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CARTAS DE AMOR

CARTAS DE AMOR

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Escola Secundária António Arroio - "CARTAS" - 2º período - Português -

Diogo Alves, nº 12 - Inês Paulo, nº 14 - Marta Prior, nº 21

Profª eli
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07/09/2013

Cartas de Amor

Índice
Introdução

A Carta
Cartas de Amor Estrutura da Carta Tipos de Papel Poema Postais António Lobo Antunes

Conclusão
Bibliografia

Introdução
Após termos sido confrontados com a proposta de trabalho da professora de Português para um trabalho sobre as cartas, decidimos, entre outras questões, saber a constituição da carta, os materiais mais usuais, cartas de amor, selos. Amor é algo sem explicação, toda a gente sente e até se diz que faz bem à saúde. É uma emoção básica, e dele podem surgir várias situações. As cartas de amor nascem desse mesmo sentimento, fazem-nos suspirar e querer receber mais e mais. É algo bonito mas que, parece-nos, se está a perder.

Estrutura da Carta
_________ _________ Remetente, Morada, Código Postal
Data _____________ ____________ Saudação _____________________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ Despedida

Fórmula de Despedida _____________ Assinatura _____________

A Carta
Carta é um elemento postal, constituída por algumas folhas de papel fechadas num envelope, que é selado e enviado ao destinatário da mensagem através do serviço dos Correios. Nos primórdios da entrega das cartas quem pagava a postagem era o destinatário e isso só se alterou com a criação dos selos quando passou, previamente, a ser o remetente a colocar na sobrecarta

(envelope) a quantidade de selos correspondente ao porte (valor da
tarifa de serviço), garantido assim a entrega da carta ou a sua restituição no caso de não ser encontrado o destinatário.

Cartas de Amor
Carta de amor é uma maneira romântica de expressar os sentimentos amorosos de uma pessoa na

forma escrita. Cada vez mais mandada pelo correio electrónico, ao invés do correio, a carta pode conter
uma simples mensagem de amor ou uma longa declaração de sentimentos. Será que as cartas de amor são uma coisa do passado? Como sabemos, é já muito rara a escrita à mão em papel, em formato de carta. Isso deve-se ao uso frequente e, muito preferido, hoje em dia, da Internet e do correio electrónico. A

comodidade e a velocidade, aliadas a uma menor formalidade, têm favorecido este meio de comunicação. É
claro que nada nos impede de, por e-mail, extravasarmos as nossas emoções e fazermos declarações amorosas. Contudo, não será uma maneira muito mais impessoal que talvez careça das qualidades, geralmente atribuídas às antigas cartas de amor?

Na minha adolescência era frequente escreverem-se bilhetinhos amorosos que passávamos, muitas
das vezes disfarçadamente, aos eleitos dos nossos desvelos e paixonetas. Havia um não-sei-quê de mistério e excitação na troca sub-reptícia dessas mensagens, escritas com grandes floreados e esmero. Depois, ficávamos, ansiosos, à espera da resposta que, por vezes, tardava pela falta de oportunidade. Hoje tudo isso

mudou. Com a invasão dos telemóveis, que trouxeram essa maravilhosa arma de SMS, ganhámos maior
privacidade e rapidez mas perdemos, a meu ver, a beleza da escrita.

Tipos de Papel

• • • • • • • • •

Papel ácido
Papel alcalino Papel artesanal Papel autocopiativo Papel bíblia Papel cartão Papel couché Papel dobradura Papel de seda Papelão

Glinter - Uma espécie de papel
termosensível

• • • • •

Papel higiênico Papel jornal Papel foto copiador Papel fotográfico Papel offset


• •

Papel termosensível
Papel presente Papel vegetal


Papel reciclado
Papel sulfite

Papel verge

Utensílios

Poema
Cartas de amor escritas
com tanta paixão, são cartas que chegam ao destinatário que reside em teu coração Cartas de amor são espelhos do teu rosto colocados permanentemente

Cartas de amor,
são beijos de partida que vêem de ti, nunca beijos de chegada que residem em mim Cartas de amor escritas com alma são verdadeiras sem cor, sem credo

em meus pensamentos
Cartas de amor simples e belas são aquelas que levam beijos, que zelam por ti a todo momento

e nem Raça
Cartas de amor nunca deveriam ser fechadas sem primeiro serem beijadas com muito ardor.
Fernando Ramos

Envelopes e Selos

“Minha namorada querida

António Lobo Antunes

Aqui cheguei, finalmente, a Gago Coutinho, depois de uma viagem apocalíptica, como nunca pensei ter de fazer em qualquer época da minha vida: partimos às 3 horas da manhã dia 22, em autocarros tipo Claras, de Luanda para Nova Lisboa, através de um cenário maravilhoso, mas que à 23ª hora começou a cansar-me. Chegámos de madrugada a Nova Lisboa, dormimos nas camionetas, e às 3 da tarde do dia 29 (ou 23?), depois dos 600 km de autocarro, meteram-nos no comboio para o Luso: 2 dias de viagem em vagões de 4ª classe – essa famosa invenção dos ingleses para os habtantes do 3º mundo, e que a companhia dos caminhos-de-ferro de Benguela inglesmente adoptou - em grandes molhos de pernas e de braços, de armas e de cabeças. Essas carruagens possuem apenas 3 únicos bancos longitudinais: dois ao correr das janelas e o último, duplo, ao centro, como uma risca ao meio. Como faltavam vagões , assistiu-se então a um espectáculo indescritível: de todo o lado surgiram membros que pareciam não pertencer a nenhum corpo. Cheguei a coçar a minha cabeça com uma mão alheia. Aí dormia, ou fingia dormir, e comia as conservas que inundavam o chão de latas e de molhos, e que me estragaram completamente as vísceras.

