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tipos de justiça

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DIREITO E MORAL, DIREITO E JUSTIÇA, DIREITO E EQUIDADE E TEORIA DOS CÍRCULOS E MÍNIMO ÉTICO

 

Direito e Moral. A diferenciação entre o Direito e a Moral nem sempre é fácil de estabelecer-se, sendo um dos equívocos mais comuns entre os leigos e que, por isso mesmo, Jhering a chamou de cabo Horn da Filosofia do Direito, ou seja, “escolha perigoso contra o qual muitos sistemas já naufragaram”. Tanto o Direito quanto a Moral têm uma base ética comum e uma origem idêntica, que é a consciência coletiva da sociedade. Ambos são normas de comportamento que regulam atos dos seres humanos, tendo um e outro, por fim, o bem estar do indivíduo e da coletividade. A diferenciação entre ambos só é possível após profunda análise de seus pontos de dessemelhanças, senão, vejamos:

Direito e Moral

a) Campo de Atuação: Moral - O seu campo de atuação é mais amplo, abrangendo os deveres do homem para com Deus, para consigo mesmo e para com seus semelhantes; Direito – Tem o campo de atuação mais restrito, abrangendo apenas os deveres do homem com seus semelhantes.

b) Coercibilidade: Moral - Incoercível e só comporta sanções internas (remorso, arrependimento, desgosto íntimo, sentimento de reprovação geral) que do ponto de vista social é ineficaz, pois a ela não se submetem os indivíduos sem consciência e religião; Direito - Tem coação. Ao inverso da Moral, ele conta com a sanção para coagir os homens e garantir a mais completa eficiência das normas jurídicas. Sem esse elemento coercitivo e inseparável do Direito, não haveria segurança nem justiça para a sociedade.

ou seja. volitivo à intenção de quem age. físicos.Visa à abstenção do mal e a prática do bem.Visa evitar que se lese ou se prejudique a outrem. Direito . ou seja. psíquico.   d) Momento: Moral .Momentos externos. Direito . .Momento interno.Direito e Moral c) Objetivo: Moral . apenas a atividade do homem nas relações com o mundo externo.

estabelece uma diretiva geral sem particularização.Definida.Difusa. atribuir-lhes força coercitiva. isto é. : “Muitas normas. passaram ao campo do Direito pelo fato do legislador julgar convenientes as relações sociais. atribui um poder ou direito subjetivoa outrem (a cada Direito corresponde um dever). pois impõe apenas deveres. estabelece normas que definem a dimensão da conduta exigida.É unilateral e possui uma estrutura simples. Direito . não dando poder a ninguém de exigir uma conduta de outrem. impondo uma sanção a sua desobediência . antes apenas do âmbito da Moral.acidente do trabalho. Direito .Direito e Moral  e) Estrutura: Moral .É bilateral e possui uma estrutura imperativo-atributiva. ao mesmo tempo em que impõe um dever jurídico a alguém. . aviso prévio etc”.  f) Sanção: Moral . Obs.

ao mesmo tempo. A sua definição clássica foi uma elaboração da cultura greco-romana. assim a formulou: “justitia est constans et prepetua voluntas jus suum cuique tribuendi” (Justiça é a constante e firme vontade de dar a cada um o que é seu). pretende consagrá-la nos textos legislativos. movido por interesse de ordem prática. com base nas concepções de Platão e de Aristóteles.Conceito de Justiça A Justiça é o magno tema do Direito e. permanente desafio dos filósofos do Direito. além de retratar a Justiça como virtude humana. apresenta a idéia nuclear desse valor: “Dar a cada um o que é seu”. a presente definição. Inserida no “Corpus Juris Civilis”. que pretendem conceituá-la e ao próprio legislador que. . Ulpiano.

ao declarar que a Justiça existe apenas onde há propriedade. penalidade proporcional ao crime. à religião. que está adequado. A parcela de ações justas que o Direito considera é a que se refere às riquezas e ao mínimo ético necessário ao bem estar coletivo. O “seu” representa algo que deve ser entendido como próprio da pessoa. um elogio. A palavra justo. . A idéia de Justiça não é pertinente apenas ao Direito. como pretendeu Locke. à Moral.Conceito de Justiça  Ensina Paulo Nader: Dar a cada um o que é seu é um esquema lógico que comporta diferentes conteúdos e não atinge apenas a divisão das riquezas. e algumas Regras de Trato Social preocupam-se também com as ações justas. um perdão. guarda de um filho menor pelo cônjuge inocente. vinculada à justiça. revela aquilo que está conforme. Configura-se por diferentes hipóteses: salário equivalente ao trabalho. O “seu” de uma pessoa é também o respeito moral.

