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Plano de Aula Constitucional i

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DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.

ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB

DIREITO CONSTITUCIONAL I

PLANO DE AULA

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO DIREITO CONSTITUCIONAL 1. DIREITO 1.1. A CLASSIFICAÇÃO EM “RAMOS DO DIREITO” 1.2. ALOCAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONAL Nas palavras de Alexandre de Moraes, o Direito Constitucional “é um ramo do Direito Público, destacado por ser fundamental à organização e funcionamento do Estado, à articulação dos elementos primários do mesmo e ao estabelecimento das bases da estrutura política”. 1.3. ORIGEM, FORMAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONAL I De acordo com Paulo Bonavides, a origem da expressão Direito Constitucional,
“[...] consagrada há cerca de um século, prende-se ao triunfo político e doutrinário de alguns princípios ideológicos na organização do Estado moderno. Impuseram-se tais princípios desde a Revolução Francesa, entrando a inspirar formas políticas do chamado Estado liberal, Estado de direito ou Estado constitucional”.

1.4. CRIAÇÃO DA 1ª CADEIRA DE DIREITO CONSTITUCIONAL Segundo Paulo Bonavides, o ministro da Instrução Pública, Guizot, determinou a criação da primeira cadeira de Direito Constitucional em 1834. O primeiro mestre a lecionar a Cadeira foi Pelegrino Rossi.
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros, 2005. 2.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 3. FERNANDES, Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 3 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011. 4..MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 8. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009. 9. VARGAS, Denise. Manual de Direito Constitucional. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO

CONSTITUCIONALISMO 1. CONSTITUCIONALISMO 1.1. CONSTITUCIONALISMO (em sentido amplo)

Na visão de Marcelo Novelino, o “[...] constitucionalismo, apesar de ser um termo recente, está ligado a uma ideia bastante antiga: a existência de uma Constituição nos Estados, independentemente do momento histórico ou do regime político adotado [...]”. 1.2. CONSTITUCIONALISMO (em sentido estrito) De acordo com Alexandre de Moraes, a “origem formal do constitucionalismo está ligada às Constituições escritas e rígidas dos Estados Unidos, em 1787 [...]”. Segundo Marcelo Novelino,
“[...] Mais do que uma simples técnica constitucional, o constitucionalismo é uma técnica de liberdade que assegura direitos fundamentais aos cidadãos de modo a impedir sua violação por parte do Estado. No século XIX a teoria das garantias e a teoria do Estado de direito (Rechtsstaat) se uniram ao princípio da separação dos poderes, conferindo ao constitucionalismo sua identidade atual”.

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros, 2005. 2.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 3. FERNANDES, Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 3 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011. 4..MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 8. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009. 9. VARGAS, Denise. Manual de Direito Constitucional. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011.

Pedro. “[. traduzindo o pensamento de Kelsen. – São Paulo: Saraiva.BONAVIDES.4. PLANO JURÍDICO-POSITIVO .] uma Constituição só seria legítima se representasse o efetivo poder social [.]”. direitos individuais. 15. sem qualquer pretensão a fundamentação sociológica. Curso de Direito Constitucional. 3 ed. 1. CLASSIFICAÇÃO e ELEMENTOS 1. forma de governo e aquisição de poder de governar. é a Constituição que individualiza os órgãos competentes para edição de normas jurídicas legislativas ou administrativas”. distribuição de competências. o modo pelo qual se constitui uma coisa.fundamento lógico-transcendental da validade da Constituição jurídico-positiva..Sentido sociológico (defendido por Ferdinand Lassale. . segundo Pedro Lenza. considerada norma pura.norma fundamental hipotética. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CONCEITO.CONCEITOS 1. Constituição deve ser entendida como a lei fundamental e suprema de um Estado.. que contém normas referentes à estruturação do Estado. 3.Constituição é. à formação dos poderes públicos.3..Quadro explicativo apresentado por Pedro Lenza PLANO LÓGICO-JURÍDICO . Paulo.. 1.norma positivada suprema. ou. Rio de Janeiro: Lumen Juris. porém.. Caso isso não ocorresse. caracterizando-se como uma simples “folha de papel” [.Sentido jurídico.norma posta. política ou filosófica. em seu livro “Qué es una Constitución”?). 1.... positivada. as leis constitucionais seriam os demais dispositivos inseridos no texto do documento constitucional.. puro dever-ser.]”. Além disso.”[. é o ato de constituir. ela seria ilegítima. observa que “. Juridicamente.1... direitos que deveres dos cidadãos.] José Afonso da Silva. organização. então.plano do suposto . um grupo de pessoas. segundo Pedro Lenza.Posição de Alexandre de Moraes “Constituição. 2005. .DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.1. 2011.. de estabelecer. Curso de Direito Constitucional.. de acordo com José Afonso da Silva. mas não contêm matéria de decisão política fundamental”. Ed. de firmar. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. .LENZA.].Sentido político (defendido por Carl Schmitt). formação. 3. Bernardo Gonçalves. vida democrática etc).. ainda.4. “[. A concepção de Kelsen toma a palavra Constituição em dois sentidos: no lógico-jurídico e no jurídico-positivo [. São Paulo: Malheiros. lato sensu. 2011. 2.] só se refere à decisão política fundamental (estrutura e órgãos do Estado. FERNANDES. Direito Constitucional esquematizado.2. um ser vivo.

. 2009. Direito Constitucional. Manoel Jorge. Direito Constitucional. São Paulo: MÉTODO. 7. Curso de Direito Constitucional positivo. 2009. NOVELINO. 2010.4. Alexandre. SILVA E NETO. Vicente. Direito Constitucional. 9. São Paulo: Atlas. Marcelo. São Paulo: MÉTODO. São Paulo: Malheiros. José Afonso da. – Rio de Janeiro: Forense. VARGAS. 6. Ed.MORAES. PAULO. ALEXANDRINO. SILVA. São Paulo: Revista dos Tribunais. 2010. 6ª. Rio de Janeiro: Forense. 2011. Denise. 5. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. Manual de Direito Constitucional. 8.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. “também chamada de democrática.. se aproximam das Constituições Outorgadas (e se distanciam das Promulgadas). entre o princípio monárquico e o princípio da democracia”.. segundo Pedro Lenza. e a nobreza e a burguesia.] surgem através de um pacto. De acordo com Bernardo Gonçalves.]”. prolixas. em nome dele. de acordo com Pedro Lenza.]”. é aquela constituição fruto de uma Assembleia Nacional Constituinte. b) Promulgada. atuar. sucintas. segundo Pedro Lenza.]”.. “seriam aquelas enxutas. .]”. pois os processos de produção (que obviamente.]”.. volumosas. “[. c) Cesarista. Segundo Paulo Bonavides. pelo agente revolucionário (grupo.. De acordo com Bernardo Gonçalves.. em franco progresso doutra”. ainda que criada com participação popular [. ou governante). 1. extensas. básicas). “são aquelas que resultam de um acordo entre o rei (monarca) e o parlamento. longas.] sem dúvida.]”...não é propriamente outorgada. sumárias. de forças políticas rivais: a realeza debilitada de uma parte. votada ou popular. Quanto à EXTENSÃO: a) Sintéticas (concisas.. que não recebeu do povo a legitimidade para em nome dele atuar [. inchadas). veiculadoras apenas dos princípios fundamentais e estruturais do Estado [.. são aquelas em q eu o poder constituinte originário se concentra nas mãos de mais de um titular [. da deliberação da representação legítima popular [.... de acordo com Pedro Lenza...... mas tampouco é democrática. as Constituições “[. de forma populista. d) Pactuadas.]. no Chile [. breves. nas palavras de Uadi Bulos.. “elas acabam por exprimir um compromisso instável (frágil). conferem legitimidade ao documento constitucional) não envolvem o povo e sim algo pronto e acabado (“receita de bolo”) que. “[.] formada por plebiscito popular sobre um projeto elaborado por um Imperador (plebiscito napoleônico) ou um Ditador (plebiscito de Pinochet.CLASSIFICAÇÃO (tipologia) 1.. é submetido para digressão popular [. nascendo. “são as constituições impostas.Quanto à ORIGEM: a)Outorgadas.]”.. b) Analíticas (amplas. portanto.. Buscam desenvolver um equilíbrio não raro instável e precário. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CLASSIFICAÇÃO 1.2. “são aquelas que abordam todos os assuntos que os representantes do povo entenderem fundamentais [. desenvolvidas. de maneira unilateral. segundo José Afonso da Silva. eleita diretamente pelo povo.1.. largas.

. mais solene. nas palavras de Pedro Lenza.]”. nas palavras de Pedro Lenza. a organização de seus órgãos.5. “será aquela constituição que elege como critério o processo de sua formação. à ESTABILIDADE (José Afonso da Silva e Alexandre de Moraes). A Carta de 1824. segundo Alexandre de Moraes.. se fará a proposição por escripto. a Constituição formal. “[..]”. Quanto ao modo de ELABORAÇÃO: . graníticas ou intocáveis”. mais dificultoso do que o processo de alteração das normas não constitucionais [. enquanto outras não requerem tal formalidade [. as cláusulas pétreas. a) Rígidas. pode ser considerada superrígida. b) Flexível. art. determinava: “Se passados quatro annos. 174. algumas matérias exigem um processo de alteração mais dificultoso do que o exigido para alteração das leis infraconstitucionais. “é aquela constituição que não possui um processo legislativo de alterabilidade mais dificultoso do que o processo legislativo de alteração das normas infraconstitucionais [. para a sua alteração (daí preferirmos a terminologia alterabilidade). de acordo com Pedro Lenza.1.. “é aquela constituição que é tanto rígida como flexível.. 1. “são aquelas constituições inalteráveis. Luiz Alberto David Araújo e Vidas Serrano Nunes Júnior). ou seja. que algum dos seus artigos merece reforma..]”. c) Semiflexível ou semirrígida .]”. “é aquela escrita ou não em um documento constitucional e que contém as normas tipicamente constitutivas do Estado e da sociedade”. segundo Pedro Lenza.. b) Formalmente constitucional. sendo também denominadas permanentes. Quanto ao CONTEÚDO: a) Materialmente constitucional. Segundo Bernardo Gonçalves. quanto à estabilidade será rígida”. De acordo com Bernardo Gonçalves. segundo Pedro Lenza. depois de jurada a Constituição do Brazil. sem dúvida. Exemplo: Carta Imperial de 1824. e não o conteúdo de suas normas [. são imutáveis. “são aquelas constituições que exigem.1. e ser apoiada por terça parte delles”. à MUTABILIDADE (Michel Temer.de acordo com Pedro Lenza. verdadeiras relíquias históricas e que se pretendem eternas. um processo legislativo mais árduo. Quanto à ALTERABILIDADE (Leda Pereira Mota e Celso Spitzcovsky).... e portanto. Portanto. e) Superrígida. estando certo que se contrariarem a constituição serão consideradas inconstitucionais.4. 1. previstas na Constituição brasileira de 1988.. à CONSISTÊNCIA (Pinto Ferreira). na medida em que normas ordinárias não a modificam. d) Imutáveis.. a qual deve ter origem na Câmara dos Deputados. se conhecer.]”. os direitos e garantias fundamentais [. “será aquele texto que contiver as normas fundamentais e estruturais do Estado.] só pode ser modificada por procedimentos especiais que ela no seu corpo prevê.

de acordo com Pedro Lenza.. b) Costumeira. racionalmente. de dogmas políticos [.]”.]”. portanto... “seriam aquelas que se distribuiriam em vários textos e documentos esparsos. Quanto à FORMA: a) Escrita (instrumental). não traz as regras em um único texto solene e codificado. Há. sendo fruto de um contínuo processo de construção e sedimentação do devir histórico [. “[... segundo Pedro Lenza. b) Variadas.. b) Históricas.. não escrita ou consuetudinária. de ideologias bem declaradas.6...] seria aquela constituição que. 1. estabelecendo as normas fundamentais de um Estado [. segundo Pedro Lenza. reflexivamente. de acordo com Meirelles Teixeira “[.] seria a constituição formada por um conjunto de regras sistematizadas e organizadas em um único documento.] elaboradas de um só jato.. Ou seja.. por uma Assembleia Constituinte [. 1.. reconhecidos pela sociedade como fundamentais.]”.. “seria aquela formada por ideologias conciliatórias [.]”.a) Dogmáticas.]”. “[... 1. b) Eclética. convenções [. uma simbiose do texto constitucional com a realidade social.]”.. a constituição conduz os processos de poder (e é tradutora dos anseios de justiça dos cidadãos)..]”. De acordo com Bernardo Gonçalves. e baseia-se nos usos.] partem de teorias preconcebidas.7. “é aquela formada por uma só ideologia [....7.. “é aquela elaborada de forma esparsa (com documentos e costumes desenvolvidos) no decorrer do tempo. Quanto à SISTEMÁTICA (critério sistemático): a) Reduzidas (unitárias). É formada por ‘textos’ esparsos..]”. de acordo com Pedro Lenza.]”.... 1.]”.. jurisprudência. segundo Pedro Lenza. Exemplo: Constituição inglesa. “seriam aquelas que se materializam em um só código básico e sistemático [. Segundo Bernardo Gonçalves. ao contrário da escrita. Quanto à DOGMÁTICA: a) Ortodoxa. “constituem-se através de um lento e contínuo processo de formação ao longo da história...]”. Para Pedro Lenza afirma as Constituições dogmáticas são “[. “é aquela escrita e sistematizada em um documento que traz as ideias dominantes (dogmas) em uma determinada sociedade num determinado período (contexto) histórico [. de acordo com Bernardo Gonçalves. Quanto à correspondência com a REALIDADE (critério ontológico – essência): a) Constituições normativas. de planos e sistemas prévios. “são aquelas em que há adequação entre o texto constitucional (conteúdo normativo) e a realidade social. na medida em que detentores e destinatários de poder seguem .. sendo formadas de várias leis constitucionais [. costumes.. reunindo a história e as tradições de um povo [.8.

é mister deixar consignado que existe um lado positivo nessas Constituições. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. São Paulo: MÉTODO.LENZA. – São Paulo: Saraiva. 2009. SILVA E NETO. segundo Bernardo Gonçalves. Sem dúvida. 2005. de acordo com Bernardo Gonçalves. Exemplos. 2. Pedro. Ed. PAULO. Direito Constitucional descomplicado. educacional. 15. Não há simbiose do texto constitucional com a realidade social. se o texto existe. Manoel Jorge. 2011. 1946. “são aquelas que traem o significado de constituição (do termo constituição). Rio de Janeiro: Lumen Juris. o que ocorre é um descompasso do texto com a realidade social (econômica. Curso de Direito Constitucional.(respeitam) a constituição. ALEXANDRINO.. “não há adequação do texto constitucional (conteúdo normativo) e a realidade social [. 196769 (governo militar)”.BONAVIDES. ela pode. Marcelo. 8. 2010. pedagógico. Denise. 2009. que. c) Constituições semânticas. política. Alexandre. Constituição.]”. em sua essência. Direito Constitucional. Como exemplos.MORAES.. Exemplos. SILVA.. São Paulo: Malheiros. Constituição Alemã de 1949. Paulo. . Constituição Americana de 1787. Bernardo Gonçalves. Direito Constitucional. Porém. 7. entre outras”. Detentores do poder fizeram (produziram) o texto diferente da realidade social. Esse é o seu caráter educacional. Direito Constitucional.. A Constituição semântica trai o conceito de constituição. b)Constituições nominais. José Afonso da. – Rio de Janeiro: Forense. NOVELINO. 4. Rio de Janeiro: Forense.].. as Constituições brasileiras de 1934. 6. 3 ed. jurisprudencial etc). Vicente. VARGAS. servir de “estrela guia” de “fio condutor” a ser observado pelo país. 2011. Rio de Janeiro: Lumen Juris. São Paulo: Malheiros. apesar de distante do texto. ao invés de limitar o poder. São Paulo: Revista dos Tribunais. 5. 6ª. 2011. Ed. um dia poderá alcançá-lo. São Paulo: Atlas. 1988 [. Manual de Direito Constitucional. FERNANDES. Curso de Direito Constitucional. é e deve ser entendida como limitação de poder. Marcelo. 9.. 2010. Direito Constitucional esquematizado. 3. pois legitima (naturaliza) práticas autoritárias de poder. nos dizeres de Löewenstein. A constituição semântica vem para legitimar o poder autoritário. Constituições brasileiras de 1937 (Getúlio Vargas). São Paulo: MÉTODO. Constituição francesa de 1958. mas. Curso de Direito Constitucional positivo.

O que é que ele pede? – Ser alguma coisa. Exercício do poder constituinte originário a)Democráticos (poder constituinte legítimo). Formas de manifestação do poder constituinte originário Segundo Denise Vargas..2. “o poder constituinte não está adstrito a nenhum procedimento específico. 3ª. 1937. 2ª.3. b)Autocrático (poder constituinte usurpado). O que é o Terceiro Estado? – Tudo. TEORIA DO PODER CONSTITUINTE 2. 2.4.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.] é aquele que instaura uma nova ordem jurídica.1. até agora. As principais características apresentadas por Pedro Lenza e Marcelo Alexandrino são: . PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO ((inicial. não há forma predeterminada que o condicione. 3. Exemplos: Constituições de 1824. “Qu’est-ce que le tiers état?.1.De acordo com Pedro Lenza. Conceito Segundo Pedro Lenza. não obstante possamos encontrar determinados padrões seguidos ao longo do tempo”. “[. 3. O que tem sido ele. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO PODER CONSTITUINTE 1. modificação ou acréscimo de normas constitucionais (sendo nesta última situação derivado do originário”. mediante supressão. inaugural.. na ordem política? – Nada. 1967. rompendo por completo com a ordem jurídica precedente”. Logo.. 3.. o poder constituinte “[. de primeiro grau) 3. opúsculo publicado pela Abade Joseph Sièyes.PODER CONSTITUINTE 1.1.] pode ser conceituado como o poder de elaborar (e neste caso será obrigatória) ou atualizar uma Constituição. O abade Sieyés começa com o plano de sua obra fazendo três perguntas que são respondidas ao longo da obra: 1ª. 3. Exemplos: a manifestação através de uma assembleia nacional constituinte ou convenção.

