DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.

ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB

DIREITO CONSTITUCIONAL I

PLANO DE AULA

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO DIREITO CONSTITUCIONAL 1. DIREITO 1.1. A CLASSIFICAÇÃO EM “RAMOS DO DIREITO” 1.2. ALOCAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONAL Nas palavras de Alexandre de Moraes, o Direito Constitucional “é um ramo do Direito Público, destacado por ser fundamental à organização e funcionamento do Estado, à articulação dos elementos primários do mesmo e ao estabelecimento das bases da estrutura política”. 1.3. ORIGEM, FORMAÇÃO DO DIREITO CONSTITUCIONAL I De acordo com Paulo Bonavides, a origem da expressão Direito Constitucional,
“[...] consagrada há cerca de um século, prende-se ao triunfo político e doutrinário de alguns princípios ideológicos na organização do Estado moderno. Impuseram-se tais princípios desde a Revolução Francesa, entrando a inspirar formas políticas do chamado Estado liberal, Estado de direito ou Estado constitucional”.

1.4. CRIAÇÃO DA 1ª CADEIRA DE DIREITO CONSTITUCIONAL Segundo Paulo Bonavides, o ministro da Instrução Pública, Guizot, determinou a criação da primeira cadeira de Direito Constitucional em 1834. O primeiro mestre a lecionar a Cadeira foi Pelegrino Rossi.
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros, 2005. 2.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 3. FERNANDES, Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 3 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011. 4..MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 8. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009. 9. VARGAS, Denise. Manual de Direito Constitucional. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO

CONSTITUCIONALISMO 1. CONSTITUCIONALISMO 1.1. CONSTITUCIONALISMO (em sentido amplo)

Na visão de Marcelo Novelino, o “[...] constitucionalismo, apesar de ser um termo recente, está ligado a uma ideia bastante antiga: a existência de uma Constituição nos Estados, independentemente do momento histórico ou do regime político adotado [...]”. 1.2. CONSTITUCIONALISMO (em sentido estrito) De acordo com Alexandre de Moraes, a “origem formal do constitucionalismo está ligada às Constituições escritas e rígidas dos Estados Unidos, em 1787 [...]”. Segundo Marcelo Novelino,
“[...] Mais do que uma simples técnica constitucional, o constitucionalismo é uma técnica de liberdade que assegura direitos fundamentais aos cidadãos de modo a impedir sua violação por parte do Estado. No século XIX a teoria das garantias e a teoria do Estado de direito (Rechtsstaat) se uniram ao princípio da separação dos poderes, conferindo ao constitucionalismo sua identidade atual”.

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros, 2005. 2.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 3. FERNANDES, Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 3 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011. 4..MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 5. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 6. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 7. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 8. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009. 9. VARGAS, Denise. Manual de Direito Constitucional. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011.

Bernardo Gonçalves.Posição de Alexandre de Moraes “Constituição. 1.. Pedro... puro dever-ser. de acordo com José Afonso da Silva.fundamento lógico-transcendental da validade da Constituição jurídico-positiva. vida democrática etc).1.Constituição é. um ser vivo. as leis constitucionais seriam os demais dispositivos inseridos no texto do documento constitucional.. à formação dos poderes públicos. distribuição de competências. CLASSIFICAÇÃO e ELEMENTOS 1.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Curso de Direito Constitucional. segundo Pedro Lenza... lato sensu. segundo Pedro Lenza.] uma Constituição só seria legítima se representasse o efetivo poder social [. Ed.3. Direito Constitucional esquematizado. Rio de Janeiro: Lumen Juris. organização.] José Afonso da Silva.”[. formação. 2005. Juridicamente. de estabelecer. 3 ed. “[. 15. considerada norma pura.. Constituição deve ser entendida como a lei fundamental e suprema de um Estado. política ou filosófica.4..] só se refere à decisão política fundamental (estrutura e órgãos do Estado. 3.Quadro explicativo apresentado por Pedro Lenza PLANO LÓGICO-JURÍDICO .Sentido político (defendido por Carl Schmitt)....BONAVIDES. ainda. traduzindo o pensamento de Kelsen. 1.CONCEITOS 1. 2. em seu livro “Qué es una Constitución”?). 2011. – São Paulo: Saraiva.norma fundamental hipotética. mas não contêm matéria de decisão política fundamental”...plano do suposto . ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CONCEITO. observa que “. direitos que deveres dos cidadãos.norma positivada suprema.]”. ela seria ilegítima. que contém normas referentes à estruturação do Estado.. . é a Constituição que individualiza os órgãos competentes para edição de normas jurídicas legislativas ou administrativas”.LENZA. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. porém. direitos individuais. 2011.4. então. Além disso. Paulo. 3. positivada. Caso isso não ocorresse. é o ato de constituir.Sentido sociológico (defendido por Ferdinand Lassale. .Sentido jurídico. ou.norma posta. FERNANDES. caracterizando-se como uma simples “folha de papel” [.2. o modo pelo qual se constitui uma coisa. sem qualquer pretensão a fundamentação sociológica. PLANO JURÍDICO-POSITIVO . Curso de Direito Constitucional. . de firmar. 1. A concepção de Kelsen toma a palavra Constituição em dois sentidos: no lógico-jurídico e no jurídico-positivo [. “[. São Paulo: Malheiros.1. forma de governo e aquisição de poder de governar. um grupo de pessoas.]”.].

São Paulo: Atlas.4. 2009. 7. SILVA. Direito Constitucional. 5. PAULO. Vicente. VARGAS. NOVELINO. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Marcelo. São Paulo: Malheiros. 9. Manoel Jorge. 6ª. Marcelo. 8. São Paulo: MÉTODO. Denise. 2010. . SILVA E NETO. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense. Ed. 2009. 2010. 6. Direito Constitucional descomplicado. São Paulo: Revista dos Tribunais. ALEXANDRINO. 2011. – Rio de Janeiro: Forense.MORAES. São Paulo: MÉTODO. Alexandre. Curso de Direito Constitucional positivo. Manual de Direito Constitucional. José Afonso da. Direito Constitucional.

.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.. ainda que criada com participação popular [. segundo Pedro Lenza. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CONSTITUIÇÃO: CLASSIFICAÇÃO 1..CLASSIFICAÇÃO (tipologia) 1.. breves.2. de acordo com Pedro Lenza. “são aquelas que abordam todos os assuntos que os representantes do povo entenderem fundamentais [. nascendo. ou governante).. De acordo com Bernardo Gonçalves. segundo José Afonso da Silva.... entre o princípio monárquico e o princípio da democracia”.]”. conferem legitimidade ao documento constitucional) não envolvem o povo e sim algo pronto e acabado (“receita de bolo”) que.]”. básicas).]. veiculadoras apenas dos princípios fundamentais e estruturais do Estado [. pois os processos de produção (que obviamente. “também chamada de democrática. d) Pactuadas. “[. Segundo Paulo Bonavides. “[.]”. De acordo com Bernardo Gonçalves. nas palavras de Uadi Bulos. “são as constituições impostas. prolixas. longas. b) Promulgada. 1. extensas. de forma populista. “seriam aquelas enxutas. Buscam desenvolver um equilíbrio não raro instável e precário.Quanto à ORIGEM: a)Outorgadas.] sem dúvida. mas tampouco é democrática..]”.. são aquelas em q eu o poder constituinte originário se concentra nas mãos de mais de um titular [. “são aquelas que resultam de um acordo entre o rei (monarca) e o parlamento. em franco progresso doutra”. eleita diretamente pelo povo. votada ou popular. de forças políticas rivais: a realeza debilitada de uma parte. inchadas).. portanto. é submetido para digressão popular [. c) Cesarista. se aproximam das Constituições Outorgadas (e se distanciam das Promulgadas). sucintas. que não recebeu do povo a legitimidade para em nome dele atuar [. Quanto à EXTENSÃO: a) Sintéticas (concisas. de acordo com Pedro Lenza. b) Analíticas (amplas.. de maneira unilateral. segundo Pedro Lenza. é aquela constituição fruto de uma Assembleia Nacional Constituinte. largas. e a nobreza e a burguesia. da deliberação da representação legítima popular [.. no Chile [.1.. desenvolvidas. sumárias... atuar... em nome dele.]”.]”. volumosas.. as Constituições “[..não é propriamente outorgada...] formada por plebiscito popular sobre um projeto elaborado por um Imperador (plebiscito napoleônico) ou um Ditador (plebiscito de Pinochet. .]”. pelo agente revolucionário (grupo.] surgem através de um pacto.. “elas acabam por exprimir um compromisso instável (frágil).

e) Superrígida.. à ESTABILIDADE (José Afonso da Silva e Alexandre de Moraes). se conhecer. para a sua alteração (daí preferirmos a terminologia alterabilidade). b) Formalmente constitucional.. Quanto à ALTERABILIDADE (Leda Pereira Mota e Celso Spitzcovsky).]”. um processo legislativo mais árduo... verdadeiras relíquias históricas e que se pretendem eternas. “é aquela escrita ou não em um documento constitucional e que contém as normas tipicamente constitutivas do Estado e da sociedade”. pode ser considerada superrígida.. ou seja. b) Flexível. “é aquela constituição que é tanto rígida como flexível. depois de jurada a Constituição do Brazil. Luiz Alberto David Araújo e Vidas Serrano Nunes Júnior). “é aquela constituição que não possui um processo legislativo de alterabilidade mais dificultoso do que o processo legislativo de alteração das normas infraconstitucionais [.] só pode ser modificada por procedimentos especiais que ela no seu corpo prevê. d) Imutáveis.]”. Segundo Bernardo Gonçalves. e não o conteúdo de suas normas [.1. e portanto.]”.. nas palavras de Pedro Lenza. nas palavras de Pedro Lenza. mais dificultoso do que o processo de alteração das normas não constitucionais [.5.. a Constituição formal. as cláusulas pétreas. 1. a) Rígidas. a qual deve ter origem na Câmara dos Deputados. c) Semiflexível ou semirrígida .. segundo Alexandre de Moraes. “[.de acordo com Pedro Lenza. a organização de seus órgãos. 1. De acordo com Bernardo Gonçalves. “são aquelas constituições inalteráveis. estando certo que se contrariarem a constituição serão consideradas inconstitucionais.4.]”. “será aquela constituição que elege como critério o processo de sua formação. 174. de acordo com Pedro Lenza. Quanto ao modo de ELABORAÇÃO: . Portanto. previstas na Constituição brasileira de 1988. os direitos e garantias fundamentais [. “será aquele texto que contiver as normas fundamentais e estruturais do Estado. que algum dos seus artigos merece reforma. enquanto outras não requerem tal formalidade [.1. quanto à estabilidade será rígida”. Exemplo: Carta Imperial de 1824. à CONSISTÊNCIA (Pinto Ferreira). segundo Pedro Lenza. art.. na medida em que normas ordinárias não a modificam.]”. sem dúvida.. A Carta de 1824. “são aquelas constituições que exigem. à MUTABILIDADE (Michel Temer. mais solene. determinava: “Se passados quatro annos. graníticas ou intocáveis”. são imutáveis. segundo Pedro Lenza. Quanto ao CONTEÚDO: a) Materialmente constitucional. se fará a proposição por escripto... e ser apoiada por terça parte delles”. sendo também denominadas permanentes. algumas matérias exigem um processo de alteração mais dificultoso do que o exigido para alteração das leis infraconstitucionais.

jurisprudência. de acordo com Pedro Lenza.]”. Há. não traz as regras em um único texto solene e codificado...7. É formada por ‘textos’ esparsos. “seria aquela formada por ideologias conciliatórias [.] elaboradas de um só jato. b) Costumeira. segundo Pedro Lenza. Segundo Bernardo Gonçalves. “é aquela elaborada de forma esparsa (com documentos e costumes desenvolvidos) no decorrer do tempo. segundo Pedro Lenza.. Quanto à SISTEMÁTICA (critério sistemático): a) Reduzidas (unitárias). convenções [..]”. “seriam aquelas que se materializam em um só código básico e sistemático [. estabelecendo as normas fundamentais de um Estado [.. Para Pedro Lenza afirma as Constituições dogmáticas são “[. por uma Assembleia Constituinte [.. 1. de acordo com Pedro Lenza.. costumes.]”. “seriam aquelas que se distribuiriam em vários textos e documentos esparsos. reunindo a história e as tradições de um povo [.a) Dogmáticas. de acordo com Meirelles Teixeira “[. e baseia-se nos usos. uma simbiose do texto constitucional com a realidade social.]”.6. Quanto à correspondência com a REALIDADE (critério ontológico – essência): a) Constituições normativas. “[.8. “é aquela escrita e sistematizada em um documento que traz as ideias dominantes (dogmas) em uma determinada sociedade num determinado período (contexto) histórico [..] partem de teorias preconcebidas..]”. “[.] seria aquela constituição que. sendo fruto de um contínuo processo de construção e sedimentação do devir histórico [..]”. na medida em que detentores e destinatários de poder seguem .. de planos e sistemas prévios. “é aquela formada por uma só ideologia [.. ao contrário da escrita.. 1.. “constituem-se através de um lento e contínuo processo de formação ao longo da história. de dogmas políticos [. de acordo com Bernardo Gonçalves... 1. reconhecidos pela sociedade como fundamentais...] seria a constituição formada por um conjunto de regras sistematizadas e organizadas em um único documento. Quanto à DOGMÁTICA: a) Ortodoxa. b) Variadas. “são aquelas em que há adequação entre o texto constitucional (conteúdo normativo) e a realidade social. 1. Quanto à FORMA: a) Escrita (instrumental).. Ou seja. a constituição conduz os processos de poder (e é tradutora dos anseios de justiça dos cidadãos)... reflexivamente.]”. racionalmente.. Exemplo: Constituição inglesa.]”... segundo Pedro Lenza. portanto...]”... b) Históricas. de ideologias bem declaradas.]”.. De acordo com Bernardo Gonçalves.. não escrita ou consuetudinária. b) Eclética.]”. sendo formadas de várias leis constitucionais [.7.

15. 6ª. segundo Bernardo Gonçalves.. Pedro.MORAES. nos dizeres de Löewenstein. 2005. São Paulo: MÉTODO.. que.. Manoel Jorge. Marcelo. VARGAS. as Constituições brasileiras de 1934. 6. Manual de Direito Constitucional. Exemplos. c) Constituições semânticas. 2011. Direito Constitucional. Detentores do poder fizeram (produziram) o texto diferente da realidade social. 4. é e deve ser entendida como limitação de poder. . 2011. Exemplos. Alexandre. 5. pedagógico. Direito Constitucional esquematizado. 2009. FERNANDES. A Constituição semântica trai o conceito de constituição. 9. 3.]. Ed. servir de “estrela guia” de “fio condutor” a ser observado pelo país. entre outras”. apesar de distante do texto. Paulo.BONAVIDES. Denise. São Paulo: Malheiros. Esse é o seu caráter educacional. Constituição. São Paulo: Atlas. 7. Sem dúvida. Rio de Janeiro: Lumen Juris. São Paulo: Revista dos Tribunais. Bernardo Gonçalves. é mister deixar consignado que existe um lado positivo nessas Constituições. 2011. São Paulo: MÉTODO.(respeitam) a constituição. em sua essência. pois legitima (naturaliza) práticas autoritárias de poder.]”. Direito Constitucional descomplicado. – Rio de Janeiro: Forense. Rio de Janeiro: Lumen Juris. ao invés de limitar o poder. SILVA E NETO. um dia poderá alcançá-lo. 3 ed.. ALEXANDRINO. Curso de Direito Constitucional. José Afonso da. o que ocorre é um descompasso do texto com a realidade social (econômica. de acordo com Bernardo Gonçalves.. “não há adequação do texto constitucional (conteúdo normativo) e a realidade social [. 2010. educacional. b)Constituições nominais. ela pode. NOVELINO. jurisprudencial etc). Ed. política. Constituição Americana de 1787. 8. Não há simbiose do texto constitucional com a realidade social. A constituição semântica vem para legitimar o poder autoritário. Constituições brasileiras de 1937 (Getúlio Vargas). Rio de Janeiro: Forense. SILVA. 2009. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros. “são aquelas que traem o significado de constituição (do termo constituição). PAULO. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. Como exemplos. 196769 (governo militar)”. mas. Direito Constitucional. Curso de Direito Constitucional. Marcelo. 1988 [. Constituição francesa de 1958.LENZA. Vicente. Direito Constitucional. se o texto existe. – São Paulo: Saraiva. Constituição Alemã de 1949. 2010. 2. 1946. Porém..

b)Autocrático (poder constituinte usurpado).1.] é aquele que instaura uma nova ordem jurídica. O que é o Terceiro Estado? – Tudo. Exemplos: Constituições de 1824. As principais características apresentadas por Pedro Lenza e Marcelo Alexandrino são: . 2. 2ª..4. modificação ou acréscimo de normas constitucionais (sendo nesta última situação derivado do originário”.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. O abade Sieyés começa com o plano de sua obra fazendo três perguntas que são respondidas ao longo da obra: 1ª. “[. O que tem sido ele..] pode ser conceituado como o poder de elaborar (e neste caso será obrigatória) ou atualizar uma Constituição. 3ª. inaugural. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO PODER CONSTITUINTE 1. “Qu’est-ce que le tiers état?.1. Exemplos: a manifestação através de uma assembleia nacional constituinte ou convenção. TEORIA DO PODER CONSTITUINTE 2. “o poder constituinte não está adstrito a nenhum procedimento específico. o poder constituinte “[. não há forma predeterminada que o condicione. O que é que ele pede? – Ser alguma coisa. de primeiro grau) 3.. 3. não obstante possamos encontrar determinados padrões seguidos ao longo do tempo”. 1967. na ordem política? – Nada.3. Conceito Segundo Pedro Lenza. opúsculo publicado pela Abade Joseph Sièyes.2.De acordo com Pedro Lenza.1.PODER CONSTITUINTE 1. Logo. Formas de manifestação do poder constituinte originário Segundo Denise Vargas. 3.. rompendo por completo com a ordem jurídica precedente”. mediante supressão. até agora. 3. 1937. 3. PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO ((inicial. Exercício do poder constituinte originário a)Democráticos (poder constituinte legítimo).