mas manifesta-se logo que ele passa a reconhecer o que é seu. existe sempre em função de uma relação social. A semente do justo acha-se presente na consciência dos homens. “Justitia est ad alterum”.Conceito de Justiça A Justiça não é uma ideia inata ao ser humano.  Aristóteles afirmava que a Justiça reúne quatro termos: “Duas são as pessoas para quem ele é de fato justo. . a Justiça é algo que se refere ao semelhante. e duas são as coisas em que se manifesta . A Justiça. assim como o Direito.os objetos distribuídos”. ou seja.

e. severa. aprisionado nos vínculos do pensamento. O fiel só irá para o meio após a realização da justiça. É representada descalça e com os olhos bem vendados. pronunciando o direito no momento de "ison" (equilíbrio da balança). Com a mão direita. título atribuído.  Themis (a divindade da justiça com vistas à “norma agendi”). é a Justiça álgida. Note-se que. a benevolência. ou seja. sendo que era costumeiro invocá-la nos julgamentos perante os magistrados. na mão esquerda sustentava uma balança de pratos (representando a igualdade buscada pelo Direito). arrasadora guardiã dos juramentos dos homens e da lei. para criar personificações e forjar símbolos que são “a expressão sensível do que é abstrato. Diké (a divindade da justiça com vistas à “facultas agendi”) é a concórdia. sem que o fiel esteja no meio. a equidade apaziguadora em face da justiça estrita e não moldável. empunhando uma espada desembainhada e uma balança. idealizadas por Homero e Hesíodo e seus poemas “A Ilíada” e “A Teogonia”.A Justiça na Mitologia O homem.  . plasticamente. A ideia abstrata de Justiça teve sua representação plástica entre gregos nas figuras de “Thêmis” e "Dike". sustentava uma espada (simbolizando a força. do ato tido por justo. Ressalta-se também que a Justitia romana era também representada de olhos vendados. Por isso. elemento tido como inseparável do Direito). equilibrado.” Capazes de exprimir o abstrato do espírito. a Diké. para os gregos. criam a representação sensível das ideias abstratas. inflexível. o justo (Direito) era identificado com o igual (Igualdade). são a linguagem do espírito na sua infância. a conciliação. na realidade. ou seja. foi por vezes tida como deusa da justiça. nesta acepção. sempre recorre aos meios de expressão sensíveis.

“Ela exige que cada qual faça o que lhe cumpre fazer com vista ao fim comum”. discípulo de Sócrates e mestre de Aristóteles. pois. os Pré-socráticos já estudavam a importância da Justiça. Para Platão. a Justiça é a virtude por excelência. Aristóteles (384-322 a. Platão. tomando isso como exemplo. em cada homem. em geral. pois consiste em uma relação harmoniosa entre as várias partes de um corpo. respeitem as leis justas”. para que os maus cidadãos.A Justiça na Filosofia Grega Desde o séc. no entanto.. Platão e Aristóteles que imprimiu vigoroso impulso à Filosofia do Direito. mas foi a tríade Sócrates. encara o problema da Justiça no Estado. O que eles nos afirmaram do saber.   . V a. está escrita com letras pequenas”. ela pode ser lida mais claramente. autor de uma “TEORIA DA JUSTIÇA” que até hoje é utilizada e que tem inspirado os estudos jus filosóficos.C.C. vale também para o saber jurídico. A obediência às leis do Estado é. nesta situação. “porque está escrita em caracteres grandes.  Sócrates afirmou sua fé em uma justiça superior. ao passo que.) foi um dos maiores gênios da humanidade. um dever de “respeitar mesmo as leis injustas. para a validez da qual não é preciso sanção positiva nem formulação escrita. para Sócrates.

