DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.

ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB

DIREITO CONSTITUCIONAL I

PLANO DE AULA

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO DIREITO CONSTITUCIONAL 1. DIREITO 1.1. A CLASSIFICAÇÃO EM “RAMOS DO DIREITO” 1.2. ALOCAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONAL Nas palavras de Alexandre de Moraes, o Direito Constitucional “é um ramo do Direito Público, destacado por ser fundamental à organização e funcionamento do Estado, à articulação dos elementos primários do mesmo e ao estabelecimento das bases da estrutura política”. 1.3. ORIGEM, FORMAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONAL I De acordo com Paulo Bonavides, a origem da expressão Direito Constitucional,
“[...] consagrada há cerca de um século, prende-se ao triunfo político e doutrinário de alguns princípios ideológicos na organização do Estado moderno. Impuseram-se tais princípios desde a Revolução Francesa, entrando a inspirar formas políticas do chamado Estado liberal, Estado de direito ou Estado constitucional”.

1.4. CRIAÇÃO DA 1ª CADEIRA DE DIREITO CONSTITUCIONAL Segundo Paulo Bonavides, o ministro da Instrução Pública, Guizot, determinou a criação da primeira cadeira de Direito Constitucional em 1834. O primeiro mestre a lecionar a Cadeira foi Pelegrino Rossi.
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros, 2005. 2.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 3. FERNANDES, Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 3 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011. 4..MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 8. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009. 9. VARGAS, Denise. Manual de Direito Constitucional. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO

CONSTITUCIONALISMO 1. CONSTITUCIONALISMO 1.1. CONSTITUCIONALISMO (em sentido amplo)

Na visão de Marcelo Novelino, o “[...] constitucionalismo, apesar de ser um termo recente, está ligado a uma ideia bastante antiga: a existência de uma Constituição nos Estados, independentemente do momento histórico ou do regime político adotado [...]”. 1.2. CONSTITUCIONALISMO (em sentido estrito) De acordo com Alexandre de Moraes, a “origem formal do constitucionalismo está ligada às Constituições escritas e rígidas dos Estados Unidos, em 1787 [...]”. Segundo Marcelo Novelino,
“[...] Mais do que uma simples técnica constitucional, o constitucionalismo é uma técnica de liberdade que assegura direitos fundamentais aos cidadãos de modo a impedir sua violação por parte do Estado. No século XIX a teoria das garantias e a teoria do Estado de direito (Rechtsstaat) se uniram ao princípio da separação dos poderes, conferindo ao constitucionalismo sua identidade atual”.

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros, 2005. 2.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 3. FERNANDES, Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 3 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011. 4..MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 8. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009. 9. VARGAS, Denise. Manual de Direito Constitucional. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011.

. forma de governo e aquisição de poder de governar. então. Pedro. um ser vivo. caracterizando-se como uma simples “folha de papel” [.. Paulo. Constituição deve ser entendida como a lei fundamental e suprema de um Estado. 3.].norma fundamental hipotética. “[. Juridicamente. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CONCEITO.Quadro explicativo apresentado por Pedro Lenza PLANO LÓGICO-JURÍDICO .2.4. . considerada norma pura. um grupo de pessoas.. Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional.norma positivada suprema..]”. PLANO JURÍDICO-POSITIVO . à formação dos poderes públicos... 2005. é o ato de constituir.]”..1..1. direitos que deveres dos cidadãos. mas não contêm matéria de decisão política fundamental”. ou.Constituição é.3. Além disso. segundo Pedro Lenza.Posição de Alexandre de Moraes “Constituição.. porém. sem qualquer pretensão a fundamentação sociológica. ainda.Sentido jurídico. puro dever-ser. o modo pelo qual se constitui uma coisa. organização. as leis constitucionais seriam os demais dispositivos inseridos no texto do documento constitucional. de firmar.BONAVIDES.. de acordo com José Afonso da Silva. segundo Pedro Lenza.. FERNANDES.Sentido sociológico (defendido por Ferdinand Lassale. 3 ed.] José Afonso da Silva. 2. 1...4. observa que “. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. A concepção de Kelsen toma a palavra Constituição em dois sentidos: no lógico-jurídico e no jurídico-positivo [. Rio de Janeiro: Lumen Juris. em seu livro “Qué es una Constitución”?). . lato sensu. 1. positivada.] uma Constituição só seria legítima se representasse o efetivo poder social [.Sentido político (defendido por Carl Schmitt).norma posta.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. traduzindo o pensamento de Kelsen. Ed. de estabelecer. 3. “[. distribuição de competências.plano do suposto . 15.LENZA. Direito Constitucional esquematizado.. 2011. CLASSIFICAÇÃO e ELEMENTOS 1. direitos individuais. – São Paulo: Saraiva.”[. Curso de Direito Constitucional.fundamento lógico-transcendental da validade da Constituição jurídico-positiva.] só se refere à decisão política fundamental (estrutura e órgãos do Estado. ela seria ilegítima.CONCEITOS 1. Caso isso não ocorresse. é a Constituição que individualiza os órgãos competentes para edição de normas jurídicas legislativas ou administrativas”. formação. vida democrática etc). . São Paulo: Malheiros. política ou filosófica. 1. 2011. que contém normas referentes à estruturação do Estado.

Marcelo. Rio de Janeiro: Lumen Juris. PAULO. 6ª. São Paulo: Revista dos Tribunais. SILVA. Direito Constitucional descomplicado. Curso de Direito Constitucional positivo.MORAES.4. Alexandre. SILVA E NETO. 2009. José Afonso da. Rio de Janeiro: Forense. Marcelo. VARGAS. – Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: Malheiros. 7. 2010. Direito Constitucional. 2009. Manual de Direito Constitucional. 2010. 6. São Paulo: MÉTODO. ALEXANDRINO. Denise. São Paulo: Atlas. Vicente. Ed. 9. 8. 2011. Direito Constitucional. 5. Manoel Jorge. São Paulo: MÉTODO. NOVELINO. . Direito Constitucional.

“[..]”.. longas. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CLASSIFICAÇÃO 1. as Constituições “[. volumosas. pois os processos de produção (que obviamente.1. conferem legitimidade ao documento constitucional) não envolvem o povo e sim algo pronto e acabado (“receita de bolo”) que. breves. de forças políticas rivais: a realeza debilitada de uma parte. inchadas).]”.. é submetido para digressão popular [.]. sumárias.. mas tampouco é democrática. 1. Segundo Paulo Bonavides. que não recebeu do povo a legitimidade para em nome dele atuar [. De acordo com Bernardo Gonçalves. em franco progresso doutra”. ainda que criada com participação popular [.]”. no Chile [.. “seriam aquelas enxutas.Quanto à ORIGEM: a)Outorgadas. “também chamada de democrática. segundo Pedro Lenza. d) Pactuadas. eleita diretamente pelo povo. entre o princípio monárquico e o princípio da democracia”.. “são aquelas que abordam todos os assuntos que os representantes do povo entenderem fundamentais [..] sem dúvida.]”.]”.]”..]”. é aquela constituição fruto de uma Assembleia Nacional Constituinte..] surgem através de um pacto. atuar. portanto. largas. ou governante). básicas)..] formada por plebiscito popular sobre um projeto elaborado por um Imperador (plebiscito napoleônico) ou um Ditador (plebiscito de Pinochet.não é propriamente outorgada. “são aquelas que resultam de um acordo entre o rei (monarca) e o parlamento.. se aproximam das Constituições Outorgadas (e se distanciam das Promulgadas). de forma populista. da deliberação da representação legítima popular [. De acordo com Bernardo Gonçalves. “[. Quanto à EXTENSÃO: a) Sintéticas (concisas. “elas acabam por exprimir um compromisso instável (frágil). c) Cesarista. nascendo. de acordo com Pedro Lenza.. segundo Pedro Lenza. de maneira unilateral. extensas.... são aquelas em q eu o poder constituinte originário se concentra nas mãos de mais de um titular [.. desenvolvidas. Buscam desenvolver um equilíbrio não raro instável e precário. veiculadoras apenas dos princípios fundamentais e estruturais do Estado [. sucintas. prolixas.. “são as constituições impostas. b) Promulgada..2... . em nome dele. pelo agente revolucionário (grupo.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.. votada ou popular. de acordo com Pedro Lenza. e a nobreza e a burguesia. nas palavras de Uadi Bulos... segundo José Afonso da Silva. b) Analíticas (amplas.CLASSIFICAÇÃO (tipologia) 1.

]”. à MUTABILIDADE (Michel Temer. “é aquela constituição que não possui um processo legislativo de alterabilidade mais dificultoso do que o processo legislativo de alteração das normas infraconstitucionais [. sem dúvida.] só pode ser modificada por procedimentos especiais que ela no seu corpo prevê. 174.5. nas palavras de Pedro Lenza. previstas na Constituição brasileira de 1988. 1. à ESTABILIDADE (José Afonso da Silva e Alexandre de Moraes). b) Formalmente constitucional.. A Carta de 1824. d) Imutáveis. Quanto à ALTERABILIDADE (Leda Pereira Mota e Celso Spitzcovsky). nas palavras de Pedro Lenza. “são aquelas constituições inalteráveis.1. segundo Pedro Lenza.de acordo com Pedro Lenza. um processo legislativo mais árduo.. a qual deve ter origem na Câmara dos Deputados. de acordo com Pedro Lenza. b) Flexível. c) Semiflexível ou semirrígida . “é aquela escrita ou não em um documento constitucional e que contém as normas tipicamente constitutivas do Estado e da sociedade”. segundo Alexandre de Moraes. se conhecer.. e) Superrígida. a) Rígidas. mais solene. e não o conteúdo de suas normas [.1. determinava: “Se passados quatro annos. “será aquele texto que contiver as normas fundamentais e estruturais do Estado. os direitos e garantias fundamentais [. depois de jurada a Constituição do Brazil. estando certo que se contrariarem a constituição serão consideradas inconstitucionais..]”. art. Exemplo: Carta Imperial de 1824. algumas matérias exigem um processo de alteração mais dificultoso do que o exigido para alteração das leis infraconstitucionais. De acordo com Bernardo Gonçalves. pode ser considerada superrígida.]”. as cláusulas pétreas. Luiz Alberto David Araújo e Vidas Serrano Nunes Júnior). a Constituição formal. quanto à estabilidade será rígida”. que algum dos seus artigos merece reforma.4. segundo Pedro Lenza. “é aquela constituição que é tanto rígida como flexível. sendo também denominadas permanentes. graníticas ou intocáveis”. e ser apoiada por terça parte delles”. na medida em que normas ordinárias não a modificam. Segundo Bernardo Gonçalves. verdadeiras relíquias históricas e que se pretendem eternas.]”. “será aquela constituição que elege como critério o processo de sua formação. à CONSISTÊNCIA (Pinto Ferreira). Quanto ao modo de ELABORAÇÃO: ..]”.. para a sua alteração (daí preferirmos a terminologia alterabilidade). Quanto ao CONTEÚDO: a) Materialmente constitucional... mais dificultoso do que o processo de alteração das normas não constitucionais [... se fará a proposição por escripto. “[... e portanto. 1. enquanto outras não requerem tal formalidade [. a organização de seus órgãos. ou seja. “são aquelas constituições que exigem. Portanto. são imutáveis.

estabelecendo as normas fundamentais de um Estado [.a) Dogmáticas... b) Costumeira. “seriam aquelas que se materializam em um só código básico e sistemático [. 1. “são aquelas em que há adequação entre o texto constitucional (conteúdo normativo) e a realidade social.]”...7.]”.. de acordo com Bernardo Gonçalves.]”. Quanto à correspondência com a REALIDADE (critério ontológico – essência): a) Constituições normativas. 1.]”. b) Variadas. por uma Assembleia Constituinte [. reunindo a história e as tradições de um povo [.] partem de teorias preconcebidas.]”. De acordo com Bernardo Gonçalves. não escrita ou consuetudinária. uma simbiose do texto constitucional com a realidade social. segundo Pedro Lenza.. e baseia-se nos usos..]”. “seria aquela formada por ideologias conciliatórias [...] seria aquela constituição que. portanto. Há...] seria a constituição formada por um conjunto de regras sistematizadas e organizadas em um único documento..8. Quanto à FORMA: a) Escrita (instrumental).. Ou seja... “[. jurisprudência.]”. “é aquela elaborada de forma esparsa (com documentos e costumes desenvolvidos) no decorrer do tempo. convenções [.. de planos e sistemas prévios. 1.. É formada por ‘textos’ esparsos.7. de acordo com Pedro Lenza.. segundo Pedro Lenza.. de dogmas políticos [. Quanto à DOGMÁTICA: a) Ortodoxa. Para Pedro Lenza afirma as Constituições dogmáticas são “[.]”.]”. de acordo com Pedro Lenza..] elaboradas de um só jato....]”.. a constituição conduz os processos de poder (e é tradutora dos anseios de justiça dos cidadãos)... na medida em que detentores e destinatários de poder seguem . sendo fruto de um contínuo processo de construção e sedimentação do devir histórico [. “é aquela formada por uma só ideologia [. b) Eclética. sendo formadas de várias leis constitucionais [. reconhecidos pela sociedade como fundamentais.6. não traz as regras em um único texto solene e codificado. de acordo com Meirelles Teixeira “[.. “é aquela escrita e sistematizada em um documento que traz as ideias dominantes (dogmas) em uma determinada sociedade num determinado período (contexto) histórico [. costumes. segundo Pedro Lenza. Exemplo: Constituição inglesa.. reflexivamente.. Quanto à SISTEMÁTICA (critério sistemático): a) Reduzidas (unitárias). ao contrário da escrita. de ideologias bem declaradas.]”. b) Históricas. 1. “seriam aquelas que se distribuiriam em vários textos e documentos esparsos. “[.. “constituem-se através de um lento e contínuo processo de formação ao longo da história. racionalmente. Segundo Bernardo Gonçalves.

. 15. é e deve ser entendida como limitação de poder. Constituições brasileiras de 1937 (Getúlio Vargas). Esse é o seu caráter educacional. Rio de Janeiro: Lumen Juris. b)Constituições nominais. . Direito Constitucional. apesar de distante do texto. São Paulo: Revista dos Tribunais. Marcelo. Manoel Jorge.. 2009.BONAVIDES. as Constituições brasileiras de 1934. NOVELINO. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. segundo Bernardo Gonçalves. 1946. “são aquelas que traem o significado de constituição (do termo constituição). Denise. Pedro. Porém. – Rio de Janeiro: Forense. política. Constituição francesa de 1958. SILVA E NETO. jurisprudencial etc). Exemplos. Bernardo Gonçalves.. Vicente. – São Paulo: Saraiva. em sua essência. 3. 1988 [. PAULO. Exemplos. Curso de Direito Constitucional positivo. Não há simbiose do texto constitucional com a realidade social. Curso de Direito Constitucional.LENZA. Sem dúvida. Ed. 3 ed. 2010. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Constituição Americana de 1787. 2010. de acordo com Bernardo Gonçalves. Paulo.. SILVA.]”. o que ocorre é um descompasso do texto com a realidade social (econômica. 5. Alexandre. c) Constituições semânticas.(respeitam) a constituição. FERNANDES. “não há adequação do texto constitucional (conteúdo normativo) e a realidade social [. Direito Constitucional. mas. São Paulo: MÉTODO. A constituição semântica vem para legitimar o poder autoritário. pedagógico. ela pode. Manual de Direito Constitucional.MORAES. servir de “estrela guia” de “fio condutor” a ser observado pelo país. 6ª. 2011. Constituição. A Constituição semântica trai o conceito de constituição. é mister deixar consignado que existe um lado positivo nessas Constituições. 4. 2005. educacional. São Paulo: Malheiros. ao invés de limitar o poder. São Paulo: Atlas. 9.. se o texto existe. Rio de Janeiro: Forense. José Afonso da. Ed. ALEXANDRINO. Direito Constitucional. Curso de Direito Constitucional. 7. São Paulo: Malheiros. pois legitima (naturaliza) práticas autoritárias de poder. 2011. 2009. Constituição Alemã de 1949. que. Como exemplos. um dia poderá alcançá-lo. Marcelo.. entre outras”. Direito Constitucional descomplicado. VARGAS.]. São Paulo: MÉTODO. Direito Constitucional esquematizado. nos dizeres de Löewenstein. 2. 8. 6. 196769 (governo militar)”. Detentores do poder fizeram (produziram) o texto diferente da realidade social. 2011.

1967.1. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO PODER CONSTITUINTE 1. 2ª.3. PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO ((inicial.1. TEORIA DO PODER CONSTITUINTE 2. “[. O que é o Terceiro Estado? – Tudo. o poder constituinte “[. inaugural. até agora.4.. “o poder constituinte não está adstrito a nenhum procedimento específico. Logo. 3. modificação ou acréscimo de normas constitucionais (sendo nesta última situação derivado do originário”. opúsculo publicado pela Abade Joseph Sièyes. As principais características apresentadas por Pedro Lenza e Marcelo Alexandrino são: . 2..De acordo com Pedro Lenza.. 3.] pode ser conceituado como o poder de elaborar (e neste caso será obrigatória) ou atualizar uma Constituição.1. 3. “Qu’est-ce que le tiers état?. O que tem sido ele.PODER CONSTITUINTE 1. O abade Sieyés começa com o plano de sua obra fazendo três perguntas que são respondidas ao longo da obra: 1ª. Exercício do poder constituinte originário a)Democráticos (poder constituinte legítimo). rompendo por completo com a ordem jurídica precedente”. de primeiro grau) 3. Exemplos: Constituições de 1824.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. não obstante possamos encontrar determinados padrões seguidos ao longo do tempo”. na ordem política? – Nada.2. Formas de manifestação do poder constituinte originário Segundo Denise Vargas. b)Autocrático (poder constituinte usurpado). não há forma predeterminada que o condicione. 3. 1937. mediante supressão. Exemplos: a manifestação através de uma assembleia nacional constituinte ou convenção.] é aquele que instaura uma nova ordem jurídica.. O que é que ele pede? – Ser alguma coisa. Conceito Segundo Pedro Lenza. 3ª.

