DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.

ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB

DIREITO CONSTITUCIONAL I

PLANO DE AULA

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO DIREITO CONSTITUCIONAL 1. DIREITO 1.1. A CLASSIFICAÇÃO EM “RAMOS DO DIREITO” 1.2. ALOCAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONAL Nas palavras de Alexandre de Moraes, o Direito Constitucional “é um ramo do Direito Público, destacado por ser fundamental à organização e funcionamento do Estado, à articulação dos elementos primários do mesmo e ao estabelecimento das bases da estrutura política”. 1.3. ORIGEM, FORMAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONAL I De acordo com Paulo Bonavides, a origem da expressão Direito Constitucional,
“[...] consagrada há cerca de um século, prende-se ao triunfo político e doutrinário de alguns princípios ideológicos na organização do Estado moderno. Impuseram-se tais princípios desde a Revolução Francesa, entrando a inspirar formas políticas do chamado Estado liberal, Estado de direito ou Estado constitucional”.

1.4. CRIAÇÃO DA 1ª CADEIRA DE DIREITO CONSTITUCIONAL Segundo Paulo Bonavides, o ministro da Instrução Pública, Guizot, determinou a criação da primeira cadeira de Direito Constitucional em 1834. O primeiro mestre a lecionar a Cadeira foi Pelegrino Rossi.
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros, 2005. 2.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 3. FERNANDES, Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 3 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011. 4..MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 8. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009. 9. VARGAS, Denise. Manual de Direito Constitucional. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO

CONSTITUCIONALISMO 1. CONSTITUCIONALISMO 1.1. CONSTITUCIONALISMO (em sentido amplo)

Na visão de Marcelo Novelino, o “[...] constitucionalismo, apesar de ser um termo recente, está ligado a uma ideia bastante antiga: a existência de uma Constituição nos Estados, independentemente do momento histórico ou do regime político adotado [...]”. 1.2. CONSTITUCIONALISMO (em sentido estrito) De acordo com Alexandre de Moraes, a “origem formal do constitucionalismo está ligada às Constituições escritas e rígidas dos Estados Unidos, em 1787 [...]”. Segundo Marcelo Novelino,
“[...] Mais do que uma simples técnica constitucional, o constitucionalismo é uma técnica de liberdade que assegura direitos fundamentais aos cidadãos de modo a impedir sua violação por parte do Estado. No século XIX a teoria das garantias e a teoria do Estado de direito (Rechtsstaat) se uniram ao princípio da separação dos poderes, conferindo ao constitucionalismo sua identidade atual”.

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros, 2005. 2.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 3. FERNANDES, Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 3 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011. 4..MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 8. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009. 9. VARGAS, Denise. Manual de Direito Constitucional. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011.

de firmar.. o modo pelo qual se constitui uma coisa.]”.. política ou filosófica.LENZA. Juridicamente.Sentido sociológico (defendido por Ferdinand Lassale.. 3.fundamento lógico-transcendental da validade da Constituição jurídico-positiva. . ou. observa que “.plano do suposto .norma positivada suprema. direitos que deveres dos cidadãos.Posição de Alexandre de Moraes “Constituição. é o ato de constituir. segundo Pedro Lenza. 1. traduzindo o pensamento de Kelsen. 15. sem qualquer pretensão a fundamentação sociológica. Curso de Direito Constitucional. Caso isso não ocorresse.] uma Constituição só seria legítima se representasse o efetivo poder social [.norma fundamental hipotética.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. em seu livro “Qué es una Constitución”?).1. A concepção de Kelsen toma a palavra Constituição em dois sentidos: no lógico-jurídico e no jurídico-positivo [.] José Afonso da Silva. São Paulo: Malheiros.. positivada.norma posta.1. forma de governo e aquisição de poder de governar. ela seria ilegítima. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CONCEITO.4. de acordo com José Afonso da Silva.].CONCEITOS 1. direitos individuais. 2011. lato sensu. “[. 3. . 2005. Constituição deve ser entendida como a lei fundamental e suprema de um Estado.Sentido jurídico...”[. é a Constituição que individualiza os órgãos competentes para edição de normas jurídicas legislativas ou administrativas”.4. Curso de Direito Constitucional. 1.]”. considerada norma pura.] só se refere à decisão política fundamental (estrutura e órgãos do Estado. . Além disso. caracterizando-se como uma simples “folha de papel” [. 3 ed. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. – São Paulo: Saraiva. mas não contêm matéria de decisão política fundamental”.3. PLANO JURÍDICO-POSITIVO . puro dever-ser. Ed..Quadro explicativo apresentado por Pedro Lenza PLANO LÓGICO-JURÍDICO . que contém normas referentes à estruturação do Estado.BONAVIDES. ainda. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 1. de estabelecer. organização.. então. segundo Pedro Lenza.2.. porém. 2011.Sentido político (defendido por Carl Schmitt).. Paulo. Direito Constitucional esquematizado. as leis constitucionais seriam os demais dispositivos inseridos no texto do documento constitucional.. um grupo de pessoas. formação. um ser vivo. FERNANDES. vida democrática etc)..Constituição é. CLASSIFICAÇÃO e ELEMENTOS 1.. Pedro. Bernardo Gonçalves. 2. “[. à formação dos poderes públicos. distribuição de competências..

2009. 6ª. Manoel Jorge. 8. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense. 2009. Alexandre. Manual de Direito Constitucional. Curso de Direito Constitucional positivo. Marcelo. VARGAS. São Paulo: Revista dos Tribunais. Direito Constitucional. SILVA. PAULO. . Rio de Janeiro: Lumen Juris.4. Ed. Denise. São Paulo: Malheiros. 2010. – Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional descomplicado. São Paulo: MÉTODO. 5.MORAES. São Paulo: MÉTODO. José Afonso da. SILVA E NETO. Vicente. 2011. 6. NOVELINO. Marcelo. 9. ALEXANDRINO. 2010. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas. 7.

pois os processos de produção (que obviamente. de forças políticas rivais: a realeza debilitada de uma parte. “elas acabam por exprimir um compromisso instável (frágil). “[. portanto. de acordo com Pedro Lenza.. Segundo Paulo Bonavides.. desenvolvidas. atuar.. segundo José Afonso da Silva. longas. da deliberação da representação legítima popular [.]”. segundo Pedro Lenza.].] sem dúvida. c) Cesarista. e a nobreza e a burguesia. volumosas. . “[. de forma populista. prolixas. as Constituições “[. b) Promulgada.. é aquela constituição fruto de uma Assembleia Nacional Constituinte. ou governante). Buscam desenvolver um equilíbrio não raro instável e precário. no Chile [. de acordo com Pedro Lenza...1. Quanto à EXTENSÃO: a) Sintéticas (concisas. “são aquelas que abordam todos os assuntos que os representantes do povo entenderem fundamentais [.] surgem através de um pacto..]”. eleita diretamente pelo povo.. breves. De acordo com Bernardo Gonçalves. mas tampouco é democrática. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CLASSIFICAÇÃO 1.]”. De acordo com Bernardo Gonçalves.2.]”. “seriam aquelas enxutas. “são as constituições impostas.]”.. inchadas). sumárias... votada ou popular. entre o princípio monárquico e o princípio da democracia”.]”. de maneira unilateral. pelo agente revolucionário (grupo. é submetido para digressão popular [. básicas). 1. extensas.. veiculadoras apenas dos princípios fundamentais e estruturais do Estado [...Quanto à ORIGEM: a)Outorgadas. são aquelas em q eu o poder constituinte originário se concentra nas mãos de mais de um titular [. d) Pactuadas.. nas palavras de Uadi Bulos. nascendo.. sucintas.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc...] formada por plebiscito popular sobre um projeto elaborado por um Imperador (plebiscito napoleônico) ou um Ditador (plebiscito de Pinochet. “são aquelas que resultam de um acordo entre o rei (monarca) e o parlamento. conferem legitimidade ao documento constitucional) não envolvem o povo e sim algo pronto e acabado (“receita de bolo”) que.não é propriamente outorgada. segundo Pedro Lenza.]”. “também chamada de democrática.. em nome dele. b) Analíticas (amplas. largas.. se aproximam das Constituições Outorgadas (e se distanciam das Promulgadas). em franco progresso doutra”...CLASSIFICAÇÃO (tipologia) 1. que não recebeu do povo a legitimidade para em nome dele atuar [. ainda que criada com participação popular [..

“[.]”. Segundo Bernardo Gonçalves. se fará a proposição por escripto. algumas matérias exigem um processo de alteração mais dificultoso do que o exigido para alteração das leis infraconstitucionais. graníticas ou intocáveis”. segundo Alexandre de Moraes. um processo legislativo mais árduo. “será aquele texto que contiver as normas fundamentais e estruturais do Estado. Exemplo: Carta Imperial de 1824. Quanto ao CONTEÚDO: a) Materialmente constitucional. pode ser considerada superrígida. e) Superrígida. “é aquela escrita ou não em um documento constitucional e que contém as normas tipicamente constitutivas do Estado e da sociedade”. e portanto. a qual deve ter origem na Câmara dos Deputados. 1. De acordo com Bernardo Gonçalves. Quanto à ALTERABILIDADE (Leda Pereira Mota e Celso Spitzcovsky). se conhecer.de acordo com Pedro Lenza. que algum dos seus artigos merece reforma. A Carta de 1824. à CONSISTÊNCIA (Pinto Ferreira). Quanto ao modo de ELABORAÇÃO: . a organização de seus órgãos. à ESTABILIDADE (José Afonso da Silva e Alexandre de Moraes). e não o conteúdo de suas normas [. à MUTABILIDADE (Michel Temer.. sem dúvida.] só pode ser modificada por procedimentos especiais que ela no seu corpo prevê.. nas palavras de Pedro Lenza. Luiz Alberto David Araújo e Vidas Serrano Nunes Júnior). para a sua alteração (daí preferirmos a terminologia alterabilidade).. de acordo com Pedro Lenza. a Constituição formal.. na medida em que normas ordinárias não a modificam. determinava: “Se passados quatro annos. Portanto. b) Flexível. “são aquelas constituições que exigem..1. mais solene.]”. “será aquela constituição que elege como critério o processo de sua formação.. art. mais dificultoso do que o processo de alteração das normas não constitucionais [. a) Rígidas.. 174. depois de jurada a Constituição do Brazil. segundo Pedro Lenza. sendo também denominadas permanentes. b) Formalmente constitucional. quanto à estabilidade será rígida”. ou seja.4. “é aquela constituição que não possui um processo legislativo de alterabilidade mais dificultoso do que o processo legislativo de alteração das normas infraconstitucionais [.]”.1. “são aquelas constituições inalteráveis. c) Semiflexível ou semirrígida .5. são imutáveis. os direitos e garantias fundamentais [. segundo Pedro Lenza...]”. d) Imutáveis. verdadeiras relíquias históricas e que se pretendem eternas.. previstas na Constituição brasileira de 1988. 1. enquanto outras não requerem tal formalidade [. estando certo que se contrariarem a constituição serão consideradas inconstitucionais. as cláusulas pétreas. “é aquela constituição que é tanto rígida como flexível... nas palavras de Pedro Lenza.]”. e ser apoiada por terça parte delles”.

de planos e sistemas prévios. “é aquela elaborada de forma esparsa (com documentos e costumes desenvolvidos) no decorrer do tempo. b) Eclética.. “[.. reconhecidos pela sociedade como fundamentais. racionalmente.. de acordo com Bernardo Gonçalves. “constituem-se através de um lento e contínuo processo de formação ao longo da história.]”.. Segundo Bernardo Gonçalves. segundo Pedro Lenza.. e baseia-se nos usos. de ideologias bem declaradas.7.. b) Costumeira..6. por uma Assembleia Constituinte [. Quanto à DOGMÁTICA: a) Ortodoxa. Há... “são aquelas em que há adequação entre o texto constitucional (conteúdo normativo) e a realidade social.. segundo Pedro Lenza..]”.. uma simbiose do texto constitucional com a realidade social. Quanto à FORMA: a) Escrita (instrumental).8. convenções [. ao contrário da escrita.. “seriam aquelas que se distribuiriam em vários textos e documentos esparsos. segundo Pedro Lenza.. Ou seja. reunindo a história e as tradições de um povo [. estabelecendo as normas fundamentais de um Estado [. De acordo com Bernardo Gonçalves..a) Dogmáticas.. Quanto à SISTEMÁTICA (critério sistemático): a) Reduzidas (unitárias). b) Históricas.] partem de teorias preconcebidas. 1. Para Pedro Lenza afirma as Constituições dogmáticas são “[.] elaboradas de um só jato. jurisprudência. É formada por ‘textos’ esparsos.] seria aquela constituição que.. na medida em que detentores e destinatários de poder seguem .7. “[. Exemplo: Constituição inglesa. reflexivamente...]”.. “seriam aquelas que se materializam em um só código básico e sistemático [. a constituição conduz os processos de poder (e é tradutora dos anseios de justiça dos cidadãos).]”.. “é aquela escrita e sistematizada em um documento que traz as ideias dominantes (dogmas) em uma determinada sociedade num determinado período (contexto) histórico [.]”. sendo fruto de um contínuo processo de construção e sedimentação do devir histórico [.] seria a constituição formada por um conjunto de regras sistematizadas e organizadas em um único documento.. 1.]”. b) Variadas.]”. não escrita ou consuetudinária.]”.. sendo formadas de várias leis constitucionais [.. “seria aquela formada por ideologias conciliatórias [.]”.]”. 1... “é aquela formada por uma só ideologia [. de dogmas políticos [. de acordo com Pedro Lenza. Quanto à correspondência com a REALIDADE (critério ontológico – essência): a) Constituições normativas.]”. costumes. de acordo com Pedro Lenza. 1... portanto... não traz as regras em um único texto solene e codificado. de acordo com Meirelles Teixeira “[.

4. Constituição Alemã de 1949. ALEXANDRINO. Vicente. Manoel Jorge. 9. segundo Bernardo Gonçalves. 2011. de acordo com Bernardo Gonçalves. Detentores do poder fizeram (produziram) o texto diferente da realidade social. Curso de Direito Constitucional. 2011. 2010. Marcelo. Direito Constitucional. Constituições brasileiras de 1937 (Getúlio Vargas). São Paulo: Malheiros. 1946. A Constituição semântica trai o conceito de constituição. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Esse é o seu caráter educacional. . jurisprudencial etc). b)Constituições nominais. SILVA. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. “são aquelas que traem o significado de constituição (do termo constituição). São Paulo: Atlas. FERNANDES. é mister deixar consignado que existe um lado positivo nessas Constituições. 2. PAULO. São Paulo: Revista dos Tribunais. servir de “estrela guia” de “fio condutor” a ser observado pelo país. 5.MORAES. Direito Constitucional esquematizado. Marcelo. Constituição francesa de 1958. Direito Constitucional descomplicado. Constituição Americana de 1787. pois legitima (naturaliza) práticas autoritárias de poder. política. o que ocorre é um descompasso do texto com a realidade social (econômica. Não há simbiose do texto constitucional com a realidade social. apesar de distante do texto. Constituição. Sem dúvida. 6. em sua essência. NOVELINO.. José Afonso da. Ed. Como exemplos. Exemplos. ao invés de limitar o poder. Bernardo Gonçalves.. Exemplos. 1988 [. 2009. VARGAS.. 15. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Rio de Janeiro: Forense. nos dizeres de Löewenstein. A constituição semântica vem para legitimar o poder autoritário. Alexandre. 7. São Paulo: MÉTODO. 3. educacional. – São Paulo: Saraiva. ela pode. 8.. São Paulo: Malheiros. Denise. entre outras”.]”. pedagógico. 2011. as Constituições brasileiras de 1934. “não há adequação do texto constitucional (conteúdo normativo) e a realidade social [. Direito Constitucional. se o texto existe. Curso de Direito Constitucional positivo.. Curso de Direito Constitucional. um dia poderá alcançá-lo.(respeitam) a constituição. SILVA E NETO. 6ª. – Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: MÉTODO. Manual de Direito Constitucional. 3 ed. mas..LENZA. 196769 (governo militar)”. Porém. 2010.BONAVIDES. c) Constituições semânticas. Ed. é e deve ser entendida como limitação de poder. 2009. Direito Constitucional. Paulo. 2005. Pedro.]. que.

b)Autocrático (poder constituinte usurpado). 2ª.] pode ser conceituado como o poder de elaborar (e neste caso será obrigatória) ou atualizar uma Constituição. 1937. o poder constituinte “[. não há forma predeterminada que o condicione. rompendo por completo com a ordem jurídica precedente”. 3ª. não obstante possamos encontrar determinados padrões seguidos ao longo do tempo”.. As principais características apresentadas por Pedro Lenza e Marcelo Alexandrino são: .1. mediante supressão. Formas de manifestação do poder constituinte originário Segundo Denise Vargas. Exemplos: Constituições de 1824. “Qu’est-ce que le tiers état?. Logo.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.3. até agora.PODER CONSTITUINTE 1.. 2. TEORIA DO PODER CONSTITUINTE 2. Conceito Segundo Pedro Lenza. inaugural. 3. “o poder constituinte não está adstrito a nenhum procedimento específico. 3. 3. Exemplos: a manifestação através de uma assembleia nacional constituinte ou convenção.2. “[. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO PODER CONSTITUINTE 1. Exercício do poder constituinte originário a)Democráticos (poder constituinte legítimo). 1967. O abade Sieyés começa com o plano de sua obra fazendo três perguntas que são respondidas ao longo da obra: 1ª. 3.. opúsculo publicado pela Abade Joseph Sièyes. O que é o Terceiro Estado? – Tudo. modificação ou acréscimo de normas constitucionais (sendo nesta última situação derivado do originário”. O que é que ele pede? – Ser alguma coisa.De acordo com Pedro Lenza. PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO ((inicial. na ordem política? – Nada.1..4. de primeiro grau) 3. O que tem sido ele.] é aquele que instaura uma nova ordem jurídica.1.