também. nesse sentido. secundário. PODER CONSTITUINTE DERIVADO (instituído. Limites ao poder reformador .3. “eis que só ao exercício do poder constituinte cabe determinar quais os termos em que a nova Constituição será estruturada”.a)inicial. ele existe porque a Constituição. na visão do Sieyès. de segundo grau) 4. o cria para reforma. E nas palavras de Carlos Ayres Brito “éle é um poder simultaneamente constituinte e desconstituinte: zera a contabilidade jurídica até então existente e passa a começar tudo de novo”.1. constituído. 4. Assim. Assim.” “Porque obedece. DERIVADO LIMITADO CONDICIONADO 4. d) incondicionado. para emendar a CF. f) poder de fato e poder político. NATUREZA JURÍDICA “É UM PODER JURIDICO. Logo. segundo Denise Vargas. “o poder constituinte originário é incondicionado. para serem elaboradas normas constitucionais estaduais. Sua vontade é sempre legal. segundo Denise Vargas. que é uma norma jurídica. Antes dela e acima dela só existe o direito natural”. segundo Denise Vargas. municipais e distritais”. é a própria lei. e) autônomo. revisão do texto constitucional ou criação de normas constitucionais pelos entes federados”.. quanto à forma de se manifestar. deve-se obedecer á forma prevista na CF. pois deriva ou se origina de uma autorização da Constituição Federal. a uma forma preestabelecida na Constituição Federal. “a nação existe antes de tudo. necessitando respeitar as normas jurídicas existentes na Constituição Federal. b) ilimitado juridicamente. Tabela explicativa sobre o poder constituinte derivado apresentada por Denise Vargas CARACTERÍSTICAS DO PODER CONSTITUINTE SECUNDÁRIO “Porque ele deriva da Constituição Federal e não nasce da vontade política soberana do povo”. segundo Denise Vargas.2. limitado e condicionado aos parâmetros a ele impostos”.] deve obedecer às regras colocadas e impostas pelo originário. pois dá início a um Estado inaugurando o seu ordenamento jurídico. o poder constituinte é inicial. por exemplo. 4. eis que não se submete a nenhuma forma de expressão eventualmente pré-existente. sendo. Conceito Nas palavras de Pedro Lenza. ela é a origem de tudo. “[. e. não está jungido a nenhum processo predeterminado para a sua manifestação”. “Porque encontra limites quanto á matéria jurídica.

a)Limites formais. votação. com a finalidade de assegurar-lhe maior estabilidade... há as limitações formais subjetivas que “são relacionadas à competência para propositura de emendas à Constituição” e as limitações formais objetivas que “são referentes ao processo de discussão.1. Espécies de poder constituinte derivado a)Poder constituinte derivado por reforma (arts. 59. cuja decisão terminou por ser legada ao povo brasileiro. b) Poder constituinte derivado revisor (art. I e 60 da CRFB/88)...]”. “[. “podem ser impeditivas de inclusão.3. 47)”. Na visão de Marcelo Alexandrino. aprovação e promulgação das propostas de emenda. b) Limitações materiais (ou substanciais). evitando-se alterações precipitadas e desnecessárias”. art. c) Poder constituinte derivado decorrente (art. PODER CONSTITUINTE DIFUSO OU MATERIAL. segundo Marcelo Novelino. por exemplo. alteração ou exclusão de determinados conteúdos no texto constitucional”. 60) é mais dificultoso que o processo legislativo ordinário (CF. 3°. A instabilidade institucional provocada por um momento tão delicado poderia ocasionar alterações precipitadas e desnecessárias no texto da LEX MATER”. d) Limitações temporais. “[. Considerando a existência de relevantes debates a respeito de certos temas constitucionais (acerca da forma e regime de governo. de acordo com Marcelo Novelino.. de extrema gravidade. “consiste na proibição de reforma de determinados dispositivos durante certo período de tempo após a promulgação da Constituição. “[. Por se tratar de uma Constituição rígida.. 4. relativas ao desenvolvimento dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte de 1988. por óbvio. 7. . desde que respeitadas as regras limitativas impostas pela Constituição Federal”.] é aquele atribuído aos Estados-membros de uma federação – poder constituinte decorrente. o poder constituinte decorrente. Conceito Segundo Pedro Lenza. o processo legislativo das emendas (CF. do ADCT). de acordo com Marcelo Novelino. 7. “são limitações consubstanciadas em normas aplicáveis a situações excepcionais. 11 do ADCT).] pode ser caracterizado como um poder de fato e se manifesta por meio das mutações constitucionais [.] O estabelecimento desse processo simplificado de reforma teve razões históricas.. por meio de plebiscito). De acordo com Marcelo Alexandrino. art. procedimentais ou processuais. segundo Marcelo Novelino. c) Limitações circunstanciais.. só existe nos Estados que adotam a forma federativa – para se auto-organizarem mediante a elaboração de suas constituições estaduais. nas quais a livre manifestação do poder derivado reformador possa ser ameaçada.

São Paulo: Malheiros. São Paulo: Revista dos Tribunais. Ed.. SILVA. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. José Afonso da. Pedro. São Paulo: Malheiros. 2009. 2011. Denise. “palpáveis”. 4. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas. Marcelo. Direito Constitucional esquematizado. Curso de Direito Constitucional positivo. 2010. Direito Constitucional. Curso de Direito Constitucional. 15. Direito Constitucional. FERNANDES. Rio de Janeiro: Forense. 8. Marcelo. SILVA E NETO. Curso de Direito Constitucional..1.MORAES. VARGAS. Rio de Janeiro: Lumen Juris. NOVELINO..2. Mutação constitucional 7. Manoel Jorge. . 7. 3.. PAULO. Ed. São Paulo: MÉTODO.7. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 2011. mas sim alterações no significado e sentido interpretativo de um texto constitucional [. 5.2. Alexandre. – São Paulo: Saraiva. 2. Bernardo Gonçalves.]”. Manual de Direito Constitucional. Paulo. 2011. São Paulo: MÉTODO. 6. materialmente perceptíveis. 3 ed. 2005.BONAVIDES. 2010. ALEXANDRINO.] não seriam alterações “físicas”. 6ª. 2009. – Rio de Janeiro: Forense. 9. Vicente. Conceito De acordo com Pedro Lenza “[. Direito Constitucional descomplicado.LENZA.

a lei anterior será revogada.] nos casos de normas infraconstitucionais produzidas antes da nova Constituição. como vimos. mas. que não mais existe perante o ordenamento de 1988: o Código Penal (DL n. e) se incompatível.DIREITO CONSTITUCIONAL INTERTEMPORAL lato sensu 1. só se analisa a compati bilidade material perante a nova Constituição. “[. de revogação da lei anterior pela nova Constituição. matéria que era de competência da União pode perfeitamente passar a ser de competência legislativa dos Estados-membros. incompatíveis com as novas regras.REPRISTINAÇÃO .. quando ao fenômeno da recepção: “a)no fenômeno da recepção. É o caso. um parágrafo etc. contudo. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO NOVA CONSTITUIÇÃO E ORDEM JURÍDICA ANTERIOR 1. RECEPÇÃO 2. h) é possível.. que o STF poderá modular os efeitos da decisão. g) é possível. somente por meio de ADPF.2. não se falando em inconstitucionalidade superveniente. uma lei pode ter sido editada como ordinária e ser recebida como complementar. mas.848/40) foi recebido como lei ordinária).) nesse caso. como um artigo. ainda. um ato normativo que deixe de ter previsão no novo ordenamento poderá ser recebido. uma mudança de competência legislativa. a recepção de somente parte de uma lei.. apresentadas por Pedro Lenza. Características. 2. do decreto-lei. conforme visto no item anterior.O que acontece com as normas que foram elaboradas na vigência da Constitucional anterior com o advento de uma nova Constituição? Elas são revogadas? Elas são recepcionadas? Perdem a validade????? 2. ou seja.1. declarando o momento a partir de quando a sua decisão passa a valer”. a técnica de controle ou é pelo sistema difuso ou pelo concentrado. 3. d) em complemento. apenas. neste último caso. contudo. Isso porque só se fala em ADI de uma lei editada a partir de 1988 e perante a CF/88 (princípio da contemporaneidade). por falta de recepção”. Entendemos. para ser recebida.1. por exemplo. ainda. 2. i) a recepção ou a revogação acontecem no momento da promulgação do novo texto. b) a lei. não se observará qualquer situação de inconstitucionalidade. precisa ter compatibilidade formal e material perante a Constituição sob cuja regência foi editada. c) como a análise perante o novo ordenamento é somente do ponto de vista material.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Segundo Pedro Lenza.

LENZA. 4. Marcelo. – São Paulo: Saraiva.FERNANDES. SILVA E NETO. Marcelo. 34. “salvo disposição em contrário. São Paulo: Malheiros. a desconstitucionalização é um “[.De acordo com o art. São Paulo: MÉTODO. Alexandre.. 6. Vicente. 4. 15. . art. são “[. 2°. NOVELINO. – Rio de Janeiro: Forense. 5. a legisl ação infraconstitucional anterior já revogada que ele deseja restaurar [. 5. 2010. mas com o status de lei infraconstitucional. DESCONSTITUCIONALIZAÇÃO Segundo Pedro Lenza. Ou seja.MORAES. 2009.. Ed. Curso de Direito Constitucional positivo. Curso de Direito Constitucional. Por exemplo. Manoel Jorge. SILVA. José Afonso da. ALEXANDRINO. Rio de Janeiro: Forense..] recebidas por prazo certo.]”.. Rio de Janeiro: Lumen Juris. características marcantes no fenômeno da recepção material de normas constitucionais”. caput.. Segundo Denise Vargas. as normas da Constituição anterior são recepcionadas com o status de norma infraconstitucional pela nova ordem”. em razão de seu caráter precário. 2009. 2011. Ed. “o poder constituinte poderá determinar expressamente. 2010.] fenômeno pelo qual as normas da Constituição anterior. do ADCT. 3 ed. São Paulo: Atlas. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência”. 2011.. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Bernardo Gonçalves. PAULO. 3. 6ª. Direito Constitucional descomplicado. §3° da LICC (Lei de Introdução ao Código Civil). Direito Constitucional esquematizado. São Paulo: MÉTODO. 2. permanecem em vigor. Direito Constitucional. e seu §1°. desde que compatíveis com a nova ordem. 7. Direito Constitucional. Pedro. Direito Constitucional. RECEPÇÃO MATERIAL DE NORMAS CONSTITUCIONAIS De acordo com Pedro Lenza.

de modo geral. art. no momento em que entra em vigor.. ou vedações (CF. b) Normas constitucionais de eficácia contida (eficácia redutível ou restringível. com aplicabilidade direta..EFICÁCIA JURÍDICA Segundo Marcelo Novelino. III. além daquelas que não indiquem processos especiais para a sua execução ou que já se encontrem suficientemente explicitadas na definição dos interesses nelas resguardados”.1.]. Uma norma é eficaz quando capaz de produzir efeitos ou de ser aplicada..Classificação proposta de JOSÉ AFONSO DA SILVA a)Normas constitucionais de eficácia plena (aplicação direta.] é a aptidão da norma para produzir os efeitos que lhe são próprios. “são aquelas normas da Constituição que. art. EFICÁCIA SOCIAL De acordo com Marcelo Novelino. Em regra. as que confiram isenções (CF. b). §2°). Uma das causas é o fato de a Constituição regular o fenômeno político. art. imediata. art. ou seja.. art. 2.. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS 1.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. “Pertencem “a esta categoria. como no caso das leis que criam ou majoram tributos (CF. Aproximam-se do a que a doutrina clássica norte-americana chamou de normas autoaplicáveis (self-executing. 1. a função social para a qual foi criada.1. independentemente de norma integrativa infraconstitucional [. as normas que contenham proibições (CF. 19). “[. Uma norma é efetiva quando cumpre sua finalidade. adiada para o futuro.CLASSIFICAÇÃO QUANTO À EFICÁCIA JURÍDICA 2.. estão aptas a produzir os seus efeitos. 145. vem colada à vigência. imediata e integral) Segundo Pedro Lenza. §5°. mas “possívelmente não integral”). NOÇÕES GERAIS 1. 53 e 150. I. . self-enforcing ou self-acting) Para Marcelo Novelino. art. §5°).2.] está relacionada à produção concreta de efeitos. imunidades (CF. 150. 128. I a VI) ou prerrogativas (CF. difícil de ser enquadrado dentro de parâmetros jurídicos”. Algumas normas constitucionais apresentam sérios problemas relativamente a sua efetividade. “[. 184. exceto nas hipóteses em que é diferida.

“[. acompanhadas de conceitos indeterminados ou parcialmente indeterminados”. conferem elasticidade ao ordenamento constitucional. bem como suas justificativas e seus grandes objetivos e finalidades”.” Segundo Jorge de Miranda.. 3° do ADCT. poderá a norma infraconstitucional reduzir a sua abrangência”. c) Normas constitucionais de eficácia limitada. impondo aos órgãos do Estado uma finalidade a ser cumprida (obrigação de resultado). Normas de princípio institutivo (ou organizatório). pedindo aos tribunais o seu cumprimento só por si... 2°.] são de aplicação diferida. têm mais natureza de expectativas que de verdadeiros direitos subjetivos. produzir todos os seus efeitos. É de tradição em nosso Direito Constitucional e nele devem constar os antecedentes e enquadramento histórico da Constituição. máxime os direitos sociais. ou na hipótese do art. “O preâmbulo de uma Constituição pode ser definido como documento de intenções do diploma.2. §3°).Segundo Pedro Lenza. muitas vezes. apontar os meios a serem adotados. e consiste em uma certidão de origem e legitimidade do novo texto e uma proclamação de princípios. são “[. sem. já efetivaram seus comandos”.. arts. embora “tenham condições de. demonstrando a ruptura com o ordenamento jurídico constitucional anterior e o surgimento de um novo Estado. órgãos ou instituições previstos na Constituição [. “[. o legislador constituinte opta por traçar apenas princípios indicativos dos fins e objetivos do Estado.]’. segundo Marcelo Novelino. a cuja opção fica a ponderação do tempo e dos meios em que vêm a ser revestidas de plena eficácia (e nisso consiste a discricionariedade). que subdividem em: c. não consentem que os cidadãos ou quaisquer cidadãos as invoquem já (ou imediatamente após a entrada em vigor da Constituição).. c.] em vez de regular direta e imediatamente um interesse. apesar de não terem sido revogados. explicitam comandos-valores. 4.. têm como destinatários primacial – embora não único – o legislador.. 3. no entanto. Por exemplo. 5°.1. “[.NORMAS CONSTITUCIONAIS ESGOTADA DE EFICÁCIA EXAURIDA E APLICABILIDADE De acordo com Marcelo Novelino. e não de aplicação ou execução imediata. pelo que pode haver quem afirme que os direitos que deles constam. PREÂMBULO CONSTITUCIONAL Nas palavras de Alexandre de Moraes.] são os dispositivos da Constituição que. aparecem.] normas de eficácia limitada que dependem de lei para organizar ou dar estrutura a entidades... Tais princípios se distinguem dos anteriores por seus fins e conteúdos. mais do que comandos-regras. .. Normas de princípio programático Para Marcelo Novelino. quando da promulgação da nova Constituição (ou diante da introdução de novos preceitos por emendas à Constituição.

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1.LENZA, Pedro. Direito Constitucional esquematizado. 15. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2011. 2. FERNANDES, Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. 3 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011. 3.MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. São Paulo: Atlas, 2010. 4. NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2010. 5. PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. Ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 6. SILVA E NETO, Manoel Jorge. Direito Constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009. 7. SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2009.

DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB TEORIA DA CONSTITUIÇÃO PRINCÍPIOS DE HERMENÊUTICA CONSTITUCIONAL 1. PRINCÍPIOS DA INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL a)Princípio da unidade da Constituição, segundo Pedro Lenza, “Constituição deve sempre interpretada em sua globalidade com um todo [...]”. Somando-se a isto, Marcelo Alexandrino expõe as conseqüências práticas do princípio da unidade, quais sejam:
“a) todas as normas contidas na Constituição formal têm igual dignidade – não há hierarquia, relação de subordinação entre os dispositivos da Lei Maior; b) não existem normas constitucionais originárias inconstitucionais – devido à ausência de hierarquia entre os diferentes dispositivos constitucionais, não se pode reconhecer a inconstitucionalidade de uma norma constitucional em face de outra, ainda que delas constitua cláusula pétrea”. c) não existem antinomias normativas verdadeiras entre os dispositivos constitucionais – o texto constitucional deverá ser lido e interpretado de modo harmônico e com participação de seus princípios, eliminando-se com isso eventuais antinomias aparentes”.

b)Princípio do efeito integrador, segundo Marcelo Alexandrino, “[...] o princípio integrador significa que, na resolução dos problemas jurídico-constitucionais, deve-se dar primazia aos critérios ou pontos de vista que favoreçam a integração política e social e reforço da unidade política”. c) Princípio da máxima efetividade, eficiência ou interpretação efetiva, de acordo com Marcelo Alexandrino, “[...] reza que o intérprete deve atribuir à norma constitucional o sentido que lhe dê maior eficácia, mais ampla efetividade social”. d) Princípio da concordância prática ou harmonização, de acordo com Marcelo Alexandrino, tem como fundamento “[...] a ideia de igualdade de valor dos bens constitucionais (ausência de hierarquia entre dispositivos constitucionais) que, no caso de conflito ou concorrência, impede, como solução, a aniquilação de uns pela aplicação dos outros [...]”. e) Princípio da força normativa, de acordo com Marcelo Alexandrino, é elaborado por Konrad Hesse, “[...] o intérprete deve valorizar as soluções que possibilitem a atualização normativa, a eficácia e a permanência da Constituição”. f) Princípio da interpretação conforme a Constituição. Segundo Marcelo Alexandrino,
“[...] impõe que, no caso de normas polissêmicas ou plurissignificativas (que admitem mais de uma interpretação), dê-se preferência à interpretação que lhes compatibilize o sentido com o conteúdo da Constituição”.

