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Projeto de Leitura 4 Ano

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Published by: Michele Cristina Goncalves on Apr 07, 2013
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PREFEITURA MUNICIPAL DE MARINGÁ ESCOLA MUNICIPAL ANGELA VERGÍNIA BORIN

PROJETO DE LEITURA ANUAL PARA OS ALUNOS DO 4º ANO – B e 5º ANO - B

PROJETO DE LEITURA DE MÃOS DADAS À IMAGINAÇÃO: UMA VIAGEM AO MUNDO LETERÁRIO, DA LEITURA À CRIAÇÃO.

2013

INTRODUÇÃO:

A necessidade de ser um indivíduo letrado, alfabetizado e criativo com eficiência, tem se instalado em nossa sociedade como nunca havia em todos os tempos. Os resultados que os métodos de avaliações brasileiros vêm obtendo nos últimos anos, faz com que educadores de modo geral se preocupem com a leitura e escrita dos alunos brasileiros. Aliado a esse cenário preocupante, vê-se ainda que a realidade atual vem afastando cada vez mais nossos alunos do ato de ler. Aspectos como computadores, internet, videogames, televisão e o acesso restrito a leitura no núcleo familiar, tem ocasionado pouco interesse para leitura. Consequente a isso se encontram as dificuldades marcantes como: interpretação, compreensão, vocabulário precário, erros ortográficos, produções pobres e sem sentido etc. Assinalamos que nessa perspectiva Vygotski também se preocupou com o desenvolvimento da leitura e escrita das crianças, pois para ele esses processos devem ser ensinados, e é na escola que esse ensino deve ocorrer “[...] Porque na escola a criança não aprende o que sabe fazer sozinha, mas o que ainda não sabe e lhe vem a ser acessível em colaboração com o professor e sob sua orientação [...]” (VIGOTSKI, 2001, p. 331). De fato quando as crianças vão para a escola é para aprender algo que ainda não dominam como a leitura, a escrita, os cálculos, por isso precisam de alguém que as ensine. A educação escolar tem o compromisso de desempenhar um ensino que propicie “[...] a aquisição dos instrumentos que possibilitam o acesso ao saber elaborado, bem como o próprio acesso aos rudimentos desse saber [...]” (SAVIANI, 2005, p. 15). Assim, fica formulada a necessidade de que para o individuo ter acesso a esse saber elaborado historicamente pela humanidade, ele precisa apropriar-se de forma sistemática desse conhecimento. Para isso, a educação escolar deve desempenhar o papel social que lhe cabe, ou seja, ensinar, por meio dos conteúdos, o conhecimento científico, possibilitando que os alunos desenvolvam autonomia, criatividade e competência. Assim sendo, uma educação escolar que pretenda atender à concepção histórico-cultural, deve desenvolver o saber sistematizado, intencional, que implica posicionamentos político-pedagógico, pressupondo, nesse contexto, tomadas de decisões dos educadores objetivando o ensino dos conteúdos científicos indispensáveis à formação intelectual dos alunos e ao domínio da cultura letrada. O espaço educativo da sala de aula que objetiva transformar a aprendizagem dos alunos numa prática cotidiana de trocas e coexistência de diferentes valores, necessita ter a linguagem como veículo de circulação. A linguagem, oral

e escrita ao ser ensinada, necessita ter como objetivo principal a comunicação como transmissão intencional do pensamento. Trata-se, no entanto, de organizar no espaço escolar a verdadeira aprendizagem considerada por Vygotski (2001) como aquela que está sempre adiante do desenvolvimento fazendo desaparecer o que a maioria das escolas continua realizando durante o processo de alfabetização – um ensino mecânico para ensinar a ler e escrever, subtraindo da escrita sua função social. Para esse autor a criança não aprende por disciplina isolada, mas pela interação com conteúdos que promovam o desenvolvimento das funções psicológicas superiores, ao mesmo tempo em que esse desenvolvimento propicie condições para a tomada de consciência e a apreensão dos conteúdos ensinados. A relação entre ensino e práticas sociais de uso da língua pode mediar a demolição de barreiras entre o que é ensinado na escola e o que é veiculado no mundo, possibilitando que a linguagem impulsione o desenvolvimento das capacidades cognitivas, ao mesmo tempo em que estabeleça o diálogo e a interação entre os indivíduos.

OBJETIVO GERAL:

Desenvolver hábitos de leitura prazer, ampliando assim o vocabulário e a aprendizagem da escrita, compreensão interpretação e outras potencialidades.

