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Administração Pública - Características Básicas das Organizações Formais Modernas

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – 2011

CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DAS ORGANIZAÇÕES FORMAIS MODERNAS
Entende-se por princípios das entidades institucionais a divisão do trabalho, a especialização (ou departamentalização), a hierarquia, a amplitude administrativa e a centralização/descentralização.

produtos, inovação), que impõe um determinado grau de incerteza da tarefa, e que, por sua vez, determinam arranjos mais ou menos descentralizados e/ou flexíveis (ajustamento estrutural). Segundo esta concepção, estruturas são arranjos altamente específicos (cada configuração representa uma posição peculiar de ajustamento com o tempo) e dinâmicos, sujeitos a contínuos e deliberados ajustamentos em razão da dinâmica ambiental. – institucionalismo sociológico: considera que as organizações estão sujeitas a elementos simbólicos, sociais e culturais do seu macro-ambiente institucional (conjunto de regras sedimentadas que a circunda) em relação aos quais a adaptação é muito mais um processo de legitimação do que de promoção do desempenho. Segundo esta concepção, estruturas não são arranjos tão racionais (racionalidade das escolhas das opções estruturais é limitada), possuindo uma função simbólica (aparentar e fazer sentido para seus integrantes) e sua dinâmica está relacionada a processos institucionais (de dependência, identidade, pertencimento e legitimação). – (neo) institucionalismo econômico: considera que, numa perspectiva normativa, coloque-se em relevo a eficiência das estruturas, definidas em sentido análogo às instituições como conjunto de regras e incentivos que buscam guias o comportamento de distintos atores (com interesses não necessariamente convergentes) para a produção de resultados. Destacam-se três perspectivas: – escolha racional: esta abordagem destaca a relação entre estruturas e resultados em pelo menos dois sentidos: resultados são produtos de estruturas e a estrutura mais eficiente é a que promove recursos; – teoria da firma: esta abordagem parte da comparação entre a eficiência de formas organizacionais e a eficiência do mercado, para denunciar o caráter estruturalmente ineficiente das estruturas, tornando-as, na melhor das hipóteses, segundas melhores escolhas racionais; – teoria da agência: esta abordagem destaca a insuficiência e a inconfiabilidade das estruturas, uma vez que as relações definidas estão sempre sujeitas a diversos problemas (de agência), tais os melhores resultados com menos

1. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL 1.1. NATUREZA
Não há definição de estrutura organizacional que descreva com exatidão seu objetivo, sendo que cada abordagem focaliza seus diferentes aspectos. No entanto, conjunto autoridade requeridos entende-se recorrente e pelos estrutura de organizacional entre pelo os relacionamentos

membros da organização, incluindo relacionamentos de subordinação, regulamentos da comportamentos organização e

padrões adotados na tomada de decisão (padrões de comunicação e de comportamento, descentralização, entre outros).

1.2. TIPOS DE ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
Distintos organizacional são os enfoques ao longo de do modelagem pensamento

tratados

gerencial, sendo os cinco principais: – clássico: considera que a modelagem da estrutura deve obedecer a aplicação de princípios universalmente válidos, destacando-se: divisão do trabalho, autoridade, disciplina, unidade de comando, unidade de direção, amplitude de comando, especialização, diferenciação, amplitude de controle, homogeneidade, delegação e responsabilidade. Segundo esta concepção, estruturas são arranjos racionais, concebidos para promover resultados pré-estabelecidos, ordenados segundo padrões científicos, altamente formalizados, aplicados e controlados segundo regras formais, e relativamente estáveis, estabelecidos em bases rígidas para durar, sendo mudanças vistas como perturbação da ordem. – contingencial: considera que a funcionalidade dos desenhos estruturais está correlacionada à variáveis como porte e dinâmica ambiental, sendo esta última relacionada a fatores contingenciais externos e/ou internos de mercado e tecnologia (competição, novos