Como decorrência desse princípio, temos que: a)dentre as várias possibilidades de interpretação, deve-se escolher a que não seja contrária ao texto da Constituição; b) a regra é a conservação da validade da lei, e não a declaração de sua inconstitucionalidade; uma lei não deve ser declarada inconstitucional quando for possível conferir a ela uma interpretação em conformidade com a Constituição”.

g) Princípio da proporcionalidade ou razoabilidade Princípio da razoabilidade ou proporcionalidade (da proibição de excesso ou devido processo legal em sentido substantivo). a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino, o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha b) Subprincípios ou elementos vinculados ao princípio da razoabilidade: b.1. Adequação (idoneidade ou pertinência), “[...] significa que qualquer medida que o Poder Público adote deve ser adequada à consecução da finalidade objetivada, ou seja, a adoção de um meio deve ter possibilidade de resultar no fim que se pretende obter [..]”. b.2. Necessidade ou exigibilidade “[...]significa que a adoção de uma medida restritiva de direito só é validade se ela for indispensável para a manutenção do próprio ou de outro direito, e somente se não puder ser substituída por outra providência também eficaz, porém menos gravosa[...]”. b.3. Proporcionalidade em sentido estrito”[...] é exercido depois de verificada a adequação e necessidade da medida restritiva de direito. Confirmada a configuração dos dois primeiros elementos, cabe averiguar se os resultados positivos obtidos superam as desvantagens decorrentes da restrição a um ou outro direito[...]”. h) Princípio da justeza ou da conformidade funcional, segundo Marcelo Alexandrino, “estabelece que o órgão encarregado de interpretar a Constituição não pode chegar a um resultado que subverta ou perturbe o esquema organizatóriofuncional estabelecido pelo legislador constituinte”. i)Princípio da supremacia constitucional, de acordo com o STF, ADin, 2.215 – MC/PE, Rel. Min. Celso de Mello, j. em 17.04.2001:
“Sabemos que a supremacia da ordem constitucional traduz princípio essencial que deriva, em nosso sistema de direito positivo, do caráter eminentemente rígido de que se revestem as normas inscritas no estatuto fundamental. Nesse contexto, em que a autoridade normativa da Constituição assume decisivo poder de ordenação e de conformação da atividade estatal – que nela passa a ter o fundamento de sua própria existência, validade e eficácia -, nenhum ato de Governo (Legislativo, Executivo e Judiciário) poderá contrariar-lhe os princípios ou transgredirlhes os preceitos, sob pena de o comportamento dos órgãos do Estado incidir em absoluta desvalia jurídica”.

j) Princípio do conteúdo implícito (Fonte: webaula – Estácio) – “o intérprete deve atentar que a Constituição estabelece comandos que não estão expressos

“princípio de interpretação federativo que busca adequar entre os entes os institutos da Constituição Federal às Constituições e institutos dos Estados-Membros. 7. Ed. 2011. Vicente. Direito Constitucional. Direito Constitucional. 6. 2. Alexandre. 2010. SILVA E NETO. FERNANDES. . 6ª. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: Atlas. cabe ao Presidente da República à iniciativa de leis para o aumento do efetivo das forças armadas. 2009. procurou adequá-las aos ‘comandos constitucionais”.LENZA. Manoel Jorge. Ed. 15. 2010. 2011. 3 ed. por exemplo: art.MORAES. Curso de Direito Constitucional positivo. em tese. SILVA. Bernardo Gonçalves. Direito Constitucional esquematizado. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. Marcelo.“uma vez que todas as normas constitucionais emanam da vontade popular e são normas cogentes ou imperativas. l)Princípio da imperatividade das normas constitucionais(Fonte: webaula – Estácio) . 2009. 4. 5. ALEXANDRINO. PAULO. Rio de Janeiro: Lumen Juris. São Paulo: MÉTODO. José Afonso da. Marcelo. n)Princípio da presunção de constitucionalidade das normas constitucionais (Fonte: webaula – Estácio) – “o intérprete deve dar às normas hierarquicamente inferiores à Constituição uma interpretação que as coadune com a Lei Maior. – Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: Malheiros. Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: MÉTODO. Rio de Janeiro: Lumen Juris.explicitamente em seu texto. – São Paulo: Saraiva. caberá por simetria ao Governador os projetos de lei para o aumento do efetivo da Polícia Militar. NOVELINO. Direito Constitucional descomplicado. 3. mas sim na coerência interna de seus objetivos e fundamentos”. Pedro. Direito Constitucional. o intérprete deve sempre lhes dar a maior extensão possível”. 61 da CRFB/88. visto que foram fruto de um processo legislativo que. Por exemplo. m)Princípio da simetria (Fonte: webaula – Estácio) .

4. 1. já que não havia qualquer base legal prévia capaz de justificar a sua instalação. por sua vez.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. na luta pelos direitos do homem.. Ele faz cumprir as leis de seu país [. Segundo George Marmelstein.2. O Tribunal de Nuremberg: tribunal de exceção!? “Já pensou quão impossível seria processar por meios legais os atos do hitlerismo”. Porém. Era na verdade.A banalidade do mal. uma raça é subjugada. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB A TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMETAIS 1. pois quem não é capaz de lutar pela vida tem o seu fim decretado pela providência. onde a dignidade da pessoa humana foi reconhecida como um valor suprapositivo. . A sentença condenatória. Alega-se que o referido seria um tribunal de exceção.3. O mundo não foi feito para os povos covardes”. apesar de todas as críticas que lhe podem ser imputadas por ter violado princípios básicos do direito penal.. segundo a filósofa Hannah Arendt.O NAZISMO 1.nazismo – que praticou diversos crimes contra a humanidade. acima da própria lei e do próprio Estado”. Se. simbolizou. “Há várias críticas.] Deveria Ernest Janning fazer cumprir as leis de seu país ou deveria ter se negado a fazê-las cumprir e se tornado um traidor? Este é o ponto crucial deste julgamento”. no qual juízes estavam sendo acusados precisamente por cumprirem a lei: “Um juiz não lei. Adolf Hitler e sua autobiografia Mein Kampf (“Minha luta”). Não se tratava de um julgamento puramente jurídico. 1. Hans Frank. proferida pelo Tribunal de Nuremberg..1. “Os direitos do homem estão acima dos direitos do Estado. a respeito do Tribunal de Nuremberg. conseguiu com perfeição sintetizar o paradoxo daquele julgamento. formuladas por juristas do mundo todo. aprovadas em 1935. que está. um Tribunal de Guerra [.4. criado ex post facto. Realmente. “O advogado de defesa. no livro Entrevistas de Nuremberg 1. porém.. advogado pessoal de Hitler. portanto. significa isso que ela pesou muito pouco na balança do destino para ter a felicidade de continuar a existir neste mundo terrestre.1. o que estava em jogo era a condenação de um regime . O “Ato de Habilitação” (Ermächtigungsgesetz) e as Leis de Nuremberg. 1. é questionável a legalidade daquela Corte. o surgimento de uma nova ordem mundial. Defesa dos nazistas Nas palavras de George Marmelstein.]. no âmbito jurídico.

e) direito de comunicação. em especial o direito ao desenvolvimento. Curso de direitos fundamentais.3. Ed. de 1948. entendida como viés da democracia participativa ou supremo direito da humanidade. A teoria de Vasak traz o rol dos seguintes direitos de 3ª dimensão: a)direito ao desenvolvimento. Pedro.LENZA. 1997. que ganhou a força após a Segunda Guerra Mundial. 4.Tratado de Versailles (1919). Coimbra: Coimbra. Karel Vasak elaborou a “teoria das gerações dos direitos”. c) direito ao meio ambiente. coroando a tríade com a fraternidade (fraternité). b) direito à paz. – São Paulo: Saraiva.MIRANDA. de acordo com Pedro Lenza. b) Direitos fundamentais de SEGUNDA dimensão ou geração. – São Paulo: Atlas. sociais e culturais. 15. Para o doutrinador. fundamentados na liberdade (liberte). inspirado nas cores da bandeira francesa. a Constituição de 1934. . 3 ed. ao colocarem em risco a própria existência humana. d) Direitos fundamentais de QUARTA dimensão ou geração. 6. “ referida geração de direitos decorreria dos avanços no campo de engenharia genética. 3. EVOLUÇÃO DOS DIREITOS “DIMENSÕES” DE DIREITOS) FUNDAMENTAIS (“GERAÇÕES” OU 1.6. Bernardo Gonçalves. por sua vez. 2011. c) Direitos fundamentais de TERCEIRA dimensão ou geração por fim. 2010. especialmente após a Declaração Universal dos Direitos Humanos. 5. Direito Constitucional. Marcelo. Alexandre. São Paulo: Atlas. 2.. Direito Constitucional esquematizado. . impulsionados pela Revolução Industrial epelos problemas sociais por ela causados. George. 2010. a última geração seria a dos direitos de solidariedade. 2011. Rio de Janeiro: Forense. BIBLIOGRAFIA: 1. ed. a) Direitos fundamentais de PRIMEIRA dimensão ou geração seriam os direitos civis e políticos. Jorge.No Brasil. na Alemanha. que tiveram origem com as revoluções burguesas.Constituição de Weimar (Constituição da primeira república alemã). FERNANDES. NOVELINO. Curso de Direito Constitucional. é possível destacar os seguintes documentos históricos: Constituição do México (1917). de 1919. e) Direitos fundamentais da QUINTA dimensão ou geração O doutrinador Paulo Bonavides assevera que o direito de 5ª dimensão relaciona-se com o direito à paz. baseados na igualdade (igualité). . Ed. 2ª. à paz e ao meio ambiente.MARMELSTEIN. São Paulo: MÉTODO. 2009. por meio da manipulação do patrimônio genético”. d) direito de propriedade sobre o patrimônio comum da humanidade. seria a dos direitos econômicos. . Direito Constitucional.MORAES. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Manual de Direito Constitucional.

SARMENTO. São Paulo: Saraiva. José Afonso da. 7. v. – Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: MÉTODO. Marcelo. Manoel Jorge. 2011. PAULO. . SILVA. Ed. – (Coleção curso & concurso. Direito Constitucional. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). 8. George. Rio de Janeiro: Lumen Juris. SILVA E NETO. 6ª. Direitos Humanos.76. São Paulo: Malheiros. 2009. Direito Constitucional descomplicado. 2009. Curso de Direito Constitucional positivo. 9. Vicente. ALEXANDRINO.

Por isso. 5º. De acordo com Bernardo Gonçalves.. a expressão direito humano é empregada.3. direitos fundamentais. os seus direitos fundamentais [. assegurado o direito à indenização por dano material ou moral decorrente de sua violação”. a expressão direito fundamental é utilizada para “[.. 1. a honra e a imagem das pessoas.1. pois são assegurados na medida em que o Estado os estabelece”. as garantias fundamentais “são estabelecidas pelo texto constitucional como instrumentos de proteção dos direitos fundamentais. As garantias possibilitam que os indivíduos façam valer.]” 2. a vida privada. Na visão de Gonçalves. Exemplos de instituições é a família (art.2. Segundo Marcelo Alexandrino. Distinção entre direitos humanos.] para designar pretensões de respeito à pessoa humana.. mesmo tais tipos de garantias não outorgam direitos subjetivos aos indivíduos. garantias fundamentais e garantias fundamentais 1.] designar os direitos relacionados às pessoas. frente ao Estado.2. como acontece com as garantias fundamentais [. 1. sendo.. a fim de que sejam preservadas as suas características substantivas básicas. inscritos em textos normativos de cada Estado.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL II DOCENTE: Msc. as duas estão entrelaçadas. inseridas em documentos de direito internacional”. São direitos que vigoram numa determinada ordem jurídica.. 1.1. reportando-se a Carl Schmitt.1. garantidos e limitados no espaço e no tempo.2. Aqui a tutela jus fundamental se volta para proteção das instituições. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 2. enunciados em que ambos estão no mesmo texto.]”.. USO BANALIZADO DA EXPRESSÃO “direitos fundamentais” 1. ”A Constituição de 1988 não estabelece a separação metodológica entre direitos e garantias. “ [. No art. Conforme Marcelo Alexandrino. A classificação ganhou disseminação na doutrina de Paulo Bonavides. Podemos mencionar como exemplo desse fenômeno o inciso X: “são invioláveis a intimidade.1. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS 1. 207 CR/1988). até mesmo.1. em regra. as garantias institucionais “são aquelas que desempenham uma função de proteção de “bens jurídicos” indispensáveis à preservação de certos valores reputados essenciais por uma sociedade. Há. Segundo Alexandre de Moraes e Bernardo Gonçalves são principais características dos direitos fundamentais são as seguintes: . por isso..4.. Conforme Marcelo Alexandrino.

independentemente de sua nacionalidade. assim. segundo “Gilmar Mendes. compartilhando da tese de Bobbio. 3.] não haveria possibilidade de absolutização de um direito fundamental (“ilimitação” de seu manuseio) pois ele encontraria limites em outros direitos tão fundamentais quanto ele”. afirma que os direitos fundamentais passam.“a) imprescritibilidade (“os direitos fundamentais não desaparecem pelo decurso do tempo”). CONTEÚDO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 3. Afinal. a liberdade de locomoção está intimamente ligada à garantia do habeas corpus. e) universalidade (“devem abranger todos os indivíduos. b) relatividade significa que ”[.1. Portanto eles vão se ‘adequado’ a novos contextos”. Nesse contexto. h) historicidade. b) Para George Marmestein. b) respeito à integridade física e moral. possuem diversas interseções para atingirem suas finalidades. por profundo processo de evolução ao longo da história da humanidade. sexo. b) inalienabilidade (“não há possibilidade de transferência dos direitos fundamentais a outrem”). Eles são os valores básicos para uma vida digna em sociedade. c) irrenunciabilidade (“em regra. permitindo a introdução de novos “remédios” de acordo com o próprio surgimento de novas ameaças. os direitos fundamentais não podem ser objeto de renúncia”). a ideia de dignidade humana está relacionada aos seguintes atributos: “a) respeito à autonomia da vontade.. bem como à previsão de prisão somente por flagrante delito ou por ordem da autoridade judicial”). g) interdependência (“as várias previsões constitucionais. d) inviolabilidade (“impossibilidade de sua não observância por disposições infraconstitucionais ou por atos das autoridades públicas”). credo ou convicção político-filosófica”). f) efetividade (“a atuação do Poder Público deve ter por escopo garantir a efetivação dos direitos fundamentais”). os direitos fundamentais “possuem um inegável conteúdo ético (aspecto material). entretanto.2. c) não coisificação do ser humano. apesar de autônomas. eles estão intimamente ligados à idéia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder. em um ambiente de opressão não há espaço para vida digna”. CONTEÚDO NORMATIVO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) De acordo com George Marmelstein.. 3. raça. d) garantia do mínimo existencial”. . CONTEÚDO ÉTICO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a) Nas palavras de George Marmelstein.

“[. disciplinar o exercício do direito fundamental. idoso. Os nascituros Nas palavras de George Marmelstein.. por força do já citado art.1. “Qualquer pessoa. sob o aspecto jurídico-normativo. . “[. Dentro dessa concepção. DESTINATÁRIOS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS De acordo com George Marmelstein. os direitos fundamentais “[. ou seja. a título de curiosidade. positivadas no plano constitucional de determinado Estado Democrático de Direito. intimamente ligadas à ideia de dignidade da pessoa humana e de limitação do poder. portador de deficiência mental etc”. fundamentam e legitimam todo o ordenamento jurídico”.. por exemplo. DIREITOS FUNDAMENTAIS COMO DIREITOS POSITIVADOS 6. DIREITOS FUNDAMENTAIS IMPLÍCITOS Nas palavras de George Marmelstein.. merece menção.. o Habeas Corpus 32... a condição financeira. 5°. 7. somente podem ser considerados como direitos fundamentais aqueles valores que forem incorporados ao ordenamento constitucional de determinado país.“[. CONCEITO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS Na visão de George Marmelstein. 4. merece ser citado um curioso caso no qual a Comissão de Ex-Presos Políticos de São Paulo reconheceu o direito à indenização a uma pessoa que havia sofrido torturas quando ainda estava na barriga da mãe durante o regime militar. por sua importância axiológica. que foi conhecido e deferido pelo Superior Tribunal de Justiça para proteger o seu direito de nascer”. a nacionalidade ou qualquer outro atributo..159/RJ. 5. quando muito irá densificar. pode ser titular de direitos fundamentais.. Não é necessário sequer que a pessoa seja plenamente capaz. que decorrem do sistema constitucional como um todo. A lei. não importando a cor da pele. 7. que. em regra. nunca criá-lo diretamente”.]. §2°.]”. da Constituição de 1988 [. já que eles são seres humanos em potencial. Pode ser menor de idade. a idade. já que existem diversos direitos fundamentais positivados de forma implícita (não escrita). impetrado em favor de um nascituro.] são normas jurídicas.] mesmo os nascituros (fetos e embriões) são protegidos pelo ordenamento jurídico-constitucional.. A fonte primária dos direitos fundamentais é a Constituição. pode-se dizer que não há direitos fundamentais decorrentes da lei.] Não se deve confundir norma positivada com norma escrita. Nesse sentido. Do mesmo modo.. a opção sexual.

]”. que havia sido retratado de forma supostamente decadente na biografia Estrela solitária um brasileiro chamado Garrincha. ART. que os filhos do famoso jogador seriam parte legítima para defender o direito à honra e à imagem do pai falecido.5.7. contudo. Há. Os estrangeiros não residentes e o princípio da dignidade humana “SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE. TRANSPLANTE DE MEDULA. “Até mesmo o estrangeiro em situação irregular no País encontra -se protegido e a ele são assegurados os direitos e garantias fundamentais (TRF 4ª. Por exemplo. AG 2005040132106)/PR. Os direitos que se projetam mesmo após a morte. aos idosos e às mulheres. Nas palavras de George Marmelstein. 29/8/2006).4. Isso não significa dizer. 7.].. Direitos fundamentais com titularidade restrita Segundo George Marmelstein. 7. “[. Por outro lado. As pessoas jurídicas como titulares de direitos fundamentais Segundo George Marmelstein. 7. . o direito à livre iniciativa e os direitos de caráter fiscal (garantias constitucionais do contribuinte)”.. no Caso Garrincha.2.3. “Já que as pessoas jurídicas foram mencionadas. entre outros. é possível reconhecer que as empresas são capazes de ser titulares de direitos ligados a sua atividade econômica. como o direito à imagem. escrito por Ruy Castro. TRATAMENTO GRATUITO PARA ESTRANGEIROS. como bens imortais que se prolongam para além da vida”. que não possam exigir direitos fundamentais cuja titularidade é restrita a determinada categoria de pessoas.. 5° DA CF. à honra.2. ainda. “o exercício do direito fundamental independe de qualquer requisito. j. ficou ementado que a honra e a imagem “permanecem perenemente lembradas nas memórias. Região. 7. No acórdão. ao nome.] entendeu-se. naquilo em que for compatível com a sua natureza [.. Titularidade dos direitos sociais Segundo George Marmelstein. alguns direitos restritos aos portadores de deficiência.. deve -se reconhecer que elas também podem ser titulares de direitos fundamentais. existem alguns direitos fundamentais que são restritos às presidiárias. por exemplo [.. como o direito de propriedade.

