN – DA Crista-de-galo – amaranthaceae. ORN – ES Dion edule – cicadaceae. ORN – SOMBRA Costus. MED – PAR Cutieira. HOR – MAC – FUN Crajiru. NAM – MAD – MED – UR Dália – compositae. EXO – CO – OL – IND Dendê-do-pará. HOR – MED Couve-de-bruxelas – cruciferae. ORN – GÊN Cravina – cariofilaceae. ORN – MED – ES Couve – cruciferae. NAM – OL – FOR – IND Desmodium – leguminosae faboideae. sensitiva. ORN Cravo – cariofilaceae. MED – ORN Dinheiro-em-penca – urticariaceae. AV – FOR – UR Digitalis – scrofulariaceae. ORN Dama-da-noite – cactaceae. moeda. maná-da-amazônia. cana-do-brejo – zingiberaceae ou costeaceae. ORN – UR Cumaru. ORN – ES Cravo-de-amor – cariofilaceae. cipó-chumbo – convolvulaceae. cupiúba. NAM – FRU – IND – ES – SAF – SOMBRA – MULT Curare – loganiaceae. corozo – palmae. esponjinha – leguminosae mimosoideae. ORN Dólar. dendezeiro – palmaceae.

maria-preta – solanaceae. MED Erva-de-são-joão – hyperaceae. MAD – EXO Ébano-da-índia – ebenaceae. erva-de-santa-luzia – euphorbiaceae. GÊN – ES Epíscia – gesneriaceae. imbaúba. GÊN – ES Ébano – meliaceae. cecrópia – cecropiaceae. MED – ES Embaúba. ORN – UR – CV – FOR – CR – SAF – MULT Eritrina-anã – leguminosae faboideae. embaúba-da-folha-branca – cecropiaceae. mulungu. EXO – MED – ES – GÊN Erva-doce. caiapiá. melissa – labiatae. ORN Dracaena-rosada – liliaceae. bengué – rubiaceae. MEL – INV Erva-cidreira. ébano-australiano – leguminosae mimosoideae. ORN Drosera – droseraceae. CR – SAF – ES Erva-andorinha. vick. ORN Elixir-paregórico – piperaceae. poró – leguminosae faboideae. MED Erva-de-santa-maria. MED – ES Dracena – liliaceae.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 29 Dorstênia. COND – FOR – CHA – MED – ESS – UR – EXO – FAR – MULT Erva-macaé – labiatae. MED – NA – ES – CO – INV – IND – GÊN Embaúba-prateada. guaçatonga – flacourtiaceae. figueir. ORN – ES Douradinha-do-campo – sterculiaceae. tiú – moraceae. funcho. rosa-crassula – crassularaceae. PAR – MED – ES Erva-de-rato. ORN Erantemo – acanthaceae. MED Erva-mate – aquifoliaceae. contra-erva. MAD Ébano-da-austrália. IND – CHA – UR – ES Erva-moura. MED – CHA – MAC – UR – ES – IND – FARM – MEL Erva-de-bicho – poligonaceae. cafezinho. umbaúba. MED – INV Erva-canudo – convolvulaceae. suinã. mastruz – quenopodiaceae. MED – INV . ML – EXO Echevéria. café-bravo. MED Erva-de-bugre. FOR – CV – ES Eritrina-gigante – leguminosae faboideae. TOX – INV Erva-de-santa-bárbara – solanaceae. MED – FARM – UR – ES – TOX – GÊN Erva-de-santana – compositae. ORN Eritrina. MED – UR Erva-de-passarinho – lorantaceae.terrestre. anis-doce – umbeliferae.

ORN – ES Eucalipto – mirtaceae. MED – INV Erva-tostão – nictaginaceae. ORN – TOX – ES – SOMBRA Espatodéa. strelítzia. feijão-adzuki – leguminosae faboideae.30 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Erva-picão. espinheira-divina. EXO – MAD Espada-de-ogum – liliaceae. HOR – MED – ES Espinheira-santa. NAM – MAD – UR Faveira-ferro. MAD Faveira-benguê – leguminosae mimosoideae. ORN – ES Extremosa. EXO – CO – ES Feijão-arroz – leguminosae faboideae. angelim-verdadeiro. HOR – FOR – ES Faveira – leguminosae cesalpinioideae. bananeira-de-jardim – musaceae. fedegoso-verdadeiro. ORN Espada-cilíndrica – liliaceae. ORN – ES – GÊN Eufórbia-grandicornis – euphorbiaceae. resedá – lithraceae. ORN Faia – fagaceae. ORN Falso-mangostão – clusiaceae.alado – leguminosae faboideae. ORN – TOX – DA Estapelia – asclepiadaceae. ORN – ES Estragão – compositae. picão – compositae. HOR – IND Escobo – combretaceae. spatodéa. CO – MED – ES – FUN Feijã. angelim. ORN Espada-de-são-jorge – liliaceae. EXO – MAD – MEL – ES Eufórbia-afila – euphorbiaceae. espatodéia. cancerosa. NAM – MAD Fedegoso. matapasto. manjerioba – leguminosae cesalpinioideae. ORN Esterázia – scrofulariaceae. CO – ES Feijão azuki. AO – EXO Espinafre – quenopodiaceae. – leguminosae mimosoideae. MED – ES Espirradeira – apocinaceae. FRU – EXO Fava – leguminosae faboideae. NAM – MAD – UR Faveira-preta – Leguminosa mimosoideae. angelim-pedra. MED – INV Feijão – leguminosae faboideae. minerva-dos-jardins. EXO – MAD – GÊN Falso-camarão – acanthaceae. EXO – COND – MED Estrelítzia. tulipa-da-áfrica – bignoniaceae. EXO – REF – MAD – CR – MEL – UR – MED – ESS – FARM – MULT Eucalipto-da-folha-grande – myrtaceae. maiteno – celastraceae. CO – MAC – ES . MED Ervilha – leguminosae faboideae. angelim-vermelho.

FRU Freijó. feijão-lima – leguminosae faboideae. mata-pau. macaçar – leguminosae faboideae. Fícus-roxburghii – moraceae. gameleira-branca. AO Fícus. NAM – MAD . ML – REF – EXO – RS – UR – MEL – SAF – MULT Freijó. AO Figo – moraceae. AO – ES Fícus-mata-pau. bolsa-de-pastor. AO – EXO – CV – ES Fícus-italiano. corama – crassulareceae. AV – ES Feijão-da-praia. EXO – FRU – ES Figueira-branca. ORN Fortuna. folha-da-fortuna. freijó-louro. feijão-fradinho. CO Feijão-de-porco – leguminosae faboideae. EXO – ORN Feto – hymenophylaceae/pteridophyta.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 31 Feijão-bravo-do-ceará – leguminosae faboideae. AV – FOR – CO Feijão-mungo. feijão-da-índia – leguminosae faboideae. ORN Flor-de-maio – cactaceae. árvore-do-dinheiro. quamoclit. feijão-de-corda. EXO – AO – ES Flemingia – leguminosae faboideae. ORN – ES Flor-de-seda – cactaceae. boa-tarde – convolvulaceae. NMA – ES Filodendro.religiosa. ervilha-de-vaca. figueira-dos-pagodes – moraceae. louro. cipó-estrangulador – moraceae. ORN – MED – ES Fortuna-de-folha-de-borda-rajada. ES Fícus-benjamim – moraceae. ES Figueira-terrestre – moraceae. EP – TRE – ES Fícus-populeaster – moraceae. palmeira-robelini – palmae. SAF – RS – ES Flor-de-abril. maçã-de-elefante. pirarucu – crassularaceae. CO Feijão-tepari – leguminosae faboideae. cow-pea. laurel – boraginaceae. caupi. AV – FOR – INV – ES – CO Feijão-de-lima. apuí. ML – REF – NAM – RS – MEL – SAF – MULT – CR Fruta-de-cedro – anacardiaceae. fícus-gameleira – moraceae. ORN Flamboyant – leguminosae faboideae. filodendro-jibóia – araceae. ORN – MED – ES Framboesa – rosaceae. frei-jorge – boraginaceae. NA – AO – ES Figueira-do-amazonas – cecropiaceae. AO – ES – MAD – CO – GÊN Flor-de-cardeal. ORN – TRE – ES – SOMBRA Fitônia – acanthaceae. seringueira-de-jardim – moraceae. CO Fênix. dilênia – dileniaceae. Freijó-cinza. ORN – TRE – ES – INV Flor-de-cera – asclepiadaceae. freijó-goeldiana.

garapa. grama-de-jardim – graminae. ORN – ESS Gengibre – zingiberaceae. FRU – NA – MED – UR – ES – FUN Gonçalo-alves. FRU – EXO – ES Fúchsia. EXO – IND – UR – CR Goiaba. amarelon – tiliaceae. NAM – MAD – ES Gardênia. erva-doce – umbeliferae. FOR . grama-coreana – graminae. ORN Glicínia – leguminosae faboideae. GÊN Georgina – compositae. fúcsia. FOR – CR – CV – UR – SAF – MULT Gloxínia – gesneraceae. grama-barbante. pau-de-goma – vochisiaceae. ML – UR – NA Gomeira. brinco-de-princesa – onagraceae. MED Gergelim. ORN – FOR – ES Grama-bermuda. MED Gibata. ORN – ES Funcho. bermuda-grass. ORN – FOR Grama-inglesa. jasmim-do-cabo – rubiaceae. grama-mato-grosso. xibata – bignoniaceae. ORN Grama-italiana. COND – FOR – CHA – MED – ESS – UR – EXO – FAR – MULT Furcrea – agavaceae. CO – OL – MAC – IND – MED – UR – MULT Gervão roxo – verbenaceae. grama-imperial. ORN Grama-japonesa. ata – anonaceae. grama-de-burro. FRU – NNE – ES Fruta-pão – moraceae. ORN – GÊN Gerbera – compositae. aroeira-do-campo – anacardiaceae. HOR – MED – ES – UR – MAC Gentiana – gentianaceae. ORN – FOR – ES Grama-estrela-africana – graminae. EXO – ORN – TRE – ES Gliricídia – leguminosae faboideae. grápia. OL – IND – MAC – MED – UR – ORN – MULT Ginseng – umbeliferae ou apiaceae. ORN Gameleira. fícus-gameleira – moraceae. ORN – ES Gramalote – gramínea. grama-de-seda – graminae. pau-gonçalo. goiabeira – mirtaceae. NCC – ES Grama-batatais.32 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Fruta-do-conde. sésamo – pedaliaceae. ORN Gmelina – verbenaceae. pinha. ORN Gerânio – geraniaceae. AO – NA – ES Garapeira. grama-forquilha – graminae. grama-santo-agostinho. NAM – INV – TOX Girassol – compositae. grama-preta – liliaceae. EXO – MED – FARM – ES Gladíolo – iridaceae.

ORN Hera. ORN – ES Heliotropo – boraginaceae. EXO – FRU – IND Grumixama – mirtaceae. CR – REF – AO – MAD – UR – SAF – IND – MULT Guaraná – sapindaceae. bacurubu. vassourinha – malvaceae. NA – CO – ORN Guarucaia. ORN Helicônia – musaceae.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 33 Grama-são-carlos. amapola. FRU – NA – ES Guaco – compositae. ORN – CV – FOR – MULT . ORN – TRE – ES Hibisco. cancença – leguminosae cesalpinioideae. ORN – ESS Hemerocalis – liliaceae. bandarra – leguminosae cesalpinioideae. EXO – FRU – IND – UR Gravatá – bromeliaceae. andu – leguminosae faboideae. EP – ORN – ES Graviola – anonaceae. hera-miúda – moraceae. tipuana – fitolaceae ou fitolacaceae. guatambu-do-cerrado – apocynaceae. EXO – ES Guajiru – crysobalanaceae. MAD – CR – UR Guarea – meliaceae. ORN Hedera-variegada – araliaceae. FRU – EXO – ES Grevílea – proteaceae. ibirapuitá. gabiroba – myrtaceae. gueiroba. gandu. EXO – MAD – ES Guariroba. tipi. gabiroba. CO – FOR – RS – ES – NA – SAF Guapuruvu. grama-curitibana – graminae. guavira – mirtacae. ficheiro. MED – ES – TOX Hawórtia – liliaceae. guandu. CO – MAC – FOR Grapefruit. guando. FRU – GÊN – ES Guanacaste – leguminosae mimosoideae. ORN Hedera – araliaceae. MED – ES Guacimo-colorado – tiliaceae. papoula-tropical – malvaceae. FRU – NMA Guabiroba. EXO – AO Groselha – glossulariaceae. EXO – ES Guandú. FRU – ES – NCC Guaxuma. EXO – ES Guiné – rubiaceae. guabiroba. INV – UR – MED Guetarda – rubiaceae. ORN Grão-de-bico – leguminosae faboideae. MED – NA Guiné. AO – MAD – UR Guatambu. ES – UR Guavira. guanxuma. pomelo – rutaceae. FRU – NAM – MED – FARM – IND – UR – MULT Guarantã – rutaceae. palmito-amargoso – palmaceae. pipi.

FRU – FOR – SAF – CR – AO – ES – MULT Inhame – dioscoriaceae. CO – FOR – ORN – UR – ES Indigofera – leguminosae faboideae. ML – ES Imburana. AO – MAD – NCC – ES Ipê-rosa. ORN Himenófilo – hymenophyllaceae/pteridophyta.34 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Hibiscus-de-flor-branca – malvaceae. ipê-una. guarucaia. NAM – MED – FARM – ES – SOMBRA . AV – FOR Índio-pelado – burseraceae. menta – labiatae. EXO – OL – IND Imbaúba. umburana. ipecacuanha. árvore-da-preguiça. FRU Ingá-cipó. MED – ESS – FARM – UR – ES Hortelã-da-folha-miúda. imburana-de-cambão – burseraceae. hortelã-do-brasil – labiatae. MED – ES Hipocratea – hippocrateaceae. GÊN – ES Hipérico – hyperaceae. paracari – labiatae. MED – ES Hortênsia – hidrangeaceae. ingá-de-metro. EXO – OL – CO – MED – SAF Indaiá. cacay. NA – AO – MED – MAD Ipê-roxo. poaia – rubiaceae. ORN – ES Inchi. EXO – UR – ES – CV Ingá – leguminosae mimosoideae. epadu – eritroxilaceae. hortelã-pimenta. embu. ingá-rabo-de-mico. AO – MAD – NA – UR – SAF – MULT Ipê-amarelo-do-cerrado. anajá – palmae ou palmaceae. NA – CO – MED – ES – IND Imbiruçu – bombacaceae. embaúba. pau-d’arco-roxo – bignoniaceae. GÊN Hortelã. umbu – anacardiaceae. ORN – ES – GÊN Huérnia – asclepiadaceae. CO – FOR – NA – MED – GÊN Ipadu. AO – MAD – NA – UR – SAF – MULT Ipeca. FRU – NNE – ES – IND Imbuia – lauraceae. palo-de-nuez – euphorbiaceae. pau-d’arco-amarelo – bignoniaceae. mani-de-árbol. inajá. torem – cecropiaceae. ipê-tabaco – bignoniaceae. emburana. AO – MAD – UR Illipê – dipterocarpaceae. tamboril-bravo – leguminosae cesalpinioideae. guaba – leguminosae mimosoideae. ORN – ES Ibirapuitá. TA – NAM Ipê-amarelo. ipê-preto. ML – MED – GÊN Impatiens – balsaminaceae. ipê-roxo. metohuayo. metohuacho. HOR – MED – ESS – COND – ES Hortelã-do-mato. pau-d’arco – bignoniaceae. NAM – AO – ES – GÊN Imbu.

FRU – NA – UR Jarana – lecythidaceae. salsa-da-praia. ML – NAM – UR Jaborandi – rutaceae. caapi – malpighiaceae. FRU – AO – CR – ES Jará-açu – palmae. ORN Jagube. ML – NA – ES Jacarandá mimoso – bignoniaceae. ORN – CO – FOR – CV – MULT Ixora. cabiúna – leguminosae faboideae. NAM – HOR – CO – COND – UR Jamelão. ixora – rubiaceae. NAM – MAD Jarina – palmaceae. NAM – MED – FAR Jaboticaba. ML – NCC Jacarandá-da-bahia – leguminosae faboideae. AO – ES Jacareúba. pão-de-ló-de-mico – leguminosae cesalpinioideae. orelha-de-macaco. ORN – ESS Jasmim-estrela – apocynaceae. cipó-mariri. batata-da-praia – convolvulaceae.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 35 Ipomea-pé-de-cabra. NAM – TA – UR – ES Jambo. jabuticaba – myrtaceae. círio-de-nossa-senhora – liliaceae. coração-magoado – amaranthaceae. jambolão – mirtaceae. cedro-do-pântano. ORN – ES – CV Jataí. gardênia – rubiaceae. Jatobá. ORN Jasmim-do-cabo. ORN – ES Iresine-de-restinga – amaranthaceae. NAM – UR – ARTE – IND – MULT Jasmim-azul – plumbaginaceae. maquério. ORN Jasmim-manga – apocynaceae. FRU – NA – UR – IND – ES Jabuticaba-branca – mirtaceae. ES – AMB Íris – iridaceae. NAM – UR – ES Jaracatiá – caricaceae. AO Jambo rosa – mirtaceae. louro-itaúba – lauraceae. FRU Jaca – moraceae. EXO – FRU – MAD Jambu – compositae. jutaí. machério. guanandi. ES – CO – MAD – UR . ORN – ES Jasmim-vermelho. cedro-maria – clusiaceae. MAD – MED – ES – NA Jaci – palmae. ORN – GÊN Iuca. jetaí. ORN – CV – ES Itaúba. jambo-vermelho – mirtaceae. FRU – EXO Jacarandá-do-campo. jasmim-vermelho – rubiaceae. NAM – OL – UR Jacinto – liliaceae. EXO – FRU – AO – CR – UR – MULT Jambo branco – mirtaceae. ORN – ES – NA – AMB Iresine.

INV – ES Jojoba – simondsiaceae. FIB – EXO – ES Kino. EXO – FOR – AV – CO . NA – ES – CO – MAD – UR – IND – MED Jatobá-mirim. quivi – actinidiaceae. HOR – ES – FOR Joá-da-praia. INV – AV Jibóia – araceae. mangalô-da-costa-da-áfrica – leguminosae faboideae. tauari-cachimbo – lecitidaceae. NNE – MED Jurema-preta – leguminosae mimosoideae. baba-de-boi – palmaceae. jatobá-do-campo – leguminosae cesalpinioideae. FRU – EXO Kiwi. MED Joio – graminae. ORN – ES Kenaf. INV – TOX – MED – GÊN João-da-costa – polygalaceae. junco-da-praia. priprioca – cyperaceae. NAM – ORN – FOR – UR – ARTE – ESS – IND – GÊN Junco-do-banhado – juncaceae. INV – MED – UR Juta – tiliaceae. Kiwano – cucurbitaceae. ORN – ARTE – GÊN Junco-manso – cyperaceae. FRU – EXO – ES – GÊN Lab-lab. FIB – EXO – ES – UR – IND – AQUA Kalanchoe – crassularaceae. MED – MAD – ES Jurema-branca – leguminosae mimosoideae. jataí. ORN – ARTE Junípero – cupressaceae ou coniferae. COD – MAD – EXO – MED – ES – IND Jupati – palmae. palmito-jussara – palmae. vinheiro – leguminosae cesalpinioideae. papoula-de-são-francisco – malvaceae. junco bravo. CO – UR Jenipapo – rubiaceae. pau-ferro – leguminosae cesalpinioideae. NNE – ES – MED Jurubeba – solanaceae. ML – MED Jequitibá. jutaí. FRU – MED – ES Junco agreste. NCC – CO – UR Jauari – palmaceae. cumandatiá. juá-ravo. FRU – IND – CO – NA – MAD Jequitibá-branco – lecitidaceae. ORN – CR – CO – ES Jetirana – leguminosae faboideae. arrebenta-cavalo. ML – NAM Jerivá. NAM – ES – MED – OL – ORN Jurema – leguminosae mimosoideae. ML – MED – NA Juçara. melancia-da-praia – solanaceae. UR – ES – FOR – AO – MED – IND – FARM – MULT Jucá.36 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Jatobá. ORN – ES Jiló – solanaceae. EXO – OL – IND – FARM Juazeiro – ramnaceae. jetaí. Jequitibá-rosa. NMA – CO – ES – ORN Jujuba – ramnaceae ou rhamnaceae.

clerodendro – verbenaceae. FOR – AV – RS Libertia – iridaceae. AQUA – INV – GÊN Leucena – leguminosae faboideae.AL Linho-da-nova-zelândia – liliaceae. ORN Laranja – rutaceae. FRU – MED Lindera – lauraceae. FRU – ES – MED Limão – rutaceae. CO – INV – AQUA – MAC Louro – lauraceae. ORN Lírio-do-brejo – liliaceae. ORN – ES Lírio-do-campo – alstroemeriaceae. CO – IND Lentilha-d’água – lemnaceae. lírio-trombeta. lírio-dos-finados – liliaceae. ORN – ES Lichia – sapindaceae. ORN – ES Lanterneira – malpighiaceae. ORN – ESS Lírio-branco. freijó – boraginaceae. inamuí. FRU – ESS – IND Laranja-da-terra.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 37 Lacre – clusiaceae. árvore-do-querosene – lauraceae. EXO – FRU – ES Licopódio – lycopodiaceae/pteridophyta. laranja-da-terra – rutaceae. ORN – ES – MEL – MED – TOX Lanterna-chinesa – solanaceae. COND – MAD – GÊN – MED Louro-freijó. MAD – ES – UR – NAM . FRU – ESS – IND – FUN Laranja-azêda. ORN – TRE – ES Lantana. ES – ORN – GÊN Lima-da-pérsia – rutaceae. ORN – ESS Lentilha – leguminosae faboideae. cambarazinho – verbenaceae. linhaça – linaceae. ORN Losna – compositae. NAM – ES Lágrima-de-cristo. ESS – FARM Linho. ORN – FRU Lavanda – labiatae. pau-de-gasolina. MED – UR – ES Laranjinha-da-china – solanaceae. laranja-azêda – rutaceae. lírio-dos-poetas – liliaceae. FRU – ESS – UR Limão-galego – rutaceae. ORN – MEL – GÊN Lírio-japonês. EXO – FIB – IND Lírio – liliaceae. FRU – ESS – MED – IND – FARM Limão-cravo – rutaceae. ML – NAM – MEL – REF – RS – UR – SAF – MULT Louro-inamuí. MED Lótus – ninfeaceae ou nynpheaceae. UR – ES – MED Laranja cravo – rutaceae. FIB – EXO – ES – IND .

vigna – leguminosae faboideae. macelinha. FRU – MED – IND – FUN – GÊN – FARM Mamaey – sapotaceae. cardeiro – cactaceae. NAM – IND – ESS Lúpulo – moraceae. FOR – ORN – ES – AMB Mandioca – euforbiaceae. EXO – FRU – ES Mamica-de-cadela. MED – ESS – FARM – GÊN Malvaísco-de-folha-de-cânhamo – malvaceae. EXO – CHA Maconha. haxixe – cannabaceae. ORN – GÊN Mal-me-quer-dos-campos – compositae. natalzeiro – melastomaceae. nogueira-da-austrália – proteaceae. MED – ORN Malva-silvestre – malvaceae. EXO – FRU – MED – FUN – IND – MAC – ES Macaçar. coquinho-babão – palmaceae. OL – IND – MED – FARM – NA – UR – ES – TOX Mamorana-grande – bombacaceae.38 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Louro-rosa – lauraceae. abricó-do-mato – sapotaceae. ORN – CV – FOR – ES Mamão – caricaceae. ORN – ESS – ES – NA Manacá-da-serra. EXO Magnólia – magnoliaceae. TA – IND – FIB – MED – ES – EXO – GÊN Madressilva – caprifoliaceae. paraju – sapotaceae. FRU – MAD – NAM Maçaranduba-verdadeira. marcela. AO – ES – RS – CR Mandacaru. MED – ES – UR – NA Macieira mansa – rosaceae. ORN Malvavisco. caupi. macela-do-campo. jacatirão. TRE – ORN – ES Madroño – ericaceae. macieira – rosaceae. ML – NAM Macadâmia. EXO – ND – TRE – ES Maçã. clavelon – malvaceae. mamica-de-porca – rutaceae. NAM – CO – ES – MED Macaúba. cânhamo. CO – UR – OL – IND – ES – MED Macela. NA – CO – UR – FOR – IND Mandioqueira – vochisiaceae. feijão-fradinho. GÊN – ORN – ESS Mal-me-quer. FRU – OL – IND – ES Macambira – bromeliaceae. jamacaru. moças-e-velhas – compositae. FIB – GÊN – UR Maçaranduba. MED Malva rosa – malvaceae. MED – ES Mamona – euforbiaceae. AO – ES – NA Manacá – solanaceae. mucajá. maçaranduba-de-leite. flor-da-quaresma. CO – FO – ES Macacaúba – leguminosae faboideae. NAM – MAD . camomila-nacional – compositae.

MED – DA Manjerioba.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 39 Manga. NAM – MAD – MED – CR – GÊN Marupá-piranga. MED – UR – CV – MEL Marmelada-de-cavalo – leguminosae faboideae. NAM – FRU – MED – ES Maracujá – passifloraceae. EP – TRE – ES Mate – aquifoliaceae ou ilicineae. NAM – CO – ES Maranta – marantaceae. unha-de-gato. marupaí – iridaceae. ORN – GÊN – ES Marapuama. ORN Margaridinha – compositae. espinheiro – leguminosae mimosoideae. FRU – NAM – ES Maracatiara. erva-de-santa-maria. MED – ES – NA Margarida – compositae. quenopódio – chenopodiaceae. uva-do-mato. apuí. uva-da-amazônia. papariúba. paraíba – simaroubaceae. MED – FARM – UR – ES – TOX – GÊN Matapasto – compositae. NNE – IND Manjericão-cheiroso – labiatae. mata-pasto – leguminosae faboideae. FRU – NA – TRE – IND – MED – FARM – ORN Marajá – palmae. MED – NA Mapati. menstruz. beijo – balsaminaceae. COND – MED – ES – UR Manjericão – labiatae. FRU – IND – ES – NNE – NCC Mangana – araceae. NAM – MAD Maracujá-açu – passifloraceae. ORN – TRE . cipó-estrangulador – moraceae. FRU – IND Marupá. FRU – EXO – ES Maniçoba – euforbiaceae. MEL – ES Maricá. MED – COND Manjerona – labiatae. NAM – MED Mastruço – cruciferae. FOR – NNE Marmeleiro – rosaceae. mangueira – anacardiaceae. MED Maurândia – scrofularioaceae. FRU – EXO – IND – ES Mangaba – apocinaceae. ORN – INV Maria-sem-vergonha. imbaúba mansa – cecropiaceae. HOR – EXO – ES Mangostão – clusiaceae. fedegoso-verdadeiro. MED – FARM Mata-pau. MED – UR Mastruz. fruta-de-sabiá – solanaceae. curura. ORN – EXO – ES Marianeira. marupaíba. ficus-mata-pau. ORN – ES Margarida-amarela – compositae. muiracatiara – anacardiaceae. muirapuama – olacaceae. IND – CHA – UR – ES Matricária – compositae.

escorrega-macaco – leguminosae caesalpinioideae.40 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Maxixe – cucurbitaceae. NA – ORN – ES . aguano. ORN Miosótis – boraginaceae. MED Mercúrio-do-campo – erytroxiliaceae. macaíba. AV – FOR – UR – ES Mucuna-nescau – leguminosae faboideae. EXO – ES – CO – FOR – OL – IND – CR – GÊN – MULT Morototó – araliaceae. gameleira-branca – moraceae. HOR – IND – COND – EXO Mucajá. gonçalo-alves – anarcadiaceae. NAM – IND – ES Muiratinga-verdadeira – moraceaae. FRU – FOR – ES Melancia-da-praia. MED – CHA – MAC – UR – ES – IND – FARM Mentrastro – labiatae. arrebenta-cavalo. erva-cidreira – labiatae. ORN Monstera – araceae. joá-bravo – solanaceae. NAM – UR – IND Mulateiro. FRU – ES Moringa – moringaceae. INV – TRE – MED Melissa. EXO – ES Melão – cucurbitaceae. figueira-branca. NA – MAD Mulhembá. NCC – ES Milho – graminae. MAD Moças-e-velhas. ORN Morango – rosaceae. cedroí – meliaceae. acaju. ORN – ES Mogno. ORN Mirindiba – litraceae. FRU – ES Melão-de-são-caetano – cucurbitaceae. NAM – MAD – ES Mostarda – cruciferae. CO – FOR – IND – MED – UR Mini-tradescantia – commelinaceae. fícus-gameleira. CO – UR – OL – ES – MED – IND – ORN Mucuna – leguminosae faboideae. HOR – IND – COND – EXO Mostarda-preta – cruciferae. coco-de-catarro – palmaceae. HOR – CO – FOR Melancia – cucurbitaceae. MAD Mirindiba-rosa. ML – NAM – SAF – ES – UR – MULT Mogno-africano – meliaceae. MAD – EXO Monsenhor – compositae. INV – TOX – MED – GÊN Melancia-do-deserto – cucurbitaceae. CO – AV – UR – ES Muiratinga – moraceae. mirindiba-bagre – lythraceae. MAD – NA Mirueira. caoba. zínia – compositae. macaúba. EXO – ML – ES – CR – SAF – MULT Mogno-honduras – meliaceae. araputanga.

EXO – COND – ESS Noz-moscada-do-brasil. AO – CR – OL – CO – MAD – NA – ES – MULT Oiticica – crisobalanaceae. GÊN Noni – rubiaceae. ninféia – ninfeaceae. ORN – CO – CV – ES Orégano. nespera – rosaceae. mussaenda – rubiaceae. moscadeira – myristicaceae. NAM – MED Oficial-de-sala – asclepiadaceae. AMB Orquídea-da-praia – orquideaceae. mussaendra. murmuru – palmaceae. orégão – labiatae. ORN – ES Ora-pro-nobis. eritrina – leguminosae faboideae. nim-indiano – meliaceae. EXO – CO – OL – IND Onze-horas – portulacaceae. monguba. AO – UR – FOR – SAF – MULT – ES Munguba. ORN – EXO – ES Murta – mirtaceae. AO – NA – MAD – CR – UR – ES – MULT Orelha-de-onça – melastomaceae. ORN Nenúfar. ORN – INV – MED – TOX – GÊN Oiti – crisobalanaceae. EXO – ES Nêspera. musaendra. noz-moscada-do-pará. ORN – ES Pacova-de-macaco – leguminosae cesalpinioideae. FRU Nim. HOR – ES – MED – MAC Narciso – amaryllidaceae. NAM – AO – ES – CR – CO Murici. mamorana. bicuíba – myristicaceae. EXO – MED – ES – IND – FARM Notocactus – cactaceae. MED – NA – IND – FARM Nabo – cruciferae. OL – UR – MAD – IND – AO – MULT Ojoche – moraceae. murici-da-praia – malpighiaceae. falso cacau – bombacaceae. EXO – CR – MED – UR – MAD – DA – SAF – MULT Ninféia. paquira. tamboril. NAM – AO . NAM – CO – OL – IND – UR – ES Musendra. NAM – ORN – ES Nertera – rubiaceae. COND Orelha-de-negro. FRU – NA – IND – UR Murumuru. EXO – MAD – CO – FOR – ES Oliveira – oleraceae. IA – ORN – GÊN – ES Nogueira – juglandaceae.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 41 Mulungu. castanheiro-do-maranhão. pau-de-sabão – leguminosae mimosoideae. nenúfar – ninfeaceae. ORN – GÊN – EXO Mutamba – sterculiaceae. ORN – ES Noz-moscada. suinã. IA – ORN – GÊN – ES Neoregelia – bromeliaceae. mata-velho – cactaceae. OL – IND – ES – MED – MAD – CO – AO Nogueira-das-américas – juglanadaceae.

ORN – IND – ESP Pandanus – pandanaceae. – bombacaceae. palma-forrageira – cactaceae. platanilho – musaceae. patchouli – labiatae. patujú. EXO – ORN Pameira-imperial-de-cuba. paina – bombacaceae. palmeira-coca-cola – palmae. maçaranduba – sapotaceae. FOR Pajurá – crysobalanaceae. cariota – palmaceae. patoá – palmaceae ou palmae. ibirapitanga – leguminosae cesalpinioideae. palheteira. sombreiro – leguminosae cesalpinioideae. paliteira. EXO – ES – IND – CO Papo-de-peru. mamorana. castanheiro-do-maranhão. caroba – bignoniaceae. faveira-branca – Leguminosae caesalpinioideae. ESS – FARM – ES Pau-brasil. ORN – NNE – FOR – ES Palma-de-santa-rita – iridaceae. FRU – NAM Paliteiro. MED – CO Paineira. palmeira-imperial – palmaceae. ORN Palma-de-são-josé – liliaceae. ORN Palmatória – cactaceae. FOR Patauá. EXO – ORN – ES Palmeira-real-australiana – palmae. ORN – GÊN Papil – leguminosae faboideae. MED Pariri – sapotaceae. ML – ES – NA – GÊN Pau-d’alho.42 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Pacová-sororoca. EXO – ORN – ES – IND – FARM – TA – GÊN Paquira. AO – CR – ES Palma. pinho-cuiabano. NAM – CO – OL – UR – ES Patchuli. AMB Papiro – ciperaceae. batauá. NAM – MAD – FRU Parapará. capeba – piperaceae. palmeira-de-saia-da-califórnia – palmaceae. guararema – fitolacaceae. parkia – leguminosae mimosoideae. FOR – NNE – ORN Palmeira-de-leque. guapuruvu-da-amazônia. ORN – TRE – ES Papoula – papaveraceae. FRU – NAM Pasto negro – gramineae. ORN Palmeira-real. EXO – ORN – ES Palmeira-rabo-de-peixe. NAM – AO – MAD – UR – CR – IND – SAF – MULT Pariparoba. cachimbo-de-turco – aristoloquiaceae. bandarra. NA – CR – MAD – UR – ES – MED – MULT Paratudo – amarantaceae. AO – NAM – CR – CO Paraju. NAM – SAF – CR – MAD Paricá-grande. pinho-cuiabano. MED Paricá. castanheiro-da-guiana. AO – UR – CR – MAD – CO – MULT Painço – gramineae. MAD – ES .

ORN Peônia – ranunculaceae. ORN Peperômia. ORN Pepino – cucurbitaceae. NA – MAD – MED Pau-d’arco-roxo. peroba-manchada – bignoniaceae. palmeira-barriguda – palmae. ML – ES Peroba-branca – apocynaceae. AO – NA – MED Pau-d’óleo. pau-pereira-do-campo – apocynaceae. HOR – MED Pequi. ipê-roxo – bignoniaceae. castiça – palmae. casca-doce – sapotaceae. NAM – ORN – UR . pau rosa – lauraceae. ES – UR – CR – RS Pau-mulato. NMA – MAD – UR Pérola-verde – compositae. MAD – UR Pêra – rosaceae. NMA – MAD – UR – CR – IND Pau-rosa. piquiá – cariocaraceae. copaíba – leguminosae cesalpinioideae. AO – MAD – NA – UR – SAF – MULT Pau-d’arco-branco. pau-marfim – opiliaceae. NAM – ORN – UR – ES Paxiubão. MED – ES – NCC Pau-violeta – leguminosae faboideae. NAM – MAD – ES – UR Pau-de-jangada – tiliaceae. acariquara-branca – apocinaceae. ipê-branco – bignoniaceae. MED – ES – IND – FARM Pau-rei. maperoá. piperômia – piperaceae. escorrega-macaco – rubiaceae. NAM – FRU – MAD – AO – MED Pau-ferro. ML – NA – MED – ES – GÊN Pau-jacaré – leguminosae mimosoideae. piqui – cariocaraceae. MAD . MED – OL – NAM – MAD – MULT Pau-de-balsa – bombacaceae. ORN Peroba. ML – NAM – MED Pau-pereira. peroba tigrina. peroba rosa – apocinaceae. MAD – ES – UR Pau-de-marfim. NAM – ESS – ES Pau-santo – clusiaceae. MAD Pau-doce. guetônia – rutaceae. castanheta – sterculiaceae. ML – NNE Paxiúba. TA – EXO – ES Pellionia – urticaceae.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 43 Pau-d’arco amarelo. FRU – EXO Pereira – leguminosae faboideae. paratudo. MAD – CO – NCC – ES – COND – GÊN Pequiá. MAD – NCC Peroba-do-campo. CO – OL – EXO Peiote – cactaceae. jucá – leguminosae cesalpinioideae. MAD Peroba-do-campo. ipê-amarelo – bignoniaceae. pau-marfim. NAM – MAD – FRU Pequiá-marfim.ES Pecã – juglandaceae.

olho-de-boi – sapindaceae. EXO – COND – TRE – ES Pimenta-longa – piperaceae. MAD – AO – IND – REF Pinus-caribea – coniferae ou pinaceae. fruta-do-conde – anonaceae. FRU – MAD – NAM Piquiá-marfim-roxo – apocynaceae. ou pinus-eliott – pinaceae ou coniferae. NAM – MAD Pistache – anacardiaceae. piteira – agavaceae. grama-azul – graminae. paratudo. NA – UR – OL Pingo-de-ouro – acanthaceae. piaçaba. CO – EXO – ES Pita. FRU – EXO – ES Pitanga – mirtaceae. parkia. MAD – CO – NCC – COND – ES – GÊN Piquiá.44 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Pêssego – rosaceae. ata. pinhão-manso. FRU – EXO Petúnia – solanaceae. MED – UR – NA – OL – ES Pinheiro-do-paraná – pinaceae ou coniferae. erva-picão – compositae. COND – ES Pimenta-dedo-de-moça – solanaceae. FRU – ES – NNE Pinhão-branco. peperômia – piperaceae. MED – NAM – FARM – ES – SOMBRA . INV – MED Pimenta-de-cheiro – solanaceae. enche-prato – amarantaceae. FRU – MED – UR Pitomba. EXO – MAD – ORN Piperômia. purgueira – euphorbiaceae. NAM – ESS – ES Pimenta-malagueta – solanaceae. paricá-grande – leguminosae mimosoideae. NA – CO – MAD – IND – ES – MULT Pinho-cuiabano. pequiá – cariocaraceae. mata-fome – solanaceae. canapum. COND Pimenta-do-reino – piperaceae. NAM – FRU – MED – ES Piaçava. piassava – palmaceae. ORN – ES – CV Pfafia. carango. ORN Pindoba – palmaceae. ipecacuanha – rubiaceae. bucho-de-rã. COND – ES – IND Pimentão – solanaceae. IND – ES – UR Pitaia – cactaceae. MED – ES Physalis. pequi – cariocaraceae. ORN – UR – ES Pinha. FRU – NA – ES Poa. faveira. ORN – GÊN Poaia. NAM – CO – UR – IND – OR Picão. camapú. MAD – AO – UR – CR – IND – SAF – MULT Pinho-eliot. HOR Pincel – compositae. ORN Piqui.

GÊN Poejo – labiatae. bouganvílea. HOR Quicuio-da-amazônia. NAM – MED – FARM Quina-do-campo – loganiaceae. GÊN Preciosa – lauraceae. NA – CO – MED – MAD Rabanete – cruciferae – HOR – UR – ES – MAC . NAM – CO – OL – MED – UR – SAF – MULT – ARTE – ORN Puruí. UR – ES Pontederia – pontederiaceae. NAM – MAD – IND Quaruba-vermelha – voquisiaceae. ORN – GÊN Poncirus trifoliata. apuruí – rubiaceae. junco-da-praia – cyperaceae. grama-midícola. AL – EXO – ES – FUN – GÊN Quira. cocobola – lauraceae. quariúba. ORN – NA Podostemo – podostemaceae. GÊN Potamogeton – potamogetonaceae. MED – ES Polygala – polygalaceae. NAM – IND – ESS – UR – FOR – GÊN Psidium italiano – mirtaceae. capim-kikuio – gramineae. coariúba. pinheiro-bravo. NAM – MAD – UR Primavera. FRU – ES Puerária. ORN – ES – UR Quaruba. MED – INV – ES Quesnélia – bromeliaceae. ORN – TRE – CV – MULT Prímula – primulaceae. GÊN – ES Quina – rubiaceae. MAD – REF – IND Quixabeira – sapotaceae. NAM – MAD Quebra-pedra. quaresmeira – melastomaceae. três-marias – nictaginaceae. pinheiro-do-mato – coniferae ou podocarpaceae. boa-tarde – convolvulaceae. bungavílea. trifoliata – rutaceae. INV – ORN – TRE – ES Quaresma.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 45 Podocarpus. quinua – chenopodiaceae. NCC – MED Quinoa. FOR – AV – UR – ES Pupunha – palmaceae. kudzu tropical – leguminosae faboideae. FRU – NAM Quamoclit. NAM – MAD – GÊN Quaruba-de-flor-pequena – voquisiaceae. ES Quiabo – malvaceae. EXO – MAD – ES Quiri. NAM – MAD – GÊN Quaruba-branca – voquisiaceae. cedrorana – voquisiaceae. erva-pombinha – euphorbiaceae. FOR – ES Quiina – quiinaceae. flor-de-cardeal. junco-bravo. ORN Priprioca. kiri – boraginaceae. pinheirinho.

ORN – MED . GÊN – ES – AQUA Sabiá. EXO – ORN – CO – ES Saião – crassularaceae. rabo-de-macaco – euphorbiaceae. HOR – MED – ES Resedá – resedaceae. HOR Rabo-de-gato. FOR – FIB – IND – ES – UR Ranunculus – ranunculaceae. cariota – palmae. roble -negro. MED Sacaca – euphorbiaceae. jundu – convolvulaceae. rabo-de-raposa. EXO – MAD Romã – punicaceae. ORN – ESS – GÊN Roble. ORN Raiz-de-cobra – leguminosae faboideae. NNE – CV – UR – CR – ES – MULT Sabugueiro – caprifoliaceae. EXO – ORN – ES – SOMBRA Rainha-dracaena – liliaceae. rápis – palmaceae. EXO – ORN – ES Ráfia. ORN – ES Rabo-de-peixe. sansão-do-campo – leguminosae mimosoideae. GÊN Ruelia. MED – UR – FARM – ES Rambutan – sapindaceae. FRU – EXO – ES Rami – urticaceae. NAM – MED – ES Sagu – cycadaceae.46 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Rábano – cruciferae. NA – AMB – ORN – ES Salvinia – azzolaceae ou salviniaceae. NAM – MAD – UR Rubia – rubiaceae. ORN – ARTE Salsa – umbeliferae. FRU – MED – ORN Roseira – rosaceae. ipomea-pé-de-cabra. MED – UR – ES – CO Salgueiro – salicaceae. MED Salsa-da-praia. ORN – ES – ESS – UR – GÊN Rotenona – leguminosae faboideae. encino – fagaceae. MED Rupia-marítima – ruppiaceae ou potamogetomaceae. GÊN Sálvia – labiatae. EXO – ORN – ES Rabo-de-peixe-de-touceira – palmae. batata-da-praia. ORN Ruibarbo – poligonaceae. EXO – ORN – GÊN – ES Saguzeiro ou sagüeiro – palmae ou palmaceae ou arecaceae. TOX – DA – UR – ES Roxinho – leguminosae cesalpinioideae. MED – GÊN Repolho – cruciferae. falsa-petúnia – acanthaceae. HOR – ES – MAC Salsaparrilha – liliaceae.

AO – CR – UR – ES Sicupira. sapê. EXO – FRU – ES Saxifraga – saxifragaceae. dormideira. NMA – MAD – UR – ES – ESS – MED – MULT Satsuma – rutaceae. MAD – FRU – NA – AO Sapucaia-paraense – lecythidaceae. INV – ORN – MED – ES Sequóia – coniferae ou taxodiaceae. sapatinho-de-nossa-senhora. esponjinha-gigante – leguminosae mimosoideae. INV – MED Sibipiruna – leguminosae cesalpinioideae. GÊN Sensitiva. CO – OL – IND – MED – UR – MAC – MULT Sesbania – leguminosae faboideae. ES – NA – AMB . NAM – IND – UR – ES Seringueira-de-jardim. fícus-italiano – moraceae.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 47 Samambaia-chorona – polypodiaceae/pteridophyta. sapota-do-solimões – bombacaceae. esponjinha – leguminosa mimosoideae. FRU – NAM – ES Sapoti – sapotaceae. ESS – MED – ES – GÊN Sangue-de-dragão. NAM – IND – UR – ES – SAF – MULT Seringueira-chicote – euphorbiaceae. ORN – ES Sete-sangrias – rubiaceae. ORN Scheflera – araliaceae. AO . EXO – UR – RS Setcrezea-púrpura – commelinaceae. EXO – MED – ES – GÊN Sapatinho-de-judeu. AO – ES Serpol – labiatae. AV – FOR Siriguela. ORN – ES Samambaiaçu. canela-sassafrás – lauraceae. dragoeiro – dracaenaceae. OR Sapé. ORN Sândalo – santalaceae. NMA – ORN – UR – ES – GÊN Samanea. EXO – ES Seringueira – euphorbiaceae. ORN – SOMBRA – ES Scrofularia – scrofulariaceae. INV – UR – MED Sapota.ES Sanchezia – acanthaceae. capim-sapé – graminae. sirigoela – anacardiaceae. FRU – NNE Siriúba – verbenaceae. MED – ESS Serralha – compositae. dois-amores – euphorbiaceae. cumbuca-de-macaco – lecythidaceae. xaxim – diksoniaceae/pteridophyta. gergelim – pedaliaceae. EXO – FRU – ES – IND Sapucaia. INV – HOR Sésamo. ciriguela. GÊN – ES Sassafrás. sucupira – leguminosae faboideae. AO – NA – MAD – UR – DA – MED – REF Siratro – leguminosae faboideae.

FOR – AV Sombreiro. AO – EXO Stévia – compositae. tamareira – palmaceae. EXO – CO – IND – OL – FOR – ES Soja-perene – leguminosae faboideae. IA – IND – UR – MED – CO Taioba – araceae. estrelítzia. bananeira-de-jardim – musaceae. FRU – IND – NNE – AO . eritrina – leguminosas faboideae. MED Sumaúma. espatodea – bignoniaceae. EXO Tabaco – solanaceae. TRE – MED Tâmara. MED – NAM – ES Suinã. FRU – IND – MED – ESS Tangerina-cleópatra – rutaceae. FIB – IND Sobrasil – rhamnaceae.ES Sorvinha – apocinácea. NAM – FRU – CO – IND – UR – MAD – MULT Sorvetão – zingiberaceae. tamarindeiro.ES Taperebá. tajujá. FRU – AO Tamboril. MAD – CR – UR – NA – ES Sucuúba. MAD – NAM Tapeinóculo. sicupira – leguminosae faboideae. AO – NA – MAD – CR – UR – ES – MULT Tangerina – rutaceae. ORN . CO – FOR – ES Sorva – apocinaceae. tayuyá. MAD – NAM – ES – UR Surá. AO – MAD – CR Sorgo – graminae. agoniada – apocynaceae. mulungu. samaúma – bombacaceae. HOR – NA – FOR Taiuiá. cajá-mirim – anacardiaceae. FOR Strelítzia. MAD – NA – CR – SAF Sobreiro – fagaceae. EXO – IND – ES Soja – leguminosae faboideae. IND – TOX Taboa – ciperaceae ou typhaceae. AO – NA – MAD – UR – DA – MED – REF Sucupira-amarela – leguminosae mimosoideae. EX – CO – ORN – ES Tamarindo. ORN – ES Sucupira.48 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Sisal – agavaceae. FRU – UR Spatodea. abóbora d’anta – cucurbitaceae. estilosante – leguminosae faboideae. guayabon – combretaceae. cipó-suma – violaceae. tamarindeira – leguminosae cesalpinioideae. CO – ES – NAT – MAC – IND Stilosante. surán. UR Tanimbuca – combretaceae. pau-de-sabão – leguminosae mimosoideae. ORN . orelha-de-negro. AO – NA – UR – CV – FOR – CR – SAF – MULT Suma roxa. palheteira – leguminosae faboideae. tapeinóquilo – zingiberaceae. janaúba. paliteiro.

laranjinha-de-jardim – solanaceae. AV – ES Teixo – taxaceae ou coniferae. NAM – MAD Tinhorão – araceae. jacarandá-tipuana – leguminosae faboideae. MED – ES – GÊN Timbó. ORN – CV – ES Tomate – solanaceae. UR – ARTE – CV Tauari. NAM – MAD Teca – verbenaceae. ORN – ES . EXO – ES Tostado – leguminosae caesalpinioideae. EXO – COND – MED – MEL – ESS – ES – MULT Tongkat ali – simaroubaceae. AO – ARTE – UR Terminalia – combretaceae. FRU – NA Tatajuba. cajá-açu – anacardiaceae. NA – UR – ES Tarumã – verbenaceae. AO – UR – NA Taquara – gramineae. NAM – TOX – DA – ES Timborana – leguminosae mimosoideae. EXO – ORN Tilandsia – bromeliaceae. ML – EXO– AO Tef – gramineae. NAM – TOX – TRE – DA – ES Timbó-arbóreo – leguminosae faboideae. cipó-timbó – sapindaceae. EXO – MED – ES Toranja – rutaceae. EXO – MAD – ES Terminalia-africana – combretaceae. NAM – MAD – FRU – UR – ES Tapiriri – anacardiaceae. EXO – AO – ARTE – UR Tento-grande – leguminosae cesalpinioideae. ORN – TOX – ES Tomilho – labiatae. INV – ES Tith – euphorbiaceae. NA – UR Tipuana. EXO – TOX – MED Tento. thuia – coniferae. CO – EXO – ES Tefrosia – leguminosae faboideae. HOR – MED – ES Tomate-de-jardim.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 49 Taperebá-açu. tento-da-carolina – leguminosae cesalpinioideae. timbó-vermelho – leguminosae faboideae. ORN – CR Tiririca – ciperaceae. bagaceira. NAM – MAD – ES – UR Taxi branco – leguminosae cesalpinioideae. ORN – TOX Tinteira – melastomaceae. EXO – ES Tradescantia – commelinaceae. tauari-poqueca – lecitidaceae. ORN Tília – tiliaceae. EXO – MAD – CR Thuya. NA – MAD – TOX – ES Timbó-verdadeiro. garrote – moraceae.