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estabelecerem incentivos. coordenação. Tal como o enfoque institucional. o novo contingencialismo baseia-se numa visão sistêmica avançada (valendo-se de elementos da teoria do caos. O novo contingencialismo não valida nem invalida inconstitucionalmente a perspectiva funcionalista do ajustamento estrutural. incorporando variáveis do ambiente institucional e do imaginário organizacional e elementos da teoria avançada de sistemas.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – 2011 como seleção adversa (baixo padrão produtivo). além de participar do processo produtivo. que capte o negócio e a organização. menos racional e normativo que o original. O conceito de arquitetura organizacional está vinculado aos princípios e padrões que ordenam as atividades. Este conceito está sendo utilizado em sentido análogo à modelo de gestão. a partir de interações internas que se constituem relações suficientes para a reprodução e renovação organizacional. por meio das quais o ambiente é criado pela organização. – autopoiese: relacionada a um padrão auto referenciado e circular de organização (estruturas auto-produtivas.3. Por um lado. – novo contingencialismo: é uma expansão dinamizada do enfoque contingencial. A departamentalização pode ser entendida como uma especialização no nível dos departamentos. havia predominância das manufaturas. a fim de cumprir o princípio da homogeneidade. 2 . a necessidade contratuais de se Estas abordagens refletem a diversidade de enfoques das teorias organizacionais. valores. CRITÉRIOS DE DEPARTAMENTALIZAÇÃO No período pré-Revolução Industrial. facilidade definição de de treinamento competências. as estruturas aparecem como arranjos sujeitados a fatores culturais e intra-psíquicos. refletindo o que a organização vem a ser. considerando-o limitado por fatores institucionais. Por outro lado. ambigüidade. FINALIDADES organizacional. focada na finalidade (o que será entregue e em que termos ou padrões de desempenho). A departamentalização pode ser realizada de acordo com os seguintes critérios: – por função: todos os especialistas são reunidos em um único órgão. onde o pai (autoridade patriarcal) era responsável pelo planejamento das atividades. que exigem pouca flexibilidade. Ambos separam a perspectiva funcional. risco moral (auto-orientação) e assimetria de informações. A questão metodológica mais geral é a abrangente. sendo que atividades de mesma natureza são ocupadas e alocadas juntas. este enfoque. busca investigar a correlação entre estruturas e ambientes institucionais. Cada departamento exerce uma função típica dos elementos que o compõe. condicionantes tanto externos quanto Daí. conjunto de princípios e padrões que orientam como as atividades devem se organizar para implementar uma estratégia. estruturas de dominação e elementos imaginários. famílias inteiras. auto-organizadas e automantidas). focada no como a organização será modelada e operará para produzir os resultados necessários (modelo da caixa branca). estruturas celulares). pluralidade e interconexão de eventos em ambientes (externo e interno) hiperdinâmicos. – vantagens: e menor custo. impondo às estruturas formas e lógicas fluídas e virtuais e padrões orgânicos de organização (rede. pela complexidade ambiental e pela natureza auto poética. Indicado para empresas que desenvolvem atividades de rotina. muitas vezes. Entretanto. que empregavam. mas baseia-se numa visão mais eclética a e abrangente. sem se importar com o arranjo que gera os resultados demandados (modelo da caixa preta) da perspectiva construcional. acaba sendo uma tarefa mais árdua do que compreender esta multiplicidade construção concepção de de de enfoques metodologias uma arquitetura utilizá-los de para a modelagem um arranjos mediante 1.4. tais como estrutura de personalidade e mitos organizacionais. segundo a qual as estruturas são complexas e instáveis definições que atendem internos. 1. paradigma da complexidade e sistemas dinâmicos) que incorpora dois elementos essenciais: – complexidade: relacionada a altas doses de incerteza.

possibilidade de priorização dos objetivos departamentais em detrimentos dos objetivos globais. Indicada para situações onde o foco é a tecnologia. facilita a aplicação de mão-deobra. 3 . que demanda grandes investimentos. – desvantagens: dificuldade de coordenação. ajusta-se às condições de mercado. – desvantagens: aumento do custo. na medida em que se faz necessária a presença de especialistas da mesma área em departamentos diferentes. sendo que cada departamento é um centro de produção. – por produto/serviço: divide a empresa em unidades de produção. – vantagens: aloca responsabilidades do produto ao departamento. facilita a atividade-fim e a cooperação. o sucesso do produto é sucesso do departamento.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – 2011 – desvantagens: diminuição da cooperação interdepartamental. – por área geográfica: indicada para empresas que cobrem grandes áreas (caso das multinacionais). – por processo: corresponde à seqüencia do processo produtivo. – vantagens: encoraja executivos. Indicado para situações onde é exigida flexibilidade.

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