Plano de Aula Constitucional i

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.

ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB

DIREITO CONSTITUCIONAL I

PLANO DE AULA

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO DIREITO CONSTITUCIONAL 1. DIREITO 1.1. A CLASSIFICAÇÃO EM “RAMOS DO DIREITO” 1.2. ALOCAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONAL Nas palavras de Alexandre de Moraes, o Direito Constitucional “é um ramo do Direito Público, destacado por ser fundamental à organização e funcionamento do Estado, à articulação dos elementos primários do mesmo e ao estabelecimento das bases da estrutura política”. 1.3. ORIGEM, FORMAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONAL I De acordo com Paulo Bonavides, a origem da expressão Direito Constitucional,
“[...] consagrada há cerca de um século, prende-se ao triunfo político e doutrinário de alguns princípios ideológicos na organização do Estado moderno. Impuseram-se tais princípios desde a Revolução Francesa, entrando a inspirar formas políticas do chamado Estado liberal, Estado de direito ou Estado constitucional”.

1.4. CRIAÇÃO DA 1ª CADEIRA DE DIREITO CONSTITUCIONAL Segundo Paulo Bonavides, o ministro da Instrução Pública, Guizot, determinou a criação da primeira cadeira de Direito Constitucional em 1834. O primeiro mestre a lecionar a Cadeira foi Pelegrino Rossi.
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros, 2005. 2.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 3. FERNANDES, Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 3 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011. 4..MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 8. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009. 9. VARGAS, Denise. Manual de Direito Constitucional. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO

CONSTITUCIONALISMO 1. CONSTITUCIONALISMO 1.1. CONSTITUCIONALISMO (em sentido amplo)

Na visão de Marcelo Novelino, o “[...] constitucionalismo, apesar de ser um termo recente, está ligado a uma ideia bastante antiga: a existência de uma Constituição nos Estados, independentemente do momento histórico ou do regime político adotado [...]”. 1.2. CONSTITUCIONALISMO (em sentido estrito) De acordo com Alexandre de Moraes, a “origem formal do constitucionalismo está ligada às Constituições escritas e rígidas dos Estados Unidos, em 1787 [...]”. Segundo Marcelo Novelino,
“[...] Mais do que uma simples técnica constitucional, o constitucionalismo é uma técnica de liberdade que assegura direitos fundamentais aos cidadãos de modo a impedir sua violação por parte do Estado. No século XIX a teoria das garantias e a teoria do Estado de direito (Rechtsstaat) se uniram ao princípio da separação dos poderes, conferindo ao constitucionalismo sua identidade atual”.

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros, 2005. 2.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 3. FERNANDES, Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 3 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011. 4..MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 8. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009. 9. VARGAS, Denise. Manual de Direito Constitucional. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011.

Curso de Direito Constitucional. segundo Pedro Lenza. . . um ser vivo.. um grupo de pessoas. Curso de Direito Constitucional. ou..Sentido sociológico (defendido por Ferdinand Lassale.] só se refere à decisão política fundamental (estrutura e órgãos do Estado. “[.Sentido jurídico.. Caso isso não ocorresse. CLASSIFICAÇÃO e ELEMENTOS 1.. porém. 2. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CONCEITO. “[.3. Ed. caracterizando-se como uma simples “folha de papel” [. forma de governo e aquisição de poder de governar. de firmar. é a Constituição que individualiza os órgãos competentes para edição de normas jurídicas legislativas ou administrativas”. ela seria ilegítima. em seu livro “Qué es una Constitución”?). considerada norma pura. as leis constitucionais seriam os demais dispositivos inseridos no texto do documento constitucional. sem qualquer pretensão a fundamentação sociológica. ainda. Direito Constitucional esquematizado. 3. traduzindo o pensamento de Kelsen. Bernardo Gonçalves. .plano do suposto .. à formação dos poderes públicos.fundamento lógico-transcendental da validade da Constituição jurídico-positiva. de estabelecer. 1. formação. direitos individuais.norma fundamental hipotética. de acordo com José Afonso da Silva. Além disso. então. São Paulo: Malheiros. distribuição de competências..Sentido político (defendido por Carl Schmitt).Quadro explicativo apresentado por Pedro Lenza PLANO LÓGICO-JURÍDICO . organização. 2011.Constituição é..norma positivada suprema.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. PLANO JURÍDICO-POSITIVO . 3.”[. 2005. 3 ed.BONAVIDES.] José Afonso da Silva. 2011. que contém normas referentes à estruturação do Estado. 1.. direitos que deveres dos cidadãos.. lato sensu.. positivada.]”. Pedro. Rio de Janeiro: Lumen Juris. segundo Pedro Lenza.4. A concepção de Kelsen toma a palavra Constituição em dois sentidos: no lógico-jurídico e no jurídico-positivo [. – São Paulo: Saraiva.1. Constituição deve ser entendida como a lei fundamental e suprema de um Estado.CONCEITOS 1. Paulo.] uma Constituição só seria legítima se representasse o efetivo poder social [. política ou filosófica.Posição de Alexandre de Moraes “Constituição.norma posta. 15. puro dever-ser.. FERNANDES. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.]”.. observa que “.. mas não contêm matéria de decisão política fundamental”.. o modo pelo qual se constitui uma coisa. 1.LENZA.4.].2. é o ato de constituir. vida democrática etc).1. Juridicamente.

6. Direito Constitucional descomplicado. Alexandre.4. 2009. ALEXANDRINO. Curso de Direito Constitucional positivo. 2010. São Paulo: Atlas. São Paulo: Revista dos Tribunais. Rio de Janeiro: Forense. . Marcelo. Direito Constitucional. 7. 2011. 9. Marcelo. NOVELINO. 8. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2009. 5. Manoel Jorge. 2010. São Paulo: MÉTODO. Denise. São Paulo: Malheiros. Direito Constitucional. 6ª. SILVA. PAULO.MORAES. Vicente. José Afonso da. VARGAS. Direito Constitucional. SILVA E NETO. São Paulo: MÉTODO. Ed. Manual de Direito Constitucional. – Rio de Janeiro: Forense.

.. b) Analíticas (amplas. pois os processos de produção (que obviamente. portanto. “são aquelas que abordam todos os assuntos que os representantes do povo entenderem fundamentais [. d) Pactuadas. De acordo com Bernardo Gonçalves. as Constituições “[. atuar. básicas).]”.]”.... da deliberação da representação legítima popular [.não é propriamente outorgada. prolixas. e a nobreza e a burguesia.. . veiculadoras apenas dos princípios fundamentais e estruturais do Estado [.]”. são aquelas em q eu o poder constituinte originário se concentra nas mãos de mais de um titular [.. é aquela constituição fruto de uma Assembleia Nacional Constituinte. mas tampouco é democrática.. pelo agente revolucionário (grupo. Buscam desenvolver um equilíbrio não raro instável e precário. sumárias. em franco progresso doutra”. de acordo com Pedro Lenza. “são aquelas que resultam de um acordo entre o rei (monarca) e o parlamento. “[. “[.1. que não recebeu do povo a legitimidade para em nome dele atuar [.].. em nome dele. largas... ou governante). nas palavras de Uadi Bulos. é submetido para digressão popular [. inchadas). ainda que criada com participação popular [. no Chile [. eleita diretamente pelo povo. c) Cesarista.. “também chamada de democrática.. desenvolvidas. b) Promulgada.... ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CLASSIFICAÇÃO 1. votada ou popular. “seriam aquelas enxutas...]”. breves.]”. 1.. volumosas. de forças políticas rivais: a realeza debilitada de uma parte. longas...]”.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.Quanto à ORIGEM: a)Outorgadas.CLASSIFICAÇÃO (tipologia) 1. sucintas.]”. De acordo com Bernardo Gonçalves.] surgem através de um pacto. entre o princípio monárquico e o princípio da democracia”. de forma populista.] formada por plebiscito popular sobre um projeto elaborado por um Imperador (plebiscito napoleônico) ou um Ditador (plebiscito de Pinochet. conferem legitimidade ao documento constitucional) não envolvem o povo e sim algo pronto e acabado (“receita de bolo”) que.. segundo José Afonso da Silva. de maneira unilateral.] sem dúvida. Segundo Paulo Bonavides.2. segundo Pedro Lenza. “elas acabam por exprimir um compromisso instável (frágil). “são as constituições impostas. Quanto à EXTENSÃO: a) Sintéticas (concisas.. nascendo. segundo Pedro Lenza. de acordo com Pedro Lenza. extensas. se aproximam das Constituições Outorgadas (e se distanciam das Promulgadas).

]”. a) Rígidas. e não o conteúdo de suas normas [. nas palavras de Pedro Lenza.1..5..]”.1.... na medida em que normas ordinárias não a modificam. A Carta de 1824. se fará a proposição por escripto.. “é aquela constituição que é tanto rígida como flexível.. determinava: “Se passados quatro annos. previstas na Constituição brasileira de 1988. à MUTABILIDADE (Michel Temer. De acordo com Bernardo Gonçalves. depois de jurada a Constituição do Brazil. e) Superrígida. Luiz Alberto David Araújo e Vidas Serrano Nunes Júnior). quanto à estabilidade será rígida”. enquanto outras não requerem tal formalidade [. e portanto. mais dificultoso do que o processo de alteração das normas não constitucionais [.. um processo legislativo mais árduo. mais solene. segundo Pedro Lenza. 1. Quanto ao CONTEÚDO: a) Materialmente constitucional. para a sua alteração (daí preferirmos a terminologia alterabilidade). sendo também denominadas permanentes. “é aquela escrita ou não em um documento constitucional e que contém as normas tipicamente constitutivas do Estado e da sociedade”.]”. nas palavras de Pedro Lenza. “são aquelas constituições que exigem.]”. graníticas ou intocáveis”. 174. ou seja. pode ser considerada superrígida. que algum dos seus artigos merece reforma.. algumas matérias exigem um processo de alteração mais dificultoso do que o exigido para alteração das leis infraconstitucionais. “será aquela constituição que elege como critério o processo de sua formação. segundo Pedro Lenza. sem dúvida. segundo Alexandre de Moraes. c) Semiflexível ou semirrígida . a qual deve ter origem na Câmara dos Deputados. “é aquela constituição que não possui um processo legislativo de alterabilidade mais dificultoso do que o processo legislativo de alteração das normas infraconstitucionais [. “são aquelas constituições inalteráveis. 1.]”. estando certo que se contrariarem a constituição serão consideradas inconstitucionais. art. os direitos e garantias fundamentais [. à ESTABILIDADE (José Afonso da Silva e Alexandre de Moraes). Quanto ao modo de ELABORAÇÃO: . “[. e ser apoiada por terça parte delles”. d) Imutáveis. b) Flexível. Segundo Bernardo Gonçalves. são imutáveis.. Quanto à ALTERABILIDADE (Leda Pereira Mota e Celso Spitzcovsky). “será aquele texto que contiver as normas fundamentais e estruturais do Estado. à CONSISTÊNCIA (Pinto Ferreira). a Constituição formal. se conhecer. Exemplo: Carta Imperial de 1824. as cláusulas pétreas. b) Formalmente constitucional.. verdadeiras relíquias históricas e que se pretendem eternas.de acordo com Pedro Lenza.] só pode ser modificada por procedimentos especiais que ela no seu corpo prevê. a organização de seus órgãos..4. Portanto. de acordo com Pedro Lenza.

. É formada por ‘textos’ esparsos.]”.6. a constituição conduz os processos de poder (e é tradutora dos anseios de justiça dos cidadãos). segundo Pedro Lenza. “é aquela escrita e sistematizada em um documento que traz as ideias dominantes (dogmas) em uma determinada sociedade num determinado período (contexto) histórico [... convenções [.... de acordo com Pedro Lenza. segundo Pedro Lenza.8. Segundo Bernardo Gonçalves. “seriam aquelas que se distribuiriam em vários textos e documentos esparsos..] partem de teorias preconcebidas..] seria aquela constituição que. “[.] elaboradas de um só jato...a) Dogmáticas.. 1. jurisprudência. costumes.. 1. racionalmente.. de dogmas políticos [. “seria aquela formada por ideologias conciliatórias [. não traz as regras em um único texto solene e codificado. Quanto à DOGMÁTICA: a) Ortodoxa. por uma Assembleia Constituinte [..]”.. “é aquela elaborada de forma esparsa (com documentos e costumes desenvolvidos) no decorrer do tempo. Quanto à correspondência com a REALIDADE (critério ontológico – essência): a) Constituições normativas. sendo fruto de um contínuo processo de construção e sedimentação do devir histórico [. portanto.]”. Quanto à FORMA: a) Escrita (instrumental). b) Eclética.7.. b) Históricas. Quanto à SISTEMÁTICA (critério sistemático): a) Reduzidas (unitárias). uma simbiose do texto constitucional com a realidade social. segundo Pedro Lenza. De acordo com Bernardo Gonçalves.]”..]”. não escrita ou consuetudinária. “constituem-se através de um lento e contínuo processo de formação ao longo da história.... de acordo com Meirelles Teixeira “[.. reflexivamente. e baseia-se nos usos. 1.7. 1. Há. Para Pedro Lenza afirma as Constituições dogmáticas são “[..]”.. estabelecendo as normas fundamentais de um Estado [..]”.. reunindo a história e as tradições de um povo [..]”. Ou seja. “seriam aquelas que se materializam em um só código básico e sistemático [. reconhecidos pela sociedade como fundamentais.]”. Exemplo: Constituição inglesa. “é aquela formada por uma só ideologia [.]”. de planos e sistemas prévios. ao contrário da escrita. sendo formadas de várias leis constitucionais [..]”.. de ideologias bem declaradas.] seria a constituição formada por um conjunto de regras sistematizadas e organizadas em um único documento. “são aquelas em que há adequação entre o texto constitucional (conteúdo normativo) e a realidade social. “[... de acordo com Pedro Lenza. b) Costumeira. na medida em que detentores e destinatários de poder seguem . b) Variadas. de acordo com Bernardo Gonçalves.

. 6ª. Denise. 2005. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Sem dúvida. “não há adequação do texto constitucional (conteúdo normativo) e a realidade social [. Constituições brasileiras de 1937 (Getúlio Vargas). entre outras”. nos dizeres de Löewenstein. Pedro. 9. Curso de Direito Constitucional positivo. as Constituições brasileiras de 1934. São Paulo: Malheiros.]. 4. São Paulo: MÉTODO. – Rio de Janeiro: Forense. 7.BONAVIDES. servir de “estrela guia” de “fio condutor” a ser observado pelo país. A constituição semântica vem para legitimar o poder autoritário. que. Constituição Americana de 1787. Direito Constitucional descomplicado. é mister deixar consignado que existe um lado positivo nessas Constituições. São Paulo: Revista dos Tribunais. Curso de Direito Constitucional. 5. Exemplos.. 2009. 1988 [. Marcelo. A Constituição semântica trai o conceito de constituição. 6. Ed. “são aquelas que traem o significado de constituição (do termo constituição). 8.MORAES. NOVELINO. 2010. Detentores do poder fizeram (produziram) o texto diferente da realidade social. – São Paulo: Saraiva. segundo Bernardo Gonçalves. ela pode. pois legitima (naturaliza) práticas autoritárias de poder. Não há simbiose do texto constitucional com a realidade social. Direito Constitucional. em sua essência. VARGAS. pedagógico. Esse é o seu caráter educacional. o que ocorre é um descompasso do texto com a realidade social (econômica. Rio de Janeiro: Forense. ao invés de limitar o poder. 196769 (governo militar)”. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. Direito Constitucional esquematizado.]”. b)Constituições nominais..LENZA.. educacional. Constituição. ALEXANDRINO. 2011. 3. SILVA. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Direito Constitucional. Marcelo. Bernardo Gonçalves. 2011. 2. . se o texto existe. Curso de Direito Constitucional. 1946. 2009. Constituição francesa de 1958. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas. mas. de acordo com Bernardo Gonçalves. um dia poderá alcançá-lo. Manual de Direito Constitucional. SILVA E NETO. 3 ed. Porém.. apesar de distante do texto. política. São Paulo: Malheiros. Vicente. c) Constituições semânticas. FERNANDES. José Afonso da.. Manoel Jorge. é e deve ser entendida como limitação de poder. 2011. Constituição Alemã de 1949. Alexandre. PAULO. Exemplos.(respeitam) a constituição. Como exemplos. São Paulo: MÉTODO. Ed. 15. jurisprudencial etc). Paulo. 2010.

inaugural. Exemplos: Constituições de 1824. mediante supressão. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO PODER CONSTITUINTE 1. Logo.De acordo com Pedro Lenza. 3. “Qu’est-ce que le tiers état?. 3. Formas de manifestação do poder constituinte originário Segundo Denise Vargas. rompendo por completo com a ordem jurídica precedente”. Exemplos: a manifestação através de uma assembleia nacional constituinte ou convenção. 3.1. o poder constituinte “[. Exercício do poder constituinte originário a)Democráticos (poder constituinte legítimo). 1937. b)Autocrático (poder constituinte usurpado). na ordem política? – Nada. 3.2..4.] é aquele que instaura uma nova ordem jurídica.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. de primeiro grau) 3.1. 2ª.. não há forma predeterminada que o condicione. 1967.3. modificação ou acréscimo de normas constitucionais (sendo nesta última situação derivado do originário”. 3ª. não obstante possamos encontrar determinados padrões seguidos ao longo do tempo”.PODER CONSTITUINTE 1. “[. PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO ((inicial. O que é que ele pede? – Ser alguma coisa.] pode ser conceituado como o poder de elaborar (e neste caso será obrigatória) ou atualizar uma Constituição. O que é o Terceiro Estado? – Tudo. Conceito Segundo Pedro Lenza. 2. opúsculo publicado pela Abade Joseph Sièyes.. O abade Sieyés começa com o plano de sua obra fazendo três perguntas que são respondidas ao longo da obra: 1ª. O que tem sido ele.. As principais características apresentadas por Pedro Lenza e Marcelo Alexandrino são: . “o poder constituinte não está adstrito a nenhum procedimento específico. TEORIA DO PODER CONSTITUINTE 2. até agora.1.

