DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.

ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB

DIREITO CONSTITUCIONAL I

PLANO DE AULA

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO DIREITO CONSTITUCIONAL 1. DIREITO 1.1. A CLASSIFICAÇÃO EM “RAMOS DO DIREITO” 1.2. ALOCAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONAL Nas palavras de Alexandre de Moraes, o Direito Constitucional “é um ramo do Direito Público, destacado por ser fundamental à organização e funcionamento do Estado, à articulação dos elementos primários do mesmo e ao estabelecimento das bases da estrutura política”. 1.3. ORIGEM, FORMAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONAL I De acordo com Paulo Bonavides, a origem da expressão Direito Constitucional,
“[...] consagrada há cerca de um século, prende-se ao triunfo político e doutrinário de alguns princípios ideológicos na organização do Estado moderno. Impuseram-se tais princípios desde a Revolução Francesa, entrando a inspirar formas políticas do chamado Estado liberal, Estado de direito ou Estado constitucional”.

1.4. CRIAÇÃO DA 1ª CADEIRA DE DIREITO CONSTITUCIONAL Segundo Paulo Bonavides, o ministro da Instrução Pública, Guizot, determinou a criação da primeira cadeira de Direito Constitucional em 1834. O primeiro mestre a lecionar a Cadeira foi Pelegrino Rossi.
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros, 2005. 2.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 3. FERNANDES, Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 3 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011. 4..MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 8. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009. 9. VARGAS, Denise. Manual de Direito Constitucional. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO

CONSTITUCIONALISMO 1. CONSTITUCIONALISMO 1.1. CONSTITUCIONALISMO (em sentido amplo)

Na visão de Marcelo Novelino, o “[...] constitucionalismo, apesar de ser um termo recente, está ligado a uma ideia bastante antiga: a existência de uma Constituição nos Estados, independentemente do momento histórico ou do regime político adotado [...]”. 1.2. CONSTITUCIONALISMO (em sentido estrito) De acordo com Alexandre de Moraes, a “origem formal do constitucionalismo está ligada às Constituições escritas e rígidas dos Estados Unidos, em 1787 [...]”. Segundo Marcelo Novelino,
“[...] Mais do que uma simples técnica constitucional, o constitucionalismo é uma técnica de liberdade que assegura direitos fundamentais aos cidadãos de modo a impedir sua violação por parte do Estado. No século XIX a teoria das garantias e a teoria do Estado de direito (Rechtsstaat) se uniram ao princípio da separação dos poderes, conferindo ao constitucionalismo sua identidade atual”.

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros, 2005. 2.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 3. FERNANDES, Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 3 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011. 4..MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 8. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009. 9. VARGAS, Denise. Manual de Direito Constitucional. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011.

o modo pelo qual se constitui uma coisa.. as leis constitucionais seriam os demais dispositivos inseridos no texto do documento constitucional.. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 1. Caso isso não ocorresse. “[. ainda. . Curso de Direito Constitucional.. 1.]”. .] só se refere à decisão política fundamental (estrutura e órgãos do Estado. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CONCEITO. 15. ela seria ilegítima.3. de estabelecer.norma posta. Juridicamente..BONAVIDES.”[. organização. Paulo. um ser vivo. então. Pedro. lato sensu.Quadro explicativo apresentado por Pedro Lenza PLANO LÓGICO-JURÍDICO . CLASSIFICAÇÃO e ELEMENTOS 1. segundo Pedro Lenza... – São Paulo: Saraiva. que contém normas referentes à estruturação do Estado.. 2011. sem qualquer pretensão a fundamentação sociológica.] José Afonso da Silva. 3 ed.. é o ato de constituir. “[. Curso de Direito Constitucional. observa que “. porém. distribuição de competências. Bernardo Gonçalves.1.1. FERNANDES. São Paulo: Malheiros. de firmar.norma fundamental hipotética. . considerada norma pura. um grupo de pessoas.] uma Constituição só seria legítima se representasse o efetivo poder social [. segundo Pedro Lenza. direitos que deveres dos cidadãos.2. Além disso.]”. PLANO JURÍDICO-POSITIVO .4.Sentido jurídico. Constituição deve ser entendida como a lei fundamental e suprema de um Estado.Posição de Alexandre de Moraes “Constituição. de acordo com José Afonso da Silva.Sentido sociológico (defendido por Ferdinand Lassale. 1. política ou filosófica.plano do suposto .Sentido político (defendido por Carl Schmitt).DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc..4. Ed.. 2. direitos individuais.. puro dever-ser. 3.. à formação dos poderes públicos.]. traduzindo o pensamento de Kelsen. positivada. formação. em seu livro “Qué es una Constitución”?). mas não contêm matéria de decisão política fundamental”. 2011. 2005. caracterizando-se como uma simples “folha de papel” [. é a Constituição que individualiza os órgãos competentes para edição de normas jurídicas legislativas ou administrativas”..CONCEITOS 1. forma de governo e aquisição de poder de governar. vida democrática etc).Constituição é. Direito Constitucional esquematizado.LENZA. ou.norma positivada suprema. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. 3..fundamento lógico-transcendental da validade da Constituição jurídico-positiva. A concepção de Kelsen toma a palavra Constituição em dois sentidos: no lógico-jurídico e no jurídico-positivo [.

8. SILVA E NETO. . Alexandre. São Paulo: Atlas. São Paulo: MÉTODO. Rio de Janeiro: Forense. SILVA. Vicente. ALEXANDRINO. Marcelo. Denise.MORAES. Direito Constitucional descomplicado. Direito Constitucional. São Paulo: MÉTODO. 2011. Curso de Direito Constitucional positivo. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 7. Direito Constitucional. 2010. 6. PAULO. 9. Ed. Marcelo. 2009. Direito Constitucional. – Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: Malheiros. Manual de Direito Constitucional. NOVELINO. Manoel Jorge. São Paulo: Revista dos Tribunais. 5. José Afonso da. 2010. 6ª.4. VARGAS. 2009.

. desenvolvidas. De acordo com Bernardo Gonçalves..] surgem através de um pacto. b) Promulgada. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CLASSIFICAÇÃO 1. nas palavras de Uadi Bulos. Buscam desenvolver um equilíbrio não raro instável e precário. em franco progresso doutra”. atuar. Quanto à EXTENSÃO: a) Sintéticas (concisas. segundo José Afonso da Silva.. “são as constituições impostas.... “são aquelas que abordam todos os assuntos que os representantes do povo entenderem fundamentais [. ainda que criada com participação popular [. “também chamada de democrática. nascendo. pois os processos de produção (que obviamente. votada ou popular. longas. se aproximam das Constituições Outorgadas (e se distanciam das Promulgadas).. inchadas). que não recebeu do povo a legitimidade para em nome dele atuar [. de acordo com Pedro Lenza... ou governante).CLASSIFICAÇÃO (tipologia) 1..]”..Quanto à ORIGEM: a)Outorgadas. as Constituições “[. Segundo Paulo Bonavides. de forças políticas rivais: a realeza debilitada de uma parte.não é propriamente outorgada.]”.]”. e a nobreza e a burguesia. mas tampouco é democrática.]”. no Chile [. d) Pactuadas.. largas. 1.. sucintas.].1. “são aquelas que resultam de um acordo entre o rei (monarca) e o parlamento. da deliberação da representação legítima popular [.. breves... básicas). eleita diretamente pelo povo. conferem legitimidade ao documento constitucional) não envolvem o povo e sim algo pronto e acabado (“receita de bolo”) que. de acordo com Pedro Lenza.. “elas acabam por exprimir um compromisso instável (frágil). em nome dele. é submetido para digressão popular [. é aquela constituição fruto de uma Assembleia Nacional Constituinte. b) Analíticas (amplas. de maneira unilateral. volumosas.]”. extensas.2.] formada por plebiscito popular sobre um projeto elaborado por um Imperador (plebiscito napoleônico) ou um Ditador (plebiscito de Pinochet.] sem dúvida. prolixas. sumárias. “seriam aquelas enxutas.. são aquelas em q eu o poder constituinte originário se concentra nas mãos de mais de um titular [. “[. entre o princípio monárquico e o princípio da democracia”. segundo Pedro Lenza.. “[. de forma populista..DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ..]”.]”. portanto. veiculadoras apenas dos princípios fundamentais e estruturais do Estado [. pelo agente revolucionário (grupo. De acordo com Bernardo Gonçalves. segundo Pedro Lenza... c) Cesarista.

de acordo com Pedro Lenza..]”. a qual deve ter origem na Câmara dos Deputados. estando certo que se contrariarem a constituição serão consideradas inconstitucionais. segundo Pedro Lenza. na medida em que normas ordinárias não a modificam. depois de jurada a Constituição do Brazil. à CONSISTÊNCIA (Pinto Ferreira).]”. graníticas ou intocáveis”. Quanto à ALTERABILIDADE (Leda Pereira Mota e Celso Spitzcovsky). se fará a proposição por escripto.. nas palavras de Pedro Lenza.1. se conhecer. “[. à ESTABILIDADE (José Afonso da Silva e Alexandre de Moraes). e não o conteúdo de suas normas [. “são aquelas constituições que exigem..4..]”. a organização de seus órgãos. Portanto. c) Semiflexível ou semirrígida .] só pode ser modificada por procedimentos especiais que ela no seu corpo prevê. “será aquela constituição que elege como critério o processo de sua formação. a Constituição formal. b) Formalmente constitucional. a) Rígidas. e portanto.]”. à MUTABILIDADE (Michel Temer. segundo Pedro Lenza. mais dificultoso do que o processo de alteração das normas não constitucionais [.1. sendo também denominadas permanentes. e) Superrígida. determinava: “Se passados quatro annos. b) Flexível.. “são aquelas constituições inalteráveis. e ser apoiada por terça parte delles”. algumas matérias exigem um processo de alteração mais dificultoso do que o exigido para alteração das leis infraconstitucionais. d) Imutáveis. 1. verdadeiras relíquias históricas e que se pretendem eternas. mais solene. “será aquele texto que contiver as normas fundamentais e estruturais do Estado. quanto à estabilidade será rígida”. art.... as cláusulas pétreas. os direitos e garantias fundamentais [. 1.. previstas na Constituição brasileira de 1988. que algum dos seus artigos merece reforma. Luiz Alberto David Araújo e Vidas Serrano Nunes Júnior). 174.5. segundo Alexandre de Moraes. “é aquela constituição que é tanto rígida como flexível. “é aquela escrita ou não em um documento constitucional e que contém as normas tipicamente constitutivas do Estado e da sociedade”. ou seja.de acordo com Pedro Lenza. para a sua alteração (daí preferirmos a terminologia alterabilidade). são imutáveis. Segundo Bernardo Gonçalves.. Quanto ao CONTEÚDO: a) Materialmente constitucional... nas palavras de Pedro Lenza. “é aquela constituição que não possui um processo legislativo de alterabilidade mais dificultoso do que o processo legislativo de alteração das normas infraconstitucionais [. sem dúvida. um processo legislativo mais árduo. De acordo com Bernardo Gonçalves. pode ser considerada superrígida.]”. A Carta de 1824. Exemplo: Carta Imperial de 1824. enquanto outras não requerem tal formalidade [. Quanto ao modo de ELABORAÇÃO: .

Segundo Bernardo Gonçalves.]”..7. segundo Pedro Lenza. Para Pedro Lenza afirma as Constituições dogmáticas são “[. reflexivamente. estabelecendo as normas fundamentais de um Estado [.] seria a constituição formada por um conjunto de regras sistematizadas e organizadas em um único documento.... não traz as regras em um único texto solene e codificado. segundo Pedro Lenza.... de acordo com Meirelles Teixeira “[..]”.. ao contrário da escrita.7. na medida em que detentores e destinatários de poder seguem . b) Variadas. b) Costumeira. de acordo com Bernardo Gonçalves. “seriam aquelas que se materializam em um só código básico e sistemático [.6..]”.]”. segundo Pedro Lenza.. 1. costumes..]”. Ou seja.]”.8.]”. por uma Assembleia Constituinte [.]”. Exemplo: Constituição inglesa.]”. uma simbiose do texto constitucional com a realidade social. 1. Quanto à FORMA: a) Escrita (instrumental). sendo formadas de várias leis constitucionais [. portanto. Quanto à correspondência com a REALIDADE (critério ontológico – essência): a) Constituições normativas.] elaboradas de um só jato.. 1. reunindo a história e as tradições de um povo [. “são aquelas em que há adequação entre o texto constitucional (conteúdo normativo) e a realidade social. Há... não escrita ou consuetudinária. 1. reconhecidos pela sociedade como fundamentais. de dogmas políticos [. É formada por ‘textos’ esparsos.]”. Quanto à DOGMÁTICA: a) Ortodoxa. b) Históricas. “é aquela elaborada de forma esparsa (com documentos e costumes desenvolvidos) no decorrer do tempo. “seria aquela formada por ideologias conciliatórias [. convenções [. b) Eclética. de acordo com Pedro Lenza. a constituição conduz os processos de poder (e é tradutora dos anseios de justiça dos cidadãos). “é aquela formada por uma só ideologia [.. jurisprudência..] seria aquela constituição que.] partem de teorias preconcebidas. de planos e sistemas prévios. sendo fruto de um contínuo processo de construção e sedimentação do devir histórico [.. “seriam aquelas que se distribuiriam em vários textos e documentos esparsos... de acordo com Pedro Lenza.. racionalmente.. “[.. Quanto à SISTEMÁTICA (critério sistemático): a) Reduzidas (unitárias). “é aquela escrita e sistematizada em um documento que traz as ideias dominantes (dogmas) em uma determinada sociedade num determinado período (contexto) histórico [. De acordo com Bernardo Gonçalves... “[.]”..a) Dogmáticas. de ideologias bem declaradas... “constituem-se através de um lento e contínuo processo de formação ao longo da história... e baseia-se nos usos.

Porém. Manual de Direito Constitucional. c) Constituições semânticas. Constituição. Curso de Direito Constitucional. educacional. 2010. Pedro. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Não há simbiose do texto constitucional com a realidade social. 3.. Direito Constitucional esquematizado. Sem dúvida. se o texto existe. b)Constituições nominais. Curso de Direito Constitucional positivo. segundo Bernardo Gonçalves. Esse é o seu caráter educacional. Paulo. São Paulo: Revista dos Tribunais. entre outras”. 1988 [. “não há adequação do texto constitucional (conteúdo normativo) e a realidade social [. de acordo com Bernardo Gonçalves. Constituição Americana de 1787. 2010. Rio de Janeiro: Lumen Juris. ela pode. 6ª. Ed. 2009. um dia poderá alcançá-lo. PAULO.LENZA. São Paulo: MÉTODO. as Constituições brasileiras de 1934.(respeitam) a constituição. NOVELINO. Manoel Jorge.. São Paulo: Malheiros. 196769 (governo militar)”. A Constituição semântica trai o conceito de constituição. jurisprudencial etc). 7. São Paulo: Malheiros. 5. 2011. que.. SILVA. mas. Denise. Detentores do poder fizeram (produziram) o texto diferente da realidade social.]”.BONAVIDES. Exemplos. 15. São Paulo: Atlas. ao invés de limitar o poder. nos dizeres de Löewenstein. apesar de distante do texto. Direito Constitucional descomplicado. Constituição francesa de 1958. Como exemplos.... Constituições brasileiras de 1937 (Getúlio Vargas). VARGAS. servir de “estrela guia” de “fio condutor” a ser observado pelo país. 9. o que ocorre é um descompasso do texto com a realidade social (econômica. 2011. Direito Constitucional. Direito Constitucional. 2009. é mister deixar consignado que existe um lado positivo nessas Constituições. Marcelo. Rio de Janeiro: Forense. 1946. A constituição semântica vem para legitimar o poder autoritário. pedagógico. FERNANDES. Exemplos. 4. “são aquelas que traem o significado de constituição (do termo constituição). 2005.]. 6. – São Paulo: Saraiva. José Afonso da. SILVA E NETO. é e deve ser entendida como limitação de poder. Direito Constitucional. – Rio de Janeiro: Forense. 2011. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. Marcelo. . ALEXANDRINO. Alexandre. política. Curso de Direito Constitucional. 2. Constituição Alemã de 1949. 8. Bernardo Gonçalves. 3 ed. Ed. São Paulo: MÉTODO.MORAES. pois legitima (naturaliza) práticas autoritárias de poder. em sua essência. Vicente.

2ª. modificação ou acréscimo de normas constitucionais (sendo nesta última situação derivado do originário”. até agora. PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO ((inicial.. O que é o Terceiro Estado? – Tudo. inaugural. O abade Sieyés começa com o plano de sua obra fazendo três perguntas que são respondidas ao longo da obra: 1ª.] é aquele que instaura uma nova ordem jurídica. Exemplos: a manifestação através de uma assembleia nacional constituinte ou convenção. 1967.] pode ser conceituado como o poder de elaborar (e neste caso será obrigatória) ou atualizar uma Constituição.2.. não há forma predeterminada que o condicione. O que é que ele pede? – Ser alguma coisa. 3.1. 3.De acordo com Pedro Lenza. “o poder constituinte não está adstrito a nenhum procedimento específico.1.3.4.PODER CONSTITUINTE 1. “Qu’est-ce que le tiers état?. 2. Logo. de primeiro grau) 3. Exemplos: Constituições de 1824.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. “[. na ordem política? – Nada. não obstante possamos encontrar determinados padrões seguidos ao longo do tempo”. Formas de manifestação do poder constituinte originário Segundo Denise Vargas. 3. 1937.. As principais características apresentadas por Pedro Lenza e Marcelo Alexandrino são: . opúsculo publicado pela Abade Joseph Sièyes. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO PODER CONSTITUINTE 1. b)Autocrático (poder constituinte usurpado).. Exercício do poder constituinte originário a)Democráticos (poder constituinte legítimo). o poder constituinte “[. 3ª. TEORIA DO PODER CONSTITUINTE 2. mediante supressão. O que tem sido ele. rompendo por completo com a ordem jurídica precedente”. Conceito Segundo Pedro Lenza.1. 3.

