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Direitos Humanos Fundamentais - Alexandre de Moraes.pdf

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DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS atlas EDITORA ATLAS S.A.

Rua Conselheiro Nébias, 1384 (Campos Elísios) 01203-904 São Paulo (SP) Tel.: (O11) 221-9144 (PABX) http://www.editora-atlas.com.br

ALEXANDRE DE MORAES

DIREITOS HUmanos FUNDAMENTAIs Teoria Geral Comentários aos arts. 1º a 5º da Constituição da República Federativa do Brasil Doutrina e Jurisprudência

, Coleção TEMAS JURIDICOS Volume 3

2ª Edição

SÃO PAULO EDITORA ATLAS S.A. -1998

¸ 1997 by EDITORA ATLAS S.A. 1. ed.1997; 2. ed.1998 ISBN: 85-224-1769-5 (Obra completa) ISBN: 85-224-1938-8 (Volume 3)

Capa: Roberto de Castro Polisel Composição: Linolato S/C Ltda. Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Moraes, Alexandre de Direitos humanos fundamentais : teoria geral, comentários aos arts. 1º a 5º da Constituição da República Federativa do Brasil, doutrina e jurisprudência / Alexandre de Moraes. - São Paulo : Atlas, 1998 - (Coleção temas jurídicos ; 3) Bibliografia. ISBN 85-224-1769-5 (obra completa) ISBN 85-224-1938-8 (vol. 3) 1. Brasil - Constituição (1988) - Artigos 1º a 5º 2. Direitos humanos - Brasil I. título. II. Série

97-4255

CDU-342.7(81) Índices para catálogo sistemático: 1.Brasil: Direitos humanos fundamentais : Normas constitucionais : Direito público 342.7(81) 2.Brasil : Normas constitucionais : Direitos humanos fundamentais : Direito público 342.7(81)

TODOS OS DIREITOS RESERVADOS - É proibida a reprodução total ou parcial, de qualquer forma ou por qualquer meio. A violação dos direitos de autor (Lei nº 5.988/73) é crime estabelecido pelo artigo 184 do Código Penal. Depósito legal na Biblioteca Nacional conforme Decreto n<*-*> 1.825, de 20 de dezembro de 1907.

Impresso no Brasil/Printed in Brazil

O Senhor é meu pastor, e nada me faltará... Guia-me pelas veredas da Justiça por amor ao Seu nome (SALMO de Davi 22-23).

SUMARIO

Nota do editor, 13 Prefácio, 15 Agradecimentos, 17 Parte I - TEORIA GERAL, 19 1 Direitos humanos fundamentais e constitucionalismo, 19 2 Direitos humanos fundamentais - Finalidades, 20 3 Interpretação das normas constitucionais - Aplicação aos direitos humanos fundamentais, 22 4 Evolução histórica dos direitos humanos fundamentais, 24 5 Evolução histórica dos direitos humanos fundamentais nas Constituições brasileiras, 32 6 Direitos humanos fundamentais: jusnaturalismo, positivismo e teoria moralista, 34 7 Direito internacional dos direitos humanos: conceito, finalidade e evolução histó rica, 35 8 Conceito e características dos direitos humanos fundamentais, 39 9 Natureza juridica das normas que disciplinam os direitos e garantias fundamentais, 42 10 Direitos fundamentais e garantias institucionais, 42 11 Direitos fundamentais na Constituição de 1988 - Classificação, 43

8

DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS

12 Relatividade dos direitos humanos fundamentais, 46 13 Restrições excepcionais aos direitos fundamentais - Estado de defesa e Estado de sítio, 48 14 Garantia e eficácia dos direitos humanos fundamentais e Poder Judiciário, 51 15 Ministério Público e defesa dos direitos humanos fundamentais, 53 16 Direitos humanos fundamentais da criança e do adolescente - inimputabilidade penal (CF, art. 228), 54 17 Preâmbulo constitucional, 56

Parte II - COMENTÁRIOS DOUtRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. 1º A 5º, 59 Título I - DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS, 59 Art. 1º, 59 1.1Fundamentos da República Federativa do Brasil - Princípio de dignidade humana, 59 1.2 Dignidade humana e produção de provas em investigação de paternidade, 63 1.3 Princípio da indissolubilidade do vínculo federativo, 64 Art. 2º, 66 2.1 Separação das funções estatais - Limitação do poder e garantia dos direitos fundamentais, 66 2.2 Independência e harmonia dos poderes: funções estatais, imunidades e garantias em face do princípio da igualdade, 67 2.3 Controles do Legislativo em relação ao Executivo, 71 2.4 Controles do Legislativo em relação ao Judiciário, 72 2.5 Controles do Executivo em relação ao Legislativo, 73 2.6 Controles do Executivo em relação ao Judiciário, 73 2.7 Controles do Judiciário em relação ao Legislativo, 73 2.8 Controles do Judiciário em relação ao Executivo, 74 Art. 3º, 75 3.1 Objetivos fundamentais da República, 76 Art. 4º, 77 4.1 Autodeterminação, igualdade e não-discriminação, 78 4.2 Relações internacionais, 78 4.3 Integração latino-americana (Mercosul), 78

3.1 Diferenciação entre direitos e garantias individuais. 145 . moral ou à imagem. 132 5.8 Princípio da legalidade e expedição de decretos e regulamentos (CF.13 Indenização por dano material. 118 5. 118 5. 81 5.1 Critérios de admissão para concurso público.455.1 Questão do aborto.11 Conseqüências penais e processuais da prática do crime de tortura. 104 5.14 Direito de resposta ou de réplica.3 Direito à vida.16 Liberdade religiosa e Estado laico ou leigo.5. 84.26 Inviolabilidade constitucional da privacidade dos dados bancários e fiscais.25 Inviolabilidade à honra e imunidade do advogado.27 Inviolabilidade domiciliar.SUMARIO 9 4. 5º. 82 5. 127 5. III e XLIIV).15 Escusa de consciência. 111 5. científica e de comunicação. 87 5. 129 5. 103 5.3 Constitucionalidade da prerrogativa do foro em favor da mulher e sua aplicação tanto para a ação de separação judicial quanto para a de divórcio direto.7 Princípios da legalidade e da reserva legal.5. 113 5. 5º. 110 5.21 Assistência religiosa. 130 5. artística. 92 5.10 Definição legal dos crimes de tortura (Lei nº 9. 128 5. 104 5. 131 5. 81 Art.29 Sigilo de correspondência e de comunicação. IV).1 Princípio da igualdade e limitação em razão da idade em concurso público.DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS.3. 106 5.2 Questão da eutanásia e do suicídio. 133 5.4 Princípio da igualdade.23 Expressão da atividade intelectual. 100 5.28 Questão do dia e da noite. 101 5.2 Critérios para admissão de emprego.19 Limitações ao livre exercício do culto religioso.18 Vedações constitucionais de natureza federativa. 124 5. art.2 Destinatários da proteção.5 Igualdade entre homens e mulheres. de 7-4-1997).6 Princípio da legalidade.12 Liberdade de pensamento.17 Escusa de consciência e serviço militar obrigatório. 80 Título II . 90 5.24 Intimidade e vida privada. 120 5.22 Impossibilidade de censura prévia.4 Asilo político. 91 5.9 Tratamento constitucional da tortura (art.4. 125 5. 144 5. 137 5. 122 5. 116 5. 81 5.5. 138 5. 135 5.20 Religião e cultura. 142 5.

199 5.50 Direito de requisição.55 Dos privilégios. 168 5. 185 5.47 Direito de propriedade. 5º.53 Proteção da imagem e da voz humanas. 158 5.63 Inexistência da jurisdição condicionada ou instância administrativa de curso forçado. 148 5. 152 5. 161 5.43 Instrumento de tutela do direito de reunião.Tese vencedora no STF.38 Sigilo da fonte. 146 5.54 Atividades esportivas e direito de arena. art. 176 5.60 Direito de certidão. 192 5.39 Liberdade de locomoção.41 Direito constitucional de reunião.33 Gravação clandestina e direito à intimidade e à vida privada (CF. 197 5. 160 5.59 Defesa do consumidor. 174 5. 165 5.57 Direito de herança.296/96 (interceptações do fluxo de comunicações em sistemas de informática e telemática). 190 5. 163 5. 163 5.35 Admissibilidade da gravação clandestina de conversa telefônica por um dos interlocutores sem o conhecimento do outro .64 Acesso ao Judiciário e à justiça desportiva. 171 5.Interceptações telefônicas.40 Regulamentação e restrições ao direito de locomoção.62 Apreciação de ameaça ou lesão a direito pelo Poder Judiciário.42 Desnecessidade de autorização da autoridade pública e interferência da polícia.49 Desapropriação para fins de reforma agrária. 199 5.46 Representação dos associados. 1º da Lei nº 9.44 Direito de associação. 188 5. 186 5.Tese vencida no STF. 155 5. 171 5.34 Inadmissibilidade da gravação de conversa telefônica por um dos interlocutores sem o conhecimento do outro .45 Dissolução das associações. 169 5.61 Direito de petição.36 Livre exercício de profissão. 181 5. 200 .37 Liberdade de informação. .58 Sucessão de bens de estrangeiros situados no país.51 Proteção à pequena propriedade rural.32 Constitucionalidade do parágrafo único do art. 173 5. de comércio e de serviço e das expressões ou sinais de propaganda. 189 5. 180 5. de 24-7-1996 . 184 5.30 Possibilidade de interceptação telefônica. 183 5. 150 5.65 Inexistência da obrigatoriedade de duplo grau de jurisdição.52 Direitos autorais. 178 5. 194 5. 169 5.48 Desapropriação. 167 5.10 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS 5.56Das marcas de indústria.31 Lei nº' 9296.

86 Pena de morte. tortura e terrorismo.78 Tráfco ilícito de entorpecentes.90 Pena de banimento. 252 5. 256 .98 Requisitos infraconstitucionais para a extradição. 221 5. 230 5. 223 5.88 Extradição e pena de morte e prisão perpétua. 226 5. 214 5.81Constitucionalidade do cumprimento integral em regime fechado dos crimes hediondos e assemelhados. 238 5.75 Proteção aos direitos e liberdades fundamentais. 206 5.103 Desnecessidade de comutação da pena de prisão perpétua. 247 5. 240 5. 209 5. 225 5. 204 5. 240 5. 227 5.89 Pena de trabalhos forçados. 246 5.76 Combate ao racismo.67 Princípio do juiz natural. 231 5. 225 5.96 Extradição. 228 5. 219 5. 251 5.70 Princípio do promotor natural. 237 5.104 Devido processo legal. princípio da especialidade e pedido de extensão.80 Lei dos crimes hediondos e liberdade provisória. 235 5.73 Princípio da reserva legal e medidas provisórias. 232 5.79 Lei dos crimes hediondos e indulto. 239 5. 234 5. 249 5.69 Prefeitos municipais e princípio do juiz natural.97 Hipóteses constitucionais para a extradição.95 Direito ao aleitamento materno.94 Regras internacionais de proteção aos direitos dos reclusos .77 Crimes hediondos. 212 5.82Proteção à ordem constitucional e ao Estado Democrático .91 Penas cruéis.101 Atuação do Judiciário na extradição.74 Irretroatividade da lei penal in pejus. 245 5. ato jurídico perfeito e coisa julgada.Repressão à ação de grupos armados. contraditório e ampla defesa.83Princípio da pessoalidade ou incontagiabilidade ou intransmissibilidade da pena.68 Juízos naturais constitucionais.102 Extradição.72 Princípios da reserva legal e da anterioridade em matéria penal. 242 5.93 Direitos humanos fundamentais e execução da pena.92 Imutabilidade da presente proibição. 250 5.99 Procedimento e decisão.105 Inquérito policial e contraditório. 244 5.SUMÁRIO 5. 239 5. 237 5.66 Direito adquirido. 229 5.87 Pena de caráter perpétuo.84 Princípio da individualização da pena.ONU. 233 5.100 Prisão preventiva por extradição.85 Espécies de penas inaplicáveis no Direito brasileiro. 201 5. 251 5.71 Tribunal do júri. 252 5.

122 Ministério Público e art.124 Gratuidade do registro civil de nascimento e da certidão de óbito.106 Provas ilícitas. 303 Bibliografia. 269 5. 297 5.107 Convalidação de provas obtidas por meios ilícitos com a finalidade de defesa das liberdades públicas fundamentais (legitima defesa).68 do CPP. 265 5.121 Defensoria pública.109 Princípio da presunção de inocência.286 5.113 Publicidade dos atos processuais.116 Prisões nos casos de transgressões militares ou crimes propriamente militares. à autoridade judicial competente e ao Ministério Público.119 Prisão civil por dívidas. 297 5. 272 5.118 Comunicação da prisão à família.128 Contlito entre as fontes dos direitos humanos fundamentais. 293 5. 261 5. 288 5. 275 5. a seu advogado.108 Provas derivadas das provas ilícitas. 294 5. 283 5. 257 5.117 Enunciação dos direitos do preso . 274 5. 281 5.direito ao silêncio.DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS 5.110 Princípio da presunção de inocência e princípio do in dubio pro reo. 290 5. 5º' da Constituição Federal.114 Hipóteses constitucionalmente definidas para privação de liberdade. 297 5.123 Erro judiciário e excesso na prisão.111 Identificação criminal.125 Aplicabilidade dos direitos e garantias fundamentais.126 Rol exemplificativo do art. 268 5.112 Ação penal privada subsidiária. 307 . 280 5. 292 5. 262 5. definidos em lei.115 Liberdade provisória com ou sem fiança.120 Assistência jurídica integral e gratuita.127 Direitos e garantias individuais previstos em atos e tratados internacionais 299 ' 5.

tem como função buscar exaurir o exame dos fatos. Livros que focalizam um único aspecto da realidade aprofundam a análise que o manual comum não se permite. complementar e necessária ao estudioso e ao pesquisador. a característica dominante dos textos que tratam de especificidades da realidade. Não só. das diversas áreas do Direito. os textos monográficos. a preocupação principal. dos mais variados assuntos jurídicos discutidos pela doutrina. calcada particularmente em sólidos argumentos dedutivos. da ética. Luisa Lima Editorial Juridico . Argumentação dedutiva é. além dos temas atuais. quer relativamente aos aspectos materiais. Assim é que nossa preocupação é oferecer textos para a leitura profissional. de um fato. pois. quer para repensar questões insuficientemente esclarecidas ou não tratadas sob a luz da realidade atual. Daí o Editor selecionar textos relevantes e atuais para oferecer ao mercado editorial livros cuja marca seja a contemplação de temas provocados pelas alterações dos costumes. quer processuais. da economia. Além disso. atuam sob a linha da pesquisa bibliográfica. enfim. da legislação. particularmente. com a expectativa de apresentar-lhes textos jurídicos cuidadosamente editorados sob a perspectiva do interesse relativo à atualização constante criada pela legislação brasileira. Assuntos ligados a interesses profissionais e a matérias curriculares também farão parte de nossa atenção editorial. quer para apresentar novas soluções. Em geral. Visamos reunir autores diversos para tratar. ainda que sejam possíveis novas reflexões. focalizar os mais diferentes ângulos de uma questão. A novidade legislativa elucidada será. porém. eis os pontos principais de abordagens monográficas.NOTA DO EDITOR A coleção Temas Juridicos Atlas é uma contribuição editorial que oferecemos aos leitores. de assuntos pertinentes à doutrina tratará a coleção. para chegar a uma elucidação. se cuidadosamente argumentativos.

Osni de. 4. Direito de informática. Alexandre de. 1997.COLEçÃO TEMAS JURÍDICOS . Liliana Minardi. . Prescrição penal. ed. MESQUITA JúNIOR. 2. SALvADOR. SOUZA. Direitos humanos fundamentais. MORAES. 1997. 2. Sidio Rosa de. 1998. 3. Mandado de segurança. PAESANI. Antônio Raphael Silva. 1998.ATLAS 1.

pode-se perceber que a Constituição Federal de 1988 consagrou em seu texto os mais importantes direitos e garantias fundamentais. Este livro divide-se em duas partes. Por meio dessa análise. a Constituição dos Estados Unidos da América e a Declaração Francesa dos Direitos do Homem e do Cidadão. os comentários aos artigos 1<*-*> a 5ó da Constituição. analisando primeira e detalhadamente a Teoria Geral dos Direitos Humanos. seu conceito e suas características. do Superior Tribunal de Justiça e dos demais Tribunais Superiores. A obra é completada com farta citação doutrinária nacional e estrangeira e jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal. em nível constitucional e internacional. que indicam o posicionamento do . na segunda parte dessa obra. inciso por inciso. bem como sua positivação nas diversas Constituiç<*-*>es e o surgimento do Direito Internacional dos direitos humanos. dispositivos históricos e amadurecidos a partir de grandes conquistas da civilização. Assim. às Declaraç<*-*>es de Direitos Humanos e aos Tratados Internacionais de Proteção de Direitos Humanos ratificados pelo Brasil. para a seguir enfocar todas as previs<*-*>es constitucionais de direitos e garantias fundamentais. ambas de 1789.PREFACIO A idéia dessa obra surgiu a partir da constatação da necessidade de um estudo aprofundado dos Direitos Humanos Fundamentais e sua aplicação nos diversos ramos do Direito. prevendo. dentre outros importantíssimos diplomas. bem como dos Tribunais Regionais Federais e dos Tribunais Estaduais. 0 estudo da evolução histórica dos direitos humanos fundamentais torna possível definir suas finalidades. tais como a Magna Carta de 1215. comparativamente às previs<*-*>es de diversas Constituiç<*-*>es estrangeiras. a Declaração Universal dos Direitos do Homem. em nível positivo. permitem detalhar o perfil doutrinário e jurisprudencial de cada um dos direitos humanos fundamentais.

São Paulo. Dessa maneira. no sentido de uma maior conscientização e desenvolvimento sociopolítico das Instituiç<*-*>es nacionais. nos temas polêmicos encontra-se o posicionamento de diversos Tribunais constitucionais estrangeiros. Além disso. O Autor . setembro de 1997. ' Por fim. a obra pretende contribuir para enfatizar a necessidade de maior respeito e implementação no plano fático dos direitos humanos fundamentais reconhecidos juridicamente pelo ordenamento jurídico brasileiro.16 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS Poder Judiciário frente a essa importante matéria. permite-se ao leitor optar pelos diversos posicionamentos interpretativos.

.AGRADECIMENTOS Agradeço o amor e carinho de minha esposa Viviane e nossos gêmeos Alexandre e Giuliana. e. espero poder retribuir a paciência. sinceramente. for<*-*>a e felicidade que sempre recebi.

em nível de princípios e valores ou de símbolos a Declaração de Independência. no sentido amplo de estabelecer sua estrutura. ed: Coimbra : Coimbra Editora. porém. em 1791. que tão-somente consagrou a necessidade de insculpir um rol mínimo de direitos humanos em um documento escrito. à articulação dos elementos primários do mesmo e ao estabelecimento das bases da estrutura política. por meio da previsão de direitos e garantias fundamentais.138. destacado por ser fundamental à organização e ao funcionamento do Estado. através. Tem. Assim. em sua concepção atualmente conhecida. 0 Direito Constitucional é um ramo do Direito Público. cit. por objeto a constituição política do Estado. a necessidade de limitação e controle dos abusos de poder do próprio Estado e de suas autoridades constituidas e a consagração dos principios básicos da igualdade e da legalidade como regentes do Estado moderno e contemporâneo.). surgiram como produto da fusão de várias fontes. p. Como ressaltado por Jorge Miranda. derivado diretamente da soberana vontade popular. e da França. apresentando dois traços marcantes: organização do Estado e limitação do poder estatal. t. 4. após a independência das 13 Colônias. pois.1. da previsão de diversos direitos e garantias fundamentais. o modo de aquisição e limitação do poder.1990. desde logo. a partir da Revolução Francesa. em 1787. a noção de direitos fundamentais é mais antiga que o surgimento da idéia de constitucionalismo. a Declaração de Virgínia e outras Declaraç<*-*>es de Direitos dos primeiros Estados" (Manual de direito constitucional. Sem esquecer os textos da época colonial (antes de mais. inclusive.Parte I: TEORIA GERAL 1 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS E CONSTITUCIONALISMO Os direitos humanos fundamentais. p. Essas idéias encontravam um ponto fundamental em comum. 13-14) define o Direito Constitucional como . as Fundamental Orders of Connecticut de 1639). desde tradiç<*-*>es arraigadas nas diversas civilizaç<*-*>es. integram-no. "0 Direito Constitucional norte-americano não começa apenas nesse ano. A origem formal do constitucionalismo está ligada às Constituiç<*-*>es escritas e rígidas dos Estados Unidos da América. das idéias surgidas com o cristianismo e com o direito natural. a organização de suas instituiç<*-*>es e órgãos. Jorge Miranda (Op. até a conjugação dos pensamentos filosóficojurídicos.

agindo como mandatários. de forma a evitar agress<*-*>es lesivas por parte dos mesmos (liberdade negativa)" (Direito Constitucional. os direitos fundamentais cumprem. No mesmo sentido: BARILE. Os direitos humanos fundamentais. 0 poder delegado pelo povo a seus representantes. Coimbra : Coimbra Editora. garantir a limitação de poder e visar o pleno desenvolvimento da personalidade humana. inclusive com a previsão de direitos humanos fundamentais. governo pelo povo e limitação de poder estão indissoluvelmente combinados. Como produto legislativo máximo do Direito Constitucional. Assim. .1994. no dizer de Canotilho. Diritti dell'uomo e libertà fondamentali. normas de competência negativa para os poderes públicos. do cidadão relativamente aos demais cidadãos e ao próprio Estado. no sentido de consagrar o respeito à dignidade humana. J. Coimbra : Almedina. O povo escolhe seus representantes. ao mesmo tempo. "a função de direitos de defesa dos cidadãos sob uma dupla perspectiva: (1) constituem.1984). enquanto comunidade e enquanto poder. 2 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAISFINALIDADES Na visão ocidental de democracia. encontramos a própria Constituição. não é absoluto. 541. p. (2) implicam. os órgãos de que esta carece e os actos em que se concretiza". É o conjunto de normas (disposiç<*-*>es e princípios) que recordam o contexto jurídico correspondente à comunidade política como um todo e aí situam os indivíduos e os grupos uns em face dos outros e frente ao Estado-poder e que. definem a titularidade do poder. Gomes. porém. num plano jurídico-objectivo. p. J. colocam-se como uma das previs<*-*>es absolutamente necessárias a todas as Constituiç<*-*>es.20 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS "a parcela da ordem jurídica que rege o próprio Estado. Paolo. portanto. Constituição dirigente e vinculação do legislador. o poder de exercer positivamente direitos fundamentais (liberdade positiva) e de exigir omiss<*-*>es dos poderes públicos. que. num plano jurídico-subjectivo. decidem os destinos da nação. conhecendo várias limitaç<*-*>es. Bologna : Il Molino. proibindo fundamentalmente as ingerências destes na esfera jurídica individual.151). 1993. os modos de formação e manifestação da vontade política. elaborada para exercer dupla função: garantia do existente e programa ou linha de direção para o futuro (CANOTILHO.

p. 1958. A constitucionalização dos direitos humanos fundamentais não signifi<*-*> cou mera enunciação formal de princípios. Com efeito. principalmente contra eventuais ilegalidades e arbitrariedades do próprio Estado. de forma a impedir tanto a anarquia quanto a arbitrariedade. Marco Aurélio. a idéia democrática não pode ser desvinculada das suas origens cristãs e dos princípios que o Cristianismo legou à cultura política humana: o valor transcendente da criatura. é pilastra-mestra na construção de um verdadeiro Estado de direito democrático. advindo a almejada segurança jurídica da observância do ordenamento normativo. Min. sendo uma ciência. que.rel. deve ceder parte de sua liberdade primitiva que possibilitará a vida em sociedade. 1993. O combate ao crime não pode ocorrer com atropelo da ordem jurídica nacional. 31-101996). merecendo por parte do direito uma regulamentação. igualmente consagra os direitos fundamentais a serem exercidos pelos indivíduos. o qual é exercido por representantes do grupo. . Dessa forma. mas não este aquele. que tendem a anular-se reciprocamente. v. Diário da Justiça. o poder e a liberdade são fenômenos sociais contraditórios. Marco Aurélio. surge a Constituição Federal. mas a plena positivação de direitos.HC n<*-*> 74639-0/IZJ . Essas parcelas de liberdades indivi<*-*> duais cédidas por seus membros. p. 188. transformando-se em poder. Ressalte-se que a proteção judicial é absolutamente indispensável para tornar efetiva a aplicabilidade e o respeito aos direitos humanos fundamentais previstos na Constituição Federal e no ordenamento jurídico em geral. Como bem salientou o Min.TEORIA GERAL 21 Como sintetiza Miguel Ángel Ekmekdjian (Tratado de derecho constitucional. reafirme-se o entendimento de que. sob pena de vir a grassar regime totalitário. se unificam. a limitação do poder pelo Direito e a limitação do Direito pela justiça. o homem. ao ingressar em uma sociedade. além de organizar a forma de Estado e os poderes que exercerão as funç<*-*>es estatais. 0 respeito aos direitos humanos fundamentais. o meio justifica o fim. Rio de Janeiro : Forense. "não se pode separar o reconhecimento dos direitos individuais da verdadeira democracia. Sem respeito à pessoa humana não há justiça e sem justiça não há Direito" (Curso de direito constitucional brasileiro. a partir dos quais qualquer indivíduo poderá exigir sua tutela perante o Poder Judiciário para a concretização da democracia. 5-7). Nesse contexto. Buenos Aires : Depalma. para poder viver em companhia de outros homens. portanto. n.PAImE I . Como ressaltado por Afonso Arinos de Mello Franco. principalmente pelas autoridades públicas. com prejuízo para toda a sociedade" (STF2" T . "reafirme-se a crença no Direito.

integridade territorial. p. compatibilizando-se as normas constitucionais. que designava aquele que descobria o futuro nas entranhas das vítimas. transparência. equilíbrio de interesses. 2).). correção fizncional. praticabilidade. justiça material. .interpres. clareza metodológi<012> PARTE I . 1997. p. segurança jurídica. 542. segurança. v. que podem vir a encontrar-se numa relação do conilito ou colisão. Peter H<*-*>berle salienta que a "questão essencial sobre a interpretação constitucional é a indagação sobre as tarefas e os objetivos da interpretação constitucional". A palavra intérprete. por meio de regras e processos especiais procura realizar praticamente. de que deriva para a palavra "interpretar" o significado específico de desentranhar o próprio sentido das palavras da lei. família. harmonização. a doutrina aponta diversas regras de hermenêutica constitucional em auxílio ao intérprete. eqiiidade. ordem pública voltada para o bem comum" (Hermenêutica constitucional. a aplicação das normas jurídicas consiste na técnica de adaptação dos preceitos nelas contidos assim interpretados. capacidade de consenso. em sua própria essência" (Lógica juridica e interpretação das leis. para efeito de sua aplicação a interpretação.22 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS A previsão dos direitos humanos fundamentais direciona-se basicamente para a proteção à dignidade humana em seu sentido mais amplo. 3 INTERPRETAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS . p. idosos. 182). "A hermenêutica tem por objeto investigar e coordenar por modo sistemático os princípios científicos e leis decorrentes. do sentido e dos fins das normas jurídicas e a restauração do conceito orgânico do direito. estes princípios e estas leis científicas. igualdade social. Para solucionar-se esse conflito. liberdade de imprensa. deixando implícito que a tradução do verdadeiro sentido da lei é algo bem guardado. apontando como sendo essas tarefas e objetivos a "justiça. Como definido por Vicente Ráo. razoabilidade.1952. índios etc. portanto. Rio de Janeiro : Forense. tem origem latina . força normativa da Constituição. Porto Alegre : Sergio Antonio Fabris. São Paulo : Max Limonad.APLICAÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS 0 conflito entre direitos e bens constitucionalmente protegidos resulta do fato de a Constituição proteger certos bens jurídiCos (saúde pública. entranhado. abertura. previsibilidade. adverte Fernando Coelho. proteção efetiva da liberdade. resultados satisfatórios. a fim de que todas tenham aplicabilidade.TEORIA GERAL 23 ca. portanto. o atributo do inter pres. 11tradução de Gilmar Ferreira Mendes). Tirar das entranhas ou desentranhar era. que disciplinam a apuração do conteúdo. 1981. às situaç<*-*>es de fato que se lhes subordinam" (O direito e a vida dos direitos. defesa nacional. formação de unidade.

) São Paulo : Saraiva. motivo pelo qual classifica-a de Constituição plástica (Estudos de direito constitucional. A precedência serve à interpretação da Constituição. enumera diversos princípios interpretativos das normas constitucionais: <*-*> da unidade da Constituição: a interpretação constitucional dever ser realizada de maneira a evitar contradiç<*-*>es entre suas normas. Canotilho e Moreira apontam. p. 239-240). Belo Horizonte : Del Rey. dizendo que "é evidente que essa colocação não envolve o estabelecimento de hierarquia entre as normas constitucionais. <*-*>do efeito integrador: na resolução dos problemas jurídico-constitucionais deverá ser dada maior primazia aos critérios favorecedores da integração política e social. pois somente aLravés da conjugação da letra do texto com as características históricas.1995. Raul Machado Horta aponta a precedência. ideológicas do momento. Analisando a Constituição Federal. a necessidade de delimitação do âmbito normativo de cada norma constitucional. <*-*>da máxima efetividade ou da eficiência: a uma norma constitucional deve ser atribuído o sentido que maior eficácia lhe conceda. políticas. <*-*>da força normativa da Constituição: dentre as interpretaç<*-*>es possíveis. em especial em relação aos direitos humanos fundamentais. finalidade e extensão (Fundamentos da Constituição. 125). aplicabilidade e permanência das normas constitucionais. para extrair dessa nova disposição formal a impregnação valorativa dos Princípios Fundamentais. em confronto com a realidade sociopolítico-econômica e almejando sua plena eficácia. <*-*>da justeza ou da conformidade funcional: os órgãos encarregados da interpretação da norma constitucional não poderão chegar a uma <012> 24 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS posição que subverta. deve ser adotada aquela que garanta maior eficácia.1993. Roberto Berizonce aponta a necessidade de uma interpretação constitucional. Canotilho. ainda. vislumbrando-se sua razão de existência. Coimbra : . em term<*-*>s interpretativos. sempre que eles forem confrontados com atos do legislador. de modo a classificá-la em normas superiores e normas secundárias.No mesmo sentido. dos Princípios Fundamentais da República Federativa e à enunciação dos Direitos e Garantias Fundamentais. dinâmica e ftnalisticamente concorde com os reclamos mais latentes da comunidade (As garantias do cidadão na justiça. Todas são normas fundamentais. ainda. altere ou perturbe o esquema organizatóriufuncional constitucionalmente estabelecido pelo legislador constituinte originário. se encontrará o melhor sentido da norma jurídica. A Constituição Federal há de sempre ser interpretada. <*-*>da concordância prática ou da harmonização: exige-se a coorden<**><*-*>ção e combinação dos bens jurídicos em conflito de forma a evitaio sacrifício total de uns em relação aos outros. do administrador e do julgador". bem como ao reforço da unidade política. p. Sálvio de Figueiredo Teixeira (Coord.

A aplicação dessas regras de interpretação deverão.TEORIA GERAL 25 relaçáo aos governantes. prevendo. garantias e liberdades públicas. Contudo. já de forma mais coordenada. a crença na existência de um direito natural anterior e superior às leis escritas.441 a. a honra. a propriedade. A Lei das doze tábuas pode ser considerada a origem dos textos escritos consagradores da liberdade. a forte concepção religiosa trazida pelo Cristianismo. ou.. a supremacia das leis em <012> PARTE I . a família. sexo ou credo. onde já eram previstos alguns mecanismos para proteção individual em relação ao Estado. na obra Antigona . enquanto necessários à dignidade da pessoa humana. da propriedade e da proteção aos direitos do cidadão. mediante a preferência ou a prioridade de certos princípios. a fim de colher-se seu verdadeiru significado. independentemente de origem.) talvez seja a primeira codificação a consagrar um rol de direitos comuns a todos os homens. Durante a Idade Média. Sófocles defende a existência de normas não escritas e imutáveis. p. basicamente so<*-*> bre a igualdade de todos os homens (500 a. tais como a vida. em síntese. Esses princípios são perfeitamente completados por algumas regra<*-*> propostas por Jorge Miranda: <*-*> a contradição dos principios deve ser superada ou mediante a redução proporcional do âmbito de alcance de cada um deles. surgem na Grécia vários estudos sobre a necessidade da igualdade e liberdade do homem. foi o Direito romano quem estabeleceu um complexo mecanismo de interditos visando tutelar os direitos individuais em relação aos arbítrios estatais. sendo vedada a interpretação que lhe suprima ou diminua a finalidade.C. em alguns casos. raça. <*-*> deve ser fixada a premissa de que todas as normas constitucionais desempenham uma função útil no ordenamento.1991. sempre com o mesmo traço básico: limitação do poder estatal. com a mensagem de igualdade de todos os homens. a dignidade. diversos documentos jurídicos reconheciam a existência de direitos humanos. apesar da organização feudal e da rígida separação de classes. superiores aos direitos escritos pelo homem). <*-*> os preceitos constitucionais deverão ser interpretados tanto explicitamente quanto implicitamente. 0 forte desenvolvimento das declaraç<*-*>es de direitos humanos funda- . buscar a harmonia do texto constitucional com suas finalidades precípuas. no terceiro milênio a. Posteriormente. igualmente. destacando-se as previs<*-*>es de participação política dos cidadãos (democracia direta de Péricles).C). O Código de Hammurabi (1690 a. 4 EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOS DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS A origem dos direitos individuais do homem pode ser apontada no antigo Egito e Mesopotâmia. defendida no pensamento dos sofistas e estóicos (por exemplo. Posteriormente. adequando-a à realidade e pleiteando a maior aplicabilidade dos direitos. A influência filosófico-religiosa nos direitos do homem pôde ser sentida com a propagação das idéias de Buda. com a conseqüente relação de subordinação entre o suserano e os vassalos. porém com uma concepção ainda muito diversa da atual.C.Coimbra Editora.136). iniluenciou diretamente a consagração dos direitos fundamentais.C -.

de 1628. A Petition of Right. e o Act of Seattlemente. p. nem protelaremos o direito de qualquer pessoa a obter justiça . Textos históricos do direito constitucional. três vezes por Eduardo I. nem recusaremos. catorze vezes por Eduardo III. já existia na common law. ou exilado. durante a execução da providência. ou de cumplicidade ou de suspeita de cumplicidade.13. ou a executar algum serviço. o lorde-chanceler ou. em qualquer traição ou felonia. onde podemos citar a Magna Charta Libertatum. de qualquerforma. poderiam conceder providência de habeas corpus (exceto se o próprio individuo tivesse negligenciado. algum juiz dos tribunais superiores.item 40). o indivíduo que tivesse obtido a ordem de soltura. e nós não procederemos nem mandaremos proceder contra ele senão mediante um julgamento regular pelos seus pares ou de harmonia com a lei do paisitem 39). sem prejuizo do necessário à subsistência e posição do infrator . molestado ou inquietado. pelo mesmo fato. porém. empréstimo ou benevolência e a pagar qualquer taxa ou imposto. A lei previa que por meio de reclamação ozc reQuerimento escrito de algum individuo ou a favor de algum individuo detidu ou acusado da prática de um crime (exeeto se se tratar de traição ou felonia. de 1628. no passado. pela prática de um pequeno delito. na Inglaterra. seis vezes por Ricardo II. a Petition of Right. Os mais importantes antecedentes históricos das declaraç<*-*>es de direitos humanos fundamentais encontram-se. Previa. ou colocado fora da lei. também declarada no mandado. ou privado dos sezrs bens. de 1679. A Magna Charta Libertatum. o individuo seria solto. de 1679. a qual será imediatamente executada perante o mesmo lorde-chanceler ou o juiz. Além de outras previs<*-*>es complementares. previsão do devido processo le<012> 26 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS gal (Nenhum homem livre será detido ou sujeito a prisão. ainda. primeiramente. manifestado por ato do Parlamento. o Habeas Corpus Act previa multa de 500 libras àquele que voltasse a prender. o Bill of Rights. por dois periodos. restriç<*-*>es tributárias. liberdade de locomoção e livre entrada e saída do país. pcirém. que nenhum homem livre ficasse sob prisão ou detido ilegalmente. previa expressamente que ninguém sericr obrigado a contribuir com qualquer dádiva. . de 12-6-1701. o Habeas Corpus Act. A Bill of Rights. ed. previa: a liberdade da Igreja da Inglaterra. outorgada por João Sem-Terra em 15 de junho de 1215 (MIRANDA.1990. por causa destes tributos ou da recusa em pagá-los.item 20). se afiançável. sem o consentimento de todos. e que ninguém seria chamado a responder ou prestar juramento.mentais deu-se. a partir do terceiro quarto do século XVIII até meados do século XX. nos informa que foi confirmada seis vezes por Henrique III. decorrente da abdicação do rei Jaime II e . e. ou de qualquer modo molestado. será proporcional à gravidade do delito. Jorge. O Habeas Corpus Act. de 15-6-1215. Lisboa : Casa da Moeda. de 1689. de 1689. 2. uma vez por Henrique V e uma vez por Henrique VI). em pedir a sua libertação) em beneficio do preso. em tempo de férias. ou. e pela prática de um crime será proporcional ao horror deste. e salvo o caso de formação de culpa ou incriminação em processo legal). comprometendo-se a comparecer e a responder à acusação no tribunal competente. ou encarcerado. regulamentou esse instituto que. depois de terem visto cópia do mandado ou o certificado de Que a cópia foi recusada. proporcionalidade entre delito e sanção (A multa a pagar por um homem livre. assim declarada no mandado respectivo. entre outras garantias. livre acesso à Justiça (Não venderemos. seis vezes por Henrique IV.

no dia 13 de fevereiro. o Tribunal de Júri. possuir ou ocupar o trono deste reino. o princípio da legalidade. Declaração de Independência dos Estados Unidos da América.Seção XVn. ao impedir que o rei pudesse suspender leis ou a execução das leis sem o consentimento do Parlamento. vedação à aplicação de penas cruéis. criação do direito de petição. que apesar do avanço em termos de declaração de direitos.E considerando que as leis de Inglaterra constituem direitos naturais do seu povo e que todos os reis e rainhas Que subirem ao trono deste reino deverão governá-lo. imunidades parlamentares. Saliente-se. e que todos os seus oficiais e ministros deverão servi-los também de acordo com as mesmas leis.) e da responsabilização política dos agentes públicos. porém. considerando que a experiência tem de<012> PARTE I . em obediência às ditas leis. configurou-se em um aLo normativo reafirmador do princípio da legalidade (item IV . o devido processo legal. e. como se percebe por algumas passagens: A história do atual Rei da Grã-Bretanha . Posteriormente. os lordes espirituais e temporais e os comuns pedem. convocação freQüente do Parlamento. documento de inigualável valor histórico e produzido basicamente por Thomas Jefferson. à liberdade e à propriedade. prevendo-se a possibilidade.. 4-7-1776. podem prescrever a religião e as obrigaç<*-*>es para com o Criador e a forma de as cumprir. mais reclamam Que o povo destes reinos fique desligado do dever de obediência e que o trono passe para a pessoa ou as pessoas de religião protestante que o herdariam e ocupariam em caso de morte da pessoa ou das pessoas dadas por incapazes. basicamente. autoridade ou jurisdição régia. de impeachment de magistrados. liberdade de eleição dos membros do Parlamento. de 12-&1701. tais quais. de 17-9-1787.outorgada pelo Príncipe de Orange. que fique estabelecido que quaisquer pessoas que participem ou comunguem da Sé e Igreja de Roma ou professem a religião papista ou venha a casar com um papista sejam excluidos e se tornem para sempre incapazes de herdar. na evolução dos direitos humanos encontramos a participa<*-*>ão da Revolução dos Estados Unidos da América. todos os homens têm igualmente direito ao livre culto da religião. não a força ou a violência. e. de acordo com os ditames da sua consciência . a Seção I já proclama o direito à vida. da Irlanda e seus dominios ou de qualquer parte do mesmo ou exercer qualquer poder. a liberdade de imprensa e a liberdade religiosa (Só a razão e a convicção. de 16-6-1776. Constituição dos Estados Unidos da América. teve como tônica preponderante a limitação do poder estatal. Outros direitos humanos fundamentais faram expressamente previstos. A Declaração de Independência dos Estados Unidos da América. o Bill of Rights expressamente negava a liberdade e igualdade religiosa. o princípio do juiz natural e imparcial.TEORIA GERAL 27 monstrado que é incompativel com a segurança e bem-estar deste reino protestante ser governado por um principe papista ou por um rei ou rainha casada com um papista. e com idêntica importância. se tal se verificar.. além disso. ao prever em seu item IX que. onde podemos citar os históricos documentos: Declaração de Direitos de Virgínia. por conseguinte. Na Declaração de Direitos de Virgínia. significou enorme restrição ao poder estatal. O Act of Seattlemente. inclusive. dentre outras regulamentaç<*-*>es: fortalecimento ao principio da legalidade. prevendo.

aprovadas em 25-9-1789 e ratificadas em 15-12-1791. principio da presunção de inocência. proclama. Por conseqüência.comp<*-*>ese de repetidos danos e usurpaç<*-*>es.. coube à França..TEORIA GERAL 29 Constituição espanhola de 19-3-1812 (Constituição de Cádis). . principio da legalidade. associação politica. liberdade. em 26-8-1789. porém. livre acesso aos cargos públicos. Para prová-lo. segurança. propor cionalidade entre delitos e penas. legalidade.. liberdade de imprensa. impossibilidade de aplicação de penas cruéis ou aberrantes. ampla defesa... A Constituição francesa de 3-9-1791 trouxe novas formas de controle do poder estatal. direito de petição. ampla defesa. segurança.) Di<*-*>cultou a administração da justiça pela recusa de assentimento a leis que estabeleciam poderes judiciários.). a Assembléia Nacional promulgou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. A consagração normativa dos direitos humanos fundamentais. .. convencido de que o esquecimento e o desprezo dos direitos naturais do homem são as causas das desgraças do mundo. julgamento pelo Tribunal do Júri. cujo preâmbulo assim se manifestava: "O povo francês. nunca se deixem oprimir ou aviltar pela tirania. a Constituição . na presença do Ser Supremo. liberdade religiosa. devido processo legal. presunção de inocência. principio da reserva legal e anterioridade em matéria penal. devido processo legal. a fim de que todos os cidadãos. pretenderam limitar o poder estatal estabelecendo a separação dos poderes estatais e diversos direitos humanos fundamentais: liberdade religiosa. a seguinte declaração dos direitos do homem e do cidadão. livre manifestação de pensamento. Igualmente. tendo como exemplos a <012> PAWrE I . livre manifestação de pensamento. resolveu expor. o magistrado a regra dos seus deveres. a Constituição dos Estados Unidos da América e suas dei primeiras emendas.) Tentou tornar o militar independente do poder civil e a ele superior(. foram consagrados os seguintes direitos humanos fundamentais: igualdade. podendo comparar sem cessar os atos do governo com a finalidade de toda a instituição social. resistência à opressão. com 17 artigos. propriedade. numa declaração solene. permitamnos submeter os fatos a um cândido mundo: recusou assentimento a leis das <012> 28 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS mais salutares e necessárias ao bem público (. A maior efetivação dos direitos humanos fundamentais continuou durante o constitucionalismo liberal do século XIX. podemos destacar os seguintes direitos humanos fundamentais: principio da igualdade. Dentre as inúmeras e importantíssimas previs<*-*>es. propriedade.) Dissolveu Casas de Repr<*-*>sentantes repetidamente porque se opunham com máscula <*-*>rmeza às invas<*-*>es dos direitos do povo(. liberdade de profissão. liberdade. inviolabilidade de domicilio. porém coube à Constituição francesa de 24-6-1793 uma melhor regulamentação dos direitos humanos fundamentais. esses direitos sagrados e inalienáveis." Dentre outras previs<*-*>es. a fim de que o povo tenha sempre perante os olhos as bases da sua liberdade e da sua felicidade. direitos politicos. tendo todos por objetivo direto o estabelecimento da tirania absoluta sobre estes Estados. quando. Tornou os juizes dependentes apenas da vontade dele para gozo do cargo e valor epagamento dos respectivos salários(. o legislador o objeto da sua missão.

desapropriação mediante justa indenização. os seguintes direitos: igualdade. além dos tradicionais direitos humanos. dentre outros. por exemplo. Capítulo único. livre comunicação de pensamentos. liberdade. Não obstante essas garantias. às crianças abandonadas. liberdade de imprensa. A Constituição mexicana de 1917 passou a garantir direitos individuais com fortes tendências sociais. direito de reunião e associação. consagrando dentre outros direitos humanos fundamentais: principio do juiz natural. em caso algum. a renúncia. A Constituição portuguesa de 1822. cujas familias não pudessem socorrer. grande marco de proclamação de direitos individuais. em seu Capítulo III. 172. como. as restriç<*-*>es aos poderes do rei. estabelecia a liberdade de culto religiosa (arts. que previa a possibilidade de censura dos escritos publicados sobre dogma e moral. A Constituição de Cádis previa. Assim. reserva legal. inexistia a liberdade religiosa. perda ou diminui- . livre acesso aos cargos públicos.o contrato de trabalho obrigará somente a prestar o serviço convencionado pelo tempo fixado por lei. segurança. definitiva a partir dos diplomas constitucionais do século XX. e não poderá compreender. direito de propriedade. inviolabilidade da comunicação de correspondência. em seu art. desapropric<*-*>ção somente mediante prévia e justa indenização. e. editada pelo Estado Fascista italiano em 21-41927. única verdadeira. como demonstra o art. liberdade. sem poder exceder um ano em prejuizo do trabalhador. inviolabilidade de domicilio. estabelecia já em seu Título I. 13 previa como direitos dos cidadãos garantidos pela Constituição a liberdade do trabalho e da indústria. pois em seu art. 12 a citada Constituição estabelecia: A religião da Nação Espanhola é e será perpetuamente a católica apostólica romana. a ser realizada pelos bispos. direitos trabalhistas (art.portuguesa de 23-9-1822. 14 e 15). como se percebe por seus principais textos: Constituição mexicana de 31-1-1917. posteriormente. A Constituição belga de 7-2=1831 também reservou um título autônomo para a consagração dos direitos dos belgas (Título II. 4ó a 24) que. 0 início do século XX trouxe diplomas constitucionais fortemente marcados pelas preocupaç<*-*>es sociais. Constituição de Weimar de 11-81919. 5<*-*> . em seu art. proibição de penas cruéis ou infamantes. a assistência aos desempregados. impossibilidade de tributos arbitrários. 8<*-*> da citada Constituição portuguesa. seguida pela primeira Constituição Soviética (Lei Fundamental) de <012> 30 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS 10-7-1918 e Carta do Trabalho. Declaração Soviética dos Direitos do Povo Trabalhador e Explorado de 17-1-1918. proporcionalidade entre delito e pena. os direitos individuais dos portugueses. a Constituição belga de 7-2-1831 e a Declaração francesa de 1848. além da consagração dos já tradicionais direitos individuais previstos na Constituição portuguesa. o princípio da legalidade. propriedade. aos enfermos e aos velhos sem recursos. Anote-se que a liberdade de imprensa era muito relativizada à época. consagrando. arts. A Declaração de Direitos da Constituição francesa de 4-11-1848 esboçou uma ampliação em termos de direitos humanos fundamentais que seria. A Nação protege-a com leis sábias e justas e proibe o exercicio de qualquer outra.

Além desses direitos sociais expressamente previstos. para conservação da saúde e da capacidade de trabalho. o Estado deveria assegurar o princípio da escolaridade obrigatória e gratuita (arts. sistema de seguridade social. Só a lei pode estabelecer exceç<*-*>es a esta regra) e do art. além da consagração dos direitos tradicionais. o abandono moral. 160). O livre exercicio da religião é garantido pela Constituição e está sob proteção do Estado. a Seção V. 120 a 122). a obrigatoriedade de existência de tempo livre para os empregados e operários poderem exercer seus direitos civicos e funç<**>es públicas gratuitas (art. Em relação à Seção I. a proteção contra a exploração. Nenhuma relação de trabalho ou emprego pode sofrer prejuizo por sua causa).TEORIA GERAL 31 Por fim. as previs<*-*>es do art. Em relação à educação. a Constituição de Weimar demonstrava forte espírito de defesa dos direitos sociais. sucessão e liberdade contratual. ao pro- . efetivação da educação (art. Inovou também em termos de direitos e garantias específicas à juventude. em seu art. só o obrigará à correspondente responsabilidade civil.a educação primária será obrigatória. enquanto a Seção II trazia os direitos relacionados à vida social. pela imagem ou por qualquer outro meio. a Seção IV os direitos relacionados à educação e ensino e a Seção V os direitos referentes à vida econômica. A seção IV dava grande importância às artes. prevendo a proteção especial do Império em relação ao trabalho (art. 118 (Todo cidadão tem o direito. consagrando plena liberdade e incumbindo o Estado de protegê-las. a liberdade de associação para defesa e melhoria das condiç<**>es de trabalho e de vida (art. A Constituição de Weimar previa em sua Parte II os Direitos e Deveres fundamentais dos alemães. que expressamente afrmava: Todos os habitantes do Império gozam de plena liberdade de crença e consciência. 3<*-*>. dos correios. deu grande ênfase aos direitos socioeconômicos. A falta de cumprimento do contrato pelo trabalhador. No tocante à Seção II. 159). toda a educação ministrada pelo Estado será gratuita). intelectual e fisico (arts. por escrito. a saúde e o desenvolvimento social da familia. além de consagrar direitos tradicionais como propriedade. A liberdade de crença e culto foi consagrada pela Constituição de Weimar na Seção III. Os tradicionais direitos e garantias individuais eram previstos na Seção I. proclamando a igualdade entre os filhos legitimos e ilegitimos. logo no art. VI e VII . proteção da maternidade e prevenção dos riscos da idade. 135. podemos destacar. 119 previa-se o casamento como fizndamento da vida da família e da conservação e desenvolvimento da nação e proclamava a igualdade de direitos dos dois sexos.ção dos direitos politicos ou civis.145 e 146). 117 (são invioláveis o segredo da cor respondência. 157). às ciências e ao seu ensino. a Seção III os direitos relacionados à religião e às Igrejas. <012> PARTE I . de exprimir livremente o seu pensamento pela palavra. 161). da invalidez e das vicissitudes da vida (art. pela impressão. nos limites das leis gerais. sem que em nenhum caso se possa exceder coação sobre a sua pessoa). além de proteger a mater nidade e afirmar incumbir ao Estado a pureza. do telégrafo e do telefone.

22). independentemente de raça ou nacionalidade (art. educação e instrução sociais.clamar que o império procuraria obter uma regulamentação internacional da situação juridica dos trabalhadores que assegurasse ao conjunto da classe operária da humanidade um minimo de direitos sociais e que os operários e empregados seriam chamados a colaborar. principio do . a fim de concretizar a igualdade (art. em seu art. prevendo. determinando a prestação de assistência material e qualquer outra forma de apoio aos operários e aos camponeses mais pobres. 5 EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOS DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS NAS CONSTITUIÇÕES BRASILEIRAS A Constituição Política do Império do Brasil. garantia do repouso semanal remunerado. 23. previa em seu Título VIII . liberdade de locomoção. e garant<*-*>as dos direitos civis e politicos dos cidadãos brazileiros . consagrando direitos e garantias individuais. avança em sentido oposto à evolução dos direitos e garantias fundamentais da pessoa humana. ao privar. principalmente: liberdade <012> 32 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS sindical. Com base nesses preceitos. 14). livre manifestação de pensamento. ou ainda. apesar de impregnada fortemente pela doutrina do Estado fascista italiano. bem como no desenvolvimento das forças produtivas. 179 possuía 35 incisos. pelas próprias circunstâncias que idealizaram a revolução de 1917. maior proporcionalidade de retribuição financeira em relação ao trabalho. remuneração especial ao trabalho noturno. 18). inviolabilidade de domicilio. a esmagar implacavelmente todos os exploradores. A Declaração Soviética dos Direitos do Povo Trabalhador e Explorado de 1918. 16). 14) e a obrigatoriedade do trabalho (art. com o princípio quem não trabalha não come (art.extenso rol de direitos humanos fundamentais. principio da reserva legal e anterioridade da lei penal. na base de uma repartição igualitária em usufruto (art. visava. Apesar desses direitos. liberdade religiosa. tais como: princípios da igualdade e legalidade. fiança. impossibilidade de censura prévia. a instaurar a organização socialista da sociedade e a fazer triunfar o socialismo em todos os paises. os individuos e os grupos particulares dos direitos de que poderiam usar em detrimento dos interesses da revolução socialista. O art. em determinadas normas. a abolir completamente a divisão da sociedade em classes. 1<*-*>). possibilidade de contratos coletivos de trabalho. a citada Lei Fundamental Soviética. em pé de igualdade. A Carta do Trabalho de 21-4-1927. independência judicial. previsão de férias após um ano de serviço ininterrupto. com os patr<*-*>es na regulamentação dos salários e das condiç<*-*>es de trabalho. ao centralizar a informação (art. foi abolido o direito de propriedade privada. possibilidade de prisão somente em <**>lagrante delito ou por ordem da autoridade competente. magistratura do trabalho. trouxe um grande avanço em relação aos direitos sociais dos trabalhadores. assistência. suprimir toda a exploração do homem pelo homem. sendo que todas as terras passaram a ser propriedade nacional e entregues aos trabalhadores sem qualquer espécie de resgate. indenização enr virtude de dispensa arbitrária ou sem justa causa. como previsto em seu Capítulo II. Posteriormente. previsão de previdência. jurada a 25-3-1824.Das disposiç<*-*>es geraes. a Lei Fundamental Soviética de 10-7-1918 proclamou o princípio da igualdade.

impossibilidade de prisão civil por dívidas. educação e cultura (Título VI). 13. 72: gratuidade do casamento civil.Aos accusados se assegurará na lei a mais plena defesa. 113 e seus 38 incisos . previu títulos especiais para a proteção à família. além dos casos militares (inc. da marca de ferro quente e todas as mais penas cruéis. criação de um Tribunal especial com competência para o processo e julgamento dos crimes que atentarem contra a existência.TEORIA GERAL 33 em seu art. dos Estados ou dos Municipios). podemos destacar as seguintes previs<*-*>es estabelecidas pelo art. ação popular (art. também consagrou extenso rol de direitos e garantias individuais. respeito à dignidade do preso. trouxe como novidades constitucionais os seguintes preceitos: impossibilidade de aplicação de penas perpétuas. irretroatividade da lei penal. Além dos tradicionais direitos e garantias individuais que já haviam sido consagrados pela Constituição anterior. 157 diversos direitos sociais relativos aos trabalhadores e empregados seguindo. A Constituição de 18-9-1946. 122. prevendo 17 incisos em seu art. 113. A Constituição de 10-11-1937. propriedade de marcas de fábrica. Além disso. inc. entregue em vinte e quatro horas ao preso e assignada pela autoridade competente. maior possibilidade de aplicação da pena de morte. abolição da pena de morte. Capítulo In. liberdade de profissão. impossibilidade de concessão de extradição de estrangeiro em virtude de crimes politicos ou de opinião e impossibilidade absoluta de extradição de brasileiro. direitos do autor na reprodução de obras Iiterárias. uma tendência da época. direito de invenção. 38 . a segurança e a integridade do Estado. direito de petição. que repetiu<012> PARTE I . inviolabilidade das correspondências.Juiz natural. apesar das características políticas preponderantes à época. artisticas e cientificas. A tradição das Constituiç<*-*>es brasileiras preverem um capítulo sobre direitos e garantias foi mantida pela Constitução de 16-7-1934. responsabilidade civil do Estado por ato dos funcionários públicos. de 24-2-1891. ensino leigo. ato juridico perfeito e coisa julgada. assistência juridica gratuita. com todos os recursos e meios essenciaes a ella. acrescentando: consagração do direito adquirido. mandado de segurança. da tortura. pois. .Seção II. abolição dos açoites. previa a Declaração de Direitos. ampla defesa (§ 16 . Além da tradicional repetição dos direitos humanos fundamentais clássicos. com os nomes do accusador e das testemunhas). gratuidade do ertsino público primário. habeas-corpus. A existência de um rol onde os direitos humanos fundamentais fossem expressamente declarados foi novamente repetida pela lá Constituição republicana. multas ou custas. direito de propriedade. abolição das penas das galés e do banimento judicial. estabeleceu em seu art. escusa de consciência. a guarda e o emprego da economia popular. desde a nota de culpa. alíneas a até <*-*>. livre acesso aos cargos públicos. que em seu Título III . Instituição do Júri. individualização da pena.o extenso rol de direitos humanos fundamentais. direitos de reunião e associação. reservadas as disposiç<*-*>es da legislação militar em tempo de guerra.Qualquer cidadão será parte legitima para pleitear a declaração de nulidade ou anulação dos atos Iesivos do patrimônio da União. além de prever um capítulo específico para os direitos e garantias individuais (Título IV.

visando à melhoria de sua condição social. respeito à integridade <*-*>sica e moral do detento e do presidiário.O art. contraditório. conseqüentemente.. à liberdade. e. porém. sigilo das votaç<*-*>es. 141 da referida Constituição passou a utilizar-se de nova redação. a teoria jusnaturalista. nãci trouxe nenhuma substancial alteração formal na enumeração dos direitos humanos fundamentais. inclusive a atual. trazia um rol de 38 parágrafos com previs<*-*>es específicas sobre os direitos e garantias individuais. posteriormente seguida pelas demais Constituiç<*-*>es. não podem desaparecer da consciência dos homens. a redação do art. Assim. tribunais ou juristas. A teoria jusnaturalista fundamenta os direitos humanos em uma ordem superior universal. <012> 34 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS Seguindo a tradição brasileira de enumeração exemplificativa. sempre que lhes seja mais favorável a lei nacional do de cujus. nos têrmos seguintes (. em beneficio do cônjuge ou dos filhos brasileiros. reserva legal em relação a tributos. à segurança individual e à propriedade. previsão de regulamentação da sucessão de bens de estrangeiros situados no Brasil pela lei brasileira. previsão de competência minima para o Tribunal do Júri (crimes dolosos contra a vida). imutável e inderrogável. Além das tradicionais previs<*-*>es já constantes nas demais Constituiç<*-*>es. destacando-se. de 17-10-1969. que produziu inúmeras e profundas alteraç<*-*>es na Constituição de 1967. A Emenda Constitucional nó l. inclusive em relação à possibilidade de excepcionais restriç<*-*>es aos direitos e garantias individuais. em seu caput proclamava: A Constituição assegura aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no pais a inviolabilidade dos direitos concernentes à vida. Após essa enunciação. 150 muito se assemelhava à redação da Constituição anterior e trouxe como novidades: sigilo das comunicaç<*-*>es telefônicas e telegráficas. .). para proteger direito liquido e certo não amparado por habeas corpus. podemos ressaltar as seguintes: A lei não poderá excluir da apreciação do Poder Judiciário qualquer lesão de direito individual. 6 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS: JUSNATURALISMO. A Constituição de 24-1-1967 igualmente previa um capítulo de direitos e garantias individuais e um artigo (158) prevendo direitos sociais aos trabalhadores. seja qual for a autoridade responsável pela ilegalidade ou abuso de poder. os direitos humanos fundamentais não são criação dos legisladores. Por essa teoria. a teoria positivista e a teoria moralista ou de Perelman. plenitude de defesa e soberania dos veredictos do Tribunal do Júri. concederse-á mandado de segurança. direito de certidão.. POSITIVISMO E TEORIA MORALISTA Inúmeras são as teorias desenvolvidas no sentido de justiflcar e esclarecer o fundamento dos direitos humanos.

a Política. A Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU. proclama a necessidade essencial dos direitos da pessoa humana serem "protegidos pelo império da lei. conforme já visto. sua proteção e promoção são responsabilidades primordiais dos Governos". convencido de que o esquecimento e o desprezo dos direitos naturais do homem são as causas das desgraças do mundo. é possível afirmar que a ciência dos direitos humanos transformou-se em verdadeira disciplina autônoma e inter-relacionada com diversas outras disciplinas. A teoria positivista. denominada Direito Internacional dos Direitos Humanos. pois somente a partir da formação de uma consciência social (teoria de Perelman). que acaba por configurar o denominado espiritus razonables. a teoria moralista ou de Perelman encontra a fundamentação dos direitos humanos fundamentais na própria experiência e consciência <012> PARTE I . cuja finalidade precípua consiste na concretização da plena eficácia dos direitos humanos fundamentais. fundamenta a existência dos direitos humanos na ordem normativa. O caminho inverso também é verdadeiro. A necessidade de interligação dessas teorias para plena eficácia dos direitos humanos fundamentais. resolveu expor. vida. esses direitos sagrados e inalienáveis". segurança. FINALIDADE E . que se mostram insuficientes. liberda- . baseada principalmente em valores fixados na crença de uma ordem superior.1 da Declaração e Programa de Ação de Viena. quando se afirmou: "O povo francês. enquanto legítima manifestação da soberania popular. somente seriam direitos humanos fundamentais aqueles expressamente previstos no ordenamento jurídico positivado. políticos e religiosos. devendo coexistirem. em 25 de junho de 1993. a Medicina. Por sua vez. diferentemente. as teorias se completam. a História. baseada em fatores sociais. universal e imutável (teoria jusnaturalista) é que o legislador ou os tribunais (esses principalmente nos países anglo-sax<*-*>es) encontram substrato político e social para reconhecerem a existência de determinados direitos humanos fundamentais como integrantes do ordenamento jurídico (teoria positivista). cQmo último recurso. A incomparável importância dos direitos humanos fundamentais não consegue ser explicada por qualquer das teorias existentes. pois o legislador ou os tribunais necessitam fundamentar o reconhecimento ou a própria criação de novos direitos humanos a partir de uma evolução de consciência social. o surgimento de uma disciplina autônoma ao direito internacional público.TEORIA GERAL 35 moral de um determinado povo. a Sociologia. Desta forma. de 10-12-1948. Na realidade. a Filosofia. a Economia. numa declaração solene. adotada consensualmente pela Conferência Mundial dos Direitos Humanos. 7 DIREITO INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS: CONCEITO. foi exposta no preâmbulo da Constituição francesa de 3-9-1791. à rebelião contra a tirania e a opressão". EVQLUÇÃO HISTORICA A necessidade primordial de proteção e efetividade aos direitos humanos possibilitou.No item I. proclama-se que "os direitos humanos e liberdades fundamentais são direitos naturais de todos os seres humanos. econômicos. em nível internacional. para que a pessoa não seja compelida. tais como o Direito. por meio de normas gerais tuteladoras de bens da vida primordiais (dignidade. Dessa forma.

entre outros) e previs<*-*>es de instrumentos políticos e jurídicos de implementação dos mesmos. 1996. o principio do juiz natural. p. a vedação às pris<*-*>es. constitui a mais importante conquista dos direitos humanos fundamentais em nível internacional. São Paulo : Saraiva. honra. origem nacional ou social. para posteriormente assumirem a forma de tratados internacionais. em 1945. presidida por Eleonora Roosevelt.de. Elaborada a partir da previsão da Carta da ONU de 1944. nascimento ou qualquer outra condição. do contraditório e da ampla defesa. de uma Comissão dos Direitos Humanos. não era seguro afirmar que houvesse. iniciando-se com importantes declaraç<*-*>es sem caráter-vinculativo. reafirmou a crença dos povos das Naç<*-*>es Unidas nos direitos humanos fundamentais. sexo. do devido processo legal. "o Direito Internacional dos Direitos Humanos visa a garantir o exercício dos direitos da pessoa humana" (Direitos humanos e o direito constitucional internacional. seja em razão de raça. ao tráfico de escravos ou servidão. à segurança pessoal. a proibição à tortura. por parte da Organização das Naç<*-*>es Unidas. à imagem e à vida privada. 223). e da composição. riQueza. da justiça e da paz no mundo. desumano ou degradante. que em seu artigo 55 estabeleceu a necessidade dos Estados-partes promoverem a proteção dos direitos humanos. moral. Como ressaltado por Flávia Piovesan. "até a fundação das Naç<*-*>es Unidas. visando à promoção do progresso social e à melhoria das condiç<*-*>es de vida em uma ampla liberdade. a Declaração Universal dos Direitos do Homem afirmou que o reconhecimento da dignidade humana inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade. à liberdade. em direito internacional público. São Paulo : Max Limonad. preocupação consciente e organizada sobre o tema dos direitos humanos" (Direito internacional público. detenç<*-*>es e exilios arbitrários.1996. bem como que o desprezo e o desrespeito pelos direitos da pessoa resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que as pessoas gozem de liberdade de palavra. o principi<*-*> da reserva legal. A Declaração Universal dos Direitos do Homem. em 10-12-1948. a liberdade de pen<012> . de crença e de liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade tem sido a mais alta aspiração do homem comum. p. o direito de propriedade. a vedação absoluta à discriminação de QualQuer espécie. os principios da presunção de inocência. basicamente. a inviolabilidade à honra. assinada em Paris em 10 de dezembro de 1948. A Declaração Universal dos Direitos Humanos adotada e proclamada pela Resolução n<*-*> 217 A (III) da Assembléia Geral das Naç<*-*>es Llnidas. o direito à nacionalidade. religião. 8. os principios da igualdade e dignidade humanas. lingua. <012> 36 I)IREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS A evolução histórica da proteção dos direitos humanos fundamentais em diplomas internacionais é relativamente recente. o direito à vida. a expressa proibição à escravidão. o acesso ao Judiciário. no intuito de obrigarem os países signatários ao cumprimento de suas normas. opinião politica ou de outra natureza. pois como ensina Francisco Rezek. a liberdade de locomoção. ed. 43). Os 30 artigos da Declaração consagraram. o asilo politico. na dignidade e no valor da pessoa humana e na igualdade de direitos do homem e da mulher. ao tratamento ou castigo cruel.

ante gest<*-*>es externas fundadas no zelo pelos direitos humanos. no sentido de que a Declaração não era um tratado ou acordo que criava obrigaç<*-*>es legais. 1996. com a conseqüente justa remuneração que lhe assegure. <012> 38 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS Ressalte-se que anteriormente à Declaração Universal dos Direitos cl<**><*-*> Homem. em caso de desemprego. Consagra-se. ainda. havia aprovado a Resolução XXX. em abril de 1948. uma existência compativel com a dignidade humana. 1996. a Declaração "vem a atestar o reconhecimento universal de direitos humanos fundamentais. 176). 12. consagrando um código comum a ser seguido por todos os Estados" (Direitos humanos e o direito constitucional internacional. o direito ao trabalho e à livre escolha de profissão. conforme já citado. viuvez. velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle (artigo XX<*-*>. p. certos países reagiram lembrando a natureza não-convencional da Declaração" (Direito Internacional Público. invalidez. Flávia Piovesan critica esse posicionamento. 0 instrumento formal adotado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos. Op. vestuário. p. de associação e de sindicalização. Conforme relembra Francisco Rezek. a Senhora Roosevelt reiterou a posição de seu país. ainda. que toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem-estar. concluindo que apesar da inexistência de força jurídica obrigatória e vinculante. O Brasil assinou a Declaração Universal dos Direitos Humanos na própria data de sua adoção e proclamação. o direito dos homens e mulheres de maior idade de contrair matrimônio. foi resolução da Assembléia. A Declaração Universal dos Direitos Humanos considera a família como núcleo natural e fundamental da sociedade. habitação. Aliás. Conforme foi visto. a maternidade e a infância terão direitos a cuidados e assistência especiais. consagrando seu direito à proteção da sociedade e do Estado. cons<*-*><*-*>grando a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. não estabelecendo nenhum órgão jurisdicional internacional com a finalidade de garantir a eficácia dos princípios e direitos nela previstos. direito à instrução e à vida cultural. não obstante a importância que algumas resoluç<*-*>es tenham tido. cit. inclusive alimentação. consciência. o direito ao repouso e ao lazer.10-12-1948. opinião. Além disso.TEORIA GERAL 37 samento. p. realizada em Bogotá. nesse mesmo ano. "por mais de uma vez. Prevê-se. a IX Conferência Internacion<*-*>il Americana. . 224). expressão e religião. não constituindo seus dispositivos obrigaç<*-*>es jurídicas aos Estados-partes. doença. cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis. que colii seus 38 artigos trazia previs<*-*>es muito semelhantes àquelas já narradas. 368). ed. a afirmativa era desnecessária. São Paulo : Max Limonad. A referida Declaração prevê somente normas de direito material. os direitos politicos. afirmando que "não obstante a ênfase dada ao reconhecimento dos direitos humanos. o direito à segurança. o direito de reunião. Hildebrando Accioly e Geraldo Eulálio do Nascimento e Silva relembram que o caráter não vinculativo da Declaração já era previsto desde a constituição da Comissão inicial. São Paulo : Saraiva.PARTE I . a doutrina é unânime ao afirmar que não são de implementação obrigatória" (Manual de direito internacional público. assim como à sua familia.

de 15-9-1995. Declaração de Pequim adotada pela quarta conferência mundial sobre as mulheres.A partir disso. acesso ao Judiciário. Meios de Proteção e Disposiç<*-*>es Gerais e Transitórias. com a aprovação de inúmeras declaraç<*-*>es e tratados internacionais. Convenção Interamericana para Prevenir e Punir a Tortura. a proibição da tortura. Em 9-12-1948. prevendo órgãos competentes para conhecer dos assuntos relacionados com o cumprimento dos compromissos assumidos pe- . dentro do quadro das instituiç<*-*>es democráticas. de 9-12-1985. no sentido de livremente determinarem seu estatuto político e assegurarem livremente seu desenvolvimento econômico.200-A (XXn da Assembléia Geral das Naç<*-*>es Unidas importante documento internacional garantidor de direitos fundamentais. aprovada pela Resolução n<*-*>' 429 (<*-*> da Assembléia Geral das Naç<*-*>es Unidas. de 16-12-1966. 0 rol dos Tratados Internacionais de Proteção aos Direitos Humanos assinados pela República Federativa do Brasil é completado pelos seguintes documentos: Pacto Internacional dos Direitos Econômicos. social e cultural. de 21-12-1965. Convenção sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher. Convenção sobre os Direitos da Criança. de 22-11-1969. onde foram previstos diversos direitos. um regime de liberdade pessoal e de justiça social. 0 Brasil também é signatário da Declaração do Direito ao Desenvolvimento. Ressalte-se. Nessa mesma data. Sociais e Culturais. a escusa de consciência. de 18-121979. a proteção internacional dos Direitos Humanos passoi<*-*> a intensificar-se. Declaração e Programa de Ação de Viena. Convenção Interamericana para Prevenir. o Pacto de San José da Costa Rica não traz somente normas de caráter material. direito à liberdade. foi adotado pela Resolução n<*-*> 2. a possibilidade do condenado à morte ter o direito de pedir indulto ou comutação da pena. de 20-11-1989. de 22-11-1969. Os 82 artigos do referido Pacto dividem-se em três partes: Deveres clos Estados e Direitos Protegidos. Novamente e com a finalidade de proteção dos "refugiados" foi aprovado o Protocolo sobre o Estatuto dos Refugiados. pela Resolução n" 2. Convenção sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação Racial. Convenção contra a Torhzra e outros Tratamentos ou Penas Cruéis. Punir e Er<012> PARI<*-*>E I . que reafirmaram o propósito dos Estados Americanos em consolidar no Continente. de 4-12-1986. a Assembléia Geral das Naç<*-*>es Unidas aprovou a Resolução n<*-*> 260 A (III).Pacto de San José da Costa Rica. denominado "Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos".198 da Assembléia Geral das Naç<*-*>es Unidas. direito ao respeito e dignidade humana. foi adotada a Convenção relativa ao Estatuto dos refugiados. ratificando a Convenção para a prevenção e a repressão do crime de genocídio. portanto. eIn 16-12-1966. tais como a autodeterminação dos povos. o direito à vida. de 10-12-1984. excepcionalidade das pris<*-*>es preventivas.TEORIA GERAL 39 radicar a Violência contra a Mulher. fundado no respeito dos direitos humanos essenciais. que diferentemente da Declaração Universal dos Direitos do Homem. de 6-6-1994. indenização por erro judiciário. Convenção Americana sobre Direitos Humanos . em 28-7-1951. e ratificada pelo Brasil em 27-11-1995.Pacto de San José da Costa Rica. de 25-6-1993. Desumanas ou Degradantes. Importante ressaltar algumas previs<*-*>es da Convenção Americana de Direitos Humanos . bem como os demais direitos já consagrados na Declaração Universal dos Direitos do Homem.

defme direitos humanos como aqueles direitos fundamentais da pessoa humana . estatuto jurídico y sistema. inúmeros e diferenciados são os conceitos de direitos humanos fundamentais. espiritual e social) e que devem ser reconhecidos e respeitados por todo poder e autoridade. principio da igualdade perante a lei. no que concordamos com Tupinambá Nascimento que. Assim. direito à vida. J. A respeito da incorporação de direitos humanos fundamentais previstos em atos e tratados internacionais no ordenamento jurídico interno brasileiro. liberdade de associação.11). proibição da escravidão e da servidão.los Estados-partes. garante-se principalmente: direito ao reconhecimento da personalidade juridica. direito ao nome.13). L. direitos politicos. CID. Esses órgãos são a Comissão Interamericana de Direitos Humanos e a Corte Interamericana de Direitos Humanos. em seu exercício. cedendo. p. Los derechos humanos: significación. p. proteção da familia. 8 CONCEITO E CARACTERÍSTICAS DOS DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS O conjunto institucionalizado de direitos e garantias do ser humano que tem por finalidade básica o respeito a sua dignidade. proteção da honra e da dignidade.1979. TORRES. por meio de sua proteção contra o arbítrio do poder estatal e o estabelecimento de condiç<*-*>es mínimas de vida e desenvolvimento da personalidade humana pode ser definido como direitos humanos fundamentais. Gómes. considera-os por um lado uma proteção de maneira institucionali<012> 40 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS zada dos direitos da pessoa humana contra os excessos do poder cometidos pelos órgãos do Estado.que correspondem a esta em razão de sua própria natureza (de essência ao mesmo tempo corpórea. item 5. conferir Parte II. LUIVO. considerando-os um conjunto de faculdades e instituiç<*-*>es que. as quais devem ser reconhecidas positivamente pelos ordenamentos juridicos em nivel nacional e internacional (CASTRO. direito de retificação ou resposta. principio da inocência. por sua vez. da liberdade e da igualdade humanas. Unesco. Pérez Luno apresenta-nos uma definição completa sobre os direitos fundamentais do homem. liber dade de pensamento e de expressão. p. Madri : Reus. liberdade de consciência e de religião. direito à liberdade pessoal.1978.127. Sevilha : Universidad de Sevilla. José Castan Tobenas. direito à indenização. direito à nacionalidade. C. inclusive as normas jurídicas positivas. B. 43).1976. regras para se estabelecer condiç<*-*>es humanas de vida e desenvolvimento da personalidade humana (Les dimensions internationales des droits de l'homme. Cascajo. concretizam as exigências da dignidade. ao ana- . direito à integridade pessoal. acesso ao Judiciário. principio do juiz natural. Castro. Antonio-Enrique Pérez. direito de reunião. A Unesco. em cada momento histórico. também definindo genericamente os direitos humanos fundamentais. direito de circulação e residência. direito de propriedade. ante as exigências do bem comum (Los derechos del hombre.considerada tanto em seu aspecto individual como comunitário . Em relação aos direitos humanos fundamentais. direitos da criança. e por outro. não obstante. principio da legalidade e da retroatividade.

p. "a ampliação e transformação dos direitos fundamentais do homem no envolver histórico dificulta definirlhes um conceito sintético e preciso. à exatidão. <*-*> irrenunciabilidade: os direitos humanos fundamentais não podem ser objeto de renúncia. 1997. São Paulo : Malheiros. porque. <*-*> inalienabilidade: não há possibilidade de transferência dos direitos humanos fundamentais. além de referir-se a princípios que resumem a concepção do mundo e informam a ideologia política de cada ordenamento jurídico. Porto Alegre : Livraria do Advogado. O importante é realçar que os direitos humanos fundamentais relacionam-se diretamente com a garantia de não ingerência do Estado na esfera individual e a consagração da dignidade humana. pois como aponta José Afonso da Silva. livre e igual de todas as pessoas" (Curso de <012> PARTE I . a especificidade de conteúdo e a abrangência (Comentários à Constituição Federal. seja a título gratuito. no nível do direito positivo. 174 e 177). infraconstitucional. tendo um universal reconhecimento por parte da maioria dos Estados. concluindo que qualquer tentativa pode significar resultado insatisfatório e não traduzir para o leitor. o suicídio e o aborto. direitos humanos. seja a título oneroso. Dessa característica surgem discuss<*-*>es importantes na doutrina e posteriormente analisadas. seja em nível constitucional. universabilidade. a irma que não é fácil a definição de direitos humanos. seja em nível de direito consuetudinário ou mesmo por tratados e convenç<*-*>es internacionais. inviolabilidade. <*-*> inviolabilidade: impossibilidade de desrespeito por determinaç<*-*>es infraconstitucionais ou por atos das autoridades públicas. A previsão desses direitos coloca-se em elevada posição hermenêutica em relação aos demais direitos previstos no ordenamento jurídico. aquelas prerrogativas e instituiç<*-*>es que ele concretiza em garantias de uma convivência digna.lisar esse conceito. 1997.TEORIA GERAL 41 direito constitucional positivo. sob pena . 211). tais como: direitos naturais. é reservada para designar. direitos individuais. direitos públicos subjetivos. inalienabilidade. liberdades fundamentais. como a renúncia ao direito à vida e a eutanásia. para após breve análise das diversas terminologias concluir que "direitos fundamentais do homem constitui a expressão mais adequada a este estudo. ed. liberdades públicas e direitos fundamentais do homem" . Aumenta essa dificuldade a circunstância de se empregarem várias express<*-*>es para designá-los. direitos do homem. efetividade. interdependência e complementariedade: <*-*> imprescritibilidade: os direitos humanos fundamentais não se perdem pelo decurso do prazo. apresentando diversas características: imprescritibilidade. p. 13. irrenunciabilidade.

Essa declaração pura e simplesmente por si não bastaria se outros mecanismos não fossem previstos para torná-la e iciente (por exemplo. mas sim de forma conjunta com a finalidade de alcance dos objetivos previstos pelo legislador constituinte. as normas que consubstanciam os direitos fundamentais democráticos e individuais são de eficácia e aplicabilidade imediata. administrativa e criminal. a liberdade de locomoção está intimamente ligada à garantia do habeas corpus. <*-*>interdependência: as várias previs<*-*>es constitucionais. apesar de muitas vezes virem consagradas e protegidas pelas leis constitucionais. não seriam verdadeiros direitos atribuídos diretamente às pessoas. <*-*> universalidade: a abrangência desses direitos engloba todos os indivíduos. 10 DIREITOS FUNDAMENTAIS E GARANTIAS INSTITUCIONAIS Trata-se de clássica distinção da doutrina alemã. <*-*> 1"). com mecanismos coercitivos para tanto. como lembra Canotilho. Assim. para a qual as garantias institucionais (Einrichtungsgarantien) compreendiam as garantias jurídico-públicas (Institutionnelle Garantien) e as garantias jurídico-privadas (Institutsgarantie). possuem diversas intersecç<*-*>es para atingirem suas finalidades. em uma norma-síntese. o funcionalismo público. a família. mas a determinadas instituiç<*-*>es. <012> 42 9 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS NATUREZA JURÍDICA DAS NORMAS QUE DISCIPLINAM OS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS São direitos constitucionais na medida em que se inserem no texto de uma Constituição cuja eficácia e aplicabilidade dependem muito de seu próprio enunciado. por exemplo. raça. uma vez que a Constituição Federal não se satisfaz com o simples reconhecimento abstrato. credo ou convicção político-filosófica. Assim. uma vez que a Constituição faz depender de legislação ulterior a aplicabilidade de algumas normas definidoras de direitos sociais. enquadrados dentre os fundamentais. mandado de injunção e iniciativa popular). a maternidade. Em regra. a liberdade de imprensa. sexo. os entes federativos são instituiç<*-*>es protegidas diretamente . As garantias institucionais. independente de sua nacionalidade. A própria Constituição Federal. determina tal fato dizendo que as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata (CF. 5". <*-*> efetividade: a atuação do Poder Público deve ser no sentido de garantir a efetivação dos direitos e garantias previstos. que possuem sujeito e objeto diferenciado. <*-*>complementariedade: os direitos humanos fundamentais não devem ser interpretados isoladamente. art.de responsabilização civil. apesar de autônomas. bem como previsão de prisão somente por flagrante delito ou por ordem da autoridade judicial competente.

da Constituição Federal. A Constituição regulamenta os direitos políticos no art. 6. de maneira a conferir os atributos da cidadania. 1993. 1<*-*>. Concluindo esse raciocínio. dignidade. ló. da dimensão pessoal deste Estado. Coimbra : Almedina . a classificação adotada pelo legislador constituinte estabeleceu cinco espécies ao gênero direitos e garantias fundamentais: <*-*>direitos individuais e coletivos . de observância obrigatória em um Estado Social de Direito. <*-*> direitos relacionados à existência.como realidades sociais objetivas e só indiretamente se expandem para a proteção dos direitos individuais. a Constituição de 1988 os prevê no art. direitos sociais. <*-*> direitos politicos . fazendo deste individuo um componente do povo. subdividindo-os em cinco capítulos: direitos individuais e coletivos. tendo por finalidade a melhoria das condiç<*-*>es de vida aos hipossuficientes. Assim. organização e participação em par tidos politicos . Basicamente. IV. conforme preleciona o art. capacitando-o a exigir sua proteção e sujeitando-o ao cumprimento de deveres impostos. ed. <*-*>direitos sociais . honra.caracterizam-se como verdadeiras liberdades positivas. 6ó. <012> PAWrE I . que configura um dos fundamentos de nosso Estado Democrático.TEORIA GERAL 11 DIREITOS FUNDAMENTAIS NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 .14. todavia da protecção dos direitos fundamentais quando se exige. visando à concretização da igualdade social. como. que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente. Tais normas constituem um desdobramento do princípio democrático inscrito no art.conjunto de regras que disciplina as formas de atuação da soberania popular. a salvaguarda do `mínimo essencial' (núcleo essencial) das instituiç<*-*>es".nacionalidade é o vinculo juridico politico que liga um individuo a um certo e determinado Estado. nacionalidade. Canotilho afirma que "a protecção das garantias institucionais aproxima-se. <*-*>direitos de nacionalidade . em face das intervenç<*-*>es limitativas do legislador. que afirma que todo o poder emana do povo. São direitos públicos subjetivos que investem o indivíduo no status activae civitatis. permitindo-lhe o exercício concreto da liberdade de participação nos negócios políticos do Estado. parágrafo único.CLASSIFICAÇÃO 43 A Constituição Federal de 1988 trouxe em seu Título II os direitos e garantias fundamentais.a Constituição Federal regulamentou os partidos políticos como instrumentos necessários e importantes para preserva- .correspondem aos direitos diretamente ligados ao conceito de pessoa humana e de sua própria personalidade. A Constituição Federal consagra os direitos sociais a partir do art. por exemplo: vida. 5<*-*> e serão detalhadamente estudados nos comentários aos incisos do citado aztigo. liberdade. direitos politicos e partidos poIÍÍZCOS. 517). (Direito constitucional. p.

são propriedades suas c<*-*> não criaturas da lei positiva. direitos. Pimenta Bueno. dádivas do Criador. assegurando-lhes autonomia <012> 44 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS e plena liberdade de atuação. 100) sugere uma classificação que. são atributos. segunda e terceira geraç<*-*>es. por exemplo. uma que se comp<*-*>e dos mesmos direitos individuais reconhecidos e garantidos pela lei civil. por exemplo: direito a um meio ambiente equilibrado. Manoel Gonçalves Ferreira Filho (Direitos humanos fundamentais. analisando a Constituição do Império. seria dividida em: liberdades (poderes de fazer ou não fazer algo. Os segundos ou civis compreendem duas partes. apresentar diferenciaç<*-*>es essenciais em relação ao seu tratamento. Como destaca Celso de Mello. apresentava-nu. classifica os direitos humanos fundamentais em: direitos. para concretizar o sistema reprc<*-*>sentativo. seu objeto são contraprestaç<*-*>es positivas. Os terceiros ou políticos são filhos unicamente das leis ou constituiç<*-*>es políticas. liberdades e garantias dos trabalhadores. uma divisão tripartida dos direitos fundamentais em relação às pessoas: dirc<**>itos naturais ou individuais.ção do Estado Democrático de Direito. por exemplo: liberdade de locomoção. Além da citada classi icação constitucional dos direitos humanos fundamentais. direitos. Modernamente. por exemplo: direito a não sofrer censura). direito de greve). direitos civis e direitos políticos. <012> .1958. tendo como objeto uma situação preservada ou restabelecida. liberdades e garantias pessoais. direitos de situação (poderes de exigir um status. p. 379). baseando-se na ordem histórica cronológica em que passaram a ser constitucionalmente reconhecidos. a doutrina apresenta-nos a classificação de direitos fundamentais de primeira. 0 Direito Constitucional português. sem. porque é um ente racional e moral. e não faculdades naturais" (Direito público brasileiro e análise da Constituição do Império. a doutrina enumera inúmeras e diferentes classificaç<*-*>es terminológicas sobre o tema. Rio de Janeiro : Ministério da Justiça e Negócios Interiores. relacionada ao objeto dos direitos fundamentais. São Paulo : Saraiva. p. para concluiiafirmando que "os primeiros são filhos da natureza. outra que resulta puramente das instituiç<*-*>es e disposiç<*-*>es cíveis de cada nacionalidade. sociais e culturais. são criaç<*-*>es das conveniências e condiç<*-*>es destas. e direitos econômicos. liberdades e garantias de participação política. pertencem ao homem porque í<*-*> homem. por exemplo: direito ao trabalho). 1995. direitos de crédito (poderes de reclamar alguma coisa. contudo. direito à paz) e direitosgarantia (poderes de exigir que não se façam determinadas coisas.

consagram o princípio da solidariedade e constituem um momento importante no processo de desenvolvimento. p. que englobam o direito a um meio ambiente equilibrado. pela nota de uma essencial inexauribilidade" (STF .TEORIA GERAL 45 "enquanto os direitos de primeira geração (direitos civis e políticos)que compreendem as liberdades clássicas. reais ou concretas . surgidos no início do século. sendo que entre elas não há vínculo jurídico ou fático muito preciso (Ação civil pública.MS nó 22164/SP . 202). à paz. 39. protege-se.PARTE I . Referindo-se aos hoje chamados direitos fundamentais de segunda geração." (Principios gerais de direito público. Assim. p. A Constituição da República da Coréia. a uma saudável qualidade de vida. emendacia em outubro de 1987.17-11-1995. Es deber del Estado velar para que este derecho no sea afectado y tutelar la preservación de la natureza. o art. São Paulo : Atlas. ainda mais recentemente. o seguro social. ed. o amparo à doença. nos princípios garantidores da liberdade das naç<*-*>es e das normas da convivência internacional. caracterizados. 1997. os direitos fundamentais de primeira geração são os direitos e garantias individuais e políticos clássicos (liberdades públicas).Pleno . Celso de Mello. de 12-7-1948. no dizer de José Marcelo Vigliar. Ressalte-se. os interesses de grupos menos determinados de pessoas. ao prever que todos os cidadãos terão direito a um meio ambiente saudável e agradável.206). surgidos institucionalmente a partir da Magna Charta e desenvolvidos conforme já verificado em item anterior. como direitos de terceira geração os chamados direitos de solidariedade ou fraternidade. da Constituição Política da República do Chile. Diário da Justiça.rel. a título de exemplo. a subsistência. expansão e reconhecimento dos direitos humanos.acentuam o princípio da igualdade. modernamente.1966. Por fim. à velhice etc. que são os direitos econômicos. que materializam poderes de titularidade coletiva atribuídos genericamente a todas as formaç<*-*>es sociais. Themístocles Brandão Cavalcanti analisou que "o começo do nosso século viu a inclusão de uma nova categoria de direitos nas declaraç<*-*>es e. sociais e culturais. 3. Seção I. p. à autodeterminação dos povos e a outros direitos difusos. 19. que inclui dentro do rol dos direitos constitucionais a seguinte previsão: El derecho a vivir en un medio ambiente libre de contaminación. § 8". traz previsão semelhante. La ley podrá establecer restricciones especificas al ejercicio de determinados derechos o libertades para proteger el me<012> 46 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS dio ambiente. enquanto valores fundamentais indisponíveis. ao progresso. os direitos de terceira geração. que são. Min.que se identificam com as liberdades positivas. Caberá ao Esta- . Entre os direitos chamados sociais. negativas ou formais .realçam o princípio da liberdade e os direitos de segunda geração (direitos econômicos. 42). incluem-se aqueles relacionados com o trabalho. sociais e culturais) . Rio de Janeiro : Borsoi. constitucionalmente.

sempre em busca do verdadeiro significado da norma e da harmonia do texto constitucional com suas finalidades precípuas. São Paulo : Saraiva. desconhecerem a subordinação do indivíduo ao Estado.95. 57). dizendo que os direitos de terceira e quarta geraç<*-*>es transcendem a esfera dos indivíduos considerados em sua expressão singular. igualdade. de 5-10-88.158/206). 12 RELATIVIDADE DOS DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS Os direitos humanos fundamentais não podem ser utilizados como um verdadeiro escudo protetivo da prática de atividades ilícitas. evitando o sacrifício total de uns em relação aos outros. ed. em seu art. Dessa forma. não são ilimitados. sem. Como conclui Manoel Gonçalves Ferreira Filho. apud discurso de posse do Ministro Celso de Mello como Presidente do Supremo Tribunal Federal). 123) afirma que os direitos fundamentais nascem para reduzir a ação do Estado aos limites impostos pela Constituição. como garantia de que eles operem dentro dos limites impostos pelo direito. quando houver conflito entre dois ou mais direitos ou garantias fundamentais. Essa mesma previsão é feita pelo art. Apontando a relatividade dos direitos fundamentais. de forma a coordenar e combinar os <012> PAI<*-*>I<*-*>E I . exclusivamente. sob pena de total consagração ao desrespeito a um verdadeiro Estado de Direito. Buenos Aires : Depalma.do e a todos os cidadãos esforçarem se para proteger o meio ambiente (art. Quiroga Lavié (Derecho constitucional. e recaindo. 1988. que afirma: "Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. uma vez que encontram seus limites nos demais direitos igualmente consagrados pela Carta Magna (Principio da relatividade ou convivência das liberdades públicas). Os direitos e garantias fundamentais consagrados pela Constituição Federal. impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras geraç<*-*>es". o intérprete deve utilizar-se do principio da concor dância prática ou da harmonização. nem tampouco como argumento para afastamento ou diminuição da responsabilidade civil ou penal por atos criminosos. realizando uma redução proporcional do âmbito de alcance de cada qual (contradição dos principios). Note-se que Celso Lafer classiflca esses mesmos direitos em quatro geraç<*-*>es. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. a terceira. fraternidade" (Direitos humanos fundamentais. a segunda. p. Conforme afirmou o Supremo Tribunal Federal. 29 afirma que . contudo. São Paulo : Companhia das Letras. dos direitos de igualdade. assim. A própria Declaração dos Direitos Humanos das Naç<*-*>es Unidas. portanto. complementaria o lema da Revolução Francesa: liberdade. p. 3. "a primeira geração seria a dos direitos de liberdade. expressamente. nos grupos primários e nas grandes formaç<*-*>es sociais (A reconstrução dos direitos humanos. 225 da Constituição da República Federativa do Brasil.TEOf7lA GERAL 47 bens jurídicos em conflito. 1993. 19. "Direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado: a consagração constitucional de um típico direito de terceira geração" (RTJ. 35-1).

por nada. prevendo-se sempre. principalmente. sempre com a necessária intervenção judicial e controle parlamentar. a utilização ad argumentandum tantum. sempre em caráter excepcional e presentes certos e deteminados requisitos. a um grupo ou uma pessoa. o Supremo Tribunal Federal afirma que um direito individual "não pode servir de salvaguarda de práticas ilícitas" (RT.777-0/IZT . Por exemplo. mas por todos. estupram. a restrição ou suspensão de direitos fundamentais. no âmbito do direito pátrio. afirmando que "a suspensão das garantias constitucionais é sem dúvida um dos atos de maior importância do sistema representativo. ser exercidos em oposição com os propósitos e princípios das Naç<*-*>es Unidas. porém. e de satisfazer as justas exigências da moral. destroem lares e trazem a dor a quem quer que seja. dos indigitados direitos humanos. para empreender e desenvolver atividades ou realizar atos tendentes a supressão de qualquer dos direitos e liberdades proclamados nessa Declaração". Apontando a necessidade de relativização dos direitos fundamentais. em seu art."toda pessoa tem deveres com a comunidade. Pasmem. 55. Nada na presente Declaração poderá ser interpretado no sentido de conferir direito algum ao Estado. Da mesma maneira. No exercício de seus direitos e no desfrute de suas liberdades todas as pessoas estarão sujeitas às limitaç<*-*>es estabelecidas pela lei com a única finalidade de assegurar o respeito dos direitos e liberdades dos demais. e tanto que em tese não deve ser admitido e nem . É verdade que esses direitos devem ser observados. 709/418). Além disso.ESTADO DE DEFESA E ESTADO DE SÍTIO A Constituição Federal reconhece em situaç<*-*>es excepcionais e gravíssimas a possibilidade de restrição ou supressão temporária de direitos e garantias fundamentais. por aqueles que perpetram delitos bárbaros e hediondos. a própria norma constitucional espanhola exige a existência de uma lei orgânica prevendo a forma e os casos para a ocorrência dessas restriç<*-*>es. responsabilização do agente público em caso de utilização dessas medidas de forma injustificada e arbitrária. em nenhum caso. ceifam vidas.rel. diz o Superior Tribunal de Justiça que "está muito em voga. Pimenta Bueno apontava a excepcionalidade dessas medidas. estabelece responsabilidade penal no exercício abusivo da possibilidade de restrição do exercício dos direitos fundamentais. Pedro Acioli . <012> 48 13 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS RESTRIÇÕES EXCEPCIONAIS AOS DIREITOS FUNDAMENTAIS . cometem os censurados delitos trazendo a dor aos familiares das vítimas" (6á TRHC nó 2. Porém. Min. da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática. Analisando o assunto. Estes direitos e liberdades não podem. por aqueles que impensadamente.Ementário. posto que somente nela pode-se desenvolver livre e plenamente sua personalidade. buscam guarida nos direitos humanos fundamentais. seqüestram. a Constituição espanhola. mas depois. 08/721). Essa possibilidade é prevista em diversos ordenamentos jurídico-constitucionais que possibilitam. hodiernamente. estabelece a possibilidade de restrição do exercício de alguns direitos fundamentais em relação a determinadas pessoas relacionadas em investigaç<*-*>es correspondentes a atividades de organizaç<*-*>es terroristas ou bandos armados.

Paolo. 137. Caso. a criação. porém. inclusive. exige irrestrito cumprimento de <012> PARTE I . e tal que demanda meios fora dos comuns ou regulares" (Direito público brasileiro e análise da Constituição do Império. Diritti dell'uomo e libertà fondamentali. obrigatoriamente. justificado pela gravidade da perturbação da ordem pública. a suspensão de determinadas garantias constitucionais. II (declaração de guerra ou resposta à agressão armada estrangeira). 450). 1958.TEORIA GERAI. a decretação do Estado de sítio seja pelo art. Rio de Janeiro : Ministério da Justiça e Negócios Interiores. A Constituição Federal de 1988 prevê a aplicação de duas medidas excepcionais e gravíssimas para restauração da ordem em momentos de anormalidade .mesmo tolerado. nos termos e limites constitucionais e legais. possibilitando. 1984. Xn inviolabilidade domicilar. a Constituição Federal estabelece que poderão ser restringidos. desde que presentes três requisitos constitucionais: necessidade à efetivação da medida. da CF) poderão ser restringidos os seguintes direitos e garantias individuais: (art. o Presidente da República deverá solicitar autorização da maioria absoluta dos membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal para decretá-lo. que informadas pelos princípios da necessidade e da temporariedade. O decreto presidencial deverá determinar o prazo de sua duração. A gravidade de ambas as medidas. (I Xl] exigibilidade de prisão somente em flagrante delito ou por ordem da autoridade judicial competente e (art. p. p. É um ato anormal. I. 431). especificar as áreas abrangidas e indicar as medidas coercitivas. consistente em um conjunto de normas constitucionais. Bologna : Il Molino. em lugar específco e por certo tempo. É o chamado sistema constitucional das crises. O Estado de defesa é uma modalidade mais branda de Estado de sítio e corresponde às antigas medidas de emergência do direito constitucional anterior e não exige. (XV<*-*> direito de reunião.137. 0 Estado de sitio corresponde a suspensão temporária e localizada de garantias constitucionais. tenham sido objeto de deliberação por parte do Congresso Nacional no momento de autorização da medida. (Xln sigilo de correspondência e de comunicaç<*-*>es telegráficas e telefônicas. No caso de decretação de Estado de sítio em virtude de comoção nacional (art. a expressão e a informação. criminal e civil dos agentes políticos usurpadores. apresentando maior gravidade do que o Estado de defesa e. sob pena de responsabilização política. 5ó. possibilitando ampliaçáo do poder repressivo do Estado. 5ó. têm por objeto as situaç<*-*>es de crises e por finalidade a mantença ou o restabelecimento da normalidade constitucional (BARILE. todos os direitos e garantias constitucionais. Xln sigilo de correspondência e de comunicaç<*-*>es telegráficas e telefônicas. 49 todas as hipóteses e requisitos constitucionais. (XX<*-*> direito de propriedade. <*-*> direito de reunião e (LXI) exigibilidade de prisão somente em flagrante delito ou por ordem da autoridade judicial competente. Nessa hipótese poderão ser restringidos os seguintes direitos e garantias individuais: (art.Estado de defesa e Estado de sitio -. que atesta que a sociedade se acha em posição extraordinária. para sua decretação por parte do Presidente da República. de autorização do Congresso Nacional. . devem estar expressamente previstos no decreto presidencial nacional (CF. 220) a liberdade de manifestação do pensamento. em tese. cuja finalidade será sempre a superação da crise e o retorno ao statu quo ante.

ao acesso ao Judiciário. 2. No mesmo sentido: STF . não poderão os Poderes Executivo e Legislativo suprimir a previsão constitucional do acesso ao Judiciário no caso de lesão ou ameaça de lesão a direito. sob pena de desrespeito à separação de poderes (CF. Manoel Gonçalves Ferreira Filho. 225). e em coexistência com o qual se mantêm os códigos. Assim. u. os Conselhos da República e da Defesa Nacional. cuja consagração constitucional não pode deixar de existir nem em casos extremos e emergenciais como o Estado de sítio. a lição do mestre Rui Barbosa. mas de exceção circunscrita pelo direito constitucional. porém. à dignidade humana. c. Rio de Janeiro : Secretaria da Cultura. inclusive por meio de mandado de segurança e habeas corpus. pois não há como suprimir-se. a análise da conveniência e oportunidade política para a decretação.c. mas arbítrio parcial. encerrado nas fronteiras de uma legalidade clara. 24/150). caput). em que se .art.1989-95. um regímen de exceção. Em relação.). arbitrariedade e anarquia. à honra. Como destaca Celso de Mello. p. O Estado de defesa e o Estado de sítio confguram regimes de exceção. em relação a esse tema. por parte do Poder Judiciário. Tomo VI. XL 1913. obrigada a uma liqui<012> 50 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS dação constitucional de responsabilidades. para que aconselhem e opinem ao Presidente da República. à análise do mérito discricionário do Poder Executivo (no caso do Estado de defesa) e desse juntamente com o Poder Legislativo (no caso do Estado de sítio). 68-69. 497).1991. sob pena do total arbítrio e anarquia. "a inobservância das prescriç<*-*>es constitucionais torna ilegal a coação e permite ao paciente recorrer ao Poder Judiciário" (Constituição Federal anotada. mas não discricionário. onde se afirmou que "tratando-se de ato de natureza essencialmente política. o direito à vida. ed. dentre as medidas restritivas dos direitos e garantias individuais. Anote-se que. a doutrina dominante entende impossível. v. a possibilidade de supressão de todos os direitos e garantias individuais. 139. art. nesse sentido. essa situação caracteriza o "aparente paradoxo das garantias durante a suspensão das garantias. inzperativa. mas não de inconstitucionalidade. ilegalidade. vol. São Paulo : Saraiva. terminante. Ressalte-se. Em ambas as hipóteses serão ouvidos. o Judiciário não pode entrar na apreciaçáo dos fatos que o motivaram" (Comentários à Constituição brasileira de 1988.RF.556. que jamais haverá. RF 142/74. p. sem caráter vinculativo. relativo. cita acórdão do Supremo Tribunal Federal n" 3. 2<*-*>). submetida à vigilância das autoridades constitucionais. p. São Paulo : Saraiva. tribunais. ao afirmar que o Estado de sítio "é um regímen extraordinário. será possível ao Poder Judiciário reprimir eventuais abusos e ilegalidades cometidas durante a execução das medidas do Estado de defesa ou de sítio. pois a excepcionalidade da medida não possibilita a total supressão dos direitos e garantias individuais (DANTAS. San Tiago.trabalhos diver sos. 3. de 10-6-1914. por exemplo. o corpo legislativo" (Obras completas de Rui Barbosa . 1986. e que nada mais é que a confirmação daquela assertiva de que o regime de exceção. caput. mas a doutrina e jurisprudência direcionam-se para a possibilidade do controle da legalidade. em concreto. nem tampouco configuram um salvo-conduto aos agentes políticos para total desrespeito à Constituição e às leis (RF 55/233). Como salientado por Meirelles Teixeira. porém. 138. É uma situação de arbítrio. A possibilidade do controle jurisdicional do Estado de defesa e do Estado de sítio envolve diversos problemas. Precisa.

é importante salientar a existência de previsão normativa de suspensão de direitos e garantias fundamentais. De fato. desde que tais disposiç<*-*>es não sejam incompatíveis com as demais obrigaç<*-*>es que lhe imp<*-*>em o Direito Internacional e não encerrem discriminação alguma fundada em motivos de raça. as disposiç<*-*>es cuja aplicação haja suspendido. Inclusive. idioma. restriç<*-*>es a essas medidas. aí cabe a intervenção do Judiciário" (Direitos humanos fundamentais. Estabelece. se houver abuso.1995. No âmbito do Direito Internacional. que todo Estado-parte que fizer uso do direito de suspensão deverá comunicar imediatamente aos outros Estados-partes. prevê. ou de outra emergência que ameace a independência ou segurança do Estado-parte. mas apenas um regime jurídico especial para situaç<*-*>es excepcionais. os motivos determinantes da suspensão e a data em que haja dado por terminada tal suspensão. p. vedando expressamente a suspensão dos direitos de reconhecimento da personalidade juridica. na medida e pelo tempo. Maria Garcia (Orgs. Determina. 1991. dos direitos ao nome. suspendam as obrigaç<*-*>es contraídas em virtude desta Convenção. de nacionalidade. de perigo público. à integridade pessoal. estritamente limitados às exigências da situação. em seu art. à vida. dos principios da legalidade e da retroatividade.). adequada aos momentos de grave crise.130). sexo. por fim. o Executivo ainda está sujeito a normas e limites que configuram como que uma legalidade extraordinária.constitui o Estado de sítio. O Pacto de San José da Costa Rica. 14 GARANTIA E EFICACIA DOS DIREITOS HUMANOS . haverá a possibilidade da adoção de disposiç<*-*>es que. de forma alguma. da criança. 748). Rio de Janeiro : Forense Universitária. religião ou origem social. por intermédio do Secretário Geral da Organização dos Estados Americanos. não é. cor. p. a possibilidade de suspensão de garantias em caso de guerra. regime de ilegalidade ou de arbítrio. da proteção à familia e dos direitos politicos. . mesmo suspensas garantias constitucionais. São Paulo : Saraiva.TEORIA GERAL 51 cados no interesse superior da ordem e da segurança do Estado e. igualmente. da liberdade e da segurança dos próprios cidadãos" (Curso de direito constitucional. 27. à proibição da escravidão e da servidão. em que alguns bens ou esferas de liberdade são provisoriamente sacrifi<012> PAR'I<*-*>E I . em última análise. Nessas hipóteses. A mesma precisa lição é dada por Manoel Gonçalves Ferreira Filho ao afirmar que "o Estado de sítio não gera nem permite o arbítrio. FUNDAMENTAIS E PODER JUDICIARIO O Poder Judiciário é um dos três poderes clássicos previstos pela doutrina e consagrado como um poder autônomo e independente de impor<012> . da liberdade de consciência e religião. que conforme já estudado foi devidamente incorporado ao ordenamento jurídico brasileiro.

p. art. cit. Nessa mesma linha de raciocínio. MINISTERIO PUBLICO E DEFESA DOS . apontando a importância dos sistemas de justiça constitucional surgidos após a Segunda Grande Guerra. razão maior da existência dos direitos humanos fundamentais. sem que possa a lei excluir de sua apreciação qualquer lesão ou ameaça de direito (CF.. 87). pois como afirma Sanches Viamonte (Manual del derecho politico. sendo mais.1987. São Paulo : Revista dos Tribunais. são também parcela da legitimação <012> PARTE I . mantendo nos seus papéis tanto o Poder Federal como as autoridades dos Estados Federados. além de consagrar a regra de que a Constituição limita os poderes dos órgãos da soberania. sem os quais os demais tornariam-se vazios. Op. competirá ao Poder Judiciário garantir e efetivar o pleno respeito aos direitos humanos fundamentais. Buenos Aires : Bibliográfico Argentino. 238) e HIaus Shclaih (Tribunales. é preciso um órgão independente e imparcial para velar pela observância da Constituição e garantidor da ordem na estrutura governamental.. Não se consegue conceituar um verdadeiro Estado de direito democrático sem a existência de um Poder Judiciário autônomo e independente para que exerça sua função de guardião das leis. Dentro dessa grave e importante missão constitucionalmente conferida ao Poder Judiciário. Como bem salientou Marcelo Caetano. pura e siniplesmente.1995.TEORIA GERAL 53 do próprio Estado. determinando seus deveres e tornando possível o processo democrático em um Estado de direito.52 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS tância crescente no Estado de Direito.d. conforme já analisado. Barcelona : Bosch-Casa Editorial. p. Mauro Cappelletti. limites ao poder do Estado. 1984. Tradução: Juarez Tavares. Dessa forma. cit. como afirmou Zaffaroni. Madri : Centro de Estudios Constitucionales. afirmou que esse foi um dos fenômenos de maior relevância na evolução de inúmeros países europeus (Tribunales constitucionales europeos y derechos fundamentales. sua função não consiste somente em administrar a Justiça. 599). p.). . que além de configurarem. Bandrés afirma que a independência judicial constitui um direito fundamental dos cidadãos. destaca-se o instrumento do controle de constitucionalidade. 212). com a finalidade de preservar os direitos humanos fundamentais t. p. <*-*>. como garantia das mais eficazes para concretização do efetivo respeito aos direitos humanos fundamentais. Op.'p. os princípios da legalidade e igualdade. (s. o controle de constitucionalidade configura-se como verdadeira e primordial garantia de supremacia dos direitos humanos fundamentais previstos na Constituição Federal. 15 . "a chave do Poder do Judiciário se acha no conceito de independência" (Poder Judiciário. inclusive o direito à tutela judicial e o direito ao processo e julgamento por um Tribunal independente e imparcial (Poder Judicial y Constitución. Dessa forma. 5<*-*>. mais especificamente. pois seu mister é ser o verdadeiro guardião da Co%rstituição. pois. 134-136) apontam como primordial finalidade do controle de constitucionalidade a proteção dos direitos fundamentais. Alessandro Pizzorusso (Tribunales. p.12).

defensor do povo na Espanha. o Ministério Público recebeu essa vital incumbência.DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS A necessidade de garantir-se a plena aplicabilidade das normas definidoras e a efetividade dos direitos fez surgir em diversos ordenamentos jurídicos instituiç<*-*>es paralelas e independentes aos demais poderes de Estado. Em seu desenvolvimento. encontra-se a proteção ao status (Jellinek) constitucional do indivíduo. portanto. também é função do Ministério Público. Assim. como é o caso do direito de sufrágio. Vários países incorporaram a idéia da existência de um órgão estatal com esses contornos jurídico-políticos. surgindo com a finalidade de defender os direitos e garantias fundamentais do cidadão. comissário parlamentar na Inglaterra. Concluise. tem como missão a tutela dos direitos fundamentais dos indivíduos. ou seja. II). juntamente com os Poderes Legislativo. Outra posição coloca o indivíduo em situação oposta à da liberdade. paralelas aos tradicionais poderes de Estado. que a teoria dos status evidencia serem os direitos fundamentais um conjunto de normas jurídicas que ah-ibuem ao indivíduo diferentes posiç<**>es frente ao Estado. garantindo-se um espectro total de escolha. é o sta<012> 54 PIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS tus passivo. mediateur na França. e exigindo a cessação e reparação de eventuais ilegalidades ou abusos de poder ao Poder Judiciário. com a fmalidade dc<*-*> formação da vontade estatal. não ordenadas e também não proibidas. em sujeição ao Estado. A idéia modernamente defendida. Essa idéia foi consagrada pelo legislador . quanto reprimir sua efetiva violação. reclame para si algo que o Estado estará obrigado a realizar. fiscalizando o cumprimento por parte do poder estatal das previs<*-*>es constitucionais e legais. em suas diversas posiç<*-*>es. temos o status ativo. é da necessidade de instituiç<*-*>es independentes. Por fim. Executivo e Judiciário. na chamada esfera de obrigaç<*-*>es. permite que o indivíduo exija do Estado a prestação de condutas positivas. prokuratura na Rússia. dentre as várias funç<*-*>es atuais do Ministério Público. por sua vez. provedor da justiça em Portugal. cujas atuaç<*-*>es indubitavelmente passaram a influenciar o respeito aos citados direitos fundamentais. portanto. exigindo a responsabilização dos agentes e a devida indenização às vítimas. 0 status positivo. garantir ao indivíduo a fruição dc<*-*> todos os seus status constitucionais. Uma das posiç<*-*>es do status constitucional corresponde à esfera de liberdade dos direitos individuais. apesar da diversidade de nomes: ombudsman na Suécia. São os chamados status negativos. a Constituição sueca de 1809 criou a figura do ombudsman. o ombudsman tornou-se uma instituição que. pretendendo tanto prevenir a violação dos referidos direitos e garantias. ou pela ação ou pela omissão. ao ter consagrado com uma de suas funç<*-*>es o zelo pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados nesta Constituição. promovendo as medidas necessárias a sua garantia (art. Na Constituição Federal de 1988. apesar de vinculada basicamente ao Poder Legislativo. Portanto. e com a missão de tutelar os direitos fundamentais. fiscalizando a atividade da administração. 129. permitindo a liberdade de aç<*-*>es. Assim. pelo qual o cidadão recebe competências para participar do Estado.