3. segundo Denise Vargas. PODER CONSTITUINTE DERIVADO (instituído. segundo Denise Vargas. municipais e distritais”. Assim. pois deriva ou se origina de uma autorização da Constituição Federal. d) incondicionado. eis que não se submete a nenhuma forma de expressão eventualmente pré-existente. Assim. é a própria lei.1. constituído. 4. secundário. b) ilimitado juridicamente. ela é a origem de tudo. pois dá início a um Estado inaugurando o seu ordenamento jurídico.a)inicial.] deve obedecer às regras colocadas e impostas pelo originário.2.” “Porque obedece. por exemplo. e) autônomo. também. quanto à forma de se manifestar. “eis que só ao exercício do poder constituinte cabe determinar quais os termos em que a nova Constituição será estruturada”. Logo. “a nação existe antes de tudo. necessitando respeitar as normas jurídicas existentes na Constituição Federal. Sua vontade é sempre legal. a uma forma preestabelecida na Constituição Federal. de segundo grau) 4. não está jungido a nenhum processo predeterminado para a sua manifestação”. “[. “Porque encontra limites quanto á matéria jurídica. “o poder constituinte originário é incondicionado.. na visão do Sieyès. o cria para reforma. o poder constituinte é inicial. segundo Denise Vargas. 4. sendo. NATUREZA JURÍDICA “É UM PODER JURIDICO. limitado e condicionado aos parâmetros a ele impostos”. deve-se obedecer á forma prevista na CF. que é uma norma jurídica. nesse sentido. E nas palavras de Carlos Ayres Brito “éle é um poder simultaneamente constituinte e desconstituinte: zera a contabilidade jurídica até então existente e passa a começar tudo de novo”. Antes dela e acima dela só existe o direito natural”. segundo Denise Vargas. revisão do texto constitucional ou criação de normas constitucionais pelos entes federados”. para emendar a CF. Limites ao poder reformador . para serem elaboradas normas constitucionais estaduais. Conceito Nas palavras de Pedro Lenza. ele existe porque a Constituição. Tabela explicativa sobre o poder constituinte derivado apresentada por Denise Vargas CARACTERÍSTICAS DO PODER CONSTITUINTE SECUNDÁRIO “Porque ele deriva da Constituição Federal e não nasce da vontade política soberana do povo”. f) poder de fato e poder político. DERIVADO LIMITADO CONDICIONADO 4. e.

“são limitações consubstanciadas em normas aplicáveis a situações excepcionais. há as limitações formais subjetivas que “são relacionadas à competência para propositura de emendas à Constituição” e as limitações formais objetivas que “são referentes ao processo de discussão. art.] O estabelecimento desse processo simplificado de reforma teve razões históricas. evitando-se alterações precipitadas e desnecessárias”. desde que respeitadas as regras limitativas impostas pela Constituição Federal”. procedimentais ou processuais.3. 7. 4..] é aquele atribuído aos Estados-membros de uma federação – poder constituinte decorrente. I e 60 da CRFB/88). A instabilidade institucional provocada por um momento tão delicado poderia ocasionar alterações precipitadas e desnecessárias no texto da LEX MATER”. “[. Na visão de Marcelo Alexandrino. votação. c) Poder constituinte derivado decorrente (art. c) Limitações circunstanciais. cuja decisão terminou por ser legada ao povo brasileiro. . “podem ser impeditivas de inclusão. b) Limitações materiais (ou substanciais). Conceito Segundo Pedro Lenza.. alteração ou exclusão de determinados conteúdos no texto constitucional”. 60) é mais dificultoso que o processo legislativo ordinário (CF. nas quais a livre manifestação do poder derivado reformador possa ser ameaçada. de acordo com Marcelo Novelino.]”. por óbvio. 7. b) Poder constituinte derivado revisor (art. Considerando a existência de relevantes debates a respeito de certos temas constitucionais (acerca da forma e regime de governo. Espécies de poder constituinte derivado a)Poder constituinte derivado por reforma (arts. do ADCT). 3°.. PODER CONSTITUINTE DIFUSO OU MATERIAL. o processo legislativo das emendas (CF. de acordo com Marcelo Novelino. relativas ao desenvolvimento dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte de 1988.1. com a finalidade de assegurar-lhe maior estabilidade.. d) Limitações temporais. segundo Marcelo Novelino. por exemplo. “[. de extrema gravidade. o poder constituinte decorrente. Por se tratar de uma Constituição rígida. por meio de plebiscito).. segundo Marcelo Novelino. “[. “consiste na proibição de reforma de determinados dispositivos durante certo período de tempo após a promulgação da Constituição. art.. aprovação e promulgação das propostas de emenda. 59. De acordo com Marcelo Alexandrino.a)Limites formais.. 47)”. só existe nos Estados que adotam a forma federativa – para se auto-organizarem mediante a elaboração de suas constituições estaduais.. 11 do ADCT).] pode ser caracterizado como um poder de fato e se manifesta por meio das mutações constitucionais [.

materialmente perceptíveis. Vicente.2. Manoel Jorge.BONAVIDES. 2005. ALEXANDRINO.MORAES. VARGAS. 2011. 6. – São Paulo: Saraiva. Direito Constitucional.. 9. Pedro. Ed. São Paulo: MÉTODO. Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 2011. 3. 2011. Direito Constitucional esquematizado. São Paulo: Malheiros. Curso de Direito Constitucional. 2009. 2. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Denise.1. 8. São Paulo: Malheiros. Curso de Direito Constitucional. mas sim alterações no significado e sentido interpretativo de um texto constitucional [. “palpáveis”.] não seriam alterações “físicas”. 2010. Curso de Direito Constitucional positivo. Mutação constitucional 7. 7. 3 ed. Bernardo Gonçalves. PAULO.2. São Paulo: MÉTODO. Ed.7. SILVA. Alexandre. Direito Constitucional. 2010. 6ª. SILVA E NETO. NOVELINO.. Conceito De acordo com Pedro Lenza “[. Manual de Direito Constitucional.. Paulo. José Afonso da. 2009. . Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: Revista dos Tribunais. Marcelo. 5. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. FERNANDES. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas. 15.LENZA. 4.]”.. – Rio de Janeiro: Forense.

RECEPÇÃO 2. “[. neste último caso. Entendemos. por falta de recepção”. que não mais existe perante o ordenamento de 1988: o Código Penal (DL n.2. ou seja. mas. i) a recepção ou a revogação acontecem no momento da promulgação do novo texto. não se observará qualquer situação de inconstitucionalidade. 3. ainda. quando ao fenômeno da recepção: “a)no fenômeno da recepção.] nos casos de normas infraconstitucionais produzidas antes da nova Constituição.REPRISTINAÇÃO . apresentadas por Pedro Lenza.1. como um artigo. Segundo Pedro Lenza. a lei anterior será revogada. a recepção de somente parte de uma lei. 2. d) em complemento.. que o STF poderá modular os efeitos da decisão. incompatíveis com as novas regras.DIREITO CONSTITUCIONAL INTERTEMPORAL lato sensu 1. a técnica de controle ou é pelo sistema difuso ou pelo concentrado. É o caso.. só se analisa a compati bilidade material perante a nova Constituição.848/40) foi recebido como lei ordinária). c) como a análise perante o novo ordenamento é somente do ponto de vista material. como vimos. precisa ter compatibilidade formal e material perante a Constituição sob cuja regência foi editada. e) se incompatível. Características. um ato normativo que deixe de ter previsão no novo ordenamento poderá ser recebido. uma mudança de competência legislativa. contudo. somente por meio de ADPF. do decreto-lei. declarando o momento a partir de quando a sua decisão passa a valer”. uma lei pode ter sido editada como ordinária e ser recebida como complementar. b) a lei. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO NOVA CONSTITUIÇÃO E ORDEM JURÍDICA ANTERIOR 1.) nesse caso. não se falando em inconstitucionalidade superveniente. de revogação da lei anterior pela nova Constituição. para ser recebida. apenas. por exemplo.O que acontece com as normas que foram elaboradas na vigência da Constitucional anterior com o advento de uma nova Constituição? Elas são revogadas? Elas são recepcionadas? Perdem a validade????? 2. ainda. 2. um parágrafo etc.1. contudo. mas. matéria que era de competência da União pode perfeitamente passar a ser de competência legislativa dos Estados-membros. h) é possível. conforme visto no item anterior.. g) é possível.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Isso porque só se fala em ADI de uma lei editada a partir de 1988 e perante a CF/88 (princípio da contemporaneidade).

4. caput. são “[. NOVELINO. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. 2010. – São Paulo: Saraiva. em razão de seu caráter precário. 6ª. 5.. SILVA. 7.] recebidas por prazo certo. Ed. e seu §1°. 34.. Segundo Denise Vargas. 2°. art. Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional esquematizado. mas com o status de lei infraconstitucional. Vicente. 2009.MORAES. São Paulo: MÉTODO. Por exemplo. as normas da Constituição anterior são recepcionadas com o status de norma infraconstitucional pela nova ordem”.] fenômeno pelo qual as normas da Constituição anterior. Curso de Direito Constitucional positivo. Alexandre. 2011. RECEPÇÃO MATERIAL DE NORMAS CONSTITUCIONAIS De acordo com Pedro Lenza. Bernardo Gonçalves. PAULO. Rio de Janeiro: Lumen Juris.. características marcantes no fenômeno da recepção material de normas constitucionais”. Manoel Jorge. 2009.. Curso de Direito Constitucional. “o poder constituinte poderá determinar expressamente. Direito Constitucional. Pedro. permanecem em vigor. 6. José Afonso da. 5. São Paulo: Atlas. 3 ed. SILVA E NETO. Marcelo. “salvo disposição em contrário..FERNANDES.. desde que compatíveis com a nova ordem. a legisl ação infraconstitucional anterior já revogada que ele deseja restaurar [. Direito Constitucional. 2011. 3. DESCONSTITUCIONALIZAÇÃO Segundo Pedro Lenza.]”. Marcelo. a desconstitucionalização é um “[. §3° da LICC (Lei de Introdução ao Código Civil). 2.De acordo com o art. – Rio de Janeiro: Forense. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Direito Constitucional. a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência”. Ou seja. Ed. São Paulo: Malheiros. Direito Constitucional descomplicado. 15. do ADCT. São Paulo: MÉTODO.LENZA. . 2010. 4. ALEXANDRINO.

de modo geral. §2°). Uma norma é eficaz quando capaz de produzir efeitos ou de ser aplicada.EFICÁCIA JURÍDICA Segundo Marcelo Novelino. Uma das causas é o fato de a Constituição regular o fenômeno político. ou seja. imediata e integral) Segundo Pedro Lenza. difícil de ser enquadrado dentro de parâmetros jurídicos”. art.1.] é a aptidão da norma para produzir os efeitos que lhe são próprios. art. como no caso das leis que criam ou majoram tributos (CF. independentemente de norma integrativa infraconstitucional [... “[. Uma norma é efetiva quando cumpre sua finalidade. Algumas normas constitucionais apresentam sérios problemas relativamente a sua efetividade. “Pertencem “a esta categoria. estão aptas a produzir os seus efeitos.]. Aproximam-se do a que a doutrina clássica norte-americana chamou de normas autoaplicáveis (self-executing. mas “possívelmente não integral”). além daquelas que não indiquem processos especiais para a sua execução ou que já se encontrem suficientemente explicitadas na definição dos interesses nelas resguardados”. §5°. “são aquelas normas da Constituição que.. art. self-enforcing ou self-acting) Para Marcelo Novelino. ou vedações (CF. as que confiram isenções (CF. EFICÁCIA SOCIAL De acordo com Marcelo Novelino. I. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS 1. art. III.. 53 e 150. “[.1. no momento em que entra em vigor. exceto nas hipóteses em que é diferida.. 128. art. 145.] está relacionada à produção concreta de efeitos. as normas que contenham proibições (CF. 150. imediata. imunidades (CF. 1. 2.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. . Em regra. 184. a função social para a qual foi criada. art. b) Normas constitucionais de eficácia contida (eficácia redutível ou restringível. 19).CLASSIFICAÇÃO QUANTO À EFICÁCIA JURÍDICA 2.Classificação proposta de JOSÉ AFONSO DA SILVA a)Normas constitucionais de eficácia plena (aplicação direta. b). com aplicabilidade direta. §5°). NOÇÕES GERAIS 1.2.. vem colada à vigência. adiada para o futuro. I a VI) ou prerrogativas (CF.

.1. já efetivaram seus comandos”. segundo Marcelo Novelino.. “O preâmbulo de uma Constituição pode ser definido como documento de intenções do diploma. pedindo aos tribunais o seu cumprimento só por si.. 3. explicitam comandos-valores. c. arts. que subdividem em: c. mais do que comandos-regras.. sem. no entanto. Normas de princípio programático Para Marcelo Novelino.. 2°.NORMAS CONSTITUCIONAIS ESGOTADA DE EFICÁCIA EXAURIDA E APLICABILIDADE De acordo com Marcelo Novelino. demonstrando a ruptura com o ordenamento jurídico constitucional anterior e o surgimento de um novo Estado. poderá a norma infraconstitucional reduzir a sua abrangência”. têm como destinatários primacial – embora não único – o legislador. apontar os meios a serem adotados.. 4. Por exemplo. têm mais natureza de expectativas que de verdadeiros direitos subjetivos. “[.. órgãos ou instituições previstos na Constituição [.] normas de eficácia limitada que dependem de lei para organizar ou dar estrutura a entidades. 3° do ADCT. “[..Segundo Pedro Lenza. acompanhadas de conceitos indeterminados ou parcialmente indeterminados”.” Segundo Jorge de Miranda. c) Normas constitucionais de eficácia limitada. conferem elasticidade ao ordenamento constitucional. impondo aos órgãos do Estado uma finalidade a ser cumprida (obrigação de resultado). o legislador constituinte opta por traçar apenas princípios indicativos dos fins e objetivos do Estado. “[..] são os dispositivos da Constituição que. 5°. ou na hipótese do art. e consiste em uma certidão de origem e legitimidade do novo texto e uma proclamação de princípios.] são de aplicação diferida. apesar de não terem sido revogados. produzir todos os seus efeitos. . É de tradição em nosso Direito Constitucional e nele devem constar os antecedentes e enquadramento histórico da Constituição.] em vez de regular direta e imediatamente um interesse.. não consentem que os cidadãos ou quaisquer cidadãos as invoquem já (ou imediatamente após a entrada em vigor da Constituição).]’. máxime os direitos sociais. embora “tenham condições de. a cuja opção fica a ponderação do tempo e dos meios em que vêm a ser revestidas de plena eficácia (e nisso consiste a discricionariedade). muitas vezes. Tais princípios se distinguem dos anteriores por seus fins e conteúdos. pelo que pode haver quem afirme que os direitos que deles constam. quando da promulgação da nova Constituição (ou diante da introdução de novos preceitos por emendas à Constituição. §3°). aparecem. Normas de princípio institutivo (ou organizatório). bem como suas justificativas e seus grandes objetivos e finalidades”.2. são “[. e não de aplicação ou execução imediata. PREÂMBULO CONSTITUCIONAL Nas palavras de Alexandre de Moraes.

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 2. FERNANDES, Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 3 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011. 3.MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 4. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 5. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 6. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 7. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO PRINCÍPIOS DE HERMENÊUTICA CONSTITUCIONAL 1. PRINCÍPIOS DA INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL a)Princípio da unidade da Constituição, segundo Pedro Lenza, “Constituição deve sempre interpretada em sua globalidade com um todo [...]”. Somando-se a isto, Marcelo Alexandrino expõe as conseqüências práticas do princípio da unidade, quais sejam:
“a) todas as normas contidas na Constituição formal têm igual dignidade – não há hierarquia, relação de subordinação entre os dispositivos da Lei Maior; b) não existem normas constitucionais originárias inconstitucionais – devido à ausência de hierarquia entre os diferentes dispositivos constitucionais, não se pode reconhecer a inconstitucionalidade de uma norma constitucional em face de outra, ainda que delas constitua cláusula pétrea”. c) não existem antinomias normativas verdadeiras entre os dispositivos constitucionais – o texto constitucional deverá ser lido e interpretado de modo harmônico e com participação de seus princípios, eliminando-se com isso eventuais antinomias aparentes”.

b)Princípio do efeito integrador, segundo Marcelo Alexandrino, “[...] o princípio integrador significa que, na resolução dos problemas jurídico-constitucionais, deve-se dar primazia aos critérios ou pontos de vista que favoreçam a integração política e social e reforço da unidade política”. c) Princípio da máxima efetividade, eficiência ou interpretação efetiva, de acordo com Marcelo Alexandrino, “[...] reza que o intérprete deve atribuir à norma constitucional o sentido que lhe dê maior eficácia, mais ampla efetividade social”. d) Princípio da concordância prática ou harmonização, de acordo com Marcelo Alexandrino, tem como fundamento “[...] a ideia de igualdade de valor dos bens constitucionais (ausência de hierarquia entre dispositivos constitucionais) que, no caso de conflito ou concorrência, impede, como solução, a aniquilação de uns pela aplicação dos outros [...]”. e) Princípio da força normativa, de acordo com Marcelo Alexandrino, é elaborado por Konrad Hesse, “[...] o intérprete deve valorizar as soluções que possibilitem a atualização normativa, a eficácia e a permanência da Constituição”. f) Princípio da interpretação conforme a Constituição. Segundo Marcelo Alexandrino,
“[...] impõe que, no caso de normas polissêmicas ou plurissignificativas (que admitem mais de uma interpretação), dê-se preferência à interpretação que lhes compatibilize o sentido com o conteúdo da Constituição”.