DERIVADO LIMITADO CONDICIONADO 4.. deve-se obedecer á forma prevista na CF. pois dá início a um Estado inaugurando o seu ordenamento jurídico.a)inicial. Assim. a uma forma preestabelecida na Constituição Federal. “Porque encontra limites quanto á matéria jurídica. 4. 4. “[. que é uma norma jurídica. e) autônomo. segundo Denise Vargas. Logo.] deve obedecer às regras colocadas e impostas pelo originário. o cria para reforma. também.2. “a nação existe antes de tudo. limitado e condicionado aos parâmetros a ele impostos”. na visão do Sieyès. Conceito Nas palavras de Pedro Lenza. b) ilimitado juridicamente. constituído. secundário. segundo Denise Vargas.1.3. E nas palavras de Carlos Ayres Brito “éle é um poder simultaneamente constituinte e desconstituinte: zera a contabilidade jurídica até então existente e passa a começar tudo de novo”. e. é a própria lei. sendo. municipais e distritais”. Antes dela e acima dela só existe o direito natural”. nesse sentido. para serem elaboradas normas constitucionais estaduais. Tabela explicativa sobre o poder constituinte derivado apresentada por Denise Vargas CARACTERÍSTICAS DO PODER CONSTITUINTE SECUNDÁRIO “Porque ele deriva da Constituição Federal e não nasce da vontade política soberana do povo”. “eis que só ao exercício do poder constituinte cabe determinar quais os termos em que a nova Constituição será estruturada”. Sua vontade é sempre legal. para emendar a CF. eis que não se submete a nenhuma forma de expressão eventualmente pré-existente. d) incondicionado. segundo Denise Vargas. NATUREZA JURÍDICA “É UM PODER JURIDICO. não está jungido a nenhum processo predeterminado para a sua manifestação”. ela é a origem de tudo. ele existe porque a Constituição. por exemplo. Limites ao poder reformador . PODER CONSTITUINTE DERIVADO (instituído. de segundo grau) 4.” “Porque obedece. quanto à forma de se manifestar. f) poder de fato e poder político. segundo Denise Vargas. necessitando respeitar as normas jurídicas existentes na Constituição Federal. revisão do texto constitucional ou criação de normas constitucionais pelos entes federados”. o poder constituinte é inicial. “o poder constituinte originário é incondicionado. Assim. pois deriva ou se origina de uma autorização da Constituição Federal.

]”.] é aquele atribuído aos Estados-membros de uma federação – poder constituinte decorrente. de acordo com Marcelo Novelino. “[. “consiste na proibição de reforma de determinados dispositivos durante certo período de tempo após a promulgação da Constituição.. De acordo com Marcelo Alexandrino. “podem ser impeditivas de inclusão. Considerando a existência de relevantes debates a respeito de certos temas constitucionais (acerca da forma e regime de governo.1. 7. segundo Marcelo Novelino. I e 60 da CRFB/88).. art. “[. de acordo com Marcelo Novelino. c) Limitações circunstanciais.. d) Limitações temporais. votação. segundo Marcelo Novelino. b) Limitações materiais (ou substanciais). PODER CONSTITUINTE DIFUSO OU MATERIAL. o processo legislativo das emendas (CF. há as limitações formais subjetivas que “são relacionadas à competência para propositura de emendas à Constituição” e as limitações formais objetivas que “são referentes ao processo de discussão. relativas ao desenvolvimento dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte de 1988. aprovação e promulgação das propostas de emenda. Na visão de Marcelo Alexandrino. Espécies de poder constituinte derivado a)Poder constituinte derivado por reforma (arts.] O estabelecimento desse processo simplificado de reforma teve razões históricas. A instabilidade institucional provocada por um momento tão delicado poderia ocasionar alterações precipitadas e desnecessárias no texto da LEX MATER”. 59. Conceito Segundo Pedro Lenza. por exemplo. só existe nos Estados que adotam a forma federativa – para se auto-organizarem mediante a elaboração de suas constituições estaduais. do ADCT). o poder constituinte decorrente.. 11 do ADCT).3. alteração ou exclusão de determinados conteúdos no texto constitucional”. 4. c) Poder constituinte derivado decorrente (art. “[.a)Limites formais. 60) é mais dificultoso que o processo legislativo ordinário (CF. 47)”. . 7. 3°. cuja decisão terminou por ser legada ao povo brasileiro.. Por se tratar de uma Constituição rígida. por meio de plebiscito). art. por óbvio.. procedimentais ou processuais. b) Poder constituinte derivado revisor (art. “são limitações consubstanciadas em normas aplicáveis a situações excepcionais... nas quais a livre manifestação do poder derivado reformador possa ser ameaçada. desde que respeitadas as regras limitativas impostas pela Constituição Federal”.] pode ser caracterizado como um poder de fato e se manifesta por meio das mutações constitucionais [. de extrema gravidade. com a finalidade de assegurar-lhe maior estabilidade. evitando-se alterações precipitadas e desnecessárias”.

2011. VARGAS. 6ª. Conceito De acordo com Pedro Lenza “[. 2010. Curso de Direito Constitucional.BONAVIDES. . Alexandre. Ed. São Paulo: MÉTODO. 3 ed. 2010. SILVA E NETO. PAULO. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. São Paulo: Malheiros. Direito Constitucional esquematizado. Direito Constitucional descomplicado. Direito Constitucional. “palpáveis”. 15. Bernardo Gonçalves. 8. 2009. 6. Rio de Janeiro: Lumen Juris. José Afonso da. – Rio de Janeiro: Forense. Manoel Jorge. 2005. 2011. materialmente perceptíveis. 3. Curso de Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense. 2009. Marcelo. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: MÉTODO. Ed. 5. Rio de Janeiro: Lumen Juris.. Vicente. 2. 7.7. Pedro.. São Paulo: Malheiros. NOVELINO. mas sim alterações no significado e sentido interpretativo de um texto constitucional [. Mutação constitucional 7. FERNANDES. Manual de Direito Constitucional. – São Paulo: Saraiva. 2011. Marcelo. 9. Paulo. 4. ALEXANDRINO.]”. Direito Constitucional. Direito Constitucional.1.MORAES.2.LENZA..2. SILVA. São Paulo: Revista dos Tribunais.] não seriam alterações “físicas”. São Paulo: Atlas. Denise..

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. h) é possível. só se analisa a compati bilidade material perante a nova Constituição. É o caso. apresentadas por Pedro Lenza. contudo.2.848/40) foi recebido como lei ordinária). Isso porque só se fala em ADI de uma lei editada a partir de 1988 e perante a CF/88 (princípio da contemporaneidade). Entendemos. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO NOVA CONSTITUIÇÃO E ORDEM JURÍDICA ANTERIOR 1. declarando o momento a partir de quando a sua decisão passa a valer”. i) a recepção ou a revogação acontecem no momento da promulgação do novo texto. “[. incompatíveis com as novas regras.] nos casos de normas infraconstitucionais produzidas antes da nova Constituição. precisa ter compatibilidade formal e material perante a Constituição sob cuja regência foi editada. 2. de revogação da lei anterior pela nova Constituição. por falta de recepção”. quando ao fenômeno da recepção: “a)no fenômeno da recepção. como um artigo. neste último caso. contudo. mas. não se falando em inconstitucionalidade superveniente.O que acontece com as normas que foram elaboradas na vigência da Constitucional anterior com o advento de uma nova Constituição? Elas são revogadas? Elas são recepcionadas? Perdem a validade????? 2. Segundo Pedro Lenza. ainda. como vimos. c) como a análise perante o novo ordenamento é somente do ponto de vista material. do decreto-lei. ou seja. por exemplo. não se observará qualquer situação de inconstitucionalidade.1. RECEPÇÃO 2. um ato normativo que deixe de ter previsão no novo ordenamento poderá ser recebido. b) a lei. uma mudança de competência legislativa. d) em complemento.DIREITO CONSTITUCIONAL INTERTEMPORAL lato sensu 1. a recepção de somente parte de uma lei. g) é possível. apenas. 3. e) se incompatível.1. que o STF poderá modular os efeitos da decisão. uma lei pode ter sido editada como ordinária e ser recebida como complementar. somente por meio de ADPF. conforme visto no item anterior.) nesse caso. a técnica de controle ou é pelo sistema difuso ou pelo concentrado.. 2. mas.. matéria que era de competência da União pode perfeitamente passar a ser de competência legislativa dos Estados-membros.. que não mais existe perante o ordenamento de 1988: o Código Penal (DL n. um parágrafo etc. Características.REPRISTINAÇÃO . para ser recebida. ainda. a lei anterior será revogada.

SILVA E NETO. “salvo disposição em contrário.. 3. 2010. a desconstitucionalização é um “[. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Vicente. a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência”. 6. Direito Constitucional. 3 ed. 6ª. 5... PAULO. – São Paulo: Saraiva. 4. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2011. e seu §1°.] recebidas por prazo certo.MORAES. desde que compatíveis com a nova ordem. Curso de Direito Constitucional. Manoel Jorge.. 2. São Paulo: MÉTODO. 2°. – Rio de Janeiro: Forense.] fenômeno pelo qual as normas da Constituição anterior. DESCONSTITUCIONALIZAÇÃO Segundo Pedro Lenza. São Paulo: Malheiros. 4. NOVELINO. as normas da Constituição anterior são recepcionadas com o status de norma infraconstitucional pela nova ordem”. . 2009. Rio de Janeiro: Forense. Pedro.LENZA. Marcelo. José Afonso da. do ADCT. Direito Constitucional. caput. 7. em razão de seu caráter precário. Bernardo Gonçalves. RECEPÇÃO MATERIAL DE NORMAS CONSTITUCIONAIS De acordo com Pedro Lenza.. §3° da LICC (Lei de Introdução ao Código Civil). Marcelo. Curso de Direito Constitucional positivo. Ed. 2010. 15.]”. “o poder constituinte poderá determinar expressamente. SILVA.FERNANDES. características marcantes no fenômeno da recepção material de normas constitucionais”. 2009. Direito Constitucional esquematizado. permanecem em vigor.De acordo com o art.. 2011. Por exemplo. 5. são “[. Ed. Ou seja. art. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. São Paulo: MÉTODO. Direito Constitucional. 34. São Paulo: Atlas. ALEXANDRINO. Direito Constitucional descomplicado. mas com o status de lei infraconstitucional. a legisl ação infraconstitucional anterior já revogada que ele deseja restaurar [. Alexandre. Segundo Denise Vargas.

Em regra. imunidades (CF. I a VI) ou prerrogativas (CF. mas “possívelmente não integral”).. difícil de ser enquadrado dentro de parâmetros jurídicos”. “são aquelas normas da Constituição que. a função social para a qual foi criada. imediata. Uma norma é efetiva quando cumpre sua finalidade.. 2.CLASSIFICAÇÃO QUANTO À EFICÁCIA JURÍDICA 2. “Pertencem “a esta categoria. EFICÁCIA SOCIAL De acordo com Marcelo Novelino.Classificação proposta de JOSÉ AFONSO DA SILVA a)Normas constitucionais de eficácia plena (aplicação direta. . 19). NOÇÕES GERAIS 1. Uma norma é eficaz quando capaz de produzir efeitos ou de ser aplicada.1. estão aptas a produzir os seus efeitos.EFICÁCIA JURÍDICA Segundo Marcelo Novelino.] está relacionada à produção concreta de efeitos. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS 1.. I. art.. art. ou seja. 1. art. no momento em que entra em vigor.. Aproximam-se do a que a doutrina clássica norte-americana chamou de normas autoaplicáveis (self-executing. art.] é a aptidão da norma para produzir os efeitos que lhe são próprios. art. ou vedações (CF. 145. b). 150. com aplicabilidade direta. as normas que contenham proibições (CF. de modo geral. §2°).DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. exceto nas hipóteses em que é diferida. self-enforcing ou self-acting) Para Marcelo Novelino. independentemente de norma integrativa infraconstitucional [. como no caso das leis que criam ou majoram tributos (CF.]. Algumas normas constitucionais apresentam sérios problemas relativamente a sua efetividade. Uma das causas é o fato de a Constituição regular o fenômeno político. b) Normas constitucionais de eficácia contida (eficácia redutível ou restringível. adiada para o futuro. art. as que confiram isenções (CF. 53 e 150. §5°..1. 128. vem colada à vigência.2. “[. “[. imediata e integral) Segundo Pedro Lenza. além daquelas que não indiquem processos especiais para a sua execução ou que já se encontrem suficientemente explicitadas na definição dos interesses nelas resguardados”. 184. §5°). III.

§3°).NORMAS CONSTITUCIONAIS ESGOTADA DE EFICÁCIA EXAURIDA E APLICABILIDADE De acordo com Marcelo Novelino. muitas vezes. É de tradição em nosso Direito Constitucional e nele devem constar os antecedentes e enquadramento histórico da Constituição. Por exemplo.. embora “tenham condições de.. têm mais natureza de expectativas que de verdadeiros direitos subjetivos. poderá a norma infraconstitucional reduzir a sua abrangência”. 4. são “[.] são os dispositivos da Constituição que. no entanto.. e consiste em uma certidão de origem e legitimidade do novo texto e uma proclamação de princípios.. e não de aplicação ou execução imediata. Tais princípios se distinguem dos anteriores por seus fins e conteúdos. apesar de não terem sido revogados.] normas de eficácia limitada que dependem de lei para organizar ou dar estrutura a entidades. demonstrando a ruptura com o ordenamento jurídico constitucional anterior e o surgimento de um novo Estado. 3° do ADCT. “O preâmbulo de uma Constituição pode ser definido como documento de intenções do diploma. 5°. não consentem que os cidadãos ou quaisquer cidadãos as invoquem já (ou imediatamente após a entrada em vigor da Constituição). apontar os meios a serem adotados. c) Normas constitucionais de eficácia limitada.] em vez de regular direta e imediatamente um interesse. têm como destinatários primacial – embora não único – o legislador. bem como suas justificativas e seus grandes objetivos e finalidades”. pedindo aos tribunais o seu cumprimento só por si. 3. a cuja opção fica a ponderação do tempo e dos meios em que vêm a ser revestidas de plena eficácia (e nisso consiste a discricionariedade).1. Normas de princípio institutivo (ou organizatório). “[. aparecem. . c.. explicitam comandos-valores. “[. impondo aos órgãos do Estado uma finalidade a ser cumprida (obrigação de resultado).. conferem elasticidade ao ordenamento constitucional. arts..2. “[.] são de aplicação diferida. o legislador constituinte opta por traçar apenas princípios indicativos dos fins e objetivos do Estado.]’. Normas de princípio programático Para Marcelo Novelino.. pelo que pode haver quem afirme que os direitos que deles constam..Segundo Pedro Lenza. produzir todos os seus efeitos.” Segundo Jorge de Miranda. ou na hipótese do art. que subdividem em: c. sem. segundo Marcelo Novelino. acompanhadas de conceitos indeterminados ou parcialmente indeterminados”. órgãos ou instituições previstos na Constituição [. quando da promulgação da nova Constituição (ou diante da introdução de novos preceitos por emendas à Constituição. PREÂMBULO CONSTITUCIONAL Nas palavras de Alexandre de Moraes.. mais do que comandos-regras. já efetivaram seus comandos”. máxime os direitos sociais. 2°.

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 2. FERNANDES, Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 3 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011. 3.MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 4. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 5. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 6. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 7. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO PRINCÍPIOS DE HERMENÊUTICA CONSTITUCIONAL 1. PRINCÍPIOS DA INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL a)Princípio da unidade da Constituição, segundo Pedro Lenza, “Constituição deve sempre interpretada em sua globalidade com um todo [...]”. Somando-se a isto, Marcelo Alexandrino expõe as conseqüências práticas do princípio da unidade, quais sejam:
“a) todas as normas contidas na Constituição formal têm igual dignidade – não há hierarquia, relação de subordinação entre os dispositivos da Lei Maior; b) não existem normas constitucionais originárias inconstitucionais – devido à ausência de hierarquia entre os diferentes dispositivos constitucionais, não se pode reconhecer a inconstitucionalidade de uma norma constitucional em face de outra, ainda que delas constitua cláusula pétrea”. c) não existem antinomias normativas verdadeiras entre os dispositivos constitucionais – o texto constitucional deverá ser lido e interpretado de modo harmônico e com participação de seus princípios, eliminando-se com isso eventuais antinomias aparentes”.

b)Princípio do efeito integrador, segundo Marcelo Alexandrino, “[...] o princípio integrador significa que, na resolução dos problemas jurídico-constitucionais, deve-se dar primazia aos critérios ou pontos de vista que favoreçam a integração política e social e reforço da unidade política”. c) Princípio da máxima efetividade, eficiência ou interpretação efetiva, de acordo com Marcelo Alexandrino, “[...] reza que o intérprete deve atribuir à norma constitucional o sentido que lhe dê maior eficácia, mais ampla efetividade social”. d) Princípio da concordância prática ou harmonização, de acordo com Marcelo Alexandrino, tem como fundamento “[...] a ideia de igualdade de valor dos bens constitucionais (ausência de hierarquia entre dispositivos constitucionais) que, no caso de conflito ou concorrência, impede, como solução, a aniquilação de uns pela aplicação dos outros [...]”. e) Princípio da força normativa, de acordo com Marcelo Alexandrino, é elaborado por Konrad Hesse, “[...] o intérprete deve valorizar as soluções que possibilitem a atualização normativa, a eficácia e a permanência da Constituição”. f) Princípio da interpretação conforme a Constituição. Segundo Marcelo Alexandrino,
“[...] impõe que, no caso de normas polissêmicas ou plurissignificativas (que admitem mais de uma interpretação), dê-se preferência à interpretação que lhes compatibilize o sentido com o conteúdo da Constituição”.

