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A ASSERTIVA E A PREOCUPAÇÃO PAULINA

ROMANOS 10.13-16

Uma assertiva é uma afirmação. Paulo escrevendo aos crentes de Roma foi assertivo.
A sua assertiva é: “Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”.
Mas Paulo sai da assertiva para a preocupação.
Para a sua assertiva, apenas uma sentença; para a sua preocupação, quatro.

I – A PRIMEIRA SENTENÇA PREOCUPANTE.


1. Lendo apenas a assertiva paulina, fica parecendo muito fácil o indivíduo ser salvo:
basta apenas invocar o nome do Senhor.
2. Mas o apóstolo nos faz ver que a coisa não é tão simples assim. Ele levanta uma
questão para reflexão dos crentes dos seus dias (e dos nossos): “Como, porém,
invocarão aquele em quem não creram?” (v.14 a).
3. Podíamos contra-argumentar o apóstolo dizendo que, se não creram, o que temos
nós a ver com isso? Problema deles, uai! Como dizem alguns: ‘Cada um com o seu
problema’.
4. Alguém só é invocado, chamado, requisitada a presença, quando pode ser útil. O
necessitado clama por ajuda. O ser humano orgulhoso como é, só chamaria alguém
como última circunstância.
5. A situação da pessoa que faz o convite é crítica; ela está correndo perigo; ela precisa
ser salva. O drama é que a pessoa ainda não creu Naquele que pode salvar do perigo
iminente.

II – A SEGUNDA SENTENÇA PREOCUPANTE.


1. Parece-nos que há da parte do aflito, do cansado, daquele que corre perigo, uma
disposição para crer: basta que ouçam e crerão.
2. A preocupação do apóstolo é a seguinte: “E como crerão naquele de quem não
ouviram falar?”(v.14 b). A pessoa aflita pode ser socorrida; o que caminha para o
precipício pode ter a sua rota alterada; basta apenas que ouçam a respeito Daquele
que salva.
3. Para que se creia é preciso que se ouça. Zaqueu ouviu falar a respeito de Jesus, e foi
conferir. Os cegos curados por Jesus ouviram antes de vê-lo.
4. É preciso que se proclame Aquele que salva. Parece que não ter ouvido de Cristo
serve como atenuante. Mas será mesmo? Isso me faz lembrar o hino que diz: “Não
me falaram de Cristo...Tantos vi que salvou, mas ninguém se importou, de falar-me
da graça de Cristo. Há alguém entre nós que possa dizer, não me falaram de Cristo?
Talvez, antes de você adentrar a este templo.
5. Se alguém ainda não ouviu para crer, a culpa pode ser nossa. Que desculpa já vamos
preparando para o dia final?

III – A TERCEIRA SENTENÇA PREOCUPANTE


1. Há alguém em apuros e clama. Basta apenas que alguém se disponha a falar-lhe
dAquele que pode socorrê-lo.
2. Paulo é assertivo, mas também preocupado. Parece-nos que a coisa não ia bem para
os que precisavam invocar o Nome para ser salvos: “E como ouvirão, se não há
quem pregue?” (v.14c). A situação estava mesmo feia. Havia pessoas que
precisavam ouvir, estavam abertas à palavra de evangelização, mas não há quem
pregue.
3. Paulo teria coragem de dizer a mesma coisa para nós hoje? Não só teria, como fala
através da Palavra de Deus que ficou para nós: “Não há quem pregue”.
4. Na fila de entrada no céu, o que vamos fazer se virmos alguém do nosso círculo de
amizades ou familiar dizendo: ‘Não me falaram de Cristo’. Vamos sair
disfarçadamente, de fininho, da fila?
IV – A QUARTA SENTENÇA PREOCUPANTE.
1. Há pessoas que precisam ser salvas e há Quem pode salvar. Há pessoas que
precisam ouvir e há uma mensagem a ser pregada. Mas quem vai pregar?
2. Mas Paulo diz (por inferência) que tem gente para pregar, mas: “E como pregarão,
se não forem enviados?”(v.15 a).
3. Há um grupo de evangelistas que precisam ser especificamente comissionados. São
homens e mulheres que têm a Palavra para ser pregada.
4. A igreja é kerygmática, porque tem a palavra a ser proclamada, e é apostólica,
porque envia os pregadores (É certo que é até perigoso dizer que a igreja é
apostólica!).
5. A igreja, responsável como é (e aqui penso na local), não só envia, mas sustenta.
Para muitas igrejas é chic dizer: ‘Nós enviamos missionários para os campos’. Se o
negócio é ser chic, é preciso que coloquemos em nossa cabeça que é chic sustentar,
é chic orar, e é chic socorrer os missionários nos momentos de aflição.

CONCLUSÃO

Que Deus nos abençoe na arte de fazer missões.


Ser chic é fazer missões de modo integral: indo, enviando, orando, sustentando e
acolhendo.

PR. Eli da Rocha Silva


Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera – São Paulo –SP – 29/03/2009