Como decorrência desse princípio, temos que: a)dentre as várias possibilidades de interpretação, deve-se escolher a que não seja contrária ao texto da Constituição; b) a regra é a conservação da validade da lei, e não a declaração de sua inconstitucionalidade; uma lei não deve ser declarada inconstitucional quando for possível conferir a ela uma interpretação em conformidade com a Constituição”.

g) Princípio da proporcionalidade ou razoabilidade Princípio da razoabilidade ou proporcionalidade (da proibição de excesso ou devido processo legal em sentido substantivo). a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino, o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha b) Subprincípios ou elementos vinculados ao princípio da razoabilidade: b.1. Adequação (idoneidade ou pertinência), “[...] significa que qualquer medida que o Poder Público adote deve ser adequada à consecução da finalidade objetivada, ou seja, a adoção de um meio deve ter possibilidade de resultar no fim que se pretende obter [..]”. b.2. Necessidade ou exigibilidade “[...]significa que a adoção de uma medida restritiva de direito só é validade se ela for indispensável para a manutenção do próprio ou de outro direito, e somente se não puder ser substituída por outra providência também eficaz, porém menos gravosa[...]”. b.3. Proporcionalidade em sentido estrito”[...] é exercido depois de verificada a adequação e necessidade da medida restritiva de direito. Confirmada a configuração dos dois primeiros elementos, cabe averiguar se os resultados positivos obtidos superam as desvantagens decorrentes da restrição a um ou outro direito[...]”. h) Princípio da justeza ou da conformidade funcional, segundo Marcelo Alexandrino, “estabelece que o órgão encarregado de interpretar a Constituição não pode chegar a um resultado que subverta ou perturbe o esquema organizatóriofuncional estabelecido pelo legislador constituinte”. i)Princípio da supremacia constitucional, de acordo com o STF, ADin, 2.215 – MC/PE, Rel. Min. Celso de Mello, j. em 17.04.2001:
“Sabemos que a supremacia da ordem constitucional traduz princípio essencial que deriva, em nosso sistema de direito positivo, do caráter eminentemente rígido de que se revestem as normas inscritas no estatuto fundamental. Nesse contexto, em que a autoridade normativa da Constituição assume decisivo poder de ordenação e de conformação da atividade estatal – que nela passa a ter o fundamento de sua própria existência, validade e eficácia -, nenhum ato de Governo (Legislativo, Executivo e Judiciário) poderá contrariar-lhe os princípios ou transgredirlhes os preceitos, sob pena de o comportamento dos órgãos do Estado incidir em absoluta desvalia jurídica”.

j) Princípio do conteúdo implícito (Fonte: webaula – Estácio) – “o intérprete deve atentar que a Constituição estabelece comandos que não estão expressos

caberá por simetria ao Governador os projetos de lei para o aumento do efetivo da Polícia Militar. Direito Constitucional descomplicado. 61 da CRFB/88. 7. Curso de Direito Constitucional. procurou adequá-las aos ‘comandos constitucionais”. Alexandre.explicitamente em seu texto. São Paulo: MÉTODO. Bernardo Gonçalves. . 2011. Direito Constitucional esquematizado. Curso de Direito Constitucional positivo. José Afonso da. Direito Constitucional. 2010.“princípio de interpretação federativo que busca adequar entre os entes os institutos da Constituição Federal às Constituições e institutos dos Estados-Membros. Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros. 2010.LENZA. São Paulo: Atlas. 3. cabe ao Presidente da República à iniciativa de leis para o aumento do efetivo das forças armadas. 2. o intérprete deve sempre lhes dar a maior extensão possível”. Rio de Janeiro: Lumen Juris. em tese. 2009. ALEXANDRINO. Vicente. mas sim na coerência interna de seus objetivos e fundamentos”. Marcelo. l)Princípio da imperatividade das normas constitucionais(Fonte: webaula – Estácio) . 4. Manoel Jorge. Marcelo. visto que foram fruto de um processo legislativo que. – São Paulo: Saraiva. por exemplo: art. NOVELINO. m)Princípio da simetria (Fonte: webaula – Estácio) . n)Princípio da presunção de constitucionalidade das normas constitucionais (Fonte: webaula – Estácio) – “o intérprete deve dar às normas hierarquicamente inferiores à Constituição uma interpretação que as coadune com a Lei Maior. 2011. Rio de Janeiro: Lumen Juris. São Paulo: MÉTODO. 5. Ed. – Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional. Por exemplo. FERNANDES. 15. 6ª. 6. Pedro. Rio de Janeiro: Forense. SILVA. Ed. 3 ed. 2009.MORAES. SILVA E NETO. PAULO. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.“uma vez que todas as normas constitucionais emanam da vontade popular e são normas cogentes ou imperativas.

.3.] Deveria Ernest Janning fazer cumprir as leis de seu país ou deveria ter se negado a fazê-las cumprir e se tornado um traidor? Este é o ponto crucial deste julgamento”. um Tribunal de Guerra [. apesar de todas as críticas que lhe podem ser imputadas por ter violado princípios básicos do direito penal. Não se tratava de um julgamento puramente jurídico. 1. Ele faz cumprir as leis de seu país [.2. 1. no âmbito jurídico. pois quem não é capaz de lutar pela vida tem o seu fim decretado pela providência. O mundo não foi feito para os povos covardes”. Alega-se que o referido seria um tribunal de exceção. O Tribunal de Nuremberg: tribunal de exceção!? “Já pensou quão impossível seria processar por meios legais os atos do hitlerismo”. criado ex post facto. Porém. uma raça é subjugada. a respeito do Tribunal de Nuremberg. A sentença condenatória.4. formuladas por juristas do mundo todo. Hans Frank. Era na verdade. porém. já que não havia qualquer base legal prévia capaz de justificar a sua instalação.1. segundo a filósofa Hannah Arendt. portanto. no livro Entrevistas de Nuremberg 1. O “Ato de Habilitação” (Ermächtigungsgesetz) e as Leis de Nuremberg. advogado pessoal de Hitler. Realmente. Se. simbolizou. conseguiu com perfeição sintetizar o paradoxo daquele julgamento.A banalidade do mal.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. significa isso que ela pesou muito pouco na balança do destino para ter a felicidade de continuar a existir neste mundo terrestre. 1. onde a dignidade da pessoa humana foi reconhecida como um valor suprapositivo.O NAZISMO 1. “Os direitos do homem estão acima dos direitos do Estado. Adolf Hitler e sua autobiografia Mein Kampf (“Minha luta”). o que estava em jogo era a condenação de um regime . “Há várias críticas. Defesa dos nazistas Nas palavras de George Marmelstein. no qual juízes estavam sendo acusados precisamente por cumprirem a lei: “Um juiz não lei. na luta pelos direitos do homem. proferida pelo Tribunal de Nuremberg. Segundo George Marmelstein.. que está. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB A TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMETAIS 1. é questionável a legalidade daquela Corte.]. acima da própria lei e do próprio Estado”. .nazismo – que praticou diversos crimes contra a humanidade. o surgimento de uma nova ordem mundial..1. “O advogado de defesa..4. por sua vez. aprovadas em 1935.

. “ referida geração de direitos decorreria dos avanços no campo de engenharia genética. em especial o direito ao desenvolvimento. de 1948. ao colocarem em risco a própria existência humana. a última geração seria a dos direitos de solidariedade. por meio da manipulação do patrimônio genético”.No Brasil. entendida como viés da democracia participativa ou supremo direito da humanidade.. ed. Direito Constitucional esquematizado. à paz e ao meio ambiente. b) direito à paz. impulsionados pela Revolução Industrial epelos problemas sociais por ela causados. 2010. São Paulo: Atlas. 1997.MORAES. Ed. de acordo com Pedro Lenza. . 2009. Pedro. Ed. 15. e) Direitos fundamentais da QUINTA dimensão ou geração O doutrinador Paulo Bonavides assevera que o direito de 5ª dimensão relaciona-se com o direito à paz. BIBLIOGRAFIA: 1. 5. Alexandre. seria a dos direitos econômicos. NOVELINO. a Constituição de 1934. que ganhou a força após a Segunda Guerra Mundial. Rio de Janeiro: Forense. Coimbra: Coimbra. fundamentados na liberdade (liberte). Curso de Direito Constitucional. 3.MIRANDA. d) direito de propriedade sobre o patrimônio comum da humanidade. São Paulo: MÉTODO. 2010. . que tiveram origem com as revoluções burguesas. por sua vez.Constituição de Weimar (Constituição da primeira república alemã). 3 ed. 2. 2011. é possível destacar os seguintes documentos históricos: Constituição do México (1917). Direito Constitucional. sociais e culturais. 2011.6. coroando a tríade com a fraternidade (fraternité).3.LENZA. c) direito ao meio ambiente.MARMELSTEIN. a) Direitos fundamentais de PRIMEIRA dimensão ou geração seriam os direitos civis e políticos. especialmente após a Declaração Universal dos Direitos Humanos. c) Direitos fundamentais de TERCEIRA dimensão ou geração por fim. – São Paulo: Atlas. 2ª. Direito Constitucional. e) direito de comunicação. – São Paulo: Saraiva. Rio de Janeiro: Lumen Juris. George. d) Direitos fundamentais de QUARTA dimensão ou geração. de 1919. Karel Vasak elaborou a “teoria das gerações dos direitos”. Para o doutrinador. Marcelo. Bernardo Gonçalves. 4. Manual de Direito Constitucional.Tratado de Versailles (1919). A teoria de Vasak traz o rol dos seguintes direitos de 3ª dimensão: a)direito ao desenvolvimento. Jorge. baseados na igualdade (igualité). EVOLUÇÃO DOS DIREITOS “DIMENSÕES” DE DIREITOS) FUNDAMENTAIS (“GERAÇÕES” OU 1. 6. b) Direitos fundamentais de SEGUNDA dimensão ou geração. . Curso de direitos fundamentais. inspirado nas cores da bandeira francesa. FERNANDES. na Alemanha.

Ed. Marcelo. Curso de Direito Constitucional positivo. Vicente. 2009. 2011. São Paulo: MÉTODO. – Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: Malheiros. José Afonso da. George.SARMENTO. . São Paulo: Saraiva. 6ª. Manoel Jorge. Direito Constitucional descomplicado. Direito Constitucional. 7. 9. ALEXANDRINO.76. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). SILVA E NETO. – (Coleção curso & concurso. SILVA. PAULO. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 8. v. 2009. Direitos Humanos.

São direitos que vigoram numa determinada ordem jurídica. em regra. Conforme Marcelo Alexandrino. por isso. De acordo com Bernardo Gonçalves. “ [. As garantias possibilitam que os indivíduos façam valer. A classificação ganhou disseminação na doutrina de Paulo Bonavides. assegurado o direito à indenização por dano material ou moral decorrente de sua violação”.. sendo.. até mesmo. a fim de que sejam preservadas as suas características substantivas básicas. a expressão direito fundamental é utilizada para “[.2. 207 CR/1988). Exemplos de instituições é a família (art.. a vida privada. como acontece com as garantias fundamentais [.2. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 2.2. garantias fundamentais e garantias fundamentais 1.1. direitos fundamentais. frente ao Estado. Há. Por isso.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc. Aqui a tutela jus fundamental se volta para proteção das instituições. 1. as garantias institucionais “são aquelas que desempenham uma função de proteção de “bens jurídicos” indispensáveis à preservação de certos valores reputados essenciais por uma sociedade. as garantias fundamentais “são estabelecidas pelo texto constitucional como instrumentos de proteção dos direitos fundamentais. a honra e a imagem das pessoas. No art.1. a expressão direito humano é empregada. Conforme Marcelo Alexandrino.]”. Distinção entre direitos humanos. enunciados em que ambos estão no mesmo texto.1. reportando-se a Carl Schmitt..3.1.. USO BANALIZADO DA EXPRESSÃO “direitos fundamentais” 1.. mesmo tais tipos de garantias não outorgam direitos subjetivos aos indivíduos. as duas estão entrelaçadas.. garantidos e limitados no espaço e no tempo.. 1. inseridas em documentos de direito internacional”. 5º. inscritos em textos normativos de cada Estado. Na visão de Gonçalves. Segundo Alexandre de Moraes e Bernardo Gonçalves são principais características dos direitos fundamentais são as seguintes: . ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS 1. ”A Constituição de 1988 não estabelece a separação metodológica entre direitos e garantias.] designar os direitos relacionados às pessoas. Segundo Marcelo Alexandrino. pois são assegurados na medida em que o Estado os estabelece”. Podemos mencionar como exemplo desse fenômeno o inciso X: “são invioláveis a intimidade.]” 2. 1.1.] para designar pretensões de respeito à pessoa humana.4. os seus direitos fundamentais [.

apesar de autônomas. bem como à previsão de prisão somente por flagrante delito ou por ordem da autoridade judicial”). Nesse contexto. .] não haveria possibilidade de absolutização de um direito fundamental (“ilimitação” de seu manuseio) pois ele encontraria limites em outros direitos tão fundamentais quanto ele”. f) efetividade (“a atuação do Poder Público deve ter por escopo garantir a efetivação dos direitos fundamentais”). por profundo processo de evolução ao longo da história da humanidade.1. os direitos fundamentais “possuem um inegável conteúdo ético (aspecto material). h) historicidade. assim. c) não coisificação do ser humano. Afinal. segundo “Gilmar Mendes. permitindo a introdução de novos “remédios” de acordo com o próprio surgimento de novas ameaças.. c) irrenunciabilidade (“em regra. b) relatividade significa que ”[. os direitos fundamentais não podem ser objeto de renúncia”). d) garantia do mínimo existencial”.. CONTEÚDO NORMATIVO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) De acordo com George Marmelstein. e) universalidade (“devem abranger todos os indivíduos. Eles são os valores básicos para uma vida digna em sociedade. CONTEÚDO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 3. 3. afirma que os direitos fundamentais passam. eles estão intimamente ligados à idéia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder. raça. b) Para George Marmestein. sexo. 3. CONTEÚDO ÉTICO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) Nas palavras de George Marmelstein. b) inalienabilidade (“não há possibilidade de transferência dos direitos fundamentais a outrem”). credo ou convicção político-filosófica”).2. d) inviolabilidade (“impossibilidade de sua não observância por disposições infraconstitucionais ou por atos das autoridades públicas”). em um ambiente de opressão não há espaço para vida digna”. g) interdependência (“as várias previsões constitucionais. possuem diversas interseções para atingirem suas finalidades. b) respeito à integridade física e moral.“a) imprescritibilidade (“os direitos fundamentais não desaparecem pelo decurso do tempo”). entretanto. a ideia de dignidade humana está relacionada aos seguintes atributos: “a) respeito à autonomia da vontade. independentemente de sua nacionalidade. Portanto eles vão se ‘adequado’ a novos contextos”. compartilhando da tese de Bobbio. a liberdade de locomoção está intimamente ligada à garantia do habeas corpus.

já que eles são seres humanos em potencial.. merece menção. pode-se dizer que não há direitos fundamentais decorrentes da lei. a idade. positivadas no plano constitucional de determinado Estado Democrático de Direito. “[. “[. §2°. quando muito irá densificar. Não é necessário sequer que a pessoa seja plenamente capaz. em regra. por força do já citado art. Pode ser menor de idade. A fonte primária dos direitos fundamentais é a Constituição. ou seja... DIREITOS FUNDAMENTAIS COMO DIREITOS POSITIVADOS 6.. que foi conhecido e deferido pelo Superior Tribunal de Justiça para proteger o seu direito de nascer”. a opção sexual. por sua importância axiológica. a condição financeira. 4. que. Os nascituros Nas palavras de George Marmelstein. DIREITOS FUNDAMENTAIS IMPLÍCITOS Nas palavras de George Marmelstein. 5.159/RJ. 7. sob o aspecto jurídico-normativo.. 5°. da Constituição de 1988 [. “Qualquer pessoa.] mesmo os nascituros (fetos e embriões) são protegidos pelo ordenamento jurídico-constitucional.. . a título de curiosidade.]”. não importando a cor da pele. somente podem ser considerados como direitos fundamentais aqueles valores que forem incorporados ao ordenamento constitucional de determinado país. disciplinar o exercício do direito fundamental. fundamentam e legitimam todo o ordenamento jurídico”. Nesse sentido. intimamente ligadas à ideia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder. DESTINATÁRIOS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS De acordo com George Marmelstein. a nacionalidade ou qualquer outro atributo. o Habeas Corpus 32. pode ser titular de direitos fundamentais.] Não se deve confundir norma positivada com norma escrita. impetrado em favor de um nascituro.. A lei.“[. que decorrem do sistema constitucional como um todo. portador de deficiência mental etc”.. por exemplo. merece ser citado um curioso caso no qual a Comissão de Ex-Presos Políticos de São Paulo reconheceu o direito à indenização a uma pessoa que havia sofrido torturas quando ainda estava na barriga da mãe durante o regime militar. Do mesmo modo. CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS Na visão de George Marmelstein.] são normas jurídicas. já que existem diversos direitos fundamentais positivados de forma implícita (não escrita). os direitos fundamentais “[. nunca criá-lo diretamente”. idoso. Dentro dessa concepção. 7.1..]..

deve -se reconhecer que elas também podem ser titulares de direitos fundamentais... No acórdão. ainda. 7. 7.]. aos idosos e às mulheres. 7. “Até mesmo o estrangeiro em situação irregular no País encontra -se protegido e a ele são assegurados os direitos e garantias fundamentais (TRF 4ª. contudo. escrito por Ruy Castro. “[. 29/8/2006). por exemplo [.7. o direito à livre iniciativa e os direitos de caráter fiscal (garantias constitucionais do contribuinte)”. ART. ficou ementado que a honra e a imagem “permanecem perenemente lembradas nas memórias.3. TRATAMENTO GRATUITO PARA ESTRANGEIROS. . que os filhos do famoso jogador seriam parte legítima para defender o direito à honra e à imagem do pai falecido. “o exercício do direito fundamental independe de qualquer requisito. Os estrangeiros não residentes e o princípio da dignidade humana “SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE. Por exemplo..5. no Caso Garrincha. que havia sido retratado de forma supostamente decadente na biografia Estrela solitária um brasileiro chamado Garrincha.2. Nas palavras de George Marmelstein. Os direitos que se projetam mesmo após a morte. Região. Há. As pessoas jurídicas como titulares de direitos fundamentais Segundo George Marmelstein. como o direito à imagem. 7. Direitos fundamentais com titularidade restrita Segundo George Marmelstein.2. “Já que as pessoas jurídicas foram mencionadas. alguns direitos restritos aos portadores de deficiência. naquilo em que for compatível com a sua natureza [. que não possam exigir direitos fundamentais cuja titularidade é restrita a determinada categoria de pessoas. AG 2005040132106)/PR.] entendeu-se.. é possível reconhecer que as empresas são capazes de ser titulares de direitos ligados a sua atividade econômica. Titularidade dos direitos sociais Segundo George Marmelstein. TRANSPLANTE DE MEDULA. Isso não significa dizer.4.]”. à honra. existem alguns direitos fundamentais que são restritos às presidiárias. 5° DA CF. j... ao nome. como o direito de propriedade. entre outros. como bens imortais que se prolongam para além da vida”. Por outro lado.

a relação que se dá entre Estado. educação.]”. um particular (por exemplo com grande poderio econômico) em relação a outro (por exemplo: hiposuficiente). falam em “eficácia desigual dos direitos fundamentais”. Marco histórico do nascimento da teoria da eficácia horizontal dos direitos fundamentais De acordo com Bernardo Gonçalves.. em dadas circunstâncias. de educação etc. a doutrina e jurisprudência alemã.. de um lado.. Essa seria. “O Tribunal Constitucional Alemão debateu e enfrentou o tema da eficácia dos direitos fundamentais nas relações privadas no famoso caso Lüth (1958). 8.. de matriz eminentemente liberal. 8. É interessante registrarmos.“Na verdade. apenas as pessoas que não podem pagar pelos serviços de saúde.1.] o termo direitos fundamentais nas relações privadas é o mais adequado. visto que em determinadas hipóteses (casos concretos) os particulares não estão em relação horizontabilidade devido à discrepância de uns em relação os outros. de modo a barrar ação usurpadora desde nas suas relações com os particulares [. Nesse sentido. o Estado somente é obrigado a disponibilizar os serviços de saúde. Nestes termos.. ou seja. defendeu que fosse realizado um boicote ao filme Unsterbiliche Gelibte (Amante imortal) dirigido por Veit Harlam. mas sim. e particular.. em . os direitos fundamentais representavam limites ao exercício do poder do Estado. a partir da década de 50 passam a reconhecer a aplicação dos direitos fundamentais nas relações privadas..2.1.]”. teríamos a eficácia diagonal dos direitos fundamentais (e não horizontal) apesar da relação ser entre particulares”. 8. justamente. exigir juridicamente o cumprimento da norma constitucional [. “[. Eficácia vertical dos direitos fundamentais De acordo com Bernardo Gonçalves. em um discurso feito perante produtores e distribuidores da indústria cinematográfica.]. de verticalidade. todas as pessoas podem ser titulares dos direitos sociais. a referente aos particulares nas relações com outros particulares não numa relação de horizontabilidade. podem. Desse modo. assistência social etc. de outro [. Este se tornou uma verdadeira referência não só na Alemanha no que diz respeito à aplicação dos direitos fundamentais nas relações privadas. “Na formulação clássica dos direitos fundamentais. presidente do clube de imprensa de Hamburgo. No entanto. que alguns doutrinadores. atualmente. Eficácia horizontal dos direitos fundamentais Segundo Daniel Sarmento. Um resumo do caso pode ser assim descrito: em 1950 Erich Lüth. EFICÁCIA VERTICAL FUNDAMENTAIS E EFICÁCIA HORIZONTAL DOS DIREITOS 8..2.