Desta forma. ainda. que aflrma: "El Ministério Fiscal es una institución que tiene por misión promover la acción de la justicia en defensa de la legalidad. como demonstra o Título VIII. que é o Ministério Público. ou. desumanas ou degradantes. por meio de uma forma de vida saudável e normal e em condiç<*-*>es de liberdade e dignidade. Capítulo VII . mental. que entendeu por fortalecer a Instituição. para assegurar a eficácia dos direitos indisponíveis previstos pela própria Constituição" (Criminologia e juizado especial criminal. 93). atribuindo função de atuação a determinado órgão do Estado. os direitos nela previstos. impedimentos físicos. de los derechos de los ciudadanos y del interés público tutelado por la I. Ainda é prevista a impossibilidade da criança ser submetida a tortura ou a tratamentos ou penas cruéis. A citada convenção. Smanio afirma que "rompeu o constituinte de 1988 com o imobilismo da tradicional teoria da separação de poderes. de seus pais ou de seus representantes legais. da criança. em 20 de novembro de 1989 e ratificada pelo Brasil em 24 de setembro de 1990. . opinião política ou outra origem nacional. p.constituinte de 1988. desde que legalmente impostas. cor. Barcelona : Bosch. e durante o mais breve período de tempo que for apropriado. Essa idéia de Ministério Público como defensor dos direitos e garantias fundamentais é defendida também por Salvador Alemany Verdaguer.126). Note-se que a Convenção sobre os Direitos da Criança.do adolescente e do idoso -. .er. não fixa nenhuma regra sobre a imputabilidade penal. ART.1995. espiritual e social. posição econômica. a pena de morte. p. étnica ou social. a possibilidade de aplicação de penas privativas de liberdade. "de promoção da defesa social desses direitos" (Direitos humanos fundamentais. permitindo. 16 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTEINIMPUTABILIDADE PENAL (CF. São Paulo : Atlas.Da família. bem como a causa social para defender e prote<*-*>. prisão perpétua sem possibilidade de livramento. 71). inclusive. independentemente de raça. apesar de estabelecer em até 18 anos de idade o ser humano que deve ser considerado criança. no dizer de Manoel Gonçalves Ferreira Filho. 228<*-*> O tratamento constitucional aos direitos das crianças e adolescentes mostra-se diferenciado. sem discriminação de qualquer tipo. língua. nascimento ou qualquer outra condição da criança.44 (XLI<*-*> da Assembléia Geral das Naç<*-*>es Unidas. nenhuma criança será privada de sua liberdade de forma ilegal ou arbitrária. Corroborando a idéia da importância da atuação do Ministério Público na efetividade dos direitos humanos fundamentais. p.1984. Conforme prevê seu art. A Constituição brasileira seguiu a tendência internacional consagrada no art. 1" da Convenção dos Direitos da Criança. a criança tem direito a uma proteção especial ao seu desenvolvimento <012> PARTE I .ey" (Curso de derechos humanos. São Paulo : 5araiva. Um órgão. 37. dando-lhe independência e autonomia. reclusão ou prisão de uma criança ser efetuada em conformidade com a lei e apenas como último recurso. adotada pela resolução nó L. que estabelece ser criança todo o ser humano com menos de 18 anos.1997. estabelece a obrigatoriedade dos Estadospartes em assegurarem a toda criança sujeita à sua jurisdição. religião. devendo a detenção. em virtude da especial condição de pessoa em desenvolvimento.TEORIA GERAL 55 fisico. sexo.

impossível a legislação ordinária prever responsabilidade penal aos menores de 18 anos. 17 PREAMBULO CONSTITUCIONAL Nós. III. para alteração do art. § 4<*-*>. representantes do povo brasileiro. que a situação brasileirà é diferenciada. pois a Constituição Federal de 1988. por exemplo. estabelece que los espanoles son mayores de edad a los dieciocho anos. b (ADin n" 9397/DF . IV (não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: (. havendo.. <*-*> 2ó).os direitos e garantias individuais). p. desde que previsto expressamente em lei (LLORENTE. mesmo que repetida pela Constituição do Estado-parte. 5ó. não necessariamente obriga que a imputabilidade penal seja reconhecida somente após essa idade. a seguinte regra: são penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos. plena possibilidade constitucional de se submeter a jurisdição penal alguém com menos de dezoito anos. impedindo a persecução penal em juízo. A questão.conferir comentários ao art.Dessa maneira. todavia. nos termos do art.) IV . 5<*-*>. de verdadeira garantia individual da criança e do adolescente em não serem submetidos à persecução penal em Juízo. Assim. deve ser analisada em seu aspecto mais complexo. dentre os vários direitos e garantias específicos das crianças e dos adolescentes. Ocorre. reunidos em Assembléia . autêntica cláusula pétrea prevista no art. porém. o art. 86). Assim. Essa previsão transforma em especialíssimo o tratamento dado ao menor de 18 anos em relação à lei penal. 12. expressamente em seu art. e. não se confunde com a idade mínima para a imputabilidade penal. 228? Entendemos impossível essa hipótese. Tal previsão. Seria possível uma eineiida constitucional. qual seja. 288 da CF encerraria hipótese de garantia individual prevista fora do rol exemplificativo do art. 150. com conseqüente aplicação de sanção penal. Francisco Rubio. prevista no art. igualmente transforma-se em garantia negativa em relação ao Estado. não impede que os Estados signatários estabeleçam legalmente uma idade abaixo dos dezoito anos em que se possa reconhecer a imputabilidade penal.. como já decidiu o Supremo Tribunal Constitucional espanhol. conseqüentemente. O fato de constitucionalmente prever-se como criança o ser humano com menos de 18 anos. 60. 288 da Constituição Federal. Barcelona : Ariel. a Constituição espanhola que compatibiliza-se com a citada Convenção. Lembremo-nos. Dessa form<*-*>i. pois. nem tampouco poderem ser responsabilizados criminalmente. a possibilidade de alteração constitucional que possibilitasse um<**>i redução da idade geradora da imputabilidade penal. previu. cuja possibilidade já foi declarada pelo Supremo Tribunal Federal em relação ao art. 60 da Constituição Federal. 228. por tratar-se a inimputabilidade penal. que essa verdadeira cláusula de irresponsabilidade penal do menor de 18 anos enquanto garantia positiva de Iiberdade. em seu art.1995. sujeitos às <012> 56 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS normas da legislação especial. Derechos fundamentales y principios constitucionales. portanto. a previsão etária para classificar-se o ser humano como criança prevista na citada Convenção.

com a solução pacifica das controvérsias. Alemanha de Weimar (1919). porém. promulgamos. 0 preâmbulo constitui. a segurança. conseqizentemente. Espanha (1978). por não ser norma constitucional. bem como suas justificativas e seus grandes objetivos e finalidades. sob a proteção de Deus. a liberdade. Apesar de não fazer parte do texto constitucional propriamente dito e. servindo de fonte interpretativa para dissipar as obscuridades das quest<*-*>es práticas e de rumo para a atividade política do governo. é um conjunto de princípios que se projectam sobre os preceitos e sobre os restantes sectores do ordenamento". Cuba (1976). por traçar as diretrizes políticas. nem tampouco poderá ser paradigma comparativo para declaração de inconstitucionalidade. o bem-estar. ed. Suíça (1874). 295). para a seguir concluir "o preâmbulo não pode ser invocado enquanto tal. O preâmbulo de uma Constituição pode ser de inido como documento de intenç<*-*>es do diploma. portanto. da antiga Alemanha Ocidental (1949) e da Alemanha Oriental (1968. da Polônia (1952). será uma de suas Iinhas mestras interpretativas. Bulgária (1971). nem cria direitos ou deveres" (Manual de direito constitucional. o desenvolvimento. p. O preâmbulo não é um conjunto de preceitos. e consiste em uma eertidão de origem e legitimidade do novo texto e uma proclamação de principios. Japão (1946). Buenos Aires : Estrada. 211). "não se afigura plausível reconduzir a eficácia do preâmbulo (de todos os preâmbulos ou de todo o preâmbulo.TEORIA GERAL 57 Estado. São Tomé e Príncipe (1975) e Cabo Verde (1981). fundada na harmonia social e comprometida. Jorge Miranda aponta a existência de preâmbulos em alguns dos mais importantes textos constitucionais estrangeiros: Estados Unidos (1787). e explicitar as grandes finalidades da nova Constituição. Como ensina Juan Bautista Alberdi (Bases y puntos de partida para la organización politica de la República Argentina. p. o preâmbulo deve sintetizar sumariamente os grandes fins da Constituição. demonstrando a ruptura com o ordenamento constitucional anterior e o surgimento jurídico de um novo <012> PARTE I . Como explica Jorge Miranda. na ordem interna e internacional. o preâmbulo não é juridicamente irrelevante. Nicarágua (1987). . isoladamente. filosóficas e ideológicas da Constituição. Podemos acrescentar as constituiç<*-*>es do Peru (1979). pluralista e sem preconceitos. 1959. uma vez que deve ser observado como elemento de interpretação e integração dos diversos artigos que lhe seguem. não poderá prevalecer contra texto expresso da Constituição Federal. Romênia (1975). 1988. 2. Irlanda (1937). Coimbra : Coimbra Editora.Nacional Constituinte para instituir um Estado democrático. Grécia (1975). com as emendas de 7-10-1974). 0 preâmbulo. a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna. um breve prólogo da Constituição e apresenta dois objetivos básicos: explicitar o fundamento da legitimidade da nova ordem constitucional. É de tradição em nosso Direito Constitucional e nele devem constar os antecedentes e enquadramento histórico da Constituição. a seguinte CONSTITUI<*-*>ÃO DA REPÃBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. pelo menos) ao tipo de eficácia próprio dos artigos da Constituição. França (1946 e 1958). não conter normas constitucionais de valor jurídico autônomo. Moçambique (1978). portanto. destinado a assegurar o exercicio dos direitos sociais e individuais.

Ric<*-*> de Janeiro : Renovar. p. Gomes e M(. Ivo. da impossibilidade de ser paradigma comparativo para declara<012> 58 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS ção de inconstitucionalidade. Burdeau. Fundamentos da Constituição. Vital. 3. São Paulo : Saraiva. MELLO FILHO. v. Buenos Aires : Depalma 1993. ed. Quiroga. G. 45. 1994.os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa.DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS Art. 1. Comentários à Constituição brasileira. Pinto. 1. admitindo a existência de força normativa no preâmbulo. NASCIMENTO. Constituição Federal: teoria e prática. p. 2. BASTOS.No sentido da ausência de caráter normativo do preâmbulo. p.a cidadania. Miguel Ángel. 134. p.a dignidade da pessoa humana. l. Pinto Ferreira também nos aponta: LafferriŠre. em "um poder político supremo e independente. ló A República Federativa do Brasil. 1988. Parágrafo único. Porto Alegre : Livraria do Advogado. p. constitui-se em Estado Democrático de direito e tem como fundamentos: <*-*> a soberania: consistente. Tratado de derecho constitucional. REIRA. 1989. ed. Bue nos Aires : Ediar. Comentários à Constituição brasileira. Comentários à Constituição do Brasil. V . Celso c<**> GANDRA. constitui se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: I . 1.lóA5ó r TÍTULO I . l. Nawiaski.. Paolo Biscaretti di Ruffia e Giese In: FERREIRA . 76. Bidart. manifestam-se: CAMPOS. 314. manifestam-se: CANOTILHO. DANTAS. LAVIÉ.1 Fundamentos da República Federativa do BrasilPrincípio da dignidade humana A República Federativa do Brasil. Buenos Aires : Depalma. nos termos desta Constituição. III . Constituição Federal anotada.a soberania. conseqizentemente. 61. 4 v. Tupinambá Miguel Castro. EKMEKDJIAN. formada pela união indissolúvel dos Estados e Municipios e do Distrito Federal. Pinto. 1968. IV . Derecho constitucional.1989. Schmitt. p. na definição de Marcelo Caetano. J. que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente. FERREIRA. José Celso. 20. 1997. 409-10 v. <012> Parte II: r COMENTARIOS DOUTRINARIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS AR TS. Ives.. 1991 p. 221 v. J. Coimbra : Coimbra Editora. II . p. Comentários à Constituição Federal. Todo o poder emana do povo. 3-4. 1993. São Paulo : Saraiva. Derecho constitucional. entendendo-se por poder . No sentido inverso. São Paulo : Saraiva.1986. São Paulo : Saraiva. p. formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal.o pluralismo politico. Roger Pinto. p. e.

dentre outros. competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e científicos para o exercício desse direito. <*-*>a cidadania: representa um status do ser humano. que a soberania popular será exer cida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto. <*-*>a dignidade da pessoa humana: a dignidade é um valor espiritual e moral inerente a pessoa. art. em detrimento da liberdade individual. Rio de Janeiro : Forense. Assim. II). de tal modo que qualquer regra heterônoma só possa valer nos casos e nos termos admitidos pela própria Constituição. Primeiramente. que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente. possam ser feitas limitaç<*-*>es ao exercício dos direitos fundamentais. na sociedade internacional. 14. 0 sentido democrático previsto no parágrafo único do art. não tem de acatar regras que não sejam voluntariamente aceitas e está em pé de igualdade com os poderes supremos dos outros povos" (Direito constitucional. simultaneamente. aparecem como conseqtiência imediata da consagração da dignidade da pessoa humana como fundamento da República Federativa do Brasil. constituindo-se um mínimo invulnerável que todo estatuto jurídico deve assegurar. art. de maneira mediata ou imediata. somente excepcionalmente. A Constituição traz a forma de exercício da soberania popular no art. somente poderão ser considerados representantes populares aqueles cujos mandatos resultam de eleição popular. 14. p. prevê . vedada qualquer forma coercitiva por parte de instituiç<*-*>es o iciais ou privadas (CF. considerada a família célula da sociedade. Em consonância com essa previsão. universal e periódico (CF. à imagem. no art. a um ato concreto de expressão popular. 60. v. a Constituição Federal proclama. ló da Constituição Federal ao <012> 60 I)IREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS proclamar que todo o poder emana do povo. ed. a própria norma constitucional consagra a imutabilidade do voto direto. 226. de modo que.ei Magna). com valor igual para todos. o planejamento familiar é livre decisão do casal.supremo aquele que não está limitado por nenhum outro na ordem interna e por poder independente aquele que. O princípio fundamental consagrado pela Constituição Federal da dignidade da pessoa humana apresenta-se em uma dupla concepção. <*-*> 4<*-*>. à honra. pois. A idéia de dignidade da pessoa humana encontra no novo texto constitucional total aplicabilidade em relação ao planejamento famíliar. § 7ó). apresentandose. seja derivada de casamento.1). como objeto e direito fundamental das pessoas. mas sempre sem menosprezar a necessária estima que merecem todas as pessoas enquanto seres humanos. obriga-nos à interpretação de que a titularidade dos mandatos no executivo ou legislativo somente serão legítimos quando puderem ser relacionadas. sua própria ordem jurídica (a começar pela I. Não bastasse isso. seja de união estável entre homem e mulher. que se manifesta singularmente na autodeterminação consciente e responsável da própria vida e que traz consigo a pretensão ao respeito por parte das demais pessoas.1987. secreto.169. fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável. O direito à vida privada. 2. Esse fundamento afasta a idéia de predomínio das concepç<*-*>es transpessoalistas de Estado e Nação. à intimidade. É a capacidade de editar suas próprias normas. nos termos desta Constituição.

p.1<*-*> T. em diversas passagens. nos termos desta Constituição. a liberdade. prevendo a Constituição. p. Ressalte-se. Como salienta Paolo Barile. mas também aquele autônomo e o empregador. Unânime. também. a garantia de proteção ao trabalho não engloba somente o trabalhador subordinado. Esse dever configura-se pela exigência do indivíduo respeitar a dignidade de seu semelhante tal qual a Constituição Federal exige que lhe respeitem a própria. por fim. arts. <*-*> o pluralismo político: dem<*-*>nstra a preocupação do legislador constituinte em afirmar-se a ampla e livre participação popular nos destinos políticos do país. adotada e proclamada pela Resolução n" 217 A (Iln da Assembléia Geral das Naç<*-*>es Unidas.299-6 RS. ao afirmar que todo o poder emana do povo. seja em relação ao próprio Estado. que significa a exigência de reger-se por normas democráticas. o respeito e a dignidade ao trabalhador (por exemplo: CF. no plano constitucional. bem como o respeito das autoridades públicas aos direitos e garantias fundamentais. <012> . dizendo que "A articulação das duas dimens<*-*>es do princípio democrático justifica a sua compreensão como um princípio normativo multiforme. 0 Estado democrático de direito. Tal como a organização da economia aponta. 6ó. alterum non laedere (não prejudique ninguém) e suum cuique tribuere (dê a cada um o que lhe é devido). 5á. 8<*-*>'. DJ.um direito individual protetivo. reconhece a dignidade como inerente a todos os membros da família humana e como fundamento da liberdade. Canotilho e Moreira (Fundamentos . cit. garantindo a liberdade de convicção filosófica e política e. periódicas e pelo povo. que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente. 195) informam o alcance do principio democrático. no seu parágrafo único. seja em relação aos demais indivíduos. <*-*> os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa: é através do trabalho que o homem garante sua subsistência e o crescimento do país. 1<*-*> A 5'<*61 prios semelhantes. proclamado no caput do artigo. rel. Bologna : Il Molino. Demócrito Reinaldo. em 10-12-1948 e assinada pelo Brasil na mesma data. sem o aniquilamento das atividades reguladas" (Ementário STJ nó 11/254 . estabelece verdadeiro dever fundamental de tratamento igualitário dos pró<012> *> COMENTARIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS AI<*-*>fS. Em segundo lugar. Op. o denominado principio democrático. Min. XIII. igualmente. enquanto empreendedor do crescimento do país (Diritti dell'uomo e libertà fondamentali.. A concepção dessa noção de dever fundamental resume-se a três princípios do direito romano: honestere vivere (viver honestamente). Em relação às limitaç<*-*>es à livre iniciativa devem "corresponder às justas exigências do interesse público que as motiva. com eleiç<*-*>es livres. 194-204). 7ó.. adotou. da justiça e da paz no mundo. que a Declaração Universal dos Direitos Humanos.105). a possibilidade de organização e participação em partidos políticos.1984.17-10-94).REsp nó 29.

Depois. Internação de menor e dignidade humana: a internação de menor de quatorze anos. 0 pressuposto de toda decisão é a motivação logo. 5á T. o princípio democrático recolhe as duas dimens<*-*>es historicamente consideradas como antitéticas: por um lado. dá guarida a algumas das exigências fundamentais da teoria participativa (alargamento do princípio democrático a diferentes aspectos da vida econômica. Virgílio de Jesus Miranda. Min. Os valores constitucionais fundamentais: esboço de uma análise axiológico-normativa. Ambas só poderão servir gerando na decisão a eficácia pretendida pelo Juiz se amalgamadas com suficientes raz<**>es" (Ementário STJ. Primeiramente.)". o princípio democrático exprime fundamentalmente a exigência da integral participação de todos e de cada uma das pessoas na vida política do país. que deve ser excepcionalíssima.01/609 .RHC n<*-*> 384 IZJ.62 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS para um sistema econômico complexo. Reg. social e cultural. aliás. econômica.1982. n" 8900122932. que demonstra comportamento desviado e a caminho da marginalização. Assim. também a conformação clo princípio democrático se caracteriza tendo em conta a sua estrutura pluridimensional. pluralismo partidário. ainda que condenado por sentença judicial. por si só. Dignidade humana e auxilio-suplementar (Lei n<*-*> 6. Unânime. a democracia surge como um processo de democratização. reconhecimento de partidos e associaç<*-*>es como relevantes agentes de dinamização democrática etc. eleiç<*-*>es periódicas."A liberdade é a regra no Estado de Direito Democrático e a restrição à liberdade é a exceção. Unânime. por outro lado. Assim. acolhe os mais importantes elementos da teoria democrática-representativa (órgãos representativos. não atenta contra a . Conferir a respeito: CARVALHO. qualquer restrição à liberdade terá finalidade meramente cautelar. DJ 5-2-90). Ninguém é culpado de nada enquanto não transitar em julgado a sentença penal condenatória ou seja. DJ 13-11-95). A 1ei define as hipóteses para essa exceção e a Constituição Federal nega validade ao que o Juiz decidir sem fundamentação."A demanda de maior esforço na realização do trabalho. sem o trânsito em julgado. 5á T.HC n<*-*> 3. rel. se encontra autorizada pelo Código de Menores e não se atrita com o preceito constitucional de respeito à dignidade humana (Ementário STJ . nó 15/632 . entendido como processo de aprofundamento democrático da ordem política. Coimbra : Coimbra Editora. social e cultural. Costa Lima. EDSON VIDIGAL. o acusado continuará presumidamente inocente até que se encerrem todas as possibilidades para o exercício do seu direito à ampla defesa. separaçáo de poderes). incorporação de participação popular directa. rel.367/76): 2<*-*> TAC/SP .871-0 .RS. Min. Estado democrático de direito e liberdade: STJ . não pode haver fundamentação sem motivação.

No mesmo sentido: JTA (RT) 124/222. o maior esforço é pressuposto da compensação pecuniária. 2ó da Lei n" 8. na forma da lei."A expressão adornos suntuosos do art. como agente normativo e regulador da atividade econômica. Interpretação gramatical que objetiva a compreensão de duas palavras: um substantivo (ornamento) e um adjetivo (suntuoso). não devendo.valorização da atividade produtiva ou contra a dignidade humana. . Livre iniciativa e regulamentação da atividade econômica: STJ . portanto. DJ 13-12-93).8á Câm. Cesar Asfor Rocha. Juiz Márcio Oliveira Puggina).176 . que a lei confere. podendo atuar o particular com total liberdade.125/348). preceitua que a ordem econômica é fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa. 244. No seu art. o auxíliosuplementar ser expurgado da legislação acidentária. s/Rev. 1<*-*> A 5<*-*> 63 maior benefício e o afastamento da função. incentivo e planejamento. acaso existente.887-1. no seu art. o Estado exercerá.4d CCível . a pretexto de inconstitucionalidade" (Ap. tendo por finalidade assegurar a todos existência digna.rel. observados os princípios que indica."A Constituição Federal. tanto pela interpretação gramatical como pela teleológica é no sentido de excluir da impenhorabilidade apenas as inutilidades domésticas. 25-7-89. pois este.MS n" 2.009/90: Tribunal de Alçada/RS . Unânime. as funç<*-*>es de fiscalização. Min. rel. Interpretação teleológica que compreende a evolução do instituto da impenhorabilidade no sentido de preservar a dignidade da pessoa humana. recomendaria <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. compreendida nesta a dignidade de sua família" (AI n<*-*> 194118907/Lagoa Vermelha . ressalva- . lá Seção. 170. conforme os ditames da justiça social.009/90. no exercício do mesmo labor. Livre iniciativa e princípio da legalidade.rel.J. 174 pontifica que. in JTA (RT) 117/253). Princípio da dignidade da pessoa humana e impenhorabilidade da Lei n<*-*> 8. contra a higiene ou a segurança do trabalho ou contra os direitos fundamentais da pessoa. Vedação à limitação da livre iniciativa por meio de mero ato administrativo: TFR/5<*-*> Região: "A livre iniciativa está consagrada na ordem econômica constitucional e como fundamento da própria República Federativa do Brasil. sobretudo nas de que cuidam as empresas que atuam em um setor absolutamente estratégico. Desses dispositivos resulta claro que o Estado pode atuar como agente regulador das atividades econômicas em geral. não significando fator de risco.DF. daí Ihe ser lícito estipular os preços que devem ser por elas praticados" (Ementário STJ n<*-*> 09/303 . Juiz QUAGLIA BARBOSA .

Em relação às aç<*-*>es de investigação de paternidade.1996. p. 3. Francisco Rubio. 1993. Esse entendimento do Supremo Tribunal Federal não é pacífico no direito comparado. 23 fev. Diário da Justiça. Não se tolera restrição a tal liberdade. em ação civil de investigação de j<**>aternidade.27765/CE . no que voltadas ao deslinde da<*-*> quest<*-*>es ligadas à prova dos fatos" (Pleno . consideracias a dogmática. Barcelona : . com desconhecimento das obrigaç<*-*>es e deveres resultantes de uma conduta que teve uma intima relação com o respeito a possiveis vinculos familiares (LLORENTE. sob pena de ilicitude da prova <012> 64 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS obtida. Seção I. 11.HC nó 76.05. Como afirma o citado tribunal alienígena os direitos constitucionais à intimidade e à integridade fisica não podem converierse em previsão que consagre a impunidade. p. 9 out."Normas que condicionaram o número de candidatos as câmaras municipais ao número de representantes do respectivo partido na Câmara Federal. sobre importação de veículos usados. Seção II.rel. por instituírem critério caprichoso que não guarda coerência lógica com a disparidade de tratamento neles estabelecida. de garantias constitucionais implícitas e expl ritas . a mais não poder. 1996. Nessc<*-*> mesmo sentido: STF .373/RS . relativamente aos parágrafos do art. Seção I. p. como pode-se verificar por inúmeras decis<*-*>es do Supremo Tribunal Constitucional espanhol.686. sem o devido respaldo legal" (AMS 93. Diário da Justiça.üneos.das apenas as proibiç<*-*>es legais. Diário da Justiça. Seção I.2 Dignidade humana e produção de provas em investigação de paternidade Os meios colocados à disposição do direito para obtenção de provas devem sempre respeitar a dignidade humana. Afronta a igualdade caracterizadora do pluralismo politico consagrado pela Carta de 1988" (Pleno . O julgado diz respeito ao art. Juiz José Delgado.993). 50. Derechos fundamentales y principios constitucionales. da intimidade. 40.HC nó 71. 27 set. Sepúlveda Pertence.2á T . 45. de submeter-se o possível pai a exames sangi.060-4/SC . para coleta do material indispensável à feitura dci exame DNA.ADin (cautelar) n<*-*>' 1355/DF . entende o Suprc mo Tribunal Federal a total impossibilidade de coação do possível pai no sen tido de realizar o exame do DNA.rel. A recusa resolve-se no plano jurídico-instrumental.provimento judicial que.666). 22 nov. Ilmar Galvão. Min. Diário da Justiça. 1.rel. a doutrina e a jurisprudência. do império da lei e da inexecução especí ica e direta de obrigação de fazer . da intangibilidade rlc<**> corpo humano. implique determinação no sentido de o réu ser conduzido ao labciratório. proclamou o Pretório Excelso u<*-*><*-*> "discrepa. 27 da Portaria 8/91 da CACEX. em face do interesse social e de ordem pública existente na declaração de paternidade.rel. Alegada afronta ao princípio da isonomia. Plausibilidade da tese. `debaixo de vara'.1997. p.preservação da dignidade humana. Min.623). Min. que entende a possibi'lidade. Assim. Francisco Rezek. Número de candidatos e pluralismo político: STF .

Ariel. "Na federação não existe direito de secessão. São Paulo : Atlas. ou ponha em risco a coexistência harmoniosa e solidária da União. 29-30. l<*-*> da Constituição Federal afirma que a República Federativa do Brasil é formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. Competências na Constituição de 1988. art. l<*-*>) e tem duas finalidades básicas: a unidade nacional e a necessidade descentralizadora. CAETANO. § 7ó). 34. ed. devendo sempre a Constituição ser interpretada de sorte que não ameace a organização federal por ela instituída. 11. Buenos Aires : Ediciones Unsta. p. Princípio da indissolubilidade do vínculo federativo e intepretação constitu- . São Paulo : Saraiva. sendo completado pelo art. todos autônomos e possuidores da tríplice capacidade de auto-organização e normatização própria. Fernanda Dias Menezes de. 1987. Uma vez efetivada a adesão de um Estado este não pode mais se retirar por meios legais. 18. inexistindo em nosso ordenamento jurídico o denominado direito de secessão. como. por exemplo. No mesmo sentido: AL MEIDA. p.3 Princípio da indissolubilidade do vínculo federativo O princípio da indissolubilidade em nosso Estado Federal foi consagrado em nossas Constituiç<*-*>es republicanas desde 1891 (art. auto-governo e auto-administração. José Roberto. 152 e 178). v. 227). II. Direito constitucional. que prevê que a organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União. coleta de fios de cabelo ou mesmo de saliva.1995. p.1991. Dessa forma. o Distrito Federal e os Municipios. 1'" A 5<*-*> 65 Distrito Federal. 226. art. 0 art. 59. Esse princípio deverá ser compatibilizado com o princípio da dignidade humana durante a produção probatória. 1. Marcelo. 37. p. Rio de Janeiro : Forense. Estados e Municípios. do Distrito Federal ou de qualquer Município da Federação. Sobre princípio da indissolubilidade do Estado Federal e finalidades de unidade nacional e descentralização de poder. Em face da relatividade dos direitos e garantias fundamentais e aplicando-se os princípios da convivência das liberdades públicas e da concordância das normas constitucionais. A mera tentativa de secessão do Estado-membro permitirá a decretação de intervenção federal (CF. Vedação ao direito de secessão: como salientado por Dalmo de Abreu Dallari. Federalismo y dialogo institucional. p. 1985. não se pode deixar de observar que o texto constitucional expressamente proclama o princípio da paternidade responsável (CF. 1981. conferir: DROMI. os Estados. por meio de métodos não invasivos. inadmissível qualquer pretensão de separação de um Estado-membro. n. permitindo-se a realização do necessário exame de DNA. Em algumas Constituiç<**>es é expressa tal proibição mas ainda que não o seja ela é implícita" (Elementos de teoria geral do Estado.

841). Seção I.16. Diário da Justiça. Denegação" (HC nó 1893/RS . repartindo entre eles a.1 Separação das funç<*-*>es estatais . que defende o princípio da unidade nacional. 127 a 130). A divisão segundo o critério funcional é a célebre "separação de Podc<*-*>res". Crime em tese. Indissolubilidade. 25. Estados e Municípios" (RExtr. Min. 1". Conduta prevista como delituosa. que consiste em distinguir três funç<*-*>es estatais.cional: STF . dentro do exercício de suas competências constitucionais. bem como da instituição do Ministério Público (CF. bem recebidos no solo pátrio. Foi esboçada pela primeira vei .124/16. 2. p. até mesmo com a própria vida e contra a minoria de estrangeiros que. Princípio fundamental. art. a unidade nacional "deverá ser defendida a qualquer preço. sempre como garantia da perpetuidade do Estado Democrático de Direito.1993.rel. principalmente. Maurício Corrêa. p. administração e jurisdição. impregnados de preconceitos de raça.ei nó 7. 2<*-*> São Poderes da União. 29 nov. não constitui ilegalidade ou abuso de poder. Diário da Justiça. o Executivo e o Judiciário. Como ressaltado na ementa. n" 193. Caput do art. independentes e harmônicos ejttre si."República Federativa do Brasil. em face do previsto na CF. mal agradecem e. ou ponha em risco a coexistência harmoniosa e solidária da União.125). pregam o absurdo do separatismo". arts. 1<*-*> da Constituição.170/83. rel. Seção I. Min. Direito de secessão e movimentos separatistas: a conduta das autoridades públicas. independentes e harmônicos entre si. <012> 66 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS Art. bem como criando mecanismos de controles recíprocos. que determina medidas. que devem ser atribuídas a três órgãos autônomo<*-*> entre si."A Constituição não poderá ser interpretada de sorte que ameace a organização federal por ela instituída. Nesse sentido: STJ .11 da I. legislaçãu. para apuração de movimentos separatistas. Art. Pedro Acioli. quais sejam. Partido da República Farroupilha. o Legislativo.3á T.limitação do poder e garantia dos direitos fundamentais A Constituição Federal. Providências do Ministro da Justiça tendentes a apurar os denominados movimentos separatistas. que as exercerão com exclusividade. funç<*-*>es estatais e prevendo prerrogativas e imunidades para que bem pucle<**>sem exercê-las. Habeas corpus preventivo.16 maio 1996. visando. previu a existência dos I'<**><*-*>deres do Estado.712-2/MG . evitar o arbítrio e <**><*-*> desrespeito aos direitos fundamentais do homem.

Rousseau e outros. consagrada na obra de Montesquieu. Criaram-se variaç<*-*>es inteligentes. Rio de Janeiro : Forense Universitários. de retaliação gratuita ou de desconsideração grosseira. na terminologia alemã).1991. . passando por Hume. Bacon. fundada no respeito das pessoas e das instituiç<*-*>es e num apurado sentido da responsabilidade de Estado (statesmanship)". pouco se acrescentou ao que os gregos desvendaram. Como salientam Canotilho e Moreira (Os poderes do presidente da república. A lealdade institucional compreende duas vertentes. Tenho a impressão de que depois dos gregos pouca coisa se pôde criar. 1<*-*> A 5<*-*> 67 interpretaç<*-*>es. que também reconheceu três funç<*-*>es distir<*-*>= tas e. em matéria de Filoso fia. em matéria de Direito. ed. com a tripartição equilibrada de poderes de Montesquieu. <*-*>hega-se à discussão dos sistemas de governo. p. filósofo. Maquiavel . finalmente. nenhuma cooperação constitucional será possível sem uma deontologia politica. A segunda determina que os titulares dos órgãos do poder devem respeitar-se mutuamente e renunciar a práticas de guerrilha institucional. detalhada. tornando-se princípio fund<**><*-*>mental da organização política liberal. e.de que. Hoje. de abuso de poder. Na verdade. traz pequena contribuição ao pensamento universal descortinado pelos gregos. ao dizeique "0 que Locke e a Inglaterra ofertaram para o aprofundamento temático de Montesquieu foi a tripartição equilibrada do poder. que era também historiador. posteriormente por John Locke. outra negativa. na obra Politica. <**>i quem devemos a divisão e distribuição clássicas. como Políbio. 187). 2. Qualquer filósofo posterior. mas o tema central de Filosofia se encontra na Grécia e o do Direito em Roma.historiador. O espirito das leis. já a esta altura. "um sistema de governo composto por uma pluralidade de órgãos requer necessariamente que o relacionamento entre os vários centros do poder seja pautado por normas de lealdade constitucional (Vert'assungstreue. pouco se acrescentou ao que os romanos criaram. Locke. Coimbra : Coimbra Editora. eliminando-se de vez a possibilidade de se discutir a permanência de monarquias absolutas" (A Constituição brasileira de 1988: <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. nc<*-*> Segundo tratado do governo civil. político e sociólogo . Ora. estamos convencidos . Interessante citar a lição de Ives Gandra da Silva Martins. Hobbes. A primeira consiste em que os diversos órgãos do poder devem cooperar na medida necessária para realizar os objectivos constitucionais e para permitir o funcionamento do sistema com o mínimo de atritos possíveis.quanto mais lemos os autores modernos .por Aristóteles. 71). após a Revolução Francesa. p. uma positiva. 1990.

escolhida pelo direito. legitimando. em face do princípio da igualdade. e eles não se tornam de novo iguais senão através das leis. mas não poderiam permanecer assim. e a desigualdade de tratamento em função dele conferido. Assim. Judiciário e do Ministério Público. . dentre eles as previs<*-*>es de garantias e imunidades. Judiciário e a Instituição do Ministério Público é a defesa do regime democrático. Executivo.2 Independência e harmonia dos poderes: funç<*-*>es estatais. ou ainda que o princípio da isonomia protege certas finalidades. verdadeiro vetor de interpretação constitucional da democracia. mas só ter como chefes os seus iguais. Uma interpretação valorativa dos direitos fundamentais. imunidades e garantias em face do princípio da igualdade A finalidade das imunidades e garantias previstas para os membros do I. A Constituição Federal de 1988 adotou o princípio da igualdade de direitos. pois compatível com interesses prestigiados na Constituição. O objetivo colimado pela Constituição Federal. o que. dos direitos fundamentais e da própria separação de poderes. uma igualdade de possibilidades virtuais. as discriminaç<**>es absurdas.egislativo. deve ser analisada à luz do princípio da igualdade. todos os cidadãos têm o direito de tratamento idêntico pela lei. A sociedade os faz perdê-la. bem como de proteção dos instrumentos e mecanismos previstos constitucionalmente para sua aplicabilidade integral e eficaz. na efetividade dos referidos direitos fundamentais (Juizes legisladores? . não é uma particularidade do tema em estudo. No estado natural. por existência de um vínculo de correlação lógica entre o tópico diferencial acolhida por residente no objeto.2. os homens nascem bem na igualdade. ou que ninguém seja mandado. 0 espírito de igualdade não consiste em fazer que todo mundo mande. para bem exercerem suas funç<*-*>es estatais deferidas pelo legislador constituinte. tanto quanto o céu da Terra. de resto. consiste em mandar e obedecer a seus iguais. Porto Alegre : Sergio Antonio Fabris. o verdadeiro espírito da igualdade está longe da extrema igualdade. vai de encontro com a dupla finalidade apontada por Mauro Cappelletti. Como salientava Montesquieu. o tratamento diferenciado fxado a seus membros. é exigência do próprio conceito de Justiça. o que se veda são as diferenciaç<*-*>es arbitrárias. Executivo. essas eventuais diferenciaç<*-*>es são compatíveis com a cláusula igualitária. na medida em que se desigualam. mostrando-nos que o tratamento desigual dos casos desiguais.egislativo.1993). em virtude de seu valor e de seu caráter principiológico. em consonância com os critérios albergados pelo ordenamento jurídico. somente sendo ferido quando não se encontra a serviço de uma finalidade própria. informador dos direitos fundamentais e de todo o ordenamento constitucional. pois. mas de todo o direito. que há <012> 68 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS de ser examinado sempre à luz da teleologia que o informa. prevendo a igualdade de aptidão. ao dissertar sobre o nascimento da denominada justiça constitucional das liberdades: evitar os regimes ditatoriais e garantir independência e liberdade à função criativa do Judiciário. Poderes I.Tradução de Carlos Alberto Alvaro de Oliveira. ao estabelecer diversas funç<*-*>es. Dessa forma. não procura não ter chefe. imunidades e garantias aos detentores das funç<*-*>es soberanas do Estado. ou seja.

por outro lado. por um lado. como juiz. 3. visando o bom e harmônico funcionamento e perpetuidade dos poderes da república e a salvaguarda dos direitos fundamentais. só se é igual como cidadão. eles haverão de caminhar em concerto" (O espirito das leis. History and theory in the constitutions. Os órgãos exercentes das funç<*-*>es estatais.) Sendo o seu corpo legislativo composto de duas partes. qualquer dúvida da estreita interligação constitucional entre a defesa da separação de poderes e dos direitos fundamentais como requisito sine qua non para a existência de um Estado democrático de direito. Se. São Paulo : Saraiva. 12-13. por assim dizer. dar a um poder. por seu turno. conseguindo frear uns aos outros. desaguando no próprio arbítrio. Introdução. com verdadeiros controles recíprocos. dizendo que para formar-se um governo moderado. tradução e notas de Pedro Vieira Mota.. também se é igual como magistrado. Coimbra : Coimbra Edito- . a ditadura. instala-se o despotismo. Montesquieu mostrava o necessário para o equilíbrio dos poderes.. sob pena de ocorrer desequilíbrio entre eles e desestabilização do governo. o qual o será. Separação de poderes como garantia dos direitos fundamentais.1<*-*> A 5<*-*> 69 o acaso produz. pelo movimento necessário das coisas. 1986. Quando o desequilíbrio agiganta o Executivo. Ao prelecionar sobre a divisão dos poderes. Tais garantias são invioláveis e impostergáveis. que raramente <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. para pô-lo em condiç<*-*>es de resistir a um outro. como senador. temperá-los. É uma obra-prima de legislação. como senhor. Mas como. para serem independentes. como pai. também. na outra. definindo-as nos capítulos respectivos dos poderes Legislativo. William. Não há. uma acorrentada a outra pela mútua faculdade de impedir. como marido. orientou-se o legislador constituinte ao prever a existência de imunidades e garantias aos agentes políticos. da instituição do Ministério Público. 25-26). The separation of governmental powers. as imunidades e garantias dos agentes políticos. "precisa-se combinar os poderes. pelo Legislativo. p. são instrumentos para perpetuidade da separação independente e harmônica dos poderes de Estado. pois. Esses três poderes deveriam originar um impasse.Tal é a diferença entre a democracia regrada e aquela que o não é: nesta. são compelidos a caminhar. Nesse sentido. um lastro. necessitavam de certas garantias e prerrogativas constitucionais. e raramente se deixa a prudência produzir (. igualmente defendem a efetividade dos direitos fundamentais e a própria perpetuidade do regime democrático. PIÇARRA. exercentes das precípuas funç<*-*>es estatais. regrá-los. Ambas serão amarradas pelo Poder Executivo.1994. Executivo e Judiciário e. fazê-los agir. uma inação. p. Nessa esteira. New York : Columbia College. A separação dos poderes como doutrina e principio constitucional. previstas na Constituição Federal. Nuno. o legislador constituinte previu diversas imunidades e garantias para os exercentes de funç<*-*>es estatais relacionadas com a defesa dos direitos fundamentais e gerência dos negócios do Estado. ed. como afirmava Montesquieu ao analisar a necessidade da existência de imunidades e prerrogativas para o bom exercício das funç<*-*>es do Estado. Conferir: BONDY.

0 Tribunal entendeu que a norma impugnada ofende o princípio da separação dos poderes (CF. criando obstáculo à obtenção da prestação jurisdicional e atentando contra a separação dos poderes. CAETANO. 135.467). 2"). Min. 12). Direito constitucional. Buenos Aires : Depalma. p. um representante da Assembléia Legislativa do Estado. Os poderes do presidente da república. Conflito entre poderes: o Poder Congressual de sustar atos normativos do Poder Executivo. . p. Atividade legislativa do poder executivo rrn Estado contemporâneo e na Constituição de 1988. BANDRÉS. 7".Inconstitucionalidade . Carlos S. <012> 70 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS 1994. p. p. p.Supremacia da separação de poderes (CF. Diário da Justiça. atribuindo-lhe a fiscalização da atividade administrativa e do desempenho dos deveres funcionais do Poder Judiciário. MOREIRA. ADln 135-PB. Octavio Gallotti. no medievo. In e em aç<**>es civis públicas (Lei n<*-*>' 7. 2. na antigiüdade. ALEXY. CLÉVE. 1991. FAYT. da Advocacia Geral do Estado e da Defensoria Pública. art. Rio de Janeiro : Forense. na modernidade" (MENEZES. Teoria geral do Estado. Bodin e Locke. Robert. 4.medida liminar . que. Trad. p. Seção I. Anderson. Controle externo do Poder Judiciário e do Ministério Público . de 23-11-93. José Manuel. Min.ra. p. art. 26. Proibição de concessão de liminares por medida provisória: STF .533/51. o Procurador-Geral do Estado e o Presidente da Seccional da OAB. 798) e de liminares em mandado de segurança (Lei n<*-*>' 1. Vital. 244 v. além de obstruir o serviço da Justiça. p. art. J. do Ministério Público. p. Marcelo. Madri : Centro de Estudos Constitucionales. Anna Cândida da Cunha."Suspensão dos efeitos e da eficácia da Medida Provisória n" 375."Declarada a inconstitucionalidade de norma da Constituição do Estado da Paraíba que instituía o Conselho Estadual de Justiça. Gomes. Supremacia constitucional e independencia de los jueces. a pretexto de regular a concessão de medidas cautelares inominadas (CPC. 9. 20 jun. CANOTILHO. 1987. Barcelona : Bosch. 1984. 246). ed. Rio de Janeiro : Forense. Teoria de los derechos fundamentales. J. 1989. rel.rel. 1993.ADin n" 975-3/DF . da edição tedesca de 1986 por Ernesto Garzón Valdés. 21-11-96" (Informativo STF n<*-*> 54).1997. art. porque sujeita o Judiciário ao Poder Executivo" (Pleno . acaba por vedar a concessão de tais medidas.347/85. 71. Carlos Velloso. 2. FERRAZ. ed. Coimbra : Coimbra Editora. art. Poder judicial y constitución. 2021. 2<*-*>): STF . São Paulo : Revista dos Tribunais. 1994. ClŠmerson Merlin. composto por dois desembargadores. Origem da teoria da separação dos poderes: "podem ser catalogados Platão e Aristóteles. 1987. São Paulo : Revista dos Tribunais. 1993. I. Santo Tomás de Aquino e Marsílio de Pádua. 28.

82. não há que se falar em violação aos princípios constitucionais da reserva legal e da separação de Poderes. e § 2ó do art. por ser de valor. porém.Separação de poderes . por se tratar de dívida de valor. Ação direta de inconstitucionalidade. o texto da anterior. 2. 5."Ementa: Condenação ao pagamento de vencimentos e proventos. com relação à condenação ao pagamento de vencimentos e de proventos. 3.Informativo STF n<*-*> 11). inciso XXVI do art. retomam seu curso os efeitos da medida provisória ab-rogada. Medida cautelar. A medida provisória revogada fica. entretanto. pois a razão de ser da incidência da correção monetária decorre da natureza da dívida que. que há de ser apreciada.1<*-*> A 5<*-*> 71 netária. com sua eficácia suspensa. As Medidas Provisórias e o sistema da Constituição de 1988. até que haja pronunciamento do Poder Legislativo sobre a medida provisória ab-rogante.Norma que subordi- . a revogação da medida anterior torna-se definitiva. de 30-1-1995. 0 Presidente da República pode expedir medida provisória revogando outra medida provisória. Hipótese em que não se justifica a medida cautelar pleiteada. Inconstitucionalidade de norma que subordina convênios e dívidas da administração á aprovação da Assembléia Legislativa: STF .revogação de medida provisória por outra medida provisória: STF . pelo Congresso Nacional. dada sua natureza alimentar. Moreira Alves . Min. Constituição do Estado do Rio Grande do Sul. ainda em curso no Congresso Nacional. I . Incidência de correção mo<012> COMENTÁRIOS DOUTRINARIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS AI<*-*>TS. visando suspender os efeitos da medida provisória abrogante" (ADln n" 1204-5 . que revogou a Medida Provisória n<*-*> 824. Se for acolhida pelo Congresso Nacional a medida provisória ab-rogante. Tendo a jurisprudência desta Corte se firmado no sentido de que. 53.974-6 rel. incide a correção monetária. enquanto submetida ao Congresso Nacional. de 6-1-1995."Ementa: CONSTITUIÇÃO. reeditando-se. se for."Ementa: 1. tem de ser corrigida monetariamente para que se mantenha o valor capaz de satisfazer o crédito" (Agravo em AI nó 138. no prazo restante à sua vigência. Medida Provisória nó 876.rel. Incidência de correção monetária e separação de poderes: STF . rejeitada. antes do decurso do prazo de trinta dias. 4. Alegaç<*-*>es de ofensa ao princípio da separação dos Poderes e de abuso na edição de Medidas Provisórias. Orientação adotada pelo STF. Néri da Silveira . entretanto. CONVÊNIOS E DÍVIDAS DA ADMINISTRAÇÃO: AUTORIZAÇÃO DA ASSEMRLÉIA LEGISLATIVA: INCONSTITUCIONALIDADE. e transformada em lei.Informativo STF nó 16). Min.

art. XII. compete ao Legislativo autorizar o Presidente da República a declarar guerra e fazer a paz (CF. art<*-*>. Juiz Hércules Quasímodo. IX.848). é da competência exclusiva do Congresso Nacional apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão.1<*-*> Seção . VII. 84.egislativas (Senado Fc<*-*>- . 2" e 149. III . § 4<*-*>). 48. 49.lá Região: "Nos termos do disposto no art. aprovar. II . Ao proibir o exercício dessa competência constitucional exclusiva. art. da Carta Magna em vigor" (MS 92. 66.na convênios e dívidas da administração à aprovação da Assembléia Legislativa: inconstitucionalidade. Diário da Justiça. os arts. através de uma de suas Casas I. 49. da Constituição Federal de 1988.Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente" (ADin n" 177-9/RS Pleno . <*-*>. aprovar intervenção federal (CF. art. e § 2ó do art. autorizar (CF. 84. 137) o Presidente da República a dc<*-*>cretar o Estado de sítio (CF. 28. IX e X). § 4<*-*>) decretados pelo Presidente da Repúblic<*-*><*-*> (CF.01. 6 jun.rel. 53. 136. a administração financeira e a execução do orçamento (CF. art. art. XXVI do art. com o auxílio do Tribun<*-*>il de Contas. 36. a Constituição Federal estabelece várias hipóteses em que o Poder Executivo será controlado pelo Poder Legislativo. 1996. 49. Seção I. e 71). resolver sobre tratados e convenç<*-*>es com países estrangeiros. art. Carlos Velloso. 82. art. A título exemplificativo. art. ambos da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul. Precedentes do STF. C. p. podendo derrubá-lo por maioria absoluta (CF. I<*-*>. 57. art. 2". porque ofensiva ao princípio da independência e harmonia dos poderes.3 Controles do Legislativo em relação ao Executivo Dentro do mecanismo de controles recíprocos constitucionalmente previsto.05374-6/DF . X e Xn. a sentença praticou ato jurisdicional flagrantemente ilegal e teratológico e atentou gravemente contra o princípio da independência e harmonia dos Poderes da República. celebrados pelo Presidente da República (CF. sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa (CF. violando de uma só cambulhada. 25 out. art.Inconstitucionalidade do inc. I). 49. receber o compromisso do Presidente e do Vice-presidente (CF. Seção II. III). Diário da Justiça. art. 2. fiscalizar..F. 41. 57. IV e art. Min. § 1<*-*>) e o Esta<012> DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS do de defesa (CF.rel. deliberar sobre o veto presidencial. p.026).1996. Concessão de serviços de radiodifusão de som e imagem (televisão) e separação dos poderes: TRF .

art. 73. art. Julgamento da Assembléia I. n.deral). órgão superior de consulta do Presidente da República (CF. IV. XI<*-*>. Ministros do Tribunal de Contas (CF. parágr<*-*>ifo único). art. I. 58. Impedimento pelo Judiciário.egislativa. Min. VIII). 89. Prestação de contas. Ministros do Supremo Tribunal e o Procurador Geral da República. 84. Inexistência de alternatividade de pedidos. com o auxílio do Tribunal . II. Ministros de Estado. 84. art. 2-.RMS nó 2. 2. Nulidade de ato irrealizado. a indicação feita pelo Presidente da República (CF. 51 I. em comparação <012> 72 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS do de defesa (CF. 104. 52. 48. É inconfundível a natureza técnica do parecer prévio do TCE com o julgamento político da Assembléia Legislativa Estadual" (Ementário STJ nó 15/67 . alé de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas" (CF. 22. art. 44 e 48): STF . <*-*> 3"). fiscalizar. I<*-*>. VIl<*-*>. DJ 10-6-96). art.622-0 . 137) o Presidente da República a decretar o Estado de sítio (CF. existe a previsão constitucional de um sistema de controles realizados pelo Poder Legislativo em relação ao Poder Judiciário. Decisão normativa da Justiça do Trabalho e separação dos poderes (CF. du Procurador-Geral da República (CF. cujo exercício da competência constitucional não pode ser impedido pelo Judiciário. 93. 121 e 113). 84. 101. 129. A título exemplificativo: compete ao Congresso Nacional legislar sobre organização judiciária (CF. 136. parágrafo único. 114. possibilidade da criação de comiss<*-*>es parlamentares de in uérito com "poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. Maioria. <*-*> 2<*-*>. Peçanha Martins. Parecer prévio do TCE. Natureza. par<*-*>i nomeação dos Ministros do Supremo Tribunal Federal (CF. Declaração inadmissível. 48.egislativa. Mandado de segurança. Julgamento das contas do governador do Estado e independência do Poder l. § 4<*-*>) decretados pelo Presidente da República (CF. II. arts. I e Il<*-*>. o parecer prévio do Tribunal de Contas Estadual não vincula o pronunciamento posterior da Assembléia I. autorizar (CF. Chefes de missão diplomática em caráter permanente (CF. I. 5-. aprovação da nomeação de ministros e juízes pelo Presidente da República (CF. 48."Recurso ordinário. arts. 2á T. parágrafo único). art. Governador de Estado. art. do Superior Tribunal de Justiça (CF.4 Controles do Legislativo em relação ao Judiciário Igualmente. IX e X). art. Impossibilidade."Em que pese o inegável alargamento dessa competência normativa pela Constituição de 1988. art. 124. IX). por crimes de responsabilidade (CF. art. d.BA. apesar de decisão judicial com trânsito em julgado (CF. possibilidade de concessão de anistia. processo e julgamento do Presidente da República. rel. art. art. 52. eleger membros do Conselho da República. § 2". § ló). art. Entendimento contrário implica em contrariedade ao princípio da independência dos Poderes. Sendo peça opinativa.egislativo local: STJ . Vlln. arts.

4 Controles do Legislativo em relação ao Judiciário Igualmente. Chefes de missão diplomática em caráter permanente (CF. art. IV). para nomeação dos Ministros do Supremo Tribunal Federal (CF. através de uma de suas Casas Legislativas (Senado Federal). I. art. a administração ftnanceira e a execução do orçamento (CF. § ló). art. 101. possibilidade de concessão de anistia. IX. 58. art. a indicação feita pelo Presidente da República (CF. Ministros de Estado. art. do Superior Tribunal de Justiça (CF. 52.BA. arts. 51. Declaração inadmissível. VIIn. 48. apesar de decisão judicial com trânsito em julgado (CF. 2á T. art. A título exemplificativo: compete ao Congresso Nacional legislar sobre organização judiciária (CF. Sendo peça opinativa. VIII). Ministros do Supremo Tribunal e o Procurador Geral da República. parágrafo único. parágrafo único). arts. Natureza. Nulidade de ato irrealizado."Recurso ordinário. 49. Julgamento das contas do governador do Estado e independência do Poder I. e 71). § 2<*-*>. Min. Impossibilidade. Governador de Estado. Mandado de segurança. Inexistência de alternatividade de pedidos. XI<*-*>. rel. parágrafo único). o parecer prévio do Tribunal de Contas Estadual não vincula o pronunciamento posterior da Assembléia Legislativa. processo e julgamento do Presidente da República. 114. II. 124. aprovação da nomeação de ministros e juízes pelo Presidente da República (CF. do Procurador-Geral da República (CF. DJ 10-6-96). eleger membros do Conselho da República. I e II). Decisão normativa da Justiça do Trabalho e separação dos poderes (CF. Entendimento contrário implica em contrariedade ao princípio da independência dos Poderes. Impedimento pelo Judiciário.de Contas. <*-*> 3<**>). art. 44 e 48): STF . Ministros do Tribunal de Contas (CF. I. além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas" (CF. 2. aprovar. d. possibilidade da criação de comiss<*-*>es parlamentares de inquérito com "poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. 93. art. Parecer prévio do TCE. <*-*>. Maioria. 84. 129. existe a previsão constitucional de um sistema de controles realizados pelo Poder Legislativo em relação ao Poder Judiciário. arts. 48. I. 89. por crimes de responsabilidade (CF. art. Peçanha Martins. VII). Julgamento da Assembléia Legislativa. órgão superior de consulta do Presidente da República (CF. II. art. 5<*-*>. 73.egislativo local: S'TJ . em comparação <012> . 22. 52. 104. IV. Prestação de contas.622-0 ."Em que pese o inegável alargamento dessa competência normativa pela Constituição de 1988. § 2<*-*>. cujo exercício da competência constitucional não pode ser impedido pelo Judiciário. 2<*-*>. 48.121 e 113). arts. É inconfundível a natureza técnica do parecer prévio do TCE com o julgamento político da Assembléia Legislativa Estadual" (Ementário STJ n<*-*> 15/67 .RMS n" 2.

m. possibilidade de concessão de indulto ou comutação de penas (CF. art. autônoma na sua elaboração. atribuído a órgão do Judiciário. em caso de relevância e urgência. que jamais poderá ser alçada. A segunda ordem de limitaç<*-*>es ao poder normativo da Justiça do Trabalho é sugerida pelo exame da cláusula 29á (fls. a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estadual ou federal (CF. . então. no contexto de nosso regime polltico. 84. art.lá T. A título de exemplos: livre escolha e nomeação dos Ministros do Supremo Tribunal Federal (CF. 63). exemplificativamente: possibilidade do Supremo Tribunal Federal declarar.5 Controles do Executivo em relação ao I. podemos apontar. a primeira limitação.Informativo-STF nó 48).egislativo Vejamos.. I. a estabelecer. exercício do controle difuso de .v. 2. órgão auxiliar do Poder Legislativo (CF.CF.1<*-*> A 5<*-*> 73 com a regra correspondente da Carta revogada (art. art. a Justiça do Trabalho. subordinada à supremacia da lei" (RE 197. 104). igualmente. § 3"). art.). . art. pela Constituição (. nomeação de membros do Tribunal de Contas da União. Assim. 61 e 73.142. 101). 62). 1. arts. participação no processo legislativo ordinário através da deliberação executiva (sanção ou veto presidencial .6 Controles do Executivo em relação ao Judiciário Também o Executivo realiza controle sobre o Poder Judiciário.019) e concerne às matérias reservadas à lei. Penso. porém. torna-se.911/PE . 2. XII).COMENTÁRIOS DOUTRINARIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. a). 2. alguns exemplos onde o Poder Executivo realizará controles em relação ao Poder Legislativo: possibilidade do Presidente da República exigir o regime de urgência em projetos de lei de sua autoria (CF.. somente suscetível de operar no vazio legislativo. Inister definir e delimitar o conteúdo da nova disposição. § 2<*-*>. edição de medidas provisórias. que é fonte formal de direito objetivo a decisão proferida pela Justiça do Trabalho. art. na resolução de dissídio coletivo.. como regra subsidiária ou supletiva. em tese.trecho do voto do Ministrorelator Octávio Galotti . escolha e nomeação dos Ministros do Superior Tribunal de Justiça (CF. <*-*>.7 Controles do Judiciário em relação ao Legislativo Em relação ao controle exercido pelo Poder Judiciário sobre o Poder Legislativo.). ao grau de um poder irrestrito de legislar. produzir normas ou condiç<*-*>es. 66). sem dúvida. contrárias à Constituição (.. com força de lei (CF. há de ser resumida na singela afirmação de que não pode. art. 102.

(InformativoST n Concurso Público e separação de poderes: STF . Min. <012> DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS 97). 29-2-96.CSPB. efetivação do provimento dos cargos de suas secretarias. b). compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar os parlament<*-*><*-*>res nas infraç<*-*>es penais comuns (CF. a). via decreto. 2" da Carta Política da República provimento judicial que. Ilmar Galvão. 97). Inconstitucionalidade .410-ES. Ação direta ajuizada pela Confederação dos Servidores PúbliF s d21<*-*> rasil . Poder Executivo e suspensão. exercício do controle difuso de constitucionalidade das leis ou atos normativos do Poder Público (CF. <*-*>. possibilidade do Supremo Tribunal Federal declarar. 2 ). I. Longe ica de contrariar o disposto no art. art. art. art. art. concedendo licença e férias aos seus funcionários (CF."Concurso . LI e LII). I. I. art. 102. a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estadual ou federal (CF. 5<*-*>'.8 Controles do Judiciário em rela<*-*>ão ao Executivo Por fim. a partir da premissa sobre a má-vontade da banca examina- . do pagamento de quaisquer acréscimos pecuniarios devidos aos servidores públicos legais. art. art. art. em tese. art. 102. rel.Correção de Prova . 2. elaboração de seus próprios regulamentos e regimentos internos e organização de seus serviço<*-*> (CF. 96). em caso de ausência dos requisitos constitucionais e legais (CF. decorrentes de concessão de vantagens e beneficios funcionais. compete ao Supremo Tribunal Federal o processo e julgamento do Presidente e Vice-presidente da República nas infraç<*-*>es penais comuns (CF.Princípio Político Constitucional da Separação da Independência e Harmonia dos Poderes.O Supremo Tribunal Federal reconheceu aparente violação ao princípio da separação dos poderes (CF. 102. ADin 1. I. b). apontemos algumas hipóteses de controle realizado pelo Judiciário em relação ao Poder Executivo: possibilidade de não permitir-se que o Presidente da República conceda a extradição.constitucionalidade das leis ou atos normativos do Poder Público (CF. 96.

SP. Vedado ao Judiciário substituí-lo.: Des. ld Seção.SP.Sertãozinho . "É defeso ao Poder Judiciário apreciar o mérito do ato administrativo.rel. conteúdo. Dentre conclus<*-*>es legalmente admissíveis.28&0 . se foi praticado conforme ou contrariamente à lei. Unânime. desde que lícitos. Min. finalidade e farma).5 a 11 mar. Unânime. v. Luiz V'icente Cernicchiaro. rel. objeto. Min.Ementário n<*-*> 10 . isto é."O controle jurisdicional do ato administrativo.e. considerada a caligra ia do candidato. 1997. Unânime. 10-4-1996. distanciase do critério político (mérito).5-8-94 .Ementário nó 9/41 . DJ. Admissível. DJ 2-5-94).AgRg .rel. para não violar a separação dos poderes. 0 critério político e raz<*-*>es técnicas.1<*-*> A 5=' 75 de conveniência ou de oportunidade dos atos administrativos escapa ao controle jurisdicional do Estado" (STJ .. O mérito do ato administrativo.Apelação Cível n" 210. Ato administrativo e análise da viabilidade jurídica: STJ . j. Resta ao Judiciário julgar a conformidade do . cabendo-lhe unicamente examiná-lo sob o aspecto de <*-*><*-*> sua legalidade. n" 171342-0 . 6á T. de sorte que a verificação das raz<*-*>es <012> COMENTARIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS AItTS.RMS nó 1. cingindo-se à verificação das prescriç<*-*>es legais determinadas (competência e manifestação da vontade do agente. 14-3-94).071-0 . MS n<*-*> 4.1<*-*> T. a Administração escolhe a que melhor atenda o interesse público.985-1.dora na correção de prova manuscrita. Cesar Asfor Rocha. é próprio do administrador. Tribunal de Justiça de São Paulo . Rel. Min. Min. ementa AASP n<*-*> 1993 .265/DF .rel. Controle jurisdicional do ato administrativo: STJ . p.735-0 . no mesmo sentido: STJ . Marco Aurélio .MS n" 3. Min. porém. STJ -1<*-*> Seção.Ementário n" 14/003 .DF.u. Cunha de Abreu. entendido como juízo de oportunidade e conveniência. Milton Luiz Pereira. analisar os fundamentos da decisão para concluir se a opção guarda respaldo jurídico. assenta a improcedência dos erros apontados" (Ag."A independência e autonomia dos poderes registram nítida distinção entre a instância judiciária e a administrativa. E. Esta solução se funda no princípio da separação dos poderes.REsp n<*-*> 69.Informativo-STF n" 28). DJ.15-4-96. Milton Luiz Pereira. rel. são estranhos à prestação jurisdicional" (STJ . 19 . ainda.

a pretexto de conceder tratamento isonômico ao dispensado pelo Decreto-lei n" 2. Art. Marco Aurélio. Logicamente. justa e solidária. quanto ao seu enunciado. reconhece a juiz estadual o direito à contagem do tempo de advocacia prestado à iniciativa privada.PR.erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais.que não disp<*-*>em de função legislativa .019/83 aos magistrados da União. 3<*-*> Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I .estendam. 2á T. Desrespeito ao princípio da legalidade e da separação de poderes: STF"0 princípio constitucional da separação de poderes impede que os Juízes e Tribunais . esses objetivos fundamentais deverão servir como vetores de interpretação.foi recebida. Ressalte-se que. sem preconceitos de origem. ao legislador ordinário e ao intérprete. 14-5-96. a despeito de não haver no Estado lei que o permita.1 Objetivos fundamentais da República A Constituição Federal estabelece vários objetivos fundamentais a serem seguidos pelas autoridades constituídas. 3<*-*> não é taxativo. sexo. Vicente Cernicchiaro. II . as vantagens que somente foram concedidas a determinados estratos do Serviço Público. raça. no sentido de desenvolvimento e progresso da nação brasileira. a categorias funcionais não beneficiadas pelo ato estatal.864-9 . pela nova ordem constitucional promulgada em 1988.promover o bem de todos. DJ 2-4-90). em especial às autoridades públicas dos poderes Executivo e Legislativo e da Instituição do Ministério Público. rel. IV . Reg.097-RS. o rol de objetivos do art.construir uma sociedade livre. que erige o legislador como sujeito concretizante do princípio da isonomia (RTJ 147/931)" . Contagem de Tempo de Serviço . A partir da de inição dos objetivos. Unânime. seja nas suas aplicaç<*-*>es. tratando-se .rel." (Informativo STF n" 32)."Ofende os princípios da separação dos poderes e da legalidade de decisão que. idade e quaisquer outras formas de discriminação.RMS n<*-*> 129 . Impossibilidade do Poder Judiciário estender reajuste de vencimentos a determinadas carreiras no serviço público não contempladas pelo ato normativo. Min. Min. RE 140. A Súmula 339/STF .ato com o Direito" (Ementário STJ n<*-*>' 3/530 .(RE nó 165. n<**> 8900116584. Informativo STF n" 30). os diversos capítulos da Carta Magna passam a estabelecer regras que possibilitem seu fiel cumprimento. III .garantir o desenvolvimento nacional. cor. Celso de Mello.cuja formulação presta obséquio ao postulado nuclear da separação de poderes . <012> DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS 3. seja na edição de leis ou atos normativos.

será isenta do pagamento da verba honorária.REsp n" 72. No mes ó sentido: Ementário STJ n" 15/276 . a Lei Maior. DJ. propiciador da concessão deste privilégio. obstando sua salutar aplicação" (Apelação Criminal n<*-*> 141. mas sim na desobrigação de pagá-los enquanto perdurar o estado de carência econômica do necessitando . Waldemar Zveiter. Portanto. Cf.conjunto de bens e riquezas a serviço de atividades lucrativas . lá Seção."0 benefício da justiça gratuita não se constitui na isenção absoluta das custas e dos honorários advocatícios. livre iniciativa e abuso do poder econômico: STJ . Waldemar Zveiter. .ei n" 7. DJ. sendo inócuos para a interpretação da norma.MS n<*-*> 3.820-0 .776/89 leva à ilação de que em nenhum lu<012> COMENTARIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS.REsp n" 5. Des. 17-10-90). Abrangência ampla da vedação constitucional ao preconceito: TJ/SP .DF.ei n<*-*> 7.820-3 . cor ou credo. Min."No domínio econômico . 24-6-96.Araçatuba . Re. rel. Para adoção desse preceito deve existir uma política legislativa e administrativa que não pode contentar-se com a pura igualdade legal. de 21-9-1990: "De ine os crimes resultantes de preconceitos de raça ou de cor. Unânime. rel. Min. em respeito a um dos objetivos fundamentais da República: construção de uma sociedade justa.rel. Unânime. Franco . adotando normas especiais tendentes a corrigir os efeitos díspares ocasionados pelos tratamento igual dos desiguais. DJ 1-8-94). sob quaisquer hipóteses. alterada pela Lei n" 8. Min.tão-somente da previsão de algumas finalidades a serem perseguidas pela República Federativa do Brasil. pudesse ter alguém conduta discriminante por raça. Unânime. Demócrito Reinaldo.235 .v. 1=' A 5=' 77 gar. de 5-1-1989.u. n" 9000095077.a liberdade de iniciativa constitucionalmente assegurada. Rel.3á Câmara Criminal ."A hermenêutica menos restritiva da I.716. I. 3<*-*> T. se ou quando persistir aquela situação de pobreza" (Ementário-STJ n" 3/90 .081." Desenvolvimento nacional. Pobreza e justiça gratuita: STJ . 3á T. admitindo. a parte vencida.351-4 . que a União intervenha na esfera da economia para suprimir ou controlar o abuso de poder econômico" (Ementário STJ n<*-*> 10/262 . gozando da assistência judiciária.I<*-*>J. fica jungida ao interesse do desenvolvimento nacional e da justiça social e se realiza visando à harmonia e solidariedade entre as categorias sociais de produção. conceitos particulares aplicáveis a determinados ramos do Direito.SP. Os poderes públicos devem buscar os meios e instrumentos para promover condiç<*-*>es de igualdade real e efetiva e não somente contentar-se com a igualdade formal.

II .exame psicotécnico e preconceito: STF .144). igualdade e não-discriminação . Des. Francisco Reiek. VII . social e cultural dos povos da América Latina. No mesmo sentido: Tribunal cie Justiça do Paraná: lá CCível.2á T. de cujos parâmetros técnicos não .erviço público. sob pena de desrespeito a outros princípios constitucionais. Seção I. III .10-2-95). X . Orlando Pistoresi.4<*-*> CCível . Art.1 Autodeterminação. Não é exame. rel."Quando a lei do Coligresso prevê a realização de exame psicotécnico para ingresso em carreira do . onde a possibilidade teórica do arbítrio. Des. 1987. Des. VI .064.defesa da paz.repúdio ao terrorismo e ao racismo. <012> 78 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS 4.cooperação entre os povos para o progresso da humanidade. de imprensa e igualdade racial.concessão de asilo politico. Parágrafo único.rel.solução pacifica dos conflitos. Oto Sponholz (1310-92) e Apelação Cível n<*-*> 42. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica. c<*-*>ualificando como exame a entrevista em cláusula. tais como liberdade de expressão. V . rel.de Godoy. IX . VIII . Concurso público .e tenha notícia.não-intervenção. . há necessidade de prova firme e robusta do aspecto discriminatório e ensejador do preconceito racial. não pode a administração travestir o significado curial das palavras. 29. nem pode integrá-lo. em certas hipóteses. p.Apelação Cível n" 220264-1/SP .rel.igualdade entre os Estados.138. 9-2-95. Nesse sentido: Tribunal de Justiça de São f'aulo . visando à formação de uma comunidade Latino-americana de Naç<*-*>es.independência nacional. IV . altamente subjetiva. 4<*-*> A República Federativa do Brasil regese nas suas relaç<*-*>es internacionais pelos seguintes principios: I . 18 dez. Diário da Justiça. nó 112. uma aferição carente de qualcluer rigor científico. Liberdade de imprensa e manifestação de pensamento e preconceito: por tratar-se de questão.676/MG . Accácio Cambi (24-11-92). Apelação Cível n" 42. do capricho e do preconeeito não conheça limites" (Rext.autodeterminação dos povos. politica. Min.prevalência dos direitos humanos.

Paraguai e Uruguai. o principio da não-discriminação consagra que o exercício pleno de todos os direitos e garantias fundamentais pertence a todas as pessoas. p. I. Conforme salienta Pinto Ferreira. O principio da igualdade prevê que todos os Estados são iguais perante a lei brasileira. p. credo. religiosas. 4<*-*>. sexo. essa regra. pois corresponde ao art. repudiando a intervenção direta ou indireta nos negócios políticos e econômicos de outros Estados" (Comentários. 1<*-*> A 5<*-*> 79 O art. 0 princípio da autodeterminação é previsto nos arts. Ressalte-se que esse artigo não é novidade no ordenamento jurídico internacional. 1). 4. conforme preleciona Anne Limpens (Harmonisation des législations dans le cadre du marché commun.Mercado Comum do Sul. 4" da Carta Magna. Faria. independentemente de sua raça. As legislaç<*-*>es constitucionais modernas pretendem basicamente defender as minorias étnicas (incluindo os indígenas e os estrangeiros). afirmando que o direito dos povos e nacionais à livre determinação é um requisito prévio para o exercicio pleno de todos os direitos humanos fundamentais.3 Integração latino-americana (Mercosul) A República Federativa do Brasil. cit. "As relaç<*-*>es internacionais do País deverão consolidar-se nos princípios de independência. <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. condição social. no sentido de plena harmonização. nada obsta que sigam a previsão do art. tendo sido proclamado em Assembléia Geral das Naç<*-*>es Unidas em 26 de junho de 1945 e ratificada pelo Brasil em 21 de setembro de 1945. 49. lingüísticas.. 3ó. que prevê o objetivo de elaborar normas comuns sobre concorrência comercial.2 Relaç<*-*>es internacionais A Constituição Federal enumera. filosófica ou qualquer outro elemento arbitrariamente diferenciador.. autêntica soberania política e econômica. em consonância com o parágrafo único do art. citado por Werter R. verdadeiro corolário do princípio da soberania nacional. já consagrado no art. e de autodeterminação dos povos. Op. Argentina. 622) não é um fim em si mesmo. v. l<*-*> do Tratado de Assunção. convicção política. em seu art. 4ó. pela importância. que deverá ser interpretada em consonância com o art. genealogia. políticas de discriminaç<*-*>es. algumas regras de atuação perante a comunidade internacional. Segundo Alonso Materra. é participante do Tratado de Assunção que constituiu. a plena supremacia da independência nacional. ressaltando-se. nó 3. 1<*-*> do referido tratado disp<*-*>e sobre "o compromisso dos Estados-partes de harmonizar suas legislaç<*-*>es nas áreas pertinentes para lograr o fortalecimento do processo de integração". a. l<*-*>'. Revue Internationale de Droit Comparé.Os direitos e garantias fundamentais têm como base três grandes princípios: autodeterminação. 1 e 55 da Carta das Naç<*-*>es Unidas. mas um meio destinado a contribuir para a realização total de um Mercado Comum. através de acordo internacional entre o Brasil. igualdade e não-discriminação. Por sua vez. do Acordo de Cartagena que. Apesar da ausência de previsão quanto às disposiç<*-*>es regulamentares e administrativas. o Mercosul . 4. isto é. pretende .

inaplicável o príncípio quando se trata de litígios decorrentes de relaç<*-*>es rotineiras entre o Estado estrangeiro. p. onde os Estados. livre manifestação de pensamento ou.900001226-0. renunciariam ao livre exercício de algumas jurisdiç<*-*>es e as submeteriam a regras jurídicas comuns. tornam-se indispensáveis novas políticas para garantir o bom funcionamento daquele. os Estados decidem que. A futura integração para criação de um mercado comum amplo deverá ser entendida sob um novo prisma de soberania estatal."o desenvolvimento de políticas comuns e de normas harmonizadas nos distintos setores da vida econômica. Basicamente. crimes relacionados com a segurança do Estado. "mediante decis<*-*>es livres e soberanas. mesmo porque fundamento da República Federativa do Brasil (CF. Min. Brasília : Senado Federal. em que. que não configurem delitos no direito penal comum. não ficarão na jurisdição de sua particular decisão diversas atividades . que permanecerá intocável. Relaç<*-*>es internacionais e princípio da imunidade de jurisdição de Estados estrangeiros: STJ . colocando-se no âmbito espacial de sua soberania. não mais se considera essa imunidade como absoluta. comparável ao que vigora no terntório nacional. Finalmente. são: dissidência política. rel.AC n" 07 BA. e os súditos do país em que atuam. sob uma nova perspectiva. ainda. representado por seus agentes. art. que cuidam de imunidade pessoal. da cultura. com o fim de completar os resultados obtidos sob a proteção das disposiç<*-*>es anteriormente mencionadas. em virtude de perseguição por ele sofrida e praticada ou por seu próprio país ou. 30-4-90). da proteção dos consumidores. será concedido ao estrangeiro que tenha ingressado nas fronteiras do novo Estado. p. n. no âmbito econômico e monetário etc. das novas tecnologias. Brasília : Senado Federal. Unânime. mas em homenagem a costumes internacionais. 50).4 Asilo político Asilo político consiste no acolhimento de estrangeiro por parte de uIn Estado que não o seu. Eduardo Ribeiro. o asilo político apresenta natureza territorial." (Estudos de integração-harmonização legislativa no Mercosul. DJ.1996. nos âmbitos do meio ambiente. no futuro. como define Heber Arbuet Vignali. As causas motivadoras dessa perseguição. ló.e quem intente violar o Direito será sancionado pelo conjunto" (Estudos da integração: o atributo da soberania. realistas e inteligentes. Precedent<*-*> do Supremo Tribunal Federal" (Ementário STJ n" 2/330 ."0 princípio da imunidade de jurisdição de Estados estrangeiros era entre nós adotado. Ocorre que esses <012> 80 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS tendo evoluído. 4. e na medida em que o mercado comum se tenha progressivamente assentado.1995. por terceiro. ensejadora da concessão do asilo. ou seja.tais como o recurso à força . . uma liberalização dos intercâmbios no seio desse espaço econômico comum. desse modo. e de conseguir. 42). n ou. Reg. na defesa de sua mútua soberania e existência. ainda. 3á T. em regra. não por força das Convenç<*-*>es de Viena. da energia.

Min. 8 mar. de competência do Presidente da República (STF . "conceder asilo político não é obrigatório para Estado algum. Em seu registro deverão constar os seguintes dados: nome. será concedido ao estrangeiro que tenha ingressado nas fronteiras do novo Estado.rel. 2. Min. p. grau de instrução. Como ensina Francisco Rezek. A concessão do asilo político sempre deve considerar a natureza política da perseguição. Eduardo Ribeiro. ensejadora da concessão do asilo. filiação.A concessão de asilo político a estrangeiro é ato de soberania estatal. espécie e número de documento de viagem.1993.4 Asilo político Asilo político consiste no acolhimento de estrangeiro por parte de um Estado que não o seu. bem como os dados relativos aos filhos menores e locais de residência.determinam. nó 900001226-0. inaplicável o princípio quando se trata de litígios decorrentes de relaç<*-*>es rotineiras entre o Estado estrangeiro. Celso de Mello. de competência do Presidente da República (STF . Diário da Justiça. 6. o asilado deverá registrar-se no Departamento de Polícia Federal. ao agente de infraç<*-*>es penais comuns. se for o caso.AC n<*-*> 07 BA. bem como identificar-se pelo sistema datiloscópico. as decis<*-*>es do governo" (Direito internacional público. Min. Diário da Justiça. Seção I. o Ministério da Justiça lavrará termo no qual serão fixados o prazo de estada do asilado no Brasil e. ou seja. em virtude de perseguição por ele sofrida e praticada ou por seu próprio país ou. 4.200) e. não mais se considera essa imunidade como absoluta. 1996. e as contingências da própria política . 1993. seja por mera dissidência.exterior e doméstica . por incompatível com o próprio instituto. que não configurem delitos no direito penal comum. a contar da concessão do asilo. sexo. colocando-se no âmbito espacial de sua soberania. rel. No prazo de trinta dias. As causas motivadoras dessa perseguição. data do nascimento. número e classificação do visto consular.200) e. meio de transporte utilizado. uma vez concedido. ainda. 8 mar. 3á T.rel. trabalho e estudo. seja por restriç<*-*>es efetivadas à livre manifestação de pensamento. Reg. às quais ficará sujeito. Celso de Mello. A concessão de asilo político a estrangeiro é ato de soberania estatal. o asilo político apresenta natureza territorial. Não se deve conceder asilo político. por terceiro. caso a caso.Extradição n" 524/DF . livre manifestação de pensamento ou. p. ed. as condiç<*-*>es adicionais aos deveres que lhe imponham o direito internacional e a . o Ministério da Justiça lavrará termo no qual serão fixados o prazo de estada do asilado no Brasil e. Unânime. São Paulo : Saraiva. cidade e país de nascimento. Basicamente.Pleno . 30-4-90). as condiç<*-*>es adicionais aos deveres que lhe imponham o direito internacional e a legislação vigente.Extradição n" 524/DF . Tupinambá Nascimento salienta que <012> 80 PIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS tendo evoluído. p. 2. uma vez concedido. em regra. são: dissidência política. profissão.Pleno . data e local de sua concessão. 219). nacionalidade. local e data de entrada no Brasil. representado por seus agentes. Seção I. e os súditos do país em que atuam. ainda. estado civil. se for o caso. crimes relacionados com a segurança do Estado. DJ. Precedente do Supremo Tribunal Federal" (Ementário STJ nó 2/330 .

às quais ficará sujeito.DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS Capitulo I .1997. caso a caso. p. por defender idéias atritantes com as de seu país. bem como os dados relativos aos filhos menores e locais de residência. profissão. O asilado que desejar se ausentar do país e nele. da liberdade e dos direitos da pessoa humana. sem prévia autorização do Governo brasileiro importará em renúncia ao asilo e impedirá o reingresso nessa condição (cf. à liberdade.Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos Art. seja por mera dissidência. local e data de entrada no Brasil. Tupinambá Nascimento salienta que <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS AWTS. sem distinção de qualquer natureza. reingressar sem renúncia de sua condição. Não se deve conceder asilo político. p. Igualmente. com ameaça de prisão ou impedimento à sua locomoção de ir e vir. venha defender ideais que se atritem com as professadas em nosso Estado" (Comentários à Constituição Federal. 219). Esse requisito implícito na noção de asilo político é expressamente previsto na Constituição portuguesa. espécie e número de documento de viagem. A saída do País. à segurança e à propriedade. São Paulo : Saraiva.715/81. A concessão do asilo político sempre deve considerar a natureza política da perseguição. número e classificação do visto consular.legislação vigente. bem como identificar-se pelo sistema datiloscópico.determinam. as decis<*-*>es do governo" (Direito internacional público. mas conformes com as constantes na Carta política brasileira". por incompatível com o próprio instituto. data e local de sua concessão. seja por restriç<*-*>es efetivadas à livre manifestação de pensamento. ao agente de infraç<*-*>es penais comuns. Decreto n" 86. 6. a contar da concessão do asilo. No prazo de trinta dias. à igualdade. "conceder asilo político não é obrigatório para Estado algum. compete ao Ministro da Justiça a prorrogação dos prazos de estada do asilado. Decreto n<*-*> 678/92). garantindo se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes rco Pais a inviolabilidade do direito à vida. 0 asilado deve estar sendo perseguido politicamente em seu país.1 Diferencia<*-*>ão entre direitos e garantias individuais . em conseqi<*-*>ência da sua actividade em favor da democracia. e conclui: "Parece lógico que o Brasil não deva conceder asilo político para que alguém. e as contingências da própria política . TÍTULO II . da paz entre os povos. 1<*-*> A 5'<*-*> 81 "não obstante a Constituição silencie a respeito. meio de transporte utilizado. 33 estabelece o direito de asilo aos perseguidos ou gravemente ameaçados de perseguição. 220).exterior e doméstica . o asilado deverá registrar-se no Departamento de Polícia Federal. deverá solicitar autorização prévia do Ministro da Justiça. onde o art. há um pressuposto básico para qualquer concessão de asilo.815/80. 1996. Como ensina Francisco Rezek. asilado em nosso território. posteriormente. sexo. sobre asilo: Lei n<*-*> 6. cidade e país de nascimento. 5. Porto Alegre : Livraria do Advogado. da libertação social e nacional. nacionalidade. trabalho e estudo. filiação. nos termos seguintes. Em seu registro deverão constar os seguintes dados: nome. data do nascimento. 5ó Todos são iguais perante a Lei. ed. estado civil. grau de instrução.

ocorrendo não raro juntar-se. com a declaração do direito. sem distinção de qualquer natureza. que a expressão residentes no Brasil deve ser interpretada no sentido de que a Carta Federal só pode assegurar a validade e gozo dos direitos fundamentais dentro do território brasileiro (RTJ 3/566). p. A mesma diferenciação faz Jorge Miranda (Manual de direito constitucional. à intimidade. que são as que imprimem existência legal aos direitos reconhecidos. Op. 5. A distinção entre direitos e garantias fundamentais. estas. 88-89) afirmando que "clássica e bem actual é a contraposição dos direitos fundamentais. e as disposiç<*-*>es assecuratórias. as garantias destinam-se a assegurar a fruição desses bens. que são as que. Ekmekdjian afirma que estão englobados na proteção constitucional tanto os estrangeiros residentes no país. à liberdade. princípios do nullum crimen sine lege e nulla poena sine crimen. As garantias traduzem-se quer no direito dos cidadãos a exigir dos poderes públicos a proteção dos seus direitos. as garantias estabelecem se". na mesma disposição constitucional.Diversos doutrinadores diferenciam direitos de garantias fundamentais. os direitos são principais. no Direito brasileiro. remonta a Rui Barbosa. as garantias só nelas se projectam pelo nexo que possuem com os direitos. embora muitas vezes se salientasse nelas o caráter instrumental de proteção dos direitos. por isso. e garantias por outro lado. direito cie habeas corpus. quer no reconhecimento de meios processuais adequados a essa finalidade (por exemplo: direito de acesso aos tribunais para defesa dos direitos . à segurança e à propriedade.. limitam o poder. à . pois ambos são titulares dos direitos humanos fundamentais (Tratado de derecho constitucional. por um lado. princípio do non bis in idem). cit. a fixação da garantia. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. os direitos declaram se. Observe-se. não excluindo.2 Destinatários da proteção O art. à igualdade. como o mandado de segurança e demais remédios constitucionais. adjectivas (ainda que possam ser objecto de um regime constitucional substantivo). Buenos Aires : Depalma. as respectivas esferas jurídicas. ao separar as disposiç<*-*>es meramente declaratórias.1993. pela sua estrutura. o estrangeiro em trânsito pelo território nacional. p. 473-475). Os direitos representam só por si certos bens. 520). pois. em defesa dos direitos. na acepção juracionalista inicial. à integridade fisica e moral. 5<*-*> da Constituição Federal afirma que todos são iguais perantr a lei. que possui igualmente acesso às aç<*-*>es. <012> 82 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS Para Canotilho (Direito. em direitcis propriamente ditos ou direitos e liberdades. os direitos permitem a realização das pessoas e inserem-se directa e imediatamente. quanto aqueles em trânsito no país. as garantias acessórias e. porém. pela sua natureza e pela sua função. as garantias. Aquelas instituem os direitos. p. rigorosamente. muitas delas. Conforme já decidiu o Supremo Tribunal Constitucional espanhol. direitos tais como o direito à vida. ou legal. as clássicas garantias são também direitos..

CRP. <012> . da mesma forma que o Tribunal Constitucional da Espanha. Igualmente. 1996. artística e científica. Miguel Ángel Ekmekdjian e Calogero Pizzolo observam que o art. Dessa forma.liberdade ideológica etc. não podem ser suspensos (cfr. brasileiros ou estrangeiros no território nacional. esse núcleo essencial não prejudica a sua complementação através da concretização ou desenvolvimento judicial dos direitos fundamentais" (Direito. art. Em via de princípio. como as pessoas jurídicas.estado de sítio e estado de emergência -. art. respeitando-se.140). ao afirmar que "o alargamento ou restrição de direitos fundamentais de estrangeiros pressup<*-*>e uma certa medida de discricionariedade do legislador constituinte. p. Assim. à proteção tributária e aos remédios constitucionais (RF 226/81). os cidadãos estrangeiros não podem ser privados: (1) de direitos. p. Francisco Rubio. à propriedade. (2) de direitos. Barcelona : Ariel. Canotilho nos aponta o estrangeiro como destinatário dos direitos humanos fundamentais consagrados pela Constituição portuguesa.direito à reserva da vida privada e familiar). à segurança. Derechos fundamentales y principios constitucionales. pertencem aos estrangeiros por expressa previsão constitucional. do legislador ordinário.. 42ó . o regime jurídico das liberdades públicas protege tanto as pessoas naturais. pois têm direito à existência. liberdades e garantias ou direitos de natureza análoga estritamente relacionados com o desenvolvimento da personalidade humana (exemplos: art. Todavia. o que de nada adiantaria se fosse possível excluí-las de todos os seus demais direitos. pessoas fisicas e jurídicas. 36"/1 e 2 direito de constituir e contrair casamento e direito à manutenção e educação dos filhos. 26<*-*> .direito à criação intelectual. p. mesmo em regime de excepção constitucional . suas características próprias (Hábeas data: el derecho a la intimidad frente a la revolución informática. liberdades e garantias que.1995. Buenos Aires : Depalma. também aqui se coloca uma teoria de limites do poder constituinte ou dos poderes constituídos constitucionalmente competentes quanto à exclusão de direitos de estrangeiros. pois reconhece-se às associaç<*-*>es o direito à existência. De resto. 93).1 da Convenção Européia de Direitos Humanos habilita tanto as pessoas físicas com as jurídicas a reclamar a proteção de direitos humanos. ou mediante autorização da constituição. os direitos enunciados e garantidos pela Constituição são de brasileiros.19<*-*>'/6). 556). por óbvio. as pessoas jurídicas são beneficiárias dos direitos e garantias individuais.. 25. cit.. Op. art. não sendo possivel um tratamento desigual em relação aos nacionais <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. que reconheceu expressamente a existência de direitos fundamentais relacionados à pessoa jurídica. 1<*-*> A 5" 83 (LLORENTE.

II . As leis penais. Arizona". Inexistência de nulidade diante do contexto. não podem transcender aos limites da Constituição da República. Estrangeiro e a garantia de ser informado de seus direitos. 5<*-*>. presumindo-se esteja o Estado aparelhado para coibi-la" (HC n" 74. Recurso ordinário improvido. p. já radicado no Brasil há mais de três anos e meio. foi preso em flagrante por ter no interior de seu apartamento grande quantidade de pasta de cocaína já preparada para venda a varejo. Alegação de nulidade por ter sido o interrogatório policial feito sem a presença de tradutor e sem a oportunidade de comunicação com familiares e com o consulado.Excesso de Prazo . vivendo com brasileira e com filho brasileiro. os estrangeiros residentes no País têm jus aos direitos e garantias fundamentais. Foi-lhe dado intérprete. ajuizou habeas corpus com o fito de anular todo o processo por violação das garantias constitucionais. Edson Vidigal. Marco Aurélio . O mesmo acontece se o acusado é estrangeiro. Diário da Justiça. mediante declaraç<*-*>es de nulidade. ao sabor de cada situação" (RHC n<*-*> 3. sob pena de não valerem nada. Evasão do território nacional corre à conta do poder de polícia. rel.No mundo jurídico.704). alegou que não falava a língua portuguesa. Idas e vindas do processo. afastar a custódia preventiva."A teor do disposto na cabeça do art. De acordo com o auto de prisão em flagrante. Mais tarde. Aplicação dos direitos individuais aos estrangeiros: STJ . por ocasião do interrogatório judicial.19 set. Já condenado.Uma vez configurado o excesso de prazo. 24. Tráfico de cocaína.rel.051-1. Prisão Preventiva . Estrangeiro. cumpre. art.5<*-*> T. não podem ser interpretadas preconceituosamente. que como quaisquer outras têm que se conformar com os mandamentos constitucionais. Prisão em ilagrante."As raz<*-*>es de Estado.729/SP . Seção I. tornou-se internacionalmente conhecido o caso "Miranda v. julgado pela Suprema Corte norte-americana em 1966: o custodiado tem o direito de .84 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS Direitos fundamentais e estrangeiros: STF . em prol da intangibilidade da ordem jurídica constitucional. brasileiro ou estrangeiro. Min. I . 5<*-*>' da Constituição Federal.Alemão. entre os quais o de permanecer calado. em se tratando de direito individual de qualquer pessoa neste país. IXIII): STJ . sendo-lhe assegurada a assistência à família e de advogado (CF. constou que falava o português e dispensava a comunicação a familiares e ao consulado.1994."Habeas corpus.Informativo STF n<*-*> 45). não justificam a manutenção da custódia do Estado. Também aduziu excesso de prazo.

5" da CF garante a igualdade perante a lei sem distinção de . de comunicar-se com seu advogado ou com seus familiares.rasil.1<*-*> A 5<*-*> 85 l. 6á T. Min. rel. em regime mais favorável. DJ 27-11-95). e que o paciente entendia o português. rel. IXII e LXIII. Por outro lado. no curso do processo o paciente teve ampla possibilidade de defesa. 2fr2-96). § 1<*-*>. antes de falar. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e desta Corte é no sentido de ser a progressão ao regime semi-aberto incompatível com a situação do estrangeiro cujo cumprimento da ordem de expulsão esteja aguardando o término da pena privativa de liberdade por crimes praticados no <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. incs.SP. cumprido em penitenciária agrícola. na verdade. Não se pode negar a progressão de regime prisional a condenado estrangeiro sob fundamentação de que.RT. empreenderá eventual fuga. Mas.RHC n<**>' 4. Unânime. O art.Regimento prisional ProgresÍ são . visto que o regime semi-aberto é. do bojo dos autos infere-se que não houve a violação deduzida.HC n 3. Min. 5á T. pe rmitindo. Unânime. oferecendo garantias contra fugas. pois. § 2"). industrial ou estabelecimento similar (art. erigida em critério discriminatório. Adhemar Maciel.Expulsão decretada.Estrangeiro . 35. Reservas feitas pelo Ministro-Relator quanto a esse entendimento. 5". Também não se pode falar em excesso de prazo: a sentença condenatória foi proferida antes do ajuizamento do habeas corpus (Ementário STJ n<*-*> 15/683 ."PENA . A própria Constituição brasileira de 1988 consagra tal cláusula como `direito fundamental' (art. Estrangeiro e regime semi-aberto: STJ .Isonomia garantida constitucionalmente a brasileiros e estrangeiros residentes no País. a execução da ordem de expulsão" (Ementário STJ n<*-*> 14/231. CP). Estrangeiro e regime prisional: TJ/SP . Assis Toledo. não encontra amparo em norma legal expressa e a finalidade que se quer atribuir a essa discriminação não tem justificativa razoável.59fr0 . tendo em vista que a condição de "estrangeiro"."Penal .5820 .Benefício negado a réu estrangeiro na suposição de eventual fuga Inadmissibilidade . DJ.ficar em silêncio quando de seu interrogatório policial e deve ser advertido pela própria polícia que tem direito.Progressão ao regime semiaberto .

José Dantas. Diário da Justiça. 1. 5". 3á Seção. DJ. sob pena de não-conhecimento do writ constitucional" (PlenoHC n<*-*>' 072. goza do direito de impetrar mandado de segurança" (MS n" 4706/DF . RF 192/122. 31 jul.319/DF . Seção I. garantindo-se ao estrangeiro o acesso aos remédios constitucionais: Ementário STJ n" 13/589 . DJ 29-&94. 5<*-*>. 5. IXI. nR97.pode ser utilizado por qualquer pessoa . 3<*-*> Seção.Pleno . Seção I. aplica-se-lhe mutatis muI tandis a exigência constitucional de competência exclusiva do Poder Judiciário para ciecretá-la (art. RDA 39/326. Unânime. a ação de habeas corpus. embora não residente no Brasil. O direito de propriedade é garantido a favor do estrangeiro não residente" (lá T. RTJ 3/566). Diário da Justiça.342-5 . portanto uma restrição a liberdade de ir e vir.2<*-*> C.questão de ordem . RT 312/36. Diário da Justiça.696 Ementário STJ n<*-*> O1/136). Ruy Rosado de Aguiar. Des. Min.RMS n<*-*> 1298-0 . RF 226/81. sejam brasileiros ou estrangeiros residentes no País. da Constituição Federal: STJ .(RT 657/281). Min."É inquestionável o direito de súditos estranger ros ajuizarem. No mesmo sentido: Ementário STJ n<*-*> 10/599 .Direito de estrangeiro não residente.rel. 1990.791). n" 33.J.RT. Custódia de estrangeiro. rel.R1.rel. Min. Diário da Justiça.por qualificar-se como verdadeira ação popular . DJ 23-11-92. 6-11-95. em causa própria. Min. Assis Toledo. 7-5-90) . Nesse mesmo sentido. No mesmo sentido: Ementário STJ n" 06/290 . da Constituição Federal)" (Corte Especial DF. Cândido Motta.fi52-3. decretada administrativamente pelo Ministro da Justiça.1957."O estrangeiro. .HC nó 1.HC n" 3."Constitucional. Seção I. 4<*-*> T. .XI. Ângelo Gallucci . Celso de Mello.rel. A petição com que impetrado o habeas corpus deve ser redigida em português. Min.rel. 12 mar. 87. p. Estrangeiro e direito de propriedade: STF . Seção I. Estrangeiro e habeas corpus: STF .391/DF .841-3 . José Dantas. mediante liberdade vigiada para fim de expulsão. 1958). Min.RExt.1995. Estran eiro e mandado de segurança: STF . I. eis que esse remédio constitucional .17 mar. (I<*-*>g. Ari Franco. Sendo a liberdade vigiada uma forma de confinamento. Unânime.883-0 ."EMENTA .DF. p. rel. rel. rel. Esh-angeiro e art.qualquer natureza. . Reg. Min. 7 nov. Unânime.independentemente da condição jurídica resultante de sua origem nacional.

Diário da Justiça.I. 2<*-*> Seção. torna-se impos<*-*>ivel assegurar-se-lhe a garantia constitucional de dispensa de identifrcação crimin<*-*>il. 52 cia Lei n<*-*> 5.3<*-*> Região . 86. da mesma forma que o brasileiro. DJ 4-9-89).729-6 . em atitude que encontra suporte no parágrafo único do art. Ementário STJ n<*-*> 10/731. Unânime.Inadmissibilidade . Estrangeiro e a garantia do art.Cessão . Min.CC n" 12. e especialmente o art."Sem que o estrangeiro prove já ser civilmente identificado. 6<*-*> T. se já estiver civilmente identificado. Seção II. Estrangeiro e requerimento de visto de permanência: TRF .03."Ensino . Ementário r<*-*>" 12/671.RHC n" 3. rel. rel. V. 485.657-8 . Estrangeiros e ensino público: TJ/SP .474.lá T.Autor estrangc<*-*>iro .RHC n" 78 SP.MG. 3á Seção.Atraso na expedição que não pode ser imputado .980. rel. DJ 8-5-95. n<*-*> 8.MS i<*-*>" 3. Unânime. Edson Vidigal. Min. salvo nas hipóteses previstas em lei): STJ . DJ 19-9-94. Contrarin sensu.Exigência de documento de identificação para aluno estrangeiro no prazo de 30 dias.021131/SP . arts. Adhemar M<*-*><*-*>= ciel. afinal não negada pela autoridade coatora" (Ementário STJ n" 02/462 . DJ 5-6-95. Dias Trindade."Civil . p.104 do referido diploma" (Ementário STJ n" 12/144 . 1995. 12 dez.S1 '. José Dantas. art. Maioria.RS.<012> 86 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS Estrangeiro e a plena garantia da ampla defesa.988/73. Min. Reg. 52."0 ato de não-recebimento do requerimento dos impetrantes para a concessão de visto permanente lhes tolhe direito assegurado constitucionalmente" (REO n<*-*> 95. DJ 21-2-94.AR n" 395-5 . 3" Seção. . Min. o ato do autor estrangeiro que diretamente autoriza a execução cle suas composiç<*-*>es musicais. Min. rel.988/73.Direitos autorais . 5".345).CC n<*-*> 5. Garcia Vieira. Unânime.ei n" 5.DF. Sálvio De Figueiredo. 103 e 104 ECAD CobrançaCPC.rel. 5á T. contraditório e devido pr<**><*-*>cesso legal: Ementário STJ n" 09/657 . rel. sob pena de exclusão de escola pública . Não viola o direito federal brasileiro. DJ 12-6-95). Unânime. Juiz Sinval Antunes. Ementário STJ n" 12/41.SP.680-0 . o e<*-*>trangeiro não poderá ser submetido à identificação criminal. 1<*-*> Seção. Estrangeiro e direitos autorais: STJ . Unânime. LUIII (o civilmente identificado não sei<*-*>í submetido a identificação criminal.Autorização . Min. rel.399-9 .

cujo não oferecimento ou oferta irregular importa responsabilidade da autoridade competente . residente no exterior. quando não exerce qualquer <012> COMENTARIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. vestuário. erigido à categoria de direito público subjetivo. 0 direito à vida é o mais fundamental de todos os direitos. art. Além do principio geral da igualdade entre brasileiros e estrangeiros perante a lei (Constituição da República.004 . 5. integre. dignidade da pessoa humana e valores sociais do trabalho e da livre iniciativa.Alteração de contrato social com inclusão de cotista estrangeiro. assistência médico-odontológica. residente no exterior. e. Celeste Vicente Rovani . 205 da Carta Magna" (Apelação Cível n<*-*>' 197.rel. §§ 1<*-*> e 2ó da Constituição da República Reexame necessário não provido. o direito à vida. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. já que se constitui em pré-requisito à existência e exercício de todos os demais direitos. portanto. visando ao pleno desenvolvimento da pessoa. Exigência ilegal de comprovação de permanência do novo sócio no país e de autorização de autoridade competente para assinatura do estatuto social de parte da junta comercial. cabendo ao Estado assegurá-lo em sua dupla acepção. Des. lazer e demais condiç<*-*>es vitais.AC 589. sociedade meramente mercantil. cultura. Des. 208. ademais.RJ 154/94). O Estado deverá garantir esse direito a um nivel de vida adequado com a condição humana respeitando os princípios fundamentais da cidadania.ao estudante . Estrangeiro e princípio da legalidade: TJ/RS . ainda.1<*-*> A 5'= 87 atividade remunerada ou cargo de direção da empresa" (1<*-*> Câmara . sem distinção de qualquer natureza.3 Direito à vida A Constituição Federal garante que todos são iguais perante a lei. sendo a primeira relacionada ao direito de continuar vivo e a segunda de se ter vida digna quanto à subsistência.Art. educação. à liberdade. Inexiste norma pátria que impeça estrangeiro. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.Acesso à escola gratuita.19-10-93). A Constituição Federal assegura. os objetivos fundamentais da República Fe- . j."Sociedade Comercial . 5"). ou seja. à igualdade. O direito humano fundamental à vida deve ser entendido como direito a um nivel de vida adequado com a condição humana. Vasconcellos Pereira. é propositado atentar para a relevância do direito ao ensino. à segurança e à propriedade.069. pois o seu asseguramento imp<*-*>e-se. nos termos do art.937-1 Santo André rel. com subscrição de capital. direito à alimentação.

pc<*-*> rém. A. em seu art. 0 dia do começo. Calendário gregoriano e primeiro dia de vida: STJ .. Esse direito. as desigualdades sociais e regionais. Dessa forma. cabendo ao jurista. ao Estado cria-se uma dupla obrigação: <*-*> obrigação de cuidado a toda pessoa humana que não disponha de recursos suficientes e que seja incapaz de obtê-los por seus próprios meios. Termina às 24 h. Conforme adverte o biólog<**><*-*> Botella Lluziá no prólogo do livro Derecho a la vida e institución familiar."A legislação penal sufr<**><*-*>gou o calendário gregoriano para o cômputo do prazo. e. DJ 14-6-93). rel.849-0 . <*-*> efetivação de órgãos competentes públicos ou privados. Constituição Política da República do Chile: Art. tão-somente.069/90). como posteriormente analisados.REsp n" 16. Não se leva em conta a hora do nascimento. o embrião ou fet<**><*-*> representa um ser individualizado. em lição lapidar. dar-lhe o enquadramento legal. A vida viável começa. tem em sua concepção atual conflito<*-*> com a pena de morte. Adolescente e direito á vida e saúde: Anote-se que o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n" 8.SP. garantindo o desenvolvimento nacional e erradicando-se a pobreza e a marginalização. d<*-*><*-*> Gabriel Del Estal. para prestação de serviços públicos adequados que pretendam prevenir. reduzindo. diminuir ou extinguir as deficiências existentes para um nivel mínimo de vida digna da pessoa humana. quando se inicia a gravidez. 6á T. O período do dia começa <**><*-*> zero hora e se completa às 24 horas. Min. Eapsa.. 7" afirma que "a criança e o adolescente . Inclui-se o dia do começo. sendo inexato afirIIZ<*-*>i<*-*> que a vida do embrião ou do feto está englobada pela vida da mãe. concess<*-*>es ou convênios. não há dúvida de que a vida se inicia com a fecundação do óvulo pelo espermatozóide. Unânime. as práticas abortivas e a eutanásia. 19 . A idade é mencion<*-*><*-*>da por ano. com a nidação. justa e solidária. Ninguém pode ser privado arbitrariamente de sua vida. "do ponto de vista biológico. que é o primeiro da pessoa humana. que nã<**><*-*> se confunde nem com a do pai. Madrid. 1979.La ley protege la vid<*-*>i del que está por nacer". nem com a da mãe. resultando um ovo ou zigoto. Assim o <012> 88 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS demonstram os argumentos colhidos na Biologia.<*-*>sim. normativamente. com uma carga genética própria. Luiz Vicente Cernicchi<*-*><*-*>ro. através de permiss<*-*>es. a pessoa nascida ao meio-dia completa o primeiro dia de vida à meia-noite" (Ementário STJ n" 8/736 . 0 início dessa preciosa garantia individual deverá ser dado pelo biólogo.".derativa do Brasil de construção de uma sociedade livre. independe do instante da ocorrência do nascimento. portanto.