Dar a cada um o que é seu – “suum cuique Tribuere”  Ulpiano considerava a justiça precipuamente como virtude prática. concretistas e administradores por excelência. . não se deixavam arrastar para a especulação filosófica. Os romanos eram práticos.Não prejudicar a outrem –“alterum non laedare”. com raras exceções. possuíam cultura filosófica (estoicismo romano). mas a importância maior dos romanos para a civilização foi no campo da Ciência do Direito com o “Corpus Juris Civilis”. campo fecundo para criação e desenvolvimento. Os gregos criam. em geral. pelo tema do trabalho. objetivos. em Roma. Os juristas romanos. os romanos importam e divulgam. imediatistas.A Justiça na Filosofia Romana Diversamente do que ocorreu na Grécia. a figura de Ulpiano ao afirmar que os preceitos do Direito são: .  Entre os juristas romanos destacamos. e. e .Viver honestamente – “honeste vivere”. A Filosofia Romana é inteiramente de importação grega. jurista e ministro do imperador Justiniano. do Bizâncio. monumental codificação reunida sob a supervisão de Triboniano. acentuando o seu elemento volitivo: “Constans et perpetua voluntas jus suum cuique tribuendi” (Justiça é a constante e firme vontade de dar a cada um o que é seu). . a Filosofia não encontra.

o “doutor angelicus”. nasceu no castelo de Rocaseca em 1225 d. a Justiça é distributiva ou comutativa. unido por laços de sangue a várias famílias imperiais. descendente de nobre estripe. acrescentando o conceito de “Justitia legalis” como sinônimo de virtude geral. II ao \/I) e o da Escolástica (séc. A Escolástica atingiu a plenitude com Santo Thomaz de Aquino. benignidade e piedade. no sentido aristotélico.A Justiça na Filosofia da Idade Média  Na história da Idade Média Cristã. e a equidade é compreendida como ideia de retidão e de justiça ou por moderação. Para Thomaz de Aquino. é tradicional a divisão do pensamento filosófico em dois períodos: o da Patrística (séc. XII ao XIV). correção.   .C.

Nela. esforçou-se para mostrar as relações dos princípios de justiça com os de ordem social.  Johannes Althusius (1557-1638) é considerado autor da teoria da fundamentação contratual do Estado sob base Federal e sistematizador da Diquelogia. Na Renascença.A Justiça na Filosofia Renascentista A Idade Média foi um vasto período da história da humanidade. . Em sua obra “Diquaelogla”. que é a ciência da Justiça. o homem reputava-se subordinado a leis extrínsecas de que reconhecia não ser autor. caracterizado pelo conformismo e pela submissão. mas simples sujeito passivo. o homem acredita na razão autônoma e a diviniza.

Dotado de sensibilidade profunda e entusiasmo imensurável pelo Ideal de Justiça.A Justiça na Filosofia Moderna e Contemporânea Ao estudarmos esta fase do ideal de justiça. destacados no tema Justiça:  Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) . a ponto de escrever que tinha um “ódio soberano pela injustiça”. ele entendia “Justiça como a consagração dos direitos de liberdade e igualdade.foi autor das obras celebres “Du Contrat Socíal” e “Discours sur l'origine de l’Itígalité des hommes”.” . Rousseau foi o maior intérprete das necessidades políticas de seu tempo. resolvemos partir dos Contratualistas e outros jus filósofos contemporâneos.

é absoluta e formal. segundo leis universais: daí a máxima: age exteriormente de tal maneira que o livre uso de teu arbítrio possa conciliar-se com a liberdade de todos. considerado por muitos como um divisor da Filosofia (antes de Kant e Depois de Kant). A noção de Justiça. para ele. foi uma das maiores figuras da Filosofia Ocidental. segundo uma lei universal”. “justa é toda ação que não é ou cuja máxima não é um obstáculo ao acordo da liberdade de arbítrio de todos com a liberdade de cada um. . ou seja. no grande mestre. é retirada da noção de justo que. Pode ser considerado o fundador da Filosofia moderna.A Justiça na Filosofia Moderna e Contemporânea  Emmanuel Kant (1724-1804). nascido em Königsberg.

