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Rescisão contratual aviso prévio

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Rescisão contratual - Aviso Prévio 27 de Novembro de 2012

Em face da publicação da Portaria MTE nº 1.815, de 31.10.2012 - DO U de 01.11.2012, e ste proce dim e nto foi atualizado. Tópico atualizado: 27. Mode los.

Rescisão contratual - Aviso Prévio

Sumário 1. Introdução
1.1 Im portante

2. Finalidade 3. Prazo 4. Formas
4.1 Aviso pré vio trabalhado 4.2 Aviso pré vio inde nizado 4.2.1 R e scisão por iniciativa do e m pre gador (dispe nsa se m justa causa) 4.2.2 R e scisão por iniciativa do e m pre gado (pe dido de de m issão) 4.2.3 O aviso pré vio inde nizado e a data da baix a na C arte ira de Trabalho e Pre vidê ncia Social (C TPS) 4.2.4 Inte gração do valor re lativo à alim e ntação (vale -alim e ntação, tick e t-re staurante , ce sta básica e tc.) na re m une ração do e m pre gado para fins de cálculo do aviso pré vio inde nizado 4.3 Aviso pré vio "cum prido e m casa"

5. Pagamento das verbas rescisórias - Prazo
5.1 Aviso pré vio trabalhado 5.2 Aviso pré vio inde nizado ou dispe nsa do se u cum prim e nto 5.3 Aviso pré vio "cum prido e m casa" 5.4 C ontage m do prazo 5.4.1 Pe dido de de m issão com cum prim e nto parcial do aviso pré vio - Prazo para quitação das ve rbas re scisórias

6. Redução da jornada - Dispensa sem justa causa
6.1 Diária (2 horas) 6.1.1 Jornada diária infe rior a 8 horas ou 7h20m in (44 horas se m anais) 6.2 R e dução facultativa (e m dias) 6.3 Mom e nto da re dução 6.4 De scum prim e nto pe lo e m pre gador 6.5 R e scisão por iniciativa do e m pre gado (pe dido de de m issão) 6.6 Jurisprudê ncia

7. Integração ao tempo de serviço
7.1 Assistê ncia ao e m pre gado na re scisão do contrato de trabalho 7.2 Assistê ncia e m localidade dive rsa da pre stação de se rviço - Possibilidade

8. Reconsideração
8.1 C om pe nsaçõe s de horário de trabalho

9. Recusa do empregado 10. Falta de aviso
10.1 Pe lo e m pre gador 10.2 Pe lo e m pre gado 10.3 R e cusa do e m pre gador - Im pe dim e nto do cum prim e nto do aviso pré vio conce dido pe lo e m pre gado

11. Liberação do cumprimento
11.1 R e scisão por iniciativa do e m pre gador 11.1.1 Libe ração do cum prim e nto do aviso pré vio - R e ajuste salarial cole tivo e inde nização adicional Im plicaçõe s - C om e ntários 11.2 R e scisão por iniciativa do e m pre gado 11.3 R e scisão por iniciativa do e m pre gador - O bte nção de novo e m pre go pe lo e m pre gado

12. Remuneração
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12. Remuneração

12.1 Salário pago por com issão 12.1.1 Aviso pré vio inde nizado - Apuração 12.1.2 Aviso pré vio trabalhado - Apuração 12.2 Salário por tare fa 12.2.1 Aviso pré vio inde nizado 12.2.2 Aviso pré vio trabalhado 12.3 Inclusão de horas e x tras 12.3.1 Aviso pré vio inde nizado 12.4 Gorje tas - Não-re pe rcussão no aviso pré vio 12.5 Gratificação se m e stral - Não-re pe rcussão no aviso pré vio

13. Aumentos salariais no curso do aviso 14. Não-cumprimento pelo empregado - Consequências
14.1 Fale cim e nto do e m pre gado no curso do aviso pré vio

15. Justa causa - Culpa recíproca
15.1 Falta grave com e tida pe lo e m pre gado 15.1.1 Aplicação de suspe nsão disciplinar no curso do aviso pré vio - C om e ntários 15.2 Falta grave com e tida pe lo e m pre gador 15.3 C ulpa re cíproca

16. Indenização adicional 17. Estabilidade provisória
17.1 Gravide z confirm ada no curso do aviso pré vio trabalhado - Estabilidade provisória - C onside raçõe s

18. Contrato a prazo determinado
18.1 Inde nização 18.2 Prazo inde te rm inado - Equiparação 18.3 C ontrato de e x pe riê ncia 18.4 C ontrato a prazo de te rm inado com re dução de e ncargos - Le i nº 9.601/1998

19. Afastamento durante o aviso prévio
19.1 Aux ílio-doe nça 19.2 Acide nte do trabalho 19.2.1 Estabilidade do e m pre gado acide ntado - C om e ntários 19.2.2 Ex am e m é dico - Im plicaçõe s

20. Férias
20.1 Pe dido de de m issão durante as fé rias - C onside raçõe s

21. Dissolução da empresa
21.1 Ence rram e nto norm al das atividade s 21.2 Falê ncia 21.3 Força m aior

22. Casos especiais
22.1 Em pre gado dom é stico 22.2 Estagiário 22.3 R ural 22.4 Te m porário 22.5 R e pre se ntante com e rcial autônom o 22.6 Profe ssor 22.7 Em pre gados abrangidos pe lo re gim e de trabalho a te m po parcial

23. Prescrição
23.1 Trabalhadore s urbanos e rurais (e m pre gados ce le tistas) 23.2 Me nore s 23.3 Trabalhadore s avulsos

24. Encargos sociais - Incidências 25. Penalidades - Multas 26. Jurisprudência
26.1 Súm ulas do Tribunal Supe rior do Trabalho (TST) 26.2 Aviso pré vio - R e gulam e ntação 26.3 C ontrato de e x pe riê ncia - C láusula asse curatória de dire ito re cíproco de re scisão ante cipada 26.4 Aviso pré vio - Prazo 26.5 Aviso pré vio trabalhado com re dução facultativa de 7 dias - C ontage m do prazo para pagam e nto das ve rbas re scisórias 26.6 Aviso pré vio inde nizado - Anotação na C TPS da data de saída 26.7 Aviso pré vio "cum prido e m casa" 26.8 Aviso pré vio "cum prido e m casa" - Prazo para quitação das ve rbas re scisórias www.iobonline.com.br/print/module/print.html?source=printLink 2/89

27/11/12 www.iobonline.com.br/print/module/print.html?source=printLink 26.8 Aviso pré vio "cum prido e m casa" - Prazo para quitação das ve rbas re scisórias 26.9 Aviso pré vio trabalhado - Prazo para quitação das ve rbas re scisórias 26.10 Aviso pré vio - Prazo para quitação das ve rbas re scisórias - C ontage m do prazo 26.11 Aviso pré vio - Falta de re dução da jornada e re alização de horas e x tras - C onse qüê ncias 26.12 Aviso pré vio inde nizado - Inte gração para e fe itos le gais 26.13 Aviso pré vio - R e conside ração 26.14 Aviso pré vio - Form alização 26.15 Aviso pré vio - Pe dido de de m issão - Não-cum prim e nto pe lo e m pre gado - C onse qüê ncia 26.16 Irre nunciabilidade do aviso pré vio 26.17 Aviso pré vio - Princípio da irre nunciabilidade - Não-aplicação ao pe dido de de m issão 26.18 Aviso pré vio - Princípio da irre nunciabilidade - O bte nção de novo e m pre go - C onse qüê ncias 26.19 Aviso pré vio - Inte gração de horas e x tras 26.20 Aviso pré vio inde nizado - Prazo para quitação das ve rbas re scisórias 26.21 Aviso pré vio - Pre stação de horas e x tras - Inadm issibilidade 26.22 Aviso pré vio - R e ajustam e nto cole tivo de salário no se u curso 26.23 Aviso pré vio - Não-cum prim e nto - Inde nização 26.24 Aviso pré vio - Dispe nsa se m justa causa - C um prim e nto parcial 26.25 Aviso pré vio - Prática de atos faltosos 26.26 Aviso pré vio - Inde nização adicional 26.27 Aviso pré vio - Estabilidade provisória 26.28 Aviso pré vio - C ontrato de e x pe riê ncia 26.29 Aviso pré vio - Afastam e nto por m otivo de doe nça 26.30 Aviso pré vio - Falê ncia 26.31 Aviso pré vio - Profe ssor 26.32 Aviso pré vio - Falta de assistê ncia sindical - Em pre gado com m ais de um ano de se rviço - Hipóte se de validade 26.33 Aviso pré vio - Adoção de jornada variada pe la e m pre sa - Ine ficácia 26.34 Aviso pré vio - C om unicação de suspe nsão inde te rm inada do e m pre gado 26.35 Aviso pré vio - Participação nos lucros - Proje ção do te m po 26.36 Aviso pré vio - Analfabe to - Validade 26.37 Aviso pré vio - Trabalhador e m barcado 26.38 Aviso pré vio - Me nor de de zoito anos - Form alidade s 26.39 Em pre gado dom é stico - Pre scrição 26.40 Aviso pré vio inde nizado - Pre scrição - Te rm o inicial 26.41 Trabalho noturno - R e dução da jornada - Ne ce ssidade 26.42 C ontrato de safra 26.43 Aviso pré vio inde nizado - Incidê ncia do pe rce ntual de 40% do FGTS - Fix ação - C rité rio

27. Modelos

1. Introdução

A C onstituição Federal/1988 , art. 7º , XXI, prevê que é direito dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, o aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de 30 dias, nos termos da Lei.

1.1 Importante

AVISO-PRÉVIO PROPORC IONAL AO TEMPO DE SERVIÇ O - LEI Nº 12.506/2011 - IMPLIC AÇ ÕES TRABALHISTAS O Governo Federal sancionou a Lei nº 12.506/2011 para determinar que o aviso-prévio, de que trata o C apítulo VI do Título IV da C onsolidação das Leis do Trabalho (C LT), aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452/1943 , será concedido na proporção de 30 dias aos empregados que contem até 1 ano de serviço na mesma empresa.

Nota

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De acordo com a Súmula TST nº 441 o direito ao aviso prévio proporcional ao tempo de serviço somente é assegurado nas rescisões de contrato de trabalho ocorridas a partir da publicação da Lei nº 12.506/2011 (DOU 1 de 13.10.2011)

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1 de 13.10.2011)

Ao aviso-prévio ora mencionado, serão acrescidos 3 dias por ano de serviço prestado na mesma empresa, até o máximo de 60 dias, perfazendo um total de até 90 dias. A citada Lei entrou em vigor na data de sua publicação, ou seja, 13.10.2011. C umpre ressaltar que, as perguntas e respostas contidas neste texto sobre as implicações legais do avisoprévio proporcional ao tempo de serviço, não têm a finalidade de esgotar o assunto e tampouco representar um entendimento único e pacífico sobre as diversas dúvidas que atualmente pairam sobre a mencionada Lei. Desta forma, como a Lei nº 12.506/2011 não trouxe os esclarecimentos necessários sobre as várias implicações legais decorrentes da aplicação do aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço e, até que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) venha a publicar uma portaria ou instrução normativa ou outro ato legal disciplinando tais implicações, recomendamos, por medida preventiva, que o empregador consulte antecipadamente, o órgão regional do MTE e a entidade sindical da respectiva categoria profissional, a fim de obter as orientações cabíveis e adotar a posição que julgue mais adequada diante dos casos concretos. Recorda-se, por fim, que a decisão final sobre as controvérsias decorrentes da aplicação da Lei nº 12.506/2011 competirá ao Poder Judiciário desde que intentada a competente ação. Havendo qualquer manifestação oficial por parte dos órgãos competentes sobre o tema, voltaremos a informar. 1 - Se o empregado pedir demissão do emprego estará obrigado a cumprir todo o período do aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço? (Exemplo: supondo-se um empregado com 22 anos de serviço na mesma empresa e que venha pedir demissão. Deverá cumprir 90 dias de aviso-prévio?). Lembra-se que o caput do art. 1º da citada lei menciona "...será concedido na proporção de 30 (trinta) dias aos empregados que contem até 1 (um) ano de serviço na mesma empresa." (grifamos). R.: Depreende-se que no pedido de demissão, o empregado tem o dever de conceder o aviso-prévio ao seu empregador. Para tanto, observar que a Lei nº 12.506/2011 ao fazer remissão ao aviso-prévio de que trata o C apítulo VI do Título IV da C onsolidação das Leis do Trabalho - C LT , aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452/1943 , se referiu de forma inequívoca aos seus arts. 487 a 491. Assim, tendo em vista que o caput e o § 2º do art. 487 da C LT dispõem que a parte que, sem justo motivo, quiser rescindir o contrato de trabalho, deverá préavisar a outra de sua resolução, e que a falta da concessão do aviso-prévio por parte do empregado, dá ao empregador o direito de descontar os salários correspondentes ao prazo respectivo, a obrigação da concessão do aviso-prévio alcança tanto o empregador quanto os seus empregados. Entretanto, ressaltamos a existência de entendimento contrário. Veja Nota no final deste subitem. 2 - A contagem dos 3 dias de acréscimo por ano de serviço prestado na mesma empresa deve ser entendida de que forma? (Exemplo: empregado tem 1 ano e 3 meses na empresa e é dispensado sem justa causa. Terá um aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço de apenas 30 dias ou de 33 dias, que representa os 30 dias mínimos de aviso e mais 3 dias por já ter mais de 1 ano trabalhado na mesma empresa?). R.: Em razão do parágrafo único do art. 1º da Lei nº 12.506/2011 dispor que "ao aviso prévio previsto neste artigo serão acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa, até o máximo de 60 (sessenta) dias, perfazendo um total de até 90 (noventa) dias", conclui-se que o acréscimo de 3 dias a cada ano trabalhado pelo empregado, será devido após completar 1 ano seguinte àquele que lhe garantiu os 30 dias iniciais, ou seja, com 2 anos completos de serviço ao mesmo empregador, estarão garantidos 33 dias de aviso, equivalentes aos 30 dias do 1º ano e mais 3 dias do 2º ano, e assim sucessivamente, de modo que o período máximo de 90 dias de aviso-prévio só será garantido ao empregado com 21 anos ou mais de serviço prestado na mesma empresa. Veja tabelas adiante e nota constante do no final deste subitem. 3 - O período completo de aviso-prévio poderá ser tanto trabalhado como indenizado? (Exemplo: se for concedido um aviso-prévio de 90 dias, o empregado cumprirá efetivamente os 90 dias, ou deverá cumprir apenas 30 dias de forma trabalhada e o restante do período indenizado?). R.: O instituto do aviso-prévio preconizado na C LT admite apenas duas situações de pagamento: por meio do trabalho prestado durante o período do aviso ou por meio de indenização do período não trabalhado. Assim, ainda que haja o aviso-prévio de 30 dias no mínimo, acrescidos de 3 dias por ano trabalhado até o limite máximo de 90 dias, este aviso não perde a característica de ser remunerado de forma trabalhada ou indenizada. Ressalve-se, contudo, que o documento coletivo de trabalho da categoria profissional poderá estabelecer a forma mista de remuneração do aviso, ou seja, uma parte do período do aviso será trabalhada e o restante indenizado. Veja nota constante do final deste subitem. 4 - Se o aviso-prévio for indenizado, haverá projeção normal do período do aviso para fins de férias, 13º salário e indenização adicional de 1 salário do art. 9º da Lei nº 7.238/1984 (dispensa no período de 30 dias que antecede a data-base da categoria profissional)? R.: A integração do período do aviso-prévio indenizado no cálculo das demais verbas rescisórias é previsto no
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R.: A integração do período do aviso-prévio indenizado no cálculo das demais verbas rescisórias é previsto no § 1º do art. 487 da C LT . Assim, sendo indenizado o período do aviso-prévio, a projeção ao seu último dia valerá, entre outras situações, para o cálculo de férias, do 13º salário e também para a indenização de 1 salário na contagem dos 30 dias que antecedem a data-base da categoria profissional. 5 - No caso da projeção do aviso-prévio indenizado, qual a data de baixa na C arteira de Trabalho e Previdência Social (C TPS) do trabalhador? Será anotada na C TPS a data da saída física do trabalhador ou a data final da projeção do aviso? R.: O inciso I do art. 17 da Instrução Normativa SRT nº 15/2010 e a Orientação Jurisprudencial SDI 1 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) nº 82, esclarecem que a data da baixa na C TPS do empregado é o último dia da projeção do período de aviso-prévio. Veja o disposto no subitem 4.2.3 acerca das controvérsias sobre este tema. 6 - A incidência do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) sobre o aviso-prévio indenizado continuará sendo aplicada normalmente? R.: A incidência do FGTS é normal tanto para o aviso-prévio trabalhado como para o indenizado, conforme Súmula TST nº 305. 7 - No caso de aviso-prévio trabalhado de empregado dispensado sem justa causa, a sua opção pela redução diária de 2 horas da jornada normal ou por 7 dias corridos, conforme o art. 488 da C LT , continuará normalmente sem alterações, ou, a redução em dias corridos passará a ser proporcional de acordo com o número total de dias do aviso? (Exemplo: se o aviso é de 30 dias, a redução será de 7 dias, assim como o aviso de 90 dias dará direito à redução de 21 dias corridos?) R.: O art. 488 da C LT prevê que na dispensa sem justa causa, o horário normal de trabalho do empregado será reduzido em 2 horas diárias ou por 7 dias corridos de acordo com a opção do empregado. Assim, uma vez guardadas as devidas proporções, havendo a concessão do aviso-prévio por parte do empregador, o empregado que tiver aviso-prévio com duração superior a 30 dias de trabalho, deverá fazer jus, na hipótese de opção pela redução do cumprimento do aviso em número de dias, a uma escala proporcional de 7 a 21 dias, conforme o aviso-prévio lhe seja devido de 30 a 90 dias. Entretanto, há doutrinadores que defendem o posicionamento de que o mencionado art. 488 da C LT não sofreu qualquer alteração. - Veja tabela adiante de redução proporcional do aviso, lembrando-se que as frações de dias, convertidas em horas e minutos poderão ser arredondadas para a concessão de mais um dia de redução a critério do empregador, ou redução da fração em horas e minutos. Veja, também, a nota constante do final deste subitem 8 - O prazo de pag amento das verbas rescisórias (art. 477 da C LT ) continuará o mesmo, ou seja, 1 dia após o término do cumprimento do aviso trabalhado e 10 dias, se for aviso indenizado? R.: Sim. O prazo para quitação das verbas rescisórias se dará até o 1º dia útil imediato ao término do contrato ou até o 10º dia, contado da data de notificação da demissão, quando da ausência do aviso-prévio, indenização do mesmo ou dispensa de seu cumprimento, nos termos do § 6º do art. 477 da C LT . Observar, ainda, que nos termos do art. 21 da Instrução Normativa SRT nº 15/2010 ficou estabelecido que, quando o aviso-prévio for cumprido parcialmente, o prazo para pagamento das verbas rescisórias ao empregado será de 10 dias contados a partir da dispensa de cumprimento do aviso-prévio, salvo se o termo final do aviso ocorrer primeiramente. 9 - Os prazos para realização dos ex ames médicos demissionais da Norma Regulamentadora (NR 7 ) continuarão os mesmos já existentes? R.: Sim, nos mesmos prazos estipulados no subitem 7.4.3.5 da NR 7 , que dispõe sobre o Programa de C ontrole Médico de Saúde Ocupacional (PC MSO). 10 - C omo deverão sem lançados os valores referentes ao acréscimo do aviso-prévio no Termo de Rescisão do C ontrato de Trabalho (TRC T) e no Sistema Homolognet? R.: O TRC T aprovado pela Portaria MTE nº 1.621/2010 , alterada pela Portaria MTE nº 1.057/2012 , em seus campos 25, 69, 70, 71 e 103 relacionados ao aviso-prévio são preenchidos normalmente como já era feito antes da publicação da Lei nº 12.506/2011 que estipulou o aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço. Quanto ao sistema Homolognet, aprovado pela Portaria MTE nº 1.620/2010 , aguarda-se que o MTE faça os devidos ajustes no sistema a fim de se permitir o cômputo do aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço com duração de até 90 dias. 11 - Quais as informações e procedimentos a serem adotados quanto ao acréscimo do aviso-prévio no tocante à Guia de Recolhimento Rescisório do FGTS (GRRF) e à Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP) (informação da movimentação do empregado)? R.: Deve-se aguardar que as versões da GRRF e da GFIP possam sofrer as adaptações em seus sistemas a fim

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R.: Deve-se aguardar que as versões da GRRF e da GFIP possam sofrer as adaptações em seus sistemas a fim de recepcionar o aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço de até 90 dias. 12 - Os empregados domésticos estão abrangidos pela Lei nº 12.506/2011 que trata do aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço? R.: Sim. Os empregados domésticos estão abrangidos pela Lei nº 12.506/2011 , tendo em vista que o inciso XXI do art. 7º da C onstituição Federal (C F/1988) que trata do aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço foi expressamente garantido à categoria dos trabalhadores domésticos de acordo o parágrafo único do art. 7º da C F/1988 . 13 - O que deve ser entendido como tempo de serviço para fins de aplicação da Lei nº 12.506/2011 ? R.: Deverão ser entendidos como tempo de serviço para fins de aplicação da Lei nº 12.506/2011 todos os períodos de interrupção do contrato de trabalho, quais sejam: aqueles em que o empregado não sofra perda de sua remuneração em função das ausências legais previstas no art. 473 da C LT e em outros dispositivos legais expressos que garantam a manutenção da remuneração do empregado em caso de ausências em determinadas condições. Também não descaracterizam o cômputo do tempo de serviço para fins do período do aviso-prévio que o empregado tiver direito, os períodos de afastamento por motivo de licenças-maternidade e paternidade, auxílios-doença acidentário e previdenciário, cumprimento das exigências do serviço militar, entre outras situações legais.

TABELA DE AVISO-PRÉVIO PROPORCIONAL AO TEMPO DE SERVIÇO - LEI Nº 12.506/2011

TABELA DE REDUÇÃO PROPORCIONAL DE CUMPRIMENTO DO AVISO-PRÉVIO - ART. 488 DA CLT

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Não obstante os entendimentos mencionados neste subitem esclarecemos que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgou em maio/2012, em seu site, no endereço: http://portal.mte.gov.br/legislacao/20124.htm, a Nota Técnica nº 184/2012, não divulgada no Diário Oficial da União (DOU), a qual não tem força coercitiva, que traz os entendimentos daquele Ministério acerca do tema. Entendimentos estes que em alguns pontos diferem dos mencionados neste subitem._

Nota

2. Finalidade

O aviso prévio é concedido nos contratos a prazo indeterminado e a prazo determinado, desde que, neste último, haja expressa cláusula assecuratória de direito recíproco de rescisão antecipada e tal direito seja exercido por qualquer das partes. C oncedido pelo empregador, possibilita ao empregado a procura de novo emprego. Por outro lado, se o empregado pede demissão, a finalidade é dar ao empregador a oportunidade de contratar outro empregado para o cargo.

3. Prazo

A parte que, sem justo motivo, quiser rescindir o contrato de trabalho poderá fazê-lo, desde que dê ciência à outra parte de sua intenção com antecedência mínima de 30 dias. A contagem do prazo inicia-se a partir do dia seguinte ao da comunicação. Observe-se que a Lei nº 12.506/2011 determinou que o aviso-prévio, de que trata o C apítulo VI, do Título IV, da C LT , será concedido na proporção de 30 dias aos empregados que contem até 1 ano de serviço na mesma empresa. A este aviso-prévio serão acrescidos 3 dias por ano de serviço prestado na mesma empresa, até o máximo de 60 dias, perfazendo um total de até 90 dias. Observar que o referido prazo pode ser dilatado por força de documento coletivo de trabalho ( acordo, convenção ou sentença normativa ) da respectiva categoria profissional, regulamento interno da empresa ou liberalidade do empregador.
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liberalidade do empregador.

4. Formas

4.1 Aviso prévio trabalhado

Ocorre quando o empregado trabalha normalmente durante o prazo do aviso prévio (seja o aviso prévio recebido do empregador ou concedido pelo empregado).

AVISO PRÉVIO TRABALHADO - EXEMPLO Empregado recebe ou concede aviso prévio de 30 dias no dia 02.05.2012 e trabalha até o dia 1º.06.2012.

4.2 Aviso prévio indenizado

4.2.1 Rescisão por iniciativa do empregador (dispensa sem justa causa)

Neste caso, o empregador dispensa o empregado, sem justa causa, e não concede o aviso prévio, lhe indenizando, portanto, o valor correspondente.

AVISO PRÉVIO INDENIZADO - RESCISÃO POR INICIATIVA DO EMPREGADOR - EXEMPLO Empregador dispensa sem justa causa o empregado no dia 02.05.2012, sem conceder o aviso prévio: - indenização: valor que o empregado receberia caso trabalhasse até o final do aviso prévio mais o valor das médias da parte variável da remuneração, quando for o caso.

4.2.2 Rescisão por iniciativa do empregado (pedido de demissão)

Hipótese em que o empregado pede demissão e não quer cumprir o aviso prévio, o que lhe acarreta o desconto do valor correspondente nas verbas rescisórias, ou seja, o empregado indeniza o empregador da falta de cumprimento do aviso prévio a que se obrigou.

AVISO PRÉVIO INDENIZADO - RESCISÃO POR INICIATIVA DO EMPREGADO - EXEMPLO a) Empregado pede demissão no dia 02.05.2012 e declara a intenção de não cumprir o aviso prévio, autorizando expressamente a empresa (por escrito) a deduzi-lo das verbas rescisórias, posto que pretende desvincular-se imediatamente da empresa. Nesse caso temos a indenização no valor dos salários correspondente ao prazo respectivo; b) Empregado pede demissão no dia 02.05.2012 e não faz qualquer declaração expressa de sua intenção de não cumprir o aviso prévio, tampouco autoriza a dedução do valor correspondente nas verbas rescisórias, mas falta injustificadamente todo o período do aviso. Neste caso, a data da baixa na C TPS é o último dia do aviso. C onsequentemente, a empresa não paga os dias de aviso não cumpridos, e as faltas injustificadas no curso do aviso poderão ser computadas pela empresa para fins de redução das férias proporcionais, e, conforme o caso, perda do avo proporcional de 13º salário do mês que não haja pelo menos 15 dias trabalhados.

4.2.3 O aviso prévio indenizado e a data da baixa na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS)
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(CTPS)

Quando a ruptura do contrato de trabalho ocorre por iniciativa do empregador e sem justo motivo, figura entre as verbas rescisórias devidas ao empregado dispensado o aviso prévio, cabendo ao empregador optar pela concessão do aviso na sua forma trabalhada ou indenizada. Havendo a opção pela concessão do aviso prévio indenizado surge a dúvida relativa à data da rescisão contratual que deve constar na C TPS do trabalhador, ou seja, deve-se fazer a aposição do último dia trabalhado ou da data do último dia de projeção do aviso prévio indenizado, uma vez que este integra o tempo de serviço do empregado? A doutrina e a jurisprudência trabalhista não são pacíficas acerca do tema. A questão não é de fácil solução. Assim, vejamos. A C onsolidação das Leis do Trabalho (C LT) estabelece em seu art. 487, § 1º, que a falta do aviso prévio por parte do empregador dá ao empregado o direito aos salários correspondentes ao prazo do aviso, garantida, sempre, a integração desse período no seu tempo de serviço. O art. 477 do mesmo diploma legal em seu parágrafo 6º, acrescido pela Lei nº 7.855/1989 , determina que o pagamento das verbas rescisórias deve ocorrer até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato (aviso prévio trabalhado) ou até o 10º dia, contados da data da notificação da demissão, quando da ausência do aviso prévio, indenização deste ou dispensa do seu cumprimento. Da análise dos 2 artigos mencionados é forçoso concluir que a integração do prazo do aviso prévio indenizado ao tempo de serviço do empregado ocorre apenas para alguns efeitos, não estando incluído entre eles o término efetivo da relação empregatícia, posto que, se assim o fosse, o término do contrato ocorreria no último dia de projeção do aviso, o que acarretaria por consequência o pagamento das verbas rescisórias no 1º dia útil após o término do contrato e não no 10º dia após a comunicação da demissão conforme determina a C LT , art. 477 , § 6º , alínea "b". Ademais, há que se lembrar de que a C TPS não é documento apenas trabalhista, mas também previdenciário, e tem, além de outras finalidades, a de retratar a vida profissional do trabalhador para fins de direitos a benefícios, alguns dos quais tem por base o efetivo exercício de atividade. No âmbito jurisprudencial observase a existência da Orientação Jurisprudencial nº 82 e da Súmula nº 371, ambas do Tribunal Superior do Trabalho, a saber: - OJ nº 82 - "A data de saída a ser anotada na C TPS deve corresponder à do término do prazo do aviso prévio, ainda que indenizado. (Inserida em 28.04.1997)" - Súmula nº 371 - "A projeção do contrato de trabalho para o futuro, pela concessão do aviso prévio indenizado, tem efeitos limitados às vantagens econômicas obtidas no período de pré-aviso, ou seja, salários, reflexos e verbas rescisórias. No caso de concessão de auxílio-doença no curso do aviso prévio, todavia, só se concretizam os efeitos da dispensa depois de expirado o benefício previdenciário. (Resolução TST nº 129/2005 )" Observa-se que, embora a OJ nº 82 inserida em 1997 tenha determinado que a data da baixa na C TPS deve corresponder à do último dia do aviso prévio, a Súmula nº 371 de 2005, portanto posterior àquela, dispõe que o efeito da projeção do contrato limita-se às vantagens econômicas, portanto, não ocasionando a projeção para fins de contagem de tempo de serviço. Ressalta-se que a Súmula divulga o entendimento consubstanciado do TST sobre determinado assunto, o qual orienta as decisões das Turmas e dos demais órgãos do mencionado Tribunal, ao passo que a Orientação Jurisprudencial (OJ) constitui divulgação de que há precedentes jurisprudenciais naquele sentido advindos, dentre outros, das 5 Turmas e da Seção de Dissídios Individuais (SDI). Por todas as razões anteriormente expostas, entendemos que no caso de concessão de aviso prévio indenizado por parte do empregador a ruptura contratual ocorre no dia da comunicação da dispensa, devendo por consequência a data da rescisão contratual a ser aposta na C TPS corresponder à do último dia de trabalho do empregado dispensado e não à do último dia do aviso prévio projetado.
Nota

De acordo com o art. 17 da Instrução Normativa SRT nº 15/2010 , que estabelece procedimentos para a assistência e homologação da rescisão do contrato de trabalho, quando o aviso prévio for indenizado, a data da saída a ser anotada na C TPS deve ser: a) na página relativa ao C ontrato de Trabalho, a do último dia da data projetada para o aviso prévio indenizado; e b) na página relativa às Anotações Gerais, a data do último dia efetivamente trabalhado.
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b) na página relativa às Anotações Gerais, a data do último dia efetivamente trabalhado. No TRC T, a data de afastamento a ser consignada será a do último dia efetivamente trabalhado. A determinação de anotar o último dia de projeção do aviso prévio indenizado na data de saída do contrato de trabalho na C TPS pode vir a ser contestada pela Previdência Social, pois conforme determina o art. 62 do Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto nº 3.048/1999 , para o empregado, a prova de tempo de serviço (considerado tempo de contribuição) para fins de concessão de benefícios previdenciários é feita com base nas anotações constantes dos contratos de trabalho registrados na C TPS. Este documento é utilizado para comprovar o tempo de atividade/contribuição anterior a 07/1994 e mesmo o tempo posterior, quando o C adastro Nacional de Informações Sociais (C NIS) apresenta falhas e, a anotação de período projetado pode levar à contagem de tempo de contribuição/serviço fictício.

Transcrevemos a seguir algumas decisões acerca do assunto, que ilustram a controvérsia relativa ao tema. Decisões favoráveis à data da baixa no último dia do aviso prévio projetado "...Aviso prévio indenizado - Data da baixa da CTPS - 'A data de saída a ser anotada na CTPS deve corresponder à do término do prazo do aviso prévio, ainda que indenizado.' (Orientação Jurisprudencial nº 82 da SDI-1 do TST) Recurso não conhecido." TST - RR 691/2000-030-02-00.0 - 4ª Turma - Rel. Min. Barros Levenhagen - DJU 09.09.2005) "Agravo de instrumento em recurso de revista - Aplicação da OJ nº 82/SBDI-1/TST, 'Aviso prévio - Baixa na CTPS - A data de saída a ser anotada na CTPS deve corresponder à do término do prazo do aviso prévio, ainda que indenizado'. Agravo de Instrumento desprovido." (TST - AIRR 2222/2003-071-09-40.0 - 4ª Turma Rela Juíza Conv. Maria de Assis Calsing - DJU 19.08.2005) "Aviso prévio - Baixa na CTPS - O aviso prévio indenizado integra o tempo de serviço do empregado para todos os efeitos legais, conforme prevê o art. 487, § 1º, da CLT , devendo coincidir, portanto, na CTPS do autor a data de saída com o término do aviso prévio. Nesse sentido pacificou-se a jurisprudência desta Corte, nos termos da Orientação Jurisprudencial nº 82 da SDI-1. Recurso de revista conhecido e provido, no particular." (TST - RR 689/2002-071-02-00.9 - 4ª Turma - Rel. Min. Milton de Moura França - DJU 18.02.2005) "Recurso de revista - Retificação da CTPS - Projeção do aviso prévio - OJ nº 82, da SBDI-1 - Provimento - De acordo com o disposto na OJ nº 82 da SBDI-1, a data de saída a ser anotada na CTPS deve corresponder à do término do prazo do aviso prévio, ainda que indenizado. Decisão em sentido contrário deve ser modificada, a fim de que se adote o referido entendimento. Recurso de Revista parcialmente conhecido e provido." (TST - RR 739.775/2001.8 - 4ª Turma - Rela Juíza Conv. Maria de Assis Calsing - DJU 03.02.2006) Decisões favoráveis à anotação da data da baixa no momento da ruptura contratual (data da comunicação da dispensa) "Aviso prévio indenizado - Anotação de baixa na carteira do reclamante - A data a ser lançada na CTPS é a do momento em que a dispensa se concretizou. Recurso de revista a que se da provimento parcial." (TST RR 148171/1994 - 1ª Turma - Rel. Min. Lourenço Prado - DJU 23.06.1995 - pág. 19689) "Recurso de revista - Estabilidade provisória - Gestante - Concepção ocorrida na projeção do aviso prévio indenizado - A projeção do contrato de trabalho para o futuro, pelo aviso prévio indenizado, tem efeitos limitados às vantagens econômicas obtidas nesse período, não abarcando a estabilidade pretendida. Recurso de Revista de que se conhece e a que se dá provimento." (TST - RR 1.031/2003-004-02-00.3 - 5ª Turma - Rel. Min. João Batista Brito Pereira - DJU 03.02.2006) "Aviso prévio indenizado - Contribuição previdenciária. Não-incidência. Inteligência do art. 214, § 9º, V, 'f', do Decreto nº 3.048/99 e art. 78 , V, 'f', da Instrução Normativa INSS/DC nº 100/2003. É certo que após a reforma da Lei Previdenciária pelo Diploma nº 9.528, de 10.12.1997, suprimiu-se do art. 28, § 9º, 'e', a expressão aviso prévio indenizado, antes existente. Contudo, nem por isso a indenização pelo aviso prévio passou a constituir verba sujeita à contribuição social, tratando-se, na espécie, de simples omissão legislativa sem maiores repercussões. A falta de aviso prévio por parte do empregador, como é cediço, dá ao empregado o direito à correspondente indenização; mas a garantia de integração desse período no seu tempo de serviço (art. 487, § 1º, CLT) está limitada às vantagens econômicas (v. g. salários, reflexos e verbas rescisórias) obtidas no interregno de pré-aviso, consoante entendimento firmado pelo Colendo Tribunal Superior do Trabalho, em sua Orientação Jurisprudencial SDI-1 nº 40. Nesse contexto, impossível elastecer o instituto para fins de incidência da contribuição previdenciária, restando acertada (e válida) a disposição contida no art. 214, § 9º, V, 'f', do Decreto nº 3.048/99 , e no art. 78, V, 'f', da Instrução Normativa INSS/DC nº 100/2003, ao declararem que o aviso prévio indenizado continua a não integrar a base de cálculo daquela contribuição. Acordo judicial. Discriminação de verbas salariais e indenizatórias. Flexibilização em relação ao postulado. Observância, todavia, aos limites lógicos e jurídicos do pedido. Fraude à lei. Invalidade. Fixada a lide trabalhista, reputa-se plenamente válido o acordo firmado pelas partes, e homologado pelo juízo, quando estiver especificada a natureza jurídica das parcelas constantes do pactuado, ainda que não correspondam exatamente aos limites oriundos do exórdio. Em sendo a transação ato bilateral e de mútuas concessões (art. 1.025 do Código Civil de 1916 e art. 840 do Novo Código Civil), deve ser perquirida à luz do princípio da razoabilidade, dispensando correlação precisa com o postulado. Entretanto, tal flexibilização não afasta a análise entre a transação e os limites lógicos dos pedidos, impondo-se a rejeição, pelo Poder Judiciário, de ato das partes destinado a fraudar a lei. Inteligência do art. 129 do CP C." (Acórdão unânime da 2ª Turma do TRT da 15ª Região - RO 000648-2003-004-15-00-0 - Rel. Juiz Luís Carlos Cândido Martins Sotero da Silva - DJ SP 19.11.2004, pág. 65)
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"Aviso prévio indenizado - Elasticidade... dar-se elasticidade maior que o legislador pátrio atribuiu ao

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"Aviso prévio indenizado - Elasticidade... dar-se elasticidade maior que o legislador pátrio atribuiu ao aviso prévio indenizado será legislar em seara alheia porque sua projeção no tempo de serviço tem só efeitos jurídicos econômicos e nada mais." (Acórdão da 6a Turma do TRT da 2ª Região RO 15738200290202007 - Rel. Juíza Jucirema Maria Godinho Gonçalves - DO SP 18.10.2002, pág. 33) "Previdenciário - Contagem do tempo de serviço - Aviso prévio não trabalhado - Impossibilidade Inviável a contagem do aviso prévio não trabalhado como tempo de serviço para fins previdenciários, dado o seu caráter indenizatório e à ausência de previsão legal que o ampare, sob pena de ofensa ao princípio da vinculação entre o custeio e as prestações previsto no § 5º do artigo 195 da Constituição Federal". (Acórdão da 5ª Turma do TRF da 4ª Região - AC 1998.04.01.020110-8/PR - Rel. para o Ac Juíza Maria Lúcia Luz Leiria DJU-e 12.01.2000, pág 143) "Cômputo do período do aviso prévio para efeito de anotação na CTPS da data de desligamento do empregado. Nas hipóteses em que o empregador tem o direito potestativo de dispensa imediata do empregado, a data a ser anotada na carteira de trabalho é a da saída, do desligamento, do rompimento de fato do contrato de trabalho, ainda que se trate de dispensa que assegure ao empregado o direito à indenização do aviso prévio. A projeção do período do aviso prévio será apenas para assegurar ao empregado o direito de ser beneficiado por qualquer espécie de vantagem que venha a surgir no período." (Acórdão unânime da 4ª Turma do TST - RR 145.546/94.1-3ª R - Rel. Min. Galba Velloso - DJU 1 09.06.1995, pág. 17.518) "Carteira de trabalho - Anotação - Aviso prévio indenizado. O aviso prévio indenizado projeta-se como tempo de serviço para efeito de receber o empregado os direitos trabalhistas a que faria jus, se trabalhando estivesse no seu curso. Na Carteira de Trabalho, todavia, a data a ser lançada é aquela que corresponda ao efetivo momento em que se deu o rompimento do contrato de trabalho, e não aquela relativa ao último dia do período do aviso indenizado, mesmo porque esta ficção jurídica não é reconhecida pela Previdência Social, seja para efeito de benefícios, seja com vistas às contribuições (art. 28, parágrafo 9º, da Lei nº 8.212 , de 24.07.91)." (Acórdão unânime da 1ª Turma do TST - RR 112.334/94.7-4ª R - Rel. Min. Indalécio Gomes Neto DJU 1 21.10.1994, pág. 28.574)

Tendo em vista a divergência existente, o empregador deverá acautelar-se diante da ocorrência concreta da situação ora retratada, devendo, antes de decidir-se pela adoção ou não do procedimento anteriormente mencionado, consultar o Ministério do Trabalho e Emprego sobre o assunto e lembrar que caberá à Justiça do Trabalho a decisão final da controvérsia, caso seja proposta ação nesse sentido.

