DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.

ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB

DIREITO CONSTITUCIONAL I

PLANO DE AULA

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO DIREITO CONSTITUCIONAL 1. DIREITO 1.1. A CLASSIFICAÇÃO EM “RAMOS DO DIREITO” 1.2. ALOCAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONAL Nas palavras de Alexandre de Moraes, o Direito Constitucional “é um ramo do Direito Público, destacado por ser fundamental à organização e funcionamento do Estado, à articulação dos elementos primários do mesmo e ao estabelecimento das bases da estrutura política”. 1.3. ORIGEM, FORMAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONAL I De acordo com Paulo Bonavides, a origem da expressão Direito Constitucional,
“[...] consagrada há cerca de um século, prende-se ao triunfo político e doutrinário de alguns princípios ideológicos na organização do Estado moderno. Impuseram-se tais princípios desde a Revolução Francesa, entrando a inspirar formas políticas do chamado Estado liberal, Estado de direito ou Estado constitucional”.

1.4. CRIAÇÃO DA 1ª CADEIRA DE DIREITO CONSTITUCIONAL Segundo Paulo Bonavides, o ministro da Instrução Pública, Guizot, determinou a criação da primeira cadeira de Direito Constitucional em 1834. O primeiro mestre a lecionar a Cadeira foi Pelegrino Rossi.
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros, 2005. 2.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 3. FERNANDES, Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 3 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011. 4..MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 8. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009. 9. VARGAS, Denise. Manual de Direito Constitucional. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO

CONSTITUCIONALISMO 1. CONSTITUCIONALISMO 1.1. CONSTITUCIONALISMO (em sentido amplo)

Na visão de Marcelo Novelino, o “[...] constitucionalismo, apesar de ser um termo recente, está ligado a uma ideia bastante antiga: a existência de uma Constituição nos Estados, independentemente do momento histórico ou do regime político adotado [...]”. 1.2. CONSTITUCIONALISMO (em sentido estrito) De acordo com Alexandre de Moraes, a “origem formal do constitucionalismo está ligada às Constituições escritas e rígidas dos Estados Unidos, em 1787 [...]”. Segundo Marcelo Novelino,
“[...] Mais do que uma simples técnica constitucional, o constitucionalismo é uma técnica de liberdade que assegura direitos fundamentais aos cidadãos de modo a impedir sua violação por parte do Estado. No século XIX a teoria das garantias e a teoria do Estado de direito (Rechtsstaat) se uniram ao princípio da separação dos poderes, conferindo ao constitucionalismo sua identidade atual”.

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros, 2005. 2.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 3. FERNANDES, Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 3 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011. 4..MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 8. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009. 9. VARGAS, Denise. Manual de Direito Constitucional. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011.

lato sensu. Ed..Sentido sociológico (defendido por Ferdinand Lassale. de firmar.BONAVIDES. forma de governo e aquisição de poder de governar. FERNANDES.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 1. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 3 ed. .Sentido jurídico.norma posta. 2011. 2005. positivada. à formação dos poderes públicos. mas não contêm matéria de decisão política fundamental”. segundo Pedro Lenza. um grupo de pessoas..1. observa que “. um ser vivo. A concepção de Kelsen toma a palavra Constituição em dois sentidos: no lógico-jurídico e no jurídico-positivo [. 2011. São Paulo: Malheiros. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. de acordo com José Afonso da Silva. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CONCEITO.Sentido político (defendido por Carl Schmitt). Caso isso não ocorresse.CONCEITOS 1..1. 3.4. 1. “[. Paulo. de estabelecer. porém.]”. vida democrática etc). 3. segundo Pedro Lenza..LENZA.. política ou filosófica. Juridicamente. 2. Curso de Direito Constitucional.]”.2..Constituição é. as leis constitucionais seriam os demais dispositivos inseridos no texto do documento constitucional. organização.Quadro explicativo apresentado por Pedro Lenza PLANO LÓGICO-JURÍDICO . o modo pelo qual se constitui uma coisa.fundamento lógico-transcendental da validade da Constituição jurídico-positiva.. ou.3. “[. então. Constituição deve ser entendida como a lei fundamental e suprema de um Estado.plano do suposto .]. PLANO JURÍDICO-POSITIVO . Além disso. ainda. em seu livro “Qué es una Constitución”?).norma fundamental hipotética.. – São Paulo: Saraiva. direitos individuais. sem qualquer pretensão a fundamentação sociológica.] uma Constituição só seria legítima se representasse o efetivo poder social [. Direito Constitucional esquematizado..] só se refere à decisão política fundamental (estrutura e órgãos do Estado. 15. traduzindo o pensamento de Kelsen. caracterizando-se como uma simples “folha de papel” [. Curso de Direito Constitucional. distribuição de competências..”[. Bernardo Gonçalves.Posição de Alexandre de Moraes “Constituição. é a Constituição que individualiza os órgãos competentes para edição de normas jurídicas legislativas ou administrativas”. .] José Afonso da Silva. que contém normas referentes à estruturação do Estado. ela seria ilegítima. .. Pedro.. é o ato de constituir. direitos que deveres dos cidadãos.norma positivada suprema. formação.. 1. puro dever-ser. CLASSIFICAÇÃO e ELEMENTOS 1.. considerada norma pura.4.

PAULO. Manoel Jorge. São Paulo: Malheiros. 2009. Vicente. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas. – Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: MÉTODO. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 8. 5. ALEXANDRINO. São Paulo: MÉTODO. 9. Ed. 2011. 6ª. 2010. 2009. São Paulo: Revista dos Tribunais. Curso de Direito Constitucional positivo. Direito Constitucional. Marcelo. Manual de Direito Constitucional. Direito Constitucional. . NOVELINO. José Afonso da.MORAES. Direito Constitucional descomplicado. Alexandre. 2010. VARGAS. Marcelo.4. 7. SILVA. Rio de Janeiro: Forense. Denise. 6. SILVA E NETO.

]”.. se aproximam das Constituições Outorgadas (e se distanciam das Promulgadas).. em nome dele. entre o princípio monárquico e o princípio da democracia”. de acordo com Pedro Lenza.] surgem através de um pacto. largas. c) Cesarista. sucintas. conferem legitimidade ao documento constitucional) não envolvem o povo e sim algo pronto e acabado (“receita de bolo”) que. pelo agente revolucionário (grupo. eleita diretamente pelo povo.. é aquela constituição fruto de uma Assembleia Nacional Constituinte... ou governante). “[.]... b) Promulgada. no Chile [. De acordo com Bernardo Gonçalves. e a nobreza e a burguesia. atuar. básicas).]”.. “também chamada de democrática. veiculadoras apenas dos princípios fundamentais e estruturais do Estado [. Quanto à EXTENSÃO: a) Sintéticas (concisas.não é propriamente outorgada.2. nas palavras de Uadi Bulos. sumárias.CLASSIFICAÇÃO (tipologia) 1. b) Analíticas (amplas. as Constituições “[. longas. são aquelas em q eu o poder constituinte originário se concentra nas mãos de mais de um titular [....] formada por plebiscito popular sobre um projeto elaborado por um Imperador (plebiscito napoleônico) ou um Ditador (plebiscito de Pinochet. de forças políticas rivais: a realeza debilitada de uma parte. segundo Pedro Lenza. mas tampouco é democrática.]”...1. 1. nascendo. extensas. “elas acabam por exprimir um compromisso instável (frágil).] sem dúvida. prolixas. em franco progresso doutra”. é submetido para digressão popular [. “são aquelas que resultam de um acordo entre o rei (monarca) e o parlamento. ... pois os processos de produção (que obviamente. Buscam desenvolver um equilíbrio não raro instável e precário. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CLASSIFICAÇÃO 1. “seriam aquelas enxutas.. Segundo Paulo Bonavides. d) Pactuadas. desenvolvidas. volumosas. que não recebeu do povo a legitimidade para em nome dele atuar [.. portanto... breves. “são as constituições impostas.. segundo José Afonso da Silva. de forma populista.]”. de acordo com Pedro Lenza..DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. “são aquelas que abordam todos os assuntos que os representantes do povo entenderem fundamentais [. inchadas). ainda que criada com participação popular [.]”. da deliberação da representação legítima popular [. “[. de maneira unilateral..Quanto à ORIGEM: a)Outorgadas. De acordo com Bernardo Gonçalves.]”. segundo Pedro Lenza. votada ou popular..]”.

174. b) Formalmente constitucional. e) Superrígida. nas palavras de Pedro Lenza. segundo Pedro Lenza.. verdadeiras relíquias históricas e que se pretendem eternas. d) Imutáveis. De acordo com Bernardo Gonçalves. à ESTABILIDADE (José Afonso da Silva e Alexandre de Moraes). graníticas ou intocáveis”. Luiz Alberto David Araújo e Vidas Serrano Nunes Júnior). são imutáveis. “será aquele texto que contiver as normas fundamentais e estruturais do Estado. depois de jurada a Constituição do Brazil. segundo Pedro Lenza. Quanto à ALTERABILIDADE (Leda Pereira Mota e Celso Spitzcovsky)... um processo legislativo mais árduo. e portanto. 1.1. nas palavras de Pedro Lenza.. os direitos e garantias fundamentais [. Portanto.. que algum dos seus artigos merece reforma.de acordo com Pedro Lenza. sem dúvida. Quanto ao CONTEÚDO: a) Materialmente constitucional.4.]”. e não o conteúdo de suas normas [. para a sua alteração (daí preferirmos a terminologia alterabilidade). “é aquela constituição que não possui um processo legislativo de alterabilidade mais dificultoso do que o processo legislativo de alteração das normas infraconstitucionais [. mais dificultoso do que o processo de alteração das normas não constitucionais [. 1.]”. na medida em que normas ordinárias não a modificam. “são aquelas constituições que exigem. Exemplo: Carta Imperial de 1824. à CONSISTÊNCIA (Pinto Ferreira). determinava: “Se passados quatro annos. a qual deve ter origem na Câmara dos Deputados. algumas matérias exigem um processo de alteração mais dificultoso do que o exigido para alteração das leis infraconstitucionais. pode ser considerada superrígida. segundo Alexandre de Moraes. art. se fará a proposição por escripto. as cláusulas pétreas... e ser apoiada por terça parte delles”. a) Rígidas. A Carta de 1824. mais solene..] só pode ser modificada por procedimentos especiais que ela no seu corpo prevê. “é aquela escrita ou não em um documento constitucional e que contém as normas tipicamente constitutivas do Estado e da sociedade”. c) Semiflexível ou semirrígida . sendo também denominadas permanentes. Segundo Bernardo Gonçalves. de acordo com Pedro Lenza. à MUTABILIDADE (Michel Temer.]”.. ou seja. Quanto ao modo de ELABORAÇÃO: .5. “[.1.. enquanto outras não requerem tal formalidade [. se conhecer.. “é aquela constituição que é tanto rígida como flexível. “são aquelas constituições inalteráveis.]”. b) Flexível.. quanto à estabilidade será rígida”. previstas na Constituição brasileira de 1988. a organização de seus órgãos.]”. “será aquela constituição que elege como critério o processo de sua formação. a Constituição formal. estando certo que se contrariarem a constituição serão consideradas inconstitucionais.

por uma Assembleia Constituinte [. “constituem-se através de um lento e contínuo processo de formação ao longo da história. reconhecidos pela sociedade como fundamentais.]”.7. “é aquela elaborada de forma esparsa (com documentos e costumes desenvolvidos) no decorrer do tempo.]”.. convenções [.]”. de acordo com Meirelles Teixeira “[.]”.7.8. de ideologias bem declaradas. b) Costumeira.. uma simbiose do texto constitucional com a realidade social....] elaboradas de um só jato. 1..6. reunindo a história e as tradições de um povo [. de dogmas políticos [.... Quanto à FORMA: a) Escrita (instrumental). sendo formadas de várias leis constitucionais [. reflexivamente. b) Históricas.. a constituição conduz os processos de poder (e é tradutora dos anseios de justiça dos cidadãos). portanto.]”. Há. jurisprudência....]”.. b) Eclética. Para Pedro Lenza afirma as Constituições dogmáticas são “[. De acordo com Bernardo Gonçalves..]”. segundo Pedro Lenza. “é aquela formada por uma só ideologia [... Quanto à SISTEMÁTICA (critério sistemático): a) Reduzidas (unitárias). b) Variadas. “[. costumes. “seria aquela formada por ideologias conciliatórias [. e baseia-se nos usos. ao contrário da escrita. racionalmente... segundo Pedro Lenza.]”... de acordo com Bernardo Gonçalves. 1. Quanto à DOGMÁTICA: a) Ortodoxa.. É formada por ‘textos’ esparsos.. não traz as regras em um único texto solene e codificado.. “[. de acordo com Pedro Lenza. na medida em que detentores e destinatários de poder seguem .. segundo Pedro Lenza.. Exemplo: Constituição inglesa. “é aquela escrita e sistematizada em um documento que traz as ideias dominantes (dogmas) em uma determinada sociedade num determinado período (contexto) histórico [. “são aquelas em que há adequação entre o texto constitucional (conteúdo normativo) e a realidade social.] partem de teorias preconcebidas. Quanto à correspondência com a REALIDADE (critério ontológico – essência): a) Constituições normativas. Segundo Bernardo Gonçalves.]”.. de acordo com Pedro Lenza. “seriam aquelas que se distribuiriam em vários textos e documentos esparsos.]”.] seria aquela constituição que. 1. sendo fruto de um contínuo processo de construção e sedimentação do devir histórico [..]”. de planos e sistemas prévios. Ou seja.] seria a constituição formada por um conjunto de regras sistematizadas e organizadas em um único documento. “seriam aquelas que se materializam em um só código básico e sistemático [.. não escrita ou consuetudinária.. estabelecendo as normas fundamentais de um Estado [. 1.a) Dogmáticas.

Esse é o seu caráter educacional. 5. 9. Sem dúvida. Marcelo. 2. de acordo com Bernardo Gonçalves. FERNANDES. PAULO. Constituição Alemã de 1949.. São Paulo: Malheiros. São Paulo: MÉTODO. Detentores do poder fizeram (produziram) o texto diferente da realidade social. Direito Constitucional. Manoel Jorge. apesar de distante do texto. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Direito Constitucional. b)Constituições nominais.]”. Exemplos. entre outras”. Como exemplos. José Afonso da. 15. as Constituições brasileiras de 1934. Pedro. ela pode.. 2009. – Rio de Janeiro: Forense. Curso de Direito Constitucional positivo. Direito Constitucional descomplicado. “são aquelas que traem o significado de constituição (do termo constituição). VARGAS. Porém. São Paulo: MÉTODO. 3 ed. 1988 [. Constituição... é mister deixar consignado que existe um lado positivo nessas Constituições. ALEXANDRINO. é e deve ser entendida como limitação de poder.(respeitam) a constituição. SILVA E NETO. segundo Bernardo Gonçalves. Direito Constitucional esquematizado.BONAVIDES. um dia poderá alcançá-lo. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. 2005. Denise. Curso de Direito Constitucional. Exemplos. 3. mas. São Paulo: Atlas.. Alexandre. 2011. 8. Constituição francesa de 1958. 2010. que. Não há simbiose do texto constitucional com a realidade social. A constituição semântica vem para legitimar o poder autoritário. ao invés de limitar o poder. 2009. jurisprudencial etc). Ed. Rio de Janeiro: Forense. NOVELINO. Constituições brasileiras de 1937 (Getúlio Vargas). Paulo. 2011. servir de “estrela guia” de “fio condutor” a ser observado pelo país.LENZA. São Paulo: Revista dos Tribunais. 1946.. c) Constituições semânticas. A Constituição semântica trai o conceito de constituição. Constituição Americana de 1787. pedagógico. nos dizeres de Löewenstein. o que ocorre é um descompasso do texto com a realidade social (econômica. Ed. se o texto existe. 7. 6. – São Paulo: Saraiva. política. 2010. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Marcelo. Manual de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros. educacional. pois legitima (naturaliza) práticas autoritárias de poder. SILVA.MORAES. Bernardo Gonçalves. 2011. em sua essência. Direito Constitucional. 6ª. 4. 196769 (governo militar)”.]. Curso de Direito Constitucional. Vicente. . “não há adequação do texto constitucional (conteúdo normativo) e a realidade social [.

o poder constituinte “[. de primeiro grau) 3. opúsculo publicado pela Abade Joseph Sièyes. As principais características apresentadas por Pedro Lenza e Marcelo Alexandrino são: ..De acordo com Pedro Lenza. rompendo por completo com a ordem jurídica precedente”. Logo. 1937. “[. Formas de manifestação do poder constituinte originário Segundo Denise Vargas. O que é que ele pede? – Ser alguma coisa. PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO ((inicial.3.] é aquele que instaura uma nova ordem jurídica. modificação ou acréscimo de normas constitucionais (sendo nesta última situação derivado do originário”. Exercício do poder constituinte originário a)Democráticos (poder constituinte legítimo). O que tem sido ele.2. 3ª. mediante supressão. até agora. não há forma predeterminada que o condicione. Conceito Segundo Pedro Lenza.. na ordem política? – Nada.1.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 1967.1. “Qu’est-ce que le tiers état?. não obstante possamos encontrar determinados padrões seguidos ao longo do tempo”.4. 3. 2ª. Exemplos: Constituições de 1824. 2. TEORIA DO PODER CONSTITUINTE 2.] pode ser conceituado como o poder de elaborar (e neste caso será obrigatória) ou atualizar uma Constituição.PODER CONSTITUINTE 1. Exemplos: a manifestação através de uma assembleia nacional constituinte ou convenção. O abade Sieyés começa com o plano de sua obra fazendo três perguntas que são respondidas ao longo da obra: 1ª. inaugural. 3. 3. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO PODER CONSTITUINTE 1.1. b)Autocrático (poder constituinte usurpado). “o poder constituinte não está adstrito a nenhum procedimento específico... 3. O que é o Terceiro Estado? – Tudo.

que é uma norma jurídica. sendo. constituído. secundário.. também. Sua vontade é sempre legal. PODER CONSTITUINTE DERIVADO (instituído. e. limitado e condicionado aos parâmetros a ele impostos”. segundo Denise Vargas. segundo Denise Vargas. 4. segundo Denise Vargas. segundo Denise Vargas. não está jungido a nenhum processo predeterminado para a sua manifestação”. a uma forma preestabelecida na Constituição Federal. Assim. revisão do texto constitucional ou criação de normas constitucionais pelos entes federados”. pois deriva ou se origina de uma autorização da Constituição Federal. Tabela explicativa sobre o poder constituinte derivado apresentada por Denise Vargas CARACTERÍSTICAS DO PODER CONSTITUINTE SECUNDÁRIO “Porque ele deriva da Constituição Federal e não nasce da vontade política soberana do povo”. municipais e distritais”. DERIVADO LIMITADO CONDICIONADO 4. Antes dela e acima dela só existe o direito natural”. pois dá início a um Estado inaugurando o seu ordenamento jurídico. por exemplo. E nas palavras de Carlos Ayres Brito “éle é um poder simultaneamente constituinte e desconstituinte: zera a contabilidade jurídica até então existente e passa a começar tudo de novo”.3.] deve obedecer às regras colocadas e impostas pelo originário. d) incondicionado. eis que não se submete a nenhuma forma de expressão eventualmente pré-existente.” “Porque obedece. Logo. ela é a origem de tudo. NATUREZA JURÍDICA “É UM PODER JURIDICO. b) ilimitado juridicamente. “[. “eis que só ao exercício do poder constituinte cabe determinar quais os termos em que a nova Constituição será estruturada”. o poder constituinte é inicial. “a nação existe antes de tudo. necessitando respeitar as normas jurídicas existentes na Constituição Federal. nesse sentido. f) poder de fato e poder político. e) autônomo.1. Assim. quanto à forma de se manifestar. “o poder constituinte originário é incondicionado. Conceito Nas palavras de Pedro Lenza. na visão do Sieyès.a)inicial. de segundo grau) 4. “Porque encontra limites quanto á matéria jurídica. para serem elaboradas normas constitucionais estaduais. o cria para reforma. deve-se obedecer á forma prevista na CF.2. 4. para emendar a CF. é a própria lei. ele existe porque a Constituição. Limites ao poder reformador .