os abismos e os subsolos do Direito. entre a pena e a culpa.A Justiça na Filosofia Moderna e Contemporânea  Rudolf Von Jhering (1818-1892). e a segunda. Do súdito que cumpre a lei ninguém diz que ele procedeu com justiça. A Justiça material estabelece a igualdade interna. quer dizer.. Justiças e arbítrio seriam pois noções correlativas: a primeira indicaria que aquele que tem a missão e o poder de estabelecer a ordem no círculo dos seus inferiores. assegura a aplicação uniforme.. a Justiça formal produz a igualdade externa. se conformou com as normas a que o reputamos sujeito. da norma estabelecida. Estabelecer a igualdade tal é o fim prático da Justiça. Jhering. Só pode fazê-lo quem manda. que estabelece o direito. nem daquele que infringe se diz que andou injustamente: aquele que é obrigado à obediência não pode obrar nem justa nem arbitrariamente. a ordem). . Etimologicamente.  A Justiça para Jhering: Com a expressão injusto introduzimos no assunto uma noção até aqui evitada muito de propósito e que se liga intimamente com a do arbitrário: é a Justiça. a todos os casos. isto é.. Mas o termo tem. quem dispõe do poder e tem por missão criar a ordem. procurou trazer para a plena luz os mais sutis arcanos. que ele delas se afastou.. Justiça Formal e Justiça Material são os termos melhor apropriados para exprimir este duplo aspecto da noção de justiça. é Justiça o que é conforme com o Direito. O latim moldou exatamente esta idéia na palavra JUSTITIA (isto é o poder ou a vontade Qui jus sistit.... isto é.. a justa proporção entre os méritos e o salário. toda a gente vê. chamado por Edmundo Picard de extraordinário jurisconsulto. com o seu “utilitarismo evolucionista”. o maior jurista do século XIX. um sentido mais restrito.

enquanto problema valorativo. especialmente. situa-se fora de uma teoria do Direito que se limita à análise do Direito Positivo como sendo uma realidade jurídica. psicológicos ou teológicos. mas não uma interpretação de normas jurídicas particulares. pelo método de elaboração conceptual que adotou. procurei expor num apêndice (A Justiça e o Direito natural) o que há a dizer sobre ele de um ponto de vista científico e. É Teoria Geral do Direito. nacionais ou internacionais. isento de quaisquer conteúdos biológicos. sociológicos. mas não à pergunta sobre como deve ser e como elaborá-lo. tal problema é de importância decisiva para a política jurídica.  Hans Kelsen ensina no prefácio da segunda edição da Teoria Pura do Direito: O problema da Justiça. Kelsen constrói o seu sistema de Teoria Pura do Direito. fundador da Escola Vienense e da Teoria Pura do Direito. como. era um pensador neokantíano de tendência logicista. Quer expor o Direito como ele é sem o legitimar como justo ou desqualificá-lo como injusto. . porém.A Justiça na Filosofia Moderna e Contemporânea  Hans Kelsen (1881-1973). o que há a dizer sobre a doutrina do Direito Natural. A Teoria de Kelsen não visa a determinação do conteúdo da Justiça como valor absoluto. Partindo da distinção entre a categoria do “Ser” e a categoria do “Dever Ser”.  Limita-se ao Direito Positivo: é a Teoria do Positivismo Jurídico. “A Teoria Pura do Direito” é uma Teoria do Direito Positivo e não de uma ordem jurídica especial. Procurou responder a pergunta sobre o que é e como é o Direito.

Primeiro Termo da Justiça . professor da Universidade Nova de Bruxelas e autor da monumental obra “O Direito Puro”. É o programa! Mas é realizável? .Pelo esforço de cada qual. exigir o concurso de todos. e . dos humildes.E pelo esforço de todos.De cada qual segundo as suas faculdades.Segundo Termo da Justiça . Jus filósofo belga. Picard. chefe da Ordem dos Advogados junto ao Supremo Tribunal da Bélgica. não ser apenas a servidora dos poderosos. . trazendo a toda a parte a saúde e a alegria.   Ensina Picard: A justiça. Senador.A cada qual segundo as suas necessidades. mas sobretudo. penetrar na organização social como um fluído benéfico.Quarto Termo da Justiça . .A Justiça na Filosofia Moderna e Contemporânea  Edmundo Picard. deve abraçar toda a Sociedade. mas no limite das forças de cada qual. não fornecer as suas vantagens a alguns. para merecer o seu grande nome. não esquecer ninguém e não esquecer nenhuma necessidade. mas a todos. em sua obra “O Direito Puro.Terceiro Termo da Justiça . realiza uma das mais importantes análises da Justiça criando o Tetragrama: .

