DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.

ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB

DIREITO CONSTITUCIONAL I

PLANO DE AULA

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO DIREITO CONSTITUCIONAL 1. DIREITO 1.1. A CLASSIFICAÇÃO EM “RAMOS DO DIREITO” 1.2. ALOCAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONAL Nas palavras de Alexandre de Moraes, o Direito Constitucional “é um ramo do Direito Público, destacado por ser fundamental à organização e funcionamento do Estado, à articulação dos elementos primários do mesmo e ao estabelecimento das bases da estrutura política”. 1.3. ORIGEM, FORMAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONAL I De acordo com Paulo Bonavides, a origem da expressão Direito Constitucional,
“[...] consagrada há cerca de um século, prende-se ao triunfo político e doutrinário de alguns princípios ideológicos na organização do Estado moderno. Impuseram-se tais princípios desde a Revolução Francesa, entrando a inspirar formas políticas do chamado Estado liberal, Estado de direito ou Estado constitucional”.

1.4. CRIAÇÃO DA 1ª CADEIRA DE DIREITO CONSTITUCIONAL Segundo Paulo Bonavides, o ministro da Instrução Pública, Guizot, determinou a criação da primeira cadeira de Direito Constitucional em 1834. O primeiro mestre a lecionar a Cadeira foi Pelegrino Rossi.
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros, 2005. 2.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 3. FERNANDES, Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 3 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011. 4..MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 8. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009. 9. VARGAS, Denise. Manual de Direito Constitucional. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO

CONSTITUCIONALISMO 1. CONSTITUCIONALISMO 1.1. CONSTITUCIONALISMO (em sentido amplo)

Na visão de Marcelo Novelino, o “[...] constitucionalismo, apesar de ser um termo recente, está ligado a uma ideia bastante antiga: a existência de uma Constituição nos Estados, independentemente do momento histórico ou do regime político adotado [...]”. 1.2. CONSTITUCIONALISMO (em sentido estrito) De acordo com Alexandre de Moraes, a “origem formal do constitucionalismo está ligada às Constituições escritas e rígidas dos Estados Unidos, em 1787 [...]”. Segundo Marcelo Novelino,
“[...] Mais do que uma simples técnica constitucional, o constitucionalismo é uma técnica de liberdade que assegura direitos fundamentais aos cidadãos de modo a impedir sua violação por parte do Estado. No século XIX a teoria das garantias e a teoria do Estado de direito (Rechtsstaat) se uniram ao princípio da separação dos poderes, conferindo ao constitucionalismo sua identidade atual”.

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros, 2005. 2.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 3. FERNANDES, Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 3 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011. 4..MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 8. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009. 9. VARGAS, Denise. Manual de Direito Constitucional. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011.

lato sensu. então. ela seria ilegítima.] só se refere à decisão política fundamental (estrutura e órgãos do Estado..Quadro explicativo apresentado por Pedro Lenza PLANO LÓGICO-JURÍDICO ..3.. segundo Pedro Lenza.] José Afonso da Silva. vida democrática etc). Curso de Direito Constitucional.norma positivada suprema.LENZA. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CONCEITO. FERNANDES.Posição de Alexandre de Moraes “Constituição. de estabelecer.1. traduzindo o pensamento de Kelsen. à formação dos poderes públicos.BONAVIDES. observa que “. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. direitos individuais.Constituição é. Caso isso não ocorresse.Sentido político (defendido por Carl Schmitt). Bernardo Gonçalves. “[.CONCEITOS 1. as leis constitucionais seriam os demais dispositivos inseridos no texto do documento constitucional... – São Paulo: Saraiva.] uma Constituição só seria legítima se representasse o efetivo poder social [. 2011.Sentido jurídico..4. de firmar.. puro dever-ser. em seu livro “Qué es una Constitución”?). 1.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. . formação.. 2011. . o modo pelo qual se constitui uma coisa. um ser vivo. porém. segundo Pedro Lenza.. mas não contêm matéria de decisão política fundamental”. “[...2. caracterizando-se como uma simples “folha de papel” [. 15. considerada norma pura. organização. Curso de Direito Constitucional. que contém normas referentes à estruturação do Estado. 2005. Paulo. Além disso. é o ato de constituir.. PLANO JURÍDICO-POSITIVO . direitos que deveres dos cidadãos. Rio de Janeiro: Lumen Juris.norma fundamental hipotética. é a Constituição que individualiza os órgãos competentes para edição de normas jurídicas legislativas ou administrativas”.fundamento lógico-transcendental da validade da Constituição jurídico-positiva.norma posta.plano do suposto . CLASSIFICAÇÃO e ELEMENTOS 1. 2. 3. Ed. um grupo de pessoas. Juridicamente. Pedro.]”. política ou filosófica. 1.. ou. Constituição deve ser entendida como a lei fundamental e suprema de um Estado. de acordo com José Afonso da Silva. ainda. positivada.].1. São Paulo: Malheiros. 3 ed.Sentido sociológico (defendido por Ferdinand Lassale. A concepção de Kelsen toma a palavra Constituição em dois sentidos: no lógico-jurídico e no jurídico-positivo [. 1. Direito Constitucional esquematizado.]”. forma de governo e aquisição de poder de governar. distribuição de competências.”[.4.. 3. sem qualquer pretensão a fundamentação sociológica. .

Direito Constitucional. Vicente. Direito Constitucional descomplicado. 2009. Curso de Direito Constitucional positivo. 7. 2011. Manoel Jorge. SILVA. São Paulo: Malheiros. São Paulo: Revista dos Tribunais. SILVA E NETO. 6ª. Manual de Direito Constitucional. Ed. São Paulo: Atlas. Marcelo. NOVELINO. Direito Constitucional. São Paulo: MÉTODO. . ALEXANDRINO. Direito Constitucional.MORAES. – Rio de Janeiro: Forense. 5. Marcelo. Alexandre. 2010. PAULO. Denise. 2010. VARGAS. Rio de Janeiro: Forense. 9. 2009.4. 6. José Afonso da. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 8. São Paulo: MÉTODO.

..]”...não é propriamente outorgada. se aproximam das Constituições Outorgadas (e se distanciam das Promulgadas). e a nobreza e a burguesia. desenvolvidas. “[. breves. mas tampouco é democrática. as Constituições “[. da deliberação da representação legítima popular [. é submetido para digressão popular [. de acordo com Pedro Lenza. “são as constituições impostas..]”..]. portanto. pelo agente revolucionário (grupo. d) Pactuadas. “elas acabam por exprimir um compromisso instável (frágil). básicas). que não recebeu do povo a legitimidade para em nome dele atuar [. ainda que criada com participação popular [. em franco progresso doutra”. . segundo José Afonso da Silva. b) Promulgada. segundo Pedro Lenza. de acordo com Pedro Lenza. “[. de forma populista. De acordo com Bernardo Gonçalves. volumosas...]”.]”. Segundo Paulo Bonavides. são aquelas em q eu o poder constituinte originário se concentra nas mãos de mais de um titular [. sucintas. em nome dele. “também chamada de democrática.]”.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.CLASSIFICAÇÃO (tipologia) 1. é aquela constituição fruto de uma Assembleia Nacional Constituinte.. “seriam aquelas enxutas... b) Analíticas (amplas. extensas. 1. sumárias..... prolixas.Quanto à ORIGEM: a)Outorgadas. “são aquelas que abordam todos os assuntos que os representantes do povo entenderem fundamentais [..1.] surgem através de um pacto. Quanto à EXTENSÃO: a) Sintéticas (concisas. pois os processos de produção (que obviamente. eleita diretamente pelo povo.. Buscam desenvolver um equilíbrio não raro instável e precário.]”.. votada ou popular. atuar. de maneira unilateral. “são aquelas que resultam de um acordo entre o rei (monarca) e o parlamento. longas..] formada por plebiscito popular sobre um projeto elaborado por um Imperador (plebiscito napoleônico) ou um Ditador (plebiscito de Pinochet. inchadas). largas.. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CLASSIFICAÇÃO 1. no Chile [. veiculadoras apenas dos princípios fundamentais e estruturais do Estado [. c) Cesarista.2. entre o princípio monárquico e o princípio da democracia”.] sem dúvida. De acordo com Bernardo Gonçalves. ou governante)..]”. conferem legitimidade ao documento constitucional) não envolvem o povo e sim algo pronto e acabado (“receita de bolo”) que.. nascendo.. nas palavras de Uadi Bulos. segundo Pedro Lenza. de forças políticas rivais: a realeza debilitada de uma parte.

]”. Exemplo: Carta Imperial de 1824. segundo Alexandre de Moraes. 1..4. Segundo Bernardo Gonçalves. a Constituição formal. “é aquela constituição que é tanto rígida como flexível. a qual deve ter origem na Câmara dos Deputados. “é aquela constituição que não possui um processo legislativo de alterabilidade mais dificultoso do que o processo legislativo de alteração das normas infraconstitucionais [. nas palavras de Pedro Lenza. e portanto. um processo legislativo mais árduo. 174. “será aquela constituição que elege como critério o processo de sua formação. que algum dos seus artigos merece reforma. se conhecer. Quanto ao CONTEÚDO: a) Materialmente constitucional.1. à CONSISTÊNCIA (Pinto Ferreira)..]”..]”. sendo também denominadas permanentes.. a organização de seus órgãos. b) Formalmente constitucional.. e) Superrígida. d) Imutáveis. verdadeiras relíquias históricas e que se pretendem eternas. de acordo com Pedro Lenza. Portanto. Quanto ao modo de ELABORAÇÃO: . mais solene. estando certo que se contrariarem a constituição serão consideradas inconstitucionais. para a sua alteração (daí preferirmos a terminologia alterabilidade). graníticas ou intocáveis”.. determinava: “Se passados quatro annos..]”. segundo Pedro Lenza. pode ser considerada superrígida.]”. se fará a proposição por escripto. “será aquele texto que contiver as normas fundamentais e estruturais do Estado. De acordo com Bernardo Gonçalves. art. c) Semiflexível ou semirrígida . e não o conteúdo de suas normas [. b) Flexível. 1. depois de jurada a Constituição do Brazil.1. as cláusulas pétreas. A Carta de 1824. sem dúvida. nas palavras de Pedro Lenza. à MUTABILIDADE (Michel Temer. à ESTABILIDADE (José Afonso da Silva e Alexandre de Moraes). ou seja. “são aquelas constituições inalteráveis. na medida em que normas ordinárias não a modificam.] só pode ser modificada por procedimentos especiais que ela no seu corpo prevê. a) Rígidas... “[. “são aquelas constituições que exigem. segundo Pedro Lenza. enquanto outras não requerem tal formalidade [. quanto à estabilidade será rígida”.de acordo com Pedro Lenza. previstas na Constituição brasileira de 1988. são imutáveis.. Quanto à ALTERABILIDADE (Leda Pereira Mota e Celso Spitzcovsky).. algumas matérias exigem um processo de alteração mais dificultoso do que o exigido para alteração das leis infraconstitucionais. mais dificultoso do que o processo de alteração das normas não constitucionais [. e ser apoiada por terça parte delles”. Luiz Alberto David Araújo e Vidas Serrano Nunes Júnior).5. “é aquela escrita ou não em um documento constitucional e que contém as normas tipicamente constitutivas do Estado e da sociedade”. os direitos e garantias fundamentais [..

. É formada por ‘textos’ esparsos. Para Pedro Lenza afirma as Constituições dogmáticas são “[. 1. Quanto à correspondência com a REALIDADE (critério ontológico – essência): a) Constituições normativas. reconhecidos pela sociedade como fundamentais.]”. de planos e sistemas prévios.]”. Quanto à DOGMÁTICA: a) Ortodoxa.. “seriam aquelas que se materializam em um só código básico e sistemático [. segundo Pedro Lenza. Segundo Bernardo Gonçalves... de dogmas políticos [.7. sendo formadas de várias leis constitucionais [.] seria a constituição formada por um conjunto de regras sistematizadas e organizadas em um único documento. “são aquelas em que há adequação entre o texto constitucional (conteúdo normativo) e a realidade social.. convenções [.. “é aquela elaborada de forma esparsa (com documentos e costumes desenvolvidos) no decorrer do tempo. uma simbiose do texto constitucional com a realidade social.. costumes. reflexivamente. Há. por uma Assembleia Constituinte [.] partem de teorias preconcebidas. sendo fruto de um contínuo processo de construção e sedimentação do devir histórico [... jurisprudência. Ou seja. b) Costumeira.. b) Históricas.]”.. e baseia-se nos usos.. b) Eclética. “é aquela formada por uma só ideologia [. Quanto à FORMA: a) Escrita (instrumental). portanto.. na medida em que detentores e destinatários de poder seguem . De acordo com Bernardo Gonçalves. não traz as regras em um único texto solene e codificado. estabelecendo as normas fundamentais de um Estado [. de ideologias bem declaradas.]”..6. “seria aquela formada por ideologias conciliatórias [. “seriam aquelas que se distribuiriam em vários textos e documentos esparsos. “[..]”.]”.8.. “constituem-se através de um lento e contínuo processo de formação ao longo da história. segundo Pedro Lenza. de acordo com Bernardo Gonçalves.]”... de acordo com Pedro Lenza. racionalmente... ao contrário da escrita. de acordo com Meirelles Teixeira “[. “[.]”.]”. de acordo com Pedro Lenza... reunindo a história e as tradições de um povo [. 1.7. 1.. a constituição conduz os processos de poder (e é tradutora dos anseios de justiça dos cidadãos). 1....] elaboradas de um só jato. b) Variadas.a) Dogmáticas. “é aquela escrita e sistematizada em um documento que traz as ideias dominantes (dogmas) em uma determinada sociedade num determinado período (contexto) histórico [. segundo Pedro Lenza..] seria aquela constituição que.]”..]”. Exemplo: Constituição inglesa... Quanto à SISTEMÁTICA (critério sistemático): a) Reduzidas (unitárias). não escrita ou consuetudinária.

2011. Bernardo Gonçalves. Constituições brasileiras de 1937 (Getúlio Vargas). 2010. Sem dúvida. Não há simbiose do texto constitucional com a realidade social.. ao invés de limitar o poder. Exemplos. 3 ed. Paulo.MORAES. 8. José Afonso da. Marcelo. Direito Constitucional. Constituição Americana de 1787. mas. 2011. Detentores do poder fizeram (produziram) o texto diferente da realidade social.. VARGAS. – Rio de Janeiro: Forense. A Constituição semântica trai o conceito de constituição.. servir de “estrela guia” de “fio condutor” a ser observado pelo país. Direito Constitucional.. A constituição semântica vem para legitimar o poder autoritário. 2. Curso de Direito Constitucional. Vicente. Exemplos. ela pode. 2010. 2009.BONAVIDES. NOVELINO. Curso de Direito Constitucional. Manoel Jorge. jurisprudencial etc). São Paulo: MÉTODO. São Paulo: Malheiros. 15. Manual de Direito Constitucional. de acordo com Bernardo Gonçalves. SILVA E NETO. 1946. Ed. Direito Constitucional esquematizado. c) Constituições semânticas. em sua essência. São Paulo: MÉTODO. as Constituições brasileiras de 1934. “não há adequação do texto constitucional (conteúdo normativo) e a realidade social [. 5. que.(respeitam) a constituição. o que ocorre é um descompasso do texto com a realidade social (econômica.. Constituição Alemã de 1949. um dia poderá alcançá-lo. São Paulo: Malheiros. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. Denise. 3. nos dizeres de Löewenstein. Rio de Janeiro: Lumen Juris. pedagógico. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Como exemplos. Marcelo. SILVA.LENZA. 2005.]”. é mister deixar consignado que existe um lado positivo nessas Constituições. Constituição francesa de 1958. “são aquelas que traem o significado de constituição (do termo constituição). Rio de Janeiro: Forense. 4. 2009. segundo Bernardo Gonçalves. apesar de distante do texto. Alexandre. ALEXANDRINO. política. é e deve ser entendida como limitação de poder. PAULO.. b)Constituições nominais. 1988 [. se o texto existe. entre outras”. . – São Paulo: Saraiva. Direito Constitucional. Ed. pois legitima (naturaliza) práticas autoritárias de poder. educacional. Curso de Direito Constitucional positivo. 2011. 6. 196769 (governo militar)”. Porém. FERNANDES. 9. Pedro. São Paulo: Revista dos Tribunais.]. Constituição. Esse é o seu caráter educacional. São Paulo: Atlas. 7. 6ª. Direito Constitucional descomplicado.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. As principais características apresentadas por Pedro Lenza e Marcelo Alexandrino são: . O que tem sido ele. não há forma predeterminada que o condicione. o poder constituinte “[.] pode ser conceituado como o poder de elaborar (e neste caso será obrigatória) ou atualizar uma Constituição. na ordem política? – Nada.] é aquele que instaura uma nova ordem jurídica.1.De acordo com Pedro Lenza..1.. 1967. Exercício do poder constituinte originário a)Democráticos (poder constituinte legítimo). Conceito Segundo Pedro Lenza. Exemplos: a manifestação através de uma assembleia nacional constituinte ou convenção. “o poder constituinte não está adstrito a nenhum procedimento específico.PODER CONSTITUINTE 1.3. inaugural. modificação ou acréscimo de normas constitucionais (sendo nesta última situação derivado do originário”. de primeiro grau) 3. 3. opúsculo publicado pela Abade Joseph Sièyes. rompendo por completo com a ordem jurídica precedente”. Logo. PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO ((inicial. 3. 2ª. 1937. Exemplos: Constituições de 1824.. 2. até agora.4. 3ª. não obstante possamos encontrar determinados padrões seguidos ao longo do tempo”. “[. 3.2.. Formas de manifestação do poder constituinte originário Segundo Denise Vargas. mediante supressão.1. 3. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO PODER CONSTITUINTE 1. “Qu’est-ce que le tiers état?. b)Autocrático (poder constituinte usurpado). TEORIA DO PODER CONSTITUINTE 2. O que é o Terceiro Estado? – Tudo. O que é que ele pede? – Ser alguma coisa. O abade Sieyés começa com o plano de sua obra fazendo três perguntas que são respondidas ao longo da obra: 1ª.