4.2.4 Integração do valor relativo à alimentação (vale-alimentação, ticket-restaurante, cesta básica etc.) na remuneração do empregado para fins de cálculo do aviso prévio indenizado

A legislação trabalhista não obriga os empregadores a conceder alimentação (cesta básica, ticket-refeição, vale-alimentação etc.) aos seus empregados. Essa obrigatoriedade, quando existe, deflui de cláusula do documento coletivo de trabalho (acordo, convenção ou sentença normativa) da categoria profissional respectiva ou da liberalidade do empregador. O art. 444 da C onsolidação das Leis do Trabalho (C LT) estabelece que as relações contratuais de trabalho podem ser objeto de livre estipulação das partes interessadas em tudo quanto não contravenha as disposições de proteção ao trabalho, os contratos coletivos que lhes sejam aplicáveis e as decisões das autoridades competentes. Dessa forma, a alimentação constitui benefício que pode ser concedido por liberalidade da empresa ou em obediência a determinação contida no documento coletivo de trabalho da categoria profissional respectiva, havendo, ainda, a possibilidade de a empresa, para assegurá-la a seus empregados, valer-se das normas que regulamentam o Programa de Alimentação ao Trabalhador (PAT). O art. 487, § 1º, da C LT determina que o prazo do aviso prévio indenizado integra o tempo de serviço do trabalhador dispensado. O caput do art. 458 do mesmo diploma legal estabelece que: "Além do pagamento em dinheiro, compreendese no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações in natura que a empresa, por força do contrato ou do costume, fornecer habitualmente ao empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas." O Tribunal Superior do Trabalho (TST), por meio da Súmula nº 241, dispõe que: "O vale para refeição, fornecido por força do contrato de trabalho, tem caráter salarial, integrando a remuneração do empregado, para todos os efeitos legais." Não obstante o anteriormente exposto, o art. 6º do Decreto nº 5/1991 , que regulamentou a Lei nº 6.321/1976 , instituidora do PAT, determina que nos Programas de Alimentação do Trabalhador (PAT), previamente aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social (atual MTE), a parcela paga in natura pela empresa não tem natureza salarial, não se incorpora à remuneração para quaisquer efeitos, não constitui base
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de incidência de contribuição previdenciária ou do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), nem se configura como rendimento tributável do trabalhador. Da análise da legislação mencionada, conclui-se que, se o benefício em exame (alimentação) houver sido concedido por ato de vontade da empresa, independentemente de previsão no documento coletivo de trabalho ou das regras definidoras de sua concessão por intermédio do PAT (ou seja, sem aprovação prévia do Ministério do Trabalho e Emprego), a parcela do custo da alimentação suportada pela empresa caracteriza-se como verba de natureza salarial (salário indireto), integrando a remuneração do empregado para todos os efeitos legais. Por outro lado, tratando-se de concessão de alimentação por meio do PAT, o seu valor não será considerado salário in natura e, por consequência, não integrará a remuneração do trabalhador para qualquer efeito legal. C aso a alimentação seja concedida por força de cláusula inserida no documento coletivo de trabalho, a empresa deverá observar rigorosamente as condições nele previstas. No âmbito doutrinário e jurisprudencial verifica-se que a maioria defende o entendimento de que a concessão da alimentação por liberalidade da empresa implica a caracterização da mesma como parcela salarial in natura e que, quando decorrente de determinação do documento coletivo de trabalho, cabe a este (documento) determinar se a parcela em questão integra ou não a remuneração para efeito de cálculo de verbas trabalhistas. Outra corrente de entendimento, minoritária, alega que, considerando que a concessão da alimentação tem caráter social, o valor correspondente não deve ser considerado como remuneração, independentemente de ser concedido por liberalidade do empregador ou por determinação do documento coletivo de trabalho. Ante o exposto, entendemos que, se a alimentação habitualmente concedida (vale-refeição, ticket restaurante, vale-alimentação etc.) decorrer da liberalidade do empregador e, independentemente das regras da legislação que regulamenta o PAT, a parcela correspondente se enquadra nas determinações do art. 458 da C LT e, consequentemente, integra a remuneração do trabalhador para todos os efeitos legais, inclusive para os cálculos de verbas trabalhistas, exceto se a concessão do benefício se der para o trabalho e não pelo trabalho, por exemplo, se o benefício for concedido ao empregado que trabalha em local onde não haja condições de obter alimentação saudável, ainda que não se observem as regras do PAT, o valor correspondente não integrará a remuneração para qualquer efeito. Por integrar a remuneração, deve ser fornecida ao trabalhador durante o período equivalente ao aviso prévio, ainda que indenizado, ou, então, ao valor do aviso prévio indenizado a ser pago deve ser integrado o valor correspondente à alimentação que o trabalhador habitualmente recebia, sob pena de configurar redução salarial, o que é vedado pela C onstituição Federal (art. 7º , VI e X). Se a concessão da alimentação observar as regras do PAT, não há de se falar em integração do valor correspondente à remuneração por expressa disposição legal. Dessa forma, o valor correspondente não reflete no cálculo do aviso prévio. Havendo a concessão da alimentação por força de documento coletivo de trabalho, a integração ou não do valor correspondente à remuneração que servirá de base para o cálculo do aviso prévio indenizado dependerá das disposições que constar acerca do assunto no documento instituidor do direito. Reproduzimos a seguir algumas decisões judiciais acerca do tema. - Decisões favoráveis à integração do valor da alimentação à remuneração do trabalhador "Vale-alimentação - Aviso prévio indenizado - Direito ao benefício - Nos termos do art. 487, §§1o e 6o, da CLT , o aviso prévio integra o tempo de serviço do trabalhador para todos os efeitos. A expressão 'para todos os efeitos' é clara, de sorte que, mesmo em se tratando de aviso prévio indenizado, com dispensa de cumprimento em serviço, todos os benefícios a que faz jus o trabalhador devem ser contemplados no trintídio, inclusive o vale-alimentação. Com efeito, durante o período em que irá procurar recolocação no mercado, o trabalhador também precisa se alimentar, não se justificando, pois, a recusa desse importante suprimento no aviso prévio: A uma porque se trata de tempo de serviço para todos os efeitos, na forma da Lei, e a duas, porque ocorrendo a quebra contratual por iniciativa (ou culpa) do empregador, este deve arcar integralmente com as conseqüências da ruptura do vínculo de trabalho a que deu causa." (TRT 2ª Região - RO 02638-2001312-02-00 - (20050903335) - 4ª Turma - Rel. p/o Ac. Juiz Ricardo Artur Costa e Trigueiros - DOESP 13.01.2006) "Recurso de revista - Auxílio-alimentação e vale-refeição - Natureza - As vantagens pagas pelo empregador, destinadas à alimentação do empregado, possuem natureza salarial se a empresa não for participante do Programa de Alimentação do Trabalhador e se não houver estipulação em contrário, em razão do disposto no art. 458 da CLT . Recurso de Revista de que se conhece e a que se dá provimento." (TST - RR 637/2001-252-02-00.0 - 5ª Turma - Rel. Min. João Batista Brito Pereira - DJU 03.02.2006) "Alimentação - Salário in natura - Integrações - Sendo a refeição fornecida, beneficiando a reclamante, integralmente custeada pela empregadora, representa salário in natura. Portanto, integra o salário da empregada para cálculo das demais parcelas que tenham como base de cálculo sua remuneração..." (TRT 4ª Região - RO 00651.003/99-7 - 7ª Turma - Rel. Juiz Conv. Alcides Matté - J. 03.12.2003)
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"Acidente de trabalho - Trabalhador licenciado - Vale alimentação - Manutenção - Responsabilidade civil

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"Acidente de trabalho - Trabalhador licenciado - Vale alimentação - Manutenção - Responsabilidade civil do empregador - Empregado licenciado por motivo de acidente de trabalho deverá perceber o vale alimentação, enquanto perdurar seu afastamento, mantendo o mesmo status remunenatório da ativa, tendo em vista a não adoção das medidas necessárias à segurança e preservação de sua saúde por parte do empregador." (TRT 22ª Região - RO 01111-2003-001-22-00-0 - Rela Juíza Liana Chaib - DJT 21.06.2004) "Alimentação - Natureza salarial - Todo benefício concedido ao empregado é presumidamente salarial, salvo expressa disposição em contrário prevista na Constituição Federal , em lei ou em norma coletiva, ou prova de que a concessão possua caráter meramente indenizatório ou instrumental (para o trabalho). Neste sentido, presume-se que ostenta a alimentação fornecida pelo empregador, em suas diversas modalidades (incluindo-se a cesta básica), natureza inequivocamente salarial, conforme inclusive expressamente previsto no art. 458, caput, da CLT , porquanto se trata de prestação in natura que alivia o empregado de uma despesa corrente. Os termos do E. 241 do C. TST vêm em reforço desse entendimento, fixando claramente o caráter salarial do vale para refeição, fornecido por força do contrato de trabalho." (TRT 2º Região - RO 02980596390 - (20000003179) - 8ª T - Rela Juíza Wilma Nogueira de Araújo Vaz da Silva - DOE SP 08.02.2000) "Vale refeição - Integração ao salário - A parcela 'alimentação', fornecida pelo empregador, em regra, tem caráter salarial (Súmula nº 241 do TST); apenas perde essa natureza em face de disposição de norma coletiva (acordo coletivo de trabalho, convenção coletiva de trabalho ou sentença normativa) ou, ainda, por determinação legal (PAT Programa de Amparo ao Trabalhador, Lei nº 6.321/76 e Orientação Jurisprudencial nº 133 da SDI-1 do TST). Se o Regional deixa claro que não há exclusão da regra geral, por falta de prova de integração da reclamada ao PAT, e silencia quanto à existência de cláusula do instrumento normativo, o acórdão recorrido contraria a Súmula nº 241 do TST. Recurso de revista parcialmente conhecido e provido." (TST - RR 2711/2000-031-02-00.4 - 4ª Turma - Rel. Juiz Conv. José Antonio Pancotti - DJU 11.11.2005) "Agravo de instrumento - Recurso de revista - Procedimento sumaríssimo - Prescrição - Auxílioalimentação - Inviável o apelo por ofensa ao art. 7º, XXIV, da CF, eis que a matéria encontra-se pacificada na Súmula 362 deste Tribunal, sendo certo que não é trabalhista a natureza jurídica do FGTS e a decisão tem respaldo no art. 23, § 5º da Lei 8.036/90 . O acórdão se afina com o entendimento contido na Súmula 241 desta Corte: 'Salário-utilidade. Alimentação. O vale para refeição, fornecido por força do contrato de trabalho, tem caráter salarial, integrando a remuneração do empregado, para todos os efeitos legais. (Res.15/1985, DJ 09.12.1985)'. Agravo desprovido." (TST - AIRR 1995/2004-004-21-40.3 - 3ª Turma - Rel. Juiz Conv. Luiz Ronan Neves Koury - DJU 11.11.2005) "Ajuda alimentação - Integração ao salário - Vale-refeição fornecido habitualmente ao empregado, de forma gratuita, integra a remuneração do empregado, nos termos do art. 458 da CLT . Aplicação do entendimento jurisprudencial consolidado na Súmula nº 241 do C. TST. Recurso da reclamada a que nega provimento, no aspecto." (TRT 4ª Região - RO 00351-2005-001-04-00-8 - Rel. Juiz Hugo Carlos Scheuermann - J. 14.06.2006) "...Integração da verba vale refeição - Natureza jurídica - Não havendo prova de vinculação ao PAT ou de norma coletiva que dê, ao benefício, natureza diversa, prevalece a regra do art. 458 da CLT que dá ao salário-utilidade alimentação natureza salarial. Decisão que se mantém." (TRT 4ª Região - RO 00363-2001022-04-00-0 - Rela Juíza Ana Luiza Heineck Kruse - J. 23.02.2006) "Recurso ordinário da reclamada - Vale-alimentação - Não comprovada pela ré sua inscrição no Programa de Alimentação do Trabalhador, nem a entrega dos vales em todo o período de vigência do contrato de trabalho, é o reclamante credor das diferenças e dos reflexos em verbas remuneratórias e rescisórias, diante do caráter salarial desse benefício..." (TRT 4ª Região - RO 01018-2002-521-04-00-9 - Rel. Juiz Carlos Alberto Robinson - J. 23.02.2006) "Vale-compra - Integração ao salário - O art. 458 da CLT - Inclui expressamente a alimentação dentre as parcelas que, fornecidas habitualmente pelo empregador, por força do contrato ou do costume, compõem a remuneração do empregado. Evidenciado o fornecimento de vale-compra habitualmente ao empregado, sem que comprovada a sua vinculação com programa de alimentação ao trabalhador, nem proclamada a natureza indenizatória do benefício em norma coletiva, forçoso o reconhecimento do caráter de salário-utilidade da parcela." (TRT 10ª Região - RO 00753-2004-018-10-00-0 - 1ª Turma - Rela Juíza Maria Regina Machado Guimarães - J.14.03.2005) - Decisões contrárias à integração do valor da alimentação à remuneração do trabalhador "Salário in natura - Aviso prévio - O pagamento do vale-alimentação tem como pressuposto o trabalho efetivo, não sendo devido durante o período do aviso prévio quando este for indenizado." (TRT 12ª Região RO-V 00446-2003-043-12-00-8 - (12785/2004) - Florianópolis - 1ª Turma - Rela Juíza Maria do Céo de Avelar - J. 25.10.2004) "Vale alimentação e cesta básica - Natureza indenizatória - Não-integração ao salário para fins de pagamento de verbas rescisórias - As parcelas pagas ao empregado a título de vale-alimentação e cesta básica não o são pelo trabalho prestado. Assim, não há que se falar em natureza salarial dos benefícios e, conseqüentemente, em sua integração ao salário para fins de pagamento das verbas rescisórias." (TRT 10ª Região - ROPS 00448-2006-102-10-00-3 - 1ª Turma - Rela Juíza Maria Regina Machado Guimarães - J. 06.09.2006) "Integração do vale refeição - Os pagamentos destinados a subsidiar a alimentação do trabalhador possuem nítido caráter indenizatório, desautorizando a incorporação ao salário para qualquer efeito." (TRT 5ª Região - RO 00630-2002-463-05-00-2 - (12.273/05) - Rela Desa Sônia França - J. 14.06.2005) "Vale-alimentação - Natureza indenizatória - Reflexos não-devidos - A ajuda-alimentação concedida pelo empregador através de pecúnia ou vale-refeição, seja com base no Programa de Alimentação do Trabalhador - PAT, ou com previsão em normas coletivas, possui nítida natureza indenizatória, na medida em que objetiva cobrir as despesas realizadas pelo trabalhador com a sua alimentação, motivo pelo qual não se justifica a sua integração à remuneração para cálculo de parcelas de natureza salarial." (TRT 12ª Região - RO-V 00767-

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integração à remuneração para cálculo de parcelas de natureza salarial." (TRT 12ª Região - RO-V 007672003-043-12-00-2 - (14170/2005) - Florianópolis - 3ª Turma - Rel. Juiz Edson Mendes de Oliveira - J. 10.11.2005) "Vale - Refeição - Natureza indenizatória - Previsão em instrumento normativo - Não-integração Possível afastar a natureza salarial da ajuda alimentação prevista no artigo 458 da CLT , desde que fique demonstrada a vinculação ao PAT ou exista expressa previsão nos instrumentos normativos. No presente caso, a norma coletiva aplicável expressamente afasta a natureza salarial do vale-refeição. Tal cláusula normativa deve prevalecer, por força do artigo 7º , XXVI, da Constituição Federal , que impõe o reconhecimento das disposições contidas em acordos e convenções coletivas de trabalho. Por esta razão, inaplicável o entendimento da Súmula 241 do TST. Sentença que se mantém." (TRT 9ª Região - Proc. 565842003-011-09-00-3 - (17248-2006) - 4a Turma - Rel. Juiz Sergio Murilo Rodrigues Lemos - DJ PR 13.06.2006) "Benefícios - Vale-alimentação e vale lanche matinal - Integração - Não cabimento - O benefício atinente à alimentação do trabalhador decorrente de acordos firmados entre a empregadora e a entidade representante da categoria do reclamante deve ser interpretado restritivamente, consoante determinam os arts. 114 e 843 do novo CC brasileiro. Assim, se a norma coletiva não atribui natureza salarial à verba, não há que se falar em integração ao salário..." (TRT 15ª Região - Proc. 1898/00 - (3842/05) - Rela Juíza Olga Aida Joaquim Gomieri - DOE SP 11.02.2005)

Apesar do posicionamento adotado pelo C onselho Técnico IOB, tendo em vista a existência de entendimentos controvertidos tanto no âmbito doutrinário como no judicial, o empregador deverá acautelar-se diante da ocorrência concreta da situação ora retratada, caso em que é aconselhável, por medida preventiva, consultar antecipadamente o Ministério do Trabalho e Emprego, bem como o documento coletivo de trabalho da categoria profissional respectiva ou o próprio sindicato da categoria em questão, e lembrar que caberá ao Poder Judiciário a decisão final acerca da matéria, caso seja proposta ação nesse sentido.

4.3 Aviso prévio "cumprido em casa"

Quanto a esta mo dalidade de aviso prévio, não há previsão legal, pois o aviso prévio ou é cumprido pelo empregado (trabalhando normalmente) ou é indenizado. Não obstante a falta de previsão legal, essa forma de aviso prévio (cumprido em casa) tornou-se prática comum. A jurisprudência trabalhista, diante da realidade dessa forma de aviso, tem se manifestado, em sua maioria, no sentido de considerar válida a adoção do aviso prévio "cumprido em casa". A Secretária de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Instrução Normativa SRT nº 15/2010 , art. 18 , a qual estabelece os procedimentos para a assistência e homologação na rescisão do contrato de trabalho, equiparou o "aviso prévio cumprido em casa" ao aviso prévio indenizado. Vale ainda ressaltar que, por meio da Portaria SRT nº 1/2006 , que aprova Ementas Normativas da Secretaria de Relações do Trabalho, ficou estabelecido na Ementa de nº 20 que: "Homologação. Aviso prévio cumprido em casa. Falta de previsão legal. Efeitos Inexiste a figura jurídica do "aviso prévio cumprido em casa". O aviso prévio ou é trabalhado ou indenizado. A dispensa do empregado de trabalhar no período de aviso prévio implica a necessidade de quitação das verbas rescisórias até o décimo dia, contado da data da notificação da dispensa, nos termos do § 6º, alínea "b", do art. 477 , da C LT ."

5. Pagamento das verbas rescisórias - Prazo

Nos termos da C LT , art. 477 , § 6º as verbas rescisórias devem ser pagas: a) até o 1º dia útil após o término do contrato, no caso de aviso prévio trabalhado, por exemplo; b) até o 10º dia, contado da data da notificação da demissão, quando da ausência do aviso prévio, indenização do mesmo ou dispensa de seu cumprimento.

Não obstante as determinações da C LT , o parágrafo único do art. 20 da Instrução Normativa SRT nº 15/2010 determina que no aviso prévio indenizado, quando o prazo da letra "b", recair em dia não útil, o pagamento poderá ser feito no próximo dia útil. Observe-se que, tal determinação está em desacordo com o mandamento contido na letra "b" do § 6º, do art. 477 da C LT (norma hierarquicamente superior), o qual estabelece que os valores devidos em decorrência de
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477 da C LT (norma hierarquicamente superior), o qual estabelece que os valores devidos em decorrência de rescisão contratual, deverão ser pagos em caso de aviso prévio indenizado, até o 10º dia contado da data da notificação da demissão.

5.1 Aviso prévio trabalhado

Na hipótese de rescisão contratual com aviso prévio trabalhado, o prazo para o pagamento das verbas rescisórias e, se for o caso, assistência do sindicato ou autoridade competente, é até o 1º dia útil imediatamente posterior à data do término do aviso. Havendo redução facultativa de 7 dias corridos ou mais, conforme o caso, do prazo do aviso (subitem 6.2 deste trabalho), o prazo para pagamento das verbas rescisórias conta-se do último dia do aviso.

5.2 Aviso prévio indenizado ou dispensa do seu cumprimento

Nestes casos, o prazo para pagamento e assistência, se for o caso, é de 10 dias corridos, contados da data da notificação da demissão.

5.3 Aviso prévio "cumprido em casa"

Uma questão que tem gerado polêmica no âmbito da quitação das verbas rescisórias é definir o prazo legal no qual a empresa deverá efetuar o pagamento das parcelas decorrentes da rescisão do contrato de trabalho, se o empregador promoveu a dispensa sem justa causa de seu empregado e concedeu-lhe o aviso prévio para cumprir em casa. Primeiramente, vale destacar que a C F/1988 , art. 7º , inciso XXI, prevê que é direito dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, o aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo, no mínimo, de 30 dias, nos termos da lei. Vale lembrar que a finalidade do aviso prévio, nas situações legais em que se exige sua concessão, é possibilitar ao empregado a procura de novo emprego, quando o aviso for concedido pelo empregador. Por outro lado, se o empregado pede demissão, a finalidade é dar ao empregador a oportunidade de contratar outro empregado para o cargo. Assim, a parte que, sem justo motivo, quiser rescindir o contrato de trabalho poderá fazê-lo, desde que dê ciência à outra parte de sua intenção com a antecedência exigida para cada caso. O aviso prévio conhecido por "cumprido em casa" é uma modalidade que não existe na legislação trabalhista, embora, na realidade, não se possa ignorar a sua utilização por parte das empresas, uma vez que passou a constituir uma prática comum. Perante essa realidade, a jurisprudência trabalhista tem se manifestado, em sua maioria, no sentido de considerar válida a adoção do aviso prévio cumprido em casa. A discussão em torno da validade da concessão do aviso prévio na modalidade "cumprido em casa" ganhou notoriedade jurisprudencial ao causar polêmica no que diz respeito ao prazo para quitação das verbas rescisórias, quando o empregador despede sem justa causa seu empregado e concede tal figura de aviso prévio. Há quem interprete que o aviso prévio "cumprido em casa" é o próprio aviso prévio trabalhado que o empregador concede na dispensa sem justa causa, o qual, ao invés de acarretar a redução diária de 2 horas ou de dias corridos, permite que o dispensado tenha um tempo integral para procura de novo emprego. Os defensores dessa linha de entendimento afirmam que o próprio trabalhador é beneficiado, pois não terá que continuar trabalhando para o seu empregador durante o período do aviso e, por tal razão, somente após o transcurso do período correspondente ao aviso, é que a empresa efetuará o pagamento das verbas rescisórias no primeiro dia útil imediato ao término do contrato. Todavia, a maioria dos doutrinadores defende o entendimento de que o aviso prévio "cumprido em casa", embora não esteja expressamente previsto na C LT , acarreta o pagamento das parcelas rescisórias até o 10º dia contado da data da notificação da dispensa, ou seja, no prazo descrito na C LT , art. 477 , § 6º, "b". Os que defendem esse posicionamento afirmam que essa modalidade corresponde ao aviso prévio indenizado ou mesmo ao aviso com dispensa de seu cumprimento.
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O Tribunal Superior do Trabalho (TST), por meio da Orientação Jurisprudencial nº 14 da Seção de Dissídios

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O Tribunal Superior do Trabalho (TST), por meio da Orientação Jurisprudencial nº 14 da Seção de Dissídios Individuais (SDI), Subseção I, determina: "14. Aviso prévio cumprido em casa. Verbas rescisórias. Prazo para pagamento. (art. 477, § 6º, 'b' da C LT) Em caso de aviso prévio cumprido em casa, o prazo para pagamento das verbas rescisórias é até o décimo dia da notificação de despedida."

C onforme mencionado no subitem 4.3, a Secretária de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Instrução Normativa SRT nº 15/2010 , equiparou o aviso prévio cumprido em casa ao aviso prévio indenizado e a Ementa nº 20 da mesma Secretaria esclareceu que essa espécie de aviso implica a necessidade de quitação das verbas rescisórias até o 10º dia contado da data da notificação da dispensa, nos termos do § 6º, alínea "b", do art. 477 da C LT . Diante do exposto e levando-se em consideração eventual discussão existente sobre o assunto, entendemos que, em caso de dispensa sem justa causa por parte do empregador com a concessão de aviso prévio ao trabalhador na modalidade "cumprido em casa", o prazo para quitação das verbas rescisórias deverá ocorrer até o 10º dia contado da data da notificação da demissão, nos termos da C LT , art. 477 , § 6º, "b". Não obstante nosso entendimento, levando-se em consideração a discussão em torno da modalidade do aviso prévio para cumprimento em casa, recomendamos, por medida preventiva, que o empregador consulte antecipadamente o Ministério do Trabalho e Emprego e a entidade sindical da respectiva categoria profissional sobre o assunto, lembrando-se de que a decisão final da controvérsia caberá ao Poder Judiciário, caso seja proposta ação nesse sentido. Para maior conhecimento do aviso prévio "cumprido em casa", selecionamos os acórdãos adiante. "Aviso prévio 'cumprido em casa' - Multa do art. 477, § 8º, da CLT - Na hipótese de dispensa do cumprimento do aviso prévio (aviso prévio 'cumprido em casa' o prazo para pagamento das verbas rescisórias se encerra no décimo dia contado da data da notificação da dispensa (artigo 477, § 6º, alínea 'b', da CLT). Orientação Jurisprudencial nº 14 da SDI do C. TST." (TST - RR 464473 - 1ª Turma - Rel. Juiz Conv. Aloysio Corrêa da Veiga - DJU 09.07.2004) "Multa do art. 477 da CLT - Dispensa de cumprimento do aviso prévio - Prazo para quitação das verbas rescisórias - Em caso de dispensa do cumprimento do aviso prévio (aviso prévio cumprido em casa), o prazo para pagamento das verbas rescisórias encerra no décimo dia, contado da data da notificação da dispensa (artigo 477, § 6º, b, da CLT). Incidência da OJ nº 14 da SBDI-1 do TST. Recurso conhecido e provido." (TST RR 551173 - 2ª Turma - Rel. Min. Conv. Samuel Corrêa Leite - DJU 07.05.2004) "Aviso prévio cumprido em casa - Observância do prazo previsto pelo § 6º, alínea b, do mesmo artigo consolidado - Inteligência da orientação jurisprudencial nº 14 da SDI-I deste TST - Inexistindo trabalho no período relativo ao aviso prévio, por ordem do empregador, tem-se como dispensado o obreiro do cumprimento do respectivo aviso. Isto porque a determinação de cumpri-lo em casa evidencia o ânimo de dispensar a prestação de serviços no período do pré-aviso e, por conseqüência, o próprio aviso. Não tendo o Regional concedido a verba prevista no art. 477, § 8º, da CLT , diante do aviso prévio domiciliar, incorre em discrepância à Orientação Jurisprudencial nº 14 da SDI-I, que diz, in verbis: Aviso prévio cumprido em casa. Verbas Rescisórias. Prazo para pagamento até o 10º dia da notificação da Demissão ( CLT , 477, § 6º, b). Revista conhecida e provida." (TST - RR 544598 - 4ª Turma - Rel. Juiz Conv. Luiz Antônio Lazarim - DJU 28.05.2004) "Aviso prévio com dispensa do cumprimento. A circunstância de o empregado cumprir aviso prévio em casa, estando ele dispensado da prestação de serviços, constitui pacificamente tempo de serviço à disposição do empregador e, como tal, deve ser remunerado, surtindo efeitos, ainda, para a contagem do tempo de serviço. De fato, f az parte integrante do contrato de trabalho. A seu termo ou mesmo antes dele, as partes podem convencionar que fica a comunicação da dispensa sem efeito e resolver reconsiderá-lo. Nos termos do art. 489 da CLT , esta faculdade está prevista. Assim é que reformulei entendimento meu já apresentado em votações de casos outros, para considerar aplicável à hipótese do chamado aviso prévio para cumprir em casa como medida lícita de exercício do poder de comando do empregador, e que não traz prejuízos para o hipossuficiente. Ao revés, é-lhe vantajoso o sistema, posto que, mais do que a lei conceda, não terá só duas horas diárias para procurar uma nova colocação, ainda que juridicamente esteja vinculado ao empregador dador do pré-aviso. Nova orientação da SDI, que acompanha, todavia faz com que dê provimento ao Recurso." (Acórdão unânime da SDI do TST - ERR 100.337/93.0-2ª R - Rel. Min. Armando de Brito - DJU 1 16.08.1996, pág. 28.241) "Aviso prévio cumprido em casa - Inexiste no mundo jurídico tal figura. Tendo o empregador determinado que o empregado cumpra o pré-aviso em casa, tal se afigura como dispensa do seu cumprimento, vez que, prescindindo dos préstimos do obreiro, nada justifica mantê-lo atrelado ao pacto laboral, porquanto não poderá o hipossuficiente conseguir novo emprego enquanto não tiver liberada sua CTPS, restando-lhe apenas o ócio no período. Há que se cumprir o disposto na alínea b do parágrafo 6º do artigo 477 da CLT." (Acórdão da 7ª Turma do TRT da 2ª R - RO 02970374310 - Rel. Designado Juiz José Mechango Antunes - DO SP 02.10.1998, pág. 217) "Aviso prévio cumprido em casa. Multa art. 477, § 8º, da CLT. A lei preceitua que o aviso prévio pode ser trabalhado ou indenizado. O seu cumprimento em casa não é modalidade expressa prevista em norma jurídica. Tal procedimento decorre de ato volitivo da empresa que não tem mais interesse no labor do obreiro, tampouco na continuidade da relação empregatícia. Nesta hipótese, a homologação rescisória deve ocorrer dentro do prazo mais curto de tempo possível e não se prolongar, sob pretexto de interpretação extensiva do
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dentro do prazo mais curto de tempo possível e não se prolongar, sob pretexto de interpretação extensiva do art. 4º Consolidado, eis que configura privilégio econômico do mais forte. Revista conhecida e provida." (Acórdão unânime da 5ª Turma do TST - RR 227.742/95.2-6ª R - Rel. Min. Antonio Maria Thaumaturgo Cortizo - DJU 1 14.06.1996, pág. 21.365) "Aviso prévio cumprido em casa. Prazo para pagamento das verbas rescisórias. A reclamada admite no recurso que o reclamante cumpriu aviso prévio em casa. A hipótese mencionada retrata a dispensa do cumprimento do aviso prévio por parte do empregador, ou o pagamento de aviso prévio indenizado, pois não há salário sem trabalho, incidindo a empresa nas disposições da alínea b, do § 6º do artigo 477 da CLT , devendo, pois, pagar as verbas rescisórias até o décimo dia 'da notificação da demissão'; caso contrário, sujeitar-se-á ao pagamento da multa. Dessa forma, o prazo para pagamento da multa é de dez dias contados da data da concessão do aviso prévio. Multa devida." (Acórdão unânime da 3ª Turma do TRT da 2ª R - RO 02990125005 - Rel. Juiz Sergio Pinto Martins - DO SP 10.03.2000, pág. 97)

5.4 Contagem do prazo

O prazo correspondente ao aviso prévio conta-se a partir do dia seguinte ao da comunicação, que será formalizada por escrito (Instrução Normativa SRT nº 15/2010 , art. 20 ).

5.4.1 Pedido de demissão com cumprimento parcial do aviso prévio - Prazo para quitação das verbas rescisórias

C aso o empregado, no curso do aviso prévio trabalhado, comunique ao empregador que não cumprirá o restante do aviso, a empresa poderá efetuar o desconto relativo a esse prazo restante, salvo quando o empregado, apesar da comunicação, efetivamente trabalhar durante todo o período. Nessa situação, será devido o pagamento dos dias trabalhados a título de aviso prévio. Pode ocorrer, ainda, de a empresa, a pedido do empregado, o dispensar do cumprimento do citado aviso prévio. A aceitação, por parte da empresa, do pedido de dispensa do cumprimento do aviso prévio efetuado pelo empregado, não a obriga ao pagamento do respectivo período, na medida em que, nesse caso, o aviso prévio figura como dever do empregado e não como direito. O pagamento das verbas rescisórias, neste caso, deverá ser feito até o 10º dia, contado a partir da data da dispensa do cumprimento, desde que não ocorra primeiro o termo final do aviso prévio.

6. Redução da jornada - Dispensa sem justa causa

6.1 Diária (2 horas)

A duração normal da jornada de trabalho do empregado, durante o aviso prévio, quando a rescisão tiver sido promovida pelo empregador, é reduzida em 2 horas, diariamente, sem prejuízo do salário integral. O objetivo principal desta redução é propiciar ao empregado tempo para que possa encontrar uma nova colocação no mercado de trabalho.

REDUÇÃO DA JORNADA NO CUMPRIMENTO DO AVISO PRÉVIO - EXEMPLO Empregado com jornada normal diária de 7h e 20min, durante o curso do aviso trabalhará apenas 5h e 20min, ou seja, há uma redução diária de 2 horas.

6.1.1 Jornada diária inferior a 8 horas ou 7h20min (44 horas semanais)

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Ao tratar da redução horária, o legislador não fez distinção aos empregados com jornada reduzida, por força de lei, ou de cláusula de documento coletivo de trabalho, ou ainda, disposição contratual, aplicando-se, em qualquer hipótese, o disposto na C LT , art. 488 , caput, ou seja, a redução integral de 2 horas diárias.

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qualquer hipótese, o disposto na C LT , art. 488 , caput, ou seja, a redução integral de 2 horas diárias. Assim, ocorrendo a dispensa sem justa causa mediante concessão de aviso prévio por parte do empregador, o horário normal de trabalho do empregado durante o respectivo prazo será reduzido de 2 horas diárias.

REDUÇÃO DA JORNADA NO CUMPRIMENTO DO AVISO PRÉVIO DE EMPREGADO COM JORNADA REDUZIDA DE TRABALHO - EXEMPLOS a) empregado com jornada diária normal de 5 horas, durante o curso do aviso trabalhará apenas 3 horas por dia. b) empregado realiza apenas 2 horas diárias de trabalho, neste caso ele permanecerá os 30 dias de cumprimento do aviso prévio sem atividade, e o pagamento das verbas rescisórias se dará no primeiro dia útil após o término do respectivo prazo.

6.2 Redução facultativa (em dias)

O empregado poderá optar por trabalhar sem a redução das 2 horas diárias, caso em que ficará legalmente autorizado a faltar ao serviço, sem prejuízo do salário integral, por dias corridos. A redução da jornada de trabalho tem por finalidade permitir que o empregado, durante o horário comercial, tenha tempo hábil para procurar nova colocação no mercado de trabalho, sem sofrer qualquer redução em seus vencimentos. O legislador, ao tratar da redução horária, não fez qualquer distinção aos empregados com jornada reduzida, por força de lei ou disposição contratual, assegurando-se, em qualquer hipótese, o direito à redução de 2 horas diárias ou de dias corridos. O art. 488 da C LT prevê que na dispensa sem justa causa, o horário normal de trabalho do empregado será reduzido em 2 horas diárias ou por 7 dias corridos de acordo com a opção do empregado. Observa-se que a disposição em comento se aplica no caso de aviso prévio de 30 dias, posto que a Lei nº 12.506/2011 que regulamentou o aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço é posterior às determinações do mencionado art. 488. Assim, entende-se que uma vez guardadas as devidas proporções, havendo a concessão do aviso-prévio por parte do empregador, o empregado que tiver aviso-prévio com duração superior a 30 dias de trabalho, deverá fazer jus, na hipótese de opção pela redução do cumprimento do aviso em número de dias, a uma escala proporcional de 7 a 21 dias, conforme o aviso-prévio lhe seja devido de 30 a 90 dias. Veja tabela constante do subitem 1.1, de redução proporcional do aviso, lembrando-se que as frações de dias, convertidas em horas e minutos poderão ser arredondadas para a concessão de mais um dia de redução a critério do empregador, ou redução da fração em horas e minutos. Veja, também, a nota constante no final daquele subitem. Não obstante o anteriormente exposto, ressaltamos a existência de entendimento no sentido de que a Lei nº 12.506/2011 não alterou as determinações do art. 488 da C LT .

6.3 Momento da redução

C onforme vimos, havendo a concessão do aviso prévio trabalhado, o empregado dispensado terá, no seu curso, a redução da sua jornada diária em 2 horas, podendo ainda optar por substituir tal redução (2 horas diárias) pelo direito de faltar dias corridos durante o período do aviso sem prejuízo do salário. A finalidade das reduções (diárias ou em dias) no curso do aviso prévio é permitir que o empregado, durante o horário comercial, tenha tempo hábil para procurar nova colocação no mercado de trabalho sem sofrer qualquer redução em seus vencimentos. A questão que se impõe é saber se, a critério das partes, as reduções temporais (diárias ou em dias corridos) podem ser acordadas para ocorrerem no início, no meio ou no fim da respectiva jornada diária de trabalho ou do período do aviso prévio, conforme o caso.
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Vale ressaltar que, embora possa haver polêmica quanto a legalidade ou não da redução meio ou no final, mediante opção do empregado, a maioria dos doutrinadores é simplesmente determina que essa redução é uma substituição da redução de 2 horas, a alguns doutrinadores que abordaram o assunto, somente poderia ocorrer no início ou no redução (de 2 horas) durante a jornada (no meio) poderá acarretar dois problemas: 1º) intervalo para repouso superior a 2 horas ( C LT , art. 71 ); 2º) oneraria o empregado, que teria de voltar para a empresa novamente.

em dias no início, no omissa a respeito, qual, de acordo com final, uma vez que a

Há na doutrina uma posição minoritária que menciona que a redução em dias corridos deve ocorrer no final do prazo do aviso. Ante o exposto e considerando que o legislador não determinou em qual momento da jornada diária ou do curso do aviso prévio as reduções temporais deveriam ser concedidas, entendemos, s.m.j., que, uma vez atendidas as determinações do mencionado art. 488 da C LT , com a concessão da redução da jornada diária em 2 horas ou em dias corridos de faltas (este último dependendo da opção do empregado), estará cumprida a obrigação legal do empregador. Observe-se que a concessão das reduções temporais no início, no meio ou ao final da jornada ou do período, conforme o caso, não prejudica a finalidade do instituto do aviso prévio, que é permitir que o trabalhador dispensado procure nova colocação. Dessa forma, salvo previsão expressa em documento coletivo de trabalho da respectiva categoria profissional disciplinando o assunto, a opção pela redução temporal no início, no meio ou no curso da jornada ou do período do aviso, conforme o caso, poderá ser formalizada (por escrito) entre as partes, para evitar questionamentos futuros. Agravo de instrumento - Aviso prévio - Artigo 488 da CLT - Redução da jornada ou concessão de dias corridos para a busca de novo emprego - Trabalhador noturno - Obrigatoriedade - Não provimento - 1- O artigo 488 da CLT dispõe que, durante o aviso prévio concedido pelo empregador, deverá a jornada de trabalho ser reduzida de 2 horas, sendo facultada a manutenção da jornada e a supressão de 7 dias corridos no período concernente ao aviso. 2- O escopo da regra contida no referido artigo é de permitir que o empregado disponha de tempo para procurar um novo meio de sobrevivência, sendo absolutamente irrelevante o fato do labor ser desempenhado no período noturno, como no caso do autos, vez que a norma não traz nenhuma condicionante. Incólume, portanto, ao artigo 488 da CLT. 3- Agravo de instrumento a que se nega provimento. (TST - AIRR 1436/2003-013-02-40 - Rel. Min. Guilherme Augusto Caputo Bastos - DJe 28.08.2009) Aviso prévio - Redução de jornada - Ônus da prova - A prova da redução da jornada de trabalho durante o período de aviso prévio ou da liberação dos 7 dias que antecedem ao fim do contrato laboral é do empregador, eis que o fato é condição de plena eficácia e impeditivo ao direito postulado. O documento acostado aos autos pelo mesmo não comprova ter o reclamante usufruído os sete dias ao final do aviso prévio e, inexistindo qualquer outra prova nesse sentido, correta a sentença de primeiro grau que deferiu a verba pleiteada." (TRT 20ª Região - RO 10744-2003-005-20-00-6 - (2474/03) - Proc. 10744-2003-005-20-00-6 - Rel. Juiz João Bosco Santana de Moraes - J. 07. 10. 2003) "Aviso prévio trabalhado - Resilição contratual promovida pelo empregador - Inobservância do art. 488/ CLT - Efeitos - O aviso prévio trabalhado pode ser cumprido de duas maneiras, nos casos de dispensa promovida pelo empregador, a teor da regra contida no art. 488 da CLT . A primeira, mediante prestação laborativa pelo obreiro na jornada e horários habituais, ao longo de 30 dias, com redução diária de duas horas, sem prejuízo da integralidade do salário (caput do art. 488/CLT). A segunda consiste na supressão de qualquer trabalho nos últimos 7 dias de pré-aviso, laborando-se o período anterior sem a redução de duas horas acima mencionada (parágrafo único do art. 488/CLT). Não comprovada a observância de qualquer dessas medidas por parte da ré, sendo dela o ônus de prova (art. 333 , II do CP C c/ com art. 818/CLT), reputa-se frustrado o principal objetivo do aviso prévio, que é possibilitar à parte surpreendida com a ruptura ajustar-se à nova situação; no caso de empregado, procurar outro emprego. Em conseqüência, é devido ao obreiro o pagamento de novo valor pelo aviso parcialmente frustrado, pagamento que tem evidente caráter indenizatório (Enunciado 230 do TST), não traduzindo, por isso, novo aviso prévio, com todas as suas repercussões específicas (nova projeção no contrato, etc). Não se pode tomar a indenização devida em face de um parcial prejuízo verificado como renascimento de todo o instituto, em toda a sua complexidade." ( TRT 3ª Região - RO 01075.2003.016.03.00.8 - 1ª Turma - Rel. Juiz Mauricio J. Godinho Delgado - DJMG 05. 03. 2004) "Aviso prévio - Redução dos dias trabalhados - Validade - A ausência de declaração formal da empregada optando pela redução dos dias de trabalho no curso do aviso prévio não faz presumir que sua concessão tenha decorrido de ato impositivo da empregadora. Assim, restando incontroversa a concessão de aviso prévio em 2/5/2004 (registre-se que o documento de fl . 92 não restou impugnado), bem como a dispensa da última semana de trabalho, conforme, aliás, confessado em seu depoimento pessoal ('que a depoente trabalhou até o dia 25.5 do corrente ano'), tenho que cumpriu o aviso prévio a sua finalidade, não havendo qualquer irregularidade em sua concessão...Recurso conhecido e provido em parte." (TRT 10ª Região - RO 00517-2004-821-10-00-2 - 2ª Turma - Rel. Juiz Mário Macedo Fernandes Caron - J. 17. 11. 2004)

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Observe-se que, apesar do posicionamento adotado por nossa redação, tendo em vista a inexistência de

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Observe-se que, apesar do posicionamento adotado por nossa redação, tendo em vista a inexistência de dispositivo legal expresso que discipline a questão e, ainda, a escassez de decisões judiciais acerca do assunto, o empregador deverá acautelar-se diante da ocorrência concreta da situação ora retratada, podendo, por medida preventiva, consultar o Ministério do Trabalho e Emprego, bem como o sindicato da respectiva categoria profissional, e lembrar que caberá à Justiça do Trabalho a decisão final da controvérsia, caso seja proposta ação nesse sentido.

6.4 Descumprimento pelo empregador

Os atos praticados com o objetivo de desvirtuar, impedir ou fraudar a aplicação de preceitos contidos na C onsolidação das Leis do Trabalho (C LT) são nulos de pleno direito ( C LT , art. 9º ). Assim, é ilegal substituir o período de redução do aviso prévio por horas extras, compensações, ou mesmo pelo pagamento do respectivo período em dinheiro ( Súmula TST nº 230 ). Nesse aspecto, vale ressaltar que a possibilidade de o empregado realizar horas extras durante o cumprimento do aviso prévio constitui assunto polêmico, existindo correntes divergentes de entendimentos na doutrina e jurisprudência trabalhistas. A primeira linha de pensamento sustenta o posicionamento de que se o empregado, por força da existência de um acordo de prorrogação de horas, regularmente mantido com a empresa, já estava obrigado a realizar horas extras, manterá a mesma obrigação durante o cumprimento do aviso prévio. Assim, se a jornada de trabalho desse empregado for, por exemplo, de 10 horas diárias, ou seja, 8 horas normais e 2 horas extras, no decorrer do cumprimento do aviso prévio, em decorrência da redução da jornada de trabalho prevista no art. 488 da C LT , trabalhará o equivalente a 8 horas diárias, compreendendo 6 horas normais de trabalho e 2 horas extraordinárias, anteriormente pactuadas com a empresa. Por outro lado, grande parte dos doutrinadores e da jurisprudência dos Tribunais Trabalhistas posiciona-se no sentido de que a realização de horas extras durante o período de cumprimento do aviso prévio, ainda que haja um acordo de prorrogação de horas precedente, descaracteriza a finalidade desse instituto, desvirtuando a intenção do legislador ao institir a obrigatoriedade de redução da jornada de trabalho. O nosso entendimento acerca do tema coaduna-se com a segunda corrente, visto que o aviso prévio concedido pelo empregador tem 2 objetivos básicos: a) comunicação de que o contrato de trabalho irá terminar; b) concessão de tempo para que o empregado procure novo emprego.