7. desde que respeitadas as regras limitativas impostas pela Constituição Federal”. 11 do ADCT). 3°. 59. o poder constituinte decorrente. De acordo com Marcelo Alexandrino. c) Limitações circunstanciais. o processo legislativo das emendas (CF. procedimentais ou processuais. de acordo com Marcelo Novelino. 7. votação. Considerando a existência de relevantes debates a respeito de certos temas constitucionais (acerca da forma e regime de governo.3.1.]”. Por se tratar de uma Constituição rígida. segundo Marcelo Novelino. d) Limitações temporais. nas quais a livre manifestação do poder derivado reformador possa ser ameaçada.] O estabelecimento desse processo simplificado de reforma teve razões históricas. de acordo com Marcelo Novelino.. “são limitações consubstanciadas em normas aplicáveis a situações excepcionais. 60) é mais dificultoso que o processo legislativo ordinário (CF. . “podem ser impeditivas de inclusão. há as limitações formais subjetivas que “são relacionadas à competência para propositura de emendas à Constituição” e as limitações formais objetivas que “são referentes ao processo de discussão. A instabilidade institucional provocada por um momento tão delicado poderia ocasionar alterações precipitadas e desnecessárias no texto da LEX MATER”. com a finalidade de assegurar-lhe maior estabilidade. b) Limitações materiais (ou substanciais). relativas ao desenvolvimento dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte de 1988. segundo Marcelo Novelino.. “[. c) Poder constituinte derivado decorrente (art.. por meio de plebiscito).. de extrema gravidade. “[. “[. “consiste na proibição de reforma de determinados dispositivos durante certo período de tempo após a promulgação da Constituição. Na visão de Marcelo Alexandrino. I e 60 da CRFB/88). art. Conceito Segundo Pedro Lenza. cuja decisão terminou por ser legada ao povo brasileiro. por exemplo. aprovação e promulgação das propostas de emenda. PODER CONSTITUINTE DIFUSO OU MATERIAL. b) Poder constituinte derivado revisor (art. 47)”. art.. Espécies de poder constituinte derivado a)Poder constituinte derivado por reforma (arts. alteração ou exclusão de determinados conteúdos no texto constitucional”. só existe nos Estados que adotam a forma federativa – para se auto-organizarem mediante a elaboração de suas constituições estaduais..] pode ser caracterizado como um poder de fato e se manifesta por meio das mutações constitucionais [. evitando-se alterações precipitadas e desnecessárias”. 4. por óbvio..a)Limites formais.. do ADCT).] é aquele atribuído aos Estados-membros de uma federação – poder constituinte decorrente.

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.. Ed. 8. Marcelo. Manoel Jorge. 2011. São Paulo: Malheiros. 2010.LENZA. 2005..BONAVIDES. . ALEXANDRINO. 7. São Paulo: Revista dos Tribunais.. Marcelo. mas sim alterações no significado e sentido interpretativo de um texto constitucional [. 4. 2011. São Paulo: Malheiros. Ed. 9. 5. “palpáveis”.] não seriam alterações “físicas”.. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: MÉTODO. 3. FERNANDES. Direito Constitucional.1. Rio de Janeiro: Forense.MORAES. Bernardo Gonçalves. 6ª. NOVELINO. 2011. Pedro. SILVA E NETO.]”. Alexandre. Direito Constitucional. VARGAS.2. Direito Constitucional descomplicado. 6. Manual de Direito Constitucional.2. Mutação constitucional 7. – São Paulo: Saraiva. Curso de Direito Constitucional positivo. PAULO. 2009. materialmente perceptíveis. SILVA. – Rio de Janeiro: Forense. Denise. José Afonso da. Paulo. 2010. Vicente. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 3 ed.7. Conceito De acordo com Pedro Lenza “[. São Paulo: Atlas. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Direito Constitucional esquematizado. 2009. Direito Constitucional. 15. São Paulo: MÉTODO. 2. Curso de Direito Constitucional.

848/40) foi recebido como lei ordinária). não se falando em inconstitucionalidade superveniente. um ato normativo que deixe de ter previsão no novo ordenamento poderá ser recebido. quando ao fenômeno da recepção: “a)no fenômeno da recepção. a recepção de somente parte de uma lei. contudo. b) a lei. Entendemos. somente por meio de ADPF. i) a recepção ou a revogação acontecem no momento da promulgação do novo texto. contudo. de revogação da lei anterior pela nova Constituição. 2. e) se incompatível.) nesse caso. que o STF poderá modular os efeitos da decisão. RECEPÇÃO 2. É o caso. ou seja. um parágrafo etc. uma mudança de competência legislativa. mas.. só se analisa a compati bilidade material perante a nova Constituição.DIREITO CONSTITUCIONAL INTERTEMPORAL lato sensu 1. por exemplo. declarando o momento a partir de quando a sua decisão passa a valer”. c) como a análise perante o novo ordenamento é somente do ponto de vista material.O que acontece com as normas que foram elaboradas na vigência da Constitucional anterior com o advento de uma nova Constituição? Elas são revogadas? Elas são recepcionadas? Perdem a validade????? 2. 2. a lei anterior será revogada.] nos casos de normas infraconstitucionais produzidas antes da nova Constituição. a técnica de controle ou é pelo sistema difuso ou pelo concentrado. h) é possível. como um artigo. mas.1. Isso porque só se fala em ADI de uma lei editada a partir de 1988 e perante a CF/88 (princípio da contemporaneidade). Características. matéria que era de competência da União pode perfeitamente passar a ser de competência legislativa dos Estados-membros. não se observará qualquer situação de inconstitucionalidade. apenas. ainda. por falta de recepção”. precisa ter compatibilidade formal e material perante a Constituição sob cuja regência foi editada. incompatíveis com as novas regras. do decreto-lei. que não mais existe perante o ordenamento de 1988: o Código Penal (DL n.1. g) é possível. como vimos. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO NOVA CONSTITUIÇÃO E ORDEM JURÍDICA ANTERIOR 1. d) em complemento. para ser recebida. neste último caso. conforme visto no item anterior. “[.. 3. apresentadas por Pedro Lenza.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Segundo Pedro Lenza. uma lei pode ter sido editada como ordinária e ser recebida como complementar.REPRISTINAÇÃO . ainda..2.

PAULO. mas com o status de lei infraconstitucional. Pedro. 2010. 4. Manoel Jorge. 3 ed. a desconstitucionalização é um “[. 2009.. Marcelo.. as normas da Constituição anterior são recepcionadas com o status de norma infraconstitucional pela nova ordem”. José Afonso da. Marcelo..De acordo com o art. ALEXANDRINO.. Direito Constitucional. SILVA E NETO. Rio de Janeiro: Forense. Vicente.. São Paulo: Malheiros.] fenômeno pelo qual as normas da Constituição anterior. 5. Ed. “salvo disposição em contrário. 6ª. 7. NOVELINO. 2010. Por exemplo. e seu §1°. Bernardo Gonçalves. são “[. São Paulo: MÉTODO. art. – São Paulo: Saraiva.FERNANDES. Alexandre. Direito Constitucional esquematizado. a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência”. em razão de seu caráter precário. 2°. §3° da LICC (Lei de Introdução ao Código Civil). Curso de Direito Constitucional positivo. – Rio de Janeiro: Forense. . Rio de Janeiro: Lumen Juris.LENZA.] recebidas por prazo certo. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. “o poder constituinte poderá determinar expressamente. 6. São Paulo: MÉTODO.]”. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 5. SILVA. do ADCT. RECEPÇÃO MATERIAL DE NORMAS CONSTITUCIONAIS De acordo com Pedro Lenza. Ou seja. permanecem em vigor. 2009. São Paulo: Atlas. Direito Constitucional. características marcantes no fenômeno da recepção material de normas constitucionais”. 2011.MORAES. caput. Ed. desde que compatíveis com a nova ordem. a legisl ação infraconstitucional anterior já revogada que ele deseja restaurar [. 2. Direito Constitucional. DESCONSTITUCIONALIZAÇÃO Segundo Pedro Lenza. 2011. Segundo Denise Vargas. Curso de Direito Constitucional. 3. 34. 4. Direito Constitucional descomplicado.. 15.

CLASSIFICAÇÃO QUANTO À EFICÁCIA JURÍDICA 2. §2°). self-enforcing ou self-acting) Para Marcelo Novelino... I. 150. EFICÁCIA SOCIAL De acordo com Marcelo Novelino. §5°. como no caso das leis que criam ou majoram tributos (CF. as que confiram isenções (CF. Algumas normas constitucionais apresentam sérios problemas relativamente a sua efetividade. 1. art. independentemente de norma integrativa infraconstitucional [. b). I a VI) ou prerrogativas (CF.Classificação proposta de JOSÉ AFONSO DA SILVA a)Normas constitucionais de eficácia plena (aplicação direta.] está relacionada à produção concreta de efeitos.1. “[. art. de modo geral. art. 2. vem colada à vigência. Em regra. III. Uma das causas é o fato de a Constituição regular o fenômeno político. com aplicabilidade direta.. “são aquelas normas da Constituição que.. Uma norma é efetiva quando cumpre sua finalidade. a função social para a qual foi criada. NOÇÕES GERAIS 1. imediata e integral) Segundo Pedro Lenza. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS 1. §5°)..DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ou seja. Aproximam-se do a que a doutrina clássica norte-americana chamou de normas autoaplicáveis (self-executing. 19).1.EFICÁCIA JURÍDICA Segundo Marcelo Novelino. ou vedações (CF. 184.] é a aptidão da norma para produzir os efeitos que lhe são próprios. “Pertencem “a esta categoria. Uma norma é eficaz quando capaz de produzir efeitos ou de ser aplicada. art. 128. art.. imunidades (CF. adiada para o futuro. mas “possívelmente não integral”). estão aptas a produzir os seus efeitos. 53 e 150. exceto nas hipóteses em que é diferida.].2. imediata. art. além daquelas que não indiquem processos especiais para a sua execução ou que já se encontrem suficientemente explicitadas na definição dos interesses nelas resguardados”. “[. as normas que contenham proibições (CF. 145. no momento em que entra em vigor. difícil de ser enquadrado dentro de parâmetros jurídicos”. b) Normas constitucionais de eficácia contida (eficácia redutível ou restringível. .

a cuja opção fica a ponderação do tempo e dos meios em que vêm a ser revestidas de plena eficácia (e nisso consiste a discricionariedade). “[. apesar de não terem sido revogados. . 5°.. mais do que comandos-regras.] em vez de regular direta e imediatamente um interesse. bem como suas justificativas e seus grandes objetivos e finalidades”.. “[. não consentem que os cidadãos ou quaisquer cidadãos as invoquem já (ou imediatamente após a entrada em vigor da Constituição). Por exemplo.1.] são os dispositivos da Constituição que.2. poderá a norma infraconstitucional reduzir a sua abrangência”. 2°. produzir todos os seus efeitos. §3°). impondo aos órgãos do Estado uma finalidade a ser cumprida (obrigação de resultado). que subdividem em: c. têm como destinatários primacial – embora não único – o legislador. e consiste em uma certidão de origem e legitimidade do novo texto e uma proclamação de princípios. máxime os direitos sociais. pedindo aos tribunais o seu cumprimento só por si.] são de aplicação diferida. c. É de tradição em nosso Direito Constitucional e nele devem constar os antecedentes e enquadramento histórico da Constituição. conferem elasticidade ao ordenamento constitucional. e não de aplicação ou execução imediata. já efetivaram seus comandos”. o legislador constituinte opta por traçar apenas princípios indicativos dos fins e objetivos do Estado..Segundo Pedro Lenza.. Normas de princípio programático Para Marcelo Novelino. “[.] normas de eficácia limitada que dependem de lei para organizar ou dar estrutura a entidades. Normas de princípio institutivo (ou organizatório). segundo Marcelo Novelino. acompanhadas de conceitos indeterminados ou parcialmente indeterminados”.. aparecem.. apontar os meios a serem adotados. têm mais natureza de expectativas que de verdadeiros direitos subjetivos. pelo que pode haver quem afirme que os direitos que deles constam. PREÂMBULO CONSTITUCIONAL Nas palavras de Alexandre de Moraes.NORMAS CONSTITUCIONAIS ESGOTADA DE EFICÁCIA EXAURIDA E APLICABILIDADE De acordo com Marcelo Novelino. quando da promulgação da nova Constituição (ou diante da introdução de novos preceitos por emendas à Constituição. 3. muitas vezes.” Segundo Jorge de Miranda.. são “[.. sem.. no entanto. órgãos ou instituições previstos na Constituição [. c) Normas constitucionais de eficácia limitada.. explicitam comandos-valores. 3° do ADCT. demonstrando a ruptura com o ordenamento jurídico constitucional anterior e o surgimento de um novo Estado. Tais princípios se distinguem dos anteriores por seus fins e conteúdos. “O preâmbulo de uma Constituição pode ser definido como documento de intenções do diploma. 4. arts. embora “tenham condições de.]’. ou na hipótese do art.

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 2. FERNANDES, Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 3 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011. 3.MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 4. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 5. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 6. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 7. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO PRINCÍPIOS DE HERMENÊUTICA CONSTITUCIONAL 1. PRINCÍPIOS DA INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL a)Princípio da unidade da Constituição, segundo Pedro Lenza, “Constituição deve sempre interpretada em sua globalidade com um todo [...]”. Somando-se a isto, Marcelo Alexandrino expõe as conseqüências práticas do princípio da unidade, quais sejam:
“a) todas as normas contidas na Constituição formal têm igual dignidade – não há hierarquia, relação de subordinação entre os dispositivos da Lei Maior; b) não existem normas constitucionais originárias inconstitucionais – devido à ausência de hierarquia entre os diferentes dispositivos constitucionais, não se pode reconhecer a inconstitucionalidade de uma norma constitucional em face de outra, ainda que delas constitua cláusula pétrea”. c) não existem antinomias normativas verdadeiras entre os dispositivos constitucionais – o texto constitucional deverá ser lido e interpretado de modo harmônico e com participação de seus princípios, eliminando-se com isso eventuais antinomias aparentes”.

b)Princípio do efeito integrador, segundo Marcelo Alexandrino, “[...] o princípio integrador significa que, na resolução dos problemas jurídico-constitucionais, deve-se dar primazia aos critérios ou pontos de vista que favoreçam a integração política e social e reforço da unidade política”. c) Princípio da máxima efetividade, eficiência ou interpretação efetiva, de acordo com Marcelo Alexandrino, “[...] reza que o intérprete deve atribuir à norma constitucional o sentido que lhe dê maior eficácia, mais ampla efetividade social”. d) Princípio da concordância prática ou harmonização, de acordo com Marcelo Alexandrino, tem como fundamento “[...] a ideia de igualdade de valor dos bens constitucionais (ausência de hierarquia entre dispositivos constitucionais) que, no caso de conflito ou concorrência, impede, como solução, a aniquilação de uns pela aplicação dos outros [...]”. e) Princípio da força normativa, de acordo com Marcelo Alexandrino, é elaborado por Konrad Hesse, “[...] o intérprete deve valorizar as soluções que possibilitem a atualização normativa, a eficácia e a permanência da Constituição”. f) Princípio da interpretação conforme a Constituição. Segundo Marcelo Alexandrino,
“[...] impõe que, no caso de normas polissêmicas ou plurissignificativas (que admitem mais de uma interpretação), dê-se preferência à interpretação que lhes compatibilize o sentido com o conteúdo da Constituição”.

