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m m o r i o s sobre a stta Georlt aphia, Historia ,

Gealogir~,Topoqrupliici , Agricu!lura,
Cornnzercio tlc. E I C . etc.
OPFERECIDA

SUA LWAGESTADE I-IDELISSlRfA

POR SEU FIEL E AUANTE SUBDiTO

LISBOA.
t?hr~ograp!)ia> a % . ùns @dias %te$,
Hua de S. Jiid N.' 8.
,A&,
c o m o mais profundo respeito e acainmeiito l e l ~ a ,
& liciiigna l'reseiiça d e X'ossa Magest:!de o presente
Escril>to, n;oçonfiando na dimiiiuta siificieiisia d'el-
le, nias sirn riasiiiiinia boiidade cindiilgencia del'os.
sa Ali,gesi::<!e , no seai amor para coin a s Artes li-
heraes , :I firii d c q:ie I~onigiiarnerite o acullia conce- ,
deiido-nie ;i dis!incia Iioiira decollocar iia frente d'el-
le o A i i ~ i i s t o Soiiic de Vossa Magestade , como o
mais E C ~ ~ I Il~eiilioe
O d e ser bem acceitopelo Pi>blico.
B c m quizrra quc rstn IJrodacç50 fosse digiiadc
scr olferecida a Vossa M;tgrslade, oii com esaclidiio
,
des<:revesse a riqiieza civilisaç%o e prosperidade d a
m ~ i simportante de todas, as Criloniss IJortitguezas ;
por(:ni osdese,jos de coptribuir, aiiid;i q~iedebilnrcnte,
p i a fneer roriliecidn a Pairia, me iridiiairam a entrar
cor11 eslc d i r r i i i i i i t o c o n t i n g e n t e , qiieespero seriolliado
com iiid~~lgeiicia por XTossaMagestade, a quem Deos
conserve ern sua Santa Giiarda.

D e Vossa Rfagestade

O mais fiel e amante suhdilo

Paulo Perestrello da Comara.


A Illia d a Madeira, t:o
dos sciis precioso3 \'itil;os,
afamada pela excellencia
nc?o nlctios o deve ser pe-
,
l a [>ondade do seu clinia variedade d c s u a s produ-
~ õ e s ,irnportailcia ~rolilica e geographica, e por úin,
seu estado d e civilisnçio e prusperid;~<lc.
Coin <~ii;iritoiiripoite aopublico, eprincipalnicn-
te u~ I'ort<ipi\ez, o eonlieciiiieiito d e tão importante
Coloiiia, iiileIi;riiiente dcrcinos confessar, qiic estondo
entre nós aiiida . n a i n f a n c i a , os estiidos geograpliicos
untrios, ainda mais devernestar os relativos a I'uizee
histantós, aiiida q ~ i crelacioniidos coro nosco, sendo d e
.
ii6s nie:rrios filiacs ;é nois nieii intento.. Icincar
, alotima
"
sobre as trevas eni qiie e j t i .envolvida i60 iml~ortatrte
luz

illia, restaado,rne a magoa d e pouco ter feito, por es.


cassas serem OS nlc~ieriitesa o meii olcaiicr, ern qilenie
baseei: S U I I ~ I ~ ?pois as ~niiiliasboas Le~içõese a i n -
diilgencia do I'ublico, o que a f a l t a d e rneios me nno
faciillliu.
Nol;iroi aqui, em abono da boa f4, rlue tei1d.i-me
vindo :i tnEn nlgltms f:.agineiitos reliitivos a esta illia,
e;criptoi p t l n r . i n r n o c , e p.il>licados n a
,
Flor do Oceano, clellej approveitei o que jiilgiiei ve-
ridico, nssini corno d o .IIai~,isçriptod e Garpar li'ruc-
titoso, n o tocante á sua des;:ol~eria e povoaçio.
Sz't~saçdo. .Exke~zscio. .Aspecto gera2
cl'esta Ilha, e sua geologia. Seu
descoúl-inzetzio.

O arcbipelago dAnominado da Madeira, n o


Oceano A tlantico , compreende - a ilha d'este
nome, a do Porto Santo, e as D e s e r ~ a s ,me-
diniido e n t r e Lat. N. 33" - 6' e 32" - 25.
Li>ng.itutle occitlental do observntorio d e
Gree~iwich17" - 20' e I 6" - 1 5 ' Igualmente
doMeridiano de Lisboa, clislaperto d e 7 graur
para oeste, mas a illia da Madeiratle per s i \
a q11a1fdrrna o thrma da prekente &lernoria
~ latitticle 32" - 3 7 ' c cl~iazi
está s i t i ~ a t l ;na
7" - 7 ' a oeste (to ohscrsatoriode Lisboa,
d'onde dista quazi 168 -legoas Phit,uguezas
sudoeste:, outras tanias a sueste do archipe-
Iaao Açoriano, p e r b d e 90 d a s Canarias e
po~iconiaís de ioo da cidade, d e Mogarlor,
ria costa d'Africa , sendo este- o continente
q u e lhe fica mais proximo.
1
F%
A sua n1.aio.r qleiqtie, ~ ~ v u excede co i .I:
Iègoas portuguezas, desde o cabo leste de
S. L o u r e n ~ o ,a o da Ponta do P a r g o , na
parlt: inais occidental. A sua largura chega
a perto d e 6 legoas desde a ponta d e S. Jor-
g e ' no i n y <!o norte, atB á ponta d a Cru.?
per1.o~(10 Funchal , variando em partes de 3
a 3 B meia legaas, e apresentando urna to-
taliila<le ou s u ~ e r i i c i ed e perto, de 70. D:es-
ies dois iiltiinos cabos, para a parte do Nas-
c e n t e , vai a ilha estreitando corisicleravel-
. . :..
m e i ! t e , as-s.ewlhandu se a um* folha illala-
ino, e termina na sza extremidade o r i e n l a ~,
erri iiina estreita lingoa d e terra conipritla tle
mais d e unia legoa.
O %ar L. profuado, R limpo da r e ç i f ~ se
baixgs eni quazi toda a sua e x t e n s % ~excep- ,
tuanclo, 1 . ' a parte reiiitrante da costa do Nori
t e , onde fia alguns rochedos ilhadus , taes co-
nio o: i l h e -e.mifrwte d a Ribeira da..Ja.nella,
g do- Portodo Monis & c , 2." a Pon~a,do Par-
8 0 , onde s e esten(le no &'i-. u.111 badxo, so:
bre o qual a.viga rehenla com iinpetq consi-
dorave1 obrigarido os htircos a afastar sa e111
l>~,a disiaocia d a terra para dohrn Ia. 3:': Q
ill..eo do Gorgullia, a h n i x n tlo C;~rririro>. e
illieo to~tificadoem freqte do Funclial, assim
coino o i:edueto da Ponftnha,, o qual a!>ezar
Je formar urna penii~sua tiniria n terra arti-
fi~ia,l~iiente ,.não. cleixa d e sir unia illiota dç
b ~ ~ ~ 3j íina1inetite.a
~ b ~ , . ~ > o n t a4.6. S, k,oure.n-
ço, circundada de alguns rwherlvs. ilhadas,
e pequetios cabeçõs . &e rociia gire as egoas
cohreni.
A Madeira apresenta emtbdo okeu com.
primea.10 ,urna eievaç8o geral, ou iiiassa d e
moiitanhas consideravelinente e!eva<las, em
cinia da qwal sobfesahem diverkos picos o cris-
t a s est,reitas, que marczo a sua liirlia C u l ~ i i i -
nnrite, rlelertninando a partiliia das agbas ,
en'tre as costas, meridiohal e seplentrional.
.Esta serrania 6 qiiazi toda irit>gular,
sinuosa e profundamente cortada pela ina-
neira a mais variada , sebdo rnui1a.s ve-
'

zes a partilha on direqafo das agoas, deter-


minad'as por. Cairnss d e u m a in8ign.i,fi,can'ledi-
mensRo, terntinados por precipicios pi.ol'i:n-
dos, e formando assiiii, como paredes d i v i -
soiias. A s unicss planicies u m potiro er:r,ri-
s a s , q u e 'se encontrgo tio ciim* d'esta c o r -
diitieira s8o 1." a dd!noorninad.a Paul da Fer-
ra. coni perto de 3legoas d e cornpriilnl i r ~ .
hnliitada e inculta, 2." a tle SI.' Aiiionio <!a
S e r r a , menos extensa equ;izi q u e nieiá-c~il-
Civada, e 3." as Acliadas, ou t r r r a cliãa r i 6
%.ermotla villa d o tJ«rto (10 3loniz , ri:ioí':il-
1a:ndo ein alguiiiis oiitras d o ~ i e n o snota,
que se. nchRo para a parte d o poeiile Se-
guiido Rowtiich, viajante Irjçlea, o Paiil tla
Gizrra, acha se a a::~5 0 p6sdíallura aciina d o
nivel do <mar.
A s vertentes d'esta exte'bsa serrania, LRO
n e ~ ~ ~ ~e eihh'ahilaclas ria r x
c ~ i a i ~ l ~ t a r incirltas
tensão .de 2 ,ou 3 1:eguas de temeno ; taiite
1 *
para O N o r l e como S u l , d e maneira q u e a
cultura d'esta ilha n311 se estende alei11 d e
1 legoa da cosia, n:t pario do s u l e pouco
mais no Norte. Calculo pois que o seu Lvr-
reno enlregue </I liiv~uri\, nào c h ~ g a<I. tcrqa
pdrbe da siia totaliriade. seri<lo o restalite hul-
dio ou j)r<~ductiuounicaiiierite em Icnlias,
gieslas e trileiras.
Esta ilha no seu tlescobriinenio , devia
apresentar L I I ~ ) rIosn~aisr ~ ~ n a ~ i t i co oIsI I U ~ R S -
tosrjs qi~at!ri:stia Natuvczi~.Es<nua toda a sria
supt:i.li<:ie cribería ilo iriir basto e fr«i!doso ar-
voretio, onde rnr:iiiietitn l~?vi,.iode penetrar
os raios d o astro do (lia. O t i l , o citlro, o
vinhatipo, o dragoeir?, se acl~;iv&o ~ n l r e l n -
qados crirn- a nrza a iiiÍ~rlea 3ies.Ga; pelo sil-
vatlo, ~)el;iseras e outros :irbiistos trepado-
res os qtiaes teccnrlo fesl.óes de ramo e m ra-
m o , <lavRo iii~peiiet.ravalsorribru a iim tur-
renii. virgem , tõrna.nilo mais abundantes os
nianrtnciaes de agoas cristalinas c pcrennes;
lG,in irma pal-,vra, a \~egetag?io era tXo basta;
.
a hitrriirl;idc tal, e a nevoa por ella prutluzi*
cla 150 densa q u e rlwrante perro d e 2 aiinos,
viverain os 1ia'nilantc.s do Porto Santo igna-
rnnílo a exiscencia de uina illia tiio visinha
e grande, al:.ibuintlo a iiioí,ii*ossul~resticiosos,
o nPgiqtime, ~ l u cd e cotltinuo sobre ella pla-
riava. N?» se encontrava aqui, animal.alguin
venenoso ou f e ~ o zse exceptiiar~mosà laran-
l u l a . Nestas solidoens taciturnas, Iiabitirvam,
o ~silligfre o p o s o , o -gaviRo a çortija e ou-
tras aves d e rapina , e rnodiilav3o seus gor.
gt,ias um? diversidade d e p;iss:ircs indigenas.
ErXo variadas as especies d'aves aqiiaticas,
que se anirihav3o nos seus rochedos, e tie
uma niansidno t a l , qne s e deixav2o apanhar
a rnão quando ahi aliortarfio us cociipanhei-
ros d e Zargo. Mas tno roniaiitico e aprazirrcl
retiro, ein poiiço fui sacriÍic.atlo :í ci~l~i:;rie
rapaci(1ntle tlo hoiii<,iii, rio que riâo teve pe-
qnrna parte a igtiorancia e o vandalismo dos
teinpos!
l<eceosos os descobriilores que esta ilha
encerrasse nas suas dens;is inatas, anirnties
ferozeu,. 'com.. o inieirl.0; d e iiielhor a .porler ex-
plorar, 1arg;iriio-lhe fogo, o qual aí.<-oii logo
por toda a paite. c-~iisuriiindoqiiszi Liidr~coin
grave <Ietriinerilo da faze11il;t d'lllrei. Al:tjns
zitril~~iem e s t e destroço a riiotivo. <li&reiile ,
o dizeni : que Lralan~ioosnovo's Donaiarios <ia
cornf,<;ar a culltira dos s e u s terrenos, JoXo
C . Zargo iiiaiid;ii-a ror,ar e queimar algiini
inato no valrlos Futichos, isto 6 rio Fiinct~al,
e conin>~nicaníli>-se o incen~lioaos b o ~ q n e s,
não foi p«ssivel ealingtii-lo, senno no liin d e
7 annos, l . e n d ~<lesiriiido grande 1)orçXo d e
madeiras proprias da coiwl.riicç5o naval, por
cuja raziio sentiu o Iiifante D fienrique e i
te desastre, coino qnein tiriha todus oi;,seiis
pensamentos api~l.icadosnoairgmrnto eprospe-
-ridade da marinha.. O Jeauila Cordeiro, ar-
firma que com as madeiras rl'esta ilha, s e
corneqarão a fazer navios grandes de gavea
e ,castel!o d'ãvantei :na3 h a v ~ d ,&ant.ee
b mati
que.qiiavel:las :do A,l@jariree bari'neis de I;is*
h o w Tal'era pois a sua abu~danciae 'boa qira"
lidade, qiib uhnimemcnteficoil chaniada, Ilha
da :Mgdeira.
Tendo pois n w5nfiagraçPia t ? ' ~ : ~ b !I\@~a~b
homem., d.er.r~il~a.do essa èxtrnordiflaria vege-
t a ~ $;:6cBu
~ $ tlha , o m o esq'w@Iet'dr, ;I wllâ,
e..neile-nrws~ranclnwseKe.itas das horviveis cab
tsStruphes &e !que foi victiina da Nsiiirezai
He sem duvida, que em é~iocasremoias,, iiii
versos vulc'b.es ,e Lerrei~rolosa abdárlo e rom-
per:?~, itiergúlliando a o mesmo teínpo ~ i i i
ptofzimtou aliismos, as parleu que deviXo ser
c'ontiguas:ctrm-a inesnia ilha, deixandoi:qua.+
çi.eoda;:a %u.a.,ei'r'~umferencia- talhsda a #prui
mo:
.:Secdb O seues-qu@lotoõentral , pois, desi;
lex ou >pedra viva, cubeita de argila ve:getal
8' db pvdje~qtiebvt~tm~ahicast. ebl!pa~ie.:ba.lSb~l~
@i~as'.ie a i %oas %Idas d e labolsipos de siai&
dm g!rai$clle.dekli.ve , :logo os -primèi~os povow
do'reb atindr.Xo'que -sem ,arni,udadas r.igwiurs8
&oyoiodifio.nsqu eile soto, ja esaalva*do.e aiir
,do, %&neervdruma - vigosa pla~ntar$o.
Em-conkeque&c:ir, .empegatgo se. n;a
constirucg&i ,e ;i$rãgeni.de. grandes l é V ~ ~ d)~ a +
%as ribeirdbb ~ S t . r ~ s ~ : ~ d te v fur.ai~&o
a ~ d o m»nS
.t&s, mih reBpelt#vel e dubtosa- rn$a-:&sh~a
ti~ãlaalhosqiiè a;à~e$oib;sa--d~xplfear~& ;*qahw-
!&o <isii@&4ra fisou.ia. :mjtu$a *&e: d.g:t&
:gucap
4.q?nGgurs<iã~gegak. 4a da~la4elrii,iasá
sem.elha-$.q:a uiriz~pyramide cleita~lki,eGa ktqr
ze 4 a cysfa do l',ornte. c u i ~ l peq(o d e : 3. ler
&(!as.d e liLt.oral erjtre a9 poi+tas J Q I>orgw q
dg Tristâ9. As vert:entee da swa ~e,itranin o%@
~ u i l qq~:\js'des,penbad~s
, daparLe ciu N o t e , Q
q q ~ j i i d oii rariii+cle. das praias ,e enseadrs, é
i n s ueniosdo quadrnnte do Norte qve na iiiaior
parte. 40 anno spprão com violenoia nesta8
pa,cag.*ns., tocnan a dita. costa d e N,. compls-
fit8enL.e inhospita para navios, e dillicilmenle
ahor,<lavel.'paca barcos, tendo apenas um an-
qorado.ilru de refqgio , com., caes no Por- ,
@: &- J&'BI& ;;e.o(ilpo':infer5i.~r. n o Porta, dai
Cruz.
b o r c l a d a pelo N. esta ilha apresenta
Q m aspecto em extremo m a g e s l o s ~ ,e. de uma
~ R ~ c ~ I Q $ w . : ~ Q>desensoluend&
~~v&@,. :pela .]-R;
g&e~lsi@&~; da ~cssha;-,as:
suasgi;ga;iitesõaaq@>
cal:pas, de c6r bronzeada, A maneira de uma
murall~a iinmensa, na baze da qual rebentão
com ruido asondas d e i!m nlar.quasi. sempre
r i ; v u l ~ o , , ecoroada nassuas alturas [ior;u.ma
coparla veidiira, devida á fresqiiid8o e me3
I?iodo do cullivo adoptado naqoellas parLes ,
ci~ja-,protluc<;Zoprincipal proviin dns uinha*
de comprida. cepa, sustentadas. spbre arvor
r e d o , aò qrie no paiz chairiao balstrme.
-4nima;~diestaçinka inferior, apparecem as
;r.!,ur~s,$ueeessivas du t e ~ r e n os u b i d o ai6 oa
c m e s . qwtrarts,, calroe, desawaa'dos, e cor*
L&m. ~ ~ c k d q i iPQES
t a UM sem numwa d?es,
cavaçbes',e d e barrancos cuberlos d e fievoa,
~ e - ? i r a s i - s e m p r erepousa aineia moiitanh;r,
e.-verificarido a paizayem, uma cor ora brnn-,
zeada (ira denegrida, devida á natureza das
siias r ~ c h a spyrogeneas , e á verdura-da ve-'
geiaqq'o, abcil'nanl;~d:i pelo ardor de. um i01
n~eridional.Tddo-este alcantilado ploteau ,
tS., d'espaqo a espaqo rasgado até o riivel do
mar; pelas. agoas, que &unid:is noinverno
em ribeiras, se pi.cciriitão do allo das serras
ao longo tl<is rapitios declives'.<le toda a ilha
0ni :.iirccção :i cosla do mar. L)estas as prin-
cipaes. sRo. n:) rogiso dii Norte: a Kibeirs
dri J i f i a l l i ~ ,:i .<Ir: 5 V i c e n ~ e, a de S. Jorge
e+a da I'enha <I'A,qi.iiano l?ay:il.
I'ara a I;art.e CIO .Sul, a serrania decliva
mais suavemente, coilio ja disse : por isso os
terien0s. d'este lado suo inais assentes, e a#
escarpas vbrc o mar niais baixas e eni me-
nor.! i$@m@for.;iD'n:qoii'resuQ@v:4ambem &r;:es i
18 t lach ~&a.isi,.ialles n~nriliinoscomo $.%o:
d a Ribeira: brava , C;iiiiarri de. lo.bo.s ai&.,*
I?tincllal, S t i . n ( ~ r i .e~&3:1i.hici>
~, &. &. 1)ossuiii-
dovílein .tirestes. tliversoç ootros drsembnr-
cncloiiroç; 'o que junto ao abrigo (10 vinto
N . dotolnante, faz com .que os barcos e na-
vios ~ncotiLreinn'~s1acosta tinia- segúranqa
eabrigo q i ~ ea do N. l h e nega.
Corttio a regino d o Sul aluiudadas tibei-
rns , as qoaes seccas, ou quazi, no vèrão; re-
eebem'no inverno grande cupia d'agoa, ce-
jadensidaae a ~ g i i r e n t a ~ a p a lpedras as e,terras,.
qite v seu sai~.i<lo~dacl~ive lhe permitte arras:
,.
tax jks (li a fof<;asuffieietite para piorlu.
e i r l:i~~l.i~dada~tir:ii~e esiraços ,c~iisltleraveis.
.As:priiiiii!~aes ~ i i r e i r ~dns parte do Siil, 6x0;
,,a tle Rfachicr~.:*L" c , r u e , I?orto n o r a , as a
.da .cida<le do l'iiiich;il, a dos Socrorri<los a
Brava, a da I'orvta do S o l , Nar<lalena, da
Cnltieta e tt da (;alA ou doa Rlaritrheiros*
.Alem d'eslau j>riiicipnes, ha oiitr;,s que dw-
ceni pcrperidiciiiari~>enk uo iiiar , e qno j~iil-
Pairiente c.oni as;~flueiilesdas priiõrires, rds-
gão a sul~erficiel o .solo Riu torl;is as diroc-
~;Oes,e. .dko'.ari paiz titua irregulsriilade e as-
.pe.reza . qíze turnzo o transito. di.E.ci:dtuso e
enfadr~nbo.
Tudavia, se por uma parte, eslea córtes
frecjueii tes e por ,:dzes prúfundos e rtrabro-
sos,, enipeceiii o caminho a o vjandanle, .por
ooi,ra apresenlAo aos seus o l b o s c d sua ima-
giiras.io as paizagens e opt'ica mais pitores-
ca e roniniitica , deucol~rirdo-lheu:iia* vezes
~escbrpase 1:reciliiçios .dc ui:ra iiiajies(auLe.as-
,soni.brosa e-terrivil , issim como sj+lkrs e rc-
tiros de 11mn belleze ::iiiana egrat;:i vari:rda,
q u e ~lifficiliric~ntrpodeni s e i ic;uol:iiL?a. rii:is
:nRo eseedid:is. Se o - !ira<:* imparevi<lento e
.devastidor do aniinal pcnenillir, i 5 0 tivesse
despojado a qiiazi t.otaGda~leda sua super-
fioie do,seu'~bautissitnoe rico arvocedo, seria
.esta ilha sem duvida, hoje hu:n; dos- silios
mais apraz-iv,eis :e .amenos, do universo.
Quarido.rleixadas assinuosidades dos val.
,
-1es se sobe a o s cumes mais devados da sua
'serrania. , a . Madeira appresenta a cada passo,
vistasextensas e variadas, coja descripc,ão
ex,cede a f o r y da eloquencia, e d a s q u a r s
aiem o piiict.1 tlo~l~nisagisia poderia ticiqar
.nlaia q u e unia aproxiniada iclés. Assirn:é rnis-
l e r , para aprcria Ias, ter irel>udo as nltcirlis
dr>Arrebeiitio . por traz daigre.ja (10 1M:oil.-
<e. ;li C.arKantas tlw Picos sobre o Corral,
os desfl;idi-iros v!ue con<luzem.ao J;,r<iirn (1s
Serra, a vi:,Ea da Portella sohie o Porto (ta
c r u z , as aii:l;.as de Sl." Anna, o cli:io d a
Quebra<l:i <ias :;'erreiros por rini;i da tliheira
da .la:ielia,. as 1:Í:iciicies d e Si.' Mari:& M3g-
cialena, c a tluçcida par& o Porto do aluriiz,
<para'0 J a r d i m d o m a r , e p a r a Y.:Jorge, as-
siiii como : i ~altiiras das 'Forriiihas, d o s P í -
cot: e por firna d o I'ico dnRiiivt*,alto (lemaisde
,6000 phs, ,o qual ct~iitrnlisaa longa cor0illiei.
r.& qi!r,.atra~,essa esta ilha, d e - leste ; a oes-
nie. .-Estas , e outras p õ s i ~ õ e ssingulares ;. pa-
'

giio eobejameii1.e a . L I I ~ I aigante ?as,bellezas


naiuraes, a fadiga necesseria para cliegar a
.ellas.
A consl.itriic,cio ilo terr(3n» da M:rdt.ira.,
e a .jireseric,a por toda ;i pxi!.le d e catnil<las
v e r i i c ~ e xde 1)asalto , a'e~ioire:irr<losobre o(,,-
I raa laiilas d e rocha nienos consisteiite, aiiiii1-
a os saltos c rebanceiras nas eiicostas; eco,"
.clles- iorn:~frequentes a s caicatas e qtlédas
<ILagoa.Entre estas s8o noteveis as contes do
itabn.çal, as cascalas do Paul do iiiar,-dd I'or-
to do&Jodlz, do Canil)anarlo;e a (la Fundoa,
lias vizinlianç~sdo 17un(:hal+
B'drrrante as grandes chui.as ciciaverno:
q u e s e preseneoa eiii alguns silios d'estailha.
u m dos mais singulares e Iiavorosos e s p ~ c t a . ~
culos que a Natiireza pdrle exibir. No.: val-
les maritimos q u e t e m por niuiallia central.
alcantiladas escarras (Ic rocha, qiiasi talha--
da a priimo., e cujo terreno superi6r appre-,
senta alguma planicie p o r i c rasgada por re'
grtos, e onde as ago;is achso diminuta eva-.
ouaqgo para a costa , teni lugar esta mages-
tosa. scena. Assim como as chuvas nest;r:ilba.
sao .ode::peqbenacbrap5e.,.ita.nto:m~is .de.neidar
d e em geral trazem na siia massa, e na. rapi-.
dez coin que srio arrojadzs para o .grander*ev
m~iilunhosatlo paiz. ' ~ ~ s i i iclurnn!c-os
i, fnr-
ta aguaceiros,
-. .Imr?cetii otibmr.reir-at?ileI>rii-
.
xo d e innnrneraveis (orreirtes e r.ascrt.osd%a-
Soa barrenta as fajzas do I'niil , &I J:i:.Oim,
d o Porto do Moniz eic; e entWo s,.tis ;!ien:o-
risadosi habilai~les, coiii raz3io s e devcni <.:!:n-
sid.erarscparahs do r e s k do upiverso, 1;:lis
o.c& parece d a f a z ~ s e m eal.ai.aclas para
os abisiriar, ao mesmo passo q u e o:rririr a a i
rojandi-se coni fiiii:i ;í costa. lhe8 ricga, fim
reFi19io no ..seu: $lenrent6!.Oe e,steaiigeii-os
princiflal&enle ; pnsni3,o ; quanclo presehceão
i50 opinal:.es* ctaciilo.
sta ilKa era ~i~~~iráme~n.tcdesconhecída
dmi antigos..,Apezii :de: $uhrerein algun.s.aóc
12
t , h o r ~ s ,quo ellx formasse.)a.6ke- da fahulo-.
sa ill~aAilanla , a qual d & i a a h r a i ~ g e r n o
seu seio 'os nrktiipela~ost t r - Cabo ,Vor<ie,,A -
qorea e Canapias, e ciiie nlgiiciia revol~içXod a
l?4atnreza (liviciira e ahisin$ra, nenl,ii.iria -vrro-
t~oniilconjeetiira o i i prova nxiste , pada. ame-
ditar-mos si:nilhante opiiiilio. I'oi tgrieilnier~~
t o a de miiitos, lia a l ~ t i n srecoloa., qta.etc-
das as iilias do O c < ~ x n oAf2iiofi<:o,istw 6: 05
4 archi!wlnqo.r q11e c+,IIRo criire laliiuda I . b a
4 0 , fvsiio em Eeii prinr;pi» piir~cscio coriii-,
nenln da Afiica c Ku:i»pa, partes co~!tiquas
a ellas, e sem entro si e a, leri-a firrae )?R-
ver rriar ; assim escreve o Jesuita <'or<leiro,
aiithor cheio d e inaravilhoso - o .~iaiioialidada.
D e s t a sortoaccrescãn.(a a l l ~ .<' hs.ilbas d o s
cAcoressecont.iniiavGo com a ferra de CinLra
n por esta, com a serra d a Fslrells qrie e m
<3ii(.i.n veiu a acabar; e q:ie a s ithas da.33a-
deira e i'urt<o iSnnto , erXo c;omkit.uas: coin~,a
Ferra de ;lonclrii{ue' no ,.k$alvo, ns . Cana-
ri:)$ roin s > ~ ~ t . r ; t i l x n~tk~ f r i ~ ~:18bi1n
n o C~IUIO
as iliim r'cr C:nho Verde.:,. I?rixnndo pmi's aos
naluralis!as.c WIS amigqs d o iiiarnvilhnao te-
rrearetn çua itn:lyiiinç:io, tral.enio~(10 in.viisr
t i r a r n que ci;[iv&r ao nosso alcance d e i n a i o ~
intere~sn.
A clcscul>nr!a d'esta iliin <lev@se a um
forítiilo arorireci:rnt=rrlo, o qrial se nXo e.sLi:ves.
se bem ~Ol:ipI'?~fido, pass~iria d<, certo por
mnrevti~thoso.Um maocelin &ngle.z chamado
Nachbrn.; pertendeu a mão de urns nieaina,
a.qual:.lite foi. negada pelas 'parentes. Decí-
didos aui.hos n liidni ernpreeiiiicr para saciar
siia patx?io, P \.@lido~ I I Rna: F I I : ~ patria na-
.
cla pct~ler:Zoconsrgviir rnl hai.cor;2<;-tie coni
moia algiins aiiii-$vosi~nl~~i.ii<iri>tci; R I I ~ uin na-,
vio, q111, ~ ~ t i c i o r ~ a t fPi. oC ~ I ~ I ~ I Itwwa
Z ~ T a Fran-:
qa. t';iss:c\a-se esta >,cria ein 1ir;stal :ii:t I r , .
glai.i>t.rn. f~rr!regu~!spois A 1 i l ~ r c i 5das oniias.
do Oceano, hern:r>ilbloqcic~ossoiil~r~ss<? :'.oi:ii.,
dc:pois d e se tereiir eorioidri:ado perrfidus IWG
t*iuit.os d i a s , vierfio a, t?nconii.:tr-se com rirnic
ienra d e s e r t ~ q i i ejiikgai.%o ilha.. D~sernl~arca-
azo pois ne81e,t.-porto.do sniav+t;lío.
ililii ,w.leera. a &I;ade$.ra;,iA .e sitio oii~lt?
n'elba pos&rão 116 , a F:aliia. de RISekico..
A proviilencia c o m tiido ainda rcr.ervat;s
maioies dissaboi.c.s, aos infelizes p ~ r e g r i n o s,
pois na:terceii:a noite saprou rima tão forte
ru,jads.dre.ponbe ,que. logoi fvz dosa!>parecar ib
e i n h a r c a ~ X <corri
~ algiiris da cornitivn o que
causou hal d8r á. I)dm:i qiie piii ~ioitcorxpi-
rcru ;. neu. arwaoie sobrcviveiilho ~i<iucosdizis,
e os: rest:inies c<~mpanlieir:on,<fepo.is(Se os
soyull;re recoliiecdo os rca;i~,imeiitouq r ~ epo-
derso; se smbarcdrãi> 1111 laiichào do navio,
.que fieara vhrada , a t6iita.r SQ ii~liav30 al-
pqm paie habiia.do. rouco riiídei>ii, que $09
rSu :pnner. na rosha - d a R ~ r h . ~ r i aoiid+- , ~en.
do feitos~~rscravo~s, icir8o lcviiílos para 5fa.r.
r B W s . I!erl;end~m os a ~ t h o i e sl ' o r t i & ~ i i ~ ~ ees
Pngiseas que'es1.i iveri.iii.va tivesse 1i:gar no
,SDMr3 tia. 18d4., ;póh?n~adi.?tè veremus que
foi m~ito~posterior. Exigiira qhi entre: mui.:
tos christ3os, um. 30x0 de Morales, piloto
castelhano, o qual colheu dos nossos aveu-
titieiros os portiienores de seu tragico inhr-
tunio, infortnanc10-se com acten<;âo de tudo
quarito dizia respeito A terra desciiherta. Res .
gatado este piloto e comrnunicaiirlo as siias
informaçóes naiiLicas ao capitLio Jrião C.; Zar-
go_, fidalgo d a caza do Infante D. Heni:iqiie,
este os mandou a amboá, -d descoi~crrta d a
nova terra.. Fizerão .se,pois ;L vella no rnez d e
Ju.nho de 14.19 e , em pouco chegar30 ilha
do Port.0 Santo, j;(:deseuberta IiaviZo .2 annos,
a qual EIRei D. JoSo I . " deu em Donata.
ria a .Barlliolomeu.-Peres~rello,:fiaalgo d.a.c.ar
. -. .
se :do Infante.iD. J:oBo, :seu '1r.rnao.
~

Os- Iiisloriaúores I'oriwguezes. difTerem


quasi l,a<los na iiarraqtio ~l'esteaconteeiriien~
t o ; i s t o 6 , na certeza. da opocs, r: no prin-
cipiÓ.que mov.eo o Infa.nle ou J.:G. Z a r g o a
estadesouberla; Faria e Souza, Barros, .A.
G i l v ã o , Quinlella, todos *ariAo do annode
1 4 1 8 a 1 4 2 2 , tal era a incuria que tinhão
n ~ s s o s ~ a v ddes fazer archivar a meinoria de
acontecithenlos l ã o transcendentes;,' E u . sou
tla opinião que fora descuherta a . Madeira
etn 1419, sendo esta a epoca que mais;.ra-
zoavelinente posso coincidir, com outros fac:
tos coevos , qrie a isso me. induzem crer; no
e n i ~ n t odiz o diiiito almirante Quintella q u e
,,em:.:!4?0 s e descuhria d o f ortoSanto a. u.ma
co~sider-~xei. distancia urn per1)eluo. aegril-
,
me qucnaila .dkisáva .enxergar', e a supersti-
ção d o teiripo figuravaconioobjeclo sobreiia-
tural e horroroso Coni tudo 2 capiities que
q u e o Jrifitnte niahdnra naiegar alem do ca-
b o Bojatlor, arrojados do teinporal, forão dar
aa I'orlo .San!o, e d'aciui tentdrão iiivestigar
o plienomeno q u e sempre-'tinhão e m vista.
Coiii rffeito a 2 d e Julho do dito anuo fize-
r80 força d e v e l l a , nias com grande tenior,
para o 'dito negrunle, e ja cercados d'ellefo-
r ã o descuhrindo por entre a rievoa uns nl-
tas. picou ciibertos de frondoso. .arvoredo,
adíante dos quaes forão surgir. Ao amanlie-
c e r do dia seguinte se.parar%o-se os 2 desco-
hridores pura colher informaq6es sobre e s t a
terra virgem, e ein ouco depararão com-as
sepuliiiras 'dos z 1ngEzes. Voltando poispa-
r a o.:Reino, re dando parte. de t8o inlporlan-e
~ t e . ~ l e ~ c u h eaor fInfirite
a .I). :Hknriqne e que-
rendo este remiii~erar os serviqos dos dois
benerneritos cavalieiros, devidio a ilha ern
CIUXS capitanias, e as deu n elles, ein lilalb
d e Dunafaria. A (Ia parte ineridional;;coiitié
a : do20 G o n p l e e s Z a r g o , o qual 'ao depois
~iiudnu-esiealipellido.pelo d e Camara, e 6
o'. honco d a ilIilsfre~fa~iiiliados Camaras Xes-
ta.,illia, eonio ailiante veremos : e quasi tó-
ria :a2parte-. tlo Norte ,coni pequena porC50
db Sul toco-u ao 'outro capitão T r i ~ t % o ~ ~ ~ ~ v a z
Teixeira.
' . '
N a narratão relaiiva . ao segundo
desoohrimento e- cIoaç80' d'esta il,ha, q u e em
odia:lrigar tratarei, reservGme relatar es-
tes factos mais metliodica e amplamenle.
CAPITULO Il.
.cE',:lmn: ; :.
.Põboaç&n; Cestumes.
:'.j~r&acçdes.
~lzdUstriu. .

Animaes.