4.3. nesse sentido. f) poder de fato e poder político.1.] deve obedecer às regras colocadas e impostas pelo originário. para serem elaboradas normas constitucionais estaduais. Assim. b) ilimitado juridicamente. segundo Denise Vargas. a uma forma preestabelecida na Constituição Federal. e. E nas palavras de Carlos Ayres Brito “éle é um poder simultaneamente constituinte e desconstituinte: zera a contabilidade jurídica até então existente e passa a começar tudo de novo”. Conceito Nas palavras de Pedro Lenza. Tabela explicativa sobre o poder constituinte derivado apresentada por Denise Vargas CARACTERÍSTICAS DO PODER CONSTITUINTE SECUNDÁRIO “Porque ele deriva da Constituição Federal e não nasce da vontade política soberana do povo”. d) incondicionado. municipais e distritais”. limitado e condicionado aos parâmetros a ele impostos”. para emendar a CF. ela é a origem de tudo. o poder constituinte é inicial. revisão do texto constitucional ou criação de normas constitucionais pelos entes federados”. eis que não se submete a nenhuma forma de expressão eventualmente pré-existente. também.. ele existe porque a Constituição. necessitando respeitar as normas jurídicas existentes na Constituição Federal. secundário. Limites ao poder reformador . Sua vontade é sempre legal. “[. 4. DERIVADO LIMITADO CONDICIONADO 4. de segundo grau) 4. “eis que só ao exercício do poder constituinte cabe determinar quais os termos em que a nova Constituição será estruturada”. constituído. por exemplo.2. segundo Denise Vargas. pois deriva ou se origina de uma autorização da Constituição Federal. PODER CONSTITUINTE DERIVADO (instituído. Logo. quanto à forma de se manifestar. o cria para reforma. na visão do Sieyès. é a própria lei. Antes dela e acima dela só existe o direito natural”.” “Porque obedece. deve-se obedecer á forma prevista na CF. não está jungido a nenhum processo predeterminado para a sua manifestação”.a)inicial. segundo Denise Vargas. segundo Denise Vargas. e) autônomo. “Porque encontra limites quanto á matéria jurídica. pois dá início a um Estado inaugurando o seu ordenamento jurídico. sendo. “a nação existe antes de tudo. NATUREZA JURÍDICA “É UM PODER JURIDICO. “o poder constituinte originário é incondicionado. que é uma norma jurídica. Assim.

a)Limites formais. 59. 47)”. de acordo com Marcelo Novelino. d) Limitações temporais. c) Poder constituinte derivado decorrente (art. De acordo com Marcelo Alexandrino. 7.] pode ser caracterizado como um poder de fato e se manifesta por meio das mutações constitucionais [.. por óbvio. segundo Marcelo Novelino. Conceito Segundo Pedro Lenza. de extrema gravidade. alteração ou exclusão de determinados conteúdos no texto constitucional”. por exemplo..]”.. “podem ser impeditivas de inclusão. 7.. 3°. com a finalidade de assegurar-lhe maior estabilidade.3. b) Limitações materiais (ou substanciais). votação. aprovação e promulgação das propostas de emenda. o poder constituinte decorrente. Considerando a existência de relevantes debates a respeito de certos temas constitucionais (acerca da forma e regime de governo. “são limitações consubstanciadas em normas aplicáveis a situações excepcionais.1. nas quais a livre manifestação do poder derivado reformador possa ser ameaçada. há as limitações formais subjetivas que “são relacionadas à competência para propositura de emendas à Constituição” e as limitações formais objetivas que “são referentes ao processo de discussão. o processo legislativo das emendas (CF. PODER CONSTITUINTE DIFUSO OU MATERIAL. 11 do ADCT). “consiste na proibição de reforma de determinados dispositivos durante certo período de tempo após a promulgação da Constituição. Por se tratar de uma Constituição rígida.] O estabelecimento desse processo simplificado de reforma teve razões históricas. c) Limitações circunstanciais. “[. b) Poder constituinte derivado revisor (art. “[. relativas ao desenvolvimento dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte de 1988. por meio de plebiscito). só existe nos Estados que adotam a forma federativa – para se auto-organizarem mediante a elaboração de suas constituições estaduais. Na visão de Marcelo Alexandrino. de acordo com Marcelo Novelino.. cuja decisão terminou por ser legada ao povo brasileiro. art. segundo Marcelo Novelino.. art. “[.. evitando-se alterações precipitadas e desnecessárias”. do ADCT).. Espécies de poder constituinte derivado a)Poder constituinte derivado por reforma (arts. . desde que respeitadas as regras limitativas impostas pela Constituição Federal”. A instabilidade institucional provocada por um momento tão delicado poderia ocasionar alterações precipitadas e desnecessárias no texto da LEX MATER”.] é aquele atribuído aos Estados-membros de uma federação – poder constituinte decorrente. 4. 60) é mais dificultoso que o processo legislativo ordinário (CF. I e 60 da CRFB/88). procedimentais ou processuais.

Denise. Conceito De acordo com Pedro Lenza “[. 8. 2011.]”. 2. Pedro.. materialmente perceptíveis. Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. Marcelo. 3 ed. SILVA E NETO. “palpáveis”. 6ª.. Alexandre. – Rio de Janeiro: Forense. 2011.7. Curso de Direito Constitucional positivo. 2005. – São Paulo: Saraiva. PAULO. São Paulo: Malheiros. Vicente. Ed. 6. FERNANDES. Manual de Direito Constitucional. 2009.MORAES. VARGAS.LENZA. Paulo. Direito Constitucional. 9.. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Manoel Jorge. 15. 4. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. . SILVA. São Paulo: Atlas. Curso de Direito Constitucional. mas sim alterações no significado e sentido interpretativo de um texto constitucional [. Direito Constitucional.] não seriam alterações “físicas”. NOVELINO. Mutação constitucional 7.2. São Paulo: Revista dos Tribunais. 2011. 7. São Paulo: Malheiros. José Afonso da. 3. São Paulo: MÉTODO.. Rio de Janeiro: Forense. Ed. São Paulo: MÉTODO. Marcelo. 2010. ALEXANDRINO.2. Direito Constitucional descomplicado. Direito Constitucional.BONAVIDES. 2009. 5.1. Direito Constitucional esquematizado. 2010. Rio de Janeiro: Lumen Juris.

ainda. declarando o momento a partir de quando a sua decisão passa a valer”.] nos casos de normas infraconstitucionais produzidas antes da nova Constituição. “[. não se falando em inconstitucionalidade superveniente. conforme visto no item anterior. ou seja. a lei anterior será revogada.1. apresentadas por Pedro Lenza. não se observará qualquer situação de inconstitucionalidade. ainda. b) a lei. um parágrafo etc. neste último caso. Segundo Pedro Lenza. Isso porque só se fala em ADI de uma lei editada a partir de 1988 e perante a CF/88 (princípio da contemporaneidade). uma mudança de competência legislativa. um ato normativo que deixe de ter previsão no novo ordenamento poderá ser recebido. mas. por exemplo. só se analisa a compati bilidade material perante a nova Constituição. i) a recepção ou a revogação acontecem no momento da promulgação do novo texto. contudo.. d) em complemento. c) como a análise perante o novo ordenamento é somente do ponto de vista material.O que acontece com as normas que foram elaboradas na vigência da Constitucional anterior com o advento de uma nova Constituição? Elas são revogadas? Elas são recepcionadas? Perdem a validade????? 2. 2. do decreto-lei. 3. uma lei pode ter sido editada como ordinária e ser recebida como complementar. como um artigo. precisa ter compatibilidade formal e material perante a Constituição sob cuja regência foi editada. Características. por falta de recepção”. É o caso. como vimos. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO NOVA CONSTITUIÇÃO E ORDEM JURÍDICA ANTERIOR 1.848/40) foi recebido como lei ordinária). que o STF poderá modular os efeitos da decisão. somente por meio de ADPF. apenas. que não mais existe perante o ordenamento de 1988: o Código Penal (DL n. a recepção de somente parte de uma lei. RECEPÇÃO 2.DIREITO CONSTITUCIONAL INTERTEMPORAL lato sensu 1. e) se incompatível. contudo. 2. a técnica de controle ou é pelo sistema difuso ou pelo concentrado.2.) nesse caso.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Entendemos.REPRISTINAÇÃO . de revogação da lei anterior pela nova Constituição. mas. quando ao fenômeno da recepção: “a)no fenômeno da recepção...1. g) é possível. h) é possível. incompatíveis com as novas regras. para ser recebida. matéria que era de competência da União pode perfeitamente passar a ser de competência legislativa dos Estados-membros.

DESCONSTITUCIONALIZAÇÃO Segundo Pedro Lenza. Marcelo. do ADCT. as normas da Constituição anterior são recepcionadas com o status de norma infraconstitucional pela nova ordem”. 34. Bernardo Gonçalves. SILVA E NETO. PAULO. São Paulo: MÉTODO. 4. 2°. 2010.. Marcelo. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.]”. 6ª. desde que compatíveis com a nova ordem. e seu §1°. 3 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris. permanecem em vigor.] fenômeno pelo qual as normas da Constituição anterior. RECEPÇÃO MATERIAL DE NORMAS CONSTITUCIONAIS De acordo com Pedro Lenza. art.LENZA. São Paulo: MÉTODO. Direito Constitucional.. Direito Constitucional esquematizado. “salvo disposição em contrário. a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência”. 2010. Por exemplo. 2011.De acordo com o art. 3. em razão de seu caráter precário. Direito Constitucional descomplicado. a legisl ação infraconstitucional anterior já revogada que ele deseja restaurar [. José Afonso da. Vicente. 15. – São Paulo: Saraiva.. 2011. NOVELINO. São Paulo: Malheiros. Rio de Janeiro: Lumen Juris. – Rio de Janeiro: Forense. Pedro... Segundo Denise Vargas. mas com o status de lei infraconstitucional. São Paulo: Atlas. 6. 2009.FERNANDES. 5. Curso de Direito Constitucional. §3° da LICC (Lei de Introdução ao Código Civil).] recebidas por prazo certo. são “[. Direito Constitucional. Curso de Direito Constitucional positivo. Manoel Jorge. Alexandre. . caput. 4. a desconstitucionalização é um “[. ALEXANDRINO. 5.MORAES. características marcantes no fenômeno da recepção material de normas constitucionais”. Rio de Janeiro: Forense. Ed. 2009. 7. Ed.. SILVA. “o poder constituinte poderá determinar expressamente. Direito Constitucional. Ou seja. 2.

150. ou seja. no momento em que entra em vigor. a função social para a qual foi criada. art.. .1. I a VI) ou prerrogativas (CF. NOÇÕES GERAIS 1. ou vedações (CF.. mas “possívelmente não integral”). “[.. §5°). independentemente de norma integrativa infraconstitucional [. 1. além daquelas que não indiquem processos especiais para a sua execução ou que já se encontrem suficientemente explicitadas na definição dos interesses nelas resguardados”.] está relacionada à produção concreta de efeitos. Uma das causas é o fato de a Constituição regular o fenômeno político. 53 e 150. estão aptas a produzir os seus efeitos. art. “Pertencem “a esta categoria. 19).DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. “[.] é a aptidão da norma para produzir os efeitos que lhe são próprios. imediata e integral) Segundo Pedro Lenza. Aproximam-se do a que a doutrina clássica norte-americana chamou de normas autoaplicáveis (self-executing. as normas que contenham proibições (CF.Classificação proposta de JOSÉ AFONSO DA SILVA a)Normas constitucionais de eficácia plena (aplicação direta. exceto nas hipóteses em que é diferida.. III. EFICÁCIA SOCIAL De acordo com Marcelo Novelino. §5°.EFICÁCIA JURÍDICA Segundo Marcelo Novelino. Em regra. adiada para o futuro. I. 145. difícil de ser enquadrado dentro de parâmetros jurídicos”. Uma norma é eficaz quando capaz de produzir efeitos ou de ser aplicada. art.CLASSIFICAÇÃO QUANTO À EFICÁCIA JURÍDICA 2.. de modo geral. b) Normas constitucionais de eficácia contida (eficácia redutível ou restringível. as que confiram isenções (CF. self-enforcing ou self-acting) Para Marcelo Novelino. Uma norma é efetiva quando cumpre sua finalidade. com aplicabilidade direta. §2°). b).. Algumas normas constitucionais apresentam sérios problemas relativamente a sua efetividade. 128. imediata. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS 1.2. 2.]. como no caso das leis que criam ou majoram tributos (CF. 184. “são aquelas normas da Constituição que. art. art. vem colada à vigência. art. imunidades (CF.1.

c. o legislador constituinte opta por traçar apenas princípios indicativos dos fins e objetivos do Estado. são “[. Por exemplo. máxime os direitos sociais.. c) Normas constitucionais de eficácia limitada.” Segundo Jorge de Miranda.1. aparecem.. 3.. 2°. “[. pelo que pode haver quem afirme que os direitos que deles constam.2.. que subdividem em: c. Normas de princípio institutivo (ou organizatório).. embora “tenham condições de. têm como destinatários primacial – embora não único – o legislador.. apesar de não terem sido revogados.] são os dispositivos da Constituição que. 5°.] são de aplicação diferida. 3° do ADCT. ou na hipótese do art. acompanhadas de conceitos indeterminados ou parcialmente indeterminados”. segundo Marcelo Novelino. quando da promulgação da nova Constituição (ou diante da introdução de novos preceitos por emendas à Constituição.. a cuja opção fica a ponderação do tempo e dos meios em que vêm a ser revestidas de plena eficácia (e nisso consiste a discricionariedade). É de tradição em nosso Direito Constitucional e nele devem constar os antecedentes e enquadramento histórico da Constituição.. “O preâmbulo de uma Constituição pode ser definido como documento de intenções do diploma. .NORMAS CONSTITUCIONAIS ESGOTADA DE EFICÁCIA EXAURIDA E APLICABILIDADE De acordo com Marcelo Novelino.] normas de eficácia limitada que dependem de lei para organizar ou dar estrutura a entidades. muitas vezes. pedindo aos tribunais o seu cumprimento só por si.. mais do que comandos-regras. Normas de princípio programático Para Marcelo Novelino. já efetivaram seus comandos”. órgãos ou instituições previstos na Constituição [. produzir todos os seus efeitos. no entanto. demonstrando a ruptura com o ordenamento jurídico constitucional anterior e o surgimento de um novo Estado. §3°).. e consiste em uma certidão de origem e legitimidade do novo texto e uma proclamação de princípios. conferem elasticidade ao ordenamento constitucional.] em vez de regular direta e imediatamente um interesse. “[. poderá a norma infraconstitucional reduzir a sua abrangência”. 4. têm mais natureza de expectativas que de verdadeiros direitos subjetivos. e não de aplicação ou execução imediata.]’. explicitam comandos-valores. PREÂMBULO CONSTITUCIONAL Nas palavras de Alexandre de Moraes.Segundo Pedro Lenza. não consentem que os cidadãos ou quaisquer cidadãos as invoquem já (ou imediatamente após a entrada em vigor da Constituição). bem como suas justificativas e seus grandes objetivos e finalidades”. apontar os meios a serem adotados. “[. impondo aos órgãos do Estado uma finalidade a ser cumprida (obrigação de resultado). sem. arts. Tais princípios se distinguem dos anteriores por seus fins e conteúdos.

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 2. FERNANDES, Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 3 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011. 3.MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 4. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 5. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 6. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 7. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO PRINCÍPIOS DE HERMENÊUTICA CONSTITUCIONAL 1. PRINCÍPIOS DA INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL a)Princípio da unidade da Constituição, segundo Pedro Lenza, “Constituição deve sempre interpretada em sua globalidade com um todo [...]”. Somando-se a isto, Marcelo Alexandrino expõe as conseqüências práticas do princípio da unidade, quais sejam:
“a) todas as normas contidas na Constituição formal têm igual dignidade – não há hierarquia, relação de subordinação entre os dispositivos da Lei Maior; b) não existem normas constitucionais originárias inconstitucionais – devido à ausência de hierarquia entre os diferentes dispositivos constitucionais, não se pode reconhecer a inconstitucionalidade de uma norma constitucional em face de outra, ainda que delas constitua cláusula pétrea”. c) não existem antinomias normativas verdadeiras entre os dispositivos constitucionais – o texto constitucional deverá ser lido e interpretado de modo harmônico e com participação de seus princípios, eliminando-se com isso eventuais antinomias aparentes”.

b)Princípio do efeito integrador, segundo Marcelo Alexandrino, “[...] o princípio integrador significa que, na resolução dos problemas jurídico-constitucionais, deve-se dar primazia aos critérios ou pontos de vista que favoreçam a integração política e social e reforço da unidade política”. c) Princípio da máxima efetividade, eficiência ou interpretação efetiva, de acordo com Marcelo Alexandrino, “[...] reza que o intérprete deve atribuir à norma constitucional o sentido que lhe dê maior eficácia, mais ampla efetividade social”. d) Princípio da concordância prática ou harmonização, de acordo com Marcelo Alexandrino, tem como fundamento “[...] a ideia de igualdade de valor dos bens constitucionais (ausência de hierarquia entre dispositivos constitucionais) que, no caso de conflito ou concorrência, impede, como solução, a aniquilação de uns pela aplicação dos outros [...]”. e) Princípio da força normativa, de acordo com Marcelo Alexandrino, é elaborado por Konrad Hesse, “[...] o intérprete deve valorizar as soluções que possibilitem a atualização normativa, a eficácia e a permanência da Constituição”. f) Princípio da interpretação conforme a Constituição. Segundo Marcelo Alexandrino,
“[...] impõe que, no caso de normas polissêmicas ou plurissignificativas (que admitem mais de uma interpretação), dê-se preferência à interpretação que lhes compatibilize o sentido com o conteúdo da Constituição”.