“Na formulação clássica dos direitos fundamentais.]. podem. assistência social etc. Eficácia horizontal dos direitos fundamentais Segundo Daniel Sarmento. EFICÁCIA VERTICAL FUNDAMENTAIS E EFICÁCIA HORIZONTAL DOS DIREITOS 8. visto que em determinadas hipóteses (casos concretos) os particulares não estão em relação horizontabilidade devido à discrepância de uns em relação os outros.1.2. que alguns doutrinadores. a referente aos particulares nas relações com outros particulares não numa relação de horizontabilidade. em dadas circunstâncias. Essa seria. Desse modo. 8.. a relação que se dá entre Estado. justamente.. teríamos a eficácia diagonal dos direitos fundamentais (e não horizontal) apesar da relação ser entre particulares”. de um lado. a partir da década de 50 passam a reconhecer a aplicação dos direitos fundamentais nas relações privadas. “O Tribunal Constitucional Alemão debateu e enfrentou o tema da eficácia dos direitos fundamentais nas relações privadas no famoso caso Lüth (1958). um particular (por exemplo com grande poderio econômico) em relação a outro (por exemplo: hiposuficiente). defendeu que fosse realizado um boicote ao filme Unsterbiliche Gelibte (Amante imortal) dirigido por Veit Harlam. em . atualmente. todas as pessoas podem ser titulares dos direitos sociais. de educação etc. No entanto.2. Nestes termos. 8. Marco histórico do nascimento da teoria da eficácia horizontal dos direitos fundamentais De acordo com Bernardo Gonçalves.. de matriz eminentemente liberal. a doutrina e jurisprudência alemã. Este se tornou uma verdadeira referência não só na Alemanha no que diz respeito à aplicação dos direitos fundamentais nas relações privadas.. de modo a barrar ação usurpadora desde nas suas relações com os particulares [.1.. É interessante registrarmos. Um resumo do caso pode ser assim descrito: em 1950 Erich Lüth. ou seja. em um discurso feito perante produtores e distribuidores da indústria cinematográfica.“Na verdade. “[. educação. presidente do clube de imprensa de Hamburgo. o Estado somente é obrigado a disponibilizar os serviços de saúde.]”. de verticalidade. exigir juridicamente o cumprimento da norma constitucional [. falam em “eficácia desigual dos direitos fundamentais”.] o termo direitos fundamentais nas relações privadas é o mais adequado. apenas as pessoas que não podem pagar pelos serviços de saúde. Eficácia vertical dos direitos fundamentais De acordo com Bernardo Gonçalves... os direitos fundamentais representavam limites ao exercício do poder do Estado.. 8. Nesse sentido. e particular. mas sim. de outro [.]”.

cause danos dolosamente a outro. São Paulo: MÉTODO. 14 a art. Ed. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). 9.CLASSIFICAÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 a) Direitos individuais e coletivos: art. Bernardo Gonçalves. 16. 15. 2011.. ALEXANDRINO. São Paulo: MÉTODO. 2011. Manual de Direito Constitucional. d) Direitos políticos: art. 9. 12. George. PAULO. 2009. 1997. Marcelo. Direito Constitucional esquematizado. Ocorreu em virtude de tal decisão recurso por parte de Lüth perante a Corte Constitucional. – São Paulo: Saraiva. José Afonso da. Ed. Direitos Humanos. ed. Curso de Direito Constitucional. 6ª. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 8. 2. Ed. que por sua vez reformou a sentença entendendo ter havido violação ao direito fundamental de Lüth à liberdade de expressão. Direito Constitucional.MORAES. 5. SILVA. 3 ed. 2010. Manoel Jorge. – Rio de Janeiro: Forense. e e) Direitos de organização em partidos políticos: art. – São Paulo: Atlas. 2011. 2ª. Rio de Janeiro: Forense. Marcelo. Alexandre. Coimbra: Coimbra. Pedro. Vicente. É bom que se diga que nesse caso a Corte adotou a tese da eficácia indireta ou mediata”. 7. A demanda foi acolhida pelo Tribunal. 5°. 5.MIRANDA. 3. – (Coleção curso & concurso. Jorge. São Paulo: Malheiros. b) Direitos sociais: art. 2009. 6. v. 4. 2009. Rio de Janeiro: Lumen Juris. NOVELINO. São Paulo: Atlas. George. A produtora do filme de Harlam recorreu ao Tribunal de Hamburgo com o objetivo de que fosse determinado a Lüth que cessasse a conclamação ao boicote. . 6° a 11. c) Direitos de nacionalidade: art. Direito Constitucional descomplicado. São Paulo: Saraiva. de modo contrário aos bons costumes. 2010.MARMELSTEIN. BIBLIOGRAFIA: 1.virtude de o cineasta ter elaborado filmes de conotação antissemita na época nazista de Hitler. Direito Constitucional. Curso de Direito Constitucional positivo. está obrigado a reparar o dano). SILVA E NETO.SARMENTO.LENZA. 826 do Código Civil (quem. Direito Constitucional. com fundamento no art. 17. FERNANDES. Curso de direitos fundamentais.

O direito à vida é um direito absoluto? 3.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. afirma que .DISTINÇÃO ENTRE INVIOLABILIDADE E IRRENUNCIABILIDADE Nas palavras de Marcelo Novelino. caput). a inviolabilidade “consiste na proteção contra violações por parte de terceiros. impedindo-a de abrir mão deste direito”. Segundo George Marmelstein.Posição do Brasil. I e II). Não se pude o aborto praticado por médico: I – se não há outro meio de salvar a vida da gestante. 2. a partir da Wilipédia. 128. o Código Civil (art. b) direito a uma existência digna (CF. 2. b) Código Penal (art. art. 128. De acordo com Marcelo Novelino. 170). ABORTO 3. 3.1. 4. quando incapaz.2. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO À VIDA 1. Não se confunde com a irrenunciabilidade. 2. II – se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou.2. Segundo George Marmelstein. 5°. a) . a) direito a permanecer vivo. O Brasil e a aplicação da pena de morte. a) Caso Manuel da Mota Coqueiro: última pena de morte aplicada no Brasil foi em 06 de março de 1885. de seu representante legal”. Proibição de insuficiência e a questão da legalização do aborto.1.2. 2°) foi influenciado pela tradição cristã. art. a qual atinge a própria pessoa envolvida. “Art. a proibição de insuficiência “ocorre quando as medidas legislativas adotadas não são suficientes para garantir uma proteção constitucionalmente adequada aos direitos fundamentais”. Direito à vida: dupla acepção. PENA DE MORTE 4.1.A INVIOLABILIDADE DO DIREITO À VIDA (CF.

2011.LENZA. ed. art. – São Paulo: Saraiva. por exemplo: traição. rendição. espionagem. Manual de Direito Constitucional. ou II – sejam embriões congelados há 3 (três) anos ou mais. Curso de Direito Constitucional.. 15. gritou com voz trêmula que era inocente e jogou uma maldição sobre a cidade. Bernardo Gonçalves. fato que fez com que o então imperador Dom Pedro II convertesse todas as sentenças de morte em prisão perpétua.105/2005 (Lei da Biossegurança).2. 4. Coimbra: Coimbra.MIRANDA. na data da publicação desta Lei. a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não usados no respectivo procedimento. 5°. Informativo 497. 1997. para fins de pesquisa e terapia. 5.1) Nos termos da ADI nº 3. 84) c) Código Penal Militar (art. que permite. depois de completarem 3 (três) anos. 3 ed. 56) prevê a aplicação da pena de morte. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL À TORTURA (art. causando-lhe sofrimento físico ou mental”. 5° da Lei federal 11. III e XLIII da CRFB/88) 6. . FERNANDES. – São Paulo: Atlas.105/2005). acusado de mandar matar Francisco Bennedito da Silva e sua família.] o Tribunal. já congelados na data da publicação desta Lei. como não se ouviu seu pescoço quebrar. George. Curso de direitos fundamentais. que ‘teria 100 anos de atraso pela injustiça que estava sendo feito a ele’. 2ª. seu corpo foi posto a pender no vazio e. Pedro.455/97).510: “[. ao ser indagado por sua última vontade. fuga em presença do inimigo. o carrasco subiu nele colocando os pés em seus ombros e forçou até que se ouvisse o alto estalar da coluna vertebral se rompendo”. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Jorge. 5°. 6. Ed. segundo George Marmelstein. Após isso.1. 5. A Lei n° 11. 2011. motim. atendidas as seguintes condições: I – sejam embriões inviáveis. a. Direito Constitucional esquematizado.105/2005 (Lei da Biossegurança). a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento. PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO 5.1.. 2009. b) Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art. 2. para fins de pesquisa e terapia. “permitiu. e estabelece condições para essa utilização” . contados a partir da data de congelamento”. covardia. Após sua execução em 6 de março de 1885 por enforcamento. julgou improcedente pedido formulado em ação direta de inconstitucionalidade proposta pelo ProcuradorGeral da República contra o art. A sua execução ocorreu às 2 horas da tarde e. ou que. foi descoberto sua inocência.“Manuel da Mota Coqueiro entrou para a história como o último indivíduo condenado à pena de morte no Brasil. Posição do STF e a constitucionalidade da Lei de Biossegurança (Lei n° 11.. deserção em presença do inimigo.MARMELSTEIN. BIBLIOGRAFIA: 1. A tortura se caracteriza na conduta de “constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça. Tipificação da conduta (Lei n° 9. revolta ou conspiração. 3. Ed. por maioria. a) Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn 3510/DF).

PAULO. Marcelo. São Paulo: MÉTODO. Manoel Jorge. José Afonso da. Direitos Humanos. SILVA. 6. SILVA E NETO. Direito Constitucional. 8. São Paulo: MÉTODO. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Direito Constitucional.SARMENTO. – (Coleção curso & concurso. George. 5. 2010. ALEXANDRINO. 2010. Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros. 9. São Paulo: Saraiva. Direito Constitucional descomplicado. Rio de Janeiro: Forense. 2011. Curso de Direito Constitucional positivo. Ed. Alexandre. Marcelo. . Vicente. 2009. NOVELINO. 7.MORAES. 6ª. 2009. São Paulo: Atlas. – Rio de Janeiro: Forense. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim).5. v.

Normas constitucionais . segundo Marmelstein. IGUALDADE NA LEI E IGUALDADE PERANTE A LEI 2.1. que procura ajudar o semelhante.DIREITO À IGUALDADE 4. “[.2. por meio da concessão de algum tipo de vantagem compensatória de tais condições”.1. Conceito De acordo com Marcelo Novelino.1. de acordo com Marmelstein.2. etnia) ou de uma hipossuficiência. 1.. O sistema de cotas 6... que retira vantagens sem motivos plausíveis. 2..AÇÕES AFIRMATIVAS 5. com caráter temporário.]”. Igualdade na lei “tem por destinatário precípuo o legislador. a quem é vedado valer-se da lei para estabelecer tratamento discriminatório entre pessoas que mereçam idêntico tratamento [. 2.O PRINCÍPIO DA ISONOMIA 1. Discriminação negativa. em regra. b) justificativa racional. eu desconsidera o próximo pela simples vontade de menosprezar”.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc.1. econômica (classe social) ou física (deficiência). 4. c) fim constitucionalmente consagrado. tratando-o desigualmente para dar-lhes iguais oportunidades.O princípio da isonomia: a) elemento discriminador. “[.Interpretação da expressão “sem distinção de qualquer natureza”.. ao concretizar um comando jurídico.] é a discriminação para o mal.2.2. que desrespeita o outro. 5. pensando em melhorar as condições de vida daquele que precisa de auxílio”. 4. impedindo que.] é a discriminação para o bem.. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO À IGUALDADE 1. 5. Igualdade perante a lei “dirige-se principalmente aos intérpretes e aplicadores da lei.Discriminação positiva.] consistem em políticas públicas ou programas privados desenvolvidos.. que prejudica por preconceito. visando à redução de desigualdades decorrentes de discriminações (raça. “[. eles dispensem tratamento distinto a quem a lei considerou iguais”.

Vicente. George. PAULO. XLII). 7°. São Paulo: Atlas. ed. 2011.. Bernardo Gonçalves. Marcelo. c) direito de aposentadoria por idade e tempo de serviço mais curto que o dos homens (art.a) direito de as presidiárias permanecerem com seus filhos durante o período de amamentação (art. XXX. 7°. 9. art. 2ª. art 40).O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. 2009. 7°. 77. v. BIBLIOGRAFIA: 1. – São Paulo: Saraiva. Curso de Direito Constitucional positivo. NOVELINO.MARMELSTEIN. L). Marcelo. 3. – (Coleção curso & concurso. Pedro. XXX. Alexandre. 6. 2009. Ed. Manual de Direito Constitucional. Direito Constitucional. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). art. b) direito à licença-gestação para a mulher em período superior ao do homem (art. ALEXANDRINO. 5°.. XVIII e XIX). 2010. 5.XXX. §3°). 6ª. São Paulo: Saraiva. §5°). 40. Manoel Jorge. Súmula 683 do STF . 2011. 7°. 7. 2. g) Proibição ao racismo (CRFB/88. 5°. 2010. 2009. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 4. . São Paulo: Malheiros. SILVA. – São Paulo: Atlas.LENZA. art. da Constituição. Direito Constitucional esquematizado. SILVA E NETO.MIRANDA. Curso de direitos fundamentais. São Paulo: MÉTODO. 2011. Direito Constitucional descomplicado. 37. II. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Ed. quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido. 12. Direitos Humanos. a e b). art. 3 ed. Direito Constitucional.MORAES. Curso de Direito Constitucional. São Paulo: MÉTODO. I . Coimbra: Coimbra. f) Reserva de cargos (CRFB/88. e) Critérios de admissão em concursos públicos (CF. Jorge. 8. Rio de Janeiro: Forense.SARMENTO. art. 10. George. 5°. d) Igualdade entre homens e mulheres (CRFB/88. 1997. FERNANDES. Ed. José Afonso da. Direito Constitucional. – Rio de Janeiro: Forense. art. art. 15.

Direito Constitucional. – São Paulo: Atlas. 2009. 2011. Ed. O Estado e o governo sub lege e per lege. Manoel Jorge. XVIII. Exemplos de reserva legal.MORAES. BIBLIOGRAFIA: 1.1. 5. Pedro. a fixação de indenização para o trabalhador despedido sem justa causa é matéria reservada tão somente à lei complementar (art. Curso de Direito Constitucional positivo. art. – Rio de Janeiro: Forense.MIRANDA. ed. São Paulo: Atlas. – São Paulo: Saraiva. II). 5°. 1. Assim. XIII. Rio de Janeiro: Forense.. Direitos Humanos. PAULO.]”. Ed. 1997. São Paulo: Malheiros. 15. de forma abstrata e geral. 173). – (Coleção curso & concurso. 2010. ALEXANDRINO. Marcelo.SARMENTO. São Paulo: MÉTODO. Manual de Direito Constitucional. 9.MARMELSTEIN. 2009. NOVELINO. Coimbra: Coimbra. 2. 2009. Curso de direitos fundamentais.2. “há matérias que estão reservadas a determinadas espécies normativas criadas apenas pelo Legislativo. SILVA E NETO.PRINCÍPIO DA LEGALIDADE (CRFB/88. Direito Constitucional. 3.. Direito Constitucional descomplicado. Ed. Vicente.2. São Paulo: MÉTODO. George. v. art. São Paulo: Saraiva. 6ª. Direito Constitucional. Direito Constitucional esquematizado. Rio de Janeiro: Lumen Juris.. SILVA. 2ª.1. José Afonso da. 2. A autonomia de vontade. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). Alexandre. 4. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 PRINCÍPIO DA LEGALIDADE 1. Marcelo. 2011. 5°. §1° do art. 1. XIX e §3. George. I) [. 2. a partir da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (art.-LENZA. 7°. 37. 2010. . PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL 2.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 7. De acordo com Denise Vargas. Jorge. I. por exemplo. 6. 8.

Celso de Mello. LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO (art.10. Restrições ao direito de locomoção: a) estado de sítio. Núcleo do valor liberdade: AUTONOMIA DA VONTADE.05. Ele quer expressá-las e. deve começar pela identificação.2002. “o homem não se contenta apenas em ter suas próprias opiniões.. 5°. convencer os outros de suas ideias”..1. a responsabilidade pela manifestação é da direção da empresa que publicou ou transmitiu”. 5°. Celso de Mello. que serve como limite ao seu exercício”. XV. Posição do Supremo Tribunal Federal a) MS 24. Respeito à autonomia de vontade: proteção implícita ou expressa na Constituição Federal de 1988. s de liberdade. a noção de liberdade não deve ser associada. LXI.2002.DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE De acordo com Marcelo Novelino.1.2005. julgamento em 11. “.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 3. LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO DE PENSAMENTO (art.10. 1.1. mas sim a ideia de responsabilidade.957. b) penas restritivas. DJ 16. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° e 4° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE 1. 2. b) STF. arbitrariedade. 3. na medida em que a proibição do anonimato visa a permitir que o autor de escritos ou publicações se exponha às conseqüências de eventuais excessos.1. V). 1. A liberdade de pensamento e a vedação do anonimato (art. LXVIII) 2.] para o STF. 5°. voto do Min. Min.369. De acordo com Otávio Piva. “[. 3.. julgamento em 10. Inq.1. c) regulamentações dos poderes públicos. DJ . Se isso não ocorre.. não raro. 1.1. quem se manifesta por meio de imprensa escrita ou falada. IV) De acordo com Marcelo Novelino.1. Rel.

o STF. no ano de 1948 (RT 244/629). 1537 do Código Civil Brasileiro. manifestações artísticas. desenhos. ainda. LIBERDADE DE EXPRESSÃO (CRFB/88. art. pois peças apócrifas não podem ser incorporadas. a imediata instauração da persecutio criminis. “[. art.11. 3. de 1916”. escritos. desenhos. por exemplo)”. IV. V. delação anônima e ou do escrito apócrito). 220).051/95). sobre a importância da liberdade de expressão.1. precisamente. no inciso IV do art. salvo quando tais documentos forem produzidos pelo acusado. Pensamento de Stuart Mill. 5. usando como fundamento o art.. art. XIV. de modo que os cidadãos poderão tomar decisões mais acertadas se as diversas opiniões públicas puderem circular sem interferências”.3. X Segundo Otávio Piva. sátira. posicionou-se pela não indenização do dano moral puro ou autônomo. IX. seja para tutelar direitos difusos. ou.11. É também um instrumento de denúncia de disfunções da Administração Pública ou dos atos de improbidade de seus servidores.2. Ficou consignado que a inclusão de escritos anônimos não podem justificar. só por si. quando constituírem.1. 5°.DIREITO DE PETIÇÃO NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 5. 9.2. 4. eles próprios. De acordo com Otávio Piva.1. Dano moral e as pessoas jurídicas (súmula 227: “A pessoa jurídica pode sofrer dano moral”). 5. 5°.1. Formas de manifestação de pensamento (discursos falados. A Constituição de 1988 apresentou o direito de petição sob dois ângulos: a) direito de certidão (Lei n. formalmente.2005 ( a questão do disque-denúncia.. V. Os . “Todos estão legitimados para fazer petições aos poder es públicos – cidadãos e pessoas jurídicas – seja para defender interesses personalíssimos. 4.. 5° da Constituição da República. o silêncio)..] a verdade tem maior probabilidade de vir à tona quando existe um “mercado” de idéias livremente divulgadas e debatidas. “O STF entendeu que um dos fundamentos que afastam a possibilidade de utilização da denúncia anônima como ato formal de instauração do procedimento investigatório reside. 3. O exercício do direito de petição não exige grandes formalidades. cartazes. ao processo. apresentado por Marmelstein. “. honra. 4. ou que corporifiquem delito de ameaça ou que materialmente o crimen falsi. pinturas. Legitimados De acordo com George Sarmento. b) direito à informação.DANO MORAL E DANO MATERIAL (CRFB/88. o corpo de delito (como sucede com bilhetes de resgate no delito de extorsão mediante seqüestro. coletivos e individuais homogêneos. desde que isoladamente considerados.

com o fim de levar ao seu conhecimento uma queixa. súplicas. 5. a exposição da fato.2. 119-A. segundo George Sarmento.1.1.3. independentes de qualquer aspecto religioso”. “. Direito de certidão e informação a)Direito de certidão e informação (art. oferendas e donativos”..4. 15/8/2002).3. ADI 2076/DFm rel.1. informação ou reivindicação desvinculada de qualquer formalismo. o direito de petição “instituto de inspiração democrática que permite aos indivíduos se dirigirem a quaisquer órgãos ou autoridades públicas (federais. Conceito Para Pontes de Miranda. negam ou descrevem determinado fato ou ato jurídico. Aspectos relevantes do Estado secular a) O Estado não deve se intrometer nas crenças pessoais de cada um. o direito à liberdade 6.requisitos de admissibilidade são mínimos. 6. Carlos Velloso.1. VIII e art. A laicidade (Decreto n. 6.2.Possuem a presunção de veracidade e refletem a posição do Estado sobre a matéria”. Conceito Segundo Marcelo Novelino. adorações. “o exercício de um poder que não consegue justificar-se de modo imparcial é ilegítimo”. b) As decisões tomadas na esfera pública devem ser pautadas na razão. E para Habermas. VI. de 17 de janeiro de 1890) do Estado brasileiro e preâmbulo da Constituição Federal de 1988 (STF. XXXIV.2. confirmam. . Min. 210 §1º).4.. Liberdade de consciência 6. art. a demonstração do interesse e os pedidos específicos”. a exemplo da identificação do requerente. Segundo André Júnior. Conceito De acordo com Marcelo Novelino. “b”. “são manifestações oficiais do poder público que se exteriorizam por meio de documentos subscritos pela autoridade competente que provam.LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA. Na visão de André Júnior. Liberdade de culto 6. 5°. “. j. procissões. 5º. Consiste em demonstrações exteriores como sacrifícios.1. DE CRENÇA E DE CULTO (CF. VII. Liberdade de crença 6. cantos sagrados.3. consiste na adesão a certos valores morais e espirituais. 6..podendo se determinar no sentido de crer em algo ou não ter crença alguma”.. 6. pedido. XXXIII da CRFB/88). 6. “é o conjunto de atos e cerimônias com que o homem tributa a Deus sua homenagem reverente. estaduais ou municipais).