d) incondicionado. na visão do Sieyès. DERIVADO LIMITADO CONDICIONADO 4.2. e. f) poder de fato e poder político. segundo Denise Vargas.” “Porque obedece. quanto à forma de se manifestar.] deve obedecer às regras colocadas e impostas pelo originário. Limites ao poder reformador . e) autônomo. para serem elaboradas normas constitucionais estaduais. o poder constituinte é inicial. também. PODER CONSTITUINTE DERIVADO (instituído. secundário. não está jungido a nenhum processo predeterminado para a sua manifestação”. segundo Denise Vargas. deve-se obedecer á forma prevista na CF. de segundo grau) 4. Sua vontade é sempre legal. a uma forma preestabelecida na Constituição Federal. ela é a origem de tudo. eis que não se submete a nenhuma forma de expressão eventualmente pré-existente.3. Antes dela e acima dela só existe o direito natural”. Tabela explicativa sobre o poder constituinte derivado apresentada por Denise Vargas CARACTERÍSTICAS DO PODER CONSTITUINTE SECUNDÁRIO “Porque ele deriva da Constituição Federal e não nasce da vontade política soberana do povo”. “Porque encontra limites quanto á matéria jurídica. “[. 4. “a nação existe antes de tudo.1.. ele existe porque a Constituição. “eis que só ao exercício do poder constituinte cabe determinar quais os termos em que a nova Constituição será estruturada”. Logo. que é uma norma jurídica. Assim. constituído. segundo Denise Vargas. b) ilimitado juridicamente. pois dá início a um Estado inaugurando o seu ordenamento jurídico. para emendar a CF. necessitando respeitar as normas jurídicas existentes na Constituição Federal. 4. NATUREZA JURÍDICA “É UM PODER JURIDICO. nesse sentido. “o poder constituinte originário é incondicionado. revisão do texto constitucional ou criação de normas constitucionais pelos entes federados”. é a própria lei. sendo. segundo Denise Vargas. limitado e condicionado aos parâmetros a ele impostos”. municipais e distritais”.a)inicial. por exemplo. Conceito Nas palavras de Pedro Lenza. E nas palavras de Carlos Ayres Brito “éle é um poder simultaneamente constituinte e desconstituinte: zera a contabilidade jurídica até então existente e passa a começar tudo de novo”. Assim. o cria para reforma. pois deriva ou se origina de uma autorização da Constituição Federal.

art. Na visão de Marcelo Alexandrino. “são limitações consubstanciadas em normas aplicáveis a situações excepcionais. desde que respeitadas as regras limitativas impostas pela Constituição Federal”. Espécies de poder constituinte derivado a)Poder constituinte derivado por reforma (arts. aprovação e promulgação das propostas de emenda. por exemplo. . de acordo com Marcelo Novelino. votação. A instabilidade institucional provocada por um momento tão delicado poderia ocasionar alterações precipitadas e desnecessárias no texto da LEX MATER”..] é aquele atribuído aos Estados-membros de uma federação – poder constituinte decorrente. há as limitações formais subjetivas que “são relacionadas à competência para propositura de emendas à Constituição” e as limitações formais objetivas que “são referentes ao processo de discussão. relativas ao desenvolvimento dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte de 1988. 7..] pode ser caracterizado como um poder de fato e se manifesta por meio das mutações constitucionais [. d) Limitações temporais. por óbvio. com a finalidade de assegurar-lhe maior estabilidade. PODER CONSTITUINTE DIFUSO OU MATERIAL. 59. “[. b) Poder constituinte derivado revisor (art. o poder constituinte decorrente. “[. “consiste na proibição de reforma de determinados dispositivos durante certo período de tempo após a promulgação da Constituição. segundo Marcelo Novelino. I e 60 da CRFB/88).. de acordo com Marcelo Novelino. 3°.. c) Limitações circunstanciais. só existe nos Estados que adotam a forma federativa – para se auto-organizarem mediante a elaboração de suas constituições estaduais. nas quais a livre manifestação do poder derivado reformador possa ser ameaçada. de extrema gravidade. cuja decisão terminou por ser legada ao povo brasileiro.. do ADCT).]”.3. alteração ou exclusão de determinados conteúdos no texto constitucional”. De acordo com Marcelo Alexandrino. Conceito Segundo Pedro Lenza. “podem ser impeditivas de inclusão.] O estabelecimento desse processo simplificado de reforma teve razões históricas. 60) é mais dificultoso que o processo legislativo ordinário (CF.. art. 11 do ADCT). evitando-se alterações precipitadas e desnecessárias”... o processo legislativo das emendas (CF. 47)”. segundo Marcelo Novelino.a)Limites formais. por meio de plebiscito). 7. c) Poder constituinte derivado decorrente (art.1. Considerando a existência de relevantes debates a respeito de certos temas constitucionais (acerca da forma e regime de governo. b) Limitações materiais (ou substanciais). 4. procedimentais ou processuais. “[. Por se tratar de uma Constituição rígida.

6. São Paulo: Malheiros. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Direito Constitucional. Conceito De acordo com Pedro Lenza “[. SILVA E NETO. Vicente. – Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional esquematizado. 2011. São Paulo: Malheiros.. – São Paulo: Saraiva. Direito Constitucional. PAULO. Ed. 7.7. 15. 2009. Curso de Direito Constitucional. José Afonso da.2. São Paulo: Revista dos Tribunais. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Atlas. Ed. 8. 2. 2010. 5. 3 ed.LENZA. São Paulo: MÉTODO.BONAVIDES.]”.MORAES. 2005.. São Paulo: MÉTODO. Curso de Direito Constitucional. 2009.. Direito Constitucional. materialmente perceptíveis. Marcelo. 2011. Mutação constitucional 7. Manual de Direito Constitucional. ALEXANDRINO. . Bernardo Gonçalves. NOVELINO. 6ª. “palpáveis”.2. Manoel Jorge. 9. 2011.1. Marcelo.. 3. VARGAS.] não seriam alterações “físicas”. Pedro. Denise. 2010. SILVA. FERNANDES. mas sim alterações no significado e sentido interpretativo de um texto constitucional [. Paulo. Rio de Janeiro: Forense. 4. Alexandre. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Direito Constitucional descomplicado.

que não mais existe perante o ordenamento de 1988: o Código Penal (DL n. apresentadas por Pedro Lenza. do decreto-lei. mas. não se observará qualquer situação de inconstitucionalidade. Entendemos. 2. como vimos. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO NOVA CONSTITUIÇÃO E ORDEM JURÍDICA ANTERIOR 1.2.. a lei anterior será revogada. ou seja. que o STF poderá modular os efeitos da decisão. a recepção de somente parte de uma lei. Isso porque só se fala em ADI de uma lei editada a partir de 1988 e perante a CF/88 (princípio da contemporaneidade). 2. RECEPÇÃO 2. contudo. Características. uma lei pode ter sido editada como ordinária e ser recebida como complementar.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. matéria que era de competência da União pode perfeitamente passar a ser de competência legislativa dos Estados-membros. só se analisa a compati bilidade material perante a nova Constituição. somente por meio de ADPF..848/40) foi recebido como lei ordinária). para ser recebida. um parágrafo etc.O que acontece com as normas que foram elaboradas na vigência da Constitucional anterior com o advento de uma nova Constituição? Elas são revogadas? Elas são recepcionadas? Perdem a validade????? 2. por falta de recepção”.) nesse caso.DIREITO CONSTITUCIONAL INTERTEMPORAL lato sensu 1. É o caso. quando ao fenômeno da recepção: “a)no fenômeno da recepção. ainda.] nos casos de normas infraconstitucionais produzidas antes da nova Constituição. neste último caso. de revogação da lei anterior pela nova Constituição. precisa ter compatibilidade formal e material perante a Constituição sob cuja regência foi editada. c) como a análise perante o novo ordenamento é somente do ponto de vista material. h) é possível. contudo. não se falando em inconstitucionalidade superveniente.REPRISTINAÇÃO . d) em complemento. conforme visto no item anterior.1. apenas. “[.1.. incompatíveis com as novas regras. por exemplo. a técnica de controle ou é pelo sistema difuso ou pelo concentrado. uma mudança de competência legislativa. um ato normativo que deixe de ter previsão no novo ordenamento poderá ser recebido. 3. i) a recepção ou a revogação acontecem no momento da promulgação do novo texto. e) se incompatível. g) é possível. b) a lei. mas. como um artigo. ainda. declarando o momento a partir de quando a sua decisão passa a valer”. Segundo Pedro Lenza.

] recebidas por prazo certo. 2011. do ADCT. Curso de Direito Constitucional positivo. 3 ed. José Afonso da.. §3° da LICC (Lei de Introdução ao Código Civil). 2. 3. Ou seja.LENZA. Direito Constitucional esquematizado. 34. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 6. – Rio de Janeiro: Forense. RECEPÇÃO MATERIAL DE NORMAS CONSTITUCIONAIS De acordo com Pedro Lenza. 7. Ed. 2010. Rio de Janeiro: Lumen Juris. SILVA. “o poder constituinte poderá determinar expressamente. São Paulo: Atlas. Rio de Janeiro: Forense. 6ª. Pedro..MORAES.. Segundo Denise Vargas. Vicente. 4. a desconstitucionalização é um “[. DESCONSTITUCIONALIZAÇÃO Segundo Pedro Lenza.]”. a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência”. Direito Constitucional descomplicado. Direito Constitucional. Direito Constitucional. Manoel Jorge. características marcantes no fenômeno da recepção material de normas constitucionais”. Marcelo. e seu §1°. 5. 2°.. ALEXANDRINO. 2009. Ed. art. caput. PAULO. 2011. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. mas com o status de lei infraconstitucional.. 15. em razão de seu caráter precário. Curso de Direito Constitucional.FERNANDES. São Paulo: MÉTODO. NOVELINO.. são “[. desde que compatíveis com a nova ordem. permanecem em vigor. – São Paulo: Saraiva. 2010. as normas da Constituição anterior são recepcionadas com o status de norma infraconstitucional pela nova ordem”. . Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros.De acordo com o art. 5. Bernardo Gonçalves. Alexandre.] fenômeno pelo qual as normas da Constituição anterior. 4. a legisl ação infraconstitucional anterior já revogada que ele deseja restaurar [. São Paulo: MÉTODO. “salvo disposição em contrário. SILVA E NETO. Por exemplo. Marcelo. 2009.

como no caso das leis que criam ou majoram tributos (CF. art. vem colada à vigência. de modo geral. no momento em que entra em vigor. 2. imediata e integral) Segundo Pedro Lenza. 128. b). Algumas normas constitucionais apresentam sérios problemas relativamente a sua efetividade.] é a aptidão da norma para produzir os efeitos que lhe são próprios. a função social para a qual foi criada.EFICÁCIA JURÍDICA Segundo Marcelo Novelino. adiada para o futuro.. estão aptas a produzir os seus efeitos. exceto nas hipóteses em que é diferida. 53 e 150. as que confiram isenções (CF. imunidades (CF.2. 150.. art. Em regra. I. imediata. art.]. self-enforcing ou self-acting) Para Marcelo Novelino. 19). . III. 1. 145.1. §5°.1. Uma norma é eficaz quando capaz de produzir efeitos ou de ser aplicada. “Pertencem “a esta categoria. art. §5°). ou vedações (CF.. Uma norma é efetiva quando cumpre sua finalidade. Uma das causas é o fato de a Constituição regular o fenômeno político. “[. art.] está relacionada à produção concreta de efeitos. EFICÁCIA SOCIAL De acordo com Marcelo Novelino. com aplicabilidade direta. Aproximam-se do a que a doutrina clássica norte-americana chamou de normas autoaplicáveis (self-executing. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS 1.. ou seja. mas “possívelmente não integral”). §2°). independentemente de norma integrativa infraconstitucional [.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. difícil de ser enquadrado dentro de parâmetros jurídicos”..Classificação proposta de JOSÉ AFONSO DA SILVA a)Normas constitucionais de eficácia plena (aplicação direta. além daquelas que não indiquem processos especiais para a sua execução ou que já se encontrem suficientemente explicitadas na definição dos interesses nelas resguardados”. as normas que contenham proibições (CF. I a VI) ou prerrogativas (CF. “são aquelas normas da Constituição que. b) Normas constitucionais de eficácia contida (eficácia redutível ou restringível. NOÇÕES GERAIS 1. art. “[.. 184.CLASSIFICAÇÃO QUANTO À EFICÁCIA JURÍDICA 2.

arts.. que subdividem em: c.. 5°.1. Tais princípios se distinguem dos anteriores por seus fins e conteúdos.” Segundo Jorge de Miranda.. poderá a norma infraconstitucional reduzir a sua abrangência”. produzir todos os seus efeitos. quando da promulgação da nova Constituição (ou diante da introdução de novos preceitos por emendas à Constituição. pedindo aos tribunais o seu cumprimento só por si. muitas vezes. aparecem. são “[. mais do que comandos-regras. demonstrando a ruptura com o ordenamento jurídico constitucional anterior e o surgimento de um novo Estado. a cuja opção fica a ponderação do tempo e dos meios em que vêm a ser revestidas de plena eficácia (e nisso consiste a discricionariedade).. bem como suas justificativas e seus grandes objetivos e finalidades”. . 2°.. apontar os meios a serem adotados. É de tradição em nosso Direito Constitucional e nele devem constar os antecedentes e enquadramento histórico da Constituição.. 3.]’.] são os dispositivos da Constituição que. no entanto. órgãos ou instituições previstos na Constituição [. apesar de não terem sido revogados. explicitam comandos-valores.] em vez de regular direta e imediatamente um interesse..] normas de eficácia limitada que dependem de lei para organizar ou dar estrutura a entidades. segundo Marcelo Novelino.. embora “tenham condições de. não consentem que os cidadãos ou quaisquer cidadãos as invoquem já (ou imediatamente após a entrada em vigor da Constituição). PREÂMBULO CONSTITUCIONAL Nas palavras de Alexandre de Moraes. o legislador constituinte opta por traçar apenas princípios indicativos dos fins e objetivos do Estado. e consiste em uma certidão de origem e legitimidade do novo texto e uma proclamação de princípios. e não de aplicação ou execução imediata.2. conferem elasticidade ao ordenamento constitucional.Segundo Pedro Lenza. máxime os direitos sociais. têm mais natureza de expectativas que de verdadeiros direitos subjetivos. pelo que pode haver quem afirme que os direitos que deles constam.] são de aplicação diferida. §3°).. têm como destinatários primacial – embora não único – o legislador. Normas de princípio programático Para Marcelo Novelino. “O preâmbulo de uma Constituição pode ser definido como documento de intenções do diploma. “[. “[. 4. c. acompanhadas de conceitos indeterminados ou parcialmente indeterminados”. impondo aos órgãos do Estado uma finalidade a ser cumprida (obrigação de resultado). sem.NORMAS CONSTITUCIONAIS ESGOTADA DE EFICÁCIA EXAURIDA E APLICABILIDADE De acordo com Marcelo Novelino. Normas de princípio institutivo (ou organizatório).. já efetivaram seus comandos”. “[. ou na hipótese do art. c) Normas constitucionais de eficácia limitada. Por exemplo. 3° do ADCT.

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 2. FERNANDES, Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 3 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011. 3.MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 4. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 5. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 6. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 7. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO PRINCÍPIOS DE HERMENÊUTICA CONSTITUCIONAL 1. PRINCÍPIOS DA INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL a)Princípio da unidade da Constituição, segundo Pedro Lenza, “Constituição deve sempre interpretada em sua globalidade com um todo [...]”. Somando-se a isto, Marcelo Alexandrino expõe as conseqüências práticas do princípio da unidade, quais sejam:
“a) todas as normas contidas na Constituição formal têm igual dignidade – não há hierarquia, relação de subordinação entre os dispositivos da Lei Maior; b) não existem normas constitucionais originárias inconstitucionais – devido à ausência de hierarquia entre os diferentes dispositivos constitucionais, não se pode reconhecer a inconstitucionalidade de uma norma constitucional em face de outra, ainda que delas constitua cláusula pétrea”. c) não existem antinomias normativas verdadeiras entre os dispositivos constitucionais – o texto constitucional deverá ser lido e interpretado de modo harmônico e com participação de seus princípios, eliminando-se com isso eventuais antinomias aparentes”.

b)Princípio do efeito integrador, segundo Marcelo Alexandrino, “[...] o princípio integrador significa que, na resolução dos problemas jurídico-constitucionais, deve-se dar primazia aos critérios ou pontos de vista que favoreçam a integração política e social e reforço da unidade política”. c) Princípio da máxima efetividade, eficiência ou interpretação efetiva, de acordo com Marcelo Alexandrino, “[...] reza que o intérprete deve atribuir à norma constitucional o sentido que lhe dê maior eficácia, mais ampla efetividade social”. d) Princípio da concordância prática ou harmonização, de acordo com Marcelo Alexandrino, tem como fundamento “[...] a ideia de igualdade de valor dos bens constitucionais (ausência de hierarquia entre dispositivos constitucionais) que, no caso de conflito ou concorrência, impede, como solução, a aniquilação de uns pela aplicação dos outros [...]”. e) Princípio da força normativa, de acordo com Marcelo Alexandrino, é elaborado por Konrad Hesse, “[...] o intérprete deve valorizar as soluções que possibilitem a atualização normativa, a eficácia e a permanência da Constituição”. f) Princípio da interpretação conforme a Constituição. Segundo Marcelo Alexandrino,
“[...] impõe que, no caso de normas polissêmicas ou plurissignificativas (que admitem mais de uma interpretação), dê-se preferência à interpretação que lhes compatibilize o sentido com o conteúdo da Constituição”.