43;clinua ,da %sdai3ral, 15 .sem dl~vidao me-


fjior .qtw no m . m ~ l os e :owiliece. .Siluada de-
baixd d e tr;ria .zona teinperatin ., em . , p o u c ~
i ~ . ~ i i(ic
~ s 2 2 gra'tis d e Ialitutle Norte., g o z a a o
n?@tí>tiu6èi1ipo :tia sua,victade-dasiia t&w,perai-
trir;i. no inverno, e n a u e r h 8 modificada ,e
C ~ ~ ~ aragens e.trav,e~ssiauq u e de
, ~ B I : I ~ [ J P pe1:is
conliauo por totios os laclos wpr20 e a re-
{r,.6xc&o. .As.k)r.iuas t i o I\.arie.;.princij>ainien-
.%e,são qii,azi .c«irtinu:rs, e t i s ' vezes rein não
rc1.m in?petiiosi<l~íle , :& ponto d e assu.iiai~epi
o car:ic(er d o furos80 orienEnl. .Qtianda as.
.sim! acontece n o s 3 ainzes ern qiie a uva .se
-1:efuz d e s u c ~ , o ,eatAo., ;i<fr:os uspewanqas 1 . i ~
riangeirns Oo virih;ile,iro, ai!eos esloctatiuafa-
gipeÉr&.de iiin rnel!ri>rf ~ t t w r o. n a fzrnrlia do.-a-
t.iuzrtrlo..~ropr.ielario;por $terrajaz iuntiliza-
3 7'
do o .,idoloq u e -v o e l i a liberalisar a abondan.
ç i a , e a alegri*! v i l i t o feliz ainda se pode
conqi~leraro doiio, se da caiarnirlarle.sii par-
ticipou o fructo., pois. da vezes fica a cepa
,
despedacada e derrocad;~ porc(ue eslando a
vide e n t r e l a ~ a d a no halseiro, e vindo este
9 1 , . chão., irnpellido~,pelo vento, segue ne-
'

cessariamente o mesmo .deslino, e fica des-


pojada d o frucio e eutirpadn.
H a outro vento. que caiisa os mesinos es-
tragos, s e n d o a l ~ n i d i s s omui nocivo paraos
corpos : ,& .o L e s L e , o qual atra,vessan<!o os
areeies ardentcb: . . d o , :jegerbq,,de Zaliarra na
A..frica.,i ?.em -aop~u'idu.,poinfortes 9 gnentes
rajadas , prodi~ziritlofebres e um calor ex-
c.esuiro.', crest,ando a o mesino tempo a U V *
qqe deiuou na. . ~ . a r r e i r a . . , i notavei,;uin
~e~
a;-hs: flagelip?,, ~ o ~ d i a i , d a j4a g a s t q . 4ei1Bl4.
Ghtgarz.,a s : I)OI%O :do: .,Fun,~lo.I:~,-::u.~ia i.esq"a,
dra Ingieza, condiizindo a borilo o ex-Iinpe-
rarlor NapoleXo Ijuonaparle , captivo ])ara a
Ilha de SL.' Helcna. Coiii a chegada rI:este
e.lraordinarjo rniinu e :eiigeitadoda.foctutia,
sobreveio urn t-spanloso L e s t e , q u e destrui0
grande ,parte da novidade d e v i n h o , asse-
melhando-se a ntmospli«ra. a,chnmas ile fogo.
E;+q;ac;iso, .o.vulgo,.supersticiosumenleoal.&
buio $:,presen.a,d.o.ill:iistre priSioneiro..
Voltando d bonclade do clima d.,egla.ilha,
.basta.;d.i,zer, que os .Inglezes t a ~ t ao. tem ex-
p e r i ~ n p ~ t a d o : a ~ u d a e.pro.fiwio.
vel para a con.
.v,alqsqan,qadas,seua .dnarrtes, que aclualinen-
2
'i
te est8a fazendd di:6iclade -do Puhchal e,seu'il
oun~orhoS'qhazi 'qile ti rn l.LzHreto oil \iosj>itrií
do~;seus'lisicds'ecoiisompl.i:~os.NSo 1i1eno.s
cie-600 :v& p a r a l i in.verriztr. iahhuaimentr.;,j
inas.,se pai uiiia parte,;;.ape2a,lf dR eobnc~inii
g a r e i i ~gastâo
j ir6 riaizurri. auitttsrlc>. i ~ w d r a i
fio rloe .llia r6rliliida etn: sensivel beneticia:i
por.-outra ,lhe ter*' intfót\uzido as mulestias
prgadiyas que labto réinão ria Znglaterra, ,m
qnaes se,:niita tein ido e m pictgressivõ ,awq-
mento na Madeira', desde :que -'ainl)lioir !su#$
relac$ies- cominerD$aes com I n i l a t G r r a j seri-
i10 &se*' c»nlagios:iirleirin~e'nte tleseonheci-
d o s nus yrisros tempos, em que seus Iia$k>~lan-
te,$,a$rlc)l:a~(io > e.rn&r:o@fi:ilw&e& efia&i;"i+
$ddos.inimi'gbS ili5h~i:na$id,./ira; p r de& exi
poliar db'exclusivodas~trani;8.cF8es~onimerciii-
es., rnon'opolisando todosos intresses'ycom: seu
avuIt.ado cabecl;rI;' iirtrodiizia no s?ci i>iiz:ger-
nieris'deiln~en&siie!1e deSc6shecidap;iinlieren.
&.ç .e fesu]t$fjles < ~ e , ~ui >~l ~~+ ,~~ :Jjt$Ilicpi'
<li,. 'd
doentia atrncispherrr cornoa de Lond+s.
CointutloA I'iovidr:iici;i .se tlevu o n:iO sè
gene~a1i:arein taes Aage!lo$.' -Osi7ht~ i l . a n .l .. r ~ ~
' ' '~

dos campos, vicciitlo cjriici :ibs6li1t;iiiieiile


egtrrtnhos e . ihcolniniiiiicavffis co!n seuk.
pèktados l~o's,specl&~,~~eseu b6neiico cliincl òji-
pon<lo rima . b ã r r e i r ~ ' , i (i'a'iiilli6ar;Iio t l e t a e s
;

epcdem'ias ;tiii~--sagefiai'rn.&~i~tc~ cbnservãdo il-


lF$o#; mas .6.par~:lr?iner::tl~i6 com o ' c o ~ i e k
< l O s Veiilpos e culm~riiuriicà$Ro'Çomhq$ell&& e*-
t f i + v g @ h ~ s , i ' @ venha'
~ est$;&e"~y&!:,í,p+
vincía..Partuyueza , a adulterar.campi&at
;menté a:conslituir,S.o:o h u s t a : e sadia dosseus
filbo.s,.com a lisica e a b a s t a r d a i l a : ~ o i n ~ > l ~ i ~ 3 : ~
dos Inglozes.
I3sla i1I1.a com .:bastante rar8o denomi.
nada n F:6r : d i ~ . : ~ c e a ? an.onca
o, fsi assaltada
da,peste, .riei,dqaIg~iridos.~ont.agios,qur tare
t o amigern, e di3troe111 v s deniais ,pprros qrie
viwem debai.xo da ?rnesmazona, ~)i.jnci(~r.!rnen-
te no .Levan:le c aolonias tla:Ar~ierica. A16
ineFmo as febres. e -bexigas, q a9 .por vezw
:

2:v:izilávGo , .hoj:e~.rciramenle. e ooin Iiienor es-


trago .at.ac.$p, o q u e se deve a!,lribui.r .A .intro7
ducção da vacina. A cholera morh,uç,~.css.e:fl~-
gello d n . hirmarii(1ade cuja .nat~rritza. e ct~ra,
ai6 .agora te181.si~lo~lncompreet1sive1.,~~o
... co-
sheciqentu hiiin;~iia,. e que n,e>i.qs iiIt.i"illqs
snnos,.ff>.z;p., giro,dogl,ob@.,,~qi&nrlo a :duod&
c i ~ ipaxte:;(la.:sua
a ipovy~;iqãoz:: n;ru;;h'ego:, R
pene.lr.ar na,Madeir&:, oride apenas 1.eii1avnn n
mesiria Bpoca etii q u e ~ g r a s s a v a e ~ rPortugal,
i
u m a peq.uena febre orihecida pelo nome de
.Igil@enci;i.
A. p v ~ a q X oactual da Madei~a cliega .a
perta.(ie ,10?:00o -;blmas, ijiciuiurdo .o$ esl.ran-
g&@os:e kopa: tle :linha. N e s L ~ , i l l t n c l i r g o ~ ~ ~
1i;ite.r . uoi,a ,niitn.ero$a poi.@q..de ,çqotb.de c.&
traaidn clo Rrizil . d.Africa e da iri$i:pa(ria
p a r a - o çulLivo .53canna d ' , a s ~ ~ ~$mas ~ r .esta
,
Eaça s e .foi.,gr~Adilal~t~ente; exlinguindo coin ri
-inesrna.pro~>o.r<;~o da dccn0,~nsj:ad'este g e -
~ ~ , r . ~ hojs.seoslia
.;.,e.. r&du&i(l:%,.au oitinero d~
2 a
400 :pessaas~sd'~aihb'~ on sexas e n t r e tiegrose
mul+tõk. !Diz-Gast~rV-Vri>c:liib's,b i qiie no.ro1

dã~,cohfi.ss~o. fls'banna.iii$;i55,2 ,. se a~Iiarãfi,na


cidade do Funchalencrenegros eihtilh<.sscSj+
tivos: dt;~nihos;os '.8eko8 '2:700, : e depois', no
m e < h : a n $ o ,,.fi.sv% ler a ella naGios dotn
3 0 0 e~èrni;os,~,,rl;o'e fizer:& por .tõtlas 3:oo.o't
N o r.? anno'&'i.pin.a<lo ile 'Fibipp~:3.":i- isto
6 , eiii i s n a , chegava o.nuinero il'escravcis!d&
c J r d'amhos :os - i c x o s . e d i a totia' a idade.:$
4:SRO. xegi~n<loo i - a ~ e r i . $ e n i i i e I i ~ ~ ~0,MeS-
~uc?
ano iiiiriiso Moriarclia, mantJarh faier. S u p -
ponho porem que cS1B fòra o maiof numero'i
qne clie_uãrXc>.
Se$-com:~tiidod,ar:iii5:4%6:*habitanteB 4
~ < ! e ~ $ + ~ ~ l i > ~ > @ i ~ ~ i ~ if i l. .i .~; dI M
~ ~b ]b:&~ & q ~ ~ L . .
T e ; ! c o f i . !t.ií.<ko ;8.C$)o.iqut.já ewedeii. i,~&oOo
tjiie hoje t e i i , p o ~ ? ~ ~ : f i c siillitii~s
tes iannols:,
a emigi:aç& para ;'ci Srazil e culonias Ingle-
atjs :ao:$@) i$.o~èriij~:teríi;6id~o .?&spnbosai-4
dgcantsíia ljihil$filJni.ópiaJpçlaza?, ,que eiirpre;
ga totios o$ nreins. po'#síveis $ara :acabar com
a escravatura african;~,crijos navios aprlsioi
ido, t r o ~ í h ~ c oom ~ ~ r s s e ~ p r ~'iinpunemeii-
tex~o
te. qi'alfper :eihbarcaç#oriiesino ntio stispdito:
sa, es~1,diabolica'bumanitlade, digb ,, na ilha
,
d á Madèira . inustra bern o seu :verdadeira
espirilo.
NBo CanleiiFes. em. itrarer os proprieta:
r b s :õscrnvisntl&, cànr s e u ,ainheiro , camo
adianke; hiostrarei , qttahclo tratar,, do movi-
.~en.lo~:rner<rrrntil d o s vinlios ;.nusias iallkados
lnglezes todos bs,annoa v h í e c ~ u t a i : . ~ { i M ~ -
deira; cenlrnares d r infelizes iricairt:os;
irem fertilisar a s . suas çolqni2s cI~~eqi<,ipaz
rageris infestas, contagiosas, de i i m . clima
abrazador , ontle o <leswrr~qado 8.
habitante d e
urna zoiia Leiiiperada , eiii 1,oi~Cosiic(:úiiibe' ,!.:,.,..>.
sena» vicli~nadt: uina attnosl)heya "iiificc~on&
da:. debaiso de pmndas fa~ligaso ;í'iniogma
de o111nlinienio eda e n ~ i l r i o n ~Mais e. fiii*
a,inda d o . n e z r d ' e s ~ r ' a v o , c o 1 r i o ~ c s ' l ' ~ i i t r 6 ; ~ ó r ~ ~ ! ~ ~
costuriia<o 3 maridioca e c:tchar(a.,' iih 'sofli,i
di6seiiierias e febres, como o branco, coni
quem ,partilha ;I. nieslna ração e a <lo verga-
. ..:..
bijoso;.
, .
$.' , '
' .()'
'
;ig ~iilie,i ~ e se,.pg$
sériielli2ite~tigres! As aul orida~eç:'(l e ~ t a
sq,+lra$,ir;,$
iliia iillim;trrieiits i+rn pralicado exforços pa-
Ta iiill>c(iir tal srnigra@a, nianifestzndíi ao
i ) , ,
~ : o i ~ < i ~. , .. ~ i ,i,a. .>zI ,,,
illutlido ,$«vo, ' ~ fi&@c&3$:;.
,
~~'ustr~~~
tBs 86 carne Cliiiiiiii ;: rnas c, ,piqr+{?$),.~,a.;
2 >;$,

dio ou rapaz incauto, a qiieiii se offerece nl-


giirn dinheiro e recheixo de lisonçeiras pto-
inessas, fdcilnieníe se deixa fascinar, é dBíi
ira cilada.! (a)
------------
(a) Na obra Iiigleza que.tern por titulo -
das Oest Indiar, impressa .em> 1888, %,ema seguinte suppti i
Verdades

ca dos colorios Portiigueze~~na illia da Tri~idarl*;a qntl~aqui


transcrevo pira coiilicciment~>
,gar Tenente Governaddi daTriiidade.
-
t l n yulilico : A:S. Ex;' Lo.
A humilde siippliea ,dos abaixn. assignadoç subditus da
coroa de ,Poitugsl. respeitosaniente representa:
Que oom muitos .outro< de seu3 coi,cida#ái,s forio indu-
tidospor pesibasmal intencionadas, e debaixo de falsòspre-
k t 0 6 , i a . deixar 'a sua ,hatunalide'dei a illia d o F a y a l ; p a r P
,' Iransçra-
Vol.ta~d~a~~arli~,~.popu~zq:~o
.para, rnos(rar -a
~ J r e +lg,uns~cecencean~entos
i
rap.ida proporqão .progressiva que :nella t e m
havido.
w . .-.+-----e---
. . .
?kiii 'agric\ltor~ nesta coloiiia,Do iilmero lot,il jisiii
i i ~ i i ~ aop,i n a i uma tkrçi paite i.on7eri.a a esirienria. ;:8
i i r i a i"~8liibiida4e do clima, o u d a
t o ~ l e ~ i ~ ; i í d o . ~ i c tou,Aa
c r u v a d e d o sial:n~\. d'escravil3o. a l i giial esl%o'sii~eios.juii-
tafielite com:?$ iiifel-izes :Negro+ D..ix .!nos ..nus ~sliceu:lado.
res ,+e sançrie hti;nai,o, negar a seu arbitrio a espaiilosa c?-
lami<l;lde-r1.ktéiii oicúrrila entra ni;sos l~atricius',,no $irto
peiio3o d i : i o iiieiej, ao ~ n j rcs.iltalo i d& u m i ' o i . d e a t r a
destas causas fùta::s. o.i d e anibas,
: - Homens. "lu!iacres c r.ipare;. teni soffri<lo igiialnieate
i~iaioriniseria. coppreaia 110s diffarenieç niistcres erii qiie tehi
sido'nbrignil?~a tr?baliiir nli:iii :de SJ,LS Eiwcas , lielo cnstigo
6o.$io:ra3iie.
: .'é $&itabris" ptop~iu de -noite. 9% sustento
adequaild-dukiite io.d<id..!

-
O cgiiforlo.de s"a relisi& temTllies:sido :negado :?ant~
na 0ccasij.J d.e: soYriinci!tc+. cor!io á liora 44: aior$p.
Os korlios J a s niizenikis viciiniai d a nvarcza tcin si<" Ia%-
çados cin vn!ns.s":nenccrro ciiristio.
Os'b~%dosd& oYf5os viuvas teiri.ae,feh: puiiii .?porem
.
r w e e a :&!guina da aaridada Clirislàa em: ,niti&&jsqus:so;
fripientos O biaço d a jmliqa iiru as &e!n,.alivia$a da,.&iça.&a
do o!ii>i-s"r:
Porieas sKo os qoe iein ejc~pailo,para contar' a.liidtò.
ria- do-infortunio.
;V:, Ex,' tem sido par rnuitxs vezes informado d'estas
i.erdp*es:. parem iiossos so.ffririieritos nào forão sinila jolgí*
d o dlgnos: de:attri!ição. Esperamos & $ q i i e acceda :com
pieil~dea o s ~ o g o sdoi hiimildes supplicaiites qiic são.: ,Que
V. Es.' se sirva r e o ~ ~ im. r poucos Portugiiezes agriciiltor@
qile -ainda rxisteiii nesta coloiiia ; que se,sirva alivia-losconi
humanidade de snss iirgente<i neoessidades ,'yaLiicular-
m61te cns dos izifeliresorfios. e deterniinc qiie .sej%>traiis-
parta<l&:,para:a sua palria. Assignados : R-. C. ,que,:peell&-u
sea,.marido a :%iGlùoseiii 10 rnezes. F. P,.C~~:qoe perdeuda.
Pelos aiiaos: do r soo iiriha i 6:000 hp'bi-
tanteh pouc,o:iiiais ou merios,
R i b 1 b 8 0 continha 4:938 fogoscom' 2l:aoah;
1 6 14 - - 5 ' : 9 0 6---- 20:346
1679---- 8:602---- 4O:OOO
]750---- 1$:154.--.~. 50:143
1 7 9 4 --i+- 17:243 ----- 83;l15
1813L--- 19:122 ---- 92:382
I B 1.8 ---- 22.. 19 I 06:297
1 8 1 9 ---22:336----- @6:762
1840---23:215-i---104:OOO
Os habitantes da Madeira, sRo sobrios,
laborío~os, robustos, Sadios esoffre.ciores dos
maigifiude~s'irãbal'hes;Tailavia. nXo..6 iiss'o pai
s;.

r a atliiiir:tr, se considerar-mos que a r a ç a s e


tein conservado purissi ma , sein mistura d e
sangue estrangeiro, ,sendo dosoeiidenle ' d é
honiens-valentes o laboi4osos;,~qüae~ erxo os
h r i u g u e z e s dbs 'secuios' 15." -e 16:"; lconser;
van~lo-se airida tnuitos dos seus costiimesen-
t r e o s habitantes dos cnmlpos , onde a , eEe-
ininação e luxo rnoderiio não tem tido. i.nt.roi
ducqão, onde as ar& e os accessorios'qii6
p r o c r i r ~ oa comrnodidncl6d~vicia, s%o local-
1nent.e ignorados. Bem longe tlisso , o infeliz
T41!6o, Iiinita a suasiihsislericia e m mui poiii
co. a1eni:do. que Ilie o teiteno.'qlte:i
giiaulia:.c:fJuin pe&ako.de bacalhhu "salgii~o
., . . ;
-----i-&-'.Lr=
;

nmiido.:e 1 fillio e m 10 mems. ~ < i , ~ ~ : ~ ú e $ e r d e h , ~ e ~ . f i ~ h o s e m


1Qii)eze~. M.;I<', quepardeu 4 . .filbos,e&lO i i i e z s . J.iR.
$f.Gg!;c,j~$u :sua: tniijJle?.e 4 . ~ ~ y . !O 8 ,?!ez-.
q
.q'io reideu'$. fi1hos.A; P. mal e Y. qiiazi iiioriboncto~.
24
qut~0d e ~ b u c i n h @e::s , s r e n q u q do florte,
ja lhe sXo objjecla$.~de. l u s ~ ~ , e . r ,ein a ~ ~.cava,
g
mas?* nprn,e,, de.p~rc'~o:~o:~ de prp$a, apenas'lhe
sat&o;:os indigenies,lsrss meia c h i a d e ve-
zeerno:. arin<x.
Miiitos ha, q u e . (1s teadeirooo m;w,ciei-
ro, ~ j r c t o d aa roda do anno , apenas gas1,io
o 8aI::e l ~ ~ ~ - . ~ l r ? x rc) loãrpi f, .e n t a h - s e urna vez
por .dia, d e uma chanfa.na& couve ,:abobra,
r hai;iia sein íemperp, .pu.~de.uin. p o o ç ~d e
i r r e . Este tr o pri.ricipn1 .a-limen-
to...dtr'(:i!~~lpo~icz, e 6 par? adiiiirarcamo com
iòo .lenue e < l i ~ n i i i ~ ipnssadio
ln ; s~ipl,orl$oaoi
dia inteiro,os ii~;i,is !~c.rii)sustra!tallioz; ; pore,rn
*i: sail!:pliy%:k~. f,q~s;eti~e-rre:.d:esta. penuiia;, ia
w~ib@+:j)s ,nesp~@;: nas c ~ a s s ~ : . l a ~ o r i o s , a y Y2..Q~ I , . o ~
p:-25 3n.n-06, ;illeriT~sciisivelrnenteas rtilysio-
i~omi-a:s,e traze111 iinjiresso no seinblar!te .o
c b i ~ y a ; < ltris1yía.e
g dos cpi<ia<l,os,provcriien-
t@s,n.ã~:~só.~$o~.. :trah;alhoi .e:.&digas a ,quese
soi;gei~ílo~d~glq. ~ ~ . p r i ! i ~ a v , q r n ~ $ . q ~,..irnas
.nnn~s
~a~il~eiui~~la~:tl~fl~ci~l~iades:,~l~,su~si~te .em
@,oi~l-isl~nrJi(i,s~> terra. I'ore m.se 'rios .ciil:pp$
sb-encwnl,ra~eytnindigente fritgalidade,.ria ci,
rJidt;-do: Fiin~hal? !nli<la9 q , u ~ t i r o . e c ) : m ~ ~ l e k
mnqle d e :Swet Aq11:i.rei.n!~.y rn Iiix~asiãtiEo,
n.+~~',mp(!a~~-~pglez. e n n inlernpernnqa. toí&
niqnt+..i.n~iggna.,,.e
7
os .Fu,richa!enses iinilgo
as-1ngl.ezes.n~ 1:l.m t b s u a s c a s a s .enas- de;
mak!liiodas dispendiosaa e n i seu: essenoial de-
trihentol.; e u 6 e m proveilo:tlos q'uelhas foti
d~cetir";.íi%ohgrdarão d'elles' a.'fc$galidade e
simplici&:ide dariira. njezn, e s6. os iniih20 fia
.~12iindanciada Gebidn. Corni<las fories em
,
q;;autidade, diiiriameiile e hucn ,liso niiniic-
inerii:e c~tpioso.de vinlios fortes evelliou, np
deciirso rl'anrios, hiio-de iiecessarianientqpro-
tftizir afSec<;Gesmo~iliysirodohorricin, e abre-
viar.lhe ns dias. Pur.isso, nada niais ordiiia-
rio ti» . qiie onconlrrr pessoas ti0 30 oii 4 0
anoos cv~iio semhlaiile enrii,ga~l». ahalido
encanecido , e .tnui. poticns exemlrlfls. ha d e
longnvidade niis.que s e eni.reg:.;ii>aos przize-
roY da gula, aqui rilais:queeip :Ixirte :iIguma,
devitlo A quali<latle for& e nutritiva das.suas
producgões., d e mdneira ,.q i r ' , n o s oatiipos se
envilhece e niorre mais depressa pela'extre-
ma frugalirlade , e na .cidade pela a b u ~ d a n -
cia imrnoderada.
Os. trajes d~ ,crimponezes, sã6 -muito di-
versos tle.outio qualquer liaiz , e o $ estran-
geiros ~iriiicipalmeute, riotgo-llie uni gosto
biz;irro e excravnpinte. Coiisiste pois, em um
par de cerouliis largzis, fc'anziilas, mui cur-
tas ;que s6 chegiio $0 embigo aciina do joe-
lho, riiuito seinelharite nos calções turcos.;
chainãoblhe criecrrs, e ern geral 3x0 d e sara-
pillieira da pnrle tio :'?arte, n d e {iano de )i-
n l ~ ona. do Sul ; botas d e can11Zo: an~arellas,
euiiitim: bico. arrebitado , cuni.o a;das sanr
dnlhas chinezas; urna camisa d e : p d n o %I,e11-
nhq, um gibão. d e . cùr e .um ;fiinil d e p a n o
azui , com um b i c o ~rnui6o~~qomp'rido, -com
dms.orelhas, o @a1 unicamante tapa a cõrw
d.a cãhec,a. O.traje das: mulheies lambem nilo
deix.a dt..se.c'curioso e'siiriples. Conieqa por
quasi: nunca risareri). :de:-calr+a<losei130 nas i-
sgrejas ou ein accasi6es: t l e fesleji~s; uni saio -
.te gue pouco lhe desce .dos. jocllros, d e i i riia
.fazenda cle IZa. fabriçacla n0,pai-z ;i que chani80
--wirtraj!je., tingi,tla corii cisca.: d e arnr>reira;
ium::oolele tle.cor -inui pequeno? por fóiii d a
~cnrnisa,.uma capiniia, encarnada ;e igual fii-
nil ao .que usão OS hoinens,, ainda mais:-tlimi-
n u t o , o qii:il para s e susi.eiit:ir na cabp<;a&
.neçessario s a i lirezo com alfinete ao cabello.
.Cham30-llie cnrap;rçcr.
As s u a s hntiitaç3ea, s3o inerns clioiipanar;,
w l ~ e r l a kde;.restIyit!oa, onder..am. gwal .riorme
pai., m%i,.filhos:$ .!-gatos e cnee,':Gon~'; ludo
n ~ u i t o scolonos lia , ptiricipalmentc nas: fie-
guesias vizinhas ;Icitlaile, qiic teiri con~rno-
d a s e <leccriies habihq<ícs. Seiido :I grairde
rin.a.i~i.ia.~do t e r r e n o tln . Mad&ir:i pertenccirla
a-:bens .vi~icnlados,. e . n30 costiirnando siiiis
-pro!iriel;i!:ios a,rrricirlln I[), ertr r a A o tlo tlis-
pe~itiiosoaiuaiiho tiecess;ii.io.; .(!.este eiilregiie
;a .colonos cBanii!tlos. cazciros.,: rlcie. parlilhzo
,nietade do rit;oc!~iclocciiii seus ~ c r r h o r i : . E ~m
.
.g~eral esins- Iierdatlcs c u n l e ~ n n casa d a :rii:~.
ratlin; e otilrn: clioup:ina qtie I!is s e r v e de:&-
sinha; $eparada..,:-uni palliejto para. gado: -v*-
&iirri.ou 1anigc.i-u:, nleni de nrg purc'o', qu.oicir-
7 a l r p ~ > l i u i i.iloixa
i deicreab*para matar pklo
,

rNalil, ~ Q u a a iyue . h .maiiteii$a.desles aniii~aes


sei.t~rn;i-.~n.epl<r;.;paiz abjalu:bainentB; nccessa-
ria,a q~ial:b facil a cada cazal, pois alem do inte-
resse q,iie d'elles tirco, consoineio as hervas
e arbi~slosiriiuteis o prrjiidii:ines das terras ,.

-
as quaes ter( ametite sciii os rst.ercos que el-
les pwdiizeiii hieveinerite licariào stereis e
inctiiias, riulritido-se igualinente do tlilo rio
inliaine e dos realos iiiiiteis da coziiitia.
O canil'on(?zcla Mnfli-ira, é inuito dokil,
jovial, fiei, !nos niiniamerile inalicioso e siipers-
licioso, e oslriclaiiienlc aflèrra(lo :icrviir,a reli,-
giosa d e seus. pais..A p;irle d a civilisac,c?oque
diz regpcilo ;i pervaricaqSc, dos costumes ou
ahtiso (10 liz;i~e:pe,isar. nenliiin) progresso: tein
fei;to entre a sua classe. S s o - inui1n;:clados ,a
festas: d:Igre,jas e rornarias. Em gora1 szo G o r -
pulentos , dot;idus tle excessiva força niiiscu-
l a r ,.aturadores e ~iacietitesnos-.mais artl:i~os
ti:abaihos ...i:Assim .,os.:~eritos..ndsIrariy?Br:tar
aoB hbinbrbs ou .h cabeça, cargas.de niais:tle
,
7 áitrobas por ciinn de penliascose rocliedos
onde parece que só podi5o tini!zitnr quadrii-
pedes lige,irns. 13' iioiavel tairibem a sua nçj-
litlade e. rnl->idrz, m carreira ; e rrada iaais
comnium t l o qiic iF: Iiotrie~is:icoinj):>nhara cor-
rer iirii d i j iiii..riro a iim cavxilo? p o ~ .liidrirns
c I>arrancos,s c i n canqarein iIt,ni por i l m mo-
ineiito se.apav!arein da ~ava!~arl!ii-a. Geral-
inentc os. 1;ahilenle::i doNori.o sào íle cor mais
nlnia e !de inellior cornplric,Jo que os do Siil.
~ a ~ ~ t o t a l i t.da
~ a popiilaqào
~le fc:nieninaj pode-
s ~ calcular
. i~ 'ein too'as niulherea qiie iiie-
rcsern<ser clasbiGca<l.as,.ncrn.feias n.crn.linrlas,
,
porque tima he1:lez;a. ~ e r f e i t n 6 dos p h ~ n a -
iiipnns mais raros qi>e esta ;ilha teriha prodri.
zido ; pelo r<entrari« nos holnens. si? ~~orleiii
,
citar exaiiiplos m;iis frequetites e digiios de
menção.
A riqlirza e irnporln.ncia e m que avulta
a ciil;i(lt, i10 F~iricli*l, iriciilcBo ulii pau^ tle
civ!li$acBo e de propresso iiiiii.uensivcil-, qtian-
do- s e considere que 6 a c ~ p i t a ,iíti
i iilna colo-
rii:r inolto ciecai<!a do , e s l a d ~
flore~cenlea que
chepoii , e 1tertenceni.r a uina n;i<;no q u e sú
ridia se teni aproveitado, para f;izet uin pas-
to pt~r:~. OS afilharlos dos vall<los (Ia c o r t e ;
mns rsl:i j>rosl>eritlailecirriinscreve-se hos seiis
mliro*. e o resto (In ~iaizspreserita i i m a f a -
ce muis,di,@renie.. F ~ I I I Datraz uim'os.. O alLo
vnlur a e c11rgara"o os tinhos d'erta ilha
df:~aritcn giierrs continent;il, .leuhi%o-naa iim
r I rirlueza nZo criliirnum. O porlo d o
lzu,&chnl,:ent.S;o e.s$a.v:a$ria . coniinu$> eoalhado
roi--r:a.viiis ilo ruiriboi. e esquriilr;~~ que dos
innres d<)Noite.pc~snv:iopnra as Intlias. e esta
i . e r a or~?/rp,,dt..hii deposito e exclusivo
1 1 i ~ a r 'reci.hi;iR~riquezas < I t x todo o paiz e a s
espnriaua. naiinnrlo na abiinrianci;~d6,eobjac-
t o s tle rpivrno. Colii Liido a paz geral.. q u e
oi~loi-yolio c!escan(;o 0 a concorclia aos )>o-
vos da Fcir.iil>a. veio o6:scnr o h~ilhantisrno
da riqit(s~ae <ia abiiridai!cia <to Filnchal erle
tos& ilha, tr.isle m a s rleagraça(1a verdade !
Aherlos os pririt~s<IaFtança, da Itxlia, 1Jcs-
panlia t-: P.ortugalj pi<lerã.o esles e x l ~ o r t aos.
r
seus vinhos para o resto do mimdo, e degde
riil&:tlata n rsfacnai.30 e eIec:ad@rici;~d'm-
ta uiiica P rtreciosa ritli~cva(!a Içlatleirn.
A sua irir!iislria reduz-se a iiina esfera
limifníla, e pocle s e irirísino dizer hein !)ou-
a o avulta : l l t . r i i de i;ni ~ s i a c l o(I'infancia nos
object<>sfahris : n;ns aqi~illoqiie :is necessi-
dacles l o c a e s e x i g ~ ~e ~a ~s ,pro<luiqóes (16 paiz
requcrein para srii inteiro desenvolviinento.
e exlracqSo, isto é, para n s a v a n ~ a j a r .ncha-.
m o s aslar hrilhnnrto na B1:irl~ira eiti grau s u .
perinr a o de qir:,lquer paiz (ia Itirrol>a. A s -
sim veliios 1:6s ePia ilha, çeii~na<larIc vare-.
,.
dos e.-nt.alhosfei,it.os ,>ele-arte e m . sitior.on-
d e parece qiiç. s6 C, ri1ill)afr~011 a nqliin e r z o
c;irxzt-s SI@ ~ h e ~ : i rni:s , diversas c;~llrrlns,
e e ~ c i i h r o c l~(:illiaçr~s
~~ lle qiie p9r IorIa a;
parte ahiii:ria assiiii.como ,IR uilia ittfit:irln~,
de' tlb <:iilh:is ou c:iniis d e rilsdeira siisliri~-,
srts sc~breproriindns p r ~ c i p i c i o spar3 ~ ruriilii-,
z i r . e alirr.vci:ni. a s si!as agoxg. corri r i t > ( a \ d
airidn q i ~ e t o s r ahahilid:irie A s ~ i i n\~cniosndu
q u e para acon;otliil;itlc tio Iranci!or(r d ( j s vi-.
nhos e oulros ohjektns na ciiljde (li, Fiinchal,
i~s?io os h:ibilanfr*s ern vez. d e carr<i$, d o iim-
morteli desionhccido a »ti(r.~> q n a l q u ~ rI i : i i ~ i
Seticlo' iinpralicavrl a carrc;i,oe Crn rnt1:a dir
i4h.a , .delitro t i a ciilatlt. ainrl*:\ :i mms inuiiilj
pois devehdo: .ser qriasi liirlo o seli ~ i ? r v i q o
tr;izer da.prai:a qiie B'rheia dexi.aili:iiis i+'
ee>ieusrnin'dm i. grosso$, e levar payd alji. ori-
ualusnès.d*,bmbw<lile &ssiã$ios. e karcowda.
costa, nAn . jmdeni. as rodas dos carros t e r o
niinimo i i s o ' p o i s se afolariilo a16 o eixo en-
t r e .aspedras roliqns, por Ihefallar p a v i m e n - ~
to,.snlido sobre qiic rolassem.
Nesta p o s i ~ % de o local , nada se porlia
inventar mais simples, ulil e.cotnmodo; (10
que ;rs tliam;!$as C:,~SCGP, as quaes CIook,
s ~ r e ~ l & . schamou ~ ( > , niisernveis arrastadoi-
rrls ,..pois sriido.çon*tritidnu tle ym rorleclia-
))"O do ,til (li? R a I O ,,aliuns de. conipridoo
2 :e meio <I~l:+,-oo, cnm bardos tle irioa p«-
1cg;i~iad e a l ~ i i r anosjladou, 6 Jiusada da c ~ i i -
ga por ..Orna n!ai,anr:n d e 2 0 n 2 5 grnils d e
ific)iiin$:;o, <!c iii;lric~ira qlin o sei, primeiro
poiilo d e apoio, é scmprt? siispendido, e vai
fugiricio a o s objectos oppostos,. a o niesmo
p S S b q u e nella, eiii . uin niiiiulo s e poeni
uma caixa d e assIic,âr, ou 4111in pipa c h e i ~ ,
ou iguaes pesos, os qtines' se IançXo d'clla
e m . Zü~seg.nndos3e gastqo no caminho;. .ineiios
d e . a m e t a d e - . d o teiiipo eiii q u e a n d a uni car-
XO:, pois. se Ihe vai seinpre laiiçando p o r bai-
xo iim pano iiiolbaílo.
, I : Este simples n i a s miii solido vehiciilo d e
c a r g a , ainda q u e sem roclas, e puxado .$ior
2 bois, serve d e .ião facil t r í ~ n s p o r -ao t ~ qua-
a i unico artigo d e cotniiiercia desta cidade,
ç ã m o iioç rniiipos osodres. oii h u r i a s o s , on-
d e . lavrador
~ facilmente transporia :o pro-
diicio da sua.coliieita.,'por eiitre ata!lios.sa;
rabulhendos. Ambos os. objectos ile.condiic-
@o,.s$o: pois filhos das necessidades. bcaes,
nao!aùrriiltindo- lambcin as, ruas d a cFdade o
uso..de carros pe'la sua eslreitei;i, occas*
riada pelt~sr e g o s tlc agoa, que eiri todas h&-
via ; s6 tlestle 1 0 3 6 8 qiieSacaniarki inunici-
p a I d o fi'uiichal, começou a cobrir estes re-
gatos, deixando-lhe d'espaço a espaço as com-
peierites adul;is para o necessario tralariien-
t o e manejo dos-vinhos, ficantlo as ruas bein
nivelladas. Igiialinente, r130 consta que e m
paiz hlgoin do iriundo setrabaihe e n i casca-
-dura ou vasilhame para a expoitaqXo d o v i -
n h o , com unizi soli<!ez e perfeiçrio coiuo na
Madeira:. Outro tanto -podemos dizer, do
iiiocto com que tratão os viiihos nas I<siufas
d e fogo, ao sol ou no canteiro, pois n8m no
~Fav;il, nas Canarias 01.1na lIespaiiti$, se teth
'aiii"~iaatinado com o verdadeiro riletlictlo&
ohler igual resultado, i s l o é, no processo da
Esiufa, o que riie persuatlo sejndevi<Io tambe'tn
:L qu:ili(latle do liquido. Nrio (leve latnbeiii fic*r
i10 esituecinieiito, a extrema, per6eiçSo c o n ~
que .iiesta ilti:~fazeiri toda a qirzlirladc -de:@-
ce , principulineiile a ca~quinlia, ,oii c i d i a ,
diyria <!c: a;>resenlar-se lias iliczas Reacs.
13.t.i'adiz (iarrell:
A . cnsqui.rilia giilosn e delicada
$>a-s&l.vusaLiIa<i(:ira, a r f e e- reiioliie,
LUXOde, lautas mezas :&c. &e.

C." 8." St. 8." Pocm. Cam,


39
0 s dernaie objeatse de inhnuhclura que
se e n w n t r i u , s$o nlguns tecidos rle linho ,
g r o s ~ e i r o s ,.outro t e ~ i d i idel6a clu q u e ittriz
fdle,i; e ioovnl c o i n toda a perfeir,$o, da
ios<leira iridigerla tlir inesina ilha, chaiiiatia
~iiihacígo.
<i pnsiqão geogr;~p!~icatla M a d e i r a , ris-
saz proxi!li;i t1.a wnii i.orricla, e a gra:ndenk-
Eiiria das scios muntalihaa, a lorrirto. susoepti-
v e l . d e clriiialiaar tudos os vegctnes tlo uni-
vrrso. Asãiiii ;ia ~ i l . i ~ ~<;ue [ . õ ~IJ I!:qua<lor r ~ -
q u e f i l a , . e as iigv o frio $t;ici;il dos I>olosa-
c a n h a , aqui vivrrn , Sruçtifiç6o e se aperiei-
$OS<>
Com f i t o . , nas partes da ilha q u e gor
820 de teinl~craturiihei~ign.a,. depois d a s v i ' !
:nhss, as..iru,c(as d e 1eit.e sXo as que rnelhor
~ j i r o s j ~ e r ã aasrii~n
; venios ads, os figos bran-
.c«$., a8sji.n C U J ~ I Oos ~ l r e t o sa clue.chainfio be -
,

k r a s . ~ ~ r o d y i ; ~ ile a n um :ee4r&.ordinario t:~?


maiilro , p:i.iriti~,alriieiile nos y i t i c i s batidos per
'Ia iiiarezi, sali(.rosa (!o iiiar. Nesta iriesriis
teinperalurri, s e dSo ig$r;ilineiitr: bem os Iie.