Antes dela e acima dela só existe o direito natural”.2.” “Porque obedece. “a nação existe antes de tudo. ela é a origem de tudo. “Porque encontra limites quanto á matéria jurídica. na visão do Sieyès. PODER CONSTITUINTE DERIVADO (instituído. pois deriva ou se origina de uma autorização da Constituição Federal. e) autônomo. municipais e distritais”. NATUREZA JURÍDICA “É UM PODER JURIDICO. quanto à forma de se manifestar. “[.1. d) incondicionado. 4. constituído. é a própria lei. deve-se obedecer á forma prevista na CF. a uma forma preestabelecida na Constituição Federal. limitado e condicionado aos parâmetros a ele impostos”. f) poder de fato e poder político. o poder constituinte é inicial. por exemplo.3. Limites ao poder reformador . sendo. segundo Denise Vargas.] deve obedecer às regras colocadas e impostas pelo originário. “o poder constituinte originário é incondicionado. que é uma norma jurídica. secundário. b) ilimitado juridicamente.a)inicial. DERIVADO LIMITADO CONDICIONADO 4. eis que não se submete a nenhuma forma de expressão eventualmente pré-existente. nesse sentido. Assim. revisão do texto constitucional ou criação de normas constitucionais pelos entes federados”. Sua vontade é sempre legal. Tabela explicativa sobre o poder constituinte derivado apresentada por Denise Vargas CARACTERÍSTICAS DO PODER CONSTITUINTE SECUNDÁRIO “Porque ele deriva da Constituição Federal e não nasce da vontade política soberana do povo”. necessitando respeitar as normas jurídicas existentes na Constituição Federal. para emendar a CF. Assim. Conceito Nas palavras de Pedro Lenza. segundo Denise Vargas. segundo Denise Vargas. para serem elaboradas normas constitucionais estaduais. de segundo grau) 4. também. não está jungido a nenhum processo predeterminado para a sua manifestação”.. Logo. ele existe porque a Constituição. e. “eis que só ao exercício do poder constituinte cabe determinar quais os termos em que a nova Constituição será estruturada”. 4. segundo Denise Vargas. o cria para reforma. pois dá início a um Estado inaugurando o seu ordenamento jurídico. E nas palavras de Carlos Ayres Brito “éle é um poder simultaneamente constituinte e desconstituinte: zera a contabilidade jurídica até então existente e passa a começar tudo de novo”.

d) Limitações temporais. procedimentais ou processuais..] O estabelecimento desse processo simplificado de reforma teve razões históricas. De acordo com Marcelo Alexandrino.. 60) é mais dificultoso que o processo legislativo ordinário (CF. relativas ao desenvolvimento dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte de 1988.a)Limites formais. por meio de plebiscito). . b) Poder constituinte derivado revisor (art.. A instabilidade institucional provocada por um momento tão delicado poderia ocasionar alterações precipitadas e desnecessárias no texto da LEX MATER”. desde que respeitadas as regras limitativas impostas pela Constituição Federal”. 47)”. segundo Marcelo Novelino.3. c) Limitações circunstanciais. 59. c) Poder constituinte derivado decorrente (art. art.] é aquele atribuído aos Estados-membros de uma federação – poder constituinte decorrente. Espécies de poder constituinte derivado a)Poder constituinte derivado por reforma (arts.. “podem ser impeditivas de inclusão. 7. art. aprovação e promulgação das propostas de emenda. nas quais a livre manifestação do poder derivado reformador possa ser ameaçada. com a finalidade de assegurar-lhe maior estabilidade. Na visão de Marcelo Alexandrino. 4.. Considerando a existência de relevantes debates a respeito de certos temas constitucionais (acerca da forma e regime de governo. alteração ou exclusão de determinados conteúdos no texto constitucional”. de extrema gravidade. “[. segundo Marcelo Novelino. do ADCT). o poder constituinte decorrente. “consiste na proibição de reforma de determinados dispositivos durante certo período de tempo após a promulgação da Constituição.] pode ser caracterizado como um poder de fato e se manifesta por meio das mutações constitucionais [. b) Limitações materiais (ou substanciais). por óbvio. 3°. 7. votação. o processo legislativo das emendas (CF.1. só existe nos Estados que adotam a forma federativa – para se auto-organizarem mediante a elaboração de suas constituições estaduais... I e 60 da CRFB/88). por exemplo. Por se tratar de uma Constituição rígida. Conceito Segundo Pedro Lenza. “são limitações consubstanciadas em normas aplicáveis a situações excepcionais. 11 do ADCT).. de acordo com Marcelo Novelino. de acordo com Marcelo Novelino. evitando-se alterações precipitadas e desnecessárias”. “[. há as limitações formais subjetivas que “são relacionadas à competência para propositura de emendas à Constituição” e as limitações formais objetivas que “são referentes ao processo de discussão. “[. cuja decisão terminou por ser legada ao povo brasileiro. PODER CONSTITUINTE DIFUSO OU MATERIAL.]”.

Conceito De acordo com Pedro Lenza “[. Direito Constitucional esquematizado. Bernardo Gonçalves. . “palpáveis”. Marcelo. 7. Ed. PAULO. 3.. 2010.1.7. 5. – São Paulo: Saraiva. Curso de Direito Constitucional positivo. Direito Constitucional. Direito Constitucional. NOVELINO. – Rio de Janeiro: Forense. Manoel Jorge. 3 ed. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. FERNANDES. São Paulo: Atlas. 2010. 2011. VARGAS. 15. São Paulo: MÉTODO. Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros. 2009. Rio de Janeiro: Lumen Juris. mas sim alterações no significado e sentido interpretativo de um texto constitucional [. materialmente perceptíveis. 2005. Rio de Janeiro: Forense. 9. Curso de Direito Constitucional.]”. 6ª. São Paulo: Revista dos Tribunais. ALEXANDRINO. 2011. Ed. 2009. SILVA E NETO. Pedro. Mutação constitucional 7. São Paulo: Malheiros.. 2. Alexandre. Vicente.BONAVIDES. 8. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2011.LENZA. Direito Constitucional descomplicado.MORAES. 4. Curso de Direito Constitucional..2.2. José Afonso da. Marcelo. Denise. 6. Paulo.. Manual de Direito Constitucional. São Paulo: MÉTODO. SILVA.] não seriam alterações “físicas”.

para ser recebida.1.848/40) foi recebido como lei ordinária). só se analisa a compati bilidade material perante a nova Constituição. precisa ter compatibilidade formal e material perante a Constituição sob cuja regência foi editada. mas. que não mais existe perante o ordenamento de 1988: o Código Penal (DL n. Isso porque só se fala em ADI de uma lei editada a partir de 1988 e perante a CF/88 (princípio da contemporaneidade).) nesse caso. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO NOVA CONSTITUIÇÃO E ORDEM JURÍDICA ANTERIOR 1.. matéria que era de competência da União pode perfeitamente passar a ser de competência legislativa dos Estados-membros. contudo. neste último caso. Entendemos. um parágrafo etc. d) em complemento.REPRISTINAÇÃO . uma lei pode ter sido editada como ordinária e ser recebida como complementar. 2. “[. conforme visto no item anterior. c) como a análise perante o novo ordenamento é somente do ponto de vista material. não se observará qualquer situação de inconstitucionalidade. quando ao fenômeno da recepção: “a)no fenômeno da recepção.1.O que acontece com as normas que foram elaboradas na vigência da Constitucional anterior com o advento de uma nova Constituição? Elas são revogadas? Elas são recepcionadas? Perdem a validade????? 2. contudo.2. não se falando em inconstitucionalidade superveniente. ainda. um ato normativo que deixe de ter previsão no novo ordenamento poderá ser recebido. mas.DIREITO CONSTITUCIONAL INTERTEMPORAL lato sensu 1. g) é possível.] nos casos de normas infraconstitucionais produzidas antes da nova Constituição. como vimos. Características. do decreto-lei. h) é possível. i) a recepção ou a revogação acontecem no momento da promulgação do novo texto. de revogação da lei anterior pela nova Constituição. 2.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. por falta de recepção”. apenas. declarando o momento a partir de quando a sua decisão passa a valer”. uma mudança de competência legislativa. somente por meio de ADPF... a técnica de controle ou é pelo sistema difuso ou pelo concentrado. ou seja. que o STF poderá modular os efeitos da decisão. Segundo Pedro Lenza. e) se incompatível. ainda. como um artigo. apresentadas por Pedro Lenza. RECEPÇÃO 2. por exemplo. a lei anterior será revogada. É o caso. b) a lei. 3. incompatíveis com as novas regras. a recepção de somente parte de uma lei.

Marcelo. 2°. Vicente. 2. 6. características marcantes no fenômeno da recepção material de normas constitucionais”.] recebidas por prazo certo. 5.FERNANDES. Direito Constitucional. São Paulo: MÉTODO. São Paulo: MÉTODO. a desconstitucionalização é um “[. Alexandre. DESCONSTITUCIONALIZAÇÃO Segundo Pedro Lenza. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2009. Ou seja.. “o poder constituinte poderá determinar expressamente.MORAES. Direito Constitucional. do ADCT.]”. ALEXANDRINO. Bernardo Gonçalves. as normas da Constituição anterior são recepcionadas com o status de norma infraconstitucional pela nova ordem”. 2010. art. SILVA E NETO. §3° da LICC (Lei de Introdução ao Código Civil). são “[.De acordo com o art. Direito Constitucional. Direito Constitucional descomplicado. 2011. São Paulo: Malheiros. Manoel Jorge. Curso de Direito Constitucional positivo.LENZA. mas com o status de lei infraconstitucional.] fenômeno pelo qual as normas da Constituição anterior. São Paulo: Atlas.. desde que compatíveis com a nova ordem. permanecem em vigor. 3 ed. 7. Por exemplo. a legisl ação infraconstitucional anterior já revogada que ele deseja restaurar [. 4. 2009. José Afonso da. – Rio de Janeiro: Forense. Pedro. Marcelo. e seu §1°. – São Paulo: Saraiva. 2011.. Curso de Direito Constitucional. PAULO. Direito Constitucional esquematizado. Ed. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.. 5. Ed. Segundo Denise Vargas. 34. 3.. “salvo disposição em contrário. caput. 4. em razão de seu caráter precário. . 2010. Rio de Janeiro: Forense. Rio de Janeiro: Lumen Juris.. 15. NOVELINO. SILVA. 6ª. a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência”. RECEPÇÃO MATERIAL DE NORMAS CONSTITUCIONAIS De acordo com Pedro Lenza.

§5°. ou vedações (CF. de modo geral. Aproximam-se do a que a doutrina clássica norte-americana chamou de normas autoaplicáveis (self-executing. vem colada à vigência. b). 150. EFICÁCIA SOCIAL De acordo com Marcelo Novelino. I a VI) ou prerrogativas (CF. art. self-enforcing ou self-acting) Para Marcelo Novelino. art.. as que confiram isenções (CF. NOÇÕES GERAIS 1.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.. 145.. III. 1. Uma norma é eficaz quando capaz de produzir efeitos ou de ser aplicada.1. Algumas normas constitucionais apresentam sérios problemas relativamente a sua efetividade. a função social para a qual foi criada.EFICÁCIA JURÍDICA Segundo Marcelo Novelino. “[.CLASSIFICAÇÃO QUANTO À EFICÁCIA JURÍDICA 2. §5°). . exceto nas hipóteses em que é diferida. como no caso das leis que criam ou majoram tributos (CF. art.Classificação proposta de JOSÉ AFONSO DA SILVA a)Normas constitucionais de eficácia plena (aplicação direta. §2°).1.] é a aptidão da norma para produzir os efeitos que lhe são próprios.2.] está relacionada à produção concreta de efeitos. 19). art. com aplicabilidade direta. além daquelas que não indiquem processos especiais para a sua execução ou que já se encontrem suficientemente explicitadas na definição dos interesses nelas resguardados”. independentemente de norma integrativa infraconstitucional [.. 53 e 150.]. “Pertencem “a esta categoria. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS 1. art. “[. imediata e integral) Segundo Pedro Lenza. Uma das causas é o fato de a Constituição regular o fenômeno político. imediata. Em regra. difícil de ser enquadrado dentro de parâmetros jurídicos”. adiada para o futuro. Uma norma é efetiva quando cumpre sua finalidade. estão aptas a produzir os seus efeitos. 128. imunidades (CF. “são aquelas normas da Constituição que. b) Normas constitucionais de eficácia contida (eficácia redutível ou restringível.. no momento em que entra em vigor.. as normas que contenham proibições (CF. I. 2. ou seja. art. mas “possívelmente não integral”). 184.

pedindo aos tribunais o seu cumprimento só por si. o legislador constituinte opta por traçar apenas princípios indicativos dos fins e objetivos do Estado. Tais princípios se distinguem dos anteriores por seus fins e conteúdos. PREÂMBULO CONSTITUCIONAL Nas palavras de Alexandre de Moraes.. 4. “[. produzir todos os seus efeitos. e não de aplicação ou execução imediata. bem como suas justificativas e seus grandes objetivos e finalidades”.2. explicitam comandos-valores. quando da promulgação da nova Constituição (ou diante da introdução de novos preceitos por emendas à Constituição..Segundo Pedro Lenza. mais do que comandos-regras.] são os dispositivos da Constituição que. sem. impondo aos órgãos do Estado uma finalidade a ser cumprida (obrigação de resultado). arts.. muitas vezes..NORMAS CONSTITUCIONAIS ESGOTADA DE EFICÁCIA EXAURIDA E APLICABILIDADE De acordo com Marcelo Novelino. 3° do ADCT. e consiste em uma certidão de origem e legitimidade do novo texto e uma proclamação de princípios.] são de aplicação diferida.. 5°. Normas de princípio programático Para Marcelo Novelino. apontar os meios a serem adotados.. poderá a norma infraconstitucional reduzir a sua abrangência”. órgãos ou instituições previstos na Constituição [. embora “tenham condições de.]’. demonstrando a ruptura com o ordenamento jurídico constitucional anterior e o surgimento de um novo Estado. Normas de princípio institutivo (ou organizatório).” Segundo Jorge de Miranda. Por exemplo. É de tradição em nosso Direito Constitucional e nele devem constar os antecedentes e enquadramento histórico da Constituição. têm mais natureza de expectativas que de verdadeiros direitos subjetivos.1. já efetivaram seus comandos”. têm como destinatários primacial – embora não único – o legislador. máxime os direitos sociais. acompanhadas de conceitos indeterminados ou parcialmente indeterminados”. que subdividem em: c.. apesar de não terem sido revogados. conferem elasticidade ao ordenamento constitucional. c) Normas constitucionais de eficácia limitada. .. no entanto.] normas de eficácia limitada que dependem de lei para organizar ou dar estrutura a entidades.] em vez de regular direta e imediatamente um interesse. não consentem que os cidadãos ou quaisquer cidadãos as invoquem já (ou imediatamente após a entrada em vigor da Constituição). “[. aparecem. “[... a cuja opção fica a ponderação do tempo e dos meios em que vêm a ser revestidas de plena eficácia (e nisso consiste a discricionariedade). ou na hipótese do art. segundo Marcelo Novelino. §3°). são “[. “O preâmbulo de uma Constituição pode ser definido como documento de intenções do diploma. 2°. 3. pelo que pode haver quem afirme que os direitos que deles constam. c.

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 2. FERNANDES, Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 3 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011. 3.MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 4. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 5. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 6. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 7. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO PRINCÍPIOS DE HERMENÊUTICA CONSTITUCIONAL 1. PRINCÍPIOS DA INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL a)Princípio da unidade da Constituição, segundo Pedro Lenza, “Constituição deve sempre interpretada em sua globalidade com um todo [...]”. Somando-se a isto, Marcelo Alexandrino expõe as conseqüências práticas do princípio da unidade, quais sejam:
“a) todas as normas contidas na Constituição formal têm igual dignidade – não há hierarquia, relação de subordinação entre os dispositivos da Lei Maior; b) não existem normas constitucionais originárias inconstitucionais – devido à ausência de hierarquia entre os diferentes dispositivos constitucionais, não se pode reconhecer a inconstitucionalidade de uma norma constitucional em face de outra, ainda que delas constitua cláusula pétrea”. c) não existem antinomias normativas verdadeiras entre os dispositivos constitucionais – o texto constitucional deverá ser lido e interpretado de modo harmônico e com participação de seus princípios, eliminando-se com isso eventuais antinomias aparentes”.

b)Princípio do efeito integrador, segundo Marcelo Alexandrino, “[...] o princípio integrador significa que, na resolução dos problemas jurídico-constitucionais, deve-se dar primazia aos critérios ou pontos de vista que favoreçam a integração política e social e reforço da unidade política”. c) Princípio da máxima efetividade, eficiência ou interpretação efetiva, de acordo com Marcelo Alexandrino, “[...] reza que o intérprete deve atribuir à norma constitucional o sentido que lhe dê maior eficácia, mais ampla efetividade social”. d) Princípio da concordância prática ou harmonização, de acordo com Marcelo Alexandrino, tem como fundamento “[...] a ideia de igualdade de valor dos bens constitucionais (ausência de hierarquia entre dispositivos constitucionais) que, no caso de conflito ou concorrência, impede, como solução, a aniquilação de uns pela aplicação dos outros [...]”. e) Princípio da força normativa, de acordo com Marcelo Alexandrino, é elaborado por Konrad Hesse, “[...] o intérprete deve valorizar as soluções que possibilitem a atualização normativa, a eficácia e a permanência da Constituição”. f) Princípio da interpretação conforme a Constituição. Segundo Marcelo Alexandrino,
“[...] impõe que, no caso de normas polissêmicas ou plurissignificativas (que admitem mais de uma interpretação), dê-se preferência à interpretação que lhes compatibilize o sentido com o conteúdo da Constituição”.