Como decorrência desse princípio, temos que: a)dentre as várias possibilidades de interpretação, deve-se escolher a que não seja contrária ao texto da Constituição; b) a regra é a conservação da validade da lei, e não a declaração de sua inconstitucionalidade; uma lei não deve ser declarada inconstitucional quando for possível conferir a ela uma interpretação em conformidade com a Constituição”.

g) Princípio da proporcionalidade ou razoabilidade Princípio da razoabilidade ou proporcionalidade (da proibição de excesso ou devido processo legal em sentido substantivo). a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino, o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha b) Subprincípios ou elementos vinculados ao princípio da razoabilidade: b.1. Adequação (idoneidade ou pertinência), “[...] significa que qualquer medida que o Poder Público adote deve ser adequada à consecução da finalidade objetivada, ou seja, a adoção de um meio deve ter possibilidade de resultar no fim que se pretende obter [..]”. b.2. Necessidade ou exigibilidade “[...]significa que a adoção de uma medida restritiva de direito só é validade se ela for indispensável para a manutenção do próprio ou de outro direito, e somente se não puder ser substituída por outra providência também eficaz, porém menos gravosa[...]”. b.3. Proporcionalidade em sentido estrito”[...] é exercido depois de verificada a adequação e necessidade da medida restritiva de direito. Confirmada a configuração dos dois primeiros elementos, cabe averiguar se os resultados positivos obtidos superam as desvantagens decorrentes da restrição a um ou outro direito[...]”. h) Princípio da justeza ou da conformidade funcional, segundo Marcelo Alexandrino, “estabelece que o órgão encarregado de interpretar a Constituição não pode chegar a um resultado que subverta ou perturbe o esquema organizatóriofuncional estabelecido pelo legislador constituinte”. i)Princípio da supremacia constitucional, de acordo com o STF, ADin, 2.215 – MC/PE, Rel. Min. Celso de Mello, j. em 17.04.2001:
“Sabemos que a supremacia da ordem constitucional traduz princípio essencial que deriva, em nosso sistema de direito positivo, do caráter eminentemente rígido de que se revestem as normas inscritas no estatuto fundamental. Nesse contexto, em que a autoridade normativa da Constituição assume decisivo poder de ordenação e de conformação da atividade estatal – que nela passa a ter o fundamento de sua própria existência, validade e eficácia -, nenhum ato de Governo (Legislativo, Executivo e Judiciário) poderá contrariar-lhe os princípios ou transgredirlhes os preceitos, sob pena de o comportamento dos órgãos do Estado incidir em absoluta desvalia jurídica”.

j) Princípio do conteúdo implícito (Fonte: webaula – Estácio) – “o intérprete deve atentar que a Constituição estabelece comandos que não estão expressos

Direito Constitucional. – Rio de Janeiro: Forense. Curso de Direito Constitucional.LENZA. Direito Constitucional esquematizado. Marcelo. 2009. SILVA E NETO. 3. 6.MORAES. Vicente. Rio de Janeiro: Forense.explicitamente em seu texto. José Afonso da. 5. l)Princípio da imperatividade das normas constitucionais(Fonte: webaula – Estácio) . São Paulo: MÉTODO. 61 da CRFB/88. Marcelo. 2. Ed. Direito Constitucional. Direito Constitucional descomplicado. PAULO. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris. São Paulo: Malheiros. n)Princípio da presunção de constitucionalidade das normas constitucionais (Fonte: webaula – Estácio) – “o intérprete deve dar às normas hierarquicamente inferiores à Constituição uma interpretação que as coadune com a Lei Maior. 2010. São Paulo: Atlas. Por exemplo. caberá por simetria ao Governador os projetos de lei para o aumento do efetivo da Polícia Militar. Alexandre. ALEXANDRINO. Manoel Jorge. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. 3 ed. Bernardo Gonçalves. NOVELINO. o intérprete deve sempre lhes dar a maior extensão possível”. 2010. – São Paulo: Saraiva. 2011. SILVA. Curso de Direito Constitucional positivo.“princípio de interpretação federativo que busca adequar entre os entes os institutos da Constituição Federal às Constituições e institutos dos Estados-Membros.“uma vez que todas as normas constitucionais emanam da vontade popular e são normas cogentes ou imperativas. visto que foram fruto de um processo legislativo que. por exemplo: art. 2009. em tese. 15. São Paulo: MÉTODO. . cabe ao Presidente da República à iniciativa de leis para o aumento do efetivo das forças armadas. 4. 7. 6ª. mas sim na coerência interna de seus objetivos e fundamentos”. 2011. Pedro. m)Princípio da simetria (Fonte: webaula – Estácio) . procurou adequá-las aos ‘comandos constitucionais”. FERNANDES. Ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris.

Porém. uma raça é subjugada. Se. 1. simbolizou. Era na verdade. 1.. acima da própria lei e do próprio Estado”. Adolf Hitler e sua autobiografia Mein Kampf (“Minha luta”). advogado pessoal de Hitler. o que estava em jogo era a condenação de um regime .2.. formuladas por juristas do mundo todo. Hans Frank. “Os direitos do homem estão acima dos direitos do Estado.]. . já que não havia qualquer base legal prévia capaz de justificar a sua instalação. Não se tratava de um julgamento puramente jurídico. Defesa dos nazistas Nas palavras de George Marmelstein.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. um Tribunal de Guerra [.. segundo a filósofa Hannah Arendt. Segundo George Marmelstein.3. Alega-se que o referido seria um tribunal de exceção. por sua vez. Realmente. na luta pelos direitos do homem. A sentença condenatória.A banalidade do mal.1. onde a dignidade da pessoa humana foi reconhecida como um valor suprapositivo. O “Ato de Habilitação” (Ermächtigungsgesetz) e as Leis de Nuremberg. o surgimento de uma nova ordem mundial. no qual juízes estavam sendo acusados precisamente por cumprirem a lei: “Um juiz não lei. “Há várias críticas. aprovadas em 1935. proferida pelo Tribunal de Nuremberg. significa isso que ela pesou muito pouco na balança do destino para ter a felicidade de continuar a existir neste mundo terrestre. pois quem não é capaz de lutar pela vida tem o seu fim decretado pela providência. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB A TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMETAIS 1.nazismo – que praticou diversos crimes contra a humanidade. O Tribunal de Nuremberg: tribunal de exceção!? “Já pensou quão impossível seria processar por meios legais os atos do hitlerismo”. criado ex post facto. apesar de todas as críticas que lhe podem ser imputadas por ter violado princípios básicos do direito penal. 1. portanto.1. que está. conseguiu com perfeição sintetizar o paradoxo daquele julgamento.4.O NAZISMO 1.. no livro Entrevistas de Nuremberg 1.4. Ele faz cumprir as leis de seu país [. porém. é questionável a legalidade daquela Corte. a respeito do Tribunal de Nuremberg. no âmbito jurídico.] Deveria Ernest Janning fazer cumprir as leis de seu país ou deveria ter se negado a fazê-las cumprir e se tornado um traidor? Este é o ponto crucial deste julgamento”. “O advogado de defesa. O mundo não foi feito para os povos covardes”.

– São Paulo: Saraiva. 5. 2010. Coimbra: Coimbra. b) direito à paz. Direito Constitucional. sociais e culturais. George. EVOLUÇÃO DOS DIREITOS “DIMENSÕES” DE DIREITOS) FUNDAMENTAIS (“GERAÇÕES” OU 1. à paz e ao meio ambiente. 3. Marcelo. d) Direitos fundamentais de QUARTA dimensão ou geração. Ed. é possível destacar os seguintes documentos históricos: Constituição do México (1917). Direito Constitucional. . 2011. – São Paulo: Atlas. BIBLIOGRAFIA: 1. 1997. Curso de Direito Constitucional.LENZA. Karel Vasak elaborou a “teoria das gerações dos direitos”.No Brasil. que ganhou a força após a Segunda Guerra Mundial. de 1948. São Paulo: Atlas. especialmente após a Declaração Universal dos Direitos Humanos. b) Direitos fundamentais de SEGUNDA dimensão ou geração. Manual de Direito Constitucional. 2010. que tiveram origem com as revoluções burguesas. impulsionados pela Revolução Industrial epelos problemas sociais por ela causados. por meio da manipulação do patrimônio genético”.Constituição de Weimar (Constituição da primeira república alemã). São Paulo: MÉTODO. ao colocarem em risco a própria existência humana. em especial o direito ao desenvolvimento. FERNANDES. NOVELINO. fundamentados na liberdade (liberte). coroando a tríade com a fraternidade (fraternité). A teoria de Vasak traz o rol dos seguintes direitos de 3ª dimensão: a)direito ao desenvolvimento. Pedro. 6. Ed. por sua vez. Para o doutrinador. entendida como viés da democracia participativa ou supremo direito da humanidade.Tratado de Versailles (1919). . baseados na igualdade (igualité). 2011. 3 ed. Direito Constitucional esquematizado.. Rio de Janeiro: Forense. a) Direitos fundamentais de PRIMEIRA dimensão ou geração seriam os direitos civis e políticos. 2ª.MIRANDA. a Constituição de 1934. . ed. 15.6.3.MORAES. c) direito ao meio ambiente. de acordo com Pedro Lenza. e) Direitos fundamentais da QUINTA dimensão ou geração O doutrinador Paulo Bonavides assevera que o direito de 5ª dimensão relaciona-se com o direito à paz. a última geração seria a dos direitos de solidariedade. 2009. 2. . seria a dos direitos econômicos. “ referida geração de direitos decorreria dos avanços no campo de engenharia genética. de 1919. Curso de direitos fundamentais. d) direito de propriedade sobre o patrimônio comum da humanidade. e) direito de comunicação. 4. Alexandre. Bernardo Gonçalves. c) Direitos fundamentais de TERCEIRA dimensão ou geração por fim. Jorge.MARMELSTEIN. inspirado nas cores da bandeira francesa. Rio de Janeiro: Lumen Juris. na Alemanha.

Direitos Humanos. São Paulo: MÉTODO. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 9.SARMENTO. 8. José Afonso da. Ed. Manoel Jorge. 7. George. – (Coleção curso & concurso. 2009. v. SILVA E NETO. 6ª. Direito Constitucional descomplicado. São Paulo: Malheiros. . SILVA. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). São Paulo: Saraiva. 2009. PAULO.76. 2011. Direito Constitucional. – Rio de Janeiro: Forense. ALEXANDRINO. Marcelo. Vicente. Curso de Direito Constitucional positivo.

USO BANALIZADO DA EXPRESSÃO “direitos fundamentais” 1. inseridas em documentos de direito internacional”.]” 2.. pois são assegurados na medida em que o Estado os estabelece”.] designar os direitos relacionados às pessoas. frente ao Estado.4. a honra e a imagem das pessoas. enunciados em que ambos estão no mesmo texto. Conforme Marcelo Alexandrino. A classificação ganhou disseminação na doutrina de Paulo Bonavides. inscritos em textos normativos de cada Estado. Conforme Marcelo Alexandrino. assegurado o direito à indenização por dano material ou moral decorrente de sua violação”.. 207 CR/1988).1. 1.] para designar pretensões de respeito à pessoa humana. Há. Segundo Marcelo Alexandrino.. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 2.. Aqui a tutela jus fundamental se volta para proteção das instituições. 5º. direitos fundamentais. garantidos e limitados no espaço e no tempo. garantias fundamentais e garantias fundamentais 1.2. as duas estão entrelaçadas.1. a fim de que sejam preservadas as suas características substantivas básicas.1.. “ [. 1. Exemplos de instituições é a família (art. por isso. a vida privada.2.2. São direitos que vigoram numa determinada ordem jurídica.. até mesmo.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc.. Por isso. a expressão direito fundamental é utilizada para “[. como acontece com as garantias fundamentais [.1. Segundo Alexandre de Moraes e Bernardo Gonçalves são principais características dos direitos fundamentais são as seguintes: . as garantias fundamentais “são estabelecidas pelo texto constitucional como instrumentos de proteção dos direitos fundamentais. em regra. As garantias possibilitam que os indivíduos façam valer. os seus direitos fundamentais [. reportando-se a Carl Schmitt. sendo. as garantias institucionais “são aquelas que desempenham uma função de proteção de “bens jurídicos” indispensáveis à preservação de certos valores reputados essenciais por uma sociedade. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS 1. 1..3. No art. De acordo com Bernardo Gonçalves. a expressão direito humano é empregada.]”.1. Na visão de Gonçalves. Podemos mencionar como exemplo desse fenômeno o inciso X: “são invioláveis a intimidade. ”A Constituição de 1988 não estabelece a separação metodológica entre direitos e garantias. Distinção entre direitos humanos. mesmo tais tipos de garantias não outorgam direitos subjetivos aos indivíduos.

permitindo a introdução de novos “remédios” de acordo com o próprio surgimento de novas ameaças. CONTEÚDO NORMATIVO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) De acordo com George Marmelstein. bem como à previsão de prisão somente por flagrante delito ou por ordem da autoridade judicial”). Portanto eles vão se ‘adequado’ a novos contextos”. apesar de autônomas. f) efetividade (“a atuação do Poder Público deve ter por escopo garantir a efetivação dos direitos fundamentais”). b) inalienabilidade (“não há possibilidade de transferência dos direitos fundamentais a outrem”). c) irrenunciabilidade (“em regra. b) relatividade significa que ”[. Afinal. em um ambiente de opressão não há espaço para vida digna”. a liberdade de locomoção está intimamente ligada à garantia do habeas corpus. CONTEÚDO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 3. b) respeito à integridade física e moral. os direitos fundamentais “possuem um inegável conteúdo ético (aspecto material).. eles estão intimamente ligados à idéia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder. por profundo processo de evolução ao longo da história da humanidade. g) interdependência (“as várias previsões constitucionais. Nesse contexto. segundo “Gilmar Mendes. compartilhando da tese de Bobbio. 3. raça. credo ou convicção político-filosófica”)..2. .1. e) universalidade (“devem abranger todos os indivíduos. d) inviolabilidade (“impossibilidade de sua não observância por disposições infraconstitucionais ou por atos das autoridades públicas”).] não haveria possibilidade de absolutização de um direito fundamental (“ilimitação” de seu manuseio) pois ele encontraria limites em outros direitos tão fundamentais quanto ele”. d) garantia do mínimo existencial”. CONTEÚDO ÉTICO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) Nas palavras de George Marmelstein. b) Para George Marmestein. 3. afirma que os direitos fundamentais passam. entretanto. os direitos fundamentais não podem ser objeto de renúncia”). independentemente de sua nacionalidade. c) não coisificação do ser humano.“a) imprescritibilidade (“os direitos fundamentais não desaparecem pelo decurso do tempo”). a ideia de dignidade humana está relacionada aos seguintes atributos: “a) respeito à autonomia da vontade. possuem diversas interseções para atingirem suas finalidades. assim. h) historicidade. sexo. Eles são os valores básicos para uma vida digna em sociedade.

Os nascituros Nas palavras de George Marmelstein. o Habeas Corpus 32. a idade. positivadas no plano constitucional de determinado Estado Democrático de Direito. 4.. a condição financeira. por sua importância axiológica.. idoso.. não importando a cor da pele. DIREITOS FUNDAMENTAIS IMPLÍCITOS Nas palavras de George Marmelstein.. da Constituição de 1988 [.159/RJ.. Não é necessário sequer que a pessoa seja plenamente capaz. Do mesmo modo. . 5°. A fonte primária dos direitos fundamentais é a Constituição. Pode ser menor de idade. em regra.. merece menção. “[. Dentro dessa concepção. 7. por força do já citado art. já que eles são seres humanos em potencial.. A lei. a nacionalidade ou qualquer outro atributo. por exemplo. pode ser titular de direitos fundamentais. DIREITOS FUNDAMENTAIS COMO DIREITOS POSITIVADOS 6. os direitos fundamentais “[. intimamente ligadas à ideia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder. sob o aspecto jurídico-normativo. que. ou seja. CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS Na visão de George Marmelstein. que foi conhecido e deferido pelo Superior Tribunal de Justiça para proteger o seu direito de nascer”. que decorrem do sistema constitucional como um todo. pode-se dizer que não há direitos fundamentais decorrentes da lei. Nesse sentido. a opção sexual.]. disciplinar o exercício do direito fundamental. 5.] Não se deve confundir norma positivada com norma escrita. “[. merece ser citado um curioso caso no qual a Comissão de Ex-Presos Políticos de São Paulo reconheceu o direito à indenização a uma pessoa que havia sofrido torturas quando ainda estava na barriga da mãe durante o regime militar. já que existem diversos direitos fundamentais positivados de forma implícita (não escrita).“[.... nunca criá-lo diretamente”. impetrado em favor de um nascituro. portador de deficiência mental etc”. quando muito irá densificar. fundamentam e legitimam todo o ordenamento jurídico”.] são normas jurídicas. “Qualquer pessoa. somente podem ser considerados como direitos fundamentais aqueles valores que forem incorporados ao ordenamento constitucional de determinado país. DESTINATÁRIOS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS De acordo com George Marmelstein. §2°. 7.] mesmo os nascituros (fetos e embriões) são protegidos pelo ordenamento jurídico-constitucional.1. a título de curiosidade.]”.

Por outro lado. ao nome.4. Os direitos que se projetam mesmo após a morte. “o exercício do direito fundamental independe de qualquer requisito. “Até mesmo o estrangeiro em situação irregular no País encontra -se protegido e a ele são assegurados os direitos e garantias fundamentais (TRF 4ª...]. ficou ementado que a honra e a imagem “permanecem perenemente lembradas nas memórias.2.3. 7. alguns direitos restritos aos portadores de deficiência. deve -se reconhecer que elas também podem ser titulares de direitos fundamentais. ainda. como o direito de propriedade. Por exemplo.] entendeu-se. AG 2005040132106)/PR. Isso não significa dizer. como o direito à imagem. Direitos fundamentais com titularidade restrita Segundo George Marmelstein. como bens imortais que se prolongam para além da vida”. ART.2. As pessoas jurídicas como titulares de direitos fundamentais Segundo George Marmelstein. à honra. escrito por Ruy Castro. Nas palavras de George Marmelstein.]”. TRANSPLANTE DE MEDULA. Os estrangeiros não residentes e o princípio da dignidade humana “SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE.7. TRATAMENTO GRATUITO PARA ESTRANGEIROS... . existem alguns direitos fundamentais que são restritos às presidiárias.. j. 29/8/2006). contudo. o direito à livre iniciativa e os direitos de caráter fiscal (garantias constitucionais do contribuinte)”. que os filhos do famoso jogador seriam parte legítima para defender o direito à honra e à imagem do pai falecido. Há. que não possam exigir direitos fundamentais cuja titularidade é restrita a determinada categoria de pessoas.. no Caso Garrincha. entre outros. por exemplo [. que havia sido retratado de forma supostamente decadente na biografia Estrela solitária um brasileiro chamado Garrincha. “Já que as pessoas jurídicas foram mencionadas. 7. Região. “[. 5° DA CF.5. naquilo em que for compatível com a sua natureza [. é possível reconhecer que as empresas são capazes de ser titulares de direitos ligados a sua atividade econômica. Titularidade dos direitos sociais Segundo George Marmelstein. No acórdão. 7. aos idosos e às mulheres. 7.

de um lado. apenas as pessoas que não podem pagar pelos serviços de saúde. Essa seria. a relação que se dá entre Estado. É interessante registrarmos. mas sim.1. defendeu que fosse realizado um boicote ao filme Unsterbiliche Gelibte (Amante imortal) dirigido por Veit Harlam. em . de modo a barrar ação usurpadora desde nas suas relações com os particulares [.]”. “[.“Na verdade.]. a doutrina e jurisprudência alemã.. em um discurso feito perante produtores e distribuidores da indústria cinematográfica. No entanto.2. que alguns doutrinadores. podem. 8.] o termo direitos fundamentais nas relações privadas é o mais adequado. exigir juridicamente o cumprimento da norma constitucional [. EFICÁCIA VERTICAL FUNDAMENTAIS E EFICÁCIA HORIZONTAL DOS DIREITOS 8. 8. assistência social etc. Nesse sentido. os direitos fundamentais representavam limites ao exercício do poder do Estado. Marco histórico do nascimento da teoria da eficácia horizontal dos direitos fundamentais De acordo com Bernardo Gonçalves.1.. Eficácia horizontal dos direitos fundamentais Segundo Daniel Sarmento. Um resumo do caso pode ser assim descrito: em 1950 Erich Lüth. presidente do clube de imprensa de Hamburgo. ou seja. de educação etc.. teríamos a eficácia diagonal dos direitos fundamentais (e não horizontal) apesar da relação ser entre particulares”.. Este se tornou uma verdadeira referência não só na Alemanha no que diz respeito à aplicação dos direitos fundamentais nas relações privadas.. atualmente. “Na formulação clássica dos direitos fundamentais. de verticalidade. de matriz eminentemente liberal... educação. Eficácia vertical dos direitos fundamentais De acordo com Bernardo Gonçalves. visto que em determinadas hipóteses (casos concretos) os particulares não estão em relação horizontabilidade devido à discrepância de uns em relação os outros. Nestes termos. a partir da década de 50 passam a reconhecer a aplicação dos direitos fundamentais nas relações privadas. e particular.]”. “O Tribunal Constitucional Alemão debateu e enfrentou o tema da eficácia dos direitos fundamentais nas relações privadas no famoso caso Lüth (1958). 8. Desse modo. falam em “eficácia desigual dos direitos fundamentais”. de outro [. todas as pessoas podem ser titulares dos direitos sociais.. justamente. um particular (por exemplo com grande poderio econômico) em relação a outro (por exemplo: hiposuficiente). o Estado somente é obrigado a disponibilizar os serviços de saúde. a referente aos particulares nas relações com outros particulares não numa relação de horizontabilidade. em dadas circunstâncias.2.