E o art. e o nascimento com vida investe o infante da titularidade da pretensão de direito material. Dias Trindade.1<*-*> T. José Cândido. Expectativa de vida e indenização: STJ . 23-&93. Des.861-1. 8" complementa essa garantia. Acidente de trabalho e plenitude do direito à vida: STJ . perdura até a expectativa de vida da vítima" (Ementário STJ n" 09/246 . Min. Min. Representando o nascituro. Nascituro e capacidade para ser parte: TJ/RS .JTJ/SP-LEX 150/91 e Cadernos de Direito Constitucional e Ciência Politica n" 4. No mesmo sentido: Ementário STJ n<*-*> 07/365 .92&2 . em condiç<*-*>es dignas de existência". 6<**> T.rel.."A personalidade civil do homem começa com o nascimento com vida. que utiliza seu poder de polícia e o princípio federativo em proteção à população."A indenização. rel. rel.REsp na 19274-0 . Min. pode a mãe propor a ação investigatória. DJ 11-10-93). mas a lei p<*-*>e a salvo os direitos do nascituro. posto que o prejuízo à saúde atinge não somente a capacidade para o trabalho. 1<*-*> A 5<*-*> 89 saúde e a vida das pessoas" (Ementário STJ n<*-*> 7/302 . A competência da União não exclui a dos Estados. em caso de dano material. 299/302). mediante a efetivação de políticas sociais públicas que pertnitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso. afirmando que "incumbe ao Poder Público propiciar apoio alimentar à gestante e à nutriz que dele necessitem".REsp n<*-*> 28. Min.lá CCivil .."A obrigatoriedade de registro no Ministério da Agricultura dos agrotóxicos para sua distribuição e comercialização não veda o registro nos Departamentos das Secretarias Estaduais de Saúde e Meio Ambiente."A disacusia em grau mínimo gera obrigação do pagamento de auxílio-acidente. Nascituro e investigação de paternidade: TJ/SP .648-1/SP . Unânime. por demandar maior esforço. DJ. em forma de pensão.PR rel. rel. Unânime.RT. até então apenas uma expectativa resguardada" (RJTJRS 104/418)." (AC 193.RT. uma vez que neste há vida. mas também a vida social e familiar do obreiro."EMENTA: Ao nascituro assiste.REsp n<**> 33. capacidade para ser parte. Renan Lotufo . José Cândido de Carvalho Filho. Unânime. DJ 5-4-93). 2á Seção. Meio ambiente e direito á vida: STJ .RS. p.REsp nó 36. Os Estados têm o dever de preservar a <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS.623-9 . Garcia Vieira. como autor ou como réu. no plano do Direito Processual. . 6<*-*> T. Precedentes do STJ" (Ementário STJ n" 08/424 .têm a proteção à vida e à saúde. Maioria.

caput. Gratificação por risco de vida: STJ . de cambulhada.DJU. o Sr." (MS 90. E. 5". DJ.01. Juiz Hércules Quasímodo ."0 disposto no art. Barros Monteiro. Unânime.DJ.Medida Liminar em Ação Cautelar .lá S. no caso. pelo art. rel. rel. 6á T. é da Justiça Federal. Afastar-se-ia até o princípio da isonomia. Min.Ato Judicial . guerra e indenização: STJ . inclui-se a hipótese concernente ao diI-eito maior. n<**> 9100191191. Direito à vida e à saúde:1RF ."Administrativo . Os recorrentes passam a ter o direito de receber a gratificação.753-0 . Luiz Vicente Cernicchiaro.16761-6-DF. 6-4-92). 9-3-92)."A indenização.REsp n<*-*> 14. A Lei Complementar nó 41. Proteção à vida do índio: STF .Situação Especial . ainda. praticado contra indígenas na disputa de terra. 89. rel.17430-2 . 4<*-*> T. reg. 6-596).PE.076/90 quando a medida liminar que determinou o desbloqueio dos cruzados novos se fulcra em motivos relacionados com tratamento da saúde própria ou de familiar.REsp n<**> 42. entre outros). Juiz Jirair Aram Meguerian. expôs a vida em homenagem à Pátria. além dos vencimentos que já vinham percebendo" (Ementário STJ nó 05/40 . MS para atribuir efeito suspensivo a AI que se denega. No mesmo sentido: STJ . ou <012> DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS . CF: arts.248-5 .345-0 . colocar. Min. em efetivo exercício de seus cargos."Mandado de Segurança . na data em que o ofendido completaria 65 anos de idade" (Ementário STJ n<*-*> 09/247 .la Região .Efeito Suspensivo . em caso de dano material. limite do pensionamento estabelecido.01. 28-2-94).PR. DJ. enfrentando o perigo direto de guerra. (MS 90. Direito à vida. DJ.Gratificação de risco de vida . da Lei n" 5. lá T.Afasta-se a aplicabilidade da norma da Lei n<*-*> 8. de 12-9-1967. Min. Unânime. 1<*-*>. Segurança denegada. 53. a partir de 1<*-*> de janeiro de 1988 aos policiais civis de São Paulo. Não faz sentido. perdura até a expectativa de vida da vítima" (REsp n" 28. Garcia Vieira. determinou o pagamento da gratificação de risco de vida.Bloqueio de Cruzados Novos . 6ó. ADCT e o art. situaç<*-*>es diferentes. rel. de 21-12-1987.AI .315.SP.DF . buscaram recompensar quem.Incorporação."A competência para julgar ação penal em que imputada a figura do genocídio. Os dispositivos legais acima mencionados reclamam efetiva participação em operaç<*-*>es bélicas na Segunda Guerra Mundial" (Ementário STJ n<*-*> 15/191 REsp n<*-*> 69. 1<*-*> Seção.18-4-94). no mesmo parâmetro.8611/PR). na esteira dos precedentes da Seção. Na norma definidora da competência desta para demanda em que envolvidos direitos indígenas. Unânime. .196 e 226. em forma de pensão. maioria.rel.

<012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS.3. pois a gestação gera um tertium com existência distinta da mãe. A Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de San José d<*-*>i Costa Rica). I<*-*> A 5" 91 O Código Penal brasileiro. Marco Aurélio. 1972).1 Questão do aborto A Constituição. n<*-*> 179. l. 0 constitucionalista argentino. y no sólo como ser biológico. quando incapaz. Diário da Justiça. quando há sério e fundado perigo para o filho. perigo de vida para a mãe e resultante de estupro). conclui que o aborto deve ser despenalizado em algumas hipóteses (aborto eugenésico. uma vez que a vida é também liberdade sexual e violar a liberdade é uma forma de atentar contra a vida ". sua vida. Toda pessoa tem o direito de que se respeitc. no curso da qual as sucessivas transformaç<*-*>es e evoluç<*-*>es biológicas vão configurando a forma final do ser humano. en cuanto se encuentra enriquecida por los valores que le incumben al ejercer su libertad sexual (su dignidad como ser humano). . 4" estipula "Direito à vida. cit. em seu art.. protege a vida de forma geral.se não há outro meio de salvar a vida da gestante. de seu representante legal. el aborto de la mujer violada (aunque no sea idiota o demente). p. ou seja.326). art. em momento anterior ao seu nascimento. Esse direito deve ser protegido pela lei e. 365-366). también. 5. em seu art. inclusive a uterina.1995. 124) corresponde à proteção da vida do nascituro. abrange não só a vida extra-uterina. a própria vida" (2<*-*> T. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente.rel.seja. Esse tertium possui vida humana que iniciou-se com a gestação. Es por ello que consideramos que se debe modificar el Código Penal con el objeto de que se despenalice.485/AM . Ruiroga I. A penalização do aborto (CP. 38. II . logo após a concepção.se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou.10 nov. también merece protección la vida de la madre. Seção I. Sem o resguardo legal do direito à vida intrauterina. a garantia constitucional não seria ampla e plena. pois qualifica-se com verdadeira expectativa de vida exterior. Wade. pois a vida poderia ser obstaculizada em seu momento inicial. sob o prism<*-*>i de sua constitucionalidade. após relembrar que nos Estados Unidos foi considerada legal a despenalização do aborto nos três primeiros meses de gestação (Caso Roe vs. é importante ressaltar. A Constituição Federal. em geral. seja em . 128. expressamente prevê a possibilidade do aborto terapêutico e aborto sentimental ou humanitário. p. mas também a intra-uterina. da seguinte forma: Não se pune o aborto praticado por médico: I . ao prever como direito fundamental a proteção à vida. de 22-11-1969 e ratificada pelo Brasil em 25-9-1992. apesar de alojado em seu ventre. Min.RExtr." Analisando a possibilidade da despenalização do aborto. A legislação brasileira não prevê a possibilidade do aborto eugenésico..avié afirma que o tema se vincula com a árdua questão filosófca sobre o momento inicial da vida. la vida es también libertad y violar la libertad es una forma de atentar contra la vida"(Op. uma vez que envolve o direito à vida. desde o momento da concepção.

ainda. uma vez que o direito penal não estaria a serviço da finalidade constitucional de proteção à vida. radiação. inclusive do próprio Estado. nem a morte como direito subjetivo do indivíduo. Enquanto a primeira configura o direito subjetivo de exigir-se de terceiros. 0 ordenamento jurídico-constitucional não autoriza. O direito à vida não engloba. 5. Impossivel a sobrevida do feto. No mesmo sentido do texto: FRANCO. de legislação que permita a eutanásia ou ainda que forneça meios instrumentais para a prática de suicidios.) que possam acarretar enfermidades psiquicas.2 Questão da eutanásia e do suicídio O direito à vida tem um conteúdo de proteção positiva que impede configurá-lo como um direito de liberdade que inclua o direito à própria mor te. durante a gravidez ou. Cf. por qualquer outro fator externo (álcool. deve ser autorizado o aborto. Geraldo Francisco Pinheiro. a nossa legislação per<**>:<*-*>l tipifica como crime induzir ou instigar alguém a suicidar se ou prestar lhe arrxilio para quem o faça. art. seja <012> 92 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS em caso de doenças incuráveis e ternveis. uma igualdade de possibilidades vi<**><*-*>- .virtude de uma grave predisposição hereditária. Boletim IBCCRIM n<*-*> 11. Em relação ao suicídio. seja por doenças maternas. além das hipóteses já permitidas pela lei penal. não por outro motivo.3. seja em caso de acidentes gravís. drogas. No caso da eutanásia. 122). a lei penal tipi I <*-*>ca a conduta como homicídio (CP. suicidando-se ou praticando eutanásia. deformidades. portanto. não coloca a vida como direito disponível. por exemplo. a provocação de morte para atenuar sofrimentos (morte doce ou homicidio por piedade). por meio. medicamentos etc. Isso. mas sim estaria ferindo direitos fundamentais da mulher.121). o direito subjetivo de exigir-se a própria morte. principalmente por situaç<*-*>es fáticas. á ativa ou passiva (ortotanásia).4 Princípio da igualdade A Constituição Federal de 1988 adotou o princípio da igualdade de ciireitos. não pode prever e impedir que alguém disponha de seu direito à vida. na impossibilidade do feto nascer com vida. a penalização nesses casos seria de flagrante inconstitucionalidade. igualmente protegidos: liberdade e dignidade humanas. prevendo a igualdade de aptidão. porém. art. em casos de acrania (ausência de cérebro) ou. 5. por exemplo. no sentido de mobilizar-se o Poder Público para garanti-la. Dessa forma. a segunda é o direito de opor-se ao prolongamento artificial da própria vida. ainda. corporais. 0 Estado. nenhuma das espécies de eutanásia.imos (o chamado direito à morte digna). quais sejam. portanto. nada justificaria sua penalização. comprovada a total inviabilidade de vida extra-uterina. desde que o suicidio se consume ou da tentativa resrrltar lesão corporal grave (CP. Entendemos em relação ao aborto que. por meio de artifícios médicos. por rigorosa perícia médica.

tuais, ou seja, todos os cidadãos têm o direito de tratamento idêntico pela Ie<*-*>i, em consonância com os critérios albergados pelo ordenamento juridico. Dess<*-*>i forma, o que se veda são as diferenciaç<*-*>es arbitrárias, as discriminaç<**>es absurdas, pois o tratamento desigual dos casos desiguais, na medida em que se desigualam, é exigência do próprio conceito de Justiça, pois o que realmente protege são certas finalidades, somente se tendo por lesado o princípio constitucional quando o elemento discriminador não se encontra a serviço de uma finalidade acolhida pelo direito, sem que se esqueça, porém, como ressalvado por Fábio Konder Comparato, que as chamadas liberdades materiais têm por objetivo a igualdade de condiç<*-*>es sociais, meta a ser alcançada não só por meio de leis, mas também pela aplicação de políticas ou programas de ação estatal (Direito público: estudos e pareceres. São Paulo : Saraiva, 1996. p. 59). A igualdade se configura como uma eficácia transcendente, de modo que toda situação de desigualdade persistente à entrada em vigor da norma constitucional deve ser considerada não recepcionada, se não demonstrar compatibilidade com os valores que a Constituição, como norma suprema, proclama. 0 princípio da igualdade consagrado pela Constituição opera em dois planos distintos. De uma parte, frente ao legislador ou ao próprio executivo, na edição, respectivamente, de leis, atos normativos e medidas provisórias, impedindo que possa criar tratamentos abusivamente diferenciados a pessoas que encontram-se em situaç<*-*>es idênticas. Em outro plano, na obrigatoriedade ao intérprete, basicamente, a autoridade pública, de aplicar a lei e atos normativos de maneira igualitária, sem estabelecimento de diferenciaç<*-*>es em razão de sexo, religião, convicç<*-*>es filosóficas ou políticas, raça, classe social. A desigualdade na lei se produz quando a norma distingue de forma não razoável ou arbitrária um tratamento específico a pessoas diversas. Para que as diferenciações normativas possam ser consideradas não discriminatórias. torna-se indispensável que exista uma justi icativa objetiva e razoável, de COMENTÁRIOS DOUTRINARIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. 1º A 5º 93 acordo com critérios e juízos valorativos genericamente aceitos, cuja exigência deve aplicar-se em relação à finalidade e efeitos da medida considerada, devendo estar presente por isso uma razoável relação de proporcionalidade entre os meios empregados e a finalidade perseguida, sempre em conformidade com os direitos e garantias constitucionalmente protegidos. Assim, os tratamentos normativos diferenciados são compatíveis com a Constituição Federal quando verificada a existência de uma finalidade razoavelmente proporcional ao fim visado. Importante, igualmente, apontar a tríplice finalidade limitadora do princípio da igualdade: limitação ao legislador, ao intérprete/autoridade pública e ao particular. 0 legislador, no exercício de sua função constitucional de edição normativa, não poderá afastar-se do princípio da igualdade, sob pena de fiagrante inconstitucionalidade. Assim, normas que criem diferenciaç<*-*>es abusivas, arbitrárias, sem qualquer finalidade lícita, serão incompatíveis com a Constituição Federal. 0 intérprete/autóridade pública não poderá aplicar as leis e atos normativos aos casos concretos de forma a criar ou aumentar desigualdades arbitrárias. Ressalte-se que, em especial o Poder Judiciário, no exercício de sua

função jurisdicional de dizer o direito ao caso concreto, deverá utilizar os mecanismos constitucionais no sentido de dar uma interpretação única e igualitária às normas jurídicas. Nesse sentido a intenção do legislador constituinte ao prever o recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal (uniformização na interpretação da Constituição Federa<*-*> e o recurso especial ao Superior Tribunal de Justiça (uniformização na interpretação da legislação federa<**>. Além disso, sempre em respeito ao princípio da igualdade, a legislação processual deverá estabelecer mecanismos de uniformização de jurisprudência a todos os tribunais. Finalmente, o particular não poderá pautar-se por condutas discriminatórias, preconceituosas ou racistas, sob pena de responsabilidade civil e penal, nos termos da legislação em vigor. Princípio da igualdade na doutrina: CANOTILHO, J. J. Gomes. Direito... Op. cit. p. 307 e 564; CANOTILHO, J. J. Gomes; MOREIRA, Vital. Constituição... Op. cit. p. 87; MIRANDA, Jorge. Manual... Op. cit. v. 4. p. 198; LAVIÉ, Quiroga. Derecho constitucional. 3. ed. Buenos Aires : Depalma, 1993. p. 142 e 635; GALIANO, José. Derechos humanos. Santiago : ARCIS, 1996. p. 75. T. l; BARILE, Paolo. Diritti dell'uomo e libertà fondamentali. Bologna : I1 Molino, 1984. p. 73; BARBERA, Amato. Manuale di dirito pubblico. 4. ed. Bologna : I1 Molino, 1984. p. 201; BUENO, José Antonio Pimenta. Direito público brasileiro e análise da Constituição do Império. Rio de Janeiro : Ministério da Justiça, 1958. p. 411; MORAES, Alexandre. Direito constitucional. São Paulo : Atlas, 1997. p. 52-55; FRANCO, Afonso Arinos de Melo. Curso de direito constitucional brasileiro. Rio de Janeiro : Forense, 1958. p. 87. v. I; FERREIRA, Pinto. Comentários... Op. cit. p. 62. v. l; TEIXEIRA, J. H. Meirelles. Curso de direito constitu<012> 94 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS

cional. Rio de Janeiro : Forense universitária, 1991. p. 726; CAVALCANTI, ThemístoGandra da Silva. Direito constitucional interpretado. São Paulo : Revista dos pribunais, 1992. p. 154-172; COMPARATO Fábio Konder. Direito públi<*-*>: estudo pe areceres. São Paulo : Saraiva, 1996. p. 59; DANTAS, F. C. San Tiago. I ualdade erante a lei e due process of law: contribuição ao estudo da limitação constitucional do Poder Legislativo. Rio de Janeiro : Revista Forense, 1948. p. 357-367. v. 116<*-*> DINAMARCO, Cândido Rangel. Fundamentos do processo civil moderno. 2. ecl. São Paulo : Revista dos Tribunais, 1987. p. 140 e A instrumentalidade do processo. 4. ed. São Paulo : Malheiros, 1994; MELLO, Celso Antonio Bandeira de. Conteúdo uri-

dico do principio da igualdade. 3. ed. São Paulo : Malheiros,1995. p. 18. Princípio da igualdade e finalidades: STF - "O princípio da isonomia, que se rc<*-*>veste de auto-aplicabilidade, não é - enquanto postulado fundamental de nossa ordeni políticojurídica - suscetível de regulamentação ou de complementa ão normat.iva. Esse princípio - cuja observância vincula, incondicionalmente, todas as manifestaç<*-*>e, do Poder Público - deve ser considerado, em sua precípua função de obstar discriminaç<*-*>es e de exti<*-*>guir privilégios (RDA 55/114), sob duplo aspecto: (a) o da igualdade na lg e (b) da igualdade perante a lei. A igualdade na lei - que opera num<*-*>i fase de eneralidade puramente abstrata - constitui exigência destinada ao le isladoique, no processo de sua formação, nela não poderá incluir fatores de discrimina ão, responsáveis pela ruptura da ordem isonômica. A igualdade perante a lei cont do, pressupondo lei já elaborada, traduz imposição destinada aos demais oderes estatais, que, na aplicação da norma legal, não poderão subordiná-la a critér ós que ensejem tratamento seletivo ou discriminatório. A eventual inobservância desse ostulado pelo legislador imporá ao ato estatal por ele elaborado e produzido a eiva de inconstitucionalidade" (Pleno - MI n<*-*> 58/DF - rel tiça, Seção I,19 abr.1991 . 4.580. <*-*> p/Acórdão Min. Celso de Mello, Diário da Jus , p ) Princípio da igualdade no processo: STF - ` ` Não há maltrato ao princípio constitucional da igualdade, por ter o Tribunal determinado a realização de determinada prova, embora possa não tê-la pedido a parte contrária. Só haveria maltrato ao princípio, se tivesse sido deferido o pedido de provas a um dos contendores e negado a outro, sendo as provas requeridas por ambos os contendores igualmente necessárias ao esclarecimento dos fatos" ( 2á T. - AGRAG n" 130.583/SP - rel. Min. Aldir Passarinho, Diário da Justiça, Seção I, 31 maio 1991, p. 7.239). Ministério Público como custos legis e igualdade processual: STF - "A qualificação do Ministério Público como órgão interveniente defere-lhe posição de grande eminência no contexto da relação processual, na medida em que lhe incumbe o desempenho imparcial da atividade iscalizadora pertinente à correta aplica ão do direito objetivo. Possibilidade de o Regimento Interno dos Tribunais conferir ao Ministério Público, enquanto custos legis, a rerrogativa do prazo ilimitado nas sustentaç<*-*>es orais" (Pleno p - ADin - medida cautelar - nó 758/I<*-*>J - rel. Min. Celso de MelloDiário da Justiça, Seção I, 8 abr.1994, p. 7.240). Justiça do Trabalho e igualdade real: STF - "Um dos objetivos da Justiça traba-

lhista é substituir a igualdade formal pela igualdade real, criando a legisla ão do trabalho, para isso, princípios próprios e particulares e institutos novos subo dinados as <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. 1<*-*> A 5" 95 realidades sociais e econômicas o espírito das normas" (lá T. - AG 17325 - Min. Sampaio Costa, decisão 20-5-1955). Ig'ualdade e contraditório: S'TF - "Lei n<*-*> 8.701, de 1<*-*>-9-1993, que acrescenta parágrafo ao art. 370 do Código de Processo Penal dispondo sobre a intimação mediante publicação dos atos no orgão oficial. Repercussão, no processo penal, do princípio da igualdade. Distinção de tratamento entre a justiça pública e a advocacia particular. Periculum in mora não configurado, ante a dificuldade de se identificarem os prejuízos que a subsistência da norma acarretaria até a deliberação final do STF" (PlenoADin. n<*-*> 1036/DF - medida cautelar - rel. Min. Francisco Rezek, Diário da Justiça, Seção I, 30 jun.1995, p. 20.407). CF, art. 100 e princípio da igualdade (Art. 100. À exceção dos créditos de natureza alimenticia, os pagamentos devidos pela Fazenda Federal, Estadual ou Municipal, em virtude de sentença judiciária, farse-ão exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos, proibida a designação de casos ou de pessoas nas dotaç<*-*>es orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para este fim): STF - "A norma consubstanciada no art. 100 da Carta Política traduz um dos mais expressivos postulados realizadores do princípio da igualdade, pois busca conferir, na concreção do seu alcance, efetividade à exigência constitucional de tratamento isonômico dos credores do Estado" (Pleno - ADin n" 584/PR - medida cautelar - rel. Min. Celso de Mello, Diário da Justiça, Seção I, 22 maio 1992, p. 7.213). Princípio da igualdade e prazo em dobro para recorrer: STF - "A norma inscrita no art. 188 do CPC, por constituir lex generalis, aplica-se subsidiariamente ao procedimento do recurso extraordinário disciplinado pela Lei n<*-*>' 8.038/90. 0 beneficio da dilatação do prazo para recorrer somente não incidiria no procedimento recursal do apelo extremo, se a lei extravagante - a Lei n<*-*> 8.038/90, no caso contivesse preceito que expressamente afastasse a possibilidade de aplicação supletiva da legislação processual civil codificada. O beneficio do prazo recursal em dobro outorgado às pes-

soas estatais, por traduzir prerrogativa processual ditada pela necessidade objetiva de preservar o próprio interesse público, não ofende o postulado constitucional da igualdade entre as partes" (lá T. - RExtr. nó 181.138/SP - rel. Min. Celso de Mello, Diário da Justiça, Seção I, 12 maio 1995, p. 13.019). No mesmo sentido: STF PlenoRExtr. n<*-*> 83.432/SP - rel. Min. Leitão de Abreu - RTJ 94/209 e TJ/SP Agravo de Instrumento n" 146.229-1- Tupã - rel. Renan Lotufo -19-3-91. Defensor público e prazo diferenciado: STJ - "Não viola o princípio da isonomia a concessão em dobro para o defensor público que exerce múnus constitucional na defesa dos necessitados" (3á T. - Resp. n" 24.196-4/SP - rel. Min. Waldemar Zveiter, Diário da Justiça, Seção I, 30 nov.1992, p. 22.611). Licitação e isonomia: STF - "Igualdade entre os Estados-membros. Princípio da não-discriminação entre participantes de concorrência pública. Vedado assegurar pre= ferência a quem esteja sujeito ao pagamento de ICM ou ISS no Estado em que se faz a licitação" (RTJ 111/930). Princípio da igualdade e tratamento diferenciado dos crimes na Justiça comum e militar: STF - "PRINCÍPIO ISONãMICO - CÓDIGO PENAL E CODIGO PENAL MILITAR - O tratamento diferenciado decorrente dos referidos Códigos tem <012> g6 PIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS

justificativa constitucionalmente aceitável em face das circunstâncias peculiares relativas aos agentes e objetos jurídicos protegidos. A disparidade na disciplina do crime continuado não vulnera o princípio da igualdade" (2<*-*> T. - Rextr. n<*-*> 115.770/RT - rel. Min. Aldir Passarinho, Diário da Justiça, Seção I, 21 fev.1992, p.1.697). Salários e igualdade: STF - "Não contraria o princípio da igualdade de salários prescrito no art.157, II, da Constituição (CF/46), criar a empregadora um quadro de merecimento de seus empregados, remunerando-os segundo a classificação em que nele figurem. Ajusta-se, até, esse critério ao disposto no art. 461, § 1<*-*>, da Consolidação das I,eis do Trabalho, que faz depender a obrigação de igualdade nos salários de igual produtividade e igual perfeição técnica do empregado" (1<*-*> T. - AG n<**> 15220 rel. Min. Mário Guimarães, Diário da Justiça, Seção I, 29 mar.1954, p.1.095). Princípio da igualdade e contraditório: STJ - "0 princípio do contraditório, com assento constitucional, vincula-se diretamente ao princípio maior da igualdade substancial, sendo certo que essa igualdade, tão essencial ao processo dialético, não ocorre quando uma das partes se vê cerceada em seu direito de produzir prova ou debater a que se produziu. O simples equívoco na indicação da norma legal vulnerada

não deve servir de obstáculo à apreciação do recurso especial quando nítido o teor da impugnação, mesmo porque ele se destina a preservar a áuto <*-*>dade e uüip ade do direito federal e não apenas da lei federal (Ementário STJ n O1 378 - REs n 998 - PA Reg. nó 89.0010590-6. rel. Min. Sálvio de Figueiredo. 4á T. Unânime. DJ, 20-1189). Prisão especial e isonomia: STJ - "A prisão especial não é uma regalia atentatóri<*-*>i ao princípio da isonomia jurídica, mas consubstanciada providência que tem por objetivo resguardar a integridade fisica do preso que ocupa ftznç<*-*>es de natureza pública, afastando-o da promiscuidade com outros detentos comuns. Os policiais civis, cuja<*-*> funç<*-*>es correspondem àquelas exercidas pelos antigos guardas-civis, têm direito <*-*>i prisão especial, ex vi do art. 295, XI, do Código de Processo Penal" (6á T. - HC n" 3.848 - rel. Min. Vicente Leal, Diário da Justiça, Seção I, 4 nov. 1996, p. 42.524). Isonomia e Processo Civil - Nelson Nery Jr. e Rosa Maria Andrade Nery lembram que "a igualdade de todos perante a lei é garantida pela CF, projetando-se também no plano do Direito Processual Civil, onde significa que os litigantes devem receber do juiz tratamento igualitário (CPC, 125, p... São exemplos de efetivação da isonomia no processo civil: a) curador especial ao réu revel citado fictamente (CPC, art. 9ó, Ip; b) prerrogativa de prazo para o MP e Fazenda Pública (CPC 188) (CintraGrinover-Dinamarco, Teoria, 54); c) prerrogativa de foro ao alimentando e à mulher nas aç<*-*>es de separação e divórcio (CPC, 100, n (Theodoro, RT 662/16)" (CPC comentado. 2. ed. São Paulo : Revista dos Tribunais,1996. p.134). Concurso público e classificação: STF - "Concurso público: princípio de igualdade: ofensa inexistente. Não ofende o princípio da igualdade o regulaznento de concurso público que, destinado a preencher cargos de vários órgãos da Justiça Federal, sediados em locais diversos, determina que a classificação se faça por unidade da Federa ão, ainda que daí resulte que um candidato se possa classificar, em uma delas, com nota inferior ao que, em outra, não alcance a classificação respectiva" (1<*-*> T. - RE 146.585/DF - rel. Min. Sepúlveda Pertence, Diário da Justiça, Seção I, 15 set. 1995, p. 29.517). <012>

COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS AIrTS.1" A 5" 97 Igualdade e concurso público: STJ - "A igualdade perante a lei é sem distinção de qualquer natureza (Constituição Federal art. 5<*-*>), vedado ao Poder Público criar distinção entre brasileiro (art. 19, IIn, proibindo-se a diferença de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil (art. 7", XXX, c/c art. 39, § 2-). Precedente desta Corte, REsps n<*-*> 289-RS,10.927-MG e REsp n<*-*> 11.905DF" (Ementário STJ n" 05/53 - RMS nó 1.08fr0 - RS. Reg. n" 9100116408. rel. Min. Garcia Vieira. 1`' T. Unânime. DJ, 9-3-92). Concurso público e interpretação da distinção em razão de sexo, idade, cor ou estado civil: STJ - "A Constituição, como todo conjunto de normas jurídicas, deve ser interpretada de maneira sistemática. O comando do art. 7ó, XXX, coordenase com todos os princípios acolhidos pela Carta Magna. Dentre eles, pela importância, avultam o princípio da igualdade e o princípio da legalidade. Ao contrário do narrado (liberalmente) no art. 7", XXX, a regra é - diferença de salário. Haverá igualdade desde que o trabalho seja igual. Não se pode distinguir pessoas por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil. Todavia, se a função pública, por exemplo, for recomendada, por particularidade, ser exercida só por pessoas do sexo masculino, nenhuma censura. O raciocínio é válido também para as mulheres. Ocorre o mesmo com a idade. Daí, na hipótese prevalecer o princípio da legalidade. Em não havendo discriminação (sentido jurídico do termo) nenhuma censura ao limite de idade" ( 6á T. - RMS n" 5.151-0/RS. rel. Min. Luiz Vicente Cernicchiaro - Ementário STJ, 12/246). Princípio da igualdade e créditos falimentares: STJ - "Em épocas de inilação acentuada, suspender por largo tempo a incidência da correção monetária dos créditos em habilitação, ao passo em que se valoriza nominalmente o ativo do concordatário, equivalerá à total ruptura da comutatividade dos contratos, em ofensa à regra conspícua da substancial igualdade perante a lei. O Decreto-lei n<*-*>' 2.283, art. 33, deu tratamento isonômico aos débitos resultantes da condenação judicial e aos créditos habilitados em falência ou concordata ou liquidação extrajudicial, prevendo seu reajustamento `pela OTN em cruzados'. O Decreto-lei n" 2.284, embora modificando a redação do art. 33 do `Plano Cruzado', não restaurou a legislação anterior - Lei de Introdução ao Código Civil, art. 2", § 3ó. A suspensão da correção monetária, assim,

nos créditos habilitados em concordata preventiva, somente se imp<*-*>e no período em que vigorou o <*-*> 3" do art. 175 da lei falencial, com a redação dada pela Lei nó 7.274/84" (Ementário STJ n" 03/113 - REsp n<*-*> 613 - MG. Reg. n<*-*> 8900098500. rel. Min. Athos Carneiro. 2á Seção. Maioria. DJ, 16-4-90). No mesmo sentido: Ementário STJ n" 03/188 - REsp nó 1.903 - PR. Reg. nó 900000077-7. rel.`<*-*>Min. Athos Carneiro<*-*> 4á T. Unânime. DJ, 3-9-90; Ementário STJ n- 04/190 - REsp n- 2.650 - PR. Reg. n90.0003009-9. rel. Min. Waldemar Zveiter. 3á T. Unânime. DJ, 27-&90. Salário de beneficio de empregado de remuneração variável (Lei nó 6.367/76 - art. 5ó, § 4<*-*>) e princípio da igualdade: STJ - "Incensurável o acórdão que concluiu pela necessidade de apuração da média das horas extras dos meses de maior incidência, para chegar-se à média aritmética prevista no mencionado dispositivo. Entendimento contrário levaria à quebra do princípio constitucional da igualdade, já que os segurados com remuneração invariável têm seu benefício calculado com base no salário vigente no dia do acidente, sem sofrer a defiação média relativa aos <012> 98 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS

referidos doze meses" (Ementário STJ nó 03/312 - REsp n" 5.023 - SP. Reg. n" 90090040. rel. Min. Ilmar Galvão. 2<*-*> T. Unânime. DJ, 5-11-90). Ato administrativo discricionário e ig'ualdade: STJ - "Administrativo Militar Mandado de Segurança. QFO da Aeronáutica. Permanência na Ativa. Ato discricionário. Lei n<*-*> 6.924/81. Decreto n<*-*> 86.325/81. Direito de igualdade (art. 5" da CF). I. À luz da Lei n<*-*> 6.924/81 e do seu Regulamento, Decreto n<*-*> 86.325/81, há de ser fundamentado o ato de licenciamento das integrantes do Quadro Feminino de Oficiais da Aeronáutica. II. A escolha das que deverão permanecer, ou não, na ativa, deve obedecer ao principio de igualdade previsto na Constituição Federal (art. 5<*-*>), não podendo resvalar para a arbitrariedade (Ementário STJ n<*-*> 05/58 - MS n" 866 - DF. Reg. n" 9100064661. rel. Min. Peçanha Martins.1<*-*> Seção. Unânime. DJ,10-2-92). Igualdade de tratamento entre ativos e inativos para efeito de reposicionamento de referências: STJ - "A retificação de referências do Plano de Classificação de Cargos efetuada em favor de funcionários em atividade deve contemplar os inativos que exerciam o mesmo cargo ou função. Afinal a Constituição deixa de diferenciá-los para efeito de benefícios ou vantagens, `inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria' (cf., art. 40, § 4" - c.c. o art. 20 ADCT)" (Ementário STJ n<*-*> 08/353 - REsp n" 29.547-0 -

RJ. rel. Min. Jesus Costa Lima. 5<*-*> T. Unânime. DJ, 13-9-93). Aposentadoria compulsória dos notários e isonomia (Lei nó 8.935/94): STJ"0 sistema previsto na Constituição é o da aposentadoria compulsória aos setenta anos sem qualquer consideração à higidez mental ou fisica do servidor. O Notário exerce a respectiva atividade em caráter privado e por delegação do Poder Público, sujeitando-se à disciplina estabelecida pelo Poder Judiciário, na qualidade de delegante. Demais disso, o princípio da igualdade não pode ser desrespeitado por lei" (Ementário STJ n<*-*> 13/52 - RMS nó 2.316-3 - SP. Rel. Min. Jesus Costa Lima. 5<*-*> T. Maioria. DJ, 25-9-95). Igualdade e deficiência fisica: STJ - "Não ofende a qualquer princípio jurídico ou postulado de igualdade o ato judicial que autoriza o candidato, com pequena disfunção motora, a executar a prova de datilografia em máquina elétrica" (Ementário STJ n<*-*> 15/516 - RMS n" 5.121-0 - BA. rel. Min. William Patterson. 6á T. Unânime, DJ, 15-4-96). Exigência de pagamento do ICMS através de guia especial para mercadorias estrangeiras: STJ - "As mercadorias nacionais estão sujeitas ao ICMS desde o momento em que entram no ciclo de produção e comercialização, de modo que a subordinação das mercadorias estrangeiras a esse regime, longe de discriminá-las, estabelece a igualdade na concorrência entre ambas, sem qualquer ofensa ao art. 98 do Código Tributário Nacional" (Ementário STJ n<*-*> 16/515 - EDcl no REsp n<*-*> 85.181-0 SP. rel. Min. Ari Pargendler. 2á T. Unânime. DJ, 5-8-96). Igualdade e impossibilidade da exclusividade de registro genealógico de raça animal: STJ - "REGISTRO GENEALÓGICO DA RAÇA CHAROLESA - EXCLUSIVIDADE DE EXECUÇÃO - LEI N" 4.716/65 - Não há direito de exclusividade para execução dos serviços de registro genealógico da raça Charolesa, que representaria odioso monopólio e inaceitável privilégio, que feriria o princípio constitucional do art. 5"" (MS n<*-*> 1.064 - DF - lá S. - rel. Min. Garcia Vieira - DJU, 6-4-92). <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. 1<*-*> A 5<*-*> 99 Igualdade entre empregados públicos e privados: TRT/4á Região - "APLICABILIDADE DOS `GATILHOS' E URP AOS EMPREGADOS MUNICIPAIS - São aplicáveis aos empregados municipais os `gatilhos' e a URP, previstos, respectivamente, nos Decretos-leis n<*-*>5 2.302/86 e 2.335/87, e cuja concessão é ampla, não distinguindo entre empregados públicos e empregados privados. Posicionamento diverso resultaria em violação ao princípio da isonomia, consagrado no art. 5<*-*> da CF" (REO 101/89 4" T. - rel. Juiz Antonio Firmo de 0. Gonzales - J. 27-3-90 - ST 15/54). Isenção de tributos e isonomia: TJ/SP - "Ação direta de inconstitucionalidadeI.ei municipal - Isenção de tributos à usina de açúcar e álcool Inadmissibilidade-

Tratamento desigual à contribuinte - Ofensa ao princípio da igualdade" (ADin. de Lei n" 22.471-0 - São Paulo - Órgão Especial - rel. Cuba Santos - v.u. - 30-8-95). Igualdade tributária: TRF/3á Região - "Embora a lei possa escolher qualquer fato, econômico ou jurídico, para fundamentar uma isenção tributária, não pode da escolha desse fato advir diferença de tributação para duas pessoas que estejam em igualdade. I'ropiciando o art. 6ó do Decreto-lei n<*-*> 2.434/88 tal diferença, fere esse dispositivo o princípio da isonomia" (AMS n<*-*> 90.03.20695/SP - rel. Juiz Grandino Rodas 4á T.Diário da Justiça, Seção II, 4 fev.1991, p.160). Anistia fiscal e isonomia: Tribunal de Alçada do Rio Grande do Sul - "Anistia constitucional. Violação ao princípio da isonomia. Na busca de integração e sistematização dos preceitos constitucionais não pode ser descurada a observação das grancies alteraç<*-*>es decorrentes da intervenção estatal, cumprindo a interpretação ser sensível a acomodação das forças em confronto e a liberdade de pressão. Daí não ferir a regra da igualdade de todos perante a lei, delimitada anistia que visou equilibrar medidas artificiais impostas e de incentivo ao desmedido endividamento, buscando alcançar quem não dispunha de meios para pagar" (ApCivil n<*-*> 189097140/Passo Fundo - 4á CC - rel. Juiz Paulo Augusto Monte Lopes, j. 28-11-89). Igualdade e transferência de aluno: TRF/lá R. - "A Universidade não pode impedir a matrícula de candidato aprovado em primeiro lugar em concurso, para preenchimento de vaga decorrente de `taxa de evasão', se desconheceu a sua própria Resolução, que só admite transferência de um curso para outro do mesmo tronco, quando o aluno é da própria Universidade, é discriminatória, não devendo ser convalidada, em face da nova ordem constitucional (art. 5<*-*>, CF)". (AMS 90.01.18841- 9 PA -1<*-*> T. - rel. Juiz Plauto Ribeiro - DJU 17-6-91). Admissão em colégio militar e princípio da isonomia: TRF/2á Região - "Colégio Militar. Inscrição de filhos de civis. Violação do princípio da isonomia e do direitci à informação de dados - art. 5", I, XIV e XXXIII, da CF/88. 0 regulamento de admissão do Colégio Militar afronta diretamente o princípio da isonomia e do direito à informação de dados. Direito líquido e certo dos impetrantes ao ingresso no Colégio Militar, por terem obtido aprovação tanto nos exames finais como nos exames médicos e por terem obtido classificação superior à de outros que foram matriculados" (3á T. - AMS n" 92.02.14191/1<*-*>1- rel. Juiz Paulo Barata, Diário da Justiça, Seção II,

19 set.1995, p. 62.520). <012> 100 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS

5.4.1Princípio da igualdade e limitação em razão da idade em concurso público A proibição genérica de acesso a determinadas carreiras públicas, tã<*-*><**>somente em razão da idade do candidato, consiste em flagrante inconstituci<<**>nalidade, uma vez que não se encontra direcionada a uma finalidade acolhid<*-*>i pelo direito, tratando-se de discriminação abusiva, em virtude da vedaçãu constitucional de diferença de critério de admissão por motivo de idade (CI<**>, art. 7ó, <*-*>, que consiste em corolário, na esfera das relaç<*-*>es do trabalhc<*-*>, do princípio fizndamental da igualdade (CF, art. 5", caput), que se entende, à falta de exclusão constitucional inequívoca (como ocorre em relação aos militares - CF, art. 42, § 1<*-*>), a todo o sistema de pessoal civil. É certo que ficarão ressalvadas, por satisfazerem uma finalidade acolhida pelo direito, uma vez examinadas à luz da teleologia que informa o princípio da igualdade, as hipóteses em que a limitação de idade se possa legitimar como imposição de natureza e das atribuiç<*-*>es do cargo a preencher. Limite de idade em concurso público: STF - "Concurso Público. Indeferimento de inscrição fundada em imposição legal de limite de idade, que configura, nas circunstâncias do caso, discriminação inconstitucional (CF, arts. 5<*-*> e 7", <**>. Segurança concedida. A vedação constitucional de diferença de critério de admissão por motivo de idade (CF, art. 7", <*-*>) é corolário, na esfera das relaç<*-*>es do trabalho, do princípio fundamental da igualdade (CF, art. 5", caput), que se entende, a falta de exclusão constitucional inequívoca (como ocorre em relação aos militares - CF, art. 42, § l<*-*>'), a todo o sistema de pessoal civil. É ponderável, não obstante, a ressalva das hipóteses em que a limitação de idade se possa legitimar como imposição de natureza e das atribuiç<*-*>es do cargo a preencher. Esse não é o caso, porém, quando, como se dá na espécie, a lei dispensa do limite os que já sejam servidores públicos, a evidenciar que não se cuida de discriminação ditada por exigências etárias das funç<*-*>es do cargo considerado" (Pleno - RMS n" 21.046, rel. Min. Sepúlveda Pertence). No mesmo tema. Ao foi redigido assentou que, fica, de sentido: STF - "O Pleno desta corte já teve oportunidade de apreciar o julgar o recurso em mandado de segurança n" 21.046-0-lZj, cujo acórdão pelo Ministro Sepúlveda Pertence - Relator, em face de distribuição frente ao disposto no inciso XXX do art. 7<*-*>' em comento, afastada

até mesmo.863/7/DF. STF . Garcia Vieira.Lei n" 6.086. firmou entendimento de que. STF . Min. As exceç<*-*>es correm à conta daquelas hipóteses em que as peculiaridades da função.334. lá T. de 31-5-1976 .719-5. p. Min. No caso.RE 148. 30415. 5 set. 7ó.dispensa do limite de idade nela previsto os candidatos que já sejam servidores públicos. 1993. e veiculado. STF. a lei em causa .Rextr. limite de idade. XXX. 1 out. igualmente. 20 out. À época restou consignado que o Plenário desta Corte. Min. ao julgar os recursos em mandado de segurança 21.. rel. arquivado sob o mesmo ementário n<*-*> 1.ST 38/115. <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. Marco Aurélio. 23 mar.5 Igualdade entre homens e mulheres . rel. STJ . Moreira A1ves. interposto também pela União. Diário da Justiça. A Turma voltou a assim decidir no recurso extraordinário de n" 157. para acesso a cargo público. o que demonstra. n" 141.046. § 2<*-*>. 1995. Diário da Justiça. Seção I. impor limite de idade para inscrição em concurso público.início. da Constituição. rel. Diário da Justiça. Min. Ilmar Galvão. Diário da Justiça. e relatado pelo Ministro Moreira Alves. 9 mar.rel. Seção I. e 39. as atribuiç<*-*>es do cargo a preencher imp<*-*>em a observância de um certo limite.. Marco Aurélio. p. 1'= A 5" 101 em face do disposto nos arts. Seção I. Seção I. E.863-7-DF. não pode a lei. a atuação que já vem ocorrendo (.Pleno .1995. j. no Diário da Justiça de l<*-*>-10-1993.864-8-RS . Seção I. Min. Agl n" 170-882-5.721). 21 set. 6. rel.033 e 21.1995. salvo nos casos em que a limitação da idade possa ser justificada pela natureza das atribuiç<*-*>es do cargo a ser preenchido. 92 . que a limitação de idade não é devida à natureza das atribuiç<*-*>es dos cargos a cujo preenchimento se destina o recurso" (Pleno . 35273..Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigaç<*-*>es.RMS 1. 5. nos termos desta Constituição. 1995.. I . à evidência. Diário da <*-*>Justiça. em que se trata do cargo de professor. lá T. p.Rextr. a possibilidade de impor-se. haja vista. n<*-*> 157. do que não se cuida no caso vertente.).065-3RS. ainda: RTJ 152/635.

por constituírem-se tratamentos discriminatórios.Apelação Cível n" 193209020 .REsp n" 76.3<*-*> T. além de tratamentos diferenciados entre homens e mulheres previstos pela própria Constituição (arts.rel. TRF/1" Região . e 22fi. poderá a legislação infraconstitucional pretender atenuar os desniveis de tratamento em razão do sexo. 246 (bens reseivados da mulher) e 219.REsp nó 35. Min. IV (anulação do casamento . não se pode.rel. Recepção do art. inciso I.rel. Diário da Justiça. Des.Apelação Cível n<*-*> 191165356 .Embar<**><*-*>os Infringentes nó 144226-2 . não se pode admitir a recepção do art. Em virtude disso. Diário da Justiça. 27 maio 1996.3á CCível- . decisão 25-2-1992. aceitando-o. quando prevê a possibilidade de deserdação dos descendentes por seus ascendentes em virtude da desonestidade da filha que vive na casa paterna.RT 665/147.2á CCivil .744. pois ambos desrespeitam a Constituição Federal. TA/RS . decisão 4-8-94. Des. Min. 202. TA/RS -1<*-*> CCível . No mesmo sentido: TJ/SP . porém. em seu art.rel. I. 29667. TAlRS .Afirma o art. quando a finalidade pretendida for atenuar os desníveis. Diário da Justiça. ao penalizar somente a liberdade sexual do descendente do sexo feminino. Gildo dos Santos. . Waldemar Zveiter. porém. Juiz Adhemar Maciel. No mesmo senticlo: TJ/SP . O primeiro (CC.rel. decisão 1<*-*>-11-94). Juiz Moacir Leopoldo Haeser. .4<*-*> CCível .llá CCivil . TJ/I<*-*>J . Não recepção do art. Igualmente. sempre que o mesmo seja eleito com o propósito de desnivelar materialmente o homem da mulher. 143. 246 do Código Civil que não foi <012> 102 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS recepcionado pela Constituição da República. nos termos desta Constituição. admitir a recepção dos arts. 5<*-*>.3á T. Juiz Juracy Vilela de Sousa. beneficiando um deles. I. por força de seus arts.Apelação Civil n" 0105599/91 . §§ l<*-*> e 2<*-*>. Seção II. <*-*> 5" . 1993. III. p. I e In.rel. do Código Civil. I. 2 ago. 5". art. Nilson Navc<*-*>s."Art. 5ó. 5ó.98fr4/DF . 219. 5<*-*>.rel.4á T. 1. no tocante à existência de bens reservados do cônjuge virago após o advento da Constituição Federal de 1988: STJ . . art. Tal previsão. Des. I<*-*> a prejudica.114-0/SP . em virtude do art. por exemplo. decisão 18-11-93.Inexistência de direito adquirido contra norma constitucional" (2á CCivil Apelação Cível n" 210. Cezar Peluso. nunca. 246) beneficia a mulher. enquanto o segundo (CC. decisão lfi11-93.Apelação Cível nó 198949-1. atenta ilagrantemente com a Constituição Federal em seu art. 29 maio 1995. Lino Machado.rel. STJ . I. da CF. 246 do Código Civil (bens reservados). sem respeito à finalidade constitucional de nivelação. A correta interpretação desse dispositivo torna inaceitável a utilização do discrimen sexo.adultério precoce). Conseqüentemente. 7<*-*>. que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigaç<*-*>es. XVIII e XIX.631-1 . 246 do Código Civil. da Constituição Federal: TJ/SP .

4á CCível .Abdicação do direito em razão de relação concubinária com outro homem . deve sustentar-se à própria custa para não ser instituído o parasitismo compulsório" (Apelação Cível n" 228. TJ/PR . em face da CF. I: TJ/SP . não fsicamente" (8á CCivil . art.Agravo de Instrumento nó 196006175 .29-4-94).rel.Igualdade esta válida no que diz respeito a direitos e obrigaç<**>es. ainda."Casamento . decisão: 6-5-96).Recurso não provido. em face da CF.rel.Inadmissibilidade . 1'= A 5" 103 ."Alimentos .2á CCível . ademais. em nível constitucional (art.Erro essencial .Anulação .Apelação Cível nó 54624 . decisão: 24-490. 5ó. TJ/PR . e assim. tornando incabível a reclamação . art.pedido juridicamente impossível . Barbosa Pereira .Mulher que deve concorrer para o seu sustento e o da prole .rel.Apelação Cível n<*-*> 30397 . I. 5ó."Casamento .963-1 .Alimentada que desfruta de condiç<*-*>es físicas e mentais para o trabalho .Defloramento anterior ao casamento Desconhecimento do fato pelo marido . Carlos Hoffmann. Des. "AlimentosAção proposta contra ex-marido . Des. decisão: 20-3<*-*>lfi. decisão:18-11-92). 219.Princípio constitucional da igualdade . IV. 5".Apelação não provida Estabelecendo-se. Des. determina condiç<*-*>es próprias de subsistência Igualdade constitucional preconizada. CF).Anulação . José Meger. não é mais possível anular-se o casamento com fundamento ein norma revogada (art.Santos . Inadmissível com o novo ordenamento jurídico" (5d CCível . deve assumir o risco de sua aventura. que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigaç<*-*>es. Des. E.885-1. IV.Erro essencial .rel.Exercício de pro issão que.Apelação Cível nó 69553 . Não recepção do CC. Juiz Aldo Ayres Torres. Des. Des.rel. art.Admissibilidade .Detloramento ignorado pelo marido (error virginitatis) . Se a mulher opta por uma vida de liberdade sexual. I: TJ/PR . Altair Patitucci. decisão: 5-12-94. 219. 219.Exclusão da ex-esposa . Alimentos e isonomia entre homens e mulheres: TJ/SP . Recepção do CC. <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS.Alegação de serem todos iguais perante a lei Inadmissibilidade .Independência demonstrada . CC).Apelação Cível n<*-*>' 164517-1. pois não se pode exigir apenas a virgindade da mulher.rel.Verba não mais devida" (ApCivil n" 213.3á CCIV . Villa da Costa. IV. Mattos Faria.rel. art.

5<*-*> .Ação intentada pela esposa Inserção do marido no pólo ativo da ação .CRITÉRIO DE ADMISSÃO . em casos tais. AC n<*-*> 89. mesmo antes da promulgação da atual Constituição."Em face da nova ordem constitucional .Ativa . inciso I. p.22-2-94). Igualdade e legitimidade para propositura de ação: TJ/SP . Juiz Jirair Aram Meguerian."Não guardando o benefício de que trata a Lei nó 6. Diário da Justiça. p.São Paulo .rel. 5ó.01.02. da Constituição da República .244-1. A regra direciona no sentido da inconstitucionalidade da diferença de critério de admissão considerado o sexo art. e § 2ó do art. 5" da Constituição Federal" (lá T. vedada qualquer discriminação de ordem pessoal" (rel.20512/IZJ . 5. § 5<*-*>. Seção II. Renan Lotufo .SEXO. Juiz Clélio Erthal.1 Critérios de admissão para concurso público A interpretação jurisprudencial direciona no sentido da inconstitucionalidade da diferença de critério de admissão considerado o sexo (art.820/90 . Seção II. cônjuge e dependentes.924/81 relação com a natureza do serviço prestado pelo corpo feminino da reserva da Aeronáutica.livre acesso de homens e mulheres: STF . a concessão do aludido benefício" (2á T.rel. I .998-1 .São Paulo .a exigência de conceder-se o benefício somente ao chefe ou arrimo da unidade familiar deixou de existir. Villa da Costa .Ocorrência . No mesmo sentido: TJ/SP . 226.1992. Concurso público .Interesse da família ."CONCURSO PÃBLICO . uma vez que ficou proibido qualquer tipo de discriminação entre homens e mulheres. Pensão por morte de cônjuge: TJ/SP .rel. Militares e beneficio da Lei n" 6. 5.art. .23800-4/MG .1992.295). 39 da Carta Federal).Embargos Infringentes n<*-*> 189.Admissibilidade . .AC n" 90. 3.5."Instituto de Previdência do Município de São Paulo .Lei nó 9."Legitimidade de parte .Em planos de igualdade homem e mulher. permitindo-se exceç<*-*>es tendo em vista a ordem socioconstitucional. 8-11-94).Embargos Infringentes nó 194.127/207).Recebimento de pensão por morte de cônjuge . Ademais.150/80 derrogada pela Lei n<*-*> 10. 20 fev. 5<*-*>. Aposentadoria rural e igualdade da mulher: TRF/lá Região .22-6-94.Desnecessidade .Recurso não provido" (JTJ. a jurisprudência do antigo Tribunal Federal de Recursos já admitia.Inteligência do art.267).igualdade entre homens e mulheres: TRF/2á Região . deve o mesmo ser estendido aos militares do sexo masculino que estejam em situação idêntica em face do princípio da isonomia consagrado no art.924/81 .Igualdade entre o homem e a mulher na sociedade conjugal .12 mar. Diário da Justiça.j.

§ 1<*-*>. Seção I. em seu art. Além disso. e outras práticas discriminatórias. ação. 39 da Carta Federal. em que pese sua autonomia em relação ao direito material.SUS. quanto todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza. <012> 104 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS 5. a visão instrumentalista do processo. laudo. ou sua manutenção. Min. até muito pouco tempo.029. atestado. 153. o tratamento diferenciado é admissível e se explica do ponto de vista histórico. também considerado pelo constituinte de 1988. a relação jurídico-processual e o procedimento). no Quadro de Saúde . sem distinção de sexo.5. . exame. 5. deve ser encarada como um instrumento daquele mesmo direito material e. assim. cor.3 Constitucionalidade da prerrogativa do foro em favor da mulher e sua aplicação tanto para a ação de separação judicial quanto para a de divórcio direto A Constituição anterior. fica proibida a adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito cle acesso a relação de emprego. 0 concurso público para preenchimento de vagas existentes no Oficialato da Polícia Militar. situação familiar ou idade. as discriminaç<*-*>es absurdas. que integra o conceito do processo.primeiro-tenente. assim não considerado o ofc<*-*>iecimento de serviços e de aconselhamento ou planejamento familiar.5. raça. reestuda os institutos básicos do direito processual (jurisdição. p. pcrícia. extremamente discriminada.2 Critérios para admissão de emprego A l. Tanto faz dizeitodos são iguais perante a lei. Assim. Daí o legisla- . para demonstrar que a ciência processual. já que a mulher foi. o que a vigente Constituição fez ioi apenas e tão-somente reforçar a igualdade do tratamento que pessoas de sexos diferentes devem receber.RExtr. médico e dentista . também já vedava qualquer tipo de distinção entre as pessoas. deve atender a essa visão teleológica. nrigem.1995. Diário da Justiça. Ambos expressam o mesmo princípio.inciso I. estado civil. e § 2<*-*> do art. promoção do controle de natalidade. as hipóteses de proteção ao menor previstas no inciso XXXIII do art. ressalvadas. Marco Aurélio. o procedimento.enquadra-se na regra constitucional. Igualmente. para efeitos admissionais ou de permanência de relação jurídica de trabalho. O que se veda são as diferenciaç<*-*>es arbitrárias.305-6/RT rel. de 13-4-1995. de forma diversa. preocupação dos modernos estudiosos do direito processual. declaração ou qualquer outro procedimento relativo à esterilização ou a estado de gravidez. ne<**><*-*>c<*-*> caso. por motivo de sexo. que configurem indução ou instigamento à esterilizaçào genética. 9 jun. O princípio da isonomia não pode ser entendido em termos absolutos. a adoção de quaisquer medidas. tendo em vista a ordem socioconstitucional. realiiados àtravés de instituiç<*-*>es públicas ou privadas. submetidas às normas do Sistema Ãnico de Saúde . A exceção corre à conta das hipóteses aceitáveis. constituindo crime a exigência de teste. de inic-iativa do empregador. no que proíbe a distinção por motivo de sexo" (2á T. defesa.17. proíbe a exigência de atestados de gravidez e esterilização. n" 120. 7" da Constituição Federal. inexiste diferença entre os dois dispositivos. destacando-se que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigaç<*-*>es.236).ei nó 9.

A regra do art. I. Em relação. Na organização das justiças locais brasileiras. foro significa território. § 5". I. que é a competente para. especialmente em face do disposto no art. do Código de Processo Civil também se aplica ao divórcio direto. o foro especial da mulher.515."A regra contida no inciso I do art.999-0/RT . regra específica de competência. 100. Sálvio de Figueiredo . como no caso. o de . o mesmo que comarca (município ou pluralidade de municípios contíguos. qual seja. Fundamentos do processo civil moderno 2. especificamente. 100 da lei instrumental civil. 100. não expressamente prevista.REsp nó 17. ed. I. p. o assunto é pacífico no Estado de São Paulo. . 100.l.rel. é palavra de uso freqüente na teoria da competência. atende a um objetivo legítimo.Desconhecido o paradeiro da ré à época da propositura . do Código de Processo Civil tanto à separação judicial quanto ao divórcio direto: TJ/SP . ampliou as hipóteses até então previstas pela Lei n" 6. do Código de Processo Civil se aplicaria tanto à separação judicial quanto ao divórcio direto (instituído pela Constituição Federal que. para corrigir um <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS.I. 100. em análise adstrita ao âmbito infraconstitucional. não obstante a omissão do legislador. Dessa forma.1987. do Código de Processo Civil ao divórcio direto: STJ .Recurso provido.Ementário STJ 06/441). pois. nos termos do art. 187 do Regulamento Interno. permitindo a esta demandar em seu foro. perante a Câmara Especial.ocalização posterior .140). Min. Cândido Rangel. Apesar de a Carta de 1988 haver realçado a igualdade entre os sexos. ao divórcio direto. não trouxe para o sistema jurídico inovação substancial. ser interpretada restritivamente. de 26-13-1977 . através do seu art. Aplicação do art.Competente o foro da residência da mulherImperativo o deslocamento da competência para atendimento à finalidade normativa .ei do Divórcio). da Constituição.Divórcio diretoAção proposta no domicílio do autor . 226. julgar os conilitos de competência suscitados em primeira instância. que estão sujeitos à competência de um ou vários juízes de primeiro grau)" (DINAMARCO. 226. I. Não aplicação do art. o art."COMPETÊNCIA . do Código de Processo Civil . deve. foro vem a ser. "técnica do direito processual. São Paulo : Revista dos Tribunais. 1" A 5<*-*> 105 defeito histórico de opressão do homem sobre a mulher. por outro lado. I. estabelecendo foro especial em relação à mulher.dor prever.Aplicação do art. afinal de contas. que proclamou a igualdade juridica entre os cônjuges" (4<*-*> T. § 6ó. 100. de molde a não estendê-la à ação de divórcio direto.

eis a lei.320-0/5. rel.Cotia . art. Itu. Assis rel. Bauru. São Paulo. "A paixão perverte os Magistrados e os melhores homens: a inteligência sem paixão . rel.300-0. e VIII -13. cessa o privilégio da vontade caprichosa do detentor do poder em benefício da lei. A defesa da legalidade também foi realizada por Aristóteles: . V -15. também a Lei Complementar esta<012> 106 I)IREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS dual n" 225/79. Des. Platão afirmou: "chamei aqui de servidores das leis aqueles que ordinariamente são chamados de governantes. e o Provimento n<*-*> 35/92 do E.329-0/9. Des. o princípio da legalidade mais se aproxima de uma garantia constitucional do que de um direito individual. lair Loureiro. rel. um bem da vida. art.070-0. 5". rel. Des. vejo pronta a ruína da cidade. Com o primado da lei." Na defesa do primado da lei (governo de leis) e contra o governo da discricionariedade humana (governo de homens). Tal princípio visa combater o poder arbitrário do Estado. rel. rel. a prerrogativa de repelir as injunç<*-*>es que lhe sejam impostas por uma outra via que não seja a da lei. mas porque sustento que desta qualidade dependa sobretudo a salvação ou a ruína da cidade. II . da CF preceitua que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. III11. Odyr Porto. Garrigós Vinhares. já que ele não tutela. Só por meio das espécies normativas (CF. Tribiiii<*-*>il de Justiça do Estado de São Paulo.439-0/0. no fundo. De fato.6 Princípio da legalidade O art. e parágrafo único. São Paulo. São Paulo. VII -14. Onei Raphael. onde a lei está submetida aos governantes e privada de autoridade. conforme as regras de processo legislativo constitucional. São Paulo. 11. Conforme salientam Celso Bastos e Ives Gandra da Silva Martins. Dirceu de Mello .024-0/4.Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. Des. pois são expressão da vontade geral. especificamente. portanto. I. ao contrário. não por amor a novas denominaç<*-*>es.685-0/5.Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: l<*-*>gravos de Instrumento: I 14. Guarulhos. onde. podem se criar obrigaç<*-*>es para o indivíduo. Nesse sentido.17-3-94). Des. 59) devidamente elaboradas. II. II. a lei é senhora dos governantes e os governantes seus escravos. V. rel. 5. mas assegura ao particular. Des. IV . cf.Agravo de Instrumento nó 17.315-0 .atenuar possíveis e prováveis desigualdades em relação ao homem" (rel. VI -14. II . vejo a salvação da cidade e a acumulação nela de todos os bens que os deuses costumam dar às cidades" (Leis. Marino Falcão.14. 715d). pois como já afirmava Aristóteles.air Loureiro.380-0. Des. Aniceto Aliende. Cunha Camargo.15.

não mediante ordens individuais e concretas. pois melhor <012> COMENlÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. . por outro lado. Seção I. a condenação a satisfazer o que pleiteado" (2á T. Marco Aurélio.1286a).1986."é mais útil ser governado pelo melhor dos homens ou pelas leis melhores? Os que apóiam o poder régio asseveram que as leis apenas podem fornecer prescriç<*-*>es gerais e não provêm aos casos que pouco a pouco se apresentam. . exerce o poder sub lege mas não per leges.1<*-*> A 5q 107 é o elemento que não pode estar submetido a paix<*-*>es que o elemento em que as paix<*-*>es são conaturais. ao contrário.1993. Ora. assim como em qualquer arte seria ingênuo regular-se conforme normas escritas. como faz Kelsen. como expressão máxima da vontade do soberano (seja ele o príncipe ou o povo). mesmo assim. então.11. As duas exigências não se superp<*-*>em: num estado de direito o juiz. em oposição às ordens dadas uma por vez. o legislador constituinte. Min. através da emanação (se não exclusiva. São Paulo : Paz e Terra Política. Uma coisa é o governo exercer o poder segundo leis preestabelecidas. Rousseau e Hegel: pode-se duvidar de que eles devam ser incluídos entre os fautores do governo da lei. ou melhor. Hobbes. que é o considerado até aqui. também o governo per leges. por um lado. outra coisa é exercê-lo mediante leis. exerce o poder não sub lege (salvo ao pressupor."A inobservância ao princípio da legalidade pressup<*-*>e o reconhecimento de preceito de lei dispondo de determinada forma e provimento judicial em sentido diverso. mas per leges no momento mesmo em que emana uma constituição escrita. Diário da Justiça. aos governantes é necessária também a lei que fornece prescriç<*-*>es universais. o primeiro legislador. mediante leis. Na formação do estado moderno a doutrina do constitucionalismo.531). ao menos predominante) de normas gerais e abstratas. enten<*-*> dida a lei. a inexistência de base legal e. mas certamente todos os três são defensores do primado da lei como fonte do direito. a lei não tem paix<*-*>es. que ao contrário se encontram necessariamente em cada alma humana" (Politica.11 jun.Agrag n<*-*> 147203/SP . Caracterização da inobservância do princípio da legalidade: STF . como norma geral e abstrata. 158). Todavia. no dizer de Norberto Bobbio. Assim. quando emite uma sentença que é uma ordem individual e concreta. Que sejam considerados os três maiores filósofos cujas teorias acompanham a formação do estado moderno. p. ou.rel. a supremacia da legalidade sobre o governo de homens traz. na qual se resume toda forma de governo sub lege. em oposição ao consueto. isto é. como instrumento principal de dominação e enquanto tal prerrogativa máxima do poder soberano" (O futuro da democracia: uma defesa das regras do jogo. isto é. uma norma fundamental). p... "duas coisas diversas embora coligadas: além do governo sub lege. procede no mesmo passo que a doutrina do primado da lei como fonte de direito.

AMS n<*-*> 91. Reg.MS n<*-*> 140/DF. não podendo exorbitar em seus termos. deve conter-se nos liinites traçados pela lei. em interpretação estrita. 05/646).833-0/AL. Des. Inexistência de coação ilegal.2<*-*> T. rel.Ementário STJ.02960/AL ."O poder de polícia (não se confunde com o poder da polícia) consiste.REO n" 89. sob pena de ineficácia (TJ/SP .-)TJ/SP LEX 142/293). em princípio. Egas Galbiatti . medida políticojurídica de resposta ao delinqüente. não denota nenhuma ilegalidade. . Reg.Ementário STJ. Seção II. n" 89. Min. rel.MS n" 195676-2 ."0 Direito Penal moderno é Direito Penal da culpa. visando ao bem-estar da coletividade.05. Reg.18<*-*> CCivil .RHC n<*-*> 1.Ementário STJ. comprovante de habilitação para dirigi-los.01351/RS .04. Min.DF. Juiz Rubens Raimundo Hadad Vianna . "o exercício de competência fiscalizadora por órgão da Administr<*-*>c<*-*><*-*><*-*>io Pública está vinculado aos limites da lei outorgante. Assim. Min. eis que se trata de norma limitadora de direitos e disciplinadora de atividades. Exercício do poder de polícia: STJ . A sanção.MS nó 260 . deve ajustar-se à conduta delituosa.Legalidade e poder de polícia: A atividade administrativa está adstrita ao princípio da legalidade (STJ -1<*-*> Seção . Armando Rollemberg . A solicitação de documentos de propriedade de veículos. n ão podendo ser substituída por resoluç<*-*>es ou outros atos análogos" (TRF/4á Região -1`<*-*> T. n<*-*> 920004861-7. 02/45. n<*-*> 900005815-5. Vicente Cernicchiaro .R'I<**>RF.rel. Diário da Justiça. . rel. Reg. 7/111). 23 ago. "0 poder de polícia. . RMS <012> 1 OS I)IREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS n" 479/SP. quando exercido dentro dos limites legais. rel. STJ .2a T. Assim. I1mar Galvão .rel. Essa lei deve ser consider-acla não apenas por sua natureza material. Conduta é . 19. impor restriç<*-*>es ao exercício de direitos.854). O1/48. n" 8977520. Vicente Cernicchiaro . ausente abuso ou desvio de poder" (6á T. h<*-*>í cie ser respeitado" (TRF/5á Região . p.Ementário ST/. 04/67).lá Seção . de caráter secundário. pois "o Poder Executivo. 1991. Não se prescinde do elemento subjetivo. ao baixar provis<*-*>es regulamentadoras.0012199-5. Intoleráveis a responsabilidade objetiva e a responsabilidade pelo fato de outrem. mas também formal. obedecido o princípio da legalidade. Juiz Arakerr Mariz. Direito Penal e responsabilidade objetiva: STJ . Min. STJ .rel.

"Não afronta o princípio da legalidade a reparação de les<*-*>es deformantes. tendo em conta a sua feição social. § l<*-*>. É fato. entretanto. que teria se valido de grave ameaça para conseguir o seu intento" (6<*-*> T. . .141/611). Na hipótese dos autos. Existe. O Direito Penal da culpa é inconciliável com presunç<*-*>es de fato. punir alguém por crime não cometido. Min. entre o Estado e seus servidores.rel. não havendo como situar. 1. do Código Civil)" (2á T.rel. <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS.454-0/DF.424-2/RO. rel. Que se recrudesça a sanção quando a vítima é menor."As restriç<*-*>es ou limitaç<*-*>es ao direito de propriedade."A vedação à importação de bens de consumo usados materializada na Portaria 8/91 do DECEX decorre de regra de competência assegurada ao Ministério da Fazenda pelo art. n" 203. . na espécie.RExtr. Francisco Rezek. Remuneração do servidor público e princípio da legalidade: STJ . Francisco Rezek). rel.RExtr.122/CE .MS n<*-*> 1.fenômeno ocorrente no plano da experiência. Min.RTJ.Ementário STJ. o acórdão fundamentou a condenação na conduta do réu. ou de ficiente mental.RExtr.10/107).538. a alegada afronta aos princípios da isonomia e da legalidade" (2<*-*> T. que há de ser exercitado com estrita observância ao princípio da legalidade e sujeição ao controle do Poder Judiciário" (2<*-*> T. rel. .. Inconstitucionalidade de qualquer lei penal que despreze a responsabilidade subjetiva. desde que se observem os princípios da legalidade e da irredutibilidade de vencimentos" (1á Seção .Ementário STJ. 06/109). 237 da Carta. nada obsta se modifique o regime de remuneração. entretanto. n" 116. Min. decorre do poder de polícia inerente ao Estado. 10/283). No mesmo sentido: STF .rel. Antônio de Pádua Ribeiro ."Na relação. Célio Borja . ou não existe. de índole estatutária. Min.Ementário STJ. . Gomes de Barros . Restriç<*-*>es ao direito de propriedade e princípio da legalidade: STJ . O principio da legalidade fornece a forma e o princípio da personalidade (sentido atual da doutrina) a substância da conduta delituosa. 1" A 5l 109 entre as quais se insere o tombamento.519-0/1<*-*>1. a título de dano moral (art. Fato não se presume. Legalidade e importação de bens de consumo usados: STF . Min. n<*-*> 204.447/DF .REsp ng 30. Min. . Corolário do imperativo da Justiça.365/CE . Luiz Vicente Cernicchiaro . Legalidade e dano moral: STF . Não se pode. tudo bem.2<*-*> T.REsp n" 46.

Legalidade e tempestividade do recurso extraordiário: STF .rel.l<*-*> T. 12.Correção .Agrag-189. concorrentemente. a despeito de não haver no Estado lei que o permita (1" T. Marco Aurélio. . aos Estados e ao Distrito Federal" (2<*-*> T. 19 dez. 24 da Constituição Federal. a pretexto de conceder tratamento isonômico ao dispensado pelo Decreto-lei n" 2."Ofende os princípios da separação dos poderes e da legalidade decisão que. 7 mar. tampouco importando em violência aos princípios da legalidade e da não-cumulatividade a previsão sobre a incidência da correção monetária antes de o tributo tornar-se exigível. n<*-*> 199.095-RS . 11 abr. p.lá T.565. Seção I. limita-se. p.273-0/SP e 172.1997.egalidade e contagem de tempo de serviço: STF . No mesmo sentido: STF . Min.rel."Na dicção da ilustrada maioria.374/89 não implicou delegação incompatível com a Carta de 1988.STF . Octávio Gallotti.019/83 aos magistrados da União. nó 194.1996.983). sem qualquer desvio hermenêutico. 1. ainda que de ordem formal. Diário da Justiça.10. Seção I. I. como relator. envolvendo não só o próprio fundo material do litígio. Precedentes: Recursos Extraordinários nós 154.ei n<*-*> 6. a considerar como `essencial à compreensão da controvérsia' a peça referente à comprovação da tempestividade do recurso extraordinário. Seção I. Tributo .Índice Local. Diário da Justiça. p. . p. Min.Informativo STF . 1997. 1997.087/RN .1997.Ag. Diário da Justiça. cabendo. . Seção I. Min. Seção I. que guardem relação de pertinência com os aspectos emergentes da causa" (lá T. O sentido conceitual da expressão `controvérsia' revestese de caráter abrangente.rel."Não ofende o principio da legalidade a decisão que.lá T.rel.RE 140.220. Celso de Mello. A disciplina da atualização dos tributos está compreendida na previsão do inciso I do art.341/SP . Sydney Sanches. à União. em relação à qual guardo reservas.226/GO . 4 abr.160/ES .n" 32). 109 da I. decisão: 14-5-96 .518 PE . .rel. reconhece a juiz estadual o direito à contagem do tempo de advocacia prestado à iniciativa privada. STF . 14 fev. 5. mas também todas as quest<*-*>es e incidentes. Legalidade e possibilidade de aplicação da correção monetária antes de o tributo tornar-se exigível: STF . .394-7/SP. Marco Aurélio.405. Celso de Mello. nos quais. fiquei vencido. Min.Agrag156. . Min. . e dentro dos critérios consagrados pela Súmula 288/STF. ao interpretar o ordenamento positivo em ato adequadamente motivado.RExtr. Diário da Justiça. Regimental em Recurso Extraordinário nó 196.rel.783). 51. Diário da Justiça. p. Min. o disposto no art.RExtr.

p.Ementário STJ. se aplicada oportunamente. de Menores.Medida de segurança a menor de idade e princípio da legalidade: STJ"Não conflita com o sistema vicariante da nova Parte Geral do Código Penal medida <012> 11 O DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS de segurança prevista para o menor. até moral. . em face das conseqüências danosas que a pena de suspensão acarreta. Reg.337). ser apreciado. Penal" (5á T. Min. Diário da Justiça."O ato discricionário cuja motivação estiver em desconformidade com a lei é nulo e seus efeitos lesivos devem ser reparados para recomposição do patrimônio violado. Ausência de lei especifica torna inviável a cobrança do tributo.577). Impossibilidade. rel.01.01. 02/513).054528/DF ."Só a lei pode ditar regras de ação positiva (fazer) ou negativa (deixar de fazer ou abster-se). pode. Ementário STJ. Logo. bares e similares. sem nenhuma dúvida.REsp n" 1. .rel. quer financeiro.07411-1/BA .REO n<*-*> 90. I.AC 90. a Resolução 136/87.1991. em obediência ao princípio da legalidade. Min. n<*-*> 898451-8. 13 maio 1991. até a sua efetiva revogação judicial. Farmacêutico e licença para funcionamento: TRF/lá Região . por infringência do principio da legalidade. com efeitos ex tunc" (lá T.RHC nó 124/CE. Reg.egalidade e ICMS: STJ . Vicente Cernicchiaro."Firmou-se a jurisprudência de ser necessária legislação estadual fixando base de cálculo distinta da relativa à saída de mercadorias. pelo Poder Judiciário. n<*-*> 900227&9. que imp<*-*>e penalidades.rel. medida prevista no Cód. não mais contemplada no Cód. 03/392). contudo."É abusiva a exigência do CRF-DF que o farmacêutico responsável pela farmácia homeopática tenha especialização em homeopatia. sendo ato ilegal. Ato discricionário e princípio da legalidade: TRF/lá Região . vinculado ao princípio da legalidade" (1<*-*> Seção . do Concine. Juiz Hermenito Dourado. Regras de conduta e resolução: TRF/3á Região . 24. Diário da Justiça. por não apoiada em substrato legal próprio. 7 out. p. Possibilidade de tal medida de segurança. Juiz Plauto Ribeiro. 10. no estatuto legal próprio.131/l<*-*>T. que decretará a sua nulidade. rel. ter continuidade de execução após a maioridade penal. e. Assis Toledo . por falta de amparo" (2<*-*> T. É inconstitucional. Seção II. Seção II. dada a natureza da relação jurídica do fornecimento de alimentação em restaurantes. decorrentes da ausên- . em toda a sua inteireza. quer funcional. de aplicar-se a quem já completou 21 anos.

na interpretação firmada na praxe). encontramos o princípio da legalidade quando a Constituição outorga poder amplo e geral sobre qualquer espécie de relação. Min. e o conseqüente poder concedido ao Presidente da República para legislar sobre qualquer matéria. definir o fato gerador e estabelecer prazos e con- . Ementário STJ.1=' A 5<*-*> 111 é. sem participaç ão normativa do Executivo. subtraindo-a. pois reseiva de lei.rel. Princípio da reserva legal tributária: STJ . por se estabelecer tipo penal por via de decreto-lei (DL 756/69). visto exigir o tratamento de matéria exclusivamente pelo Legislativo.778). ambos determinados por força do disposto no art. 86. do AI-05. 2". rel. Este opera de maneira diversa. Juiz Rubens Raimundo Hadad Vianna . Por outro lado.REO n" 89. No mesmo sentido: TRF/4<*-*> Região . o da legalidade: Só à lei cabe instituir impostos. p. José Afonso da Silva nos ensina que a doutrina não raro confunde ou não distingue suficientemente o principio da legalidade e o da reserva legal. 1995. Op. 0 primeiro significa a submissão e o respeito à lei. 0 segundo consiste em estatuir que a regulamentação de determinadas matérias há de fazerse necessariamente por lei for mal. REO n<*-*> 90. decorrente de regra constitucionàl. Ele não é genérico e abstrato. à disciplina de outras fontes. encontramos o princípio da reserva legal. Se todos os comportamentos humanos estão sujeitos ao princípio da legalidade. Juíza Marli Ferreira. Ele incide tão-somente sobre os campos materiais especifcados pela Constituição.rel. Este <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. 5. Por outro lado.cia de etiqueta de controle de fitas de videocassete comercializada" (6á T. àquela subordinada" (Curso.01351/RS .03. <*-*> 1". não subsistiu durante o excepcional recesso do Congresso Nacional. Reserva legal e tipo penal descrito por Decreto-lei: STJ . Assim.lá T. Seção II.030704/SP . mas concreto. ou a atuação dentro da esfera estabelecida pelo legislador."A argizição de quebra do princípio da norma legal.7 Princípios da legalidade e da reserva legal 0 princípio da legalidade é de abrangência mais ampla."<*-*> sistema tributário brasileiro tem como princípio basilar proeminente.04. Reg. de menor abrangência. com isso. 03/627). quando uma norma constitucional atribui determinada matéria exclusivamente à lei formal (ou a atos equiparados.RTRF. "tem-se. caso a caso. à lei.. de 13-12-1968" (5á T. somente alguns estão submetidos ao da reserva da lei. p. Por ele fica certo que qualquer comando jurídico impondo comportamentos forçados há de provir de regra geral.RHC n<*-*> 602/DF. 13 dez. portanto. mas de maior densidade ou conteúdo. Encontramos o princípio da reserva legal quando a Constituição reseiva conteúdo específico. 07/111). . . n" 900003182-6.. 368). Diário da Justiça. cit. Flaquer Scartezzini.

impessoais. Belo Horizonte : Del Rey. 09/780. 08/784). ainda quando esta majoração decorra da modificação da base de cálculo" (lá T. p. nem o texto. Peçanha Martins .Ementário STJ. sem lhes alterar.lá T. 92). removendo eventuais obstáculos práticos que podem surgir em sua aplicação e se exteriorizam por meio de decreto.188-0/PR. . 8/806).Ementário STJ. Demócrito Reinaldo . `são regras jurídicas gerais. leciona Esmein. todavia. regras gerais. `são eles prescriç<*-*>es práticas que têm por finz preparar a execução das leis.lá T. em desenvolvimento da lei. cuja finalidade precípua é facilitar a execução das leis.1970. STJ . para poder ser aplicadas. rel.RS. Bem por isso. sendo. rel. ser redigidas em termos gerais. mas. referentes à organização e ação do Estado. Por isso. rel. STJ . Demócrito ReinaldoEmentário STJ. enquanto poder público'. propiciando facilidades para que a lei seja fielmente executada. . Princípio da reserva legal tributária e modificação da base de cálculo: STJ"Pelo princípio da reserva legal. senão.Zá T. .Ementário STJ. portanto. completando-as em seus detalhes. Min. rel. <012> 112 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS Os regulamentos.100-0 . p. às mutaç<*-*>es de fato das quais estas mesmas relaç<*-*>es resultam. 421). é que serão detalhistas. as leis não devem descer a detalhes. importante fonte do Direito Administrativo (Manual de direito administrativo. O exercício do poder regulamentar do Executivo situa-se dentro da . Min. Demócrito Reinaldo .REsp nó 31. abstratas. . na precisa definição de Oswaldo Aranha Bandeira de Mello. conforme acima ficou expresso. como relembra Marcelo Caetano. Min. são normas expedidas privativamente pelo Presidente da República.REsp n<*-*> 49227-0/RS. estes sim. conter. art. segundo a melhor técnica. Os regulamentos. ed. prevê que compete privativamente ao Presidente da República expedir decretos e regulamentos para fiel execução da lei. I<*-*> A Constituição Federal. pois. 84.REsp n" 31. Min.1994. em seu art. a majoração do tributo é privativa da lei.REsp n<*-*> 35. 84. Na clássica lição do Ministro Carlos Velloso.117-4/RS. 09/781. . apenas. 5.8 Princípio da legalidade e expedição de decretos e regulamentos (CF. inciso IV. também. É que as leis devem.Ementário STJ. "os regulamentos. 9. Editados pelo Poder Executivo.SP. Min. formalmente elaborada. Coimbra : Coimbra Editora. Milton Luiz Pereira .10/761). não só para abranger a totalidade das relaç<*-*>es que nelas incidem. com ilexibilidade correspondente.diç<*-*>es de pagamento" (lá T. nem o espírito"' (Temas de direito público. No mesmo sentido: STJ . rel.970-9 . visam a tornar efetivo o cúmprimento da lei.REsp n" 3.

25 ago. p. em razão da competência concorrente estabelecida pela Constituição Federal. por ser função do Poder Legislativo.355). pois. 152/352-357. 3. Rio de Janeiro : Borsoi. . Mário. 2. 156. 6.855.medida liminar . ed. 1966.RMS nó 4. nó 264 (AgRg)/DF . 175. Américo Luz Ementário STJ. Mun.principiologia constitucional da Separação de Poderes (CF. Célio Borja. n<*-*> 1. Ação direta de inconstitucionalidade e controle da legalidade: STF . São Paulo : RT. Decretos Estaduais que proíbem a pesca e comercialização do produto."Não ferem o princípio da legalidade.184-0/MS. Assim.egalidade e instituição de taxa por decreto: TJ/SP .1996. RTJ. 2ó. da Estância de Campos do Jordão.ADin. Celso de Mello. Themistocles Brandão. a questão se coloca no plano da legalidade e não da constitucionalidade" (Pleno . O poder regulamentar somente será exercido quando alguns aspectos da aplicabilidade da lei são conferidos ao Poder Executivo que deverá evidenciar e explicitar todas as previs<*-*>es legais.rel. Seção I. p. tampouco criar obrigaç<*-*>es diversas das previstas em disposição legislativa (CAVALCANTI. 1977. decidindo a melhor forma de executá-la e. l. São Paulo : RT.rel. Estudos de direito administrativo.ADin. Revista de Direito Administrativo. Min. nesse caso. 17 nov. MASAGAO. Seção I. LAZZARINI. 26 fev. Curso de direito administrativo. 414). salvo em situaç<*-*>es de relevância e urgência (medidas provisórias).Pleno . suprindo suas lacunas de ordem prática ou técnica (RTJ. 26.ADin. <*-*> 4". Decretos estaduais e proibição da pesca: STJ . n<*-*> 99/MT . 17. Themistocles Brandão. eventualmente."Já se firmou a jurisprudência desta Corte no sentido de que não cabe ação direta de inconstitucionalidade com relação a dispositivos de Decreto que regulamenta Lei. 1<*-*> A 5<*-*> 113 VALCANTI. Min. STF . Moreira Alves. ed.Pleno . Min. arts.022.medida cautelar . n" 763/SP . Diário da Justiça.rel. p. Principios gerais de direito público.184.1995. III). 1989. rel. Min. 426). porquanto.13/66). o regulamento não poderá alterar disposição legal. STF . p. Parecer do Consultor Geral da República. 1993.rel."InconstitucionalidadeDec. Essa vedação não signi ica que o regulamento deva reproduzir literalmente o texto da lei. Álvaro. nó 45.medida cautelar . pois seria de flagrante inutilidade. Carlos Velloso.253-3 . visando preservar a espécie" (2<*-*> T. CA<012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. p.ADin. 1. p. Diário da Justiça. 158/69. No mesmo sentido: STF . 60. Diário da Justiça. inclusive. Seção I. p. o Presidente da República não pode estabelecer normas gerais criadoras de direitos ou obrigaç<*-*>es. Min. Instituição de preço público co- .

Ofensa aos princípios da legalidade e da anterioridade. institui taxa de uso de bens de uso comum do povo. I. I. 2. ou com c<*-*> seu consentimento ou aquiescência. informaç<*-*>es ou confiss<*-*>es. de castigá-la por ato que elu ou terceira pessoa tenha cometido ou seja suspeita de ter cometido. para a Assembléia Geral das Naç<*-*>es Unidas. tortura. III). de competência cl<**><*-*> União (art. 5. se omitirem. 5<*-*>'.9 Tratamento constitucional da tortura (art. o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. todavia.Representação Interventiva nó 9. fica O termo tortura.072/90). da Constituição Federal é uma norma constitucional de eficácia limitada. II. fisicos ou mentais. XXXIX. 3. (Pleno .ance difícil) nem a tratamento desumano ou degradante (inc.Ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante. Decreto impugnado que. da CF. Arts. V. 1. 0 art. Fig.120/461).105-0 . tortuosidade. f.] S. e 150.SP . III . em razão do próprio preceito constitucional do art. podendo evitá-los. Assim. são infligidos intencionalmente a uma pessoa a fim de obter. bem como que a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura. tornou-se necessária a edição de lei infraconstitucional. III e XLIII) 0 art. ou que sejam inerentes a tais sanç<*-*>es ou delas decorram (artigo 1" da Convenção contra a tortura e outros tratamentos ou penas . dc<*-*> intimidar ou coagir esta pessoa ou outras pessoas. Cunha Camargo . ou por qualquer motivo baseado em discriminação de qualquer natureza. dela ou dc<*-*> terceira pessoa.rel. no tocante à definição do crime de terrorismo e tortura. 5ó. I e III. quando tais dores ou sofrimentos são infligidos por um funcionário público ou outra pessoa no exercicio de funç<*-*>es públicas. Suplício ou tormento violento infiigido a alguém. quanto à inafiançabilidade e insuscetibili<012> 114 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS dade de graça ou anistia foi editada a lei dos crimes hediondos (Lei n" 8. b. Des. Grande mágoa. 5<*-*>'. signiqualquer ato pelo qual dores ou sofrimentos agudos. os executores e os que. 5" da Constituição Federal prevê que ninguém será submetido a tortura (Dicionário Aurélio: Verbete: tortura [Do lat. 4. o terrorismo e os definidos como crimes hediondos. 22. Não se considerará como tortura as dores ou sofrimentos que sejam conseqi<*-*>ência unicamente de sanç<*-*>es legitimas. 5<*-*>'. por eles respondendo os mandantes. tipificando-os. ou por sua instigação. na realidade. pois necessita da atuação do legislador infraconstitucional para que sua eficácia se produza. Representação procedente.RJTJSP. XLIII. da CF).brado de condutores de veículos por ocasião da passagem pelo Portal da Cidade.

O juiz partirá para o campo da interpretação extensiva."Tortura é a composição de aç<*-*>es empregadas por uma ou mais pessoas. adotada pela Resolução nó 39/46 da Assembléia Geral das Naç<*-*>es Unidas. ao editar a Lei n<*-*> 9.1<*-*> A 5<*-*> 115 pretada restritivamente quando prejudicial ao réu e extensivamente no caso contrário". desumanos ou degradantes. p. pois. ou não. que pelo modo violento e desgastante. a posição reservada ao legislador" (Temas de direito penal. do indulto e da anistia. nó 8). definiu os crimes de tortura (art. 1958. causando-lhe sofrimento <*-*>isico ou mental. 233 do Estatuto da Criança e do Adolescente (l. como são o afastamento da graça. quer psíquico. com o perdurar do tempo. A insegurança grassará e. acaba por . ou outras. da fiança. "a simples menção à tortura. o art. definindo ele próprio o que se entende como crime de tortura e assumindo. desumanos ou degradantes.069/90). Rio de Janeiro : Forense. quando praticado contra criança ou adolescente.cruéis. Ressalte-se que a presente lei veio atender à Organização das Naç<*-*>es Unidas que exige. Questão controvertida. o julgamento das aç<*-*>es penais correrá à conta da formação do julgador. A divergência foi solucionada pelo legislador que. a conclusão sobre a prática. 233 do Estatuto da Criança e do Adolescente não poderia ser considerado como crime de tortura. com relação a outra. o que é pior. no art. com isso. em 10-12-1984). deixa ao sabor da capacidade até mesmo intuitiva daquele que exerce o ofício judicante o alcance da norma penal. Definição de tortura: TJ/SP . reclama postura do magistrado que contraria a máxima gizada por Nelson Hungria em Comentários ao código penal. de 7-4-1997. 4á da citada Convenção contra a tortura e outros tratamentos ou penas cruéis. sem que se defina o comportamento suficiente a configurá-la. quer no aspecto físico. revogou o art. 1. O mesmo aplicarse-á à tentativa de tortura e a todo ato de qualQuer pessoa que constitua cumplicidade ou participação na tortura. decidida pelo Supremo Tribunal Federal. 1-86. Ressalte-se que as elementares características do crime de tortura são o constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça. expressamente em seu art. Revista Brasileira de Ciências Criminais. Como redigido. considerou por maioria de votos (6 x 5) que existia lei tipificando o delito de tortura. ao analisar a constitucionalidade do art. do crime ao qual o contexto jurídico-constitucional imp<*-*>e conseqüências das mais gravosas. t. que cada Estadoparte assegurará que todos os atos de tortura sejam considerados crimes segundo a sua legislação penal. no regime fechado. 4<*-*>. na sua integralidade. ló) e. consoante a qual "a lei penal deve ser inter<012> COMENTARIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS.ei n<*-*> 8. o elastecimento da prisão temporária e o cumprimento da pena. que o art.455. 233 do Estatuto da Criança e do Adolescente. 233 do Estatuto da Criança e do Adolescente.

quando.v.da barbárie primitiva da tortura física à sofisticação tecnológica da interceptação telefônica -. Luis de Macedo.122-3 .912-0/RS Informativo STF n<*-*> 36). ainda geram controvérsias doutrinárias e vacilaç<**>es jurisprudenciais nos ordenamentos de maior tradição cultural. desde tempos imemoriais. Pelo contrário. Tortura e responsabilidade objetiva da Fazenda Pública: TJ/SP . nestas bandas. No Brasil.RT 570/188. Estatuto da Criança e do Adolescente e crime de tortura: STF . No mesmo sentid<*-*> <*-*>: TJ/SP . Não é que. a persecução penal. a partir da Constituição -.rel. mas a evidência da sua realidade geralmente só choca as elites. de certo modo se democratiza e violenta os inimigos do regime. tivesse sido imune à utilização das provas ilícitas.Detenção Arbitrária e submissão da vítima a tortura por policiais civis Decorrente incapacidade permanente para o trabalho caracterização de lesão corporal gravíssima . antes que elas se tornassem objeto de sedimentação doutrinária e da preocupação freqüente dos tribunais. Tortura e produção de provas: STF ."Os problemas juridicos atinentes à inadmissibilidade processual e às conseqüências da admissão indevida.Previsão Típica constante do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n" 8. Prado de Toledo -16-10-95 .Convenç<*-*>es internacionais subscritas pelo Brasil . o direito positivo deu resposta explícita às quest<*-*>es fundamentais do tema.o irremediável medo" (Apelação Criminal nó 192. no processo.Hipótese de responsabilidade objetiva da Fazenda" (AC 175."Indenização .Taubaté 2á Câmara Criminal . depressivo e sujeito às mais várias reaç<*-*>es.u).Existência juridica desse crime no Direito Penal Positivo brasileiro . nos tempos de ditadura. Data: 22-9-92)."Tortura contra criança ou adolescente . HC 69.Necessidade de sua repressão . porém sobretudo.Confirmação da constitucionalidade dessa norma de tipifica- . A tortura.Procedência . algum dia.069/90. sem discriminação de classe" (trecho do voto do Min: relator Sepúlveda Pertence. tornando-o desorientado.082-1 <012> 116 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS Origem: SP Órgão: CCivil 1 rel. continua sendo a prática rotineira da investigação policial da criminalidade das classes marginalizadas.derrotar toda a resistência natural inerente ao ser humano. art. 233) . dentre elas. aquela que mais interessa a quem tortura . das provas ilícitas .

Delito imputado a policiais militares .ção penal . deve ser aferida de modo cauteloso e diante de elementos concretos que demonstrem a periculosidade do acusado . j. Min.REsp n'' 2.70.455. Celso de Mello. rel. em seu art.157). 23 set."Constatado. Ementário STJ.10 Definição legal dos crimes de tortura (Lei nó 9. 0 réu foi condenado a cumprir pena de detenção em regime semi-aberto e a internação em hospital psiquiátrico implica em incabível reforma da sentença. de 7-4-1997. .455/97.Competência da Justiça comum do Estado-membro .Pedido p '( deferido em arte' Pleno . pelo prazo da sentença. n" 900004142-2. 233 do ECA foi expressamente revogado pelo art.663/SP. . inafiançável. portanto.389-5/SP. mediante laudo médico. a intenso sofrimento físico ou mental como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter pre- . não pode a autoridade judiciária determinar seu internamento.Reg.Informativo STF n" 47.HC n" 1. que o art. com tortura e violência. sob sua guarda. Edson Vidigal. que o réu condenado pela Lei de Tóxicos deve ser submetido a tratamento em regime ambulatorial. Reg. com empreo de violência ou grave ameaça. novamente. Ementário STJ.submeter alguém. b) para provocar ação ou omissão de natureza criminosa. Uso de algemas e tratamento desumano ou degradante: STJ . Tortura e excesso de prazo: STJ . Min."Em se tratando de crime hediondo. William Patterson. Néri da Silveira.constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça. l<*-*>'. Min. rel.074-0 . .1<*-*> A 5<*-*> 117 .962/IZJ . declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa. Nesse sentido também: HC 74. Diário da Justiça. c) em razão de discriminação racial ou religiosa . em hospital de custódia e tratamento.455. n" 9200000185.RHC nó 5. por constituir afetação aos princípios de respeito à integridade física e moral do cidadão. 05/281).II <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS.Infração penal que não se quali ica como crime militar .Recurso provido" (6á T. 5. define o crime de tortura da seguinte forma: "Constitui crime de tortura: I .rel. de forma continuada. Min. 23-71994). Internação em hospital psiquiátrico sem previsão legal . 35. transformando a detenção em reclusão degradante (5á T. de 7-4-1997) A Lei nó 9."A imposição do uso de algemas ao réu.1996. 4<*-*> da Lei nó 9. causando-lhe sofrimento físico ou mental: a) com o fim de obter informação. Relembre-se. 04/284). é de boa prudência que se mantenha a custódia preventiva" (5á T. 24-9-96 . Seção I. sendo. rel. praticado por vários réus. Min. Edson Vidigal.332-lZJ. . rel. p.RS.HC n. poder ou autoridade.tratamento degradante: STJ .

Min.<*-*>S nó 17 ' . TJ/PR .0008777-0.SP.532-5/SP .980-0/SP . não pod de tortura. sendo a vítima brasileira ou encontrando-se o agente em local sob jurisdição brasileira (art. Min.132-2/BA .decisão: 31-5-94). . TJ/SP . previsto nos incisos III e XLIII do art. Assim.HC n" 41. aumenta-se a pena de um sexto até um terço se o crime é cometido por agente úblico. por intermédio da prática de ato não previsto em lei ou não resultante de medida legal. rel. § 2" Aquele que se omite em face dessas condutas. na colhei. <*-*> 1<*-*> Na mesma pena incorre quem submete pessoa presa ou sujeita a medida de segurança a sofrimento fisico ou mental. n" 89. incorre na pena de detenção de um a quatro anos.3á Se. Garcia Vi<*-*>irÉyD<*-*><*-*> <*-*>ólsT J. Oto Sponhoz. função o erá exercer outro cargo. Por flm. Ó /659. Evandro Lins.CC n<*-*> 3. no intuito de combater prática inaceitável orém de longa data utilizada elo sistema repressivo estatal. Vicente Cernicchi ro. Marrey Neto .rel.Apelação Cível n. Assis Toled . do art. 1". <012> 118 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS .Pleno . Diário da ustiça 28-4-1965." Aqueles que forem condenados pela prática das condutas típicas definidas pelo legislador ordinária como crime de tortura estarão sujeitos. além de perder seu cargo. <*-*> 5ó) u emprego público. Reg. STJ ção .14/595.455/97 prevê uma hipótese de extraterritorialidade penal.rel.rel. durante o dobro do prazo de sua pena privativa de liberdade. Min. o agente que sofrer condenação pela prática do delito 1. O legislador infra-constitucional.6á T.701-2 . a pena é de reclusão de quatro a dez anos. § 3ó Se resulta lesão corporal de natureza grave ou gra<*-*> víssima. função ou emprego público e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada (art.CC n" 13. da Lei n<*-*> 9. 5. a Lei nó 9.rel. Min. Des. STJ . função ou emprego público. 2"). lEmé tár ó STJ 06/708.3á Seção .455/97. inclusive estatal. a perda do cargo. função ou ma causa especial de aumento de pena no <*-*> 4<*-*>. além da pena privativa de liberdade. previu expressamenté<*-*>prego públicoltu as sanç<*-*>es de perda e interdição do cargo. Min. quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-las. determinando a aplicação da legislação brasileira ainda quando o crime não tenha sido cometido em território nacional. p p ( .744 . rel.rel.888 ta de provas e/ou t<*-*>o tratamento Jarcerário <*-*>F .Apelação Cível ná 236. Cid Flaquer Scartezzini. se resulta morte a reclusão é de oito a dezesseis anos. bem como ao determinar serem inadmissíveis no processo.29.lá T.lá CCivil.RHC n<*-*> 2. Ementário STJ. A legislação veio reforçar o espírito constitucional de combate à tortura. Dessa forma.ventivo (para os dois incisos a pena é de dois a oito anos de reclusão). publicado em 2-4-90). . por constituírem p ( J .

inclusive.5. o condenado deverá iniciar o cumprimento da pena em regime fechado. p. o crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.12 Liberdade de pensamento A manifestação do pensamento é livre e garantida em nível constitucional. mas também o direito de ouvir. será inconstitucional a lei ou ato normativo que proibir a aquisição ou o recebimento de jornais. informes publicitários. indiferentes ou favoráveis. inquietar pessoas. a concessão de indulto e qualquer possibilidade de progressão de regimes. <012> COMEN'I<*-*>ÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. matérias jornalísticas. Conseqüentemente. A proteção constitucional engloba não só o direito de expressar-se. conseqüentemente.. oralmente. Proibir a livre manifestação de pensamento é pretender alcançar a proibição ao pensamento e. arbitrária e irreal. sendo vedado o anonzmato. seja pela imprensa televisiva. livros. a quem comunicamos os nossos pensamentos. mensagens .1'<*-*> A 5" 119 Como proclamou Kant. V .. 659/143). resistência. t. assistir e ler. citado por Jorge Miranda. periódicos. obter a unanimidade autoritária. não aludindo a censura prévia em divers<*-*>es e espetáculos públicos. além da indenização por dano material. a transmissão de notíciais e informaç<*-*>es seja pela impresa falada. ele rouba também a liberdade de pensa<*-*>" (Manual. Os abusos porventura ocorridos no exercício indevido da manifestação do pensamento são passíveis de exame e apreciação pelo Poder Judiciário com a conseqüente responsabilidade civil e penal de seus autores (RF.iências penais e processuais da prática do crime de tortura Em relação às suas conseqüências penais e processuais. da tolerância de opini<*-*>es e do espírito aberto ao diálogo. que deve exercer vigilância e controle da matéria que divulga (RT. "há quem diga: a liberdade de falar ou de escrever pode-nos ser tirada por um poder superior. mas também aquelas que possam causar transtornos. mas não a liberdade de pensar. e eles nos comunicam os seus! Por conseguinte. IV . pois a Democracia somente existe a partir da consagração do pluralismo de idéias e pensamentos.11 Conseqi. 399 . A proibição ao anonimato é ampla. a progressão aos regimes semi-aberto e aberto. de publicação injuriosa na imprensa. possibilitando-se. A liberdade de expressão constitui um dos fundamentos essenciais de uma sociedade democrática e compreende não somente as informaç<*-*>es consideradas como inofensivas. decorrentes.é livre a manifestação do pensamento. onde se proibia.é assegurado o direito de resposta. 0 legislador deixou de repetir a fórmula genérica da Lei n<*-*>' 8. 5. igualmente. pois. Op. Além disso. 176/147). cit. ou por escrito.072/90 (Lei dos crimes hediondos). moral ou à imagem.nota nó l. abrangendo todos os meios de comunicação (cartas. proporcional ao agravo. conforme requisitos da Lei de Execuç<*-*>es Penais. pode muito bem dizer-se que o poder exterior que arrebata aos homens a liberdade de comunicar publicamente os seus pensamentos. Mas quanto e com que correção pensariamos nós se não pensássemos em comunhão com os outros. 4).

impessoal. 291-308. e assegura o direito de resposta. ainda.149). Cf. ou ainda.1956. 30 ago. Lei de imprensa e proteção constitucional à livre manifestação de pensamento: STJ .1997. p. simplesmente idéias contrárias ao atual regime político do Brasil não constitui crime que prive o ofcial de sua patente. 3 fev.: MORAES. Seção I. mensagens apócrifas. Jesus Costa Lima . Sepúlveda Pertence Diário da Justiça.390).rel.RHC nó 3. difamatórias ou caluniosas. 3.093/PE. com a intenção de subverter a ordem jurídica. da CF/88" (Pleno . Min. por exemplo). 09/712)."Professorar. Edgard Costa . rel. A crítica às instituiç<*-*>es. Vedam-se. notícias radiofônicas ou televisivas. à honra de outrem. . somente com o intuito de desrespeito à vida privada. a crítica. infundadas. 27 out.rel. Liberdade de pensamento político: STF . à intimidade. em cada caso."A Constituição considera livre a manifestação do pensamento. Sobre imunidades parlamentares. 16.RExtr. está assegurada pelo art. p. a verif'icação de um nexo de implicação recíproca entre a manifestação de pensamento do Congressista. A finalidade constitucional é destinada a evitar manifestação de opini<*-*>es fúteis. a inviolabilidade da intimidade. Diário da Justiça. 1. a vida privada.721). <012> 120 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS . 1989. IV e IX. Seção I. n<*-*>' 23. p. Exercício de profissão e liberdade de pensamento: STF . Liberdade de pensamento e imunidade material parlamentar: STF .296-0/SC . Mário Guimarães. São Paulo : Atlas. e a condição de deputado ou senador" (Pleno . ainda que severa.1995. que não se dirige especificamente a pessoa. Min.ei de Imprensa.Inquérito nó 0390/RO . na Constituição de 1988. proíbe o anonimato. Juiz Hugo Machado."A maior extensão da imunidade material. a honra e a imagem das pessoas. o regime democrático e o bem-estar social. nem injúria. Seção I.rel. 5". Diário da Justiça. portanto.829/DF .Ementário STJ. Seção I.1954). 500. a qual continua em vigor naquilo em que não contraria a Carta Magna" (5á T.decisão: 4-fi-1954 .Diário da Justiça. Direito Constitucional. não dispensa.na Internet. que fora do exercício do mandato. 8 jul. Criticas às Instituiçôes e livre manifestação de pensamento: TRF/5á Região"Não configura difamação. . Alexandre de. o que não derroga a chamada I."O fato de ser alguém partidário ou simpatizante do credo comunista não constitui crime. injuriosas. A Constituição assegura a todos liberdade de pensamento" (1á T.rel. Min. p.Inq. Min. pois a liberdade de pensamento é garantida por preceito constitucional" (Apelação Criminal n" 1509 .

ou indiretamente. sobre vedação ao anonimato: STJ . JTS/SP .Manifestação de pensamento e propaganda eleitoral: TSE . diretamente em favor do governo. 5". Ementário STJ O1/293.1991. também o dano moral (JTJ/SP-LEX 177/244). Seção II. Seção I. Octávio Gallotti. Diário da Justiça.. Seção I. não subsistindo a alegação de ofensas das garantias constitucionais questionada5" (Pleno . Cf. do canclidato ou partido por este apoiado. Cordeiro Guerra. Min.rel. p. com o advento da . hoje. Diário da Justiça. bem como a repressão do anonimato.1990. a exclusão do processo. moral e à imagem.1). Manifestação de pensamento e limites da propaganda eleitoral: TSE . quando do exame e reconhecimento de direi<*-*> <*-*> <*-*> de resposta" (Pleno . p.115). Min. 11 set.17913/I<*-*>J .02. 29 out.AC n<*-*> 90. pois o próprio art. A norma pretende a reparabilidade da ordem jurídica lesada. Se n paciente foi identificado como o autor e responsável pelo escrito difamatório e injuric<*-*>so. 14 fev. a extensão da segurança foi sensivelmente redur<*-*> da. 8961).435-0/MT . 159 do Código Civil."Perm i tida ulteriormente a divulgação de programa de cunho objetivamente informativo c<*-*> excluindo-se apenas a publicidade dotada de elemento subjetivo capaz de influenci<*-*><*-*>ia vontade do público.rel."Não viola a garai<*-*> tia de livre manifestação do pensamento.6á T.MS nó 1362/SP . não permite qualquer dúvida sobre a obrigatoriedade da indenização por dano moral e a cumulatividade dessa com a indenização por danos materiais (Súmula STJ n" 37. V. 5. Octávio Gallotti. em consonância com a Carta Magna.LEX 146/253. 78 da atual lei de imprensa consagrou u princípio da responsabilidade sucessiva.rel. deveria ser responsabilizado.12. consagrando ao ofendido a total reparabilidade em virtude dos prejuízos sofridos. Diário da Justiça. Min. 1978).HC nó 56260/IZJ .Região . o entendimento de que o dano moral é indenizável e afastadas as restriç<*-*>es. moral ou à imagem A Constitui<*-*>ão Federal prevê o direito de indenização por dano material. Adhemar Maciel . de quem. só a sua falta.rel. TRF/2á ."O art. o direito de resposta. Como ensina Rui Stocco. . "pacificado. por exemplo. 1994.RMS n" 4.3á T. 10 mar. seja através de reparação econômica. a decisão cl<*-*><*-*> TRE que veda a reprodução de propaganda eleitoral gratuita. p. Min. O art. Vedação ao anonimato: STF . não o beneficia" (2á T. já considerada. Seção I. abriga em toda sua amplitude. ainda. ofensiva à honra alheia. o preconceito e a má vontade que a doutrina pátria e alienígena impunham à tese.MS nó 1336/SP . . nem constitui censura prévia. Juiz França Neto.rel.Ementário STJ 14/539. Diário da Justiç`<*-*>. seja através de outros meios.13 Indenização por dano material. pel:<*-*> mesma Corte.

cit.REsp n" 8. Diário da Justiça. 152/88. Nilson Novaes. nenhum óbice se pode.157/SP . são todos titulares dos direitos e garantias fundamentais desde que compatíveis com suas características de pessoas artificiais. 57/286.rel. Rosa Maria Andrade. passível de indenização" (4á T. <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. Se é viável indenização por dano moral a pessoa jurídica. 33/526. Unânime.1<*-*>" A 5<*-*> 121 Limongi França (Reparação do dano moral. Limongi. RT 586/210.459). 1983. 18. RT. 1958. C<028> viabilidade de indenização por dano moral a pessoa jurídica: FRANÇA.104-4 . MORAES. tb. 700/213. em razão de ato ilícito. 683/188.1995. 5. RT 631/29) nos traz o conceito de dano moral. nos sentimentos e nos afetos de uma pessoa.1. R. Superior Tribunal de Justiça.. Nelson e NERY. Milão : Milano. DJ 23-11-92 . 542 e 599.208). Seção I.nova ordem constitucional (CF/88). Exclusividade da indenização por danos morais: 0 Supremo Tribunal Federal entendeu pela viabilidade da indenização pelo dano puramente moral (STF . Manuale di diritto civile e commerciale. como já estudado anteriormente. portanto. bem assim a coletividade. Min. Ressalte-se. 27/268 e 289. 3á Turma. REsp n" 28. a pessoa fisica ou juridica. 3á T. direta ou indiretamente. rel. n<*-*> 105. Francesco. Walter. Min. 34/445. Sobre a possibilidade de cumulação de indenização por dano moral e material: conferir na doutrina . 415. antepor à indenizabilidade cumulada" (Responsabilidade civil e sua interpretação jurisprudencial. p.Ementário STJ. Dias Trindade.MESSINEO.Ementário STJ. afirmando ser aquele que. p. Sobrevindo. Repertório IOB de jurisprudência nó 19/91p. No mesmo sentido: STJ . Código. DJ 23-11-92 Ementário STJ."Dano moral puro Caracterização. configura-se o dano moral. Min. rel. 05/122).rel. Súmula n" 37: "São cumuláveis as indenizaç<*-*>es por dano material e dano moral oriundos do mesmo fato" (cf. 643. Não se paga a dor."São invioláveis a honra e a ilnagem das pessoas. 18 out.SP. mesmo porque.. Reparação do dano moral. a priori. v.369-0 . Octávio Gallotti. 444). 703/57). p. p. NERY JR.RJ. tendo a prestação pecuniária função . JTJ 146/253. perturbação nas relaç<*-*>es psíquicas. Unânime. Finalidade da indenização por dano moral: STJ . 631/29. 50/305. sofre no aspecto não econômico dos seus bens juridicos. . assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral conseqüente da sua violação. n" 910003774-5 .7fi8-0/SP. que a indenização por danos morais terá cabimento seja em relação à pessoa física. Min.Rextr. Reg. seja em relação à pessoa jurídica e até mesmo em relação às coletividades (interesses difusos ou coletivos). Barros Monteiro .l<*-*> T. na tranqüilidade. RSTJ n`<*-*><**> 23/260. 07/166. 07/580. No mesmo sentido: REsp n" 20. (Op. São Paulo : RT.