Como decorrência desse princípio, temos que: a)dentre as várias possibilidades de interpretação, deve-se escolher a que não seja contrária ao texto da Constituição; b) a regra é a conservação da validade da lei, e não a declaração de sua inconstitucionalidade; uma lei não deve ser declarada inconstitucional quando for possível conferir a ela uma interpretação em conformidade com a Constituição”.

g) Princípio da proporcionalidade ou razoabilidade Princípio da razoabilidade ou proporcionalidade (da proibição de excesso ou devido processo legal em sentido substantivo). a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino, o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha b) Subprincípios ou elementos vinculados ao princípio da razoabilidade: b.1. Adequação (idoneidade ou pertinência), “[...] significa que qualquer medida que o Poder Público adote deve ser adequada à consecução da finalidade objetivada, ou seja, a adoção de um meio deve ter possibilidade de resultar no fim que se pretende obter [..]”. b.2. Necessidade ou exigibilidade “[...]significa que a adoção de uma medida restritiva de direito só é validade se ela for indispensável para a manutenção do próprio ou de outro direito, e somente se não puder ser substituída por outra providência também eficaz, porém menos gravosa[...]”. b.3. Proporcionalidade em sentido estrito”[...] é exercido depois de verificada a adequação e necessidade da medida restritiva de direito. Confirmada a configuração dos dois primeiros elementos, cabe averiguar se os resultados positivos obtidos superam as desvantagens decorrentes da restrição a um ou outro direito[...]”. h) Princípio da justeza ou da conformidade funcional, segundo Marcelo Alexandrino, “estabelece que o órgão encarregado de interpretar a Constituição não pode chegar a um resultado que subverta ou perturbe o esquema organizatóriofuncional estabelecido pelo legislador constituinte”. i)Princípio da supremacia constitucional, de acordo com o STF, ADin, 2.215 – MC/PE, Rel. Min. Celso de Mello, j. em 17.04.2001:
“Sabemos que a supremacia da ordem constitucional traduz princípio essencial que deriva, em nosso sistema de direito positivo, do caráter eminentemente rígido de que se revestem as normas inscritas no estatuto fundamental. Nesse contexto, em que a autoridade normativa da Constituição assume decisivo poder de ordenação e de conformação da atividade estatal – que nela passa a ter o fundamento de sua própria existência, validade e eficácia -, nenhum ato de Governo (Legislativo, Executivo e Judiciário) poderá contrariar-lhe os princípios ou transgredirlhes os preceitos, sob pena de o comportamento dos órgãos do Estado incidir em absoluta desvalia jurídica”.

j) Princípio do conteúdo implícito (Fonte: webaula – Estácio) – “o intérprete deve atentar que a Constituição estabelece comandos que não estão expressos

São Paulo: Atlas.explicitamente em seu texto. caberá por simetria ao Governador os projetos de lei para o aumento do efetivo da Polícia Militar. cabe ao Presidente da República à iniciativa de leis para o aumento do efetivo das forças armadas. em tese. 5. 2010. o intérprete deve sempre lhes dar a maior extensão possível”. Marcelo. Direito Constitucional esquematizado. 2009. 2009. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Curso de Direito Constitucional. mas sim na coerência interna de seus objetivos e fundamentos”. 4. . m)Princípio da simetria (Fonte: webaula – Estácio) . Direito Constitucional. ALEXANDRINO. NOVELINO. Direito Constitucional descomplicado. Por exemplo. 6. Manoel Jorge. 15.“princípio de interpretação federativo que busca adequar entre os entes os institutos da Constituição Federal às Constituições e institutos dos Estados-Membros. José Afonso da. PAULO. Ed. Vicente. Curso de Direito Constitucional positivo. FERNANDES.MORAES. 2011. por exemplo: art. São Paulo: Malheiros. Alexandre. 2011. Ed.LENZA. Pedro. n)Princípio da presunção de constitucionalidade das normas constitucionais (Fonte: webaula – Estácio) – “o intérprete deve dar às normas hierarquicamente inferiores à Constituição uma interpretação que as coadune com a Lei Maior. SILVA. procurou adequá-las aos ‘comandos constitucionais”. São Paulo: MÉTODO. 61 da CRFB/88. Marcelo. – Rio de Janeiro: Forense.“uma vez que todas as normas constitucionais emanam da vontade popular e são normas cogentes ou imperativas. 6ª. l)Princípio da imperatividade das normas constitucionais(Fonte: webaula – Estácio) . Direito Constitucional. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. Bernardo Gonçalves. 3. SILVA E NETO. 2. visto que foram fruto de um processo legislativo que. São Paulo: MÉTODO. – São Paulo: Saraiva. 7. 3 ed. Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional. 2010. Rio de Janeiro: Lumen Juris.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.. Porém.1.nazismo – que praticou diversos crimes contra a humanidade. porém. pois quem não é capaz de lutar pela vida tem o seu fim decretado pela providência. O “Ato de Habilitação” (Ermächtigungsgesetz) e as Leis de Nuremberg.]. Realmente. que está. na luta pelos direitos do homem. apesar de todas as críticas que lhe podem ser imputadas por ter violado princípios básicos do direito penal. O mundo não foi feito para os povos covardes”. Defesa dos nazistas Nas palavras de George Marmelstein. uma raça é subjugada.1. já que não havia qualquer base legal prévia capaz de justificar a sua instalação. a respeito do Tribunal de Nuremberg. “O advogado de defesa.4. O Tribunal de Nuremberg: tribunal de exceção!? “Já pensou quão impossível seria processar por meios legais os atos do hitlerismo”. Era na verdade. um Tribunal de Guerra [. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB A TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMETAIS 1.. simbolizou. segundo a filósofa Hannah Arendt.3. “Os direitos do homem estão acima dos direitos do Estado. formuladas por juristas do mundo todo. é questionável a legalidade daquela Corte.4. portanto. no âmbito jurídico. Não se tratava de um julgamento puramente jurídico. 1. advogado pessoal de Hitler. Alega-se que o referido seria um tribunal de exceção. conseguiu com perfeição sintetizar o paradoxo daquele julgamento.O NAZISMO 1. Adolf Hitler e sua autobiografia Mein Kampf (“Minha luta”). o surgimento de uma nova ordem mundial.A banalidade do mal. por sua vez. 1. Ele faz cumprir as leis de seu país [. significa isso que ela pesou muito pouco na balança do destino para ter a felicidade de continuar a existir neste mundo terrestre.] Deveria Ernest Janning fazer cumprir as leis de seu país ou deveria ter se negado a fazê-las cumprir e se tornado um traidor? Este é o ponto crucial deste julgamento”. o que estava em jogo era a condenação de um regime .2. proferida pelo Tribunal de Nuremberg. A sentença condenatória. onde a dignidade da pessoa humana foi reconhecida como um valor suprapositivo. criado ex post facto. 1. .. no qual juízes estavam sendo acusados precisamente por cumprirem a lei: “Um juiz não lei. aprovadas em 1935. acima da própria lei e do próprio Estado”. no livro Entrevistas de Nuremberg 1. Se. “Há várias críticas.. Segundo George Marmelstein. Hans Frank.

especialmente após a Declaração Universal dos Direitos Humanos. e) Direitos fundamentais da QUINTA dimensão ou geração O doutrinador Paulo Bonavides assevera que o direito de 5ª dimensão relaciona-se com o direito à paz. e) direito de comunicação. de 1948. Ed. que ganhou a força após a Segunda Guerra Mundial.Constituição de Weimar (Constituição da primeira república alemã). por sua vez. 2011. c) Direitos fundamentais de TERCEIRA dimensão ou geração por fim. sociais e culturais. Karel Vasak elaborou a “teoria das gerações dos direitos”. baseados na igualdade (igualité).No Brasil. d) Direitos fundamentais de QUARTA dimensão ou geração.MORAES. Direito Constitucional esquematizado. é possível destacar os seguintes documentos históricos: Constituição do México (1917). Rio de Janeiro: Forense. Curso de direitos fundamentais. a) Direitos fundamentais de PRIMEIRA dimensão ou geração seriam os direitos civis e políticos. 2011. BIBLIOGRAFIA: 1. 5.3. inspirado nas cores da bandeira francesa. George. 2009. Ed. fundamentados na liberdade (liberte). – São Paulo: Atlas. entendida como viés da democracia participativa ou supremo direito da humanidade. d) direito de propriedade sobre o patrimônio comum da humanidade.MARMELSTEIN. a última geração seria a dos direitos de solidariedade. NOVELINO. de acordo com Pedro Lenza. Bernardo Gonçalves. Pedro.6.LENZA. que tiveram origem com as revoluções burguesas. Coimbra: Coimbra. 4. 6.. São Paulo: Atlas. Direito Constitucional. 3. “ referida geração de direitos decorreria dos avanços no campo de engenharia genética.MIRANDA. Para o doutrinador. Alexandre. EVOLUÇÃO DOS DIREITOS “DIMENSÕES” DE DIREITOS) FUNDAMENTAIS (“GERAÇÕES” OU 1. 2010. 2010. Marcelo. Rio de Janeiro: Lumen Juris.Tratado de Versailles (1919). 2. coroando a tríade com a fraternidade (fraternité). . 2ª. na Alemanha. por meio da manipulação do patrimônio genético”. seria a dos direitos econômicos. Direito Constitucional. em especial o direito ao desenvolvimento. impulsionados pela Revolução Industrial epelos problemas sociais por ela causados. FERNANDES. c) direito ao meio ambiente. b) direito à paz. São Paulo: MÉTODO. . Jorge. . – São Paulo: Saraiva. Manual de Direito Constitucional. ao colocarem em risco a própria existência humana. 3 ed. 15. b) Direitos fundamentais de SEGUNDA dimensão ou geração. 1997. A teoria de Vasak traz o rol dos seguintes direitos de 3ª dimensão: a)direito ao desenvolvimento. Curso de Direito Constitucional. a Constituição de 1934. . de 1919. à paz e ao meio ambiente. ed.

8. São Paulo: Saraiva. Direito Constitucional descomplicado. 2011. 6ª.SARMENTO. Rio de Janeiro: Lumen Juris. PAULO. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). 2009. SILVA. 9. SILVA E NETO. São Paulo: Malheiros. Vicente. – Rio de Janeiro: Forense.76. Manoel Jorge. George. ALEXANDRINO. Direitos Humanos. José Afonso da. São Paulo: MÉTODO. Curso de Direito Constitucional positivo. – (Coleção curso & concurso. 2009. v. Marcelo. 7. Ed. Direito Constitucional. .

Conforme Marcelo Alexandrino. Na visão de Gonçalves. garantidos e limitados no espaço e no tempo. a expressão direito fundamental é utilizada para “[. Aqui a tutela jus fundamental se volta para proteção das instituições. em regra.2.1. os seus direitos fundamentais [. por isso. Conforme Marcelo Alexandrino.] para designar pretensões de respeito à pessoa humana. inseridas em documentos de direito internacional”.1. até mesmo. 207 CR/1988). PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 2. 5º.]”. Exemplos de instituições é a família (art.] designar os direitos relacionados às pessoas. 1. reportando-se a Carl Schmitt. Podemos mencionar como exemplo desse fenômeno o inciso X: “são invioláveis a intimidade. USO BANALIZADO DA EXPRESSÃO “direitos fundamentais” 1. pois são assegurados na medida em que o Estado os estabelece”. De acordo com Bernardo Gonçalves. enunciados em que ambos estão no mesmo texto. Por isso.3. Segundo Marcelo Alexandrino. Há. As garantias possibilitam que os indivíduos façam valer. sendo. inscritos em textos normativos de cada Estado. as duas estão entrelaçadas. a expressão direito humano é empregada.]” 2.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc. as garantias fundamentais “são estabelecidas pelo texto constitucional como instrumentos de proteção dos direitos fundamentais. direitos fundamentais. a fim de que sejam preservadas as suas características substantivas básicas. A classificação ganhou disseminação na doutrina de Paulo Bonavides.. São direitos que vigoram numa determinada ordem jurídica.2.. garantias fundamentais e garantias fundamentais 1.. “ [. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS 1. como acontece com as garantias fundamentais [. No art.1.. 1. mesmo tais tipos de garantias não outorgam direitos subjetivos aos indivíduos. frente ao Estado. assegurado o direito à indenização por dano material ou moral decorrente de sua violação”. as garantias institucionais “são aquelas que desempenham uma função de proteção de “bens jurídicos” indispensáveis à preservação de certos valores reputados essenciais por uma sociedade. Distinção entre direitos humanos.2. a honra e a imagem das pessoas. ”A Constituição de 1988 não estabelece a separação metodológica entre direitos e garantias. Segundo Alexandre de Moraes e Bernardo Gonçalves são principais características dos direitos fundamentais são as seguintes: ..... a vida privada.4.1.1. 1.

. credo ou convicção político-filosófica”). Eles são os valores básicos para uma vida digna em sociedade.1. em um ambiente de opressão não há espaço para vida digna”. d) garantia do mínimo existencial”. 3.2. g) interdependência (“as várias previsões constitucionais. entretanto. d) inviolabilidade (“impossibilidade de sua não observância por disposições infraconstitucionais ou por atos das autoridades públicas”).] não haveria possibilidade de absolutização de um direito fundamental (“ilimitação” de seu manuseio) pois ele encontraria limites em outros direitos tão fundamentais quanto ele”. CONTEÚDO NORMATIVO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) De acordo com George Marmelstein. afirma que os direitos fundamentais passam. os direitos fundamentais não podem ser objeto de renúncia”). compartilhando da tese de Bobbio.. CONTEÚDO ÉTICO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) Nas palavras de George Marmelstein. Portanto eles vão se ‘adequado’ a novos contextos”. independentemente de sua nacionalidade. sexo. 3. Nesse contexto. CONTEÚDO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 3. h) historicidade. segundo “Gilmar Mendes. b) Para George Marmestein. f) efetividade (“a atuação do Poder Público deve ter por escopo garantir a efetivação dos direitos fundamentais”). eles estão intimamente ligados à idéia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder. permitindo a introdução de novos “remédios” de acordo com o próprio surgimento de novas ameaças. raça. e) universalidade (“devem abranger todos os indivíduos. a ideia de dignidade humana está relacionada aos seguintes atributos: “a) respeito à autonomia da vontade. bem como à previsão de prisão somente por flagrante delito ou por ordem da autoridade judicial”). b) respeito à integridade física e moral. b) inalienabilidade (“não há possibilidade de transferência dos direitos fundamentais a outrem”). a liberdade de locomoção está intimamente ligada à garantia do habeas corpus. c) irrenunciabilidade (“em regra. os direitos fundamentais “possuem um inegável conteúdo ético (aspecto material). Afinal. possuem diversas interseções para atingirem suas finalidades. c) não coisificação do ser humano. por profundo processo de evolução ao longo da história da humanidade.“a) imprescritibilidade (“os direitos fundamentais não desaparecem pelo decurso do tempo”). b) relatividade significa que ”[. . assim. apesar de autônomas.

em regra. por exemplo.“[.. 5°. DIREITOS FUNDAMENTAIS COMO DIREITOS POSITIVADOS 6. Do mesmo modo. já que existem diversos direitos fundamentais positivados de forma implícita (não escrita).1. merece ser citado um curioso caso no qual a Comissão de Ex-Presos Políticos de São Paulo reconheceu o direito à indenização a uma pessoa que havia sofrido torturas quando ainda estava na barriga da mãe durante o regime militar. positivadas no plano constitucional de determinado Estado Democrático de Direito. disciplinar o exercício do direito fundamental. Nesse sentido. que. portador de deficiência mental etc”. 5.. 4. §2°. ou seja. já que eles são seres humanos em potencial. Não é necessário sequer que a pessoa seja plenamente capaz. intimamente ligadas à ideia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder.. “[. a condição financeira. que foi conhecido e deferido pelo Superior Tribunal de Justiça para proteger o seu direito de nascer”. impetrado em favor de um nascituro.. por sua importância axiológica.] são normas jurídicas.159/RJ. nunca criá-lo diretamente”. CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS Na visão de George Marmelstein. Pode ser menor de idade. pode ser titular de direitos fundamentais.] Não se deve confundir norma positivada com norma escrita. a título de curiosidade. 7. A fonte primária dos direitos fundamentais é a Constituição.. Dentro dessa concepção. fundamentam e legitimam todo o ordenamento jurídico”. Os nascituros Nas palavras de George Marmelstein. a opção sexual. a idade.. DIREITOS FUNDAMENTAIS IMPLÍCITOS Nas palavras de George Marmelstein.]”. pode-se dizer que não há direitos fundamentais decorrentes da lei. “[. os direitos fundamentais “[. não importando a cor da pele.].. que decorrem do sistema constitucional como um todo. idoso. somente podem ser considerados como direitos fundamentais aqueles valores que forem incorporados ao ordenamento constitucional de determinado país. 7.. merece menção.] mesmo os nascituros (fetos e embriões) são protegidos pelo ordenamento jurídico-constitucional. da Constituição de 1988 [. DESTINATÁRIOS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS De acordo com George Marmelstein. “Qualquer pessoa. sob o aspecto jurídico-normativo. por força do já citado art. o Habeas Corpus 32.. a nacionalidade ou qualquer outro atributo.. . quando muito irá densificar. A lei.

Região. As pessoas jurídicas como titulares de direitos fundamentais Segundo George Marmelstein.2. Por exemplo.3. ao nome.]”. “[. Os estrangeiros não residentes e o princípio da dignidade humana “SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE. que não possam exigir direitos fundamentais cuja titularidade é restrita a determinada categoria de pessoas. 7. entre outros. escrito por Ruy Castro. j.].4. Por outro lado. ainda.. no Caso Garrincha. é possível reconhecer que as empresas são capazes de ser titulares de direitos ligados a sua atividade econômica. Direitos fundamentais com titularidade restrita Segundo George Marmelstein. alguns direitos restritos aos portadores de deficiência. por exemplo [.. aos idosos e às mulheres. No acórdão. 7. que os filhos do famoso jogador seriam parte legítima para defender o direito à honra e à imagem do pai falecido.] entendeu-se. como o direito à imagem. 29/8/2006). AG 2005040132106)/PR. naquilo em que for compatível com a sua natureza [. Os direitos que se projetam mesmo após a morte. 7. 5° DA CF. Nas palavras de George Marmelstein. como o direito de propriedade. deve -se reconhecer que elas também podem ser titulares de direitos fundamentais. “o exercício do direito fundamental independe de qualquer requisito. o direito à livre iniciativa e os direitos de caráter fiscal (garantias constitucionais do contribuinte)”.. contudo. 7. . Titularidade dos direitos sociais Segundo George Marmelstein.. Isso não significa dizer. TRATAMENTO GRATUITO PARA ESTRANGEIROS. “Até mesmo o estrangeiro em situação irregular no País encontra -se protegido e a ele são assegurados os direitos e garantias fundamentais (TRF 4ª. “Já que as pessoas jurídicas foram mencionadas..2. ART.7.5. existem alguns direitos fundamentais que são restritos às presidiárias. TRANSPLANTE DE MEDULA. como bens imortais que se prolongam para além da vida”.. à honra. Há. ficou ementado que a honra e a imagem “permanecem perenemente lembradas nas memórias. que havia sido retratado de forma supostamente decadente na biografia Estrela solitária um brasileiro chamado Garrincha.

a doutrina e jurisprudência alemã. Essa seria. a partir da década de 50 passam a reconhecer a aplicação dos direitos fundamentais nas relações privadas.2.. Este se tornou uma verdadeira referência não só na Alemanha no que diz respeito à aplicação dos direitos fundamentais nas relações privadas. falam em “eficácia desigual dos direitos fundamentais”. 8. No entanto. defendeu que fosse realizado um boicote ao filme Unsterbiliche Gelibte (Amante imortal) dirigido por Veit Harlam.]”. em .2. o Estado somente é obrigado a disponibilizar os serviços de saúde.1. a referente aos particulares nas relações com outros particulares não numa relação de horizontabilidade. um particular (por exemplo com grande poderio econômico) em relação a outro (por exemplo: hiposuficiente).. “O Tribunal Constitucional Alemão debateu e enfrentou o tema da eficácia dos direitos fundamentais nas relações privadas no famoso caso Lüth (1958). de modo a barrar ação usurpadora desde nas suas relações com os particulares [. Nesse sentido. os direitos fundamentais representavam limites ao exercício do poder do Estado. Eficácia vertical dos direitos fundamentais De acordo com Bernardo Gonçalves.“Na verdade. atualmente. É interessante registrarmos. 8. a relação que se dá entre Estado. Desse modo. educação. em um discurso feito perante produtores e distribuidores da indústria cinematográfica. Um resumo do caso pode ser assim descrito: em 1950 Erich Lüth. assistência social etc. “[. exigir juridicamente o cumprimento da norma constitucional [. todas as pessoas podem ser titulares dos direitos sociais.] o termo direitos fundamentais nas relações privadas é o mais adequado. de verticalidade.]”. podem.. e particular. de um lado. “Na formulação clássica dos direitos fundamentais.1. de matriz eminentemente liberal.. Eficácia horizontal dos direitos fundamentais Segundo Daniel Sarmento. Marco histórico do nascimento da teoria da eficácia horizontal dos direitos fundamentais De acordo com Bernardo Gonçalves. mas sim. Nestes termos.. presidente do clube de imprensa de Hamburgo. que alguns doutrinadores. apenas as pessoas que não podem pagar pelos serviços de saúde.. em dadas circunstâncias. visto que em determinadas hipóteses (casos concretos) os particulares não estão em relação horizontabilidade devido à discrepância de uns em relação os outros. EFICÁCIA VERTICAL FUNDAMENTAIS E EFICÁCIA HORIZONTAL DOS DIREITOS 8..]. de outro [. de educação etc. ou seja. teríamos a eficácia diagonal dos direitos fundamentais (e não horizontal) apesar da relação ser entre particulares”. 8.. justamente.