Assim, fica evidente que a execução de horas extras (as quais, em geral, só podem ser realizadas mediante acordo de prorrogação de horas previamente firmado com o empregador) durante o cumprimento do aviso prévio pode comprometer sobremaneira uma das principais funções do aviso prévio trabalhado, na medida em que retira do trabalhador a possibilidade de, durante o horário comercial, ter tempo hábil para procurar uma nova colocação no mercado de trabalho. Assim, frustrado o objetivo de possibilitar ao empregado pré-avisado a procura de novo emprego, fica, no nosso entender, descaracterizado o aviso prévio concedido. Veja a seguir decisões judiciais no mesmo sentido. "Aviso prévio - Redução da jornada - A redução de 02 horas de trabalho no curso do aviso prévio é do 'horário normal de trabalho' (art. 488, caput, CLT), seja 8h ou 6h, e não redução da jornada normalmente trabalhada pelo empregado, logo, inadmissível prestação de horas extras no período." (Acórdão da 3ª Turma do TRT da 6ª Região - RO 7.585/1997 - Rel. Juíza Lourdes Cabral - DJ PE 10.01.1998, pág. 37) "Do aviso prévio - O fato do empregado ter laborado além da jornada normal em quase todos os dias destinados ao aviso prévio desvirtua completamente o intuito do mesmo, impondo ao empregador a condenação de pagá-lo de forma indenizada." (Acórdão da 5ª Turma do TRT da 1ª Região - RO 22.044/1997 Red. Designado Juiz João Mário de Medeiros - DJ RJ II 14.11.2000, pág. 171) "Aviso prévio - Redução da jornada - Nulidade. No curso do aviso prévio, se a rescisão tiver sido promovida pelo empregador, a jornada deve ser reduzida em duas horas diárias, conforme dispõe o art. 488 da CLT . Assim sendo, não havendo a redução legal, inexiste o aviso prévio, por restar frustrada a principal finalidade do instituto, que é, justamente, propiciar ao empregado tentar obter novo emprego. Revista provida." (Acórdão unânime da 1ª Turma do TST - RR 132.542/94.2-2ª R - Rel. Min. Afonso Celso - j 22.03.1995 - DJU 1 28.04.1995, pág. 11.418) "Aviso prévio - Redução - Substituição por horas extras. É ilegal substituir o período que se reduz da jornada de trabalho, no aviso prévio, pelo pagamento de horas extras correspondentes. A adoção deste procedimento sujeita o empregador ao pagamento da indenização equivalente, com a sua projeção no tempo de serviço para todos os efeitos legais. Revista parcialmente conhecida e provida." (Acórdão unânime da 3ª Turma do TST - RR 162.749/95.5-2ª R - Rel. Min. Roberto Della Manna - DJU 1 10.05.1996, pág. 15.382)

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Turma do TST - RR 162.749/95.5-2ª R - Rel. Min. Roberto Della Manna - DJU 1 10.05.1996, pág. 15.382) "Se o aviso prévio é nulo porque o horário de trabalho não foi reduzido em seu curso, então o contrato só se encerra, tecnicamente, 30 dias depois do termo final, razão pela qual defere-se ao empregado diferenças resilitórias em razão do piso profissional vigente no mês seguinte à baixa." (Acórdão unânime da 3ª Turma do TRT da 1ª Região - RO 32.482/93 - Rel. Juiz Luiz Carlos Teixeira Bonfim - DJ RJ II 04.03.1996, pág. 65) "Aviso prévio. Falta de redução da jornada. Irregularidade que o descaracteriza. Não havendo a redução da jornada, ainda que sejam pagas como extras as horas que não deveriam ser trabalhadas, não tem validade o aviso prévio, por ter sido desvirtuada a finalidade do mesmo. A forma encontrada pela reclamada, de cumprimento do aviso prévio mediante pagamento como extras das horas que deveriam ser reduzidas da jornada normal, afronta o disposto no artigo 488, da CLT , por ser lesiva ao empregado e por frustrar a finalidade do instituto do aviso prévio." (Acórdão unânime da 3ª Turma do TRT da 15ª Região - RO 021783/1998-0 - Rel. Juiz Luiz Carlos de Araújo - DJ SP II 18.10.1999).

6.5 Rescisão por iniciativa do empregado (pedido de demissão)

C onforme mencionado a redução da jornada tem por finalidade proporcionar ao empregado tempo para procurar outro emprego. Logo, se o empregado pede demissão do emprego, não há que se falar em redução de jornada (situação típica no caso de dispensa do empregado sem justa causa) por se entender já ter obtido nova colocação, ou seja, presume-se que já tenha conseguido novo emprego, ou por qualquer outro motivo, pois é ato de vontade.

6.6 Jurisprudência

"Aviso prévio. A adoção pela empresa de jornada de trabalho variada, no curso do aviso prévio, qual seja, ora operando-se a redução pela manhã, ora à tarde, dificulta sobremaneira seja atingida a finalidade precípua do instituto, qual seja, propiciar ao empregado obtenção de novo emprego. Frustrada, assim, a intenção legal, bem como, descumprido o art. 488 da CLT , ineficaz tornou-se o aviso prévio concedido." (Acórdão unânime da 2ª Turma do TRT da 9ª Região - RO 6575/90 - Rel. Juiz Leonaldo Silva - DJ PR 25.10.1991, pág. 141) "Aviso prévio. Redução da jornada. O simples fato do empregado laborar em horário noturno não afasta o direito do mesmo à redução da jornada no período do aviso prévio, posto que a lei não faz tal distinção e onde a lei não distingue não cabe ao julgador fazê-lo." (Acórdão da 4ª Turma do TRT da 9ª Região - RO 8873/92 Rel. Juiz Carlos Buck - DJ PR 17.09.1993, pág. 253) "Aviso prévio. Redução da jornada. Nulidade. No curso do aviso prévio, se a rescisão tiver sido promovida pelo empregador, a jornada deve ser reduzida em duas horas diárias, conforme dispõe o art. 488 da CLT . Assim sendo, não havendo a redução legal, inexiste o aviso prévio, por restar frustrada a principal finalidade do instituto, que é, justamente, propiciar ao empregado tentar obter novo emprego. Revista provida." (Acórdão unânime da 1ª Turma do TST - RR 132.542/94.2-2ª R - Rel. Min. Afonso Celso - DJU 1 28.04.1995, pág. 11.418) "Aviso prévio. Redução. Substituição por horas extras. É ilegal substituir o período que se reduz da jornada de trabalho, no aviso prévio, pelo pagamento de horas extras correspondentes. A adoção deste procedimento sujeita o empregador ao pagamento da indenização equivalente, com a sua projeção no tempo de serviço para todos os efeitos legais. Revista parcialmente conhecida e provida." (Acórdão unânime da 3ª Turma do TST - RR 162.749/95.5-2ª Região - Rel. Min. Roberto Della Manna - DJU 1 10.05.1996, pág. 15.382) "Se o aviso prévio é nulo porque o horário de trabalho não foi reduzido em seu curso, então o contrato só se encerra, tecnicamente, 30 dias depois do termo final, razão pela qual defere-se ao empregado diferenças resilitórias em razão do piso profissional vigente no mês seguinte à baixa." (Acórdão unânime da 3ª Turma do TRT da 1ª Região - RO 32.482/93 - Rel. Juiz Luiz Carlos Teixeira Bonfim - DJ RJ II 04.03.1996, pág. 65) "Aviso prévio. Falta de redução da jornada. Irregularidade que o descaracteriza. Não havendo a redução da jornada, ainda que sejam pagas como extras as horas que não deveriam ser trabalhadas, não tem validade o aviso prévio, por ter sido desvirtuada a finalidade do mesmo. A forma encontrada pela reclamada, de cumprimento do aviso prévio mediante pagamento como extras das horas que deveriam ser reduzidas da jornada normal, afronta o disposto no artigo 488, da CLT , por ser lesiva ao empregado e por frustrar a finalidade do instituto do aviso prévio." (Acórdão unânime da 3ª Turma do TRT da 15ª Região - RO 021783/1998-0 - Rel. Juiz Luiz Carlos de Araújo - DJ SP II 18.10.1999, pág. 109) "Aviso prévio. Redução da jornada - A redução de 02 horas de trabalho no curso do aviso prévio é do 'horário normal de trabalho' (art. 488, caput, CLT), seja 8h ou 6h, e não redução da jornada normalmente trabalhada pelo empregado, logo, inadmissível prestação de horas extras no período." (Acórdão da 3ª Turma do TRT da 6ª Região - RO 7.585/1997 - Rel. Juíza Lourdes Cabral - DJ PE 10.01.1998, pág. 37) "Do aviso prévio. O fato do empregado ter laborado além da jornada normal em quase todos os dias destinados ao aviso prévio desvirtua completamente o intuito do mesmo, impondo ao empregador a condenação de pagá-lo de forma indenizada." (Acórdão da 5ª Turma do TRT da 1ª Região - RO 22.044/1997 www.iobonline.com.br/print/module/print.html?source=printLink 21/89

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condenação de pagá-lo de forma indenizada." (Acórdão da 5ª Turma do TRT da 1ª Região - RO 22.044/1997 Red. Designado Juiz João Mário de Medeiros - DJ RJ II 14.11.2000, pág. 171)

( C LT , arts. 9º , 487 , 488 e Súmula TST nº 230 )

7. Integração ao tempo de serviço

O prazo do aviso prévio concedido pelo empregador, ainda que não trabalhado (indenizado) integra o tempo de serviço do empregado para todos os efeitos legais. Se o aviso prévio é concedido pelo empregado (pedido de demissão), também será computado como tempo de serviço o respectivo período que for trabalhado. Somente não se computará a integração ao tempo de serviço quando o empregado indenizar o período do aviso prévio ao empregador (pedido de demissão com desconto do aviso prévio das verbas rescisórias).

AVISO PRÉVIO INDENIZADO - INTEGRAÇÃO AO TEMPO DE SERVIÇO - EXEMPLO Empregado admitido em 02.01 é dispensado, sem justa causa, com aviso prévio indenizado, em 03.12 do mesmo ano: - basicamente temos as seguintes verbas rescisórias: a) saldo de salário; b) aviso prévio indenizado de 30 dias; c) 12/12 avos de 13º salário proporcional (a empresa poderá deduzir o valor do adiantamento de 13º pago durante o ano); d) 12/12 avos de férias proporcionais (30 dias, se não teve mais de 5 faltas injustificadas no período); e) acréscimo de 1/3 sobre as férias - C F/1988 , art. 7º , XVII; f) Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS : 8% referente ao mês da rescisão, mês anterior, se ainda não foi depositado, e multa rescisória de 40% do montante do FGTS.

C onstata-se, no exemplo, que o valor do aviso prévio indenizado integra o tempo de serviço totalizando 12 meses, motivo pelo qual faz jus, o empregado, ao recebimento dos valores proporcionais de 13º salário e férias, observadas as alíneas "c", "d" e "e" supratranscritas. C onforme já mencionado anteriormente, observar que a citada integração somente ocorre quando o aviso prévio for indenizado pelo empregador. O mesmo não acontece na hipótese de o empregado pedir demissão e indenizar o empregador pela falta de cumprimento do aviso.

7.1 Assistência ao empregado na rescisão do contrato de trabalho

São competentes para prestar a assistência na rescisão do contrato de trabalho: a) o sindicato profissional da categoria do local onde o empregado laborou ou a federação que represente categoria inorganizada; b) o servidor público em exercício no órgão local do MTE, capacitado e cadastrado como assistente no Homolognet; e c) na ausência dos órgãos citados nas letras "a" e "b" na localidade, o Representante do Ministério Público ou o Defensor Público e, na falta ou impedimentos destes, o Juiz de Paz.

7.2 Assistência em localidade diversa da prestação de serviço - Possibilidade

Em função da proximidade territorial, poderão ser prestadas assistências em circunscrição diversa do local da prestação dos serviços ou da celebração do contrato de trabalho, desde que autorizadas por ato conjunto dos respectivos Superintendentes Regionais do Trabalho e Emprego.
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A Instrução Normativa SRT nº 3/2002 , ora revogada, previa expressamente que a assistência seria prestada, preferencialmente, pela entidade sindical, reservando-se aos órgãos locais do MTE o atendimento aos trabalhadores nos seguintes casos: categoria que não tenha representação sindical na localidade; recusa do sindicato na prestação da assistência; e cobrança indevida pelo sindicato para a prestação da assistência. Entretanto, com a publicação da Instrução Normativa SRT nº 15/2010 esta preferência deixa de ter previsão expressa, podendo a assistência ser prestada pelo MTE ou pelo sindicato da categoria respectiva.

8. Reconsideração

O legislador inseriu no texto legal a possibilidade de qualquer das partes propor uma reconsideração do aviso prévio concedido, respeitando o princípio da continuidade do vinculo empregatício, que tem como fundamento a preservação da relação empregatícia, sendo sua manutenção protegida sempre que as partes assim o desejarem, não podendo a norma legal ou qualquer outro ato impedir ou dificultar essa demonstração de vontade. Levando-se em conta que os efeitos do contrato de trabalho terminam somente após o termo final do aviso prévio, é Iícita a reconsideração do ato pela parte notificante, sendo facultado à parte notificada aceitá-la ou não. A reconsideração pode ocorrer por: a) manifestação expressa da parte notificante, antes do término do prazo do aviso; e b) manifestação tácita, quando há continuidade do trabalho além do prazo do aviso.

RECONSIDERAÇÃO DO AVISO PRÉVIO - EXEMPLOS a) Empregador dispensa o empregado, porém durante o prazo do aviso prévio, encaminha ao empregado solicitação, por escrito, para desconsiderar o pré-aviso. O empregado, a seu critério, pode aceitar ou não o pedido de reconsideração do empregador; b) Empregado pede demissão do emprego e no curso do aviso prévio que está cumprindo, pede por escrito ao empregador, a desconsideração do aviso. Neste caso, competirá ao empregador aceitar ou não o pedido de reconsideração formulado pelo empregado; c) Empregador dispensa o empregado com o término do aviso prévio previsto para 14.05. Entretanto, este continua a trabalhar após essa data. Neste caso, se o empregador quiser fazer valer a dispensa, terá que conceder novo aviso ao empregado; d) Empregado pede demissão do emprego, cujo término do aviso prévio que está cumprindo, está previsto para 08.05. C ontudo, o empregado permanece trabalhando após aquela data normalmente, como se não houvesse pedido demissão. Em todas as situações supramencionadas, desde que haja a reconsideração expressa (com aceitação da parte notificada) ou tácita (continuidade normal da prestação dos serviços após o prazo previsto para o término do aviso prévio), o contrato continua a vigorar como se o aviso prévio não tivesse sido comunicado, tampouco cumprido, restabelecendo-se, automaticamente, a plena vigência do contrato laboral entre as partes.

8.1 Compensações de horário de trabalho

C onvém ao empregador impedir a compensação de horas de trabalho relativa a(os) dia(s) que recaia(m) após o término do aviso prévio trabalhado. Desta maneira, evita-se a alegação de que houve continuidade de trabalho e a conseqüente desconsideração do aviso. Assim, por exemplo, se o empregado tem acordo de compensação de horas para não trabalhar aos sábados,

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Assim, por exemplo, se o empregado tem acordo de compensação de horas para não trabalhar aos sábados, não deve compensar durante a semana as horas que recairão em data posterior ao término do aviso prévio trabalhado, pois sua inobservância acarretará a presunção do prolongamento indevido do período de aviso a que o empregado estava legalmente obrigado a cumprir.

9. Recusa do empregado

C onforme vimos, o aviso prévio é o instrumento pelo qual uma parte dá ciência à outra de sua intenção de rescindir o contrato de trabalho, em geral por prazo indeterminado, até então existente entre ambas, sendo caracterizado como um direito potestativo, a que a outra parte não pode se opor. C onsiderando o acima exposto, o aviso prévio deve sempre ser concedido de forma escrita, a fim de permitir a aposição da assinatura da parte contrária, evidenciando, assim, o respectivo ciente (Instrução Normativa SRT nº 15/2010 , art. 20 ). Ocorrendo a hipótese de o empregado não assinar o aviso prévio, tendo em vista a inexistência de dispositivo expresso disciplinando a questão, recomenda-se que a empresa solicite a assinatura de, pelo menos, 2 testemunhas, com a finalidade de atestar a veracidade da comunicação feita. C olhida a assinatura das testemunhas, a empresa deve dar andamento às formalidades exigidas para a rescisão contratual, procedendo a respectiva homologação (ver subitem 7.1).

10. Falta de aviso

10.1 Pelo empregador

A falta da concessão do aviso prévio pelo empregador dá ao empregado o direito ao salário correspondente ao prazo do aviso não concedido, garantida sempre a integração do período ao tempo de serviço para todos os efeitos legais.

FALTA DE AVISO PELO EMPREGADOR - EXEMPLO Empregado admitido em 02.01.2012 com dispensa, sem justa causa, em 28.05.2012, mediante aviso prévio indenizado, tem direito a: - saldo de salário; - aviso prévio indenizado (30 dias); - 6/12 de 13º salário proporcional; - 6/12 de férias proporcionais; - 1/3 de acréscimo constitucional sobre férias proporcionais; e - depósito em conta vinculada do empregado do FGTS : 8% referente ao mês anterior, se ainda não foi depositado, mais 8% relativo ao mês da rescisão e multa rescisória de 40% do montante do FGTS. Observar que todos esses valores devem ser depositados em conta vinculada do empregado, conforme comentários inseridos na alínea "f" do exemplo de aviso prévio indenizado mencionado no tópico 7 deste procedimento.

Nesse exemplo, os direitos do empregado se estendem até 27.06.2012, dada a integração do período do aviso, ainda que não cumprido (indenizado), ao tempo de serviço do mesmo. Quanto ao critério para contagem do prazo do aviso prévio, veja subtópico 5.4 deste procedimento.

10.2 Pelo empregado

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Havendo pedido de demissão, o empregado tem a obrigação de cumprir o aviso prévio ou de indenizar o empregador pelo não-cumprimento. Quanto ao empregador, resta, em caso de não-cumprimento do referido período, o direito de descontar os salários correspondentes ao prazo respectivo. C aso o empregado queira garantir o salário relativo à duração do aviso prévio, terá de trabalhar o respectivo período. Por outro lado, caso opte por não trabalhar, sofrerá o desconto do valor relativo ao precitado período. A análise da bilateralidade do contrato, ou seja, da reciprocidade das obrigações, leva-nos preliminarmente a entender que o mesmo dever que o empregador tem de indenizar o aviso prévio, quando demite seu empregado sem cumprimento do prazo respectivo, o empregado também tem quando quebra abruptamente o vínculo laboral, cabendo-lhe, da mesma forma, indenizar o período com os haveres (verbas rescisórias) adquiridos no curso da sua relação empregatícia. Entretanto, a questão é polêmica, comportando diferentes entendimentos jurisprudenciais e doutrinários. A nosso ver, a norma jurídica ( C LT , art. 487 , § 2º) indica o que descontar, contudo não demonstra do que descontar. Uma corrente abraça a tese do desconto sobre o salário devido (saldo ou salário integral), não cabendo ao empregador efetuar o citado desconto sobre outras verbas rescisórias, tais como férias, 13º salário etc., visto que esses são direitos já adquiridos, ainda que proporcionalmente, não sendo lícito que sirvam de compensação pela falta de cumprimento de outra obrigação pelo empregado (aviso prévio). Além do que, esse entendimento observa o brocardo jurídico in dubio pro misero, ou seja, na dúvida decida-se pela parte mais fraca. Outros entendem que, como o desconto do aviso prévio, no caso de pedido de demissão sem o devido cumprimento, tem a natureza de penalidade ao empregado, ou seja, indenizatória, cabe a ele (empregado) pagar à empresa o valor correspondente ao prazo do aviso, utilizando todo o seu saldo credor, que é composto por todas as verbas a que fizer jus em virtude do rompimento do contrato (férias, 13º salário, saldo de salário etc.). O nosso entendimento é no sentido de que a empresa pode efetuar o desconto do valor correspondente ao aviso prévio não cumprido pelo empregado demissionário do saldo de salário e do 13º salário (verbas de natureza salarial). C aso essas verbas não sejam suficientes para a satisfação do crédito da empresa, esta poderá efetuar a complementação, utilizando as demais verbas rescisórias que estejam sendo pagas ao trabalhador. Não obstante a posição por nós adotada, considerando que não há predominância de entendimento no âmbito doutrinário e jurisprudencial, o procedimento da empresa deve ser decidido após uma reflexão cuidadosa da questão, tendo por base as razões aqui expostas relativas a cada tendência da doutrina e da jurisprudência. Assim, recomendamos que a empresa, por medida preventiva, verifique previamente a orientação do sindicato da categoria profissional respectiva, inclusive do Ministério do Trabalho e Emprego. Lembramos, ainda, que a decisão final sobre a questão caberá ao Poder Judiciário, caso a parte que se sinta prejudicada promova a competente ação.

10.3 Recusa do empregador - Impedimento do cumprimento do aviso prévio concedido pelo empregado

Na hipótese de pedido de demissão, em que o empregador impede o empregado de cumprir o aviso prévio, a este é devido o aviso prévio indenizado pelo empregador, integrando o tempo de serviço para todos os efeitos legais. Observar que na hipótese em que o empregado é dispensado com aviso prévio trabalhado, e após 10 dias, por exemplo, de trabalho, o empregador não quer mais que o mesmo trabalhe, deverá, então, indenizar o restante do aviso , com a projeção do mesmo para todos os efeitos legais.

HIPÓTESES DE NÃO-CUMPRIMENTO DO AVISO E CONSEQUÊNCIAS LEGAIS - EXEMPLOS a) dispensa sem justa causa Empregado dispensado sem justa causa, com direito ao aviso prévio de 30 dias, o qual será na formatrabalhada, comunica ao empregador que não vai cumprir o aviso prévio, porém não autoriza o desconto do valor respectivo das verbas rescisórias. Neste caso, a empresa aguarda o transcurso dos 30 dias do aviso

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do valor respectivo das verbas rescisórias. Neste caso, a empresa aguarda o transcurso dos 30 dias do aviso prévio, para então proceder à rescisão contratual. O período não trabalhado é considerado como faltas injustificadas, as quais serão computadas para a apuração das férias e 13º salário devidos. O mesmo procedimento é observado quando o empregado pede ao empregador a dispensa do cumprimento do aviso prévio e o empregador não concorda com o pedido. Lembre-se que nesta situação não há o desconto do aviso prévio não cumprido das verbas rescisórias, posto que o aviso neste caso é direito do empregado. No termo de rescisão o empregador lançará o aviso prévio trabalhado (saldo de salário) como crédito e desconta as faltas injustificadas ocorridas no período. Observar o disposto no subitem 11.3 b) pedido de demissão 1) Empregado concede aviso prévio de 30 dias ao empregador e deixa de comparecer à empresa durante os 30 dias do aviso. Neste caso, a empresa deverá lançar os 30 dias como saldo de salário e descontar os 30 dias relativos às faltas injustificadas, não procedendo portanto, este desconto sobre as demais verbas rescisórias, ou seja, férias, se for o caso, e 13º salário. A rescisão é feita no 30º dia do aviso prévio trabalhado. Assim temos: Salário do empregado Saldo de salário - Aviso prévio - 30 dias (lançamento a crédito) Faltas injustificadas relativo ao Aviso Prévio - 30 dias (lançamento a débito) Total R$ 0,00 R$ 1.200,00 + R$ 1.200,00 - R$ 1.200,00

2) Empregado com um ano de trabalho na empresa, concede aviso prévio e cumpre somente 10 dias, deixando de comparecer à empresa nos 20 dias restantes. Neste caso, tem direito apenas ao valor correspondente ao período trabalhado (10 dias). Os 20 dias restantes de faltas não justificadas poderão ser abatidos do saldo de salário que o empregado teria direito a receber. A rescisão é feita no 30º dia do aviso prévio trabalhado. Assim temos: Salário do empregado Aviso Prévio - 30 dias (lançamento a crédito) Faltas no Aviso Prévio 20 dias (lançamento a débito) Total (relativo aos 10 dias trabalhados) R$ 1.200,00 + R$ 1.200,00 - R$ R$ 800,00 400,00

Neste caso, a empresa efetuará o pagamento dos R$ 400,00 relativos ao saldo de salário que o empregado faz jus por ter trabalhado. 3) Empregado com um ano de serviço na empresa concede aviso prévio, porém cumpre somente 10 dias ou não cumpre os 30 dias e comunica à empresa que não irá comparecer nos dias restantes ou que não irá cumprir o aviso de 30 dias, autorizando a empresa a descontar o período respectivo das verbas rescisórias. Neste caso, a empresa procederá à rescisão contratual de imediato e descontará os dias restantes ou conforme o caso, os 30 dias do aviso prévio não só do saldo de salário que o empregado irá receber, mas também do 13º salário a que fizer jus na rescisão. Observar o disposto no subtópico 10.2 quanto a divergência de entendimentos relativos aos descontos sobre todas as verbas rescisórias. c) dispensa sem justa causa - aviso prévio trabalhado - redução da jornada - desconto de dias/horas não trabalhadas Redução de 2 horas Quando o empregado faltar o dia todo, a empresa poderá descontar a jornada de trabalho integral, por exemplo, 8 horas. No caso de atraso, a empresa deverá remunerar as horas efetivamente trabalhadas além
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exemplo, 8 horas. No caso de atraso, a empresa deverá remunerar as horas efetivamente trabalhadas além das 2 horas de redução, portanto, não há previsão de proporcionalidade dessas horas. Faltando injustificadamente durante todo o período do aviso prévio não deverá pagar as 2 horas nem as horas não trabalhadas. Redução em dias Quando o empregado injustificadamente faltar um ou alguns dias ou atrasar, não há alteração nos 7 dias ou mais, conforme o caso (*), que continuam sendo devidos.

Entretanto, caso o empregado falte todos os dias em que deveria trabalhar, entende-se que a empresa poderá descontar os dias de redução. Observe-se que a empresa deverá consultar o documento coletivo da categoria profissional respectiva, o qual poderá dispor de forma diversa do aqui exposto. (*) Veja, o disposto no subitem 6.2. Ressaltamos que a parte que se sentir prejudicada poderá provocar a manifestação do Poder Judiciário a quem caberá a decisão final sobre o assunto.

11. Liberação do cumprimento

11.1 Rescisão por iniciativa do empregador

O empregado entra em acordo com o empregador pelo não-cumprimento do aviso prévio oriundo da despedida sem justa causa. Neste caso, o empregador, obrigatoriamente, indeniza o respectivo período do aviso prévio ao empregado, salvo prova inequívoca por parte deste último quanto a obtenção de novo emprego no curso do cumprimento normal do aviso prévio trabalhado (veja subitem 11.3 adiante).

11.1.1 Liberação do cumprimento do aviso prévio - Reajuste salarial coletivo e indenização adicional - Implicações - Comentários

A C LT , art. 487 dispõe que não havendo prazo estipulado, a parte que, sem justo motivo, quiser rescindir o contrato de trabalho, deverá avisar a outra da sua resolução, com antecedência mínima de 30 dias ( C F/1988 , art. 7º , XXI). O § 2º do mencionado artigo estabelece que a falta de aviso prévio por parte do empregado dá ao empregador o direito de descontar os salários correspondentes ao prazo respectivo.

Na concessão do aviso prévio podem ocorrer duas situações: a) a empresa demite um trabalhador concedendo-lhe oaviso prévio proporcional ao tempo de serviço que representa um direito desse empregado. C omo a iniciativa da demissão partiu da empresa, esta deve decidir, no ato da notificação do empregado, se o precitado período será trabalhado ou indenizado; b) o empregado pede demissão, formalizando a sua intenção por meio do aviso prévio, devendo no ato da notificação comunicar se trabalhará durante o prazo fixado ou se indenizará a empresa em quantia equivalente ao período do aviso. Nesse caso o aviso prévio não é um direito do trabalhador, mas sim uma obrigação.

Pode-se perceber da distinção apresentada acima, que a decisão de trabalhar ou não, em se tratando de despedida por parte da empresa, é desta última. Entretanto, caso o aviso prévio tenha sido concedido com a determinação de que o prazo deve ser trabalhado e o empregado declare a sua intenção de não trabalhar, algumas situações podem ocorrer, como o abaixo disposto: a) o empregado não cumpre o aviso prévio e, conseqüentemente, perde o direito à respectiva remuneração, havendo a contagem normal do prazo; b) a empresa libera o empregado do cumprimento do restante do aviso, indenizando o referido período; c) o empregado apresenta ao empregador um comprovante idôneo de que conseguiu uma nova colocação no mercado de trabalho. Nesta situação a empresa o libera do cumprimento do restante do aviso prévio,

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no mercado de trabalho. Nesta situação a empresa o libera do cumprimento do restante do aviso prévio, mas nesse caso específico, a empresa estará desobrigada de indenizar a fração de prazo faltante. Veja o disposto no subitem 1.1.

Indenização adicional O empregado dispensado sem justa causa, no período de 30 dias que antecede a data-base terá direito ao pagamento de uma indenização adicional equivalente a um salário mensal, no valor deste à data da comunicação do despedimento, conforme previsto na Lei nº 7.238/1984 , art. 9º . Para fins de cálculo da indenização adicional, o salário mensal será acrescido dos adicionais legais ou convencionais, correlacionados à unidade de tempo mês, habitualmente pagos ao empregado, tais como: adicionais de hora extra, noturno, insalubridade, periculosidade etc., não sendo computável, para esse fim, a gratificação natalina. Observe-se que ocorrendo a rescisão contratual no período de 30 dias que antecede à data-base, computado o tempo do aviso prévio, ainda que indenizado, o pagamento das verbas rescisórias com o salário já corrigido não afasta o direito à referida indenização adicional ( Súmula TST nº 314 ). Nos termos da Súmula TST nº 182 , o tempo de aviso prévio, mesmo que indenizado, é contado para efeito da indenização adicional prevista na Lei nº 6.708/1979 , art. 9º . Assim, ocorrendo a dispensa do empregado, sem justa causa, cujo término do aviso prévio trabalhado ou indenizado (projetado no tempo), recaia no período de 30 dias que antecede a data de sua correção salarial (data base), ele terá direito à indenização adicional equivalente a um salário mensal. Por outro lado, caso o término do aviso prévio ocorra no próprio mês da correção sa larial, os empregados préavisados farão jus ao referido reajuste para fins de pagamento das verbas rescisórias, não sendo, assegurado a esses, a indenização correspondente ao salário mensal.

11.2 Rescisão por iniciativa do empregado

O empregado pactua com o empregador o não-cumprimento do aviso prévio a que se obrigou em virtude de seu pedido de demissão. Nesta hipótese, nada é devido ao empregado a título de aviso prévio e tampouco lhe será descontado o período respectivo das verbas rescisórias. Por outro lado, caso o empregador não concorde com a dispensa do aviso prévio, o trabalhador se obriga a cumpri-lo, sob pena de indenizá-lo ao empregador, na forma do subtópico 10.2 deste texto.

11.3 Rescisão por iniciativa do empregador - Obtenção de novo emprego pelo empregado

O empregado que é dispensado sem justa causa e durante o período de aviso prévio consegue nova colocação (emprego) deve apresentar ao seu antigo empregador declaração do atual empregador, onde este confirme o interesse na contratação. A empresa efetua o pagamento do aviso prévio relativo aos dias trabalhados ficando dispensada de pagar os dias faltantes em virtude da obtenção do novo emprego por parte do empregado, com base no disposto na Súmula TST nº 276. Observar que esse procedimento (apresentação de declaração de novo emprego) visa resguardar direitos das partes, a fim de que a ausência do empregado nos dias que faltam para terminar o prazo do aviso não seja considerada como faltas injustificadas para fins da contagem de férias e 13º salário proporcional.

12. Remuneração

O valor a ser pago a título do aviso prévio trabalhado ou aviso prévio indenizado corresponde à remuneração do respectivo período.

REMUNERAÇÃO DO AVISO PRÉVIO - EXEMPLOS
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a) Empregado com um ano de serviço na empresa e que recebe somente salário fixo de R$ 875,00 e que durante o período do aviso prévio não teve alteração salarial: - Aviso prévio = R$ 875,00 (valor devido tanto no aviso prévio trabalhado, sem prejuízo da concessão da redução temporal prevista no item 5 deste trabalho, como no aviso prévio indenizado);

b) empregado com até um ano de serviço - aviso prévio trabalhado com início 05.02 e término dia 06.03 e salário mensal de R$ 980,00 nos meses de fevereiro e março: - saldo de salário de 1º a 04.02 (4 dias) = R$ 140,00 (R$ 980,00 : 28 x 4); - aviso prévio trabalhado de 05 a 28.02 (24 dias em fevereiro) = R$ 840,00 (R$ 980,00 : 28 x 24); - aviso prévio trabalhado de 1º a 06.03 (6 dias em março) equivale a R$ 189,68 (R$ 980,00 : 31 x 6); - valor total do aviso prévio a ser pago = R$ 1.029,68 (R$ 840,00 + R$ 189,68);

c) empregado com até um ano de serviço - aviso prévio trabalhado com início 15.10 e término dia 13.11 e salário mensal de R$ 737,00 nos meses de outubro e novembro: - saldo de salário de 1º a 14.10 (14 dias) equivale a R$ 332,84 (R$ 737,00 : 31 x 14); - aviso prévio trabalhado de 15 a 31.10 (17 dias em outubro) equivale a R$ 404,16 (R$ 737,00 : 31 x 17); - aviso prévio trabalhado de 1º a 13.11 (13 dias em novembro) equivale a R$ 319,37 (R$ 737,00 : 30 x 13); - valor total do aviso prévio a ser pago = R$ 723,53 (R$ 404,16 + R$ 319,37);

Note-se que nos exemplos supracitados, o empregado receberá durante o período a mesma remuneração que receberia se não estivesse cumprindo seu aviso prévio trabalhado. d) empregado com até um ano de serviço na empresa - aviso prévio indenizado com início da contagem em 08.03 e término (projeção) no dia 06.04 e salário mensal de R$ 1.030,00 nos meses de março e abril: - saldo de salário de 1º a 07.03 (7 dias) equivale a R$ 232,58 (R$ 1.030,00 : 31 x 7); - aviso prévio indenizado (projeção de 08 a 31.03 - 24 dias em março) equivale a R$ 797,42 (R$ 1.030,00 : 31 x 24); - aviso prévio indenizado (projeção de 1º a 06.04 - 6 dias em abril) equivale a R$ 206,00 (R$ 1.030,00 : 30 x 6); - valor total do aviso prévio indenizado a ser pago = R$ 1.003,42 (R$ 797,42 + R$ 206,00);

e) empregado com até um ano de serviço na empresa - empregado diarista com salário-dia de R$ 15,00 nos meses de maio e junho e aviso prévio trabalhado com início em 07.05 e término em 05.06: - saldo de salário de 1º a 06.05 (6 dias) = R$ 90,00 (R$ 15 x 6); - aviso prévio trabalhado de 07 a 31.05 (25 dias em maio) = R$ 375,00 (R$ 15,00 x 25); - aviso prévio trabalhado de 1º a 05.06 (5 dias em junho) = R$ 75,00 (R$ 15,00 x 6); - valor total do aviso prévio a ser pago = R$ 450,00 (R$ 375,00 + R$ 75,00).

12.1 Salário pago por comissão

12.1.1 Aviso prévio indenizado - Apuração

a) empregado com 1 ano ou mais de serviço: Apura-se a média das comissões a uferidas nos últimos 12 meses de serviço.

APURAÇÃO DO AVISO PRÉVIO INDENIZADO DE EMPREGADO QUE RECEBE SALÁRIO POR COMISSÃO EMPREGADO COM 1 ANO E 3 MESES DE SERVIÇO - EXEMPLO
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Empregado admitido em 02.01.2011, com salário fixo mais comissões, é demitido em 30.05.2012, ocasião em que seu salário fixo é de R$ 500,00 (havendo aumento de salário no período do aviso, veja item 13 deste procedimento). A título de comissões (já computada mês a mês a integração dos repousos semanais remunerados - RSR, ou seja, total das comissões auferidas durante o mês, dividido pelo nº de dias úteis do mês - 2ª feira a sábado, inclusive, vezes o nº de domingos e feriados do respectivo mês), recebeu:

Mês/A no

(R$)

0 6 /2 0 1 1

1 .2 0 0 ,0 0

0 7 /2 0 1 1

1 .0 0 0 ,0 0

0 8 /2 0 1 1

9 0 0 ,0 0

0 9 /2 0 1 1

9 5 0 ,0 0

1 0 /2 0 1 1

1 .1 5 0 ,0 0

1 1 /2 0 1 1

1 .2 5 0 ,0 0

1 2 /2 0 1 1

1 .5 0 0 ,0 0

0 1 /2 0 1 2

1 .7 0 0 ,0 0

0 2 /2 0 1 2

1 .7 5 0 ,0 0

0 3 /2 0 1 2

1 .8 0 0 ,0 0

0 5 /2 0 1 2

2 .0 0 0 ,0 0

0 5 /2 0 1 2

2 .2 0 0 ,0 0

T otal rec ebido

1 7 .4 0 0 ,0 0

M édia mens al (R$ 1 7 .4 0 0 ,0 0 : 1 2 ) + Salário fixo (0 5 /2 0 1 2 ) A vis o prévio indenizado devido

R$ R$ = R$

1 .4 5 0 ,0 0 5 0 0 ,0 0 1 .9 5 0 ,0 0

Observar que alguns documentos coletivos de trabalho garantem a correção dos valores das comissões, ou ainda determinam prazo inferior para a apuração da média destas. b) empregado com menos de 1 ano de serviço O cálculo do aviso prévio indenizado observa a média dos meses trabalhados até a data da rescisão.

APURAÇÃO DO AVISO PRÉVIO INDENIZADO DE EMPREGADO QUE RECEBE SALÁRIO POR COMISSÃO EMPREGADO COM MENOS DE 1 ANO DE SERVIÇO - EXEMPLO Empregado admitido em 03.01.2011, com salário fixo mais comissões, é demitido em 30.11.2011 (havendo aumento de salário no período do aviso, veja item 13 deste procedimento), ocasião em que seu salário fixo é de R$ 500,00. A título de comissões (já computada mês a mês a integração dos repousos semanais remunerados - RSR , conforme critério de cálculo explicado no enunciado do exemplo "a" anterior), recebeu:
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conforme critério de cálculo explicado no enunciado do exemplo "a" anterior), recebeu:

Mês/A no

(R$)

0 1 /2 0 1 1

1 .8 0 0 ,0 0

0 2 /2 0 1 1

1 .8 0 0 ,0 0

0 3 /2 0 1 1

2 .0 0 0 ,0 0

0 4 /2 0 1 1

2 .2 0 0 ,0 0

0 5 /2 0 1 1

2 .2 5 0 ,0 0

0 6 /2 0 1 1

2 .5 0 0 ,0 0

0 7 /2 0 1 1

2 .7 0 0 ,0 0

0 8 /2 0 1 1

2 .7 5 0 ,0 0

0 9 /2 0 1 1

2 .8 0 0 ,0 0

1 0 /2 0 1 1

3 .0 0 0 ,0 0

1 1 /2 0 1 1

3 .2 0 0 ,0 0

T otal rec ebido

2 7 .0 0 0 ,0 0

M édia mens al (R$ 2 7 .0 0 0 ,0 0 : 1 1 ) R$ 2 .4 5 4 ,5 4 + Salário fixo (1 1 /2 0 1 1 ) R$ 5 0 0 ,0 0 A vis o prévio indenizado devido R$ 2 .9 5 4 ,5 4

12.1.2 Aviso prévio trabalhado - Apuração

O empregado recebe o fixo atual (no caso de remuneração mista), mais as comissões correspondentes às vendas efetuadas no prazo do aviso, computada a integração das comissões na redução temporal do aviso prévio quando oriundo de dispensa sem justa causa. Ao resultado soma-se o repouso semanal remunerado ( RSR ) a apurar, segundo as comissões percebidas no período.

APURAÇÃO DO AVISO PRÉVIO TRABALHADO DE EMPREGADO QUE RECEBE SALÁRIO FIXO E COMISSÃO COM DIREITO A 30 DIAS DE AVISO - EXEMPLO a) Redução de 2 horas diárias Empregado comissionista é demitido sem justa causa, cujo aviso prévio trabalhado é de 1º a 30.05.2012. A média das comissões (já incluídas as integrações mensais das comissões no RSR , conforme critério de cálculo explicado no enunciado do exemplo "a" do subitem 11.1.1) dos 12 últimos meses é de R$ 1.232,00. O fixo em maio/2012 é de R$ 600,00: a.1) C omissões auferidas - comissões nos dias trabalhados do aviso prévio, durante a jornada 05/2012................................................................................... R$ 2.210,00 (1) + - fixo em 05/2012..................................................................... R$ - total........................................................................................ R$
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reduzida

em

600,00 2.810,00
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a.2) Horas reduzidas - média dos 12 últimos meses (neste exemplo), ou da admissão à rescisão (na hipótese de empregado com menos de 1 ano de serviço), ou ainda, outro critério (estabelecido em documento coletivo de trabalho), relativa às comissões auferidas por hora de trabalho:................................................R$ 1.232,00 : 220 = R$ 5,60 - valor das comissões relativas às 60 horas de redução (R$ 5,60 x 60) ................................................................................... R$ 336,00 (2) - soma das comissões realizadas e das horas reduzidas (1 + 2) ..............................................................................................R$ - RSR = [(R$ 2.210,00 : 25) x 5].........................................................R$ onde: 25 = número de dias úteis (de 2ª feira a sábado) no período do aviso prévio trabalhado 5 = número de domingos e feriados no período do aviso prévio trabalhado - aviso prévio devido (R$ 2.546,00 + R$ 600,00 + R$ 442,00) = ....... R$ 3.588,00 2.546,00 442,00

12.2 Salário por tarefa

12.2.1 Aviso prévio indenizado

C orresponde à média aritmética das tarefas produzidas nos últimos 12 meses, ou da data da admissão à rescisão contratual (já incluídas as integrações mensais dos valores das tarefas no RSR, segundo o cálculo descrito no enunciado do subtópico 12.2.2 adiante).