NAM – CO – OL – UR – IND – ART – MULT Tucumã-do-amazonas. IND Tupinambo. bungavília. MED . imburana. primavera – nictaginaceae. NAM – MAD – ES – CR – OL Ucuúba-vermelha – miristicaceae. CO – MED Turco. ORN – MEL – UR – FOR – ES Trifoliata. NAM – FRU – MAD Uba – graminae. AL – IND – ES – MAC Trigo-sarraceno – polygonaceae. NAM – FRU – AO – ES Umbaúba – cecropiaceae.mirtaceae. NAM – UR – ORN Ucuúba. UR – ES Trigo – graminae. CO – EXO – ES – MAC Triplaris – polygonaceae. NAM – CO – ES Tulipa – liliaceae. UR – MED – ES Unha-de-vaca ou pata-de-vaca – leguminosae faboideae. cina-cina. AO – CV – ES Tuturubá – sapotaceae. ES Ubaia. FRU – NA – MED Ubi. ORN – TRE – CV – MULT Trevo-branco – leguminosae faboideae. NAM – MAD – ES – CR – OL Umari – icacinaceae. poncirus-trifoliata – rutaceae. MED – ORN – ES Urera – umbeliferae. CO – RS Tremoço-branco – leguminosae faboideae. ucuúba-branca – miristicaceae. espinheira-russa. chila. marianinha. NAM – UR – OL – FIB Tucumã – palmaceae. NA – MED – CO – ES – IND Umbu. tucumã-solteiro – palmaceae.50 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Tradescantia-diurética. virola. AO Tucum – palmaceae. ORN – TRE – ES Tungue – euphorbiaceae. INV – MED – GÊN Tremoço-amarelo – leguminosae faboideae. tricantera – acanthaceae. ML – MED – GÊN Unha-de-gato – rubiaceae. ubim – palmaceae. CO – RS Três-marias. marirana – crysobalanaceae. emburana. FRU – NAM Umarirana. FRU – ES – NNE – IND Umburana. MED – ES Trapoeraba. tucumã-açu. imburana-de-cambão – burseraceae. espinho-de-jerusalém – leguminosae cesalpinioideae. MED Tricântera. olho-de-santa-luzia – commelinaceae. uvaia . EXO – ORN Tumbergia – acanthaceae. imbú – anacardiaceae. girassol-batateiro – compositae. andaca. marianinha – commelinaceae.

NAM – FRU Uxipuçu. aricuri – palmaceae. NA – MED – FOR Verônica – scrofulariaceae. INV – UR – MED Velame-do-campo – euphorbiaceae. mapati. GÊN – ES Uva – vitaceae. urucum. uxi-amarelo – humiriaceae. NAM – FRU – ES Uxicuruá. FRU – IND – ES Uva-da-amazônia. ORN – EXO . NMA – ML – ES Violeta – violaceae. FRU – NAM Valeriana – valerianaceae. INV – ES Urtiga-mansa. ORN Xaxim. ARTE – IND – ES Vinagreira. colorau – bixaceae. beldroega – portulacaceae. azedinha – malvaceae. FOR – MED – NNE – ES – ORN – AMB Zambuzeiro. EXO – MAD Vitória-régia – ninfeaceae. uxi. oliveira brava. azambuzeiro. EXO – ORN Vimeiro – salicaceae. EXO – FRU Uxi – humiriaceae ou rosaceae. guanxuma – malvaceae. MED – MEL – CHA – INV Urucu. ouricuri. ORN – ES – NAM Vriesia – bromeliaceae. FRU – NAM – ES Uvito – cecropiaceae. vinhático-do-mato. MED – FARM – GÊN Vassourinha. NMA – ORN – UR – ES – GÊN Xique-xique – cactaceae. guaxuma. ORN Violeta-africana – gesneraniaceae.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 51 Uricuri. MED Verbena – verbenaceae. vinhático-rajado – leguminosae mimosoideae. uxi-coroa – humiriaceae. INV – HOR Verônica – leguminosae faboideae. NAM – COND – IND – UR – ES – DA Utricularia – lentibulariaceae ou utriculariaceae. samambaiaçu – diksoniaceae/pteridophyta. assapeixe – urticaceae. zambujeiro. NAM – CO – UR Urtiga – urticaceae. ORN Visgueiro – leguminosae mimosoideae. ORN – GÊN Verdoega. uva-do-mato – moraceae/cecropiaceae. AO – UR – NA Vismia – clusiaceae. quiabo-de-angola. ORN – ES Viburno – caprifoliaceae. urucuzeiro. oliveira-da-rocha – oleaceae. EXO – ES – OL Zâmia – cycadaceae. AL – MED – ORN Vinhático.

ORN Zínia.52 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Zamioculcas – araceae. MED – ES Zigocactos – cactaceae. FOR . moças-e-velhas. ORN – ES Zedoária – zingiberaceae. ORN – EXO – SOMBRA Zapote – sapotaceae. ORN – ES Zornia – leguminosae. EXO – FRU – ES Zebrina – commelinaceae. canela-de-velho – compositae.

Segunda parte .

.

bastante usada em paisagismo. de flores amarelas. Planta ornamental trepadeira. raramente de árvores. organizadas por ordem alfabética de nomes científicos Acanthaceae (acantáceas) Família da ordem das tubifloras. varandas e ambientes interiores. como. com detalhamento de utilidades das espécies citadas. apresentam nervuras amarelas. de flor amarela e tubo da corola azulado. Planta ornamental de coloração violácea (cor de vinho) muito usada em paisagismo. – erantemo. • Fittonia verschaffeltti – fitônia. invasora. Planta melífera. também usada como forrageira alternativa em alguns países centro-americanos. Reúne 250 gêneros e 2 mil espécies espalhadas pelas regiões tropicais de todo o mundo. originária dos Andes bolivianos. • Trichantera sp. na cidade de Porto Velho. • Eranthemum sp. • Ruellia sp. • Belosperone sp. falsa-petúnia. Planta ornamental de folhas com nervuras esbranquiçadas. • Thumbergia grandiflorum – tumbergia. cercas vivas e escrever nomes em jardins (por tolerar bem os diversos tipos de poda). e exemplo de uma das poucas árvores existentes nesta família. – ruelia. Planta herbácea muito ornamental. Planta ornamental herbácea de flores rosadas e vistosas. largamente utilizada em projetos paisagísticos. muito usada em jardinagem e paisagismo. Planta herbácea ornamental cujas folhas. • Sanchezia nobilis – sanchezia. • Pachystachys lutea – falso-camarão. . • Thumbergia alata – tumbergia-alada. – camarão. de tamanho considerável. Planta ornamental cujo gênero caracteriza (dá nome) à família. ocorre nos jardins da sede da Embrapa Rondônia. por exemplo. – tricantera. constituída quase que só de ervas e arbustos (muito ornamentais). própria para decoração de jardins de fundo de quintal. • Aphelandra squamosa – afelandra. • Penistrophe angustifolia – pingo-de-ouro. Planta ornamental. Planta herbácea de pequeno porte e ornamental de rara beleza. • Chamaeratum venosum – camaerato. • Acanthus spinosus – acantus. Planta ornamental trepadeira de flores azuis. Planta herbácea ornamental. nativa na Amazônia. Planta herbáceo-arbustiva apropriada para fazer bordadura.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 55 Relação de plantas reunidas em famílias.

attenuata ou A. Prefere ambiente com bastante umidade e é muito cultivado no Estado do Amazonas. flores abundantes e coloridas e frutos de uma só semente. • Fourcroya gigantea – pita. tapetes. • Agrave rigida – sisal. principalmente com efeito diurético. quivi. Amaranthaceae ou Amarantaceae (amarantáceas) Família de plantas herbáceas ou arbustivas de flores pequenas reunidas em glomérulos.56 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Actinidiaceae (actinidiáceas) • Actinidia deliciosa – kiwi. Agaveae ou Agavaceae (agaváceas) • Agave americano ou A. que produz frutos saborosos e muito ricos em vitaminas (principalmente a C) e sais minerais. de rara beleza. O nome do gênero é holotípico da família. barbantes. erva-dobrejo. Alismaceae ou Alismataceae (alismáceas ou alismatáceas) Família que reúne espécies próprias de ambiente ricos em água. chá-de-campanha. Planta largamente utilizada na indústria têxtil. Algumas espécies apresentam o caule herbáceo de cor violácea. – alisma. cujas folhas grossas. Também é planta ornamental. cujo gênero dá nome (é holotípico) à família. As flores são tidas como medicinais. com as folhas de bordas amarelas. Grande erva rosulada de origem mexicana. Planta ornamental e melífera. Planta ornamental semelhante a Agave americana marginata. com suas folhas rígidas e compridas em forma de espátulas com espinhos nas pontas. • Echinodorus macrophyllum – chapéu-de-couro. e no preparo de pasta celulósica para fabricar papel. Planta cujo gênero dá nome à família. weberi – agave. piteira. mas já subespontânea no Brasil. Suas folhas fornecedoras de fibras são usadas na confecção de cordas. O nome do gênero é holotípico da família. como o caruru. Erva ereta de folhas grandes que vive em terrenos pantanosos. produzem boa fibra. De folhagem ampla. e industrial. • Alisma sp. Planta originária da Oceania. • Fourcroya selloa – furcrea. Alstroemeriaceae ou Alstroemerieae (alstroemeriáceas) • Alstroemeria cunea – lírio-do-campo. A inflorescência é uma enorme panícula de vários metros que produz bulbilhos que servem à propagação vegetativa. entre os quais o magnésio. Planta ornamental. longas e aceradas. .

perpétua. por exemplo. providas de grandes e belas flores coloridas. retoflexus ou A. Planta herbácea cujas sementes. • Amaranthus flavus – caruru. caruru-de-espinho. coração-magoado. sendo espécie muito comum em jardins de fundos de quintais e varandas de habitações populares. Planta herbácea ornamental. Planta medicinal indicada para tratamento de males do fígado. delicadas. – amarílis. Planta medicinal que é considerado o “ginseng brasileiro”. da família das apiáceas (umbelíferas). • Polianthes sp. e disseminando seu plantio no meio rural brasileiro. • Pfaffia paniculata – pfafia. enche-prato. Planta herbácea rústica de flores vermelhorosadas. orelha-de-macaco. carango. Planta invasora ruderal (que se desenvolve espetacularmente em monturos de dejetos urbanos). de rico teor alimentício. caruru-amarelo. sendo considerado em alguns casos até de propriedades medicinais superiores ao verdadeiro ginseng asiático (Panax ginseng). O nome do gênero é holotípico da família. amaranto-de-grãos-comestíveis. Planta ornamental cujo nome do gênero caracteriza (dá nome) a família. coroa-de-moçambique. são aproveitadas como grãos na alimentação humana e de animais. cruentus ou A. • Amaranthus spinosus ou A. com parte do caule desta mesma cor. ginseng-docerrado. Planta ruderal de folhas que podem ser comestíveis quando refogadas em óleo ou azeite. . • Celosia cristata – crista-de-galo. • Haemanthus katharinae – coroa-imperial. Planta ornamental de folhas e caule cor de sangue. Encerra em torno de mil espécies e é própria de climas temperados. composta de plantas herbáceas.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 57 • Amaranthus caudatus ou A. Planta ornamental que além de produzir flores bonitas tem nome científico por demais sugestivo. Planta medicinal indicada para tratamento de diversas moléstias. hybridus ou A. Vegetação característica de restinga. hypocondriacus – amaranto. Planta herbácea ornamental. brêdo. Amaryllidaceae (amarilidáceas) Família idêntica à liliácea. • Narcisus poeticus – narciso. paratudo. Ocorre praticamente em todo o Brasil. • Amaryllis sp. – angélica-ornamental. como o seu próprio nome vulgar indica. principalmente da variedade melhorada Brs Alegria (A. Planta ornamental. A Embrapa vem introduzindo variedades trazidas do México desta espécie. da ordem das lilifloras. • Iresine portulacoides – iresine-de-restinga. • Hippeastrum amaryllis – açucena. que muitas vezes tem “cebola” ou bulbo como caule. • Iresine herbstii – iresine. cruentus). • Gomphrena macrocephala – paratudo-herbáceo. viridis – carurubravo.

nanum – cajueiro-do-campo. Fornece madeira dura. utilizando-se inclusive técnicas mais modernas para aprimorar a produção. carpintaria e construção em geral. Apresenta algumas espécies (ou subespécies) nativas na região Norte do Brasil (Roraima). Trata-se de fruteira excelentemente bem adaptada no Brasil. • Anacardium occidentale – cajueiro. A Embrapa Agroindústria Tropical. Grande árvore da floresta pluvial. cajueiroanão. cujos frutos apresentam cálices que funcionam como paraquedas. sendo os pedúnculos (seus pseudofrutos) rica fonte de vitamina C. Recomenda-se fazer plantio com mudas enxertadas. como Haden. muiracatiara. Árvore de porte monumental. gonçalo-alves. sendo que para essa finalidade são mais convenientes os métodos de enxertia de garfagem de topo e borbulhia de placa ou escudo. e que ocorre praticamente em toda América Tropical. bastante usada em marcenaria. tornando seu cultivo altamente rentável. Árvore nativa na Amazônia. pau-gonçalo. . que tem feito muito sucesso na renovação e expansão da cultura do cajueiro no Nordeste brasileiro. • Mangifera indica – mangueira. Costa Rica. cajuí. • Anacardium excelsum ou A. fraxinifolium – gonçalo-alves. através de enxertia. Fornece excelente madeira apropriada para marcenaria. • Astronium macrocalyx – mirueira. em Turrialba. caju-açu. tem produzido. • Astronium urundeuva – aroeira-do-sertão. Árvore frutífera tropical originária da Índia. que entra em produção rapidamente (1-2 anos). no bosque do CATIE. nativa no cerrado brasileiro que produz frutos como o cajueiro comum. de madeira bela e durável. onde se encontra cultivada em quase todo o território nacional. aroeira-do-campo. situada na cidade de Pacajus. Árvore que produz importantíssimos frutos. • Anacardium pumilum ou A. boa para cabos de ferramentas e diversos outros empregos. Espada. e apresenta porte reduzido. Comum no Nordeste brasileiro. estando presente. • Astronium lecointei – maracatiara. principalmente na Região Nordeste onde a indústria de beneficiamento da castanha (o fruto verdadeiro do cajueiro) é bastante desenvolvida. por exemplo. giganteum – cajueiro-gigante. no Ceará. Espécies têm condutos resiníferos cujos conteúdos lhes imprimem aroma peculiar. empregada em movelaria de luxo. Árvore que ocorre nas matas secas. Árvore que fornece excelente madeira utilizada para finalidades diversas. e na Amazônia brasileira. com DAP (Diâmetro à Altura do Peito) que alcança 2 metros. algumas de extraordinário sabor. Planta arbustiva. Bourbon. Rosa. • Astronium graveolens ou A. O nome do gênero é holotípico da família. de muitas variedades. uma variedade de cajueiro anão precoce. sendo quase todas as variedades imensamente saborosas e nutritivas. Também é planta medicinal. Tommy Atkins. cerrados e caatingas do Brasil. Seus frutos são pequenas drupas que com cálices formando uma espécie de paraquedas. Fornece madeira semelhante ao gonçalo-alves.58 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Anacardiaceae (anacardiáceas) Família que reúne umas 500 espécies entre árvores e arbustos de países tropicais e temperados.

• Spondias tuberosa – umbu. dióica. a partir de uns 80 cm de altura. Árvore de porte médio (3 m a 8 m) cujos frutos são nozes muito apreciadas no comércio internacional. • Poupartia amazonica – fruta-de-cedro. eventualmente. por exemplo. pelo excelente sabor de sua polpa. • Spondias macrocarpa – cajá-açu. eriçados. lentiscus – aroeira-da-praia. do sertanejo. • Pistacia vera – pistache. deixando. É planta decídua. de três a cinco pernadas. respondendo por mais da metade da produção mundial.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 59 • Pistacia lentiscum ou P. aroeira-mole. • Spondias dulcis – cajá-manga. Planta medicinal. Árvore frutífera sempre verde do sertão nordestino. impressionante com seus frutinhos saborosos e suas raízes dilatadas em forma de batatas. O Irã é o maior produtor desta iguaria. Árvore de pequeno porte utilizada em arborização urbana pela conveniência de suas características morfológicas e a beleza dos seus frutinhos vermelhos. embu. As flores são brancas. o que faz com que a planta permaneça sempre verde na seca. Trata-se de planta de período juvenil extenso. semelhante ao cedro. que fornece boa madeira. que deve ser cultivada a partir de mudas enxertadas e conduzidas com poda de formação. de bolas (xilopódios). onde é oferecido torrado e salgado na própria casca. taperebá. característica de regiões quentes que apresentam determinada época mais fria. para completar as exigências climáticas da planta. taperebá-açu. para matar a sede do vaqueiro. Árvore frutífera (que na Costa Rica é chamada de jocote) cujos frutos são muito apreciados para serem consumidos in natura ou na forma de sucos. Árvore nativa da Amazônia. O IAC . levando de sete a dez anos para estabelecer produção comercial. que contém como extensão.Instituto Agronômico de Campinas está capacitado a fornecer todas as orientações necessárias para o sucesso do cultivo desta espécie frutífera. • Spondias lutea – cajá-mirim. aroeiramansa. cajarana. devendo o solo embaixo da árvore nesta ocasião estar recoberto por lona para facilitar a operação e manter a boa qualidade do produto. O espaçamento médio no plantio deve ficar em torno de 6 m x 6 m. lentisco. imbu. sendo suas cascas usadas para debelar problemas do trato urinário. e serve. de semente única grande. e a planta tem propriedades medicinais. hilos duros. como regiões semiáridas. que devem ser conduzidas em forma de taça. que produz resina usada no preparo de vernizes e cimentos dentários. que acumulam água. em segundo e terceiro lugar respectivamente. seguido dos EUA e da Turquia. onde a polpa dos seus frutos tem boa aceitação popular e é bastante aproveitada no complexo agroindustrial de frutas da região. • Schinus molle – aroeira-salsa. Planta arbustiva originária do Mediterraneo. taperebá-do-sertão. • Schinus terebenthyfolium ou terebenthyfolius – aroeira-vermelha. Árvore que produz frutos de tamanho considerável e saborosos. Ocorre bastante na região Amazônica. que em . A colheita é feita com a derrubada dos frutos ao chão por meio de vibração da árvore. Árvore frutífera própria da Mata Atlântica brasileira.

por causa de sua rusticidade. peito-de-pomba. Está sendo bastante cultivada na região dos cerrados brasileiros. flores grandes e belas. por causa da incidência de diversos tipos de brocas (do caule. cremes e sorvetes. coração-de-negro. etc. fruta-do-conde. cherimóia. Embora seja fruteira exótica (estrangeira). sendo o araticum tolerante à broca-do-tronco. Reproduz-se facilmente por meio de estacas (galhos que são postos a enraizar). Pequena árvore que produz frutos grandes e saborosos muito apreciados para consumo na forma de sucos. No interior de Minas Gerais a planta também é aproveitada para produção de lenha. Árvore de pequenos frutos vermelhos e amarelados muito saborosos. . própria dos países intertropicais. • Anona muricata – graviola. por exemplo. • Anona cherimolia – cherimólia. • Anona glabra – araticum. que reúne aproximadamente 800 espécies. – ciriguela. sua maior produtora.60 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades seus apuros sorvem a seiva potável concentrada como reserva nas batatas desta planta providencial na região inóspita. Também é cultivada em algumas partes da região Norte (Pará e Acre). mas é muito apropriada para ser usada como cavalo (portaenxerto). guanábana. com a qual se tem procurado cruzar para dar lugar a atemóia. é muito cultivada no Nordeste brasileiro. dos frutos. das sementes) que lhes atacam e que encontram na região clima propício para ocorrerem drasticamente. Arvoreta que produz saborosíssimos frutos. como a graviola. na viabilização do cultivo de espécies parentes mais nobres da família. Os frutinhos podem enriquecer complexo agroindustrial de produção de polpa e derivados (doces. que é um dos fatores limitantes do cultivo da graviola. originária da América Central. Árvore de porte médio que produz frutos doces muito apreciados pelos pássaros. com o intento de reunir as vantagens específicas de cada uma destas duas fruteiras nobres. que tem clima muito apropriado para esta cultura. pelo clima da região lhe ser muito propício e pelos bons preços que seus frutos alcançam no mercado regional. demandando vultosos investimentos financeiros e ecologicamente incorretos para o seu controle. O nome do gênero é holotípico da família. sendo no Brasil a região Nordeste. A semente tem baixo poder germinativo carecendo de estímulos físicos para quebrar sua dormência. • Spondias sp. sucos. refrescos. comum no Nordeste brasileiro. muitas das quais brasileiras. Pequena árvore que produz frutos muito saborosos parecidos com a pinha ou ata (Annona squamosa). trissépalas e tripétalas. Árvore pequena de frutos grandes e sem um sabor especial.) de fruteiras regionais. • Anona squamosa – pinha. na qual sua cultura ainda não é mais incrementada. Anonaceae (anonáceas) Família da ordem magnoliales constituída de árvores e arbustos de folhas simples. onde o clima lhe é mais favorável. Ocorre em todo o Brasil. ata. • Tapirira guianensis ou obtusa – tapiriri.

porém existe variedade de flores de coloração lilás extremamente belas. fruto sincarpo subgloboso amarelo creme com as aréolas bem acentuadas. como acontece com o jacarandá-da-bahia. • Rollinia ptieri – anonillo. quase sempre leitosas. aromática. arbustos. • Duguetia marcgraviana – biribá-de-pernambuco. Árvore que fornece madeirade-lei e ocorre em quase todo o Brasil. Árvore comum na Costa Rica. fruta-da-condessa. Fornece madeira e seus frutos também são comestíveis. spruceanum – guatambu-do-cerrado. Planta nativa no Cerrado que fornece boa madeira apropriada para ser usada como cabo de ferramentas agrícolas. • Aspidosperma obscurinervium – piquiá-marfim-roxo. Árvore relativamente pequena (em torno de 8 – 10 m de altura) que produz frutos grandes suculentos e saborosos. reunindo umas mil espécies tropicais. Árvore de grande porte. flores ornamentais de corola hipocrateriforme. bastante utilizada em projetos paisagísticos e jardins domésticos. • Aspidosperma nitidum – carapanaúba. . cujas cascas amargosas são utilizadas em medicina popular por terem propriedades hepáticas. cicatrizantes e anticoncepcionais. Árvore que produz frutos comestíveis e também de uso medicinal. jaca-de-pobre. dedal-de-dama. Árvore pequena de flores concrescentes e pubescentes (revestidas de pelos brancos e curtos). As flores mais tradicionais são de coloração amarela. A forte pressão antrópica que sofreu e a entrada em cena de outras espécies com boas características a serem exploradas com finalidades similares. de polpa creme. ervas e trepadeiras. que escorre das partes da planta quando ferida é reputada como tóxica. muito apreciados pelas populações da Região Norte do Brasil. que envolve sementes grandes e arredondadas. peroba-rosa. Foi uma das mais bem reputadas madeiras para uso em movelaria. fazem da peroba. • Allamanda cathartica – alamanda. • Rollinia deliciosa ou Annona reticulata – condessa.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 61 • Duguetia lanceolata ou Rollinia mucosa – biribá. onde é cultivado com maior freqüência. Planta herbácea ornamental por suas flores vistosas. quase uma espécie legendária em extinção. copo-de-leite. de pétalas aproximadas formando um conjunto quase esférico. Apiaceae (apiáceas) – (ver família umbeliferae) Apocynaceae (apocináceas) Família constituída de árvores. nativa na Amazônia. sucosa. das quais o Brasil é bastante rico. anti-inflamatórias. • Aspidosperma polyneuron – peroba. • Aspidosperma macrocarpa ou A. Árvore madeirável da Amazônia. doce. saborosa. de folhas opostas. biribaverdadeiro. A resina leitosa.

Planta herbácea ornamental de flores azuis muito usada em paisagismo. • Couma utilis – sorvinha. além de ser cicatrizante. que produz látex usado como alimento (leite que se toma inclusive com café ou diluído em água) e também para calafetar embarcações. peroba-do-campo (Paratecoma peroba). • Aspidosperma tomentosum – peroba-do-campo. pau-pereira-do-campo. nativa na Amazônia. sucuba. A madeira é empregada em marcenaria. • Himathantus sucuuba – sucuúba. Vegeta bem em terras pobres e arenosas. bom para tratamento de asma. estando verdoengas. .62 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades • Aspidosperma ramiflorum – peroba-branca. janaúba. porém. tônico e resolutivo de doenças graves. aloendro. que apresenta frutos latescentes extremamente saborosos. Arbusto comum nas caatingas do Nordeste brasileiro e nas regiões de cerrado. Suas sementes apresentam difícil germinação. Planta herbácea muito comum nos pequenos jardins domésticos. Também é planta ornamental. sendo indicada para tratamento de problemas de próstata. pois de contrário. Árvore comum no cerrado. • Parahancornia amapa – amapá. Os frutos são bagas moles. Planta ornamental arbustiva que produz floração rósea ou branca. gumífera. Obs: existe outra espécie com este primeiro nome popular. ambas muito vistosas e bonitas. aquariquara-branca. de flores róseas ou brancas muito vistosas. além de ser empregado na indústria de goma de mascar. sorva-grande. substância tóxica. guianensis – sorva. traumatismo. Fornece boa madeira. cuja casca amarga exsuda látex medicinal. bronquite. • Couma macrocarpa ou C. • Geissospermum sericeum – pau-pereira. Árvore da floresta fluvial de folhas pequeninas cuja característica mais notável é a casca amarela extraordinariamente amarga. resultando em beberagem apreciada por quem valoriza aperitivos. encerrando. problemas estomacais. • Catharanthus roseus ou Lochnera rosea ou Vinca rosea – boa-noite. tuberculose. atuando como anti-inflamatório natural. ao que parece. contendo alcalóides e acentuadas propriedades hipotensoras. • Nerium oleander – espirradeira. Árvore nativa na Amazônia. e mesmo ruderal. Árvore nativa na Amazônia. pois reúne propriedades tóxicas. • Hancornia speciosa – mangaba. agoniada. que fornece madeira útil. (de vez). principalmente em casos de ter crianças. • Jasminum gracillium – jasmim estrela. Também é explorada para a produção de látex. que precisam estar bem madurinhos para serem degustados em todo o seu esplendor. na família bignoniaceae. Pedaços de sua casca são postos a envelhecer em cachaça. sífilis. contém um leite pegajoso que incomoda a quem as consome nestas condições. Árvore nativa na Amazônia. Planta frutífera. Também tem uso medicinal. doces e agradáveis ao paladar. Árvore madereira que ocorre no interior de Minas Gerais. de grande poder fitoterápico. deve-se ter alguma cautela em seu cultivo.

Planta arbustiva de grande efeito ornamental. algumas de folhas muito grandes. Os rizomas tuberosos também são comestíveis. geralmente muito coloridas e bonitas. • Aglaonema pseudobracteanum – aglaonema. princeps ou A. que deixam a planta desfolhada. embora não raro de grande porte. envolvidas por vastas brácteas coloridas de grande efeito ornamental. mate. Tem o inconveniente de. Planta ornamental. sendo muito comum encontrá-la enfeitando espaços das residências mais humildes por todo o Brasil a fora. popularmente chamado de “mate”. do qual se distingue por ter abertura junto ao pedúnculo. • Anthurium andraeanum – antúrio. • Caladium bicolor – tinhorão. ou chá. apreciada pelas populações rurais. Pequena árvore reputada pelo povo como verdadeira panacéia em termos de planta medicinal. sanderiana – alocasia.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 63 • Plumeria lancifolia – agoniada. Planta herbácea rústica de folhas grandes. Planta herbácea de folhas grandes parecidas com as do inhame. • Alocasia macrorriza ou A. rosadas. entre as diversas classes sociais indistintamente. mas reunidas em espigas simples. Planta medicinal usada para curar enfermidades do estômago e intestinos. É planta usada como forrageira. É relacionada como planta que contém propriedades tóxicas. • Plumeria tricolor – jasmim-manga. vindo a rebrotar posteriormente quando a praga atravessa a fase de metamorfose (pupa) para se transformar em borboleta (lepidóptero). apresentando marcante efeito analgésico. propriamente em todo canto do Brasil. cultivadas com esmero e carinho. e variedades de cores diversas: brancas. Planta herbácea ornamental. enquanto o inhame se apresenta com esta parte da folha soldada. servindo para tratar uma série enorme de enfermidades. Quase sempre tem rizomas tuberosos. que habita as matas sombrias e úmidas. A folha da taioba refogada ao azeite se constitui em iguaria muito saborosa e nutritiva. • Colocasia antiquorum – taioba. que é cultivada por todas as camadas da população brasileira. Árvore de até 10 m de altura de cujas folhas preparam-se bebidas (em forma de chás e refrescos) muito saborosas e tradicionais no Brasil. . • Ilex paraguariensis – erva-mate. abrigar graúdas lagartas. Araceae (aráceas) Família que reúne plantas herbáceas. de flores insignificantes. vários deles comestíveis. com suas flores vistosas. Aquifoliaceae ou Ilicineae (aquifoliáceas) • Ilex aquifolium – azevinho. além do próprio refresco. em seu convívio. Planta herbácea de folhas grandes e brácteas vistosas muito ornamentais. como o chimarrão (no sul) e o tererê (no centro-oeste). vermelhas. sendo espécie que se adapta bem em ambientes interiores (mais sombreados).

Araliaceae (araliáceas) Família da ordem umbeliflora. compostas. onde tradicionalmente são cultivados por sua rusticidade e adaptabilidade. de folhas grandes. Planta herbácea trepadeira ornamental. Aceita bem vegetar em ambientes sombreados. Trata-se de belíssima planta herbácea ornamental de folhas recortadas. . • Monstera deliciosa – costela-de-adão. com folhas variegadas (com matiz amarelado). – comigo-ninguém-pode. estando presente na ornamentação de uma infinidade de ambientes de comércio populares. Planta ornamental originária da Tanzânia (África). monstera integrifolia. raramente trepadeiras. Planta nativa na Amazônia. • Pistia stratiotes – alface-d’água. • Zamioculcas zamiifolia – zamioculcas. constituída por árvores e arbustos. spruceana – cipó-titica. de forma a justificar seu nome popular. Por sua exploração desenfreada está tornando-se rara em seu habitat natural. com perfurações arredondadas. Planta nativa na Amazônia. Planta que ocorre na Amazônia. como botequins. • Montrichardia arborescias – aninga. Compreende umas 200 espécies que habitam os países tropicais. P.. com a característica muito interessante de tolerar ambientes sombreados. A família é mal representada no Brasil. que forma umbrela. muito em uso para decorações de ambientes interiores. Planta herbácea ornamental. lojas. Planta herbácea muito cultivada e apreciada em Cuba como alimento. muito presente em jardinagem doméstica popular. açougues.64 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades • Colocasia sculenta – mangana. • Brassaia actinophylla ou Schefflera actinophylla – scheflera. Planta ornamental trepadeira. com bons predicados para uso em medicina popular que também oferece matéria-prima (fibra) muito propícia para elaborar trabalhos de artesanato e movelaria. – cipó-ambé. • Heteropsis flexuosa ou H. • Dieffenbachia sp. bares. Todavia. restaurantes. cheflera. sendo as flores e os frutos insignificantes. pois encerra substância tóxica. Plantinha ornamental aquática usada em aquários. digitadas. em suas múltiplas variedades. imperialis – filodendro. sendo também medicinal. • Monstera perfusa – monstera. Sobrevive bem em ambientes aquáticos. matizadas de pontos brancos. Planta herbácea de folhas vistosas. etc. com indicações até para minimizar problemas de picadas de cobra. deve-se ter cautela em seu cultivo. filodendro-jibóia. pelo qual muito se presta para decoração de interiores. muitas vezes recortadas. onde é muito utilizada na confecção de artesanato e utensílios domésticos. de folhas grandes. • Scindapsus aureus – jibóia. • Philodendron domesticum. • Phylodendron sp. que se desenvolve bem em ambientes úmidos. providas de folhas alternas. Planta herbácea ornamental com enormes folhas íntegras.

• Stapelia nobilis ou S. • Aristolochia brasiliensis ou A. Planta ornamental. verrucosa ou S. tendendo ao encarnado. etc. Gênero desta planta caracteriza (dá nome) a família. leitosas. • Hedera helix – hedera. papo-de-peru. que na planta fazem postura. Há cerca de 1. milhomem. estampadas e sedosas. com flores caracterizadas pelos grãos de pólen reunidos em massa.700 espécies nos trópicos. de pequeno porte. Planta trepadeira (cipó). Planta herbácea ornamental bastante presente em decorações de ambientes interiores. Árvore alta. de flores grandes muito vistosas e ornamentais. cujas tranças pendentes nos vasos vão se enrolando com o bater do vento. Obs.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 65 • Didymopanax morototoni ou Schefflera morototoni – morototó. • Huernia zebrina – huérnia. paina-de-sapo. cipó-milhomens. que não é de primeira qualidade. corações-emaranhados. Planta ornamental. embora algumas sejam mal cheirosas. muito bonitas e coloridas. de flores exuberantes em tamanho. Asclepiadaceae (asclepiadáceas) Família de plantas trepadeiras ou eretas. • Hoya carnosa – flor-de-cera. marupaúba-falso. com folhas digitadas. Erva ornamental invasora.). Planta trepadeira singela e muito bonita. chamados polínios. • Caralluma nebrownii – caraluma. cega-olho. pode ser aproveitada para muitos fins menos nobres (caixotaria. que só ramifica no ápice. gigantea – estapélia. ambos inconspícuos. Planta ornamental com alguma semelhança com cactos. marupá. movelaria de luxo. hirsuta ou S. Planta herbácea ornamental de folhas variegadas (com matiz esbranquiçado). por exemplo. atraindo moscas. Esta planta também é reputada como de propriedades medicinais. Planta ornamental que tem alguma semelhança com cactus. Aristolochiaceae (aristoloquiáceas) Família de plantas trepadeiras. o que faz atrair moscas. • Asclepias curassavica – oficial-de-sala. dispõem-se em amplas panículas terminais. O nome do gênero é holotípico da família. indústria de fósforos. falsa-ervade-rato.: uso nobre seria. esperanza – aristolóquia. de flores em forma de estrelas. de flores de cheiro fétido. O Brasil é rico em espécies do gênero Aristolochia. • Ceropegia woodii – ceropegia. cachimbo-de-turco. pau-caixote. e frutos cujos folículos contêm paina. laminação. . • Hedera canariensis – hedera-variegada. cores e beleza extraordinárias. cujas flores e frutos. com propriedades medicinais e tóxicas. Ocorre na Amazônia (Pará) e sua madeira.

• Begonia fuscomaculata – begônia. • Basella rubra – bertalha. Basellaceae (baseláceas) Família de plantas trepadeiras. – salvinia.66 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Asteraceae (ver Compositae) Azollaceae ou Salviniaceae/Pteridophyta (azoláceas/pteridófitas) • Azolla filiculoides ou Azolla pinnata – azolla. balsamina – beijo. beijo-de-frade. Nome do gênero é holotípico da família. Planta herbácea ornamental. com flores vistosas e facilidade em se disseminar por todo lado. Planta herbácea ornamental. Nome do gênero é holotípico da família. Planta cujo gênero dá um dos nomes da família. • Impatiens repens – impatiens. • Begonia decandra – begônia. Tem também a variedade de flor “dobrada” que é muito bonita. largamente cultivadas em suas inúmeras variedades. de folhas com estrias brancas. maria-semvergonha. Planta ornamental que se cultiva pendente como o “dinheiro-em-penca” e que se reproduz facilmente por via vegetativa. de flores e frutos insignificantes. a maioria americana. Há cerca de 20 espécies. Begoniaceae (begoniáceas) • Begonia cleopatra – begônia. • Impatiens walleriana ou I. Planta aquática que faz simbiose com cianobactérias filamentosas que absorvem nitrogênio da atmosfera. Só existem poucas espécies no Brasil cultivadas em jardins ou disseminadas em passeios públicos. • Impatiens marinae – beijo impatiens. Planta herbácea ornamental. com folhas coloridas e vistosas. cujas folhas se constituem em verdura alimentícia quando refogada em azeite. Nome do gênero é holotípico da família. donde resulta um de seus nomes populares. Balsaminaceae (balsamináceas) Família de plantas herbáceas de flores coloridas e ornamentais de cinco pétalas e cálice calcarado (com espora em forma de calcanhar). Usada também como planta medicinal. . Planta herbácea ornamental. • Salvinia sp. e por isso são utilizadas como biofertilizante na África em plantios de arroz como adubação azotada (nitrogênio). Planta ornamental. • Begonia coralina – begônia. parecendo uma rosa ou uma camélia. muitas vezes carnosas e providas de tubérculos. ruderal. Planta herbácea trepadeira. Planta herbácea ornamental.

tetrâmeras acompanhadas de estaminóide. Arbusto ornamental e medicinal (afrodisíaco. pariri. • Begonia rex – begônia-rex. • Cibistax antisyphillitica – cinco-folhas. • Begonia mariana – begônia. Planta medicinal. Bignoniaceae (bignoniáceas) Família que engloba árvores e trepadeiras de flores grandes. frutos capsulares. Planta trepadeira cujo nome do gênero dá nome à família. crajuru. Árvore européia cujo nome do gênero dá o nome (é holotípico) da família. etc. Planta herbácea ornamental. • Arrabidaea chica – crajirú.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 67 • Begonia leracleifolia – begônia. que é dissolvido em óleo de andiroba. campanuladas. Planta herbácea ornamental com folhas coloridas e vistosas. ferimentos superficiais da pele. Esta espécie tem as folhas recortadas. usadas em “garrafadas” reputadas como fonte de manutenção da boa saúde e do vigor físico. Os índios preparam corante vermelho com as folhas desta planta. Planta herbácea ornamental. chibata. chica. flores róseas ou violáceas. Planta medicinal abundante nos EUA e na China. • Anemopaegna glaucum – catuaba.) de flores amarelas. glabras. Nativa da Amazônia. diarréia sanguinolenta. . fruto capsular. folha peciolada composta. tonificante. sendo numerosas no Brasil. onde é usada como planta medicinal. Planta que produz frutos nozes secas oleaginosas de sabor agradável. Berberidaceae ou Berberideae (berberidáceas) • Berberis sp. • Arrabidaea bilabiata – gibata. bastante requisitadas no mercado consumidor de todo o mundo. carajuru. coloridas. frutos capsulares. contra cólica intestinal. piranga. Esta espécie é parecida com a begônia-rex. Planta tóxica que ocorre nas pastagens da Amazônia e é responsável por grande parte dos casos de morte do gado por intoxicação. • Corylus avellana – aveleira (avelã). Reúne 120 gêneros e 500 espécies em todo o mundo. coriáceas que ganham tonalidade rubra quando secas. gamopétalas. • Bignonia radicans – bignonia. e folhas sésseis. Nome do gênero é holotípico da família. Betulaceae (betuláceas) • Betula pendula – bétula. ovado-lanceolada. etc. – berberis. Trepadeira de galhos cilíndricos quando novos e tetrágonos quando maduros.

servindo bem ao propósito de recuperação destas áreas. pela grande resistência que tem ao permanecer em contacto com o solo. ser nociva às abelhas.68 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades • Crescentia cujete ou C. ao que parece. com o qual pode compor ambientes de inusitada beleza. Leva quatro a cinco anos para lançar primeira floração. amazonica – cuité. o inconveniente de perder as folhas no período de estiagem (caducas). Planta medicinal nativa no Cerrado. • Jacaranda mimosaefolia – jacarandá -mimoso. • Tabebuia caraiba – pau-d’arco-branco. spatodéa. Planta arbustiva que apresenta enormes frutos secos dos quais se fazem cuias usadas como utensílios diversos. Ocorre praticamente em todo o Brasil. . salsa-caroba. ipê-branco. • Tabebuia chysotricha – ipê-amarelo-do-cerrado. peroba-tigrina. Árvore muito ornamental com sua florada exuberante com as mesmas características apregoadas para o ipê roxo. paisagismo. para fazer postes e moirões. usada em movelaria de luxo e na área rural. embelezamento e decoração ambiental de parques e habitações particulares. o que a torna muito ornamental. cheias de líquido. • Tabebuia longiflora ou T. ipê-rosa. Fornece madeira de segunda categoria que encontra muitas aplicações para fins menos nobres (caixotaria. que fornece boa madeira e tem propriedades medicinais. peroba-manchada. • Paratecoma peroba – peroba-do-campo. Árvore nativa. • Jacaranda decurrens – carobinha. caroba. Esta variedade tem a característica de apresentar porte mais baixo (em torno de 8 m) em relação ao outro ipê amarelo da mata.). paud’arco amarelo. Ótima para ser usada em reflorestamento pelo valor de sua madeira. laminação. tendo. Árvore muito ornamental com suas folhas compostas e bonita floração de cor azul. • Jacaranda copaia – parapará. Na Amazônia também é muito usado para fazer tabuinhas que funcionam como telhas na cobertura das habitações rurais. característica também do morototó. serratifolia ou Tecoma longiflora – ipê-amarelo. etc. Árvore originária da África que apresenta grandes e bonitas flores vermelhas com botões florais como se fossem bisnagas. No Peru é chamado de tauari. inclusive recipientes para saborear o famoso e tradicional tacacá na região Norte. impetigiosa ou Tecoma ipe – ipê-roxo. Árvore nativa da Amazônia de crescimento rápido e porte parecido ao jacarandá mimoso. ipê-tabaco. • Tabebuia avellanedae ou T. Já para reflorestamento sofre restrições por fornecer madeira sem valor comercial e. tornando-a muitíssimo requisitada para ser usada em arborização. com a queda das folhas. Obs: existe outra planta conhecida popularmente como peroba-do-campo (Aspidosperma tomentosum) da família das apocináceas. É espécie pioneira em áreas degradadas em regeneração ou encapoeiradas. Apresenta subepiderme esverdeada que é evidenciada quando se faz ligeiro corte com canivete. paratudo. Árvore madeirável e espetacularmente ornamental. todavia. Árvore por excelência ornamental com fantástica floração rosada que. Tem aplicação como fitoterápico. pau-d’arco. Árvore madeireira. assume aspecto divinal. • Spathodea campanulata – espatodéa.

muito usado para dar cor e melhorar o aspecto visual de diversos tipos de comidas. cedroespinoso (Peru. flores grandes e vistosas. urucum. Árvore que ocorre ao longo de quase toda a Mata Atlântica e também na Amazônia (Rondônia). brinquedos. falsocacau. • Adansonia digitata – baobá. O nome do gênero é holotípico da família. e muitas vezes elaboradas e criativas. onde armazena água (até 120 mil litros). Arbusto nativo na Amazônia de cujos frutos (uma baga seca com aspecto espinhento por fora) se retiram as sementes vermelhas para produção de tempero. Bixaceae (bixáceas) • Bixa orellana – urucu. Também é usado como repelente de insetos. Apresenta o tronco recoberto de acúleos. ceiba-tolúa (Colombia). como uma linda esponja de longos estames branco-amarelados pela base e as pontas tendendo ao grená. bombacopsis (no Brasil). ipê-amarelo. Árvore nativa na Amazônia de vistosas flores caulifloras e cujo nome do gênero dá nome à família. bem agradável. colorau. e formato parecido com o fruto do .Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 69 • Tabebuia cassinoides – caixeta. • Tecoma stans – caroba amarela. utilizada na fabricação de lápis. de coloração marrom. pau-de-tamanco. Fornece madeira leve. Árvore muito interessante para reflorestamento por ser de crescimento rápido e fornecer boa madeira. tamancos. o colorau. mamorana. • Tecoma heptaphylla – pau-d’arco-amarelo. Nicarágua). urucuzeiro. fácil de trabalhar. pochote. • Bombax malabaricum – imbiruçu. palitos de fósforo. instrumentos musicais. • Bombacopsis quinatum ou B. Em Rondônia é muito utilizada para fazer tabuinhas. ceibacolorada (Venezuela). Imponente árvore das regiões semi-áridas africanas que chama atenção pelo gigantesco porte do tronco que atinge até 10 m de diâmetro. Os indígenas utilizam muito as sementes desta planta. Honduras. assim como os frutos do jenipapo (que fornece tinta preta). corticeira. que funcionam como telhas na cobertura de casas. os frutos são grandes e secos. Árvore madeirável. • Bombax munguba ou Pseudobombax munguba ou Pachira aquatica – munguba. ipeúva. malacaxeta. caixotaria em geral. pinturas do corpo. monguba. paquira. Bombacaceae ou Bombaceae (bombacáceas) Família da ordem das malvales que reúne 18 gêneros e aproximadamente 100 espécies no Brasil (28 gêneros no mundo). quinata ou Bombax quinatum – cedro-doce. pra fazer as diversas. (ver ipê amarelo) • Tecoma speciosa – ipêuva. Árvore nativa na Amazônia. de folhas palminervadas (de sete folíolos). cedro-macho (na Costa Rica). Árvore madeirável e de propriedades medicinais. que apresenta perfume suave. mormente à noite. castanheiro-do-maranhão.

O mesmo que munguba (ver maiores detalhes acima em Bombax munguba). na ilha de Paquetá no Rio de Janeiro. brinquedos e jangadas. laurel (esta última denominação na Costa Rica). embiratanha. flores alvas. que produz frutos saborosos. Há quem consuma suas grandes castanhas assadas. que se faz presente. • Ceiba pentandra – samaúma. construções de balsas. que em alguns lugares. Gigantesca árvore da Amazônia que produz frutos como flocos cotonosos e apresenta tronco imenso que se origina de raízes tabulares. castanheiro-da-guiana. sofrer o ataque de uma broca no . Com a madeira leve fabricam-se caixotes. ou do cupuaçu da variedade mamorana. Árvore pioneira que ocorre na Amazônia e também por toda América tropical. como substituir a cortiça. Boraginaceae ou Cordiaceae (boragináceas ou cordiáceas) Família que reúne 100 gêneros e 2. recebem boa reputação como alimento.70 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades cacau. Planta medicinal indicada para combater uma série enorme de enfermidades e cujo nome do gênero dá nome à família. tendo ainda outras utilidades. como na América Central. pyramidale – pau-de-balsa. que alcança bons preços no mercado interno e externo. onde houve um movimento de ambientalistas por rejeitá-la. por exemplo. sumaúma. laminados. Árvore gigantesca originária do Brasil. travesseiros e colchões. • Pachira aquatica – paquira. Apresenta a limitação de. como aconteceu em Ouro Preto d’Oeste-RO. • Borago oficinallis – borragem. vistosas e fasciculadas e frutos capsulares cheios de paina. Com a paina se faz enchimento de almofadas. louro-freijó. por exemplo. mamorana. • Ceiba speciosa ou Chorizia speciosa – paineira. lagopus ou O. • Cavanillesia arborea – barriguda. Árvore ornamental de porte exótico. • Ochroma logopus ou O.000 espécies. • Cordia alliodora – freijó. inclusive. Árvore que apresenta infrutescência aproximada ao algodão. Árvore exótica que fornece madeira especial muito bonita. de madeira leve que serve muito bem para a finalidade que seu nome indica. freijó-louro. que pode ser usado em indústria de goma de mascar. Árvore frutífera da Amazônia de folhas grandes arredondadas. travesseiros e colchões. por ser de outra região). paina. em alguns lugares onde é cultivado. No interior de Minas geraisé costume comer as folhas jovens cozidas. sapota-do-solimões. ou seja. • Bombax spruceanum – mamorana-grande. borragine. folhas de cinco a sete folíolos. e da qual se extrai também látex. tempos atrás. com produção de paina que se utiliza para enchimento de almofadas. • Quararibea cordata ou Matisia cordata – sapota. pelo seu crescimento rápido. Esta espécie foi muito usada. castanheiro-do-maranhão. em arborização de muitos lugares (cidades) do Brasil (Rio de Janeiro.

Reúne 46 genêros e 1. mais doce e um pouco enjoativa. frei-jorge. Também é indicada como recuperadora de solos (RS) pelas características de ter as raízes penetrando em camadas profundas do solo para retirada de nutrientes e depois deixar uma densa camada de folhas depositada na superfície. Planta herbácea medicinal. na evolução do distúrbio.700 espécies. como ocorreu em plantio de um pequeno produtor rural em Ariquemes-RO. conquanto mais ácida. O Estado da Paraíba é grande produtor desta fruta. Bromeliaceae (bromeliáceas) Família de plantas pertencente à ordem Bromeliales de família única. é de melhor sabor em relação à variedade Smoth cayene. ao se decompor. Especialíssima fruta tropical que vegeta bem em solos pobres e tem o Brasil como centro de origem. daí um de seus nomes populares. Uma grande vantagem da Smoth Cayene é não ter espinhos nas folhas (com as margens serrilhadas. que tem a polpa mais amarelada. ao ter cortada a casca. que é castanha com listras escuras quando adulta. A madeira. • Cordia goeldiana – freijó. A variedade pérola. Ocorre nativa na Amazônia. por exemplo. sativa – abacaxi. levando ao aniquilamento da planta. tóxica e forrageira. • Ananas comosus ou A. Planta ornamental de onde se extrai essência. melhora a fertilidade deste. pois não tolera competição de copa por luz. também é vitimada por uma doença que afetando o tronco o deixa com severos cancros que. em espaçamento de 3 m x 2 m. de polpa mais branca. confrei. Do Sudeste para cima dá bem praticamente em todas as outras regiões do Brasil. libera pó semelhante à cinza de cigarro. com as sementes disseminando-se e germinando em larga escala ao encontrar as condições propícias para desenvolvimento. para depois ir fazendo desbaste. Árvore de madeira leve que é utilizada em reflorestamentos para ser aproveitada na indústria de papel. • Heliotropium peruvianum – heliotropo. • Misotis aiprestis – miosótis. Apresenta nas áreas desmatadas próximas aos plantios desta espécie. Com sua intensa floração se constitui em espécie de grande interesse apícola. Planta ornamental de flores azuis de rara beleza. como . quando solteiro. Propaga-se por perfilhos. todas americanas. em cobertura. A pérola é bastante produzida em Pernambuco. intensa regeneração natural. leva a planta à morte. devendo ser cultivado de início. kiri. • Symphitum officinalis – confrey. ao paralisar o desenvolvimento. freijó-cinza.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 71 ápice caulinar. • Cordia sp. até alcançar espaçamento aproximado de 6 m x 8 m. que inviabiliza o seu cultivo. Demora em torno de 20-25 anos para alcançar porte adequado à exploração. Árvore muito indicada para reflorestamento em Sistemas Agroflorestais (SAF’S). – quiri. Fornece madeira apropriada para construção naval e movelaria de luxo. que protege o solo e. ocorrendo principalmente na zona tropical.