“a nação existe antes de tudo.] deve obedecer às regras colocadas e impostas pelo originário. a uma forma preestabelecida na Constituição Federal. segundo Denise Vargas. pois dá início a um Estado inaugurando o seu ordenamento jurídico. 4. quanto à forma de se manifestar. constituído. segundo Denise Vargas. ela é a origem de tudo. Assim. DERIVADO LIMITADO CONDICIONADO 4..a)inicial. limitado e condicionado aos parâmetros a ele impostos”. Conceito Nas palavras de Pedro Lenza. Logo. d) incondicionado. municipais e distritais”. e) autônomo. é a própria lei.3.2. Antes dela e acima dela só existe o direito natural”. e. secundário.1. “[. Sua vontade é sempre legal. f) poder de fato e poder político. “Porque encontra limites quanto á matéria jurídica. 4.” “Porque obedece. de segundo grau) 4. sendo. nesse sentido. Assim. segundo Denise Vargas. para emendar a CF. b) ilimitado juridicamente. que é uma norma jurídica. E nas palavras de Carlos Ayres Brito “éle é um poder simultaneamente constituinte e desconstituinte: zera a contabilidade jurídica até então existente e passa a começar tudo de novo”. Tabela explicativa sobre o poder constituinte derivado apresentada por Denise Vargas CARACTERÍSTICAS DO PODER CONSTITUINTE SECUNDÁRIO “Porque ele deriva da Constituição Federal e não nasce da vontade política soberana do povo”. pois deriva ou se origina de uma autorização da Constituição Federal. “o poder constituinte originário é incondicionado. segundo Denise Vargas. ele existe porque a Constituição. “eis que só ao exercício do poder constituinte cabe determinar quais os termos em que a nova Constituição será estruturada”. Limites ao poder reformador . PODER CONSTITUINTE DERIVADO (instituído. o poder constituinte é inicial. NATUREZA JURÍDICA “É UM PODER JURIDICO. necessitando respeitar as normas jurídicas existentes na Constituição Federal. não está jungido a nenhum processo predeterminado para a sua manifestação”. também. o cria para reforma. deve-se obedecer á forma prevista na CF. revisão do texto constitucional ou criação de normas constitucionais pelos entes federados”. na visão do Sieyès. por exemplo. para serem elaboradas normas constitucionais estaduais. eis que não se submete a nenhuma forma de expressão eventualmente pré-existente.

“são limitações consubstanciadas em normas aplicáveis a situações excepcionais. segundo Marcelo Novelino. cuja decisão terminou por ser legada ao povo brasileiro. há as limitações formais subjetivas que “são relacionadas à competência para propositura de emendas à Constituição” e as limitações formais objetivas que “são referentes ao processo de discussão. procedimentais ou processuais. o poder constituinte decorrente.. o processo legislativo das emendas (CF. Na visão de Marcelo Alexandrino. Espécies de poder constituinte derivado a)Poder constituinte derivado por reforma (arts. art.3. A instabilidade institucional provocada por um momento tão delicado poderia ocasionar alterações precipitadas e desnecessárias no texto da LEX MATER”. c) Poder constituinte derivado decorrente (art.. por exemplo. por meio de plebiscito). 11 do ADCT). de extrema gravidade. Por se tratar de uma Constituição rígida. por óbvio. evitando-se alterações precipitadas e desnecessárias”. “[.. relativas ao desenvolvimento dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte de 1988. 59. 4. aprovação e promulgação das propostas de emenda. só existe nos Estados que adotam a forma federativa – para se auto-organizarem mediante a elaboração de suas constituições estaduais. De acordo com Marcelo Alexandrino. com a finalidade de assegurar-lhe maior estabilidade. 7.] é aquele atribuído aos Estados-membros de uma federação – poder constituinte decorrente.. d) Limitações temporais. de acordo com Marcelo Novelino. segundo Marcelo Novelino. do ADCT). 60) é mais dificultoso que o processo legislativo ordinário (CF. 47)”. “podem ser impeditivas de inclusão. votação. alteração ou exclusão de determinados conteúdos no texto constitucional”. c) Limitações circunstanciais. “[. “[. “consiste na proibição de reforma de determinados dispositivos durante certo período de tempo após a promulgação da Constituição.1. . b) Poder constituinte derivado revisor (art. Considerando a existência de relevantes debates a respeito de certos temas constitucionais (acerca da forma e regime de governo.] O estabelecimento desse processo simplificado de reforma teve razões históricas..a)Limites formais.. Conceito Segundo Pedro Lenza.] pode ser caracterizado como um poder de fato e se manifesta por meio das mutações constitucionais [. PODER CONSTITUINTE DIFUSO OU MATERIAL. I e 60 da CRFB/88).. art. 7. desde que respeitadas as regras limitativas impostas pela Constituição Federal”. 3°..]”. de acordo com Marcelo Novelino. nas quais a livre manifestação do poder derivado reformador possa ser ameaçada. b) Limitações materiais (ou substanciais).

Denise. São Paulo: MÉTODO. materialmente perceptíveis. Curso de Direito Constitucional. 2011. São Paulo: Revista dos Tribunais. São Paulo: MÉTODO. Marcelo. SILVA. Direito Constitucional. – Rio de Janeiro: Forense. Ed. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 7. 2010. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. – São Paulo: Saraiva. Direito Constitucional esquematizado. Rio de Janeiro: Lumen Juris.] não seriam alterações “físicas”.BONAVIDES.2. 8. Direito Constitucional. Ed. NOVELINO. 3. VARGAS. Marcelo.7.1.]”. FERNANDES. 2009. Rio de Janeiro: Forense. PAULO. ALEXANDRINO.2.LENZA. 2011. Paulo. Pedro. 2010. São Paulo: Malheiros. SILVA E NETO.. 6ª. 5. “palpáveis”. 2009. Manoel Jorge.MORAES. mas sim alterações no significado e sentido interpretativo de um texto constitucional [. . Curso de Direito Constitucional positivo. 6.. 2011.. 15. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Atlas. Bernardo Gonçalves. 2.. 9. José Afonso da. Mutação constitucional 7. Conceito De acordo com Pedro Lenza “[. São Paulo: Malheiros. Alexandre. Direito Constitucional descomplicado. Manual de Direito Constitucional. 2005. 3 ed. Vicente. 4.

incompatíveis com as novas regras. Segundo Pedro Lenza. um ato normativo que deixe de ter previsão no novo ordenamento poderá ser recebido. quando ao fenômeno da recepção: “a)no fenômeno da recepção. Entendemos. a lei anterior será revogada. d) em complemento. É o caso. a técnica de controle ou é pelo sistema difuso ou pelo concentrado. não se falando em inconstitucionalidade superveniente.REPRISTINAÇÃO . uma lei pode ter sido editada como ordinária e ser recebida como complementar. como vimos. g) é possível. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO NOVA CONSTITUIÇÃO E ORDEM JURÍDICA ANTERIOR 1.) nesse caso. matéria que era de competência da União pode perfeitamente passar a ser de competência legislativa dos Estados-membros.. somente por meio de ADPF. e) se incompatível. como um artigo. 2.848/40) foi recebido como lei ordinária). “[. contudo.] nos casos de normas infraconstitucionais produzidas antes da nova Constituição. de revogação da lei anterior pela nova Constituição. i) a recepção ou a revogação acontecem no momento da promulgação do novo texto. precisa ter compatibilidade formal e material perante a Constituição sob cuja regência foi editada. Isso porque só se fala em ADI de uma lei editada a partir de 1988 e perante a CF/88 (princípio da contemporaneidade). para ser recebida..DIREITO CONSTITUCIONAL INTERTEMPORAL lato sensu 1. por exemplo. uma mudança de competência legislativa. h) é possível. apresentadas por Pedro Lenza. só se analisa a compati bilidade material perante a nova Constituição. mas. neste último caso. não se observará qualquer situação de inconstitucionalidade.1. do decreto-lei. Características. RECEPÇÃO 2. b) a lei.2. apenas. contudo. 3. por falta de recepção”. declarando o momento a partir de quando a sua decisão passa a valer”. ainda.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. conforme visto no item anterior. 2. c) como a análise perante o novo ordenamento é somente do ponto de vista material. a recepção de somente parte de uma lei. que o STF poderá modular os efeitos da decisão. que não mais existe perante o ordenamento de 1988: o Código Penal (DL n. ou seja.1. ainda.. um parágrafo etc. mas.O que acontece com as normas que foram elaboradas na vigência da Constitucional anterior com o advento de uma nova Constituição? Elas são revogadas? Elas são recepcionadas? Perdem a validade????? 2.

5. 4. Rio de Janeiro: Lumen Juris. São Paulo: MÉTODO.FERNANDES. 2010. RECEPÇÃO MATERIAL DE NORMAS CONSTITUCIONAIS De acordo com Pedro Lenza. Manoel Jorge. 6. Rio de Janeiro: Forense. 3 ed.. . art. e seu §1°. Curso de Direito Constitucional.]”. Bernardo Gonçalves. mas com o status de lei infraconstitucional. 3. 5. – Rio de Janeiro: Forense.] fenômeno pelo qual as normas da Constituição anterior.De acordo com o art. Direito Constitucional. 2009. Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros. 2009. DESCONSTITUCIONALIZAÇÃO Segundo Pedro Lenza. Ed. – São Paulo: Saraiva. Marcelo. 2011. Direito Constitucional esquematizado. Ed. 2°. 4. características marcantes no fenômeno da recepção material de normas constitucionais”. Curso de Direito Constitucional positivo. a legisl ação infraconstitucional anterior já revogada que ele deseja restaurar [. §3° da LICC (Lei de Introdução ao Código Civil).] recebidas por prazo certo. a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência”. a desconstitucionalização é um “[. Alexandre.. são “[.. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.. 15. São Paulo: MÉTODO. 34. as normas da Constituição anterior são recepcionadas com o status de norma infraconstitucional pela nova ordem”. Ou seja. do ADCT.. ALEXANDRINO. SILVA E NETO. permanecem em vigor. NOVELINO. desde que compatíveis com a nova ordem. em razão de seu caráter precário.LENZA. Direito Constitucional. SILVA. Segundo Denise Vargas. PAULO. José Afonso da. Rio de Janeiro: Lumen Juris. “salvo disposição em contrário. 2.. Por exemplo. caput. Vicente. “o poder constituinte poderá determinar expressamente. 2010.MORAES. São Paulo: Atlas. Pedro. Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 7. 6ª. 2011.

difícil de ser enquadrado dentro de parâmetros jurídicos”. Algumas normas constitucionais apresentam sérios problemas relativamente a sua efetividade. exceto nas hipóteses em que é diferida. imunidades (CF. Em regra. §5°).EFICÁCIA JURÍDICA Segundo Marcelo Novelino. “[. as que confiram isenções (CF. além daquelas que não indiquem processos especiais para a sua execução ou que já se encontrem suficientemente explicitadas na definição dos interesses nelas resguardados”. I.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. vem colada à vigência..2. adiada para o futuro.CLASSIFICAÇÃO QUANTO À EFICÁCIA JURÍDICA 2.] está relacionada à produção concreta de efeitos. b) Normas constitucionais de eficácia contida (eficácia redutível ou restringível.1. . 53 e 150. as normas que contenham proibições (CF. 1..Classificação proposta de JOSÉ AFONSO DA SILVA a)Normas constitucionais de eficácia plena (aplicação direta. EFICÁCIA SOCIAL De acordo com Marcelo Novelino. “Pertencem “a esta categoria. art. b).. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS 1..] é a aptidão da norma para produzir os efeitos que lhe são próprios. Uma norma é eficaz quando capaz de produzir efeitos ou de ser aplicada. I a VI) ou prerrogativas (CF. a função social para a qual foi criada. art. “[. 128. como no caso das leis que criam ou majoram tributos (CF. imediata. art. mas “possívelmente não integral”). 150. imediata e integral) Segundo Pedro Lenza. Aproximam-se do a que a doutrina clássica norte-americana chamou de normas autoaplicáveis (self-executing. independentemente de norma integrativa infraconstitucional [. art. NOÇÕES GERAIS 1.. ou vedações (CF. com aplicabilidade direta.. §5°. self-enforcing ou self-acting) Para Marcelo Novelino. 2. §2°). Uma norma é efetiva quando cumpre sua finalidade. ou seja. 145.1. art. no momento em que entra em vigor. “são aquelas normas da Constituição que. art. 19). de modo geral. estão aptas a produzir os seus efeitos. III. Uma das causas é o fato de a Constituição regular o fenômeno político. 184.].

poderá a norma infraconstitucional reduzir a sua abrangência”. já efetivaram seus comandos”. mais do que comandos-regras. sem. “[.] normas de eficácia limitada que dependem de lei para organizar ou dar estrutura a entidades. PREÂMBULO CONSTITUCIONAL Nas palavras de Alexandre de Moraes.Segundo Pedro Lenza..] são de aplicação diferida. 3. 3° do ADCT. ou na hipótese do art. Por exemplo. não consentem que os cidadãos ou quaisquer cidadãos as invoquem já (ou imediatamente após a entrada em vigor da Constituição). que subdividem em: c. §3°).. “O preâmbulo de uma Constituição pode ser definido como documento de intenções do diploma.. 4. demonstrando a ruptura com o ordenamento jurídico constitucional anterior e o surgimento de um novo Estado. acompanhadas de conceitos indeterminados ou parcialmente indeterminados”. c. embora “tenham condições de.. explicitam comandos-valores.. no entanto. pedindo aos tribunais o seu cumprimento só por si.” Segundo Jorge de Miranda. impondo aos órgãos do Estado uma finalidade a ser cumprida (obrigação de resultado). 2°. têm como destinatários primacial – embora não único – o legislador. e consiste em uma certidão de origem e legitimidade do novo texto e uma proclamação de princípios.1.. órgãos ou instituições previstos na Constituição [. c) Normas constitucionais de eficácia limitada. segundo Marcelo Novelino. têm mais natureza de expectativas que de verdadeiros direitos subjetivos. aparecem..] em vez de regular direta e imediatamente um interesse. produzir todos os seus efeitos. É de tradição em nosso Direito Constitucional e nele devem constar os antecedentes e enquadramento histórico da Constituição. apontar os meios a serem adotados. pelo que pode haver quem afirme que os direitos que deles constam. máxime os direitos sociais.]’. Normas de princípio programático Para Marcelo Novelino. arts. e não de aplicação ou execução imediata. o legislador constituinte opta por traçar apenas princípios indicativos dos fins e objetivos do Estado.NORMAS CONSTITUCIONAIS ESGOTADA DE EFICÁCIA EXAURIDA E APLICABILIDADE De acordo com Marcelo Novelino. conferem elasticidade ao ordenamento constitucional.. 5°. Normas de princípio institutivo (ou organizatório). .] são os dispositivos da Constituição que. “[.. muitas vezes. a cuja opção fica a ponderação do tempo e dos meios em que vêm a ser revestidas de plena eficácia (e nisso consiste a discricionariedade). apesar de não terem sido revogados. são “[. bem como suas justificativas e seus grandes objetivos e finalidades”.. “[.2. Tais princípios se distinguem dos anteriores por seus fins e conteúdos. quando da promulgação da nova Constituição (ou diante da introdução de novos preceitos por emendas à Constituição.

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 2. FERNANDES, Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 3 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011. 3.MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 4. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 5. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 6. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 7. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO PRINCÍPIOS DE HERMENÊUTICA CONSTITUCIONAL 1. PRINCÍPIOS DA INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL a)Princípio da unidade da Constituição, segundo Pedro Lenza, “Constituição deve sempre interpretada em sua globalidade com um todo [...]”. Somando-se a isto, Marcelo Alexandrino expõe as conseqüências práticas do princípio da unidade, quais sejam:
“a) todas as normas contidas na Constituição formal têm igual dignidade – não há hierarquia, relação de subordinação entre os dispositivos da Lei Maior; b) não existem normas constitucionais originárias inconstitucionais – devido à ausência de hierarquia entre os diferentes dispositivos constitucionais, não se pode reconhecer a inconstitucionalidade de uma norma constitucional em face de outra, ainda que delas constitua cláusula pétrea”. c) não existem antinomias normativas verdadeiras entre os dispositivos constitucionais – o texto constitucional deverá ser lido e interpretado de modo harmônico e com participação de seus princípios, eliminando-se com isso eventuais antinomias aparentes”.

b)Princípio do efeito integrador, segundo Marcelo Alexandrino, “[...] o princípio integrador significa que, na resolução dos problemas jurídico-constitucionais, deve-se dar primazia aos critérios ou pontos de vista que favoreçam a integração política e social e reforço da unidade política”. c) Princípio da máxima efetividade, eficiência ou interpretação efetiva, de acordo com Marcelo Alexandrino, “[...] reza que o intérprete deve atribuir à norma constitucional o sentido que lhe dê maior eficácia, mais ampla efetividade social”. d) Princípio da concordância prática ou harmonização, de acordo com Marcelo Alexandrino, tem como fundamento “[...] a ideia de igualdade de valor dos bens constitucionais (ausência de hierarquia entre dispositivos constitucionais) que, no caso de conflito ou concorrência, impede, como solução, a aniquilação de uns pela aplicação dos outros [...]”. e) Princípio da força normativa, de acordo com Marcelo Alexandrino, é elaborado por Konrad Hesse, “[...] o intérprete deve valorizar as soluções que possibilitem a atualização normativa, a eficácia e a permanência da Constituição”. f) Princípio da interpretação conforme a Constituição. Segundo Marcelo Alexandrino,
“[...] impõe que, no caso de normas polissêmicas ou plurissignificativas (que admitem mais de uma interpretação), dê-se preferência à interpretação que lhes compatibilize o sentido com o conteúdo da Constituição”.

