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Vida de plástico.

São todos sorrisos, e eu os invejo. O problema é meu sarcasmo, não consigo evitar. Não consigo possuir essa felicidade, não essa felicidade plena, eterna, que transparece. E eu quase me incomodo em o quanto isso me afeta, como me perturba e me tira a sanidade. Eu quero ser um deles, eu quero sorrir também E eu quero que tudo seja real, Mas não sei como devo agir. Por que quando penso, minha inteligência sádica me prova o contrário. Eu não consigo mais negar Eu quero uma vida de plástico, um sorriso de cera, um cérebro de macaco,

e um coração de aço

Para o caso

de eu me tornar uma pessoa "normal", alguém como eles que não se importa, que não sente que mente, mas que sorri, e isso deve ser mesmo o mais importante. Porque, tudo bemse por dentro só haja destroços, quando o que transparece são os sorrisos e ao final valerá a pena o esforço, porque ao menos consigo discernir verdade de invenção. Bem vinda hipocrisia Se encontre e se deleite, pois este é o seu lugar.

Glória Leite.