Como decorrência desse princípio, temos que: a)dentre as várias possibilidades de interpretação, deve-se escolher a que não seja contrária ao texto da Constituição; b) a regra é a conservação da validade da lei, e não a declaração de sua inconstitucionalidade; uma lei não deve ser declarada inconstitucional quando for possível conferir a ela uma interpretação em conformidade com a Constituição”.

g) Princípio da proporcionalidade ou razoabilidade Princípio da razoabilidade ou proporcionalidade (da proibição de excesso ou devido processo legal em sentido substantivo). a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino, o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha b) Subprincípios ou elementos vinculados ao princípio da razoabilidade: b.1. Adequação (idoneidade ou pertinência), “[...] significa que qualquer medida que o Poder Público adote deve ser adequada à consecução da finalidade objetivada, ou seja, a adoção de um meio deve ter possibilidade de resultar no fim que se pretende obter [..]”. b.2. Necessidade ou exigibilidade “[...]significa que a adoção de uma medida restritiva de direito só é validade se ela for indispensável para a manutenção do próprio ou de outro direito, e somente se não puder ser substituída por outra providência também eficaz, porém menos gravosa[...]”. b.3. Proporcionalidade em sentido estrito”[...] é exercido depois de verificada a adequação e necessidade da medida restritiva de direito. Confirmada a configuração dos dois primeiros elementos, cabe averiguar se os resultados positivos obtidos superam as desvantagens decorrentes da restrição a um ou outro direito[...]”. h) Princípio da justeza ou da conformidade funcional, segundo Marcelo Alexandrino, “estabelece que o órgão encarregado de interpretar a Constituição não pode chegar a um resultado que subverta ou perturbe o esquema organizatóriofuncional estabelecido pelo legislador constituinte”. i)Princípio da supremacia constitucional, de acordo com o STF, ADin, 2.215 – MC/PE, Rel. Min. Celso de Mello, j. em 17.04.2001:
“Sabemos que a supremacia da ordem constitucional traduz princípio essencial que deriva, em nosso sistema de direito positivo, do caráter eminentemente rígido de que se revestem as normas inscritas no estatuto fundamental. Nesse contexto, em que a autoridade normativa da Constituição assume decisivo poder de ordenação e de conformação da atividade estatal – que nela passa a ter o fundamento de sua própria existência, validade e eficácia -, nenhum ato de Governo (Legislativo, Executivo e Judiciário) poderá contrariar-lhe os princípios ou transgredirlhes os preceitos, sob pena de o comportamento dos órgãos do Estado incidir em absoluta desvalia jurídica”.

j) Princípio do conteúdo implícito (Fonte: webaula – Estácio) – “o intérprete deve atentar que a Constituição estabelece comandos que não estão expressos

por exemplo: art. o intérprete deve sempre lhes dar a maior extensão possível”. procurou adequá-las aos ‘comandos constitucionais”. visto que foram fruto de um processo legislativo que. Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. – Rio de Janeiro: Forense. mas sim na coerência interna de seus objetivos e fundamentos”. SILVA E NETO. São Paulo: MÉTODO.explicitamente em seu texto. l)Princípio da imperatividade das normas constitucionais(Fonte: webaula – Estácio) . Marcelo. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2011. Direito Constitucional descomplicado. 6. Alexandre. m)Princípio da simetria (Fonte: webaula – Estácio) . SILVA. Curso de Direito Constitucional positivo. 2010. Direito Constitucional. . Ed. cabe ao Presidente da República à iniciativa de leis para o aumento do efetivo das forças armadas. – São Paulo: Saraiva. Rio de Janeiro: Forense. caberá por simetria ao Governador os projetos de lei para o aumento do efetivo da Polícia Militar. Direito Constitucional. 2009. 2011. 6ª. Ed. 7.“uma vez que todas as normas constitucionais emanam da vontade popular e são normas cogentes ou imperativas. Por exemplo. Marcelo. FERNANDES. 3. n)Princípio da presunção de constitucionalidade das normas constitucionais (Fonte: webaula – Estácio) – “o intérprete deve dar às normas hierarquicamente inferiores à Constituição uma interpretação que as coadune com a Lei Maior. 2. PAULO. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. São Paulo: Malheiros. 61 da CRFB/88.MORAES. 2009. Pedro. Direito Constitucional. em tese. 2010. Rio de Janeiro: Lumen Juris. ALEXANDRINO. 4. 5. 15. Manoel Jorge.LENZA. NOVELINO. São Paulo: Atlas. Vicente. São Paulo: MÉTODO. Direito Constitucional esquematizado.“princípio de interpretação federativo que busca adequar entre os entes os institutos da Constituição Federal às Constituições e institutos dos Estados-Membros. José Afonso da. 3 ed.

no âmbito jurídico. Ele faz cumprir as leis de seu país [. o que estava em jogo era a condenação de um regime . “Os direitos do homem estão acima dos direitos do Estado. Hans Frank. Alega-se que o referido seria um tribunal de exceção.4. O mundo não foi feito para os povos covardes”.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. simbolizou. pois quem não é capaz de lutar pela vida tem o seu fim decretado pela providência. Porém.nazismo – que praticou diversos crimes contra a humanidade. o surgimento de uma nova ordem mundial.. Realmente.] Deveria Ernest Janning fazer cumprir as leis de seu país ou deveria ter se negado a fazê-las cumprir e se tornado um traidor? Este é o ponto crucial deste julgamento”. apesar de todas as críticas que lhe podem ser imputadas por ter violado princípios básicos do direito penal. já que não havia qualquer base legal prévia capaz de justificar a sua instalação. um Tribunal de Guerra [.2. no livro Entrevistas de Nuremberg 1. é questionável a legalidade daquela Corte.3.. que está. Defesa dos nazistas Nas palavras de George Marmelstein. “Há várias críticas. porém. no qual juízes estavam sendo acusados precisamente por cumprirem a lei: “Um juiz não lei. . a respeito do Tribunal de Nuremberg..1. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB A TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMETAIS 1. uma raça é subjugada. portanto. 1. Era na verdade.]. criado ex post facto. aprovadas em 1935. por sua vez. Não se tratava de um julgamento puramente jurídico. O Tribunal de Nuremberg: tribunal de exceção!? “Já pensou quão impossível seria processar por meios legais os atos do hitlerismo”. Segundo George Marmelstein. advogado pessoal de Hitler..4. onde a dignidade da pessoa humana foi reconhecida como um valor suprapositivo.A banalidade do mal. significa isso que ela pesou muito pouco na balança do destino para ter a felicidade de continuar a existir neste mundo terrestre. proferida pelo Tribunal de Nuremberg. acima da própria lei e do próprio Estado”.1. segundo a filósofa Hannah Arendt. formuladas por juristas do mundo todo. “O advogado de defesa. 1. A sentença condenatória. Adolf Hitler e sua autobiografia Mein Kampf (“Minha luta”). conseguiu com perfeição sintetizar o paradoxo daquele julgamento. O “Ato de Habilitação” (Ermächtigungsgesetz) e as Leis de Nuremberg. 1. na luta pelos direitos do homem. Se.O NAZISMO 1.

de 1919. FERNANDES. 2011. 3. fundamentados na liberdade (liberte).MIRANDA. à paz e ao meio ambiente. . . Karel Vasak elaborou a “teoria das gerações dos direitos”. 2ª. Rio de Janeiro: Forense. Rio de Janeiro: Lumen Juris. na Alemanha. BIBLIOGRAFIA: 1. NOVELINO. Direito Constitucional esquematizado. Pedro. 2011. .LENZA. 3 ed.Tratado de Versailles (1919).3.MARMELSTEIN. 2.6. 6. 5. Bernardo Gonçalves. – São Paulo: Saraiva. e) direito de comunicação. Marcelo. George. A teoria de Vasak traz o rol dos seguintes direitos de 3ª dimensão: a)direito ao desenvolvimento. de 1948. seria a dos direitos econômicos. 2010. a última geração seria a dos direitos de solidariedade. b) Direitos fundamentais de SEGUNDA dimensão ou geração. coroando a tríade com a fraternidade (fraternité).MORAES. São Paulo: Atlas. por meio da manipulação do patrimônio genético”. Jorge. Manual de Direito Constitucional. inspirado nas cores da bandeira francesa. 1997. Curso de direitos fundamentais. “ referida geração de direitos decorreria dos avanços no campo de engenharia genética. que ganhou a força após a Segunda Guerra Mundial. por sua vez. b) direito à paz. 2009. Curso de Direito Constitucional. 4. ao colocarem em risco a própria existência humana. 2010. – São Paulo: Atlas. Ed. especialmente após a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Direito Constitucional. é possível destacar os seguintes documentos históricos: Constituição do México (1917). EVOLUÇÃO DOS DIREITOS “DIMENSÕES” DE DIREITOS) FUNDAMENTAIS (“GERAÇÕES” OU 1. de acordo com Pedro Lenza. a Constituição de 1934. baseados na igualdade (igualité). que tiveram origem com as revoluções burguesas. ed.. sociais e culturais. 15. c) direito ao meio ambiente. d) direito de propriedade sobre o patrimônio comum da humanidade. em especial o direito ao desenvolvimento.Constituição de Weimar (Constituição da primeira república alemã). Direito Constitucional. . Para o doutrinador. a) Direitos fundamentais de PRIMEIRA dimensão ou geração seriam os direitos civis e políticos. d) Direitos fundamentais de QUARTA dimensão ou geração. Alexandre. impulsionados pela Revolução Industrial epelos problemas sociais por ela causados. entendida como viés da democracia participativa ou supremo direito da humanidade.No Brasil. c) Direitos fundamentais de TERCEIRA dimensão ou geração por fim. São Paulo: MÉTODO. e) Direitos fundamentais da QUINTA dimensão ou geração O doutrinador Paulo Bonavides assevera que o direito de 5ª dimensão relaciona-se com o direito à paz. Ed. Coimbra: Coimbra.

SILVA E NETO. José Afonso da. 6ª. SILVA. . Direito Constitucional. Manoel Jorge. Direitos Humanos. – (Coleção curso & concurso. 2009. São Paulo: MÉTODO. Vicente. Rio de Janeiro: Lumen Juris.76. 8. – Rio de Janeiro: Forense. Curso de Direito Constitucional positivo. Direito Constitucional descomplicado. v. 2011.SARMENTO. ALEXANDRINO. 9. PAULO. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). 2009. Marcelo. Ed. São Paulo: Saraiva. São Paulo: Malheiros. 7. George.

Há. até mesmo.2.. garantidos e limitados no espaço e no tempo. as garantias institucionais “são aquelas que desempenham uma função de proteção de “bens jurídicos” indispensáveis à preservação de certos valores reputados essenciais por uma sociedade. 5º.. como acontece com as garantias fundamentais [. As garantias possibilitam que os indivíduos façam valer. São direitos que vigoram numa determinada ordem jurídica.3.4. mesmo tais tipos de garantias não outorgam direitos subjetivos aos indivíduos. Exemplos de instituições é a família (art. 1.]” 2. a vida privada. sendo. a honra e a imagem das pessoas.1. enunciados em que ambos estão no mesmo texto. Segundo Alexandre de Moraes e Bernardo Gonçalves são principais características dos direitos fundamentais são as seguintes: .1.. inseridas em documentos de direito internacional”. as garantias fundamentais “são estabelecidas pelo texto constitucional como instrumentos de proteção dos direitos fundamentais. frente ao Estado. garantias fundamentais e garantias fundamentais 1. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 2. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS 1.1. De acordo com Bernardo Gonçalves..1. Segundo Marcelo Alexandrino.] para designar pretensões de respeito à pessoa humana. 1. Por isso. inscritos em textos normativos de cada Estado.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc.2.] designar os direitos relacionados às pessoas..2.]”. Conforme Marcelo Alexandrino. Distinção entre direitos humanos. Na visão de Gonçalves. a expressão direito fundamental é utilizada para “[. a expressão direito humano é empregada. ”A Constituição de 1988 não estabelece a separação metodológica entre direitos e garantias.. os seus direitos fundamentais [. USO BANALIZADO DA EXPRESSÃO “direitos fundamentais” 1. Conforme Marcelo Alexandrino. em regra. as duas estão entrelaçadas.. Aqui a tutela jus fundamental se volta para proteção das instituições.1. reportando-se a Carl Schmitt. Podemos mencionar como exemplo desse fenômeno o inciso X: “são invioláveis a intimidade. A classificação ganhou disseminação na doutrina de Paulo Bonavides. No art. por isso. direitos fundamentais. a fim de que sejam preservadas as suas características substantivas básicas.. pois são assegurados na medida em que o Estado os estabelece”. 1. 207 CR/1988). “ [. assegurado o direito à indenização por dano material ou moral decorrente de sua violação”.

b) relatividade significa que ”[. por profundo processo de evolução ao longo da história da humanidade. d) garantia do mínimo existencial”. 3. b) Para George Marmestein. b) inalienabilidade (“não há possibilidade de transferência dos direitos fundamentais a outrem”). d) inviolabilidade (“impossibilidade de sua não observância por disposições infraconstitucionais ou por atos das autoridades públicas”).. a ideia de dignidade humana está relacionada aos seguintes atributos: “a) respeito à autonomia da vontade. Nesse contexto. eles estão intimamente ligados à idéia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder. g) interdependência (“as várias previsões constitucionais. CONTEÚDO NORMATIVO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) De acordo com George Marmelstein. Afinal.“a) imprescritibilidade (“os direitos fundamentais não desaparecem pelo decurso do tempo”). afirma que os direitos fundamentais passam. c) irrenunciabilidade (“em regra. compartilhando da tese de Bobbio. sexo.] não haveria possibilidade de absolutização de um direito fundamental (“ilimitação” de seu manuseio) pois ele encontraria limites em outros direitos tão fundamentais quanto ele”. apesar de autônomas. Portanto eles vão se ‘adequado’ a novos contextos”. . os direitos fundamentais não podem ser objeto de renúncia”). Eles são os valores básicos para uma vida digna em sociedade. 3. CONTEÚDO ÉTICO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) Nas palavras de George Marmelstein. c) não coisificação do ser humano. independentemente de sua nacionalidade. assim.2. b) respeito à integridade física e moral. CONTEÚDO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 3. permitindo a introdução de novos “remédios” de acordo com o próprio surgimento de novas ameaças.. f) efetividade (“a atuação do Poder Público deve ter por escopo garantir a efetivação dos direitos fundamentais”). entretanto. h) historicidade.1. segundo “Gilmar Mendes. bem como à previsão de prisão somente por flagrante delito ou por ordem da autoridade judicial”). credo ou convicção político-filosófica”). e) universalidade (“devem abranger todos os indivíduos. possuem diversas interseções para atingirem suas finalidades. em um ambiente de opressão não há espaço para vida digna”. raça. a liberdade de locomoção está intimamente ligada à garantia do habeas corpus. os direitos fundamentais “possuem um inegável conteúdo ético (aspecto material).

..]”. a condição financeira. sob o aspecto jurídico-normativo.“[.. já que eles são seres humanos em potencial.]. 4.. A fonte primária dos direitos fundamentais é a Constituição. “[. idoso. por força do já citado art. A lei. impetrado em favor de um nascituro. já que existem diversos direitos fundamentais positivados de forma implícita (não escrita). a opção sexual. portador de deficiência mental etc”. Pode ser menor de idade. a idade... 5°. pode ser titular de direitos fundamentais. ou seja.. 7. CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS Na visão de George Marmelstein. em regra. positivadas no plano constitucional de determinado Estado Democrático de Direito. 7.1. a nacionalidade ou qualquer outro atributo.. intimamente ligadas à ideia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder. não importando a cor da pele. pode-se dizer que não há direitos fundamentais decorrentes da lei. DESTINATÁRIOS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS De acordo com George Marmelstein.] Não se deve confundir norma positivada com norma escrita. que foi conhecido e deferido pelo Superior Tribunal de Justiça para proteger o seu direito de nascer”. merece ser citado um curioso caso no qual a Comissão de Ex-Presos Políticos de São Paulo reconheceu o direito à indenização a uma pessoa que havia sofrido torturas quando ainda estava na barriga da mãe durante o regime militar. Os nascituros Nas palavras de George Marmelstein. o Habeas Corpus 32. Dentro dessa concepção. §2°. nunca criá-lo diretamente”. a título de curiosidade. somente podem ser considerados como direitos fundamentais aqueles valores que forem incorporados ao ordenamento constitucional de determinado país. Não é necessário sequer que a pessoa seja plenamente capaz. da Constituição de 1988 [. 5. merece menção.159/RJ.. Do mesmo modo. . DIREITOS FUNDAMENTAIS COMO DIREITOS POSITIVADOS 6. quando muito irá densificar. que. os direitos fundamentais “[.] mesmo os nascituros (fetos e embriões) são protegidos pelo ordenamento jurídico-constitucional. por sua importância axiológica.] são normas jurídicas. por exemplo. DIREITOS FUNDAMENTAIS IMPLÍCITOS Nas palavras de George Marmelstein. “Qualquer pessoa. disciplinar o exercício do direito fundamental. fundamentam e legitimam todo o ordenamento jurídico”. Nesse sentido. “[.. que decorrem do sistema constitucional como um todo.

que não possam exigir direitos fundamentais cuja titularidade é restrita a determinada categoria de pessoas. Região. 7. 5° DA CF. existem alguns direitos fundamentais que são restritos às presidiárias.2. j.. contudo. Por outro lado.2. o direito à livre iniciativa e os direitos de caráter fiscal (garantias constitucionais do contribuinte)”.3.] entendeu-se. Nas palavras de George Marmelstein. No acórdão. 7. “Até mesmo o estrangeiro em situação irregular no País encontra -se protegido e a ele são assegurados os direitos e garantias fundamentais (TRF 4ª. ao nome. ficou ementado que a honra e a imagem “permanecem perenemente lembradas nas memórias. no Caso Garrincha. como o direito à imagem. TRANSPLANTE DE MEDULA... “[. Os estrangeiros não residentes e o princípio da dignidade humana “SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE. entre outros. 7. à honra. . que havia sido retratado de forma supostamente decadente na biografia Estrela solitária um brasileiro chamado Garrincha. aos idosos e às mulheres. “Já que as pessoas jurídicas foram mencionadas. As pessoas jurídicas como titulares de direitos fundamentais Segundo George Marmelstein. Os direitos que se projetam mesmo após a morte.]”.4. por exemplo [.5. Direitos fundamentais com titularidade restrita Segundo George Marmelstein. ART.7.. ainda. Titularidade dos direitos sociais Segundo George Marmelstein. “o exercício do direito fundamental independe de qualquer requisito. como o direito de propriedade. Por exemplo. como bens imortais que se prolongam para além da vida”. Isso não significa dizer. deve -se reconhecer que elas também podem ser titulares de direitos fundamentais. AG 2005040132106)/PR. 7.. Há. é possível reconhecer que as empresas são capazes de ser titulares de direitos ligados a sua atividade econômica. 29/8/2006). TRATAMENTO GRATUITO PARA ESTRANGEIROS. alguns direitos restritos aos portadores de deficiência.]. que os filhos do famoso jogador seriam parte legítima para defender o direito à honra e à imagem do pai falecido.. escrito por Ruy Castro. naquilo em que for compatível com a sua natureza [.

defendeu que fosse realizado um boicote ao filme Unsterbiliche Gelibte (Amante imortal) dirigido por Veit Harlam. um particular (por exemplo com grande poderio econômico) em relação a outro (por exemplo: hiposuficiente). e particular. de verticalidade. Nestes termos. em um discurso feito perante produtores e distribuidores da indústria cinematográfica.]”.“Na verdade. todas as pessoas podem ser titulares dos direitos sociais. o Estado somente é obrigado a disponibilizar os serviços de saúde. Marco histórico do nascimento da teoria da eficácia horizontal dos direitos fundamentais De acordo com Bernardo Gonçalves. podem. de modo a barrar ação usurpadora desde nas suas relações com os particulares [. 8. No entanto. educação. a relação que se dá entre Estado... Um resumo do caso pode ser assim descrito: em 1950 Erich Lüth. Essa seria. justamente.] o termo direitos fundamentais nas relações privadas é o mais adequado.. que alguns doutrinadores. de um lado. em dadas circunstâncias. “Na formulação clássica dos direitos fundamentais. exigir juridicamente o cumprimento da norma constitucional [. de matriz eminentemente liberal.. 8. É interessante registrarmos. “[.. Eficácia horizontal dos direitos fundamentais Segundo Daniel Sarmento.2.. ou seja. visto que em determinadas hipóteses (casos concretos) os particulares não estão em relação horizontabilidade devido à discrepância de uns em relação os outros. 8. EFICÁCIA VERTICAL FUNDAMENTAIS E EFICÁCIA HORIZONTAL DOS DIREITOS 8. apenas as pessoas que não podem pagar pelos serviços de saúde.2.1. a referente aos particulares nas relações com outros particulares não numa relação de horizontabilidade. em . falam em “eficácia desigual dos direitos fundamentais”. Desse modo. teríamos a eficácia diagonal dos direitos fundamentais (e não horizontal) apesar da relação ser entre particulares”. Este se tornou uma verdadeira referência não só na Alemanha no que diz respeito à aplicação dos direitos fundamentais nas relações privadas.]. a partir da década de 50 passam a reconhecer a aplicação dos direitos fundamentais nas relações privadas. a doutrina e jurisprudência alemã.]”. atualmente. mas sim.1.. assistência social etc. Eficácia vertical dos direitos fundamentais De acordo com Bernardo Gonçalves. Nesse sentido. “O Tribunal Constitucional Alemão debateu e enfrentou o tema da eficácia dos direitos fundamentais nas relações privadas no famoso caso Lüth (1958). de educação etc. presidente do clube de imprensa de Hamburgo. de outro [. os direitos fundamentais representavam limites ao exercício do poder do Estado..

Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. está obrigado a reparar o dano). São Paulo: MÉTODO. É bom que se diga que nesse caso a Corte adotou a tese da eficácia indireta ou mediata”. 3 ed. cause danos dolosamente a outro. Coimbra: Coimbra. 9. SILVA E NETO. Bernardo Gonçalves. 5.MARMELSTEIN.SARMENTO.MIRANDA. com fundamento no art. c) Direitos de nacionalidade: art. 8. ed. Direito Constitucional esquematizado. George. 9. Alexandre. 6° a 11. Manual de Direito Constitucional. Direito Constitucional.LENZA. 2009. 2010. NOVELINO. 2011. 2009. BIBLIOGRAFIA: 1. Direitos Humanos. George. FERNANDES. Rio de Janeiro: Forense. 14 a art.virtude de o cineasta ter elaborado filmes de conotação antissemita na época nazista de Hitler. Marcelo. Ed. 15. Ed. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). 2011. v. 2010. Jorge. e e) Direitos de organização em partidos políticos: art. 2.CLASSIFICAÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 a) Direitos individuais e coletivos: art. Vicente. Ed. d) Direitos políticos: art. PAULO. Direito Constitucional. 3. 7. – São Paulo: Saraiva. Ocorreu em virtude de tal decisão recurso por parte de Lüth perante a Corte Constitucional. 2ª.MORAES. A demanda foi acolhida pelo Tribunal. Curso de Direito Constitucional. 6. São Paulo: Malheiros. São Paulo: MÉTODO. A produtora do filme de Harlam recorreu ao Tribunal de Hamburgo com o objetivo de que fosse determinado a Lüth que cessasse a conclamação ao boicote. – São Paulo: Atlas. 2011. – Rio de Janeiro: Forense. Manoel Jorge. José Afonso da. Direito Constitucional. 1997. Pedro. São Paulo: Atlas. Curso de Direito Constitucional positivo. Curso de direitos fundamentais. Rio de Janeiro: Lumen Juris. que por sua vez reformou a sentença entendendo ter havido violação ao direito fundamental de Lüth à liberdade de expressão. 6ª. 5. 17. 826 do Código Civil (quem. ALEXANDRINO. Rio de Janeiro: Lumen Juris. São Paulo: Saraiva. 4. 2009. – (Coleção curso & concurso. 12. 5°. de modo contrário aos bons costumes. SILVA. . 16. b) Direitos sociais: art..

2°) foi influenciado pela tradição cristã.1. quando incapaz. II – se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou. I e II). 128. 170).DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. PENA DE MORTE 4. a) Caso Manuel da Mota Coqueiro: última pena de morte aplicada no Brasil foi em 06 de março de 1885.A INVIOLABILIDADE DO DIREITO À VIDA (CF. 2. 2. caput). Segundo George Marmelstein. o Código Civil (art. b) Código Penal (art. ABORTO 3. O Brasil e a aplicação da pena de morte.1. 4. Não se confunde com a irrenunciabilidade.DISTINÇÃO ENTRE INVIOLABILIDADE E IRRENUNCIABILIDADE Nas palavras de Marcelo Novelino. a) direito a permanecer vivo. a partir da Wilipédia. Segundo George Marmelstein.Posição do Brasil. O direito à vida é um direito absoluto? 3. Direito à vida: dupla acepção. Não se pude o aborto praticado por médico: I – se não há outro meio de salvar a vida da gestante. “Art. art. Proibição de insuficiência e a questão da legalização do aborto. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO À VIDA 1.2. art. 128.1. 2. a inviolabilidade “consiste na proteção contra violações por parte de terceiros. a) . de seu representante legal”. afirma que . a qual atinge a própria pessoa envolvida.2. b) direito a uma existência digna (CF. De acordo com Marcelo Novelino.2. 3. 5°. impedindo-a de abrir mão deste direito”. a proibição de insuficiência “ocorre quando as medidas legislativas adotadas não são suficientes para garantir uma proteção constitucionalmente adequada aos direitos fundamentais”.

VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL À TORTURA (art. A tortura se caracteriza na conduta de “constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça. A Lei n° 11. a) Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn 3510/DF). gritou com voz trêmula que era inocente e jogou uma maldição sobre a cidade. depois de completarem 3 (três) anos. que ‘teria 100 anos de atraso pela injustiça que estava sendo feito a ele’. 2011. 2ª.105/2005 (Lei da Biossegurança). Pedro. atendidas as seguintes condições: I – sejam embriões inviáveis. ou II – sejam embriões congelados há 3 (três) anos ou mais. ou que. ed. revolta ou conspiração.. para fins de pesquisa e terapia.1. Manual de Direito Constitucional. b) Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art. “permitiu. 5°. Posição do STF e a constitucionalidade da Lei de Biossegurança (Lei n° 11.. motim. Após sua execução em 6 de março de 1885 por enforcamento. .MARMELSTEIN. espionagem. fuga em presença do inimigo. 6. Curso de direitos fundamentais. Rio de Janeiro: Lumen Juris. causando-lhe sofrimento físico ou mental”. 56) prevê a aplicação da pena de morte. na data da publicação desta Lei. 5°.. Após isso.510: “[. foi descoberto sua inocência. Bernardo Gonçalves.1.MIRANDA. o carrasco subiu nele colocando os pés em seus ombros e forçou até que se ouvisse o alto estalar da coluna vertebral se rompendo”. por maioria. 3. Ed. como não se ouviu seu pescoço quebrar. BIBLIOGRAFIA: 1. 3 ed. Curso de Direito Constitucional.1) Nos termos da ADI nº 3. seu corpo foi posto a pender no vazio e.2. – São Paulo: Atlas. por exemplo: traição. 2009. – São Paulo: Saraiva. rendição. Tipificação da conduta (Lei n° 9. 1997. 2011. 5.] o Tribunal. para fins de pesquisa e terapia. FERNANDES. 84) c) Código Penal Militar (art. julgou improcedente pedido formulado em ação direta de inconstitucionalidade proposta pelo ProcuradorGeral da República contra o art. que permite. Coimbra: Coimbra. contados a partir da data de congelamento”. ao ser indagado por sua última vontade. PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO 5.LENZA.“Manuel da Mota Coqueiro entrou para a história como o último indivíduo condenado à pena de morte no Brasil. 2. covardia. deserção em presença do inimigo. Informativo 497. a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento. 5. Direito Constitucional esquematizado.105/2005 (Lei da Biossegurança).455/97). a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não usados no respectivo procedimento. A sua execução ocorreu às 2 horas da tarde e. e estabelece condições para essa utilização” . Jorge. George. art. já congelados na data da publicação desta Lei. acusado de mandar matar Francisco Bennedito da Silva e sua família.105/2005). 5° da Lei federal 11. Ed. segundo George Marmelstein. 4. 15. a. fato que fez com que o então imperador Dom Pedro II convertesse todas as sentenças de morte em prisão perpétua. III e XLIII da CRFB/88) 6.

. Direito Constitucional. São Paulo: MÉTODO. 7. Ed. Manoel Jorge.5.MORAES. São Paulo: MÉTODO. 8. v. Direito Constitucional descomplicado. SILVA. 5. – Rio de Janeiro: Forense. George. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2010. Marcelo. ALEXANDRINO. 2009.SARMENTO. 2010. 2011. – (Coleção curso & concurso. São Paulo: Malheiros. José Afonso da. Direito Constitucional. Direitos Humanos. São Paulo: Saraiva. Direito Constitucional. Vicente. Marcelo. 6ª. 6. Curso de Direito Constitucional positivo. 9. PAULO. Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: Atlas. SILVA E NETO. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). NOVELINO. 2009. Alexandre.

“[. que desrespeita o outro. 2. c) fim constitucionalmente consagrado. 4. visando à redução de desigualdades decorrentes de discriminações (raça.Discriminação positiva. tratando-o desigualmente para dar-lhes iguais oportunidades. 1.] consistem em políticas públicas ou programas privados desenvolvidos.] é a discriminação para o mal.]”.O PRINCÍPIO DA ISONOMIA 1. Conceito De acordo com Marcelo Novelino.2. em regra. eles dispensem tratamento distinto a quem a lei considerou iguais”.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Igualdade perante a lei “dirige-se principalmente aos intérpretes e aplicadores da lei.1. 4. 2. Igualdade na lei “tem por destinatário precípuo o legislador.2. IGUALDADE NA LEI E IGUALDADE PERANTE A LEI 2. com caráter temporário. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO À IGUALDADE 1.] é a discriminação para o bem. pensando em melhorar as condições de vida daquele que precisa de auxílio”. que procura ajudar o semelhante.2. econômica (classe social) ou física (deficiência). que prejudica por preconceito. Discriminação negativa. segundo Marmelstein.. a quem é vedado valer-se da lei para estabelecer tratamento discriminatório entre pessoas que mereçam idêntico tratamento [. “[. etnia) ou de uma hipossuficiência. 5. impedindo que... “[. que retira vantagens sem motivos plausíveis. O sistema de cotas 6... 5. ao concretizar um comando jurídico..AÇÕES AFIRMATIVAS 5. de acordo com Marmelstein.Interpretação da expressão “sem distinção de qualquer natureza”..1. eu desconsidera o próximo pela simples vontade de menosprezar”.2.O princípio da isonomia: a) elemento discriminador. por meio da concessão de algum tipo de vantagem compensatória de tais condições”.DIREITO À IGUALDADE 4.1.1. b) justificativa racional. Normas constitucionais .

art. XXX. 2011.LENZA. FERNANDES. b) direito à licença-gestação para a mulher em período superior ao do homem (art.XXX. 4. Direito Constitucional. São Paulo: Saraiva. São Paulo: Atlas. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim).MIRANDA. 2009. George. 2011. v. Vicente. 8. e) Critérios de admissão em concursos públicos (CF. Direitos Humanos. 10. II. 77. 2010. 40. Marcelo. da Constituição. §5°). 7°. Manoel Jorge. art. I . 3 ed. Alexandre. 5°. d) Igualdade entre homens e mulheres (CRFB/88. . g) Proibição ao racismo (CRFB/88. São Paulo: MÉTODO. Curso de direitos fundamentais. NOVELINO. Marcelo. Ed. 2009. 5°. 15. Ed. f) Reserva de cargos (CRFB/88.MARMELSTEIN. art. 6ª. Manual de Direito Constitucional. c) direito de aposentadoria por idade e tempo de serviço mais curto que o dos homens (art. 7°. 2. art. ed. BIBLIOGRAFIA: 1. quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido. art. art. 7. – (Coleção curso & concurso. SILVA E NETO. 7°. José Afonso da. art. L).SARMENTO. São Paulo: MÉTODO. Rio de Janeiro: Lumen Juris. – São Paulo: Saraiva. 2009. PAULO. Curso de Direito Constitucional positivo. 7°. 3. 2010. Curso de Direito Constitucional. SILVA. §3°). 5. São Paulo: Malheiros. a e b). Ed. Súmula 683 do STF . Bernardo Gonçalves.O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. 2ª. – Rio de Janeiro: Forense. Rio de Janeiro: Forense.a) direito de as presidiárias permanecerem com seus filhos durante o período de amamentação (art. 12. Direito Constitucional. ALEXANDRINO. XXX. 1997. XVIII e XIX). Jorge. – São Paulo: Atlas. 6. George. 9..MORAES. 2011. Coimbra: Coimbra. 37. XLII). Direito Constitucional esquematizado.. art 40). 5°. Direito Constitucional descomplicado. Pedro. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris.

I. São Paulo: Malheiros. a partir da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art. São Paulo: MÉTODO. Coimbra: Coimbra. Exemplos de reserva legal. art. Curso de direitos fundamentais. Jorge. por exemplo.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 5°. 2ª.. I) [. XVIII.SARMENTO. 6ª. Ed. SILVA E NETO. Direito Constitucional descomplicado.MORAES. – Rio de Janeiro: Forense. 1. 1. XIX e §3. – (Coleção curso & concurso. George. 2010. A autonomia de vontade. de forma abstrata e geral. PAULO. Rio de Janeiro: Lumen Juris. José Afonso da. Rio de Janeiro: Forense.1. Marcelo. 2010. 7. São Paulo: Saraiva. XIII. Ed. Pedro.]”. “há matérias que estão reservadas a determinadas espécies normativas criadas apenas pelo Legislativo. São Paulo: MÉTODO. 2011.-LENZA. Marcelo. II).MIRANDA. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). 2. PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL 2. Alexandre.2. 2. Direito Constitucional. 2011. Manual de Direito Constitucional.PRINCÍPIO DA LEGALIDADE (CRFB/88. ALEXANDRINO. Vicente. 6. 8.2. Direito Constitucional esquematizado. 5°. 1997. 15. 4. De acordo com Denise Vargas. 5. 2009. 9. Direitos Humanos. ed. – São Paulo: Atlas. Ed. 2009.MARMELSTEIN. SILVA.. São Paulo: Atlas. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 PRINCÍPIO DA LEGALIDADE 1. a fixação de indenização para o trabalhador despedido sem justa causa é matéria reservada tão somente à lei complementar (art. – São Paulo: Saraiva. art. Assim. 37. NOVELINO. Direito Constitucional. Manoel Jorge. BIBLIOGRAFIA: 1. 2. Direito Constitucional. §1° do art. 7°. 173).. . George. 3. v. 2009. O Estado e o governo sub lege e per lege. Curso de Direito Constitucional positivo.1.

LXVIII) 2. quem se manifesta por meio de imprensa escrita ou falada. Restrições ao direito de locomoção: a) estado de sítio.369.1. deve começar pela identificação. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE 1. “. Posição do Supremo Tribunal Federal a) MS 24. LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO (art. A liberdade de pensamento e a vedação do anonimato (art. Inq.1..] para o STF. 1. LXI. Núcleo do valor liberdade: AUTONOMIA DA VONTADE.1.05.10. Min. De acordo com Otávio Piva. b) STF.2002. XV.2005.10.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.. DJ 16. Se isso não ocorre.957. voto do Min. LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO DE PENSAMENTO (art. 3. na medida em que a proibição do anonimato visa a permitir que o autor de escritos ou publicações se exponha às conseqüências de eventuais excessos. “o homem não se contenta apenas em ter suas próprias opiniões.1. convencer os outros de suas ideias”.1. b) penas restritivas. Celso de Mello.1. 3. a responsabilidade pela manifestação é da direção da empresa que publicou ou transmitiu”. 2. 5°.DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE De acordo com Marcelo Novelino. 3. Celso de Mello. mas sim a ideia de responsabilidade. 5°.1. 1. IV) De acordo com Marcelo Novelino. c) regulamentações dos poderes públicos. Ele quer expressá-las e.. Respeito à autonomia de vontade: proteção implícita ou expressa na Constituição Federal de 1988. DJ .. a noção de liberdade não deve ser associada. julgamento em 10. julgamento em 11.2002. não raro. 5°. V). “[. que serve como limite ao seu exercício”. 1. arbitrariedade. s de liberdade. Rel.

pois peças apócrifas não podem ser incorporadas. Os . 3. 5.11. De acordo com Otávio Piva.. 5° da Constituição da República. O exercício do direito de petição não exige grandes formalidades. honra. IX. manifestações artísticas.DANO MORAL E DANO MATERIAL (CRFB/88. desenhos.2005 ( a questão do disque-denúncia. quando constituírem. Legitimados De acordo com George Sarmento. A Constituição de 1988 apresentou o direito de petição sob dois ângulos: a) direito de certidão (Lei n.. Dano moral e as pessoas jurídicas (súmula 227: “A pessoa jurídica pode sofrer dano moral”).2. 1537 do Código Civil Brasileiro. delação anônima e ou do escrito apócrito).] a verdade tem maior probabilidade de vir à tona quando existe um “mercado” de idéias livremente divulgadas e debatidas. desde que isoladamente considerados. 9. de 1916”.051/95).1. o STF. desenhos. o corpo de delito (como sucede com bilhetes de resgate no delito de extorsão mediante seqüestro. LIBERDADE DE EXPRESSÃO (CRFB/88. Ficou consignado que a inclusão de escritos anônimos não podem justificar. b) direito à informação. apresentado por Marmelstein. o silêncio). usando como fundamento o art.1. 5. 5°. ou que corporifiquem delito de ameaça ou que materialmente o crimen falsi. cartazes.. art. por exemplo)”. ou. coletivos e individuais homogêneos. art. posicionou-se pela não indenização do dano moral puro ou autônomo. XIV. sobre a importância da liberdade de expressão. “Todos estão legitimados para fazer petições aos poder es públicos – cidadãos e pessoas jurídicas – seja para defender interesses personalíssimos.1.3. Pensamento de Stuart Mill.2. art.11. 5°. pinturas. “. salvo quando tais documentos forem produzidos pelo acusado. 220). precisamente. sátira. escritos.. “O STF entendeu que um dos fundamentos que afastam a possibilidade de utilização da denúncia anônima como ato formal de instauração do procedimento investigatório reside. X Segundo Otávio Piva. de modo que os cidadãos poderão tomar decisões mais acertadas se as diversas opiniões públicas puderem circular sem interferências”. no ano de 1948 (RT 244/629). V. 4. só por si. ainda. formalmente.DIREITO DE PETIÇÃO NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 5. ao processo. a imediata instauração da persecutio criminis.1. eles próprios. seja para tutelar direitos difusos. “[. 3. IV. É também um instrumento de denúncia de disfunções da Administração Pública ou dos atos de improbidade de seus servidores. Formas de manifestação de pensamento (discursos falados. V. no inciso IV do art. 4. 4.

confirmam. DE CRENÇA E DE CULTO (CF. j. 5°.4. E para Habermas. 210 §1º).1. com o fim de levar ao seu conhecimento uma queixa.4. independentes de qualquer aspecto religioso”. “são manifestações oficiais do poder público que se exteriorizam por meio de documentos subscritos pela autoridade competente que provam.1.3. 6. cantos sagrados. consiste na adesão a certos valores morais e espirituais. art.podendo se determinar no sentido de crer em algo ou não ter crença alguma”. 5º. ADI 2076/DFm rel.. procissões. “o exercício de um poder que não consegue justificar-se de modo imparcial é ilegítimo”. 6.1. “b”. Liberdade de crença 6. a exposição da fato. Carlos Velloso. Liberdade de culto 6. oferendas e donativos”.Possuem a presunção de veracidade e refletem a posição do Estado sobre a matéria”. Direito de certidão e informação a)Direito de certidão e informação (art. Segundo André Júnior. informação ou reivindicação desvinculada de qualquer formalismo. 6. Min. b) As decisões tomadas na esfera pública devem ser pautadas na razão. Liberdade de consciência 6. pedido.2.. a exemplo da identificação do requerente. 15/8/2002). Conceito Para Pontes de Miranda. Aspectos relevantes do Estado secular a) O Estado não deve se intrometer nas crenças pessoais de cada um..3.1. “. adorações.3. Conceito De acordo com Marcelo Novelino. estaduais ou municipais). Na visão de André Júnior. . Consiste em demonstrações exteriores como sacrifícios.LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA. súplicas. XXXIV. “. o direito de petição “instituto de inspiração democrática que permite aos indivíduos se dirigirem a quaisquer órgãos ou autoridades públicas (federais.. negam ou descrevem determinado fato ou ato jurídico. XXXIII da CRFB/88). 5.2. segundo George Sarmento. VI. Conceito Segundo Marcelo Novelino. 119-A. a demonstração do interesse e os pedidos específicos”. 6.2. VIII e art. VII. o direito à liberdade 6.1. “é o conjunto de atos e cerimônias com que o homem tributa a Deus sua homenagem reverente. 6. A laicidade (Decreto n. de 17 de janeiro de 1890) do Estado brasileiro e preâmbulo da Constituição Federal de 1988 (STF.requisitos de admissibilidade são mínimos.