Como decorrência desse princípio, temos que: a)dentre as várias possibilidades de interpretação, deve-se escolher a que não seja contrária ao texto da Constituição; b) a regra é a conservação da validade da lei, e não a declaração de sua inconstitucionalidade; uma lei não deve ser declarada inconstitucional quando for possível conferir a ela uma interpretação em conformidade com a Constituição”.

g) Princípio da proporcionalidade ou razoabilidade Princípio da razoabilidade ou proporcionalidade (da proibição de excesso ou devido processo legal em sentido substantivo). a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino, o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha b) Subprincípios ou elementos vinculados ao princípio da razoabilidade: b.1. Adequação (idoneidade ou pertinência), “[...] significa que qualquer medida que o Poder Público adote deve ser adequada à consecução da finalidade objetivada, ou seja, a adoção de um meio deve ter possibilidade de resultar no fim que se pretende obter [..]”. b.2. Necessidade ou exigibilidade “[...]significa que a adoção de uma medida restritiva de direito só é validade se ela for indispensável para a manutenção do próprio ou de outro direito, e somente se não puder ser substituída por outra providência também eficaz, porém menos gravosa[...]”. b.3. Proporcionalidade em sentido estrito”[...] é exercido depois de verificada a adequação e necessidade da medida restritiva de direito. Confirmada a configuração dos dois primeiros elementos, cabe averiguar se os resultados positivos obtidos superam as desvantagens decorrentes da restrição a um ou outro direito[...]”. h) Princípio da justeza ou da conformidade funcional, segundo Marcelo Alexandrino, “estabelece que o órgão encarregado de interpretar a Constituição não pode chegar a um resultado que subverta ou perturbe o esquema organizatóriofuncional estabelecido pelo legislador constituinte”. i)Princípio da supremacia constitucional, de acordo com o STF, ADin, 2.215 – MC/PE, Rel. Min. Celso de Mello, j. em 17.04.2001:
“Sabemos que a supremacia da ordem constitucional traduz princípio essencial que deriva, em nosso sistema de direito positivo, do caráter eminentemente rígido de que se revestem as normas inscritas no estatuto fundamental. Nesse contexto, em que a autoridade normativa da Constituição assume decisivo poder de ordenação e de conformação da atividade estatal – que nela passa a ter o fundamento de sua própria existência, validade e eficácia -, nenhum ato de Governo (Legislativo, Executivo e Judiciário) poderá contrariar-lhe os princípios ou transgredirlhes os preceitos, sob pena de o comportamento dos órgãos do Estado incidir em absoluta desvalia jurídica”.

j) Princípio do conteúdo implícito (Fonte: webaula – Estácio) – “o intérprete deve atentar que a Constituição estabelece comandos que não estão expressos

Ed. Vicente. 15. Manoel Jorge. 5. Marcelo. Direito Constitucional. caberá por simetria ao Governador os projetos de lei para o aumento do efetivo da Polícia Militar. Ed. Marcelo. o intérprete deve sempre lhes dar a maior extensão possível”. Direito Constitucional. 2009. ALEXANDRINO.“princípio de interpretação federativo que busca adequar entre os entes os institutos da Constituição Federal às Constituições e institutos dos Estados-Membros. Direito Constitucional. NOVELINO. em tese. PAULO.LENZA.MORAES. por exemplo: art. Pedro. 2011. l)Princípio da imperatividade das normas constitucionais(Fonte: webaula – Estácio) . Direito Constitucional descomplicado. m)Princípio da simetria (Fonte: webaula – Estácio) . 2010. Direito Constitucional esquematizado. mas sim na coerência interna de seus objetivos e fundamentos”. Curso de Direito Constitucional. visto que foram fruto de um processo legislativo que. n)Princípio da presunção de constitucionalidade das normas constitucionais (Fonte: webaula – Estácio) – “o intérprete deve dar às normas hierarquicamente inferiores à Constituição uma interpretação que as coadune com a Lei Maior. cabe ao Presidente da República à iniciativa de leis para o aumento do efetivo das forças armadas. Alexandre. 2010. 4.“uma vez que todas as normas constitucionais emanam da vontade popular e são normas cogentes ou imperativas. Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: Malheiros. Rio de Janeiro: Lumen Juris. São Paulo: MÉTODO. 2009. SILVA E NETO. São Paulo: MÉTODO. 61 da CRFB/88.explicitamente em seu texto. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. FERNANDES. 2. 6ª. procurou adequá-las aos ‘comandos constitucionais”. 6. – Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: Atlas. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 7. Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional positivo. . José Afonso da. 3 ed. – São Paulo: Saraiva. 2011. 3. Por exemplo. SILVA.

simbolizou.4. formuladas por juristas do mundo todo.1. 1. apesar de todas as críticas que lhe podem ser imputadas por ter violado princípios básicos do direito penal.nazismo – que praticou diversos crimes contra a humanidade.. Se. Realmente. é questionável a legalidade daquela Corte. proferida pelo Tribunal de Nuremberg.2.1.3. uma raça é subjugada. Não se tratava de um julgamento puramente jurídico.] Deveria Ernest Janning fazer cumprir as leis de seu país ou deveria ter se negado a fazê-las cumprir e se tornado um traidor? Este é o ponto crucial deste julgamento”. onde a dignidade da pessoa humana foi reconhecida como um valor suprapositivo..DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. o que estava em jogo era a condenação de um regime . advogado pessoal de Hitler. aprovadas em 1935. o surgimento de uma nova ordem mundial. 1. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB A TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMETAIS 1. Porém. Segundo George Marmelstein. Defesa dos nazistas Nas palavras de George Marmelstein. Adolf Hitler e sua autobiografia Mein Kampf (“Minha luta”). pois quem não é capaz de lutar pela vida tem o seu fim decretado pela providência. O “Ato de Habilitação” (Ermächtigungsgesetz) e as Leis de Nuremberg. na luta pelos direitos do homem. acima da própria lei e do próprio Estado”. Alega-se que o referido seria um tribunal de exceção. criado ex post facto. Hans Frank. O Tribunal de Nuremberg: tribunal de exceção!? “Já pensou quão impossível seria processar por meios legais os atos do hitlerismo”.4. por sua vez. portanto. .]. no âmbito jurídico. que está. A sentença condenatória. no livro Entrevistas de Nuremberg 1. conseguiu com perfeição sintetizar o paradoxo daquele julgamento. significa isso que ela pesou muito pouco na balança do destino para ter a felicidade de continuar a existir neste mundo terrestre. a respeito do Tribunal de Nuremberg.A banalidade do mal. segundo a filósofa Hannah Arendt.. Era na verdade. 1. Ele faz cumprir as leis de seu país [. porém. O mundo não foi feito para os povos covardes”. já que não havia qualquer base legal prévia capaz de justificar a sua instalação. “Os direitos do homem estão acima dos direitos do Estado. um Tribunal de Guerra [.. “O advogado de defesa. no qual juízes estavam sendo acusados precisamente por cumprirem a lei: “Um juiz não lei.O NAZISMO 1. “Há várias críticas.

a) Direitos fundamentais de PRIMEIRA dimensão ou geração seriam os direitos civis e políticos. .3. e) Direitos fundamentais da QUINTA dimensão ou geração O doutrinador Paulo Bonavides assevera que o direito de 5ª dimensão relaciona-se com o direito à paz. Marcelo. Direito Constitucional.Constituição de Weimar (Constituição da primeira república alemã). Curso de Direito Constitucional. EVOLUÇÃO DOS DIREITOS “DIMENSÕES” DE DIREITOS) FUNDAMENTAIS (“GERAÇÕES” OU 1. 3. d) Direitos fundamentais de QUARTA dimensão ou geração. – São Paulo: Atlas. b) direito à paz. Direito Constitucional. 2ª. 2010. BIBLIOGRAFIA: 1. baseados na igualdade (igualité). Pedro. de acordo com Pedro Lenza. a Constituição de 1934. a última geração seria a dos direitos de solidariedade. A teoria de Vasak traz o rol dos seguintes direitos de 3ª dimensão: a)direito ao desenvolvimento. Bernardo Gonçalves. Ed. . que tiveram origem com as revoluções burguesas. ed. 2011. Ed. c) Direitos fundamentais de TERCEIRA dimensão ou geração por fim.MARMELSTEIN. sociais e culturais. inspirado nas cores da bandeira francesa. na Alemanha. coroando a tríade com a fraternidade (fraternité). 2010. Para o doutrinador. 5. entendida como viés da democracia participativa ou supremo direito da humanidade. b) Direitos fundamentais de SEGUNDA dimensão ou geração. por meio da manipulação do patrimônio genético”. FERNANDES. – São Paulo: Saraiva. São Paulo: MÉTODO. à paz e ao meio ambiente. d) direito de propriedade sobre o patrimônio comum da humanidade.MIRANDA. Jorge. George. ao colocarem em risco a própria existência humana. 15. 2011. 2. seria a dos direitos econômicos. NOVELINO. Karel Vasak elaborou a “teoria das gerações dos direitos”. . 2009. de 1948.6. Curso de direitos fundamentais.. fundamentados na liberdade (liberte). em especial o direito ao desenvolvimento. “ referida geração de direitos decorreria dos avanços no campo de engenharia genética. . Rio de Janeiro: Forense. Rio de Janeiro: Lumen Juris.Tratado de Versailles (1919). Direito Constitucional esquematizado. Alexandre. Coimbra: Coimbra. que ganhou a força após a Segunda Guerra Mundial.MORAES. São Paulo: Atlas. especialmente após a Declaração Universal dos Direitos Humanos. 3 ed. 4. 6. c) direito ao meio ambiente.No Brasil. e) direito de comunicação. é possível destacar os seguintes documentos históricos: Constituição do México (1917). por sua vez. impulsionados pela Revolução Industrial epelos problemas sociais por ela causados. 1997. de 1919. Manual de Direito Constitucional.LENZA.

v. São Paulo: Saraiva. – (Coleção curso & concurso. Direito Constitucional. Direito Constitucional descomplicado. PAULO. 6ª. Vicente.SARMENTO. São Paulo: MÉTODO. – Rio de Janeiro: Forense. 9. 8. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). São Paulo: Malheiros. Ed. 2011.76. 2009. Direitos Humanos. José Afonso da. ALEXANDRINO. . SILVA. Marcelo. George. SILVA E NETO. 7. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Manoel Jorge. Curso de Direito Constitucional positivo. 2009.

]”... a expressão direito fundamental é utilizada para “[.1.] para designar pretensões de respeito à pessoa humana. Exemplos de instituições é a família (art.]” 2.. a fim de que sejam preservadas as suas características substantivas básicas. inseridas em documentos de direito internacional”. Conforme Marcelo Alexandrino. Há. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS 1. Distinção entre direitos humanos. a honra e a imagem das pessoas.2. garantidos e limitados no espaço e no tempo. sendo. por isso.2. São direitos que vigoram numa determinada ordem jurídica. No art.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc. enunciados em que ambos estão no mesmo texto. reportando-se a Carl Schmitt. Segundo Marcelo Alexandrino. frente ao Estado. Na visão de Gonçalves.1. As garantias possibilitam que os indivíduos façam valer. os seus direitos fundamentais [. Podemos mencionar como exemplo desse fenômeno o inciso X: “são invioláveis a intimidade. “ [. Segundo Alexandre de Moraes e Bernardo Gonçalves são principais características dos direitos fundamentais são as seguintes: .4. assegurado o direito à indenização por dano material ou moral decorrente de sua violação”. USO BANALIZADO DA EXPRESSÃO “direitos fundamentais” 1. 207 CR/1988). como acontece com as garantias fundamentais [. garantias fundamentais e garantias fundamentais 1. as duas estão entrelaçadas. até mesmo. 1.1. em regra.1.. direitos fundamentais. as garantias institucionais “são aquelas que desempenham uma função de proteção de “bens jurídicos” indispensáveis à preservação de certos valores reputados essenciais por uma sociedade. inscritos em textos normativos de cada Estado. a vida privada. Aqui a tutela jus fundamental se volta para proteção das instituições. 1.3..] designar os direitos relacionados às pessoas. De acordo com Bernardo Gonçalves.1. A classificação ganhou disseminação na doutrina de Paulo Bonavides. pois são assegurados na medida em que o Estado os estabelece”. 5º.. Por isso. Conforme Marcelo Alexandrino.2. 1. as garantias fundamentais “são estabelecidas pelo texto constitucional como instrumentos de proteção dos direitos fundamentais. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 2... mesmo tais tipos de garantias não outorgam direitos subjetivos aos indivíduos. ”A Constituição de 1988 não estabelece a separação metodológica entre direitos e garantias. a expressão direito humano é empregada.

] não haveria possibilidade de absolutização de um direito fundamental (“ilimitação” de seu manuseio) pois ele encontraria limites em outros direitos tão fundamentais quanto ele”. g) interdependência (“as várias previsões constitucionais. b) relatividade significa que ”[. c) não coisificação do ser humano. d) garantia do mínimo existencial”. credo ou convicção político-filosófica”). permitindo a introdução de novos “remédios” de acordo com o próprio surgimento de novas ameaças. 3. 3.. h) historicidade. Portanto eles vão se ‘adequado’ a novos contextos”. Eles são os valores básicos para uma vida digna em sociedade. f) efetividade (“a atuação do Poder Público deve ter por escopo garantir a efetivação dos direitos fundamentais”). sexo.2. CONTEÚDO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 3. possuem diversas interseções para atingirem suas finalidades. a ideia de dignidade humana está relacionada aos seguintes atributos: “a) respeito à autonomia da vontade. afirma que os direitos fundamentais passam. raça. b) respeito à integridade física e moral. os direitos fundamentais “possuem um inegável conteúdo ético (aspecto material). . b) inalienabilidade (“não há possibilidade de transferência dos direitos fundamentais a outrem”).. CONTEÚDO NORMATIVO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) De acordo com George Marmelstein. Afinal. b) Para George Marmestein. a liberdade de locomoção está intimamente ligada à garantia do habeas corpus. apesar de autônomas.“a) imprescritibilidade (“os direitos fundamentais não desaparecem pelo decurso do tempo”). independentemente de sua nacionalidade. c) irrenunciabilidade (“em regra. em um ambiente de opressão não há espaço para vida digna”. segundo “Gilmar Mendes. entretanto. d) inviolabilidade (“impossibilidade de sua não observância por disposições infraconstitucionais ou por atos das autoridades públicas”). bem como à previsão de prisão somente por flagrante delito ou por ordem da autoridade judicial”). eles estão intimamente ligados à idéia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder. por profundo processo de evolução ao longo da história da humanidade. assim. e) universalidade (“devem abranger todos os indivíduos. compartilhando da tese de Bobbio. Nesse contexto. CONTEÚDO ÉTICO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) Nas palavras de George Marmelstein.1. os direitos fundamentais não podem ser objeto de renúncia”).

§2°. merece ser citado um curioso caso no qual a Comissão de Ex-Presos Políticos de São Paulo reconheceu o direito à indenização a uma pessoa que havia sofrido torturas quando ainda estava na barriga da mãe durante o regime militar. A lei. pode-se dizer que não há direitos fundamentais decorrentes da lei. a condição financeira. positivadas no plano constitucional de determinado Estado Democrático de Direito. 5. 7. em regra. impetrado em favor de um nascituro.1. 4.. a opção sexual. da Constituição de 1988 [.] Não se deve confundir norma positivada com norma escrita.]”. já que existem diversos direitos fundamentais positivados de forma implícita (não escrita). Dentro dessa concepção.] mesmo os nascituros (fetos e embriões) são protegidos pelo ordenamento jurídico-constitucional... portador de deficiência mental etc”. merece menção. somente podem ser considerados como direitos fundamentais aqueles valores que forem incorporados ao ordenamento constitucional de determinado país. Nesse sentido. a nacionalidade ou qualquer outro atributo. a título de curiosidade. o Habeas Corpus 32. “[. fundamentam e legitimam todo o ordenamento jurídico”. disciplinar o exercício do direito fundamental.“[. . idoso. DESTINATÁRIOS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS De acordo com George Marmelstein. “Qualquer pessoa. que foi conhecido e deferido pelo Superior Tribunal de Justiça para proteger o seu direito de nascer”.... “[. Não é necessário sequer que a pessoa seja plenamente capaz. que. já que eles são seres humanos em potencial. 5°... por exemplo. os direitos fundamentais “[. que decorrem do sistema constitucional como um todo. Do mesmo modo.. por sua importância axiológica. CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS Na visão de George Marmelstein. quando muito irá densificar. a idade. Pode ser menor de idade. DIREITOS FUNDAMENTAIS COMO DIREITOS POSITIVADOS 6. pode ser titular de direitos fundamentais. intimamente ligadas à ideia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder. ou seja. A fonte primária dos direitos fundamentais é a Constituição.. sob o aspecto jurídico-normativo. não importando a cor da pele. por força do já citado art. nunca criá-lo diretamente”. Os nascituros Nas palavras de George Marmelstein.159/RJ.]. DIREITOS FUNDAMENTAIS IMPLÍCITOS Nas palavras de George Marmelstein. 7.] são normas jurídicas.

ART. 29/8/2006). é possível reconhecer que as empresas são capazes de ser titulares de direitos ligados a sua atividade econômica. por exemplo [.. Há.]. alguns direitos restritos aos portadores de deficiência. Região. No acórdão. 7. ainda. 7. Isso não significa dizer. Por exemplo. Por outro lado. escrito por Ruy Castro. . 7. naquilo em que for compatível com a sua natureza [. Os direitos que se projetam mesmo após a morte.2. As pessoas jurídicas como titulares de direitos fundamentais Segundo George Marmelstein.3.5. no Caso Garrincha. contudo.. ficou ementado que a honra e a imagem “permanecem perenemente lembradas nas memórias. “o exercício do direito fundamental independe de qualquer requisito. Direitos fundamentais com titularidade restrita Segundo George Marmelstein. aos idosos e às mulheres...] entendeu-se. como o direito de propriedade.. deve -se reconhecer que elas também podem ser titulares de direitos fundamentais. existem alguns direitos fundamentais que são restritos às presidiárias. TRATAMENTO GRATUITO PARA ESTRANGEIROS. TRANSPLANTE DE MEDULA. Titularidade dos direitos sociais Segundo George Marmelstein. o direito à livre iniciativa e os direitos de caráter fiscal (garantias constitucionais do contribuinte)”.7. AG 2005040132106)/PR. como bens imortais que se prolongam para além da vida”. “Já que as pessoas jurídicas foram mencionadas. Nas palavras de George Marmelstein. como o direito à imagem. à honra. 7. entre outros. ao nome. que os filhos do famoso jogador seriam parte legítima para defender o direito à honra e à imagem do pai falecido.2. que não possam exigir direitos fundamentais cuja titularidade é restrita a determinada categoria de pessoas. j. 5° DA CF.]”. Os estrangeiros não residentes e o princípio da dignidade humana “SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE. “[.4. “Até mesmo o estrangeiro em situação irregular no País encontra -se protegido e a ele são assegurados os direitos e garantias fundamentais (TRF 4ª. que havia sido retratado de forma supostamente decadente na biografia Estrela solitária um brasileiro chamado Garrincha..

ou seja..2. Um resumo do caso pode ser assim descrito: em 1950 Erich Lüth. falam em “eficácia desigual dos direitos fundamentais”. de verticalidade.. “[. a relação que se dá entre Estado.]”. de modo a barrar ação usurpadora desde nas suas relações com os particulares [. É interessante registrarmos. educação. Marco histórico do nascimento da teoria da eficácia horizontal dos direitos fundamentais De acordo com Bernardo Gonçalves.2. Desse modo.].. “O Tribunal Constitucional Alemão debateu e enfrentou o tema da eficácia dos direitos fundamentais nas relações privadas no famoso caso Lüth (1958). os direitos fundamentais representavam limites ao exercício do poder do Estado. Eficácia horizontal dos direitos fundamentais Segundo Daniel Sarmento. de educação etc. que alguns doutrinadores. mas sim. apenas as pessoas que não podem pagar pelos serviços de saúde. a referente aos particulares nas relações com outros particulares não numa relação de horizontabilidade. em . Nestes termos. defendeu que fosse realizado um boicote ao filme Unsterbiliche Gelibte (Amante imortal) dirigido por Veit Harlam.]”. em um discurso feito perante produtores e distribuidores da indústria cinematográfica. a doutrina e jurisprudência alemã.. o Estado somente é obrigado a disponibilizar os serviços de saúde. 8. 8. a partir da década de 50 passam a reconhecer a aplicação dos direitos fundamentais nas relações privadas.“Na verdade. em dadas circunstâncias. justamente. “Na formulação clássica dos direitos fundamentais. assistência social etc. de outro [. Este se tornou uma verdadeira referência não só na Alemanha no que diz respeito à aplicação dos direitos fundamentais nas relações privadas. visto que em determinadas hipóteses (casos concretos) os particulares não estão em relação horizontabilidade devido à discrepância de uns em relação os outros. de um lado. um particular (por exemplo com grande poderio econômico) em relação a outro (por exemplo: hiposuficiente). podem. todas as pessoas podem ser titulares dos direitos sociais. teríamos a eficácia diagonal dos direitos fundamentais (e não horizontal) apesar da relação ser entre particulares”. e particular. de matriz eminentemente liberal.1.] o termo direitos fundamentais nas relações privadas é o mais adequado. EFICÁCIA VERTICAL FUNDAMENTAIS E EFICÁCIA HORIZONTAL DOS DIREITOS 8..1.. presidente do clube de imprensa de Hamburgo. atualmente. No entanto.. 8. Essa seria. exigir juridicamente o cumprimento da norma constitucional [. Eficácia vertical dos direitos fundamentais De acordo com Bernardo Gonçalves. Nesse sentido..