– São Paulo: Saraiva. 2009.SARMENTO. 8. – Rio de Janeiro: Forense. 2011. Curso de direitos fundamentais. NOVELINO.. Bernardo Gonçalves. e e) Direitos de organização em partidos políticos: art. Pedro. ed. 6° a 11. Ocorreu em virtude de tal decisão recurso por parte de Lüth perante a Corte Constitucional. Jorge. Direito Constitucional descomplicado. 9. ALEXANDRINO. Vicente. que por sua vez reformou a sentença entendendo ter havido violação ao direito fundamental de Lüth à liberdade de expressão. FERNANDES. São Paulo: Atlas. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Ed. b) Direitos sociais: art.LENZA. Marcelo. Marcelo.MARMELSTEIN. – São Paulo: Atlas. É bom que se diga que nesse caso a Corte adotou a tese da eficácia indireta ou mediata”. Rio de Janeiro: Forense. 2010. 4. 2ª. SILVA E NETO. 6ª. 1997. Direito Constitucional. 7. 3 ed. São Paulo: MÉTODO. A produtora do filme de Harlam recorreu ao Tribunal de Hamburgo com o objetivo de que fosse determinado a Lüth que cessasse a conclamação ao boicote. 2010. 2011. Coimbra: Coimbra. 5. 826 do Código Civil (quem. São Paulo: Malheiros. Curso de Direito Constitucional positivo. Direito Constitucional.virtude de o cineasta ter elaborado filmes de conotação antissemita na época nazista de Hitler. Ed. Direito Constitucional esquematizado. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). d) Direitos políticos: art. 5. A demanda foi acolhida pelo Tribunal. 2009.CLASSIFICAÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 a) Direitos individuais e coletivos: art. José Afonso da. Manual de Direito Constitucional.MORAES. com fundamento no art. 12. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 14 a art. 5°. São Paulo: Saraiva. Alexandre. BIBLIOGRAFIA: 1. 15. George. . 2011. Ed. 9. está obrigado a reparar o dano). George. Manoel Jorge. c) Direitos de nacionalidade: art. São Paulo: MÉTODO. 3. Direito Constitucional. 2009. PAULO. 17. – (Coleção curso & concurso. 16. 2. Direitos Humanos. 6.MIRANDA. v. SILVA. cause danos dolosamente a outro. de modo contrário aos bons costumes. Curso de Direito Constitucional.

a proibição de insuficiência “ocorre quando as medidas legislativas adotadas não são suficientes para garantir uma proteção constitucionalmente adequada aos direitos fundamentais”. 3. impedindo-a de abrir mão deste direito”. 2. a partir da Wilipédia. quando incapaz. 5°. 2.2.Posição do Brasil. de seu representante legal”. De acordo com Marcelo Novelino. Não se confunde com a irrenunciabilidade.A INVIOLABILIDADE DO DIREITO À VIDA (CF. “Art. O Brasil e a aplicação da pena de morte. ABORTO 3. 170). a qual atinge a própria pessoa envolvida. 2°) foi influenciado pela tradição cristã. 2. Não se pude o aborto praticado por médico: I – se não há outro meio de salvar a vida da gestante. caput). art. a) Caso Manuel da Mota Coqueiro: última pena de morte aplicada no Brasil foi em 06 de março de 1885. Direito à vida: dupla acepção. o Código Civil (art. Proibição de insuficiência e a questão da legalização do aborto. b) direito a uma existência digna (CF. afirma que . O direito à vida é um direito absoluto? 3.1. Segundo George Marmelstein. art.1. a) direito a permanecer vivo.1. 128. b) Código Penal (art. 4. I e II). Segundo George Marmelstein. II – se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou. a) . PENA DE MORTE 4. a inviolabilidade “consiste na proteção contra violações por parte de terceiros.2.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO À VIDA 1. 128.DISTINÇÃO ENTRE INVIOLABILIDADE E IRRENUNCIABILIDADE Nas palavras de Marcelo Novelino.2.

] o Tribunal. 5. 5°. FERNANDES. julgou improcedente pedido formulado em ação direta de inconstitucionalidade proposta pelo ProcuradorGeral da República contra o art.. – São Paulo: Atlas. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL À TORTURA (art. e estabelece condições para essa utilização” .MARMELSTEIN. 4.1. 56) prevê a aplicação da pena de morte.2. 3. atendidas as seguintes condições: I – sejam embriões inviáveis. já congelados na data da publicação desta Lei. Ed.. como não se ouviu seu pescoço quebrar. 3 ed. rendição. causando-lhe sofrimento físico ou mental”. 2ª. segundo George Marmelstein. 15. ao ser indagado por sua última vontade. para fins de pesquisa e terapia. Informativo 497. Bernardo Gonçalves.1.105/2005 (Lei da Biossegurança).“Manuel da Mota Coqueiro entrou para a história como o último indivíduo condenado à pena de morte no Brasil. Após sua execução em 6 de março de 1885 por enforcamento.1) Nos termos da ADI nº 3. “permitiu. o carrasco subiu nele colocando os pés em seus ombros e forçou até que se ouvisse o alto estalar da coluna vertebral se rompendo”. motim. Coimbra: Coimbra. para fins de pesquisa e terapia. a. a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento.MIRANDA. Curso de Direito Constitucional. ed. A sua execução ocorreu às 2 horas da tarde e. 2. ou que. por exemplo: traição. 5° da Lei federal 11. por maioria. Após isso. Direito Constitucional esquematizado. ou II – sejam embriões congelados há 3 (três) anos ou mais. fuga em presença do inimigo. 84) c) Código Penal Militar (art. espionagem. a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não usados no respectivo procedimento. George. A tortura se caracteriza na conduta de “constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça.105/2005 (Lei da Biossegurança). que ‘teria 100 anos de atraso pela injustiça que estava sendo feito a ele’. 1997. Manual de Direito Constitucional. seu corpo foi posto a pender no vazio e. Jorge. b) Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art. art. acusado de mandar matar Francisco Bennedito da Silva e sua família. BIBLIOGRAFIA: 1.510: “[. foi descoberto sua inocência.105/2005). gritou com voz trêmula que era inocente e jogou uma maldição sobre a cidade. A Lei n° 11. 5°. .LENZA. fato que fez com que o então imperador Dom Pedro II convertesse todas as sentenças de morte em prisão perpétua. 2011. que permite. 2011. Pedro. covardia. revolta ou conspiração. – São Paulo: Saraiva. Curso de direitos fundamentais. PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO 5.. III e XLIII da CRFB/88) 6. contados a partir da data de congelamento”. 6. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Ed.455/97). deserção em presença do inimigo. 5. depois de completarem 3 (três) anos. Posição do STF e a constitucionalidade da Lei de Biossegurança (Lei n° 11. na data da publicação desta Lei. a) Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn 3510/DF). Tipificação da conduta (Lei n° 9. 2009.

São Paulo: Saraiva. 6ª.5. 2009. 5. São Paulo: Malheiros. George. – Rio de Janeiro: Forense. ALEXANDRINO. 6. Marcelo. São Paulo: MÉTODO. SILVA. Direito Constitucional. Direito Constitucional descomplicado. Vicente. 2009.MORAES. SILVA E NETO. 7. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Direito Constitucional. – (Coleção curso & concurso. Direitos Humanos. José Afonso da. Ed. Alexandre. 2011. . Marcelo. 2010. 9. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). São Paulo: Atlas. Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional. Manoel Jorge. PAULO. v. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: MÉTODO. 8.SARMENTO. NOVELINO. 2010.

eu desconsidera o próximo pela simples vontade de menosprezar”. 2.O princípio da isonomia: a) elemento discriminador.O PRINCÍPIO DA ISONOMIA 1. Igualdade perante a lei “dirige-se principalmente aos intérpretes e aplicadores da lei.Discriminação positiva. c) fim constitucionalmente consagrado. “[. a quem é vedado valer-se da lei para estabelecer tratamento discriminatório entre pessoas que mereçam idêntico tratamento [. de acordo com Marmelstein. 5. 1. visando à redução de desigualdades decorrentes de discriminações (raça. 5. IGUALDADE NA LEI E IGUALDADE PERANTE A LEI 2.DIREITO À IGUALDADE 4. que retira vantagens sem motivos plausíveis. que procura ajudar o semelhante. segundo Marmelstein. impedindo que.] consistem em políticas públicas ou programas privados desenvolvidos. Discriminação negativa. por meio da concessão de algum tipo de vantagem compensatória de tais condições”..2.Interpretação da expressão “sem distinção de qualquer natureza”. “[. tratando-o desigualmente para dar-lhes iguais oportunidades... econômica (classe social) ou física (deficiência). que prejudica por preconceito. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO À IGUALDADE 1...1.2. que desrespeita o outro.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 2.2. 4. em regra.]”. ao concretizar um comando jurídico.1.] é a discriminação para o bem. pensando em melhorar as condições de vida daquele que precisa de auxílio”.] é a discriminação para o mal. “[. Igualdade na lei “tem por destinatário precípuo o legislador... com caráter temporário. O sistema de cotas 6.1. etnia) ou de uma hipossuficiência. Normas constitucionais . 4. Conceito De acordo com Marcelo Novelino. eles dispensem tratamento distinto a quem a lei considerou iguais”.2. b) justificativa racional.AÇÕES AFIRMATIVAS 5.1.

LENZA. 15.MORAES. Direito Constitucional.. Ed. SILVA. NOVELINO. 6ª. – Rio de Janeiro: Forense. – São Paulo: Atlas. José Afonso da. 2009. c) direito de aposentadoria por idade e tempo de serviço mais curto que o dos homens (art. art. 2011. §3°). XXX. Manoel Jorge. 8. b) direito à licença-gestação para a mulher em período superior ao do homem (art. Ed.XXX. 5°. – São Paulo: Saraiva. Direito Constitucional. 2. 7°. 2ª. Direitos Humanos. Curso de Direito Constitucional positivo. Direito Constitucional descomplicado. 3. 77. Vicente. 2010. 3 ed. FERNANDES. Jorge.a) direito de as presidiárias permanecerem com seus filhos durante o período de amamentação (art. art. São Paulo: Malheiros. Pedro. XLII). v. . Direito Constitucional esquematizado. 5. d) Igualdade entre homens e mulheres (CRFB/88. SILVA E NETO. art. São Paulo: Saraiva. 5°. I .MARMELSTEIN. L). e) Critérios de admissão em concursos públicos (CF. 2009. Coimbra: Coimbra. 7°. XVIII e XIX). quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido. 6. 2009. §5°). – (Coleção curso & concurso. George. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Atlas. 2011.O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. 4. São Paulo: MÉTODO. 40. 2010. São Paulo: MÉTODO. Marcelo. ALEXANDRINO. Direito Constitucional. XXX.. Bernardo Gonçalves. Manual de Direito Constitucional. 10. g) Proibição ao racismo (CRFB/88. 1997.MIRANDA. BIBLIOGRAFIA: 1. Marcelo. f) Reserva de cargos (CRFB/88. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 9. Ed. da Constituição. art. art. Rio de Janeiro: Forense. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). George. 37. 7°. 7°. 7. art 40). 2011. 12. Alexandre. Curso de direitos fundamentais. ed.SARMENTO. art. Súmula 683 do STF . a e b). art. PAULO. 5°. II.

ALEXANDRINO.2. São Paulo: MÉTODO.MARMELSTEIN. Exemplos de reserva legal. Ed.MORAES. 9. José Afonso da. São Paulo: Malheiros. 1. 8. Direito Constitucional. – São Paulo: Saraiva. 2. Direitos Humanos. 2009. Ed. 7°. 3. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 7. por exemplo. 2009. Assim. 6.2.. Marcelo. 2010. “há matérias que estão reservadas a determinadas espécies normativas criadas apenas pelo Legislativo. 2011. 173). 6ª. – São Paulo: Atlas.MIRANDA. A autonomia de vontade. São Paulo: Saraiva. v. XIX e §3. 1997.1. Curso de Direito Constitucional positivo. Direito Constitucional. 2. a partir da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art. George. 5°. Pedro. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). 2ª. 5°. Direito Constitucional descomplicado. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 PRINCÍPIO DA LEGALIDADE 1. NOVELINO. a fixação de indenização para o trabalhador despedido sem justa causa é matéria reservada tão somente à lei complementar (art. Direito Constitucional esquematizado. SILVA E NETO. O Estado e o governo sub lege e per lege. de forma abstrata e geral. XVIII. 2. Manoel Jorge. I) [. Manual de Direito Constitucional. 5. art. Jorge. ed.. São Paulo: MÉTODO. São Paulo: Atlas.]”. XIII. 2010. 2011. Rio de Janeiro: Forense. SILVA. Direito Constitucional. 37.PRINCÍPIO DA LEGALIDADE (CRFB/88. II). art.. Ed. . Curso de direitos fundamentais. Coimbra: Coimbra.-LENZA. BIBLIOGRAFIA: 1. Vicente.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 2009. George. – Rio de Janeiro: Forense. PAULO. 1. PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL 2. 4. Marcelo. – (Coleção curso & concurso.SARMENTO. §1° do art. 15. I. De acordo com Denise Vargas.1. Alexandre.

a noção de liberdade não deve ser associada.. 5°.1. 5°. b) penas restritivas. 1..] para o STF. IV) De acordo com Marcelo Novelino. Núcleo do valor liberdade: AUTONOMIA DA VONTADE. V).1. a responsabilidade pela manifestação é da direção da empresa que publicou ou transmitiu”. Respeito à autonomia de vontade: proteção implícita ou expressa na Constituição Federal de 1988.1. 3. 2. 3. “[. LXVIII) 2.1..1. Posição do Supremo Tribunal Federal a) MS 24. DJ .10.1. 3.957. 5°. XV. que serve como limite ao seu exercício”. Rel. na medida em que a proibição do anonimato visa a permitir que o autor de escritos ou publicações se exponha às conseqüências de eventuais excessos. “o homem não se contenta apenas em ter suas próprias opiniões. LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO (art. De acordo com Otávio Piva. DJ 16. c) regulamentações dos poderes públicos. julgamento em 11.10. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE 1. arbitrariedade.DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE De acordo com Marcelo Novelino.. Ele quer expressá-las e. LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO DE PENSAMENTO (art. s de liberdade.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. quem se manifesta por meio de imprensa escrita ou falada. mas sim a ideia de responsabilidade. LXI.2002. “. b) STF. Celso de Mello. voto do Min.2002. Restrições ao direito de locomoção: a) estado de sítio. não raro.05. Inq. 1.2005.369. 1. julgamento em 10. Min. A liberdade de pensamento e a vedação do anonimato (art.1. deve começar pela identificação. Celso de Mello. convencer os outros de suas ideias”. Se isso não ocorre.

de modo que os cidadãos poderão tomar decisões mais acertadas se as diversas opiniões públicas puderem circular sem interferências”. Legitimados De acordo com George Sarmento.1. IV. 5°. a imediata instauração da persecutio criminis.11. desde que isoladamente considerados. honra. quando constituírem. 5° da Constituição da República. É também um instrumento de denúncia de disfunções da Administração Pública ou dos atos de improbidade de seus servidores. V. X Segundo Otávio Piva. por exemplo)”. LIBERDADE DE EXPRESSÃO (CRFB/88.11. V.3. Dano moral e as pessoas jurídicas (súmula 227: “A pessoa jurídica pode sofrer dano moral”). apresentado por Marmelstein. ao processo. 9. seja para tutelar direitos difusos. Ficou consignado que a inclusão de escritos anônimos não podem justificar. 1537 do Código Civil Brasileiro.051/95). b) direito à informação. eles próprios.2005 ( a questão do disque-denúncia. delação anônima e ou do escrito apócrito). só por si. precisamente. 3. IX. usando como fundamento o art. escritos. “[.1. Pensamento de Stuart Mill. art. o STF. no ano de 1948 (RT 244/629). 3. “O STF entendeu que um dos fundamentos que afastam a possibilidade de utilização da denúncia anônima como ato formal de instauração do procedimento investigatório reside. 4. 5. sátira. pois peças apócrifas não podem ser incorporadas. ou. ainda. O exercício do direito de petição não exige grandes formalidades.DIREITO DE PETIÇÃO NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 5.2. desenhos. Os . no inciso IV do art. “Todos estão legitimados para fazer petições aos poder es públicos – cidadãos e pessoas jurídicas – seja para defender interesses personalíssimos. art.DANO MORAL E DANO MATERIAL (CRFB/88. sobre a importância da liberdade de expressão. posicionou-se pela não indenização do dano moral puro ou autônomo. de 1916”. o corpo de delito (como sucede com bilhetes de resgate no delito de extorsão mediante seqüestro. desenhos. 220). manifestações artísticas. XIV. 5.2. A Constituição de 1988 apresentou o direito de petição sob dois ângulos: a) direito de certidão (Lei n. coletivos e individuais homogêneos.1. “.1. 4. o silêncio). pinturas. art. formalmente. cartazes... 4.. De acordo com Otávio Piva. ou que corporifiquem delito de ameaça ou que materialmente o crimen falsi. 5°. salvo quando tais documentos forem produzidos pelo acusado..] a verdade tem maior probabilidade de vir à tona quando existe um “mercado” de idéias livremente divulgadas e debatidas. Formas de manifestação de pensamento (discursos falados.

oferendas e donativos”. o direito de petição “instituto de inspiração democrática que permite aos indivíduos se dirigirem a quaisquer órgãos ou autoridades públicas (federais. o direito à liberdade 6. 6. “. consiste na adesão a certos valores morais e espirituais. Na visão de André Júnior. 6. Liberdade de consciência 6. Aspectos relevantes do Estado secular a) O Estado não deve se intrometer nas crenças pessoais de cada um. Conceito Para Pontes de Miranda. b) As decisões tomadas na esfera pública devem ser pautadas na razão.1. segundo George Sarmento..LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA. 5°.4. Direito de certidão e informação a)Direito de certidão e informação (art. negam ou descrevem determinado fato ou ato jurídico.3. de 17 de janeiro de 1890) do Estado brasileiro e preâmbulo da Constituição Federal de 1988 (STF.1. 15/8/2002). adorações. “. Carlos Velloso. Min. informação ou reivindicação desvinculada de qualquer formalismo. “são manifestações oficiais do poder público que se exteriorizam por meio de documentos subscritos pela autoridade competente que provam. Segundo André Júnior. 6.3.3. a demonstração do interesse e os pedidos específicos”. 210 §1º). Liberdade de culto 6. VIII e art. independentes de qualquer aspecto religioso”.4. Conceito Segundo Marcelo Novelino. 5º.. estaduais ou municipais). confirmam. A laicidade (Decreto n. “b”. 119-A. 5. ADI 2076/DFm rel.2. art.Possuem a presunção de veracidade e refletem a posição do Estado sobre a matéria”.1. .. j. E para Habermas.2.2. XXXIV. cantos sagrados. “o exercício de um poder que não consegue justificar-se de modo imparcial é ilegítimo”.1.. procissões.podendo se determinar no sentido de crer em algo ou não ter crença alguma”. súplicas. 6. DE CRENÇA E DE CULTO (CF. com o fim de levar ao seu conhecimento uma queixa.1. 6. Conceito De acordo com Marcelo Novelino. a exemplo da identificação do requerente. Liberdade de crença 6.requisitos de admissibilidade são mínimos. a exposição da fato. XXXIII da CRFB/88). “é o conjunto de atos e cerimônias com que o homem tributa a Deus sua homenagem reverente. VII. VI. pedido. Consiste em demonstrações exteriores como sacrifícios.