.decisão: 10-9-87.447/DF . 141/611).Ementário STJ.999 . Peçanha MartinsEmentário STJ. REsp n" 11. REsp n<*-*> 23.RExtr. ainda: STJ . Danos morais e fatos de interesse privado ou público: TJ/SP .REsp nó 29. 3á T. Unânime. Fontes De Alencar."A indenização relativa ao dano moral abrangerá a pertinente ao dano estético.REsp n<*-*> 37. n<*-*> 91211869.672-0 PR. . Min."0 direito de ação por dano moral é de natureza patrimonial e. lá T.rel.02&6/l<*-*>J . 4á T.<012> 122 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS RExtr. DJ 30-11-92.REsp n" 22.Ilícito extracontratual Súmula n" 54" (3á T. Célio Borja . Unânime. 49.SP. 1989. Barros Monteiro . STJ . Imprensa e dano moral: STJ . considerado ofensivo à honra do autor (art. não serviriam a outro propósito que o do escândalo ou desdouro. rel.lZJ. 13/175.Ementário STJ. STJ . Sydney Sanches. Já os da ação pública são do interesse .538. Barros Monteiro . 10 ago. Unânime. Juros .SP. Néri da Silveira .386-4 . rel. constatados ambos os danos" (3<*-*> T.4<*-*>-" T . Min.rel. . justamente porque. Assim como o detrimento de bens materiais ocasiona prejuízo patrimonial. ressalvadas eventuais repercuss<*-*>es econômicas. § 1<*-*>. Nilson Naves Ementário STJ.11/162). Cf. Min.263/IZ1 rel."Os fatos depressivos da vida estritamente privada do cidadão não devem ser propalados.867-9/SP .REsp n" 2.RTJ..2á T. Eduardo Ribeiro Ementário STJ. Unânime. 09/252). Min. Reg.1<*-*> T.374-3/MG . como tal. n" 116. Dano moral e sucessores: STJ . REsp n" 20. Diário da Justiça. p. Hélio Mosimann. Possibilidade de cumulação do dano moral com o material: STJ .535-2 . Rel. Min.REsp nó 34. inciso I. Reg. Dano moral e danos estéticos: STF .rel.12/628. Min.rel. 1. 04/160). 07/233)."Não afronta o princípio da legalidade a reparação de les<*-*>es deformantes a título de dano moral (art. Min.735-0/PR . do Código Civil)" (2á T. 4<*-*> T.rel.SP.187 .Ementário STJ. DJ 7-5-<*-*>lU. nó 901376-3 rel.250.492-0/I<*-*>J . Min. faltando interesse público.RExtr. Min. . . São cumuláveis (Súmula n" 37/STJ). DJ 19-10-92. 12. Athos Carneiro. No mesmo sentido: REsp n" 15. DJ 24-2-92. . Min. 10/157).257-1/RJ . Dias Trindade. transmite-se aos sucessores da vítima" (2<*-*> T. n" 112.rel. n" 900000638-4. Waldemar Zveiter. n" 112. da Lei n<*-*> 5. Ementário STJ.rel.918. ainda que verdadeiros.608/I<*-*>T .meramente satisfatória. Min. Min. Seção I.rel. Antônio de Pádua Ribeiro . STJ REsp n" 1.REsp n<*-*> 41. de 9-2-67) (4á T. No mesmo sentido: STF . 3<*-*> T. a agressão aos bens imateriais configura prejuízo moral" (2á T. Min."É indenizável o dano moral decorrente de noticiário veiculado pela imprensa. Min. Reg."Indenizaç<*-*>es por dano material e dano moral. rel.

o mesmo tamanho (no caso de imprensa escrita). Diário da Justiça.RExtr. . a honra ou o bolil nome da pessoa. 1968). Diário da Justiça. O cometimento desses fatos pela imprensa deve possibilitar ao prejudicado instrumentos que permitam o restabelecimento da verda<012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. injuriosa. Buenos Aires : Depalma. 27 dez.2á T . A abrangência desse direito fundamental é ampla. para quem existem fatos que mesmo sem configurarem crimes acabam por afetar a reputação alheia. a mesma duração (no caso de rádio e televisão). de sua reputação e de sua honra. manifestação caluniosa. ser utilizado para que o ofendido passe a ser o ofensor. difamante. Min. 26 ago. 1988.Conflito de jurisdição n" 6. ao invés de seu desagravo. Des. Seção I. p. 1" A 5" 123 de. e visa proteger a pessoa de imputaç<*-*>es ofensivas e prejudiciais a sua dignidade humana e sua honra.333/PR . cuja divulgação é de interesse geral.AC n<*-*> 178. Hermes Lima . o desagravo deverá ter o mesmo destaque. se não lher aprouver. não necessitando. 150). Min. e não daquele que proferiu as ofensas (STF . 5. Aldir Passarinho.Agravo de instrumento nó 33951 . Anote-se que o ofendido poderá desde logo socorrerse ao Judiciário para a obtenção de seu direito de resposta constitucionalmente garantido.976-1. Aliomar Baleeiro. Se as acusaç<**>es que se procura rebater foram formuladas no horário de propaganda eleitoral gratuita. que a notícia que gerou a relação conflituosa. nó 64. configurem ou não infraç<*-*>es penais. 5 ago. O exercício do direito de resposta se negado pelo autor das ofensas deverá ser tutelado pelo Poder Judiciário. A responsabilidade pela divulgação do direito de resposta é da direção do órgão de comunicação. aplicando-se em relação a todas as ofensas. Walter Moraes -JTJ/SPLEX 145/108). lembremo-nos da lição de Rafael Bielsa (Compendio de derecho público.rel. . Nesse sentido. 1952. Diário da Justiça."Direito de resposta ao que fora dito em programa de propaganda eleitoral gratuita. 1965).2<*-*> T.público e não subtraíveis ao conhecimento geral" (2<*-*> CCivil .rel. através do exercício do chamado direito de réplica ou de resposta. Seção I. 21. ou seja. garantindo-se o mesmo destaque à notícia que o originou. proferindo.034). Propaganda eleitoral gratuita e direito de resposta: STF . A Constituição Federal estabelece como requisito para o exercício do direito de resposta ou réplica a proporcionalidade. p. o pleiteado direito de resposta deve ser processado e julgado pela justiça eleitoral e não pela justiça comum do Estado" (Pleno . além de também vulnerarem a verdade. Ressalte-se que o conteúdo do exercício do direito de resposta não poderá acobertar atividades ilícitas.696/RT rel.14 Direito de resposta ou de réplica A consagração constitucional do direito de resposta proporcional ao agravo é instrumento democrático moderno previsto em vários ordenamentos jurídico-constitucionais. Seção I. ou seja.rel. Min. tentar entrar em acordo com o ofensor (STF .

STF -1" T. ed. 15. A mesma observação é feita por Canotilho e Moreira. Op.Direito de resposta de publicação oficial e obrigatória de conclusão de sindicância administrativa: INEXISTÊNCIA . t. IV. pois pode abranger quaisquer adstriç<*-*>es colectivas que contendam com as crenças e convicç<*-*>es" (Manual de direito constitucional. Min.. Igualmente. prevê que a recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa acarretará a perda dos direitos políticos..1993. p. 6. a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.806). 24 mar. Min. VIII . dois são os requisitos para privação de direitos em virtude de crença religiosa ou convicção filosófica ou política: nãucumprimento de uma obrigação a todos imposta e descumprimento de prest<*-*>Ição alternativa."O habeas corpus não é meio hábil a questionar-se prescrição de ação que implicou o acolhimento de direito de resposta" (2<*-*> T.1995. Seção I. sendo assegurado o livre exercicio dos cultos religiosos e garantida. salvo <**>. 4).rel. Direito de resposta e prescrição: STF . VI . Diário da Justiça. Diário da Justiça. n" 6).<*-*><*-*> as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se <**><*-*> cumprir prestação alternativa. 41". fixada em lei.Agravo de instrumento n" 37.15 Escusa de consciência A Constituição Federal prevê que ninguém será privado de direitc<*-*><*-*> por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política. É nela que reside o fundamento de toda a atividade politicopartidária. pois a liberdade de consciênci<**>r constitui o núcleo básico de onde derivam as demais liberdades do pensament<**><*-*>. Dessa forma. . fixada em lei. 440). cuj<**><*-*> exercicio regular não pode gerar restrição aos direitos de seu titula<**>'' (MELLl) FILHO. p.é inviolável a liberdade de consciência e de crença. na forma da lei. É evidente . fixada em lei. como bem lembra Jorge Miranda. Marco Aurélio.065/R1. 2. da Carta Federal. 1966. salvo se as invocar para eximir se de obrigação legal a todos imposta e recusar se a cumprir prestação alternativa. 366.HC n" 72. 3 ago. Seção I. e não se confinando a objecção ao serviço militar.rcinguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou politica. e não somente ao serviço militar obrigatório. Coimbra : Coimbra Editora.854/SP . p. .rel. "O direito de objecção de consciência (n<*-*> 6) consiste no direito de não cumprir obrigaç<*-*>es ou não praticar actos que conflituem essencialmente com os ditames da consciência de cada um. Victor Nunes. o art. Constituição. José Celso. ao afirmar que "é garantido o direito à objecção de consciência nos termos da lei (art. cit. Importante ressaltar que a escusa de consciência se aplica às obrigaç<*-*>es de forma genérica. <012> 124 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS 5.

1993. ao mesmo tempo.1966.1990.). liberdade religiosa e princípio da igualdade: TRF/lá Região . filosóficas etc. . ed. p. acaba por compreender a crença. Os utopianos incluem no número de suas mais antigas instituiç<*-*>es a que proíbe prejudicar uma pessoa por sua religião" (Utopia. O constrangimento à pessoa humana. 276. a liturgia e o culto. representa o desrespeito à diversidade democrática de idéias. na Utopia..rel. ed. apesar da diversidade de suas crenças. o que é proibido pela Constituição" <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. variam não unicamente de uma província para outra. competindo-lhe delimitar o seu âmbito e concretizar o modo do seu exercício" (Constituição da República Portuguesa anotada.fazer discriminação favorecedora daqueles que professem determinada fé. em nome da escusa de consciência. mas ainda dentro dos muros de cada cidade. o dogma. Seção II. 30. Juiz Hércules Quasimodo. Criador e Providência.que é leigo e separado da religião . 3.. Diário da Justiça. 5. A1guns veneram como Deus supremo um homem cuja glória e virtude brilharam outrora de um vivo fulgor. aqueles divinizam a Lua ou outro qualquer planeta. é ela verdadeiro desdobramento da liberdade de pensamento e manifestação (Principios gerais de direito público.REO 0101978/GO . pois sendo a religião o complexo de princípios que dirigem os pensamentos. 245).nos termos da lei'). filosofias e a própria diversidade espiritual.. o fim de guerras santas e atos de terrorismo religiosos ainda não transmudou se de uma garantia formalmente prevista pelas diversas constituiç<*-*>es para uma verdade universal."estabelecer.767). p. Rio de Janeiro : Borsoi. nem somente para os motivos de índole religiosa.. De resto. Essa necessidade foi tratada na obra maior de Thomas More quando narrou as religi<*-*>es no estado-imaginário de Utopia: "As religi<*-*>es. Bauru : Edi- . O direito à objecção de consciência está sob reserva de lei (`. 253). aç<*-*>es e adoração do homem para com Deus. impotta ao Estado . A plena liberdade religiosa.(sobretudo depois da primeira revisão constitucional) que a Constituição não reserva a objecção de consciência apenas para as obrigaç<*-*>es militares (cf. p. Escusa de consciência. art. todos os utopianos concordam numa coisa: que existe um ser supremo. A abrangência do preceito constitucional é ampla.16 Liberdade religiosa e Estado laico ou leigo A conquista constitucional da liberdade religiosa é verdadeira consagração de maturidade de um povo.. 3. respeito pelas diversas religi<*-*>es ou seitas.17 dez. nó 4). um horário diferente para que adventistas realizem provas de vestibular. podendo portanto invocar-se em relação a outros domínios e fundamentar-se em outras raz<*-*>es de consciência (morais.. resguardando obrigaç<*-*>es de seu culto. Coimbra : Coimbra Editora. pois como salientado por Themistocles Brandão Cavalcanti.1<*-*> A 5<*-*> 125 (2" T. a moral. estes adoram o Sol. de forma a constrangê-lo a renunciar sua fé.

A ação das autoridades locais obrigando à saudação da bandeira transcende. 16 ago. pois ao consagrar a inviolabilidade de crença religiosa. Se há alguma estrela fixa em nossa constelação constitucional. U. em sede de liberdade religiosa a decisão histórica da Suprema Corte Americana. ou o direito do povo de se reunir pacificamente. . Aplicamo<*-*>. nacionalismo. alterando posicionamento anterior (Minersville School District v. pois contrariava a proibição bíblica de adoração a imagens gravadas.S. Relembre-se que a primeira emenda à Constituição norte-americana assegura. Seção I.. a liberdade de culto. O Tribunal. p. 624 (1943)". Os requerentes alegavam que. reconheceu a ampla liberdade religiosa. ou forçar cidadãos a confessar.1993. O caso atual torna-se difícil não porque os princípios de sua decisão sejai7i obscuros. ou proibindo o livre exercício dos cultos. foi declarada a inconstitucionalidade de lei estadual que exigia a saudação compulsória à bandeira sob pena de expulsão do colégio. Diário da Justiça.498/1<*-*>T . por palavras ou atos. respectivamente. de expressão e de imprensa. mas porque a bandeira em questão é a nossa. por motivos de convicção religiosa. Gobitis. Como salientou o relator. 1958. assegura proteção. pelo menos. Rio de Janeiro : Forense. porém. Ju i <*-*> Jackson.S. as limitaç<*-*>es da Constituição sem recear desintegre a liberdade de ser diferente. onde. 319.. 586 <012> 126 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS 1940). nossa organização social.pro. p. Salienta Canotilho que a quebra de unidade religiosa da cristandade deu origem à aparição de minorias religiosas que defendiam o direito de cada um à verdadeira fé.. a idéia de . intelectual e espiritualmente. Luiz Vicente Cernicchiaro. no caso "West Virginia State Board of Eduction v. como faz Leda Boechat Rodrigues.1994.6á T. A interpretação da Carta Magna brasileira deve ser a mesma. pode prescrever o que será ortodoxo em política..994). 15. as limitaç<*-*>es constitucionais ao seu poder e invade a esfera da inteligência e espírito.. que a Primeira Emenda à nossa Constituição quis preservar do controle oficial" (A corte suprema e o direito constitucional americano. "Quem começa a eliminar coercitivamente as discordâncias logo a seguir está exterminando os que discordam. Min.rel. ou cerceando a liberdade de palavra. afirmando que o Congresso não legislará no sentido de estabelecer uma religião. é a de que nenhum funcionário. ao local do culto e suas liturgias (STJ .. Barnette. é avaliar pobremente a sedução exercicia sobre os espíritos livres pelas nossas instituiç<*-*>es. provocada por adeptos da seita "Testemunhas de Jeová".HC nó 1. em síntese. concluindo que "esta defesa da liberdade religiosa postulava. Acreditar que o patriotismo não florescerá se as cerimônias patrióticas forem voluntárias e espontâneas. ou de imprensa. U. 261). ou até heterodoxo. A unificação coi<*-*><**>pulsória de opini<*-*>es só consegue a unanimidade do túmulo. era-lhes vedado esse gesto. 139-143). 310. e de dirigir ao Governo petiç<*-*>es para a reparação de seus agravos. de alta ou baixa categoria. a nosso ver. Importante salientar. sua fé nos mesmos. p. religião ou outras quest<*-*>es de opinião. em vez de uma rotina compulsória.

Trata-se de condição que é contrária ao princípio inscrito no parágrafo 5". devendo o Estado.Inteligência do art. 100/329). da CF" (RT 620/353). p. I rapporti tra Stato e Chiesa cattolica.Restrição de direitos Prestação de serviços à comunidade .rel. Liberdade religiosa e ressocialização do sentenciado: STF .. I culti non cattolici.Realização de tarefas junto a templo religioso Inadmissibilidade . 153. A Justiça deve estimular no criminoso. vão mesmo ao ponto de ver na luta pela liberdade de religião a verdadeira origem dos direitos fundamentais. Por este facto.. que se <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS AIm. Manuale di diritto pubblico.1<*-*> A 5<*-*> 127 tratava mais da idéia de tolerância religiosa para credos diferentes do que propriamente da concepção da liberdade de religião e crença. 5ó que a "Religião Catholica Apostolica Romana continuará a ser a Religião do Império."Pena . Parece. notadamente o primário e recuperável. Sobre a relação entre o Estado e a Igreja Católica: conferir FINOCCHIARO Francesco. Op. sobre a liberdade religiosa.tolerância religiosa e a proibição do Estado em impor ao foro íntimo do crente uma religião oficial. Bologna : I1 Molino. por causa do seu conteúdo pedagógico nada importando o local" (l<*-*> T. cit. como G. 153. I<*-*>berdade religiosa e prestação de serviço à comunidade em cultos religiosos: Tribunal de Alçada de Minas Gerais . da Constituição. Estado Confessional: A Constituição de 25-3-1824 previa em seu art. . . como direito inalienável do homem. do art.916/PR . Antonio Neder RTJ. 943-964. sem forma alguma exterior de Templo". a prática da religião. respeito ao ateísmo. Caso em que se proibiu o beneficiário de freqüentar. Jellinek. p. Todas as outras Reli i<*-*>es serão permitidas com seu culto doméstico.Ofensa à garantia constitucional da liberdade de prestar culto Substituição determinada . Ressalte-se que a liberdade de convicção religiosa abrange inclusive o direito de não acreditar ou professar nenhuma fé. Suas condiç<*-*>es.RExtr. porém. Min. § 5". 503). auxiliar ou desenvolver cultos religiosos que forem celebrados em residências ou em locais que não sejam especificamente destinado ao culto."Suspensão condicional da pena. I1 fenomeno religioso.1994. alguns autores. tal como veio a ser proclamado nos modernos documentos constitucionais" (Direito. ou particular em casas para isso destinadas. 46 do CP e aplicação do art. n" 92.

RTJ. por motivo de responsabilidade pessoal do convocado. pela autoridade competente.STFPleno .Expropriação de imóvel destinado a templo religioso: Possibilidade . alegarem imperativo deconsciência decorrente de crença rc<**>ligiosa ou de convicção filosófica ou política. regulamc<**>iit<*-*><*-*><*-*><*-*> do o art. que poderá. Findo o prazo previsto no parágrafo anterior. em substituição às atividades de caráter essencialmen<*-*><**><*-*> militar". 5. atribuir serviços alternativos aos que. pelo prazo de dois anos após o vencimento do período estabelecido.654. na forma da lei e em coordenação com os l<*-*> 1 i nistérios Militares.ei nó 8.MS n" 21014/DF . o certificado só será emitido após a decretação. para se eximirem de atividades de caráter essencialmente militar. após alistados. 0 serviço alternativo será prestado em organizaç<*-*>es militares da <*-*>itividade e em órgãos de formação de reservas das Forças Armadas ou em cíi-gãos subordinados aos Ministérios civis. 11 out. de 20-1-1966).681 . Ao final do período de atividades previsto. A recusa ou cumprimento incompleto do serviço alternativo. será conferido certificado de prestação alternativa ao serviço militar obrigatório. A l.gicisa e de convicção filosóflca ou política. competindo às Forças Armadas. para se eximirem de atividades <012> 128 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS de caráter essencialmente militar. em tempo de paz. de 28-7-1992.57. após alistados. da Constituição Federal. de 4-10-1991.239. regularizar sua situação mediante cumprimento das obrigaç<*-*>es devidas. Assim.17 Escusa de consciência e serviço militar obrigatório 0 art.ei de Prestação do Serviço Alternativo ao Serviço Militar Obrigatório. 143. entendendo-se como tal o decorrente de crença reli.<*-*><*-*><*-*> de seiviço alternativo ao serviço militar obrigatório. ao Estado-Mai<**><*-*><*-*>das Forças Armadas compete. de 17-8-1964.375.248 . Diário da Justiça.rel. aprovando o Regulamento da I.14. na forma da lei. sob qualquer pretexto.1991. desde que haja interesse recíproco e. da suspensão dos direitos políticos do inadimplente. <*-*>§ ló e 2<*-*>. .137/166.COSEMI. com os mesmos efeitos jurídicos do certificado de reservista. também. a qualquer tempo. 143 da Lei Magna prevê que o serviço militar é obrigatório nos termos da lei (Lei n" 4. Entende-se por "serviço militar alternativc<*-*> o exercício de atividades de caráter administrativo. disp<*-*>em sobre a prest<*-*>iç. Sydney Sanches. em tempo de p<**><*-*><*-*>. alegarem imperativo de consciência. mediante convênios entre estes e os Ministérios Militares. atril<*-*>uir serviços alternativos aos que. assistencial filantrópico <*-*><*-*><*-*><*-*> mesmo produtivo. que sejam atendidas as aptid<*-*>es do convocado. A citada lei foi regulamentada pela Portaria n" 2. regulamentada pelo Decreto n. p. implicará o nãofornecimento do certificado correspondente. Seção I. Min.

permitido a . 5. Carlos Velloso RTJ. 19. bem como compatíveis com os bons costumes (STF . A República Federativa do Brasil é leiga ou laica. a colaboração de interesse público. Dessa forma. enquanto não forem contrários à ordem. A contribuição e espécie tributária distinta. CF/67. que não se confunde com o imposto."A imunidade do art. instituída no interesse de categoria profissional (CF/67. n<*-*> 129. porém. tranqüilidade e sossego públicos." Surge como verdadeiro corolário desse princípio a vedação constitucional de instituição de impostos por parte da União. subvencioná-los. não sendo.RT 699/376). a segurança. a questão das pregaç<*-*>es e curas religiosas devem ser analisadas de forma a não obstaculizar a liberdade religiosa garantida constitucionalmente. a liberdade. (CF/88. CF/88. 149).RTJ. expressamente afirma acreditar em Deus. 21. sobre templos de qualquer culto (CF. VI) diz respeito apenas a impostos. a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÃBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. . o bem-estar. art. CF/88" (2á T. Observe-se. b). art. não a confunde com os Estados-ateus. ao Distrito Federal e aos Municípios (CF.5. assim como as demais liberdades públicas. promulgamos. reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado democrático. que o fato de ser uma Federação-leiga. pois o Brasil. pluralista e sem preconceitos. É o caso da contribuição sindical.150. representantes do povo brasileiro. a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fiaterna. nem tampouco acobertar práticas ilícitas (STJ . o desenvolvimento. VI. Estados. aos Estados.1<*-*> A 5<*-*> 129 tinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais. sob a proteção de Deus. com a solução pacífica das controvérsias.930/SP . 51/344). III. Liberdade religiosa e imunidade h-ibutária: STF . 19) estabelecer cultos religiosos ou igrejas.RExtr. ou art.18 Vedaç<*-*>es constitucionais de natureza federativa A Constituição estabelece ser vedado à União. des<012> COMENTARIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS AI<*-*>TS. 19. art. assim não abrangida pela imunidade do art.rel. pois. VI. 150. art. na forma da lei. fundada na harmonia social e comprometida. Obviamente. inexistindo religião oficial. 136/846). 150. uma vez que há separação total entre Estado e Igreja. embaraçarlhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relaç<*-*>es de dependência ou aliança.19 Limitaç<*-*>es ao livre exercício do culto religioso A Constituição Federal assegura o livre exercício do culto religioso. I. na ordem interna e internacional. Min. quando no prêambulo constitucional declara: "Nós. § 2". art. ressalvada. III da CF/67. Distrito Federal e Municípios. também a liberdade religiosa não atinge um grau absoluto.

Aplicação do art. 5". não ense ando violência a garantia constitucional do art."Mandado de Segurança Autoridaclc<*-*> coatora .Presidente da Assembléia Legislativa do Estado . Limitaç<*-*>es à liberdade religiosa: TJ/PR . 14. 5-. a colocação de enfeite. Na hipótese. do CP" (RT 671/362).2-10-91). através de liturgia da crença e sob invocação de entidade sobrenatural . caso os cultos. quadro e outros objetos nas paredes é atribuição da Mesa da Assembléia (art. conforme já decidiu o Tribunal de Alçada Criminal do Estado de São Paulo: "Não pratica o delito de curandeirismo o dirigente de seita religiosa regularmente registrada que se limita a pregar o Evangelho. não ficou demonstrado que a presença ou não dr crucifixo na parede seja condição para o exercício de mandato dos deputados ou restrição de qualquer prerrogativa. Rebouças de Carvalho . conduzindo-se como simples instrumento nas mãos clc<*-*> Deus" (RJDTACRIM. Utilização de símbolos religiosos: TJ/SP .qualquer religião ou culto atos atentatórios à lei. De outro lado. inciso II.Prática que não se confunde com religiãoGarantia constitucional da liberdade de crença que não autoriza prática de terapêutica a pretexto de livre exercício de culto religioso . mediante pagamento. o sossego e a tranqüilidade públicas. sob pena de responsabilização civil e criminal. pregaç<*-*>es ou cânticos contrariem a ordem.Mandado de Segurança n" 13.Hipótese em que a atitude do Presidente da Assembléia é inócua para violeiitar a garantia constitucional. inciso VI da Constituição da República Inadmissibilidade . de âmbito estritamente administrativo. 284.Retirada de cruci ixo cl<*-*><*-*> sala da Presidência da Assembléia.Curandeirismo Acusado que. inciso VI da Constituição da República" (rel. O1/77).Alegação dc<*-*> violação ao disposto no art. sem conhecimento de Medicina. Ademais.São Paulo .405-0 . Demonstrado nos autos que a prática religiosa . ou seja."0 direito constitucional consagrado da liberdade de consciência e exercício pleno da prática religiosa só pode sofrer restrição do Poder Público. difundindo a <012> 130 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS cura de enfermidades pela fé. grosseiramente diagnostica e trata doenças físicas e psíquicas. Curandeirismo e liberdade religiosa: O Tribunal de Justiça de Santa Catarina já decidiu no seguinte sentido: "Crime Contra a Saúde Pública . eis que a aludida sala não é local de culto religiosoCarência decretada. Regulamento Interno). II e III. sem aquiescência dos deputados .

Em relação à cultura.Templo religioso .688-1.decisão: 2-10-90. 669/188. da Constituição da República/88 Município que é competente para proibir a prática religiosa quando ela se torna abusiva e anti-social .rel.Apelação Cível n" 24267 .rel. a plena liberdade religiosa consiste também na liberdade ao ateismo. Des.433 .Igreja Universal do Reino de Deus Fechamento . pelo exagero dos gritos e depredaç<*-*>es no interior do templo (que não obteve para sua localização. art. VI. autorização do Poder Público) vem perturbando o repouso e o bem-estar da coletividade. a lei disporá sobre a fixação de datas comemorativas. 1'= A 5<*-*> 131 Dessa forma. Impossibilidade de manutenção de cultos religiosos em área estritamente residencial: RTs: 606/84. conforme já salientado.Apelação Cível n" 54. TJ/SP .Diadema -1-10-91). Em segundo lugar. disseminados por aparelhagem de som . Andrade Marques . 676/98. No mesmo sentido: TJ/SP .rel.Apelação Cível 152224-1.Exercício do Poder de Polícia que não afronta a liberdade de culto . .Inexistência de afronta ao art.decisão: 17-10-94. Primeiramente. implicitamente. não se poderá instituir nas escolas públicas o ensino religioso de uma única religião.publicado em 8-2-92). Luiz de Azevedo . § 2ó).Prejuízo ao sossego de vizinhança .lá CCivil . uma vez que.20 Religião e cultura O ensino religioso poderá.Itatiba 29-1091. Des.Apelação Cível 146. art. lícito é ao Município proibir tal rática em zona residencial da cidade" (1" CCível . E. Altair Patitucci .2 CCível . ainda. A norma constitucional pretende.AC 125. TJ/SP"Ato Administrativo . nem tampouco pretender-se doutrinar os alunos a essa ou àquela fé. 210. 5".692-1. 640/167.rel.dos adeptos da apelante. 5. <*-*> ló). No mesmo sentido: TJ/PR . <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. desde que sempre de matricula facultativa constituir disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental (CF. de alta significação para os diferentes seg mentos étnicos nacionais (CF. Ressalte-se que essa previsão constitucional deverá adequar-se às demais liberdades públicas. Oto Sponholz . a Constituição garante a liberdade das pessoas em matricularem-se ou não.Inexistência de Decreto-lei Complementar a ser resguardado" (Relator: Andrade Marques . inclusive feriados religiosos. destaca-se uma dupla garantia constitucional.Cultos ruidosos. 215. que o ensino religioso deverá constituir-se de regras gerais sobre religião e princípios básicos da fé. dentre elas a liberdade de culto religioso e a previsão do Brasil como um Estado-laico.

será prestada aos presos e aos internados. No tocante aos estabelecimentos prisionais. ao Estado cabe.é livre a expressão da atividade intelectual. cuja regulamentação em relação às Forças Armadas foi dada pela I. 5.210/84 (Lei das Execuç<*-*>es Penais). apesar de laico. não se poderá obrigar a nenhuma pessoa que se encontrar nessa situação. p. Comentários. a Lei n<*-*>' 7. independentemente de censura ou licença.21 Assistência religiosa A previsão constitucional encerra um direito subjetivo daquele que se encontra internado em estabelecimento coletivo. Trata-se de uma norma constitucional de eficácia limitada. a materialização das condiç<*-*>es para a prestação dessa assistência religiosa. cit. Op.. além disso. visa-se. Logicamente. eientíjca e de comunicação. dentro dessa limitação natural. ambas recepcionadas pela nova ordem constitucional.RTJ. afirmando que não há compatibilidade entre um Estado-laico e a previsão. Porém. de 23-9-1988. 24. Além disso. como comprova o preâmbulo constitucional. de prestação de assistência religiosa (cf. face à total liberdade religiosa vigente no Brasil. 5. não é ateu. de tantos credos quanto aqueles solicitados pelos internos. a plena liberdade religiosa daqueles que não professam nenhuma crença.ei nó 6.22 Impossibilidade de censura prévia . trata-se de um direito subjetivo e não de uma obrigação.672. uma vez que o Estado brasileiro.ei n<*-*> 7. ou seja. 100/329). igualmente recepcionada. através da assistência religiosa. a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva. Assim. Não nos parece procedente a crítica que alguns doutrinadores fazem a esse inciso da Constituição Federal. permitindo-lhes a participação nos serviços organizados no estabelecimento penal. Alcino Pinto Falcão. nos termos da lei. nos termos da lei. bem como a posse de livros de instrução religiosa. com liberdade de culto. seja em entidades civis ou militares. preve-se que no estabelecimento prisional haverá local apropriado para os <012> 132 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS cultos religiosos e que nenhum preso ou internado poderá ser obrigado a par ticipar de atividades religiosas. a idéia do legislador constituinte foi fornecer um maior amparo espiritual às pessoas que se encontram em situaç<*-*>es menos favorecidas. preservando-se. estabelece que a assistência religiosa. 181). que deverá ser multiforme. artistica.é assegurada. como direito individual..VII . a utilizar-se da referida assistência religiosa. em seu art. Além disso. assim. e. uma melhor ressocialização daquele que se encontra em estabelecimento de internação coletiva em virtude de sua natureza pedagógica (STF .923/81. afastadas do convívio familiar e social. parcialmente alterada pela I. IX .

porém. cita julgado da Corte Suprema de Justiça argentina onde se afirmou: "apesar de no regime democrático a liberdade de expressão ter um lugar eminente que obriga a particular cautela enquanto se trata de decidir responsabilidades por seu desenvolvimento. O que se pretende proteger nesse novo artigo é o meio pelo qual o direito individual constitucionalmente garantido será difundido. A Constituição Federal. como garantia à liberdade de imprensa. pode-se afirmar sem vacilação que ela não se traduz no propósito de assegurar a impunidade da imprensa" (Tratado. Revista de Informação Le<**>'islativa nó 125/141). artistica. Op.. a necessidade de permissão que se submete. A manifestação do pensamento. 1<*-*> A 5<*-*> 133 mente. A família e os meios de comunicação.A censura prévia significa o controle. difamantes. apesar de não se confundirem. Arx. é verdadeiro corolário da norma prevista no art. Pode-se entender meio de cornunicação como toda e qualquer forma de desenvolvimento de uma informação. completam-se. IX. pois a responsabilização posterior do autor e/ou responsável pelas notícias injuriosas. sob qualquer forma. gestos. não significa que a liberdade de imprensa é absoluta. previamente e com caráter vinculativo. ob- . mentirosas sempre será cabível. o exame. independentemente de censura ou licença. cientifica e de comunicação. que consagra a liberdade de expressão da atividade intelectual. por intermédio dos meios de comunicação de massa. imagens. a criação. cit. 220. p. possibilitará aos prejudicados plena e integral indenização por danos materiais e morais. inclusive mediante a vedação de censura prévia. prevista no art. não encontrando restriç<*-*>es nos demais direitos fundamentais. porém. civil ou penal<012> COMENTARIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS.. implica uma forte limitação ao controle estatal preventivo. A liberdade de imprensa em todos os seus aspectos. deve ser exercida com a necessária responsabilidade que se exige em um Estado Democrático de Direito. Essas normas. em relação a eventuais danos materiais e morais.23 Expressão da atividade intelectual. TOURINO. rádio e televisão (cf. inclusive. Essa previsão. impressos. processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição. qualquer texto ou programa que pretende ser exibido ao público em geral. 523). revista. de modo que o desvirtuamento da mesma para o cometimento de fatos ilícitos. sendo a restrição à livre manifestação de pensamento sua finalidade antidemocrática. a expressão e a informação. O texto constitucional repele frontalmente a possibilidade de censura prévia. seja através de sons. 5. a proibição à censura prévia. regulamenta o sentido mais estrito da noção de comunicação: jornal. científica e de comunicação A garantia constitucional de liberdade de comunicação social. além do efetivo direito de resposta. 5<*-*>. O autor. artística. pois a liberdade de comunicação social refere-se aos meios específicos de comunicação. mas não impede a responsabilização posterior em virtude do abuso no exercício desse direito. O caráter preventivo e vinculante é o traço marcante da censura prévia. Como salienta Miguel Ángel Ekmekdjian.

e 221). ideológica e artística. Des.. à vida privada. as faixas etárias a que não se recomendem. XIII e XIV. 226 a 230). permitindo-se. que proibe: a edição de lei que contenha dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social. a liberdade de expressão e de manifestação de pens<*-*>i. 220. 221. a exigência de licença de autoridade para publicação de veículo impresso de comunicação.RJ.servado o disposto na Constituição. IV. traça os limites tanto para a liberdade de expressão do pensamento como para o direito à informação. práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao mei<*-*><**> A''' ambiente. Apesar da vedação constitucional da censura prévia. a proteção dos direitos da criança e do adolescente (CF.. bebidas alcoólicas. Assim. como por exemplo. teatrais e televisivos poderá ser realizada somente no sentido de fixação de horários para exibição ou faixa etária de assistência.. porém. há necessidade de compatibilizar a comunicação social com os demais preceitos constitucionais. V. 139/119). observado o disposto no art. a sujeição da propaganda comercial de tabaco.. X.': de produtos. Portanto. porém.G. no tocante a censura dc<*-*> <*-*>'.<**>.Câmara Especial . § 3<*-*>'. ideológica e artística. é possível à lei ordinária a regulamentação das divers<*-*>es e espetáculos. 532/241. estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à famí<012> 134 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS lia a possibilidade de se defenderem de programas ou programaç<*-*>es de rád<**><*-*> e televisão que contrariem o disposto no art. de forma a impedír a transmissão ou mesmo impor .: mento não pode sofrer qualquer tipo de limitação. não significa que a extiri.rel. agrotóxicos. a classificação prévia de espetáculos cinematográficos. bem como da propagancl<**><*-*> <*-*>. Onei Raphael. cabendo ao poder público informar sobre a natureza deles. Em conclusão. a advertência sobre os malefícios decorrentes de seu uso. 5".<*-*><*-*> ção da censura prévia acarretou a inexistência de limites de horário e idaclc<*-*> <*-*> para a exibição de determinados eventos ou programas (TJ/SP . medicamentos e terapias a restriç<*-*>es legais. vedando-se o atingimento à intimidade. classificando-os por faixas etárias a que não se recomendem. locais e horários em que sua apresentação se mostre inadequada. nunca no sentido de utilizar-se essa previsão constitucional como sustentáculo de uma censura prévia taxativamente proibida. toda e qualquer censura de natureza política. Isso. 5". Caberá também à lei estabelecer meios de defesa das pessoas r das famílias quanto a programas de rádio e televisão que descumpram os princípios determinados no art. RT. decisão: 23-11-89. Dessa forma. o legislador constituinte conferiu à União a competência para edição de lei federal para: regular as divers<*-*>es e espetáculos públicos. a saúde pública. o respeito acis valores éticos e sociais da pessoa e da família (art.. à honra e à imagem das pessoas.. arts. 221. do art. RT 616/40).AI n" 10. natureza política.903-0 . por exemplo. Contudo. bem como definir locais e horários que lhes sejam inadequados (TRF . a inviolabilidade prevista no inciso X. bem como se necessário. I a IV.

art.Inadmissibilidade .17fr0/2/SP .1991.v..01."Abolida do novo Texto Constitucional a prévia censura ou licença intelectual. Ney Almada . . MS 13. expressão e à informação não caracterizada .São Paulo . a honra e a imagem das pessoas.u."Mandado de Segurança .Efeito suspensivo a Agravo de Instrumento .20-10-94).são invioláveis a intimidade. (Mandado de Segurança n" 22.). à dignidade e ao respeito . Se<**>ão II.Ordem denegada. 10 jun. 7 ago.rel.Liberdade de Imprensa assegurada pelo art.Inexistência de qualquer decisão teratológica . Censura prévia e dignidade: TRF/4<*-*> Região .rel.Censura à manifestação do pensamento.REO n<*-*> 89. Limites da liberdade de informação: TJ/SP . rel."Mandado de Segurança . 8-8-91.REO 90. 11 A 5" 135 inviolável pelos limites que lhe são assinalados pelos motivos que o justificam" (Câm. ainda o interesse em radiodifundir a música" (2á T.censura e direito dos jovens á educação: TJ/SP .cortes no programa a ser exíbído. a vida privada. Competência para legislar sobre propaganda comercial: CF. X . . 18.Hipótese em que deles se serviam adolescentes .1=' T. .15300/RS . têm primazia os direitos da criança e do adolescente. XXIXCompete. No mesmo sentido: TRF/lá Região . Diário da Justiça. Convivência das liberdades públicas .No conflito entre direitos. e inexistindo na letra da canção impugnada ofensa à dignidade pessoal de autoridade pública. Juiz Aldir Passarinho Jr. p.Des.73&0 . confirma-se a concessão da ordem. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. Diário da Justiça. 220 da CF e os Direitos da Criança e do Adolescente conferidos pelo art. não integra à liberdade de informação. Juiz José Morschbacher. ínsito no ataque ao pudor.u. à União legislar sobre propaganda comercial. Afrrnar que um direito é absoluto significa que ele é <012> COMENTARIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. Esp.02610-9/DF. presente. j. v. 227 da Carta Magna . artística.Objetivo . 1991. 22.. científica ou de comunicação. Denio Garcia.Liminar que determinou o bloqueio dos serviços telefônicos conhecidos como "disquesexo" . privativamente.04.089).Ofensa ao direito dos jovens à educação.

As discuss<*-*>es políticas. p. (Cf. sobre qualidades e defei- . converter em instrumento de diversão ou entretenimento assuntos de natureza tão íntima quanto falecimentos. injuriosas. sentimentais e importantes relaç<*-*>es familiares. p. à necessária proteção à própria imagem frente aos meios de comunicação em massa (televisão. Comentários à constituição brasileira de 1988. art. XI<*-*> que acarretem injustificado dano à dignidade humana autoriza a ocorrência de indenização por danos materiais e morais. da mesma forma do que sucede em relação aos segredos profissionais. ed.). Os conceitos constitucionais de intimidade e vida privada apresentam grande interligação. salvaguardando um espaço íntimo intransponível por intromiss<*-*>es ilícitas externas.24 Intimidade e vida privada Os direitos à intimidade e à própria imagem formam a proteção constitucional à vida privada. Manoel Gonçalves. com o direito à honra. levando em conta as delicadas. inclusive. Encontra-se em clara e ostensiva contradição com o fundamento constitucional da dignidade da pessoa humana (CF. pois. inclusive os objetivos. necessariamente subjetivos. no sentido de que "as intromiss<*-*>es na vida familiar não se justificam pelo interesse de obtenção da prova. 128).1997. não existe qualquer dúvida de que a divulgação de fotos. particularmente as que se travam no calor de campanhas eleitorais renhidas. padecimentos ou quaisquer desgraças alheias. art. A proteção constitucional refere-se. Dessa forma concluímos como Antonio Magalhães. São Paulo : Saraiva. 2. além do respectivo direito à resposta. <012> 136 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS No restrito âmbito familiar. desnecessárias para a informação objetiva e de interesse público (CF. suas relaç<*-*>es familiares e de amizade. tais como relaç<*-*>es comerciais. podendo porém ser diferenciados por meio da menor amplitude do primeiro que se encontra no âmbito de incidência do segundo. enquanto o conceito de vida privada envolve todos os relacionamentos da pessoa. que não demonstrem nenhuma finalidade pública e caráter jornalístico em sua divulgação. de trabalho. 35). os direitos à intimidade e vida privada devem ser interpretados de uma forma mais ampla. o conceito de intimidade relaciona-se às relaç<*-*>es subjetivas e de trato íntimo da pessoa humana. 5<*-*>. Honra e ofensas em campanhas eleitorais: STF . devendo haver maior cuidado em qualquer intromissão externa. 1<*-*>."Crime contra a honra e discussão político-eleitoral: limites de tolerância. X).5. III).: FERREIRA FILHO. jornais. 5". Assim. são inseparáveis da necessidade de emissão de juízos. revistas etc. . São Paulo : R7<*-*> 1997. Assim. de estudo etc. deve ser igualmente reconhecida a função social de um vivência conjugal e familiar à margem de restriç<*-*>es e intromiss<*-*>es" (Direito à prova no Processo Penal. art. imagens ou notícias apelativas. a intimidade e vida privada (CF. rádio.

impondo critério de especial tolerância na sua valoração penal.CCivil 5 . sem a devida autorização da pessoa correspondente.Ementário n<*-*> O1/267. .Inquérito n<*-*> 496/DF .872/IZJ . 1993.830.v.20-10-94). sobretudo. o libelo do adversário ultrapassa a linha dos juizos desprimorosos para a imputação dc fatos mais ou menos concretos. mas a tolerância há de ser menor quando. No mesmo sentido: STFlá T.Pleno . ante a relevante utilidade pública da mesma. p. Seção I.u.rel. Indenização pelo uso indevido da imagem."A honra objetiva da pessoa jurídica pode .rel. 12. p. apurados em inquérito policial" (4á T. Fiscalização popular e direito à honra: TJ/SP . Rafael Mayer. sem ofender a vida privada dos figurantes de fatos.1982.Ementário STJ nó 09/232). Acesso à informação (CF. n<*-*> 95. p.tos dos homens públicos nelas diretamente envolvidos."Direito a proteção da própria imagem. 11 dez. Ilmar Galvão. Seção I. Min. art.u.1<*-*> A 5'<*-*> 137 Dano moral e pessoa jurídica: STJ . de modo a não tolher a liberdade de crítica.328/SP .Barretos . Dias Trindade . Diário da Justiça. ainda que situado no campo da vida pública ou da vida privada de relevância pública do militante politico.rel. 1981. que os deve proteger.Inquérito n" 503/1ZJ . nó 91.v.001). Min. 5"."Não responde civilmente o órgão de divulgação que. .RExtr. diante da utilização de fotografia em anúncio com fim lucrativo. Direito à imagem: STF . Min. Seção I. 12 nov.rel. Diário da Justiça.844-0/SP ."Os políticos estão sujeitos dr forma especial às criticas públicas. se invadem ou tangenciam a esfera da criminalidade" (Pleno . 5. 26 mar. Djaci Falcão. Diário da Justiça.REsp n" 42.questão de ordem . . e é fundamental que se garanta não só ao povo em geral larga margem de fiscalização e censura de suas atividades. No mesmo sentido: STF . . STJ . XI<*-*> e inviolabilidade á honra: STJ .u.rel. Min.rel.CC nó 22/PR . 24. Marco César . Min. <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. 1993. Seção I.605). Min. Sepúlveda Pertence. criticarem e censurarem outrem" (Apelação Cível n<*-*> 235.022.u. . 9.lá Seção . por sua vez.rel. p. e em contrapartida dálhes a sistemática constitucional de imunidade para. Tutela jurídica resultante do alcance do direito positivo" (2á T. José de Jesus . . noticia crimes.627-1. mas sobretudo à imprensa. Diário da Justiça.v. . 1 out.v.RExtr.

de ser visto como mau pagador uando não se é. representa perigo à coletividade."Crime Contra a Saúde Pública . a <*-*>dignidade do nome. rel. independente de estar ou não.003). Direito constitucional que não pode ser oponível ao interesse coletivo de proteger a saúde pública.AC n170. Condenação mantida. Ruy Rosado de Aguiar.085-8/RT.376-1. Paulo Brossard. p."A sensação de ser humilhado. p. rel.893). Min.J. Diário da Justiça. Fixação do dano moral: TJ/SP . . Des. Des.11-12-89 . X. embora para uso próprio. 5".JTJ/SP LEX 176/77). Min. de 4-7-1994 (Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil). 40. associado ao dano patrimonial. Ato ilícito. Carlos Velloso. A indenização por dano moral é arbitráp vel. Seção I. a virtude de ser honesto" (15á C Civil . Posse de substância entorpecente que. Ruy Camilo . Celso de Mello. nada dispondo a lei a res eito não há critérios ob etivos ara cálculo e esse dano nada tem com as repercuss<*-*>es econômicas do ilícito" (2 CCivil . Dano moral. não é absoluta. Diário da Justiça. Inadmissibilidade.rel."Indenização. 5. Seção I.REsp n<*-*> 60033/MG .319.rel. que alargava a .rel. Min. (Ap.RT 650/274). 5".AC n" 257. Art. 27 nov. p.16.127-8.849-2 . Cezar Peluzo -JTJ/SPLEX 142/94). suspenso liminarmente . Des. rel. Dante Busana . <*-*> 2<*-*> da Lei nó 8.533 do Código Civil. Serviço de proteção ao crédito e dano moral: TJ/SP . " " t da no art. 1993. 72. Art. Arbitramento determinado. Min. rel. Seção I. nó 1. por seus atos e manifestaç<*-*>es no exercício da profissão. constitui violação do patrimônio ideal que é a imagem idônea.HC n<*-*> 69.25 Inviolabilidade à honra e imunidade do advogado A inviolabilidade do advogado. Descaracterização pretendida por ser o art.906 a eficácia da expressão ou desacato con i.037-3 . STF . Verba devida. tendo inclusive o Supremo Tribunal Federal na Adin. 1995. 1. 26 mar. X. Diário da Justiça. sujeitando-se aos limites legais (STFRHC n" 69. Responsabilidade civil. da Constituição da República.Posse de entorpecente. associada a dano ao patrimônio físico.4á C. que protege a privacidade do indivíduo. 16 da Lei n" 6. A Constituição da República é expressa no garantir a indenizabilidade da lesão moral.368/76 inconstitucional em face do art. Irrelevância de que esteja. da CF. Recurso provido para esse fim.ser ofendida pelo protesto indevido de título cambial. ou não. 7ó.619-8. 20 ago. pois. 5. bem jurídico tutelado pelo referido diploma. 1993. cabendo indenização pelo dano extrapatrimonial daí decorrente" (4á T. Privacidade e posse ilícita de entorpecentes: TJ/SP .

.abrangência da imunidade material dos advogados. rel. rel. Com a inovação.rel. Min. p. . às partes litigantes. 624/378). pois trazida com a Constituição Federal de 1988. ementa . Assis Toledo. que a imunidade profissional do advogado não alcança abusos cometidos em entrevistas aos meios de comunicação (STJ . Min. em HC " n. com ardor e veemência. In Boletim Informativo Saraiva. Luiz Vicente Cernicchiaro. sendo natural que. Min. possam ser utilizadas" (STJ . 53-e. nem mesmo aos juízes e promotores. Anselmo Santiago. deixando de lado o essencial. rel. STJ .539-RO.Publicada na AAS1. v.. 5. 1989. HC n<*-*>' 4. Diário da Justiça.RHC n<*-*>' 3.142/3. v. n" 1957.. HC nó 3. porém. p. STJ . 121/157.). imunidade penal ampla e absoluta. 10.5<*-*> T. Nunca. 23 set. 126/628 e RT. Seção I.u. RTJ. p.6á 7<*-*>. v. e ainda. por mais desleais que sejam. Ressalte-se. j. 94.u. no exercício regular da atividade. 18. out.Recurso em Habeas corpus nó 4804/RS . 72/486). v.889. Assis Toledo.068-2-SP. para uma luta contra o colega adverso. Diário da Justiça. n" 1958. p.Publicado no AASP. o Superior Tribunal de Justiça afirmou ainda que "os advogados prestam importante serviço e contribuição para o bom exercício da Justiça. ementa . "haverá excesso impunível se a ofensa irrogada for vinculada à atividade funcional e pertinente à pretensão que esteja o advogado defendendo em juízo. 25-10-1995. Como salientado por Vicente Grecco Filho. 50-e. Nesse sentido: STJ . j. .979-MG. Min. Analisando a referida imunidade. Todavia.26Inviolabilidade constitucional da privacidade dos dados bancários e fiscais O sigilo de dados é previsão com sede constitucional recente.u.5á T. O nobre exercício <012> 138 PIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS da advocacia não se confunde com um ato de guerra em que todas as armas. 24-4-1995. fora dos limites da causa ou da defesa de direitos e prerrogativas de que desfrutam" (STJ . ou contra o representante do Ministério Público.u. ou ofendendo a honra. não há imunidade quando a ofensa for gratuita. Assim. como também decidiu o Superior Tribunal de Justiça. em HC nó 4.. ou se extrapolam o jus conviciand e. "seria odiosa qualquer interpretação da legislação vigente conducente à conclusão absurda de que o novo Estatuto da OAB teria instituído. desvinculada do exercício profissional e impertinente na discussão da causa. ainda. 1996). No mesmo sentido. j. em relação à ofensas contra membro do Ministério Público: RT. 11 dez. o que é razoável e adequado e não viola qualquer princípio constitucional nem a dignidade do Poder Judiciário. que é a defesa da causa. j.381-7-SP. portanto.6á T. Rec. Jesus Costa Lima.. 2-8-1995. nos crimes contra a honra e até no desacato. 92/1118.. 2-10-95. imunidade essa não conferida ao cidadão brasileiro. Min.v. desabusada e desnecessariamente. em fa<*-*>or da nobre classe dos advogados. rel.u. até. o façam. Daí resulta que a análise de cada caso é que definirá se as palavras ou atitudes do advogado representam mero abuso.4. são penalmente puníveis" (Imunidade do Advogado. vieram inúmeras <012> .5<*-*> T. 610/426. sancionado pela disciplina da OAB. Rec.

. Obviamente. constituem parte da vida privada da pessoa física ou jurídica. podendo ser afastada quando os mesmos estiverem sendo utilizados para ocultar a prática de atividades ilícitas e presentes os seguintes requisitos: <*-*> Autorização judicial. bem como dados relativos à Receita Federal (confirmação da restituição ou saldo devedor ao Fisco). 129. art. Lembremo-nos. reveladores de possível autoria de prática delituosa por parte daquele que sofre a investigação. No recôndito da privacidade se esconde pois a intimidade. estar-se-ia. desrespeitando-se a inviolabilidade das correspondências. regidas pelo principio da exclusividade. de que o desrespeito ao sigilo constitucionalmente protegido acarretaria violação à diversas garantias constitucionais. VI) ou deteminação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CF. requisição do Ministério Público (CF. art. Assim. a quebra do sigilo bancário e/ou fiscal só deve ser decretada. <*-*> Individualização do investigado e do objeto da investigação. 1<*-*> A 5<*-*> 139 dúvidas e conseqüências jurídicas. que "visa a assegurar ao indivíduo a sua identidade diante dos riscos proporcionados pela niveladora pressão social e pela incontrastável impositividade do poder político. 5". A intimidade não exige publicidade porque não envolve direitos de terceiros. § 3ó). XII) complementa a previsão ao direito à intimidade e vida privada (art. X). No âmbito da privacidade. Receita Federal ou Fazendas Públicas. Não há dúvida. que inúmeras informaç<*-*>es bancárias são fornecidas pelos Correios (extratos. ainda. a intimidade é o mais exclusivo dos seus direitos" (Sigilo de dados: o direito à privacidade e os limites à função fiscalizadora do Estado. sejam as constantes nas próprias instituiç<*-*>es financeiras. <012> 140 DIRETTOS HUMANOS FUNDAMENTAIS <*-*> Obrigatoriedade da manutenção do sigilo em relação às pessoas estranhas à causa. <*-*> Indispensabilidade dos dados constantes em determinada instituição financeira. 58.). contas a pagar. sejam as contantes na Receita Federal ou organismos congêneres do Poder Público. Cadernos de Direito Constitucional e Ciência Politica. comprovante de depósitos etc. 5". portanto. porém. sobretudo. afetadas pela subjetividade do indivíduo e que não é guiada nem por normas nem por padr<*-*>es objetivos. RT. A inviolabilidade do sigilo de dados (art. quando existentes fundados elementos de suspeita que se apóiem em indícios idôneos. Com relação a essa necessidade de proteção à privacidade humana. sendo ambas previs<*-*>es de defesa da privacidade. e sempre em caráter de absoluta excepcionalidade. a inviolabilidade dos sigilos bancário e fiscal não é absoluta. como ressalta Tercio Sampaio Ferraz Junior. não podemos deixar de considerar que as informaç<*-*>es fiscais e bancárias. respectivamente. nó O1/78). e caso não estivessem protegidos pelo sigilo bancário e fiscal. Aquilo que é exclusivo é o que passa pelas opç<*-*>es pessoais.COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISi'RUDENCIAIS AOS ARTS.

. JUSTITIA . Op. p. Os Ministros Marco Aurélio.<*-*> Utilização de dados obtidos somente para a investigação que lhe deu causa.780-O1). MELLO F. Proteção constitucional ao sigilo. Sigilo bancário. n<*-*> 121/150. <*-*> 4". vida privada e sigilo de dados (CF. 60. Fábio Konder. p. São Paulo : RT. 24 mar.571. 67-76.. Celso.estudos e pareceres. Vital Ramos. 16 out. Cadernos de Direito Constitucional e Ciência Politica. Direito constitucional.rel. Investigação parlamentar estadual: as comiss<*-*>es especiais de inquérito. 1995. Sigilos bancário e fiscal como cláusulas pétreas: O Supremo Tribunal Federal entendeu que essas espécies de sigilos encontram-se resguardadas pelo direito à intimidade. 74. RE 136239. 1996. Ilmar Galvão e . 5<*-*>.Pleno . VASCONCELOS.7294/DF . Agravo regimental não provido" (Pleno . Tercio Sampaio. cit. Néri da Silveira. Possibilidade de quebra do sigilo bancário por requisição do Ministério Público quando tratar-se de envolvimento de dinheiro ou verbas públicas: A maioria dos Ministros do Supremo Tribunal Federal (Sepúlveda Pertence. 1993. Não prevalece. p. 1. inter alia). 91. Sigilo de dados: o direito à privacidade e os limites à função fiscalizadora do Estado.MS n" 21. Constitucionalidade da quebra do sigilo bancário: STF . Diário da JustiÇa. portanto. com base no poder de requisição e na publicidade dos atos governamentais. Direito público .Agrlnq. São Paulo : Saraiva. BASTOS. insuscetíveis de supressão por parte de emenda constitucional (CF. Afronta ao art. Diário da Justiça. O princípio do contraditório não prevalece na fase inquisitória (HC 55447 e HC 69372. 5ó.. Direito. Alexandre de.Revista do Ministério Público do Estado de São Paulo. Moreira Alves. FERRAZ JR."EMENTA: Inquérito. Francisco Rezek.. Octávio Gallotti. X e XII. Estudos e pareceres de direito público. COMPARAT(). p. 1995. Investigação criminal. X e XII. da Constituição Federal (Precedente: Pet: 577). X e XIp e. No mesmo sentido: STF . Acórdão Min. A quebra do sigilo bancário não afronta o art. 5". art.806 Ementário de Jurisprudência. Sidney Sanches e Carlos Velloso) reconheceu a possibilidade de o Ministério Público requisitar diretamente as informaç<**>es revestidas de sigilo bancário às instituiç<*-*>es financeiras quando se tratar de envolvimento de dinheiro ou verbas públicas. Revista F MUDireito n" 06/17. 1997. art. 897/DFrel. Quebra. Agravo regimental. São Paulo : Atlas. Alexandre de. 63. José Celso. v. Cf. da CF: inexistência. p. Min. a respeito: MORAES. IV). Maurício Corrêa. n" Ol/67. Contraditório. São Paulo : RT. Seção I. 6. Sigilo bancário e fiscal: cf. Francisco Rezek. 34. Seção I. MORAES. p. p.

Paulo Brossard. p. sob pena de se incorrer em abuso de autoridade" (5á T. Francisco Rezek. quando o indiciado ou réu estiver sendo acusado de <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. passível de quebra por requisição ministerial (MS n" 21.019-7/1ZJ . . p. 38 da Lei nó 4. Juíza Eliana Calmon. STF .rel.Inquérito nó 903-2 . v. 95-e). à apreciação do Judiciário. Min. 1994. 27.Ementário STJ n" 09/716). rel.0120115-0-RO . dentro dos direitos e garantias individuais. . . que poderá.729-4/DF . 0 ex-Ministro Francisco Rezek votou pela inexistência de previsão do sigilo bancário dentro do art.u. j.10 out. Impossibilidade de quebra do sigilo bancário. ser alterada por preceito de igual natureza. Conferir: Informativos STF n<*-*>5 8 e 27). portanto. Diário da Justiça 10 out.MS n<*-*> 92. Cid Flaquer Scartezzini .043. Ilmar Galvão.Inquérito n<*-*> 908-3 . Acórdão: Min. passando a vigorar com força de lei complementar. No mesmo sentido: TRF/ 1" Região .595/64. lq A 5" apropriação de bens públicos" (4<*-*> T.Distrito Federal.AASP n<*-*> 1979 . devem submeter-se. Possibilidade de quebra dos sigilos bancário e fiscal diretamente por requi141 . Sigilo bancário não envolvendo dinheiro ou verbas públicas: O Supremo Tribunal Federal vem entendendo pela necessidade do Ministério Público requerer judicialmente: STF .HC ná 2.18-12-95.1994. genericamente.Distrito Federal. Diário da Justiça. de acordo com a conveniência. o sigilo bancário.rel. O art.595/64. destarte. as requisiç<*-*>es feitas pelo Ministério Público que impliquem em violação ao referido sigilo.192 da Constituição Federal estabelece que o sistema financeiro nacional será regulado em lei complementar. por requisição do Ministério Público: STJ .27-1 a 3-12-96. a Lei n<*-*> 4. primeiramente. 27. rel."Requisição de informaç<*-*>es bancárias requisitadas pelo Ministério Público . ou seja.Sigilo bancário. p. p.043."0 Pretório Excelso outorgou ao Ministério Público o direito de pedir quebra do mesmo (sigilo bancário). deferir ou não.rel. 5". Ante a ausência de norma disciplinadora. só podendo. Assegurado no art.Celso de Mello entenderam pela possibilidade de o Ministério Público obter informaç<*-*>es resguardadas pelo sigilo bancário somente através do Poder Judiciário. que instituiu o referido sistema restou recepcionada pela vigente Constituição da República.

rel. as informaç<*-*>es e esclarecimentos ordenados pelo Poder Judiciário. 8". garantia esta expressamente amparada pela Constituição Federal (art. art. se proibiu a alegação da exceção de sigilo às requisiç<*-*>es dos membros do Ministério Público (LC 75/93 . pode eximir as instituiç<*-*>es financeiras do dever de segredo em relação às matérias arroladas em lei" (1<*-*> T. Op. Min.Ementário STJ n" 09/313). quanto os Ministérios Públicos estaduais (I. § 2ó). Com base nesse dispositivo."O sigilo bancário do contribuinte não pode ser quebrado com base em procedimento administrativo-fiscal. inciso <*-*> (. Moreira Alves. Alexandre de. por um de seus órgãos. Direito constitucional. e. e a exibição de livros e documentos em Juizo. 81) poderão requisitá-los diretamente. Individualização do investigado e quebra do sigilo bancário: TRF/2=' Região- . 72-74.art. Impossibilidade de quebra do sigilo bancário por autoridade administrativafiscal: S'IJ .ei ná 8. 38 da Lei 4. Apenas o Poder Judiciário.. Que deles não poderão servirse para fins estranhos à mesma. Utilização dos dados obtidos com a quebra do sigilo somente para a investigação que lhe deu causa: STF . p. prestados pelo Banco Central do Brasil ou pelas instituiç<*-*>es financeiras. Uma vez que houve a citada regulamentação (LC 75/93).art. . rel. por implicar indevida intromissão na privacidade do cidadão.REsp n<*-*> 37. cit. 129.625/93 . se revestirão sempre do mesmo caráter sigiloso.sição do Ministério Público: A única limitação constitucional ao poder de requisição do Ministério Público é a determinação de regulamentá-lo por meio de lei complementar (CF. não pode restar dúvida que tanto o Ministério Público da União. VI).1&4-96). Demócrito Reinaldo .566-5/RS ."De acordo com o § ló do art. expressamente. Conferir a respeito detalhada análise: MORAES. o Tribunal indeferiu pedido de autoridade fiscal formulado em inquérito no qual se apuram fatos relacionados com o chamado escândalo do orçamento. no sentido de que fosse autorizada a extração de cópia de docu<012> 142 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS mentos que chegaram aos autos em virtude de quebra de sigilo bancário do inciiciado.). 923-DF. só podendo a eles ter acesso as partes legitimas na causa..595/64 . 5<*-*>. e que poderiam ser úteis à fiscalização tributária (Informativo STF n" 27 Inq. Min.

mas o Rei da Inglaterra não pode nela entrar.02. 688/293) ou desastre ou para prestar socorro. RT. p. porém.a casa é asilo inviolável do individuo. que alguém ocupa com exclusividade. não pode ser transformado em garantia de impu<**> nidade de crimes. 1984. conforme verificamos no discurso de Lord Chatham no Parlamento britânico: O homem mais pobre desaja em sua casa todas as forças da Coroa. por determinação judicial. por determinação judicial. preserva-se. porém somente nas hipóteses constitucionais: <*-*> DIA . ou ainda. durante o dia. a casa é asilo inviolável do indivíduo. delimitado e separado."A prestação de informaç<*-*>es genéricas sobre todos os seus clientes. devassaria tanto os negócios lícitos como os ilícitos. ou para prestar socorro. estabelece as exceç<*-*>es à inviolabilidade domiciliar.flagrante delito ou desastre ou para prestar socorro. Paolo. A própria Constituição Federal. O Supremo Tribunal Federal já deciciu que mesmo sendo a casa o asilo inviolável do invidíduo.AMS nó 91. não sendo somente a residência.1<*-*> A 5<*-*> 143 Assim. pois.<*-*> individualização de um provável ilícito mediante o devido processo legal. Somente durante o dia a proteção constitucional deixará de existir por determinação judicial. Ementário STJ n<*-*> 1804-11). 670/273. ou. <012> COMENTÁRIOS DOUTRINARIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS AKI<*-*>S. Juiz Henry I3<*-*>zr bosa. <*-*> NOIlE .05436-0/IZT . ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador. sua cabana pode ser muito frágil. 74/88 e 84/302). seu teto pode tremer. a habitação com intenção definitiva de estabelécimento. . No sentido constitucional. violação de domicílio legal.rel. Assim. mediatamente a vida privada do sujeito (BARILE. é que s<*-*><*-*> pode elidir o sigilo bancário" (lá T. durante o dia. somente após . ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador.1991. que em seu interior se praticam (RTJ. por instituiçã<*-*><*-*> bancária. o vento pode soprar entre as portas mal ajustadas. p. todo local. 5. Seção II. Considerase. Bologna : Il Molino. Diritti dell'uomo e libertà fondamentali. a qualquer título. XI . ou para prestar socorro. a partir das tradiç<*-*>es inglesas. a tormenta pode nela penetrar. inclusive profissionalmente (Serviço de Jurisprudência do STF.flagrante delito (RT. pois nessa relação entre pessoa e espaço. é permitida. por determinação judicial. o termo domicilio tem amplitude maior do que no direito privado ou do senso comum. ou. ou ainda. Diário da Justiça. . domicílio.110). 154). Assim. direito fundamental enraizado mundialmente. sem consentimento do morador. TJSP. 9 jan. salvo em caso de flagrante delito ou desastre.27 Inviolabilidade domiciliar O preceito constitucional consagra a inviolabilidade do domicílio. salvo em caso de flagrante delito ou desastre.

v.150. item n. 70-78. São Paulo : Saraiva. DJU. Pinto. 1983. p. invadir domicílio alheio com o objetivo de apreender. GROTTI. Imposssibilidade: STF . dentro do novo contexto normativo emergente da Carta Política de 1988.13 out. p.1995). 467/385. Comentários à Constituição brasileira. com exclusão de terceiros. 2. que a administração tributária está sujeita. Comentários à Constituição de 1988. na efetivação das medidas e na adoção de providências que repute necessárias. 1989.adverte que o princípio da inviolabilidade estende-se ao espaço em que alguém exerce. 61. São Paulo : RT. 5. Inviolabilidade do domicilio na Constituição. nem a Polícia Judiciária nem a administração tributária podem. no art. MAXIMILIANO. São Paulo : Malheiros. p. afrontando direitos assegurados pela Constituição da República. Manoel Gonçalves. 214/409. 1974.Ação Penal 307-3-DF. v. É por essa razão que a doutrina . trecho de voto do Ministro-relator Ilmar Galvão. Perdeu portanto a Administração a possibilidade da autoexecutoriedade administrativa" (Pleno . t. 635/341). São Paulo : Saraiva. v."esse amplo sentido conceitual da noção juridica de `casa' revela-se plenamente consentâneo com a exigência constitucional de proteção à esfera de liberdade individual e de privacidade pessoal (RT.feita por Celso Ribeiro Bastos. 1948. A Constituição Federal prescreve. 2á tir. 261. Ementário STJ n" 1804-11. 145. Comentários à Constituição de 1967 com a emenda n<*-*> I de 1969. qualquer atividade de índole profissional (MIRANDA. l.Violação de domicílio por decisão administrativa. Pontes de. durante o periodo diurno. p. 1990.). 3. § 1<*-*>. CRETELLA JUNIOR. 187. RT. Serviço de Jurisprudência do STF. José. Sendo assim. l. 1989. p. Rio de Janeiro : Forense. RT. Comentários à Constituição brasileira. 1989. 36-37. RT."a essencialidade da ordem judicial para efeito de realização das medidas de busca e apreensão domiciliar nada mais representa. p. e sem ordem judicial. quaisquer objetos que possam interessar ao Poder Público. Dinorá Adelaide Musetti. Daí a advertência . 82. ao res- .que cumpre ter presente . Forense Universitária. no sentido de que "é forçoso reconhecer que deixou de existir a possibilidade de invasão por decisão de autoridade administrativa.g.ao destacar o caráter abrangente desse conceito jurídico . 1. Rio de Janeiro : Freitas Bastos. de natureza policial ou não. Carlos. ed. FERREIRA FILHO. v. v. FERREIRA. Inviolabilidade domiciliar e Fisco: STF . senão a plena concretização da garantia constitucional pertinente à inviolabilidade do domicílio. Comentários à Constituição brasileira de 1988.

HC n<*-*> 70. Consentimento do morador: STJ . p. Hipótese não contemplada pelo art. Seção I. Min.1995. com o que o Fisco.299).09461-0/AM . .Ação Penal n<*-*> 307-3-DF. tais como locais ou pontos clandestinos de drogas" (JTJ/SPLEX 141/394).2á T. 5<*-*>. . Diário da Justiça. XI. por sua indiscutível importância. Seção I. da Constituição Fecl<*-*><*-*> ral. Diário da Justiça.rel. à evidência. Juiz Adhemar Maciel. XI. Conceito constitucional de casa: TJ/SP .RHC n" 4225/MS rc<*-*>l. 6. pela madrugadr<**>.1): "De início. 32. 23 set. Paulo Brossard. Assis Toledo."A lancha de serviço ou passeio não pode ser conceituada como domicílio para os fins do inciso XI do art.no sentido de que os poderes de investigação do Fisco estão essencialmente limitados pelas cláusulas subordinantes da Constituição Federal cujas prescriç<*-*>es proclamam a necessidade de efetiva submissão do Poder Estatal aos direitos individuais assegurados pela Lei Fun<012> 144 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS damental.peito incondicional aos direitos individuais. dentre os quais avulta. TRF/lá Região . 6 mar.reiterada por Sacha Calmon Navarro Coelho . Serviço de Jurisprudência do 5"I<*-*>l. São Paulo : Saraiva.094-11). 64. v. ."A casa é o asilo inviolável do cidadão enquanto respeitada sua finalidade precípua de recesso de lar.909/SP rel. Daí a observação de Ives Gandra Martins . p. garante . . p. que pressup<*-*>e o não-consentimento do morador" (5á T. 1994. Daí não se exigir mandado" (3<*-*> T. o direito à inviolabilidade domiciliar. em diligência. E como a Constituição garante os direitos individuais. autorizados pelo morador. Diário da Justiça. ingressam em residência para verificação de denúncia d<*-*><*-*> ocultação de drogas. 25 nov. Isso porque o direito constitucional de inviolabilidade domiciliar não se estende a lares desvirtuados. Ementário STJ n=' 18.HC n=' 91.Pleno ."Policiais que. não tem mais direitos do que aqueles que tinha com a Constituição pr<*-*> térita" (STF . 4. Invasão de domicílio e estado de flagrância: 0 estado de fiagrância caracteriz<*-*><*-*> do afasta a exigência do mandado judicial (STF . assinala Ives Gandra Martins (Comentários a Constitztiçã<*-*><*-*> do Brasil. pela no<*-*>:<*-*> Constituição. o direito de fisc<*-*><*-*>lii<*-*><*-*><*-*>é um direito inerente à Administração denh-o das regras próprias do direito admii<*-*>i<*-*> trativo.01.374).1990.<*-*> inviolabilidade do domicílio nos termos do art. Seção II. Min. Por isso mesmo. t. 5<*-*> da Constituição. 5<*-*>.

o período variará de acordo com a época do ano. que compreende na busca domiciliar tanto a prisão como a apreensão das coisas" (JTJ/SRLEX 141/403).186). possibilitando um descanso seguro a seus moradores. não seja noite (por exemplo: horário de verão).1<*-*> A 145 mesmo após as 18:00 horas. RT 555/357). resguardando-se a possibilidade de invasão domiciliar com autorização judicial.29 Sigilo de correspondência e de comunicação É inviolável o sigilo da correspondência e das comunicaç<*-*>es telegráficas. p. isto é. nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de in- ..é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicaç<*-*>es telegrá<*-*>cas. salvo. e o seu nascimento. por ordem judicial. nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal.103). 1990. esclarecendo Alcino Pinto Falcão. mantendo sua eficácia o art. que durante o dia a tutela constitucional é menos ampla. ou seja. <012> 5<*-*> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS AI<*-*>I<*-*>S. Invasão de domicílio e busca e apreensão: TJ/SP . p. Esse critério misto compatibiliza-se com a ratio constitucional. no último caso. cit. São Paulo : Malheiros. de dados e das comunicaç<*-*>es telefônicas. p. v.1993. salvo. O espaço de tempo que vai desde o crespúsculo da tarde até o crepúsculo da manhã (JT ACrim 46/155. Op. 23. sendo mais longo no inverno e bem mais curto no verão" (Inviolabilidade do domicilio na Constituição. l.. 240 do Código de Processo Penal. que se contrap<*-*>e ao período da noite (Comentários à Constituição. visto que a lei ordinária pode ampliar os casos de entrada na casa durante aquele período. Rio de Janeiro : Freitas Bastos. no sentido de proteção da casa durante o período noturno. Dinorá Adelaide Musetti Grotti esclarece que "a jurisprudência brasileira tem decidido que por noite deve-se entender o tempo compreendido entre o ocaso. 5. bem como diminuindo a possibilidade de arbitrariedades que estariam melhor acobertadas pelo manto da escuridão. Para Celso de Mello. das seis às dezoito". 5. Portanto."A Constituição da República não proíbe a busca e apreensão de coisas por ocasião do fiagrante. no último caso. 70/216. dia é o período das 6:00 horas da manhã às 18:00. Em excelente monografia sobre o tema. "sol alto. 442). por ordem judicial. XII . desde que.114).28 Questão do dia e da noite Para José Afonso da Silva. isto é.1991. ainda. como o intervalo de tempo situado entre a aurora e o crepúsculo (Constituição. deve ser levado em conta o critério físico-astronômico. de dados e das comunicaç<*-*>es telefônicas. Entendemos que a aplicação conjunta de ambos os critérios alcança a inalidade constitucional de maior proteção ao domicílio durante a noite. p. o desaparecimento do sol no horizonte.

12 da l. O preceito que garante o sigilo de dados engloba o uso de informaç<*-*>es decorrentes da informática. Min.RT 709/418). parágrafo único da Lei 7. HC n" 70. expressamente prevê que qualquer violação do segredo de cor respondência postal. conforme já estudado na primeira parte dessa obra. Ocorre. telegráficas e telefônicas. das comunicaç<*-*>es telegráficas e de dados. Celso de Mello.ei Constitucional da Finlândia prevê que será inviolável o segredo das comunicaç<*-*>es postais. . rel. respeitados certos parâmetros. A interpretação do presente inciso deve ser feita de modo a entender que a lei ou a decisão judicial poderão. que apesar de a exceção constitucional expressa referir-se somente à interceptação telefônica. salvo as exceç<*-*>es estabelecidas em lei. 0 art. após decisão judicial. Diário da Justiça. Essa nova garantia. além de estabelecer expressamente a inviolabilidade das correspondências e das comunicaç<*-*>es em geral. necessária em virtude da existência de uma nova forma de armazenamento e transmissão de informaç<*-*>es. Importante destacar que a previsão constitucional. porém. porém. implicitamente proíbe o conhecimento ilícito de seus conteúdos por parte de terceiros. Sua limitação pode ocorrer somente por determinação da autoridade judiciária.1994. honra e dignidade humanas. Igualmente. Inviolabilidade das correspondências e Lei das Execuç<*-*>es Penais: STF"Carta de presidiário interceptada pela administração penitenciária Possibilidade excepcional e desde que respeitada a norma do art. de forma a impedir-se as interceptaç<*-*>es ou divulgaç<*-*>es por meios ilícitos. A análise do direito comparado reforça a idéia de relatividade dessas inviolabilidades.814-5/SP. p. promulgada em 5-6-1953. se nenhuma lei justificar uma exceção particular. de forma obrigatória. excepcionalmente. a própria Constituição Federal antecipou-se e previu os requisitos que deverão. telegráfica e telefônica. Seção I. deve coadunar-se com as garantias de intimidade. O segredo das correspondências e das comunicaç<*-*>es é verdadeiro princípio corolário das inviolabilidades previstas na Carta Maior.650 . entende-se que nenhuma liberdade individual é absoluta. mantidas as garantias estabelecidas em lei.vestigação criminal ou instrução processual penal. o art. 15 da Constituição Italiana prevê que a liberdade e o segredo da correspondência e de qualquer outra forma de comunicação são inviolá<**><*-*> veis.16. No tocante.210/84 . 41. 0 art. 24 jun. estabelecer hipóteses de quebra das inviolabilidades da correspondência. à inviolabilidade <012> 146 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS das comunicaç<*-*>es telefônicas. a interceptação das correspondências e comunicaç<*-*>es sempre que as liberdades públicas estiverem sendo utilizadas como instrumento de salvaguarda de práticas ilícitas. 72 da Constituição do Reino da Dinamarca. sempre visando salvaguardar o interesse público e impedir que a consagração de certas liberdades públicas possa servir de incentivo à prática de atividades ilícitas.Inviolabilidade do sigilo epistolar não pode constituir instrumento de salvaguarda de práticas ilícitas (lá Turma. ser cumpridos para o afastamento dessa garantia. somente poderá ocorrer. sendo possível.

p.30 Possibilidade de interceptação telefônica Nos casos de interceptaç<*-*>es telefônicas. do art. 5<*-*>. a possibilidade de violação das comunicaç<*-*>es telefônicas. a própria Constituição Federal. p. Min.531/2). maioria (10 x 1).rel. no citado inciso XII.1996.rel. STFHC n<*-*>' 74.035. do art. foi mantido até a edição da Lei nó 9. da Lei n<*-*> 4. nas hipóteses e na forma por ela estabelecidas. . ausente a edição da lei exigida constitucionalmente.639-0/RT . da Constituição. Sepúlveda Pertence. <*-*> para flns de investigação criminal ou instrução processual penal.rel. Interceptação telefônica e necessidade de lei regulamentadora do inciso XII . 5<*-*>. afirmado a não-recepção do art.1<*-*> A 5<*-*> 147 Em relação ao último requisito (nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer). Maurício Corrêa. Min. Marco Aurélio. 57.rel."Prova ilícita: Escuta Telefônica mediante autorização judicial: Afrmação pela maioria da exigência de lei. até agora não editada. 5<*-*>'. XII. 1993. autorizar a interceptação de comunicação telefônica para ftns de investigação criminal" (Pleno . desde que presentes três requisitos: <*-*> ordem judicial. a doutrina dividia-se sobre a recepção e a possibilidade de utilização do Código de Telecomunicaç<*-*>es. decidindo a questão. II. Diário da Justiça. até edição da legislação exigida constitucionalmente. na investigação criminal ou instrução processual penal.HC nó 74. <*-*> nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer. 26 nov.5. vedando-se qualquer espécie de interceptação telefônica..117/62 (Código Brasileiro de Telecomunicaç<*-*>es). nos termos do art.586-5/SP . Diárco da Justiça. No mesmo sentido. da Constituição Federal: STF . 31 out. Marco Aurélio. de 24-7-1996.medida liminar . sob pena de decretar-se a ilicitude da prova por esse meio obtida. abriu uma exceção. ainda: STF .912-0/RS . mesmo com autorização judicial. tendo porém o Plenário do Supremo Tribunal Federal.296. p/ Acórdão: Min. Seção I. Seção I. Ressalte-se que o entendimento do Pretório Excelso sobre a impossibilidade de interceptação telefônica. STF . cf. 5 nov. Diário da Justiça. qual seja. enquanto não fosse editada lei regulamentando as interceptaç<*-*>es telefônicas. para que. 42. possa o juiz. Min. <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JU<*-*>SPRUDENCIAIS AOS ARTS. 1996.HC n<*-*> 73. Seção I. p.101/SP . "e".605. 42.HC n" 69.medida liminar . quando então a hipótese foi regulamentada. 25.

parte final do art. 46. para prova eni investigação criminal e em instrução processual penal.129/R1. a 6á Turma admitiu essa prova ilícita.Interceptação telefônica e a interpretação da 6á Turma do Superior Tribunal de Justiça: A 6á Turma do Superior Tribunal de Jus<*-*>ça. Diário da Justiça.296. à interceptação do fiuxo de comunicaç<*-*>es em sistemas de informática e telemática. de 24-7-1996. 25 nov.rel. de qualquer natureza. desde que realizadt<*-*> após a edição da lei. onde decidiu. foi editada para regulamentar o in<*-*>isc XII. ainda. dependerá de ordem do juiz competente da ação principal. Diário da Justiça. Boletim IBCCRIM. São . não tem conotação absoluta. aplicando-se. Interceptaç<*-*>es telefônicas: aspectos processuais da lei. não tem como invocar direitos fundamentais próprios do homem livre para desentranhar prova (decodificação de fita magnética) feita pela polícia. acabou por violar a intimidade individual de sua esposa. Excepcionalmente. em caso gravíssimo (a esposa para facilitar seu caso espúrio ministrava "Lexotan" às suas duas filhas menores) pelo desentranhamento de prova obtida através de interceptação telefônica realizada pelo marido traído.6<*-*> T. seguindo a jurisprudência amplamente dominante tanto no Supremo Tribunal Federal. da Constituição Federal.352/G0. Há sempre um substrato ético a orientar o exegeta na busca de valores maiores <012> 148 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS na construção da sociedade" (STJ .1996. as provas obtidas por meio ilicito'. 5ó. porém. conseqüentemente.. Antonio S.942). p. .interceptaç<*-*>es telefônicas A l.e<*-*>r ceptação de comunicaç<*-*>es telefônicas. quanto no próprio STJ entende inadmissível a utilização de prova obtida através de interceptação telefônica sem autorização judicial como se verifica no julgamento do RMS nó 5. aplicando-se o critério da proporcionalidade. que não contém efeito retroativo. cessando assim a discussão sobre a possibilidade ou não deste meio de prova. Seção I. pressuposto exigível para todas as medidas de caráter cautelar (FERNANDES. de 24-7-1996 .. que se acha cumprindo pena em penitenciária. e. 5. Min.RMS n<*-*> 6.227). sob segredo de justiça. de conversa de sua esposa com amante (rel. Luiz Vicente Cernicchiaro.31 Lei nó 9. O inciso LVI do art. Adhc<*-*>nia<*-*> Maciel. direito garantido constitucionalmente". consagrando a necessidade da presença do fumus boni iuris. sobre sua licitude. 1996. p.12 ago.ei n" 9296. concluindo que "ainda que impulsionado por motivo relevante. determinando que a üit. tendo afirmado que "Réu condenado por formação de quadrilha armada. 27. Min. 5ó da Constituição que fala que `são inadmissiveis. A citada lei vedou a realização de interceptação de comunicaç<*-*>es tele fônicas quando não houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal ou a prova puder ser feita por outros meios disponíveis.

a autoridade policial e o representante do Ministério Público poderiam tomar a iniciativa. Acontece a qualquer momento.1996. Nessa direção. poderá ser passageiro. Feito o pedido de interceptação de comunicação telefônica. mesmo fora do expediente Judiciário. de ofício ou a requerimento da autoridade policial (somente na investigação criminal) ou do representante do Ministério Público (tanto na investigação criminal. 15). § ló) possa cobrir todas as hipóteses" (Lei n" 9. p. ainda. como exceção. que não poderá exceder o prazo de quinze dias. 0 crime não tem hora marcada. Em outras palavras. fixando as hipóteses e a forma para a interceptação das comunicaç<*-*>es telefônicas. ago. se informado o réu ou o investigado.Paulo. Ressalte-se que a natureza da diligência impede o conhecimento anterior do investigado e de seu defensor. que poderá acompanhá-la. da urgência na sua apuração.Interceptação telefônica. reno<012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. acompanhada com o devido auto circunstanciado. devendo então. que deverá conter o resumo das operaç<*-*>es realizadas. ou então da excepcional gravidade da conduta investigada. que conterá a demonstração de que a sua realização é necessária à apuraçáo de infração penal e a indicação dos meios a serem empregados. implicando eventual responsabilidade criminal. ser possibilitado ao defensor sua análise. o juiz terá o prazo máximo de vinte e quatro horas para decidir. a prova colhida permanecerá em segredo de Justiça. a ponto de justificar-se a intromissão" (A violação do princípio da proporcionalidade pela Lei n" 9. que poderá requisitar auxílio aos serviços e técnicos especializados às concessionárias de serviço público. p. nó 45. perderá importância. Importante ressaltar. seria anexada aos autos. Com efeito a prova é caracterização de um fato. Boletim IBCCRIM. pois como ressalta Antonio Scarance Fernandes. se não contivesse vício e fosse pertinente. nó 45. "diante da forma de execução do crime. O contradi- . Haverá autuação em autos apartados. o moderno Código de Processo Penal da Itália (art.2).1=' A 5<*-*> 149 vável por igual tempo uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova.14). Como observado pelo Ministro Luiz Vicente Cernicchiaro. concluída a diligência encaminhariam-na ao magistrado. será determinada a sua transcrição. nó 45. contraditório e ampla defesa. a mesma poderá ser determinada pelo juíz. se entender necessário. 4". ago. A diligência será conduzida pela autoridade policial. caso já haja ação penal. 267. preservando-se o sigilo das diligências.1996. indicando também a forma de execução da diligência. ago. ressaltando porém que. que somente será possível a autorização para a interceptação quando o fato investigado constituir infração penal punida com reclusão. afirmando Antonio Magalhães Gomes Filho que deve ser perquerida a exclusividade deste meio de prova. São Paulo. pelo sistema da verificação posterior da legalidade. inclusive com a indicação e qualificação dos investigados. gravaç<*-*>es e transcri<*-*><*-*>es respectivas. São Paulo. Caso houver possibilidade de gravação da comunicação interceptada. destruída. em respeito aos princípios do devido processo legal. Boletim IBCCRIM. quanto na instrução processual penal). sempre com prévia ciência do Ministério Público. Assim.296/96 .14). nunca iria ele efetuar qualquer comunicação comprometedora. salvo impossibilidade manifesta. a partir da edição da citada lei. Se não for tomada medida imediata. Caso contrário. devidamente justificada.296/96. "obviamente. a lei adotou o sistema de verificação prévia da legalidade condicionando a interceptação à autorização judicial. p. Não creio que a autorização verbal (art. "melhor seria se a lei houvesse optado. 1996. Após o término da diligência. sempre descrevendo-se com clareza a situação objeto da investigação. éncaminhando-se ao juiz competente.

tório será deferido. d<*-*><*-*> CF/88. <012> 150 DINEITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS Irretroatividade da Lei n" 9. do contraditório e da ampla defesa (art. as dela decorrentes: aplicação da doutrina iiur te-americana dos frutos da árvore venenosa" (2á T. Diário da Justiça. pois nesta hipótese não estará atuando como defensor. permitindo-se à defesa impugná-la amplamente. a produção dessa espécie de prova em juízo está em plena consonância com o princípio do contraditório e da ampla defesa. p. é garantia do próprio devido processo legal. 2). 1997."É ilícita a prova produzida iziecliccn te escuta telefônica autorizada por magistrado. 1<*-*> da I. 5".903). garantindo-se. caput). L<*-*>.296/96 (interceptaç<*-*>es do fluxo de comunicaç<*-*>es em sistemas de informática e telemática) A Constituição Federal determina ser inviolável o sigilo da correspondência e das comunicaç<*-*>es telegráficas. por fim. parece-nos que a interceptação telefônica du rante a instrução judicial colide com as garantias constitucionais da igualdade (art 5". A interceptação somente será possível se o advogado estiver envolvido na atividade criminosa. Boletim IBCCrim n" 4i . antes do advento da Lei n' 9296. p. ao investigado e ao acusado o direito de impugnar a prova obtida e oferecer contra-prova" (Op.116/SP . no exercício da profissão. 5ó. c<*-*> da própria inviolabilidade do exercício da advocacia (art. 5<**>. que regulamentou o art. Defendendo a inconstitucionalidade da ausência de contraditório para a produção dessa espécie de prova: Roberto Delmanto e Roberto Delmanto Júnior aTir mam que "apesar da nova lei estar em aparente consonância com o art. . 133). Min. Ressalte-se. Seção I. após a gravação e transcrição. . pois o sigilo profissional do advogado. igualmente ilícitas. XII. LI<*-*>.ei nó 9. XII. que permite a violação das comunicaç<*-*>es telefônicas para fins de investigaçãc<*-*> criminal ou instrução processual penal. cit. Desta forma.c. do direito à lealdade processual (fair play). de dados e das comunicaç<*-*>es telefônicas.<*-*>. da Constituição Federal.1996. mas como participante da infração penal. de 24-7-96. p. .out. 5<*-*>.STF .32 Constitucionalidade do parágrafo único do art. 16). 5. que não haverá possibilidade de interceptação da comunicação telefônica entre o acusado e seu defensor.296/96 .. abrangido pela garantia do devido processo legal (art..HC n<*-*> 74.rel. esta última no caso dc<*-*> interceptação de comunicação telefônica entre o acusado e seu defensor" (A Perinissão Constitucional e a Nova Lei de Interceptação Telefônica.14 mar. Néri da Silveira. por contaminação. 6.

Celso de Mello. pois inexistente no vigente sistema de direito consti- . 5<*-*>. não ofende qualquer postulado constitucional. uma vez que a lei que veicula matéria estranha ao enunciado constante de sua ementa. 5". nó 1. pelo que excluída da possibilidade de declaração de inconstitucionalidade (STF . A ausência da edição da necessária lei estabelecendo as hipóteses e forma permissivas para as interceptaç<*-*>es telefônicas fez com que o Supremo Tribunal Federal reiteradas vezes julgasse a utilização desse meio de prova como ilícito. respeitados certos parâmetros. 1995. ao editar já citada Lei nó 9.296. Esp.rel. exigindo para sua aplicação a presença de três requisitos: ordem judicial.No caso.589). no inciso XII. MS 13. por exemplo. de 24-7-1996. da inviolabilidade das interceptaç<*-*>es telefônicas. aproveitou e regulamentou a possibilidade de interceptação do fluxo de comunicaç<*-*>es em sistemas de informática e telemática. das comunicaç<*-*>es e de dados. do art. 30. abriu uma exceção expressa. mediante os requisitos previstos nessa mesma lei. o fato da ementa da lei afirmar que "Regulamenta o Inciso XII. São Paulo : Saraiva. de forma alguma impede que o texto legal discipline outros assuntos. fmalidade de investigação criminal ou instrução processual penal e hipóteses e forma estabelecidas na lei.rel. p.ADin. Seção I. pois como salienta o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. então. nada impede que nas outras espécies de inviolabilidades haja possibilidade de relativização da norma constitucional. do art. Diário da Justiça.17fr0/2-SP . 5" da Constituição Federal". não vulnerando tampouco as regras de processo legislativo constitucional. 12). Des. 1996. 1<*-*> A 5<*-*> 151 Passou-se. porém. p. 2<*-*> Assim. Denio Garcia). pois entende-se Que nenhuma liberdade individual é absoluta. apesar de a exceção constitucional (CF. XI. sendo vedada a interpretação que lhe suprima ou diminua a finalidade (Jorge Miranda).medida liminar . Parte Final. in fine) expressamente referir-se somente à interceptação telefônica. bem como todas as provas dela derivadas. do art. Parte Final. 3<*-*> Finalmente. sempre Que essas liberdades públicas estiverem sendo utilizadas como instrumento de salvaguarda de práticas ilicitas. Min. art. "afirmar que um direito é absoluto significa que ele é inviolável pelos limites que lhe são assinalados pelos motivos que o justificam" (TJSP .096-4 . inadmissíveis no processo. sendo possivel. à discussão da possibilidade da referida lei regulamentar à interceptação do fluxo de comunicaç<*-*>es em sistemas de informática e telemática. na permissão da gravação clandestina com autorização judicial (RT 692/370). <**>i própria Constituição Federal. Data venia. não podemos concordar com essa conclusão. 22 set. <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. entendendo Vicente Greco Filho que esta extensão é inconstitucional (Interceptação telefônica. tornando-o.Pleno . 0 Congresso Nacional. uma vez que sua ementa diz: "Regulamenta o Inciso XII.Cam. 5<*-*> da Constituição Federal". por só esse motivo. a interceptação das correspondências. por três motivos: ló A interpretação das normas constitucionais exige que a uma norma constitucional seja atribuído o sentido que maior eficácia lhe conceda (Canotilho).

afirmando que "a alegação de que <**>:<*-*> fluxo de comunicaç<*-*>es. Nesta espécie de gravação. é verdade. ló da Lei nó 9296. Damásio E. fenômenos naturais etc.1997.") Em conclusão. homicídios. o seu objectivo. As interceptaç<*-*>es telefônicas e os direitos fundamentais. faz-se mediante transmissão de dados. Interceptação telefônica. de fórma succinta. X) Elimar Szaniawski. afirma que "as primeiras (gravaç<*-*>es lícitas) consistem na realização do registro de conversaç<*-*>es. No mesmo sentido exposto. integralmente le<**>ía Lei nó 9. CERVINI. que expressamente deterinin<*-*> "o disposto nesta Lei aplica-se à interceptação do fiuxo de comunicação er<**>. depoimentos.. conferências ou narrativas dos mais diversos fatos como a ocorrência de acidente.296/96 tem incidência em qualquer forma de comunicação telefônica. 5ó. p. Luiz Flávio. Lenio Luiz. A circunstância de a CF expressamente só abrir exceção no caso da cc<*-*> municação telefônica não significa que o legislador ordinário não possa pei-mitir a interceptação na hipótese de transmissão de dados" (Interceptação d<**><*-*> comunicaç<*-*>es telefônicas: notas à Lei n" 9. enunciando. p. de 24-7-1996. 1997.) Em conclusão: entendemos que o parágrafo único em questão é absolutamente legítimo. art. de 24-9-1996. Porto Alegre : Livraria do Advogado. entendemos pelos motivos já expostos que inexiste qualquer inconstitucionalidade da norma de extensão prevista no parágrafo <012> 152 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS único do art. verificamos que sua principal característica é que. 49 da Constituição Federal de 1934. as lícitas. Luiz Flávio Gomes também posiciona-se pela constitucionalidade cic<*-*> referido texto legal. 5.. 42).296. mas isso não exprimia impedimento para que ci legislador disciplinasse outras formas de comunicação (.33 Gravação clandestina e direito à intimidade e à vida privada (CF. São Paulo : Revista dos Tribunais. no momento em que . e não poderão conter matéria estranha ao seu enunciado. RT 735/458). Ness<*-*><*-*> mesmo sentido: STRECK. ao expor as diferenças entre as gravaç<*-*>es lícitas e ilícitas. desabamentos. assim como nas comunicaç<*-*>es telemáticas (independentes do uso da telc<**>fonia).<*-*> sistemas de informática e telemática". não impressic<*-*> na. de Jesus manifestou-se <*-*><*-*>el<**> constitucionalidade do citado parágrafo. Raúl.tucional brasileiro regra idêntica à prevista pelo art. expondo que "o texto legal é legítimo. ("Os projectos de lei serão apresentados com a respectiva ementa. A CF só exigiu (explicitamente) lei regulamentadora no que concern<**><*-*> às comunicaç<*-*>es. 171-176. iriquestionavelmente constitucional (GOMES.

simultaneamente. sem conhecimento do outro. tinha este o pleno conhecimento da feitura das gravaç<*-*>es ou dos interlocutores. qualquer desses meios de se captar a voz ou a imagem. continua dizendo ser aquela "que se dá clandestinamente. são fixadas por aparelhos sem o conhecimento da pessoa que fala e cuja imagem aparece. No mesmo sentido: RTJ. LVI. 2 ed. mesmo que a gravação original tenha sido realizada com o conhecimento e expressa autorização da pessoa cuja voz ou imagem tenham sido captadas. qualquer espécie de corte ou outro tipo de distorsão ou alteração caracterizam sua ilicitude". não admitindo prova de adultério obtida por gravação clandestina em fita magnética. clandestinamente. Nelson Nery Junior relata que no tocante ao processo civil. 1995. filme negativo. p. RT. decidiu pela inadmissibilidade. rel. X.110/798. Para nós. mas a pessoa ou pessoas determinadas. de laudo de degravação de conversa telefônica obtido por meios ilícitos (art. In: Principios do processo civil na Constituição Federal. tratando-se de fixação de uma conversação. de que sua voz. 1993. por se tratar de gravação realizada por um dos interlocutores. pois. novamente. 5". ou grupos de pessoas. Pode. constitui-se em gravação ilícita. Já <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. de sua dignidade e o respeito à sua pessoa. bem como qualquer tipo de distorção de uma gravação. Min.foi realizada a captação do som. 5<*-*>. Ação Penal 307-3-DF. 84/609. Inclui-se na espécie a captação da imagem por meio de fotografias do tipo chapa fotográfica. a tutela constitucional das comunicaç<*-*>es pretende tornar inviolável a manifestação de pensamento que não se dirige ao público em geral. p. voz ou imagem do indivíduo. Diá<012> . quando a voz. houve caso líder decidido pelo Supremo Tribunal Federal. consagrada no art. o das gravaç<*-*>es ilicitas. da Constituição Federal (STF. São Paulo : RT. ainda. Ilmar Galvão. 143). a imagem ou a imagem e a voz. As gravaç<*-*>es ilícitas podem ser classificadas em: interpolaç<*-*>es. dispositivos (slides) ou outros meios de fixação da imagem. ou imagem estejam sendo captadas e registradas por intermédio de algum aparelho em fitas para poder ser reproduzida. isto é. e utilizada com violação à privacidade alheia. 188). em ação de antigo desquite (RTJ. O plenário da Corte Suprema. São captaç<*-*>es clandestinas geralmente realizadas por aparelhos ocultos ou disfarçados. havendo a degravação sido feita com inobservância do princípio do contraditório. como prova. Em relação à gravação sub-reptícia. Plenário. no direito de escolher o destinatário da transmissão. interlocutores. montagens e gravaç<*-*>es subreptícias" (Direitos de personalidade e sua tutela. a gravação ser realizada perante autoridade policial ou administrativa onde se assegurem todas as garantias constitucionais de respeito à liberdade da pessoa humana. se caracteriza pelo fato do desconhecimento por parte do indivíduo. Assim. da Constituição Federal). nesta última. São Paulo : RT. Consiste. 603/178. A maioria dos autores denomina degravaç<*-*>es ilicitas aquelas que são realizadas às ocultas sem conhecimento por parte daquele cuja voz ou imagem estejam sendo gravadas. 1=' A 5<*-*> 153 o segundo grupo.

SP . quando executada com total desconhecimento de um dos seus partícipes.rel. efetuar montagens com textos diversos. Como salientou o Ministro Celso de Mello. Supremo Tribunal Federal e gravação clandestina: 0 Plenário da Corte Suprema acolheu a preliminar da defesa. ou ainda.094-5. 1992. 110/798. Ementário STF nó 1804-11. alterar completamente o sentido de determinadas conversas. principalmente. realizar a montagens de frases utilizando-se de padr<*-*>es vocais de determinada pessoa. 1987. rel. 22.302/3). o diálogo mantido com alguém que venha a sofrer a persecução penal do Estado. a prolação de um decreto condenatório" (STF. em conseqüência. em juízo.HC n" 69. para declarar inadmissível a prova consistente no laudo de degravação de conversa telefônica realizada por um dos interlocutores sem o conhecimento do outro. "EMENTA . art. O reconhecimento constitucional do direito à privacidade (CF. não pode ser contra este utilizada pelo Estado em juízo. "a gravação de conversação com terceiros.precisamente por realizar-se de modo sub-reptícioenvolve quebra evidente de privacidade. Além dessa possibilidade de manipulação probatória. e. contra a inviolabilidade da vida privada e da intimidade.818-2 . por meio de sofisticados meios eletrônicos e computadorizados. rel. No mesmo sentido: STF . <*-*> desautoriza o valor probante do conteúdo de fita magnética que registra. especialmente quando o órgão da acusação penal postula. vencidos os Ministros Carlos Velloso. apresenta-se eivada de absoluta desvalia. utilizando-se de aparelhos moderníssimos. Nesse mesmo sentido: RE 100. 0 fato de um dos interlocutores desconhecer a circunstância de que a conversação que mantém com outrem está sendo objeto de gravação atua. 1995. motivos pelos quais devem ser inadmitidas como prova. p. vencidos os Ministros Carlos Velloso. voto proferido na Ação Penal 307-3-DF. 11. não se pode deixar de reconhecer que toda gravação apresenta grandes possibilidades de manipulaç<*-*>es. 1=' A 5<*-*> 155 e Néri da Silveira.Diário da Justiça. A gravação de diálogos privados. uma vez que esse procedimento .u. 5ó. como causa obstativa desse meio de prova. STF. RTJ. .1<*-*> T. Aldir Passarinho. Serviço de jurisprudência do STF. 13 out. Seção I. Sepúlveda Pertence e Néri da Silveira. Sepúlveda Pertence . pelos quais se pode suprimir trechos da gravação. p. . Min.v. 122/47). Rafael Mayer. RTJ.112. sendo. Min. feita através de fita magnética. com base nela. nula a eficácia jurídica da prova coligida por esse meio. Sepúlveda Pertence <012> COMENT<*-*>lRIOS DOUTRINARIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. HC 63. de forma clandestina. 27 nov.GRAVAÇÃO CLANDESTINA . também é mister reconhecer que a realização clandestina de conversas acaba por atentar frontalmente com diversos direitos constitucionalmente garantidos. Como regra geral. sem o conhecimento de um dos sujeitos da relação dialógica. DJU 5 jun.Intimidade e laudos .834-l. Min.154 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS rio da Justiça.