– (Coleção curso & concurso. 6° a 11. b) Direitos sociais: art. Marcelo. 12.LENZA. 6. PAULO. . José Afonso da. Marcelo. Ed. Direito Constitucional. Ed. Manual de Direito Constitucional. 2ª. 2. ed. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). George. de modo contrário aos bons costumes. 15. SILVA E NETO. – São Paulo: Saraiva.MARMELSTEIN. 14 a art.MORAES. com fundamento no art. está obrigado a reparar o dano). São Paulo: MÉTODO. Alexandre. 3 ed. Bernardo Gonçalves. Pedro. d) Direitos políticos: art. 2009. 8. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros.virtude de o cineasta ter elaborado filmes de conotação antissemita na época nazista de Hitler.MIRANDA. c) Direitos de nacionalidade: art. 9. 826 do Código Civil (quem. São Paulo: MÉTODO. que por sua vez reformou a sentença entendendo ter havido violação ao direito fundamental de Lüth à liberdade de expressão. 17. Direito Constitucional. 2011. 2010. 5°. ALEXANDRINO. Manoel Jorge. 16. 3. Vicente. São Paulo: Saraiva. 2010. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2009. e e) Direitos de organização em partidos políticos: art. 6ª. 9. A demanda foi acolhida pelo Tribunal. Direito Constitucional esquematizado. Direito Constitucional descomplicado. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2011. 2011.SARMENTO. 4. 7. 5. George. Direitos Humanos. Ed. – Rio de Janeiro: Forense. Curso de Direito Constitucional positivo. SILVA.. 1997.CLASSIFICAÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 a) Direitos individuais e coletivos: art. 2009. É bom que se diga que nesse caso a Corte adotou a tese da eficácia indireta ou mediata”. Jorge. NOVELINO. FERNANDES. A produtora do filme de Harlam recorreu ao Tribunal de Hamburgo com o objetivo de que fosse determinado a Lüth que cessasse a conclamação ao boicote. Ocorreu em virtude de tal decisão recurso por parte de Lüth perante a Corte Constitucional. Direito Constitucional. Coimbra: Coimbra. 5. v. Curso de direitos fundamentais. – São Paulo: Atlas. BIBLIOGRAFIA: 1. cause danos dolosamente a outro. São Paulo: Atlas. Rio de Janeiro: Forense.

1.2. a qual atinge a própria pessoa envolvida. o Código Civil (art. 2. a) . 170). Proibição de insuficiência e a questão da legalização do aborto. de seu representante legal”. b) Código Penal (art. PENA DE MORTE 4.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 128. 2. 4. impedindo-a de abrir mão deste direito”. a partir da Wilipédia. ABORTO 3.1. 3. “Art. 2. 5°. b) direito a uma existência digna (CF. I e II).Posição do Brasil. O direito à vida é um direito absoluto? 3. a inviolabilidade “consiste na proteção contra violações por parte de terceiros. 2°) foi influenciado pela tradição cristã. II – se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou. O Brasil e a aplicação da pena de morte. art.2.1. De acordo com Marcelo Novelino. Não se pude o aborto praticado por médico: I – se não há outro meio de salvar a vida da gestante. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO À VIDA 1.DISTINÇÃO ENTRE INVIOLABILIDADE E IRRENUNCIABILIDADE Nas palavras de Marcelo Novelino. caput). Não se confunde com a irrenunciabilidade.A INVIOLABILIDADE DO DIREITO À VIDA (CF. a) direito a permanecer vivo. Direito à vida: dupla acepção. art. quando incapaz. Segundo George Marmelstein. afirma que .2. 128. Segundo George Marmelstein. a) Caso Manuel da Mota Coqueiro: última pena de morte aplicada no Brasil foi em 06 de março de 1885. a proibição de insuficiência “ocorre quando as medidas legislativas adotadas não são suficientes para garantir uma proteção constitucionalmente adequada aos direitos fundamentais”.

Curso de direitos fundamentais. como não se ouviu seu pescoço quebrar. seu corpo foi posto a pender no vazio e. gritou com voz trêmula que era inocente e jogou uma maldição sobre a cidade. a. 1997. .. PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO 5. Tipificação da conduta (Lei n° 9. A Lei n° 11. 5°. ou II – sejam embriões congelados há 3 (três) anos ou mais. – São Paulo: Atlas. acusado de mandar matar Francisco Bennedito da Silva e sua família. 3. Ed. III e XLIII da CRFB/88) 6. a) Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn 3510/DF). ed. contados a partir da data de congelamento”. Ed.2. fato que fez com que o então imperador Dom Pedro II convertesse todas as sentenças de morte em prisão perpétua. 5. espionagem. 2. 2011. 6. Pedro. para fins de pesquisa e terapia. 2ª. covardia. Após sua execução em 6 de março de 1885 por enforcamento. o carrasco subiu nele colocando os pés em seus ombros e forçou até que se ouvisse o alto estalar da coluna vertebral se rompendo”. Após isso. 2011. deserção em presença do inimigo. Coimbra: Coimbra.105/2005). depois de completarem 3 (três) anos.MARMELSTEIN. FERNANDES. ao ser indagado por sua última vontade. 3 ed. na data da publicação desta Lei. Direito Constitucional esquematizado. que permite. por exemplo: traição.455/97). a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento. Bernardo Gonçalves. A tortura se caracteriza na conduta de “constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça.105/2005 (Lei da Biossegurança). Curso de Direito Constitucional.105/2005 (Lei da Biossegurança). revolta ou conspiração.510: “[. “permitiu. que ‘teria 100 anos de atraso pela injustiça que estava sendo feito a ele’. Jorge.1) Nos termos da ADI nº 3. Rio de Janeiro: Lumen Juris. foi descoberto sua inocência. art. 5° da Lei federal 11. Manual de Direito Constitucional. BIBLIOGRAFIA: 1.. 15. – São Paulo: Saraiva. e estabelece condições para essa utilização” . 84) c) Código Penal Militar (art. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL À TORTURA (art.1. b) Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art. a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não usados no respectivo procedimento. rendição. George. para fins de pesquisa e terapia. 56) prevê a aplicação da pena de morte. 4.LENZA. Posição do STF e a constitucionalidade da Lei de Biossegurança (Lei n° 11. Informativo 497. segundo George Marmelstein. já congelados na data da publicação desta Lei. 5. ou que.MIRANDA.“Manuel da Mota Coqueiro entrou para a história como o último indivíduo condenado à pena de morte no Brasil. por maioria. julgou improcedente pedido formulado em ação direta de inconstitucionalidade proposta pelo ProcuradorGeral da República contra o art.] o Tribunal. 2009. motim. atendidas as seguintes condições: I – sejam embriões inviáveis.1. A sua execução ocorreu às 2 horas da tarde e. 5°.. causando-lhe sofrimento físico ou mental”. fuga em presença do inimigo.

Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: Saraiva. SILVA E NETO. Ed. São Paulo: MÉTODO. Marcelo. .SARMENTO. São Paulo: Malheiros. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). 8. Direitos Humanos. Marcelo. 9. São Paulo: MÉTODO. – Rio de Janeiro: Forense. NOVELINO. 6ª. – (Coleção curso & concurso. 5. Direito Constitucional descomplicado. 6. George. Direito Constitucional. 2010. ALEXANDRINO.MORAES. SILVA. PAULO. Alexandre. São Paulo: Atlas. 7. v. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Direito Constitucional. 2010. 2009.5. 2011. 2009. Manoel Jorge. José Afonso da. Direito Constitucional. Vicente. Curso de Direito Constitucional positivo.

“[. tratando-o desigualmente para dar-lhes iguais oportunidades. 5.. c) fim constitucionalmente consagrado.2. que procura ajudar o semelhante.2. 4.Discriminação positiva. “[.1.] é a discriminação para o bem.Interpretação da expressão “sem distinção de qualquer natureza”.2. de acordo com Marmelstein. que prejudica por preconceito. em regra. Normas constitucionais .. O sistema de cotas 6.O princípio da isonomia: a) elemento discriminador... etnia) ou de uma hipossuficiência.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. eu desconsidera o próximo pela simples vontade de menosprezar”. a quem é vedado valer-se da lei para estabelecer tratamento discriminatório entre pessoas que mereçam idêntico tratamento [. com caráter temporário.]”.1. ao concretizar um comando jurídico.O PRINCÍPIO DA ISONOMIA 1.2..AÇÕES AFIRMATIVAS 5.DIREITO À IGUALDADE 4. Discriminação negativa. impedindo que. pensando em melhorar as condições de vida daquele que precisa de auxílio”. que retira vantagens sem motivos plausíveis. 1.] consistem em políticas públicas ou programas privados desenvolvidos. 2.1. econômica (classe social) ou física (deficiência). b) justificativa racional. que desrespeita o outro. Igualdade perante a lei “dirige-se principalmente aos intérpretes e aplicadores da lei. Conceito De acordo com Marcelo Novelino.. 2. por meio da concessão de algum tipo de vantagem compensatória de tais condições”.1. 4. “[.] é a discriminação para o mal. 5. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO À IGUALDADE 1. segundo Marmelstein. eles dispensem tratamento distinto a quem a lei considerou iguais”. visando à redução de desigualdades decorrentes de discriminações (raça. Igualdade na lei “tem por destinatário precípuo o legislador.. IGUALDADE NA LEI E IGUALDADE PERANTE A LEI 2.

George. b) direito à licença-gestação para a mulher em período superior ao do homem (art. 2010. da Constituição. 40. PAULO. George. a e b). 10. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). 12. art. 77. Vicente. quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido. Rio de Janeiro: Lumen Juris. XXX. art. . São Paulo: MÉTODO. BIBLIOGRAFIA: 1.O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. – São Paulo: Atlas. Curso de Direito Constitucional positivo.. São Paulo: Atlas. Curso de direitos fundamentais. – (Coleção curso & concurso.MARMELSTEIN. art 40). 2009.XXX.MIRANDA. art. 5. 5°. SILVA. 7°. Alexandre. 3. L). 3 ed. 2009. SILVA E NETO. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional. Direito Constitucional esquematizado. Rio de Janeiro: Lumen Juris. XXX. f) Reserva de cargos (CRFB/88. Coimbra: Coimbra.. Marcelo. 7. Bernardo Gonçalves. FERNANDES. Manoel Jorge. – Rio de Janeiro: Forense. Jorge. José Afonso da. XVIII e XIX). §3°). 1997.MORAES. São Paulo: Saraiva. XLII). art. 15. 7°. ed. art. Ed. II. São Paulo: Malheiros. Direitos Humanos. 2010. Direito Constitucional descomplicado. Marcelo. 2. 2011. c) direito de aposentadoria por idade e tempo de serviço mais curto que o dos homens (art. e) Critérios de admissão em concursos públicos (CF. 5°.LENZA. 5°. Direito Constitucional. 8. NOVELINO. – São Paulo: Saraiva.SARMENTO. Manual de Direito Constitucional.a) direito de as presidiárias permanecerem com seus filhos durante o período de amamentação (art. Ed. 7°. São Paulo: MÉTODO. 2011. 6ª. 9. 2011. I . Ed. 6. ALEXANDRINO. 37. art. v. art. Súmula 683 do STF . d) Igualdade entre homens e mulheres (CRFB/88. 4. 7°. Pedro. g) Proibição ao racismo (CRFB/88. 2009. §5°). 2ª. Curso de Direito Constitucional.

Direito Constitucional esquematizado. O Estado e o governo sub lege e per lege. 2011. 1997. Direito Constitucional. XVIII. Jorge. 4. de forma abstrata e geral. a fixação de indenização para o trabalhador despedido sem justa causa é matéria reservada tão somente à lei complementar (art. 8. ed.. 7°.SARMENTO. Curso de Direito Constitucional positivo. 173). Direito Constitucional descomplicado. – Rio de Janeiro: Forense.MIRANDA. XIII. 2ª. 5°.]”. George. Alexandre.PRINCÍPIO DA LEGALIDADE (CRFB/88. 2. Pedro. 2010. NOVELINO. v. 2010. ALEXANDRINO. – (Coleção curso & concurso. São Paulo: MÉTODO.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Curso de direitos fundamentais. Exemplos de reserva legal. BIBLIOGRAFIA: 1. 5. I) [. Marcelo.MARMELSTEIN. Manoel Jorge. 9. 6ª. 2009.1. a partir da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art. São Paulo: Saraiva. PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL 2.1. 6. XIX e §3. 2009. por exemplo. Ed. George. 5°. São Paulo: Malheiros. I. Ed. 2. Assim. – São Paulo: Saraiva. “há matérias que estão reservadas a determinadas espécies normativas criadas apenas pelo Legislativo. Direitos Humanos. A autonomia de vontade. José Afonso da. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 PRINCÍPIO DA LEGALIDADE 1. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim).2. 1. 7. Rio de Janeiro: Lumen Juris. . art. SILVA E NETO.MORAES. Coimbra: Coimbra.. 1. 2009. De acordo com Denise Vargas. São Paulo: Atlas. Ed.. 15. II). 37. Direito Constitucional. Vicente. 3. Direito Constitucional. São Paulo: MÉTODO. 2011. – São Paulo: Atlas. SILVA. Manual de Direito Constitucional.-LENZA. PAULO.2. Marcelo. art. Rio de Janeiro: Forense. 2. §1° do art.

5°. c) regulamentações dos poderes públicos. Celso de Mello. “.1. 1.2002. Se isso não ocorre.957. Min. LXVIII) 2. 3. Posição do Supremo Tribunal Federal a) MS 24. não raro. IV) De acordo com Marcelo Novelino. XV. De acordo com Otávio Piva. quem se manifesta por meio de imprensa escrita ou falada. Inq. julgamento em 10.10..1.] para o STF. LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO (art. V). deve começar pela identificação.DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE De acordo com Marcelo Novelino. Respeito à autonomia de vontade: proteção implícita ou expressa na Constituição Federal de 1988. DJ 16. b) STF.05.1.2002. 5°.1.. “o homem não se contenta apenas em ter suas próprias opiniões. julgamento em 11. Rel. 5°.369. na medida em que a proibição do anonimato visa a permitir que o autor de escritos ou publicações se exponha às conseqüências de eventuais excessos. Celso de Mello. Ele quer expressá-las e. 2. 1. mas sim a ideia de responsabilidade. DJ . A liberdade de pensamento e a vedação do anonimato (art. convencer os outros de suas ideias”. LXI. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE 1..1. 1.2005..10. que serve como limite ao seu exercício”. Restrições ao direito de locomoção: a) estado de sítio. a noção de liberdade não deve ser associada. 3.1. a responsabilidade pela manifestação é da direção da empresa que publicou ou transmitiu”. “[.1. 3. b) penas restritivas. voto do Min.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO DE PENSAMENTO (art. Núcleo do valor liberdade: AUTONOMIA DA VONTADE. arbitrariedade. s de liberdade.

a imediata instauração da persecutio criminis.1.. pois peças apócrifas não podem ser incorporadas. sobre a importância da liberdade de expressão. art. b) direito à informação. desenhos. no inciso IV do art. formalmente.DIREITO DE PETIÇÃO NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 5. X Segundo Otávio Piva. Formas de manifestação de pensamento (discursos falados. o STF.. 1537 do Código Civil Brasileiro. 3. delação anônima e ou do escrito apócrito). coletivos e individuais homogêneos. 220). art. pinturas. manifestações artísticas.2. 4.2. o silêncio). ou. “Todos estão legitimados para fazer petições aos poder es públicos – cidadãos e pessoas jurídicas – seja para defender interesses personalíssimos. 5° da Constituição da República. V.1. Legitimados De acordo com George Sarmento. no ano de 1948 (RT 244/629). “[. ou que corporifiquem delito de ameaça ou que materialmente o crimen falsi. ainda. V.1. desde que isoladamente considerados. A Constituição de 1988 apresentou o direito de petição sob dois ângulos: a) direito de certidão (Lei n. O exercício do direito de petição não exige grandes formalidades. usando como fundamento o art. por exemplo)”. quando constituírem.1. “. posicionou-se pela não indenização do dano moral puro ou autônomo. 4.2005 ( a questão do disque-denúncia.11.] a verdade tem maior probabilidade de vir à tona quando existe um “mercado” de idéias livremente divulgadas e debatidas. precisamente. “O STF entendeu que um dos fundamentos que afastam a possibilidade de utilização da denúncia anônima como ato formal de instauração do procedimento investigatório reside. 5. desenhos.051/95). honra. 5°.3. XIV. cartazes. Ficou consignado que a inclusão de escritos anônimos não podem justificar. 5. escritos. só por si. ao processo.DANO MORAL E DANO MATERIAL (CRFB/88. Pensamento de Stuart Mill. 5°. sátira.. de 1916”. eles próprios.. 4. 3. de modo que os cidadãos poderão tomar decisões mais acertadas se as diversas opiniões públicas puderem circular sem interferências”. Dano moral e as pessoas jurídicas (súmula 227: “A pessoa jurídica pode sofrer dano moral”). seja para tutelar direitos difusos.11. IV. apresentado por Marmelstein. Os . art. o corpo de delito (como sucede com bilhetes de resgate no delito de extorsão mediante seqüestro. De acordo com Otávio Piva. salvo quando tais documentos forem produzidos pelo acusado. LIBERDADE DE EXPRESSÃO (CRFB/88. É também um instrumento de denúncia de disfunções da Administração Pública ou dos atos de improbidade de seus servidores. IX. 9.

consiste na adesão a certos valores morais e espirituais. Conceito Segundo Marcelo Novelino. pedido. segundo George Sarmento. . estaduais ou municipais). 6. Consiste em demonstrações exteriores como sacrifícios. 6. VIII e art. “.4. Liberdade de crença 6.Possuem a presunção de veracidade e refletem a posição do Estado sobre a matéria”. “b”. o direito à liberdade 6. Segundo André Júnior. adorações. Direito de certidão e informação a)Direito de certidão e informação (art.2. 6. “o exercício de um poder que não consegue justificar-se de modo imparcial é ilegítimo”. 210 §1º). DE CRENÇA E DE CULTO (CF. A laicidade (Decreto n. 15/8/2002). a exemplo da identificação do requerente. j. 5º. de 17 de janeiro de 1890) do Estado brasileiro e preâmbulo da Constituição Federal de 1988 (STF.requisitos de admissibilidade são mínimos.podendo se determinar no sentido de crer em algo ou não ter crença alguma”. Conceito De acordo com Marcelo Novelino. oferendas e donativos”. Min.4..3. VII. a exposição da fato. 6.3. 6. súplicas.. procissões. E para Habermas. Conceito Para Pontes de Miranda. “é o conjunto de atos e cerimônias com que o homem tributa a Deus sua homenagem reverente.LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA. 5..1. 119-A. XXXIII da CRFB/88). “. Na visão de André Júnior. o direito de petição “instituto de inspiração democrática que permite aos indivíduos se dirigirem a quaisquer órgãos ou autoridades públicas (federais. “são manifestações oficiais do poder público que se exteriorizam por meio de documentos subscritos pela autoridade competente que provam. b) As decisões tomadas na esfera pública devem ser pautadas na razão. 5°. XXXIV. Carlos Velloso. Liberdade de culto 6.1. informação ou reivindicação desvinculada de qualquer formalismo. Liberdade de consciência 6.3.2. art.1. confirmam.1. negam ou descrevem determinado fato ou ato jurídico. ADI 2076/DFm rel. independentes de qualquer aspecto religioso”. VI. a demonstração do interesse e os pedidos específicos”. cantos sagrados. Aspectos relevantes do Estado secular a) O Estado não deve se intrometer nas crenças pessoais de cada um.1.2. com o fim de levar ao seu conhecimento uma queixa..