15.4. “por imposição laica e isonômica.3. Feriados religiosos (Seção II. “a Presidência do TJRJ determinou a retirada de crucifixos e a desativação de sua capela em 3. 7. 7.2... assistencial.2. violaria as leis de Deus”. art. mas advêm igualmente das celebrações ocorridas em centros espíritas e templos menos ortodoxos”.239/91) e tendo seus direitos políticos ameaçados (CF/88. VIII. as Testemunhas de Jeová consideram o sangue com “algo especial. . art. da Lei Maior). 19. sinagogas judaicas e mesquitas muçulmanas. mesmo de componentes primários-glóbulos brancos e vermelhos.] o Serviço Alternativo ( Lei n° 8.4.] A manifestação numa linguagem religiosa só deve ser admitida com o reconhecimento da “ressalva de uma tradução institucional” (reserva de tradução institucional).4. poderão se eximir de atividades de caráter essencialmente militar (art. “[. O Serviço Alternativo se dará com o exercício de atividades de caráter administrativo. §1°)”. 226.4. após alistados. aí sim poderá ser apenado com a privação de direitos. I.4. 7. §2º). é preciso realçar que tais efeitos irradiam-se não apenas das cerimônias tradicionais em igrejas cristãs. Escusa de consciência e a prestação do serviço militar De acordo com a Lei n° 8. Segundo André Júnior.4. Exemplos: TJRS e TJBA. O casamento religioso produz efeitos civis na forma da lei (CF/88.5.1.Na visão de Marcelo Novelino. deixando de receber o certificado de quitação militar (Lei Federal n. 6. 7. o qual permite que.239/1991).1. Período imperial (Constituição Imperial de 1824).239/91. em tempo de paz. A recusa de transfusão de sangue pelas Testemunhas de Jeová Segundo Marcelo Novelino. nas palavras de Otávio Piva. do Capítulo III.2. aqueles que alegarem imperativo de consciência decorrente de crença religiosa ou convicção filosófica ou política.2.. art.). 7.. Título VIII. (Ranier Forst)”. 5°. §2°. Questionamento da presença de crucifixos religiosos nas dependências do Poder Judiciário perante o Conselho Nacional de Justiça (Pedido de providência n° 1344). o que impõe a necessidade de se traduzir os “argumentos em razões aceitáveis na base de valores e princípios de razão pública”. em substituição às atividades de caráter essencialmente militar”. IV) 7. cuja aceitação. Segundo André Júnior. 15. 3°.. “. IV)”. plaquetas e plasma -. art. “[. Colocação de símbolos religiosos em locais públicos 7.2099”.3. 7. “Caso o indivíduo se recuse a adimplir tanto a obrigação legal quanto a prestação alternativa.. 218. 6. 8. ESCUSA OU OBJEÇÃO DE CONSCIẼNCIA (art. filantrópico ou mesmo produtivo. Constituição Federal de 1988 (art. Nas palavras de André Júnior.

Jorge. 7. Será sempre um encontro episódico. NOVELINO. x e XI) 8. de outro. 8. Declaração Universal dos Direitos do Homem. c) admissão à profissão. 6ª. art. A natureza pacífica da reunião é um dos principais elementos para o exercício do direito fundamental. b) Duração limitada – a reunião não pode ter duração permanente. XI. à livre escolha do emprego.. após a qual o grupo de participantes se dispersará. possui determinadas características: “a) Pluralismo de participantes – a reunião é o encontro pacífico e desarmado entre diversas pessoas que se agrupam de forma organizada para discutir assuntos de interesse coletivo. – São Paulo: Atlas. b) formal. Ed. Direito Constitucional. Possibilidade de limitação ao acesso e ao exercício de profissões (art. segundo George Sarmento. IV. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). O direito de reunião. 9. o legislador. f) Natureza pacífica – a reunião deve transcorrer sem violência. 2011. Por fim a dimensão inibitória em relação ao Estado. Rio de Janeiro: Forense. 2009. a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego”. De acordo com Otávio Pita. Manoel Jorge. – São Paulo: Saraiva. a XXI). 1°. XVIII. 9. Limitações impostas à liberdade de reunião (CRBF/88. 2011. Curso de direitos fundamentais.LENZA. São Paulo: Saraiva. Marcelo.]”. XIII).. São Paulo: Atlas. 4. 9. que fica impedido de interferir no funcionamento das associações e cooperativas”. Manual de Direito Constitucional.1. Ed. Pedro. 2.4.3. d) Local da reunião – as reuniões podem acontecer em lugares abertos ou fechados. ninguém é obrigado a associar-se ou permanecer associado.2. 5°. X. 5°. PAULO. v. Vicente. Direito Constitucional descomplicado. Marcelo. Ed. 5°. São Paulo: MÉTODO. públicos ou privados. O encontro deve ter uma finalidade específica que seja do interesse coletivo. art. ed. São Paulo: MÉTODO. 15. XVII a XXI). 5. 8. George. 8. ilimitada. art. de 1948.1.3. b) exercício da profissão. 8. 9. 17: “Todo homem tem direito ao trabalho. . SILVA E NETO.MORAES. BIBLIOGRAFIA: 1. “quando uma profissão é contemplada com um novo estatuto normativo e um conselho profissional específico. 2009. 2010.MIRANDA. assegura aos indivíduos a prerrogativa de criar e de integrar as associações. sem uso de armas ou instrumentos que possam afetar a integridade física dos participantes ou de terceiros. XVII. Direitos Humanos. 2ª. Muitas vezes o caráter violento pode ser caracterizar não pelo uso de armas. O direito de liberdade de reunião apresenta os seguintes requisitos: a) material. 6. LIBERDADE DE PROFISSÃO (CF. mas pela postura dos manifestantes que se envolvem em tumultos e atos de vandalismo [. Alexandre. Segundo André Júnior.4. 9. c) Horário de funcionamento – pode ser exercido durante o dia ou à noite. 3.8. art. 1997. Coimbra: Coimbra. Direito Constitucional esquematizado.2. XIII). “ o direito de associação tem tripa dimensão: de um lado. Direito Constitucional. – (Coleção curso & concurso. XV. De acordo com George Sarmento. LIBERDADE DE REUNIÃO (art.MARMELSTEIN. 5°. George. LIBERDADE DE ASSOCIAÇÃO (CRFB/88. – Rio de Janeiro: Forense. 2010.. e) Objetivos específicos – em geral as reuniões possuem uma pauta de assuntos que devem ser debatidos.SARMENTO. Direito Constitucional. XV. Rio de Janeiro: Lumen Juris. a liberdade de profissão deve ser escalonada em três aspectos: a) escolha da profissão. ALEXANDRINO.

9. José Afonso da. São Paulo: Malheiros. SILVA. Curso de Direito Constitucional positivo. 2009 .

Insere-se no conteúdo do direito à privacidade: a inviolabilidade de domicílio. como relações amorosas. Isso implica a interdição à leitura de diários ou escritos particulares. 5°. Está diretamente ligada ao círculo de relações intersubjtivadas mantidas sob reservas ou em absoluto segredo. os sonhos.] Na verdade. “de todos os direitos de personalidade. protegido pela cláusula da indevassabilidade. as lembranças. estado de saúde. atividades associativas etc”. os projetos de vida. X). especulações sobre a vida pessoal. [. Intimidade De acordo com George Sarmento. da vida privada. Fatos e eventos que integram o seu patrimônio moral. é o espaço protegido pela confidencialidade. DA VIDA PRIVADA. orientações religiosas.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. X) 2. segredo profissional. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° ° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE (continuação) 1. sigilo de correspondência. conteúdo do voto em eleições etc”. telefônicas e de dados. 2. situação patrimonial. a intimidade é o mais indevassável. Nele estão guardados os segredos.DIREITO À PRIVACIDADE Marcelo Novelino..1. intimidade integra a dimensão que podemos chamar de segredos do ser. preferências sexuais. relações familiares. da honra e da imagem das pessoas (espécies) e assegurando o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação (CF. os desejos. o jardim secreto em que o indivíduo tem o poder de recharçar as intromissões provenientes de terceiros. “A vida privada. as fraquezas e todas as incursões introspectivas que a pessoa não deseja compartilhar com ninguém. 5°.2. sigilo de comunicações telegráficas. a “Constituição protege a privacidade (gênero). INVIOLABILIDADE DA INTIMIDADE. É o direito subjetivo público assegurado a cada ser humano de manter sob anominato determinadas informações restritas à sua vida particular”. rendimentos salarias. de contas bancárias e aplicações financeiras. Art.. cadastro de clientes. 2. garantindo a inviolabilidade da intimidade. por sua vez. . Também envolve aspectos da vida pessoal. Vida privada Segundo George Sarmento. DA HONRA E DA IMAGEM DAS PESSOAS (art.

O registro da voz e das expressões corporais também integra o conteúdo do direito à imagem.3. c) dependências de casas.1. desde que ocupados). a consideração que o indivíduo gozo no seio da sociedade”..2. XI) 3. muradas. Posição do STF Segundo George Sarmento. segundo George Sarmento. hotéis. Imagem Segundo Marcelo Novelino. “no RHC 903/RJ. principalmente no que se refere à sua dignidade pessoal”. salvo em hipóteses nas quais outros bens.]. “se refere ao conceito que cada um tem de si mesmo. “é a estima pública. nariz. interesses ou princípios constitucionalmente consagrados justifiquem sua limitação”. 3.2. voz ou expressão sejam deformadas. hospedaria. 2.3.1. motel.Conceito normativo de casa Nas palavras de Otávio Piva. só podendo ser invalidados sem a .. Honra Nas palavras de Marcelo Novelino.1. Os crimes contra a honra são: a) calúnia (imputação falsa de um fato definido como crime). b) honra objetiva ou imagem-atributo segundo George Sarmento. 2. A Corte entendeu que casa compreende também aposentos de habitação coletiva (quartos de hotel. manipuladas”. “consiste na reputação do indivíduo perante o meio social em que vive (honra objetiva) ou a estimação que possui de si próprio (honra subjetiva). segundo George Sarmento. “consiste no direito subjetivo de dispor sobre a forma plástica e das partes do corpo (olhos. INVIOLABILIDADE DE DOMICÍLIO (CF. 2. casas de pousada. 2. ampliou o conceito de casa para fins de proteção constitucional. abrange: a) qualquer compartimento habitado. b) difamação (imputação de fato ofensivo à reputação). pensão. perna. o conceito de casa. A doutrina classifica a imagem em duas espécies: a)imagem-retrato.3. relatado pelo Ministro Celso de Mello. cabelos. gradeadas. distorcidas.2. sendo cercadas. art. A doutrina classifica a honra em duas espécies: a) honra subjetiva. o direito à imagem sua “captação e difusão sem o consentimento da própria pessoa. 3.4. boca) que individualizam determinada pessoa no meio social [. braços. valores. c) injúria (ofensa à dignidade e ao decoro). A empresa de comunicação social sujeita-se ao dever de autenticidade.2. publicado no DJ em 18-5-2007. que impede a imagem. b) aposento ocupado de habitação coletiva em pensões. 5°.

3.4.Definição de correspondência . c) Critério misto é defendido por Alexandre de Moraes “Entendemos que a aplicação conjunta de ambos os critérios alcança a finalidade constitucional de maior proteção ao domicílio durante a noite.1. A delimitação do período diurno a) Critério físico-astronômico (intervalo que medeia a aurora e o crepúsculo): Posição de Celso de Mello. Habitação familiar e consentimento para ingresso.4. 3. Rel. XII. mas apenas a sua comunicação. INVIOLABILIDADE DAS CORRESPONDÊNCIAS (art.2. 4.4. 4.autorização dos hóspedes. Sem consentimento do morador: a) Em caráter emergencial b) Por determinação judicial (reserva constitucional da jurisdição) DURANTE O DIA Flagrante delito ou desastre Prestar socorro Determinação judicial DURANTE A NOITE Flagrante delito Desastre Prestar socorro 3.Os dados em si não estariam protegidos. 5°. desde que. 3. ainda que iniciado durante o dia.5. resguardando-se a possibilidade de invasão domiciliar com autorização judicial. XII) 5. 5°. Cumprimento de uma decisão judicial.780/PE. Na decisão firmou-se o entendimento de que “a proteção a que se refere a art. Posição do STF (RE 219. Ministro Carlos Velloso) . após o anoitecer. INVIOLABILIDADE DO SIGILO DE DADOS 4.3. Celso de Mello – Informativo 197) O Supremo Tribunal Federal analise o conceito normativo de casa como “qualquer compartimento privado onde alguém exerce profissão ou atividade”. não seja noite (por exemplo: horário verão)”.445.Sigilo bancário e sigilo fiscal e telefônico 5. Min. com o necessário mandado judicial. b) Critério horário (período compreendido entre as 6h e 18h): Posição de José Afonso da Silva.Com consentimento do morador 3. ainda. sob pena de transformar-se em prova ilícita”.1. ainda quando armazenados em computador”. 3. da Constituição é de comunicação “de dados” e não dos “dados em si mesmos”. rel.2. Posição do STF (RE 251. mesmo após as 18:00 horas. no caso de haver conflito entre os moradores.

2. telegramas. 5°.1. radiotelefonia. através do espaço. II 6. Requisitos indispensáveis para a licitude de sua interceptação (natureza cautelar da interceptação telefônica). telefone. radiotelegrafia e outros. “o Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que. a “inviolabilidade epistolar não pode constituir instrumento de salvaguarda de práticas ilícitas”. Quando a prova não puder ser feita por outros meios disponíveis Periculum in mora Art. Segundo Marcelo Alexandrino. o sigilo de correspondência e das comunicações telegráficas pode ser restringido nas hipóteses de decretação de estado de defesa e de sitio (CF/88. e 139. por cartas. mas os demais instrumentos de comunicação”. III).Na visão de Otávio Piva. dados informatizados. . 6. b e c. interceptação: distinção De acordo com Marcelo Novelino. bem como na interceptação por parte das autoridades competentes de carta enviada por presidiários aos seus comparsas com orientações sobre atividades criminosas. Pressupostos Fumus boni júris Lei 9. uma vez realizada a interceptação telefônica e provas coletadas dessa diligência podem subsidiar denúncia concernentes a crimes puníveis com pena de detenção. Segundo André Júnior. Outro exemplo seria o de interceptação por policiais de carta remetida por seqüestradores aos familiares da vítima”. 2 °. Nos termos do art. A INVIOLABILIDADE DAS COMUNICAÇÕES TELEFÔNICAS. XII a disciplina da matéria depende de regulamentação (norma de eficácia limitada). a diferença está pautada nos seguintes conceitos: a) gravação clandestina “é aquela feita por um dos interlocutores sem o conhecimento dos demais. I Sentido dado pela lei Somente quando houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal. 136. 6. §1º. desde que conexos aos primeiros tipos penais (puníveis com reclusão) que justificaram a interceptação”. pessoal (realizada por microgravador) ou ambiental (imagens captadas por uma câmara escondida)”. Pode ser telefônica. punível com reclusão. arts. Gravação clandestina. 2°.296/96 Art. “Assim. é “toda comunicação escrita ou verbal.3. pois. abrangendo não só a carta. DE INFORMÁTICA E DE TELEMÁTICA 6. I. como já decidiu o STF.