Como decorrência desse princípio, temos que: a)dentre as várias possibilidades de interpretação, deve-se escolher a que não seja contrária ao texto da Constituição; b) a regra é a conservação da validade da lei, e não a declaração de sua inconstitucionalidade; uma lei não deve ser declarada inconstitucional quando for possível conferir a ela uma interpretação em conformidade com a Constituição”.

g) Princípio da proporcionalidade ou razoabilidade Princípio da razoabilidade ou proporcionalidade (da proibição de excesso ou devido processo legal em sentido substantivo). a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino, o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha b) Subprincípios ou elementos vinculados ao princípio da razoabilidade: b.1. Adequação (idoneidade ou pertinência), “[...] significa que qualquer medida que o Poder Público adote deve ser adequada à consecução da finalidade objetivada, ou seja, a adoção de um meio deve ter possibilidade de resultar no fim que se pretende obter [..]”. b.2. Necessidade ou exigibilidade “[...]significa que a adoção de uma medida restritiva de direito só é validade se ela for indispensável para a manutenção do próprio ou de outro direito, e somente se não puder ser substituída por outra providência também eficaz, porém menos gravosa[...]”. b.3. Proporcionalidade em sentido estrito”[...] é exercido depois de verificada a adequação e necessidade da medida restritiva de direito. Confirmada a configuração dos dois primeiros elementos, cabe averiguar se os resultados positivos obtidos superam as desvantagens decorrentes da restrição a um ou outro direito[...]”. h) Princípio da justeza ou da conformidade funcional, segundo Marcelo Alexandrino, “estabelece que o órgão encarregado de interpretar a Constituição não pode chegar a um resultado que subverta ou perturbe o esquema organizatóriofuncional estabelecido pelo legislador constituinte”. i)Princípio da supremacia constitucional, de acordo com o STF, ADin, 2.215 – MC/PE, Rel. Min. Celso de Mello, j. em 17.04.2001:
“Sabemos que a supremacia da ordem constitucional traduz princípio essencial que deriva, em nosso sistema de direito positivo, do caráter eminentemente rígido de que se revestem as normas inscritas no estatuto fundamental. Nesse contexto, em que a autoridade normativa da Constituição assume decisivo poder de ordenação e de conformação da atividade estatal – que nela passa a ter o fundamento de sua própria existência, validade e eficácia -, nenhum ato de Governo (Legislativo, Executivo e Judiciário) poderá contrariar-lhe os princípios ou transgredirlhes os preceitos, sob pena de o comportamento dos órgãos do Estado incidir em absoluta desvalia jurídica”.

j) Princípio do conteúdo implícito (Fonte: webaula – Estácio) – “o intérprete deve atentar que a Constituição estabelece comandos que não estão expressos

Bernardo Gonçalves. PAULO. l)Princípio da imperatividade das normas constitucionais(Fonte: webaula – Estácio) . Por exemplo. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. Direito Constitucional descomplicado.“uma vez que todas as normas constitucionais emanam da vontade popular e são normas cogentes ou imperativas. . visto que foram fruto de um processo legislativo que. 2009. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense. 5. 2010. Curso de Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris. ALEXANDRINO. SILVA E NETO. Alexandre. Marcelo. 7. Ed. Marcelo. cabe ao Presidente da República à iniciativa de leis para o aumento do efetivo das forças armadas.MORAES. 6ª. Ed. Pedro. FERNANDES. – Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: MÉTODO. m)Princípio da simetria (Fonte: webaula – Estácio) . 2010. Direito Constitucional esquematizado. NOVELINO. mas sim na coerência interna de seus objetivos e fundamentos”. n)Princípio da presunção de constitucionalidade das normas constitucionais (Fonte: webaula – Estácio) – “o intérprete deve dar às normas hierarquicamente inferiores à Constituição uma interpretação que as coadune com a Lei Maior.“princípio de interpretação federativo que busca adequar entre os entes os institutos da Constituição Federal às Constituições e institutos dos Estados-Membros. caberá por simetria ao Governador os projetos de lei para o aumento do efetivo da Polícia Militar. 2011. José Afonso da. Vicente. 15. SILVA. o intérprete deve sempre lhes dar a maior extensão possível”. – São Paulo: Saraiva. 6. 3. Manoel Jorge. Direito Constitucional. Direito Constitucional. procurou adequá-las aos ‘comandos constitucionais”. por exemplo: art. 4.LENZA. 2009. 61 da CRFB/88. São Paulo: Atlas. 2011. 3 ed.explicitamente em seu texto. São Paulo: MÉTODO. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros. em tese. 2.

já que não havia qualquer base legal prévia capaz de justificar a sua instalação. significa isso que ela pesou muito pouco na balança do destino para ter a felicidade de continuar a existir neste mundo terrestre. o surgimento de uma nova ordem mundial. 1. Ele faz cumprir as leis de seu país [. portanto.1.4.. O Tribunal de Nuremberg: tribunal de exceção!? “Já pensou quão impossível seria processar por meios legais os atos do hitlerismo”. simbolizou.. Defesa dos nazistas Nas palavras de George Marmelstein. acima da própria lei e do próprio Estado”. a respeito do Tribunal de Nuremberg. Era na verdade. Porém.2. que está. O mundo não foi feito para os povos covardes”.] Deveria Ernest Janning fazer cumprir as leis de seu país ou deveria ter se negado a fazê-las cumprir e se tornado um traidor? Este é o ponto crucial deste julgamento”. Se. conseguiu com perfeição sintetizar o paradoxo daquele julgamento. “O advogado de defesa. uma raça é subjugada. apesar de todas as críticas que lhe podem ser imputadas por ter violado princípios básicos do direito penal.1.O NAZISMO 1. no âmbito jurídico. por sua vez.4. onde a dignidade da pessoa humana foi reconhecida como um valor suprapositivo.A banalidade do mal.nazismo – que praticou diversos crimes contra a humanidade. Alega-se que o referido seria um tribunal de exceção. Segundo George Marmelstein. Realmente. segundo a filósofa Hannah Arendt. no qual juízes estavam sendo acusados precisamente por cumprirem a lei: “Um juiz não lei. A sentença condenatória. criado ex post facto. Não se tratava de um julgamento puramente jurídico. “Os direitos do homem estão acima dos direitos do Estado. Hans Frank. “Há várias críticas. pois quem não é capaz de lutar pela vida tem o seu fim decretado pela providência. formuladas por juristas do mundo todo. no livro Entrevistas de Nuremberg 1. porém. advogado pessoal de Hitler.].. O “Ato de Habilitação” (Ermächtigungsgesetz) e as Leis de Nuremberg.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. um Tribunal de Guerra [. . aprovadas em 1935. é questionável a legalidade daquela Corte. 1.. o que estava em jogo era a condenação de um regime .3. 1. na luta pelos direitos do homem. proferida pelo Tribunal de Nuremberg. Adolf Hitler e sua autobiografia Mein Kampf (“Minha luta”). ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB A TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMETAIS 1.

que tiveram origem com as revoluções burguesas. Rio de Janeiro: Lumen Juris. ed. 2009. 2011. baseados na igualdade (igualité). EVOLUÇÃO DOS DIREITOS “DIMENSÕES” DE DIREITOS) FUNDAMENTAIS (“GERAÇÕES” OU 1. – São Paulo: Saraiva. na Alemanha.No Brasil. 6. São Paulo: MÉTODO. Ed. impulsionados pela Revolução Industrial epelos problemas sociais por ela causados.LENZA. 4. 2. Jorge.MIRANDA. Curso de Direito Constitucional. que ganhou a força após a Segunda Guerra Mundial. de 1948. 3. Bernardo Gonçalves. Ed. Karel Vasak elaborou a “teoria das gerações dos direitos”. Manual de Direito Constitucional. NOVELINO. 2ª. Para o doutrinador. b) direito à paz. fundamentados na liberdade (liberte). 15. .MARMELSTEIN.. 5. Alexandre. e) direito de comunicação. A teoria de Vasak traz o rol dos seguintes direitos de 3ª dimensão: a)direito ao desenvolvimento. de acordo com Pedro Lenza. d) direito de propriedade sobre o patrimônio comum da humanidade. – São Paulo: Atlas. 3 ed. Direito Constitucional. sociais e culturais. d) Direitos fundamentais de QUARTA dimensão ou geração. a Constituição de 1934. Direito Constitucional esquematizado. em especial o direito ao desenvolvimento. c) Direitos fundamentais de TERCEIRA dimensão ou geração por fim. c) direito ao meio ambiente. por meio da manipulação do patrimônio genético”.3. inspirado nas cores da bandeira francesa. BIBLIOGRAFIA: 1. . entendida como viés da democracia participativa ou supremo direito da humanidade. a) Direitos fundamentais de PRIMEIRA dimensão ou geração seriam os direitos civis e políticos. FERNANDES. .Tratado de Versailles (1919).MORAES. coroando a tríade com a fraternidade (fraternité). por sua vez. George. e) Direitos fundamentais da QUINTA dimensão ou geração O doutrinador Paulo Bonavides assevera que o direito de 5ª dimensão relaciona-se com o direito à paz. . Direito Constitucional. Pedro. seria a dos direitos econômicos. Curso de direitos fundamentais. de 1919. 2010. Rio de Janeiro: Forense. Marcelo.Constituição de Weimar (Constituição da primeira república alemã). à paz e ao meio ambiente. 2010. Coimbra: Coimbra. a última geração seria a dos direitos de solidariedade. São Paulo: Atlas. é possível destacar os seguintes documentos históricos: Constituição do México (1917). b) Direitos fundamentais de SEGUNDA dimensão ou geração. ao colocarem em risco a própria existência humana. 1997. 2011. especialmente após a Declaração Universal dos Direitos Humanos.6. “ referida geração de direitos decorreria dos avanços no campo de engenharia genética.

9. Direito Constitucional. PAULO. Marcelo. SILVA E NETO. Direito Constitucional descomplicado. São Paulo: MÉTODO. Ed. Vicente. 7. José Afonso da. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Curso de Direito Constitucional positivo. v. 2009. Direitos Humanos. ALEXANDRINO. George. 2011. Manoel Jorge. – Rio de Janeiro: Forense. SILVA. 8. 6ª.SARMENTO. São Paulo: Saraiva.76. . 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). – (Coleção curso & concurso. São Paulo: Malheiros. 2009.

2.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc. De acordo com Bernardo Gonçalves.2.] para designar pretensões de respeito à pessoa humana. em regra. as duas estão entrelaçadas. a vida privada. Aqui a tutela jus fundamental se volta para proteção das instituições...]”. a expressão direito humano é empregada.1. enunciados em que ambos estão no mesmo texto.2.3. São direitos que vigoram numa determinada ordem jurídica. como acontece com as garantias fundamentais [.]” 2. Segundo Alexandre de Moraes e Bernardo Gonçalves são principais características dos direitos fundamentais são as seguintes: . Exemplos de instituições é a família (art. 1.. sendo. inseridas em documentos de direito internacional”. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 2.. Conforme Marcelo Alexandrino. a honra e a imagem das pessoas. a fim de que sejam preservadas as suas características substantivas básicas. 1. garantidos e limitados no espaço e no tempo. 5º. as garantias institucionais “são aquelas que desempenham uma função de proteção de “bens jurídicos” indispensáveis à preservação de certos valores reputados essenciais por uma sociedade. assegurado o direito à indenização por dano material ou moral decorrente de sua violação”. mesmo tais tipos de garantias não outorgam direitos subjetivos aos indivíduos. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS 1. pois são assegurados na medida em que o Estado os estabelece”.. 1. Conforme Marcelo Alexandrino.. Podemos mencionar como exemplo desse fenômeno o inciso X: “são invioláveis a intimidade. As garantias possibilitam que os indivíduos façam valer. frente ao Estado.4. as garantias fundamentais “são estabelecidas pelo texto constitucional como instrumentos de proteção dos direitos fundamentais.. por isso. Por isso..1. garantias fundamentais e garantias fundamentais 1. “ [. USO BANALIZADO DA EXPRESSÃO “direitos fundamentais” 1. Distinção entre direitos humanos. até mesmo. inscritos em textos normativos de cada Estado. No art.1. Segundo Marcelo Alexandrino. reportando-se a Carl Schmitt.1.] designar os direitos relacionados às pessoas. a expressão direito fundamental é utilizada para “[. direitos fundamentais.1. A classificação ganhou disseminação na doutrina de Paulo Bonavides. 207 CR/1988). Há. Na visão de Gonçalves. os seus direitos fundamentais [. ”A Constituição de 1988 não estabelece a separação metodológica entre direitos e garantias.

g) interdependência (“as várias previsões constitucionais.“a) imprescritibilidade (“os direitos fundamentais não desaparecem pelo decurso do tempo”). Afinal.1. a liberdade de locomoção está intimamente ligada à garantia do habeas corpus.. b) inalienabilidade (“não há possibilidade de transferência dos direitos fundamentais a outrem”).2. permitindo a introdução de novos “remédios” de acordo com o próprio surgimento de novas ameaças. apesar de autônomas. afirma que os direitos fundamentais passam. b) relatividade significa que ”[.. . 3. h) historicidade. CONTEÚDO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 3. Nesse contexto. CONTEÚDO ÉTICO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) Nas palavras de George Marmelstein. possuem diversas interseções para atingirem suas finalidades. segundo “Gilmar Mendes. e) universalidade (“devem abranger todos os indivíduos. entretanto. f) efetividade (“a atuação do Poder Público deve ter por escopo garantir a efetivação dos direitos fundamentais”). eles estão intimamente ligados à idéia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder. c) irrenunciabilidade (“em regra. sexo. os direitos fundamentais “possuem um inegável conteúdo ético (aspecto material). independentemente de sua nacionalidade. b) respeito à integridade física e moral. 3. d) garantia do mínimo existencial”. Portanto eles vão se ‘adequado’ a novos contextos”. os direitos fundamentais não podem ser objeto de renúncia”). CONTEÚDO NORMATIVO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) De acordo com George Marmelstein. b) Para George Marmestein. a ideia de dignidade humana está relacionada aos seguintes atributos: “a) respeito à autonomia da vontade. c) não coisificação do ser humano. raça. compartilhando da tese de Bobbio. bem como à previsão de prisão somente por flagrante delito ou por ordem da autoridade judicial”). d) inviolabilidade (“impossibilidade de sua não observância por disposições infraconstitucionais ou por atos das autoridades públicas”). credo ou convicção político-filosófica”). em um ambiente de opressão não há espaço para vida digna”. por profundo processo de evolução ao longo da história da humanidade.] não haveria possibilidade de absolutização de um direito fundamental (“ilimitação” de seu manuseio) pois ele encontraria limites em outros direitos tão fundamentais quanto ele”. Eles são os valores básicos para uma vida digna em sociedade. assim.

.1.. Pode ser menor de idade. Nesse sentido.. intimamente ligadas à ideia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder. DIREITOS FUNDAMENTAIS IMPLÍCITOS Nas palavras de George Marmelstein. que foi conhecido e deferido pelo Superior Tribunal de Justiça para proteger o seu direito de nascer”. . a título de curiosidade. por sua importância axiológica..] são normas jurídicas. disciplinar o exercício do direito fundamental. por força do já citado art. §2°. “Qualquer pessoa.]”. Dentro dessa concepção. merece ser citado um curioso caso no qual a Comissão de Ex-Presos Políticos de São Paulo reconheceu o direito à indenização a uma pessoa que havia sofrido torturas quando ainda estava na barriga da mãe durante o regime militar. já que eles são seres humanos em potencial. a condição financeira. quando muito irá densificar. a idade. 7. A lei. não importando a cor da pele. A fonte primária dos direitos fundamentais é a Constituição. portador de deficiência mental etc”. 4.. Os nascituros Nas palavras de George Marmelstein. os direitos fundamentais “[.. que. Do mesmo modo. que decorrem do sistema constitucional como um todo. 7. a opção sexual. sob o aspecto jurídico-normativo..] Não se deve confundir norma positivada com norma escrita. o Habeas Corpus 32.] mesmo os nascituros (fetos e embriões) são protegidos pelo ordenamento jurídico-constitucional. CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS Na visão de George Marmelstein. DESTINATÁRIOS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS De acordo com George Marmelstein. 5. merece menção. nunca criá-lo diretamente”. somente podem ser considerados como direitos fundamentais aqueles valores que forem incorporados ao ordenamento constitucional de determinado país. DIREITOS FUNDAMENTAIS COMO DIREITOS POSITIVADOS 6. Não é necessário sequer que a pessoa seja plenamente capaz.. ou seja.. por exemplo. positivadas no plano constitucional de determinado Estado Democrático de Direito. pode-se dizer que não há direitos fundamentais decorrentes da lei. “[. impetrado em favor de um nascituro. pode ser titular de direitos fundamentais..159/RJ. já que existem diversos direitos fundamentais positivados de forma implícita (não escrita). 5°. da Constituição de 1988 [.]. idoso. a nacionalidade ou qualquer outro atributo. fundamentam e legitimam todo o ordenamento jurídico”. “[. em regra.“[.

] entendeu-se. 7. por exemplo [. . ART. Os direitos que se projetam mesmo após a morte. que os filhos do famoso jogador seriam parte legítima para defender o direito à honra e à imagem do pai falecido. AG 2005040132106)/PR. naquilo em que for compatível com a sua natureza [. o direito à livre iniciativa e os direitos de caráter fiscal (garantias constitucionais do contribuinte)”. contudo. Por exemplo. Por outro lado.. alguns direitos restritos aos portadores de deficiência. entre outros.2. Nas palavras de George Marmelstein.]. Direitos fundamentais com titularidade restrita Segundo George Marmelstein. 7. Região. escrito por Ruy Castro. Os estrangeiros não residentes e o princípio da dignidade humana “SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE. “Já que as pessoas jurídicas foram mencionadas. existem alguns direitos fundamentais que são restritos às presidiárias.. é possível reconhecer que as empresas são capazes de ser titulares de direitos ligados a sua atividade econômica. TRATAMENTO GRATUITO PARA ESTRANGEIROS.. No acórdão. Isso não significa dizer. que não possam exigir direitos fundamentais cuja titularidade é restrita a determinada categoria de pessoas.]”. ficou ementado que a honra e a imagem “permanecem perenemente lembradas nas memórias. 29/8/2006). aos idosos e às mulheres.5.7.3. Há. no Caso Garrincha. 5° DA CF. à honra. “[. como o direito à imagem. como o direito de propriedade. deve -se reconhecer que elas também podem ser titulares de direitos fundamentais. Titularidade dos direitos sociais Segundo George Marmelstein. 7.2. j. que havia sido retratado de forma supostamente decadente na biografia Estrela solitária um brasileiro chamado Garrincha. como bens imortais que se prolongam para além da vida”. TRANSPLANTE DE MEDULA. ainda. “Até mesmo o estrangeiro em situação irregular no País encontra -se protegido e a ele são assegurados os direitos e garantias fundamentais (TRF 4ª.... 7. “o exercício do direito fundamental independe de qualquer requisito.4. As pessoas jurídicas como titulares de direitos fundamentais Segundo George Marmelstein. ao nome.