A garantia violada com tal gravação seria justamente a da intimidade. como prova. teve a memória nele contida sido degravada ao arrepio da garantia da inviolabilidade da intimidade das pessoas (art.Inadmissibilidade. obtidos por meios ilícitos: STF . Min.(Pleno .). X. ademais. As Nulidades no Processo Penal. 5ó. justificando a oscilação doutrinária e jurisprudencial existente acerca dos reais limites e efeitos da prova ilícita ou ilegítima.Serviço de Jurisprudência .de degravação de conversa telefônica e de registros contidos na memória de microcomputador. da CF) . 113). Doutrinariamente entretanto. Possibilidade de gravação de conversa telefônica por um dos interlocutores. no primeiro caso. sem conhecimento do outro. enquanto as ilegítimas estariam relacionadas a proibição estabelecida em normas processuais. 5. X e XI. 5<*-*>. que se referem a valores consagrados no ordenamento jurídico (v. e. Realização. da Carta Federal. por se tratar de gravação realizada por um dos interlocutores. MINISTRO II MAR GALVÃO (relator): "A temática é de difícil construção teórica. Uma <012> 156 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS . por estar-se diante de microcomputador que. 5<**>.804-11)."Gravação magnética de conversação mantida entre vítima e réu. havendo a degravação sido feita com inobservância do princípio do contraditório. sem o conhecimento do outro.rel. 1993. LVI. vida privada. obtidos por meios ilícitos (art. Ilegalidade inexistente.: intimidade. XII. em salvaguarda aos bens jurídicos tutelados. cujo sigilo é estabelecido pelo art. 5ó. Ilmar Galvão . e utilizada com violação à privacidade alheia (art. da Constituição Federal). de laudos de degravação de conversa telefônica e de registros contidos na memória de microcomputador. colocadas `em função de interesses atinentes à lógica e à finalidade do processo' (Ada Pellegrini Grinover. construiu-se a tese de que as provas ilícitas são as produzidas com violação de normas materiais.g. com autorização judicial. inc. a imprestabilidade do texto da conversa telefônica resultaria de a gravação haver sido feita sem o conhecimento de uma das partes.Ementário STF n" 1. integridade física etc. além de ter sido apreendido com violação de domicílio. Malheiros Editores. em que envolta a conversação telefônica.tese vencedora no S1`F Importante para melhor compreensão da matéria transcrevermos trechos decisivos para a consagração da tese vencedora. No caso. no sentido da inadmissibilidade de gravação de conversa telefônica por um dos interlocutores sem o conhecimento do outro. no segundo caso.34 Inadmissibilidade da gravação de conversa telefônica por um dos interlocutores sem o conhecimento do outro .Ação Penal n<*-*>' 307-3/DF . mediante autorização judicial: STF . da CF). p. Habeas cor<*-*>us denegado" (RT 692/370).

pois o inc. as provas obtidas por meios ilícitos'. ainda que requerida .). No caso. a ausência de permissivo e de forma legal. quando alguns votos. ao dizer que `são inadmissíveis. em São Paulo. seja para a gravação.Serviço de JurisprudênciaEmentário STF n<*-*>' 1. pois a exibição da gravação à Polícia e à Justiça não se fez por quem estava sendo acusado de algum crime. Tais a<*-*> circunstâncias. o princípio da inviolabilidade do sigilo de tais comunicaç<*-*>es. seja para a degravação da conversa telefônica em foco. para facilitar o exercício de seu di- . é bem verdad<*-*><**>. interlocutor em ambas as ligaç<*-*>es telefônicas. então.rel. mais precisamente de seu parágrafo único. nem coleta ilícita de prova. com a gravação sub-reptícia. mas sem o conhecimento da outra parte? (. 5". zna<*-*> na presença física dos envolvidos. De resto. não consubstanciava nem violaçã<*-*><**> do sigilo das comunicaç<*-*>es. quando a respectiva degravação foi revelada integralmente nos autos. que fez. já que. nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer. nos pontos em que. menos ainda baseada em lei reguladora <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. sem a qual. não havia sequer ordem judicial. se houver ordem judicial. 5<*-*> da Constituição Federal. ordem a que pudesse vir a ser utilizada como prova neste processo. processual penal e civil. Ilmar Galvão . efetuada por um dos interlocutores.. a rigor.804-11). não havendo como ser aqui considerada. XII do art. da Constituição Federal. 1<*-*> A 5<*-*> 157 da forma de quebra do sigilo para tais fins. Presidente. 233 do Código de Processo Penal. Paulo César Farias e Sebastião Curió. 5<*-*> somente admite a violação do sigilo das comunicaç<*-*>es telefônicas. por um lado. as provas obtidas por meios ilícitos"' (Pleno . nos autos. e. é bastante claro o inciso LUI do art. Relator Ministro Carlos Velloso. admitir-se como prova a gravação de uma conversa telefônica.. da degravação de comunicaç<*-*>es telefônicas entre Bernardo Cabral e Sebastião Curió. nu processo. não há senão reputar-se por írrita a aludida prova. não por meio telefônico. nem se pode invocar semelhança com a hipótese do art. na doutrina e na jurisprudência. do conteiido de um diálogo que se teria travado. seja com a apreensão e decodificação de dados de computador da empresa Verax. pelo próprio Sebastião Curió. demonstraram o caráter ilícito das provas obtidas. revela-se. no caso. A questão or<*-*><*-*> se atualiza para o deslinde da espécie: seria possível. de outr<*-*>i parte.Ação Penal n" 307-3/DF . nada teria a acrescentar aos votos dos eminentes Ministros ILMAR GALVÃO. por um dos interlocutores. com base na Constituição Federal. no processo. repita-se. LVI. não haveria como ser concedida a necessária autorização legal.abordagem do tema da nulidade da prova decorrente de gravação d<*-*><*-*> conversa telefônica foi posta em discussão no julgamento do Inq. Com efeito. nas leis penal. MOREIRA ALVES e CELSO DE MELLO. seja com a reprodução. Min. inc. consideraram que a reprodução. E. MINISTRO SYDNEY SANCHES: "Sr. portanto. ainda não veio à lui a lei regulamentadora da garantia constitucional.o que não aconteceu -. se já não foi violado. em face da norma do art. No caso em tela. fi5'<*-*>. segundo a qual `são inadmissíveis. inclusive desta Corte. pelo menos. essa violação ocorreu.

Serviç o de Jurisprudência . com base nela. reproduzida nos autos. desde que o registro da conversação tenha sido efetuado ostensivamente. em juízo. por conseguinte. como causa obstativa desse meio de prova. Ilícita. neste processo: Fernando Affonso Collor de Mello e Paulo César Farias. e que também não deu consentimento para a quebra do respectivo sigilo. art. Ilmar Galvão . e entre este e Paulo César Farias.(Pleno . Sr. especialmente quando o órgão da acusação penal postula. mas. apresenta-se eivada de absoluta desvalia.Serviço de JurisprudênciaEmentário STF nó 1.Ação Penal n" 307-3/DF . neste ponto. O desenvolvimento dos recursos tecnológicos e a necessidade de preservar a esfera de privacidade do indivíduo reclamam . Essa perseguição da realidade. 5. no âmbito do processo penal. que não questiono a possibilidade de utilização das gravaç<*-*>es em fita magnética como meio de prova idôneo em processo penal. sem prejuízo da comprovação pericial da integridade e da autenticidade da reprodução mecânica. quando executada com total desconhecimento de um dos seus partícipes. A gravação de diálogos privados. no entanto. 5". sendo.Ação Penal nó 307-3/DF . Ilmar Galvão . sem o conhecimento de um dos sujeitos da relação dialógica. não pode ser contra este utilizada pelo Estado em juízo. de forma clandestina. O fato de um dos interlocutores desconhecer a circunstância de que a conversação que mantém com outrem está sendo objeto de gravação atua. LUI. Min.804-11). a prova obtida com a degravação. em conseqtzência.rel.reito de defesa. Presidente. inadmissível no processo (art.para que se conciliem. da CF)' . em nome do interesse público.). Devo salientar. O reconhecimento constitucional do direito à privacidade (CF. o diálogo mantido com alguém que venha a sofrer a persecução penal do Estado. inc. A busca da verdade real constitui o objetivo último perseguido pelo processo penal condenatório. este último um dos interlocutores. por uma simples testemunha e para produzir efeito contra dois acusados.. E porque obtida por meios ilícitos..precisamente por realizar-se de modo sub-reptícioenvolve quebra evidente de privacidade. feita através de fita magnética.804-11).35 Admissibilidade da gravação clandestina de conversa telefônica por um dos interlocutores sem o conhecimento do outro . a prolação de um decreto condenatório (.tese vencida no STF Igualmente. em uma das comunicaç<*-*>es telefônicas. uma vez que esse procedimento . sofre decisivas limitaç<*-*>es impostas pelas exigências ético-jurídicas que informam o nosso ordenamento <012> 158 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS positivo. sim. com o conhecimento inequívoco desse fato por parte daqueles que intervieram no diálogo. a acusação e a defesa . das conversas telefônicas entre Bernardo Cabral e Sebastião Curió. entendemos interessante e necessário para maior aprofundamento da matéria apresentar uma síntese dos fundamentos da tese vencida .rel.Ementário STF n<*-*> 1. Min.que a prova penal consistente na reprodução magnética de conversaç<*-*>es mantidas pelo acusado com terceiros decorra de procedimento lícito" (Pleno . as relaç<*-*>es que antagonizam. 5ó. nula a eficácia jurídica da prova coligida por esse meio. <*-*> desautoriza o valor probante do conteúdo de fita magnética que registra. MINISTRO CELSO DE MELLO: "Tendo para mim que a gravação de conversação com terceiros.

a propósito. a nota de intimidade.804-11). No voto que proferi no Inquérito n<*-*> 657. a favor da qual. não tenho como ofendido preceito constitucional e nem como ilícita a prova. aí sim. Sr.Ementário STF nó 1. de uma de suas derivaç<*-*>es modernas.03246-5)/GO . Ilmar Galvão . Ilmar Galvão .. do problema da gravação de telefonemas por um dos interlocutores. Quanto ao problema da gravação telefônica. Creio que.Ação Penal nó 307-3/DF . também. o problema não admite uma solução apriorística: a proteção à intimidade.). deixei expresso que pode haver. muito se falou aqui. 1=' A 5" 159 tecnológica (. Seção I.Ementário STF n" 1. . Não é o caso. de nenhum dos três diálogos em questão (. Ministro Carlos Velloso" (Pleno . em tal caso. Presidente. de que a conversa está sendo gravada. na ordem jurídica brasileira. que intercepta uma conversa de duas outras pessoas.804-11).352 (95. na linha da melhor doutrina e da jurisprudência prevalente no direito comparado. Escuta Te- . é tautológico.RMS n<*-*> 5.6" T. futuramente.Ação Penal n<*-*> 307-3/DF . 1996. seja. como a garantia constitucional de que duas pessoas. no sentido da possibilidade da gravação clandestina de conversa telefônica por um dos interlocutores sem o conhecimento do outro.rel. peço vênia ao eminente Ministro-Relator e aos que o acompanharam para somar o meu voto ao do Sr. Neste caso. tem o seu círculo próprio no âmbito da intimidade.. também. Min.227. ao diálogo. a confiabilidade na discrição do interlocutor. fruto da evolução <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. Mas a questão fica no campo ético. caberia invocar o princípio constitucional da inviolabilidade do círculo de intimidade. em proteção da intimidade. MINISTRO SEPULVEDA PERTENCE: "Sempre li. Parece-me que. assim como da vida privada. nenhuma lei que impeça a gravação feita por um dos interlocutores de uma conversa. Min. seja para tomar conhecimento pessoal do que se está falando. estando a dialogar pelo telefone. caso `Magri'. Diário da Justiça. p. violação a preceitos éticos. aqui. para documentá-lo mediante gravação.. da gravação que se faz para documentar uma conversa entre duas pessoas.Serviço de Jurisprudência . nesse sentido: STJ . tenham a segurança de que terceiro não pode interceptar esse telefonema. Adhemar Maciel. Nenhum homem de bem gravará conversa que tenha tido com outrem.. aqui. Não há proibição legal" (Pleno . dado que não há. E dela se tem falado alhures. 25 nov. 46. há modalidade de proteção do sigilo de correspondência. muito menos. Mandado de Segurança. . Inadmissibilidade da gravação clandestina e Superior Tribunal de Justiça: cf.).no Supremo Tribunal Federal.rel. sem que dê conhecimento ao seu interlocutor. Não é o simples fato de a conversa se passar entre duas pessoas que dá. do Distrito Federal. cujo teor da ementa afirma: "Constitucional e Processual Civil. inclusive para documentar o texto dessa conversa.rel. evidentemente. p/Acórdão: Min.Serviço de Jurisprudência . MINISTRO CARLOS VELLOSO: "Faço a distinção entre uma gravação efetuada por terceiro.

nó 2.Resp. os meios de prova não previstos especialmente em lei subordinam se ao requisito da legitimidade moral" (AASP . p.36 Livre exercício de profissão . da CF). rel. 23 mar. X.J.rel. da CF e inteligência do art. 5.1996. 9-e). Ag. uma vez que se trata de prova ilegalmente obtida. X. representa meio de prova tanto ilicito quanto imoral. ainda. Fontes de Alencar.Ementário . atendidas as qualificaç<*-*>es profissionais que a lei estabelecer. 1 jul.RT 649/65). . em 23-11-89 . em fita magnética. tal gravação.988 29-1 a 4-2-97. Olavo Silveira . Juiz Fauzi Achoa. máxime quando obtida clandestina e licitamente. Des. No mesmo sentido. de Direito Privado." E. da CF. 383 e parágrafo único do CPC. Gravação feita por marido traido.4á C. E. afirmando que gravação clandestina em fita magnética.031730/ SÞ' .11.HC 91. com violação da intimidade individual.n<*-*> 1. de Instr. viola a sua intimidade.1994.rel.é livre o exercicio de qualQuer trabalho. Desentranhamento da prova requerido pela esposa: Viabilidade. Min. LVI. resguardada pelo art. Des.2á T. ofzcio ou profis= são. Declaração de voto. o que conduz a sua inadmissão por ferir o devido processo legal (art. 5<*-*>. Seção II. 5". n" 12224-4/0-SP. Recurso Ordinário Provido." (TJSP . . Inadmissibilidade da gravação clandestina e Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: "Fita magnética. Ainda. Em sentido contrário: "Não representa gravação clandestina. 5<*-*>.4á T.9<*-*> Câm. Flanklin Neiva.A1124. e assim. nos termos do artigo 332 do CPC. Aplicação do art. XIII . XII e LUI. . Diário da Justiça. Diário da Justiça. p. Resguardo constitucional da intimidade que não admite a modalidade no âmbito civil. Invalidade.lefônica. pela admissibilidade: TRF/3á Região . de conversa telefônica. ainda que a pessoa que se encontra do outro lado da linha não tenha conhecimento de que a conversa estaria sendo gravada" (JTJ/SPLEX <012> 160 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS 143/199).rel. não é meio de prova legal e moralmente legítimo: STJ .954-1 (segredo de justiça) . a gravação de conversa entre os próprios interlocutores.523. de modo a qualificar-se como prova obtida por meio ilícito.194-0/IZT . TJSP . sem autorização expressa de interlocutor.03. onde se afirma que "A gravação oculta de diálogo.

por esses veículos de comunicação. no caso. 21 set. consagrou-se o direito ao livre exercicio de profissão como norma constitucional de eficácia contida. . p. mas deixou margem à atuação restritiva por parte da competência discricionária do poder público. que prevê o interstício de dois anos. não estabelecem nova hipótese de inelegibilidade ou outra condição de elegibilidade. 5.040/DF ."Não se tem. ofício ou profissão. n" 1. o livre exercício de qualquer trabalho.449/SP . Seção I. Min.`"Tais normas.rel.1995.A Constituição Federal estabeleceu no inciso XIII do art.rel. nesse ponto. Seção I. pelos mesmos meios. nos termos que a lei estabelecer ou nos termos de conceitos gerais nela<*-*> enunciados" (SILUA. José Afonso. nem obstam o exercício de profissão a qualquer apresentador ou comentarista de rádio ou televisão. a um primeiro exame do Tribunal. E se destinam a impedir que. Diário da Justiça. se coloque. e sendo as normas constitucionais de eficácia contida aquelas "que o legislador constituinte regulou suficientemente os interesses relativos a determinada matéria. 89/91). em posição de nítida vantagem em relação aos candidatos que só terão acesso ao público.17 mar.713/93 .1982. sob pena de ferimento do princípio da igualdade (STF .784 e STF . o candidato. Sepúlveda Pertence. p. 09. atendidas as qualificaç<**>es profissionais estabelecidas em lei. pois previu a possibilidade da edição de lei que estabeleça as qualificaç<*-*>es necessárias a seu exercício. p. Assim. São Paulo : RT. para efeito de medida cautelar.788). Néri da Silveira.medida cautelar . 5ó. A legislação somente poderá estabelecer condicionamentos capacitários que apresentem nexo lógico com as funç<*-*>es a serem exercidas. a partir do término do curso jurídico. 1<*-*> A 5<*-*> 161 de ta1 profissão. Diário da Justiça. desde logo. Dessa forma.Agravo regimental em agravo de instrumento n<*-*> 134. Iiberdade de profissão e possibilidade de a lei exigir estágio profissional de dois anos para concurso de ingresso no Ministério Público: STF . Iiberdade de profissão e vedação eleitoral ao apresentador ou comentarista de rádio ou televisão: STF . pelo exercício <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS.RT 666/230). durante a propaganda eleitoral.ADin.1á T. Aplicabilidade das normas constitucionais. para o bacharel em direito concorrer ao provimento de cargo do Ministério Público da União" (Pleno . nos horários e com as restriç<*-*>es a que se referem as normas específicas da mesma Lei n" 8.1990. jamais qualquer requisito discriminatório ou abusivo. como desarrazoada a norma de lei complementar.

n" 1. Seção II. entre os candidatos. p. a expressão. Juiz Aricê Amaral. quando necessário ao exercicio profissional. Regulamentação de profissão e criação de cargos e empregos correspondentes: STJ . 59 a 62. 46. com a finalida<012> .17."Inexiste obrigação de natureza constitucional ou legal no sentido de que. a). 26 jul. Min. independentemente de raça. ofício ou profissão."Cláusula vedando que uma das partes contrate o ftzncionário ou ex-funcionário da outra. Diário da Justiça. durante a propaganda eleitoral" (Pleno .37 Liberdade de informação A manifestação do pensamento. V e <*-*>. visam tais dispositivos a observância do princípio da isonomia.1995. sob pena de responsabilização do agente divulgador por danos materiais e morais (CF. art. Seção I. a criação. a informação.496). Liberdade de trabalho não violada" (JTJ/SP I EX 159/159). credo ou convicção político-filosófica. Norma constitucional de eficácia contida: A Constituição Federal remeteu à legislação ordinária o estabelecimento de condiç<*-*>es para o exercício de qualquer trabalho.075). Com isso.ADin.rel.REO 91.MI n" 18/DF rel.062/DF .rel. e a livre divulgação dos fatos devem ser interpretadas em conjunto com a inviolabilidade à honra e à vida privada (CF. p. 5ó. Liberdade de profissão e proteção à propriedade industrial: TJ/SP . O direito de receber informaç<*-*>es verdadeiras é um direito de liberdade e caracteriza-se essencialmente por estar dü-igido a todos os cidadãos. regulamentada uma profissão. por incompatíveis com norma constitucional que assegura o livre exercício de qualquer trabalho.1994. . Min.2á T.medida cautelar . 5<*-*>'. Min. art. TRF/3<*-*> Região . não subsistem válidos e dotados de eficácia normativa. sendo de todo descabida a exigência de registro junto a Conselho Regional de Representantes Comerciais para que o mediador de negócios mercantis faça jus ao recebimento de remuneração" (4<*-*> T. visando à proteção da propriedade industrial. Sydney Sanches.Ementário STJ. 5. 66 e ss. Liberdade de profissão e representação comercial: STJ . 5". art.026461/SP rel. Armando Rollemberg .388-1/SP .886/65. OZ/41).Ementário STJ."Os arts. .1 jul.).03. XIV .é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte. XXVII. as entidades públicas criem em seus Quadros e Tabelas cargos e empregos a ela correspondentes" (Corte Especial . 2<*-*> e 5" da Lei n" 4.REsp n<*-*> 26. bem como com a proteção à imagem (CF. <*-*>. 08/99). Diário da Justiça. Sálvio de Figueiredo .(arts. ofício ou profissão (Cf.

protegidas pela inviolabilidade à vida privada.Ementário STJ. a interpretação constitucional ao direito de informação deve ser alargada. considerado ofensivo à honra do autor (art. Liberdade de informação e divulgação e inviolabilidade à honra e vida privada: STJ .250.RMS n" 3. mesmo em relação às pessoas públicas.187/IZ1. REsp n" 2. 5<*-*>'.Ementário STJ. Min.rel. intimidade. como se extrai no § 1<*-*> do art.REsp n<*-*> 15. 1989. de um lado. Min. I<*-*>berdade de divulgação e indenização por dano moral: STJ . diferentemente. mostrando-se consentâneo o segredo de justiça disciplinado na lei processual com a inviolabilidade ali garantida" (3á T. com as funç<*-*>es exercidas por elas. pois as liberdades públicas não podem prestar-se a tutela de condutas ilícitas. Jean François Revel faz importante distinção entre a livre manifestação de pensamento e o direito de informar. ou ainda. 04/160). deve ser objetivo.) colocaram-se em posição de maior destaque e interesse social. de outro.162 I)IREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS de de fornecimento de subsídios para a formação de convicç<*-*>es relativas a assuntos públicos.rel. certo é que. 0 campo de interseção entre fatos de interesse público e vulneração de condutas intimas e pessoais é muito grande quando se trata de personalidades públicas. a Constituição assegura a liberdade de informação.Ementário STJ. atletas profissionais. No mesmo sentido: 3<*-*> T. há limitaç<*-*>es. apontando que a primeira deve ser reconhecida inclusive aos mentirosos e loucos. uma vez que por opção pessoal as assim chamadas pessoas públicas (políticos.672-0/PR .12/254)."É indenizável o dano moral decorrente de noticiário veiculado pela imprensa. proporcionando informação exata e séria (El conocimiento inútil."Se.rel. . artistas etc. transmitidas com total desrespeito à verdade. inciso I. A proteção constitucional à informação é relativa. desde que não tenha havido comprovada negligência ou má-fé por parte do informador. a incidência da proteção constitucional à vida privada. Porém. enquanto o segundo. dignidade e honra permanece intangível. Os responsáveis por essas infor<*-*> maç<*-*>es deverão ser integralmente responsabilizados. p. A Constituição Federal não protege as informaç<*-*>es levianamente não verificadas ou astuciosa e propositadamente errôneas. não havendo possibilidade de ferimento por parte de informaç<*-*>es que não apresentem nenhuma relação com o interesse público ou social. Barros Monteiro . 05/153. que determina seja observado o contido no inciso X do art. <012> . da vulneração de condutas íntimas e pessoais. 220. Min. 207). e que não podem ser devassadas de forma vexatória ou humilhante. Nessas hipóteses. Dias Trindade . de 9-2-67)" (4á T. 49. enquanto a correspondente interpretação em relação à vida privada e intimidade devem ser restringidas. da Lei n<*-*> 5. A proteção constitucional às informaç<*-*>es verdadeiras também engloba aquelas eventualmente errôneas ou não comprovadas em juízo. Barcelona : Planeta.292-2/PR . Costa Leite . havendo a necessidade de distinguir-se as informaç<*-*>es de fatos de interesse público.

nos termos da lei.é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz. 25. por isso mesmo. Imprensa e sigilo da fonte: STF . Barreto Fonseca . 15 abr. Diário da Justiça. quando necessário ao exercício profissional.São Paulo .462).24-2-94. autorizando diretamente a qualquer pessoa o . a respeito.250/67 (I. eis que . nem qualquer espécie de penalidade" amplamente recepcionado. as pessoas referidas no art. XV . a imposição de qualquer sanção penal."a proteção constitucional que confere ao jornalista o direito de não proceder à disclosure da fonte de informação ou de não revelar a pessoa de seu informante desautoriza qualquer medida tendente a pressionar ou a constranger o profissional da Imprensa a indicar a origem das informaç<*-*>es a que teve acesso. tendo sido o art.144-1. 1996. surge como corolário da garantia constitucional do livre acesso à informação. não se exp<*-*>em ao poder de indagação do Estado ou de seus agentes e não podem sofrer. auxiliando.38 Sigilo da fonte A Constituição Federal. ao proclamar a inviolabilidade do sigilo da fonte. por constituir uma dupla garantia ao Estado Democrático de Direito: proteção à liberdade de imprensa e proteção ao acesso das informaç<*-*>es pela sociedade. resguardando-se o sigilo da fonte. civil ou administrativa" (Inquérito n<*-*> 870-2/I<*-*>T . 11.os jornalistas.ei de Imprensa).rel. sofrer Qualquer sanção.não custa insistir . tem por finalidade garantir a toda a sociedade a ampla e total divulga<*-*>ão dos fatos e notícias de interesse público. a fiscalização da gestão da coisa pública e pretendendo evitar as arbitrariedades do Poder Público. que seria proporcionado pela restrição do acesso às informaç<*-*>es. 5. inclusive. a livre divulgação de informaç<*-*>es. em tema de sigilo da fonte. Celso de Mello.COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. 5. permanecer ou dele sair com seus bens.1<*-*> A 5'<*-*> 163 A liberdade de informação deve ser compatibilizada com a inviolabilidade á honra e imagem das pessoas: TJ/SP . podendo qualquer pessoa. poderão ser compelidos ou coagidos a indicar o nome de seu informante ou a fonte de suas informaç<*-*>es. direta ou indireta.rel.Mandado de Segurança n<*-*> 213. não podendo o silêncio. Min. ao determinar que "nenhum jornalista ou radialista. em função do exercício dessa legítima prerrogativa constitucional. nele entrar. Seção I. p. 71 da Lei nó 5. ou em geral.39 Liberdade de locomoção A Constituição Federal consagra o direito à livre locomoção no território nacional em tempo de paz. Dessa forma.

<012> 164 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS Em caso de guerra. nem os meios reacionais de satisfazer suas necessidades ou gozos.1Q A 5<*-*> 165 gência do estado de sitio decretado ser fixada obrigação de as pessoas permanecerem em localidade determinada. visando à segurança nacional e à integridade do território nacional. 1993. o próprio texto constitucional. Esse raciocínio é complementado por Canotilho e Moreira. 139 a possibilidade de na vi<012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. deslocamento dentro do território nacional. ao afirmarem que "a liberdade de deslocação interna e de residência e a liberdade de deslocação transfronteiras constituem. em hipótese excepcional.1984. A destinação constitucional do direito à livre locomoção abrange tantos os brasileiros quanto os estrangeiros. Bologna : I1 Molino. Além disso. poderá prever hipóteses e requisitos menos flexíveis. de previs<*-*>es arbitrárias. a saída e a permanência. 3. Trata-se. conforme já estudado em tópico inicial sobre os destinatários do art.172). nem se prende à terra como escravo do solo. podemos concluir que a liberdade de locomoção engloba quatros situaç<*-*>es: <*-*> <*-*> <*-*> <*-*> direito direito direito direito de de de de acesso e ingresso no território nacional. A faculdade de levar consigo os seus bens é um respeito devido ao direito de propriedade" (Direito público brasileiro e análise da Constituição do Império. 388). Rio de Janeiro : Ministério da Justiça e Negócios Interiores. como já salientado por Pimenta Bueno. obviamente. por meio de requisitos de forma e fundo. não tem raízes. 251) e por Paolo Barile. haverá possibilidades de maior restrição legal que. simples corolários do direito à liberdade" (Constituição da República Portuguesa anotada. cuja lei ordinária pode delimitar a amplitude. ele não renuncia por isso suas condiç<*-*>es de liberdade. p. onde ensinava que "posto que o homem seja membro de uma nacionalidade. em comentário à Constituição do Império.ingresso. permanência no território nacional. em certa medida. nunca. contrario sensu do próprio texto constitucional. porém. Coimbra : Coimbra Editora. ed. . saída. p. circula<**>ão interna de pessoas e patrimônio. 5" da CF. inclusive com os próprios bens.1958. limita o direito de locomoção ao prever no art. sejam ou não residentes no território nacional. Não se obriga ou redui à vida vegetativa. saída do território nacional. de norma constitucional de eficácia contida. Dessa forma. Assim. poderá o legislador ordinário estabelecer restriç<*-*>es referentes ao ingresso. que relaciona esse direito com a própria dignidade e personalidade humanas (Diritti dell'uomo e libertà fondamentali. p. 0 direito à liberdade de locomoção resulta da própria natureza humana.

criando novas formas inibidoras ao direito de ir e vir. sem a devida fundamentação e forma prescrita em lei" (6á T. Min. por si só.287-0 . Seção I. Pedro Acioli. nos termos do art. Comiss<*-*>es Parlamentares de Inquérito e direito de locomoção: STF .024761/SP . por parte da CPI.RI. mesmo porque. 16. de 6-11-1992.rel. Diário da Justiça. .lá T. entende o Superior Tribunal de Justiça que a admissibilidade da desistência do habeas corpus não pode prejudicar o paciente.2á T. A ação e o recurso devem ser apreciados. Vicente Cernicchiaro .1992.13.rel.HC nó 71. . Direito de ir e vir: STJ . contendo em si a possibilidade de condução coercitiva da testemunha que se recusar a comparecer" (Pleno . DJ 19-fr95).261/RI . Ingresso no país com moeda estrangeira: "Inexiste proibição constitucional ou legal à entrada de alienígena no território nacional portando moeda estrangeira" (TRF/3<*-*> Região .03.001). não constitui infração penal" (TRF/3á Região . Juiz Aricê Amaral.rel. da . . embora consagrada). ou mesmo.rel. embora. eventualmente.Ementário STJ. DOE de 23-3-92. promulgando tratado internacional devidamente ratificado pelo Congresso Nacional."Não pode o Judiciário assenhorar-se das prerrogativas do Legislativo.011).Direito de locomoção e Estado de Direito Democrático: A liberdade é indisponível no Estado de Direito Democrático. Min. 5. Sepúlveda Pertence. Min. p.rel."Possibilidade de intimação para depor. Desta forma. Diário da Justiça. cumpre ao Judiciário expedir a ordem de ofício uma vez caracterizados seus pressupostos. A doutrina e a jurisprudência referem-se ao habeas corpus substitutivo (denominação imprópria. em homenagem à liberdade de locomoção. I."A impetração de habeas corpus e interposição de apelação são conciliáveis. 24 jun. 61.HC n<*-*> 3.Ementário STJ.RHC n" 2. Seção II. Unânime.HC n" 91.40 Regulamentação e restriç<*-*>es ao direito de locomoção A regulamentação do direito de locomoção foi estabelecida pelo Decreto Presidencial n" 678. Juiz Sinval Antunes. p. 25 out. ainda que articulem os mesmos fatos e busquem a mesma situação jurídica. 49. Vicente Cernicchiaro . Seção I. 07/296. . 6<*-*> T. Proteção plena ao direito de locomoção: STJ . um julgamento fosse repercutir no outro" (6=' T. Min.HC n" 1. dólares americanos).rel. 06/664). p. (Ementário STJ n<*-*> 13/212 .1994. No mesmo sentido: 6<*-*> T. 1994. 24 ago. rel.RHC n" 1. I10). p.107-3/PI . .03.651).527-6/RS . Luiz Vicente Cernicchiaro.AMS n<*-*> 90. Min.944/SP . A ação constitucional não encontra obstáculo na legislação ordinária. o "simples porte ou circulação interna de moeda estrangeira (no caso. Diário da Justiça.33971/SP .

São Paulo : Saraiva. Também o direito de locomoção pode ser cerceado aos brasileiros residentes.1985. na Iorma da lei. toda pessoa que se ache legalmente no <012> 166 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS território de um Estado tem direito de circular nele e de nele residir em conformidade com as disposiç<*-*>es legais. religião. inclusive do próprio. José Celso.Constituição Federal.. 6. Constituição Federal anotada. pode determinar `obrigação de permanência em localidade determinada' (art. 4. 7. 473). que estabelece: I. MELLO FILHO. e que pertenciam aos meus pais. a segurança ou ordem públicas. É proibida a expulsão coletiva de estrangeiros. 3. O estrangeiro que se ache legalmente no território de um Estadopar te nesta convenção só poderá dele ser expulso em cumprimento de decisão adotada de acordo com a lei. condição social ou de suas opini<*-*>es politicas.. Na Segunda Guerra Mundial. CF). diferentemente dos brasileiros natos e naturalizados. a moral. italianos e japoneses. 2. onde seu direito à vida ou a liberdade pessoal. como se estudará nos comentários aos incisos LI e LII do presente artigo. para prevenir infraç<*-*>es penais ou para proteger a segurança nacional. esteja em risco de violação por causa da raça. I. numa sociedade democrática. ed. foram obrigados a retirar o salvo conduto que a pouca idade do autor citado (refere-se à posição de Celso Bastos) provavelmente impediu de conhecer e que eu os possuo. sem ligaç<*-*>es de parentesco com alemães. Em nenhum caso o estrangeiro pode ser expulso ou entregue a outro país. não configurando direito subjetivo dos estrangeiros. 5. 9. A obtenção de visto de entrada é ato de soberania estatal. os brasileiros natos. que não poderão jamais ser banidos ou expulsos do território nacional. Toda pessoa tem direito de sair livremente de qualquer pais. Vê-se que nem sempre os nacionais têm a liberdade de locomoção que pretendem e nem se trata de um direito absoluto dos brasileiros natos ou naturalizados. Ressalte-se que. expulsos e depoitados. nacionalidade. O exercicio dos direitos acima mencionados não pode ser restringido senão em virtude de lei. os estrangeiros poderão ser. na medida indispensável. ou a saúde pública. mesmo que preenchidos todos os requisitos legais (cf. seja ou não de origem. em zonas determinadas. nem ser privado do direito de nele entrar. em caso de perseguição por delitos politicos ou comuns conexos com delitos politicos e de acordo com a legislação de cada Estado e com os convênios internacionais. 139. 8. p. Toda pessoa tem o direito de buscar e receber asilo em território estrangeiro. ou os direitos e liberdade das demais pessoas. por motivo de interesse público. O exercicio dos direitos reconhecidos no n<*-*> 1 pode também ser restringido pela lei. . quer em tempo de guerra ou de paz" (FERREIRA. 2. enquanto durar o estado de sitio.) assenta-se em várias situaç<*-*>es em que o direito de locomoção dos nacionais também fica cerceado. tampouco privados do direito de nele entrar. Ninguém pode ser expulso do território do Estado do qual for nacional. bem como poderá a lei exigir que os mesmos preencham ceitos requisitos para a obtenção de visto de entrada no território nacional. Restriç<*-*>es em tempo de guerra tanto aos brasileiros quanto aos estrangeiros: "(.

I'= A 5" 167 XVI .Wolgran Junqueira. como também o de total participação ativa. de direito individual o coligar-se com outras pessoas. de deliberar para o bem comum. 121) lembra que a doutrina noite-americana. a Suprema Corte afirmado que "a verdadeira idéia de governo na forma repu<012> 168 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS blicana implica no direito de se reunirem pacificamente os cidadãos para se consultarem sobre os negócios públicos e requererem reparação de agravos". desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local. após a Emenda Constitucional n" 1. . 5. A Constituição Federal garante que todos podem reunir-se pacificamente. p. uma vez que consiste tanto na possibilidade de determinados agrupamentos de pessoas reunir-se para livre manifestação de seus pensamentos. quando se sabe que o direito de reunião compreende não só o direito de organizá-la e convocá-la. 207) <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. 0 direito de reunião configura-se como um dos princípios basilares de um Estado Democrático. já previa o direito de reunião. independentemente de autorização. pois não se compreenderia a liberdade de reuni<*-*>es sem que os participantes pudessem discutir. de petiç<*-*>es ou de representaç<*-*>es. p. 16 da Declaração de Pensilvânia. Bauru : Edipro. quanto na livre opção do indivíduo de paiticipar ou não dessa reunião (Diritti dell'uomo e libertà fondamentali. exercitada por meio de uma associação transitória de pessoas e tendo por finalidade o intercâmbio de idéias. ao mesmo tempo. passou a admitir que o direito de reunião é um desdobramento do antigo direito de petição. afirmando: O povo tem o direito de se reunir. Direitos e garantias individuais. p. tendo. para fim lícito. Bologna : Il Molino. em locais abertos ao público. tendo que limitar-se apenas ao direito de ouvir. independentemente de autorização. 1997. O direito de reunião é uma manifestação coletiva da liberdade de expressão. simultaneamente. sem armas. sendo um direito público subjetivo de grande abrangência. inclusive. sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente. pois. a emenda dos erros que considere por ela praticados.todos podem reunirse pacificamente.182-183).1984.41 Direito constitucional de reunião 0 art. Paolo Barile bem qualifica o direito de reunião como. sem armas. a defesa de interesses. a publicidade de problemas e de determinadas reivindicaç<*-*>es. tratando-se. de dar instruç<*-*>es a seus representantes e de solicitar à legislatura. como um direito individual em relação a cada um de seus participantes e um direito coletivo no tocante a seu exercício conjunto. cit. um direito individual e uma garantia coletiva. sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente. de 1776. 0 direito de reunião apresenta-se. desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local. em locais abertos ao público. Alcino Pinto Falcão (Op. por meio de mensagens.

Assim. a própria suspensão temporária deste direito individual. § ló. Op. o impedimento de realização de outra reunião (RT. a) e do Estado de Sítio (CF. Liberdade de convicção política e direito de reunião: STF . I<*-*> poderá haver <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. desde que predeterminada. Isso não exclui. a necessidade constitucional de comunicação prévia às autoridades a fim de que exercitem as condutas a elas exigíveis. como lembra Celso de Mello. Anote-se. 2<*-*>. os comícios.Não caracteriza o crime do ait. cit. sujeitando-se. as passeatas. 5. 139. tão-somente. cit. seu comportamento é até criminoso. finalidade lícita. da mesma forma que os cortejos e banquetes com índole política.43 Instrumento de tutela do direito de reunião A tutela jurídica do direito de reunião se efetiva pelo mandado de se- . a garantia da segurança e da ordem pública. tais como a regularização do trânsito. da I.42 Desnecessidade de autorização da autoridade pública e interferência da polícia A Constituição Federal determina que o direito de reunião deverá ser exercido independentemente de autorização. deverá a Polícia desarmar ou afastar tal pessoa. se a intenção policial for a de frustrar a reunião. impedindo as interferências nas reuni<*-*>es pacíficas e lícitas em que não haja lesão ou perturbação da ordem pública.. p. normalmente. anote-se que nas hipóteses excepcionais do Estado de Defesa (CF. I. por óbvio.ei n" 1. assim. ait. neste último caso. porém. 259). Lugar: a reunião deverá ser realizada em local delimitado..802."Segurança nacional . que não será motivo para dissolução da reunião o fato de alguma pessoa estar portando arma. III. 475). tempo. Finalidade: a reunião pressup<*-*>e a organização de um encontro com propósito determinado. prosseguindo-se a reunião. Como ensina Manoel Gonçalves Ferreira Filho (Curso. que se sup<*-*>e comunista" (RTJ. 5. aos requisitos constitucionais. em área certa. 136. ainda que exercida no seio das associaç<**>es. <*-*>nalidade e lugar. Tempo: toda reunião deve ter duração limitada. mesmo que seja um percurso móvel. p. Pluralidade de participantes: a reunião é considerada forma de ação coletiva. em virtude de seu caráter temporário e episódico. 47/437). veda atribuição às autoridades públicas para análise da conveniência ou não de sua realização. permitindo-se inclusive. Nesses casos.1<*-*> A 5ó 169 restriç<*-*>es ao direito de reunião. a só realização de conferência ou só a presença em reunião. pacífica e sem armas.São elementos da reunião: pluralidade de participantes. art. 258/511). com os demais participantes que não sejam armados (Op. os desfiles estão englobados no direito de reunião. Por fim.

XX . Seção I. Min. Cordeiro Guerra. eventualmente atingida. 423/327). o trânsito em julgado. p.278/MA . sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento. sendo.as entidades associativas. desde que para fins lícitos. se desti- .gurança.475)- XVII . n" 97.as associaç<*-*>es só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial. 107/331. 11 mar. . RT. porém. <012> 170 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS 0 direito à livre associação.a criação de associaç<*-*>es e. Dessa forma. do mesmo modo que o nascimento das pessoas naturais não se confunde com o registro das mesmas. XXI . Mandado de segurança e direito de reunião: STF . sendo vedada constitucionalmente a associação de caráter paramilitar. A existência de uma associação como pessoa jurídica depende somente do ato voluntário de seus membros e não do reconhecimento do Estado. independem de qualquer autorização discricionária do poder público. o de reunião (RTJ.).ninguém poderá ser compelido a associarse ou a permanecer associado. vedada a interferência estatal em seu funcionamento.44 Direito de associação A liberdade de associação é plena. que conseqüentemente produzirão efeitos jurídicos diversos. salvo nos casos previstos na Constituição. e não pelo habeas corpus. mercantis .sociedades anônimas. com várias pessoas. A lei poderá estabelecer requisitos objetivos para a criação das associaç<*-*>es. 5. embora atribuído a cada pessoa (titular). que."Direito de reunião. somente poderá ser exercido de forma coletiva. responsabilidade limitada etc. Diário da Justiça. igualmente. pois a ordem jurídica pode reprovar dados comportamentos sem chegar ao ponto de cominar-lhes uma sanção de natureza penal (RDA. podendo tão só estabelecer requisitos para classificação das associaç<*-*>es em diversas categorias (civis. O caráter paramilitar deverá ser analisado. XIX . Mandado de segurança que o assegura" (2=i T.rel. o Estado não pode limitar a existência de associação. Observe-se que em relação à finalidade da associação. 141/76).RExtr. vedada a de caráter paramilitar XVIII . 2.é plena a liberdade de associação para fins lícitos. 1983. Assim. na forma da lei. no primeiro caso. é simples direito-meio para o pleno exercício de outro direito individual. quando expressamente autorizadas. ninguém poderá ser compelido a associar-se ou mesmo a permanecer associado. pois nesses casos a liberdade de locomoção. têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente. a de cooperativas independem de autorização. exigindo se. para o fiel cumprimento deste requisito constitucional: se as associaç<*-*>es. com ou sem armas. a ilicitude não está ligada somente às normas de direito penal.

Min. a utilização ou não de uniformes. devendo-se observar a existência de organização hierárquica e o princípio da obediência. Assim. No mesmo sentido: STJ . 5<*-*>.ei n<*-*> 4.18 do Cód.rel. que a nomenclatura de seus postos.nam ao treinamento de seus membros a finalidades bélicas. 5<*-*> da Constituição é uma variante da liberdade sindical insculpida no art. não afastam de forma absoluta o caráter paramilitar de uma associação. Milton Luiz Pereira. Ementário STJ.703-0/DFrel. que não dependem de autorização governamental" (lá Seção .MS n" 1. Anote-se. Desnecessidade de autorização judicial: STJ .Ementário STJ.898/65. crime de abuso de autoridade. Pedro Acioli . Ninguém é obrigado a associar-se ou permanecer associado. e (c) de natureza civil. (b) de natureza político-administrativa. há de se submeter ao regime comum adotado para a formação das asso<*-*> <012> COMENTÁRIOS DOÃTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS."A Constituição assegura plena liberdade de as<*-*> sociação. 04/243). impedindo a criação de restriç<*-*>es às associaç<*-*>es sindicais: STJ .MS n<*-*> 209/DF . As associaç<*-*>es são dotadas de autonomia de organização e funcionamento" (lá SeçãoMS n" 1. em tese. eventualmente. caracterizando-se. favorecendo o fortalecimento das categorias profissionais" (lá Seção . Não podem prevalecer as restriç<*-*>es da Lei n<*-*>' 6251/75 face à Constituição Federal de 1988. por si só. Civ.Ementário STJ. tipificado na I. até que lei ordinária crie um órgão espe- . 05/269).291-0/DF rel.079/50. a ingerência em qualquer assunto ligado à sua vida e à autonomia é curial que o sindicato fundado.MS n" 362/DF ."A liberdade de associação profissional e sindical está erigida como significativa realidade constitucional. Finalidade da liberdade associativa: STJ . porém. A interferência arbitrária do Poder Público no exercício desse direito individual pode acarretar responsabilidade tríplice: (a) de natureza penal. Liberdade de associaçáo e liberdade sindical: STJ . Min. Logo. Garcia Vieira.Ementário STJ.l<*-*> Seção ."A liberdade de associação para jns licitos do inciso XVII do art. crime de responsabilidade. Min. 04/044)."É vedado ao Estado a interferência e a intervenção na organização sindical.. ut art. Ementário STJ. 06/280). 8<*-*> da mesma Lei Maior. para adquirir personalidade jurídica. Min.ei n" 1. Garcia Vieira .rel.rel. constituindo. 09/314.1'<*-*> A 5<*-*> 171 ciaç<*-*>es. Plena liberdade associativa: STJ . Milton Luiz Pereira . Min. definido na I. deve ter aplicação imediata por força do § 1<*-*> do mesmo art. possibilitando aos prejudicados indenizaç<*-*>es por danos materiais e morais.MS n<*-*> 916-0/DF . Nesse mesmo sentido.

Min. que já vinha exercendo tal atividade..Ementário STJ. Dessa forma. cit.10/260).337-6/SP . quando não mais atendem às finalidades sociais ou ao bem comum (NERY JR. 3". exigindo-se. NERY. Op. 8<*-*>. autorizando-o à dissolução somente quando a finalidade buscada pela associação for ilícita. nos termos do art. têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente. Américo Luz .rel. p.CC n" 9. a hipótese é de legitimação das associaç<*-*>es para a tutela de direitos individuais de seus associados. da Constituição Federal. configurando verdadeira substituição processual (CPC 6") . Min. em substituição processual. 5. Nelson. o trânsito em julgado.. art.Ementário STJ. n pode ser o do próprio Ministério do Trabalho. no primeiro caso.135). não haverá sempre necessidade de prévia autorização <012> 172 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS específlca. defender em juízo direito de seus associados.g edada que é sua interferência na criação de entidades do tipo" (lá Seção . Rosa Maria Andrade. Dessa forma. dos associados para que as associaç<*-*>es representem-nos judicial ou extrajudicialmente. quando expressamente autorizadas. sendo desnecessária a expressa e específica autorização de cada um de seus integrantes.46 Representação dos associados As entidades associativas devidamente constituídas.45 Dissolu<*-*>ão das associaç<*-*>es As associaç<*-*>es só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial. Adhemar Maciel . art.. Registro de associação: STJ . no sentido de dissolução compulsória. Ol/143). "Embora o texto constitucional fale em representa<*-*>ão. desde que a mesma exista de forma genérica na própria lei que criou a entidade. Código de. 5. o órgão competente (Constituição."Compete ao Juízo Estadual dirimir controvérsia acerca do re istro de associação profissional. desde que a abrangência dos direitos defendidos seja suficiente para assumir a condição de interesses coletivos. vez que falece interesse do Poder Público na lide. Os artigos da CLT que não são incompatíveis com a nova Constituição continuam eficazes" (1<*-*> SeçãoMS nó 12/DF . será inconstitucional. possuindo legitimidade ad causam para. confere legitimidade ao MP para mover ação destinada a dissolver as sociedades civis de fins assistenciais.cífico para o registro. XXI. Dissolução judicial das associaç<*-*>es: 0 Decreto-lei n<*-*> 41/66.rel. qualquer ato normativo editado pelos poderes Executivo ou Legislativo. 5ó. no caso concreto. A Constituição Federal limita a atuação do Poder Judiciário. Legi6midade das associaç<*-*>es. ou em seus atos constitutivos de pessoa jurídica.

EDcl no MS n<*-*> 197/DF . às quais sejam filiados. sií `quando expressamente autorizadas. a associação que não tem autorização ou mandato outorgado por aqueles" (2á T.rel.Ementário STJ. por exemplo.MS n<*-*> 003/DF rel. Havenclo urgência pode a associação ajuizar a demanda desde logo. Garcia VieiraEmentário STJ. A autorização pode estar prevista em lei. O associado pode fazer parte da coletividade titular clo direito (coletivo ou difuso) ou ser o titular mesmo do direito (individual). RP 61/190). art. ilegítimo o pleito da associação. a agirem em seu nome para determinado fim. mas não para direitos difusos. Autorização para defesa de interesse dos associados: STJ .. porque as entidades associativas.043-0/DF . Nelson. . 05/506). Min. p. 2<*-*>. . providenciando posteriormente a autorização exigida. Em qualquer das hipóteses pode a associação."Para a comprovação do nexo entre o direito ou interesse dos referidos produtores de trigo e o direito ou interesse dos impetrantes é indispensável que os próprios interessados.RMS n" 1.Ementário STJ. em nome próprio. entidades de classe ou associaç<*-*>es."A exemplo dos sindicatos e das associaç<*-*>es.135).Ementário STJ. 5<*-*>.. Grinover. membros ou associados. em nome dos associados" (STJ . nos estatutos. Nesse mesmo sentido: "Ausente a expressa autorização de que trata o art. Necessidade de representação: STJ . como. 04/421). O1/142).lá Seção . previamente."Carece de legitimidade para representar seus filiados juridicamente. RP 57/1000" (NERY JR. Américo Luz . Min. 11/525). NERY. Min. da CF de 1988.(Barbosa Moreira. Op. também os partidos políticos só podem impetrar mandado de segurança coletivo em assuntos integrantes de seus fins sociais em nome de filiados seus. Garcia Vieira . Min. os filiados. Associaç<*-*>es e mandado de segurança: STJ .rel. 14 a 16 da Constituição Federal" (lá Seção . Entendendo prestar-se a norma para a tutela de direitos coletivos da categoria e individuais de seus membros. XXn" (lá Seção . quando devidamente autorizados pela lei ou por seus Estatutos. Não pode ele vir a juízo defender direitos subjetivos de cidadãos a ele não filiados ou interesses difusos e sim direito de natureza política. Código de. ser dada pelos associados individualmente ou ocorrer em assembléia. autorizado as organizaç<*-*>es sindicais. XXI. Pedro Accioli . Rosa Maria Andrade.360-0/MG . sejam ouvidos ou tenham. 5".MS nó 1. Coment. 113). os previstos nos arts.rel. cit. defender em juízo o direito de seu associado (Celso Bastos.. têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente' (CF.

5". XXIV."O direito privado de propriedade. II e III. CF). 5". XXIII .é garantido o direito de propriedade.rel. arts.a propriedade atenderá a sua fitnção social. Função social da propriedade: STJ . 5<*-*>. É a passagem do Estado proprietário para o Estado solidário.Associação com autorização expressa em seus estatutos para representar seus filiados na defesa de direitos relacionados com o loteamentoPressuposto processual satisfeito . transportandose do `monossistema' para o `polissistema' do uso do solo (arts. CF)" (lá Seção . Min."As restriç<*-*>es ou limitaç<**>es ao direi- . com limitaç<*-*>es de uso e gozo. da CF" (RT 654/81). física ou jurídica. Milton Luiz Pereira . uso e limites. à luz da Constituição Federal (art. 184 e 185. visando também à finalidade ou utilidade social que cada categoria de bens objeto de do<**> mínio deve cumprir. pois somente a necessidade ou utilidade pública ou o interesse social permitirão a desapropriação. sociais e econômicas. XXII. 183. ressalvados os casos previstos nesta Constituição.85fr2/DF . 30. VIII. constitucionalmente consagrado."Entidade Associativa .Nunciação de obra novaLegitimidade ad causam .MS n<*-*> 1. 182.47 Direito de propriedade Toda pessoa. <*-*><*-*> 3<*-*>' e 4". 170. Restriç<*-*>es ao direito de propriedade: STJ . XXI. deve ser reconhecido com sujeição a disciplina e exigência da sua função social (arts. reforçada pela existência de um conjunto de obrigaç<*-*>es para com os interesses da coletividade. II. deixou de caracterizá-lo como incondicional e absoluto. pois ao mesmo tempo em que o consagrou como direi<*-*> to fizndamental. A referência constitucional à função social como elemento estrutural da definição do direito à propriedade privada e da limitação legal de seu conteúdo demonstra a substituição de uma concepção abstrata de âmbito mera<*-*> mente subjetivo de livre domínio e disposição da propriedade por uma concepção social de propriedade privada. 182. 22. 24. 0 direito de propriedade. dentro das modernas relaç<*-*>es jurídicas. Dessa forma. VI. podendo o ordenamento jurídico estabelecer suas modalidades de aquisição.Autorização estatutária: TJ/SP . XXIV .a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública. CF). perda. 185 e 186. 5. tem direito à propriedade. ou por interesse social. políticas.Aplicação do art. mediante justa e prévia indenização em dinheiro. 1<*-*> A 5<*-*> 173 XXII . a Constituição Federal adotou a moderna concepção de direito de propriedade. garante que dela ninguém poderá ser privado arbitrariamente. 08/318). <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS.Ementário STJ. 524 e 527). seguindo<*-*> se a dogmática tradicional (Código Civil.

Ementário STJ."O direito de instituir parques nacionais. em instrumento positivo posto à disposição do poder público para o cumprimento de suas finalidades de ordenação e conformação da sociedade a imperativos crescentes de justiça social. em detrimento dos direitos e interesses individuais.48 Desapropriação A transformação que a idéia de um Estado social introduz no conceito de direito à propriedade privada. perde a sobrevivência" (lá T. Violação do direito de propriedade" (lá T. entre eles: a construção de uma sociedade livre.1992.MS n<*-*> 92. se se trata de simples limitação administrativa ou de interdição ou supressão do direito de propriedade. especialmente no setor econômico. tendo em conta a sua feição social. 3". que há de ser exercitado com estrita observância ao princípio da legalidade e sujeição ao controle do Poder Judiciário. Diário da Justiça.rel. justa e solidária. frente aos quais o direito de propriedade perde suas características clássicas de absolutismo e exclusividade.326). Min. <012> 174 I)IREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS Meio ambiente e direito de propriedade: STJ . decorre do poder de polícia inerente ao Estado. demonstrando a existência de eventual . assegurado na Constituição Federal."Inconstitucionalidade das medidas que permitiram o bloqueio das contas em cruzados novos.5190/IZJ . ao assinalar uma função social com efeitos delimitadores de seu conteúdo. p. Se<*-*>ão I.1<*-*> dez. Juiz Frederico Gueiros. determinaram uma importante revisão do instituto da desapropriação.10/107).REsp nó 30.02. Antônio de Pádua Ribeiro .rel. e as complicaç<*-*>es cada vez mais freqüentes da vida moderna.Bloqueio dos cruzados: TRF/2á Região . que se converteu. A Constituição Federal exige para a desapropriação os requisitos alternativos de necessidade ou utilidade pública. bem como a erradicação da pobreza e da marginalização e a redução das desigualdades sociais e regionais. Cabe a este dizer. O Estado todo poderoso e proprietário de todos os bens e que presezva apenas o interesse coletivo.to de propriedade. hipótese esta que só pode ser alcançada por meio de desapropriação" (2á T . O ato do poder público que desapropria determinado bem imóvel. . ou a existência de interesse social. consagrados constitucionalmente no art. estaduais ou municipais há de respeitar o direito de propriedade. entre as quais se insere o tombamento. à vista do caso concreto. de limite negativo do direito absoluto de propriedade. 40. sem que exista qualquer desses requisitos.12565/RT . Lembremo-nos que a possibilidade de relativização do direito à propriedade privada em virtude de funç<*-*>es sociais serve de instrumento para efetivação dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil. Da queda do Muro de Berlim e do desmantelamento do Império Comunista Russo sopram ventos liberais em todo o mundo. 5.

não se revestindo de conteúdo de ato normativo. .rel. . é devida para assegurar a justa indeniza- .rel. o preço deve ser justo.MS n<*-*> 254/DF .Ementário STJ. . Vicente Cernicchiaro .rel. <*-*> direito a prévia e justa indenização.586-4 . Cf. no resgate dos títulos de dívida agrária. conforme mandamento da Constituição (STJ2=' T. a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que essa garantia constitucional diz respeito ao pagamento do valor definitivo do preço fixado (STF -1<**> T. n" 97. 57/53. ser assim declarado pelo Poder Judiciário.. n<*-*> 195. como a recémpromulgada Constituição. Min. passível de ação direta de inconstitucionalidade (STF . cuja observância impede expropriaç<*-*>es discriminatórias ou arbitrárias. corrigido monetariamente (STJ . Ilmar Galvão). Geraldo Sobral . mantendo. ainda: RTJ. Demócrito Reinaldo.764-7/RS . A norma constitucional exige ainda como requisito para a desapropriação.lá Seção . Min. respeito ao devido processo expropriatório previsto na legislação infraconstitucional . Porém. utilidade pública ou interesse social. devendo. padece de nulidade. portanto.RExtr. pois. 02/22). Justa indenização: É pacífica a posição doutrinária e jurisprudencial de que na desapropriação.favorecimento a interesses privados.693/MG . . o Estado-expropriante deve respeitar as garantias constitucionais básicas do particular-expropriado: <*-*>existência de uma causa expropiandi ligada a necessidade. o entendimento anteriormente firmado navigência da Constituição anterior. consagraram o postulado de a justa indenização não sofrer restrição de qualquer natureza" (STJ . a prévia e justa indenização. Ementário STJ.Ementário STJ. n<*-*> 141.REsp n" 49. 1<*-*> A 5<*-*> 175 sofrerá a perda do exercício de qualquer dos poderes relativos à propriedade.2<*-*> T. em sede de ação ordinária.rel. Octávio Gallotti). 10/37). inclusive "a correção monetária. não alcançando tal garantia a imissão da posse (STF -1" T.795/SP .RExtr. Na utilização desse instrumento politico positivo. em relação à prévia e justa indenização.rel. Conseqüentemente.essa garantia estabelece-se em benefício do particular e tem por objetivo proteger seus direitos à igualdade e à segurança jurídica. Assim.RExtr. Min. Entendemos que a efetividade da indenização justa deve ser realizada previamente ao momento em que o expropriado <012> COMENTARIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. estabelecendo o respeito e a submissão do Poder Público às normas gerais de procedimento legalmente preestabelecidas. portanto.REsp nó 854/SP . uma vez que o decreto expropriatório é ato administrativo. Min. "tanto a EC de 1969. a imissão provisória na posse por parte do Poder Público somente deve ser realizada após o depósito do valor justo e integral. sobre o qual só quando houver perda da propriedade é que deverá haver a justa e prévia indenização. 72/479). Assim sendo. dentre eles a posse. Néri da Silveira.rel. Min. sob pena de desrespeito à Constituição Federal. 71/331. 02/006). Min.

. Seção I.REsp nó 2. unicamente. Em havendo desvalorização da moeda. p. . em sua inteireza.075/70. Min. não se revela confiitante com a exigência constitucional inscrita no art.REsp n<*-*> 12.102/SP .524/SP . 03/295).rel. constitui uma conciliação entre as hipóteses de premente necessidade do expropriante e o preceito constitucional que preconiza a justa e prévia indenização. O . e é devida na oportunidade em que o domínio (e não a posse provisória) se transfere ao expropriante.ção da propriedade expropriada" (l<*-*> Seção . com definitividade. 0 depósito prévio.RTJ. A indenização integralizada. 5<*-*>. Vicente Cernicchiaro . integral. condiz com o direito de propriedade. Peçanha Martins. a legitimar a simples imissão provisória do poder expropriante na posse do bem imóvel" (1<*-*> T. Garcia Vieira . o bem só se transfere ao expropriante depois do pagamento definitivo do preço. . Imissão na posse e prévia indenização II: STJ . proclamou que o depósito prévio. cumpre completar a diferença" (2á T. não tem o objetivo de cobrir. 05/010. O art."Na desapropriação. esta Suprema Corte. o Quantum da indenização. 03/379). Min. 15 da Lei n" 3."A indenização. n<*-*> 141. da Lei Fundamental da República. <*-*> 1". isto é. independentemente da data. da Constituição. por desapropriação. por determinação constitucional. a final.rel. No mesmo sentido: STJ2á T. 26 maio 1997.e mantendo estrita fidelidade à jurisprudência construída sob a égide da Carta Federal de 1969 (RTJ.RExtr. entre a última correção e o pagamento. 100. Imp<*-*>e obrigação de atualizar o valor formal do débito.MS n<*-*> 008/DF . 2á T. deve ser justa. Min. Ementário STJ. 03/384. ao versar a questão ora em análise . XXIV. 22. eis que o quantum em referência destina-se.431). 88/345 .Ementário STJ.101/717) -.632-7 . Min. mas isso n<*-*>zo impede que.245-0/SP .REsp nó 4. mediante depósito prévio de importância estabelecida em laudo de perito. O art. Justa indenização e enriquecimento sem causa: STJ . ern combinação com o artigo 3" do Decreto-lei n<*-*> 1.365.rel.Ementário STJ. seja o expropriante imitido imediatamente. Ementário STJ. ainda que em limite inferior ao valor real do bein atingido pela declaração expropriatória. Celso de Mello.rel. como previsto na lei. . Diário da Justiça.rel. Vicente Cernicchiaro. <012> 176 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS Imissão na posse e prévia indenização I: STF . impede enriquecimento sem justa causa. na posse. que só será identificável. Min."Com efeito.

2á T. XXIV. 22. 08/028. o imóvel rural.REsp nó 28. Ementário STJ. Imissão na posse e prévia indenização III: "Prévia indenização significa o pagamento do valor real do bem antes de o expropriante exercer qualquer dos poderes derivados do domínio."Os arts. NERY. 5ó. Min. o expropriante deve depositar o valor real. Igualmente.REsp n" 12.425-5/SP .. entretanto. sobre vedarem a imissão provisória na posse do bem expropriado.135).075/70 não foram recepcionados pela Constituição Federal vigente. Peçanha Martins . 182 da Constituição Federal. Conquanto seja constitucional e legal a imissão provisória na posse (RTJ.rel. inciso XXlv e o § 3<*-*> do art. integral e atualizado do bem para poder valer-se dessa prerrogativa. Min. e ainda. <*-*>prévia e jtcsta indenização em titulos da dívida agrária. sem o que não terá sido cumprido o mandamento constitucional da prévia indenização" (NERY JR. Ementário STJ. Reforma agrária deve ser entendida como o conjunto de notas e planejamentos es<012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS AI<*-*>TS. lq A 5=' 177 tatais mediante intervenção do Estado na economia agrícola com a finalidade de promover a repartição da propriedade e renda fundiária. Demócrito Reinaldo . os seguintes requisitos permissivos para a reforma agrária: <*-*> imóvel não esteja cumprindo sua função social (expropriação . foi concedida à União competência privativa para legislar sobre desapropriação (CF.art. Ementário STJ 11/022. em nada diferem na respectiva dicção.Ementário STJ. art. Min. . proclamadores dos princípios do justo preço e pagamento prévio" (2á T. que editou a Lei nó 8.350-0/SP.REsp n<*-*> 16. Op. com cláusula de preservação do valor real. exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores. cit.Ementário STJ..186): aproveitamento racional e adequado. e 182. São exigidos.. 08/25.414-0/SP . obseivância das disposiç<*-*>es que regulam as relaç<*-*>es de trabalho. simultaneamente.REsp n" 23278-1/SP .sanção). art. Rel. Antônio de Pádua Ribeiro. em seus arts. segundo critérios e graus de exigência estabelecidos em lei. . Código de. Min.262-0/SPrel. 5. Nelson. principalmente a imissão na posse.49 Desapropriação para fins de reforma agrária A Constituição Federal concedeu à União a competência para desapropriar por interesse social. Min. utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente. . Hélio Mosimann. p.rel.rel. resgatáveis no prazo de até 20 .629/93 que regula a desapropriação para fins de reforma agrária. Em sentido contrário: STJ . que impliquem numa compreensão diferente. Rosa Maria Andrade. 06/24). Peçanha Martins. No mesmo sentido: STJ2á T. aos seguintes requisitos (CF. In. 101/717). A função social é cumprida quando a propriedade rural atende. 3ó e 4" do Decreto-lei n<*-*> 1. na forma da legislação ordinária em vigor" (1<*-*> T. 08/038). 5<*-*>. para fins de reforma agrária. <*-*> 3". em relação às Cartas Federais anteriores. STJREsp n<*-*> 33. .

uma reação cio Estado à descaracterização da função social que inere à propriedade privada.189). constitui modalidacie especial de intervenção do poder público na esfera dominial privada. para fins de reforma agrária. . assim como o montante de recursos para atender ao programa de reforma agrária no exercício. <*-*> edição de decreto que: a. e cuja utilização será definida em lei. vedando-se sua desapropriação e prevendo a necessidade de edição de lei que fixe requisitos relativos ao cumprimento de sua função social. inegociáveis pelo prazo de 10 anos (CF.348/MS . assim definida em lei. <012> 178 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS Os beneficiários da distribuição de imóveis rurais pela reforma ag<*-*>-<**>íria.embora prévia . <*-*> isenção de impostos federais. hipótese em que o valor da justa indenização . Seção I. A análise dos requisitos constitucionais leva à conclusão de que a finalidade do legislador constituinte foi garantir um tratamento constitucional especial à propriedade produtiva."A desapropriação cie imóvel rural. Reforma agrária e função social da propriedade: STF .anos. p. <*-*> a propriedade produtiva. <*-*> indenização em dinheiro das benfeitorias úteis e necessárias.será pago em títulos da dívida pública. homens ou mulheres. estaduais e municipais para as operaç<*-*>es de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária. receberão títulos de domínio ou de concessão de uso. Celso de Mello. a partir do segundo ano de sua emissão. desde que seu proprietário não possua outra. Note-se que a Constituição veda a desapropriação da propriedade produtiva que cumpra sua função social. art. A expropriaçãosanção foi mantida pela Constituição de 1988. 184. Assim. independentemente do estado civil. Diário da Justiça. art. autorize a União a propor a ação de desapropriação. 21. para fins de reforma agrária. b. 8 out. na concreção do seu alcance. 185): <*-*> a pequena e média propriedade rural. A exigência constitucional da justa indenização representa conseqüência imediatamente derivada da garantia de conservação que foi instituída pelo legislador constituinte em favor do direito de propriedade" (Pleno . por interesse social.012).1993. declare o imóvel como de interesse social. caput). Disp<*-*>e de perfil jurídico-constitucional próprio e traduz.rel. que a previu para o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social (art. Observe-se que o orçamento fixará anualmente o volume total de títulos da dívida agrária. são insuscetíveis de desapropriação para fins de reforma agrária (CF.MS n<*-*>' 21.

Celso de Mello. 1995. Os pressupostos para o exercício do direito de requisição são quatro: <*-*> perigo público iminente (calamidades públicas. 39. protegem as pessoas contra a eventual expansão arbitrária do poder estatal. Estado e particular.mesmo tratando-se de execução e implementação do programa de reforma agrária .206). 5". caso tenha havido dano ao mesmo. Porém. Min. Min.164/SP . sofra prejuízos.320-SP.165-MG (DJ de 7-12-95). rel. no desempenho de sua atividade de expropriação. pois enquanto garante-se ao Poder Público a realização de suas tarefas em casos de iminente perigo público. a autoridade competente poderá usar de propriedade particular. este terá garantida a indenização. não permite que o particular seja espoliado de seus bens. também está vocacionado à proteção da propriedade. Ninguém será privado de seus bens sem o devido processo legal (CF.no caso de iminente perigo público. <*-*> decretação pela autoridade competente. mas tão-só utilização por parte do Poder Público. assegurada ao proprietário indenização ulterior.rel. sem necessidade de prévia indenização.Desapropriação .50 Direito de requisição A Constituição Federal prevê a possibilidade de a autoridade competente utilizar propriedade particular em caso de iminente perigo público. p. está autorizado pela Lei Maior a utilizar-se de propriedade alheia. A cláusula de garantia dominial que emerge do sistema consagrado pela Constituição da República tem por objetivo impedir o injusto sacrifício do direito de propriedade" (Pleno .cf.sanção e devido processo legal (necessidade de vistoria e prévia notificação): STF . por interesse social. e. Trata-se de um direito com dupla titularidade. O Poder Público. A União Federal . de forma a não sofrer um empobrecimento por força estatal. eventualmente. MS 22. 1=' A 5<*-*> 179 social. convuls<*-*>es sociais). 17 nov. LI<**>. sempre resguardado ao proprietário o direito à posterior indenização. Seção I. 1111-96 .164-SP (DJ de 17-11-95). Informativo STF n<*-*> 53. art. XXV . em algumas hipóteses de iminente perigo público. MS 22. Moreira Alves. Diário da Justiça. 5. ."O postulado constitucional do due process of law.danos emergentes e lucros cessantes -. No mesmo sentido: STF-MS 22. resguardando-se dessa forma o bem-estar <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. em tema de propriedade.não está dispensada da obrigação de respeitar. se de algum modo o uso da res gerar um prejuízo a seu proprietário . os princípios constitucionais que. se houver dano. Ressalte-se que pelo instrumento da requisição não haverá transferência de propriedade. em sua destinação jurídica.MS n<*-*>' 22.

mesmo nas hipóteses de vigência do estado de sítio. ao mesmo tempo em que pretende evitar que uma verdadeira legião de antigos pequenos proprietários. Des."Requisição por Município de I. de que poderia resultar falta de atendimento a enfermos. d. XXV da o Regimental em Mandado de Segurança n<*-*> 12.Propriedade particular . ainda.Danos emergentes e lucro<*-*> cessantes Ação procedente . VII.da Constituição Federal. possibilitando-a na vigência do estado de sítio. Entidade política que ao desincum. desde que trabalhada pela família. não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva. alavancar o desenvolvimento rural do País. assentando a família na terra. A Constituição Federal prevê. outra hipótese de requisição de bens. bem como com o Estado Democrático de Direito que impede o confisco arbitrário de bens dos particulares. RŠquisição da propriedade particular e necessidade de indenização: TJ/SP"Indenização . VII.021-0/SP. 5.Apelação Cível n. <*-*> indenização posterior no caso de prejuízo. Note-se p p j p ç . Exerce atribuição de índole constitucional o Município que assegura atendimento hospitalar a seus munícipes (art. venham engrossar as ileiras dos menos favorecidos nas cidades.a pequena propriedade rural.164. XXVI .51 Proteção à pequena propriedade rural A Constituição Federal pretende.<*-*> finalidade de uso. 1010-90). 30. no art.Fins hospitalares Prejuízo relativo ao desapossamento temporário . que apesar da ausência de revisão ex ressa da usta e osterior indeniza ão o citado preceito deverá compatibilizar-se com o art.Verba devida" (rel. A concretização dessa garantia constitucional depende da verificação . 139. o particular deverá ser ressarcido de eventuais prejuízos sofridos em virtude da requisição de seus bens pela União.Alternativa apta ao enfrentamento de situação anômala. Aniceto Aliende.7-4-92). Cezar Peluso . da CR). dispondo a Iei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento. de responsabilidade do Poder Público. Requisição e fnalidade pública: TJ/SP . se houver dano (art.Requisição . 5ó. assim definida em lei. ao estabelecer ao proprietário da pequena propriedade rural uma garantia de impenhorabilidade para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva. rel. P g p p p bir-se desta competência ode che ar a usar de ro riedade a<*-*>i<*-*>R)'y (<**>rav rada ao proprietário indenização ulterior. Dessa forma. despojados de suas propriedades.560-1Cubatão . <012> 180 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS 5. desde que trabalhada pela familia.eitos Hospitalares .

rel.Lei n" 4.I. de 3011-1964.aos autores pertence o direito exclusivo de utilização. Lei nó 4. 30 jun.504/64 .exploração comercial de sua obra. personalidade e trabalho -. Aberta a sucessão."Desapropriação .de três requisitos: <*-*>pequena propriedade rural.MS n<*-*> 22. uma vez que protege os direitos sobre a utilização. intelectuais ou científicas. <*-*> conexão direta entre o débito e a atividade produtiva.572 do Código Civil. dependendo de . o direito de propriedade imaterial.Estatuto da Terra). Diário da Justiça.1995. Marco Aurélio. p. legítimos e testamentários . direito à integridade da obraconsistente da impossibilidade de alteração sem seu expresso consentimento -. desde logo. as partes ideais. XXVIII . publicação ou reprodução de obras artísticas. <*-*> propriedade trabalhada pela própria família.ei n<*-*>' 4. 1º A 5º 181 5. 20.são assegurados. e direitos patrimoniais .52 Direitos autorais A Constituição Federal prevê no inciso XXVII. do art. são considerados bens móveis.045/ES . Estatuto da Terra . podendo ser alienados.Sucessão mortis causa. aos herdeiros. por força da herança.504. idéias. olvidando-se o Estatuto da Terra . Os direitos autorais. no caso de imóvel rural em comum. XXVII . 1. mediante o preceito do <*-*> 6<*-*>.504. nos termos da lei: a) a proteção às participaç<*-*>es individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas. de 30-11-1964. também conhecidos como copyright (direito de cópia). Cf. de seu art.408). COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. inclusive nas atividades desportivas. Ressalte-se que a permissão a terceiros de utilização de criaç<*-*>es artísticas é direito do autor. no qual restou considerado o imóvel como um todo. disp<*-*>e que. Min.art.Enquadramento do imóvel como revelador de pequena ou média propriedade . doados. Daí a insubsistência de decreto para fins de desapropriação. 5". cedidos ou locados. publicação ou reprodução de suas obras. transmissivel aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar. para fins nele previstos. aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas. Seção I. o domínio e a posse da herança transmitemse. b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de Que participarem aos criadores. 46. no que. são consideradas como se divisão houvesse" (Pleno . lVoção de pequena propriedade e sucessão mortis causa: STF .reconhecimento de sua criação. O autor de obra é titular de direitos morais . segundo a de inição da legislação ordinária (cf.

mesmo (e principalmente) depois de cair a obra no domínio público. Assim. Op."Todo ato físico literário.866-0/RSrel. Nilson Naves . sinal criado para ser o meio clivulgador do produto. a possibilidade de fiscalização. Proteção ao direito moral do autor: Alcino Pinto Falcão aponta uma falha na proteção do presente inciso.186 do Código Penal (STJ . 06/038). Amplitude da proteção aos direitos autorais: STJ . v. .5<*-*> T.REsp n" 19. por demandar esforço de imaginação. inclusive em relação aos sucessores. caso ocorra ofensa a esses direitos constitucionalmente consagrados. . 05/302). a segunda configura a reprodução de obra alheia sem a necessária permissão do autor. sem expressa autorização do autor. cit. criado pelo exer<*-*><*-*>icio do intelecto. como se fosse própria. Costa Lima .3á T. cumulam-se indenizaç<*-*>es por dano moral e material (STJ . como já salientado. com finalidade comercial. Lei n<*-*> 5. Min.Ementário STJ. b. abrindo espaço para irresponsabilidade de tradutores iletrados. XXVIII. garantido-lhes direitos a inc :<*-*> nização por danos materiais e morais. a violação de direito autoral mediante a reprodução por qualquer meio. 1. não só pela redação do presente inciso. 244). 5ó. <*-*><*-*> tístico ou científico resultante da produção intelectual do homem. A proteção constitucional abrange o plágio e a contrafação. Enquanto o primeiro caracteriza-se pela difusão de obra criada ou produzida por terceiros. por parte dos autores. a que faz referência a Declaração Universal dos Direitos do Homem" para concluir que "o direito moral do autor deve ter vida mais longa do que o privilégio que lhe é outorgado (e aos herdeiros) para a exploração econômica da obra.autorização qualquer forma de utilização da mesma. 5<*-*> da Constituição Federal que protegem a honra e a ima<012> 182 I)IREITOS IIUMANOS FUNPAMENTAIS gem das pessoas. merece a proteção legal. Min.575-0/SP . com a criação de corc`s. devendo subsistir séculos afora. Cf. nos termos do art. dando margem a adaptaç<*-*>es injuriosas à pessoa do autor.988/73 (Lei dos direitos autorais). Entendemos que essa proteção existe.rel. . como também pela redação dos incisos V e X do art. nos termos do art. a oportunidade de proteger o direito moral do autor. A própria norma constitucional já prevê...REsp n" 13. expressamente. Além da responsabilização civil.Ementário STJ. 0 logotipo. tudo fazendo parte daquilo que se pode chamar de próspera pirataria em torno das obras intelectuais" (Comentários. do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem. afirmando que "os nossos constituintes perderam porém. p. enseja a propositura de ação penal pública incondicionada.

se documentais ou artísticas."Entende a Seção de Direito Privado. Em sentido contrário.533-9/RS ."À editora que. Min.REsp n<*-*> 983/I<*-*>1rel. 07/ lfi<*-*><*-*>. Música ambiente e Súmula 63 do Superior Tribunal de Justiça: "São devidos direitos autorais pela retransmissão radiofônica de músicas em estabelecimentos comerciais. mesmo ligada a sua produção a obrigação decorrente de contrato de tI-abalho. Fotografias e direitos autorais: STJ . Min.Ementário STJ 01/398). STJ4á T. apresentada pela sintonização de emissoras de rádio.REsp n" I. . Gueiros Leite . 04/117. Min.T.REsp n" 983/IZJ .rel. Seção I. que se justifica pelo só interesse econômico despertado e pela efetiva vantagem financeira auferida com a divulgação. que a utilização de música em estabelecimento comercial."Direitos Autorais .Difusão de música nos quartos que se insere como propaganda a fim de angariar clientes . . .REsp nó 518/SP . Min. Sonorização ambiente em hotel: TJ/SP .REsp nó 31."A singela música aInbiente. Barros Monteiro . p.3á T. III . se fotógrafo . caracteriza-se como obra intelectual. No mesmo sentido: STJ4<*-*>". por caracterizado o lucro indireto.rel.Sendo a logomarca tutelada pela Lei de Direitos Autorais. 42. .Execução musical de molde comercial . 04/25). mostrando-se despidas de qualquer relevo para esse efeito a natureza das fotos.Ementário STJ. 8 set. por maioria.São José do Rio Preto . n<*-*> 57. não se constitui em execução que enseja o pagamento de direitos autorais.29-4-94)." Nesse sentido: STJ . são devidos direitos respectivos ao seu criador.Ementário STJ.Cobrança .Sonorização ambiental em hotel . Min.rel. Ementário STJ. Sálvio de Figueiredo . Barbosa Pereira . Diáriu da Justiça. já pagos os direitos pelas emissoras" (3<*-*> T. mesmo quando em retransmissão radiofônica.formato e modo de veiculação. Waldemar Zveiter. Min. Sálvio de Figueiredo.Ação procedente Recurso provido" (rel. embora dependa em parte de regulamentação.Admissibilidade .1997.A norma de eficácia contida. através da captação de clientela" (2á Seção .rel.rel.444/iZ1.028-1 . II .Apelação Cível n" 212. tanto mais porque a cobrança nesses casos seria o bis in idem. antes da edição da Súmula: STJ . sem autorização e correta indicação de autoria. publica fotografias captadas por pessoa com a qual não mantém vínculo empregatício imp<*-*>e-se carrear obrigação indenizatória.Súmula 63 do Superior 'I<**>ribunal de Justiça . No mesmo sentido: STJ .449/I<*-*>J . e a qualidade de quem as produziu. está sujeita ao pagamento de direitos autorais. produz efeitos de imediato até que o regulamento venha para limitar o seu c<*-*>i<*-*> <*-*> <*-*> po de atuação" (4á T .REsp.506). Barros Monteiro.

55fr0/SP . 7 mar. <*-*>'Pirataria" e lesão à ordem jurídica: TJ/SP . 1960.Ementário STJ.11/151). <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. o patrimônio público (este pela evasão tributária)" (rel.profissional ou não" (4<*-*> T.azzariniApelação Cível nó 196."Sendo o direito autoral uma propriedade. 09/186). Diário da Justiça. .839-1. Min.813-5/RS rel. Min. com transcrição integral e literal de significativa parte do respectivo script realizada sem autoriza<*-*>ão do autor e cerca de uma semana antes de referido capítulo ser transmitido pela televisão.13/138).746-8/SP .371 . o direito dos órgãos de radiodifusão.Ementário STJ. Hahnemann Guimarães. é procedimento que encerra ofensa aos direitos autorais tanto de ordem patrimonial como moral. p. 5. 566). o direito do produtor fonográfico.rel.São Paulo -11-5-93). Min. FigueiredoEmentário STJ. . Divulgação de último capítulo de novela e direitos autorais: STJ .Ementário STJ. didático ou religioso" (3á T.Ementário STJ. "não viola a lei de regência a decisão indenizar o titular do direito a fotografias publicadas em livro de sua reproduzidas em obra sem caráter científico.rel. tampouco pelo de informação" (4á T. como também o direito dos artistas intérpretes ou executantes. 08/188)."A divulgação (publicação) em revista de cenas do último capítulo de novela."A pirataria de obras sonoras de audiovisuais tem como bens jurídicos suscetíveis de transgressão não só o direito do autor.1" A 5" 183 Sálvio De que manda edição e REsp nó Execução de música em clube social e direito autoral: STJ . Min.962-0/PR .rel.rel. Sálvio de Figueiredo . . STJ .RMS n" 5. Cláudio Santos . 03/70).REsp n" 41. 5.154/SP .53 Proteção da imagem e da voz humanas . em clube social. Álvaro I. não estando albergado ou amparado pelo direito de citação."A execução ou a transmissão de composição musical.REsp nó 6. o direito industrial e comercial. Assim.rel. Cláudio Santos . Mecanismos de defesa dos direitos autorais: STF .REsp n<*-*> 10. obriga ao pagamento de direitos autorais" (3á T.REsp n" 23. Min. Cláudio Santos ."Não se pode em causa de mandado de segurança decidir a controvérsia sobre cessão de diretos autorais" (Pleno . Min. . legítima a defesa de tal direito via ação de interdito proibitório" (3" T.

Direito à imagem e indenização: STF . não possuindo direito autoral. . sem a devida autorização da <012> 184 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS pessoa correspondente."Direito à imagem. implica em locupletamento ilícito à custa de outrem. em virtude da existência de maior exposição à mídia. 5" da Constituição Federal.'relenovela Reexibição sem a autorização do demandante. Rafael Mayer.872/IZI . respeitando-se o direito à vida privada e à honra.11 dez.Apelação Cível n<*-*> 195. p.Hipótese em que o demandante tem direito apenas à própria imagem.A presente proteção prevista pela Constituição de 1988 veio reforçar a titularidade dos direitos do autor. 1 out. Nilson Naves .rel.4-11-92.1981. Tutela à própria imagem: STF . Seção I. No mesmo sentido: TJ/SP . p. parágrafo único. da Constituição da . da Constituição da República.Apelação Cível 181. em anúncio com fim lucrativo. Diário da Justiça. TJ/SP . Proteção à própria imagem e prescrição vintenária: TJ/SP . decorrente inclusive da própria natureza das funç<*-*>es exercidas.605).São Paulo . sem o seu consentimento. de maneira a garantir-lhe propriedade também em relação à exploração de sua própria imagem e voz. da forma do já analisado nos comentários ao inciso XIV do art. o autor optar entre o seu foro e o do local do fato" (3á T."Pretensão de que competente seja o foro do domicílio do autor.RExtr. 5". Min. para fins de publicidade comercial. visto que ele não integra o elenco de criadores da obra intelectual" (rel. Jorge Almeida . n<*-*> 91. Min. diante da utilização de fotograf'ia. 9. 5<*-*>. de acordo com o art.328/SP rel. em conseqüência.rel."Direito à proteção da própria imagem.539-1. que nela figura como ator . XXVIII. a."Direito autoral . do Código de Processo Civil. Em relação a hipóteses que envolvem autoridades públicas. . não podendo. Walter Moraes . Antonio Marson .São Paulo -1-7-92). Diário da Justiça. . Seção I.São Paulo 19-4-94.rel. devem ser expostos ao conhecimento de todos. o presente direito constitucional deve ser interpretado de maneira mais elástica. Tutela jurídica resultante do alcance do direito positivo" (2<*-*> T. outdoor. Além disso. inciso XXVIII. Fotografia. Improcedência.830). que imp<*-*>e a reparação do dano" (l<*-*> T. 100. Indenização pelo uso indevido da imagem. fator muito importante em face da proliferação dos meios de comunicação de massa (rádio.231-6/I<*-*>J . 1982.495-1. Min. porque à espécie não se aplica o art. Direito à imagem e direito autoral: TJ/SP . não raro os fatos que envolvem essas pessoas dizerem respeito ao interesse público."O direito sobre a própria imagem é direito pessoal protegido pelo art.RExtr. políticos.Apelação Cível 169.12. artistas ou assemelhados. Foro competente para ação de reparação do dano pelo uso indevido de imagem da pessoa: STJ . 07/456).REsp nó 27. Indenização. porém. Publiciclade comercial. televisão. A divulgação da imagem da pessoa.Ementário STJ.773-1 . Dj<*-*>ici Falcão. n" 95. por exemplo).Improcedência .rel. sempre.

55 Dos privilégios O verbete inventor (autor de inventos).4-8-94.54 Atividades esportivas e direito de arena A proteção constitucional incide em relação à exploração da imagem nas atividades esportivas. inclusive existindo regulamentação do chamado direito de arena (Lei n" 5. aos nomes de empresas e a outros signos distintivos. po<012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS.672/93). 1" A 5<*-*> 185 rém. tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do país. bem como proteção às criaç<*-*>es industriais. Dessa forma. aparelhagem.213-1/SP . Roberto Fonseca . Cunha Cintra .República e prescreve em vinte anos. Des. Munhoz Soares . como na reprodução de fotografias para compor "álbum de figurinhas". do latim inventore.rel. 177 do Código Civil" (4á CCivil .São Paulo . assume perante o texto constitucional o sentido "daquele que fez uma descoberta ou criou coisa nova. mas não compreende o uso da imagem dos jogadores fora da situação específica do espetáculo.4<*-*> T.Apelação Cível n" 225.rel.JTJ/SP-LEX. bem como a proteção a suas criaç<**>es industriais.) deva produzir resultados à indústria. 5.Ementário STJ. 5.REsp n<*-*>' 46.Apelação Cível n" 167260-1. XXIX . transmissão e retransmissão do espetáculo desportivo público. Cabimento de indenização por utilização de voz sem a devida autorização de seu autor: TJ/SP .eite Cintra -17-8-95. Possibilidade de utilização de imagens genéricas de solenidades públicasdesnecessidade de indenização por dano moral ou material: Apelação Cível n" 232.562-1. aos nomes de empresas e a outros signos distintivos. tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do pais. Necessidade de autorização do representante legal na hipótese de exploração de imagem de menor absolutamente incapaz. industrializável" (cf. Min.rel.São Paulo . ressaltar a especificidade da autorização de exploração da própria imagem.600-1. .7" CCivil .Ag n" 229. interessa à presente proteção que a descoberta ou coisa nova (maquinário. Lei nó 8.rel. em outdoors. à propriedade de marcas. sob pena de indenização por danos materiais e morais: TJ/SP . (STJ . Aurélio). I. em propagandas comerciais diversas etc. 11/149).a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização. Ruy Rosado de Aguiar . de conformidade com o art.420-0/SP .São Paulo -14-5-92. à propriedade das marcas. 100. 161/219). Importante. pois o direito de arena que a lei atribui às entidades esportivas limita-se à fixação. Trata-se de norma constitucional de eficácia limitada que prevê a edição de legislação ordinária garantindo aos autores de inventos industriais o privilégio temporário para sua utilização. instrumentos etc.rel.989/73 e art.

por pendência judicial comprovada ou poimotivo de força maior. 0 art. ainda. 6<*-*> da Lei n<*-*>' 9. misturas. ou. matérias. sem seu consentimento. que apresente nova forma ou disposição. Diário da Justiçc<*-*>. 3. Além disso.18)."A utilização de patente . Seção I. que resulte em melhoria funcional em seu uso ou em sua fabricação (art. à ordem e à saúde públicas. em seu parágrafo único. vender ou importar com estes propósitos o produto objeto de patente. atividade inventiva e aplicação industrial (art. colocar à venda. ressalvada a hipótese de o INPI estar impedido de proc<**><*-*>der ao exame de mérito do pedido. usar. exceto os microorganismos transgênicos que atendam aos três requisitos de patenteabilidade .772/71 prevê a po<*-*>sibilidade de serem registradas como marcas. Lei nó 9. dúvida ou confusão para o consumiclo<*-*>(cf. 80 da Lei n" 5. de 14-5-1996.721/I<*-*>J . A patente confere a seu titular o direito de impedir terceiro.279. Desrespeito ao privilégio e dever de indenizar: STJ . suscetível de aplicação industrial. atividade inventiva e aplicação industrial (art. assegurando-lhe o direito de obter indenização pela exploração indevida de seu objeto. salvo se houver possibilidade de erro. e o todo ou parte dos seres vivos. envolvendo ato inventivo. denominaç<*-*>es semelhantes destinacla<*-*> a distinguir produtos farmacêuticos ou veterinários. 40 da citada lei estabelece que a patente de invenção vigorará pelo prazo de 20 (vinte) anos e a de modelo de utilidade pelo prazo de 15 (quinze) anos contados da data de depósito. aos bons costumes e à srgurança.0 art. de produzir. elc<**>mentos ou produtos de qualquer espécie. STF . bem como a modificação de suas propriedades físico-químicas e os respectivos processos de obtenção ou modificação. 9ó). processo ou produto obtido diretamente por processo patenteado. ou parte deste. Cunha Peixoto.rel.novidade.722/71.RExtr. de 14-5-1996 que revogou a Lei nó 5.279. prevê ao autor de invenção ou modelo de utilidade o direito de obter a patente que lhe garanta a propriedade e o uso exclusivo (privilégio). A lei ressalta ser patenteável a invenção que atenda aos requisitos de novidade. 8ó).16 abr. p. afirma ser patenteável como modelo de utilidade o objeto de uso prático.Pleno . com a mesma finalidade terapêiitica. Produtos farmacêuticos ou veterinários: O art. Cf. quando resultantes de transformação do núcleo atômico. E. a contar d<**>i data de concessão. nó 93. previ<**> que o prazo de vigência não será inferior a 10 (dez) anos para a patente d<**><*-*> invenção e a 7 (sete) anos para a patente de modelo de utilidade. <012> 186 PIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS Importante ressaltar que a própria lei estabelece expressamente qu<*-*><**> não são patenteáveis o que for contrário à moral.407). Min. as substâncias.1982.

."0 registro de marca deve obedecer os requisitos de distinguibilidade. não compreendidos nas proibiç<*-*>es legais. assegurado ao titular seu uso exclusivo em todo o território nacional.ei n" 9. prevê que são suscetíveis de registro como marca os sinais distintivos visualmente perceptíveis. 1" A 5" 187 A propriedade da marca adquire-se pelo registro validamente expedido de acordo com a citada lei. de comércio e de serviço e das express<*-*>es ou sinais de propaganda A l. RT. 23 e seu parágrafo único" (4<*-*> T. De outro lado. Podemos apontar os seguintes preceitos básicos de proteção às marcas de indústria. cumpre observar a natureza da mercadoria. em regra dentro da mesma classe correspondente a determinada atividade (especificidade .772/71). em todos os ramos de atividade. novidade relativa. me%cadorias ou ser viços. podem. Finalidade do registro de marcas: STJ . evitar repetiç<*-*>es ou imitaç<*-*>es que levem terceiros.424-0/SP . ou ainda p%ejuizo pa%a a reputação da marca. novidade relativa.279/96. <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. comércio e de serviço e das express<*-*>es ou sinais de propaganda: <*-*> o registro de marca deve obedecer aos requisitos de distinguibilidade. O registro da marca vigorará pelo prazo de 10 (dez) anos.cf. conferindo proteção aos proprietários que obtiveram o registro com antecedência. 5<*-*> da Lei nó 5. <*-*> a lei consagra o princípio da ante%io%idade de nomes e marcas.11/238). além disso. Produtos diferentes. Min. 5. em seu art. 122. <*-*> a lei pretende evitar registros de marcas idênticas ou semelhantes que levem terceiros a erro. veracidade e licitude. <*-*>a lei permite a existência de registros de marcas e nomes idênticos ou semelhantes em classes correspondentes às atividades diversas. à marca registrada no Brasil considerada de alto renome. para a fabricação de mesas dobráveis.REsp n" 15. Ruy Rosado de AguiarEmentário STJ. na forma do art.56 Das marcas de indústria. perfeitamente identificáveis e inconfundíveis. prorrogável por períodos iguais e sucessivos.rel. acarreta o dever de indenizar. bem como à marca notoriamente conhecida em seu ramo de atividade. desde que não se t%ate de ma%ca notória ou que não haja possibilidade de confusão quanto à o%igem dos produtos.de modelo de utilidade. porque não levam àque- . contados da data da concessão do registro. geralmente o consumidor. Buscam. veracidade e licitude. independentemente de estar previamente depositada ou registrada no Brasil (marcas notórias). sem respeitar o direito de propriedade e de uso exclusivo (art. a engano. 710/186). mediante novo sistema de articulação e travas. A lei prevê proteção especial.

cuja proteção não deve ficar restrita ao ramo de atividade.MS nó 328/DF ."No estágio atual da evolução social. em lugar de diferenciar. Função da marca: TJ/SP . prendendo-se a seus proprietários. pois envolve a própria identifcação do comerciante ou industrial. Vicente Cernicchiaro . os objetivos das firmas litigantes são os mesmos."O direito à exclusividade ao uso de marca em decorrência de seu registro no INPI. é limitado à classe para a qual foi deferido. tratando-se ambas de confecção de roupas femininas" (rel. 03/202). Registro de marca e exclusividade: STJ . 03/203).Apelação Cível n" 166.. . Min.le engano.São Paulo ."Somente não se mostra registrável como marca um nome comercial se a empresa titular deste o puder utilizar para os mesmos fins identificatórios pretendidos pela empresa solicitante do registro da marca (. o tomador de serviços. consagrando-se o fato da anterioridade de nomes e marcas. Min.. enquadrados em outras classes. Ademais. não similares.REsp n" 3. . título do estabelecimento ou insígnias. a proteção da marca não se limita apenas a assegurar direitos e interesses meramente individuais.São Paulo 22-3-94). excetuadas as hipóteses de marcas notórias" (4<*-*> T. outro. como as marcas. Registro de marcas semelhantes e inexistência de erro.REsp n<*-*> 2."0 art.Embargos Infringentes n<*-*> 119. nunca se limitando ao aspecto concorrencial" (rel."O nome comercial representa também um direito exclusivo. Cláudio Santos Ementário STJ. Registro de marcas e proteção ao consumidor: STJ . Roberto Bedran .241-1. mas a própria comunidade.Ementário STJ. 06/258).21-5-92). Sálvio de Figueiredo .rel. 04/209).REsp n<**> 14. o povo em geral.rel. Munhoz Soares . o usuário. Min. e a existência <012> 188 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS de produtos distintos (um produto alimentício. o consumidor. Possível é a coexistência de duas .Ementário STJ.879-1.rel. 59 do Código de Propriedade Industrial assegura ao titular de marca registrada o direito ao seu uso. que lograram registrálos com antecedência. apresentar marcas semelhantes" (lá Seção . Athos Carneiro .Ementário STJ. que melhores elementos terá na aferição da origem do produto e do serviço prestado" (4<*-*> T. Min.3fi70/PR . não abrangendo pois produtos outros.690/SP .230/DF .rel. utilidade doméstica) com a mesma marca" (3á T. Em sentido contrário: TJ/SP .). por proteger o grande público. em suas relaç<*-*>es negociais e de crédito. dúvida ou confusão: STJ ."A função da marca é distinguir e a lei veda registro de outra que possa confundir. J. Produtos distintos e mesma marca: STJ .

ou dúvida.772/71" (4á T. o direito de herança e o direito a sucessão. que é de domínio público" (rel. Assim. art.rel.Marca . haja possibilidade de confusão. sim.ei n<*-*> 5. Ainda nesse sentido: TJ/SP .. havidos ou não da relação do casamento. no dizer de Sílvio <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. a seus sucessores" (Direito civil.Embargos Infringentes n" 181."Propriedade Industrial .Palavra. passando a ter função meramente administrativa" (rel. ou por adoção. 5. Ressalte-se que entidade familiar.Ementário STJ.é garantido o direito de herança. As classes deixaram de servir de base para o exame da colidência de marcas. 7. Cezar Peluso ."O registro de marca em certa classe pré-exclui o registo de marca idêntica. com a conseqüente transmissão a seus herdeiros.Uso da expressão baguetterie . mesmo que a mais recente contenha reprodução parcial da mais antiga e que ambas se destinem à utilização em um mesmo ramo de atividade (.57 Direito de herança A Constituição Federal consagrou. inclusive para fins de herança. são de subclasses diversas e dirigidos a público distinto .Pretendida abstenção de uso . O direito a herança consubstancia-se em verdadeiro corolário ao direito de propriedade. Palavras de domínio público: TJ/SP .São Paulo . Álvaro Lazzarini ..Inteligência do Ato Normativo 51/81 do Instituto Nacional de Marcas e Patentes" (RT 653/9<*-*>6). também é a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes. embora na mesma classe.646-7/IZJ . . da I. para designação de sua atividade comercial de panificação . Reis Kuntz .Denominaç<*-*>es semelhantes . Também cf. .1989. a despeito da diferença dos artigos. 10/249).759-1. 3). n<*-*> 17.REsp n<*-*> 37.Apelação Cível n<*-*> 202. dúvida ou confusão a que alude o art.Guarulhos -10-3-94. p. ademais.Hipótese em que não se utiliza a palavra como marca de produto mas.) se inexistente a possibilidade de erro. quando.Fato que impossibilita confr<*-*>são e conseqüente prejuizo . TJ/SP . não havendo possibilidade de qualquer discriminação relativa à filiação em relação aos filhos. 67. ou parecida.964-1.435-1. e. ou sejam afins. 1=' A 5=' 189 Rodrigues.Produtos que.Abstenção de uso de marca improcedente . São Paulo : Saraiva. XXX . § 4ó e 227."Marca Comercial .Apelação Cível 128. 226. erro. <*-*> 6<*-*>'). todos os filhos terão os mesmos direitos sucessórios (CF. uma vez que o reafirma mesmo após a morte do titular dos bens.Improcedência . "o conjunto de princípios jurídicos que disciplinam a transmissão do patrimônio de uma pessoa que morreu. noutra classe. v.5-4-94). ao garantir por meio do inciso XXX. que é.marcas no universo mercantil. Min. apurável à luz dos ramos de atividade que guardem alguma relação.Santos).5-3-91. rel. Sálvio De Figueiredo .

Seção I.rel.REsp n" 11.Sucessão e irretroatividade da nortna constitucional: STF . Direito de herança e prazo prescricional: STJ . Luiz Vicente Cernicchiaro Ementário STJ. O referido acórdão foi prolatado na vigência da Constituição de 1946.366). 1961. Existe. Seção I. . sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus."É de vinte anos o prazo para o herdeiro. 227.3" T. 1995. Diário da Justiça. os direitos dos herdeiros naturais (ordem de vocação hereditária).10/069.374-2/SP . XXXI .6á T. 07/129). desde que sejam herdeiros. antigo precedente do Supremo Tribunal Federal t. não comportando assim. prevendo em seu art. n" 162. pela lei da época da abertura da sucessão.a sucessão de bens de estrangeiros situados no país será regulada pela lei brasileira em benefzcio do cônjuge ou dos <*-*>Ihos brasileiros. Diário da Justiça. Ressalte-se que a locução constitucional utilizada. engloba todas as normas referentes à transmissão de bens em virtude da morte.rel. Waldemar ZveiterEmentário STJ. Min. parágrafo único. determinando a aplicação da lei que lhes seja mais favorável. n<*-*> 31. postular seu quinhão hereditário com a decorrente anulação da partilha em que foi preterido" (4á T. Octávio Gallotti. 165: "A voçação . que dava ao assunto o mesmo tratamento. p. 28.556-0/MG . sucessão de bens. o disposto no art. 8 set. eficácia retroativa. . p. ou seja.RTJ.668-0/SP .rel. No mesmo sentido: S'1`J . 24 jul. .rel. 00220 . pois a finalidade constitucional é a proteção dos descendentes brasileiros convocados à herança. nesse sentido.rel."Rege-se.Ementário STJ. incluindo-se. Athos Carneiro .58 Sucessão de bens de estrangeiros situados no país A presente norma constitucional protege os herdeiros brasileiros (cônjuge supérstite ou descendentes) em relação à sucessão de bens de estrangeiros situados no país. 05/466). da Constituição" (l<*-*> T. Luis Gallotti.064 . testamentários e legatários. a sucessão legítima ou testamentária. 5.REsp n<*-*> 17. Min.350/SP .RExtr. concorrente<012> 190 DIRETTOS HUMANOS FUNDAMENTAIS mente. No sentido da irretroatividade das normas definidoras da sucessão: STJ . O presente preceito constitucional que favorece o cônjuge e os filhos brasileiros na sucessão de bens de estrangeiros situados no país também abrange os netos brasileiros.REsp n" 46. 16/63). Min.RExtr. Min. Min. que não foi citado e não participou do processo de inventário. a capacidade de suceder.otalmente aplicável à Constituição atual (Pleno .

para suceder em bens de estrangeiros existentes no Brasil será regulada pela lei brasileira e em benefi'cio do cônjuge ou de filhos de brasileiros.703/93. 8.078/90.1" A 5<*-*> 191 valer seus direitos mais básicos. mas também os mecanismos de proteção e efetividade dos direitos do consumidor. O de cujus estrangeiro poderia ser domiciliado no Brasil. 5.ei n" 8. demonstrou a preocupação do legislador constituinte com essa matéria. será a que regerá a sucessão dos bens aqui situados.008/95. estabelecendo as regras necessárias à proteção das relaç<*-*>es de consumo e do próprio consumidor. de modo a determinar-se a edição de norma ordinária regulamentando não só as relaç<*-*>es de consumo. 5ó da Constituição Federal de 1988 demonstra a preocupação do legislador constituinte com as modernas relaç<*-*>es de consumo. e com a necessidade de proteção do hipossuficiente economicamente. teríamos a aplicação do critério jus patriae. em seu art. São Paulo : Saraiva. o de cujus estrangeiro poderia ser domiciliado no Exterior. quando aplicar-se-ia em relação aos bens aqui situados. dentro de 120 dias da promulgação da Constituição. Nessa hipótese. continha idêntica previsão. Nesse caso. regulamentou o presente preceito constitucional.o Estado promoverá. na vigência da Constituição anterior. 9Z98/96). cujo art. p. de proteção ao consumidor. XXXII . O próprio Ato das disposiç<*-*>es constitucionais transitórias. por exemplo. aplicando-se o chamado critério forum rei sitae. regeria sua sucessão. a saúde. "essa regra constitucional se aplica tanto à sucessão aberta no exterior como à ocorrida no Brasil" (Constituição Federal anotada. sempre que lhes não seja mais favorável a lei nacional do de cujus. 484). quando então sua sucessão reger-se-ia. 153. A edição do Código de Defesa do Consumidor (l. o citado código acabou sendo editado. § 33. o inciso XXXII do art. A inexistência de instrumentos eficazes de proteção ao consumidor para fazer <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. Por outro lado. Essa nova visão constitucional. porém. 48. deve ser compati- . elaborar código de defesa do consumidor.656/93.59 Defesa do consumidor Tratando-se de novidade constitucional em termos de direitos individuais. na forma da lei. 9. solucionadas cotn a aplicação desse mesmo direito constitucional. Apesar do descumprimento do prazo.1985. como. em regra. pela própria lei brasileira. em regra. alterada parcialmente pelas Leis n<*-*><*-*> 8. Como salientou Celso de Mello. o transporte. ao determinar que o Congresso Nacional deveria. 2. em termos de inovação do rol dos direitos humanos fundamentais. ed. a alimentação. salvo se a lei de seu país de origem fosse mais favorável ao cônjuge supérstite ou a seus descendentes brasileiros. se a lei brasileira for mais favorável ao cônjuge supérstite ou aos descendentes brasileiros. a defesa do consumidor." Note-se que poderemos ter duas situaç<*-*>es diversas. quando então seria a lei estrangeira que. fez sua defesa ser erigida como um direito individual.

por prazo superior a cinco anos. 12/137.84fr0/SP . Cf. Min.rel.REsp nó 37. não se fornecerá a seu respeito informação. XXXIII . como a livre iniciativa e a livre concorrência.12/006. 11/127. Tratando-se. nenhum dado negativo persistirá em bancos de dados e cadastros de consumidores.REsp n" 78.REsp n" 38. Min. Assim. Irretroatividade do Código de Defesa do Consumidor: STJ .Ementário STJ. 43. "em face da atual Constituição.rel. independentemente do paga- . n" 0319/DF .rel. Min. 30 abr.Ementário STJ.563).rel.624-0/RS . .4<*-*> T. Diário da Justiça. da Lei n" 8. .rel.T.rel. pode o Estado. de dívida não paga.REsp nó 22.rel. Min.337-8/RS . Seção I. em prazo menor. 7. Min. p. Ementário STJ. Costa Leite .3á T. Min. Cláudio Santos . XXXIV . . que serão prestadas no prazo da lei. STJ . No mesmo sen<012> 192 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS tido: STJ ."Correta a decisão ue afastou a incidência do Código do Consumidor.rel. Barros Monteiro<*-*> STJ .16/90.1993.Ementário STJ. verificar-se a prescrição (3. pelos Sistemas de Proteção ao Crédito de que possa resultar<*-*>dificuldade de acesso ao crédito."Consoante o disposto no § 1" do art. por via legislativa. Min.REsp nó 48. ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindivel à segurança da sociedade e do Estado. sob pena de responsabilidade. Edson Vidigal . ou de interesse coletivo ou geral. ainda. Min.430-5/SP .bilizada com preceitos tradicionais em nossas Constituiç<*-*>es. abusivo que é o poder econômico que visa ao aumento arbitrário dos lucros" (PlenoADin. . Moreira Alves. n<*-*> 58.questão de ordem .4á T. se.3" T.REsp n14. para conciliar o fundamento da livre iniciativa e do princípio da livre concorrência com os da defesa do consumidor e da redução das desigualdades sociais. entretanto. 06/008l.787-0/MG . regular a política de preços de bens e de serviços.4á T<*-*> .Ementário STJ 10/181).639-0/SP . Sálvio de Figueiredo .todos têm direito a receber dos órgãos públicos infor maç<*-*>es de seu interesse particular.são a todos assegurados.AgRg no Ag. o qual não pode alcançar contraó constituído antes de sua vigência. . em conformidade com os ditames da justiça social. STJ . Eduardo Ribeiro . conforme já decidiu o Supremo Tribunal Federal. STJ .078/90. Proteção do consumidor e informaç<*-*>es pessoais negativas: STJ .Ementário STJ. Ruy Rosado de Aguiar. por força do princípio da irretroatividade" (5á T.431-6/SP .

de correção por meio c1e mandado de segurança (STJ . eii<*-*> fornecer as informaç<*-*>es solicitadas. do Distrito Federal e dos Municípios.RMS nó 3.6<*-*> T. requeridas aos órgãos da administração centralizada ou autárquica. desde que clemonstrado seu legítimo interesse (RTJ. jamais sob hipóteses ou conjecturas relacionadas a situaç<*-*>es ainda a serem esclarecidas (RTJ. às em<012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. passível. I. ed.6" T. . "é evidente que a administração pública não pode certificar sobre documentos inexistentes em seus registros" e indicação de finalidade (Constituição federal anotada. 294/454). 1985. 5. deverão ser expedidas no prazo improrrogável de quinze dias. portanto. 18/77). 128/627).195-1/SP.735-5-MG . novamente. Min. 488). contado do registro do pedido no órgão expedidorArt. civil e criminal. foi consagrado como o direito líquido e certo de qualquer pessoa à obtenção de certidão para defesa de um direito (RTJ.051/95 . por ilegalidade ou abuso de poder.mento de taxas: b) a obtenção de certid<*-*>es em repartiç<*-*>es públicas. sob pena de responsabilização política. São Paulo : Saraiva."A garantia constitucional que assegura a todos a obtenÇão de certid<*-*>es em repartiç<*-*>es públicas é de natureza indivi- . ausência de sigilo. A esse direito corresponcle a obrigatoriedade do Estado. Ressalte-se que o direito à expedição de certidão engloba o esclarecimento de situaç<*-*>es já ocorridas.RMS n" 5. res habilis (atos administrativos e atos judiciais são objetos certificáveis).1<*-*> A 5" 193 presas públicas.ei n<*-*> 9. Como salienta o autor. 109/1200). deverão os interessados fazer constar esclarecimentos relativos aos fins e raz<*-*>es do pedido. RÍ<*-*>. Celso de Mello aponta os pressupostos necessários para a utilização do direito de certidão: legitimo interesse (existência de direito individual ou da coletividade a ser defendido). 2. . Natureza individual do direito de certidão: STJ . o chamado direito de certidão. salvo nas hipóteses constitucionais de sigilo. Vicente Leal . 1" As certid<*-*>es para a defesa e esclarecimentos de situaç<*-*>es. às sociedades de economia mista e às fundaç<*-*>es públicas da União. STJ .Ementário STJ. Cf. dos Estados. para defesa de direitos e esclarecimento de situaç<*-*>es de interesse pessoal.rel.60 Direito de certidão Tradicional previsão constitucional. A negativa estatal ao fornecimento das informaç<*-*>es englobadas pelci direito de certidão configura o desrespeito a um direito líquido e certo. 2<*-*> Nos requerimentos que objetivam a obtenção das certid<*-*>es a que se refere esta Lei. p.Art. 15/203.

explicitando o uso do documento. obter a Certidão da Repartição de Registro das Distribuiç<*-*>es Criminais com a anotação de `nada consta' " (5á T. considerar. às vezes desairosa. 5 a 11-3-1997 p. deve ser facilitado o acesso e reconhecido o direito de certidão (CF. Daí a possibilidade de alguém solicitar certidão para identificá-lo. é direito líquido e certo do recorrente. 5<*-*>. Informaç<*-*>es sigilosas em concurso público: STJ . A expedição de certidão.Ementário STJ.rel. Min. inquérito policial e proteção à honra: STJ .17-10-1995 . os efeitos negativos decorrentes dessa certidão."Em concurso público.rel. LV). evitando-se publicidade negativa.dual. por isso.u . evidenciando. Humberto Gomes de Barros . inerente à cidadania. resultando. Ultrapassado o prazo legal para concluir o inquérito.195-1/SP . Cumpre. .e). que o indiciado praticou a infração penal. é conduta lícita. Adhemar Maciel ."Sendo atípica a conduta do acusado. Na hipótese dos autos. Somente assim.495-0/SP . .922-6/SP . em príncipio.rel. A este. Min.AASP n<*-*> 1993. sendo obrigatória a sua expedição quando se destina à defesa de direitos e esclarecimento de situaç<*-*>es de interesse pessoal do requerente. por isso. 5<*-*>'. 0 sigilo que reveste as informaç<*-*>es prestadas no procedimento de concurso público não alcança o candidato a quem tais informes se referem.735-5-MG .rel.RMS n<*-*> 1. 09/013). a certidão somente será expedida por solicitação de Magistrado. autoridade policial ou agente do Estado. O Estado busca identificar autoria e recolher elementos da materialidade de infração penal."A instauração do inquérito policial.RMS nó 1. consoante a nossa cultura. Min. Min." (6" T. .15/203). que estigmatiza a pessoa antes da condenação. art.RMS n<*-*> 3. em trancamento da Ação Penal. Vicente Leal . X<*-*>YIV)" (lá T. membro do Ministério Público. até prova em contrário. 20 . art. Direito de certidão e fato atípico: STJ .v. Tal garantia não pode ser invocada por advogado que pretende obter cópia de procedimento disciplinar instaurado contra servidor do qual não detém mandato de patrocínio" (6á T. capazes de o excluírem do certame. o candidato deve ser ouvido sobre informaç<*-*>es pejorativas. deve ser disciplinada. .Ementário STJ.RMS n" 5. porém. 0 exato significado jurídico do inquérito só é conhecido de técnicos. Direito de certidão. dá-se eficácia à garantia constitucional do contraditório (CF. não há registro a fazer que possa lhe causar prejuízo. .j. em requerimento fundamentado.