4.2099”. em tempo de paz. VIII.). 3°.2. Segundo André Júnior. 19. art. 218. as Testemunhas de Jeová consideram o sangue com “algo especial. Questionamento da presença de crucifixos religiosos nas dependências do Poder Judiciário perante o Conselho Nacional de Justiça (Pedido de providência n° 1344). “por imposição laica e isonômica. Nas palavras de André Júnior.239/91) e tendo seus direitos políticos ameaçados (CF/88. “a Presidência do TJRJ determinou a retirada de crucifixos e a desativação de sua capela em 3.. Exemplos: TJRS e TJBA.4. §2º). o qual permite que. ESCUSA OU OBJEÇÃO DE CONSCIẼNCIA (art. 15. art. 6.2. cuja aceitação.5. assistencial.4. do Capítulo III. (Ranier Forst)”. 6. O Serviço Alternativo se dará com o exercício de atividades de caráter administrativo. poderão se eximir de atividades de caráter essencialmente militar (art.. Segundo André Júnior. 7.1. Constituição Federal de 1988 (art..Na visão de Marcelo Novelino. Título VIII.4. aqueles que alegarem imperativo de consciência decorrente de crença religiosa ou convicção filosófica ou política. mesmo de componentes primários-glóbulos brancos e vermelhos. violaria as leis de Deus”. “Caso o indivíduo se recuse a adimplir tanto a obrigação legal quanto a prestação alternativa. Colocação de símbolos religiosos em locais públicos 7. Escusa de consciência e a prestação do serviço militar De acordo com a Lei n° 8. “[. §2°. mas advêm igualmente das celebrações ocorridas em centros espíritas e templos menos ortodoxos”. O casamento religioso produz efeitos civis na forma da lei (CF/88. “[. nas palavras de Otávio Piva. 7.3. 7. 15. sinagogas judaicas e mesquitas muçulmanas.] A manifestação numa linguagem religiosa só deve ser admitida com o reconhecimento da “ressalva de uma tradução institucional” (reserva de tradução institucional).239/1991). deixando de receber o certificado de quitação militar (Lei Federal n.4. Período imperial (Constituição Imperial de 1824).] o Serviço Alternativo ( Lei n° 8. após alistados.. art. em substituição às atividades de caráter essencialmente militar”.2. o que impõe a necessidade de se traduzir os “argumentos em razões aceitáveis na base de valores e princípios de razão pública”.1. IV)”.239/91..2. art. 5°. 7. filantrópico ou mesmo produtivo. da Lei Maior). . §1°)”. aí sim poderá ser apenado com a privação de direitos. Feriados religiosos (Seção II.4. é preciso realçar que tais efeitos irradiam-se não apenas das cerimônias tradicionais em igrejas cristãs. 8.3. 226.. I. plaquetas e plasma -. IV) 7. “. A recusa de transfusão de sangue pelas Testemunhas de Jeová Segundo Marcelo Novelino. 7. 7.

ALEXANDRINO. São Paulo: MÉTODO.LENZA. Direito Constitucional. 17: “Todo homem tem direito ao trabalho.4. 2011. a liberdade de profissão deve ser escalonada em três aspectos: a) escolha da profissão. A natureza pacífica da reunião é um dos principais elementos para o exercício do direito fundamental. São Paulo: Atlas. 3. 8. BIBLIOGRAFIA: 1. 6ª. mas pela postura dos manifestantes que se envolvem em tumultos e atos de vandalismo [. de outro. Direito Constitucional. 1997. ed. ilimitada. XV. XV. 2011. Segundo André Júnior.. XVII. Manual de Direito Constitucional. de 1948. Manoel Jorge. Marcelo.SARMENTO. Ed. São Paulo: Saraiva. b) Duração limitada – a reunião não pode ter duração permanente. segundo George Sarmento. 2010. Será sempre um encontro episódico. 8. art. Rio de Janeiro: Lumen Juris. o legislador. “quando uma profissão é contemplada com um novo estatuto normativo e um conselho profissional específico. São Paulo: MÉTODO. O encontro deve ter uma finalidade específica que seja do interesse coletivo. LIBERDADE DE ASSOCIAÇÃO (CRFB/88. c) admissão à profissão. – Rio de Janeiro: Forense. Alexandre. XIII). De acordo com Otávio Pita. 15. 2ª. após a qual o grupo de participantes se dispersará. 5°. XVII a XXI). LIBERDADE DE REUNIÃO (art. Por fim a dimensão inibitória em relação ao Estado. art. ninguém é obrigado a associar-se ou permanecer associado. 2. IV. O direito de liberdade de reunião apresenta os seguintes requisitos: a) material. Direito Constitucional descomplicado. Rio de Janeiro: Forense. 1°. Declaração Universal dos Direitos do Homem. George. 2010. b) formal. 6. Marcelo. X. Coimbra: Coimbra. George. art. LIBERDADE DE PROFISSÃO (CF. d) Local da reunião – as reuniões podem acontecer em lugares abertos ou fechados. Limitações impostas à liberdade de reunião (CRBF/88. 8. 5°. . Ed. 9. à livre escolha do emprego. XI. Vicente. Muitas vezes o caráter violento pode ser caracterizar não pelo uso de armas.]”. possui determinadas características: “a) Pluralismo de participantes – a reunião é o encontro pacífico e desarmado entre diversas pessoas que se agrupam de forma organizada para discutir assuntos de interesse coletivo. 5°. e) Objetivos específicos – em geral as reuniões possuem uma pauta de assuntos que devem ser debatidos. que fica impedido de interferir no funcionamento das associações e cooperativas”. Direitos Humanos. 9.2. 9.1.2. Direito Constitucional esquematizado. v. 9. – (Coleção curso & concurso. 8. a XXI). SILVA E NETO. 5. b) exercício da profissão.8. O direito de reunião.MORAES. – São Paulo: Saraiva. art. De acordo com George Sarmento. Direito Constitucional..1.MIRANDA. 4. Pedro. 2009. c) Horário de funcionamento – pode ser exercido durante o dia ou à noite. sem uso de armas ou instrumentos que possam afetar a integridade física dos participantes ou de terceiros. Ed. 2009. 5°. x e XI) 8.. f) Natureza pacífica – a reunião deve transcorrer sem violência. PAULO. a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego”. públicos ou privados. Curso de direitos fundamentais. 9. Possibilidade de limitação ao acesso e ao exercício de profissões (art. assegura aos indivíduos a prerrogativa de criar e de integrar as associações. XIII).4. NOVELINO. 7.MARMELSTEIN. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). XVIII.3. “ o direito de associação tem tripa dimensão: de um lado.3. Jorge. – São Paulo: Atlas.

São Paulo: Malheiros. SILVA. 2009 . Curso de Direito Constitucional positivo.9. José Afonso da.

as lembranças. situação patrimonial. [. DA VIDA PRIVADA. “A vida privada. preferências sexuais. da honra e da imagem das pessoas (espécies) e assegurando o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação (CF. Fatos e eventos que integram o seu patrimônio moral. telefônicas e de dados. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° ° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE (continuação) 1. garantindo a inviolabilidade da intimidade. Isso implica a interdição à leitura de diários ou escritos particulares. é o espaço protegido pela confidencialidade. 5°. o jardim secreto em que o indivíduo tem o poder de recharçar as intromissões provenientes de terceiros. de contas bancárias e aplicações financeiras. os projetos de vida. rendimentos salarias. da vida privada.] Na verdade. .. protegido pela cláusula da indevassabilidade. Insere-se no conteúdo do direito à privacidade: a inviolabilidade de domicílio. as fraquezas e todas as incursões introspectivas que a pessoa não deseja compartilhar com ninguém. intimidade integra a dimensão que podemos chamar de segredos do ser. 5°. Está diretamente ligada ao círculo de relações intersubjtivadas mantidas sob reservas ou em absoluto segredo.. 2. como relações amorosas. estado de saúde.1. os desejos. sigilo de comunicações telegráficas. INVIOLABILIDADE DA INTIMIDADE.2.DIREITO À PRIVACIDADE Marcelo Novelino. conteúdo do voto em eleições etc”. orientações religiosas. Art. cadastro de clientes.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. os sonhos. relações familiares. especulações sobre a vida pessoal. sigilo de correspondência. Intimidade De acordo com George Sarmento. X) 2. Vida privada Segundo George Sarmento. a intimidade é o mais indevassável. É o direito subjetivo público assegurado a cada ser humano de manter sob anominato determinadas informações restritas à sua vida particular”. segredo profissional. Nele estão guardados os segredos. atividades associativas etc”. DA HONRA E DA IMAGEM DAS PESSOAS (art. “de todos os direitos de personalidade. por sua vez. a “Constituição protege a privacidade (gênero). X). 2. Também envolve aspectos da vida pessoal.

]. A doutrina classifica a imagem em duas espécies: a)imagem-retrato.Conceito normativo de casa Nas palavras de Otávio Piva. manipuladas”. XI) 3. só podendo ser invalidados sem a .. 2.3.1. b) aposento ocupado de habitação coletiva em pensões.3. a consideração que o indivíduo gozo no seio da sociedade”. Imagem Segundo Marcelo Novelino. o conceito de casa. “consiste no direito subjetivo de dispor sobre a forma plástica e das partes do corpo (olhos. Os crimes contra a honra são: a) calúnia (imputação falsa de um fato definido como crime). sendo cercadas. Posição do STF Segundo George Sarmento. “consiste na reputação do indivíduo perante o meio social em que vive (honra objetiva) ou a estimação que possui de si próprio (honra subjetiva). perna. salvo em hipóteses nas quais outros bens.2. A Corte entendeu que casa compreende também aposentos de habitação coletiva (quartos de hotel. pensão. art. 3. c) injúria (ofensa à dignidade e ao decoro).2. A empresa de comunicação social sujeita-se ao dever de autenticidade.2. muradas. A doutrina classifica a honra em duas espécies: a) honra subjetiva. “no RHC 903/RJ. hospedaria. boca) que individualizam determinada pessoa no meio social [.1. casas de pousada. desde que ocupados). braços. o direito à imagem sua “captação e difusão sem o consentimento da própria pessoa. relatado pelo Ministro Celso de Mello. ampliou o conceito de casa para fins de proteção constitucional.4. “se refere ao conceito que cada um tem de si mesmo. O registro da voz e das expressões corporais também integra o conteúdo do direito à imagem. Honra Nas palavras de Marcelo Novelino. nariz.3. b) difamação (imputação de fato ofensivo à reputação). 2. INVIOLABILIDADE DE DOMICÍLIO (CF. principalmente no que se refere à sua dignidade pessoal”. 2. valores. gradeadas. b) honra objetiva ou imagem-atributo segundo George Sarmento. que impede a imagem. abrange: a) qualquer compartimento habitado. 5°. c) dependências de casas. interesses ou princípios constitucionalmente consagrados justifiquem sua limitação”. 3.. segundo George Sarmento. hotéis. “é a estima pública. cabelos. publicado no DJ em 18-5-2007. 2. distorcidas.1. segundo George Sarmento.2. motel. voz ou expressão sejam deformadas.

Habitação familiar e consentimento para ingresso.4.445. no caso de haver conflito entre os moradores.1. com o necessário mandado judicial.Definição de correspondência . 3. Ministro Carlos Velloso) .Com consentimento do morador 3. 3. Na decisão firmou-se o entendimento de que “a proteção a que se refere a art. ainda quando armazenados em computador”. INVIOLABILIDADE DO SIGILO DE DADOS 4. 4. Sem consentimento do morador: a) Em caráter emergencial b) Por determinação judicial (reserva constitucional da jurisdição) DURANTE O DIA Flagrante delito ou desastre Prestar socorro Determinação judicial DURANTE A NOITE Flagrante delito Desastre Prestar socorro 3.4. XII) 5. A delimitação do período diurno a) Critério físico-astronômico (intervalo que medeia a aurora e o crepúsculo): Posição de Celso de Mello. sob pena de transformar-se em prova ilícita”. mas apenas a sua comunicação. 5°. rel. Rel.4. não seja noite (por exemplo: horário verão)”. b) Critério horário (período compreendido entre as 6h e 18h): Posição de José Afonso da Silva. resguardando-se a possibilidade de invasão domiciliar com autorização judicial.2. 4. ainda que iniciado durante o dia. 3. c) Critério misto é defendido por Alexandre de Moraes “Entendemos que a aplicação conjunta de ambos os critérios alcança a finalidade constitucional de maior proteção ao domicílio durante a noite.2. Posição do STF (RE 219. desde que.Sigilo bancário e sigilo fiscal e telefônico 5. XII.Os dados em si não estariam protegidos. da Constituição é de comunicação “de dados” e não dos “dados em si mesmos”. Posição do STF (RE 251.5. Cumprimento de uma decisão judicial. mesmo após as 18:00 horas. após o anoitecer.3. 3. Celso de Mello – Informativo 197) O Supremo Tribunal Federal analise o conceito normativo de casa como “qualquer compartimento privado onde alguém exerce profissão ou atividade”. ainda.780/PE. Min. INVIOLABILIDADE DAS CORRESPONDÊNCIAS (art.autorização dos hóspedes.1. 5°.

3. pois. Pode ser telefônica. . desde que conexos aos primeiros tipos penais (puníveis com reclusão) que justificaram a interceptação”. dados informatizados. III). DE INFORMÁTICA E DE TELEMÁTICA 6. I Sentido dado pela lei Somente quando houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal.Na visão de Otávio Piva. Gravação clandestina. a “inviolabilidade epistolar não pode constituir instrumento de salvaguarda de práticas ilícitas”. interceptação: distinção De acordo com Marcelo Novelino. telefone. arts.2.296/96 Art. Requisitos indispensáveis para a licitude de sua interceptação (natureza cautelar da interceptação telefônica). “o Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que. 2 °. Segundo André Júnior. 5°.1. através do espaço. a diferença está pautada nos seguintes conceitos: a) gravação clandestina “é aquela feita por um dos interlocutores sem o conhecimento dos demais. §1º. e 139. Outro exemplo seria o de interceptação por policiais de carta remetida por seqüestradores aos familiares da vítima”. Pressupostos Fumus boni júris Lei 9. radiotelefonia. punível com reclusão. “Assim. I. A INVIOLABILIDADE DAS COMUNICAÇÕES TELEFÔNICAS. abrangendo não só a carta. 2°. Segundo Marcelo Alexandrino. 6. Nos termos do art. como já decidiu o STF. XII a disciplina da matéria depende de regulamentação (norma de eficácia limitada). o sigilo de correspondência e das comunicações telegráficas pode ser restringido nas hipóteses de decretação de estado de defesa e de sitio (CF/88. bem como na interceptação por parte das autoridades competentes de carta enviada por presidiários aos seus comparsas com orientações sobre atividades criminosas. b e c. uma vez realizada a interceptação telefônica e provas coletadas dessa diligência podem subsidiar denúncia concernentes a crimes puníveis com pena de detenção. é “toda comunicação escrita ou verbal. pessoal (realizada por microgravador) ou ambiental (imagens captadas por uma câmara escondida)”. por cartas. mas os demais instrumentos de comunicação”. 136. II 6. telegramas. radiotelegrafia e outros. Quando a prova não puder ser feita por outros meios disponíveis Periculum in mora Art. 6.