Essa seria.1.“Na verdade. o Estado somente é obrigado a disponibilizar os serviços de saúde. a partir da década de 50 passam a reconhecer a aplicação dos direitos fundamentais nas relações privadas. teríamos a eficácia diagonal dos direitos fundamentais (e não horizontal) apesar da relação ser entre particulares”. e particular. Um resumo do caso pode ser assim descrito: em 1950 Erich Lüth. Marco histórico do nascimento da teoria da eficácia horizontal dos direitos fundamentais De acordo com Bernardo Gonçalves. visto que em determinadas hipóteses (casos concretos) os particulares não estão em relação horizontabilidade devido à discrepância de uns em relação os outros. apenas as pessoas que não podem pagar pelos serviços de saúde. 8. “O Tribunal Constitucional Alemão debateu e enfrentou o tema da eficácia dos direitos fundamentais nas relações privadas no famoso caso Lüth (1958).. educação. de educação etc. de modo a barrar ação usurpadora desde nas suas relações com os particulares [.. É interessante registrarmos. justamente. “Na formulação clássica dos direitos fundamentais. 8.2. em dadas circunstâncias. de um lado. de matriz eminentemente liberal. um particular (por exemplo com grande poderio econômico) em relação a outro (por exemplo: hiposuficiente). em . a doutrina e jurisprudência alemã. podem. Nestes termos.. atualmente. a referente aos particulares nas relações com outros particulares não numa relação de horizontabilidade. ou seja.].] o termo direitos fundamentais nas relações privadas é o mais adequado. os direitos fundamentais representavam limites ao exercício do poder do Estado. mas sim. Eficácia vertical dos direitos fundamentais De acordo com Bernardo Gonçalves.]”. de outro [.]”... assistência social etc.. todas as pessoas podem ser titulares dos direitos sociais. que alguns doutrinadores. Desse modo. de verticalidade. exigir juridicamente o cumprimento da norma constitucional [. defendeu que fosse realizado um boicote ao filme Unsterbiliche Gelibte (Amante imortal) dirigido por Veit Harlam.1. No entanto. presidente do clube de imprensa de Hamburgo. Nesse sentido. Este se tornou uma verdadeira referência não só na Alemanha no que diz respeito à aplicação dos direitos fundamentais nas relações privadas. falam em “eficácia desigual dos direitos fundamentais”. EFICÁCIA VERTICAL FUNDAMENTAIS E EFICÁCIA HORIZONTAL DOS DIREITOS 8.. em um discurso feito perante produtores e distribuidores da indústria cinematográfica. Eficácia horizontal dos direitos fundamentais Segundo Daniel Sarmento. “[. a relação que se dá entre Estado.2. 8..

– São Paulo: Atlas. Marcelo. Direito Constitucional esquematizado. 2011. 2009. 6. 2009. de modo contrário aos bons costumes. 2. 15.MORAES. São Paulo: MÉTODO. A demanda foi acolhida pelo Tribunal.MARMELSTEIN. Alexandre. está obrigado a reparar o dano). Rio de Janeiro: Lumen Juris. . 2010. Marcelo. Direito Constitucional. d) Direitos políticos: art. Jorge. 3 ed. Vicente. e e) Direitos de organização em partidos políticos: art. b) Direitos sociais: art. Direitos Humanos. SILVA E NETO. José Afonso da. 9.. cause danos dolosamente a outro. Manual de Direito Constitucional. BIBLIOGRAFIA: 1. Direito Constitucional. Manoel Jorge. São Paulo: Atlas. Direito Constitucional. Ocorreu em virtude de tal decisão recurso por parte de Lüth perante a Corte Constitucional. Ed. PAULO.MIRANDA. A produtora do filme de Harlam recorreu ao Tribunal de Hamburgo com o objetivo de que fosse determinado a Lüth que cessasse a conclamação ao boicote. 12. 2010. São Paulo: Malheiros. – Rio de Janeiro: Forense. com fundamento no art. Pedro. É bom que se diga que nesse caso a Corte adotou a tese da eficácia indireta ou mediata”. c) Direitos de nacionalidade: art. 826 do Código Civil (quem. 17. 5. SILVA. 1997. Bernardo Gonçalves. Coimbra: Coimbra. Ed. São Paulo: MÉTODO. 3. 8. Ed.virtude de o cineasta ter elaborado filmes de conotação antissemita na época nazista de Hitler. 7. George. Curso de direitos fundamentais. ALEXANDRINO. v. Rio de Janeiro: Forense. 4. 9. Curso de Direito Constitucional. que por sua vez reformou a sentença entendendo ter havido violação ao direito fundamental de Lüth à liberdade de expressão. George. 14 a art. 6ª. São Paulo: Saraiva. Direito Constitucional descomplicado.CLASSIFICAÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 a) Direitos individuais e coletivos: art. Curso de Direito Constitucional positivo. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim).LENZA. 5°.SARMENTO. 16. 2009. 2ª. FERNANDES. ed. NOVELINO. – São Paulo: Saraiva. 2011. 5. – (Coleção curso & concurso. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2011. 6° a 11.

b) Código Penal (art. art. art. a partir da Wilipédia. 4. II – se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou. 128. Segundo George Marmelstein. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO À VIDA 1. 2°) foi influenciado pela tradição cristã. “Art. 2. a proibição de insuficiência “ocorre quando as medidas legislativas adotadas não são suficientes para garantir uma proteção constitucionalmente adequada aos direitos fundamentais”.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. a inviolabilidade “consiste na proteção contra violações por parte de terceiros. 2. quando incapaz. Segundo George Marmelstein. b) direito a uma existência digna (CF.1.2. Proibição de insuficiência e a questão da legalização do aborto.2. PENA DE MORTE 4. 3. ABORTO 3. de seu representante legal”. 170). Não se confunde com a irrenunciabilidade.DISTINÇÃO ENTRE INVIOLABILIDADE E IRRENUNCIABILIDADE Nas palavras de Marcelo Novelino. I e II). 5°. O direito à vida é um direito absoluto? 3. De acordo com Marcelo Novelino. afirma que . Não se pude o aborto praticado por médico: I – se não há outro meio de salvar a vida da gestante.A INVIOLABILIDADE DO DIREITO À VIDA (CF. 2.2. a qual atinge a própria pessoa envolvida. impedindo-a de abrir mão deste direito”. Direito à vida: dupla acepção. caput).Posição do Brasil. a) direito a permanecer vivo.1. O Brasil e a aplicação da pena de morte. o Código Civil (art. a) . 128. a) Caso Manuel da Mota Coqueiro: última pena de morte aplicada no Brasil foi em 06 de março de 1885.1.

Após isso. . art. revolta ou conspiração. e estabelece condições para essa utilização” .1) Nos termos da ADI nº 3.105/2005). – São Paulo: Atlas. Após sua execução em 6 de março de 1885 por enforcamento.1. BIBLIOGRAFIA: 1.105/2005 (Lei da Biossegurança). b) Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art. por exemplo: traição. a) Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn 3510/DF). 15. a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não usados no respectivo procedimento. julgou improcedente pedido formulado em ação direta de inconstitucionalidade proposta pelo ProcuradorGeral da República contra o art. PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO 5. 5°. Tipificação da conduta (Lei n° 9. 3. 2009.] o Tribunal. gritou com voz trêmula que era inocente e jogou uma maldição sobre a cidade. Direito Constitucional esquematizado. ou que. 2ª.1.510: “[. 1997. a. para fins de pesquisa e terapia. rendição.. III e XLIII da CRFB/88) 6. na data da publicação desta Lei. 56) prevê a aplicação da pena de morte.2. 2011. como não se ouviu seu pescoço quebrar.MIRANDA. fato que fez com que o então imperador Dom Pedro II convertesse todas as sentenças de morte em prisão perpétua. covardia. Curso de direitos fundamentais. 3 ed. foi descoberto sua inocência. Coimbra: Coimbra. 5°. que ‘teria 100 anos de atraso pela injustiça que estava sendo feito a ele’. já congelados na data da publicação desta Lei.. Informativo 497.“Manuel da Mota Coqueiro entrou para a história como o último indivíduo condenado à pena de morte no Brasil. A tortura se caracteriza na conduta de “constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça. seu corpo foi posto a pender no vazio e. por maioria. 2. o carrasco subiu nele colocando os pés em seus ombros e forçou até que se ouvisse o alto estalar da coluna vertebral se rompendo”. para fins de pesquisa e terapia. Ed. 6. A Lei n° 11. – São Paulo: Saraiva. causando-lhe sofrimento físico ou mental”. Curso de Direito Constitucional. Posição do STF e a constitucionalidade da Lei de Biossegurança (Lei n° 11. Bernardo Gonçalves. motim. atendidas as seguintes condições: I – sejam embriões inviáveis.MARMELSTEIN. 4. Jorge. ao ser indagado por sua última vontade. deserção em presença do inimigo. espionagem. ed. 84) c) Código Penal Militar (art.LENZA.. A sua execução ocorreu às 2 horas da tarde e. fuga em presença do inimigo. 5° da Lei federal 11. 5. George. 2011. contados a partir da data de congelamento”. acusado de mandar matar Francisco Bennedito da Silva e sua família. que permite.105/2005 (Lei da Biossegurança). Pedro. FERNANDES. ou II – sejam embriões congelados há 3 (três) anos ou mais. depois de completarem 3 (três) anos. segundo George Marmelstein. Ed. “permitiu.455/97). a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento. Manual de Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL À TORTURA (art. 5.

5. . José Afonso da. George. São Paulo: Malheiros. Direito Constitucional. Direito Constitucional. Vicente. SILVA E NETO. Ed. 7. SILVA. Manoel Jorge. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. São Paulo: MÉTODO. 2009. 6. Direito Constitucional. 9. PAULO. 2011. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). NOVELINO. Marcelo. Rio de Janeiro: Forense. Curso de Direito Constitucional positivo. 2010. 8. v. Rio de Janeiro: Lumen Juris. – Rio de Janeiro: Forense. – (Coleção curso & concurso. São Paulo: Atlas. São Paulo: MÉTODO. 2009. Alexandre. Marcelo.SARMENTO. 2010. Direitos Humanos.MORAES. São Paulo: Saraiva. 5. ALEXANDRINO.

]”. de acordo com Marmelstein.1. impedindo que. tratando-o desigualmente para dar-lhes iguais oportunidades. ao concretizar um comando jurídico... que desrespeita o outro. a quem é vedado valer-se da lei para estabelecer tratamento discriminatório entre pessoas que mereçam idêntico tratamento [. Igualdade perante a lei “dirige-se principalmente aos intérpretes e aplicadores da lei.1. 5.1. “[. 2.DIREITO À IGUALDADE 4.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. eu desconsidera o próximo pela simples vontade de menosprezar”..] consistem em políticas públicas ou programas privados desenvolvidos. etnia) ou de uma hipossuficiência. O sistema de cotas 6. Conceito De acordo com Marcelo Novelino. “[. Igualdade na lei “tem por destinatário precípuo o legislador. que procura ajudar o semelhante. por meio da concessão de algum tipo de vantagem compensatória de tais condições”.] é a discriminação para o mal. Normas constitucionais . com caráter temporário. 5. eles dispensem tratamento distinto a quem a lei considerou iguais”. pensando em melhorar as condições de vida daquele que precisa de auxílio”.1.Discriminação positiva..O PRINCÍPIO DA ISONOMIA 1.. que retira vantagens sem motivos plausíveis. segundo Marmelstein. 4.2.Interpretação da expressão “sem distinção de qualquer natureza”. visando à redução de desigualdades decorrentes de discriminações (raça.. “[.AÇÕES AFIRMATIVAS 5.2. IGUALDADE NA LEI E IGUALDADE PERANTE A LEI 2.] é a discriminação para o bem.2.. Discriminação negativa. 4. econômica (classe social) ou física (deficiência).O princípio da isonomia: a) elemento discriminador. que prejudica por preconceito. c) fim constitucionalmente consagrado. 2. b) justificativa racional. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO À IGUALDADE 1. 1.2. em regra.

§5°). Curso de Direito Constitucional positivo. 8. art 40). v. Bernardo Gonçalves. São Paulo: Malheiros. art. art.. Rio de Janeiro: Forense.XXX. Súmula 683 do STF . §3°). 2009. Marcelo. 15. 1997. 9. 2011.O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. Direito Constitucional descomplicado. 40. I . – São Paulo: Saraiva. Alexandre. f) Reserva de cargos (CRFB/88. XLII). b) direito à licença-gestação para a mulher em período superior ao do homem (art. Manual de Direito Constitucional.MARMELSTEIN. II. 37. c) direito de aposentadoria por idade e tempo de serviço mais curto que o dos homens (art. 2009. FERNANDES. Coimbra: Coimbra. g) Proibição ao racismo (CRFB/88. PAULO. 3 ed. 7°. Ed. – São Paulo: Atlas. e) Critérios de admissão em concursos públicos (CF. L). art. 2. 5°. . George.MIRANDA. XVIII e XIX). Curso de direitos fundamentais. 7. art. José Afonso da. Direito Constitucional. d) Igualdade entre homens e mulheres (CRFB/88. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). Rio de Janeiro: Lumen Juris. 77. Vicente. Manoel Jorge. Jorge. quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido. ed. 3. 7°.MORAES. art. 2010. da Constituição. São Paulo: MÉTODO. 6. XXX. art. – (Coleção curso & concurso. Ed. 7°. Direito Constitucional. a e b).LENZA. Curso de Direito Constitucional. SILVA E NETO. Direito Constitucional esquematizado.a) direito de as presidiárias permanecerem com seus filhos durante o período de amamentação (art. 12. 2010. 7°. 5°. São Paulo: Saraiva. 5. art. NOVELINO. George.SARMENTO. Direito Constitucional. SILVA. São Paulo: MÉTODO. São Paulo: Atlas. 2009. 2011. Rio de Janeiro: Lumen Juris.. Direitos Humanos. 4. BIBLIOGRAFIA: 1. Pedro. Ed. XXX. Marcelo. 6ª. – Rio de Janeiro: Forense. 2ª. 5°. 10. ALEXANDRINO. 2011.

2010. a partir da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art. ed. José Afonso da. – Rio de Janeiro: Forense. por exemplo. De acordo com Denise Vargas. Direito Constitucional. 2011. “há matérias que estão reservadas a determinadas espécies normativas criadas apenas pelo Legislativo. 4. Vicente. Ed. 173). São Paulo: Saraiva. 8. 2.1.MARMELSTEIN. George. 5°.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. de forma abstrata e geral. SILVA. 1. BIBLIOGRAFIA: 1. 2009. 2.. 7. Curso de Direito Constitucional positivo. Exemplos de reserva legal. George. Direito Constitucional descomplicado. 2ª. São Paulo: Malheiros.2. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 3. Coimbra: Coimbra. O Estado e o governo sub lege e per lege. 2009. 2. Manoel Jorge. NOVELINO. Curso de direitos fundamentais. Direito Constitucional. Alexandre. PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL 2. 5°. – (Coleção curso & concurso. 7°.. Ed. 37. Assim. Direitos Humanos. I) [.SARMENTO. 2010. art.MIRANDA. Manual de Direito Constitucional. XIX e §3. 2011. a fixação de indenização para o trabalhador despedido sem justa causa é matéria reservada tão somente à lei complementar (art. 1997. SILVA E NETO. Rio de Janeiro: Forense. XVIII. 1. 15. 9. Jorge. . PAULO.2. – São Paulo: Saraiva. I. XIII.PRINCÍPIO DA LEGALIDADE (CRFB/88. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). 5. 2009. São Paulo: Atlas.]”. art. A autonomia de vontade. Direito Constitucional esquematizado. §1° do art.. Marcelo.-LENZA. v. Pedro. – São Paulo: Atlas. Direito Constitucional. Ed. 6ª. Marcelo. São Paulo: MÉTODO. ALEXANDRINO.MORAES. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 PRINCÍPIO DA LEGALIDADE 1.1. II). 6. São Paulo: MÉTODO.

] para o STF.1. DJ .957. 5°.2002. LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO DE PENSAMENTO (art.1. LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO (art. 3.DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE De acordo com Marcelo Novelino. Restrições ao direito de locomoção: a) estado de sítio. V). ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE 1. c) regulamentações dos poderes públicos.1. quem se manifesta por meio de imprensa escrita ou falada. XV. b) STF. Posição do Supremo Tribunal Federal a) MS 24.. LXI. 5°.. julgamento em 10. IV) De acordo com Marcelo Novelino. mas sim a ideia de responsabilidade. Celso de Mello. deve começar pela identificação. a noção de liberdade não deve ser associada.. Respeito à autonomia de vontade: proteção implícita ou expressa na Constituição Federal de 1988. 3.1. Inq. Celso de Mello. “[.1. Rel. 5°..1. “o homem não se contenta apenas em ter suas próprias opiniões. b) penas restritivas. Ele quer expressá-las e.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.369. convencer os outros de suas ideias”. não raro. 1.2005. DJ 16.10. Min. que serve como limite ao seu exercício”. voto do Min. Núcleo do valor liberdade: AUTONOMIA DA VONTADE. s de liberdade. na medida em que a proibição do anonimato visa a permitir que o autor de escritos ou publicações se exponha às conseqüências de eventuais excessos. LXVIII) 2. julgamento em 11. De acordo com Otávio Piva. arbitrariedade. 2. a responsabilidade pela manifestação é da direção da empresa que publicou ou transmitiu”.1. Se isso não ocorre. 1. A liberdade de pensamento e a vedação do anonimato (art.05. 1. “. 3.2002.10.

o STF. Os . 5. honra. b) direito à informação.. o corpo de delito (como sucede com bilhetes de resgate no delito de extorsão mediante seqüestro. só por si.DIREITO DE PETIÇÃO NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 5. no ano de 1948 (RT 244/629). ao processo. A Constituição de 1988 apresentou o direito de petição sob dois ângulos: a) direito de certidão (Lei n. cartazes. delação anônima e ou do escrito apócrito). 4. eles próprios. coletivos e individuais homogêneos. no inciso IV do art. pinturas. XIV. de 1916”. a imediata instauração da persecutio criminis. V.2. 3.. 5° da Constituição da República. 9. 3. por exemplo)”.051/95). ou que corporifiquem delito de ameaça ou que materialmente o crimen falsi. posicionou-se pela não indenização do dano moral puro ou autônomo. usando como fundamento o art. X Segundo Otávio Piva. formalmente. LIBERDADE DE EXPRESSÃO (CRFB/88. “.. art. desde que isoladamente considerados. salvo quando tais documentos forem produzidos pelo acusado. precisamente. IV. ou. desenhos.1. sobre a importância da liberdade de expressão. Ficou consignado que a inclusão de escritos anônimos não podem justificar..1.11. de modo que os cidadãos poderão tomar decisões mais acertadas se as diversas opiniões públicas puderem circular sem interferências”. 4.1.1. 5°. 4. De acordo com Otávio Piva. O exercício do direito de petição não exige grandes formalidades. Legitimados De acordo com George Sarmento. art.DANO MORAL E DANO MATERIAL (CRFB/88.] a verdade tem maior probabilidade de vir à tona quando existe um “mercado” de idéias livremente divulgadas e debatidas. sátira. art. o silêncio). V. “[. 5. manifestações artísticas. ainda. “O STF entendeu que um dos fundamentos que afastam a possibilidade de utilização da denúncia anônima como ato formal de instauração do procedimento investigatório reside. É também um instrumento de denúncia de disfunções da Administração Pública ou dos atos de improbidade de seus servidores. IX. “Todos estão legitimados para fazer petições aos poder es públicos – cidadãos e pessoas jurídicas – seja para defender interesses personalíssimos. quando constituírem. escritos.2. apresentado por Marmelstein. Dano moral e as pessoas jurídicas (súmula 227: “A pessoa jurídica pode sofrer dano moral”). 220).11. seja para tutelar direitos difusos. 1537 do Código Civil Brasileiro.3. desenhos. Pensamento de Stuart Mill.2005 ( a questão do disque-denúncia. Formas de manifestação de pensamento (discursos falados. pois peças apócrifas não podem ser incorporadas. 5°.

o direito à liberdade 6.. Liberdade de consciência 6.1. Conceito De acordo com Marcelo Novelino.3.1. DE CRENÇA E DE CULTO (CF. VI. a demonstração do interesse e os pedidos específicos”. Conceito Segundo Marcelo Novelino. 6. Na visão de André Júnior. Conceito Para Pontes de Miranda. Carlos Velloso. a exposição da fato. 6. Segundo André Júnior. Liberdade de culto 6.4. “. Aspectos relevantes do Estado secular a) O Estado não deve se intrometer nas crenças pessoais de cada um.2. procissões. 210 §1º). “o exercício de um poder que não consegue justificar-se de modo imparcial é ilegítimo”. j. o direito de petição “instituto de inspiração democrática que permite aos indivíduos se dirigirem a quaisquer órgãos ou autoridades públicas (federais.1.2. ADI 2076/DFm rel.3. “..1. art. pedido. adorações. 5.requisitos de admissibilidade são mínimos. “b”. a exemplo da identificação do requerente.3. negam ou descrevem determinado fato ou ato jurídico. Consiste em demonstrações exteriores como sacrifícios. consiste na adesão a certos valores morais e espirituais.. independentes de qualquer aspecto religioso”. XXXIV. VIII e art. confirmam. 5º. “são manifestações oficiais do poder público que se exteriorizam por meio de documentos subscritos pela autoridade competente que provam. VII.podendo se determinar no sentido de crer em algo ou não ter crença alguma”.LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA. segundo George Sarmento. Min. XXXIII da CRFB/88). 6. com o fim de levar ao seu conhecimento uma queixa. cantos sagrados. A laicidade (Decreto n. 119-A.1.. 6. b) As decisões tomadas na esfera pública devem ser pautadas na razão. Direito de certidão e informação a)Direito de certidão e informação (art. 5°. . súplicas. estaduais ou municipais). oferendas e donativos”. informação ou reivindicação desvinculada de qualquer formalismo. “é o conjunto de atos e cerimônias com que o homem tributa a Deus sua homenagem reverente. 15/8/2002). de 17 de janeiro de 1890) do Estado brasileiro e preâmbulo da Constituição Federal de 1988 (STF. 6.Possuem a presunção de veracidade e refletem a posição do Estado sobre a matéria”. Liberdade de crença 6.2.4. E para Habermas.

