MINISTÉRIO DA DEFESA EXÉRCITO BRASILEIRO GABINETE DO COMANDANTE

REGULAMENTO DISCIPLINAR DO EXÉRCITO - R-4

ÍNDICE DOS ASSUNTOS Art. Página CAPÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Seção I - Da Finalidade e do Âmbito de Aplicação ............................................................... Seção II - Dos Princípios Gerais do Regulamento.................................................................. Seção III - Dos Princípios Gerais da Hierarquia e da Disciplina ............................................. Seção IV - Da Competência para a Aplicação ...................................................................... CAPÍTULO II - DAS TRANSGRESSÕES DISCIPLINARES Seção I - Da Conceituação e da Especificação...................................................................... Seção II - Do Julgamento...................................................................................................... Seção III - Da Classificação.................................................................................................. CAPÍTULO III - PUNIÇÕES DISCIPLINARES Seção I - Da Gradação, Conceituação e Execução................................................................ Seção II - Da aplicação ........................................................................................................ Seção III - Do Cumprimento................................................................................................. CAPÍTULO IV - DO COMPORTAMENTO MILITAR ........................................................ CAPÍTULO V - RECURSOS E RECOMPENSAS Seção I - Dos Recursos Disciplinares .................................................................................... Seção II - Do Cancelamento de Registro de Punições ........................................................... Seção III - Das Recompensas............................................................................................... CAPÍTULO VI - DAS DISPOSIÇÕES FINAIS .................................................................... 1º/2º 3º/6º 7º/9º 10/13 14/15 16/20 21/22 23/33 34/46 47/50 51 52/57 58/63 64/69 70/74 1 1 2 3 4 5 6 6 9 13 14 16 18 19 21

ANEXOS: I - RELAÇÃO DE TRANSGRESSÕES II - MODELO DE NOTA DE PUNIÇÃO III - QUADRO DE PUNIÇÕES MÁXIMAS IV - INSTRUÇÕES PARA PADRONIZAÇÃO DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA NAS TRANSGRESSÕES DISCIPLINARES V - MODELO DO FORMULÁRIO DE APURAÇÃO DE TRANSGRESSÃO DISCIPLINAR VI - FICHA DISCIPLINAR INDIVIDUAL

DECRETO Nº 4.346, DE 26 DE AGOSTO DE 2002. Aprova o Regulamento Disciplinar do Exército (R-4) e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição, e de acordo com o art. 47 da Lei nº 6.880, de 9 de dezembro de 1980, DECRETA: CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Seção I Da Finalidade e do Âmbito de Aplicação Art. 1º O Regulamento Disciplinar do Exército (R-4) tem por finalidade especificar as transgressões disciplinares e estabelecer normas relativas a punições disciplinares, comportamento militar das praças, recursos e recompensas. Art. 2º Estão sujeitos a este Regulamento os militares do Exército na ativa, na reserva remunerada e os reformados. § 1º Os oficiais-generais nomeados ministros do Superior Tribunal Militar são regidos por legislação específica. § 2º O militar agregado fica sujeito às obrigações disciplinares concernentes às suas relações com militares e autoridades civis. Seção II Dos Princípios Gerais do Regulamento Art. 3º A camaradagem é indispensável à formação e ao convívio da família militar, contribuindo para as melhores relações sociais entre os militares. § 1º Incumbe aos militares incentivar e manter a harmonia e a amizade entre seus pares e subordinados. § 2º As demonstrações de camaradagem, cortesia e consideração, obrigatórias entre os militares brasileiros, devem ser dispensadas aos militares das nações amigas. Art. 4º A civilidade, sendo parte da educação militar, é de interesse vital para a disciplina consciente. § 1º É dever do superior tratar os subordinados em geral, e os recrutas em particular, com interesse e bondade. § 2º O subordinado é obrigado a todas as provas de respeito e deferência para com os seus superiores hierárquicos.