14 a art. George. 826 do Código Civil (quem.LENZA. São Paulo: Atlas.virtude de o cineasta ter elaborado filmes de conotação antissemita na época nazista de Hitler.MARMELSTEIN. 5°. Direito Constitucional esquematizado. 7. A produtora do filme de Harlam recorreu ao Tribunal de Hamburgo com o objetivo de que fosse determinado a Lüth que cessasse a conclamação ao boicote. 2010. Curso de Direito Constitucional positivo. d) Direitos políticos: art. Pedro. b) Direitos sociais: art. está obrigado a reparar o dano).CLASSIFICAÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 a) Direitos individuais e coletivos: art. Curso de direitos fundamentais. PAULO. de modo contrário aos bons costumes. ed. – (Coleção curso & concurso. cause danos dolosamente a outro. Jorge. BIBLIOGRAFIA: 1. 5. 2ª. ALEXANDRINO. Alexandre. 2009. 2009. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). e e) Direitos de organização em partidos políticos: art. 2011. Direito Constitucional. 9. 6. Bernardo Gonçalves. Direito Constitucional descomplicado. 3 ed. Marcelo. 3. Vicente. Manual de Direito Constitucional. Ed. – Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: MÉTODO. Curso de Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Direitos Humanos.. São Paulo: Saraiva. George. Ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris. José Afonso da. – São Paulo: Saraiva. FERNANDES. 2009. 4. São Paulo: MÉTODO. Ocorreu em virtude de tal decisão recurso por parte de Lüth perante a Corte Constitucional. SILVA E NETO. 12. Direito Constitucional. Manoel Jorge. Marcelo.MORAES. Direito Constitucional. que por sua vez reformou a sentença entendendo ter havido violação ao direito fundamental de Lüth à liberdade de expressão. NOVELINO. Coimbra: Coimbra. São Paulo: Malheiros. 1997. 2010. Rio de Janeiro: Forense. 9.SARMENTO. 6ª. Ed. SILVA. 2011. 6° a 11. – São Paulo: Atlas.MIRANDA. . v. 2011. 8. 16. É bom que se diga que nesse caso a Corte adotou a tese da eficácia indireta ou mediata”. 2. c) Direitos de nacionalidade: art. 17. 15. A demanda foi acolhida pelo Tribunal. 5. com fundamento no art.

Segundo George Marmelstein. Não se confunde com a irrenunciabilidade. o Código Civil (art.A INVIOLABILIDADE DO DIREITO À VIDA (CF. O Brasil e a aplicação da pena de morte. b) Código Penal (art. a inviolabilidade “consiste na proteção contra violações por parte de terceiros. 2°) foi influenciado pela tradição cristã. “Art. De acordo com Marcelo Novelino. 170).2. 128. a) . a) direito a permanecer vivo. 5°.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.Posição do Brasil. b) direito a uma existência digna (CF. impedindo-a de abrir mão deste direito”. 2. afirma que .1. a partir da Wilipédia. quando incapaz. 2. I e II). Proibição de insuficiência e a questão da legalização do aborto. PENA DE MORTE 4. O direito à vida é um direito absoluto? 3. 4. a proibição de insuficiência “ocorre quando as medidas legislativas adotadas não são suficientes para garantir uma proteção constitucionalmente adequada aos direitos fundamentais”. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO À VIDA 1. de seu representante legal”. art.DISTINÇÃO ENTRE INVIOLABILIDADE E IRRENUNCIABILIDADE Nas palavras de Marcelo Novelino. 128.2. a qual atinge a própria pessoa envolvida. a) Caso Manuel da Mota Coqueiro: última pena de morte aplicada no Brasil foi em 06 de março de 1885. Não se pude o aborto praticado por médico: I – se não há outro meio de salvar a vida da gestante. II – se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou.1. 3. Direito à vida: dupla acepção.2.1. ABORTO 3. Segundo George Marmelstein. art. caput). 2.

3 ed. por exemplo: traição. Ed. a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento. 15. “permitiu. – São Paulo: Saraiva. BIBLIOGRAFIA: 1. que permite. deserção em presença do inimigo. George.455/97). Curso de direitos fundamentais. 4. 2011. 1997. Direito Constitucional esquematizado. . e estabelece condições para essa utilização” . 5. ou que. Tipificação da conduta (Lei n° 9. já congelados na data da publicação desta Lei. 2ª. motim. Bernardo Gonçalves. Pedro. para fins de pesquisa e terapia. como não se ouviu seu pescoço quebrar. 2.MIRANDA.LENZA. Após sua execução em 6 de março de 1885 por enforcamento. julgou improcedente pedido formulado em ação direta de inconstitucionalidade proposta pelo ProcuradorGeral da República contra o art. a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não usados no respectivo procedimento. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL À TORTURA (art. 84) c) Código Penal Militar (art.1) Nos termos da ADI nº 3. por maioria. 5°. acusado de mandar matar Francisco Bennedito da Silva e sua família..2. revolta ou conspiração. FERNANDES. 3. 2009. A sua execução ocorreu às 2 horas da tarde e. causando-lhe sofrimento físico ou mental”. Ed. 5° da Lei federal 11. atendidas as seguintes condições: I – sejam embriões inviáveis. foi descoberto sua inocência. covardia.“Manuel da Mota Coqueiro entrou para a história como o último indivíduo condenado à pena de morte no Brasil. Jorge. contados a partir da data de congelamento”. ao ser indagado por sua última vontade.MARMELSTEIN. a. seu corpo foi posto a pender no vazio e. b) Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art. gritou com voz trêmula que era inocente e jogou uma maldição sobre a cidade.. PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO 5. depois de completarem 3 (três) anos. 5. Curso de Direito Constitucional. para fins de pesquisa e terapia.1. espionagem.] o Tribunal. 6. fato que fez com que o então imperador Dom Pedro II convertesse todas as sentenças de morte em prisão perpétua. Após isso. art.105/2005 (Lei da Biossegurança). Rio de Janeiro: Lumen Juris. rendição.510: “[.105/2005 (Lei da Biossegurança). o carrasco subiu nele colocando os pés em seus ombros e forçou até que se ouvisse o alto estalar da coluna vertebral se rompendo”. que ‘teria 100 anos de atraso pela injustiça que estava sendo feito a ele’. na data da publicação desta Lei. segundo George Marmelstein.105/2005). ed. A tortura se caracteriza na conduta de “constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça. – São Paulo: Atlas. A Lei n° 11. 2011. 56) prevê a aplicação da pena de morte. a) Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn 3510/DF). 5°.1. III e XLIII da CRFB/88) 6. ou II – sejam embriões congelados há 3 (três) anos ou mais. Manual de Direito Constitucional. Informativo 497. fuga em presença do inimigo. Posição do STF e a constitucionalidade da Lei de Biossegurança (Lei n° 11.. Coimbra: Coimbra.

2009. 2009. Manoel Jorge. George. Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros.5. Direito Constitucional descomplicado. v. . Vicente. Ed.MORAES. 6ª. José Afonso da. NOVELINO. Direito Constitucional. São Paulo: MÉTODO. São Paulo: MÉTODO. SILVA. SILVA E NETO. ALEXANDRINO. PAULO.SARMENTO. São Paulo: Atlas. Marcelo. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). 6. Rio de Janeiro: Forense. 2010. 8. – Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Saraiva. 2010. Marcelo. 9. Direitos Humanos. Alexandre. 5. 7. 2011. – (Coleção curso & concurso. Rio de Janeiro: Lumen Juris.

. “[. visando à redução de desigualdades decorrentes de discriminações (raça. 5. de acordo com Marmelstein.1. “[.Interpretação da expressão “sem distinção de qualquer natureza”. 4.1. que procura ajudar o semelhante. ao concretizar um comando jurídico..Discriminação positiva. Conceito De acordo com Marcelo Novelino.]”.2.] é a discriminação para o mal. com caráter temporário.. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO À IGUALDADE 1.] é a discriminação para o bem.. etnia) ou de uma hipossuficiência.1. IGUALDADE NA LEI E IGUALDADE PERANTE A LEI 2. c) fim constitucionalmente consagrado. segundo Marmelstein. Discriminação negativa. por meio da concessão de algum tipo de vantagem compensatória de tais condições”.DIREITO À IGUALDADE 4.2.. 2. impedindo que.. eles dispensem tratamento distinto a quem a lei considerou iguais”.2. que retira vantagens sem motivos plausíveis. 4. em regra.1. Normas constitucionais . tratando-o desigualmente para dar-lhes iguais oportunidades. 1.. eu desconsidera o próximo pela simples vontade de menosprezar”. 5.O princípio da isonomia: a) elemento discriminador. 2. pensando em melhorar as condições de vida daquele que precisa de auxílio”. que prejudica por preconceito. Igualdade perante a lei “dirige-se principalmente aos intérpretes e aplicadores da lei.O PRINCÍPIO DA ISONOMIA 1.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.AÇÕES AFIRMATIVAS 5. Igualdade na lei “tem por destinatário precípuo o legislador. b) justificativa racional. econômica (classe social) ou física (deficiência). a quem é vedado valer-se da lei para estabelecer tratamento discriminatório entre pessoas que mereçam idêntico tratamento [. que desrespeita o outro.2. O sistema de cotas 6. “[.] consistem em políticas públicas ou programas privados desenvolvidos.

José Afonso da. 5°. São Paulo: Atlas. 1997. – Rio de Janeiro: Forense. Vicente. George. 77. 4. Súmula 683 do STF . v. quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido. 3. 2009. – (Coleção curso & concurso. 5°. art 40). 7°.a) direito de as presidiárias permanecerem com seus filhos durante o período de amamentação (art. 2011. Ed. PAULO. Rio de Janeiro: Forense. Curso de direitos fundamentais. XXX. ed. – São Paulo: Saraiva. 2011. 7°. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). SILVA. 6. Alexandre. Rio de Janeiro: Lumen Juris. XVIII e XIX). Direito Constitucional. Direito Constitucional. I . São Paulo: Saraiva.MORAES.SARMENTO. São Paulo: MÉTODO. 8. 7. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Direito Constitucional descomplicado. 2009. Manual de Direito Constitucional.O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. da Constituição. d) Igualdade entre homens e mulheres (CRFB/88. BIBLIOGRAFIA: 1.XXX. 7°. FERNANDES. 9. g) Proibição ao racismo (CRFB/88. b) direito à licença-gestação para a mulher em período superior ao do homem (art. Curso de Direito Constitucional positivo. c) direito de aposentadoria por idade e tempo de serviço mais curto que o dos homens (art. art. 2011. art. Curso de Direito Constitucional. Direitos Humanos. L). §5°). art. NOVELINO. §3°).MIRANDA. Ed. art. 2. São Paulo: Malheiros. 2ª. art. Manoel Jorge. Jorge. f) Reserva de cargos (CRFB/88. George. 2009. – São Paulo: Atlas. 10. 6ª. XLII). 5. art. Direito Constitucional esquematizado. 2010. 37. SILVA E NETO. 3 ed. e) Critérios de admissão em concursos públicos (CF. 2010. Direito Constitucional. II. 40. Bernardo Gonçalves. ALEXANDRINO. Coimbra: Coimbra. art. 5°. 15. 7°.MARMELSTEIN. Marcelo. 12. Marcelo. Ed... . XXX.LENZA. Pedro. a e b). São Paulo: MÉTODO.

MARMELSTEIN. São Paulo: MÉTODO. O Estado e o governo sub lege e per lege. Pedro. art. por exemplo. de forma abstrata e geral. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros. ALEXANDRINO. George. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 PRINCÍPIO DA LEGALIDADE 1. – São Paulo: Atlas. 6. BIBLIOGRAFIA: 1.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. NOVELINO. 2. 5. 2010. 4.. ed. SILVA. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). 5°. São Paulo: Saraiva. . 5°. Manual de Direito Constitucional. v. Direito Constitucional descomplicado. I. 2009. 2. 2009.2.2. Assim. 2011. Direitos Humanos. Marcelo. – Rio de Janeiro: Forense. 2. 8. A autonomia de vontade. Direito Constitucional. II). – (Coleção curso & concurso.. 6ª. 7.1. SILVA E NETO. 37. 1997. XIII. – São Paulo: Saraiva.SARMENTO. Coimbra: Coimbra. 1. Direito Constitucional. 1. São Paulo: Atlas. XIX e §3. art. Alexandre. São Paulo: MÉTODO. Direito Constitucional. 173). 9. Curso de direitos fundamentais. Rio de Janeiro: Lumen Juris. a partir da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art. Jorge.1. I) [. Direito Constitucional esquematizado. 7°. Ed. José Afonso da.-LENZA. XVIII. Exemplos de reserva legal.]”. Marcelo. Vicente. De acordo com Denise Vargas. 2ª. Rio de Janeiro: Forense. a fixação de indenização para o trabalhador despedido sem justa causa é matéria reservada tão somente à lei complementar (art.MIRANDA.MORAES..PRINCÍPIO DA LEGALIDADE (CRFB/88. Ed. 2011. 2009. PAULO. PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL 2. §1° do art. Manoel Jorge. 3. “há matérias que estão reservadas a determinadas espécies normativas criadas apenas pelo Legislativo. Ed. 2010. George. 15.

convencer os outros de suas ideias”. V).1. na medida em que a proibição do anonimato visa a permitir que o autor de escritos ou publicações se exponha às conseqüências de eventuais excessos. 3. Ele quer expressá-las e. Núcleo do valor liberdade: AUTONOMIA DA VONTADE. voto do Min. 3. b) penas restritivas. XV.1. não raro. Posição do Supremo Tribunal Federal a) MS 24.DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE De acordo com Marcelo Novelino.] para o STF. s de liberdade.1. arbitrariedade. Se isso não ocorre.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.2002.05. Min. julgamento em 11.2005. 5°. que serve como limite ao seu exercício”. 2. LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO DE PENSAMENTO (art.10.957. 1. c) regulamentações dos poderes públicos.1.2002.1.1. Inq. “[. De acordo com Otávio Piva. “o homem não se contenta apenas em ter suas próprias opiniões. mas sim a ideia de responsabilidade. a responsabilidade pela manifestação é da direção da empresa que publicou ou transmitiu”. 5°. Celso de Mello. IV) De acordo com Marcelo Novelino. quem se manifesta por meio de imprensa escrita ou falada. LXI. Rel. b) STF. Respeito à autonomia de vontade: proteção implícita ou expressa na Constituição Federal de 1988.. DJ 16. A liberdade de pensamento e a vedação do anonimato (art. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE 1.. deve começar pela identificação. DJ . “.10. a noção de liberdade não deve ser associada.369.1. Celso de Mello. LXVIII) 2.. julgamento em 10. 1. LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO (art.. Restrições ao direito de locomoção: a) estado de sítio. 3. 1. 5°.

DIREITO DE PETIÇÃO NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 5. por exemplo)”. 3. cartazes.1. precisamente.. só por si. Legitimados De acordo com George Sarmento. honra. 9. delação anônima e ou do escrito apócrito). no ano de 1948 (RT 244/629). eles próprios. desde que isoladamente considerados. 5. 220).2005 ( a questão do disque-denúncia. LIBERDADE DE EXPRESSÃO (CRFB/88. 5° da Constituição da República. desenhos. ao processo. de modo que os cidadãos poderão tomar decisões mais acertadas se as diversas opiniões públicas puderem circular sem interferências”. Formas de manifestação de pensamento (discursos falados. X Segundo Otávio Piva. sobre a importância da liberdade de expressão. Os . art. quando constituírem. art. pois peças apócrifas não podem ser incorporadas. 5°. art. o STF. 1537 do Código Civil Brasileiro. formalmente. V. IX. coletivos e individuais homogêneos. b) direito à informação. a imediata instauração da persecutio criminis. 4. A Constituição de 1988 apresentou o direito de petição sob dois ângulos: a) direito de certidão (Lei n. Ficou consignado que a inclusão de escritos anônimos não podem justificar. “[. escritos.. apresentado por Marmelstein.3. 5°. De acordo com Otávio Piva. seja para tutelar direitos difusos. ainda. “O STF entendeu que um dos fundamentos que afastam a possibilidade de utilização da denúncia anônima como ato formal de instauração do procedimento investigatório reside. 3. desenhos. ou. no inciso IV do art. ou que corporifiquem delito de ameaça ou que materialmente o crimen falsi. sátira. É também um instrumento de denúncia de disfunções da Administração Pública ou dos atos de improbidade de seus servidores.051/95). pinturas.. o silêncio).11.2.11.1.DANO MORAL E DANO MATERIAL (CRFB/88. manifestações artísticas.] a verdade tem maior probabilidade de vir à tona quando existe um “mercado” de idéias livremente divulgadas e debatidas.1.1. 5. 4. “. de 1916”. O exercício do direito de petição não exige grandes formalidades. 4. V. Pensamento de Stuart Mill. salvo quando tais documentos forem produzidos pelo acusado. posicionou-se pela não indenização do dano moral puro ou autônomo. IV. XIV. usando como fundamento o art.2. “Todos estão legitimados para fazer petições aos poder es públicos – cidadãos e pessoas jurídicas – seja para defender interesses personalíssimos. o corpo de delito (como sucede com bilhetes de resgate no delito de extorsão mediante seqüestro. Dano moral e as pessoas jurídicas (súmula 227: “A pessoa jurídica pode sofrer dano moral”)..

LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA. “.1. Liberdade de culto 6. VI.requisitos de admissibilidade são mínimos. Carlos Velloso. Min. estaduais ou municipais).Possuem a presunção de veracidade e refletem a posição do Estado sobre a matéria”. 119-A. Direito de certidão e informação a)Direito de certidão e informação (art. Liberdade de consciência 6. de 17 de janeiro de 1890) do Estado brasileiro e preâmbulo da Constituição Federal de 1988 (STF. 6. Segundo André Júnior.1.4. negam ou descrevem determinado fato ou ato jurídico. Liberdade de crença 6. a exposição da fato. 15/8/2002).2..3. Consiste em demonstrações exteriores como sacrifícios. XXXIV. Conceito De acordo com Marcelo Novelino. Na visão de André Júnior. procissões. segundo George Sarmento. A laicidade (Decreto n. 6. confirmam.4. pedido. a exemplo da identificação do requerente. 5º. o direito à liberdade 6. independentes de qualquer aspecto religioso”. ADI 2076/DFm rel.2.2. Aspectos relevantes do Estado secular a) O Estado não deve se intrometer nas crenças pessoais de cada um.. súplicas.podendo se determinar no sentido de crer em algo ou não ter crença alguma”. DE CRENÇA E DE CULTO (CF. Conceito Para Pontes de Miranda.3. 5°. “é o conjunto de atos e cerimônias com que o homem tributa a Deus sua homenagem reverente. XXXIII da CRFB/88). “são manifestações oficiais do poder público que se exteriorizam por meio de documentos subscritos pela autoridade competente que provam. 6. 5. E para Habermas. cantos sagrados. art. o direito de petição “instituto de inspiração democrática que permite aos indivíduos se dirigirem a quaisquer órgãos ou autoridades públicas (federais.1.. consiste na adesão a certos valores morais e espirituais.1. 6. VIII e art. adorações. 210 §1º). “b”. oferendas e donativos”. “. b) As decisões tomadas na esfera pública devem ser pautadas na razão.1. 6. “o exercício de um poder que não consegue justificar-se de modo imparcial é ilegítimo”. Conceito Segundo Marcelo Novelino. informação ou reivindicação desvinculada de qualquer formalismo.. . j. VII. a demonstração do interesse e os pedidos específicos”. com o fim de levar ao seu conhecimento uma queixa.3.

“. O Serviço Alternativo se dará com o exercício de atividades de caráter administrativo. 6. 7. art.Na visão de Marcelo Novelino.2099”.4. Escusa de consciência e a prestação do serviço militar De acordo com a Lei n° 8. filantrópico ou mesmo produtivo. 3°.3. §2°..2.] A manifestação numa linguagem religiosa só deve ser admitida com o reconhecimento da “ressalva de uma tradução institucional” (reserva de tradução institucional). “Caso o indivíduo se recuse a adimplir tanto a obrigação legal quanto a prestação alternativa. (Ranier Forst)”. sinagogas judaicas e mesquitas muçulmanas.2. aí sim poderá ser apenado com a privação de direitos. mas advêm igualmente das celebrações ocorridas em centros espíritas e templos menos ortodoxos”. §2º). aqueles que alegarem imperativo de consciência decorrente de crença religiosa ou convicção filosófica ou política. da Lei Maior). plaquetas e plasma -. Título VIII. “por imposição laica e isonômica.). Nas palavras de André Júnior.4. A recusa de transfusão de sangue pelas Testemunhas de Jeová Segundo Marcelo Novelino. o que impõe a necessidade de se traduzir os “argumentos em razões aceitáveis na base de valores e princípios de razão pública”. é preciso realçar que tais efeitos irradiam-se não apenas das cerimônias tradicionais em igrejas cristãs. I. IV) 7. mesmo de componentes primários-glóbulos brancos e vermelhos. violaria as leis de Deus”. §1°)”. art. O casamento religioso produz efeitos civis na forma da lei (CF/88. art. do Capítulo III. 6. Segundo André Júnior. poderão se eximir de atividades de caráter essencialmente militar (art.1. ESCUSA OU OBJEÇÃO DE CONSCIẼNCIA (art.5.239/91) e tendo seus direitos políticos ameaçados (CF/88..2. 15.3. Exemplos: TJRS e TJBA. 7. IV)”. Questionamento da presença de crucifixos religiosos nas dependências do Poder Judiciário perante o Conselho Nacional de Justiça (Pedido de providência n° 1344).4. cuja aceitação. Colocação de símbolos religiosos em locais públicos 7. “[. Período imperial (Constituição Imperial de 1824). 19.239/91. em substituição às atividades de caráter essencialmente militar”.. 15.4. 7. Feriados religiosos (Seção II. “a Presidência do TJRJ determinou a retirada de crucifixos e a desativação de sua capela em 3. o qual permite que. art. 226.. Constituição Federal de 1988 (art. 7. VIII..1. 7. 8. deixando de receber o certificado de quitação militar (Lei Federal n. . as Testemunhas de Jeová consideram o sangue com “algo especial.4.] o Serviço Alternativo ( Lei n° 8. após alistados. “[. 218. 7. Segundo André Júnior..2. nas palavras de Otávio Piva. 5°.239/1991). assistencial.4. em tempo de paz.

Direito Constitucional esquematizado. 1°. que fica impedido de interferir no funcionamento das associações e cooperativas”. Curso de direitos fundamentais. 5°. Possibilidade de limitação ao acesso e ao exercício de profissões (art. IV. 9. 8. Manoel Jorge. de outro. c) Horário de funcionamento – pode ser exercido durante o dia ou à noite. 9. art.4. Ed.MORAES. art.1. mas pela postura dos manifestantes que se envolvem em tumultos e atos de vandalismo [. – São Paulo: Atlas. São Paulo: MÉTODO. São Paulo: MÉTODO. v. Limitações impostas à liberdade de reunião (CRBF/88. art. Ed. Ed.]”. a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego”. Marcelo. O direito de reunião. 8. LIBERDADE DE ASSOCIAÇÃO (CRFB/88. 2010. f) Natureza pacífica – a reunião deve transcorrer sem violência. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). públicos ou privados. Direitos Humanos. Rio de Janeiro: Lumen Juris. XI. Rio de Janeiro: Forense. a liberdade de profissão deve ser escalonada em três aspectos: a) escolha da profissão.3. à livre escolha do emprego. b) exercício da profissão. 6ª. 2009. após a qual o grupo de participantes se dispersará. a XXI). 8. c) admissão à profissão. Por fim a dimensão inibitória em relação ao Estado. George. d) Local da reunião – as reuniões podem acontecer em lugares abertos ou fechados. XIII). 4. NOVELINO.2. Será sempre um encontro episódico. 9. LIBERDADE DE REUNIÃO (art. Marcelo. Direito Constitucional. O direito de liberdade de reunião apresenta os seguintes requisitos: a) material. De acordo com George Sarmento. art. 5°. Alexandre. Vicente. 3. XIII). sem uso de armas ou instrumentos que possam afetar a integridade física dos participantes ou de terceiros. “ o direito de associação tem tripa dimensão: de um lado. assegura aos indivíduos a prerrogativa de criar e de integrar as associações. XV. b) formal. . Declaração Universal dos Direitos do Homem. Direito Constitucional. segundo George Sarmento. 2011. Muitas vezes o caráter violento pode ser caracterizar não pelo uso de armas. XVIII.1. “quando uma profissão é contemplada com um novo estatuto normativo e um conselho profissional específico.SARMENTO. Coimbra: Coimbra. 2ª. Direito Constitucional descomplicado.. A natureza pacífica da reunião é um dos principais elementos para o exercício do direito fundamental. 2011.8. 15.. PAULO. ninguém é obrigado a associar-se ou permanecer associado. 5°. e) Objetivos específicos – em geral as reuniões possuem uma pauta de assuntos que devem ser debatidos.3. – (Coleção curso & concurso. Segundo André Júnior. ed. x e XI) 8.MIRANDA. Pedro. de 1948. De acordo com Otávio Pita. São Paulo: Saraiva. 7. XVII. Direito Constitucional. ALEXANDRINO.2. 17: “Todo homem tem direito ao trabalho. 2009. Manual de Direito Constitucional. 6. SILVA E NETO. X. XV. 8. 1997. ilimitada. – Rio de Janeiro: Forense. 2010. 5. possui determinadas características: “a) Pluralismo de participantes – a reunião é o encontro pacífico e desarmado entre diversas pessoas que se agrupam de forma organizada para discutir assuntos de interesse coletivo. O encontro deve ter uma finalidade específica que seja do interesse coletivo. 2. 9. 9. XVII a XXI). BIBLIOGRAFIA: 1. b) Duração limitada – a reunião não pode ter duração permanente. George.LENZA. LIBERDADE DE PROFISSÃO (CF. São Paulo: Atlas. – São Paulo: Saraiva.MARMELSTEIN. Jorge..4. o legislador. 5°.

José Afonso da. São Paulo: Malheiros. Curso de Direito Constitucional positivo. 2009 .9. SILVA.

X). 2. relações familiares. Nele estão guardados os segredos.DIREITO À PRIVACIDADE Marcelo Novelino. preferências sexuais. Art. É o direito subjetivo público assegurado a cada ser humano de manter sob anominato determinadas informações restritas à sua vida particular”. por sua vez. atividades associativas etc”. Intimidade De acordo com George Sarmento. as lembranças. Insere-se no conteúdo do direito à privacidade: a inviolabilidade de domicílio. a intimidade é o mais indevassável. intimidade integra a dimensão que podemos chamar de segredos do ser. os sonhos.. a “Constituição protege a privacidade (gênero). 5°. garantindo a inviolabilidade da intimidade. [. é o espaço protegido pela confidencialidade. 5°. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° ° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE (continuação) 1. DA HONRA E DA IMAGEM DAS PESSOAS (art. cadastro de clientes. Está diretamente ligada ao círculo de relações intersubjtivadas mantidas sob reservas ou em absoluto segredo. DA VIDA PRIVADA. como relações amorosas. Também envolve aspectos da vida pessoal. Vida privada Segundo George Sarmento.. “A vida privada. sigilo de comunicações telegráficas. da honra e da imagem das pessoas (espécies) e assegurando o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação (CF. protegido pela cláusula da indevassabilidade. de contas bancárias e aplicações financeiras. telefônicas e de dados. as fraquezas e todas as incursões introspectivas que a pessoa não deseja compartilhar com ninguém. os desejos. segredo profissional. da vida privada. 2.] Na verdade. rendimentos salarias.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. os projetos de vida. conteúdo do voto em eleições etc”. sigilo de correspondência. o jardim secreto em que o indivíduo tem o poder de recharçar as intromissões provenientes de terceiros. INVIOLABILIDADE DA INTIMIDADE. Isso implica a interdição à leitura de diários ou escritos particulares. Fatos e eventos que integram o seu patrimônio moral.2. especulações sobre a vida pessoal. “de todos os direitos de personalidade. X) 2. . estado de saúde.1. situação patrimonial. orientações religiosas.

2.1. boca) que individualizam determinada pessoa no meio social [. 2. sendo cercadas. nariz. b) aposento ocupado de habitação coletiva em pensões. pensão. ampliou o conceito de casa para fins de proteção constitucional. “no RHC 903/RJ. manipuladas”. 3. publicado no DJ em 18-5-2007.2. O registro da voz e das expressões corporais também integra o conteúdo do direito à imagem. b) honra objetiva ou imagem-atributo segundo George Sarmento. só podendo ser invalidados sem a . interesses ou princípios constitucionalmente consagrados justifiquem sua limitação”. “é a estima pública. hospedaria. salvo em hipóteses nas quais outros bens.Conceito normativo de casa Nas palavras de Otávio Piva. A Corte entendeu que casa compreende também aposentos de habitação coletiva (quartos de hotel. 3.2. voz ou expressão sejam deformadas. b) difamação (imputação de fato ofensivo à reputação). c) dependências de casas. distorcidas. cabelos.2. que impede a imagem. perna.1.]. abrange: a) qualquer compartimento habitado. art. 2. relatado pelo Ministro Celso de Mello. A empresa de comunicação social sujeita-se ao dever de autenticidade.4. Os crimes contra a honra são: a) calúnia (imputação falsa de um fato definido como crime).. o direito à imagem sua “captação e difusão sem o consentimento da própria pessoa. 5°.3. hotéis. segundo George Sarmento. Posição do STF Segundo George Sarmento. “consiste no direito subjetivo de dispor sobre a forma plástica e das partes do corpo (olhos. braços..3. valores. c) injúria (ofensa à dignidade e ao decoro). a consideração que o indivíduo gozo no seio da sociedade”. Imagem Segundo Marcelo Novelino. Honra Nas palavras de Marcelo Novelino. XI) 3. casas de pousada. motel. “se refere ao conceito que cada um tem de si mesmo.2. o conceito de casa. muradas.1. principalmente no que se refere à sua dignidade pessoal”. segundo George Sarmento. A doutrina classifica a imagem em duas espécies: a)imagem-retrato. gradeadas.3. INVIOLABILIDADE DE DOMICÍLIO (CF. “consiste na reputação do indivíduo perante o meio social em que vive (honra objetiva) ou a estimação que possui de si próprio (honra subjetiva). 2. desde que ocupados). A doutrina classifica a honra em duas espécies: a) honra subjetiva.

no caso de haver conflito entre os moradores.780/PE. da Constituição é de comunicação “de dados” e não dos “dados em si mesmos”. resguardando-se a possibilidade de invasão domiciliar com autorização judicial. após o anoitecer. Sem consentimento do morador: a) Em caráter emergencial b) Por determinação judicial (reserva constitucional da jurisdição) DURANTE O DIA Flagrante delito ou desastre Prestar socorro Determinação judicial DURANTE A NOITE Flagrante delito Desastre Prestar socorro 3. b) Critério horário (período compreendido entre as 6h e 18h): Posição de José Afonso da Silva. Habitação familiar e consentimento para ingresso. Rel. A delimitação do período diurno a) Critério físico-astronômico (intervalo que medeia a aurora e o crepúsculo): Posição de Celso de Mello. 5°.4.2. 5°. Min.1. Celso de Mello – Informativo 197) O Supremo Tribunal Federal analise o conceito normativo de casa como “qualquer compartimento privado onde alguém exerce profissão ou atividade”.Definição de correspondência .4. mas apenas a sua comunicação. Ministro Carlos Velloso) . não seja noite (por exemplo: horário verão)”. mesmo após as 18:00 horas. ainda. ainda quando armazenados em computador”. INVIOLABILIDADE DAS CORRESPONDÊNCIAS (art. sob pena de transformar-se em prova ilícita”. Cumprimento de uma decisão judicial.Com consentimento do morador 3. com o necessário mandado judicial.Sigilo bancário e sigilo fiscal e telefônico 5.Os dados em si não estariam protegidos.1. 3. Posição do STF (RE 251. 3. Na decisão firmou-se o entendimento de que “a proteção a que se refere a art. XII) 5. XII. ainda que iniciado durante o dia. c) Critério misto é defendido por Alexandre de Moraes “Entendemos que a aplicação conjunta de ambos os critérios alcança a finalidade constitucional de maior proteção ao domicílio durante a noite. 4. 3. 3. INVIOLABILIDADE DO SIGILO DE DADOS 4. Posição do STF (RE 219. desde que.4.3.autorização dos hóspedes.2. rel.445.5. 4.

3.1. Outro exemplo seria o de interceptação por policiais de carta remetida por seqüestradores aos familiares da vítima”. XII a disciplina da matéria depende de regulamentação (norma de eficácia limitada). bem como na interceptação por parte das autoridades competentes de carta enviada por presidiários aos seus comparsas com orientações sobre atividades criminosas. o sigilo de correspondência e das comunicações telegráficas pode ser restringido nas hipóteses de decretação de estado de defesa e de sitio (CF/88. punível com reclusão. abrangendo não só a carta. . telefone. Segundo André Júnior. por cartas. dados informatizados. e 139. pois. Pode ser telefônica. 2 °. b e c. “Assim. a “inviolabilidade epistolar não pode constituir instrumento de salvaguarda de práticas ilícitas”. Requisitos indispensáveis para a licitude de sua interceptação (natureza cautelar da interceptação telefônica). A INVIOLABILIDADE DAS COMUNICAÇÕES TELEFÔNICAS. Quando a prova não puder ser feita por outros meios disponíveis Periculum in mora Art. Segundo Marcelo Alexandrino. interceptação: distinção De acordo com Marcelo Novelino. §1º. radiotelegrafia e outros. é “toda comunicação escrita ou verbal. 6. uma vez realizada a interceptação telefônica e provas coletadas dessa diligência podem subsidiar denúncia concernentes a crimes puníveis com pena de detenção. desde que conexos aos primeiros tipos penais (puníveis com reclusão) que justificaram a interceptação”. “o Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que. a diferença está pautada nos seguintes conceitos: a) gravação clandestina “é aquela feita por um dos interlocutores sem o conhecimento dos demais. pessoal (realizada por microgravador) ou ambiental (imagens captadas por uma câmara escondida)”. 136. através do espaço. como já decidiu o STF. II 6. 6. mas os demais instrumentos de comunicação”. III). Gravação clandestina.2. Nos termos do art. radiotelefonia. I. DE INFORMÁTICA E DE TELEMÁTICA 6. 2°. I Sentido dado pela lei Somente quando houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal. arts. Pressupostos Fumus boni júris Lei 9.Na visão de Otávio Piva. 5°. telegramas.296/96 Art.