Como decorrência desse princípio, temos que: a)dentre as várias possibilidades de interpretação, deve-se escolher a que não seja contrária ao texto da Constituição; b) a regra é a conservação da validade da lei, e não a declaração de sua inconstitucionalidade; uma lei não deve ser declarada inconstitucional quando for possível conferir a ela uma interpretação em conformidade com a Constituição”.

g) Princípio da proporcionalidade ou razoabilidade Princípio da razoabilidade ou proporcionalidade (da proibição de excesso ou devido processo legal em sentido substantivo). a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino, o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha b) Subprincípios ou elementos vinculados ao princípio da razoabilidade: b.1. Adequação (idoneidade ou pertinência), “[...] significa que qualquer medida que o Poder Público adote deve ser adequada à consecução da finalidade objetivada, ou seja, a adoção de um meio deve ter possibilidade de resultar no fim que se pretende obter [..]”. b.2. Necessidade ou exigibilidade “[...]significa que a adoção de uma medida restritiva de direito só é validade se ela for indispensável para a manutenção do próprio ou de outro direito, e somente se não puder ser substituída por outra providência também eficaz, porém menos gravosa[...]”. b.3. Proporcionalidade em sentido estrito”[...] é exercido depois de verificada a adequação e necessidade da medida restritiva de direito. Confirmada a configuração dos dois primeiros elementos, cabe averiguar se os resultados positivos obtidos superam as desvantagens decorrentes da restrição a um ou outro direito[...]”. h) Princípio da justeza ou da conformidade funcional, segundo Marcelo Alexandrino, “estabelece que o órgão encarregado de interpretar a Constituição não pode chegar a um resultado que subverta ou perturbe o esquema organizatóriofuncional estabelecido pelo legislador constituinte”. i)Princípio da supremacia constitucional, de acordo com o STF, ADin, 2.215 – MC/PE, Rel. Min. Celso de Mello, j. em 17.04.2001:
“Sabemos que a supremacia da ordem constitucional traduz princípio essencial que deriva, em nosso sistema de direito positivo, do caráter eminentemente rígido de que se revestem as normas inscritas no estatuto fundamental. Nesse contexto, em que a autoridade normativa da Constituição assume decisivo poder de ordenação e de conformação da atividade estatal – que nela passa a ter o fundamento de sua própria existência, validade e eficácia -, nenhum ato de Governo (Legislativo, Executivo e Judiciário) poderá contrariar-lhe os princípios ou transgredirlhes os preceitos, sob pena de o comportamento dos órgãos do Estado incidir em absoluta desvalia jurídica”.

j) Princípio do conteúdo implícito (Fonte: webaula – Estácio) – “o intérprete deve atentar que a Constituição estabelece comandos que não estão expressos

Curso de Direito Constitucional positivo. NOVELINO. Manoel Jorge. 2. São Paulo: MÉTODO. SILVA E NETO. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 61 da CRFB/88. Marcelo. ALEXANDRINO. 4. Ed. Marcelo. – São Paulo: Saraiva. procurou adequá-las aos ‘comandos constitucionais”. 6. m)Princípio da simetria (Fonte: webaula – Estácio) .LENZA. visto que foram fruto de um processo legislativo que. – Rio de Janeiro: Forense. . Ed. 3. por exemplo: art.MORAES. Direito Constitucional. SILVA. Direito Constitucional esquematizado. caberá por simetria ao Governador os projetos de lei para o aumento do efetivo da Polícia Militar.“uma vez que todas as normas constitucionais emanam da vontade popular e são normas cogentes ou imperativas. Alexandre. Rio de Janeiro: Forense. 2009. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. José Afonso da. Pedro. cabe ao Presidente da República à iniciativa de leis para o aumento do efetivo das forças armadas. Direito Constitucional. FERNANDES. 6ª. em tese. Direito Constitucional descomplicado. mas sim na coerência interna de seus objetivos e fundamentos”. São Paulo: Malheiros. 2009. Vicente. PAULO. l)Princípio da imperatividade das normas constitucionais(Fonte: webaula – Estácio) . Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2010. São Paulo: Atlas. 2010. Direito Constitucional. 5. Curso de Direito Constitucional.explicitamente em seu texto.“princípio de interpretação federativo que busca adequar entre os entes os institutos da Constituição Federal às Constituições e institutos dos Estados-Membros. 2011. 7. São Paulo: MÉTODO. Por exemplo. 2011. 3 ed. Bernardo Gonçalves. n)Princípio da presunção de constitucionalidade das normas constitucionais (Fonte: webaula – Estácio) – “o intérprete deve dar às normas hierarquicamente inferiores à Constituição uma interpretação que as coadune com a Lei Maior. 15. o intérprete deve sempre lhes dar a maior extensão possível”.

Era na verdade.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. é questionável a legalidade daquela Corte. O “Ato de Habilitação” (Ermächtigungsgesetz) e as Leis de Nuremberg. Hans Frank. 1. Segundo George Marmelstein. no qual juízes estavam sendo acusados precisamente por cumprirem a lei: “Um juiz não lei. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB A TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMETAIS 1.. por sua vez. Se. advogado pessoal de Hitler. 1. Não se tratava de um julgamento puramente jurídico. na luta pelos direitos do homem. aprovadas em 1935. proferida pelo Tribunal de Nuremberg. conseguiu com perfeição sintetizar o paradoxo daquele julgamento. no livro Entrevistas de Nuremberg 1. “Os direitos do homem estão acima dos direitos do Estado. onde a dignidade da pessoa humana foi reconhecida como um valor suprapositivo.3. “Há várias críticas.4. O mundo não foi feito para os povos covardes”. o surgimento de uma nova ordem mundial.. uma raça é subjugada.] Deveria Ernest Janning fazer cumprir as leis de seu país ou deveria ter se negado a fazê-las cumprir e se tornado um traidor? Este é o ponto crucial deste julgamento”. Realmente.]. acima da própria lei e do próprio Estado”. formuladas por juristas do mundo todo. que está. O Tribunal de Nuremberg: tribunal de exceção!? “Já pensou quão impossível seria processar por meios legais os atos do hitlerismo”. um Tribunal de Guerra [.2.1.. criado ex post facto. Alega-se que o referido seria um tribunal de exceção. 1. segundo a filósofa Hannah Arendt. Porém. a respeito do Tribunal de Nuremberg. “O advogado de defesa. pois quem não é capaz de lutar pela vida tem o seu fim decretado pela providência. simbolizou. no âmbito jurídico. . A sentença condenatória.. significa isso que ela pesou muito pouco na balança do destino para ter a felicidade de continuar a existir neste mundo terrestre.O NAZISMO 1.1. portanto. Defesa dos nazistas Nas palavras de George Marmelstein.4. apesar de todas as críticas que lhe podem ser imputadas por ter violado princípios básicos do direito penal. porém. já que não havia qualquer base legal prévia capaz de justificar a sua instalação.A banalidade do mal. Adolf Hitler e sua autobiografia Mein Kampf (“Minha luta”).nazismo – que praticou diversos crimes contra a humanidade. o que estava em jogo era a condenação de um regime . Ele faz cumprir as leis de seu país [.

a Constituição de 1934. c) Direitos fundamentais de TERCEIRA dimensão ou geração por fim. BIBLIOGRAFIA: 1. EVOLUÇÃO DOS DIREITOS “DIMENSÕES” DE DIREITOS) FUNDAMENTAIS (“GERAÇÕES” OU 1. por meio da manipulação do patrimônio genético”. 2. que tiveram origem com as revoluções burguesas. de acordo com Pedro Lenza. em especial o direito ao desenvolvimento. . inspirado nas cores da bandeira francesa. A teoria de Vasak traz o rol dos seguintes direitos de 3ª dimensão: a)direito ao desenvolvimento. 3 ed.MIRANDA. b) Direitos fundamentais de SEGUNDA dimensão ou geração. 2010. fundamentados na liberdade (liberte). de 1948. . sociais e culturais. é possível destacar os seguintes documentos históricos: Constituição do México (1917). Marcelo. 5. “ referida geração de direitos decorreria dos avanços no campo de engenharia genética. Bernardo Gonçalves. Direito Constitucional. 1997.MORAES. 6.MARMELSTEIN. 15. de 1919. Curso de direitos fundamentais. Rio de Janeiro: Lumen Juris. a última geração seria a dos direitos de solidariedade. que ganhou a força após a Segunda Guerra Mundial. Para o doutrinador. e) Direitos fundamentais da QUINTA dimensão ou geração O doutrinador Paulo Bonavides assevera que o direito de 5ª dimensão relaciona-se com o direito à paz. Karel Vasak elaborou a “teoria das gerações dos direitos”.Constituição de Weimar (Constituição da primeira república alemã).3. George. – São Paulo: Saraiva. FERNANDES.6. São Paulo: MÉTODO.No Brasil. por sua vez. baseados na igualdade (igualité). seria a dos direitos econômicos.. 3. 2011. Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense. . 2009. 2011. Curso de Direito Constitucional. e) direito de comunicação. d) Direitos fundamentais de QUARTA dimensão ou geração. impulsionados pela Revolução Industrial epelos problemas sociais por ela causados. ao colocarem em risco a própria existência humana. 2ª. ed. Pedro. c) direito ao meio ambiente. . NOVELINO. 4. b) direito à paz.Tratado de Versailles (1919). coroando a tríade com a fraternidade (fraternité).LENZA. entendida como viés da democracia participativa ou supremo direito da humanidade. Alexandre. Ed. São Paulo: Atlas. Manual de Direito Constitucional. Direito Constitucional esquematizado. Coimbra: Coimbra. 2010. d) direito de propriedade sobre o patrimônio comum da humanidade. Ed. a) Direitos fundamentais de PRIMEIRA dimensão ou geração seriam os direitos civis e políticos. à paz e ao meio ambiente. especialmente após a Declaração Universal dos Direitos Humanos. na Alemanha. – São Paulo: Atlas.

São Paulo: Saraiva. 8.SARMENTO. São Paulo: Malheiros. – (Coleção curso & concurso. 6ª. Curso de Direito Constitucional positivo. José Afonso da. ALEXANDRINO. São Paulo: MÉTODO.76. 2009. SILVA. Direitos Humanos. SILVA E NETO. 9. Marcelo. Direito Constitucional. . Vicente. – Rio de Janeiro: Forense. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). Ed. George. 2011. 2009. Rio de Janeiro: Lumen Juris. PAULO. v. Manoel Jorge. Direito Constitucional descomplicado. 7.

5º.1. a vida privada.. USO BANALIZADO DA EXPRESSÃO “direitos fundamentais” 1.1. São direitos que vigoram numa determinada ordem jurídica.1.. sendo. Há. inseridas em documentos de direito internacional”. “ [. assegurado o direito à indenização por dano material ou moral decorrente de sua violação”. mesmo tais tipos de garantias não outorgam direitos subjetivos aos indivíduos. 1. enunciados em que ambos estão no mesmo texto.2.] para designar pretensões de respeito à pessoa humana. ”A Constituição de 1988 não estabelece a separação metodológica entre direitos e garantias.2.]” 2. a expressão direito fundamental é utilizada para “[. Exemplos de instituições é a família (art. frente ao Estado. As garantias possibilitam que os indivíduos façam valer.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc.] designar os direitos relacionados às pessoas. as garantias fundamentais “são estabelecidas pelo texto constitucional como instrumentos de proteção dos direitos fundamentais. Na visão de Gonçalves. por isso. garantias fundamentais e garantias fundamentais 1. as duas estão entrelaçadas. Podemos mencionar como exemplo desse fenômeno o inciso X: “são invioláveis a intimidade. Conforme Marcelo Alexandrino. 1..1.2.. em regra. a fim de que sejam preservadas as suas características substantivas básicas. A classificação ganhou disseminação na doutrina de Paulo Bonavides. como acontece com as garantias fundamentais [. De acordo com Bernardo Gonçalves. a expressão direito humano é empregada. Segundo Marcelo Alexandrino. reportando-se a Carl Schmitt. direitos fundamentais. pois são assegurados na medida em que o Estado os estabelece”.1. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS 1. as garantias institucionais “são aquelas que desempenham uma função de proteção de “bens jurídicos” indispensáveis à preservação de certos valores reputados essenciais por uma sociedade.3. Distinção entre direitos humanos. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 2.. até mesmo. 207 CR/1988). inscritos em textos normativos de cada Estado. Conforme Marcelo Alexandrino. Segundo Alexandre de Moraes e Bernardo Gonçalves são principais características dos direitos fundamentais são as seguintes: .. 1. garantidos e limitados no espaço e no tempo. os seus direitos fundamentais [. No art..4. Por isso.. a honra e a imagem das pessoas.]”. Aqui a tutela jus fundamental se volta para proteção das instituições.

possuem diversas interseções para atingirem suas finalidades. a ideia de dignidade humana está relacionada aos seguintes atributos: “a) respeito à autonomia da vontade. d) inviolabilidade (“impossibilidade de sua não observância por disposições infraconstitucionais ou por atos das autoridades públicas”). sexo. 3. 3. compartilhando da tese de Bobbio. b) inalienabilidade (“não há possibilidade de transferência dos direitos fundamentais a outrem”). e) universalidade (“devem abranger todos os indivíduos. os direitos fundamentais “possuem um inegável conteúdo ético (aspecto material). f) efetividade (“a atuação do Poder Público deve ter por escopo garantir a efetivação dos direitos fundamentais”).] não haveria possibilidade de absolutização de um direito fundamental (“ilimitação” de seu manuseio) pois ele encontraria limites em outros direitos tão fundamentais quanto ele”. b) relatividade significa que ”[. raça. bem como à previsão de prisão somente por flagrante delito ou por ordem da autoridade judicial”). Afinal. b) respeito à integridade física e moral. d) garantia do mínimo existencial”. em um ambiente de opressão não há espaço para vida digna”. CONTEÚDO NORMATIVO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) De acordo com George Marmelstein. independentemente de sua nacionalidade.. eles estão intimamente ligados à idéia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder. .“a) imprescritibilidade (“os direitos fundamentais não desaparecem pelo decurso do tempo”). segundo “Gilmar Mendes. assim. a liberdade de locomoção está intimamente ligada à garantia do habeas corpus. permitindo a introdução de novos “remédios” de acordo com o próprio surgimento de novas ameaças. h) historicidade. entretanto. Portanto eles vão se ‘adequado’ a novos contextos”. c) não coisificação do ser humano. credo ou convicção político-filosófica”).2. os direitos fundamentais não podem ser objeto de renúncia”). Nesse contexto. por profundo processo de evolução ao longo da história da humanidade.1. c) irrenunciabilidade (“em regra. Eles são os valores básicos para uma vida digna em sociedade. g) interdependência (“as várias previsões constitucionais. apesar de autônomas. b) Para George Marmestein. CONTEÚDO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 3. afirma que os direitos fundamentais passam. CONTEÚDO ÉTICO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) Nas palavras de George Marmelstein..

por força do já citado art. pode-se dizer que não há direitos fundamentais decorrentes da lei. Nesse sentido.. a idade. A lei.. A fonte primária dos direitos fundamentais é a Constituição. Os nascituros Nas palavras de George Marmelstein. a condição financeira. já que existem diversos direitos fundamentais positivados de forma implícita (não escrita). §2°. não importando a cor da pele. pode ser titular de direitos fundamentais. o Habeas Corpus 32.. DIREITOS FUNDAMENTAIS IMPLÍCITOS Nas palavras de George Marmelstein. Não é necessário sequer que a pessoa seja plenamente capaz. já que eles são seres humanos em potencial. Do mesmo modo. em regra. sob o aspecto jurídico-normativo.] Não se deve confundir norma positivada com norma escrita.. merece ser citado um curioso caso no qual a Comissão de Ex-Presos Políticos de São Paulo reconheceu o direito à indenização a uma pessoa que havia sofrido torturas quando ainda estava na barriga da mãe durante o regime militar..159/RJ. que decorrem do sistema constitucional como um todo. impetrado em favor de um nascituro.]. intimamente ligadas à ideia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder. 5°. portador de deficiência mental etc”. somente podem ser considerados como direitos fundamentais aqueles valores que forem incorporados ao ordenamento constitucional de determinado país. ou seja. merece menção. disciplinar o exercício do direito fundamental.. idoso. quando muito irá densificar. 7. a nacionalidade ou qualquer outro atributo. “[. “[. 4. “Qualquer pessoa. a título de curiosidade.] são normas jurídicas.1. por exemplo. CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS Na visão de George Marmelstein... nunca criá-lo diretamente”.. DESTINATÁRIOS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS De acordo com George Marmelstein.]”..“[. 7. por sua importância axiológica. que. fundamentam e legitimam todo o ordenamento jurídico”. da Constituição de 1988 [. a opção sexual.] mesmo os nascituros (fetos e embriões) são protegidos pelo ordenamento jurídico-constitucional. que foi conhecido e deferido pelo Superior Tribunal de Justiça para proteger o seu direito de nascer”. Dentro dessa concepção. os direitos fundamentais “[. DIREITOS FUNDAMENTAIS COMO DIREITOS POSITIVADOS 6. positivadas no plano constitucional de determinado Estado Democrático de Direito. 5. . Pode ser menor de idade.

No acórdão. ficou ementado que a honra e a imagem “permanecem perenemente lembradas nas memórias. Isso não significa dizer. que os filhos do famoso jogador seriam parte legítima para defender o direito à honra e à imagem do pai falecido. naquilo em que for compatível com a sua natureza [. TRATAMENTO GRATUITO PARA ESTRANGEIROS.. . existem alguns direitos fundamentais que são restritos às presidiárias. contudo. Os direitos que se projetam mesmo após a morte. que não possam exigir direitos fundamentais cuja titularidade é restrita a determinada categoria de pessoas.2. que havia sido retratado de forma supostamente decadente na biografia Estrela solitária um brasileiro chamado Garrincha. “Já que as pessoas jurídicas foram mencionadas.3.4. Titularidade dos direitos sociais Segundo George Marmelstein. Por outro lado. “Até mesmo o estrangeiro em situação irregular no País encontra -se protegido e a ele são assegurados os direitos e garantias fundamentais (TRF 4ª. Os estrangeiros não residentes e o princípio da dignidade humana “SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE. j. ART. por exemplo [. como o direito de propriedade. no Caso Garrincha. 5° DA CF. como bens imortais que se prolongam para além da vida”. 7.]. TRANSPLANTE DE MEDULA. Direitos fundamentais com titularidade restrita Segundo George Marmelstein. 7. Há. deve -se reconhecer que elas também podem ser titulares de direitos fundamentais. o direito à livre iniciativa e os direitos de caráter fiscal (garantias constitucionais do contribuinte)”. aos idosos e às mulheres.. ainda.]”. escrito por Ruy Castro. As pessoas jurídicas como titulares de direitos fundamentais Segundo George Marmelstein..2. ao nome.7. alguns direitos restritos aos portadores de deficiência. Por exemplo. 29/8/2006).. como o direito à imagem. Nas palavras de George Marmelstein. 7.5.. 7. entre outros. “o exercício do direito fundamental independe de qualquer requisito.] entendeu-se. é possível reconhecer que as empresas são capazes de ser titulares de direitos ligados a sua atividade econômica. Região. à honra. AG 2005040132106)/PR.. “[.

em . a doutrina e jurisprudência alemã. de educação etc..2. em um discurso feito perante produtores e distribuidores da indústria cinematográfica. presidente do clube de imprensa de Hamburgo. Desse modo. a referente aos particulares nas relações com outros particulares não numa relação de horizontabilidade. 8. a partir da década de 50 passam a reconhecer a aplicação dos direitos fundamentais nas relações privadas..2.]”.. assistência social etc. justamente. É interessante registrarmos. os direitos fundamentais representavam limites ao exercício do poder do Estado. Este se tornou uma verdadeira referência não só na Alemanha no que diz respeito à aplicação dos direitos fundamentais nas relações privadas.]”. todas as pessoas podem ser titulares dos direitos sociais.. No entanto. “Na formulação clássica dos direitos fundamentais. mas sim.“Na verdade. o Estado somente é obrigado a disponibilizar os serviços de saúde. Um resumo do caso pode ser assim descrito: em 1950 Erich Lüth. de verticalidade. Eficácia vertical dos direitos fundamentais De acordo com Bernardo Gonçalves. EFICÁCIA VERTICAL FUNDAMENTAIS E EFICÁCIA HORIZONTAL DOS DIREITOS 8.1. Essa seria. visto que em determinadas hipóteses (casos concretos) os particulares não estão em relação horizontabilidade devido à discrepância de uns em relação os outros.] o termo direitos fundamentais nas relações privadas é o mais adequado. que alguns doutrinadores. teríamos a eficácia diagonal dos direitos fundamentais (e não horizontal) apesar da relação ser entre particulares”. e particular. “O Tribunal Constitucional Alemão debateu e enfrentou o tema da eficácia dos direitos fundamentais nas relações privadas no famoso caso Lüth (1958). 8. falam em “eficácia desigual dos direitos fundamentais”. um particular (por exemplo com grande poderio econômico) em relação a outro (por exemplo: hiposuficiente). de um lado... Eficácia horizontal dos direitos fundamentais Segundo Daniel Sarmento.1.]. Nestes termos. apenas as pessoas que não podem pagar pelos serviços de saúde. 8. ou seja. de outro [. atualmente. educação. de modo a barrar ação usurpadora desde nas suas relações com os particulares [. podem. a relação que se dá entre Estado. defendeu que fosse realizado um boicote ao filme Unsterbiliche Gelibte (Amante imortal) dirigido por Veit Harlam. de matriz eminentemente liberal. Marco histórico do nascimento da teoria da eficácia horizontal dos direitos fundamentais De acordo com Bernardo Gonçalves. exigir juridicamente o cumprimento da norma constitucional [. em dadas circunstâncias. “[.. Nesse sentido..