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Art. 5º Para efeito deste Regulamento, a palavra “comandante”, quando usada genericamente, engloba também os cargos de diretor e chefe. Art. 6º Para efeito deste Regulamento, deve-se, ainda, considerar: I - honra pessoal: sentimento de dignidade própria, como o apreço e o respeito de que é objeto ou se torna merecedor o militar, perante seus superiores, pares e subordinados; II - pundonor militar: dever de o militar pautar a sua conduta como a de um profissional correto. Exige dele, em qualquer ocasião, alto padrão de comportamento ético que refletirá no seu desempenho perante a Instituição a que serve e no grau de respeito que lhe é devido; e III - decoro da classe: valor moral e social da Instituição. Ele representa o conceito social dos militares que a compõem e não subsiste sem esse. Seção III Dos Princípios Gerais da Hierarquia e da Disciplina Art. 7º A hierarquia militar é a ordenação da autoridade, em níveis diferentes, por postos e graduações. Parágrafo único. A ordenação dos postos e graduações se faz conforme preceitua o Estatuto dos Militares. Art. 8º A disciplina militar é a rigorosa observância e o acatamento integral das leis, regulamentos, normas e disposições, traduzindo-se pelo perfeito cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos componentes do organismo militar. § 1º São manifestações essenciais de disciplina: I - a correção de atitudes; II - a obediência pronta às ordens dos superiores hierárquicos; III - a dedicação integral ao serviço; e IV - a colaboração espontânea para a disciplina coletiva e a eficiência das Forças Armadas. § 2º A disciplina e o respeito à hierarquia devem ser mantidos permanentemente pelos militares na ativa e na inatividade. Art. 9º As ordens devem ser prontamente cumpridas. § 1º Cabe ao militar a inteira responsabilidade pelas ordens que der e pelas conseqüências que delas advierem. § 2º Cabe ao subordinado, ao receber uma ordem, solicitar os esclarecimentos necessários ao seu total entendimento e compreensão. § 3º Quando a ordem contrariar preceito regulamentar ou legal, o executante poderá solicitar a sua confirmação por escrito, cumprindo à autoridade que a emitiu atender à solicitação. § 4º Cabe ao executante, que exorbitou no cumprimento de ordem recebida, a responsabilidade pelos excessos e abusos que tenha cometido. Seção IV

§ 2º Quando. que residam ou exerçam atividades em sua respectiva área de jurisdição. e d) comandantes das demais subunidades ou de elementos destacados com efetivo menor que subunidade. § 2º A competência conferida aos chefes de divisão. serviço e assessoria limita-se às ocorrências relacionadas com as atividades inerentes ao serviço de suas repartições. 12. cabendo sua aplicação: I . serviço e assessoria. comandantes de unidade. respeitada a precedência hierárquica e observado o disposto no art. data e hora da ocorrência e caracterizar as circunstâncias que envolverem o fato. sendo competente para aplicá-las: I . a autoridade militar de maior . quanto aos oficiais-generais do último posto. seção. ajudantes-gerais. escalão regional. dos órgãos de direção setorial e de assessoramento. chefia ou direção: a) Chefe do Estado-Maior do Exército. por escrito. c) subchefes de estado-maior.ao Comandante do Exército.3 Da Competência para a Aplicação Art. comandantes de unidade incorporada. b) chefes de estado-maior. a ocorrência exigir pronta intervenção. como recompensa. sem tecer comentários ou emitir opiniões pessoais. o militar movimentado está sujeito à jurisdição disciplinar do comandante da guarnição. poderão ser concedidas pelos chefes das unidades integrantes da estrutura organizacional do Ministério da Defesa. o pessoal militar do Exército Brasileiro servindo no Ministério da Defesa submete-se a este Regulamento. subcomandantes e subdiretores.o Comandante do Exército. § 1º Compete aos comandantes militares de área aplicar a punição aos militares da reserva remunerada.aos que estiverem subordinados às seguintes autoridades ou servirem sob seus comandos. Art. § 3º Durante o trânsito.ao oficial mais antigo do Exército no serviço ativo. 47 deste Regulamento. mesmo sem possuir ascendência funcional sobre o transgressor. podendo delegar a referida competência aos comandantes de região militar e aos comandantes de guarnição. e II . chefes de divisão. no todo ou em parte. § 2º As dispensas de serviço. precisar local. § 4º O cumprimento da punição dar-se-á na forma do caput do art. e II . discriminar bens e valores. a todos aqueles que estiverem sujeitos a este Regulamento. precisa e concisa. quanto aos demais militares da Força. escalão regional. 11. a oficiais subordinados. em cujo território se encontrar.OM com autonomia administrativa. Art. seção. § 1º A parte deve ser clara. deverá participá-lo ao seu chefe imediato. Todo militar que tiver conhecimento de fato contrário à disciplina. 40 deste Regulamento. comandantes militares de área e demais ocupantes de cargos privativos de oficial-general. qualificar os envolvidos e as testemunhas. A competência para aplicar as punições disciplinares é definida pelo cargo e não pelo grau hierárquico. sejam eles civis ou militares. § 1º A autoridade de que trata o inciso II poderá delegar a competência ali atribuída. ajudante-geral. chefes de gabinete. para preservação da disciplina e do decoro da Instituição. reformados ou agregados. 10. Para efeito de disciplina e recompensa. demais comandantes cujos cargos sejam privativos de oficiais superiores e comandantes das demais Organizações Militares .