Constituição Federal de 1988 (art.1.. IV) 7. 8. “[.] o Serviço Alternativo ( Lei n° 8.1. em substituição às atividades de caráter essencialmente militar”. sinagogas judaicas e mesquitas muçulmanas. 7. 15. I. Colocação de símbolos religiosos em locais públicos 7. “[. “por imposição laica e isonômica.2. Período imperial (Constituição Imperial de 1824). é preciso realçar que tais efeitos irradiam-se não apenas das cerimônias tradicionais em igrejas cristãs. poderão se eximir de atividades de caráter essencialmente militar (art. 15. Segundo André Júnior. 7. art. 7.4. plaquetas e plasma -.). em tempo de paz.2099”.2.4. Exemplos: TJRS e TJBA..Na visão de Marcelo Novelino. após alistados.. mas advêm igualmente das celebrações ocorridas em centros espíritas e templos menos ortodoxos”. as Testemunhas de Jeová consideram o sangue com “algo especial.2. o qual permite que. Escusa de consciência e a prestação do serviço militar De acordo com a Lei n° 8. . mesmo de componentes primários-glóbulos brancos e vermelhos.4. Feriados religiosos (Seção II. art. 19. (Ranier Forst)”. aqueles que alegarem imperativo de consciência decorrente de crença religiosa ou convicção filosófica ou política. cuja aceitação. A recusa de transfusão de sangue pelas Testemunhas de Jeová Segundo Marcelo Novelino.. VIII. O casamento religioso produz efeitos civis na forma da lei (CF/88.239/1991).4. “Caso o indivíduo se recuse a adimplir tanto a obrigação legal quanto a prestação alternativa.. art. da Lei Maior). violaria as leis de Deus”. 226. O Serviço Alternativo se dará com o exercício de atividades de caráter administrativo. nas palavras de Otávio Piva. Título VIII. 7. ESCUSA OU OBJEÇÃO DE CONSCIẼNCIA (art. 7.239/91) e tendo seus direitos políticos ameaçados (CF/88. Questionamento da presença de crucifixos religiosos nas dependências do Poder Judiciário perante o Conselho Nacional de Justiça (Pedido de providência n° 1344).3. §2°. “a Presidência do TJRJ determinou a retirada de crucifixos e a desativação de sua capela em 3. 7. o que impõe a necessidade de se traduzir os “argumentos em razões aceitáveis na base de valores e princípios de razão pública”..4. IV)”. 5°. 6.239/91. §2º). Nas palavras de André Júnior.4. do Capítulo III.5. 6. art.] A manifestação numa linguagem religiosa só deve ser admitida com o reconhecimento da “ressalva de uma tradução institucional” (reserva de tradução institucional). aí sim poderá ser apenado com a privação de direitos. Segundo André Júnior.2. deixando de receber o certificado de quitação militar (Lei Federal n. 3°. §1°)”. “.3. assistencial. 218. filantrópico ou mesmo produtivo.

8. XVII a XXI). Vicente. 3. art. 2009. assegura aos indivíduos a prerrogativa de criar e de integrar as associações. Possibilidade de limitação ao acesso e ao exercício de profissões (art. v.8. NOVELINO. XV.. 9. de outro. c) admissão à profissão.2. O direito de reunião. Muitas vezes o caráter violento pode ser caracterizar não pelo uso de armas. Ed. que fica impedido de interferir no funcionamento das associações e cooperativas”.LENZA. a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego”. a XXI). XV. Manoel Jorge.]”.3. ALEXANDRINO. 6ª. “quando uma profissão é contemplada com um novo estatuto normativo e um conselho profissional específico. 5°. BIBLIOGRAFIA: 1. 5°. Manual de Direito Constitucional. LIBERDADE DE ASSOCIAÇÃO (CRFB/88. XIII). Rio de Janeiro: Forense. segundo George Sarmento. após a qual o grupo de participantes se dispersará. SILVA E NETO. ninguém é obrigado a associar-se ou permanecer associado. . 17: “Todo homem tem direito ao trabalho. x e XI) 8. Direito Constitucional esquematizado. b) Duração limitada – a reunião não pode ter duração permanente.1. Coimbra: Coimbra. 9. IV.3. Alexandre. Segundo André Júnior. São Paulo: MÉTODO. ed. 2011. Direito Constitucional. Direito Constitucional descomplicado. Direito Constitucional. d) Local da reunião – as reuniões podem acontecer em lugares abertos ou fechados. 9.2. f) Natureza pacífica – a reunião deve transcorrer sem violência. 2011. 2009..1.MARMELSTEIN. Marcelo. O direito de liberdade de reunião apresenta os seguintes requisitos: a) material. b) exercício da profissão. 1°. Jorge. 8. PAULO. – Rio de Janeiro: Forense. à livre escolha do emprego. LIBERDADE DE PROFISSÃO (CF. Limitações impostas à liberdade de reunião (CRBF/88. 2010. O encontro deve ter uma finalidade específica que seja do interesse coletivo. – São Paulo: Atlas.. De acordo com George Sarmento. públicos ou privados. sem uso de armas ou instrumentos que possam afetar a integridade física dos participantes ou de terceiros. Marcelo. – (Coleção curso & concurso. 9. Declaração Universal dos Direitos do Homem. George. São Paulo: MÉTODO. X. Por fim a dimensão inibitória em relação ao Estado. Direitos Humanos. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). 8. Curso de direitos fundamentais. XI. 2ª. 5. XIII).MORAES.MIRANDA. 2. art. LIBERDADE DE REUNIÃO (art. Será sempre um encontro episódico. George. c) Horário de funcionamento – pode ser exercido durante o dia ou à noite. 7. art. b) formal. de 1948. São Paulo: Atlas. 4. 6. Direito Constitucional. 1997. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2010. e) Objetivos específicos – em geral as reuniões possuem uma pauta de assuntos que devem ser debatidos. Ed. A natureza pacífica da reunião é um dos principais elementos para o exercício do direito fundamental. 8. mas pela postura dos manifestantes que se envolvem em tumultos e atos de vandalismo [.SARMENTO. art. a liberdade de profissão deve ser escalonada em três aspectos: a) escolha da profissão. o legislador. São Paulo: Saraiva. “ o direito de associação tem tripa dimensão: de um lado. 5°. possui determinadas características: “a) Pluralismo de participantes – a reunião é o encontro pacífico e desarmado entre diversas pessoas que se agrupam de forma organizada para discutir assuntos de interesse coletivo. 15.4. De acordo com Otávio Pita. Pedro. 9. 5°. Ed. – São Paulo: Saraiva. XVIII. XVII.4. ilimitada.

Curso de Direito Constitucional positivo. José Afonso da. SILVA.9. São Paulo: Malheiros. 2009 .

DA VIDA PRIVADA. situação patrimonial. a “Constituição protege a privacidade (gênero). de contas bancárias e aplicações financeiras. Art. Isso implica a interdição à leitura de diários ou escritos particulares.1. protegido pela cláusula da indevassabilidade.. 5°. X) 2. É o direito subjetivo público assegurado a cada ser humano de manter sob anominato determinadas informações restritas à sua vida particular”. 2. Fatos e eventos que integram o seu patrimônio moral. da vida privada. preferências sexuais.] Na verdade. relações familiares. intimidade integra a dimensão que podemos chamar de segredos do ser. garantindo a inviolabilidade da intimidade.DIREITO À PRIVACIDADE Marcelo Novelino. Insere-se no conteúdo do direito à privacidade: a inviolabilidade de domicílio. os projetos de vida. [. telefônicas e de dados. 2. 5°.2. rendimentos salarias. especulações sobre a vida pessoal. . sigilo de correspondência. Vida privada Segundo George Sarmento. Intimidade De acordo com George Sarmento. cadastro de clientes. sigilo de comunicações telegráficas. como relações amorosas. as lembranças. Também envolve aspectos da vida pessoal. orientações religiosas.. as fraquezas e todas as incursões introspectivas que a pessoa não deseja compartilhar com ninguém. segredo profissional. por sua vez.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. “de todos os direitos de personalidade. Está diretamente ligada ao círculo de relações intersubjtivadas mantidas sob reservas ou em absoluto segredo. estado de saúde. INVIOLABILIDADE DA INTIMIDADE. da honra e da imagem das pessoas (espécies) e assegurando o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação (CF. X). os sonhos. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° ° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE (continuação) 1. é o espaço protegido pela confidencialidade. atividades associativas etc”. “A vida privada. conteúdo do voto em eleições etc”. DA HONRA E DA IMAGEM DAS PESSOAS (art. o jardim secreto em que o indivíduo tem o poder de recharçar as intromissões provenientes de terceiros. os desejos. Nele estão guardados os segredos. a intimidade é o mais indevassável.

gradeadas. b) honra objetiva ou imagem-atributo segundo George Sarmento. desde que ocupados). abrange: a) qualquer compartimento habitado. motel. “é a estima pública. Honra Nas palavras de Marcelo Novelino. principalmente no que se refere à sua dignidade pessoal”. só podendo ser invalidados sem a . salvo em hipóteses nas quais outros bens. 3. “consiste no direito subjetivo de dispor sobre a forma plástica e das partes do corpo (olhos. valores. “consiste na reputação do indivíduo perante o meio social em que vive (honra objetiva) ou a estimação que possui de si próprio (honra subjetiva). b) aposento ocupado de habitação coletiva em pensões. voz ou expressão sejam deformadas.2. a consideração que o indivíduo gozo no seio da sociedade”. Posição do STF Segundo George Sarmento. o direito à imagem sua “captação e difusão sem o consentimento da própria pessoa. c) dependências de casas.3. Imagem Segundo Marcelo Novelino. “no RHC 903/RJ. perna. publicado no DJ em 18-5-2007. XI) 3. casas de pousada. cabelos. O registro da voz e das expressões corporais também integra o conteúdo do direito à imagem. 5°. INVIOLABILIDADE DE DOMICÍLIO (CF.1. 3.3. hotéis.2. relatado pelo Ministro Celso de Mello.1.]. que impede a imagem.3. 2.4. segundo George Sarmento. ampliou o conceito de casa para fins de proteção constitucional. Os crimes contra a honra são: a) calúnia (imputação falsa de um fato definido como crime). hospedaria. A Corte entendeu que casa compreende também aposentos de habitação coletiva (quartos de hotel. 2. boca) que individualizam determinada pessoa no meio social [.1. 2. segundo George Sarmento. art.. interesses ou princípios constitucionalmente consagrados justifiquem sua limitação”. muradas. distorcidas. b) difamação (imputação de fato ofensivo à reputação). braços.Conceito normativo de casa Nas palavras de Otávio Piva. o conceito de casa. A doutrina classifica a imagem em duas espécies: a)imagem-retrato. A doutrina classifica a honra em duas espécies: a) honra subjetiva. “se refere ao conceito que cada um tem de si mesmo. nariz. A empresa de comunicação social sujeita-se ao dever de autenticidade.. 2.2. pensão. c) injúria (ofensa à dignidade e ao decoro). sendo cercadas. manipuladas”.2.

após o anoitecer.3. XII.2.Com consentimento do morador 3.4.autorização dos hóspedes. 4. 3. mesmo após as 18:00 horas.Sigilo bancário e sigilo fiscal e telefônico 5. A delimitação do período diurno a) Critério físico-astronômico (intervalo que medeia a aurora e o crepúsculo): Posição de Celso de Mello.Definição de correspondência . 5°. resguardando-se a possibilidade de invasão domiciliar com autorização judicial. desde que. 3. ainda quando armazenados em computador”. Sem consentimento do morador: a) Em caráter emergencial b) Por determinação judicial (reserva constitucional da jurisdição) DURANTE O DIA Flagrante delito ou desastre Prestar socorro Determinação judicial DURANTE A NOITE Flagrante delito Desastre Prestar socorro 3. 5°. INVIOLABILIDADE DAS CORRESPONDÊNCIAS (art. Cumprimento de uma decisão judicial. 4. não seja noite (por exemplo: horário verão)”. com o necessário mandado judicial. da Constituição é de comunicação “de dados” e não dos “dados em si mesmos”. Na decisão firmou-se o entendimento de que “a proteção a que se refere a art. Posição do STF (RE 251. mas apenas a sua comunicação.Os dados em si não estariam protegidos. 3.780/PE. sob pena de transformar-se em prova ilícita”. no caso de haver conflito entre os moradores.4.1.4. ainda que iniciado durante o dia.2.5. 3. Habitação familiar e consentimento para ingresso. Celso de Mello – Informativo 197) O Supremo Tribunal Federal analise o conceito normativo de casa como “qualquer compartimento privado onde alguém exerce profissão ou atividade”. Min. Rel. rel.1. Ministro Carlos Velloso) . c) Critério misto é defendido por Alexandre de Moraes “Entendemos que a aplicação conjunta de ambos os critérios alcança a finalidade constitucional de maior proteção ao domicílio durante a noite. XII) 5. INVIOLABILIDADE DO SIGILO DE DADOS 4. b) Critério horário (período compreendido entre as 6h e 18h): Posição de José Afonso da Silva. Posição do STF (RE 219.445. ainda.

a diferença está pautada nos seguintes conceitos: a) gravação clandestina “é aquela feita por um dos interlocutores sem o conhecimento dos demais. A INVIOLABILIDADE DAS COMUNICAÇÕES TELEFÔNICAS. . “Assim. por cartas. pessoal (realizada por microgravador) ou ambiental (imagens captadas por uma câmara escondida)”. a “inviolabilidade epistolar não pode constituir instrumento de salvaguarda de práticas ilícitas”. II 6. Segundo Marcelo Alexandrino. 5°. mas os demais instrumentos de comunicação”. abrangendo não só a carta. radiotelefonia. III). dados informatizados.Na visão de Otávio Piva. e 139. b e c. DE INFORMÁTICA E DE TELEMÁTICA 6. Gravação clandestina. 6. interceptação: distinção De acordo com Marcelo Novelino. 2°. 2 °. XII a disciplina da matéria depende de regulamentação (norma de eficácia limitada). telegramas. I Sentido dado pela lei Somente quando houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal. “o Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que. arts. uma vez realizada a interceptação telefônica e provas coletadas dessa diligência podem subsidiar denúncia concernentes a crimes puníveis com pena de detenção. 136. como já decidiu o STF.2. Quando a prova não puder ser feita por outros meios disponíveis Periculum in mora Art. o sigilo de correspondência e das comunicações telegráficas pode ser restringido nas hipóteses de decretação de estado de defesa e de sitio (CF/88. I. é “toda comunicação escrita ou verbal. desde que conexos aos primeiros tipos penais (puníveis com reclusão) que justificaram a interceptação”.296/96 Art. 6. Nos termos do art. bem como na interceptação por parte das autoridades competentes de carta enviada por presidiários aos seus comparsas com orientações sobre atividades criminosas. §1º. Outro exemplo seria o de interceptação por policiais de carta remetida por seqüestradores aos familiares da vítima”. pois. telefone. Pressupostos Fumus boni júris Lei 9.3.1. radiotelegrafia e outros. através do espaço. punível com reclusão. Requisitos indispensáveis para a licitude de sua interceptação (natureza cautelar da interceptação telefônica). Pode ser telefônica. Segundo André Júnior.