.
.
cegtieirus arrioreiras, riiar:ncleiros, lirnoeí-
ros çi!lreii-<IS,e pereiras. Pcdem terras mais
f r i a s c? l ~ i i i i ~ i < l ; ~es ,silios ~i!ais: ~ l t o s , as no-
gueiras, . cc.rqjeirns, giiigeiras, aiiieixieiras,
pepeirws R r:es,ire.iras. A s lararigeirus e l i i ~ o ~ i -
r o s , ;"isto 91'" tainbein se produzão nos pri-
meiros POIOS , sei:d<i hitinidus e abrigados,
coiii tirdo se dRo nirllioi- rios segundos, priri-
cipalmepte Mas fundos (Ias ribeiras e s u a s
sinuasidades; Os Fi*ii~tos (i'cniis ,duas $i.rvoresi
trazid;is t l e I1ortiic:aI . :ti+!~~iterat;io rtri s p n - .
tido irivorso ; ':i 1,tra:ij:i qiie n o Reino passa
por a melhor ila fCiiri>pa.rie8ln ii!ia raramen-
tc.6 bofrirel e doce, e o liiiiSo qiie eui I'fir-
i u p l é pcrjaw1o. e ~ > d u c.acidn, o na Madeir&
i!vol~tinoso~ suceuli?nloc rle uiii :rriJrria .e gos-'
to delica<lo~.As r i o ~ i i o i ~ ~cht.gara"<r as,~ a ser'
gerucs n n i l h a , nias Iioje$%i> cartas; r ~ e l ograii-
<!e.usa q u e Iioiivo <Ia sim t:xcellen<e oiacleil
r a para iirovel.. : ( ) t i t i . b . ttiirto ;ic«nlecelo a%.
cedros; qtiazi todas :i$capellns.e trastes an-
tigos 'qiie.alii&.fa.~i$o,.el.a co'm esta pi'eciii-.
80:-pa.ii, -de ,lria.neira que hoje 4niiii .raro., PiuI
reinii1o:de :D. Joxo 3.".pr.los aniios tli. 1531,
consta que só para Lisboa viera o valor de;.
mais ciu 20 iiiil cruza<los de madeira tle .'ceii
dro, pa~~rr:c»nsirucc,lio. d e trastes;
Eriii: (orno d e : tatla a ilha aciina t13s vi-
nhas,, t? :iti;iixo do arvoretlo silvestrei; se dzo.
excellerileitienle os caslaiilieiros, o-.quazi:to+
<la.esln exlensa rrgilio, ou esii,:hiitdi.a, ori:
t.oina(ia com i i i ~ ~ t egiest,as,-i~ tehdo al,enas,
e m a l q u n s sitio9 poucos' inliai~iese.i>alal;is.
12' esta a mais bcr~vlica arvore <1;1Ma-
deira, pois fornece ],ara o al-iiiiento do ho-
mern n castanha, qtie ai~itln deixa retracos
par6.a auttiqão dospnrcos. Coiiia sua folha-
gem, se engord:"lo os gados e est>.umlio a s
terras; +as suas r a m a s , se ti,rãoi$lenhaspara
6 . ~ domestico,
~ 0 e e s 1 a a s : e garr:ini:hospa-
ra avinha; as &as duridourns riiadciras tra-
3
yej8o :a%casas ,;fornecem a inaiar .parl.e :doa
trayleu nss. habita(;i,es pobres., e sorvein nas;
ço~istribc.(*;íes: r i . i n a s ; as suas fortes rai-
zesprenrleiii as terras ; n:i siia corna etnbaçxo
a s iiiivens , e. so coii<lrris~o as ayoiis Iwh~~fei-:
t9r:as ; a sir+sorn bra %rala, (1eix:i urescer qy-
xasi!.iiir e jilaii~aq stgri o ni~:ricir cul~ivo,qiie:
;yms<:t.ri~Ao ricas inariadas. Deve. psis t i pro-.
pagaç&o d'esta arvore, merecer toda a atien-.
q:'io dap caiu;trirs, obsla~~(l,o. a que algiitis pro-,
]?l;ieLit,qios atra:laci.os as façxo cort>ar aotes dqe
se11 11erl;:ito ~ r ~ s c i r n e ~ou l o ,uhiigatido-os ir.
subai itiiir-lhe* logo o!it~as,vcclan<loigiii~lmeil-a
te q u ç as loqiic o i l r n í . ~?e iiiiiiriaes ,tla,inrii-.
i t o . d e 1-cura eoudi<iãiu.r
rlbps,, e n ~ ~ i ~ a i foreiii
: : 1 1 s ~ l enos. inonlks:.ari,dpe e! iiifni~s.ti.&.roa>
se de.wgii).semear. f)int~,ei'ros , a c:scabeie.cer n
sua.imp;,rtaii(e qu1tnr;i , que é da inaior i i t i -
liti3cle. ngalc paiz , pois pcosper,\i>. ric:iin-nte
wY: I$r~:e~os,rirb: s u : s c ~ ~ ~ l i e e i ~ : d vegalw.
~~~ilna:
?%o,; 3s . s11.a~rtiizrs s q s l e i i ~ oas. terras dkcli..
v e s , e nleni do n%o rciliierurein n it~ii~i~iria.
ciiltiira, no ilocti~snd c porioos aiiiios 1:3,nr?-
ceir; I>p:is ina1leiriis c: Icolias. Kin to.d:t a.:ilI~tt
s g inr~slrdo,ni:iilareslou ria liir*? c u I b ~ r a : < ~ i i o
Iio11;v~~ ia rl'eiles.
Grcnllos os pinlicicsi e tti!~l~ipliçn<lus. o#:
soi~tosd e castaiilieiros cessara. a r:i& plan.,
sjv,ei (Ia faIt.;i d c , lejiliaa para serevi at*c+osJ
.
e.&a *i,v.oc.e<los m i i i i>rincipalmeuleicosn.ar
fac,lùrr)i j ~q ~:r v n u ,qtie I!ie fuz,o,. i u a i ~wueL
destroço, phis os barbaros cnrvoeiras Eortgo
e. qireinliio de~a~iedirlaiiiriile,as arvores mhik
robusi;is e iiteis e quazi todou ou aritios cIt.1~
xno atear fogos, q u e por dias e mezes con-
soinein i u vezes legoas d e matn,
O c;~ftique a Madeira l>ro<luz6 igual ao
nielhor d e M o k a , mas a sua cultura que ja
cliefiou a ser proveitosa, Iioje se acha muito
< l i l i l i nuida. O mestno aeonlece ao siiiilag re e
pastttl, de q u e nossos antigos chegar20 a ex-
j~orlar em q~r;intitiarle.Os paiees do Norte Ca-
zião qiiazi exclusivainente o cornmercio d'es-
t e artigo, e f o i elle tanto, que elos :ititlos
ti6 lb9O s e fatigo traasacçoes~nrime-rosas 80;
bre f:400, 1:500, e oiitra3 i ~ i a e s(111 ar!! ir1 ides
d e qiiintaes <I'elle. .A cullitra dn s t d a cl~c%goú
igtialmeriie n ser lucrosu e ahiiildante, ~ r r i t i -
orpiaJii>ehle:-nas. terras . perí,encr,ntes aos .li? -
er~iks,i.Nras hoje aphnas exieterir slqi~,riinii:
iheiros de bixos nas rri$r)s do c~iriosris.Igiiab
decadencia sofreu a interessaii~i+rinia~ciil~u~
ra do ausiicar, pois hoje apenas avul~irdeiii
aigune .deiilennres d'drrobas. <;<ÍnitaI que o
primeiro e i t g e i i l i ~ d ~ ~ egenero'
sle foi& ,coi~nii.iii-
do por iiin Oiogo Vaz < l e T e i v e , , e m i 4 5 2 ,
e m q u e Sez 'iirri contt.acto com o lrifaittc 13.
Me:rtriq~ie.~,<: foi tal a zuginento'da sua cul-
tuia,. qíie MIO$ .4:t:nros.*ille . I 500 existi50 m a i s
de.:iXo IGnpa~lios,-e:-cbegni)a render: o qriin-
cdb' i s ~ u e . n 3~ 1. ~ ~ 0 arrribas
00 pelo . qual d e -
dueirnbs a .enarRic!.i@Calidade d e i bo:ooo ar-
robas l
3 *
Pelos: :primeiros. aa annos do (lescohrl-
menlo; JwoM.xdeira, prodiieia ella tanto cri-
g o q u e ox~ctrtnvk an,n~.iairlieiili?p:ira ciiiiailn
j:ooo. ii1cijo?;.s6 ,p;~r:i':i Lrdto d e G11in6; po-
rt2ni sc.nrlo ciiriver&i(la :i a g r i r ~ i l t u r a para a s
~ a i i a x ~ asst!car
lc cijriieqiiu ;i riic~jbr,ros<:eirai,s
$lua ~ ~ o i - i ~ rio s t ?&i(.tliít-irar:en.'
. C o i i i tiido
a I . pwlc i - : : I uns
.3:60b~i110~06-<ii: t~:iu« e I:OOO e r ~ ~ cr ~ i?? [ . ~ i o
c:. cc,vr;(la. .o q i 1 1 ~ >?p*:il;rs .C!~C'P:LB:~ para 4 me-
,,

7.w r b s,isi-.iito i!c,'il~atiit,anles, vi.:?o ser:ti\o


n;tvrtad:i I!)ii~ c<:in!~eiisa<;Xo1eiii.ne geiirsfili-
fia110 a.ciiII.nrr? ({:I h:itata, a I prodnz em
al~*indnn<:iii,i. (li! tiiria. qi~alirlade que. nada
wtn que deeci:ir 4 melhor ,da.I r l a i v l a A \ia.-
14la.doad:-tattibe.m 15tle'grarid? recurso:-paL.
r i I~vr,:irlor., hi:is o seli principal nrfieo d e
S U R ~ E I I ~p
Q ~ c t k ~ ? / a . r n ~ e n t iiiirnrnn,
e,nn i? o inha-
1110 , .henqfi.cii.: plan,La inuiJoi. çii:bs.tancixl ; q n e
ebtm ipp,uooio~tUiv~~ pi?ml>eka,: :prniluhirido: a 6
ntesmo: lektt1j.o,.:~laioi j.I para .-:a':;nittriçSo-'dos
pois<-%.
I I r . i ! . cereers ; legumes,,
e!:prkorc?s.J;-~!r!.iTr?ras,~?ro~ci,zS. parn.o;s~islen-:
1 1 1 : ~irit[iuiii~s.IiahiI.adorcs~dCesta iltia:, :-a~
113 r > a a l c l ! si~it~nqr<?:
~ ~rlA»lnsinrliKehas como; ..
$1 rIis3c. fcirinarXo noiri .n$;,maileirns. c o m o
8ist3,:ni <:oni o v i . n l ~ o . e ~ ~ a : . u r z ~ . l i ail11;isrlo:-
d.as
sfi~(a,;:II!I 'POP
rr~ri1o:ei:rio,I~i!sro~~~:i~.ox1ens.o~
nllr: i i ? s : t i n\, i n s r!<: <liversas :Nrrqnn~tia : Ri11.o-
pjj, il~t11::~cic!ov3a o jmrlo ~<ln;Furichal,<le Ma-
ciiico e d e Santa C r u z , tinaendo ern t r a c o i
se.IIs generos ' e tlianlifacturas ;- com &ás ,a
p1ant;i .<Ia.ma1:vnzia ila Pllii ' , d e dbj!,re ,.,& J+
Cnl:ihria an-caiias d e a.;sucar', e o~it>i'd~' niui;
t a s :r)lanras ilu~~nes'; :r!rni IIA+:'& I'orl.iigal:,' 6
q i i e . t > ~ i ~ lse-
i o a r i ~ i r i r r i l « i i ~ ' v aii$~Óis'a$j
~u
$co~~<~bcrt:is ,i!ii~c<,$La iiit'ridiAii'JI il'Aliira d a
:?.? .'
J ~ i d i a tltr Aii!riira. pois qiic s henig-iih g v a $
l i a i i a (ixnipi?ruln.~l:ii i!n Rlatlgira', :ibli'maliza e
a p i ~ r f e i ~ oioi~ou
a os p~!tiiíis qtdk : i ' ~ aN";"";; l.~,rels
lirí~iliualiso ri rlraile 'a @ r o e n l ~ i i t .l , i a : ' ; i i i l i : ~ ~ ~ > i ~
,
a16 a s tc>tra(!ns r6<?Ccs 'rl,i/ f?lriaclor. . '~6fiiih
K e m u s 116s~irotl!!xiivii;oqa ,a' k>nr:;i!i'a , a p i a -
,,

va : r o çir&aiz;izjtiiibli.)J aV ri~«i!ihguei~o:ao~~jG~
.
,k i
;.i.,.
i t R ou<i:$i. ;+r~ok~~~dd,i'g'&!i
n a s <!o N f ~ r f , .N5o . í1r.vc igit:i!itir.rile ficar s e ,
mrnqEn n ]>rolii:ti:i ciil:ivaçfio <!as reliolas. de
rint;t exce!t;:ite e g:-i.aiitlioçá'c~ii;ifiiladr, das
r l : ~ ~ ~ ~ : ~ e : e x - p c ~ i . t : i . ~ ; r nbotn:"numero
n~i~Im~nJf~
para asC)~.:!Indí:-ise ' Drizil:
Ljtiin jiiut:l proporq30 tciii havido tio
grksso :e deic,~lericiiilos<iiverçris eneros tll@
i r i c o l t ~ r aiiesta illia. Attaz deixo6 .ùiro i.:
c d!,i ~ i h
foi ella, oliui~dnrll.~. nn'caiinn; tia~st11ii~@'6~~6~iid
café; mgs: c?dA;'c~ilt íira se"achir I í r i j e " ~ ~ n ~ ~ i t o ~
'

dacafili ; : - eta1:sg d e v e altiibiilr! n k i :V nii-


eligf.nbia. d i > s - colonos; - o i d + ~ s f ~ r i : ' < ' ~ , $ : , ~ ~ ~ ~ n ~ l i '
&noia;: S&js kie@id,:f,ri'nat WreEB'! d:> .f&?kffbS;
jA ~ @ ~ n n c X ( ~~se,i:cj;h~lij:>í~f&li,51
O'li.a~ <]'ji$ba&juc
j? is~tifrj<e,,?~~cl ~&::j&alici,~i.:ó'l~.~rb':fil~tilifii filo-
tivo,-i&s&s. a ,,,l;intas; ljrotiii!;fi!ii~è 'vi<)osas.
d/@afitet!õs p~i.,+$gi~& ' P a ~ & ~ : ( f i n ' s " 'poii'cili
&n~
de'fifiinhgoseilsifêl:~&&fil'e.iWcgfú carecede a ~ i i t i - .
daOav.regadpr,qs,yaics methodo q u o preserva*
dL'a.Vfd~ra; a c a n n a não sendo: transplanta-.
da n b ' t i m d e meia d i z i a <lcannos., e o . Bed
fb?rGrio' bem engordado, é alac,ada e roii\a p e i
6,dicl;p. Sendo este contieeirnento filho drl
<x,;,&-iericia, deve.0-seguir queiii q u i z ~ ró b v i a i
a , ta!'nrejuiao.
Todsvia se a Naliirezz .tem cessado enr
fazer ~irosperaresla lucrosa ciilt,iira, ern ou-
t r a n.%o 'menos util prodigaliza eqi~i.valenies
dons. Oe Iiihaincs s,?o o manA do cainponez;
a ba1al.a a que chain:?o Semilhn, vai s e ciilt
tivando com prodigiosa rapidez , ~>rii~cip;tl*
Inente na parte do Norte . e nos terrenos ,
{:,$js,.qus.ceptiveis
. ., .. . . . .cle,vinhas
, .
qndnnc!a, e hoabqualida<le . ,
, e t a l 6. a. sita a,-
,
qlie annuaIa~en+
€e s e P p o r t a ja,aviiltada quaritiilade.
Tnnbo rec;ipitrilado quaes sc<:io as prin-
cipaes piodiicçOes r$gtilraes ti'es~:) il11.a , serri
ccin)t,Hf\o~,,al18r J:?s..v..i~illas,o,que fa,rei.&in ou-'
(50ilt~gar,,q n a r l d ~: t r a t á ~ d o , . n i o v . i i n e ~ t o . : d o ~
v~ii,h,o,s?$5 e s t a s p:roduer,0es incligena.... ou
estiiyeir,as, l e ~ n - s e berri - , a c l i n ~ a l i ~ a c loou
qi?e~feiqaatLona , M a d e i r a , ,.,niio:i +.ont.e~cets
n-;sjm $5 I>ro~lupqOe# - anirnaes nella-.t'rans-
~)orta:rlqs;e m , , g e r ~todas
i - degenerarito. ;..iia
tamanho. A r q a . ~ a v n l l a r ,pez,a~.(\&,
~a iiiui. ro-
busta, 6 d a r~ma,extreya.,l?aqiienez,o s .roa-
ck& e burros igualinenle <iim.i.nui.,rXs,p~.. ta
m-who . aos qiie for30 in t,r,oduzidos d o... Reinoi
por-m o,(gi<do Janig.ero.:co~serv~ndo~se ig,*~ln
au.de I~ortugal~,,q!fi diiness<les, na..hodfl&
rh c a r m 4-
lhe Q inferi0r. O boi aintl8,que
generadu eiri corpo , é mui forte d e nervos, ê
utilissirno para os transportes na c i d d e , o?-
d e , carrego as corças. A vaca tarnbem sen-.
'1.0 necessaria para as debulliase o arado,.pa:
ra; estruiirar as terras e traiispartar madeluas.
e fi.i.kei~asdas serras, é de nbsol'uta nebesgi-
<Ia& para o alirnento do homem, e a s u a c a i -
Iie é excellmte; a -que produz Cilheta e
seli termo <i tida pel;, superior, e n,io deixa
nada que desejar il molhor vitella do Portu-
gal.
Este geriero d e gado, prospera com fa-
cilidade, e tal é a sua abunrlancia, que meia
drizia tl'annos h a , a vaca s e vendia no Fun-
clial a 4 0 rs. o o carneiro a 30 rs. o arratel,
islo clepois de ter pago direilos municipnes ;
com o abatirnenlo de 20 por cento tle moeda
fraca, tereinos pois que a lirimeira ciistava
p o i ~ c oiii;iis (Ie 30 rs. .de Lisboa, isto é qua-
zi pela 3." parte tlo que custa nesta cidade.
I'orenr cori>o iiestrs ultinros ariiios s e tenha
exl~ortatlomuito gado vacurn, para forneci-
I I I P I ~ ~ Otle eiiibarca~ões, e outro tsriha itlo
par:^ as orçl-Iiidias afim de traballiar c o m cor-
<;as a o niodo d'esta ilha, j?inl,arnerile coni
einigratlos colonos, tem rscaceado esta ahun-
clancia de carnes, assim como a t e m tanibem
encarecido as pezadas posturas niunicipaes
cle 1836.
O resto dos animaes, que ainda se achxo,
são os mesmos e e i n tudo semelhantes aos do
Reino, noi.andq:çe porem -que nenlíiiin fera$
47 vene,o:gçp,j q n a i s ndla se..actiou-,e6 merrr'
Ealsidade'O r l u e se eiicootr.;i $nl ,alguinírs geo-
Fra$ii,ai fi.ancc?zas, qiaiido, tlizcin que .nestz
illia'ha, .ou ,lr+vi$o . rnuilos porcos ~:espiiibosi
O bnic6 reptjl. venr1io.p , e q u e iiabi1.a: nos.
bardos 'dcsilvaclo e t a b a i b e i r a s , é a taranrud
1%;. !nas na? ine consta c l u e ainda,alguem te-,
rilia sido cl'elltrs mortiilmenta inordldo.
CAPITULO IIIe
Cúiiòsi~jd$.'n.
. , . .. .:,. .. at'urhes
. :..., :e. -nftifici'àki~.
, . .". , . ; i : t>5;

JLBri/,u-;.r.fipa~:ki5Zo:das t~eZra5,em
Seslntri.:'an PBropagacão . d$i c~ktu;-
r .
, . . . ;,
das:v,iiíai;. ., ,e;. $ e.. ..u de-
$ .
'J.,
ia., gllrei~c,;~ h .:;L.

Senvolviulei~t~~ em riqueza,: -+opti;


]a$$, 8. .&c~@cilci.a.
. .. . , . . ,~ d c d p ( ; i i o d a
;dade! do..Eaacbali

&.ando B foii,;is 3 Iahcei i ~ m l iC:n e i r o:golp6


tie vista sobre o aspecto geral <i este paiz,,
~ > o i eai escabrosi~lkrledas suas coslns; o ai-
.caiiLilatlo ,da siia seuranin, e ou. nmi~dados
j>.reoipiciose,abis,inos, iqu.c.a X.alureea.is.e ap-,
,
]>routc- e n i lhe: rririltildiear r..cuja'horrendu
c m;ig~stosacat;ad.ur&, sd pode. sqr -.appr.e
claba pelo .-oxPrninird6r acostuniado .a.;uma
i;~gi.Ko.'pl~na, ou p e l o .a~irad&r,:da.,pbi.~n~Va.
iUq~~rvre%a,:igr;inclld~~ie~n nlagqsiadz T s a -
?r~ipdapniâos do.-E:terno: C ~ m : ~ s ~ esendo ito
:eslaij:l.ha qiiaai.,toda8i:li,iiii:tada!;$i@:~~:allissimoç
tj,wiharic~~,< qnisi: talhad6~.:aipi,~ueis.obr~nwi-
i:aY.ialp, rua@,.li@:.reaosi:enhr~ek1.e~e:;esitx:eJri-
'menlo see a c h h p e q u e n o s espaços pian,o$,
residuos clas quebradas q u e no decurso tio
t e m p o t e m d i S s h b i i ~,,a&iHe
~ Com dificuiiia-
d& podem a b o r d a r os b a r c o s e m teinpo SI?-
reqo, ,e.raranJt?ht- cote .travessia:,,;gs q u a e s
'são'iini 'poilko.. mais heiiighos nas:bonflí~,e&~:as
d a s ribeiiak <~iied'esses fiièsnios rc:chedos sirliern
p o r :voragenscprofundas:
Se estes esp;iqo$ são mais (lilatados e
nuscepfiveis d e cúlíura, chiiii~5~~~se'/ujin?P, e
A s vezes eiicerrão povoar;%u iiiiii~erusa, laes
coiiio. a d o . Priito do ilhniz., da'PIJ!~[u, De11,a-
&, do Sei.xal, do P cul, rlr/i l ' < r d r e s &C: & c &c.
Os rocbedos qiie lhe. Ecão-eininenles, oii elii
alguns I i ~ g s r e sd costa hravia, - ...- . . e111 muitaspni.-
tos--tem :dlká&G ,a&',y&s.de a ~ f u ~ p ~ p x ir. r r l
culor, laes c o r i ~ oo cabo .Gi& e oittros iio
Cnnipnnni.io, a p o ~ r t ado Purgo, a d e 7iis;cio
o,'Pusso d'area, . a fi~liro-a, a P e n h a d ' d -
.y.uZa;&C. .+c!
A s r i b e i ~ a em:,gefal','
s c0rre.m; por f r a -
g a s 'rle u,riia .èsl>an~osa.profuiidura, erii leitos
. e . ~ O Qe mais passes., e .eiitre. paredes na-
tui-aes-,altissimas, 'qffe' 11kr$! o..&okro,da illia
- s % o : d e niilliáree d e p& d'altura , algurnas a
prurno , em: q u e pela- maior parte o s ankiilos
,sa)ientes e reiritrantes, e os bancos d e r n c h a s
e:. terras qrie apparecein d e 'cirn;i . e oiiiia p a r -
* t e s e c<,rrcsl)oi;tleiiil moslrniitlo assiiii, que n o
~ I i u q u ecioc
. soíl'rcu aiiltin, pur se al)ittc3roiii
se apoderni:no as agnas pnr:i.son qatur?j ~ g q
reiite ; 'pois 6 iiiipossivd quc eJl+s:,
pouco vti]iiriie 01,. cabed-I, ~ c l e s s gines& ~
f
eiii .uma eternida~l?de serli os cpvar iRolarc
goa o pruf11ridos liialos , $6 pela fricçRo. .<I+
tiin r;roliri,;~>orreiilcza corilra taes massis:de
ro<:ll"llo*:.
ICiii \',ia o airiatlor d a s r,pr{lejnntcs prados
pri lerrbiio:: liianos, ond- $ : v i s ! ~ : s e . p < r deem
L I I I I <lilatallo liprisonlo sem iqlerr!il>@p $e!:e;
le.va,i>es, 1iroeurar;í neste, .pai~,.si+i:!~ s ~ u
pelile. . ~ ? r i ~ . ~ r u o ~ o ~ , ' C o,er ddtilr6s
' e i r » antigos
esçripl.~r?sp 6 s ç o s , $3". sem .alguin,laiilo ,de
~kç\)$j.~riilliar!~a , ~ a / l d ,o,qiiaxiilo.l,r~.lg(~~i!,$$i-
holo.sa opini;i« <I< qiiP, j a os d'iversos a~clijpe-
!:%.;os do Oceai)a,-rj&l$nt,icofo:ni,irXo, i;irie
L.?rr+:! +!uq. ?., n~p.pf~,i~~:eijj)~~u~~x~I~~.ri.~~,
A~~B~I~~~~-~~u~~~.~~#PÇ~~~~.~~.~
yb~;<!op,ji~r~geness. J,esia :nifia ,:opm os,r!a-&ri
59:
ra'cla E s ~ r e l l á; a direcr,%oque a si!:+cor;iiihri:
i-n segue a14 v i r f,iiitlur rios -1or1lt:s tio <:i:~cra,
$? a . l / n l i ~recta q : ~ c l p a r e ~ esc%!yr. 6 ço.!~ji-
nu n p - R , i>,< rnesil,a serrania c l g i mad dei,^:^?, ;l:err
fèiliiuente Oist .si~dri.rste,clescle o siia ciri-
Seili nq.'l;eil.a,, qssiiii coiiio :I sernellianq,ii, &
terren q..q"e c? airi,I>osos. ~);iiz&s ~ . .. ,
:a ro,cle~&?,
t.ud,o .,cogcocrepari fj!ntrisiar-mos essa C Q J I J ~ ~ , :
tÜra, m a s ira(ciiios sd, tle .~Iesci.evé,~, 6 :%a-
i$sloso eslicctacidLo,, tl:r Nal,ureaa~qes!a~iliia,
~ ,. . . .
. ..
ç.n3o iiiver;lie~ieinosos seus ,lr~$n,o:s,
()S. ar~e,dÕ~r& do Fu~\cb+k.~priuco ol!ercr P 10
curipso. siste ~ u a d i a;' todavia. o r o n ~ u i -
44
li$" ;itlif-'~#,i14"'&'ji:%.~& fiIa,z;lt '.i-,y(,uc(,
.
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, ~ & ~ m ' ~ f ? 1 2 1 & # ~ $$;lh:&PJi;ft&
~ *; nppres@tilai r i n á ;
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d8g,ve\ J L~r(c'.t V

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sonrhrio sileridio, e n st!:~v'i~slaCXL~IISIIU', $
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, .,. .,liilda , cegÍc$vi-.
p,g!ti'6 .e:-jc,eiyi f<;pfs.,,,,'t'fnquc9; iiioiit,?(t' db
Yeados', f&rréh.?&es . ,< , .c;. s:...s:. '6 r ~ i ? sé. x l t . ~ i r iai>i!nJ
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t$,Ac .t;i . , Y l ~ ' t ~ t f * r ' p . ~ i : 6 i ~sti.'~l.g'e~r".s~
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na. k # a d ~ 1 ~ rsC'
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i i:'i.idc$rS:r^$ o-,l$,$rbjb : ,t.l *o<i . :

nnm1hb~6:Chn~,~iiIln';~~~:~lili'b%ii~
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~&'az~ag?~il~v~]i
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grsri,,t; r- , , \ I .,)
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45
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iirn~iiospíkio'ontlt? gi.:ihiil;tirit:iit ;a@poi10m.$~
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n'rjiniiiá$gi$;tinire os q ~ i ~s~?<ilsliii~~i(!ni.
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doinid;~:ifikijtieiiji < 1 e Marluico ; : esiia Ei;igo-
sn','ihi:iFa, .e aqiioesliiiso~,i;iiicei;io'aaPortri i l ~
í r a 2 r r l , Ile ii i& asdo<" bio-
bd'i,eiié::a. i\lin$stb Porl'o (13 ?!t!ii. jU01o ao
nrrfr, existe I I al~:~i~t,iIi\dr>a
~ es:.raI>ioso ~iioriie;
alvas xilak .;%o ~:~I!i;i~l;is a priiinc~,:.seii,el,tia,a-,
11:s :(s'?$,l'enÍiiliii e,m :C,intfb ;:.a;sti%i siil?eÉs
fi'cie.cheg ar..A.n 'irtnn ri~ill~$.;'!&.v i s t o d a ' loii-
&'epírrebb iilrra ilha,; 1 > ~ I b . ' s u i , - c o n f i ~ t ! f ~ ~ 2 ~ ?
a!t3:&k&g&pnijadà ;ip~r~i&s:j:soil~h$~~ii~.p~n.k~
..
f~'?l9t1?~, .
.b'cu:lx~ O:! n~oiit:iri!:;i onclt! esLi sitiiado. 0.
d i l o S t . . " ' ~ i ~ l o oti:,i o Serra , F:sist.e Iinli::lj.goa:
n&a3r&fi'pgkósh ; a;:q u ~ l . . ~ b e , ~ j i i ! g ~ .iiicrsee+
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!. ..
< z , @ i i e o Sr. 1V'iosirtlio -<i:~\lI~~ri~!itirci!~e-~-~iroaou'
cuiri~,euperirncias~milieral»~icas.
0 ~ 1 ~ i c i'1c0~:IZ'tio.ó ; fi.i.f;in(b:iía f t r k i i ~ z i d '
&ioktg&&'lSaiita nr!na.,i 6 ,o: ciihj&;N:$lis.~!l&'
,<-iiio"(1ot ser~.'a~~ia (!ire.';! t i i v e w - x &f;!dr'ira' de
NdscPnte ,. ~ ~ l ' o e i i k e.O. : Iiizlkz' k ~ í ~ i l i c +lias.l+~;
$<ias l?..~.?-C,ic.srj~s ; ,110 r. u iiyii, del<~riiii ii'h$.3oi. t.i'i"
~ o .ti i ~ ~ n i ii?Rkn!h!l;:i-~iii
i~h, altura dosini4&l.dd
-1nip.6m :'0:.XQ;03'pés, ::p~ii:;ii 6 tikiten~d< C I i ;
i (\;i ~1.1nalla+\11p.i;ta'n3:,?eifi 1 8 3 8 'pon
ób~ei~v8ijõi:s'hiroiirefjic:~s~?i i:0&~&tkc ?:418I li&
~ ~ i ; n i & t , ( . t ~ : j j r d46:
i i f ;$üii,il'l.,
i rd.a;:si~,:i ri:r$:i~Bk'i
~ u h c h ~ b , q&)ti k # ~ d . ~ @ j
'ae;!pbs ss$ptribsd
inctliq-tq~iib
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; iima lola\it!edo- !]e 6:237
p ~ ~ . s + f i i i n i ~ , : dfSstr,
q ~ ~.ciior~te,,
ia~ çr;ino jsv!i&
sç:,;$gcIlmente ein (einpri set.rr!o e oiixerga-
c\« 3 ' 2 5 1qgoas 110 ri!nr, R'us frPpc?sitia(les e,
r;írii'ificnS~esd e s t s i i i e s ~ ~cortlilllcirq,..
~a se h-
zstn notayqis as al(.cirastlo I'o~zo, ilo . Arxe4ru-
ti20 e 110s fiicgs, visiiili:~;i <:i<lail<?,colo per:
t o , de 6:60a p6s (!e
t l t ' : g ~ I ~tle~ ~vista
s
eiovaç3o. go?;irirlo .totias,
de ti111 rlil;it:~rlo liorizori-
te, niergi~Jh;i~~rlo rle rspu<:o n .<:sl>;iço, enr
incorxrineiisi~i.avuis nhislnos C b;i.i:-;iki<:os.
A po!iio iiiais <!C dii:~s/cpo:18 u NOIOC'B-
te. do Fiiircl~;ril, . , r t x i i i o o i i i i ~ oCt.ni;~il Inglez
Mr.i i i a ~ I J oiii I iii~i,p,ilores-
co e aprazivrl sili? cliainaiiv o . l ? i ~ . < i ~ l l
@rr(r,,lajqqal i1irre.r- ,ser ii:ji l;i?;r. ;r.el.rpj%e5-
tfaggeiros, ,por çausa d u ori;,i.ti:iliilad~ c][> 111-
gíw '40 riliiicio,. e. dhs sens ctii.i<isos aace$-
sor:ios. A p o ~ ~ cdai s l a i ~ c i a , ~ ~ :t?~ .siir!{cul~
:;.;~ nq
f;reg,uq,iri. , ~ \ ~ ~ C a i o ~ ~ ~ n s i q , : : {irng, ~ n ~ asgl!er
ch.:i
I b a ~ i t e ' h a b ~ t a . ~ , ~ o~, .~~, u~ ii.t~r fe. i ~ p.arvo,recii,
~luso
~<s:..~asl+nl+eiros , d:r:n»inin;~il;i. Q i ~ i i ~ 'l(ok t A-
c(~«da,sqiar 510, rico i>rol>ric(qrio, $'esta i llia
d.6Xp d a . C \ a i n a ~ dea Carva\h;il. e;'. nolavei uiy
a n t i q u i s s ~ ~ > i c a s ~ u i i l qite o sc acha., tal-
~ e i ratii
vez coevo coni o des~obriiiie~ilo (Ia il.11- elia;
iurãloieiiie v giie cliatnoii :i siia tieneficasoiii*
b r a , os piri!pejros Ii;il>iladoues ],ara .culLjvar
q ~ i nesle elevaclo'terre~io. O seu lroneo.,.é i@
t ~ i i q i ~ e n ol eu c o , e iiúdb conlcr uma tiieza
o.@m,.!n.e,ia. c!uziri,,d$ cadeir:rs. Nas encostas
Norte. d . e s t e . s i l i ~no~ ftindo do un~-nl[os<les=
47
penli.ad&rbs e barrancos , s e acba o ]~&6$&
e nie<l.onlio ctir;ilb denominado C1~rrrrl'hs
'

,
Fréiros foriiinn<ln ;im l>etlitenõ val , riias 680
pr61'ui1~10 qiie rin [>oucos'sitios dartlejh.0
sbl.; NOS ~ A U Siiltns goza,s& de ~.vislaspito-
krscas. A duas Itiqoas eriieia para o poenlé,
eski a : ~ i n P ~ a p l a r i i c iiiin
e pouco extetrsái'~en-
cerrada n o quiiic tlc montanhas, chatnada
2'attl. tla ' c ,ver;( perto d è 3 legclas d e
cariipiitlci:e~2~:cle lar50 ; ,tocla inhabitads j - e s 6
jirotluzintlo scni coliura , arbustos è i,rvoi.as
ag.ke$tes..rO.Iriglea .~Bowdic'h,calculou a sua
a]t.uca. fi$val @i:ii.g1&.~:159$6s.
I& Ght@fir~rd',esl.a> @arar,? :y&r$e;&
Poeiite. no sitio rlrnui~iin~<lo R~b&~ãl;.cúnsi-
deravelmrnie elevatlo , anda-se trabalhando
eni, uma'gl.nnde o b r a , q u e n S o . 6oiiiente:;a
1,ort ug&I,<,ri~ak :FK q u d t i uer .nqâ"O.cde' h l a i o t s
p~Osses:e:phpui;aqHo,ifarióiionra.
Ondc fecha iim pequeno val , que mais
parece abysiiio , li,vanla-se eiii seini circcibo
de 600 píia - d e <liaiiletro, i i m a roclia yerfeiki-
ilienle verlical. na allitra (I<?! 1000 Ipésqiie pá-
deremos;compnisr elii forioa d metade d e u m
pogo cort~iclo(ior urni secqtío perpendicular.
Din1an.a &esta r(tc1i;i- nbuodancia d e Crist~li-'
m a g o a , n5o e m toir&nle, mas' em. lehq61
q ~ ~ sdescalié
e ' ph'r.&~tre,niual)(,@ aivores,
de qne a rocha 6 forrada, offeieeGiid6 .uma
da-s:;triiais~énca.n.tadoras6.niitgeiálõsas vistas,
que a ' N ~ t u i é z apnssa:ihProssr\;tar:
!
~E?sta.:n'g'.da.iit<r- sgorir 5n*lltil no -fuvdo &O
falilaS r i è +coiriiníiarlns rnontanlias , e pagssni.
d o pi&'$v<lbri:i subterranea para o -Ia&, (li,
S u l (lá'llha, oil<le toclo 6 Secco, irQ'regnr 5
9jalla'j freguezi;i~,. q u e até agora- tein esla-
.il&fi'a iuaior liarte Inclcllas. por 'falta d'a-.
goa. . ~ ,
Tso bem aliiovritailas i 3 0 as nascentgs
ifa ,mencionad:i r v e i c : i q u e para h a i i
xo.dn lcv:ida a qual fica 300 pés acima do
fundo do abysnio, n2o s e verácorrer uina s6
d,,agoa 3 quihd'o d'ahi para cima, que
' @ b , ioO';?pé+;é 'Cii(lo itnta .c.ascita,
U'es1.j ~orte?tosa e b r i niIo se póde dar
'iienl,:&jif+$$maiIa. d g s e r i j , r , ~ o r j . e .:,,en.de&;
's6
6 'SE p6de adtiiirar sua grandeda. A ago:t
+endida nos lavradores, dciráao governo, poP
capta d e .qiioin 6 feita a obra, O renditlie+
to il.e.riiai$t'd&2~0oorOQorsanuua-;&alem d'i:-
gó:;ós :&+:;,fius d o p r ~ ( [ .do u ~ ~ ~~ i e n ~ ~ ; ~ ~ l ~ ~ r
tricto tjue vai fcrlilisar, e m ~ > o ~ ~annos c o s pa-
g a r $ ~toda a despeza.
A pouca distaricia d'este magescoso qua-
.dro , sobranceiro d Ki6ei1.n d a ji>iclla st, e i i
contra . o n:io inenos grantlioso e s ~ , ~ c l a c u l o
da Natureza n o silio denominado Qaebrnclh
dos Ferveiri~s.N o , seciilo passatio, parte ,tia
planicie Oenorninatln ch6o. rlnquebracfd; de-
eabou -com estrondoso tiiido p a t a , a páfle ;da
Ribeira na altura d e 4:600 p6s, entulliandb
itm graHc2.e vacuo aqqual estava,!perpentlicu-
,l&r.No declirilo d o ? tempo a flbtrireza t;on\
'~@j>l'4larneatwa.~~orisadùeste declive, c ho:
4
ja apresenta a -inais piiorésca das vistas, a c i
nresoendo q u e , no. fondo desta 'viçosa ladei-
.r.a sitio poiico frecluenta<loe qurizi inacessi-
v e f , $r cnde corre a caudaiosa ribeira da
$anellu, existerisainda v i n h a t i p s , tis e outrás
arvores anteriores e pritnitivas com o deseu-
briii~enlo da illin , mas cujo traiisl,oi:te' etil
parles . 6 i i n i ~ i ~ a l i ~ a,v e l 11'0utras difficulto-
sissiinqi
nfa cosia do Sul onde hoje chamão .Lu-
gar de í~,n&o,igualtiiente meio seciilo liaverti
Que 6obre o inafdesahou uma formidavel oue-
lirada, abisiiiaiici~ti;ri;t povoaçZo. ~ i i l ~ a -ter ~;
siilo oc<:;isionntla por atialo si~hteri.;in.eo, ~,H
C O I I H ~ ~ I ~, ! I CI I ~monlenbo d ' e s t e co?fij~to:,<lois
<.
g + y i ~ s . , . q n ~ac&iiãv,.i
%e 4'-6 :;i&gci+s .noama$,
s e @ t ~ r %uma o . treinerida corninoção.
M u i t o s oolros yiLios poderia eu aclui e -