226. Questionamento da presença de crucifixos religiosos nas dependências do Poder Judiciário perante o Conselho Nacional de Justiça (Pedido de providência n° 1344).2. art. 15. §2º). poderão se eximir de atividades de caráter essencialmente militar (art.4. filantrópico ou mesmo produtivo.. 7.4.5. I.3. ESCUSA OU OBJEÇÃO DE CONSCIẼNCIA (art. mesmo de componentes primários-glóbulos brancos e vermelhos. “Caso o indivíduo se recuse a adimplir tanto a obrigação legal quanto a prestação alternativa.. . VIII. A recusa de transfusão de sangue pelas Testemunhas de Jeová Segundo Marcelo Novelino. violaria as leis de Deus”. “[. aqueles que alegarem imperativo de consciência decorrente de crença religiosa ou convicção filosófica ou política. art. 218. Feriados religiosos (Seção II. art. 6.4.4. Colocação de símbolos religiosos em locais públicos 7. mas advêm igualmente das celebrações ocorridas em centros espíritas e templos menos ortodoxos”.] A manifestação numa linguagem religiosa só deve ser admitida com o reconhecimento da “ressalva de uma tradução institucional” (reserva de tradução institucional). deixando de receber o certificado de quitação militar (Lei Federal n. assistencial. 19. em tempo de paz.4. “por imposição laica e isonômica.2099”. 5°. nas palavras de Otávio Piva.] o Serviço Alternativo ( Lei n° 8. Período imperial (Constituição Imperial de 1824). do Capítulo III. 7. as Testemunhas de Jeová consideram o sangue com “algo especial. 7.3. art. “[. 7.239/1991). 15. §2°.2.. aí sim poderá ser apenado com a privação de direitos. plaquetas e plasma -.. “a Presidência do TJRJ determinou a retirada de crucifixos e a desativação de sua capela em 3. Exemplos: TJRS e TJBA. sinagogas judaicas e mesquitas muçulmanas.1. Nas palavras de André Júnior. da Lei Maior). Segundo André Júnior. 8. IV) 7.1. o que impõe a necessidade de se traduzir os “argumentos em razões aceitáveis na base de valores e princípios de razão pública”. 3°. Constituição Federal de 1988 (art. 7.2.. é preciso realçar que tais efeitos irradiam-se não apenas das cerimônias tradicionais em igrejas cristãs.2. o qual permite que. Segundo André Júnior. Escusa de consciência e a prestação do serviço militar De acordo com a Lei n° 8. 6. §1°)”. 7. em substituição às atividades de caráter essencialmente militar”. (Ranier Forst)”. O Serviço Alternativo se dará com o exercício de atividades de caráter administrativo.239/91.).Na visão de Marcelo Novelino. Título VIII. O casamento religioso produz efeitos civis na forma da lei (CF/88.239/91) e tendo seus direitos políticos ameaçados (CF/88. IV)”. cuja aceitação. após alistados.4. “..

Será sempre um encontro episódico. Marcelo.4.4. . 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). possui determinadas características: “a) Pluralismo de participantes – a reunião é o encontro pacífico e desarmado entre diversas pessoas que se agrupam de forma organizada para discutir assuntos de interesse coletivo. XVII a XXI). Vicente. 8. 8. LIBERDADE DE REUNIÃO (art. X. Alexandre. a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego”. 3. após a qual o grupo de participantes se dispersará. LIBERDADE DE ASSOCIAÇÃO (CRFB/88. Direito Constitucional. XV. 9. 1°. 9. – São Paulo: Saraiva. 2011. 7. Direito Constitucional descomplicado. 6ª. 9. 2009. Por fim a dimensão inibitória em relação ao Estado. 9. públicos ou privados. 9. c) admissão à profissão. 6. O direito de reunião. 2009. a liberdade de profissão deve ser escalonada em três aspectos: a) escolha da profissão. Manoel Jorge. Pedro. Ed. ed. XI. São Paulo: MÉTODO.1. 2010.MORAES. Direitos Humanos.3. assegura aos indivíduos a prerrogativa de criar e de integrar as associações. mas pela postura dos manifestantes que se envolvem em tumultos e atos de vandalismo [. Direito Constitucional. O encontro deve ter uma finalidade específica que seja do interesse coletivo.LENZA. São Paulo: Saraiva. “ o direito de associação tem tripa dimensão: de um lado. O direito de liberdade de reunião apresenta os seguintes requisitos: a) material. XIII). art.MIRANDA. 2011. IV. De acordo com Otávio Pita. o legislador. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Declaração Universal dos Direitos do Homem.. BIBLIOGRAFIA: 1. A natureza pacífica da reunião é um dos principais elementos para o exercício do direito fundamental. c) Horário de funcionamento – pode ser exercido durante o dia ou à noite. Ed. Curso de direitos fundamentais. art. São Paulo: Atlas.2.1. 5°. Limitações impostas à liberdade de reunião (CRBF/88. segundo George Sarmento. SILVA E NETO.. b) Duração limitada – a reunião não pode ter duração permanente. f) Natureza pacífica – a reunião deve transcorrer sem violência. Ed. “quando uma profissão é contemplada com um novo estatuto normativo e um conselho profissional específico.]”. b) formal.SARMENTO. XV. b) exercício da profissão. 2ª. Possibilidade de limitação ao acesso e ao exercício de profissões (art. 5°. 5. XIII). sem uso de armas ou instrumentos que possam afetar a integridade física dos participantes ou de terceiros. ALEXANDRINO. São Paulo: MÉTODO. v.MARMELSTEIN.. 5°. Marcelo. que fica impedido de interferir no funcionamento das associações e cooperativas”. 2. George. LIBERDADE DE PROFISSÃO (CF. x e XI) 8. PAULO. Rio de Janeiro: Forense. De acordo com George Sarmento. 2010. 15. Muitas vezes o caráter violento pode ser caracterizar não pelo uso de armas. XVII. – (Coleção curso & concurso. 8. d) Local da reunião – as reuniões podem acontecer em lugares abertos ou fechados. Direito Constitucional. 8. Direito Constitucional esquematizado. ninguém é obrigado a associar-se ou permanecer associado. NOVELINO. Segundo André Júnior.8. Manual de Direito Constitucional. Coimbra: Coimbra. Jorge. 5°. e) Objetivos específicos – em geral as reuniões possuem uma pauta de assuntos que devem ser debatidos.2. ilimitada. 17: “Todo homem tem direito ao trabalho. a XXI). 4. art. 1997. à livre escolha do emprego. de outro.3. – Rio de Janeiro: Forense. XVIII. art. – São Paulo: Atlas. de 1948. George.

Curso de Direito Constitucional positivo. São Paulo: Malheiros.9. José Afonso da. 2009 . SILVA.

1. como relações amorosas. DA HONRA E DA IMAGEM DAS PESSOAS (art. Também envolve aspectos da vida pessoal. . as fraquezas e todas as incursões introspectivas que a pessoa não deseja compartilhar com ninguém. é o espaço protegido pela confidencialidade. 2. garantindo a inviolabilidade da intimidade. É o direito subjetivo público assegurado a cada ser humano de manter sob anominato determinadas informações restritas à sua vida particular”. as lembranças. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° ° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITOS LIGADOS À LIBERDADE (continuação) 1.. telefônicas e de dados. Nele estão guardados os segredos. Art.] Na verdade. X) 2. protegido pela cláusula da indevassabilidade. Intimidade De acordo com George Sarmento. por sua vez. de contas bancárias e aplicações financeiras. X). Fatos e eventos que integram o seu patrimônio moral. INVIOLABILIDADE DA INTIMIDADE. 5°. DA VIDA PRIVADA. rendimentos salarias.DIREITO À PRIVACIDADE Marcelo Novelino. “de todos os direitos de personalidade. atividades associativas etc”. cadastro de clientes. Está diretamente ligada ao círculo de relações intersubjtivadas mantidas sob reservas ou em absoluto segredo. os sonhos. conteúdo do voto em eleições etc”. sigilo de correspondência. segredo profissional.2. intimidade integra a dimensão que podemos chamar de segredos do ser. da vida privada. Insere-se no conteúdo do direito à privacidade: a inviolabilidade de domicílio.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. Vida privada Segundo George Sarmento. orientações religiosas. relações familiares. Isso implica a interdição à leitura de diários ou escritos particulares. a intimidade é o mais indevassável. sigilo de comunicações telegráficas. situação patrimonial. especulações sobre a vida pessoal. 5°. da honra e da imagem das pessoas (espécies) e assegurando o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação (CF. o jardim secreto em que o indivíduo tem o poder de recharçar as intromissões provenientes de terceiros. “A vida privada. preferências sexuais. [. estado de saúde. 2.. a “Constituição protege a privacidade (gênero). os projetos de vida. os desejos.

b) difamação (imputação de fato ofensivo à reputação).2.. boca) que individualizam determinada pessoa no meio social [. XI) 3. perna. desde que ocupados).3. que impede a imagem. “consiste na reputação do indivíduo perante o meio social em que vive (honra objetiva) ou a estimação que possui de si próprio (honra subjetiva). 2. A empresa de comunicação social sujeita-se ao dever de autenticidade. segundo George Sarmento. casas de pousada. Os crimes contra a honra são: a) calúnia (imputação falsa de um fato definido como crime). principalmente no que se refere à sua dignidade pessoal”. 5°. “é a estima pública.4. manipuladas”. c) injúria (ofensa à dignidade e ao decoro). art. distorcidas. Posição do STF Segundo George Sarmento. interesses ou princípios constitucionalmente consagrados justifiquem sua limitação”.2. A doutrina classifica a imagem em duas espécies: a)imagem-retrato. 3. hospedaria. segundo George Sarmento. A doutrina classifica a honra em duas espécies: a) honra subjetiva. A Corte entendeu que casa compreende também aposentos de habitação coletiva (quartos de hotel. b) honra objetiva ou imagem-atributo segundo George Sarmento. 3. voz ou expressão sejam deformadas. INVIOLABILIDADE DE DOMICÍLIO (CF. só podendo ser invalidados sem a . “no RHC 903/RJ. “se refere ao conceito que cada um tem de si mesmo. 2. publicado no DJ em 18-5-2007. 2. valores. muradas.1. a consideração que o indivíduo gozo no seio da sociedade”. c) dependências de casas.1. ampliou o conceito de casa para fins de proteção constitucional. b) aposento ocupado de habitação coletiva em pensões. braços. hotéis.1. “consiste no direito subjetivo de dispor sobre a forma plástica e das partes do corpo (olhos. 2. pensão.. O registro da voz e das expressões corporais também integra o conteúdo do direito à imagem. sendo cercadas.Conceito normativo de casa Nas palavras de Otávio Piva. cabelos. Honra Nas palavras de Marcelo Novelino. Imagem Segundo Marcelo Novelino.3.3.2. motel.2. o direito à imagem sua “captação e difusão sem o consentimento da própria pessoa. abrange: a) qualquer compartimento habitado.]. salvo em hipóteses nas quais outros bens. o conceito de casa. nariz. gradeadas. relatado pelo Ministro Celso de Mello.

Definição de correspondência .autorização dos hóspedes. INVIOLABILIDADE DAS CORRESPONDÊNCIAS (art. resguardando-se a possibilidade de invasão domiciliar com autorização judicial. 4. b) Critério horário (período compreendido entre as 6h e 18h): Posição de José Afonso da Silva. XII) 5. mesmo após as 18:00 horas.5. com o necessário mandado judicial. c) Critério misto é defendido por Alexandre de Moraes “Entendemos que a aplicação conjunta de ambos os critérios alcança a finalidade constitucional de maior proteção ao domicílio durante a noite.780/PE. Habitação familiar e consentimento para ingresso. após o anoitecer. 3. 3. 3. 4. Min. Na decisão firmou-se o entendimento de que “a proteção a que se refere a art.1. ainda. rel.Com consentimento do morador 3.4. Celso de Mello – Informativo 197) O Supremo Tribunal Federal analise o conceito normativo de casa como “qualquer compartimento privado onde alguém exerce profissão ou atividade”.3.2. XII. 5°. Rel. sob pena de transformar-se em prova ilícita”. Sem consentimento do morador: a) Em caráter emergencial b) Por determinação judicial (reserva constitucional da jurisdição) DURANTE O DIA Flagrante delito ou desastre Prestar socorro Determinação judicial DURANTE A NOITE Flagrante delito Desastre Prestar socorro 3. da Constituição é de comunicação “de dados” e não dos “dados em si mesmos”. INVIOLABILIDADE DO SIGILO DE DADOS 4. no caso de haver conflito entre os moradores. 3. Posição do STF (RE 251. Cumprimento de uma decisão judicial. 5°.Os dados em si não estariam protegidos. desde que. ainda que iniciado durante o dia.445. não seja noite (por exemplo: horário verão)”. ainda quando armazenados em computador”.Sigilo bancário e sigilo fiscal e telefônico 5.2.1. mas apenas a sua comunicação. Ministro Carlos Velloso) .4. Posição do STF (RE 219. A delimitação do período diurno a) Critério físico-astronômico (intervalo que medeia a aurora e o crepúsculo): Posição de Celso de Mello.4.

através do espaço. 2 °.3. §1º. e 139. mas os demais instrumentos de comunicação”. Pode ser telefônica. pessoal (realizada por microgravador) ou ambiental (imagens captadas por uma câmara escondida)”. Quando a prova não puder ser feita por outros meios disponíveis Periculum in mora Art. A INVIOLABILIDADE DAS COMUNICAÇÕES TELEFÔNICAS. arts. interceptação: distinção De acordo com Marcelo Novelino. radiotelegrafia e outros. abrangendo não só a carta. Segundo André Júnior. a diferença está pautada nos seguintes conceitos: a) gravação clandestina “é aquela feita por um dos interlocutores sem o conhecimento dos demais. 136. pois. DE INFORMÁTICA E DE TELEMÁTICA 6. 6.Na visão de Otávio Piva. Outro exemplo seria o de interceptação por policiais de carta remetida por seqüestradores aos familiares da vítima”. 6. XII a disciplina da matéria depende de regulamentação (norma de eficácia limitada).296/96 Art. uma vez realizada a interceptação telefônica e provas coletadas dessa diligência podem subsidiar denúncia concernentes a crimes puníveis com pena de detenção. “o Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que. II 6.2. 2°. . desde que conexos aos primeiros tipos penais (puníveis com reclusão) que justificaram a interceptação”. a “inviolabilidade epistolar não pode constituir instrumento de salvaguarda de práticas ilícitas”. Segundo Marcelo Alexandrino. é “toda comunicação escrita ou verbal. por cartas. punível com reclusão. o sigilo de correspondência e das comunicações telegráficas pode ser restringido nas hipóteses de decretação de estado de defesa e de sitio (CF/88. b e c. “Assim. Requisitos indispensáveis para a licitude de sua interceptação (natureza cautelar da interceptação telefônica). Gravação clandestina. III). Pressupostos Fumus boni júris Lei 9. Nos termos do art. I. como já decidiu o STF. bem como na interceptação por parte das autoridades competentes de carta enviada por presidiários aos seus comparsas com orientações sobre atividades criminosas.1. radiotelefonia. telefone. dados informatizados. telegramas. I Sentido dado pela lei Somente quando houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal. 5°.

da denominada teoria dos frutos da árvore envenenada (fruits of the poisonous tree). São Paulo: MÉTODO. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). ou ela autorizada. 5.]”.678-1/SP. 1997. 139. Curso de direitos fundamentais. SILVA E NETO. estelionatários e todo o tipo de achacadores”. 15. Alexandre. Direito Constitucional.LENZA. – (Coleção curso & concurso. de atos criminosos como o diálogo de sequestradores. Direito Constitucional descomplicado.. Direito Constitucional. 6. George. também chamadas provas ilícitas por derivação. 4. O relator do Habeas Corpus n. Vicente. 2010. b). São Paulo: Saraiva. 3. Curso de Direito Constitucional positivo. NOVELINO. George. Manoel Jorge. 2009. 5°.MIRANDA.SARMENTO. 2. Rio de Janeiro: Lumen Juris. nem nos processos administrativos (punição de um servidor público. 2011. 74. São Paulo: Malheiros.5. SILVA. VEDAÇÃO À PROVA ILÍCITA (CRFB/88. o STF considera que “a prova lícita a gravação e divulgação de conversa telefônica sem conhecimento de terceiro que está praticando crime. Pedro. Rio de Janeiro: Forense. todas as provas decorrentes são também ilícitas. b) estado de sítio (CF. Ed. 2ª. por exemplo)” A prova ilícita originária contamina todas as demais provas obtidas a partir dela.6. art. PAULO. . 2010.MORAES. entre nós. Jorge. foi contundente ao afirmar que “seria uma aberração considerar como violação do direito à privacidade a gravação pela própria vítima. São Paulo: Atlas. § 1°. Legítima defesa e gravação clandestina De acordo com George Sarmento. – São Paulo: Atlas. São Paulo: MÉTODO. Ministro Moreira Alves. ed. art. – São Paulo: Saraiva. III). A inviolabilidade de correspondência poderá ainda sofrer restrições: a) estado de defesa (CF. Direito Constitucional esquematizado. 9. 8. José Afonso da. É a aplicação. LVI) Nas palavras de Marcelo Alexandrino. ed. Marcelo. Direitos Humanos.b) interceptação da comunicação “consiste na sua interceptação ou intromissão por terceiro. Manual de Direito Constitucional. I. – Rio de Janeiro: Forense. 6. BIBLIOGRAFIA: 1. Direito Constitucional.MARMELSTEIN. ALEXANDRINO. Coimbra: Coimbra. v. 6. 6. 2009. a prova ilícita não pode ser utilizada nem no processo judicial. 2009. art. 7. Ed. Marcelo.. 6ª. sem consentimento de um (ou ambos) dos interlocutores [. 2011. 136.