Direito Constitucional esquematizado. 12. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim).MIRANDA. A produtora do filme de Harlam recorreu ao Tribunal de Hamburgo com o objetivo de que fosse determinado a Lüth que cessasse a conclamação ao boicote. George. 14 a art. É bom que se diga que nesse caso a Corte adotou a tese da eficácia indireta ou mediata”. 9. que por sua vez reformou a sentença entendendo ter havido violação ao direito fundamental de Lüth à liberdade de expressão. Pedro. Marcelo. São Paulo: Malheiros. Ed. 826 do Código Civil (quem. A demanda foi acolhida pelo Tribunal. 15.CLASSIFICAÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 a) Direitos individuais e coletivos: art. ed. de modo contrário aos bons costumes. 7.MARMELSTEIN. São Paulo: Atlas. 4.SARMENTO. Ed. 3 ed. Manoel Jorge. Vicente.MORAES. ALEXANDRINO. 5. Direito Constitucional. Alexandre. 1997. Rio de Janeiro: Lumen Juris. – Rio de Janeiro: Forense.virtude de o cineasta ter elaborado filmes de conotação antissemita na época nazista de Hitler. c) Direitos de nacionalidade: art. Jorge. Marcelo. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 3. d) Direitos políticos: art. com fundamento no art. 5. José Afonso da. São Paulo: MÉTODO. 6. – (Coleção curso & concurso. George. 16. 2010. 6ª. PAULO. SILVA E NETO. cause danos dolosamente a outro. b) Direitos sociais: art. 9. – São Paulo: Saraiva. 6° a 11. está obrigado a reparar o dano). e e) Direitos de organização em partidos políticos: art. 2010. 2009. Rio de Janeiro: Forense. 2ª. Curso de Direito Constitucional. NOVELINO. Curso de Direito Constitucional positivo. v. SILVA. 2011. Ed. – São Paulo: Atlas. Coimbra: Coimbra. FERNANDES. Manual de Direito Constitucional. Bernardo Gonçalves. 5°. 8. BIBLIOGRAFIA: 1. . Curso de direitos fundamentais. 2009. Direitos Humanos.LENZA. 2009. 2. Direito Constitucional. Ocorreu em virtude de tal decisão recurso por parte de Lüth perante a Corte Constitucional. Direito Constitucional.. Direito Constitucional descomplicado. São Paulo: MÉTODO. 2011. 17. 2011. São Paulo: Saraiva.

O direito à vida é um direito absoluto? 3. PENA DE MORTE 4. a inviolabilidade “consiste na proteção contra violações por parte de terceiros. Proibição de insuficiência e a questão da legalização do aborto. 3.2. b) Código Penal (art. 170). ABORTO 3. art. afirma que . art. a) direito a permanecer vivo.1. II – se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou. 2. 2. Segundo George Marmelstein.2. b) direito a uma existência digna (CF. Direito à vida: dupla acepção. a partir da Wilipédia. 128. De acordo com Marcelo Novelino. de seu representante legal”. a proibição de insuficiência “ocorre quando as medidas legislativas adotadas não são suficientes para garantir uma proteção constitucionalmente adequada aos direitos fundamentais”. O Brasil e a aplicação da pena de morte.2. 2. Segundo George Marmelstein. 128. 5°. 2°) foi influenciado pela tradição cristã. I e II). quando incapaz. a qual atinge a própria pessoa envolvida. Não se confunde com a irrenunciabilidade.A INVIOLABILIDADE DO DIREITO À VIDA (CF. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO À VIDA 1.1. 4. Não se pude o aborto praticado por médico: I – se não há outro meio de salvar a vida da gestante.DISTINÇÃO ENTRE INVIOLABILIDADE E IRRENUNCIABILIDADE Nas palavras de Marcelo Novelino.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. impedindo-a de abrir mão deste direito”. o Código Civil (art. a) Caso Manuel da Mota Coqueiro: última pena de morte aplicada no Brasil foi em 06 de março de 1885. a) .1.Posição do Brasil. caput). “Art.

o carrasco subiu nele colocando os pés em seus ombros e forçou até que se ouvisse o alto estalar da coluna vertebral se rompendo”. seu corpo foi posto a pender no vazio e.. A sua execução ocorreu às 2 horas da tarde e. Manual de Direito Constitucional. art. 2ª. 2009. A Lei n° 11. III e XLIII da CRFB/88) 6. e estabelece condições para essa utilização” . a) Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn 3510/DF).105/2005 (Lei da Biossegurança). por maioria. segundo George Marmelstein. covardia. a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento. 5°.1.105/2005 (Lei da Biossegurança). na data da publicação desta Lei. ao ser indagado por sua última vontade. Rio de Janeiro: Lumen Juris. espionagem. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL À TORTURA (art. que ‘teria 100 anos de atraso pela injustiça que estava sendo feito a ele’.105/2005). – São Paulo: Saraiva. Após isso.LENZA. 3 ed. julgou improcedente pedido formulado em ação direta de inconstitucionalidade proposta pelo ProcuradorGeral da República contra o art. foi descoberto sua inocência. acusado de mandar matar Francisco Bennedito da Silva e sua família. a. motim. 5. 5° da Lei federal 11.455/97). 2011. a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não usados no respectivo procedimento. ed.MARMELSTEIN.MIRANDA. 2011.. depois de completarem 3 (três) anos.1. 2. fato que fez com que o então imperador Dom Pedro II convertesse todas as sentenças de morte em prisão perpétua. Ed. PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO 5. Tipificação da conduta (Lei n° 9. 84) c) Código Penal Militar (art. FERNANDES.1) Nos termos da ADI nº 3..510: “[. Coimbra: Coimbra. BIBLIOGRAFIA: 1. 56) prevê a aplicação da pena de morte. revolta ou conspiração. Curso de Direito Constitucional. Ed.] o Tribunal. atendidas as seguintes condições: I – sejam embriões inviáveis. 5. fuga em presença do inimigo. . Bernardo Gonçalves. “permitiu.“Manuel da Mota Coqueiro entrou para a história como o último indivíduo condenado à pena de morte no Brasil. Jorge. ou II – sejam embriões congelados há 3 (três) anos ou mais. 3. b) Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art. 5°. contados a partir da data de congelamento”. por exemplo: traição. George. 15. A tortura se caracteriza na conduta de “constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça. para fins de pesquisa e terapia. ou que. 4. causando-lhe sofrimento físico ou mental”. para fins de pesquisa e terapia. já congelados na data da publicação desta Lei. 6. 1997. Curso de direitos fundamentais.2. Pedro. Direito Constitucional esquematizado. que permite. deserção em presença do inimigo. rendição. Posição do STF e a constitucionalidade da Lei de Biossegurança (Lei n° 11. Informativo 497. – São Paulo: Atlas. como não se ouviu seu pescoço quebrar. Após sua execução em 6 de março de 1885 por enforcamento. gritou com voz trêmula que era inocente e jogou uma maldição sobre a cidade.

Alexandre. 6. São Paulo: Malheiros. Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional. São Paulo: Saraiva. Direito Constitucional descomplicado. Marcelo.5. São Paulo: MÉTODO. Marcelo. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). Vicente. – Rio de Janeiro: Forense. PAULO. SILVA E NETO. Direitos Humanos. Manoel Jorge. 2010. 7. ALEXANDRINO.SARMENTO. SILVA. 2010. São Paulo: MÉTODO. 8. José Afonso da. George. 9. Direito Constitucional. 2011. 2009. 6ª.MORAES. Rio de Janeiro: Lumen Juris. – (Coleção curso & concurso. NOVELINO. 2009. Direito Constitucional. v. Curso de Direito Constitucional positivo. Ed. . São Paulo: Atlas. 5.

. 5. econômica (classe social) ou física (deficiência). “[.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Conceito De acordo com Marcelo Novelino.. eles dispensem tratamento distinto a quem a lei considerou iguais”. “[. visando à redução de desigualdades decorrentes de discriminações (raça.] consistem em políticas públicas ou programas privados desenvolvidos. 2. c) fim constitucionalmente consagrado.2.AÇÕES AFIRMATIVAS 5. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO À IGUALDADE 1. Igualdade perante a lei “dirige-se principalmente aos intérpretes e aplicadores da lei. de acordo com Marmelstein. b) justificativa racional.. 4. Normas constitucionais . IGUALDADE NA LEI E IGUALDADE PERANTE A LEI 2.O princípio da isonomia: a) elemento discriminador. tratando-o desigualmente para dar-lhes iguais oportunidades. etnia) ou de uma hipossuficiência. eu desconsidera o próximo pela simples vontade de menosprezar”. em regra..2.]”.] é a discriminação para o mal.2. ao concretizar um comando jurídico.Interpretação da expressão “sem distinção de qualquer natureza”. O sistema de cotas 6. segundo Marmelstein. que prejudica por preconceito. que desrespeita o outro. Igualdade na lei “tem por destinatário precípuo o legislador.2.] é a discriminação para o bem. que retira vantagens sem motivos plausíveis.1. com caráter temporário.DIREITO À IGUALDADE 4. pensando em melhorar as condições de vida daquele que precisa de auxílio”... 5. 2.1.. 4. 1. impedindo que. Discriminação negativa.1. por meio da concessão de algum tipo de vantagem compensatória de tais condições”.O PRINCÍPIO DA ISONOMIA 1.1. que procura ajudar o semelhante. a quem é vedado valer-se da lei para estabelecer tratamento discriminatório entre pessoas que mereçam idêntico tratamento [.Discriminação positiva. “[.

XLII). São Paulo: Atlas. art 40). b) direito à licença-gestação para a mulher em período superior ao do homem (art. 2. 9. Curso de direitos fundamentais. 7. SILVA E NETO. Rio de Janeiro: Forense. art. Direitos Humanos. NOVELINO. 2011. 6ª. . d) Igualdade entre homens e mulheres (CRFB/88.. George. Direito Constitucional. 2009. 7°. 10. 12. São Paulo: MÉTODO. Alexandre.. Curso de Direito Constitucional. – (Coleção curso & concurso. v. Súmula 683 do STF . 40. Vicente. Manoel Jorge. Jorge. 7°. c) direito de aposentadoria por idade e tempo de serviço mais curto que o dos homens (art. art. FERNANDES. 6. Direito Constitucional esquematizado. 2010. 8. Ed. Pedro. 2011. 2ª.LENZA. Manual de Direito Constitucional. art. George. Coimbra: Coimbra. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). ALEXANDRINO. Direito Constitucional. 15. L).a) direito de as presidiárias permanecerem com seus filhos durante o período de amamentação (art. art. XXX.MIRANDA. São Paulo: Malheiros. 5. José Afonso da. São Paulo: Saraiva. – São Paulo: Atlas. 3 ed. da Constituição. §5°). Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2009. 5°. 4. Direito Constitucional. Ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris. SILVA. 2010. 2011. 2009. 7°. 5°.XXX. art. São Paulo: MÉTODO. 3.SARMENTO. Curso de Direito Constitucional positivo. a e b). quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido.MARMELSTEIN. XXX. – São Paulo: Saraiva. 77. PAULO. §3°). Marcelo. art. art. XVIII e XIX). I . 5°. ed. Direito Constitucional descomplicado. 1997. e) Critérios de admissão em concursos públicos (CF. 37. II. Marcelo. Bernardo Gonçalves.MORAES. – Rio de Janeiro: Forense.O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. BIBLIOGRAFIA: 1. f) Reserva de cargos (CRFB/88. g) Proibição ao racismo (CRFB/88. 7°. Ed.

BIBLIOGRAFIA: 1. art. 7. 3. – Rio de Janeiro: Forense. Exemplos de reserva legal. por exemplo. SILVA. 8. NOVELINO. 2009. PAULO.-LENZA. Marcelo. Pedro. ALEXANDRINO. 2009. Direito Constitucional. Direito Constitucional descomplicado.]”. XVIII. a partir da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art. 9. “há matérias que estão reservadas a determinadas espécies normativas criadas apenas pelo Legislativo. 4. SILVA E NETO. II). 5°. Rio de Janeiro: Lumen Juris. . 2009. Direito Constitucional. Direito Constitucional. ed. – São Paulo: Atlas.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. I. São Paulo: Malheiros. 7°. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). Ed. Vicente. 1. Coimbra: Coimbra. São Paulo: Saraiva. v..1. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 PRINCÍPIO DA LEGALIDADE 1. José Afonso da. Jorge. 2010. Assim.2. A autonomia de vontade. Direitos Humanos. PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL 2. De acordo com Denise Vargas. 2011. 5. São Paulo: MÉTODO. 2010.. 15. 2011. Curso de direitos fundamentais. 2ª.MARMELSTEIN. 37.1. Ed. a fixação de indenização para o trabalhador despedido sem justa causa é matéria reservada tão somente à lei complementar (art. – (Coleção curso & concurso. art. 6ª.PRINCÍPIO DA LEGALIDADE (CRFB/88. 2. – São Paulo: Saraiva. Manoel Jorge.MORAES. George. Marcelo. Direito Constitucional esquematizado.2. §1° do art.SARMENTO. Rio de Janeiro: Forense. XIII. 6. O Estado e o governo sub lege e per lege. 1.MIRANDA.. 2. I) [. de forma abstrata e geral. 2. Alexandre. Ed. São Paulo: Atlas. 5°. George. 173). São Paulo: MÉTODO. Manual de Direito Constitucional. XIX e §3. Curso de Direito Constitucional positivo. 1997.

LXI. Celso de Mello. DJ 16. Celso de Mello. Ele quer expressá-las e.05.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.10. 5°. “. quem se manifesta por meio de imprensa escrita ou falada. Posição do Supremo Tribunal Federal a) MS 24. a responsabilidade pela manifestação é da direção da empresa que publicou ou transmitiu”. V). que serve como limite ao seu exercício”. b) penas restritivas.2002. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE 1. na medida em que a proibição do anonimato visa a permitir que o autor de escritos ou publicações se exponha às conseqüências de eventuais excessos. Núcleo do valor liberdade: AUTONOMIA DA VONTADE. “o homem não se contenta apenas em ter suas próprias opiniões. arbitrariedade. 1. Inq. “[.2005. deve começar pela identificação. XV. IV) De acordo com Marcelo Novelino.2002.1.DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE De acordo com Marcelo Novelino. 3. julgamento em 10. Se isso não ocorre.1..1. Rel. 1.1. b) STF.1. Respeito à autonomia de vontade: proteção implícita ou expressa na Constituição Federal de 1988. julgamento em 11.369. 5°. Restrições ao direito de locomoção: a) estado de sítio. Min. DJ .. s de liberdade.10. c) regulamentações dos poderes públicos. mas sim a ideia de responsabilidade. 5°. não raro. 2.] para o STF. 3. convencer os outros de suas ideias”. LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO DE PENSAMENTO (art..1. voto do Min. 3.957. 1. De acordo com Otávio Piva. LXVIII) 2.. A liberdade de pensamento e a vedação do anonimato (art.1. a noção de liberdade não deve ser associada. LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO (art.

sátira. X Segundo Otávio Piva. IX. seja para tutelar direitos difusos. apresentado por Marmelstein. IV. Pensamento de Stuart Mill. ou. O exercício do direito de petição não exige grandes formalidades.11. ao processo. pinturas. quando constituírem. A Constituição de 1988 apresentou o direito de petição sob dois ângulos: a) direito de certidão (Lei n.1. o corpo de delito (como sucede com bilhetes de resgate no delito de extorsão mediante seqüestro. posicionou-se pela não indenização do dano moral puro ou autônomo. XIV. Dano moral e as pessoas jurídicas (súmula 227: “A pessoa jurídica pode sofrer dano moral”). b) direito à informação. desde que isoladamente considerados.051/95). o STF. “O STF entendeu que um dos fundamentos que afastam a possibilidade de utilização da denúncia anônima como ato formal de instauração do procedimento investigatório reside. 3. no ano de 1948 (RT 244/629). Legitimados De acordo com George Sarmento. V.2. art. eles próprios. 5. art. 4. só por si. 5. sobre a importância da liberdade de expressão. 3..1. 9. usando como fundamento o art. precisamente.1. 5°. De acordo com Otávio Piva.2. LIBERDADE DE EXPRESSÃO (CRFB/88.3. de modo que os cidadãos poderão tomar decisões mais acertadas se as diversas opiniões públicas puderem circular sem interferências”. Ficou consignado que a inclusão de escritos anônimos não podem justificar. Formas de manifestação de pensamento (discursos falados.. cartazes. de 1916”.11.] a verdade tem maior probabilidade de vir à tona quando existe um “mercado” de idéias livremente divulgadas e debatidas. por exemplo)”. 5° da Constituição da República. Os . É também um instrumento de denúncia de disfunções da Administração Pública ou dos atos de improbidade de seus servidores. manifestações artísticas. no inciso IV do art. art.2005 ( a questão do disque-denúncia. ainda. V. 5°. “. 220). “Todos estão legitimados para fazer petições aos poder es públicos – cidadãos e pessoas jurídicas – seja para defender interesses personalíssimos.DANO MORAL E DANO MATERIAL (CRFB/88. escritos. pois peças apócrifas não podem ser incorporadas. formalmente. o silêncio). desenhos. honra. coletivos e individuais homogêneos. ou que corporifiquem delito de ameaça ou que materialmente o crimen falsi. 1537 do Código Civil Brasileiro. 4. delação anônima e ou do escrito apócrito).. 4.1.DIREITO DE PETIÇÃO NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 5. “[. desenhos. salvo quando tais documentos forem produzidos pelo acusado. a imediata instauração da persecutio criminis..