Deportados judeus para um campo de concentração nazi. E depois veio o inferno, ou inferno maior, o sétimo inferno

inversamente comparável ao 7º céu de Maomé: agarraram e nós e meteram-nos em camionetas de carga para os 500 km
minados que separam Luso de Gago Coutinho: dois bate-minas à frente (duas berliets carregadas de sacos de areia) e depois uma extensa fila de carros, onde seguíamos de arma apontada numa tensão de ataque iminente. Felizmente não houve minas nem emboscadas, mas aconteceu uma coisda horrível: a camioneta em que eu seguia, a última (por sorteio) partiu a direcção, a uma velocidade considerável, e esmagou-se numa vala. Eram 21: três braços partidos, e pernas, várias

outras lesões sortidas, e eu com seis pontos no lábio e 3 na língua: ainda não a sinto. Caímos todos uns por cima dos outros,
e pensei que tivesse sofrido mais do que isso porque o corpo dava-me a sensação de se encontrar multiplamente rachado. Mas tudo passou, continuo a resistir, e amo-te. Isto é o fim do mundo: pântanos e areia. A pior zona de guerra de Angola: 126 baixas no batalhão que rendemos, embora apenas com dois mortos, mas com amputações vaias. Minas por todo o lado».

“Meu amor querido Adoro-te minha gata de Janeiro meu amor minha gazela meu miosótis minha estrela aldebaran minha amante minha Via Láctea

minha filha minha mãe minha esposa minha margarida meu gerâneo minha princesa aristocrática minha preta minha branca
minha chinesinha minha Pauline Bonaparte minha história de fadas minha Ariana minha heroína de Racine minha ternura meu gosto de luar meu Paris minha fita de cor vício secreto minha torre de andorinhas três horas da manhã minha melancolia minha polpa de fruto meu diamante meu sol meu copo de água minhas escadinhas da Saudade minha morfina ópio cocaína minha ferida aberta minha extensão polar minha floresta meu fogo minha única alegria minha América e meu

Brasil minha vela acesa minha candeia minha casa meu lugar habitável minha mesa posta minha toalha de linho minha
cobra minha figura de andor meu anjo de Boticelli meu mar meu feriado meu domingo de Ramos meu Setembro de vindimas meu moinho no monte meu vento norte meu sábado à noite meu diário minha história de quadradinhos meu recife de Manuel Bandeira minha Pasargada meu templo grego minha colina meu verso de Höderlin meu gerânio meus olhos grandes de noite minha linda boca macia dupla como uma concha fechada meus seios suaves e carnudos meu enxuto

ventre liso minhas pernas nervosas minhas unhas polidas meu longo pescoço vivo e ágil minhas palavras segredadas meu
vaso etrusco minha sala de castelo espelhada meu jardim minha excitação de risos minha doce forquilha de coxas minha eterna adolescente minha pedra brunida meu pássaro no mais alto ramo da tarde meu voo de asas minha ânfora meu pão de ló minha estrada minha praia de Agosto minha luz caiada meu muro meu soluço de fonte meu lago minha Penélope meu jovem rio selvagem meu crepúsculo minha aurora entre ruínas minha Grécia minha maré cheia minha muralha contra as

ondas meu véu de noiva minha cintura meu pequenino queixo zangado minha transparência de tules minha taça de oiro
minha Ofélia meu lírio meu perfume de terra meu corpo gémeo meu navio de partir minha cidade meus dentes ferozmente brancos minhas mãos sombrias minha torre de Belém meu Nilo meu Ganges meu templo hindu minha areia entre os dedos minha aurora minha harpa meu arbusto de sons meu país minha ilha minha porta para o mar meu manjerico meu cravo de papel minha Madragoa minha morte de amor minha Karénine minha lâmpada de Aladino minha mulher.”

Conclusão
Fazer este trabalho foi bastante gratificante, pois foi elaborado com vontade e soube bem fazer a sua pesquisa pois aqueceram-nos a alma as belas palavras lidas nas cartas de amor. Soubemos como se escreviam lindas cartas e como chegar à alma das outras pessoas, apenas utilizando o nosso coração. Reparámos também que com uma caneta e um papel podemos mudar a cabeça de muitos e suavizar o olhar de alguém. As cartas de amor continuam a ser muito gratificantes, tanto para quem envia como para quem recebe, apesar do trabalho, da falta de paciência e de tempo, na nossa vida atribulada, de horários apertados e dia-a-dia preenchidos com milhentos afazeres. Que o nosso trabalho vos leve a escrever belas e longas cartas – se de amor, tanto melhor!

Bibliografia
• http://pt.wikipedia.org/wiki/Carta • http://julieta-ferreira.com/blog/cartas-de-amor.html • http://cartas-de-amor.blogs.sapo.pt/ • http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=23101 • http://groselha.wordpress.com/2008/03/17/cartas-de-amor/

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