Planta epífita ornamental. mas. Burseraceae (burseráceas) • Bursera leptophloeos – imburana. a escrever o belo livro “Em Busca das Flores da Floresta Amazônica”. de frutos muito grandes. diversas outras aplicações devido a sua característica de ser comburente. publicado em 1989. em Belém. • Tillandsia sp. bem ácida. • Protium palidum – breu-branco. • Bromelia katatas – caraguatá. • Quesnelia arvensis – quesnélia. Planta que fornece fibra de muitas utilidades no Nordeste brasileiro. sendo esta última de características aproximadas para a pérola. aos 79 anos de idade. Nome do gênero caracteriza (dá nome) a família. em acidente de carro. Ocorrem ainda outras variedades como a perolera (polpa amarela) e primavera (polpa branca). Planta ornamental. • Bromelia sp. por exemplo. vindo. – tilandsia. umburana. • Vriesia sp – vriesia. curauá. emburana. que lá recebe o nome de ananás. Árvore nativa da Amazônia. • Tillandsia usneoides – barba-de-velho. Planta herbácea que fornece fibra usada em substituição à fibra de vidro. numa de suas inúmeras expedições pela floresta amazônica. está sendo aproveitada na indústria de perfumes. uma variedade de frutos bem pequenos. imburana-de-cambão. um ano após a sua morte. • Bursera simaruba – índio-pelado (em Costa Rica). tendo também. Planta ornamental. por sua resistência mecânica e leveza. • Neoglaziovia sp. ou Ananas erectifolius – caroá. consultar a Embrapa-CNPMF em Cruz das Almas-BA. • Bromelia laciniosa – macambira. Comum na restinga. empregada como reforço ao plástico na indústria automobilística. há uma variedade de abacaxi. • Neoregelia margaretae – neoregelia. desenvolve projeto de produção de mudas de caroá em larga escala com a utilização dos recursos da Biotecnologia. que estão sendo difundidas no Nordeste. bem adocicados. Linda bromélia indentificada e detalhada em aquarela pela pintora inglesa Margaret Mee. Há também na cidade de Guajará Mirim-RO. em Londres. pela qual era apaixonada. . Espécie muito ornamental com suas múltiplas variedades e cujo nome do gênero caracteriza (dá nome) a família. Planta epífita ornamental. de folhas espinhentas em roseta. da qual se extrai uma resina que por seu odor agradável. por aceitar bem podas de formação e condução. A Embrapa-CPATU.72 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades tem as demais variedades). cujo nome do gênero caracteriza (dá nome) a família. Para maiores detalhes e informações. Árvore com propriedades medicinais. Árvore usada para reflorestamento e apropriada para cerca viva. – bromélia. Planta de propriedades medicinais. Na região Norte. com sua coleção de pinturas sobre a mesma. • Cryptantus zonatus – gravatá. no Acre.

cardeiro. • Melocactus bahiensis – coroa-de-frade. vinhos. Muito usada no sertão nordestino em épocas de secas extremas onde consegue ser um dos poucos alimentos remanescentes disponíveis para o gado. Planta ornamental. • Pelocereus gounelli – xique-xique. Planta ornamental nativa no Nordeste. O fruto é comestível sendo muito nutritivo. Espécie de cacto muito comum no sertão do Nordeste brasileiro. é utilizado como alternativa de alimentação para o gado. • Pereskia grandifolia – cacto-rosa. Cactácea exótica frutífera. onde caracteriza o ambiente e também é usada como forrageira. Nativa do México onde é utilizada como planta alucinógena. • Cereus pernambucensis – cacto-da-restinga. – cacto-ornamental. – notocactus. principalmente nas zonas semi-áridas. Cacto ornamental em formato de bola. e que também tem propriedades medicinais. • Epiphyllum hibrid – dama-da-noite. • Opuntia elata ou vulgaris – palmatória. Usado como portaenxerto nos vários arranjos. doces. Planta nativa no Brasil que diferentemente da maioria das espécies da família. além de caracterizar com forte identidade a paisagem. • Notocactus sp. possibilitando verdadeiras obras de arte. Planta que caracteriza o ambiente.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 73 Cactaceae (cactáceas) Família da ordem cactales (que é de família única). onde. Planta muito comum no Nordeste brasileiro. geléias. • Hatiora sp. Planta ornamental. Planta ornamental. palma-forrageira. Reúne espécies que apresentam folhas alternas e carnosas com espinhos axilares. • Cereus jamacaru – mandacaru. • Cereus peruvianus minor – cacto-monstruso-menor. – cactosinho. refrescos. • Analonium sp. boa para fazer sucos. que se faz com os pequenos cactos ornamentais. Planta ornamental. • Epiphyllum oxipetalum – flor-de-seda. • Nopalea sp. • Hylocereus undatus – cacto-de-três-quinas. A planta também é usada como cerca-viva. jamacaru. Reúne 170 gêneros de distribuição quase restrita às Américas. • Cereus peruvianus – cacto-monstruoso. Série de pequenos cactos ornamentais muito difundidos no comércio de mudas das grandes cidades. flor-da-noite. Muitas das espécies usadas como cavaleiro nos enxertos que criam verdadeiras obras de arte. – peiote. • Pereskia aculeata – ora-pro-nobis. onde é usada também na alimentação animal. epifilo. • Cereus undatus ou Hylocereus undatus ou Hylocereus guatemalensis – pitaia. Planta ornamental semelhante a uma árvore em miniatura. mata-velho. apresenta folhas de 8 cm de comprimento por . • Mamillaria sp. – palma.

74 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 4 cm de largura. O caule é repleto de grupos de grandes espinhos pontiagudos. . Seu cultivo é caracterizado como crime e proibido no Brasil. Reúne espécies muito afins da flor-demaio acima citada nesta família. Planta herbáceo-arbustiva. O gênero é holotípico da família. principalmente por populações de jovens e nativos em várias partes do mundo. • Crataeva benthami ou tapia – catauari. que tem aproveitamento industrial. Planta trepadeira ornamental de delicado aroma. rhipsalis. – cacto-piliforme. e de propriedades medicinais. • Canna warszewiczii – caeté-mirim. • Sambucus nigra – sabugueiro. com suas fibras sendo usadas na fabricação de tecidos e outros produtos. cujo gênero é holotípico da família. sendo planta ramificada. sendo suas flores usadas em infusão para uso como diurético. Caprifoliaceae (caprifoliáceas) • Lonicera caprifolium – madressilva. Planta medicinal. São como barbantes que se hospedam nas grandes árvores. originária da Ásia. Planta herbáceo-arbustiva. haxixe. – flor-de-maio. e as fibras são usadas na confecção de tecidos. oferecendo princípios ativos aproveitados na elaboração de remédios. Cannabaceae (canabáceas) • Cannabis indica – cânhamo. são usadas como droga. principalmente anestésicos. emoliente e sudorípara. Planta bastante usada em artesanato. – caparis. Planta cujo gênero dá nome à família. Planta ornamental com flores rosadas e muito vistosas. • Rhypsalidopsis sp. • Cannabis sativa – maconha. Planta ornamental. secas e curtidas. • Zigocactus truncatus – zigocactos. onde permanecem colgados. cabelo-de-anjo. apresentando flores com pétalas lanceoladas e frutos globosos com semente dura. trapiá. ou Schumbergera sp. Cannaceae (canáceas) • Canna generalis – cana-indica. Exemplar do Jardim Botânico do Rio de Janeiro apresenta 5 m de altura. Também é planta medicinal e industrial. Árvore nativa na Amazônia de pequeno porte. Caparidaceae ou Capparideae (caparidáceas) • Capparis sp. Planta ornamental européia. originária da Ásia. cujas folhas tóxicas. • Viburnum dentatum – viburno. • Rhypsalis sp.

de polpa de coloração firme e acentuada. É considerada também planta medicinal. a saber: mamão hawaí. O gênero é holotípico da família. . muito usados como condimento. Caryocaraceae ou Rhizoboleae (cariocaráceas) • Caryocar brasiliensis ou brasiliense – pequi. também encontra muito boa aceitação pela população. sendo muito apreciado no Brasil Central. com frutos bem doces e compridos (maiores que o “Sunrise-solo”). Mamão bravo. A variedade “Formosa”. de flores grandes e vistosas e frutos oleaginosos. • Jaracatia dodecaphylla – jaracatiá. que eventualmente pode servir de cavalo em enxertia com o mamão domesticado. mas uma das mais comerciais é a “sunrise solo”. • Gypsophila paniculata – cravo-de-amor. a obtenção das sementes da “Sunrise solo”. Planta ornamental. enzima proteolítica extraída de seus frutos. por sua boa qualidade. mamão papaia. que faz parte do hábito alimentar da população local e é comercializada em bancas e tabuleiros disseminados amplamente no comércio popular pelas calçadas da cidade. Também é planta industrial.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 75 Caricaceae (caricáceas) • Carica papaya – mamão. o que pode levar o produtor a ter que estar sempre adquirindo sementes de boa qualidade da variedade no mercado. como os cruzamentos controlados. além de seus brotos e sementes serem indicados como vermífugos. preço acessível. Cariofilaceae (cariofiláceas) • Dianthus cayophillus – cravo. • Dianthus plumarius – cravina. Nos plantios comerciais. é usada na indústria farmacêutica. O gênero é holotípico da família. Planta herbácea de flores famosas reputadas como das mais bonitas dentre todas do reino vegetal. para compor as diversas refeições do dia-a-dia da população brasileira e para exportação. É uma das frutas mais consumidas pela população brasileira. Muitas são as variedades de mamão. porque sendo de polinização cruzada. pois a papaína. mamão-dachina. se não forem adotadas algumas práticas de preservação. pode se c0onstituir num problema. como cicatrizante e serve para amolecer carnes. Planta ornamental. em poucas gerações já podem estar degeneradas. Fornece madeira amarela de grande utilização. sendo o consumo dos frutos recomendado para o bom funcionamento dos intestinos. pelos frutos maiores. aromáticos. sendo muito indicada pelo seu pequeno tamanho e sabor superior. facilidade e rapidez de produção. mamão-da-amazônia. Árvore comum nos cerrados. Nas ruas de Brasília recende o cheiro da fruta cozida. além de ser usada na fabricação de queijos. piqui. embora seja menos interessante do que o “papaia”. conhecida popularmente por diversos nomes.

diferente do pequi por ter os folíolos menores e sésseis. Árvore que se faz presente na flora da Costa Rica • Caryocar villosum – piquiá. • Cecropia palmata – embaúba. guarumo. As folhas apresentam pecíolos peltados que saem dos bordos. manu. algumas espécies de formigas pequenas e pretas de picada dolorida. ajo. é árvore efêmera dando lugar às espécies perenes da ocupação secundária da mata. árvore-da-formiga. imbaúba mansa. onde faz parte da vegetação que se estabelece inicialmente por muitas regiões tropicais. • Pourouma cecropiaefolia – mapati. Gênero reúne espécies cecropiáceas de folhas inteiras. uva-do-mato. • Coussapoa sp. • Cecropia hololeuca – embaúba-prateada. Também é chamada de árvore-daformiga porque nela vivem. Urticaceae). que tem aproveitamento similar ao parente nobre. chamadas “aztecas”. Árvore frutífera da Amazônia. torém. Planta cujo gênero é holotípico família. sendo uma variante de nosso mapati. O gênero é holotípico da família. umbaúba. fornece boa madeira e também é ornamental. que vão à busca da substância açucarada expelida por glândulas localizadas no pecíolo das folhas da embaúba. e em contrapartida. Árvore frutífera da Amazônia. árvore-dapreguiça. Pela função natural que cumpre. se constituindo estes últimos em importantes agentes de disseminação da espécie. e. em simbiose. que saem do interior da folha. embaúba-de-folha-branca. pequiá. oferecem proteção contra insetos e outros organismos nocivos à planta. Importante espécie pioneira na regeneração natural de áreas degradadas. de semelhança com a embaúba. passaram a formar família independente. e seus frutos são muito apreciados por preguiças e pássaros. Cecropiaceae. sendo indicada para casos de afecções das vias respiratórias. – figueira-do-amazonas. que foi desmembrada (em Moraceae. Indicada para cerca viva. Árvore originária da Austrália. Podese aproveitá-la na indústria de celulose. Cecropiaceae (cecropiáceas) Família cujos gêneros e espécies eram relacionadas (classificadas) na família Urticineae. Planta que ocorre no CATIE. Turrialba. Casuarinaceae (casuarináceas) • Casuarina equisetifolia – casuarina. O gênero é holotípico da família. yarumo (estes dois últimos nomes em países centroamericanos e sul-americanos). recentemente. apresentando o detalhe interessante de que o que parece folha na verdade é um ramo com diversas pequeninas folhas (segmentos).76 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades • Caryocar costaricense – ajillo. ambaúba. em oposição às folhas da embaúba. cucura. Também é reputada como planta medicinal. • Pourouma bicolor – uvito. o que as diferencia. imbaúba. Costa Rica. produz frutos muito doces e comestíveis. uva-da-amazônia. .

Portugal e Espanha. • Salsola kali – barrilheira. No Brasil. muitas vezes os tornam indisponíveis ao organismo humano. quenopódio. cancerosa. podendo ser aproveitadas em forma de saladas. enriquecendo muito estes pratos. Planta muito bem conceituada como medicinal. • Beta sp. O gênero é holotípico da família. cozidas ou cruas. menstruz. Tem que ser usado com parcimônia. É rica em cálcio e ferro. Planta herbácea cujas folhas são usadas como verduras na forma de saladas e refogados. Planta herbácea cujas folhas são usadas como preciosa verdura. substância destinada ao fabrico de vidros e sabões. Preciosa planta herbácea cujas raízes são exploradas na indústria açucareira da Europa (a beterraba branca). cupiúna. e que tem também propriedades medicinais. . Planta freqüente na Ilha da Madeira. que não devem ser desperdiçadas. cicatrizante (contem substância antimicrobiana). sendo seu sumo que deve ser consumido ao leite. sendo utilizada há séculos para extração de carbamato de sódio (barrilha). frutos do tipo baga e madeira amarela que quando cortada exala cheiro forte. São consumidos os grãos. de grande valor nutritivo. Chenopodiaceae ou Quenopodiaceae ou Salsoláceas (chenopodiáceas ou quenopodiáceas ou salsoláceas) • Beta vulgaris – beterraba. • Maytenus ilicifolia – espinheira-santa. além dos carboidratos. espinheira-divina. é usada apenas a variedade vermelha como legume em saladas. Marrocos. O nome do gênero é holotípico da família. que é fonte de vitaminas e sais minerais necessários para o bom funcionamento do organismo humano. Apresenta casca cinzenta com manchas alvas. • Spinacia oleracea – espinafre. de diversas formas. • Chenopodium quinoa – quinoa. onde temos a cana para suprir esta necessidade.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 77 Celastraceae ou Celastrineae (celastráceas) • Goupia glabra – cupiúva. sais minerais e vitaminas importantes. que estão presentes também nas folhas. Árvore da Amazônia de crescimento rápido que fornece madeira para construção civil. erva-de-santa-maria. maiteno. cupiúba. Pseudocereal originário dos Andes. por possuir alto teor de vitaminas e sais minerais (preponderantemente ferro). que precisam de fontes importantes para suprir as carências e necessidades funcionais do organismo. quinua. sendo abortiva. indicado como expectorante e vermífugo. Suas folhas maceradas são usadas também em cataplasmas para curar contusões. Planta medicinal indicada para uso como antisséptico. – acelga. Bem apropriado para quem faz regimes vegetarianos. e flores dispostas nas axilas das folhas. contendo proteínas. prejudicando ainda a absorção destes elementos provenientes de outras fontes. refogados ou enriquecendo sopas. pois por sua alta potencialidade é planta tóxica. mas é interessante observar que as formas em que se apresentam esses minerais no espinafre (ácidos oxálicos). • Chenopodium ambrosioides – mastruz. podendo ainda toda planta ser aproveitada em diferentes formulações no preparo de alimentos.

Planta frutífera originária da Malásia. que introduzida na América Central se adaptou muito bem e se espalhou pela região. ou seja. com a vantagem de que nesta planta não ocorre a temível broca-dos-ponteiros que afeta aquelas meliáceas famosas. antillanum ou C. diminuta pulga de regiões tropicais). oxidam e perdem a sua principal característica que é o seu extraordinário sabor. O tronco exsuda uma resina amarela inseticida eficaz contra o bicho-de-pé (Tunga penetrans. que produz frutos considerados como dos mais saborosos do mundo. com propriedades medicinais. coriáceas. de sabor ácido. Os frutos. Produz frutos grandes. brasiliense ou C. Planta comum no cerrado. produz frutos sem que haja fecundação. Planta ornamental de folhas arredondadas. Fruteira tropical originária da Ásia. Adapta-se muito bem às condições climáticas da Amazônia onde produz até mais rápido (em sete a oito anos) do que outros lugares tradicionais de cultivo. de até 2 kg. característica de mangue. Foi a primeira madeira-de-lei brasileira a ter uma lei protegendo-a (decreto de 1835). mousses e sorvetes. Tem látex amarelo na casca que é reputado como medicinal. são próprios para consumo in natura. utilizam na impermeabilização ou sanitarização do seu ninho. Essa praga (abelha- . • Mammea americana – abricó. mangostãozeiro. indicada como antidepressivo. mangostín (esta última denominação nos EUA). Fruteira arbórea de origem asiática que apresenta frutos grandes de casca e polpa amarela. que são ricos em vitamina C e potássio. “a rainha das frutas”. e fornece madeira-de-lei parecida com a madeira do mogno e do cedro. – clúsia. provavelmente. onde leva até dez anos para iniciar produção. • Clusia sp. A espécie apresenta característica de apomixia. Quando plantada de pé-franco (a partir de sementes) esta fruteira demora muito a entrar em produção (aproximadamente dez anos). Árvore que ocorre nativa na Amazônia. e por isso não há variabilidade e variedades. comestíveis in natura e usados para fazer doce. em outras partes do Brasil e na América Central. propícia para elaboração de sucos. guanandi. de cujo nome do gênero deriva o novo nome da família. mariae – jacareúba. • Kielmeyera coriacea – pau-santo. • Garcinia mangostana – mangostão. alcançando o Brasil. hemorróidas e próstata. • Garcinia cochinchinensis – Falso-mangostão. sendo indicado para tratamento de úlceras. abricó-do-pará. É também planta medicinal com suas folhas febrífugas e sementes anti-helmínticas. onde encontra condições propícias ao seu cultivo. uma vez que se forem destinados ao preparo de sucos.78 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Ciclantaceae (ver Cyclanthaceae) Ciperaceae (ver Cyperaceae) Clusiaceae – ex-Guttiferae (clusiáceas – ex-gutíferas) • Calophyllum brasiliensis ou C. cedro-maria (este último nome na Costa Rica). grossas. e muito procurada pelas abelhas-cachorro que perfuram o tronco rendilhando-o a procura desta substancia que. cedro-do-pântano.

Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 79 cachorro) controla-se com iscas contendo melado. agravada pelo fato das cascas dos frutos também serem bastante espêssas. desenvolve trabalho de pesquisa no sentido de produzir frutos de sementes menores ou sem sementes. As sementes demoram muito para germinar (até um ano). Ocorre das Antilhas ao Alto Amazonas. onde apresenta desenvolvimento exuberante. A madeira é dura e boa para carpintaria. • Vismia macrophyla – vismia. • Rheedia macrophylla – bacuripari. deixando pouco espaço para a polpa. Combretaceae (combretáceas) • Terminalia amazonica – amarelona. Árvore de folhas oblongas. amarillón. Toda a planta exsuda látex amarelado. Árvore madeireira . fruto bacáceo com pequenas sementes. que deve ser através do método de garfagem de topo. Tem a característica de poder ser arrancada já grande. que na Ásia é considerada “a rainha das frutas”. uma vez que as sementes muito grandes nesta espécie ocupam a maior parte do fruto. Esta fruteira é muito apropriada para ser cultivada em toda a Amazônia. o que o torna mais apropriado para consumo na forma de sucos e refrescos. rublo-coral (estes dois últimos nomes em Costa Rica). fazer-se poda e o toco enraizar bem. acuminadas. A fermentação dos brotos do abricoteiro produz bebida inebriante. Árvore de porte mediano que ocorre na Costa Rica. que levam em torno de dez anos para começar a produzir. • Vismia cayenensis – lacre. Há algumas outras espécies do gênero Rheedia que produzem frutos pequenos. o que se constitui numa inconveniência. Árvore frutífera nativa na Amazônia que produz frutos menores e mais ácidos do que o bacuri. Árvore frutífera nativa da Amazônia que produz frutos grandes e muito apreciados no mercado regional para elaboração de sucos. que as atrai para serem eliminadas. pela extraordinária excelência de seus frutos. A Embrapa Amazônia Oriental. Árvore que produz madeira de boa qualidade. Esta antecipação pode ser conseguida também através da efetivação da prática da enxertia das mudas de bacuri. espalhadas pela área de plantio. • Platonia insignis – bacuri. flores avermelhadas dotadas de glândulas negras. achyotillo. doces e saborosos. • Terminalia bucidioides – escobo. através de pedaços de raiz que são destacados e se diferenciam emitindo estruturas aéreas que dão lugar à nova planta. mas este problema pode ser contornado com a reprodução vegetativa da planta. cremes e sorvetes. tendo inclusive uma espécie que produz frutos de qualidade aproximada ao mangostão. que também virá a produzir precocemente (em torno dos cinco anos de idade) em relação aos bacurizeiros propagados por sementes. As flores submetidas à destilação dão lugar à bebida refrigerante e inebriante. guayabón negro (denominações em Costa Rica).

que em 1992 fez um decreto proibindo o plantio desta espécie nas ruas do município. amendoeira-da-índia. causam dano ao mobiliário urbano. apresenta folhas listradas de verde e prata com o dorso de coloração lilás ou roxa. onde é muito usada em arborização de cidades. Planta herbácea toda de cor lilás ou roxa (estolões e folhas). no contraste de cores. sete-copas. • Terminalia chiriquensis – terminalia. • Cyanotis somaliensis – cianotis. • Tradescantia zebrina ou Zebrina pendula – zebrina. Interessante e bonita planta ornamental colgante. pois consegue vegetar em terrenos salgados e arenosos. o que a torna muito requisitada na elaboração de projetos paisagísticos de jardins domésticos. • Commelina deficiens – trapoeraba. • Setcreazea purpurea – setcrezea-púrpura. que se reproduz vegetativamente com facilidade. Também é de muito fácil propagação. Árvore originária da África e introduzida na Costa Rica onde sua madeira alcança valorização igual à de outras terminalias nativas. guayabón. • Tradescantia diuretica – tradescantia-diurética. andaca. e por isso muito se faz presente em habitações populares. • Tradescantia albiflora – tradescantia. Seus frutos embora não sejam de sabor especial. com a propriedade que seu nome científico está a indicar. Planta ornamental.80 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades • Terminalia catappa – amendoeira. chapéu-de-sol. por sua rusticidade e bom desenvolvimento em condições urbanas. castanhola. Árvore nativa em Costa Rica onde é bem conceituada por fornecer madeira que alcança bom valor no mercado. invasora. Grande árvore madeireira nativa da Amazônia. e de muito fácil propagação. Commelinaceae (comelináceas) • Callisia repens – mini-tradescantia. marianinha. Enfeita por demais os ambientes onde é utilizada na composição de arranjos paisagísticos. • Terminalia ivorensis – terminalia-africana. A mais comum das tradescantias. inclusive em ambientes praianos. o que acaba tornando-a quase como uma praga. ao que parece por ser atrativa de morcegos frugívoros que depois. tem quem os aprecie para consumo in natura. Árvore originária da Malásia. com suas fezes arroxeadas. com seus ramos enraizando com extrema facilidade. surán. muito bem aclimatada no Brasil. • Terminalia taninbouca ou Buchenavia oxycarpa – tanimbuca. sendo espécie de crescimento rápido. Plantinha medicinal. o que a torna muito interessante para composição de arranjos em jardins. enfeitando varandas e quintais. além de resistir bem aos efeitos dos ventos. . castanheira. Planta herbácea de folhas listradas em verde e branco. • Terminalia oblonga – surá. ornamental e medicinal (diurética). Nativa no continente americano. oferece belo efeito visual. cujo nome do gênero dá nome à família. olhode-santa-luzia. Planta de flores azuis. onde. Trata-se de uma das dez espécies mais presentes na arborização da cidade do Rio de Janeiro. marianinha.

Uma das plantas medicinais de que se tem maior comprovação científica de seus efeitos positivos. • Anthemis nobilis – camomila-romana. indicada para tratar problemas do fígado. Planta medicinal e tóxica exigindo cautela para o seu uso. marcela. inclusive para controlar cólicas de bebês. fabricava-se uma bebida (aperitivo) requintada e famosa há alguns anos (licor de absinto).Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 81 Compositae ou Asteraceae (compostas ou asteráceas) Família que reúne 900 gêneros e 14. losna. • Achyrocline satureoides – macela. • Alomia fastigiata – matapasto. bacaris. Planta ornamental. Existe outra planta com o nome de arnica-brasileira (Lychonophora ericoides). contém substâncias tóxicas que podem causar transtornos ao usuário. . desde tinturas a pomadas. Planta medicinal de uso popular. muito utilizada em medicina popular. benéficos para a preservação da saúde. desta mesma família. Tem a característica principal de apresentar as flores em capítulos.000 espécies espalhadas pelo mundo. que tambem é reputada como excelente planta medicinal com indicações similares às desta arnica de origem européia. • Artemisia absinthium – absinto. Existe outra camomila nativa. • Artemisia vulgaris – artemísia. desta mesma família. Usada na alimentação do tipo macrobiótica de origem japonesa. Planta medicinal. Nesta grande família está concentrado um enorme número de plantas medicinais e apícolas. Excelente planta medicinal muito indicada principalmente para aliviar dores provocadas por contusões e na cicatrização de feridas. • Artemisia dracunculus – estragão. erva-picão. Erva exótica (que ocorre na Europa e América do Norte) muito utilizada como condimento e que também tem propriedades medicinais. sendo suas folhas utilizadas na forma de chás. afecções da bexiga. para aliviar cólicas menstruais e como antisséptico. Planta medicinal da qual se retira flavonóide empregado na indústria farmacêutica. Planta medicinal indicada no tratamento de vários problemas de saúde como reumatismo. como o girassol. • Bidens pilosus – picão. • Aster sinensis – mal-me-quer. cujo gênero dá um dos nomes da família (Asteraceae). macela-do-campo. por exemplo. Planta medicinal arbustiva. macelinha. sendo indicada. • Arnica montana – arnica. Planta medicinal de excelentes propriedades como eficaz auxiliar (na forma de chás) para uma digestão saudável. pois apesar de ser indicada como coadjuvante no tratamento de uma série de problemas de saúde. • Baccharis genintelloides ou genistelloides – carqueja. já havendo vários produtos. carrapichinho-de-agulha. camomila-nacional. que tem largo uso popular. A partir de substâncias desta planta. por exemplo. pedra na vesícula e nos rins. comercializados nas farmácias e casa de produtos naturais.

Planta ornamental. – monsenhor. Hortaliça nobre e planta medicinal indicada no tratamento do fígado. girassol-batateiro. • Gerbera sp. mas todas encerrando rara beleza. Planta muito interessante por suas sementes oleaginosas que fornece óleo comestível de ótima qualidade. Árvore multiuso que ocorre nas regiões de mata Atlântica e de Cerrados brasileiros. Planta alimentícia (batatas) e medicinal. • Hellianthus annuus – girassol. Planta herbácea ornamental que apresenta flores de rara beleza. pelas quais é aproveitada na indústria farmacêutica. outras menores. Come-se a sua inflorescência imatura. • Chicorium endivia – chicória.82 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades • Calendula arvensis – mal-me-quer-dos-campos. com o incremento do biodiesel. Planta herbácea que fornece folhas que são saborosas quando usadas como verdura em saladas. • Hellianthus tuberosus – tupinambo. incanus – candeia. • Dalia variabilis – dália. cambará-branco. Planta medicinal que tem as mesmas propriedades da Arnica montana e da arnica brasileira (Lychnophora ericoides) (ver detalhes destas outras duas plantas que pertencem a esta família). Planta herbácea cujas folhas são usadas como verdura em saladas e como tempero no preparo de carnes. • Eremanthus erythropapus ou E. • Kuhnia arguta – erva-de-santana. São Roque (SP) é o principal centro de produção desta planta no Brasil. . pouco exigente em fertilidade do solo. Planta medicinal. Produz também óleo de excelentes propriedades medicinais. Planta ornamental que produz uma das mais belas flores dentre todas existentes na Natureza. pela grande durabilidade. e por isso ideal para ser cultivada em regiões de solos pobres. alcachofra-de-jerusalém. Planta medicinal. – gerbera. Planta ornamental que produz linda flor escamada (como se fosse uma alcachofra). • Chicorium intybus – almeirão. sendo sua madeira. Planta ornamental. Planta ornamental de flores vistosas. • Chrysanthemum sp. • Chrysanthemum coronarium – margarida-amarela. • Chrysanthemum parthenium – matricária. Rica em vitaminas do complexo B e sais minerais. Existem diversas variedades umas de flores maiores. • Careopsis grandiflora – margarida. passa a ser uma das espécies do programa nacional de oleaginosas a ter o cultivo incentivado. sendo indicada para contornar uma série de problemas de saúde. Agora. As sementes também são muito usadas na alimentação de pássaros. É planta rústica. • Cynara scolimus – alcachofra. de diferentes matizes. largamente aproveitadas para produção de moirões. Com os resíduos da fabricação de óleo se produz torta usada como adubo orgânico. • Chinolaena ou Chionolaena latifolia – arnica-do-campo. Planta medicinal. georgina. • Emilia sonchifolia – pincel. Forma inflorescências enormes de rara e magnífica beleza.

macela-nobre. que também é usada como defensivo agrícola natural para repelir nematóides (espécie de pequeninos vermes que causam danos às plantas). picante. • Lappa tomentosa ou Arctium sp. falso-boldo. para curar ferimentos e até para tratar picadas de animais peçonhentos.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 83 • Lactuca sativa – alface. Planta ruderal que apresenta flores vistosas. • Senecio rowleyanus – pérola-verde. de elementos nutrientes disponíveis em camadas mais profundas do solo. atuando como antiinflamatório. Planta que fornece a folhagem mais usada como verdura. que também é recomendada como planta medicinal diurética. reputada como de propriedades curativas de problemas estomacais e digestivos. compondo saladas nas mesas dos brasileiros de norte a sul do país. que podem funcionar também na melhoria da fertilidade do solo. com acentuadas propriedades curativas em casos de traumatismos. inclusive cobra. São usadas na alimentação do tipo macrobiótica. suas profundas. • Matricaria chamomilla – camomila. erva-fedorenta. ocorre a transposição e disponibilização na superfície. – bardana. Planta muito importante em naturalismo (alimentação natural). . conquanto de cheiro forte. por fazer parte no preparo de pratos regionais. • Spilanthes oleraceae – jambu. onde suas folhas são servidas mergulhadas na goma e no molho de tucupi. muito cultivada na Amazônia. alfinete-domato. dando um toque especial (de ardência. quando na decomposição da parte aérea. • Mikania glomerata – guaco. juntamente com os camarões secos. camomila-dos-alemães. • Sonchus oleraceus – serralha. malva-santa. carrapicho-de-carneiro. por suas propriedades reguladoras do bom funcionamento do organismo. grossas e macias raízes. Planta medicinal utilizada para combater problemas do aparelho respiratório. Plantinha ruderal cujas folhas podem ser usadas como verdura em opção de alimentação alternativa. • Stevia rebaudiana – stévia. • Tagetes erecta ou T. Planta invasora de caule tomentoso. • Lychnophora ericoides – arnica-brasileira. principalmente o famoso tacacá. • Vernonia condensata – boldo-baiano. minuta – cravo-de-defunto. de dormência na língua). porque de suas folhas elabora-se um potente adoçante natural saudável e não calórico. enjoativo. Planta herbácea muito interessante para uso na alimentação humana. De fácil cultivo e sem maiores problemas fitossanitários se constitui para os olericultores em interessante opção de trabalho. o que a torna recomendável para ser administrado para alguns recém-nascidos com renitentes problemas de cólicas. a esta fina iguaria das populações amazônidas. alado. Planta ornamental. sendo indicada como calmante e muito propícia para controlar problema de gases. erva-depinguço. Usada em medicina popular. Planta usada como hortaliça. Planta medicinal que é uma das mais usadas para fins terapêuticos. pela grande demanda que recebe do mercado consumidor. Planta medicinal de uso inclusive na indústria farmacêutica. • Pterocaulon virgatum – barbasso.

de rara beleza com sua forma piramidal. • Xanthium orientale ou Acanthospermum hispidum – carrapicho. – junípero. apresenta o detalhe da sua proliferação se dar por meio do hábito da gralha azul (um pássaro) em seu aprovisionamento enterrar as sementes.84 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades • Vernonia poliantes ou V. Planta muito tradicional. vitaminas e sais minerais. Pinaceae. sendo a planta também reputada como de excelentes propriedades medicinais. fornece boa madeira e também é ornamental. – cipreste. moças-e-velhas. Planta invasora cujos frutilhos com espínulas costumam se fixar na pele ou na roupa de eventuais transeuntes que inadvertidamente circulam ao seu redor. Taxodiaceae. Uma lástima que ocorre é que por causa das intervenções no meio ambiente a gralha azul está em perigo de extinção junto com a árvore que já ocorreu em grande abundância na região Sul do Brasil. • Zinnia elegans – zínia. espalhada por várias partes do mundo cristão. polianthes – assa-peixe. rígidas e miúdas. Planta de grande efeito ornamental com sua forma cônica e suas folhas rendilhadas. carrapichode. com seus mosaicos causando efeito muito bonito e decorativo onde é cultivada em arranjos paisagísticos. que eram subfamílias e passaram a ser famílias (ver também estas novas famílias citadas). oferece flores com um sem número de cores. Árvore característica das matas do Sul brasileiro. Coniferae (coníferas) Grande família de Gmnospermas (que por não ter frutos ou ter frutos abertos. e sua madeira também já foi muito usada na região onde ocorre naturalmente. Casuarinaceae. • Araucaria angustifolia – pinheiro-do-paraná. Planta arbustiva invasora com extraordinário potencial melífero dado a sua intensa floração ser muito procurada pelas abelhas. acabando assim por efetuar uma eficiente dispersão da espécie. melhorada geneticamente. Ver mais detalhes na família cupressaceae. • Casuarina equisetifolia – casuarina. muito utilizada em projetos paisagísticos. cupressus. Árvore originária da Austrália. Cupressaceae. • Cupressus sp. canela-de-velho. Ver mais detalhes na família casuarinaceae. Este gênero reúne mais de uma centena de espécies. apresentam as sementes nuas). Taxaceae. onde integra as comemorações do nascimento de Jesus Cristo. • Araucaria heterophilla – árvore-de-natal. principalmente sob forma de chás e xaropes no combate a afecções do aparelho respiratório. Planta ornamental ruderal de flores muito vistosas. Podocarpaceae. A espécie também tem propriedades medicinais. são excelente alimento rico em carboidratos. Planta originária da China. Recentemente foi desmembrada. e seus gêneros foram classificados nas famílias Araucaraceae. • Juniperus sp. Singela planta ornamental que. • Wedelia paludosa – margaridinha.carneiro. Suas sementes. . pinheiro-de-norfolk. os pinhões.

taeda ou P. Árvore que fornece boa madeira e também é muito ornamental com suas espiculadas folhas lustrosas. Planta ornamental de porte médio que ocorre nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Grande pinheiro que atinge até 30 metros de altura e vive em torno de 500 anos. pinheirinho. • Thuya occidentalis ou Biota occidentalis – thuya. É interessante fazer viveiro em espaçamento de 1.5 m a partir de batatas que em aproximadamente 100 dias depois estarão em condições de fornecer as ramas.0 m x 0. E depois mais duas vezes com intervalo de 60 dias. • Ipomoea batatas – batata-doce. Reproduz-se por meio de estaquia dando-se preferência às pontas como material propagativo. • Cuscuta umbellata ou C. • Pinus eliotti ou P. Planta invasora melífera. Árvore que além de ser muito ornamental com seu brilho intenso. Raiz de excelentes propriedades alimentícias. • Ipomoea fistulosa – erva-canudo. Planta de origem européia. sendo comum nas Montanhas Rochosas dos EUA. Convolvulaceae (convolvuláceas) Família da ordem das tubifloras que reúne 51 gêneros e 1. como bem reza a cultura popular. racemosa – cipó-chumbo. A praga principal é a broca-da-batata. fornece boa madeira. Planta parasita que tem utilização em medicina popular. • Pinus caribea – pinus caribea.600 espécies gamopétalas. sendo espécie indicada para reflorestamento. Comem-se também as folhas novas refogadas (após cozimento).3 m. heterophylla – pinus-eliotti ou pinho-eliott. Cada batata plantada dá em media 20 ramas. O espaçamento indicado para a cultura deve ser de 1. • Convolvulus mauritanicus – convolvulus. larva de besouro que torna a batata imprópria para consumo (com gosto muito desagradável). • Sequoia sempervirens – sequóia. cuscuta. pinheiro-bravo. que se planta. Enterrando mais entrenós (três ou quatro). Planta cujo nome do gênero caracteriza (dá nome) a família. e dela também se explora comercialmente uma resina de muito boa qualidade. de preferência na lua cheia. enterrando-se poucos entrenós (um ou dois) se produz batatas grandes e poucas. tem propriedades tóxicas (envenena animais no pasto) e contém substâncias usadas na fabricação de remédio (Taxotere) indicado para tratar câncer de próstata (e outros). Imensa árvore da família das taxodiáceas que alcança porte monumental. No plantio. • Podocarpus lambertii – podocarpus. . se produz muitas batatas pequenas. Planta ornamental de grande beleza com sua forma cônica e suas folhas rendilhadas. Cem quilos de raízes fornecem ramas para plantar 1 hectare. Da batata pode-se obter também farinha de boa qualidade. pinheiro-domato. • Taxus bacatta – teixo. A colheita se dá quando a parte aérea da planta murcha (aproximadamente 110 dias após plantio).5 m x 0.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 85 • Picea jungens – abeto.

Planta trepadeira invasora muito ornamental com suas flores vermelhas tendendo ao grená. de folhas grandes que apresentam a interessante propriedade de emitir inúmeros perfilhos. pirarucu. em sua bem característica e original reprodução vegetativa. Ocorre em quase todas as praias do litoral brasileiro. • Kalanchoe fedtschenkoi – kalanchoe. Planta ornamental cujo gênero dá nome à família. Cipó lenhoso com propriedade • Quamoclit quamoclit – quamoclit. spiralis – costus. – batata-de-purga. • Operculia alaba medicinal. • Bryophyllum calycinum ou Kalanchoe pinnata – fortuna. e também usada como comestível em saladas. Planta medicinal. Costeaceae (costeáceas) Família cujos gêneros eram relacionados como subfamília das Zingiberáceas. tem folhas com bordos dentilhados e arroxeados. batata-da-praia. sendo consumido geralmente o sumo extraído de suas folhas batidas com leite no liquidificador. ornamental com inflorescências excêntricas em forma de bastão e suas flores vistosas. Planta ornamental de fácil propagação. e muito útil como fixadora de dunas. ou Kalanchoe brasiliensis – saião. Também é planta medicinal. rosa crassula. cujas espécies. usada para diversas finalidades. principalmente diurética. • Bryophyllum sp. corama. cana-do-mato. Planta ornamental. • Crassula arborescens – crassula. . cana-de-macaco. algumas de rara beleza. em geral propagam-se magnificamente bem por via vegetativa. Vegetação de restinga. considerada extraordinária em casos de afecções pulmonares. • Kalanchoe marmorata – fortuna-de-folha-de-borda-rajada. delicadas. boa-tarde. flor-de-cardeal. Apresentam corolas tubulosas e longos estames brancos. o que é raro na família. cana-do-brejo-roxa. salsa-da-praia. folha-da-fortuna. cana-do-brejo. Planta herbácea rústica.86 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades • Ipomoea pescaprae – ipomea pé-de-cabra. Planta ornamental parecida com o saião. cana-d’água. com suas flores rosadas. jundu. Crassularaceae ou Crassulaceae (crassularáceas ou crassuláceas) Família que reúne algumas das chamadas “plantas suculentas”. Planta ornamental. • Costus spicatus ou C. • Echeveria cornicolor ou Graptopetalum paraguayensis – echeveria. Suas ramas exsudam látex. Usa-se também suas folhas maceradas em cataplasma para aliviar dores e inchaços causados por contusões. bastante ornamental.

onde antagonistas e predadores são produzidos para controlar a incidência de problemas fitossanitários. além da possibilidade de atualmente já se poder contar com os avanços que vêm sendo perpetrados na área do controle biológico. muito tem a contribuir para o bom funcionamento do organismo humano. • Brassica oleracea var. na classe de verduras e legumes. Rica em sais minerais. • Brassica rapa – canola. refogadas ou cozidas em sopas. Excelente verdura rica em vitaminas e sais minerais. italica – brócolis. e reputada como possuidora de elementos interessantes para prevenir câncer de próstata. Planta que apresenta tubérculos brancos. o couve-flor é reputado como alimento funcional preventivo de câncer. Possuem vitaminas e sais minerais. Excelente verdura que fornece como alimento sua saborosíssima e extraordinária flor. Variedade de couve de cabeças miúdas com boas propriedades como alimento funcional. Umas das verduras de maior uso pela população brasileira. • Brassica campestris – colza. para quem faz uso constante dele. que pode ser consumida refogada ou em saladas. gemmifera – couve-de-bruxelas. Usado em alimentação macrobiótica. • Brassica napus – nabo. mas que são plenamente contornáveis em cultura conduzida com as técnicas e cuidados que se fazem necessários. apreciada em todos os quadrantes do rincão brasileiro e também em muitas outras plagas pelo mundo à fora. • Brassica oleracea var. • Brassica oleracea var. Planta exótica. • Brassica hirta ou Sinapis alba – mostarda. Outra verdura importante do grupo das couves. por sua facilidade de cultivo e o relativo bom preço que alcança no mercado. botrytis – couve-flor. que. atuando algumas delas como alimentos funcionais que são usados na prevenção de diversos problemas de saúde. suas folhas também podem ser consumidas cruas. e de cujas sementes se extraem o óleo. capitata – repolho. • Brassica oleracea var. essenciais no balanceamento da boa dieta humana. • Barrica nigra – mostarda preta. fósforo e ferro. que são comestíveis na forma de saladas e sopas. Por ser muito rica em cálcio. Apresenta alguns problemas de pragas (lagartas) em seu cultivo. e apresenta algumas das espécies mais usadas na alimentação humana. As folhas também podem ser aproveitadas em sopas. • Brassica oleracea – couve. melhorada no Canadá. .Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 87 Cruciferae ou Brassicaceae (crucíferas ou brassicáceas) Família de plantas cujas flores têm as pétalas em forma de cruz. Espécie com características semelhantes à mostarda ou mostarda branca. sendo seu xarope recomendado para uso em caso de afecções pulmonares. Também tem propriedades medicinais. sendo riquíssima em vitaminas e sais minerais. Variedade de couve que no inverno serve de forragem. por exemplo. para enriquecer as refeições da família. que ganhou expressão mundial pela excelência do óleo comestível que dela se produz. sendo interessante alternativa de produção agrícola para pequenos produtores hortifrutigranjeiros. Erva muito utilizada na indústria de condimentos. compridos.

o que o recomenda para ser cultivado em hortas caseiras. . objetivando um bom desempenho de toda família em seus diversos afazeres cotidianos. amazonica – umarirana. Planta herbácea usada como hortaliça na alimentação humana. bracteosa – pajurá. Outra planta de tubérculos apropriados para consumo em forma de saladas e sopas. sendo calmante de tosses e outros problemas das vias respiratórias. • Roripa armoracia – rábano. como isopor. Os frutos quando maduros são externamente amarelos. maçãzinha-da-praia. Majestosa árvore de copa frondosa parecida com o oiti. que são consumidas in natura. livres de possíveis microorganismos patogênicos. • Crysobalanus ou Chrysobalanus icaco – guajiru. Há variedades também apropriadas para cultivo em terra firme. Arbusto que produz frutinhos rosados de tamanho geralmente menor que um limão e que tem polpa branca comestível. sendo habitualmente consumido misturado ao leite. • Senebiera pinnatifida – mastruço. para que estejam bem limpas.88 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades • Nasturtium officinale – agrião. assim como todas as verduras e legumes de um modo geral. em até um mês depois de semeado ou transplantado para o canteiro definitivo. dos quais se extrai óleo especial de alto poder secativo. Planta medicinal. Também o xarope feito com esta plantinha tem propriedades medicinais. pelos relevantes teores de sais minerais que encerra principalmente ferro. Árvore frutífera da Amazônia. Tem como principal característica de grande interesse. recebendo uma série de recomendações para tratamento de diversos problemas de saúde. e parecidos com uma goiaba grande. • Couepia brasiliensis ou C. Crysobalanaceae ou Chrysobalanaceae (crisobalalanáceas) Família cujos gêneros são relacionados em subfamília das rosáceas. Planta aquática muito apropriada para ser consumida como verdura em saladas que são por demais enriquecidas com sua presença. nocivos à saúde humana. que fornece boa madeira para fabricar pilão e carro de boi. empregado em trabalhos de artes plásticas e outros para secar tintas e vernizes. o que torna recomendável sua utilização em casos de anemia. porém sem oferecer maiores atrativos por ser um tanto insípida e ressequida. Árvore frutífera nativa na Amazônia. também usada na arborização de rua por não ser de porte muito grande em altura e ter larga copa que promove sombra muito adequada. • Licania rigida – oiticica. sanitizadas. para se ter sempre à mão uma riquíssima fonte de sais minerais e vitaminas. e também é usada para arborização urbana. cor também da polpa. Produz frutos amarelos oleaginosos. • Raphanus sativus – rabanete. Deve-se ter cuidados especiais em seu consumo. Planta cujo gênero caracteriza (dá nome) a família. de largo uso pelas populações rurais. o fato de produzir muito rápido. marirana. • Couepia subcodata ou C.

– melancia-do-deserto. ou seja. Árvore grande. sendo uma das espécies que prevalecem nas ruas da cidade do Rio de Janeiro. Planta herbácea rastejante que produz frutos muito saborosos. onde é componente comum da culinária regional. Existem muitas variedades comerciais de tamanho grande. cultivados em várias partes do mundo. com propriedades medicinais. Planta herbácea cujos frutos se constitui em apreciado legume. de propriedades medicinais. e trepadeiras. • Cucumis anguria – maxixe. • Coloccynthis sp. por funcionar mal na promoção de sombra. – abóbora-d’água.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 89 • Licania tomentosa ou Moquilea tomentosa – oiti. preferindo os terrenos arenosos. uma vez que são de pequeno tamanho e sem maiores atrativos para consumo humano. É bem adequada para este fim. onde é um dos principais componentes da pauta de exportação de frutas da região. Também variedades de frutos de polpa amarela e variedades sem sementes estão sendo lançadas no mercado. Habita os brejos. característica esta que uma vez presente. povos de maior poder aquisitivo. possuidoras de gavinhas para fixação. muito utilizada em arborização urbana. estando muito presente inclusive. Trabalhos de melhoramento com a espécie já conseguem disponibilizar no mercado variedades de melancias pequenas. para onde se destina grande parte da produção desta fruta. • Citrullus vulgaris ou C. tajujá. com boas possibilidades de sucesso. lanatus – melancia. limita o emprego de espécies para esta finalidade. • Citrullus sp. como a Sugar Baby. adaptando-se a diversos tipos de clima. principalmente no Nordeste brasileiro. que são apreciadas por europeus e americanos do norte. de plantas geralmente rastejantes. flores amarelas. que ganhou incremento extraordinário nos últimos anos com a . Planta invasora aquática. a Presidente Vargas. o que acarreta não arrebentar as calçadas. quando encontram suporte. fruto baga. de efeito purgativo acentuado. A deposição dos frutos também não traz maiores riscos e inconveniências. e por não ser “caduca”. • Cucumis melo – melão. Planta trepadeira herbácea de folhas partidas. • Cayaponia tayuya – abóbora-d’anta. de muitas variedades. taiuiá. Excelente fruta. Planta medicinal. por suas raízes não serem muito superficiais. de flores pequenas. sendo as mais indicadas para cultivo a Fairfax e Charleston Gray (compridas) e a Omaru Yamato e Crimson Sweet (redondas). Planta encontrada no deserto do Saara. muito doces. enramadeiras. • Apodanthera smilacifolia – cipó-azougue. Cucurbitaceae (cucurbitáceas) Família de plantas da ordem cucurbitales de família única. não apresentar queda de folhas. numa das principais avenidas do centro da cidade. entre as quais algumas estão sendo muito cultivadas no Nordeste brasileiro. além de não oferecer maiores riscos de tombamentos.

de casca verde escura. e o New Prince é de origem européia. por exemplo. • Cucurbita maxima – abóbora. como New Prince. etc. O melão amarelo CAC é proveniente do Valenciano amarelo. Existem muitas variedades comerciais. porém bastante amarga e. de origem africana. etc. kiwano.90 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades disponibilização e adoção da prática de irrigação. (provavelmente por sua origem exótica). Também são usadas na confecção de artesanato. como o famoso “camarão com chuchu”. sendo. principalmente no Nordeste brasileiro. Hokkaido. arredondados. Espécie trepadeira invasora que encontra aplicação como planta medicinal. muito embora sua característica de ser um tanto insípido não exerça maiores atrativos para algumas pessoas. – cabaça. utilizado de diversas formas: refogados. Fruta exótica que externamente se parece com fruto de cacto e internamente com kiwi. e o de casca rajada.. como o amarelo CAC de formato redondo. Planta herbácea trepadeira cujos frutos se constitui em apreciado legume usado em forma de saladas. decantado até em versos famosos da música popular brasileira. principalmente como vermífugo. pois de seus frutos grandes e de casca dura se faz a cuia e as cabaças usadas como utensílio doméstico em vastas regiões da zona rural. cabacinha-amargosa. os japoneses e a macrobiótica. desde algumas de cultivo mais sofisticado em estufas. • Luffa cylindrica – bucha. em sopas. como por exemplo. tendo melhor aceitação na forma de suco. • Cucumis sativa – pepino. para guardar alimentos. É considerada também planta medicinal. que produzem frutos de tamanho menor. sendo indicada no tratamento de uma série de problemas de saúde no meio rural. • Cucumis metuliferus – kino. com sua fantástica rede de fibras entrelaçadas em seu interior. . Planta herbácea trepadeira cujos frutos muito originais e característicos. Planta herbácea rastejante cujos grandes frutos se constituem em extraordinário legume muito apreciado na culinária brasileira. • Sechium edule – chuchu. de excelente qualidade e sabor. Planta de grande utilidade rural. saladas. Este gênero dá nome à família. • Cucurbita lagenaria ou Lagenaria sp. etc. Planta herbácea trepadeira cujos frutos se constituem em apreciado legume. • Momordica charantia – melão-de-são-caetano. requisitados na culinária de muitos povos e regimes alimentares diversos. cozidos. servindo como esfregaço para tomar banho e para limpeza de utensílios domésticos (neste último aspecto funcionando como palha de aço). Há variedades chamadas de Kabutia. casca amarela e polpa branca. apanhar água. portanto desaconselhável para consumo in natura. pois suas sementes torradas atuam como vermífugo e o consumo do fruto atua na regularização do funcionamento do intestino. cuieira. de casca verde e polpa alaranjada. são de grande utilidade no meio rural. até os de cultivo em maior escala. malgrado compor pratos tradicionais da culinária brasileira. O gênero é holotípico da família. respectivamente.

circinalis – sagú. além disso. Planta que habita lugares úmidos. para dar gosto a esta tradicional bebida. cica-revoluta. • Dion edule – Dion-edule. – cipreste. • Zamia otoni – zamia. Planta ornamental de rara beleza. não encerradas em ovário) que reúne espécies muito ornamentais. Cyperaceae (ciperáceas) • Cyperus articulatus – priprioca. propiciando belo efeito ornamental. e ainda é utilizada na indústria do gin (bebida alcoólica). algumas muito parecidas com as palmeiras. Planta de grande efeito ornamental com sua forma cônica e suas folhas rendilhadas. e cujo nome do gênero é holotípico da família.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 91 Cupressaceae (cupressáceas) • Cupressus sp. medicinal. Sua forma leva a confundi-la com uma palmeira-de-leque. de caule subterrâneo quando jovem. de longos pecíolos que brotam diretamente do solo. sagu-da-jamaica. Árvore de pequeno porte originária da Ásia. como condimento. ocorrendo na Amazônia e na Bahia. Planta ornamental de folhas menores e mais largas do que a cica revoluta mais tradicional. apresenta colmos cilíndricos septados e raiz tuberosa. junco-da-praia. muito utilizada em projetos paisagísticos. cupressus. Bela planta ornamental parecida com as palmeiras. ou seja. Planta exótica ornamental. junco-bravo. de rara beleza com sua forma piramidal. São plantas de desenvolvimento lento. Das folhas novas se obtêm fibra usada para fazer chapéus e outros tipos de artesanato. tendo. e cuja madeira tem utilizações diversas: serve para guardar alimentos. que apresenta as folhas palmadas. Cycadaceae (cicadáceas) Família de plantas gimnosperma (produzem sementes nuas. Planta originária do Japão e da Indonésia. Cyclanthaceae (ciclantáceas) Família de plantas que difere das palmeiras por apresentar flores tetrâmeras e frutos polispérmicos (de muitas sementes) • Carludovica palmata – carludovica. inúmeras . • Encephalartos altesteinii – cica-sul-africana. muito propícia para compor projetos paisagísticos de jardinagem. rígidas e miúdas. • Juniperus chinensis ou J. • Cycas revoluta – cica. • Cycas cincinalis ou C. de odor agradável que é aproveitada na indústria de perfumaria. junco-agreste. muito difundida na Europa. communis – junípero. zimbro. originária da América Tropical. por sua rara beleza e rusticidade. Planta exótica ornamental cujo gênero dá nome à família.