Nas palavras de André Júnior.4. 7. assistencial. plaquetas e plasma -. Segundo André Júnior.2. 5°. ESCUSA OU OBJEÇÃO DE CONSCIẼNCIA (art. é preciso realçar que tais efeitos irradiam-se não apenas das cerimônias tradicionais em igrejas cristãs.4. IV) 7. . 19. “[.). “[..3. aqueles que alegarem imperativo de consciência decorrente de crença religiosa ou convicção filosófica ou política.] A manifestação numa linguagem religiosa só deve ser admitida com o reconhecimento da “ressalva de uma tradução institucional” (reserva de tradução institucional).4. 6.239/1991). 7. as Testemunhas de Jeová consideram o sangue com “algo especial. o qual permite que. O casamento religioso produz efeitos civis na forma da lei (CF/88. Segundo André Júnior. 7. Escusa de consciência e a prestação do serviço militar De acordo com a Lei n° 8. art.4. “por imposição laica e isonômica. (Ranier Forst)”.. 7. 7.Na visão de Marcelo Novelino. “Caso o indivíduo se recuse a adimplir tanto a obrigação legal quanto a prestação alternativa.3. Período imperial (Constituição Imperial de 1824). aí sim poderá ser apenado com a privação de direitos. art. IV)”. após alistados. 7. O Serviço Alternativo se dará com o exercício de atividades de caráter administrativo. o que impõe a necessidade de se traduzir os “argumentos em razões aceitáveis na base de valores e princípios de razão pública”. deixando de receber o certificado de quitação militar (Lei Federal n. VIII. Questionamento da presença de crucifixos religiosos nas dependências do Poder Judiciário perante o Conselho Nacional de Justiça (Pedido de providência n° 1344). “. §2°..239/91) e tendo seus direitos políticos ameaçados (CF/88. §1°)”. mesmo de componentes primários-glóbulos brancos e vermelhos. sinagogas judaicas e mesquitas muçulmanas.4. 226..2.239/91. poderão se eximir de atividades de caráter essencialmente militar (art.2099”. Feriados religiosos (Seção II. 6. 15. do Capítulo III. §2º).. filantrópico ou mesmo produtivo. 8.4. mas advêm igualmente das celebrações ocorridas em centros espíritas e templos menos ortodoxos”. nas palavras de Otávio Piva. em substituição às atividades de caráter essencialmente militar”. Título VIII.5.2. da Lei Maior). 218. 3°. Constituição Federal de 1988 (art.. “a Presidência do TJRJ determinou a retirada de crucifixos e a desativação de sua capela em 3. art. I. Exemplos: TJRS e TJBA.1. cuja aceitação. 15. A recusa de transfusão de sangue pelas Testemunhas de Jeová Segundo Marcelo Novelino. art. violaria as leis de Deus”.1.2. em tempo de paz. Colocação de símbolos religiosos em locais públicos 7.] o Serviço Alternativo ( Lei n° 8.

9. c) Horário de funcionamento – pode ser exercido durante o dia ou à noite. Direito Constitucional descomplicado. São Paulo: MÉTODO. b) formal.MIRANDA. 1°.]”. Possibilidade de limitação ao acesso e ao exercício de profissões (art.2. 5°. possui determinadas características: “a) Pluralismo de participantes – a reunião é o encontro pacífico e desarmado entre diversas pessoas que se agrupam de forma organizada para discutir assuntos de interesse coletivo.SARMENTO. a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego”. a liberdade de profissão deve ser escalonada em três aspectos: a) escolha da profissão. Jorge. ilimitada. Direito Constitucional. 7. públicos ou privados. 8. George. c) admissão à profissão. 9. George. 9. f) Natureza pacífica – a reunião deve transcorrer sem violência. 9. 2ª. 1997. Por fim a dimensão inibitória em relação ao Estado. Manual de Direito Constitucional.MORAES. PAULO. XV. XVII a XXI). Direitos Humanos. que fica impedido de interferir no funcionamento das associações e cooperativas”. 6ª. b) Duração limitada – a reunião não pode ter duração permanente. XIII). “quando uma profissão é contemplada com um novo estatuto normativo e um conselho profissional específico.1. 2. De acordo com Otávio Pita. Muitas vezes o caráter violento pode ser caracterizar não pelo uso de armas. 5. após a qual o grupo de participantes se dispersará. Marcelo. Coimbra: Coimbra. ed. NOVELINO. de outro. Ed. A natureza pacífica da reunião é um dos principais elementos para o exercício do direito fundamental. 2010. LIBERDADE DE REUNIÃO (art..8. Pedro. São Paulo: MÉTODO. assegura aos indivíduos a prerrogativa de criar e de integrar as associações. 4. São Paulo: Saraiva. e) Objetivos específicos – em geral as reuniões possuem uma pauta de assuntos que devem ser debatidos. 8. art. – São Paulo: Atlas. Alexandre. Direito Constitucional esquematizado. de 1948. 2009. Direito Constitucional. “ o direito de associação tem tripa dimensão: de um lado. XIII). LIBERDADE DE ASSOCIAÇÃO (CRFB/88. Ed. São Paulo: Atlas. XI. 3. 8. 2011. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 6. a XXI). Curso de direitos fundamentais. 5°. art. Declaração Universal dos Direitos do Homem. Manoel Jorge.MARMELSTEIN. De acordo com George Sarmento. 15.3. art. X. – Rio de Janeiro: Forense. à livre escolha do emprego. Marcelo. O direito de reunião. b) exercício da profissão. XVII. BIBLIOGRAFIA: 1. O encontro deve ter uma finalidade específica que seja do interesse coletivo.4. XVIII. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). Segundo André Júnior.3. Vicente. SILVA E NETO. Limitações impostas à liberdade de reunião (CRBF/88. . 9. d) Local da reunião – as reuniões podem acontecer em lugares abertos ou fechados. O direito de liberdade de reunião apresenta os seguintes requisitos: a) material. 2010. LIBERDADE DE PROFISSÃO (CF..LENZA.2.. 2011. Direito Constitucional. art. 5°.4. Ed. 5°. XV. mas pela postura dos manifestantes que se envolvem em tumultos e atos de vandalismo [. segundo George Sarmento. – (Coleção curso & concurso. v. 2009. IV. Rio de Janeiro: Forense. ALEXANDRINO. – São Paulo: Saraiva.1. 8. 17: “Todo homem tem direito ao trabalho. sem uso de armas ou instrumentos que possam afetar a integridade física dos participantes ou de terceiros. ninguém é obrigado a associar-se ou permanecer associado. x e XI) 8. o legislador. Será sempre um encontro episódico.

São Paulo: Malheiros. Curso de Direito Constitucional positivo.9. SILVA. 2009 . José Afonso da.

“A vida privada. intimidade integra a dimensão que podemos chamar de segredos do ser. .] Na verdade. conteúdo do voto em eleições etc”. É o direito subjetivo público assegurado a cada ser humano de manter sob anominato determinadas informações restritas à sua vida particular”.. [. preferências sexuais. Intimidade De acordo com George Sarmento. 2. relações familiares. telefônicas e de dados. de contas bancárias e aplicações financeiras. Também envolve aspectos da vida pessoal. como relações amorosas. os projetos de vida.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Isso implica a interdição à leitura de diários ou escritos particulares. Nele estão guardados os segredos. a intimidade é o mais indevassável. Art. da vida privada. a “Constituição protege a privacidade (gênero). situação patrimonial. sigilo de correspondência. “de todos os direitos de personalidade. segredo profissional. as fraquezas e todas as incursões introspectivas que a pessoa não deseja compartilhar com ninguém. rendimentos salarias.. Fatos e eventos que integram o seu patrimônio moral.1. atividades associativas etc”. Vida privada Segundo George Sarmento. os sonhos. orientações religiosas. INVIOLABILIDADE DA INTIMIDADE. 5°. 5°. Está diretamente ligada ao círculo de relações intersubjtivadas mantidas sob reservas ou em absoluto segredo. cadastro de clientes. DA VIDA PRIVADA. sigilo de comunicações telegráficas. estado de saúde. os desejos. garantindo a inviolabilidade da intimidade. é o espaço protegido pela confidencialidade. da honra e da imagem das pessoas (espécies) e assegurando o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação (CF. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° ° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE (continuação) 1. X). X) 2.DIREITO À PRIVACIDADE Marcelo Novelino. por sua vez. o jardim secreto em que o indivíduo tem o poder de recharçar as intromissões provenientes de terceiros. as lembranças. Insere-se no conteúdo do direito à privacidade: a inviolabilidade de domicílio. protegido pela cláusula da indevassabilidade. especulações sobre a vida pessoal.2. DA HONRA E DA IMAGEM DAS PESSOAS (art. 2.

c) dependências de casas. art.Conceito normativo de casa Nas palavras de Otávio Piva. hotéis. segundo George Sarmento.1.1. Os crimes contra a honra são: a) calúnia (imputação falsa de um fato definido como crime). XI) 3. muradas. 2. A doutrina classifica a honra em duas espécies: a) honra subjetiva. 3. ampliou o conceito de casa para fins de proteção constitucional. A doutrina classifica a imagem em duas espécies: a)imagem-retrato. manipuladas”. só podendo ser invalidados sem a . c) injúria (ofensa à dignidade e ao decoro). que impede a imagem. distorcidas.2. pensão. perna. A Corte entendeu que casa compreende também aposentos de habitação coletiva (quartos de hotel.2. braços. 2.3.2. relatado pelo Ministro Celso de Mello. interesses ou princípios constitucionalmente consagrados justifiquem sua limitação”. a consideração que o indivíduo gozo no seio da sociedade”. b) aposento ocupado de habitação coletiva em pensões. principalmente no que se refere à sua dignidade pessoal”. INVIOLABILIDADE DE DOMICÍLIO (CF.. O registro da voz e das expressões corporais também integra o conteúdo do direito à imagem. b) honra objetiva ou imagem-atributo segundo George Sarmento. casas de pousada. Honra Nas palavras de Marcelo Novelino. desde que ocupados). 2. voz ou expressão sejam deformadas. cabelos. motel.1. “no RHC 903/RJ. “é a estima pública.3. boca) que individualizam determinada pessoa no meio social [. nariz. A empresa de comunicação social sujeita-se ao dever de autenticidade. b) difamação (imputação de fato ofensivo à reputação).2. hospedaria. “consiste no direito subjetivo de dispor sobre a forma plástica e das partes do corpo (olhos. 3. o conceito de casa. gradeadas. o direito à imagem sua “captação e difusão sem o consentimento da própria pessoa. sendo cercadas.3.. Posição do STF Segundo George Sarmento. valores. segundo George Sarmento. abrange: a) qualquer compartimento habitado. 2.4. Imagem Segundo Marcelo Novelino. salvo em hipóteses nas quais outros bens. publicado no DJ em 18-5-2007. “consiste na reputação do indivíduo perante o meio social em que vive (honra objetiva) ou a estimação que possui de si próprio (honra subjetiva).]. “se refere ao conceito que cada um tem de si mesmo. 5°.

Os dados em si não estariam protegidos.1. 3.445. Posição do STF (RE 219.Com consentimento do morador 3. INVIOLABILIDADE DAS CORRESPONDÊNCIAS (art.780/PE. Celso de Mello – Informativo 197) O Supremo Tribunal Federal analise o conceito normativo de casa como “qualquer compartimento privado onde alguém exerce profissão ou atividade”.Definição de correspondência . 3. desde que.3. ainda. 5°. Posição do STF (RE 251. após o anoitecer. 3. mas apenas a sua comunicação.4. INVIOLABILIDADE DO SIGILO DE DADOS 4. resguardando-se a possibilidade de invasão domiciliar com autorização judicial.2.4. Na decisão firmou-se o entendimento de que “a proteção a que se refere a art. 4.5. A delimitação do período diurno a) Critério físico-astronômico (intervalo que medeia a aurora e o crepúsculo): Posição de Celso de Mello. não seja noite (por exemplo: horário verão)”. 4. Min. XII. 3. mesmo após as 18:00 horas.4. Sem consentimento do morador: a) Em caráter emergencial b) Por determinação judicial (reserva constitucional da jurisdição) DURANTE O DIA Flagrante delito ou desastre Prestar socorro Determinação judicial DURANTE A NOITE Flagrante delito Desastre Prestar socorro 3. Rel.2. sob pena de transformar-se em prova ilícita”.autorização dos hóspedes. ainda que iniciado durante o dia. XII) 5.Sigilo bancário e sigilo fiscal e telefônico 5. c) Critério misto é defendido por Alexandre de Moraes “Entendemos que a aplicação conjunta de ambos os critérios alcança a finalidade constitucional de maior proteção ao domicílio durante a noite. 5°. b) Critério horário (período compreendido entre as 6h e 18h): Posição de José Afonso da Silva. rel. com o necessário mandado judicial.1. ainda quando armazenados em computador”. no caso de haver conflito entre os moradores. Habitação familiar e consentimento para ingresso. Cumprimento de uma decisão judicial. da Constituição é de comunicação “de dados” e não dos “dados em si mesmos”. Ministro Carlos Velloso) .

Requisitos indispensáveis para a licitude de sua interceptação (natureza cautelar da interceptação telefônica). arts. DE INFORMÁTICA E DE TELEMÁTICA 6. é “toda comunicação escrita ou verbal. “o Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que. Outro exemplo seria o de interceptação por policiais de carta remetida por seqüestradores aos familiares da vítima”. desde que conexos aos primeiros tipos penais (puníveis com reclusão) que justificaram a interceptação”. telefone. 136.1. Segundo André Júnior. pessoal (realizada por microgravador) ou ambiental (imagens captadas por uma câmara escondida)”. telegramas.Na visão de Otávio Piva. por cartas. mas os demais instrumentos de comunicação”. Pressupostos Fumus boni júris Lei 9. Gravação clandestina. III). o sigilo de correspondência e das comunicações telegráficas pode ser restringido nas hipóteses de decretação de estado de defesa e de sitio (CF/88. e 139. interceptação: distinção De acordo com Marcelo Novelino. §1º. 2 °. como já decidiu o STF. b e c. . 6. 2°. Pode ser telefônica. Quando a prova não puder ser feita por outros meios disponíveis Periculum in mora Art. dados informatizados. a diferença está pautada nos seguintes conceitos: a) gravação clandestina “é aquela feita por um dos interlocutores sem o conhecimento dos demais. I Sentido dado pela lei Somente quando houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal. 5°. radiotelegrafia e outros. “Assim. Nos termos do art.296/96 Art. abrangendo não só a carta. Segundo Marcelo Alexandrino. XII a disciplina da matéria depende de regulamentação (norma de eficácia limitada). a “inviolabilidade epistolar não pode constituir instrumento de salvaguarda de práticas ilícitas”. II 6.3. uma vez realizada a interceptação telefônica e provas coletadas dessa diligência podem subsidiar denúncia concernentes a crimes puníveis com pena de detenção. 6. através do espaço. I. radiotelefonia.2. A INVIOLABILIDADE DAS COMUNICAÇÕES TELEFÔNICAS. bem como na interceptação por parte das autoridades competentes de carta enviada por presidiários aos seus comparsas com orientações sobre atividades criminosas. punível com reclusão. pois.