numerar , + ~ I I O S dc seretii visitados pelo
i ~ , ~ j ~ , 7 . $ ! ~lios . ~q~u a~e~s .s oe ~~ ~o s,ç o h r e . , ( ~ i : a
um' dilnlado liorisonte, o r a . alc,anlila&y pe-
t~hasçospor vezes csI~urgad~,s ou .vortieja;ite6
d e , iiriin aniinncla veget;iq50, ora outiyos eu-
j~ perito ? ç yista apresetita o r ~ ~ i a d rtla o ruais
Ii,oiroros+ bclltza . .~ , p61-ein.,o liiiiilado . e + o ~ o
q!ic encetei, n;?o perrriiite este~iderrile.inais
rtesie raino , ~ , l ) u r + investigar o tiiodo .c.oi$o
&i ,~cirnilivaiiieniedividida c cilllivada es.ta
1Iii;i.
Cheg.adoque foi o Donatario JoBo Gon..
çalyes:(!a Ganiara ao I<"unchaln a segunda
.valia (Is!&isboa comeGou a traqar este lugar
em.vill%;;e dar as terras de sesmarin ;como.
tiilha pbr reginiento tlo 1nfanf.e B. Iienrique.
St.iihoyda dita ilha da N a d e i r a , cõnii, Gianr.
Mksttg da Ordein de Christo, e conlòrtneao
diio.regiinento,' deu as terras que ri50 ei3o
lavradas por a annos , dentro tlos qiiaes se
ohrigsvão os colorios aprovei ta-ias e lavraias
sob peria que náo o cumpritido neste terino,
d e lhas tirar e d a Ias aquein as nliroveilasse,
Cojno diz Frucluoso, foi assim l ú d o lanto ein
crescintento em iimbas as ji~risdicçdes,com
a ' b ~ : ' i l i l i g e n c í a d e seus capitses, qiie ein
B.:, ~
:. e.* v...e.eIbmpo
, , ... . .
> j > :.,,
se povoou
i,'<, "'
e e~nobrcceu a illia
toda ;e eitando 'o-'In'ianle eii~.'Alj&ilr,min-
C'.

ilóu no cal>it,ioJoão Goi~c,alyes,iiiiias 1embr:in-


qasein que lhe recommendnvn mtrifo n jitstiçri
p'rincij~alinente, ., ,*> e a ciijtiirn (!a t e i r a , c q u e
Ilie imandasse.amosLras
+S,.:. ~, ~ ;, .. 40s fri~ct.o$il'elln, ' ~ e -
l"ái.?arna ?pie cori:ii'<lzi siia ferlili11;icIe;"e Ilie
ordenava q u e para s e gastar o trigo quese.
iiieavib, seria bem pelo prec;& d e 8 reis o
alqlieire, para os lavradores terem algoni pra-
veito, porqiie d'antes valia menos b uzav,2
nestas lembranças cl'eslas palavras antlg:is
Enviar mieis ~ e n h X r ,pedaços d e paus d e
tcida s ilha, e senlioi%rnos d'ella, e euare?
v e i . p e $mo han nome. e o fructo t a k b e m
<@'o' se chama. Erivini-me sen'hor peda-
$08 d e pedra e u i n s a c o de terra., '<lembre-
v'$s',o. pão pera a novidade, srglindò vos fal-
lèi;$e o uerem vender a i r é i s , que iiie apraz
: i 4
os dar por elle. .&'sedei bein lenibrado
4
$2
que s e ~ ~ ~ ~ e , . p , ~ ~ p ~ a r?e, . i z iautra,
, c ~fpdq ma
causa qu4nl+o h u v e r , . e fa,çga c a ~ i c i v i ~ ne sa s
outras j<.6v@icões.
E mandei a . JoBo ~ ~ f f o n s qur: o , cqrre,j$
outra riiú;, G s.e,f<i<;ituni iuoinho ?'a.,c.o,8se-.,
c.:
: u n d.. < ' o de S h o n i s r , e 8c:j:r.vos .'em ll*.ri>bia-
i

$
rpenl? de ~pni~d:i~.[!es. o . P;ist,el &C. &O .,.,,,
A16 o sniio :de f5.fl0 sc i'o'i.'.?: 'ilbj,, ce:
l!;"rti~ido p o j s , eni , s ~ i t ~ i : ~ r i aes ,os 'ses:&i-
'

T.OS gera!:uenLs s e cstabele<i;io n o s , I u p i r e a


. .
qjre i+clravRo iníiis aconii~~otlados para ~ I F ~ ? F I ~ : ,
clt,ala, ctilli1i.U , ccoiiietj:ir%o. as suas r o l ~ a ~ ó e g .
@ri os séus esctavos niouros, e negios',i ci,ú:
èoin os seiis nioços, e mcsnio c a z n . 6 gS<iei
cqi$,,slgo4 lyvay3q IlaReino., Tflrlos, v ; , : , , ,e,s
?t:eus: ;do-.
.:,.~
~n~Cs;lioo$'consCit~~:ião
L;q: ..c@. ;,'u,m?,,f&1!~3., ..abriga<%>
c,-a[rlweiitjda pelos pro!~riela.rios, d e clriem se;
~ijsi.s:!li~i~&rr-,.circs
,,.. e trat.il,$o nos senl!ori»si
Coi-' cinios, cujos Li~iilusaint!? hoj,j-$e, c o n s e r -
V% , $,!I! " ~ ~ ' s e +l,te~$ç,"c~.~:
A,.
, u i e o ç[s.le,!~ia~
d6'è0lor~@~a'<;:i<~inc!:~
c! . ! r . , t < O j < iiiyjeili~'o~.~el~'
?ie.airaz ~ P ~ x o:(lií.«)':,,,
' -
c a dos asriçirlioi-cs paf!iil:iir~~~i
C O I ; ~ a, di&r&i-l
'
s6 meliide
3
qcn?.
,. .
-, seiiboriL~s;
I?I~Ihreve U:III$, tn,iis; e s l e t ~ s a , r c i ) ~ u , r4~ a
8fiKccis- t~abalii.os,< i < L @ ~os ~ a,l,aslora,mentos,,
e
6 corte., ybr:ruge!n, ~ r a f t , g od s ; tpadei+s,;
;is g r n i i d e s cearas , as.<!ilqadas faJSaa, o tra:-
ri''das tiorialicas, o ciiliivo dps, r,omares."$'
i?fí$ias , o pli:n~io de vastissiinos canayia,e.si
;$,,<le
a . . . : i s ~ ~igce,
' i n de paste!, nãon$rpiljjrriq:
aur pi.01ici~tarioso amanho de tbdas'as ter-.
$9
as. que tinh2o dejrriche; a p que mal .cVres-
onde. ioieado, e as manobras eni giic se. ,ti,,
P.nba.? .envolvitlo
,
pnraliaárXo.
F0.r oiitra paite a rapiila e crescida pro?
g g a C ã o dos escrayos e d o ~ ! ~ l i c ~ s ' c a s a d ~ ~
í . 8 nso perrnittia terenl. em. coniinnm ,: fa-,
milias (ie t a l niii~!eroe d e tão; dive&easccq;
diq6es: Foi c o r este motivo q u e osiries.mo%
ri&,nhorios entrarão a repaciir a s suas tercga
jn rot,eadas ou incciltas, com os cazeirqs .oc&
'tea!+alh,aclores., fazendo com, ~ l e s . , c o . n t r a c i ~ s
. . ~ ~ 1 o p i .pareiaria,
a' ameias, terqos, Ou ?LI,
tras, :cli'ijs$Ss ,:, s ~ g y d oplkreciã? ,os .locaesc;
~9.t/07..fiç.+s$o. $: maior, parte dos, senhoi;iqqc
o:cigsa,, por estas tcansacqses , for20 atjan-
'

danando as suas primeiras vi vendas,.^ des-:


c ~ e r ã o]?ara os portos 5 abras q.ue Ilie.ficav&u,
n ~ j j syiz.j~,hys:.op: .çgmirioJqs, R . ;ondeipkqfii.i
p8~-m9pte. ,
b a ~ i ã oeng.enhos. : d:assucar joy !,eg:3
tabelecerão os seus.
O maior n u m e r o , pqFeim , se. a c o i n ~ & &
nas duas villas, residencia dos D ~ n : i t a ~ i , o ~ ~
oo.~dq.e x i ~ t ~ j ãpara
g a . .vi<la., c o r n ~ d o s c T n a i s ,
6bvins'e çpininrin1caç80. mais civil.
Aguelles, lug?r,es , o n d e se .ti.i?),ão:a-isi.-,
nha,do
.. , a,cleresi?,,aq nroprietarios, os retalhi+S,t
qfi.,mag@t';ado-, qsnegociaqes, os. njecanicps,, . .<i*
t; os,li~zpe~s.do~:m$r, o,rigiqa!menf& ~,mt0:~~,;4L4q.
populosos'.+;abarltadog.j?ela
.. . . . qg.gIo,~ey#o dja-
qp;elJas co!?c?;renies,: qu,e: çon?.qi!~~r@d.suas
>
$&fliaa i&lãa:w~sp,yap,a!.~%~
intswsses carnmuns,, .alit.~-~sgeridadgger&
: P'obrai,. (15
Fbi :d'Psl$'.maneira q u e assaz cresceu d
p o v o ~ ç ~ 0 : d e - " M a c h i c otiias
, o Funchal corri
melhor porto, terris mais inacias , e já avuil
Cada 'cummercio ,' se tornou iiin vasto' e liizi-
do povo, d e maneira que havendo em 1466
uni rebite c6ntra'os Hespinhoes, a n l e s d e
chegarem os da terra, só da villa. s'aiizo 600
r 760 homètidarinados~, e que segundo-gup-
posiç6es estatisticas , d;í ucna ' l ~ o p u l a r , ~de o
5.000 alrnits.
Qiianrlo e s l m villas e lugares, se vir30
c o m ' t a n t b numero de nobreza e povo, l i ~ l o s
annos tle 1 4 8 0 , comet;arsrt aqri&lIas a perten-
der r) serem e l e v a t l a ~acidacles, e estes a vil-
a s l i + . Manbel , , q u e m u i t o partikblar-
~ n . & l e : ~ ~ z aev afavorkcta
' 'a hladeíra 'i.411al
~ i q t i & c ~ de e o graças e privilegias, c'Om ef-
eitKakho'u conveniente criar primeiro a vil-
Ja 'da. 'l'orila'clo Sol', por carla de 1 0 d e De-
i é m b r o de ] s o l ; depois gGn:,:~!, ,y&;.>i vi]].a
h,&; a.\C< da' :Qlhe@, 8' ':,Cj&fa"C;u'~ eii,
151'5:
Em - 2 1 cl'agosio de 1508 foi estabeleci-
<ia a cid;ide d o Funchal, c o m sua
.,. C
~ , . a,.y a r a
igi~:àl:'lide Lisboa rio regimerito, e Iogonel-,
Iii foi erigido rim Rispado' iior 'B~;lla'd.di5'14
o qual fòi e l e v a d o a o 'depois a Arcehispado'
Primaz do 'Ul tramar e Oriente, p o r Bulla'de~
1 6 3 9 . di-nidtideqiie teve a16 1547.
Pela diniinuiq,io das agoa$, +e s e o r i -
gihouz~!8a'exti.n~Xo do 'arvoredo, h'ssirn -como
p6JahovapIdntdc;ão: dos assucaies na A m e -
65
~ i c ,a, p a r a . ondc foi da Madeira, e ,clo.ençae :.
e veCn3es qú:& sobrevieiào á s canas, a s"a
cultura na ilha definhou, e coin e!la Se inu-
ti1;sar;lo os erigenhos , principalmente os das
?iPas e lugares, e se concentrarão no Fun-
chal os r e s t o s d o cr>niiriercio, lanto qiie na
4poco da rcslauraçXo do Reino, em 1 6 4 0 es-
lava iediizitlo s6 a 1)oucos vinhos, algumas
agoas ardentes, baixas, e, c a q u i n h a s .
Coiiio os vinhos s e fazião nos lagares
estantes rios domic,ilios dos lavradores, equa-
zi..ts$os .&quinhões rlos senhorios erão le-
vados para, o s ' ' p 6 r ~ iri~medialos
s , e d:elles
l4go .~. ~,.. a n . i f e r i d b s ' ~ a r cidade,
a ,cessar$otq-
das as causas por que as ,vilias e lugaresse
iinliàq povoado. Ein consequencia d ' e s t a a l -
teraqão e das que acima apontei., q u a s i toga
a' &b;&iza abastada, foi,,resici/r n o . ,l'un$!al;,
.pbis"l&~~i:koja t.!ioinuteis coincyfasiid,iosas
assihi, a vivenda solitaria nas suas herdadeg,
corno a esladn nessas uillas e lugsres einpo- ..
brecidos.
Enia:, os cavalleirnç ericos prpprietari~g
s e acoslun~arXod policlez e aceio que Ilies
riiiriiairar,io as siias rendas, o trato com es-
~raiigciiose a sociedade coin a s a\i(horitla.
cles, e assiin se IiabituarXo á urbanidade e
ciyi.lisaj$o q u e .ai& hoje os distingue.
L o g o a s villas e lugaresaltan~onado~d'es-
tas grandes familias , s e despovoar8o.e seus\
edificios
..,. .. inhahitados, cah.irãoem ruinas. NII;
-merosa$ herdades que tanlo traballio e des:
9yezwvonsum'ii~3,b~, -"para-dbegxmn a uni es-
'lado~Ao?e~&htw;:eiii"li;il;ve ss &o 'cahirzo eem'
~eiist++l-$bcadeni?ia'66iV%o keduzidos a mez
~~k$'ke:filiilide,je as. suas mãridbs erii recep-
t&cdlo'nik..fe:p~ísd ' - & ghao. A :Ca;
1Weta ju&'!'iC'h.egou-iavulta'r .ein nuinero'sos e-
'd.fficios e'-rum be'rii povoadas, n o ,decursi>dei
Meio seculõ a'j?enaS '.aprdsentpu , o i n i s e i ~ quaa
tlro de w:ma -A'l&a!Rarbaresca, c o m fumos 'a&
miiníci-paliilade. A t é parece que a 'Natureza

-
.contra ella cónspi:rou, pois'por um dos seu$
'c-@i?ticliossingularc:s, o m a r penetrou neste
síL'i3 iirnas 20 'brxçss -h;, t o r r a , 6' no'ieitò cjue
h($6 cohre; s e rfivisno aincle na mar6 baixa,
$éSi*s'
.
e :c!asasf i V qvuk ' @ t r h $ r ã o : p r t ~8.G
,; ,... *.
.
VHltlc:Pi, s rqina&dê M:ab%,iko; 'Saiita. O C ~ : ,
@01.k&+j6in>lohjT;,fQ$br;;i.$&.avR'&c, e .+i,:gran.
db"iu,inri.o il6 c a s % s ? l e c ~ m p omeio arruinada8
queainda hoje existem se poderd ajuizar, qual
~ ~ ~ ~ ~ L ~ ~ ~ ~ ~ ~ O ~ e ~ c
:d:dgtj.
,i<Hi$:Serói:lme;gilb; a$;déci'mo se&o 'sèculo."' .:
Nesta posiçito fin:irXo os termos das vil-
~n;s!eii,~obrbciil"~; b.faltou de pessoas rictts,
$&t'Glligtn~ts e:iritlependeliles que oii propa-
gasse$~> .a:,agbichltvrk,-ou coiiserrassem R -que
tksiava, oii'Ser<r'isSein cargos pii hiicos , quan-
ilo :por oiilra"partk? ficoiicarrc?~:undo sdbi.e a3
niotlicas fortunas, t;odas as despezas das cor-
eei$ies, concelhos, e vexaçfies das diversas
jr'zirasaa
. justiça. ~A,ssim,o pequeno t e r m o d d
Sa&t;;tB.@Tuz,q u e antigamente e,ra.:equilibrai
d~&$éiaJjòíhda&e d e , s e u p r k o , 6 qual cji~e;
knii n s e r ile tanto coininercio que 'teve ak
f;:iitl(.ga , licoci c~mplcl.aitienteanniquilkdd.
ri I1»!tiã t i o Sol ; leve origir;ariaiiiciri(o
e r i para Oeste 7 legoas alt. :i Ponta (le
i por wwiiiU'~ntXoas 3 freg~iezi~s do
1':iiil , I'ajnX da Ovellla, e I'onta do . l'argo
sti de l1bi.lalich6, sbaras e paslos póuco po-
kf«;iclo~,phrein para vil ai tanto ericom!nóda
!i sc.ii8 Ioii&i<liiõsinõi%iloi.cs ; st$do creada a
villa iI:i (.:ali~ih, ficou dé i30 apoucado ter-
i t e e t o t i i a v i juasi <!e heceSsiilnd~a i
C;ibarsti c8ih a sl13Calheg0~.ia.
1'610 t%nl;ra(.idi.foi peiciso' eI'igi? bni i750
l + +]"iat
~ ~ + i + v - i lijb .d6 y i c e s i e - . r].:
a : ar$@
(fo R'íjiie ; cortactlo-si. $ desinarca(la jiiri-di-
ti30 Oc M;icl:ico qlie a18 alli se.kslen?iapbr 1 8
11.gons c111 rnzr"co Q u e t(r<la ã costa do.,Narte;
. ' ..., . .
foi. q r i g ~ n ~ ~ r a i n e u t e ~ ' i r i h o ' E,ofi~o&,:-e
~piI'~; po-
,Lbt ~ ~ e í n ~ i ~ ~ ~ ~teinfibis.li&f
' "
ô ~ e ~ ~ , e ~ ~ l i i ~ ~
.+tia <iiiliii;.ae feri ilitlade, s s e r de grande poL
+ o a ~ , ? o isolidn
, riqueza e dbiiriclancia.
. 0 asscnio dn j~bpulac;ffo it.&staillii.6 eon'-
.i{,, r ,;'o ~b 'uso dos m a ' i ~ ' ~ ) o&i~ih~ildbs..lF;s-
i o ~i ~. ....,.
, l é s s c uI>iAIi5be m piihtos, kijminufie, teuniiii
.ilo-sc. para se pi'eslarein. Ír:lil~lb$ socoorros~,
« i r eGii;ti.eri) os inSulios doSihdfeitúiés e d n s
&ias ; fiorem bs I n i u l a n o $ ~ a d ~ i r ~ n s P s ~ ,
$iii(is has ,ihi$ii$í5e$'sinEelas e bbr(~f&di' 66iis
v i i f s canh~cei$cl,i-iue 3 'ciilPtli.4; Sspkia
4~~ ~ ó l hfiiecisata' de ,jte5ehiah'ebS e rittii-
: ~ ~ ~ ? h ~ i i~.,I.
fr@m p t t t o s ;de '@kpalliaiãbrhf
'l*b.:illio$
ti)&$ .a! ~&,.rclifirefi&fici$,:ee~m binn facfia.
.uma, .a. lego? e m.eia..de ... ,
largura n n (lua1 c&-
~ n _ c i i e f etle', f+~i~i,lia .rn(!ia. ,cii.cum~:illntlu no
-i e..,n e n o , qu,e.l~e~iifc~iloriia. l'o;t.arito 0 1iiiiiclr;il
e.sei~~:,'subui.bio.:
. . apeiias coi(at;í 3 2 0 0 casas
e , lic;~cdua . iluni,e=rosa populaçSo tio
'seri' leriiir, es[>ailia~ia proii~iscu a t ~ ~ c i ~ t e .
i1 maior parte d'eii;r çidatle, está silua-
da eiil lerreii~>{~latio,porem os sub~irbio~s tle
e r l i f i c a ~ ~inotlel.ria,
o tciy siiccesivaiiieriíe h i -
, $ O c o r o u ~ i d o at l~i l i l ~ Ia<ieisa~ q u e v à o tiiir a
.Senta 1,uaiir e I i . Dtr' Norlc :i Sul cor.
1% a 3 ribeiras das quaes a cio iiielo tein
4 p o u t e s e a s outras, duas cndu iiiiia. &a
ni argeiii esq~iertlada do tiicio, cliari~ada d o
G r r e i i o ,,ha,u~!i$Iiridissiiiio. li3ssejo ,inui . bem
.~
aryorisagq., ,dgnotnija<io.~ o s i i i 0o.<&! rrrvo,:es:;
a o p&sa..aclia i&ualiiierite outro i)zYo inelios
,
sotrrbrio coyhecido pelo nonie tln i'asseirr do
TtL.,Anles.tle 1 0 3 1 , o passeio piiblico d'ckt;r
,?,. go~nv,e d e u;m,.excelleiile .nruore,cl.~,
syine'iricaineoi.~,eiribeliezado com caseata,
bancos, ~ ~ o s s r i o&c. s m a s nesta rj>ocliri o g«-
.vernador D. Alvaro o manduii tlessiil~arpara
.c!q,Le?feng fazer uma: praça niilitar assiri~,co-
m o ,ap iheatro.:a este contigtio. I'9i:unin ii;qu,-
tlitacroeldad& esleindisLuli,avcl ~>rocetliinen.-
.to , tanto rn;!is que motive ricr~licimo c x i g i n .
.Em1034 seculneçou ( ! e ilovo ;I plaiiiilr o ~iiisseio
~ i p r ~ i ~ e~me lpoucos, le unnos riv;ilisnr i;oin õ
a r i G i o ; ter6 noo . p é s d e comprido. ,Q~ianroJao
th.ealrio,,,pyn" foi tlcii~o~ir ~ i i i bt>eilo,edilicio.,
p0i8 w.a ç@ppiderado,o' 8.' que (13 IlIonarchig
Foriiigi!ezn Iiaria ; m a s ÊL- al.lcnder-mos, d i
Cons6iiuenriias (Ias drsprzas e tlo luso q u e ia1
eslabelç~cimenloliavia com sigo accarrrlnrna.
el>6.c$tic prriiiria e atraio acitial, potlrr-se-
lia tlfscolpar ~sl~vantialisino. Xaextreniit1:ide
d'eslc existe o 'edificio d o n i ~ ~ i gccjnvp.nt~ o <!os
Fr~ncisc:inos Iiojc c,uarti~lt? aii!lilorio. 1';iri
ti parte d o Si11 esi:i a Iiiic!;~'['r;~$ao11 Peirn.
(le friili , canstriiitla cin' 1821 ; Lisboa n3.0
j1oss11e c o u s i ~ ~seu I!io ~ :~i~rosiii!c? eiii corii-
i n ~ t I i d ; ~ t lI ~ i"~~i i i f r z aafisiin
; coino ao riovo
~ o r c a t i o coiistriiiti~
, e!n 1836 an 116 (ta rua
de ~ . .Matipi ;-.'ao St:1 - tl'esír'j~!ial!iieii~e
. .. .St.' lia
mesnia c p o C h S ~ ' ~ 1 r 5 ( ;tirnn ~ ! i riov$>ir$ça chn-
~n:~rl;i,:(:iz~let)~~cu, II:I tjeirii in:ir r5si111'~ C I : I I O
oii2ra eiii freriie do I';ila<:io (lu f::)i,wno; ain-
bas 'pronielleni úrn aviiltarlo nieliio!;aiiieriLo
iapi(1o.
E'dificios grandiosos ii?io abiiii~ii?nAesih
ciclaiie, porem liropoi.t;Fo gilarclnila t:orii as tio
Heitio, s é exceptcibr-mos Lisboa, Ihes d ii1u.i-
io s u l ~ r r i o r .Al.Am de uio c x ( r e m i a c 6 i 6 rio
i ~ i i e r i o r ' t l a~~a z a s ,y seir exterior qsiiin: &o-
ino as runs eÍri geral 'ap~~setii,.in

.
o i~!iiscriilr-
p.!-to estatlo de liniliesa' e poticia'sniii~al-i:~ ,.
a i n r l n j r i e estreitas e lor6uosns, A i l e s , d' . .r:
1,836 eni juaii.to(l;lsc(irri:i li& . ., regaio
. d?a$i,a
,_,~,
o r,'ii$ iiiuil.o corilri tiuia para a sii;i ffesyii!r!20
c aceio zissiin conio para o s <lird$sos~Jroccs-
sos d o trilainerito tios viiil~os,; o ~ , q u a eess t 3 o
<lf?pc~sil(ud~~s
L . rias lojas, (I'cstn 'kitladc, poreni
potico a po-tico .Me temliido fccliondo e riiq
vellafldo.,
'.
...S.
d e ,sorte qiie. hoje por q!:isi luiliis
p~deriiiraiizitai l>e<lueiias.sqt>es oii cabsio-
leis.
:Os melhqres t?(lif~cios(I'est:) eitlatle &o,
as ~ e ~ ! ~ i n lO i s :1';ilacio c/os govrrnnrlores r i a
. o r ( s l & z nde S. L o t ~ r e r i ~;nten> snlGils m-iq-
r c s tlo q osii
Paços roaes das Neceisicl:itle~,
.Que~iizou C i ~ ( r a mobilados
, e cpnsl.riiid,ps ii
mcArrni iuorli 111gJez.a. O ' Pnçi !"l~isct~p:rl.;
de intiqo gosto; R bellissinia casa 1it;rterlcen-
te ao 5101-gadoJoão daCaiiiar:~d e C;trv.~lh;il
lia riia cios Ferreiros, ecluivnleiil$ ? Q -pala!
cio do conde tlo Fairohu erii I;isho,i, inns
muiío maior; a outra ]>t*rleiicciite30 iof?sniii
è!li.fie~le (ia rgrcja d e S. I'eilrb:; .ai.d»;,V,i~-
conde, ile Snrrebe\la ; a. dp . .g.ai.&ddo:Tqial., ,
a o 'Carn~o; a tla familin Vascoii<:~l!osna r u q
do Pinheiro, muito etnbellez;itl+ nioilcrna-
inenle,d Itiçlezii,, a do Dlorcaalo J. d e .I". d <
f3il,"a c~ii. Clàra
!!$ .' f&iin
,',eln' ,de::h'jlu@ie
$ell'ko, a , fioz;riido <Ia tkellioi .vista ti& (o&
a cirlitle: qiiiiiia das A'?illYzistios, clenomi"
iiads hliranie'de 1). Gi~irnnr,'ria e.\tieir~itIa-
dc occidental (to Funclial ; a doMorgado 13-v
ríig"cr ,ia parte i\>'.02io.eç~~,ti.a ,
'iu&siii@. de.rip-
minada Quinta d e S.'3 0 ~ 0ein , 1)c~llissiinosi-
tio &&. ~I>iversase linrlas s5o as q u i n t a s si-
lu'atlas rico aric<lorci 3 d Fuiichal , entre tis
flpaes s e dcslingoir3o s r ~ i i l ~ rcoiiio.inodeIp
e
Jhs ,de gosto c1egai:ci:i c«:ririioOids~lce aceib
i s seguintes: ;i tlerion~ii~otl;r tlo BeGo p e r i e n ~
c c r, .~, t ea .J..l<eire;
.. n dc Bliiiitli ; u d e Peil- . .<
61
foltl ; a de l10llway; a de 1,iiiz. <l'Ornellasi
a (!e Blackbiirns; a tle TliuiirazGordon
R! nnte, a d e Hei~riqiieVeitcli ira cidade, d e
e. . ~ i y Cliir~ez,a
l~ tlenominalla rlo 711 pertenceate
;to riic.snio niorga(lo acima; atlo val d e Roberto
7il'nilas, c a s t l u r ~<Ie Aiiibrozio d a Camara
iociae 3 no ciminho dii Torrintii 3s.deGoii-
&i, e I'at~sliiio d'Ornellas, aritbas no caini-
iii~odo I'nlliiiiro do Ferreiro. (Iomo desta ja
fallei a Sollias 4 4 a1;slenho-ri-e de nada mais
dizer.,
., > Aleili d'estas inuitas i!iiti.as ha dignas
ilc in'ciic,Xo, pertei~ceiilesa P o r l ~ i ~ i i e z r cu-s,
ja iftiriierosa iioiiir~icla~ura,i~iíoadinitte es-
.te limitado resumo.
A ~ a t h e d r a l ou Sé do Funcllal, é o b r a
niui Iiein ncabatla e prniidios:i: complelatl~
por Phililipe 2." e inaior e iriais e l ~ g a i i l equa
a do 'bisboa; a snaToryci ainda qil.e.de aFgi
fiharla structura, teni i 3 0 pés (l':iiLura~. $ s ~ e
bello e rico teml)Io coi~ip»sioLI,: 3 Ilaves e
fabricado todo ile cedro I iiiesina ilha, fof
coineçatlo lielos aririos <!c .i6 I 5 ng reinada
d'8@iCcei
:\ . . D. M a t ~ o e l ,Merece loco sigun+
lugar o iião iuenos 'ele(jari1e teiii$lo dainvo-
@ n$o . rie S. JoSo . Ra[~lislac o n ~ i g u o a oCol-
egio gire fui (10% Jesuilas: A s dcmajs Igre:
i!$ poqca,a, ,pe-
~ t e n ç ã o I T I B T ~ C P Ip+la.@g?
~I
q u e r e i e niaii goito.de estylo. da sua archi-
leclura.
4 I P 41s ~ antigos edi6cips. da Misericor-
di3, do Seminario, d.o qx-cohvento d e S.,
' ~ r a n c i s c o do .vnsio edjficio da Alfandega e
,:
Rèceb@d~ria',' e' 46s 3 prin&ip'aes c o n v ~ n t o s
H0 Prekr,$$;'indluindo ~oBcdific<ds'tjtihlicosque
dkixodito3, p~<icJ$~.:~iiliar:í . . . ilti(. itviil[e ein ex-
tè'ks$&,jnfio serein innis alr.t,inas casas par--
tjcd18'res;'qiie se :d~slit~giiciii pelo seu aceio
6bÓm " c ~ s ( O *
Na':s viai~ilianqas'tl"esli cid:iilli Txis!t:~n
a i í i ia. . $l*unins q c ~ i i i f i oft
i ~ herrla<i,ci~iirrtiioe~
rlhJ:: que' bcni rlci~qtSiiu r i i i ~ r i eiri i .qtt.&cbs!
gárfion kvrillar. asiiiii cim;,~oiit.;ns de, C,iótlrr< ..
i~o'firbricne . p l a ~ ~ t ino s. qii:trs iiiiijlcXo o gos-
tó'de seits dorios , do tinir « i11:I'::o a&ridA,t
vel. 'Entre as prirricir:i.i , rioi,:~r~ sc,-/1;7,nas i l n i i s

Koj, Siiibas ein'rniii:i ; e tio ci.il~i.:) <le,i.xl:eiil


êas 6 ricasliroptietf;li\c~anr.ai.jas ,nci;lenceii-
&&"$itiii.c,ès,nb, $!'?\i
: .,-I
r
ttinrivehi:nl.r$1<I:6Eniiliigeiii

, O,cij~it.i<rii~ pi)iv?ih. aco-ntdce


.;r . s .'\.

.slb'
rufls' sitios 'ontla a Nàt~ii.t,<uajiidacYa
da arte, t8m'1ri:i(latlo e111 a j > r a z i v c l r erisodhu
XBP$cC@, 'ch+rnec;iS Gotatltis A csler?li+d8e.
Nes1c''caso agradxv6l.iiionlc se con'trmpl3.6','a
rdndosa- herdade do BArlio d 6 TOjal; r+niiSt."
Aiitoiiio, hi 10: nhnos'iilculta ; cbnligkih a es-
vá.' e denoriiinad;c . j u i r i l a (Ie 'Garrkonno , c@i%
bella casa e productivaem ~xcellqrilesvjnlió2;
$!'tli+'Antonio J. M. B:istosem S. M i i t i n l p
jgudl,rnegt:e prorlrictiva ctii vinlms superío~e;,
;i1iUi bblla coso, a de I-tolmay no cba.
e-edb,..'
mado Caniitilbo c{» .Meio, atle P e n f o l d ~ ~ n
ún , c pe~.lo'<l'i.sl;in tle Iiin Manoei' Fernan-
d c a , ini~~riificn
vivciida &c.
O l:iiri(:i!;i\ lia parte do mar 6 inui bein
rlefe~iiiitio. A f;~r!;:!<!z?do Illieo, rcchedoin-
;icce:isi;c.l que l i ~ eTicri ~ x t r aa j>a.rl.e.dol'oen-
t e , e forteriirnIi~ ior~ificnduco.~i~'casarnatas,
i i s ~ c r i i a, ~rrisdeso limas xo .l>@c;asde grosso
1:nlibrr. ,Esl:i olirli fiii feita c111 1 6 3 6 pelo go:
i:crnii(lor D. Jooo d e Iileiiezes, dur;inle.:a
iizi?ipn@o Cas~rili:rna ICin fi.en(.e,'d:eite ha
,iap)beiai u i i ~f o i ( í j i i <ierio.mi:h~lo ,a Po~z$i~rha,
de pouca ~ , h t j l ierg ~~ ~. :., o~ EI>III.CO,caes q u e !):a
.na cidy1.e. . I?arico p:irri. .
'se.ac11a
' ~ i ' u ,chainatla i i ; Í s I'oiilea , por estar ;to p6
. . ~.& ~ b a s t

110s 3 abiiriclziiilcs canos d'rxcelIer~l& agoa,


qiie ak>as:ecrbm :i ~rovoaqão; é cuarnecida ile
tipos : 1 2 peqas L:,i~:heji tlc grosso ,culiGre. &o
,j'a.l.a~i,óilo go'rrrió igud1nente h a rcluc(6
para a pai-te (lu innr r: terra. O riorte:'dò
I'elouriolio Laiiii~crn eçtd guar.rteci~10,as:
siin. coniu o d c S, Tingo ,, 3.: iiiais . . . . ,3 .. %
iiga õbra ele f ~ ; r ~ i f i i ~ qque A o &n,est?, ,: tfha.,
t? onde os priinciros donatarios iinh,$o:'iqu
q u a r ~ c lgcr;e~al.',.llo~je, +,acha :niui,to a ~ r i ~ i n a -
do., I: Siirriia o,lijnii< L,,cs)e d a forle u.irtii~i~
,

~ i l i t a r e. I foi c o ~ l ~ ~ v ~ a í l o . , p ~ l ~ ~ ~ ? ; p p
~ í 2 ~ 1 4 3,:é 1 &,i;(lo eiit:o ò 11ad:oejro , : ; . ~ ,;da
.*. vilr
... ' . ~ .
lat:d& Punil:íil h. . -i h).ag?
7
n i e n o ~ ~;c;oypp
?, ain-
'qa jiuje ki(lutle o 6 ,,'L ;iiiesii!;r .!rivgçaqãn se
:lb,$~,~+ji.~,.,N~ è~.j~\~,j~~~~,,$$~~$jfici6 da Alfan-
dega,: laixibeli~1iay~:a.um forte reducto, coilsi
truiclo em I 6 4 5 pelo Governador Nuno '?&-
i e i r a Freire , tnas Iiojc esc;( <Icsmaiiiel:ido.
A inais consitleravel porem de totias tis rihra4
d&foriificaçR« d'ésta ilha , 6 o Caslello (IC
S. Jn3o Baptista, denoiiiinad»' c»ii~:iiiiriik?nle
Fortaleza do Pico, l,or<:siar siiiiado ti« ciiii:c
-de uina a1tiii.a que clorininn a cidade. l o i e s .
t e começado pelos nnrios tle I G S Z ticbaiio (ia
i'niprcc,âo tlo g~ii.&r~li?du~. I>. l~l.iint:isco Ilen-
riques , reiriando aii~tlat'ilippe 4 . " A pezai. (I:!
s e r e s l r a l e ~ i ç a n ; e n i tlelineado
r t. ci,:~slrui(li~,
o seti archi[cct<r coinnirttcci o riiesrno eri-ii
qác s e encoriira c111qriazi ~oilhsos &dificiiir
d'esia natureza , feitos pelus 1Jesl)aiil:urs I I : ~
i8n&brusa e oclin .dou
: .
, ,.
Pilipt>es,
. i s t o 6 , abiiii-
d a n c i a Í l k ~ u,teiraheos para sepiiIinr f ir:liir::is
&% FaoatiunrO; '6 iienhiiriis :ilieny$i) a loi-rtiii.
'esta5 obres iseirilitas de skreiii i1oii~iri:i~l:ia pai'
posiqa*o ;superior que 2s possa i~alcr: /issii,i é'
'd.'96tte; da S . $tili@ ~ l n bai.i.a ' k16n~sír:atla,j?~:-
l ú ia6ii~eA'f&i~~o;.Ó.C$sieIIo'tleLI.l'iIi'~~t&dS
S e t ~ i v a l ,(qile tein rrioi~issiiiiã si*iiiei.hai:$i
coin o nosso d é S. d t k o t3nptisin) igiiáliii6ii-
C e .xlo;minado pot rima allli.ra h$,> fwriffica~!a
$ie lhe ,fica ern ftenfe; c r a t e riflimo.' jlcIr>
Pico de S. Joao. Reste iiionlè , Mix I)reL
venir'e que acabo de d i f e r , o govei.n;:(lur
D. Alvato, fez coiistiuir u i i ~ietlricto biii 103.2,,
líiiiiaiz fosse det.ido .-i natureia d g l f r e n o @i? 'tios?
%aip4riaes, ori A ignor5nc:ia do Engen1iei.i.o ;
SliS ~Wilvá@de,ii m só inverno bastariio pata' o (Ir'r-.
'fuba~.-&&$ta esta fortaleza tl'e diversas bai.
t . e r c i ~ s ~ : < l ~ , cgrosso
a l i ~ ~ ce c o l u m h i i ~ l a s ~hrnn-
, f e !ca
.i;.
. . .. .~.
cjs.te.ri~,q,,. cas:im.ales , ~ ~ otei Icv,arlj i (;a , r.?;
] ~ ] I Q ~ Ç ~,+$c. ,S e dizein :.qiir coritcrii uin v;!sid
-.c;. . . ,i;,,
s & e r r ? n e g , nias c~ija.averii~l;!ie%iira .c '!?r.:
'

tuosa seentaipoii no ~ I e c i f rtla ~ o1 o i i 1 , ~ i o ~ ' c


j e ,ri i ngueiri c uli,!lcc:e..
&&a cidqlc estende-sc j)erLo:tln,~~~nr;u.ar;
t p .cle,:legaacle,.,.as,cknle ~ ,
~ ., . ,
a i>oente ;. c~~i~i"urri,
f ~ i j i i Q , n l , ~de ~ e~oi i r i , ~ i t i i v; oqpc;ei:rn 3 frukiie-
Zi,q.,+ue~'são
..*..;. . i, : ~ . ~ ~ S ~ ~ , k ' . : ~ I co! (. i.....
I- i ~<,<1j ~iF,~.~
' .3 ~
:~~
0 0~. ! , ~
$$!,$a$$.?,,, A$,<~,I$.~~QO,>,:~J 2 edip'4,
gom ~ . i? .
z ~ , . : 5:$56

e:2akraaqqep#bt.t? da r < i . g ~ r z ~ p : <.'.i:'!:: i e ."2'g2 .,,.;


:unl.iam~~,/rr~$;l~&.vvii1-LO&~?~~$~I;IC :
,
.
L. J .:iy g r l ~
5 ,ooa..a,ir!.!s, povlnaçjo $ ~ j ~ i ) g c i c q . a / c l ~ l ~ ~ ~ ;
cla i iiiiia t&b rlil:+t:*tl+,extcns$b;; !i1';<$'0 ::I?I~!I:-
.
., .. ..
vo 6 porrli~e%p$ch+. fi,in~,~li~..l~~:l~~i~~,~~~,'e,~~~ tc:rqa so
<
ii&&'i$r >:a;sq ,crfl> sc:i;cl-'~,iti~~ic:~í~.~jgr~~.
<-. .. . . .. ~,,~.r.::!.:6.<.,
&,q~~&fm~~~~,,~it?r~~~o;~,~~,~~;~~.:
trangeirqs e trol,a.íle linha., a - f;e!ras ,doir 3
co"~^ébios.e aut%colliidas tlo IJijiii Jesus d a
Ribeira..
E s t a . c i < l d eqi:e coiiieçoii a ser v,iIla-CIQ
r i:>
l . f . ~ ~ , , l ~ : . n , : S i ~ i~i i i.iIt . ~(li!
~ e<livlrs(~s
l : [!aK? jus
da Natiirrza, assiri] coiiio í!a rnlxici(1,lii~,o
CIH iininorali<la~led~,.; h ~ " i i i r ~ i i s . .N a parir tiis-
torica, q u e tiarrí rriiiale a rsta %l<~inoria,
rertlnios piri coino foi snrllie:iíla e daionifica-
d a pelos F r a t i c e z ~ sc i ~ i1 6 6 6 , as ri,iiins q i ~ e
liie r a ~ i s : i r ~ o olerre?ii&ks
s d e i 7 4 8 e de I 8 16,
o eniinente perigo q@ h. ameaciou, e os es-
tragos que liic cnusou a a!uviko tie I h 0 3 e
por fim a persegriiq80 e exlei.miiiio o u e leiii
O
s,jfffido seus mais illusfM yílh.os, pelas sa.nJ
g,hiIlaFiis
L , . . .:
k l t a d a s de 1 8 2 3 6 i 82 9. A siiã his-