obrigatoriamente. ainda. § 9º A autoridade que receber a parte. da ocorrência e das providências em seu nome tomadas. neste caso. § 4º Esquivando-se o transgressor de esclarecer em que OM serve. Transgressão disciplinar é toda ação praticada pelo militar contrária aos preceitos estatuídos no ordenamento jurídico pátrio ofensiva à ética. caberá ao comandante da guarnição apurar os fatos ou determinar sua apuração. aos deveres e às obrigações militares. procedendo a seguir. § 5º Nos casos de participação de ocorrência com militar de OM diversa daquela a que pertence o signatário da parte. em conformidade com o art. pelo meio mais rápido. como pronta intervenção para preservar a disciplina e o decoro da Instituição. deve este ser notificado da solução dada. podendo ser exercida por intermédio dos comandantes das OM existentes na área de sua jurisdição. 14. o motivo disto deverá ser publicado em boletim e. obedecidas as demais prescrições regulamentares. e parágrafos. Parágrafo único. o prazo será prorrogado para trinta dias úteis. dando ciência a esta. a apuração dos fatos será processada de acordo com a legislação específica. que afete a honra pessoal. Em guarnição militar com mais de uma OM. direta ou indiretamente. no prazo máximo de oito dias úteis. 12. caso não seja de sua competência decidi-la. com os que não sirvam sob sua linha de subordinação funcional. CAPÍTULO II DAS TRANSGRESSÕES DISCIPLINARES Seção I Da Conceituação e da Especificação Art. § 7º Caso não seja possível solucionar a questão no prazo do § 6º. § 1º Quando a conduta praticada estiver tipificada em lei como crime ou contravenção penal. ouvir as pessoas envolvidas. deste Regulamento. pela autoridade competente. deve encaminhá-la a seu superior imediato. 13. deve dar a solução no prazo máximo de oito dias úteis. devendo. § 8º Caso a autoridade determine a instauração de inquérito ou sindicância. a autoridade competente em cujo nome for efetuada é aquela à qual está disciplinarmente subordinado o transgressor. . o pundonor militar e o decoro da classe.4 antigüidade que presenciar ou tiver conhecimento do fato deverá tomar providências imediatas e enérgicas. caput. inclusive prendê-lo “em nome da autoridade competente”. § 2º As responsabilidades nas esferas cível. mesmo na sua manifestação elementar e simples. ou. a recusa constitui transgressão disciplinar em conexão com a principal. não se caracterizará transgressão disciplinar. a ação disciplinar sobre os seus integrantes é coordenada e supervisionada por seu comandante. § 6º A autoridade. a quem a parte disciplinar é dirigida. § 3º No caso de prisão. No caso de ocorrência disciplinar envolvendo militares de mais de uma OM. a prisão será efetuada em nome do Comandante do Exército e. criminal e administrativa são independentes entre si e podem ser apuradas concomitantemente. neste caso. Art.

