ESCOLA SECUNDÁRIA DE ERMESINDE

BIBLIOTECA ESCOLAR

BOLETIM INFORMATIVO N.º 24
Junho de 2011

Plano do Boletim
Pp.

Concurso Literário

Vencedores Extractos Março – Nuno Crato

3-4 5-6 7 8-9 10 10 11 12

Autor do mês

Maio – Helena Leote

Observatório Net HIV não se apega pela amizade: ler está na moda! Novas Aquisições

Andorinhas Capa: Exposição de Artes Visuais Responsabilidade: equipa coordenadora
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CONCURSO LITERÁRIO 2010/11
VENCEDORES
I Escalão (3º Ciclo)

Texto em Verso 1º prémio: As nuvens, Firmina Lima, FEBN 4 2º prémio: Sonho que sou uma nuvem, Maria Teresa Reuss, FEBN 4 3º prémio: Oh! Naquela nuvem, Maria do Rosário Padrão, FEBN 4 Texto em Prosa 1º prémio: O meu pai e eu, Maria Teresa Reuss, FEBN 4 Texto Dramático 1º prémio: Contemporaneidade, Ana Marta Alves Ferreira, 9º A II Escalão (Ensino Secundário) Texto em Verso 1º prémio: Quando eu morrer e tu ficares, José Carlos Coelho Correia, FESN 2 2º prémio: O Sol, Joana Nair Cardoso, 10º B 3º prémio: Outonal, José Carlos Coelho Correia, FESN 2
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Texto em Prosa 1º prémio: Criminoso Insuspeito, Joana Nair Cardoso, 10º B 2º prémio: Decomposição e Metamorfose, Joana Filipa Ferreira, 11º B 3º prémio: Ambição, Bruna Alexandra Cunha, 11º I III Escalão (Encarregados de educação, funcionários e professores) Texto em Verso 1º prémio: Andorinhas, Fernanda Carmen Neves, professora 3º prémio: Queria tanto voar, Zulmira Nascimento, encarregada de educação Texto em Prosa 1º prémio: Momentos de vida, Marco Morgado, agente operacional

Nota do júri O Júri congratula-se com a participação dos elementos da comunidade escolar, ressalta a qualidade dos textos, principalmente os de poesia lírica, em especial, os da autoria de Fernanda Carmen Neves (3º Escalão). Destaca, ainda, a relevante participação dos formandos dos Cursos Nocturnos, particularmente a modernidade do poema premiado em primeiro lugar no I escalão, da autoria da formanda Firmina Lima. António Vilas-Boas (professor de Língua Portuguesa) Ângela Coimbra (professora de Matemática Daniel Tomé (aluno do 12.º F) Lúcia Silva (representante da Porto Editora) Virgínia Baltazar (agente operacional – equipa da BE)
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EXTRACTOS Oh! Naquela nuvem
Oh! Naquela nuvem Eu vejo o sol Ai! Se o pudesse agarrar Para com ele brincar, Brincar… E esquecer o mundo!
(Maria do Rosário Padrão, FEBN 4)

As Nuvens
As nuvens fazem-me lembrar cavalos. Na minha aldeia, nas férias, via cavalos e uma égua Árabe muito elegante. Os melhores cavalos do mundo corriam, Saltavam e olhavam para nós com olhos Leais que mais pareciam olhos de gente.
(Firmina Lima, FEBN 4)

Quando eu morrer e tu ficares

quando eu morrer, e tu ficares e te disserem para chorares não chores, por mim somente pega em tudo, o que sobrou no que o tempo não apagou e apaga-me para sempre
José Carlos Coelho Correia, FESN 2 5

Criminoso Insuspeito

Rendo na pesa fos. 3.18.5.
Os meus neurónios esforçavam-se ao máximo para tirar algum sentido desta mensagem. Não demorou muito para que as letras se começassem a organizar na minha cabeça. A neblina desapareceu, tudo ficou claro. O f era a primeira letra na realidade. Fernando Pessoa, o autor preferido de Clara. Só faltava decifrar os números, ficava para mais tarde.
(Joana Nair Cardoso, 10º B)

Momentos de vida Eu...
Era uma criança perdida por terras de Trás-os-Montes, era um sonhador que gostava de viajar pelo mundo. Fiz-me um homem, sempre a lutar a vida inteira. E hoje continuo aqui, com o mesmo olhar de sempre. Hoje já não sou a criança que era, mas sou o mesmo de sempre, no mesmo caminho, sempre com o mesmo olhar inocente que tinha quando era pequeno.
(Marco Morgado, Agente Operacional)

O meu pai e eu
Quando era pequena, vivia à beira do rio Leça, em Ermesinde. A nossa casa era a última da rua, e esta acabava num campo. O único carro que por aquele sítio andava era o nosso. Havia muitas crianças no meu lugar. Brincávamos na rua, pois não havia perigo. De verão íamos para o rio tomar banho. As águas, nessa altura, eram límpidas e havia muitos peixes.
Maria Teresa Reuss, FEBN 4