Direito Constitucional. 15. ALEXANDRINO.LENZA. 2011. São Paulo: Atlas. ed. A produtora do filme de Harlam recorreu ao Tribunal de Hamburgo com o objetivo de que fosse determinado a Lüth que cessasse a conclamação ao boicote. que por sua vez reformou a sentença entendendo ter havido violação ao direito fundamental de Lüth à liberdade de expressão. – (Coleção curso & concurso. cause danos dolosamente a outro. A demanda foi acolhida pelo Tribunal. É bom que se diga que nesse caso a Corte adotou a tese da eficácia indireta ou mediata”. Ed. José Afonso da.MIRANDA. 8. George. Marcelo. . Ocorreu em virtude de tal decisão recurso por parte de Lüth perante a Corte Constitucional. 6ª.SARMENTO. SILVA E NETO. 2009. de modo contrário aos bons costumes. 6.MORAES. Curso de direitos fundamentais. São Paulo: MÉTODO. Rio de Janeiro: Lumen Juris. FERNANDES. Alexandre. Jorge. 6° a 11. São Paulo: MÉTODO. Direito Constitucional descomplicado. 9. 7. Manoel Jorge.CLASSIFICAÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 a) Direitos individuais e coletivos: art. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). 2ª. Direito Constitucional. 17. Rio de Janeiro: Forense. 2010. b) Direitos sociais: art. 5. com fundamento no art. 12. Marcelo. e e) Direitos de organização em partidos políticos: art. PAULO. 2011. 826 do Código Civil (quem. George. São Paulo: Saraiva. 2010. 5. Direitos Humanos. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2009. d) Direitos políticos: art. SILVA. – São Paulo: Saraiva. 9. 3. BIBLIOGRAFIA: 1. está obrigado a reparar o dano). 4. 1997. Ed. Coimbra: Coimbra. Vicente. São Paulo: Malheiros. 2009. – Rio de Janeiro: Forense. Ed. 14 a art. 16. NOVELINO. Direito Constitucional esquematizado. Curso de Direito Constitucional. 3 ed. v. Bernardo Gonçalves. Pedro. Curso de Direito Constitucional positivo. Direito Constitucional. Manual de Direito Constitucional. 5°. 2011. c) Direitos de nacionalidade: art.virtude de o cineasta ter elaborado filmes de conotação antissemita na época nazista de Hitler. 2.. – São Paulo: Atlas.MARMELSTEIN.

II – se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou. ABORTO 3.1.2. 2. Não se confunde com a irrenunciabilidade.1. PENA DE MORTE 4. Direito à vida: dupla acepção. caput).1. b) Código Penal (art. o Código Civil (art. 2. 5°.Posição do Brasil. art. a) Caso Manuel da Mota Coqueiro: última pena de morte aplicada no Brasil foi em 06 de março de 1885. a) direito a permanecer vivo. 3.DISTINÇÃO ENTRE INVIOLABILIDADE E IRRENUNCIABILIDADE Nas palavras de Marcelo Novelino.2. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO À VIDA 1.2. b) direito a uma existência digna (CF. a inviolabilidade “consiste na proteção contra violações por parte de terceiros. De acordo com Marcelo Novelino. O Brasil e a aplicação da pena de morte. O direito à vida é um direito absoluto? 3. afirma que . quando incapaz. a qual atinge a própria pessoa envolvida. a proibição de insuficiência “ocorre quando as medidas legislativas adotadas não são suficientes para garantir uma proteção constitucionalmente adequada aos direitos fundamentais”. Segundo George Marmelstein. a partir da Wilipédia. art. 2. de seu representante legal”. “Art. Proibição de insuficiência e a questão da legalização do aborto. impedindo-a de abrir mão deste direito”. Não se pude o aborto praticado por médico: I – se não há outro meio de salvar a vida da gestante. 4. 128. a) . 170).A INVIOLABILIDADE DO DIREITO À VIDA (CF. Segundo George Marmelstein. I e II).DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 2°) foi influenciado pela tradição cristã. 128.

A sua execução ocorreu às 2 horas da tarde e. por exemplo: traição. motim. b) Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art. rendição. contados a partir da data de congelamento”. ou que. que permite. ed..2. – São Paulo: Saraiva. como não se ouviu seu pescoço quebrar. 4. George. covardia.510: “[. a. 5. BIBLIOGRAFIA: 1. PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO 5. causando-lhe sofrimento físico ou mental”. 84) c) Código Penal Militar (art.1. julgou improcedente pedido formulado em ação direta de inconstitucionalidade proposta pelo ProcuradorGeral da República contra o art. Manual de Direito Constitucional. 2009. na data da publicação desta Lei. o carrasco subiu nele colocando os pés em seus ombros e forçou até que se ouvisse o alto estalar da coluna vertebral se rompendo”. deserção em presença do inimigo. 15. atendidas as seguintes condições: I – sejam embriões inviáveis. 5. 3 ed. gritou com voz trêmula que era inocente e jogou uma maldição sobre a cidade. seu corpo foi posto a pender no vazio e. Após sua execução em 6 de março de 1885 por enforcamento. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL À TORTURA (art.LENZA. foi descoberto sua inocência. A tortura se caracteriza na conduta de “constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça. fuga em presença do inimigo. para fins de pesquisa e terapia. ao ser indagado por sua última vontade.] o Tribunal. Rio de Janeiro: Lumen Juris..1. Após isso.1) Nos termos da ADI nº 3. e estabelece condições para essa utilização” . Bernardo Gonçalves.455/97). que ‘teria 100 anos de atraso pela injustiça que estava sendo feito a ele’. “permitiu. 1997. 3. Jorge. acusado de mandar matar Francisco Bennedito da Silva e sua família.105/2005 (Lei da Biossegurança). 5° da Lei federal 11.105/2005).MARMELSTEIN. Ed. segundo George Marmelstein. Pedro. Curso de direitos fundamentais. III e XLIII da CRFB/88) 6. 5°. a) Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn 3510/DF).. por maioria. fato que fez com que o então imperador Dom Pedro II convertesse todas as sentenças de morte em prisão perpétua. art.“Manuel da Mota Coqueiro entrou para a história como o último indivíduo condenado à pena de morte no Brasil. A Lei n° 11. 2011. Informativo 497. espionagem. 5°. 56) prevê a aplicação da pena de morte. a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento. já congelados na data da publicação desta Lei. 2011. FERNANDES. ou II – sejam embriões congelados há 3 (três) anos ou mais. . 2ª. 6. revolta ou conspiração.MIRANDA. Curso de Direito Constitucional. a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não usados no respectivo procedimento. – São Paulo: Atlas.105/2005 (Lei da Biossegurança). Coimbra: Coimbra. Tipificação da conduta (Lei n° 9. para fins de pesquisa e terapia. Direito Constitucional esquematizado. 2. Ed. depois de completarem 3 (três) anos. Posição do STF e a constitucionalidade da Lei de Biossegurança (Lei n° 11.

6. Direitos Humanos. Marcelo.SARMENTO. Direito Constitucional. 2009. 9. George.5. São Paulo: Atlas. 2010. Vicente. São Paulo: MÉTODO. 8. PAULO. Rio de Janeiro: Lumen Juris. . Direito Constitucional. 2010. 6ª. José Afonso da. Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional. Ed. Manoel Jorge. 2009. São Paulo: Saraiva. 7. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). São Paulo: MÉTODO. Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. Curso de Direito Constitucional positivo. 2011.MORAES. NOVELINO. ALEXANDRINO. SILVA E NETO. v. – (Coleção curso & concurso. SILVA. Alexandre. São Paulo: Malheiros. – Rio de Janeiro: Forense. 5.

pensando em melhorar as condições de vida daquele que precisa de auxílio”. impedindo que.1.AÇÕES AFIRMATIVAS 5. c) fim constitucionalmente consagrado. 2..O PRINCÍPIO DA ISONOMIA 1. 5. em regra. etnia) ou de uma hipossuficiência.. Igualdade perante a lei “dirige-se principalmente aos intérpretes e aplicadores da lei.] é a discriminação para o bem. que desrespeita o outro. visando à redução de desigualdades decorrentes de discriminações (raça. “[. Discriminação negativa.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Normas constitucionais .] consistem em políticas públicas ou programas privados desenvolvidos. 2. ao concretizar um comando jurídico. eles dispensem tratamento distinto a quem a lei considerou iguais”. com caráter temporário. eu desconsidera o próximo pela simples vontade de menosprezar”. que retira vantagens sem motivos plausíveis. O sistema de cotas 6.]”. segundo Marmelstein.. tratando-o desigualmente para dar-lhes iguais oportunidades.. que procura ajudar o semelhante. econômica (classe social) ou física (deficiência). “[.1.DIREITO À IGUALDADE 4.O princípio da isonomia: a) elemento discriminador.] é a discriminação para o mal. b) justificativa racional..Discriminação positiva.. IGUALDADE NA LEI E IGUALDADE PERANTE A LEI 2. 1.1. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO À IGUALDADE 1.2. de acordo com Marmelstein. por meio da concessão de algum tipo de vantagem compensatória de tais condições”. 4. 5.2.Interpretação da expressão “sem distinção de qualquer natureza”. a quem é vedado valer-se da lei para estabelecer tratamento discriminatório entre pessoas que mereçam idêntico tratamento [. Conceito De acordo com Marcelo Novelino.2. que prejudica por preconceito. “[..2. 4.1. Igualdade na lei “tem por destinatário precípuo o legislador.

5°. José Afonso da. PAULO.MARMELSTEIN. – Rio de Janeiro: Forense.. Direito Constitucional descomplicado. 5. Vicente.MIRANDA. art. XXX. . v. II. Ed. ed.SARMENTO. §5°). Curso de Direito Constitucional positivo. b) direito à licença-gestação para a mulher em período superior ao do homem (art. São Paulo: Saraiva. Ed. 15. Bernardo Gonçalves. Súmula 683 do STF . 8. Curso de direitos fundamentais. Pedro. 12. 5°. d) Igualdade entre homens e mulheres (CRFB/88. Manoel Jorge. art 40). George. Jorge. XXX. São Paulo: Malheiros. Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: MÉTODO. FERNANDES. a e b). São Paulo: Atlas. 2. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). São Paulo: MÉTODO. Direito Constitucional. ALEXANDRINO. 7°. art. 2009. 3 ed. Ed. da Constituição. – São Paulo: Saraiva. 7°. 10. c) direito de aposentadoria por idade e tempo de serviço mais curto que o dos homens (art. SILVA. Marcelo. NOVELINO. – São Paulo: Atlas. art. art. SILVA E NETO. 2010. 4. Direito Constitucional. Direitos Humanos. 5°. Coimbra: Coimbra. George. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 7. §3°). Rio de Janeiro: Lumen Juris. 40. Marcelo. 2011. 6. Direito Constitucional. Alexandre. Curso de Direito Constitucional. 77. 2009. – (Coleção curso & concurso. 2009. 1997. L).MORAES. 2011..O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. 7°. Manual de Direito Constitucional. Direito Constitucional esquematizado. g) Proibição ao racismo (CRFB/88. f) Reserva de cargos (CRFB/88. 9. 2010. 2011. XVIII e XIX). XLII).XXX. e) Critérios de admissão em concursos públicos (CF. BIBLIOGRAFIA: 1.a) direito de as presidiárias permanecerem com seus filhos durante o período de amamentação (art. art. 3. art. quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido. I . 37. art. 6ª. 7°.LENZA. 2ª.

1997. Exemplos de reserva legal. a partir da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art.. São Paulo: Atlas. 6. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 8. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense. Alexandre. §1° do art. De acordo com Denise Vargas. São Paulo: MÉTODO.1. art. II). 1. São Paulo: Malheiros. XIII. art. 5. Manual de Direito Constitucional.2. NOVELINO. 4. 173). v.2. 2009. Assim. São Paulo: Saraiva. “há matérias que estão reservadas a determinadas espécies normativas criadas apenas pelo Legislativo. 9. 2.MORAES. 3. SILVA. 5°. 2010. BIBLIOGRAFIA: 1. 2. 2ª.MIRANDA. Ed. Curso de direitos fundamentais. – São Paulo: Saraiva. Direito Constitucional.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.SARMENTO. ed. Marcelo.-LENZA. Curso de Direito Constitucional positivo. 5°.]”. ALEXANDRINO. PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL 2. Coimbra: Coimbra.MARMELSTEIN. . – São Paulo: Atlas. 7.. Direito Constitucional esquematizado.PRINCÍPIO DA LEGALIDADE (CRFB/88. XVIII. Ed. a fixação de indenização para o trabalhador despedido sem justa causa é matéria reservada tão somente à lei complementar (art. Ed. 2. PAULO. de forma abstrata e geral. XIX e §3. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). Vicente. 15. 1. São Paulo: MÉTODO. 2010. – Rio de Janeiro: Forense.1. 7°. SILVA E NETO. 2011. José Afonso da. George. Pedro. Jorge. O Estado e o governo sub lege e per lege. Direitos Humanos.. 6ª. A autonomia de vontade. 2009. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 PRINCÍPIO DA LEGALIDADE 1. Direito Constitucional descomplicado. 37. I. Manoel Jorge. George. 2009. Marcelo. por exemplo. – (Coleção curso & concurso. Direito Constitucional. I) [. 2011.

. “. Restrições ao direito de locomoção: a) estado de sítio.2002.. Respeito à autonomia de vontade: proteção implícita ou expressa na Constituição Federal de 1988. Se isso não ocorre. XV. não raro. julgamento em 10.1.2002. DJ 16. Celso de Mello.DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE De acordo com Marcelo Novelino. V).10. 3. Rel. arbitrariedade. a noção de liberdade não deve ser associada. 1. A liberdade de pensamento e a vedação do anonimato (art.1. 1.] para o STF. LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO (art.369. mas sim a ideia de responsabilidade.2005. 1. na medida em que a proibição do anonimato visa a permitir que o autor de escritos ou publicações se exponha às conseqüências de eventuais excessos. LXVIII) 2. deve começar pela identificação. Min. quem se manifesta por meio de imprensa escrita ou falada.957.10. 5°. s de liberdade. 5°.1. DJ .. convencer os outros de suas ideias”. que serve como limite ao seu exercício”..05. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE 1. De acordo com Otávio Piva. a responsabilidade pela manifestação é da direção da empresa que publicou ou transmitiu”. “[. 3.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 5°. 3. b) penas restritivas. Núcleo do valor liberdade: AUTONOMIA DA VONTADE.1. Inq. Ele quer expressá-las e. c) regulamentações dos poderes públicos.1. voto do Min.1. julgamento em 11. b) STF.1. 2. LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO DE PENSAMENTO (art. Posição do Supremo Tribunal Federal a) MS 24. “o homem não se contenta apenas em ter suas próprias opiniões. LXI. IV) De acordo com Marcelo Novelino. Celso de Mello.

usando como fundamento o art. 5° da Constituição da República. 9. salvo quando tais documentos forem produzidos pelo acusado. no ano de 1948 (RT 244/629). “Todos estão legitimados para fazer petições aos poder es públicos – cidadãos e pessoas jurídicas – seja para defender interesses personalíssimos. precisamente. de 1916”. no inciso IV do art.DANO MORAL E DANO MATERIAL (CRFB/88. Formas de manifestação de pensamento (discursos falados. 4. sobre a importância da liberdade de expressão. quando constituírem. Legitimados De acordo com George Sarmento. manifestações artísticas. “.1. “O STF entendeu que um dos fundamentos que afastam a possibilidade de utilização da denúncia anônima como ato formal de instauração do procedimento investigatório reside. sátira. a imediata instauração da persecutio criminis.1. IX. apresentado por Marmelstein. ao processo. escritos. coletivos e individuais homogêneos.2.1. ou. honra. 3. É também um instrumento de denúncia de disfunções da Administração Pública ou dos atos de improbidade de seus servidores. o STF. art.11. cartazes. Ficou consignado que a inclusão de escritos anônimos não podem justificar. Pensamento de Stuart Mill. O exercício do direito de petição não exige grandes formalidades. ou que corporifiquem delito de ameaça ou que materialmente o crimen falsi.. posicionou-se pela não indenização do dano moral puro ou autônomo. por exemplo)”. seja para tutelar direitos difusos. “[. 5. pinturas. art. 3. formalmente. V.] a verdade tem maior probabilidade de vir à tona quando existe um “mercado” de idéias livremente divulgadas e debatidas. 4. desenhos. 4. XIV. 220). 5. 1537 do Código Civil Brasileiro.. Dano moral e as pessoas jurídicas (súmula 227: “A pessoa jurídica pode sofrer dano moral”). desenhos. eles próprios. b) direito à informação. V. o silêncio).3. X Segundo Otávio Piva. 5°. desde que isoladamente considerados.1.2.. 5°.. art.051/95).11. IV.2005 ( a questão do disque-denúncia. só por si. delação anônima e ou do escrito apócrito). Os . A Constituição de 1988 apresentou o direito de petição sob dois ângulos: a) direito de certidão (Lei n. o corpo de delito (como sucede com bilhetes de resgate no delito de extorsão mediante seqüestro. ainda. de modo que os cidadãos poderão tomar decisões mais acertadas se as diversas opiniões públicas puderem circular sem interferências”. De acordo com Otávio Piva.DIREITO DE PETIÇÃO NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 5. pois peças apócrifas não podem ser incorporadas. LIBERDADE DE EXPRESSÃO (CRFB/88.