art. estelionatários e todo o tipo de achacadores”. SILVA E NETO. 4. NOVELINO.MARMELSTEIN. ed. George. Direito Constitucional. Curso de direitos fundamentais.]”. 2. 15.b) interceptação da comunicação “consiste na sua interceptação ou intromissão por terceiro. VEDAÇÃO À PROVA ILÍCITA (CRFB/88. de atos criminosos como o diálogo de sequestradores. A inviolabilidade de correspondência poderá ainda sofrer restrições: a) estado de defesa (CF. São Paulo: Atlas. art. LVI) Nas palavras de Marcelo Alexandrino. 2010. 6. Jorge. Direito Constitucional. Ed.5.. – Rio de Janeiro: Forense. Coimbra: Coimbra. 6. a prova ilícita não pode ser utilizada nem no processo judicial. v. III). É a aplicação. Marcelo. Manual de Direito Constitucional. São Paulo: Saraiva. também chamadas provas ilícitas por derivação. 2009.678-1/SP. ou ela autorizada. art. Manoel Jorge. SILVA. PAULO. Ministro Moreira Alves. Rio de Janeiro: Lumen Juris. – São Paulo: Atlas. O relator do Habeas Corpus n. – São Paulo: Saraiva.MORAES. da denominada teoria dos frutos da árvore envenenada (fruits of the poisonous tree). 2009. § 1°. Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 6. b) estado de sítio (CF. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). todas as provas decorrentes são também ilícitas. Ed.MIRANDA. 139. São Paulo: MÉTODO. Vicente. b). I. nem nos processos administrativos (punição de um servidor público. 2010. George. 3. 74. ed. por exemplo)” A prova ilícita originária contamina todas as demais provas obtidas a partir dela. 136. São Paulo: MÉTODO. 7. Rio de Janeiro: Forense. Marcelo. 6. Direitos Humanos. 9. BIBLIOGRAFIA: 1. – (Coleção curso & concurso. 2011. 2009. São Paulo: Malheiros..LENZA.6. o STF considera que “a prova lícita a gravação e divulgação de conversa telefônica sem conhecimento de terceiro que está praticando crime. José Afonso da. 5°. 2ª. 8. Curso de Direito Constitucional positivo. 1997. entre nós. 2011. Legítima defesa e gravação clandestina De acordo com George Sarmento. 5. 6ª. Direito Constitucional. Direito Constitucional descomplicado. Alexandre. ALEXANDRINO.SARMENTO. foi contundente ao afirmar que “seria uma aberração considerar como violação do direito à privacidade a gravação pela própria vítima. . sem consentimento de um (ou ambos) dos interlocutores [.

art.153. 176.3. c) as dívidas contraídas em decorrência da atividade produtiva. 3. Conceito Segundo Marcelo Alexandrino. imóveis ou serviços particulares com indenização ulterior. §3°. Posição do STF – ADI (MC) 2. Usucapião de imóvel rural (CF.. “é o instrumento estatal mediante o qual. II.. 178. para esse efeito. II e III. art. art. Ministro Celso de Mello: “[. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO DE PROPRIEDADE 1. art. 5°. art. XXV) 2. art. art. sobre ele. art.INVIOLABILIDADE DO DIREITO DE PROPRIEDADE (CF. Usucapião de imóvel urbano (CF. 191) 4. nos casos de necessidade pública. art. USUCAPIÃO 4. art. XXII). pesa grave hipoteca social. 4.1. entre outros). 183) 4. 5°. em situação de perigo público iminente.Elementos essenciais à impenhorabilidade: a) pequena propriedade rural.213/DF. utilidade pública ou interesse social”. 5°. “caput”.2.1.2. art. 186. 5°. “é a transferência compulsória da propriedade particular por determinação do Poder Público. 1. XXIV) 3. rel. 183. a significar que. art. 177. observados. 5°. legitimar-se-á a intervenção estatal na esfera dominial privada.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.1. art.REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA (CF. 191.DESAPROPRIAÇÃO (CF. eis que. 170. o Estado utiliza bens móveis.1. as formas e os procedimentos fixados na própria Constituição da República”. 222. os limites. b) propriedade que seja subsistência e trabalhada pela família.] O direito de propriedade não se reveste de caráter absoluto.PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL À PEQUENA PROPRIEDADE RURAL (art. descumprida a função social que lhe é inerente (CF. se houver dano”. Imprescritibilidade dos bens públicos (CF.Conceito Nas palavras de Marcelo Novelino. art. 2. . inciso XXII. parágrafo único) 5. XXVI/88) 5. art. contudo. §4°.

2º .2. Alexandre. Direito Constitucional esquematizado. ed. Ela só será afastada na hipótese de a lei estrangeira ser mais favorável ao cônjuge e aos filhos brasileiros (jus patriae)”. “Aplicação da lei brasileira é a regra geral em matéria de sucessão de estrangeiro domiciliado no Brasil (jus domicilii). NOVELINO. Em resumo. SILVA. isto é.O de cujus deve ser estrangeiro e possuir cônjuge ou filhos brasileiros. I) 7.MARMELSTEIN. George. a terra poderá ser penhorada”.A legislação ordinária brasileira deve ser concebida para beneficiar o cônjuge e/ou os filhos brasileiros”. – São Paulo: Atlas. art. Pedro. PAULO. deixar de pagar divida contraída com a compra de insumos ou sementes. 4. 150. Direito Constitucional.INVIOLABILIDADE À PROPRIEDADE IMATERIAL 6. 6.-LENZA.Relatividade quanto à impenhorabilidade Segundo Otávio Piva. XXVII e XXVIII e a Lei n° 9. – (Coleção curso & concurso. 2009. v. São Paulo: MÉTODO. Marcelo.610/98) 7. 2010. Curso de direitos fundamentais. XXXI. Rio de Janeiro: Forense. 5. Rio de Janeiro: Lumen Juris.MIRANDA. Aplicação da lei brasileira e a sucessão hereditária Segundo George Sarmento.. art. Todavia. Ed. A herança é uma universalidade. Coimbra: Coimbra. 2. 2009. 2011. é um condomínio forçado”. art. a exemplo. 6ª. o conjunto de direitos e deveres que se transmitem aos herdeiros. São Paulo: MÉTODO. 15. 9. Direito Constitucional descomplicado. José Afonso da. Vicente. 1. Direitos Humanos. XXX. São Paulo: Atlas. 5°. São Paulo: Malheiros. São Paulo: Saraiva. – Rio de Janeiro: Forense. 155.1. 8. Direito Constitucional. 7. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). Ed.1. 5°. “a pequena propriedade não poderá ser objeto de penhora se o agricultor. se houver feito dívidas que não se relacionem com sua atividade produtiva. Jorge.A sucessão deve recair sobre valores ou bens (móveis. 2009 . – São Paulo: Saraiva.DIREITO À HERANÇA (CF. é indivisível até a partilha. a matéria disciplinada por lei infraconstitucional deve observar os seguintes pressupostos: “1º . SILVA E NETO.Transmissão da herança Herança Conceito: “É o patrimônio do falecido. 3. 2010.Propriedade intelectual a) direitos do autor (CRFB/88.784 do CC) Momento Lugar O último domicílio do falecido (art. 7. 6. imóveis ou semoventes) que estejam no Brasil e que integrem a propriedade do estrangeiro.MORAES. BIBLIOGRAFIA: 1. Manoel Jorge. ALEXANDRINO. 2011. Direito Constitucional. Ed. 1997. George. IV.SARMENTO.5. Manual de Direito Constitucional. art. Marcelo. 3º . 2ª. Curso de Direito Constitucional positivo. Morte do de cujus (art.2.

2. hoje. § 3°. que não pode ser mais modificada na via recursal” (LICC.. superada a definição do art.2.4. 467)”. §3° da LICC. tornando a sentença insusceptível de reexame e imutável dentro do mesmo processo”.. Coisa julgada material “[. refere-se à coisa julgada material. 217.Justiça desportiva e o acesso ao Poder Judiciário (CF. ou seja. Prevalece. DA COISA JULGADA E DO DIREITO ADQUIRIDO (CF. art.] produz apenas efeitos endoprocessuais. não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário (art. XXXVI) E A PROIBIÇÃO DE LEIS RETROATIVAS 1. “é a sentença judicial que já transitou em julgado. art. segundo George Marmelstein.DOCENTE: Msc.4.. §1°) . 1. segundo George Marmelstein. aqui. que torna imutável e indiscutível a sentença.1. estando apto a produzir seus efeitos (p..3.2. 5°.. 1. um contrato assinado e sem vi cios é um ato jurídico perfeito)”.] A garantia. 6°. “[. direito adquirido é direito [. 6°. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO À SEGURANÇA JURÍDICA 1. Crítica ao art.1.3. art. pois. que reuniu todos os elementos necessários à sua formação sob a vigência de determinada lei”.DIREITO ADQUIRIDO De acordo com Marcelo Alexandrino.PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO (ou princípio da RESERVA DA JURISDIÇÃO) E A INEXISTÊNCIA DE JURISDIÇÃO CONDICIONADA 2. 1.. ATO JURÍDICO PERFEITO.6°. posição doutrinária de José Afonso da Silva: distinção entre a coisa julgada formal e a coisa julgada material 1. §3°) 1. segundo Marcelo Novelino.]que se aperfeiçoou.1. da Lei de Introdução do Código Civil.4. não à coisa julgada formal..COISA JULGADA. Coisa julgada formal. “é aquele ato que já se consumou.ex. o conceito do Código de Processo Civil: Denomina-se coisa julgada material a eficácia. PROTEÇÃO ATO JURÍDICO PERFEITO. Ficou. 1.

507/97. Plano processual (procedural due processo of law) 3. LII) De acordo com Marcelo Alexandrino.3.2.2. dispõe as exigências necessárias para que o autor da acão possa impetrar o habeas data: I – da recusa ao acesso às informações ou do decurso de prazo de mais de dez dias.1. h. 2º. CF.] não se está propriamente exigindo o esgotamento da via administrativa. LVII. Plano material (substantive due process of law ou proibição de excesso) a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino.1. o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha 3. 5°. XXXV. art. I. O princípio do devido processo legal é está previsto em diversos dispositivos constitucionais.2. art. LIV) 3. como “o direito de recorrer da sentença para juiz ou tribunal superior”. Entretanto. Princípio do duplo grau de jurisdição (princípio da recursividade) e a inexistência da obrigatoriedade de duplo grau de jurisdição a)Segundo George Sarmento. GARANTIA DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA . 2. parágrafo único.. mas sim obrigando que haja a prévia provocação. 4° ou do decurso de mais de quinze dias sem decisão. 2. 2. art. 102. está consignado no art. tais como: arts. LX. b) Impossibilidade de duplo grau de jurisdição: 1.De acordo com Otávio Piva. 5°.. ou seja.b) plano material (substantive due process of law) 1. LXI. LV. conferida competência não prevista constitucionalmente a quaisquer órgãos julgadores”. O devido processual legal é observado sob dois planos: a) plano processual (procedural due processo of law). o art. LXI. do Pacto de São José da Costa Rica. 52. por arbitrariedade ou casuísmo. sem decisão. art. XXXVII. 2.caput..1. “a”. e ex post facto.PROIBIÇÃO DE JUÍZO OU TRIBUNAL DE EXCEÇÃO (CF. ou III – de recusa em fazer-se a anotação a que se refere o §2°do art. sem decisão. o que são realidades totalmente distintas[. inciso XXXVII e LII. art. ou II – da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de prazo de mais de quinze dias. 5. I. [. 7. CF. LXXVII. Obsta que. direito ao duplo grau de jurisdição (nas palavras do STF não tem sede constitucional). “[.LVI.. PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL (CF.. ou seja. XXXVII.]”.. 4.] assegura ao indivíduo a atuação imparcial do Poder Judiciário n a apreciação das questões posta em juízo. 5°. 8°. criadas depois do caso que será julgado). seja estabelecido tribunal ou juízo excepcional (tribunais instituídos ad hoc. “o princípio do duplo grau de jurisdição não foi previsto explicitamente na Constituição Federal. para o julgamento de um caso específico. direito à proporcionalidade.1.. isto é. Lei do habeas data e o acesso ao Judiciário a)A Lei 9.

deva prestar depoimento perante órgãos de Poder Legislativo. instigação ou auxílio ao suicídio. Capítulo I) a) Homicídio doloso. LXIII) a)Posição do STF Segundo o STF. o direito de acusação com o direito de defesa [. no feito. na condição de testemunha. do Poder Executivo ou do Poder Judiciário”.1997.. III.. de apresentar suas contra-razões. Competência para julgamento dos crimes dolosos contra a vida (Parte Especial do Código Penal. o direito de permanecer calado (nemo tenetur se detegere) “[. .10.. Min. Min.. I. a todo ato produzido pela acusação.. [.. mesmo que falsamente.. O contraditório assegura. também.949.]”...]”. 96. b e c). Ampla defesa Segundo Marcelo Alexandrino. b) Direito de mentir De acordo com STF. julgamento em 30. pois equipara.. HC 80. 29. todos os elementos de prova licitamente obtidos para provar a verdade. de levar ao juiz do feito uma versão ou uma interpretação diversa daquela apontada pelo autor. XXXVIII) 5. 5. Min. ou até mesmo de omitir-se ou calar-se se assim entender. julgamento 17. b) Induzimento. contra si mesmo. 5°. decorre o direito do acusado negar. I. VIII. arts. forneça o indiciado ou acusado no interrogatório formal[. assevera que [. É o princípio constitucional do contraditório que impõe a condução dialética do processo (par conditio).2.. significando que. a igualdade das partes no processo. “[. caberá igual direito de defesa de opor-se.. a e 102. HC 79. d) Infanticídio.. 75. 108. administrativo ou judicial. sob pena de nulidade Na posição do STF.] entende-se o direito que tem o indivíduo de tomar conhecimento e contraditar tudo o que é levado pela parte adversa ao processo.2001. Moreira Alves.2. simples.. “[. 5. Título I.257.] o direito dado ao indivíduo de trazer ao processo. qualificado ou privilegiado.06. 5.1. Contraditório Nas palavras de Marcelo Alexandrino.1. Sepúlveda Pertence. HC. c) Aborto.. art. a prática de determinado delito[. 6. Rel.. para evitar sua auto-incriminação”.] o direito de permanecer em silêncio.]”.4.] traduz direito público subjetivo assegurado a qualquer pessoa que. o contraditório. c) Direito de permanecer em silêncio – dever de advertência da autoridade. Celso de Mello. DIREITO AO SILÊNCIO ou DIREITO DE NÃO SE AUTOINCRIMINAR (CF. Rel. 4.] a falta de advertência – e de documentação formal – faz ilícita a prova que. Crimes dolosos contra a vida não submetidos ao tribunal do júri(CF. de indiciado ou de réu.812. Rel.JÚRI POPULAR (art.

]até o momento. com intuito de processá-la. b) dever de responder às indagações.12. Rel. Celso de Mello. art. no que diz respeito à fase judicial de julgamento do pedido extradicional que antecede à extradição propriamente dita.2. 5°. a) Pena de morte (aplicação da cláusula pétrea e o Código Penal Militar. enquadramento penal moderno para ação de grupos armados. 9. julgá-la ou par cumprir a pena”.d) Direito ao silêncio frente às comissões parlamentares de inquérito De acordo com a decisão do STF. Min..198/RS.1. Racismo (art. por meio de Decreto.1.. arts. 5º XLIV e XLIII) 8. §11). Conceito De acordo com Otávio Piva. 5º XLIII) 9. 16. que objetiva a formação de título jurídico apto a legitimar o Poder Executivo da União a efetivar. 8. c) dever de dizer a verdade. Contudo. o depoente. LI) 9. é “[. Classificação .] ato da conveniência do Poder Executivo. de caráter constitutivo. Aplicação da pena de banimento (CF/69.2001 (Informativo 252).. Natureza jurídica Nas palavras de Otávio Piva. HC 73. STF. c) Pena de banimento (Código Penal de 1890 e abolição de pena de morte na Constituição de 1891) c. b. contra a ordem constitucional”. 153. as penas cruéis são “quaisquer medidas que. 56 e 57) b) Penas de caráter perpétuo b. 8.]”.. na CPI. d) Penas cruéis De acordo com José Antônio Paganella Bochi. possui os seguintes direitos e deveres: “a) dever de comparecer. 9.1. e) direito de não responder se. não existe [. civis ou militares.11. RE 154. 16. a resposta que lhe for exigida puder acarretar grave dano”. com fundamento em tratado internacional. APLICAÇÃO DO ART. de algum modo. a extradição “é o ato pelo qual o Governo de um Estado entrega uma pessoa que se encontra em seu território à Justiça de outro Estado que a reivindica. essa possui natureza de ação especial. Rel. Segundo Otávio Piva.134. causem padecimento desnecessário[. EXTRADIÇÃO (art. ou em compromisso de reciprocidade... Rel. RE 212.035/DF.1. por si mesmas. 7. Ação de grupos armados civis ou militares contra a ordem constitucional e o Estado Democrático (art. d) direito de não responder se a resposta envolver o dever de sigilo profissional.1998 (Informativo 136). Marco Aurélio. a entrega do súdito reclamado”. STF. 5º XLIV). Sydney Sanches.2. 5°. CRIMES IMPRESCRITÍVEIS (art.3.2. XLVII.

Por comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes ou drogas afins. art.927/2001”. para efeito de repressão interna. 7. Pressupõe infração penal cometida no exterior. 5°. 9. 2.815/1980 Decreto 98. 2. LII (extradição por motivo político) a) Posição do STF sobre os atos de terrorismo. atentar contra a segurança nacional. 18 do Decreto n. VIII). Ao estrangeiro que. nos termos do art. segundo Marcelo Alexandrino. c) Os portugueses podem ser extraditados nas seguintes situações: “1. 4 °.a) Ativa: quando o pedido de entrega é solicitado pelo Brasil a outro Estado. como crime equiparável aos delitos hediondos [. 9. Espécie Base legal EXTRADIÇÃO PASSIVA Lei n.. a tranqüilidade ou moralidade pública e a economia popular.]”. b) Passiva: acontece quando o pedido é solicitado ao Brasil por outro Estado. independentemente do momento que o crime foi cometido. ou no caso de condenação por tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins.4. 23. julgá-la ou para cumprir a pena.815/1980 RI STF EXPULSÃO Lei n. b) Tratado de Amizade (Decreto 3.927/01). além de haver qualificado o terrorismo. de qualquer forma. 3. Exclusivamente para Portugal. Quadro explicativo por Otávio Piva e Bernardo Gonçalves. pois a Lei Fundamental proclamou o repúdio ao terrorismo como um dos princípios essenciais que devem reger o Estado brasileiro em suas relações internacionais (CF. d) Aplicação do art.04.10. não se submetem à noção de criminalidade política. Pressupostos gerais. Por crime comum praticado antes do reconhecimento de sua equiparação. a) A concessão da extradição pode ser fundamentada em tratado ou no caso de reciprocidade.5.] deixou assente que os atos de natureza terrorista. ou cujo procedimento o torne nocivo à conveniência e aos interesses nacionais.2000. “[. para os fins de processá-la. a ordem política ou social..961/1990 Quando se aplica? Quando o Governo de um Estado estrangeiro solicita entrega à sua Justiça de uma pessoa que se encontra em no território brasileiro. 6. celebrado em Porto Seguro/BA.. Pressupõe infração cometida no .. Extradição de portugueses a) A situação jurídica dos portugueses no Brasil. considerados os parâmetros consagrados pela vigente Constituição da República. em 22.

para processar a pessoa já extraditada por qualquer delito praticado antes da extradição e diverso daquele que motivou o pedido extradicional.. “[. nacionalidade. 10. Segundo Bernado Gonçalves.] é a permissão.. encontre-se fora de seu país de nacionalidade e não possa ou não queira acolher-se à proteção de tal país. os motivos de perseguição que vão ensejar o asilo político envolvem a liberdade de manifestação de pensamento ou de expressão. c) devido à grave e generalizada violação de direitos humanos.. “a)devido a fundados temores de perseguição por motivo de raça.. 5°. solicitada pelo país estrangeiro. grupo social ou opiniões políticas. f)O que se entende por “pedido de extensão”? De acordo com Marcelo Alexandrino “[. 4º da CRFBB/88 REFÚGIO Lei nº 9. não possa ou não queira regressar a ele. Lei 6..território brasileiro.]”. LXXVI . b) não tendo nacionalidade e estando fora do país onde antes teve sua residência habitual. desde que o Estado requerido expressamente autorize”.. se este não se retirar voluntariamente do território nacional no prazo fixado em Regulamento Segundo Bernardo Gonçalves.474/97 Nos casos de entrega ou estada irregular de estrangeiro. “é o acolhimento do estrangeiro por parte de um Estado que não é o seu sob o fundamento de perseguição sofrida pelo mesmo e praticada sem seu próprio país ou em um terceiro pais.815/1980 DEPORTAÇAO ASILO POLÍTICO Art.] o extraditado somente poderá ser processado e julgado pelo país requerente pelo delito objeto do pedido de extradição[. é obrigado a deixar seu país de nacionalidade para buscar refúgio em outro país”. e) O que se entende por princípio da especialidade? Segundo Marcelo Alexandrino. religião. APLICAÇÃO DO ART. Sem dúvida. em função de circunstâncias descritas no inciso anterior. a dissidência política ou mesmo crimes de cunho político que não configuram delitos do direito penal comum.