toria civil ,8ntíando likada c u m a do r e s t d a
Ilha, j1essC.8 fragmèhtos apontarei ã que .&ais
&l;entb if<ih'~r.
O F i ~ ~ c h anão l tem porto fechn<lo, po-
?em' a '&ia :dilii!,$da liahia , que Ibé serve d e
ancorat!burh,6 'a8rigada d'&todos o s ventos hei
nos I>elo<l<i'Siil.PaCilméutc se poderia for-
niar uiiia docnsiifficiknlc!parn 20 einbarE~2
çees, tiriirido o Ilheo d P'o>itinhn, po!eh .,
r i , :
como
at6 agora' a M2i I'atria s6 teriha trat'sdò de
se rechear da rii(ueza,d'esta cotonia iècii hrõ:
ver a o seu beni Gstpr', e m tifo G.roficua 'me-
is& n*
' O tditi innhad6..
gsti C
;i,ji;;te Eonteiri' pertD.de'$ 6
ti-avessas e becos, 6 calçadas ,'3 +ep!b&ló4,
6 l~asseiosaivorisados, 3 c o n v e n t o s (16 C$&-
ias ;1 reiiolhimento,: I ,seminario, 10 i$i&jis
6 di:vei&s capeiias, assim 'como iimB i&i\&-
ja Iogleza ;é n sede do Governa<lor, (16 Bis$,
$a Feitoria' Ingl~za, d o s 'Cónsulek:8ilni au.
thoridades constituidas e d a alf.ifidega'g&$l,
seco e d e .i.mporlac,Xo &.
CAPITULO TV.

CuZtura..das vinhas. Theoria do tsa-


tamento e exportaqão dos vinhos.
M a w ' d a sua producção, e de
t~igo,le.sua.povoação.~ga,rcial;~ Mo-
Glrrfenti,
,,-.: y; ,~.t
&
~~.
~o,&~i.cio
.. L',.:
, . ' :
.de toda a
'1Wa.e ~ k i ~ , ~ $ ~ n Br,i~cj;i.pa4s
.~....~ ~,. ~ @ ~ , p .
fortilnas teiiitoriaes e mercantiss
)/led$as a a&optai,
.,,,: .,, para prevenir
~.extin.cr~ão ;:do!, a s ~ ~ i a d ga, : esc$-
?@,' das 2GMs
n
'

:, ,:
decadencia da
igri&1tura c..promovei. a prospe-
,ri&& da :Ilha . em

'Q _u.nieo qbjec.tv d e ~jque.raterritoriai, da


6 J :,

&p$ei.a.,,: <IU$$.!$ $ J p 2 % e ~ ç a du-,':se,m


"1: %a.,.prqq?,sa: e . l y ~ y l $ , a ~.tproduccao
e de
aeus:sg.enerosns,;v~&s, os'melhores que no
5 n
iiitiarlo se çoi~heceiii, e s 6 c o m - os qiraes pri-
der50 ~i(.rient!tsr (tiiil)areltiar os ilo Por10 Xe-
r<!z ciir (:!iyl)'.c;in'%l~ i,!$a.,,pl;ri~doijvir o sabio
IIrifur~iei). Heiir~(~iie' a s i~riiitpPiras cepas do
vi~loiihullrlii<:iiiiaOo ~ n c ~ l o c , s i ltt~lirs
r/ aiicos de
i p z ? , e &<i:.. [~;qciiiiir que taiiiiitirri ~<>dusc;>s
d ciriais
; : cori~'~ii2qiieria t+tc~p<;ti(i;~li«is igiksa-
.su,!:que rrz~i61~oca <I,(~sle,~riirci~~~,í~I~yye;iseii
.+o Rrinq,;,yidtrrrhos . . / I igl!?es aps,qiie i ~ . :I!oje j~so-
. : ~ . ~ . ~

diiz : i ,ii$Z(I&ira; a l ~ i i"i10 i I>&ta-dr)j bool e


vcrcleltici; <!onde julgo: s%» o r i u n < l o ~koin , a
diffe~~ric?a .de i e r e i ~.ln i e l ~ o r a d oe a pci:£ejqoa-
ilo a s i i ; b lialcri.eza. cin' uin solo pysvgeilco,
~

gordo; forte, , s & o e .virgem.

pixers.as
i t -5: i .&: o ... a s quplidadesr i< . i L em
d. g) i u.v&
g~?,,abun'da. a siia co ei a, e a v ã S irfais iiii-
~ ' & d s & ~Ii~e~hi~~.i~611-lil~ii$~u~:~o.~paiiz.~ ITarnbrm
(2111 ;~,c'~L?Iu h~i,oii~~i:.u % : .. il .sii,a. ,ç~illii.rã
i? ,_<,. -::ii iria / s d if-
fivp]$ma ei"e.iiós ; ...,
~ . . . & ( . <rlur'a<loura,
zf o q u e i5 devido
$',h%f&\&fh do seii-(.dif,en3 fi~,ji.&g&j+f$.!~tjco,
~$er~$e ,
.. ~ x w i a . l ~ ~ ~ ~ @-t-lrip&ado
o i ~ ed ci iil.:Clíili.n
,assim coi~ioa f;tlia t1';igo;is e ile Iiuiiiitlade,
empece:n a vrg(,tac,3o c"a' lornXo de ciiria
l(irr~PDi(?B"dA;'~<~.ii~j~&í,~riChT~.I~á?.p%~.e.do.h
oridcx se l ~ r o ~ ! i ~ zos~ ,riirll~ores~u virilios.
W'psia regi$«, atiles tle 8 :tiir~os (!e ~ 1 1 1 -
qri 0 . r a b u s l e z , cai,roga,pouso :de utr.sz9
'por<'firn;rli5orra entre os Ia ~a 15 annos::A'o
.menbb 6 ektaa c c ~ n l : e c i í l a i t i i ~ o ~nos
i a sr.qaei-
.rud.;que <lo~nir.Su irra graiide maioria &I
-10 d o Sul. O coiirrario. porerri,. -aeonter(: ti;\. do
norte, ohde uirrjt Letiil,<rritLrir:i;. iii;iis friai; &
iimr;terfieooI~ii.inido;.ahifirdantt: dti: ng«:rs ,e
.de a~voreclii,Ilie -conse!.va iiina longevidade
:se:mprec.viqhs;~.;:; eiirrelã.çalla lios v.er<les,ra-
.
mos <Ias arvc~res ~!ro<luzindo<liiasi-qiiesem
frabalho;,,eiii: iiiaito mnior abiintlaacia, po-
.rem.rio'.giiral d e iiife.ri«r cliialitla<ie.
I l u a s ~ . ~ ~ i i l-direi.s«Bre
a . v ~ ~ ~ .os.ciivet.sos lo-
tes-deit..vinho ,i:e-~~~~irigulti~;~traiaiheiito, cde
q u e riesta ilha usào p a r a rapidarneiile o en-
velhecer.
Coineçareinos.i~eioSerei'cll,~ a m e u ver,
0.:liiaia ,prec.ius.& '&<&~jwhsil~idaur!brbidas.,, asi
:a.'inaís &t~$!*@
~irn-tiFec-~rliu .e':r~i:á aiobter;ie ia
q'i'e rnd~isLeiiilm xi:geipain rimicowple<oaper"
feJt;oaihento. O;.seii!~c$ullo,iara.iuenloadqui-
re;..ut~ifi-madu'~ziza~~p'~i f&kaf; dbit$erva .s<mj~~r?
uma nittnral :igiositla<le, e 'aprn:as ii- tolega-
&I; a '.qtie. i r i i ~ 6 i . m:ir; i erestado pela
trrdtií?gia..o,zr-ikip.do s ó l . ~,N;ada iitenqs: cie::Ja
&&nr6gls#cr:fir-~&~ggrios,pnrcl est.e.'l:i~quido ,a+
ijii&b.W3gostõii bãrum:l~.~, iorrii<!n que l a n l o " ~
t!a\.nul~~2efg~ d:,dutarrto:este..+6ngo-$wi~do:,
iuui disl~endiosoe diilioit & q i s ~ utrafe$foy,':iB-
$b~vehde::~>@.b?&meied~,r.il$li-si~a tõlalida!le
e&'--ag~~~$e:o&s;i
a - a:<i!~rI~+qa.l>~rg"d~. se eiii iXo
~6rript$d@.espa'q~;.rfi~~,ifs4larrdO ja. no da Es-
tiifa-, fauieobsesahir ao Serçial as .qualidad&
.na~~w,ttes..de q u e $ 6 doiado, as .qiia.es a idade
almr:fei~oa; por isso. uiiia pipa dkelle ,. d a . m . e
Ilipr qcialtdatlr, oom o tratamento q u e dsix..~
.tllt&, vale >i.uncainenos de zoogoao r @ . O rne-
l i ~ n ,r :e,talvrz .o unico bom qiic se ciilliva,
b o, da frltguezia do PaztE dornar , perteii<:en-
Ile an. m«r$ado: JoÃo da :Camaia de Carvallial,
e : toda a ilha pnderd prorluzi.r anuualina&kp
Iúo i tlo; b o i i ~ .
Vem logo tlrpois a ill;rlz;.flsin , brbiJ:a
ducc que mciilos ,preferem ao Se-rcial, e que
com -elle einpnrellia. na s i ~ ~ e ~ r i o r i c lea dva-
Iár.. Da d e superior qii.ali<iade apenas çe cq-
AherdG. ~ari:~ua:l~m,entauir?as izo.0 pip;ts; nsts!gs
porlerá bem coniparar.ao fabuloso -clafal..$io
&eHifluo gosto ,e.:<lelicioso.arrmia, q u e :pare-
c.e saí.ír':de u'm rama cle.p,doriferas í'lores. Corri
3 -iipnos!de idatfe , :ja esta .bebida ,é pre.cio-
sa,yeqzi4?Lo.mais . ~ e l ~ a p e b ~ r , . n c c r w ~ e a ( \ 9 ,
-r].usiimesmo :de;! arin~.,k:mriiroagrndeve1;i.e
a t é - m a i s exhala o seu per[unie, e. r n a i s g ~ q -
t i da uva tem.'
4 :colhrila total, eiitre boa, R mA, cbe-
gartí .a..perto tle 6 0 0 j)il)as , p,orem a..rn+dh~r,
j?~»vLsiii.~lolui.arnu Campanario, rlenoinia:?filp
.v?r~ojtrrndos: Radr~ez,que ~ ~ e r r c ~ n caos
e i i Jesui-
tas , e:i.oga. <l.epuis aclo Paul, Jordim ,,A c ~ o
da.Cu/lbein c &lu,qdilpr~n.;:
&:a,' qualida$6..de ~ ~ i n h ~ . ,maisq y e valor
t P m-sot.mae;rcado,mas qee powea jgr~,pri@-
chs%aad* &~.ekieniaqpar;a& poq+vy:o:cv)-
dmilio - i m o , .&a goal, cujo cacho comp.ridn;e,
baga miudo, d u d o s e b'ein tia i3inha d r p4.
]isr isso pramatiiraiiiente,crestado pelo ardor.
do-sol%.calor~.natur~ali<laterra, !emporXarii~n~
te,'a:ma.durece, o quis junto it fort:ileza #e- <.
nt.rb%iiia(t~ da 'sua tiatureza, prbdue iiiii Iiqc!i~
d b d e smnirin preciosidarl6:- e o -mais arriitia-
i i c 6 \le quantos dá a Madeira. porem c!u ks-
c ~ q a , í p a . n ~ i d a d epois
., B»ol puro, ani?nau
se poderá6 colher.annnalmente - i i i i i a o $0 pi-
pad: -0&e melhor qualídude Cliroduzi<lonus
f&gti& i a k d s í2ampnfiar.io, Cctmcvn de Lohos,
8tl' tArmn~Co:, .'iistreilb : ' d a .:Callleiu +c. &c.
c

eca h . : p r d c ó pauta d f E e r e q a faz para m e


das ,do d a malvasia.
,&penas aqui farei menç~Xod a n1uif.e PR-
r& ?e!e6;tiinada.1iva.dehominada bnstui.do+ .i
gW~1ij%iboje pt'klt' su&. escacez j ri80 c & pbdã:
separar parri fazer liquido piiru:,. tIe.itina:sd
?pialidide. Duas c o u s a s s e lhe notso 'rliie a
wrn8oiapreciavel e ,ciiriosa ; a priiiieira é por
.<JPP'taTa e.excell.e.nlef)ara pra'to ou meza, ,163-
$&;dureza e a d s t r i n ~ e n c i a: h s e u b a g o , s:.a
g~gundbr.&,-'qíi& send.6 oYa prela, produz vi-
Iihw branco;
ordem :iiutherica d e valo~.,poderenios
~ W ~ a f l i g a i . . i q ~ a ~ ~ a i . ~ : ~;a al i ~cori;Kecidai
daclo e
afaimae&;~&sb~;id&ydrnina@o hem-flpflicadai
p ela,.siia
. ,
eof, . e - & g e l ~ s i v a m b n ~ e . . f e i t ~iiva
reta; ds :6pi.~u~~s~~s~~.i1as~itic80.01i~ e m duas
-dri

'@e4idad.es;;i~.'fó~te~+a . &%&a:. A da primei-


rNi6lme . r b u ~ # ~ < ~Siegueiias-&k. de St." An-
ioniu , Gamèra.de I,i>hn~~!El?irei 60 , . e S. MaiL,
tinho, e a t1az.a ,na&& Porlbclo Moniz, Çan;
ta:iCriiz, e Gi~ula.O:seiijuso.4 mii.ito ~ec«ra-
menrlado nits tliarrens ;:g,u~ahdo~ale.m tl'ersa;l
í1'~ruii.a~ vir!c~<lesme<Licina~.s,e,.em. adstrin-
gencin en~parrlhacori, :o molh-cn~ i . n h b ~ d o . R n ~ ~
t o tinio Srrido Gel-@ai:inais (rreqo tem ;,korh
t u r l o ; . ~meu VPF .o;Rs.tá<l<~ i1.o s i i a , p~rfeiç%*~&.
a o s 3 .anuo5 4 a~>.tksqiie Oenca a a8r:e -q-aper-
t o . d o goste?:, o:, ~jiic?~,:iooi>lac~ <!os 4i ern.d-iaa-
te. A:.$~i.i <:oJIit.ii:!: h E i ~ 6esc.a<l;r,; da rneilior
snnte, se.p~)d+.~<.:>:<:~lIler anoiitilinente .a50 pi-
pas e.110 bela1 .Uhla6 8aO; . a ~ - t i o~ i r i m e i t olo.,-
be.te.niio,c t r 2 ad..anil«s. de ,itl.ade pnqie .va-
ler I i O::f000 rs. pi): pil>ai::ir~as~:a.,rlols@~ii&&
E-QI quazi& ssri-y~-pitrii,m&s~uya:r ;com:c>qvinho
hraako. arir6 d84ke;idar ;rhc,;:regula. i~i*nnos d e
rdetorle-dles(.'oiitra , e $0. teri>. corisu.mo;eai
p a i z e?( iançaiso.,
&lui-;tas~oid!-ls.qci~Iida;des:de uva h-a;!b,qfl
eomb'Gar~ar.ic~ Perikzgcí&uiut. I,:Prsl ddegrí*
??h«Sr.,,orptn a m a di ii,iri@taq u ~ , n b ! d a c ~ s ~ e r t e a r
cente :i. 11111. sd l~roprii:t;irio,.ea o s , s i t i a ~ ; ~ n d e
rtmeeiii .,i r i , i <l>er~nitierl'ellas
~ fazer,liq.(~.idapu-
r o , e vHo Juiiinm>rite com o ~ e r d e i l ~ ~forçoax o.,.
a .yranJe,:initi@rkid a ;pro(liioçSo. íloi secus v i -
n I i o s ,. -~l;&j<l~i.aes~est~iuli~,imq :qiislidpde. entra
nas seisíIec.imas pattesda sua totalirln.d'e..,:Ve-
j m o s agora o m . o d a s , i r ~ ~ ~ ] tra;tar;nos,d(?i
a~~&o~
si$tamas e m uso .de i Ca~fi&(ro.: e:.de,Eslyfh., O
@rin>eirn,redi>z se:a . r c ~ n s e r y ~ l o ~ : n ~ - ~ a ~ i ~ ~ a m
eoflotíido e m.:cjrua de duas trave@, na :alks-
73
ra de 2':bu 3 palmos do chio, e ahi sb 156
preila o ' nekkssario '.tratamento ; ~ c > i ~ > e ~ a r &
desde o s e u prirneiio'pro6es~o. . ~ . . . . bolhida que
$:a uva;*e 1anc;ah no'lagar., k'pizada com
os pés ,ai6 que o bago ftca qrijzi titoido; en- . ..
ião de totio o"bagaq6 seforlha 'unia pyran~i-
de sustentada. eni roda por cõr<lns,'em&ma d'a
qual uiiia inboa'vai servir de 6aaeaalgunspe-
daeos de macieira r,uãcipatlós ati. 'irem tocar lia
vara d o lagar, isto C, iliria gi'o.ssa viga:que o
a t r a v & s a , ; h h uni 'tii~ci~inisrtjo, ile esprem&r
oh Apertar,& ol,j+clo,ã ' G i ~ e"a'i>licado, com
u!n IWZO d e pedra. Findo esle pcpcesso, ,.-. . deS-
man~Kfi!se.or.$j:i~á+ ,"G'ij&i f$&jh gjjausto de
L ~

súc6 aji;rrenteti:Prite:, r i ' t 6 r t i d 0 , separado,


e então outra v t z forfemknie ''calcado , a o
que chaingti: répzcc, h"dis-'b;jli'e, o ''iires.in6
rez,dlj o-,et i s d p ~ ~ í i d a i w ~ O ~ r > $ , & ~ o ~ ~ c ~ ~ ,aGagg?dx
, . .. . :... .L.. . . f i a
iiva q H e se niio p6iile..e'sgoinr iiil i)rlnieiro
Ibrnccsso, 1)afisi n 'ciiii skgiindti igua , , e OII-
quiclo cl~,&pmt1uz:c'liainailti' o da cor(la'ou
repiza, Q d e siiperioi. qii#id$dc;;"'Oep~k t i &
n.a-ae.d de&iiia",-hf:b ib;;id;,$ ;! &ii(a-çe lhe
. .:::
agoa , : o q u e tiiodu~:a agiia v:(:
Sacatlo -0' i n r ) s l o , d i tiiia, !?\e Iih$o;lo enl
pipas, não: biiocatlas, por cjitd;i'ila ,effi.rt,ei
~ è n 6 i a i q < ilogo
6 se lhe' <I.esen~tilv:e', e ' d i i r.at
nos viohõ's géiiprosos a t e . D c ? z é ~ b o Clai'b
. que
'esteja , 6 t i r a d < ~
d e ciina'-da b%rfã.;"énii~a.
quelle quese destina p a r a ' aXdaí-d&nte é. lo-
go mandado para o alaníbiq&, e ' ? que se
clWr tratar para velhd v'ai" pura o cántèiro
,o,iidq B,ol,arifiça~in
,, , ., . çarn,,goniq
. . de,pei.x-xe+,.oy
claras d:yvo, ,'u,u sarig-rie, e lo.go,.~r.~sfegado
6 , agu<rtleolad:G, NI>s,iriiiieiroi i inrzes ,:6
nec9sriqr~Ò,ielielir esle piode!esq~,,:6 ou $8...veze$
. . : ~,
ahifandb-6 semiye c ~ r niigoardeiile: Se. ncasn
p o , ~ser n1~1,ilp ,niadiir? ou, rriuiip ;ve,qle~i ,vi:
111i(? amo'lt?l&
:,, .. ,:
.. , 5.
e fica . ~ o i r ai z~e i t e , Q <lu?
acorii,ect: 4s ~ 4 ~ tie:stes 9 % +is <istreq;op,,,$
peiciio liig(o balrlea-lo.,:,~ol?r,ai pipa em que
e+:<, o u ba1.e-l,~.~heni c o y - o : me+\~t[cor e a-
goardenla-lo, :rnns s e a n a d .a d,i,sbo. c e d e , ,sd
,

o calor da estu- o curard, ou servipá.,l,ara!+.-


goardente?
Agora &$arei .!leste curioso processo d e
q.uesei,t~~ ~ Ii li t ?:,m,urjop~n'aJ&,lber~i,,je,,sahr@
o +ai aincia.hoj9 q,opinir<a:pirb)jp,& ri,ão.esta;
& t e i ~ ~ m é h l & ~ , r o n ! ~ n . o i a,,hes.tufa da. nada mais
8 dg,quti 9 inelhodi 11; a c c e l ~ ~..os r$qrnvpl:
;&erit" .,. das'particulae q u e qonsiitutig a ex-
.A.C

.aelleq~ia,:$~
. <>. da,~~+ir+,~.,istx, ,4,,.s~~~ia
e m. , ,. ~- , . m. e. z e I\s qu;e;7,.oy U . iinnos h:~vjao
exigir;, e nesle,. iog,avel pritir:ipiq; sirulen-
t a r e i , q u e , o siile.ma rle e s t u f a r . a grnnde
maioria d o v i n b o que danl&$ra s e r)i[i.orta,
Iie
. , . . o,que
.. 3. >R.( . 'sustentitlo
> .. . ~ g ~ t ,:ltlli.i!ios
&s ali-
ncs r i i i que,,es!e.yui uriico. ,ari.igo (!e co(i17
~nerçio.!&m,Iacl)ad,p,i potlerosos concc?rreotes, ;

n&s rrrpr+a<!os,,e+a(r?ngeiros ., haventlõ 0 seu,


!?
'...j l + , .s~ffyid»-~desuy-,a s -
íor., c[a. .l '~. r ~ .c,;'b. ~ .i@iii
.
.sia>.:comp,um ei,criio ;enip.ate. o ~ i r i a ~ g ~ t a g o a r r , ,
,a. 1G0, ser,. o r.api~~~.~i~~~cesso.rjuo.,t~nt~, bar*-,
teou .'o valor . c a m . . q u ~ ; p ~ tse.r l e ..e~porhdo,
e s t e g'eri$ro, com b'om i n @ r é $ ~ é ; ' s e~ ~i r n ~ t h ;
do-ker.àdulterad6 oir f'alsificatlb.
Uns 25 annbs -haveião qde"a'in<la'a~ngl$-
terra ,. importava para sei1 'rioinf!sL'i<.o coxisu.
mo peito d e 6:000 pipas dB vir111o':da '$ta-
deira, porem. hoje nem800 gis1:ii:annu'aYnien-
te, em,.conbequencia, -de ter bn1r2tld @h
da o Xerez, o P a i t o c! os'Vinli«s'Francezes'+
e paratas '1nilias'-nSo vai ja a i r i i t a d e d o que.
ia; p o r se-fornecereiri rIii granilb 'quaniiiladB
d% vinho do Cabo d e Boa Esperanc;;i, çololiis
Ielezti;
Seria inepto, julgar; ,que foi o processo
dá',-F,#jú~a ileSaCl'eÍill&.ú'eu!é'g6~i?bo.O
L,

diminuio o seia .donsiinio; ,l)ois 'aleiii de se,t,er


efirecon~pensaacre*litad.on n Kor;si;i, noS R$-
tailbs: UQidos, r i a Hollanda &c. &c:.eXistr? rr
! phg#$Bj:jJi,f;dg!dé.:i$' &Ik&irEak t.irihog
8g :eahtei:ro dorno d!anlgsy! .o -+iie-:a+riild~
s6:pratica coin riiciilos freguezes'.; .A'lgiiils an-'
nos ,antes tl'essa C.l~oca,isto 8 , antes
trodii'cCão d a s .Estufas, ,èuslaVa 'iiin'á pipa de
Vinho' proli1;plo. pàEa kin be~qiié" ~riiiitissimo
iii:iís. 110 qiie,'hoje. eni i:cin:sejuencia de rxi-
gir .5 o i ~6;,,~i!adesd;>qiiehoje i>ri~dii<'est~sys-
o eslri ,irovi3ehcia; qire
Ce'kjri,: ékti'lLio a ' n ~ ser
a unicS'pFodiíc:20 quc! a2
tdntíí~i':;\tc!?~~h.Rr;ilé'ar
viventa -% 'Mailili;a, o qiie, 's@d;ihoje d'eih,'
8s este in'elhoilo. riso Ii.vi?ssc' ficilitli<lo a Éuá
.
ox'poi.tai;ao :, !bnratesndo.o 'ÉPU dosto ? Con-
clú6 ; ptiiã 'elij: qilarito e$ie<vlhhos, pela-
$tia carestia, aelriào poderão .proporcionar ao
x 2
cpn%,m!o &di$7!yx+ -Pqyo.s do, Norte, ~ ) o uo c
gasto f;bzião r ~ l y.por,em , b ~ j qeu e o spçllie-
ma das Es~$as.uc:io facilj,lar a sua exir.acção,
assim" cobi:q <lar llie .ve]hiie e .forl;ilesa para
r ~ e i : ~ t i r ...a.pelo
..o ,do Norte, recebe9 nova cir-
c u l a ~ ~ o . . o , s a i i gd'esia
ue Ilha, e povos qrrees-
ta'vio,.l~.riyntlosd'esle arligo deluno polr cau-
s i [i,] seti ai10 ,clirlo., Iioi,c gaslgo com pro-.
f t : i % ~; as~iiii *&mos n6.s.os ixstados Utiidos
&fi*i~inirei!; em,di(eit.iira ou por via de ingla-
1err:i 4:200 j~ipnsanniin!inence,:i Kursia 2:000.,
,
a Hollan<ia a Surcia , as cidades BanseaLi-
cas &c. &C. 6 p r o p o ~ ~ ~ ~ o , .
Tadavia , 1i;lo. sc (Jevo,i;i$erir .pelo .qi),B
de:&ò ditoLg!!e,q,i~in,ii.o,cs,tuf+.o seja^ syipen
rior ,vn,qy,llda& a v , . d canteiroj ~ ,plqiial,em.
y i a l . 4 i i ~ i i scsliqadn*, p a ç a o u s o d o pa15,
nqo só .porque grqnde pnrle t: procliizido nos
~ ; . . . , . . .:lori;i?es
iiie/lii~res
$r;pj).o,~..s-r
.. .
CIO Si11 <I? I l l ~ a masi, t9m
wiis . a r ~ ~ a l i ; c o , . , n q c ,e:;c.orpli-
io
l$ii,ta.,
,
Con?isLe
. o processo: d e est.ufar, violio ,.
ila scgiii9:e .iii?nrira. Qiialc,.r;t?.r qiir seja o
e<lific&, {eni gyr,al. srio .()e abo,be<laj ~&vesqr
l ~ ~ r h n ! i c a n i r : n i rebocado
e a e s t ~ i l u e ;dei-
xantl<.~se liic, ,:3pen"..a porta por:óiidc e n t r a
Q vnail!;;iine:.a. r p a l é tani,bein, ei~{aip:ida,
< l e p Ó i s q u e a r.asc;ic?urn se acha es.tiyada,dep-
b,o, ;? :ip':n?s,.m?.,lii<j.deixa um posligo por
o.n$q u ~ n$ 6 , lio!n~!n possa çaher , pat:a,hir
dí,nsia!iirirtiei ra?arrtinar coiii iima larrlqrna se
há novi<iad& cleiilru, No edificio deve haver
uma fo:rnallia,'praticac1,2 no interi,or , porem
d e tnaiieira que facilrnenle seja ;tl!mrn~ada
de-fora com o riocessario. conibiistiuel, íindn
o.qcie.8 fecliada,. Em ~ o t l oo circiiito: do rriii-.
q : d a iiiesina Estufa h a um c:iriooii tubo de
cantaria o!i tejolo, que fhz circt~taro inten:-;
s o , calor .da foiiaalha por toda a parte, calor.
q u e muitas vezes excrrtlea I 6 0 sr:ius deva-.
renheit,,e enttl:, o liqiiido ferve (lenlro tia v$-,
zi!ha.,como tinia ch:ileira em ciriia de kraz:is,
tsndo se-llie. l>revia~mnntefeito unr f u r o rio
fundu yuprrior, para nso nrrrbenlar. Drirniite
3 , : q q e ~ . . o u100
: dias se acha riesla conliriua
fermentaclio na qual 11ertle eiii geral I 0 p 100
da sua tota!i(la<le; erit;io al~agn-se a fi>i.i~:ilha,
e d i a s depois r R o as ~ ) i p a spara o canli.iro a-
&m do viiiiio ser tratado. E'natavel. qrie até
durante o niaior auge de calor, enlrzo neste
qnferho artificial Iiornens a isso cusluinaclos,
e,oorii a ajuda da Innteriin corrcrn os siniio-
sqs espagos corii que o vazil11;irrie esld ext i-
-40, e estanc2o facrlrrieule a!guili esvaiineri-
t u , ruplura oii broca.

Outr.as,E~!.ufasmaisbenigans ;lia ; q : i e r ~ 5o -
~ $ m . : c g ,le,nha, (~loisas q u e dcixo -diiaa@o,
de carvão 'de pedra ) e.,corn urn ;c,alitr.rnyi(:o,
w i s .brando, , p.ore1.n ern ?~l;cado.,:esl>aqo,
I p a l m e n t e .dentro do eslqr.co <lfig.+<lg
,vacum
o c ~ w l l a ,r se c o s i vinho , gssim -!com» . ao
Sol, duranth o vergo, e este uliiinr~rnodo,
aiuda que requeira inaila maior delonga ,pa-
rece ser aqae niethor, seiilent$fid' ~oh''.a@B
naturez~a.
A annual expnrtaçzo - d'esle generb
chegoti nos felices anhos da ultima guevra còn-
tineatal qoazi ao d o b r o d a de hoje, é & du-
plicado pr&çol por isso i30lisorigeiras cirEunS-
tahcias a muitos prbprietarios e n;,gNciabteS
allucinou ; ernpenhando~osn o empate de ea-,
pitaes rnoitus, n u erri depozitos'dest.es mes-
nios vinhos, grandes s o n i i a s , qoearidè$ois,
pela qri<?lira d e valor delles, mrlito desfalca-,
r80 m a s furlrinas. Hoje pode-se c;iicular:b
exporlaçZo ecm perto de 9:000 pipãs.,'t&n<lo
assaz liu$ment ado desde oe~r~tti'mos~lo:
. , annog
o+.s:se versi pdbs-~@.eguin.tesi~ '

PIPAS.

O prevo d e emharque d.o vinho sêco no


çrri;tl,!é de's0 a 4 4 livras: esterlinas pbr'pipa,
o ilueregula por aooJoon rs. do pdk; > e ' W
oulro 6 perto do'dohro..
Pelo segiGnte Mnl)pa, s e ver$, a:dtbappoi
dução,em.cereae~e vihhd ; niiiitbs outro's #e-'
n e r o ~ t l e a l i m e n t oproduz, que ahi não v&'
e~~ecjficados.
a
Alem dos Cereaes aqid descritos, esta Illia produz snnunlmentc perto de
150:000 saCns de batata, 50:000 de Eriliime ,. &ttroj tatitos de batata doce, e im.
, ,
porta annualmente y e r t q d e '80 indios d e frij& -1.30 de centeio 9:000 de ini-
.-
lho, 8:000s$$.t[igo +Icm de muitaifaijnlja i r n Bárris, . .
dos Estadoa Unidos.
Jd alraz deixoleveme@te tocado Q floreb:
certie $ntado de--riqtre,ii-; decornmec.clo e dd
prospriitade a qtie nltingio esta ilha; mais'
alpiins traqos neste: raeoi ,iaq@i 'iap<ja$ei, a-
pbntariao os co'ritr$ttimpbs,da fdrlribli que, a
thm vexado, os prejuizoe que lhe r.esiil!ào d a
f'alta d e policia rural, e [ror tini os,gravainks qke
o seu cotnrnercío interno e edterrto..
Páta ihvcstiear, niuidameht:e estk
materi*, seria ~ihrhiso:tbr: divi'stn ~ 1 ) ~ ~ u i h e n l o s
on&eéoiii scguranqa h'aseisde , a ,n'aiJr$q,lo, $02
Feri%.~iB,bexislin<ii,elies, só 08 mais salieiites
,:
fictos de tluc conservainos nlehloi.ia-, aqui
Gyorei.,
.Vi.mos a peg, . 5 1 e segqirile$ a ipriniitii
v.a ai$i$%o d o t&rr'Gnq d'estp lilb<, la:sOa ciil-
cora tapida, deviclã ao feudal systhenia da
Sesriiaria , e a nuinerosa pov~ai;$o que e!&
poucg encerroíi,.a qual unindo a Ar1o.d N~a-
W.@za .~xtrahiu! em breve do seio da virgem
M~deirncopiosas colheitas ?ei vinho ,: Assu-
&r, cefeaes, Cetla, c*fT&, Su@dgke &c. &C.
A superabundakia &'8stes geflerds para o,s'eu
Comurnb, conit!qiiu a ser exportada pata Por-
tugal ; com tudo os prinieiros * i d o s :de Mal-
vodao-Seco qub d'ella. sab.ir%oj$ùnsta.te.rerg
hide parn a CArte def"ritncisco I.Y, Rei 'de.
Gran<;a, segundo a&rma fi5r.Teraieit a o q ~ ?
@Odj-g:rlisa elogios, Este Giiineiro ensaio , 8.
@fy$el que, grangeati(l6-lhe numerosos-par-
ti'dsrbs , contribuisse 1 t ~ r ser 3 prts.d-rido OU
G
j <a d e Lisboa ou e m direitura. As con*
$8
.
%miw~guerrap
~ qlke e n W se f@eii%g., 9 fngf&
paq e'&snceaes, tanto mais concarrigo ;p+fa
yg.sagu;nd~sn;Lo poderem fornecer ao$ pri,
@@iros o .artigo d:e que vinliiio provirese na
Madeira. Em Inglaterra se propagou ainda
mais. a fama d o s se,us vinhoe., principa)i,nen-
&'e entre os grandes,; assim vemos o Duque
4e Clnresioe conden~nrdfiÁ rnurkr sip 1478, e*
o ~ J b emorrer
r af~gadue m um Tonel de%&
yasia, .Cpis*.<~ouentão -o r e c e b ~ rd'aquelle4
\nsulares, . f a z ~ d a sgrosseiras d'aigqd~g e
Jãa, e cafnes de porco salgadas, e m trsco de
uiiad~o.a.m!icar e-slimitgfe;- e.+acalh.?u -e pqi-
%e salgado, primeirartient~d ~ armador@s de
./bveiro e Viaona, s ao depoie dos Hollande-
ses ; em troco, dos generos de ppiz. Para 8
qnsta d'Afcicq expartav.r a M?$eira Gereaes
reloypp ,d,escravos, e. qu<o;,em p6.,
A comrnunicaç80. wmas.di,v0fs.@s N.açQe@
,cDm. q u r n tiniia t.raclo g-rosao, e prpveito-
so , n aRluencia d porson3gens abasladas
que de P»rtii.g;il, qitc ent30 d a y a leis nos
q.iia.t.rp-partes do M:iiarfo, e seohureasaos mar
res, vini~noprocurar a ben~gnidatle.do seu cl-i:
ma, e o sileve e pi~t.arnaldorninioda Dynas-
ti,a dos Camaraa, Jeva.rS~a madeira aozani-
&h da:prasperi.d~,de.Porem a invaJI;?9guBos
Fraoaezss tizsrao - n o Euncliiti e i n 14~66,:m&-
&ando. mais .de 30,O p~$soa:s , $$aqu~e?e,do-~
d m ~ t tp:.dias,
e ,inieqrtompeo 8. fçliaidade da.
&, 10fez awaz deeahir o.eeu couiiiiercio e
@&a .que auncs-reviveo. Porem o seu
*
'8%
. ~ ~ & . ~ fme,r&g&i.l:,'á
,& ~ & l $ g ~ i & & u ~ i aas$%
< e foi.
.ti>fia:;:de.t6ilo"s-'iàbisialar~o iliiindo caliiò na
s i i g e i ç ~ o (:asteli~an:i. E s t ; i NaçZo , lutando
' o!

com. a!IT@litrida', cohi a Iiiqlatecra ;inimiga


d:a f;'rani;,a,
, e vergaritlo fer&o (lespotisrno'na
Jta1i.a: afrigerilou os navios { i ' e s t ~ pai2.e~
s <\os
I'orfno ria L~isii.aiiin,. A lenehrosa l>oliticn'
dos Filiblies, ihteressniios n i aiiiqiiiba?ão'ilo~
.Portr~eii~zes.;Ihes esgotava' lodos os 'reciif-
aos , deixando-os coiti indiKerrhçzr nci:ntosã
perder a-sua resprilavel n+aririha e siins ri-
?as e~>Ionii~s.. Assiin padeeeinos, ilebaixo <i%-
qiielle' desrtot.iuo e iniqtio ingo, todos os ina-
fes cornrntcrls a Portii?al. Ficirnou, pobres, i-
gio~~eki.s,desariirnãdo~s;euiirios-c?nervo r n a k
do.'nosss'a .$b,&niercio::entilú ,. o':8asiiaai , :sqm
:eriracrj~?;riestie f . 6 0 0 , pela a b u n ~ l ã r i c i a q u ~
ù'ellr? conieqava a haver na Arrierica , onda
folintr6tliiuido da fi%aileira.
LS :prblongatka guerra., da res%aerac;;io
.i-(ue.'séseguloj n a jiial esta lilia se envõl:
vco para recobinr a liberdade, riso periiiiltio
q!iecii:rdsse de seu con+inercfo e agricultura
st6 i4 ' p a . ~rle, 166%.
As :rela,ç«rs ini irnas que estabelece0 com
a GrB-Bretanha, q u e corneçnva,a.ser-arbitira
'rlos' tnares , e o qosto tl'e,sia Na@o pelas vl-
nhos generosos, kz coin que a Madeira3s&
bisse tia apalia, erri raaAo de que por toila..A
parte se c»rner;ou a platitar vinhas,' subs-
tiliii'n(1o as canas: como mais propria prod'ak
$80; tirartio:se.novas levadas, e seieStabe.-
85
Jéoéi#o .o&tias, qiie a-falta 'd'ar~tirecl8'jn:tm-
nara inaptas.
I'elos annos d e ' 1 8 0 0 umas ' i 0 casas pn-
glezas, e outras -tantas cie:o!~t.rosestrangei-
~ b $ sefizerão
; ~ e < l ~ n t a r i i i s 'VuncIiaI,
no &ju~-
t a s coiii 8 ou O ~'t~rlugiiefaicornpravSn- õs
,
vinhos jA prompt.os"e 6 s exportav;\o ; rece-
bendo artigos de retorna. Kra &Mo- a hon-
-&de. d'elles aperfeiqoadn-aohre o cante iro',
porem cotno todos q u e procliizia a ilha :"SB
nBo podessem~extr+aliirpor .efte s ó g i r õ ,: e
n o consumo do paiz , coineqar9o a l g l ~ n ~as .
rèduzirem eni: ~ g o a i d e n t eo s . t n s i s baixos,,
.e eitks emibarcavio' ' p a r a o . E3r:izil. ; :e'+%Sti
d r i c a reexportantl-o .mesmo para k h i , f i -
riulias , bacallii., , pannos &c. &c. *quel l t o
bobravão , r e c e b e n d o e m t r o c a ' es&r;ivos':e
ouro.
D o s tratos com o R'eino; 56 recebia, c&
ino h»je recel>e, Azeite, Sal, Telha, iiiensi-
lios doriiesticos, e niiiita cal; qiie Iiojo poclo
exportar , &c. k c . lioreni 'érajus(ari~ente*!ó
paiz coin qiiem menos interessava a lialiin-
ç a 'do coniiiiercio, pois e m troco ja liavião
poucos asoucares qtte d a r , o q u e devia su-
prir ' o numerario.
.
, .Os Inglezes -tVisto se aproveilar30-, iii-
troduzindo:'dinh-@ir0- hespan hol de. b a ~ x acdn-
díção, c o m enbrnres 'interesses , e i n ' préjii izo
d o paiz, ,,sendo este o iinico .nUniérario q u e
ghi:gira.:desde' ti $tigo !Cau(él:hano.
Tal.ew:o e s t ~ ~ d õ ' dilha a atk o s annos
dg li76P!, ,e& gtte a i b w ~~,inm!?roie ~ Q W M ~
novo desenvolvimento , e ampljgs sup4..r@r
Jlignes,~pt~,qngeirrsr, g w p~fiduriav a i s ci.-
yj,lkp@o-.a pulictez ; p4re.m Ihs ,int~st!ueio.9
qgncro .rnprlok do .lupa, caddleraq80 dos os-
tlimns. A q,ortro.w~ti.v&-pode-sealribuic e&
n o q orJeiv d e , ~ o u a w ;i.qao
, ,use rle.astu,fwe
t.ratar ~ y ~ i n l i oaoms boo agonrd.enty
