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A cota para negros, índios e pardos

Célia quando soube cota pra negro ficou feliz; agora era sua chance de entrar pra
Universidade. Que país mais justo o nosso! Ela é branca, mas tem cabelos de
negro. Toda a sua família é de origem negra. Conseguiu. Está na universidade.
Maurício, apelidado pelos colegas de Mauricinho , foi também reivindicar sua cota
para a universidade, pois afinal, ele era também vitima do preconceito contra os
que nasceram em berço de ouro. Mas ninguém sabe o que é ralar pra estudar tanto.
Foi para a Justiça e ganhou o direito de entrar para a universidade, afinal ,
entendeu o juiz que ele era vitima de preconceito por causa de sua classe social;
e reza o texto da lei que isso é crime. Então para compensá-lo , nada mais justo
do que inseri-lo no meio universitário.
João não teve a mesma sorte. Apesar de pobre, tem pele clara , cabelos lisos e
olhos azuis. Por mais que argumentasse que era pobre, ninguém conseguia acreditar.
Foi preso por falsidade ideológica. Afinal estava utilizando os documentos de
outra pessoa para entrar na universidade.
Horácio também foi infeliz em sua tentativa de entrar na universidade. Ele se
considerava pardo, mas ai residia a dificuldade. Quais exames se exige para
comprovar a cor de alguém? Não conheço nenhum. Pois bem , o pedido de Horácio foi
rejeitado porque ele foi considerado de cor branca, portanto , ele está fora da
cota.

Publicado em: http://paraserbrasileiro.blogspot.com