O livre acesso aos terminais do Insti<012> 194 DIREITOS HUMANOS FUNPAMENTAIS tuto de Identificação fere direito daqueles protegidos pelo manto da reabilitação. Não fosse assim. mantendo-se tão-somente nos arquivos do Poder Judiciário" (2á T. assegurando-o a todos. por meio da interposição de petiç<*-*>es.Ementário STJ. ao que se imp<*-*>e sigilo. A Constituição Federal consagra no art. Min. o direito de petição aos Poderes Públicos. a exclusão das anotaç<*-*>es no Instituto.rel. não pode a Administração Pública recusar-se a foroecer as informaç<*-*>es solicitadas. durante a Idade Média. Direito de certidão e reabilitação: STJ .452/SP . em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder. A reabilitação alcança quaisquer penas aplicadas em sentença definitiva. XXXIV . independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos poderes públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder. sob nenhum pretexto. assegurando ao condenado o sigilo dos registros sobre seu processo e condenação.Edson Vidigal . nem em certidão extraída dos livros do juízo. assim. estaria aquela exercitando conduta à margem da lei e assim violando direito líquido e certo" ( 14á CCível . . representaç<*-*>es ou reclamaç<*-*>es efetuadas conjuntamente por mais de uma pessoa. 5<*-*>. Igualmente. 05/272). por meio do right of petition."Condenaç<*-*>es anteriores não serão mencionadas na folha de antecedentes do reabilitado. como a da Pensilvânia de 1776 (art. salvo quando requisitado por Juízo Criminal. que permitiu aos súditos que dirigissem petiç<*-*>es ao rei. Cível nó 271. Imp<*-*>ese. Pode ser definido como o direito que pertence a uma pessoa de invocar a atenção dos poderes públicos sobre uma questão ou uma situação. consolidando-se no Bill of Rights de 1689.14/545). X<*-*>IV.RMS n<*-*> 5. 16). 5-9-1995).61 Direito de petição Historicamente.Ap.054-26/SP . Franklin Neiva. ."Exceção feita às ressalvas legais referentes à segurança da sociedade e do Estado. Des. foi previsto nas clássicas Declaraç<*-*>es de Direitos. o direito de petição nasceu na Inglaterra. e também na Constituição francesa de 1791 (art. Hélio MosimannEmentário STJ.são a todos assegurados. 3"). 5. Obrigatoriedade do direito de certidão: TJ/SP . A Constituição Federal de 1988 não obsta o exercício do direito de petição coletiva ou conjunta. j.rel. independentemente do pagamento de taxas.

2á T. de responsabilizar o servidor público omisso.AMS 89. 1990. haverá possibilidade.. Constituição. A finalidade do direito de petição é dar-se notícia do fato ilegal ou abusivo ao Poder Público. MOREIRA. Acentue-se que. obrigando as autoridades públicas endereçadas ao recebimento. Legislativo. cit..rel. 0 exercício do direito de petição não exige seu endereçamento ao órgão competente para tomada de providências.Diário da Justiça. ao exame e. instrumentaliza-se por meio deste.01. Op..1<*-*> A 5" 195 vinculado da comprovação da existência de qualquer lesão a interesses próprios do peticionário (TRF lá R. pela Constituição brasileira. que são aquelas apresentadas por uma pessoa jurídica em representação dos respectivos membros (CANOTILHO. administrativa e penalmente.24751-8 . devendo. ou ainda. cit. oferecido a tran<012> . 279).. sob pena de configurar-se violação ao direito líquido e certo do peticionário. sanável por intermédio de mandado de segurança. Executivo e Judiciário. se necessário for. bem como ao Ministério Público. J. p. TRF lá R. . Seção II. art.REO 90. o direito de apresentar reclamaç<*-*>es aos Poderes Públicos. quem recebê-la. seu exercício está des<012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS AI<*-*>fS. apesar do direito de representação possuir objeto distinto do direito de petição. contra ilegalidade ou abuso de poder.Observe-se que essa modalidade não se confunde com as petiç<*-*>es em nome coletivo. pois. 280).DF . requisitado diligências ou proposto o arquivamento. ou seja. quando esgotado o prazo legal não tiver o Par quet oferecido denúncia. A Constituição Federal assegura a qualquer pessoa. Op. contra as autoridades que. Juiz Souza Prudente . .ei de abuso de autoridade). posterior. acusação formal em substituição ao Ministério Público. exemplo de exercício do direito de petição vem expresso na Lei nó 4. de caráter essencialmente informal. civil.03175-7 . apesar da impossibilidade de obrigar-se o Poder Público competente à adoção de medidas para sanar eventuais ilegalidades ou abusos de poder. 5<*-*>. Gomes. no exercício de suas funç<*-*>es. Constituição. 30/142.898/65 (I. civil e penal. Vital. nas infraç<*-*>es penais de menor potencial ofensivo. O Direito de Petição não poderá ser utilizado como sucedâneo da ação penal. Gomes.1990). LIX). J. Seção II. J. que prevê em seu art.Rel. Dessa forma.MG .Diário da Justiça. p. física ou jurídica. J. para que providencie as medidas adequadas. . diretamente em juízo criminal. Note-se que. apesar de sua forma escrita. são regulados pela presente Lei. à resposta em prazo razoável. como instrumento de participação político-fiscalizatório dos negócios do Estado que tem por finalidade a defesa da legalidade constitucional e do interesse público geral. MOREIRA. 5 nov. Vital. Na legislação ordinária. Juiz Hércules Quasímodo ." 0 direito de petição possui eficácia constitucional. que somente poderá ser utilizada quando da inércia do Ministério Público. O direito em análise constitui uma prerrogativa democrática. A Constituição Federal prevê uma única e excepcional norma sobre ação penal privada subsidiária da pública (CF. 15 abr. cometerem abusos.01. nacional ou estrangeira. e independe do pagamento de taxas.1": "O direito de representação e o processo de responsabilidade administrativa.2á T. No mesmo sentido: CANOTILHO. de forma a oferecer-se. encaminhá-la à autoridade competente (RDA.

Min. rel. em cumprimento ao art.1995. Min. Trata-se de instrumento jurídico-constitucional posto à disposição de qualquer interessado ."O exercício do direito de petiçào. p. 1993. pois para esse fim é imprescindível a representação do peticionário por advogado" (PlenoAgravo regimental em petição n<*-*> 762/BA . mas não é parte legítima para comandar a ação popular penal. 40 do CPP" (RTJ. Seção I. 5<*-*>. a garantia de estar em juízo.medida cautelar . Se há notícia veemente e verossímil de crimes nas pe<*-*>as dos autos.158-4 DFrel.941. Min. litigando em nome próprio ou como representante de terceiro. Octávio Gallotti. Seção I. por si só."O direito de petição.Inquérito nó 1. 5. 1996.16. presente em todas as Constituiç<*-*>es brasileiras. p. a.rel. STF . 7. 1996. 5. 1994. Min. não estiver devidamente habilitado. Diário da Justiça."O direito de petição não implica. STF . 27. Inexistência de legitimidade popular para propositura da ação penal: STF"Qualquer do povo tem direito a delatio criminis. da Constituição.Inquérito nó 1. Diário da Justiça. Seção I.514. como já ocorre no habeas corpus e na revisão criminal. Celso de Mello. 8 set. Diário da Justiça. qualifica-se como importante prerrogativa de caráter democrático. RTJ. perante as instituiç<*-*>es estatais. 15 ago. Sepúlveda Pertence. p.615).I 96 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS sação penal (STF . .877). Min. perante juízos e Tribunais" (Pleno . Néri da Silveira.Pleno . excepcionalmente. Min.rel. de direitos ou valores revestidos tanto de natureza pessoal quanto de significação coletiva" (PlenoADin. Sydney Sanches. Direito de petição e direito de ação: STF . embora não advogado inscrito na OAB. Min. não se confunde com o de obter decisão judicial a respeito de qualquer pretensão. de que trata o art. 21 maio 1996.Inquérito n" 726 (AgRg)/I<*-*>T. Sydney Sanches. p. Seção I. n<*-*> 1247/PA .Agravo regimental em petição n<*-*> 607/CE .111-8/BA . Finalidade do direito de petição: STF .mesmo aqueles destituídos de personalidade jurídica . Diário da Justiça. p. continua existindo a possibilidade de a lei outorgar o ius postulandi a qualquer pessoa. Diário da Justiça. Assim.rel. Ilmar Galvão. remetam-se cópias ou os próprios autos ao Chefe do Ministério Público. 2 abr. Seção I. Constituem exceç<*-*>es as hipóteses em que o cidadão. na forma da lei. p. 28.354).com a explícita finalidade de viabilizar a defesa.rel. 154/410.rel. 5 mar. No mesmo sentido: STF . junto aos poderes públicos.Inquérito n<*-*> 929-6/MG . para isso.240). 51/409). 8 abr. pode requerer. Diário da Justiça. se. Se<*-*>ão I. XXXIV. STF .

Portanto. 5<*-*>. 91). mediante lesão ou ameaça (art. caracterizam-se pela plausibilidade e constitucionalidade. p.a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. Assim.114-2 . independentemente de lei especial que a outorgue. porém.).. deverá aplicar o direito ao caso concreto. "podemos verificar que o direito de ação é um direito cívico e abstrato.Direito de petição e recurso administrativo: TJ/SP . 1994. <*-*>. é um direito subjetivo à sentença tout court. apesar de limitadoras. a necessidade de serem preenchidas as condiç<*-*>es da ação e os pressupostos processuais. uma vez que se trata de requisitos objetivos e genéricos. violado o direito de petição do recorrente . essas previs<*-*>es não encontram qualquer incompatibilidade com a norma constitucional. . confundir-se negativa da prestação jurisdicional com ausência de julgamento do mérito por carência de ação (STF . XXXIV. determinando a Constituição Federal sua garantia. que não limitam o acesso à Justiça. igualmente irrelevante ter razão ou não o recorrente" (rel. bem como a observância dos prazos prescricionais e decadenciais para o exercício do direito de ação.30-3-93). XXXV . vale dizer."Recusa da autoridade impetrada em receber a petição de recurso administrativo .1<*-*> A 5=' 197 5.RExtr. <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. Importante. será chamado a intervir o Poder Judiciário.lá T. pois a indeclinabilidade da prestação judicial é princípio básico que rege a jurisdição (RTJ. pouco importando haver-se competente ou não a autoridade para sua apreciação. uma vez que a toda violação de um direito responde uma ação correlativa.São Vicente .. 5ó. seja essa de acolhimento ou de rejeição da pretensão. conforme salienta Nelson Nery Junior (Principios do processo civil na Constituição Federal. salientar que o Poder Judiciário. são previs<*-*>es que. O fato de a Constituição Federal reconhecer a todas as pessoas o direito a obter a tutela judicial efetiva por parte dos juízes ou Tribunais no exercício de seus direitos e interesses legítimos não as desobriga ao cumprimento às condiç<*-*>es da ação e dos pressupostos processuais legalmente estabelecidos. sempre que houver violação do direito. desde que haja plausibilidade da ameaça ao direito. Nelson Schiesari .Apelação Cível n" 199.art. . mas sim regulamentam-no. Não há. no exercício da jurisdição. é obrigado a efetivar o pedido de prestação judicial requerido pela parte de forma regular. São Paulo : RT. a. Dessa forma. igualmente.62 Apreciação de amea<*-*>a ou lesão a direito pelo Poder Judiciário 0 princípio da legalidade é basilar na existência do Estado de Direito. Tem-se inconstitucional a recusa ao recebimento de petição referente a recurso administrativo. que. Dessa forma. desde que preenchidas as condiç<*-*>es da ação". 99/790).Ato manifestamente inconstitucional. da Constituição da República (.

HC n" 68653/DF . 6. p. 1995. Engloba a ent>e#. Min. para que a interrupção dos serviços de um setor do seu mecanismo não frustre o direito dos que reclamam a prestação de Justiça" (1" T.RExtr. Marco Aurélio.1995. .Ementário.rel. quando reconhece a legitimação do ti- . Rg. Ilmar Galvão.<*-*>i da prestação jurisdicional da forma mais completa e convincente possível" (2ã 'I. Marco Aurélio. porém sua excessividade. Moreira Alves. . art. 24. em casos inadiáveis. 5<*-*>'.933/SP . Seção I. Min.906). 18 dez.rel.Agravo regimental em agravo de instrumento ou de petição n'' 157. Seção I. Uiário da Justiça. Taxa judiciária e acesso à Justiça: A fxação de taxa judiciária para o exercício d<*-*><*-*> direito de ação não encontra óbice na Carta Magna. p. .Agravo Regimental em Agravo de Instrumento n" 135850/SP . 5<*-*>'. Seção I. 8. 5" da Carta da República" (2á T.16. 4. n<**> 242/SP . Essência da prestação jurisdicional II: STF .Ag. mesmo que seja errônea <012> 198 ÍlIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS (STF . Diário da Justiça. 24 maio 1991. pois."Poder Nacional.. p. Diário da Justiça. n" 158.rel. p.084/MG . 1991. <*-*>. 24. p. a jurisprudência brasileira. .2á T. será inconstitucional (RTJ. ou ainda. Min."A ordem jurídico-constitucional assegura aos cidadãos o acesso ao Judiciário em concepção maior. n<*-*>' 172.lá T. Judiciário e efetiva prestação jurisdicional: STF .023/I<*-*>J . Min. Ol/165). Sepúlveda Pertence.RExtr.111).rel. Seção I. Diário da Justiça.n" 145.rel. Costa Leite . 3 mar. Min.774). . com prestação jurisdicional contrária à pretensão da parte (STF .112/34). Diário da Justiça. Seção I. 28 jun. p. Nisto está a essência da norma inserta no inciso X<*-*><*-*>XV do art. Essência da prestação jurisdicional I: STF . emitindo o Estado juiz entendimento explícito sobre as matérias de defesa veiculadas pelas partes.923). Min. Seção I. ao Judiciário incumbe prover. 18 ago. jungido à garantia constitucional da jurisdição (CF.rel. no Ag.6á T. Diáriu da Justiça."A garantia constitucional alusiva ao acesso ao Judiciário engloba a entrega da prestação jurisdicional de forma completa. do art. Todas essas hipóteses são plausíveis e constitucionais com o inciso XXV. 1992. d<**><*-*> modo a criar obstáculos discriminatórios de acesso a justiça. Min.655-9/PA .388) ou extinção de punibilidade (STJ . Carlos Velloso.567). 2 maio 1997. Legitimação de titular de função pública para mandado de segurança: STF"Incensurável.rel.

623/DF" (Pleno . tendente a obstar ou usurpar o exercício da integralidade de seus poderes ou competências: A solução negativa importaria em subtrair da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça de direito" (Pleno . MS n<*-*> 21.15 maio 1992. Carlos Velloso. O1/165).MS n<*-*> 21.desrespeito ao art. Inexistência de ofensa ao item XXXV.Ementário STJ. 6. 5<*-*> da Constituição" (6á T. Sepúlveda Pertence. Diário da Justiça. do candidato. excluindo-o do concurso sem que sejam fornecidos os motivos. Min. CF. Ter direito constitucional de ação significa poder deduzir pretensão em juízo e também poder dela de<*-*> fender-se. Direito de ação: `"Todos têm acesso à justiça para postular tutela jurisdicional preventiva ou reparatória de um direito individual. 1" A 5" 199 a tutela jurisdicional porque não terá como verificar o acerto ou o desacerto de tais critérios. estaria sendo afastada da apreciação do Judiciário.critérios subjetivos de avaliação . ou em critérios não revelados.556/PR . se a lesão é praticada com base em critérios subjetivos. Diário da Justiça. X<**><*-*>XV. com a assistência jurídica . Carlos Velloso. Extinção de punibilidade: STJ . que atenta contra o princípio da inafastabilidade do conhecimento do Poder Judiciário de lesão ou ameaça a direito. Min. Concurso . a verificação sigilosa sobre a conduta. 6."Controle judicial do impeachment: possibilidade. Diário da Justiça. poiexemplo. Min."A extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva prejudica o exame do mérito da apelação.Ag. 5".1993. n" 242/SP rel.rel. Costa Leite . n" 25.941/DF (RTJ. Ilegitimidade do ato. 23 abr. 142/88). 7 abr.MS n" 21689/DF .rel. É que. Seção I.RExtr. p. Precedentes do STF: MS n" 20. 8.239/DF . Rg. X<**><*-*>XV: STF . coletivo ou difuso. A facilitação do acesso do necessitado à justiça. como. art.rel.920). p. fica o Judiciário impossibilitado de prestar <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. Seção I.1995.786). desde que se alegue lesão ou ameaça a direito.tular de uma função pública para requerer segurança contra ato do detentor de outra. p."Exame e avalização de candidato com base em critérios subjetivos. lesão a direito" (Pleno . .564/DF e MS n" 21. art.871). Controle jurisdicional do impeachment: STF . Por via oblíqua. Seção I. pública e privada. 5<*-*>. no Ag. Min.

<012> 200 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS porém. verdadeiro obstáculo ao princípio do livre acesso ao Poder Judiciário. condicionar o acesso ao Judiciário ao término do processo administrativo. 217. § 4") (NERY JR. art. 5. NERY.137). Código de. 267. de que a lei condicionasse o ingresso em juízo à exaustão das vias administrativas. afastou a necessidade da chamada jurisdição condicionada ou instância administrativa de curso forçado. Por sua vez. 4. A Constituição Federal de 1988.136). Todo expediente destinado a impedir ou dificultar sobremodo a ação ou a defesa no processo civil constitui ofensa ao princípio constitucional do direito de ação. É preciso. que a parte preencha as condiç<*-*>es da ação (CPC. Esgotamento das vias administrativas: Não pode a lei infraconstitucional condicionar o acesso ao Poder Judiciário ao esgotamento da via administrativa como ocorria no sistema revogado (CF/67. IXXI<*-*> é manifestação do princípio do direito de ação. já que rtão é prevista quanto a outras modalidades de contencioso administrativo que se conhecem no Pais" (Comentários. cit.63 Inexistência da jurisdição condicionada ou instância administrativa de curso forçado Inexiste a obrigatoriedade de esgotamento da instância administrativa para que a parte possa acessar o Judiciário. excepcionalmente. cit. contados da instauração do processo. 5". trata-se de uma exceção ao art. reguladas em lei (CF. Rosa Maria Andrade.. pois a justiça desportiva terá o prazo máximo de 60 dias. art. cit. 5. Op.. nos casos de aç<*-*>es relativas à disciplina e às competiç<*-*>es desportivas.64 Acesso ao Judiciário e à justiça desportiva A própria Constituição Federal exige. o prévio acesso às instâncias da justiça desportiva. 186). diferentemente da anterior. 5. contudo. pois já se decidiu pela inexigibilidade de exaurimento das vias administrativas para obter-se o provimento judicial (RP. para proferir decisão final (CF.. p. Rosa Maria Andrade. Vp para que possa obter sentença de mérito" (NERY JR. cit. 89). p. art. sem.integral (CF. NERY.. art.. v. entretanto. Op. Op.. 5". Nelson.. v. na jxação do prazo. 7. Nelson. XXXV. Deveria dizer que a decisão final deve ser proferida obrigatoriamente em prazo que nunca cause prejuizo ao adiamento e à conclusão da competição" (Comentários. § 2").. afirmando que é "uma exceção escandalosa. Para Manoel Gonçalves Ferreira Filho. que a Emenda Constitucional nó 7 à Constituição anterior estabelecera. 60/224). Op. 217. uma vez que excluiu a permissão. Pinto Ferreira critica a previsão de prazo de 60 dias. p. dizendo que "não andou bem..65 Inexistência da obrigatoriedade de .. § ló). p. 153. art. Código de.

como analisado por Alcino Pinto Falcão. Dessa forma. bem como prevê a existência de alguns recursos (ordinários constiLucionais.. 0 mesmo ocorre. 1=' A 5" 201 de fato e de uma instância de revisão quanto a quest<*-*>es de direito" (Direito. 653). n" 63 de 17-387.. Op. in DR II. frise-se. citando acórdão do mesmo (estudo monográfico vindo a lume no referido Jahrbuch. há competências originárias em que não haverá o chamado duplo grau de jurisdição. limitaram-se a apenas mencionar a existência de tribunais. mas como órgão judicial. 255). conferindo-lhes competência recursal. n" 192 de 20-8-88. in DR I. Como observa Nelson Nery Junior. p. e de cujas decis<*-*>es não há recurso para nenhum tribunal. os membros do Congresso. Da decisão do STF nas infraç<*-*>es penais comuns em que figure como acusado o Presidente da República (bem como o Vice-presidente. cit. Ac 65/88. como. Isto nada tem de inaudito. 127)" (Comentários. in DR I. II. n" 33 de 8-2-91.152). O direito a um duplo grau de jurisdição não é. cit. um direito fundamental. o direito a um duplo grau de jurisdição (cfr. Outros acórdãos no mesmo sentido: Ac TC. no direito português. que deixa consignado que "a cláusula não obriga por si só a que para todas as hipóteses tenha que haver duplo grau de jurisdição. nas aç<*-*>es de competência originária dos Tribunais. prima facie. Não obrigatoriedade do duplo grau de jurisdição: STF . n<*-*> 85 de 11-4-87. quando julga o Presidente da República. 1. n" 148 de 30-6-89. in DR II. não obstante a liberdade de conformação deste. não procede como órgão legislativo. mas a regra . p.. nó 340/90). por exemplo."0 Senado. Ac 358/86. onde "o Tribunal Constitucional tem entendido que o direito de acesso aos tribunais não garante. Op. especial. Ac TC. cit. por exemplo. p. e em todos os casos. extraordinário). v. como salientado por Canotilho. ano de 1958. p. havia previsão para a existência do recurso.. "as constituiç<*-*>es que se lhe seguiram (à de 1824). in DR II. não garantia absoluta ao duplo grau de jurisdição" (Principios. n" 219/89.. v. Mas. exercendo jurisdição recebida da Constituição. e no direito alemão. portanto. desde logo quanto ao valor das alçadas. Ac 359/86. Ac 38/87. Op. n" 124/90.. os seus próprios Ministros e o . é a da existência de duas instâncias quanto a matéria <012> COMENTÁRIOS DOUTRINARIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. em estudo sobre a jurisprudência do Tribunal Constitucional. é o que realça o juiz constitucional alemão Benhard Wolff. n" 85 de 11-4-87. porém não existe a obrigatoriedade do duplo grau de jurisdição. Ac TC.duplo grau de jurisdição Menciona a Constituição Federal a existência de juízes e Tribunais.que não poderá ser subvertida pelo legislador. necessariamente. in DR II. Implicitamente.

Com efeito. Do que está o seu beneficiário imunizado é de oscilaç<*-*>es de forma aportadas pela lei nova" (BASTOS. pois . cujo processo legislativo deve respeitar. Isto não quer dizer.871). p. por si só. Celso. 24 maio 1995. segundo Celso Bastos (Diciovcário de direito constitucional. também não há recurso algum. nascentes de emendas constitucionais. Seção I. 14. repugna porque fere situaç<*-*>es jurídicas que já tinham por consolidadas no tempo. que em nosso ordenamento positivo inexiste definição constitucional de direito adquirido. Dicionário. São Paulo : Saraiva. 43) "constitui-se num dos recursos de que se vale a Constituição para limitar a retroatividade da lei. 0 mesmo não ocorre em relação às normas constitucionais derivadas. da Constituição Federal (direitos e garantias individuais). Seção I. Em nível doutrinário. cit. AI 135. 1995. rel. o ato juridico perfeito e a coisa julgada. 5. o direito adquirido. porém. Paulo Brossard. ato jurídico perfeito e coisa julgada A Constituição Federal afirma que a lei não prejudicará o direito adquirido. esta está em constante muta<012> 202 I)IREITOS HlIMANOS FUNDAMENTAIS ção. o conceito de direito adquirido ajusta-se à concepção que lhe dá o próprio legislador ordinário. 0 princípio constitucional do respeito ao ato jurídico perfeito se aplic. 7 abr. o conteúdo evidenciador da idéia de situação jurídica definitivamente consolidada (STF. Entre elas. Anote-se a impossibilidade de alegar-se direito adquirido em face de norma constitucional originária. que ele encerre em seu bojo um direito adquirido. Op.689-1/DF rel.18. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. Na realidade. nem para outro tribunal. 102. o art.753). Min. I. o Estado cumpre o seu papel exatamente na medida em que atualiza as suas leis. O ato juridico perfeito: "É aquele que se aperfeiçoou. entre outras normas. Min. normativamente. § 4<*-*>. a utilização da lei em caráter retroativo. a previsão do art. que reuniu todos os elementos necessários a sua formação.). salvo nas hipóteses em que a própria nova Constituição o consagra. IV.. p. a quem assiste a prerrogativa de definir.a lei não prejudicará o direito adquirido. Não se pode desconhecer. da CF. em muitos casos.MS n<*-*> 21.. Diário da Justiça. Celso de Mello. No entanto. e esta é uma das fontes principais da segurança do homem na terra". conhecidas como cláusulas pétreas. 5<*-*>'. XXXVI . debaixo da lei velha. 60. Diário da Justiça.632-4.a às leis de ordem pública. as chamadas limitaç<*-*>es expressas materiais.66 Direito adquirido. 1994.Procurador-geral da República). p. art. nem para o Senado" (Pleno . XX<*-*><*-*>VI (direito adquirido). a. especificamente.

29. o ato juridico perfeito e a coisa julgada. <*-*> 3") (. 1.RExtr.993-9/RS. os preços de bens ou de serviços. a autonomia privada e a liberdade contratual. Daí falarse em coisa julgada formal e material. por via da lei. não logra assento. quando à condição de inimpugnável no mesmo processo. a assertiva segundo a qual certas leis estão excluídas da incidência do preceito maior men<*-*> cionado" (STF . Por fim. a este. de índole contratual. ou seja. as modificaç<*-*>es dos contratos em cujo conteúdo se introduzam. existe. enfraquecido. rel. `a decisão judicial de que já não caiba recurso' (LiCC. é o de saber se a proteção assegurada pela . assim. a aplicação imediata das denominadas leis interventivas aos contratos em curso há de ser admitida. não o extrapolando. Unilateralmente. impostos pela lei. Ora. Já para Wilson de Souza Campos Batalha. pois. reduz. estipulando o sistema constitucional. quando a alteração de cláusulas do ajuste se opera pela superveniência de disposiç_ ão normativa. de referência aos atos jurídicos perfeitos. nos países cuja legislação consagra regra da extensão do preceito transcrito do direito italiano. postas <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. é definitivo. A inserção de cláusulas legais. Diário da Justiça. 22 ago. reconhecido ou denegado pela sentença irrecorrível.. o conteúdo da convenção que as partes julgaram conveniente. são insertos de pleno direito no contrato. isto é. Coisa julgada formal é aquela que se dá no âmbito do próprio processo. n<*-*> 198. do Código Civil italiano. com modificaç<*-*>es decorrentes de disposiç<*-*>es legais novas não pode ser visualizada. no art. Decerto. e coisa julgada material significa o bem da vida. não é jurídico entender que uma das partes possa modificá-lo. Questão melindrosa. Néri da Silveira. 6". no Brasil. Min.1996. o direito incorpora-se ao patrimônio de seu titular por força da proteção que recebe da imutabilidade da decisão judicial. ou substancial. assim autorizadas. XX<*-*><*-*>Vl. da autonomia da vontade. com idêntica desenvoltura. p. Seus efeitos restringem-se. na ordem jurídica.102). cláusulas novas em substituição às estipuladas pelas partes contratantes. I<*-*> A 5" 203 sob imediata inspiração do interesse geral. A coisa julgada material. coisa julgada formal significa sentença transitada em julgado. coisa julgada " `é a decisão judicial transitada em julgado'. a sentença reúne a imutabilidade até mesmo em processo posterior (Fundamentos do direito processual civil). inequivocamente. preclusão de todas as impugnaç<*-*>es. nas palavras de Couture. Na coisa julgada. Não possui o ordenamento jurídico brasileiro preceito semelhante ao do art. prevê. modo privato. 5<*-*>."em linha de princípio. independentemente da vontade das partes. em norma de hierarquia constitucional. neles intervindo. quando o sistema jurídico. da Carta Política de 1988. se p<*-*>e. o equilíbrio decorrente do acordo das partes. ao contratar. Seção I. todavia. art. ao estabelecer: As cláusulas.. ainda que em substituição das cláusulas diversas estipuladas pelas par tes. Essa liberdade de o legislador dispor sobre a sorte dos negócios jurídicos. pois. do ângulo constitucional. que a lei vcão prejudicará o direito adquirido. limite à ação do legislador.). 0 problema que se p<*-*>e.339. como mera conseqüência do caráter estatutário da disciplina a presidir essas relaç<*-*>es jurídicas.

20). cit. Celsc<*-*> de Mello ."A supremacia jurídica das normas inscritas na Carta Federal não permite. ressalvadas as eventuais exceç<*-*>es proclamadas no próprio texto constitucional.138). 199. de todos relator o Ministro Carlos Velloso. <012> 204 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS Ressalte-se que a possibilidade de previsão no ordenamento juríciico de revisão criminal ou ação rescisória não é incompatível com a Constituição Federal. relator o Ministro Ilmar Galvão. pois são atos jurídicos (processuais) perfeitos. A nosso ver. uma vez que devem existir instrumentos de controle da sentença judicial transitada em julgado quando essa apresentar graves vícios. 195.409-7. que con tra elas seja invocado o direito adquirido" (Pleno . XX<*-*><*-*>VI. cit. observados os atos processuais já praticados e aperfeiçoados.185-2.569-4.. e no Agravo Regimental erri Agravo de Instrumento nó 147. da Constituição Federal a todas as leis e atos normativos: STF . Incidência obrigatória do preceito previsto no art. No mesmo sentido: RTJ. é aquela entendida como a qualidade que torna imutável e indiscutível o comando que emerge da parte dispositiva da sentença de mérito não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário" (Op. 194. A proteção constitucional incide sobre a coisa julgada material (auctoritas rei judicatae). A lei processual não pode retroagir se—s efeitos e atingir ato processual já praticado" (NERY JR.Lei Maior é atribuída tão-somente à coisa julgada material ou também à formal. Lei processual e respeito ao ato jurídico processual perfeito: "A lei processuaÍ tem aplicação imediata e alcança os processos em curso. Min. a Constituição assegura uma proteção integral das situaç<*-*>es de coisa julgada" (Dicionário. julgados na sessão de 18-6-96 da 2<*-*>-" Turma. julgado na sessão de 27-9-94 da lá Turma. que têm proteção constitucional. como recordam Nelson e Rosa Nery. julgados na sessão de 10-6-96 da 2<*-*> Turma. 199. da Constituição Federal.636-7. 199.335-0.Agravos Regimentais em OS Recursos Extraordinários n 193. não faz qualquer discriminação. que.294-3. de todos relator o Ministro Maurício Corrêa.370-8. perturbadores da ordem jurídica. Seção I. O art. p.985-8. Rosa Maria Andrade. NERY. cit.924-9.. p. Op. Coisa julgada e sentença absolutória: TACRIM/SP .ADin n<*-*>' 248/I<*-*>J rel.017-l. 199.985-1."A sentença absolutória atin- . XXXIV.138).249-2. 137/398. 201. publi cado no DJU de 2-6-95. 199.Diário da Justiça. 5<*-*>. p. nos Recursos Extraordinários nós 193. 7. Op. a distinção mencionada é feita pelos processualistas.015-5. 198. 199. 5<*-*>. 199. 8 abr.222).789-1. p.098-1. Nelson. Inexistência de direito adquirido em face de norma constitucional originária: STF . 198.1994.

visto que sua proibição revela o status conferido ao Poder Judiciário na democracia (Kommentar zum Bonner Grundgesetz: Bonner Kommentar. nos casos de impedimento de agentes do Poder Executivo (A tutela judicial da liberdade. ainda que posterior a esta. os tribunais de ética instituídos em determinadas ordens profissionais.101). Juiz Sérgio Pitombo..5á Câm. tribunais e órgãos jurisdicionais previstos na Constituição se identificam ao juiz natural.Boletim AASP. como também exigir-se respeito absoluto às regras objetivas de determinação de competência. Observe-se que as justiças especializadas no Brasil não podem ser consideradas justiças de exceção. RT 526/291). Da mesma forma.ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente. p. 5.ge a coisa julgada formal e material no mesmo momento. para que não seja afetada a independência e a imparcialidade do órgão julgador. XXXVII . Boddo Dennewitz afirma que a instituição de um tribunal de exceção implica uma ferida mortal ao Estado de Direito. afirma José Celso de Mello Filho que somente os juízes. n<*-*> 1911. O juiz natural é somente aquele integrado no Poder Judiciário.67 Princípio do juiz natural A imparcialidade do Judiciário e a segurança do povo contra o arbítrio estatal encontram no princípio do juiz natural uma de suas garantias indis<012> COMENTÁRIOS DOUTRINARIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. ainda que sob qualificação diferente" (TACRIM .1'<*-*> A 5=' 205 pensáveis. Sempre. com todas as garantias institucionais e pessoais previstas na Constituição Federal. e não pode mais ser atacada com qualquer ato rescisório ou revisional. repita-se. princípio que se estende ao poder de julgar também previsto em outros órgãos. O referido princípio deve ser interpretado em sua plenitude. a proibição de existência de tribunais de exceção não abrange a justiça especializada. LIII .não haverá juizo ou tribunal de exceção. A coisa julgada absolutória é a falta do poder-dever de punir. pois devidamente constituídas e organizadas pela própria Constituição Federal e demais leis de organização judiciária. como ressalva a doutrina. art. Hamburgo : Joachin Hestmann. não são tribu- .15-3-1995 . Revisão n" 262.126-5 São Paulo: rel. 1950. 226-j). como a Ordem dos Advogados do Brasil. pois se sobrep<*-*>e à condenatória. como o Senado. j. Portanto. que é atribuição e divisão da atividade jurisdicional do Estado entre vários órgãos do Poder Judiciário. de forma a não só proibir-ser a criação de Tribunais ou juízos de exceção. 0 indivíduo não está sujeito à nova acusação dos mesmos fatos. no intuito de garantir a imparcialidade do órgão julgador. Assim. O direito a um juiz imparcial constitui garantia fundamental na administração da Justiça em um Estado de Direito e serve de substrato para a previsão ordinária de hipóteses de impedimento e suspeição do órgão julgador.

LIIn" (1<*-*> T. Celso de Mello. a) Advogado-Geral da União Tribunais Superiores (STJ.rel.1992. Justiça Militar e réu civil: STF . c) STJ (art. no contexto de nosso sistema jurídico.105.52. clara violação ao princípio <012> 206 PIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS constitucional do juiz natural (CF. . p.que traduz significativa conquista do processo penal liberal.102.52."Qualquer tentativa de submeter os réus civis a procedimentos penais-persecutórios instaurados perante órgãos da Justiça Militar estadual representa. I. c) STF (art.102. c) Senado Federal (art. I.nais de exceção.6) Senado Federal (art. I. 24. 5. art.18 dez. Ip STF (art. b) Senado Federal (art.rel. 5<*-*>.102. In STF (art.86) STF (art.604/SP .HC nó 69. Seção I. Min.102. I.HC n<*-*> 70.377). Finalidade do princípio do Juiz Natural: STF . I) STF (art.601/SP . essencialmente fundado em bases democráticas .52.1994. b) Senado Federal (art. Seção I. Diário da Justiça. b) status de Ministro Senado Federal (art.102.102.atua como fator de limitação dos poderes persecutórios do Estado e representa importante garantia de imparcialidade dos juízes e tribunais" (lã T. TST) e diplomatas Tribunal de Contas da União Membros dos TRT/TRE/ TCE/TCM e TRF . TSE. I.§ 2") STF (art. II) STF (art. I. I.p STF (art. I. I. . b) Casa correspondente (art.1 jul. I.17.102.68 Juízos naturais constilucionais <*-*><*-*><*-*>DADE INFRAÇÃO Presidente comum responsabilidade Vice-presidente comum responsabilidade Parlamentares Federais comum responsabilidade Ministros do STF Procurador-Geral da República Ministros de Estado comum responsabilidade comum responsabilidade comum responsabilidade responsabilidade conexo com Presidente da República comum responsabilidade comum/responsabilidade comum/responsabilidade comum/responsabilidade ÃRGÃO JULGADOR STF (art. Celso de Mello. STM.102. p."0 princípio da naturalidade do Juízo . I. b) Senado Federal (52. pois constituem-se em organismos disciplinares cujas decis<*-*>es estão sujeitas no País a uma revisão judicial. Diário da Justiça. c) STF (art.497).102.52.55. Min.102.

I. a eventual ausência de autorização.117. Em relação aos chamados crimes de responsabilidade. o Tribunal Superior Eleitoral. somente não podendo usurpar a função do legislador constituinte nacional. no Estado de São Paulo. ao impedir o início ou prosseguimento do processo. por exemplo. haverá a necessidade do juízo de admissibilidade da acusação. A fixação realizada pelo legislador constituinte estadual será politicamente livre.105. <*-*> . a) STJ (art. igualmente. 105. portanto. importante frisar que a transferência de competência do processo e julgamento por infração penal comum para o Superior Tribunal de Justiça não retirou a possibilidade de cada Constituição Estadual estabelecer a prévia e necessária autorização da Assembléia Legislativa para o processo. 33/590). estabelecendo acréscimos às competências taxativamente previstas na Constituição Federal. estendendo-se aos delitos eleitorais (RTJ. a) TRF (art. será vedado às constituiç<*-*>es estaduais preverem como juiz natural para o processo e julgamento por crimes de responsabilidade dos Governadores de Estado o Supremo Tribunal Federal. I. I. desde que exista previsão expressa da Constituição Estadual. Essa locução abrange todas as modalidades de infraç<*-*>es penais (RTJ. uma vez que é possível seguir o modelo federal relativo às infraç<*-*>es penais cometidas pelo Presidente da República. o art. <012> 208 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS Observe-se. alcançando até mesmo as contravenç<*-*>es penais (RTJ. a ser realizado por 2/3 da Assembléia Legislativa.105. Em relação aos Governadores de Estado. o Superior Tribunal de Justiça. impedirá a continuação da contagem prescricional. será a própria Constituição de cada Estado que fixará a competência para o processo e julgamento. que tanto para os crimes comuns. 91/423). I. a. 49. Obviamente. 63/1 e Cadernos de Direito Constitucional e Eleitoral. definidora ou infraç<*-*>es penais da competência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça em matéria criminal. quanto para os crimes de responsabilidade praticados pelo Governador de Estado. Somente a título exemplificativo. para o julgamento do Governador do Estado.515).Desembargadores Juízes Federais incluídos os da Justiça Militar e da Justiça do Trabalho Governador de Estado <012> comum/responsabilidade comum/responsabilidade comum/eleitoral responsabilidade STJ (art. que se suspenderá até o término do mandato. 102. nó 27 Acórdão TSE .108. b e c quanto no art. 1<*-*> A 5" 207 Importante destacar o significado da expressão crimes ou infraç<*-*>es penais comuns prevista tanto no art. I. a) depende da Constituição Estadual COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. Assim.

da Constituição Estadual prevê a existência do chamado Tribunal Especial. No Estado de Santa Catarina. p. Sepúlveda Pertence. que implica.792). 11. da Constituição do Estado de Tocantins e no art. a que se refere o dispositivo constitucional."É competente o Superior Tribunal de Justiça e não o Tribunal Superior Eleitoral. 5. p. quando negada.l<*-*>'. desde que haja licença de 2/3 da Assembléia Legislativa. rel. Entre os crimes comuns. Goveroador e prévia licença da Assembléia I. Néri da Silveira. no art. sua Constituição determina.230/PB . sorteados pelo Presidente do Tribunal de Justiça.000-4/PE. que compete à Assembléia Legislativa processar e julgar o Governador do Estado por crime de responsabilidade. 107 da Constituição do Estado da Bahia. I. 1994."A transferência para o STJ da competência originária para o processo por crime comum contra os Governadores. constituído de 15 (quinze) membros. 84 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul. no art. Diário da Justiça. enquanto durar. 10 jun. Seção I. A mesma previsão é feita no art. que também o presidirá. a exigência da autorização da Câmara dos Deputados para o processo contra o Presidente da República finca raízes no princípio da independência dos poderes centrais. 41. por crime eleitoral. à mesma inspiração se soma o dogma da autonomia do Estado-membro perante a União. se compreendem os crimes eleitorais" (PlenoCJ n<*-*> 7. desde que haja licença de 2/3 da Assembléia I. art. 1992. cabendo-lhe a direção admi- .RExtr n" 159. ao invés de elidi-la. Constituição. 90 da Constituição do Estado do Ceará e no art. que terá competência para o processo e julgamento do Governador do Estado. Min. 7 ago.14. Diário da Justiça. a. Goveroador e crime eleitoral: STF .egislativa não traz o risco. Min. A necessidade da autorização prévia da As<012> COMENTARIOS DOUTRINARIOS E IURISPRUDENCIAIS AOS ARTS.779). reforça a constitucionalidade da exigência da autorização da Assembléia Legislativa para a sua instauração: se.69 Prefeitos municipais e princípio do juiz natural 0 Prefeito é o chefe do Poder Executivo. <*-*> 1<*-*>. 1<*-*> A 5" 209 sembléia l. 73.rel. sendo sete Deputados Estaduais e sete Desembargadores. quando se cuida de confiar a própria subsistência do mandato do Governador do primeiro a um órgão judiciário federal. de propiciar a impunidade dos delitos dos Governadores: a denegação traduz simples obstáculo temporário ao curso de ação penal. a suspensão do fluxo do prazo prescricional" (Pleno .egislativa.egislativa: STF . 105. para o processo e julgamento de Governador do Estado. no modelo federal.

para um mandato de quatro anos. 9 mar.Brasília. seja pelo Plenário ou por órgão fracionário competente (STF . 27 mar. por serem regras processuais . havendo competência. Importante previsão constitucional é a disposição originariamente prevista no art. porém. e atualmente. expressamente. Seção I. 1995. Min. STF. mesmo nesses casos.506-6/MG).. Min. VIII. X. o Prefeito Municipal deverá ser processado e julgado. o art.259-9-MT.1<*-*> T. Por outro lado. XX<*-*><*-*>VIII. Min.429-3/SC . no art. 29 da Constituição Fedei-al inovou a competência para processo e julgamento das infraç<*-*>es penais cometidas por prefeitos municipais. p. Diário da Justiça. A competência da Justiça Federal. pois. 29. v. eleitoral. 1995. cabendo à Jurisprudência essa definição. ao dispor que somente seráo julgados pelo Tribunal de Justiça respectivo.364. o legislador constituinte não foi claro quanto à fixação dessa competência.900). p. Assim. afastando-se. STJ. 7. 3á Seção.. Inq. 29. CC 6.1996. STF. 2 fev. DJU 25 abr. 12.13 set.232). . 406 . u.Habeas corpus n<*-*> 73. STF -1<*-*> T. no que concerne aos processos penais. X. 9. No tocante aos delitos dolosos contra a vida.919). 1992. ao tipo de infração penal cometida (comum. restringem-se.rel.01. Sydney Sanches.1994. previstas na Constituição. aos Prefeitos Municipais.. j. pelo Tribunal Regional Eleitoral (STJ. 7 abr. HC 68. 1994. rel. ambos relatados pelo Ministro José Dantas. nos crimes praticados contra bens. DJU 17 ago.Habeas corpus nó 71. 2. p. 3<*-*> Seçãci. 5á T. p. permitida a reeleição para um único período subseqüente. rel. será eleito. juntamente com o Vice-Pi-efeito. constitucionalmente definido como juízo natural dos Prefeitos Municipais. STJ. 14 set. rel. 94.480. j. RE 141. Pedro Acioli. o art.07209-4. v. HC 72.353.191). 29.u. ao não se referir. Conforme a própria Constituição Federal prevê. Celso de Mello. DJU 28 fev. Jesus Costa Lima. a teor do enunciado da Súmula nó 133 do extinto Tribunal Federal de Recursos (Plenário do TRF. da Constituição Federal. No entanto. p. em virtude da Emenda Constitucional n<**>' 1. tratando-se de delitos eleitorais. 5ó. DJU 25 maio 1992. <*-*><**>. recaindo a competência nos Tribunais de Justiça. STF. originariamente. de suas autarquias ou de empresas públicas federais. em face da maior especialidade. . é afastada quando houver processo e julgamento de Prefeito Municipal por desvio de verbas recebidas em virtude de convênio firmado com a União Federal. Min. Diário da Justiça. 2á Seção. 29.1994. 1995.429-4/RO . de 31-3-1992. Tais normas. 33. AM. Juiz <012> 210 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS Fernando Gonçalves.8126. dolosa contra a vida e federal).Questão de ordem. Seção I.021-SP.967-PR.. 94. O inciso X do art. 3á Seção. seiviços ou interesse da União . concedendo-lhes foro privilegiado. DJU. Inq.rel. as atribuiç<*-*>es jurisdicionais originárias do Tribunal de Justiça.nistrativa e política do Município. HC 2. unicamente às hipóteses pertinentes aos delitos sujeitos à competência da Justiça local. v. aplica-se. 15. p. do Tribunal Regional Federal (TRF. da lá Região . u. j. e não no Tribunal do Júri (STJ.

Dessa forma. p. alcançando.Habeas corpus n<*-*> 73. têm aplicabilidade imediata. cuja sanção corresponde à perda do mandato e suspensão dos direitospolíticos previstos no art. rel. 4ó do Decreto-lei n<*-*>' 201. 2 mar.332) e do Superior Tribunal de Justiça (Súmula 164 . há necessidade de classificálos em próprios e impróprios.429-3/SC . . lá Turma.rel. Sydney Sanches. tipificados no art.1" T. se a denúncia for recebida durante o exercício do mandato. Celso de Mello. l<*-*>).Piauí.lá T. tipificados inclusive no art. de 1967. 4. lá Turma. primeiramente.364. Min. Seção I.991-1. o Decreto-lei n<*-*> 201. Min. HC 71.033-1/AM . ló do mesmo decreto-lei. são de ação pública e punidos com pena de reclusão e de detenção (art. Octávio Gallotti. STF . na tradição do direito brasileiro. ser denominadas crimes de responsabilidade. quer seja competência da Justiça comum. a 2á instância é o juízo natural para processo e julgamento das infraç<*-*>es penais cometidas pelo Prefeito Municipal. Octávio Gallotti. Min. a partir da nova <012> COMENTARIOS DOUTRINARIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. conforme atual e pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF. 36. . Min. Assim ocorre porque os preceitos de uma nova Constituição aplicamse imediatamente com eficácia ex nunc (STF Ag. os segundos são verdadeiras infraç<*-*>es penais. 129/257). 1". 1995. Enquanto os primeiros são infraç<*-*>es políticoadministrativas. 33232).13 set.332. Celso de Mello. Diário da Justiça. 27 out. 1995. 22 ago. 139. p. . 4<*-*>. 1996. ló do Decreto-lei nó 201.647-SP. E. rel. rel.HC 72. após a extinção do mandato. DJU. 1995. p. de 1967. STF .lá T. Min. aos chamados crimes de responsabilidade cometidos pelo Prefeito Municipal. § ló) e o processo é o comum. por crimes comuns. independentemente do pronunciamento da Câmara de Vereadores (art. de 1967.11 jun. Sydney Sanches. l<*-*> Turma. . continua sujeito ao processo por crime previsto no art. imprescindível observarmos. 1995."0 prefeito municipal. No art. 36. Essas infraç<*-*>es é que podem. STF. Min. A ação penal contra prefeito municipal. apenados com penas privativas de liberdade e previstos no art. conforme reconheceu o Plenário do Supremo Tribunal Federal (RTJ.Habeas corpus nó 72. entretando. cuida das infraç<*-*>es político-administrativas dos prefeitos sujeitas ao julgamento pela Câmara de Vereadores e sancionadas com a cassação do mandato. Porém.429-4/ROrel. ló. Diário da Justiça.0331-AM. Os crimes denominados de responsabilidade. Diário da Justiça. desde logo. Em relação.Habeas corpus n<*-*> 71. Min. Seção I. p. rel.020. cujo estudo foi feito anteriormente. STF .de competência. j. 1995. o Tribunal de Justiça ou seu órgão fracionário decidirão pelo afastamento temporário ou permanência nas funç<*-*>es do prefeito durante a instrução processual penal (STF . 2").671-1. que deverão ser julgados pelo Poder Judiciário. DJU. todos os processos penais em curso no momento da vigência da nova Constituição. Seção I.1993). Carlos Velloso. 29.rel. quer seja da Justiça federal ou eleitoral. Diário da Justiça. Decreto-lei nó 201/67"). são crimes comuns. 1<*-*> do Decreto-lei n" 201/67. 27 out. com pequenas modificaç<*-*>es (art. 14 set. p. ainda.1<*-*> A 5" 211 Constituição. HC 70. pode ser instaurada mesmo após a extinção do mandato. do Código de Processo Penal.

v. pois são esses que. para processar e julgar Prefeitos Municipais. a competência para julgamento é da Câmara Municipal. que determina que somente o promotor natural é que deve atuar no processo. . 6Turma. possuem legitimação para o ajuizamento de aç<*-*>es penais e aç<*-*>es civis públicas (cf. ao proclamar que ninguém será processado senão pela autoridade competente.429/SC . Seção I.022). podendo ser atribuída a qualquer de seus órgãos fracionários (Câmaras. 2 mar. Celso de Mello. no sentido de proibir-se designaç<**>es casuísticas efetuadas pela Chefia da Instituição. às infraç<*-*>es político-administrativas (crimes de responsabilidade próprios). pois ele intervém de acordo com seu entendimento pelo zelo do interesse público. 2. j. HC 14.. da Constituição Federal.rel. que verá a Instituição atuando técnica e juridicamente. Seção I. quanto essencialmente em defesa da sociedade. ao respectivo Órgão Especial. Min.rel. garantia esta destinada a proteger.1995.1995. p. em lei estadual. <012> 212 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS 5. Op. porém. Rosa Maria Andrade. p. nada impede que o Estado-membro . também acaba por referir-se aos membros do Ministério Público. A competência penal originária do Tribunal de Justiça.HC nó 71. consagrou-se em nível constitucional o princípio do promotor natural. ."Uma vez respeitada a regra de competência constitucional que define o Tribunal de Justiça como juiz natural dos Prefeitos Municipais nas causas de índole penal. X.183-AL.Habeas corpus n<*-*> 71.1 mar. p. NERY JR. principalmente.70 Princípio do promotor natural O referido preceito constitucional. não se limita e nem se restringe ao Plenário ou. DJU. Sydney Sanches. tanto em sua defesa. Dessa forma. Diário da Justiça. 26.venha a prescrever. em regra. u. Diário da Justiça.536).1992.que disp<*-*>e de atribuição privativa para legislar sobre organização judiciária local . uma vez que trata-se de responsabilidade política do chefe do Poder Executivo local. Possibilidade de julgamento de prefeitos municipais por órgão fracionário do Tribunal de Justiça: STF . rel.991-1/MG . 'Turmas. Seç<*-*>es)" (1á T. a imparcialidade da atuação do órgão do Ministério Público. que o julgamento das aç<*-*>es penais originárias seja pelo Pleno do Tribunal de Justiça ou por qualquer de seus órgãos fracionários. No tocante. Nelson. NERY. onde houver. a ser devida e politicamente apurada pelo Poder Legislativo Municipal (STF -1á T. compete ao Tribunal de Justiça processar e julgar os crimes (comuns e de responsabilida des impróprios) praticados pelos Prefeitos Municipais (STJ. cit. p.023).1993. 0 Plenário do Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência do presente princípio por maioria de votos. 25 ago. Adhemar Maciel. 139).15 dez. Min. 29.Assim. em incompatibilidade com a Constituição Federal. que criariam a figura do promotor de exceção. nos termos do art. 4. .

não deve exercer a Chefia do Ministério Público de modo hegemônico e incontrastável. Marco Aurélio. apenas o Promotor cuja intervenção se justifique a partir de critérios abstratos e predeterminados. rel. que o Procurador-Geral faça designaç<**>es arbitrárias de Promotores de Justiça para uma Promotoria ou para as funç<*-*>es de outro Promotor.759/l<*-*>T. a partir da vedação de designaç<*-*>es casuísticas efetuadas pela Chefia da Instituição. Esse princípio consagra uma garantia de ordem jurídica. portanto. 28-8-1966. em quaisquer causas. embora expressão visível da unidade institucional. Marco Aurélio e Carlos Velloso). porque isso seria ferir a garantia da inamovibilidade prevista no texto constitucional. 0 próprio art. Min. O postulado do Promotor Natural limita. A matriz constitucional desse princípio assenta-se nas cláusulas da independência fizncional e na inamovibilidade dos membros da Instituição. Reconhecimento da possibilidade de instituição do princípio do Promotor Natural mediante lei (Ministro Sydney Sanches). em caso de vacância. segundo as regras ordinárias de distribuição de serviços. Essa inamovibilidade é ampla. É inadmissível. No mesmo sentido: HC 74. protegendo o cargo e a função. 20-8-96. 150/123. n<*-*> 41). quanto à aplicabilidade imediata do princípio do Promotor Natural: necessidade da interpositio legislatoris para efeito de atuação do princípio (Ministro Celso de Mello). prevendo somente competir. Sepúlveda Pertence. repele. a quem se reconhece o direito de ver atuando. ao Procurador-Geral a designação de membro do Ministério Público para acompanhar inquérito policial ou diligência investigatória. recair a escolha sobre o membro do Ministério Público com atribuição para. devendo. por isso mesmo. para assegurar a continuidade dos serviços. apenas.10 da Lei Orgânica Nacional do Ministério Público afasta qualquer possibilidade de designaç<*-*>es arbitrárias. Néri da Silveira e Moreira Alves (HC n<*-*> 67.625/93. independentemente de intermediação legislativa (Ministros Sepúlveda Pertence. estabelecidos em lei. porém. que seria afastado compulsoriamente de suas atribuiç<*-*>es e prerrogativas legais. . Informativo STF . "o postulado do Promotor Natural. pois seria um contra-senso ilógico subtrair as respectivas funç<*-*>es aos próprios cargos. rel. após o advento da Constituição Federal. ou com consentimento deste. regulamentada pela Lei n<*-*> 8. que se revela imanente ao sistema constitucional brasileiro. Marco Aurélio e Carlos Velloso. Posição de <012> COMENTARIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. impedimento ou suspeição de titular de cargo. Celso de Mello. incidência do postulado.Brasília.1'<*-*> A 5`= 213 expressa rejeição à existência desse princípio consignada nos votos dos Ministros Paulo Brossard. por ato excepcional e fundamentado. RTJ. submetendo sua decisão previamente ao Conselho Superior do Ministério Público. o poder do Procurador-Geral que. excepcionalmente. oficiar no feito. Octávio Gallotti. na medida em que lhe assegura o exercício pleno e independente do seu ofício. em tese.052-IZJ. ausência. exercer as funç<*-*>es processuais afetas a outro membro da instituição. Posição dos Ministros Celso de Mello (relator). para. destinada tanto a proteger o membro do Ministério Público. quanto a tutelar a própria coletividade. Min. afastamento temporário. a figura do acusador de exceção. Divergência.Conforme salientou Pretório Excelso.

8. após a edição da Lei n<*-*>' 8.S<*-*> 69. designar outro membro do Ministério Público para prosseguir na ação penal. assegurados: a) a plenitude de defesa.020.RMS n" 5. Importante. pois.HC n=' <012> 214 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAI. Luiz Vicente Cernicchiaro .HC n<*-*> 68. V. Sepúlveda Pertence. Francisco Rezek.599 . 1995. subjetivo de conhecer o órgão do Ministério Público. p.rel. Ilmar Galvão.16/475).023. isento. Seção I.599/RJ . Seção I. a falta de legislação que se reputou necessária a sua eficácia.966 . 1 dez.17. 26.Justiça. 41. a fim de garantir julgamento imparcial. . 25 ago.segundo a maioria do STF. com a organização que lhe der a lei.625/93: STF . p. 17. Sepulveda Pertence. firmada no HC 67. Diário da Justiça. Diário da . 1993. fundamental é prefixar o critério de designação.429 .é reconhecida a instituição do júri. 7 maio 1993. p. Min. Min.1997. STF .625/93 .020). que seria afastado compulsoriamente de suas atribuiçôes legais.328. 27 ago.2<*-*> T. Veda-se. Min. Diário da Justiça. Seção I. Inexistência de aplicabilidade do princípio do Promotor natural antes da edição da I. o relator) . . O Réu tem direito público. `mesmo no curso do processo. designação de Promotor ou Procurador ad hoc no sentido de fixar prévia orientação.AGCRA n`= 169169 rel."Sendo a denúncia anterior à Lei n<*-*> 8.rel. . Seção I. XXXVIII .rel.759 (vencido.Impossibilidade de designaç<*-*>es arbitrárias de Promotores de Justiça para uma Promotoria ou para as funçôes de outro Promotor de Justiça. como ocorre com o juízo natural" (6á T.rel. Diário da Justiça. c) a soberania dos veredictos.Ementário STJ.ei n<*-*>' 8."0 Promotor ou o Procurador não pode ser designado sem obediência ao critério legal.HC n" 71.não se poderia oporlhe a validade do chamado princípio do Promotor Natural. S<*-*>TF .695. p. que conferia ao Procurador-Geral amplo poder de substituição para. Celso de Mello.lá T. p. Princípio do Promotor natural é direito subjetivo da sociedade: STJ . estaria em pleno vigor o art. Seção I. 7". como seria odioso indicação singular de magistrado para processar e julgar alguém. .HC n" 69. Min. 27 ago. no ponto.rel. 1995. Min. Min. b) o sigilo das votaç<*-*>es.Pleno .625/93 (Lei Orgânica dos Ministérios Públicos dos Estados): STF . dando-lhe orientação no que for cabível no caso concreto' " (Pleno . Diário da Justiça.lá T. assim. STF .867-0/SP . da LC n<*-*> 40/81.

. 5<*-*>. que deverá ser julgado por seus semelhantes. ou ainda. citando Black (Jury. o sigilo das votaç<*-*>es. Como salienta Pinto Ferreira (Comentários à Constituição Brasileira. conforme salienta Pontes de Miranda. com a organização que lhe der a lei. soberania dos veredictos e competência para julgamento dos crimes dolosos contra a vida. a plenitude de defesa encontra-se dentro do princípio maior da ampla defesa. quando a decisão dos jurados for manifestamente contrária à prova dos autos. Op. da Constituição Federal. a instituição do Júri.d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida. . Op. l<*-*> A i' 215 A Constituição Federal expressamente prevê quatro preceitos de observância obrigatória à legislação infra-constitucional que organizará o Tribunal do Júri: plenitude de defesa. é vista como uma prerrogativa democrática do cidadão. 71 Tribunal do júri A Constituição Federal reconhece. que serão sorteados entre cidadãos que constem do alistamento eleitoral do Município. prevalecerá o principio da inocência do réu. p. 5. de essência e obrigatoriedade constitucional. O preceito constitucional do sigilo das votaç<*-*>es significa que a liberdade de convicção e opinião dos jurados deverá sempre ser resguardada. não são incompatíveis com a Constituição Federal. Em relação à soberania dos veredictos. atualmente. assegurados a plenitude de defesa. a nova decisão também será dada pelo Tribunal do Júri. 0 Júri é um tribunal popular. bem como a possibilidade de protesto por novo júri. Logicamente. p. Além disso. uma vez que em relação às duas primeiras hipóteses. LV. entende-se que a possibilidade de recurso de apelação. formando o Conselho de Sentença com sete deles. pois tradicionalmente constituído de 12 membros em lembrança dos 12 apóstolos que haviam recebido a visita do Espírito Santo. apontando-se seu caráter místico e religioso. In: Black's law dictionary. previsto no art. prevista no Código de Processo Penal. na plenitude de defesa inclui-se o fato de serem os jurados tirados de todas as classes sociais e não apenas de uma ou de algumas (Comentários. no art. sigilo das votaç<*-*>es. composto por um Juiz de Direito. e por 21 jurados. 768). de origem anglo-saxônica. a soberania dos veredictos e a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida. 270). <*-*>XVIII. devendo a legislação ordinária prever mecanismos para que não se frustre o mandamento constitucional. e. <012> COMENTARIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. 154-156).. e em relação à segunda. o Júri corresponde a "certo número de homens e mulheres escolhidos de acordo com a lei e jurados (juratz<*-*> para inquirição de certas matérias de fato e declarar a verdade de acordo com a prova que lhes é apresentada". que o preside. cit. p. 5<*-*>. A instituição do Júri. cit. de revisão criminal. regulamentado na forma da legislação ordinária..

DJU. Ilmar Galvão. Min. inclusive os crimes dolosos contra a vida. X. rel. Ministros do Supremo Tribunal de Justiça. X<*-*>VIII. <012> 216 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS Esta regra aplica-se nas infraç<*-*>es penais comuns cometidas pelo Presidente da República. por prevalência da norma de caráter es- . sempre excepcionais. 26 maio 1995. RE 176. 33/590). rel. A Constituição Federal. Jesus Costa Lima. 5á Turma. contudo. que declarou que a garantia constitucional da soberania do veredicto do Júri não exclui a recorribilidade de suas decis<*-*>es. j. 13. a de natureza especial prevalecerá sobre a de caráter geral definida no art. competindo o processo e julgamento ao Tribunal de Justiça (STJ. 19 maio 1995. 2. por fim. aplica-se nos denominados crimes comuns praticados pelos Governadores dos Estados e do Distrito Federal. que sempre serão. p. 2<*-*> T. 29. 102. XXXVIII.. estarão excluídas da competência do Tribunal do Júri. uma vez que existirão hipóteses. 5ó. DJU. da Constituição Federal. rel.617-2. da Constituição Federal. CJ n" 7. Igualmente. HC 2. basicamente. da Constituição Federal não deve ser entendida de forma absoluta.PE.. às competências especiais por prerrogativa de função. I. que o processo e julgamento dos crimes dolosos contra a vida praticados pelos órgãos do Poder Judiciário e pelos membros do Ministério Público. Francisco Rezek. Néri da Silveira. que serão processados e julgados pelo Supremo Tribunal Federal (RTJ. 5<*-*>.900).11. Seção l. STF. v.Assim entende o Supremo Tribunal Federal. em que os crimes dolosos contra vida não serão julgados pelo Tribunal do Júri.259-9-MT. membros dos Tribunais Superiores. u. como último preceito. Essas hipóteses referem-se. processados e julgados pelo Superior Tribunal de Justiça (STF. Min. todas as autoridades com foro de processo e julgamento previsto diretamente pela Constituição Federal. os membros do Tribunal de Contas dos Estados e do Distrito Federal. conforme jurisprudência pacífica. dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho. pois no conflito aparente de normas da mesma hierarquia. da CF.726-0.995. a. DJU 28-2-1994. rel. b e c. HC 71. Assegura-se tal soberania com o retorno dos autos ao Tribunal do Júri para novo julgamento (STF. Ressalte-se que a competência prevista no art. membros do Congresso Nacional. 105. 1994. I. Vice-Presidente. os dos Tribunais Regionais Federais. que o legislador infraconstitucional lhe atribua outras e diversas competências.165). em face da maior especialidade. Assim. desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal. nos termos do art. do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter permanente.15. p. p. mas pelo Tribunal competente. da Constituição Federal. prevista no art. abrange todas as modalidades de infraç<*-*>es penais. Ainda. Min. aplica-se o art. em razão de determinação do foro competente por norma direta da Constituição Federal não serão julgados pelo Tribunal do Júri. DJU 7 ago. Seção l. Procurador-Geral da República. d. prevê regra mínima e inafastável de competência do Tribunal do Júri (julgamento dos crimes dolosos contra a vida). mesmo que cometam crimes dolosos contra a vida. Ministros de Estado. Plenário. p. no caso de crimes dolosos contra a vida praticados por Prefeito Municipal. lá Turma.779). pois já se firmou posição no sentido de que a locução constitucional crimes comuns. os membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e os do Ministério Público da União que oficiem perante tribunais. Ressalte-se. Min.1992. não impedindo. 2 fev.000-4 .

1996. 29. .rel. 19 maio 1995. inciso VIII."Esta Corte já firmou o entendimento de que não fere a garantia da soberania dos veredictos do Tribunal do Júri (art. . 105. dos membros do Poder I. Diário da Justiça. Diário da Justiça. 150/832-3). inciso I. 25 out. conforme determinam os arts. 26 maio 1995. p. inciso I.RExtr.egislativo e dos Secretários de Estado. com base no exercício do poder constituinte derivado decorrente de auto-organização. em face da dignidade de certos cargos e da relevância destes para o Estado. Em conclusão."A soberania dos veredictos do Tribunal do Júri não exclui a recorribilidade de suas decis<*-*>es. RJ. a separação dos processos.HC n<*-*> 71.2á T. p. 5<*-*>'. alínea a. poderão atribuir a seus agentes políticos as mesmas prerrogativas de função de natureza processual penal. 1991.1<*-*> A 5<*-*> 217 As respectivas Constituiç<*-*>es Estaduais. 102/54).165). 15. também. Min. rel. a mais alta Corte de Justiça estadual. Seção I. inexistirá atração. a competência do Tribunal do Júri não é absoluta. X<*-*>VIII. havendo.721-8/RI . 96. alíneas b e c (RTJ.617-2 . necessariamente. No mesmo sentido: STF . que a Constituição Federal concedeu aos seus. quando manifestamente contrárias à prova dos autos" (2<*-*> T. nó 176. E ainda: STF . 18 da Carta Federal. os deputados estaduais e secretários de Estado serão processados e julgados nos crimes dolosos contra a vida pelo Tribunal de Justiça de seu respectivo Estado. e 102.995).rel. 13. l<*-*>". Soberania dos veredictos e possibilidade de apelação pelo mérito: STF . <012> COMENTARIOS DOUTRINARIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. Ilmar Galvão. Também nas hipóteses de conexão ou continência entre duas infraç<*-*>es penais.726-0 . seção I. que lhes são correspondentes (RTJ. . Portanto. p. inciso I. Min. Assegura-se tal soberania com o retorno dos autos ao Tribunal do Júri para novo julgamento" (2<*-*> T. Francisco Rezek. Min.Turma. uma crime doloso contra a vida e a outra com foro por prerrogativa de função. Seção I. Ilmar Galvão. ainda: STF .HC nó 73. Assim. Seção I. a. 14 nov. inciso III. afastando-a a própria Constituição Federal. Cf. da Constituição Federal) o cabimento de apelação contra suas decis<*-*>es por se mostrarem manifestamente contrárias às provas dos autos" (1á T. HC nó . da mesma forma que a Constituição Federal o fez em relação aos Congressistas e Ministros de Estado. 172/134).935-3-I<*-*>T. poderão estabelecer para o processo e julgamento de todos os crimes. a competência de Tribunais. Min. HC 68.rel. 108. inclusive os dolosos."A garantia constitucional da soberania do veredicto do Júri não exclui a recornbilidade de suas decis<*-*>es.pecial (STF.470). desde que expressamente previsto na Constituição Estadual. no que prevê. Diário da Justiça. alínea a. Carlos Velloso Diário da Justiça. 44. corolário da autonomia federal prevista no art. preválecendo a regra do juiz natural.

Segundo porque a própria natureza da revisão sempre pressup<*-*>e decisão manifestamente contrária à evidência da prova" (RT. de forma dupla. isto por não se lhe poder sobrepor preceito de natureza estritamente legal. 5<*-*> da Carta Federal. a competência de tribunais arts.HC n" 71. Ementários STJ. STJ. II e §<*-*> 1" e 2". alínea a e 102. 76 e 77 do Código de Processo Penal . Envolvidos em crime doloso contra a vida Prefeito e cidadão comum. a reunião dos processos. E ainda: TJ/SP . o juiz natural revelado pela alínea d do inciso <*-*>VIII do art.3807/RS . A atuação de órgãos diversos integrantes do Ji<*-*>diciário. 22-11-1994 e STF . 444/334. Min. e 80 do Código de Processo Penal. não é conducente.71. porque disciplinada mediante norma de índole instrumental comum. Primeiro porque o veredicto do Júri. no que prevê. Francisco Rezek.2á T. por se revestir de garantia constitucional da soberania. j.617-2/RS . só poderá ser anulado.STF RT 510/461. biparte-se a competência. inciso I. 677/341). não afasta. Soberania dos veredictos e possibilidade de revisão criminal: TJ/SP . no caso. Min.não consubstanciam forma de fixação da competência. 29. alíneas b e c. O1/516. afirmando ser "pacífica a jurisprudência que admite a revisão criminal contra decis<*-*>es condenatórias com trânsito em julgado emanadas no Tribunal do Júri" (RT. Marco Aurélio. Júri e bipartição dos processos envolvendo dois juízos naturais constitucionalmente previstos: STF . . absolutamente distorcida de prova. A conexão e a continência . quanto ao outro. .11/685. inciso I. No mesmo sentido.arts. alínea a. 108. VIII (atual <*-*>. 105.arts. 79. havendo em relação a um deles a prerrogativa de foro como tal definida constitucionalmente. O envolvimento de coréus em crime doloso contra a vida. sendo que nem sempre resultam na unidade dos julgamentos . com duplicidade de julgamento. quando proferido de forma arbitrária. 548/330) Soberania dos veredictos e protesto por novo Júri: Admitindo a possibilidade de protesto por novo Júri após a Constituição Federal de 1988 . j.`"rratando-se de decisão do Júri. inciso III. Afasta-a a própria Constituição Federal. mas de alteração.rel. 20-6-1994. 96.RT. decorre do próprio texto constitucional.14/622. quando a decisão se ofereça manifestamente contrária à prova dos autos."A competência do Tribunal do Júri não é absoluta. inciso I. A continência. em face da dignidade de cer<012> 218 DIRETTOS HUMANOS FUNDAMENTAIS tos cargos e da relevância destes para o Estado. a revisão é pertinente.rel. incisos I.

que prevê que os crimes dolosos contra a vida praticados por militar contra civil passaram a ser julgados pelo Tribunal do Júri. p.410/IZ1. Nesse mesmo sentido ainda: STF . Seção I. Seção I. que lhes são correspondentes. .rel.rel.1<*-*> A 5" 219 . inciso XX<*-*><*-*>VIII. Conflito aparente entre as normas dos arts.II: 0 Supremo Tribunal Federal decidiu no sentido que deve prevalecer a previsão local do foro especial (Tribunal de Justiça) decorrente de prerrogativa de função (Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal). Octávio Gallotti.2356/DF ."Pode a Constituição do Estado-membro.286). Diário da Justiça. Seção I. processando e julgando o primeiro o Superior Tribunal de Justiça e o segundo o Tribunal do Júri" (Pleno . 1996. p.rel. . 23. 18 out. 29 out. o Supremo Tribunal Federal afirmou que "envolvidos em crime doloso contra a vida conselheiro do Tribunal de Contas do Município e cidadão comum. Min.HC n" 70. p. 102/54 .HC n<*-*> 73. Diário da Justiça.18. Crimes dolosos contra a vida e foros especiais decorrentes de prerrogativa de função estadual ou distrital . Min.HC n" 69. Min.058). em correpondência com o disposto na Constituição Federal relativamente aos Ministros de Estado (Pleno .325-3/GO . 5". com base no poder implícito que reconhece a este de atribuir a seus agentf<*-*>s políticos as mesmas prerrogativas de função de natureza processual penal. i<*-*>iclusive os dolosos contra a vida" (RTJ. que a Constituição Federal outorga aos seus. tratando-se de desmembramento de processo por crime doloso contra a vida envolvendo ex-Secretário da Segurança Pública (Tribunal de Justiça do Estado) e outros (Tribunal do Júri). Min.935).processando e julgando o primeiro o Tribunal de Justiça e o segundo o Tribunal do Júri.I: STF . Aplicabilidade imediata da I.rel. para todos os crimes da competência da justiça desse Estado-membro. Néri da Silveira. de 1996. 1992. 4 set.845. alínea d. 22.2=' T. p.132/DF .HC-58. 29 inciso VIII (atual <*-*>" (2" T. Seção I. Nesse mesmo sentido. biparte-se a competência. Moreira A1ves).581/AL .299. Diário da Justiça. e não mais pela Justiça Militar: "Competên<012> COMENTARIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS.ei n<*-*> 9.HC n" 65. Diário da Justiça. 4 dez. estabelecer que o foro por prerrogativa de função de deputado estadual é o Tribunal de Justiç<*-*>i do Estado. 39. Crimes dolosos contra a vida e foros especiais decorrentes de prerrogativa de função estadual ou distrital . 1993. Marco Aurélio.rel. 1987. Min. Néri da Silveira.

Seção I.Ao definir a competência da Justiça Comum para os crimes contra a vida. detentores de mandatos eletivos. asseguram que a regulamentação da amplitude do exercício do direito sancionador do Estado. ainda que ocorrido antes do advento da nova Carta.18. nulla poena sine praevia lege) exigem a existência de lei formal devidamente elaborada pelo Poder l. 31 mai 1996. da CF/88. p.654-7. 96. Diário da Justiça. Diário da Justiça. 8<*-*> da Declaração francesa dos Di<012> 220 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS . 2" do CPP" (STJ . por prerrogativa de função.801. de 1996. 1<*-*> da Constituição Federal. l<*-*> T. III. a teor do disposto no art. p. tratando-se de foro especial. Diário da Justiça. norma que.não há crime sem lei que o defina. Aplicação Imediata da Lei nó 9299. Esses princípios. 1996. e. Ilmar Galvão. Os princípios da reserva legal e da anterioridade no âmbito penal (nullum crimen. é de aplicação imediata. Seção I. Seção I.Recurso de Habeas corpus n<*-*> 5. é de aplicação imediata. que a lei seja anterior ao fato sancionado (lex previa). como garantia essencial de um Estado de Direito. de 1996 .não há crime sem lei anterior que o defina. nem pena sem prévia cominação legal. a Lei nó 9. não apenas por sua natureza constitucional e processual. onde se afirma a competência do Tribunal de Justiça para o julgamento de crime praticado por Promotor de Justiça. cometidos por militar contra civil. <*-*> princípio da anterioridade . 30. Policial. mas também por contemplar. não o ocupante do cargo. e conseqüentemente da liberdade do indivíduo. No mesmo sentido: STF .299. mas a dignidade da função. Min. rel. diretamente eleitos pelo povo.HC 71.cia.não há crime sem lei anterior que o defina. Crime doloso contra a vida e Promotor de Justiça: STF . <*-*>l'XIX . depende exclusivamente da prévia manifestação de vontade dos representantes populares. p. 23 set. Essa previsão é tradicional nas Constituiç<*-*>es que caracterizam os Estados de Direito.1996. que a lei descreva especificamente um fato determinado (lex certa). Ilmar Galvão.egislativo. instituído pelo art. Min.605.HC nó 73.660/SP. não há pena sem prévia cominação legal. conforme o parágrafo único do art. 30 ago. 5.72 Princípios da reserva legal e da anterioridade em matéria penal A norma constitucional contém dois princípios: <*-*> princípio da reserva legal . por meio das regras de processo legislativo constitucional (lex scripta).. Min.156). 35. William Patterson. rel. no exercício do cargo. e foi consagrada pelo art.112-1/MGrel. não há pena sem cominação legal. Crime Militar.

22. formalmente editada pelo Poder Legislativo.18 dez. no plano de nosso direito positivo. art. I).136). 1990. direitos individuais. Típico é o fato que se amolda à conduta criminosa descrita pelo legislador."0 sistema de substituição externa nos Tribunais judiciários constitui. As normas em que previstos são exaustivas. matéria sujeita ao domínio temático da lei.1<*-*> A . cuja incidência afasta. Remuneração do servidor público e lei formal: STF . Min.022/PR .rel. por completo.. Jungidos ao princípio constitucional da reserva legal" (Pleno . 14. v. 62). o princípio de reserva legal ganhou muito de técnica. exigindo-se.377). É necessário que o tipo (conjunto de elementos descritivos do crime contido na lei penal) tenha sido definido antes da prática delituosa. Celso de Mello. de 26-8-1789.5" 221 .) Essa orientação. Crimes militares e reserva legal: STF .."Os crimes militares situam-se no campo da exceção. § ló. p. politicos e eleitorais (art. p. nos casos de relevência e urgência (CF. Seção I. cuja proclamação deriva de expressa referência contida na Lei fundamental da República (art. para disciplinar matérias ligadas a direitos fundamentais. 68. e ninguém pode ser punido senão em virtude de uma lei estabelecida e promulgada antes do delito e legalmente aplicada. Damásio E. Llln" (lá T. 24. com a seguinte redação: "A lei apenas deve estabelecer penas estrita e evidentemente necessárias. ao princípio da reserva legal absoluta. a possibilidade de tratamento meramente regimental da questão. (. Dessa forma.601/SP . II). ed. criando novas figuras típicas ou novas sanç<*-*>es.reitos do Homem e do Cidadão. bem como que no exercício jurisdicional o juiz se converta em legislador. Diário da Justiça. em conseqüência. prestigia o postulado do juiz natural. . de Jesus leciona que "com o advento da teoria da tipicidade. Para reforçar a proteção aos direitos humanos fundamentais. 54). o princípio da reserva legal não permite a condenação por analogia ou por consideraç<*-*>es de conveniência social (RTJ. 1995. 28 abr. São Paulo : Saraiva. Sistema de substituição nos tribunais e reserva legal: STF .HC n" 72. Diário da Justiça. não se deve admitir a edição de medidas provisórias. portanto. Subordina-se. espécie normativa. Min.rel. art. 5<*-*>. Néri da Silveira. firmada pelo Pleno do Supremo Tribunal Federal. basicamente a liberdade individual. 40/47). a própria Constituição Federal proíbe a existência de delegação legislativa sobre nacionalidade. Seção I. Além disso. Essas exigências constitucionais impedem a utilização de aplicação analógica in peius das normas penais como fonte criadora de infraç<*-*>es penais e respectivas sanç<*-*>es. Daí falar-se em anterioridade da lei penal incriminadora" (Direito penal.1992.11.HC n" 69. p."A disciplina jurídica da remuneração devida aos agentes públicos em geral está sujeita ao princípio da reser<012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. 1." Anote-se que a competência privativa para legislar sobre direito penal é da União (CF. cidadania.

Todavia. pois a lei especial podia prever tal pena e não foi intuito da reforma penal revogar a legislação especial. Min.va legal absoluta. Esse postulado constitucional submete ao domínio normativo da lei formal a veiculação de regras pertinentes ao instituto do estipêndio funcional.73 Princípio da reserva legal e medidas provisórias 0 art. penal e nas hipóteses em que o legislador constituinte reservou à edição de lei complementar a disciplina de determinada matéria. a adoção de medida provisória na regulamentação de artigo da Constituição Federal cuja redação tenha sido alterada por meio de emenda promulgada a partir de 1995.rel. afirmando que "a privação. Igualmente.661/45): STJ .RMS n" 21.rel.662/DF . XI.Ementário STJ. Assis 'roledo . Lei de Falência e pena acessória de interdição para o exercício do comércio (art. a tipificação de novas entidades delituosas e a cominação de penas não podem constituir objeto de medidas provisórias. e). originariamente. em face. O1/162).1990).REsp n<*-*> 458/SP . expressamente. Diário da Justiça. da irreversibilidade das situaç<*-*>es geradas por essa espécie normativa" (Medidas provisórias. ainda que a pretexto de tornar efetiva a cláusula isonômica inscrita na Constituição" (lá T. 12 do CP" (5á T. venham os Tribunais a ampliar-lhe o conteúdo normativo e a estender a sua eficácia jurídica a situaç<*-*>es subjetivas nele não previstas. da liberdade individual. . 5<*-*>.VI.12248). Além dessa vedação expressa. p. até. 0 princípio da divisão funcional do poder impede que. havendo previsão legal (principio da reserva lega<*-*> e tendo sido aplicada expressamente em sentença judicial (observância do devido processo legal). Revista PGE/SP jun. vedação material à edição da medida provisória. a interdição para o exercício do comércio só pode ser pena. não mero efeito automático da condenação (art. matéria muito discutida na doutrina é a possibilidade de edição de medida provisória em matéria tributária. Com a promulgação das Emendas Constitucionais nó 6 e 7. não ocorre ilegalidade ou inconstitucionalidade."Perante a Constituição vigente. 195. foi criado o art. Alberto Silva Franco diz: "com tais características. 5. 246. que veda. pode a medida provisória servir de instrumento normativo adequado à abordagem da disciplina penal? A res- . Decreto-lei n" 7. 62 da Constituição Federal não previa. estando em plena vigência o ato legislativo. mesmo cautelar. Celso de Mello Filho coloca-se contra a possibilidade de edição de medida provisória em matéria penal. Seção I. Celso de Mello. como se infere do art. . 20 maio 1994. Min.

a norma constitucional exige a anterioridade da lei. portanto. 150. No mesmo sentido. que "em relação aos tributos submetidos ao princípio da anterioridade. São Paulo : Saraiva. No tocante à edição de medida provisória em matéria reservada à lei . A Constituição vigente manteve o princípio da legalidade para a criação e aumento dos tributos e o da autorização orçamentária para a sua cobrança" (O processo legislativo. Marco Aurélio. ed. na órbita tributária.159). Por igual. Não se argumente com o fato de que o texto constitucional relativo à medida provisória não sofre nenhuma restrição em seu raio de incidência.posta à indagação só poderá ser negativa. São Paulo : Atlas. a admissibilidade do decreto-lei no terreno tributário. São Paulo : RT. 2. a imediatidade das medidas provisórias é incompatível com as normas tributárias (A medida provisória na Constituição. 37).já que também possuía a "força de lei" .Nelson de Souza Sampaio afirmava. ao Distrito Federal e aos Municípios exigir ou aumentar tributo sem lei anterior que o estabeleça e. veda com força de garantia dada ao contribuinte. p. veda a cobrança de tributos. nos autos de Ação Direta de Inconstitucionalidade n<*-*> 11. inciso I. p. p. as medidas provisórias inequi<012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. 53). Tal como o decreto-lei. que não podem conter disposiç<*-*>es que levem a situaç<*-*>es irreversíveis (GRECO. até pela diversidade quanto ao âmbito de iniciativa e de processo legislativo". 1991. que não poderia abranger a medida provisória. com Roque Carrazza. O dispositivo não pode ser interpretado isoladamente. em relação aos fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. Não se dispensa. pronunciamento do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. 1996. sobre a aplicabilidade do decreto-lei no campo tributário : "Não menos restrita é. ainda que se equipare à mesma. o princípio da legalidade. a União. aos Estados. 1=' A 5=' 223 vocamente não os podem criar ou aumentar" (Curso de direito constitucional tributário. transitoriamente investida de "força de lei". no inciso III. À época do decreto-lei. 2.643-0/0. mas deve ser submetido a uma interpretação sistemática para a qual contribuem outros princípios constitucionais tais como o da legalidade e da separação de poderes" (LEXRJTJESP 123/16). E medida provisória não é lei. ao tributo a reserva legal. 42). 1991. São Paulo : RT. que não é lei. Como salientado por Marcelo Figueiredo. ao nosso ver. da Constituição Federal.1991. item a. em que ficou afirmado que "o art. a <012> 222 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS medida provisória ocupa um lugar de inferioridade. em relação à lei em sentido estrito. p. pois. mas espécie normativa excepcional. figura que guarda semelhança estreita com a medida provisória . Conclui-se. Medidas provisórias. ed.

devidamente elaboradas pelo Poder Legislativo. cit. v. que afirmam a impossibilidade dessa hipótese. também aplica-se durante o processo da execução da pena. Min. incompatível. p. 21 fev. Diário da Justiça. da Constituição Federal.1957. p. uma vez que o legislador constituinte originário expressamente estabeleceu uma reserva de competência à edição de lei complementar. Diário da Justiça. . Além disso.do CP" (Direito penal. 14.a lei não retroagirá.74 Irretroatividade da lei penal in pejus A presente norma penal prevê dois princípios que regem eventuais conflitos de leis penais no tempo: irretroatividade da lei mais severa (lex gravior) e retroatividade da lei mais benigna (lex mitior). de Jesus. face à exigência constitucional de edição de leis formais. p. inclusive às substituiç<*-*>es de penas e livramento condicional. Em conclusão. sem a qual. 1990. e. Min. Orosimbo Nonato.HC n<*-*> 31. . 14 jan. São Paulo : RT. salvo para beneficiar o réu.128). salvo se benigna. A regra geral em matéria de direito penal é a irretroatividade da lei penal. conseqüentemente a todos os seus incidentes.1991. possui diversas características: <*-*> A lei penal mais benigna tem aplicação retroativa. 5ó.2á T. 00811. como afirma Marco Aurélio Greco. tributário e lei complementar) impede sua regulamentação por meio de medidas provisórias.776 . e igualmente. com total desrespeito ao art. sendo de competência do juiz de execuç<*-*>es penais a sua aplicação. "não haveria segurança nem liberdade na sociedade. cit. 1. com a unipessoalidade na edição das medidas provisórias. lá <012> 224 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS T. p. <*-*>O princípio da retroatividade da lex mitior. 62 prevê a conversão da medida provisória em lei e não em lei complementar" (Medidas provisórias. admite-se constitucionalmente. a ser deliberada por maioria absoluta dos membros de ambas as Casas Legislativas. ressalvando que apenas o Ministro Moreira Alves e o juiz Hugo de Brito Machado defendem a tese de que a medida provisória pode veicular matéria de lei complementar). como salienta Damásio E.736 . O princípio da irretroatividade da lei penal. a retroatividade da lei penal mais benigna. p. ed. 1952. 35) e Leon Frejda Szklarowsky (Op. sempre a favor do agente da prática do fato delituoso. 36). Nelson Hungria. 62). parece-nos que assiste razão à Marcelo Figueiredo (Op. a aplicabilidade do princípio da reserva legal a determinadas matérias (direito penal.rel.HC n" 33. inclusive em relação à eficácia da coisa julgada (STF . São Paulo : Saraiva. 5. o "art.complementar. 36. XXXIX. pois. 1. Porém. .rel. com a abolição do postulado consagrado no art. p. XL . uma vez que se poderia punir fatos lícitos após sua realização. que inclui o princípio da irretroatividade da lei penal mais grave.

"A retroatividade da lei penal mais favorável consiste basicamente em imputar as conseqüências jurídicas benéficas aos fatos nela previstos. caso a alteração de previsão por parte da autoridade administrativa seja favorável ao agente.ei do Colarinho Branco": STJ . Sepúlveda Pertence. basicamente.641/SP . por sua carac- .492/86). poder fazer retroceder o próprio curso do tempo" (1<*-*> T. prevista como verdadeiro instrumental à proteção. .CC n<*-*> 2. para abranger crimes que. Flaauer Scartezzini . 1994. 26 ago. Min. do art."Descrevendo a denúncia fatos ocorridos anteriormente à `Lei do Colarinho Branco' (l.rel. contudo. uma vez que não retroagirá para aplicar-se a fatos pretéritos. <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. p. e assim deslocar a competência para a Justiça Federal" (3á Seção . <*-*>Nas hipóteses de lei <*-*>enal em branco.<*-*>O princípio da retroatividade da lex mitior não autoriza a combinação de duas normas que se conflitam no tempo para desse embate extrair-se um tercius genius que mais beneficie o réu (RTJ. ainda. embora ocorridos anteriormente a sua vigência. <*-*>A lei penal benéfica possui extra-atividade. tampouco permanecerá aplicando-se a fatos praticados durante sua vigência. para quem o termo utilizado pela Constituição deveria ter sido violação e não discriminação. para efeitos de retroatividade benéfica deve ser considerado o complemento administrativo. Min.ia. 21. <*-*>Em relação à lei penal mais severa vige o principio da não-extra-atividade. 5" da Constituição Federal. desde que a lei revogadora seja mais severa. Concordamos com Alcino Pinto Falcão. Diário da Justiça. 06/635). o complemento deve retroagir. Irretroatividade da <*-*><*-*>I.Ementário. XLI . etn caso contrário não (RTJ. Seção I. uma vez que poderá ser ultra-ativa. 142/564). no caso de revogar a lei penal mais severa e vigente à época dos fatos praticados pelo agente. se houver sido revogada pela lei mais benéfica ao agente. do princípio da igualdade.HC n<*-*> 70. pois.a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais. embora afetem o sistema financeiro. poderá ser retroativa. não se pode.997-0/RI . consagrado no caput e inciso I. ou.139/216). aplicando-se a fatos praticados durante sua vigênc.ei n" 7.890).1=' A 51 225 5. sem. portanto não auto-executável e dependente de integração legislativa ordinária. mesmo que haja posterior revogação. retroagir sua incidência.75 Proteção aos direitos e liberdades fundamentais Trata-se de garantia constitucional de eficácia limitada. Assim. Retroatividade da lei penal mais benéfica: STF . não estavam previstos no citado diploma legal.rel.

terística mais abrangente e adequada (Comentários... Op. cit. p. 271). Ressalte-se, pela importância, que é a proteção judicial que torna efetiva a garantia e os direitos fundamentais assegurados pela Constituição (STJ6á T. - REsp nó 37.287-9/SP - rel. Min. Adhemar Maciel - Ementário,12/19), devendo, portanto, o legislador ordinário, em cumprimento ao presente mandamento constitucional, fornecer ao Poder Judiciário os instrumentos necessários ao combate à discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais. A própria Constituição Federal prevê em seu art. 102, <*-*> 1" (redação dada pela EC zi' 03, de 17-3-1993), que a argüição de descumprimento de preceito fundamental (entre eles os direitos e liberdades fundamentais), decorrente da Constituição, será apreciada pelo Supremo Tribunal Federal, na forma da lei, tendo o Pretório Excelso reconhecido tratar-se de norma constitucional de eficácia limitada, dependente de edição de lei ordinária, até então inexistente (STF - Pleno - Agravo regimental em Petição n<*-*>' 1.140-7 rel. Min. Sydney Sanches, Diário da Justiça, Seção I, 31 maio 1996, p. 18.803). Cf. I.ei n" 7.716, de 5-1-1989 e Lei nó 9.459, de 13-5-1997, que definem os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor. Cf. Lei n" 9.455, de 7-4-1997, que define os crimes de tortura. XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritivel, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei. 5.76 Combate ao racismo A legislação ordinária define os crimes resultantes de preconceitos de raça ou de cor, por meio da Lei n" 7.716, de 5-1-1989, parcialmente alterada pela Lei n" 9.459, de 13-5-1997. Dessa forma, serão punidos os crimes resultantes de preconceitos de raça ou de cor, etnia, religião ou procedência nacional. O art. 20 da citada Lei n" 7.716, de 5-1-1989, com a redação dada pela Lei n" 9.459, de 13-5-1997, <012> 226 I)IREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS

prevê como figura típica apenada com reclusão de um a três anos e multa a conduta de praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, etnia, religião ou procedência nacional. Prevê-se, ainda, como crime apenado com reclusão de dois a cinco anos e multa, a conduta de fabricar, comercializar, distribuir ou veicular simbolos, embalagens, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do racismo. Essas condutas são qualificadas se praticadas por intermédio dos meios de comunição social ou publicação de qualquer natureza, sendo prevista a pena de reclusão de dois a cinco anos e multa. Essa limitação à liberdade de imprensa em virtude de veiculação de propagandas preconceituosas a determinadas raças, etnias, religi<*-*>es ou procedências nacionais é plenamente constitucional, uma vez que as liberdades públicas não podem ser utilizadas para acobertar finalidades ilícitas (STF - 1<*-*> T. - R,Extr. n<*-*>' 25.348/MG - rel. Min. Ribeiro da Costa, Diário da Justiça, Seção I, 5 maio 1955, p. 5.017). A presente legislação protetiva também prevê como crime qualquer

conduta que impeça ou obstaculize o livre acesso a lugares públicos ou de finalidades públicas (restaurantes, bares, hotéis etc.), ao ensino, a cargos, funç<*-*>es ou empregos públicos ou privados, ao uso de transportes públicos, em face tão-somente da raça, etnia, religião ou procedência da pessoa. Além disso, impedir ou obstar de forma discriminatória o casamento ou convivência familiar ou social também é considerado crime e apenado com dois a quatro anos de reclusão. Acrescente-se, por fim, que o legislador ordinário, para garantir maior eficácia do preceito constitucional, protetor da igualdade e inimigo das discriminaç<*-*>es, estabeleceu como figura típica diferenciada a injúria consistente na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião ou origem, apenando-a com reclusão de um a três anos e multa (CP, art. 140, § 3").

XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetiveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilicito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem. 5.77 Crimes hediondos A lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o ter<012> COMENTÁRIOS DOUTRINARIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS.1<*-*> A 5" 227 rorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem. 0 legislador brasileiro optou pelo critério legal na definição dos crimes hediondos, prevendo-os, taxativamente, no art. l<*-*> da Lei n<*-*> 8.072/90. Assim, crime hediondo, no Brasil, não é aquele que se mostra repugnante, asqueroso, sórdido, depravado, abjeto, horroroso, horrivel, por sua gravidade objetiva, ou por seu modo ou meio de execuç<*-*>es, ou pela finalidade que presidiu ou iluminou a ação criminosa, ou pela adoção de qualquer critério válido, mas sim aquele crime que, por um verdadeiro processo de colagem, foi rotulado como tal pelo legislador ordinário, uma vez que não há em nivel constitucional qualQuer linha mestra dessa figura criminosa. O art. ló da Lei n" 8.072/90, de acordo com o art. ló da Lei nó 8.930/94, de 6-9-1994, passou a prever: "São considerados hediondos os seguintes crimes, todos tipificados no Decreto-lei nó 2.848, de 7-12-1940 - Código Penal, consumados ou tentados: I - homicídio (art. 121), quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio, ainda que cometido por um só agente, e homicídio qualificado (art.121, § 2", I, II, III, IV e V); II - latrocínio (art. 157, § 3<*-*>, in fine); III - extorsão qualificada pela morte (art.158, <*-*> 2");

IV - extorsão mediante seqüestro e na forma qualificada (art. 159, caput e §§ l<*-*>, 2<*-*> e 3ó); V - estupro (art. 213 e sua combinação com o art. 223, caput e parágrafo único) ; VI - atentado violento ao pudor (art. 214 e sua combinação com o art. 223, caput e parágrafo único); VII - epidemia com resultado morte (art. 267, § l<*-*>) Parágrafo único. Considera-se também hediondo o crime de genocídio previsto nos arts. ló, 2<*-*> e 3<*-*> da Lei nó 2.889, de 1<**>-10-1956, consumado ou tentado."

5.78 Tráfico ilícito de entorpecentes, tortura e terrorismo O tráfico ilícito de entorpecentes, a tortura e o terrorismo não são crimes hediondos, como podemos verificar pelo próprio texto constitucional, porém a eles se aplicam as regras previstas na lei. Em relação à tortura, conferir a Lei n" 9.455, de 7-4-1997, que define os crimes de tortura, <012> 228 I)IREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS

Importante ressaltar que somente os delitos previstos nos arts. 12, 13 e 14 da Lei n" 6.368/76 foram definidos como assemelhados aos hediondos, pois o delito do art. 16 refere-se ao usuário e não à realização do tráfico cie entorpecentes. 5.79 Lei dos crimes hediondos e indulto A Constituição Federal disp<*-*>e que os crimes hediondos e assemelhados serão insuscetíveis de anistia e graça, tendo a legislação infraconstitucional acrescentado o indulto. Concordamos com a maioria da doutrina, Damásio E. de Jesus, Antônio Lopes Monteiro e Ministro Luiz Vicente Cernicchiaro, para quem, "em se analisando, finalisticamente, o art. 5", XLIII, percebe-se que a proibição constitucional significa excluir da clemencia principis os autores de crimes hediondos. Não faz sentido, pela Constituição, afastar o favor do Presidente da República, individualmente concedido, mas autorizar o benefício só porque, no mesmo decreto, foram contempladas outras pessoas. Sufragar-se-ia conclusão meramente formal, em dado simplesmente numérico. Realça, aqui, o significado altamente negativo do crime hediondo, incompatível com a tradicional clemência" (CERNICCHIARO, Luiz Vicente, COSTA JR., Paulo José. Direito penal na Constituição. 3. ed. São Paulo : RT,1995. p.172). Em sentido contrário se posicionam Francisco de Assis Toledo e Alberto Silva Franco, para quem é inaceitável a proibição do indulto por lei ordinária, pois, no art. 84, XII, a Constituição prevê expressamente o indulto e o atribui à competência discricionária do Chefe do Executivo. Dessa forma, esse poder discricionário somente encontra seus efeitos no próprio texto constitucional, não podendo ser restringido pelo legislador ordinário. Data venia desse entendimento, não nos parece haver incompatibilicl<*-*>lde entre o art. 84, XII, da Constituição Federal e a previsão da Lei dos crimes hediondos, uma vez que o citado artigo constitucional não pode ser in-

terpretado isoladamente, mas sim em conjunto com o art. 5", XLIII, de maneira que ambas as disposiç<*-*>es legais tenham validade. Esse exercício cle hermenêutica leva-nos à conclusão de que compete, privativamente, ao Presidente da República conceder indulto, desde que não haja proibição expressa ou implícita no próprio texto constitucional, como ocorre em relação aos crimes hediondos e assemelhados, para quem, a própria Constituição Federal entendeu necessário o afastamento das espécies de clemencia principis. Ressalte-se, por fim, que em relação ao crime de tortura, definido na Lei nó 9.455, de 7-4-1997, o § 6", do art. ló expressamente afirmou: O crime <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUPENCIAIS AOS ARTS.1'= A 5`= 229 de tortura é insuscetivel de graça ou anistia. Dessa forma, acabou por revogar a proibição à concessão do indulto ao crime de tortura, prevista anteriormente pela Lei nó 8.072/90, uma vez que a lei posterior também revoga a lei anterior quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior (LiCC, art. 2", § 1<*-*>). Indulto e crimes hediondos: STF - "O Decreto presidencial, que concede indulto coletivo, pode ser parcial, ou seja, beneficiar os condenados por certos delitos e excluir os condenados por outros. Essa exclusão pode fazer-se com a simples referência aos crimes que a lei classifica como hediondos" (1<*-*> T. - HC n" 71.643/RS - rel. Min. Sydney Sanches, Diário da Justiça, Seção I, 25 nov. 1994, p. 32.301). 5.80 Lei dos crimes hediondos e liberdade provisória 0 legislador constitucional previu no art. 5<*-*>, XLIII, que a lei considerará crimes inafiançáveis a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos. Ocorre, porém, que na Lei n" 8.072/90, o legislador ordinário, além de vedar a fiança (o que poderia fazer por expressa manifestação no plano constitucional), considerou também inadmissível, nos crimes hediondos, de tortura, de tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e de terrorismo, a concessão da liberdade provisória. Não nos parece padecer de inconstitucionalidade o referido dispositivo constitucional, uma vez que o tratamento das hipóteses de liberdade provisória é meramente infraconstitucional, sendo, em regra, realizado pelo próprio Código de Processo Penal. Dessa forma, nada impede que outra espécie normativa ordinária (Lei n" 8.072/90), de idêntica hierarquia ao Código de Processo Penal, possa prever algumas hipóteses proibitivas de concessão de liberdade provisória. Ressalte-se que a lei somente não poderia autorizar a concessão de fiança nas hipóteses em que, expressamente, o legislador constituinte vedou-as, sob pena de flagrante inconstitucionalidade, o restante deve ser regulamentado em nível ordinário. Em relação ao crime de tortura, definido na Lei nó 9.455, de 7-4-1997, o § 6<*-*>', do art. 1" expressamente afirmou: O crime de tortura é inafiançável. Dessa forma, acabou por revogar a proibição à concessão de liberdade provisória ao crime de tortura, prevista anteriormente pela Lei n" 8.072/90, uma vez que a lei posterior também revoga a lei anterior quando regule inteiramen-

te a matéria de que tratava a lei anterior (LiCC, art. 2", <*-*> l<*-*>). Proibição de concessão de liberdade provisória - constitucionalidade: STJ"A lei recusa liberdade provisória a acusado de crime hediondo" (5á T. - RHC n<*-*> 2.520-0/CE - rel. Min. Edson Vidigal, Ementário, 07/707). Ainda: STJ - "A primarie<012> 230 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS

dade e os bons antecedentes não asseguram ao agente o direito de responder solto a crime de tráfico de entorpecentes, diante da proibição legal (art. 2", II, da l.ei n" 8.072/90)" (6<*-*> T. - RHC n<*-*> 1.138/RS - rel. Min. Carlos Thibau, Diário da Justiça, Seção I, 10 jun. 1991, p. 7.858). No mesmo sentido: STJ - "Latrocínio é crime hediondo, insuscetível do benefício da liberdade provisória" (5<*-*> T. - HC n<*-*> 932-0/SP - rel. Min. Edson Vidigal - Ementário STJ, 05/291). Vedação de liberdade provisória em crimes hediondos e assemelhados. Competência do legislador ordinário: TJ/SP - "A lei deve ser cumprida. Tal e qual pretendeu o legislador, que, em grave momento, em que se tem como certa a disseminação extraordinária dos tóxicos, em todo o mundo, houve por bem, entre nós, editar lei de rigor mais dilatado, que não se reveste de nenhuma inconstitucionalidade. É, no caso, lei ordinária, emanada do poder competente, que em nada arranhou as garantias individuais asseguradas pela L,ei Maior" (Rec. 108.716-3/6, rel. Des. Djalma I.ofrano). 5.81Constitucionalidade do cumprimento integral em regime fechado dos crimes hediondos e assemelhados A obrigatoriedade legal do cumprimento integral da pena, em caso de condenação por crimes hediondos ou assemelhados, em regime fechado, não ofende o princípio da individualização da pena, uma vez que trata-se de matéria infraconstitucional a ser disciplinada por lei ordinária. Assim, da mesma forma pela qual o legislador ordinário tem a discricionariedade para a criação de regimes de cumprimento de pena, bem como das hipóteses de progressão e regressão entre os diversos regimes previstos, poderá também instituir algumas hipóteses em que a progressão estará absolutamente vedada. Note-se que, em face do art. l<*-*>, § 7ó, da Lei nó 9.455, de 7-4-1997, que defmiu os crimes de tortura ("O condenado por crime previsto nesta Lei, salvo a hipótese do <*-*> 2<*-*>, iniciará o cumprimento da pena em regime fechado"), haverá naquelas hipóteses possibilidade de progressão aos demais regimes de cumprimento de pena. Constitucionalidade do art. 2ó, § 1<*-*>, da Lei n" 8.072/90: STF - "À l,ei ordinária compete fixar os parâmetros dentro dos quais o julgador poderá efetivar ou a

concreção ou a individualização da pena. Se o legislador ordinário dispôs, no uso da prerrogativa que lhe foi deferida pela norma constitucional, que nos crimes hediondos o cumprimento da pena será no regime fechado, significa que não quis ele deixar, em relação aos crimes dessa natureza, qualquer discricionariedade ao juiz na fixação do regime prisional" (Pleno - HC n<*-*> 69.603-1/SP - rel. Min. Paulo Brossard, Diário da Justiça, Seção I, 23 abr. 1993. p. 6.922). Neste mesmo sentido diversos julgados do STF: HC 59.657.1-SP, rel. Min. Francisco Rezek, DJU, 18 jun. 1993, p. 12.111; HC 70.657.6-MS, 2<*-*> T., rel. Min. Marco Aurélio, DJU, 29 abr. 1994, p. 9.716; HC 70.044.6-SP, 2á T., rel. Min. Paulo Brossard, DJU, 7 maio 1993, p. 8.330; HC 70.121.3-SP, 2á T., rel. Min. Marco Aurélio, DJU, 16 abr. 1993, p. 6.430. Igualmente, <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. ló A 5" 231 o Superior Tribunal de Justiça: 6á T. - REsp 5.261-SP - rel. Min. José Cândido, DJU, 3 dez.1990, p.14.332 e 5<*-*> T. - REsp 60.733-7-SP - rel. Min. José Dantas. XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritivel a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático. 5.82 Proteção à ordem constitucional e ao Estado Democrático - repressão à açáo de grupos armados

Ao estabelecer mais um mecanismo protetivo da ordem constitucional e do Estado Democrático de Direito, o legislador constituinte pretendeu solidificar a idéia de democracia na República Federativa do Brasil, no intuilo de afastar qualquer possibilidade futura de quebra da normalidade. Conforme salienta Wolgran Junqueira Ferreira, "é fácil distinguir que o intento da emenda aprovada tinha outro objetivo: tentar impedir futuros golpes militares" (Direitos...Op. cit. p. 343). Concordamos com a crític.a feita pela doutrina em relação à localização do presente preceito, uma vez que não encerra nenhuma norma garantidora de um direito ou garantia individual, mas garantidora da defesa do Estado e das instituiç<*-*>es democráticas, pelo que deveria constar no Título V da Constituição Federal (FALCÃO, Alcino Pinto. Comentários... Op. cit. p. 276; p ` BASTOS, Celso, MARTINS, Ives Gandra da Silva. Comentários... O. cit. v. Z. p. 227; FERREIRA, Wolgran Junqueira. Direitos... Op. cit. p. 343). A norma constitucional, porém, não tem aplicabilidade imediata, uma vez que não é definidora de tipo penal, mas tão-só estabeleceu um instrumento de defesa da democracia e uma obrigatoriedade ao Congresso Nacional (CF, art. 22, <*-*>, correspondente à edição de lei penal descrevendo as condutas típicas referentes ao presente inciso, e, desde logo, já previu duas conseqüências para essas figuras penais a serem criadas: inafiançabilidade e im-

prescritibilidade. b) perda de bens. XLV . XLVI . ao afirmar que "o dispositivo constitucional. deve ser amoldada a conduta criminosa ao conjunto de elementos descritivos do crime contido na lei penal. a edição dessa lei penal. de forma vinculada ao legislador ordinário. 3. podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser. Não é outra a conclusão de Cernicchiaro. mediante ação penal. conbem jurídico. há necessidade de que o fato seja descrito na lei como típico.nenhuma pena passará da pessoa do condenado. c) multa. garante-se tanto a proibição de transmissão da pena para familiares. Pena. Ressalte-se que os princípios da reseiva legal e da anterioridade. o sentido imperativo do texto constitucional não está a excluir a necessidade de edição de uma lei penal descritiva da conduta crimi<012> 232 PIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS nosa praticada por grupos armados. 1990. proclamando que nenhuma pena passará da pessoa do condenado. Dessa forma. p. não o definiu. quanto exige-se que a lei infraconstitucional preveja a extinção da punibilidade em caso de morte do agente. por meio das regras de processo legislativo constitucional (lex scripta). na definição de Damásio E. Dessa forma. p.a lei regulará a individualização da pena e adotará. nos termos da lei. e cujo fim é evitar novos ed. ou seja.83 Princípio da pessoalidade ou incontagiabilidade ou intransmissibilidade da pena A Constituição Federal consagrou a incontagiabilidade da pena. 5. exige e determina. Direito penal na Constituição. Luiz Vicente. 457). de Jesus. que a lei seja anterior ao fato sancionado (lex previa).1995. mas muito pelo contrário. por exigência da própria Constituição" (CERNICCHIARO. embora qualifique aquela conduta colno crime. exigem a existência de lei formal devidamente elaborada pelo Poder I. Além disso. d) prestação social alternativa. uma vez que não haveria sentido na continuidade. e) suspensão ou interdição de direitos. São Paulo : Saraiva. Insuficiente referência genérica. parentes. até o limite do valor do patrimônio transferido. que a lei descreva especificamente um fato determinado (lex cer ta). amigos ou terceiros em geral. pelo Estado. 14.198). entre outras. estendidas aos sucessores e contra eles executadas. COSTA JR. civis ou militares. ed. "é a sanção aflitiva imposta tor de uma infração (penal). contra a ordem constitucional e o Estado Democrático. São Paulo : RT. Urge descrição específica. conforme já analisado no inciso XXXIX. sistente na diminuição de um delitos" (Direito penal. Paulo José. por parte do Esta- . as seguintes: a) privação ou restrição da liberdade. ao aucomo retribuição de seu ato ilícito.egislativo.