2. Consiste em demonstrações exteriores como sacrifícios. 15/8/2002).3. art. 5°. ADI 2076/DFm rel.1. XXXIII da CRFB/88). procissões. Carlos Velloso. VII. VI.1. Na visão de André Júnior. 119-A. Min. informação ou reivindicação desvinculada de qualquer formalismo.1. “o exercício de um poder que não consegue justificar-se de modo imparcial é ilegítimo”. “b”. súplicas. “. Liberdade de culto 6. com o fim de levar ao seu conhecimento uma queixa.. independentes de qualquer aspecto religioso”. . Aspectos relevantes do Estado secular a) O Estado não deve se intrometer nas crenças pessoais de cada um. cantos sagrados. adorações. Liberdade de crença 6. confirmam..3.2.2. Conceito Segundo Marcelo Novelino. “.4. Direito de certidão e informação a)Direito de certidão e informação (art. “são manifestações oficiais do poder público que se exteriorizam por meio de documentos subscritos pela autoridade competente que provam. XXXIV.1. de 17 de janeiro de 1890) do Estado brasileiro e preâmbulo da Constituição Federal de 1988 (STF.1.requisitos de admissibilidade são mínimos. a demonstração do interesse e os pedidos específicos”. 6.. Conceito Para Pontes de Miranda. 210 §1º). “é o conjunto de atos e cerimônias com que o homem tributa a Deus sua homenagem reverente. Segundo André Júnior. j. a exposição da fato.podendo se determinar no sentido de crer em algo ou não ter crença alguma”. VIII e art.Possuem a presunção de veracidade e refletem a posição do Estado sobre a matéria”. 6. A laicidade (Decreto n. estaduais ou municipais). pedido. segundo George Sarmento. Conceito De acordo com Marcelo Novelino. 6. E para Habermas.4.LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA. o direito de petição “instituto de inspiração democrática que permite aos indivíduos se dirigirem a quaisquer órgãos ou autoridades públicas (federais.. b) As decisões tomadas na esfera pública devem ser pautadas na razão. a exemplo da identificação do requerente. DE CRENÇA E DE CULTO (CF. o direito à liberdade 6. 5º. consiste na adesão a certos valores morais e espirituais. negam ou descrevem determinado fato ou ato jurídico. Liberdade de consciência 6. 6. 5.3. 6. oferendas e donativos”.

3..239/91) e tendo seus direitos políticos ameaçados (CF/88.2.1. Segundo André Júnior. I. 6.. Escusa de consciência e a prestação do serviço militar De acordo com a Lei n° 8. 226. “[. em tempo de paz. da Lei Maior). assistencial. mesmo de componentes primários-glóbulos brancos e vermelhos.). §2º). 7. “por imposição laica e isonômica. §2°. 218. 8. O casamento religioso produz efeitos civis na forma da lei (CF/88. mas advêm igualmente das celebrações ocorridas em centros espíritas e templos menos ortodoxos”.4. deixando de receber o certificado de quitação militar (Lei Federal n. art.] A manifestação numa linguagem religiosa só deve ser admitida com o reconhecimento da “ressalva de uma tradução institucional” (reserva de tradução institucional). 7. art. aqueles que alegarem imperativo de consciência decorrente de crença religiosa ou convicção filosófica ou política. “[. em substituição às atividades de caráter essencialmente militar”.5. Colocação de símbolos religiosos em locais públicos 7.2099”.4.2.4.] o Serviço Alternativo ( Lei n° 8.4. o qual permite que. as Testemunhas de Jeová consideram o sangue com “algo especial. o que impõe a necessidade de se traduzir os “argumentos em razões aceitáveis na base de valores e princípios de razão pública”. 3°. do Capítulo III.2.4. §1°)”. nas palavras de Otávio Piva. IV)”. Período imperial (Constituição Imperial de 1824). após alistados.. é preciso realçar que tais efeitos irradiam-se não apenas das cerimônias tradicionais em igrejas cristãs.3.4. O Serviço Alternativo se dará com o exercício de atividades de caráter administrativo. aí sim poderá ser apenado com a privação de direitos.. 5°. Constituição Federal de 1988 (art. cuja aceitação. poderão se eximir de atividades de caráter essencialmente militar (art. “Caso o indivíduo se recuse a adimplir tanto a obrigação legal quanto a prestação alternativa. 7. Questionamento da presença de crucifixos religiosos nas dependências do Poder Judiciário perante o Conselho Nacional de Justiça (Pedido de providência n° 1344).239/91. filantrópico ou mesmo produtivo. art. Título VIII. 19. 7. art. violaria as leis de Deus”. IV) 7. “a Presidência do TJRJ determinou a retirada de crucifixos e a desativação de sua capela em 3. (Ranier Forst)”. ESCUSA OU OBJEÇÃO DE CONSCIẼNCIA (art. plaquetas e plasma -. “.. Feriados religiosos (Seção II. Nas palavras de André Júnior. 6. 15.2. 15. 7. sinagogas judaicas e mesquitas muçulmanas. A recusa de transfusão de sangue pelas Testemunhas de Jeová Segundo Marcelo Novelino. 7. .239/1991). VIII.. Segundo André Júnior. Exemplos: TJRS e TJBA.1.Na visão de Marcelo Novelino.

c) Horário de funcionamento – pode ser exercido durante o dia ou à noite.1. XVII. o legislador. LIBERDADE DE PROFISSÃO (CF. XIII). Limitações impostas à liberdade de reunião (CRBF/88.2. LIBERDADE DE REUNIÃO (art. “ o direito de associação tem tripa dimensão: de um lado.. d) Local da reunião – as reuniões podem acontecer em lugares abertos ou fechados. Será sempre um encontro episódico. 2. art. de outro. b) Duração limitada – a reunião não pode ter duração permanente. que fica impedido de interferir no funcionamento das associações e cooperativas”. – São Paulo: Saraiva. à livre escolha do emprego. O encontro deve ter uma finalidade específica que seja do interesse coletivo. Possibilidade de limitação ao acesso e ao exercício de profissões (art. 8. ed.MIRANDA. Direitos Humanos. XVIII. 7. 9. mas pela postura dos manifestantes que se envolvem em tumultos e atos de vandalismo [. possui determinadas características: “a) Pluralismo de participantes – a reunião é o encontro pacífico e desarmado entre diversas pessoas que se agrupam de forma organizada para discutir assuntos de interesse coletivo. Vicente. 9. – Rio de Janeiro: Forense. A natureza pacífica da reunião é um dos principais elementos para o exercício do direito fundamental. após a qual o grupo de participantes se dispersará. Rio de Janeiro: Lumen Juris.. 17: “Todo homem tem direito ao trabalho. Marcelo. 2011. Ed. Manoel Jorge. art. São Paulo: Saraiva. NOVELINO. ninguém é obrigado a associar-se ou permanecer associado. Jorge.2. ilimitada. São Paulo: Atlas. Direito Constitucional esquematizado. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). BIBLIOGRAFIA: 1. Marcelo. “quando uma profissão é contemplada com um novo estatuto normativo e um conselho profissional específico. XI. a liberdade de profissão deve ser escalonada em três aspectos: a) escolha da profissão. Direito Constitucional.3. George. a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego”.4. XV. SILVA E NETO. Pedro. 5°. 5°. George. art. De acordo com Otávio Pita. 9. .SARMENTO. 9. 5. X. ALEXANDRINO. x e XI) 8. segundo George Sarmento. Direito Constitucional. c) admissão à profissão. art. São Paulo: MÉTODO. Manual de Direito Constitucional. v. Muitas vezes o caráter violento pode ser caracterizar não pelo uso de armas. 9. IV. Segundo André Júnior. Direito Constitucional descomplicado. 8. 2009. 2010. 2010. Coimbra: Coimbra. 2011. 1997. Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional. sem uso de armas ou instrumentos que possam afetar a integridade física dos participantes ou de terceiros. b) exercício da profissão. 1°.4. f) Natureza pacífica – a reunião deve transcorrer sem violência. a XXI). de 1948. XIII). 4. De acordo com George Sarmento. públicos ou privados. O direito de reunião. b) formal. Declaração Universal dos Direitos do Homem. 6. 8. e) Objetivos específicos – em geral as reuniões possuem uma pauta de assuntos que devem ser debatidos. – (Coleção curso & concurso.1. Curso de direitos fundamentais. PAULO. 3. Ed. 5°. Alexandre. 5°. 15.8. 2ª. 8. LIBERDADE DE ASSOCIAÇÃO (CRFB/88. assegura aos indivíduos a prerrogativa de criar e de integrar as associações. XV. São Paulo: MÉTODO.MORAES. Por fim a dimensão inibitória em relação ao Estado.3. 2009. XVII a XXI)..MARMELSTEIN. Ed. 6ª.]”. O direito de liberdade de reunião apresenta os seguintes requisitos: a) material. – São Paulo: Atlas.LENZA.

José Afonso da. 2009 . Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros. SILVA.9.

Insere-se no conteúdo do direito à privacidade: a inviolabilidade de domicílio. DA VIDA PRIVADA. da vida privada. atividades associativas etc”. “A vida privada. É o direito subjetivo público assegurado a cada ser humano de manter sob anominato determinadas informações restritas à sua vida particular”. telefônicas e de dados. 2.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. INVIOLABILIDADE DA INTIMIDADE. Art.2. “de todos os direitos de personalidade. protegido pela cláusula da indevassabilidade. X) 2.. por sua vez. as fraquezas e todas as incursões introspectivas que a pessoa não deseja compartilhar com ninguém. rendimentos salarias. cadastro de clientes. sigilo de comunicações telegráficas. de contas bancárias e aplicações financeiras. os projetos de vida. relações familiares. 2. Está diretamente ligada ao círculo de relações intersubjtivadas mantidas sob reservas ou em absoluto segredo. sigilo de correspondência. DA HONRA E DA IMAGEM DAS PESSOAS (art. estado de saúde. o jardim secreto em que o indivíduo tem o poder de recharçar as intromissões provenientes de terceiros. Intimidade De acordo com George Sarmento.] Na verdade. da honra e da imagem das pessoas (espécies) e assegurando o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação (CF. os desejos. especulações sobre a vida pessoal.. Nele estão guardados os segredos. Vida privada Segundo George Sarmento.DIREITO À PRIVACIDADE Marcelo Novelino. conteúdo do voto em eleições etc”. preferências sexuais. a “Constituição protege a privacidade (gênero). 5°. a intimidade é o mais indevassável. as lembranças. X). Fatos e eventos que integram o seu patrimônio moral. segredo profissional. orientações religiosas. situação patrimonial. como relações amorosas. intimidade integra a dimensão que podemos chamar de segredos do ser. 5°.1. os sonhos. . é o espaço protegido pela confidencialidade. Também envolve aspectos da vida pessoal. [. Isso implica a interdição à leitura de diários ou escritos particulares. garantindo a inviolabilidade da intimidade. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° ° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE (continuação) 1.

cabelos. ampliou o conceito de casa para fins de proteção constitucional. interesses ou princípios constitucionalmente consagrados justifiquem sua limitação”. Honra Nas palavras de Marcelo Novelino.2.3. motel. b) honra objetiva ou imagem-atributo segundo George Sarmento. sendo cercadas. A doutrina classifica a honra em duas espécies: a) honra subjetiva. hospedaria. “é a estima pública. 2. O registro da voz e das expressões corporais também integra o conteúdo do direito à imagem. abrange: a) qualquer compartimento habitado. o direito à imagem sua “captação e difusão sem o consentimento da própria pessoa.Conceito normativo de casa Nas palavras de Otávio Piva. 2. a consideração que o indivíduo gozo no seio da sociedade”. braços. distorcidas. Posição do STF Segundo George Sarmento. “no RHC 903/RJ. o conceito de casa. c) dependências de casas. que impede a imagem.. 5°. publicado no DJ em 18-5-2007.1. valores. casas de pousada. muradas. 2. desde que ocupados). pensão.2. “consiste na reputação do indivíduo perante o meio social em que vive (honra objetiva) ou a estimação que possui de si próprio (honra subjetiva).3. “se refere ao conceito que cada um tem de si mesmo. boca) que individualizam determinada pessoa no meio social [. salvo em hipóteses nas quais outros bens. A Corte entendeu que casa compreende também aposentos de habitação coletiva (quartos de hotel. Os crimes contra a honra são: a) calúnia (imputação falsa de um fato definido como crime). A empresa de comunicação social sujeita-se ao dever de autenticidade. principalmente no que se refere à sua dignidade pessoal”. perna. manipuladas”. voz ou expressão sejam deformadas. A doutrina classifica a imagem em duas espécies: a)imagem-retrato.. só podendo ser invalidados sem a .1.3. INVIOLABILIDADE DE DOMICÍLIO (CF. b) aposento ocupado de habitação coletiva em pensões. “consiste no direito subjetivo de dispor sobre a forma plástica e das partes do corpo (olhos.1. art. nariz. segundo George Sarmento. 3. XI) 3. 2. segundo George Sarmento.].2.2. hotéis. b) difamação (imputação de fato ofensivo à reputação). Imagem Segundo Marcelo Novelino.4. relatado pelo Ministro Celso de Mello. c) injúria (ofensa à dignidade e ao decoro). 3. gradeadas.

ainda. XII) 5. sob pena de transformar-se em prova ilícita”. Rel. Ministro Carlos Velloso) . Cumprimento de uma decisão judicial. 3. 3. Celso de Mello – Informativo 197) O Supremo Tribunal Federal analise o conceito normativo de casa como “qualquer compartimento privado onde alguém exerce profissão ou atividade”.4. b) Critério horário (período compreendido entre as 6h e 18h): Posição de José Afonso da Silva. ainda quando armazenados em computador”.2. resguardando-se a possibilidade de invasão domiciliar com autorização judicial. não seja noite (por exemplo: horário verão)”. 3. A delimitação do período diurno a) Critério físico-astronômico (intervalo que medeia a aurora e o crepúsculo): Posição de Celso de Mello.4.1. XII. desde que.1. Habitação familiar e consentimento para ingresso.445.Definição de correspondência .Sigilo bancário e sigilo fiscal e telefônico 5. 5°.2. Na decisão firmou-se o entendimento de que “a proteção a que se refere a art. mesmo após as 18:00 horas. INVIOLABILIDADE DAS CORRESPONDÊNCIAS (art. 4.5.780/PE. mas apenas a sua comunicação.Os dados em si não estariam protegidos. rel.3. Posição do STF (RE 219.autorização dos hóspedes. INVIOLABILIDADE DO SIGILO DE DADOS 4. ainda que iniciado durante o dia. da Constituição é de comunicação “de dados” e não dos “dados em si mesmos”. Min. 5°. após o anoitecer. 4. Sem consentimento do morador: a) Em caráter emergencial b) Por determinação judicial (reserva constitucional da jurisdição) DURANTE O DIA Flagrante delito ou desastre Prestar socorro Determinação judicial DURANTE A NOITE Flagrante delito Desastre Prestar socorro 3. c) Critério misto é defendido por Alexandre de Moraes “Entendemos que a aplicação conjunta de ambos os critérios alcança a finalidade constitucional de maior proteção ao domicílio durante a noite. 3. Posição do STF (RE 251. no caso de haver conflito entre os moradores.4. com o necessário mandado judicial.Com consentimento do morador 3.

5°. mas os demais instrumentos de comunicação”. 6. XII a disciplina da matéria depende de regulamentação (norma de eficácia limitada). uma vez realizada a interceptação telefônica e provas coletadas dessa diligência podem subsidiar denúncia concernentes a crimes puníveis com pena de detenção. . dados informatizados. Requisitos indispensáveis para a licitude de sua interceptação (natureza cautelar da interceptação telefônica). 2°. I. abrangendo não só a carta.3. Pressupostos Fumus boni júris Lei 9.1. radiotelefonia. através do espaço. Segundo Marcelo Alexandrino. “Assim. §1º. interceptação: distinção De acordo com Marcelo Novelino. 136. I Sentido dado pela lei Somente quando houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal. arts. Quando a prova não puder ser feita por outros meios disponíveis Periculum in mora Art. DE INFORMÁTICA E DE TELEMÁTICA 6. Segundo André Júnior.Na visão de Otávio Piva. punível com reclusão. telefone. por cartas. pessoal (realizada por microgravador) ou ambiental (imagens captadas por uma câmara escondida)”.2. radiotelegrafia e outros. como já decidiu o STF. Gravação clandestina. Nos termos do art. 2 °. desde que conexos aos primeiros tipos penais (puníveis com reclusão) que justificaram a interceptação”. é “toda comunicação escrita ou verbal. b e c. II 6. e 139. A INVIOLABILIDADE DAS COMUNICAÇÕES TELEFÔNICAS. telegramas. Outro exemplo seria o de interceptação por policiais de carta remetida por seqüestradores aos familiares da vítima”. 6. III).296/96 Art. a diferença está pautada nos seguintes conceitos: a) gravação clandestina “é aquela feita por um dos interlocutores sem o conhecimento dos demais. a “inviolabilidade epistolar não pode constituir instrumento de salvaguarda de práticas ilícitas”. Pode ser telefônica. o sigilo de correspondência e das comunicações telegráficas pode ser restringido nas hipóteses de decretação de estado de defesa e de sitio (CF/88. bem como na interceptação por parte das autoridades competentes de carta enviada por presidiários aos seus comparsas com orientações sobre atividades criminosas. pois. “o Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que.