$3, 2.' de ae,Suxnarqip os J ~ g J s l ~ e.pfaprietar
s-
rios na illia; 3.' a se.paraqWp aos Eslarlos UF
!lidos e r , ' a sabia .adrpicj~&raç80do In+irque&
*le Pornhal.
C < P Ia~ i o l r o d u ~ % da hon agoardsnte
~

l?rpncwz:i, sç seg-eio pJe He-spar,ha e d e I;ln+


&r p~iraliuw,,e!ag~.iome<iar#o. a .se,r a&&
Áeraaf*$;, 9 Ijor ISSQ ,aip~ejudj.crar .oas vinho@%
pCia~ipa,lmenls 9s de baixa s~pdjqliu,qne-pal
isso inesiiio percisavdo de inaior qu;intida<le,
J, coy~,t.a.l ,~qlurezase ,hião piascarrir iios Es-
1,14fa+. (.:Q~JI ,@telr?nstornp w . y i ~ l i o s d ,E8oç.
6
+led a ;/$a,%eodwbaratos,.tiver,Ro mgjs c,rlraa-
<;% que ss do Sul, para e.mbar.que ,,nu q ~ i e
z!~uilop.rejeriic,la?X aoslavradores ~l'esla]>arr
1e;tantq innis qve a ,SUA cultura sendo rnais
dificil e disl,endiosi, 6 menos diiradoilra. As-
sim se paralisou a venda dps bwg yinhw" @
.sedcsacredi.tou asua fama -nasmr,aadp$ con-
siimidores , tendp d e soffrsr igual ;s@rtr)ea
.inesmos bons no I ~ ~ ~ U Pdo S Ote!mgo.
A .giierra da I ~ d q e n d e n c i r iAmeMsaam
fez por alguns annos paralisar o c u m r ~ l e r d ~
$as@ iba;: g o r m pda mo .eman~ip+@o, o
qire gira*#
girw :do.;tia~:sso.cul.fflmercio~~ <tti@t%
t@d;@!
~ O Ikglattirra,
F tolu.Oll novas ditecq088.
Fez-se elle, logo ern grande parce coiii tata
nora~@o@dnaia, de mòdo , $I* t.edrto estas
duasNaçOes ~ i v a e pbr ; ~ aOrisuiiridorad( e corfd
mrrendo novas Mercados do Nortê e,Ii>dias,
far% prwdi.gimatnente auginentadss ias' r+
Ir$&s meresntís.
As ghen&~
. qu'e se .d&guir5unos fihs tl:o
m u l a ptk+&dci entl'L.;,Pnglifterra, hança..
kesprrihe- &C?.&c;.Ií86-poucci.canttlbuiP%o a
angmentar a riqueza da Madeira, fornecentlo
exclusivamente os mercados Británicos de vi-
&@: @MtbG ; tornou .a entrar e s t e . dr$k&,t?h{
rlloda, a experiencia d o passiido fet etdm
qW e& eurnsse mais na Sua boa- qiialidade!;
pitit# ie!skabelecer seu creditq, &me *oupois
esta Nação a Ievrii os Libb65 maia (Á.n d ,, ~ b'
t@Mtò.k5!&&aberto vasto cominercio éurn as
ai&&& I,bh%sAmericanas c com a intli:~, foi
ie~rtndl6-oda .Madeira a trm termo verdadei-
ramente f e i , ~ que ainda cresceti no fim do
~ ~ ~ d O ~a ~revo1uc;lo E ~ i i da i - Franca, tornan-
do geral a guerra ria ' ~ u r o ~ i ae, ~diflicultaii-
(to a ex4race20 das Potoricias bcl11,oeranies..
&(!e O a& 1 7 9 2 áité 1 8 ~ 8dGotreu.,&
peti:6cllo~&i~l>an~e&$ @io$p&fidiudle da 1W8difi-
ra tlm:bbdcuteij @e~~iteWrist~$~iaa:Md.as f&
~iees-,. ~ & s : t o for8 t ~ cio a1eanc~.4jt.,s#~aoji
d t l r l e ~ k e ~ i i aNlitiu.
; sed &&mtkii9&13'nesriae-
m:,:qfe2;at' dw &ie@g&qii.J(i&Portogai, ri
~ ~ & ' ~ ~ i # 6 r e g.(jùe.
~ e f Laje
i i nio
& pod&i
.-
rãir.re@onta-lo.inadidau-.!egisl~tivas~. pafmaig
ndequ,ad,as,fiue,.,.pa:e<ii~.r i sabedoria e von-
tade. do. legislador.
Pjessa kppca feliz o rendimerito. d a co-
ro?, aadsva, cle ,45:0:a 550 conlos de,réis ; s6
a AIfa;ndega.,rendia perlo cle a s o co,nlouap.e~
z a r do itniiisnso contrahan(lo q u e s e fazia,
]>ore111, Iioje inesino nZo oi~slanie..o.:e~la(~o.
d e , a b a ! i n i e n l ~ , , g e r ~n! ~Al@n<lega'do.
~ Fiin-
chal O a -S."* Monarquia. O rei.~tiim~nlo.tlo
I!stado., pocle-se aclualnienle calcular cuino
tegne.

O inavi menlo geral. do cornmcycio Jiqje.


l i m i ~ ~ ~ s ~ - . ~ o s:e:1)aiz:qs
: ~ e ~?g.u,ii$es;..Q~
~os,
Portugal, n. Ma?ejlr-, recebe. $s~?@!r.;azei;
te, sal, t<ilhi, shocòlate, coiros e algiioq a,&-;
. .
ligos cio erazil e cerqaes ,. t.u,dq3 pago a di:
,
nhbj<?, : L>? Inglgerra,.r-cebe fazenda3:de
linhoi;,,i!$e:I%,, d'algod~oe :de,,ce,da, f e c ~
brutuy, e m .ferragens e.arcos, vidr.~$,..l~u~,~$i~
papeI , chapbos , moveis , carváo de pedm,
breu, Carnes salgadas, bacalhau, chá, algum
grão efarinha, e ein t.rc)co dB vinhos que os
Britar~icos ahi esta.belecidos export5o para
outros paizes, e a'lgurna fructa. Dos Estados
Unidos, recehe milho, farinha, adueila, atroi,
taboado e clii que tidop paga em vinho.
13a Riissia r e c e b e , fe'rro , c e r a , linho
oleo de lintiaça, trigo, panno tle li:ilio, ta-
l~o;ttl«, e em troco (IA viiiho. D a Iiollanda,
EIa~iiburgo.e mais paizes do N o r t e , recebe
carne e peixe salgado, taboado, breu, al-
guns çavaltos, alguiii trigo e linho, que paga
ineLade a dinheiro, e outra. em vinho, e re-
frescos aos navios de passagem. D<,s portos
do Meilitei.raneo e Levante, recebe grão, qiie
paga todo ein metal. Coiti a Franqa poucas
relaqões cominerciaes t e m , e essas masmo
quasi qiie todtis são feilas por via d e Iugla-
terra, recebendo algumas qiiinquilharias, e
objectos d e moda d'aquella Nação, que pou-
co viiiho lhe gasta. Cotn o Brasil e Ilhas da
Ainerica, apezar q u e não se,ja mui exlenso
o commercio, é com t u d o lucrativo, p o i s
d'aquelle Irnperio recebe assucar, caEh, arroz,
mandioca e c o i r o s , que papa em parte com
vinho e cçbolas, e as Ilhas lhe consomem boa
poryxo tfe vinho, gado vacum ecebolas, sem
darem objecto do retorrio. Dos Açores, c a -
,narias e Caho verde, recebe trigo, milho e
feijão, q u e paga a.dinheiro.
O valor total dos objectos d e exporta-
w 2
qão aaldulando- o vinho no geral' a 150$'00'0
a pipa,. andará poir réis i : 0 0 0 , ~ i i 0 0 & 0 0 0; o d e
importaq5o nos objetctos acima menciutinrlos
nRo passa d e 7 6 5 : 0 0 0 ~ 0 0 0 reis, havf?r;dk~ iim
balla'rir,~.de 2 3 5 coiltos a favor d a ill~ideira,
sendo estecalculado pelo rendimento da AI-
fandrga, na proporçXo ,dos respectivos direi*
tos, sobre o valor dosobjectos importados.
N o Funchal, existein umas 3 0 Casas d e
negocio quaei todas Inglezas, muitas d a s
quaes respeitaveisem cnhednl e giro, porem
corn iiiagoa vemos,qiie aperi;is conteni meia du-
sia de estableciment,os I'ortugiiezes, que tal
nome n~ereçXo,qiie possão coiu ellas coinpetir,
e alguns d!essesameÉmcs, ja se-twn visto n a bor-
da, do abismo,'pisia a m b i ~ 9 0Dritaiiica. ,que
babe prestar inuttios auxilio$ aos seus Nacio;
naes, na hora do infortiinio, e eni qiiein bri-
lha â união e nscionalidade, einl,regatodos os
rodeios para;desacteditnr,e erriiinartoilo O
tistable~iinent.t3';lã~kugl'ez , 4iie lhe possa fa-
%&r soiiibra ou %o entre sua coiilinuiih;io
dc i h s e Interesses.
Se 6x~egtuarrnosa C2t.a d o J. A.,G. fie-
g o , pode-se cliier, q u e 6 a tinita Portugue-
sa d e nome , qiie lia na &Fntleira a do:Ba-
ra"o do Tójal ; porom nesta snes[G; s e veri-
ficou j a , o que:.ac.a,ha h d i z e r , tenclo á'aK
,

guns annos soffrido uin @ave clioque, iiiaqui*


natio 'pelos Britânicos ,:que a olh.%'o C O -!i ~
veja, triunphâr dos seus cornbirr:ido~.;ttn~~iies.
&&tasi ,seguet&ae, a s d e Arhtijo Ièb.ãos,
J. M.. Rernes, R . Leai,,Monteixos &C: F.
A . Ornellas,,e A . Pestana.
h t r e as casas eçlrangeiras, ricas e a-
credilatla?i, as principaes sa« as seguintes-
Blaclil>urns &<:.'. Ijlitndy , Burnett & .Iloug-
hro11, Gordoir I)uf&c.", .I<eirs &c." : Leaco,
clc I3nrris Dc.", L e y i s &C.' J. H. R ~ L ~ T C I I
xrirtlocii hhorfrijie &c." , Newtoii Gordon
3lurdock &c.", Plielps I'age &c." e Hullierfurd
Grant.
T o i n o a grande maioria do comniercio
dos vin,h.o,s, seja .feita por e s t e s estrangeiros,
ig.iial porg$o..de .infliiencia.. e, de rnoriop.olio
devem .exer~er:,no'manejo d e o s obter e pagar,
A;?tes do nefan:!~ tratatlo d e 1 8 1 0 , era inhi-
hido aos. Ii~qleaescotiiprar vinhos em mosto,
orem sendo-lhes isio facultado, tornarão-se
os arbiLjos (leste ,gcnero, e . o s verdacleiros se-
nhorios das terras.
Nessa epoca , valia e s l e , artigo 6 e 6.ve-
zes uinis d o qcir tiqje, e os .incautos proprieta-
rios ii+tlanilo nqo.:iro e n a abi~ntlaricia,,n8o sd
dilapidavão o actiial ,, mas ,<.o.nlrahiãonovos
creditas? qcie o riegocian.te c o m gosto.atlian-
fava muitas vezes coui usura, ria esperança de
Ibe ter 'pr.coa a tiovidade. Veio a idade de fer.7.
v,,e,è:então que con!1ecer2o .o erro; unscar?
regados d e di,vid.;i~,limi~.~r$o-se a river do te-
nue, que l h e q,!iizesse;,dar, o seu iriercador, a
quem hypothecsra:osep~ren~imerrto, e outros
que,fic?riio exhauridq~,.,s8!udever, i11as tam-
bem sem capital,,,£orãp-@o.desfazendo d e al-
giima reserva que lhe restara, e por fim , en-
tregatão.de nas 1n5w d e quem lhe fosse sup-
prindo sua familia.
O luxo. 6 siin fricil aintroduzir-se, porem
c u ~ t o s o a. drsarreigar-se. Cliegara este ao seti
auge,nri;ia ilha. com o augn~c=ntode siin ri-
qrrizza. porem riso obstaitte ;I decadencia d'es-
ia, foi sempre ein atigrnento. e isso 4 6 e m pro-
reito dos Inglezes que lho ii?inistrav~l c o, rece-
brnd:) seus vinhos, j:i por diiiiinuído valor.
li:' assi:n, pois. qne el.les se habilitar30
a t é hojea fornecer á maior parte dos t'roprie-
tarios, riso sú todos os ohjectos nocessarios
para cobrir a nudez, rnas 1:~rnbetn a p a r i d e
p a r t e d o a l i m e i ~ t op, o r preços carregados, e
pelo s y s t h e m a . d e d conto, cujos ilems &anno
a a m o é qiie ajusl8:i com seiis fregoezes, ou.
pryr nutra seus escia.i.os , (ie qiirrn recrheiii
o vinho á bica, deixando-lhes apknas, para o
ueõ' &'al~umassemhnas,a biiix.8 droga, chania-
d a Vinho de r~hilllcc:
As fortunas terri.f.oríaes, nesta ilha sa'o
ijumercisas e consideraveis. A grande c a s a d o
innrcado J . d a Camara de Ca~valhal,a maior,
eni &tensão q u e hn eni t'ortugak e domínios,
rentle perto d e i 4 0 ~nilcriiaado+,e s e t o d a s a s
suas terras estivessem cuttivadas, cfliplicaria
esta sotnma. D e 1 6 a 21) m i l cruzados encon-
tr3o-se 5 casas , porem 'de 6 a i o sobetn d e
15, e d e 3 a 5 ha mais de 2 6 .
Resta neste capitulo , lançar um golpe
de vista sobre. as causas q u e tanto mal tem
cau srdo a esta Provincia , indicando o modo
de o prevenir, e promover a sua prosperi-
dade.
A Madeira, oiltr'ora afamada pela espes-
sura das s'las matas, que lhe derão o nonie,
hoje bem pod6ra trocar este appellido pelo do
da. ilha d a rocha, tal d o estado dosseiis mon-
tes, despi<los d e arvoredo, e em muita par-
te eshiirqados d e rica terra vegetal, que to-
da lha vão arrostando para 6 Dceario, 4 rnifi-
goa de raizes qye a,pren<lão, ascopiosas chu-
vas do inverno e o declive natural do terre-
no.-í7acilrnente se podem, colligir, os incon-
veniè,ntes que d'isuo devein resultar', nXo s6
para o caudal das nascentes e feriilidade do
solo. nras tambein para a adherencia e conser-
vaçxn d e terras soltas, na siiperficie de gran-
d e s picos de basnl to, qiie formão a ossama do
paiz.
E' pois tle siinia necessidade, nso s6 evi-
t a r a deet.ruiç,io do poilco arvoredo que aih-
daexiste; mas tanibeni promover aplantaçao
de. novo, porque a n5o ser assim ,: no correr
dos n n w s , aprnas restará8 alguns vales com
cuLtura. e madeiras' para construrqão e com-
bustivel, serao nesta ilha, o objecto mais caro
d e cons$m. Foi pois urna medida inui bem
assi2ad.a.; -no' Barão d e I,ordello., propar ao
.X+overtro, o conceder a irriportação de carvzo
depédra, livre d e todo o direito d e entrada,
-pois:o d e ~ k l ; ~ i ique.
e esta franquia occasio-
na8se.b rendas d o Estado, seria com m u ~ l a
usura, conipens&o p.elns bènaficios que d'e17
Ia hayiso $ e jerivar. Todos os Governos li-
beraes s a " avaros~ etn crinceíler prioilrgios ex-
clctsivo~:e ,isempr,Res a subrlitos,, eainda: mais
a .P.rovincias,' poreiii .ainda q u e apacentei~ieii-
t e justa,éerratla mâxima. A lei da raz%oimnn-
da que se legisle c0.m corihec,irnento de:cir.~
cunstancias e d e loca1 , ~ > o r i s s o .,que o ~ ~ I Q
Po.rtiigal,passaria por iitna inonstruosidatie, na
Madeika'peria u,ma medida jiistai Esta ilha
sú vive da exporta@o dos seus vinhos ,i coni,
CUJO producto , paga ao Estado os $iieitos,.
desde aqui110 que Iheserve d e cobrir nnudez.,:
a o q u e Ilie alimenta o existencia, pr.ocluzin<lo.
apenat; :cere.a,?s.:para 4 , m e z e ~~+p~i . , c i i i n u l , ~ n l q
desgraça,,,,.6 o b ~ i g a d aa. seçeher d e . Oykugal.
g e n e o s , ' q u e podia coinprar iiiuita p a i s eiii
co,nta n outro paiz , e pelo seu qriico.artigo.
d e exporta~Topaga uni pezado direito.
0 s . p . ~ o g ~ r ~ s s o s , J o - c « m i sda:-figii-
~~io,~
~.u!lu~:a,, n.'csta.ilkn, d p e n d e m ~ e s s ~ n c i r l m e n :
l e n n justa combinac50. d a , franquia ,q,ue.cle:
veni ter c e r f l s genrros de iniportação, ass.rn,
c o q o na faci1ic;ade da.exportac;ao .d,o s,eu, N.$p
bq:vcndo rne.io d e fazer yuler o : s , ~ ~ e ç f l udas., ?,
produ(;ões, os trabalhos se +ed:uzern a sqtyj-1
hii da t.erra, as .fnaterias meratrierite, neoes-
sari.1~ para o consumo E s t a facilidade de;
e.upnrlaçdo, ci)risisle primeiro que tudo ,no
a l i ~ i l > . <.direito
lo d e s3hitl.p , que, pnga.0. vi-,
nho, .e n$a franquia de ,iodos op aprestas e.
obje,atos~,necmss;wiospara tanoa e xasilharne
como ,niãteriaes indispensaveis , q u e . a ilFi&
não produz: Esta faculdade , deveria at6
toi:riar-se exteiisiva teiiiporariãmente, ds ma-
deiras d e constriicçfio tle nio~el,'.~)ois o van-
dalismo nas nialas d'esta ilha tem sido tal,
q u e iiiuiias diis hellasespecits indigenas, cot
mo o cedro, o b<irhuza~~o e o p a u branco, j&
desaparecer30 de todo, á forqa de fogo e d e
macliado , restando apenas alguns tis vinha-
ticos e nogueiras d e grande corpulencia, que
s e a nutkioridadonão acodir com a medida
preventitia d a tornar livre d e direito de en-
-tradada as n~adeiraspropda$ para conslruc-
gad, , n ã o s e r i possivel securar ma-is'alkun$
annos de existencia .? qitelles venerandos res-
tos d e riqiicza vegetal d'eslailha (vide pag. 5)
Finalmente, deve-se comtemplar,' na
massa dos.males; que, tillimamente mais tem
pezado sobre ;i Madeira, a lei das Pautas',
q u e coni os seus direitos lirohibitivos, nada
ti~ais tem feito, se n3o aperféiçoar a s c i e n -
cia do,~contrabanrlo,dando cabo 'de u m ' c o h -
~ n e r c i oja- tão enfraquecido. A mania de tu-
do: quer mudar, levou esses novos legislado-
res .? detnencia de pôr a Madeira na mesma
escala.de protluçGes e interesses q u e Porta-
gs', com qiletn esta ilha não pode commer-
a r , pois gbundando em.vinhos excellente's,
n ã o S a sconsonFe aquella, a quein tambenlnSo
-pde';fonnectd~iesartefncfos , d e que carece;
. A Md.eira dó:'pade negociarcbin paizesngo
oinhateiros , e delles receber os artigos d o
qug carece mas com direilos suaves.
A estagna<;%ogeral, do conimercio ,
pois, tem produzido um desalento geral. Os
lavradores, cedendo aos embustes dos colo-
nisadoies Inglezes, estno aemharcar aos cen-
tenares, para as pis~ilenciosas e lorradas co-
lonias d'oeste ; porem aGs exforços do IJepu.
tado L)r. ALiDnseca , acaba o corpo lepis-
lativo de nomear tima Commissão d'lniliiiri-
t o , n'aquella ilha, a fiin de rerr~rtliareoses-
tragos que lhe tem causadp as Paiitas.
O corregedor A . Velozo, a quem a Madei-
ra deve a introdiição da Semill~a,(batata) tlei-
xou as seguintes observações sobre a 6ua.a-
gricultura, as cluaes pela sua sensitez .aqiri
transcrevo.
I." Das beiras dos caminhos, se deve
desterrar o silvaclo, que só serve de recep-
taculo aos ratos e lagartixas, e em lugar d1es-
tes bardos, se deverão formar oiitros. d e pe-
reiras, amexieiras, rriarrnel~iros&c. e nas par-
tes humidas de cidreiras. Estas arvores, de-
fenderão as fazendas, dos ventos, sustentará6
ohomeni e os animaes, e farão com que os
vadios contentando-se com os seus fructos,
r ã o entrem nas fazendas. 2.' De mei;t, ter-
'

ra acima, s e devem prnpagar castanheiras ,


laçando-se
.. .
.
para depois enxertar. Junto a estes, nos si-
iios proprios plante-se1 he v i ~ h a ,a qual en-
nelles, vird a produzir em abundan-
Cia, pelo menos para aguardente. O milhor
vidonho para este fiin é 0 verdellio eserci;rli
(Veja-se a paginas 3 3 a iililiclade e bondade
dos c ~ s t a n h e i r oii'esia
~ ilha) 3." Nos sitios a.
brigatlos , devem se jiloiilar Iarangeiras, li-
iiioeiros e citlreiras. Com o seti fructn, so
p t ~ l e r i nfnzcr tniilo coinnicrcio conio nos Aço.
res , pois se eni gera1 a Iarar~jaé mií, tamtiem
protliiz excelieiile ; deve-se generaliçar a d e
ii~ellior qiialitlade, e o iriellior methotlo de as
liaver, 6 plaiilariclo estac:is d e cidreira , as
quacs clepois se enxerlariG d e garfo. Quanlo
nos li~iioeiros, como reg50 cle ramo, em hre-
vo se tornarBn exccellerites arvores, tendo-se
cuidado de asliii~parsempre ntiies daprima-
vera, para q u e se não lorneni bravias. 4." N8s
lugares visinhos ao niar., e faltos d'agoa, se
devein plantar algodoeiros, os quaes si>rleper-
s i , poderiito formar o 2.' artigo tle riqueza
d'estii ilha, pois eni 2 annos tle ciiltura , rc-
compensa6 ain1)lainente o li-aballio 110 agticul-
tor, prodiizern algorl50 tle escellentc qualidade,
e occupaG o terreno seco e iinproprio para v i -
nhas. 5.' Nos picos eterrenos esburgados a
magros, e i1icnp:izes d'oiilrn procluqão, se de-
vein foriiitir pinhaos, srnclo este o riieio d e
linver para o ftiluro Icnlia e madeiras. Esta
plaiilaqão rifio exige trabalho, a s raizes sus-
tenlão as terras, os nevoeiros e ventos emba-
qão -na sua rainagein , que ao mrsrno tempo
auginerilar:(i> o çauclal das agoas &c. Pelo que
reslwita As lerias Rcalengas, deverAõ os Mu-
nicipios providenciar. 6.' Deve-se severamen-
7
te probibir qrie oelavratlares plantem horta-
liças por entre as,vinhas. Esles arbiisl»s, a -
lam d'extrahirein a sustancia (Ia terra , que
devia ;iliinentar as vinhas, fazem com que estas
s e ei~chZode alrorra, e se ahrazeiri no verão,
corn o calor que a palha atrnhe e conserva)
alem deqiie diminuem aqualidade doviriho,
pelas continuas regas que exigem. 'I.? O
maior cui(lado d o lavrador tleverá dirigir-se
a aproveitar todas as nascentes e rninadoiros
d'agoa, entaricando-os ,o que facilinenle coii-
,
seguiri para fertilisar o terreno que agri-
c i ~ l t a e, quando este o não percize, sempre Ilie
achard proinpta venda. 8." Nas eearas d e ini-
lho, pocle-se semear tambem feijso de VnTa,
q u e nelle treparti, e assim o mesmo terreno
]>rotliizirá duas colheitas. A batata tambem
diuictificn heni entre o milho, assiin como nas
serras e por baixo dos castanheiras. E n t r e
a s iiiliaines, que s%oo (liario alinirnto do la-
vrador , se. poderão plantar o feijão de vara,
isemea,r linho ; o trnballio t5 insignificante ,
9 o lucro co~sideravel.
Aventura tragica de Nachim, que
de0 lugar ao descobrimento cla
Madeira por João G. Zargo, e 3'.
Vaz Tcixcra ;exploração que net-
Ia fizerão, e siia divisão em dnas
Capii,anias Donatarias.

Nos principias do XIV. seculo; reinarido


na Inglaterra Henriqiie I V , e ern Portiigal
I). Jonn I . , teve lusar ri'aquelle Reino u m
acoritecirileriio, que deu-origem 6 descober-
t : i d a ilha, que fdrnia o tQma da presente
Meniuria. (a)
-I-------------m--.-.
( 5 ) -0s escriptores d'estn Iegeiida,iein.se todos cp-
piado u;is aos outros, haieri<tno primeiro, o Dr. Priie-
tooso coiiirnettidu iim grave rin~cbt~onismo.Diz elle
q u e esta avei~turn d e l\.lecliim acontecêi.a em 134?,
o que ii:o posso adiiiiitir, e mostro a incolierencia
d e tal data. Os conipnnliciros delle , logo depois
,da siia morie, forno parar cbptivoa a &larrocos, on-
d e n a r r á i i o o seu fuiiesto caso ao piloio Illorales, o
H a v i a n a c i d a d e de Rrislol uin i n a n c 8 b o
c u j o n o m e era K o ~ i c r t oM a c t i i i n , a q i i e n i se
a N a t u r e z a iirgoti n o n a s c i i n e i ~ t o o q r i e
,

I h e ~ l > r o d i g a l i s o r ni a s preiitfas, corn elias c a p -


t o u a afleiqso cle iiran mcniiln c!iainatla Ali-
n a IIai-fet , qtie so o e x c e d i a r i n rioi>rezn.
A p e r c e b i d o s os I>;\ren!es d ' e s ! n D a i u a tlo a -
m o r r e c i p r o c o , nXo esper;ir:o, q a c ulle c o i n o
e é g o , uriisse n <Icsi5ualdade d o s e s t r e i n o s , e lhe
;ijiislnr.io urii casaliiniito e r j ~ i i v a l e i i l ed s u a 81-
ta j e r a r e h i a e n ~ e r i i l e i i d r ~q u e n a sep;ir.a?So
h i u ( l a r i ? o os a&ccos ; iiras iieni s e i i i p r e E
a aiizeiicia inatlr;isl.a (10 iiinor ; e s i r . % m o s p r o -
d l i z e m extr&nicis, e ria pcrsegiii<;rio se fortifica e
a u g m e g t a , a f 4 , . a p u i s , i o tlo p e r s e g i i i d a , tla f o -
r a g i d o . N'ell'a c r e s c e i i o a i i i o r coiii a s a l i d a d e ,
n'elle c o n i o s e n t i t n c i i t o ( l o d e s l > r P z o ; e ~ i r i i i l n s
e s t a s l ~ a i s ~ e ps r, o d u z i r 2 o o reciii.so tla d e s c s -
peratjso;
-----h --------------A

q u a l d'ellcs soiibc qiiiiiiio po,:de relativo :í i l l ~ aq'ic


tinli;i> descuberio. I'oiico dc;ois é r e s p t u d o , cnmiiiu-
nica a Zavgo as was ac<:ii,:~i:i[.òc~ , coiir i:lle ;>ai:i! L:
demaildii dn ii;co:.ni::i iliia ; <. i> dcsrobrciri ein 1411).
O r a adii>itrirido rliie elles 1.1 riGiassc~riniii 134.1, ir;nos
q ~ i cMoiales s<i7;> arinos di.poisil qiic ~ ~ i i r i iconi o Zargo
para :I di:scol.iiir , « qiie ii&i pojso ucrcdital.. T i o
iniynjsirel qu<: estc caj)ii:o , ~ili::n da idsde qiie jb
tiiiiia, iinliirnlnicriie i r i o ~ l u r n, 1 ) i . i ~ eia I:oiiiem cspr-
iiincntndo, ,j:iiess!! 110 c : ~ p i i ~ ~ c ii rn or ~ i j q;tart;zs par-
ter dc um s<:ciilo, isio ti r:oi~icidiiid» as datas aiiinn.
'l'iidi> isto iiie i n d i i r ;i çlassific~irn sol>~.oditu nventiirn
nos- principius do siciilo 1: 100. irrjn.ae png. 12
Rezolvidos a tirdo tciilar para conse~u,iro
coinpleniento tle scus ariioiosos des?jos'; lino
cot~siilta~~clo a l)rudencin, irias s<;guiad«s pela
pais30 e por sit;i,jiivcriiI vivncidatic, eiiiprelien.
deixo evadir-se Je seus parentes, Coni efiito
ajiistnrão-se os dois airiantes eni s e passa.
rem p;ira França, o que p e h visinhanca dos
dois paizes era facil, e pela guerra que en-
l%o entre elles subsistia, estavão seguros de
t!%o seretn perseçuitlos. Deu M:ichim parte aos
scus parentes, os qiiaes participantes da in-
juria, tle boarnente qtiizerão partilhar no scu
desagravo. Passarão pois occultamento á cida-
de tle Brisiol, onde ein uin dia d e festa, achan-
do-se desanipnratlos o s navios, se apotlerarão
de uiii, e iielle s e einbnrcnrXo coin Aniia Har-
f c t , u qual avisada d e aiitenitio, se aiisciilou
tle casa, corri :is inelliores joias d e seu adoí-
nn, sendo a principal uin cri;çifixo a qiieni con-
f i a ~o boiii resulla<lo d e sua leitieraria ein-
preza.
Ajttdados pela noiite e poruin vento fa-
voravel, sc for50 afastaiitlo tio c;inal, e.da ter-
r a ,-até q u e eugolfados no Oceario e corren-
do a embarc?ç,io ein p6pa coin urna extrema
ntas traiçoeira velocida<le, pois ri80 tinlião
.piloto que os guiasse, ja qiiazi al:igados e nas
bordas do abysmo, tio fim d e i 3 dias iIe lor-
menta , for8otopar coiri uiiia ponta de terra
~ 0 e s í . e a. qual costearão at.6 uiiia enseatla
pouco <listaiite oiide desembocava uina cau-
daloza ribeira, e a q u i Machim coni seus coin-
Rezolvidos a tirdo tciilar para conse~u,iro
coinpleniento tle scus ariioiosos des?jos'; lino
cot~siilta~~clo a l)rudencin, irias s<;guiad«s pela
pais30 e por sit;i,jiivcriiI vivncidatic, eiiiprelien.
deixo evadir-se Je seus parentes, Coni efiito
ajiistnrão-se os dois airiantes eni s e passa.
rem p;ira França, o que p e h visinhanca dos
dois paizes era facil, e pela guerra que en-
l%o entre elles subsistia, estavão seguros de
t!%o seretn perseçuitlos. Deu M:ichim parte aos
scus parentes, os qiiaes participantes da in-
juria, tle boarnente qtiizerão partilhar no scu
desagravo. Passarão pois occultamento á cida-
de tle Brisiol, onde ein uin dia d e festa, achan-
do-se desanipnratlos o s navios, se apotlerarão
de uiii, e iielle s e einbnrcnrXo coin Aniia Har-
f c t , u qual avisada d e aiitenitio, se aiisciilou
tle casa, corri :is inelliores joias d e seu adoí-
nn, sendo a principal uin cri;çifixo a qiieni con-
f i a ~o boiii resulla<lo d e sua leitieraria ein-
preza.
Ajttdados pela noiite e poruin vento fa-
voravel, sc for50 afastaiitlo tio c;inal, e.da ter-
r a ,-até q u e eugolfados no Oceario e corren-
do a embarc?ç,io ein p6pa coin urna extrema
ntas traiçoeira velocida<le, pois ri80 tinlião
.piloto que os guiasse, ja qiiazi al:igados e nas
bordas do abysmo, tio fim d e i 3 dias iIe lor-
menta , for8otopar coiri uiiia ponta de terra
~ 0 e s í . e a. qual costearão at.6 uiiia enseatla
pouco <listaiite oiide desembocava uina cau-
daloza ribeira, e a q u i Machim coni seus coin-
I?$
9x0, mas t#o profunda dbr Ilie soóreveio.,:
q u e ao 5.' d i a rendeu o ullirrio sopro vital;
entzo os restantes aniigos o cnterr&tRo j11nitQ
:L tlefirrita, pondo a o pC rla lapido q u e cobria
u jazigo, o u Ira g r a n d e cruz d e l ~ 4 u, e nelia
escrcverao o fiin de tão lasliinoso succes-
so. (h)
E x e c u t a d a e s t a obra de piedade, resol-
vergo-se os estripefactos coinpaniirir«s, a dei-
xarein uinn terra q u e viào hrava, selvalicag
inhabitada, na q u a i apenas alcançar50 o mo-
men.taneo prazer d e escaparein d a s ondas do
O c e a n o para serem testemuniias de tão la-
wenlavel aventura; e enibarcando-se no O,*-
te1 , e enlregai~<li> se B firria tlus o n d a s , em
poucos dias forno parar na cosla d a R a r b o
ria, onclesc?ndo capiivos pelos Mociros, forào
,
levatlos a ~ M ; ~ r r o c o sc alii encarcerados com
QS ,demais escravos chrislãos.
Existia entre estes, u m piloto Castelhann,
chainado J o g o d e M o r a l e s , o qiial acharido-se
presente i trayica narraçzo d o s nossos na*,
fragados, se.infornlou coni atteiipào d o s v s n -
t o s coin q u e abordartlo i incogniln iJl,a, dos
dias q u e gastarao, do clirna &c. &c. e de tudo
---)--.-i---------
-?&
(b) No decurso do tempo, par corrupc,iio, rpv&
n cliainar Machico, a este priineiro desembarcadou~o,
onde aportAra Mnchirn ; das cruzes e das sepuitciras,
nko lia Lradiç,$o vsridica, ainda que miiitqs pertelo-
.dem qite a pcqiiena criiz de cedro que existe na sopra
Jita Igrejada Misericordia, seja feita da verdadeira
q,ue istlicava o jazigo, de Ilarfet.
fez conceito assizaùo e aproxirniitivo da longi-
tude e latitude em q u e - devia estar situada.
Kesg:itado este piloto, e navegando já para
a costa d'Anrlaluzia , foi a sua einharcaçxo
aprisioiiatla por JoSo Gonsalves Zargo, q u e
cnlão ancrava criizando na boca clo Estreito,
em c«risequenci:i da gnerra qiie linhamos com
os MOUI,OS :i quein E1-rei B. JoSo 1 . " acaba-
v a de tornar n forle prar,:i de Ceuta etii 1 4 1 6 . ,