este for descaracterizado para transgressão ou a denúncia for rejeitada. Art. § 7º É vedada a aplicação de mais de uma penalidade por uma única transgressão disciplinar. IV . § 6º Quando. Art. II .em legítima defesa.em obediência a ordem superior. com sentença transitada em julgado. esta é absorvida por aquele e aplica-se somente a pena relativa ao crime. quando forem da mesma natureza. e IV . Não haverá punição quando for reconhecida qualquer causa de justificação. III . 17. § 8º Quando a falta tiver sido cometida contra a pessoa do comandante da OM.a natureza dos fatos ou atos que a envolveram. a falta cometida deverá ser apreciada. O julgamento da transgressão deve ser precedido de análise que considere: I . Haverá causa de justificação quando a transgressão for cometida: I . III . para efeito de punição. 19. Parágrafo único. V . 15. desde que não atente contra os sentimentos normais de patriotismo. a autoridade competente para aplicar a pena disciplinar deve aguardar o pronunciamento da Justiça. para efeito de punição. 16.as conseqüências que dela possam advir. será ela apreciada.5 § 3º As responsabilidades cível e administrativa do militar serão afastadas no caso de absolvição criminal. que negue a existência do fato ou da sua autoria. plenamente comprovado. Seção II Do Julgamento Art. por ocasião do julgamento do crime. pela autoridade a que estiver subordinado o ofendido. para posterior avaliação da questão no âmbito administrativo. manutenção da ordem e da disciplina.as causas que a determinaram. São circunstâncias atenuantes: . plenamente comprovada.por ignorância. podem ser levantadas causas que justifiquem a falta ou circunstâncias que a atenuem ou a agravem. § 5º Na hipótese do § 4º. II . pela autoridade a que estiver subordinado o faltoso. São transgressões disciplinares todas as ações especificadas no Anexo I deste Regulamento. própria ou de outrem. No julgamento da transgressão.por motivo de força maior. da ordem ou do sossego público. § 9º São equivalentes. 18. e VI .na prática de ação meritória ou no interesse do serviço. § 4º No concurso de crime e transgressão disciplinar. humanidade e probidade. em caso de perigo. Art. calamidade pública. para efeito deste Regulamento. as expressões transgressão disciplinar e transgressão militar.para compelir o subordinado a cumprir rigorosamente o seu dever. necessidade urgente.a pessoa do transgressor. Art.

a reincidência de transgressão.o licenciamento e a exclusão a bem da disciplina. 16. V . IV .a falta de prática do serviço.ter o transgressor abusado de sua autoridade hierárquica ou funcional.o mau comportamento. . A competência para classificar a transgressão é da autoridade a qual couber sua aplicação. média e grave. d) em presença de tropa. não se configurando causa de justificação. CAPÍTULO III PUNIÇÕES DISCIPLINARES Seção I Da Gradação. segundo os critérios dos arts. II . A punição disciplinar objetiva a preservação da disciplina e deve ter em vista o benefício educativo ao punido e à coletividade a que ele pertence.a prisão disciplinar. 17.o conluio de duas ou mais pessoas. II . III .o bom comportamento. em leve.a relevância de serviços prestados. 22.a repreensão. desde que não haja causa de justificação.6 I . Art. III . Segundo a classificação resultante do julgamento da transgressão. Conceituação e Execução Art. e VI . de seus direitos ou de outrem. V . mesmo que a punição anterior tenha sido uma advertência.a prática simultânea ou conexão de duas ou mais transgressões. b) em presença de subordinado. em ordem de gravidade crescente: I . São circunstâncias agravantes: I . Art. Art. II . e e) em presença de público. e VI . Parágrafo único. 19 e 20. III . e V . 20. IV .ter sido a transgressão cometida em defesa própria. Será sempre classificada como “grave” a transgressão da disciplina que constituir ato que afete a honra pessoal.ter praticado a transgressão: a) durante a execução de serviço. 23. IV .a detenção disciplinar. 21. 24. Seção III Da Classificação Art.ter sido a transgressão cometida para evitar mal maior. A transgressão da disciplina deve ser classificada. c) com premeditação.a advertência. o pundonor militar ou o decoro da classe.o impedimento disciplinar. as punições disciplinares a que estão sujeitos os militares são.