1. XXIV) 3. nos casos de necessidade pública. utilidade pública ou interesse social”.1. pesa grave hipoteca social. §4°. 191) 4.Elementos essenciais à impenhorabilidade: a) pequena propriedade rural. 183. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO DE PROPRIEDADE 1. se houver dano”.1. . inciso XXII. em situação de perigo público iminente. Ministro Celso de Mello: “[. II. art. entre outros). 2. contudo. 222. §3°. Imprescritibilidade dos bens públicos (CF. art. Usucapião de imóvel rural (CF. “é a transferência compulsória da propriedade particular por determinação do Poder Público.. II e III. art. para esse efeito.INVIOLABILIDADE DO DIREITO DE PROPRIEDADE (CF. 191. imóveis ou serviços particulares com indenização ulterior. 3. art.REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA (CF.] O direito de propriedade não se reveste de caráter absoluto. “caput”. 5°. art. as formas e os procedimentos fixados na própria Constituição da República”. art. 170.213/DF.PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL À PEQUENA PROPRIEDADE RURAL (art. 5°. a significar que. 186. art. art. art. Usucapião de imóvel urbano (CF.153. rel.2.. art. “é o instrumento estatal mediante o qual. observados. 183) 4. art. art. XXII).3. art. eis que. sobre ele. USUCAPIÃO 4. 176.2. parágrafo único) 5.Conceito Nas palavras de Marcelo Novelino. Posição do STF – ADI (MC) 2. legitimar-se-á a intervenção estatal na esfera dominial privada. art.1. 5°. Conceito Segundo Marcelo Alexandrino. art. os limites. XXVI/88) 5. XXV) 2.DESAPROPRIAÇÃO (CF. descumprida a função social que lhe é inerente (CF. 178. b) propriedade que seja subsistência e trabalhada pela família. 1. 5°. 177. o Estado utiliza bens móveis. 5°. c) as dívidas contraídas em decorrência da atividade produtiva.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. 4.

Manoel Jorge. 2009.MIRANDA. o conjunto de direitos e deveres que se transmitem aos herdeiros. 3. v.MARMELSTEIN. ALEXANDRINO. Direito Constitucional esquematizado. 2010. BIBLIOGRAFIA: 1. ed. Manual de Direito Constitucional. 1997. 5°. “a pequena propriedade não poderá ser objeto de penhora se o agricultor. SILVA. Curso de direitos fundamentais.-LENZA. São Paulo: Malheiros.Relatividade quanto à impenhorabilidade Segundo Otávio Piva. Direitos Humanos. 7. Morte do de cujus (art. “Aplicação da lei brasileira é a regra geral em matéria de sucessão de estrangeiro domiciliado no Brasil (jus domicilii). George. São Paulo: Saraiva. Jorge. IV. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). 5. SILVA E NETO. A herança é uma universalidade. imóveis ou semoventes) que estejam no Brasil e que integrem a propriedade do estrangeiro. São Paulo: MÉTODO. Curso de Direito Constitucional positivo. Todavia. isto é. 2010.INVIOLABILIDADE À PROPRIEDADE IMATERIAL 6. a terra poderá ser penhorada”. Marcelo. é indivisível até a partilha. é um condomínio forçado”. 155.SARMENTO. 8.DIREITO À HERANÇA (CF.Transmissão da herança Herança Conceito: “É o patrimônio do falecido. Marcelo. 2011. – São Paulo: Atlas. I) 7. José Afonso da. 4. art. XXX. 15.1.. Em resumo.2.610/98) 7. – São Paulo: Saraiva. Direito Constitucional. 2009 . 7. 6. 2ª. Direito Constitucional. Alexandre. Aplicação da lei brasileira e a sucessão hereditária Segundo George Sarmento. Ed. PAULO. art.MORAES.2. Ed.A legislação ordinária brasileira deve ser concebida para beneficiar o cônjuge e/ou os filhos brasileiros”. Direito Constitucional descomplicado. art. – (Coleção curso & concurso. São Paulo: Atlas. Vicente. 2011. 2º .784 do CC) Momento Lugar O último domicílio do falecido (art. São Paulo: MÉTODO. 2009.O de cujus deve ser estrangeiro e possuir cônjuge ou filhos brasileiros. – Rio de Janeiro: Forense.5. Direito Constitucional. deixar de pagar divida contraída com a compra de insumos ou sementes. 9. art. Rio de Janeiro: Lumen Juris.A sucessão deve recair sobre valores ou bens (móveis. Coimbra: Coimbra. a matéria disciplinada por lei infraconstitucional deve observar os seguintes pressupostos: “1º . George. Pedro. se houver feito dívidas que não se relacionem com sua atividade produtiva. 3º . Rio de Janeiro: Forense. 150.Propriedade intelectual a) direitos do autor (CRFB/88. a exemplo. XXVII e XXVIII e a Lei n° 9. XXXI. Ela só será afastada na hipótese de a lei estrangeira ser mais favorável ao cônjuge e aos filhos brasileiros (jus patriae)”. 5°. 6. 1. 2. 6ª.1. NOVELINO. Ed.

2. art. da Lei de Introdução do Código Civil.1.ex. 467)”. segundo George Marmelstein. 6°. 1.PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO (ou princípio da RESERVA DA JURISDIÇÃO) E A INEXISTÊNCIA DE JURISDIÇÃO CONDICIONADA 2. § 3°. 1...6°. que torna imutável e indiscutível a sentença. XXXVI) E A PROIBIÇÃO DE LEIS RETROATIVAS 1. Coisa julgada material “[.1. não à coisa julgada formal.2. um contrato assinado e sem vi cios é um ato jurídico perfeito)”.COISA JULGADA.]que se aperfeiçoou.DOCENTE: Msc. aqui.3.] A garantia.. que reuniu todos os elementos necessários à sua formação sob a vigência de determinada lei”. DA COISA JULGADA E DO DIREITO ADQUIRIDO (CF. 2. pois. hoje.1. art.4.] produz apenas efeitos endoprocessuais. segundo Marcelo Novelino. 1. §3° da LICC. superada a definição do art. segundo George Marmelstein. 217.. Coisa julgada formal. “é a sentença judicial que já transitou em julgado.Justiça desportiva e o acesso ao Poder Judiciário (CF. Prevalece. não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário (art. art.. 5°. §3°) 1. “é aquele ato que já se consumou. ATO JURÍDICO PERFEITO. refere-se à coisa julgada material. “[. 6°. que não pode ser mais modificada na via recursal” (LICC. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS EM ESPÉCIE NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 DIREITO À SEGURANÇA JURÍDICA 1. §1°) .3.4. estando apto a produzir seus efeitos (p. direito adquirido é direito [.4. Ficou. tornando a sentença insusceptível de reexame e imutável dentro do mesmo processo”. o conceito do Código de Processo Civil: Denomina-se coisa julgada material a eficácia.. 1. ou seja.DIREITO ADQUIRIDO De acordo com Marcelo Alexandrino. posição doutrinária de José Afonso da Silva: distinção entre a coisa julgada formal e a coisa julgada material 1. PROTEÇÃO ATO JURÍDICO PERFEITO.. Crítica ao art.

ou III – de recusa em fazer-se a anotação a que se refere o §2°do art. art. para o julgamento de um caso específico. 2. art. art.1.. b) Impossibilidade de duplo grau de jurisdição: 1. Plano material (substantive due process of law ou proibição de excesso) a) Origem Nas palavras de Marcelo Alexandrino. “a”. 4.] assegura ao indivíduo a atuação imparcial do Poder Judiciário n a apreciação das questões posta em juízo. ou II – da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de prazo de mais de quinze dias..] não se está propriamente exigindo o esgotamento da via administrativa. parágrafo único. direito ao duplo grau de jurisdição (nas palavras do STF não tem sede constitucional).3. como “o direito de recorrer da sentença para juiz ou tribunal superior”. O devido processual legal é observado sob dois planos: a) plano processual (procedural due processo of law).caput. 7. mas sim obrigando que haja a prévia provocação. seja estabelecido tribunal ou juízo excepcional (tribunais instituídos ad hoc. 2. XXXV.1.. 8°. art. art.PROIBIÇÃO DE JUÍZO OU TRIBUNAL DE EXCEÇÃO (CF.]”. LXXVII. criadas depois do caso que será julgado). 5°. XXXVII. [. LII) De acordo com Marcelo Alexandrino. o art. I. GARANTIA DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA . CF. o princípio da razoabilidade encontra sua origem nas reiteradas decisões da Corte Constitucional da Alemanha 3.2. Plano processual (procedural due processo of law) 3. LVII. Obsta que. XXXVII. 2. LX. conferida competência não prevista constitucionalmente a quaisquer órgãos julgadores”. está consignado no art. sem decisão. Lei do habeas data e o acesso ao Judiciário a)A Lei 9. PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL (CF.b) plano material (substantive due process of law) 1. direito à proporcionalidade.. 5°. Princípio do duplo grau de jurisdição (princípio da recursividade) e a inexistência da obrigatoriedade de duplo grau de jurisdição a)Segundo George Sarmento. tais como: arts.507/97. e ex post facto. I. 2º. sem decisão. LXI. isto é. h.De acordo com Otávio Piva.2. LIV) 3. ou seja. Entretanto. por arbitrariedade ou casuísmo.. LV. 5.LVI. dispõe as exigências necessárias para que o autor da acão possa impetrar o habeas data: I – da recusa ao acesso às informações ou do decurso de prazo de mais de dez dias. LXI.1.. “[. 4° ou do decurso de mais de quinze dias sem decisão. 2. 52. “o princípio do duplo grau de jurisdição não foi previsto explicitamente na Constituição Federal. o que são realidades totalmente distintas[.2. do Pacto de São José da Costa Rica. O princípio do devido processo legal é está previsto em diversos dispositivos constitucionais.. inciso XXXVII e LII. CF. 102. 5°.1. ou seja.

Sepúlveda Pertence.. arts. de apresentar suas contra-razões.] traduz direito público subjetivo assegurado a qualquer pessoa que. 5. o direito de acusação com o direito de defesa [. sob pena de nulidade Na posição do STF. de indiciado ou de réu.. 4. Min. do Poder Executivo ou do Poder Judiciário”.257. forneça o indiciado ou acusado no interrogatório formal[. Min. decorre o direito do acusado negar. todos os elementos de prova licitamente obtidos para provar a verdade. 6.. 108. I. Rel. Min. [. b e c).2. c) Aborto. XXXVIII) 5. b) Direito de mentir De acordo com STF..]”. assevera que [. contra si mesmo. III.10. julgamento 17. a e 102. a igualdade das partes no processo. Rel. HC 80. d) Infanticídio. HC 79.] o direito de permanecer em silêncio. julgamento em 30. para evitar sua auto-incriminação”.06.949.. a prática de determinado delito[.. no feito. instigação ou auxílio ao suicídio. 5... “[. “[.1997. significando que. 5°.. pois equipara. Rel.4. b) Induzimento.]”... a todo ato produzido pela acusação.. Competência para julgamento dos crimes dolosos contra a vida (Parte Especial do Código Penal.. I. caberá igual direito de defesa de opor-se.2001. o direito de permanecer calado (nemo tenetur se detegere) “[..JÚRI POPULAR (art. É o princípio constitucional do contraditório que impõe a condução dialética do processo (par conditio).] a falta de advertência – e de documentação formal – faz ilícita a prova que. O contraditório assegura. também. 5. administrativo ou judicial. na condição de testemunha. DIREITO AO SILÊNCIO ou DIREITO DE NÃO SE AUTOINCRIMINAR (CF. Celso de Mello.1. Contraditório Nas palavras de Marcelo Alexandrino.2. Ampla defesa Segundo Marcelo Alexandrino. qualificado ou privilegiado. c) Direito de permanecer em silêncio – dever de advertência da autoridade.812..] entende-se o direito que tem o indivíduo de tomar conhecimento e contraditar tudo o que é levado pela parte adversa ao processo.]”. VIII. . HC.1. Capítulo I) a) Homicídio doloso. Título I. ou até mesmo de omitir-se ou calar-se se assim entender. 29. 75. o contraditório.] o direito dado ao indivíduo de trazer ao processo. simples. mesmo que falsamente. de levar ao juiz do feito uma versão ou uma interpretação diversa daquela apontada pelo autor.. Moreira Alves. LXIII) a)Posição do STF Segundo o STF. art. Crimes dolosos contra a vida não submetidos ao tribunal do júri(CF. deva prestar depoimento perante órgãos de Poder Legislativo. 96.

134. 56 e 57) b) Penas de caráter perpétuo b. c) Pena de banimento (Código Penal de 1890 e abolição de pena de morte na Constituição de 1891) c.198/RS. causem padecimento desnecessário[. não existe [. 5°. Min. 8.11. com intuito de processá-la. STF.1. Marco Aurélio. Ação de grupos armados civis ou militares contra a ordem constitucional e o Estado Democrático (art. art. Racismo (art. por meio de Decreto. é “[.12. 16. STF.d) Direito ao silêncio frente às comissões parlamentares de inquérito De acordo com a decisão do STF. no que diz respeito à fase judicial de julgamento do pedido extradicional que antecede à extradição propriamente dita. Classificação . na CPI. d) Penas cruéis De acordo com José Antônio Paganella Bochi. 16. de algum modo.1.035/DF. arts. Aplicação da pena de banimento (CF/69.]”..] ato da conveniência do Poder Executivo.2. Contudo. com fundamento em tratado internacional. a entrega do súdito reclamado”. a extradição “é o ato pelo qual o Governo de um Estado entrega uma pessoa que se encontra em seu território à Justiça de outro Estado que a reivindica. julgá-la ou par cumprir a pena”. LI) 9. por si mesmas. §11).. Rel. de caráter constitutivo. Natureza jurídica Nas palavras de Otávio Piva. 8.1. a) Pena de morte (aplicação da cláusula pétrea e o Código Penal Militar. as penas cruéis são “quaisquer medidas que. o depoente. 153. 5º XLIII) 9. civis ou militares.. e) direito de não responder se. essa possui natureza de ação especial. RE 154. Rel. Rel. a resposta que lhe for exigida puder acarretar grave dano”. possui os seguintes direitos e deveres: “a) dever de comparecer. 9. enquadramento penal moderno para ação de grupos armados. contra a ordem constitucional”. c) dever de dizer a verdade. EXTRADIÇÃO (art. Sydney Sanches. Celso de Mello. b) dever de responder às indagações. 7. HC 73. Segundo Otávio Piva. 5º XLIV). 9. 5º XLIV e XLIII) 8. que objetiva a formação de título jurídico apto a legitimar o Poder Executivo da União a efetivar.2.]até o momento. RE 212. 5°. ou em compromisso de reciprocidade.. XLVII.1. b.. Conceito De acordo com Otávio Piva. d) direito de não responder se a resposta envolver o dever de sigilo profissional..3. CRIMES IMPRESCRITÍVEIS (art.1998 (Informativo 136).2001 (Informativo 252).2. APLICAÇÃO DO ART.

Pressupõe infração cometida no . 23. b) Passiva: acontece quando o pedido é solicitado ao Brasil por outro Estado. como crime equiparável aos delitos hediondos [. em 22. art. Espécie Base legal EXTRADIÇÃO PASSIVA Lei n.10. “[. 9. 3.] deixou assente que os atos de natureza terrorista..5. nos termos do art. 2. Pressupõe infração penal cometida no exterior. Quadro explicativo por Otávio Piva e Bernardo Gonçalves. considerados os parâmetros consagrados pela vigente Constituição da República. para os fins de processá-la. segundo Marcelo Alexandrino.04.815/1980 Decreto 98. pois a Lei Fundamental proclamou o repúdio ao terrorismo como um dos princípios essenciais que devem reger o Estado brasileiro em suas relações internacionais (CF. LII (extradição por motivo político) a) Posição do STF sobre os atos de terrorismo.4. para efeito de repressão interna.927/01). além de haver qualificado o terrorismo. 18 do Decreto n. não se submetem à noção de criminalidade política. Exclusivamente para Portugal. a ordem política ou social. celebrado em Porto Seguro/BA. VIII). Pressupostos gerais. de qualquer forma. ou no caso de condenação por tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins.927/2001”.815/1980 RI STF EXPULSÃO Lei n. 5°. independentemente do momento que o crime foi cometido... b) Tratado de Amizade (Decreto 3. ou cujo procedimento o torne nocivo à conveniência e aos interesses nacionais.961/1990 Quando se aplica? Quando o Governo de um Estado estrangeiro solicita entrega à sua Justiça de uma pessoa que se encontra em no território brasileiro. 2. 4 °. 9.2000. Por comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes ou drogas afins. atentar contra a segurança nacional. 6. d) Aplicação do art. a) A concessão da extradição pode ser fundamentada em tratado ou no caso de reciprocidade. a tranqüilidade ou moralidade pública e a economia popular. julgá-la ou para cumprir a pena. c) Os portugueses podem ser extraditados nas seguintes situações: “1. Por crime comum praticado antes do reconhecimento de sua equiparação.a) Ativa: quando o pedido de entrega é solicitado pelo Brasil a outro Estado. 7. Extradição de portugueses a) A situação jurídica dos portugueses no Brasil. Ao estrangeiro que.]”..