São Paulo: Malheiros.MIRANDA. – São Paulo: Atlas. Coimbra: Coimbra. ALEXANDRINO. BIBLIOGRAFIA: 1. Rio de Janeiro: Lumen Juris.678-1/SP. 2011. Manual de Direito Constitucional. 136. Rio de Janeiro: Forense. Ed. 8. José Afonso da. . o STF considera que “a prova lícita a gravação e divulgação de conversa telefônica sem conhecimento de terceiro que está praticando crime.5. São Paulo: MÉTODO. I. 4. Ed. SILVA E NETO. entre nós. PAULO. por exemplo)” A prova ilícita originária contamina todas as demais provas obtidas a partir dela. Legítima defesa e gravação clandestina De acordo com George Sarmento.]”. 1997. George. 6.6. estelionatários e todo o tipo de achacadores”. 2. v. ed. Direito Constitucional. III). 2ª. também chamadas provas ilícitas por derivação. 2009.. – (Coleção curso & concurso. 5°. 9. sem consentimento de um (ou ambos) dos interlocutores [. Direito Constitucional esquematizado. Direitos Humanos. – Rio de Janeiro: Forense. 6. § 1°. 3. NOVELINO. foi contundente ao afirmar que “seria uma aberração considerar como violação do direito à privacidade a gravação pela própria vítima. 74. Curso de direitos fundamentais. 6ª. Direito Constitucional descomplicado. Jorge.MARMELSTEIN. nem nos processos administrativos (punição de um servidor público. 5.SARMENTO. da denominada teoria dos frutos da árvore envenenada (fruits of the poisonous tree). – São Paulo: Saraiva. George. 2010. 6. 2011. b) estado de sítio (CF. 2009. É a aplicação. 2009. ed. art. São Paulo: Saraiva. 6. 2010. SILVA.. de atos criminosos como o diálogo de sequestradores. Marcelo. São Paulo: MÉTODO. art. todas as provas decorrentes são também ilícitas. Vicente. Marcelo.MORAES. LVI) Nas palavras de Marcelo Alexandrino. São Paulo: Atlas. O relator do Habeas Corpus n. art. Ministro Moreira Alves. VEDAÇÃO À PROVA ILÍCITA (CRFB/88. a prova ilícita não pode ser utilizada nem no processo judicial. 7.b) interceptação da comunicação “consiste na sua interceptação ou intromissão por terceiro. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). ou ela autorizada.LENZA. 15. A inviolabilidade de correspondência poderá ainda sofrer restrições: a) estado de defesa (CF. Curso de Direito Constitucional positivo. Direito Constitucional. Manoel Jorge. Direito Constitucional. Alexandre. Pedro. 139. b).

art. 222.2. entre outros). 5°. art. descumprida a função social que lhe é inerente (CF. 2. 5°. sobre ele. art. observados.] O direito de propriedade não se reveste de caráter absoluto. eis que. art. 183) 4. Ministro Celso de Mello: “[. §4°. Posição do STF – ADI (MC) 2. II.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO DE PROPRIEDADE 1. 5°. 191) 4.1. . art.. XXV) 2. art. em situação de perigo público iminente. “é o instrumento estatal mediante o qual. utilidade pública ou interesse social”. USUCAPIÃO 4. “é a transferência compulsória da propriedade particular por determinação do Poder Público. XXIV) 3. se houver dano”. Imprescritibilidade dos bens públicos (CF.3. 191. nos casos de necessidade pública. contudo. II e III. a significar que. os limites. 5°. as formas e os procedimentos fixados na própria Constituição da República”. art. art. inciso XXII. 178. Usucapião de imóvel urbano (CF. pesa grave hipoteca social. para esse efeito.PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL À PEQUENA PROPRIEDADE RURAL (art.1. Conceito Segundo Marcelo Alexandrino. 183. legitimar-se-á a intervenção estatal na esfera dominial privada. parágrafo único) 5. art. rel.153.1. 1. art. c) as dívidas contraídas em decorrência da atividade produtiva. imóveis ou serviços particulares com indenização ulterior. XXII).DESAPROPRIAÇÃO (CF.REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA (CF.Conceito Nas palavras de Marcelo Novelino.2. XXVI/88) 5. art. §3°. 5°. “caput”. 186. 3. 4..Elementos essenciais à impenhorabilidade: a) pequena propriedade rural. art.INVIOLABILIDADE DO DIREITO DE PROPRIEDADE (CF. o Estado utiliza bens móveis. 176. art.213/DF. 177. b) propriedade que seja subsistência e trabalhada pela família. Usucapião de imóvel rural (CF. 170.1. art. art.

Propriedade intelectual a) direitos do autor (CRFB/88. 150. – (Coleção curso & concurso. 2011. IV. 2009.INVIOLABILIDADE À PROPRIEDADE IMATERIAL 6. Marcelo. Direito Constitucional descomplicado.MARMELSTEIN. – Rio de Janeiro: Forense. ALEXANDRINO. art. XXXI. 5°. – São Paulo: Saraiva. “a pequena propriedade não poderá ser objeto de penhora se o agricultor. art. a exemplo. 4. deixar de pagar divida contraída com a compra de insumos ou sementes. São Paulo: Malheiros. 2010. o conjunto de direitos e deveres que se transmitem aos herdeiros. Alexandre. Jorge. Rio de Janeiro: Forense.Relatividade quanto à impenhorabilidade Segundo Otávio Piva. 155. 9. Direito Constitucional esquematizado.MORAES. SILVA E NETO.1.Transmissão da herança Herança Conceito: “É o patrimônio do falecido. 1997.5. Marcelo. Coimbra: Coimbra. isto é. Ed. I) 7. 5°. 6ª. se houver feito dívidas que não se relacionem com sua atividade produtiva. Aplicação da lei brasileira e a sucessão hereditária Segundo George Sarmento. 7. George. é indivisível até a partilha.A legislação ordinária brasileira deve ser concebida para beneficiar o cônjuge e/ou os filhos brasileiros”. Morte do de cujus (art. Ela só será afastada na hipótese de a lei estrangeira ser mais favorável ao cônjuge e aos filhos brasileiros (jus patriae)”.784 do CC) Momento Lugar O último domicílio do falecido (art. – São Paulo: Atlas. São Paulo: Saraiva. São Paulo: MÉTODO. é um condomínio forçado”.2. 2º . XXVII e XXVIII e a Lei n° 9. Ed. 8. 5. a matéria disciplinada por lei infraconstitucional deve observar os seguintes pressupostos: “1º .610/98) 7. 3.A sucessão deve recair sobre valores ou bens (móveis. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 7. São Paulo: MÉTODO. 6. v.DIREITO À HERANÇA (CF. Vicente. imóveis ou semoventes) que estejam no Brasil e que integrem a propriedade do estrangeiro. Ed. XXX. José Afonso da. Direito Constitucional.SARMENTO. 15. 2009 . ed. Pedro.-LENZA. art. Curso de Direito Constitucional positivo. 2. 2010. A herança é uma universalidade. art. Em resumo. BIBLIOGRAFIA: 1. Manoel Jorge. Manual de Direito Constitucional. NOVELINO.. 2009.MIRANDA. Todavia.O de cujus deve ser estrangeiro e possuir cônjuge ou filhos brasileiros. 1. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). PAULO. 3º .2. “Aplicação da lei brasileira é a regra geral em matéria de sucessão de estrangeiro domiciliado no Brasil (jus domicilii). SILVA. 2011. 2ª. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas. Direitos Humanos. 6. Curso de direitos fundamentais.1. a terra poderá ser penhorada”. Direito Constitucional. George.

COISA JULGADA. Crítica ao art. 2. não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário (art. pois. que torna imutável e indiscutível a sentença. “[. posição doutrinária de José Afonso da Silva: distinção entre a coisa julgada formal e a coisa julgada material 1. tornando a sentença insusceptível de reexame e imutável dentro do mesmo processo”.3. um contrato assinado e sem vi cios é um ato jurídico perfeito)”. hoje.. segundo George Marmelstein. §1°) . “é a sentença judicial que já transitou em julgado. segundo Marcelo Novelino..] produz apenas efeitos endoprocessuais.4. 6°.1. que não pode ser mais modificada na via recursal” (LICC.]que se aperfeiçoou. XXXVI) E A PROIBIÇÃO DE LEIS RETROATIVAS 1. Coisa julgada material “[. ou seja. 1.. 1.1.1. ATO JURÍDICO PERFEITO. art.ex.DIREITO ADQUIRIDO De acordo com Marcelo Alexandrino. refere-se à coisa julgada material. §3° da LICC. direito adquirido é direito [.DOCENTE: Msc.] A garantia. PROTEÇÃO ATO JURÍDICO PERFEITO. 6°. 217. art..4. DA COISA JULGADA E DO DIREITO ADQUIRIDO (CF.. 1. 5°.2. segundo George Marmelstein.. Ficou.Justiça desportiva e o acesso ao Poder Judiciário (CF. 1. estando apto a produzir seus efeitos (p. “é aquele ato que já se consumou.3. que reuniu todos os elementos necessários à sua formação sob a vigência de determinada lei”..6°. 467)”. Prevalece. art.2. não à coisa julgada formal. Coisa julgada formal.PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO (ou princípio da RESERVA DA JURISDIÇÃO) E A INEXISTÊNCIA DE JURISDIÇÃO CONDICIONADA 2. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO À SEGURANÇA JURÍDICA 1. superada a definição do art.4. § 3°. aqui. o conceito do Código de Processo Civil: Denomina-se coisa julgada material a eficácia. §3°) 1. da Lei de Introdução do Código Civil.

h.2. 8°.2. O devido processual legal é observado sob dois planos: a) plano processual (procedural due processo of law). PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL (CF. “a”. LX. o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha 3. 2. I. LXI. LIV) 3. 52.De acordo com Otávio Piva.1. O princípio do devido processo legal é está previsto em diversos dispositivos constitucionais. b) Impossibilidade de duplo grau de jurisdição: 1. 2. “[..] não se está propriamente exigindo o esgotamento da via administrativa. I. [. está consignado no art. 7. LVII. e ex post facto. XXXV.507/97.] assegura ao indivíduo a atuação imparcial do Poder Judiciário n a apreciação das questões posta em juízo. tais como: arts.1.PROIBIÇÃO DE JUÍZO OU TRIBUNAL DE EXCEÇÃO (CF. CF. para o julgamento de um caso específico. GARANTIA DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA . CF.3. 5. art.. direito à proporcionalidade. 2º. 4° ou do decurso de mais de quinze dias sem decisão. 5°. 4. ou seja.caput.. o que são realidades totalmente distintas[. por arbitrariedade ou casuísmo. seja estabelecido tribunal ou juízo excepcional (tribunais instituídos ad hoc. 2. conferida competência não prevista constitucionalmente a quaisquer órgãos julgadores”. LII) De acordo com Marcelo Alexandrino. 5°. ou II – da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de prazo de mais de quinze dias.1. como “o direito de recorrer da sentença para juiz ou tribunal superior”. Lei do habeas data e o acesso ao Judiciário a)A Lei 9. Plano processual (procedural due processo of law) 3.. Obsta que. direito ao duplo grau de jurisdição (nas palavras do STF não tem sede constitucional). art. 102. “o princípio do duplo grau de jurisdição não foi previsto explicitamente na Constituição Federal.LVI.. 5°. inciso XXXVII e LII. isto é.]”. ou seja. LV. XXXVII. 2. XXXVII. sem decisão. parágrafo único.. LXI. dispõe as exigências necessárias para que o autor da acão possa impetrar o habeas data: I – da recusa ao acesso às informações ou do decurso de prazo de mais de dez dias.1.2.b) plano material (substantive due process of law) 1. art. ou III – de recusa em fazer-se a anotação a que se refere o §2°do art. Plano material (substantive due process of law ou proibição de excesso) a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino. LXXVII. Entretanto. art. mas sim obrigando que haja a prévia provocação. art.. Princípio do duplo grau de jurisdição (princípio da recursividade) e a inexistência da obrigatoriedade de duplo grau de jurisdição a)Segundo George Sarmento. do Pacto de São José da Costa Rica. o art. sem decisão. criadas depois do caso que será julgado).

. “[. [. de levar ao juiz do feito uma versão ou uma interpretação diversa daquela apontada pelo autor.. simples..1997. caberá igual direito de defesa de opor-se.949. 5. decorre o direito do acusado negar.] o direito dado ao indivíduo de trazer ao processo. no feito. de apresentar suas contra-razões. de indiciado ou de réu. I. administrativo ou judicial. deva prestar depoimento perante órgãos de Poder Legislativo. 5. VIII. Min. Moreira Alves.2. b) Direito de mentir De acordo com STF. arts. 5°. LXIII) a)Posição do STF Segundo o STF. Rel. pois equipara. Min. do Poder Executivo ou do Poder Judiciário”. qualificado ou privilegiado. Competência para julgamento dos crimes dolosos contra a vida (Parte Especial do Código Penal.1. 108. na condição de testemunha.. a igualdade das partes no processo. . mesmo que falsamente. forneça o indiciado ou acusado no interrogatório formal[.. a todo ato produzido pela acusação. Rel. HC 80. art. 4. Celso de Mello.]”. a e 102.06. Contraditório Nas palavras de Marcelo Alexandrino. o direito de acusação com o direito de defesa [. DIREITO AO SILÊNCIO ou DIREITO DE NÃO SE AUTOINCRIMINAR (CF. julgamento 17. 75.]”. 5.4. I...]”. XXXVIII) 5... É o princípio constitucional do contraditório que impõe a condução dialética do processo (par conditio).] traduz direito público subjetivo assegurado a qualquer pessoa que. para evitar sua auto-incriminação”...] entende-se o direito que tem o indivíduo de tomar conhecimento e contraditar tudo o que é levado pela parte adversa ao processo. 96. 6. julgamento em 30. Sepúlveda Pertence. c) Direito de permanecer em silêncio – dever de advertência da autoridade. III. HC... Min. Título I. 29.257. O contraditório assegura.] o direito de permanecer em silêncio.] a falta de advertência – e de documentação formal – faz ilícita a prova que.10.2001.812. assevera que [.. o contraditório. d) Infanticídio. a prática de determinado delito[.. Capítulo I) a) Homicídio doloso. ou até mesmo de omitir-se ou calar-se se assim entender. b e c). b) Induzimento. contra si mesmo. c) Aborto. o direito de permanecer calado (nemo tenetur se detegere) “[. Rel.JÚRI POPULAR (art. sob pena de nulidade Na posição do STF. HC 79.2.. significando que.1. instigação ou auxílio ao suicídio. “[. todos os elementos de prova licitamente obtidos para provar a verdade. Ampla defesa Segundo Marcelo Alexandrino. Crimes dolosos contra a vida não submetidos ao tribunal do júri(CF. também.

Rel.1. EXTRADIÇÃO (art. 56 e 57) b) Penas de caráter perpétuo b.2001 (Informativo 252). por si mesmas. arts. 16. 8.11. causem padecimento desnecessário[. contra a ordem constitucional”. 5º XLIII) 9. LI) 9.d) Direito ao silêncio frente às comissões parlamentares de inquérito De acordo com a decisão do STF.. c) Pena de banimento (Código Penal de 1890 e abolição de pena de morte na Constituição de 1891) c. d) direito de não responder se a resposta envolver o dever de sigilo profissional. julgá-la ou par cumprir a pena”. enquadramento penal moderno para ação de grupos armados. 5º XLIV)..1998 (Informativo 136). a entrega do súdito reclamado”.198/RS. 5°. que objetiva a formação de título jurídico apto a legitimar o Poder Executivo da União a efetivar. Min. civis ou militares. Celso de Mello. art. Sydney Sanches. 153. Aplicação da pena de banimento (CF/69. STF.1. 8. RE 212. é “[. Contudo.. com intuito de processá-la. Rel..12. d) Penas cruéis De acordo com José Antônio Paganella Bochi.2.. c) dever de dizer a verdade. por meio de Decreto.1. Conceito De acordo com Otávio Piva. Racismo (art. Classificação . HC 73. APLICAÇÃO DO ART.2. Marco Aurélio.035/DF. a extradição “é o ato pelo qual o Governo de um Estado entrega uma pessoa que se encontra em seu território à Justiça de outro Estado que a reivindica. 9. b. Natureza jurídica Nas palavras de Otávio Piva.]”.]até o momento. Ação de grupos armados civis ou militares contra a ordem constitucional e o Estado Democrático (art. a resposta que lhe for exigida puder acarretar grave dano”. RE 154. CRIMES IMPRESCRITÍVEIS (art. 7. no que diz respeito à fase judicial de julgamento do pedido extradicional que antecede à extradição propriamente dita. essa possui natureza de ação especial. 5°. 9. com fundamento em tratado internacional. possui os seguintes direitos e deveres: “a) dever de comparecer. o depoente.2. Rel. §11).3. 5º XLIV e XLIII) 8. ou em compromisso de reciprocidade.1.. 16. Segundo Otávio Piva. de caráter constitutivo.] ato da conveniência do Poder Executivo. não existe [.134. a) Pena de morte (aplicação da cláusula pétrea e o Código Penal Militar. de algum modo. e) direito de não responder se. XLVII. na CPI. as penas cruéis são “quaisquer medidas que. b) dever de responder às indagações. STF.

961/1990 Quando se aplica? Quando o Governo de um Estado estrangeiro solicita entrega à sua Justiça de uma pessoa que se encontra em no território brasileiro. independentemente do momento que o crime foi cometido. além de haver qualificado o terrorismo. “[. c) Os portugueses podem ser extraditados nas seguintes situações: “1. de qualquer forma.815/1980 RI STF EXPULSÃO Lei n. art. VIII).. Extradição de portugueses a) A situação jurídica dos portugueses no Brasil. Ao estrangeiro que. Exclusivamente para Portugal.a) Ativa: quando o pedido de entrega é solicitado pelo Brasil a outro Estado. 23. 9. atentar contra a segurança nacional. pois a Lei Fundamental proclamou o repúdio ao terrorismo como um dos princípios essenciais que devem reger o Estado brasileiro em suas relações internacionais (CF.815/1980 Decreto 98. Pressupõe infração cometida no . 6. Por comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes ou drogas afins. nos termos do art. segundo Marcelo Alexandrino. Espécie Base legal EXTRADIÇÃO PASSIVA Lei n. 2. Pressupõe infração penal cometida no exterior.04. Por crime comum praticado antes do reconhecimento de sua equiparação. a ordem política ou social. Quadro explicativo por Otávio Piva e Bernardo Gonçalves.2000. a tranqüilidade ou moralidade pública e a economia popular. b) Passiva: acontece quando o pedido é solicitado ao Brasil por outro Estado. 5°. ou no caso de condenação por tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. ou cujo procedimento o torne nocivo à conveniência e aos interesses nacionais. não se submetem à noção de criminalidade política.] deixou assente que os atos de natureza terrorista. d) Aplicação do art.]”. LII (extradição por motivo político) a) Posição do STF sobre os atos de terrorismo. Pressupostos gerais. b) Tratado de Amizade (Decreto 3.927/01). considerados os parâmetros consagrados pela vigente Constituição da República. para efeito de repressão interna. julgá-la ou para cumprir a pena..4.5. em 22.927/2001”. 2. como crime equiparável aos delitos hediondos [.10. 4 °. 3. a) A concessão da extradição pode ser fundamentada em tratado ou no caso de reciprocidade. 7. 9.. para os fins de processá-la. 18 do Decreto n. celebrado em Porto Seguro/BA..