Rondônia. e do rizoma faz-se polvilho que se utiliza em culinária (para confecção de bolos. O nome do gênero dá o nome à família (é holotípico). etc).92 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades aplicações rurais. utilizada para fins diversos. onde é reputada como planta medicinal. Infesta área de cultivos onde se torna de difícil controle. Fornece madeira dura de boa qualidade. deixar a roupa perfumada. com a proibição da exploração do . e frutos também grandes de casca dura (como coco) e imbricadas (como repolho). Suas compridas folhas fornecem hastes das quais se obtinha o papiro. Serve também como forrageira. em várias partes do mundo. na África. e foi muito usada no tempo da escravatura para amarrar negro no toco.: atualmente (em 2009). Presta-se também para fazer embarcações leves. etc). Árvore ornamental de folhas grandes. sendo suas inflorescências (painas) usadas como alternativa para preenchimento de travesseiros e colchões. usado para escrever. O nome do gênero dá nome à família. maçã-de-elefante. Em algumas regiões aproveitam-se os frutos para fazer doces. Planta invasora de extraordinário poder de reprodução (via sementes e bulbilhos). com a própria prática de amanhar a terra contribuindo para sua proliferação ao seccionar os bulbilhos que assim se tornam em eficientes propágulos.5 cm). • Cyperus rotundus – tiririca. xaxim. as folhas fibrosas muito propícias para aplicação em artesanato rural (esteiras. árvore-do-dinheiro. para extração do seu caule que é usado para fazer os famosos vasos de xaxim. O gênero é holotípico (dá nome. bolsa-de-pastor. e que se encontra quase em extinção. de alimentos. • Cyperus papirus – papiro. cestos. • Doliocarpus dentatus – cipó-caboclo. dilênia. como por exemplo. Samambaia arborescente grande que ocorre na Mata Atlântica. por seus eficientes mecanismos de sobrevivência. caracteriza) a família. • Typha dominguensis – taboa. Dilleniaceae (dileniáceas) • Dillenia indica – flor-de-abril. corrugadas. mingaus. As raízes serviam de combustível e os brotos tenros. O pólem é medicinal. pela desenfreada exploração predatória de que foi vítima. sendo inclusive muito boa para construção naval e para lenha. Diksoniaceae/Pteridophyta (diksoniáceas/pteridófitas) • Diksonia sellowiana – samambaiaçu. Planta ornamental e utilizada em artesanato. Obs. de muita utilidade rural.: existe exemplar desta espécie no jardim em frente do hotel Vila Rica em Porto Velho. Planta comum em locais brejosos. presentes em larga escala em jardinagem em todo o Brasil. sementes pequenas (menores que 0. cestos e cordas. • Heleocharis ou Eleocharis flavescens – junco-manso. Planta medicinal que ocorre no interior de Minas Gerais. Comum nas margens do Nilo. As folhas são empregadas no fabrico de esteiras. Obs.

O nome do gênero dá nome (caracteriza) à família.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 93 xaxim (resolução do CONAMA em 2001). Paulo (região de Mogi das Cruzes) é onde se produz mais caqui. Planta trepadeira que fornece bulbilhos comestíveis apreciados pelas populações rurais. Planta alimentícia com propriedades semelhantes ao inhame. Dracaenaceae (dracaenáceas) • Dracaena drago – sangue-de-dragão. Chamada planta carnívora cujas flores se abrem ao contacto com o inseto. Dioscoriaceae ou Dioscoreae (dioscoriáceas) Atinge a mais de uma centena as espécies do gênero Dioscorea encontradas no Brasil. como a casca de coco. No Brasil. Ebenaceae (ebenáceas) • Diospyrus ebanum – ébano-da-índia. kaki – caqui. – drosera. que produz excelentes frutos muito doces e saborosos próprios para serem consumidos in natura. e cujo nome do gênero dá nome (caracteriza) à família. Planta exótica reputada como medicinal sendo indicada para problemas estomacais. • Dioscorea dodecaneura – cará. dragoeiro. principalmente no cultivo de orquídeas. Dipterocarpaceae (dipterocarpáceas) • Shorea stenoptera – illipê. por exemplo. • Dioscorea brasiliensis – inhame. caquizeiro. • Diospyrus lotus ou D. etc. Nome do gênero dá nome à família. • Dioscorea bulbifera – cará-trepador. que exige clima mais ameno para produzir bem. máscara hidratante. Planta de origem asiática da qual se extrai manteiga usada na indústria de cosméticos para fazer shampoo. Planta cujos rizomas se constituem em excelente legume reputado até como medicinal por seu efeito depurativo do sangue. sendo algumas mais apropriadas para serem . cará-moela. Árvore frutífera de pequeno porte. que venham suprir a grande demanda que existe para este tipo de recipiente. mas alcançando tamanho muitas vezes maior. fechando-se sobre eles. de origem asiática. o Estado de S. Droseraceae (droseráceas) • Drosera sp. Existem umas tantas variedades sendo cultivadas entre nós. Árvore exótica que produz boa madeira. tem-se procurado utilizar materiais alternativos. para confecção de vasos. condicionador.

sofre restrições na comercialização. flores pequeninas e frutos drupáceos rubros. Árvore de pequeno porte. Por seu conteúdo toxicológico passou a ser explorada em larga escala para abastecer o negócio do tráfico mundial de drogas. quase que durante todo o ano. com folhas alternas e estipuladas. que as mascam com o intuito de sedar a fome e melhor se adequarem ao convívio em lugares de elevadas altitudes. servindo excelentemente para compor arranjos paisagísticos e delimitar aléas e alamedas em áreas de jardins e sub-bosques. que tem na cocaína um dos principais ítens desta atividade criminosa. Atacada por vassoura-de-bruxa. por exemplo).94 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades consumidas com a polpa mais rígida (vars. Arbusto de folhas oblongas pequenas. • Erythroxylum suberosum – mercúrio-do-campo. Tem as mesmas propriedades da coca. • Rhododendron indicum – azaléa. sendo o Brasil . comum na Costa Rica. Planta estimulante muito cultivada nos Andes bolivianos e peruanos. Chocolate e Fuyu. por apresentar maiores dificuldades no transporte. pela extraordinária beleza de sua cor de ouro. no estado do Tocantins. por exemplo) e muito rápido. Planta ornamental arbustiva que apresenta floração de rara beleza. • Erythroxylum coca – coca. sendo exigente em adubações com matéria orgânica. arbustos e ervas frequentemente lactíferas. como maturação em estufas. e outras bem moles (variedade Rama Forte). e que é muito usado pelas populações locais em artesanato. sendo cultivado pelos índios do alto Amazonas. Planta comum no cerrado. Escrofulariaceae (ver Scrofulariaceae) Esterculiaceae (ver Sterculiaceae) Euphorbiaceae (euforbiáceas) Grande. ipadu. sendo suas folhas usadas habitualmente pelas populações locais. flores pequenas e frutos cápsulas tricoca. principalmente na região do Jalapão. embora por demais saborosas. Ericaceae (ericáceas) • Arbutus unedo – madroño.200 espécies. que tem que ser criterioso (em condições especiais. o que neste último caso. complexa e multiforme família que engloba árvores. Eriocaulaceae (eriocauláceas) • Syngonanthus nitens – capim-dourado. Reúne aproximadamente 7. Planta que ocorre em todo o cerrado brasileiro. Erythroxylaceae (eritroxiláceas) • Erythroxylum cataractum – epadu.

metohuacho. com algumas variedades tendendo para coloração lilás. algumas classificadas entre as “plantas suculentas”. rabo-de-raposa. Planta ornamental arbustiva de interessante efeito decorativo com sua variedade de formas e cores. Árvore originária da América equatorial. principalmente no gênero Euphorbia.: apresenta uma série de espécies semelhantes a cactos ornamentais. entre herbácea e arbustiva. Os brotos tenros são aproveitados na alimentação humana. de caule retorcido. hirta ou E. Planta herbácea-arbustiva que contém de 30% a 40% de proteína e ocorre na América Central. • Croton campestris – velame-do-campo. chamada popularmente de candelabro. • Acalypha hispida – rabo-de-gato. erva-de-santa-luzia. Planta ruderal que apresenta pequeninas saliências nas folhas. que produz frutos com sementes oleaginosas. Planta ornamental semelhante a um cacto. • Codiaeum variegatum – cróton. • Euphorbia aphylla – eufórbia afila. Planta que produz óleo apropriado para tintas e calafetação de barcos. • Acalypha wilkesiana – acalifa. • Euphorbia grandicornis – eufórbia grandicornis. Planta ornamental. Planta ornamental que se apresenta sem folhas com estruturas caulinares em forma de dedos. metohuayo (Peru). • Caryodendron orinocence – inchi. prostata – erva-andorinha. onde é usada como forrageira. • Cnidoscolus aconitifolius – Chaya. asclepiadácea. Planta muito ornamental parecida com cacto. . coecorum ou E. e que apresenta longos espinhos. e cujo gênero dá nome à família. em forma de bolinhas. muito decorativa e de largo uso em projetos paisagísticos e jardins domésticos. crassularácea e liliácea. Apresenta inflorescência de cor vermelha em forma de rabo-de-gato. • Croton cajucara – sacaca. cactácea. sendo indicado como antidiarréico e antimalárico entre outras utilidades que tem como planta medicinal.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 95 particularmente rico em representantes da família. cacay (Colombia). reúne outras espécies das famílias aizoácea. Arvoreta da floresta úmida que apresenta propriedades medicinais. apresentando folhas variegadas. no mais das vezes. desta mesma família. piluliferae ou E. É reputada popularmente como de propiedades medicinais. palo de nuez (Venezuela). cujo óleo é usado em culinária e medicinal. • Aleurites fordii – tungue. • Euphorbia antiquorum – candelabro. mais largo que os da espécie. Faz-se muito presente em jardins domésticos populares e em projetos paisagísticos. • Euphorbia brasiliensis ou E. Planta medicinal. chicasquil. que além de espécies desta família. Obs. A árvore é cultivada também em SAF’S para sombreamento do café. Planta ornamental entre herbácea e arbustiva de folhas coloridas tendendo ao grená. maní de árbol (Equador). Sua casca aromática é usada em saquinhos para livrar roupa guardada da proliferação de seres indesejáveis (fungos e insetos). rabo-de-macaco. muito utilizada em decorações de jardins.

também não oferecem maiores riscos de intoxicação. • Jatropa curcas – pinhão-branco. aipim. Ocorre na Amazônia e também em Costa Rica. seiva incolor urticante e nectários na base dos folíolos. As folhas da . Grande árvore com propriedades medicinais. A árvore da borracha.96 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades • Euphorbia pulcherrima – bico-de-papagaio. sendo esta substância leitosa considerada tóxica. uma vez que também não cozinham bem. apresenta acúleos. • Euphorbia splendens – coroa-de-cristo. o número de 40 na região Amazônica. uma vez que as substancias tóxicas são inativadas no processo que as raspas recebem de secagem ao sol ou em secadores artificiais. Todavia estas mandiocas bravas servem para fazer farinha. mormente nas Reservas Extrativistas (Resex’s) instituídas pelo governo federal. • Hevea brasiliensis – seringueira. As raspas de mandioca. Muito usada em cerca-viva por sua agressividade. desde as mansas até as bravas. Produz madeira. purgueira. Planta medicinal com indicações para tratamento de estômago e cicatrizante. que as torna tóxicas e impróprias para consumo humano e animal. são tóxicas. palmata – mandioca. • Hura crepitans – assacu. deve ser usado com cautela por causa dos seus efeitos tóxicos. O látex exsudado por seus galhos tem propriedades curativas. • Manihot esculenta ou M. purga-de-gentio. Apresenta crescimento rápido (com idade em torno de 10 anos já atinge 30 cm de DAP – diâmetro à altura do peito). e neste caso. Sua casca é usada para fazer canoas. Apresenta látex cáustico e tóxico que é reputado como curativo até em casos de câncer de pele. que são produzidas e guardadas para serem ministradas ao gado no período de entressafra das pastagens. Espécie de seringueira mais rústica com a qual o Serviço de Pesquisa Agropecuária procura cruzar a Hevea brasiliensis visando alcançar híbridos resistentes ao mal-das-folhas (Microcyclus ulei) e que sejam bem produtivos. Produz látex usado como poderoso antihelmíntico. pinhão-manso. macaxeira. andá-açu. Planta ornamental herbácea muito usada como cerca-viva. Também é lactescente como muitas outras espécies da família. onde a atividade extrativista ainda hoje produz grande quantidade de borracha natural. pois o calor neutraliza a substância tóxica nelas presente em excesso. dependendo da dosagem. estas. com alto teor de ácido cianídrico. Com grande potencial industrial por produzir óleo que pode substituir o diesel. que foi fator preponderante na economia da região Amazônica. que junto com as áreas de reservas estaduais já alcançam. permanecendo endurecidas quando submetidas ao processo de cozimento. Arbusto de grande efeito ornamental com suas folhas mais novas avermelhadas. poinsétia. boleira. • Hevea benthamiana – seringueira-de-chicote. Planta da máxima importância na alimentação de todo o povo brasileiro. Planta herbácea ornamental com flores vermelhas e ramos espinhentos. que. Árvore grande da Amazônia. na primeira década dos anos 2000. que funciona bem na delimitação de ambientes diversos. • Euphorbia tirucalli – avelós. Como características específicas. da qual se extrai látex medicinal purgativo. jabillo (em Costa Rica). fruta-de-arara. Existem variedades diversas. • Joanesia princeps – cutieira. certamente.

sendo produzido de suas sementes óleo de fina qualidade (baixa viscosidade) empregado até como combustível de avião. junto com o vinho e diversas outras iguarias finas é uma referência na ceia de natal. dois-amores. adicionando-se em seguida basicamente os ingredientes da feijoada. fechando os vãos entre os fios de arame. Planta arbustiva ruderal que vem tendo seu cultivo incentivado devido a sua importância industrial. O óleo também é medicinal. sativa – castanheiro-europeu. principalmente nitrogênio. • Castanea vesca ou C. principalmente no Norte do Brasil. Fagaceae (fagáceas) Família que reúne espécies européias.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 97 mandioca são ricas em proteína e recentemente passaram a compor farinhas “multimisturas” que estão sendo servidas para populações de crianças subnutridas. bastando para isso que se tenha o cuidado de. se prepara. castanha-portuguesa. em que se comemora o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. inativar suas substâncias tóxicas expondo a planta à secagem. Planta medicinal ruderal reputada como das mais eficientes para tratar problemas do aparelho urinário. ao sol ou artificial. • Pedilanthus retusum – sapatinho-de-judeu. • Manihot glaziovii – maniçoba. uma comida de excelente sabor. resultando em um excelente prato regional chamado de “maniçoba”. • Pedilanthus tith ou tithymaloides – tith. principalmente pela época do Natal. como se faz com a mandioca brava. Do processo de extração do óleo sobra a torta que é empregada como adubo orgânico pelos bons teores de nutrientes que encerra. Presta-se também à extração de borracha. Planta nativa na caatinga que também pode ser usada como forrageira. onde. Toda parte aérea da planta é empregada como ração animal. sapatinho-de-nossa-senhora. como seu próprio nome popular indica. • Sapium sceleratum – burra-leiteira. • Fagus sylvatica ou silvatica – faia. . quando as folhas moídas são deixadas cozinhando durante três a quatro dias. Planta exótica madeireira cujo gênero dá nome à família. Árvore exótica cujos frutos são muito consumidos no mundo ocidental. depois de passar por desintegradores e acondicionadas para serem processadas em silagem ou fenação. Arbusto de folhas de pecíolos purpúreos que exsuda látex cáustico. Ainda com as folhas. • Phyllanthus niruri – quebra-pedra. principalmente no que concerne à dissolução de cálculos renais. erva-pombinha. • Ricinus communis – mamona. Planta ornamental rústica que pode ser usada como cerca viva em formação de renque. na busca por recuperá-las para uma condição mais saudável de boa alimentação. com largo emprego na indústria farmacêutica como purgativo. Planta ornamental de flores singelas.

principalmente por populações nativas. costaricencis – roble. encino. . guaçatonga. cujo nome do gênero caracteriza (dá nome) a família. Árvore gigantesca cujo caule ao ser cortado recende o cheiro de alho. mas que deve ser usada com parcimônia e cautela por ser muito tóxica. Gentianaceae (gentianáceas) • Gentiana sp. que valoriza sobremaneira esta bebida que desde os tempos da Antigüidade é considerada como o “elixir dos deuses”. muito cultivada em Portugal e na Espanha. • Quercus pedunculata – carvalho. antifebril e vermífuga. Árvore comum na América Central. ou Pelargonium grandiflorum ou P. Árvore tradicional na Europa. fitoláceas) • Gallezia gorazema ou Crateava gorazema ou gorarema ou integrifolia – pau d’alho. que lhe dá o segundo termo de um dos nomes científico. – gentiana. Fitolacaceae ou Phytolaccaceae ou Fitolaceae (fitolacáceas. Erva medicinal de aplicações diversas. roble negro. tipuana. muito usada para vedação de recipientes e controle térmico e. mormente na Costa Rica. Planta indicadora de terras férteis.98 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades • Quercus brenesi ou Q. tipi. principamente. Flacourtiaceae (flacourtiáceas) Família que foi desmembrada da família Bixaceae. onde sua madeira é muito empregada para construção de recipientes para guardar vinho. Planta herbácea ornamental com vistosas flores. • Casearia silvestris – erva-de-bugre. Árvore européia. Planta medicinal com propriedades tônicas. pipi. • Quercus suber – sobreiro. e da qual se aproveita a madeira. guararema. da qual se extrai a casca para ser utilizada na fabricação de cortiça. no processo de envelhecimento. zonale – gerânio. de largo uso no meio rural. Erva medicinal. Planta cujo gênero caracteriza (dá nome) à família. como tampa para garrafas de vinho. curtição. • Tachia guianensis – caferana. Geraniaceae (geraniáceas) • Geranium sp. • Petiveria tetranda – guiné.

que apresentam flores em espigas. largas. além de resistente à cigarrinha-daspastagens. Tem o hábito de crescimento em touceiras • Avena sativa – aveia. Espécie que se constitui numa boa opção de capim para introdução em Rondônia. por ser resistente à seca e tolerante a solos de baixa fertilidade. do qual procuram fazem imitações grosseiras. Existem associações de revestimento vegetal características. e pequenas flores vermelhas. estepes na Europa e Ásia. • Sinningia speciosa – gloxínia. • Andropogon gayanus – capim andropogon. caule sempre colmo e o fruto cariopse – seco indeiscente que contém uma única semente soldada às paredes do mesmo. • Axonopus afinnis ou A. Forrageira indicada para ser cultivada nas condições ambientais de Rondônia. – gramalote. Planta invasora. formadas essencialmente por gramíneas em todos os grandes continentes. prairie na América do Norte. Planta pendente. grama-curitibana. • Columnea sp.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 99 Gesneriaceae ou gesneraceae (gesneriáceas) • Episcia cupreata – episcia. Planta forrageira. compressus – grama-são-carlos. • Axonopus purpusi – capim-mimoso. grandes e coloridas flores. • Saintpaulia ionantha – violeta-africana. Planta exótica de cujos frutos se extai xarope muito afamado.000 espécies. Grama bastante ornamental com folhas de verde intenso. Planta ornamental com exuberante ramificação pendente. Gramínea comum nos cerrados. tais como: pampas e campos na América do Sul. mangue-de-praia. Gramineae ou Poaceae (gramíneas ou poáceas) Família que reúne 700 gêneros e umas 8. Planta ornamental com folhas espessas e flores azuis de lindo matiz. savanas na África. . lisas. ornamental com folhas rajadas fosforescentes. • Axonopus sp. Planta ornamental com vistosas. Goodeniaceae ou Goodenoghiaceae (goodeniáceas ou goodenogiáceas) • Scaevola plumieri – bredo-da-praia. sem pelos. – columnéa. que recebem denominações especiais diversas. Glossulariaceae (glossulariáceaes) • Ribes nigrum – groselha. Importante cereal usado na alimentação humana e animal em todo o mundo. • Aristida pallens – capim barba-de-bode.

Foi introduzido na década de 70 em Rondônia. capim-búfalo. Planta ornamental muito boa para formar compactas cercas vivas. Planta de origem asiática de mil e uma utilidades.100 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades • Bambusa multiplex – bambu-chinês. grama-de-seda. grama-de-burro. grama-barbante. desde a alimentação humana (brotos tenros) até as construções rurais. de menor porte que o bambu. • Distichlis scoparia – capim-vassoura. Planta parecida com o bambu. brachiarão. que se alastrou endemicamente na região. mas que por ser muito sensível à cigarrinha foi paulatinamente sendo substituído por outros capins menos afetados por esta praga. boa para cerca viva. mobiliário. – taquara. tendo os colmos mais delgados. Planta medicinal cujo chá é reputado como calmante e auxiliar para uma boa digestão. bambu-gigante. pântanos. que entre outros aproveitamentos é muito usada em artesanato de palha com as tiras destacadas do seu caule. • Cymbopogon citriodorus ou C. Grama do Maracanã. embora produza menos massa verde. Aceita bem locais semi-sombreados. Gramínea forrageira e ornamental. Capim bastante apropriado para formação de pastagens na Amazônia por ser resistente à seca e tolerante à cigarrinha. midícola. Planta de utilização rural. Capim que foi muito difundido na Amazônia. cerca vivas. Muito boa forrageira que ocorre quase sempre em áreas de bastante umidade. citratus – capim-limão. Planta forrageira. que hoje já se tornou susceptível. • Brachiaria plantaginea – capim-marmelada. capim-roseta. capimcidreira. Boa para áreas sujeitas a inundações. etc. etc. cujos frutilhos espinhentos costumam se fixar na roupa dos inadvertidos transeuntes que circulam ao seu redor. capim-santo. • Brachiaria mutica – capim-angola. e também de brotos comestíveis. • Bambusa vulgaris – bambu. no início da expansão da fronteira agrícola por volta dos anos 60. Gramínea bem adaptada às condições climáticas do Nordeste brasileiro. • Bambusa sp. marandu. braquiária. serviços de drenagens rústicas. . Planta invasora muito comum na maior parte do Brasil. etc. • Cenchrus echinatus – capim-carrapicho. • Echinochloa polystachia ou polystachya – canarana-lisa. • Echinochloa pyramidalis – canarana-peluda. • Brachiaria decumbens – capim brachiária. a esta principal praga das pastagens brasileiras. grama-midícola. passando por artesanato. como brejos. bengo. Dele também se extrai óleo essencial utilizado na indústria farmacêutica (perfumaria). • Cynodon dactylon – grama-bermuda. capim-cidrão. Boa para campos de futebol. bermuda-grass. carrapicho. Capim originário da África que é resistente à cigarrinha. • Brachiaria brizantha – capim-brizantão. • Brachiaria humidicola – quicuio-da-amazônia. • Cynodon nlenfuensis – capim-estrela. • Cenchrus ciliares – capim-buffel. onde passou a ser adotado com tal intensidade. tem as folhas sem pêlos. • Dendrocalamus giganteus – bambu-balde. Planta forrageira.

brejosas. • Imperata brasiliensis – sapê. onde estimula. ou utilizado como cobertura morta revestindo o solo. Alimento muito rico em vitaminas. Gramínea rústica que em algumas regiões prolifera com tamanha abundância que chega a tornar-se uma praga. por exemplo. • Eleusine indica – capim pé-de-galinha. antes do beneficiamento tradicional. • Hyparrhenia rufa – capim-jaraguá. Cereal exótico (originário da Etiópia). A mobilização do solo em repetidas e conseqüentes mecanizações. quando utilizadas as variedades mais adequadas para cada situação. principalmente na Ásia. proteínas e sais minerais quando consumido em sua forma integral. • Echinolaena inflexa – capim-flexa. O Brasil é auto-suficiente na produção de arroz. como as de Jesus. Também é utilizado na indústria de alimentos. reduzindo-o apenas à fonte de carboidratos (amido). • Olyra polypodioides – bambusinho. ambientes de sua preferência. que pode ser cultivado em regiões tropicais para substituir alguns dos cereais mais tradicionais. Os índios utilizam os eixos principais das inflorescências desta planta para fazer suas flechas. Ornamental e de utilidade rural para artesanato e outros fins diversos. Capim que é uma planta invasora de outras culturas como o trigo. as vacas a produzirem mais leite. se fazendo presente na dieta de inúmeros povos. Planta forrageira e ornamental. cultivada principalmente no Sudeste do Brasil (MG. inclusive na alimentação animal. • Gynerium sp. que visa torná-lo mais atraente. apesar de mais recentemente estar sendo substituída por outras pastagens mais produtivas. RJ. boas produtividades. Nordeste e Centro-oeste). apresentando ambos. com sua exuberância vegetativa. ensejando com isso parábolas. que pode ser aproveitada como forrageira. onde é uma das pastagens predominantes. • Lolium temulentum – joio. havendo os tipos de cultivo em campos alagados (como no Sul do país) e os de sequeiro (comum nas regiões Norte. como o arroz e o trigo. onde dá origem a . Boa forrageira. ES). todavia o despreza logo que fica mais maduro.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 101 • Echinochloa spectabilis – canarana. • Oryza sativa – arroz. • Hordeum vulgare – cevada. que ensinam sobre a necessidade de separar o joio do trigo. quando cortado e posto em composteiras. Um dos principais alimentos da humanidade. aproximando-o para a condição de alcalinidade. bastando para neutralizá-lo mudar o pH do solo. Cereal largamente utilizado na indústria de cerveja e para outros fins como alimento. • Melinis minutiflora – capim-gordura. por exemplo. mas que todavia o empobrece sobremaneira. com cujas sementes têm as suas misturadas. Seus brotos chegam a ser apreciados pelo gado que. Planta invasora e forrageira. • Eragrostis tef – tef. Planta nativa nas áreas alagáveis. Gramínea que se constitui em boa opção como forrageira. – uba. podendo ser aproveitada como fonte de matéria orgânica. • Gynerium argenteum – cana-dos-pampas. Planta ornamental com plumas de rara beleza. também é outra prática recomendável para extirpar o sapê da área agricultável. sapé. É indicativo também de solos ácidos. da Amazônia.

produtividade. continuam ainda hoje com grande importância na pauta de exportações brasileiras (açúcar e álcool). que trazida pelos portugueses nas primeiras expedições colonizadoras (1530). palatabilidade e a boa resistência às inclemências do clima e às pragas mais tradicionais. por exemplo. capimtobiatã. se expandiu magnificamente no Brasil. gramafante. • Paspalum notatum – grama-batatais. Além de ser forrageira. visando possibilitar a alimentação do gado no período de entressafra das pastagens. – capim guaçu. existem o capim elefante anão e o roxo. capim-napier. grama-azul. que estão sendo também bastante difundidos na recomendação de melhores pastagens. Dentre as muitas variedades que apresenta. e seus produtos. capim alpiste. que o recomenda inclusive para formação de capineiras. algumas melhoradas e introduzidas como excelentes pastagens. • Pennisetum clandestinum – capim-quicuio. onde se tornou uma das principais culturas. fornece material para cobertura de ranchos. • Pennisetum purpureum – capim-elefante. com inúmeras variedades. O resíduo do beneficiamento. desde farinhas (féculas) até o óleo extraído de suas sementes. O Município de Campos – RJ. é usado na alimentação animal. capim-tanzânia. capim-murubu. já foi . e ser resistente à cigarrinha-das-pastagens. capim-sempre-verde. Gramínea cujas sementes são muito usadas na alimentação de pássaros. cameroon. capimmombaça. como a cigarrinha-das-pastagens. – poa. capim-guiné. Gramínea muito boa para formação de gramados de campo de futebol por sua rusticidade e capacidade de expansão. dada sua rusticidade. Gramínea forrageira comum nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. • Saccharum officinarum – cana-de-açúcar. kikuio. que foram sustentáculo da economia brasileira por muito tempo (séculos XVII e XVIII). Por sua impressionante massa verde é recomendado também para produção de silagem e fenação. o chamado farelo. • Paspalum sp. muito rico em elementos nutritivos. • Panicum milhaceumm – painço. programa do governo brasileiro que incentiva a produção do álcool como biocombustível.102 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades diversos produtos. Planta cujo gênero dá um dos nomes da família. • Phalaris canariensis – alpiste. Gramínea muito rústica que prevalece por muitas localidades deste imenso Brasil. Presente em pastagens do deserto do Saara. Gramínea exótica forrageira indicada para alimentação de pássaros. • Panicum turgidum – capim-afozo. Extraordinária gramínea originária do Oriente. capim-napiê. • Paspalum plicatulum ou plicatum – pasto-negro. Gosta muito de sol e suas folhas apresentam alguns pelos. grama-mato-grosso. • Panicum maximum – capim-colonião. Grama que se constitui em forrageira adequada às condições de Rondônia. • Poa sp. agora revigorados pelo Proálcool. capim-navalha. Uma das mais importantes forrageiras por sua alta produtividade e rusticidade. por se adaptar aos solos pobres e ácidos.

setária. • Zoysia matrella – grama-japonesa. O milho além de fazer parte de forma vultosa da alimentação humana é à base da alimentação animal em todo o mundo. Gramínea das mais usadas em jardinagem. Cereal de origem africana que é um dos mais cultivados no mundo e tem aplicações diversas na alimentação humana e animal. gramade-jardim. O cereal mais cultivado em todo o planeta Terra e um dos pilares da alimentação da humanidade. que envolve milhões de pessoas em todo o mundo. etc. . grama-imperial. • Secale cereale – centeio. – painço-português. O Brasil ainda não é autosuficiente na produção deste cereal. pães. se não se lhe exerce maior controle e manejo. Gramínea ornamental propícia para embelezar jardins. O gênero desta espécie dá nome à família. com tecnologia mais sofisticada que enseja maior produtividade. Espécie que se constitui em uma boa opção de pastagem. cultura que mais recentemente teve sua maior produção deslocada para o interior do Estado de São Paulo. onde alguns de seus subprodutos fazem parte da dieta básica da população e estão presentes em importantes traços culturais da região. Civilizações antigas. como os indígenas das Américas. arranjos paisagísticos. onde se expande vigorosamente formando um tapete verde que de tão rústico pode acabar se tornando praga. • Setaria sphacelata – capim-setária. que compõem extraordinariamente bem. biscoitos. porém. • Stenotaphrum secundatum – grama-inglesa. Capim exótico com boas perpectivas para introdução em Rondônia. desde ornamentação de alamedas até blocos isolados de plantas ornamentais. A farinha de trigo é a base de intensa atividade na indústria de alimentos (macarrão. Guttiferae ou Gutiferaceae ou Clusiaceae (gutíferas ou gutiferáceas ou clusiáceas) – (ver Clusiaceae que é o novo none desta família) Hidrangeaceae (hidrangeáceas) • Hidrangea macrophylla – hortênsia. dele se fazendo rações para a maioria das espécies de animais domésticos que o homem explora economicamente. só ficando atrás do trigo e do arroz. continuando a ter muita importância econômica também no Nordeste. • Setaria sp. Terceiro cereal mais cultivado no mundo.). kazungula. tendo que importar boa parte do que consome de países como a Argentina. grama-coreana. nandi. Tradicional cereal presente nos hábitos alimentares dos povos de diversas partes do mundo. Forrageira exótica usada na alimentação de pássaros. Planta ornamental herbácea de flores em grandes cachos azuis muito lindos. tiveram o milho como sustentáculo de sua sobrevivência. • Sorghum vulgare – sorgo. • Zea mays – milho. grama-de-santo-agostinho. por exemplo. • Triticum vulgare – trigo.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 103 um dos maiores produtores de cana. • Tripsacum fasciculatum – capim-guatemala.

sendo indicada como antidepressivo. Hymenophyllaceae ou Hymenophylleae/Pteridophyta (himenofiláceas) • Hymenophyllum sp. e cujo nome do gênero dá nome à família. Planta herbácea medicinal reputada como de efeitos antidepressivos e indicada para tratamento das mesmas inúmeras afecções para as quais a erva-de-são-joão é recomendada. estudada desde a antiguidade por suas propriedades terapêuticas. aromática e saborosa. como é o hábito dos povos autóctones da região onde ocorre. ansiedade. – himenófilo. Planta cujo nome do gênero dá nome à família. cotias. Planta cujo gênero dá nome à família. Icacinaceae ou Icacineae (icacináceas) • Poraqueiba paraensis – umari.). insônia. uxipuçu. Muito apreciado também por animais silvestres (veados. boa para fazer sorvetes ou comer in natura com farinha. Planta pteridófita de ambientes úmidos. e.104 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Hippocastanaceae (hipocastanáceas) • Aesculus hippocastanum ou hippocastrum – castanha-da-índia. como antihemorrágico. uxi-amarelo. • Hypericum brasiliense – hipérico. . pacas. Humiriaceae (humiriáceas) • Sacoglottis uchi ou Endopleura uchi – uxi. oleosa. mari. Hyperaceae (hiperáceaes) • Hypericum perforatum – erva-de-são-joão. – hipocratea. Árvore frutífera da Amazônia. com propriedades medicinais. e para melhorar a astenia (cansaço). de frutos de formato aproximado para o taperebá. mas de polpa massenta. Planta exótica (originária dos Bálcãs) de porte arbustivo ou herbáceo. etc. • Trichomanes speciosum – feto. tendo ação vaso constrictora. Árvore frutífera da Amazônia. Planta herbácea medicinal de origem européia. Hippocrateaceae (hipocrateáceas) • Hippocratea sp. e como estimulante da libido. indicadas principalmente em situações de problemas circulatórios.

terminando por uma bráctea foliácea. que é uma panícula emergente. vermelho e branco). membranáceas. marupaizinho. cujo nome do gênero dá nome à família. com dobras verde-escuro. Planta ornamental cujo gênero dá nome à família. • Libertia formosa – libertia. Planta herbácea ornamental com intensa coloração matizada em tons tricolores (verde. oblongo-lanceoladas. Planta ornamental e de utilização em artesanato. e o novo nome deriva do gênero holotípico Lamium (mais comum na Europa e na Ásia). que caracteriza a família. – gladíolo. Planta que produz frutos comestíveis e óleo utilizado em pintura.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 105 Iridaceae ou Irideae (iridáceas) Família de plantas com características aproximadas às Liliáceas. palma-de-santa-rita. Juglandaceae (juglandáceas) • Carya illinoensis – pecã. fino. • Gladiolo sp. outras cosmopolitas. Planta nativa na Amazônia. redondo. – coleus. Frutífera exótica cultivada no sul do Brasil. nogueira-americana. • Juglans regia – nogueira-comum. • Eleutherina plicata – marupaí. próprio das monocotiledôneas) de aproximadamente 30 cm. marupá-piranga. acuminadas. coquinho. Planta ornamental. que se caracteriza também por diversas espécies apresentarem o caule quadrangular (com quinas). Bulbo purpúreo. palmeirinha. Planta aproximada ao lírio com aspecto da árvore-do-viajante. • Iris sp. – íris. O primeiro e mais antigo nome da família deriva do fato das flores das espécies agrupadas sob essa classificação apresentarem as pétalas como se fossem lábios. Juncaceae (juncáceas) • Juncus mycrocephalus ou microcephalus – junco-do-banhado. que apresenta escapo (ramo portador de flores que se origina do rizoma ou bulbo. boa parte delas ocorrendo no Brasil. simples. contemplando diversas plantas ditas medicinais (usadas em medicina popular e como matéria prima na manipulação de fármacos) e produtoras de óleos essenciais. Labiatae ou Lamiaceae (labiadas ou lamiáceas) Família que reúne aproximadamente 200 gêneros e 3200 espécies em todo o mundo. É também planta medicinal indicada para tratamento de disenteria e amebíase. • Coleus sp. cujo nome do gênero dá nome (caracteriza) a nova família cujas espécies eram classificadas (faziam parte) nas ciperáceas. folhas radicais de 30 cm a 60 cm de comprimento por 3 cm a 8 cm de largura. noz-pecã. .

dentrifícios. • Leonorus silviricus ou L. apiastro. resultando daí seu nome científico. Planta medicinal já com muita utilização em medicina popular. As sementes pretinhas são comestíveis. manjericão-da-folha-larga. Planta usada em culinária como condimento. que tem as flores de coloração arroxeada ou amarelo-esverdeadas. Planta com comprovadas propriedades medicinais sendo indicada como excelente calmante. boldo-da-terra. Erva muito cultivada em fundo de quintal. Planta medicinal e tempêro. e que também se reveste de muitas propriedades medicinais. Planta medicinal também usada como tempêro. • Lavandula angustifolia – lavanda. Planta medicinal usada também como tempero. erva-depinguço. atroverã. Usada também para perfumar roupas e afugentar insetos. licores. etc. sendo reputada como de propriedades carminativas. Outro tipo de alfavaca usada também como medicinal e tempêro. óleo essencial. – hortelã-da-folha-miúda. • Ocimum basilicum – basilicão. • Lavandula officinalis – alfazema. Usada para banho de recém-nascidos. • Ocimum fluminense – alfavaca-de-cheiro. • Mentha pulegium – poejo. menta. . heterophyllus – erva-macaé. melissa. Planta ornamental que também é muito usada na indústria farmacêutica para produção de óleo essencial na área de cosméticos. Plantinha medicinal indicada inclusive para chás calmantes das cólicas de bebês. hortelã-dobrasil. Planta medicinal usada como antiespasmódico e tônico. mentrasto. Também é usado como tempero. hortelã-pimenta. • Ocimum basilicum minimum – manjericão. Planta medicinal que exsuda látex empregado como antídoto para veneno de cobras e escorpiões. usando-se misturá-las à massa de pães e para obtenção de bebidas refrigerantes. • Melissa officinalis – erva-cidreira. • Peltodon radicans ou Clinopodium repens – hortelã-do-mato. orégão. Erva medicinal e de uso farmacêutico usada também como tempero. Planta medicinal. • Origanum majoranum – manjerona. Planta medicinal indicada para casos de distúrbios gástricos e como estimulante. bombons. estomáquicas e digestivas. • Mentha piperita – hortelã. • Ocimum basilicum anisatum – alfavaca. Planta que produz óleo essencial usado na indústria farmacêutica. quer seja na forma de xarope. • Mentha suaveolens – mentrastro. Plectranthus barbatus – boldo. • Origanum vulgare ou vulgaris – orégano.106 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades • Coleus barbatus. malva-santa. • Mentha sp. Também é planta melífera. Planta medicinal. • Ocimum gratissimum – manjericão-cheiroso. usada em medicina popular.

• Salvia officinallis – sálvia. • Thymus serpyllum – serpol. muito indicadas pra alimentação humana e de animais. • Salvia hispanica – chia. ferro. • Cassytha americana ou C. Bonita plantinha ornamental colgante. Planta medicinal de onde se extrai óleo essencial. – alecrim-do-oriente. propícia para cultivos em climas tropicais e subtropicais. bastando para isso seus raminhos quadrangulares entrarem em contacto com a terra. • Thymus vulgaris – tomilho. por ser incorruptível quando fincada ao solo. muito usada também como condimento e da qual se extrai óleo essencial. brasiliensis – erva-de-chumbo. os quais debilitam com seu modus vivendi predatório. Planta de que se extrai óleo essencial de largo uso em perfumaria. • Rosmarinus officinallis – alecrim. . apropriada e indicada para cultivo em jardins populares. sendo também medicinal e melífera. pau rosa. A essência extraída desta planta entra na composição de um dos perfumes mais famosos e caros do mundo. Planta parasita que cresce sobre hospedeiros. cuja reprodução vegetativa se dá com muita facilidade. feito na França. Árvore nativa na Amazônia da qual se extrai essência utilizada na indústria de perfumes. filiformis ou C. principalmente no Pará. Necessita-se de 1 tonelada de madeira. Lauraceae (lauráceas) • Aniba canelilla – preciosa. empregado em perfumaria. e pela exploração desenfreada e predatória de que tem sido vítima (pois derruba-se a árvore para extrair a essência da madeira). Planta ornamental de flores singelas muito bonitas e perfumadas. o Chanel 5.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 107 • Plectranthus australis – dólar. potássio. • Aniba parviflora – louro-rosa. Planta ornamental e medicinal de folhas largas e flores de cachos vermelhos. originando novos indivíduos. • Aniba rosaedora – pau-rosa. hera-sueca. – patchuli. o pau-rosa está em vias de extinção. cujas sementes são muito ricas em sais minerais (cácio. constituindo-se ainda como boa fonte de produção de óleo essencial. patchouli. etc. para obtenção de 10 litros de óleo essencial. • Pogostemum sp. cujas folhas são usadas como condimento. Planta de origem mexicana. Planta arbustiva exótica.) e também muito ricas em proteínas (20%) e ômega-3. sendo a extração feita através de destilação com vapor d’água (arraste a vapor). o linalol. moeda. • Rosmarinus sp. para já irem enraizando e se desenvolvendo. que fornece madeira propícia para ser usada como moirões na construção de cercas da propriedade rural. louro rosa. onde recebe ótima reputação como água-de-cheiro. Árvore nativa na Amazônia. por isso e pelo seu bom sabor. Planta ornamental e medicinal. que é preciosa fonte de óleo essencial. rosmaninho. Árvore nativa na Amazônia.

e que também fornece madeira de boa qualidade. Árvore descrita pelo prof. É árvore de tronco grosso e curto. rica em desenhos. . pela quase extinção a que levou a exploração predatória perpetrada contra esta preciosa riqueza da Mata Atlântica. árvore-doquerosene. • Lindera benzoin – lindera. em Turrialba. cissiflora ou N. • Cinamomum zeylanicum ou C. etc. Árvore pequena (aproximadamente 10 metros de altura) que fornece madeira-de-lei e cuja casca é muitíssimo usada em todo o mundo como condimento. Nome do gênero caracteriza (dá nome) a família. Árvore que fornece excelente madeira parda. • Nectandra myriantha ou N. sendo por esta característica árvore muito explorada extrativamente.108 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades • Caryodaphnopsis burgeri – quira. – cânfora. Madeira boa para carpintaria e marcenaria em geral. Espécie da qual se extrai o benjoim (essência). utilizada em marcenaria de luxo e outros fins nobres. ceylanicum – canela. • Ocotea pretiosa ou O. Árvore aromática. Árvore nativa na Mata Atlântica que fornece excelente madeira. Árvore nativa na Amazônia.) • Laurus sp. caneleira-da-índia. • Mezilaurus itauba – itaúba. canela sassafrás. – louro. Sua madeira também é aproveitada para construção de casas e móveis. da qual se extrai safrol (óleo essencial usado na indústria como fixador). odorifera – sassafrás. para. insetos. o que ameaça o futuro da espécie. louro inamuí. flores insignificantes. mollis – canela-amarela. levar uma pitadinha ao nariz e provocar longa série de espirros. frutos bagas negras. Madeira-de-lei que ocorre na Amazônia. Fornece madeira de boa qualidade apropriada para construção e utilização rural. canela-verdadeira. • Ocotea cymbarum – inamuí. pau-de-gasolina. obovado-oblonga. como a pimenta longa (planta herbácea que ocorre na Amazônia). e por isso muito utilizada em situações em que há necessidade de ter parte da madeira enterrada no solo (como no caso de postes e moirões de cerca). de alta resistência à umidade. de flores insignificantes e frutos bagas com pequena cápsula basal. Costa Rica. Árvore de folhas espessas. além de possuírem propriedades medicinais. e desta planta se faz o rapé. por exemplo. Poveda do CATIE. por sua boa resistência em contacto com o solo. cocobola. Fornece madeira boa para carpintaria e construção de um modo geral. • Ocotea porosa ou Phoebe porosa – imbuia. Árvore nativa na Mata Atlântica que fornece excelente madeira. A madeira amarelada é de alta resistência. de vez em quando. sendo uma das espécies voltadas à exportação. canela-do-ceilão. louro-itaúba. Árvore da qual se utilizam as folhas como condimento. • Cinamomum camphora. que agora tem que ser buscado em outras fontes. que tem a característica interessante de apresentar líquido combustível que pode ser utilizado em substituição ao querosene. substancia (pó) que os antigos costumavam guardar em pequeninos recipientes (latinhas) de bolso. • Ocotea catharinensis – canela-preta. Planta que tem efeito antisséptico e por isso é utilizada para resguardar ambientes de organismos indesejáveis (fungos. canela-da-índia.

Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades

109

• Ocotea spectabilis – baraúna, canela-baraúna. Árvore nativa que fornece madeira dura. • Persea gratissima ou Persea americana ou Laurus persea – abacate, abacateiro. Excelente árvore frutífera originária da América Central, que fornece frutos grandes e muito saborosos apreciados em muitas partes do mundo, quer seja adicionando açúcar (costume comum no Brasil) ou sal (costume corrente nos países hispano-americanos, onde é muito consumido na forma de salada). É utilizado também na indústria farmacêutica e em medicina popular, sendo o chá de suas folhas muito bem reputado como diurético. Dos frutos pode se obter óleo de excelentes propriedades alimentícias que concorre na faixa do óleo de milho e do azeite de oliva. Produção média de frutos por hectare: 10 toneladas. Teor de óleo: de 85% a 16%. • Persea pyrifolia – abacateiro-do-mato. Árvore que ocorre no interior de MG, cuja madeira tem emprego na indústria de móveis. • Phoebe porosa ou Ocotea porosa – (ver Ocotea porosa).

Lecythidaceae (lecitidáceas)
Família relacionada na ordem Ericales, que não consta do livro Flora Brasiliensis, aparecendo seus gêneros relacionados em subfamília da família Myrtaceae. • Bertholetia excelsa – castanha-do-brasil, castanha-do-pará, castanheira. Enorme árvore frutífera que sobressai imponente na floresta amazônica, da qual é um verdadeiro símbolo. As sementes são muito nutritivas e umas poucas delas já equivalem a um bife ou um ovo em teor de proteínas. Também pode produzir óleo comestível de excelente qualidade, se constituindo ainda em importante base para a exploração sustentável que se quer implementar na Amazônia através das Reservas Extrativistas, às quais as castanheiras muito enriquecem com sua elevada freqüência. A semente é rica fonte de selênio, mineral reputado como de ação preventiva contra o câncer. Com os resíduos da produção de leite e óleo de castanha, faz-se farinha muito nutritiva que pode enriquecer biscoitos, pães, etc. Para acelerar a germinação das castanhas, na produção de mudas, usa-se descascá-las com pequenas prensas domésticas e imergi-las em solução de soda cáustica a 5% para quebra da dormência. Quando se semeia as amêndoas, faz-se tratamento com acetato fenilmercúrio em imersão por uns 90 minutos. A madeira da castanheira também tem uso em construção civil, servindo principalmente para se fazer tábuas para fechamento de paredes em casas de madeira, muito comuns na Amazônia, mas sua utilização com esta finalidade (produção de madeira) está proibida por causa da exploração desenfreada de que foi vítima esta espécie. Os povos da floresta costumam colocar as cascas de uma banana no tacho de óleo de castanha para não rancificar. • Cariniana estrellensis – jequitibá, jequitibá-rosa, jequitibá-vermelho, tauaricachimbo. Madeira-de-lei nativa na Amazônia. Árvore de tronco muito grosso, de folhas coriáceas, oblongas e acuminadas, flores alvas e paniculadas, cujos frutos são cápsulas que se abrem por fenda circular e tem sementes aladas. Madeira róseo-acastanhada muito usada em carpintaria. Ocorre em todo Brasil.

110

Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades

• Cariniana legallis ou Couratari legallis – jequitibá-branco. aproximadamente idêntica ao jequitibá vermelho.