DE CRENÇA E DE CULTO (CF. Direito de certidão e informação a)Direito de certidão e informação (art. b) As decisões tomadas na esfera pública devem ser pautadas na razão.4.requisitos de admissibilidade são mínimos. 6. informação ou reivindicação desvinculada de qualquer formalismo. VI. ADI 2076/DFm rel. 210 §1º). Liberdade de culto 6. Min. Liberdade de crença 6. j. negam ou descrevem determinado fato ou ato jurídico.. 6. a exemplo da identificação do requerente.1. 15/8/2002). Conceito De acordo com Marcelo Novelino.1.. consiste na adesão a certos valores morais e espirituais.3.3. estaduais ou municipais). Conceito Segundo Marcelo Novelino.2.2.1.LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA.Possuem a presunção de veracidade e refletem a posição do Estado sobre a matéria”.2.1. a demonstração do interesse e os pedidos específicos”. “b”. 5º. “. procissões. “o exercício de um poder que não consegue justificar-se de modo imparcial é ilegítimo”. 6. 6. o direito de petição “instituto de inspiração democrática que permite aos indivíduos se dirigirem a quaisquer órgãos ou autoridades públicas (federais.3. Aspectos relevantes do Estado secular a) O Estado não deve se intrometer nas crenças pessoais de cada um. “são manifestações oficiais do poder público que se exteriorizam por meio de documentos subscritos pela autoridade competente que provam. 5°.podendo se determinar no sentido de crer em algo ou não ter crença alguma”. XXXIII da CRFB/88). confirmam. “é o conjunto de atos e cerimônias com que o homem tributa a Deus sua homenagem reverente. 6. o direito à liberdade 6. E para Habermas. 119-A. 5. A laicidade (Decreto n. “. a exposição da fato. pedido. . VIII e art. súplicas. adorações. oferendas e donativos”. com o fim de levar ao seu conhecimento uma queixa.. segundo George Sarmento. Carlos Velloso. art. Na visão de André Júnior.4. Segundo André Júnior. de 17 de janeiro de 1890) do Estado brasileiro e preâmbulo da Constituição Federal de 1988 (STF. Consiste em demonstrações exteriores como sacrifícios.. XXXIV. cantos sagrados.1. independentes de qualquer aspecto religioso”. Conceito Para Pontes de Miranda. VII. Liberdade de consciência 6.

Feriados religiosos (Seção II. “. . 6. art. VIII. aí sim poderá ser apenado com a privação de direitos. 8. A recusa de transfusão de sangue pelas Testemunhas de Jeová Segundo Marcelo Novelino.4. “[. as Testemunhas de Jeová consideram o sangue com “algo especial.4.4.5.1. 7. “por imposição laica e isonômica...2. filantrópico ou mesmo produtivo.2. art. O Serviço Alternativo se dará com o exercício de atividades de caráter administrativo. nas palavras de Otávio Piva. assistencial.] A manifestação numa linguagem religiosa só deve ser admitida com o reconhecimento da “ressalva de uma tradução institucional” (reserva de tradução institucional). Título VIII. Questionamento da presença de crucifixos religiosos nas dependências do Poder Judiciário perante o Conselho Nacional de Justiça (Pedido de providência n° 1344). 7.1. é preciso realçar que tais efeitos irradiam-se não apenas das cerimônias tradicionais em igrejas cristãs.Na visão de Marcelo Novelino.239/1991). 19. art. 7. 7. Segundo André Júnior. ESCUSA OU OBJEÇÃO DE CONSCIẼNCIA (art. §1°)”. 15.. 6.. 7. IV) 7. §2°.2. mas advêm igualmente das celebrações ocorridas em centros espíritas e templos menos ortodoxos”. IV)”. poderão se eximir de atividades de caráter essencialmente militar (art. Constituição Federal de 1988 (art. o que impõe a necessidade de se traduzir os “argumentos em razões aceitáveis na base de valores e princípios de razão pública”.. do Capítulo III. 5°. Escusa de consciência e a prestação do serviço militar De acordo com a Lei n° 8.3. O casamento religioso produz efeitos civis na forma da lei (CF/88. Período imperial (Constituição Imperial de 1824). deixando de receber o certificado de quitação militar (Lei Federal n. art. 3°.). o qual permite que.] o Serviço Alternativo ( Lei n° 8. mesmo de componentes primários-glóbulos brancos e vermelhos. após alistados. 7. 15. Exemplos: TJRS e TJBA. sinagogas judaicas e mesquitas muçulmanas.4. Colocação de símbolos religiosos em locais públicos 7. I.3. “a Presidência do TJRJ determinou a retirada de crucifixos e a desativação de sua capela em 3. Segundo André Júnior.2. (Ranier Forst)”. violaria as leis de Deus”..239/91. aqueles que alegarem imperativo de consciência decorrente de crença religiosa ou convicção filosófica ou política.239/91) e tendo seus direitos políticos ameaçados (CF/88. “Caso o indivíduo se recuse a adimplir tanto a obrigação legal quanto a prestação alternativa.4.2099”. Nas palavras de André Júnior. em substituição às atividades de caráter essencialmente militar”. §2º). cuja aceitação. 218. plaquetas e plasma -. “[. em tempo de paz. 226. da Lei Maior).4.

1. Coimbra: Coimbra. 17: “Todo homem tem direito ao trabalho. XVIII. São Paulo: Saraiva. f) Natureza pacífica – a reunião deve transcorrer sem violência. Pedro.MORAES. XVII a XXI). XI. De acordo com Otávio Pita. 1°. ALEXANDRINO. Será sempre um encontro episódico. Direito Constitucional esquematizado. a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego”. ilimitada. Rio de Janeiro: Forense. 9. art.1. Marcelo. 2011. SILVA E NETO. Marcelo. São Paulo: MÉTODO. Por fim a dimensão inibitória em relação ao Estado. de 1948.]”. possui determinadas características: “a) Pluralismo de participantes – a reunião é o encontro pacífico e desarmado entre diversas pessoas que se agrupam de forma organizada para discutir assuntos de interesse coletivo. b) formal. – Rio de Janeiro: Forense. x e XI) 8. 5. XIII). 2010. art. 9. mas pela postura dos manifestantes que se envolvem em tumultos e atos de vandalismo [. 1997.3. São Paulo: Atlas. sem uso de armas ou instrumentos que possam afetar a integridade física dos participantes ou de terceiros. George. LIBERDADE DE REUNIÃO (art. 7. 6ª. 3. 8. 5°. b) exercício da profissão. 5°. à livre escolha do emprego. De acordo com George Sarmento. 9.. O encontro deve ter uma finalidade específica que seja do interesse coletivo. Curso de direitos fundamentais. Rio de Janeiro: Lumen Juris. XVII. Manual de Direito Constitucional.2. 9.2. c) admissão à profissão. Jorge. Direito Constitucional. Direito Constitucional. Ed. Ed. NOVELINO. de outro. 2009. PAULO. XIII). Manoel Jorge. b) Duração limitada – a reunião não pode ter duração permanente.3. ninguém é obrigado a associar-se ou permanecer associado. c) Horário de funcionamento – pode ser exercido durante o dia ou à noite. Ed. públicos ou privados.. d) Local da reunião – as reuniões podem acontecer em lugares abertos ou fechados. 2. 5°. e) Objetivos específicos – em geral as reuniões possuem uma pauta de assuntos que devem ser debatidos. XV. 2009.4. 9. segundo George Sarmento.MARMELSTEIN. 4. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). Declaração Universal dos Direitos do Homem. 2011. Vicente. Direito Constitucional. 5°. 15. Segundo André Júnior. LIBERDADE DE PROFISSÃO (CF. Possibilidade de limitação ao acesso e ao exercício de profissões (art.LENZA. X. a liberdade de profissão deve ser escalonada em três aspectos: a) escolha da profissão. art. que fica impedido de interferir no funcionamento das associações e cooperativas”. ed. Direito Constitucional descomplicado. Alexandre. 8. Direitos Humanos. 6. art. . São Paulo: MÉTODO. após a qual o grupo de participantes se dispersará. – São Paulo: Saraiva. LIBERDADE DE ASSOCIAÇÃO (CRFB/88. George. “ o direito de associação tem tripa dimensão: de um lado.. O direito de liberdade de reunião apresenta os seguintes requisitos: a) material. – São Paulo: Atlas. “quando uma profissão é contemplada com um novo estatuto normativo e um conselho profissional específico. 8. Limitações impostas à liberdade de reunião (CRBF/88. – (Coleção curso & concurso. Muitas vezes o caráter violento pode ser caracterizar não pelo uso de armas. 2010. assegura aos indivíduos a prerrogativa de criar e de integrar as associações. O direito de reunião. BIBLIOGRAFIA: 1. 2ª.SARMENTO. a XXI). A natureza pacífica da reunião é um dos principais elementos para o exercício do direito fundamental. o legislador. IV.4.8. XV.MIRANDA. v. 8.

9. São Paulo: Malheiros. SILVA. Curso de Direito Constitucional positivo. 2009 . José Afonso da.

cadastro de clientes. o jardim secreto em que o indivíduo tem o poder de recharçar as intromissões provenientes de terceiros. X). Fatos e eventos que integram o seu patrimônio moral. 5°. 5°. DA HONRA E DA IMAGEM DAS PESSOAS (art.1. preferências sexuais. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° ° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE (continuação) 1.. os desejos. os sonhos. da vida privada. 2. situação patrimonial. Insere-se no conteúdo do direito à privacidade: a inviolabilidade de domicílio. 2. da honra e da imagem das pessoas (espécies) e assegurando o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação (CF. a “Constituição protege a privacidade (gênero). intimidade integra a dimensão que podemos chamar de segredos do ser. Nele estão guardados os segredos. por sua vez. Vida privada Segundo George Sarmento. estado de saúde. Isso implica a interdição à leitura de diários ou escritos particulares. “de todos os direitos de personalidade. as lembranças. Intimidade De acordo com George Sarmento. como relações amorosas. .. sigilo de correspondência. telefônicas e de dados. a intimidade é o mais indevassável. conteúdo do voto em eleições etc”. INVIOLABILIDADE DA INTIMIDADE. “A vida privada. garantindo a inviolabilidade da intimidade.2. DA VIDA PRIVADA. de contas bancárias e aplicações financeiras. especulações sobre a vida pessoal. orientações religiosas. protegido pela cláusula da indevassabilidade. as fraquezas e todas as incursões introspectivas que a pessoa não deseja compartilhar com ninguém.DIREITO À PRIVACIDADE Marcelo Novelino. sigilo de comunicações telegráficas. segredo profissional. X) 2. É o direito subjetivo público assegurado a cada ser humano de manter sob anominato determinadas informações restritas à sua vida particular”. Também envolve aspectos da vida pessoal.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. os projetos de vida. Está diretamente ligada ao círculo de relações intersubjtivadas mantidas sob reservas ou em absoluto segredo. atividades associativas etc”. relações familiares.] Na verdade. Art. [. rendimentos salarias. é o espaço protegido pela confidencialidade.

casas de pousada. nariz. o direito à imagem sua “captação e difusão sem o consentimento da própria pessoa.2. “se refere ao conceito que cada um tem de si mesmo. só podendo ser invalidados sem a . boca) que individualizam determinada pessoa no meio social [. b) difamação (imputação de fato ofensivo à reputação). cabelos. braços. que impede a imagem. valores. “no RHC 903/RJ.].. Posição do STF Segundo George Sarmento.. O registro da voz e das expressões corporais também integra o conteúdo do direito à imagem.1.3.2. Honra Nas palavras de Marcelo Novelino. art. gradeadas. XI) 3. 2. hospedaria. principalmente no que se refere à sua dignidade pessoal”. segundo George Sarmento.2. c) dependências de casas. relatado pelo Ministro Celso de Mello. salvo em hipóteses nas quais outros bens. manipuladas”. b) aposento ocupado de habitação coletiva em pensões. distorcidas.1. abrange: a) qualquer compartimento habitado. 2. 3. segundo George Sarmento. desde que ocupados). A doutrina classifica a honra em duas espécies: a) honra subjetiva. a consideração que o indivíduo gozo no seio da sociedade”. interesses ou princípios constitucionalmente consagrados justifiquem sua limitação”. ampliou o conceito de casa para fins de proteção constitucional. voz ou expressão sejam deformadas. pensão. 5°. A empresa de comunicação social sujeita-se ao dever de autenticidade. publicado no DJ em 18-5-2007. “é a estima pública. motel. hotéis. c) injúria (ofensa à dignidade e ao decoro). perna. Os crimes contra a honra são: a) calúnia (imputação falsa de um fato definido como crime). INVIOLABILIDADE DE DOMICÍLIO (CF.1. sendo cercadas.4.3. Imagem Segundo Marcelo Novelino. 3.Conceito normativo de casa Nas palavras de Otávio Piva. 2. b) honra objetiva ou imagem-atributo segundo George Sarmento. 2.2. o conceito de casa.3. “consiste no direito subjetivo de dispor sobre a forma plástica e das partes do corpo (olhos. “consiste na reputação do indivíduo perante o meio social em que vive (honra objetiva) ou a estimação que possui de si próprio (honra subjetiva). A doutrina classifica a imagem em duas espécies: a)imagem-retrato. A Corte entendeu que casa compreende também aposentos de habitação coletiva (quartos de hotel. muradas.

da Constituição é de comunicação “de dados” e não dos “dados em si mesmos”. ainda que iniciado durante o dia. desde que. mesmo após as 18:00 horas. XII. XII) 5. após o anoitecer. sob pena de transformar-se em prova ilícita”. Min.autorização dos hóspedes.1. A delimitação do período diurno a) Critério físico-astronômico (intervalo que medeia a aurora e o crepúsculo): Posição de Celso de Mello. ainda quando armazenados em computador”. no caso de haver conflito entre os moradores.4. Posição do STF (RE 251.1. 3.445. Rel. INVIOLABILIDADE DO SIGILO DE DADOS 4. Ministro Carlos Velloso) . 5°.Sigilo bancário e sigilo fiscal e telefônico 5. 4. Na decisão firmou-se o entendimento de que “a proteção a que se refere a art.5. 3.2.Os dados em si não estariam protegidos. b) Critério horário (período compreendido entre as 6h e 18h): Posição de José Afonso da Silva.4. não seja noite (por exemplo: horário verão)”. com o necessário mandado judicial.780/PE.Com consentimento do morador 3. resguardando-se a possibilidade de invasão domiciliar com autorização judicial. Cumprimento de uma decisão judicial. rel.3. 3. ainda.4. 5°. mas apenas a sua comunicação. 3. Celso de Mello – Informativo 197) O Supremo Tribunal Federal analise o conceito normativo de casa como “qualquer compartimento privado onde alguém exerce profissão ou atividade”.Definição de correspondência .2. Posição do STF (RE 219. c) Critério misto é defendido por Alexandre de Moraes “Entendemos que a aplicação conjunta de ambos os critérios alcança a finalidade constitucional de maior proteção ao domicílio durante a noite. Habitação familiar e consentimento para ingresso. 4. Sem consentimento do morador: a) Em caráter emergencial b) Por determinação judicial (reserva constitucional da jurisdição) DURANTE O DIA Flagrante delito ou desastre Prestar socorro Determinação judicial DURANTE A NOITE Flagrante delito Desastre Prestar socorro 3. INVIOLABILIDADE DAS CORRESPONDÊNCIAS (art.

“o Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que. por cartas. como já decidiu o STF. III). 2 °. punível com reclusão. Segundo Marcelo Alexandrino.Na visão de Otávio Piva. §1º. desde que conexos aos primeiros tipos penais (puníveis com reclusão) que justificaram a interceptação”. telefone.3. 6. Pode ser telefônica.2. a “inviolabilidade epistolar não pode constituir instrumento de salvaguarda de práticas ilícitas”. o sigilo de correspondência e das comunicações telegráficas pode ser restringido nas hipóteses de decretação de estado de defesa e de sitio (CF/88. telegramas. A INVIOLABILIDADE DAS COMUNICAÇÕES TELEFÔNICAS. arts. dados informatizados. XII a disciplina da matéria depende de regulamentação (norma de eficácia limitada). é “toda comunicação escrita ou verbal. . abrangendo não só a carta. mas os demais instrumentos de comunicação”. I. Outro exemplo seria o de interceptação por policiais de carta remetida por seqüestradores aos familiares da vítima”. II 6. radiotelegrafia e outros. Gravação clandestina. Quando a prova não puder ser feita por outros meios disponíveis Periculum in mora Art. pois. e 139. Nos termos do art.296/96 Art. radiotelefonia. interceptação: distinção De acordo com Marcelo Novelino.1. 2°. “Assim. b e c. Requisitos indispensáveis para a licitude de sua interceptação (natureza cautelar da interceptação telefônica). Segundo André Júnior. DE INFORMÁTICA E DE TELEMÁTICA 6. pessoal (realizada por microgravador) ou ambiental (imagens captadas por uma câmara escondida)”. Pressupostos Fumus boni júris Lei 9. a diferença está pautada nos seguintes conceitos: a) gravação clandestina “é aquela feita por um dos interlocutores sem o conhecimento dos demais. 6. I Sentido dado pela lei Somente quando houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal. 5°. através do espaço. 136. bem como na interceptação por parte das autoridades competentes de carta enviada por presidiários aos seus comparsas com orientações sobre atividades criminosas. uma vez realizada a interceptação telefônica e provas coletadas dessa diligência podem subsidiar denúncia concernentes a crimes puníveis com pena de detenção.