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AUTOR DO MÊS Março – Nuno Crato
Resumo da actividade Estiveram envolvidas na actividade 8 turmas de 9º ano, 3 turmas de 10º e 2 de 11º. Os trabalhos produzidos foram de vários tipos: * trabalho escrito * cartaz * apresentação em power point * filme A maior parte dos trabalhos foi apresentado às respectivas turmas (tendo havido, até, um trabalho de 9º ano apresentado a uma turma de 7º) e expostos na Biblioteca. Além de terem sido feitas biografias do autor seleccionado, Nuno Crato, são de referir, por exemplo, trabalhos sobre: * * * * * * * * * Número de Ouro Número Pi GPS Máquina Enigma Probabilidades e Estatística Escher Geometria do papel A4 Fractais de Pollock "29 de Fevereiro".

Esta actividade estava inserida nos Planos Curriculares das turmas envolvidas. Em alguns casos teve a colaboração de professores de outras disciplinas tais como: Língua Portuguesa, Físico-Química, História, Educação Visual e História da Cultura e das Artes.
(Ângela Coimbra) 7

Maio – Helena Leote

África

África, continente berço da humanidade, continente marcado pelo domínio e exploração, continente em busca de si próprio.

Reforçando a luta dos povos africanos pela liberdade, a ONU proclamou o dia 25 de Maio como O Dia de África.

A ESE celebrou este dia com exposições e um encontro com a escritora Helena Leote.

Na BE, pôde observar-se uma mostra de arte africana, em diferentes expressões, e outra de memórias de África, com flashes biográficos de retornados ou refugiados da descolonização, membros da comunidade escolar. O encontro com a escritora Helena Leote centrou-se na apresentação da obra Kazumbi: o feitiço de Namibe, uma autobiografia ficcionada.
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A sessão foi aberta pelo Director da Escola, seguida de um momento musical alusivo ao tema, por alunos do 11.º C.

Aos alunos do 9.º A coube apresentar a autora, com base em extractos da obra. Helena Leote seduziu os presentes, cativando-os com o seu poder comunicativo. A heroína, Marianika, era uma jovem enfeitiçada pelo Kazumbi a que o pai, em momentos difíceis, sempre recorria para lhe lembrar, que há sempre soluções escondidas dentro de nós, uma espécie de Abre-te Sésamo. A plateia foi envolvida pela magia de África, pela beleza da terra que associa sol, água e deserto. Terra rica de diversidade, que se entranha, determina sensibilidades, maneiras de ser e estar e que gera uma saudade infinda. Vivências que só os protagonistas conseguem avaliar. Kazumbi: o feitiço do Namibe aborda as contingências de uma adolescente e família que viveu o drama da descolonização. Precisamos de obras análogas para através delas atingirmos o sentir global. É tempo dos portugueses encararem esta fase da sua História, reconciliarem-se com o passado e encontrarem o seu Kazumbi. Comemorar O Dia de África foi uma actividade co-dinamizada pela BE e pelo docente Orlando Costa que contou ainda com a colaboração das professoras Francisca Silva e Isabel Nogueira, bem como dos alunos do 11.º C e 9.º A.
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OBSERVATÓRIO NET

Ciência Hoje http://www.cienciahoje.pt/

O nome é uma referência para aqueles que pretendem acompanhar o que de mais actual vai acontecendo no mundo científico. Ouse explorar e deixe-se surpreender.

“HIV não se apega pela amizade”
(Vigília contra a discriminação por HIV – Projecto Vida e Saúde)

Amigos e esclarecidos porque lêem as obras de BE sobre o assunto

Ler enriquece. Ler está na moda!

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NOVAS AQUISIÇÕES

“O principal objectivo desta publicação consiste em repensar, no contexto actual, os modos de inscrição da sexualidade no ser e no agir do homem: no corpo, nos sentimentos, nas relações interpessoais, na visão do mundo e da vida, no projecto de formação para a felicidade”.

Atlas Visual da Ciência

A BE recebeu seis volumes desta colecção oferecidos pelo alunos desta escola, Ana Ribeiro, Ana Almeida, Joana Mata e António Ascensão, da Turma do 12.º C, participantes no Concurso N@Escolas, promovido pelo DN, em representação do Jornal ESE on line.
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ANDORINHAS

Manhã primaveril. O sol trigueiro Distende os braços, mole e pachorrento, E afaga o casario sonolento, Beijando a sua alvura, sorrateiro… E Serpa acorda ao sol namoradeiro… Sob os beirais, em vasto acampamento, Chilreiam, num concerto turbulento, Centenas de andorinhas num terreiro…

Volteiam, num vaivém vertiginoso, Os pais destas vorazes avezinhas. Nos bicos, vai sustento saboroso…

Também eu tinha duas andorinhas, Criadas no meu ninho precioso… Mas voaram… Adeus!... (Já não são minhas!…)
(Fernanda Carmen, Professora)

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