Direito Constitucional. sem consentimento de um (ou ambos) dos interlocutores [. b). 74. 6. Rio de Janeiro: Lumen Juris. foi contundente ao afirmar que “seria uma aberração considerar como violação do direito à privacidade a gravação pela própria vítima. Curso de direitos fundamentais. – (Coleção curso & concurso. VEDAÇÃO À PROVA ILÍCITA (CRFB/88. 139.SARMENTO. É a aplicação. José Afonso da. art.MIRANDA. 6. 2011. 6ª. I. Direito Constitucional. a prova ilícita não pode ser utilizada nem no processo judicial. Ed. 2009.MARMELSTEIN. 4. Alexandre. o STF considera que “a prova lícita a gravação e divulgação de conversa telefônica sem conhecimento de terceiro que está praticando crime. ed. também chamadas provas ilícitas por derivação. São Paulo: Atlas. art. 6. 2009. 2009. São Paulo: Saraiva. 2010. São Paulo: MÉTODO. Curso de Direito Constitucional positivo. Direito Constitucional descomplicado. 2. Jorge. ALEXANDRINO. – Rio de Janeiro: Forense.. de atos criminosos como o diálogo de sequestradores. Legítima defesa e gravação clandestina De acordo com George Sarmento. Direito Constitucional. BIBLIOGRAFIA: 1. Ed..6. 1997. SILVA E NETO. SILVA. George. Rio de Janeiro: Forense. George. 2011. A inviolabilidade de correspondência poderá ainda sofrer restrições: a) estado de defesa (CF. ed. § 1°. Coimbra: Coimbra. O relator do Habeas Corpus n. nem nos processos administrativos (punição de um servidor público. Vicente. 2ª.5. 5. por exemplo)” A prova ilícita originária contamina todas as demais provas obtidas a partir dela. todas as provas decorrentes são também ilícitas. . – São Paulo: Atlas. entre nós. da denominada teoria dos frutos da árvore envenenada (fruits of the poisonous tree). – São Paulo: Saraiva. Direitos Humanos. Marcelo. NOVELINO. b) estado de sítio (CF. Direito Constitucional esquematizado. v. 6.]”. art. São Paulo: MÉTODO. Pedro.678-1/SP. 9. 8. estelionatários e todo o tipo de achacadores”. Manoel Jorge.MORAES. 7. Marcelo. LVI) Nas palavras de Marcelo Alexandrino. São Paulo: Malheiros. PAULO. Manual de Direito Constitucional. 3. 2010. 5°.LENZA. 136. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim).b) interceptação da comunicação “consiste na sua interceptação ou intromissão por terceiro. 15. III). Ministro Moreira Alves. ou ela autorizada.

art.DESAPROPRIAÇÃO (CF. inciso XXII. c) as dívidas contraídas em decorrência da atividade produtiva. 3. 186. art. . rel.Conceito Nas palavras de Marcelo Novelino. art.PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL À PEQUENA PROPRIEDADE RURAL (art. sobre ele. §3°. 5°. XXVI/88) 5.INVIOLABILIDADE DO DIREITO DE PROPRIEDADE (CF. Conceito Segundo Marcelo Alexandrino. 5°.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 178. art. 191) 4.1. as formas e os procedimentos fixados na própria Constituição da República”. para esse efeito. 2. USUCAPIÃO 4. art. 4. 176. II. “é o instrumento estatal mediante o qual. 1.213/DF. Posição do STF – ADI (MC) 2. pesa grave hipoteca social. imóveis ou serviços particulares com indenização ulterior. 5°. a significar que. eis que. em situação de perigo público iminente. b) propriedade que seja subsistência e trabalhada pela família. art. Usucapião de imóvel rural (CF.Elementos essenciais à impenhorabilidade: a) pequena propriedade rural.1. parágrafo único) 5.. art. 177. XXV) 2. art. “é a transferência compulsória da propriedade particular por determinação do Poder Público. art. 5°.2. Imprescritibilidade dos bens públicos (CF. 183) 4. nos casos de necessidade pública. “caput”. XXII). 191. art. XXIV) 3. entre outros).153. contudo. 170. art. §4°. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO DE PROPRIEDADE 1. 222. os limites. Ministro Celso de Mello: “[.1.REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA (CF.3. 183. art. art. observados. art. 5°. art.1. descumprida a função social que lhe é inerente (CF.] O direito de propriedade não se reveste de caráter absoluto. Usucapião de imóvel urbano (CF. o Estado utiliza bens móveis.. II e III.2. legitimar-se-á a intervenção estatal na esfera dominial privada. utilidade pública ou interesse social”. se houver dano”.

Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Saraiva. isto é. Ed. 6. 7. ALEXANDRINO. 5.DIREITO À HERANÇA (CF.784 do CC) Momento Lugar O último domicílio do falecido (art.SARMENTO. Ela só será afastada na hipótese de a lei estrangeira ser mais favorável ao cônjuge e aos filhos brasileiros (jus patriae)”. 1. São Paulo: Malheiros. 8. George. 2. – (Coleção curso & concurso. 2010. Rio de Janeiro: Lumen Juris. se houver feito dívidas que não se relacionem com sua atividade produtiva. 7. 2ª. 2º .O de cujus deve ser estrangeiro e possuir cônjuge ou filhos brasileiros. Jorge. 9.2. Marcelo. Direitos Humanos. 2009. Direito Constitucional esquematizado. XXX. Em resumo. XXXI. – Rio de Janeiro: Forense. 3º . – São Paulo: Saraiva. 1997.A sucessão deve recair sobre valores ou bens (móveis. 2011.. 155.A legislação ordinária brasileira deve ser concebida para beneficiar o cônjuge e/ou os filhos brasileiros”. 2009 . BIBLIOGRAFIA: 1. é um condomínio forçado”.MIRANDA. a terra poderá ser penhorada”. Ed. art. 15.2. 4. NOVELINO. SILVA. Morte do de cujus (art. Direito Constitucional. XXVII e XXVIII e a Lei n° 9. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). George. 5°. 2011. a matéria disciplinada por lei infraconstitucional deve observar os seguintes pressupostos: “1º .1.MORAES. I) 7.INVIOLABILIDADE À PROPRIEDADE IMATERIAL 6.-LENZA. “a pequena propriedade não poderá ser objeto de penhora se o agricultor. 5°. Alexandre. SILVA E NETO. 150.Propriedade intelectual a) direitos do autor (CRFB/88. é indivisível até a partilha. São Paulo: Atlas. Coimbra: Coimbra. IV. Ed. 6ª. 3. 2009. a exemplo.Relatividade quanto à impenhorabilidade Segundo Otávio Piva. Direito Constitucional descomplicado. Aplicação da lei brasileira e a sucessão hereditária Segundo George Sarmento. o conjunto de direitos e deveres que se transmitem aos herdeiros.Transmissão da herança Herança Conceito: “É o patrimônio do falecido. Curso de direitos fundamentais. Pedro. Direito Constitucional.610/98) 7. 6. São Paulo: MÉTODO. 2010. ed. Manoel Jorge.1. Direito Constitucional. São Paulo: MÉTODO.5. “Aplicação da lei brasileira é a regra geral em matéria de sucessão de estrangeiro domiciliado no Brasil (jus domicilii). – São Paulo: Atlas. Vicente. Manual de Direito Constitucional. art. PAULO. Marcelo. Todavia. imóveis ou semoventes) que estejam no Brasil e que integrem a propriedade do estrangeiro. Rio de Janeiro: Forense. v.MARMELSTEIN. art. deixar de pagar divida contraída com a compra de insumos ou sementes. art. A herança é uma universalidade. José Afonso da.

COISA JULGADA. ATO JURÍDICO PERFEITO.. refere-se à coisa julgada material.4. Prevalece. 1. PROTEÇÃO ATO JURÍDICO PERFEITO. “é aquele ato que já se consumou. Coisa julgada material “[. ou seja. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO À SEGURANÇA JURÍDICA 1. 6°. o conceito do Código de Processo Civil: Denomina-se coisa julgada material a eficácia. art.3. segundo Marcelo Novelino. um contrato assinado e sem vi cios é um ato jurídico perfeito)”.DIREITO ADQUIRIDO De acordo com Marcelo Alexandrino. tornando a sentença insusceptível de reexame e imutável dentro do mesmo processo”. segundo George Marmelstein. 1.ex. Coisa julgada formal.2.1.Justiça desportiva e o acesso ao Poder Judiciário (CF. 5°. estando apto a produzir seus efeitos (p. não à coisa julgada formal... 6°.. “é a sentença judicial que já transitou em julgado. posição doutrinária de José Afonso da Silva: distinção entre a coisa julgada formal e a coisa julgada material 1.] produz apenas efeitos endoprocessuais. “[.1. pois.6°. §3° da LICC.3. XXXVI) E A PROIBIÇÃO DE LEIS RETROATIVAS 1. art. §1°) . que torna imutável e indiscutível a sentença. DA COISA JULGADA E DO DIREITO ADQUIRIDO (CF. superada a definição do art. 1.1. que não pode ser mais modificada na via recursal” (LICC..PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO (ou princípio da RESERVA DA JURISDIÇÃO) E A INEXISTÊNCIA DE JURISDIÇÃO CONDICIONADA 2. que reuniu todos os elementos necessários à sua formação sob a vigência de determinada lei”..DOCENTE: Msc. da Lei de Introdução do Código Civil. não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário (art.] A garantia. §3°) 1. segundo George Marmelstein. hoje. direito adquirido é direito [.2.4. Ficou.4. 2. § 3°. Crítica ao art. art.. 217. 467)”. aqui. 1.]que se aperfeiçoou.

. Lei do habeas data e o acesso ao Judiciário a)A Lei 9. 2. está consignado no art. Plano processual (procedural due processo of law) 3. 5°. LXI. o art.caput.. XXXVII.] não se está propriamente exigindo o esgotamento da via administrativa. LII) De acordo com Marcelo Alexandrino. O devido processual legal é observado sob dois planos: a) plano processual (procedural due processo of law).De acordo com Otávio Piva. ou III – de recusa em fazer-se a anotação a que se refere o §2°do art. 4.. “o princípio do duplo grau de jurisdição não foi previsto explicitamente na Constituição Federal. PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL (CF. 2. e ex post facto. [. o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha 3.1..LVI.1. Princípio do duplo grau de jurisdição (princípio da recursividade) e a inexistência da obrigatoriedade de duplo grau de jurisdição a)Segundo George Sarmento. h. Plano material (substantive due process of law ou proibição de excesso) a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino. LV. por arbitrariedade ou casuísmo.. 2º. sem decisão. art. 2. ou seja. I. 8°. LIV) 3. como “o direito de recorrer da sentença para juiz ou tribunal superior”. ou seja. para o julgamento de um caso específico. conferida competência não prevista constitucionalmente a quaisquer órgãos julgadores”.3. CF. ou II – da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de prazo de mais de quinze dias. do Pacto de São José da Costa Rica. XXXVII. criadas depois do caso que será julgado).2.b) plano material (substantive due process of law) 1.2.PROIBIÇÃO DE JUÍZO OU TRIBUNAL DE EXCEÇÃO (CF. dispõe as exigências necessárias para que o autor da acão possa impetrar o habeas data: I – da recusa ao acesso às informações ou do decurso de prazo de mais de dez dias. 5. “[.2.] assegura ao indivíduo a atuação imparcial do Poder Judiciário n a apreciação das questões posta em juízo. XXXV. Entretanto. Obsta que..1. sem decisão. seja estabelecido tribunal ou juízo excepcional (tribunais instituídos ad hoc. tais como: arts. LX. “a”. 102. direito à proporcionalidade.1. 5°.. direito ao duplo grau de jurisdição (nas palavras do STF não tem sede constitucional). LXI. 2. LVII. 7. CF. o que são realidades totalmente distintas[. LXXVII. art. b) Impossibilidade de duplo grau de jurisdição: 1. art. mas sim obrigando que haja a prévia provocação. GARANTIA DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA . art.507/97. 5°. inciso XXXVII e LII. 4° ou do decurso de mais de quinze dias sem decisão. art.]”. 52. parágrafo único. isto é. I. O princípio do devido processo legal é está previsto em diversos dispositivos constitucionais.

108. III. o direito de permanecer calado (nemo tenetur se detegere) “[. Título I. a prática de determinado delito[. HC 80.812.. 6. Sepúlveda Pertence. o direito de acusação com o direito de defesa [. É o princípio constitucional do contraditório que impõe a condução dialética do processo (par conditio). Crimes dolosos contra a vida não submetidos ao tribunal do júri(CF. 5. na condição de testemunha.JÚRI POPULAR (art.] o direito dado ao indivíduo de trazer ao processo. XXXVIII) 5.]”. instigação ou auxílio ao suicídio.1. “[. sob pena de nulidade Na posição do STF.. Contraditório Nas palavras de Marcelo Alexandrino...2. I. 5°. VIII.] a falta de advertência – e de documentação formal – faz ilícita a prova que. contra si mesmo. 96... art. o contraditório.. Min. Ampla defesa Segundo Marcelo Alexandrino. a todo ato produzido pela acusação.. caberá igual direito de defesa de opor-se. qualificado ou privilegiado.2. significando que. no feito.. 4.06. para evitar sua auto-incriminação”. de levar ao juiz do feito uma versão ou uma interpretação diversa daquela apontada pelo autor.. deva prestar depoimento perante órgãos de Poder Legislativo. a igualdade das partes no processo. DIREITO AO SILÊNCIO ou DIREITO DE NÃO SE AUTOINCRIMINAR (CF.] o direito de permanecer em silêncio.4.1997. c) Direito de permanecer em silêncio – dever de advertência da autoridade. também. administrativo ou judicial. LXIII) a)Posição do STF Segundo o STF.949.] entende-se o direito que tem o indivíduo de tomar conhecimento e contraditar tudo o que é levado pela parte adversa ao processo..2001.]”. de indiciado ou de réu. HC 79. mesmo que falsamente. . 5. HC. do Poder Executivo ou do Poder Judiciário”.]”. Rel.10. “[. b) Direito de mentir De acordo com STF.. arts. 29.. Min. julgamento 17.257. d) Infanticídio.1. decorre o direito do acusado negar. b e c). Moreira Alves. Min. julgamento em 30. c) Aborto. pois equipara. b) Induzimento. forneça o indiciado ou acusado no interrogatório formal[. [. Rel. Capítulo I) a) Homicídio doloso. O contraditório assegura. todos os elementos de prova licitamente obtidos para provar a verdade. a e 102.. 75. de apresentar suas contra-razões. simples. 5. assevera que [. Celso de Mello.] traduz direito público subjetivo assegurado a qualquer pessoa que. Competência para julgamento dos crimes dolosos contra a vida (Parte Especial do Código Penal.. Rel. I.. ou até mesmo de omitir-se ou calar-se se assim entender.

56 e 57) b) Penas de caráter perpétuo b. Contudo. Natureza jurídica Nas palavras de Otávio Piva. EXTRADIÇÃO (art.. 7. Conceito De acordo com Otávio Piva. julgá-la ou par cumprir a pena”. b. que objetiva a formação de título jurídico apto a legitimar o Poder Executivo da União a efetivar. a resposta que lhe for exigida puder acarretar grave dano”. contra a ordem constitucional”. HC 73.035/DF. 9. Racismo (art.]até o momento. possui os seguintes direitos e deveres: “a) dever de comparecer. 9. causem padecimento desnecessário[. 16.134. Rel.3. RE 154. 8. 8.. Classificação . essa possui natureza de ação especial. Rel. Celso de Mello. por si mesmas. 5º XLIV e XLIII) 8.12. art. civis ou militares. arts.2. STF. as penas cruéis são “quaisquer medidas que. não existe [.1..1. STF.. 16.2. XLVII. Marco Aurélio.11. Segundo Otávio Piva. com fundamento em tratado internacional. c) Pena de banimento (Código Penal de 1890 e abolição de pena de morte na Constituição de 1891) c. Min. na CPI.198/RS.1. 5º XLIV).] ato da conveniência do Poder Executivo. Sydney Sanches. com intuito de processá-la. ou em compromisso de reciprocidade. no que diz respeito à fase judicial de julgamento do pedido extradicional que antecede à extradição propriamente dita. §11). enquadramento penal moderno para ação de grupos armados.d) Direito ao silêncio frente às comissões parlamentares de inquérito De acordo com a decisão do STF. 5º XLIII) 9. CRIMES IMPRESCRITÍVEIS (art. é “[. 153. d) direito de não responder se a resposta envolver o dever de sigilo profissional. d) Penas cruéis De acordo com José Antônio Paganella Bochi. 5°.1. Ação de grupos armados civis ou militares contra a ordem constitucional e o Estado Democrático (art. a) Pena de morte (aplicação da cláusula pétrea e o Código Penal Militar.. de algum modo.2001 (Informativo 252). Aplicação da pena de banimento (CF/69.1998 (Informativo 136). a extradição “é o ato pelo qual o Governo de um Estado entrega uma pessoa que se encontra em seu território à Justiça de outro Estado que a reivindica. o depoente. LI) 9. por meio de Decreto. Rel.2.]”. RE 212. e) direito de não responder se. a entrega do súdito reclamado”. b) dever de responder às indagações. APLICAÇÃO DO ART.. de caráter constitutivo. c) dever de dizer a verdade. 5°.

9.10..]”.04. Exclusivamente para Portugal. para efeito de repressão interna. 2. b) Passiva: acontece quando o pedido é solicitado ao Brasil por outro Estado. 3. 6. d) Aplicação do art.961/1990 Quando se aplica? Quando o Governo de um Estado estrangeiro solicita entrega à sua Justiça de uma pessoa que se encontra em no território brasileiro. art. segundo Marcelo Alexandrino. julgá-la ou para cumprir a pena. b) Tratado de Amizade (Decreto 3. celebrado em Porto Seguro/BA. Pressupõe infração penal cometida no exterior.a) Ativa: quando o pedido de entrega é solicitado pelo Brasil a outro Estado. Pressupõe infração cometida no . VIII). 4 °. “[. como crime equiparável aos delitos hediondos [. 2. ou no caso de condenação por tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins.815/1980 RI STF EXPULSÃO Lei n.. em 22.927/2001”. Quadro explicativo por Otávio Piva e Bernardo Gonçalves. 5°.815/1980 Decreto 98. Por crime comum praticado antes do reconhecimento de sua equiparação. nos termos do art. Extradição de portugueses a) A situação jurídica dos portugueses no Brasil. para os fins de processá-la. a ordem política ou social.5.. Por comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes ou drogas afins. considerados os parâmetros consagrados pela vigente Constituição da República. Ao estrangeiro que. atentar contra a segurança nacional. a tranqüilidade ou moralidade pública e a economia popular. Espécie Base legal EXTRADIÇÃO PASSIVA Lei n. Pressupostos gerais. pois a Lei Fundamental proclamou o repúdio ao terrorismo como um dos princípios essenciais que devem reger o Estado brasileiro em suas relações internacionais (CF. c) Os portugueses podem ser extraditados nas seguintes situações: “1. a) A concessão da extradição pode ser fundamentada em tratado ou no caso de reciprocidade. LII (extradição por motivo político) a) Posição do STF sobre os atos de terrorismo.4. além de haver qualificado o terrorismo.927/01). ou cujo procedimento o torne nocivo à conveniência e aos interesses nacionais. 18 do Decreto n. de qualquer forma.. não se submetem à noção de criminalidade política. independentemente do momento que o crime foi cometido.] deixou assente que os atos de natureza terrorista. 23. 9.2000. 7.

