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Modelo - Recurso Administrativo - Multa Procon

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ILMO SR (A) COORDENADOR (A) DA SECRETARIA ESTADUAL DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR DE PARANAVAÍ / PR

Autos nº. 431/2007 1

GRADIENTE ELETRÔNICA S.A., sociedade anônima de capital aberto, inscrita no CNPJ/MF sob nº. 43.185.362/0032-03, unidade administrativa com endereço na Avenida Paulista, 2073, sobreloja, Conjunto Nacional, Bela Vista, São Paulo / SP e sede 2

105. perante Vossa Senhoria. apresentar RECURSO ADMINISTRATIVO em face da decisão exarada no procedimento em epígrafe. Distrito Industrial. bem como inseri-la no Cadastro de Reclamações Fundamentadas deste Órgão. 3 . inscrita no CNPJ/MF sob o nº. 43. através de sua procuradora abaixo assinada.fabril na Avenida Solimões. no sentido de multar a Recorrente.362/0001-07. respeitosamente.185. Manaus. vem. AM.

pelos relevantes motivos de fato e de direito que a seguir passa a expor. adquiriu um aparelho Celular. 1. da marca Gradiente. BREVE SÍNTESE DOS FATOS A Consumidora. 4 .em razão da Reclamação proposta por EDMARA BENETÃO DEL PASSO. modelo GV-230. no ano de 2007.

na data de 02 de agosto de 2007. sendo que o aparelho foi retirado pela Autora. ou seja. dentro do prazo legal. 5 . o que foi realizado pela Assistência. Após a análise técnica foi constatada a necessidade de efetuar a troca do cabo conector do LCD. deu entrada no posto autorizado. pela primeira vez. o aparelho. em plenas condições de uso. através da OS de n°.Na data de 24 de julho de 2007. 1262.

o que foi realizado pela Assistência. o aparelho. ainda dentro do prazo legal. através da OS de n°. na data de 25 de setembro de 2007.Na data de 31 de agosto de 2007. deu entrada no posto autorizado. 1506. sendo que o aparelho foi retirado pela Autora. ou seja. pela segunda vez. Após a análise técnica foi constatada a necessidade de efetuar a atualização do software. em plenas condições de uso. 6 .

o aparelho NÃO APRESENTOU NENHUM DEFEITO. o aparelho NÃO RETORNOU à assistência técnica. Isto significa que. bem como para que se comprove a boa-fé da Autora. até o presente momento. até o presente momento. para a Gradiente.Diante das informações é importante esclarecer que. ENCONTRANDO-SE EM PERFEITAS CONDIÇÕES DE USO. é necessário o envio do aparelho para a 7 . Para que a Empresa possa realizar qualquer proposta de acordo.

ainda.00 (hum mil reais).Assistência Técnica para que verifique qual a extensão do dano e. conforme é de conhecimento público. a Gradiente não dispõe 8 . a Empresa Ré tem.000. ocorre que. neste momento. efetuado várias medidas para a reestruturação buscando restabelecer seu equilíbrio operacional. pela decisão administrativa deste órgão a Empresa deverá efetuar a troca do aparelho reclamado no prazo de 20 (vinte) dias sob pena de aplicação de multa no importe de R$ 1. Por conta disso. se não há a incidência das excludentes de responsabilidade do fornecedor. Ademais.

inciso II do Código de Defesa do Consumidor. sabendo que 9 . É importante ressaltar que não existe por parte da Empresa uma conduta de má-fé. parágrafo 1º. pois não possui condições de efetuar o reembolso de produto. pois as únicas propostas que a Gradiente pode oferecer ao consumidor. de recursos financeiros para honrar os compromissos em audiências e cumprir na íntegra o artigo 18.nesse momento e nos próximos seis meses. bem como de efetuar a troca de aparelhos por outros novos em prazo não inferior a 60 dias.