eis que é exercido pelo Estado. mas significará uma face do prisma. de direito. Cada tipo não será uma unidade. para que possamos. então.Tipo definido por Aristóteles como sendo o tipo fundamental.Tipos e Critérios de Justiça  a) Tipos de Justiça: É preciso que desmontemos a Justiça em tipos específicos. Ei-los:  Justiça Distributiva . direitos e vantagens entre os membros da sociedade. Protege ele a distribuição de ônus. Corresponderia à manutenção dos vínculos obrigacionais. obrigações e deveres. aptidão e capacidade de cada um deles. . assumidos. Estes têm de defender. sentir como o Direito atuará na sua realização. de acordo com a situação.Também ela é identificada por Aristóteles. reciprocamente. competir a cada um. o que. independente e autônoma.  Justiça Comutativa . assim como a de honras. tendo por fim regular as relações entre os membros do grupo social. entre si pelos próprios membros do grupo social.

o “bem comum” . para os encargos sociais da administração pública. porque procura abraçar os dois tipos anteriores. mais proeminentemente. os membros da sociedade cumpram as leis sobre as quais repousa a ordem social existente e tendente ao “bem comum”. 1961. de Paulo VI.Às vezes. 1930 .“Rerum Novarum”. contribuindo cada um.Este tipo corresponde a uma designação formal e específica dos tempos modernos. 1931 . sob o princípio da igualdade. e até mesmo publicou. e a boa vontade de levá-lo a cabo constituem a Justiça Social. Leão XII. 1937 de Pio XI . em 1850. no sentido de pretender que. em 1891 – “Castí Connubii”.e “Populorum Progressio”. é chamada de “Justiça geral”. que se dispôs a enfrentar a política Social desde a sua sagração. ao Bispo da Monguncia. assim denominada porque cria a verdadeira ordem na comunidade e protege. Wilherme Von Ketteler. em 1864. pois a sociedade somente interessa-se por um desenvolvimento orgânico. unificando-os. de modo permanente. a obra específica “A questão trabalhista e a cristandade”. .“Divini redemptoris”. à organização do trabalho e à prestação do salário .“Mater Et Magistra”. Justiça Social . que. igualando-os a meras “Justiças Particulares”.Tipos de Justiça  Justiça Legal . 1967.Justiça social é dar a cada um segundo suas necessidades. como nos diz Nell-Breuning. O esforço. neste sentido. Os primeiros gestos históricos característicos desse sistema são atribuídos a La Mennais e a Lacordaire. de João XXJII .“Quadragésirno Anno". e. tentaram resolver “a questão social" pela adoção de métodos cristãos e. mais ou menos em 1835.   Este tipo de Justiça é definido em várias Encíclicas Papais que visam especialmente à distribuição justa de bens. Este tipo foi introduzido por Tomás de Aquino no esquema aristotélico. então.

No Direito. Rui Barbosa não desconheceu isto ao salientar que “A regra de igualdade não consiste senão em aquinhoar desigualmente aos desiguais. É indispensável se recorrer a atuações desiguais. a igualdade está consagrada pelo principio da Isonomia. O “dar a cada um o mesmo” não é medida ideal. a importância da igualdade na noção de Justiça. partindo do pensamento de Pitágoras.Critérios Formais: a) Igualdade . A proporcionalidade é o elemento essencial nos diversos tipos de repartição. proporcionada à desigualdade natural. . Esse critério exige tratamento igual para situações iguais. b) Proporcionalidade . na medida em que se desigualam. “a Justiça se caracteriza como uma relação aritmética de igualdade entre dois termos. Para ele. segundo o qual “todos são iguais perante à lei”. chegou à conclusão de que a simples noção de igualdade não é suficiente para expressar o critério de Justiça.Critérios de Justiça A noção de justiça para todos os fatos sociais pressupõe uma avaliação de certos critérios. primeiramente.Aristóteles. uma injúria e a sua reparação”. é que se acha a verdadeira Lei da Igualdade”. Nesta desigualdade social. que são dispostos em duas ordens:  Primeiro .Foi Pitágoras que considerou. por exemplo.