Desejnii'ílo este pilo!o captar :i aiTeição cio
guerreiro Porliigiiez, coiniiiuiiicou-lhe todo
quarito tinha potli(lo colligir, n respeito d a
nova'rcrra que 6 pooco fora visitada, e offere-
ceuse-lliepara í r ein deinaniia:d'ella, an(even-
do-lhe a probabilidade d e a: poder aporlar,
' L o g o que J. G . Z i r g o , teve iiiad~irn-
mente exaniinacio a narraçXo do Castelhano
e -lhe <lesse credito d e probabilidade, inandoii
immediatainenle eniproar para a costa do AI:
garve, i fim de da'c tão fausla e esperan<;o,-
ma noticia ao lnfarile O . Henrique , e este:
de Sagres, onde costuiriava residir, o reniel-'
teu loco para Lisboa eseu pai 11. JoSo I . " e
por sua recoininendaçxo, rcs com que El rei
entregasse ao dito Zargo cima respeitavel ern-
barcayno, com ordem <le partir logo com o
Castelhano a descobrir a nova terra. (c)
-------V ------. ---
( c ) Algiins dos tiossos escripiores., ter11 llor < \ l i -
v i - d o ~ ;;i~ ol>:ni;o dc que %ai.go recebessse itiforriin~ões
do piloto Mornles relatiirai B exister~ciade tal illio ;
oiltros alc' f9rm;ilinentc negao. O douto aliriirante
Fizei.50-se A vclla, <leI,islroa, n o prin'cir
pio d e Juriho, de 1419, e :irrojadospor foi. . .
t e s levantes, forZo e m pouco topar com 8
ilha d o P o r t o S n n l o , j;i 'i 2 annos de&
I>ert'a e povoada pelo c:.ul>il%oloonatario Bar.
tholoiueii I ' e r ~ s l i ~ . e l l ofirlajgo
~ d a casa d o l i i -
fante I). JoZo, a qiieiri El-rei a tinha dotado;
e q,:iando os iiosscs n a ~ e g a i i t r sc l ~ a g a r ã oa es-
i a illia, e r a voz p u b l i c a , que d'atii a uma?
!O l e g o a s , se notava urn perennc n e g r u u i e ,
q u e p o r tiio m e d u ~ i h oe denso, ningyein s e
a t r e v i a a c h e g a r a s l l e . Aihda q u e a razXo
<liclav+ a a l g u n s q i i e . existia, alli u.ma i l h a ?
+ si~ i p r e s l i c ã oe ~ g n o ~ a r i c ifigurav,Ko
a a ou-
t r o s , misterios sobretiaturaes e liorroro-
zos. C o r r j a CUIIIO c e r t o eri1r.e os buçaes ha-
bitantes, q u e a q i ~ e l l aJerlsa .nevoa e r a o fu-
p o ,$a.,.foriialha infernal ; (!e s ~ r 1 . eque l>em
Iõnge d e a qyererein investigar, um sup.ers-
ticiozo pavor os coyservava a isso mui a d -

-_- ----- _ ---. ---


yersos. Kaciociriava, coiii t u ( b o p i l o i o M o -

Qliintelln , nos sciis Faslos, ! i ~ ~ s e g ~ i i n t,,%te


e. an-
no' de 1419, descob1ir80 oil?ort~i~~?ezes por iim feliz
acaso, a pri~rieira illia'das que hoje possuem no O-
ccnnrio. li:stnvii pesaroso o. Irifa,nte D. Henriqi)e de
qão ousarcni 9s igiiimgndarrtes.$as siias ~mbarc?ç6es,
arrastar . ~ o , pvs
: siippos~o>perigosSI.0 cabo' Bojador,
.gyandq s e Ih,eolfeiecertio,para.isso.Joiio;Go+Qsal~es por
.(+j,c"n!ia q Zargo,. c 'l'ristão Vtiz l'gixeira, cavalhei-
p p d a siin casa ,, etc. etc. etc.
;Ac,grescenta qiie 36 acùsgados do temporal, é que
deparnrjo' com a dita ilha. etc. etc.
B
$ales, que pelas informac6es que lhe tiniião
dado .os In'glezes, a tema nova cliie vii~hão
buscar, n5o devia estar iniiito longe. e q u e
estes lhe affirmar50, qiie ern tonsrqiit:ncia
do ~ n u frondoso
i arvore<lo,de que estava ro-
b e r t a , attraliia unia prz;id:r liuiniOnde, que
não adeixava enxergar 30 longe, qiir por-
tanlo elle suspeitava ser aqeulle iiegrum.e,,e
o devião aecomnlcte~.
Nesta ~ierplexidadc, xezolverBo-se os
dois capitães a Iiir pessoalmente exnrr3ii:ar a-
quelle phenomeno, c n o j~rirneirod e julhodo
mesmo anrio d e 1 4 1 9 , tendo .vento ,f;>vo.ra-
-v?!, parlirso As 3 Iioras antes denascer o s o l
e m u m . n:!vio, rebacanc!~dois :barcos, e per-
=td do meio dia, se .ior,io clieçanclo .no objec-
to tenebroso, q u e tanto niais horrendo s e
6ia mostran<io quarito cf'ello se .npl>ro8ii>ia-
,vso, a ponto @ e , riao destinguintlo aintla
+erra , - . m a i s s6 uuvindo .ru.ido..e .roncos d o
m a r , coni.eçoii a tripular,so a brada? aos ca-
.pitXes, qi1.3 recuassem e se n s o fossein prrci,
pilar naqrie.lJe ,aI>ysino; .i:ias eslcs , aiiilnosog
, e despresctnc!~ o perigo apparelite , , e 3 yo-
-znria, emjiroarAo .seniprs ,corii o o b j e c t o eiu
vista, e j a cercsrlos <lelle, .f<~cllo<lescobrirido
%por entre a nevoa i i n s altos I?OCOS, e .IoI)Io
' j p a po:ila cle terra, setn a i n d a ac.rctlitnrem
Q U ,a ~ fosse
, e ,porqne o riavio se ,c.hainaGa
S. Lourenço , c 6nlUo Z;irço bradou n; 8lt.j
-aio2 ,,,oli S . Lourenço chrgu, :, Esta ponta ,
a mais orienid .da &ladeira, aiii<la hojeiprii
conserva o mesmo nome. Passando esta- par;
r a a bacda do sul, onde ja a nevoa n ã o des.
cia tanto ao niar vir50 e conhecergc~perfei-
tainente ~ I I Aera terra e ent2o coice!)ai.go a
levaiitnr ali03 grilos tle alegria, e avistando
uma espaçosa praia, ahi forão Iancar ferro,
com Jòlirrs c caizlícres d e j u b i l o , ao dizer d o
Fr~ic~uoso.
Ao a r n a n h e c ~ r(10 dia seguinte, se me-
teu r m hum dos hateis, R u y Feresj com or-
deni dos Capitzrs , d e ir observar o silio e
rlisposi<;iTad a terra., e lhe troiixesse exacta
indagaçso tloqlie achasse; Foi este Ruy Pe-
res o priiaei.ro Rortügu& :qiie na Madeira po5
pé. Indo pois , e não podendo desembarcar
n;iqufilia praia., por cniis;r. i I o arvoredo q u e
chegava a t é ao mar, e n1imeros;is trares,c[ue
iiina ribeiqa para ahi a r r a s t a r a , costeou ,mais
par;c o. Pneote, e fez varar o. baltel e m u m
calhaii , ao < i ~ i a lcliatnar.io (leret1t6nriczdm~ru;
o wesrrio oiitli: os iiigleaes . 1:inli~oantes a..
Aclinnt!c> a t e r r a agrcildavel, c o i n
bcllos prados e <leiiço arvorerlo , pciiet,rarXo
por ella (lentro para a exa,tniria.r, e observa-
r#o alcuns cortados de niatleira, e rastos ou
liisadaS d e gente, a t é quc for.To parar nas s e -
t)ultiiras d e Mãc1i.i-m e Flarfet, onde lerão o
epitaphin que relatava t ã o 1asi.iniosu cata+
trophe. Com estas novas voltar50 para o na-
vio.
Ent%o no cIin2de jtilho, desemharcar80 os
capitSes.com a s u a comitiva, e dois sacerr
$atés,:os quaes t8hd.o hen8ido.a terra, delta
rornarilo posse, e m nome d'Elrei de l'ortu-
k a l .o Si. b. Jo%o 1.' o o a as;fortnalidadr~s d e
costiiirie. Ao depois, achatitlo dcelro (10 lrori.
i30 d e cerlro onde estavso as sepultur:is, ca-
vidade sulliciente forniada pela çorrupc;50 dos
annos , dlii prepararão ~ i i ai l l a r , onde ceie-
brarãd ein acpxo <Iegrac;.iis,,erriissns responsos
,,
pelos"dous èa$nveres islo tia data taciina,
dia da viditaqr?~d e S. Izabel, ainda hojctnui:
celebrado ria Ili<rc:ese d o Fiiiichal. NAo ser8
inutil.',torriar
,'
a leiiihrar aqui, q u e neste nies.
mo sirio s e f~indotiao drpois, a Igokja, qiie
hoje é denominada d a Mirdricordia (Ia villa
M.akhico;
h a t a n d o .de ihirbsligar ãs "0sidadesi:da
l e r & , quazi ainda virgem cie li~iriianos,:,I-
Runs cios argonaoias pe~ielrarão~ i e l oarvo.?
j e d o e ribeira acima, temerosos d e encon-
t r a r e m algum. animal veneno20 » t i nooivo ,
mas hão .achar50 cousa: viva m a i s do cjCiie
h u i t a s e diversas ave& que se Ihes viiih,?lo
pousar, nos hombros o cabeças , das quaes
,

colherão hoacopiaafisiin cunio .de replis pe-


Quenua, ou diiiiiliutos iagarios, riesta ilha
kham;ido~.Iagartix:i~,os quaes ainda .hoje a r
k i i n d ~ o tanto q u e na estacão da -inadureza
tla ui.a e da fructa, sso t8o dainnitihas ,cp4
)no. ralos em celeiro.
No dia segi~inte3 de Julho, a t h b o s o s
i..al)it?ie$ s e éinbarcdrão cada urn no s e u lan-
&o, aam alguns companheirus, e continua*
r20 a correr a costa para o I'aente , obgeruan..
do e exariiinando a5 suas pontas, praias, rií.
lmiias e tiasce.ii.teu -d'.agoa , tomando d e ludo
nota em toinbo.
Passutxlo uina ponta, pouco avanbada no
mar,, virXo ao pr! della uina roclia por.nncle
saliigo 4 canos d'agoa tão fresca é cris~alli-
na, (111e d'ella ~ncherXoum cantar0 parale-
var ao Infante D. I-Ienriquci Corréiido iiiais
alein , ;icliarão ern i j i n froiidoso val, u m a es-
pagosa r ~ b e i r a , q u eviriha desaguar ao mar, e
outra abiinrlaiite fontk que eahia tlrbaixo d e
uma enqrtriq 11edr;l; po.~isoo iieste lusar ficou
o nome tle Porto do Sezxo.
Costeando sempre para Oeste, eacliando
que em alguns lui;ai.cs o a;irvoredo chegava
ale ibeira mar, resolverRo-se a varar asem-
barcaçses eiir urna formosa praia, :ver?ejari,lb
de hastissirna vegrfaçXo, e por iirlla acbare.tn
ii~uitosc&pos dt:t.ri~b:~dos,(i'plles fiier2o urnn
enorme criiz, a qiial 6oliocar;io n o til10 de cirna
arvore, e deu ao lugar i, nome de Si." Cruz,:
,
onde ao depois se forrnbii u [na .vill.a a mais,
,
rica e povoa<ia de lodii :iillia que já chegou.
2 t e r alfatidega!
Passando mais adiarite, toparão coni um?
aJqantilada..jmn,ta,J<?terra, onde vir,To iunu.~
meravgis aves que viiiha"o pousar-se-lhps nas
cabesas e reinos, as, qtraes ainda hoje ahun-
dão.:nesta ilha, e s8o coshecidas ]>elo noine
,
cle ~Garwjuúus por ,isso. 1he:Çico~:o nome q u e
ainda:conserva d e Ponta do Gnrajau, a quah
dista. do Punclfal fierto deurna legoa, e qua-
tro da villa cteMacliico.
Seeiiindo sempre o rumo &e Poente, des-
cobrirão 4 ribeiras , assaz caudalosas , e :i
piimkiia clerXo o' nome rte Gunqalcr .4yres ,
por nella ilesrinbarcar irm mane<:bo assim
chamado , a Iini d e ver se acháva aiiimaes
ilakivbs, iiiss .sb aves achoií. Logo, enl fren-
te tiverso um valdílatado, cuberio de sei-
.
xos oii calliairs e d e p'oiico aruored6, junto
ao m á r , e s6 cheio d e niiiitas funclios', por
jsso o deiioniinarti~.Fraricl~.rl; qiie Iioje 4 a
hida<le capital deata ilha. Na sun extre~iiida-
de ucciiiental, achartio ctoiis illieos, m ~ l r eo s
fpiYes pmsai'ito entbarCado% a n o i t e , por el-
les obriga(1os Uni d'estes ,serve Imje de prin-
cipal dekza A eidade, 6 se chama Fortaleza
db.Ilheo, e oolilro, d e caes, achanclo-se reu-
nido a -terra por unia ponte, 6 denoniiuado
Pdntinha.
No olitro d i a pdssnrão a examtnar uma
I à n g ~ acle terra que lirib'ito e m frente. e por
nella arvornrein irtn ci.uz, lhe tiooii o noine
de P o ~ z l a c l a C r u ~a, quiti crlrz ainda hoje se
conserva e 0 invocada pelos passageiros q u e
qiiofidian;rniente Imr alii paêsão em barcados.
E l a paraqerti.é muito perigosa com aragern
d6 Sul, por ser cheia derectfes. e n e l i a t e f i
naufragado moita eriibnrcaçXo aberta.
Dobr.ancio os descobridores a dita pon-
ta,: cte?iembarcarfo eni iim espraiado areal,
ahtquai. chamar20 Praia fonnosu, e niais a-
diante a c h a r ã o uma cauddosa ribeira , a
qual, querendo alguns niaririhciros ,passar. 9
vau, 4otso .!leia sua coiren(e arrebatados, Q
s e o s conil;.~inlieiros.eii~harcadoclos não soc-
corressen~.terino seni duvida perecido-; por
isso l h e ficou o nonic ,de ribeira dos Accrn-
i f i ~ ~ . a diante,
T I ~ O S011 dos i ~ o ~ ~ o r r Pass:indo
tol~ar,?o com cliias peqiienas pontas, e logo
aleín cocn tiiaila 1ali.i o u eosca<la cavernosa ,
Da qual esl;iv,2o ~ntiilos Iabos inarinlios .
A.hi se rrc&:ir$o nia~andualguns, e ao sitio,
d,enoiii.in;irXo C«?i~circ< dos .Lobos; o,capitão
. z a ~ g u ,ti 'aqui turno,u o apellido d e Camata,
cuiiip a<l.iai:it. vei-4nios ria rnerce da @nata-
r,ia de meia iiha iliie lhe fcz 331-rei D. J o ã o
1.3eggiiirão logo aoutra .ponta, e ahi derào
f i n ~5, e.+xcurs$o rn:irikim+ , q u .por lhe ficar
ja afastado o ii.avio. ou par nSo. poderem d ~ q -
cobrir a costa, 1,:ii.a 'baixo, pelo muito arvo.-
rei10 que a cobria. Era esia ponta muitissi-
tnoalcanLila<la e iiigri.inc,e oella batia o rnar
com..iiie<lonhosusiirro. Aqui pois, lin~ilou-se
a meta d o descobrimento, por isso Ilie ~ 1 6 -
rXo a o sitio o iioiiie tle Cubo GV&, isto é, do
gi.0. .Com a poste se recolherao ao navio,
e . n o dia seguinte se fizerão de vella p,ar-a
&is\tioa, onde brRu muito festc,jados. e. a
.decicios por ,El-rei e os Irifantes ,. por ciija
occazi80, s e fizecao procissões .em $cção &.
g,paqas n Deòs, com grandes regozijos, e S
so.va..tGrr,a, denqminop .El-reilT,lba .da Aladei-
119
ya, dih consèquencia dó bastis'simo arvòreció
iijge nalla acharáo.
Tomoii ig-ualmentr, por fidalgo d a sriil
BBa * a 6 desc"bridor João Gorisalves 231.-
i;'#,: "he confirinou o titulo de Cama-
fa , clahdo-lhe por armas , um Escuilo eirl
@mpo verde, e netla uiiiq 'rorre d e homens-
$e& coln u n : a crua deouro e docis lobosnia:
rin!ios. encostndos ATorve. com folhaeens&c.
&c. e por timbre outro loho m a r i r i h i ~ e r i t a t ~ ~ ' .
Fez-ltie alem disso merc&. <ia Dociat.iir/a d'o
Funehal, q u e abrangia mais de metade da ilha?
isto d e jnro e her~lacle,para elle e seus alescen-
denfes. Desta s o r t e , ficou o capi15o Fargo
%&riao0bef6;b primeiro trancv da illusi rb fatnii
~fddbsi&amafks'desta ilha, donde I ) r ~ t é d > h
&Y"R&~IoGuCras 'nAb menos preclaras,' Laes
Colho os titulares, marqilez d e Castelio PJle-
hor , conde -da Ribeira grande da T a i -
.$ã;'&"'L &C.
,
No anno seguinte <ie 1420, fez tam-
%em El-rei niercê da capitania cia ilha do
9 o r t . b S a n t o a Bartholorneu Feresbrello , fi:
+d&lgo': da. casa d o Infante D. Jozo', e# buja
deskendenç~as e conservou , como- em com-
peteiif r? ,Itrgat veremos. A . segunda. c.+pitv
&i* Donataria d e .Machico / g u a l m c n ~ e a-
doou a ,Tris(ão Vai! Teixeira, fidalgo Ja o$-
:sa d o Infante D. Henrique.
A estes Ires Do.nalarios, forilo pois,da.
-dbs,a cada. iim o. seu navio, e em poiipo par-
tirão pgra as suas c a p i t ~ n i a s3 povoa-19s e
Deu. El-rei ampla licertca a-todoq
os homiziados e -iilallèitores., que quizessem
bir povoar estas duas ilt13s > inas os Dona-
larios só preferirão levar os que nXo fossem
arii~iinososde Intrnciniose irre!igião.Pri,iiiptos
.pois e ubaslecidos de grande cjuaniida<lk de
aniinaes doiiiesticos de toda a casta, parli*
rSo, e ror%« dar , 6 ilha c10 I'orto Santo,
onde dezeliibarcnntlo a gente dos 3 navios;
o Dori:ilario Perestrello escolkieo as pessoas
e nnirí~aes que rluiz, e os rleiriais !,irlirdò
jmra a Madeira, e aporlarao na bahia oride
hlacliini tinha (lesemt)arcado, por isso lhe
ficou o nome :íle Machico, e m cujo sitio 10s
go levantarão orna Igreja, Gcand?, como j$
disse, a cnpella iritJr sobre as sepiiltirras dos
z Inglezes. Foi esta n primeira Igreja que
.se levhnt.ou e m toda a i l l ~ a ,e nesta villa,
~ ~ . o l l o c Trislão
ou Vaz n cabeqa ou c8rtc? d e s u a
L)oriataria, como Zar,go fez n o Punchal. Cheg?
do que este aiii foi , fez lainbeni edifióar
urna Igreja da irivocaqão d e Nossa Senhora,
,e por haverem nossé sitio rnuitos cafhaus
j+iito ao inar, Ilie tiirou o titulo de, Nossa
Seriliora (10 Cailiau, a qual o alluvião de 1802
destruio, . restando apcnas a forre, que foi
mandada demolir em 1 8 3 5 . Por este vai :lo
cima,:ora tso frobdozo e espesso D artose-
dp q u e por entre elle s e não podia pen~t-r; e
c u s t o z 6 seria aeahar com eilg á m8o; para
-se poder transitar j .avsim pois-, vio-se Q
ã3bgatirb obiigado n mandai .lhe langar fo*
8
gb , o qual achando tanla inateria coiiibu's.
tive1 , a tal ponto se ateou, qiie diirante 7
annos lavrou em diversos lugares <Ia ilha,
e at6 nos tocos por baixo da terra sem ser
possivel apaga 1 0 , e alB Iiouve sitio rni q u e
.os habitanies s e salvarão nas en1hascaç0es
fugindo aos seus iinmincnles estragos.
Aplacando-se uin tanto no val esta con-
f l a g r a r , $ ~ ,resolve0 JoBo G. da Camara fa-
zer a sua rezidencia eiii um altono vai dos
I~unclios, junto a cu.ja casa tarribein etlifi-
con uma Igreja á Serihora da Concei<;Eo, a
,qual para disiii~guir da ouira, charnavão a
Serihora d e ciiria, e cunliguo a csia, ao tle-
;pois 0 2.' capi%o Donatario, fiintlou iim con-
:vento de ieligiosas franoiseanas, hoje d e rio.
,minado Santa Clara.
. Passados os prinieiros (enipos, em que
c a d a Don:ilario se :icoinmodou ria c:tbr:ça de
- ~ u ajurisdição, ambos eniso se ajiintarSo ,
.para correr a ilha, e reliartircrn igiialiiien-
, t e , segiincto os estatutos dados pelo Infan-
. t e B. IIenriqiie, as terras qiie hnvião tle
.caber áadrninistrac;So ,decarla ~ i i i , . I'ara e > s e
Eirn , ajuntarão gente d e p Q e de cavallo,
para por tetra hircm avanr,an(lo pela beir?
mar, se possivel fosse, ao inesmo tempo que
.barcos devião costear eiii frente tlelles, pa-
r a quando Ihes fossem l>.recisos.
CIiegados pois a iiiiia alliri.a q u e tlorni-
?na caitiara de Lobos , ahi tratou o capi-
,440 dd -Funclial uuia erinicla, deciicada ao Es-
pirilo ,Santo, e niais alelu, em umas terfae.
altas, otitra coni a invocaçCo d e Santa Cruz
o11 vera Crtrz ; na ITreguezia do Cainpaiia.
rio; esl:is. aitiiras tomou O dito D o n a ~ a ~ i ~
para si os seus Iierdeiros. E logo tnelieiid~.
se nos bnteis, passou adiante, e a ninior
1rart.t: (ia gente por terra, toas com iiiiniineiite
perigo a cada [>asso, [ror ser elta d':~lii (>;ir;&
baixo miiito fiagosa e escarpada, e si> <lept;is
de alguns dias, pctietran<lo a custo duas le-
goas adiante, chegarno i s maigenis de uma
caiidalosa ribeira Õntle os barcos estavxo es-
perando no rnar. An;ilogariieiile lhe tlorão o
nonie de ttiheira hrava, q u e hoje conserva,.
c. c h ~ g - ~ >a n s c r d e grande povoa5;io e rica
em crreaes.
A q u i - LornarRo os Donatarios a elabar-
car s e , o. :idianiantlo se perto de liiria legoa
para o poenl.?, (1cr:io com unia ~>ont;cou )to-.
giia d e lerra qiia rio iriar se c!ilatava, e por
qi1e nos SCIIS vieiros reflectia o sol, e dar-
d1:java a ponío d e Ilic cornniunicar o sei1 bri-
Ihariiis:no, Iwr s i o a intilularSo Ponta do Sol.:
Aqui traqri~ilogo %argo iiina vií'ia , que foi
n pritneii.;~rla sua jiirisdi~ão.Sobranceiro a
este sitio para o Norle, escolheo igualmen:
tc,um dilatado allo lerreno para si e seus
dese~rrilentes, o qual 'por ser um lonlho ai-
caníilado , denoniinou %onibndn, a qual tio-
je d e per si forma iiina freg.iiezia separada
pertence ao rnorgado João da Canrsra d e
Carvalhal, o fornece0 n s e u l i o de quem 6
6 .herdoiio o , ,ii!uIo, d e (latide tle C~iru.oThb!
da Lornb<rda. ICsla fazenda iro tleciirso' do
tenipu, chegou a scr IR« fcslil o ciilliva<ia
que alem de iiiiiit~scereaes e vinhos, Pro-
duzia perto tle 30$000 airobas ii'assticar.
IIi'je é exçloeiuaineiile rilanlada d e Iioilaii-
qa, c@i'c?:ie~e v i < l ~ , i i l i ó sqiie' pro(luzeni urna
baixa riu:iliíla<le d e virilios, cciiliecidos pelo
BOIIIP cIe esqi~ti.:l-cLi~ por aiilonoiiiasia, ao ]ir.-
gar <~h;+iiindo JungBo.
Potc~o atli:irii.e, rrn iiitia ladeira, iraqou
6 ca),ilâr> tima igreja com a invocaçiio <\o
aposto10 S. 'I'iago e ri20 potlei~tloj;í passat.
avaiiio, por caufa tio fogo qiie antlnva atea,
$o ,. h a l t , ? n d . o ~ e.to<losims lancti8es, e cos-
teando mais duas legoas derilo e m . iirn desern?
karciidoirro, ao qnál i:liairisrrio Cullvd«, por
ahi deseniboc:ir c~ina ribeii-a , e~ Stiriiiar na
slin coiifluaricia iim:i esprcic tie angra entre
~ ~ o u k.No s - alio-desta, tnitiou o capit2o Zar-
-a,
i: p a s : ~ para seu fillio. Joao, d e uiiin. grancle
3,omhada-, a qiie hoje charnáo Pigarro, as*
siin c o n ~ omais tliias para Norle e I'oenle,
para sua fiitia Bealriz.
Pouco a l e m , ein, uma allura q u e <lomi-
n;r um vasto horiaorite, -irnçou otitr:i Igreja:
que invocou N. Seriliora <Ia Est,rella, a qual
eni seli testa~nento, iiri~ilo rccoiniiieii~loua
&US iilhos; hoje acli;:ise cri1 coiiil>leta rui.
na.
F o i baixo, no deseiiihnreadouro em iluo
,.
Scima ,fallei traqou tarnbeiii . o. capilrio a<y
cleliois- coni ma$ vagar a villa d a C*ilhtin, qtie
veio a ser a uegiiiiria (ia siiii j ~ r i s d i c ~ í t ~ . . ,
rlonde receb6,ii o tiiulo ilc c o n d e , o Doria,
tario Siiiião G o n s a l v ~ sdrc Caraarir, por n;c.r-
c& tl'lCl r<ai 1). Srfiasli2o eni 1 5 7 6 . coino a,
diailte verenicis.. I'PI.LO ele uniii niilha :I 1,~s-
i e d o inesn-io porto, ha otitro dcserribarc*'I< i OU.
ro a que clinni;io Sei.rri d'ciyoa, por ncsse si.
tio a o depois ter uin Ing1t:z aoseiilailo rirna
L.ran<lc serra d e i n a t l e i ~ a qiie sc tiiouia por
agoa.
Da C a l h e t a , 1ins~arXo os noFsos t,x;>lo-
raílores 6 ultima potira da illia , por I I I ~ F . R
por neila pescarerri irni grande pargoI!i [',I-
zer2o o 1 2 0 1 1 1 ~<te I'otifa 110 / 7 « r y ~ . X (];!i V I . .
ra a ilha parti o Norie , coiii a e s l e m 5 o <i<;s
legoas e inrin r r u i a s , a 1 6 o.cabo irinis ar>
N o r t e , o qii:iI tendo Iiir investigar o I)oi:&
tario d e Macliico, Ilie f i c o u o nonie ~ l ri'oo-
t a de Trisirto, moi ljoiico arre<la(ln do I'orlp
cio M o n i z . o qual lhe Cicn a L.este, e nqi1.i
se <livitli2o as <Iii;is Llonaiarias, ~ e i i d oo l i -
ririto d a prisle (10 ,5111iio 1ug:tr t l i ~Caiiiqo, em
a poiita q u e clinriiSo da Oli7:~;1.i1, por nrlla
terrni fixado por iriarco ou pa(lr.'ro iim gran-
tle pai1 cl'esla nrvosc, que o I~>faiitt? D.I I r n -
ricjiie para o n~csiiio íiin ii>andara.d e f'ortu.
gal.
T e n d o pois os 2 cal;ii2.os concortla<lo n a
divisso e jurisdicç,io terrilorial , se voJiar2o
ambos, c a d a um para a siia Doiiaiatia, fican-
JoZo Goi~c,alvesd a Caiuara com perto d c 1 3
legoas da parte do Siil, que k a inai's rica por-
@o <Ia ilha, assim como mais 4 clr Poenie
e N o r t e , tocnnrlo o reslantt! de i ~ i i a lr x l e n -
çfio ao outro Donatario 'riistzo Vaz Teixei-
ra.
Peta costa do Norte para o O c ~ i d e n t e,
perto de a legoas d a Forila que cliainão d e
S Loriroiiço , eslií um dese~ilbarcadouroque
ùenorriintio Porto ria Criiz, por nelle terem
achado ui& pau ein fórma t l e cruz. Fez ahi
1:ego o cnltitXo Teixeira etlificar iinia igreja,
a qi1a1 consagrou :í invocayTo d e N S ~ t i i ~ o r a
de Guadc!~ij><r. Jiri>to ;i praia tI'este Iiigar, erii
povco lrnt;to, cbegar:To-se a apinhonr noiiie-
rosas babitaqOes, e nas visinbariças horiveriio
alguns en,~enliosd e assiicar , pertencentes a
uin Antonio Teixeira chainatlo conimurnenle
o Rei pequeno , por s e r s ~ n h n rd e qnazi 4
fregucz.ias, qrie hoje coinprchcntle , Porto da
Crtiz, .Vaial, Sla Anna c S Jorge. Este vas:
sallu era dotarlo tle liumor. turt)i~lento,e n2So
deixot~d e caiizar tlescoiifianças rioaiiinio CIOS
aulicus e cl' RI-rei , qrie 6 rn;in'don .(levassnr ,
sern com tudo incorrer em criminalidacle.
Com o deciirso clo tcnipo , pstes iininensos
bens de raiz se fc~rnoalienando, e hoje com
custo s e acharia o obscuro representante de
Ifo nvriltaclo prnprietario.
Seguindo sernliro a costa d'Oeste, sur-
p i r h os exploratlores apequena clislancij d6
porto da Cruz, e m uma p r a i a d e caiifauç, por
&ide passava uina formidavel corrente d'aa
goa, a'qual hoje se chama Ribeira da Penha
d'aguia, e por acharem o terreno contiguo
arvorisado d e innurneraveis faias, lhe I)ozerSo
o nome d e l+'ay;il. Poucos anilns depois, aqui
hou\.erno 2 ricos engeiilios ~I'assucare uiua
Serra de madeira, movitln por :igoa, ria qual
nin s 6 hoinem com pouco cuslo podia facil-
mente fazer o tra.ballio tlc inais d e i 2 serra-
dores. Il'ahi a urun legon , lia uni alcantila-
rio t e r r e n o , o qual l'ristgo V a z <letalliou e m
fregueaia, e a rlcnoiiiinou St.a Anna Os es-
carpados rocheilos q u e a circiii~d80 para a
parte do Norte, Ilie elnpacerii de ter uin de-
sembarca.doiiro. E' nas suas aspcras serranias
que estd sitiiarlo o faii~osoPico do Ruivo, a
mais alta n~oriiaiih:~ d e tiicla n illia, que ein
lcml'o claro os nawegaiites podetn araistar na
disttincia rie 26 l e g o á s ao u>ar ( v . fng. 45.)
.Coiitinuanào a iinvegar para o I'oe~ile, dei-
xarão atraz de si as fregiirzias q u e denomi-
iiarão S. Jorge, Arco. e furSo surgir em tima
estreita ponta, que se avanqava no mar, e por
.este nioiivo c1iarn;irXo d fregiiczia Posto Dei-
nada, a. qual boje tein villn. E' tradiqão, q u e
durante n perseguiçfim dos CaLholicos por Hen-
,
rique 8." na Inglaterra iirri navio desta na-
çSo que passava pclas ago;is daMadeirs, Iar-
gasse :neste porto um caixão , ande se achoii
a imagem d e .C:hrislo crucificado , uma pia
de marmore, e i i m sino, o q u e liidoaprovei-
tarfio o.sbahi.tantes ,para ahi er,igir uma igre-
h , a - q u a l é annualmante visitada por horn
numero de roiliciros. Existe antro esta ffegue-
zia e a tio A r c o , iinipasso, sobranceiro a 0
mar, eni rnerios distancia d e meia legoa , fei-
i o - n a rcclia vivs,corn pai16 6 etn algiiris silios
corii pedras, tle.iiiuito difiicil e p e ~ i g a s otrari-
silo. Litni~Xo-no2 ribeiras , % é corihecido
pelo rioriie cle E~,irusn. I'or sirna d'e9la :par-
i i i isto a , no Sul d'ella, Iiavia u m n e x -
tciisa soirniii;i , a qiinl tleiioiiiiiiar8o Iloavrn-
iur-a ; liqjr 15 hoin cullivatla e povuad:i. I'er-
t o de ~ r i i i i iIcgoa adionle tle I'orita Drlgacla,
4% outrv i i i ; i i j deaeinbarc:idouro, cuja frrgue-
.zia se? ch:iin,i S. Yiccii~e., a qiial ao dcpois
:em i 7 5 0 foi e r i i a I v i . A rih:.ir;i q u e
;por ella. corria , era ii~iiil.issi-tnocaii(lalosa, e
1.i.ojb tnesino , apezar da di ininiiiq2o d'arvore-
d o que a terreno ter11 scifiirlo, riao tleixa d e
t e r p o r vezes graiitle co:renle. »tias Irgoas a
Oeste da dita vill:~, esti( o ~ t r oporto a q u c
chaniar80 Seiqal, por estar -cheia de seixos.
Uriia legoa mais atlianle , está o exce.llllt!nte
drsenibarcatlowro d o I'orto do M o i ~ i z, qiie
assirri c!~aiiiarAti , elo iioine tlo primriro ex-
p10r;ador que ailii des~mbarcoii. A fregii'e~iti
4 cla irivocaqno rlz Sant:a Maria Magclalen,
-e teiir oii.trn Igreja <Ia rrlesiiia invocay'ão no
alto da dita- parrochia, 'oncle charn%o a Terra-
.ch&ùãrr, a qe~al fórrna unia planicie iiiuico lin-
d a e hei11 culLivnclaj coiii mais tle ires legoas:
de rxtensAo. No baixo della, onde olia;n.ãr,
-Fq'&ac,s~erigio o lugar nestes ~<ti,mosa n ~
II05 vi!'ètv, e é das niais- impvrbaotes da
ilha. Pórrna como unia especie d.e Iapinha>
ou presepe, na base de uiri enorme penhas-
co alcaritilatlo , drsceiido o q ~ a l ,se gozn de
um golpe d'oplica :idin.iravel. A q u i se tlivi-
tlião 3s duas Donalarias, isto 6 , a o 116, na
I'onta de Tristã~,: o n d e a ilha vai virando
para O Si11, descreventio unia figura d e py.
rainida deilatla, com uinn baze de 3 legoas -
o iiieia.
Tendo pois o capii.?lo llonatario tle N a -
chico, tonrido a I > l ~ lgeodesica,
~~a 6i1 pelo
Iiienos, examinado o litioral tlo territorio que
I he coiibe, t e v e de s e rec.ol.her 4 sede de sua
j,u,risdicq.?lo, e ilii 1)l;lneai os i n e i b s , _assim
corno o seu collega JGXO,Gonsalvez, d e fa-