Direito Constitucional. b). George.6. o STF considera que “a prova lícita a gravação e divulgação de conversa telefônica sem conhecimento de terceiro que está praticando crime. também chamadas provas ilícitas por derivação. Ed.. foi contundente ao afirmar que “seria uma aberração considerar como violação do direito à privacidade a gravação pela própria vítima. III). 6. ed. art. 6. – São Paulo: Saraiva. NOVELINO. I. b) estado de sítio (CF. 2011. Direito Constitucional esquematizado.MORAES.MARMELSTEIN. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). Manoel Jorge. Vicente. – Rio de Janeiro: Forense. entre nós. SILVA. 8.678-1/SP. São Paulo: MÉTODO.LENZA.b) interceptação da comunicação “consiste na sua interceptação ou intromissão por terceiro.SARMENTO. Marcelo. . da denominada teoria dos frutos da árvore envenenada (fruits of the poisonous tree). ALEXANDRINO. v.]”. São Paulo: MÉTODO. 7. VEDAÇÃO À PROVA ILÍCITA (CRFB/88. ou ela autorizada. 3. LVI) Nas palavras de Marcelo Alexandrino. nem nos processos administrativos (punição de um servidor público. Manual de Direito Constitucional.MIRANDA. 139. José Afonso da. – São Paulo: Atlas. de atos criminosos como o diálogo de sequestradores. Jorge. 2. 74. Direitos Humanos. – (Coleção curso & concurso. 6.. Rio de Janeiro: Forense. O relator do Habeas Corpus n. 2011. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 136. 4. George. por exemplo)” A prova ilícita originária contamina todas as demais provas obtidas a partir dela. estelionatários e todo o tipo de achacadores”. ed. PAULO. BIBLIOGRAFIA: 1. São Paulo: Atlas. Marcelo. Pedro. sem consentimento de um (ou ambos) dos interlocutores [. 2ª. 9. Ministro Moreira Alves. São Paulo: Malheiros. 15. todas as provas decorrentes são também ilícitas. Coimbra: Coimbra. Curso de direitos fundamentais. 6ª. 6.5. art. 5. Alexandre. Legítima defesa e gravação clandestina De acordo com George Sarmento. 2009. Direito Constitucional. a prova ilícita não pode ser utilizada nem no processo judicial. A inviolabilidade de correspondência poderá ainda sofrer restrições: a) estado de defesa (CF. SILVA E NETO. Ed. 1997. 5°. Direito Constitucional. 2009. § 1°. art. 2010. Curso de Direito Constitucional positivo. 2009. 2010. É a aplicação. São Paulo: Saraiva. Direito Constitucional descomplicado.

213/DF. 183) 4. observados. parágrafo único) 5. 5°. II e III. contudo. art.1. imóveis ou serviços particulares com indenização ulterior. os limites. legitimar-se-á a intervenção estatal na esfera dominial privada. art. art. XXV) 2. Ministro Celso de Mello: “[. “é o instrumento estatal mediante o qual. as formas e os procedimentos fixados na própria Constituição da República”. descumprida a função social que lhe é inerente (CF. 176. art. a significar que. §4°. art..Elementos essenciais à impenhorabilidade: a) pequena propriedade rural. XXII). art. nos casos de necessidade pública.1.2.153. em situação de perigo público iminente. 3.Conceito Nas palavras de Marcelo Novelino. 5°.3. art. “é a transferência compulsória da propriedade particular por determinação do Poder Público. 222. art. 183. art.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. inciso XXII.] O direito de propriedade não se reveste de caráter absoluto. II. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO DE PROPRIEDADE 1. se houver dano”.REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA (CF. Conceito Segundo Marcelo Alexandrino. art. §3°. XXIV) 3. Posição do STF – ADI (MC) 2. “caput”. 186.1. para esse efeito. USUCAPIÃO 4. 5°. 2. 178. 4.2. Usucapião de imóvel rural (CF. sobre ele. art. c) as dívidas contraídas em decorrência da atividade produtiva.. art. art. o Estado utiliza bens móveis.PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL À PEQUENA PROPRIEDADE RURAL (art. 5°. entre outros). rel. 191. art. 1. 177. 5°. eis que.INVIOLABILIDADE DO DIREITO DE PROPRIEDADE (CF. pesa grave hipoteca social. Usucapião de imóvel urbano (CF. XXVI/88) 5. 191) 4.1. Imprescritibilidade dos bens públicos (CF. b) propriedade que seja subsistência e trabalhada pela família. utilidade pública ou interesse social”.DESAPROPRIAÇÃO (CF. art. . 170.

Marcelo. 2. Marcelo. 4. Direito Constitucional esquematizado.Transmissão da herança Herança Conceito: “É o patrimônio do falecido. 7. 2010. a exemplo. isto é. é indivisível até a partilha. Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros.. 1997. 2009. Direitos Humanos. art. 5.SARMENTO.2. 2011. 7.-LENZA.Propriedade intelectual a) direitos do autor (CRFB/88. Coimbra: Coimbra. Ed.610/98) 7. Ela só será afastada na hipótese de a lei estrangeira ser mais favorável ao cônjuge e aos filhos brasileiros (jus patriae)”.5. I) 7.784 do CC) Momento Lugar O último domicílio do falecido (art. Vicente. Curso de Direito Constitucional positivo.DIREITO À HERANÇA (CF. a matéria disciplinada por lei infraconstitucional deve observar os seguintes pressupostos: “1º . ALEXANDRINO. 9. “a pequena propriedade não poderá ser objeto de penhora se o agricultor. 2ª. – Rio de Janeiro: Forense. 5°.2. 150. 2011.1. – São Paulo: Saraiva. Jorge. São Paulo: Atlas. Ed. – São Paulo: Atlas. ed. Ed. Direito Constitucional descomplicado. 2009 . Rio de Janeiro: Lumen Juris. George.A legislação ordinária brasileira deve ser concebida para beneficiar o cônjuge e/ou os filhos brasileiros”. 155. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). IV. 2º . 8. NOVELINO.O de cujus deve ser estrangeiro e possuir cônjuge ou filhos brasileiros. 6. Direito Constitucional. SILVA E NETO. se houver feito dívidas que não se relacionem com sua atividade produtiva.Relatividade quanto à impenhorabilidade Segundo Otávio Piva. v. Em resumo. é um condomínio forçado”. 5°. “Aplicação da lei brasileira é a regra geral em matéria de sucessão de estrangeiro domiciliado no Brasil (jus domicilii). 6.MIRANDA. a terra poderá ser penhorada”. São Paulo: MÉTODO.INVIOLABILIDADE À PROPRIEDADE IMATERIAL 6. Pedro. 2010. George. imóveis ou semoventes) que estejam no Brasil e que integrem a propriedade do estrangeiro. Morte do de cujus (art. art. A herança é uma universalidade. Direito Constitucional. São Paulo: MÉTODO. Manual de Direito Constitucional. XXVII e XXVIII e a Lei n° 9. XXXI.MARMELSTEIN. 15. BIBLIOGRAFIA: 1. art. – (Coleção curso & concurso. Todavia. XXX. SILVA. Rio de Janeiro: Forense. art.MORAES. Aplicação da lei brasileira e a sucessão hereditária Segundo George Sarmento. 6ª. São Paulo: Saraiva. Curso de direitos fundamentais. o conjunto de direitos e deveres que se transmitem aos herdeiros.A sucessão deve recair sobre valores ou bens (móveis.1. deixar de pagar divida contraída com a compra de insumos ou sementes. Manoel Jorge. 3º . 2009. 1. José Afonso da. PAULO. Alexandre. 3.

Coisa julgada formal.1. art.. ATO JURÍDICO PERFEITO. que torna imutável e indiscutível a sentença. 217. Ficou. hoje. refere-se à coisa julgada material. estando apto a produzir seus efeitos (p. Coisa julgada material “[. não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário (art. § 3°.PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO (ou princípio da RESERVA DA JURISDIÇÃO) E A INEXISTÊNCIA DE JURISDIÇÃO CONDICIONADA 2. XXXVI) E A PROIBIÇÃO DE LEIS RETROATIVAS 1. direito adquirido é direito [. “é a sentença judicial que já transitou em julgado. pois.. 6°. “é aquele ato que já se consumou.DOCENTE: Msc.ex. segundo Marcelo Novelino. art. que reuniu todos os elementos necessários à sua formação sob a vigência de determinada lei”.3.6°.3. que não pode ser mais modificada na via recursal” (LICC.. 1.Justiça desportiva e o acesso ao Poder Judiciário (CF. 2. superada a definição do art. 1.] A garantia. um contrato assinado e sem vi cios é um ato jurídico perfeito)”. 1. posição doutrinária de José Afonso da Silva: distinção entre a coisa julgada formal e a coisa julgada material 1. PROTEÇÃO ATO JURÍDICO PERFEITO. DA COISA JULGADA E DO DIREITO ADQUIRIDO (CF. 5°.DIREITO ADQUIRIDO De acordo com Marcelo Alexandrino. aqui. 6°.2. Crítica ao art. não à coisa julgada formal. Prevalece. 1. ou seja.4.COISA JULGADA.. “[. §1°) .2.. o conceito do Código de Processo Civil: Denomina-se coisa julgada material a eficácia.. da Lei de Introdução do Código Civil.1. segundo George Marmelstein. tornando a sentença insusceptível de reexame e imutável dentro do mesmo processo”.] produz apenas efeitos endoprocessuais. art. §3°) 1..1. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO À SEGURANÇA JURÍDICA 1. §3° da LICC.4.4. segundo George Marmelstein.]que se aperfeiçoou. 467)”.

ou seja. o art. Obsta que. GARANTIA DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA .1. 5°. XXXVII. CF. Plano processual (procedural due processo of law) 3.. LVII. 102. h. 4.LVI. 2. 52. ou seja.De acordo com Otávio Piva. [. tais como: arts. direito ao duplo grau de jurisdição (nas palavras do STF não tem sede constitucional).2.. para o julgamento de um caso específico. criadas depois do caso que será julgado). LX.1. LIV) 3. Plano material (substantive due process of law ou proibição de excesso) a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino. sem decisão. LII) De acordo com Marcelo Alexandrino. Lei do habeas data e o acesso ao Judiciário a)A Lei 9. XXXVII. Princípio do duplo grau de jurisdição (princípio da recursividade) e a inexistência da obrigatoriedade de duplo grau de jurisdição a)Segundo George Sarmento. 5.2. seja estabelecido tribunal ou juízo excepcional (tribunais instituídos ad hoc. LXXVII. conferida competência não prevista constitucionalmente a quaisquer órgãos julgadores”. LXI.. PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL (CF. I. o que são realidades totalmente distintas[.] assegura ao indivíduo a atuação imparcial do Poder Judiciário n a apreciação das questões posta em juízo.3. 2. O devido processual legal é observado sob dois planos: a) plano processual (procedural due processo of law). 4° ou do decurso de mais de quinze dias sem decisão. 8°. direito à proporcionalidade. ou II – da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de prazo de mais de quinze dias. sem decisão. b) Impossibilidade de duplo grau de jurisdição: 1. art..507/97. art. O princípio do devido processo legal é está previsto em diversos dispositivos constitucionais. parágrafo único. isto é.. “o princípio do duplo grau de jurisdição não foi previsto explicitamente na Constituição Federal. art. ou III – de recusa em fazer-se a anotação a que se refere o §2°do art. e ex post facto.. art. mas sim obrigando que haja a prévia provocação.1.caput.. LXI. do Pacto de São José da Costa Rica. 5°. como “o direito de recorrer da sentença para juiz ou tribunal superior”. dispõe as exigências necessárias para que o autor da acão possa impetrar o habeas data: I – da recusa ao acesso às informações ou do decurso de prazo de mais de dez dias. CF.] não se está propriamente exigindo o esgotamento da via administrativa. inciso XXXVII e LII.]”.PROIBIÇÃO DE JUÍZO OU TRIBUNAL DE EXCEÇÃO (CF. “[. 2. “a”. Entretanto. o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha 3. I. está consignado no art. 2º.b) plano material (substantive due process of law) 1.1. XXXV. 5°.2. por arbitrariedade ou casuísmo. 7. art. 2. LV.

DIREITO AO SILÊNCIO ou DIREITO DE NÃO SE AUTOINCRIMINAR (CF. Ampla defesa Segundo Marcelo Alexandrino.] o direito de permanecer em silêncio. “[. c) Aborto. Min.. 6. caberá igual direito de defesa de opor-se. sob pena de nulidade Na posição do STF. HC 80. III. significando que. instigação ou auxílio ao suicídio. pois equipara. b e c).2.2001.. Crimes dolosos contra a vida não submetidos ao tribunal do júri(CF. o direito de acusação com o direito de defesa [.. Min. Rel.4.06. 96. b) Direito de mentir De acordo com STF. XXXVIII) 5. . para evitar sua auto-incriminação”. de apresentar suas contra-razões. mesmo que falsamente. qualificado ou privilegiado. Contraditório Nas palavras de Marcelo Alexandrino. também.1. contra si mesmo.257.... assevera que [.] entende-se o direito que tem o indivíduo de tomar conhecimento e contraditar tudo o que é levado pela parte adversa ao processo. 5. I.. julgamento 17. o contraditório. 5°.]”. Competência para julgamento dos crimes dolosos contra a vida (Parte Especial do Código Penal. do Poder Executivo ou do Poder Judiciário”. a todo ato produzido pela acusação. julgamento em 30. É o princípio constitucional do contraditório que impõe a condução dialética do processo (par conditio). arts. O contraditório assegura. na condição de testemunha.. a prática de determinado delito[. Moreira Alves.1997.. simples. c) Direito de permanecer em silêncio – dever de advertência da autoridade. todos os elementos de prova licitamente obtidos para provar a verdade.JÚRI POPULAR (art.949. Capítulo I) a) Homicídio doloso. 29. Rel. “[. ou até mesmo de omitir-se ou calar-se se assim entender.. no feito. Rel. Sepúlveda Pertence.10. HC 79.]”.] o direito dado ao indivíduo de trazer ao processo. administrativo ou judicial. 5.. a igualdade das partes no processo. b) Induzimento.. Min. Título I. de indiciado ou de réu. Celso de Mello.] a falta de advertência – e de documentação formal – faz ilícita a prova que. VIII. forneça o indiciado ou acusado no interrogatório formal[. d) Infanticídio. decorre o direito do acusado negar. deva prestar depoimento perante órgãos de Poder Legislativo. a e 102. o direito de permanecer calado (nemo tenetur se detegere) “[. 5..] traduz direito público subjetivo assegurado a qualquer pessoa que... 75. [. LXIII) a)Posição do STF Segundo o STF. art.2.. I. 4. HC. 108.1.]”.812. de levar ao juiz do feito uma versão ou uma interpretação diversa daquela apontada pelo autor.

enquadramento penal moderno para ação de grupos armados. é “[. art.2.. RE 154. as penas cruéis são “quaisquer medidas que.d) Direito ao silêncio frente às comissões parlamentares de inquérito De acordo com a decisão do STF. Racismo (art.1. 7. Celso de Mello. a resposta que lhe for exigida puder acarretar grave dano”.. a extradição “é o ato pelo qual o Governo de um Estado entrega uma pessoa que se encontra em seu território à Justiça de outro Estado que a reivindica. b. STF. Rel. e) direito de não responder se.198/RS. contra a ordem constitucional”.] ato da conveniência do Poder Executivo. d) Penas cruéis De acordo com José Antônio Paganella Bochi. 5º XLIII) 9.1.1998 (Informativo 136). com fundamento em tratado internacional.. 5º XLIV). não existe [. Min.3. 5°.11. Marco Aurélio.1. o depoente. Segundo Otávio Piva. 5°.035/DF. Contudo. por si mesmas. b) dever de responder às indagações. LI) 9. Ação de grupos armados civis ou militares contra a ordem constitucional e o Estado Democrático (art. na CPI. Classificação . Sydney Sanches. EXTRADIÇÃO (art. 153. essa possui natureza de ação especial. que objetiva a formação de título jurídico apto a legitimar o Poder Executivo da União a efetivar. de algum modo. XLVII.2.2001 (Informativo 252).]até o momento. 8. HC 73.]”. Conceito De acordo com Otávio Piva. APLICAÇÃO DO ART. §11). Natureza jurídica Nas palavras de Otávio Piva. c) Pena de banimento (Código Penal de 1890 e abolição de pena de morte na Constituição de 1891) c. c) dever de dizer a verdade...2. 5º XLIV e XLIII) 8. Rel. julgá-la ou par cumprir a pena”. de caráter constitutivo. no que diz respeito à fase judicial de julgamento do pedido extradicional que antecede à extradição propriamente dita.1. STF. com intuito de processá-la. Aplicação da pena de banimento (CF/69. arts. Rel. 9. por meio de Decreto. 16. d) direito de não responder se a resposta envolver o dever de sigilo profissional. ou em compromisso de reciprocidade.12. 56 e 57) b) Penas de caráter perpétuo b. CRIMES IMPRESCRITÍVEIS (art.134. a entrega do súdito reclamado”. possui os seguintes direitos e deveres: “a) dever de comparecer. RE 212. 9. 8. 16.. a) Pena de morte (aplicação da cláusula pétrea e o Código Penal Militar. causem padecimento desnecessário[. civis ou militares.

Quadro explicativo por Otávio Piva e Bernardo Gonçalves. pois a Lei Fundamental proclamou o repúdio ao terrorismo como um dos princípios essenciais que devem reger o Estado brasileiro em suas relações internacionais (CF.10. nos termos do art. b) Tratado de Amizade (Decreto 3. além de haver qualificado o terrorismo.927/01). 4 °. Por comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes ou drogas afins. 2. em 22.. c) Os portugueses podem ser extraditados nas seguintes situações: “1. 2.04. LII (extradição por motivo político) a) Posição do STF sobre os atos de terrorismo. ou cujo procedimento o torne nocivo à conveniência e aos interesses nacionais.927/2001”. Pressupõe infração cometida no . Ao estrangeiro que. Espécie Base legal EXTRADIÇÃO PASSIVA Lei n. art. 9..961/1990 Quando se aplica? Quando o Governo de um Estado estrangeiro solicita entrega à sua Justiça de uma pessoa que se encontra em no território brasileiro. como crime equiparável aos delitos hediondos [. 7. a ordem política ou social. celebrado em Porto Seguro/BA. independentemente do momento que o crime foi cometido. para os fins de processá-la. b) Passiva: acontece quando o pedido é solicitado ao Brasil por outro Estado. Pressupõe infração penal cometida no exterior. d) Aplicação do art. Pressupostos gerais. 9. a tranqüilidade ou moralidade pública e a economia popular.]”. 3. de qualquer forma. Por crime comum praticado antes do reconhecimento de sua equiparação.4. VIII). ou no caso de condenação por tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. 5°.] deixou assente que os atos de natureza terrorista. não se submetem à noção de criminalidade política.815/1980 Decreto 98. Extradição de portugueses a) A situação jurídica dos portugueses no Brasil.2000. considerados os parâmetros consagrados pela vigente Constituição da República. Exclusivamente para Portugal. 23.815/1980 RI STF EXPULSÃO Lei n.5. segundo Marcelo Alexandrino. para efeito de repressão interna. 6. a) A concessão da extradição pode ser fundamentada em tratado ou no caso de reciprocidade.. “[. 18 do Decreto n.. julgá-la ou para cumprir a pena. atentar contra a segurança nacional.a) Ativa: quando o pedido de entrega é solicitado pelo Brasil a outro Estado.

para processar a pessoa já extraditada por qualquer delito praticado antes da extradição e diverso daquele que motivou o pedido extradicional. e) O que se entende por princípio da especialidade? Segundo Marcelo Alexandrino. nacionalidade. Sem dúvida. “[. encontre-se fora de seu país de nacionalidade e não possa ou não queira acolher-se à proteção de tal país. c) devido à grave e generalizada violação de direitos humanos.. grupo social ou opiniões políticas.] o extraditado somente poderá ser processado e julgado pelo país requerente pelo delito objeto do pedido de extradição[...474/97 Nos casos de entrega ou estada irregular de estrangeiro. é obrigado a deixar seu país de nacionalidade para buscar refúgio em outro país”.]”. os motivos de perseguição que vão ensejar o asilo político envolvem a liberdade de manifestação de pensamento ou de expressão...território brasileiro. Lei 6. solicitada pelo país estrangeiro. “é o acolhimento do estrangeiro por parte de um Estado que não é o seu sob o fundamento de perseguição sofrida pelo mesmo e praticada sem seu próprio país ou em um terceiro pais. 5°. religião. desde que o Estado requerido expressamente autorize”. não possa ou não queira regressar a ele. se este não se retirar voluntariamente do território nacional no prazo fixado em Regulamento Segundo Bernardo Gonçalves. a dissidência política ou mesmo crimes de cunho político que não configuram delitos do direito penal comum.815/1980 DEPORTAÇAO ASILO POLÍTICO Art. b) não tendo nacionalidade e estando fora do país onde antes teve sua residência habitual. f)O que se entende por “pedido de extensão”? De acordo com Marcelo Alexandrino “[. 4º da CRFBB/88 REFÚGIO Lei nº 9.. LXXVI .] é a permissão. 10. APLICAÇÃO DO ART. “a)devido a fundados temores de perseguição por motivo de raça. Segundo Bernado Gonçalves. em função de circunstâncias descritas no inciso anterior.