Árvore

• Cariniana sp. – tauari, tauari-poqueca. Árvore grande parecida com a castanheira, cujas amêndoas são consumidas pelos índios, que também utilizam o ouriço (coco que encerra as amêndoas) para proteger o pênis, quando caminham pela mata. São muito parecidos com o tauari cachimbo, sendo que este tem o ouriço mais arredondado, parecendo cachimbo. • Couropita surinamensis ou C. guianensis – abricó-de-macaco, castanha-demacaco. Árvore muito ornamental com suas grandes e vistosas flores de coloração branco-avermelhadas e imensos frutos marrons arredondados como uma grande bola (do tamanho do coco-da-bahia), que embora muito bonitos, assustam à primeira vista, quando as árvores são usadas na arborização de vias urbanas, com a projeção de protagonizar acidentes em sua queda. Produz boa madeira. • Helopyxidium jarana – jarana. Árvore comum na Amazônia, de folhas lanceoladas e coriáceas, flores alvas, fruta cápsula circuncisa. Fornece madeira dura e resistente. • Lechythis paraensis – sapucaia-paraense (variedade paraense), cujo nome do gênero dá nome à família, e que quer dizer vaso em grego, em alusão à forma dos frutos. • Lechythis usitata ou L. pisonis – sapucaia, cumbuca-de-macaco. Gigantesca árvore brasileira de tronco estriado, cujos frutos são enormes cápsulas parecidas com coco, que se pode usar inclusive como vaso para cultivar plantinhas ornamentais. As amêndoas são comestíveis e saborosas. Fornece madeira boa para obras externas.

Leguminosae ou fabaceae (leguminosas ou fabáceas)
Família que reúne 600 gêneros e 12.000 espécies compreendidas em três subfamílias agora promovidas a famílias: Cesalpinioideae (cesalpiniáceas), Faboideae (faseoláceas ou papilionáceas), Mimosoideae (mimosáceas). Subfamília Caesalpinioideae (cesalpiniáceas) – Reúne uns 150 gêneros cujas espécies geralmente apresentam folhas compostas ou recompostas. Cassia ferruginea ou C. fistula – cássia-chuva-de-ouro, cássia-imperial, cássia-brasiliana, cássia-fístula, canafístula-de-besouro, cacho-de-ouro. Árvore de porte médio, extremamente ornamental com imensos cachos de flores amarelas, que, praticamente na época da floração, com a perda das folhas, compõe o visual aéreo da planta. Em termos de beleza é difícil se encontrar outra espécie que concorra com ela para efeito de decoração de parques, ruas e jardins. Também é planta medicinal com propriedades tônicas, laxativas e antibacterianas. Cassia javanica – cássia-javânica, cássia-javanesa, cássia-de-java. Árvore frondosa de grande beleza com a inflorescência em forma de vistoso pendão rosado.

Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades

111

Cassia multijuga ou Senna multijuga – cássia-aleluia, cássia-multijuga, canafístula, pau-cigarra, canudeiro. Árvore ornamental bastante usada na arborização da cidade de Porto Velho, capital de Rondônia. As flores amarelas são dispostas em bonitos cachos eretos no ápice da planta. De madeira fraca, acontece de quebrar os galhos maiores e mais pesados. Cassia occidentalis ou Senna occidentalis – manjerioba, fedegoso, fedegoso-verdadeiro, maioba, mata-pasto. Arbusto de caule herbáceo atingindo mais ou menos 1 metro de altura. Apresenta folhas de folíolos ovais e agudos, flores amarelas, frutos vagens de aproximadamente 10 cm de comprimento com numerosas e pequeninas sementes ovóides. Planta medicinal usada para debelar anemias, impaludismo, doenças hepáticas, desarranjos menstruais, sendo também abortivo. Usa-se em decocto, suco de folhas, pó, vinho, xarope. Cassia siamea – cássia siamea. Árvore de origem asiática de bonitas flores amarelas, indicada para arborização e enriquecimento do solo, tolerando ambientes semi-áridos. Caesalpinia brasiliensis ou C. echinata – pau-brasil, ibirapitanga (que na língua indígena significa árvore vermelha). Árvore de madeira nobre, hoje já bem rara no seu habitat natural (Mata Atlântica brasileira), que originou o nome do nosso país. Tem as mais diversas aplicações, como por exemplo, por sua extraordinária elasticidade, ser o melhor material para fazer arco de violino. Echinata quer dizer com espinhos, o que caracteriza bem a planta por causa dos acúleos que apresenta no tronco, principalmente quando jovem. As flores são muito vistosas e perfumosas, de cor amarela intensa apresentando uma pétala avermelhada. O nome do gênero dá nome (caracteriza a subfamília). Caesalpinia ferrea – pau-ferro, jucá. Imensa árvore ornamental de tronco liso cinzento com manchas esbranquiçadas, folhas bipinadas, folíolos oblongos, frutos levemente falcados. Fornece madeira de boa qualidade e tambem é usada em medicina popular. Caesalpinia pelthophoroides – sibipiruna. Árvore ornamental muito usada em arborização urbana, por apresentar características bastante indicadas para esta finalidade, como, entre outras, ser de crescimento rápido, oferecer boa sombra, não provocar sujeira excessiva e não apresentar raízes superficiais, que danificam as calçadas. Fornece boa lenha. Tem folhas bipinadas e vistosas flores amarelas. Árvore parecida com o pau-brasil, não apresentando, todavia, os acúleos característicos no tronco, como a árvore que dá nome à nossa querida pátria mãe. Clitoria racemosa – sombreiro, paliteiro, palheteira. Árvore de crescimento rápido, pouco exigente, aceitando bem podas drásticas, indicada para arborização. Por vezes é muito atacada por insetos, sendo comum encontrar suas folhas repletas de pulgões e cochonilhas do grupo das ortesias (farinhentas), às vezes associada à fumagina (fungo que ocorre como um pó negro). Também pode ser atacada por lagartas que a deixam praticamente desfolhadas. Adapta-se bem a climas diversos. Em arborização urbana apresenta o inconveniente de

sendo indicada para arborização de logradouros públicos. Árvore de folhas compostas. Melanoxylon brauna – braúna. tosse e disenteria. Árvore frondosa e majestosa. usado como cicatrizante natural e em tratamentos de úlceras de pele. A madeira apresenta-se com casca escura e fendas longitudinais. Fornece lenha de qualidade regular. Hymenaea stigonocarpa – jatobá-do-campo. nativa na Amazônia. Arvoreta abundante nos cerrados. Apresenta folhas com dois folíolos coriáceos. dura. principalmente pulseiras e colares. na cidade do Rio de Janeiro. Árvore característica de solos pobres. e por isso deve-se ter muita cautela em sua recomendação para esta finalidade. multijuga – copaíba. Delonix regia – flamboyant. bosques e jardins particulares mais espaçosos. jutaí-açu. (malinche. . Com mel é utilizada para acabar com irritação da garganta. com vistosas flores vermelhas. jetaí. que se prestam muito bem para confecção de artesanato. mas que já está quase em extinção no seu habitat natural. pesada. luz. O óleo da copaíba é retirado através de punções que se faz no caule com instrumento apropriado semelhante ao trado. Árvore originária de Madagascar (África). jutaí. bastante ornamental. de frutos comestíveis. A madeira é dura. Disseminada por todo o Brasil. Hymenaea courbaril ou H. está bastante presente na arborização da ilha de Paquetá.112 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades apresentar exuberantes e vigorosas raízes superficiais. em Costa Rica). sendo o fruto grossa vagem arredondada que contém arilo farináceo comestível. O tronco fornece resina igual à fabricada à base de verniz. e em Minas Gerais costuma-se utilizá-la na construção de carro-de-boi. farinheira. jataí. que fornece óleo de excelentes propriedades medicinais. rosada. pau-deóleo. e esgoto. que se estendem até por 15 metros de distância. As flores compõem bonitos cachos amarelos. jatobá-mirim. Árvore da Mata Atlântica que fornece boa madeira. flores branco-rosadas. resistente quando é usada no solo. Copaifera langsdorffii ou C. sendo saborosa a massa doce que envolve as sementes. pau-d’óleo. situada na Baía de Guanabara. arrebentando calçadas e danificando tubulações de serviços públicos. de folhas com dois folíolos amplos e espessos. Dimorphandra parviflora – faveira. Ormosia arborea – tento-grande. braúna-verdadeira. também empregado para tratar sífilis. vinheiro. Árvore que fornece madeira dura muito usada na construção civil. e que tem alguma utilização em mobiliários. Arvoreta muito disseminada nas restingas arenosas do litoral brasileiro. flores amarelas vistosas. flores amarelas vistosas e fruto comestível. braúna-preta. como o fornecimento de água. mais caracterizada e lembrada por produzir pequenas e duras sementes vermelhas com manchas pretas em um dos lados. cujo tronco perfurado com trado fornece “vinho” usado como tonificante e depurativo do sangue. stilbocarpa – jatobá. folíolos alternos. pelo que também pode ser recomendada para uso em paisagismo.

que fornece madeira dura. faveira-branca. guapuruvu-da-amazônia. muito usada em marcenaria e carpintaria para fins diversos. tamboril-bravo. Árvore ornamental nativa na Amazônia. pinho cuiabano. Poveda. porque são um tanto ácidos. chila. cina-cina. Árvore ornamental de folhas reduzidas e caducas e vistosas flores amarelas. assoalhos. onde o garapuvu é a árvore símbolo. Fornece madeira de qualidade inferior. de grande porte e de crescimento rápido. ficheiro. do poeta Amaro Costa. Schizolobium excelsum ou S. Árvore que ocorre na Amazônia e fornece madeira dura e resistente. garapuvu. espinhode-jerusalém. o que acaba por criar confusão com esta espécie. Árvore que ocorre na Amazônia. da subfamília mimosoideae. bacurubu. escorrega-macaco. vogelianum – ibirapuitá. a Parkia multijuga. . Tamarindus indicus – tamarindo. Sclerolobium Amazônia. que ocorre na região. que fornece madeira de qualidade inferior. apresentem uma contextura de polpa de cor castanha. canafístula. muito embora. guarucaia. de cor arroxeada. bandarra. na cidade do Rio de Janeiro. Árvore comum na Mata Atlantica brasileira. tendo sido descrita pelo prof. do CATIE. mas muito aproveitada para fins diversos. (galináceo ou gavilán na Costa Rica). nasces pro mar”. Árvore madeirável da Swartzia langsdorffii – pacova-de-macaco. etc. melhor ainda. como para confecção de “canoa de um pau só”. etc. Schizolobium parahybum ou S. de Florianópolis-SC. parahyba – guapuruvu. Árvore de arquitetura marcante. sendo muito indicada para compor sistemas agroflorestais por ser de desenvolvimento muito rápido. amendoim. Indicada também para cerca viva por causa de seus espinhos que funcionam bem na contenção dos animais. Árvore ornamental que fornece madeira usada para vários fins como construção civil. Árvore nativa da Amazônia.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 113 Parkinsonia aculeata – turco. Outra planta desta família. amazonicum – paricá. paniculatum – taxi branco. cambuí-pitanga. farinha-seca. Existem exemplares desta árvore na área que circunda o MAM – Museu de Arte Mordena. Peltophorum dubium ou P. ao se destacar com sua exuberate floração amarela. sobrasil. Peltogyne paniculata – mulateiro. muito agradável. laminaria. mas que tem boa utilização para fins menos nobres como caixotaria. confecção de dormentes. naval. faveiro. Peltogyne cenfertiflora – roxinho. o que lhe faz famosa no verso “morres pra terra. Espécie está em perigo de extinção em seu habitat natural. que envolve as sementes negras. que apresenta frutos (vagem marrom) muito apreciados para consumo in natura e. espinheira-russa. especialista em Botânica). portas. janelas. imbira-preta. na forma de sucos e refrescos. Sclerolobium costarricence – tostado (ocorre na Costa Rica. também é chamada de pinho cuibano. quando bem maduros.

Planta aromática. onde produz madeira de qualidade inferior. acreana – cerejeira. Usada também como adubação verde e forrageira. da Rede Brasileira Agroflorestal (Rebraf). e a segunda porque a corola lembra uma borboleta do grupo das papilionidas. acreana ou Torresia cearensis ou T. as plantas de melhor desenvolvimento para estabelecer o stand final a ser cultivado. O maní ou cacahuate dos povos latinoamericanos de língua espanhola é uma preciosa fonte de proteínas e óleo nas zonas tropicais e intertropicais do mundo. Reúne 400 gêneros. Planta herbácea de características originais. muito ornamental comsuas pequeninas flores formando fantásticos tapetes amarelos. selecionando então. Aeshynomene selloi – aeshinomene. . Produz madeira muito valiosa na Amazônia. Arachis hipogaea – amendoim. Árvore nativa na Amazônia. O professor Jean Dubois. sendo usadas as cascas e sementes em chás. flores alvas. cobertura-de-jardim. Seus frutos se desenvolvem dentro do solo. Ateleia glaziouveana – timbó arbóreo. a pata de vaca. Bauhinia variegata – unha-de-vaca. que apresenta tronco pardacento e de bom cheiro. com os sucessivos desbastes que vão sendo efetuados. As podas vão contribuindo para conduzir as plantas com a formação adequada. poroso e bem arejado. com fina película ferrugínea. que deve ser leve (arenoso). Planta arbustiva medicinal e ornamental com vistosas flores branco-rosadas e folhas cujo formato lembra a unha. cumbaru-das-caatingas.114 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Subfamília Faboideae (faseoláceas ou papilionáceas) – sendo esta primeira denominação popular derivada do gênero Phaseolus. cujas espécies geralmente têm folhas trifoliadas. indicada para tratar afecções pulmonares. além de ser tóxica para os animais nos pastos. mencionou que a cerejeira quando plantada em capoeira tende a esgalhar (não apresenta fuste reto). amburana. de até uns 15 metros de altura e uns 50 cm de DAP (diâmetro à altura do peito). cumaru-decheiro. e por isso recomenda-se plantá-la em grupos adensados para forçar as plantas mais centrais a se desenvolverem em altura com caule reto. agudas no ápice. imburana-de-cheiro. Árvore nativa das regiões Sul e Sudeste do Brasil. que vai se soltando. Amburana cearensis ou A. sem excesso de umidade. Planta muito apropriada para revestir o solo em ambientes de parques e jardins. apresentando a planta propriedades tóxicas que são usadas para embebedar peixes. até a década de 1980. a segunda de maior importância em valor comercial. que era em Rondônia. Também é planta medicinal. A madeira é de cor beje amarelada com listras longitudinais escuras. cerejeira-rajada. à procura de vencer a competição por luz. sendo a maior das subfamílias. Arachis pintoi – arachis. Planta invasora considerada como adubo verde e forrageira. folhas lanceolado-ovais. sendo espécie característica de mata secundária.

Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades

115

Bowdichia virgiloides – sucupira, sicupira, sucupira-preta, macanaíba, pelede-sapo. Árvore comum na Mata Atlântica e no Cerrado. Fornece boa madeira usada em construção de casas, móveis e carro-de-boi. Também é planta medicinal com propriedades adstringentes, cicatrizantes, antireumáticas, antidiabéticas. Cajanus flavus – guandu, guando, guandú, andú. Planta arbustiva bastante rústica que fornece grãos muito nutritivos e saborosos, sendo também, toda planta, utilizada na alimentação animal. Além de se constituir em excelente adubo verde, funciona, devido às suas profundas raízes, na recuperação da fertilidade do solo, ao transportar nutrientes de camadas mais profundas e disponibilizá-los na superfície, quando da decomposição de sua parte aérea (folhas e ramagens), enriquecendo a área cultivada. Calapogonium mucunoides – calapogônio. Planta herbácea que é forrageira e adubo verde. Camoensia máxima – camoensia. Planta trepadeira ornamental com vistosas flores brancas e perfumadas. Canavalia brasiliensis – feijão-bravo-do-ceará. Ótima planta para ser usada como adubo verde, devido à exuberante produção de massa verde. Canavalia ensiformis – feijão-de-porco. Planta que é excelente forrageira e também muito propícia para ser usada como adubação verde, pela exuberante massa verde que produz. Neste caso, há conveniência de que seja incorporada à terra (ou deixada sobre o solo como cobertura morta) na época da floração, que é quando a parte aérea da planta mais concentra nutrientes (principalmente nitrogênio). Deve ser cultivada de preferência no período das águas, para não concorrer com a cultura principal por este precioso fator de produção na época em que ele é mais escasso, e para ajudar, uma vez incorporada ou disponibilizada na superfície, a proteger o solo dos rigores do clima, resguardando a umidade, essencial à biota do solo, que a este imprime fertilidade. Alguns povos africanos utilizam seus grandes caroços brancos como alimento humano. Neste caso, devem ser deixados de molho e tomadas outras precauções que neutralizem as substâncias tóxicas nele contidas. Canavalia obtusofolia – papil. Vegetação de restinga. Centrolobium robustum – araribá, araribá-amarelo, araribá-rosa, ararauva, iriribá. Árvore alta de até 18 m, ramos novos pubescentes, folhas imparipinadas, flores dispostas em panícula tomentosa, fruto vagem alada. Fornece madeira muito boa para lenha (produz pouca fumaça). Da madeira fazem-se também excelentes móveis, sendo boa ainda para moirões, cabo de ferramentas, etc.. É espécie de crescimento rápido e regenera-se por estacas. Ocorre na Mata Atlântica. Centrosema acutifolium – centrosema. Planta herbácea forrageira de folhas mais compridas que as outras centrosemas aqui relacionadas, sendo também menos exigente em fertilidade do solo. Centrosema brasiliensis – centrosema. Planta herbácea forrageira de folhas de tamanho intermediário em relação às outras centrosemas aqui relacionadas, sendo espécie mais exigente em fertilidade do solo.

116

Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades

Centrosema macrocarpum – centrosema. Planta herbácea de utilidade como forrageira e adubação verde, de folhas maiores que as outras centrosemas aqui relacionadas, de tamanho como a puerária (Pueraria phaseoloides), a quem se assemelha no hábito de crescimento e por desenvolver-se bem em solos fracos. É uma das leguminosas forrageiras mais palatáveis. Centrosema pubescens – centrosema, jetirana. Excelente planta para ser utilizada como forrageira, adubação verde e controle de invasoras. Não se desenvolve bem em solos ácidos. As folhas são menores do que as de C. macrocarpum e pilosas. É espécie mais exigente em fertilidade do solo. Cicer arietum – grão-de-bico. Excelente alimento, apreciável pelo exótico sabor de seus grãos amiláceos, da cor de mel. Muito usado em regime de alimentação macrobiótica e, ao que parece, também na cozinha árabe. Forrageiro. Crotalaria juncea ou C. spectabilis – crotalária. Planta herbácea muito usada como adubação verde pela boa quantidade de massa verde que produz, e cujo nome se refere ao som de chocalho emitido por suas vagens secas, que lembra o chocalho da cascavel (Crotalus sp). É planta melífera e controladora de nematóides no solo. Dalbergia cearensis – pau-violeta. Árvore das caatingas nordestinas. Dalbergia hecastophyllum ou ecastophyllum – bugi. Vegetação de restinga. Dalbergia laterifolia – caviúna, cabiúna, jacarandá-cabiúna. Árvore nativa que fornece madeira indicada para fabricação de móveis. Dalbergia nigra – jacarandá-da-bahia, jacarandá-preto. A mais nobre madeira brasileira. Alcançava os mais elevados preços no mercado, sendo hoje espécie em extinção no seu habitat natural (Mata Atlântica) pela exploração desenfreada. Dalbergia subcymosa – verônica. Planta medicinal e com potencial forrageiro. Derris urucu – timbó, timbó-vermelho, timbó-verdadeiro. Planta arbustiva nativa na Amazônia, cujas partes são usadas em pescarias como veneno para matar peixes. Usada também como planta inseticida (bioinseticida). Desmodium discolor ou D. canum ou D. adscendens ou Meiboma discolor – marmelada-de-cavalo, pega-pega. Planta forrageira da caatinga nordestina. Desmodium ovalifolium ou D. intortum – desmodium. Planta herbácea muito usada em adubação verde, que quando bem cuidada pode ensejar um tapete verde de proteção e enriquecimento do solo. Além disso é forrageira, mas sem que os animais a procurem com muita avidez. Dipteryx odorata ou Coumarouma odorata – cumaru, cumbaru, imburana-de-cheiro. Árvore nativa na Amazônia, que fornece madeira dura, de boa qualidade e da qual se extrai a cumarina, alcalóide usado na indústria farmacêutica e de perfumes. Dolichos lab lab – lab-lab, cumandatiá, mangalô. Planta herbácea originária da África, usada como adubo verde e também como forrageira e na alimentação humana.

Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades

117

Erythrina berteroana – eritrina-anã. Árvore de porte médio, chamada de poró enano, na Costa Rica, onde entre outras modalidades é plantada adensada em linha para formar cerca viva. Também muito oferecida como forrageira ao gado (caprino, bovino, etc.). Erythrina poppigiana – eritrina-gigante. Árvore de crescimento rápido indicada para uso em Sistemas Agroflorestais onde cria ambiente propício ao bom desenvolvimento de espécies companheiras e contribui para melhorar a fertilidade do solo. Erythrina suberifera ou E. speciosa ou E. glauca ou E. verna ou E. mulungu – eritrina, mulungu, suinã, poró (este último nome na Costa Rica). Arbusto de flores vermelhas, caducas, de desenvolvimento rápido, indicada para consórcios em Sistemas Agroflorestais (SAFs). O caule contém acúleos e se reproduz por estacas. As folhas também podem ser usadas na alimentação animal. Flemingia congesta – flemingia. Planta arbustiva indicada para consórcio com guaraná e outros cultivos. As folhas que caem em abundância servem para cobrir o solo, acumulando matéria orgânica que vai melhorar as condições de fertilidade do solo, também por captar bastante nitrogênio da atmosfera que torna disponível às culturas consortes. Gliricidia sepium – gliricídia, mata-pasto, madero-negro (este último termo na Costa Rica). Árvore de pequeno porte muito usada em toda a América Central enriquecendo Sistemas Agroflorestais (SAFs) e para fazer cerca viva. Também é planta forrageira. Reproduz-se por estaca. Glycine javanica – soja-perene. Planta recomendada para se fazer adubação verde. Glycine max – soja, feijão-soja. Espécie de grande importância econômica mundial, por sua riqueza em proteína e ácidos graxos, que a tornam atraente cultura para exportação, recebendo grande demanda por seus aproveitamentos diversos, desde óleo vegetal à farinhas largamente utilizadas na indústria de alimentos e na composição de ração animal. Harbalyce brasiliana – raiz-de-cobra, cabeça-de-negro. Planta com indicação para tratamento de picada de cobra (o antigo remédio popular “específico pessoa”, que ainda se vende nas farmácias para esta finalidade, é feito à base desta planta). Indigofera endecaphylla ou E. hirsuta – indigofera. Planta usada como adubo verde e forrageira. Indigofera suffruticosa – anileira. Planta da qual é retirado um corante usado para lavar roupa e que também tem propriedades medicinais com efeitos tônicos, diuréticos e purgativos. Lens esculenta – lentilha. Excelente alimento de grande valor nutritivo. Leucaena leucocephala – leucena. Planta arbustiva utilizada em reflorestamento como recondicionadora do solo, sendo indicada também para adubação verde e como forrageira.

Excelente alimento de requintado sabor e de muito boa digestão.118 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Lonchocarpus nicou ou L. jacarandá ferro. Planta que fornece grãos alimentícios e é usada para recuperação de solos. muito apreciado pelo carioca. jacarandá-do-campo. Planta que produz sementes que podem ser usadas na alimentação humana. Importante forrageira de regiões temperadas. Lupinus lateus – tremoço-amarelo. Phaseolus lunatus – feijão-de-lima. Medicago sativa – alfafa. tendo que em algumas ocasiões importar do México. etc. substância tóxica empregada como inseticida. Por causa de políticas agrícolas mal formuladas. para regularizar o abastecimento. Phaseolus acutifolium – feijão-tepari. O feijão preto. Phaseolus radiatum – feijão-azuki. Planta que fornece grãos alimentícios e é usada para recuperação de solos. que tem o nome de moiashi em japonês. Machaerium scleroxylum – maquério. facilitando sua captura. o Brasil não é totalmente auto-suficiente em sua produção. Muito utilizado nas cozinhas árabe e japonesa. No Nordeste brasileiro a preferência recai sobre outro tipo de feijão do gênero Vigna. Também tem propriedades medicinais. feijão-adzuki. Mucuna pruriens – mucuna nescau. feijão-vermelho. Planta herbácea indicada como adubo verde e forrageira. Rosado. feijão-lima. Nos outros estados de um modo geral a preferência é pelos feijões mulatinhos (Rosinha. Alimento extremamente rico utilizado para melhorar produção do gado leiteiro. feijão-da-china. tem como maior produtor o Estado do Paraná. que privilegiam a agricultura de exportação. principalmente como fonte de proteínas. peruiferum – bálsamo-do-peru. da Argentina. Planta medicinal cujo princípio ativo (que também é produzido sinteticamente) é aproveitado na indústria farmacêutica para produção de parasiticidas como o Benzoato de benzila por exemplo. Com ele se prepara também um doce muito saboroso. por sua riqueza alimentícia. Macroptilium atropurpureum – siratro. Myroxolon balsamum ou M. Lupinus albus – tremoço-branco.). Phaseolus mungo ou Vigna radiata – feijão-mungo. Phaseolus vulgaris – feijão. vitaminas e sais minerais. Planta cujas sementes torradas e piladas têm gosto aproximado para o Nescau. se constituindo num “achado” para o carente povo brasileiro. é muito bem conceituado na alimentação do tipo macrobiótica. Árvore nativa do Cerrado que fornece boa madeira. feijãojaponês. Carioca. moiashi. Árvore da qual se extrai a rotenona. utilis – rotenona. Com as sementes desta espécie prepara-se o broto de feijão. . Os índios também usam suas raízes para atordoar os peixes. do Chile. Planta que se usa também como alimento humano. Principalmente no Brasil é um dos alimentos prediletos de toda a população em suas múltiplas variedades e cores.

Stizolobium deeringianum – mucuna. propícia para adubação verde com a abundante massa vegetal que produz. no início do processo de incremento da colonização do estado. é também muito digestivo. feijão-da-praia. Espécie cultivada na Índia. Pisum sativum – ervilha. pragas e doenças.. Planta herbácea cujas sementes se constitui em esplêndido alimento. Árvore nativa na Amazônia que fornece madeira nobre. de hábito rastejante ou trepador quando encontra suporte. . muito interessante para revestimento do solo em cultivos de plantas perenes. caranguejo. produzindo abundante massa verde. É espécie muito difundida em Rondônia. podendo ser ingerido com farinha. tendo apenas que ser manejada com cuidado. Árvore que na Indonésia funciona como planta adubadora por causa da constante queda de suas folhas. Sesbania grandiflora – sesbania. Planta herbácea forrageira que se desenvolve bem nas condições ambientais da Amazônia. que cobre toda área onde é cultivada. e tecnologia rudimentar em seu sistema de produção. etc. que contém 40% de proteína. cow-pea. No interior de Minas Gerais costuma-se usá-la para fazer carro-de-boi. para que não venha a sufocar as plantas consortes. etc. Excelente planta herbácea usada para adubação verde. o famoso “feijão verde” do povo nordestino. agressivo e rústico. de estupendo sabor também quando usado ainda verde. onde na forma de conserva simples. pois era recomendada nos projetos de plantio de seringueira nos anos 1970. sendo bem procurada pelos animais domésticos de um modo geral por sua elevada palatabilidade. Árvore madeireira da Mata Atlantica. que além de ser muito saboroso. Pueraria phaseoloides – puerária. tendo que ser bem manejada em sistemas agroflorestais. ao utilizá-las como suporte em sua expansão aeroespacial. Ocorre também no sul da Bahia. a produtividade do feijão no Brasil alcança cifra muito baixa. frutas. manteiga derretida. Serve também para consórcios com gramíneas na formação de pastagens. por causa do seu crescimento intenso. feijão-decorda. de coloração que vai do pardo avermelhado ao vermelho-escuro. requisitada inclusive para exportação. feijão macáçar. estilosante. Tem copa rala e por isso se presta para consórcios com lavoura branca. galinha. Por problemas de clima. para que não venha trazer prejuízos às culturas com que se consorcia. apetitoso e nutritivo. extremamente saudável.. Platycyamus regnellii – pereira. Planta herbácea. mucuna-anã. às quais pode sufocar com seu crescimento agressivo. apenas em salmoura. Platymiscium ulei – macacaúba. situando-se em média na faixa de 600 kg/ha. Por sua rusticidade é considerada o zebu vegetal. caupi. agati. é oferecido como “petit pois”.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 119 conhecido como feijão fradinho. Psophocarpus tetragonolubus ou tetragonolobus – feijão-alado. Stylosanthes guianensis – stilosante. aproveitado também na indústria de alimentos. kudzu-tropical.

por não fornecer madeira de primeira qualidade. trevo-amargo. ou feijão japonês.120 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Tephrosia sp. multijuga. expectorantes e tônicas. por seu crescimento rápido. macrostachia – glicínia. Planta exótica de origem chinesa. feijão de corda. feijão-de-praia. Fornece madeira útil e bom exsudato do tipo . Árvore ornamental de crescimento rápido. Franz Leher. SP. Variedade de feijão de grãos pequeninos com semelhança para o feijão azuki. As que não têm esse problema são muito gostosas e nutritivas. cearensis ou Amburana acreana ou A. decurrens – acácia-negra. Ver detalhes sobre esta espécie na parte final do texto sobre Phaseolus vulgaris (feijão). (Ver Phaseolus mungo). Acacia mearnsii ou A. adaptável a solos ácidos e de baixa fertilidade. Planta reputada e indicada pelo prof. recomendada como planta para sombreamento. – tefrósia. utilizada para fabricação de móveis finos. Vigna radiata – feijão-mungo. Vouacapoua americana – acapu. Fornece madeira boa para polpa de celulose e outras finalidades menos nobres. W. cearensis – cerejeira. cow-pea. W. de flores amarelas dispostas em inflorescências terminais e madeira de ilimitada duração. trepadeira de rara beleza. cumbaru-das-caatingas (ver Amburana cearensis). e por isto apreciada para enfeitar jardins em diversa partes do mundo. Árvore de origem australiana. MG. comum na Amazônia e nas Guianas. Algumas variedades apresentam sabor fortemente amargoso. Vigna repens ou sinensis – caupi. Acacia mangium – acácia-mangium. feijão macáçar. pelo que é usada também como defensivo agrícola natural. Espécie de feijão muito apreciado no Nordeste brasileiro. Árvore que atinge até 20 m de altura. chicote. Planta leguminosa forrageira. como excelente adubo verde. apropriada para reflorestamento em regiões tropicais. Tipuana speciosa ou T. muito cultivada no Sul do nosso país em reflorestamento e recuperação de áreas degradadas. Wisteria sinensis. feijão-vermelho. trevo-rasteiro. Planta medicinal com propriedades analgésicas. Trifolium repens – trevo-branco. ervilha-de-vaca. Árvore de origem asiática. do Instituto Biodinâmico. Subfamília mimosoideae (mimosáceas) – Apresenta uns 40 gêneros com espécies geralmente de folhas recompostas (bipinadas) e inflorescência em glomérulos (como esponjinhas). Ao que parece tem algum componente tóxico. Zornia diphylla – zornia. acácia-australiana. tipu – tipuana. Torresia acreana ou T. Apresenta folhas simples e coriáceas. e da Fazenda Escola Fundamar. em Paraguaçu. W. jacarandá-tipuana. este muito utilizado na culinária macrobiótica. de Botucatu. Vigna umbellata – feijão-arroz. feijão fradinho. amburana. Vigna faba – fava. floribunda.

As sementes são globo-discóides de cor sanguínea. essa substância dá coloração azulada com sais de ferro para indústria de papel e diversos usos menos nobres. de flores róseas. Acacia cultriformis – acácia-esponjinha. Enterolobium schomburkii – sucupira-amarela. As sementes devem ser deixadas durante um dia dentro d’água para melhorar o índice de germinação. Arbusto lenhoso ramificado. Grandiosa árvore nativa na Amazônia. Albizia lebbeck – coração-de-negro. incorruptível em contacto com o solo. Enterolobium saman ou Pithecellobium saman ou Samanea saman – samanea. . esponjinha-gigante. Fornece boa lenha. Árvore que apresenta frutos comestíveis. frutos grandes e madeira durável própria para construção. Árvore exótica ornamental bastante usada em arborização por aceitar bem podas drásticas. Contém na casca 30% a 40% de tanino. pesada. de madeira dura. faveira-ferro. que por serem muito duras e vistosas são usadas na confecção de bijuterias (colares. Árvore que ocorre na Amazônia de frutos com formato bem original. angelim-vermelho. angelim-verdadeiro. por aceitar bem diversos tipos de podas. – acácia-do-nilo. etc. o que o faz até ser usado no meio rural como substituto do sabão. acapu-de-igapó. Enterolobium contortisiliquum – orelha-de-negro. muito apropriado para compor cercas-vivas. Enterolobium cyclocarpum – guanacaste. angelimpedra. tamboril. Caliandra selloi – caliandra. Planta que tem aproveitamento industrial por suas características e propriedades peculiares. Campsiandra laurifolia – acapurana. Gigantesca árvore ornamental. Acacia melanoxylon – ébano-australiano. rosadas). Adenanthera pavonina – tento-da-carolina. serve para fixar cores em pinturas e tinturarias). Dinizia excelsa – angelim.). Árvore que fornece boa madeira. árvore-da-goma-arábica. marcenaria.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 121 goma arábica. Árvore exótica madeireira. Árvore ornamental de crescimento rápido que fornece boa madeira e apresenta frutos secos. substância adstringente usada no curtimento de couro. Inga virescens – ingá. que ocupa o dossel superior da floresta. muito usada em carpintaria e marcenaria. que é também indicada para recuperação de áreas degradadas. por seu crescimento rápido. Árvore ornamental muito apreciada por suas flores (glomérulos) amarelas e perfumadas. que também dá nome à uma província ao norte deste simpático país da América Central. pulseiras. Árvore nativa na Amazônia. etc. Acacia sp. Tem também propriedade mordente (combinada com corante. de flores vistosas (esponjinhas de estames brancos com pontas avermelhadas. Árvore símbolo da Costa Rica. Fornece madeira de boa qualidade. pesada e interessante para reflorestamento. que contém saponina.

Árvore frutífera de porte médio e crescimento rápido. Árvore que ocorre na Amazônia e produz madeira usada em construção. guaba. Mimosa pudica – dormideira. faveira. Árvore lindíssima com uma grande copa de aspecto tabular. maracujá. os quais fertiliza com sua abundante matéria orgânica e sua capacidade (propriedade) de captar nitrogênio do ar através dos rizóbios. tendo aplicação também em medicina popular. espinheiro. Também é planta medicinal sendo indicada para tratamento de reumatismo. Árvore que fornece boa madeira. esponjinha. portanto apropriada para sistemas agrossilvipastoris que envolvam apicultura. pinho-cuiabano.122 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Inga edulis – ingá-cipó. além de ser planta melífera. Mimosa sepiaria ou M. Árvore que ocorre na Amazônia. A árvore é cultivada também para controle de erosão e é melífera. de porte médio e crescimento rápido. que fornece boa madeira para moirão. problemas intestinais. Mimosa caesalpiniaefolia – sabiá. tutores em plantios de uva. unha-de-gato. sensitiva. ingá rabo-de-mico. Platymenia reticulata – vinhático. Produz resina usada para pegar pássaros.. mas há variedade sem espinhos. indicada para ser cultivada nos solos ácidos dos trópicos. que apresenta legumes revestidos de pêlos e é indicada para controle de erosão. Os galhos mais novos apresentam muitos espinhos. e outros cultivos aéreos. vinhático-do-mato. apropriada também para uso em cerca viva. A árvore é excelente para ser usada como cerca-viva e multiplica-se também por estacas. Planta disseminada amplamente na caatinga do Nordeste brasileiro. faveira-bolota. cabos de ferramentas. sendo por suas potencialidades. tendo crescimento rápido e produzindo lenha de primeira qualidade. parkia. vinhático-rajado. que produz madeira-de-lei de especial qualidade para fabricação de móveis e outros usos nobres. etc. Gigantesca árvore nativa na Mata Atlântica. Mimosa bracatinga – bracatinga. Planta ruderal de flores rosadas de extrema beleza que tem a característica marcante de apresentar movimento de fechar os folíolos ao serem tocados. dor de cabeça. As sementes apresentam dormência que precisa ser quebrada com imersão em água quente por 1 minuto. utilizada em rituais de religiões africanas. Planta arbustiva melífera que fornece boa madeira para lenha e carvão. ingá-de-metro. Árvore de usos múltiplos (multiuso) muito cultivada no Sul do Brasil. Parkia platycephala – faveira-preta. sansão-do-campo. sendo. Também tem propriedades medicinais. bimucronata – maricá. Gigantesca e muito bonita árvore nativa na Amazônia que fornece madeira aproveitada para finalidades diversas. etc. Parkia pendula – visgueiro. Parkia multijuga – paricá-grande. . Árvore multiuso nativa do Nordeste brasileiro. sendo boa também para lenha e carvão. Parkia opositifolia – faveira-benguê. guabachilillo (estas últimas denominações na Costa Rica). Mimosa hostilis – jurema-preta. Piptadenia cebil – angico-roxo.

angolo. Árvore muito grande que ocorre na Amazônia. antiséptica. onde se constitui em alternativa para alimentação do gado e fornece boa madeira. cicatrizante. cujo nome do gênero dá nome à família. guianensis – barbatimão. Arvoreta armada de espinhos de ramos muito duros em forma de ziguezague e também é planta medicinal. Árvore cujas folhas são dotadas de excelentes propriedades medicinais. Planta de uso medicinal. Lentibulariaceae ou utriculariaceae (lentibulariaceae ou utriculariaceae) • Utricularia sp – utricularia. fava-folha-fina. casca avermelhada. Produz madeira de utilização rural.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 123 Piptadenia communis – pau jacaré. comum no Nordeste. Gênero de plantas carnívoras que dá um dos nomes da família. Árvore de porte médio de ramagens com espinhos axilares. Stryphnodendron barbatimao ou S. faveira-camuzé. que pode ser plantada por estacas. antibacteriana. tornando-se herbácea com freqüentes cortes. Árvore grande de crescimento rápido que fornece madeira apreciada em construção e boa para lenha e carvão. Pithecolobium diversifolium – jurema-branca. sendo adstringente. pastinha. Piptadenia suaveolens – timborana. Piptadenia rigida – angico-verdadeiro. Os frutos são recurvados como alças do intestino. indicada para regeneração de áreas degradadas. Planta forrageira do Nordeste brasileiro. hipotensora e tônica. anti-hemorrágica. escamosa e espessa. Planta aquática que recobre a superfície da água em tanques e lagos. . Piptadenia colubrina – angico-branco. Árvore madeirável que ocorre na Amazônia. muito comum no Nordeste brasileiro Pithecolobium gummiferum – angico-vermelho. que é planta forrageira de muita importância no Nordeste. Prosopis juliflora – algaroba. Árvore que fornece boa madeira. Notável árvore forrageira. coagulante sanguínea. Pithecolobium saman – acácia-preta. Árvore de crescimento rápido. Pithecolobium multiflorum – canafístula-de-boi. Fornece boa lenha e carvão. pulcherrimum ou S. Árvore grande que fornece madeira apreciada em construção e boa para lenha e carvão. Lemnaceae (lemnáceas) • Lemna minor – lentilha-d’água. Pithecolobium tortum – jurema. Pithecolobium policephalum ou Albizia polycephala – camunzé.

de gosto forte e de propriedades antissépticas interessantes para ajudar a manter a boa saúde do corpo. • Asparagus setaceus – bambuzinho. etc. Alliaceae. • Cordyline terminalis – cordiline. • Allium porrum – alho-poró. que emite muitos estolões. Hortaliça. a qual se usa os bulbos e as folhas cozidas para enriquecer pratos diversos. tendo ainda propriedades que a recomendam como tônico para o coração. melindre. • Dracaena marginata – dracena rosada. da qual se usa os talos com as flores como apreciado legume. entre outros benefícios que seu uso enseja. principalmente no gênero Aloe. Planta ornamental de extrema beleza. • Agapanto africanus – agapanto. Haworthia. . • Chlorofytum comosum – clorofito. • Haworthia attenuatta ou H. trata-se de planta ornamental de largo uso em jardins populares. Tem muitas propriedades medicinais. que compõem divisão mais atual desta família principal (liliaceae) e mais tradicional. Planta ornamental de folhas verdes e bordos rosados. • Aloe sp – aloé. Aloaceae. • Asparagus oficinallis – aspargo. Dracaenaceae. • Dracaena fragans – dracena. • Allium sativum – alho. Hortaliça de largo uso como tempero se fazendo presente em quase todos os pratos. Planta ornamental. Planta ornamental com folhas compridas verdes com listras amarelas. Planta ornamental de folhas lanceoladas de margem branca. • Asparagus sp. que junto com outros gêneros como Asparagus. Sanseveriaceae. Planta medicinal usada na indústria farmacêutica. • Dracaena goeldiana – rainha-dracena. Planta ornamental que tolera ambientes umbrosos. aos quais enriquece que seu sabor picante.124 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Liliaceae (liliáceas) Família que reúne algumas das plantas chamadas “suculentas”. subfasciata – hawortia. Hortaliça de largo uso na culinária. Hortaliça cujos bulbos têm muito vasto aproveitamento em culinária. Tolera ambiente sombreado e pode alcançar grande tamanho em altura.. • Allium fistulosum – cebolinha. Muitas das espécies apresentam caule do tipo bulboso. – aspargo-ornamental. • Aloe vera – babosa. Como o próprio nome vulgar diz. que se constituem numa fora de propagação. caminho-de-jesus. Planta ornamental muito bonita com folhas rígidas matizadas de pontos brancos. Planta ornamental trepadeira. também são classificadas como sendo das famílias Asphodelaceae. Atraente variedade de hortaliça de muitas propriedades medicinais. Planta medicinal de largo uso para combater uma série enorme de enfermidades. • Allium cepa – cebola. inclusive sendo seu sumo indicado para o fortalecimento e regeneração dos cabelos.

Planta ornamental. por suas excelentes propriedades nutritivas. • Lillium longiflorum – lírio-japonês. onde também é planta muito presente como cerca viva. Planta ornamental usada em jardins. • Hemerocalis fulva – hemerocalis-vermelho. Nome genérico de várias espécies do gênero Lillium. Planta ornamental. Tolera bem ambientes sombreados.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 125 • Hedychium coronarium – lírio-do-brejo. • Nothoscordum sp. comum em ambientes de excessiva umidade. Planta ornamental. lírio-de-são-josé. Linaceae ou lineae (lináceas) • Linum usitatissimum – linho. Planta ornamental de expressiva beleza. gloriosa – iuca. Planta ornamental com lindas flores. • Lillium candidum – lírio-branco. Pequena planta ornamental rústica de grande beleza. • Lillium sp. algumas de importância muito grande por sua beleza e utilidade. lírio-trombeta. de flores perfumadas e bonitas. Arbusto exótico que tem propriedade medicinal. Planta ornamental. Planta ornamental de flores reunidas em pendão branco muito lindo. círio-de-nossa-senhora. Planta ornamental higrófila. Planta invasora. – alho-bravo. que podem ser usadas também como alimento. Planta ornamental de grande uso nas residências populares de um modo geral e também presente em vasos em bares e botequins. • Smilax aspera – salsaparrilha. • Sansevieria hahnii – espada-de-ogum. • Sansevieria stukyi – espada-cilíndrica. devendose ter cuidados em seu cultivo. praga de jardim. • Yucca filamentosa ou Y. sendo rica fonte de proteínas. sendo indicada como diurética • Smilax sp. • Ophiogon japonicus – grama italiana. lírio-dos-poetas. Planta herbácea usada desde a Antiguidade pelos povos do Oriente para fazer tecidos. Planta ornamental. principalmente onde tem crianças. onde é a flor símbolo. lírio-amarelo. Planta exótica que fornece importante fibra têxtil. pois é planta tóxica. hemerocalis-amarelo. lírio-dos-finados. característica dos Países Baixos. • Hyacinthus orientalis – jacinto. – linho-de-nova-zelândia. sais minerais e ômega-3 . • Sansevieria zeylanica – espada-de-são-jorge. grama preta. e que hoje em dia tem suas sementes (a linhaça) muito utilizadas na alimentação humana. • Phormium sp. como acontece na América Central. – lírio. por ser reputada como boa pra espantar mau olhado. – tulipa. • Hemerocalis flava – açucena-amarela.

126

Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades

Lithraceae (ver Lythraceae) Loganiaceae (loganiáceas)
• Strychnos pseudoquina – quina-do-campo, quina-do-mato. Planta nativa do cerrado, que tem propriedade medicinal. • Strychnos toxifera – curare. Planta que os índios utilizam para tirar o veneno que usam em suas flechas na caça de animais.

Loranthaceae (lorantáceas)
• Struthanthus marginatus ou S. flexicaulis – erva-de-passarinho. Planta parasita herbácea, extremamente agressiva que se hospeda sobre os mais diversos tipos de árvores, onde se propaga ao ter suas sementes depositadas nos galhos por passarinhos, que ingerem seus frutinhos e expelem nas fezes as sementes viáveis, as quais, germinando, grassam como praga de difícil controle, por se localizarem às vezes em galhos muito altos de grandes árvores, às quais injuria, causando-lhes sérios prejuízos, que podem levá-las à morte, na evolução da indesejável e funesta associação.

Lycopodiaceae/Pteridophyta (licopodiáceas)
• Lycopodiella cernua – licopódio. Pequena planta de ambientes úmidos cujo nome do gênero caracteriza (dá nome) à família.

Lythraceae ou Lithraceae (litráceas)
• Largerstroemia indica – extremosa, minerva-dos-jardins, resedá. Planta ornamental que apresenta linda inflorescência nas variedades de cores brancas, rosadas, vermelhas e roxas. Ver também resedá odorata (Reseda odorata), da família resedaceae. • Lafoensia replicata – mirindiba. Árvore madeireira. • Lafoensia glyptocarpa – mirindiba-rosa, mirindiba-bagre. Árvore madeirável da Mata Atlântica.

Magnoliaceae (magnoliáceas)
• Illicium anisatum – aniz-estrelado, badiana, aniz-da-sibéria. Planta medicinal, também usada como condimento. • Magnolia grandiflora – magnólia. Árvore ornamental que apresenta flores brancas bonitas e muito perfumadas e cujo nome do gênero dá nome à família.

Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades

127

Malpighiaceae (malpigiáceas)
• Banisteriopsis caapi – cipó mariri, yagé, jagube, caapi. Cipó nativo na Amazônia, de propriedades alucinógenas, que se junta com as folhas de outra planta também com propriedade estupefaciente, a chacrona (Psicotropia spruce), para dar lugar à bebida ayhuasca, usada por indígenas e caboclos em rituais religiosos, onde, hipoteticamente, entram em contacto com divindades, ou seres superiores, por meio da “miração”, que os levam a ter, segundo os adeptos, maior compreensão do processo vital. O cipó mariri encerra o alcalóide harmina e é reputado como planta mágica, telepática, hipnótica, eufórica, psicodélica, e tranqüilizante. • Byrsonima crassifolia – murici, murici-da-praia. Árvore de frutos pequenos, amarelos, de gosto agradável, embora muito ácido, indicados para compor sucos, mousses, e também fazer vinho. • Lophantera lactescens – lanterneira. Árvore ornamental muito bonita. • Malpighia punicifolia ou M. glabra – acerola, ginja, cereja-das-antilhas. Arbusto originário das Antilhas que produz pequenos frutos, de coloração avermelhada, reputados como uma das maiores fontes naturais de vitamina C (até 300 mg/100 g de suco, enquanto a laranja e o limão, por exemplo, ficam na faixa de 50 mg/100 g de suco). A Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária (IPA), de Pernambuco, produz e fornece sementes de variedades melhoradas. A aceroleira começa a produzir em torno dos três anos de idade. O nome do gênero desta planta dá nome à família.

Malvaceae (malváceas)
Família da ordem malvales, que reúne 31 gêneros e umas 500 espécies no Brasil, enquanto são conhecidas nos países tropicais umas 900 espécies. • Abutilon sp. – abutilon. Planta ornamental. • Althaea cannabina – malvaísco-de-folha-de-cânhamo. Planta ornamental. • Althaea rosea – malva rosa. Planta ornamental e medicinal. • Gossypium herbaceum ou G. hirsutum – algodão. Planta herbácea ou arbustiva que se constitui em excelente atividade de produção agrícola com a exploração de seus frutos (capuchos) para produção de fibras de largo uso na indústria têxtil em todo o mundo, e as sementes para produção de óleo comestível de refinada qualidade. Também é planta medicinal. • Hibiscus acetosella – hibiscus-de-flor-branca. Planta ornamental. • Hibiscus cannabinus – kenaf, papoula-de-são-francisco. Planta asiática (Índia, Tailândia, etc.) da qual se aproveitam as fibras para confecção de tecidos. • Hibiscus esculentus – quiabo. Planta cujos frutos são muito usados em culinária, compondo pratos diversos, ou ensopado como legume.

128

Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades

• Hibiscus rosasinensis – hibisco, mimo-de-vênus, papoula-vermelha. Planta ornamental muito usada como cerca viva em jardins e que na Costa Rica, onde é chamada de amapola, é usada como forrageira (as folhas apresentam 10% de proteína e 65% de digestibilidade). • Hibiscus sabdariffa – vinagreira, quiabo-de-angola, azedinha. Planta medicinal que também se usa como tempero e em saladas e que tem altos teores de vitamina A, B1 e C. Também é planta ornamental cultivada em quintais de residências populares. • Hibiscus tiliaceus – algodão-da-praia, guaxima-dos-mangues. Árvore ornamental de porte médio e de flores amarelas muito bonitas, que se adapta bem em condições de solos arenosos das orlas marinhas. • Malva silvestris – malva-silvestre. Planta cujo nome do gênero dá nome à família, e que é medicinal e farmacêutica. • Malvaviscus arboreus – malvavisco, graxa-de-estudante, clavelon (na América Central). Planta ornamental de flores singelas vermelhas, de rara beleza e muito usada em jardinagem popular por sua rusticidade e facilidade de cultivo. • Sida rhombifolia – vassourinha, guaxuma, guanxuma. Planta invasora que também é medicinal. Tem emprego para confecção de vassouras rústicas, de uso no meio rural, donde deriva seu nome popular.