Direito Constitucional esquematizado. Curso de direitos fundamentais. SILVA E NETO. ALEXANDRINO. Manual de Direito Constitucional. art. São Paulo: Malheiros. VEDAÇÃO À PROVA ILÍCITA (CRFB/88. Vicente. 3. I.b) interceptação da comunicação “consiste na sua interceptação ou intromissão por terceiro. entre nós.LENZA. 5. Curso de Direito Constitucional positivo. Jorge.MORAES. – Rio de Janeiro: Forense. da denominada teoria dos frutos da árvore envenenada (fruits of the poisonous tree). 9. PAULO. Ed. 1997. 2011. ou ela autorizada. NOVELINO. 139. nem nos processos administrativos (punição de um servidor público. Pedro. Direito Constitucional. É a aplicação. § 1°. São Paulo: Atlas. ed. São Paulo: Saraiva. 6. A inviolabilidade de correspondência poderá ainda sofrer restrições: a) estado de defesa (CF. 2.MARMELSTEIN. 2009.. 136. 15. 2009. Rio de Janeiro: Forense.SARMENTO. foi contundente ao afirmar que “seria uma aberração considerar como violação do direito à privacidade a gravação pela própria vítima. – (Coleção curso & concurso. estelionatários e todo o tipo de achacadores”. Coimbra: Coimbra. Direito Constitucional. Direitos Humanos. . 8. Rio de Janeiro: Lumen Juris. sem consentimento de um (ou ambos) dos interlocutores [. Direito Constitucional descomplicado. George. 6. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). 2010. – São Paulo: Atlas.. George. a prova ilícita não pode ser utilizada nem no processo judicial. 2010. 2009. 6ª. v. III). São Paulo: MÉTODO. 74. Ed. b). b) estado de sítio (CF. Manoel Jorge. – São Paulo: Saraiva. São Paulo: MÉTODO. Ministro Moreira Alves. 5°. 2011. LVI) Nas palavras de Marcelo Alexandrino.]”.MIRANDA. Legítima defesa e gravação clandestina De acordo com George Sarmento.5. 6. por exemplo)” A prova ilícita originária contamina todas as demais provas obtidas a partir dela.6. 4. BIBLIOGRAFIA: 1. art. 6.678-1/SP. Marcelo. 2ª. também chamadas provas ilícitas por derivação. Direito Constitucional. SILVA. Alexandre. ed. de atos criminosos como o diálogo de sequestradores. Marcelo. todas as provas decorrentes são também ilícitas. o STF considera que “a prova lícita a gravação e divulgação de conversa telefônica sem conhecimento de terceiro que está praticando crime. 7. O relator do Habeas Corpus n. art. José Afonso da.

pesa grave hipoteca social. XXVI/88) 5. art. utilidade pública ou interesse social”.1. 191) 4. art.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.2. Usucapião de imóvel rural (CF.Conceito Nas palavras de Marcelo Novelino.DESAPROPRIAÇÃO (CF. os limites.. descumprida a função social que lhe é inerente (CF. o Estado utiliza bens móveis. art. sobre ele. art. 2. II e III. Ministro Celso de Mello: “[. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO DE PROPRIEDADE 1. art. 4.1. 186. 5°. 183. observados. 5°. . 177. para esse efeito. Usucapião de imóvel urbano (CF. se houver dano”. 183) 4.153. art.3. em situação de perigo público iminente. §4°. art. §3°.INVIOLABILIDADE DO DIREITO DE PROPRIEDADE (CF. 178. nos casos de necessidade pública.. 170. art. inciso XXII. art. XXIV) 3.1. entre outros). 222.REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA (CF. 191. 5°. XXV) 2. contudo. legitimar-se-á a intervenção estatal na esfera dominial privada. a significar que. rel. art. art. “é o instrumento estatal mediante o qual.1.PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL À PEQUENA PROPRIEDADE RURAL (art. art. Imprescritibilidade dos bens públicos (CF. eis que. b) propriedade que seja subsistência e trabalhada pela família. XXII). c) as dívidas contraídas em decorrência da atividade produtiva. USUCAPIÃO 4.Elementos essenciais à impenhorabilidade: a) pequena propriedade rural. “é a transferência compulsória da propriedade particular por determinação do Poder Público. 5°. Posição do STF – ADI (MC) 2. art. 1. 3.2. Conceito Segundo Marcelo Alexandrino. 176.] O direito de propriedade não se reveste de caráter absoluto. “caput”. parágrafo único) 5. II. art. as formas e os procedimentos fixados na própria Constituição da República”.213/DF. art. imóveis ou serviços particulares com indenização ulterior. 5°.

art.Relatividade quanto à impenhorabilidade Segundo Otávio Piva.784 do CC) Momento Lugar O último domicílio do falecido (art. “a pequena propriedade não poderá ser objeto de penhora se o agricultor. São Paulo: Atlas. Aplicação da lei brasileira e a sucessão hereditária Segundo George Sarmento. SILVA E NETO. “Aplicação da lei brasileira é a regra geral em matéria de sucessão de estrangeiro domiciliado no Brasil (jus domicilii). 1997. 2010. – (Coleção curso & concurso.2. é indivisível até a partilha. Rio de Janeiro: Forense. Ed. Manual de Direito Constitucional. Ela só será afastada na hipótese de a lei estrangeira ser mais favorável ao cônjuge e aos filhos brasileiros (jus patriae)”.MORAES. imóveis ou semoventes) que estejam no Brasil e que integrem a propriedade do estrangeiro. 3º . 155. 3. o conjunto de direitos e deveres que se transmitem aos herdeiros. 2º . Direito Constitucional descomplicado. 2ª.A legislação ordinária brasileira deve ser concebida para beneficiar o cônjuge e/ou os filhos brasileiros”. v.A sucessão deve recair sobre valores ou bens (móveis. 5°. NOVELINO.5. 2009. Ed. 8. a terra poderá ser penhorada”.1. São Paulo: Malheiros. art. XXX. SILVA.610/98) 7.DIREITO À HERANÇA (CF.. 5°.O de cujus deve ser estrangeiro e possuir cônjuge ou filhos brasileiros. art. 2011. 2009. 7.MARMELSTEIN. Manoel Jorge. isto é. XXVII e XXVIII e a Lei n° 9. Curso de direitos fundamentais. Direito Constitucional. Curso de Direito Constitucional positivo. art. Direitos Humanos. São Paulo: MÉTODO. George. BIBLIOGRAFIA: 1. Morte do de cujus (art. 6. é um condomínio forçado”. Todavia. se houver feito dívidas que não se relacionem com sua atividade produtiva.Propriedade intelectual a) direitos do autor (CRFB/88. Marcelo.Transmissão da herança Herança Conceito: “É o patrimônio do falecido. Em resumo. Ed. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 4. – Rio de Janeiro: Forense. José Afonso da. ALEXANDRINO.-LENZA. Pedro. deixar de pagar divida contraída com a compra de insumos ou sementes. XXXI. Direito Constitucional. I) 7. IV. 7. Jorge. – São Paulo: Atlas. São Paulo: Saraiva. 5. PAULO. Vicente. Alexandre. Direito Constitucional esquematizado. A herança é uma universalidade. 15. George. ed. 2009 .INVIOLABILIDADE À PROPRIEDADE IMATERIAL 6. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). a matéria disciplinada por lei infraconstitucional deve observar os seguintes pressupostos: “1º . 6ª. 2. a exemplo. Coimbra: Coimbra.1. 9. 2011. 6. 150. – São Paulo: Saraiva.SARMENTO. Marcelo. 2010. 1.MIRANDA. São Paulo: MÉTODO.2.

1. 6°. ou seja. segundo George Marmelstein.DOCENTE: Msc..] produz apenas efeitos endoprocessuais. Coisa julgada material “[.. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO À SEGURANÇA JURÍDICA 1. que reuniu todos os elementos necessários à sua formação sob a vigência de determinada lei”. da Lei de Introdução do Código Civil. Prevalece. direito adquirido é direito [. não à coisa julgada formal.1. um contrato assinado e sem vi cios é um ato jurídico perfeito)”.4.. hoje. 1. tornando a sentença insusceptível de reexame e imutável dentro do mesmo processo”.3. segundo George Marmelstein.. não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário (art.DIREITO ADQUIRIDO De acordo com Marcelo Alexandrino. que torna imutável e indiscutível a sentença.2. 1. PROTEÇÃO ATO JURÍDICO PERFEITO. Coisa julgada formal. superada a definição do art. pois. 1. “[. 1. Ficou.]que se aperfeiçoou. §1°) ..4. aqui. 217. §3° da LICC. 2.3.ex. XXXVI) E A PROIBIÇÃO DE LEIS RETROATIVAS 1. 5°.] A garantia. art. posição doutrinária de José Afonso da Silva: distinção entre a coisa julgada formal e a coisa julgada material 1. ATO JURÍDICO PERFEITO.COISA JULGADA. §3°) 1.4.PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO (ou princípio da RESERVA DA JURISDIÇÃO) E A INEXISTÊNCIA DE JURISDIÇÃO CONDICIONADA 2. DA COISA JULGADA E DO DIREITO ADQUIRIDO (CF. art..2.6°.. 467)”. o conceito do Código de Processo Civil: Denomina-se coisa julgada material a eficácia.1. “é aquele ato que já se consumou. 6°. refere-se à coisa julgada material. § 3°. “é a sentença judicial que já transitou em julgado. estando apto a produzir seus efeitos (p. Crítica ao art.Justiça desportiva e o acesso ao Poder Judiciário (CF. art. que não pode ser mais modificada na via recursal” (LICC. segundo Marcelo Novelino.

Princípio do duplo grau de jurisdição (princípio da recursividade) e a inexistência da obrigatoriedade de duplo grau de jurisdição a)Segundo George Sarmento. art.2. “[. b) Impossibilidade de duplo grau de jurisdição: 1. o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha 3. Plano material (substantive due process of law ou proibição de excesso) a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino. mas sim obrigando que haja a prévia provocação.507/97. [. ou seja. seja estabelecido tribunal ou juízo excepcional (tribunais instituídos ad hoc. criadas depois do caso que será julgado). 2º. 2.PROIBIÇÃO DE JUÍZO OU TRIBUNAL DE EXCEÇÃO (CF.] assegura ao indivíduo a atuação imparcial do Poder Judiciário n a apreciação das questões posta em juízo. direito ao duplo grau de jurisdição (nas palavras do STF não tem sede constitucional). o que são realidades totalmente distintas[.1. 2.1. art.. LXI. 5°. LV. 5°. inciso XXXVII e LII. parágrafo único.] não se está propriamente exigindo o esgotamento da via administrativa. sem decisão. 8°. art. CF. Entretanto. como “o direito de recorrer da sentença para juiz ou tribunal superior”. 7.1. Plano processual (procedural due processo of law) 3. o art. está consignado no art. 52. LXXVII. art. ou III – de recusa em fazer-se a anotação a que se refere o §2°do art.. ou II – da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de prazo de mais de quinze dias.. ou seja. “o princípio do duplo grau de jurisdição não foi previsto explicitamente na Constituição Federal. e ex post facto. XXXVII. I. por arbitrariedade ou casuísmo. CF. art. O princípio do devido processo legal é está previsto em diversos dispositivos constitucionais. LXI. 2. “a”.2. dispõe as exigências necessárias para que o autor da acão possa impetrar o habeas data: I – da recusa ao acesso às informações ou do decurso de prazo de mais de dez dias. LIV) 3. XXXV. tais como: arts. conferida competência não prevista constitucionalmente a quaisquer órgãos julgadores”. Lei do habeas data e o acesso ao Judiciário a)A Lei 9..De acordo com Otávio Piva. LII) De acordo com Marcelo Alexandrino. 102. 2. 5..b) plano material (substantive due process of law) 1. h. 4.3. LVII..]”. isto é.. Obsta que. direito à proporcionalidade. LX. PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL (CF.LVI.caput. I.1. para o julgamento de um caso específico. 4° ou do decurso de mais de quinze dias sem decisão. do Pacto de São José da Costa Rica. 5°. XXXVII. sem decisão. GARANTIA DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA .2. O devido processual legal é observado sob dois planos: a) plano processual (procedural due processo of law).

a igualdade das partes no processo. HC 79.. arts.. 4.2001. Título I. Moreira Alves.949.. decorre o direito do acusado negar. forneça o indiciado ou acusado no interrogatório formal[. pois equipara. julgamento em 30. Contraditório Nas palavras de Marcelo Alexandrino..] o direito de permanecer em silêncio. Rel.2. Celso de Mello. b e c).4. administrativo ou judicial. [. na condição de testemunha. Min. ou até mesmo de omitir-se ou calar-se se assim entender. 108. “[. VIII. significando que. XXXVIII) 5.1. 96. I. mesmo que falsamente. DIREITO AO SILÊNCIO ou DIREITO DE NÃO SE AUTOINCRIMINAR (CF.2. o contraditório. HC.. também.JÚRI POPULAR (art. I.. Capítulo I) a) Homicídio doloso. sob pena de nulidade Na posição do STF.]”.]”. O contraditório assegura. Competência para julgamento dos crimes dolosos contra a vida (Parte Especial do Código Penal.. d) Infanticídio. qualificado ou privilegiado. Rel.] a falta de advertência – e de documentação formal – faz ilícita a prova que. É o princípio constitucional do contraditório que impõe a condução dialética do processo (par conditio). de levar ao juiz do feito uma versão ou uma interpretação diversa daquela apontada pelo autor..1.. todos os elementos de prova licitamente obtidos para provar a verdade. 5. b) Direito de mentir De acordo com STF.] o direito dado ao indivíduo de trazer ao processo. no feito. art. Rel. o direito de permanecer calado (nemo tenetur se detegere) “[. 29.] traduz direito público subjetivo assegurado a qualquer pessoa que. assevera que [. a todo ato produzido pela acusação.06. julgamento 17. Crimes dolosos contra a vida não submetidos ao tribunal do júri(CF. c) Aborto. a prática de determinado delito[. para evitar sua auto-incriminação”. do Poder Executivo ou do Poder Judiciário”. “[... a e 102.257. c) Direito de permanecer em silêncio – dever de advertência da autoridade. instigação ou auxílio ao suicídio.10. 75. de indiciado ou de réu. Ampla defesa Segundo Marcelo Alexandrino. Sepúlveda Pertence. de apresentar suas contra-razões..812.. . 5°.. 5. III. b) Induzimento. contra si mesmo. deva prestar depoimento perante órgãos de Poder Legislativo. caberá igual direito de defesa de opor-se. simples.1997. o direito de acusação com o direito de defesa [. Min...]”. 6. LXIII) a)Posição do STF Segundo o STF. Min. HC 80. 5.] entende-se o direito que tem o indivíduo de tomar conhecimento e contraditar tudo o que é levado pela parte adversa ao processo.

153. que objetiva a formação de título jurídico apto a legitimar o Poder Executivo da União a efetivar. as penas cruéis são “quaisquer medidas que. 56 e 57) b) Penas de caráter perpétuo b. de caráter constitutivo. Rel. Celso de Mello. civis ou militares. CRIMES IMPRESCRITÍVEIS (art. art. possui os seguintes direitos e deveres: “a) dever de comparecer. b) dever de responder às indagações. e) direito de não responder se. 8.. c) dever de dizer a verdade. julgá-la ou par cumprir a pena”. RE 154. d) Penas cruéis De acordo com José Antônio Paganella Bochi. Ação de grupos armados civis ou militares contra a ordem constitucional e o Estado Democrático (art. é “[. por si mesmas. STF. 8. Racismo (art. Rel.2. LI) 9. essa possui natureza de ação especial.2. causem padecimento desnecessário[. 7. enquadramento penal moderno para ação de grupos armados.. STF.. EXTRADIÇÃO (art.1. com fundamento em tratado internacional. não existe [.2. com intuito de processá-la. Conceito De acordo com Otávio Piva.1998 (Informativo 136). HC 73. b.3.1.1. Segundo Otávio Piva.035/DF. na CPI.12. no que diz respeito à fase judicial de julgamento do pedido extradicional que antecede à extradição propriamente dita. §11). 5°.]”. Min. o depoente. contra a ordem constitucional”.2001 (Informativo 252). por meio de Decreto.11. 9. ou em compromisso de reciprocidade.198/RS. Contudo.d) Direito ao silêncio frente às comissões parlamentares de inquérito De acordo com a decisão do STF. 5º XLIV). Sydney Sanches. a extradição “é o ato pelo qual o Governo de um Estado entrega uma pessoa que se encontra em seu território à Justiça de outro Estado que a reivindica. Rel. 9. de algum modo.. Aplicação da pena de banimento (CF/69. 5°. c) Pena de banimento (Código Penal de 1890 e abolição de pena de morte na Constituição de 1891) c. 16.] ato da conveniência do Poder Executivo. a) Pena de morte (aplicação da cláusula pétrea e o Código Penal Militar.1. Marco Aurélio. d) direito de não responder se a resposta envolver o dever de sigilo profissional. APLICAÇÃO DO ART.. Classificação . a resposta que lhe for exigida puder acarretar grave dano”.]até o momento.. XLVII.134. 16. 5º XLIII) 9. arts. 5º XLIV e XLIII) 8. Natureza jurídica Nas palavras de Otávio Piva. a entrega do súdito reclamado”. RE 212.

4.10. Ao estrangeiro que. não se submetem à noção de criminalidade política. para os fins de processá-la. Exclusivamente para Portugal. em 22. 2. 6. c) Os portugueses podem ser extraditados nas seguintes situações: “1. Por crime comum praticado antes do reconhecimento de sua equiparação. 5°. além de haver qualificado o terrorismo. julgá-la ou para cumprir a pena. a) A concessão da extradição pode ser fundamentada em tratado ou no caso de reciprocidade. art. como crime equiparável aos delitos hediondos [.a) Ativa: quando o pedido de entrega é solicitado pelo Brasil a outro Estado.. 23. ou no caso de condenação por tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. para efeito de repressão interna. Pressupõe infração penal cometida no exterior. pois a Lei Fundamental proclamou o repúdio ao terrorismo como um dos princípios essenciais que devem reger o Estado brasileiro em suas relações internacionais (CF.961/1990 Quando se aplica? Quando o Governo de um Estado estrangeiro solicita entrega à sua Justiça de uma pessoa que se encontra em no território brasileiro.04..815/1980 RI STF EXPULSÃO Lei n. segundo Marcelo Alexandrino. Pressupostos gerais.2000. 3.] deixou assente que os atos de natureza terrorista. de qualquer forma. 7.. a ordem política ou social. LII (extradição por motivo político) a) Posição do STF sobre os atos de terrorismo. b) Tratado de Amizade (Decreto 3. 2.927/2001”. 9. “[. 4 °.]”. Por comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes ou drogas afins. independentemente do momento que o crime foi cometido. atentar contra a segurança nacional. considerados os parâmetros consagrados pela vigente Constituição da República.815/1980 Decreto 98. VIII). d) Aplicação do art. a tranqüilidade ou moralidade pública e a economia popular. Extradição de portugueses a) A situação jurídica dos portugueses no Brasil. Espécie Base legal EXTRADIÇÃO PASSIVA Lei n.927/01). 9. celebrado em Porto Seguro/BA. nos termos do art. Pressupõe infração cometida no . b) Passiva: acontece quando o pedido é solicitado ao Brasil por outro Estado. ou cujo procedimento o torne nocivo à conveniência e aos interesses nacionais. 18 do Decreto n. Quadro explicativo por Otávio Piva e Bernardo Gonçalves..5.