“significa dizer que os direitos fundamentais estão aptos para serem aplicados pelos magistrados nos casos concretos a partir da Promulgação do texto constitucional” 30. art. §2°. 5°.2. o “ Tribunal Penal Internacional foi criado pelo Estatuto de Roma em 1998. que não contenham matérias de direitos humanos Tratados de Direitos Humanos incorporados antes da promulgação da Constituição de 1988. “Considerou o STF. Tratados Internacionais incorporados no sistema jurídico brasileiro Tratados internacionais gerais. antes da EC 45. Eles possuem valor supralegal (Gilmar Mendes). considerou constitucional a Lei 9. 11. bem como a primeira certidão respectiva”. 4. APLICAÇÃO DO ART. o STF. Hierarquia no ordenamento jurídico brasileiro Equivalência com a lei ordinária no ordenamento jurídico. na Holanda. desde que o processo legislativo de incorporação respeite o procedimento previsto na CRFB. Tratados de Direitos Humanos incorporados após a EC 45 31. Criação do Tribunal Penal Internacional Segundo George Sarmento. que tudo indica será o novo posicionamento da Corte. §1°. é uma instituição permanente e complementar às jurisdições nacionais no julgamento de crimes de maior gravidade com repercussão internacional”. ainda que não ofenda o princípio da proporcionalidade a lei que isenta os ‘reconhecidamente pobres’ do pagamento dos emolumentos devidos pela expedição de registro civil de nascimento e de óbito. 5°. . 45/2004) O dispositivo constitucional deve ser considerado sob dois aspectos: “a) o direito subjetivo público. de 25 de setembro de 2002. Serão equivalentes às emendas constitucionais. APLICAÇÃO DO ART. ou valor constitucional (Celso de Mello). que integram o sistema jurídico brasileiro na condição de norma materialmente constitucional. que dispõe sobre a gratuidade do registro de nascimento e óbito. Sediado em Haia. 5º. Incorporação ao sistema jurídico brasileiro: Decreto n. LXXVIII (Reforma do Judiciário – EC n. 12. posição atual do STF. §1º.1. de exigir do Estado a prestação jurisdicional e administrativa célebre e de boa qualidade. 31. 5º.534/97. Para George Sarmento. §4º (inovação trazida pela Reforma do Judiciário 31.388. Tratados de Direitos Humanos incorporados sob a égide da Constituição de 1988. Direitos fundamentais. §3° (tabela de George Sarmento). o art. 5º. b) a imposição de prestação positiva ao Estado no sentido de criar instrumentos legislativos e políticas públicas destinadas a assegurar a celeridade dos processos”. Aplicação do art.a)Segundo Otávio Piva. 5°. assegurado a todas as pessoas. em decorrência do que prescreve o §2º da CRFB/88. §3º. APLICAÇÃO DO ART.

3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). culturais. religiosos ou de gênero”.MIRANDA. São Paulo: Malheiros. Direito Constitucional. ofensas graves à integridade física e mental de seus membros. – São Paulo: Saraiva. 2011.MORAES. transferência forçada de criança de um grupo para outro”. – Rio de Janeiro: Forense. o processo não pode ser encaminhado ao TPI sem antes passar pelas instâncias jurisdicionais do país de origem. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Manual de Direito Constitucional. tortura. ed. deportação. medidas que impeçam a procriação. agressões sexuais. Ed. 2. Direito Constitucional descomplicado. extermínio. 3. BIBLIOGRAFIA: 1. raciais. . torturas. Competência jurisdicional do TPI De acordo com George Sarmento. São Paulo: Atlas. Direito Constitucional. Alexandre. São Paulo: MÉTODO.SARMENTO. Rio de Janeiro: Forense.3. nacionais. SILVA E NETO. segundo George Sarmento. 4. 2009. generalizado. ataques à integridade da população civil. A matéria rege-se pelo princípio da complementaridade”. escravidão. 6. Ed. b) Crimes contra a humanidade: delitos cometidos. transferência forçada de uma população. desaparecimento de pessoas. Ed. Portanto. sistemático e deliberado. tomada de reféns. saques à cidades etc. – São Paulo: Atlas. que implique homicídio. 15. “por meio de condutas. d) Crimes de agressão: o Estatuto de Roma. Coimbra: Coimbra. v. 2009. São Paulo: MÉTODO. 7. São Paulo: Saraiva. 2ª. José Afonso da. 2011. sua atuação não substitui as jurisdições penais nacionais. Os crimes sujeitos à jurisdição do Tribunal Penal Internacional são (George Sarmento): a)Crimes de genocídio: delitos cometidos com o desiderato de destruir. Manoel Jorge. Direito Constitucional. SILVA. George. PAULO. 6ª. “no quadro de um ataque. “não descreve as condutas criminosas. segundo George Sarmento. ético. Marcelo. 1997. crime de apartheid. Pedro. Direito Constitucional esquematizado. Marcelo.MARMELSTEIN. Direitos Humanos. 2009 . “A Corte não tem competência primária para julgamento dos réus. – (Coleção curso & concurso. 9.31. 2010. degradação da qualidade de vida. homicídio doloso. como homicídios. 2010. um grupo nacional. 8. Curso de direitos fundamentais. étnicos. Curso de Direito Constitucional positivo. contra qualquer população civil. 5. tais como. 31. perseguições políticas. prisões arbitrárias. Vicente. Jorge. total ou parcialmente. NOVELINO. racial ou religioso. c) Crime de guerra: delitos praticados contra a convenção de Genebra (1949). Ou seja. George. ALEXANDRINO.LENZA. condicionando sua atuação a uma dimensão que tipifique o delito e estabeleça as condições em que o Tribunal internacional terá competência jurisdicional”.4.

ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DIREITOS DE NACIONALIDADE 1.]”.DA NACIONALIDADE 1. Apátrida (heimatlos) 3. População 2..6. CRITÉRIOS DE ATRIBUIÇÃO DE NACIONALIDADE PRIMÁRIA a) Origem sangüinea .1.2.1 Conceito Segundo Marcelo Alexandrino. são todos aqueles que se encontram presos ao Estado por um vínculo jurídico que os qualifica como seus integrantes”). aquele que for descendente dos nacionais daquele país). b) Nacionalidade secundária (derivada/adquirida) é a resultante de “ato volitivo. ligado a este pelo vínculo da nacionalidade”). Povo (“é o conjunto de pessoas que fazem parte de um Estado. 4. DISTINÇÃO ENTRE NAÇÃO.]”.4. Nação 2. de acordo com os critérios adotados pelo Estado (sangüineos ou territoriais). que faz da pessoa um dos elementos componentes da dimensão do Estado”. “é o vínculo jurídico-político de direito público interno. 2.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 3.ESPÉCIES DE NACIONALIDADE a) Nacionalidade primária (originária) é a resultante “de fato natural (nascimento). 2. 4. POPULAÇÃO. é o elemento humano do Estado.. Nacionais (“são todos aqueles que o Direito de um Estado define como tais.3. .ius sanguinis (será nacional de um país. pela naturalização) [. NACIONAIS.. Polipátrida 2. depois do nascimento (em regra.5. Cidadão 2. será estabelecida [.. a partir do qual. POVO.1. CIDADÃOS E POLIPÁTRIDA. 2.

a) Tipos de naturalização: a. . dentro de seis meses depois de entrar em vigor a Constituição. irá operar com efeitos retroativos (ex tunc) à data da residência (tida como fato gerado nacionalidade). Naturalização tácita “é aquela adquirida independentemente de manifestação expressa do naturalizando. visto que a mesma só se referia aos portugueses e não a todos os estrangeiros residentes no Brasil. NACIONALIDADE PRIMÁRIA (aquisição originária) a)Aplicação do art. achando -se no Brasil aos 15 de novembro de 1889. Emenda constitucional 54/07. Porém.1) Aplicação do art. aquele que nascer no território daquele país. Naturalização expressa é aquela que “depende de requerimento do interessado. como na hipótese presente na Constituição de 1891 [.2. c. independentemente dos seus ascendentes). mais critério residencial e mais opção confirmativa (aquisição originária potestativa). Portando. “a”: critério territorial puro b) Aplicação do art. é mister diferenciar. 69. pois a Constituição do Império de 1824 consagrou no seu art. salvo se manifestarem a intenção de não mudar de nacionalidade”. 12°. 2º.]”. demonstrando sua intenção de adquirir nova nacionalidade”. I. ANÁLISE ESPECÍFICA DO BRASIL 5.1. “c”. 5.. b) o indivíduo filho de pai e mãe brasileira vir para o Brasil a qualquer tempo e realizar a opção confirmativa. NACIONALIDADE SECUNDÁRIA (aquisição secundária). c) Aplicação do art. 12°. “b”: critério sanguíneo mais critério funcional. 12°. I.b) Origem territorial – ius solis (será nacional de um país. De acordo com Bernardo Gonçalves. “c”:critério sanguíneo mais registro em repartição em repartição brasileira competente .. §4°. “Nesse item é importante salientar duas questões: a) a hipótese de naturalização tácita também ocorreu anteriormente à 1ª Constituição da República de 1891. art. o ânim o de conservar a nacionalidade de origem”. 95 do ADCT. I.1. por força das regras jurídicas de nacionalidade adotadas por determinado Estado”. art. 12°. 6º a naturalização tácita para os portugueses residentes no Brasil na época da Proclamação da Independência Pátria. Conforme o mesmo art. I. in fine: critério sanguíneo. da Constituição de 1891 preconizava: “São cidadãos brasileiros: os estrangeiros que.2. A grande naturalização prevista art. a. 5. 69. §5º: “são cidadãos brasileiros: os estrangeiros que possuírem bens imóveis no Brasil e forem casados com brasileiros ou tiverem filhos brasileiros contanto que residam no Brasil. são duas hipóteses: a) o indivíduo se tornar brasileiro nato com o registro que funciona de forma equivalente ao registro realizado no cartório de registro civil no Brasil.

Requisitos necessários: capacidade civil. c) ausência da condenação penal. contudo. também chamada de potestativa a) Hipótese prevista no art. ele terá o prazo de 1(um) ano após a conclusão para requerer a naturalização”. II. que os portugueses será equiparado aos brasileiros naturalizados (hipótese também chamada de quase-nacionalidade)”. 1 (um) ano de residência ininterrupto. 12. 12.2. 7.12. É importante deixar consignado. 115 §2º da Lei 6. idoneidade moral. radicação precoce: segundo Bernardo Gonçalves. “quando o indivíduo vem para o Brasil antes de completar 5 anos. b) 15 anos de residência ininterrupta no Brasil. c. c) Hipóteses previstas no art. Naturalização extraordinária. Requisitos: a) capacidade civil. e. 7. se concluído o curso superior no Brasil. b. Segundo Bernardo Gonçalves. Amizade de Consulta Brasil e Portugal.1. diferentemente das hipóteses da naturalização ordinária.1. havendo reciprocidade em Portugal para os brasileiros. PORTUGUESES EQUIPARADOS ou quase nacionalidade (art. II. alcançada a maioridade ele terá 2 anos para requerer a naturalização”. o Presidente da República. Procedimento Segundo Bernardo Gonçalves. São hipóteses previstas na Constituição de 1988: 1. a. 112 c/c 113. Preenchidos os três requisitos. 2. §1º da CRFB/88) – DECRETO nº 3927/01. no Brasil os portugueses terão os mesmos direitos que os brasileiros terão em Portugal. “a” da CRFB/88. que foram recepcionadas pela CRFB/88.815/80. .Naturalização ordinária: a)Hipótese prevista na Lei 6.2. II. “b”.1.1. são: c. b) Hipótese prevista no art. 12. Esse entendimento é o majoritário em virtude da dicção constitucional do art. “b”.815/80. nas palavras de Coelho Mendes. da CRFB/88. conclusão de curso superior: “o estrangeiro deve vir para o Brasil antes da maioridade.1. art. é obrigado a decretar a naturalização requerida. De acordo com Bernardo Gonçalves.a. “Nesses termos. que promulgou o Tratado Bilateral de Cooperação. não tendo o Chefe do Executivo discricionariedade para negar o pedido.

PROPRIEDADE DE EMPRESA JORNALÍSTICA E DE RADIODIFUSÃO SONORA DE SONS E IMAGENS (CF. LI.] no caso de igualdade de direitos e de obrigações civis. a. §4°). Efeitos: efeito “ex nunc”.. “[. a)Ação de cancelamento de naturalização procedente transitada em julgado pela política de atividade nociva ao interesse nacional. deverá fazerse o requerimento. VII.] não poderá readquiri-la. §4º. Destinatários: brasileiros naturalizados.] Nestes termos. arts. Reaquisição da naturalização: observar o art. art. 222).. sendo procedente e transitando em julgado. . capacidade civil do requerente e a devida aquisição da nacionalidade estrangeira”. II.. “a” da CRFB/88). caput) 11. b.. na hipótese da reaquisição. 222. sob pena de contrariedade ao texto constitucional”. II.4. 12. §3°. b) Aquisição voluntária de outra nacionalidade.1. b. 5°.. 12. De acordo com Pedro Lenza. há uma decisão do Magistrado Federal que. b.5. [.2.3. “b” da CRFB/88). condena o indivíduo à perda a naturalização”. De acordo com Bernardo Gonçalves. capacidade civil e admissão no Brasil em caráter permanente. PERDA DA NACIONALIDADE (CF. 89. Procedimento: o procedimento é judicial. incumbe “ao Ministério Público Federal efetivar a denúncia contra o brasileiro naturalizado. art. TRATAMENTO DIFERENCIADO ENTRE BRASILEIRO NATO E NATURALIZADO (CRFB/88. a não ser mediante ação rescisória. Essa denúncia perpassa por uma perspectiva hermenêutica. §4º.“[. 8. deverá fazer-se prova do seu gozo em Portugal e da residência no Brasil há pelo menos três anos”.. pois não há uma tipificação na qual o naturalizado possa ser enquadrado pela prática de uma atividade nociva ao interesse nacional. b) Imposição da lei estrangeira (art. a. DUPLA NACIONALIDADE a) Reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira (art. 12. a. a. 9. a. No caso de pretender-se obtenção dos direitos. 10. com prova de sua nacionalidade.1.3. Motivos: segundo Bernardo Gonçalves. Destinatários: brasileiros natos ou naturalizados. Procedimento: de acordo com Bernardo Gonçalves. “conduta voluntária. 485 do CPC.2. Motivos: em decorrência de atividade contrária à ordem pública ou à segurança nacional ou nociva ao interesse nacional. dirigido ao Ministério da Justiça. posteriormente. nunca mediante de um novo processo de naturalização. 12.

ou seja. 6. Coimbra: Coimbra. José Afonso da.LENZA. 2.MARMELSTEIN. São Paulo: Atlas. a partir do momento em que o brasileiro nato ou naturalizado deseja adquirir a naturalização em outro país. 36 da Lei n. somente após adquirida a nacionalidade em outro país o Ministério da Justiça deflagrará o procedimento administrativo. o Presidente da República dará a decisão por meio de decreto. São Paulo: Malheiros. Pedro. 2009. não atingindo eventual cônjuge ou mesmo filhos desse indivíduo . em virtude de ter se tornado estrangeiro. 2009. 2ª. Jorge. Ed. SILVA E NETO. – Rio de Janeiro: Forense. deverá voltar a ser brasileiro nato. 6ª. Marcelo. PAULO. Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 2010. Direito Constitucional. Nesse sentido. Portanto. que levará a perda da nacionalidade. Manual de Direito Constitucional. 4. Rio de Janeiro: Lumen Juris.. Direito Constitucional esquematizado. b) “A única forma desse brasileiro nato que perdeu a nacionalidade e virou estrangeiro readquirir a nacionalidade será enquanto brasileiro naturalizado. que tal dispositivo só terá validade se a reaquisição não contrair os dispositivos constitucionais e. 7. sem a necessidade de incursão judicial. Reaquisição da nacionalidade do brasileiro nato: via administrativa Segundo Pedro Lenza. ainda. Curso de direitos fundamentais. . Nesses termos. 2009. quais sejam: Bernardo Gonçalves apresenta duas a)”Se brasileiro nato. readquirir a nacionalidade originária por decreto do Presidente da República”. Direito Constitucional. 3. São Paulo: MÉTODO. b. tramitando no Ministério da Justiça.MORAES. Neste ponto.5. São Paulo: MÉTODO. ed.“o procedimento é meramente administrativo. não teria como o mesmo voltar a ser brasileiro nato”. Efeitos: os efeitos do decreto presidencial serão “ex nunc”. 15. “[. estaremos diante de um processo administrativo. ALEXANDRINO. há divergência doutrinária. – São Paulo: Saraiva. 818/49 prevê a possibilidade de reaquisição por decreto presidencial. o Ministério de Relações exteriores comunicará ao Ministério da Justiça a solicitação da aquisição de nacionalidade em outro país.MIRANDA. b. 5. e após o processo instruído e finalizado. – São Paulo: Atlas. determinando a perda da nacionalidade”. Ed. assegurada a ampla defesa. é importante deixar consignado que não ocorre apenas com a mera solicitação de outra nacionalidade pelo brasileiro. posições. 2010... Vicente. Porém. 1997. Nesses termos. Alexandre. 2011. Curso de Direito Constitucional positivo. SILVA. se existirem elementos que atribuam nacionalidade ao interessado”. Ed. Manoel Jorge. BIBLIOGRAFIA: 1. NOVELINO.] o art. George. se o ex-brasileiro estiver domiciliado no Brasil. 8. Direito Constitucional.4. Entendemos. Rio de Janeiro: Forense. contudo.