APURAÇÃO DO AVISO PRÉVIO INDENIZADO DE EMPREGADO COM DIREITO A 30 DIAS DE AVISO, QUE RECEBE SALÁRIO POR TAREFA - EXEMPLO a) empregado com 1 ano de serviço na empresa produziu, nos últimos 12 meses, 4.800 tarefas. O valor vigente à data da rescisão é R$ 6,00, por tarefa executada. - média aritmética das tarefas produzidas nos últimos 12 meses: (4.800 : 12) = ...................................................................... 400; - valor por tarefa executada: ........................................................... R$ 6,00; - Aviso prévio indenizado devido: 400 x R$ 6,00 = ............... R$ 2.400,00

b) empregado com menos de 1 ano de serviço na empresa (admissão em 02.01.2012 e dispensa em 30.05.2012). Neste período, produziu 2.500 tarefas. O valor vigente na data da rescisão é R$ 6,00. - média aritmética das tarefas produzidas da admissão à dispensa (5 meses): (2.500 : 5) = 500; - valor por tarefa executada = .......................................................... R$ 6,00; - Aviso prévio indenizado devido: 500 x R$ 6,00 = ............... R$ 3.000,00

12.2.2 Aviso prévio trabalhado

Tratando-se de dispensa sem justa causa, o tarefeiro recebe o valor correspondente às tarefas produzidas na jornada diária reduzida em 2 horas, mais o valor relativo à média das 2 horas de redução, durante o prazo do aviso prévio trabalhado. Ao resultado soma-se o repouso semanal remunerado (RSR) a apurar, segundo o valor das tarefas produzidas no período. Assim, o RSR corresponde ao total das tarefas ou peças produzidas durante o mês, vezes o valor da tarefa vigente no mês, dividido pelo número de dias úteis (de 2ª feira a sábado, inclusive), vezes o número de domingos e feriados que ocorreram no respectivo período.
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APURAÇÃO DO AVISO PRÉVIO TRABALHADO DE EMPREGADO COM DIREITO A 30 DIAS DE AVISO, QUE RECEBE SALÁRIO POR TAREFA - EXEMPLO a) redução de 2 horas diárias Empregado admitido em 30.04.2011 é dispensado sem justa causa, com aviso prévio trabalhado no período de 1º a 30.05.2012. Produção nos últimos 12 meses = 5.280 tarefas (já incluídas as integrações mensais das tarefas no RSR ). a.1) Tarefas realizadas - produção (tarefas) nos 30 dias do aviso prévio durante a jornada reduzida = 360 - valor da tarefa em 05/2012 ............................................................... R$ a.2) Horas reduzidas - média dos 12 últimos meses (neste exemplo), ou da admissão à rescisão (na hipótese de empregado com menos de 1 ano de serviço), ou ainda, outro critério (estabelecido em documento coletivo de trabalho), relativa às tarefas produzidas por hora de trabalho: [(5.280 : 12) : 220] = 2 - valor das tarefas relativas às 60 horas de redução (2 x R$ 2,00 x 60) R$ 240,00 (2) - soma das tarefas realizadas e das horas reduzidas (1 + 2) = R$ 960,00 - RSR [(R$ 720,00 : 25) x 5] = R$ 144,00 - Aviso prévio devido (R$ 960,00 + R$ 144,00) ........................... R$ 1.104,00 2,00 - valor total das tarefas produzidas (R$ 2,00 x 360) ......................... R$ 720,00 (1)

12.3 Inclusão de horas extras

12.3.1 Aviso prévio indenizado

O valor das horas extraordinárias habituais integra o aviso prévio indenizado ( C LT , art. 487 , § 5º). Portanto, para efeito de cálculo, somam-se às horas extras realizadas nos últimos 12 meses ou da data da admissão à rescisão (na hipótese de empregado com menos de 1 ano de serviço), ou ainda, outro critério (estabelecido em documento coletivo de trabalho), e divide-se por 12, ou pelo número de meses trabalhados, se inferior, ou o previsto em documento coletivo de trabalho. O resultado (média do número de horas extras) multiplica-se pelo valor da hora extra vigente à data do pagamento do aviso prévio indenizado. Na hipótese de, no período de apuração, o empregado ter realizado hora extra com percentuais diversos (50%, 75%, 100% etc.), apura-se a média separadamente para cada percentual.

AVISO PRÉVIO INDENIZADO COM INCLUSÃO DE HORAS EXTRAS - EXEMPLO a) Empregado com 1 ano e 3 meses de serviço e salário-hora normal, na data da rescisão, de R$ 6,00. - número de horas extras realizadas nos 12 últimos meses de trabalho .. 480 - média mensal do número de horas extras (480 : 12) .............................. 40 - valor da hora extra com adicional de 50% (R$ 6,00 x 1,50) R$ 9,00 = R$ 360,00 - salário contratual........................................................................... R$ 1.320,00 - Aviso prévio devido (R$ 360,00 + R$ 1.320,00) ......................... R$ 1.680,00 - valor da média do número de horas extras realizadas (R$ 9,00 x 40)

b) Empregado com menos de 1 ano de serviço e salário-hora normal, na data da rescisão, de R$ 6,00. - meses trabalhados na empresa .............................................................. 3 - nº de horas extras realizadas ................................................................. 96 - média mensal do nº de horas extras (96 : 3) ......................................... 32 - valor da hora extra com adicional de 50% (R$ 6,00 x 1,50) = R$
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9,00
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- valor da média do nº de horas extras realizadas (R$ 9,00 x 32) R$ 288,00 - salário contratual........................................................................ R$ 1.320,00 - Aviso prévio devido (R$ 1.320,00 + R$ 288,00) ..................... R$ 1.608,00

Importante A Súmula TST nº 291 dispõe que a supressão total ou parcial, pelo empregador, de serviço suplementar prestado com habitualidade, durante pelo menos 1 (um) ano, assegura ao empregado o direito à indenização correspondente ao valor de 1 (um) mês das horas suprimidas, total ou parcialmente, para cada ano ou fração igual ou superior a seis meses de prestação de serviço acima da jornada normal. O cálculo observará a média das horas suplementares nos últimos 12 (doze) meses anteriores à mudança, multiplicada pelo valor da hora extra do dia da supressão.

12.4 Gorjetas - Não-repercussão no aviso prévio

As gorjetas não servem de base de cálculo para o aviso prévio, sejam elas cobradas pelo empregador na nota de serviço ou oferecidas espontaneamente pelos clientes de acordo com a Súmula TST nº 354 . Observar que o documento coletivo de trabalho da categoria profissional poderá dispor de forma mais favorável ao empregado.

12.5 Gratificação semestral - Não-repercussão no aviso prévio

Nos termos da Súmula TST nº 253 , a gratificação semestral não repercute nos cálculos das horas extras, das férias e do aviso prévio, ainda que indenizados.

13. Aumentos salariais no curso do aviso

A rescisão contratual somente se efetiva no término do aviso prévio, ainda que pago em dinheiro (indenizado). Lembre-se que nos termos da C LT , art. 487 , § 6º, o reajustamento salarial coletivo, determinado no curso do aviso prévio, beneficia ao empregado pré-avisado da despedida, mesmo que tenha recebido antecipadamente os salários correspondentes ao período do aviso, que integra o seu tempo de serviço para todos os efeitos legais. Assim, por exemplo, se o empregado recebe aviso prévio indenizado de 30 dias em 1º.11, cujo prazo (projeção) se expira em 30.11, e nesse período os salários da respectiva categoria profissional são reajustados, suas verbas rescisórias devem ser recalculadas com base no salário já reajustado. Hipótese em que não é devida a indenização adicional prevista no tópico 16 adiante.

14. Não-cumprimento pelo empregado - Consequências

Abandonando o serviço no curso do aviso prévio, o empregado perde o valor correspondente aos dias que faltam para o término do aviso prévio, ou seja, faz jus somente ao salário correspondente aos dias trabalhados.

CONSEQUÊNCIAS PELO NÃO CUMPRIMENTO DE AVISO PRÉVIO PELO EMPREGADO - EXEMPLOS a) pedido de demissão Empregado com até um ano de serviço concede aviso prévio (pedido de demissão), porém cumpre somente 10 dias, declarando sua intenção de não cumprir os 20 dias restantes, e autorizando expressamente o desconto respectivo.
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Neste caso, tem direito apenas ao valor correspondente ao período trabalhado (10 dias). Das verbas rescisórias, pode-se descontar os 20 dias de aviso não cumpridos, sem repercussão na contagem do 13º salário e férias até o 10º dia do aviso prévio. A baixa na C TPS dar-se-á no 10º dia do aviso prévio. Outrossim, se o empregado cumpre somente 10 dias do aviso e falta o restante, a empresa só paga os primeiros 10 dias, bem como, se houver direito às férias, pode descontar as faltas injustificadas ocorridas durante o período aquisitivo (até o 30º dia do aviso prévio), na proporção estabelecida na C LT , art. 130 , I, II, III e IV, e § 1º e art. 130-A . O 13º salário também pode sofrer redução no avo proporcional no mês da rescisão, ou seja, não havendo pelo menos 15 dias trabalhados no mês, não há o avo do 13º salário proporcional. Nesse caso a data da baixa na C TPS é no 30º dia do aviso prévio.

b) Dispensa pelo empregador O empregado recebe aviso prévio de 30 dias (dispensa sem justa causa), sendo que durante o seu prazo comparece à empresa uma única vez, faltando ao serviço nos demais dias. Neste caso, o trabalhador tem direito somente ao salário do dia trabalhado a título de aviso prévio. Das verbas rescisórias nada será descontado, exceto das férias, se for o caso, nas proporções estabelecidas na C LT , arts. 130 e 130-A e o avo proporcional do 13º salário no mês da rescisão, vez que estas ausências são consideradas faltas injustificadas ao trabalho.

14.1 Falecimento do empregado no curso do aviso prévio

Não há na legislação trabalhista qualquer alusão quanto ao falecimento do empregado no curso do aviso prévio, no entanto, entende-se que prevalece a notificação dada pela parte antes do evento. Assim, as verbas rescisórias a serem pagas são as decorrentes da notificação da parte (dispensa sem justa causa ou pedido de demissão), computando-se, no caso do aviso prévio trabalhado pelo empregado, as verbas rescisórias até a data do evento morte (a qual, também, será a data de baixa na C TPS ). Tanto na dispensa sem justa causa como no pedido de demissão, o período que eventualmente tiver faltado para o cumprimento integral do período de aviso não será computado e tampouco descontado como falta para quaisquer efeitos legais na rescisão contratual. Tratando-se de aviso prévio indenizado, a morte do empregado no período da projeção do aviso em nada modifica quanto às verbas rescisórias a serem pagas a quem de direito.

15. Justa causa - Culpa recíproca

15.1 Falta grave cometida pelo empregado

O empregado que comete falta grave, salvo a de abandono de emprego, durante o aviso prévio trabalhado, perde o direito ao recebimento do valor correspondente ao prazo restante deste e das verbas rescisórias a que faria jus se dispensado sem justa causa ( C LT , art. 491 e Súmula TST nº 73 ). Vale ressaltar que nos termos da C LT , art. 491 , o empregado que, durante o prazo do aviso prévio, cometer qualquer das faltas consideradas pela lei como justas para a rescisão, perde o direito ao restante do respectivo prazo.

15.1.1 Aplicação de suspensão disciplinar no curso do aviso prévio - Comentários

O empregador tem o poder de comando da empresa, cabendo-lhe, na hipótese de falta cometida pelo empregado, o direito de puni-lo, observando para tanto os limites estabelecidos pela legislação.
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Dessa forma, o comportamento ilícito do empregado autoriza o empregador, no uso de seu poder disciplinar, a aplicar-lhe as penalidades legalmente previstas. A aplicação dessas penalidades, entretanto, deve ser feita de forma gradual, sendo elas agravadas conforme houver repetição da falta, pois têm por fim, precipuamente, proporcionar ao trabalhador a oportunidade de corrigir seu comportamento. A suspensão disciplinar é sanção comumente aplicada ao empregado que comete falta de certa gravidade, sendo penalidade pessoal que o proíbe da prestação de serviço, com a conseqüente perda do salário e dos respectivos repousos semanais remunerados durante o período de sua duração. Por implicar prejuízos ao trabalhador (perda do salário) e ao próprio empregador (ausência da prestação de serviços), a penalidade deve ser aplicada com moderação e critério. C aso contrário, o empregado pode pleitear em juízo a sua anulação, e, conseqüentemente, os transtornos para o empregador aumentam em função de comparecimento em audiências, arrolamento de testemunhas etc. A legislação vigente não contém dispositivo que impossibilite o empregador de aplicar suspensão disciplinar ao empregado que comete ato faltoso durante o cumprimento do aviso prévio, mesmo porque esse período integra o tempo de serviço do empregado, para todos os efeitos trabalhistas. Assim, é lícito ao empregador suspender o empregado que cometeu ato impróprio que justifique a aplicação dessa penalidade durante a vigência do aviso prévio. C abe ressaltar, porém, que, por mais que o motivo seja justo, a suspensão disciplinar, por disposição legal, não pode ser superior a 30 dias consecutivos, sob pena de importar na rescisão injusta do contrato de trabalho. ( C LT , arts. 474 e 487 , § 1º)

15.2 Falta grave cometida pelo empregador

A falta grave cometida pelo empregador, no curso do aviso prévio trabalhado, garante ao empregado o recebimento da remuneração correspondente ao prazo do referido aviso, além da indenização devida ( C LT , art. 490 ).

15.3 Culpa recíproca

Na hipótese de ocorrência de culpa recíproca, ou seja, situação em que tanto o empregador como o empregado cometem ato faltoso, a Súmula TST nº 14 prevê que reconhecida a culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho ( C LT , art. 484 ), o empregado tem direito a 50% do valor do aviso prévio, do 13º salário e das férias proporcionais. A C LT , art. 484 , por sua vez, prevê que havendo culpa recíproca no ato que determinou a rescisão do contrato de trabalho, a Justiça Trabalhista reduzirá a indenização à que seria devida em caso de culpa exclusiva do empregador, por metade.

16. Indenização adicional

O empregado dispensado, sem justa causa, no período de 30 dias que antecede a data de sua correção salarial (data-base), faz jus a uma indenização adicional correspondente a um salário mensal ( Súmula TST nº 314 ), independentemente da indenização referente ao período anterior à opção ao FGTS (Lei nº 6.708/1979 , art. 9º e Lei nº 7.238/1984 c/c C F/1988 , art. 7º , III). A finalidade é proteger economicamente o empregado às vésperas da correção salarial coletiva. Para fins de pagamento desta indenização é contado o tempo do aviso prévio, inclusive o indenizado ( Súmula TST nº 182 ). C onsidera-se data do desligamento: a) aviso prévio trabalhado - o último dia efetivo de trabalho;
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b) aviso prévio indenizado - o último dia da projeção do aviso prévio, visto que este integra o tempo de serviço do empregado para todos os efeitos.

EMPREGADO DISPENSADO, SEM JUSTA CAUSA, COM DIREITO A 30 DIAS DE AVISO, NO PERÍODO DE 30 DIAS QUE ANTECEDE A DATA DE SUA CORREÇÃO SALARIAL (DATA-BASE) - INDENIZAÇÃO ADICIONAL - EXEMPLOS a) Empregado com direito à indenização adicional - correção salarial (data-base) ............................................................ 1º.04 - período que antecede a correção salarial (30 dias) ................. 02 a 31.03 - dispensa sem justa causa ....................... 16.02 (aviso prévio indenizado) - projeção do aviso prévio indenizado (30 dias)..................... de 17.02 a 18.03 - data do término da relação jurídica a considerar ............................. 18.03 - data da baixa na C TPS ............................... 16.02 (último dia trabalhado). Veja o disposto no subitem 4.2.3.

b) Empregado sem direito à indenização adicional - correção salarial ............................................................................... 1º.04 - período que antecede a correção salarial (30 dias) ........... de 02 a 31.03 - dispensa sem justa causa ...................... 28.01 (aviso prévio indenizado) - projeção do aviso prévio indenizado (30 dias)............. de 29.01 a 27.02 - data do término da relação jurídica a considerar ............................ 27.02 - data da baixa na C TPS .............................. 28.01 (último dia trabalhado) Veja o disposto no subitem 4.2.3.

17. Estabilidade provisória

Gozam de estabilidade provisória, sendo portanto, vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa: a) do empregado eleito para cargo de direção de C omissões Internas de Prevenção de Acidentes ( C IPA ), desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato ( C F/1988 - ADC T , art. 10 , II, "a", e C LT , art. 165 );

(1) A Justiça do Trabalho entende que essa garantia estende-se, também, ao suplente da C IPA ( Súmula TST nº 339 ). (2) Ressaltamos que a supracitada estabilidade não é extensível aos representantes dos empregadores, titulares e suplentes, tendo em vista que são designados pelos empregadores e não participam, portanto, do processo eletivo, como é o caso da representação dos empregados.

Notas

b) da empregada gestante desde a confirmação da gravidez até o 5º mês após o parto ( C F/1988 - ADC T , art. 10 , II, "b"); c) do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei. Disposição esta aplicável à organização de sindicatos rurais e de colônias de pescadores, atendidas as condições que a lei estabelecer ( C F/1988 , art. 8º , VIII, e C LT , art. 543 ); d) dos membros do C onselho C urador do FGTS, enquanto representantes dos trabalhadores, efetivos e suplentes, desde a nomeação até um ano após o término do mandato de representação, somente podendo ser demitidos por motivo de falta grave, regularmente comprovada por meio de processo sindical (Lei nº 8.036/1990 , art. 3º , § 9º); e) do empregado não optante pelo regime do FGTS que tenha adquirido direito à estabilidade na data da promulgação da C F/1988 (05.10.1988), ou antes dela. É o caso dos que contavam com mais de 10 anos (estabilidade decenal) de serviço na mesma empresa naquela data (Lei nº 8.036/1990 , art. 14 ); f) dos membros do C onselho Nacional de Previdência Social - C NPS enquanto representantes dos trabalhadores em atividade, titulares e suplentes, desde a nomeação até um ano após o término do mandato de representação. Somente poderão ser demitidos por falta grave, regularmente comprovada

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mandato de representação. Somente poderão ser demitidos por falta grave, regularmente comprovada em processo judicial (Lei nº 8.213/1991 , art. 3º , § 7º); g) do segurado que sofreu acidente do trabalho , que tem garantida, pelo prazo mínimo de 12 meses, a manutenção do seu contrato de trabalho na empresa, após a cessação do auxílio-doença acidentário, independentemente de percepção de auxílio-acidente (Lei nº 8.213/1991 , art. 118 ); h) dos empregados de empresas que sejam eleitos diretores de sociedades cooperativas pelos mesmos criadas, os quais gozam das mesmas garantias asseguradas aos dirigentes sindicais, mencionadas na letra "c" anterior (Lei nº 5.764/1971 , art. 55 ). Esta lei define a política nacional de cooperativismo e dá outras providências. i) do empregado que tenha estabilidade no emprego ou no serviço, quando prevista em documento coletivo de trabalho, regulamento da empresa ou no próprio contrato de trabalho; j) dos empregados membros da C omissão de C onciliação Prévia , titulares e suplentes, até um ano após o final do mandato (que é de um ano, permitida uma recondução), salvo se cometerem falta grave, nos termos da lei ( C LT , art. 625-B , § 1º, acrescentado pela Lei nº 9.958/2000 ); l) o empregado que teve seu trabalho suspenso ou interrompido.

O empregado não pode ser dispensado por motivo de discriminação de sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar ou idade, ressalvadas, neste caso, as hipóteses de proteção ao menor , ao qual se proíbe o trabalho noturno perigoso ou insalubre aos que ainda não tenham completado 18 anos e de qualquer trabalho a menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz , a partir de 14 anos (Lei nº 9.029/1995 ; C F/1988 , art. 7º , XXXIII; e Emenda C onstitucional nº 20/1998 ); Uma vez atendidas determinadas condições legais e convencionais (por exemplo: assistência dos pais ou responsável legal pelo empregado menor de idade, assistência do sindicato no ato rescisório, nãocaracterização de vício de vontade do empregado, sob pena de nulidade do ato etc) permite-se ao empregado pedir demissão do emprego nas situações supracitadas, ou seja, o empregado poderá, de sua iniciativa, abrir mão da garantia de emprego, rescindindo o contrato de trabalho, sem que com isso, o empregador seja obrigado a indenizar o período da estabilidade provisória. No que tange ao ato de concessão do aviso prévio, oriundo de dispensa sem justa causa, no curso do período de estabilidade, vale notar que a Súmula TST nº 348 prevê que é inválida a concessão do aviso prévio na fluência da garantia de emprego, ante a incompatibilidade dos dois institutos. Assim, o entendimento do TST esposado na supracitada Súmula nº 348 é o de que o aviso prévio e a estabilidade provisória são institutos jurídicos de finalidades diversas, não se permitindo a contagem simultânea dos períodos referentes a cada um. Em outras palavras, somente após fluir o prazo garantido pela estabilidade é que o empregador poderá conceder o aviso prévio.

17.1 Gravidez confirmada no curso do aviso prévio trabalhado - Estabilidade provisória Considerações

Dúvida muito comum no âmbito trabalhista diz respeito à possibilidade de proceder à rescisão contratual sem justa causa de empregada que engravida no curso do aviso prévio trabalhado. Para a solução da questão, fazse necessária a análise da legislação atinente ao tema. Assim, vejamos: O art. 10, II, "b", do Ato das Disposições C onstitucionais Transitórias (ADC T/C F/1988) estabelece que fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa da empregada gestante, desde a confirmação da gravidez até 5 meses após o parto, garantindo, portanto, a estabilidade provisória de emprego. No mesmo sentido, a Instrução Normativa SRT nº 15/2010 , art. 12 , I, "a", que estabelece procedimentos para assistência e homologação na rescisão do contrato de trabalho, prevê que é circunstância impeditiva da homologação, nas rescisões de contrato de trabalho por iniciativa do empregador, quando houver estabilidade de emprego decorrente de gravidez da empregada, desde a sua confirmação até 5 meses após o parto. No âmbito doutrinário e jurisprudencial, a questão não é pacífica, havendo correntes de entendimento favoráveis e contrárias à estabilidade de emprego da empregada cuja gravidez tenha sido constatada durante o curso do aviso prévio, conforme pode se perceber pelas decisões adiante transcritas. Dessa forma, considerando que, durante o aviso prévio trabalhado, o contrato de trabalho continua em pleno vigor, adotamos o entendimento de que a constatação de gravidez da empregada durante esse período constitui impedimento constitucional para a efetivação da rescisão contratual. Esse posicionamento fundamenta-se no fato de que o objetivo maior do legislador foi garantir a paz social, nesse caso representada pela garantia econômica e social proporcionada pela estabilidade no emprego, com a conseqüente tranqüilidade para o normal desenvolvimento da gestação. Nessa situação, portanto, não pode

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conseqüente tranqüilidade para o normal desenvolvimento da gestação. Nessa situação, portanto, não pode ocorrer a dispensa injustificada, e, caso tenha sido dado o aviso prévio, este terá de ser cancelado e a estabilidade provisória deverá ser garantida. Transcrevemos, a seguir, várias decisões judiciais acerca do tema. Súmula do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Súmula TST nº 244 Decisões favoráveis à estabilidade "Gestante - Garantia de emprego - Termo inicial - Confirmação da gravidez no período do aviso prévio Renúncia - A jurisprudência considera irrelevante a ciência pelo empregador da gestação obreira para assegurar à trabalhadora as vantagens do art. 10 , II, ADCT , CF/88. Contudo, a Constituição coloca como termo inicial da garantia a confirmação da gravidez (e não a data estimada da concepção). Confirmado o estado gravídico da empregada durante o aviso prévio, ainda que indenizado, tem ela direito à garantia de emprego, porquanto tal período integra o contrato de trabalho para todos os efeitos (art. 487, § 1º, in fine, CLT). Recusando, entretanto, o retorno ao emprego, sem qualquer justificativa razoável, fixa a obreira marco temporal máximo para a garantia que lhe foi estendida." (Acórdão unânime da 3ª Turma do TRT da 3ª Região - RO 23.011/1997 - Rel. Juiz Maurício José Godinho Delgado - j 26.08.98 - DJ MG 06.10.1998, pág. 06) "Estabilidade gestante - Concepção no curso do aviso prévio trabalhado - Não tem aplicação ao caso concreto a Súmula nº 371/TST (conversão da OJ nº 40 da SDI-I, DJ-20/04/2005), pois se refere aos efeitos do aviso prévio indenizado. O item I da nova redação da Súmula nº 244/TST (DJ-20.05.2005), ao consagrar a responsabilidade objetiva do empregador, considerando irrelevante seu desconhecimento a respeito do estado de gravidez, parte da premissa de que o importante é que a concepção, fato gerador do direito à estabilidade, haja ocorrido na vigência do contrato de trabalho. O aviso prévio trabalhado integra o contrato e, ao contrário da hipótese de aviso prévio indenizado, não tem efeitos apenas financeiros. Logo, deve ser reconhecido o direito à estabilidade gestante quando a concepção haja ocorrido no curso do aviso prévio trabalhado. Precedente da Terceira Turma RR-449600/1998, DJ-10/08/2001. Recurso de Revista conhecido e não provido." (TST - RR 00679/2001-131-17-00.0 - 3ª Turma - Rel. Min. Carlos Alberto Reis de Paula - DJU 10.06.2005) "Gestante - Estabilidade provisória - Comprovado que a reclamante estava grávida no curso do aviso prévio, ainda que indenizado, o fato de o empregador desconhecer seu estado gravídico não o isenta de responsabilidade pelo pagamento dos salários e demais vantagens, na medida em que a responsabilidade é objetiva e decorre do atendimento de 02 (dois) requisitos: 1. Gravidez no curso do contrato; 2. Dispensa imotivada da empregada. Recurso de revista conhecido e provido." (TST - RR 805537 - 4ª Turma - Rel. Juiz Conv. José Antônio Pancotti - DJU 21.05.2004) "Gravidez - Atestado comprobatório de que a gravidez ocorreu no mínimo no prazo do aviso prévio Direito da empregada - Comprovado que a reclamante estava grávida no curso do aviso prévio, conforme atestado, o fato de o empregador desconhecer seu estado gravídico não o isenta de responsabilidade pelo pagamento dos salários e demais vantagens, atento a que a responsabilidade é objetiva, na medida em que decorre de dois elementos: gravidez no curso do contrato e dispensa imotivada da empregada. Recurso de revista conhecido e provido." (TST - RR 576126 - 4ª Turma - Rel. Min. Milton de Moura França - DJU 22.08.2003) "Gestante - Estabilidade provisória - Caracterizada a gravidez no curso do aviso prévio indenizado, fica assegurada à gestante a estabilidade provisória, sendo-lhe devidos os salários do período da garantia. Recurso provido." (TST - RR 87338/1993 - 4ª Turma - Rel. Min. Leonaldo Silva - DJU 22.04.1994, pág. 09087)

Decisões contrárias à estabilidade "Recurso de revista - Empregada gestante. Garantia ao emprego. Concepção no período do aviso prévio. Diferenças salariais. Direito adquirido. Inexistência. 1. Na dicção do c. TST, prescindível a ciência prévia da empresa sobre o estado gravídico da empregada, para a aquisição do direito à garantia tratada no art. 10, inciso II, alínea b, do ADCT (OJSBDI 1 nº 88). Todavia, ocorrendo a concepção no curso do aviso prévio, impossível o reconhecimento da vantagem (OJSBDI 1 nº 40). Precedente. 2. Ostentando a decisão recorrida consonância com a jurisprudência cristalizada do c. TST (OJSBDI 1 nº 59), resta inviabilizada a admissão da revista (Enunciado no 333/TST). 3. Recurso não conhecido." (Acórdão unânime da 1ª Turma do TST - RR 399.555/1997.0 - Rel. Min. João Amílcar Pavan - j 09.05.01 - DJU-e 1 1º.06.2001, pág. 496) "Estabilidade provisória - Gestante - Gravidez ocorrida no curso do aviso prévio - Não se reconhece estabilidade à gestante na hipótese de gravidez ocorrida no curso do aviso prévio. Aplicação da Orientação Jurisprudencial nº 40 da c. SBDI-I do TST..." (TST - RR 372950 - 1ª Turma - Rel. Min. Conv. Altino Pedrozo dos Santos - DJU 19.10.2001 - pág. 546) "Estabilidade provisória - Gravidez ocorrida no curso do aviso prévio - O preceito constitucional inscrito no art. 10, II, alínea 'b' do ADCT veda a dispensa da empregada gestante, desde a confirmação da gravidez até o cinco meses após o parto. A vedação constitucional pressupõe gravidez preexistente à despedida. Constando a corte regional que a gestação ocorreu quando em curso o aviso prévio, hipótese dos autos, descabe cogitar de direito à estabilidade." (TST - RR 304.752/1996-1 - 1ª Turma - Rel. Min. João Oreste Dalazen - DJU 06.08.1999) (ST 124/192) Observe-se que, apesar do posicionamento adotado por nossa redação, tendo em vista a divergência existente, o empregador deverá acautelar-se diante da ocorrência concreta da situação ora retratada, podendo, por medida preventiva, consultar o Ministério do Trabalho e Emprego, bem como o sindicato da

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podendo, por medida preventiva, consultar o Ministério do Trabalho e Emprego, bem como o sindicato da respectiva categoria profissional, sobre o assunto, e lembrar que caberá à Justiça do Trabalho a decisão final da controvérsia, caso seja proposta ação nesse sentido.

18. Contrato a prazo determinado

18.1 Indenização

Nos contratos por tempo determinado não cabe aviso prévio uma vez que o final deste já está preestabelecido desde sua celebração. C onclui-se, portanto, que o aviso prévio é direito específico do contrato por prazo indeterminado.

18.2 Prazo indeterminado - Equiparação

Equipara-se ao contrato por prazo indeterminado, para todos os efeitos legais, o contrato por prazo determinado que: a) for prorrogado por mais de 1 vez ( C LT , art. 451 ); b) suceder a outro contrato por prazo determinado dentro de 6 meses, salvo se a expiração deste dependeu da execução de serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos ( C LT , art. 452 ); c) contiver cláusula assecuratória de direito recíproco de rescisão antecipada e tal direito seja exercido por qualquer das partes ( C LT , art. 481 e Súmula TST nº 163 ); e d) ultrapassar ao prazo máximo de 2 anos ( C LT , art. 445 , caput).

Em tais situações, cabe o pagamento ou a concessão do aviso prévio, além das demais verbas devidas, em virtude de rescisão contratual sem justa causa.

18.3 Contrato de experiência

C ontrato de experiência é uma das formas do contrato a prazo determinado, pois sua duração não pode exceder a 90 dias, já incluída a prorrogação. Portanto, não cabe, a princípio, o aviso prévio nesses contratos. As partes contratantes, se assim acordarem, podem firmar contrato de experiência com cláusula assecuratória de direito recíproco de rescisão contratual antecipada, nos termos da C LT , art. 481. C om esta cláusula, a parte que, sem justo motivo, quiser rescindi-lo antes do termo final está obrigada a conceder à outra o competente aviso prévio. Nesse sentido, a Súmula TST nº 163 dispõe que cabe aviso prévio nas rescisões antecipadas dos contratos de experiência, na forma da C LT , art. 481.

18.4 Contrato a prazo determinado com redução de encargos - Lei nº 9.601/1998

C om base na Lei nº 9.601/1998 , que, dentre outras providências, dispõem sobre o contrato de trabalho por prazo determinado, ficou estabelecido que as convenções e os acordos coletivos de trabalho poderão dispor sobre o contrato de trabalho por prazo determinado. Lembra-se que os contratos a prazo determinado, quando do seu término normal, não gera obrigatoriedade da concessão do aviso prévio por qualquer das partes.
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concessão do aviso prévio por qualquer das partes. A inobservância de quaisquer requisitos previstos na Lei nº 9.601/1998 e Decreto nº 2.490/1998 descaracteriza o contrato por prazo determinado, que passa a gerar os efeitos próprios dos contratos a prazo indeterminado e conseqüentemente, se houver a rescisão contratual será devido o aviso prévio.

19. Afastamento durante o aviso prévio

19.1 Auxílio-doença

Durante o prazo do auxílio-doença previdenciário, o empregado é considerado em licença não remunerada , ficando suspenso o contrato de trabalho enquanto durar o benefício. A suspensão do contrato se efetiva somente a partir do 16º dia de afastamento, quando o empregado passa a receber auxílio-doença da Previdência Social. Os 15 primeiros dias de afastamento são remunerados integralmente pela empresa, prazo este em que o contrato vigora plenamente, considerando-se o período como de interrupção do contrato de trabalho. Assim, se o empregado, durante o curso do aviso prévio, se afastar por motivo de doença, os 15 primeiros dias de afastamento, durante o prazo do aviso, correrão normalmente. A contagem será suspensa somente a partir do 16º dia, quando o empregado recebe o auxílio previdenciário.

AFASTAMENTO POR AUXÍLIO-DOENÇA DURANTE O AVISO PRÉVIO - EXEMPLOS a) Os dias trabalhados mais os 15 primeiros dias ultrapassam o período do aviso prévio. Empregado recebe ou concede aviso prévio de 30 dias em 1º.04. Transcorridos 18 dias de aviso, é afastado por motivo de doença, com alta médica prevista para o dia 1º.06. Neste caso, o aviso prévio está totalmente cumprido. Ao empregado é devida, apenas, a remuneração de 12 dias (complemento do período do aviso) mais os 18 dias trabalhados. Observar, nesse caso, que os dias posteriores ao término do aviso prévio até a data da alta médica são de responsabilidade do INSS.

b) Os dias trabalhados mais os 15 primeiros dias de afastamento não completam o período do aviso prévio. Empregado recebe ou concede aviso prévio de 30 dias em 1º.04. Transcorridos 5 dias do aviso, é afastado por motivo de doença, tendo alta no dia 1º.06. Nesta hipótese, o empregado tem que trabalhar mais 10 dias para completar os 30 de aviso, isto porque os 15 primeiros dias de afastamento, remunerados pela empresa, são contados normalmente como trabalhados e, somados aos 5 já cumpridos, totalizam 20 dias, restando ao empregado, quando retornar ao trabalho, cumprir mais 10 dias para completar o prazo total do aviso.

19.2 Acidente do trabalho

19.2.1 Estabilidade do empregado acidentado - Comentários

Relevante dúvida verificada no departamento de pessoal das empresas diz respeito aos efeitos gerados no contrato de trabalho pelo acidente do trabalho ocorrido no curso do cumprimento do aviso prévio concedido pelo empregador. Nessa situação prevalece o aviso prévio já em curso ou o acidente do trabalho sofrido pelo empregado pré-avisado acarreta a desconsideração do aviso concedido? A questão comporta entendimentos doutrinários controvertidos. C onforme é sabido, o aviso prévio trabalhado nada mais é do que a comunicação feita por uma das partes à outra de que o contrato de trabalho mantido entre ambas será rescindido por falta de interesse em sua continuação. C ontudo, a ruptura contratual só ocorre no último dia do aviso prévio, o que vale dizer que

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continuação. C ontudo, a ruptura contratual só ocorre no último dia do aviso prévio, o que vale dizer que durante o período do aviso prévio trabalhado o contrato de trabalho flui normalmente em todos os seus aspectos. A C LT , art. 487 , § 1º, determina que o prazo do aviso prévio trabalhado ou indenizado integra o tempo de serviço do trabalhador.

Durante o afastamento do empregado motivado por acidente do trabalho o contrato permanece interrompido, uma vez que, durante este período, embora o empregado não se encontre prestando serviços, o contrato continua gerando alguns efeitos, como, por exemplo, os depósitos obrigatórios do FGTS na conta vinculada do trabalhador afastado, bem como a contagem do tempo de serviço para efeitos trabalhistas e previdenciários. Por isso, pode-se concluir que todo o período de afastamento é considerado como de serviço efetivo. O contrato não sofre solução de continuidade, vigorando plenamente em relação ao tempo de serviço. Não obstante o exposto, a Lei nº 8.213/1991 , art. 118 determina que o segurado que sofreu acidente do trabalho tem garantida, pelo prazo mínimo de 12 meses, a manutenção do seu contrato de trabalho; garantia essa contada a partir da data da cessação do auxílio-doença acidentário, independentemente da percepção de auxílio-acidente. Dessa forma, constata-se que só haverá estabilidade provisória de emprego quando o acidente ocasionar afastamento do trabalho por período superior a 15 dias, gerando, por conseguinte, o pagamento do auxíliodoença acidentário. No âmbito doutrinário, observa-se a existência de entendimento no sentido de que, com relação ao empregado pré-avisado que sofre acidente do trabalho, o seu contrato flui normalmente, efetuando-se a rescisão na data prevista, ou seja, o contrato de trabalho expira-se ao término do período do aviso prévio, prevalecendo este e não a suposta estabilidade. Alguns defendem o entendimento de que, se o prazo do aviso prévio se extinguir dentro dos 15 primeiros dias de afastamento, este estará totalmente cumprido, efetuando-se a rescisão no último dia do aviso. Entretanto, se a soma dos dias trabalhados e dos dias de afastamento, inclusive após os 15 primeiros, resultar em prazo inferior ao do aviso prévio, o empregado retorna ao trabalho para completar os dias do aviso, não observando, portanto, a estabilidade acidentária. Outra corrente de entendimento, em sentido contrário, entende que somente não seria aplicada a estabilidade se o aviso prévio se extinguisse dentro dos 15 primeiros dias do afastamento. C aso contrário, ou seja, permanecendo o contrato (aviso prévio) em vigor após o 15º dia de afastamento, o empregado estaria em gozo do benefício previdenciário e, quando do seu retorno, gozaria da estabilidade de 12 meses prevista no citado artigo, motivo pelo qual o aviso prévio concedido seria desconsiderado. O Tribunal Superior do Trabalho (TST), por meio das Súmulas nºs 371 e 378 adiante reproduzidas, consubstanciou o seu entendimento acerca do tema ao dispor: "Nº 371 - Aviso prévio indenizado. Efeitos. Superveniência de auxílio-doença no curso deste. (conversão das Orientações Jurisprudenciais nºs 40 e 135 da SBDI-1) - Res. 129/2005 - DJ 20.04.2005 A projeção do contrato de trabalho para o futuro, pela concessão do aviso prévio indenizado, tem efeitos limitados às vantagens econômicas obtidas no período de pré-aviso, ou seja, salários, reflexos e verbas rescisórias. No caso de concessão de auxílio-doença no curso do aviso prévio, todavia, só se concretizam os efeitos da dispensa depois de expirado o benefício previdenciário. (exOJs nºs 40 e 135 - Inseridas respectivamente em 28.11.1995 e 27.11.1998)" "Nº 378 - Estabilidade Provisória. Acidente do Trabalho. Art. 118 da Lei nº 8.213/1991 . (inserido item III) - Res. 185/2012, DEJT divulgado em 25, 26 e 27.09.2012 I - É constitucional o artigo 118 da Lei nº 8.213/1991 que assegura o direito à estabilidade provisória por período de 12 meses após a cessação do auxílio-doença ao empregado acidentado. (ex-OJ nº 105 da SBDI-1 - inserida em 01.10.1997) II - São pressupostos para a concessão da estabilidade o afastamento superior a 15 dias e a conseqüente percepção do auxílio-doença acidentário, salvo se constatada, após a despedida, doença profissional que guarde relação de causalidade com a execução do contrato de emprego. (primeira parte - ex-OJ nº 230 da SBDI-1 - inserida em 20.06.2001) III - O empregado submetido a contrato de trabalho por tempo determinado goza da garantia provisória de emprego decorrente de acidente de trabalho prevista no art. 118 da Lei nº 8.213/91 ."