Marantaceae (marantáceas)
• Calathea insignis – calatéa. Planta ornamental herbácea de folhas grandes com pintas arredondadas escuras. • Calathea makoyana – calatéa-makoyana. Planta ornamental muito bonita com folhas largas e pintas escuras. • Calathea ornata – calatéa-ornata (variedade “róseo lineata”). Planta ornamental cujas folhas apresentam linhas rosadas. • Calathea zebrina – calatéa-zebrina. Planta ornamental de folhas largas com listras escuras um tanto aveludadas. • Ischnosiphon popyphyllus – arumã. Planta que cresce nos terrenos úmidos ou alagados da Amazônia e cujos talos são aproveitados pelos índios (baniwa) para confecção de cestos. Tem a propriedade de rebrotar após o corte. • Maranta arundinacea – araruta. Planta herbácea de cujos rizomas extrai-se polvilho ou fécula de fina qualidade, ideal para o preparo de mingaus e biscoitos, por sua alta digestibilidade, sendo também planta medicinal, indicada para os casos de convalescença e debilidade orgânica. O nome do gênero caracteriza a família. • Maranta leuconeura ou M. kerkoviana – maranta. Planta ornamental herbácea de folhas grandes com pintas escuras, que reveste o chão de inúmeros bosques e jardins por todo o mundo (está presente no Campo de Santana, uma área verde no centro da cidade do Rio de Janeiro). Do nome do gênero deriva o nome da família.

é muito indicada para recuperação de áreas degradadas. jacatirão. muito usadas em paisagismo urbano. o nim não controla os ovos. flor-da-quaresma. Linda arvoreta ornamental com flores roxas. Meliaceae (meliáceas) Família de plantas que apresentam folhas compostas e luzidias. onde é usada para preparar inseticidas naturais com o objetivo de controlar pragas que ocorrem nas atividades de produção agropecuária (sendo muito usado inclusive como carrapaticida). de cujo rizoma se obtém fécula semelhante à araruta e de folhas comestíveis para o homem e forrageira para cavalo. No interior de Minas Gerais também a aproveitam para lenha. quaresma. Um produtor de Conceição do Almeida (BA) usa 135 g de folhas de nim/litro d’água. da Embrapa CNPAF. e assim a sua eficácia seria limitada. bananeirinha-do-mato. • Tibouchina mutabilis ou pulchra – manacá-da-serra. nim-indiano. margosa. Árvore ornamental de pequeno porte indicada para arborização urbana por esta característica citada quanto à estatura e pela beleza de suas flores (pulchra quer dizer bela em latim). no controle de carrapato e tambem como inseticida. e deixadas de molho por 48 horas. Belmiro. trazido do Caribe. • Tibouchina holosericea – orelha-de-onça. Árvore exótica de crescimento rápido que tem propriedades medicinais aproveitadas para inúmeras finalidades. a Índia. por exemplo. Planta que nos frutos possui substância de se fazer tintura. Planta útil para a indústria de papel. Por sua rusticidade e outras características desejáveis que encerra. natalzeiro. • Axinea sp. para depois coar a solução e diluir em outro litro d’água. • Tibouchina granulosa ou T. Outras experiências têm mostrado que embora seja eficaz no controle de carrapatos adultos. • Miconia regelli – tinteira. batidas no liqüidificador. arumarana.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 129 • Thalia geniculata – caeté. Melastomaceae ou Melastomataceae (melastomáceas ou melastomatáceas) Família de plantas que apresentam folhas simples opostas com nervuras bem características. Planta ornamental. Vegetação de restinga. usando então. no início da década de 90. Também é indicada para recuperação de áreas degradadas por sua rusticidade e crescimento rápido. como crescimento rápido e produção de boa madeira. stenocarpa – quaresmeira. principalmente em seu país de origem. . Vegeta bem em lugares úmidos. caité. – axínea. Outras formulações para uso dos produtos do Nim podem ser obtidas nas publicações do pesquisador Dr. • Azadiractha indica – nim. que foi um dos introdutores do nim no Brasil.

• Cedrela fissilis – cedro-rosa. Árvore que produz boa madeira. Árvore madeireira. cedro-bateo. na Costa Rica. aguano. correndo risco de extinção em seu habitat natural. que produz excelente madeira e foi introduzida na região Amazônica por não ser afetada pela broca Hypsipylla grandella. • Guarea rhopalocarpa – guarea. Árvore que produz madeira muito bonita. caoba (esta última denominação na América Central). • Melia azedarach – cinamomo. Árvore imensa nativa na Amazônia. • Swietenia macrophyla – mogno. guidonia – carrapeta. Árvore bem indicada para reflorestamento por ser de crescimento muito rápido. da cerejeira. espécie esta que . cedro-mogno. acaju. que segundo o prof. reputado como de boas propriedades antiinflamatórias. santa-bárbara. • Khaya ivorensis – mogno-africano. em Belém. Já se tentou inclusive desenvolver um projeto consorciando esta valiosa espécie com o cedro australiano (Toona ciliata). e cujas sementes grandes são usadas para obtenção de óleo medicinal. inviabilizando-a. Quando cultivada em plantios em áreas abertas. esta já de menor ocorrência na região.). que têm servido. talvez. a terceira em importância econômica na Amazônia. vermífugo. capivara. araputanga. e. cedrão. paca. Árvore que ocorre em muitos lugares do Brasil.130 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades • Carapa guianensis – andiroba. antipirético e abortivo. Poveda. Também é planta medicinal. Também os frutos são muito requisitados por roedores (cotia. sendo usado como purgativo. de grande valor comercial. mogno-brasileiro. pára-raio. cedro-macho (estes dois últimos nomes usados na Costa Rica e América Central). e da maceração de seus frutos faz-se solução inseticida. que fornece madeira de boa qualidade utilizada em marcenaria. arapitanga. já com algumas décadas de idade. cedroí. só ficando atrás do mogno. • Cedrela odorata – cedro. de madeira parda avermelhada considerada a melhor de todas que ocorrem na região. • Guarea trichilioides ou G. em suas primeiras fases de desenvolvimento (até por volta dos seis anos de idade). jasmim-de-soldado. mas o seu cultivo sofre limitações também pelo ataque da broca Hypsipylla grandella (lepidóptero) que ataca o ápice da planta. Reproduz-se também por estaquia. é a única planta no mundo que apresenta crescimento nos meristemas laterais. De cheiro agradável. Na sede da Embrapa-CPATU. cedro-batata. leve. que paralisa seu crescimento e impõe limitação. Árvore exótica de grande porte. até o presente momento incontornável. PA. praga que ataca o ápice do mogno brasileiro prejudicando ou inviabilizando o cultivo da nossa mais preciosa espécie madeireira. também fornece óleo essencial usado em perfumaria e com propriedades de afugentar insetos. e por isso também a mais cara e mais explorada. de cor castanho-clara. cedro-cheiroso. Árvore nativa da Amazônia. entre outras indicações que recebe em medicina popular ou em Fitoterapia. por meio da disseminação das sementes. para expansão da espécie pela região Amazônica. etc. botânico do CATIE. cedrorana. existem alguns exemplares gigantescos de mogno africano. o ataque da broca Hypsipyla grandella (lepidóptero). o mogno sofre no ápice caulinar. e cuja casca tem propriedades medicinais. camboatá.

como por exemplo. Os frutos. dotadas de látex e de flores insignificantes reunidas em glomérulos. a Hypsipyla grandella (lepidóptero). Menispermaceae (menispermáceas) • Cocculus palmatus – cóculus. no preparo de tinturas apropriadas para debelar pequenos problemas digestivos. porque é atacado pela broca. . por conter substâncias tóxicas inseticidas. Reúne cerca de 1000 espécies. A antiga família Urticineae reunia espécies que foram desmembradas em umas tantas outras famílias. que em sua fase jovem sofre o ataque de uma broca. • Swietenia sp. trepadeiras. principalmente com indicação para normalizar função do fígado. Planta herbáceo-arbustiva com propriedades medicinais. – ébano. Árvore que ocorre na América Central e que fornece madeira de grande valor e que é uma variedade do mogno brasileiro. para viabilizar o bom desenvolvimento desta nossa mais nobre árvore madereira. Árvore que fornece madeira dura utilizada em movelaria. espigas e receptáculos variados. PA. segundo estudos desenvolvidos na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). o figo. que engloba árvores (algumas gigantescas). entre as quais muitas no Brasil. boldo-verdadeiro. • Swietenia mahogoni ou mahogani ou mahogany – mogno-honduras. pequeninos em muitos casos. O cedro australiano atua como isca. por conter substâncias tóxicas inseticidas. mas não permite que ela complete o seu ciclo. Planta medicinal. Mirtaceae (mirtáceas) – (Ver Myrtaceae) Monimiaceae (monimiáceas) • Peumus boldus – boldo-de-chile. Moraceae (moráceas) (ex-Urticineae) Família da ordem urticales. a fruta-pão. a saber: moraceae. a infrutescência. que são todas infrutescências complexas. que inviabiliza o seu cultivo ao paralisar o crescimento apical e estimular brotações laterais que depreciam a madeira. estão no interior dos receptáculos. a jaca. arbustos. mas não deixa que a praga complete o seu ciclo. e com isto tentar controlar a incidência deste fator limitante no cultivo de nossa principal espécie madeireira. cipós. ser potencializadas com a adição de goma (cola) apropriada. Árvore exótica que fornece madeira de boa qualidade e que está sendo introduzida na Amazônia. Utilizada na indústria farmacêutica. que podem. como por exemplo. urticaceae. • Toona ciliata – cedro-australiano. a extrema maleabilidae e facilidade de trabalho na construção de móveis.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 131 sofre o ataque da broca. pelas incorruptíveis e extraordinárias qualidades de sua madeira. até internacional. calumba. cecropiaceae. em Belém. que recebe grande assédio. em plantios de reflorestamento em consórcios com o mogno. Ocorre na América Central.

muito saborosas. sendo suas fibras usadas na confecção de tecidos. conduru. e. maconha. Planta herbáceo-arbustiva. de alburno cinzento e cerne vermelho com máculas amarelas. uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro. Também é planta medicinal e industrial. Portela. também são comestíveis. Árvore que ocorre na Costa Rica e tem frutos comestíveis e madeira nobre. • Artocarpus integrifolia – jaca. foi criada a família independente das cannabaceae que atualmente o acomoda (ver também citação desta espécie nesta nova família mencionada). principalmente anestésicos. altilis ou A. proveniente da Ásia e muito bem adaptada no Brasil. jaqueira. o que se usa para comer são justamente as sementes. por apresentar pequena contração na secagem. são usadas como droga alucinógena. proveniente da Ásia. contra-erva. Árvore grande nativa na Amazônia. nasceu a G. • Brosimum paraense – amapá-doce. que apresenta uma variedade estéril. apresentam um brilho tão intenso e bonito que não escaparam à sensibilidade extraordinária do nosso grande compositor. folhas cordiformes e frutos comestíveis do tamanho de uma laranja. communis – fruta-pão. • Dorstenia amazonica – carauta. . o agravante de que no caso do caucho se derrubava a árvore para se extrair sua preciosa matéria-prima. além de ser usada no combate à malária e outras efermidades. de flores masculinas e femininas. ojoche-lechoso. também se explorava látex de qualidade inferior ao da seringueira. músico e maestro Tom Jobim. no desjejum. e a reprodução se faz por brotos originados das raízes. embora não sendo tão saborosas como as da fruta-pão de sementes. se usa bastante pela manhã. • Brosimum alicastrum ou B. Árvore enorme que ocorre na Amazônia. muirapiranga. costarricencis – ojoche. Sem esquecer também que foi sob a sombra de uma velha jaqueira que. de coloração verde-escuro. lá pelos idos dos anos 30. Planta herbácea comum na Amazônia. cozidas ou assadas. oferecendo princípios ativos aproveitados na elaboração de remédios. no meio rural. de origem asiática. As sementes. Da outra variedade que apresenta sementes e que é muito freqüente na Amazônia. cujas folhas têm propriedades tóxicas. amaparana. que cita esta característica em prosa e verso em uma de suas canções de maior sucesso. tendo. Árvore frutífera de grande porte. A madeira dura. porém. Esta variedade apresenta frutos grandes e amiláceos que. própria para marcenaria. uma vez curtidas e secas.R. Obs: Por este gênero apresentar características das famílias moraceae e urticaceae. de porte elevado. haxixe. • Castilloa ulei – caucho. cozidas ou assadas. é apropriada para construção de canoas. que produz frutos muito grandes e saborosos (na verdade grandes infrutescências que reúnem inúmeros frutos). Árvore nativa na Amazônia.132 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades • Artocarpus incisa ou A.E. que não produz sementes. nos tempos áureos do “Ciclo da Borracha”. falsopau-brasil.S. bagaceira. que se reproduz por estacas e tem propriedades medicinais até antiofídicas. • Bagassa guianensis – tatajuba. Árvore frutífera de grande porte. As folhas. garrote. da qual. principalmente por populações de jovens e nativos em várias partes do mundo. além de ser forrageira. • Cannabis sativa – cânhamo. ramon. consumido com café.

originária do Himalaia. e finas raízes adventícias penduradas em seus galhos mais baixos. • Ficus religiosa – fícus-religioso. fícus-gameleira. • Ficus populeaster – fícus-populeaster. sobre o hospedeiro. Uma das poucas plantas desta família. Propaga-se por estacas. – fícus-mata-pau. Reproduz-se também por estacas. formando “cabeleiras” de rara beleza. • Ficus retusa – fícus-benjamim. Árvore de folhas grandes (parecidas com as folhas de couve). • Dorstenia asaroides – contra-erva. caapiá-açu. • Ficus insipida – caxinguba. apuí. • Dorstenia brasiliensis – carapiá. Árvore nativa na Amazônia. • Dorstenia opifera – dorstenia. • Humulus lupulus – lúpulo. • Ficus roxburghii – fícus-roxburghii. figueira-do-mato. pois logo retoma o desenvolvimento exuberante. de porte herbáceo.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 133 • Dorstenia arifolia – figueira-terrestre. • Ficus carica – figo. Cipó estrangulador. ou mulhembá. • Ficus sp. asfixiando-o. Para arborização de ruas apresenta o inconveniente de suas raízes. Planta comum na pedra da Gávea. Planta ornamental de grande efeito estético ao se fixar nos muros e paredes de habitações de alvenaria. se desenvolvendo. seringueira-de-jardim. Planta medicinal que ocorre em quase todo Brasil. • Ficus pumila – hera. na UFRRJ e no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. acabando por levá-lo à morte. • Ficus elastica – fícus-italiano. teju-açu. Planta trepadeira cultivada em regiões subtropicais e temperadas e que entra como constituinte juntamente com malte. mata-pau. com exemplares no MAM. no centro da cidade do Rio de Janeiro. de folhas grandes e coriáceas. Arbusto exótico cultivado em várias partes do mundo. quando então é chamada de mulemba. cevada e levedo na fabricação de cerveja. . que cresce. da qual se aproveita a madeira. Gigantesca árvore da qual existe exemplar no Jardim Botânico no Rio de Janeiro. Árvore ornamental muito utilizada em arborização urbana por sua rusticidade e capacidade de aceitar bem os mais diversos tipos de poda sem aparentemente se ressentir. gameleira-branca. que produz frutos muito apreciados. no Rio de Janeiro. Muito utilizado também como cerca viva para delimitar espaços de jardins. Árvore ornamental de proporções avantajadas. tiú. Árvore ornamental nativa que tem fase de epifitia. muito pujantes. liga-osso. Planta medicinal comum no cerrado brasileiro. Gigantesca árvore ornamental de grande beleza da qual há exemplares marcantes no Campo de Santana. arrebentarem as calçadas e tubulações de serviços públicos. • Ficus doliaria – figueira-branca. hera-miúda.

com gosto aproximado para o aspargo) e a torta que sobra da extração do óleo pode ser usada como ração animal e adubo orgânico. É muito boa para laminados. amora branca. Suas folhas. tecido de rara beleza. rica em vitamina A (boa para os olhos) pode ser usada no enriquecimento de sopas e mingaus. tendo crescimento rápido (já no primeiro ano de campo pode alcançar 3 m de altura). latescente. • Morus nigra – amora. elevado teor de proteína (20%) de elevada digestibilidade (80%). Produz frutos apetitosos. Os frutos. • Noyera mollis ou Olmedia mollis ou Perebea mollis – muiratinga. Planta herbácea de flores ornamentais que são requisitadas para composição de arranjos florais. nas cores verde. • Olmedia maxima – muiratinga-verdadeira. Fornece látex mediante lesão. amora-negra. Bem manejada chega a produzir 30 t de MS/ha/ano. que apresenta longas e pendentes inflorescências de rara beleza. que se espalhou por várias partes do mundo. principalmente para a Espanha. que já é pouco encontrada devido ao grande interesse para exportação. com 44% de digestibilidade. Para serraria tem o inconveniente de apresentar elevado teor de sílica. Indicada para cultivo também em regiões semiáridas. xaropes e geléias muito saborosos. Em Rondônia ocorre na região do Rio Machado. podendo o óleo ser usado no preparo de alimentos. vermelha e amarela.134 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades • Morus alba – amora. morera (este último nome na Costa Rica). Árvore proveniente do Oriente Médio que produz fruto muito apetitoso. que além de consumido in natura pode dar lugar ao preparo de vinhos. visando a exportação para países de climas mais amenos da América do Norte. inseto lepidóptero que produz os fios que são utilizados para confeccionar a seda. Propaga-se por meio das sementes e por estacas. contendo suas folhas. A espécie Heliconia rostrata. também são comestíveis (consumidos cozidos como ervilha. ricos em proteínas (27%) e óleo (26%). Árvore da floresta úmida de folhas membranáceas. sendo atualmente disseminada no Nordeste brasileiro para purificação da água (coagulante natural) através de suas sementes moídas. na indústria de cosméticos e como combustível de lamparinas. Árvore nativa na Índia. Musaceae (musáceas) • Heliconia sp. Também é muito boa planta forrageira. existindo produção organizada em países tropicais. podendo por isso até substituir concentrados. Árvore da Amazônia. de acordo com análises levadas a efeito pela Embrapa Tabuleiros Costeiros. anos atrás. Folhas são usadas como alimento pelo bicho-da-seda (Bombyx mori). e flores reunidas em amentos compactos. bananeira-do-mato. – helicônia. em Aracaju. amplas e estipuladas. Moringaceae (moringáceas) – Família de gênero único • Moringa oleifera – moringa. é uma das que mais sobressai dentre as bananeiras ornamentais. da Europa e o Japão. SE. .

Àrvore nativa na Amazônia que fornece madeira e tem propriedades medicinais. Planta extremamente ornamental com seu formato original. pela grande organização que empreenderam na produção desta nobre fruteira tropical. • Phenakospermum guianensis – pacová-sororoca. sendo nosso país o maior produtor mundial e o maior consumidor. até a parte aérea (o pseudocaule e as folhas) que são usados como ração animal. de fritar ou cozinhar. Usa-se a seiva para tratamento hepático. que são as mais cultivadas para exportação. Os nomes populares se devem ao formato da planta e ao fato de reter água no interior da bainha das folhas. embora não seja o maior exportador. e muito cultivada na Amazônia. Com o “coração” da banana (na verdade sua inflorescência) os indianos preparam saborosas sopas e guisados. O serviço de pesquisa agrícola tem tentado introduzir variedades melhoradas que sejam tolerantes às principais doenças e que tenham qualidade aproximada para as variedades mais tradicionais. strelítzia. • Strelitzia reginae – estrelítzia. árvore-do-viajante. desde os frutos. mais procuradas e também mais problemáticas no que tange à susceptibilidade à ocorrência de doenças. desde as nanicas. é tolerante às principais doenças que afetam a cultura. Planta herbácea muito ornamental de flores extremamente belas e de grande durabilidade. Originária do Oriente a bananeira se constitui na fruteira mais cultivada por todo o Brasil. o Equador e a Colômbia. patujú. com casca e tudo. • Ravenala madagascariensis – bananeira-de-leque. contando inclusive em seus territórios com a presença de grandes empresas multinacionais que atuam no mercado internacional da banana. onde é comum encontrá-la vegetando até em muitos fundos de quintais domésticos e terrenos baldios. como a Chiquita United Fruit Company (americana). são grandes exportadores. onde se constitui em ítem importante da pauta de exportação. . Enquanto isso. Da bananeira podem-se aproveitar quase tudo. se produz farinha amilácea muito rica em nutrientes e indicada para o preparo de mingaus. A variedade de banana comprida. para serem consumidos in natura ou industrializados. Myristicaceae (miristicáceas) • Myristica bicuiba – noz-moscada-do-brasil.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 135 • Musa paradisiaca – banana. bicuíba. Da banana verde. Existem diversas variedades de banana. em alguns países como os da América Central. por falta de uma melhor organização da produção. que é utilizada pelos viajantes. chamada na América Central de plátano. até as mais nobres. países pequenos como os centro-americanos. que se faz presente em muitos destes países para melhor incrementar o agronegócio da banana. bananeira-do-viajante. sendo uma das plantas preferidas dos paisagistas. motivo pelo qual vem tendo seu cultivo incrementado para aproveitamento na composição de arranjos florísticos ornamentais. platanilho (na Colômbia). como a prata e a maçã (esta também chamada de banana branca). Planta medicinal e comestível. noz-moscada-do-pará. bananeira-de-jardim.

sem estípulas. por ser usada em uma porção de finalidades na indústria madeireira e derivados. com pontos translúcidos. guavira. laminados. coriáceas.136 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades • Myristica fragans – noz-moscada. • Eugenia aquea – jambo-branco. Myrtaceae ou Mirtaceae (mirtáceas) Família de plantas de folhas simples. ucuúba branca. moscadeira. Existem exemplares no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. ucuúba paude-sebo. como produção de pasta de celulose e fabricação de papel. Árvore exótica (originária da Indonésia) cujo fruto é um dos condimentos mais requisitados e apreciados em todo o mundo. Esta espécie juntamente com E. Árvore amazônica de crescimento rápido que ocorre nas várzeas da região e é muito explorada. funcionando para manter ambientes livres de insetos nocivos e outros patógenos. virola. etc. • Virola oleifera – bicuíba. Espécie extremamente bela. torelliana. sendo. Árvore frutífera de porte médio que ocorre na mata Atlântica e nos Cerrados. jambeiro-de-fruto-branco. pubescens – guabiroba. Árvore ornamental de frutos muito bonitos. recomendados como coadjuvantes no bom funcionamento das vias respiratórias. flores insignificantes. árvore-desebo. opostas. ucuúba verdadeira. tradicionais em medicina popular. além de produzir madeira de largo uso industrial. camaldulensis. Árvore de folhas lanceoladas. pelita e E. As folhas são usadas para preparar chás e xaropes muito aromáticos. Algumas espécies exóticas. e de ovário ínfero. portanto. O fruto é uma cápsula que contém uma semente grande com 60% a 70% de gordura combustível. Reúne umas 2. . gabiroba. É recomendável para reflorestamento e recuperação de áreas degradadas porque tem crescimento rápido e sua madeira tem boa aceitação no mercado. de folhas grandes. é muito usada também na farmacopéia para extração de óleo essencial. E. A espécie em questão. reputado como medicinal e antisséptico. • Campomanesia reitziana ou C. originário da Austrália. • Myristica sebifera ou Virola sebifera – ucuúba. Além da madeira também é muito interessante para produção de mel por produzir bastante pólen já aos dois anos de idade. ucuúba vermelha. são indicadas para plantio na região Norte do Brasil. são exceções. Árvore amazônica semelhante a ucuúba. • Eucaliptus torelliana – eucalipto-de-folha-grande.500 espécies. cujos frutos contêm sementes oleaginosas. Este gênero reúne umas 600 espécies. onde desponta promissoramente. Também dos frutos é produzido óleo essencial. como o eucalipto. Árvore madeireira nativa da Amazônia. apresentando folhas alternas. Por se adaptar bem às nossas condições tropicais foi introduzido como alternativa de cultivo no sul da Bahia. bocuva. interessante opção de capitalização para o pequeno produtor. inclusive para exportação. • Virola surinamensis – virola. compensados. diferindo pelas grandes folhas que se apresentam de coloração ferrugínea na face inferior e pela madeira que se torna parda avermelhada quando exposta ao ar. • Eucaliptus citriodora – eucalipto. caixotaria.

advindo daí. São frutos muito perecíveis quando maduros.. de cheiro intenso e muito agradável quando maduros. propícios para consumo na forma de sucos. cuja madeira se usa para produção de carvão e moirões. Fruteira comum na região do cerrado brasileiro. jambolão. Este gênero encerra umas 800 espécies. apreciados pela petizada. portanto. Originário da Índia o jambeiro é arvore muito usada em arborização urbana por todo o Brasil tropical (não tolera geada). quando maduros. • Eugenia jambolana ou Syzygium jambolana – jamelão. • Eugenia dysenterica – cagaita. uma primeira dificuldade no seu aproveitamento como alternativa de produção frutífera comercial. Árvore nativa de folhas opostas. ácidos. refrescos e sorvetes. ubaia. pela excessiva acidez que os caracteriza. etc. • Eugenia michelii ou E. ou então. de cor preta por fora e arroxeados por dentro. como ser rústica. como um tapete rosa. tendo. uniflora – pitanga. jambo-defruto-vermelho. No interior de Minas Gerais apoveita-se também sua madeira para fazer cabo de ferramentas. embaixo da copa. como o seu próprio nome menciona. azeitonapreta-da-terra. mas impróprios para consumo in natura. piramidal). que sejam beneficiados rapidamente para obtenção de polpa. originário da Amazônia peruana. de crescimento rápido. • Eugenia jambo ou Syzygium jambus – jambo-rosa. manzana-de-água (este último termo usado em Costa Rica). embora de gosto pouco pronunciado. Árvore ornamental de origem indiana que fornece frutos comestíveis e boa madeira. • Eugenia malaccensis ou Syzygium malaccensis – jambo-vermelho. que produz frutos grandes (do tamanho de uma laranja) de cor amarelo canário. produzir boa sombra (folhas não são caducas) e suas raízes não serem muito superficiais (não arrebenta as calçadas). Árvore frutífera que ocorre na mata Atlântica. frutos comestíveis. reunidas em agroindústrias cooperativadas que tenha condições de colocar o exótico sabor das frutas amazônicas a mercê dos mais amplos . uvalha – uvaia. Arbusto que produz frutos de cor vermelho-alaranjada. que mesmo escondida (ocorre na parte interna da copa) ao fim apresenta-se no chão. Planta arbustiva frutífera e reputada também como de propriedades medicinais. por possuir algumas características muito recomendáveis para esta finalidade. O araçá-boi pode muito bem compor um complexo de fruteiras amazônicas a ser explorado para produção de polpas de frutas regionais. além da extrema beleza da forma de sua copa (cônica. que tem aplicação em medicina popular (natural) em casos de desarranjos intestinais. • Eugenia stipitata – araçá-boi. Arbusto de 3 m ou 4 m de altura. que compõe quase a totalidade do fruto. flores alvas em racimos.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 137 • Eugenia brasiliensis – grumixama. Árvore ornamental que produz frutos pequenos arredondados. • Eugenia pyriformis ou E. sorvetes. • Eugenia crenata – cambuí. de suas folhas grandes e luzidias. propícios para preparo de refrescos. Fornece boa madeira. composto por seus estames decíduos. que serem colhidos “de vez” e colocados o mais rapidamente possível no mercado. de sementes pequenas e uma simples película como casca. e de sua floração. cremes. Os frutos são comestíveis.

sucos. cujos frutos são muito apreciados para consumo in natura ou para confecção de doces e geléias. que produz frutos parecidos com os da jabuticabeira. etc. geléias. e que por ser bonita e de porte baixo também é indicada para arborização de ruas. Ocorre na Amazônia. • Paivaea langsdorfii ou Campomanesia phaea – cambuci. jaboticaba. Planta arbustiva frutífera cauliflora. Árvore frutífera que se faz presente nas beiras de rios da região Sudeste brasileira. Árvore frutífera cauliflora de frutos saborosos. doces. guayabo (na Costa Rica). cambuí-roxo. Árvore frutífera de pequeno porte. Árvore nativa frutífera e também medicinal. • Myrciaria cauliflora – jabuticaba. viabilizar alternativas de produção agrícola rentável aos pequenos produtores rurais da região Amazônica. mas muito ácidos e riquíssimos em Vitamina C. • Gomidesia reticulata ou Myrciaria aureana – jabuticaba-branca. jabuticabeirapeluda. • Myrtus sp. muito . Esta espécie apresentava a inconveniência de demorar considerável tempo para produzir. Árvore frutífera. compatibilizando-se bem com a rede elétrica. agridoces. Ocorre nativo nas várzeas e margens dos rios. onde serve de alimento para os peixes. vinhos e licores. e cujo nome do gênero dá nome à família. ainda com porte bem pequeno. por isso cultivada para aproveitamento na elaboração de vitamina C natural. mas este aspecto foi contornado pela pesquisa agropecuária que conseguiu oferecer variedades precoces que produzem. • Psidium guajava – goiaba. – murta. propícios para fabricação de geléias. talvez porque demore muito a produzir.138 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades mercados. e até mesmo de outras partes do exterior. sendo por isso muito cultivada em quase todo o Brasil. Árvore de frutos amarelados. mantendo as mesmas características nobres. Planta ornamental cujo nome do gênero caracteriza (dá nome) à família. araçá-amarelo. pela excelência dos seus frutos. araçá-do-campo. • Marlieira edulis ou Plinia edulis – cambucá. propício para o preparo de geléias. Arvoreta frutífera tropical cauliflora que produz frutos imensamente saborosos. • Myrciaria dubia – camu-camu. que eram plantas altas e que demoravam a entrar em produção. fazendo-se presente mais em fundo de quintais. • Myrciaria tenella ou Myrcia multiflora – cambuí-amarelo. • Myrtus rubra – cambuí-verdadeiro. igapós e igarapés da região Amazônica. de forma arquitetônica muito irregular. mas pouco cultivada. sorvetes. • Psidium catleyanum – araçá. • Psidium acutangulum – araçá-pera. Arbusto frutífero rústico que ocorre de Minas Gerias ao Rio Grande do Sul. que se constitui em uma das mais interessantes espécies para exploração frutícola (fruticultura). sendo suas partes usadas como anti-séptico bucal. araçá-do-mato. sucos e sorvetes. jabuticaba-de-fruto-verde. caçari. Seus frutos podem fazer parte de um complexo agroindustrial onde se produza doces. de sabor das variedades pioneiras. e assim. como os das grandes capitais brasileiras. Planta arbustiva que produz frutos grandes (do tamanho de uma laranja) muito ácidos e de cheiro agradabilíssimo.

etc. Planta aquática difundida em todo mundo. Planta trepadeira ornamental que apresenta flores insignificantes que. espécie a que se dedica muito trabalho de pesquisa agrícola visando oferecer variedades mais adequadas à exploração em escala comercial. Frutífera que produz frutos muito ácidos e de cheiro agradável indicada para o preparo de geléias. sucos. Majestosa planta aquática que ocorre na Amazônia. no entanto. originadas das variedades Ruby e Supreme. Linda planta aquática com vistosas flores coloridas que emergem das folhas dispostas na superfície. O gênero dá nome à família. uapé. que eram mais cultivadas no Brasil. Nynpheaceae ou Nymphaeaceae (ninfeáceas) . de Pernambuco. geléias. Planta medicinal. sucos. O chá dos brotos das folhas da goiaba é utilizado em casos de disenteria.. e por fim temos a var. Chinesa originária de espécie trazida de Taiwan. formam conjuntos de rara beleza. antigo Instituto de Pesquisa Agropecuária (IPA). etc. enfeitando sobremaneira os ensolarados jardins por quase todos os cantos do Brasil. três-marias.Família de plantas aquáticas • Nelumbo nucifera – lótus. Cascuda de ParigueraAçu (São Paulo). vermelhas. Pedro Sato. . • Nynphaea alba – ninféia. e Kumagai (branca e vermelha). da Flórida. com as raízes fixadas no fundo dos espelhos d’água onde ocorre. Depois foram criadas as variedades Paluma. • Victoria amazonica – vitória-régia. e o IAC são duas das instituições mais abalizadas nos estudos e trabalhos envolvendo a cultura da goiaba no Brasil. maravilha. – psidium-italiano. primavera. boungavílea. Nictaginaceae ou Nyctagineae (nictagináceas) • Boerhaavia hirsuta – erva-tostão. e por isso. alaranjadas. sorvetes. • Psidium sp. revestidas por vistosas brácteas (folhas modificadas) de cores diversas (lilás. todas estas originárias das variedades Comum. • Mirabilis jalapa – bonina. Australiana e Ceará. constituindo-se numa das principais fruteiras que movimentam complexos agroindustriais por todo o Brasil. brancas). cujas raízes ricas em minerais são comestíveis e utilizadas em regimes alimentares alternativos como a Macrobiótica. As variedades mais cultivadas são Ogawa 3 Vermelha (no Rio de Janeiro). e têm difundido variedades mais apropriadas para as diversas condições ambientais de nosso país. • Bougainvillea spectabilis – bungavília. como sucedâneo de fármacos usados para este fim. nenúfar. sorvetes. Planta medicinal. de folhas imensas que bóiam na superfície d’água formando belas e gigantescas bandejas aonde até os pássaros costumam pousar à cata de algum alimento.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 139 apreciados para consumo in natura ou no preparo de doces. Sassaoka. A Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária. Rica e Século XXI.

zambuzeiro. trepadeira. que apresenta os troncos fenestrados. vigas em construções e como estacas e moirões na construção de cercas. Árvore de pequeno porte oriunda da Ilha da Madeira. brinco-de-princesa. Planta nativa ornamental. • Vanilla pompons – baunilha-ornamental. Árvore frutífera muito produtiva. muirapuama. Planta ornamental. acariquara. Árvore madeirável. zambujeiro. Orchidiaceae (orquidiáceas ou orquidáceas) • Cattleya sp – catléia. Planta frutífera. acari. • Epidendrum mosenii – orquídea-de-praia. e por isso se constitui em espécie de muita importância na economia dos países europeus que a cultivam. Planta ornamental • Vanilla planifolia – baunilha. – baunilha-da-praia. uncinatum – marapuama. Planta ornamental com belas e coloridas flores pendentes. que no meio rural se conhece por acari). Planta medicinal usada como tônico e reputada como muito afrodisíaca.140 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Olacaceae ou olacineae (olacáceas) • Minquartia guianensis – aquariquara. Planta epífita ornamental que apresenta flores de rara beleza. – fúcsia. • Averrhoa bilimbi – bilimbi. Planta exótica trepadeira de onde se produz essência muito usada em culinária. que tem seus frutos utilizados também como remédio para pressão alta. Árvore exótica que produz a azeitona e o azeite de oliva. • Ptychopetalum olacoides ou P. Oleraceae ou Oleaceae (oleráceas ou oleáceas) • Olea europaea – oliveira. azambuzeiro. Opiliaceae (opiliáceas) • Agonandra brasiliensis – pau-marfim. . • Vanilla sp. de cujos frutos se extrai óleo. da qual também se extrai essência. pau-de-marfim. Onagraceae (onagráceas) • Fuchsia sp. • Olea maderensis – oliveira-brava. Oxalidaceae ou Oxalideae (oxalidáceas) • Averrhoa carambola – carambola. Árvore amazônica de madeira incorruptível. acanalados (apresentando também plantas sem esta característica. usada como poste em redes elétricas. Também tem propriedades medicinais.

Um quilo de sementes tem aproximadamente 50 unidades que demoram até mais de um ano para germinar. pois contém oxalatos. incapazes de ramificar. das folhas. preferentemente em regiões de terra firme. • Astrocaryum aculeatum ou A. tucumãaçu. De estipe único era usada como planta ornamental. fibras têxteis boas para rede e linha de pescar. que não perfilha) e de espinhos. tucuma – tucumã-do-amazonas. Como as sementes demoram a germinar. macaíba. mucajá. óleo comestível de excelente qualidade.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 141 • Oxalis sp. Tem as mesmas utilizações do tucumã-do-pará. As sementes germinam em aproximadamente 40 dias e 440 delas pesam 1quilo. Frutifica na segunda metade do ano. que é aproveitada no meio rural como verdura. mas infelizmente. Reúne algumas espécies magnificamente oleaginosas e outras de largo uso pelas populações autóctones. Frutifica de fevereiro a maio. aculeata – macaúba. que ocorre em solos pobres e degradados. mas sua utilização deve ser feita com parcimônia. espessas. Do caule obtém-se seiva doce que fermentada resulta na “chicha”. Palmeira multicaule originária da Índia e da Malásia. coquinho-babão. costuma-se abrir o endocarpo para retirada do endosperma que assim posto a germinar tem abreviado em muito sua . sendo apreciados por algumas espécies de peixes como a jatuarana. podendo a produção se estender pelos meses seguintes em função de variações climáticas. Ocorre praticamente em todo o Brasil. É palmeira que resiste bem às queimadas. chiclete-de-baiano. rusticidade e boa qualidade desta iguaria. – azedinha. beleza e utilidade. medicinal e culinário. das sementes. prática desaconselhável. Apresentam caules retos (estipes) desprovidos de câmbio. de estipe único. utilizado como alimento pelas populações rurais. beldroega. Da mesma forma que o coqueiro-da-bahia. • Areca triandra – areca-triandra. Por não tolerar sol direto é muito apropriada para ser cultivada em ambientes interiores. cunningamii – palmeira-real-australiana. mas ultimamente vem sendo cultivada também para ser aproveitada na produção de palmito. arecáceas) Família única da ordem Arecales que compeende as palmeiras. muito usada no Brasil. por exemplo. devido às suas características de precocidade. Também contém propriedades medicinais. comendo-se refogada. Palmaceae ou Palmae ou Arecaceae (palmáceas. Pode ser aproveitada em paisagismo. são plantas muito especiais. sendo que para consumo in natura é até mais procurado por seus frutos serem menos fibrosos. • Archontophoenix alexandrae ou A. portanto. e. Em parques é cultivada sob árvores. tenras e suculentas. que pelo porte. verdoega. continuando a vegetar em áreas que habitualmente são limpas com fogo. Palmeira de espinhos em anéis. Dos frutos obtém-se óleo de mucajá. Palmeira solitária (de estipe único. Seus coquinhos (frutos) também são usados como isca pelos pescadores da Amazônia. Planta invasora ruderal de folhas miúdas. • Acrocomia sclerocarpa ou A. bebida vinosa cuja decocção produz excelente mel. tem um tipo de associação com um inseto chamado “gongo”. que podem ser tóxicos. tucumã-solteiro.

murmuru. que são produzidos no primeiro semestre. podem ser usadas com sucesso em projetos paisagísticos. indaiá. e como são ornamentais. Tem a mesma área de dispersão que o uricuri (Attalea excelsa) e é espécie de crescimento lento. Já foi bastante usado pelas populações amazônicas para produção de óleo comestível e próprio para fabricação de sabonetes. sendo juntamente com o buriti. As sementes demoram até meio ano para germinar e 150 delas pesam 1 quilo. A maceração das folhas em água fornece boa fibra. Espécie de crescimento lento. Safra no início do ano (primeiro semestre). Palmeira que tem hábito de crescimento em touceira (multicaule). Palmeira nativa no Brasil. • Astrocaryum jauari – jauari. Um quilo de sementes contém em torno de 22 sementes. Palmeira multicaule nativa da Amazônia. Seus frutos são nozes piriformes de 5 cm a 6 cm e possuem elevado teor de gordura branca que pode ser utilizada na alimentação humana. matrinchã. • Attalea maripa ou Maximiliana regia ou M. de utilização rural e oleaginosa. As folhas são usadas em construções rurais. de folhas de uns 3 metros de cumprimento. Os frutos são colhidos no chão após queda natural. Aproximadamente 50 sementes pesam 1 quilo. A polpa do fruto fornece 37% de óleo amarelo.142 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades germinação. piau. e são usados pelos seringueiros como isca para pescar jatuarana. Os frutos são riquíssimos em pro-vitamina A (caroteno). As mudas desenvolvem-se lentamente. . As cascas das sementes são utilizadas em artesanato e na defumação da borracha. etc. ambos comestíveis. come-se in natura seus saborosos frutos e também deles faz-se vinho. Palmeira que ocorre nativa em Rondônia. Palmeira característica de mata de várzea baixa. • Astrocaryum vulgare – tucumã. são usados na alimentação de porcos e também são procurados por animais silvestres. tendo também interessante teor de vitamina B e C. martiniana – anajá. delgados e elegantes. Tem espinhos no caule e folhas. tucumã-do-pará. e das amêndoas extrai-se em torno de 30% de óleo branco. e brácteas persistentes com muitos espinhos. de estipes altos e com muitos espinhos. perinã. pacu. • Astrocaryum murumuru – murumuru. naja. as maiores fontes desta provitamina. Fornece palmito saboroso e as sementes são muito propícias para artesanato. sendo espécie de porte parecido ao de babaçu com algumas características do dendezeiro e fornece ótimo palmito. inajá. Seus frutos são idênticos aos do tucumã. Atualmente sua manteiga está sendo aproveitada na indústria de cosméticos finos (Natura) para produção de uma linha natural orgânica de produtos de toucador. maripa ou M. Também fornece palmito de primeira qualidade. Fornecem excelente óleo • Attalea oleifera – pindoba. Usada na confecção de redes e cordas. Palmeira comum na Bacia Amazônica apresenta caule com espinhos e folhas de cor esbranquiçada na página inferior. principalmente roedores. A folha ao cair deixa parte do pecíolo no caule. Os frutos. fornecedora de fibra especial.

Huber (1909) cita que onde se encontra a seringueira (Hevea brasiliensis) encontra-se também o ouricuri ou uricuri. . com pequenas variações em função das diferenças climáticas que ocorrem na Amazônia. Uaupés (Alto Rio Negro). Raças macrocarpas produzem principalmente em setembro/outubro. pupunheira. 3) Safras em setembro/outubro e fevereiro/março de acordo com as “raças”. os espinhos sendo intensos e agressivos nesta espécie (em quase todas as raças). aguardente e ração. flechas.0 m x 1. onde é a palmeira mais cultivada por índios e ribeirinhos. que são grandes (40 por quilo). além de farinha. ouricuri. é uma das mais apreciadas para consumo in natura. que ocorre ao longo do rio Solimões. Ao que parece. Os frutos são muitos apreciados para consumo in natura após o cozimento. uma bebida fermentada. Obs: 1) A variedade Solimões do grupo mesocarpa.0 m) pelo seu rápido desenvolvimento e qualidade superior do produto (aos dois anos já pode ser explorada para palmito). tem associação com o inseto “gongo” apreciado como alimento pelos povos indígenas. que é posto a germinar sem a casca. Tembe. acelerando assim o processo de formação de mudas. que também dela usam o caule na confecção de arcos. Muito conveniente para exploração de palmito em plantios adensados (2. após cozimento. 2) Há interesse em propagar a variedade sem espinhos (oriunda de Yurimáguas – Peru) para produção de palmitos. Macrocarpa – de frutos grandes (mais amilosas): Putumayo (Alto Solimões). lanças. nicuri. Mesocarpa – de frutos de tamanho médio: Pampa Hermosa (Peru). • Bactris gasipaes ou Guilielma speciosa – pupunha. Os frutos são comestíveis. As folhas são usadas na cobertura de casas no meio rural. Originária provavelmente da Amazônia ou da América Central. óleo. Um quilo de sementes contém aproximadamente 500 sementes que levam de dois a três meses para germinar. São encontradas pupunheiras com diferentes tipos de frutos. de variedades: Pará. aricuri.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 143 • Attalea phalerata ou Scheelea phalerata ou Attalea excelsa – uricuri. Ocorre nativa em Rondônia. As sementes. licuri. Os frutos são muito procurados pela fauna silvestre. Pastaza (Equador). com o caule recoberto por resíduos de pecíolos. o que origina a classificação em raças ou grupos populacionais seguintes: Microcarpa – (mais oleosa) – de frutos pequenos (Ex. bacuri. Solimões (Amazonas). Inirida (Colômbia). Palmeira parecida com o dendê. Palmeira multicaule de 10 m a 20 m de altura. ocupando a mata de várzea alta. etc. É palmeira largamente usada para diversos fins: dos frutos também se faz “chicha”. Iinicia a frutificação por volta de três a quatro anos de idade. podem demorar muito para germinar e por isso devem ser abertas para retirada do endosperma. Juruá). apresentam inconvenientes para manejo e colheita. Raças microcarpas em fevereiro/março. e difundida em toda a Amazônia. onde seringueiros a têm como indicadora de terras férteis e usam seus caroços na defumação de borracha. Produz palmito de boa qualidade.

As sementes germinam entre um a cinco meses. • Caryota urens – rabo-de-peixe. Também de seus frutos produz-se uma série imensa de produtos industriais (sabões. Espécie bem adaptada na Amazônia. As sementes germinam aproximadamente em 80 dias. Palmeira nativa da Amazônia. etc. • Bactris setosa. As sementes germinam aproximadamente em dois meses. • Cocos nucifera – coco-da-bahia. Palmeira de bom potencial para ser aproveitada em paisagismo. ou seja. caibros.). Apresenta grande potencial ornamental. Palmeira de tronco simples de até 20 m de altura. As folhas têm aproveitamentos diversos (inclusive cera) e os frutos são muito apreciados pela fauna silvestre. ubim. presta-se para projetos paisagísticos. Originária da Índia e da Malásia é palmeira muito ornamental e muito utilizada em paisagismo. com espinhos. no Pará há grandes plantios industriais. pipas e barretes. – marajá. A cultura do coco predomina no Nordeste brasileiro. A folha fornece fibra forte e útil. Das folhas extrai-se cera igual a da carnaúba. Do seu estipe resistente e durável se fazem postes. Recentemente a pesquisa lançou com sucesso a variedade híbrida que procura reunir as vantagens produtivas do gigante e do anão. com a exploração da cera. Começa a produzir com 3-5 anos de idade e produz praticamente o ano todo. que integra significativamente a economia local. se constitui em espécie de muita importância no meio rural onde ocorre. que são muito saborosas. a pupunheira pode também ser usada em projetos paisagísticos. • Caryota mitis – rabo-de-peixe-de-touceira. mas. Palmeira de porte baixo. Certamente uma das palmeiras de maior importância econômica no Brasil e no mundo pela excelência de seus frutos. polpa e água. usada pelos índios para fazer bolsas. etc. nativa no Pantanal mato-grossense e no chaco boliviano e paraguaio. As sementes contêm aproximadamente 50% de óleo comestível. carnaubeira. cujas folhas também são aproveitadas no artesanato regional. nobre produto desta espécie. Os frutos contêm caroteno (pro-vitamina A). 5) Muito ornamental. ornamental. respectivamente. resinas. Palmeira nativa do Nordeste do Brasil. cujas folhas se usa na cobertura de habitações rurais. coqueiro-da-bahia. Nativa na Amazônia. Uma característica interessante desta espécie é que além de se desenvolver em ambientes úmidos. residências e prédios públicos da cidade de Porto Velho-RO. cariota. Usado largamente no preparo das mais diversas iguarias nos países tropicais. Originária da Ásia se constitui em palmeira ornamental com enormes cachos pendentes e folhas recortadas. em touceira. fornece madeira resistente até dentro d’água. • Copernicia prunifera – carnaúba. Dela comem-se as amêndoas. o tronco que apresenta resíduos dos pecíolos. jardins. usada em construções rurais.144 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 4) As raízes possuem propriedades vermicidas. aparece com boa freqüência em praças. • Bactris sp ou Geonona sp. – ubi. – tucum. • Bactris sp. redes. óleos. • Copernicia alba – carandá. Muito ornamental. . Há duas variedades principais: coqueiro gigante e coqueiro anão.

assim como a do dendê africano. • Dypsis lutescens ou Chrysalidocarpus lutescens – areca-bambu. e em Manaus a EmbrapaCPAA tem uma vasta coleção de germoplasma desta palmeira.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 145 • Coripha umbraculifera ou umbraculyphera – corifa. PA já existem grandes plantios em escala industrial. Esta espécie já produz matéria prima de largo uso na indústria de alimentos e de outros produtos diversos. Espécie de estipe único. dos seus frutos obtêm-se dois tipos de óleo de excelente qualidade culinária e industrial: da polpa (óleo amarelo) e das amêndoas (óleo branco). • Elaeis guineensis – dendê. Dá estipe único. Produz palmito e “vinho” como as outras espécies do gênero. As sementes germinam em um mês. O azeite de sua polpa é famoso por sua aplicação na culinária baiana de origem africana. Nativa na mata Atlântica. Os frutos também produzem dois tipos de óleo: da polpa (amarelo) e das amêndoas (branco). Começa a produzir por volta dos quatro anos. e o óleo também é aproveitado na indústria de cosméticos. Planta de porte baixo. palmito jussara. Espécie ornamental embeleza inúmeras residências em toda a Amazônia. • Euterpe catinga – açaí-chumbinho. e com o incentivo para a produção de biodiesel a partir de plantas oleaginosas. entre os apreciadores deste alimento. e no Brasil. quando então a planta começa a morrer. caiaué. Por isso o Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Frutifica em torno dos três a quatro anos de idade. Em Belém. alcançando seu ápice de produção aos oito anos de idade. que dura cerca de um ano até a frutificação. ao contrário do dendê africano que alcança até 20 m de altura. De estipe único. talipot. Palmeira originária da Índia e do Sri Lanka. A torta dos frutos. desenvolveu pesquisa (coordenada pela saudosa pesquisadora Marilene Bovi) para criar um híbrido com o açaí-dopará (que é do mesmo gênero). nativa na Amazônia. Orenoco e Branco. • Elaeis oleifera – dendê-do-pará. já que sobrevive bem em lugares de pouca luz. • Euterpe edulis – juçara. como o seu próprio nome científico indica. e também no Jardim Botânico desta mesma cidade. O palmito desta espécie goza da reputação de ser o número um. As sementes germinam em aproximadamente 80 dias. Palmeira originária da África. é utilizada na formulação de rações animais. que tem exemplares no Atêrro do Flamengo (em frente ao MAM) na cidade do Rio de Janeiro. que mantenha a qualidade do juçara e que perfilhe. Um quilo contém aproximadamente 180 sementes que levam em torno de nove meses para germinar. quando produz grande pendão floral (de até 6 m) extremamente vistoso no ápice da planta. corozo. Presente nas bacias dos rios Negro. pelo elevado teor de óleo que produz. apresentando a particularidade marcante de florescer de 40 em 40 anos ou até de 60 em 60 anos. Esta pesquisa já foi concluída com sucesso e seu produto está . Palmeira de estipe único (não perfilha). Produz óleo culinário de boa qualidade. de porte imenso (30 a 40 m) quando completamente adulta. e as mudas têm crescimento rápido. principalmente na decoração de interiores. Palmeira multicaule originária de Madagascar. Inicia produção entre quatro e cinco anos de idade. desponta como um dos carros-chefes da exploração para este fim. dendezeiro. após semeadas.

