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SOBRE O CICLO VITAL - CRIANÇA NA FASE ESCOLAR E CARACTERIZAÇÃO DE SEU DESENVOLVIMENTO - PROF. DR. PAULO GOMES LIMA - UFGD

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Publicado porPaulo Gomes Lima
Pontuações sobre o desenvolvimento do ciclo vital em crianças em idade escolar
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Published by: Paulo Gomes Lima on Mar 22, 2009
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SOBRE O CICLO VITAL – CRIANÇA NA FASE ESCOLAR E CARACTERIZAÇÃO DE SEU DESENVOLVIMENTO Paulo Gomes Lima Prof.

Adjunto da FAED/UFGD – MS. Área Fundamentos da Educação A fase escolar inicia-se quando a criança é inserida nas primeiras séries do Ensino Fundamental (por volta dos seis ou sete anos de idade) e termina com a chegada da adolescência (aproximadamente entre 11 e 12 anos). Em relação ao desenvolvimento cognitivo e habilidades intelectuais que desenvolve neste período, destacam-se: • • • • • Desenvolvimento de processos do pensamento lógico aplicados à problemáticas reais; Domínio do conceito de conservação e reversibilidade; Desenvolvimento de maior socialização por conta da interação com colegas e professores; Desenvolvimento da memória e utilização de estratégias para recordar algum assunto ou objeto; Interação gradual em conversações mais complexas com adultos. No que diz respeito ao comportamento social e desenvolvimento da personalidade em crianças na fase escolar, podemos observar que há maior prontidão na interiorização e compreensão dos contextos vividos, destacando-se: • • • • • A interiorização de regras/ atitudes assumidas a partir da escola; Desenvolvimento de relações de igualdade, cooperação, competição, submissão, liderança, etc; Desenvolvimento do conceito de valores e responsabilidade; Desenvolvimento do senso de imparcialidade de julgamentos morais (evolução na heteronomia moral); Desenvolvimento da auto-estima ou auto-conceito de si mesmo.

É notório e compreensivo que Piaget (1977, p.1-10) partisse do princípio que o conhecimento vem da ação que o indivíduo exerce sobre o objeto. Não é um conhecimento que provém do objeto em si mesmo; mas um processo contínuo de novas estruturas, decorrentes da interação do sujeito com o real: o conhecimento é sempre

uma assimilação, isto é uma interpretação feita através da integração do objeto às estruturas anteriores do sujeito, que se acomodam, isto é, modificam os esquemas mentais a partir desses (objetos e informações), propiciando novos conceitos acerca do objeto. Daí o termo construtivismo. Assim, podemos averiguar que a construção das estruturas cognitivas no seu aspecto funcional segue um conjunto de fatores possíveis dependendo, todavia, das solicitações ou estimulações do meio no qual o ser humano está inserido, seguindo uma seqüência invariável e idêntica para todas as crianças e todas as culturas, ocorrendo através do processo constante de equilibração (Assis, 1998, p. 7-11). As maneiras possíveis da construção da inteligência, bem como as distintas formas de conhecimento devem ser desdobradas pela educação formal e, em específico pelo professor, favorecendo uma leitura aproximada da própria produção do conhecimento, sempre como uma dimensão em processo. A produção do conhecimento requer, necessariamente do sujeito que conhece e que é conhecido, que suas habilidades e competências sejam instrumentos permanentes em nível conceitual, procedimental e atitudinal em relação ao universo científico, criado pelo homem e no qual este transita, uma vez que a ciência não é soberana para tratar sozinha da produção do próprio homem em sua totalidade. A medida que o educador ressignifica a aquisição do conhecimento como “vetores possíveis” passa a investir numa sistematização consciente de sua prática pedagógica, distanciando-se dos erros e desilusões de um conhecimento acabado, onde não existe o que se questionar e nem para quê. É a natureza da humanidade que requer o desenvolvimento de suas competências e habilidades, negada por uma forma “correta” e hermética de se aprender. É papel da escola e do educador entender que competências são atribuições ou possibilidades de ações do indivíduo articuladas às habilidades (desenvolvimento da dimensão cognitiva, sócio-afetiva, cultural, etc) e que são partes indissociáveis do sujeito cognoscente. REFERÊNCIAS ASSIS, Orly Zucatto Mantovani de PROEPRE: Fundamentos teóricos e prática pedagógica para a educação pré-escolar. Campinas: PROEPRE; 1998. LIMA, Paulo Gomes. Fundamentos teóricos e práticas pedagógicas. Engenheiro Coelho/SP: Centro Universitário Adventista de São Paulo, 2007. PIAGET, Jean. Piaget por Piaget: a epistemologia de Jean Piaget. Texto mimeografado, 1977.

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