nem nos processos administrativos (punição de um servidor público.b) interceptação da comunicação “consiste na sua interceptação ou intromissão por terceiro. ed. 7. O relator do Habeas Corpus n. v. Direito Constitucional descomplicado. PAULO. 6. 2. 5°. Alexandre. Direito Constitucional. 139. Coimbra: Coimbra. ou ela autorizada. Direito Constitucional esquematizado.MIRANDA. 8. estelionatários e todo o tipo de achacadores”. Curso de direitos fundamentais. 2009. . José Afonso da. 2009. Manual de Direito Constitucional.678-1/SP.MORAES. de atos criminosos como o diálogo de sequestradores. 2011. 5. 9. ALEXANDRINO. Direito Constitucional. 2ª. Vicente.5. Curso de Direito Constitucional positivo.LENZA. BIBLIOGRAFIA: 1. art. 6. Rio de Janeiro: Forense.MARMELSTEIN. também chamadas provas ilícitas por derivação. Rio de Janeiro: Lumen Juris. George. – (Coleção curso & concurso. Ed. 6ª. 1997. É a aplicação. art. da denominada teoria dos frutos da árvore envenenada (fruits of the poisonous tree). § 1°. SILVA. – Rio de Janeiro: Forense. 2010. sem consentimento de um (ou ambos) dos interlocutores [. 15. o STF considera que “a prova lícita a gravação e divulgação de conversa telefônica sem conhecimento de terceiro que está praticando crime. Jorge. I. 2010. Legítima defesa e gravação clandestina De acordo com George Sarmento. São Paulo: Malheiros. Ministro Moreira Alves. foi contundente ao afirmar que “seria uma aberração considerar como violação do direito à privacidade a gravação pela própria vítima.. NOVELINO. – São Paulo: Saraiva.6. ed. b). São Paulo: MÉTODO. 6. b) estado de sítio (CF. São Paulo: Atlas. Marcelo. por exemplo)” A prova ilícita originária contamina todas as demais provas obtidas a partir dela. 2011. 3. VEDAÇÃO À PROVA ILÍCITA (CRFB/88. 4. LVI) Nas palavras de Marcelo Alexandrino. 74. Ed. 6. A inviolabilidade de correspondência poderá ainda sofrer restrições: a) estado de defesa (CF. art. São Paulo: MÉTODO. 136. Marcelo. todas as provas decorrentes são também ilícitas. SILVA E NETO. III). a prova ilícita não pode ser utilizada nem no processo judicial.]”. – São Paulo: Atlas. Direito Constitucional.. Direitos Humanos. entre nós. George. Manoel Jorge. Pedro. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). São Paulo: Saraiva.SARMENTO. 2009.

legitimar-se-á a intervenção estatal na esfera dominial privada. contudo. art. 178. c) as dívidas contraídas em decorrência da atividade produtiva. 2. art. a significar que. “é a transferência compulsória da propriedade particular por determinação do Poder Público. 183) 4. para esse efeito. . USUCAPIÃO 4. sobre ele.. observados. Ministro Celso de Mello: “[.REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA (CF. os limites.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.1. eis que. art. art. §3°. Usucapião de imóvel rural (CF. “é o instrumento estatal mediante o qual. as formas e os procedimentos fixados na própria Constituição da República”.. b) propriedade que seja subsistência e trabalhada pela família. pesa grave hipoteca social. Usucapião de imóvel urbano (CF. II.1. art. Posição do STF – ADI (MC) 2.INVIOLABILIDADE DO DIREITO DE PROPRIEDADE (CF. 5°.DESAPROPRIAÇÃO (CF. XXVI/88) 5. em situação de perigo público iminente. entre outros). XXII). 1.2. art. 176. Imprescritibilidade dos bens públicos (CF. 183.] O direito de propriedade não se reveste de caráter absoluto.213/DF. art. se houver dano”. 5°. §4°. 222.Elementos essenciais à impenhorabilidade: a) pequena propriedade rural. Conceito Segundo Marcelo Alexandrino. art.PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL À PEQUENA PROPRIEDADE RURAL (art.153. descumprida a função social que lhe é inerente (CF. art. 191) 4. 3. XXV) 2.Conceito Nas palavras de Marcelo Novelino.3. rel. art. XXIV) 3. art. 4. 5°. “caput”. 186. nos casos de necessidade pública. art.1. inciso XXII. II e III. art. utilidade pública ou interesse social”. o Estado utiliza bens móveis. parágrafo único) 5. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO DE PROPRIEDADE 1.1. 5°. art. 170. 191. 5°. 177. art.2. imóveis ou serviços particulares com indenização ulterior.

Marcelo. Direitos Humanos. Curso de direitos fundamentais. SILVA. 7. Direito Constitucional. Direito Constitucional.MARMELSTEIN. São Paulo: MÉTODO. IV. Coimbra: Coimbra. 155. I) 7. 9.SARMENTO. 2009. 2010. Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: Malheiros. George. 1. 2ª. Ed. se houver feito dívidas que não se relacionem com sua atividade produtiva. 150. A herança é uma universalidade. Curso de Direito Constitucional positivo. a matéria disciplinada por lei infraconstitucional deve observar os seguintes pressupostos: “1º . SILVA E NETO. a terra poderá ser penhorada”. Ela só será afastada na hipótese de a lei estrangeira ser mais favorável ao cônjuge e aos filhos brasileiros (jus patriae)”. Aplicação da lei brasileira e a sucessão hereditária Segundo George Sarmento. 2011. 7. – São Paulo: Atlas. XXX. 5°.DIREITO À HERANÇA (CF. 6.O de cujus deve ser estrangeiro e possuir cônjuge ou filhos brasileiros. – (Coleção curso & concurso. imóveis ou semoventes) que estejam no Brasil e que integrem a propriedade do estrangeiro. o conjunto de direitos e deveres que se transmitem aos herdeiros. Rio de Janeiro: Lumen Juris. art. São Paulo: Saraiva.INVIOLABILIDADE À PROPRIEDADE IMATERIAL 6. 3. George. Manoel Jorge.MORAES. art. ALEXANDRINO. Marcelo. 15. BIBLIOGRAFIA: 1. 5. José Afonso da. Ed. Pedro.Relatividade quanto à impenhorabilidade Segundo Otávio Piva. Direito Constitucional esquematizado.2. Direito Constitucional. XXXI. 8. 5°.1. “Aplicação da lei brasileira é a regra geral em matéria de sucessão de estrangeiro domiciliado no Brasil (jus domicilii). – Rio de Janeiro: Forense. XXVII e XXVIII e a Lei n° 9.Transmissão da herança Herança Conceito: “É o patrimônio do falecido. v. 2º . 6. Alexandre.784 do CC) Momento Lugar O último domicílio do falecido (art. NOVELINO. 2010.1. PAULO. – São Paulo: Saraiva. 6ª.A legislação ordinária brasileira deve ser concebida para beneficiar o cônjuge e/ou os filhos brasileiros”. Vicente.2. é um condomínio forçado”. Todavia. São Paulo: MÉTODO. 1997.-LENZA. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim).. “a pequena propriedade não poderá ser objeto de penhora se o agricultor. deixar de pagar divida contraída com a compra de insumos ou sementes. 3º . isto é. Manual de Direito Constitucional. art. 4.610/98) 7.A sucessão deve recair sobre valores ou bens (móveis. 2.5. 2011. a exemplo.MIRANDA. 2009. art. Direito Constitucional descomplicado.Propriedade intelectual a) direitos do autor (CRFB/88. Morte do de cujus (art. Em resumo. Jorge. São Paulo: Atlas. ed. Ed. é indivisível até a partilha. 2009 .

Coisa julgada material “[. direito adquirido é direito [. um contrato assinado e sem vi cios é um ato jurídico perfeito)”. §1°) .. o conceito do Código de Processo Civil: Denomina-se coisa julgada material a eficácia.DIREITO ADQUIRIDO De acordo com Marcelo Alexandrino. 2. 1. segundo Marcelo Novelino. superada a definição do art. não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário (art. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO À SEGURANÇA JURÍDICA 1. da Lei de Introdução do Código Civil. 1. 6°. 1. art. “é a sentença judicial que já transitou em julgado. art.. “é aquele ato que já se consumou..4. 467)”. §3° da LICC. ATO JURÍDICO PERFEITO. 5°. “[. não à coisa julgada formal. art. posição doutrinária de José Afonso da Silva: distinção entre a coisa julgada formal e a coisa julgada material 1. segundo George Marmelstein.DOCENTE: Msc.1. Coisa julgada formal.6°.1.COISA JULGADA.4.2. ou seja.3.. 217. que reuniu todos os elementos necessários à sua formação sob a vigência de determinada lei”.4.Justiça desportiva e o acesso ao Poder Judiciário (CF.ex. tornando a sentença insusceptível de reexame e imutável dentro do mesmo processo”. DA COISA JULGADA E DO DIREITO ADQUIRIDO (CF. que torna imutável e indiscutível a sentença.PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO (ou princípio da RESERVA DA JURISDIÇÃO) E A INEXISTÊNCIA DE JURISDIÇÃO CONDICIONADA 2. §3°) 1. PROTEÇÃO ATO JURÍDICO PERFEITO.. refere-se à coisa julgada material.. Prevalece. estando apto a produzir seus efeitos (p.]que se aperfeiçoou.] produz apenas efeitos endoprocessuais. Ficou. Crítica ao art. 1.2. 6°. XXXVI) E A PROIBIÇÃO DE LEIS RETROATIVAS 1.1. que não pode ser mais modificada na via recursal” (LICC. aqui. pois.. hoje. segundo George Marmelstein.3. § 3°.] A garantia.

Plano processual (procedural due processo of law) 3. “a”. 5. inciso XXXVII e LII. art. tais como: arts. 2. 5°. PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL (CF. Plano material (substantive due process of law ou proibição de excesso) a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino.. dispõe as exigências necessárias para que o autor da acão possa impetrar o habeas data: I – da recusa ao acesso às informações ou do decurso de prazo de mais de dez dias. GARANTIA DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA . 102. seja estabelecido tribunal ou juízo excepcional (tribunais instituídos ad hoc. I. art.caput.2.1.1. 2º. e ex post facto. “o princípio do duplo grau de jurisdição não foi previsto explicitamente na Constituição Federal. 5°. 7. art. Princípio do duplo grau de jurisdição (princípio da recursividade) e a inexistência da obrigatoriedade de duplo grau de jurisdição a)Segundo George Sarmento. LXI. por arbitrariedade ou casuísmo. 2. 8°.2. CF.. ou seja. LIV) 3. do Pacto de São José da Costa Rica.b) plano material (substantive due process of law) 1. isto é. XXXVII. o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha 3. o art. [. 5°. Lei do habeas data e o acesso ao Judiciário a)A Lei 9. LXXVII.De acordo com Otávio Piva. art. Obsta que. o que são realidades totalmente distintas[. como “o direito de recorrer da sentença para juiz ou tribunal superior”.PROIBIÇÃO DE JUÍZO OU TRIBUNAL DE EXCEÇÃO (CF. direito à proporcionalidade. está consignado no art.. mas sim obrigando que haja a prévia provocação.2. XXXVII. O princípio do devido processo legal é está previsto em diversos dispositivos constitucionais...1. parágrafo único. LII) De acordo com Marcelo Alexandrino. criadas depois do caso que será julgado). O devido processual legal é observado sob dois planos: a) plano processual (procedural due processo of law). 2.3.] não se está propriamente exigindo o esgotamento da via administrativa.]”. LV. ou seja. 4. “[. CF..] assegura ao indivíduo a atuação imparcial do Poder Judiciário n a apreciação das questões posta em juízo. ou II – da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de prazo de mais de quinze dias. 4° ou do decurso de mais de quinze dias sem decisão. 52. Entretanto. art. sem decisão. XXXV. sem decisão. ou III – de recusa em fazer-se a anotação a que se refere o §2°do art. LXI.LVI. para o julgamento de um caso específico. LX. conferida competência não prevista constitucionalmente a quaisquer órgãos julgadores”.507/97. 2.. I. h. b) Impossibilidade de duplo grau de jurisdição: 1. LVII.1. direito ao duplo grau de jurisdição (nas palavras do STF não tem sede constitucional).

5.] traduz direito público subjetivo assegurado a qualquer pessoa que.. 5°. [. XXXVIII) 5. Rel.. instigação ou auxílio ao suicídio. forneça o indiciado ou acusado no interrogatório formal[. Ampla defesa Segundo Marcelo Alexandrino. mesmo que falsamente. Crimes dolosos contra a vida não submetidos ao tribunal do júri(CF. de indiciado ou de réu.] o direito dado ao indivíduo de trazer ao processo. “[. O contraditório assegura. HC 80. também. assevera que [.2.] a falta de advertência – e de documentação formal – faz ilícita a prova que. Rel. simples. . significando que. DIREITO AO SILÊNCIO ou DIREITO DE NÃO SE AUTOINCRIMINAR (CF. b e c). julgamento em 30. Celso de Mello.10. I.. sob pena de nulidade Na posição do STF...4. 5.949. para evitar sua auto-incriminação”.]”.. a todo ato produzido pela acusação. HC 79.] entende-se o direito que tem o indivíduo de tomar conhecimento e contraditar tudo o que é levado pela parte adversa ao processo.... o contraditório. Título I. na condição de testemunha. Moreira Alves. Min. decorre o direito do acusado negar. do Poder Executivo ou do Poder Judiciário”. o direito de permanecer calado (nemo tenetur se detegere) “[.. art. 108. de apresentar suas contra-razões.06. Contraditório Nas palavras de Marcelo Alexandrino. HC. É o princípio constitucional do contraditório que impõe a condução dialética do processo (par conditio). a prática de determinado delito[.257.]”.. I. Sepúlveda Pertence. 96. VIII.. a igualdade das partes no processo. III. no feito. 5. c) Aborto.. Rel.812. c) Direito de permanecer em silêncio – dever de advertência da autoridade. pois equipara. Competência para julgamento dos crimes dolosos contra a vida (Parte Especial do Código Penal. caberá igual direito de defesa de opor-se. todos os elementos de prova licitamente obtidos para provar a verdade. qualificado ou privilegiado.. Min. “[.]”. a e 102. administrativo ou judicial.2.1997. arts.JÚRI POPULAR (art. b) Induzimento. deva prestar depoimento perante órgãos de Poder Legislativo. de levar ao juiz do feito uma versão ou uma interpretação diversa daquela apontada pelo autor. 29. Capítulo I) a) Homicídio doloso... 6. Min. LXIII) a)Posição do STF Segundo o STF.2001.] o direito de permanecer em silêncio. o direito de acusação com o direito de defesa [. julgamento 17.1. 75.1. d) Infanticídio. 4. ou até mesmo de omitir-se ou calar-se se assim entender. b) Direito de mentir De acordo com STF. contra si mesmo.

HC 73. 16. Rel.. STF. RE 154. 16.035/DF. com intuito de processá-la. 5º XLIV). Min. no que diz respeito à fase judicial de julgamento do pedido extradicional que antecede à extradição propriamente dita. ou em compromisso de reciprocidade.]até o momento. art. Classificação . 9.12. que objetiva a formação de título jurídico apto a legitimar o Poder Executivo da União a efetivar. de algum modo. na CPI. 9. RE 212. a) Pena de morte (aplicação da cláusula pétrea e o Código Penal Militar. 5°. com fundamento em tratado internacional.1. possui os seguintes direitos e deveres: “a) dever de comparecer. Natureza jurídica Nas palavras de Otávio Piva. Rel. b.. 5°. d) Penas cruéis De acordo com José Antônio Paganella Bochi.. não existe [. 153.3. a resposta que lhe for exigida puder acarretar grave dano”. Rel.134. 5º XLIV e XLIII) 8. LI) 9.. e) direito de não responder se. c) Pena de banimento (Código Penal de 1890 e abolição de pena de morte na Constituição de 1891) c. é “[. 5º XLIII) 9. Segundo Otávio Piva.1. CRIMES IMPRESCRITÍVEIS (art. Conceito De acordo com Otávio Piva. as penas cruéis são “quaisquer medidas que. de caráter constitutivo. 56 e 57) b) Penas de caráter perpétuo b. §11). Aplicação da pena de banimento (CF/69. 8. a extradição “é o ato pelo qual o Governo de um Estado entrega uma pessoa que se encontra em seu território à Justiça de outro Estado que a reivindica. Contudo. Ação de grupos armados civis ou militares contra a ordem constitucional e o Estado Democrático (art. arts. EXTRADIÇÃO (art. civis ou militares. enquadramento penal moderno para ação de grupos armados. XLVII. essa possui natureza de ação especial.]”. Sydney Sanches.] ato da conveniência do Poder Executivo. a entrega do súdito reclamado”.2.1.d) Direito ao silêncio frente às comissões parlamentares de inquérito De acordo com a decisão do STF.2..198/RS.2. o depoente.2001 (Informativo 252). 8. por meio de Decreto.. contra a ordem constitucional”.11. causem padecimento desnecessário[. c) dever de dizer a verdade. b) dever de responder às indagações. APLICAÇÃO DO ART. d) direito de não responder se a resposta envolver o dever de sigilo profissional. Racismo (art. por si mesmas. 7.1. Marco Aurélio. julgá-la ou par cumprir a pena”. Celso de Mello. STF.1998 (Informativo 136).

10. atentar contra a segurança nacional. 23. em 22. Pressupostos gerais. para efeito de repressão interna. a tranqüilidade ou moralidade pública e a economia popular. b) Tratado de Amizade (Decreto 3.]”. a) A concessão da extradição pode ser fundamentada em tratado ou no caso de reciprocidade. considerados os parâmetros consagrados pela vigente Constituição da República. 3.04. b) Passiva: acontece quando o pedido é solicitado ao Brasil por outro Estado. de qualquer forma. 9. a ordem política ou social. 2. nos termos do art..815/1980 Decreto 98.. art.4.a) Ativa: quando o pedido de entrega é solicitado pelo Brasil a outro Estado. Pressupõe infração cometida no . 4 °.961/1990 Quando se aplica? Quando o Governo de um Estado estrangeiro solicita entrega à sua Justiça de uma pessoa que se encontra em no território brasileiro. VIII). Por crime comum praticado antes do reconhecimento de sua equiparação. julgá-la ou para cumprir a pena.] deixou assente que os atos de natureza terrorista. “[. além de haver qualificado o terrorismo. Espécie Base legal EXTRADIÇÃO PASSIVA Lei n.. independentemente do momento que o crime foi cometido. c) Os portugueses podem ser extraditados nas seguintes situações: “1. 18 do Decreto n.. segundo Marcelo Alexandrino. d) Aplicação do art. para os fins de processá-la. LII (extradição por motivo político) a) Posição do STF sobre os atos de terrorismo. como crime equiparável aos delitos hediondos [.5. 6.815/1980 RI STF EXPULSÃO Lei n. Extradição de portugueses a) A situação jurídica dos portugueses no Brasil.927/2001”. 7. 5°.2000. 2.927/01). Pressupõe infração penal cometida no exterior. celebrado em Porto Seguro/BA. Por comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes ou drogas afins. ou no caso de condenação por tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. 9. Quadro explicativo por Otávio Piva e Bernardo Gonçalves. Exclusivamente para Portugal. Ao estrangeiro que. pois a Lei Fundamental proclamou o repúdio ao terrorismo como um dos princípios essenciais que devem reger o Estado brasileiro em suas relações internacionais (CF. não se submetem à noção de criminalidade política. ou cujo procedimento o torne nocivo à conveniência e aos interesses nacionais.