5°. para processar a pessoa já extraditada por qualquer delito praticado antes da extradição e diverso daquele que motivou o pedido extradicional. 4º da CRFBB/88 REFÚGIO Lei nº 9. se este não se retirar voluntariamente do território nacional no prazo fixado em Regulamento Segundo Bernardo Gonçalves. Lei 6.815/1980 DEPORTAÇAO ASILO POLÍTICO Art. f)O que se entende por “pedido de extensão”? De acordo com Marcelo Alexandrino “[.]”. Sem dúvida. “é o acolhimento do estrangeiro por parte de um Estado que não é o seu sob o fundamento de perseguição sofrida pelo mesmo e praticada sem seu próprio país ou em um terceiro pais. nacionalidade. grupo social ou opiniões políticas. “a)devido a fundados temores de perseguição por motivo de raça.. religião.474/97 Nos casos de entrega ou estada irregular de estrangeiro.. e) O que se entende por princípio da especialidade? Segundo Marcelo Alexandrino. em função de circunstâncias descritas no inciso anterior. encontre-se fora de seu país de nacionalidade e não possa ou não queira acolher-se à proteção de tal país. desde que o Estado requerido expressamente autorize”. os motivos de perseguição que vão ensejar o asilo político envolvem a liberdade de manifestação de pensamento ou de expressão. a dissidência política ou mesmo crimes de cunho político que não configuram delitos do direito penal comum. c) devido à grave e generalizada violação de direitos humanos. Segundo Bernado Gonçalves.. é obrigado a deixar seu país de nacionalidade para buscar refúgio em outro país”. solicitada pelo país estrangeiro.. b) não tendo nacionalidade e estando fora do país onde antes teve sua residência habitual.] é a permissão.território brasileiro.. não possa ou não queira regressar a ele. “[. APLICAÇÃO DO ART. LXXVI .] o extraditado somente poderá ser processado e julgado pelo país requerente pelo delito objeto do pedido de extradição[. 10..

4. que tudo indica será o novo posicionamento da Corte. 5°. Sediado em Haia. assegurado a todas as pessoas. Para George Sarmento. Aplicação do art. Hierarquia no ordenamento jurídico brasileiro Equivalência com a lei ordinária no ordenamento jurídico. posição atual do STF. desde que o processo legislativo de incorporação respeite o procedimento previsto na CRFB. §1°. 5º. de 25 de setembro de 2002. Tratados Internacionais incorporados no sistema jurídico brasileiro Tratados internacionais gerais. APLICAÇÃO DO ART. §1º. o “ Tribunal Penal Internacional foi criado pelo Estatuto de Roma em 1998. o STF. considerou constitucional a Lei 9. 5°. Incorporação ao sistema jurídico brasileiro: Decreto n. ainda que não ofenda o princípio da proporcionalidade a lei que isenta os ‘reconhecidamente pobres’ do pagamento dos emolumentos devidos pela expedição de registro civil de nascimento e de óbito.2. o art. 45/2004) O dispositivo constitucional deve ser considerado sob dois aspectos: “a) o direito subjetivo público. 5º. de exigir do Estado a prestação jurisdicional e administrativa célebre e de boa qualidade. §3º. 12. 11. antes da EC 45. §2°.1. .a)Segundo Otávio Piva. 31. na Holanda. LXXVIII (Reforma do Judiciário – EC n. Direitos fundamentais. §3° (tabela de George Sarmento). “significa dizer que os direitos fundamentais estão aptos para serem aplicados pelos magistrados nos casos concretos a partir da Promulgação do texto constitucional” 30. em decorrência do que prescreve o §2º da CRFB/88. art. Serão equivalentes às emendas constitucionais. APLICAÇÃO DO ART.534/97. que não contenham matérias de direitos humanos Tratados de Direitos Humanos incorporados antes da promulgação da Constituição de 1988. 5°. “Considerou o STF. 5º. é uma instituição permanente e complementar às jurisdições nacionais no julgamento de crimes de maior gravidade com repercussão internacional”. que integram o sistema jurídico brasileiro na condição de norma materialmente constitucional. Tratados de Direitos Humanos incorporados sob a égide da Constituição de 1988. §4º (inovação trazida pela Reforma do Judiciário 31. Eles possuem valor supralegal (Gilmar Mendes). b) a imposição de prestação positiva ao Estado no sentido de criar instrumentos legislativos e políticas públicas destinadas a assegurar a celeridade dos processos”. ou valor constitucional (Celso de Mello). que dispõe sobre a gratuidade do registro de nascimento e óbito. bem como a primeira certidão respectiva”.388. APLICAÇÃO DO ART. Tratados de Direitos Humanos incorporados após a EC 45 31. Criação do Tribunal Penal Internacional Segundo George Sarmento.

4. transferência forçada de uma população. SILVA. b) Crimes contra a humanidade: delitos cometidos. 6ª. d) Crimes de agressão: o Estatuto de Roma. um grupo nacional. religiosos ou de gênero”. Curso de direitos fundamentais. “A Corte não tem competência primária para julgamento dos réus. 5. ético. Competência jurisdicional do TPI De acordo com George Sarmento. Os crimes sujeitos à jurisdição do Tribunal Penal Internacional são (George Sarmento): a)Crimes de genocídio: delitos cometidos com o desiderato de destruir.MORAES. PAULO. prisões arbitrárias. George. Ed. 2010. – São Paulo: Saraiva. c) Crime de guerra: delitos praticados contra a convenção de Genebra (1949). “por meio de condutas. Direito Constitucional. Curso de Direito Constitucional positivo. medidas que impeçam a procriação. Direito Constitucional descomplicado. BIBLIOGRAFIA: 1. contra qualquer população civil. tais como. SILVA E NETO.SARMENTO. Ou seja.4. Jorge. 6. Pedro.3.31. “não descreve as condutas criminosas. transferência forçada de criança de um grupo para outro”. Direito Constitucional esquematizado. segundo George Sarmento. NOVELINO. étnicos. generalizado. São Paulo: Atlas. v.MIRANDA. Manual de Direito Constitucional. São Paulo: MÉTODO. – Rio de Janeiro: Forense. 2009. “no quadro de um ataque. homicídio doloso. tortura. 2ª. ed. 1997. Vicente. sua atuação não substitui as jurisdições penais nacionais. 3. Direitos Humanos. 9. racial ou religioso. Marcelo. 2009. George. Direito Constitucional. saques à cidades etc. Portanto. ALEXANDRINO. ofensas graves à integridade física e mental de seus membros. Ed. como homicídios. São Paulo: Malheiros. – (Coleção curso & concurso. Ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris. condicionando sua atuação a uma dimensão que tipifique o delito e estabeleça as condições em que o Tribunal internacional terá competência jurisdicional”. culturais. Marcelo. sistemático e deliberado. Alexandre. São Paulo: Saraiva. o processo não pode ser encaminhado ao TPI sem antes passar pelas instâncias jurisdicionais do país de origem. Direito Constitucional. ataques à integridade da população civil. perseguições políticas. 15.MARMELSTEIN. Rio de Janeiro: Forense.LENZA. 7. 2011. crime de apartheid. Manoel Jorge. que implique homicídio. 31. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). São Paulo: MÉTODO. deportação. 8. torturas. raciais. agressões sexuais. – São Paulo: Atlas. . José Afonso da. nacionais. total ou parcialmente. Coimbra: Coimbra. 2009 . degradação da qualidade de vida. 2011. extermínio. segundo George Sarmento. A matéria rege-se pelo princípio da complementaridade”. 2. 2010. escravidão. desaparecimento de pessoas. tomada de reféns.

Povo (“é o conjunto de pessoas que fazem parte de um Estado.. será estabelecida [.1 Conceito Segundo Marcelo Alexandrino. a partir do qual. Polipátrida 2. CIDADÃOS E POLIPÁTRIDA.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. aquele que for descendente dos nacionais daquele país). de acordo com os critérios adotados pelo Estado (sangüineos ou territoriais). “é o vínculo jurídico-político de direito público interno.. b) Nacionalidade secundária (derivada/adquirida) é a resultante de “ato volitivo. POVO. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DIREITOS DE NACIONALIDADE 1. é o elemento humano do Estado. .]”. 4. POPULAÇÃO.4. 2. pela naturalização) [.DA NACIONALIDADE 1.3. 4. Cidadão 2.5.1.ius sanguinis (será nacional de um país. CRITÉRIOS DE ATRIBUIÇÃO DE NACIONALIDADE PRIMÁRIA a) Origem sangüinea . DISTINÇÃO ENTRE NAÇÃO. ligado a este pelo vínculo da nacionalidade”). 2... Nacionais (“são todos aqueles que o Direito de um Estado define como tais. Apátrida (heimatlos) 3.1. 3. 2.]”. População 2. que faz da pessoa um dos elementos componentes da dimensão do Estado”. são todos aqueles que se encontram presos ao Estado por um vínculo jurídico que os qualifica como seus integrantes”).6.2.ESPÉCIES DE NACIONALIDADE a) Nacionalidade primária (originária) é a resultante “de fato natural (nascimento). Nação 2. depois do nascimento (em regra. NACIONAIS.

ANÁLISE ESPECÍFICA DO BRASIL 5. “a”: critério territorial puro b) Aplicação do art. 2º. são duas hipóteses: a) o indivíduo se tornar brasileiro nato com o registro que funciona de forma equivalente ao registro realizado no cartório de registro civil no Brasil. art. é mister diferenciar. salvo se manifestarem a intenção de não mudar de nacionalidade”. .2. Portando. I. art. achando -se no Brasil aos 15 de novembro de 1889.1) Aplicação do art.. Emenda constitucional 54/07. c) Aplicação do art. a. 69. 12°. NACIONALIDADE SECUNDÁRIA (aquisição secundária).. Naturalização expressa é aquela que “depende de requerimento do interessado. a) Tipos de naturalização: a. por força das regras jurídicas de nacionalidade adotadas por determinado Estado”. 5. 6º a naturalização tácita para os portugueses residentes no Brasil na época da Proclamação da Independência Pátria. 69. A grande naturalização prevista art. Conforme o mesmo art. §5º: “são cidadãos brasileiros: os estrangeiros que possuírem bens imóveis no Brasil e forem casados com brasileiros ou tiverem filhos brasileiros contanto que residam no Brasil. c. 5. De acordo com Bernardo Gonçalves. visto que a mesma só se referia aos portugueses e não a todos os estrangeiros residentes no Brasil. I. pois a Constituição do Império de 1824 consagrou no seu art. “c”. §4°.1. “Nesse item é importante salientar duas questões: a) a hipótese de naturalização tácita também ocorreu anteriormente à 1ª Constituição da República de 1891. 12°. “b”: critério sanguíneo mais critério funcional. in fine: critério sanguíneo. irá operar com efeitos retroativos (ex tunc) à data da residência (tida como fato gerado nacionalidade). Naturalização tácita “é aquela adquirida independentemente de manifestação expressa do naturalizando. 12°. 12°. independentemente dos seus ascendentes). I. da Constituição de 1891 preconizava: “São cidadãos brasileiros: os estrangeiros que.1. b) o indivíduo filho de pai e mãe brasileira vir para o Brasil a qualquer tempo e realizar a opção confirmativa. dentro de seis meses depois de entrar em vigor a Constituição.2. NACIONALIDADE PRIMÁRIA (aquisição originária) a)Aplicação do art. o ânim o de conservar a nacionalidade de origem”. como na hipótese presente na Constituição de 1891 [. mais critério residencial e mais opção confirmativa (aquisição originária potestativa).]”. “c”:critério sanguíneo mais registro em repartição em repartição brasileira competente . Porém.b) Origem territorial – ius solis (será nacional de um país. demonstrando sua intenção de adquirir nova nacionalidade”. I. aquele que nascer no território daquele país. 95 do ADCT.

PORTUGUESES EQUIPARADOS ou quase nacionalidade (art.a. ele terá o prazo de 1(um) ano após a conclusão para requerer a naturalização”. c) Hipóteses previstas no art. Preenchidos os três requisitos.1. São hipóteses previstas na Constituição de 1988: 1. 115 §2º da Lei 6.Naturalização ordinária: a)Hipótese prevista na Lei 6. 112 c/c 113. Esse entendimento é o majoritário em virtude da dicção constitucional do art. que promulgou o Tratado Bilateral de Cooperação. Requisitos: a) capacidade civil. é obrigado a decretar a naturalização requerida. c) ausência da condenação penal. “b”. art. 12. e. “b”. c. que os portugueses será equiparado aos brasileiros naturalizados (hipótese também chamada de quase-nacionalidade)”.815/80.12.1. Procedimento Segundo Bernardo Gonçalves.1. b) Hipótese prevista no art. havendo reciprocidade em Portugal para os brasileiros. nas palavras de Coelho Mendes. no Brasil os portugueses terão os mesmos direitos que os brasileiros terão em Portugal. contudo.2. são: c. §1º da CRFB/88) – DECRETO nº 3927/01.1. não tendo o Chefe do Executivo discricionariedade para negar o pedido. que foram recepcionadas pela CRFB/88.1.2. radicação precoce: segundo Bernardo Gonçalves. diferentemente das hipóteses da naturalização ordinária. Naturalização extraordinária. “Nesses termos. da CRFB/88. Segundo Bernardo Gonçalves. 7. II. alcançada a maioridade ele terá 2 anos para requerer a naturalização”. idoneidade moral. “a” da CRFB/88. É importante deixar consignado. . De acordo com Bernardo Gonçalves. também chamada de potestativa a) Hipótese prevista no art. II.815/80. 2. “quando o indivíduo vem para o Brasil antes de completar 5 anos. conclusão de curso superior: “o estrangeiro deve vir para o Brasil antes da maioridade. 7. se concluído o curso superior no Brasil. a. Amizade de Consulta Brasil e Portugal. 12. Requisitos necessários: capacidade civil. 1 (um) ano de residência ininterrupto. 12. II. o Presidente da República. b) 15 anos de residência ininterrupta no Brasil. b.

“[. Procedimento: o procedimento é judicial.. De acordo com Bernardo Gonçalves. b. Procedimento: de acordo com Bernardo Gonçalves. PROPRIEDADE DE EMPRESA JORNALÍSTICA E DE RADIODIFUSÃO SONORA DE SONS E IMAGENS (CF. 89. . b. caput) 11.] Nestes termos. No caso de pretender-se obtenção dos direitos. II. [.3. §4º. DUPLA NACIONALIDADE a) Reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira (art.2. “a” da CRFB/88). a. b) Aquisição voluntária de outra nacionalidade. “conduta voluntária. 12. 12. a.] não poderá readquiri-la. Efeitos: efeito “ex nunc”. Reaquisição da naturalização: observar o art. LI. deverá fazer-se prova do seu gozo em Portugal e da residência no Brasil há pelo menos três anos”. posteriormente. VII. §4°). II. Destinatários: brasileiros naturalizados. Motivos: segundo Bernardo Gonçalves. 12. Destinatários: brasileiros natos ou naturalizados.. com prova de sua nacionalidade. na hipótese da reaquisição. há uma decisão do Magistrado Federal que. art. capacidade civil e admissão no Brasil em caráter permanente. 8. TRATAMENTO DIFERENCIADO ENTRE BRASILEIRO NATO E NATURALIZADO (CRFB/88. a)Ação de cancelamento de naturalização procedente transitada em julgado pela política de atividade nociva ao interesse nacional. “b” da CRFB/88). art.1. sendo procedente e transitando em julgado. 5°.2. 222). §3°. De acordo com Pedro Lenza. a não ser mediante ação rescisória. a.] no caso de igualdade de direitos e de obrigações civis. sob pena de contrariedade ao texto constitucional”. 12. pois não há uma tipificação na qual o naturalizado possa ser enquadrado pela prática de uma atividade nociva ao interesse nacional.“[. b. nunca mediante de um novo processo de naturalização. b) Imposição da lei estrangeira (art. incumbe “ao Ministério Público Federal efetivar a denúncia contra o brasileiro naturalizado. §4º. dirigido ao Ministério da Justiça.5. capacidade civil do requerente e a devida aquisição da nacionalidade estrangeira”. Motivos: em decorrência de atividade contrária à ordem pública ou à segurança nacional ou nociva ao interesse nacional. 9. a.3. 222. condena o indivíduo à perda a naturalização”. 485 do CPC.. a.. deverá fazerse o requerimento. PERDA DA NACIONALIDADE (CF. arts. 10.1..4. Essa denúncia perpassa por uma perspectiva hermenêutica..

Portanto. Efeitos: os efeitos do decreto presidencial serão “ex nunc”. não teria como o mesmo voltar a ser brasileiro nato”. NOVELINO. 818/49 prevê a possibilidade de reaquisição por decreto presidencial. quais sejam: Bernardo Gonçalves apresenta duas a)”Se brasileiro nato. 2. Rio de Janeiro: Forense. b) “A única forma desse brasileiro nato que perdeu a nacionalidade e virou estrangeiro readquirir a nacionalidade será enquanto brasileiro naturalizado. José Afonso da. 2009. Porém. George. Jorge. estaremos diante de um processo administrativo. Marcelo. posições. 2009.“o procedimento é meramente administrativo. – Rio de Janeiro: Forense. não atingindo eventual cônjuge ou mesmo filhos desse indivíduo . Pedro. “[. ALEXANDRINO. São Paulo: Atlas. BIBLIOGRAFIA: 1.4. sem a necessidade de incursão judicial. assegurada a ampla defesa.MIRANDA. Manoel Jorge. SILVA. 2ª. 5. São Paulo: MÉTODO. b. Direito Constitucional. readquirir a nacionalidade originária por decreto do Presidente da República”.. SILVA E NETO. 6ª. São Paulo: Malheiros.. Vicente. Direito Constitucional. Marcelo. Curso de direitos fundamentais. tramitando no Ministério da Justiça. em virtude de ter se tornado estrangeiro. o Ministério de Relações exteriores comunicará ao Ministério da Justiça a solicitação da aquisição de nacionalidade em outro país. 2010. 2009. e após o processo instruído e finalizado.LENZA. – São Paulo: Saraiva. Ed. se o ex-brasileiro estiver domiciliado no Brasil. o Presidente da República dará a decisão por meio de decreto. 2010. Neste ponto. somente após adquirida a nacionalidade em outro país o Ministério da Justiça deflagrará o procedimento administrativo. 6. ed. contudo.MORAES. Ed. que levará a perda da nacionalidade. ainda. 3. Entendemos.. b. 36 da Lei n. Nesses termos. PAULO. Coimbra: Coimbra. São Paulo: MÉTODO. 1997. deverá voltar a ser brasileiro nato. – São Paulo: Atlas. 2011. 7. 15. Alexandre.5. 4. que tal dispositivo só terá validade se a reaquisição não contrair os dispositivos constitucionais e. ou seja.] o art. Manual de Direito Constitucional. Nesse sentido.MARMELSTEIN. . a partir do momento em que o brasileiro nato ou naturalizado deseja adquirir a naturalização em outro país. Direito Constitucional descomplicado. Ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Curso de Direito Constitucional positivo. Nesses termos. se existirem elementos que atribuam nacionalidade ao interessado”. determinando a perda da nacionalidade”. é importante deixar consignado que não ocorre apenas com a mera solicitação de outra nacionalidade pelo brasileiro. Direito Constitucional esquematizado. 8. há divergência doutrinária. Direito Constitucional. Reaquisição da nacionalidade do brasileiro nato: via administrativa Segundo Pedro Lenza.