Curso de direitos fundamentais. 6ª. por exemplo)” A prova ilícita originária contamina todas as demais provas obtidas a partir dela. b) estado de sítio (CF. 15.6. Vicente. São Paulo: Saraiva. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). 6. Direito Constitucional esquematizado. VEDAÇÃO À PROVA ILÍCITA (CRFB/88. 9. b). Curso de Direito Constitucional positivo.. foi contundente ao afirmar que “seria uma aberração considerar como violação do direito à privacidade a gravação pela própria vítima. ed. 2009. Direitos Humanos. Marcelo. Legítima defesa e gravação clandestina De acordo com George Sarmento. o STF considera que “a prova lícita a gravação e divulgação de conversa telefônica sem conhecimento de terceiro que está praticando crime. § 1°. A inviolabilidade de correspondência poderá ainda sofrer restrições: a) estado de defesa (CF. George. todas as provas decorrentes são também ilícitas. art. Alexandre. 136. 2. LVI) Nas palavras de Marcelo Alexandrino. 5. George.MARMELSTEIN. III). . ed. ou ela autorizada. Coimbra: Coimbra. 4.SARMENTO. 2ª. 74. ALEXANDRINO. – São Paulo: Saraiva. O relator do Habeas Corpus n. NOVELINO. nem nos processos administrativos (punição de um servidor público. SILVA. 2010.678-1/SP. Manual de Direito Constitucional. – (Coleção curso & concurso. art.MORAES. 1997. 6. a prova ilícita não pode ser utilizada nem no processo judicial. É a aplicação. Marcelo. Manoel Jorge.5. PAULO. São Paulo: MÉTODO. 5°. sem consentimento de um (ou ambos) dos interlocutores [. Jorge. 3. Rio de Janeiro: Forense. Ed.LENZA. 2011. 6.MIRANDA. 139. entre nós. estelionatários e todo o tipo de achacadores”. 7. também chamadas provas ilícitas por derivação.. Direito Constitucional. 2011. – São Paulo: Atlas. I. 6. Direito Constitucional. Direito Constitucional. Direito Constitucional descomplicado. José Afonso da. SILVA E NETO. de atos criminosos como o diálogo de sequestradores.b) interceptação da comunicação “consiste na sua interceptação ou intromissão por terceiro.]”. São Paulo: MÉTODO. – Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: Malheiros. 2009. 8. 2010. 2009. Pedro. da denominada teoria dos frutos da árvore envenenada (fruits of the poisonous tree). v. art. BIBLIOGRAFIA: 1. São Paulo: Atlas. Ed. Ministro Moreira Alves. Rio de Janeiro: Lumen Juris.

para esse efeito. 5°. entre outros). b) propriedade que seja subsistência e trabalhada pela família. art.2. os limites. parágrafo único) 5. art. XXV) 2. 170. c) as dívidas contraídas em decorrência da atividade produtiva. 3. se houver dano”. Conceito Segundo Marcelo Alexandrino. art. o Estado utiliza bens móveis. legitimar-se-á a intervenção estatal na esfera dominial privada. art. “é o instrumento estatal mediante o qual. Ministro Celso de Mello: “[. art. 191) 4. pesa grave hipoteca social. XXIV) 3. 186. a significar que. art.. §3°.1. art.PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL À PEQUENA PROPRIEDADE RURAL (art. XXII). art.1. Imprescritibilidade dos bens públicos (CF.213/DF. as formas e os procedimentos fixados na própria Constituição da República”.153. 183) 4. §4°. imóveis ou serviços particulares com indenização ulterior. art. art. em situação de perigo público iminente.1. “caput”. 1. utilidade pública ou interesse social”. descumprida a função social que lhe é inerente (CF. art. 5°. 178. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO DE PROPRIEDADE 1.Conceito Nas palavras de Marcelo Novelino.DESAPROPRIAÇÃO (CF. nos casos de necessidade pública.2. art.1. II e III. 5°. 183. observados. “é a transferência compulsória da propriedade particular por determinação do Poder Público. Usucapião de imóvel rural (CF. 176.INVIOLABILIDADE DO DIREITO DE PROPRIEDADE (CF. 222.REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA (CF. 5°. inciso XXII.. art. Usucapião de imóvel urbano (CF. eis que. USUCAPIÃO 4. 2. 5°.Elementos essenciais à impenhorabilidade: a) pequena propriedade rural. sobre ele. contudo.] O direito de propriedade não se reveste de caráter absoluto. Posição do STF – ADI (MC) 2. art. 191. . art. II.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. XXVI/88) 5.3. 177. rel. 4.

9. – (Coleção curso & concurso. XXX. José Afonso da. Coimbra: Coimbra. se houver feito dívidas que não se relacionem com sua atividade produtiva.DIREITO À HERANÇA (CF. 6ª. 2009 . Curso de direitos fundamentais. 2009. 7.Relatividade quanto à impenhorabilidade Segundo Otávio Piva. – São Paulo: Saraiva. 6. 5.784 do CC) Momento Lugar O último domicílio do falecido (art. Alexandre.A sucessão deve recair sobre valores ou bens (móveis. é indivisível até a partilha. Direito Constitucional esquematizado. Marcelo. Direitos Humanos.5.Transmissão da herança Herança Conceito: “É o patrimônio do falecido. Ela só será afastada na hipótese de a lei estrangeira ser mais favorável ao cônjuge e aos filhos brasileiros (jus patriae)”. Manual de Direito Constitucional. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). Jorge. BIBLIOGRAFIA: 1. Em resumo. George. art.MORAES.MARMELSTEIN. São Paulo: MÉTODO. NOVELINO. São Paulo: Malheiros. Vicente. 1997..2. Manoel Jorge. 2011. 7. “Aplicação da lei brasileira é a regra geral em matéria de sucessão de estrangeiro domiciliado no Brasil (jus domicilii). 15.-LENZA. São Paulo: Atlas. 2010. a terra poderá ser penhorada”. 2º . George. 2010. 5°.2. 2ª. 2011. Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. “a pequena propriedade não poderá ser objeto de penhora se o agricultor. 3º .MIRANDA. ed. 2. XXVII e XXVIII e a Lei n° 9. 5°. PAULO. v. IV. I) 7. Direito Constitucional. 4. ALEXANDRINO. 6. XXXI.A legislação ordinária brasileira deve ser concebida para beneficiar o cônjuge e/ou os filhos brasileiros”. Ed. art.610/98) 7. A herança é uma universalidade. Pedro. SILVA.1. imóveis ou semoventes) que estejam no Brasil e que integrem a propriedade do estrangeiro. a matéria disciplinada por lei infraconstitucional deve observar os seguintes pressupostos: “1º . Aplicação da lei brasileira e a sucessão hereditária Segundo George Sarmento. art. Curso de Direito Constitucional positivo. 8. a exemplo. Ed. Morte do de cujus (art. São Paulo: MÉTODO. é um condomínio forçado”. 2009. Direito Constitucional.O de cujus deve ser estrangeiro e possuir cônjuge ou filhos brasileiros. 150. 155. 3. – Rio de Janeiro: Forense. art. SILVA E NETO.SARMENTO.1. São Paulo: Saraiva. Todavia. Rio de Janeiro: Forense.Propriedade intelectual a) direitos do autor (CRFB/88. Rio de Janeiro: Lumen Juris. isto é. deixar de pagar divida contraída com a compra de insumos ou sementes. Direito Constitucional. 1. Ed. o conjunto de direitos e deveres que se transmitem aos herdeiros.INVIOLABILIDADE À PROPRIEDADE IMATERIAL 6. – São Paulo: Atlas.

Crítica ao art.3. Ficou. Coisa julgada material “[. 5°.Justiça desportiva e o acesso ao Poder Judiciário (CF. aqui. ATO JURÍDICO PERFEITO.COISA JULGADA. segundo Marcelo Novelino.]que se aperfeiçoou. hoje. Prevalece. “é a sentença judicial que já transitou em julgado. art. XXXVI) E A PROIBIÇÃO DE LEIS RETROATIVAS 1.. DA COISA JULGADA E DO DIREITO ADQUIRIDO (CF.PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO (ou princípio da RESERVA DA JURISDIÇÃO) E A INEXISTÊNCIA DE JURISDIÇÃO CONDICIONADA 2..4.. direito adquirido é direito [. 6°. §3°) 1.3. art. que torna imutável e indiscutível a sentença. 6°. 1. “[. não à coisa julgada formal.DOCENTE: Msc. estando apto a produzir seus efeitos (p. 1.1.] A garantia.DIREITO ADQUIRIDO De acordo com Marcelo Alexandrino. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO À SEGURANÇA JURÍDICA 1. pois. posição doutrinária de José Afonso da Silva: distinção entre a coisa julgada formal e a coisa julgada material 1. Coisa julgada formal. o conceito do Código de Processo Civil: Denomina-se coisa julgada material a eficácia.. que não pode ser mais modificada na via recursal” (LICC. superada a definição do art.ex. art. § 3°. 467)”. ou seja. “é aquele ato que já se consumou.] produz apenas efeitos endoprocessuais.1.6°. não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário (art. 2. PROTEÇÃO ATO JURÍDICO PERFEITO.. tornando a sentença insusceptível de reexame e imutável dentro do mesmo processo”.2.4.2.. 217. segundo George Marmelstein. da Lei de Introdução do Código Civil. segundo George Marmelstein. 1. §1°) . que reuniu todos os elementos necessários à sua formação sob a vigência de determinada lei”..4. 1. refere-se à coisa julgada material. um contrato assinado e sem vi cios é um ato jurídico perfeito)”.1. §3° da LICC.

caput. isto é. 5. está consignado no art. “[.507/97. 2. ou seja. LV..b) plano material (substantive due process of law) 1.. 2. LXI.. O devido processual legal é observado sob dois planos: a) plano processual (procedural due processo of law). CF. inciso XXXVII e LII.] não se está propriamente exigindo o esgotamento da via administrativa. Lei do habeas data e o acesso ao Judiciário a)A Lei 9. 52.PROIBIÇÃO DE JUÍZO OU TRIBUNAL DE EXCEÇÃO (CF. O princípio do devido processo legal é está previsto em diversos dispositivos constitucionais. art.De acordo com Otávio Piva. do Pacto de São José da Costa Rica. LXXVII.1.2.. ou seja. PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL (CF. direito à proporcionalidade. art. o art. 5°. o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha 3. LVII. ou III – de recusa em fazer-se a anotação a que se refere o §2°do art. seja estabelecido tribunal ou juízo excepcional (tribunais instituídos ad hoc. LII) De acordo com Marcelo Alexandrino. Plano material (substantive due process of law ou proibição de excesso) a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino.2. 4.] assegura ao indivíduo a atuação imparcial do Poder Judiciário n a apreciação das questões posta em juízo.. conferida competência não prevista constitucionalmente a quaisquer órgãos julgadores”. direito ao duplo grau de jurisdição (nas palavras do STF não tem sede constitucional). e ex post facto. Princípio do duplo grau de jurisdição (princípio da recursividade) e a inexistência da obrigatoriedade de duplo grau de jurisdição a)Segundo George Sarmento. LXI. “o princípio do duplo grau de jurisdição não foi previsto explicitamente na Constituição Federal. 2. dispõe as exigências necessárias para que o autor da acão possa impetrar o habeas data: I – da recusa ao acesso às informações ou do decurso de prazo de mais de dez dias.. parágrafo único.3. 8°. [. XXXVII. para o julgamento de um caso específico.1. 5°. art. LX. 4° ou do decurso de mais de quinze dias sem decisão. 102. CF. LIV) 3. por arbitrariedade ou casuísmo. art. 7.1.2. 2. XXXVII. o que são realidades totalmente distintas[. h.. GARANTIA DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA . 2º. b) Impossibilidade de duplo grau de jurisdição: 1. I.LVI. XXXV. tais como: arts. I. Obsta que.]”. 5°. criadas depois do caso que será julgado). Plano processual (procedural due processo of law) 3. “a”. como “o direito de recorrer da sentença para juiz ou tribunal superior”. sem decisão. Entretanto. ou II – da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de prazo de mais de quinze dias. mas sim obrigando que haja a prévia provocação. sem decisão. art.1.

c) Aborto. 108.. c) Direito de permanecer em silêncio – dever de advertência da autoridade. XXXVIII) 5.2001. significando que.. b) Induzimento. Min. o direito de acusação com o direito de defesa [.812. deva prestar depoimento perante órgãos de Poder Legislativo. caberá igual direito de defesa de opor-se. 5. forneça o indiciado ou acusado no interrogatório formal[. arts. administrativo ou judicial.1. Celso de Mello.]”. É o princípio constitucional do contraditório que impõe a condução dialética do processo (par conditio). 4. O contraditório assegura. a prática de determinado delito[.] o direito dado ao indivíduo de trazer ao processo.257. Ampla defesa Segundo Marcelo Alexandrino. I.] o direito de permanecer em silêncio. 75.2. Moreira Alves. contra si mesmo. d) Infanticídio. na condição de testemunha. HC. art. “[.. Min. Capítulo I) a) Homicídio doloso. III. .10..949. Min.. Competência para julgamento dos crimes dolosos contra a vida (Parte Especial do Código Penal. LXIII) a)Posição do STF Segundo o STF. HC 80. de apresentar suas contra-razões. 5°. Rel. Rel. [. a e 102. Sepúlveda Pertence. todos os elementos de prova licitamente obtidos para provar a verdade. do Poder Executivo ou do Poder Judiciário”. julgamento 17..]”. HC 79. 5.] a falta de advertência – e de documentação formal – faz ilícita a prova que. 6. no feito.1.2. b e c). Contraditório Nas palavras de Marcelo Alexandrino. julgamento em 30. a todo ato produzido pela acusação.JÚRI POPULAR (art.] traduz direito público subjetivo assegurado a qualquer pessoa que. assevera que [. b) Direito de mentir De acordo com STF.. “[. Título I. o direito de permanecer calado (nemo tenetur se detegere) “[. decorre o direito do acusado negar. Crimes dolosos contra a vida não submetidos ao tribunal do júri(CF.. de levar ao juiz do feito uma versão ou uma interpretação diversa daquela apontada pelo autor.4. também. mesmo que falsamente. DIREITO AO SILÊNCIO ou DIREITO DE NÃO SE AUTOINCRIMINAR (CF. o contraditório. sob pena de nulidade Na posição do STF. pois equipara. 96.06. a igualdade das partes no processo.1997. para evitar sua auto-incriminação”.] entende-se o direito que tem o indivíduo de tomar conhecimento e contraditar tudo o que é levado pela parte adversa ao processo. 5. instigação ou auxílio ao suicídio. Rel.. ou até mesmo de omitir-se ou calar-se se assim entender.. qualificado ou privilegiado. de indiciado ou de réu.... simples. 29..]”. VIII... I.

5°. de caráter constitutivo.035/DF. de algum modo. 16. 8. arts.2. b. que objetiva a formação de título jurídico apto a legitimar o Poder Executivo da União a efetivar. 153. 5º XLIII) 9. com intuito de processá-la. não existe [. a entrega do súdito reclamado”. Rel. RE 154. é “[. 7. por si mesmas.1998 (Informativo 136).1. Celso de Mello. com fundamento em tratado internacional.2001 (Informativo 252). APLICAÇÃO DO ART. no que diz respeito à fase judicial de julgamento do pedido extradicional que antecede à extradição propriamente dita. 9.198/RS. as penas cruéis são “quaisquer medidas que.1. 16.d) Direito ao silêncio frente às comissões parlamentares de inquérito De acordo com a decisão do STF. enquadramento penal moderno para ação de grupos armados. Racismo (art.. §11). por meio de Decreto. XLVII. 9. Aplicação da pena de banimento (CF/69... CRIMES IMPRESCRITÍVEIS (art. Rel. c) dever de dizer a verdade.]até o momento. 56 e 57) b) Penas de caráter perpétuo b. Classificação . Contudo. a) Pena de morte (aplicação da cláusula pétrea e o Código Penal Militar. LI) 9.. art. Rel. o depoente. b) dever de responder às indagações. 5º XLIV e XLIII) 8. causem padecimento desnecessário[. Min. STF.12. 5°. julgá-la ou par cumprir a pena”. STF. contra a ordem constitucional”. Marco Aurélio. Segundo Otávio Piva. 8. na CPI.] ato da conveniência do Poder Executivo.11. possui os seguintes direitos e deveres: “a) dever de comparecer. d) Penas cruéis De acordo com José Antônio Paganella Bochi. 5º XLIV).. e) direito de não responder se. civis ou militares.134. HC 73.1. a resposta que lhe for exigida puder acarretar grave dano”.]”. a extradição “é o ato pelo qual o Governo de um Estado entrega uma pessoa que se encontra em seu território à Justiça de outro Estado que a reivindica. RE 212.3.. Natureza jurídica Nas palavras de Otávio Piva. c) Pena de banimento (Código Penal de 1890 e abolição de pena de morte na Constituição de 1891) c. EXTRADIÇÃO (art. Ação de grupos armados civis ou militares contra a ordem constitucional e o Estado Democrático (art. ou em compromisso de reciprocidade. d) direito de não responder se a resposta envolver o dever de sigilo profissional. Sydney Sanches.1. essa possui natureza de ação especial.2. Conceito De acordo com Otávio Piva.2.

18 do Decreto n. celebrado em Porto Seguro/BA. 3. c) Os portugueses podem ser extraditados nas seguintes situações: “1.04. independentemente do momento que o crime foi cometido.815/1980 Decreto 98. julgá-la ou para cumprir a pena.927/2001”. como crime equiparável aos delitos hediondos [. ou cujo procedimento o torne nocivo à conveniência e aos interesses nacionais. art.2000. Espécie Base legal EXTRADIÇÃO PASSIVA Lei n. 23. 5°. Ao estrangeiro que. LII (extradição por motivo político) a) Posição do STF sobre os atos de terrorismo. não se submetem à noção de criminalidade política. Pressupõe infração cometida no . 2. Quadro explicativo por Otávio Piva e Bernardo Gonçalves.5. a tranqüilidade ou moralidade pública e a economia popular. 6.10. Por crime comum praticado antes do reconhecimento de sua equiparação. b) Passiva: acontece quando o pedido é solicitado ao Brasil por outro Estado. nos termos do art.] deixou assente que os atos de natureza terrorista. Pressupostos gerais. Pressupõe infração penal cometida no exterior.961/1990 Quando se aplica? Quando o Governo de um Estado estrangeiro solicita entrega à sua Justiça de uma pessoa que se encontra em no território brasileiro. 9. para os fins de processá-la. considerados os parâmetros consagrados pela vigente Constituição da República. Exclusivamente para Portugal. a) A concessão da extradição pode ser fundamentada em tratado ou no caso de reciprocidade. em 22. 2.927/01). VIII).a) Ativa: quando o pedido de entrega é solicitado pelo Brasil a outro Estado..4. ou no caso de condenação por tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. segundo Marcelo Alexandrino. 4 °.. b) Tratado de Amizade (Decreto 3. atentar contra a segurança nacional. de qualquer forma. Por comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes ou drogas afins.. Extradição de portugueses a) A situação jurídica dos portugueses no Brasil. “[. d) Aplicação do art.. 9.]”. a ordem política ou social. 7. pois a Lei Fundamental proclamou o repúdio ao terrorismo como um dos princípios essenciais que devem reger o Estado brasileiro em suas relações internacionais (CF. para efeito de repressão interna. além de haver qualificado o terrorismo.815/1980 RI STF EXPULSÃO Lei n.