Da análise dessas duas Súmulas verifica-se que, segundo o entendimento do TST, ocorrendo afastamento por auxílio-doença no curso do aviso prévio indenizado, os efeitos da dispensa só se concretizam após expirado o prazo do benefício previdenciário (parte final da Súmula nº 371). Dessa forma, considerando que quem pode o mais pode o menos (brocardo jurídico), se o auxílio-doença concedido no curso do aviso prévio indenizado (período projetado no tempo) tem o condão de adiar os efeitos da dispensa para o término do benefício previdenciário, com muito mais razão serão observados os mesmos efeitos quando se tratar de benefício concedido no curso do aviso prévio trabalhado.
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A Súmula nº 378, em seu item II, ao estabelecer que o pressuposto para a conc essão da estabilidade ao empregado acidentado é o afastamento superior a 15 dias e a conseqüente percepção do benefício previdenciário, excetua as situações em que, após a dispensa, ocorre a constatação de doença profissional que guarde relação com o contrato de trabalho. O que vale dizer que, ainda que não tenha havido afastamento do trabalhador das suas atividades na vigência do contrato, se for constatada doença profissional após a ruptura contratual, que tenha como causa as condições ligadas ao contrato de trabalho rompido, o empregado fará jus à estabilidade. Ante todo o exposto, entendemos que caso o empregado pré-avisado sofra, no curso do aviso prévio trabalhado, acidente do trabalho típico, de trajeto, ou seja acometido de doença profissional ou do trabalho (equiparadas ao acidente,) cujo afastamento seja superior a 15 dias, estará caracterizado o direito à estabilidade provisória no emprego, razão pela qual o aviso prévio será desconsiderado. Portanto, a empresa somente poderá dispensar o trabalhador acidentado após o decurso do período de estabilidade de 12 meses contados a partir da cessação do auxílio-doença acidentário, com a concessão de novo aviso prévio. Esse posicionamento se fundamenta não somente nas disposições da citada legislação, das mencionadas Súmulas, ou no aspecto social da questão, mas também por considerar que o objetivo do aviso prévio concedido pelo empregador é facultar ao empregado a procura de nova colocação no mercado de trabalho, e se ele, em virtude do acidente sofrido, não tem condições de procurar novo emprego, o mencionado objetivo não será atingido. Para melhor entendimento do tema, transcrevemos a seguir algumas decisões judiciais. "Doença profissional equiparada a acidente do trabalho - Estabilidade provisória - Aviso prévio indenizado - O deferimento do auxílio-doença acidentário no curso da projeção do aviso prévio indenizado enseja o reconhecimento da estabilidade provisória contemplada no art. 118 da Lei nº 8.213/91 ." (TRT 12ª Região - RO-V 01386-2002-018-12-00-0 - (03138/20053665/2004) - Florianópolis - 1ª Turma - Rela Juíza Maria do Céo de Avelar - J. 14.02.2005) "Doença-profissional - Reconhecida no curso do aviso prévio - Estabilidade acidentária - Cabimento Independentemente da ausência de afastamento do trabalho por período superior a quinze dias (diante da própria natureza deste acidente de trabalho) e a inexistência de comunicação de acidente de trabalho (CAT), mas comprovada a existência de doença do trabalho e o seu nexo causal com o trabalho realizado (mesmo após a extinção do contrato de trabalho), faz jus o trabalhador à manutenção de seu contrato de emprego com fulcro no artigo 118 da Lei nº 8.213/91 ." (TRT 15ª Região - RO 1446-2001-115-15-00-6 - (22743/05) 11a C. - Rela p/o Ac. Juíza Maria Cecília Fernandes Alvares Leite - DOE SP 20.05.2005, pág. 49) "Estabilidade - Aviso prévio indenizado - Superveniência de auxílio-doença acidentário - 1. O aviso prévio, ainda que indenizado, apõe um termo final ao contrato de emprego por tempo indeterminado, cuja cessação somente se opera após o exaurimento do respectivo prazo, em virtude de Lei ( CLT , art. 489 e artigo 487 , § 1º). Daí se segue que os direitos e as obrigações inerentes ao contrato de emprego remanescem até o término do aviso prévio. 2. As causas de suspensão do contrato de emprego provenientes de força maior, tais como a doença profissional e o acidente de trabalho típico, provocam igualmente a suspensão do aviso prévio, cujo fluxo somente pode ser retomado após o desaparecimento da respectiva causa. Incidência do art. 476 da CLT . 3. O artigo 118 da Lei nº 8.213/91 garante ao segurado, vítima de acidente de trabalho, o direito à estabilidade no emprego, pelo prazo mínimo de doze meses, após a cessação do auxílio-doença acidentário. Irrelevante que a concessão do benefício previdenciário verifique-se no curso do aviso prévio, tendo em vista que os efeitos da dispensa só se concretizam depois de expirado o benefício previdenciário, já que vigente o contrato. Aplicação da Orientação Jurisprudencial nº 135 da SDI-1 do TST. 4. Se despedido e pré-avisado o empregado, sobrevém a concessão de auxílio-doença em favor do empregado, em virtude de doença profissional comunicada pelo sindicato ao INSS no curso do aviso prévio, cabe ao empregador reatar a execução do contrato que, juridicamente, não pode romper-se. 5. Incensurável decisão que determina reintegração de empregado, beneficiário de auxílio-doença acidentário, concedido no curso do aviso prévio, ainda que indenizado. 6. Recurso de revista de que não se conhece." (TST - AIRR e RR 812911 1ª Turma - Rel. Min. João Oreste Dalazen - DJU 11.06.2004) "Acidente do trabalho - Doença profissional - O pronunciamento da Previdência Social sobre a existência ou não de acidente do trabalho ou doença profissional configura ato administrativo, que goza de presunção de legitimidade e cujos efeitos só podem ser desconstituídos pela via administrativa ou judicial própria. Estabilidade provisória - Aviso prévio - As estabilidades não eletivas, para cujo implemento não concorre a manifestação de vontade do trabalhador, podem ser adquiridas no curso do aviso prévio. Assistência judiciária - A prova da miserabilidade, a partir da Lei nº 7.115/83 , pode ser feita mediante declaração do interessado, sob as penas da Lei." (TRT 4ª Região - RO 00243.008/00-7 - 7ª Turma - Rel. Juiz Conv. José Cesário Figueiredo Teixeira - J. 13.08.2003) "Acidente do trabalho no curso do aviso prévio - Estabilidade - É detentor de estabilidade no emprego o trabalhador que se acidenta no local de trabalho, ainda que no curso do aviso prévio, uma vez que este se computa no tempo de serviço do empregado para todos os fins." (TRT 4ª Região - RO 00601.921/99-2 - 4ª Turma - Rela Juíza Beatriz Renck - J. 12.09.2002) "Estabilidade acidentária - Aquisição no período do aviso prévio cumprido - Acidente do trabalho do trabalho ocorrido no curso do aviso prévio cumprido gera direito à estabilidade acidentária, eis que a rescisão somente se torna efetiva depois de expirado o prazo do pré-aviso. Ademais, a inaptidão temporária do empregado para o serviço também o torna inapto para buscar nova colocação no mercado de trabalho, finalidade social do instituto. (RO 00771-2004-669 - 08-06-05)." (TRT 9ª Região - Proc. 00771-2004-669-09-

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finalidade social do instituto. (RO 00771-2004-669 - 08-06-05)." (TRT 9ª Região - Proc. 00771-2004-669-0900-0 - (14950-2005) - Rel. Juiz Arnor Lima Neto - DJ PR 17.06.2005) "Doença profissional equiparada a acidente do trabalho que enseja o gozo de auxílio-doença pela empregada - Garantia de emprego prevista no art. 118 da lei nº 8.123/91 - Reconhecido que a recorrida entrou em gozo de benefício previdenciário em 20.08.1998, por força de doença profissional equiparada a acidente do trabalho, adquirida no curso do contrato de trabalho mantido com o recorrente, resta evidente que na data estipulada pelo mesmo para a rescisão contratual 17.09.1998 (computado o período do aviso prévio indenizado), encontrava-se ela ao abrigo da estabilidade prevista no art. 118 da Lei nº 8.213/91 , em face do que se tem por correta a decisão a quo que determinou sua reintegração ao emprego em decisão liminar e ratificada na sentença. Recurso do reclamado a que se nega provimento." (TRT 4ª Região - RO 01004.702/98-1 - 4ª Turma - Rela Juíza Conv. Maria Helena Lisot - J. 24.10.2002)

"Estabilidade acidentária - Doença profissional - Diagnóstico de competência exclusiva do INSS - A competência acerca do enquadramento da doença sofrida pelo empregado como acidente do trabalho é exclusiva do INSS. Assim, tendo a entidade autárquica deferido ao trabalhador auxílio-doença acidentário, diagnosticando LER, resta devida a estabilidade acidentária de que trata o art. 118 da Lei nº 8.213/91 , ainda que deferido o benefício previdenciário no curso do aviso prévio, porque reconhecida pelo órgão competente a ocorrência da doença profissional durante a vigência do contrato de emprego." (TRT 12ª Região - RO-V 00162-2001-011-12-00-5 - (13369/2002) - Florianópolis - 1ª Turma - Rel. Juiz Gerson Paulo Taboada Conrado - J. 26.11.2002) "Agravo de instrumento - Recurso de revista - Estabilidade provisória - Aviso prévio indenizado Acidente de trabalho - Orientação jurisprudencial nº 135 DA SBDI-1 do TST - A jurisprudência desta Corte, consubstanciada na Orientação Jurisprudencial nº 135 da SBDI-1, consagra o entendimento no sentido de ser irrelevante, para efeito de estabilidade provisória decorrente de acidente de trabalho, que o benefício previdenciário tenha sido concedido no período do aviso prévio. Decisão recorrida em consonância com referida orientação não rende ensejo a recurso de revista. Assim, a circunstância de o empregado obter auxílio-doença acidentário no curso do aviso prévio não lhe retira o direito à estabilidade provisória prevista no artigo 118 da Lei nº 8.213/91 , se constatada a persistência das seqüelas decorrentes do acidente de trabalho ocorrido antes da despedida sem justa causa. Agravo de instrumento não provido." (TST - AIRR 1.883/2002-004-18-40.7 - 1ª Turma - Rel. Min. Lélio Bentes Corrêa - DJU 13.05.2005) "Acidente de trabalho ocorrido durante o período de pré aviso: A tenossinovite é doença do trabalho adquirida por lesões por esforços repetitivos; constatada a doença no curso do período de aviso prévio, resta devida a reintegração do trabalhador diante do que dispõe o artigo 118 da Lei 9.213/91, mormente se configurado que o empregador não efetuou o comunicado de acidente de trabalho ao órgão previdenciário. Na impossibilidade da reintegração, converte-se em indenização o período de garantia de emprego." (Acórdão unânime da 4ª Turma do TRT da 2ª Região - RO 02980439740 - Rel. Juiz Afonso Arthur Neves Baptista - j 31.08.1999 - DO SP 14.09.1999, pág. 67) "Estabilidade provisória - Acidente de trabalho - Concessão do benefício no período do aviso prévio indenizado - Garantia provisória do emprego (ou indenização substitutiva) - Art. 118 , da Lei n. 8.213/91 . Para deferimento da estabilidade provisória é necessário que seja demonstrado o nexo causal entre a patologia que causou o afastamento e a doença profissional, com a concessão do benefício do auxílio-doença acidentário, deferido pelo órgão previdenciário oficial, por período de afastamento superior a quinze dias. Sendo preenchidos estes requisitos faz jus o obreiro à garantia provisória de emprego (ou indenização substitutiva), em decorrência do disposto no art. 118 , da Lei n. 8.213/91 ." (Acórdão da 1ª Turma do TRT da 3ª Região - RO 20.808/96 - Rel. Juiz Manuel Cândido Rodrigues - DJ MG 05.02.1999, pág. 6) "... provisória - Acidente do trabalho - Artigo 118 da Lei nº 8.213/91 - Pressupostros - A constatação de doença profissional mesmo após a despedida do empregado garante-lhe o direito à estabilidade acidentária, desde que guarde relação de causalidade com a execução do contrato de emprego, conforme estabelece o item II da Súmula nº 378 do TST. Recurso de revista não conhecido." (TST - RR 413/1999-018-15-00.4 - 5ª Turma - Rel. Min. Aloysio Corrêa da Veiga - DJU 03.02.2006) "Acidente do trabalho - Ocorrência no curso do aviso prévio - Estabilidade não reconhecida - Hipótese em que o acidente do trabalho ocorreu no curso do prazo do aviso prévio, quando já manifestada pelo empregador sua intenção de extinguir a relação de emprego. Aplicabilidade da orientação jurisprudencial nº 40 da SDI/TST, segundo a qual a projeção do contrato de trabalho para o futuro, pela concessão do aviso prévio indenizado, tem efeitos limitados às vantagens econômicas obtidas no período de pré-aviso. Sendo inviável a aquisição da estabilidade nesse período, cumpre acolher o recurso ordinário para absolver a reclamada da totalidade da condenação." (TRT 4ª Região - RO 01179.002/00-8 - 2ª Turma - Rel. Juiz Juraci Galvão Júnior - J.10.07.2002)

Observe-se que, apesar do posicionamento adotado pelo C onselho Técnico da IOB, tendo em vista a inexistência de dispositivo legal expresso que discipline o assunto, o empregador deverá acautelar-se diante da ocorrência concreta da situação ora retratada, podendo, por medida preventiva, consultar o Ministério do Trabalho e Emprego ou, ainda, o sindicato da respectiva categoria profissional acerca da questão e lembrar que caberá à Justiça do Trabalho a decisão final, caso seja proposta ação nesse sentido.

19.2.2 Exame médico - Implicações

Uma das dúvidas mais freqüentes por parte das empresas, verificada por ocasião da rescisão do contrato de
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Uma das dúvidas mais freqüentes por parte das empresas, verificada por ocasião da rescisão do contrato de trabalho, diz respeito à possibilidade ou não de proceder à rescisão contratual do trabalhador quando, no seu exame médico demissional, fica constatada a inaptidão para o trabalho. As perguntas normalmente formuladas nessa hipótese são: é possível dar prosseguimento à rescisão já iniciada? O empregado inapto tem direito à estabilidade no emprego até que a sua saúde seja restabelecida? Para a elucidação das dúvidas em comento, devemos analisar a legislação aplicável à matéria. Assim vejamos.

A Norma Regulamentadora (NR 7 ), aprovada pela Portaria MTb nº 3.214/1978 , determina que todos os empregadores cujos empregados sejam regidos pela C onsolidação das Leis do Trabalho (C LT) estão obrigados a elaborar e implementar o Programa de C ontrole Médico de Saúde Ocupacional ( PC MSO ), que tem por objetivo a promoção e a preservação da saúde dos trabalhadores. O art. 168 , II, da C onsolidação das Leis do Trabalho (C LT) dispõe ser obrigatória a realização de exame médico por ocasião da demissão. O mencionado PC MSO deve incluir entre os seus exames obrigatórios o exame médico demissional, que deve ser realizado até a data da homologação da rescisão contratual, podendo, inclusive, ser dispensada a sua realização desde que tenha sido realizado outro exame médico ocupacional em período inferior a 135 dias, para as empresas cuja atividade econômica tenha graus de risco 1 e 2, e inferior a 90 dias, para aquelas cujos mesmos graus de risco sejam 3 e 4. O Tribunal Superior do Trabalho, por meio das Súmulas nºs 371 e 378, descritas no subitem 19.2.1consubstanciou o seu entendimento acerca do tema, para determinar que caso ocorra a ruptura do contrato de trabalho e, se no período de projeção do aviso prévio indenizado o trabalhador dispensado vier a ter direito ao benefício de auxílio-doença motivado por enfermidade não decorrente da profissão ou do trabalho, a dispensa só se efetiva após a alta médica previdenciária. C aso seja constado, após a ruptura contratual, a existência de doença profissional que guarde relação de causalidade com a execução do contrato, o trabalhador estaria em gozo da estabilidade provisória de emprego. C onclui-se, portanto, que no entendimento do TST a concessão do benefício de auxílio-doença motivada por enfermidade não decorrente do trabalho, no período de projeção do aviso prévio indenizado, adia os efeitos da rescisão para a data da expiração do benefício previdenciário. Apenas no caso de constatação de doença profissional após a ruptura contratual é que o trabalhador estará em gozo da estabilidade provisória, situação em que a rescisão contratual ocorrida se torna inválida. Ante o exposto, entendemos, salvo melhor juízo, que a constatação de qualquer doença do trabalhador por ocasião da realização do exame médico demissional não lhe assegura qualquer tipo de garantia de manutenção de emprego. Nessa hipótese, a rescisão será mantida, cabendo ao trabalhador requerer à Previdência Social o benefício que lhe for cabível desde que atenda aos requisitos necessários à respectiva concessão. C aso o mencionado benefício seja concedido, aí então os efeitos da rescisão seriam concretizados após a alta médica previdenciária. Em sendo constatada, no exame médico demissional, a existência de doença profissional ou do trabalho (equiparadas a acidente do trabalho) que demandem incapacidade para o exercício da atividade, o empregado estaria em gozo de estabilidade provisória e, por essa razão, a ruptura contratual não poderia ocorrer. O nosso entendimento se firma nas seguintes ponderações: a) a função do exame médico demissional não é a de vedar a rescisão contratual em caso de ser constatada a inaptidão do trabalhador dispensado, posto que o mencionado exame pode ser realizado até a data da homologação e esta, por sua vez, dependendo do caso, pode ocorrer até 10 dias corridos após o término do contrato. Portanto, se a intenção do legislador tivesse sido a de impedir a ruptura contratual em caso de ser constada a inaptidão, a data da realização do exame seria fixada para período anterior à rescisão e não após esta; b) sendo constatada a inaptidão do trabalhador lhe será assegurada a concessão do benefício previdenciário a que fizer jus. Portanto, a ruptura contratual não estará desamparando o trabalhador, lançando-o no mercado de trabalho sem condições de exercer as suas funções, posto que caberá ao médico integrante do PC MSO orientar o trabalhador inapto quanto às providências necessárias à recuperação da sua saúde e, se for o caso, encaminhá-lo à Previdência Social para requerer o benefício correspondente e, somente se o benefício vier a ser concedido, os efeitos da rescisão serão adiados para a ocasião da expiração do benefício previdenciário; c) em sendo constatada a inaptidão decorrente de doença do trabalho ou profissional, a rescisão não poderia ocorrer em virtude da garantia de emprego prevista no art. 118 da Lei nº 8.212/1991 . Assim, a ruptura contratual havida se torna inválida; d) a norma legal em momento algum concedeu garantia de emprego, em geral, ao trabalhador considerado inapto, exigindo apenas a realização do exame médico demissional.

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Não obstante o entendimento ora adotado, a questão é controvertida, existindo, tanto na doutrina como na jurisprudência trabalhistas, entendimentos e decisões em sentidos diversos, ou seja, alguns defendem a posição de que a simples constatação de inaptidão para o trabalho no exame médico demissional, independentemente de ser decorrente ou não de moléstia profissional ou do trabalho, impede a ruptura contratual do trabalhador. Transcrevemos, a seguir, algumas decisões judiciais sobre o tema. "Recurso ordinário - Término do contrato de trabalho - Prova - A data anotada no registro de baixa do contrato de trabalho do reclamante é dotada de presunção de veracidade iuris tantum. Não a elide a mera invocação da data de realização do exame médico demissional, ato que, embora prescrito pela legislação vigente, não se apresenta como requisito prévio à dispensa do empregado. De regra, trata-se de procedimento de natureza administrativa, relacionado à segurança e medicina do trabalho, sendo normalmente realizado após a data de efetivo rompimento do liame, mas antes da homologação da rescisão pelos órgãos competentes, como autoriza a NR nº 07, item 7.4.3.5, do Ministério do Trabalho. Recurso improvido, no particular." (TRT- 6ª Região - Proc. 01150-2007-019-06-00-7 - 1ª Turma - Rel. Des. Valdir José Silva de Carvalho - J. 27.05.2008) "Agravo de instrumento - Nulidade da despedida - Exame demissional - O art. 168 , II, da Consolidação das Leis do Trabalho , ao estabelecer a obrigatoriedade do exame médico demissional, não impôs sanção no sentido de impedir o direito potestativo de dispensa por parte do empregador. Logo, não há se falar em direito à reintegração. Multa do art. 477, § 8º, da CLT. Diante da situação delineada nos autos, não há que se falar em aplicação da multa prevista no art. 477 da CLT . Agravo de instrumento não provido." (TST - AI-RR 56957/2002-900-04-00.2 - 4ª Turma - Rela Juíza Conv. Maria Doralice Novaes - DJU 22.06.2007) "Reintegração - Art. 168, inciso II, da Consolidação das Leis do Trabalho - Obrigatoriedade do examemédio demissional - A pretensão do autor está adstrita à sua reintegração no emprego, ao argumento de que, comprovado no exame médico demissional que se encontrava enfermo, não poderia ter sido demitido. Ocorre que o artigo 168, inciso II da CLT , que o autor considera violado, limita-se a dispor acerca da obrigatoriedade do exame médico no momento da demissão do empregado, nada versando acerca da pretendida garantia de emprego, razão pela qual não há como se reconhecer ofensa do citado dispositivo consolidado. Agravo de instrumento a que se nega provimento." (TST - AIRR 1728/2000-051-01-00.4 - 1ª Turma - Rel. Min. Lelio Bentes Corrêa - DJU 10.06.2005) "Exame médico demissional obrigatório - Art. 168 da CLT - Garantia de emprego - O art. 168 da CLT , ao dispor sobre a obrigatoriedade da realização do exame médico quando da demissão do empregado, não cria nenhuma garantia de emprego, em razão de o empregador descumprir a obrigação, razão pela qual não enseja a admissibilidade do recurso de revista pela alínea "c" do art. 896 da CLT , quando a decisão do Regional mantém a sentença que negou a reintegração no emprego. Agravo de instrumento não provido." (TST - AIRR 53614 - 4ª Turma - Rel. Min. Milton de Moura França - DJU 21.05.2004) "Doença profissional - Nulidade da demissão - Requisitos - O contrato de trabalho não pode ser rescindido pela empresa, imotivadamente, enquanto em curso licença médica ou benefício previdenciário, já que no referido período encontra-se suspenso. Se não ocorrida tal situação, outra há que se configurar: Ter a doença sido qualificada pelo INSS como decorrente da atividade profissional e assim qualificada como acidente de trabalho, e ter o obreiro, assim, obtido o devido auxílio-doença, que determina o eventual início da estabilidade acidentária. A mera constatação, por médico do trabalho, em exame admissional ou demissional, de inaptidão para o serviço, não enseja a caracterização como doença profissional apta a qualificar a nulidade da dispensa e a reintegração no emprego, se de tal exame médico não decorreu licença para o trabalho. Recurso conhecido e desprovido. Sentença mantida." (TRT-10ª Região - RO 00969/2002 - 3ª Turma - Rel. Juiz Douglas Alencar Rodrigues - DJU 06.09.2002) "Recurso de revista - Reintegração - Ausência do exame médico demissional - 1. O descumprimento da regra insculpida no art. 168, inciso II, da CLT , por ausência de exame demissional, não se revela suficiente para embasar condenação em reintegração no emprego, tendo em vista não haver cominação de nulidade da dispensa pela inobservância de tal exigência, mas apenas a previsão de eventual sanção administrativa, nos termos do art. 201 do referido diploma legal. 2. Agravo de instrumento a que se nega provimento." (TST AIRR 41167/2002-900-04-00.2 - 1ª Turma - Rel. Min. João Oreste Dalazen - DJU 21.10.2005) "Exame médico demissional - Não se equipara à perícia médica, nem gera, por si só, nulidade da dispensa. A Lei não condiciona a validade da rescisão do contrato à realização de exame médico demissional, nem tem amparo jurídico a alegação de que o exame realizado foi equivalente a uma simples consulta médica. O exame médico admissional ou demissional previsto no art. 168 da CLT não se equipara à perícia médica. Sua finalidade não é investigar doenças crônicas, de origem ocupacional, e sim constatar a higidez física e mental do trabalhador antes, durante e ao final do contrato. A falta do exame, ou o exame precário das condições de saúde, só tem importância jurídica se posteriormente ficar provado que o empregado é portador de doença ocupacional, adquirida em razão do trabalho exercido exclusivamente na empresa." (TRT2ª Região - RO 02142-2002-302-02-00 - (20050883202) - 9ª Turma - Rel. p/o Ac. Juiz Luiz Edgar Ferraz de Oliveira - DOESP 20.01.2006) "Nulidade da despedida - Não-realização de exame médico demissional - Sendo a autora considerada apta para o trabalho em exame ocupacional realizado em período não superior a noventa dias, estava a demandada desobrigada de realizar o exame demissional previsto no inciso II do art. 168 da CLT , a teor do que dispõe o item 7.4.3.5 da NR-7 da Portaria 3.214/78, em sua nova redação. Negado provimento." (TRT-4ª Região - RO 01181-2004-019-04-00-6 - Relª Rosane Serafini Casa Nova - J. 26.11.2008) "Agravo de instrumento em recurso de revista - Reintegração - A Corte Regional registrou não haver previsão, em cláusula normativa, normativa, de reintegração do empregado, na hipótese de não efetuado o exame médico demissional. Recurso de revista desfundamentado, ante a ausência de indicação de violação de dispositivo legal ou de divergência jurisprudencial (art. 896 da CLT ). Agravo de instrumento a que se nega
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dispositivo legal ou de divergência jurisprudencial (art. 896 da CLT ). Agravo de instrumento a que se nega provimento." (TST - AIRR 1401/2002-900-01-00 - Rel. Min. Pedro Paulo Manus - DJe 28.11.2008) "Recurso de revista - Estabilidade provisória - Doença profissional - 1- A Súmula nº 378, II, do TST prevê que o empregado tem jus à estabilidade provisória se, uma vez findo o contrato de trabalho, é constatada doença profissional decorrente dos serviços prestados, independentemente da ocorrência de afastamento superior a quinze dias e da percepção do auxílio-doença. 2- Entretanto, no caso, porque exaurido o período de estabilidade, são devidos, apenas, os salários relativos ao período compreendido entre a data da despedida e o final do período da estabilidade, não se admitindo a reintegração no emprego, nos termos da Súmula nº 396, item I, do TST..." (TST - RR 6578/2002-902-02-00 - Rela Min. Maria Cristina Irigoyen Peduzzi - DJe 06.02.2009) "...Dispensa imotivada - Estabilidade provisória - Doença ocupacional no prazo do aviso-prévio Ocorrência não demonstrada - A Corte regional manteve o indeferimento do pleito, consignando que, ''não tendo o Reclamante gozado auxílio doença acidentário, não havendo prova de que a Reclamada tenha impedido, por algum modo, a fruição do benefício, nem se configurando qualquer hipótese de suspensão ou de interrupção do contrato de trabalho ao tempo da comunicação da dispensa, não se afiguram os pressupostos para impedimento da dispensa apresentados pelo Reclamante''. Dessa decisão não se depreende violação da literalidade dos arts. 487 da CLT e 20, § 2º, e 118 da Lei nº 8.213/91 . Conclusão diversa depende de revolvimento de fatos e provas, procedimento obstado nesta instância extraordinária, a teor da Súmula nº 126 do TST. Divergência não caracterizada. Recurso de revista de que não se conhece." (TST - RR 39761/2002-900-03-00 - Rel. Min. Fernando Eizo Ono - DJe 06.02.2009)

"Recurso de revista - Estabilidade provisória - Doença profissional - 1- O entendimento firmado no acórdão regional harmonizase com a jurisprudência desta Corte, a teor da Súmula nº 378, II, do TST, que prevê que o empregado tem jus à estabilidade provisória se, uma vez findo o contrato de trabalho, é constatada doença profissional decorrente dos serviços prestados, independentemente da ocorrência de afastamento superior a quinze dias e da percepção do auxílio-doença. 2 - Entretanto, no caso, são devidos, apenas, os salários relativos ao período compreendido entre a data da despedida e o final do período estabilitário, não se admitindo a reintegração no emprego, nos termos da Súmula nº 396, item I, do TST..." (TST - RR 10604/2002-902-02-00 - Rela Mina Maria Cristina Irigoyen Peduzzi - DJe 12.12.2008) "Estabilidade - Doença preexistente ao contrato de trabalho sem nexo com as atividades exercidas Atitude discriminatória não comprovada - Reintegração indevida - O direito à estabilidade provisória, ou à correspondente indenização, visa coibir o empregador de efetuar a dispensa daqueles trabalhadores a que a Constituição Federal e a Lei Ordinária asseguram estabilidade no emprego, como o trabalhador que adquiriu doença profissional, equiparada ao acidente de trabalho, em razão das atividades desenvolvidas em prol do empregador, nos termos do art. 118 da Lei nº 8.212/91 . Se, contudo, a doença que acomete o obreiro é preexistente ao contrato de trabalho, não decorrendo das atividades exercidas; Se não comprovada a ciência do empregador sobre a doença; Se o exame médico demissional declara o obreiro apto sem restrições;e, por fim, se não resta comprovada a despedida discriminatória em virtude da doença, não se cogita de nulidade da despedida imotivada, mas de mero exercício do poder potestativo de resilição contratual do empregador. Recurso da Reclamante a que se nega provimento." (TRT-9ª Região - ACO 00618-2006-094-09-00-5 - Rel. Ubirajara Carlos Mendes - J. 01.06.2007) "Nulidade da despedida. Reintegração. Exame médico demissional. Exame médico demissional realizado de acordo com as determinações da Portaria NR-7, da Portaria no 3.214/78. Laudo pericial que não considerou a enfermidade do autor como doença profissional. Despedida válida. Provimento negado." (Acórdão da 3ª Turma 4ª Região - RO 00217.721/97-4 - Rel. juiz Otacilio Silveira Goulart Filho - Fonte 06.11.2000) "Agravo de instrumento - Recurso de revista - Reintegração - A reintegração foi deferida porque o exame médico demissional revelou que o demandante não estava apto para a demissão. Agravo conhecido, mas não provido." (TST - AIRR 136/2000-471-01-40.7 - 3ª Turma - Rel. Juiz Conv. José Ronald C. Soares DJU 11.11.2005)

Observe-se que, apesar do entendimento anteriormente descrito considerando-se a inexistência de dispositivo legal disciplinando especificamente o procedimento a ser observado na situação em comento, o empregador deverá acautelar-se diante da ocorrência concreta da situação ora retratada, sendo aconselhável, por medida preventiva, consultar o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), bem como o sindicato da respectiva categoria profissional sobre o assunto, lembrando-se que caberá à Justiça do Trabalho a decisão final da controvérsia, caso seja proposta ação nesse sentido.

20. Férias

O período de descanso das férias permite ao empregado recuperar a capacidade física para o trabalho, enquanto que o aviso prévio permite ao empregado a busca de um novo emprego. Dada a distinção desses dois institutos trabalhistas, não é possível a concessão cumulativa de ambos.

20.1 Pedido de demissão durante as férias - Considerações
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20.1 Pedido de demissão durante as férias - Considerações

A C LT , art. 129 , estabelece que "todo empregado terá direito anualmente ao gozo de um período de férias, sem prejuízo da remuneração". Vale ressaltar que, durante o gozo de férias o contrato de trabalho está interrompido. Isto quer dizer que, neste período o contrato continua gerando efeitos, inclusive com relação à contagem de tempo de serviço, não havendo, contudo, prestação de serviço. Tratando-se de rompimento do contrato de trabalho por iniciativa do empregado, considerando a inexistência de fundamento legal expresso, predomina o entendimento doutrinário e jurisprudencial de que inexiste qualquer fator que impeça o empregado de formalizar o seu pedido de demissão, ainda que, por qualquer motivo o respectivo contrato esteja interrompido ou suspenso. Em virtude da referida omissão firmou-se na doutrina o entendimento que será possível tal procedimento, todavia os doutrinadores divergem quanto à data do início do aviso prévio. Há quem entenda que o início do aviso prévio ocorrerá a partir do dia em que o empregado deveria retornar, ou seja, após o termino das férias. Na hipótese de não cumprir o aviso, a empresa poderá descontar o valor correspondente. Por outro lado, existe o entendimento de que se o empregado, nas férias, comparece a empresa, pede demissão e pretende cumprir o aviso prévio, este fluiria a partir dessa data, uma vez que segundo esses doutrinadores não existe incompatibilidade jurídica entre se estar de férias e conceder aviso prévio à empresa. Todavia, se o empregado pretender a rescisão imediata durante suas férias, sem a concessão do aviso prévio, cabe à empresa considerar o restante do descanso como férias vencidas indenizadas, descontando o valor correspondente ao aviso não concedido. Nestes termos, caberá ao empregador adotar o procedimento que melhor lhe convenha, após verificar a existência ou não de disposição expressa sobre o assunto no documento coletivo de trabalho da categoria profissional respectiva.

21. Dissolução da empresa

21.1 Encerramento normal das atividades

A cessação das atividades da empresa não a desobriga do pagamento do aviso prévio ( Súmula TST nº 44 ).

21.2 Falência

Rescindido o contrato de trabalho motivado por falência da empresa, fica esta obrigada ao pagamento do aviso prévio aos empregados ( C LT , art. 449 ).

21.3 Força maior

É todo acontecimento inevitável, em relação à vontade do empregador, e para a realização do qual este não concorreu, direta ou indiretamente ( C LT , art. 501 , caput). C onsiderando que a força maior é um acontecimento inevitável e imprevisível e que não depende da vontade do empregador, não é devido o aviso prévio. C ontudo, a imprevidência do empregador exclui a razão de força maior ( C LT , art. 501 , § 1º).
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Lembra-se que, à ocorrência de motivo de força maior que não afetar substancialmente, nem for suscetível de afetar, em tais condições, a situação econômica e financeira da empresa, não se aplicam as restrições relativas ao disposto na C LT , Título IV, C apítulo VIII, ou seja, não se consideram as condições pertinentes à "força maior".

22. Casos especiais

22.1 Empregado doméstico

Desde 05.10.1988, data da promulgação da C onstituição Federal , é devido o aviso prévio aos empregados domésticos ( C F/1988 , art. 7º , parágrafo único combinado com o inciso XXI). C onsiderando que a C F/1988 , art. 7º , dispõe sobre os direitos dos trabalhadores, surgiram duas correntes sobre o aviso prévio do empregado doméstico. A primeira entende que o empregado doméstico tem somente o direito ao aviso prévio e não a obrigação, visto que a C F/1988 , art. 7º , caput, trata apenas dos direitos dos trabalhadores e que a obrigação ao aviso prévio está prevista na C LT , art. 487 , § 2º, a qual não se aplica a esta classe de trabalhadores (domésticos). Ou seja, caso o doméstico venha pedir demissão, não estaria, segundo esta corrente, obrigado a conceder o aviso prévio ao empregador. Já uma segunda corrente defende que a todo direito tem-se a corresponde obrigação. Assim, se aos trabalhadores domésticos é estendido o direito ao aviso prévio, automaticamente, também, será imposta a eles, no caso de pedido de demissão, o dever da concessão do aviso prévio ao empregador doméstico, sob pena de ressarcir o valor correspondente (indenização por parte do doméstico). Lembramos, ainda, que o aviso prévio concedido pelo empregador possibilita ao empregado a procura de nova colocação. Por outro lado, no pedido de demissão, o empregador deve ter a mesma oportunidade, isto é, de contratação de outro empregado para o cargo. Diante do exposto, entendemos que a segunda corrente é mais condizente com o objetivo preconizado na legislação, ou seja, deve o empregado que pede demissão do emprego conceder o aviso prévio ao seu empregador, sob pena de o desconto do valor relativo ao aviso ser efetuado do pagamento das demais verbas rescisórias. Não obstante o entendimento ora adotado, ressaltamos que o empregador doméstico deverá se acautelar diante da ocorrência concreta do caso citado, devendo, por medida preventiva, consultar o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) sobre o assunto, e lembrar que caberá à Justiça do Trabalho a decisão final da controvérsia caso a parte que se sinta prejudicada promova a competente ação. Para melhor entendimento do tema, transcrevemos adiante a orientação do MTE constante da C artilha do Trabalhador Doméstico e dois acórdãos judiciais. - C artilha do Trabalhador Doméstico - Trabalho Doméstico - Direitos e Deveres - Orientações (editado pelo MTE - Brasília, 2007, e constante de pesquisa realizada em 28.07.2008 no site http://www.mte.gov. br/Publicacões/FiscalizaçãodoTrabalho". "13. Aviso prévio - De, no mínimo, 30 dias (art. 7º, parágrafo único, C onstituição Federal). Quando uma das partes quiser rescindir o contrato de trabalho, deverá comunicar à outra sua decisão, com antecedência mínima de 30 dias. No caso de dispensa imediata, o(a) empregador(a) deverá efetuar o pagamento relativo aos 30 dias do aviso prévio, computando-o como tempo de serviço para efeito de férias e 13º salário (art. 487, § 1º, C LT). A falta de aviso prévio por parte do(a) empregado(a) dá ao empregador(a) o direito de descontar os salários correspondentes ao respectivo prazo (art. 487, § 2º, C LT). Quando o(a) empregador(a) dispensar o(a) empregado(a) do cumprimento do aviso prévio, deverá fazer constar, expressamente, do texto do aviso, indenizando o período de 30 dias.
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O período do aviso prévio indenizado será computado para fins de cálculo das parcelas de 13º salário e férias. ................................................................................................................. Outras Obrigações do(a) Empregado(a) Doméstico(a) Quando pedir dispensa, o(a) empregado(a) deverá comunicar ao(à) empregador(a) sua intenção, com a antecedência mínima de 30 dias. ................................................................................................................. Informações C omplementares sobre Rescisão do C ontrato de Trabalho ................................................................................................................. Verbas rescisórias devidas ao empregado doméstico por pedido de demissão: - Aviso prévio o(a) empregado(a) deve comunicar o(a) empregador(a) a sua decisão, com antecedência mínima de 30 dias. ................................................................................................................. A falta do aviso prévio por parte do(a) empregado(a) dá ao empregador(a) o direito de descontar o salário correspondente ao respectivo prazo). ................................................................................................................" - Acórdãos "Empregada doméstica. Dispensa imotivada. Aviso prévio. Ausência de cumprimento. Desconto. Possibilidade. A Constituição Federal , com oportunidade e justiça, assegura aviso prévio aos trabalhadores domésticos (art. 7º, XXI e parágrafo único). Ainda que a Lei nº 5.859 , de 11.12.72, não faça remissão às normas da CLT , que regulamentam o aviso prévio, dever-se-á recorrer, na necessidade de integração da garantia constitucional, à analogia legis, sob a autorização do art. 8º daquele último Texto e do art. 4º da Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro . O aviso prévio dos trabalhadores regidos pela CLT encontra o mesmo lastro constitucional que aquele endereçado aos empregados domésticos: há um mesmo padrão legal, não havendo razões que aconselhem tratamento diferenciado. Necessário, então, o recurso ao Capítulo VI do Título IV da CLT (com atenção para a disciplina compatível com o rol de direitos estabelecidos pelo referido art. 7º, parágrafo único, da Carta Magna), quando se houver de decidir qualquer questão relativa ao aviso prévio do trabalhador doméstico. Merecendo conhecer o propósito de sua empregadora, no sentido de a dispensar, a empregada doméstica faz jus ao aviso prévio ( CLT , art. 487 ), devendo, no entanto, trabalhar pelo prazo pertinente (trinta dias), salvo se expressamente dispensada de o fazer, em qualquer caso com a remuneração do período. Deixando de cumprir o aviso prévio, dará ensejo ao desconto do valor correspondente, nas parcelas recebidas ao termo do pacto, como faculta o art. 487, § 2º, da CLT. A Constituição Federal , quando evoca o instituto, torna aplicável o regramento próprio, não se podendo olvidar que mesmo o contrato de trabalho doméstico é bilateral e contém direitos e obrigações recíprocas para as partes que o celebram. Com a garantia do aviso prévio, os trabalhadores domésticos aceitam a contrapartida, qual seja, concedê-lo, quando tencionarem pedir demissão, e cumpri-lo, quando o receberem, sem que haja dispensa: direitos e obrigações são faces de uma mesma moeda. Recurso Ordinário em procedimento sumaríssimo conhecido e desprovido." (Acórdão da 3ª Turma do TRT da 10ª Região - RO 4.194/2002 - Rel. Juiz Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira - J. 11.12.2002 - DJU 3 17.01.2003, pág. 69) "Empregada doméstica. Justa causa. Entendo serem aplicáveis à relação de emprego, doméstica, por analogia, os preceitos dos artigos 482 e 483 da CLT , isto porque o aviso prévio, previsto constitucionalmente no artigo 7º , XXI, da Constituição Federal , é assegurado aos domésticos por força do parágrafo único desse preceito constitucional. Assim, não havendo outra regulamentação do aviso prévio desse preceito constitucional no Direito Brasileiro, senão aquela constante do instituto consolidado, temos que é a CLT que deve reger o direito do empregado doméstico ao aviso prévio, inclusive nas hipóteses em que este não será devido, como é o caso da justa causa." (Acórdão unânime da 1ª Turma do TRT da 3ª Região - RO 1.180/2000 - Rel. Juíza Maria Auxiliadora Machado Lima - J. 03.07.2000 - DJ MG 21.07.2000, pág. 8)

22.2 Estagiário

Não cabe aviso prévio nos contratos de estágio (Lei nº 11.788/2008 ).

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22.3 Rural

Ao trabalhador rural aplicam-se as mesmas normas do trabalhador urbano, exceto quanto ao horário de trabalho durante o cumprimento do aviso prévio trabalhado, quando a rescisão é promovida pelo empregador. Neste caso, o empregado tem direito a faltar 1 dia por semana, sem prejuízo do salário integral, para procurar outro emprego (Lei nº 5.889/1973 , art. 15 e Regulamento das Relações Individuais e C oletivas de Trabalho Rural - Decreto nº 73.626/1974 , arts. 21 e 22 ).

22.4 Temporário

Nos termos da Lei nº 6.019/1974 e do Decreto nº 73.841/1974 , tanto na dispensa sem justa causa como no término normal do contrato de trabalho temporário não há previsão para concessão do aviso prévio. Ocorre que, a contar de 05.10.1988, data da promulgação da C onstituição Federal/1988 , os direitos assegurados no seu art. 7º, passaram a ser discutíveis se seriam ou não estendidos à categoria dos trabalhadores temporários. A controvérsia supramencionada existe tanto em matéria jurisprudencial como també m na doutrina trabalhista. Nesse aspecto surgiram duas correntes de interpretação, a primeira entende que o trabalhador temporário faz jus aos direitos assegurados na C F/1988 , art. 7º , porque estão abrangidos pela expressão "trabalhadores urbanos" inserida no caput daquele dispositivo constitucional, bem como não foi feita qualquer ressalva pelo legislador constituinte da não-aplicação daquelas garantias sociais àqueles trabalhadores. C onseqüentemente, os temporários fazem jus, dentre outros direitos sociais, ao aviso prévio nas rescisões antecipadas. Uma segunda corrente entende, ao contrário da primeira, que como os trabalhadores temporários não foram expressamente arrolados no art. 7º, como foi o caso dos trabalhadores rurais, domésticos e avulsos, eles não são titulares dos direitos ali elencados. Assim, os temporários não fazem jus, dentre outras garantias, ao aviso prévio previsto na C F/1988 , art. 7º , XXI. C onsoante entendimento da segunda corrente, os temporários, também, não estão classificados como "trabalhadores urbanos", cuja expressão foi inserida na C F/1988 , art. 7º , caput. Para tanto sustentam a tese de que, se os trabalhadores temporários fazem parte da expressão "trabalhadores urbanos" para fins de aquisição dos direitos assegurados naquele dispositivo constitucional, os trabalhadores autônomos, por exemplo, além de outros não especificados, também deveriam ser titulares daqueles direitos, posto que, igualmente aos temporários, os autônomos também podem ser considerados como trabalhadores urbanos. Diante da dualidade de interpretações e, até que a dúvida não seja definitivamente dirimida por meio de um ato legal ou pela jurisprudência uniforme sobre o assunto, a empresa deverá acautelar-se quanto à concessão ou não do aviso prévio aos temporários, ficando sujeita ao cumprimento da decisão judicial oriunda de eventual reclamatória trabalhista, conforme a posição que tenha adotado sobre o tema.

22.5 Representante comercial autônomo

A representação comercial autônoma é exercida por pessoa jurídica ou física, sem vínculo empregatício, devidamente inscrita no respectivo C onselho Regional, que desempenha, em caráter não eventual, por conta de uma ou mais pessoas, a mediação para a realização de negócios mercantis agenciando propostas ou pedidos, para transmiti-los aos representados, praticando ou não atos relacionados com a execução dos negócios. A parte que, sem justo motivo, rescindir o contrato de representação ajustado por tempo indeterminado e em vigor por mais de 6 meses, se obriga, salvo outra garantia prevista no contrato, à concessão de pré-aviso, com antecedência mínima de 30 dias, ou ao pagamento de 1/3 das comissões auferidas pelo representante, nos 3 meses anteriores, devidamente corrigidas (Lei nº 4.886/1965 , arts. 34 e 33 , § 3º, com alterações introduzidas pela Lei nº 8.420/1992 ).

22.6 Professor
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No período de férias escolares, e não de férias do professor , é possível exigir serviços relacionados exclusivamente com a realização de exames, sendo-Ihes assegurada remuneração correspondente ( C LT , art. 322 ). C onsiderando essa situação, o entendimento predominante é de que é possível a concessão do aviso prévio aos professores no curso das férias escolares, ou no término do ano letivo, desde que Ihes seja assegurada a remuneração correspondente ao período e desde que não coincida com o gozo de suas férias normais ( C LT , art. 129 e Súmula TST nº 10 ).

22.7 Empregados abrangidos pelo regime de trabalho a tempo parcial

Tratando-se de empregados abrangidos pelo regime de trabalho a tempo parcial não há qualquer alteração legal no que concerne às regras de concessão do aviso prévio. Assim, os empregados abrangidos pelo regime de trabalho a tempo parcial estão sujeitos aos mesmos critérios e condições de aplicação do instituto do aviso prévio estabelecidos na C LT para os demais empregados contratados para jornada integral (normalmente 44 horas semanais).

23. Prescrição

23.1 Trabalhadores urbanos e rurais (empregados celetistas)

O direito de ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, tem prazo prescricional de 5 anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de 2 anos após a extinção do contrato ( C F/1988 , art. 7º , XXIX, na redação dada pela Emenda C onstitucional nº 28/2000 ) Assim, se o empre gado ingressar com ação dentro dos 2 anos da data da cessação do contrato de trabalho, poderá reclamar os últimos 5 anos, dependendo da hipótese.