Não tolera insolação direta nos primeiros anos de vida. Existe uma variedade chamada açaí-açu. As folhas e estipes do açaizeiro são usados em construções rurais. açaí-solitário. por exemplo. diferenciando-se do açaí-solteiro. Por sua rara beleza também pode ser empregada com propósitos paisagísticos. que têm propriedades medicinais. açaí-da-mata. O auge da produção se dá de março a junho. açaí-solteiro. se comparada com algumas outras palmeiras presentes na Amazônia. principalmente pela população paraense. e é muito usado na alimentação do amazônida. O açaizeiro produz durante todo o ano. Palmeira de desenvolvimento inicial mais lento. • Euterpe oleracea – açaí. Um quilo contém 750 sementes que levam mais de três meses para germinar. As folhas de mudas novas desta espécie apresentam-se bífidas (como se tivessem dois folíolos). que o tem como alimento básico. que produz de quatro a cinco vezes mais do que o açaí comum. A variedade que perfilha. • Euterpe precatoria – açaí-do-amazonas. que nesta fase apresenta quatro ou mais folíolos. levam em torno de um mês para germinar. ocorre nativa em Rondônia. A Embrapa Amazônia Oriental (ex . Fe e Vitaminas A e B1. Por sua rara beleza é também planta muito ornamental. mais conhecida como açaí-do-pará. açaí-de-terra-firme. Na exploração de palmito há conveniência de fazer plantios ligeiramente sombreados.CPATU) situada em Belém-PA. O “vinho” tem bons teores de Ca. Recentemente (2007) o CPATU lançou a variedade BRS Pará. indicada para cultivo em terra firme e que ostenta menor porte em altura. podem ser aproveitadas como adubo orgânico. e as raízes são usadas como vermífugos pelos povos da floresta. cada vez torna-se mais difícil sua coleta. A espécie quando bem manejada em seu cultivo começa a produzir em torno dos cinco anos de idade. em coroamento de árvores e fruteiras. Ao estar fortemente presente nos hábitos do amazônida. Palmeira abundante nas várzeas da Amazônia Oriental. e como cobertura morta. devido às grandes distâncias que têm que ser percorridas para alcançar os locais de maior concentração da espécie. é mais oleaginosa. podem ser usadas como fonte de matéria orgânica para cobertura morta. principalmente no segundo semestre. Espécie de estipe único (não perfilha).146 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades disponível aos possíveis interessados. As sementes também são bastante usadas em artesanato. sendo indicada para paisagismo. tem um Banco de Germoplasma de açaí que conta com 140 acessos. sendo possível sua aplicação em bonitas peças de ornamentação e enfeite femininos. Tende a ser preservada com o incentivo do plantio racional (cultivo) de outras espécies do gênero. dos frutos extrai-se o “vinho” (do mesocarpo) e o óleo (do endocarpo). e embora reúnam condições de serem aproveitadas para alimentação animal (depois de . onde já foi bastante explorada no extrativismo para palmito. P. como a pupunha. e também no Acre e no Amazonas. tolera ambientes úmidos e ligeiramente sombreados. Um quilo contém aproximadamente 700 sementes. em coroamento de árvores e fruteiras. Produz “vinho” de muito boa qualidade e suas sementes. açaí-do-pará. que ocorre no interior do Estado do Pará (Igarapé-Açu). que após semeadas. sendo também de produção precoce. Todavia. açaí-de-touceira. quando envelhecidas e decompostas. devido ao avantajado tamanho dos cachos. as sementes além da possibilidade de produzir óleo. Do seu caule aproveita-se o palmito de ótima qualidade. se constitui em uma das mais importantes palmeiras da região.

• Manicaria saccifera ou M. Nativa da Amazônia. Os frutos são comestíveis e apreciados pela fauna silvestre. vinho e . cordas. buriti-do-brejo. nativa na Amazônia (bacia do Rio Negro). O óleo também é usado no cabelo das mulheres seringueiras e demais povos da Floresta Amazônica. Também apresenta bom potencial paisagístico. • Mauritia flexuosa – buriti. • Jessenia bataua ou Oenocarpus bataua – patauá. apresentando em torno da metade desta extensão. As sementes. Palmeira de belo porte. Planta de desenvolvimento lento. escovas. Os frutos queimados fornecem sal utilizado pelos indígenas. demorando de um a três meses para germinar. que são aproveitadas para a fabricação de vassouras. do estipe e da espádice (inflorescência) se fabrica o vinho de buriti. pela grande quantidade de fibras que contêm. Apresenta longas fibras na bainha da folha. que leva muito tempo para começar a produzir frutos (em torno 10 a 15 anos). cujos frutos são utilizados para fazer beberagem . Palmeira multicaule. apreciado na culinária regional e que já foi muito usado pelas populações tradicionais da região Amazônica.e para extrair óleo de finíssima qualidade (semelhante ao azeite de oliva). Palmeira de caule único de aproximadamente 5 m de altura. carandá-guaçu. se desenvolva bem em terra firme. que alcança uns 15 m de altura. que vai até 30 m de altura. Praticamente todas as partes da planta são aproveitadas em artesanatos. palmeira barriguda. que são relativamente grandes. • Leopoldinia piassaba – piaçava. bussu. germinam a partir de um mês após semeadas e são muito apropriadas para uso em artesanato. invariavelmente em áreas brejosas ou úmidas. Dos frutos se extrai óleo de muito boa qualidade. As drupas fervidas fornecem aproximadamente 10% de óleo. Os frutos. Palmeira solitária. recebem forte assédio da fauna silvestre. não devem ser usadas com essa finalidade. • Iriartea exorrhiza ou Socratea exorrhiza – paxiúba. nativa na Amazônia (na bacia do Rio Negro). ubuçu. Uma das palmeiras que ocupa maior área de ocorrência na Amazônia. piaçaba. cujas folhas íntegras são usadas na cobertura de casas. O açaizeiro começa a produzir em torno dos cinco anos de idade. Ocorre em quase todo o Brasil. grande dilatação.“vinho” . Um quilo de sementes contém aproximadamente 150 unidades. Prefere terras baixas e úmidas. Mede 10 m a 15 m de altura. palmeira-dosbrejos.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 147 moídas). patoá. A safra se dá entre outubro e março. tem amplo uso na construção de habitações rurais onde entra no fechamento de paredes e pisos. martiana – buçu. inerme. castiça. Seus troncos são utilizados na construção de habitações rurais. piassava. A espata é usada em artesanato. batauá. que nesta planta apresenta-se sustentado por um pedestal de raízes aéreas. Palmeira solitária. O estipe. Dos frutos se prepara uma bebida (xiqui-xiqui). quando cultivado. muito embora. Palmeira nativa na Amazônia. geruá. • Leopoldinia major – jará-açu. miriti. Muito usada para fazer pisos nas casas dos seringueiros (os troncos depois de batidos chegam até a 1 m de largura). Nativa na Amazônia onde é habitante de igapós. em torno de 700/kg. deltoide – paxiubão. • Iriartea ventricosa ou I.

• Metroxonylon sp. Fornece vinho igualmente às outras bacabas. Frutifica praticamente o ano inteiro. onde vegeta preferentemente em terras firmes. A polpa fornece “vinho” e as sementes. buritirana. Lenho usado para ripas e pontas de flechas. A produção se dá (principalmente) no primeiro semestre. As folhas são usadas em construções rurais. bacaba-verdadeira. mui. se aproveita praticamente tudo. esteiras). • Oenocarpus bacaba – bacaba. Bacaba de porte pequeno de hábito de crescimento em touceira. A estipe apresenta acúleos cônicos. . multicaule – bacabi. caraná-do-mato. nativa na Amazônia. alternando com a do açaí. que ocorre na região norte do Maranhão a Rondônia. As folhas são usadas para cobrir choupanas e também são têxteis (fazem-se redes chapéus. buriti-bravo. É também planta bastante ornamental com seus ráquis e cachos róseos. Alcança até 20 m de comprimento. apresentam polpa amarela. uliá. miritirana. bacabinha. muito saboroso. mapora. Nativa na Amazônia. buritirana. e do pecíolo. Frutifica por volta de fevereiro. As folhas são usadas para artesanato indígena. O. • Mauritiella aculeata – caranaí. Ver Jessenia bataua. Espécie muito ornamental. bacabamirim. discolor – bacaba-de-leque. Flores em espádice pêndula. caranã. Palmeira de origem africana de cujo espique se extrai produto amiláceo usado na culinária de diversas partes do mundo no preparo de sopas e mingaus. bacabão. Apresenta fibras na inserção das folhas no caule. Um quilo de sementes contém em torno de 400 unidades que levam até um ano para germinar. ou Miserabiles condutae – saguzeiro ou sagüeiro. Frutos. Os frutos são comestíveis. desta imponente palmeira. óleo comestível. patoá. • Oenocarpus distichus ou O. carandaizinho. apresenta frutos escamosos comestíveis e folhas ornamentais.148 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades também se obtém excelentes doces. canaí. buritizinho. Um quilo de sementes contém aproximadamente 600 unidades que germinam em dois a três meses. • Oenocarpus bataua – patauá. Um quilo de sementes contém aproximadamente 300 unidades que germinam em dois a três meses após semeadas. Palmeira de estipe único de 5 m a 10 m de altura. • Mauritia carana – caraná. Tem tronco solitário e sem espinho que dá bom palmito. Palmeira multicaule nativa na Amazônia que ocorre também em quase todo o Brasil. • Oenocarpus minor. muito propícia para paisagismo por sua extraordinária beleza. • Mauritiella armata – buriti-mirim. batauá. Dos frutos obtém-se beberagem (vinho) cor de chocolate. tianmalu. de onde se extrai boa bebida. Dá bom palmito. revestidos de escamas. Um quilo de sementes contém 400 unidades que germinam em dois a três meses. As flores exalam intenso aroma. de maneira mais acentuada folhas fazem-se chapéus. Sua polpa juntamente com a do tucumã são as mais expressivas fontes naturais de vitamina A que se conhece. Nativa na Amazônia (no Estado do Amazonas). bacabaçu. Dá bom palmito. carandaí. rolhas e artesanatos. como se vê. esteiras. Palmeira multicaule nativa na Amazônia (na Bacia do Rio Negro). De caule solitário. O.

• Phytellephas marcrocarpa – jarina. • Phoenix roebelinii – fênix. Um quilo de sementes contém aproximadamente 40 unidades que levam até um ano para germinar. na parte ocidental do Amazonas. Palmeira de porte pequeno (em torno de 2 m a 3 m de altura) cujas folhas são usadas na cobertura de casas. As sementes duríssimas – o marfim vegetal – são usadas na confecção de botões e peças de adorno. chapéus. ráfia. Palmeira exótica.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 149 • Orbignya martiniana ou O. cuja primeira. • Roystonea borinquena – palmeira-imperial-de-cuba. Sendo espécie muito ornamental é bastante utilizada em paisagismo na arborização de praças e avenidas. é também usado como combustível e para defumação de borracha. João VI quando chegou ao Brasil.200 unidades e levam em torno de 50 dias para germinar. Ocorre no Pará. tamareira. e se diz que do babaçu “não se perde nem a sombra”. a Palma Mater. palmeira-coca-cola. • Raphis excelsa – rápis. que deve ser cultivada em ambiente de meia-sombra. Ocorre nativa no Acre. • Raphia taedigera – jupati. O cacho é utilizado em arranjos ornamentais. Sendo palmeira muito ornamental. e nas Amazônias peruana e boliviana. onde as mulheres (as chamadas quebradeiras de coco) trabalham no seu beneficiamento primário. As cascas dos frutos servem como comburente para fornos e fogões e a torta residual da produção de óleo utiliza-se na alimentação animal e como adubo orgânico. No Jardim Botânico do Rio de Janeiro existe uma alameda com exemplares seculares desta palmeira. Planta de grande vigor rebrota intensamente em áreas de mata onde se fazem derrubadas e queimadas. Das folhas se fabricam cestos. que apresenta raízes expostas na base da touceira. . Da polpa dos frutos de cor vermelha pode ser extraído óleo medicinal (anti-reumático) e industrial (produção de sabão). Um quilo de sementes contém aproximadamente 1. Abundante no Nordeste (MA) e na Amazônia (RO). Palmeira exótica originária do Oriente Médio onde seus frutos são tradicionais na alimentação dos povos da região. esteiras. As sementes são de difícil germinação. Produz de agosto a janeiro. speciosa ou Attalea speciosa – babaçu. Seu caule apresenta característica de dilatação na região mediana. Por ser planta de extrema beleza e tolerar bem o pleno sol é muito indicada para paisagismo. Originária da América Central e Caribe. vem a ser bastante utilizada em paisagismo. Atinge altura de 12 m a 18 m (não cresce tanto como a palmeira real). Originária da Índia é palmeira solitária muito usada em projetos paisagísticos praticamente em todo o mundo. podendo levar até quatro anos na consumação deste processo. • Roystonea oleracea – palmeira-real. originári a da China. De sementes oleaginosas e comestíveis. Palmeira solitária que alcança 10 m a 20 m de altura. Frutifica em torno dos sete anos de idade. ornamental. palmeira-imperial. As folhas também são muito usadas para cobertura de casas no meio rural do Maranhão. multicaule. • Phoenix dactylifera – tâmara. Originária de Porto Rico. foi plantada por D. Palmeira multicaule de porte baixo. As folhas apresentam fibras marrons nas margens. O óleo além de ser empregado na culinária. O leite retirado de suas amêndoas verdes tem composição semelhante ao leite materno. palmeira-robelini.

150 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades em 1808. com propriedades tóxicas e da qual se extrai o ópio. sendo indicada como calmante. Bastante ornamental e de crescimento rápido reúne bons predicados para ser usada em paisagismo. Sudeste e Centro-Oeste do Brasil e nos países do Rio da Prata (Mercosul).000 unidades. Um quilo de sementes contém aproximadamente 150 unidades que levam em torno de três a seis meses para germinar. Palmeira de estipe único que ocorre nativa no Sul. Planta ornamental de frutinhos comestíveis. palmeira-de-saia-da-califórnia. • Syagrus oleracea – gueiroba. • Syagrus romanzofiana – jerivá. Papaveraceae (papaveráceas) • Papaver somniferum – papoula. Nativa da Amazônia é palmeira de estipe único muito parecida com o babaçu. guariroba. palmito-amargoso. e que fornece palmito. Resiste bem às geadas e ao transplante. cujo nome do gênero caracteriza (dá nome) à família. coco-de-catarro. com a diferença de apresentar o pecíolo avermelhado. Sendo espécie de rara beleza. que empresta um toque de raridade e grande imponência àquele horto. Ocorre nos estados das regiões Sul. de largo uso como entorpecente e na indústria farmacêutica. Planta exótica ornamental. baba-de-boi. sendo uma das palmeiras mais cultivadas com esta finalidade. Sementes germinam em um mês. catulé. • Syagrus sp – catolé. originária dos EUA e do México. As folhas também são usadas em cobertura de casas e os frutos produzem óleo. – jaci. Palmeira de estipe único. que embora um tanto amargoso é apreciado pelas populações locais onde ocorre. Planta trepadeira frutífera das mais requisitadas na indústria de sucos e que tem propriedades medicinais. Passifloraceae (passifloráceas) • Passiflora edulis – maracujá. recebendo então a denominação de palmeira imperial. sendo todas as demais descendentes desta que foi chamada por isso de Palma Mater (que morreu fulmidada por um raio em 1972). Sudeste e Centro-Oeste brasileiro. O nome do gênero desta espécie caracteriza (dá nome) a família. • Washingtonia filifera – palmeira-de-leque. Planta ornamental. apresenta um forte apelo ornamental para decoração de jardins e residências. ou Attalea sp. • Scheelea sp. mesmo quando adulta. Pandanaceae (pandanáceas) • Pandanus odoratissimus ou tectorius – pandanus. de onde se origina o seu nome. Alcança em torno de 30 a 40 metros de altura e um quilo de sementes tem aproximadamente 4. coco-catolé. . além de ser ornamental com flores que lembram a cruz da paixão.

que apresenta o detalhe da sua proliferação se dar por meio do hábito da gralha azul – um pássaro – em seu aprovisionamento enterrar as sementes. tuia. . Espécie de maracujá nativo na Amazônia. Árvore que além de ser muito ornamental com seu brilho intenso. • Araucaria heterophilla – árvore-de-natal. Planta herbácea que apresenta pequenas sementes oleaginosas. onde integra as comemorações do nascimento do Cristo Jesus. e dela também se exploram comercialmente uma resina de muito boa qualidade.(ver Fitolacaceae) Pinaceae (pináceas) Família que até há pouco tempo era subfamília da Grande Família Coniferae e agora passou a ser uma das famílias independentes que surgiram com o desmembramento daquela grande família. Árvore característica das matas do Sul brasileiro. Phytolacaceae ou Fitolacaceae (fitolacáceas) . • Thuya occidentalis ou Biota orientalis – thuya. por seu agradável sabor e qualidade nutritiva. com propriedades medicinais e que também é comestível. mousses e sorvetes. Árvore que fornece boa madeira e que também é ornamental. ou pinho eliott. Imensa árvore da família das taxodiáceas que alcança porte monumental. Uma lástima que ocorre é que por causa das intervenções no meio ambiente a gralha está em perigo de extinção junto com a árvore que já ocorreu em grande abundância na região Sul do Brasil. Pedaliaceae (pedaliáceas) • Sesamum indicum – gergelim. • Pinus caribea – pinus-caribea. o Salvador. espalhada por várias partes do mundo cristão. aproveitando-se para o preparo de doces. Planta muito ornamental de grande beleza com sua forma cônica e folhas rendilhadas. acabando assim por efetuar uma eficiente dispersão da espécie. largamente empregadas na culinária de várias partes do mundo. sésamo. Planta muito tradicional. • Araucaria angustifolia – pinheiro-do-paraná. Piperaceae (piperáceas) • Peperomia obtusifolia – peperômia. sendo comum nas Montanhas Rochosas dos EUA. Planta ornamental de folhas coriáceas e rústicas. • Pinus eliotti ou taeda ou heterophylla – pinus eliotti. • Picea jungens – abeto. sucos. de frutos grandes (de até 3 kg). A planta também apresenta propriedades medicinais. pinheiro-de-norfolk.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 151 • Passiflora quadrangularis – maracujá-açu. piperômia. • Sequoia sempervirens – sequóia. fornece boa madeira. Grande pinheiro que atinge até 30 metros de altura e vive em torno de 500 anos.

flor-de-soldado. Planta ornamental de porte médio que ocorre nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. • Piper nigrum – pimenta-do-reino. diuréticas. caá-purá. os frutos são pequenas bagas. Plumbaginaceae ou Plumbagineae (plumbagináceas) • Plumbago capensis – bela-emília. Planta de folhas pecioladas. • Piper marginatum – caapeba. pecíolo caloso. pinheiro-bravo. Vivem sobre rochas mergulhadas na água corrente. pimenta-do-mato. ventre livre. Planta herbácea nativa da Amazônia que está sendo explorada comercialmente pela grande quantidade de safrol (óleo essencial usado na indústria como fixador em cosméticos. Planta cujo nome do gênero define (dá nome) a família. hispidinervium.152 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades • Piper callosum – elixir-paregórico. membranosas híspidonervadas na página inferior. produtos de limpeza e inseticidas) que possui. flores dispostas em amentilhos eretos. ápice acuminado. pinheirinho. malvaisco. . conhecida como pimenta-demacaco. Podocarpaceae (podocarpáceas) • Podocarpus lambertii – podocarpus. arredondadas. flores insignificantes envolvidas em espatela. • Piper peltatum ou Potormophe peltata – capeba-do-norte. • Podostemum ceratophillum – podostemo. caá-peba. porém num mesmo plano. capeba. Planta exótica herbácea trepadeira de utilização mundial como condimento. estomáquicas. pariparoba. muito usada como chá e tintura para acalmar dores no aparelho digestivo. jasmim-azul. O safrol era explorado da planta canelasassafrás (lauraceae) que ocorre no Sul do Brasil e que está em extinção. pimenta-dos-índios. achatados ou laminar. flores com brácteas subpeltadas. sendo empregada no tratamento de afecções urinárias. Podostemonaceae ou Podostemaceae (podostemonáceas) Família de plantas cujas espécies são taliformes. Piper aduncum. reputada como medicinal. caapeba-cheirosa. Planta ornamental muito atraente com bonitas flores azuis. óleo elétrico. • Piper hispidinervium – pimenta-longa. Planta medicinal com propriedades digestivas. sendo tempero de excelência no preparo dos mais diversos pratos. Planta medicinal que é uma erva arbustiva de até 1 m de altura. de ambas as faces glabras. peltadas. fruto capsular. do fígado e do baço. pinheirodo-mato. que produz menos óleo do que a P. Há outra espécie de pimenta longa. folhas dísticas ordenadas em duas séries. folhas elípticas. espigas curtas. tônicas e também em casos de picadas de cobras e insetos.

• Polygala campestris – polygala. – erva-de-bicho. algumas de grande e rara beleza. – trigo-sarraceno. Árvore de folhas grandes (aproximadas para as folhas da amendoeira) que vem sendo utilizada na arborização de ruas da cidade do Rio de Janeiro. tênues. – avenca. • Pontederia sp. que enfeitam inúmeros jardins populares por todo o Brasil. Ultimamente tem se constituído em grave problema ambiental nas praias da cidade do Rio de Janeiro ao transbordarem das lagoas de Marapendi e Jacarepaguá nas enchentes e invadirem aqueles balneários famosos da Cidade Maravilhosa. com a qual se faz o macarrão soba. Ponterderiaceae (pontederiáceas) • Eicchornia crassipes – aguapé. Polypodiaceae/Pteridophyta (polipodiáceas/pteridófitas) • Adiantum sp. Planta medicinal que ocorre em Minas Gerais. – ruibarbo. Planta ornamental cujo gênero dá nome à família. da folha grande. • Rheum tanguticum sp. em gêneros diversos. da folha miúda. jacinto d’água. . reunidas também em outros gêneros. Planta invasora aquática que prolifera drasticamente em ambientes de águas poluídas ricas em resíduos orgânicos. • Triplaris surinamensis – triplaris. Há muitos tipos de avencas. mais consistentes. tachi. etc. • Polypodium subauriculatum – samambaia-chorona.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 153 Polygalaceae ou Poligaleae (poligaláceas) • Bredemeyera laurifolia – joão-da-costa. – pontederia. Este gênero dá nome à família. Planta cujo gênero dá nome à família. Planta aproveitada como alimento. que reúne diferentes plantas. apreciando ambientes úmidos e não tolerando ventos e exposição direta ao sol. muito usado pelos japoneses. • Fagopyrum sp. Planta trepadeira muito ornamental com seus bonitos cachos de pequenas flores rosadas. Planta medicinal. Uma das mais bonitas espécies de samambaias. gigoga. baronesa. Planta ornamental muito bonita e sensível. • Polygonum sp. Planta medicinal e comestível. Polygonaceae (poligonáceas) • Antigonum leptopus – amor-agarradinho.

(Ver famílias Azollaceae. e muito enfeitam jardins e vasos de habitações populares onde é cultivada. Planta florífera ornamental. Lycopodiaceae e Polypodiaceae). avelaneira-daaustrália. Primulaceae (primuláceas) • Cyclamen persicum – ciclame. Punicaceae (punicáceas) • Punica granatum – romã. • Macadamia ternifolia – macadâmia. Proteaceae (proteáceas) • Grevillea fosterii – grevílea. • Ruppia maritima – rupia-marítima.154 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Portulacaceae (portulacáceas) • Portulaca grandiflora – onze-horas. de dois tipos: a anã e a robusta. Planta cujo gênero dá nome à família. Planta frutífera e medicinal com propriedades anti-inflamatórias. Planta ruderal invasora que pode ser usada como hortaliça. . que produz pequenas flores vistosas e coloridas. Potamogetonaceae ou Ruppiaceae (potamogetonáceas ou rupiáceas) • Potamogeton sp. Árvore exótica frutífera. • Portulaca oleraceae – beldroega. Pteridophyta (pteridófitas) Grupo de plantas primitivas que não têm flores (criptogâmicas) e que apresentam esporângios nas folhas. Planta ruderal de folhas miúdas e espessas. Planta originária da Austrália. A anã é ornamental e a robusta é madeira de primeira qualidade. Compõem divisão de plantas vasculares coordenada com as briófitas e as espermatófitas e coextensivas com as filicíneas e as pteróppsidas .que compreende as avencas e samambaias. • Primula obconica – prímula. indicada para tratamento de afecções da garganta entre outras. – potamogeton. Hymenophyllacea. verdoega. de largo aproveitamento em várias partes do mundo pela excelente qualidade de suas sementes oleaginosas. Planta aquática de folhas filiformes de grande beleza cujo gênero dá nome à família. No livro Flora Brasiliensis este gênero aparece na família Myrtaceae. nogueira-da-austrália. Dicksoniaceae. Planta florífera ornamental.

Árvore madereira da mata Atlântica de crescimento rápido indicada para compor SAF’S. É também forrageira sendo apreciada pelos animais como um das últimas fontes de alimentação que resta nos períodos de grandes secas. Sua beleza e preciosidade inspiraram até a denominação de um dos primeiros blocos de rancho da cidade do Rio de Janeiro. • Zizyphus jujuba – jujuba.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 155 Quenopodiaceae (quenopodiáceas) . que mais recentemente passaram a constituir família própria. Resedaceae (resedáceas) • Reseda odorata – resedá. . o que faz também com que seja aproveitada em serviços de limpeza e para tratamento de cabelo. Pequena árvore frutífera cujos frutos e parte aérea têm propriedades medicinais. de porte cônico (como jambo). cujo gênero dá nome à família. Planta ornamental de flor bonita. Planta medicinal cujo gênero reúne inúmeras espécies com princípios ativos aproveitados na indústria farmacêutica. erva-ciática. no início do século XX. • Zizyphus joazeiro – juazeiro. • Ranunculus sp. – anemone. • Peonia virens – peônia. o Ameno Resedá. Planta ornamental de flor bonita e perfumada cujo gênero dá nome à família. É utilizada na indústria de medicamentos e cosméticos. que reunia também os gêneros da família Crysobalanaceae ou Chrysobalanaceae. Planta ornamental de lindas multicoloridas flores. – ranunculus. Ademais muito embeleza e enriquece a paisagem no sertão nordestino. Planta arbórea de porte mediano de grande utilidade no Nordeste brasileiro. Ranunculaceae (ranunculáceas) • Anemone sp. – quiina. Planta medicinal com propriedades anti-inflamatórias.(ver Chenopodiaceae) Quiinaceae (quináceas) • Quiina sp. e resiste espetacularmente à seca permanecendo verde quando quase toda a vegetação se encontra ressecada. Tendo propriedades medicinais (tônicas e expectorantes) é utilizada no meio rural até como dentrifício pela espuma abundante que as raspas da sua entrecasca proporciona. Rosaceae (rosáceas) Família da ordem rosales. sendo indicada para controle de distúrbios digestivos. Ramnaceae ou Rhamnaceae ou Rhamneae (ramnáceas) • Colubrina rufa ou Colubrina glandulosa – sobrasil. onde ocorre espontânea.

Planta arbustiva que produz flores consideradas as mais belas do reino vegetal. a suavidade. . Verdadeiramente uma das rainhas das frutas. amendoeira-da-europa. • Prunus armeniaca ou Armeniaca vulgaris – damasco. rosa-amélia. cerejasilvestre. cereja-da-europa. • Pyrus malus ou Malus communis ou M. Além do mais é considerada medicinal e um alimento funcional. quando se desfaz das folhas. cultivada em todo mundo. • Pyrus eydonia – marmeleiro. rosa. cereja-doce. • Prunus amygdalus ou Amygdalus communnis – amêndoa. albricoque. produzem óleo medicinal. sucos. Árvore exótica que produz saborosos frutos e que tem propriedades medicinais. muito cultivada em todo o mundo. especiais para consumo in natura e também para confecção de sorvetes. almendro. além do que o nome do seu gênero dá nome à família. domestica – maçã. mas é excelente para marcenaria de luxo e instrumentos musicais. Planta exótica que. apricot. seja utilizado tantos agrotóxicos para controle dos diversos problemas fitossanitários (doenças e pragas) que lhe acomete. a fragância. ameixeira. • Prunus domestica – ameixa. Árvore própria de clima temperado (ocorre na Ásia e Europa) cujas sementes além de próprias para consumo. ameixeira-preta. Árvore exótica frutífera de clima temperado.156 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades • Eriobotrya japonica ou Mespilus germanica – nêspera. um antiinflamatório natural. de dormência. Frutífera de clima temperado. de que são portadoras. pelas excelentes qualidades organolépticas e funcionais de seus frutos. idaeus – framboesa. Planta herbácea rastejante. etc. quando há a deposição de suas folhas chamadas caducas. na estação do inverno. por ser portador de antocianina. Planta frutífera que tem aproveitamento industrial na elaboração de doces (marmeladas) e geléias. Árvore exótica frutífera que produz frutos muito apreciados para consumo in natura. Planta que prefere climas amenos e produz frutos saborosos parecidos com amora. • Pyrus communis – pêra. pela beleza. ameixa-amarela. Também é árvore extraordinariamente ornamental com a intensa e espetacuar floração branco-rosada que recobre a planta após o período de repouso. Árvore exótica frutífera de clima temperado. Uma pena que em seu cultivo. • Rubus occidentallis ou R. • Fragaria vesca – morango. doces. amêndoa-doce. que por suas propriedades nutritivas especiais é fonte de renda em muitas propriedades rurais nas várias partes do mundo de clima temperado. • Prunus avium – cerejeira-européia. • Rosa centifolia – roseira. sêca se usa para chás em regimes alimentares. Árvore que além de frutos muito saborosos produz madeira nobre que não deve ser utilizada em ambientes externos. em larga escala. pelo excelente paladar de seus frutos. • Prunus persica ou Amygdalus persica – pêssego. • Malus silvestris – macieira-mansa. “a rainha das flores”. secos ou industrializados na forma de sucos. macieira.

gera divisas para os países produtores. • Cephaelis ipecacuanha – ipeca. portanto. Planta medicinal que produz o alcalóide quinina usado no tratamento da malária e problemas cardíacos e estomacais. da qual se aproveita a madeira. • Cinchona succirubra – quina. Árvore frutífera da Amazônia. que atua inibindo. Suas raízes contêm vários alcalóides. um hormônio que regula a função das células. sendo quase toda a totalidade do café produzido em Rondônia (quarto ou quinto maior produtor de café do Brasil) desta espécie. vassourinha-de-botão. Arbusto medicinal nativo na Amazônia.hemorrágico. geralmente países tropicais do terceiro mundo. sendo. canephora. arabica. vinho. de origem árabe. Os estados do Espírito Santo e Rondônia são os principais produtores deste café. ovais lanceoladas. recomendada para combater afecções pulmonares. além de ter propriedades medicinais. bororô. arabica. onde é encontrado no estrato inferior da mata. muito aproveitado na produção de café solúvel e formação de blends. só ramificando (formando copa) no ápice. Também é indicada no tratamento da leishmaniose e anti. Espécie de café mais apropriado para climas tropicais que produz um tipo de café diferente do C. com estípulas e ovário ínfero. Planta ruderal e invasora muito comum nas áreas de plantações por todo o Brasil. café-conilon. que o têm como um dos principais itens na pauta de exportações e. pó. por ser estimulante. planta de sombra. características que lhe são propiciadas por conter o alcalóide cafeína. frutos escuros. cujos grãos produzem uma bebida das mais apreciadas e consumidas em todo o mundo.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 157 Rubiaceae (rubiáceas) Grande família que reúne 500 gêneros e 7000 espécies. mulateiro. excitante e inspirativa. onde o café conilon vem a ser a principal cultura agrícola e uma das mais importantes fontes de riqueza. escorrega-macaco. como é o caso deste estado da Amazônia brasileira. Árvore frutífera da Amazônia. puruí. entre os quais a emetina. e que tem uso em medicina popular. • Borojoa duckei – borojoa. • Borreria verticillata – sete-sangrias. de folhas simples. . e alógama (de polinização cruzada). é policaule. intestinais e vomitiva (emética). os receptores da adenosina. Trata-se de um arbusto de flores opostas. e muito utilizada pelas populações locais. mais apropriada para climas quentes. • Coffea arabica – café. originária da Colômbia. bloqueando. diferentemente de C. abastecendo todo o mundo. flores brancas. Usa-se xarope. e da África. etc. Árvore nativa na Amazônia de caule linheiro e liso de casca bronzeada. opostas. raiz rastejante repetidamente nodulosa. A cultura do café se constitui em esteio da economia de alguns países da América do Sul e Central. poaia. • Alibertia edulis – apuruí. Arbusto de aproximadamente 3 m de altura. • Calycophylum spruceanum – pau-mulato. ipecacunha. • Coffea canephora – café-robusta. A planta de C. ao lado da pecuária e da exploração madereira. de porte mais alto que esta espécie tradicional.

alamedas. . parques. malpighiaceae) pra fazer a ayahuasca. Polinésia Francesa. • Nertera granadensis – nertera. e que foi descrita pelo prof. • Genipa americana – jenipapo. • Guetarda turrialbena – guetarda. quintais. varandas. de rara beleza com seus cachos de enormes sépalas coloridas (rosa. daquele simpático país centroamericano. emérito botânico daquela instituição de pesquisa e ensino. Os frutinhos. o que a torna muito ornamental e requisitada para compor jardins e projetos paisagísticos por todo o Brasil. • Psychotria viridis – chacrona. bengué. com suas substâncias tóxicas que paralisa o sistema nervoso dos animais. reputado como de excelentes propriedades medicinais. a meio caminho do alto dos Andes (entre a floresta tropical e o ápice da cordilheira). musaendra. Ao que parece se desenvolve bem em regiões de climas tropicais. rainha. nas florestas de nuvens. que dão intensa beleza ao ambiente onde se encontra. etc. Arbusto baixo de frutinhos vermelhos encontrado nas encostas dos Andes. • Palicourea coriacea – congonha-do-campo. mas tendo variedades de flores róseas. Árvore frutífera que ocorre em quase todo o Brasil e na América latina. quer seja. reunidas em cachos de disposição geométrica muito bonita. As folhas quando esfregadas recendem um forte cheiro da pomada conhecida como bengué. mais comumente de flores vermelhas. Arbusto pequeno de flores alvas bastante perfumadas. Planta arbustiva de origem asiática.). vasos. salmão. e acaba causando muitas mortes do gado. Planta medicinal que ocorre na região Sudeste do Brasil. jardins. Árvore asiática (Tailândia. etc. brancas. É árvore de desenvolvimento lento. União do Vegetal. gardênia. comercializado em várias partes do mundo. indicado como coadjuvante no tratamento de uma série enorme de enfermidades. augusta – jasmim-do-cabo.) de cujos frutos está sendo industrializado um suco. branca) envolvendo flores diminutas. De seus frutos se produz um licor reputado como um dos melhores entre todos. amarelas e salmão. mussaendra. Taiti. Arbusto pequeno. mescla. café-bravo. das quais se produz óleo essencial. começa-se a disseminar seu cultivo por alguns lugares do Brasil como no Amazonas e em Rondônia. chá usado pelos povos da floresta em seus cultos religiosos (Santo Daime. vick. • Ixora coccinea – ixora. • Palicourea marcgravii – cafezinho. também formam cachinhos muito bonitos. Costa Rica. erva-de-rato. • Morinda citrifolia – noni. e então. parecidos com os frutos do café. jasmim-vermelho. Planta muito tóxica que ocorre como invasora nas pastagens. etc.158 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades • Gardenia grandiflora ou G. prestando-se inclusive para compor cercas vivas e divisões internas de bosques e jardins por aceitar bem os mais diversos tipos de poda. Árvore que ocorre no CATIE em Turrialba. Planta alucinógena da Amazônia. pelas extraordinárias substâncias curativas que contém e que confere grande imunidade ao organismo humano. vermelha. Poveda. • Mussaendra alicia ou M. Esta planta se reproduz por pequenas estacas que são postas a enraizar. erytrophylla – musendra. que se mistura com o cipó mariri (Banisteriopsis caapi. pequenas bagas arredondadas.

como o Poncirus trifoliata. Planta cujo nome do gênero dá nome (caracteriza) à família. frutos lenhosos. . laranjinha-da-china. o limão. recentemente. siciliano. É planta disseminada pela Amazônia. quando se encontrou formas de se controlar a Tristeza dos Citrus). guatambu. laranja-da-terra. chegando a ser a espécie usada quase 100 % para este fim. Fruta de casca fina. como por exemplo. Fruta de pouco caldo e de casca grossa. Algumas variedades são usadas em larga escala como porta-enxertos na citricultura. ou lima ácida. limonium ou C. • Citrus grandis – toranja. que fornece madeira pardo-amarelada. apesar deste detalhe. latifolia – limões (tahiti. mas que depois foi relegada a um segundo plano. perdeu terreno para outras espécies com características mais interessantes e apropriadas para esta técnica na citricultura. • Citrus medica – cidra. e que tem propriedades medicinais. • Rubia sp. Pioneiro no uso como porta-enxerto. • Citrus mitis – laranjinha-de-jardim. Excelente fruto em suas múltiplas variedades. • Citrus limetta ou C. Tipo de citrus do grupo dos pomelos ou grapefruits. rico em vitamina C. a tangerina cleópatra. Variedade que já foi muito usada como porta enxerto (a partir de 1930). • Citrus aurantium – laranja-azeda. sendo usada também como antiinflamatória. que se faz no cultivo de frutas cítricas. Rutaceae (rutáceas) • Balfourodendron riedelianum ou Esembeckia riedeliana – pau-marfim. calamondim. Planta medicinal que ocorre no interior de Minas Gerais. na necessária prática agrícola da enxertia. sendo também planta ornamental. Interessante e gostosa frutinha de pequena dimensão (menor que um limão da variedade casca fina). volkameriano. ungaio (na Costa Rica). – rubia. algumas vezes com excessivo amargor. • Citrus aurantifolia ou C. próprio para preparo de inúmeras iguarias e bebidas. a qual é usada para fazer doce em calda. cravo. casca fina. para reduzir problema de crescimento da próstata e para tratamento de uma infinidade de outras enfermidades. Árvore de mata úmida e capoeira. como é o caso do limão cravo e do limão volkameriano. Planta arbustiva trepadeira medicinal que tem a característica ou a propriedade de elevar o sistema imunológico de animais diversos. galego. por ser susceptível à Tristeza dos Citros (doença virótica). limonum – limão-cravo. onde é utilizada como uma panacéia para os mais diversos problemas de saúde. • Citrus limonia ou C. a laranja azeda (que voltou a ser usada. comuns nos EUA. – guiné. dura. o limão volkameriano. pesada e boa para marcenaria e cabos de ferramentas. “tahiti” (sem sementes) e do limão casca fina. sendo a planta medicinal mais popular no Peru. • Uncaria tomentosa – unha-de-gato.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 159 • Psychotria sp. e outras muito apreciadas na culinária. eureca). mas. Está sendo testado para combater a Aids. limettioides – lima-da-pérsia. limon ou C. de folhas trifoliadas. mas saborosa. que se costuma consumir com casca e tudo.

indicada para ser consumida até por recém-nascidos. doença-de-chagas. • Esembeckia leiocarpa – guarantã. murcote ou tangor.160 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades • Citrus paradisi – pomelo. mandarina. • Poncirus trifoliata – poncirus-trifoliata. Árvore abundante em S. chamado Tangelo Orlando que é usado como porta-enxerto. valência. baianinha. paradisii x C. Há um híbrido de C.) e o mercado em que a laranja vai ser colocada. que deve incomodar até aos insetos. com suas múltiplas variedades. as quais muito se beneficiam com seu uso. De cerne amarelo-limão quando recém cortada evoluindo para o amarelo-dourado com o passar do tempo. cabos de ferramentas. Paulo. etc. Na Itália. • Citrus reshni – tangerina-cleópatra. natal. . para a indústria de sucos. sendo a laranja lima. por sua rusticidade e vigor e propícia também para alguns tipos de testes com citros. seleta. sangüínea. sinensis). rhoifolium ou Z. Variedade de tangerina muito explorada no Japão. bergamota. por apresentar a característica de ter a folha trifoliada. pela riqueza de nutrientes que possui. ponkan. por não ser ácida nem indigesta. esta última. laranja cravo. trifoliata. bahia. Mato Grosso e Goiás. provavelmente por seu cheiro forte. atentando ainda para o detalhe da época de produção. Excelente espécie para servir de cavalo em enxertias de citros. Planta com propriedades tônicas para o cabelo. descascando-as mesmo com os dedos (com exceção da murcote por sua condição de híbrido). pêra rio. onde é apreciada e também aproveitada na agroindústria. naranjillo – mamica-de-porca. Variedade que é muito usada como porta-enxerto. etc. Plantinha de cheiro muito forte de largo uso em crendice popular como boa para espantar mau olhado. • Citrus unshiu – satsuma. folha murcha. piralima. por exemplo. guarataia. Junto com a banana se constitui na dupla de frutas mais popular e consumida no Brasil. Excelente fruta para ser consumida in natura ou industrializada. é conhecida como Tarocco Moro Sanguinello. sendo apreciada por pessoas de todas as idades e de todas as classes. de modo a ter frutos durante um maior período do ano. de coloração intensa e fáceis de descascar. hanlin. Usada para moirão. contém o alcalóide pilocarpina. para tal usufruto. buscando conciliar o plantio de variedades precoces. grapefruit. • Zanthoxyllum hyenale ou Z. • Ruta graveolens – arruda.). médias e tardias. subserratum ou Z. etc. quase todas muito saborosas. • Pilocarpus pinnatifolius – jaborandi. mamica-de-cadela. onde também é muito comum. • Citrus reticulata – tangerinas (mexerica. Também é reputada como insetífuga. reticulata x C. Há conveniência de selecionar as variedades mais apropriadas para a finalidade da exploração desejada (de mesa. Tipo de laranja ácida de polpa vermelha muito comum nos EUA. lima d’água. Planta medicinal indicada para tratamento de várias doenças graves como vitiligo. reticulata. dancy. um híbrido de C. • Citrus sinensis – laranjas doces (variedades pêra. barão. lima. não necessitando nem o uso de faca para tal benefício.

• Paulinia cupana ou P. bem produtivas. arredondados. numa poda drástica. Como ao se plantar não dá para saber qual vai ser o sexo da planta. que na mata é quase como um cipó. são indicadas para cultivo. uma alternativa de manejo mais adequada seria aos 3 – 4 anos de idade. Árvore asiática de cuja madeira se extrai óleo medicinal aromático e com efeitos afrodisíacos. com pequenos frutos (do tamanho de um limão “casca fina”) muito saborosos. onde as variedades Bengal. de largo uso no fabrico de móveis rústicos. quando entra em produção. rambutam. cujo nome do princípio ativo. decepar as plantas macho. Fornece matéria prima para trabalhos de artesanato. Recentemente passou a ser produzida no Estado de São Paulo. Árvore de origem chinesa. que cresce em terrenos úmidos. • Populus sp. sorbilis – guaraná. • Salix sp. colocando como cavaleiro material proveniente de matrizes reconhecidamente superiores. Sapindaceae (sapindáceas) • Litchi chinensis – lichia. – álamo. mas quando cultivada a pleno sol se aproxima para arbusto. chrysocoma – salgueiro. chorão. de belo efeito ornamental. que produz pequenos frutos. • Nephellium lappaceum – rambutan. o acetilsalicílico. • Salix babylonica ou S. Representa cultura de importância na região. que se dá de novembro a março. sendo Maués. por exemplo. com polpa translúcida um tanto cristalizada. apresentando crescimento com ramos tombados para baixo (chorões). Apresenta plantas hermafroditas. e proceder a enxertia nas brotações que advirão em seguida. embora de formação da parte aérea bastante irregular. fêmeas e machos. Planta nativa da Amazônia. de casca rosada e polpa translúcida. Planta cujo gênero dá nome à família. Reproduz-se assexuadamente. deriva do nome científico do salgueiro (Salix). considerada uma das rainhas das frutas. Da casca pode ser produzida a aspirina. rambutão.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 161 Salicaceae ou Salicineae (salicáceas) Família da ordem malpighiales. Santalaceae (santaláceas) • Santalum album – sândalo. no Estado do Amazonas. muito saborosos. que começam a aparecer em maior escala no mercado das grandes capitais brasileiras. o principal pólo de produção. Árvore exótica de madeira leve que é utilizada para produção de palitos de fósforo. salgueiro-chorão. Americana e Brewster. parecidos externamente com os frutos do urucuzeiro. Planta de porte médio originário da Ásia. Fiat Lux grande plantio desta espécie em Santa Catarina. cestaria e artesanato. tendo a Cia. não sendo interessante contar no pomar com estas últimas que são improdutivas. Planta que fornece o vime. – vimeiro. Árvore frutífera de origem asiática. .

• Butyrospermum parkii ou B. o chamado “entupimento”. sendo indicado. de casca rígida e fina. É considerada planta medicinal com efeitos tônico e antidiabético. • Manilkara amazonica ou Mimusops amazonica – paraju. abricó-do-mato. • Serjania curassavica – cipó-timbó. como. Árvore nativa da Amazônia que produz boa madeira e látex usado para fins diversos. O nome do gênero da pitomba dá nome à família. para casos de hemorróidas e infecções genitais femininas. Planta tóxica que é usada nos rios da Amazônia pelos povos da floresta para atordoar os peixes facilitando sua captura. Árvore comum no Nordeste brasileiro que fornece madeira boa para construção civil e marcenaria. algumas espécies da família leguminosa-faboideae (Derris urucu. casca-doce. apresentando apenas pequena quantidade de saborosa polpa translúcida envolvendo a semente. Árvore latescente de porte médio. amapá-doce. ocupando quase todo o fruto. paraju. como é voz corrente no meio rural. • Mimusopis huberi ou Manilkara huberi – maçaranduba-verdadeira. timbó. Árvore madeireira. por exemplo. Também produz goma (látex) que é aproveitada na indústria de chiclete. que tem a inconveniência de ter o caroço (semente) grande. Sapotaceae ou Sapoteae (sapotáceas) • Achras sapota – sapoti. Árvore frutífera nativa da Amazônia. Desta planta de origem africana se extrai uma manteiga especial que é usada na indústria de cosméticos em produtos para cabelos. deglutindo inclusive os caroços. maçaranduba. . karitê. balateira. que produz boa madeira além de goma lactífera. Árvore que produz deliciosos e dulcíssimos frutos. cuja casca (córtex) se utiliza em medicina popular por seus efeitos antiinflamatórios. por exemplo. Embora exótica é cultivada em quase todo o Brasil. maçaranduba-de-leite. Sendo muito saborosos. Existem ainda outras espécies de plantas na Amazônia que são usadas também com esta finalidade. huberi – pau-doce. • Glycoxylon praealtum ou G. o que costuma ocasionar problemas de prisão-de-ventre. o timbó vermelho ou timbó verdadeiro). Árvore frutífera que ocorre na América Central onde seus frutos são muito apreciados para consumo in natura. frutífera. A raiz avermelhada batida na água tonteia (“tinguiza”) os peixes grandes e mata os pequenos. Árvore madeireira e frutífera nativa na Amazônia. armada de fortes espinhos. balata. apreciados para consumo in natura. karité. paradoxum – carité. Árvore frutífera nativa da Amazônia. • Calocarpum sapota – mamey. tendo a ponta dos galhos pendentes e espinhosos. e plantada de pé franco (por semente) demora bastante (em torno de dez anos) para começar a produzir. que ficam ávidas por consumi-los em quantidade.162 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades • Sapindus esculentus ou Talisia esculenta – pitomba. pelo que são chamadas de timbó. os frutinhos atraem as crianças. Os frutos são comestíveis. • Mimusopis bidentata – balata. de frutinhos deliciosos. • Brumelia sertorum – quixabeira. um pouco mais espessa que casca de ovo. nativa na Amazônia. rompe-gibão.