.]”. c) devido à grave e generalizada violação de direitos humanos.] é a permissão. 10.] o extraditado somente poderá ser processado e julgado pelo país requerente pelo delito objeto do pedido de extradição[.. 5°.815/1980 DEPORTAÇAO ASILO POLÍTICO Art. Sem dúvida. e) O que se entende por princípio da especialidade? Segundo Marcelo Alexandrino.. Segundo Bernado Gonçalves.. APLICAÇÃO DO ART.. a dissidência política ou mesmo crimes de cunho político que não configuram delitos do direito penal comum.. “[. solicitada pelo país estrangeiro. b) não tendo nacionalidade e estando fora do país onde antes teve sua residência habitual. os motivos de perseguição que vão ensejar o asilo político envolvem a liberdade de manifestação de pensamento ou de expressão. “é o acolhimento do estrangeiro por parte de um Estado que não é o seu sob o fundamento de perseguição sofrida pelo mesmo e praticada sem seu próprio país ou em um terceiro pais. religião. para processar a pessoa já extraditada por qualquer delito praticado antes da extradição e diverso daquele que motivou o pedido extradicional.474/97 Nos casos de entrega ou estada irregular de estrangeiro. em função de circunstâncias descritas no inciso anterior. LXXVI . desde que o Estado requerido expressamente autorize”.território brasileiro. encontre-se fora de seu país de nacionalidade e não possa ou não queira acolher-se à proteção de tal país. é obrigado a deixar seu país de nacionalidade para buscar refúgio em outro país”. grupo social ou opiniões políticas. Lei 6. nacionalidade. não possa ou não queira regressar a ele. se este não se retirar voluntariamente do território nacional no prazo fixado em Regulamento Segundo Bernardo Gonçalves. “a)devido a fundados temores de perseguição por motivo de raça. 4º da CRFBB/88 REFÚGIO Lei nº 9. f)O que se entende por “pedido de extensão”? De acordo com Marcelo Alexandrino “[.

§3° (tabela de George Sarmento). 5º. APLICAÇÃO DO ART. Hierarquia no ordenamento jurídico brasileiro Equivalência com a lei ordinária no ordenamento jurídico. que integram o sistema jurídico brasileiro na condição de norma materialmente constitucional. 5°. o “ Tribunal Penal Internacional foi criado pelo Estatuto de Roma em 1998. Direitos fundamentais. Para George Sarmento. que não contenham matérias de direitos humanos Tratados de Direitos Humanos incorporados antes da promulgação da Constituição de 1988. “significa dizer que os direitos fundamentais estão aptos para serem aplicados pelos magistrados nos casos concretos a partir da Promulgação do texto constitucional” 30. Criação do Tribunal Penal Internacional Segundo George Sarmento. art. o art. antes da EC 45. . Serão equivalentes às emendas constitucionais. assegurado a todas as pessoas. 31. §4º (inovação trazida pela Reforma do Judiciário 31. “Considerou o STF. 5°. §1°. 5°. desde que o processo legislativo de incorporação respeite o procedimento previsto na CRFB. APLICAÇÃO DO ART. 4. que tudo indica será o novo posicionamento da Corte. b) a imposição de prestação positiva ao Estado no sentido de criar instrumentos legislativos e políticas públicas destinadas a assegurar a celeridade dos processos”. APLICAÇÃO DO ART. posição atual do STF.2. Tratados Internacionais incorporados no sistema jurídico brasileiro Tratados internacionais gerais. Aplicação do art. Incorporação ao sistema jurídico brasileiro: Decreto n. ainda que não ofenda o princípio da proporcionalidade a lei que isenta os ‘reconhecidamente pobres’ do pagamento dos emolumentos devidos pela expedição de registro civil de nascimento e de óbito. 12. em decorrência do que prescreve o §2º da CRFB/88. bem como a primeira certidão respectiva”. 5º. §1º. 5º. na Holanda.534/97. considerou constitucional a Lei 9. §3º.388. de 25 de setembro de 2002. ou valor constitucional (Celso de Mello). Tratados de Direitos Humanos incorporados sob a égide da Constituição de 1988. o STF. Tratados de Direitos Humanos incorporados após a EC 45 31. Sediado em Haia. 11. que dispõe sobre a gratuidade do registro de nascimento e óbito. é uma instituição permanente e complementar às jurisdições nacionais no julgamento de crimes de maior gravidade com repercussão internacional”.1.a)Segundo Otávio Piva. de exigir do Estado a prestação jurisdicional e administrativa célebre e de boa qualidade. Eles possuem valor supralegal (Gilmar Mendes). 45/2004) O dispositivo constitucional deve ser considerado sob dois aspectos: “a) o direito subjetivo público. §2°. LXXVIII (Reforma do Judiciário – EC n.

segundo George Sarmento.MARMELSTEIN. perseguições políticas. “por meio de condutas. – Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional. tortura. tomada de reféns. agressões sexuais. SILVA.4. – (Coleção curso & concurso. degradação da qualidade de vida. 2009. 6. Ed. contra qualquer população civil. 2ª. o processo não pode ser encaminhado ao TPI sem antes passar pelas instâncias jurisdicionais do país de origem.31. Direito Constitucional. raciais. São Paulo: Saraiva. que implique homicídio. 2009 . Direito Constitucional. Marcelo. BIBLIOGRAFIA: 1. transferência forçada de criança de um grupo para outro”. 15. étnicos. 2011. condicionando sua atuação a uma dimensão que tipifique o delito e estabeleça as condições em que o Tribunal internacional terá competência jurisdicional”. Curso de direitos fundamentais. racial ou religioso. A matéria rege-se pelo princípio da complementaridade”. como homicídios. sua atuação não substitui as jurisdições penais nacionais. um grupo nacional. José Afonso da. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). Direito Constitucional descomplicado. 9. – São Paulo: Saraiva. Portanto. 5. ALEXANDRINO. torturas. Vicente. “no quadro de um ataque. Marcelo. generalizado. total ou parcialmente. Ou seja. tais como. c) Crime de guerra: delitos praticados contra a convenção de Genebra (1949). extermínio. segundo George Sarmento. São Paulo: MÉTODO. deportação. ofensas graves à integridade física e mental de seus membros. PAULO. Pedro. escravidão. crime de apartheid. 7. Manoel Jorge. d) Crimes de agressão: o Estatuto de Roma.SARMENTO. São Paulo: Atlas. Ed. Os crimes sujeitos à jurisdição do Tribunal Penal Internacional são (George Sarmento): a)Crimes de genocídio: delitos cometidos com o desiderato de destruir. “A Corte não tem competência primária para julgamento dos réus. sistemático e deliberado. saques à cidades etc. NOVELINO. medidas que impeçam a procriação. religiosos ou de gênero”. 31. Alexandre. Jorge. – São Paulo: Atlas. b) Crimes contra a humanidade: delitos cometidos. prisões arbitrárias. desaparecimento de pessoas. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: MÉTODO.MORAES. 8. George. ed. São Paulo: Malheiros. Competência jurisdicional do TPI De acordo com George Sarmento. v. 4. 1997. Ed. nacionais. Direito Constitucional esquematizado. George. 2010. Rio de Janeiro: Lumen Juris.LENZA. 2009. . Coimbra: Coimbra. transferência forçada de uma população. 2010. ataques à integridade da população civil. culturais. homicídio doloso. SILVA E NETO. “não descreve as condutas criminosas. Manual de Direito Constitucional. Direitos Humanos. Rio de Janeiro: Forense. 6ª. 2011.3.MIRANDA. ético. 2. 3.

6.1 Conceito Segundo Marcelo Alexandrino. 4. Apátrida (heimatlos) 3. 2. POVO. “é o vínculo jurídico-político de direito público interno. POPULAÇÃO. Polipátrida 2.3. Nacionais (“são todos aqueles que o Direito de um Estado define como tais.]”.. ligado a este pelo vínculo da nacionalidade”). de acordo com os critérios adotados pelo Estado (sangüineos ou territoriais). 2. . é o elemento humano do Estado. a partir do qual. CRITÉRIOS DE ATRIBUIÇÃO DE NACIONALIDADE PRIMÁRIA a) Origem sangüinea .ius sanguinis (será nacional de um país. NACIONAIS.5. 4.. População 2.]”. depois do nascimento (em regra.DA NACIONALIDADE 1. Povo (“é o conjunto de pessoas que fazem parte de um Estado. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DIREITOS DE NACIONALIDADE 1. pela naturalização) [. será estabelecida [.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. que faz da pessoa um dos elementos componentes da dimensão do Estado”. Cidadão 2. são todos aqueles que se encontram presos ao Estado por um vínculo jurídico que os qualifica como seus integrantes”). CIDADÃOS E POLIPÁTRIDA.4..ESPÉCIES DE NACIONALIDADE a) Nacionalidade primária (originária) é a resultante “de fato natural (nascimento).. aquele que for descendente dos nacionais daquele país). Nação 2. DISTINÇÃO ENTRE NAÇÃO. 3. b) Nacionalidade secundária (derivada/adquirida) é a resultante de “ato volitivo. 2.2.1.1.

De acordo com Bernardo Gonçalves. independentemente dos seus ascendentes). por força das regras jurídicas de nacionalidade adotadas por determinado Estado”.b) Origem territorial – ius solis (será nacional de um país.1) Aplicação do art. 5. I. “c”. I. ANÁLISE ESPECÍFICA DO BRASIL 5.. in fine: critério sanguíneo. I. “b”: critério sanguíneo mais critério funcional. c) Aplicação do art.1. pois a Constituição do Império de 1824 consagrou no seu art. irá operar com efeitos retroativos (ex tunc) à data da residência (tida como fato gerado nacionalidade). Emenda constitucional 54/07. demonstrando sua intenção de adquirir nova nacionalidade”. Porém.2. a. . é mister diferenciar. salvo se manifestarem a intenção de não mudar de nacionalidade”. NACIONALIDADE PRIMÁRIA (aquisição originária) a)Aplicação do art. aquele que nascer no território daquele país. 6º a naturalização tácita para os portugueses residentes no Brasil na época da Proclamação da Independência Pátria. mais critério residencial e mais opção confirmativa (aquisição originária potestativa). a) Tipos de naturalização: a. “c”:critério sanguíneo mais registro em repartição em repartição brasileira competente . são duas hipóteses: a) o indivíduo se tornar brasileiro nato com o registro que funciona de forma equivalente ao registro realizado no cartório de registro civil no Brasil. dentro de seis meses depois de entrar em vigor a Constituição.]”. Conforme o mesmo art. 95 do ADCT. 12°.. 69. da Constituição de 1891 preconizava: “São cidadãos brasileiros: os estrangeiros que. o ânim o de conservar a nacionalidade de origem”. 12°. 5. 69.2. como na hipótese presente na Constituição de 1891 [. visto que a mesma só se referia aos portugueses e não a todos os estrangeiros residentes no Brasil. b) o indivíduo filho de pai e mãe brasileira vir para o Brasil a qualquer tempo e realizar a opção confirmativa. I. 2º. Naturalização expressa é aquela que “depende de requerimento do interessado. Portando. NACIONALIDADE SECUNDÁRIA (aquisição secundária). c. art. 12°. 12°. §4°. achando -se no Brasil aos 15 de novembro de 1889. §5º: “são cidadãos brasileiros: os estrangeiros que possuírem bens imóveis no Brasil e forem casados com brasileiros ou tiverem filhos brasileiros contanto que residam no Brasil. A grande naturalização prevista art.1. “Nesse item é importante salientar duas questões: a) a hipótese de naturalização tácita também ocorreu anteriormente à 1ª Constituição da República de 1891. “a”: critério territorial puro b) Aplicação do art. Naturalização tácita “é aquela adquirida independentemente de manifestação expressa do naturalizando. art.

112 c/c 113. Procedimento Segundo Bernardo Gonçalves.a. que promulgou o Tratado Bilateral de Cooperação. “b”.815/80. no Brasil os portugueses terão os mesmos direitos que os brasileiros terão em Portugal.Naturalização ordinária: a)Hipótese prevista na Lei 6. b. Requisitos necessários: capacidade civil. que os portugueses será equiparado aos brasileiros naturalizados (hipótese também chamada de quase-nacionalidade)”.815/80. idoneidade moral. Segundo Bernardo Gonçalves. também chamada de potestativa a) Hipótese prevista no art. 7.1. conclusão de curso superior: “o estrangeiro deve vir para o Brasil antes da maioridade. São hipóteses previstas na Constituição de 1988: 1. “Nesses termos. 2. b) Hipótese prevista no art. 1 (um) ano de residência ininterrupto. e. §1º da CRFB/88) – DECRETO nº 3927/01.2. diferentemente das hipóteses da naturalização ordinária. a. é obrigado a decretar a naturalização requerida. havendo reciprocidade em Portugal para os brasileiros. Requisitos: a) capacidade civil. “a” da CRFB/88. De acordo com Bernardo Gonçalves.2. 12.12. c.1. são: c. Preenchidos os três requisitos.1. PORTUGUESES EQUIPARADOS ou quase nacionalidade (art. 12. Esse entendimento é o majoritário em virtude da dicção constitucional do art. b) 15 anos de residência ininterrupta no Brasil. II. 115 §2º da Lei 6. c) ausência da condenação penal. o Presidente da República. II.1.1. nas palavras de Coelho Mendes. alcançada a maioridade ele terá 2 anos para requerer a naturalização”. “b”. . Naturalização extraordinária. É importante deixar consignado. da CRFB/88. radicação precoce: segundo Bernardo Gonçalves. 12. ele terá o prazo de 1(um) ano após a conclusão para requerer a naturalização”. c) Hipóteses previstas no art. Amizade de Consulta Brasil e Portugal. não tendo o Chefe do Executivo discricionariedade para negar o pedido. “quando o indivíduo vem para o Brasil antes de completar 5 anos. II. se concluído o curso superior no Brasil. que foram recepcionadas pela CRFB/88. 7. art. contudo.

pois não há uma tipificação na qual o naturalizado possa ser enquadrado pela prática de uma atividade nociva ao interesse nacional.. a. a. com prova de sua nacionalidade. art. “b” da CRFB/88). 222). caput) 11.] Nestes termos.1. 12. “[. b) Imposição da lei estrangeira (art. Motivos: em decorrência de atividade contrária à ordem pública ou à segurança nacional ou nociva ao interesse nacional. PROPRIEDADE DE EMPRESA JORNALÍSTICA E DE RADIODIFUSÃO SONORA DE SONS E IMAGENS (CF. §4º. 9. “conduta voluntária. dirigido ao Ministério da Justiça. b. a. a. II.4.] não poderá readquiri-la. arts. a. 8. PERDA DA NACIONALIDADE (CF. nunca mediante de um novo processo de naturalização. 485 do CPC.. 12. Destinatários: brasileiros natos ou naturalizados. a não ser mediante ação rescisória. TRATAMENTO DIFERENCIADO ENTRE BRASILEIRO NATO E NATURALIZADO (CRFB/88. . II. LI. Efeitos: efeito “ex nunc”. art. “a” da CRFB/88). a)Ação de cancelamento de naturalização procedente transitada em julgado pela política de atividade nociva ao interesse nacional. 12.1. DUPLA NACIONALIDADE a) Reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira (art. Procedimento: o procedimento é judicial.3. b. capacidade civil do requerente e a devida aquisição da nacionalidade estrangeira”. 222. VII.2. De acordo com Bernardo Gonçalves. sob pena de contrariedade ao texto constitucional”. [. b. posteriormente. há uma decisão do Magistrado Federal que. No caso de pretender-se obtenção dos direitos. 10. na hipótese da reaquisição. §4°). deverá fazer-se prova do seu gozo em Portugal e da residência no Brasil há pelo menos três anos”. Procedimento: de acordo com Bernardo Gonçalves.5.] no caso de igualdade de direitos e de obrigações civis.2.. Motivos: segundo Bernardo Gonçalves. Destinatários: brasileiros naturalizados. De acordo com Pedro Lenza. capacidade civil e admissão no Brasil em caráter permanente. Reaquisição da naturalização: observar o art.. 12.3..“[. deverá fazerse o requerimento. 5°. §3°. condena o indivíduo à perda a naturalização”. Essa denúncia perpassa por uma perspectiva hermenêutica. sendo procedente e transitando em julgado. incumbe “ao Ministério Público Federal efetivar a denúncia contra o brasileiro naturalizado. §4º. 89. b) Aquisição voluntária de outra nacionalidade..

Ed. . e após o processo instruído e finalizado. posições.LENZA. assegurada a ampla defesa. que levará a perda da nacionalidade. ou seja. é importante deixar consignado que não ocorre apenas com a mera solicitação de outra nacionalidade pelo brasileiro. b. quais sejam: Bernardo Gonçalves apresenta duas a)”Se brasileiro nato. ed.4.5. somente após adquirida a nacionalidade em outro país o Ministério da Justiça deflagrará o procedimento administrativo. Alexandre. determinando a perda da nacionalidade”. 5. – Rio de Janeiro: Forense. George. Pedro. Neste ponto. NOVELINO. 2009.MORAES. 2011. Vicente. Direito Constitucional esquematizado..MIRANDA. b) “A única forma desse brasileiro nato que perdeu a nacionalidade e virou estrangeiro readquirir a nacionalidade será enquanto brasileiro naturalizado. Rio de Janeiro: Forense. Portanto. Manoel Jorge. – São Paulo: Atlas.] o art. Nesses termos. b. 1997. 818/49 prevê a possibilidade de reaquisição por decreto presidencial. José Afonso da. se o ex-brasileiro estiver domiciliado no Brasil. 15. SILVA E NETO. 2009. SILVA. em virtude de ter se tornado estrangeiro. Marcelo.. a partir do momento em que o brasileiro nato ou naturalizado deseja adquirir a naturalização em outro país. PAULO.MARMELSTEIN. 8. Efeitos: os efeitos do decreto presidencial serão “ex nunc”. Nesses termos. BIBLIOGRAFIA: 1. deverá voltar a ser brasileiro nato. contudo. que tal dispositivo só terá validade se a reaquisição não contrair os dispositivos constitucionais e. sem a necessidade de incursão judicial. Curso de direitos fundamentais. 36 da Lei n. Coimbra: Coimbra.“o procedimento é meramente administrativo. Direito Constitucional. Ed. readquirir a nacionalidade originária por decreto do Presidente da República”. Curso de Direito Constitucional positivo. não atingindo eventual cônjuge ou mesmo filhos desse indivíduo . São Paulo: MÉTODO. tramitando no Ministério da Justiça. “[. 2010. não teria como o mesmo voltar a ser brasileiro nato”. ainda. Manual de Direito Constitucional. 7. há divergência doutrinária. estaremos diante de um processo administrativo. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2ª. Direito Constitucional.. São Paulo: Malheiros. 4. Jorge. Direito Constitucional. ALEXANDRINO. – São Paulo: Saraiva. Reaquisição da nacionalidade do brasileiro nato: via administrativa Segundo Pedro Lenza. 2009. Marcelo. 2010. Nesse sentido. São Paulo: MÉTODO. 6. 3. Porém. São Paulo: Atlas. 6ª. se existirem elementos que atribuam nacionalidade ao interessado”. Ed. Entendemos. 2. Direito Constitucional descomplicado. o Presidente da República dará a decisão por meio de decreto. o Ministério de Relações exteriores comunicará ao Ministério da Justiça a solicitação da aquisição de nacionalidade em outro país.