preconizadas pela Justiça Social. Justiça: o “dar a cada um o mesmo” não é medida ideal. tendo por base a fórmula “a cada um segundo suas necessidades”. Rui Barbosa não desconheceu isto ao salientar que “A regra de igualdade não consiste senão em aquinhoar desigualmente aos desiguais. que condiciona também a aplicação da Justiça. O atribuir a cada um segundo o seu mérito requer não um tratamento de igualdade. Este critério deve ser tomado na fixação de salários. proporcionada à desigualdade natural.É o valor individual e a qualidade intrínseca da pessoa. A proporcionalidade é o elemento essencial nos diversos tipos de repartição. É indispensável se recorrer a atuações desiguais. Como os valores possuem bipolaridade. ou seja. conhecidas como necessidades essenciais ou “minimum vitai”.Este critério. conjunto de condições concretas que permitem a todos um nível de vida à altura da dignidade da pessoa humana. é que se acha a verdadeira Lei da Igualdade”. modernamente. Estas necessidades.Critérios Materiais: a) Mérito . ao lado do mérito existe o demérito. . vem se desenvolvendo e se institucionalizando pelo Direito. na medida em que se desigualam. c) Necessidade . ao trabalho produzido pelo homem.Critérios de Justiça  Segundo . b) Capacidade . nos exames e concursos e no estabelecimento da contribuição de cada indivíduo para com a coletividade. corresponde às obras realizadas. deve-se fazê-lo de acordo com o seu grau de intensidade. mas de proporcionalidade.Como critério de Justiça. Ao se recompensar o mérito de alguém. Nesta desigualdade social. são as mesmas que nucleiam o Bem-Comum. que é um desvalor ou valor negativo.

juiz ou administrador. que ao legislador seria impossível a sua total catalogação.  Ensina Paulo Nader: Tal é a diversidade dos acontecimentos sociais submetidos à regulamentação. conforme o velho adágio Summum jus. A sistemática exige do aplicador da lei. de acordo com suas peculiaridades. a aplicação rígida e automática da lei poderia fazer do Direito um instrumento de injustiça.Equidade  Aristóteles traçou com precisão em sua obra Ética a Nicômaco o conceito de Equidade. por ser de chumbo. às condições do caso concreto. ajustava-se a qualquer superfície. (Suma justiça. que é genérica e abstrata. Exercício do direito em excesso gera injúria excessiva) . Daí por que a lei não é casuística e não prevê todos os casos possíveis. exatamente como o decreto se adapta aos fatos”. sua injúria. “A régua adapta-se à forma da pedra e não é rígida. considerando-a “uma correção da lei quando ela é deficiente em razão da sua universalidade” e comparou-a à régua de lesbos que. Não fosse assim. summa injura. uma adaptação da norma jurídica.

127 do CPC . Podemos afirmar que. O direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho. ou seja. é a ideia nuclear do Direito. naquilo em que não for incompatível com os princípios fundamentais deste. na falta de disposições legais ou contratuais. o direito comparado. na forma dos arts. 8º da CLT . O árbitro conduzirá o processo com os mesmos critérios do Juiz. pela jurisprudência. decidirão. por equidade e outros princípios e normas gerais de direito. conforme o caso.O Juiz adotará em cada caso a decisão que reputar mais justa e equânime. 5º e 6º desta Lei.As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho. mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público. Melhor é aceitar a Equidade como a justiça do caso concreto.   Art.O juiz só decidirá por equidade nos casos previstos em lei. Vejamos o exemplo no Direito brasileiro:  Art. como virtude humana. a Equidade é o núcleo quantitativo e qualitativo da Justiça. Art. temperada de misericórdia e não uma fonte criadora do Direito. podendo decidir por equidade. 6º e 25 da Lei nº. 25. se a Justiça. ainda. de acordo com os usos e costumes. Art. principalmente do direito do trabalho e. Parágrafo único.Equidade Para os romanos. por analogia. etc. a Equidade era a “justitia dulcore misericórediae temperata”. a justiça doce.   . atendendo aos fins sociais da lei e às exigências do bem comum. 9099/95 .

000 telefones celulares foi o primeiro réu a ser condenado pela prática de spam na Rússia. sucintamente. responda ao que se pede justificadamente. c) É correto dizer que Direito e Moral são independentes? Justifique sua resposta.000 rublos (cerca de 300 reais). 26/04/2004. a) As normas morais e jurídicas são instrumentos de controle social? Fundamente sua resposta. Fonte: Reuters. b) Diferencie a Moral de Direito. a partir das suas características.    . Ele foi condenado a um ano sob observação e uma multa de 3.  Desconsiderando o fato de a situação ter se passado com um adolescente na Rússia.Atividade  Spam obsceno leva à condenação adolescente na Rússia Um adolescente que mandou uma mensagem obscena para 15. à luz das teorias que envolvem essa questão. o caso concreto em exame. comentando. O estudante de Chelyabinsk invadiu o sistema de uma das maiores operadoras de celular e usou um programa especial para mandar a mensagem.

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