Em medicina popular é usado para combater hemorróida e furúnculos. . • Antirrhinum sp. Planta ruderal medicinal. • Pouteria campechiana – canistel. Planta ornamental de flores vistosas. além de problemas das vias respiratórias. gordolobo.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 163 • Pouteria caimito ou Lucuma caimito – abiu. • Pouteria sapota – zapote. onde no alto Solimões há uma variedade que tem frutos muito grandes. Planta ornamental com excêntricas flores quase fechadas. Trepadeira de lindas flores cor de rosa. – scrofulária. freqüente nos campos. Planta ornamental. • Pouteria pariry – pariri. alcalóide empregado em medicina com efeitos cardiológicos servindo para regular o ciclo do coração. Árvore frutífera comum na América Central e Cuba. • Veronica peregrina – verônica. Árvore frutífera que ocorre na Amazônia. – boca-de-leão. que chega a pesar até 1 kg. – saxifraga. Scrofulariaceae ou Escrofulariaceae ou Scrofularinae (scrofulariáceas ou escrofulariáceas) Família de plantas que reúne aproximadamente 200 gêneros e 3. Planta cujo nome do gênero dá nome à família. Árvore frutífera da Amazônia que também fornece madeira. Usada na indústria farmacêutica. Produz a digitalina. de polpa muito saborosa. • Scrophularia sp. – esterázia. Planta que ocorre subespontânea em Campos de Jordão. Planta ornamental com belas flores cor-delaranja. • Maurandia sp. – tuturubá. • Pouteria sp. • Esterhazya sp. – maurandia. quase do tamanho de um coco. – digitália. verbasco.000 espécies. • Digitalis sp. • Verbascum thapsus – barbasco. Árvore frutífera da Amazônia. Planta ornamental cujo nome do gênero dá nome (caracteriza) à família. • Calceolaria herbohybrida – calceolaria. Saxifragaceae (saxifragáceas) • Saxifraga sp. cujo fruto possui uma polpa comestível saborosa de cor amarela e consistência como gema de ovo. Árvore frutífera que ocorre na América Central. As populações da Amazônia têm o hábito de comer o abiu pondo ele dentro d’água para diminuir a incidência do leite na casca. propícia para se degustar in natura.

hombre-grande (este último termo na Costa Rica). usada pelas populações locais como tônica e com excelentes propriedades afrodisíacas. Planta medicinal que produz o alcalóide atropina. e cujas cascas amargas são tidas como medicinais. Planta com propriedades medicinais que também é melífera e tem seus frutinhos muito apreciados pelos pássaros. usado como antiespasmódico. que vão evoluindo da cor roxa para a branca e para a marron quando caem. • Atropha beladona – beladona. paraíba. Árvore que ocorre na Amazônia. e que também é usada como inseticida. as quais o uso do pimentão na alimentação faz dilatar. Solanaceae (solanáceas) Família da ordem das tubifloras (tubiflorae) – a ordem com maior número de Famílias (26) . por conter substância própria de algumas solanáceas. • Acnitus arborescens ou Aureliana lucida – marianeira. Arbusto que produz flores muito bonitas e cheirosas. causando dor e outros incômodos. • Simarouba ou Simaruba amara – marupá. Planta nativa da Amazônia e América Central. Nome do gênero dá nome à família. todavia. • Capsicum anuum – pimentão. Singapura. produzindo madeira branca e leve. e usada até para tratamento de malária. Planta nativa na Malásia. uniflora – manacá.164 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Simaroubaceae ou Simarubaceae (simaroubáceas) Família da ordem sapindales • Eurycoma longifolia – tongkat ali. Planta herbácea muito cultivada para aproveitamento de seus frutos como excelente tempero. inclusive a malária.que reúne em torno de 2000 espécies de plantas herbáceas e arbustivas de folhas alternas e regulares. alimentícias e ornamentais. é inconveniente para quem tem problemas de hemorróidas. pelas quais passou a ser produto de exportação destes países. • Brunfelsia hospeana ou B. Indonésia e Tailândia. fruta-de-sabiá. aproveitada em marcenaria. de grande interesse medicinal indicada para tratamento de uma série enorme de doenças. . Simondsiaceae (simondsiáceas) • Simondsia chinensis – jojoba. e para outras finalidades diversas. Planta arbustiva de clima árido originária do México e oeste dos EUA. marupaúba. tóxicas. • Quassia amara – quina. com propriedades medicinais. de cujas sementes se produzem um óleo ou cera muito utilizado na indústria de cosméticos.

tendo a característica de não serem ardosas. além de conterem alcalóides e princípios ativos importantes na manutenção da defesa e da imunidade do organismo. de frutinhos pequenos redondos. e que agora estão sendo muito disponibilizados nas grandes capitais brasileiras. • Capsicum frutescens – pimenta-malagueta. Planta herbácea. mata-fome.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 165 • Capsicum baccatum – pimenta-dedo-de-moça. cujos frutos são aproveitados para dar gosto aos mais diversos pratos. juntamente com Metternichia. Brasil e EUA. Planta ornamental com frutinhos de rara beleza envolvidos por cápsula envoltória. Planta herbáceo-arbustiva. como o caroteno. joá-da-praia. como forma de controlar os diversos problemas fitossanitários que incide sobre a planta e possibilitar sua exploração em escala comercial. Um aspecto desabonador ou controverso da cultura do tomate no Brasil consiste em ser atualmente uma das culturas que demanda maior uso de agrotóxicos. • Petunia violacea – petúnia. • Physalis angulata ou P. sendo matéria-prima para a fabricação de cigarros e charutos. arrebenta-cavalo. revestidos por cápsula membranosa. Planta que produz frutos utilizados como tempero em culinária. é classificado na família Cestrineae. etc. • Physalis alkekenji – lanterna-chinesa. O nome do gênero a que pertence esta espécie caracteriza (dá nome) a família. indicados como tônicos. coerana-branca. nativa da Amazônia. Planta invasora herbácea que também é usada como planta medicinal indicada em banhos para combater moléstias cutâneas. medicinais. de cor alaranjada. Seus frutos se constituem em alimento rico como fonte de nutrientes essenciais para o bom funcionamento do organismo humano. • Lycopersicum esculentum – tomate. bucho-derã. É apreciada em pequenas doses. • Cestrum laevigatum – coerana. por exemplo. Planta herbácea das mais cultivadas em todo o mundo. • Capsicum sinensis – pimenta-de-cheiro. Planta herbácea de cheiro intenso e agradável. por exemplo. onde é grande fonte de divisas. Planta herbácea que se constitui em importante cultura em alguns países. • Solanum aculeatissimum – juá-bravo. coirana. para abrir o apetite e temperar. Planta herbácea muito cultivada por seus frutos possuirem característica de intenso ardor. peruviana – physalis. fumo. Planta medicinal e tóxica para o gado. sendo responsável por muitos casos de morte de animais no Rio de Janeiro. servindo também na formação de renques divisórios dos espaços nos arranjos destes ambientes. As folhas são tóxicas ao gado causando timpanismo. muito saborosos. • Nicotiana tabacum – tabaco. aos quais enfeita com suas flores azuladas. ao aceitar os mais diversos tipos de podas. por exemplo. própria para cultivo em jardins.. No livro Flora Brasiliensis este gênero. pimenta-chifre-de-veado. como Cuba. reputado como de grande eficiência na prevenção de diversos tipos de câncer. dar gosto aos mais diversos pratos. flores axilares e frutos bagas ovóides de aproximadamente 1 cm. canapum. diuréticos. . de folhas alternas membranáceas. É um arbusto de aproximadamente 2 m de altura. dominguinha. melancia-de-praia. camapú.

• Solanum nigrum – erva-moura. Sterculiaceae ou Esterculiaceae (sterculiáceas ou esterculiáceas) Família da ordem malvales. bem como na indústria de cosméticos para elaboração de creme para pele. muito apreciados como legumes. em diversas ocasiões e passou a ser cultivada em todo mundo. cocona (este último termo no Peru). o que é compensado pela grande força econômica em que se constitui na agricultura mundial. de frutos comestíveis podendo ser aproveitados para compor complexo agroindustrial de polpas de frutas tropicais. Planta herbácea ornamental com seus bonitos frutinhos vermelhos que também são tóxicos. Planta invasora de frutinhos negros que também é reputada como medicinal e dependendo do lugar em que vegeta pode ser tóxica por concentrar grandes quantidades do alcalóide solanina. é originária dos Andes. Planta herbácea que produz frutos muito amargos. por sua riqueza em carboidratos. que são apreciados para consumo como legume cozido. aos quais é servido cru nas gaiolas. Também é muito apreciado por passarinhos que vivem em cativeiro. Obs: A madeira subjacente à casca das plantas desta família é de oxidação rápida. e acabou sendo a salvação alimentícia de inúmeras populações deste continente. cozidos ou fritos. Interessante na história desta planta é que ela. cortados em bandas. maná-da-amazônia. requer condições especiais para seu cultivo. por exemplo. onde as populações indígenas contam com mais de 600 variedades de batata. sendo consumida como aperitivo ao ser curtida em cachaça. • Solanum sessiliflorum – cubiu. • Solanum paniculatum – jurubeba. onde é dos alimentos mais requisitados. . Planta herbácea cujos tubérculos se constituem num dos mais importantes alimentos do mundo. • Solanum melongena – berinjela. Planta herbáceo-arbustiva anual. sendo largamente consumida em toda a Europa. Planta medicinal indicada no tratamento de afecções do estômago e diurética • Solanum gilo – jiló. apesar do nome. fonte de energia importante na alimentação dos povos daquela região. mas foi levada pelos colonizadores para a Europa. conforme se pode demonstrar fazendo ligeiro corte com canivete. originária da região Amazônica. • Solanum tuberosum – batata inglesa. laranjinha-de-jardim. Planta herbácea cultivada pela excelência de seus frutos negros. • Solanum pseudocapsicum – tomate-de-jardim. como o grande uso de defensivos químicos empregados na sua cultura. mas melindroso. de períodos de intenso frio.166 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades • Solanum argenteum – erva-de-santa-bárbara. Planta ruderal que tem propriedades medicinais e estimulantes. grandes. batatinha. Tem efeito medicinal no tratamento de uma série de enfermidades. alcançando sua produção hoje em dia algo em torno de 300 milhões de toneladas/ano. assim como em outras regiões do restante do mundo. De cultivo simples. maria-preta.

e polpa doce. quando é plantado em larga escala e sem observar as . Fornece madeira utilizada na indústria de papel. a condição mais recomendável e propícia para exploração agrícola na região. etc. iogurtes. que é muito indicada para cultivo em áreas onde se desenvolve atividades de apicultura. Árvore de grandes flores brancas melíferas. • Theobroma grandiflorum – cupuaçu. moídas. cremes. onde é nativa. • Dombeya natalensis – astrapéa-branca. Aproveita-se também a polpa dos frutos para fazer sucos. que tem as mesmas propriedades da astrapéa branca. – cola. deve-se ter alguma cautela em seu cultivo. e pesquisas estão sendo desenvolvidas também com esta espécie por ser resistente à vassoura-de-bruxa. • Sterculia chicha – pau-de-cortiça. As sementes também são aproveitadas para produção de manteiga de cupuaçu (que passou a ser requisitada pela indústria de cosméticos) e o cupulate. sendo. Árvore frutífera cuja cultura vem se expandindo nas últimas décadas na Amazônia. misturadas ao leite e açúcar e levadas ao fogo. farinha-seca. etc. e até do exterior. o principal subproduto. e por isso chamada de astrapéa rosa. portanto. depois das sementes serem fermentadas. fabricação de caixotes. doces. Sendo planta rústica e umbrófila (amiga da sombra). Pelas folhas grandes e as flores muito vistosas se constitui em planta ornamental. por essas suas características inatas. muito indicado para compor sistemas agroflorestais (SAF’s). chichá. Arvoreta peculiar na floresta tropical úmida. • Theobroma cacao – cacau. refrescos. torradas. para ser consumida na forma de sucos. • Cola sp. com sementes que se constituem em importante commodity (produto que pode ser estocado por certo tempo sem perda sensível de sua qualidade) da pauta de exportação brasileira. sorvetes. doces. Arbusto que é uma das culturas perenes de maior expressão na agricultura brasileira. Árvore cujo gênero dá nome à família. • Guazuma ulmifolia – mutamba. este. ou industrial quando produzido em larga escala e com tecnologia apropriada. pois.. vinhos. Das sementes. que desperta o interesse de outras regiões brasileiras. de flores rosadas. maperoá. castanheta. o cupuaçuzeiro adapta-se bem às condições de terras ácidas e pobres que predominam na Amazônia. faz-se manteiga de cacau e chocolate.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 167 • Basiloxylon brasiliensis ou Pterygota brasiliensis – pau-rei. Existe também a espécie Dombeya wallichii. produto em tudo igual ao chocolate. cupu. que começa a ser produzido com a disponibilização de máquinas apropriadas para o processamento (beneficiamento) das sementes de cupuaçu (antes só haviam máquinas apropriadas para o processamento de sementes de cacau). de frutos grandes. em função da excelência da polpa de seus frutos. em processo caseiro artesanal. Gênero de espécies africanas com propriedades medicinais. xixá. As sementes podem substituir o cacau verdadeiro na fabricação de chocolate. Árvore nativa da qual se extrai essência para fabricação de essências capilares. refrescos. Nativa da Mata Atlântica. etc. Todavia. aromática. • Theobroma bicolor – cacau-do-peru. de casca grossa. chichá-do-nordeste.

que se torna interessante na exploração de polpa. em fins da primeira metade do século XX. polpa desidratada. Outra dificuldade que se coloca para a exploração agrícola econômica desta fruteira amazônica é a falta de organização dos pequenos produtores rurais. Os frutos têm a casca de coloração verde-azulada. pardo-avermelhadas. em 2004 lançou quatro variedades de cupuaçuzeiros tolerantes à vassoura-de-bruxa. redondo. característica esta que se confirmada nos diversos locais da Amazônia onde a Embrapa se faz presente. para que a polpa apresente um aspecto otimizado na hora em que for ser consumida. e se organizam em cachos acoplados nos troncos. se o pequeno produtor rural está isolado. cooperativa. e não se tendo ainda uma forma de beneficiamento rústico mínimo. principalmente a vassoura-de-bruxa e a broca-dos-frutos. Arvoreta. • Waltheria douradinha – douradinha-do-campo. esse fator é altamente limitante na exploração da cultura. localizadas sobre os ramos menores. sem maiores recursos de infraestrutura. sendo os frutos do cupuaçuzeiro muito perecíveis. PA. revestidos de pêlos. Planta medicinal indicada no tratamento de afecções dos rins e da bexiga. PA.168 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades recomendações técnicas adequadas.. que desprendem odor de limão. Esta variedade sem sementes também apresenta a polpa ligeiramente menos ácida do que as outras variedades tradicionais (comprido. • Theobroma speciosum – cacauí. de flores vermelhas muito bonitas. respectivamente. para conservação adequada da polpa. de cor amarela. de Belém. Os frutos. há que se considerar que para isso o pequeno produtor rural necessita de uma estrutura mínima de agroindústria. que. . de flores pequenas. já seria um avanço muito interessante no trabalho de melhoramento da espécie. para onde foram mandadas mudas destas variedades para serem cultivadas e observadas. além dos frutos desta variedade sem sementes conterem uns poucos resquícios de semente (“como se quisesse ter semente e acabou não tendo”). que é uma tarefa trabalhosa no aproveitamento da fruta. que são muito apreciados por macacos. visando tornar seu cultivo. descapitalizado. com polpa doce. por não carecer do trabalho de despolpar. etc. pois. para as finalidades já mencionadas. proveniente de uma mutação natural detectada em Cametá. Há uma variedade de cupuaçu sem sementes. mas por outro lado. Entretanto. Mas. que vive no interior da floresta úmida. elipsóides. e são de polpa doce e comestível. pode se viabilizar se ele estiver organizado em alguma forma de associação. pode ficar vulnerável à ocorrência de doenças e pragas. de forma sustentável. são pequenos. por ser um procsso caro. na forma de farinha. se suprime a possibilidade de aproveitamento das sementes. comestível. e a polpa conservada em condições adequadas para comercialização (congelada em frezeers ou câmaras frias). • Theobroma spruceanum – cacau-azul. alternativa interessante e viável na diversificação da produção agrícola da região. Arvoreta. se faz necessário que sejam processados logo após a colheita. A Embrapa-CPATU. que podem inviabilizar o seu cultivo racionalizado. que precisam ser removidos. etc.. que vegeta na floresta úmida. o que pode ser vantajoso ou desvantajoso. dependendo da finalidade em que vai ser aproveitada. mamorana). Das sementes também pode ser produzido chocolate de boa qualidade. em seu local de produção.

que produz flores espetacularmente bonitas de cor rosada. • Camellia japonica – camélia. e hoje. garapeira. mas com a rarefação das madeiras de maior valor na região e pela significativa freqüência em que ocorre. . isto é. • Luehea seemannii – guacimo-colorado. Árvore grande comum na Costa Rica. de folhas com o verso de coloração ferruginosa. Árvore que ocorre nas Antilhas e nas Américas do Sul e Central. aos quais dá um toque de imenso glamour e romantismo. Planta de origem européia que tem propriedades tóxicas (envenena animais no pasto) e contém substâncias usadas na fabricação de remédio (Taxotere) indicado para tratar câncer de próstata. que uma vez tocadas começam a ficar com manchas escurecidas. pequenas e cimosas. acuminadas.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 169 Taxaceae (taxáceas) • Taxus bacatta – teixo. Gigantesca árvore comum na Amazônia. Apresenta folhas serreadas. • Apeiba molaris – garapa. sendo suas fibras. onde é item de importância na economia local. que sobressai pelo seu tronco amarelo e produz boa madeira que até pouco tempo não tinha muito valor comercial. Tiliaceae (tiliáceas) Família da ordem Malvales que reúne 13 gêneros e 55 espécies apresentando flores com estames polidelfos. muito resistentes. O caule. de madeira leve. que chega a atingir 5 m. chá verde. aproveitadas na indústria de cordas e sacarias. Erva sublenhosa originária da Índia e muito cultivada na Amazônia. macerado em água libera as fibras. característica pela qual é cultivado com muito esmero em jardins de todo o mundo. • Corchorus capsularis – juta. fruto cápsula pentivalvar (cinco valvas). Planta originária da China cujas folhas são usadas no preparo de um dos mais requintados e tradicionais chás de todo o mundo. dado a beleza de sua madeira. Arbusto ornamental originário da Ásia. pente-de-macaco. branca ou vermelha. flores lúteas. • Apeiba tibourbou – pau-de-jangada. grápia-amarelão. é espécie de proa neste tipo de atividade econômica visando à fabricação de móveis finos. Theaceae (theáceas) Família da ordem das ericales. vários grupos distintos de estames concrescidos pela base (adelfos). passou a ser explorada comercialmente. • Camellia sinensis – chá. As flores mantidas na decoração do interior de casas conservam-se por vários dias. e também são muito usadas nas ikebanas – a arte japonesa de fazer arranjos florísticos. utilizada por isso pelos nativos para fazer pequenas embarcações. desde que não se toque em suas pétalas.

cicuta-maior. de incidência muito comum na gentinha miúda. Arbusto frutífero. cozidos e carnes de um modo geral. e beta caroteno. se constituem em especiaria usada para enriquecer os mais diversos pratos na culinária de todo o mundo. Planta medicinal indicada para uso diverso como antiinflamatório. • Apium graveolens – aipo. Também provoca morte de animais por intoxicação. especiaria. podendo também ser ingerida crua. sendo também planta medicinal. entre as quais a asma. • Conium maculatum – cicuta. Planta medicinal indicada para tratamento de afecções urinárias. anis-doce. antioxidante que retarda o envelhecimento e melhora a utilização das proteínas. além de conter traços dos mais diversos minerais. etc. Árvore que tem algumas variedades com aspecto piramidal. de excepcionais qualidades. embora tenha a inconveniência de atrair morcegos frutívoros. Umbeliferae ou Apiaceae (umbelíferas ou apiáceas) Família da ordem apiales. • Foeniculum vulgare – funcho. Tem também propriedades medicinais. cujas folhas são usadas em tratamentos de enfermidades respiratórias e como tônico geral. Erva que se constitui em excelente tempero usado no preparo dos mais diversos tipos de peixes e carnes. Nome do gênero desta espécie dá nome à família. cicuta-verdadeira. e também estimulante sexual. usada para dar sabor a sopas. • Archangelica oficinallis ou Angelica archangelica – angélica. cujas sementes são usadas como tempero de diversas iguarias. aos quais enriquece com seu sabor e cheiro fortes e característicos. • Cuminum cyminum – cominho. e também no preparo de chá muito saboroso e reputado como um santo remédio para amenizar problema de cólicas em recém-nascidos. de sabor picante e amargo.170 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades • Muntiga calabura – calabura. porque sendo altamente tóxica pode levar à morte. Erva. Erva de aroma forte. Erva cujas sementes. • Coriandrum sativum – coentro. funchoselvagem. digestivo. • Triumfetta semitriloba – amor-do-campo. principalmente doces. de frutinhos insignificantes sem maior valor comercial. Planta medicinal indicada para tratamento de próstata e afecções pulmonares. As raízes também são comestíveis. sendo rico em vitaminas. erva-doce. tendo-se o cuidado de usá-la na dosagem certa. diurético. salsão. principalmente a do tipo A. Planta herbácea cujas raízes se constituem num dos mais apreciados e requisitados legumes de todo o mundo. boa para os olhos. • Tília cordata – tília. por seu sabor muito agradável e suas extraordinárias propriedades alimentícias e terapêuticas. sendo cultivado apenas pra enriquecer a diversidade em pomares de fundos de quintais. • Daucus carota – cenoura. com suas sementes sendo utilizadas em medicina caseira. sedo indicada para tratamento de problemas urinários e reumatismo. . o que mantém de forma integral todos os seus nutrientes.

Planta herbácea invasora aproveitada na indústria têxtil por ter fibras muito duráveis e resistentes. • Pimpinela anisum – anis-verdadeiro. flores vermelhas ou quase brancas.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 171 • Panax ginseng – ginseng. de frutos pequenos. reputada como excelente planta melífera. sendo indicada para tratamento de diversos males de saúde em várias partes do mundo. Planta invasora de pelos urticantes que deixa a pele irritada ao contato. canteirinhos e outras áreas de varandas. Planta invasora herbácea ou arbustiva. Muito fácil de cultivar a salsa pode ser plantada em vasos. • Boehmeria caudata – assapeixe. • Urera baccifera – urera. ásperas. a qual no Brasil recebe a denominação popular de “cheiro verde”. sendo muito indicada na alimentação de coelhos. Cecropiaceae e Urticaceae. e margens denteadas. madrepérola. • Pilea nummulariifolia – dinheiro-em-penca. própria para ser cultivada tanto em jardins externos ao ar livre. peixes. Também é planta medicinal indicada para tratamento de uma série de enfermidades. planta-alumínio. cicatrizante. • Urtica urens – urtiga. Plantinha rastejante de belo efeito ornamental muito usada em paisagismo. Planta arbustiva medicinal indicada para tratar reumatismo. quintais e terraços. Erva que se constitui num dos temperos mais usados na culinária de diversas partes do mundo. junto com outras verduras como a cebolinha. ramos pendentes. além de ser medicinal. indicadora de terras férteis. para o preparo de sopas. carnes. utilizado como calmante. Por ser rica em proteínas e de boa digestibilidade é aproveitada como planta forrageira. Excelente como ráfia para amarrio. esta preciosa fonte de saúde. etc. Plantinha herbácea de folhas redondas e miúdas. diurético e estimulante gastrointestinal.. • Pellionia daveauana – peliônia. Erva medicinal de gosto exótico e agradável. Planta rastejante de folhas grossas muito usadas em paisagismo.. . • Pilea macrophylla – brilhantina. da qual se extrai óleo essencial. uma planta milagrosa. revestidas de pêlos. • Boehmeria nivea – rami. sendo muito famosa sua parceria com a cebolinha (Allium fistulosum). enriquecedora do paladar das mais diversas iguarias. folha-de-santana. chicória. Urticaceae (urticáceas) Família cujos gêneros eram relacionados na Família Urticineae que foi desmembrada em Moraceae. • Petroselinum sativum – salsa. como interiores. características que a recomenda também para a indústria de papel. etc. sendo usado também como condimento e para fazer chás. para se ter sempre a mão. Planta asiática cujas raízes são utilizadas quase que como uma panacéia. Suas folhas desidratadas são usadas para fazer farinha que entra na composição de rações animais. de folhas lanceoladas. urtiga-mansa. indicada para tratamento de afecções pulmonares. extremamente ornamentais.

de propriedades medicinais e tóxicas. • Valerianoides cayennensis ou Stachytarpheta cayennensis – gervão-roxo. • Clerodendron thomsonae – clerodendro. • Gmelina arborea – gmelina. Árvore característica da vegetação de mangue (apresenta pneumatóforos). o que barateia em muito. Planta herbácea invasora. que têm a possibilidade de regeneração. com cores alvi-rubras. lágrima-de-cristo. melífera. trepadeira volúvel.172 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Utriculariaceae ou Lentibulariaceae (utriculariáceas ou lentibulariáceas) – (ver Lentibulariaceae) Valerianaceae (valerianáceas) • Centranthus ruber – alfinete. Verbenaceae (verbenáceas) Família que reúne 100 gêneros e aproximadamente 700 espécies distribuídas pelas regiões tropicais de todo o mundo. Planta medicinal indicada para tratamentos de distúrbios gastrointestinais e afecções urinárias. • Verbena sp. cujo gênero dá nome à família . Planta ornamental. muito usadas em projetos paisagísticos. Planta herbácea ornamental. aos quais muito enriquece com sua forma singela e fascinante. • Avicenia nitida ou A. lantana. o custo de produção de mudas e facilita o transporte das mesmas a grandes distâncias. de madeira dura. • Valeriana officinalis – valeriana. – verbena. que se cultiva visando à produção de celulose. Árvore de grande porte. de folhas largas. fruto drupa mole e achatada. e também muito presente em jardins populares. para sombrear plantios de cacau na Amazônia. uma vez plantados no lugar definitivo. flores pequenas. de belas flores multicoloridas. clorodendro. tomentosa – siriúba. ornamental. • Tectona grandis – teca. A produção de mudas apresenta o detalhe de que podem ser produzidas em canteiros e comercializadas de “tocos nus”. delgadas. cujo nome do gênero dá nome à família. • Lantana camara – cambarazinho. Árvore originária da Ásia. originária da Índia. tendo por isso seu cultivo ganhado interesse e se espalhado pelos trópicos. pelo seu crescimento rápido. possuindo a interessante característica de crescimento rápido em relação a outras árvores que produzem madeira-de-lei nas regiões tropicais do planeta. flores pequenas. Planta herbácea medicinal indicada como sedativo e tranqüilizante. e que foi muito indicada pela CEPLAC. redondas e membranosas. Planta herbácea ornamental e medicinal. siriúba-dos-mangues. de flores extremamente bonitas. que fornece madeira muito bem reputada entre as principais (mais valorizadas) de todo o mundo.

Árvore madereira da Amazônia. Árvore de propriedades medicinas. Vochysiaceae (vochisiáceas) • Qualea paraensis – mandioqueira. bastante resistente. Winteraceae (winteráceas) • Drimys brasiliensis – casca-d’anta. Planta medicinal. cataia. Vitaceae ou Ampelideae (vitáceas) • Vitis vinifera – uva. Plantinha ornamental de rara beleza com folhas espêssas arredondadas e flores azuis. • Vochisia vismiaefolia – quaruba-vermelha. Planta ornamental muito bonita com suas coloridas flores provenientes de melhoramento que fixaram variedades híbridas de flores extraordinariamente vistosas e de belo efeito ornamental. Árvore que ocorre no Sul do Brasil. visando à decoração interior. sendo cultivada desde os primórdios da humanidade. donde sobressai o vinho. sendo por isso muito apreciada para cultivo em vasos. Árvore grande da Amazônia de madeira de cerne vermelho. • Vochisia guianensis ou melinoni – quaruba-branca. • Vochisia obscura – quaruba-de-flor-pequena. coariúba. Árvore da Amazônia de madeira de boa qualidade empregada em fins diversos. oferecendo seus deliciosos frutos para serem consumidos in natura ou através dos seus produtos. Árvore comum no Cerrado que apresenta a característica especial de produzir goma (resina). • Vochysia grandis – quaruba. • Viola odorata – violeta. suma-roxa. e que é utilizada para fins diversos (multiuso). que produz madeira de boa qualidade. já que tolera ambientes sombreados. . uma das bebidas mais requintadas e apreciadas em todo o mundo. Violaceae (violáceas) • Anchietea salutaris – cipó-suma. usada em carpintaria e cujo nome do gênero dá nome (caracteriza) à família. • Viola tricolor – amor-perfeito.Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades 173 • Vitex orinocencis ou Vitex megapotamica ou Vitex montevidensis – tarumã. Planta trepadeira frutífera que é uma das mais tradicionais de todo o mundo. Planta medicinal. • Vitex polygama – marianeira. pau-de-goma. Árvore madereira da Amazônia • Vochysia thyrsoidea – gomeira. Árvore nativa da Amazônia. cedrorana. Existem inúmeras variedades de uvas adaptadas a diferentes condições de clima e propícias para as diversas finalidades da exploração.

que está sendo muito cultivada no Brasil no segmento de flores tropicais. de cheiro muito intenso e agradável. as quais se aproveita para elaboração de essência (perfume). muito bonitas e vistosas. cana-do-brejo-roxa. que são muito requisitadas para compor arranjos de flores tropicais. tapeinóculo. Planta ornamental de flores em cachos brancos. Planta herbácea medicinal e ornamental indicada para tratamento de problemas das vias urinárias. inclusive pedra nos rins. • Eletteria cardamomum – cardamomo. pelo que passou a ser largamente cultivada como planta ornamental. Planta medicinal cujos rizomas são utilizados para tratar uma série muito grande de enfermidades. colônia.174 Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades Zingiberaceae (zingiberáceas) • Alpinia nutans – alpínia. Planta ornamental de flores de extrema beleza. flor-da-redenção. originária da Indonésia. • Tapeinochilus ananassae – tapeinóquilo. além de ser usada como condimento (tempero) na culinária de diversas partes do mundo. que por este aspecto marcante. . Planta ornamental de flores de rara beleza. parecendo um abacaxi. • Curcuma zedoaria – zedoária. cana-do-mato. têm propriedades medicinais (principalmente para tratar afecções pulmonares). cana-d’água. que pela larga durabilidade ocupa lugar de destaque no ramo de negócio de arranjos de flores tropicais. spicatus – cana-do-brejo. • Zingiber officinale ou officinalis – gengibre. • Zingiber spectabilis – sorvetão. de flores excêntricas em forma de bastão. com gosto forte e picante. é muito cultivada como planta ornamental. • Costus spiralis ou C. cana-de-macaco. costus. comprida e muito ornamental. inclusive com propriedade para aliviar ou curar mau hálito. Há também uma variedade de flores de cor vermelha. Planta utilizada como condimento na culinária de diversas partes do mundo. • Etlingera elation – bastão-do-imperador. de rara beleza. Planta herbácea cujas raízes. Planta ornamental que apresenta pequenas flores saídas de uma estrutura grande. gengibre-tocha.

Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades

175

Referências

BUDOWSKI, G. Los sistemas agroforestales en América Central. In: AGROFORESTERIA. Turrialba: de CATIE, 1981 p. 15-24. (Série Técnica. Boletim Técnico,14). CALZAVARA, B. B. G.; MULLER, C. H.; KAHWAGE, O. de N. da C. Fruticultura tropical: o copuaçuzeiro; cultivo, beneficiamento e utilização do fruto. Belém, PA: Embrapa-CPATU, 1984. 101 p. (Embrapa-CPATU. Documentos, 32). CALZAVARA, B. B. G. Fruticultura tropical: o açaizeiro. Belém, 1986. 8 p. Apostila. CARVALHO, P.E.R. Espécies florestais brasileiras: recomendações silviculturais, potencialidades e uso da madeira. Colombo: Embrapa-CNPF; Brasília, DF: Embrapa-SPI, 1994. CAVALCANTE, P. B. Frutas comestíveis da Amazônia. 5. ed. Belém: Museu Paraense Emílio Goeldi, 1991. 279 p. il. (Coleção Adolpho Ducke). CLAY, J. W.; CLEMENT, C. R.; SAMPAIO, P. de T. B. (Ed.). Biodiversidade amazônica: exemplos e estratégias de utilização. Manaus: SEBRAE: INPA, 1999. 409 p. CORREA, M.P.; PENA, L. de A. Dicionário das plantas úteis do Brasil e das exóticas cultivadas. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional: Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, 19261978. 6 v. il. 646 p. DONÁDIO, L. C.; NACHTIGAL, J. C.; SACRAMENTO, C. K. do. Frutas exóticas. Jaboticabal: Funep, 1998. 279 p. DUBOIS, J. C. L.; VIANA, V. M.; ANDERSON, A. B. Manual agroflorestal para a Amazônia. Rio de Janeiro: REBRAF: Fundação Ford, 1996. 228 p. DUCKE, A. As leguminosas da Amazônia brasileira. Rio de Janeiro: Ministério da Agricultura. Serviço de Publicidade Agrícola, 1939. 170 p. ENCICLOPÉDIA Delta Larousse. Rio de Janeiro: Delta, 1972. ENCICLOPÉDIA BRITANNICA. 15. ed. São Paulo: Britannica do Brasil, [1994]. 28 v. FERREIRA, A.B.de H. Novo Aurélio século XXI: o dicionário da língua portuguesa. 3. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999. 2128 p. FLORA Brasiliensis. Disponível em: <http://florabrasiliensis.cria.org.br>. Acesso em: 10 ago. 2008. GEILFUS, F. El arbol al servicio del agricultor: manual de agroforesteria para el desarrollo rural. v.2: guia de espécies. Santo Domingo: Enda-Caribe: CATIE, 1989. 778 p. GOMES, R. P. Fruticultura brasileira. 7. ed. São Paulo: NOBEL, 1981. 446 p. GOOGLE. Disponível em: < http://www.google.com.br>. Acesso em: 10 ago. 2008. HENDERSON, A. Palms of the Amazon. New York: Oxford University Press, 1994. 362 p. HOLDRIDGE, L.R.; POVEDA A., L.J. Arboles de Costa Rica: v.1 palmas, otras monocotiledoneas arboreas y arboles con hojas compuestas o lobuladas. San Jose: Centro Cientifico Tropical, 1975. 546 p.

176

Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades

HUBER, J. Matas e madeiras amazônicas. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, História Natural e Etnografia, Belém, v. 6, p. 91-225, 1910. LE COINTE, P. Árvores e plantas úteis: (indígenas e aclimadas). 2. ed. São Paulo: Nacional, 1947. 506 p. il. (Brasiliana. Biblioteca pedagógica brasileira, v. 251). LOCATELLI, M.; SOUZA, V.F. de. Castanha-do-brasil: características agronômicas, produção de mudas e propagação vegetativa. Porto Velho: Embrapa-UEPAE Porto Velho, 1990. 11p. (Embrapa-UEPAE Porto Velho. Circular Técnica, 17). LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil, v.1. Nova Odessa: Plantarum, 1992. 352 p. LORENZI, H.; SOUZA, H. M. de. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbaceas e trepadeiras. Nova Odessa: Plantarum, 1995. 720 p. LORENZI, H. (Coord.). Palmeiras no Brasil: nativas e exóticas. Nova Odessa: Plantarum, 1996. 303 p. LOUREIRO, A. A.; SILVA, M. F. DA; ALENCAR, J. DA C. Essências Madeireiras da Amazônia. Manaus: INPA, 1979. v. 1, 245 p. MARTIUS, C.F.P. Flora brasiliensis: enumeratio plantarum in Brasilia hactenus detectarum: quas suis aliorumque botanicorum studiis descriptas et methodo naturali digestas partium icone illustratas. Lipsiae: Frid. Fleischer, 1878-1885. 16 v. MICHAELIS moderno dicionário da língua portuguesa. Sao Paulo: Melhoramentos, 1998. 2259 p. MITSCHEIN, T.; MAGAVE, J.; JUNQUEIRO, R. Amazônia: alianças nas defesas da vida. Belém: UPPa : Poema, 1994. 236 p. (Série Poema, 1). MONTAGNINI, F. Sistemas agroforestales: principios y aplicaciones en los tropicos. 2. ed. rev. aum. San Jose: Organizacion para Estudios Tropicales, 1992. 622 p. NOGUEIRA, O. L.; CONTO, A.J. de; CALZAVARA, B.B.G.; TEIXEIRA, L.B.; KATO, O.R.; OLIVEIRA, R.F. de. Recomendações para o cultivo de espécies perenes em sistemas consorciados. Belém: Embrapa-CPATU, 1991. 61 p. (Embrapa-CPATU. Documentos, 56). NOGUEIRA, O. L.; CARVALHO, C. J. R. de; MULLER, C. H.; GALVÃO, E. U. P.; SILVA, H. M. e; RODRIGUES, J. E. L. F.; OLIVEIRA, M. do S. P. de; CARVALHO, J. E. U. de; ROCHA NETO, O. G. da; NASCIMENTO, W. M. O. do; CALZAVARA, B. B. G. A cultura do açaí. Brasília, DF: Embrapa-SPI; Belém, PA: Embrapa-CPATU, 1995. 49 p. (Coleção plantar, 26; Série vermelha. Fruteiras). OLIVEIRA, M. do S. P. de; MOTA, M. G. da C.; CARVALHO, J. E. U. de. Caracterização e avaliação de pataua e bacaba (complexo Oenocarpus/Jessenia). Belém: Embrapa-CPATU, 1982. 5 p. (Embrapa-CPATU. Pesquisa em Andamento, 161). QUEIRÓZ, J. A. L. de; MOCHIUTTI, S. Plantio de açaizeiros. Macapá: Embrapa Amapá, 2001. 8 p. (Embrapa Amapá. Comunicado Técnico, 55). RIBEIRO, G. D. Fruticultura: uma alternativa para a agricultura de Rondônia. Porto Velho: Embrapa Rondônia, 2000. 7 p. (Embrapa Rondônia. Recomendações Técnicas, 20). RIBEIRO, G.D. A cultura do cupuacuzeiro em Rondônia. Porto Velho: Embrapa-CPAF Rondônia, 1992. 32 p. (Embrapa-CPAF Rondônia. Documentos, 27). RIZZINI, C.T. Plantas do Brasil: árvores e madeiras úteis do Brasil: manual de dendrologia brasileira. Sao Paulo: E. Blucher, 1971. 294 p.

Algumas espécies de plantas reunidas por famílias e suas propriedades

177

SHANLEY, P.; MEDINA, G. (Ed.). Frutíferas e plantas úteis na vida amazônica. Belém, PA: CIFOR: Embrapa Amazônia Oriental: IMAZON, 2005. 304 p. SIMAO, S. Manual de fruticultura. Sao Paulo: Agronômica Ceres, 1971. 530 p. il. (Biblioteca Agronomica Ceres, 7). SILVA, M.F. da; LISBOA, P.L.B.; LISBOA, R.C.L. Nomes vulgares de plantas amazônicas. Manaus: INPA, 1977. 222 p. SIQUEIRA, G. C. L.; VIEIRA, E.; SOUZA, J. M. A. de; MENEZES, M. Açaí: opções de investimento no Acre com produtos florestais não-madeireiros. Rio Branco, AC: Sebrae, 1995. 29 p. (Sebrae. Produtos Potenciais da Amazônia). Portifolio. SOUZA, A. das G. C. de; SOUSA, N. R.; SILVA, S. E. L. da; NUNES, C. D. M.; CANTO, A. do C.; CRUZ, L. A. de A. Fruteiras da Amazônia. Brasília, DF: Embrapa-SPI; Manaus: EmbrapaCPAA, 1996. 204 p., il. (Biblioteca Botânica Brasileira, 1). UMA nova era para a mangueira e abacateiro. Informe Agropecuário, Belo Horizonte: EPAMIG, v. 8, n. 86, [199?]. VENTURIERI, G.A.; RONCHI-TELES, B.; FERRAZ, I.D.K.; LOURDE, M.; HAMADA, N. Cupuaçu: a espécie, sua cultura, usos e processamento. Belém: Clube do cupu, 1993. 108 p. VILLACHICA, H.; CARVALHO, J. E. U. de; MULLER, C. H.; DIAZ S., C.; ALMANZA, M. Frutales y hortalizas promisorios de la Amazonia. Lima: Tratado de Cooperacion Amazonica, Secretaria Pro-Tempore, 1996. 367 p. (TCA-SPT. Publicaciones, 44). YARED, J.A.G.; BRIENZA JUNIOR, S.; MARQUES, L.C.T. Potencialidades da agrossilvicultura para a Amazonia brasileira. Belem: Embrapa-CPATU, 1992. 16 p. WIKIPÉDIA: Enciclopédia livre on line. Disponível em: <http://pt.wikipédia.org/wiki>. Acesso em: 10 ago. 2008.

.

............................................................................................................................. 74 Caparidaceae ou Capparideae (caparidáceas) ................................................................................................................... 56 Alismaceae ou Alismataceae.......................................................................................................... 64 Aristolochiaceae (aristoloquiáceas).................................................................................. 70 Bromeliaceae (bromeliáceas) ......................................................... 73 Cannabaceae (canabáceas)................................................ 58 Anonaceae (anonáceas) ........... 61 Aquifoliaceae ou Ilicineae (aquifoliáceas) .......................... 56 Amaranthaceae ou Amarantaceae (amarantáceas) ............................. 57 Anacardiaceae (anacardiáceas).................................... 74 Caricaceae (caricáceas) ...................... 56 Agaveae ou Agavaceae............... 74 Cannaceae (canáceas) .............................................................. 56 Alstroemeriaceae ou Alstroemerieae .......................................................................... 72 Cactaceae (cactáceas) .................. 65 Asteraceae ........................................... 69 Boraginaceae ou Cordiaceae (boragináceas ou cordiáceas) ........ 66 Basellaceae (baseláceas)................................. 65 Asclepiadaceae (asclepiadáceas) .............. 66 Begoniaceae (begoniáceas) .................... 71 Burseraceae (burseráceas) .................................................................... 66 Balsaminaceae (balsamináceas) ................................ 63 Araliaceae (araliáceas) ............................. 56 Amaryllidaceae (amarilidáceas)................................................................................................. 55 Actinidiaceae ................................... 67 Betulaceae (betuláceas) .................................... 67 Bixaceae (bixáceas) ............................................ 66 Berberidaceae ou Berberideae (berberidáceas) ......................................................................................................................................................................................................................................................................... 67 Bignoniaceae (bignoniáceas) ................... 74 Caprifoliaceae (caprifoliáceas) .......................................................................................... 61 Apocynaceae (apocináceas)............................................................................................................... 66 Azollaceae ou Salviniaceae/Pteridophyta (azoláceas/pteridófitas) ...Índice de famílias Acanthaceae...................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 69 Bombacaceae ou Bombaceae (bombacáceas) ................... 63 Araceae (aráceas) ............................................................................................................................................................................................... 60 Apiaceae (apiáceas) .............................................................................................................................................................................................................................................. 75 ...

............... 76 Cecropiaceae (cecropiáceas) .............................................................................................. 99 Graminae ou Poaceae (gramíneas ou poáceas) ...................................................... fitoláceas) .................................... 78 Ciperaceae (ciperáceas) ..................................................... 91 Cyclantaceae (ciclantáceas) ............... 81 Coniferae (coníferas) .......................................................................... 99 Guttiferae ou Gutiferaceae ou Clusiaceae (gutíferas ou gutiferáceas ou clusiáceas).................................................. 92 Dioscoriaceae ou Dioscoreae (dioscoriáceas).................................................... 97 Fitolacaceae ou Phytolaccaceae ou Fitolaceae (fitolacáceas............................... 104 Hippocrateaceae (hipocrateáceas)......... 85 Costeaceae (costeáceas) ................................................................................. 75 Casuarinaceae (casuarináceas) .................................................................................. 99 Glossulariaceae (glossulariáceas) ......................................................... 94 Esterculiaceae ................................................................................................ 86 Cruciferae ou Brassicaceae (crucíferas ou brassicáceas) .......................... 75 Caryocaraceae ou Rhizoboleae (cariocaráceas) .......................................................................................................................................... 77 Ciclantaceae ............................................................................ 91 Cyperaceae (ciperáceas) .................................................................................................................................................................................... 79 Commelinaceae (comelináceas). 80 Compositae ou Asteraceae (compostas ou asteráceas) ............................................................... 86 Crassularaceae ou Crassulaceae (crassularáceas ou crassuláceas) ................... 93 Droseraceae (droseráceas) ......................................................................... 92 Diksoniaceae/Pteridophyta (diksoniáceas/pteridófitas) ....................103 Hidrangeaceae (hidrangeáceas) ....... 77 Chenopodiaceae ou Quenopodiaceae ou Salsoláceas (chenopodiáceas ou quenopodiáceas ou salsoláceas) ........ 103 Hippocastanaceae (hipocastanáceas) ........ 84 Convolvulaceae (convolvuláceas) ......................................................................................................................................................................................................................................................................................Cariofilaceae (cariofiláceas) ...................................................................................................................... 98 Geraniaceae (geraniáceas) .................. 91 Cycadaceae (cicadáceas)..................... 93 Dipterocarpaceae (dipterocarpáceas).......................................................................................... 87 Crysobalanaceae ou Chrysobalanaceae (crisobalalanáceas).... 98 Flacourtiaceae (flacourtiáceas) ............................................................................................................................................................. 94 Erythroxylaceae (eritroxiláceas) ................... 94 Euphorbiaceae (euforbiáceas) ......... 94 Fagaceae (fagáceas) ..................................................... 91 Dilleniaceae (dileniáceas) .......... 98 Gesneriaceae ou gesneraceae (gesneriáceas) .................................................................. 93 Ericaceae (ericáceas) ............................................................................................ 76 Celastraceae ou Celastrineae (celastráceas) ........................... 104 .................................... 88 Cucurbitaceae (cucurbitáceas)..................... 94 Eriocaulaceae (eriocauláceas) ..................................................................................................................................................................................... 93 Dracaenaceae (dracaenáceas) ............................................................ 98 Gentianaceae (gentianáceas)...................................................................................................................................... 94 Escrofulariaceae .................................................................................................................................................................................................................. 78 Clusiaceae – ex-Guttiferae (clusiáceas – ex-gutíferas) .................................................. 78 Combretaceae (combretáceas) ............................................ 99 Goodeniaceae ou Goodenoghiaceae (goodeniáceas ou goodenogiáceas) .......................................... 93 Ebenaceae (ebenáceas) ........ 89 Cupressaceae (cupressáceas)...............

.. 131 Moraceae (moráceas) ............................................................................................ 140 Oxalidaceae ou Oxalideae (oxalidáceas) ....................................................... 140 Orchidiaceae (orquidiáceas ou orquidáceas) ......... 140 Oleraceae ou Oleaceae (oleráceas ou oleáceas) ............................................................................................................................................................................................................................ 126 Malpighiaceae (malpigiáceas)................ 120 Lemnaceae (lemnáceas) ...................................................................................................................... 139 Olacaceae ou olacineae (olacáceas) ........................................................... 140 Opiliaceae (opiliáceas) .. 110 Subfamília Faboideae ........................... 129 Menispermaceae (menispermáceas) .......................... 141 Pandanaceae (pandanáceas) .................................................................... 134 Myristicaceae (miristicáceas) ............ 136 Nictaginaceae ou Nyctagineae (nyctagináceas).............. 124 Linaceae ou lineae (lináceas) ................. 126 Loranthaceae (lorantáceas) ........................................................................................................................................................... 104 Hymenophyllaceae ou Hymenophylleae/Pteridophyta (himenofiláceas) ........................ 131 Moringaceae (moringáceas) ............... 105 Juglandaceae (juglandáceas) ..................... 126 Magnoliaceae (magnoliáceas) ......... 134 Musaceae (musáceas) .. 131 Monimiaceae (monimiáceas) ........................................................................................ 114 Subfamília mimosoideae (mimosáceas) .......................................... 127 Marantaceae (marantáceas) ................................................................................ 139 Nynpheaceae ou Nymphaeaceae (ninfeáceas)................................................................................................................................................................................................................................................................... 123 Lentibulariaceae ou utriculariaceae (lentibulariaceae ou utriculariaceae) ....................... 105 Labiatae ou Lamiaceae (labiadas ou lamiáceas)...................................... 105 Juncaceae (juncáceas) . 150 Papaveraceae (papaveráceas) ...................................... 126 Lythraceae ou Lithraceae (litráceas) .......... 125 Lithraceae (litráceas) .. 127 Malvaceae (malváceas) ............ 105 Lauraceae (lauráceas) .................................................................................................... 126 Lycopodiaceae/Pteridophyta (licopodiáceas) .................................................................................... 126 Loganiaceae (loganiáceas) ................................................................................................................... 110 Subfamília Caesalpinioideae (cesalpiniáceas) .................................... 104 Icacinaceae ou Icacineae (icacináceas) ............................................... arecáceas) ........................................................................... 131 Mirtaceae (mirtáceas) .......... 104 Iridaceae ou Irideae (iridáceas) ............................Humiriaceae (humiriáceas) ....................... 107 Lecythidaceae (lecitidáceas) ........................................................................ 150 ................. 104 Hyperaceae (hiperáceas) ........................................................................................................ 128 Melastomaceae ou Melastomataceae (melastomáceas ou melastomatáceas) ...................................................... 140 Palmaceae ou Palmae ou Arecaceae (palmáceas....................................... 123 Lilliaceae (liliáceas) ............................................ 135 Myrtaceae ou Mirtaceae (mirtáceas) ............................................................................................................................................ 140 Onagraceae (onagráceas) .......................................................... 129 Meliaceae (meliáceas) ........... 109 Leguminosae ou fabaceae (leguminosas ou fabáceas) ..

.................................................................................................................................................................................. 161 Sapotaceae ou Sapoteae (sapotáceas) ........................................................................................... 154 Proteaceae (proteáceas) ...... 150 Pedaliaceae (pedaliáceas) ........................................................ 155 Quiinaceae (quiináceas) .....................................................Passifloraceae (passifloráceaas) .................................. 155 Ranunculaceae (ranunculáceas) ............................................ 151 Pinaceae (pináceas) ........................................ 152 Podostemonaceae ou Podostemaceae (podostemonáceas) ........... 157 Rutaceae (rutáceas) ..................................... 151 Phytolacaceae ou Fitolacaceae (fitolacáceas) ..................................................... 155 Rubiaceae (rubiáceas) ....................... 173 Winteraceae (winteráceas) .............................................. 151 Plumbaginaceae ou Plumbagineae (plumbagináceas) ............................................................................................................... 169 Theaceae (teáceas) ............................................................................................................................................................................. 154 Pteridophyta (pteridófitas)...................................................... 159 Salicaceae ou Salicineae (salicáceas) ... 153 Portulacaceae (portulacáceas) .................................................................................................................................................................................................................. 163 Simaroubaceae ou Simarubaceae (simaroubáceas) ... 161 Sapindaceae (sapindáceas)....................................... 173 Zingiberaceae (zingiberáceas) ............... 164 Sterculiaceae ou Esterculiaceae (sterculiáceas ou esterculiáceas) ........ 169 Umbeliferae ou Apiaceae (umbelíferas ou apiáceas) ....................................................... 154 Quenopodiaceae (quenopodiáceas) ...... 173 Vochysiaceae (vochisiáceas) ......................................... 152 Polygalaceae ou Poligaleae (poligaláceas) ..... 155 Ramnaceae ou Rhamnaceae ou Rhamneae (ramnáceas) .................... 153 Polygonaceae (poligonáceas) ............................................................................................................................................. 172 Violaceae (violáceas).................................................................................................... 155 Rosaceae (rosáceas) ................................................................................................................................................... 164 Solanaceae (solanáceas) ........................ 155 Resedaceae (resedáceas) ............................................................... 173 Vitaceae ou Ampelideae (vitáceas) ....................................................................................................................................................................... 172 Valerianaceae (valerianáceas) ............ 154 Punicaceae (punicáceas) .................................. 151 Piperaceae (piperáceas) ............................................................................................... 170 Urticaceae (urticáceas) .................................................... 154 Primulaceae (primuláceas) .... 154 Potamogetonaceae ou Ruppiaceae (potamogetonáceas ou rupiáceas) .................... 153 Polypodiaceae/Pteridophyta (polipodiáceas/pteridófitas) ............................. 164 Simondsiaceae (simondsiáceas) .................... 171 Utriculariaceae ou Lentibulariaceae (utriculariáceas ou lentibulariáceas) ... 174 ...................................................................... 162 Saxifragaceae (saxifragáceas).............................. 169 Tiliaceae (tiliáceas) ................................................................................................................................................... 166 Taxaceae (taxáceas) ........................................... 161 Santalacaceae (santalacaceae)............... 163 Scrofulariaceae ou Escrofulariaceae ou Scrofularinae (scrofulariáceas ou escrofulariáceas) ... 172 Verbenaceae (verbenáceas) .................... 153 Pontederiaceae (pontederiáceas) ....................... 152 Podocarpaceae (podocarpáceas) .........................................................................

.

Rondônia .

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->