.]”.território brasileiro. Sem dúvida. para processar a pessoa já extraditada por qualquer delito praticado antes da extradição e diverso daquele que motivou o pedido extradicional. religião.. a dissidência política ou mesmo crimes de cunho político que não configuram delitos do direito penal comum.. nacionalidade. 4º da CRFBB/88 REFÚGIO Lei nº 9. Lei 6. os motivos de perseguição que vão ensejar o asilo político envolvem a liberdade de manifestação de pensamento ou de expressão. “a)devido a fundados temores de perseguição por motivo de raça. grupo social ou opiniões políticas. 10.. e) O que se entende por princípio da especialidade? Segundo Marcelo Alexandrino. em função de circunstâncias descritas no inciso anterior. “[. LXXVI . c) devido à grave e generalizada violação de direitos humanos. desde que o Estado requerido expressamente autorize”.] é a permissão.815/1980 DEPORTAÇAO ASILO POLÍTICO Art.. solicitada pelo país estrangeiro. f)O que se entende por “pedido de extensão”? De acordo com Marcelo Alexandrino “[. APLICAÇÃO DO ART.474/97 Nos casos de entrega ou estada irregular de estrangeiro.. se este não se retirar voluntariamente do território nacional no prazo fixado em Regulamento Segundo Bernardo Gonçalves. 5°. não possa ou não queira regressar a ele. “é o acolhimento do estrangeiro por parte de um Estado que não é o seu sob o fundamento de perseguição sofrida pelo mesmo e praticada sem seu próprio país ou em um terceiro pais. Segundo Bernado Gonçalves. encontre-se fora de seu país de nacionalidade e não possa ou não queira acolher-se à proteção de tal país. é obrigado a deixar seu país de nacionalidade para buscar refúgio em outro país”. b) não tendo nacionalidade e estando fora do país onde antes teve sua residência habitual.] o extraditado somente poderá ser processado e julgado pelo país requerente pelo delito objeto do pedido de extradição[.

Aplicação do art. 4. 11. que integram o sistema jurídico brasileiro na condição de norma materialmente constitucional. ou valor constitucional (Celso de Mello). de 25 de setembro de 2002. §1º. 31. que não contenham matérias de direitos humanos Tratados de Direitos Humanos incorporados antes da promulgação da Constituição de 1988. bem como a primeira certidão respectiva”. 5°. 12. 5º. 5°. assegurado a todas as pessoas. antes da EC 45. o STF. Direitos fundamentais. Serão equivalentes às emendas constitucionais. art. desde que o processo legislativo de incorporação respeite o procedimento previsto na CRFB. Eles possuem valor supralegal (Gilmar Mendes). que dispõe sobre a gratuidade do registro de nascimento e óbito. considerou constitucional a Lei 9. posição atual do STF. §4º (inovação trazida pela Reforma do Judiciário 31. b) a imposição de prestação positiva ao Estado no sentido de criar instrumentos legislativos e políticas públicas destinadas a assegurar a celeridade dos processos”. APLICAÇÃO DO ART. Para George Sarmento.534/97. 5º. Tratados de Direitos Humanos incorporados após a EC 45 31. é uma instituição permanente e complementar às jurisdições nacionais no julgamento de crimes de maior gravidade com repercussão internacional”. o art. Hierarquia no ordenamento jurídico brasileiro Equivalência com a lei ordinária no ordenamento jurídico. na Holanda. Tratados Internacionais incorporados no sistema jurídico brasileiro Tratados internacionais gerais. APLICAÇÃO DO ART. §2°. Tratados de Direitos Humanos incorporados sob a égide da Constituição de 1988. §3º.388. §1°. o “ Tribunal Penal Internacional foi criado pelo Estatuto de Roma em 1998.2. APLICAÇÃO DO ART. “significa dizer que os direitos fundamentais estão aptos para serem aplicados pelos magistrados nos casos concretos a partir da Promulgação do texto constitucional” 30. em decorrência do que prescreve o §2º da CRFB/88. . LXXVIII (Reforma do Judiciário – EC n. 5º. Sediado em Haia. “Considerou o STF. Incorporação ao sistema jurídico brasileiro: Decreto n.1. que tudo indica será o novo posicionamento da Corte. §3° (tabela de George Sarmento). 5°.a)Segundo Otávio Piva. ainda que não ofenda o princípio da proporcionalidade a lei que isenta os ‘reconhecidamente pobres’ do pagamento dos emolumentos devidos pela expedição de registro civil de nascimento e de óbito. Criação do Tribunal Penal Internacional Segundo George Sarmento. de exigir do Estado a prestação jurisdicional e administrativa célebre e de boa qualidade. 45/2004) O dispositivo constitucional deve ser considerado sob dois aspectos: “a) o direito subjetivo público.

v. 6. deportação. Vicente. segundo George Sarmento. como homicídios. 31. Ed. contra qualquer população civil. religiosos ou de gênero”. SILVA.MIRANDA. Direito Constitucional. BIBLIOGRAFIA: 1. 2011. George. Rio de Janeiro: Forense. que implique homicídio. Ou seja. NOVELINO. ético. racial ou religioso. d) Crimes de agressão: o Estatuto de Roma. culturais. São Paulo: MÉTODO. 9. . crime de apartheid. perseguições políticas.31. Portanto. 2. “não descreve as condutas criminosas. 8. 2010. um grupo nacional. ofensas graves à integridade física e mental de seus membros. 15. Direito Constitucional descomplicado. Manual de Direito Constitucional. Marcelo. PAULO. agressões sexuais. Competência jurisdicional do TPI De acordo com George Sarmento. 2ª. 2009 . 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). São Paulo: Atlas. SILVA E NETO. Direito Constitucional. Os crimes sujeitos à jurisdição do Tribunal Penal Internacional são (George Sarmento): a)Crimes de genocídio: delitos cometidos com o desiderato de destruir. tortura. medidas que impeçam a procriação. São Paulo: Malheiros. José Afonso da. condicionando sua atuação a uma dimensão que tipifique o delito e estabeleça as condições em que o Tribunal internacional terá competência jurisdicional”. prisões arbitrárias. transferência forçada de uma população. Manoel Jorge. Alexandre. Curso de direitos fundamentais. São Paulo: MÉTODO. saques à cidades etc. Direito Constitucional. extermínio. A matéria rege-se pelo princípio da complementaridade”. sua atuação não substitui as jurisdições penais nacionais. homicídio doloso. desaparecimento de pessoas. Marcelo. 1997. Jorge. sistemático e deliberado. 4. transferência forçada de criança de um grupo para outro”. 2009. “por meio de condutas. escravidão. ed. Ed. 6ª. – São Paulo: Atlas. Direito Constitucional esquematizado.SARMENTO. – (Coleção curso & concurso. Ed. 5. o processo não pode ser encaminhado ao TPI sem antes passar pelas instâncias jurisdicionais do país de origem. 2009. raciais. torturas. “A Corte não tem competência primária para julgamento dos réus. 2010. – São Paulo: Saraiva. nacionais. 3. segundo George Sarmento. Coimbra: Coimbra. tomada de reféns.MARMELSTEIN. c) Crime de guerra: delitos praticados contra a convenção de Genebra (1949). total ou parcialmente. Direitos Humanos. “no quadro de um ataque. b) Crimes contra a humanidade: delitos cometidos. George.3. 2011. – Rio de Janeiro: Forense. generalizado. ataques à integridade da população civil. étnicos.MORAES.LENZA. tais como. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Pedro. ALEXANDRINO. degradação da qualidade de vida. São Paulo: Saraiva.4. 7. Curso de Direito Constitucional positivo.

ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DIREITOS DE NACIONALIDADE 1.5. a partir do qual.6.. aquele que for descendente dos nacionais daquele país).. “é o vínculo jurídico-político de direito público interno. Cidadão 2. b) Nacionalidade secundária (derivada/adquirida) é a resultante de “ato volitivo.. de acordo com os critérios adotados pelo Estado (sangüineos ou territoriais). ligado a este pelo vínculo da nacionalidade”).DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. POVO.4.ESPÉCIES DE NACIONALIDADE a) Nacionalidade primária (originária) é a resultante “de fato natural (nascimento).. Nação 2.3. 4. Polipátrida 2. Nacionais (“são todos aqueles que o Direito de um Estado define como tais. depois do nascimento (em regra.1 Conceito Segundo Marcelo Alexandrino. é o elemento humano do Estado. Povo (“é o conjunto de pessoas que fazem parte de um Estado.ius sanguinis (será nacional de um país. POPULAÇÃO.DA NACIONALIDADE 1. pela naturalização) [.2. 2. será estabelecida [. Apátrida (heimatlos) 3. População 2.1. CIDADÃOS E POLIPÁTRIDA. NACIONAIS.1. que faz da pessoa um dos elementos componentes da dimensão do Estado”. 4. 2.]”.]”. são todos aqueles que se encontram presos ao Estado por um vínculo jurídico que os qualifica como seus integrantes”). 2. 3. CRITÉRIOS DE ATRIBUIÇÃO DE NACIONALIDADE PRIMÁRIA a) Origem sangüinea . . DISTINÇÃO ENTRE NAÇÃO.

12°. I. é mister diferenciar. NACIONALIDADE SECUNDÁRIA (aquisição secundária).]”.b) Origem territorial – ius solis (será nacional de um país. in fine: critério sanguíneo. pois a Constituição do Império de 1824 consagrou no seu art. “c”:critério sanguíneo mais registro em repartição em repartição brasileira competente . mais critério residencial e mais opção confirmativa (aquisição originária potestativa). I. Portando.1) Aplicação do art. a) Tipos de naturalização: a. “a”: critério territorial puro b) Aplicação do art. 69. 5. c. §5º: “são cidadãos brasileiros: os estrangeiros que possuírem bens imóveis no Brasil e forem casados com brasileiros ou tiverem filhos brasileiros contanto que residam no Brasil. . 95 do ADCT. aquele que nascer no território daquele país. irá operar com efeitos retroativos (ex tunc) à data da residência (tida como fato gerado nacionalidade). Naturalização tácita “é aquela adquirida independentemente de manifestação expressa do naturalizando. “Nesse item é importante salientar duas questões: a) a hipótese de naturalização tácita também ocorreu anteriormente à 1ª Constituição da República de 1891. 12°. 12°. da Constituição de 1891 preconizava: “São cidadãos brasileiros: os estrangeiros que.2. como na hipótese presente na Constituição de 1891 [.1.. “b”: critério sanguíneo mais critério funcional. 6º a naturalização tácita para os portugueses residentes no Brasil na época da Proclamação da Independência Pátria. a. independentemente dos seus ascendentes).2. art. achando -se no Brasil aos 15 de novembro de 1889. Emenda constitucional 54/07. I. dentro de seis meses depois de entrar em vigor a Constituição. Porém. demonstrando sua intenção de adquirir nova nacionalidade”. NACIONALIDADE PRIMÁRIA (aquisição originária) a)Aplicação do art. art. De acordo com Bernardo Gonçalves. o ânim o de conservar a nacionalidade de origem”. 5. são duas hipóteses: a) o indivíduo se tornar brasileiro nato com o registro que funciona de forma equivalente ao registro realizado no cartório de registro civil no Brasil. Conforme o mesmo art. visto que a mesma só se referia aos portugueses e não a todos os estrangeiros residentes no Brasil. por força das regras jurídicas de nacionalidade adotadas por determinado Estado”. b) o indivíduo filho de pai e mãe brasileira vir para o Brasil a qualquer tempo e realizar a opção confirmativa. I. salvo se manifestarem a intenção de não mudar de nacionalidade”. 69. 12°.1.. Naturalização expressa é aquela que “depende de requerimento do interessado. ANÁLISE ESPECÍFICA DO BRASIL 5. 2º. A grande naturalização prevista art. “c”. §4°. c) Aplicação do art.

“Nesses termos.1.1. c) ausência da condenação penal. 7. “b”. Preenchidos os três requisitos. da CRFB/88. são: c. que os portugueses será equiparado aos brasileiros naturalizados (hipótese também chamada de quase-nacionalidade)”. II. 112 c/c 113.12. se concluído o curso superior no Brasil. conclusão de curso superior: “o estrangeiro deve vir para o Brasil antes da maioridade. não tendo o Chefe do Executivo discricionariedade para negar o pedido. nas palavras de Coelho Mendes. b) Hipótese prevista no art. também chamada de potestativa a) Hipótese prevista no art. Amizade de Consulta Brasil e Portugal. havendo reciprocidade em Portugal para os brasileiros. idoneidade moral. Procedimento Segundo Bernardo Gonçalves. II. c) Hipóteses previstas no art. é obrigado a decretar a naturalização requerida.2.1. II.1. “quando o indivíduo vem para o Brasil antes de completar 5 anos.815/80. o Presidente da República. alcançada a maioridade ele terá 2 anos para requerer a naturalização”. a. que promulgou o Tratado Bilateral de Cooperação. São hipóteses previstas na Constituição de 1988: 1. ele terá o prazo de 1(um) ano após a conclusão para requerer a naturalização”. que foram recepcionadas pela CRFB/88. 12. §1º da CRFB/88) – DECRETO nº 3927/01. . 2. c. Naturalização extraordinária.a. 1 (um) ano de residência ininterrupto. e. 115 §2º da Lei 6.1.2.815/80.Naturalização ordinária: a)Hipótese prevista na Lei 6. “b”. no Brasil os portugueses terão os mesmos direitos que os brasileiros terão em Portugal. 7. Requisitos: a) capacidade civil. b) 15 anos de residência ininterrupta no Brasil. Segundo Bernardo Gonçalves. De acordo com Bernardo Gonçalves. Esse entendimento é o majoritário em virtude da dicção constitucional do art. radicação precoce: segundo Bernardo Gonçalves. Requisitos necessários: capacidade civil. contudo. É importante deixar consignado. 12. PORTUGUESES EQUIPARADOS ou quase nacionalidade (art. art. “a” da CRFB/88. 12. b. diferentemente das hipóteses da naturalização ordinária.

9. na hipótese da reaquisição. a. Motivos: em decorrência de atividade contrária à ordem pública ou à segurança nacional ou nociva ao interesse nacional.4. a)Ação de cancelamento de naturalização procedente transitada em julgado pela política de atividade nociva ao interesse nacional.“[. Motivos: segundo Bernardo Gonçalves. §4º. Procedimento: de acordo com Bernardo Gonçalves. art. De acordo com Pedro Lenza.] Nestes termos. a não ser mediante ação rescisória. b) Imposição da lei estrangeira (art. a. Destinatários: brasileiros naturalizados.... caput) 11. Procedimento: o procedimento é judicial. §4°).3. 485 do CPC. b) Aquisição voluntária de outra nacionalidade. Reaquisição da naturalização: observar o art. 12. De acordo com Bernardo Gonçalves. “conduta voluntária. condena o indivíduo à perda a naturalização”. II. nunca mediante de um novo processo de naturalização. incumbe “ao Ministério Público Federal efetivar a denúncia contra o brasileiro naturalizado. PERDA DA NACIONALIDADE (CF. b. VII.1.2. LI. posteriormente. deverá fazer-se prova do seu gozo em Portugal e da residência no Brasil há pelo menos três anos”.1. capacidade civil do requerente e a devida aquisição da nacionalidade estrangeira”. 12.] no caso de igualdade de direitos e de obrigações civis. Efeitos: efeito “ex nunc”. §3°.] não poderá readquiri-la. 222. No caso de pretender-se obtenção dos direitos.. dirigido ao Ministério da Justiça. pois não há uma tipificação na qual o naturalizado possa ser enquadrado pela prática de uma atividade nociva ao interesse nacional. 12. a. a.. II. com prova de sua nacionalidade. deverá fazerse o requerimento. 8.2. sob pena de contrariedade ao texto constitucional”.3.5. [. há uma decisão do Magistrado Federal que. Essa denúncia perpassa por uma perspectiva hermenêutica. 10. “[. 89. a. Destinatários: brasileiros natos ou naturalizados. 12. “a” da CRFB/88). capacidade civil e admissão no Brasil em caráter permanente. PROPRIEDADE DE EMPRESA JORNALÍSTICA E DE RADIODIFUSÃO SONORA DE SONS E IMAGENS (CF. art. 5°. . arts. TRATAMENTO DIFERENCIADO ENTRE BRASILEIRO NATO E NATURALIZADO (CRFB/88. DUPLA NACIONALIDADE a) Reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira (art. b. sendo procedente e transitando em julgado.. “b” da CRFB/88). b. 222). §4º.

Jorge. 2009. Pedro. o Ministério de Relações exteriores comunicará ao Ministério da Justiça a solicitação da aquisição de nacionalidade em outro país. Curso de direitos fundamentais. Direito Constitucional. Ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris.5. Direito Constitucional descomplicado. assegurada a ampla defesa. ou seja. SILVA E NETO. que levará a perda da nacionalidade. 5. Porém. George. São Paulo: Atlas. Ed. a partir do momento em que o brasileiro nato ou naturalizado deseja adquirir a naturalização em outro país. Nesses termos. posições. ainda. 36 da Lei n. b. 2011.LENZA. “[. se o ex-brasileiro estiver domiciliado no Brasil. contudo. ed. São Paulo: MÉTODO.. se existirem elementos que atribuam nacionalidade ao interessado”. Alexandre. São Paulo: Malheiros. Manual de Direito Constitucional. 2009. Rio de Janeiro: Forense.. 6. é importante deixar consignado que não ocorre apenas com a mera solicitação de outra nacionalidade pelo brasileiro. Nesse sentido. 6ª. Direito Constitucional esquematizado. b) “A única forma desse brasileiro nato que perdeu a nacionalidade e virou estrangeiro readquirir a nacionalidade será enquanto brasileiro naturalizado. PAULO. . Direito Constitucional. há divergência doutrinária. – São Paulo: Atlas. 2010. Marcelo. BIBLIOGRAFIA: 1. Manoel Jorge. 8. Entendemos. Direito Constitucional. não teria como o mesmo voltar a ser brasileiro nato”. somente após adquirida a nacionalidade em outro país o Ministério da Justiça deflagrará o procedimento administrativo. que tal dispositivo só terá validade se a reaquisição não contrair os dispositivos constitucionais e. Coimbra: Coimbra. Ed.MORAES. 818/49 prevê a possibilidade de reaquisição por decreto presidencial. 7.. Neste ponto. 3. b. e após o processo instruído e finalizado. SILVA. readquirir a nacionalidade originária por decreto do Presidente da República”. 15. 2. em virtude de ter se tornado estrangeiro. Efeitos: os efeitos do decreto presidencial serão “ex nunc”. estaremos diante de um processo administrativo. Vicente.4.] o art.MIRANDA. – Rio de Janeiro: Forense. Nesses termos. 2010. José Afonso da.MARMELSTEIN. o Presidente da República dará a decisão por meio de decreto. determinando a perda da nacionalidade”. 1997. 4. ALEXANDRINO. NOVELINO.“o procedimento é meramente administrativo. não atingindo eventual cônjuge ou mesmo filhos desse indivíduo . quais sejam: Bernardo Gonçalves apresenta duas a)”Se brasileiro nato. deverá voltar a ser brasileiro nato. 2009. sem a necessidade de incursão judicial. 2ª. – São Paulo: Saraiva. São Paulo: MÉTODO. Portanto. Reaquisição da nacionalidade do brasileiro nato: via administrativa Segundo Pedro Lenza. Curso de Direito Constitucional positivo. Marcelo. tramitando no Ministério da Justiça.

o direito de organizar e participar de partidos políticos”.1. 17. “a” da CRFB/88). como o direito de iniciativa popular. Regime democrático como princípio: a) Fundamentador de direitos fundamentais implíticos (art. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DOS DIREITOS POLÍTICOS 1. c) Constitucional Sensível (art. o direito de propor ação popular.1. §2° da CRFB/88)... 2. “[. Sufrágio (art. VII. sufrágio – do latim sufragium – significa escolha. assim como por outros direitos de participação popular. caput da CRFB/88).] os direitos políticos positivos consistem no conjunto de normas que asseguram o direito subjetivo de participação no processo políticos e nos órgãos governamentais. Conceito Segundo Uadi Bulos. 3.DIREITOS POLÍTICOS POSITIVOS (capacidade eleitoral ativa = alistabilidade = direito de votar) 3. 14 da CRFB/88) 4.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.] é o Direito Público subjetivo democrático de votar (eleger) e de ser votado (eleito). b) Limitador da liberdade partidária (art. Eles garantem a participação do povo no poder de dominação política por meio das diversas modalidades de: direito de sufrágio: direito de voto nas eleições. direito de elegibilidade (direito de ser votado). “[.. Etimologicamente. apoio ou aprovação”.NOÇÕES GERAIS De acordo com José Afonso da Silva. . 34. 4. direito de voto nos plebiscitos e referendos. 5°.. Conceito De acordo com Uadi Bulos. “ são o conjunto de normas jurídicas que asseguram a participação do povo no cenário eleitoral do Estado”.