23.2 Menores

No que concerne aos empregados menores de 18 anos, há previsão expressa de que contra eles não corre prazo prescricional ( C LT , art. 440 ). Isto quer dizer que somente quando o empregado completar 18 anos de idade é que o prazo prescricional começa a fluir, de acordo com o disposto no subtópico 23.1 deste procedimento.

23.3 Trabalhadores avulsos

A C F/1988 , art. 7º , XXXIV assegurou igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício e o trabalhador avulso (o que normalmente presta serviços com interveniência do sindicato), entendendo-se, portanto, que deva ser observado o mesmo prazo de prescrição para ambos. Desta forma, aplica-se ao avulso os critérios sobre prazo prescricional descritos no subtópico 23.1 deste procedimento, ou seja, o disposto na C F/1988 , art. 7º , XXIX, observada a alteração promovida pela EC nº 28/2000 .

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24. Encargos sociais - Incidências

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24. Encargos sociais - Incidências

Veja o quadro de incidências de INSS, FGTS e IRRF sobre valores pagos a título de aviso prévio trabalhado e indenizado, no procedimento Tabela Prática de Incidências .

25. Penalidades - Multas

O descumprimento do disposto na C LT , arts. 487 , 488 , 489 , 490 e 491 , que tratam da "Do Aviso Prévio", sujeita o infrator à multa de 378,2847 (*) Unidades Fiscais de Referência (UFIR), conforme C LT , art. 510 combinado com a Portaria MTb nº 290/1997 . Importante (*) Nos termos da Lei nº 10.522/2002 , art. 29 , § 3º, está extinta a Unidade Fiscal de Referência - UFIR, instituída pela Lei nº 8.383/1991 , art. 1º . No que concerne às implicações da extinção da UFIR na legislação trabalhista, informamos que não há, até o presente momento, qualquer manifestação oficial por parte do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Assim, tendo em vista que as multas por infração à legislação trabalhista estão representadas em quantidade de UFIR, conforme cada tipo de infração, nos termos da supracitada Portaria MTb nº 290/1997 , aguarda-se que o MTE venha se manifestar sobre os critérios que passarão a ser adotados para fins de aplicação das multas trabalhistas após a extinção da UFIR, ocasião em que retornaremos ao assunto. Não obstante os supracitados comentários, vale lembrar que por meio da Lei nº 10.192/2001 , art. 6º , parágrafo único, ficou estabelecido que a reconversão para Real dos valores expressos em UFIR, extinta em 27.10.2000, será efetuada com base no valor dessa Unidade fixado para o exercício de 2000, ou seja, R$ 1,0641. Havendo qualquer manifestação oficial por parte dos órgãos competentes, voltaremos a informar sobre o assunto. Não obstante os comentários anteriores, verificamos que no site do MTE consta a seguinte Tabela de Multas Administrativas em reais.

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26. Jurisprudência

26.1 Súmulas do Tribunal Superior do Trabalho (TST)

Súmula TST nº 10 Súmula TST nº 44 Súmula TST nº 73 Súmula TST nº 125 Súmula TST nº 163 Súmula TST nº 182 Súmula TST nº 212 Súmula TST nº 276 Súmula TST nº 314 Súmula TST nº 354

26.2 Aviso prévio - Regulamentação

"Mandado de injunção: ausência de lei regulamentadora do direito ao aviso prévio proporcional; ilegitimidade passiva do empregador suprida pela integração do processo do Congresso Nacional; mora legislativa: critério objetivo de sua verificação: procedência, para, declarada a mora, notificar o legislador para que a supra." (Ac do STF-Pleno - MI 95-6-RR - Rel. para o Ac Min. Sepúlveda Pertence - j 07.10.92 - DJU I 18.06.93, p 12.108) "Aviso prévio proporcional. O aviso prévio proporcional tem caráter programático, pendente, pois, de legislação infraconstitucional que o regulamente, ou seja, o art. 7º, inciso XXI, da Carta Magna, não é auto-

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aplicável. A ausência de regulamentação não autoriza o preenchimento do vazio legal por decisão judicial, eis que a Constituição já elegeu a fonte normativa regulamentadora, qual seja, a lei. Revista conhecida e provida." (Ac un da 5ª T do TST - RR 194.903/95.7-4ª R - Rel. Min. Antonio Maria Thaumaturgo Cortizo - j 21.08.96 - DJU 1 11.10.96, p 38.841) "Aviso prévio proporcional. A Constituição Federal estabeleceu que o aviso prévio proporcional ao tempo de serviço (art. 7º, XXI) seria devido nos termos da Lei Ordinária, garantindo, contudo, o prazo mínimo de 30 dias. Vê-se assim que o aviso prévio proporcional tem caráter programático, dependendo de legislação infraconstitucional para sua regulamentação, que até o momento não foi tratada pelo Congresso Nacional." (Ac un da 5ª T do TST - RR 173.859/95.9-4ª R - Rel. Min. Armando de Brito -j 20.03.96 - DJU 1 31.05.96, p 19.119) "O aviso prévio, até que seja editada lei regulamentadora, na forma do art. 7º , XXI, da Constituição Federal de 1988 , é de trinta dias, não se cogitando, portanto, de proporcionalidade." (Ac un da 2ª T do TST RR 159.695/95.8-4ª R - Rel. Min. Pimenta de Mello - j 05.12.95 - DJU 1 17.05.96, p 16.587) "Aviso prévio proporcional - O aviso prévio proporcional, com base no tempo de serviço, depende de legislação regulamentadora, não sendo auto-aplicável. Devolução de descontos - Indevida a devolução de descontos efetuados a título de seguro de vida, a teor do Enunciado 342 do TST. Revista parcialmente conhecida e provida." (Ac un da 2ª T do TST - RR 519.424/98.2-4ª R - Rel. Min. Ricardo M. Ghisi - j 1º.12.99 DJU 1 11.02.00, p 147)

26.3 Contrato de experiência - Cláusula assecuratória de direito recíproco de rescisão antecipada

"Contrato de experiência. Aviso prévio. Não é devido o aviso prévio nos contratos de experiência em que não haja a cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antecipada, quando o contrato foi rescindido antes do termo." (Ac un da 3ª T do TRT da 10ª R - RO 2016/92 - Rel. Juiz Francisco Leocádio - j 15.07.93 - DJU II 09.08.93, p 30.818) "Contrato de experiência - Aviso prévio - É justamente porque na modalidade dos contratos a termo não há espaço para o aviso prévio que não se pode cogitar da aplicação do disposto no artigo 481 da CLT , senão na restrita hipótese de constar expressamente o contrário no contrato. Segundo a máxima de Carlos Maximiliano, 'as exceções não se deixam ao arbítrio do intérprete; devem ser expressas e, ainda assim, compreendidas e aplicadas estritamente'." (Ac da 4ª T do TRT da 8ª R - mv, no mérito - RO 5.490/98 - Rel. Juíza Francisca Oliveira Formigosa - j 02.02.99 - DO PA 1 03.02.99, p 04)

26.4 Aviso prévio - Prazo

"Aviso prévio. O aviso prévio de 60 dias estabelecido em convenção coletiva há de ser cumprido." (Ac do TRT da 12ª R - mv - RO 294/88 - Rel. Juiz C.A. Godoy Ilha - DJ SC 26.04.89, p 21) "Aviso prévio. Prazo. Com a promulgação da Constituição Federal de 1988 restou derrogado o aviso prévio de 8 dias quando a periodicidade do pagamento fosse semanal, prevalecendo, em qualquer hipótese, o pré-aviso de 30 dias." (Ac da 2ª T do TRT da 3ª R - mv - RO 114/91 - Red. Juiz Sebastião G. de Oliveira - j 28.01.92 - "Minas Gerais" II 06.03.92, p 85) "Aviso prévio de 120 dias. Previsão em acordo coletivo. Validade. I - Válido é o acordo coletivo de trabalho que estabelece prazo de 120 dias para o aviso prévio. II - A vontade das partes traduzida em instrumento coletivo há que ser respeitada pelo Poder Judiciário, até mesmo em face do contido no artigo 7º , XXVI, da Constituição Federal (reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho). III -O artigo 620 da CLT estatui a prevalência da norma mais favorável ao empregado. Esse, aliás, é o princípio basilar em que inspirado o Direito do Trabalho. IV - Recurso de revista parcialmente conhecido e provido." (Ac da 1ª T do TST - mv, no mérito - RR 258.596/96.6-15ª R - Rel. Min. João Oreste Dalazen - j 30.09.98 - DJU 1 11.12.98, p 68)

26.5 Aviso prévio trabalhado com redução facultativa de 7 dias - Contagem do prazo para pagamento das verbas rescisórias

"Multa - Art. 477 CLT. Aviso prévio restante cumprido em casa. O aviso prévio deve ser contado por inteiro, quando os últimos sete dias o reclamante fica dispensado do trabalho para procura do emprego, em substituição à saída antecipada de duas horas diárias. Desta forma, o contrato de trabalho se estende até o término do aviso prévio, considerados os sete dias como de trabalho efetivo. O pagamento das verbas rescisórias, efetuado em prazo contado a partir do término do aviso, está correto e não incide na mora a autorizar a multa do art. 477 da CLT . Recurso da reclamada provido, no particular." (Ac da 2ª T do TRT da 9ª R - mv, no mérito - RO 3826/93 - Rel. Juiz José Montenegro Antero - j 25.01.94 - DJ PR 11.03.94, p 267)

26.6 Aviso prévio indenizado - Anotação na CTPS da data de saída
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"Cômputo do período do aviso prévio para efeito de anotação na CTPS da data de desligamento do empregado. Nas hipóteses em que o empregador tem o direito potestativo de dispensa imediata do empregado, a data a ser anotada na carteira de trabalho é a da saída, do desligamento, do rompimento de fato do contrato de trabalho, ainda que se trate de dispensa que assegure ao empregado o direito à indenização do aviso prévio. A projeção do período do aviso prévio será apenas para assegurar ao empregado o direito de ser beneficiado por qualquer espécie de vantagem que venha a surgir no período." (Ac un da 4ª T do TST - RR 145.546/94.1-3ª R - Rel. Min. Galba Velloso - j 10.05.95 - DJU 1 09.06.95, p 17.518) "Carteira de trabalho - Anotação - Aviso prévio indenizado. O aviso prévio indenizado projeta-se como tempo de serviço para efeito de receber o empregado os direitos trabalhistas a que faria jus, se trabalhando estivesse no seu c urso. Na Carteira de Trabalho, todavia, a data a ser lançada é aquela que corresponda ao efetivo momento em que se deu o rompimento do contrato de trabalho, e não aquela relativa ao último dia do período do aviso indenizado, mesmo porque esta ficção jurídica não é reconhecida pela Previdência Social, seja para efeito de benefícios, seja com vistas às contribuições (art. 28 , parágrafo 9º, da Lei nº 8.212 , de 24.07.91)." (Ac un da 1ª T do TST - RR 112.334/94.7-4ª R - Rel. Min. Indalécio Gomes Neto - j 22.09.94 - DJU 1 21.10.94, p 28.574) "Aviso prévio superior a 30 dias. Contagem para todos os fins. As verbas rescisórias devem ser calculadas levando-se em conta o tempo de aviso prévio, não importando ter sido este prazo estipulado por negociação das partes ou por concessão da empresa, eis que a integração do aviso prévio no tempo de serviço e a repercussão das verbas rescisórias sobre o mesmo decorrem de lei (§ 1º, art. 487 , CLT ), além disso, a jurisprudência desta Corte, consubstanciada na Orientação Jurisprudencial nº 82, é no sentido de que a data da saída do empregado a ser anotada na CTPS é a do término do aviso prévio, ainda que indenizado. Revista não conhecida." (Ac un da 2ª T do TST - RR 536.283/99.8-3ª R - Rel. Min. Vantuil Abdala - j 28.06.00 - DJU-e 1 04.08.00, p 571)

26.7 Aviso prévio "cumprido em casa"

"Aviso prévio com dispensa do cumprimento. A circunstância de o empregado cumprir aviso prévio em casa, estando ele dispensado da prestação de serviços, constitui pacificamente tempo de serviço à disposição do empregador e, como tal, deve ser remunerado, surtindo efeitos, ainda, para a contagem do tempo de serviço. De fato, faz parte integrante do contrato de trabalho. A seu termo ou mesmo antes dele, as partes podem convencionar que fica a comunicação da dispensa sem efeito e resolver reconsiderá-lo. Nos termos do art. 489 da CLT , esta faculdade está prevista. Assim é que reformulei entendimento meu já apresentado em votações de casos outros, para considerar aplicável à hipótese do chamado aviso prévio para cumprir em casa como medida lícita de exercício do poder de comando do empregador, e que não traz prejuízos para o hipossuficiente. Ao revés, é-lhe vantajoso o sistema, posto que, mais do que a lei conceda, não terá só duas horas diárias para procurar uma nova colocação, ainda que juridicamente esteja vinculado ao empregador dador do pré-aviso. Nova orientação da SDI, que acompanha, todavia faz com que dê provimento ao Recurso." (Ac un da SDI do TST - ERR 100.337/93.0-2ª R - Rel. Min. Armando de Brito - j 11.06.96 - DJU 1 16.08.96, p 28.241) "Aviso prévio cumprido em casa - Inexiste no mundo jurídico tal figura. Tendo o empregador determinado que o empregado cumpra o pré-aviso em casa, tal se afigura como dispensa do seu cumprimento, vez que, prescindindo dos préstimos do obreiro, nada justifica mantê-lo atrelado ao pacto laboral, porquanto não poderá o hipossuficiente conseguir novo emprego enquanto não tiver liberada sua CTPS, restando-lhe apenas o ócio no período. Há que se cumprir o disposto na alínea b do parágrafo 6º do artigo 477 da CLT." (Ac da 7ª T do TRT da 2ª R - mv - RO 02970374310 - Rel. Designado Juiz José Mechango Antunes - j 27.07.98 - DO SP 02.10.98, p 217)

26.8 Aviso prévio "cumprido em casa" - Prazo para quitação das verbas rescisórias

"Aviso prévio. Multa. O cumprimento do aviso prévio em casa equivale ao descumprimento daquele instituto, pois decorre de ato de vontade do empregador, revelando não mais persistir interesse na continuidade da prestação de serviços pelo empregado. Assim, o pagamento das parcelas constantes do instrumento de rescisão deverá ser efetuado até o décimo dia, contado da data da dispensa do aviso prévio, art. 477, § 6º, alínea 'b', da CLT , cuja inobservância importará na aplicação da multa prevista no § 8º, do mesmo dispositivo legal. Recurso de Embargos conhecido e provido." (Ac un da SBDI 1 do TST -ERR 109.684/94.0-2ª R - Rel. Min. José Luciano de Castilho Pereira - j 19.08.96 - DJU 1 11.10.96, p 38.720) "Aviso prévio cumprido em casa. Multa art. 477, § 8º, da CLT. A lei preceitua que o aviso prévio pode ser trabalhado ou indenizado. O seu cumprimento em casa não é modalidade expressa prevista em norma jurídica. Tal procedimento decorre de ato volitivo da empresa que não tem mais interesse no labor do obreiro, tampouco na continuidade da relação empregatícia. Nesta hipótese, a homologaçã o rescisória deve ocorrer dentro do prazo mais curto de tempo possível e não se prolongar, sob pretexto de interpretação extensiva do art. 4º Consolidado, eis que configura privilégio econômico do mais forte. Revista conhecida e provida." (Ac un da 5ª T do TST - RR 227.742/95.2-6ª R - Rel. Min. Antonio Maria Thaumaturgo Cortizo - j 08.05.96 - DJU 1 14.06.96, p 21.365)
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"Aviso prévio cumprido em casa. A dação do aviso prévio para ser cumprido em casa equivale à

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"Aviso prévio cumprido em casa. A dação do aviso prévio para ser cumprido em casa equivale à indenização do mesmo, para efeito da contagem do prazo da alínea 'b' do § 6º do art. 477 consolidado. Embargos rejeitados." (Ac da SDI do TST - mv - ERR 67.710/93.5-3ª R - Rel. Min. Afonso Celso - j 28.11.95 DJU 1 02.02.96, p 1.023) "Aviso prévio cumprido em casa. Multa do art. 477 da CLT . A lei não contempla a figura do aviso prévio cumprido em casa, logo este equivale à dispensa do seu cumprimento, sujeitando o empregador à observância da regra prescrita na alínea 'b' do § 6º do artigo 477 da CLT. Não obedecendo o prazo para o pagamento das verbas rescisórias é devida a multa fixada no § 8º da precitada regra consolidada. Revista não provida." (Ac un da 3ª T do TST - RR 149.424/94.3-3ª R - Rel. Min. Roberto Della Manna - j 16.08.95 - DJU 1 15.12.95, p 44.339) "Aviso-prévio - cumprimento em casa. Se o empregador, no uso de seu poder potestativo, e por conveniência própria, determinar que o empregado cumpra o aviso prévio, sem trabalhar, em casa, tal determinação corresponde à dispensa de seu cumprimento, sujeitando-se, por isso mesmo, ao pagamento das parcelas constantes do instrumento de rescisão, ou recibo de quitação até o décimo dia, contados da data da dispensa do cumprimento do aviso, sob pena de incidir em multa a favor do empregado, em valor equivalente ao seu salário. Interpretação do art. 477, §§ 6º e 8º da CLT. Recurso de Revista conhecido e provido." (Ac un da 2ª T do TST - RR 139.979/94.3-2ª R - Rel. Min. Aloísio Carneiro - j 20.09.95 - DJU 1 17.11.95, p 39.412) "Aviso prévio. Multa. A autorização da empresa para que o empregado cumpra o aviso prévio em casa, não caracteriza qualquer das hipóteses elencadas no artigo 477, § 6º, 'b', da Consolidação das Leis do Trabalho , ou seja, ausência, indenização ou dispensa do cumprimentro do aviso prévio. Trata-se, portanto, de hipótese prevista na alínea 'a', do mesmo artigo. Recurso de Revista conhecido e provido." (Ac da 4ª T do TST - mv, no mérito - RR 133.056/94.6-2ª R - Rel. Min. Almir Pazzianotto Pinto - j 22.03.95 - DJU 1 12.05.95, p 13.271) "Aviso prévio cumprido em casa - Não é ilegal o aviso prévio cumprido em casa, eis que benéfico ao trabalhador, não havendo falar em pagamento dos títulos rescisórios em atraso se a quitação ocorreu no primeiro dia útil após o vencimento do prazo." (Ac da 7ª T do TRT da 2ª R - RO 02970467113 - Rel. Juiz Gualdo Formica - j 16.11.98 - DO SP 18.12.98, p 119) "Aviso prévio cumprido em casa. Prazo para pagamento das verbas rescisórias. A reclamada admite no recurso que o reclamante cumpriu aviso prévio em casa. A hipótese mencionada retrata a dispensa do cumprimento do aviso prévio por parte do empregador, ou o pagamento de aviso prévio indenizado, pois não há salário sem trabalho, incidindo a empresa nas disposições da alínea b, do § 6º do artigo 477 da CLT , devendo, pois, pagar as verbas rescisórias até o décimo dia 'da notificação da demissão'; caso contrário, sujeitar-se-á ao pagamento da multa. Dessa forma, o prazo para pagamento da multa é de dez dias contados da data da concessão do aviso prévio. Multa devida." (Ac un da 3ª T do TRT da 2ª R - RO 02990125005 - Rel. Juiz Sergio Pinto Martins - j 08.02.00 - DO SP 10.03.00, p 97)

26.9 Aviso prévio trabalhado - Prazo para quitação das verbas rescisórias

"Multa - Art. 477 CLT. Aviso prévio restante cumprido em casa. O aviso prévio deve ser contado por inteiro, quando os últimos sete dias o reclamante fica dispensado do trabalho para procura do emprego, em substituição à saída antecipada de duas horas diárias. Desta forma, o contrato de trabalho se estende até o término do aviso prévio, considerados os sete dias como de trabalho efetivo. O pagamento das verbas rescisórias, efetuado em prazo contado a partir do término do aviso, está correto e não incide na mora a autorizar a multa do art. 477 da CLT . Recurso da reclamada provido, no particular." (Ac da 2ª T do TRT da 9ª R - mv, no mérito - RO 3826/93 - Rel. Juiz José Montenegro Antero - j 25.01.94 - DJ PR 11.03.94, p 267)

26.10 Aviso prévio - Prazo para quitação das verbas rescisórias - Contagem do prazo

"Multa do artigo 477, § 8º da CLT - Marco inicial para contagem do prazo para quitação das verbas rescisórias. A contagem do prazo para quitação das verbas decorrentes da rescisão contratual disposta no artigo 477, § 6º, alínea b, da CLT , exclui necessariamente o dia da notificação e inclui o dia do vencimento, em obediência ao disposto no artigo 125 do Código Civil, considerando a inexistência de norma na CLT disciplinando a forma de contagem do referido prazo. Embargos conhecidos e providos. Nulidade do v. acórdão embargado por negativa de prestação jurisdicional e devolução das parcelas relativas ao seguro saúde. O recurso de revista, em face de sua natureza extraordinária, tem lugar apenas nas hipóteses elencadas no art. 896 da CLT . Recurso não conhecido quanto a estes temas." (Ac un da SBDI-1 do TST - ERR 202.486/95.8-2ª R - Rel. Min. Leonaldo Silva - j 09.02.98 - DJU 1 20.02.98, pp 265/6) "Violação do art. 896 da CLT . A interpretação do artigo 894 da CLT permite concluir que a definição da especificidade dos arestos apresentados na Revista é uma questão que não extravasa o âmbito de competência da Turma. 2. Pagamento das Verbas Rescisórias - Início da Contagem do Prazo. O artigo 477 da CLT indica a data da notificação da demissão como ponto de referência para a fluência do prazo para pagamento das parcelas constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação. Todavia inexiste na CLT dispositivo disciplinando a forma como deve ser feita a contagem do citado prazo. Tal circunstância autoriza a invocação da norma geral prevista no artigo 125 do Código Civil, segundo o qual, na contagem dos prazos, deve ser excluído o dia da notificação e incluído o dia do vencimento. Embargos parcialmente conhecidos e providos." (Ac un da SBDI-1 do TST -ERR 224.196/95.6-3ª R - Rel. Min. Ronaldo Leal - j 13.10.97 - DJU 1 28.11.97, p 62.370) "Aviso prévio. Início da contagem. Art. 125, Código Civil. Aplica-se a regra prevista no art. 125, do Código
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Civil, à contagem do prazo do aviso prévio. (OJ 122)." (Ac un da 3ª T do TST - RR 364.686/97.92ª R - Rel. Min. José Zito Calasãs Rodrigues - j 18.11.98 - DJU 1 05.02.99, p 240)

26.11 Aviso prévio - Falta de redução da jornada e realização de horas extras - Conseqüências

"Aviso prévio - redução da jornada - nulidade. No curso do aviso prévio, se a rescisão tiver sido promovida pelo empregador, a jornada deve ser reduzida em duas horas diárias, conforme dispõe o art. 488 da CLT . Assim sendo, não havendo a redução legal, inexiste o aviso prévio, por restar frustrada a principal finalidade do instituto, que é, justamente, propiciar ao empregado tentar obter novo emprego. Revista provida." (Ac un da 1ª T do TST - RR 132.542/94.2-2ª R - Rel. Min. Afonso Celso - j 22.03.95 - DJU 1 28.04.95, p 11.418) "Aviso prévio - redução - substituição por horas extras. É ilegal substituir o período que se reduz da jornada de trabalho, no aviso prévio, pelo pagamento de horas extras correspondentes. A adoção deste procedimento sujeita o empregador ao pagamento da indenização equivalente, com a sua projeção no tempo de serviço para todos os efeitos legais. Revista parcialmente conhecida e provida." (Ac un da 3ª T do TST - RR 162.749/95.5-2ª R - Rel. Min. Roberto Della Manna - j 13.03.96 - DJU 1 10.05.96, p 15.382) "Aviso prévio - redução da jornada - nulidade. No curso do aviso prévio, se a rescisão tiver sido promovida pelo empregador, a jornada deve ser reduzida em duas horas diárias, conforme dispõe o art. 488 da CLT . Assim sendo, não havendo a redução legal, inexiste o aviso prévio, por restar frustrada a principal finalidade do instituto, que é, justamente, propiciar ao empregado tentar obter novo emprego. Revista provida." (Ac un da 1ª T do TST - RR 132.542/94.2-2ª R - Rel. Min. Afonso Celso - j 22.03.95 - DJU 1 28.04.95, p 11.418) "Se o aviso prévio é nulo porque o horário de trabalho não foi reduzido em seu curso, então o contrato só se encerra, tecnicamente, 30 dias depois do termo final, razão pela qual defere-se ao empregado diferenças resilitórias em razão do piso profissional vigente no mês seguinte à baixa." (Ac un da 3ª T do TRT da 1ª R - RO 32.482/93 - Rel. Juiz Luiz Carlos Teixeira Bonfim - j 24.01.96 - DJ RJ II 04.03.96, p 65) "Aviso prévio. Falta de redução da jornada. Irregularidade que o descaracteriza. Não havendo a redução da jornada, ainda que sejam pagas como extras as horas que não deveriam ser trabalhadas, não tem validade o aviso prévio, por ter sido desvirtuada a finalidade do mesmo. A forma encontrada pela reclamada, de cumprimento do aviso prévio mediante pagamento como extras das horas que deveriam ser reduzidas da jornada normal, afronta o disposto no artigo 488, da CLT , por ser lesiva ao empregado e por frustrar a finalidade do instituto do aviso prévio." (Ac un da 3ª T do TRT da 15ª R - RO 021783/1998-0 - Rel. Juiz Luiz Carlos de Araújo - j 16.09.99 - DJ SP II 18.10.99, p 109)

26.12 Aviso prévio indenizado - Integração para efeitos legais

"Aviso prévio indenizado - Projeção no tempo de serviço - O aviso prévio trabalhado ou somente indenizado computa-se para todos os fins (art. 487, § 1º da CLT). Com efeito, mesmo quando não há trabalho no curso do aviso prévio, desligado imediatamente o empregado e pago o valor correspondente, o período integra o tempo de serviço. A ruptura do vínculo empregatício apenas se perfaz no término do aludido período. Revista parcialmente conhecida e desprovida." (Ac un da 5ª T do TST - RR 40.163/91.2-2ª R - Rel. Min. Antônio Amaral - j 30.11.92 - DJU I 05.02.93, p 982) "Aviso prévio indenizado - tempo de serviço. O aviso prévio indenizado é computado no tempo de serviço do trabalhador para todos os efeitos, tendo em vista que o contrato de trabalho só se extingue quando findo o período do aviso." (Ac un da 3ª T do TST - RR 150.510/94.0-4ª R - Rel. Min. José Luiz Vasconcellos - j 17.04.96 - DJU 1 21.06.96, p 22.549) "Parcelas rescisórias. Empregado que solicita e obtém o desligamento imediato da empresa, por motivos particulares, com dispensa do cumprimento do aviso prévio, com assistência de autoridade do Ministério do Trabalho, não pode pretender a projeção do contrato do tempo de pré-aviso." (Ac un do 4ª T do TRT da 4ª R RO 1389/90 - Rel. Juiz José Aury Klein - j 25.06.92) "Aviso prévio. Cômputo. Ainda que a parcela de aviso prévio tenha sido paga sob a forma de indenização, por ter sido determinado o imediato desligamento do empregado, a ordem de desligamento equivale, em face do disposto no § 1º do art. 487 da CLT , à dispensa da obrigação de prestar serviços, sendo computável o período respectivo, por conseguinte, para todos os efeitos legais, em benefício do empregado. Recurso de revista desprovido." (Ac un, no mérito, da 3ª T do TST - RR 8425/90.6 15ª R - Red. Designado Min. Manoel Mendes de Freitas - j 07.10.91 - DJU I 14.10.91, p 16.445) "Aviso prévio de 60 dias. Projeção. Ao pagar o aviso indenizado correspondente a 60 dias de trabalho, a empresa automaticamente se compromete a pagar também os reflexos nas férias acrescidas de 1/3, 13º salário e FGTS, em face do que dispõe o artigo 487, parágrafo 1º, da CLT. O mero elastecimento do período mínimo previsto na Constituição da República não descaracteriza a natureza do instituto, sendo indevidos os reflexos referidos apenas se houver previsão expressa neste sentido." (Ac da 3ª T do TRT da 3ª R - mv, no mérito - RO 22.832/98 - Rel. Juíza Maria Laura Franco Lima de Faria - j 15.09.99 - DJ MG 12.10.99, p 15)

26.13 Aviso prévio - Reconsideração
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26.13 Aviso prévio - Reconsideração

"Reconsideração contratual - Direito de arrependimento - Seja nos casos de rescisão por meio de aviso prévio ou nos casos de transação por adesão a plano de demissão voluntária, o arrependimento deve ser exercido dentro do período correspondente ao aviso, conforme art. 489 da CLT , mas só surte efeito se a parte que recebeu o aviso concordar com a reconsideração." (TRT 2ª Região - RO 01637-2003-048-02-00 (20060261980) - 9ª Turma - Rel. p/o Ac. Juiz Luiz Edgar Ferraz de Oliveira - DOESP 12.05.2006) "Aviso prévio do empregador - Reconsideração - Necessidade de aquiescência do empregado - Consoante se extrai da norma do art. 489 da CLT , pode a parte notificada aceitar ou não a retratação do prévio-aviso. Desse modo, cessada a prestação de serviços, e não anuindo o empregado com a reconsideração do ato proposta pelo empregador, forçoso reconhecer rescindido o contrato de trabalho com todas as conseqüências daí decorrentes. Recurso conhecido e parcialmente provido." (TRT 10ª Região - ROPS 00514-2005-016-10-00-9 - 3ª Turma - Rel. Juiz Douglas Alencar Rodrigues - J. 01.09.2005) "Dispensa injustificada - Aviso prévio - Reconsideração pela empresa - Aceitação - Faculdade do empregado - Impossibilidade de caracterização do abandono de emprego - O art. 489 da CLT dispõe que uma vez concedido o aviso prévio, pode o concedente reconsiderar o ato, sendo faculdade da outra parte aceitar ou não a desistência. Em sendo assim, a recusa da reclamante em retornar ao emprego, após concedido o aviso prévio, não pode se tida por abandono de emprego, porquanto perfeitamente legitimada pela norma trabalhista." (TRT 10ª Região - RO 00567-2003-002-10-00-5 - 1ª Turma - Relª Juíza Maria Regina Machado Guimarães - J. 12.11.2003) "Gestante - Garantia de emprego - Gravidez iniciada no curso do aviso prévio concedido pela empregada que reconsidera o ato - Ausência de obrigação da empregadora - Nos termos do art. 489 da CLT , a empregada demissionária pode reconsiderar o aviso prévio que concede à empregadora, mas esta tem a faculdade, e não a obrigação, de aceitar a reconsideração. Não há modificação desse preceito específico por nenhum princípio de proteção à maternidade e ao nascituro no caso de gravidez iniciada no curso do trintídio. Não aceita a reconsideração, torna-se definitiva a extinção do contrato de trabalho após o término do aviso prévio." (TRT 12ª Região - RO-V 06643-2002-014-12-00-4 - (10439/2003881/2003) - Florianópolis - 1ª Turma - Relª Juíza Marta Maria Villalba Fabre - J. 21.10.2003) "Aviso prévio - Reconsideração - Não-aceitação - Faculdade do empregado - Abandono de emprego Não-configuração - Dispensa injustificada - Aviso prévio - Reconsideração pela empresa - Aceitação Faculdade do empregado - Impossibilidade de caracterização do abandono de emprego - O art. 489 da CLT dispõe que uma vez concedido o aviso prévio, pode o concedente reconsiderar o ato, sendo faculdade da outra parte aceitar ou não a desistência. Em sendo assim, a recusa da reclamante em retornar ao emprego, após concedido o aviso prévio, não pode se [sic] tida por abandono de emprego, porquanto perfeitamente legitimada pela norma trabalhista." (TRT 10ª Região - RO 00567-2003-002-10-00-5 - 1ª Turma - Relª Juíza Maria Regina Guimarães Dias - DJU 21.11.2003, pág. 9)

26.14 Aviso prévio - Formalização

"O art. 487 da CLT não exige que o aviso prévio seja fornecido por escrito; no entanto, impõe-se prova inequívoca de que a parte contrária foi oportunamente comunicada da intenção do desligamento, sob pena de aquela que rompeu injustamente o contrato ver-se obrigada a indenizar a outra por valor correspondente." (Ac un da 1ª T do TRT da 2ª R - RO 02890045646 Rel. Juíza Dora Vaz Treviño - j 13.06.90 - DJ SP 03.07.90, p 66) "Aviso prévio - Ausência de efetiva comunicação. Inobstante o [sic] termo de rescisão conste que o aviso prévio foi trabalhado e os documentos indiquem o pagamento dos salários do mês respectivo, não havendo prova de que houve a efetiva comunicação prévia da despedida e sem folha de ponto do período a evidenciar o cumprimento do que dispõe o art. 488 da CLT , devido é o pagamento do aviso prévio." (Ac da 3ª T do TRT da 6ª R - mv, no mérito - RO 6.189/95 - Rel. Juíza Eneida Melo - j 20.11.95 - DJ PE 28.12.95, p 27) "Aviso prévio e sua formalização. Os artigos 487 da CLT , e 7º, XXI da C.F. não exigem forma solene para comunicação da dispensa sem justa causa, mas tão-somente que ela seja feita com a antecedência mínima de 30 dias, pelo que há de ser tido como válido o aviso prévio pela empresa concedido à autora através de telegrama regularmente recebido. Apelo neste ponto improvido." (Ac un da 7ª T do TRT da 2ª R - RO 2159/939 - Rel. Juíza Anélia Li Chum - j 19.09.94 - DJ SP 11.10.94, p 152)

26.15 Aviso prévio - Pedido de demissão - Não-cumprimento pelo empregado - Conseqüência

"Aviso prévio - retenção. A retenção do valor correspondente ao aviso prévio não concedido pode ser feita com qualquer crédito do empregado." (Ac un da 6ª T do TRT da 2ª R - RO 02870171379 - DJ SP 15.12.88, p 85). "Nos termos do § 2º do art. 487 da CLT , a empresa é credora do aviso prévio, que apesar de comunicado, não é cumprido pelo empregado, que não comparece ao trabalho. Correta a compensação, na hipótese, com as parcelas decorrentes do pedido de demissão, aí incluídas as férias, gratificação natalina e gratificação semestral." (Ac un da 3ª T do TST - RR 3709/86.2 - 10ª R - Rel. Min. Roberto Della Manna - j 04.11.91 - DJU I 14.02.92, p.1.288).
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26.16 Irrenunciabilidade do aviso prévio

"O empregado que solicita expressamente a dispensa do cumprimento do restante do aviso prévio por já ter garantia de emprego em outra empresa, atende à ressalva do Enunciado 276 do E. TST, liberando o empregador de pagar-lhe os dias faltantes ao seu termo." (Ac un da 10ª T do TRT da 2ª R - RO 02940430939 Rel. Juiz Plínio Bolívar de Almeida - j 05.02.96 - DJ SP II 15.03.96, p 44) "Aviso prévio - irrenunciável. O pedido de dispensa do cumprimento do aviso prévio pelo obreiro, não quer dizer que está dispensado o pagamento do valor correspondente. O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado. Deve haver a renúncia expressa ao pagamento, não podendo pressupor o empregador, que a simples manifestação do laborista quanto ao pedido de dispensa do cumprimento, está a abranger, também, o seu não pagamento. Matéria devidamente sumulada no Enunciado nº 276 do Colendo TST." (Ac un da 1ª T do TRT da 2ª R - RO 02940352121 - Rel. Juiz Wagner José de Souza - j 13.12.95 - DJ SP II 22.01.96, p 32) "Em sendo o aviso prévio título inegociável, para que o empregador dele se exonere, é indispensável a prova de que o obreiro deixou de trabalhar por conta própria, ou que tenha encontrado nova colocação no período por ele abrangido. Simples carta endereçada ao patrão, requerendo liberação de cumprimento de préaviso não é suficiente a expungir esse direito do empregado." (Ac un da 10ª T do TRT da 2ª R - RO 02880061193 - Rel. Juíza Dora Vaz Treviño - DJ SP 03.07.89, p 55) "Aviso prévio. Irrenunciabilidade. Exceção. A mens legis empregado, em permitir-lhe a obtenção de outro emprego. Se o trabalho, a finalidade do instituto foi implementada, adentrando, a do obreiro. Inteligência do enunciado 276 do C. TST." (Ac da 3ª Marcos Roberto Pereira - j 05.04.00 - DJU 3 02.06.00, p 29) do aviso prévio está, no que tange ao trabalhador já conseguiu um novo local de partir daí, na esfera de direitos disponíveis T do TRT da 10ª R -RO 987/99 - Rel. Juiz

26.17 Aviso prévio - Princípio da irrenunciabilidade - Não-aplicação ao pedido de demissão

"Do pedido de demissão pelo trabalhador. Aviso prévio pertence [sic] ao empregador. Irrenunciabilidade. Ordem pública. Enunciado nº 276 - 1. A irrenunciabilidade do aviso prévio diz respeito àquele caso em que a dispensa foi sem justa causa (ato do empregador). 2. Não há falar em irrenunciabilidade, quando o trabalhador solicitou a demissão. Nesse caso, o benefício do pré-aviso pertence ao empregador e este poderá renunciar ao mesmo. Quem não poderá deixar de cumprir o aviso prévio sem a autorização do empregador é o obreiro (art. 487, § 2º, CLT). 3. Não há falar em instituto de ordem pública, quando as partes podem opinar sobre o direito, em benefício particular. O Enunciado nº 276 cuida da dispensa originária do empregador, cujo aviso prévio pertence ao trabalhador. Daí a irrenunciabilidade." (Ac un da 5ª T do TRT da 2ª R - RO 02950221860 -Rel. Juiz Francisco Antonio de Oliveira - j 20.08.96 - DJ SP II 02.09.96, p 67) "A irrenunciabilidade do aviso prévio a que alude a jurisprudência refere-se ao direito do empregado injustamente despedido. Não se aplica, como regra, ao aviso a ser dado pelo que pede demissão, salvo interesse seu, legítimo, de cumpri-lo, claramente manifestado. Aviso prévio visto como direito-dever envolvendo as partes." (Ac da 5ª T do TRT da 1ª R - mv - RO 1.888/89 - Red. Designada Juíza Anna Britto da Rocha Acker - j 29.10.90 - DJ-RJ 26.11.90, p 79)

26.18 Aviso prévio - Princípio da irrenunciabilidade - Obtenção de novo emprego Conseqüências

"Aviso prévio. Renúncia pelo empregado. Ônus da reclamada de provar a obtenção de novo emprego. O aviso prévio, como instituto protetivo do trabalhador repentinamente colocado a braços com a situação de iminente desemprego é, em princípio, irrenunciável. Já se assentou na Jurisprudência o entendimento de que um simples requerimento não é apto a legitimar a renúncia do obreiro ao aviso prévio e eximir a empresa da obrigação de remunerar o período correspondente a seu gozo, o que só pode esta alcançar mediante a prova de imediata obtenção de novo emprego, pelo prestador de serviços." (Ac un da 8ª T do TRT da 2ª R - RO 02950070366 - Rel. Juíza Wilma Nogueira de Araújo Vaz da Silva - j 11.12.96 - DJ SP II 16.01.97, p 38) "Aviso prévio. Renúncia ao direito. Não há de se falar em irrenunciabilidade do direito ao aviso quando o próprio empregado declara, por escrito, que a dispensa de trabalho no período correspondente é de seu interesse, em razão de haver conseguido novo emprego. Aplicar-se o princípio da irrenunciabilidade, neste caso, seria prejudicial ao obreiro." (Ac da 10ª T do TRT da 12ª R - mv, no mérito - RO 4140/90 - Rel. Juiz Armando L. Gonzaga - j 06.02.92 - DJ SC 21.02.92, p. 35)

26.19 Aviso prévio - Integração de horas extras

"Aviso-prévio - Incidência da média das horas extras habituais - Limitação - Como reflexo da prorrogação habitual da jornada de trabalho legal, a média das horas extras incide sobre o aviso prévio indenizável,
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habitual da jornada de trabalho legal, a média das horas extras incide sobre o aviso prévio indenizável, conforme entendimento consagrado pelo Enunciado nº 94, mas não sobre aquele cumprido em serviço." (Ac un da 4ª T do TRT da 15ª R - RO 13.415/92-9 - Rel. Juiz Luiz Carlos Diehl Paolieri - j 21.09.94 - DJ SP 24.11.94, p 154)

26.20 Aviso prévio indenizado - Prazo para quitação das verbas rescisórias

"Multa - Aviso prévio indenizado. Na hipótese de aviso prévio indenizado, as verbas rescisórias devem ser pagas da data da notificação da demissão. Esta é a cristalina determinação da letra 'b' do § 6º do art. 477da CLT. Revista parcialmente provida." (Ac un da 1ª T do TST - RR 85.570/93.6-3ª R - Rel. Min. Afonso Celso - j 10.08.94 - DJU 1 23.09.94, p 25.476) "Aviso prévio. Se houve concessão do aviso prévio, mas não se exigiu do empregado o seu cumprimento, as verbas rescisórias devem ser pagas até o décimo dia após a notificação da demissão. Revista improvida." (Ac un da 1ª T do TST - RR 92.071/93.4 - 3ª R - Rel. Min. Afonso Celso - j 17.03.94 - DJU 1 13.05.94, p 11.557)

26.21 Aviso prévio - Prestação de horas extras - Inadmissibilidade

"Aviso prévio - Redução da jornada - A redução de 02 horas de trabalho no curso do aviso prévio é do 'horário normal de trabalho' (art. 488, caput, CLT), seja 8h ou 6h, e não redução da jornada normalmente trabalhada pelo empregado, logo, inadmissível prestação de horas extras no período." (Ac da 3ª T do TRT da 6ª R - mv, no mérito - RO 7.585/97 - Rel. Juíza Lourdes Cabral - j 10.12.97 - DJ PE 10.01.98, p 37)