. 10. “é o acolhimento do estrangeiro por parte de um Estado que não é o seu sob o fundamento de perseguição sofrida pelo mesmo e praticada sem seu próprio país ou em um terceiro pais.. Lei 6. é obrigado a deixar seu país de nacionalidade para buscar refúgio em outro país”. encontre-se fora de seu país de nacionalidade e não possa ou não queira acolher-se à proteção de tal país. se este não se retirar voluntariamente do território nacional no prazo fixado em Regulamento Segundo Bernardo Gonçalves. “[.território brasileiro.815/1980 DEPORTAÇAO ASILO POLÍTICO Art. 5°. f)O que se entende por “pedido de extensão”? De acordo com Marcelo Alexandrino “[. a dissidência política ou mesmo crimes de cunho político que não configuram delitos do direito penal comum. 4º da CRFBB/88 REFÚGIO Lei nº 9. os motivos de perseguição que vão ensejar o asilo político envolvem a liberdade de manifestação de pensamento ou de expressão. desde que o Estado requerido expressamente autorize”. LXXVI . para processar a pessoa já extraditada por qualquer delito praticado antes da extradição e diverso daquele que motivou o pedido extradicional. grupo social ou opiniões políticas. b) não tendo nacionalidade e estando fora do país onde antes teve sua residência habitual. religião. APLICAÇÃO DO ART.] é a permissão.] o extraditado somente poderá ser processado e julgado pelo país requerente pelo delito objeto do pedido de extradição[. “a)devido a fundados temores de perseguição por motivo de raça. nacionalidade. Sem dúvida.]”.. solicitada pelo país estrangeiro... e) O que se entende por princípio da especialidade? Segundo Marcelo Alexandrino. não possa ou não queira regressar a ele. em função de circunstâncias descritas no inciso anterior. Segundo Bernado Gonçalves.474/97 Nos casos de entrega ou estada irregular de estrangeiro. c) devido à grave e generalizada violação de direitos humanos..

Eles possuem valor supralegal (Gilmar Mendes). Tratados de Direitos Humanos incorporados após a EC 45 31. 12. Criação do Tribunal Penal Internacional Segundo George Sarmento. §4º (inovação trazida pela Reforma do Judiciário 31. ou valor constitucional (Celso de Mello). que dispõe sobre a gratuidade do registro de nascimento e óbito. §2°. ainda que não ofenda o princípio da proporcionalidade a lei que isenta os ‘reconhecidamente pobres’ do pagamento dos emolumentos devidos pela expedição de registro civil de nascimento e de óbito. bem como a primeira certidão respectiva”. que integram o sistema jurídico brasileiro na condição de norma materialmente constitucional. 5°. 5º. 4. 31. Tratados Internacionais incorporados no sistema jurídico brasileiro Tratados internacionais gerais. posição atual do STF. b) a imposição de prestação positiva ao Estado no sentido de criar instrumentos legislativos e políticas públicas destinadas a assegurar a celeridade dos processos”. APLICAÇÃO DO ART. Tratados de Direitos Humanos incorporados sob a égide da Constituição de 1988. 45/2004) O dispositivo constitucional deve ser considerado sob dois aspectos: “a) o direito subjetivo público. §1º. APLICAÇÃO DO ART. o art. 5º. em decorrência do que prescreve o §2º da CRFB/88. Sediado em Haia. LXXVIII (Reforma do Judiciário – EC n. de 25 de setembro de 2002. na Holanda. Serão equivalentes às emendas constitucionais. . 11. Para George Sarmento. Hierarquia no ordenamento jurídico brasileiro Equivalência com a lei ordinária no ordenamento jurídico. Incorporação ao sistema jurídico brasileiro: Decreto n. o STF. 5°. “Considerou o STF. APLICAÇÃO DO ART. Direitos fundamentais. 5º. §1°.1. 5°.388. §3º. art. “significa dizer que os direitos fundamentais estão aptos para serem aplicados pelos magistrados nos casos concretos a partir da Promulgação do texto constitucional” 30. considerou constitucional a Lei 9. §3° (tabela de George Sarmento). assegurado a todas as pessoas. antes da EC 45.a)Segundo Otávio Piva. que não contenham matérias de direitos humanos Tratados de Direitos Humanos incorporados antes da promulgação da Constituição de 1988. o “ Tribunal Penal Internacional foi criado pelo Estatuto de Roma em 1998. é uma instituição permanente e complementar às jurisdições nacionais no julgamento de crimes de maior gravidade com repercussão internacional”. de exigir do Estado a prestação jurisdicional e administrativa célebre e de boa qualidade.2. desde que o processo legislativo de incorporação respeite o procedimento previsto na CRFB. Aplicação do art.534/97. que tudo indica será o novo posicionamento da Corte.

3. total ou parcialmente. 5. A matéria rege-se pelo princípio da complementaridade”. Coimbra: Coimbra. “A Corte não tem competência primária para julgamento dos réus. 2. generalizado. José Afonso da. Os crimes sujeitos à jurisdição do Tribunal Penal Internacional são (George Sarmento): a)Crimes de genocídio: delitos cometidos com o desiderato de destruir. ofensas graves à integridade física e mental de seus membros. 3 /coordenação Edilson Mougenot Bonfim). ed. étnicos. c) Crime de guerra: delitos praticados contra a convenção de Genebra (1949). 3. ataques à integridade da população civil. Direito Constitucional esquematizado.31. que implique homicídio. saques à cidades etc. – Rio de Janeiro: Forense. George. d) Crimes de agressão: o Estatuto de Roma. transferência forçada de uma população. Marcelo. ALEXANDRINO. George. SILVA. 1997. ético. Direito Constitucional. Jorge.4. 7. São Paulo: Saraiva. 9. Manual de Direito Constitucional. torturas. b) Crimes contra a humanidade: delitos cometidos. Alexandre. homicídio doloso. medidas que impeçam a procriação. degradação da qualidade de vida. Direito Constitucional. 2010.LENZA. São Paulo: Malheiros.MORAES. sua atuação não substitui as jurisdições penais nacionais. escravidão. Pedro. “no quadro de um ataque. Ou seja. Competência jurisdicional do TPI De acordo com George Sarmento. raciais. – São Paulo: Atlas. agressões sexuais. 8. tais como.MARMELSTEIN. transferência forçada de criança de um grupo para outro”. Direito Constitucional descomplicado. – (Coleção curso & concurso. São Paulo: MÉTODO. Curso de direitos fundamentais. Portanto. Ed. 6. BIBLIOGRAFIA: 1. São Paulo: MÉTODO. contra qualquer população civil. Marcelo. 2011. condicionando sua atuação a uma dimensão que tipifique o delito e estabeleça as condições em que o Tribunal internacional terá competência jurisdicional”. 4. “não descreve as condutas criminosas. segundo George Sarmento. perseguições políticas. 6ª. Curso de Direito Constitucional positivo. extermínio. SILVA E NETO. tortura. 2011. deportação. Ed. nacionais. tomada de reféns. “por meio de condutas. 2009. 2010. Ed. Direito Constitucional. racial ou religioso. o processo não pode ser encaminhado ao TPI sem antes passar pelas instâncias jurisdicionais do país de origem. – São Paulo: Saraiva. Rio de Janeiro: Forense. Rio de Janeiro: Lumen Juris. sistemático e deliberado. religiosos ou de gênero”. 31. prisões arbitrárias. . como homicídios. 15. um grupo nacional. culturais. crime de apartheid. 2009 . NOVELINO. São Paulo: Atlas. Vicente. segundo George Sarmento. PAULO.SARMENTO. v. desaparecimento de pessoas. Direitos Humanos. 2ª. Manoel Jorge. 2009.MIRANDA.

Polipátrida 2.1.]”. 3. 2.2.3.ESPÉCIES DE NACIONALIDADE a) Nacionalidade primária (originária) é a resultante “de fato natural (nascimento)..DA NACIONALIDADE 1. pela naturalização) [. 4.6. 2. de acordo com os critérios adotados pelo Estado (sangüineos ou territoriais).1 Conceito Segundo Marcelo Alexandrino. depois do nascimento (em regra.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. POVO.]”.5. Nacionais (“são todos aqueles que o Direito de um Estado define como tais. Cidadão 2. são todos aqueles que se encontram presos ao Estado por um vínculo jurídico que os qualifica como seus integrantes”). que faz da pessoa um dos elementos componentes da dimensão do Estado”.. População 2. Povo (“é o conjunto de pessoas que fazem parte de um Estado. . “é o vínculo jurídico-político de direito público interno. ligado a este pelo vínculo da nacionalidade”).ius sanguinis (será nacional de um país.4. aquele que for descendente dos nacionais daquele país). DISTINÇÃO ENTRE NAÇÃO. Apátrida (heimatlos) 3. CIDADÃOS E POLIPÁTRIDA.. a partir do qual. 4.. NACIONAIS. POPULAÇÃO. CRITÉRIOS DE ATRIBUIÇÃO DE NACIONALIDADE PRIMÁRIA a) Origem sangüinea . b) Nacionalidade secundária (derivada/adquirida) é a resultante de “ato volitivo. será estabelecida [.1. é o elemento humano do Estado. Nação 2. 2. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRE: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DIREITOS DE NACIONALIDADE 1.

por força das regras jurídicas de nacionalidade adotadas por determinado Estado”. é mister diferenciar.1) Aplicação do art. pois a Constituição do Império de 1824 consagrou no seu art. dentro de seis meses depois de entrar em vigor a Constituição. como na hipótese presente na Constituição de 1891 [. 5. c) Aplicação do art. “b”: critério sanguíneo mais critério funcional. 5. art. Naturalização expressa é aquela que “depende de requerimento do interessado.1. 69. o ânim o de conservar a nacionalidade de origem”. Porém. A grande naturalização prevista art. visto que a mesma só se referia aos portugueses e não a todos os estrangeiros residentes no Brasil. 12°. independentemente dos seus ascendentes). 2º. salvo se manifestarem a intenção de não mudar de nacionalidade”. §4°. ANÁLISE ESPECÍFICA DO BRASIL 5. §5º: “são cidadãos brasileiros: os estrangeiros que possuírem bens imóveis no Brasil e forem casados com brasileiros ou tiverem filhos brasileiros contanto que residam no Brasil. De acordo com Bernardo Gonçalves. Conforme o mesmo art.. mais critério residencial e mais opção confirmativa (aquisição originária potestativa). 12°. NACIONALIDADE SECUNDÁRIA (aquisição secundária). I.. b) o indivíduo filho de pai e mãe brasileira vir para o Brasil a qualquer tempo e realizar a opção confirmativa. c. 12°. 12°. . 69. 95 do ADCT. “c”. “c”:critério sanguíneo mais registro em repartição em repartição brasileira competente . demonstrando sua intenção de adquirir nova nacionalidade”.2. a. art. da Constituição de 1891 preconizava: “São cidadãos brasileiros: os estrangeiros que. irá operar com efeitos retroativos (ex tunc) à data da residência (tida como fato gerado nacionalidade). aquele que nascer no território daquele país. I. in fine: critério sanguíneo.2. são duas hipóteses: a) o indivíduo se tornar brasileiro nato com o registro que funciona de forma equivalente ao registro realizado no cartório de registro civil no Brasil.b) Origem territorial – ius solis (será nacional de um país. “Nesse item é importante salientar duas questões: a) a hipótese de naturalização tácita também ocorreu anteriormente à 1ª Constituição da República de 1891. a) Tipos de naturalização: a. 6º a naturalização tácita para os portugueses residentes no Brasil na época da Proclamação da Independência Pátria. I. Naturalização tácita “é aquela adquirida independentemente de manifestação expressa do naturalizando. Emenda constitucional 54/07. achando -se no Brasil aos 15 de novembro de 1889.]”.1. I. “a”: critério territorial puro b) Aplicação do art. NACIONALIDADE PRIMÁRIA (aquisição originária) a)Aplicação do art. Portando.

Requisitos: a) capacidade civil.2. 112 c/c 113. II. §1º da CRFB/88) – DECRETO nº 3927/01.815/80.12. . art. radicação precoce: segundo Bernardo Gonçalves. 2. c) Hipóteses previstas no art. c. b) Hipótese prevista no art. que foram recepcionadas pela CRFB/88. a. são: c. II.1.1. contudo. ele terá o prazo de 1(um) ano após a conclusão para requerer a naturalização”. De acordo com Bernardo Gonçalves. também chamada de potestativa a) Hipótese prevista no art. 7. alcançada a maioridade ele terá 2 anos para requerer a naturalização”. nas palavras de Coelho Mendes. não tendo o Chefe do Executivo discricionariedade para negar o pedido. É importante deixar consignado. Esse entendimento é o majoritário em virtude da dicção constitucional do art. da CRFB/88. Naturalização extraordinária. conclusão de curso superior: “o estrangeiro deve vir para o Brasil antes da maioridade. b. o Presidente da República. c) ausência da condenação penal. 1 (um) ano de residência ininterrupto. “quando o indivíduo vem para o Brasil antes de completar 5 anos.1. e. São hipóteses previstas na Constituição de 1988: 1. diferentemente das hipóteses da naturalização ordinária. b) 15 anos de residência ininterrupta no Brasil.Naturalização ordinária: a)Hipótese prevista na Lei 6.1. é obrigado a decretar a naturalização requerida. II. Requisitos necessários: capacidade civil. idoneidade moral. 7. PORTUGUESES EQUIPARADOS ou quase nacionalidade (art. “b”. 12.a. “Nesses termos. 115 §2º da Lei 6. “a” da CRFB/88. “b”. Segundo Bernardo Gonçalves. 12. havendo reciprocidade em Portugal para os brasileiros. no Brasil os portugueses terão os mesmos direitos que os brasileiros terão em Portugal. Amizade de Consulta Brasil e Portugal. que os portugueses será equiparado aos brasileiros naturalizados (hipótese também chamada de quase-nacionalidade)”. 12.815/80. Procedimento Segundo Bernardo Gonçalves. que promulgou o Tratado Bilateral de Cooperação.1. se concluído o curso superior no Brasil. Preenchidos os três requisitos.2.

12.3. “conduta voluntária. Efeitos: efeito “ex nunc”. pois não há uma tipificação na qual o naturalizado possa ser enquadrado pela prática de uma atividade nociva ao interesse nacional. 8. posteriormente. 222.. Motivos: em decorrência de atividade contrária à ordem pública ou à segurança nacional ou nociva ao interesse nacional. 5°. §4º. deverá fazerse o requerimento. a não ser mediante ação rescisória. II. a. 12.. §3°. VII. LI.2. Essa denúncia perpassa por uma perspectiva hermenêutica. “a” da CRFB/88). 12. 9.3. 485 do CPC. . art. caput) 11. Procedimento: de acordo com Bernardo Gonçalves. capacidade civil do requerente e a devida aquisição da nacionalidade estrangeira”. TRATAMENTO DIFERENCIADO ENTRE BRASILEIRO NATO E NATURALIZADO (CRFB/88.. sob pena de contrariedade ao texto constitucional”. a)Ação de cancelamento de naturalização procedente transitada em julgado pela política de atividade nociva ao interesse nacional.] Nestes termos. incumbe “ao Ministério Público Federal efetivar a denúncia contra o brasileiro naturalizado. PERDA DA NACIONALIDADE (CF. DUPLA NACIONALIDADE a) Reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira (art. 12. PROPRIEDADE DE EMPRESA JORNALÍSTICA E DE RADIODIFUSÃO SONORA DE SONS E IMAGENS (CF. b. “[. arts. De acordo com Pedro Lenza. 222).2. condena o indivíduo à perda a naturalização”. b) Aquisição voluntária de outra nacionalidade. b. a. II. nunca mediante de um novo processo de naturalização. §4°). De acordo com Bernardo Gonçalves. Destinatários: brasileiros natos ou naturalizados.] no caso de igualdade de direitos e de obrigações civis. §4º. capacidade civil e admissão no Brasil em caráter permanente. deverá fazer-se prova do seu gozo em Portugal e da residência no Brasil há pelo menos três anos”. sendo procedente e transitando em julgado. [. Motivos: segundo Bernardo Gonçalves. a.. a. art. Procedimento: o procedimento é judicial.1. b) Imposição da lei estrangeira (art. a. com prova de sua nacionalidade. b. No caso de pretender-se obtenção dos direitos. “b” da CRFB/88). há uma decisão do Magistrado Federal que..5..4.] não poderá readquiri-la. Destinatários: brasileiros naturalizados.1. 10. 89. Reaquisição da naturalização: observar o art. dirigido ao Ministério da Justiça.“[. na hipótese da reaquisição.

Entendemos. 15. em virtude de ter se tornado estrangeiro. Direito Constitucional. Pedro. 5. “[.. há divergência doutrinária.. Ed. 2009. 2010. 6ª. 7. Rio de Janeiro: Forense. posições. Jorge. São Paulo: Atlas. que tal dispositivo só terá validade se a reaquisição não contrair os dispositivos constitucionais e. b) “A única forma desse brasileiro nato que perdeu a nacionalidade e virou estrangeiro readquirir a nacionalidade será enquanto brasileiro naturalizado. Marcelo.MORAES. 1997. Efeitos: os efeitos do decreto presidencial serão “ex nunc”. 818/49 prevê a possibilidade de reaquisição por decreto presidencial. 4. não teria como o mesmo voltar a ser brasileiro nato”. – Rio de Janeiro: Forense.MIRANDA. 3. George. se existirem elementos que atribuam nacionalidade ao interessado”.MARMELSTEIN. Porém. quais sejam: Bernardo Gonçalves apresenta duas a)”Se brasileiro nato. o Ministério de Relações exteriores comunicará ao Ministério da Justiça a solicitação da aquisição de nacionalidade em outro país. ainda. Direito Constitucional descomplicado. o Presidente da República dará a decisão por meio de decreto. Vicente. ALEXANDRINO.] o art. 36 da Lei n. que levará a perda da nacionalidade. Reaquisição da nacionalidade do brasileiro nato: via administrativa Segundo Pedro Lenza. Direito Constitucional. São Paulo: MÉTODO. estaremos diante de um processo administrativo. 2010. José Afonso da. Direito Constitucional esquematizado. tramitando no Ministério da Justiça. sem a necessidade de incursão judicial. SILVA. b. Rio de Janeiro: Lumen Juris. somente após adquirida a nacionalidade em outro país o Ministério da Justiça deflagrará o procedimento administrativo.5. se o ex-brasileiro estiver domiciliado no Brasil. determinando a perda da nacionalidade”.“o procedimento é meramente administrativo. São Paulo: Malheiros. 2. Manual de Direito Constitucional. BIBLIOGRAFIA: 1. – São Paulo: Saraiva. SILVA E NETO. ou seja. Nesse sentido. São Paulo: MÉTODO. Marcelo. Direito Constitucional. deverá voltar a ser brasileiro nato. Ed. Curso de Direito Constitucional positivo. 2ª. Manoel Jorge. ed. 2011. . Alexandre. 6.4. Nesses termos. 2009. Nesses termos.LENZA. é importante deixar consignado que não ocorre apenas com a mera solicitação de outra nacionalidade pelo brasileiro. não atingindo eventual cônjuge ou mesmo filhos desse indivíduo . contudo. – São Paulo: Atlas. a partir do momento em que o brasileiro nato ou naturalizado deseja adquirir a naturalização em outro país. Curso de direitos fundamentais.. b. NOVELINO. PAULO. Neste ponto. Portanto. e após o processo instruído e finalizado. assegurada a ampla defesa. Ed. readquirir a nacionalidade originária por decreto do Presidente da República”. Coimbra: Coimbra. 2009. 8.

