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PRINCIPAIS AUTORES HUMANISTAS DO MOVIMENTO RENASCENTISTA, SUAS PRINCIPAIS IDÉIAS E CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO DO CHAMADO “HOMEM MODERNO” - PROF. DR. PAULO GOMES LIMA - UFGD

PRINCIPAIS AUTORES HUMANISTAS DO MOVIMENTO RENASCENTISTA, SUAS PRINCIPAIS IDÉIAS E CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO DO CHAMADO “HOMEM MODERNO” - PROF. DR. PAULO GOMES LIMA - UFGD

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Estudo sobre alguns dos representantes do pensamento humanista e suas contribuições para o pensamento e pedagogia moderna.
Estudo sobre alguns dos representantes do pensamento humanista e suas contribuições para o pensamento e pedagogia moderna.

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Published by: Paulo Gomes Lima on Mar 22, 2009
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PRINCIPAIS AUTORES HUMANISTAS DO MOVIMENTO RENASCENTISTA, SUAS PRINCIPAIS IDÉIAS E CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO DO CHAMADO “HOMEM MODERNO”

Paulo Gomes Lima Prof. Adjunto da FAED/UFGD – MS.

Área Fundamentos da Educação

Num primeiro momento podemos citar Pretarca (1304-1374). Sua principal contribuição foi a retomada do neoplatonismo como fio condutor do pensamento de então. Lembrando que o pensamento advindo de “autoridades eclesiásticas” condicionava o ser e estar do homem no mundo do período, além do que toda a ciência era orientada por essa perspectiva. Através dessa revisitação de Pretarca é que foi recriada a Academia Platônica (1462), da qual viriam a se destacar outros três nomes do período: Nicolau de Cusa (1400-1464), Marsilio Ficino (1433-1499) e Giovanni Pico Della Mirandola (14631494). Nicolau de Cusa (1400-1464), contesta a lógica aristotélica, enfatizando que o princípio da contradição utilizado pelos realistas não dava conta de responder a todas as inquietações do homem, uma vez que responde à necessidade do mundo da natureza (finito), mas nem resvala na explicação do mundo dos mistérios e reflexões (infinito). A sua conclusão é de que existe um imenso abismo entre o finito e o infinito, explicada somente pela “douta ignorância” – reconhecimento da finitude humana, frente a grandeza e o processo de revelador de Deus. Marsilio Ficino (1433-1499), acentua que sempre houve um poder transcendental manifesto ao homem, mostrando-lhe o seu Genesis e o propósito de sua vida e finalidade. Em último caso, lembra que, até por desconhecimento atribuiu-se nomes diferentes para a mesma entidade. Assim, para os antigos gregos que buscavam a arché era o logos, enquanto que para os cristãos era Deus. Crendo e apregoando a

imortalidade

da

alma,

Ficino

vai

descrever

duas

dimensões

imprescindíveis para o desenvolvimento do homem: a magia natural (manifestação de Deus por meio de sua criação) e a educação como formação da virtude ou moral humana, aos olhos do Criador. Giovanni diferentemente Pico dos Della dois Mirandola autores (1463-1494), anteriores por tentará sua vez,

unificar

aristotélicos e platônicos, filosofia e religião, magia e cabala. MIrandola afirmava que Deus colocou o homem no mundo para que este o dominasse, o controlasse e dessa maneira a própria grandiosidade divina seria contemplada. Por outro lado, o pensamento aristotélico não deixaria de ser acreditado por conta destas manifestações. Tanto que na Igreja, por volta de um século posterior, vai estar em defesa da perspectiva aristotélica, quando desafiada por ícones como Giordano Bruno, Galilei, Keppler, Copérnico, dentre outros. Antes mesmo do surgimento da universidade, Averróis (séc. XI), retoma a perspectiva aristotélica, afirmando a impossibilidade da imortalidade da alma (defendida pelos neoplatônicos), uma vez que esta era artigo de fé e não de comprovação. Na mesma direção Pedro Pomponazzi (1462-1525) reforçava que a alma não era uma inteligência separada do corpo. Neste sentido este representante prefere a orientação da experiência, do que o discurso da autoridade que não pressupunha qualquer averiguação. Podemos concluir afirmando que, neste quadro, o homem moderno nascerá de uma efervescência anterior a própria modernidade, intensificada pela visão do cosmos, da ciência e do homem e pela possibilidade de rompimento de amarras orientadas pelo teocentrismo. Há uma tentativa da mostração do homem, enquanto homem. Deste contorno se originará a reforma, a contrareforma e a própria idade moderna.

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