no mínimo. 3. ou seja. ou seja. é a troca do produto ou o reparo do mesmo juntamente com a extensão da garantia. contrário à boa-fé. no prazo especificado acima. Devese demonstrar que o dano supostamente sofrido é oriundo de um comportamento culposo. DA AUSÊNCIA DE CULPA POR PARTE DA GRADIENTE Para caracterizar a culpa. 60 dias. 10 . não basta a simples demonstração do dano.vai poder cumpri-las.

má-fé por parte da Gradiente. não reencaminhou o aparelho para a Assistência.No caso em exame. realiza um rígido controle de qualidade. analisando-a detalhadamente e qualquer tipo de proposta por parte da Empresa só pode ser realizado mediante o estudo detalhado do aparelho 11 . muito menos. não houve culpa e. posto que a Autora. Sabe-se que a Gradiente. como já mencionado. e isso porque o dano gerado não pode ser dimensionado. antes de fornecer qualquer produto. até a presente data.

Resta claro. Como se vê. a Gradiente. por isso. desse modo. 12 . em momento algum. agiu com culpa. não podendo.reclamado. que a Gradiente sempre pautou sua conduta pelos princípios éticos e de boa-fé. ser-lhe imputada qualquer responsabilidade pela quebra do referido aparelho. bem como qualquer tipo de multa administrativa.

efetuou todos os reparos que se encontravam ao seu alcance. tanto é 13 . DO DESCABIMENTO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS Inicialmente.4. importante ressaltar que a Gradiente. em conformidade com o princípio da boa-fé.

Além disso. sido encaminhado novamente para a assistência técnica. não assiste razão à Autora nesta causa . Tratam-se. até o presente momento. o referido aparelho não apresentou nenhum novo defeito. os quais. na verdade. inclusive. 14 . tendo em vista que a mesma não trouxe qualquer prova dos alegados prejuízos. não tendo. de meros danos “hipotéticos”.que. de acordo com o direito pátrio. não ensejam nenhum tipo de reparação.

entre 15 . Com isto se estabelece que o dano hipotético não justifica a reparação.Nesse sentido. é regra essencial da reparação. para efeito de responsabilidade. Por isso que não há que se distinguir. Rui Stoco ensina que: “O prejuízo deve ser certo.

nesse 16 .dano atual e dano futuro. Todos os autores concordam em que a distinção a fazer.

– Ap. – Rel. (grifo nosso) No mesmo sentido.sentido. Octávio Stucchi – j. por efeito imediato do ato culposo. encontram no Código Civil suporte de ressarcimento.” (TJSP – 1ª C. Des. 17 . é tão-somente se o dano é ou não certo”1. em 20. é o entendimento dos Tribunais Estaduais: “Somente danos diretos e efetivos.8.85 – In RT 612/44).

n. merece ser afastada a condenação da Ré ao pagamento de qualquer quantia a esse título. 448. cit. 576 18 .. p. cit.Diante disso. CONCLUSÃO 1 Mazeaud e Mazeaud. ob. 216.. n. Soudart. 268. 3. e tendo em vista a ausência de efetiva demonstração dos prejuízos supostamente sofridos. p.

parágrafo único do decreto 2181/97. 49. bem como seja julgada improcedente e 19 . b) que o presente Recurso Administrativo seja conhecido e julgado procedente. com a revogação da Decisão prolatada. conforme dispõe o art. a empresa Recorrente requer: a) a recepção do presente recurso no duplo efeito.Diante do exposto.

Conjunto Nacional. São Paulo/SP. Requer ainda que as intimações sejam encaminhadas para a unidade administrativa em SP – Avenida Paulista.insubsistente a reclamação. sobreloja. CEP: 01311-300. Bela Vista. 20 . 2073. Termos em que. com seu conseqüente arquivamento e a não aplicação de multa por descumprimento.

A. 08 de novembro de 2007.Pede deferimento. P/ GRADIENTE ELETRÔNICA S. De São Paulo para Paranavaí. 21 .

22 .

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