é obrigado a deixar seu país de nacionalidade para buscar refúgio em outro país”. Segundo Bernado Gonçalves. os motivos de perseguição que vão ensejar o asilo político envolvem a liberdade de manifestação de pensamento ou de expressão. “a)devido a fundados temores de perseguição por motivo de raça... encontre-se fora de seu país de nacionalidade e não possa ou não queira acolher-se à proteção de tal país. 10. “[.. grupo social ou opiniões políticas.815/1980 DEPORTAÇAO ASILO POLÍTICO Art. 4º da CRFBB/88 REFÚGIO Lei nº 9. nacionalidade. “é o acolhimento do estrangeiro por parte de um Estado que não é o seu sob o fundamento de perseguição sofrida pelo mesmo e praticada sem seu próprio país ou em um terceiro pais. a dissidência política ou mesmo crimes de cunho político que não configuram delitos do direito penal comum. c) devido à grave e generalizada violação de direitos humanos. não possa ou não queira regressar a ele.. e) O que se entende por princípio da especialidade? Segundo Marcelo Alexandrino.. para processar a pessoa já extraditada por qualquer delito praticado antes da extradição e diverso daquele que motivou o pedido extradicional.] é a permissão. solicitada pelo país estrangeiro.] o extraditado somente poderá ser processado e julgado pelo país requerente pelo delito objeto do pedido de extradição[.474/97 Nos casos de entrega ou estada irregular de estrangeiro. Sem dúvida. religião. em função de circunstâncias descritas no inciso anterior. se este não se retirar voluntariamente do território nacional no prazo fixado em Regulamento Segundo Bernardo Gonçalves. LXXVI . Lei 6.território brasileiro.. b) não tendo nacionalidade e estando fora do país onde antes teve sua residência habitual. 5°.]”. desde que o Estado requerido expressamente autorize”. APLICAÇÃO DO ART. f)O que se entende por “pedido de extensão”? De acordo com Marcelo Alexandrino “[.

assegurado a todas as pessoas. Direitos fundamentais.1. Hierarquia no ordenamento jurídico brasileiro Equivalência com a lei ordinária no ordenamento jurídico. em decorrência do que prescreve o §2º da CRFB/88. Tratados de Direitos Humanos incorporados sob a égide da Constituição de 1988. na Holanda. “Considerou o STF.388. Tratados Internacionais incorporados no sistema jurídico brasileiro Tratados internacionais gerais. art. é uma instituição permanente e complementar às jurisdições nacionais no julgamento de crimes de maior gravidade com repercussão internacional”. posição atual do STF. 4. APLICAÇÃO DO ART. 5º. b) a imposição de prestação positiva ao Estado no sentido de criar instrumentos legislativos e políticas públicas destinadas a assegurar a celeridade dos processos”. Sediado em Haia. Tratados de Direitos Humanos incorporados após a EC 45 31. Aplicação do art. 5°. Criação do Tribunal Penal Internacional Segundo George Sarmento. de exigir do Estado a prestação jurisdicional e administrativa célebre e de boa qualidade. bem como a primeira certidão respectiva”. 12. que dispõe sobre a gratuidade do registro de nascimento e óbito. ainda que não ofenda o princípio da proporcionalidade a lei que isenta os ‘reconhecidamente pobres’ do pagamento dos emolumentos devidos pela expedição de registro civil de nascimento e de óbito. Serão equivalentes às emendas constitucionais. 5°. Eles possuem valor supralegal (Gilmar Mendes). Incorporação ao sistema jurídico brasileiro: Decreto n. 5º. 5°. que tudo indica será o novo posicionamento da Corte.534/97. de 25 de setembro de 2002. o “ Tribunal Penal Internacional foi criado pelo Estatuto de Roma em 1998. . que integram o sistema jurídico brasileiro na condição de norma materialmente constitucional.2. Para George Sarmento. §3º. §2°. considerou constitucional a Lei 9. §1º. §4º (inovação trazida pela Reforma do Judiciário 31. o STF. antes da EC 45. ou valor constitucional (Celso de Mello). 5º. desde que o processo legislativo de incorporação respeite o procedimento previsto na CRFB. LXXVIII (Reforma do Judiciário – EC n. 45/2004) O dispositivo constitucional deve ser considerado sob dois aspectos: “a) o direito subjetivo público.a)Segundo Otávio Piva. que não contenham matérias de direitos humanos Tratados de Direitos Humanos incorporados antes da promulgação da Constituição de 1988. APLICAÇÃO DO ART. 31. APLICAÇÃO DO ART. 11. §1°. o art. §3° (tabela de George Sarmento). “significa dizer que os direitos fundamentais estão aptos para serem aplicados pelos magistrados nos casos concretos a partir da Promulgação do texto constitucional” 30.

Manoel Jorge. – Rio de Janeiro: Forense. Pedro. Direito Constitucional. escravidão. – São Paulo: Atlas. religiosos ou de gênero”. ALEXANDRINO. 2011. 2010. perseguições políticas. Competência jurisdicional do TPI De acordo com George Sarmento. 2ª.31. Manual de Direito Constitucional. sua atuação não substitui as jurisdições penais nacionais. medidas que impeçam a procriação. 6. George. Marcelo. ataques à integridade da população civil. Direito Constitucional descomplicado. Marcelo. um grupo nacional. 2009. ético. contra qualquer população civil. Ed. o processo não pode ser encaminhado ao TPI sem antes passar pelas instâncias jurisdicionais do país de origem. crime de apartheid. SILVA. Portanto. b) Crimes contra a humanidade: delitos cometidos. . São Paulo: MÉTODO. – (Coleção curso & concurso. desaparecimento de pessoas. tortura. 8. São Paulo: MÉTODO. prisões arbitrárias. NOVELINO.3. Ed. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). Coimbra: Coimbra. total ou parcialmente. 15. 2010. deportação. sistemático e deliberado.4. segundo George Sarmento. São Paulo: Saraiva. étnicos. Ed. 2011. 7. José Afonso da. 4. como homicídios. A matéria rege-se pelo princípio da complementaridade”. 5. “no quadro de um ataque. Direito Constitucional. tomada de reféns. Rio de Janeiro: Forense. ofensas graves à integridade física e mental de seus membros. racial ou religioso. SILVA E NETO. c) Crime de guerra: delitos praticados contra a convenção de Genebra (1949). degradação da qualidade de vida. 6ª. saques à cidades etc. Curso de direitos fundamentais. Jorge. Alexandre. Curso de Direito Constitucional positivo. Vicente. 3. generalizado. extermínio. transferência forçada de uma população. que implique homicídio. agressões sexuais. 2009 .MIRANDA. Direito Constitucional. Direito Constitucional esquematizado. homicídio doloso. “não descreve as condutas criminosas. Ou seja. Direitos Humanos. George. tais como. 31. São Paulo: Malheiros. ed.SARMENTO. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Os crimes sujeitos à jurisdição do Tribunal Penal Internacional são (George Sarmento): a)Crimes de genocídio: delitos cometidos com o desiderato de destruir. culturais.MARMELSTEIN. v. BIBLIOGRAFIA: 1. São Paulo: Atlas. 1997. 9. nacionais.LENZA. condicionando sua atuação a uma dimensão que tipifique o delito e estabeleça as condições em que o Tribunal internacional terá competência jurisdicional”. – São Paulo: Saraiva. torturas. raciais. 2009. segundo George Sarmento.MORAES. “por meio de condutas. d) Crimes de agressão: o Estatuto de Roma. 2. PAULO. transferência forçada de criança de um grupo para outro”. “A Corte não tem competência primária para julgamento dos réus.

.. Apátrida (heimatlos) 3. 2.. Povo (“é o conjunto de pessoas que fazem parte de um Estado.. depois do nascimento (em regra. ligado a este pelo vínculo da nacionalidade”).]”. 4.1. será estabelecida [.. NACIONAIS. POPULAÇÃO.4.ius sanguinis (será nacional de um país.]”. Polipátrida 2. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DIREITOS DE NACIONALIDADE 1.DA NACIONALIDADE 1. 4.ESPÉCIES DE NACIONALIDADE a) Nacionalidade primária (originária) é a resultante “de fato natural (nascimento). Cidadão 2. 2.6. CRITÉRIOS DE ATRIBUIÇÃO DE NACIONALIDADE PRIMÁRIA a) Origem sangüinea . é o elemento humano do Estado. “é o vínculo jurídico-político de direito público interno.5.1. Nação 2. POVO. que faz da pessoa um dos elementos componentes da dimensão do Estado”. População 2. pela naturalização) [.3. são todos aqueles que se encontram presos ao Estado por um vínculo jurídico que os qualifica como seus integrantes”).DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. a partir do qual. 2. 3.1 Conceito Segundo Marcelo Alexandrino. Nacionais (“são todos aqueles que o Direito de um Estado define como tais. aquele que for descendente dos nacionais daquele país). b) Nacionalidade secundária (derivada/adquirida) é a resultante de “ato volitivo. DISTINÇÃO ENTRE NAÇÃO.2. de acordo com os critérios adotados pelo Estado (sangüineos ou territoriais). CIDADÃOS E POLIPÁTRIDA.

“a”: critério territorial puro b) Aplicação do art.2. 6º a naturalização tácita para os portugueses residentes no Brasil na época da Proclamação da Independência Pátria. o ânim o de conservar a nacionalidade de origem”.b) Origem territorial – ius solis (será nacional de um país. por força das regras jurídicas de nacionalidade adotadas por determinado Estado”. I.. I. in fine: critério sanguíneo. c) Aplicação do art. 12°. Conforme o mesmo art.1) Aplicação do art. “b”: critério sanguíneo mais critério funcional. c. Naturalização tácita “é aquela adquirida independentemente de manifestação expressa do naturalizando. 69. I. como na hipótese presente na Constituição de 1891 [. aquele que nascer no território daquele país. 5. 12°. 12°. Porém. ANÁLISE ESPECÍFICA DO BRASIL 5. pois a Constituição do Império de 1824 consagrou no seu art. . NACIONALIDADE SECUNDÁRIA (aquisição secundária). Portando. “c”:critério sanguíneo mais registro em repartição em repartição brasileira competente . são duas hipóteses: a) o indivíduo se tornar brasileiro nato com o registro que funciona de forma equivalente ao registro realizado no cartório de registro civil no Brasil. da Constituição de 1891 preconizava: “São cidadãos brasileiros: os estrangeiros que. é mister diferenciar. §4°. art.]”. NACIONALIDADE PRIMÁRIA (aquisição originária) a)Aplicação do art. “c”. “Nesse item é importante salientar duas questões: a) a hipótese de naturalização tácita também ocorreu anteriormente à 1ª Constituição da República de 1891. mais critério residencial e mais opção confirmativa (aquisição originária potestativa). a. 95 do ADCT. art.2. b) o indivíduo filho de pai e mãe brasileira vir para o Brasil a qualquer tempo e realizar a opção confirmativa. 12°. dentro de seis meses depois de entrar em vigor a Constituição. §5º: “são cidadãos brasileiros: os estrangeiros que possuírem bens imóveis no Brasil e forem casados com brasileiros ou tiverem filhos brasileiros contanto que residam no Brasil. A grande naturalização prevista art. a) Tipos de naturalização: a. independentemente dos seus ascendentes). 69. visto que a mesma só se referia aos portugueses e não a todos os estrangeiros residentes no Brasil. irá operar com efeitos retroativos (ex tunc) à data da residência (tida como fato gerado nacionalidade). Naturalização expressa é aquela que “depende de requerimento do interessado. De acordo com Bernardo Gonçalves. I. 2º. achando -se no Brasil aos 15 de novembro de 1889. Emenda constitucional 54/07.. salvo se manifestarem a intenção de não mudar de nacionalidade”. 5.1. demonstrando sua intenção de adquirir nova nacionalidade”.1.

c) Hipóteses previstas no art. c. b) 15 anos de residência ininterrupta no Brasil. Esse entendimento é o majoritário em virtude da dicção constitucional do art. também chamada de potestativa a) Hipótese prevista no art. 2. §1º da CRFB/88) – DECRETO nº 3927/01. . a. “quando o indivíduo vem para o Brasil antes de completar 5 anos. se concluído o curso superior no Brasil. 12. não tendo o Chefe do Executivo discricionariedade para negar o pedido. art. da CRFB/88. PORTUGUESES EQUIPARADOS ou quase nacionalidade (art.1. é obrigado a decretar a naturalização requerida. diferentemente das hipóteses da naturalização ordinária. contudo. 7. 112 c/c 113.2.1. 7. e. ele terá o prazo de 1(um) ano após a conclusão para requerer a naturalização”. Preenchidos os três requisitos. É importante deixar consignado.a. são: c.1. o Presidente da República. que os portugueses será equiparado aos brasileiros naturalizados (hipótese também chamada de quase-nacionalidade)”. São hipóteses previstas na Constituição de 1988: 1. “Nesses termos. Amizade de Consulta Brasil e Portugal. b. idoneidade moral. conclusão de curso superior: “o estrangeiro deve vir para o Brasil antes da maioridade. 1 (um) ano de residência ininterrupto. II. alcançada a maioridade ele terá 2 anos para requerer a naturalização”. havendo reciprocidade em Portugal para os brasileiros.815/80.12.2. nas palavras de Coelho Mendes.1. Segundo Bernardo Gonçalves. II. 12. b) Hipótese prevista no art. Naturalização extraordinária. Requisitos: a) capacidade civil. que promulgou o Tratado Bilateral de Cooperação. “b”.Naturalização ordinária: a)Hipótese prevista na Lei 6. 12. no Brasil os portugueses terão os mesmos direitos que os brasileiros terão em Portugal. Requisitos necessários: capacidade civil. 115 §2º da Lei 6. Procedimento Segundo Bernardo Gonçalves. que foram recepcionadas pela CRFB/88. “a” da CRFB/88. c) ausência da condenação penal. De acordo com Bernardo Gonçalves.1. radicação precoce: segundo Bernardo Gonçalves. “b”.815/80. II.

posteriormente. . II.. sendo procedente e transitando em julgado. deverá fazer-se prova do seu gozo em Portugal e da residência no Brasil há pelo menos três anos”. “a” da CRFB/88). b. Reaquisição da naturalização: observar o art.5. art. dirigido ao Ministério da Justiça. pois não há uma tipificação na qual o naturalizado possa ser enquadrado pela prática de uma atividade nociva ao interesse nacional. Destinatários: brasileiros natos ou naturalizados. §4º. a não ser mediante ação rescisória.3.] não poderá readquiri-la.1. 8. 10. sob pena de contrariedade ao texto constitucional”. com prova de sua nacionalidade. incumbe “ao Ministério Público Federal efetivar a denúncia contra o brasileiro naturalizado. condena o indivíduo à perda a naturalização”. Motivos: em decorrência de atividade contrária à ordem pública ou à segurança nacional ou nociva ao interesse nacional. a. “conduta voluntária. VII. “[. 485 do CPC. PROPRIEDADE DE EMPRESA JORNALÍSTICA E DE RADIODIFUSÃO SONORA DE SONS E IMAGENS (CF. Motivos: segundo Bernardo Gonçalves. a. Destinatários: brasileiros naturalizados. “b” da CRFB/88)..“[. II. b) Aquisição voluntária de outra nacionalidade. Procedimento: o procedimento é judicial. a. Essa denúncia perpassa por uma perspectiva hermenêutica. a. §4°). 9.3. deverá fazerse o requerimento. 89. [. b) Imposição da lei estrangeira (art. LI..4..2. há uma decisão do Magistrado Federal que. a. 222). DUPLA NACIONALIDADE a) Reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira (art. 5°.. 12.] no caso de igualdade de direitos e de obrigações civis. No caso de pretender-se obtenção dos direitos. 222. capacidade civil do requerente e a devida aquisição da nacionalidade estrangeira”. b. nunca mediante de um novo processo de naturalização. §3°.. art. De acordo com Pedro Lenza. Procedimento: de acordo com Bernardo Gonçalves. §4º. arts. 12. 12.2. caput) 11. a)Ação de cancelamento de naturalização procedente transitada em julgado pela política de atividade nociva ao interesse nacional. na hipótese da reaquisição.] Nestes termos. Efeitos: efeito “ex nunc”.1. 12. TRATAMENTO DIFERENCIADO ENTRE BRASILEIRO NATO E NATURALIZADO (CRFB/88. PERDA DA NACIONALIDADE (CF. capacidade civil e admissão no Brasil em caráter permanente. De acordo com Bernardo Gonçalves. b.

Nesses termos. Manoel Jorge. somente após adquirida a nacionalidade em outro país o Ministério da Justiça deflagrará o procedimento administrativo. ainda. São Paulo: Atlas. Coimbra: Coimbra. b) “A única forma desse brasileiro nato que perdeu a nacionalidade e virou estrangeiro readquirir a nacionalidade será enquanto brasileiro naturalizado.MORAES. ALEXANDRINO.. Curso de direitos fundamentais. b. 2ª. Jorge. 15. a partir do momento em que o brasileiro nato ou naturalizado deseja adquirir a naturalização em outro país. Direito Constitucional. 7. Curso de Direito Constitucional positivo. 6ª. – São Paulo: Atlas. quais sejam: Bernardo Gonçalves apresenta duas a)”Se brasileiro nato. Vicente. Ed. deverá voltar a ser brasileiro nato.“o procedimento é meramente administrativo. 2. Nesse sentido.MIRANDA.MARMELSTEIN.] o art. NOVELINO. – São Paulo: Saraiva. 8. 2009. b. sem a necessidade de incursão judicial. Alexandre. José Afonso da. Neste ponto. Efeitos: os efeitos do decreto presidencial serão “ex nunc”. é importante deixar consignado que não ocorre apenas com a mera solicitação de outra nacionalidade pelo brasileiro. Porém. Entendemos. Reaquisição da nacionalidade do brasileiro nato: via administrativa Segundo Pedro Lenza. 4. se o ex-brasileiro estiver domiciliado no Brasil. que tal dispositivo só terá validade se a reaquisição não contrair os dispositivos constitucionais e. 5. ou seja. não atingindo eventual cônjuge ou mesmo filhos desse indivíduo . Rio de Janeiro: Forense. SILVA E NETO. BIBLIOGRAFIA: 1. Direito Constitucional. “[. Rio de Janeiro: Lumen Juris. determinando a perda da nacionalidade”. Direito Constitucional descomplicado. . assegurada a ampla defesa. 1997. e após o processo instruído e finalizado. 2009. São Paulo: MÉTODO. posições.. 818/49 prevê a possibilidade de reaquisição por decreto presidencial. Marcelo. Marcelo. não teria como o mesmo voltar a ser brasileiro nato”. PAULO. 2010.LENZA. o Ministério de Relações exteriores comunicará ao Ministério da Justiça a solicitação da aquisição de nacionalidade em outro país.4. Ed. Nesses termos. tramitando no Ministério da Justiça. estaremos diante de um processo administrativo. contudo. 2011. 2009. Ed. 2010. São Paulo: MÉTODO.5. SILVA. Direito Constitucional esquematizado. Pedro.. há divergência doutrinária. 3. ed. que levará a perda da nacionalidade. – Rio de Janeiro: Forense. Direito Constitucional. Portanto. o Presidente da República dará a decisão por meio de decreto. readquirir a nacionalidade originária por decreto do Presidente da República”. George. Manual de Direito Constitucional. 36 da Lei n. 6. em virtude de ter se tornado estrangeiro. São Paulo: Malheiros. se existirem elementos que atribuam nacionalidade ao interessado”.