11. o art. 12. b) a imposição de prestação positiva ao Estado no sentido de criar instrumentos legislativos e políticas públicas destinadas a assegurar a celeridade dos processos”. bem como a primeira certidão respectiva”. de exigir do Estado a prestação jurisdicional e administrativa célebre e de boa qualidade. 4. em decorrência do que prescreve o §2º da CRFB/88. Direitos fundamentais. posição atual do STF. §3º.534/97. §1°. §3° (tabela de George Sarmento). Para George Sarmento. de 25 de setembro de 2002. Tratados de Direitos Humanos incorporados após a EC 45 31.2. §2°. Aplicação do art. assegurado a todas as pessoas. Serão equivalentes às emendas constitucionais. Tratados Internacionais incorporados no sistema jurídico brasileiro Tratados internacionais gerais. 31. ou valor constitucional (Celso de Mello).a)Segundo Otávio Piva. o “ Tribunal Penal Internacional foi criado pelo Estatuto de Roma em 1998. ainda que não ofenda o princípio da proporcionalidade a lei que isenta os ‘reconhecidamente pobres’ do pagamento dos emolumentos devidos pela expedição de registro civil de nascimento e de óbito. Criação do Tribunal Penal Internacional Segundo George Sarmento. na Holanda. §1º.388. é uma instituição permanente e complementar às jurisdições nacionais no julgamento de crimes de maior gravidade com repercussão internacional”. Sediado em Haia. Tratados de Direitos Humanos incorporados sob a égide da Constituição de 1988. considerou constitucional a Lei 9. Eles possuem valor supralegal (Gilmar Mendes). antes da EC 45. que integram o sistema jurídico brasileiro na condição de norma materialmente constitucional. 45/2004) O dispositivo constitucional deve ser considerado sob dois aspectos: “a) o direito subjetivo público. APLICAÇÃO DO ART. que tudo indica será o novo posicionamento da Corte. 5°. “significa dizer que os direitos fundamentais estão aptos para serem aplicados pelos magistrados nos casos concretos a partir da Promulgação do texto constitucional” 30. o STF. que não contenham matérias de direitos humanos Tratados de Direitos Humanos incorporados antes da promulgação da Constituição de 1988. §4º (inovação trazida pela Reforma do Judiciário 31. desde que o processo legislativo de incorporação respeite o procedimento previsto na CRFB. 5°. APLICAÇÃO DO ART.1. art. Hierarquia no ordenamento jurídico brasileiro Equivalência com a lei ordinária no ordenamento jurídico. que dispõe sobre a gratuidade do registro de nascimento e óbito. 5º. . 5º. “Considerou o STF. 5º. APLICAÇÃO DO ART. 5°. Incorporação ao sistema jurídico brasileiro: Decreto n. LXXVIII (Reforma do Judiciário – EC n.

7.MARMELSTEIN. religiosos ou de gênero”. ALEXANDRINO.31.LENZA. contra qualquer população civil. São Paulo: MÉTODO. transferência forçada de uma população. raciais. escravidão. v. ético. extermínio. – Rio de Janeiro: Forense.MIRANDA. Curso de Direito Constitucional positivo. 1997. Curso de direitos fundamentais. deportação. 2. SILVA E NETO. – São Paulo: Saraiva. condicionando sua atuação a uma dimensão que tipifique o delito e estabeleça as condições em que o Tribunal internacional terá competência jurisdicional”. São Paulo: Malheiros. b) Crimes contra a humanidade: delitos cometidos. “A Corte não tem competência primária para julgamento dos réus. São Paulo: Saraiva. NOVELINO. desaparecimento de pessoas. ofensas graves à integridade física e mental de seus membros. 2010. George. São Paulo: Atlas. Competência jurisdicional do TPI De acordo com George Sarmento. culturais. Alexandre. generalizado. 8. agressões sexuais. Coimbra: Coimbra. medidas que impeçam a procriação. Ed. ed. étnicos.3. sistemático e deliberado. 2009. Portanto.SARMENTO. tomada de reféns. c) Crime de guerra: delitos praticados contra a convenção de Genebra (1949). Direito Constitucional.4. José Afonso da. Direito Constitucional. Direitos Humanos. racial ou religioso. prisões arbitrárias. 5. que implique homicídio. sua atuação não substitui as jurisdições penais nacionais. Manoel Jorge. 2011. nacionais. total ou parcialmente. como homicídios. Direito Constitucional esquematizado. o processo não pode ser encaminhado ao TPI sem antes passar pelas instâncias jurisdicionais do país de origem. Os crimes sujeitos à jurisdição do Tribunal Penal Internacional são (George Sarmento): a)Crimes de genocídio: delitos cometidos com o desiderato de destruir. George. Ed. – São Paulo: Atlas. Direito Constitucional descomplicado.MORAES. d) Crimes de agressão: o Estatuto de Roma. Rio de Janeiro: Lumen Juris. crime de apartheid. Direito Constitucional. Jorge. 2009 . Manual de Direito Constitucional. tais como. torturas. transferência forçada de criança de um grupo para outro”. Rio de Janeiro: Forense. 15. degradação da qualidade de vida. homicídio doloso. 2009. saques à cidades etc. “não descreve as condutas criminosas. SILVA. “no quadro de um ataque. 2ª. 6. 9. segundo George Sarmento. 3. perseguições políticas. um grupo nacional. Marcelo. 4. 6ª. São Paulo: MÉTODO. Pedro. segundo George Sarmento. “por meio de condutas. Ed. Vicente. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). tortura. 31. Marcelo. PAULO. A matéria rege-se pelo princípio da complementaridade”. 2010. – (Coleção curso & concurso. . Ou seja. ataques à integridade da população civil. 2011. BIBLIOGRAFIA: 1.

POPULAÇÃO. POVO. a partir do qual.]”. Apátrida (heimatlos) 3.2.4. Nacionais (“são todos aqueles que o Direito de um Estado define como tais. de acordo com os critérios adotados pelo Estado (sangüineos ou territoriais).DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. são todos aqueles que se encontram presos ao Estado por um vínculo jurídico que os qualifica como seus integrantes”). que faz da pessoa um dos elementos componentes da dimensão do Estado”.3. .6. CRITÉRIOS DE ATRIBUIÇÃO DE NACIONALIDADE PRIMÁRIA a) Origem sangüinea . aquele que for descendente dos nacionais daquele país).1. ligado a este pelo vínculo da nacionalidade”). DISTINÇÃO ENTRE NAÇÃO.5. Cidadão 2.. pela naturalização) [.1. NACIONAIS..1 Conceito Segundo Marcelo Alexandrino.. População 2. Nação 2. Polipátrida 2. b) Nacionalidade secundária (derivada/adquirida) é a resultante de “ato volitivo.ius sanguinis (será nacional de um país. depois do nascimento (em regra.ESPÉCIES DE NACIONALIDADE a) Nacionalidade primária (originária) é a resultante “de fato natural (nascimento). 4. será estabelecida [. 2. 4. Povo (“é o conjunto de pessoas que fazem parte de um Estado. é o elemento humano do Estado. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DIREITOS DE NACIONALIDADE 1. 2. “é o vínculo jurídico-político de direito público interno. CIDADÃOS E POLIPÁTRIDA.]”.. 3.DA NACIONALIDADE 1. 2.

pois a Constituição do Império de 1824 consagrou no seu art. Porém. dentro de seis meses depois de entrar em vigor a Constituição. demonstrando sua intenção de adquirir nova nacionalidade”. como na hipótese presente na Constituição de 1891 [. 95 do ADCT. achando -se no Brasil aos 15 de novembro de 1889. Portando. o ânim o de conservar a nacionalidade de origem”. art. I. aquele que nascer no território daquele país.1. A grande naturalização prevista art.2.b) Origem territorial – ius solis (será nacional de um país. “Nesse item é importante salientar duas questões: a) a hipótese de naturalização tácita também ocorreu anteriormente à 1ª Constituição da República de 1891. ANÁLISE ESPECÍFICA DO BRASIL 5. 5. “c”:critério sanguíneo mais registro em repartição em repartição brasileira competente . NACIONALIDADE PRIMÁRIA (aquisição originária) a)Aplicação do art. “a”: critério territorial puro b) Aplicação do art.1) Aplicação do art. art. 12°. a) Tipos de naturalização: a. b) o indivíduo filho de pai e mãe brasileira vir para o Brasil a qualquer tempo e realizar a opção confirmativa. c. são duas hipóteses: a) o indivíduo se tornar brasileiro nato com o registro que funciona de forma equivalente ao registro realizado no cartório de registro civil no Brasil. Emenda constitucional 54/07. §5º: “são cidadãos brasileiros: os estrangeiros que possuírem bens imóveis no Brasil e forem casados com brasileiros ou tiverem filhos brasileiros contanto que residam no Brasil. irá operar com efeitos retroativos (ex tunc) à data da residência (tida como fato gerado nacionalidade). 69. independentemente dos seus ascendentes). . I. por força das regras jurídicas de nacionalidade adotadas por determinado Estado”. I. mais critério residencial e mais opção confirmativa (aquisição originária potestativa). “b”: critério sanguíneo mais critério funcional. Conforme o mesmo art. da Constituição de 1891 preconizava: “São cidadãos brasileiros: os estrangeiros que.2. 69. NACIONALIDADE SECUNDÁRIA (aquisição secundária)..1.]”. 12°.. visto que a mesma só se referia aos portugueses e não a todos os estrangeiros residentes no Brasil. 5. 6º a naturalização tácita para os portugueses residentes no Brasil na época da Proclamação da Independência Pátria. é mister diferenciar. salvo se manifestarem a intenção de não mudar de nacionalidade”. c) Aplicação do art. 12°. 12°. §4°. Naturalização tácita “é aquela adquirida independentemente de manifestação expressa do naturalizando. De acordo com Bernardo Gonçalves. 2º. I. a. Naturalização expressa é aquela que “depende de requerimento do interessado. in fine: critério sanguíneo. “c”.

Naturalização ordinária: a)Hipótese prevista na Lei 6. a. que promulgou o Tratado Bilateral de Cooperação. é obrigado a decretar a naturalização requerida. da CRFB/88.a. II.1. art.1. Requisitos: a) capacidade civil. Esse entendimento é o majoritário em virtude da dicção constitucional do art. . que foram recepcionadas pela CRFB/88. 115 §2º da Lei 6.12. “Nesses termos. se concluído o curso superior no Brasil.815/80. e. também chamada de potestativa a) Hipótese prevista no art. que os portugueses será equiparado aos brasileiros naturalizados (hipótese também chamada de quase-nacionalidade)”. 7. PORTUGUESES EQUIPARADOS ou quase nacionalidade (art. 1 (um) ano de residência ininterrupto. De acordo com Bernardo Gonçalves. “b”. conclusão de curso superior: “o estrangeiro deve vir para o Brasil antes da maioridade. §1º da CRFB/88) – DECRETO nº 3927/01. radicação precoce: segundo Bernardo Gonçalves. Naturalização extraordinária. 12. ele terá o prazo de 1(um) ano após a conclusão para requerer a naturalização”. Segundo Bernardo Gonçalves. Procedimento Segundo Bernardo Gonçalves. Requisitos necessários: capacidade civil. 7. São hipóteses previstas na Constituição de 1988: 1. “b”.815/80. no Brasil os portugueses terão os mesmos direitos que os brasileiros terão em Portugal. b) 15 anos de residência ininterrupta no Brasil.1. b) Hipótese prevista no art. É importante deixar consignado. “quando o indivíduo vem para o Brasil antes de completar 5 anos. 2.2. contudo. são: c. II. b.1. 12.1. diferentemente das hipóteses da naturalização ordinária. “a” da CRFB/88. 12. idoneidade moral. havendo reciprocidade em Portugal para os brasileiros. 112 c/c 113. nas palavras de Coelho Mendes. II. Amizade de Consulta Brasil e Portugal.2. não tendo o Chefe do Executivo discricionariedade para negar o pedido. c) Hipóteses previstas no art. alcançada a maioridade ele terá 2 anos para requerer a naturalização”. c. Preenchidos os três requisitos. o Presidente da República. c) ausência da condenação penal.

II.3. nunca mediante de um novo processo de naturalização. a.. 5°. Efeitos: efeito “ex nunc”. Motivos: em decorrência de atividade contrária à ordem pública ou à segurança nacional ou nociva ao interesse nacional. Procedimento: o procedimento é judicial. 12. sendo procedente e transitando em julgado. a. a. sob pena de contrariedade ao texto constitucional”.1. a. há uma decisão do Magistrado Federal que. §3°. a)Ação de cancelamento de naturalização procedente transitada em julgado pela política de atividade nociva ao interesse nacional.] não poderá readquiri-la..3.5. pois não há uma tipificação na qual o naturalizado possa ser enquadrado pela prática de uma atividade nociva ao interesse nacional. 89..1. dirigido ao Ministério da Justiça. arts. incumbe “ao Ministério Público Federal efetivar a denúncia contra o brasileiro naturalizado. caput) 11. b) Imposição da lei estrangeira (art.] no caso de igualdade de direitos e de obrigações civis. 222. Procedimento: de acordo com Bernardo Gonçalves. b. DUPLA NACIONALIDADE a) Reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira (art. §4º. na hipótese da reaquisição.2. 12. [. deverá fazerse o requerimento. com prova de sua nacionalidade. De acordo com Bernardo Gonçalves. deverá fazer-se prova do seu gozo em Portugal e da residência no Brasil há pelo menos três anos”. 222). Reaquisição da naturalização: observar o art.. b. 485 do CPC. 10. PERDA DA NACIONALIDADE (CF. II. posteriormente. capacidade civil e admissão no Brasil em caráter permanente.“[. De acordo com Pedro Lenza. Destinatários: brasileiros natos ou naturalizados. 12. “conduta voluntária. condena o indivíduo à perda a naturalização”. “[. “b” da CRFB/88).] Nestes termos. art. art. Destinatários: brasileiros naturalizados. 8. Motivos: segundo Bernardo Gonçalves. No caso de pretender-se obtenção dos direitos. 12. TRATAMENTO DIFERENCIADO ENTRE BRASILEIRO NATO E NATURALIZADO (CRFB/88.. VII. 9. §4º.. a não ser mediante ação rescisória. .2. “a” da CRFB/88). capacidade civil do requerente e a devida aquisição da nacionalidade estrangeira”. LI. b. §4°). b) Aquisição voluntária de outra nacionalidade. Essa denúncia perpassa por uma perspectiva hermenêutica. PROPRIEDADE DE EMPRESA JORNALÍSTICA E DE RADIODIFUSÃO SONORA DE SONS E IMAGENS (CF.4. a.

George. deverá voltar a ser brasileiro nato.. SILVA E NETO. 2ª. 2010. Ed.MARMELSTEIN. Ed.5. São Paulo: MÉTODO. São Paulo: Atlas. Coimbra: Coimbra. 15. em virtude de ter se tornado estrangeiro. 818/49 prevê a possibilidade de reaquisição por decreto presidencial. Nesses termos. Marcelo. – Rio de Janeiro: Forense. Manual de Direito Constitucional. e após o processo instruído e finalizado. Direito Constitucional esquematizado. que tal dispositivo só terá validade se a reaquisição não contrair os dispositivos constitucionais e. contudo. 6. quais sejam: Bernardo Gonçalves apresenta duas a)”Se brasileiro nato. Nesse sentido. ou seja. estaremos diante de um processo administrativo. 4. Reaquisição da nacionalidade do brasileiro nato: via administrativa Segundo Pedro Lenza. não teria como o mesmo voltar a ser brasileiro nato”. se o ex-brasileiro estiver domiciliado no Brasil. que levará a perda da nacionalidade. 1997. Neste ponto. o Presidente da República dará a decisão por meio de decreto. SILVA.. se existirem elementos que atribuam nacionalidade ao interessado”. ed. . 2010. 2. sem a necessidade de incursão judicial. b) “A única forma desse brasileiro nato que perdeu a nacionalidade e virou estrangeiro readquirir a nacionalidade será enquanto brasileiro naturalizado. 2011. é importante deixar consignado que não ocorre apenas com a mera solicitação de outra nacionalidade pelo brasileiro. ALEXANDRINO. São Paulo: MÉTODO. Vicente. 2009. readquirir a nacionalidade originária por decreto do Presidente da República”. Porém.4. Direito Constitucional descomplicado.LENZA.MIRANDA. 2009. b. assegurada a ampla defesa. José Afonso da. somente após adquirida a nacionalidade em outro país o Ministério da Justiça deflagrará o procedimento administrativo.“o procedimento é meramente administrativo. Curso de Direito Constitucional positivo. 5. 3. – São Paulo: Saraiva. Ed. 6ª.MORAES. BIBLIOGRAFIA: 1. 2009. 8. Portanto.. b. Curso de direitos fundamentais. Marcelo. não atingindo eventual cônjuge ou mesmo filhos desse indivíduo . Efeitos: os efeitos do decreto presidencial serão “ex nunc”. Entendemos. o Ministério de Relações exteriores comunicará ao Ministério da Justiça a solicitação da aquisição de nacionalidade em outro país. Pedro. há divergência doutrinária. Nesses termos. – São Paulo: Atlas. tramitando no Ministério da Justiça. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Direito Constitucional. Direito Constitucional. determinando a perda da nacionalidade”. NOVELINO. posições. a partir do momento em que o brasileiro nato ou naturalizado deseja adquirir a naturalização em outro país. Alexandre. 7. 36 da Lei n. Jorge. Rio de Janeiro: Forense. Manoel Jorge. “[. São Paulo: Malheiros. ainda. PAULO. Direito Constitucional.] o art.