Conceito Segundo Uadi Bulos. VII. “[.. Regime democrático como princípio: a) Fundamentador de direitos fundamentais implíticos (art.1. como o direito de iniciativa popular. “[. 5°. o direito de propor ação popular.NOÇÕES GERAIS De acordo com José Afonso da Silva. o direito de organizar e participar de partidos políticos”. 17. caput da CRFB/88). Eles garantem a participação do povo no poder de dominação política por meio das diversas modalidades de: direito de sufrágio: direito de voto nas eleições.DISCIPLINA: DIREITO CONSTITUCIONAL I DOCENTE: Msc. c) Constitucional Sensível (art. direito de elegibilidade (direito de ser votado).. apoio ou aprovação”. 3. ELIANE COSTA DOS SANTOS SEMESTRES: 3° SEMESTRE INSTITUIÇÃO DE ENSINO: ESTÁCIO/FIB DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DOS DIREITOS POLÍTICOS 1. assim como por outros direitos de participação popular. 14 da CRFB/88) 4.] é o Direito Público subjetivo democrático de votar (eleger) e de ser votado (eleito). 4. “a” da CRFB/88).] os direitos políticos positivos consistem no conjunto de normas que asseguram o direito subjetivo de participação no processo políticos e nos órgãos governamentais.DIREITOS POLÍTICOS POSITIVOS (capacidade eleitoral ativa = alistabilidade = direito de votar) 3. sufrágio – do latim sufragium – significa escolha. Etimologicamente. 2. Sufrágio (art. b) Limitador da liberdade partidária (art.. Conceito De acordo com Uadi Bulos. §2° da CRFB/88). direito de voto nos plebiscitos e referendos..1. “ são o conjunto de normas jurídicas que asseguram a participação do povo no cenário eleitoral do Estado”. 34. .

49. . (Lei n. 3. Significado: consulta feita ao eleitorado depois de a lei ou o ato administrativo serem elaborados.826/2003 – Estatuto do Desarmamento (§1° do art. aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido. uma nova Constituição para o Brasil. REFERENDO 1. cumprindo ao povo a respectiva ratificação ou rejeição”.2005. XV da CRFB/88).2) Referendos art.709/98.1) Plebiscitos Nas palavras de Marcelo Alexandrino. plebiscitos e referendos (exercício da capacidade eleitoral ativa). 6.Segundo Marcelo Alexandrino. para que os confirmem ou rejeitem. apenas. Signficado: consulta feita ao eleitorado antes de a lei ou o ato administrativo serem elaborados. quando a população brasileira optou pela nãoproibição da comercialização de arma de fogo. 14.709/98.5. 2. “ é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo. DIREITO DE VOTO (espécie do gênero sufrágio).1. b.3.4. 9. “ retrata. aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido (Lei n. art. Que diz a lei: “O plebiscito é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo. Exemplo: plebiscito para saber se o povo quer. art. 2°. pedido do interessado. cabendo ao povo. realizado em 23. o plebiscito e o referendo “são consultas formuladas ao povo para que delibere sobre matéria de acentuada relevância. 14.3. posteriormente. 2. legislativa ou administrativa”. Conceito De acordo com Uadi Bulos.5. De acordo com Marcelo Alexandrino. pelo voto. pelo voto.2. 3. b.4. Quadro comparativo analisado por Uadi Bulos PLEBISCITO 1. ou não. 35). Que diz a lei: “O referendo é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo. 9. cumprindo ao povo a respectiva ratificação ou rejeição”. A obtenção do título de eleitor permite ao cidadão o exercício de todos os direitos políticos???? 6. XV da CRFB/88). b. cabendo ao povo. 6. o direito de votar ou de manifestar a vontade de eleições.10. de natureza constitucional. AQUISIÇÃO DA CAPACIDADE ELEITORAL ATIVA: alistamento realizado junto aos órgãos competentes da Justiça Eleitoral. §2°). 6. a)Eleições. serão discutidos pelo Congresso Nacional ou pelo Poder Executivo. 49. b)Plebiscitos e referendos (art. §1°). 2°. art. CAPACIDADE ELEITORAL ATIVA: capacidade de votar (ALISTABILIDADE). 10. Exemplo: referendo sobre o desarmamento previsto pela Lei n. Versa sobre assuntos que. art. o referendo “é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo.

exceção: art. no exercício do direito ao sufrágio. se desejar. não há possibilidade de se outorgar procuração para votar”). é obrigatório o comparecimento às eleições.. 81. ESPÉCIES DE SUFRÁGIO a) Universal (segundo Marcelo Alexandrino.SUFRÁGIO 6. o cidadão é livre para a escolha do candidato. no seu art. para anular o seu voto ou votar em branco”). d) Secreto ou sigiloso(de acordo com Alexandre de Moraes “ o voto não deve ser revelado nem por seu autor. “ressalvados os maiores de setenta anos e os menores de dezoito anos. 60. . i) Persoalidade (“só pode ser exercido pessoalmente. ao consagrar o voto cláusula pétrea. §4°. assegurando. II. por sua vez. tais como condições culturais ou econômicas etc). II da CF/88”). que significa. sem intermediários. um voto”). 6. OBSERVAÇÃO: Possibilidade de eleição indireta do governante (art. c) Direto (de acordo com Alexandre de Moraes. posição intelectual. §4°. “ o voto de cada cidadão tem o mesmo valor no processo eleitoral.equivale. sob pena de pagamento de multa”). ou. seus representantes e governantes”). a temporalidade dos mandatos no nosso Estado”). b)Restrito (segundo Marcelo Alexandrino. poderá ser censitário ou capacitário. sequer por emenda à Constituição. 81. e) Com valor igual para todos (segundo Alexandre de Moraes..1. f) Direito público subjetivo (“não pode ser abolido. tampouco por terceiro fraudulentamente”). independentemente de sexo. Caracteristicas do voto (analisadas por Alexandre de Moraes) a) Obrigatório (nas palavras de Alexandre de Moraes.5. a uma expressão restrita. b) Facultativo ( nas palavras de Alexandre de Moraes. independentemente da exigência de quaisquer requisitos. o exercício do direito de sufrágio em seu aspecto ativo (votar)”. somente. 60. por si. a obrigatoriedade formal do comparecimento. garante a periodicidade de sua manifestação. por meio de voto. por força do art. a obrigatoriedade formal do comparecimento. credo. com isso. h) Periodicidade (“ a Constituição. “os eleitores elegerão. “ressalvados os maiores de setenta anos e os menores de dezoito anos. social ou econômica – “um homem . idade.2. 6. g) Liberdade (“comparecendo às eleições. “quando o direito de votar for concedido tão somente àqueles que cumprem determinadas condições fixadas em lei do Estado. cor. sob pena de pagamento de multa”). O sufrágio restrito. portanto. “quando o direito de votar a todos os nacionais. §2°). é obrigatório o comparecimento às eleições.

profissionais. permitindo sua fixação onde o eleitor apresente ligação material ou afetiva com a circunscriação. f) filiação partidária (não se admite. na acepção ampla. comerciais. 7. ESCRUTÍNEO (acepções). Observação: ver os arts. vinte e um anos. sendo as seguintes: trinta e cinco anos.7. 12. para os cargos de Governador e Vice-governador de Estado e do Distrito Federal. que deverá ser verificada tendo por referência a data da posse (a não a data do alistamento ou do registro). 17. art. trinta anos. para os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República e senador da República.2)Sufrágio capacitário “é aquele que só outorga o direito de voto aos indivíduos dotados de certas características especiais.7. dezoito anos. “é um das fases do procedimento eleitoral. verifica e confere o número de vots”. sendo que para Presidente e Vice-Presidente da República exige-se a condição de brasileiro nato (CF. §4° da CRFB/88. sejam vínculos políticos. a abertura. e)idade mínima. no Brasil. deputado estadual ou distrital. notadamente de natureza intelectual”. o reconhecimento e a contagem dos votos”. Exemplo: voto secreto (coberto ou fechado) ou voto aberto (a descoberto ou público)”. donde insurge a figura do escrutinador. c)alistamento eleitoral (comprovado pela apresentação do título de eleitor. o depósito.b. na acepção estrita. a denominada candidatura autônoma ou avulsa. §3°). “ato de contagem de votos. para vereador. Vice-Prefeito e juiz de paz. (1 ano antes da data da eleição (pleito). b)pleno exercício dos direitos políticos (aquele que teve suspensos ou perdeu seus direitos políticos não dispõe de capacidade eleitoral passiva). d)domicílio na circunscrição (o eleitor deverá ser domiciliado no local pelo qual se candidata. “O prazo de comprovação do domicílio será de no mínimo 1 ano antes da eleição. isto é. 6. O TSE admite a configuração de domicílio eleitoral de forma ampla. c)Escrutíneo “também é usado para designar o modo de exercício do voto. regularmente inscrito perante a Justiça Eleitoral). nas palavras de Marcelo Alexandrino: “a) nacionalidade brasileira ou condição de equiparado a português. aquele que conta. Prefeito.1. sem filiação a partido político)”. e não ou do registro ou mesmo da posse). para os cargos de deputado federal. na visão de Uadi Bulos a)Escrutíneo.1)Sufrágio censitário “é aquele que somente outorga o direito de voto àqueles que preencherem certas qualificações econômicas”. comunitários ou laços familiares”. patrimoniais. §2°. .§3°.CAPACIDADE ELEITORAL PASSIVA (direito de candidatura = elegibilidade): direito de ser votado (ELEGIBILIDADE) 6. pelo período mínimo exigido pela legislação eleitoral subconstitucional). b. Condições de ELEGIBILIDADE (capacidade eleitoral passiva = ser votado nas eleições). b)Escrutíneo. englobando a apuração.

mesmo tendo substituído este no curso do mandato”. não dispõem de capacidade eleitoral passiva (não podem ser eleitos).. 14. durante o período do serviço militar obrigatório. embora possam alistar-se e votar (capacidade eleitoral ativa). nas palavras de Marcelo Novelino: “1) os analfabetos. Análise do dispositivo constitucional (na visão de Marcelo Alexandrino) “. Hipóteses de INELEBILIDADE RELATIVA a)MOTIVOS FUNCIONAIS (art. Inelegibilidade relativa Segundo Marcelo Alexandrino. §5° da CRFB/88) a. §§4° a 9°(outras normas infraconstitucionais mediante lei complementar poderão trazer casos de inelegibilidade da CRFB/88) 8..O Vice-Presidente da República.1. a qualquer mandato eletivo”. 7. os Vice-Governadores e os Vice-Prefeitos. os Vice-Governadores e os Vice-Prefeitos poderão ser reeleitos para os mesmos cargos. ou mesmo que ele renuncie [. uma vez que a elegibilidade tem por pressuposto a alistabilidade. Inelegibilidade absoluta: a)A inelegibilidade absoluta. segundo Marcelo Alexandrino. por um período subseqüente. c)As hipóteses de inelegibilidade absoluta podem ser estabelecidas ao nível infraconstitucional? 8. 8. IMPEDIMENTO TOTAL DA CIDADANIA (art. são naõ alistáveis e. em razão de situações especiais em que se encontra o cidadão-candidato no momento da eleição”. .Permissão de reeleição para um único período subseqüente. que. 14.O Vice-Presidente da República. reeleitos ou não. 15 da CRFB/88). desde que seja sucessivo. .Não há a exigência da desincompatibilização do Chefe do Executivo para candidatar-se à reeleição. b)Hispóteses de inelegibilidade absoluta. para ser elegível é imprescindível ser.2. inelegíveis”. .2.1. Não obstante. “nada obsta que o Chefe do Executivo solicite ao Poder Legislativo uma licença para poder concorrer à reeleição. como tais. isto é. os estrangeiros (exceto o português equiparado) e os conscritos.1. “poderão candidatar-se ao cargo do titular. 2) os não alistáveis. a “inelegibilidade relativa consiste em restrições impostas à elegibilidade para alguns cargos eletivos. impede que o cidadão concorra em qualquer eleição. 7. . .1.Proibição de reeleição para o terceiro mandato. alistável. logo. IMPEDIMENTO PARCIAL DA CIDADANIA (art.]”.7.2.DIREITOS POLÍTICOS NEGATIVOS são restrições e impedimentos ao exercício dos direitos positivos. antes.

o território de jurisdição do titular. NÃO AFASTA A INELEGIBILIDADE PREVISTA NO §7° DO ARTIGO 14 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. e somente poderá candidatar-se a um único período subseqüente”. . ou com seu irmão. deputado estadual. que determina que.Presidente da República.“Na hipótese de acorrer a vacância definitiva do cargo de Presidente da República. 14.1. apenas. ao cargo de vice-chefia do Executivo”.2. no período subseqüente (terceiro período). OBSERVAÇÃO: São aplicadas “as mesmas regras àqueles que tenham substituído os Chefes do Executivo dentro de seis meses anteriores ao pleito eleitoral”. noventa dias após a abertura da última vaga. às pessoas casadas no religioso. os Vice-Governadores e os Vice-Prefeitos podem concorrer a outros cargos. b. vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente.O Vice. 81 da Constituição Federal. renunciando seis meses antes do pleito eleitoral. parentes e afins até o segundo grau do Prefeito não poderão candidatar-se a vereador ou Prefeito do mesmo Município. . se a vacância ocorrer nos últimos dois anos do mandato presidencial”. b. desde que renunciem aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito (art. temos: “a) o cônjuge. Governador ou Prefeito. A inelegibilidade não é aplicada à viúva do Chefe do Executivo. Segundo Marcelo Alexandrino. preservando os seus respectivos mandatos. às pessoas que vivem maritalmente com o Chefe do Executivo. Súmula 18 do STF: DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE OU DO VÍNCULO CONJUGAL.“Não pode aquele que foi titular de dois mandatos sucessivos na Chefia do Executivo vir a candidatar-se. ou eleição indireta pelo Congresso Nacional. A inelegilidade reflexa não se aplica as seguintes hipóteses: 1. . que esteja exercendo o segundo mandato eletivo (por reeleição). b)o cônjuge. far-se-á nova eleição direta. . .“Não pode o Chefe do Executivo. §6° da CRFB/88). NO CURSO DO MANDATO.. . nos seis meses anteriores ao pleito. o vice assumirá efetiva e definitivamente o exercício da chefia do Executivo. não tenham sucedido ou substituído o titular”. deputado federal e senador pelo próprio Estado e Governador do mesmo Estado). os Governadores e os Prefeitos podem concorrer a outros cargos.“O STF admitiu a elegibilidade de ex-prefeito do município-mãe que.3. b. §5° da CRGB/88. b)MOTIVOS DE CASAMENTO.“Não poderá aquele foi titular de dois mandatos sucessivos na chefia do Executivo candidatarse. A INELEGIBILIDADE REFLEXA atinge. trinta dias depois de aberta a última vaga. §7° da CRFB/88). c) o cônjuge.O Presidente da República. 14. durante o período imediatamente subseqüente. 14. à eleição prevista no art. “desde que. parentes e afins até segundo grau do Governador não poderão candidatar-se a qualquer cargo no Estado (vereador. candidatou-se a prefeito do município desmembrado”. renunciar antes do término desse com o intuito de pleitear nova recondução para o período subseqüente (reeleição para um terceiro mandato subseqüente). parentes e afins até segundo grau do Presidente da República não poderão candidatar-se a qualquer cargo eletivo no País”. PARENTESCO OU AFINIDADE (art. . Ver os artigos 79.

2009. ALEXANDRINO. . Curso de Direito Constitucional positivo. PRIVAÇÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS (art. 6. PINHO. . são hipóteses de perda dos direitos políticos as hipóteses previstas nos incisos II. “se o Chefe do Executivo renunciar seis meses antes da eleição.Segundo o TSE. §9° da CRFB/88) 8. dos Poderes.1. 18). SILVA. 8.2. nessa situação. Marcelo. parente ou afim que já possuir mandato eletivo. 3. mesmo que seja na circunscrição.LENZA. 142. 15. 9. §8°. 2011. Curso de Direito Constitucional. José Afonso da. 5. Da organização do Estado. Direito Constitucional esquematizado. 14. – São Paulo: Saraiva. no final do primeiro mandato)”. o Tribunal Superior Eleitoral firmou o entendimento de que. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE ELEITORAL (art. 14. 11 ed. “Assim. seu cônjuge. 2005. NOVELINO. 16 da CRFB/88) BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: 1. 2010. 4. Vicente. São Paulo: Malheiros. PAULO. Alexandre. 6ª. são hipóteses de perda dos direitos políticos as hipóteses previstas nos incisos I e IV do art. A inelegibilidade não é aplicada ao cônjuge. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: Revista dos Tribunais. Bernardo Gonçalves. 15 da CRFB/88. 2. suprirá a ausência da prévia filiação partidária o registro da candidatura apresentada pelo partido político e autorizada pelo candidato”. Direito Constitucional. parentes ou afins até segundo grau poderão candidatar-se a todos os cargos eletivos da circunscrição. 2011. caso em que poderá candidatar-se à reeleição. 15 da CRFB/88. 9. São Paulo: Malheiros. São Paulo: MÉTODO. São Paulo: Atlas. 10. São Paulo: MÉTODO. Ed. §3°. em face da vedação à filiação partidária do militar. 12 §4º. v.2. Direito Constitucional descomplicado. VARGAS.. SILVA E NETO. d)PREVISÃO EM LEI COMPLEMENTAR (art. desde que ele pudesse concorrer à sua própria reeleição (isto é. 2010. e histórico das Constituições.MORAES. II) 8. Rodrigo César Rebello. Pedro. – Rio de Janeiro: Forense. Rio de Janeiro: Lumen Juris. Marcelo. Denise. V da CRFB/88) Nas palavras de Marcelo Alexandrino.BONAVIDES. Privação temporária (suspensão dos direitos políticos) Para Alexandre de Moraes. 7. Curso de Direito Constitucional. Direito Constitucional. FERNANDES. Manoel Jorge. Ed. c) INELEGIBILIDADE DE MILITARES (arts. Privação definitiva (perda dos direitos políticos) Para Alexandre de Moraes. Paulo. 2011. 8. 2009. Direito Constitucional. Manual de Direito Constitucional. 3 ed. – (Coleção sinopses jurídicas. 2011. III e V do art. São Paulo: Saraiva.

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