Etimologicamente. c) Constitucional Sensível (art. apoio ou aprovação”. §2° da CRFB/88)..NOÇÕES GERAIS De acordo com José Afonso da Silva.] é o Direito Público subjetivo democrático de votar (eleger) e de ser votado (eleito). sufrágio – do latim sufragium – significa escolha. “[. “[. Sufrágio (art. 2. 17.. Regime democrático como princípio: a) Fundamentador de direitos fundamentais implíticos (art. 4.1. “a” da CRFB/88). direito de voto nos plebiscitos e referendos..DIREITOS POLÍTICOS POSITIVOS (capacidade eleitoral ativa = alistabilidade = direito de votar) 3. VII..] os direitos políticos positivos consistem no conjunto de normas que asseguram o direito subjetivo de participação no processo políticos e nos órgãos governamentais. Conceito De acordo com Uadi Bulos. 5°.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.1. direito de elegibilidade (direito de ser votado). assim como por outros direitos de participação popular. como o direito de iniciativa popular. . Conceito Segundo Uadi Bulos. b) Limitador da liberdade partidária (art. 34. 3. Eles garantem a participação do povo no poder de dominação política por meio das diversas modalidades de: direito de sufrágio: direito de voto nas eleições. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DOS DIREITOS POLÍTICOS 1. “ são o conjunto de normas jurídicas que asseguram a participação do povo no cenário eleitoral do Estado”. o direito de propor ação popular. caput da CRFB/88). o direito de organizar e participar de partidos políticos”. 14 da CRFB/88) 4.

35). b. Signficado: consulta feita ao eleitorado antes de a lei ou o ato administrativo serem elaborados. b.709/98.2005.2.3. 2. 9. 14. 6. 49. AQUISIÇÃO DA CAPACIDADE ELEITORAL ATIVA: alistamento realizado junto aos órgãos competentes da Justiça Eleitoral. pelo voto. 6. art. aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido (Lei n. serão discutidos pelo Congresso Nacional ou pelo Poder Executivo. ou não. aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido.5. art. para que os confirmem ou rejeitem. Versa sobre assuntos que.4. Quadro comparativo analisado por Uadi Bulos PLEBISCITO 1. b)Plebiscitos e referendos (art. . posteriormente. art.5. b. cabendo ao povo. 14. XV da CRFB/88). art. Conceito De acordo com Uadi Bulos. pelo voto. de natureza constitucional. DIREITO DE VOTO (espécie do gênero sufrágio). Exemplo: plebiscito para saber se o povo quer. 9. uma nova Constituição para o Brasil. §2°). pedido do interessado.10. A obtenção do título de eleitor permite ao cidadão o exercício de todos os direitos políticos???? 6. 3.3. 6. REFERENDO 1. o plebiscito e o referendo “são consultas formuladas ao povo para que delibere sobre matéria de acentuada relevância. o direito de votar ou de manifestar a vontade de eleições. Significado: consulta feita ao eleitorado depois de a lei ou o ato administrativo serem elaborados. legislativa ou administrativa”.1) Plebiscitos Nas palavras de Marcelo Alexandrino.709/98. Que diz a lei: “O plebiscito é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo. §1°). Que diz a lei: “O referendo é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo.4. realizado em 23. 10. cabendo ao povo. o referendo “é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo. plebiscitos e referendos (exercício da capacidade eleitoral ativa).1. 3. XV da CRFB/88). “ é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo.826/2003 – Estatuto do Desarmamento (§1° do art. “ retrata. cumprindo ao povo a respectiva ratificação ou rejeição”. apenas. 2°. Exemplo: referendo sobre o desarmamento previsto pela Lei n. De acordo com Marcelo Alexandrino.2) Referendos art. a)Eleições. quando a população brasileira optou pela nãoproibição da comercialização de arma de fogo.Segundo Marcelo Alexandrino. 49. CAPACIDADE ELEITORAL ATIVA: capacidade de votar (ALISTABILIDADE). (Lei n. 2°. cumprindo ao povo a respectiva ratificação ou rejeição”. 2.

g) Liberdade (“comparecendo às eleições. a obrigatoriedade formal do comparecimento.. sob pena de pagamento de multa”). independentemente de sexo. II da CF/88”). garante a periodicidade de sua manifestação. “ressalvados os maiores de setenta anos e os menores de dezoito anos. somente. o cidadão é livre para a escolha do candidato. 60. o exercício do direito de sufrágio em seu aspecto ativo (votar)”. “ressalvados os maiores de setenta anos e os menores de dezoito anos.equivale. no exercício do direito ao sufrágio. 60.. sem intermediários. é obrigatório o comparecimento às eleições. 6. 81. ao consagrar o voto cláusula pétrea. §4°. b)Restrito (segundo Marcelo Alexandrino. portanto. II. “quando o direito de votar a todos os nacionais.SUFRÁGIO 6.5. b) Facultativo ( nas palavras de Alexandre de Moraes. credo. i) Persoalidade (“só pode ser exercido pessoalmente. Caracteristicas do voto (analisadas por Alexandre de Moraes) a) Obrigatório (nas palavras de Alexandre de Moraes. um voto”). sob pena de pagamento de multa”). se desejar. independentemente da exigência de quaisquer requisitos. posição intelectual. h) Periodicidade (“ a Constituição. seus representantes e governantes”).1. c) Direto (de acordo com Alexandre de Moraes. poderá ser censitário ou capacitário. idade. cor. “os eleitores elegerão. não há possibilidade de se outorgar procuração para votar”). para anular o seu voto ou votar em branco”). a uma expressão restrita. é obrigatório o comparecimento às eleições. sequer por emenda à Constituição. d) Secreto ou sigiloso(de acordo com Alexandre de Moraes “ o voto não deve ser revelado nem por seu autor. . com isso.2. “ o voto de cada cidadão tem o mesmo valor no processo eleitoral. ou. e) Com valor igual para todos (segundo Alexandre de Moraes. a obrigatoriedade formal do comparecimento. por meio de voto. a temporalidade dos mandatos no nosso Estado”). §4°. tais como condições culturais ou econômicas etc). que significa.exceção: art. por força do art. §2°). social ou econômica – “um homem . no seu art. por si. por sua vez. 81. OBSERVAÇÃO: Possibilidade de eleição indireta do governante (art. tampouco por terceiro fraudulentamente”). ESPÉCIES DE SUFRÁGIO a) Universal (segundo Marcelo Alexandrino. 6. O sufrágio restrito. f) Direito público subjetivo (“não pode ser abolido. “quando o direito de votar for concedido tão somente àqueles que cumprem determinadas condições fixadas em lei do Estado. assegurando.

comunitários ou laços familiares”. §4° da CRFB/88. sejam vínculos políticos. comerciais. Vice-Prefeito e juiz de paz. notadamente de natureza intelectual”. englobando a apuração. O TSE admite a configuração de domicílio eleitoral de forma ampla. aquele que conta. regularmente inscrito perante a Justiça Eleitoral). que deverá ser verificada tendo por referência a data da posse (a não a data do alistamento ou do registro). Observação: ver os arts. §3°).7. 17. . ESCRUTÍNEO (acepções). art. 7. deputado estadual ou distrital. sem filiação a partido político)”. na visão de Uadi Bulos a)Escrutíneo. f) filiação partidária (não se admite. para os cargos de Governador e Vice-governador de Estado e do Distrito Federal. donde insurge a figura do escrutinador. nas palavras de Marcelo Alexandrino: “a) nacionalidade brasileira ou condição de equiparado a português. patrimoniais. b. para vereador. “O prazo de comprovação do domicílio será de no mínimo 1 ano antes da eleição.2)Sufrágio capacitário “é aquele que só outorga o direito de voto aos indivíduos dotados de certas características especiais. d)domicílio na circunscrição (o eleitor deverá ser domiciliado no local pelo qual se candidata. c)alistamento eleitoral (comprovado pela apresentação do título de eleitor. pelo período mínimo exigido pela legislação eleitoral subconstitucional). “é um das fases do procedimento eleitoral. dezoito anos. c)Escrutíneo “também é usado para designar o modo de exercício do voto. a denominada candidatura autônoma ou avulsa. (1 ano antes da data da eleição (pleito).§3°. o reconhecimento e a contagem dos votos”.1)Sufrágio censitário “é aquele que somente outorga o direito de voto àqueles que preencherem certas qualificações econômicas”. 12. 6. Condições de ELEGIBILIDADE (capacidade eleitoral passiva = ser votado nas eleições). no Brasil. para os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República e senador da República. Exemplo: voto secreto (coberto ou fechado) ou voto aberto (a descoberto ou público)”. §2°. profissionais. e)idade mínima. a abertura. e não ou do registro ou mesmo da posse). permitindo sua fixação onde o eleitor apresente ligação material ou afetiva com a circunscriação. sendo as seguintes: trinta e cinco anos. o depósito. Prefeito. “ato de contagem de votos. b)Escrutíneo. na acepção ampla. b)pleno exercício dos direitos políticos (aquele que teve suspensos ou perdeu seus direitos políticos não dispõe de capacidade eleitoral passiva). trinta anos. na acepção estrita. para os cargos de deputado federal. vinte e um anos. isto é.b.CAPACIDADE ELEITORAL PASSIVA (direito de candidatura = elegibilidade): direito de ser votado (ELEGIBILIDADE) 6.7. sendo que para Presidente e Vice-Presidente da República exige-se a condição de brasileiro nato (CF.1. verifica e confere o número de vots”.

como tais. IMPEDIMENTO TOTAL DA CIDADANIA (art.1. .2.O Vice-Presidente da República. . os Vice-Governadores e os Vice-Prefeitos. 7. segundo Marcelo Alexandrino. 14.O Vice-Presidente da República. .Não há a exigência da desincompatibilização do Chefe do Executivo para candidatar-se à reeleição.Permissão de reeleição para um único período subseqüente.1. são naõ alistáveis e. os Vice-Governadores e os Vice-Prefeitos poderão ser reeleitos para os mesmos cargos. c)As hipóteses de inelegibilidade absoluta podem ser estabelecidas ao nível infraconstitucional? 8.1. por um período subseqüente.. isto é. que.Proibição de reeleição para o terceiro mandato. logo. a “inelegibilidade relativa consiste em restrições impostas à elegibilidade para alguns cargos eletivos.DIREITOS POLÍTICOS NEGATIVOS são restrições e impedimentos ao exercício dos direitos positivos.2. Inelegibilidade relativa Segundo Marcelo Alexandrino. b)Hispóteses de inelegibilidade absoluta. . a qualquer mandato eletivo”. não dispõem de capacidade eleitoral passiva (não podem ser eleitos). 2) os não alistáveis. §5° da CRFB/88) a. 14. durante o período do serviço militar obrigatório. em razão de situações especiais em que se encontra o cidadão-candidato no momento da eleição”. os estrangeiros (exceto o português equiparado) e os conscritos. reeleitos ou não.. antes. ou mesmo que ele renuncie [. “poderão candidatar-se ao cargo do titular. 8. uma vez que a elegibilidade tem por pressuposto a alistabilidade. Hipóteses de INELEBILIDADE RELATIVA a)MOTIVOS FUNCIONAIS (art. “nada obsta que o Chefe do Executivo solicite ao Poder Legislativo uma licença para poder concorrer à reeleição.7. Inelegibilidade absoluta: a)A inelegibilidade absoluta. desde que seja sucessivo. nas palavras de Marcelo Novelino: “1) os analfabetos. §§4° a 9°(outras normas infraconstitucionais mediante lei complementar poderão trazer casos de inelegibilidade da CRFB/88) 8. IMPEDIMENTO PARCIAL DA CIDADANIA (art. alistável. mesmo tendo substituído este no curso do mandato”.1. para ser elegível é imprescindível ser. inelegíveis”. Análise do dispositivo constitucional (na visão de Marcelo Alexandrino) “. 7.2. impede que o cidadão concorra em qualquer eleição.]”. Não obstante. embora possam alistar-se e votar (capacidade eleitoral ativa). 15 da CRFB/88). .

2. “desde que. b. candidatou-se a prefeito do município desmembrado”. noventa dias após a abertura da última vaga. . b. A inelegibilidade não é aplicada à viúva do Chefe do Executivo. far-se-á nova eleição direta. NO CURSO DO MANDATO. . vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente. ..“Não pode o Chefe do Executivo. não tenham sucedido ou substituído o titular”.1. PARENTESCO OU AFINIDADE (art. temos: “a) o cônjuge.O Presidente da República. que esteja exercendo o segundo mandato eletivo (por reeleição).“Não pode aquele que foi titular de dois mandatos sucessivos na Chefia do Executivo vir a candidatar-se. §5° da CRGB/88. às pessoas casadas no religioso. Súmula 18 do STF: DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE OU DO VÍNCULO CONJUGAL. os Governadores e os Prefeitos podem concorrer a outros cargos. deputado federal e senador pelo próprio Estado e Governador do mesmo Estado). b. desde que renunciem aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito (art.O Vice. §7° da CRFB/88). nos seis meses anteriores ao pleito. A INELEGIBILIDADE REFLEXA atinge. b)MOTIVOS DE CASAMENTO. no período subseqüente (terceiro período). parentes e afins até o segundo grau do Prefeito não poderão candidatar-se a vereador ou Prefeito do mesmo Município. deputado estadual. preservando os seus respectivos mandatos. 14.3. que determina que.“Na hipótese de acorrer a vacância definitiva do cargo de Presidente da República. parentes e afins até segundo grau do Governador não poderão candidatar-se a qualquer cargo no Estado (vereador. . à eleição prevista no art. A inelegilidade reflexa não se aplica as seguintes hipóteses: 1. c) o cônjuge. 14. Segundo Marcelo Alexandrino. ou eleição indireta pelo Congresso Nacional. trinta dias depois de aberta a última vaga. Governador ou Prefeito. apenas. 14.“Não poderá aquele foi titular de dois mandatos sucessivos na chefia do Executivo candidatarse. . ou com seu irmão. às pessoas que vivem maritalmente com o Chefe do Executivo. Ver os artigos 79. e somente poderá candidatar-se a um único período subseqüente”. NÃO AFASTA A INELEGIBILIDADE PREVISTA NO §7° DO ARTIGO 14 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. renunciando seis meses antes do pleito eleitoral. 81 da Constituição Federal. b)o cônjuge. o território de jurisdição do titular. parentes e afins até segundo grau do Presidente da República não poderão candidatar-se a qualquer cargo eletivo no País”. .Presidente da República. ao cargo de vice-chefia do Executivo”. o vice assumirá efetiva e definitivamente o exercício da chefia do Executivo. §6° da CRFB/88). . os Vice-Governadores e os Vice-Prefeitos podem concorrer a outros cargos. durante o período imediatamente subseqüente. se a vacância ocorrer nos últimos dois anos do mandato presidencial”. OBSERVAÇÃO: São aplicadas “as mesmas regras àqueles que tenham substituído os Chefes do Executivo dentro de seis meses anteriores ao pleito eleitoral”.“O STF admitiu a elegibilidade de ex-prefeito do município-mãe que. renunciar antes do término desse com o intuito de pleitear nova recondução para o período subseqüente (reeleição para um terceiro mandato subseqüente).

nessa situação.2. 4. §9° da CRFB/88) 8. Pedro. 2010. desde que ele pudesse concorrer à sua própria reeleição (isto é. Privação definitiva (perda dos direitos políticos) Para Alexandre de Moraes. PINHO. o Tribunal Superior Eleitoral firmou o entendimento de que. São Paulo: Malheiros. José Afonso da.MORAES. Privação temporária (suspensão dos direitos políticos) Para Alexandre de Moraes. 15 da CRFB/88. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Direito Constitucional. 5. Denise. Curso de Direito Constitucional positivo. 15 da CRFB/88. Curso de Direito Constitucional.. 9. 14. Rodrigo César Rebello. III e V do art. §8°.1. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE ELEITORAL (art. 2011.BONAVIDES. mesmo que seja na circunscrição. Alexandre. 14. Direito Constitucional descomplicado. 3. . São Paulo: MÉTODO. Curso de Direito Constitucional. Direito Constitucional esquematizado. “se o Chefe do Executivo renunciar seis meses antes da eleição. 2011. são hipóteses de perda dos direitos políticos as hipóteses previstas nos incisos II. – (Coleção sinopses jurídicas. seu cônjuge. 2005. Manoel Jorge. Manual de Direito Constitucional. 3 ed. 11 ed. c) INELEGIBILIDADE DE MILITARES (arts. parente ou afim que já possuir mandato eletivo. 2. Ed.Segundo o TSE. . SILVA E NETO. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas. Bernardo Gonçalves. 9. Da organização do Estado. suprirá a ausência da prévia filiação partidária o registro da candidatura apresentada pelo partido político e autorizada pelo candidato”. São Paulo: MÉTODO. dos Poderes. 2010. São Paulo: Saraiva. §3°. v. FERNANDES. PAULO. Paulo. d)PREVISÃO EM LEI COMPLEMENTAR (art. 2011. 142. 8. são hipóteses de perda dos direitos políticos as hipóteses previstas nos incisos I e IV do art. SILVA. São Paulo: Malheiros. 6. em face da vedação à filiação partidária do militar. 2011. Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional. V da CRFB/88) Nas palavras de Marcelo Alexandrino. A inelegibilidade não é aplicada ao cônjuge. 10. 16 da CRFB/88) BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. 12 §4º. Marcelo.LENZA. 6ª. VARGAS. 2009. – Rio de Janeiro: Forense. 18). – São Paulo: Saraiva. NOVELINO. 7. no final do primeiro mandato)”. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Ed. caso em que poderá candidatar-se à reeleição. 8. Vicente. II) 8. “Assim. e histórico das Constituições. 2009. parentes ou afins até segundo grau poderão candidatar-se a todos os cargos eletivos da circunscrição.2. ALEXANDRINO. Marcelo. 15. São Paulo: Revista dos Tribunais. PRIVAÇÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS (art.

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