] os direitos políticos positivos consistem no conjunto de normas que asseguram o direito subjetivo de participação no processo políticos e nos órgãos governamentais.DIREITOS POLÍTICOS POSITIVOS (capacidade eleitoral ativa = alistabilidade = direito de votar) 3. Eles garantem a participação do povo no poder de dominação política por meio das diversas modalidades de: direito de sufrágio: direito de voto nas eleições. 2.NOÇÕES GERAIS De acordo com José Afonso da Silva. “a” da CRFB/88).] é o Direito Público subjetivo democrático de votar (eleger) e de ser votado (eleito). o direito de propor ação popular.1. “ são o conjunto de normas jurídicas que asseguram a participação do povo no cenário eleitoral do Estado”. 17. . Sufrágio (art. 4. Conceito Segundo Uadi Bulos.. caput da CRFB/88). 34. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DOS DIREITOS POLÍTICOS 1. Etimologicamente. direito de elegibilidade (direito de ser votado). sufrágio – do latim sufragium – significa escolha. Regime democrático como princípio: a) Fundamentador de direitos fundamentais implíticos (art. §2° da CRFB/88). o direito de organizar e participar de partidos políticos”. “[. VII. direito de voto nos plebiscitos e referendos. “[. assim como por outros direitos de participação popular. c) Constitucional Sensível (art. b) Limitador da liberdade partidária (art..DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 3. 14 da CRFB/88) 4.. Conceito De acordo com Uadi Bulos.. 5°. apoio ou aprovação”.1. como o direito de iniciativa popular.

Signficado: consulta feita ao eleitorado antes de a lei ou o ato administrativo serem elaborados. 6. 2°.4. 3. 6. Que diz a lei: “O plebiscito é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo.826/2003 – Estatuto do Desarmamento (§1° do art. b. para que os confirmem ou rejeitem. b. 10. apenas. b)Plebiscitos e referendos (art.2005. ou não.10. A obtenção do título de eleitor permite ao cidadão o exercício de todos os direitos políticos???? 6. plebiscitos e referendos (exercício da capacidade eleitoral ativa).709/98. art. art.1.3. serão discutidos pelo Congresso Nacional ou pelo Poder Executivo. XV da CRFB/88).5. posteriormente. cabendo ao povo. art. 14. XV da CRFB/88). DIREITO DE VOTO (espécie do gênero sufrágio). aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido. AQUISIÇÃO DA CAPACIDADE ELEITORAL ATIVA: alistamento realizado junto aos órgãos competentes da Justiça Eleitoral. CAPACIDADE ELEITORAL ATIVA: capacidade de votar (ALISTABILIDADE). (Lei n. a)Eleições. 3. cumprindo ao povo a respectiva ratificação ou rejeição”. o plebiscito e o referendo “são consultas formuladas ao povo para que delibere sobre matéria de acentuada relevância. §2°). o referendo “é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo. de natureza constitucional. 2.3. “ retrata. cumprindo ao povo a respectiva ratificação ou rejeição”. art.2. 6.4. cabendo ao povo. pelo voto. Versa sobre assuntos que. “ é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo. Conceito De acordo com Uadi Bulos. pedido do interessado. o direito de votar ou de manifestar a vontade de eleições. 9. §1°). 2°.2) Referendos art.5. 9. Quadro comparativo analisado por Uadi Bulos PLEBISCITO 1. b. 35). Que diz a lei: “O referendo é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo. 2. Exemplo: plebiscito para saber se o povo quer. legislativa ou administrativa”. Significado: consulta feita ao eleitorado depois de a lei ou o ato administrativo serem elaborados. aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido (Lei n. 49. REFERENDO 1.709/98. De acordo com Marcelo Alexandrino.1) Plebiscitos Nas palavras de Marcelo Alexandrino. Exemplo: referendo sobre o desarmamento previsto pela Lei n. 49. pelo voto. . uma nova Constituição para o Brasil. quando a população brasileira optou pela nãoproibição da comercialização de arma de fogo.Segundo Marcelo Alexandrino. realizado em 23. 14.

seus representantes e governantes”). 60. 60.2. com isso. 6. social ou econômica – “um homem . ao consagrar o voto cláusula pétrea. f) Direito público subjetivo (“não pode ser abolido. posição intelectual. “quando o direito de votar a todos os nacionais. se desejar. é obrigatório o comparecimento às eleições. a obrigatoriedade formal do comparecimento. “quando o direito de votar for concedido tão somente àqueles que cumprem determinadas condições fixadas em lei do Estado. OBSERVAÇÃO: Possibilidade de eleição indireta do governante (art. ESPÉCIES DE SUFRÁGIO a) Universal (segundo Marcelo Alexandrino. o cidadão é livre para a escolha do candidato. por força do art. para anular o seu voto ou votar em branco”). portanto. sob pena de pagamento de multa”).SUFRÁGIO 6. idade. somente. e) Com valor igual para todos (segundo Alexandre de Moraes. “os eleitores elegerão.1. i) Persoalidade (“só pode ser exercido pessoalmente. g) Liberdade (“comparecendo às eleições. O sufrágio restrito.equivale. II. um voto”). sequer por emenda à Constituição. “ressalvados os maiores de setenta anos e os menores de dezoito anos.. §4°. a temporalidade dos mandatos no nosso Estado”). 81. a uma expressão restrita. tampouco por terceiro fraudulentamente”). assegurando. 81. o exercício do direito de sufrágio em seu aspecto ativo (votar)”. c) Direto (de acordo com Alexandre de Moraes. que significa. Caracteristicas do voto (analisadas por Alexandre de Moraes) a) Obrigatório (nas palavras de Alexandre de Moraes. tais como condições culturais ou econômicas etc).exceção: art. por sua vez. poderá ser censitário ou capacitário. b) Facultativo ( nas palavras de Alexandre de Moraes. II da CF/88”). por meio de voto. “ressalvados os maiores de setenta anos e os menores de dezoito anos. não há possibilidade de se outorgar procuração para votar”). §2°).5. no seu art. §4°. h) Periodicidade (“ a Constituição. cor. b)Restrito (segundo Marcelo Alexandrino. garante a periodicidade de sua manifestação.. é obrigatório o comparecimento às eleições. “ o voto de cada cidadão tem o mesmo valor no processo eleitoral. independentemente de sexo. independentemente da exigência de quaisquer requisitos. . 6. sem intermediários. por si. a obrigatoriedade formal do comparecimento. no exercício do direito ao sufrágio. credo. d) Secreto ou sigiloso(de acordo com Alexandre de Moraes “ o voto não deve ser revelado nem por seu autor. ou. sob pena de pagamento de multa”).

e não ou do registro ou mesmo da posse). “ato de contagem de votos. §3°). 6.1.2)Sufrágio capacitário “é aquele que só outorga o direito de voto aos indivíduos dotados de certas características especiais. nas palavras de Marcelo Alexandrino: “a) nacionalidade brasileira ou condição de equiparado a português. “O prazo de comprovação do domicílio será de no mínimo 1 ano antes da eleição. art. “é um das fases do procedimento eleitoral. para os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República e senador da República. patrimoniais. pelo período mínimo exigido pela legislação eleitoral subconstitucional). trinta anos. na acepção ampla. f) filiação partidária (não se admite. dezoito anos.7. regularmente inscrito perante a Justiça Eleitoral). a denominada candidatura autônoma ou avulsa. deputado estadual ou distrital. b)pleno exercício dos direitos políticos (aquele que teve suspensos ou perdeu seus direitos políticos não dispõe de capacidade eleitoral passiva). para os cargos de deputado federal. sendo que para Presidente e Vice-Presidente da República exige-se a condição de brasileiro nato (CF. a abertura. que deverá ser verificada tendo por referência a data da posse (a não a data do alistamento ou do registro). na acepção estrita. e)idade mínima. comunitários ou laços familiares”. c)alistamento eleitoral (comprovado pela apresentação do título de eleitor. b. Exemplo: voto secreto (coberto ou fechado) ou voto aberto (a descoberto ou público)”. englobando a apuração. para vereador. vinte e um anos. aquele que conta. b)Escrutíneo. 12. §4° da CRFB/88. . 17.§3°.7.CAPACIDADE ELEITORAL PASSIVA (direito de candidatura = elegibilidade): direito de ser votado (ELEGIBILIDADE) 6. ESCRUTÍNEO (acepções). notadamente de natureza intelectual”. c)Escrutíneo “também é usado para designar o modo de exercício do voto.b. para os cargos de Governador e Vice-governador de Estado e do Distrito Federal. sem filiação a partido político)”. O TSE admite a configuração de domicílio eleitoral de forma ampla. permitindo sua fixação onde o eleitor apresente ligação material ou afetiva com a circunscriação. d)domicílio na circunscrição (o eleitor deverá ser domiciliado no local pelo qual se candidata. sendo as seguintes: trinta e cinco anos. verifica e confere o número de vots”. comerciais. donde insurge a figura do escrutinador. (1 ano antes da data da eleição (pleito). isto é. Prefeito. na visão de Uadi Bulos a)Escrutíneo. Observação: ver os arts. o depósito. o reconhecimento e a contagem dos votos”. Condições de ELEGIBILIDADE (capacidade eleitoral passiva = ser votado nas eleições). sejam vínculos políticos.1)Sufrágio censitário “é aquele que somente outorga o direito de voto àqueles que preencherem certas qualificações econômicas”. 7. §2°. profissionais. Vice-Prefeito e juiz de paz. no Brasil.

Permissão de reeleição para um único período subseqüente.2.Não há a exigência da desincompatibilização do Chefe do Executivo para candidatar-se à reeleição. . Hipóteses de INELEBILIDADE RELATIVA a)MOTIVOS FUNCIONAIS (art. durante o período do serviço militar obrigatório. uma vez que a elegibilidade tem por pressuposto a alistabilidade.1. isto é. . que. mesmo tendo substituído este no curso do mandato”. “poderão candidatar-se ao cargo do titular. os estrangeiros (exceto o português equiparado) e os conscritos.7. ou mesmo que ele renuncie [. . segundo Marcelo Alexandrino. embora possam alistar-se e votar (capacidade eleitoral ativa). inelegíveis”. 15 da CRFB/88). são naõ alistáveis e. antes. por um período subseqüente. a “inelegibilidade relativa consiste em restrições impostas à elegibilidade para alguns cargos eletivos.DIREITOS POLÍTICOS NEGATIVOS são restrições e impedimentos ao exercício dos direitos positivos. desde que seja sucessivo. em razão de situações especiais em que se encontra o cidadão-candidato no momento da eleição”.2. . 14.1. alistável.1.2.. Análise do dispositivo constitucional (na visão de Marcelo Alexandrino) “. impede que o cidadão concorra em qualquer eleição. . Inelegibilidade relativa Segundo Marcelo Alexandrino. “nada obsta que o Chefe do Executivo solicite ao Poder Legislativo uma licença para poder concorrer à reeleição. nas palavras de Marcelo Novelino: “1) os analfabetos.]”. logo.O Vice-Presidente da República. Não obstante. IMPEDIMENTO PARCIAL DA CIDADANIA (art. §5° da CRFB/88) a. como tais. os Vice-Governadores e os Vice-Prefeitos. 2) os não alistáveis. 14.1. a qualquer mandato eletivo”. os Vice-Governadores e os Vice-Prefeitos poderão ser reeleitos para os mesmos cargos. para ser elegível é imprescindível ser. b)Hispóteses de inelegibilidade absoluta. c)As hipóteses de inelegibilidade absoluta podem ser estabelecidas ao nível infraconstitucional? 8. IMPEDIMENTO TOTAL DA CIDADANIA (art. 7.O Vice-Presidente da República. Inelegibilidade absoluta: a)A inelegibilidade absoluta.. §§4° a 9°(outras normas infraconstitucionais mediante lei complementar poderão trazer casos de inelegibilidade da CRFB/88) 8. reeleitos ou não.Proibição de reeleição para o terceiro mandato. não dispõem de capacidade eleitoral passiva (não podem ser eleitos). 7. 8.

e somente poderá candidatar-se a um único período subseqüente”. ou com seu irmão. renunciando seis meses antes do pleito eleitoral. que esteja exercendo o segundo mandato eletivo (por reeleição). os Governadores e os Prefeitos podem concorrer a outros cargos. ou eleição indireta pelo Congresso Nacional. se a vacância ocorrer nos últimos dois anos do mandato presidencial”.Presidente da República. vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente. Segundo Marcelo Alexandrino.. temos: “a) o cônjuge. renunciar antes do término desse com o intuito de pleitear nova recondução para o período subseqüente (reeleição para um terceiro mandato subseqüente).2. que determina que.O Vice. trinta dias depois de aberta a última vaga.1. parentes e afins até o segundo grau do Prefeito não poderão candidatar-se a vereador ou Prefeito do mesmo Município. . b. às pessoas que vivem maritalmente com o Chefe do Executivo. . b)o cônjuge. Súmula 18 do STF: DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE OU DO VÍNCULO CONJUGAL. parentes e afins até segundo grau do Governador não poderão candidatar-se a qualquer cargo no Estado (vereador. 14. b. não tenham sucedido ou substituído o titular”. “desde que. preservando os seus respectivos mandatos. §5° da CRGB/88. .3. o território de jurisdição do titular. PARENTESCO OU AFINIDADE (art. . apenas. . às pessoas casadas no religioso. NO CURSO DO MANDATO. OBSERVAÇÃO: São aplicadas “as mesmas regras àqueles que tenham substituído os Chefes do Executivo dentro de seis meses anteriores ao pleito eleitoral”. parentes e afins até segundo grau do Presidente da República não poderão candidatar-se a qualquer cargo eletivo no País”. b. 14. . os Vice-Governadores e os Vice-Prefeitos podem concorrer a outros cargos. 14. §7° da CRFB/88). c) o cônjuge. NÃO AFASTA A INELEGIBILIDADE PREVISTA NO §7° DO ARTIGO 14 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.“Não poderá aquele foi titular de dois mandatos sucessivos na chefia do Executivo candidatarse. à eleição prevista no art. desde que renunciem aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito (art. o vice assumirá efetiva e definitivamente o exercício da chefia do Executivo. b)MOTIVOS DE CASAMENTO.“Na hipótese de acorrer a vacância definitiva do cargo de Presidente da República. A inelegibilidade não é aplicada à viúva do Chefe do Executivo. deputado federal e senador pelo próprio Estado e Governador do mesmo Estado). no período subseqüente (terceiro período).O Presidente da República. nos seis meses anteriores ao pleito. Ver os artigos 79. 81 da Constituição Federal. ao cargo de vice-chefia do Executivo”. far-se-á nova eleição direta.“O STF admitiu a elegibilidade de ex-prefeito do município-mãe que. deputado estadual. §6° da CRFB/88). Governador ou Prefeito. noventa dias após a abertura da última vaga.“Não pode aquele que foi titular de dois mandatos sucessivos na Chefia do Executivo vir a candidatar-se. . A inelegilidade reflexa não se aplica as seguintes hipóteses: 1.“Não pode o Chefe do Executivo. candidatou-se a prefeito do município desmembrado”. durante o período imediatamente subseqüente. A INELEGIBILIDADE REFLEXA atinge.

parente ou afim que já possuir mandato eletivo. . Paulo. PAULO. Curso de Direito Constitucional positivo.MORAES. 14. 14. 2. São Paulo: Malheiros. PINHO. São Paulo: Malheiros. 3. São Paulo: Saraiva. desde que ele pudesse concorrer à sua própria reeleição (isto é. 2011. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 9. são hipóteses de perda dos direitos políticos as hipóteses previstas nos incisos II. em face da vedação à filiação partidária do militar. Da organização do Estado.2. 2011. nessa situação. e histórico das Constituições. Rio de Janeiro: Lumen Juris. SILVA E NETO. Alexandre. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE ELEITORAL (art. Rio de Janeiro: Forense. dos Poderes. 8. São Paulo: Atlas. Direito Constitucional esquematizado. NOVELINO. 7. suprirá a ausência da prévia filiação partidária o registro da candidatura apresentada pelo partido político e autorizada pelo candidato”. 16 da CRFB/88) BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. 10. 5. Curso de Direito Constitucional. 2009.BONAVIDES. “Assim. Ed. Vicente. 6. 2010. §3°. – São Paulo: Saraiva. V da CRFB/88) Nas palavras de Marcelo Alexandrino. São Paulo: MÉTODO. PRIVAÇÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS (art.2. seu cônjuge.. 3 ed. mesmo que seja na circunscrição. d)PREVISÃO EM LEI COMPLEMENTAR (art. 12 §4º. 8. 2010. Ed. §9° da CRFB/88) 8. Direito Constitucional. II) 8. SILVA. Privação definitiva (perda dos direitos políticos) Para Alexandre de Moraes. 18). Pedro. A inelegibilidade não é aplicada ao cônjuge. Denise. caso em que poderá candidatar-se à reeleição. – Rio de Janeiro: Forense. Rodrigo César Rebello. são hipóteses de perda dos direitos políticos as hipóteses previstas nos incisos I e IV do art. Manual de Direito Constitucional. 4. 11 ed. Manoel Jorge. III e V do art. 2009. Direito Constitucional descomplicado. José Afonso da. Direito Constitucional. 2011. o Tribunal Superior Eleitoral firmou o entendimento de que. – (Coleção sinopses jurídicas. c) INELEGIBILIDADE DE MILITARES (arts. §8°.1. 15. São Paulo: Revista dos Tribunais. no final do primeiro mandato)”. Marcelo. 142. 2005. 6ª. FERNANDES. VARGAS. “se o Chefe do Executivo renunciar seis meses antes da eleição.Segundo o TSE. . Curso de Direito Constitucional. 9. 2011. 15 da CRFB/88. 15 da CRFB/88.LENZA. Privação temporária (suspensão dos direitos políticos) Para Alexandre de Moraes. Marcelo. parentes ou afins até segundo grau poderão candidatar-se a todos os cargos eletivos da circunscrição. v. Direito Constitucional. São Paulo: MÉTODO. ALEXANDRINO. Bernardo Gonçalves.

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