zer povoar ecultivar tãodilatados doniinios;
CAPITULO-VI.

0 i . " CnpitXo D o n a t u r i o <lu 11nrle d o F u n -


c h a l , foi c o m o ja v i i n o s . J o l i o G. Z a r g o , q u e
x o d t l i o k se ajipellidoii d a C n m i r a , [pag. I I 1.1
fidalgo (12 Ca2a d o I n f a n t e - I ) . FIenriqti& Da
a s c e n d e n c i a d e s t e illiistse varBn , p o ~ r c ose
sabe coru c c r l e z a ; a l ~ i i n so fazeni n a t u r a l (lt.
n l a t o s i n l i n a , e t:ilvez fosse esta a r.;izSri por
C(:W s e u t i e t o , 3 . " 13onntari0, s e n d o j;i vellio, rr-
nulician(1o o G o v e r n o , se r e i i r o i i dqiiella vil-
Ia, c:lclo ii:orreti -c:n I 520. I',' sern diivi<l:i, co-
iiio iioln o ticiilo I'sei I r n o qiie n c l l e
fdru s o b r e n o r i i r Z n r g o , c n:o alc.uii!ia, coiiio
perl.er;tle G. Fi.u<:tuo-o, p o r t c r incnos u m o-
--------- -
(n) K.io me coni!:l11dn cxisiiicrn I~oci~iiirntos sn-
hrc os qii;ics o : I rtilii n c ~ oc cili-onoiiigia
Iimn rcgiilar nn:.ia$,o cl:i Iinsic histoi-i<:ad'estn illia,
vrio-rnc corisii.a;igid<; :i 1r;il;;r icvcr1;cnln cssu matei-ia,
e nos poiicrts factos que ticsle cnpiliilo rcunio, acliei
I v das oiiii.o iitii!o seri,:o o de Fi.og;r~cntos
pelas ir.c~icasgiie eiicerrSo.
1110 , qi3e perdeo no ass:ilfo de Tangeie ;on
por rnaiar ahi um illiisLre IHoiiro qrie assim
s e chaniar;i. C) cerlo 6. q u e riesla jornada ou
na de Ceuta ein mil- 1415, taes provas d e va-
lor o b r o u , que o Infante 0. Heririqiie o ar-
moii Cavaíleiro, coriliaiido-lhe tnniberri aguar-
da-costa do Algarve e Estreito, onde, (ia coiiti-
niio criizava com c:iiavellas e gallCs armat1as;e
pertenciem algiins , fora elle o primri.ro qiie
usou tle artilheria rio mar, pois a polvora s6
foi 6onhecitln na Eiiropa pelos.annos d e 1390.
D'ellv .cliz urri nosso poeta :

Rem &verdade, que este Liisilano


Prirr~eirofoi no niar com norno eterno,
Que usou da dura LTiicta (Ir Vulcano
E osalitroso aljofie d t ~Jriferrio ;
,Coln q u e fez aosiinigos tanto clanrio
I': tarita fani:i obl4r;i n o Governo,
Qiicerri rjuanto Ciri~liioder raios ao inundo
Será seu iio~iieeiii gloria serii segurido.

A q t ~ I l oporerir em que nXo Iin discrepaii-


a i a , érro r-clativo 6 soa ~Iieroicitlade,i s i i a iio-
breza desari~iit: e d'alina, c :í rt!i~ioseirtai;ão
com que se t!ii[inguia riaGorLe, ririncipalinrn-
t e depois que El rei D..'Jijão 1 . " a itornezra
R ~ r l a l ~d;r
o sriá Casa, na volta <(:i<lescohei.ta
ds..%adeira, fazeiirl<i,llie ~riiarc8do lilulo d e
Dcfti-ii,ji:ita :si e seus Dcscentlciil.es.
I'Grn casa<lo.com D."(ionviancia Rodri-
gues:d!Alitieida, Se~:liora nebrc, ed'ella leve
8 .$lhos e z 3filhas. TBra estas pbilio a ELrei lhe
mandasse pessoas i l l o s t r ~ spara a desposar,
ao que B. JoSo t . V l i e enviou u fidalgos com
as seguintes linhas " D. JoSo G. da Cama-
ra. E u vos enuio 3 Ricos-homens; dos prin-
cipaes de minha Corte, que são : Dio o C a
bral cla Casa de Belinonte ; Diogo ffLod:
Aguiar , e Garcia I-Iomein d e -Sohaa,. p a i s
r:isarem c o m vossas fillias, e vos recorninerido,
l l i ~ri80 faiteis cor11 o (lote proinettido, d e 3Q
inil r6is n cada um $ 9 &c. &c.
T o n d o pois est:~heleciclo seus fill~os,e a-
chandc-se iotlendo d e urna numerosa e 111-
sida rlescentlencia, se aplicoii assi<liiamenle,
e t ~ ~ i e ~ ~ apovaar,
i t i r , e cultivat 6?as imrnen,-
sas t e r r a s , d e acorglo com iiâ ordens .do In-
f a n t e . Senhor d'esta i l h a , co-mo Griio lljes-
tre da Ordem d e C h i i s f o , a qiieril E l - r e i n
doara. Tetido-? a 13i.ovidenria e m tiido aben-
S.@hOõ e h ~ g o ua idade t%o avanya<la;qiie se
faziwpbr %o !Sol lados .os. dias -pelos s$iis
criado.., e por f i i i i falleceti ein 1 4 6 7 , terido 6:i-
.biatrienle governado 4 7 annos. J a z seliultado
Capella rn6r da Isreja d e Si." Clara, q u e
'tinha niandado fazer para seu jazigo.er1esri.a
d scendehcia.
a ' Sucdecleu-llie seu filho, tio 'rnestno
tiõ~i!e c não rneilor ein I>~cidençin e valor,
cie qite deu sohe.i,jns provas nas jornadasde
Arzilla e cle Ceiiia. Casou com D a . M a i i a
rfe Noro~ilin,nota d o Coiide de (Tijon. bas-
+ardo. d e D . I-Peiirirlite Rei . d ~ : C a s t c l l a , Ja
.
que1 teve 4 filhos e 8 fillit~s,das qoaes prc.
fesqar$o 3 tio Convento d e clara da di-
ta ilha, q u e elle tnesrno edificara, e comi-
$ou em 149P, e 5 cazaruo rica~iieiiteno Iieh-
no; Foi este 2." CapilAo, eslie!ho de boiia
costume9 , cavailieiro e liberal. Morreu rio
1 6 0 1 com 8 7 arinos tle itlacle em 34 de go-
verno. Jaz rni Santa Clara.
3 . O Succrrlei~-lhe seti fil11o 2 * por mor-

te do i."; Sirrião G. da Cainara, cliaqiacloo


Muq)tiJico em razão d a sua extrrrqa libera-
lidacie. Gcierreou. muilo . coni o*, Mouros tle
RTrica, onde ievoii soccorros d e gpnke e
.rnankimentos I)ar 9 ,vezes :C sua cosla cm
que gastoc~ 80 mil criiratlos alein de mais
56 i i i i l . q ~ t eseus Jlerrlt~iros vier.?lo a pagar,
em remurieraç2o CIO quc frz Ei-rei, cidade,
$ s ( t a villa do -Fu:icii~iI,coiii cerlos pijvilq-
gios, a Aliiindega, Sé &C & c , Cacor! pot
duas vezes, coiii illustrrs Donas <!e quem
.
t e v c tnuilos fiiiios e e m 1520 renulicioii ,o
governo ein seu fillio morgado, e foi !$ara
Matozinhos , oiiile vive0 aetiratlo, e fajrcqo
m : 1 $ 3 0 , hntlo gove1:nado a siia j i i r i s d i r , ~ ~
27 ari.nos..,Foi trasladado para o j:izigo <Ia
Samilia.
a::', Tomoti. posse rlo Governo r p vida
do' piri ,i &fio: ,G.. tla Ca~n,ara3 . " 00, » o m c ;
easo:ti,.eallr D, Leonor. O P \'ilh.ena, fiilia <lu
C;ande!$'ri~r D.i;Jo30 $e .@eneaes, (le qiie'iii
iteqe rtnt* fill~a:r ,5 filhos ,,criire os q1iaes.o
: d & e ~ J s . s o i t Lu.i.z.Ç. da,Ciniara, Ijrecep-
t o í cl'Ei-;?ei D: Sehastiilo, e Riii G. da Cama-,
ia , famdso C a p i ~ ã od e Orniirz no Oriente.
Governoir s ó 8 arrtios e falleceu da peste
em b536.
Foi por esttwncsrna epocn,,.qile se iritro-
duricr ria Aiirerica ;i ~)l;intn+ãod a cariiia de
assiie:~;, iroii~~~orfarlii <ia Nladeira. e qiie a o
rtepcris tari'o (Iaii~rioI l ~ eritcisoo,Oeixando d e for-
herei; os r~~+?rea<los 11.a 1Siiropa ii'osce gcneio.
. @ a m o Sallc; il'aq~iella4 "pnrteclo Rlunclc~, 110'-
$;+rei qrir n sun tlcseiibeiia 6 devida :i existcii -
eis da Rlatteira, o qrre muitos igni>r;io. 0
J'rloto Alfoiiso Sanclies, nutiiral (iti Cascaes,
niaue:=ari<!o
c cro uiiia cnr:tvolla , Sui arrojatlo
par v i o - i ~ n tLt?illl>o~I
~. eiil 1.186 a iinia xerno-
lar&j* (v[irde
3 ' o~çidcriliil,onile nvisto~tleriza ,
(a rkBitrric:: srpteiitrional) &arrib:~nrlo:í Ma-
detsa co:ii 3 o' 4 marinlieiros inrii dcsfuk-
f&i&s tios trahnlli.)~tl;i vi;igeni , morrcr%o
r d o s vrn'casn de Chiistov,lo.-Coloirrbo, qi~e
*li> se act\.iva i.skbelcc.i;ti~ >L. cnsailu .cu-t+t
s~~rii:iora f'eresf.rc~lto, iillin (10- Doiiai;irio
tia Porto 'Çarilo. C).L>inrio riarriii:~tle A . San-
&e9 ,ficori ein poder iIc Coloinho, q t i e d e l i e
hrm se. uproveitou para .~eackhoro Amerioa
f r n 1492
5.' SiinXo C: da Caninra , scu fitho, 2."
du norrir e S.' Donaiario. succedeti.lt~e. Ain-
da muito rno<;o c e111 vida , do soCcoreu
com tal valor e boin exito a villa de Sanha
Criia Ile Cabo do Cru&, q u e caiisoii geral ail-
roirac$o. Em 1638, o casou D. Joitv 3." cmni
B."Isabel de Menclonqa , I l a m n da Rainl&
soa- mulher, co111 o dote d e 8 0 1n11crtieadoo:
Ein 1642 parlio para o seir gorei.rto, poreln
jd a costiiin~itlociri deinasiii :ts <lelicjas el>as-
salemlios da corte, i-egressoii para L i s l ~ o nco:n
.
toda a sua íniriilia, Oeixnl>do o gciveiix>,da
sua jurisdiqXo, enli-egue a seu tiõ, V . G . r\a
Carnara : horneiii [Ic espiriio fraco e tlr erma-
gem assaz equivoca , a cliial nioiiv~ua fatal
<lesgraça, qcie vou reffxrir.
Ein 1 5 6 6 , estanílo a cidade d o Ftrnchal
ao-,ni.nisprospero eslatfo o que n ~inli3oIcsa-
do os jnleresses du ;seli coiiinicrci~>,e rique-
za 4erriforiai tia i l i n , oell;1 npor1ar:lo a 4 cie
oiatiibro 8 Gnlleoens íle Hi~giirnc,tes F'ran-
cezes , (Ia Hocliella , e111q u e \ iiiii;io !]>ais rle
] : o 0 0 arcaboseiros, alem iLe 00113 iriuila gen-
t e . do m a r , carn tropio rle saqi1e2ren), a c -
dalic; pele faina clii.e.s«;iun d a s u a rir[iieza--i.da
acifitle:lc! erii u wrisrçiiir. COJIIelics wjiiIi$o
algiiiis I'oringiiezes, ,~)rornnt»r~:; ileato nefan-
410 alft~rilntlo, e eti4.re cssm uoi Gaspar Caldqi-
r n , O qual ao cl(~li.r>ioCeve. Mina justa recoin-
pensa, -pois sendo zpatiha*lo eiii Lisboa, ex-
piou na forca os seiis littrociriios, terido an-
tes cortado a s mXos.
E r a - chefe. desta .espe.rlic$u uni Moler-
qtxe , n a t u r a l da Gascontiri , e coiiio viessem
p$eparados..l>nsasua claninada ienção, desern-
harcarKo n a Pruiafor~noscr,a tima legoã 110
iruiiehal:, sem. a.tnengr resistencia , por não
hauer:.swspei6a, q u e quizesscni aconieiler a
~i;latle, pois l'ortug~l &lava ein paz com
França. Nesse iiiesirro- aia;,pelan~anhãa, iiiar-
ctiayLi6fiobre a cidade, onde chegarão ; I s z
hi&s da tarde, eaeliando resistc-ricia no por-
1.50 de S. I>niilo, toiriearXo a estrada, a fil-
táir subir por uin ingreme atalho, qiie pnu-
cos dos naturara cor>heciSo, no cilio dn f'i,cu
e a1i.i acoinciietter~o A fusiiaria uin rcbiicto +
d.efendido 1x1~çeii(e I>isoiiha com lancjas e
ui?l,ardas, que á pressa o Capitxo F. Gana
~ a l v e ztla (2ainar;i alii reunira, inas depois d'm-
t e desastre, r?collicii-se :io baluarte d e S.
I.ourenço, Iioje I'alacio do Gover~io.
Os aggressores então ein força d e 1:OOff;
peneirarão pelo por130 de S. Paulo (lent.ro,
'ao inesnlo tempo qoe oulros corl~osacointn.et+
,iiXo pela calcada do Pico. e l a d o d e S:inla Ca-
%hariiia. Neste iillinlo viiiha, o tal cliefe ,
:&lolerqi~e, o qual no aclo tle peiietrar na
toidade, crrliio atravessado de iim pelo.uro-,
,de<para<lo tio c[ibello d e S. Ir'rincrisco..:Com
-tiido n,To iiesaniniarão, e noineanclo por clik-
[e a Fabion lV'ulerque, seo iriiião, ncomniet-
-terão ,com vigor o baluarte, por dirn ,e,,-
trar30, e em seguida renderão toda a citia-
de, onde coin tudo ncharrló resis1enci.a:
Slznhores pois d-o Piinctial , o n d e a de-
mornrãe i 6 dias , carregarão o s Jirancezes
os 8 gaileoecis de quanta riqueza havia n a
ilka,. n5o poclendo levar o muito assucar.0
viriiio.qii@aeliartLo, por.est.arein já os2navios a-
;barroiados de niuitos. e pcec.ioso6 ,moveiu.
Ma' ~ ~ s i s l e n c qiie i a Ihes fizerilo, ni'or.re.
r59 tinlas ,800 pessoas,,» <Ir.;lçs i,ijs 5.0; fora
os feridos , t , r i l r e os i ~ u i t í " so ' i l i t ~,Fiihiarn.
Iiinilos o s i G (lias, Ir:v:int;ir%of~ii-ro,~ c t n
,izer
.f..
, . . t l a i i i r ! ~ As casa*, C scí nus S e i r ~ p l des- ~s
c,?rreg:irXu sua i r a , ~ I J I I ~ ~ I ~ ~ I ~ !q~~t~iiiiaii(Io
,Y-os,
,as iii~;igeris,e pr:itict~i~~lo L O ~ : I a sorte d e sa-
ci ilcgios, I C i i i S. 12rai~ci:ro,<!cjrois de tcrerii
.roiil,ailo n igreja; mal;irCio i o fratleu.
De niacliii:~, tiirtia parlido para 1,isboa
uni:i car:ivclla, a (lar parte d e i t e sucesso. o
q u a l sabido lielo I)oilnlerio, JoXo. G. C a -
ti)ara, s e fe:: tttineri~ri;iiilen(e ;i veila, sd coni
2 navios a socorrer astia ' i l t i n , e o resto cl;i e&
q i ~ a d rsalrio
i 2 dias (lepois, p o r r i i ~ d soa clie-
kacln, tiriliZo os iiti~nizos ~)n!.ti<lo,haviaG 6
tljas, l e v a n ( l i ~a <I~,i.rol;ipelas C:a:ii.ias. l'icci-
120' cbs rial:ir;iei c o m o s l e s a q u e , r e d ~ ! z i ? l o ~
~ i " i a po': rnuiti,s arinos scfez
: : ( ~ : i ~ r i i l i ~ * ~,',.que
r i r , ririri<:i!>;iiii~cii~e :icI;isictios iirgocian-
tes e i)~erc:idori~s, rltie eiii ( I ~ I I YO
' dia yir%ó
rlesajil,nr~.cer todo o seti c:tbctinl, ria6 LOW-
tlu:ltcrras pnrn 2 0 itierins ressarcir '])arte d~
-f~srtlido, !ia. sii;i ct~Jlivoq5o.
Foi iio gcs.>iii» tles1.e 5." capilRo, qiie
os jclsiiitks'sr ~111~otiiizit.$o no i'llri<:lral, eEf-
r61 ,». SeliantiAp ,conçerico-llicq fundar oin
k8ll6gib e i r a n d i o z o ~ e ~ i ~ , ;) l d . coii~pl&lij-
>%O .em'. i 5 7 8 , dbt;\ndo..llies uo,og:poo.a~nuadd,
a.,lcr.ras, , q r / eiorn.ar$o mtii renti<isas.
Em 1 5 7 6 ; detr o mesirio ,Rei o litu10 d e
0and.k Cálli,~tiruo(fito capilão, c111 rem!-
9
w r n q X o de. sctiç,ser:v,it;o.s., , j i i n l s m e n t e ccoili
o p r i v i l e g i o escl!isivo .dos inoinjiijs ,: o que
só ,.. (I j l o d i : ~ i t v a i ~ t i ~ j i iís i r rnr'lhores casas do
iiriiio..
. .
C o n l i r i i i o ~ is o l l i ç i l o n a ~I:):I ;idin:ti;xlra~X-io
(Ia S I 1 3 .1).oi1alarii~ a1.d o a i ~ i i o(ir i6G0 eira
q u e ~ f a l l c c c oc c ~ i i<i6 aiifioti t i e i i i a t i e c ' I . i l e
goveriio
6 . " S i i c c e ( l r o l i i c nu. Cn1)ilnnin seti fiilio
J o Z o G. <ia C::iiiiar;i, 2." C o i i t l e <Ia C;ilhet:i,
e 6.' I)ofi;!í.:irio, qi;a .~~oci<:o i l i e subrcivivcu e
~ i i n - r r e r id e 11':stc e111 11l i ~ : c ~ i s i i ~ i .
I,!ic)o i l i i c P l l i l i l i j ~ e7 . " I i s u r p o i i n c o r o a
I ' o r i i i ~ r i r z e, riiandori. i Bl:iiit~ir.a 11<xgovw-
n;\!tor ge~;ilao ~Ic:~eiub:ir~:irEorJ o 5 0 l . e r l n o ,
cu,iq p.osio exerceu a t é ibnz,,. oin qir:e CP&U
Q [ l e g e n e r a l d a s aririao a 11. A g o s l i i i i i o I l r r -
x r a , C o n d e Oe L n n c e r o l e . h suz20 ii"e5l:: li-
clalgo ,passar ar) seii ' g o r c r n o , foi o t e i ~ i o r
q r ~ u . - h a v i ade Litoa i:nvt~s:o ,l:rance,m, a í'a-
x o r , (Ir D. A n l o n i o P i - i , ~ r-410 Cra.t«, o qiic
n,io t e i i d o efi'cilo, ( : l . i c s r r c i i r o i ~para 1Irs-
a>a1,1in e n i 1 6 0 4 , .r ~:o.;aLiiiii<!u a goYesiinriJ03o
i.ciiXi> e o s q i i o s e liir 8eg11 i150 c o i n ,as .ali&
br~,i$«esi t i ~ i i i l n r e se c i v í g rcnniilas.
I ; O r i l > « i ~ a ~ : i r idoa C a p i i a e i a
(It! 3 i n c l i i c o , Coi .coiiio j;í vi~iros, T r i s t X o V n z
Toiseira , litfalgo tlii Caza < l o I i ~ f a ~ i l a d I). it,
N a i l r i : l ~ ~ ea, rj~irin. c»inlneti;.ia j u n t a m e n t e
coin Z a r g o a <lwsk:ultcrr;l ti;, Bfa(leira, conçe-
t i e n i l o - l l i e Kl-rei p o r h i a z g o d'armns iiciia
Fonix.-O seti t e r r i t o r i o estendia-se desde #o
C a i i i ~ o,'i?o S:ik, atd a o I'arbo'tlo Moniz ri&
o , al>rarig.eiiíto riei1.o I 8 Irjio:,s d e
costa, ciij;i sotlt* era a viila tle Machico, po.
I r I ile Saiila Grtiz, <\isbaiit.oi i m ?
Iegoa: I s i governo nac!;l se s : i h e c o t ~ i ~ , ~ ,
i.;icicl;:~lc; sc; coiista morrera í?in Silves no
Al,ia'v+, ccini no alinos d e iíluil'e, If~iiclogo-
vtiiin:!o 50. 3." Çiici:ericii-[li<!SI'LI fiiiio Sris-
t;is 'Fiiseira, o q ~ r n l ~ioitco , resiiiio ri;i so;r ca-
pilUni:i, csoi~ci?i~tlo eiiil)resos.Iihrirozos ir;t
i:iirtr. oiide r r n ijc.111 visto e esi.iiii;!do 3.'
S e u Ii.lhtr, psiino~~r~ni!oqiir gov~>r.iial.a<I(:-
> -.
railio a'srtn atrscticia, lhe si~,ccc'ilco tciiUo o
lnesuiio ~ a ; i c l i i ~ l ei ~ ,por s i i n 11111rle st~i~'t~n,i.c:o
fillio. 0 4 " c u i i i i i i u 11,i v n r o ~ i a ch;inintl.o
Biogo T e i s e i r a o r i r ~ : ~ sezic!o
l ainda crioi,ça,
caht~irli> I.lie so!~rea crihah~q:iii111,a t r t h a , Ti-
coii ccriii- o ccrcbro ai-iet~ado,govcrnantlo.ira
sua iricap:icirlaiíc i>:ei~tn!,acci?sorfs-iionica-
d o s ~ O I .l i n t r i L: siia. inoi.le s~iCct.dicla
,
ciii I 5 4 0 e r<iiiio n;io O c i u a s s ~ :tiiiio v n r k ,
v,?gr>u[);ira a Coroa n I i , e ilella f@ã
E).. Jogo, 3 " 1nercC erir 1 5 I 1 4 1). Antonio ti5
Silveira dc fi:lenci.i.?;. <j~i,ca ctnpenl~>\i oir
veiiiieu por 3 6 inii cr~;zo;iasa:rc71r<rIlor 6 ai?-
iios, n I;r;iiiri.co iic Gil:.ri!:io , cniii a s mo.-
kras tlau~iilns r u m , q i : ~ :Jlie foi ,rl:~da,e'este
a, outorgou eii? <I<ilt.n stia ,Tiliia L): I.uiz;l
tl'& ' G u s i ~ i ~qi+i?
o . ~ i i s ~ iorn lj 1):'A klo'riiõ ilc
&>oi.:ltsgal', Guiide \~itnio~o,'c+qiie i<i-rci.
konilirinbd ;'ciiiiib A tinvia p o i s l l i d ~13. h 1 1 -
1Dr)io. fia'Sikveirrv, e nestes teiiipos' fcl sCm-
P1.F g.ote.fnaba: P~i-.bii.vi:lores,al6 .nclia P n q
trar .por noea nlerec&.::Srislão,\i~zda Veigk,
que, .veio a::eu,nir. o ,governo d e :linhas a s
< : a p ~ t a n i a s ,pele
.. usurpa(>io .que J'ellas fez
Filjpp"."

II.ITb DO 1'ORTO SANTO.


f':.;(a ilha etn q u e I'grtogal. Veilia i
esi;ihelc~reii~ a ,sua piiilicjia' c::l:~iiia, ii~qrili*
iiia, esrd s i l i i n c l o f:,io l a l . R\', . ? , i . ' eloiig. O c c ,
7 . ' , pcrlo de 1 J O .lirgons (Ir Lish:!a, c. I l .;i
. E. I l e r ib siiir coiifigiiru<;áo,6
t.riahptii;ir,, coiil quazi 2 Irgons (,!e. coiiij~ri:
(lo.,. i d f , 1pj.g~-,.:e 5 de ~it.cuiiCrrerici~, ,c<!t~
varias powi:as,, ciihus el,ilIio~as. (irir n fodeig~;
a s kjiraes, f ~ ~ r n e c e m a ~Qiicn.p~!iI.y;i (:qIc:irf+ ,
dt? qiio ~ ~ ~ ; I Z . L I o:i S OiVladeirn. -4i\l>c.~ar íl'es'
I;, i l h a errr,,ger:ri scr piaií;: r { i ~ " i i 110. c r n l r b
coi;leiri.,,iirn ,ajLo.jrj~:ri O ! I . ii?oiite osci~rli?tlo6
obloi?j;ci , e<-in.sria . p i ~ n , i . ~ f ~ r rno , c?
n : ii;i~ir~c
iirnli ii:.rtiin::ilq .fditilica@íu. uritle ou haliilnii-
tes s r t.rciiiiii$« c , ( l ~ f P ~ ~ d i~a~oi,i . , ~ ç c ; l s i ~ e s
;de. i:eb;ilc. pois a rr:!q~~,cz.a~ (ia ,~)o!~.oac;<o nor
vi.zi.8 e?ic:iloii os %louros e IIesiianJ~oes: a ala-
ca-Ia, k r!iq\la-Ia.
O seu,(tri.enQ, 6 argenio; seco, e . poiico
n p i » par'." rege!a@o ;: nl$i!p ,çpniLcni Z f o n -
to$ .e ~ h o u ~ oriijtiatlo~rg$,
s .~13á.go?,:~igunrjs .fi.-
. /
gu"irus , rin~nrcir;is,e;zi$~b;~ii.$s;;-?!!i ,gy!.aj.
j3iii kqr~j..jrbiiçri;f$s.vor-s , e , o ~ , c o ) ~ ~ b i i g i i . y ~
li$& :vai. <Li.Nsc!eii.s. Ein reco»ip,cpsâ 6 mui
iic3 e?; ccreaes e vii~hrts,r a colheita qn-,
riuai pocie-se ~ii!cii!ai. corli11 t,g!ie : \'i.~,tIo
i.:oao Pipm.; Triz0 i 8 0 ialoioai (:evada , 7 5 0 ;
(ieii!eio 1~~ ; M.iii~o7 .e .l.ciil.~lfiws5 0 ; aJgri.,
lnas Melnnci-s e , ~iof.!co Gatlo. 0 vinlio nine
4 a ,que <le.:l>aixaqiialiilndr, prodiiz e>iccli~n-
~e..agic.ardi.nic?113 proj~hrçXo ( ! e inrhos I!? ,&.,
Pipas i de r l ~ i t i t o; o T r i c o 6.0 rnei,hnr.
do. MÚrido, e I I I U ; g r i i d ~e alvo; c a Lunii-.,
lha 15 t;iinhein iiii~itoboik.
A sua ad~nii~isiiaçXo CpilliiOt!n)-,$e.:de 1.
gyern;itI.or, siil~oriiirinilon i t da Vadeira. d e
o,@c+es.ordinitricrs, e,ile.unia M~iriici~oljtla-,
c1e:n.a
..
eilla d o I'iirtci S<rnto. q118nbr:inxe.qua-
zi n ~iiiicnl'ovoaS.20 (Ia ilha, qiie,,ciienp.a..
1:ú.00. 1 1 i 1 $ 2 0 eni g ~ r i i l~x~i~itv;crifa-
tq;qios, d e N\'ul)reza, mlii sintp!f:s e !+i,riq~ros,
e limilqdqs a:uina 13equen:i l s p . l ~ r ade . saber
,q tla. percizEas.
a i foi iiesciihcria p i ~ i ~ailrins rs .h@.
7 I 1 , p»iu!n corl-io c l > f ) i(I!).cia,.. o::>,
s e .sabe ap. ccrlo. I'Crleri<lern aljfii!iis.;qi?,c~i&
Ia .aj?otLapscrll os E"raneezes 011.e~pnssnrSo,$
cnncfiuisla: das Cnnari.as, os ,qiiaçs qr.h;iii[i~~n,
pequena .e ileserin. iiRola - ~ ) r ~ s i d ~ a . roX: qo:,~ ç ;
i i n d 0 . a s a b q ~oltifíinle
. LI. 1Iegyiqqr,. aim,q:w;
<Ip~i,pu~.oa)-..e i ~ a t ~ i k a.por r'.?-,
r. ~ l ~ a ~ ~ t l ~ o l o ~ , e i ~ ~
rqsi,.qi{o;: fiiiilglci;,<:ra ile.pai::irp,?'~.o:Iin-,
fas.ta. .O:do?a, 3i9ein ~ i i ~ o s : q i ~ . e ~ p , n i t ' ~ ~ ~ ; ~
~.~,~~qt~c,llo,.&qt1e~a,~11c8Cpbr,ir~, xp#qr$rn,a , opj-
.-
~.~w~..sii?j.q; s ~ g g i i l ah.f g ~ 1 5~ x l a , J i o u r aootrbe
n i J . , G.'::&?&o, qfn li4I,E, e par nclia arri-
bar ~oin:'.lenipor:il,; &e piiz o nori~ed e Por-
tw'S:iiito. hU'cta S;ilvuc,So:
0: c r r t ~Iloreni 6, tltie El.rei fez mer-
c& da C a p i t ~ f t i a Donniriria -desta illi.;?, a H.
J'6restr~ii«, 'cbrno d i z F r r i c ; t t t o ? a ~ ~ ~ ~ 'de
, ~tella
N',hrr2;i- e valor, (ir,jrtro e hei.dan'& l p r a si
e~~~rrstles~~eir:!eri!ra, ciíri.linha. i.ccta;:-dque e?-
t e Partinclo. e111- 1 4 2 1 yr;ii.a ' n siia jtiristlfi$?o,
e ie.ahito alem cI'oiiti.<is'ariirnars 'tvma:'eoe,:
1113 prcrtii:~. e v i t i i l ~ or s l n a' (i--irir cikl tei.rRi,
foi i.So príitliginsa a pi.o!>ngac,Eio Oc c « ~ l l i o s ,
que ern posici tleVorar?i,i~totln a vk;.ptac%o,
e.n.ib p~rinetli,'ioq ~ se~ (~ri!'livass~~ e O 1.ei.t.e-
nol.eorit: prowcito, líelo -que-ilesg,osbso 'File,
se ~ e t i ~ o u
'tirrra i ' i ~ t t ~ i g aoiid??
l, iil»crt!lii:
Succ:&Teii-i'ireseti lililn do'.riièskju m m e
h ~ . . : D ~ i í a i & r,porejri
i~;' seii(to ainda e r i a i r ç ~ ,
e2.n3w~ i i d r e n r l o, a tef?i.viver niais,na ilha ,
obleve a!varií, para v e i i d ~ ra Capitnhia,a'kecr
g ê n f ~'ti.Déil~b.Ocfrl'~ii;. Caliil~3ot f r i ' @kahiozz
p i a , sdrifnl3 ile: 300$?0UO.'e '30:"00d do juiõ.
E i t e gi,vérrio'ti - n l 6 qiie o icgiliriio Ihno,' left-,
cio*itl%dt;,;x&vindo il'rifi4ic;i do scrvi$o' .Real,
ob16veséfiltenqri .riri.e i'tivalitloi~cralvard; ;@lira
tnnrirlnu 'te&ituir':tjoui,' 6s re(lito3. A ;eSEe.Zi?
Donalhrid; sui?ke'ifeti -sei1fiil>o do .iiiesmoiiicb
m'e: o q u s l , ~ > 8 ~ & ~s 1e g" ~ í tn i l a s. h ~ ~ p c i a sm:t-
::
tnocln :i I ; inirlhcr, de, quem tdvd; li1110 iiiii.-
c o a G.irci&~,.Pcresl.ii?!lle"~~iip: lh~~j~~~ce&è
A
pbdeii,: nvestn*, enl l i d a do',$~ii:tk~<iÒ-~~~a.ct.v.
c'o.h *S filq,:á :do :Dez:: DiogoTá?eira ,:seçiiio
o &@lnfÍ#, , : i n a ( a n d ó ~; :e:f6í"justirpdo
enr tis1~o.a: Seguio-se-lhe seu filhó'-&o<-,&-
Esta capitania, cju,eserlipre $e FOli$eraar@
na .$aiiiilia,dus I'eseslp.~Ilosi faidelia S." 'r- . t i l -
tiiiio Iloiia~.nrio.ICstesH~?8ettrncqui.t I'ercs-
trello, q n e rtiorreo c111Lisliua atidactln re-
q«creiidr> a El-rei D. doze i . ? r ioíle~niriisa<i,es
pela exlincqão, qiie de lotlas edas ii:,&i,iui:
çGes feud;(es fiecra, reiuuner:tildu~as coitr ti-
tutos , n1erc8s k c . , p o r e i i ~rics[<ic s d ~ i r aao
r ' as
perieor,Ges, e v;igarido assim ]>ar:\a Coi-ua rui
esta ilha, proviria C ~ I I In l a g i s t ~ ~ d oRegios,
s
c o m o :iconle<:&-;i á Madi,ii.a.
Keinaíarei, 0sie busqci<.josobre n %a-
dgira ,:narcaiido,: ;i íles;isli~uza~~~alf~iud;io de
9 %de o-ulubro r!* I i j o 3 . l?sL» tiia .c<nnmeçou
esouro e caricgado, e iciria d e u s a rievua se
a,visi.iiliiiva a[& ;i .citlade.. A's 1.0 da:inaubãa,
prj"ciplou a iel~riiiar, . e &i ejn ailgn>ee!o
ate. a u i n a tla.~.ai:de,,em q i i e J;i *cakiia copia-
sa chuva;. 1)iI.as 6 se levailtiwi r~ ~,evee.iro;
po e m i1esl.r es,j)ai,o,se forioou riela <ro?owda
hnrreoiJa, aaiij~iisp!iei.a 9.c c a r r e g w ;de u u -
vens tiegrau espc.lsas ; ,foi cnSiio.:qi=de~de
as. 6 . . .ate.:(SE : cahin so'lire, a cuaior, p ~ i l e
d e s t a ilha., a niais ilesu~,adaftancadari'age-oi ,
iinpe,lliila tle ,f;?r:tes raj'acias de ve,nlo.
.J,a.pel+?ui7 h o r a s , çorriSo a s .ri:ipSradi.rn:
pekiios9.s .ai ,r~)edonhas,poreii~1endo';t gmnde
ench'eiitai,;siao !,repritina ., :e: transbordatido-
se.,.uZo; ti:uer:;lo Leinpo os seos.. vi~inhos,,de
fugip , 6 . a ~ s i ~ > ~ . t : ufui-
d o,w.nficzão
, ,eairagos .e
mor.te. 0,riiiclo espantosq,de a:rihriras, r o -
lando niill10es de pectras enormes, .de ma-
&*iras , d Z x ~ ~ r i t~l es 'gado;;.o,riiinor
, (Ias ea-
,as.cl,ieora .se nbabixo a(rerRo !irirbatadhs ori
in,illilail.as;o.est;onrl& , .
dos tilv5t.s e e voderia
*-&&i o fiecs6as dal"gadiis, asseirielliavãu e s .
te f l " ~ l r ~ ) da aiiiiiqi.~i!ai,i'o ( '.
dos elerneiilos.
pjx,, e r a porem ~i'outros s ~ t i o smerioi. o e s -
Iraso-, pois ern i i i n i s ile i a legoas no Sul,
cllti.e a Rlailaleria e a I'oiita <te S.~120urenqo,
1 6 ribeiras e inais d e 100 rii~eicos, e [\or'6
legoas 110 Xortc?, . . tlastle u d i r a a t á S. Jarge
.í g i . ' a ~ t l u sril>risns c iniii,las rner~»rcs,lkvarXo
n u s seus zi!vt't~s e encostas, ~ i o r i t e s, terras,
l>ar.eilcs,- v.inIies, arvorcilos,cnçaes eaniinaes.
iYa cidade, a iiiaior :il{.lira tlas cigoas n a s
~ I I P Si r i i ~ r i i ~ ( l i ,
~ d~al ~i e g o ua I 6 p e s , e a s p o r .
tas q i i e . s e a u h a t ~ n ofcchidau, far,?to sclbita-
iiiente ari'ombnrlas pelo seli pezo, e o s ab-
jeç1.o~tjuo d ~ r r t r ocstnvCo ficar20 ori eslraga-
dos oii eslravi8clos. A costa ;içIian(l»-se eiii;
I>artl:trl;i <I<! riixi alto iiion1,io <Iusinesriios destro-
ciis,. q u e ornar r~gc.i[av:i,;linda inais a v i e a v a
a.corislei.ri~ç30gcr;iI. llode-se calci!lai., como
segue, :r perda expeiir>:~ii!aíla por este n l l ~ ~ v i ã o .
- içjitt.t.os riti ci<I;!de: I 7 6 ; tios acniiipos 2 6 ; (:a-
valas c hois*i n ;poreoi;'a&'u ; igrejas tl&strrridas
4 ; iniilidailas 5 ; poiitt:s dttpeiIi;ailevadasi.~> . d e
lnatlt>it.a13'; Casas Ie'vatias. 100 , ,
I. a.rr~iitiat!as50;
n s r.ibeirás 1.50' ; loges d e d 6 1 9 . -
a i i i e ; ~ ~ ~ a r l<!as
1biestiv6is c viiilio al;igidas ,600j ' d i t a s tle,fa-
sondas 30. Alern tlo , q u e ficbG.csl'iaga6a ,.e?-
t r a v i a r % o - ~ e9.80 i~;oios.cie'tri&:.<$,'~@o (hinibo,
600 baryrid. :de a r i ~ l i a ; 680d0: pipâs :<lle- V i -
nlio, e i : o ~ W a c t ~ r r t nnas s paireiras.
qite v seu sai~.i<lo~dacl~ive lhe permitte arras:
,.
tax jks (li a fof<;asuffieietite para piorlu.
e i r l:i~~l.i~dada~tir:ii~e esiraços ,c~iisltleraveis.
.As:priiiiii!~aes ~ i i r e i r ~dns parte do Siil, 6x0;
,,a tle Rfachicr~.:*L" c , r u e , I?orto n o r a , as a
.da .cida<le do l'iiiich;il, a dos Socrorri<los a
Brava, a da I'orvta do S o l , Nar<lalena, da
Cnltieta e ;t da (;alA ou doa klaritrheiros*
.Alem d'eslau j>riiicipnes, ha oiitr;,s que dw-
ceni pcrperidiciiiari~>enk uo iiiar , e qno j~iil-
Pairiente c.oni as;~flueiilesdas priiõrires, rds-
gão a sul~erficiel o .solo Riu torl;is as diroc-
&ices, e. .dko'.ari paiz titua irregulsriilade e as-
.pe.reza . qíze turnzo o transito. di.E.ci:dtuso e
enfadr~nbo.
Tudavia, se por uma parte, eslea córtes
frecjueii tes e por ,:dzes prúfundos e rtrabro-
.sos,, enipeceiii o caminho a o vjandanle, .por
.ooi,ra apresenlAo aos seus o l b o s c d sua ima-
giiras.io as paizagens e opt'ica mais pitores-
ca e roniniitica , deucol~rirdo-lheu:iia* vezes
~escbrpase 1:reciliiçios .dc ui:ra iiiajies(auLe.as-
Isoni.brosa e-terrivil , issim como sj+lkrs e rc-
tiros de 11mn belleze ::iiiana egrat;:i vari:rda,
q u e ~lifficiliric~ntrpodeni s e i ic;uol:iiL?a. rii:is
:nRo eseedid:is. Se o - !ira<:* imparevi<lento e
.devastidor do aniinal pcnenillir, i 5 0 tivesse
despojado a qiiazi t.otaGda~leda sua super-
fioie do,seu'~bautissitnoe rico arvocedo, seria
.esta ilha sem duvida, hoje hu:n; dos- silios
mais apraz-iv,eis :e .amenos, do universo.
. . Qu~rido..deixadasassinuosidades dos val.
e