“[. se este não se retirar voluntariamente do território nacional no prazo fixado em Regulamento Segundo Bernardo Gonçalves. APLICAÇÃO DO ART. em função de circunstâncias descritas no inciso anterior.] o extraditado somente poderá ser processado e julgado pelo país requerente pelo delito objeto do pedido de extradição[. solicitada pelo país estrangeiro. nacionalidade.]”. LXXVI . não possa ou não queira regressar a ele. e) O que se entende por princípio da especialidade? Segundo Marcelo Alexandrino. grupo social ou opiniões políticas. Lei 6. os motivos de perseguição que vão ensejar o asilo político envolvem a liberdade de manifestação de pensamento ou de expressão. b) não tendo nacionalidade e estando fora do país onde antes teve sua residência habitual. religião. 5°. é obrigado a deixar seu país de nacionalidade para buscar refúgio em outro país”. encontre-se fora de seu país de nacionalidade e não possa ou não queira acolher-se à proteção de tal país. c) devido à grave e generalizada violação de direitos humanos.474/97 Nos casos de entrega ou estada irregular de estrangeiro. Sem dúvida. 4º da CRFBB/88 REFÚGIO Lei nº 9. Segundo Bernado Gonçalves..815/1980 DEPORTAÇAO ASILO POLÍTICO Art. para processar a pessoa já extraditada por qualquer delito praticado antes da extradição e diverso daquele que motivou o pedido extradicional. “é o acolhimento do estrangeiro por parte de um Estado que não é o seu sob o fundamento de perseguição sofrida pelo mesmo e praticada sem seu próprio país ou em um terceiro pais.território brasileiro...] é a permissão. f)O que se entende por “pedido de extensão”? De acordo com Marcelo Alexandrino “[. “a)devido a fundados temores de perseguição por motivo de raça... desde que o Estado requerido expressamente autorize”. 10. a dissidência política ou mesmo crimes de cunho político que não configuram delitos do direito penal comum..

§1º. Tratados de Direitos Humanos incorporados após a EC 45 31. Serão equivalentes às emendas constitucionais. 4. bem como a primeira certidão respectiva”. APLICAÇÃO DO ART. . §3° (tabela de George Sarmento). §1°. o STF. em decorrência do que prescreve o §2º da CRFB/88. 5°. antes da EC 45. 5°. §3º. Sediado em Haia.1. 5º. é uma instituição permanente e complementar às jurisdições nacionais no julgamento de crimes de maior gravidade com repercussão internacional”. posição atual do STF. §2°.388.534/97. Para George Sarmento. Aplicação do art. ainda que não ofenda o princípio da proporcionalidade a lei que isenta os ‘reconhecidamente pobres’ do pagamento dos emolumentos devidos pela expedição de registro civil de nascimento e de óbito. Direitos fundamentais. que integram o sistema jurídico brasileiro na condição de norma materialmente constitucional. que dispõe sobre a gratuidade do registro de nascimento e óbito. Criação do Tribunal Penal Internacional Segundo George Sarmento. Hierarquia no ordenamento jurídico brasileiro Equivalência com a lei ordinária no ordenamento jurídico. 5°. que tudo indica será o novo posicionamento da Corte. 12. “Considerou o STF.2. 31. ou valor constitucional (Celso de Mello). art. Incorporação ao sistema jurídico brasileiro: Decreto n. na Holanda. 45/2004) O dispositivo constitucional deve ser considerado sob dois aspectos: “a) o direito subjetivo público. “significa dizer que os direitos fundamentais estão aptos para serem aplicados pelos magistrados nos casos concretos a partir da Promulgação do texto constitucional” 30. assegurado a todas as pessoas. LXXVIII (Reforma do Judiciário – EC n. que não contenham matérias de direitos humanos Tratados de Direitos Humanos incorporados antes da promulgação da Constituição de 1988. desde que o processo legislativo de incorporação respeite o procedimento previsto na CRFB. b) a imposição de prestação positiva ao Estado no sentido de criar instrumentos legislativos e políticas públicas destinadas a assegurar a celeridade dos processos”. APLICAÇÃO DO ART. de 25 de setembro de 2002. de exigir do Estado a prestação jurisdicional e administrativa célebre e de boa qualidade. Tratados de Direitos Humanos incorporados sob a égide da Constituição de 1988. Eles possuem valor supralegal (Gilmar Mendes).a)Segundo Otávio Piva. Tratados Internacionais incorporados no sistema jurídico brasileiro Tratados internacionais gerais. o “ Tribunal Penal Internacional foi criado pelo Estatuto de Roma em 1998. 5º. considerou constitucional a Lei 9. §4º (inovação trazida pela Reforma do Judiciário 31. 11. APLICAÇÃO DO ART. 5º. o art.

transferência forçada de uma população. 3. Marcelo. agressões sexuais. 31.31. George. Portanto. segundo George Sarmento. perseguições políticas. deportação. tortura. Alexandre. 2009 . 2011. BIBLIOGRAFIA: 1. desaparecimento de pessoas. contra qualquer população civil. prisões arbitrárias. o processo não pode ser encaminhado ao TPI sem antes passar pelas instâncias jurisdicionais do país de origem. degradação da qualidade de vida. PAULO. Manual de Direito Constitucional. ofensas graves à integridade física e mental de seus membros. Ou seja. Ed. Curso de Direito Constitucional positivo. generalizado. extermínio. 2010. saques à cidades etc. São Paulo: Saraiva. sistemático e deliberado. c) Crime de guerra: delitos praticados contra a convenção de Genebra (1949). 15. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). escravidão.MORAES. São Paulo: Atlas. São Paulo: Malheiros. São Paulo: MÉTODO. crime de apartheid. Coimbra: Coimbra. que implique homicídio. homicídio doloso. religiosos ou de gênero”.SARMENTO. São Paulo: MÉTODO. Vicente. 2ª. Rio de Janeiro: Lumen Juris. George.LENZA. “não descreve as condutas criminosas. étnicos. 2011. Pedro. 2009. 6ª. 7. 6. Os crimes sujeitos à jurisdição do Tribunal Penal Internacional são (George Sarmento): a)Crimes de genocídio: delitos cometidos com o desiderato de destruir. torturas. 8. ALEXANDRINO. tais como. 2009. d) Crimes de agressão: o Estatuto de Roma. sua atuação não substitui as jurisdições penais nacionais. b) Crimes contra a humanidade: delitos cometidos. raciais. ed. – (Coleção curso & concurso. Jorge. culturais. – Rio de Janeiro: Forense. 9. Marcelo. ético. “por meio de condutas. 5. transferência forçada de criança de um grupo para outro”. Competência jurisdicional do TPI De acordo com George Sarmento. tomada de reféns.4. 2.3. nacionais. Ed. Direito Constitucional. medidas que impeçam a procriação. SILVA E NETO. Direito Constitucional. Direitos Humanos. Direito Constitucional.MIRANDA. v. . segundo George Sarmento. ataques à integridade da população civil. “A Corte não tem competência primária para julgamento dos réus. – São Paulo: Saraiva. total ou parcialmente. – São Paulo: Atlas. Direito Constitucional esquematizado. racial ou religioso. Manoel Jorge. SILVA. um grupo nacional. Curso de direitos fundamentais. A matéria rege-se pelo princípio da complementaridade”. NOVELINO. condicionando sua atuação a uma dimensão que tipifique o delito e estabeleça as condições em que o Tribunal internacional terá competência jurisdicional”. Direito Constitucional descomplicado. como homicídios. 4. Ed. Rio de Janeiro: Forense. 1997. “no quadro de um ataque. 2010. José Afonso da.MARMELSTEIN.

População 2.DA NACIONALIDADE 1. Apátrida (heimatlos) 3. 2. 4. de acordo com os critérios adotados pelo Estado (sangüineos ou territoriais). é o elemento humano do Estado.4. depois do nascimento (em regra.1. CIDADÃOS E POLIPÁTRIDA. 4.3. POPULAÇÃO. Cidadão 2. será estabelecida [.. 2. a partir do qual. POVO. .ESPÉCIES DE NACIONALIDADE a) Nacionalidade primária (originária) é a resultante “de fato natural (nascimento). aquele que for descendente dos nacionais daquele país). que faz da pessoa um dos elementos componentes da dimensão do Estado”. b) Nacionalidade secundária (derivada/adquirida) é a resultante de “ato volitivo.. 3. Nação 2. CRITÉRIOS DE ATRIBUIÇÃO DE NACIONALIDADE PRIMÁRIA a) Origem sangüinea ..1.5.. Povo (“é o conjunto de pessoas que fazem parte de um Estado.1 Conceito Segundo Marcelo Alexandrino. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DIREITOS DE NACIONALIDADE 1. Polipátrida 2.]”. Nacionais (“são todos aqueles que o Direito de um Estado define como tais. 2. “é o vínculo jurídico-político de direito público interno.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.6. ligado a este pelo vínculo da nacionalidade”).]”. pela naturalização) [. DISTINÇÃO ENTRE NAÇÃO.ius sanguinis (será nacional de um país.2. são todos aqueles que se encontram presos ao Estado por um vínculo jurídico que os qualifica como seus integrantes”). NACIONAIS.

Emenda constitucional 54/07. 12°. A grande naturalização prevista art. a. 2º. 5. ANÁLISE ESPECÍFICA DO BRASIL 5. I. art. 12°. salvo se manifestarem a intenção de não mudar de nacionalidade”. b) o indivíduo filho de pai e mãe brasileira vir para o Brasil a qualquer tempo e realizar a opção confirmativa. “c”.1.1) Aplicação do art. in fine: critério sanguíneo. 69. mais critério residencial e mais opção confirmativa (aquisição originária potestativa). dentro de seis meses depois de entrar em vigor a Constituição. são duas hipóteses: a) o indivíduo se tornar brasileiro nato com o registro que funciona de forma equivalente ao registro realizado no cartório de registro civil no Brasil. Porém. Conforme o mesmo art. §5º: “são cidadãos brasileiros: os estrangeiros que possuírem bens imóveis no Brasil e forem casados com brasileiros ou tiverem filhos brasileiros contanto que residam no Brasil. é mister diferenciar. NACIONALIDADE SECUNDÁRIA (aquisição secundária). NACIONALIDADE PRIMÁRIA (aquisição originária) a)Aplicação do art. 12°.2. 12°. Portando. Naturalização tácita “é aquela adquirida independentemente de manifestação expressa do naturalizando. 5. “b”: critério sanguíneo mais critério funcional.1.2. demonstrando sua intenção de adquirir nova nacionalidade”. visto que a mesma só se referia aos portugueses e não a todos os estrangeiros residentes no Brasil. I. c) Aplicação do art. c. 69.. 95 do ADCT. Naturalização expressa é aquela que “depende de requerimento do interessado. §4°. irá operar com efeitos retroativos (ex tunc) à data da residência (tida como fato gerado nacionalidade). “Nesse item é importante salientar duas questões: a) a hipótese de naturalização tácita também ocorreu anteriormente à 1ª Constituição da República de 1891.]”. o ânim o de conservar a nacionalidade de origem”. “a”: critério territorial puro b) Aplicação do art.b) Origem territorial – ius solis (será nacional de um país. aquele que nascer no território daquele país. “c”:critério sanguíneo mais registro em repartição em repartição brasileira competente . . a) Tipos de naturalização: a. da Constituição de 1891 preconizava: “São cidadãos brasileiros: os estrangeiros que. 6º a naturalização tácita para os portugueses residentes no Brasil na época da Proclamação da Independência Pátria. I. I. independentemente dos seus ascendentes). art.. como na hipótese presente na Constituição de 1891 [. achando -se no Brasil aos 15 de novembro de 1889. De acordo com Bernardo Gonçalves. pois a Constituição do Império de 1824 consagrou no seu art. por força das regras jurídicas de nacionalidade adotadas por determinado Estado”.

é obrigado a decretar a naturalização requerida.1. que foram recepcionadas pela CRFB/88. ele terá o prazo de 1(um) ano após a conclusão para requerer a naturalização”. c) Hipóteses previstas no art. “b”. “b”. PORTUGUESES EQUIPARADOS ou quase nacionalidade (art.2. Naturalização extraordinária. Preenchidos os três requisitos. II. De acordo com Bernardo Gonçalves. §1º da CRFB/88) – DECRETO nº 3927/01. É importante deixar consignado. Requisitos: a) capacidade civil. diferentemente das hipóteses da naturalização ordinária. Procedimento Segundo Bernardo Gonçalves. nas palavras de Coelho Mendes. 12. 7. no Brasil os portugueses terão os mesmos direitos que os brasileiros terão em Portugal.815/80. b. b) 15 anos de residência ininterrupta no Brasil. não tendo o Chefe do Executivo discricionariedade para negar o pedido. II. 1 (um) ano de residência ininterrupto.2. da CRFB/88. Esse entendimento é o majoritário em virtude da dicção constitucional do art.12. também chamada de potestativa a) Hipótese prevista no art. 7. alcançada a maioridade ele terá 2 anos para requerer a naturalização”. Segundo Bernardo Gonçalves. 12. conclusão de curso superior: “o estrangeiro deve vir para o Brasil antes da maioridade. contudo. “Nesses termos. Requisitos necessários: capacidade civil. 2.Naturalização ordinária: a)Hipótese prevista na Lei 6.1.815/80. 12. se concluído o curso superior no Brasil. art. “quando o indivíduo vem para o Brasil antes de completar 5 anos. idoneidade moral. Amizade de Consulta Brasil e Portugal. c) ausência da condenação penal. c. a.1. que os portugueses será equiparado aos brasileiros naturalizados (hipótese também chamada de quase-nacionalidade)”.a. b) Hipótese prevista no art.1. são: c. . que promulgou o Tratado Bilateral de Cooperação. 115 §2º da Lei 6.1. e. radicação precoce: segundo Bernardo Gonçalves. São hipóteses previstas na Constituição de 1988: 1. o Presidente da República. “a” da CRFB/88. 112 c/c 113. havendo reciprocidade em Portugal para os brasileiros. II.

3. nunca mediante de um novo processo de naturalização. Efeitos: efeito “ex nunc”. 12. na hipótese da reaquisição.. capacidade civil do requerente e a devida aquisição da nacionalidade estrangeira”. 8..] Nestes termos.] no caso de igualdade de direitos e de obrigações civis. 5°. No caso de pretender-se obtenção dos direitos. sob pena de contrariedade ao texto constitucional”. 10. capacidade civil e admissão no Brasil em caráter permanente.3. a. sendo procedente e transitando em julgado. 12. b. 89. a não ser mediante ação rescisória. 12. 222).2. TRATAMENTO DIFERENCIADO ENTRE BRASILEIRO NATO E NATURALIZADO (CRFB/88. “[. com prova de sua nacionalidade. “conduta voluntária. Motivos: em decorrência de atividade contrária à ordem pública ou à segurança nacional ou nociva ao interesse nacional. Destinatários: brasileiros naturalizados. Procedimento: de acordo com Bernardo Gonçalves. De acordo com Bernardo Gonçalves. II. PROPRIEDADE DE EMPRESA JORNALÍSTICA E DE RADIODIFUSÃO SONORA DE SONS E IMAGENS (CF. condena o indivíduo à perda a naturalização”. PERDA DA NACIONALIDADE (CF.. art.. a)Ação de cancelamento de naturalização procedente transitada em julgado pela política de atividade nociva ao interesse nacional. dirigido ao Ministério da Justiça. pois não há uma tipificação na qual o naturalizado possa ser enquadrado pela prática de uma atividade nociva ao interesse nacional. Motivos: segundo Bernardo Gonçalves. “b” da CRFB/88). “a” da CRFB/88). 12.5. b) Imposição da lei estrangeira (art. art. [.2. 485 do CPC. De acordo com Pedro Lenza. posteriormente. b.. §4º. . caput) 11. b) Aquisição voluntária de outra nacionalidade. a. a. VII. Reaquisição da naturalização: observar o art. incumbe “ao Ministério Público Federal efetivar a denúncia contra o brasileiro naturalizado. a. Procedimento: o procedimento é judicial. arts. LI. II. 9. 222. DUPLA NACIONALIDADE a) Reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira (art.1. deverá fazer-se prova do seu gozo em Portugal e da residência no Brasil há pelo menos três anos”.] não poderá readquiri-la. deverá fazerse o requerimento. há uma decisão do Magistrado Federal que.1. §4º. Essa denúncia perpassa por uma perspectiva hermenêutica.4. a. §4°). b..“[. Destinatários: brasileiros natos ou naturalizados. §3°.

15. que tal dispositivo só terá validade se a reaquisição não contrair os dispositivos constitucionais e. São Paulo: Malheiros. a partir do momento em que o brasileiro nato ou naturalizado deseja adquirir a naturalização em outro país. José Afonso da. 1997. e após o processo instruído e finalizado..MORAES. assegurada a ampla defesa. se existirem elementos que atribuam nacionalidade ao interessado”. 2011. 2ª. 818/49 prevê a possibilidade de reaquisição por decreto presidencial. São Paulo: MÉTODO. Coimbra: Coimbra. Porém. Neste ponto. Nesses termos. posições. é importante deixar consignado que não ocorre apenas com a mera solicitação de outra nacionalidade pelo brasileiro. b. que levará a perda da nacionalidade. readquirir a nacionalidade originária por decreto do Presidente da República”.] o art.MIRANDA. Direito Constitucional. 2. Portanto. Manoel Jorge. BIBLIOGRAFIA: 1.. Ed. Direito Constitucional esquematizado. Direito Constitucional. Efeitos: os efeitos do decreto presidencial serão “ex nunc”. NOVELINO. Vicente. Curso de Direito Constitucional positivo. 8. Entendemos. 4. 5. estaremos diante de um processo administrativo. 2009. contudo. não atingindo eventual cônjuge ou mesmo filhos desse indivíduo . PAULO. b) “A única forma desse brasileiro nato que perdeu a nacionalidade e virou estrangeiro readquirir a nacionalidade será enquanto brasileiro naturalizado. Nesses termos. “[. São Paulo: MÉTODO. ed. somente após adquirida a nacionalidade em outro país o Ministério da Justiça deflagrará o procedimento administrativo. b. ainda. Reaquisição da nacionalidade do brasileiro nato: via administrativa Segundo Pedro Lenza.5.LENZA.“o procedimento é meramente administrativo. SILVA. em virtude de ter se tornado estrangeiro. 2009. determinando a perda da nacionalidade”. Marcelo. o Presidente da República dará a decisão por meio de decreto. se o ex-brasileiro estiver domiciliado no Brasil. Alexandre. George. Manual de Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: Atlas. 2009. 3. Direito Constitucional. o Ministério de Relações exteriores comunicará ao Ministério da Justiça a solicitação da aquisição de nacionalidade em outro país. 2010. ALEXANDRINO. 2010. – São Paulo: Saraiva. 7.MARMELSTEIN. – São Paulo: Atlas. 6ª. SILVA E NETO. quais sejam: Bernardo Gonçalves apresenta duas a)”Se brasileiro nato. tramitando no Ministério da Justiça. ou seja. Curso de direitos fundamentais. Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. Pedro. 36 da Lei n. Ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris. sem a necessidade de incursão judicial. Jorge. há divergência doutrinária. Ed. – Rio de Janeiro: Forense. 6. . Nesse sentido. não teria como o mesmo voltar a ser brasileiro nato”.. deverá voltar a ser brasileiro nato.4.

como o direito de iniciativa popular. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DOS DIREITOS POLÍTICOS 1. Conceito Segundo Uadi Bulos.. Sufrágio (art. Conceito De acordo com Uadi Bulos. VII. 34. caput da CRFB/88). direito de voto nos plebiscitos e referendos. o direito de propor ação popular.DIREITOS POLÍTICOS POSITIVOS (capacidade eleitoral ativa = alistabilidade = direito de votar) 3. Regime democrático como princípio: a) Fundamentador de direitos fundamentais implíticos (art. 17. 2.. §2° da CRFB/88). “[.] os direitos políticos positivos consistem no conjunto de normas que asseguram o direito subjetivo de participação no processo políticos e nos órgãos governamentais. 4. assim como por outros direitos de participação popular. .. o direito de organizar e participar de partidos políticos”. “a” da CRFB/88). apoio ou aprovação”.] é o Direito Público subjetivo democrático de votar (eleger) e de ser votado (eleito). sufrágio – do latim sufragium – significa escolha. direito de elegibilidade (direito de ser votado).NOÇÕES GERAIS De acordo com José Afonso da Silva. 5°. 14 da CRFB/88) 4. Etimologicamente. “ são o conjunto de normas jurídicas que asseguram a participação do povo no cenário eleitoral do Estado”.1.. b) Limitador da liberdade partidária (art.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Eles garantem a participação do povo no poder de dominação política por meio das diversas modalidades de: direito de sufrágio: direito de voto nas eleições. 3.1. c) Constitucional Sensível (art. “[.