A legislação ordinária aponta os mecanismos para a individualização da pena. Canotilho e Moreira exp<*-*>em que "as penas são intransmissíveis. com prejuízo de patrimônio próprio e originário dos mesmos. 84 Princípio da individualização da pena O princípio da individualização da pena exige uma estreita correspondência entre a responsabilização da conduta do agente e a sanção a ser aplicada. p. à conduta social. III . A norma constitucional somente permite que essas duas medidas sejam estendidas aos sucessores e contra eles executadas. pela obrigatoriedade emanada do texto constitucional da <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. (b) proibição da transmissão da pena para familiares. parentes ou terceiros. portanto. bem como quanto à decretação do perdimento de bens.do. pela total impossibilidade de aplicação das sanç<**>es.as penas aplicáveis dentre as cominadas. II . Assim. à personalidade do agente. a imposição da pena depende do juízo individualizado da culpabilidade do agente (censurabilidade de sua conduta).o regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade. estando sujeitas ao principio da pessoalidade.. vem prevista no art. estabelecerá. I). dentro dos limites previstos. por outra espécie . Assim.a <012> 234 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS substituição da pena privativa de liberdade aplicada. às circunstâncias e conseqizências do crime. aos antecedentes. 30" 3 .. No Código Penal Militar. nunca. de maneira que a pena atinja suas fmalidades de prevenção e repressão. portanto. IV . cit. conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime: I . I.1<*-*> A 5=' 233 lei ordinária prever como causa extintiva da punibilidade a morte do agente (no Código Penal. (c) impossibilidade de sub-rogação no cumprimento das penas" (Constituição.a quantidade de pena aplicável. o que implica: (a) extin<*-*>ão da pena e do procedimento criminal com a morte do agente. o art. 0 princípio da incontagiabilidade ou intransmissibilidade da pena também se aplica em relação à obrigação de reparação do dano. até o limite do patrimônio transferido em virtude da herança. art. Conclui-se. 5. na persecução penal. Intransmissibilidade da pena: TJ/SP . Op."As penas são insusceptíveis de transmissão"). aos motivos. 107. bem como ao comportamento da vítima. 123. Analisando semelhante dispositivo na Constituição portuguesa (art. 197)."Em nosso Direito vigora o princípio constitucional de que a pena não passará da pessoa do delinqüente não podendo suas conseqüências atingir terceiros. estranhos à atividade daquele" (RT 338/223). atendendo à culpabilidade. 59 do Código Penal estabelece que "o juiz.

Augusto Marin . na espécie" (2<*-*> T. da I. que decreta perdimento de automóvel apreendido em poder do condenado. Perdimento e habeas corpus: STF . 27 set.REsp n" 15.151). Habeas corpus incabível.969/SP . prestação social alternativa.322. Min.Art.368/1976. salvo no caso de guerra declarada. Néri da Silveira. prisão perpétua. Diário da Justiça.de pena.Admissibilidade .HC 68.Utilização para tráfico de tóxico . No mesmo sentido: STF . Logicamente.539-/DF . .085-0/DF . trabalhos forçados.Apelação Criminal n" 162. Paulo Brossard.85 Espécies de penas inaplicáveis no Direito brasileiro A Constituição Federal de 1988 consagrou como garantia individual do sentenciado a impossibilidade de aplicação de determinadas espécies de penas.Pleno . a saber: pena de morte."A pena de perdimento do veículo."Veículo . Seção I. 1º A 5º 235 as finalidades da pena (retribuição e prevenção) não serem vingativas e do necessário respeito à dignidade humana. por infração ao art. que a única exceção . salvo em caso de guerra declarada. Diário da Justiça. 34 da I. Min. Perdimento e participação no ilícito: STJ . Percebe-se. art.rel.rel. suspensão ou interdição de direitos. somente tem aplicação quando devidamente comprovada a responsabilidade do proprietário no ilícito praticado pelo motorista transportador das mercadorias apreendidas" (lá T.368/76" (rel. REsp n<*-*>' 63.619/SP rel. XXXI<*-*>. e) cruéis. Seção I. p. . XIX. p. c) de trabalhos forçados. perda de bens. 36. pela própria redação constitucional. 20 mar."Decisão em ação penal.rel. a aplicação das penas constitucionalmente previstas depende de expressa previsão e regulamentação legal. Garcia Vieira . nos termos do art. A própria Constituição Federal já prevê o rol de penas a serem previstas pela legislação ordinária: privação ou restrição de liberdade.Ementário STJ.não haverá penas: a) de morte.20-6-94).1992.Confisco . No mesmo sentido: 5"I<*-*>F -1" T.Ementário STJ. multa. 06/067). Gomes de Barros . se cabível".ei n" 6. 1996. banimento e penas cruéis. Tráfco de entorpecentes e confisco: TJ/SP . 84.ei Federal n" 6.13/227. 3. 5.HC 71. XLVII .<*-*> b) de caráter perpétuo. em cumprimento ao princípio da reserva legal (CF. Min.577-3 Santos . utilizado em contrabando ou descaminho.Perdimento em favor do Estado . 5ó. d) de banimento. 12. Essa previsão decorre de COMENTARIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUdENCIAIS AOS ARTS.

84. em seu art. XIX). art. como. prevista em lei anterior (princípios da reserva legal e anterioridade). XIII).. apesar da possibilidade de execução imediata da pena. 84. salvo nos casos previstos pelas leis militares de guerra.) Não é <*-*> <**>mitida a pena de morte. é prevista em outras Constituiç<*-*>es. de 24-2-1891.001/69). englobando todos os atos possíveis para a defesa do sentenciado. 57 e parágrafo único). e. Existe previsão infraconstitucional de aplicação de pena de morte para determinados crimes militares no art. XII).. em face da modernidade dos meios de comunicação. Essa exceção constitucional. pemitida em caráter excepcional em caso de guerra declarada. basicamente. da seguinte . em face do direito à vida e do direito de ampla defesa. em relação à legislação militar em tempo de guerra. que extrapola a simples defesa processual. devidamente declarada nos moldes constitucionais. Excepcionalmente. porém. 72. nesse aspecto recepcionado pela nova ordem constitucional.foi em relação à pena de morte. Código Penal Militar (Decreto-lei n<*-*> 1. I. 707 e 708 do Código de Processo Penal Militar (Decreto-lei nó 1. Entendemos que esse preceito infraconstitucional deve ser interpretado conforme os direitos e garantias fundamentais da Constituição de 1988. que.002/69). 5. conforme preleciona o art. art. a im de que possa analisar a possibilidade de concessão de graça. art. a medida nunca poderá ser tomada antes da prévia ciência do Presidente da República. em especial. quando ocorrida no intervalo das sess<*-*>es legislativas (CF. a Constituição Federal de 1988 repetiu uma proibição constante já na lá Constituição Republicana. 84. e será executada por fuzilamento. aplicada somente em caso de guerra declarada. art. A execução da pena de morte vem disciplinada pelos arts. Comandante Constitucional Supremo das Forças Armadas (CF. que a necessidade de mera ciência ao Presidente da República poderia colocar em risco o interesse da ordem e da disciplina militares. devidamente autorizado pelo Congresso Nacional ou referendado por ele."(. uma vez que sempre haverá a possibilidade de o Presidente da República conceder graça ao condenado (CF. a italiana (art. portanto. para preservação de sua vida. logicamente. a legislação penal militar admite a possibilidade de execução imediata da pena quando o exigir o interesse da ordem e da disciplina militares (CPM. 55. no caso de agressão estrangeira. 56 do CPM.86 Pena de morte A norma constitucional não veda de forma absoluta a aplicação da pena de morte. estabelecia: "Fica igualmente abolida a pena de morte. desde que. e somente poderá ser executada após 7 (sete) dias dessa comunicação. Dessa forma. reservadas as disposiç<**>es da legislação militar em tempo de guerra". ou seja. Não se argumente. em face do interesse da ordem e da disci<012> 236 I)IREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS plina militares. pelo Presidente da República. por exemplo. Assim. A pena de morte será. <*-*> 21. e em tempo de guerra. Anote-se que a sentença condenatória com trânsito em julgado que tiver aplicado a pena de morte deverá ser comunicada ao Presidente da República. 27 .

<*-*> covardia qualificada (art. <*-*> separação reprovável (art. será remetida ao comandante-chefe. violência carnal qualificada (art. abandono de posto em presença do inimigo (art. <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. 400). 394) . e terá os olhos vendados." Prevê-se. <*-*> fizga em presença do inimigo (art. 38'<*-*> violência (art. <*-*> 1"). todos previstos no Código Penal Militar (Decreto-lei n" 1. 364). 405). saque (art. para ser publicada em boletim". 386). Crimes militares cometidos em tempo de guerra que permitem a aplicação da pena de morte. <*-*> espionagem (art. insubordinação (art. 365). amotinamento de prisioneiros (art. que "da execução da pena de morte lavrar-se-á ata circunstanciada que. deserção (art. b). 357). 392) . 379. <*-*> dano especial (art. <*-*> informação ou auxílio ao inimigo (art. envenenamento. 390). 5. salvo se o recusar. Será permitido ao condenado receber socorro espiritual. no momento em que tiver de receber as descargas. 384). 360). 408. 358). <*-*> rendição ou capitulação (art. 401) . O civil ou assemelhado será executado nas mesmas condiç<*-*>es. libertação (art. As vozes de fogo serão substituídas por sinais. <*-*> traição imprópria (art. genocídio (art. 378). 389). <*-*> aliciamento de militar (art. <*-*> motim. parágrafo único. homicídio qualificado (art. devendo deixar a prisão decentement. roubo ou extorsão (art. 396).001/69): <*-*> traição (art. 406) . <*-*> incitamento à desobediência em presença do inimigo (art.87 Pena de caráter perpétuo . 372). 368). 395) . 356). ainda.e vestido. <*-*> tentativa contra a soberania do Brasil (art. 366). assinada pelo executor e duas testemunhas. 359). 361). crimes de perigo comum (art. parágrafo único). 375. <*-*> favorecimento do inimigo (art. <*-*> ato prejudicial à eficiência da tropa (art. <*-*> coação a comandante militar (art. corrupção ou epidemia (art. 385).maneira: "O militar que tiver de ser fuzilado sairá da prisão com uniforme comum e sem insígnias. 1<*-*> A 5<*-*> 237 <*-*> <*-*> <*-*> <*-*> <*-*> <*-*> <*-*> <*-*> <*-*> <*-*> <*-*> <*-*> <*-*> <*-*> <*-*> dano em base de interesse militar (art. <*-*> abandono qualificado do comboio (art. 371). 383). 362). evasão (art. 355). <*-*> falta qualificada de cumprimento de ordem (art. revolta ou conspiração (art.

88 Extradi<*-*>ão e pena de morte e prisão perpétua Em relação à extradi<*-*>ão.5. p.. 2. respeitando a dignidade humana e visando a reeducação do sentenciado (cf. Saliente-se que as penas de trabalho forçado não se confundem com a previsão de trabalho remunerado durante a execução penal. Ives Gandra da Silva. salvo nos casos em que o Brasil a admita ("(. cit. 241)... Op. depois. Comentários. v. ainda. 371). 5. tem o de servir à regeneração e readaptação do condenado à vida civil" (Comentários. 0 trabalho do condenado. . ao proibir a aplicação e execução da pena de trabalhos forçados. v.132/1083. p. Comentários. p. em Recordaç<*-*>es da casa dos mortos... Wolgran Junqueira.. Celso. cit. cit. não podendo ser inferior a três quartos do salário mínimo (art.. "a prisão perpétua priva o homem da sua condição humana. 1. MARTINS. nesse sentido: FAIr CÃO. BASTOS. Além disso. v. previsto nos arts. v.. 84.210/84 (Lei das Execuç<*-*>es Penais). por parte do país estrangeiro. Direitos. 242. Como salientado por Celso Bastos. terá sempre finalidade educativa e produtiva. ao narrar que o pior castigo enfrentado pelos detidos era o terem de carregar pedras de um lado para outro e. p. 143/470). Op. pretende evitar a imposição aflitiva de labores desnecessários e afrontadores à dignidade humana. 1. recolocálas no lugar de origem. 2. como nos dá conta Dostoievski.. Op. sendo. p. igualmente. conforme previsão legal.. 0 trabalho privado de significação prática é execrável" (Comentários. 281. mediante tabela prévia. que em relação à extradição não há que se fazer qualquer ressalva à possibilidade de o país estrangeiro aplicar pena de prisão perpétua ou mesmo de trabalhos forçados (RTJ.. entre outros fins.. . cit. remunerado. que é a condição mínima para que o homem viva dignamente" (Comentários. está destituído dessa dimensão espiritual. p. Aquele que estiver encarcerado sem perspectiva de saída. Essa previsão é plenamente compatível com a Constitução Federal.A vedação às penas de caráter perpétuo decorre do princípio da natureza temporária. Op. 29 da citada lei).. 242). cit. a legislação brasileira exige para sua concessão a comutação.150/391).89 Pena de trabalhos forçados A norma constitucional.) guerra declarada. A própria lei prevê que o sentenciado deve realizar trabalhos na medida de suas aptid<*-*>es e capacidade. XIX'). Op. nos termos do art. Op. Alcino Pinto. <012> 238 PIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS Ressalte-se. Como lembrado por Celso Bastos. v. FERREIRA. "é preciso atentar-se para possíveis abusos passíveis de ocorrência nesse campo. da pena de morte aplicada ou aplicável ao extraditando (RTJ. Esta exige sempre um sentido de vida. 280). limitada e definida das penas e compatibiliza-se com a garantia constitucional à liberdade e à dignidade humana. 28 ss da Lei nó 7. entende Alcino Pinto Falcão que "tal pena estaria às testilhas com o princípio de que a pena.. 2. cit. como dever social e condição de dignidade humana.

não devem ser aplicadas multas excessivas. os açoites. a concessão de extradição do brasileiro naturalizado. A primeira Constituição brasileira . expressamente. nem infligidas penas cruéis e fora do comum". a infâmia. (c) serviço exigido em casos de perigo ou de calamidade que ameacem a existência ou bem-estar da comunidade. Note-se que a impossibilidade de banimento não impossibilitará. em seu item 10 previa "que não devem ser exigidas cauç<*-*>es demasiadamente elevadas. 6" . 1`= A 5<*-*> 239 5. A Constituição Federal proíbe a aplicação dessa pena. previa que "não seriam exigidas cauç<*-*>es demasiadamente elevadas. a marca de ferro quente e todas as mais penas cruéis". que. Também a Constituição portuguesa de 23-9-1822. previa em seu art. 179. nos países em que se admite a isenção por motivo de consciência. como será adiante analisado nos incisos LI e LII. que "desde já ficam abolidos os açoites. (d) o trabalho ou serviço que faça parte das obrigaç<*-*>es cívicas normais. o baraço e pregão.Constituição Politica do Império do Brasil."Não constituem trabalhos forçados ou obrigatórios para os efeitos deste artigo: (a) os trabalhos ou serviços normalmente exigidos pela pessoa reclusa em cumprimento de sentença ou resolução formal expedida pela autoridade judiciária competente. <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. qualquer serviço nacional que a lei estabelecer em lugar daquele. que "toda pena deve ser proporcionada ao delito. companhias ou pessoas jurídicas de caráter privado. jurada a 25-3-1824 . a Emenda n" VIII à Constituição dos Estados Unidos da América. vtem aplicadas multas excessivas. uma vez que a extradição é motivada por crime praticado no exterior.Pacto de San José da Costa Rica e trabalhos forçados: Art. 11. 5. Fica abolida a tortura. Tais trabalhos ou serviços devem ser executados sobre a vigilância e controle das au<*-*>oridades públicas e os indivíduos que os executarem não devem ser postos à disposição de particulares. a tortura. A idéia de proibição à aplicação de penas cruéis completa a previsão constitucional que proíbe a tortura e o tratamento desumano e degradante . Igualmente. inciso XIX. nem infligidas penas cruéis ou aberrantes". em excepcionais casos previstos na própria Constituição. a confiscação de bens. do Bill of Rights de 13-2-1689. aprovada em 25-9-1789 e ratificada em 15-12-1791.3 .91 Penas cruéis A vedação à aplicação de penas cruéis já constava na Inglaterra. importante marco de declaração dos direitos humanos fundamentais. em virtude da prática de determinado fato no território naciovcal. a marca de ferro quente e todas as penas cruéis ou infamantes".determinava em seu art. e rtenhuma passará da pessoa do delinqüente. (b) serviço militar e.90 Pena de banimento Banimento ou desterro é a retirada forçada de um nacional de seu país.

408). "As penas não podem comportar tratamentos contrários ao senso de humanidade e devem visar à reeducação do condenado"). XIX -. <012> 240 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS em seu significado jurídico. e na Lei Fundamental da Suécia . com a razão. 27 . 1958. na Constituição italiana (art. Esse preceito constitucional vai ao encontro do art.). 5. trabalhos forçados.Instrumento de Governo (art. Como salientava Pimenta Bueno ao comentar a vedaç ão às penas cruéis pela Constituição do Impérito. de penas de morte . "o homem por ser delinqüente não deixa de pertencer à humanidade. pela legislação penal ordinária. desumanos ou degradantes". em todos seus ramos. 5<*-*> . 5". outros atos que constituam tratamentos ou penas cruéis. 84.(CF. caráter perpétuo. que são.93 Direitos humanos fundamentais e execuçáo da pena . p.é assegurado aos presos o respeito à integridade <*-*>sica e moral. dentro da noção de penas cruéis deve estar compreendido o conceito de tortura ou de tratamentos desumanos ou degradantes.às presidiárias serão asseguradas condiç<*-*>es para que possam permanecer com seus filhos durante o período de amamentação<*-*> 5. § 4ó. XLIX .(.a pena será cumprida em estabelecimentos distintos. Rio de Janeiro : Ministério da Justiça e Negócios Interiores. 16 da Convenção contra a tortura e outros tratamentos ou penas cruéis. nos termos do art."Todos os cidadãos serão protegidos contra castigos corporais. acarretam padecimentos físicos ou psíquicos ilícitos e infligidos de modo vexatório para quem os sofre.. IV. art. por exemplo. torturas. noç<*-*>es graduadas de uma mesma escala que. que estabelece que "cada Estadoparte se comprometerá a proibir. desumanos ou degradantes. como pode ser verificado..92 Imutabilidade da presente proibição Importante ressaltar a total impossibilidade de emenda constitucional que altere o presente inciso da Constituição Federal de forma a possibilitar a criação. em qualQuer território sob a sua jurisdição. em 10-12-1984. influências de drogas quimicas ou abusos com o propósito de extrair ou impedir declaraç<*-*>es"). Iln e segue uma tendência do direito penal moderno. próprio de leis e do governo de uma sociedade civilizada" (Direito público brasileiro e análise da Constituição do Império. a idade e o sexo do apenado.salvo no caso de guerra declarada. é de mister que seja punido. mas por modo consentâneo. 60. XLVIII . L . de acordo com a natureza do delito. em face da previsão do art. 0 Estado não poderá prever em sua legislação ordinária a possibilidade de aplicação de penas que por sua própria natureza acarretem sofrimentos intensos (penas inumanas) ou que provoquem humilhação. banimento e cruéis. Assim. adotada pela Resolução nó 39/46 da Assembléia Geral das Naç<*-*>es Unidas.

X e LXIV). que a Lei n<**> 9. art. além disso. São Paulo : RT. individualizada. modernamente. a idade e o sexo do apenado. em que pese à natureza das relaç<*-*>es jurídicas estabeleci<012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. 3. a pena deverá ser cumprida em estabelecimentos distintos. diferentes estabelecimentos para separação dos sentenciados. de modo algum. determinando a classificação dos condenados. V. "o conceito e o processo de execução. de forma a ressocializá-lo. jurada a 2. 5ó).460 de 4-6-1997. XXI). Conforme já salientado anteriormente. segundo seus antecedentes e sua personalidade. 144). pois. art. <*-*> 1". na medida do possível. 5ó. de acordo com a natureza do delito. Luiz Vicente. Porém. o preso continua a sustentar os demais direitos e garantias fundamentais. daqueles incompatíveis com a condição peculiar de preso. havendo. da Lei n<*-*> 7. 15. a ressocialização do sentenciado. à liberdade religiosa (CF. limpas e bem arejadas. obviamente. art. A previsão ordinária (Lei nó 7. XXII). à integridade física e moral (CF. buscando. 82.Lei das Execuç<*-*>es Penais) compatibiliza-se plenamente com o mandamento constitucional. 5<*-*>. 5<*-*>'. aos direitos à vida e à dignidade humana. Além disso. XIII). Lei que contrariasse esse estado. para a obtenção dos elementos necessários a uma adequada classificação e com vistas à individualização da execução (art.210/84 . tais como liberdade de locomoção (CF. Ressalte-se. conforme suas circunstâncias e a natureza de seus crimes (art. de 11-7-1984 (Lei das Exe<012> . X<*-*>. inviolabilidade domiciliar em relação à cela (CF. Direito penal na Constituição. para orientar a individualização da execução penal (art. ed. Ressalte-se que desde a Constituição Política do Império do Brasil.210. mas tem como finalidades a retribuição e a prevenção do crime. por exemplo. exercício dos direitos políticos (CF. fazendo com que a execução da pena seja. e.5-3-1824. Xn. VI). III. art. como muito bem lembrado pelo Ministro Cernicchiaro. Paulo José.. em regime fechado. art. fixa-se a necessidade de realização de exame criminológico no condenado ao cumprimento de pena privativa de liberdade. art. era previsto que as cadeias deveriam ser seguras. COSTA JR. entre inúmeros outros. 1995.1<*-*> A 5" 241 das entre a Administração Penitenciária e os sentenciados a penas privativas de liberdade. 8<*-*>). a aplicação de sanção por parte do Estado não configura.A Constituição Federal. inclusive. consagra a conservação por parte dos presos de todos os direitos ftzndamentais reconhecidos à pessoa livre. p. podem arranhar a dignidade do homem. garantida contra qualquer ofensa física ou moral. com exceção. A previsão do inciso XLVIII direciona-se no sentido de colaboração à tentativa de recuperação do condenado. 5<*-*>. ao proclamar o respeito à integridade física e moral dos presos. uma vingança social. indiscutivelmente seria inconstitucional" (CERNICCHIARO. ao direito de propriedade (CF. alterou o art. ainda. em especial. III). 5". Assim. 179. 5ó. livre exercício de qualquer profissão (CF. art.

pela sintética e completa definição.242 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS cuç<*-*>es Penais). o que se pretende é o estabelecimento de princípios básicos de uma boa organização penitenciária e as práticas relativas ao tratamento de reclusos.ONU A Organização das Naç<*-*>es Unidas prevê regras mínimas para o tratamento de reclusos por meio da publicação do Centro de Direitos do Homem das Naç<*-*>es Unidas . incluindo os que <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. Por meio de um sistema progressivo promove a unidade familiar. devem servir como estímulo de esforços constantes para ultrapassar dificuldades práticas em sua aplicação.1994. em regime de prisão preventiva ou já condenados.GE.1<*-*> A .Na Nicarágua. Min. a segunda parte contém regras que são especificamente aplicáveis às categorias de reclusos . bem como de preservação da dignidade humana durante a execução da pena. p. a saúde."Tanto quanto possível. que passou a vigorar com a seguinte redação: "A mulher e o maior de sessenta anos. dos foros criminal ou civil. A ordem jurídica em vigor consagra o direito do preso de ser transferido para local em que possua raízes. o desenvolvimento educativo. 5. incumbe ao Estado adotar medidas preparatórias ao retorno do condenado ao convívio social. Diário da Justiça.855). encontra respaldo em vários ordenamentos jurídicos constitucionais. Conforme especifica nas consideraç<*-*>es preliminares. Importante destacar que a previsão constitucional de direitos dos sentenciados. Porém. Além disso.HC n<*-*> 71. 94-15440. destaca-se a Constituição da República da Nicarágua. publicada em 9-1-1987: "art.5<*-*> 243 estejam detidos por aplicação de medidas de segurança ou que sejam objeto de medidas de reeducação ordenadas pelo juiz competente. serão recolhidos a estabelecimento próprio e adequado à sua condição pessoal". as normas mínimas de tratamento de reclusos devem ser observadas de forma relativa. sociais. 39 . As mulheres condenadas cumprirão suas penas em estabelecimentos penais distintos dos dos homens e se procurará que os guardas sejam do mesmo sexo. dos quais. 3 jun. A ONU subdividiu o instrumento normativo em duas partes: a primeira trata das matérias relativas à administração geral dos estabelecimentos penitenciários e é aplicável a todas as categorias de reclusos. Marco Aurélio. cultural e a ocupação produtiva com remuneração salarial para o interno.13. As penas têm um caráter reeducativo.94 Regras internacionais de proteção aos direitos dos reclusos . tendo em conta a grande variedade das condiç<*-*>es legais. separadamente. Seção I. o sistema penitenciário é humanitário e tem como objetivo fundamental a transformação do interno para reintegrálo à sociedade. Os valores humanos fulminam os enfoques segregacionistas. .179/PR .rel. econômicas e geográficas do mundo. visando a indispensável assistência pelos familiares" (2á T." Direito ao convívio familiar: STF .

e. As regras básicas em relação à separação em categorias de reclusos são: <*-*> na medida c<*-*>o possível. tendo em consideração o respectivo sexo e idade. Na segunda parte do instrumento normativo. ressaltar que as regras previstas pela ONU não são aplicáveis à organização dos estabelecimentos para jovens delinqizentes. Além disso. por merecerem tratamento diferenciado em virtude de sua condição de pessoas em desenvolvimento. as pessoas jovens processadas deverão ser separadas das adultas e julgadas o mais rápido possível. 10 que toda pessoa privada de sua liberdade <012> 244 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS deverá ser tratada com humanidade e respeito à dignidade inerente à pessoa humana. informação e direito de queixa dos reclusos. condizente com sua condição de pessoas não condenadas. <*-*> pessoas presas por dívidas ou outros reclusos do foro civil devem ser mantidos separados de reclusos do foro criminal. salvo em circunstâncias excepcionais. salvo em circunstâncias excepcionais. homens e mulheres devem estar detidos em estabelecimentos separados. religião. afirmando que "as regras Que se seguem devem ser aplicadas.de cada seção. nascimento ou outra condição. igualmente. Por outro lado. cor. serviços médicos. A ONU prevê. vestuário e roupa de cama. mas sem impor mais restriç<*-*>es do que as necessárias para a manutenção da segurança e da boa organização da vida comunitária". opinião politica ou outra. a totalidade dos locais destinados às mulheres será completamente separada. contatos com o mundo exterior. biblioteca. pois. as condiç<*-*>es dos locais de reclusão e os direitos relacionados à higiene pessoal. Os delinqüentes juvenis deverão ser separados dos adultos e receber tratamento condizente com sua idade e condição juridica". igualmente. <*-*> os jovens reclusos devem ser mantidos separados dos adultos. importante salientar que o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (1966) prevê em seu art. 0 Pacto de São José da Costa Rica. antecedentes penais. das pessoas condenadas e receber tratamento distinto. a ONU prevê as diversas regras diferenciadas em razão da espécie do recluso. As regras de aplicação geral prevêem. sexo. determina que os processados devem ficar separados dos condenados. Além das Regras da ONU. nos estabelecimentos que recebam homens e mulheres. lingua. como afirma o instrumento normativo internacional. Não haverá discriminação alguma com base em raça. o citado instrumento normativo internacional consagra que o "regime penitenciário consistirá em um tratamento cujo objetivo principal seja a reforma e reabilitação moral dos prisioneiros. imparcialmente. Importante. ainda. é necessário respeitar as crenças religiosas e os preceitos morais do grupo a que pertença o recluso". ainda. 5". e devem ser submetidos a tratamento adequado a sua condição de pessoas não condenadas. origem nacional ou social. "a ordem e a disciplina devem ser mantidas com firmeza. quando puderem ser . estipula que os menores. raz<*-*>es para a detenção e medidas necessárias a aplicar. a necessidade de separação dos reclusos em diversas categorias. a ONU consagra a igualdade. em seu art. religião. <*-*> presos preventivos devem ser mantidos separados dos condenados. meios de fortuna. exercício e desporto. Por fim. prevê regras protetivas aos direitos dos reclusos e." Por fim. Como princípio básico no tratamento dos reclusos. é estabelecido um sistema de disciplina e sanç<*-*>es. estabelecendo que "as pessoas processadas deverão ser separadas.

no tocante à indenização). devem ser separados dos adultos e conduzidos a tribunal especializado. 14 . por meio do aleitamento.GE. seria uma espécie de contágio da pena retirar do recém-nascido o direito ao aleitamento materno" (Op. Legislação . tratamento cruel. para aplicação das regras mínimas. que demonstra precipuamente o respeito do constituinte à dignidade humana. Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU.TACrim/SP .1<*-*> A 5'= 245 Interessante raciocínio é feito por Wolgran Junqueira Ferreira ao analisar o presente inciso. 0 referido pacto define a finalidade essencial das penas privativas de liberdade como "a refor ma e a readaptação social dos condenados". porém.Regras para tratamento de presos da Comissão Internacional Penitenciária. Legislação internacional . com alteraç<*-*>es em 1933 e aprovação pela Liga das Naç<*-*>es em 1934. 9<*-*> e 10). aprovadas em Genebra pela ONU. esse aspecto foi secundário na fixação desse preceito. Recomendação do IV Congresso das Naç<*-*>es Unidas em Kioto. desumano e degradante. 1984 (art.1970. Regras mínimas para o tratamento de reclusos. Convenção Americana de Direitos Humanos. com a maior rapidez possível para seu tratamento. que. 1948 (no tocante à proibição de tortura. pois afirma que "como o item XLU declara expressamente que a pena não passará do condenado. da CF) . publicação do Centro de Direitos do Homem das Naç<*-*>es Unidas . garante a esse o direito à alimentação natural. Instrumentos internacionais de proteção dos direitos humanos. Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos. A destinação dessa previsão é dúplice. 9415440).Cf. 5<*-*>. "Regras mínimas" para tratamento de reclusos. pois ao mesmo tempo que garante à mãe o direito ao contato e amamentação com seu filho. Convenção contra a tortura e outros tratamentos ou penas cruéis desumanos ou degradantes. 401). apesar de importante. 1966 (arts. 5. cit.processados. em 1955. Centro de Estudos da Procuradoria Geral do Estado de São Paulo: 1996.arts."Direito subjetivo próprio. L.1929. 1969 (Pacto de San José da Costa Rica . Entendemos. líquido e certo.95 Direito ao aleitamento materno Trata-se de inovação em termos de direitos humanos fundamentais garantir-se o direito às presidiárias de amamentarem seus filhos. 52 e 62). Presidiária e as condiç<*-*>es para permanência com filho lactente (art. p. <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. Pretensão a ser . no que ela tem de mais sagrado: a maternidade.

rel. a entrega do súdito reclamado" (STF.não será concedida extradição de estrangeiro por crime politico ou de opinião. do processo de conhecimento e da execução. do art. "constitui . Quanto à extradição. Min.11-4-90 . devendo o Juízo de 1" grau. remédio inadequado uma vez que a prisão decorrente da sentença condenatória não se erige em ilegal restrição à liberdade de locomoção.RT 659/278). praticado antes da naturalização.amparada via MS. Irrelevância de não reclamado o direito em 1" instância. A natureza jurídica do pedido extradicional perante o Estado brasileiro. LI . Extradição 667-3-República Italiana. 5. 29 set. salvo o naturalizado. de caráter constitutivo. porém.nenhum brasileiro será extraditado. conforme entende o Supremo Tribunal Federal. ora sob guarda e responsabilidade de terceiro. ed.1995. "é o ato pelo qual um Estado entrega um indivíduo. Juiz Barbosa de Almeida . Dessa forma. LII . que o reclama.9á C.998-99).nenhum brasileiro será extraditado. 96 Extradição Extradição. a legislação infraconstitucional de- . dispondo nos incisos LI e LII. Celso de Mello. da seguinte forma: "LI . DJU. e que é competente para julgá-lo e puni-lo" (Manual de direito internacional público. em caso de crime comum. rel.010-8 . p. 8. na forma da lei. em caso de crime comum. Segurança concedida uma vez provado o nascimento da criança. 5". acusado de um delito ou já condenado como criminoso. com fundamento em tratado internacional ou em compromis<012> 246 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS so de reciprocidade.não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião". ou de comprovado envolvimento em tráfico ilicito de entorpecentes e drogas afins. p. à justiça do outro. que objetiva a formação de título jurídico apto a legitimar o Poder Executivo da União a efetivar. ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. somente nas hipóteses constitucionais será possível a concessão da extradição.quando instaurada a fase judicial de seu procedimento ação de índole especial. Conhecimento como tal do HC impetrado. tomar as providências cabíveis e necessárias para garantia do direito reconhecido" (Apelação Criminal n<*-*> 192. na forma da lei. 105). podendo.J. LII .1995. 1968. a Constituição Federal prevê tratamento diferenciado aos brasileiros natos. conforme define Hildebrando Accioly. São Paulo : Saraiva. naturalizados e aos estrangeiros. salvo o naturalizado. praticado antes da naturalização. j. 25 set. 31.

o objeto de nosso estudo. requeridos por Estados Soberanos à República Federativa do Brasil. da qual decorre incompetência do . nos termos do § 1" do art.815/80. excluído o genocídio e podendo ser excluído o crime de terrorismo (Op. 12 da Constituição Federal. poderá ser extraditado nas hipóteses descritas no item 2. 5. competência exclusiva da Justiça do Estado requerente para processar e julgar o extraditando. 0 brasileiro naturalizado somente será extraditado em dois casos: a. quando da participação comprovada em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins.1<*-*> A 5<*-*> 247 70. por parte dos Estados Soberanos. Observe-se que o caráter político do crime deverá ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal. 0 português equiparado. O estrangeiro poderá. entre eles: 1. As restriç<*-*>es constitucionais e legais pátrias incidem sobre os pedidos de extradição passiva. como observa Paolo Barile.97 Hipóteses constitucionais para a extradição 1. pois. 0 brasileiro nato nunca será extraditado. em virtude de tratado bilateral assinado com Portugal.terminar outros requisitos formais. cit.391/72 pelo Congresso Nacional. via de regra. na forma da lei. somente poderá ser extraditado para Portugal. Há duas espécies de extradição: <*-*> ativa: é requerida pelo Brasil a outros Estados Soberanos. ser extraditado. requisitos formais: Estatuto dos Estrangeiros (Lei n" 6. assim. 5. inexistindo prévia definição constitucional ou legal sobre a matéria. independentemente do momento do fato. ou seja: hipóteses materiais: incisos LI e LII da Constituição Federal de 1988. 4. havendo vedação apenas nos crimes políticos ou de opinião. p.97/1). 91 ss). <*-*> passiva: é a que se requer ao Brasil.98 Requisitos infraconstitucionais para a extradição 0 Estado estrangeiro que pretender obter a extradição deverá fundar seu pedido nas hipóteses constitucionais e nos requisitos formais legais. prometer reciprocidade de tratamento ao Brasil (RTJ. 339). b. Porém. 2. tem todos os direitos do brasileiro naturalizado. 3. ao afrmar que é vedada a extradição na Itália por crime político. Essas exceç<*-*>es.964/81 e Regimento Interno do STF (arts. 207 a 214). arts. praticado antes da naturalização. são adotadas nos ordenamentos jurídicos alienígenas. ou seja. convertido no Decreto Legislativo n<*-*>' <012> COMENTARIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. o pedido extradicional somente poderá ser atendido quando o Estado estrangeiro requerente se fundamentar em tratado internacional ou quando. em regra. sendo. por crime comum. 2. Lei Federal n" 6. não importa se foi antes ou depois da naturalização. inexistente este.

Dessa forma. ressalvados os casos em que a lei brasileira permite a sua aplicação (art. inocorrência de prescrição da pretensão punitiva ou executória.. nos termos do art. em sede cie extradição. Extradição 667 . j. 5.) salvo em caso de guerra declarada. ainda que sucintamente. os elementos à própria delimitação material da presente extradição. foi cumprido por força da extradição. das peças documentais . para a exata aferição do respeito ao postulado da dupla incriminação. seja pela lei do Estado estrangeiro. 6. Como define o Supremo Tribunal Federal. computando o tempo de prisão que.revistam-se de tipicidade penal e sejam igualmente puníveis tanto pelo ordenamento jurídico doméstico quanto pelo sistema de direito positivo do Estado requerente. rel. comutar a pena de morte."(.3. seja pelas leis brasileiras. Brasil para tanto. b. O ônus jurídico de definir o alcance do pedido extradicional. não agravar a pena ou a situação do sentenciado por motivos políticos.4 a 8-3-1996.com inadmissível substituição da atividade processual que compete. 8. perante tribunal ou juízo de exceção. existência de título penal condenatório ou de mandado de prisão emanados de juiz. 25-91995.não obstante a incoincidência de sua designação formal . não efetuar nem conceder a reextradição (entrega do extraditando.Brasília. a observância do princípio da dupla tipicidade" (STF. em pena privativa de liberdade. pena igual ou inferior a u<*-*><*ano de prisão. como afirma o Pretório Excelso. que se veria na contingência de extrair. a outro Estado que o reclame). DJU. no Brasil.República Italiana. STF . mediante sumária nota verbal. DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS não-sujeição do extraditando a julgamento. <012> 248 7.. compromisso formal do Estado requerente em: a.84. limitando o âmbito temático de sua pretensão. tribunal ou autoridade competente do Estado estrangeiro. ocorrência de dupla tipicidade. inicialmente. os episódios motivadores da postulação extradicional pertence ao Estado requerente. o Estado estrangeiro deverá indicar em síntese objetiva e articulada os fatos subjacentes à extradição. "com a necessária síntese descritiva dos fatos.3 .nó 22). até mesmo em função da exigência legal que imp<*-*>e. não se justificando que este. O dever de expor. Precedente: RTJ 133/1075" (Informativo STF."revela-se essencial. não cominar a lei brasileira. efetuar a detração penal. XLVII . mas sempre de modo claro e objetivo. 112/493. 31. ao crime. transfira o encargo em causa a esta Suprema Corte. sem consentimento do Brasil.. c.998-99). 4. ao autor da ação de extradição passiva -. XIX"). d. no Estado requerent<*-*>. 29-9-1995. Relembre-se que não impede a extradição o fato de o extraditando ser casado com cônjunge brasileiro ou possuir filho brasileiro (RTJ. Min. ausência de caráter político da infração atribuída ao extraditado. Celso de Mello. incide sobre o Estado requerente.5ó. que os fatos atribuídos ao extraditando . *>i 9. p.

VII).Pleno . dar-se-á início ao processo extradicional. Celso de Mello. mesmo que legalmente correto e deferido pelo STF.. Francisco Rezek. Diário da Justiça. pois incumbe ao Estado requerente o dever de subsidiar a atividade extradicional do Governo brasileiro. sem dilação probatória. no entanto.Extradição n" 560-0/Bélgica. com a denominação de prisão preventiva para extradição (STF . Seção I. Diário da Justiça. que somente dará prosseguimento ao pedido se o extraditando estiver preso e à disposição do Tribunal. 23.995). discricionariamente. pois não se concederá extradição sem seu prévio pronunciamento sobre a legalidade e a procedência do pedido (CF. RTJ. que é de caráter especial.319.HC nó 71. 30.1<*-*> A 5" 249 ção sumulada pelo STF (Súmula 421. que ficará prevento para a condução do processo extradicional (RT 638/335). Findo o procedimento extradicional. Moreira Alves. 1996.Extradição n<*-*> 643/6 . determinará ou não a extradição. 1995. ele será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal. não foi recepcionada pela nova ordem constitucional. Uma vez feito o pedido. Min. Note-se que a prisão administrativa decretada pelo Ministro da Justiça. 99/1003). Min. Seção I. Uma vez preso o extraditando. legal ou de índole convencional. vinculará o Presidente da República. STF . rel. 221/275).Pleno . porém.554).129/30. Se. prevista no procedimento de extradição.402-IZT. 5. 17 maio 1996.Prisão Preventiva para extradição n<*-*>' 81-9. STF . ficando vedada a extradição. rel. a concordância do extraditando em retornar a seu país não dispensa o controle da legalidade do pedido (STF . e RiSTF.República da Áustria . Diário da Justiça. 102. a decisão for favorável. Diário da Justiça. após a análise das hipóteses materiais e requisitos formais. art. ão é direito inerente à soberania (STF RF.rel. se a decisão do Supremo Tribunal Federal. ex ante. Seção I. e endereçado ao Presidente da República. A hipótese da prisão do extraditando permanece no ordenamento jurídico. 1993). 17 set. p. p. Min. rel. Celso de Mello . 207).Não impede a extradição a circunstância de ser o extraditando casado com brasileira ou ter filho brasileiro). 16.Extradição nó 571. Seção I. g. RTJ. Conforme entende o Supremo. o Chefe do Poder Executivo. Min. inclusive encontrando-se essa posi<012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. os elementos de instrução documental considerados essenciais em função de exigências de ordem constitucional. pois não pode ser obrigado a concordar com o pedido de extradição.99 Procedimento e decisão 0 pedido deverá ser feito pelo Governo do Estado Estrangeiro Soberano por via diplomática. 84. 10 ago. p. apresentando-lhe. for contrária à extradição. nunca por mera carta rogatória (RTJ. 2 set. 64/22. art. I. autoridade autorizada constitucionalmente a manter relaç<*-*>es com Estados Estrangeiros (art. a competência para sua decretação será do Ministro-relator sorteado. <012> 250 I)IREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS . uma vez que o deferimento ou recusa do pedido de extradi. Não há possibilidade de o extraditando renunciar ao procedimento extradicional.

que reclama indicaç<*-*>es precisas sobre os diversos aspectos concernentes ao fato delituoso . exclusivamente . caput. Celso de Mello.17 jun. 14 fev. rel.100 Prisão preventiva por extradição O Estatuto do Estrangeiro. <*-*> 1<*-*>). art. 4.815/80. Thompson Flores. Diário da Justiça. não sendo admitida a liberdade vigiada. 80 do Estatuto do Estrangeiro. a prisão domiciliar. A insuficiência instrutória do pedido e o desatendimento das exigências impostas pelo art.como requer e ordena a lei brasileira -. nem a prisão-albergue (art. do Estatuto do Estrangeiro justificam o indeferimento liminar da postulação extradicional formulada por Estado estrangeiro (RTJ. Conferir. ao dispor sobre a prisão do extraditando. 31. rel."0 processo de extradição passiva ostenta. pelo Decreto-lei n" 941/69 (art.730. 1975. Diário da Justiça. Min. Ressalte-se que a Súmula n" 2/STF ("concede-se liberdade vigiada ao extraditando que estiver preso por prazo superior a sessenta dias). Diário da Justiça.815/80 . A indicação precisa e minuciosa de todos os dados concernentes ao fato delituoso há de conter-se. caput. referidas no caput do art. do seu poder de controle sobre a legalidade do pedido extradicional. 29 set. ressalvada disposição convencional em contrário. já não mais prevalece em nosso sistema de direito positivo desde a revogação. A exigência estabelecida pelo art. Min. parágrafo único).998-99). Extradição 667-3 . 80. regulando a extradição. não podendo exceder ao prazo de noventa (90) dias (Lei n" 6. Celso de Mello.não se tem por satisfeita quando. data. 84.1995. aqueles que constituem os documentos indispensáveis à própria instauração do juízo extradicional. As imprecis<*-*>es e omiss<*-*>es concernentes ao local. que são de produção necessária. nas peças. determina que esta perdurará até o julgamertto final do Supremo Tribunal Federal. sob cuja égide foi editada a formulação sumular em questão (Neste sentido: STF . ' 5. 80. da Lei n" 6.Extradição n<*-*> 332. Seção I. Celso de Mello)" (STF.rel.552-5/SP.República Italiana . pelo STF. natureza e circunstâncias do fato delituoso impedem o exercício. 9" do Decreto-lei n<*-*> 394/38. p.Habeas corpus 73. Seção I. p. nesse sentido: STF . 82. em nosso sistema jurídico.1995. Seção I. eis que a existência de Tratado. pois ao Estado requerente é exigível a obrigação de produzir. Min. 2. Min. quando em conflito com a lei. sobre .251). embora desatendida pelo mandado de prisão provisória. 95. dentre outros elementos. o caráter de processo documental. 147/894. A prisão cautelar do extraditando reveste-se de eficácia temporal limitada. rel. do art. revela-se passível de suprimento por outros elementos de caráter informativo existentes aliunde. § 2ó). p.Requisitos necessários para o pedido extradicional: S1F .

14 fev. da observância do princípio da dupla tipicidade ou da configuração eventualmente política do delito imputado ao extraditando. Francisco Rezek. DJU.Pleno .ela prevalece.u. 9. ainda. p.rel. caso contrário não.Extradição n" 509-0. Seção I. 1=' A 5<*-*> 251 "com a instauração do processo extradicional.Pleno . 23. rel.102Extradição. E. 1995. rel. ou seja. 15 set. Seção I. 1 jun. Diário da Justiça.. 1995. em conseqüência.730. Diário da Justiça. 1995.343). mas não no tocante ao mérito. Celso de Mello. p. pois nem a aquiescência do extraditando é suficiente. Min. STF .Habeas corpus 73. Min.Habeas corpus 73. princípio da especialidade e pedido de extensão Aplica-se na extradição o princípio da especialidade. salvo. Celso de Mello. Min. a apreciação jurisdicional do Supremo Tribunal Federal deverá ter em consideração a versão emergente da denúncia ou da decisão emanadas de órgãos competentes no Estado estrangeiro (STF . 1996. Min.554)<*-*> 5. Seção I. Celso de Mello e RTJ 118/126). que permite ao Supremo Tribunal Federal exercer fiscalização concernente à legalidade extrínseca do pedido de extradição formulado pelo Estado estrangeiro. do exame da legalidade do pedido (STF . 29 mar. 1990. mesmo nesses casos. 2.Extradição nó 643/6 . p. Celso de Mello. Min. Como salientado pela jurisprudência pacífica da Corte. imp<*-*>e-se o deferimento da extradição (STF .Habeas corpus 71. 1995. RT 554/434. 2. p.República da Áustria. 29. Diário da Justiça. o extraditado somente poderá ser processado e julgado pelo país estrangeiro pelo deli<012> 252 I)IREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS . 10 ago. rel. p. Seção I. Min. Celso de Mello. em plano secundário. Marco Aurélio.552-5/SP.Pleno .507). rel. 5. na análise da ocorrência de prescrição penal. à colocação. opera-se a novação do título jurídico legitimador da prisão do súdito estrangeiro. Min. v.552-5/SP.Extradição nó 639-8. Se o pedido formulado preenche os requisitos impostos pela legislação brasileira. rel. eventual excesso de prazo que possa estar configurado.101 Atuação do Judiciário na extradição 0 sistema extradicional vigente no direito brasileiro qualifica-se como sistema de controle limitado. Diário da Justiça.730). por si só. 14 fev.Extradição n" 669-0 . É da essência da ação de extradição passiva a preservação da anterior custódia que tenha sido cautelarmente decretada contra o extraditando" (STF . Diário da Justiça. STF . Entretanto. <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. descaracterizando-se. porque contém normas especificas (RTJ 70/333. STF . com predominância da atividade jurisdicional.402-I<*-*>J. Seção I. excepcionalmente. Seção I. rel.

150/391). igualmente. LIII .083. ressalvados os casos em que a lei brasileira permite sua aplicação (CF. RTJ. n" 1.to objeto do pedido de extradição. 91. já realizada. Porém. que remonta à Magna Charta Libertatum. da Declaração Universal dos Direitos do Homem garante que "todo homem acusado de um ato delituoso tem o direito de ser presumido inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei. Confederação Helvética. LV . O mesmo ocorre em relação à desnecessidade de comutação de eventual pena de trabalhos forçados (RTJ. reiterada jurisprudência da Corte Suprema entende ser desnecessária sua comutação em pena privativa de liberdade com prazo máximo de cumprimento (neste sentido. 150/391). deverá ser realizado. o Supremo Tribunal Federal permite o chamado pedido de extensão.) salvo em caso de guerra declarada.ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal. I. 5<*-*>.Extradição n<*-*> 571-5 .815/80. de vital im<012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS.. contraditório e ampla defesa A Constituição Federal de 1988 incorporou o princípio do devido processo legal. que consiste na permissão. LIV . desde que o Estado requerido expressamente autorize. 1" ago. solicitada pelo país estrangeiro. o estrito controle jurisdicional da legalidade. e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e a ampla defesa. análise conjunta do princípio do juiz natural.504). Seção I. o art. 84. Diário da Justiça. rel. Nessas hipóteses.ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente. em processo judicial ou administrativo. com o inciso Xl<*-*> YVII."(. Celso de Mello. Tribunal Pleno. com os meios e recursos a ela inerentes. XI. Extradição n<*-*>' 507.104 Devido processo legal. art. Cf.103Desnecessidade de comutação da pena de prisão perpétua A legislaç ão brasileira exige para a concessão da extradição a comutação da pena de morte.132/1. mesmo já encontrando-se o indivíduo sob domínio territorial de um País soberano (STF . conforme o art.. STF.1<*-*> A 5<*-*> 253 portância nos direitos inglês e norte-americano. em julgamento público no qual lhe tenham sido assegu- . XIX)". XLUII . de processar pessoa já extraditada por qualquer delito praticado antes da extradição e diverso daquele que motivou o pedido extradicional. 5. em relação à pena de prisão perpétua. 5. República Argentina. Relator p/o acórdão Min. da Lei n<*-*> 6. Ilmar Galvão.1994. em pena privativa de liberdade. nos termos do art. Porém. Min. p. de 1215.18. Igualmente.aos litigantes.

lá T. 5<*-*>'.REsp n" 24. à revisão criminal). quanto o direito de defesa são manifestação do princípio do contraditório". Diário da Justiça. pois o texto constitucional. . pois nenhuma penalidade poderá ser imposta. Inovando em relação às antigas Cartas. de ser processado e julgado pelo juiz competente. ao garantir aos litigantes o contraditório e a ampla defesa. ao assegurar-lhe paridade total de condiç<*-*>es com o Estado-persecutor e plenitude de defesa (direito à defesa técnica. 127). 0 devido processo legal tem como corolários a ampla defesa e o contraditório.Agravo regimental em agravo de instrumento n" 142.Ementário STJ.radas todas as garantias necessárias à sua defesa". e aos acusados em geral. sem a necessária amplitude de defesa (RTJ. cit. atuando tanto no âmbito material de proteção ao direito de liberdade e propriedade quanto no âmbito formal. é informado pelo contraditório e ampla defesa. à citação. 5 fev. inclusive nos procedimentos administrativos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (STJ . <012> 254 DIRETTOS HUMANOS FUNDAMENTAIS Por ampla defesa. Min. 83/385. Min. .710-0/RS . de fornecer uma interpretação jurídica diversa daquela feita pelo autor. além de fazer referência explícita à privação de bens como matéria a beneficiar-se também dos princípios próprios do direito processual penal. Os princípios do devido processo legal. 103 ss ECA). p. a Constituição atual referiu-se expressamente ao devido processo legal. à publicidade do processo. a capitulação do ilícito administrativo não pode ser tão aberta a ponto de impossibilitar o direito de defesa. enquanto o contraditório é a própria exteriorização da ampla defesa. 849).847/SP . 10/447). "o processo administrativo.Ementário STJ. à decisão imutável.14/219). 10/674. Adhemar Maciel . aos recursos. impondo a condução dialética do processo (par conditio). p. O devido processo legal configura dupla proteção ao indivíduo. ampla defesa e contraditório. Como ressaltado por Nelson Nery Junior.6á T. como já ressaltado. embora no campo administrativo não exista necessidade de tipificação estrita que subsuma rigorosamente a conduta à norma. Min. 1993. além de fundamentalmente constituir-se em manifestação do princípio do estado de direito. pois seu objetivo é a aplicação de medida sócio-educativa pela conduta infracional. . para a apuração de ato infracional cometido por criança ou adolescente (art. se entender necessário. Milton Luiz Pereira . STJ .rel. RJTJSP. . tem íntima ligação com o da igualdade das partes e o do direito de ação. ou. pois a todo ato produzido caberá igual direito da outra parte de opor-se-lhe ou de dar-lhe a versão que lhe convenha. tanto no campo judicial quanto nos campos administrativos ou disciplinares. que deverão ser assegurados aos litigantes. conforme o texto constitucional expresso (art. Op. são garantias constitucionais destinadas a todos os litigantes. de produção ampla de provas.REsp nó 19. Assim. Salienta Nelson Nery Júnior que "o princípio do contraditório.. quer significar que tanto o direito de ação. L<**>. entende-se o asseguramento que é dado ao réu de condiç<*-*>es que lhe possibilitem trazer para o processo todos os elementos tendentes a esclarecer a verdade ou mesmo de calar-se.rel. inclusive nos militares (STF . ainda.2á T. em processo judicial criminal e civil ou em procedimento administrativo. Marco Aurélio. Seção I. que se assemelha à imposição de sanção administrativa" (Principios..450-3/SPrel.

o processo penal só pode ser concebido . juntamente com os aforismas nulla poena sine judicio. possibilitando a existência das mesmas possibilidades. mas um rígido sistema de garantias para as partes visando ao asseguramento de justa e imparcial decisão. <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRLTPENCIAIS AOS ARTS. 1=' A 5=' 255 Devido processo legal e tutela das liberdades públicas: STF .A tutela judicial efetiva sup<*-*>e o estrito cumprimento pelos órgãos judiciários dos princípios processuais previstos no ordenamento jurídico. Entre as clásulas que integram a garantia constitucional à ampla defesa encontra-se a necessidade de defesa técnica no processo. de que "para atingir sua finalidade de solucionar conflitos de natureza penal. consagrados pela Constituição e pelas leis. Por isso mesmo. alegaç<*-*>es. constituem o triplo fundamento da legalidade penal em um Estado de Direito. O processo penal condenatório não é um instrumento de arbítrio do Estado. Assim. igualmente. em especial o contraditório e a ampla defesa. enquanto atividade estatal juridicamente vinculada. condicionado por parâmetros éticojurídicos.e assim deve ser visto . os sujeitos processuais parciais devem ser tratados com igualdade em todo o desenrolar do processo" (Criminologia e juizado especi<*-*>l criminal. por padr<*-*>es normativos. até que sobrevenha irrecorrível sentença que. ou sine previo Iegali judicio. está o direito constitucionalmente garantido de ser informado da acusação que dará início ao processo. A persecução penal rege-se. antes. traduzem limitaç<*-*>es significativas ao poder do Estado. Não há dúvidas de que o reconhecimento constitucional do princípio do devido processo legal. Ao dilenear um círculo de proteção em torno da pessoa do réu . um poderoso meio de contenção e de delimitação dos poderes de que disp<**>em os órgãos incumbidos da persecução penal. possível gerador de desigualdade e injustiças. São Paulo : Atlas. e com o consagrado princípio nullum crimen sine lege. imp<*-*>e ao órgão acusador o ônus integral da prova.1997. a fim de garantir a paridade de armas entre as partes (par conditio) e evitar o desequilíbrio processual. bem como a narrativa detalhada dos fatos concretos praticados. Dentro da previsão de ampla defesa. que. p. o princípio do contraditório exige a igualdade de armas entre as partes no processo. Nesse sentido a afirmação de Smanio. Ele representa.como instrumento de salvaguarda da liberdade do réu. provas e impugnaç<*-*>es. pois não são mero conjunto de trâmites burocráticos. ao mesmo tempo em que faculta ao acusado que .que jamais se presume culpado. 34). relacionando todos os fatos<*-*> considerados puníveis que se imputam ao acusado. nulla poena sine lege."A submissão de uma pessoa à jurisdi<*-*>ão penal do Estado coloca em evidência a relação de polaridade confiitante que se estabelece entre a pretensão punitiva do Poder Público e o reguardo à intangibilidade do jus libertatis titularizado pelo réu.

omissas ou ambíguas.412/DF . embora não fique impedido de comparecer aos atos processuais supervenientes a configuração da contumácia. contraditórias. Waldemar Zveiter . com assento constitucional."O Supremo Tribunal Federal.Ementário STJ. quaisquer imputaç<*-*>es que se mostrem indeterminadas. desapareceriam o contraditório e o direito de defesa. Celso de Mello.HC n" 70. no plano do processo penal condenatório.763/DF . p. Devido processo legal. no entanto."Consoante a melhor doutrina a citação é ato fundamental do processo. Celso de Mello. contraditório e citação: STJ . perde. ampla defesa. p.1991. Existe.HC n<*-*> 68. além de constituir transgressão do dever jurídico que se imp<**>e ao Estado. A imputação penal omissa ou deficiente. porque de outro modo não se configuraria este como actum trium personarum. .201-0/CE . 2. vincula-se diretamente ao princípio maior da <012> 256 DIRETTOS HUMANOS FUNDAMENTAIS .rel.rel. na perspectiva dos princípios constitucionais que regem o processo penal. 514). um nexo de indiscutível vinculação entre a obrigação estatal de oferecer acusação formalmente precisa e juridicamente apta e o direito individual de que disp<*-*>e o acusado à ampla defesa. . Revelia e devido processo legal: STF . e inexistiria o devido processo legal" (3á T. 8 mar. o direito de defender-se e de questionar. 06/383). vagas. Seção I.HC n" 73. A própria exigência de processo judicial representa poderoso fator de inibição do arbítrio estatal e de restrição ao poder de coersão do Estado. todos os elementos probatórios produzidos pelo MP.161/264). A cláusula nulla poena sine judicio exprime. Celso de Mello . Min. 23 set."O princípio do contraditório. Diário da Justiça. .338/I<*-*>I rel.RTJ. Contraditório e princípio da igualdade processual: STJ . criticamente. Min. já advertiu que o acusado revel. Seção I.REsp n" 14. em interpretação estritamente fiel ao que prescreve a norma legal e atento ao postulado constitucional do due process of law."O processo penal do tipo acusatório repele. 1994. a fórmula de salvaguarda da liberdade individual" (lá T . sob a égide do contraditório.204). o direito de ser cientificado para qualquer novo ato do procedimento penal-persecutório" (lá T. Acusação formalmente precisa e juridicamente apta e princípio da ampla defesa: STF . Min. por ofensivas à garantia da plenitude de defesa.jamais necessita demonstrar a sua inocência.rel. qualifica-se como causa de nulidade processual absoluta" (1" T. Diário da Justiça. Min.

13. . Pedro Acioli . ainda. falta da defesa constitui nulidade absoluta. p. Subsiste. Tal poder.REsp n<*-*> 998/PA . acusado. 5.igualdade substancial. Min. sendo suficiente que seja obedecido o devido processo legal. Min."0 processo administrativo disciplinar não se submete aos rigores do processo judicial.RMS n<*-*>' 1. que impede o defensor do acusado de intervir ou de influir na formulação das perguntas e na enunciação das respostas. mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu. 582). 28 ago." Procedimentos adminish-ativos e devido processo legal: STJ . 03/014). nada significa no plano do processo penal e no domínio tutelar das liberdades públicas" (lá T. Min."O interrogatório judicial não está sujeito ao princípio do contraditório.HC n" 68."lnegável à administração o poder revisional de seus atos. tão essencial ao processo dialético. no entanto.105 Inquérito policial e contraditório O contraditório nos procedimentos penais não se aplica aos inquéritos policiais. de cará- . pois a fase investigatória é preparatória da acusação. Diário da Justiça. 6-12-1994.rel.rel. A norma inscrita no art. O1/378).453).2á T. No mesmo sentido: STF . deve ater-se ao limite de não atingir direitos de outrem. Min. . Jesus Costa Lima Ementário STJ. em conseqüência. .rel. Sálvio de Figueiredo . Marco Aurélio. Min. só se pode desfazer o ato de posse mediante a concessão do contraditório em toda a sua amplitude" (lá T.Ementário STJ. 1992.rel. .Ementário STJ. Se empossado servidor. inexistindo. mediante aprovação em concurso público. Seção I.rel."A presença formal de um defensor dativo. pois. Anulação do ato de posse de servidor público e contraditório: STJ . Diário da Justiça. assegurada a ampla defesa e o contraditório" (5=' T.Súmula 523: "No processo penal.rel. constituindo. . Min.926/MG . sem que a ela corresponda a existência efetiva de defesa substancial. Defesa técnica insuficiente: STF . 187 do Código de Processo Penal foi integralmente recebida pela nova ordem constitucional" (1<*-*> T. Celso de Mello. sendo certo que essa igualdade.1992.961-9-SC . a vedação legaligualmente extensível ao órgão da acusação -.911-1/PR . HC n" 68. Seção I. mero procedimento administrativo. 08/055). 28 ago. Interrogatório judicial e contraditório: STF . p.RMS nó 520/MA . concedidos pelo próprio ato revisado. não ocorre quando uma das partes se vê cerceada em seu direito de produzir prova ou debater a que se produziu" (4<*-*> T.HC nó 71. Conferir STF .929-9/SP . j. Celso de Mello.

Princípio do contraditório e provas produzidas no inquérito policial: STF"Somente a prova penal produzida em juízo pelo órgão da acusação penal. Seção I. Min.Ementário STJ. simplesainvestigação criminal. Min.161/264).372/SP . Pedro Acioli . 09/691).RTJ.HC nó 69."<*-*> inquérito policial é mera peça informativa. no processo. sem natureza de processo judicial (6"T. para justificar a prolação. pelo Poder Judiciário. Min.lá T. Min. Celso de Mello . É nula a condenação penal decretada com apoio em prova não produzida em juízo e com inobservância da garantia constitucional do contraditório (1=' T . não cabe o amplo contraditório em nome do direito de defesa no Inquérito Policial. Edson Vidigal . eis que é somente em juízo que se torna plenamente exigível o dever estatal de observância do postulado da bilateralidade dos atos processuais e da instrução criminal. Diário da Justiça.HC n2.Ementário STJ.embora suficientes ao oferecimento da denúncia pelo MP -.328).rel.são inadmissiveis. pode revestir-se de eficácia jurídica bastante para legitimar a prolação de um decreto condenatório. não se efetiva sob o crivo do contraditório. 5. sob a égide da garantia constitucional do contraditório.106 Provas ilícitas . A prerrogativa inafastável da ampla defesa traduz elemento essencial e exclusivo da persecução penal em juízo" (STF . as provas obtidas por meios ilicitos.HC ü' 73. que são sempre unilaterais e inquisitivas . 8. que é apenas um levantamento de indícios que poderão instruir ou não denúncia formal que poderá ser recebida ou não pelo Juiz" (5" T.89&5/SC . enquanto isoladamente considerados. .338/RI .ter investigatório. Os subsídios ministrados pelas investigaç<*-*>es policiais. o Ministério Público. assim.102g/RR . de um ato de condenação penal. de natureza inquisitiva. Como salienta o Supremo Tribunal Federal "a investigação policial.RHC n<*-*> 3. Celso de Mello.1<*-*> A 5<*-*> 25 reconhecida pela jurisprudência do STF.rel. não bastam. LVI . em razão de sua própria natureza. Inquérito policial e contraditório: STJ . destinado a subsidiar a atuação do titular da ação penal. destinada à formação da opinio delicti do Parquet.rel. .rel. 7 maio 1993.11/600). p. A inaplicabilidade da garantia do contraditório ao inquérito policial tem sido <012> COMENTÁRIOS DOUTRINARIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. .

ao que é representado pelo interesse que tem a sociedade em uma e icaz repressão aos delitos.e repudiada sempre . p. 64 e 70. em Rivista di Diritto Processuale. Mauro Cappelletti. p.1968). 5".São inadmissíveis. disp<*-*>e. LUI. ensina Heleno Fragoso. Trata-se de conseqizência que deriva. E<*-*>cacia di prove illegittimamente ammesse e comportamento della parte. No referido julgamento da AP 307-3-DF. limitaç<*-*>es impostas por valores mais altos que não podem ser violados. 62. da prova . entre nós. Novas tendências do direito processual. com efeito. o postulado de que a prova obtida por meios ilícitos deve ser repudiada . DJU. de não ser julgado e de não ser condenado com apoio em elementos instrutórios obtidos ou produzidos de forma incompatível com os limites impostos. transcrita pela defesa. ao poder persecutório e ao poder investigatório do Estado.de qualquer prova . razão pela qual deve ser desprezada. 5. Forense Universitária. Plenário. 1961. em trecho de sua obra Jurisprudência criminal. É o que garante o art. Ilmar Galvão. condizente com o respeito devido a direitos e garantias fundamentais da pessoa humana. tornando impossível a violação de uma liberdade pública para obtenção de qualquer prova. a todas as letras. rel. LVI.cuja ilicitude ve- .tem. pelo ordenamento jurídico. op. no art. necessariamente. da Lei Fundamental promulgada em 1988. entendendo-as como aquelas colhidas em infringência às normas do direito material. É um pequeno preço que se paga por viver<*-*> se em estado de direito democrático. não se reveste da necessária idoneidade urídica como meio de formação do convencimento do julgador. uma vez que se subsume ela ao conceito de inconstitucionalidade (Ada Pellegrini Grinover. no prol do ideal maior de um processo justo. na busca da verdade. consagrou. 1990. A absoluta invalidade da prova ilícita infirma-lhe. A cláusula constitucional do due process of law . em Rivista di Diritto Civile. Ação Penal 307-3-DF. Prove illecite e costituzione. valor que se sobrele<012> va.que se destina a garantir a pessoa do acusado contra aç<*-*>es eventualmente abusivas do Poder Público . 1990. A justiça penal não se realiza a qualquer preço. LUI. no processo. Existem. com fundamento em sólido magistério doutrinário (Ada Pellegrini Grinover. por mais relevantes que sejam os fatos por ela apurados. em sede processual.13 out. cit. no processo. o Ministro Celso de Mello ensina que "a norma inscrita no art. configurandose importante garantia em relação à ação persecutória do Estado. Conforme decidiu o Plenário do Supremo Tribunal Federal. Vicenzo Vigoriti. as provas obtidas por meios ilícitos. Min.. de modo radical. p. Forense Universitária). em muito. no dogma da inadmissibilidade das provas ilícitas. a eficácia demonstrativa dos fatos e eventos cuja realidade material ela pretende evidenciar.pelos juízes e Tribunais. entre nós. A Constituição brasileira. as provas obtidas por meios ilícitos" (STF. inc. em lapidar voto. uma de suas projeç<*-*>es concretizadoras mais expressivas. 60/82. da garantia constitucional que tutela a situação jurídica dos acusados em juízo penal e que exclui. na medida em que o réu tem o impostergável direito de não ser denunciado. "é indubitável que a prova ilícita. p. ainda que em prejuízo da apuração da verdade. A inadmissibilidade das provas ilícitas no processo deriva da posição preferente dos direitos fundamentais no ordenamento jurídico. que são inadmissíveis. a possibilidade de uso. 112. de modo peremptório. da Constituição Federal. 1995). 5<*-*>.

pois nenhuma liberdade pública é absoluta. neste Tribunal. <012> COMENTÁ<*-*><*-*>S DOUTRIN<*-*>OS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARn. somente se aplica o princípio da proporcionalidade pro reo entendendo-se que a ilicitude é eliminada por causas excluden- . se faz necessário não só a existência de normas para pautar essa atividade e que. Prova ilícita. respeitando os direitos individuais fundamentais. considerada edá n<*-*>é pcaanardefndçá cia da Suprema Corte dos Estados Uni os dos limites da atividade probatória desenvolvida pelo Estado. Wong Sun v.). Tenho tido a oportunidade de enfatizar. que.g. 367 U. "é. United States. para não retirar o mínimo necessário a uma existência humana digna de ser chamada assim" (Provas Ilicitas. New Jersey. como também há de se reconhecer e lançar mão de um princípio regulativo para se ponderar até que ponto se vai dar preferência ao todo ou às partes (Princípio da Proporcionalidade). 1961. A prova ilícita é prova inidônea. p permitir-se sua utilização. porém. em o to à intimidade. interesses da maioria. com base no Principio da Proporcionalidade. Ohio. Mais do que isso.)". 371 U. conforme aponta Luiz Francisco Torquato Avolio. São Paulo : Revista dos Tribunais. segredo. p. prova ilícita é prova imprestável.nha a ser reconhecida pelo Poder Judiciário. o que também não pode ir além de um certo limite. na abrangência de seu conteúdo. pois dotada de um sentido técnico no direito públ<*-*> pe teoria do direito germânicos. 1967. nem mesmo a vontade de uma maioria pode derrogar (Estado de Direito). sendo providência instrutória eivada de inconstitucionalidade.. Mapp v. havendo possibilidade. A concepção atual da teoria da proporcionalidade. em certos casos. correspondente a uma limitação d oder estatal em benefício da garantia de integridade física e moral dos que lhe estão sub-rogados (.. em casos delicaque se perceba que o direito tutelado é mais importartéxemplo. que a Exclusionary Rule. Essa atenuação prevê. 471.S.1995. liberdade de comunicação. Para que o Estado em sua atividade. 55). sempre em caráter excepcional e em casos extremamente graves. Na jurisprudência pátria. apresenta-se destituída de qualquer grau. 1=' A 5" 259 de eficácia jurídica. destinase. Não se reveste. hipóteses de admissibilidade das provas ilícitas. v. visando corrigir possíveis distorç<*-*>es a que a rigidez da exclusão poderia levar em casos de excepcional ravidade. por minimo que seja. poderão ser utilizadas. por essa explícita razão.1962.S.S. que a doutrina constitucional moderna passou a prever uma atenuação à vedação das provas ilícitas. atenda aos .lrde dos. 643. a proteger os réus criminais contra a ile ítima produ ão ou a ilegal colheita de prova incriminadora (Garrity v. 385 U. e pelo banimento processual de evidência ilicitamente coligida. de qualquer aptidão jurídico-material. Saliente-se. 493.

Enquanto. 20-8-96 . p/Acórdão: Min.não foi a prova exclusiva que desencadeou o procedimento penal. Diário da Justiça.296. p. a partir de denúncia anônima -. Sydney Sanches. p. Seção I. de 1996 nó 41). . 1997. Seção I."Não cabe anular-se a decisão condenatória com base na alegação de haver a prisão em flagrante resultado de informação obtida por meio de censura telefônica deferida judicialmente. rel.Informativo STF. caracterizada pela violação de sigilo bancário sem autorização judicial. segundo a polícia.HC n<*-*> 74.lá T. 50. STF . É que a interceptação telefônica ."Indeferido habeas corpus impetrado sob alegação de haver sido o paciente condenado com base em provas ilícitas (informaç<*-*>es provenientes de escuta telefônica autorizada por juiz antes da Lei n<*-*> 9296/96). Maurício Correa.201. Seção I. Ilmar Galvão. Min. p. A Turma entendeu que essas informaç<*-*>es.Informativo STF.rel. Min.152-SP. .iniciada. 8 nov. não foram indispensáveis quer para o flagrante. 1996. Diário da Justiça. 7 fev. as provas ilegais seriam o gênero do qual as espécies são as provas ilicitas e as ilegitimas. não sendo a única mencionada na denúncia. as provas ilicitas são aquelas obtidas com infringência ao direito material.678/DF .prova tida por ilícita até a edição da Lei nó 9.tes de ilicitude (RJTJSP. e que contaminava as demais provas que dela se originavam . as provas ilegitimas são as obtidas com desrespeito ao direito processual. 1996.HC n<*-*> 72. . n 75). pois configuram-se pela obtenção com violação de natureza material ou processual ao ordenamento jurídico. Diário da Justiça. embora houvessem facilitado a investigação . Min.167.599/SP . 851."A prova ilícita. . Ilmar Galvão. quer para a condenação" (HC 74.340).rel. 1. 138/526) ou em prol do princípio da inocência (STF -1 T. não com- .rel. Prova ilícita e prosseguimento do processo onde existam provas autônomas e independentes: STF .HC n<*-*> 73. Seção I.lá T. Min. . STF . conforme já analisado. Nulidade do processo somente quando houver exclusividade da prova ilícita: STF . mas somente veio a corroborar as outras licitamente obtidas pela equipe de investigação policial" (lá T. 2 fev.530/APrel. Diário da Justiça. p. de 24-7-96.HC n" 74. <012> As provas ilícitas não se confundem com as provas ilegais e as ilegítimas.rel.2" T. Octávio Gallotti.1996. 43. Moreira Alves . Por sua vez.528/MG .HC n" 74. 28 de ago. Min.101/SP . Prova ilícita e ausência de nulidade de todo o processo: STF . 13 dez. Nesse mesmo sentido: STF .

Não estando a denúncia respaldada exclusivamente em provas obtidas por meios ilícitos. 20 jun. Ilmar Galvão. Desentranhamento da prova ilícita: STF . . não poderão invocar.HC n<*-*> 74. p. .RHC n" 74."Reconhecida a ilicitude de prova constante dos autos. Seção I. Daí a Constituição da República expressar a inadmissibilidade de provas obtidas por meios ilícitos (art. as liberdades públicas não podem ser utilizadas como um verdadeiro escudo protetivo da prática de atividades ilícitas. Vicente Cernicchiaro . Diário da Justiça.1<*-*> A 54 261 Habeas corpus e prova ilícita: STF . 1996.. a afastar qualquer caráter pessoal" (lá T. . Min. sob pena de total consagração ao desrespeito a um verdadeiro Estado de Direito. Min. não há por que declarar-se a sua inépcia porquanto remanesce prova lícita e autônoma.132-2/BA . aqueles que.rel. inobservarem as liberdades públicas de terceiras pessoas e da própria sociedade.rel. que devem ser desentranhadas dos autos."Imp<*-*>e-se a extensão de habeas corpus. posteriormente.521). a ilicitude de determinadas provas para afastar suas responsabilidades civil e criminal perante o Estado. LVI).807-4/MT . Maurício Corrêa. 7 jun.113-1/SP . não contaminada pelo vício de inconstitucionalidade (2á T. conseqizência imediata é o direito da parte.10.Embargos de declaração em inquérito n" 731/DF . Diário da Justiça. e tampouco como argumento para afastamento ou diminuição da responsabilidade civil ou penal por atos criminosos. p. Min. integram o conjunto probatório. 28. 5. desrespeitando a própria dignidade da pessoa humana.1997. Diário da Justiça. p. à qual possa essa prova prejudicar. é admissível a produção da prova" (6á T.RHC n<*-*> 2. se a decisão se baseou em prova ilícita. por ela não contaminadas e dela não decorrentes. Enquanto não incidente a prescrição.promete a validade das demais provas que.rel. Dessa forma. <012> COMENTÁRIOS DOUTRINARIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. Tortura: STJ . 19. para anular-se o processo criminal. 1997. Não produzem efeito confissão e testemunho resultantes de tortura física e psicológica. Min. Néri da Silveira. .Ementário STJ. 06/708). Seção I.507)."A produção de provas precisa obedecer o procedimento legal. 5ó.107 Convalida<*-*>ão de provas obtidas por meios ilícitos com a finalidade de defesa das liberdades públicas fundamentais (legitima defesa) Conforme já estudado anteriormente.rel. a vê-la desentranhada" (Pleno . Não acarreta absolvição.847). Seção I. Decorre nulidade.. ao praticarem atos ilícitos. 4 abr.

não incidindo portanto o inciso LUI. invadiu a esfera de liberdades públicas da vítima. estelionatários e todo tipo de achacadores. antes de tudo. <012> 262 I)IREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS Note-se que não se trata do acolhimento de provas ilícitas em desfavor dos acusados e. e.108 Provas derivadas das provas ilícitas O importante julgamento pelo Supremo Tribunal Federal de um exPresidente da República voltou a analisar a questão importantíssima sobre a inadmissibilidade das provas ilícitas e sobre possível contaminação das cha- . não pode pretender abrigar-se em uma obrigação de reserva por parte do destinatário. apesar do desconhecimento do outro interlocutor. sem o conhecimento de um dos interlocutores.878-02). Como observado pelo Ministro Moreira Alves. esta sim merecedora de tutela. conseqüentemente. Quem se disp<*-*>e a enviar correspondência ou a telefonar para outrem. "evidentemente. 0 que ocorre na hipótese é a ausência de ilicitude dessa prova. que estavam sendo ameaçados ou lesionados em face de condutas ilícitas. Serviço de Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal . de atos criminosos. uma intromissão ilícita na vida privada do ofendido. Não se poderia argumentar que houve desrespeito à inviolabilidade à intimidade e à imagem do pai agressor. obteve uma prova necessária para responsabilizar o agente. que comprovasse a prática de um crime de extorsão. poderíamos apontar a possibilidade de utilização de uma "carta confidencial" remetida pelo seqizestrador aos familiares do seqüestrado. Assim agindo . pois o seqi. Essa. apontar a hipótese de utilização de uma gravação de vídeo realizada pelo filho. os impetrantes esquecem que a conduta do réu apresentou. sem que se falasse em desrespeito ao sigilo das correspondências. . de forma clandestina e sem conhecimento de seu pai. desrespeitou os direitos fundamentais do seqüestrado e de seus familiares que.lá T. Nesse mesmo sentido e no referido julgamento. da Carta Magna. 5.rel.HC n" 74.em legitima defesa -. primeiramente. acabou por produzir a referida prova. Min.678-1/SP . essa carta poderia ser utilizada em juízo. 15 ago. em desrespeito ao art. em legitima defesa. em legitima defesa de suas liberdades públicas. também. Moreira Alves. ameaçando-o ou extorquindo-o. da Constituição Federal. 5ó. como o diálogo com seqüestradores. pois o próprio agente do ato criminoso. Certamente. poderíamos apontar a possibilidade de utilização de uma gravação realizada pela vítima. pois sua conduta inicial desrespeitou a incolumidade física e a dignidade de seu filho que. vítima de corrupção passiva ou concussão já consumada. do art.Ementário n<*-*> 1. Seção I. Poderíamos. uma vez que aqueles que a produziram agiram em legitima defesa de seus direitos humanos fundamentais. LUI. por sua vez.lestrador foi quem. produziram tal prova. seria uma aberração considerar como violação do direito à privacidade a gravação pela própria vítima. ou por ela autorizada. a possibilidade de sua utilização. em legitima defesa. agressor. 1997. conseqizentemente. o que significaria o absurdo de qualificar como confidencial a missiva ou a conversa" (STF .Exemplificando. No caso. assinalou o Ministro Sepúlveda Pertence a existência de exclusão da ilicitude da gravação obtida por um dos interlocutores.678-1/SP. 5". ao ameaçá-la e coagi-la. primeiramente. em lapidar voto-relator no Habeas Corpus nó 74. Diário da Justiça. para comprovação de maus-tratos e sevícias. Ainda. votação unânime. a ilicitude na colheita da prova é afastada.

1993. rel. 25 mar. rel. venha a discipliná-la e viabilizá-la . Min.). direta ou indiretamente. 1987. pela admissibilidade da prova derivada da ilícita. havia decidido pela inaplicabilidade da doutrina dos fruits of the poisonous tree (frutos da árvore envenenada). ao sigilo etc. não alterou a posição da maioria (seis votos a cinco) da Corte. rel.834-1. Octávio Gallotti e Moreira Alves. 84/609. pois como ressalta o Ministro Moreira Alves. votaram pela licitude das provas decorrentes das provas ilícitas os Ministros Carlos Velloso. pois. determinando. 25 mar. em duas decis<*-*>es plenárias e importantíssimas. todas oriundas. no caso. em menor extensão. uma vez que não haveria sua contaminação pela comunicabílidade da ilicitude. Rafael Mayer. 150. LVI. Min. no sentido de que a ilicitude da interceptação telefônica . 1993. a previsão constitucional não afirma "que são nulos os processos em que haja prova obtida por meios ilícitos" (voto do Min. 5 jun. as demais provas. Importante ressaltar que o referido julgamento do HC 69. Sepúlveda Pertence e Néri da Silveira. de longa data. Nesta decisão. A Constituição. Aldir Passarinho. envolvendo o ex-Presidente. HC 63. que continuam válidas as eventuais provas decorrentes das provas consideradas ilícitas.9120/RS. DJU. publicado no DJU. que primeiramente indeferiu a ordem. afastando-se os fruits of the poisonous tree. devemos delimitar a conseqüência da inadmissibilidade de uma prova ilícita. os Ministros Carlos Velloso. Min. art.094-5. Em novo julgamento. rel. optando pela prevalência da incomunicabilidade da ilicitude das provas. Tribunal Pleno. Ministro Sepúlveda Pertence.912-0-RS. são aquelas colhidas em infringência às normas do direito material (por exemplo: inviolabilidade domiciliar. RE 100. RTJ. conforme já definidas.à falta de lei que. relativamente à repercussão da prova inadmissível sobre as demais.contaminou. igualmente. Carlos Velloso). entendendo pela incomunicabilidade da ilicitude da prova ilicita às provas derivadas. Não havendo nulidade processual. deferiu-se a ordem pela prevalência dos cinco votos vencidos no anterior.Ação Penal 307-3/DF) rejeitou a tese da defesa.1<*-*> A 5=' 263 de de todo o processo. no HC-69. 5<*-*>. 16 dez. das informaç<*-*>es obtidas na escuta (fruits of the poisonous tree). p. Xavier de Albuquerque. 110/798. Sydney Sanches. acabou sendo anulado pela declaração posterior de impedimento de um dos Ministros (STF . .madas provas derivadas das provas ilícitas. de 24 nov. § 3<*-*>). Paulo Brossard.439. naquele momento. em seu art. rel. Néri da Silveira. Confirmou essa decisão plenária posição anterior. vencidos os Ministros Celso de Mello e. 0 Supremo Tribunal Federal. Ocorre que o fato de o STF não admitir. Min.912-0/RS. o Tribunal (STF . 1994). que. Moreira Alves. em que participaram todos os Ministros. uma vez que o empate favorece o paciente (RiSTF. No referido julgamento. nas quais se fundou a condenação do paciente.1994). RTJ. O fato de ter sido concedida a ordem. telefônica. por seis votos a cinco.750.112) não tem o condão de gerar a nulida<012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. admitiu a validade de provas derivadas das provas ilicitas (HC 69.MS 21. as provas ilícitas (RE 85. ou somente desqualifica<*-*>ão desta para o julgamento da causa. 11. consagra a inadmissibilidade da utilização das provas ilicitas que. definindo se haverá contaminação de todas as demais provas dela resultantes. DJU. direito à intimidade. nos termos constitucionais.

Jurisprudência . HC nó 73. que a ilicitude da interceptação telefônica . novamente transformou-se em dúvida. 9 maio 1996 .) não ine parece seguro concluir que.Examinando novamente o problema da validade de provas cuja obtenção não teria sido possível sem o conhecimento de informaç<*-*>es provenientes de escuta telefônica autorizada por juiz . toda a prova ficasse contaminada e imprestável.351/SP . Fruits of the poisonous tree. por conseqüência.461/SP . adotou em relação às provas derivadas das provas ilícitas a teoria dos fruits of the poisonous tree. adepto da incomunicabilidade da prova ilícita ("(. HC n<*-*> 73. ilícita a prova obtida por seu intermédio.O que poderia ser uma definição jurisprudencial (seis votos a cinco). assentou entendimento no sentido de que sem a edição de lei definidora das hipóteses e da forma indicada no art. Min. já com a participação do Ministro Maurício Corrêa.. ou seja. da Constituição. nos termos do referido dispositivo. de acordo com a teoria dos frutos da árvore envenenada.rel.Informativo STF n<*-*> 30 . IBCCrim . Ilmar Galvão. até que seja regulamentado o art. a questão tornou-se pendente de futuro pronunciamento.rel. HC nó 72. não pode o juiz autorizar a interceptação telefônica para fins de investigação criminal. Assentou. das informaç<*-*>es obtidas na escuta" (HC 73. Min.voto no HC 69.I: "Acusação vazada em flagrante delito viabilizado exclusivamente por meio de operação de escuta telefônica. pela comunicabilidade da ilicitude das provas ilícitas a todas aquelas que dela derivarem (cf.. Prova ilícita. venha a discipliná-la e viabilizá-la . ainda.II: " `FRUTOS DA ÁRVORE ENVENENADA' . 5<*-*>.a falta de lei que. Min. invertendo a antiga maioria (seis votos a cinco). da CF (`é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicaç<*-*>es . 5<**>'. Provas ilícitas por derivação e STF . Octávio Gallotti).prova que o STF considera ilícita. Em conclusão.rel. Maurício Corrêa. Min. Essa definição foi tomada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal. para definir-se a posição da mais alta Corte Judiciária brasileira na questão da teoria dos fruits of the poisonous tree. que." .912-0-RS). Ilmar Galvão. a atual posição majoritária do Supremo Tribunal Federal entende que a prova ilícita originária contamina as demais provas dela decorrentes. XII. Ausência de legislação regulamentadora.588/PB .rel.. da Constituição Federal.. 5ó. inciso XII.351-SP . 0 Supremo Tribunal Federal. XII.agosto de 1996) Provas ilícitas por derivação e STF .cf. quando a escuta tivesse sido ilegal e. mediante autorização judicial. oriundos direta ou indiretamente. Art. pois com a aposentadoria do Ministro <012> 264 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS Paulo Brossard. por maioria de votos.contamina outros elementos probatórios eventualmente coligidos.Boletim .

rel. são igualmente ilícitas. Min. um dos princípios basilares do Estado de Direito como garantia processual penal.Brasília. 1996 .Injormativo STF . Dessa forma. XII. visando à tutela da liberdade pessoal. de 24-796. Octávio Gallotti. Provas ilícitas por derivação e STF .rel. par. as dela decorrentes: aplicação da doutrina norteamericana dos frutos da árvore venenosa" (2<*-*> T. 6.903).14 mar. 5. de 1996 . Seção I. único).STF . Vencidos os Ministros Carlos Velloso. Néri da Silveira.1<*-*> A 5=' 265 Sydney Sanches. de dados e comunicaç<*-*>es telefônicas. a pretexto de entregá-la ao juiz de sua causa. estaria `contaminado' pela ilicitude da prova originária.HC n<*-*> 74. aplicando a doutrina dos <*-*>'rutos da árvore envenenada'.deveria ser desprezada" (HC 72. salvo. por maioria de votos. o Tribunal. LVII . 5<*-*>. A presunção de inocência é uma presunção juris tantum. Entendeu-se que o testemunho do cliente . Maurício Corrêa.ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. Min.12 jun.III: .nó 35). da Constituição Federal. há a necessidade de o Estado comprovar a culpabilidade do indivíduo.ao qual se chegara exclusivamente em razão de escuta -. no último caso. consagrando a presunção de inocência.116/SP . nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penall -. por contaminação. ao fundamento de que somente a prova ilícita .10 a 14 de jun. confirmando a solicitação feita pelo advogado na conversa telefônica. que regulamentou o art.no caso. Néri da Silveira e Moreira Alves. art. que exige . p.588-PB . 357. que indeferiram o habeas corpus. Diário da Justiça.109 Princípio da presunção de inocéncia A Constituição Federal estabelece que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS.296. por ordem judicial. antes do advento da Lei n<*-*>' 9. concedeu habeas corpus impetrado em favor de advogado acusado do crime de exploração de prestígio (CP. sob pena de voltarmos ao total arbítrio estatal. . que é constitucionalmente presumido inocente.1997. a escuta .telegráficas. por haver solicitado a seu cliente (preso em penitenciária) determinada importância em dinheiro."É ilícita a prova produzida mediante escuta telefônica autorizada por magistrado.

pacificamente. Dessa forma. a presunção de inocência condiciona toda condenação a uma atividade probatória produzida pela acusação e veda. podemos apontar três exigências decorrentes da previsão constitucional da presunção de inocência: l. A consagração do princípio da inocência. promulgada em 26-8-1789 ("Todo o acusado se presume inocente até ser declarado culpado"). não obstante a presunção juris tantum de não-culpabilidade dos réus. no direito de não ser declarado culpado senão mediante sentença judicial com trânsito em julgado. não afasta a constitucionalidade das espécies de pris<*-*>es provisórias. devido processo legal. juiz natural.absoluta independência funcional do magistrado na valoração livre das provas. poder-se-á obter provas lícitas produzidas com a integral participação e controle da defesa pessoal e técnica do acusado. uma vez que somente por meio de uma seqüência de atos processuais. por considerar a legitimidade jurídico-constitucional da prisão cautelar. ao término do devido processo legal (due process of law). mediante o devido processo legal. em que o acusado pôde utilizar-se de todos os meios de prova pertinentes para sua defesa (ampla defesa) e para a destruição da credibilidade das provas apresentadas pela acusação (contraditório). taxativamente. porém.o ônus da prova dos fatos constitutivos da pretensão penal pertence com exclusividade à acusação. sem que se possa exigir a produção por parte da defesa de provas referentes a fatos negativos (provas diabólicas) . 2. ampla defesa e contraditório é. inexistindo as necessárias provas. permanecem válidas as pris<*-*>es temporárias. pode validamente incidir sobre seu status libertatis. <*-*> critério condicionador das interpretaç<*-*>es das normas vigentes.necessidade de colheita de provas ou de repetição de provas já obtidas perante o órgão judicial competente. preventivas. reconhecida pela jurisprudência. afastando-se. a condenação. a presunção constitucional de inocência. a fim de obter-se uma decisão condenatória. <*-*> obrigatoriedade de o ônus da prova da prática de um fato delituoso ser sempre do acusador. portanto. Em virtude disso. que continua sendo. realizados perante a autoridade judicial competente. 9" da Declaração francesa dos Direitos do Homem e do Cidadão. contraditório e ampla defesa. 5<*-*>'. Essa garantia já era prevista no art. consagrado constitucionalmente pelo art. <012> 266 I)IREITOS HUMANOS FUNPAMENTAIS 0 princípio da presunção de inocência consubstancia-se. <*-*> critério de tratamento extra-processual em todos os seus aspectos (inocente) . portanto. por pronúncia e por sentenças condenatórias sem trânsitos em julga- . O direito de ser presumido inocente.para ser afastada a existência de um mínimo necessário de provas produzidas por meio de um devido processo legal e com a garantia da ampla defesa. Dessa forma. possui quatro básicas funç<*-*>es: <*-*> limitação à atividade legislativa. 3. A existência de interligação entre os princípios da presunção de inocência. que. ínsita ao Estado democrático de Direito. LVII. portanto.

10/712). ambas. 408. § 2ó . LVII.rel. Significa indicar o fato. a presunção juris tantum de não-culpabilidade daqueles que figurem como réus nos processos penais condenatórios. José Dantas .576-0/SC . Ficaram vencidos os Ministros Maurício Corrêa. da Lei nó 7. 5ó. 5<*-*>. em nosso sistema jurídico. sessão de 13-9-95. a qual. de eficácia suspensiva (Lei nó 8. Min. porém."Prisão temporária . por decreto-legislativo do Congresso Nacional. Código de Processo Penal. da Carta Política.1<*-*> A 5=' 267 72. 1996. Moreira Alves. rel. "não tendo sido revogada pela presunção de inocência do art. há considerar-se legítimo o decreto de prisão temporária motivada no art. Constitucionalidade das pris<*-*>es temporárias: STJ . Diversamente. I e II. Marco Aurélio.do.RHC nó 1.151-1/I<*-*>J rel. . Min.cf. da decisão restringir-se a mencionar que o acusado não preenche os requisitos do art. <*-*> 2='. também se mostra atenta ao precitado comando constitucional" (5<*-*> T. de que é exemplo. entendeu que a regra do art. Urge.366-SP. acatar o sistema jurídico democrático e as penosas e lentas conquistas dos Direitos Humanos" (6<*-*> T.que. . RHC nó 3. qúe sumulou a questão: "A exigência da prisão provisória. concerne à disciplina do ônus da prova.960/89. Luiz Vicente Cernicchiaro . p. 0 combate à violência encontra adesão da sociedade.: STF . Min. LXI. inciso LUII. Além disso. Min. ainda pendentes de apreciação. O mesmo entendimento é partilhado pelo Superior Tribunal de Justiça.216). IImar Galvão e Sepúlveda Pertence). Francisco Rezek. 5<*-*>. entretanto. Néri da Silveira. José da Costa Rica" (STF .HC <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. Seção I. Legitimidade do ato. para apelar.Ementário STJ. o lançamento do nome do acusado no rol dos culpados viola o princípio constitucional que.rel. porque despojadas. art. não assegura ao condenado o direito de aguardar em liberdade o julgamento de qualquer dessas modalidades de impugnação recursal. 1". Prisão processual e prevalência dos direitos humanos: STJ . não ofende a garantia constitucional da presunção de inocência" (Súmula 9). proclamado pelo art.365-7/SP . segundo a maioria. Em relação a essa última hipótese. Insuficiente apenas a indicação da norma. 05/675). da CF .Lei n" 7. 27.lá T.19 abr. 594 do CPP ("o réu não poderá apelar sem recolher-se à prisão") continua em vigor. 12. em 28-5-92. o Plenário do Supremo Tribunal Federal. Atento ao requisito do art. da CF. por seis votos contra cinco. Diário da Justiça."A prisão processual deve ser fundamentada.Ementário STJ. por sua vez. a existência de recurso especial dirigido ao Superior Tribunal de Justiça ou de recurso extraordinário encaminhado ao Supremo Tribunal Federal. do Pacto de S. nem pela aprovação.960/89.HC n" 73. .038/90. consagra.

Por tal motivo.HC n" 71.332). Diário da Justiça. deve ser concebida de forma atenuada. 1995. 5<*-*>."Prisão cautelar .401-3/MS .RHC n=' 511/SP<012> 268 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS rel.026/DF . 11/690).). Prisão por sentença condenatória sem trânsito em julgado II . Costa Lima . pode estar em jogo valor que também deve ser protegido para a apuração da verdade real. . p. Mas. LXI e LXVn. como previsto no art. ementa).STJ . I<*-*>. 5".400-4/SC . não deixa de ter o direito de ampla defesa diminuído.HC n<*-*>' 69. segundo o qual "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória" é obstáculo.RHC nó 2. 28.ainda que primário e de bons antecedentes . A preservação do status libertatis do acusado traduz. não paira dúvida. Diário da Justiça. sendo descabida a submissão do réu à prisão para poder apelar sem a indicação objetiva da necessidade da medida" (6d T .2á T. . Min. Sydney Sanches. Seção I.. tem como regra geral ficar-se em liberdade. 93. art.Concessão de liberdade provisória . STJ . 36. 1995. mas não a prisão imediata após o julgamento do recurso ordinário.Ementário STJ."O inciso LUII do art. por outro lado.rel. LVIn . No mesmo sentido: STF .Mera faculdade judicial (. mesmo o primário e de bons antecedentes pode ser preso sem nenhum arranhão aos princípios constitucionais" (6á T.715-6/MG .091). Prisão por sentença condenatória sem trânsito em julgado I: STF . nesse contexto.Ementário STJ. No mesmo sentido: STJ . 8 set. Todo cidadão é inocente até que seja irremediavelmente condenado (art."A Jurisprudência da Corte. Min. fundada no princípio constitucional da inocência presumida (CF. p.u. 03/604.. Pedro Acioli . p. 637 do Código de Processo Penal" (lá T. 5ó da Constituição Federal. Maurício Correa. LVlp.Instituto compatível com o princípio constitucional da não-culpabilidade (CF. Daí a mesma Constituição (que constitui um sistema lógicopolítico) permitir a prisão em circunstâncias excepcionais (art. exigindo sempre sua fundamentação.nenhum direito tem à obtenção da liberdade provisória. .171/SPrel. Celso de Mello. O réu pronunciado .Constitucionalidade da prisão preventiva: STJ . tem proclamado o entendimento de que a regra do artigo 594. . apenas. enquanto não estiver definitivamente condenado. É que o preso.14. do CPP. a que se lance o nome do rol dos culpados.5á T."A Constituição Federal.Ementário STJ.1992. Seção I. por sofrer restrição em sua liberdade de locomoção. artigo 5"). Adhemar Maciel . Min. 4 set. 08/760. 5".rel. Min. Seção I.RHC n<*-*> 3.813-0/ESrel. 20-4-1995.rel. mera faculdade reconhecida ao juiz" (1" T. .rel. enquanto se aguarda o desenrolar do processo penal. Min. Min. sobretudo por se tratar de exceção (art. Min. Prisão por pronúncia: STF .RHC n<*-*>' 4. Diário da Justiça. j. . 27 out.6á T.. . v. Vicente Leal.HC n" 72.355.

<*-*> 1". 5. a ordenar o lançamento do nome do réu no rol dos culpados . não existindo. .1 out. para o réu. que. Presunção de inocência e princípio do in dubio pro reo: STF . de modo irrestrito.1993.HC n" 69. 408.151-1/IZI ."A norma inscrita no art.1996. sem contudo ter havido necessidade de utilização do in dubio pro reo. ressalvando o disposto na Constituição e nas leis dos EstadosPartes" (lá T. do CPP . de forma inequívoca. existe substancial diferenciação entre eles: enquanto o primeiro sempre <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. a regra. Pode-se concluir no sentido de que a previsão do in dubio pro reo é um dos instrumentos processuais previstos para garantia de um princípio maior. criou.19 abr. Seção I. 0 princípio in dubio pro reo imp<*-*>e ao órgão julgador o decreto absolutório quando não tenha se convencido totalmente da procedência das acusaç<*-*>es ofertadas pelo órgão acusador. Lançamento do nome do réu no rol dos culpados: STF . Moreira Alves. 1" A 5u 269 tem incidência processual e extra-processual. Diário da Justiça. a obrigação de o<*-*>acusado provar a sua . Diário da Justiça. pois. Min. Cabe ao MP comprovar. p. devendo então optar pela melhor interpretação que convier ao acusado.Pacto de São José da Costa Rica e direito de recorrer em liberdade: STF"0 Plenário do STF já salientou que a Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica) não assegura.HC n<*-*>' 73. em nosso sistema de direito positivo. quando o órgão judicial tenha ficado em dúvida em relação às provas apresentadas. Já não mais prevalece. Note-se que se a acusação não tiver conseguido provar as alegaç<*-*>es ofertadas contra o acusado. em dado momento histórico do processo político brasileiro (Estado Novo). processualmente. Seção I.696/SP .rel. pois. LVII)" . permanecerá a existência do principio da presunção de inocência.esta derrogada em face da superveniência de preceito constitucional com ela materialmente incompatível (CF. p. com a falta de pudor que caracteriza os regimes autoritários.12216). quando da prolação da sentença de pronúncia. o segundo somente incidirá. art. Min. 20213). a culpabilidade do acusado. que é o principio da inocência. 5ó. Não compete ao réu demonstrar a sua inocência.rel. qualquer dúvida no espírito do magistrado.(Pleno .110 Princípio da presunção de inocência e princípio do in dubio pro reo 0 princípio da presunção de inocência não se confunde com o princípio in dubio pro reo."Nenhuma acusação penal presume provada. Celso de Mello. apesar de ambos serem espécies do gênero favor rei.que autoriza o juiz. o direito de recorrer em liberdade.

ou ainda.. há necessidade de norma ordinária regulamentando o presente inciso do texto constitucional. portanto. pois de flagrante incompatibilidade com o novo texto constitucional. RJ DT ACrim/SP. LUIII.) VIII . A segunda relaciona-se ao combate do crime organizado. quando. Entendemos. A primeira diz respeito às crian<*-*>as e aos adolescentes. <012> 270 DIREITOS HUMANOS FLINPAMENTAIS A primeira regulamentação existente é anterior ao texto constitucional e encontra-se no Código de Processo Penal com a seguinte redação: Art.própria inocência (Decreto-lei n<*-*> 88. se possível.rel. no art. 2/195.o civilmente idevctificado não será submetido a identificação criminal. porém compatibilizando-se com o texto do art. RT 643/358. 5<*-*>.111 Identificação criminal Trata-se de norma constitucional de eficácia contida que apresenta um direito fundamental de eficácia imediata e uma exceção consubstanciada em regra cuja eficácia depende de regulamentação. de 20-12-37 art. 5 .HC n73.ordenar a identificação do indiciado pelo processo datiloscópico. n 5)" (1.registro geral (RG). a autoridade policial deverá determinar que a mesma süva de base à identificação criminal. Porém. Min. a autoridade policial deverá (. cuja Lei n" . Celso de Mello .RTJ. que em relação às exceç<*-*>es.. A identificação exigida pela Constituição Federal como excludente da identificação criminal somente é aquela oficial e regularmente emitida pelos órgãos estatais. salvo nas hipóteses previstas em lei. e fazer juntar aos autos sua folha de antecedentes. Duas outras regulamentaç<*-*>es posteriores também tratam do assunto de forma muito tímida e específica. se houverfundada dúvida sobre a autenticidade da documentação apresentada. 109 do ECA. que a Súmula 568 do Supremo Tribunal Federal ("A identificação criminal do indiciado pelo processo datiloscópico não constitui constrangimento ilegal. prevê-se a identificação compulsória do adolescente quando existirfundada dúvida a respeito de sua identificação civil. aquela cuja lei conceda equiparação com a cédula de identificação . ou. a própria Constituição Federal expressa a relatividade dessa norma.T . LVIII . ainda que já identificado civilmente") não mais poderá ser utilizada. Nesse sentido: RT 638/300. Essa norma ordinária foi recepcionadá pela nova Constituição.161/264). o direito fundamental consiste na impossibilidade de identificar-se criminalmente a pessoa que já encontra-se identificada civilmente. Ressalte-se. ainda. sempre que o mesmo não possuir identificação civil a ser apresentada naquele momento. Caso seja apresentada a documentação civil. a autoridade policial deverá ordenar a identificação do indiciado pelo processo datiloscópico. Dessa forma.338/Rl . 6" Logo que tiver conhecimento da prática da infração penal. 20. portanto. possibilitando exceç<*-*>es previstas em lei ordinária. Assim. sendo abusivo e constrangedor o ato que determinar ilegalmente a identificação pelo processo datiloscópico.