Art. na ficha disciplinar individual. § 2º A advertência não constará das alterações do punido. exceto ao serviço de escala externo. quando a prisão disciplinar não for superior a quarenta e oito horas. Impedimento disciplinar é a obrigação de o transgressor não se afastar da OM. sem constar das alterações do punido. feita por escrito e publicada em boletim interno. o oficial ou aspirante-aoficial pode ficar detido disciplinarmente em sua residência. 25. Art. Parágrafo único. Advertência é a forma mais branda de punir. o qual deve permanecer no alojamento da subunidade a que pertencer ou em local que lhe for determinado pela autoridade que aplicar a punição disciplinar. Repreensão é a censura enérgica ao transgressor. sem prejuízo de qualquer serviço que lhe competir dentro da unidade em que serve. § 2º O detido disciplinarmente comparece a todos os atos de instrução e serviço. § 3º Os presos que já estiverem passíveis de serem licenciados ou excluídos a bem da disciplina. 26. a advertência poderá ser na presença de superiores ou no círculo de seus pares. § 1º Quando em caráter ostensivo. em caráter reservado ou ostensivo. na ficha disciplinar individual. a critério da autoridade que aplicar a punição disciplinar. consistindo em admoestação feita verbalmente ao transgressor. o oficial ou aspirante-a-oficial pode ter sua residência como local de cumprimento da punição. Art. Prisão disciplinar consiste na obrigação de o punido disciplinarmente permanecer em local próprio e designado para tal. . § 5º Quando a OM não dispuser de instalações apropriadas. e dos militares. § 3º Em casos especiais. nos estacionamentos e marchas. dez dias. § 1º O detido disciplinarmente não ficará no mesmo local destinado aos presos disciplinares. 29. Art. § 2º O comandante designará o local de prisão de oficiais. entretanto. para fins de referência. O impedimento disciplinar será publicado em boletim interno e registrado. 28. cabe à autoridade que aplicar a punição solicitar ao escalão superior local para servir de prisão. devendo. As punições disciplinares de detenção e prisão disciplinar não podem ultrapassar trinta dias e a de impedimento disciplinar. Detenção disciplinar é o cerceamento da liberdade do punido disciplinarmente. os que estiverem à disposição da justiça e os condenados pela Justiça Militar deverão ficar em prisão separada dos demais presos disciplinares. § 4º Em casos especiais. para fins de referência. no aquartelamento. 27. a critério da autoridade que aplicar a punição. Art. § 1º Os militares de círculos hierárquicos diferentes não poderão ficar presos na mesma dependência. ser registrada.7 Parágrafo único.