JUSTIFICATIVA: A proposta desse trabalho, surgir da necessidade e da importância de se colaborar para que o aluno leia com domínio os diferentes gêneros e compreenda a leitura em seus diferentes objetivos. Assim, o mesmo se justifica por se fazer necessário que a escola busque resgatar o valor da leitura como ato de prazer, emancipação social, promoção da cidadania. Através da leitura o ser humano consegue se transportar para o desconhecido, explorá-lo, decifrar os sentimentos e emoções que o cerca, acrescentar vida ao sabor da existência e vivenciar experiências que propiciem e solidifiquem os conhecimentos significativos de seu processo de aprendizagem.

ENCAMINHAMENTOS PARA O 4º ANO: As atividades acontecerão em sala de aula e também em casa. A cada bimestre realizaremos uma atividade diferente voltada ao objetivo já descrito acima. 1º BIMESTRE – POLLYANA – ELEONOR H. PORTER 2º BIMESTRE – RAUL DA FERRUGEM AZUL - ANA MARIA MACHADO 3º BIMESTRE – MENINO MALUQUINHHO - ZIRALDO

4º BIMESTRE – O PEQUENO PRÍNCIPE – ANTOINE SAINT EXUPÉRY

LIVRO – 1 Para o livro 1 os alunos iniciarão suas leituras no dia 15 de março e deverão ler dentro de no máximo 10 dias, para dar a oportunidade de todos lerem. Uma vez por semana, a professora fará uma assembleia para saber o que os alunos estão achando da leitura, como estão as leituras dos alunos etc.

Ao final da leitura, a professora fará uma leitura coletiva de uma semana, e os alunos escolherão uma das partes para reproduzir a história e representa-la com desenhos. A previsão para o encerramento dessa atividade é no dia 30 de abril.

LIVRO – 2 Marcado para iniciar no dia 06 de maio. O procedimento para leitura será da mesma forma. Os alunos iniciarão as leituras e durante esse período a professora fará assembleias para discussão das leituras. Após, também será feito a leitura compartilhada. Depois iniciaremos com as atividades dos alunos. Primeiro os alunos produzirão um relato sobre o livro lido. Depois do relato, estudaremos a biografia da autora Ana Maria Machado. Os alunos pesquisarão na internet, e nas capas do livro e compararão os textos. Entraremos no site da autora e tentaremos um contato, para que os alunos possam escrever para a autora contando sobre as leituras feitas.

LIVRO – 3 Os alunos irão ler o livro e assistirão o filme. Posteriormente a esses encaminhamentos, farão um texto comparando as duas formas de apresentação da literatura. Também exploraremos a biografia do autor Ziraldo e tentaremos um contato para que os alunos possam escrever para ele.

LIVRO – 4 Os alunos irão ler o livro e assistir o filme.

Escreverão um texto comparando os dois, e para encerrar esse trabalho de leitura, iremos propor aos alunos a releitura de uma das obras lidas.

TRABALHO DE ENCERRAMENTO

Iremos propor aos alunos a escrita ou reescrita de um dos livros, fazendo a releitura de um dos livros lidos. Tentaremos uma parceria através do projeto: Abrace um aluno escritor para que possamos publicar um livro e fazer uma noite de lançamentos e autógrafos para a entrega aos pais.

ENCAMINHAMENTOS PARA OS ALUNOS DO 5º ANO

1º BIMESTRE - DO OUTRO MUNDO – ANA MARIA MACHADO 2º BIMESTRE – AMIGOS – NARINDER DHAMI 3º BIMESTRE – O MISTÉRIO DE FEIURINHA – PEDRO BANDEIRA

4º BIMESTRE – TOM SAWYER - MARK TWAIN LIVRO – 1 Leitura do livro; Assembleia de discussão; Atividades de interpretação de texto; Reprodução de algum capitulo da história.

LIVRO – 2 Leitura do livro; Assembleia de discussão entre os alunos; Atividade de interpretação de texto; Escrita de um relato sobre o livro lido;

LIVRO - 3 Leitura do livro; Leitura compartilhada em sala; Assembleia de discussão; Reprodução do capítulo da história da Feiurinha; Filme; Relato comparando o filme com o livro lido. Teatro

LIVRO - 4 Leitura do livro; Assembleia de discussão; Proposta de produção de uma história para ser publicada.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Esse trabalho demostra a tentativa da escola em aderir o que a perspectiva Histórico Critica afirma. Assim, esperamos que os alunos possam fazer dessa oportunidade uma forma de aprendizagem significativa em todos os aspectos do desenvolvimento.

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