São Paulo : Saraiva. independentemente da civil. 5" da Lei de combate ao crime organizado. p. Em relação ao art. mas a eventuais exceç<*-*>es que venham a ser indicadas pela legislação ordinária" (Código de processo penal anotado. 5". 1994. Em conclusão. uma vez que a identificação criminal somente será realizada se houver fundada suspeita sobre a autenticidade dos documentos apresentados.034/95 prevê em seu art. como. da CF. de outro lado. art. 5" da Lei de combate ao crime organizado. a partir da expressa autorização constitucional ("(. O sujeito identificado civilmente não precisa submeter-se a identificação criminal. ed..) salvo das hipóteses previstas em lei"). afirma que <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. a exceção constitucional implicita diz respeito à possibilidade de exigir-se a identificação criminal quando houver séria e fundada dúvida sobre a autenticidade da identificação civil apresentada. p."Após a edição do texto constitucional promulgado em 5-10-88. LVIII. desde que aplicado corretamente pelas autoridades policiais" (Crime organizado. Súmula 568 do S1F e CF. 109 do Estatuto da Criança e do Adolescente não se vislumbra qualquer inconstitucionalidade.. preserva-se a ratio da norma constitucional que somente autoriza a identificação criminal quando inexistente. Por fim. A parte final do art. 5". São Paulo : RT 1995.11. LUIII: STF . que. não há dúvida sobre a possibilidade de o legislador ordinário prever hipóteses. quando ressalva as hipóteses previstas em lei. a regra é a impossibilidade de identificar-se criminalmente aquele que apresentar identificação civil. em relação ao art.. LUIII: No sentido do texto. não se refere ao art. 6ó. do CPP. 9). Assim. quando não apresenta o documento. Todos esses requisitos estão preenchidos. a identificação civil. Igualmente. ou mesmo incompleta. o identificado civilmente não será submetido à identifica- . 1" A 5" 271 "a restrição de qualquer direito fundamental só pode ser feita por lei ordinária quando há expressa autorização. salvo em casos excepcionais. 5". A exceção constitucional expressa consiste na possibilidade de a legislação ordinária estabelecer hipóteses em que será necessária a identificação criminal. que deverão ser expressos em lei. Esta. Não vislumbramos nenhuma inconstitucionalidade no dispositivo. com a conclusão apontada por Luiz Flávio Gomes. VIII.131). Auto-aplicabilidade do art. portanto. de Jesus entende que "o novo texto constitucional cancelou a Súmula 568. v. 5<*-*> que "a identificação criminal de pessoas envolvidas com a ação praticada por organizaç<*-*>es criminosas será realizada independentemente da identificação civil". falsa ou duvidosa. ao analisar o referido art. deve respeitar o conteúdo essencial do direito. indícios de falsificação etc. em que será obrigatória a identificação criminal. este contém rasuras. Concordamos. Damásio E.9.g.

1996."Com a vigência da nova Constituição. a identificação criminal de quem já é civilmente identificado constitui constrangimento ilegal. LIX .18 nov. salvo exceç<*-*>es que a lei ainda não fixou" (RT 647/350). assim entendida.Ementário STJ.rel. Min. 44. conforme disp<*-*>e o art. Min."A Constituição de 1988. a ausência de comando legal que a autorize" (RSTJ.RHC n<*-*>' 78/SP . inciso LVIII. RHC n" 67/DF . Anselmo Santiago. . também a fotografia.será admitida ação privada nos crimes de ação pública. se o estrangeiro ou o brasileiro já estiverem civilmente identificados. que é autoaplicável. da mesma forma. . como norma geral. . 39/533)."Sem que o estrangeiro prove já ser civilmente identificado. à falta de legislação ordinária dispondo sobre as exceç<*-*>es permitidas. Essa é a nota mais característica do poder de polícia. 02/512).rel. 5ó.926). . LUIII: STJ . 5ó.RHC n" 4. salvo nas hipóteses previstas em lei. Carlos 'Ihibau .Ementário STJ. do art. a teor do disposto no seu art."O civilmente identificado não será submetido a identificação criminal. Contrario sensu. William Patterson . 0 fato pode resultar do exercício do poder de polícia. Dias Trindade . Desrespeito ao art.RHC n" 138/DF .ção criminal. Min. homem temibilíssimo."Fotografias de frente e de perfil. 5ó. LVIII e constrangimento ilegal: STJ . Identificação por meio de fotografias II: STJ . afinal não negada pela autoridade coatora" (6á T. Identificação por meio de fotografias I: STJ . mas a instrução do caderno informativo. 5<*-*>.798/SP. da CF/88. rel. Diário da Justiça.rel. Estrangeiro e a garantia do art. 5ó. No mesmo sentido: STJ . 02/462). tiradas para instruir inquérito policial não incidem no inciso LVIII. LVIII. p. 5<*-*>. não poderão ser submetidos à identificação criminal. para evitar a consumação de <012> 272 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS ameaça pelo paciente. inciso LVIII" (6á T. até que a exceção prevista na referida regra seja regulamentada em lei" (6á T. a prevenção" (6á T. O1/522). da Carta de 1988. torna-se impossível assegurar-se-lhe a garantia constitucional de dispensa de identificação criminal. veda a identificação criminal do civilmente identificado. no seu art. Min. com 5 (cinco) homicídios. pois não se destinam a prontuário.Ementário STJ. Seção I.

LIX. Em conseqüência."A Consti- . o art. da CF.16 da Lei n<*-*> 4. 46). em ação penal pública. art. sendo inaplicável sua previsão que permitia a instauração de procedimento. art. da Constitui ão Federal não constitui verdadeira exceção ao art. I. Não subsistem a portaria ou o auto de prisão em ilagrante como procedimentos instauradores da ação penal. Celso de Mello. antes das altera<*-*><*-*>es da Lei n 8236/91). I). LIX. Min.129. LI<*-*>. no prazo legal (CPP. 5.Habeas corpus nó 74276-RS . ou seja. "a admissibilidade da ação penal privada subsidiária da pública pressup<*-*>e. Portanto. nos termos do art. 129.1<*-*> A 5<*-*> 273 de policial. da Constituição Federal. em que somente a inércia do ParQuet. I. o referido procedimento não foi recepcionado pela nova ordem constitucional.112 Ação penal privada subsidiária No sistema jurídico brasileiro. Ministério Público e privatividadé da ação penal pública I: STF . 451 e seguintes. ou. sem a intervenção do Ministério Público. Com base nesse entendimento. CF. por parte do Ministério Público. STF .rel. promoção de arquivamento ou mesmo requisição de diligências. ou propondo a respectiva denúncia. art. a inércia do Ministério Público em adotar. uma das seguintes providências: oferecer a denúncia. não cabe ação privada subsidiária. O princípio é absoluto. tendo inclusive o Supremo Tribunal Federal decidido pela incompatibilidade do art. possibilitará a queixa-crime de que trata o art. Assim. ou a título originário (CPP. 149/825).898/65. requerer o arquivamento do inquérito policial ou requisitar diligências" (Informativo do STF n" 43. nas infraç<*-*>es penais de menor potencial ofensivo. oferecendo a transação penal. dessa função constitucional que constitui ato de soberania. 29. ausência de denúncia. tendo o Ministério Público requerido o arquivamento no prazo legal. 5. 5-. mas tão-somente um mecanismo de freios e contrapesos constitucional ao exercício. 5". sendo a ação penal pública privativa do Ministério Público. o processo criminal somente pode ser deflagrado por denúncia ou por queixa. promovendo o arquivamento ou requisitando diligências à autorida<012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. 129. Dessa forma. julgou-se extinta a ação penal privada movida contra o paciente. o Supremo Tribunal Federal deferiu habeas corpus impetrado contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul que determinara o prosseguimento de ação penal privada ajuizada contra o paciente após o arquivamento do inquérito policial ordenado em primeira instância a requerimento do Ministério Público formulado dentro do prazo legal. por força da Constituição (art. ou ainda. O mesmo se diga em relação ao procedimento por crime de abuso de autoridade. com os procedimentos especiais por crime de deserção (RTJ. nunca permitido se o titular da ação penal pública manifestar-se. art.se esta não for intentada no prazo legal. no ponto em que prescindiam da denúncia efetuada pelo membro do Ministério Público (Código de Processo Penal Militar. 3-9-96). Como ressaltou o Supremo Tribunal Federal.

Jesus Costa Lima . 14.se desencadeasse a ação penal pública sem a participação do Ministério Pú<012> 274 Í)IREITOS HUMANOS FUNPAMENTAIS blico. Min. no ponto em que prescindem da denúncia" (lá T. Ministério Público e privatividade da ação penal pública II: STJ . Ministério Público e crime de deserção: STF .rel.RHC n<*-*> 2. que deferiam a titularidade do poder de agir. 23 nov.648). <*-*>. mediante ação penal pública. 129. Min. a quem compete promover.. E ainda: STF . a autoridades policiais ou a outros agentes administrativos" (Pleno . 129 da atual Carta Magna considerado como função institucional do Ministério Público a promoção privativa da ação penal pública. art. 1990. Seção I. com absoluta exclusividade. sendo a ação penal pública privativa do Ministério Público. n: Incompatibilidade com os procedimentos especiais por crime de deserção.549). I . Diário da Justiça."Tendo o art. Min. 2. no âmbito do Exército e das Polícias Militares .).HC n" 68. a magistrados. em face da irresistível supremacia jurídica de que se reveste a norma constitucional.314/DF .RHC n" 68. Celso de Mello.HC n<*-*> 67. Seção I. p.como sucede com relação aos crimes militares em causa. veda que o poder de iniciativa do processo de ação penal pública se configure a outrem" (Pleno . em conseqüência.931. as leis editadas sob regimes constitucionais anteriores. Seção I.3630/DF . na forma da lei" (Pleno .rel. em sede processual penal. 07/645). 1991."Ministério Público: Privatividade da ação penal pública (CF. 1991. ficaram revogadas as normas anteriores que admitiam . No mesmo sentido: STF .art.HC n" 68. deferida pela Constituição ao Ministério Público.18 out."No sistema jurídico brasileiro. . O exercício do ius actionis. a ação penal pública (. Min. Não mais subsistem. p."Em si mesma. por força da Constituição . Não subsistem a portaria ou o auto de prisão em flagrante como procedimentos instauradores da ação penal" (5á T.Ementário STJ.. Diário da Justiça.204/RS . 129. a titularidade privativa da ação penal pública.rel. 129. 13. 15 mar. p.rel.rel.623). Sepúlveda Pertence. Nesse sen- . constitui inderrogável função institucional do Ministério Público. Moreira Alves).413/DF .o processo criminal somente pode ser deflagrado por denúncia ou por queixa. Sepúlveda Pertence. Min. Diário da Justiça.tuição Federal deferiu ao Ministério Público o monopólio da ação penal pública (art.

Min. . Arquivamento e titularidade da ação penal pública I: STF .Ementário STJ. poderá determinar desde logo o arquivamento. Requerido pelo Ministério Público o arquivamento de notitia criminis. Seção I.514.RHC nó 68. 27.Diário da Justiça. os Subprocuradores-Gerais da República.648.rel. p. Seção I. de modo legítimo e exclusivo. una. 13/656. Diário da Justiça.Ementário STJ. 5. p. 1996.RMS n" 5289-3/PA . . LX . uma vez que se possibilita a edição de lei ordinária que. No mesmo sentido. instrumentalizar a persecutio criminis. cf. na forma da lei. p. instituição permanente. STF Inquérito n<*-*> 1. excepcionalmente. atua pelo Procurador-Geral ou por seus delegados. 15 ago.rel. Ilmar Galvão."Arquivamento determinado pelo Procurador-Geral da República . p."O Ministério Público da União perante o STJ. 4. registra que tal pronunciamento deve ser acolhido sem que se questione ou se adentre no mérito da avaliação deduzida pelo titular da ação penal" (Inquérito n<*-*> 1. por falta de tipicidade da conduta.113 Publicidade dos atos processuais Um regime democrático em um Estado de Direito exige. a publicidade dos atos processuais. Diário da . 10/725)."Na hipótese de um pronunciamento do Procurador-Geral no sentido do arquivamento de inquérito. Seção I.A lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem. que na Constituição Federal de 1988 veio defmida por mandamento constitucional de eflcácia contida. quanto à propositura de ação penal. detém a opinio delicti a partir da qual é possível. cabendo-lhe promover.rel. Min. STF . Min Costa Lima . 5 mar.853). a restrinja. O presente preceito é . a Corte não pode discutir o pedido. ou não. No mesmo sentido. Min.Inquérito n<*-*> 929-6/MG . Diário da Justiça. 16. E ainda: STJ . Arquivamento e titularidade da ação penal pública II: STJ .15 mar. 21 maio 1996.rel. Sydney Sanches. bem por isso. privativamente. Ilmar Galvão .1996. Seção I.rel. Octávio Gallotti. Eduardo Ribeiro . 1996.Ementário STJ.1991. nas hipóteses de defesa da intimidade ou do interesse social. 2.Inquérito n" 1.rel. em última instância. 29 fev.877.085-5/SP . Min.cabendo-lhe decidir.111-8/BA . tem-se um juízo negativo acerca de prática delitiva. senão acolhê-lo" (Corte Especial Inq.: STJ . 5. Min.rel.tido: STF . Diário da Justiça.lá T.: STF .5" T. p.158-4/DF .265/DF . n" 002/SP . cf. como regra. não se fazendo mister requerê-lo ao Judiciário" (Corte Especial Al<*-*>n n" 67-9/DF . indivisível e de independência funcional. exercido por quem.rel. A jurisprudência desta Corte.Justiça. Sydney Sanches. Seção I. Min. 01/472). a ação penal pública. José Dantas .941.

1997. sendo clássica a previsão inglesa da Magna Charta Libertatum.155 e 444 e Código de Processo Penal. "pela motivação dos atos decisórios é possível que o delinqüente saiba por que está sendo decidido contra sua pretensão. ou colocado fora da lei. também complementa os princípios do devido processo legal e da ampla defesa garantindo ao acusado ciência dos fatos pelos quais está sendo acusado e de todo o desenrolar do procedimento (cf. Como salienta Smanio. em que se exige o preenchimento dos requisitos constitucionais da defesa da intimidade ou da defesa do interesse social. RP 29/80). Código de Processo Civil. Trad. São Paulo : Atlas. IX. pois ao mesmo tempo que pretende garantir mais um instrumental no sentido de transparência e fiscalização popular na atuação dos órgãos exercentes das funç<*-*>es estatais. A fmalidade da presente norma é dupla. salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar.ninguém será preso senão em <*-*>lagrante delito ou por or dem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente. 20). Enrico Tulio. pois. LIEBMAN.114 Hipóteses constitucionalmente definidas para privação de liberdade A tutela à liberdade com a conseqüente limitação do poder estatal sobre o status libertatis do indivíduo consiste em uma das maiores conquistas do Direito Constitucional. 36). Do arbítrio à razão: reflex<*-*>es sobre a motivação da sentença. sem a necessária publicidade. ou privado de seus bens. LXVI . outorgada por João Sem-Terra em 15-6-1215. qualquer hipótese de julgamentos secretos. salvo nas hipóteses excepcionais previstas na Constituição Federal. LXI . 93. ou exilado. art. ou de qualquer <012> 276 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS modo molestado. da Constituição Federal que determina serem todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário públicos e funda<012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. sob pena de nulidade (cf. p. 5. Tereza Alvim.complementado pelo art. com ou sem fiança. que. definidos em lei. e nós não procederemos nem mandaremos proceder contra ele senão mediante um julgamento regular pelos seus pares ou de . Repudia-se. em seu item 39 estabelecia: "Nenhum homem livre será detido ou sujeito a prisão.ninguém será levado à prisão ou nela mantido quando a lei admitir a liberdade provisória. 1<*-*> A 5<*-*> 275 mentadas todas as suas decis<*-*>es. bem como pela publicidade dos atos processuais praticados é possibilitada a ciência e manifestação contraditória das partes" (Criminologia e juizado especial criminal. arts.

poderíamos apontar a seguinte regulamentação constitucional. EC nó 01/69 (art. arbitrariamente e sem que haja previsão legal. definido em lei. porém. 179. (27 da Constituição portuguesa). § 20). § 13). n<*-*> 21). EXCEÇÕES EXCEPCIONAIS E TAXATIVAS <*-*> Flagrante delito.184). da seguinte forma: ordem fundamentada da autoridade judicial competente. <*-*> ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente nas hipóteses descritas em lei. o art. p. 141. processuais. somente o Poder Judiciário poderá emanar ordens de prisão. 1946 (art.. Dessa forma. b) direito de não ser aprisionado ou fisicamente impedido ou constrangido por parte de outrem. c) direito à protecção do Estado contra os atentados de outrem à própria liberdade" (Constituição. Dessa forma. v. em face do princípio da reserva legal. portanto. salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar. A regra constitucionalmente prevista. 113. § 10). 295).1<*-*> A 5=' 277 Note-se que. 150. determinar o cerceamento da liberdade de algum indivíduo (cf. constitui pressuposto constitucional implícito. porém indispensável ao cerceamento do status libertatis. 1891 (art. civis e disciplinares): REGRA GERAL <*-*> Liberdade.. Dessa forma. § 12)." Como salientam Canotilho e Moreira. em caráter excepcional e taxativo. 122. 1934 (art. Rio de Janeiro : Henrique Cahen. n<*-*> 11). 3. salvo nos casos e termos previstos neste art. <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. A Constituição de 1988 restringiu a noção de autoridade competente para decretação de prisão. a própria Constituição prevê hipóteses de supressão do direito de liberdade. cit. p. "O direito à liberdade engloba fundamentalmente os seguintes subdireitos: a) direito de não ser detido ou preso pelas autoridades públicas. a prisão não poderá efetuar-se senão em virtude de pronúncia ou nos casos determinados em lei. X). MIRANDA. Assim. Pontes de. Porém. Op. 153. Assim. com conseqüente decretação de prisão. decidiu o Supremo Tribunal Federal: "A Carta de 1988 jungiu a perda da liberdade a certos pressu- . e mediante ordem escrita da autoridade competente") foi recepcionado complementando-se com o mandamento constitucional. em relação ao binômio liberdade-prisão. 1937 (art. sempre. referente a todas as espécies de pris<*-*>es (penais. 1967 (art. diferentemente das Constituiç<*-*>es de 1824 (art.1946. não tendo havido recepção das normas infraconstitucionais que permitiam tal conduta à autoridade administrativa. a expressa previsão constitucional ou legal das hipóteses ensejadoras. é a liberdade.harmonia com a lei do pais. não poderá a autoridade judiciária competente. 72. com inútneros direitos e garantias tuteladores da manutenção desse preceito básico em um Estado de Direito. 282 do Código de Processo Penal ("À exceção do flagrante delito. Comentários à Constituição de 1946.

As pris<*-*>es penais são aquelas resultantes do trânsito em julgado da sentença condenatória e aplicáveis pelo Poder Judiciário. 383). constitucionalmente deferida somente ao Poder Judiciário. § 5". 69. 329) e em leis especiais.ei n<*-*> 6. 23 set. 393. após o devido processo legal. prisão processual. As pris<*-*>es processuais englobam as pris<*-*>es temporárias (Lei nó 6. Ressalte-se que. os bons antecedentes do acusado e que a pena privativa de liberdade cominada ao crime não exceda quatro anos (CPPM. desde que verificada a natureza do crime. 311 a 316). LXVII) e serão estudadas em inciso próprio. p. houve alteração da titularidade.361/RSrel. a ser concedida facultativamente pelo juiz-auditor. tornando-se. arts. Lei de Falência (Decreto-lei n" 7. As pris<*-*>es administrativas são previstas no Código de Processo Penal (art. . art. p. decretada somente pelo ministro-relator do Supremo Tribunal Federal (RT 638/335). 282 e 408. 301 a 310) . prisão administrativa. 10 fev. é exclusiva do Poder Judiciário: prisão penal. 1994.661/45 . prisão civil e prisão disciplircar. como.815/80). tanto as hipóteses ensejadoras de pris<*-*>es administrativas do art. residir em elementos concretos que sejam passíveis de exame e.905/PR . em fiagrante delito (CPP. portanto. Moreira Alves.arts. arts.850/89). preventivas (CPP. existe uma espécie de prisão processual denominada Menagem. enquadráveis no art.postos. Diário da Justiça. Seção I. arts. Dessa forma. Exemplificando: a hipótese permissiva da antiga prisáo administrativa decretada pelo Ministro da Justiça nos procedimentos extradicionais foi recepcionada pela CF/88. continuando a existir em nosso ordenamento jurídico.151. No Direito brasileiro. por exemplo. 35. podemos distinguir cinco espécies de prisão. . em virtude da prática de uma infração penal. 319 do Código de Processo Penal quanto as previstas em leis es<012> 278 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS peciais. art. devendo representar <*-*>z autoridade judicial competente para que esta analise eventual decretação de prisão. 312 do Código de Processo Penal" (2á T. A constitucionalidade dessas pris<*-*>es em face do princípio da presunção de inocência já foi estudada nos comentários ao inciso LVII. § 3ó).RHC n<*-*> 66. porém. 263 ss).lá T. Diário da Justiça.330). porém.rel. assim. Indispensável para que ocorra é que se faça presente situação enquadrável no disposto no inciso LXI do rol das garantias constitucionais. se possuidora de contornos preventivos. . 5". Min. a autoridade administrativa está absolutamente proibida de decretar a prisão administrativa (STF . cuja titularidade para decretação. consistente ern prisão provisória fora do cárcere. que esta se constitui em verdadeira exceção. Marco Aurélio. VI. hipótese de prisão preventiva para extradição.HC nó 71. 1989. resultante de pronúncia (CPP. Estatuto do Estrangeiro (I. As pris<*-*>es civis são aquelas decretadas pelo Poder Judiciário nas hipóteses de inadimplemento voluntário e inescusável de dívida de alimentos e do depositário infiel (CF. a partir da Constituição de 1988. 25. revelando. 14. Seção I. foram recepcionadas pela nova Constituição. n. devendo. Anote-se somente que. arts. nos casos em que a legislação previa ci poder de sua decretação à autoridade administrativa. Min. em relação ao Código de Processo Penal Militar. § ló) e resultante de sentença condenatória recorrível (CPP.

estudaremos a possibilidade de sua decretação por autoridade administrativa.HC ii" 68. BASTOS. p. Ii.Pleno .. Min. Pinto.784.429/92 .862/PA . 1992. ed.Lei nó 4. Min. José Celso. 78). v. p. .091).565.<*-*> 2á T.2á T. 21 ago. MIRABETE. STF . 13. Diário da Justiça."Pela nova ordeiii constitucional.. 10/703). Ilmar Galvão. Prisão processual provisória e princípio da inocência: STF . caput e inciso II).o instituto da tutela cautelar" (1<*-*> T.. Min. 1995. portanto. cit. 'Diário da Justiça.Em relação à prisão disciplinar. 1993. p.898/65) e por ato dr improbidade administrativa (Lei n<*-*>' 8. Seção I. Assis Toledo . 3. Comentários. inclusive no regime castrense (LOUREIRO NETO. p. 1991.rel. Seção I. p. Op.HC n<*-*>' . . 1992. p. Op. Diário da Justiça. p. MARTINS. 7. 2.116. já que expressamente prevista e permitida pela Constituição (art. 5 lnClSO LXn" (5á T<*-*> . notadamente aquelas que importem restrição ao status libertatis dos cidadãos" (1<*-*>' T.. Celso. "Uma vez declarada a incompetência do Prisão e autoridade competente: STF .781). Ives Gandra da Silva.rel. Op.1<*-*> A 5'= 279 não obstante a excepcionalidade de que se reveste . 334) e são passíveis de responsabilização civil (indenização por danos morais e materiais). 187. pela total insubsistência das chamadas pris<*-*>es para averiguaç<*-*>es.. 14. cit.026/DF .. criminal (abuso de autoridade . Conferir comentários ao inciso LVII. no item 5."<*-*> preceito constitucional da presun ão de inocência não impede a prisão provisória processual. cit. São Paulo : Atlas.495-8/GO . v.HC n<*-*> 69. Min.HC n" 68.Ementário STJ. No mesmo sentido: STJ .. FERREIRA. Comentários. como providência o`u inedida cautelar.rel. 30 abr. Min. 446. que admite <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JU<*-*>SPRUDENCIAIS AOS AR<*-*>. Cf. . Seção I. 4 . Código. 4 out. p.HC n" 2. No mesmo sentido: STF . Constituição. jurisprudência citada nos comentários ao inciso LUII (princípio da presunção de inocência) Necessidade de fundamentação do decreto de prisão: STF . 1. Julio Fabbrini. cit. Seção I.art.rel. Paulo Brossard. estão sujeitas a fundamentação todas as decis<*-*>es judiciais.357/DF .HC n" 70110/SP . José Silva. MELLO FILHO.. 12. Processo penal militar. 11. Concluímos. definido em lei. Sydney Sanches. set.. Celso de Mello Diário da Justiça. Op. 291."A legitimidade jurídico-constitucional das normas legais que disciplinam a prisão provisória em nosso sistema normativo deriva de regra inscrita na própria Carta Federal. nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar. .rel. que consistem em verdadeiro desrespeito ao direito de liberdade (cf.

Maciel . art.rel. Min. 1993. LXI. por ser roferida por juiz císual e não do direito penal. O Julz competente deverá renová-la (inadequada a ratifica<*-*>ão).rel. Luiz Vicente Cernic.rel. Prisão para expulsão: STJ . Marco Aurélio.Juízo..RHC n" 1. Min. . Recurso improvido. 5".i cia Constituiç<*-*>lo.chiaro . portanto uma restrição à liberdade de ir e vir. IXI. não subsiste a prisão preventiva por ele determinada ( . para fim de expulsão. Prisão preventiva decretada por juiz incompetente é nula. Adhemar decretada por autoridade judicial 6 T. 5da Có stitui ão. 5". Min. Jes m <*-*> gr nt i (a au E id derpolsT J. lfi abr.Falência. Prisão cautelar decretad<**> no bo o da sentença da quebra. teve sua prisão cautelar decretada no bojo da sentença ue . Não produz efeito."Custódia de<*-*>em ngepelo Mdnistro ldaeJdstiçavigiada.rel. ninguém será preso senão por ordem escrita e fundam ntada de autoridade judiciária competente.924-8/SE . I . da Constituição Federal). uma vez ue ( )' <*-*><*-*> ( d . Desnecessidade de se aguardar inquéritos. 6/659). da Constituição" (5" T. .434). LXI). Min. E ainda: STJ . Possibilidade. p. " Prisão no procedimento de falência: STJ .040-0/MT . dado o conteúdo decisório" (6<*-*> T.RHC n<*-*> 3. Por outro lado. Concessão de ordem de habeas corpus de ofício para determinar a cassação das res- .o recorrente sócio-gerente da falida. No mesmo sentido: STJ " tente não pode subsistir. salvo nos casos cie transgressão militar ou crime propriamente militar.declarou a quebra da falida. 5. PB " ão prev da por juíz / A pris entiva decreta o incompe6. Diário da Justiça Seção I. aplica-se-lhe mutatis mutandis a exigência constitucional de competência exclusiva do Poder Judiciário para decretá-la (art. definidos em lei (Const.Ementário STJ.HC n" 3. A prisão cautelar é instituto de direito procesq ç. segundo exsurge do disposto no art.Ementário STJ. Não-viola<*-*>ão do inciso LXI do art. 13/631)."Salvo o caso de prisão e cial deve e ual uer do povo pode efetuá-la). Sendo a liberdade vigiada uma forma de confinamento.756-0/PR . a senten`<*-*> a p vel falências não inaltrata o incisci LXI cio art. 11/680). decretada administrati a . .

do referido diploma" (RT 654/336).Constrangimento físico à liberdade que não tem amparo legal e viola as garantias constitucionais . p. RT 535/345.1/136).Policial que. até que o juiz competente decida a respeito (Corte Especial . nas condi<*-*><*-*>es do art."Ato administrativo. RT 457/442. conduz menor inimputável à delegacia. III. RT 598/385. a. da Constituição Federal " (3á Se<*-*>ão .342-5/RT . RT 564/393. do CP" (RT 664/295). 5". 6/290).Aplicação do art. Prisão para deportação: STJ . 3". .815/80. RT 425/352.Modalidade não prevista em lei e proibida pela Constituição Federal (art.triç<*-*>es impostas administrativamente ao paciente. Célio Borja. a pretexto de esclarecer crimes. o art. Seção I. RT 581/382.HC n<*-*> 1.Inadmissibilidade ."Atentado à liberdade de locomoção . parágrafo único. IXn .898/65 e 23. da Lei n" 6. por isso subordinar-se a sua aplicação à competência exclusiva do Poder Judiciário. 5<*-*>. da Lei n<*-*> 4. n<*-*> 1 .DF .rel. Min.115 Liberdade provisória com ou sem fiança A Constituição Federal. 4<**>. da qual é assível o estrangeiro deportando.RHC n=' 67. a. Conferir: STF . inc.ei n" 4.441/SP . 5. José Dantas Ementário STJ.Prisão para averiguaç<*-*>es . onde <*-*> retém por várias horas . RT 644/311. Assis Toledo Ementário " STJ.Excludente do estrito cumprimento de dever legal repelidaInteligência dos arts. RT 533/419.898/65 .Com. <012> 280 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS No sentido da ilegalidade das denominadas <*-*><*-*>pris<*-*>es para averiguaç<*-*>es": RT 425/352. em face da garantia preconizada no art.2á T. Min. sobre conceituar-se como restrição à liberdade de locomoção a liberdade vigiada. Diário da Justiça. Precedente do Tribunal.794. c. e. Responsabilização criminal nas hipóteses de <*-*><*-*>pris<*-*>es para averiguação": TACrim/SP . No mesrno sentido: TA/PR . 4='. c.Delito que absorve o tipificado no art."Prisão para averiguaç<*-*>es caracterizada . da I. Min. 73. 12 maio 1989. 61. 7. LXI.rel. reforçando a tutela ao princípio da presunção .rel.c.

cuja regulamentação foi transferida ao legislador ordinário. Cabe anotar que o direito processual brasileiro admite a concessão de fiança tanto por parte da autoridade policial. 594. cominada pena privativa de liberdade ou quando o máximo da pena privativa de liberdade. independentemente de fiança no caso de infração. após a lavratura do termo. ed. quanto pela autoridade judicial em todas as hipóteses. do CPP. com ou sem fiança. direta ou indiretamente (terceiros). nos termos do art. art. 5". genérica e subsidiária. 01/541). . ainda. . A fiança pretende estabelecer um vínculo entre o acusado e o processo. Juizado especial criminal. incisos LVII e LXVI. MORAES. se sua conclusão for negativa. Na segunda hipótese. não exceder a três meses. 2. No art. <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. Dessa forma.099/95 (hei dos Juizados Especiais Civis e Criminais) estabeleceu em seu art. conceder a liberdade provisória sem fiança. isolada. Fiança é a garantia efetivada pelo acusado. 39). São Paulo : Atlas. SMANIO. deverá ser concedida liberdade provisória sem fiança pelo juiz."Náo há incompatibilidade entre os princípios consagrados no art.de inocência e ao direito à liberdade. As hipóteses de concessão de liberdade provisória com e sem fiança encontram-se no Capítulo VI do Código de Processo Penal. Fiança e princípio da presunção de inocência: STJ .Fmentário STJ. PAZZAGLINI. 321 do CPP estabelece-se uma espécie de liberdade provisória obrigatórza sem <*-*>ança. 69. Os arts. pois o réu livrar-se-á solto da prisão. nas infraç<*-*>es punidas com detenção ou prisão simples. José Cândido . quando verificar-se a inocorrência de qualquer das hipóteses permissivas de prisão preventiva. cumulativa ou alternativamente cominada. 23). de maneira a obrigá-lo ao comparecimento a todos os atos do processo. o juiz deverá analisar se no caso concreto decretaria a prisão preventiva do acusado. 1997. com a finalidade de mantê-lo em liberdade durante o processo. A Constituição permite seja o réu levado à prisão ou nela mantido. nem se exigirá fiança (cf. nas hipóteses previstas em lei. Min. pois. quando a lei não admitir a liberdade provisória. consistente em depósito em dinheiro ou valores. a liberdade provisória sem fiança será concedida pela autoridade judicial. isolada. for imediatamente encaminhado ao Juizado ou assumir o compromisso de a ele comparecer. com ou sem fiança" (6' T. devendo. Trata-se de mais um inciso do art. Nos demais casos. quando a lei admitir a liberdade provisória. não poderá manter a prisão em flagrante. estabeleceu que ninguém será levado à prisão ou nela mantido. póis ao autor do fato que. I<*-*> A 5<*-*> 281 A primeira hipótese refere-se à concessão de liberdade provisória. que a Lei n" 9. Ressalte-se. não se importará prisão em flagrante.rel. 5ó conftgurador de uma garantia do status libertatis do indivíduo. 322 a 350 do referido diploma processual penal disciplinam o instituto da fiança.HC n" 102/l<*-*>T . cumulativa ou alternativamente. nova hipótese de concessão obrigatória de liberdade provisória sem fiança. caput. da Constituição e a disposição do art. p. caso verifique-se pelo auto de prisão em flagrante delito que o agente praticou o fato acobertado por alguma excludente de ilicitude (CP. a que não for. VAGGIONE. 310 do Código de Processo Penal.

Diário da Justiça. a (a) hierarquia. n<*-*> 21. 1995.116 Pris<*-*>es nos casos de transgress<*-*>es militares ou crimes propriamente militares.rel.812. 142.289. p. 1994. 4 mar. Adhemar Maciel. até 30 dias. 7. comunicando-se a detenção à autoridade judiciária competente. a saber: hierarquia. STJ . 4/452.HC 70. Min. o indiciado poderá ficar detido.5" T. Seção I.. § 2<*-*>.rel. 3. Adhemar Maciel. independentemente do flagrante delito. ou em .rel. (b) poder disciplinar. 19 jun. Seção I. da Constituição Federal estabelecer que não caberá habeas corpus em relação a puniç<*-*>es disciplinares militares.art. definidos em lei (cf. 34/94). Seção I..001/69 . 3 maio 1995.556/SP .rel.190. Dessa forma. Min.021/GO .611/IZT . tal previsão constitucional deve ser interpretada no sentido de que não haverá habeas corpus em relação ao mérito das puniç<*-*>es disciplinares militares. JSTJ. Min. Diário da Justiça.. 9ó).) quando a lei admitir.RHC n<*-*> 03. 17 ago. disciplinarmente. apesar de o art. durante as investigaç<*-*>es policiais. 1994. 22. Note-se. Assim. 18. através da qual flui o dever de obediência e de conformidade com instruç<*-*>es. regulamentos internos e recebimentos de ordens. na vigência da Constituição Federal de 1946. . Assim. p.RHC n<**> 4. 12. .750.RHC n<*-*> 3. Min. Diário da Justiça. p. Pontes de Miranda. a Constituição Federal não impede o exame pelo Poder Judiciário dos pressupostos de legalidade.6á T.508. já admitia a possibilidade de habeas corpus para a presente hipótese e explicava que "quem diz transgressão disciplinar refere-se. Luiz Vicente Cernicchiaro. necessariamente. STJ . Adhemar Maciel.233/IZT .No sentido de configurar direito fundamental do preso a análise fundamentada da autoridade competente dos requisitos infraconstitucionais para a fiança (<*-*><*-*>(. p. ato ligado à função e pena susceptível de ser aplicada disciplinarmente (STF .6á T. Seção I. 29 ago. 5. Diário da Justiça. Min.. Diário da Justiça. 27. Seção I. p. cujo caráter subjetivo o localiza em todos. nos casos de transgress<*-*>es militares ou crimes propriamente militares. STJ .REsp. poder disciplinar.670/1<*-*>Jrel. definido em lei A Constituição Federal exceptua a necessidade de flagrante delito ou ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária compente para a ocorrência de prisão.648-7/1<*-*>T . Tal fato <012> 282 IlIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS deve-se à maior necessidade de disciplina e hierarquia no regime castrense. 18 do Código de Processo Penal Militar. que sup<*-*>e: a atribuição de direito de punir."): STJ . Decreto-lei n<*-*> 1. Diário da Justiça. p. que esse permissivo constitucional não consagra a possibilidade de arbítrio e ilegalidade no regime castrense. STJ . . Assis Toledo.RHC n" 02.219.6á T. conforme preceitua o art. 1992. porém.

Além disso. além de poder contatar sua família e. 5. 8ó.Ementário STJ. suscetível de ser aplicada disciplinarmente. <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS AftTS. nem a declarar-se culpada. Pontes de. sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado. que prevê em seu art. sem que por elas possa ser responsabilizado. portanto. Além disso. eventualmente. entre os quais o de permanecer calado. ser informado sobre seu direito constitucional de permanecer em silêncio.direito ao silêncio A Constituição de 1988 determinou que o preso será informado de seus direitos. igualmente. g. História e prática. 25/173). deverá. LXIII .o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial. (d) pena. há ato e há pena disciplinar. uma vez que não se conhece em nosso ordenamento jurídico o crime de perjúrio. 479).alguns. qual a identif'tcação das autoridades ou agentes da autoridade policial que estão efetuando sua privação de liberdade. Op. seu advogado. 0 preso.a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à familia do preso ou à pessoa por ele indicada. ou somente em algum dos superiores hierárquicos. O direito de permanecer em silêncio. seguindo orientação da Convenção Americana sobre Direitos Humanos.10/671. portanto. indicando o local para onde está sendo levado. garantindo-se dessa forma ao acusado não só o direito ao silêncio puro. entre os quais o de permanecer calado. cit. que a cláusula constitucional brasileira mostra-se ..o preso será informado de seus direitos. § 2". qualquer ingerência da Justiça na economia moral do encadeamento administrativo seria perturbadora da ftnalidade mesma das regras que estabelecem o dever de obediência e o direito de mandar" (MIRANDA. apresenta-se como verdadeiro complemento aos princípios do due process of law e da ampla defesa. e que o exercício desse direito não lhe acarretará nenhum prejuízo. mas também o direito a prestar declaraç<*-*>es falsas e inverídicas. para concluir "ora desde que há hierarquia. há poder disciplinar.117 Enunciação dos direitos do preso . Percebe-se. para que possam ser responsabilizados por eventuais ilegalidade e abusos. IXV . o direito a toda pessoa acusada de delito não ser obrigada a depor contra si mesma. 28/215). p. sendo-lhe assegurada a assistência da familia e de advogado. RJ DT ACrim. sem ser pela Justiça como Justiça". pois o silêncio não pode ser interpretado em desfavor do acusado (STJ .a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária. LXII . constitucionalmente consagrado. (c) ato ligado à função.. obrigatoriamente. tem o direito de saber os motivos de sua prisão.1'<*-*> A 5'<*-*> 283 IXIV . o silêncio do réu no interrogatório jamais poderá ser considerado como conf'issão ficta (RJ DT ACrim.

pois o presente direito tem como titulares todos aqueles. p. descrita na 5<*-*> Emenda à Constituição. Direito à prova no processo penal. vol. Antonio Magalhães exp<*-*>e que "o direito à não-auto-incriminação constitui uma barreira intransponível ao direito à prova de acusação. 110-114. sob qualquer disfarce. mediante alguns requisitos. propiciarlhe-á melhora em sua situação penal. Observe-se. sob pena de responsabilização criminal.. sua denegação.mais generosa em relação ao silêncio do acusado do que a tradicional previsão do direito norte-americano do privilege against selfincrimination. São Paulo : Revista dos Tribunais. Ressalte-se que a garantia ao silêncio do acusado foi consagrada no histórico julgamento norte-americano "Miranda v. São Paulo : Revista dos Tribunais. não sabemos se o preso.. p. Op. "você tem o direito de ficar calado" (you have the right to remain silent. Comentando o direito ao silêncio. não lhe permite fazer declaraç<*-*>es falsas e inverídicas. 1997.. em que a confissão espontânea do agente criminoso.). Ada Pellegrini.. e GRINOVER. além de consagrar o direito do acusado em exigir a presença imediata de seu advogado. representará um indesejável retorno às formas mais abomináveis da repressão. contudo. conforme se verifica em julgados do Tribunal Constitucional espanhol noticiados por Franciso Rubio Llorente (Derechos.".. Antonio Magalhães. plenamente possíveis eventuais previs<*-*>es infraconstitucionais de espécies de delaç<*-*>es premiadas ou mesmo atenuantes genéricas.. O direito constitucionalmente garantido de o acusado permanecer em silêncio não é afastado pela confissão espontânea do agente. afastou a possibilidade de utilização como meio de prova de interrogatório policial quando não precedi<012> 284 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS do da enunciação dos direitos do preso. mas é garantido pela discricionariedade que a Carta Magna lhe confere entre confessar ou calar-se. Dessa forma. que possam eventualmente ser processados ou punidos em virtude de suas próprias declaraç<*-*>es. Arizona". de seguinte teor: "(. 15-31. 353-354). vítimas). Cf. acusados ou futuros acusados (por exemplo: testemunhas. cit.. . não existirá inconstitucionalidade no fato de a legislação ordinária prever um benefício legal à confissão voluntária do agente de infração penal.) ninguém poderá ser obrigado em qualquer processo criminal a servir de testemunha contra si mesmo. em primeiro lugar. Ciência Penal. Crítica ao descumprimento à enunciação dos direitos do acusado: "Como aqui a prisão é seguida de agress<*-*>es. p. pois essa. que apesar da consagração ao direito ao silêncio. em especial. Nesse mesmo sentido orientam-se a doutrina e a jurisprudência espanholas. em 1966. em que a Suprema Corte. p. l. por cinco votos contra quatro. apesar de permitir o silêncio do acusado.. comprometendo o caráter ético-político do processo e a própria correção no exercício da função jurisdicional" (Direito à prova no processo penal. excelentes estudos sobre as declaraç<*-*>es do acusado e o direito ao silêncio: GOMES FILHO. 1997. 114). A expressão preso não foi utilizada pelo texto constitucional em seu sentido técnico. Interrogatório do réu e direito ao silêncio.

453). dentre as várias prerrogativas que lhe são constitucionalmente asseguradas. 5". 1'<*-*> A 5'<*-*> 2S5 de de contrapor. Min. incs. a prerrogativa processual de o acusado negar. 0 direito de permanecer em silêncio insere-se no alcance concreto da cláusula constitucional do devido processo legal."No mundo jurídico. a força do preceito constitucional" (GOMES FILHO . p. No mesmo sentido: "Mas. Min. a condição jurídica de imputado. A própria Constituição brasileira de 1988 consagra tal cláusula como direito fundamental (art. LXIII). e nesse direito ao silêncio inclui-se até mesmo por implicitude. em virtude do princípio constitucionalnemo tenetur se detegere (art.RHC nó 4.Ementário STJ. . e depois ouvir o dispositivo constitucional. 5ó. Ninguém pode ser constrangido a confessar a prática de um ilícito penal. a prática da infração penal" (lá T. 447).929/SP . Nemo tenetur se detegere.irá apanhar. de comunicar-se com seu advogado ou com seus familiares.15/683). p. em relação à qual os tribunais não tiveram ainda oportunida<012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. especialmente diante de uma rotina policial voltada à obtenção de con iss<*-*>es a todo custo. Op.13. Arizona'. 113). ainda que falsamente. ou se primeiro escuta atentamente seus direitos e depois vai para o `pau de arara"' (FERREIRA. . p. tornou-se internacionalmente conhecido o caso `Miranda v. perante a autoridade policial ou judiciária. Celso de Mello. com firmeza. sua aplicação prática parece longe de ser uma realidade."Qualquer indivíduo que figure como objeto de procedimentos investigatórios policiais ou que ostente. LXII e LXIII. tem.582-0/RI . Amplitude do direito ao silêncio: STF . julgado pela Suprema Corte norte-americana em 1966: o custodiado tem o direito de ficar em silêncio quando de seu interrogatório policial e deve ser advertido pela própria polícia que tem direito. cit. Wolgran Junqueira.1992. em juízo penal.rel. Direito ao silêncio e auto-incriminação: STF . não traduzindo esse privilégio autoincrimina- . Direito ao silêncio: STJ . § 2")" (6á T. Diário da Justiça. o direito de permanecer calado.rel. Op.HC nó 68. 28 ago. Seção I. cit. apesar da forma clara e incisiva com que esse direito é reconhecido entre nós. Antonio Magalhães. Adhemar Maciel ."O acusado tem o direito de permanecer em silêncio ao ser interrogado. antes de falar.

5"."À espécie . Euclides de Oliveira.571-7/PE . Pedro Acioli ."Silêncio . p. Apelação Criminal n" 136. tal situação em nada poderia agraválo. a seu advogado e ao juiz competente. Min. 31-1-91). o direito ao silêncio (CF. só o seria em sentido meramente <012> 286 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS eventual.d. analisando-a.não se poderia opor o princípio do sigilo das comunicaç<*-*>es telefônicas s base dos precedentes recordados . da Constituição da República" (rel. constitucionalmente protegido" (6á T. Hipótese em que o réu. art. Impossibilidade de prejuízo do réu pelo seu silêncio: STJ . Interrogatório como meio de prova: TJ/SP .167-1.616-6/SP . Ilmar Galvão.14-7-94.gravação de conversa pessoal entre indiciados presos e autoridades policiais. para que.767). Como salientam Canotilho e Moreira. Ainda que se quisesse ver no interrogatório um meio de prova. .rel.d. Apelação criminal n-149. Seção I. Sepúlveda Pertence.Moji-Guaçu . LXIII. na medida em que."O fato do Juiz da causa ter advertido o paciente de que seu silêncio poderia prejudicá-lo é irrelevante.1992. . sujeito da defesa.302). Seção I. Celso Limongi. ser informada. por mandamento constitucional. se for o caso.14 nov. Gravação clandestina e direito ao silêncio: STF . não tem a obrigação nem dever de fornecer elementos de prova que o prejudiquem. conforme art.HC nó 69. bem como o local onde se encontre o acusado.Garantia de liberdade e de Justiça ao indivíduo. 27 nov. Min. LXIII). em tese. Diário da Justiça. em comentário a dispositivo .ção" (HC n<*-*> 75. à família do preso ou à pessoa por ele indicada. relaxe a prisão ilegal. a seu advogado. 1997. se calado tivesse ele ficado. deverá. Impossibilidade de condenação ser baseada em silêncio <*-*> do réu no ato do interrogatório: TJ/SP . 5. 58.HC n2. 5. Min. p.145-3 Taubaté . sendo o silêncio. 22. Diário da Justiça. imediatamente. em face da faculdade dada ao acusado de não responder.818/ SPrel. corolário do princípio nemo tenetur se detegere" (lá T.Ementário STJ.rel.118 Comunicação da prisão à família.10/671). que os primeiros desconheciam .mas. hoje.rel. ressalte-se que toda prisão. à autoridade judicial competente e ao Ministério Público Por fim.

além de abusiva. a Lei Complementar Federal n<*-*> 75/93 (l.art.rel. com indicação do lugar onde se encorttra o preso e cópia dos documentos comprobatórios da legalidade da prisão. Seção I.. certificar familiares e amigos acerca do paradeiro do detido. em seu art. Essa dilação temporal.. 104 da I. cit.1<*-*> A 5<*-*> 287 a prisão (inciso IXI . a comunicação deve ser feita no mínimo tempo possível. c). A responsabilização da autoridade policial e de seus agentes será civil (indenização por danos materiais e morais) e criminal (abuso de autoridadeLei n" 4."ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente"). Como salientado por Celso de Mello. a concessão de liberdade provisória com ou sem fiança (LXVI . 33/419. se possível for. STF2<*-*> T. pois dela dependem outras garantias expressamente previstas no texto constitucional. p. imediatamente. Op. para maior garantia ao direito de liberdade. Min. cabe ao membro do Ministério Público do Estado de São Paulo receber. Da mesma forma. p. sendo de manifesta inconstitucionalidade a fixação de prazos infraconstitucionais que ignorem a imediata comunicação..187/GO . 190)."ninguém será levado à prisão ou nela mantido.. A comunicação imediata da prisão ao juiz competente e aos familiares ou pessoa indicada pelo preso consiste em verdadeira garantia de liberdade. importando porém na responsabilização da autoridade policial omissa (RTJ. que determinou no art. 65. como a possibilidade de relaxamento por sua ilegalidade (inciso LXV . 8 mar. permitir que este obtenha deles a assistência e o apoio de que necessite" (Constituição.análogo previsto no art. desde que a prisão tenha sido realizada de acordo com o ordenamento jurídico.599). nos moldes determinados pela Constituição Federal.ei Orgânica do Ministério Público da União). p. Dessa forma. em especial em relação ao dever de ."a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária").RHC n<*-*> 62. Infraconstitucionalmente. cit. não acarreta sua nulidade. 2. aquele que desrespeitar essa garantia constitucional deverá ser responsabilizado por ato de improbidade administrativa.ontra os princípios da administração pública. como a análise da ocorrência ou não das hipóteses permissivas para <012> COMENTÁRIOS DOUTRINARIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. com indicação do lugar onde se encontra o preso e cópia dos documentos comprobatórios da legalidade da prisão. uma vez que sua ação ou omissão configurará atentado c.1995. quando a lei admitir a liberdade provisória. 10. "a praxe. por parte da autoridade federal ou do Distrito Federal e Territórios. comunicação da prisão de qualquer pessoa por parte da autoridade policial estadual. A falta de comunicação da prisão. 28 da Constituição portuguesa. que no exercicio de sua função constitucional de controle externo da atividade policial. Esse mesmo dispositivo foi consagrado pelo legislador ordinário paulista. "a razão de ser da obrigação da comunicação da prisão preventiva a parente ou pessoa da confança do detido está ligada fundamentalmente a dois objectivos: primeiro. nos casos de legalidade. Op. Aldir Passarinho. com ou sem fiança"). 446). é evidentemente inconstitucional" (Constituição. . ou.898/65 . Diário da Justiça. deverá ser comunicada imediatamente ao Ministério Público competente. estabelece que a prisão de qualquer pessoa.ei Complementar n<*-*> 734/93 (Lei Orgânica do Ministério Público do Estado de São Paulo). depois. 104/1090. ilegitimamente consagrou o prazo de vinte e quatro horas.

porém. de assistência com caráter restrito. quando realizada de acordo com a lei" (RHC n" 32.429/92 . Nelson Hungria. Apesar da divergência doutrinária e jurisprudencial. No mesmo sentido: STF . 5ó a disciplina e a aplicabilidade da prisão civil em nosso ordenamento jurídico. . impossibilitando seu alargamento por determinação do legislador ordinário. em vista da natureza inquisitorial daquele procedimento administrativo" (rel. IXIp. Euclides de Oliveira . 1954. por si só. A omissão. Diário da Justiça. como depositário infiel em alienação fiduciária (Decreto-lei nó 911/69). em dois casos será permitida a prisão civil decretada pela autoridade judicial competente: inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimenticia e depositário infiel.rel. caput e inciso II). ato de ofício (Lei n<*-*>' 8. por ficção legal. garantindo a aplicabilidade desta hipótese.não haverá prisão civil por divida. Min. Duas quest<*-*>es. muito menos na instauração do contraditório. sessão de 23-11-95."A Constituição da República imp<*-*>e que `a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada' (art."A falta de comunicação da prisão não importa o relaxamento desta. Comunicação e assistência de advogado: TJ/SP . no entanto.167-1 Moji-Guaçu. salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimenticia e a do depositário infiel. Hipótese. Hipóteses estas taxativas. mesmo antes de lavrado o auto de prisão em flagrante.837 . <012> 288 DIRETTOS HUMANOS FUNDAMENTAIS LXVII . 12/257). 5 . o Supremo Tribunal Federal assentou a constitucionalidade da prisão civil do depositário infiel em alienação fiduciária.131.119 Prisão civil por dívidas A Constituição Federal prevê no inciso LXVII do art. porém. ambas sobre a viabilidade de equiparação às hipóteses legais permissivas de prisão civil.RHC n" 4. 7 jun. Assim.612). pois sua conduta estará retardando ou deixando de praticar. entretanto.274-5/RT . não exclui a legalidade da prisão. 11. Recurso em habeas corpus a que se nega provimento" (6á T.1. Min. 31-1-91). no Habeas corpus n" 72.art. Comunicação da prisão: STJ . d. Excepcionalmente. Em regra. por parte da legislação ordinária. indevidamente.rel. A primeira diz respeito à possibilidade de prisão civil do devedor considerado.legalidade."Pretendida garantia de comunicação com cliente preso. Luiz Vicente Cernicchiaro . afirlnou o Su- .Ementário STJ.Apelação Criminal n<*-*> 136. não podendo implicar em interrupção ou tumulto à lavratura do auto de flagrante. não haverá prisão civil por divida. Admissibilidade. p. 5ó. são merecedoras de análise.

044-2/SP .rel. o art. por esta razão.Regra . por ficção legal. de vez que. Diário da Justiça. como depositário infiel em alienação fiduciária: STJ .Novo Horizonte. LXVII)" (5<*-*> T. tendo decidido o Tribunal de Justiça de São Paulo pela sua inadmissibilidade. em virtude da ausência de natureza eminentemente alimentar (TJSP . 7<*-*>. dentre as exceç<*-*>es à regra segundo à qual não haverá prisão civil por dívida está a decorrente de relação jurídica formalizada sob a nomenclatura de alienação fiduciária em garantia" (2á T.HC n<*-*> 72.469-3.Viabilidade. seja quanto ao depósito regulamentado no Código Civil quanto no caso de alienação protegida pela cláusula fiduciária. Não-recepção da hipótese de prisão civil do devedor considerado. . No mesmo sentido: STF . p. do Pacto de São José da Costa Rica. Octávio Galloti. 45.116. 1995.rel. 20 set.premo Tribunal Federal que "a prisão de quem foi declarado.rel. de HC n" 4. Rec. p. A segunda. Des. 27.). 1" A 5" 289 Recepção da hipótese de prisão civil do devedor considerado.. HC n. sujeitando-se igualmente à prisão prevista no dispositivo constitucional (art. 16-8-1995. Diário da Justiça. .Alienação fiduciária em garantia . Maurício Correa. 27-91994.534). Diário da Justiça. Cid Flaquer Scartezzini."Prisão Civil .841. 5<*-*>.569-8-SP .239. Min.687). Min. Os compromissos assumidos pelo Brasil em tratado internacional de que seja parte (§ 2<*-*> do art. rel.RHC n<*-*>' 5. rel. tornando-se infiel se não paga o débito e não o devolve. j. em relação à qual guardo reservas. 1996."Segundo a ordem . Seção I.5á T. LXVII.Habeas corpus nó 73.RHC n" 4. o devedor fiduciante equipara-se à figura do depositário. 20 abr. Seção I. Jesus Costa Lima. Diário da Justiça. j. Na dicção da ilustrada maioria dos integrantes do Supremo Tribunal Federal. ("ninguém deve ser detido por dívida": "este princípio não limita os mandados de autoridade judiciária competente expedidos em virtude de inadimplemento de obrigação alimentar") deve ser interpretado com as limitaç<*-*>es impostas pelo art. 4 set. STJ5<*-*> T. Seção I. 5". Min.844-1-3 . 22 nov. e ainda: STJ . 13. 5" da Constituição) não minimizam o conceito de soberania do Estado-novo na elaboração da sua Constituição. sobre a possibilidade de prisão civil por falta de pagamento de prestação alimentícia decorrente de ação de responsabilidade ex delito. 21-6-1995). Luís de Macedo. por ficção legal. da Constituição" (STF .209/SP . p. 1996. j. Min. rel.rel. v. 34. n" 7.Exceç<*-*>es .u.. como depositário infiel em alienação fiduciária: Supremo Tribunal Federal: STF .. v.183/SP . como depositário infiel é constitucional. fica de posse do bem. Cid Flaquer Scartezzini. j. No Superior Tribunal de Justiça: STJ .HC nó 73. 1996. embora não-proprietário.lá Câm. 5-3-1996."No contrato de alienação fiduciária. <012> COMENTARIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. Marco Aurélio. Min. Min. . p.u.712-SP. por decisão judicial.

1995. rel. Adhemar Maciel.6á T. e Marco Aurélio deferiram a ordem ao fundamento de que a equiparação do devedor ao depositário.594). 18 set.HC n" 3294-2/SP . Diário da Justiça. Min.329-6 . LXVII.240/PR . Min. . Francisco Rezek. Min. 37.rel. . Min. Min. No mesmo sentido: STJ . 5". 1."Por empate na votação. p. LXVIp.552-6/SP rel. art. p/ac. William Patterson. ao contrato de alienação fiduciária.rel. Informativo nó 14)" (2á T. da CF.131-SP. . j. do Código Civil. STJ . 6 nov. 5-.6<*-*> T. 1995. perdeu sua vitalidade jurídica em face da nova ordem constitucional" (6á T. que equipara a alienação fiduciária em garantia ao contrato de depósito. Seção I.6á T. 22-10-96 . relator para o acórdão. Diário da Justiça. vencidos os Ministros Maurício Corrêa e Néri da Silveira. a Turma deferiu habeas corpus para tornar insubsistente decreto de prisão expedido contra emitente de cédula rural pignoratícia (Decreto-lei n" 1fi7/67) que não pagou a dívida nem restituiu as sacas de café dadas em garantia.16.Informativo STF. seja em face da Convenção Interaroericana de Direitos Humanos. 1995. Vicente Leal . Os Ministros Francisco Rezek.265 a 1. 21 a 25 out. A regra do art. Prisão civil contra emitente de cédula rural pignoratícia (Decreto-lei n" 167/67) que não pagou a dívida nem restituiu a mercadoria: STF .1996. STJ . Seção I. somente é admissível prisão civil por dívida nas hipóteses de inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e de depositário infiel (CF. <012> 290 DIREITOS HLlMANOS FLINDAMENTAIS IXXIV . Luiz Vicente Cernicchiaro. rel. no julgamento do HC 72. Min.HC 74. pois o contrato de depósito diseiplinado nos arts. cujo acórdão ainda não foi publicado (v. p.HC n" 3. 29.jurídica estabelecida pela Carta Magna de 1988.995. p. nessa espécie de conj trato. passível de prisão civil. O devedor-fiduciante que descumpre a obrigação pactuada e não entrega a coisa ao credor fiduciário não se equipara ao depositário infiel. Néri da Silveira. 1" do Decreto-lei n<*-*>' 911/69.Diário da Justiça. . em absoluto. não mais subsiste se a em face do art. orig. p.383-MG. 2).RHC n" 4.o Estado prestará assistência juridica inte<*-*>-ral e <*-*>ratuita aos que comprovarem insu<*-*>ciência de recursos.287. Matéria análoga foi examinada pelo Plenário em 22-11-95.688. não se equipara.RHC nó 5. 5 jun. Seção I. 28-2-1996. .rel.

5. LXXIV. Sepúlveda Pertence. como instrumento garantidor do pleno acesso ao Judiciário. inclusive pagamento de advogado quando da inexistência de órgão estatal de assistência jurídica (STF . certo que. art. principalmente. com o seguinte teor: "Os cidadãos que houverem sofrido danos físicos ou tenham falecido em virtude de atos criminosos de outrem . 5". engloba inclusive o auxílio material à vítima de atos criminosos. adeinais. da Constituição" (l<*-*> T. que não é incompatível com o art. devido processo legal. . Oscar Corrêa.477) e honorários de perito (STJ . que deseja que seja facilitado o acesso de todos à Justiça . puder satisfazê-las sem prejuízo do sustento próprio ou da família: incidência do art.060. Seção I. n" 184. LXXIV assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursosnão revogou a de assistência judiciária gratuita da I. Trata-se.RExtr. Min.RExtr. ampla defesa.ei n" 1. 17. de 1950. Diário da Justiça. pretende efetivar diversos outros princípios constitucionais.950-0/SP .120 Assistência jurídica integral e gratuita A Constituição Federal. aos necessitados. Min.poderão receber assistência do Estado conforme estabelece a lei. entretanto. 1995. Cláudio Santos . Min. quando <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. que. só lhe serão exigidas. no art. pois. em determinados ordenamentos jurídicos. tais como. da Lei n" 1." Em nosso ordenamento jurídico. custas processuais. pleno acesso à Justiça. Ao Estado foi imposto o dever de prestar assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos. como se verifica. 64). Ressalte-se que eIn relação à sucumbência. A noção de assistência jurídica integral do Estado. se até cinco anos contados da decisão final. 09/551).rel.Pleno .rel. para obtenção desta.841/DF .841-1/I<*-*>T . ajuizar ação de execução da sentença condenatória (CPP.REsp n" 25. 30 da Constituição da República da Coréia. de um direito público subjetivo consagrado a todo aquele que comprovar que sua situação econômica não lhe permite pagar os honorários advocatícios. possibilita que o Ministério Público possa. dentro do espírito da Constituição.1<*-*> A 5<*-*> 291 pobre. igualdade. art. "o beneficiário da justiça gratuita que sucumbe é condenado ao pagamento das custas.3" T. 8 dez. contraditório e. Essa norma infraconstitucional p<*-*>e-se. 8 set. p. a assistência jurídica integral e gratuita.rel.400)."A garantia do art. Sem assistência jurídica integral e gratuita aos hipossuficientes não haveria condiç<*-*>es de aplicação imparcial e equânime de Justiça. basta a declaração. a requerimento do titular do direito. 12. conforme decidiu o Supremo Tribunal Federal. promulgada em 12-7-1948 e emendada em outubro de 1987. 1985. p.060/50. Seção I. por exemplo.061/50: STF .Ementário STJ. 5". n" 103. sem prejuízo para o seu próprio sustento ou de sua família. feita pelo próprio interessado.ei nó 1. 63) ou ação civil ex delicto (CPP. Justiça gratuita e I. ao prever o dever do Estado em prestar assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos. 28. Diário da Justiça. de que a sua situação econômica não permite vir a Juízo sem prejuízo de sua manutenção ou de sua família.

restrição no tocante ao seu pagamento no caso de beneficiário da assistência judiciária gratuita.(CF.ei nó 1. LXXIV. substituindo íntegra.RExtr.rel. inciso LXXIV. Haveria vedação do acesso à justiça caso se obrigasse o necessitado a pagar as despesas processuais" (NERY JR. 6 jun. Diário da Justiça.rel. Código de.575-5/RT . § 1". com redação dada pela I. Ilmar Galvão . em conseqüência. Min. p. Op.666). 5".v. da CF não derrogou a regra consubstanciada no art.'C.525-1/RS . Justiça gratuita e declaração do interessado: STF . no processo penal. Min..9512/RT .746 . Min. 4<*-*> da Lei nó 1.u. Diário da Justiça. p. . 0 7/581).510/86).rel. qualquer incidente ou recurso. Ilmar Galvão.898).008393-3/Santos . Jesus Costa Lima . Seção I.03. ficar provado que o beneficiário pode pagar as custas ou honorários sem prejuízo do sustento próprio ou da família" (5á T. rel. que a norma inscrita no art. NERY. Min. Carlos Velloso. j.REsp n<*-*> 27. art 4á.060/50.1997. Seção I. rel.060/50 (questão da sucumbência): STJ ."A assistência judiciária integral e gratuita é de índole constitucional (art. inclusive. . Honorários e assistência judiciária. no prazo de cinco anos a contar da sentença. n<*-*> 206. as aç<*-*>es de despejo. 50. condenará nas custas o vencido"): STF . 5 jun.3 Região . do direito à assistência judiciária" (MS n" 22.060/50. pi-t. por necessário. Em sentido contrário: STJ .beneficiar-se. 4-3-1997 .. Min. 24.).307-6/ DF ."O .RS. 9 out 1997. Nesse mesmo sentido: TRT . desde logo. Justiça gratuita e art. na forma cla lei especial de regência. Min."A condenação em custas. LXXI<*-*> e abrange. tal como já acentuaram ambas as Turmas do STF (RE n" 204.rel.458-PR.g. essa isenção. na forma do disposto na I.medida liminar . e art.587). p. cit. .rel. 12)" (lá T. Diário da Justiça. 5<*-*>. Juiz Sinval Antunes.1..AI n 96.RE 205. 12 da Lei nó 1. Carlos Velloso. "A isenção (rectius: diferimento) das custas e honorários ao beneficiário da assistência judiciária (L2<*-*>1 3ó) não constitui ofensa à isonomia. art.1997. v. Celso de Mello.ei nó 7.134)."A simples afirmação de incapacidade financeira feita pelo interessado basta para viabilizar-lhe o acesso ao benefício da assistência judiciária (Lei nó 1. apenas.ei nó 7. Seção I.RExtr. Contudo. Rosa Maria Andrade. poderá ser afastada se. 804 do CPP (<*-*><*-*>A sentença ou acórdão. com a redação que lhe deu a I.060. a possibilidade de a parte necessitada pela simples afrmação pessoal de sua insuficiente condição financeira . de 1950 (art. sofre. . p. 5". n<*-*> 209. 24. que julgar a ação. <*-*>" (2<*-*> T. Cumpre assinalar. Nelson.Ementário STJ. 5<*-*>'.510/86.

art. 12 da Lei n<*-*> 1.060/50 que dava o prazo de cinco anos para que se cobrasse do <012> 292 DIREITOS HUMANOS FUNDAMEN'I<*-*>AIS

assistido judicial as custas (lato sensu), no caso da mudança de sua situação financeira-econômica, não foi recepcionado pelo novo ordenamento constitucional. A Constituição de 1988 (art. 5", inc. LXXIV), diferentemente da Carta de 1969 (art. 153, <*-*>32), não se reporta à lei infraconstitucional" (6=' T. - REsp n" 35.777-2/SP - rel. Min. Adhemar Maciel - Ementário STJ, 08/318). Obrigatoriedade de pagamento, pelo Estado, de advogado contratado pelo hipossuficiente quando da inexistência de órgão estatal de assistência jurídica: STF - Pleno - Rextr. n" 103.950-0/SP - rel. Min. Oscar Corrêa, Diário da Justiça, Seção I, 8 dez. 1985, p.17.477; STF -1" T. - RExtr. n<*-*>' 110.512/SP - rel. Min. Rafael Mayer, Diário da Justiça, Seção I, 26 set. 1986, p. 17.729; STJ - 5=` T. - REsp n" 37.513-4/ MG - rel. Min. Jesus Costa Lima - Ementário STJ, 08/434. Justiça gratuita e Lei nó 9.534, de 10-12-1997 - I: 0 art. 1" da citada lei passa a dar a seguinte redação ao art. 30 da Lei n" 6.015/73, alterada pela Lei n" 7.844/89 - "Art. 30 - Não serão cobrados emolumentos pelo registro civil de nascimento e pelo assento de óbito, bem como pela primeira certidão respectiva. <*-*> 1"Os reconhecidamente pobres estão isentos de pagamento de emolumentos pelas demais certid<*-*>es extraídas pelo cartório de registro civil. <*-*> 2=' - O estado de pobreza será comprovado por declaração do próprio interessado ou a rogo, tratando-se de analfabeto, neste caso, acompanhada da assinatura de duas testemunhas. <*-*> 3" - A falsidade da declaração ensejará a responsabilidade civil e criminal do interessado." Justiça gratuita e Lei n<*-*> 9.534, de 10-12-1997 - II: 0 art. 3" da referida Lei determinou nova redação ao art. 1" da Lei n" 9.265/96 - "Art. 1", VI - O registro civil de nascimento e o assento do óbito, bem como a primeira certidão." Justiça gratuita e I.ei n<*-*> 9.534, de 10-12-1997 - III: O art. 5" da lei estipulou nova redação ao art. 4 5 da Lei n" 8.935/94, que passou a contar com a seguinte redação: "art. 45. São gratuitos os assentos do registro civil de nascimento e o de óbito , bem como a primeira certidão respectiva. Parágrafo único: Para os reconhecidamente pobres não serão cobrados emolumentos pelas certid<*-*>es a que se refere o artigo."

Pessoa jurídica e assistência judiciária gratuita: STJ - "É admissível possa a pessoa jurídica pedir e obter assistência judiciária. A lei não distingue entre os necessitados (Lei n" 1.060/50, artigo 2" e parágrafo único)" (3á T - REsp. n" 70.469/ RTrel. Min. Nilson Naves, Diário da Justiça, Seção I,16 jun. 1997, p. 27.362). Justiça gratuita e ônus da sucumbência: 2" TACivil/SP - "f<*-*>uando se tratar de ação de despejo por falta de pagamento cumulada com cobrança, o beneficiário de justiça gratuita está isento dos ônus sucumbenciais, nos termos do artigo 5", LXXIV, da CF, e artigo 12, da Lei n" 1.060/50, na purgação da mora (12á Câm. Ag. de Inst. n" 462.486-00/00-SP; rel. Juiz Gama Pellegrini; j. 20-6-1996; v.u.; ementa). 5.121 Defensoria pública A Constituição Federal prevê a criação da Defensoria Pública, como instituição essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a orien<012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JLIRISPRUPENCIAIS AOS ARTS.1<*-*> A 5<*-*> 293 tação jurídica e a defesa, em todos os graus e gratuitamente, dos necessitados. O Congresso Nacional, através de lei complementar, organizará a Defensoría Pública da União e do Distrito Federal e dos Territórios e prescreverá normas gerais para sua organização nos Estados, em cargos de carreira, providos, na classe inicial, mediante concurso público de provas e títulos, assegurada a seus integrantes a garantia da inamovibilidade e vedado o exercício da advocacia fora das atribuiç<*-*>es institucionais. Anote-se que a Lei Complementar n" 80/94 organiza a Defensoria Pública da União e prescreve normas gerais para sua organização nos Estados. 5.122 Ministério Público e art. 68 do CPP Trata-se de saber se o art. 68 do Código de Processo Penal (Quando o titular do direito à reparação do darto for pobre a execução da sentença condenatória - art. 63 - ou a ação civil - art. 64 - será promovida, a seu requerimento, pelo Ministério Público) foi recepcionado em face dos arts. 127, caput (O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem juridica, do regime democrático e dos interesses sociais e irtdividuais indisponiveis), e 129, IX (São funç<*-*>es institucionais do Ministério Público: IX - exercer outras funç<**>es que lhe forem conferidas, desde que compativeis com sua jnalidade, sendo-lhe vedada a representação judicial e a consultoria juridica de entidades públicas), da Constituição Federal, podendo o membro do Ministério Público continuar a promover a execução da sentença condenatória (art. 63) ou a ação civil (art. 64). em face da pobreza do titular do direito à reparação. Posicionamo-nos pela recepção do citado art. 68 do CPP, havendo in-

teira compatibilidade com o novo ordenamento jurídico constitucional, uma vez que não podendo o titular do direito arcar com as despesas processuais, não se poderia negar o direito fundamental de acesso ao Judiciário (CF, art. 5" <*-*>. Desta forma, legitima-se extraordinariamente o Ministério Público, , como substituto processual do lesado, a, em nome próprio, fazer valer direito alheio (terceiro lesado com a infração penal). Dessa forma, perfeita compatibilidade com o disposto nos citados arts. 127, caput, e 129, IX, da Constituição Federal, pois promovendo a ação reparatória ex-delicto, defende o Ministério Público, autor da ação, interesse individual indisponivel, qual seja: o de não se inviabilizar a demanda judicial de terceiro, economicamente incapacitado de arcar com as despesas processuais, garantindo-se, em última análise, o acesso ao Judiciário. No sentido do texto, afirmando a plena recepção do art. 68 do Código de Processo Penal: STF - RExtr. n" 13620fr5/SP - rel. Min. Francisco Rezek, Diário <012> 294 DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS

da Justiça, Seção I,18 out.1996, p. 39.883. Nesse mesmo sentido: STJ -1=' T. REsp n<*-*>' 57.238-0/SP - rel. Min. Demócrito Reinaldo, Ementário STJ n<*-*> 12/353; TJ/SPrel. Godofredo Mauro - Agravo de Instrumento nó 198.233-1 - São Paulo 4-5-94<*-*> , TJ/SP - Apelação Cível n" 224.506-1 - São Paulo - 2<*-*> Câmara Civil - rel. Correia Lima - 2-5-95 - v.u. Contra o sentido do texto: Existe posição jurisprudencial entendendo que o art. 68 do Código de Processo Penal não foi recepcionado pela nova ordem constitucional, em face dos arts. 127, caput, e 129, IX, da Constituição Federal, uma vez que seria impossível ao Ministério Público defender interesse individual disponivel, função essa que cabe às Procuradorias de Assistência Judiciária - TJ/SP - rel. Sousa Lima Apelação Cível n<*-*>' 214.713-1 - São Paulo - 28-9-94; TJ/SP - Agravo de Instrumento n" 226.674-1- São Paulo - rel. Flávio Pinheiro - CCIV 3 - v.u. - 20-12-94.

LXXV - o estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença. 5.123 Erro judiciário e excesso na prisão O inciso IXXV do art. 5<*-*> da Constituição de 1988 estabeleceu uma nova espécie de direito fundamental, o direito à indenização por erro judiciário, ou ainda por excesso ilegal de tempo de prisão fixado pela sentença. Assim, esse novo preceito constitucional traz dois objetos passíveis de indeniza-

ção: erro judiciário e excesso de prisão. Anote-se que, em âmbito penal, o Estado só responde pelos erros dos órgãos do Poder Judiciário, na hipótese prevista no art. 630 do Código de Processo Penal; fora dela domina o princípio da irresponsabilidade, náo só em atenção à autoridade da coisa julgada, como também à liberdade e independência dos magistrados (TJ/ SP - Apelação Cível n" 232.057-1- São Paulo - lá CCivil de Férias - rel. Alexandre Germano - 7-8-95 - v.u.) Como ressaltam Canotilho e Moreira, ao analisar previsão semelhante na Constituição portuguesa (art. 29, n<*-*> 6), "é um caso tradicional de responsabilidade do Estado pelo facto da função jurisdicional o ressarcimento dos danos por condenaç<*-*>es injustas provadas em revisão de sentença (...). Note-se, porém, que não são só os erros judiciários os únicos actos jurisdicionais susceptíveis de provocar graves danos morais e materiais aos cidadãos. Também a prisão preventiva ilegal ou injustificada pode originar les<*-*>es graves e ilegítimas, devendo merecer igual protecção o ressarcimento dos danos provocados" (Constituição... Op. cit. p. 195). No caso de erro judiciário, serão a revisão criminal e a ação própria no juízo cível os instrumentos cabíveis para seu reconhecimento e conse<012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS.1<*-*> A 5<*-*> 295 qizente fixação de indenização. Saliente-se que o habeas corpus não é meio idôneo para apuração e correção de suposto erro judiciário (STF - lá T.HC n<*-*> 57.549 - rel. Min. Thompson Flores, Diário da Justiça, Seção I, 2 maio 1980, p. 3.006), não podendo, pois, servir de instrumento para condenação do Estado por erro judiciário, pois essa análise demanda reexame de provas (STF - 2á T. - rel. Min. Moreira Alves, Diário da Justiça, Seção I, 4 jun. 1982, p. 5.460), plenamente concretizada por meio de ampla aplicação do princípio do contraditório (STF -1<*-*> T. - HC n<*-*> 55.132/MG - rel. Min. Cunha Peixoto, Diário da Justiça,16 set.1977), possível somente na revisão criminal (STF - l<*-*> T. - HC nó 32.431 - rel. Min. Nelson Hungria, Diário da Justiça, Seção I, 7 mar.1955, p. 902). O acórdão em revisão criminal ou a sentença civil que reconhecem o direito à indenização por erro judiciário consistem em um título judicial executório ilíquido, devendo ser liquidado no juízo cível. Na hipótese, porém, do preso ficar retido além do tempo fixado na sentença, deverá pleitear seu direito à indenização em ação própria no juízo cível. A indenização por excesso de prisão abrange todas as espécies de prisão, sejam processuais, penais, administrativas, civis ou disciplinares. A legitimação ativa para propositura ou da revisão criminal ou da ação própria no juízo cível é do próprio prejudicado, a quem cabe o ônus da prova do erro judiciário ou do excesso de prisão (JTJ 144/300), salvo quando vier a falecer, quando então serão legitimados às pessoas a que estava obrigado a alimentar. No tocante à legitimação passiva, se o erro judiciário ou o excesso de prisão forem provenientes de órgãos da Justiça estadual ou do Distrito Federal, responsável pela indenização será, respectivamente, o próprio Estadomembro ou o Distrito Federal, caso contrário, ou seja, se o erro judiciárió for de autoria de órgãos jurisdicionais ligados à União, à esta caberá o dever de indenizar. Os juízes estão sujeitos à ação regressiva movida pelo Estado que indenizar o condenado ou o preso, somente quando houver dolo ou má-fé

(art.133, I, do CPC). 0 erro judiciário e o excesso de prisão acarretarão indenização por danos materiais (danos emergentes e lucros cessantes), devendo recompor a situação anterior do prejudicado, e também por danos morais, uma vez que são óbvios os seus efeitos psicológicos, face ao ferimento frontal do direito à liberdade e à honra (cf. TJ/SP - Ap. Cível n<*-*>' 224.123-1- São Paulo - 4á CCivil - rel. Toledo Silva - 6-4-95 - v.u e JTJ 137/238). A responsabilidade do Estado por erro judiciário pode ser calculada por meio de liquidação por cálculo do contador, incluindo-se os juros compostos e honorários advocatícios sobre o montante apurado (RTJ 61/587) ou arbitramento (TJ/SP - rel. Cezar Peluso - Apelação Cível nó 143.413-1- São Paulo - 5-11-91). <012> 296 PIREI'I<*-*>OS HUMANOS FUNDAMENTAIS

Dever de indenização ao preso provisório posteriormente absolvido: STJ - "A Constituição da República, em razão da magnitude conferida ao status libertatis (art. 5<*-*>, Xl<*-*>, inscreveu no rol dos direitos e garantias individuais regra expressa que obriga o Estado a indenizar o condenado por erro judiciário ou quem permanecer preso por tempo superior ao fixado na sentença (art. 5", LXX<*-*>, situaç<*-*>es essas equivalentes à de quem foi submetido à prisão processual e posteriormente absolvido" (6<*-*> T. - REsp n" 61.899-1/SP - rel. Min. Vicente Leal - Ementário STJ,15/220). Erro judiciário e habeas corpus: STF - "Não é o habeas corpus o instrumento processual adequado para o reconhecimento do direito, que se pretende ter, à indenização, com base no art. 5", LXXV, da Constituição Federal" (1" T. - HC n" 70.766/ RSrel. Min. Moreira Alves, Diário da Justiça, Seção I, 11 mar. 1994, p. 4.096). Prisão do apelado em lugar de outrem: TJ/SP - "Indenização - Erro judiciárioAdmissibilidade - Prisão do apelado em lugar de outrem - Aplicação do art. 5", LXXV, da Constituição da República - Erro evitável - Responsabilidade da recorrente verificada - Verba devida - Quantia justamente (Ap. Cível n<*-*> 226.766-1- São Paulo5" CCivil - rel. Ivan Sartori -18-5-95 - v.u.) Prisão além do tempo fixado na sentença: TJ/SP - "Responsabilidade civil do Estado - Erro Judiciário - Apelado que, por omissão da autoridade policial, permaneceu preso por mais de 30 dias, além da condenação. Aplicabilidade do art. 5", IXXV, da CR/88, eis que o direito à indenização nasce a partir do momento em que a permanência do apelado na prisão ultrapassar o tempo da pena imposta. Fixação do quantum da indenização, que pode ser arbitrada, visto que há de se fixar um valor de acordo com as condiç<*-*>es do condenado" (4" CCivil - rel. Des. Alves Braga, Apelação Cível n" 149.809-1, julgado 7-11-91). Erro judiciário e indenização por danos material e moral: TJ/SP - "INDENIZAÇÂO - Erro judiciário - Condenação e prisão criminais - Dano moral e materialCumulabilidade das indenizaç<*-*>es - Estimativa por arbitramento - Juízo prudencial" (rel. Cezar Peluso - Apelação Cível n" 143.413-1- São Paulo - 5-11-91)

Erro judiciário e confissão policial: TJ/SP - "A condenação fundada na confissão policial de réu não encerra erro judiciário, desde que corroborada pelos depoimentos das testemunhas, ainda que agentes da autoridade policial, pois sua confiabilidade permanece até prova em contrário, eis que não estão impedidos de depor nem podem ser considerados suspeitos em razão da função pública que exercem" (rel. Luiz Pantaleão - Revisão Criminal n" 125.081-3 - São Paulo - 26-4-93). Erro judiciário e lucros cessantes: TJ/SP - "INDENIZAÇÃO - Fazenda PúblicaResponsabilidade civil - Lucros cessantes - Erro judiciário - Perdas sofridas durante o período da injusta permanência no cárcere - Verba devida - Apuração Liquidação por artigos" (JTJ 155/73).

IXXVI - São gratuitos para os reconhecidamente pobres, na for ma da lei; a) o registro civil de nascimento; b) a certidão de óbito. <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. I<*-*> A 5" 297 5.124 Gratuidade do registro civil de nascimento e da certidão de óbito Os serviços notariais e de registros, por expressa previsão constitucional (art. 236) são exercidos em caráter privado, por delegação do Poder Público. A Constituição Federal, igualmente, prevê que lei federal estabelecerá normas gerais para fixação de emolumentos relativos aos atos praticados pelos serviços notariais e de registro. Tanto o registro civil de nascimento quanto a certidão de óbito são matérias regulamentadas, atualmente, pela Lei n<*-*> 6.015/73 (I.ei de Registros Públicos). Assim, face ao caráter privado dos serviços prestados, haverá possibilidade de cobrança de determinada quantia remuneratória, que reverterá em benefício do próprio titular da serventia, cujo ingresso depende de concurso público de provas e títulos, não se permitindo que qualquer serventia fique vaga, sem abertura de concurso de provimento ou de remoção, por mais de seis meses. Excepcionalmente, porém, a Constituição Federal consagrou o direito a registro civil de nascimento e a certidão de óbito gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei.

§ I" As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. 5.125 Aplicabilidade dos direitos e garantias fundamentais O presente tema já foi analisado no item 9 - Parte I - "Natureza jurídica das normas que disciplinam os direitos e garantias fundamentais".

§ 4". logo. enquanto o Ministro Marco Aurélio afirmou a relação de continência dos direitos sociais dentre os direitos individuais previstos no art. Enunciou-os no art. mais precisamente na Seção II. de 1993. III." 9. § 4<*-*>. 150. a Constituição Federal de 5-10-1988."O constituinte originário. Serviço de Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 60. desse artigo do Capítulo I aduziu: <*-*> 2" . no texto da Constituição Federal: STF . b..os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados. Importante. pois. mesmo que difusamente. implica em conceder ao ente tributante poder que o constituinte expressamente lhe subtraiu ao vedar a deliberação de proposta de emenda à constituição tendente a abolir os direitos e garantias individuais constitucionalmente assegurados" (Trecho do voto do Min. ainda que por emenda constitucional. E no § 2<*-*>. a garantia constitucional assegurada ao cidadão no art. no já citado Ementário nó 1. 5" e seus setenta e sete incisos. 5. o Ministro Carlos Velloso referiu-se aos direitos e garantias sociais. IV. imodificável. além dos previstos no art. conseqizentemente. Celso de Mello. no exercício de sua competência residual. 60. da Constituição Federal (votos dos Ministros. no Título II. ressaltar.<*-*> 2<*-*> Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos principios por ela adotados. contido no art. e no Capítulo I. 5<*-*> da Constituição Federal Os direitos e garantias expressos na Constituição Federal não excluem outros de caráter constitucional decorrentes do regime e dos princí<012> 298 DIREITOS HUMANOS rUNDAMENTAIS pios por ela adotados. deparando-se com um obstáculo intransponível. ou melhor.. Já no Título VI. direitos atinentes à nacionalidade e direitos políticos como pertencentes à categoria de direitos e garantias individuais. imodificáveis. Existência de outros direitos individuais. estaria a Emenda Constitucional n<*-*> 3. decidiu o Supremo Tribunal Federal (ADin n" 939-7/DF) ao considerar cláusula pétrea e. Ementário n" 1730-10/STF). pudesse excepcionar a aplicação desta garantia individual do contribuinte. Nesse sentido. dedicado ao sistema tributário nacional. da Constituição Federal. destinou o Capítulo I aos direitos e deveres individuais e coletivos. destinado à tributação e orçamento. também. regulou a Constituição "as limitaç<**>es ao po- . que na citada ADin 939-07/DF. da Constituição Federal (princípio da anterioridade tributária). "admitir que a União. ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. dedicado aos direitos e garantias fundamentais.730-10). entendendo que ao visar subtraí-la de sua esfera protetiva. desde que expressamente previstos no texto constitucional. 5ó.126 Rol exemplificativo do art.

150. ao Distrito Federal e aos Municípios: III . é vedado à União. Tratado internacional é o acordo entre dois ou mais sujeitos da comunidade internacional que se destina a produzir determinados efeitos jurídicos. ll. mais especificamente.der de tributar". de caráter infraconstitucional. atos. pactos. deixa claro: "Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: IV . no <*-*> 4" do art. entre outros.os direitos e garantias individuais.127Direitos e garantias individuais previstos em atos e tratados internacionais A Constituição Federal não exclui a existência de outros direitos e garantias individuais. do art. b. Diversas são as terminologias utilizadas para a realização desses negócios jurídicos: tratados. aos Estados. pela extensão contida no <*-*> 2". Ora. sem que haja qualquer alteração em suas naturezas jurídicas. estão. pois. b. 5. e pela especificação feita no art.730-10/STF). 60. convênios." Entre esses direitos e garantias individuais. deverá submeter-se a três fases: . a garantia ao contribuinte de que a União não criará nem cobrará <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARfS. da emenda à Constituição. 5=' da Constituição Federal. "no mesmo exercício fmanceiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou" (Trecho do voto do Ministro-relator Sydney Sanches Serviço de Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Importante salientar que o ato ou tratado internacional. esta. cartas. em conjugação com o <*-*> 2". 150: "Art. Trata-se. protocolos de in.1<*-*> A 5<*-*> 299 tributos. de garantia outorgada ao contribuinte. convenç<*-*>es.cobrar tributos: b . para ser devidamente incorporado ao ordenamento jurídico brasileiro. acordos. tenç<*-*>es.no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. ao cuidar do processo legislativo e." 10. em face do disposto nesse art. Ementário n" 1. 5". no art. 150. III. do art. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. III. 150. desde logo. estabelecendo. decorrente dos atos e tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.

Judiciário" (O conflito entre tratado internacional e norma de direito interno. ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade. uma ordem de <012> 300 IllREITOS HLIMANOS FLINL)AMEN'I<*-*>AtS execução do tratado no Território Nacional. Celso de Mello). <*-*>. 168). passando. Esse ato não contém. 3á fase: edição de um decreto do Presidente da República. 49. I). Tal como observado. 84. p. o decreto legislativo contém aprovação do Congresso Nacional ao tratado e simultaneamente a autorização para que o Presidente da Repúbica ratifique-o em nome da República Federativa do Brasil. 83/809. ed. p. n<*-*> 1.1996. 6. devidamente promulgado pelo Presidente do Senado Federal e publicado. Rio de Janeiro : Forense. O decreto do Presidente da República atestando a existência da nova regra e o cumprimento das formalidades requeridas para que ela se concluísse. podendo. inclusive. conclui que "o Supremo Tribunal Federal tem entendido ser necessária a promulgação para que o tratado tenha força executória na ordem interna. a ser aplicado de forma geral e obrigatória" (Jurisdição corcstitucional. convenç<*-*>es ou pactos internacionais devidamente aprovadas pelo Poder Legislativo e promulgadas pelo Presidente da República ingressam no ordenamento jurídico brasileiro como atos normativos infraconstitucionais. confere-lhe força executória. acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional (CF. assim. Francisco Rezek é taxativo ao afirmar que "no estágio presente das relaç<*-*>es internacionais. São Paulo : Saraiva. uma vez que somente ao Presidente da República cabe decidir sobre sua ratificação. A deliberação do Parlamento será realizada através da aprovação de um decreto legislativo. 83). art. Min. integralmente. após expor o referido procedimento para incorporação do tratado internacional no direito brasileiro. Com a promulgação do tratado através do decreto do Chefe do Executivo recebe aquele ato a ordem de execução.l<*-*> fase: compete privativamente ao Presidente da República celebrar todos os tratados.ADin. tratados. . STF . VIII) . 69). o Congresso Nacional aprova o tratado mediante a edição de decreto legislativo (CF. É nesse momento que adquire executoriedade interna a norma inserida pelo ato ou tratado internacional. particulares. art. p. art. Mirtô Fraga. Da mesma maneira.rel. 1996. de mesma hierarquia às leis ordinárias (RTJ. subordinando-se. São Paulo : Saraiva.1997. pois. convenç<*-*>es e atos internacionais (CF. e a publicação exige sua observância por todos: Governo. é inconcebível que uma norma jurídica se imponha ao Estado soberano à sua revelia" (Direito internacional público. com a ordem de ser cumprida tão inteiramente como nela se contém.medida liminar . 49. promulgando o ato ou tratado internacional devidamente ratificado pelo Congresso Nacional. ato que dispensa sanção ou promulgação por parte do Presidente da República. <*-*> 2<*-*> fase: é de competência exclusiva do Congresso Nacional resolver definitivamente sobre tratados. As normas previstas nos atos.480-3 . Gilmar Mendes Ferreira explica que "ao contrário do sistema adotado na Alemanha. todavia. às normas constitucionais.

u. desde que já incorporadas definitivamente ao plano do direito positivo interno. 5".rel. os compromissos assumidos pelo Brasil em virtude de convenç<*-*>es. 1" A 5" 301 "as normas de direito internacional público vigoram na ordem interna com a mesma relevância das normas de direito interno. 70/333. a propósito de objeç<*-*>es levantadas ao cabimento da ADln pelo Presidente da República nas informaç<*-*>es elaboradas pela Advocacia-Geral da União. . que o Supremo Tribunal Federal analisando o art. RTJ. explicitando.100/1030).173-SP (RTJ 121/270)" (Informativo STF.. do Pacto de São José da Costa Rica. RE 109. 85). <012> COMENTÁRIOS POUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS. 8<*-*>' da Constituição da República Portuguesa que traz regra semelhante. A ocorrência de eventual conilito entre essas normas será resolvida ou pela aplicação do critério cronológico. Esses atos normativos são passíveis de controle difuso e concentrado de constitucionalidade. 5". analisando o art. IXVlp.1). devidamente ratificados pelo Congresso Nacional e promulgados e publicados pelo Presidente da República.HC n" 73. não existe hierarquia entre as normas ordinárias de direito interno e as decorrentes de atos ou tratados internacionais. <*-*> 2"). inconstitucionais se infringirem as normas da Constituição ou os seus princípios" (Constituição. ou pelo princípio da especialidade (RTJ. das normas de direito internacional. No julgamento da Convenção 158 da OIT o Supremo Tribunal Federal afirmou. Min. pois.1996 . 7" n<*-*>' 7.Habeas corpus n" 73044-2/SP . tratados. Seção I. devendo a norma posterior revogar a norma anterior. Brasília.sendo. Dessa forma. devidamente ratificado por Decreto-legislativo em 25-9-1992.rel. Como anotam Canotilho e Moreira. não minimizam o conceito de soberania do Estado-povo na elaboração da sua Constituição. 1996. "por unanimidade. Precedentes citados: RP 803-DF (RTJ 84/724).v. atos. devendo. Anote-se. RTJ. pelos métodos concentrado e difuso. Maurício Corrêa. afirmou a necessidade do mesmo compatibilizar-se com o texto constitucional (CF. também por votação unânime. 20 set. desde logo quanto à subordinação à Constituição . Seção .2<*-*> T. consagrou a supremacia constitucional perante atos ou tratados internacionais. Maurício Correa. posteriormente promulgado e publicado pelo Presidente da República.. que esse entendimento decorre da absoluta supremacia da CF sobre todo e qualquer ato de direito internacional público celebrado pelo Estado brasileiro. que permite duas hipóteses de pris<*-*>es civis: inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentar e depositário infiel. 84/724. da Constituição Federal (STF . . 5<*-*>'. que expressamente prevê que ninguém deve ser detido por divida. Diário da Justiça. pois. Diário da Justiça.534).Dessa forma. novamente.044-2/SP . cit. art. 7 a 11 out. pactos ou acordos internacionais de que seja parte. p. p.n<*-*> 48. p. e. o Pretório Excelso. LXVII. reafírmando a plena vigência e eficácia do art. exceptuando-se somente a hipótese do inadimplemento de obrigação alimentar. apesar de ingressarem no ordenamento jurídico constitucional (CF. Assim. pois apesar de originários de instrumento internacional não guardam nenhuma validade no ordenamento jurídico interno se afrontarem qualquer preceito da Constituição Federal (RTJ. a possibilidade jurídica do controle de constitucionalidade.2<**> T. sempre serem interpretados com as limitaç<*-*>es impostas constitucionalmente (STF . 34. art. Op. 95/980). ainda.

a Constituição brasileira de 1988. mesmo que devidamente ratificados. outro meramente legal" (Direitos humanos fundamentais. os direitos fundamentais outros têm a posição de normas constitucionais. inciso II e § 2").720). pois. <012> 302 DIREITOS HUMANOS FUNDAMf:N'I<*-*>AIS quando afirmou que "0 respeito à supremacia da Constituição: eis o ponto delicado sobre o qual se estrutura o complexo edifício institucional do Estado democrático e no qual se apóia todo o sistema organizado de proteção das liberdades públicas" (Diário da Justiça. 99). pela supremacia das normas constitucionais em relação aos tratados e atos internacionais. 14 ago. 0 regime jurídico diferenciado conferido aos tratados de direitos humanos não é.563). como preleciona Manoel Gonçalves Ferreira Filho.13 ago. 34. um ato com força de lei (no caso . p. relativamente aos tratados internacionais de proteção dos direitos humanos. 22) e a Constituição Federal (art. a Carta de 1988 confere aos tratados de direitos humanos o status de norma constitucional. esses não terão senão força de lei ordinária. haveria direitos fundamentais de dois níveis diferentes: um constitucional. 1997. por força do art. No que tange a estes. isto é. p.534). o que reflete a adoção da concepção rnonista. adota-se a sistemática da incoiporação legislativa. Conclui-se. Ora. <*-*> 2". acolhe a sistemática da incorporação automática dos tratados. Min.1996. acima citada. portanto.têm força e hierarquia de lei ordinária. aplicável aos demais tratados. o Supremo Tribunal Federal decidiu que "os tratados subscritos pelo Brasil não se superp<*-*>em à Constituição Federal" (STF . Da mesma forma. Seção I. sempre ter-se em mente as palavras do Ministro Celso de Mello. Ou seja.379-9/1<*-*>1. aos tratados tradicionais.I. todavia. 5<*-*>'. 5". Seção I. Direitos humanos previstos em tratados internacionais: Em sentido contrário ao texto e à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.cumprindo o processo de integração à nossa ordem jurídica . de modo a exigir que. 1997. 36. Dessa forma. p. se o Brasil incorporar tratado que institua direitos fundamentais. e plena possibilidade de seu controle de constitucionalidade. 5". São Paulo : Saraiva. inclusive citando precedente da Corte . Marco Aurélio. p. após a ratificação.Agravo de Instrumento 196.790. 36. nos termos do art. Flávia Piovesan ensina que "em síntese. em relação à eventual incompatibilidade entre a Convenção de Varsóvia (art.rel.RE n<*-*>' 172. Diário da Justiça. 20 set. Deve-se. 1995. em discurso de posse na presidência do Supremo Tribunal Federal. Ademais como apreciado no tópico anterior. "é pacífico no direito brasileiro que as normas internacionais convencionais . Em conseqüência. <*-*> 1". Flávia Piovesan e Fernando Luiz Ximenes Rocha entendem que os tratados internacionais que prevêem normas sobre direitos humanos teriam incorporação automática e status constitucional.

de 10-12-1948. de 21-12-1965. p. Convenção sobre a Eliminação de todas as formas de Discriminação contra a Mulher. de abril de 1948. de 16-12-1966. Convenção Interamericana para Prevenir e Punir a Tortura. José. Convenção contra a Toztura e outros tratamentos ou penas cruéis. Revista de informação legislativa n" 130. Convenção sobre os Direitos da Criança. I. ao consagrar que os direitos garantidos nos tratados de direitos humanos em que a República Federativa do Brasil é parte recebe tratamento especial. Declaração de Pequim adotada pela quarta conferência mundial sobre as mulheres.Pacto de San José da Costa Rica. 81). punir e erradicar a violência contra a Mulher. Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos. de 6-6-1994.egislação internacional sobre os direitos humanos: conferir GALIANO. desumanas ou degradantes. o que retlete a adoção da concepção dualista" (Direitos humanos e o direito constitucional internacional. e ratificada pelo Brasil em 27-11-1995. de 22-111969. de 4-121986. Convenção Interamericana para prevenir. 1996. Luiz Ximenes Rocha exp<*-*>e a "posição feliz do nosso constituinte de 1988. <012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS AWTS. Tratados internacionais de proteção aos Direitos Humanos assinados pela República Federativa do Brasil: Preceitos da Carta das Naç<*-*>es Unidas. de 16-12-1966. Declaração Universal dos Direitos Humanos. acolhe-se a sistemática da incorporação não automática.brasileiro este ato é um Decreto expedido pelo Executivo) confira execução e cuinprimento aos tratados no plano interno. Sociais e Culturais. de 15-9-1995. Deste modo. . lll). de 25-6-1993. Protocolo sobre o Estatuto dos Refugiados. Declaração do Direito ao Desenvolvimento. Igualmente. Convenção Americana sobre Direitos Humanos . de 9-12-1985. Convenção relativa ao Estatuto dos Refugiados. de 20-11-1989. p. de 10-12-1984. inserindo-se no elenco dos direitos constitucionais fundamentais. a teor do disposto nos §§ 1" e 2" do art. tendo aplicação imediata no âmbito interno. de 28-7-1951. de 26-61945. de 16-121966. Pacto Internacional dos Direitos Econômicos. Convenção contra o Genocídio. 5" da Constituição Federal" (A incorporação dos tratados e conven<*-*><*-*>es internacionais de direitos humanos no direito brasileiro. Convenção sobre a Eliminação de todas as formas de Discriminação Racial. de 9-12-1948. no que se refere aos tratados em geral. de 18-12-1979. Declaração e Programa de Ação de Viena. São Paulo : Max Limonad.1" A 5" 303 Declaraç<*-*>es de direitos humanos assinadas pelo Brasil: Declaração Americana dos Direitvs e Deveres do Homem.

enquanto outras não.128 Conflito entre as fontes dos direitos humanos fundamentais Os direitos humanos fundamentais apresentam-se a partir de diversas fontes. (. de 23-5-1969. 103 da Carta das Naç<*-*>es Unidas: em caso de conflito entre as obrigaç<*-*>es contraidas pelos membros das Naç<*-*>es Unidas em viriude da presente Carta e suas obrigaç<*-*>es contraídas em virtude de qualquer outro convênio internacional prevalecerão as obrigaç<*-*>es impostas rca presente Carta. aponta algumas regras: 1.Derechos humanos. São Paulo : Max Limonad.1996. Dessa forma. <*-*> 0 art. o conilito se der entre compromissos internacionais. são meras pautas de orientação. Na hipótese das partes contraentes não serem exatamente as . 5. ou mesmo eliminar-se o conflito por negociação entre os Estados ou ainda por conciliação arbitral. 3. 75. pois os primeiros. vinculam. Direitos humanos e o direito constitucional internacional. algumas são genéricas e outras específicas. seja em nível interno. porém. surge a partir da ocorrência de tratamentos normativos diversos ao mesmo assunto. 4. com diferentes hierarquias. 30 da Convençáo de Viena sobre o Direito dos Tratados. 2. Flávia. Além disso. primeiramente. Para solucionar a questão. que deverão aplicar algumas regras: <*-*> Art. O conflito entre fontes internacionais. 1996. 2T. Essa variedade acaba por vezes gerando dificuldades interpretativas na análise da aplicabilidade dos direitos e garantias fundamentais em vários níveis: confronto entre fontes internacionais. <012> 304 PIREITOS HUMANOS FUNPAMENTAIS desde que devidamente incorporados ao ordenamento jurídico interno. Se. p. enquanto as segundas. PIOVESAN. devidamente incorporados pelo ordenamento jurídico local. seja em nível internacional. em face da existência de múltiplos tratados e atos internacionais bilaterais ou mesmo plurilaterais celebrados entre os diversos Estados. aqueles preferem a estas. será preciso interpretar-se o sentido preciso das diversas normas existentes em diferentes documentos. que em relação ao anterior permanecerão as normas compatíveis com o posterior ato/tratado. esse terá validade. Conflito entre obrigaç<*-*>es contraídas com base na Declaração das Naç<*-*>es Unidas prevalece em relação a outros tratados internacionais. confronto entre fontes internacionais e fontes rtaciorcais e confronto entre fontes nacionais.LOM Ediciones. Algumas têm caráter obrigatório. Santiago : Arcis Universidad . que regula a aplicação de tratados sucessivos dirigidos à mesma matéria. segundo o próprio conteúdo. porém. esses prevalecerão. devemos fazer a distinção entre compromissos internacionais e meras recomendaç<*-*>es. Ressalte-se.<*-*>uando todas as partes de um ato ou tratado internacional forem também partes de um ato ou tratado posterior. Quando um tratado especificar sua própria subordinação a outro anterior ou posterior.

A proteção constitucional das pessoas portadoras de deficiência. Madri : Centro de Estudos Constitucionales. Assim. Fernanda Dias Menezes de. sejam como normas de hierarquia infraconstitucio<012> COMENTÁRIOS DOUTRINÁRIOS E JURISPRUDENCIAIS AOS ARTS.bas relaç<*-*>es entre um Estado que somente seja parte no ato ou tratado internacional posterior e outro que seja parte de ambos os compromissos serão regidas pelas normas previstas naquele em que ambos sejam partes. Geraldo Eulálio do Nascimento. Geraldo. dependendo de cada ordenamento jurídico. há países em que os tratados não produzem efeitos internos. Robert. 70/333. Nesses casos deve-se analisar a reserva de competência de cada norma.aas relaç<*-*>es dos Estados-partes em ambos os atos ou tratados seguirão o definido no item anterior. . existe a possibilidade de conflito entre fontes nacionais. AMORTH. no Brasil os atos e tratados internacionais devidamente incorporados em nosso ordenamento jurídico ingressam com a mesma hierarquia normativa que as leis ordinárias.1985.1959. em virtude do princípio da soberania estatal. ALBERDI. 1947. <012> BIBLIO GRAFIA ACCIOLY. SILVA. Milão : Antonino GiuffrŠ. Bases y puntos para la organización politica de la República Argentina. Teoria de los derechos fundamentales. 4. ou ainda os princípios da especialidade e lex posterior abrogat priorem. bem como a hierarquia entre elas. 8. ALEXl'. Competências na Constituição de 1988. Manual de direito internacional público. Como já analisado no item anterior. Antonio.mesmas do ato ou tratado internacional anterior.Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência. Bauru : Edipro. ed.1968.1996.100/1030).12. sejam como normas de hierarquia constitucional. devem ser aplicadas duas regras: 4. 1994.1997. 1=' A 5=' 305 nal. enquanto em outros há a produção desses efeitos. Corso di diritto constituzionale comparato. Juan Bautista. ARAÃJO. República e Constituição. sendo que eventuais conflitos entre essas normas devem ser resolvidos pelo critério cronológico (norma posterior revoga norma anterior) ou pelo princípio da especialidade (RTJ.1991. Manual de direito internacional público. -. Luiz Alberto David. São Paulo : Atlas. ARISTÓTELES. ALMEIDA. São Paulo : Saraiva. ed.1993. Tese (Doutorado) São Paulo : Corde . São Paulo : Saraiva. Politica. São Paulo : RT. Finalmente. Hildebrando. ATALIBA. 0 conflito entre fontes internacionais e fovctes nacionais deverá ser resolvido pelo Direito Constitucional de cada um dos países. Buenos Aires : Estrada.

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Assinale sua(s) área(s) de interesse: 0 Estratégia Empresarial <*-*> Segurança no Trabalho/Segurança <*-*> Recursos Humanos Industrial <*-*> Marketing <*-*> Direito Tributário/Fiscal <*-*> Produção/Materiais <*-*> Direito Comercial 0 Contabilidade/Finanças 0 Matemática/Estatística/P........................ .. <*-*> 0 b) Frequência de compra Compro anualmente em média: N 01-2 livros 05-6 livros <*-*> Z <*-*> 3-4 livros <*-*> 7 ou mais livros (w c) Fatores que influenciam minha compra (Enumere em ordem de importância) z <*-*> notoriedade do autor <*-*> sugestão de amigo(s) <*-*> nome da editora <*-*> atualidade do assunto <*-*> preço 0 interesse pelo assunto <*-*> capa e apresentação física <*-*> outro: ........... .RESPOSTA .... CENTRAL DR/ São Paulo I CARTA ........................ ........O..... ... . ................ Cargo:..............P......... d) Autorizo utilizar meu número de FAX para transmitir informaç<*-*>es sobre novos lançamentos a sim <*-*> não e) S ug est<**>es: .. <012> ISR-40-2373/83 U................ .............. 0 Economia 0 Ciências Humanas 0 Direito Civil/Processual 0 Informática 0 Direito do Trabalho 0 Segurança e Medicina do Trabalho dobicaqui INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES a) Hábito de compra Costumo comprar livros através de: 0 livrarias 0 Mala direta <*-*> feiras e congressos <*-*> outrocanal: ......AC............

L3IN<*-*>2l .lI<*-*>I.SÃO PAULO .<*-*>.Não é necessário selar I O selo será pago por: c<*-*>c<*-*>á<*-*>o<*-*><*-*> nClnr <*-*><*-*><*-*> ' I 05999-999 .SP I I I I <*-*>0<*-*>32I<*-*>U<*-*>I3 <*-*><*-*>.

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