] os direitos políticos positivos consistem no conjunto de normas que asseguram o direito subjetivo de participação no processo políticos e nos órgãos governamentais.DIREITOS POLÍTICOS POSITIVOS (capacidade eleitoral ativa = alistabilidade = direito de votar) 3..1.] é o Direito Público subjetivo democrático de votar (eleger) e de ser votado (eleito). apoio ou aprovação”. Conceito Segundo Uadi Bulos. b) Limitador da liberdade partidária (art. o direito de propor ação popular. §2° da CRFB/88). Regime democrático como princípio: a) Fundamentador de direitos fundamentais implíticos (art. assim como por outros direitos de participação popular. 17. Conceito De acordo com Uadi Bulos. 2.. Etimologicamente. 5°. 34. “[. c) Constitucional Sensível (art. direito de voto nos plebiscitos e referendos.. “a” da CRFB/88). como o direito de iniciativa popular.. Eles garantem a participação do povo no poder de dominação política por meio das diversas modalidades de: direito de sufrágio: direito de voto nas eleições. 14 da CRFB/88) 4.1. direito de elegibilidade (direito de ser votado).DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. “[. “ são o conjunto de normas jurídicas que asseguram a participação do povo no cenário eleitoral do Estado”. VII. o direito de organizar e participar de partidos políticos”. 4.NOÇÕES GERAIS De acordo com José Afonso da Silva. Sufrágio (art. sufrágio – do latim sufragium – significa escolha. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DOS DIREITOS POLÍTICOS 1. caput da CRFB/88). . 3.

14. 9.1) Plebiscitos Nas palavras de Marcelo Alexandrino. realizado em 23. plebiscitos e referendos (exercício da capacidade eleitoral ativa). Quadro comparativo analisado por Uadi Bulos PLEBISCITO 1.709/98.4. REFERENDO 1. para que os confirmem ou rejeitem. b.826/2003 – Estatuto do Desarmamento (§1° do art. ou não.3. 2. 6.Segundo Marcelo Alexandrino. uma nova Constituição para o Brasil. o plebiscito e o referendo “são consultas formuladas ao povo para que delibere sobre matéria de acentuada relevância. art. Conceito De acordo com Uadi Bulos. 14. 2.4. b)Plebiscitos e referendos (art. Que diz a lei: “O plebiscito é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo. art. legislativa ou administrativa”. 2°. posteriormente. 10. 3.1. Significado: consulta feita ao eleitorado depois de a lei ou o ato administrativo serem elaborados. aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido (Lei n. 6.2. 49. Exemplo: plebiscito para saber se o povo quer. 2°. pelo voto. a)Eleições. Versa sobre assuntos que. 3. de natureza constitucional. De acordo com Marcelo Alexandrino. art. 35). 9. CAPACIDADE ELEITORAL ATIVA: capacidade de votar (ALISTABILIDADE). cumprindo ao povo a respectiva ratificação ou rejeição”. Signficado: consulta feita ao eleitorado antes de a lei ou o ato administrativo serem elaborados. o referendo “é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo. §1°). (Lei n. cumprindo ao povo a respectiva ratificação ou rejeição”. pedido do interessado. XV da CRFB/88). §2°). A obtenção do título de eleitor permite ao cidadão o exercício de todos os direitos políticos???? 6. “ retrata. Que diz a lei: “O referendo é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo. Exemplo: referendo sobre o desarmamento previsto pela Lei n. b.5.3.2005. serão discutidos pelo Congresso Nacional ou pelo Poder Executivo. art. cabendo ao povo.2) Referendos art. AQUISIÇÃO DA CAPACIDADE ELEITORAL ATIVA: alistamento realizado junto aos órgãos competentes da Justiça Eleitoral. aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido. . DIREITO DE VOTO (espécie do gênero sufrágio).709/98. quando a população brasileira optou pela nãoproibição da comercialização de arma de fogo. 6. XV da CRFB/88). 49.10. b. “ é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo. cabendo ao povo. apenas.5. o direito de votar ou de manifestar a vontade de eleições. pelo voto.

II da CF/88”). ao consagrar o voto cláusula pétrea. somente. não há possibilidade de se outorgar procuração para votar”). para anular o seu voto ou votar em branco”). sem intermediários. é obrigatório o comparecimento às eleições. é obrigatório o comparecimento às eleições. no exercício do direito ao sufrágio. i) Persoalidade (“só pode ser exercido pessoalmente. se desejar. sequer por emenda à Constituição. por força do art. tampouco por terceiro fraudulentamente”). 81. OBSERVAÇÃO: Possibilidade de eleição indireta do governante (art. seus representantes e governantes”). c) Direto (de acordo com Alexandre de Moraes. “quando o direito de votar for concedido tão somente àqueles que cumprem determinadas condições fixadas em lei do Estado. f) Direito público subjetivo (“não pode ser abolido. 81.1. sob pena de pagamento de multa”). portanto. sob pena de pagamento de multa”).. tais como condições culturais ou econômicas etc). credo. por meio de voto. independentemente da exigência de quaisquer requisitos. idade. independentemente de sexo. g) Liberdade (“comparecendo às eleições.exceção: art. 60. 60. 6. com isso. §2°). cor. o exercício do direito de sufrágio em seu aspecto ativo (votar)”. ou. por sua vez. h) Periodicidade (“ a Constituição. assegurando. 6. a temporalidade dos mandatos no nosso Estado”). O sufrágio restrito. a obrigatoriedade formal do comparecimento. a uma expressão restrita. e) Com valor igual para todos (segundo Alexandre de Moraes. por si. social ou econômica – “um homem .SUFRÁGIO 6. “ o voto de cada cidadão tem o mesmo valor no processo eleitoral. “quando o direito de votar a todos os nacionais. um voto”). §4°. que significa. . posição intelectual. ESPÉCIES DE SUFRÁGIO a) Universal (segundo Marcelo Alexandrino. poderá ser censitário ou capacitário. “ressalvados os maiores de setenta anos e os menores de dezoito anos. no seu art. o cidadão é livre para a escolha do candidato.equivale. Caracteristicas do voto (analisadas por Alexandre de Moraes) a) Obrigatório (nas palavras de Alexandre de Moraes. b) Facultativo ( nas palavras de Alexandre de Moraes. b)Restrito (segundo Marcelo Alexandrino. d) Secreto ou sigiloso(de acordo com Alexandre de Moraes “ o voto não deve ser revelado nem por seu autor. “os eleitores elegerão. §4°. II.5.2.. garante a periodicidade de sua manifestação. a obrigatoriedade formal do comparecimento. “ressalvados os maiores de setenta anos e os menores de dezoito anos.

d)domicílio na circunscrição (o eleitor deverá ser domiciliado no local pelo qual se candidata. 12. que deverá ser verificada tendo por referência a data da posse (a não a data do alistamento ou do registro). pelo período mínimo exigido pela legislação eleitoral subconstitucional). c)alistamento eleitoral (comprovado pela apresentação do título de eleitor. comerciais.§3°. nas palavras de Marcelo Alexandrino: “a) nacionalidade brasileira ou condição de equiparado a português. dezoito anos. no Brasil. ESCRUTÍNEO (acepções). b. sem filiação a partido político)”. Exemplo: voto secreto (coberto ou fechado) ou voto aberto (a descoberto ou público)”. para os cargos de deputado federal. na acepção ampla. sendo que para Presidente e Vice-Presidente da República exige-se a condição de brasileiro nato (CF. deputado estadual ou distrital. “ato de contagem de votos. na acepção estrita.7.CAPACIDADE ELEITORAL PASSIVA (direito de candidatura = elegibilidade): direito de ser votado (ELEGIBILIDADE) 6.2)Sufrágio capacitário “é aquele que só outorga o direito de voto aos indivíduos dotados de certas características especiais. b)pleno exercício dos direitos políticos (aquele que teve suspensos ou perdeu seus direitos políticos não dispõe de capacidade eleitoral passiva). isto é. e não ou do registro ou mesmo da posse). sejam vínculos políticos.7. Observação: ver os arts. englobando a apuração. 7. §3°). profissionais. para os cargos de Governador e Vice-governador de Estado e do Distrito Federal. . “O prazo de comprovação do domicílio será de no mínimo 1 ano antes da eleição. comunitários ou laços familiares”. na visão de Uadi Bulos a)Escrutíneo.1)Sufrágio censitário “é aquele que somente outorga o direito de voto àqueles que preencherem certas qualificações econômicas”. o depósito. c)Escrutíneo “também é usado para designar o modo de exercício do voto. regularmente inscrito perante a Justiça Eleitoral). vinte e um anos. §4° da CRFB/88. b)Escrutíneo. §2°. verifica e confere o número de vots”. aquele que conta. (1 ano antes da data da eleição (pleito). f) filiação partidária (não se admite. donde insurge a figura do escrutinador. o reconhecimento e a contagem dos votos”. “é um das fases do procedimento eleitoral.1. 6. patrimoniais. a denominada candidatura autônoma ou avulsa. para vereador. Condições de ELEGIBILIDADE (capacidade eleitoral passiva = ser votado nas eleições). sendo as seguintes: trinta e cinco anos. O TSE admite a configuração de domicílio eleitoral de forma ampla. 17. para os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República e senador da República. notadamente de natureza intelectual”. a abertura. art. permitindo sua fixação onde o eleitor apresente ligação material ou afetiva com a circunscriação. e)idade mínima. trinta anos. Prefeito.b. Vice-Prefeito e juiz de paz.

7. em razão de situações especiais em que se encontra o cidadão-candidato no momento da eleição”. c)As hipóteses de inelegibilidade absoluta podem ser estabelecidas ao nível infraconstitucional? 8. como tais. . os Vice-Governadores e os Vice-Prefeitos poderão ser reeleitos para os mesmos cargos.2. 8. 7. Inelegibilidade absoluta: a)A inelegibilidade absoluta.2. que.Proibição de reeleição para o terceiro mandato.7. Hipóteses de INELEBILIDADE RELATIVA a)MOTIVOS FUNCIONAIS (art. a “inelegibilidade relativa consiste em restrições impostas à elegibilidade para alguns cargos eletivos. Não obstante. reeleitos ou não. os estrangeiros (exceto o português equiparado) e os conscritos. mesmo tendo substituído este no curso do mandato”. b)Hispóteses de inelegibilidade absoluta. §5° da CRFB/88) a.1. os Vice-Governadores e os Vice-Prefeitos. 14. desde que seja sucessivo. segundo Marcelo Alexandrino. “nada obsta que o Chefe do Executivo solicite ao Poder Legislativo uma licença para poder concorrer à reeleição. não dispõem de capacidade eleitoral passiva (não podem ser eleitos). são naõ alistáveis e. ou mesmo que ele renuncie [. para ser elegível é imprescindível ser. por um período subseqüente.1. “poderão candidatar-se ao cargo do titular. . Análise do dispositivo constitucional (na visão de Marcelo Alexandrino) “..1. Inelegibilidade relativa Segundo Marcelo Alexandrino.]”. . uma vez que a elegibilidade tem por pressuposto a alistabilidade. antes. IMPEDIMENTO TOTAL DA CIDADANIA (art.Permissão de reeleição para um único período subseqüente.Não há a exigência da desincompatibilização do Chefe do Executivo para candidatar-se à reeleição.. logo. nas palavras de Marcelo Novelino: “1) os analfabetos.1. a qualquer mandato eletivo”. embora possam alistar-se e votar (capacidade eleitoral ativa).2. 2) os não alistáveis.DIREITOS POLÍTICOS NEGATIVOS são restrições e impedimentos ao exercício dos direitos positivos.O Vice-Presidente da República. . 14. inelegíveis”.O Vice-Presidente da República. isto é. IMPEDIMENTO PARCIAL DA CIDADANIA (art. impede que o cidadão concorra em qualquer eleição. . §§4° a 9°(outras normas infraconstitucionais mediante lei complementar poderão trazer casos de inelegibilidade da CRFB/88) 8. 15 da CRFB/88). durante o período do serviço militar obrigatório. alistável.

§5° da CRGB/88. no período subseqüente (terceiro período). . durante o período imediatamente subseqüente. . A inelegilidade reflexa não se aplica as seguintes hipóteses: 1. ou eleição indireta pelo Congresso Nacional. 81 da Constituição Federal. 14. ao cargo de vice-chefia do Executivo”. apenas.“O STF admitiu a elegibilidade de ex-prefeito do município-mãe que. e somente poderá candidatar-se a um único período subseqüente”. às pessoas que vivem maritalmente com o Chefe do Executivo. b. ou com seu irmão. desde que renunciem aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito (art.Presidente da República. os Vice-Governadores e os Vice-Prefeitos podem concorrer a outros cargos. nos seis meses anteriores ao pleito. o vice assumirá efetiva e definitivamente o exercício da chefia do Executivo. noventa dias após a abertura da última vaga.O Vice.“Não pode o Chefe do Executivo. temos: “a) o cônjuge.“Na hipótese de acorrer a vacância definitiva do cargo de Presidente da República.2. parentes e afins até segundo grau do Governador não poderão candidatar-se a qualquer cargo no Estado (vereador. que esteja exercendo o segundo mandato eletivo (por reeleição). c) o cônjuge. . vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente.“Não poderá aquele foi titular de dois mandatos sucessivos na chefia do Executivo candidatarse. renunciando seis meses antes do pleito eleitoral. o território de jurisdição do titular. à eleição prevista no art. que determina que. os Governadores e os Prefeitos podem concorrer a outros cargos. candidatou-se a prefeito do município desmembrado”.3. . “desde que. A INELEGIBILIDADE REFLEXA atinge. parentes e afins até segundo grau do Presidente da República não poderão candidatar-se a qualquer cargo eletivo no País”. renunciar antes do término desse com o intuito de pleitear nova recondução para o período subseqüente (reeleição para um terceiro mandato subseqüente). . trinta dias depois de aberta a última vaga. .. se a vacância ocorrer nos últimos dois anos do mandato presidencial”. A inelegibilidade não é aplicada à viúva do Chefe do Executivo. OBSERVAÇÃO: São aplicadas “as mesmas regras àqueles que tenham substituído os Chefes do Executivo dentro de seis meses anteriores ao pleito eleitoral”. far-se-á nova eleição direta. b)o cônjuge. b)MOTIVOS DE CASAMENTO. Ver os artigos 79. deputado federal e senador pelo próprio Estado e Governador do mesmo Estado). preservando os seus respectivos mandatos. 14. Governador ou Prefeito. 14. b.1. NO CURSO DO MANDATO. parentes e afins até o segundo grau do Prefeito não poderão candidatar-se a vereador ou Prefeito do mesmo Município. deputado estadual. §6° da CRFB/88). b. Súmula 18 do STF: DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE OU DO VÍNCULO CONJUGAL. PARENTESCO OU AFINIDADE (art. §7° da CRFB/88). Segundo Marcelo Alexandrino.O Presidente da República.“Não pode aquele que foi titular de dois mandatos sucessivos na Chefia do Executivo vir a candidatar-se. não tenham sucedido ou substituído o titular”. . às pessoas casadas no religioso. NÃO AFASTA A INELEGIBILIDADE PREVISTA NO §7° DO ARTIGO 14 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.

II) 8. 14. Vicente. “se o Chefe do Executivo renunciar seis meses antes da eleição. A inelegibilidade não é aplicada ao cônjuge. 5. Curso de Direito Constitucional positivo. V da CRFB/88) Nas palavras de Marcelo Alexandrino.2. Marcelo. 14. José Afonso da. Ed. 7. parentes ou afins até segundo grau poderão candidatar-se a todos os cargos eletivos da circunscrição. PAULO. 12 §4º. Direito Constitucional.2. . Privação temporária (suspensão dos direitos políticos) Para Alexandre de Moraes. São Paulo: Atlas. 2010.1. Privação definitiva (perda dos direitos políticos) Para Alexandre de Moraes. no final do primeiro mandato)”. SILVA E NETO.MORAES. 4. Manoel Jorge.. 15 da CRFB/88.Segundo o TSE. §9° da CRFB/88) 8. Rodrigo César Rebello. 2. são hipóteses de perda dos direitos políticos as hipóteses previstas nos incisos II. Curso de Direito Constitucional. 6ª. – (Coleção sinopses jurídicas. desde que ele pudesse concorrer à sua própria reeleição (isto é. Direito Constitucional.LENZA. dos Poderes. 3 ed. 2011. §3°. – São Paulo: Saraiva. PINHO. são hipóteses de perda dos direitos políticos as hipóteses previstas nos incisos I e IV do art. 2011. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE ELEITORAL (art. Da organização do Estado. 15. 6. Paulo. FERNANDES. PRIVAÇÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS (art. Rio de Janeiro: Forense. 10. – Rio de Janeiro: Forense. 2009. 15 da CRFB/88. Curso de Direito Constitucional. 8. Pedro. e histórico das Constituições. Direito Constitucional descomplicado. São Paulo: Saraiva. “Assim. 2005. Bernardo Gonçalves. suprirá a ausência da prévia filiação partidária o registro da candidatura apresentada pelo partido político e autorizada pelo candidato”. 2011. NOVELINO. 2011. . São Paulo: MÉTODO. §8°. 2009. c) INELEGIBILIDADE DE MILITARES (arts. ALEXANDRINO. 18). 3. parente ou afim que já possuir mandato eletivo. o Tribunal Superior Eleitoral firmou o entendimento de que. São Paulo: MÉTODO. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2010. Alexandre.BONAVIDES. Denise. 16 da CRFB/88) BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. São Paulo: Revista dos Tribunais. 9. 142. São Paulo: Malheiros. mesmo que seja na circunscrição. Direito Constitucional. nessa situação. Ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris. v. 8. 11 ed. III e V do art. SILVA. Manual de Direito Constitucional. caso em que poderá candidatar-se à reeleição. São Paulo: Malheiros. d)PREVISÃO EM LEI COMPLEMENTAR (art. em face da vedação à filiação partidária do militar. Marcelo. seu cônjuge. Direito Constitucional esquematizado. 9. VARGAS.

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