1. 4. “[.] os direitos políticos positivos consistem no conjunto de normas que asseguram o direito subjetivo de participação no processo políticos e nos órgãos governamentais.] é o Direito Público subjetivo democrático de votar (eleger) e de ser votado (eleito). o direito de organizar e participar de partidos políticos”.DIREITOS POLÍTICOS POSITIVOS (capacidade eleitoral ativa = alistabilidade = direito de votar) 3. apoio ou aprovação”. . sufrágio – do latim sufragium – significa escolha. “[. caput da CRFB/88). Conceito De acordo com Uadi Bulos. §2° da CRFB/88). 3. direito de voto nos plebiscitos e referendos. Sufrágio (art. direito de elegibilidade (direito de ser votado). como o direito de iniciativa popular. b) Limitador da liberdade partidária (art. VII. 34.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 2.NOÇÕES GERAIS De acordo com José Afonso da Silva. Conceito Segundo Uadi Bulos..1. 14 da CRFB/88) 4. Eles garantem a participação do povo no poder de dominação política por meio das diversas modalidades de: direito de sufrágio: direito de voto nas eleições. Etimologicamente. “a” da CRFB/88)... Regime democrático como princípio: a) Fundamentador de direitos fundamentais implíticos (art. 17. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DOS DIREITOS POLÍTICOS 1. assim como por outros direitos de participação popular. “ são o conjunto de normas jurídicas que asseguram a participação do povo no cenário eleitoral do Estado”. o direito de propor ação popular. 5°.. c) Constitucional Sensível (art.

b.5.826/2003 – Estatuto do Desarmamento (§1° do art. §2°). 2. 35). realizado em 23. art.5. pelo voto. art. aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido (Lei n. Quadro comparativo analisado por Uadi Bulos PLEBISCITO 1. para que os confirmem ou rejeitem. 2. Exemplo: plebiscito para saber se o povo quer.2) Referendos art. CAPACIDADE ELEITORAL ATIVA: capacidade de votar (ALISTABILIDADE). Exemplo: referendo sobre o desarmamento previsto pela Lei n.1) Plebiscitos Nas palavras de Marcelo Alexandrino. 9.2. 9. quando a população brasileira optou pela nãoproibição da comercialização de arma de fogo. Signficado: consulta feita ao eleitorado antes de a lei ou o ato administrativo serem elaborados. posteriormente.1.3. legislativa ou administrativa”. cabendo ao povo. serão discutidos pelo Congresso Nacional ou pelo Poder Executivo. XV da CRFB/88). o plebiscito e o referendo “são consultas formuladas ao povo para que delibere sobre matéria de acentuada relevância. aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido. “ retrata. de natureza constitucional. uma nova Constituição para o Brasil. 14.709/98.2005. pedido do interessado. XV da CRFB/88). 3. REFERENDO 1. Significado: consulta feita ao eleitorado depois de a lei ou o ato administrativo serem elaborados. (Lei n. 14. o referendo “é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo. art. ou não. 10. apenas.709/98. “ é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo. . 2°. Que diz a lei: “O plebiscito é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo. a)Eleições.3. 3. 6. A obtenção do título de eleitor permite ao cidadão o exercício de todos os direitos políticos???? 6. 6. plebiscitos e referendos (exercício da capacidade eleitoral ativa). 49.4. 2°. pelo voto. o direito de votar ou de manifestar a vontade de eleições. b. cumprindo ao povo a respectiva ratificação ou rejeição”. DIREITO DE VOTO (espécie do gênero sufrágio). De acordo com Marcelo Alexandrino. b)Plebiscitos e referendos (art. cumprindo ao povo a respectiva ratificação ou rejeição”.Segundo Marcelo Alexandrino. §1°). art. b. Conceito De acordo com Uadi Bulos.10. Versa sobre assuntos que. Que diz a lei: “O referendo é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo. 49. 6.4. cabendo ao povo. AQUISIÇÃO DA CAPACIDADE ELEITORAL ATIVA: alistamento realizado junto aos órgãos competentes da Justiça Eleitoral.

Caracteristicas do voto (analisadas por Alexandre de Moraes) a) Obrigatório (nas palavras de Alexandre de Moraes. idade. o exercício do direito de sufrágio em seu aspecto ativo (votar)”. um voto”). h) Periodicidade (“ a Constituição. somente. é obrigatório o comparecimento às eleições. f) Direito público subjetivo (“não pode ser abolido. não há possibilidade de se outorgar procuração para votar”). a uma expressão restrita. OBSERVAÇÃO: Possibilidade de eleição indireta do governante (art. “quando o direito de votar a todos os nacionais. ESPÉCIES DE SUFRÁGIO a) Universal (segundo Marcelo Alexandrino.2. b)Restrito (segundo Marcelo Alexandrino. é obrigatório o comparecimento às eleições. §4°. garante a periodicidade de sua manifestação. b) Facultativo ( nas palavras de Alexandre de Moraes. que significa. O sufrágio restrito. 60.. e) Com valor igual para todos (segundo Alexandre de Moraes. II. independentemente de sexo. c) Direto (de acordo com Alexandre de Moraes.1. 6. 81. tais como condições culturais ou econômicas etc). se desejar. II da CF/88”).exceção: art. para anular o seu voto ou votar em branco”). 6. por meio de voto. no seu art.equivale. cor. §2°). sequer por emenda à Constituição. o cidadão é livre para a escolha do candidato.SUFRÁGIO 6. d) Secreto ou sigiloso(de acordo com Alexandre de Moraes “ o voto não deve ser revelado nem por seu autor. 81. por si. com isso. “ressalvados os maiores de setenta anos e os menores de dezoito anos. seus representantes e governantes”). social ou econômica – “um homem . portanto. “os eleitores elegerão. 60. poderá ser censitário ou capacitário. credo. posição intelectual. a temporalidade dos mandatos no nosso Estado”). assegurando. “quando o direito de votar for concedido tão somente àqueles que cumprem determinadas condições fixadas em lei do Estado. “ o voto de cada cidadão tem o mesmo valor no processo eleitoral. tampouco por terceiro fraudulentamente”). ao consagrar o voto cláusula pétrea. a obrigatoriedade formal do comparecimento. g) Liberdade (“comparecendo às eleições. “ressalvados os maiores de setenta anos e os menores de dezoito anos. §4°. a obrigatoriedade formal do comparecimento. por sua vez. ou. sob pena de pagamento de multa”). sob pena de pagamento de multa”).5. i) Persoalidade (“só pode ser exercido pessoalmente. independentemente da exigência de quaisquer requisitos. sem intermediários. . no exercício do direito ao sufrágio.. por força do art.

e)idade mínima. na acepção ampla. para os cargos de deputado federal. comunitários ou laços familiares”. aquele que conta. para os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República e senador da República. O TSE admite a configuração de domicílio eleitoral de forma ampla. a denominada candidatura autônoma ou avulsa. §3°). nas palavras de Marcelo Alexandrino: “a) nacionalidade brasileira ou condição de equiparado a português. 17. b)pleno exercício dos direitos políticos (aquele que teve suspensos ou perdeu seus direitos políticos não dispõe de capacidade eleitoral passiva). Vice-Prefeito e juiz de paz. o depósito.7.1)Sufrágio censitário “é aquele que somente outorga o direito de voto àqueles que preencherem certas qualificações econômicas”. c)alistamento eleitoral (comprovado pela apresentação do título de eleitor. b. f) filiação partidária (não se admite. vinte e um anos. a abertura. e não ou do registro ou mesmo da posse). sejam vínculos políticos. Prefeito. permitindo sua fixação onde o eleitor apresente ligação material ou afetiva com a circunscriação.b. 12. que deverá ser verificada tendo por referência a data da posse (a não a data do alistamento ou do registro). d)domicílio na circunscrição (o eleitor deverá ser domiciliado no local pelo qual se candidata. verifica e confere o número de vots”. isto é. no Brasil. b)Escrutíneo. 7. sem filiação a partido político)”. patrimoniais. trinta anos. Exemplo: voto secreto (coberto ou fechado) ou voto aberto (a descoberto ou público)”. c)Escrutíneo “também é usado para designar o modo de exercício do voto. “ato de contagem de votos. ESCRUTÍNEO (acepções). art. na acepção estrita. §4° da CRFB/88. deputado estadual ou distrital.7. regularmente inscrito perante a Justiça Eleitoral). na visão de Uadi Bulos a)Escrutíneo. pelo período mínimo exigido pela legislação eleitoral subconstitucional). para os cargos de Governador e Vice-governador de Estado e do Distrito Federal. 6.1.2)Sufrágio capacitário “é aquele que só outorga o direito de voto aos indivíduos dotados de certas características especiais. sendo que para Presidente e Vice-Presidente da República exige-se a condição de brasileiro nato (CF. (1 ano antes da data da eleição (pleito). notadamente de natureza intelectual”. para vereador. “é um das fases do procedimento eleitoral.CAPACIDADE ELEITORAL PASSIVA (direito de candidatura = elegibilidade): direito de ser votado (ELEGIBILIDADE) 6. englobando a apuração. “O prazo de comprovação do domicílio será de no mínimo 1 ano antes da eleição. profissionais. Observação: ver os arts. Condições de ELEGIBILIDADE (capacidade eleitoral passiva = ser votado nas eleições). . dezoito anos. donde insurge a figura do escrutinador. comerciais. §2°. o reconhecimento e a contagem dos votos”.§3°. sendo as seguintes: trinta e cinco anos.

a “inelegibilidade relativa consiste em restrições impostas à elegibilidade para alguns cargos eletivos. §5° da CRFB/88) a. .. ou mesmo que ele renuncie [.2. Análise do dispositivo constitucional (na visão de Marcelo Alexandrino) “.2. em razão de situações especiais em que se encontra o cidadão-candidato no momento da eleição”. “nada obsta que o Chefe do Executivo solicite ao Poder Legislativo uma licença para poder concorrer à reeleição.Não há a exigência da desincompatibilização do Chefe do Executivo para candidatar-se à reeleição. 14. por um período subseqüente. os Vice-Governadores e os Vice-Prefeitos. como tais. . . . alistável. 7. Hipóteses de INELEBILIDADE RELATIVA a)MOTIVOS FUNCIONAIS (art. IMPEDIMENTO TOTAL DA CIDADANIA (art. são naõ alistáveis e. 8.DIREITOS POLÍTICOS NEGATIVOS são restrições e impedimentos ao exercício dos direitos positivos. c)As hipóteses de inelegibilidade absoluta podem ser estabelecidas ao nível infraconstitucional? 8. que. §§4° a 9°(outras normas infraconstitucionais mediante lei complementar poderão trazer casos de inelegibilidade da CRFB/88) 8. não dispõem de capacidade eleitoral passiva (não podem ser eleitos). antes.1. logo.2. a qualquer mandato eletivo”. os estrangeiros (exceto o português equiparado) e os conscritos. reeleitos ou não.1. b)Hispóteses de inelegibilidade absoluta.Permissão de reeleição para um único período subseqüente. “poderão candidatar-se ao cargo do titular. para ser elegível é imprescindível ser. embora possam alistar-se e votar (capacidade eleitoral ativa). IMPEDIMENTO PARCIAL DA CIDADANIA (art. segundo Marcelo Alexandrino. uma vez que a elegibilidade tem por pressuposto a alistabilidade. inelegíveis”.O Vice-Presidente da República.Proibição de reeleição para o terceiro mandato. isto é. Inelegibilidade absoluta: a)A inelegibilidade absoluta.7. 15 da CRFB/88). Não obstante.1.]”. 7. 2) os não alistáveis..1. mesmo tendo substituído este no curso do mandato”. desde que seja sucessivo. nas palavras de Marcelo Novelino: “1) os analfabetos.O Vice-Presidente da República. Inelegibilidade relativa Segundo Marcelo Alexandrino. durante o período do serviço militar obrigatório. impede que o cidadão concorra em qualquer eleição. 14. . os Vice-Governadores e os Vice-Prefeitos poderão ser reeleitos para os mesmos cargos.

14. . parentes e afins até segundo grau do Presidente da República não poderão candidatar-se a qualquer cargo eletivo no País”. . apenas. à eleição prevista no art. o vice assumirá efetiva e definitivamente o exercício da chefia do Executivo. A inelegibilidade não é aplicada à viúva do Chefe do Executivo. noventa dias após a abertura da última vaga. far-se-á nova eleição direta.“Não pode o Chefe do Executivo. desde que renunciem aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito (art. ao cargo de vice-chefia do Executivo”. no período subseqüente (terceiro período). que esteja exercendo o segundo mandato eletivo (por reeleição). §5° da CRGB/88. renunciando seis meses antes do pleito eleitoral. §7° da CRFB/88).“O STF admitiu a elegibilidade de ex-prefeito do município-mãe que. que determina que.“Não pode aquele que foi titular de dois mandatos sucessivos na Chefia do Executivo vir a candidatar-se. Segundo Marcelo Alexandrino. os Vice-Governadores e os Vice-Prefeitos podem concorrer a outros cargos. parentes e afins até o segundo grau do Prefeito não poderão candidatar-se a vereador ou Prefeito do mesmo Município. renunciar antes do término desse com o intuito de pleitear nova recondução para o período subseqüente (reeleição para um terceiro mandato subseqüente).. preservando os seus respectivos mandatos. os Governadores e os Prefeitos podem concorrer a outros cargos. §6° da CRFB/88).1. b.3. às pessoas que vivem maritalmente com o Chefe do Executivo. . . deputado estadual. e somente poderá candidatar-se a um único período subseqüente”. se a vacância ocorrer nos últimos dois anos do mandato presidencial”. vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente. 14. ou eleição indireta pelo Congresso Nacional. b. “desde que. parentes e afins até segundo grau do Governador não poderão candidatar-se a qualquer cargo no Estado (vereador. Súmula 18 do STF: DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE OU DO VÍNCULO CONJUGAL. 81 da Constituição Federal. A INELEGIBILIDADE REFLEXA atinge. trinta dias depois de aberta a última vaga.2. . . b)MOTIVOS DE CASAMENTO. 14. ou com seu irmão. temos: “a) o cônjuge. NÃO AFASTA A INELEGIBILIDADE PREVISTA NO §7° DO ARTIGO 14 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. o território de jurisdição do titular.“Não poderá aquele foi titular de dois mandatos sucessivos na chefia do Executivo candidatarse. Ver os artigos 79. nos seis meses anteriores ao pleito. b)o cônjuge. deputado federal e senador pelo próprio Estado e Governador do mesmo Estado).O Vice. Governador ou Prefeito. durante o período imediatamente subseqüente. não tenham sucedido ou substituído o titular”. A inelegilidade reflexa não se aplica as seguintes hipóteses: 1. c) o cônjuge. b. candidatou-se a prefeito do município desmembrado”. NO CURSO DO MANDATO. PARENTESCO OU AFINIDADE (art. OBSERVAÇÃO: São aplicadas “as mesmas regras àqueles que tenham substituído os Chefes do Executivo dentro de seis meses anteriores ao pleito eleitoral”.O Presidente da República. . às pessoas casadas no religioso.“Na hipótese de acorrer a vacância definitiva do cargo de Presidente da República.Presidente da República.

Bernardo Gonçalves. 9.. A inelegibilidade não é aplicada ao cônjuge. Ed. São Paulo: Atlas. NOVELINO. 15. SILVA E NETO. 11 ed. 18). 4. dos Poderes. São Paulo: MÉTODO. – Rio de Janeiro: Forense. PINHO. Direito Constitucional. 6. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE ELEITORAL (art. Rio de Janeiro: Forense. FERNANDES. “se o Chefe do Executivo renunciar seis meses antes da eleição. São Paulo: Revista dos Tribunais. Direito Constitucional. 2009. 3. 7. II) 8. 8. 2009. Rio de Janeiro: Lumen Juris. “Assim. parente ou afim que já possuir mandato eletivo. Da organização do Estado. são hipóteses de perda dos direitos políticos as hipóteses previstas nos incisos I e IV do art. Pedro. desde que ele pudesse concorrer à sua própria reeleição (isto é. seu cônjuge. 6ª. Rodrigo César Rebello. Marcelo.2. 15 da CRFB/88. Ed.Segundo o TSE. mesmo que seja na circunscrição. José Afonso da. 2011. Manual de Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris.LENZA. 5. – São Paulo: Saraiva. em face da vedação à filiação partidária do militar. III e V do art. 8. São Paulo: Malheiros. suprirá a ausência da prévia filiação partidária o registro da candidatura apresentada pelo partido político e autorizada pelo candidato”. São Paulo: MÉTODO. Denise. Curso de Direito Constitucional. PRIVAÇÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS (art. Curso de Direito Constitucional. §9° da CRFB/88) 8. 2010. c) INELEGIBILIDADE DE MILITARES (arts. e histórico das Constituições. Vicente. §8°. 9. 10. 15 da CRFB/88. 2011. v. – (Coleção sinopses jurídicas. Marcelo. Alexandre. 14. Direito Constitucional esquematizado. Manoel Jorge. nessa situação. ALEXANDRINO. caso em que poderá candidatar-se à reeleição. 12 §4º. d)PREVISÃO EM LEI COMPLEMENTAR (art. Curso de Direito Constitucional positivo. Direito Constitucional. V da CRFB/88) Nas palavras de Marcelo Alexandrino. São Paulo: Malheiros.BONAVIDES. 2010. . são hipóteses de perda dos direitos políticos as hipóteses previstas nos incisos II. PAULO. SILVA. Paulo. 14. Direito Constitucional descomplicado. 2011. 16 da CRFB/88) BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. 2. 2005. Privação temporária (suspensão dos direitos políticos) Para Alexandre de Moraes. São Paulo: Saraiva. o Tribunal Superior Eleitoral firmou o entendimento de que. §3°.2. 142. . no final do primeiro mandato)”. Privação definitiva (perda dos direitos políticos) Para Alexandre de Moraes.MORAES. parentes ou afins até segundo grau poderão candidatar-se a todos os cargos eletivos da circunscrição.1. 3 ed. VARGAS. 2011.