“ retrata.826/2003 – Estatuto do Desarmamento (§1° do art. cumprindo ao povo a respectiva ratificação ou rejeição”. De acordo com Marcelo Alexandrino. uma nova Constituição para o Brasil. 14. 49. 14. art. §1°). aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido (Lei n. (Lei n. Que diz a lei: “O referendo é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo. pelo voto. pelo voto.2005. 9. . de natureza constitucional. b)Plebiscitos e referendos (art. cabendo ao povo. A obtenção do título de eleitor permite ao cidadão o exercício de todos os direitos políticos???? 6. Exemplo: plebiscito para saber se o povo quer. art.4. Significado: consulta feita ao eleitorado depois de a lei ou o ato administrativo serem elaborados. art. “ é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo. Versa sobre assuntos que. 2.3. para que os confirmem ou rejeitem. apenas. 49. art.1. legislativa ou administrativa”. plebiscitos e referendos (exercício da capacidade eleitoral ativa). b. 35). cabendo ao povo. 10. 3.10. b.2) Referendos art. XV da CRFB/88). AQUISIÇÃO DA CAPACIDADE ELEITORAL ATIVA: alistamento realizado junto aos órgãos competentes da Justiça Eleitoral. Que diz a lei: “O plebiscito é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo. o plebiscito e o referendo “são consultas formuladas ao povo para que delibere sobre matéria de acentuada relevância.5. posteriormente.4. 9. 6. 2.5. 3. XV da CRFB/88). o direito de votar ou de manifestar a vontade de eleições. ou não.709/98. serão discutidos pelo Congresso Nacional ou pelo Poder Executivo. §2°). DIREITO DE VOTO (espécie do gênero sufrágio).1) Plebiscitos Nas palavras de Marcelo Alexandrino. cumprindo ao povo a respectiva ratificação ou rejeição”. 2°. pedido do interessado. 6.Segundo Marcelo Alexandrino. a)Eleições. 6. o referendo “é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo. aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido.2. b. REFERENDO 1. realizado em 23. Quadro comparativo analisado por Uadi Bulos PLEBISCITO 1. 2°.3. Conceito De acordo com Uadi Bulos.709/98. Signficado: consulta feita ao eleitorado antes de a lei ou o ato administrativo serem elaborados. Exemplo: referendo sobre o desarmamento previsto pela Lei n. quando a população brasileira optou pela nãoproibição da comercialização de arma de fogo. CAPACIDADE ELEITORAL ATIVA: capacidade de votar (ALISTABILIDADE).

garante a periodicidade de sua manifestação. OBSERVAÇÃO: Possibilidade de eleição indireta do governante (art. não há possibilidade de se outorgar procuração para votar”). somente. a obrigatoriedade formal do comparecimento. com isso. 6.. d) Secreto ou sigiloso(de acordo com Alexandre de Moraes “ o voto não deve ser revelado nem por seu autor. g) Liberdade (“comparecendo às eleições. um voto”). c) Direto (de acordo com Alexandre de Moraes. tais como condições culturais ou econômicas etc). cor. assegurando. e) Com valor igual para todos (segundo Alexandre de Moraes. 81. por meio de voto. ou. §4°. no exercício do direito ao sufrágio. sob pena de pagamento de multa”). a uma expressão restrita. . credo. seus representantes e governantes”). posição intelectual. a temporalidade dos mandatos no nosso Estado”). no seu art. “ressalvados os maiores de setenta anos e os menores de dezoito anos. II.SUFRÁGIO 6. O sufrágio restrito. o cidadão é livre para a escolha do candidato. b) Facultativo ( nas palavras de Alexandre de Moraes. §2°). Caracteristicas do voto (analisadas por Alexandre de Moraes) a) Obrigatório (nas palavras de Alexandre de Moraes. por força do art. sequer por emenda à Constituição. ao consagrar o voto cláusula pétrea. social ou econômica – “um homem . ESPÉCIES DE SUFRÁGIO a) Universal (segundo Marcelo Alexandrino.exceção: art. para anular o seu voto ou votar em branco”). “os eleitores elegerão. se desejar. sem intermediários. sob pena de pagamento de multa”). 81. a obrigatoriedade formal do comparecimento. 60. 6. que significa. por si. II da CF/88”). poderá ser censitário ou capacitário.1. “quando o direito de votar a todos os nacionais.2. é obrigatório o comparecimento às eleições. idade.. portanto. f) Direito público subjetivo (“não pode ser abolido. independentemente da exigência de quaisquer requisitos. h) Periodicidade (“ a Constituição.5. b)Restrito (segundo Marcelo Alexandrino. “ o voto de cada cidadão tem o mesmo valor no processo eleitoral.equivale. i) Persoalidade (“só pode ser exercido pessoalmente. 60. independentemente de sexo. por sua vez. §4°. tampouco por terceiro fraudulentamente”). “quando o direito de votar for concedido tão somente àqueles que cumprem determinadas condições fixadas em lei do Estado. “ressalvados os maiores de setenta anos e os menores de dezoito anos. é obrigatório o comparecimento às eleições. o exercício do direito de sufrágio em seu aspecto ativo (votar)”.

b.2)Sufrágio capacitário “é aquele que só outorga o direito de voto aos indivíduos dotados de certas características especiais. b)Escrutíneo. §3°). Vice-Prefeito e juiz de paz. isto é. profissionais. 17. englobando a apuração. e)idade mínima. O TSE admite a configuração de domicílio eleitoral de forma ampla. aquele que conta. nas palavras de Marcelo Alexandrino: “a) nacionalidade brasileira ou condição de equiparado a português. a denominada candidatura autônoma ou avulsa. “O prazo de comprovação do domicílio será de no mínimo 1 ano antes da eleição. . donde insurge a figura do escrutinador. o depósito. (1 ano antes da data da eleição (pleito).7. “ato de contagem de votos. pelo período mínimo exigido pela legislação eleitoral subconstitucional). comerciais. sem filiação a partido político)”. sendo que para Presidente e Vice-Presidente da República exige-se a condição de brasileiro nato (CF. vinte e um anos.CAPACIDADE ELEITORAL PASSIVA (direito de candidatura = elegibilidade): direito de ser votado (ELEGIBILIDADE) 6. verifica e confere o número de vots”. permitindo sua fixação onde o eleitor apresente ligação material ou afetiva com a circunscriação. §2°. na acepção ampla. c)alistamento eleitoral (comprovado pela apresentação do título de eleitor.§3°. trinta anos. na acepção estrita. deputado estadual ou distrital. para os cargos de deputado federal. para vereador. “é um das fases do procedimento eleitoral. para os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República e senador da República. que deverá ser verificada tendo por referência a data da posse (a não a data do alistamento ou do registro). sendo as seguintes: trinta e cinco anos.1)Sufrágio censitário “é aquele que somente outorga o direito de voto àqueles que preencherem certas qualificações econômicas”. a abertura. o reconhecimento e a contagem dos votos”. d)domicílio na circunscrição (o eleitor deverá ser domiciliado no local pelo qual se candidata. f) filiação partidária (não se admite. c)Escrutíneo “também é usado para designar o modo de exercício do voto. e não ou do registro ou mesmo da posse).1. 6. para os cargos de Governador e Vice-governador de Estado e do Distrito Federal. no Brasil. 12. b)pleno exercício dos direitos políticos (aquele que teve suspensos ou perdeu seus direitos políticos não dispõe de capacidade eleitoral passiva). dezoito anos. b. Prefeito. notadamente de natureza intelectual”. ESCRUTÍNEO (acepções). patrimoniais. Exemplo: voto secreto (coberto ou fechado) ou voto aberto (a descoberto ou público)”. sejam vínculos políticos. art. Condições de ELEGIBILIDADE (capacidade eleitoral passiva = ser votado nas eleições). comunitários ou laços familiares”. regularmente inscrito perante a Justiça Eleitoral). Observação: ver os arts. 7. §4° da CRFB/88.7. na visão de Uadi Bulos a)Escrutíneo.

os Vice-Governadores e os Vice-Prefeitos poderão ser reeleitos para os mesmos cargos. os estrangeiros (exceto o português equiparado) e os conscritos. IMPEDIMENTO TOTAL DA CIDADANIA (art. nas palavras de Marcelo Novelino: “1) os analfabetos.7... para ser elegível é imprescindível ser. 15 da CRFB/88). Análise do dispositivo constitucional (na visão de Marcelo Alexandrino) “. a qualquer mandato eletivo”. §§4° a 9°(outras normas infraconstitucionais mediante lei complementar poderão trazer casos de inelegibilidade da CRFB/88) 8. “nada obsta que o Chefe do Executivo solicite ao Poder Legislativo uma licença para poder concorrer à reeleição.Proibição de reeleição para o terceiro mandato.Permissão de reeleição para um único período subseqüente. ou mesmo que ele renuncie [. uma vez que a elegibilidade tem por pressuposto a alistabilidade. por um período subseqüente. Inelegibilidade relativa Segundo Marcelo Alexandrino. Inelegibilidade absoluta: a)A inelegibilidade absoluta. Não obstante. a “inelegibilidade relativa consiste em restrições impostas à elegibilidade para alguns cargos eletivos.1. isto é. Hipóteses de INELEBILIDADE RELATIVA a)MOTIVOS FUNCIONAIS (art. c)As hipóteses de inelegibilidade absoluta podem ser estabelecidas ao nível infraconstitucional? 8. alistável. b)Hispóteses de inelegibilidade absoluta. . . 2) os não alistáveis.2.1. “poderão candidatar-se ao cargo do titular. 7.1. 8.2. . 14. durante o período do serviço militar obrigatório. não dispõem de capacidade eleitoral passiva (não podem ser eleitos). os Vice-Governadores e os Vice-Prefeitos. §5° da CRFB/88) a. mesmo tendo substituído este no curso do mandato”. logo.2.1. IMPEDIMENTO PARCIAL DA CIDADANIA (art.]”. em razão de situações especiais em que se encontra o cidadão-candidato no momento da eleição”. que.DIREITOS POLÍTICOS NEGATIVOS são restrições e impedimentos ao exercício dos direitos positivos. . 7. impede que o cidadão concorra em qualquer eleição. inelegíveis”.O Vice-Presidente da República. 14. segundo Marcelo Alexandrino. . antes. são naõ alistáveis e. como tais.Não há a exigência da desincompatibilização do Chefe do Executivo para candidatar-se à reeleição. embora possam alistar-se e votar (capacidade eleitoral ativa). reeleitos ou não.O Vice-Presidente da República. desde que seja sucessivo.

. §5° da CRGB/88. Segundo Marcelo Alexandrino. se a vacância ocorrer nos últimos dois anos do mandato presidencial”. .“Não pode o Chefe do Executivo. A INELEGIBILIDADE REFLEXA atinge.O Presidente da República. Ver os artigos 79. OBSERVAÇÃO: São aplicadas “as mesmas regras àqueles que tenham substituído os Chefes do Executivo dentro de seis meses anteriores ao pleito eleitoral”. vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente. .3. nos seis meses anteriores ao pleito.“O STF admitiu a elegibilidade de ex-prefeito do município-mãe que. não tenham sucedido ou substituído o titular”.1. A inelegibilidade não é aplicada à viúva do Chefe do Executivo. que esteja exercendo o segundo mandato eletivo (por reeleição). trinta dias depois de aberta a última vaga. desde que renunciem aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito (art.“Não poderá aquele foi titular de dois mandatos sucessivos na chefia do Executivo candidatarse. no período subseqüente (terceiro período). . apenas. b. durante o período imediatamente subseqüente. os Governadores e os Prefeitos podem concorrer a outros cargos. NO CURSO DO MANDATO. §6° da CRFB/88). parentes e afins até segundo grau do Presidente da República não poderão candidatar-se a qualquer cargo eletivo no País”. noventa dias após a abertura da última vaga. c) o cônjuge. preservando os seus respectivos mandatos.“Na hipótese de acorrer a vacância definitiva do cargo de Presidente da República. deputado estadual.O Vice. o vice assumirá efetiva e definitivamente o exercício da chefia do Executivo.“Não pode aquele que foi titular de dois mandatos sucessivos na Chefia do Executivo vir a candidatar-se. . b)o cônjuge. Governador ou Prefeito. às pessoas que vivem maritalmente com o Chefe do Executivo. 81 da Constituição Federal. à eleição prevista no art. às pessoas casadas no religioso.. temos: “a) o cônjuge. renunciando seis meses antes do pleito eleitoral. ou com seu irmão. candidatou-se a prefeito do município desmembrado”. parentes e afins até o segundo grau do Prefeito não poderão candidatar-se a vereador ou Prefeito do mesmo Município. “desde que. o território de jurisdição do titular. ao cargo de vice-chefia do Executivo”. NÃO AFASTA A INELEGIBILIDADE PREVISTA NO §7° DO ARTIGO 14 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. far-se-á nova eleição direta. deputado federal e senador pelo próprio Estado e Governador do mesmo Estado). . b.Presidente da República. os Vice-Governadores e os Vice-Prefeitos podem concorrer a outros cargos. 14. b. Súmula 18 do STF: DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE OU DO VÍNCULO CONJUGAL. b)MOTIVOS DE CASAMENTO. renunciar antes do término desse com o intuito de pleitear nova recondução para o período subseqüente (reeleição para um terceiro mandato subseqüente). que determina que. ou eleição indireta pelo Congresso Nacional. 14. 14.2. PARENTESCO OU AFINIDADE (art. A inelegilidade reflexa não se aplica as seguintes hipóteses: 1. e somente poderá candidatar-se a um único período subseqüente”. parentes e afins até segundo grau do Governador não poderão candidatar-se a qualquer cargo no Estado (vereador. . §7° da CRFB/88).

16 da CRFB/88) BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. 14. 4. Direito Constitucional. nessa situação. Rio de Janeiro: Lumen Juris. José Afonso da. 5. parentes ou afins até segundo grau poderão candidatar-se a todos os cargos eletivos da circunscrição. Paulo.1. são hipóteses de perda dos direitos políticos as hipóteses previstas nos incisos I e IV do art. Ed. seu cônjuge. 15 da CRFB/88.. 12 §4º. 6. – (Coleção sinopses jurídicas. dos Poderes. c) INELEGIBILIDADE DE MILITARES (arts. São Paulo: Revista dos Tribunais. “Assim. 2011. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 9. São Paulo: Saraiva. caso em que poderá candidatar-se à reeleição. 11 ed. Rio de Janeiro: Forense. “se o Chefe do Executivo renunciar seis meses antes da eleição. em face da vedação à filiação partidária do militar. PINHO. 2005. parente ou afim que já possuir mandato eletivo. 15 da CRFB/88. §9° da CRFB/88) 8. 6ª. 2009. 14.2. NOVELINO. Curso de Direito Constitucional. o Tribunal Superior Eleitoral firmou o entendimento de que. FERNANDES. Direito Constitucional. Direito Constitucional esquematizado. Vicente. ALEXANDRINO. SILVA. §8°. Marcelo. São Paulo: MÉTODO. VARGAS. São Paulo: Malheiros. A inelegibilidade não é aplicada ao cônjuge.LENZA. Marcelo. 2009. Bernardo Gonçalves. §3°. 2010. 3. 8. mesmo que seja na circunscrição. 8. 18). 15. . 7. SILVA E NETO. Manoel Jorge. 142.Segundo o TSE. e histórico das Constituições. 2. 9. 3 ed. suprirá a ausência da prévia filiação partidária o registro da candidatura apresentada pelo partido político e autorizada pelo candidato”. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE ELEITORAL (art. Manual de Direito Constitucional. Privação definitiva (perda dos direitos políticos) Para Alexandre de Moraes. Ed. V da CRFB/88) Nas palavras de Marcelo Alexandrino. Privação temporária (suspensão dos direitos políticos) Para Alexandre de Moraes. v. – Rio de Janeiro: Forense. 2010. 10. desde que ele pudesse concorrer à sua própria reeleição (isto é. II) 8. Da organização do Estado.2. Pedro. no final do primeiro mandato)”. Curso de Direito Constitucional positivo. .MORAES. Rodrigo César Rebello. d)PREVISÃO EM LEI COMPLEMENTAR (art. PRIVAÇÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS (art. III e V do art. São Paulo: Atlas. Denise. são hipóteses de perda dos direitos políticos as hipóteses previstas nos incisos II. – São Paulo: Saraiva. Curso de Direito Constitucional.BONAVIDES. Alexandre. Direito Constitucional. 2011. São Paulo: MÉTODO. Direito Constitucional descomplicado. 2011. 2011. PAULO. São Paulo: Malheiros.

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