26.22 Aviso prévio - Reajustamento coletivo de salário no seu curso

"Multa - Não se aplica, nesta Justiça especializada o limite fixado para as multas no Código Civil. A teor do parágrafo único, do art. 8º da CLT , a legislação civil só é aplicável subsidiariamente no Direito do Trabalho. Recurso conhecido e provido. Aviso prévio - O aviso prévio tem caráter indenizatório correspondente ao salário do respectivo período. Se sobrevém aumento geral no período, deve ser considerado e ser pago com o valor reajustado na data de sua expiração. Recurso conhecido e parcialmente provido." (Ac da 2ª T do TST - mv, no mérito - RR 76.864/93.6 - 15ª R - Rel. Min. José Francisco da Silva - j 03.03.94 - DJU 1 15.04.94, p 8.267) "Aviso prévio - Antecipação salarial: Se houver antecipação salarial no curso do aviso prévio, os direitos do trabalhador (títulos rescisórios, etc.) devem ser calculados tendo em vista esta antecipação." (Ac un da 4ª T do TRT da 2ª R - RO 02930308197 -Rel. Juiz José de Ribamar da Costa - j 06.12.94 - DJ SP 13.01.95, p 121) "Aviso prévio e reajuste coletivo. Como o aviso prévio indenizado integra o tempo de serviço do obreiro para todos os efeitos, tem-se que, se com seu cômputo, o contrato se encerra quando já vigente reajuste estabelecido em acordo coletivo, seus direitos rescisórios hão de ser calculados com base no novo salário reajustado. Apelo patronal neste ponto improvido." (Ac un da 7ª T do TRT da 2ª R RO 02980037626 - Rel. Juíza Anelia Li Chum - j 30.11.98 - DO SP 29.01.99, p 26)

26.23 Aviso prévio - Não-cumprimento - Indenização

"Se é certo que o empregado não está compelido a cumprir o prazo inteiro do pré-aviso, também é certo que, se ele por conveniência própria, depois de denunciar o contrato, se afasta do serviço, deve obrigatoriamente repor ao empregador o aviso prévio não cumprido." (Ac da 2ª T do TRT da 3ª R - mv, no mérito - RO 904/89 - Rel. Juiz José Maria Caldeira - j 20.11.89 - 'Minas Gerais' II, 19.01.90, p. 32)

26.24 Aviso prévio - Dispensa sem justa causa - Cumprimento parcial

"Aviso prévio. Desconto parcial. Havendo concessão do aviso prévio pelo empregador e parcial cumprimento, ilegal o desconto do salário referente aos dias restantes, somente admissível quando se demite o empregado ( CLT , art. 487 , § 2º). Devolução do desconto determinada." (Ac un da 2ª T do TRT da 9ª R - RO 2.767/88 - Rel. Juiz João Oreste Dalazen - DJ PR 13.06.89, p 97)

26.25 Aviso prévio - Prática de atos faltosos

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"Dispensa imotivada. Abandono do emprego durante o aviso prévio - A falta consubstanciada no abandono do emprego (art. 482, 'i' da CLT) que tem origem durante o aviso prévio concedido pela empresa não desprestigia os atos anteriores, mas somente o aviso prévio com a perda da indenização (Enunciado nº 73)." (Ac un da 5ª T do TRT da 2ª R - RO 02950024054 - Rel. Juiz Francisco Antonio de Oliveira - j 09.04.96 DJ SP II 22.04.96, p 55) "Dispensa - Conversão de motivo - Aviso prévio - Artigo 491 da CLT. Hipótese que versa sobre a prática de atos faltosos verificados antes da despedida sem justa causa, mas só apurados no curso do aviso prévio, cujo cumprimento o reclamante foi dispensado, não se insere na previsão do artigo 491 da CLT. O despedimento sem justa causa já comunicado ao empregado impede a configuração como falta grave de atos anteriores a tal comunicação e, conseqüentemente, a conversão da dispensa imotivada em dispensa justificada não se revela juridicamente razoável. Recurso de revista parcialmente conhecido e provido." (Ac da 4ª T do TST - mv, no mérito - RR 373.059/97.4-2ª R - Red. Designado Min. Milton de Moura França - j 18.11.98 - DJU 1 19.03.99, p 264) "Empregada que deixa de comparecer no período do aviso prévio dado pelo empregador. Inexistência da falta da desídia ou do abandono de emprego. Nos termos da jurisprudência consolidada no en. 73, do Col. TST, a empregada que deixa de comparecer ao serviço no período do aviso prévio dado pelo empregador não incorre na falta grave do abandono de emprego, por ser reconhecido que na hipótese o que ocorre é tãosomente o abandono do restante daquele referido prazo, estipulado na espécie como direito do trabalhador, que a ele pode renunciar. O mesmo entendimento afasta a possibilidade de se considerar como manifestação de desídia a referida ausência." (Ac da 3ª T do TRT da 10ª R - RO 4.287/97 - Rel. Juiz Bertholdo Satyro - j 09.02.98 - DJU 3 06.03.98, p 53)

26.26 Aviso prévio - Indenização adicional

"Indenização adicional - somatório do período correspondente ao aviso prévio indenizado - O enquadramento legal alusivo ao somatório do período do aviso prévio, ainda que indenizado, isto para saber-se da ocorrência ou não do despedirnento no período crítico de trinta dias que antecede à data-base da categoria, é irrestrito, não variando de acordo com os interesses do prestador dos serviços. Dá-se independentemente da conseqüência jurídica que acarrete, podendo, assim, atrair o direito à indenização adicional ou excluí-lo, conforme projete o despedimento até o âmbito dos trinta dias que antecedem à data-base ou para data posterior. No caso, o princípio da proteção não tem o efeito de agasalhar a variação interpretativa." (Ac da SDI do TST - mv, no mérito - ERR 3.408/84 - Red. Designado Min. Marco Aurélio - j 24.08.89 - DJU I 27.04.90, p 3.464) "Indenização adicional - A dispensa do empregado com aviso prévio indenizado antes da data-base, de plano configura a hipótese prevista no art. 9º da Lei 6.708/79 , que enseja direito a indenização adicional no valor do último salário, tendo em vista a projeção do aviso prévio indenizado." (Ac un da 5ª T do TRT da 1ª R RO 15416/93 - Rel. Juiz Alberto Franqueira Cabral - DJ RJ 04.12.95, p 233)

26.27 Aviso prévio - Estabilidade provisória

a) Acordo coletivo "Aviso prévio concedido dentro do período da estabilidade provisória, garantida por acordo coletivo, constitui lesão ao direito do empregado." (Ac un da 1ª T do TST - RR 6.436/87.3 - Rel. Min. Almir Pazzianotto Pinto - DJU I 07.04.89, p 4.944) b) Serviço militar "Estabilidade no emprego - Serviço militar obrigatório (SMO). Ficou provado que a ré não tinha interesse em reintegrar os autores no emprego, já que no ato da homologação do termo de rescisão ficara ressalvado o direito de ambos à estabilidade no emprego por estarem com idade de prestação de serviço militar. O alistamento deu-se dentro do prazo do aviso prévio. Fazem os autores jus às verbas do período da estabilidade." (Ac un da 7ª T do TRT da 2ª R - RO 39.451/94-7 - Rel. Juiz Gualdo Amaury Formica - j 22.01.96 DJ SP II 07.03.96, p 46) "Estabilidade provisória para prestação de serviço militar. Alistamento. No período de aviso prévio. Sendo o aviso prévio computado como tempo de serviço, para o empregado que se alista durante este período, esse fato não o afasta do direito à estabilidade, mormente, quando protegida por Convenção Coletiva. Revista conhecida e provida." (Ac un da 2ª T do TST - RR 793/89.9 - Rel. Min. Barata Silva - DJU I 23.06.89, p 11.047) "Estabilidade provisória do alistando. Aviso prévio. O período correspondente ao aviso prévio integra o tempo de serviço do empregado, de acordo com o disposto no § 1º do artigo 487 da CLT , efetivando-se a rescisão somente com a expiração daquele prazo. Logo, é ineficaz a dispensa, sem justa causa, do obreiro que se alista durante esse período, quando protegido por estabilidade provisória imposta por convenção coletiva. Recurso provido." (Ac un da 4ª T do TST - RR 102.548/94.2-2ª R - Rel. Min. Leonaldo Silva - j 24.08.94 - DJU 1 30.09.94, p 26.379) c) Dirigente sindical "Estabilidade provisória - dirigente sindical - aviso prévio - O registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical, no fluir do prazo do aviso prévio, não obsta o reconhecimento do direito do empregado pré-avisado à estabilidade provisória prevista no artigo 8º, inciso VIII, da Carta Magna. Isso
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empregado pré-avisado à estabilidade provisória prevista no artigo 8º, inciso VIII, da Carta Magna. Isso porque, naquele prazo, que sempre integra o tempo de serviço do empregado (artigo 487, parágrafo 1º, da CLT), subsistem todos direitos e obrigações decorrentes do contrato de trabalho, na medida em que somente depois da sua expiração a resilição contratual torna-se efetiva (artigo 489 da CLT)." (Ac da 1ª T do TRT da 9ª R - mv, no mérito - RO 16.388/95 - Rel. Juiz Tobias de Macedo Filho - j 1º.10.96 - DJ PR 25.10.96, p 348) "Aviso prévio. Dirigente sindical. Estabilidade provisória. O período do aviso prévio integra o tempo de serviço do obreiro para todos os efeitos legais, ex vi do disposto no § 1º do art. 487 da CLT . Desta forma, a ruptura do vínculo empregatício apenas se perfaz no término do aludido período. Assim, tendo sido a candidatura do empregado ao cargo de dirigente sindical registrada no curso do aviso prévio, goza ele da estabilidade provisória a que alude o art. 543, § 3º, da CLT. Revista conhecida, no particular, mas desprovida." (Ac da 2ª T do TST - mv - RR 5.784/88.1 - Red. Designado Min. José Ajuricaba - DJU I 25.08.89, p 13.614) "Estabilidade provisória. Não-caracterização quando o fato ensejador ocorre após o pré-aviso da dispensa. O benefício estatuído no § 3º do artigo 543 da CLT assegura ao empregado a liberdade de concorrer às eleições de seu Sindicato, e, se eleito, poder atuar em prol de sua categoria, sem a preocupação da perda de seu emprego. A ciência do fato por seu empregador, poderia levá-lo por revanchismo, receio ou semelhante a despedi-lo. Daí, a prudente previsão legal. Todavia, se o empregador já tiver decidido pela rescisão do empregado, submetendo-se apenas às regras do pré-aviso de lei, não pode sofrer a imposição de mantença do contrato que não mais deseja, talvez por mais quatro anos. Ainda mais quando a inscrição do trabalhador em chapa concorrente às eleições sindicais se deu quando já cumpridos 2/3 do prazo do pré-aviso. Evidente, na hipótese, isenção da intenção patronal, de resilir o contrato em função do fato em apreço." (Ac un da 3ª T do TRT da 15ª R - RO 14.080/87 - Rel. Juiz Sylmar Gaston Schwab - DJ SP 30.06.89, p 78) "Estabilidade provisória. Registro da candidatura no curso do aviso prévio. O registro da candidatura, para cargo de direção ou representação sindical, no curso do aviso prévio, não tem o condão de assegurar ao obreiro a estabilidade provisória prevista no art. 543 da CLT , na medida em que o aviso prévio constitui modalidade de ato jurídico perfeito e acabado, cujo termo inicial suspende o exercício, mas não a aquisição do direito (art. 123 do CCB ). À época em que foi dado o aviso prévio, inexistia qualquer óbice ao exercício do direito potestativo do empregador. Revista provida." (Ac un da 3ª T do TST - RR 161.110/95.2-17ª R - Rel. Min. Roberto Della Manna - j 17.04.96 - DJU 1 14.06.96, p 21.327) "Estabilidade provisória no emprego - registro de candidatura a eleição sindical - dispensa com aviso prévio indenizado. O art. 543, § 3º, da CLT , veda a dispensa do empregado a partir do momento do registro de sua candidatura à direção ou representação sindical. Se a dispensa é feita com aviso prévio indenizado, em data anterior ao registro, ainda que feito este dentro dos trinta dias subseqüentes, não se assegura a garantia no emprego. A incorporação do prazo do aviso prévio indenizado no tempo de serviço dá ao empregado direito a salários, reflexos e verbas rescisórias pela duração que Ihe corresponde, sendo mera presunção legal a ocorrência da rescisão contratual somente após o seu vencimento. Revista conhecida e provida para ser restabelecida a decisão de primeiro grau que não reconheceu a pretendida estabilidade no emprego." (Ac da 3ª T do TST - mv - RR 3.421/88.0 - Rel. Min. Ermes Pedro Pedrassani - DJU I 21.04.89, p 5.888) d) Gestante "O aviso prévio consubstancia mero termo a que fica sujeito o direito potestativo de resilição. Ou seja, no momento em que concebido deverá constar do patrimônio do empregador o direito de despedimento. Se a empregada ainda não se encontrava grávida quando pré-avisada, não cabe falar em garantia de emprego." (Ac un da 1ª T do TST - RR 232/88.9 - Rel. Min. Guimarães Falcão - j 19.10.89 - DJU I 15.12.89, p 18.383) "Estabilidade provisória. Empregada gestante. Confirmação da gravidez. Aviso prévio indenizado. Se a confirmação da gravidez ocorre durante o período do aviso prévio, ainda que indenizado, cabe à empregadora a obrigação de reintegrar a empregada ou, caso não o faça, de pagar à mesma todos os direitos e vantagens que auferiria, desde a confirmação da gravidez, até cinco meses após o parto ( CLT , art. 489 e ADCT , art. 10 , II, b)." (Ac un da 3ª T do TRT da 10ª R - RO 0248/93 - Rel. Juíza Maria de Assis Calsing - j 1º.12.94 - DJU 3 03.02.95, p 803) "Estabilidade da gestante. Concepção durante o aviso prévio indenizado. Confirmação posterior. Reintegração. Inviável. A ocorrência da concepção no período de aviso prévio, por si só, não enseja o direito à estabilidade à gestante, pois o texto constitucional foi cristalino em assegurá-la a partir da confirmação da gravidez da empregada (art. 10, II, a ADCT da CF/88). Estando o direito assegurado desde que confirmada a gravidez, ainda que se constate que a concepção veio a ocorrer durante o período de pré-aviso, mas a empregada só veio a sabê-lo depois, não há direito à estabilidade. É que entre a data provável da concepção e da confirmação da gravidez medeia período de tempo que não se tem certeza do seu estado gravídico, nem mesmo para a gestante. O fato só pode ser confirmado por exame clínico que o revele. Daí, o legislador constituinte reconhecer o direito a partir da confirmação. Recurso ordinário a que se dá provimento, para julgar o pedido de estabilidade improcedente." (Ac da 2ª T do TRT da 15ª R - mv - RO 8.472/97-8 -Rel. Juiz José Antonio Pancotti - j 14.07.98 - DJ SP II 17.08.98, p 121) "Gestante - Garantia de emprego - Termo inicial - Confirmação da gravidez no período do aviso prévio Renúncia - A jurisprudência considera irrelevante a ciência pelo empregador da gestação obreira para assegurar à trabalhadora as vantagens do art. 10 , II, ADCT , CF/88. Contudo, a Constituição coloca como termo inicial da garantia a confirmação da gravidez (e não a data estimada da concepção). Confirmado o estado gravídico da empregada durante o aviso prévio, ainda que indenizado, tem ela direito à garantia de emprego, porquanto tal período integra o contrato de trabalho para todos os efeitos (art. 487, § 1º, in fine, CLT). Recusando, entretanto, o retorno ao emprego, sem qualquer justificativa razoável, fixa a obreira marco temporal máximo para a garantia que lhe foi estendida." (Ac un da 3ª T do TRT da 3ª R - RO 23.011/97 - Rel. Juiz Maurício José Godinho Delgado - j 26.08.98 - DJ MG 06.10.98, p 06) "Concessão de estabilidade à gestante durante o período do aviso empregada se beneficiar da projeção do contrato de trabalho por meio indenizado para pleitear uma garantia de emprego decorrente de um fato acabado da rescisão contratual. A vedação legal da dispensa restringe-se prévio indenizado. Não pode a da concessão do aviso prévio superveniente ao ato perfeito e à hipótese em que o início da

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acabado da rescisão contratual. A vedação legal da dispensa restringe-se à hipótese em que o início da gravidez ocorre antes da concessão do aviso prévio. Uma vez exercitado o direito potestativo de rescisão contratual sem a existência de óbice legal, a ocorrência da gravidez durante o transcurso do aviso prévio não tem o condão de impedir a rescisão contratual e não pode retroagir à data da dação do aviso prévio para anular um ato jurídico perfeito e acabado. Recurso conhecido, mas a que se nega provimento." (Ac un da 1ª T do TST - RR 669.555/00.4-9ª R - Rel. Min. João Batista Brito Pereira - j 30.08.00 -DJUe 1 22.09.00, p 585) "Garantia de emprego. Pré-aviso. O pré-aviso não rompe de imediato o vínculo empregatício, sendo mera advertência desta intenção, razão pela qual o respectivo tempo de duração é computado para todos os efeitos legais. Firmada convenção coletiva de trabalho com cláusula concessiva de estabilidade no emprego no período do aviso prévio, garantido está o trabalhador contra a despedida em virtude da garantia de emprego estabelecida." (Ac da 2ª T do TRT da 12ª R - mv, no mérito - RO 3.639/93 - Rel. Juiz Amauri Izaias Lúcio - j 15.05.95 - DJ SC 08.06.95, p 79) "Aviso prévio. Aquisição de estabilidade durante seu prazo. A superveniência durante o transcurso do prazo do aviso prévio de qualquer norma ou fato impeditivos de resolução contratual, desconhecidos à época da despedida, não impossibilita a rescisão do contrato de trabalho já sujeito a um termo. É óbvio devem-se excluir dessa conclusão as hipóteses de fraude, quando o empregador despede o empregado de má-fé apenas para que este não adquira a estabilidade, quando já sabia que tal iria acontecer nos 30 dias subseqüentes. Recurso de revista parcialmente conhecido e provido." (Ac un da 2ª T do TST - RR 217.152/95.7-12ª R - Rel. Min. Vantuil Abdala - j 08.05.96 - DJU 1 07.06.96, pp 20.194/5) "Empregada gestante. Garantia ao emprego. No direito brasileiro, como regra geral prepondera a teoria da responsabilidade subjetiva - princípio contido no art. 159 , do CCB . Necessária a ciência, por parte do empregador, do estado gravídico da empregada, em ordem a eivar de nulidade a dispensa imotivada. Ressalva de entendimento do Juiz Relator, para prestigiar a iterativa jurisprudência do C. TST, em sentido diverso ( CLT , art. 765 ). Mas ocorrendo a concepção no curso do aviso prévio, impossível o reconhecimento da garantia prevista no art. 10, inciso II, alínea a, do ADCT. Precedentes." (Ac da 1ª T do TRT da 10ª R - RO 2.520/99 Rel. Juiz João Amílcar - j 24.11.99 - DJU 3 03.12.99, p 09) "Aviso prévio. Aquisição de estabilidade durante seu prazo. A superveniência durante o transcurso do prazo de aviso prévio de quaisquer [sic] norma ou ato impeditivo de resolução contratual, ainda desconhecidos à época da despedida, não impossibilita a rescisão do contrato de trabalho respectivo, eis que já sujeito a um termo. Revista conhecida e provida." (Ac da 2ª T do TST - mv, no mérito - RR 115.513/94.5 - 12ª R - Rel. Min. Vantuil Abdala - j 23.02.95 - DJU 1 28.04.95, p 11.449) e) Hipótese de estabilidade provisória alcançada no curso do aviso prévio "Garantia de emprego. Vantagem instituída no curso do aviso prévio. 1. O direito à garantia de emprego não fica assegurado quando a norma coletiva que instituiu a vantagem tem prazo inicial de vigência no curso de aviso prévio. Hipótese em que o fato obstativo da dispensa surge posteriormente ao exercício do direito potestativo patronal de despedir. 2. A projeção do contrato de trabalho para o futuro, pela inclusão do tempo de aviso prévio, não restabelece a situação anteriormente constituída, de forma a atingir o ato jurídico perfeito e acabado, caracterizado no momento do rompimento do vínculo empregatício. 3. Recurso de revista provido." (Ac un da SBDI-1 do TST - ERR 24.735/91.0-1ª R - Rel. Min. Francisco Fausto Paula de Medeiros - j 04.11.96 DJU 1 06.12.96, p 48.960) "Estabilidade provisória - Mantida a condenação da ré na indenização da estabilidade provisória do reclamante, alcançada pela projeção do aviso prévio indenizado que se integra ao tempo de serviço para todos os efeitos legais." (Ac da 7ª T do TRT da 2ª R - mv - RO 30.271/94-0 - Rel. Designado Juiz Gualdo Amaury Formica - j 04.12.95 - DJ SP II 07.03.96, p 46) "Aviso prévio. Aquisição de estabilidade durante seu prazo. A superveniência durante o transcurso do prazo do aviso prévio de qualquer norma ou fato impeditivos de resolução contratual, desconhecidos à época da despedida, não impossibilita a rescisão do contrato de trabalho já sujeito a um termo. É óbvio devem-se excluir dessa conclusão as hipóteses de fraude, quando o empregador despede o empregado de má-fé apenas para que este não adquira a estabilidade, quando já sabia que tal iria acontecer nos 30 dias subseqüentes. Recurso de revista parcialmente conhecido e provido." (Ac un da 2ª T do TST - RR 217.152/95.7-12ª R - Rel. Min. Vantuil Abdala - j 08.05.96 - DJU 1 07.06.96, pp 20.194/5) "Garantia de emprego. Pré-aviso. O pré-aviso não rompe de imediato o vínculo empregatício, sendo mera advertência desta intenção, razão pela qual o respectivo tempo de duração é computado para todos os efeitos legais. Firmada convenção coletiva de trabalho com cláusula concessiva de estabilidade no emprego no período do aviso prévio, garantido está o trabalhador contra a despedida em virtude da garantia de emprego estabelecida." (Ac da 2ª T do TRT da 12ª R - mv, no mérito - RO 3.639/93 - Rel. Juiz Amauri Izaias Lúcio - j 15.05.95 - DJ SC 08.06.95, p 79) f) Membro suplente da CIPA "Garantia de emprego - Integrante de comissão interna de prevenção de acidente - Suplente. O preceito da alínea a do inciso II do artigo 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias , da Carta de 1988, encerra garantia de emprego considerado o cargo de direção de comissões internas de prevenção de acidente, sem distinguir as figuras do titular e do suplente, mesmo porque este é comumente chamado a atuar em substituição ao titular, podendo, assim, arrostar interesses do empregador." (Ac un da 2ª T do STF - AgRg em Ag 191.864-1-SP - Rel. Min. Marco Aurélio - j 29.09.97 - DJU 1 14.11.97, p 58.772) g) Empregado acidentado no trabalho "Estabilidade provisória - Acidente de trabalho - Concessão do benefício no período do aviso prévio indenizado - Garantia provisória do emprego (ou indenização substitutiva) - Art. 118 , da Lei nº 8.213/91 . Para deferimento da estabilidade provisória é necessário que seja demonstrado o nexo causal entre a patologia que causou o afastamento e a doença profissional, com a concessão do benefício do auxílio-doença acidentário, deferido pelo órgão previdenciário oficial, por período de afastamento superior a quinze dias. Sendo
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deferido pelo órgão previdenciário oficial, por período de afastamento superior a quinze dias. Sendo preenchidos estes requisitos faz jus o obreiro à garantia provisória de emprego (ou indenização substitutiva), em decorrência do disposto no art. 118 , da Lei n. 8.213/91 ." (Ac da 1ª T do TRT da 3ª R - mv, no mérito - RO 20.808/96 - Rel. Juiz Manuel Cândido Rodrigues - j 14.12.98 - DJ MG 05.02.99, p 06)

26.28 Aviso prévio - Contrato de experiência

"Contrato de experiência. As normas constitucionais não impedem o contrato a termo, não revogaram e nem conflitam com a CLT quando regula essa forma de contratação, excluindo a possibilidade de aviso prévio. Interpreta-se a Constituição Federal no sentido de que, na hipótese de existência de aviso prévio, este será de, no mínimo, 30 dias. De outra forma, se deduziria o absurdo de que todos os direitos assegurados na Constituição Federal seriam devidos, mesmo na hipótese de despedimento por justa causa." (Ac un da 7ª T do TRT da 2ª R - RO 02890063288 - Rel. Juiz Valentin Carrion - j 16.07.90 - DJ SP 17.08.90, p 105) "Contrato de experiência - aviso prévio. Reputa-se válido o contrato de experiência, mesmo em se tratando de mão-de-obra desqualificada, posto que a lei não faz qualquer distinção neste tipo de pactuação. Findo o contrato, lícito ao empregador a dispensa sem o pagamento do aviso prévio." (Ac da 1ª T do TRT da 9ª R - mv - RO 0138/88 - Rel. Designado Juiz Eugênio Menuci - DJ PR 16.11.88, p 94) "Contrato de experiência. Acidente de Trabalho. Ocorrendo acidente de trabalho, o contrato de experiência tem seu término prorrogado, superando a regra contida no artigo 472, § 2º, da CLT , já que tal infortúnio é imprevisível, independendo da vontade das partes, revelando-se como um 'risco profissional' do empregador. Havendo cláusula assecuratória de rescisão antecipada, faz jus o empregado ao aviso prévio. Recurso de Revista conhecido, mas desprovido." (Ac un da 3ª T do TST - RR 5.583/88.3 Rel. Min. Wagner Pimenta - j 10.10.89 - DJU I 11.05.90, p 4.107)

26.29 Aviso prévio - Afastamento por motivo de doença

"Licença médica no curso de aviso prévio indenizado - A licença do empregado no período de aviso prévio não concedido, embora a ocorrência de condenação deste, não é de molde a admitir a remuneração dos dias de afastamento, simultaneamente com o período do aviso, pena de se conceder salário dúplice em tais dias, de molde a propiciar um enriquecimento sem causa e que não encontra respaldo lega!." (Ac do TRT da 7ª R - mv - RO 1.637/90 - Rel. Designada Juíza Laís Maria Rossas Freire - j 24.06.91 - DJ CE 25.07.91, p 19) "Licença médica concedida no curso de aviso-prévio. Efeitos. Sendo os primeiros quinze dias de licençamédica de interrupção e não de suspensão do contrato de trabalho, não é este período incompatível com o fluxo do prazo de aviso prévio anteriormente já concedido, eis que, neste período, percebe o obreiro salários integrais de seu empregador, tal qual se dá no aviso prévio. A incompatibilidade surge com o início da suspensão do contrato de trabalho (décimo sexto dia), eis que, a partir daí, não mais percebe salários. Revista conhecida e parcialmente provida." (Ac da 2ª T do TST - mv, no mérito - RR 20.460/91.9-3ª R - Rel. Min. Vantuil Abdala - j 16.12.91 - DJU I 13.03.92, p 3.004) "Aviso prévio - Afastamento por doença - Efeitos - Desde que pré-avisado o empregado, a doença superveniente, determinando seu afastamento, não interrompe o curso do aviso e o contrato se tem por rescindido na data em que o mesmo termina. Revista parcialmente conhecida e provida." (Ac da 2ª T do TST mv, no mérito - RR 7.312/89.5 - Rel. Min. Ney Doyle - j 16.05.91 - DJU I 09.08.91, p 10.512) "Aviso prévio. Licença médica em seu curso. Efeitos. Não há que se falar em elastério do lapso temporal, relativo ao aviso prévio, em decorrência da licença médica inferior a quinze dias, posto que esta transcorre normalmente no curso daquele sem que se afetem mutuamente, já que o contrato acha-se em plena vigência, por conseguinte, o pagamento dos salários correspondentes satisfaz plenamente a responsabilidade patronal quanto à licença médica. Indevido o duplo pagamento - trinta dias do aviso indenizado e mais os dias da licença ocorridos no seu curso projetado no contrato -, por contemplar enriquecimento sem causa." (Ac da 2ª T do TRT da 10ª R - RO 1.496/97 - Rel. Juiz Braz Henriques de Oliveira - j 12.08.97 -DJU 3 12.09.97, p 21.037) "O contrato de trabalho está em plena vigência durante o curso do aviso prévio (art. 489 da CLT ), ainda que indenizado, período em que subsistem as obrigações recíprocas das partes, pois a relação jurídica, não obstante terminada de fato, permanece e produz seus efeitos até a expiração do prazo do referido aviso. Assim, a doença superveniente ao recebimento do aviso prévio indenizado suspende o seu curso e acarreta a suspensão do contrato de trabalho, da mesma maneira que ocorreria se o fato se desse nas circunstâncias normais (art. 476 da CLT ). Embargos conhecidos e rejeitados." (Ac da SDI do TST - mv, no mérito - ERR 35.887/91.0-4ª R - Red. Designado Min. Antonio Maria Thaumaturgo Cortizo - j 29.11.94 - DJU 1 07.04.95, p 9.068) "Agravo regimental - Superveniência de auxílio-doença no curso do aviso prévio indenizado. Não merece provimento o agravo que não consegue infirmar os fundamentos norteadores do despacho agravado, no qual foi registrado que os efeitos da dispensa somente se concretizam depois de expirado o benefício previdenciário, sendo irrelevante que tenha sido concedido no período do aviso prévio, já que ainda vigorava o contrato de trabalho. Incidência da Orientação Jurisprudencial nº 135 da SDI. Agravo regimental não provido." (Ac un da SBDI-1 do TST - AgRg em ERR 353.537/97.0-2ª R - Rel. Min. Milton de Moura França - j 25.09.00 DJU-e 1 10.11.00, p 506)

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26.30 Aviso prévio - Falência

"Falência - efeitos sobre o contrato de trabalho - Só a falência não é motivo suficiente para a rescisão dos contratos de trabalho, que somente poderá se traduzir em justo motivo para dissolução com o fechamento do estabelecimento e conseqüente esvaziamento dos trabalhos. O fato de a reclamada estar falida não redime a massa de suas obrigações legais, principalmente aquelas decorrentes dos contratos de trabalho. O trabalhador, em qualquer caso, sempre terá direito ao recebimento de todos os consectários, inclusive o aviso prévio, pois a falência está contida no risco do empreendimento, o qual não poderá ser carreado ao empregado." (Ac un da 8ª T do TRT da 2ª R - RO 02960006628 - Rel. Juíza Wilma Nogueira de Araújo Vaz da Silva - j 05.05.97 - DJ SP II 15.05.97, p 44) "Aviso prévio na falência. O estado falimentar por si só não gera a extinção dos contratos de trabalho. Quando ainda assim não fora, a falência é uma forma de dissolução na empresa e, em tais casos, é cabivel o aviso prévio." (Ac un da 4ª T do TRT da 2ª R - RO 02880202579 - Rel. Juiz José Ribamar da Costa - j 13.02.90 - DJ SP 27.03.90, p 169) "Aviso prévio - Falência - Os contratos bilaterais, em princípio, não se resolvem pela falência. No entanto, se o síndico da massa falida opta pela rescisão contratual, subsistem ao empregado os direitos decorrentes da relação de emprego, entre os quais o aviso prévio indenizado. Aplicação dos arts. 7.661/45 e 449, da CLT. Saliente-se ainda que o aviso prévio não detém o caráter punitivo previsto no inciso III do art. 23, parágrafo único, da lei acima citada, sendo devido mesmo no caso do empregador encontrar-se em processo falimentar." (Ac un da 4ª T do TST - RR 426.334/98.1-3ª R - Rel. Min. Galba Velloso - j 16.12.98 - DJU 1 12.02.99, p 310)

26.31 Aviso prévio - Professor

"Professor. Aviso prévio. O aviso prévio concedido no período das férias escolares, desde que não concomitante com as férias individuais, é válido. As férias previstas no § 2º do art. 322 não se confundem com as férias individuais do art. 129 e seguintes da CLT." (Ac. un. da 2ª T do TRT da 9ª R - RO 1.380/89 - Rel. Juiz José Montenegro Antero - j 21.06.90 - DJ PR 27.07.90, p 30)

26.32 Aviso prévio - Falta de assistência sindical - Empregado com mais de um ano de serviço Hipótese de validade

"Aviso prévio do empregado. Assistência sindical. É válido o aviso prévio concedido pelo empregado ao empregador, embora tendo ele mais de um ano no emprego e não provida a assistência sindical; se o vício é imputado exclusivamente ao obreiro. Recurso conhecido, mas não provido." (Ac da 1ª T do TRT da 10ª R - mv, no mérito - RO 2.631/89 - Red. Designado Juiiz José Neves Filho - j 11.09.90 - DJU II 07.11.90, p 26.473)

26.33 Aviso prévio - Adoção de jornada variada pela empresa - Ineficácia

"Aviso prévio. A adoção pela empresa de jornada de trabaIho variada, no curso do aviso prévio, qual seja, ora operando-se a redução pela manhã, ora à tarde, dificulta sobremaneira seja atingida a finalidade precípua do instituto, qual seja, propiciar ao empregado obtenção de novo emprego. Frustrada, assim, a intenção legal, bem como, descumprido o art. 488 da CLT , ineficaz tornou-se o aviso prévio concedido." (Ac un da 2ª T do TRT da 9ª R - RO 6575/90 - Rel. Juiz Leonaldo Silva - j 12.09.91 - DJ PR 25.10.91, p 141)

26.34 Aviso prévio - Comunicação de suspensão indeterminada do empregado

"Aviso prévio. Aviso de suspensão indeterminada do empregado significa o mesmo que aviso prévio de extinção do vínculo empregatício, máxime quando o empregado 'suspenso' continuou prestando serviço durante os trinta dias seguintes, valendo, pois, a comprovada intenção da parte." (Ac da 2ª T do TRT da 10ª R - mv, RO 1.820/88 - Rel. Juiz Sebastião Machado Filho - DJU II 27.07.89, p 7.215)

26.35 Aviso prévio - Participação nos lucros - Projeção do tempo

"Participação nos lucros e resultados. O aviso prévio indenizado incorpora-se ao contrato de trabalho para todos os efeitos, especialmente para contagem de tempo de serviço e se, com seu cômputo, é alcançado o período de concessão do título em epígrafe, ao mesmo faz jus o Autor, pouco importando tivesse caráter de
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período de concessão do título em epígrafe, ao mesmo faz jus o Autor, pouco importando tivesse caráter de adiantamento, pois a impossibilidade de compensação futura foi criada pela recda., com a dispensa injusta do obreiro. Apelo patronal neste ponto improvido." (Ac da 7ª T do TRT da 2ª R - mv - RO 02980068203 - Rel. Juíza Anélia Li Chum - j 12.04.99 - DO SP 30.04.99, p 149) "Participação nos lucros. Condição temporal para que o direito fique reconhecido aos que trabalharam por todo o exercício anual. Projeção do aviso prévio. A condição normativa estabelecida para a participação nos lucros, de que o empregado trabalhe por todo o ano do exercício considerado, está atendida quando a projeção do aviso prévio completa tal período." (Ac un da 1ª T do TRT da 12ª R - RO 8.183/99 - Rel. Juiz Luiz Fernando Cabeda - j 26.06.00 - DJ SC 12.07.00, p 236)

26.36 Aviso prévio - Analfabeto - Validade

"Se o empregado analfabeto pode, validamerite, passar recibos de salários mediante a aposição de sua impressão digital, de igual forma, está apto para dar e receber aviso prévio (interpretação analógica do art. 464 da CLT )." (Ac da 1ª T do TRT da 12ª R - mv, no mérito - RO 2.321/90 - Red. Designado Juiz Oldemar A. Schünemann - j 30.01.91 - DJ SC 25.03.91, p 30)

26.37 Aviso prévio - Trabalhador embarcado

"Inválido o aviso prévio de dispensa dado ao trabalhador a bordo" (Ac un do TRT da 8ª R - RO 349/89 Rel. Juiz Roberto Santos - DO PA 18.07.89, p 19)

26.38 Aviso prévio - Menor de dezoito anos - Formalidades

"Aviso prévio dado por empregado com menos de 18 anos. O menor pode validamente, sem assistência paterna ou materna, pedir demissão do emprego, sem maiores formalidades, antes de completar um ano de serviço. O art. 439 da CLT aponta apenas para a necessidade do pai, mãe ou responsável assisti-lo no ato de receber indenização; assim, se por ato praticado pelo menor, o contrato de trabalho é rescindido, há plena validade para sua vontade, devendo o empregador apenas pagar a indenização (e por extensão de entendimento) as outras parcelas decorrentes da quebra contratual, em presença do responsável pelo menor." (Ac un da 4ª T do TRT da 4ª R - RO 13.727/87 - Rel. Juiz José Luiz Ferreira Prunes - j 29.11.88)

26.39 Empregado doméstico - Prescrição

"Empregado doméstico. Prescrição. O problema da prescrição dos direitos do empregado doméstico, tanto para relações anteriores, concomitantes ou posteriores a Constituição de 1988 em nada se modificou. Em tempos passados o art. 11 da CLT a eles não se aplicava por não estar previsto no art. 7º do mesmo diploma legal. Por outro lado a prescrição apontada pelo art. 7º da atual Constituição, também não tem pertinência aos domésticos, eis que não elencada no seu parágrafo único, quando enumerados direitos de tais assalariados. Conseqüentemente a regra prescricional é a do Código Civil (art. 178, § 10, inc. V). Também as férias anuais remuneradas, plenamente aplicáveis a estes trabalhadores, têm regras próprias ( CLT , art. 149 ), proclamando a prescrição a contar do término do prazo mencionado no art. 134, mas o texto não diz que tal prescrição seja a bienal. A Lei nº 4.090 que instituiu a 'gratificação natalina', também conhecida como 'décimo terceiro salário', por determinar o pagamento a 'todo empregado', não excluiu do gênero 'empregado', qualquer espécie como o doméstico. Assim, já antes do que é reconhecido expressamente pelo inciso VIII do art. 7º da Constituição, o doméstico já tinha direito a esta gratificação." (Ac da 2ª T do TRT da 4ª R - mv - RO 2679/90 - Rel. Juiz José Luiz Ferreira Prunes - j 09.05.91) "Empregado doméstico: I - Salário mínimo - Salário in natura: Em virtude das condições especiais da relação de trabalho doméstico, em que prevalece a informalidade, legítimo se entender a existência de acordo tácito no sentido de que as utilidades fornecidas ao empregado ( CLT , art. 458 ) se prestam a completar o salário mínimo legal, mormente se trabalha longo período sem reclamar diferença salarial alguma. II Prescrição: Os créditos trabalhistas do empregado doméstico estão sujeitos ao prazo de prescrição do art. 7º , XXIX, da Constituição Federal de 1988 ." (Ac da 2ª T do TST - mv, no mérito - RR 81.494/93.8-3ª R - Red. Designado Min. Vantuil Abdala - j 16.06.94 - DJU 1 14.10.94, p 27.755) "Não se aplicando ao empregado doméstico as disposições da Consolidação das Leis do Trabalho (art. 7º ), o prazo de prescrição para pleitear a reparação de seus direitos trabalhistas é o do inciso V, § 10 do art. 178 do Código Civil." (Ac da 7ª T do TRT da 2ª R - mv - RO 22.341/85-1 - Rel. Juiz Vantuil Abdala - DJ SP 19.11.87, pp 69/70) "Quanto às reclamações trabalhistas dos domésticos, urge que se observe a prescrição instituída no art. 11 da CLT ." (Ac un da 3ª T do TRT da 3ª R - RO 2.925/87 - Rel. Juiz Ari Rocha - "Minas Gerais" II 27.11.87, p 64)

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64) "Prescrição - empregado doméstico-menor. Ao empregado doméstico, à falta de disposição especial, aplica-se o disposto na CLT a propósito de prescrição e, não, o estabelecido no Código Civil. Contra o menor de 18 anos não corre prazo de prescrição, ainda que trabalhador doméstico." (Ac un da 1ª T do TRT da 3ª R - RO 663/89 - Rel. Juiz Manoel Mendes de Freitas - j 06.11.89 'Minas Gerais' II 17.11.89, p 58) "Aplica-se ao trabalhador doméstico a prescrição qüinqüenal de que trata o art. 178, § 10, inciso V, do Código Civil, face o que dispõe o art. 2º do Decreto nº 71.885/73 ." (Ac un da 3ª T do TRT da 6ª R - RO 89/88 Rel. Juiz Clóvis Corrêa Filho - DJ PE 22.07.88, p 9) "Prescrição. Aplicação analógica no trabalho doméstico, face à omissão da Lei nº 5.859/72 . Omissa quanto à prescrição, a Lei nº 5.859 , de 11.12.72 (que dispõe sobre o trabalho doméstico), impõe-se observar a sua natureza laboral para buscar a regra tomada para utilização do processo analógico, aplicando-se, necessariamente, princípios do próprio Direito do trabalho, e não do direito comum, como, aliás, dispõe expressamente, o art. 8º , da CLT ." (Ac un da 2ª T do TRT da 2ª R - RO 02861056457 - Rel. Juiz Amador Paes de Almeida - DJ SP 14.10.88, p 79) "I - A prescrição qüinqüenal de créditos de empregados - urbanos, rurais e avulsos - incide sobre os 'facta futura' e se esgota em até dois anos após a extinção do contrato, mas não atinge os 'facta praeterita' - aqueles totalmente consumados antes da promulgação da atual Carta. Quantos aos 'facta pendentia' é preciso estabelecer uma separação entre as partes anteriores à data da mudança da regra prescricional na Constituição, que não podem sofrer a incidência do novo prazo, sob pena de consagrar-se a retroatividade, sem texto expresso que a autorize, e as partes posteriores, em relação às quais as novas disposições constitucionais devem ser aplicadas com efeito imediato ( Constituição Federal de 1988 , art. 5º , § 1º, art. 7º , XXIX e XXXIV e art. 233 , § 2º). II - Excepciono os domésticos - figurantes de contratos 'sui generis' - para os quais a prescrição aplicável é a bienal, tanto a contar da extinção, quanto durante a vigência do vínculo laboral, pois o art. 7º, parágrafo único, da Constituição Federal , ao enumerar os direitos trabalhistas extensivos a esses trabalhadores, não mencionou o inciso XXIX, que trata da prescrição qüinqüenal, restando, por conseqüência, para eles, íntegra a prescritibilidade do art. 11 da Consolidação das Leis do Trabalho ." (Ac un da 3ª T do TRT da 4ª R - REO 150/89 - Rel. Juiz Vilson Antônio Rodrigues Bilhalva - j 26.06.90) "1. Prescrição. Empregado doméstico. A legislação que rege a profissão do doméstico é silente acerca da prescrição que atinge o direito de ação dos empregados. O art. 11 , da CLT , é regra genérica, aplicável, inclusive, a direitos garantidos por legislação à margem do referido instituto, como a gratificação natalina, mas apenas pelo fato desta estar visceralmente atada à condição do empregado celetista. Ante a omissão legal, e norteado pelo princípio da aplicação da norma mais favorável ao obreiro, bem como escudado nas disposições do art. 8º , da CLT - regra que guarda relação com a atividade judicante - entendo que a prescrição aplicável à espécie é aquela tratada no art. 178, § 10, inciso V, do Código Civil Brasileiro. 2. Execução. Coisa julgada. Interpretação. Não violenta a coisa julgada decisão que a interpreta segundo os próprios fundamentos da sentença exeqüenda, com atenção aos seus motivos objetivos. Se a sentença acolheu a função de vendedor e pronunciou a prescrição bienal ( CLT , art. 11 ), mas o acórdão regional, ao contrário, admitiu que o empregado era doméstico, a prescrição há de ser aquela que se aplique à nova situação, ainda que a decisão revisora não o tenha determinado expressamente, posto que a segunda decisão substituiu a primeira, no que foi o seu objeto (Cód. de Proc. Civil, art. 512). Entendimento contrário albergaria o efeito sem causa. O conteúdo da relação jurídica, litigiosa, que constitui elemento da causa porque motivo objetivo da decisão, tem também - além do seu dispositivo - autoridade de coisa julgada (João Mendes, Paula Batista, Rezende Filho), como doutrina nosso Código em art. 474 e, melhor ainda, explicitava o parágrafo único do art. 287 do Código de 1939. Precedentes. Agravo de petição conhecido mas não provido." (Ac da 1ª do TRT da 10ª R - mv, no mérito, aviso prévio 225/89 - Rel. Juiz José Neves Filho - j 18.12.89 - DJU II 14.03.90, p 4.174) "Empregado doméstico. Prescrição, férias proporcionais e multa. Não obstante a Eg. Junta haja pronunciado a relação de emprego do empregado doméstico diarista, o respectivo regime jurídico é estabelecido em lei especial, não se aplicando as normas de prescrição insertas na Constituição da República, por força do par. único de seu Artigo 7º, nem aquelas da Consolidação das Leis do Trabalho , estas salvo disposição expressa (art. 7º da CLT ). Assim, a prescrição é a do art. 178, § 10, inciso V, do Código Civil (Juiz Herácito Pena Júnior), não tendo ele direito a férias proporcionais nem é própria de suas relações de trabalho a multa prevista no art. 477 da CLT . Recurso conhecido e parcialmente provido." (Ac da 3ª T do TRT da 10ª R RO 2.220/99 - Rel. Juiz Bertholdo Satyro - j 16.09.99 - DJU 3 08.10.99, p 28) "Empregado doméstico - Prescrição. Analogicamente, é qüinqüenal a prescrição aplicável aos domésticos, segundo o disposto na alínea a do inciso XXIX do artigo 7º da Constituição Federal. Recurso provido." (Ac un da 1ª T do TST - RR 313.493/96.7-4ª R - Rel. Min. Lourenço Prado - j 16.06.99 - DJU 1 13.08.99, p 117)