17. VII..1. Etimologicamente. .DIREITOS POLÍTICOS POSITIVOS (capacidade eleitoral ativa = alistabilidade = direito de votar) 3. “ são o conjunto de normas jurídicas que asseguram a participação do povo no cenário eleitoral do Estado”. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DOS DIREITOS POLÍTICOS 1.] os direitos políticos positivos consistem no conjunto de normas que asseguram o direito subjetivo de participação no processo políticos e nos órgãos governamentais. 14 da CRFB/88) 4.NOÇÕES GERAIS De acordo com José Afonso da Silva. “[. sufrágio – do latim sufragium – significa escolha. §2° da CRFB/88). “a” da CRFB/88). o direito de propor ação popular.. 2. Conceito De acordo com Uadi Bulos. c) Constitucional Sensível (art.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 3. direito de elegibilidade (direito de ser votado). Conceito Segundo Uadi Bulos. Regime democrático como princípio: a) Fundamentador de direitos fundamentais implíticos (art. “[. como o direito de iniciativa popular. caput da CRFB/88).] é o Direito Público subjetivo democrático de votar (eleger) e de ser votado (eleito). 4. assim como por outros direitos de participação popular. direito de voto nos plebiscitos e referendos. b) Limitador da liberdade partidária (art. Eles garantem a participação do povo no poder de dominação política por meio das diversas modalidades de: direito de sufrágio: direito de voto nas eleições. Sufrágio (art.1.. 5°. o direito de organizar e participar de partidos políticos”. 34.. apoio ou aprovação”.

b)Plebiscitos e referendos (art. AQUISIÇÃO DA CAPACIDADE ELEITORAL ATIVA: alistamento realizado junto aos órgãos competentes da Justiça Eleitoral. 2. 9. a)Eleições. §2°). 2°.5.4.10. plebiscitos e referendos (exercício da capacidade eleitoral ativa). aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido. art. CAPACIDADE ELEITORAL ATIVA: capacidade de votar (ALISTABILIDADE). (Lei n.2. aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido (Lei n.709/98. art. o plebiscito e o referendo “são consultas formuladas ao povo para que delibere sobre matéria de acentuada relevância.3. 35). 14.1. 14.5. Que diz a lei: “O referendo é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo. b. cabendo ao povo. de natureza constitucional. pelo voto. cumprindo ao povo a respectiva ratificação ou rejeição”. 2.826/2003 – Estatuto do Desarmamento (§1° do art. 10. 2°. De acordo com Marcelo Alexandrino. cumprindo ao povo a respectiva ratificação ou rejeição”. pedido do interessado. Exemplo: plebiscito para saber se o povo quer. para que os confirmem ou rejeitem. XV da CRFB/88).2005. Signficado: consulta feita ao eleitorado antes de a lei ou o ato administrativo serem elaborados. o direito de votar ou de manifestar a vontade de eleições. 3. 49.709/98. pelo voto. art. 6. §1°). REFERENDO 1. quando a população brasileira optou pela nãoproibição da comercialização de arma de fogo. o referendo “é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo. DIREITO DE VOTO (espécie do gênero sufrágio).1) Plebiscitos Nas palavras de Marcelo Alexandrino. legislativa ou administrativa”.4. b. realizado em 23. 6. b. “ é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo.3. 6.Segundo Marcelo Alexandrino. A obtenção do título de eleitor permite ao cidadão o exercício de todos os direitos políticos???? 6. Conceito De acordo com Uadi Bulos. 3. XV da CRFB/88). cabendo ao povo. Que diz a lei: “O plebiscito é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo. “ retrata.2) Referendos art. serão discutidos pelo Congresso Nacional ou pelo Poder Executivo. uma nova Constituição para o Brasil. Significado: consulta feita ao eleitorado depois de a lei ou o ato administrativo serem elaborados. apenas. Versa sobre assuntos que. Quadro comparativo analisado por Uadi Bulos PLEBISCITO 1. Exemplo: referendo sobre o desarmamento previsto pela Lei n. 49. 9. . ou não. posteriormente. art.

60. que significa. Caracteristicas do voto (analisadas por Alexandre de Moraes) a) Obrigatório (nas palavras de Alexandre de Moraes.SUFRÁGIO 6. por si. II da CF/88”).1. d) Secreto ou sigiloso(de acordo com Alexandre de Moraes “ o voto não deve ser revelado nem por seu autor. é obrigatório o comparecimento às eleições. independentemente da exigência de quaisquer requisitos. a obrigatoriedade formal do comparecimento. cor. a uma expressão restrita. no exercício do direito ao sufrágio. O sufrágio restrito. b)Restrito (segundo Marcelo Alexandrino. . somente. “ressalvados os maiores de setenta anos e os menores de dezoito anos. OBSERVAÇÃO: Possibilidade de eleição indireta do governante (art. poderá ser censitário ou capacitário. idade. 81. “ o voto de cada cidadão tem o mesmo valor no processo eleitoral.. a temporalidade dos mandatos no nosso Estado”). b) Facultativo ( nas palavras de Alexandre de Moraes.equivale. “quando o direito de votar for concedido tão somente àqueles que cumprem determinadas condições fixadas em lei do Estado.2. não há possibilidade de se outorgar procuração para votar”). §4°. social ou econômica – “um homem . um voto”). credo. §2°). i) Persoalidade (“só pode ser exercido pessoalmente. por força do art. h) Periodicidade (“ a Constituição. a obrigatoriedade formal do comparecimento. tais como condições culturais ou econômicas etc). sob pena de pagamento de multa”). posição intelectual. para anular o seu voto ou votar em branco”). portanto. §4°. “os eleitores elegerão. assegurando. f) Direito público subjetivo (“não pode ser abolido.exceção: art. por meio de voto. e) Com valor igual para todos (segundo Alexandre de Moraes. II. g) Liberdade (“comparecendo às eleições. sob pena de pagamento de multa”). ESPÉCIES DE SUFRÁGIO a) Universal (segundo Marcelo Alexandrino. o exercício do direito de sufrágio em seu aspecto ativo (votar)”. 60. o cidadão é livre para a escolha do candidato. sem intermediários. por sua vez. no seu art. é obrigatório o comparecimento às eleições.. 6. ou. ao consagrar o voto cláusula pétrea. com isso. sequer por emenda à Constituição. garante a periodicidade de sua manifestação. 81. “quando o direito de votar a todos os nacionais. seus representantes e governantes”).5. se desejar. independentemente de sexo. c) Direto (de acordo com Alexandre de Moraes. tampouco por terceiro fraudulentamente”). 6. “ressalvados os maiores de setenta anos e os menores de dezoito anos.

para os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República e senador da República. c)Escrutíneo “também é usado para designar o modo de exercício do voto. art. o depósito. vinte e um anos.2)Sufrágio capacitário “é aquele que só outorga o direito de voto aos indivíduos dotados de certas características especiais. b)pleno exercício dos direitos políticos (aquele que teve suspensos ou perdeu seus direitos políticos não dispõe de capacidade eleitoral passiva). notadamente de natureza intelectual”. profissionais. trinta anos.1. a denominada candidatura autônoma ou avulsa. “O prazo de comprovação do domicílio será de no mínimo 1 ano antes da eleição. para os cargos de Governador e Vice-governador de Estado e do Distrito Federal. c)alistamento eleitoral (comprovado pela apresentação do título de eleitor. pelo período mínimo exigido pela legislação eleitoral subconstitucional). englobando a apuração. e não ou do registro ou mesmo da posse). sendo que para Presidente e Vice-Presidente da República exige-se a condição de brasileiro nato (CF. permitindo sua fixação onde o eleitor apresente ligação material ou afetiva com a circunscriação. para vereador. Prefeito. para os cargos de deputado federal. f) filiação partidária (não se admite.§3°. sendo as seguintes: trinta e cinco anos. ESCRUTÍNEO (acepções). Condições de ELEGIBILIDADE (capacidade eleitoral passiva = ser votado nas eleições). comerciais. que deverá ser verificada tendo por referência a data da posse (a não a data do alistamento ou do registro). b. “é um das fases do procedimento eleitoral. patrimoniais. regularmente inscrito perante a Justiça Eleitoral). dezoito anos. 17. Exemplo: voto secreto (coberto ou fechado) ou voto aberto (a descoberto ou público)”. o reconhecimento e a contagem dos votos”. aquele que conta. a abertura. (1 ano antes da data da eleição (pleito).7. 6. Observação: ver os arts. na acepção ampla. nas palavras de Marcelo Alexandrino: “a) nacionalidade brasileira ou condição de equiparado a português. verifica e confere o número de vots”. d)domicílio na circunscrição (o eleitor deverá ser domiciliado no local pelo qual se candidata. e)idade mínima.7.b. . comunitários ou laços familiares”. “ato de contagem de votos. sejam vínculos políticos. §2°. na acepção estrita. Vice-Prefeito e juiz de paz.CAPACIDADE ELEITORAL PASSIVA (direito de candidatura = elegibilidade): direito de ser votado (ELEGIBILIDADE) 6. b)Escrutíneo. deputado estadual ou distrital. isto é. 7. O TSE admite a configuração de domicílio eleitoral de forma ampla. 12. §4° da CRFB/88. donde insurge a figura do escrutinador.1)Sufrágio censitário “é aquele que somente outorga o direito de voto àqueles que preencherem certas qualificações econômicas”. §3°). sem filiação a partido político)”. no Brasil. na visão de Uadi Bulos a)Escrutíneo.

§5° da CRFB/88) a.DIREITOS POLÍTICOS NEGATIVOS são restrições e impedimentos ao exercício dos direitos positivos. alistável. segundo Marcelo Alexandrino. nas palavras de Marcelo Novelino: “1) os analfabetos. . IMPEDIMENTO TOTAL DA CIDADANIA (art.2. b)Hispóteses de inelegibilidade absoluta. os estrangeiros (exceto o português equiparado) e os conscritos. durante o período do serviço militar obrigatório.]”. os Vice-Governadores e os Vice-Prefeitos.1. “poderão candidatar-se ao cargo do titular. 14.7. 14. Não obstante.. a “inelegibilidade relativa consiste em restrições impostas à elegibilidade para alguns cargos eletivos.Proibição de reeleição para o terceiro mandato. embora possam alistar-se e votar (capacidade eleitoral ativa). isto é.1. impede que o cidadão concorra em qualquer eleição.Não há a exigência da desincompatibilização do Chefe do Executivo para candidatar-se à reeleição. não dispõem de capacidade eleitoral passiva (não podem ser eleitos). Inelegibilidade absoluta: a)A inelegibilidade absoluta. desde que seja sucessivo.2. mesmo tendo substituído este no curso do mandato”. . uma vez que a elegibilidade tem por pressuposto a alistabilidade. c)As hipóteses de inelegibilidade absoluta podem ser estabelecidas ao nível infraconstitucional? 8.. que. Hipóteses de INELEBILIDADE RELATIVA a)MOTIVOS FUNCIONAIS (art. 8.Permissão de reeleição para um único período subseqüente. Inelegibilidade relativa Segundo Marcelo Alexandrino. antes.O Vice-Presidente da República.O Vice-Presidente da República. ou mesmo que ele renuncie [. como tais. Análise do dispositivo constitucional (na visão de Marcelo Alexandrino) “. são naõ alistáveis e. logo. 7.1. em razão de situações especiais em que se encontra o cidadão-candidato no momento da eleição”. 15 da CRFB/88). “nada obsta que o Chefe do Executivo solicite ao Poder Legislativo uma licença para poder concorrer à reeleição. inelegíveis”. . a qualquer mandato eletivo”. . IMPEDIMENTO PARCIAL DA CIDADANIA (art.1. os Vice-Governadores e os Vice-Prefeitos poderão ser reeleitos para os mesmos cargos. por um período subseqüente. reeleitos ou não. . §§4° a 9°(outras normas infraconstitucionais mediante lei complementar poderão trazer casos de inelegibilidade da CRFB/88) 8. para ser elegível é imprescindível ser.2. 7. 2) os não alistáveis.

não tenham sucedido ou substituído o titular”.O Vice. . o território de jurisdição do titular. ou eleição indireta pelo Congresso Nacional. à eleição prevista no art.Presidente da República. OBSERVAÇÃO: São aplicadas “as mesmas regras àqueles que tenham substituído os Chefes do Executivo dentro de seis meses anteriores ao pleito eleitoral”.“Não pode aquele que foi titular de dois mandatos sucessivos na Chefia do Executivo vir a candidatar-se. que determina que.“Não pode o Chefe do Executivo.1.2. durante o período imediatamente subseqüente.O Presidente da República. NO CURSO DO MANDATO. 14. que esteja exercendo o segundo mandato eletivo (por reeleição). 14.“O STF admitiu a elegibilidade de ex-prefeito do município-mãe que. temos: “a) o cônjuge. §7° da CRFB/88). . nos seis meses anteriores ao pleito. desde que renunciem aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito (art. os Vice-Governadores e os Vice-Prefeitos podem concorrer a outros cargos. c) o cônjuge. Governador ou Prefeito. vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente. parentes e afins até o segundo grau do Prefeito não poderão candidatar-se a vereador ou Prefeito do mesmo Município.“Não poderá aquele foi titular de dois mandatos sucessivos na chefia do Executivo candidatarse. às pessoas casadas no religioso. b)o cônjuge. Segundo Marcelo Alexandrino. Ver os artigos 79. NÃO AFASTA A INELEGIBILIDADE PREVISTA NO §7° DO ARTIGO 14 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. preservando os seus respectivos mandatos. . o vice assumirá efetiva e definitivamente o exercício da chefia do Executivo. . noventa dias após a abertura da última vaga.. “desde que. Súmula 18 do STF: DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE OU DO VÍNCULO CONJUGAL. se a vacância ocorrer nos últimos dois anos do mandato presidencial”. A inelegibilidade não é aplicada à viúva do Chefe do Executivo. A inelegilidade reflexa não se aplica as seguintes hipóteses: 1. apenas. §6° da CRFB/88). parentes e afins até segundo grau do Presidente da República não poderão candidatar-se a qualquer cargo eletivo no País”. b. . às pessoas que vivem maritalmente com o Chefe do Executivo. PARENTESCO OU AFINIDADE (art. b.“Na hipótese de acorrer a vacância definitiva do cargo de Presidente da República. 14. renunciando seis meses antes do pleito eleitoral.3. 81 da Constituição Federal. deputado estadual. deputado federal e senador pelo próprio Estado e Governador do mesmo Estado). trinta dias depois de aberta a última vaga. . b. §5° da CRGB/88. . e somente poderá candidatar-se a um único período subseqüente”. A INELEGIBILIDADE REFLEXA atinge. ao cargo de vice-chefia do Executivo”. candidatou-se a prefeito do município desmembrado”. os Governadores e os Prefeitos podem concorrer a outros cargos. parentes e afins até segundo grau do Governador não poderão candidatar-se a qualquer cargo no Estado (vereador. no período subseqüente (terceiro período). b)MOTIVOS DE CASAMENTO. far-se-á nova eleição direta. ou com seu irmão. renunciar antes do término desse com o intuito de pleitear nova recondução para o período subseqüente (reeleição para um terceiro mandato subseqüente).

São Paulo: MÉTODO. v. 6ª. Direito Constitucional descomplicado. Denise. são hipóteses de perda dos direitos políticos as hipóteses previstas nos incisos I e IV do art. A inelegibilidade não é aplicada ao cônjuge. 14. 2011. Pedro. Rio de Janeiro: Lumen Juris.LENZA. Marcelo. 15 da CRFB/88. PAULO. §8°. desde que ele pudesse concorrer à sua própria reeleição (isto é. Privação definitiva (perda dos direitos políticos) Para Alexandre de Moraes. Direito Constitucional. PINHO. “Assim. – Rio de Janeiro: Forense. 9. 8. §9° da CRFB/88) 8. Direito Constitucional. Curso de Direito Constitucional. VARGAS. V da CRFB/88) Nas palavras de Marcelo Alexandrino. José Afonso da. Ed. Bernardo Gonçalves. 3 ed.BONAVIDES. São Paulo: Malheiros. são hipóteses de perda dos direitos políticos as hipóteses previstas nos incisos II. – (Coleção sinopses jurídicas. Vicente. Rio de Janeiro: Lumen Juris. FERNANDES. Rio de Janeiro: Forense. 2010. caso em que poderá candidatar-se à reeleição. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Saraiva. SILVA. no final do primeiro mandato)”. suprirá a ausência da prévia filiação partidária o registro da candidatura apresentada pelo partido político e autorizada pelo candidato”. São Paulo: Atlas. . c) INELEGIBILIDADE DE MILITARES (arts. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE ELEITORAL (art. Rodrigo César Rebello. o Tribunal Superior Eleitoral firmou o entendimento de que. Manoel Jorge. 2011. Manual de Direito Constitucional. Da organização do Estado. São Paulo: Revista dos Tribunais. Curso de Direito Constitucional positivo.1. 2010. 2005. d)PREVISÃO EM LEI COMPLEMENTAR (art. Paulo. 3. ALEXANDRINO. II) 8. 9. São Paulo: MÉTODO. São Paulo: Malheiros. e histórico das Constituições.MORAES. 10. 12 §4º. 142. 2009. III e V do art. mesmo que seja na circunscrição. 5. Ed. NOVELINO.2. 4. 6. – São Paulo: Saraiva. seu cônjuge. 18). 14. parentes ou afins até segundo grau poderão candidatar-se a todos os cargos eletivos da circunscrição. 7. dos Poderes. 2009. §3°. 2.. 8. “se o Chefe do Executivo renunciar seis meses antes da eleição. 11 ed. parente ou afim que já possuir mandato eletivo. 16 da CRFB/88) BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.2. 2011. 2011. Direito Constitucional esquematizado. Alexandre. 15 da CRFB/88. em face da vedação à filiação partidária do militar.Segundo o TSE. 15. Marcelo. nessa situação. SILVA E NETO. PRIVAÇÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS (art. Privação temporária (suspensão dos direitos políticos) Para Alexandre de Moraes. . Direito Constitucional.

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