3. 9.826/2003 – Estatuto do Desarmamento (§1° do art. para que os confirmem ou rejeitem. Significado: consulta feita ao eleitorado depois de a lei ou o ato administrativo serem elaborados.2005. XV da CRFB/88). AQUISIÇÃO DA CAPACIDADE ELEITORAL ATIVA: alistamento realizado junto aos órgãos competentes da Justiça Eleitoral. 2.5. a)Eleições. XV da CRFB/88). b)Plebiscitos e referendos (art. 3. 6. 49. pelo voto. REFERENDO 1. 2. b. 49. posteriormente.4. 35).4. apenas.2.5. . 10.1. b. §2°).1) Plebiscitos Nas palavras de Marcelo Alexandrino. o direito de votar ou de manifestar a vontade de eleições. Quadro comparativo analisado por Uadi Bulos PLEBISCITO 1. ou não. 14. pedido do interessado. De acordo com Marcelo Alexandrino. plebiscitos e referendos (exercício da capacidade eleitoral ativa). cumprindo ao povo a respectiva ratificação ou rejeição”. §1°). serão discutidos pelo Congresso Nacional ou pelo Poder Executivo. art. cabendo ao povo. Versa sobre assuntos que. Signficado: consulta feita ao eleitorado antes de a lei ou o ato administrativo serem elaborados. quando a população brasileira optou pela nãoproibição da comercialização de arma de fogo. 9. o plebiscito e o referendo “são consultas formuladas ao povo para que delibere sobre matéria de acentuada relevância.3. o referendo “é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo.Segundo Marcelo Alexandrino. (Lei n. b. aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido (Lei n.709/98. “ é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo. realizado em 23. aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido. A obtenção do título de eleitor permite ao cidadão o exercício de todos os direitos políticos???? 6. 6. uma nova Constituição para o Brasil. art. cabendo ao povo. legislativa ou administrativa”. Exemplo: referendo sobre o desarmamento previsto pela Lei n. CAPACIDADE ELEITORAL ATIVA: capacidade de votar (ALISTABILIDADE). DIREITO DE VOTO (espécie do gênero sufrágio). 2°. 14. art. pelo voto. art. Que diz a lei: “O referendo é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo. 6.2) Referendos art.3. de natureza constitucional. Conceito De acordo com Uadi Bulos.10. “ retrata. Que diz a lei: “O plebiscito é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo.709/98. Exemplo: plebiscito para saber se o povo quer. cumprindo ao povo a respectiva ratificação ou rejeição”. 2°.

por força do art.exceção: art. somente. para anular o seu voto ou votar em branco”). no seu art. a uma expressão restrita. c) Direto (de acordo com Alexandre de Moraes. é obrigatório o comparecimento às eleições. portanto. i) Persoalidade (“só pode ser exercido pessoalmente. independentemente de sexo. 60. poderá ser censitário ou capacitário. um voto”). credo. sequer por emenda à Constituição. b) Facultativo ( nas palavras de Alexandre de Moraes. assegurando. “quando o direito de votar a todos os nacionais. por si. independentemente da exigência de quaisquer requisitos. II. com isso. “os eleitores elegerão. §4°. ao consagrar o voto cláusula pétrea. sob pena de pagamento de multa”). §2°). II da CF/88”). 81. sob pena de pagamento de multa”). tais como condições culturais ou econômicas etc). tampouco por terceiro fraudulentamente”). é obrigatório o comparecimento às eleições. h) Periodicidade (“ a Constituição.equivale. por sua vez. ESPÉCIES DE SUFRÁGIO a) Universal (segundo Marcelo Alexandrino. g) Liberdade (“comparecendo às eleições. não há possibilidade de se outorgar procuração para votar”).. posição intelectual. a temporalidade dos mandatos no nosso Estado”). “quando o direito de votar for concedido tão somente àqueles que cumprem determinadas condições fixadas em lei do Estado. b)Restrito (segundo Marcelo Alexandrino. “ressalvados os maiores de setenta anos e os menores de dezoito anos. sem intermediários. garante a periodicidade de sua manifestação. . no exercício do direito ao sufrágio. 81. por meio de voto. §4°. e) Com valor igual para todos (segundo Alexandre de Moraes. “ressalvados os maiores de setenta anos e os menores de dezoito anos. 6. 6. 60. seus representantes e governantes”). o exercício do direito de sufrágio em seu aspecto ativo (votar)”. social ou econômica – “um homem . cor. d) Secreto ou sigiloso(de acordo com Alexandre de Moraes “ o voto não deve ser revelado nem por seu autor. O sufrágio restrito. “ o voto de cada cidadão tem o mesmo valor no processo eleitoral. ou.5. a obrigatoriedade formal do comparecimento. se desejar. que significa. OBSERVAÇÃO: Possibilidade de eleição indireta do governante (art.2. idade. a obrigatoriedade formal do comparecimento. f) Direito público subjetivo (“não pode ser abolido.SUFRÁGIO 6. o cidadão é livre para a escolha do candidato. Caracteristicas do voto (analisadas por Alexandre de Moraes) a) Obrigatório (nas palavras de Alexandre de Moraes..1.

b)Escrutíneo. para os cargos de Governador e Vice-governador de Estado e do Distrito Federal.2)Sufrágio capacitário “é aquele que só outorga o direito de voto aos indivíduos dotados de certas características especiais. sejam vínculos políticos. para os cargos de deputado federal. b. “é um das fases do procedimento eleitoral. a abertura. que deverá ser verificada tendo por referência a data da posse (a não a data do alistamento ou do registro). “ato de contagem de votos.b. pelo período mínimo exigido pela legislação eleitoral subconstitucional). na visão de Uadi Bulos a)Escrutíneo.1)Sufrágio censitário “é aquele que somente outorga o direito de voto àqueles que preencherem certas qualificações econômicas”.7. donde insurge a figura do escrutinador. notadamente de natureza intelectual”. e não ou do registro ou mesmo da posse). c)Escrutíneo “também é usado para designar o modo de exercício do voto. trinta anos. 6. comunitários ou laços familiares”. vinte e um anos. Observação: ver os arts. Vice-Prefeito e juiz de paz. o depósito. para os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República e senador da República. §4° da CRFB/88. (1 ano antes da data da eleição (pleito). patrimoniais. §3°). o reconhecimento e a contagem dos votos”. sem filiação a partido político)”. na acepção estrita. 7. 12. b)pleno exercício dos direitos políticos (aquele que teve suspensos ou perdeu seus direitos políticos não dispõe de capacidade eleitoral passiva). para vereador. Prefeito. profissionais. “O prazo de comprovação do domicílio será de no mínimo 1 ano antes da eleição. f) filiação partidária (não se admite. Condições de ELEGIBILIDADE (capacidade eleitoral passiva = ser votado nas eleições). deputado estadual ou distrital. 17. aquele que conta. comerciais. Exemplo: voto secreto (coberto ou fechado) ou voto aberto (a descoberto ou público)”. c)alistamento eleitoral (comprovado pela apresentação do título de eleitor.CAPACIDADE ELEITORAL PASSIVA (direito de candidatura = elegibilidade): direito de ser votado (ELEGIBILIDADE) 6. . sendo que para Presidente e Vice-Presidente da República exige-se a condição de brasileiro nato (CF. na acepção ampla.1. sendo as seguintes: trinta e cinco anos.7. nas palavras de Marcelo Alexandrino: “a) nacionalidade brasileira ou condição de equiparado a português. permitindo sua fixação onde o eleitor apresente ligação material ou afetiva com a circunscriação. englobando a apuração. ESCRUTÍNEO (acepções). O TSE admite a configuração de domicílio eleitoral de forma ampla. §2°. isto é. no Brasil. regularmente inscrito perante a Justiça Eleitoral). verifica e confere o número de vots”. a denominada candidatura autônoma ou avulsa. d)domicílio na circunscrição (o eleitor deverá ser domiciliado no local pelo qual se candidata.§3°. art. e)idade mínima. dezoito anos.

como tais. Inelegibilidade relativa Segundo Marcelo Alexandrino.1.Não há a exigência da desincompatibilização do Chefe do Executivo para candidatar-se à reeleição. Análise do dispositivo constitucional (na visão de Marcelo Alexandrino) “. embora possam alistar-se e votar (capacidade eleitoral ativa). Hipóteses de INELEBILIDADE RELATIVA a)MOTIVOS FUNCIONAIS (art. 7. uma vez que a elegibilidade tem por pressuposto a alistabilidade. . a qualquer mandato eletivo”. b)Hispóteses de inelegibilidade absoluta. c)As hipóteses de inelegibilidade absoluta podem ser estabelecidas ao nível infraconstitucional? 8. 14. logo. IMPEDIMENTO TOTAL DA CIDADANIA (art. . durante o período do serviço militar obrigatório. inelegíveis”. para ser elegível é imprescindível ser.1. são naõ alistáveis e.]”. segundo Marcelo Alexandrino.2. §§4° a 9°(outras normas infraconstitucionais mediante lei complementar poderão trazer casos de inelegibilidade da CRFB/88) 8.1. 15 da CRFB/88). “nada obsta que o Chefe do Executivo solicite ao Poder Legislativo uma licença para poder concorrer à reeleição. em razão de situações especiais em que se encontra o cidadão-candidato no momento da eleição”. Inelegibilidade absoluta: a)A inelegibilidade absoluta. §5° da CRFB/88) a.Proibição de reeleição para o terceiro mandato. nas palavras de Marcelo Novelino: “1) os analfabetos. a “inelegibilidade relativa consiste em restrições impostas à elegibilidade para alguns cargos eletivos. por um período subseqüente. antes. isto é. 8. 7..2. Não obstante. desde que seja sucessivo. .1.O Vice-Presidente da República. impede que o cidadão concorra em qualquer eleição. que. 14. mesmo tendo substituído este no curso do mandato”.2.7.O Vice-Presidente da República. reeleitos ou não. não dispõem de capacidade eleitoral passiva (não podem ser eleitos). “poderão candidatar-se ao cargo do titular. . os Vice-Governadores e os Vice-Prefeitos poderão ser reeleitos para os mesmos cargos. IMPEDIMENTO PARCIAL DA CIDADANIA (art.DIREITOS POLÍTICOS NEGATIVOS são restrições e impedimentos ao exercício dos direitos positivos. os estrangeiros (exceto o português equiparado) e os conscritos.Permissão de reeleição para um único período subseqüente. ou mesmo que ele renuncie [.. alistável. 2) os não alistáveis. os Vice-Governadores e os Vice-Prefeitos. .

que determina que. temos: “a) o cônjuge. os Governadores e os Prefeitos podem concorrer a outros cargos. ou com seu irmão. candidatou-se a prefeito do município desmembrado”. A inelegibilidade não é aplicada à viúva do Chefe do Executivo. deputado federal e senador pelo próprio Estado e Governador do mesmo Estado). .3. desde que renunciem aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito (art. . §5° da CRGB/88. ao cargo de vice-chefia do Executivo”. b. renunciando seis meses antes do pleito eleitoral.“Não poderá aquele foi titular de dois mandatos sucessivos na chefia do Executivo candidatarse. que esteja exercendo o segundo mandato eletivo (por reeleição). parentes e afins até segundo grau do Governador não poderão candidatar-se a qualquer cargo no Estado (vereador. deputado estadual. Segundo Marcelo Alexandrino. renunciar antes do término desse com o intuito de pleitear nova recondução para o período subseqüente (reeleição para um terceiro mandato subseqüente). apenas.Presidente da República.“Na hipótese de acorrer a vacância definitiva do cargo de Presidente da República. o território de jurisdição do titular. durante o período imediatamente subseqüente. b. NO CURSO DO MANDATO. Súmula 18 do STF: DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE OU DO VÍNCULO CONJUGAL. não tenham sucedido ou substituído o titular”. PARENTESCO OU AFINIDADE (art. 14. .2. A inelegilidade reflexa não se aplica as seguintes hipóteses: 1. §6° da CRFB/88). às pessoas que vivem maritalmente com o Chefe do Executivo. . preservando os seus respectivos mandatos.O Presidente da República. . o vice assumirá efetiva e definitivamente o exercício da chefia do Executivo. OBSERVAÇÃO: São aplicadas “as mesmas regras àqueles que tenham substituído os Chefes do Executivo dentro de seis meses anteriores ao pleito eleitoral”.“Não pode o Chefe do Executivo. 81 da Constituição Federal.. A INELEGIBILIDADE REFLEXA atinge. ou eleição indireta pelo Congresso Nacional.“O STF admitiu a elegibilidade de ex-prefeito do município-mãe que. §7° da CRFB/88). se a vacância ocorrer nos últimos dois anos do mandato presidencial”. b. c) o cônjuge. “desde que. Governador ou Prefeito.“Não pode aquele que foi titular de dois mandatos sucessivos na Chefia do Executivo vir a candidatar-se. à eleição prevista no art. b)o cônjuge. b)MOTIVOS DE CASAMENTO. parentes e afins até segundo grau do Presidente da República não poderão candidatar-se a qualquer cargo eletivo no País”. e somente poderá candidatar-se a um único período subseqüente”.O Vice. nos seis meses anteriores ao pleito. . . às pessoas casadas no religioso. os Vice-Governadores e os Vice-Prefeitos podem concorrer a outros cargos.1. far-se-á nova eleição direta. vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente. parentes e afins até o segundo grau do Prefeito não poderão candidatar-se a vereador ou Prefeito do mesmo Município. 14. noventa dias após a abertura da última vaga. 14. no período subseqüente (terceiro período). trinta dias depois de aberta a última vaga. Ver os artigos 79. NÃO AFASTA A INELEGIBILIDADE PREVISTA NO §7° DO ARTIGO 14 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.

2010. Manoel Jorge. A inelegibilidade não é aplicada ao cônjuge. 2. 10.2. 9. 11 ed. SILVA E NETO. Marcelo. 4. 7. 12 §4º. o Tribunal Superior Eleitoral firmou o entendimento de que. parentes ou afins até segundo grau poderão candidatar-se a todos os cargos eletivos da circunscrição. Direito Constitucional. São Paulo: MÉTODO. Ed. São Paulo: Malheiros. 14.MORAES. Privação temporária (suspensão dos direitos políticos) Para Alexandre de Moraes. e histórico das Constituições. suprirá a ausência da prévia filiação partidária o registro da candidatura apresentada pelo partido político e autorizada pelo candidato”. São Paulo: Revista dos Tribunais. Privação definitiva (perda dos direitos políticos) Para Alexandre de Moraes. 6ª. Alexandre. 142. São Paulo: MÉTODO. Vicente. Ed.LENZA. VARGAS. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 15.1. 8. 2005. 2011. Denise. São Paulo: Atlas.BONAVIDES. 15 da CRFB/88. 15 da CRFB/88. c) INELEGIBILIDADE DE MILITARES (arts. 2010. Pedro. José Afonso da. são hipóteses de perda dos direitos políticos as hipóteses previstas nos incisos II. 14. Direito Constitucional. 2011. 2011. 8. Direito Constitucional. em face da vedação à filiação partidária do militar. 2009. . §9° da CRFB/88) 8.Segundo o TSE. Marcelo. Rodrigo César Rebello. Da organização do Estado. Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional esquematizado. são hipóteses de perda dos direitos políticos as hipóteses previstas nos incisos I e IV do art. nessa situação. . – Rio de Janeiro: Forense. Bernardo Gonçalves. PRIVAÇÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS (art. parente ou afim que já possuir mandato eletivo. Direito Constitucional descomplicado. dos Poderes. v. d)PREVISÃO EM LEI COMPLEMENTAR (art. 5. 2011. ALEXANDRINO. 9. PAULO. Curso de Direito Constitucional. “se o Chefe do Executivo renunciar seis meses antes da eleição. São Paulo: Malheiros. Curso de Direito Constitucional positivo. 3.. NOVELINO. §8°. “Assim. mesmo que seja na circunscrição. V da CRFB/88) Nas palavras de Marcelo Alexandrino. 3 ed. Manual de Direito Constitucional. no final do primeiro mandato)”. 18).2. – São Paulo: Saraiva. II) 8. caso em que poderá candidatar-se à reeleição. III e V do art. seu cônjuge. §3°. Rio de Janeiro: Lumen Juris. São Paulo: Saraiva. desde que ele pudesse concorrer à sua própria reeleição (isto é. 6. Curso de Direito Constitucional. 2009. Paulo. 16 da CRFB/88) BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. – (Coleção sinopses jurídicas. FERNANDES. PINHO. SILVA. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE ELEITORAL (art.