26.40 Aviso prévio indenizado - Prescrição - Termo inicial

"A prescrição do direito só começa fluir a partir de dissolução do liame empregatício, ou seja, após o término do período de aviso prévio, ainda que indenizado. Artigo 7º XXI e XXIX letra b [sic] da Constituição Federal." (Ac un da 10ª T do TRT da 2ª R - RO 02950437421 - Rel. Juíza Vilma Capato - j 18.03.97 - DJ SP II 04.04.97, p 45) "Aviso prévio indenizado. Prescrição. O aviso prévio, ainda que indenizado, integra o tempo de serviço do empregado, nos termos do § 1º do art. 487 da CLT . Mesmo com a indenização do pré-aviso a relação jurídica entre as partes permanece vigorando até o final de seu lapso. Pelo que estabelece o art. 489 consolidado a rescisão do contrato de trabalho ocorre efetivamente após expirado o período do aviso prévio. Eventual lesão aos créditos rescisórios a sua exigibilidade em juízo tem como marco inicial a efetiva extinção do contrato. Desta forma, o prazo prescricional somente começa a fluir a partir da data da efetiva extinção do contrato de
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trabalho, que ocorre ao final do aviso prévio, ainda que indenizado. Embargos conhecidos e desprovidos." (Ac un da SBDI-1 do TST - ERR 101.942/94.1-12ª R - Rel. Min. Vantuil Abdala - j 08.10.96 - DJU 1 25.10.96, p 41.242) "Aviso prévio indenizado. Prescrição. O aviso prévio indenizado integra o contrato de trabalho para todos os efeitos legais, sua projeção é considerada como tempo de serviço e somente a partir de então começa a fluir o lapso prescricional." (Ac da 3ª T do TRT da 2ª R - mv - RO 02990045524 - Rel. Juiz Marcelo Freire Gonçalves - j 08.02.00 - DO SP 21.03.00, p 07) "Aviso prévio. Prescrição. Começa a fluir no final da data do término do aviso prévio, art. 487, § 1º, CLT. Recurso provido." (Ac un da 1ª T do TST - RR 549.638/99.12ª R - Rel. Juíza Maria de Fátima Montandon Gonçalves - j 29.09.99 -DJU 1 05.11.99, p 138) "Aviso prévio indenizado. Prazo. Contagem. Prescrição. O período do aviso prévio, mesmo indenizado, constitui tempo de serviço para todos os efeitos legais, sendo que a prescrição começa a fluir do final da data do seu término. Revista conhecida e provida." (Ac un da 3ª T do TST - RR 273.810/96.3-8ª R - Rel. Min. Antonio Fábio Ribeiro - j 12.08.98 - DJU 1 04.09.98, p 301) "Prescrição. Aviso prévio 'indenizado'. O período do aviso prévio apenas remunerado ('indenizado') integra o tempo de serviço do empregado para todos os fins (artigo 487, § 1º, da Consolidação das Leis do Trabalho), projetando a cessação do contrato de trabalho para 30 dias após, inclusive para o marco inicial do biênio final do prazo prescricional da ação trabalhista ( CF/88 , art. 7º , inc. XXIX, a). Recurso de revista provido." (Ac un da 1ª T do TST - RR 263.590/96.5-8ª R - Rel. Min. João Oreste Dalazen -j 15.04.98 - DJU 1 12.06.98, p 307)

26.41 Trabalho noturno - Redução da jornada - Necessidade

"Aviso prévio - redução da jornada. O simples fato do empregado laborar em horário noturno não afasta o direito do mesmo à redução da jornada no período do aviso prévio, posto que a lei não faz tal distinção e onde a lei não distingue não cabe ao julgador fazê-lo." (Ac da 4ª T do TRT da 9ª R - mv, no mérito - RO 8873/92 - Rel. Juiz Carlos Buck - j 07.07.93 - DJ PR 17.09.93, p 253)

26.42 Contrato de safra

"Safrista. Modalidade do contrato. O safrista, como tal, vincula-se ao empregador por contrato a termo que, se cumprido regularmente, não enseja dação de aviso prévio, nem indenização por ruptura antecipada." (Ac un da 1ª T do TRT da 3ª R - RO 1203/92 - Rel. Juiz Renato Moreira Figueiredo - j 16.11.92 - "Minas Gerais" II 02.12.92, p 67)

26.43 Aviso prévio indenizado - Incidência do percentual de 40% do FGTS - Fixação - Critério

"FGTS - Adicional de 40%. O aviso prévio indenizado integra o tempo de serviço para todos os efeitos legais. Assim, deve o cálculo do acréscimo de 40% do FGTS incidir sobre todos os depósitos realizados na conta vinculada, até o término do aviso. Revista parcialmente provida." (Ac da 2ª T do TST - mv, no mérito RR 87.089/94.3-3ª R - Red. Designado Min. Hylo Gurgel - j 13.10.94 - DJU 1 25.11.94, p 32.443) "Multa do FGTS - aviso prévio indenizado - Data de incidência. A data a ser considerada para efeito de fixação do montante de depósitos fundiários sobre o qual incidem os 40% (quarenta por cento) devidos pela despedida, é a do pagamento das verbas rescisórias, desconsiderando o período resultante da projeção do aviso prévio indenizado." (Ac un da 3ª T do TST - RR 161.201/95.1-15ª R - Rel. Min. José Luiz Vasconcellos - j 02.05.96 - DJU 1 21.06.96, p 22.553) "Multa de 40% do FGTS. A multa de 40% do FGTS incide, além sobre os valores depositados na conta vinculada, também sobre o aviso prévio indenizado, já que sobre este incide FGTS, que é pago diretamente ao empregado. A intenção da regra é no sentido de que a multa seja calculada com base no total de FGTS devido ao autor, quer depositado em conta, quer pago a ele diretamente." (Ac un da 1ª T do TRT da 2ª R - RO 02960472670 - Rel. Juiz Braz José Mollica - j 19.11.97 - DO SP 05.12.97, p 130)

27. Modelos

MODELO DE AVISO PRÉVIO DO EMPREGADOR (TRABALHADO) ( C onsolidação das Leis do Trabalho - C LT , art. 481 , e Súmula TST nº 163, do Tribunal Superior do Trabalho)
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A VISO PRÉVIO TRA BA LHA DO São P aulo, .......................................... I I mo.(a) Sr.(a) C T P S N º ........ - SÉ RI E ..... - SP D E P T O ./SE Ç Ã O : .......... P or não mais c onvir a es ta empres a mantê- lo(a) em nos s o quadro de func ionários , vimos c omunic ar- lhe que s eu C ontrato de T rabalho s erá res c indido em .........../.........../.......... . A partir de .........../.........../.......... , haverá uma reduç ão no s eu horário de trabalho, s em prejuizo do s alário integral, s endo- lhe fac ultada, de ac ordo c om as dis pos iç ões legais vigentes , a opç ão por uma das s eguintes alternativas : (1 ) Reduç ão de 0 2 (duas ) horas diárias em s eu horário normal de trabalho. (2 ) Reduç ão de .....dias c orridos . O BS.: Solic itamos pôr s eu c iente na c ópia anexa a es te e c omparec er de pos s e da C arteira de T rabalho e P revidênc ia Soc ial, a ....................................................................... no dia ......................................., para ac erto de s ua Q uitaç ão, c onforme legis laç ão vigente. ___________________________________ E mpregador São P aulo, ................................................. D e ac ordo c om as dis pos iç ões legais vigentes dec laro, para todos os fins de direito, que, nes ta data, opto pela alternativa de reduç ão de horário de trabalho nº........... (...............................) ac ima des c rita. ___________________________________ __________________________________ E mpregadoT es temunha ___________________________________ __________________________________ Res pons ável (quando menor)T es temunha

MODELO DE AVISO PRÉVIO DO EMPREGADOR (INDENIZADO)

A VISO PRÉVIO INDENIZA DO São P aulo, ............................................... I I mo.(a) Sr.(a) C T P S N º ......... - SÉ RI E .......... - SP D E P T O ./SE Ç Ã O : ............... P or não mais c onvir a es ta empres a mantê- lo(a) em nos s o quadro de func ionários , vimos c omunic ar- lhe que dec idimos res c indir, a partir des ta data, s eu C ontrato de T raba lho em vigor des de .........../.........../.......... . Solic itamos s eu c omparec imento, de pos s e da C arteira de T rabalho e P revidênc ia Soc ial, para dar c umprimento às formalidades exigidas para a Res c is ão do C ontrato de T rabalho, c onforme legis laç ão em vigor. O BS.: C O M P A RE C E R A O D E P T O ./P E SSO A L D I A ............. À S .............. H O RA S P A RA RE C E BI M E N T O D A S V E RBA S RE SC I SÓ RI A S. __________________________________________ E mpregador C iente do empregado e s eu repres entante legal (quando menor) São P aulo, ........................... . ___________________________________________________________ E mpregado Res pons ável (quando menor) _______________________________ ____________________________ T es temunha T es temunha

MODELO DE AVISO PRÉVIO DO EMPREGADO - SOLICITAÇÃO DE DISPENSA DO CUMPRIMENTO DO AVISO PRÉVIO

PEDIDO DE DEMISSÃ O São P aulo, ........................... . __________________________________________________________ (N ome do empregador) P rezado(s ) Senhor(es ), P or razões partic ulares , venho c omunic ar- lhe(s ) que a partir de ...... (..........................) dias c ontados des ta data deixarei por minha livre e es pontânea vontade o emprego que oc upo nes ta empres a des de ........./........./........... Solic ito a dis pens a do c umprimento do avis o prévio. Favor dar s eu c iente na c ópia des te. ____________________________ N ome do empregado C T P S N º......... - SÉ RI E ........... - SP D E P T O ./SE Ç Ã O : ................ A tenc ios amente, ______________________________________________________________ E mpregadoRes pons ável L egal (quando menor)

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C iente em .........../.........../.......... ________________________________ E mpregador

MODELO DE PEDIDO DE DEMISSÃO

PEDIDO DE DEMISSÃ O São P aulo, ....................... À ___________________________________________________________________ P rezado(s ) Senhor(es ), P or razões partic ulares , venho apres entar- lhe(s ) minha demis s ão do emprego que oc upo nes ta empres a des de ..../..../..... C omunic o que: ( ) c umprirei o avis o prévio ( ) indenizarei o avis o prévio ( ) outros V .v. A guardando um pronunc iamento favorável, s ubs c revo- me, N ome: C T P S N º ................ - SÉ RI E ......... - SP D E P T O ./SE Ç Ã O :........ A tenc ios amente, ________________________________ _________________________________ E mpregado Res pons ável L egal (quando menor) C iente em .........../.........../.......... ________________________________ ________________________________ E mpregador V is to C hefia

MODELO DE RESCISÃO DO CONTRATO DE EXPERIÊNCIA PELO EMPREGADOR - NO TÉRMINO

RESCISÃ O DO CONTRA TO DE EXPERIÊNCIA São P aulo, ................... .............. __________________________________________________________ (N ome do empregador) P rezado(a) Senhor(a), V enho c omunic ar- lhe que s eu c ontrato de experiênc ia termina em ......./......../......., s endo que a partir de então não nec es s itaremos mais de s eus s erviç os , devendo c es s ar s ua atividade nes ta data......./......./........ Favor dar s eu c iente na c ópia des te. ____________________________ N ome do empregado C T P S N º .......... - SÉ RI E ....... - SP D E P T O ./SE Ç Ã O : ........... A tenc ios amente, ________________________________________________________ E mpregado Res pons ável L egal (quando menor) C iente em .........../.........../.......... _______________________ E mpregador

MODELO DE RESCISÃO DO CONTRATO DE EXPERIÊNCIA PELO EMPREGADO - NO TÉRMINO

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RESCISÃ O DO CONTRA TO DE EXPERIÊNCIA São P aulo, .......................... ............. __________________________________________________________ (N ome do empregador) P rezado(s ) Senhor(es ), P or razões partic ulares , venho c omunic ar- lhe(s ) que a partir de ......................................... , término do c ontrato de experiênc ia, deixarei de pres tar s erviç os a es ta empres a. Favor dar s eu c iente na c ópia des te. ____________________________ N ome do empregado C T P S N º ......... - SÉ RI E ....... - SP D E P T O ./SE Ç Ã O : .............. A tenc ios amente, ___________________________ _____________________________ E mpregadoRes pons ável L egal (quando menor) C iente em .........../.........../.......... ___________________________ E mpregador

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E mpregador

MODELO DE RESCISÃO ANTECIPADA DO CONTRATO DE EXPERIÊNCIA PELO EMPREGADOR

CONTRA TO DE EXPERIÊNCIA Res c is ão antec ipada pelo empregador São P aulo, ................... .............. __________________________________________________________ (N ome do empregador) P rezado(a) Senhor(a), V enho c omunic ar- lhe que não mais nec es s itaremos de s eus s erviç os , razão pela qual s eu c ontrato de experiênc ia, originariamente previs to para terminar em .........../.........../.........., s erá res c indido antec ipadamente em .........../.........../.......... . Favor dar s eu c iente na c ópia des te. ____________________________ N ome do empregado C T P S N º ........ - SÉ RI E ..... - SP D E P T O ./SE Ç Ã O : A tenc ios amente, __________________________________________________________ E mpregadoRes pons ável L egal (quando menor) C iente em .........../.........../.......... . ____________________________ E mpregador

MODELO DE RESCISÃO ANTECIPADA DO CONTRATO DE EXPERIÊNCIA PELO EMPREGADO

CONTRA TO DE EXPERIÊNCIA Res c is ão antec ipada pelo empregado São P aulo, ........................... .............. __________________________________________________________ (N ome do empregador) P rezado(s ) Senhor(es ), P or razões partic ulares , venho c omunic ar- lhe(s ) que a partir de ..................................... , es tarei res c indindo antec ipadamente o c ontrato de experiênc ia, previs to para terminar em .........../.........../.......... . Favor dar s eu c iente na c ópia des te. ____________________________ N ome do empregado C T P S N º ........ - SÉ RI E ...... - SP D E P T O ./SE Ç Ã O : ........................ A tenc ios amente, ___________________________________________________________ E mpregadoRes pons ável L egal (quando menor) C iente em .........../.........../.......... ____________________________ E mpregador

MODELO DE NOTIFICAÇÃO DE ABANDONO DE EMPREGO

NOTIFICA ÇÃ O DE A BA NDONO DE EMPREGO ________________________, de _____________ de _________. Sr(a). _________________________________________________________________ ____ C T P S N º ....... - SÉ RI E ........ - SP D E P T O ./SE Ç Ã O : ......................... P rezado(a) Senhor(a), Solic itamos o s eu c omparec imento para reas s umir s eu c argo e apres entar jus tific ativa das faltas . A não apres entaç ão no prazo de ...... (......................) dias , c ontados des ta, implic ará na res c is ão do s eu c ontrato de trabalho por abandono de emprego, devido às s uas faltas ao trabalho des de .........../.........../.......... . A tenc ios amente, _________________________ E mpregador Rec ebido em .........../.........../.......... _________________________ E mpregado

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MODELO DE COMUNICAÇÃO DE RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO (JUSTA CAUSA)

COMUNICA ÇÃ O DE RESCISÃ O DO CONTRA TO DE TRA BA LHO (Justa causa) ________________________, de _____________ de _________. Sr.(a) _________________________________________________________________ C T P S N º ....... - SÉ RI E ........ - SP D E P T O ./SE Ç Ã O : ............................. P rezado(a) Senhor(a), C om fundamento no artigo 4 8 2 da C L T , dec idimos res c indir de imediato s eu c ontrato de trabalho. Solic itamos s eu c omparec imento ao D epto. de P es s oal, de pos s e de s ua C arteira de T rabalho e P revidênc ia Soc ial, para dar c umprimento às formalidades exigidas para a res c is ão. Favor dar s eu c iente na c ópia des ta. O bs ervaç ões : A tenc ios amente, ____________________________ E mpregador C iente em .........../.........../.......... _____________________________ E mpregado _____________________________ Res pons ável L egal (quando menor)

MODELOS DE TERMOS DE RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO, TERMOS DE HOMOLOGAÇÃO, TERMOS DE QUITAÇÃO DE RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO (PORTARIA MTE Nº 1.621/2010 , ALTERADA PELA PORTARIA MTE Nº 1.057/2012 ) DOC UMENTOS EMPREGADOS NAS RESC ISÕES EM QUE NÃO FOR UTILIZADO O SISTEMA HOMOLOGNET TRC T previsto no Anexo I daPortaria MTE nº 1.057/2012 , impresso em 2 vias, sendo uma para o empregador e outra para o empregado, acompanhado do Termo de Quitação de Rescisão do C ontrato de Trabalho, reproduzido a seguir, impresso em 4 vias, sendo uma para o empregador e três para o empregado, destinadas ao saque do FGTS e solicitação do seguro-desemprego, nas rescisões de contrato de trabalho em que não é devida assistência e homologação. ANEXO I TERMO DE RESC ISÃO DO C ONTRATO DE TRABALHO

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TERMO DE QUITAÇ ÃO DE RESC ISÃO DO C ONTRATO DE TRABALHO ANEXO VI

O TRC T previsto no Anexo I, anteriormente reproduzido, impresso em 2 vias, sendo 1 para o empregador e outra para o empregado, acompanhado do Termo de Homologação de Rescisão do C ontrato de Trabalho, previsto no anexo VII daPortaria MTE nº 1.621/2010 , na redação da Portaria MTE nº 1.057/2012 adiante
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previsto no anexo VII daPortaria MTE nº 1.621/2010 , na redação da Portaria MTE nº 1.057/2012 adiante reproduzido, impresso em 4 vias, sendo 1 para o empregador e 3 para o empregado, destinadas ao saque do FGTS e solicitação do seguro-desemprego, nas rescisões de contrato de trabalho em que é devida a assistência e homologação. O mencionado TRC T deve ser utilizado nas rescisões de contrato de trabalho doméstico. ANEXO VII TERMO DE HOMOLOGAÇ ÃO DE RESC ISÃO DE C ONTRATO DE TRABALHO

SERÃO GERADOS PELO HOMOLOGNET, OS DOC UMENTOS A SEGUIR.
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ANEXO II O TRC T previsto no Anexo II deverá ser impresso em 2 vias, sendo uma para o empregador e outra para o empregado, e os demais Termos deverão ser impressos em 4 vias, sendo uma para o empregador e 3 para o empregado. Ministério do Trabalho e Emprego SRT - Secretaria de Relações do Trabalho Sistema HomologNet TERMO DE RESC ISÃO DO C ONTRATO DE TRABALHO

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ANEXO III

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ANEXO III Ministério do Trabalho e Emprego SRT - Secretaria de Relações do Trabalho Sistema HomologNet TERMO DE HOMOLOGAÇ ÃO DE RESC ISÃO DO C ONTRATO DE TRABALHO

ANEXO IV Ministério do Trabalho e Emprego SRT - Secretaria de Relações do Trabalho Sistema HomologNet
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TERMO DE HOMOLOGAÇ ÃO DE RESC ISÃO DO C ONTRATO DE TRABALHO

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TERMO DE HOMOLOGAÇ ÃO DE RESC ISÃO DO C ONTRATO DE TRABALHO

ANEXO V Ministério do Trabalho e Emprego SRT - Secretaria de Relações do Trabalho Sistema HomologNet TERMO DE QUITAÇ ÃO DE RESC ISÃO DO C ONTRATO DE TRABALHO

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INSTRUÇ ÕES DE PREENC HIMENTO ANEXO VIII Instruções Gerais
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Instruções de Impressão 1. O modelo deverá ser plano e impresso em papel A4, na cor branca, com 297 milímetros de altura e 210 milímetros de largura em papel com, ao menos, 75 gramas por metro quadrado. 2. Nas áreas hachuradas, aplicar retícula positiva a 25%. 3. A utilização das fontes deverá observar o seguinte: 3.1. Os números e nomes dos campos deverão ser impressos em fonte normal Arial 8, utilizando-se caixa alta no início e caixa baixa no restante das palavras; 3.2. Os títulos (TERMO DE RESC ISÃO DO C ONTRATO DE TRABALHO, TERMO DE QUITAÇ ÃO DE RESC ISÃO C ONTRATUAL e TERMO DE HOMOLOGAÇ ÃO DE RESC ISÃO C ONTRATUAL) deverão ser impresso todo em caixa alta, em fonte negrito Arial 13; 3.3. Os demais títulos deverão ser impressos em fonte negrito Arial 9, em caixa alta, exceção feita às palavras "Rubrica" e "Valor", que deverão ter apenas a letra inicial em caixa alta; 4. As linhas deverão possuir altura de: 4.1. 8 mm nos campos 1 a 20 e 23 a 32 e de 12,5 mm nos campos 21 e 22, inclusive nos TERMO DE QUITAÇ ÃO DE RESC ISÃO C ONTRATUAL e TERMO DE HOMOLOGAÇ ÃO DE RESC ISÃO C ONTRATUAL; 4.2. 7,5 mm nos campos 50 a 116. 5. As linhas de título deverão ter altura de 3,5 mm, salvo as destinadas ao título do documento (TERMO DE RESC ISÃO DO C ONTRATO DE TRABALHO, TERMO DE QUITAÇ ÃO DE RESC ISÃO C ONTRATUAL e TERMO DE HOMOLOGAÇ ÃO DE RESC ISÃO C ONTRATUAL) que deverão possuir 5 mm de altura e a linha destinada ao aviso de que "A ASSISTÊNC IA NO ATO DA RESC ISÃO C ONTRATUAL É GRATUITA" que deve possuir 13 mm. 6. As margens direita e esquerda deverão ser de 15 mm e as superior e inferior de 10 mm. 7. Não poderá haver abreviação de palavras constantes do modelo, além das já existentes. 8. É facultado o acréscimo de rubricas nos campos em branco, de acordo com as necessidades das empresas, desde que respeitada a seqüência numérica das rubricas estabelecidas no modelo e nas instruções de preenchimento e a distinção dos quadros de pagamentos e deduções, de forma que os campos com numeração superior fiquem nos campos seguintes. 9. Não é permitida a supressão de campos constantes do modelo. Instruções de Preenchimento - Os campos de número 01 a 118 e 150 serão preenchidos pelo empregador. No preenchimento dos campos, não poderá ser utilizada fonte de tamanho inferior à da fonte Arial 10. - A localidade e as datas, constantes dos Termos de Quitação de Rescisão C ontratual e de Homologação de Rescisão C ontratual serão preenchidas pelo trabalhador, de próprio punho, salvo quando se tratar de analfabeto. C ampo 01 - Informar o número do C adastro Nacional de Pessoas Jurídicas - C NPJ ou do C adastro Específico do INSS - C EI. C ampos 02 a 07 - Informar dados de identificação do empregador constantes do C NPJ ou C EI. C ampo 08 - Informar a C lassificação Nacional de Atividades Econômicas - C NAE. C ampo 09 - Informar o número do C adastro Nacional de Pessoas Jurídicas - C NPJ ou do C adastro Específico do INSS - C EI da empresa tomadora de serviços ou da obra de construção civil, quando for o caso. C ampos 10 a 20 - Informar dados de identificação do trabalhador. No C ampo 19 usar o formato DD/MM/AAAA. C ampo 21 - Informar o tipo de contrato, dentre as seguintes opções: 1. C ontrato de trabalho por prazo indeterminado.
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2. C ontrato de trabalho por prazo determinado com cláusula assecuratória de direito recíproco de rescisão antecipada. 3. C ontrato de trabalho por prazo determinado sem cláusula assecuratória de direito recíproco de rescisão antecipada; C ampos 22 e 27 - Informar a causa e o código do afastamento do trabalhador, conforme quadro a seguir:

Código Causas do A f astamento

SJ 2

D es pedida s em jus ta c aus a, pelo empregador

JC 2

D es pedida por jus ta c aus a, pelo empregador

RA 2

Res c is ão antec ipada, pelo empregador, do c ontrato de trabalho por prazo determinado

FE 2

Res c is ão do c ontrato de trabalho por falec imento do empregador individual s em c ontinuaç ão da atividade da empres a

FE 1

Res c is ão do c ontrato de trabalho por falec imento do empregador individual por opç ão do empregado

RA 1

Res c is ão antec ipada, pelo empregado, do c ontrato de trabalho por prazo determinado

SJ 1

Res c is ão c ontratual a pedido do empregado

FT 1

Res c is ão do c ontrato de trabalho por falec imento do empregado

P D0

E xtinç ão normal do c ontrato de trabalho por prazo determinado

RI 2

Res c is ão I ndireta

C R0

Res c is ão por c ulpa rec íproc a

FM 0

Res c is ão por forç a maior

NC 0

Res c is ão por nulidade do c ontrato de trabalho, dec larada em dec is ão judic ial

C ampo 23 - Informar o valor da remuneração do trabalhador no mês anterior ao da rescisão contratual. C aso não haja remuneração no mês anterior, informar o valor projetado para 30 dias, no mês da rescisão. C ampo 24 - Informar a data da admissão do trabalhador, no formato DD/MM/AAAA. C ampo 25 - Informar a data em que foi concedido o aviso prévio, no formato DD/MM/AAAA. C ampos 26 - Informar a data do efetivo desligamento do trabalhador do serviço, no formato DD/MM/AAAA. C ampos 28 e 29 - Informar o percentual devido a título de pensão alimentícia, definida em decisão judicial, mesmo que seja 0,00%. C ampo 30 - Indicar a categoria do trabalhador, de acordo com o quadro a seguir:

Tabela de Categorias de Trabalhador

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Cód.

Categoria

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Cód. Categoria

01

E mpregado

03

T rabalhador não vinc ulado ao RG P S, mas c om direito ao FG T S

04

E mpregado - c ontrato de trab. por prazo determ. (L ei nº 9 .6 0 1 /1 9 9 8 )

06

E mpregado D omés tic o

07

M enor A prendiz (Lei

10.097/2000 )

C ampo 31 - Informar o código sindical. Em caso de não haver entidade representativa da categoria do trabalhador, informar o código "999.000.000.00000-3", relativo à C onta Especial Emprego e Salário. Em caso de trabalhador rural, o campo deverá permanecer em branco. C ampo 32 - Informar o C NPJ e o nome da entidade sindical laboral. Em caso de não haver entidade representativa da categoria do trabalhador, informar: 37.115.367/0035-00 - Ministério do Trabalho e Emprego MTE. C ampos 50 a 99 - Informar os valores das verbas rescisórias correspondentes às rubricas conforme relação abaixo: C ampo 50 - Informar o saldo líquido de dias de salário (número de dias do mês até o afastamento, descontadas as faltas e o DSR referente às semanas não integralmente trabalhadas). Na coluna "Valor", informar o valor devido a título de Saldo líquido de Salários. C ampo 51 - Na coluna "Valor", informar o valor referente às comissões devidas no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 52 - Na coluna "Valor", informar o valor referente à gratificação devida no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 53 - Na coluna "Valor", informar o valor referente ao adicional de insalubridade devido no mês do afastamento do trab alhador. C ampo 54 - Na coluna "Valor", informar o valor referente ao adicional de periculosidade devido no mês do afastamento do trab alhador. C ampo 55 - Informar o total de horas noturnas trabalhadas no mês e o percentual incidente sobre estas horas noturnas. Na coluna "Valor", informar o valor referente ao adicional noturno devido no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 56.1 - Informar total de horas extras trabalhadas no mês e o percentual incidente sobre estas horas extras. C aso existam percentuais diversos, poderão ser criados os subitens 56.2, 56.3... Na coluna "Valor", informar o valor referente às horas extras devidas no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 57 - Na coluna "Valor", informar o valor referente às gorjetas devidas no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 58 - Na coluna "Valor", informar o valor referente ao Descanso Semanal Remunerado (DSR) devido no mês do afastamento do trabalhador horista ou diarista. No caso de o salário ser mensal, informar o pagamento do DSR devido quando da última semana integralmente trabalhada. C ampo 59 - Na coluna "Valor", informar o valor referente ao Reflexo do DSR sobre Salário Variável devido no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 60 - Na coluna "Valor", informar o valor referente à Multa prevista no Art. 477, § 8º/ C LT , se devida. C ampo 61 - Na coluna "Valor", informar o valor referente à Multa Art. 479/ C LT , se devida. C ampo 62 - Na coluna "Valor", informar o valor referente ao Salário-Família devido no mês do afastamento do
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C ampo 62 - Na coluna "Valor", informar o valor referente ao Salário-Família devido no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 63 - Na coluna "Valor", informar o valor referente ao Décimo-Terceiro Salário Proporcional devido no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 64.1 - Informar o exercício a que se refere o Décimo-Terceiro Salário. C aso exista mais de um exercício devido, poderão ser criados os subitens 64.2, 64.3.... Na coluna "Valor", informar o valor devido ao trabalhador. C ampo 65 - Na coluna "Valor", informar o valor referente a Férias Proporcionais devidas ao trabalhador. C ampo 66.1 - Informar o período aquisitivo a que se refere as Férias Vencidas, no formato DD/MM/AAAA. C aso exista mais de um exercício devido, poderão ser criados os subitens 66.2, 66.3,... Na coluna "Valor", informar o valor devido ao trabalhador. C ampo 67 - Rubrica Férias Vencidas (Reflexo/Dobra) Per. Aquisitivo _________a_________. Informar o período aquisitivo a que se refere o Reflexo/Dobra das Férias Vencidas, no formato AAAA. C aso exista mais de um exercício devido, criar os subitens 67.1, 67.2, 67.3... Na coluna "Valor", informar o valor devido ao trabalhador. C ampo 68 - Na coluna "Valor", informar o valor correspondente a 1/3 da soma dos valores relativos aos campos 65, 66, 67 e 71. C ampo 69 - Na coluna "Valor", informar o valor correspondente ao Aviso Prévio Indenizado, se for o caso.

C ampo 70 - Na coluna "Valor", informar o valor correspondente ao Décimo-Terceiro Salário incidente sobre o Aviso Prévio Indenizado. C ampo 71 - Na coluna "Valor", informar o valor correspondente às Férias incidentes sobre o Aviso Prévio Indenizado. C ampo 72 - Percentagem. Na coluna "Valor", informar o valor referente às percentagens devidas no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 73 - Prêmios. Na coluna "Valor", informar o valor referente aos prêmios devidos no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 74 - Viagens. Na coluna "Valor", informar o valor referente às viagens devidas no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 75 - Sobreaviso _____ horas _____%. Informar o número de horas de sobreaviso e o percentual devido. Na coluna "Valor", informar o valor referente a sobreavisos devidos no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 76 - Prontidão _____ horas _____%. Informar o número de horas de prontidão e o percentual devido. Na coluna "Valor", informar o valor referente a prontidão devida no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 77 - Adicional Tempo Serviço. Na coluna "Valor", informar o valor referente a adicional por tempo de serviço devido no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 78 - Adicional por Transferência de Localidade de Trabalho. Na coluna "Valor", informar o valor referente a adicional por transferência de localidade de trabalho devido no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 79 - Salário Família Excedente ao Valor Legal. Na coluna "Valor", informar o valor referente a salário família excedente ao valor legal devido no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 80 - Abono/Gratificação de Férias Excedente ______ Dias Salário. Na coluna "Valor", informar o valor referente a abono/gratificação de férias, desde que excedente a 20 dias de salário, concedido em virtude de cláusula contratual, de regulamento da empresa ou de convenção ou acordo coletivo, devido no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 81 - Valor Global Diárias para Viagem - Excedente 50% Salário. Na coluna "Valor", informar o valor referente a diárias para viagem, pelo seu valor global, quando excederem a cinquenta por cento da remuneração do empregado, desde que não haja prestação de contas no montante gasto, devidas no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 82 - Ajuda de C usto Art. 470/C LT. Na coluna "Valor", informar o valor referente a ajuda de custo Art.

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C ampo 82 - Ajuda de C usto Art. 470/C LT. Na coluna "Valor", informar o valor referente a ajuda de custo Art. 470/ C LT devida no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 83 - Etapas. Marítimos. Na coluna "Valor", informar o valor referente a etapas marítimos devidas no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 84 - Licença-Prêmio Indenizada. Na coluna "Valor", informar o valor referente a licença-prêmio indenizada devida no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 85 - Quebra de C aixa. Na coluna "Valor", informar o valor referente a quebra de caixa devida no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 86 - Participação nos Lucros ou Resultados. Na coluna "Valor", informar o valor referente a participação nos lucros ou resultados devida no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 87 - Indenização a Título de Incentivo à Demissão. Na coluna "Valor", informar o valor referente a indenização a título de incentivo à demissão devida no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 88 - Salário Aprendizagem. Na coluna "Valor", informar o valor referente a bolsa aprendizagem devida no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 89 - Abonos Desvinculados do Salário. Na coluna "Valor", informar o valor referente a abonos desvinculados do salário devidos no mês do afastamento do trabalhador; C ampo 90 - Ganhos Eventuais Desvinculados do Salário. Na coluna "Valor", informar o valor referente a ganhos eventuais desvinculados do salário devidos no mês do afastamento do trabalhad or. C ampo 91 - Reembolso C reche. Na coluna "Valor", informar o valor referente a reembolso creche devido no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 92 - Reembolso Babá. Na coluna "Valor", informar o valor referente a reembolso babá devido no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 93 - Gratificação Semestral. Na coluna "Valor", informar o valor referente a gratificação semestral devida no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 94 - Salário do Mês Anterior à Rescisão. Na coluna "Valor", informar o valor referente a salário do mês anterior à rescisão ainda não pago, devido no mês do afastamento do trabalhad or. C ampo 95 - Na coluna "Valor", informar o valor referente a outras verbas devidas no mês do afastamento do trabalhador. C aso exista mais de uma verba, criar os subitens 95.1, 95.2, 95.3.... Discriminar o nome da verba na coluna Rubrica. C ampo 96 - Indenização Art. 9º, Lei nº 7.238/1984 . Na coluna "Valor", informar o valor referente a indenização do Art. 9º, Lei nº 7.238/1984 (demissão na véspera da data base) devida no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 97 - Indenização Férias Escolares. Na coluna "Valor", informar o valor referente a indenização férias escolares devida no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 98 - Multa do Art. 476-A, § 5º da C LT. Na coluna "Valor", informar o valor referente a multa do Art. 476-A, § 5º, da C LT devida no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 99 - Na coluna "Valor", informar o valor referente ao saldo devedor da rescisão contratual, a fim de que o valor rescisório não fique negativo. C ampos 100 a 116 - Informar os valores das deduções correspondentes às rubricas conforme relação abaixo: C ampo 100 - Na coluna "Valor", informar o valor referente a pensão alimentícia descontada no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 101 - Na coluna "Valor", informar o valor referente a adiantamento salarial descontado no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 102 - Na coluna "Valor", informar o valor referente a adiantamento de 13º salário descontado no mês

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C ampo 102 - Na coluna "Valor", informar o valor referente a adiantamento de 13º salário descontado no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 103 - Na coluna "Valor", informar o valor referente ao aviso prévio indenizado descontado no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 104 - Na coluna "Valor", informar o valor referente a indenização Art. 480 C LT descontada no mês do afastamento do trabalhador.

C ampo 105 - Na coluna "Valor", informar o valor referente a empréstimo em consignação descontado no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 106 - Vale-Transporte. Na coluna "Valor", informar o valor referente a vale-transporte adiantado, não utilizado e não restituído, descontado no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 107 - Reembolso do Vale-Transporte. Na coluna "Valor", informar o valor referente a reembolso do vale-transporte descontado no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 108 - Vale-Alimentação. Na coluna "Valor", informar o valor referente a vale-alimentação adiantado e não restituído, descontado no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 109 - Reembolso do Vale-Alimentação. Na coluna "Valor", informar o valor referente a reembolso do vale-alimentação descontado no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 110 - C ontribuição para o FAPI. Na coluna "Valor", informar o valor referente a contribuição para o FAPI descontado no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 111 - C ontr. Sindical Laboral. Na coluna "Valor", informar o valor referente a contribuição sindical laboral descontada no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 112.1 - Na coluna "Valor", informar o valor referente a Previdência Social descontada no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 112.2 - Na coluna "Valor", informar o valor referente a Previdência Social sobre o 13º Salário descontada no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 113 - C ontr. Previdência C omplementar. Na coluna "Valor", informar o valor referente a contribuição previdência complementar descontada no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 114.1 - Na coluna "Valor", informar o valor referente a IRRF descontado no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 114.2 - Na coluna "Valor", informar o valor referente a IRRF sobre 13º Salário descontado no mês do afastamento do trabalhador. C aso exista IR sobre Participação nos Lucros ou Resultados e/ou C omplem. IRRF, ref. Rendimento Total Receb. Mês Quitação Rescisão, poderão ser criados os subitens 114.3 e 114.4. Na coluna "Valor", informar o valor referente a IRRF sobre participação nos lucros ou resultados descontado no mês do afastamento do trabalhador e/ou o valor referente a C omplementação do IRRF, referente ao rendimento total recebido no mês de quitação da rescisão. C ampo 115.1 - Na coluna "Valor", informar o valor referente a outros descontos realizados no mês do afastamento do trabalhador. C aso exista mais de um desconto, poderão ser criados os subitens 115.2; 115.3.... Discriminar o nome do desconto na coluna Desconto. C ampo 116 - Valor Líquido de TRC T Quitado - Decisão Judicial. Na coluna "Valor", informar o valor referente a desconto de valor líquido de TRC T quitado - decisão judicial descontado no mês do afastamento do trabalhador. C ampo 118 - C omp. Dias Salário Férias - Mês Anterior Rescisão. Na coluna "Valor", informar o valor referente a compensação de dias de salário de férias referentes ao mês do afastamento, pagos no mês anterior à rescisão (Art. 145/C LT). C ampo 150 - Assinatura do empregador ou de seu representante devidamente habilitado. C ampo 151 - Assinatura do trabalhador. Em caso de analfabeto, deverá ser inserida a digital. C ampo 152 - Assinatura do responsável legal do trabalhador.

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C ampo 152 - Assinatura do responsável legal do trabalhador. Em caso de analfabeto, deverá ser inserida a digital. C ampo 153 - C arimbo e assinatura do assistente. C ampo 154 - Identificar o nome, endereço e telefone do órgão que prestou a assistência ao empregado. Quando for entidade sindical, deverá, também, ser informado o número do seu registro no Ministério do Trabalho e Emprego. C ampo 155 - Ressalvas realizadas pelo assistente. C aso não caibam no campo, poderão ser continuadas no verso ou em folha à parte. C onstar do campo 155 que a complementação consta em outro local. C ampo 156 - Prestar informações, conforme instruções expedidas pela C aixa Econômica Federal. É facultada a confecção dos Termos anteriormente reproduzidos com a inserção de rubricas, de acordo com as necessidades do empregador, desde que respeitada a sequência numérica de campos estabelecida nas Instruções de Preenchimento, previstas no Anexo VIII, e a distinção de quadros de pagamentos e deduções. Serão aceitos, até 31.01.2013, termos de rescisão de contrato de trabalho elaborados pela empresa, desde que deles constem os campos de TRC T aprovado na Portaria MTE nº 1.621/2010 .

Legislação Referenciada

ADC T C onstituição Federal/1988 Decreto nº 2.490/1998 Regulamento da Previdência Social Decreto nº 5/1991 Decreto nº 71.885/73 Regulamento das Relações Individuais e C oletivas de Trabalho Rural Decreto nº 73.841/1974 CP Lei de Introdução ao C ódigo C ivil Brasileiro C onsolidação das Leis do Trabalho Emenda C onstitucional nº 20/1998 Emenda C onstitucional nº 28/2000 Instrução Normativa INSS/DC nº 100/2003 Instrução Normativa SRT nº 15/2010 Instrução Normativa SRT nº 3/2002 Lei 10.097/2000 Lei nº 10.192/2001 CC Lei nº 10.522/2002 Lei nº 11.788/2008 LEI Nº 12.506/2011 Lei nº 4.886/1965
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Lei nº 5.764/1971

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Lei nº 5.764/1971 Lei nº 5.859 Lei nº 5.889/1973 Lei nº 6.019/1974 Lei nº 6.321/1976 Lei nº 6.708/1979 Lei nº 7.115/83 Lei nº 7.238/1984 Lei nº 7.855/1989 Lei 8.036/90 lei nº 8.123/91 Lei nº 8.212 Lei nº 8.213/1991 Lei nº 8.383/1991 Lei nº 8.420/1992 Lei nº 9.029/1995 Lei 9.213/91 Lei nº 9.601/1998 Lei nº 9.958/2000 Nota Técnica nº 184/2012 Portaria 3.214/78 Portaria MTb nº 290/1997 7 Portaria MTE nº 1.057/2012 Portaria MTE nº 1.620/2010 Portaria MTE nº 1.621/2010 Portaria SRT nº 1/2006 Resolução TST nº 129/2005

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