ainda que parcialmente. A prisão disciplinar deve ser cumprida com prejuízo da instrução e dos serviços internos. conforme prescrito no Estatuto dos Militares. § 4º Quando o licenciamento a bem da disciplina for ocasionado pela prática de crime comum. com sentença transitada em julgado. Art. 30. quando: I . e sua concessão obedecerá ao seguinte: I . por último. sem prejuízo da instrução e dos serviços internos.presunção ou indício de crime. se verifique a impossibilidade de melhoria de comportamento.8 Art. 31. se torne absolutamente necessário à disciplina. segue o prescrito no Estatuto dos Militares e na Lei do Serviço Militar. Art. o pundonor militar ou o decoro da classe e. com sentença transitada em julgado. 32. comum ou militar. § 5º A exclusão a bem da disciplina será aplicada ex officio ao aspirante-a-oficial e à praça com estabilidade assegurada. 10 deste Regulamento.12 deste Regulamento. só poderá ocorrer por ordem das autoridades referidas nos incisos I e II do art. o militar deverá ser entregue ao órgão policial com jurisdição sobre a área em que estiver localizada a OM. e III . II . II .embriaguez. também. sem nota de punição publicada em boletim da OM. após concluída a devida sindicância. § 2º O preso disciplinar fará suas refeições na dependência onde estiver cumprindo sua punição. a bem da disciplina.uso de drogas ilícitas. a critério do Comandante do Exército ou comandante. em virtude de condenação por crime militar ou comum culposo. 33. de acordo com o prescrito no Estatuto dos Militares. e praças sem estabilidade. pelo Comandante do Exército ou comandante. como está prescrito neste Regulamento. § 2º O licenciamento a bem da disciplina será aplicado.a transgressão afete a honra pessoal. quando convocados. chefe ou diretor de organização militar aos oficiais da reserva não remunerada. chefe ou diretor de OM à praça sem estabilidade assegurada. § 3º O licenciamento a bem da disciplina poderá ser aplicado aos oficiais da reserva não remunerada.estando a praça no comportamento “mau”. exceto por comprovada necessidade do serviço. ex officio.a autoridade competente para conceder a reabilitação é o comandante da região militar em que o interessado tenha prestado serviço militar. como repressão imediata. Licenciamento e exclusão a bem da disciplina consistem no afastamento. comum ou militar. chefe ou diretor de OM.houver condenação transitada em julgado por crime doloso. O disposto neste artigo não se aplica na hipótese do § 2º do art. no caso de condenação com sentença transitada em julgado por crime doloso. do militar das fileiras do Exército. e III . . Art. § 1º O licenciamento a bem da disciplina será aplicado pelo Comandante do Exército ou comandante. § 1º As razões de comprovada necessidade do serviço que justifiquem o cumprimento de prisão disciplinar. O recolhimento de qualquer transgressor à prisão. quando convocados. ou quando houver: I . Parágrafo único. A reabilitação dos licenciados ou excluídos. deverão ser publicadas em boletim interno.

III .a descrição clara e precisa do fato. para as praças. e V . instruído.as datas do início e do término do cumprimento da punição disciplinar. § 1º A nota de punição deve conter: I . e com o cumprimento da punição disciplinar.registro na ficha disciplinar individual.a descrição sumária. VII .a autoridade que conceder a reabilitação determinará a expedição do documento correspondente à inclusão ou reinclusão na reserva do Exército. incisos e alíneas das c ircunstâncias atenuantes ou agravantes. . deste Regulamento. e III . incisos. os ensinamentos decorrentes. em conformidade com o grau de instrução militar do interessado. IV .9 II . alíneas e números das leis. serão mencionados: I .o enquadramento que caracteriza a transgressão.publicação no boletim interno da OM.a classificação da transgressão. regulamentos. II . independentemente de prazo. VI . exceto no caso de advertência. comprovando o seu bom comportamento. se o punido estiver baixado.os artigos. expedido pelo juiz competente. A aplicação da punição disciplinar compreende: I . e III . ou ser proposta. Seção II Da Aplicação Art. II .a classificação do comportamento militar em que o punido permanecer ou ingressar. por qualquer outra autoridade com atribuição para excluir ou licenciar a bem da disciplina. VIII . permitindose. III . desde que não contenham alusões pessoais. convenções. § 3º Não devem constar da nota de punição comentários deprimentes ou ofensivos. V .a referência aos artigos.a reabilitação ex officio poderá ser determinada pela autoridade relacionada no inciso I do art. clara e precisa dos fatos.a determinação para posterior cumprimento. afastado do serviço ou à disposição de outras autoridades.a concessão será feita mediante requerimento do interessado. normas ou ordens que forem contrariados ou contra os quais tenha havido omissão. 10. § 2º No enquadramento. porém. IV . se for o caso. 34. ou causas de exclusão ou de justificação. com documento passado por autoridade policial do município de sua residência. como civil. e IX .o local para o cumprimento da punição disciplinar.a punição disciplinar imposta.as circunstâncias que configuram a transgressão. parágrafos. acrescida de outros detalhes relacionados com o comportamento do transgressor. a reabilitação estará condicionada à apresentação de documento comprobatório da reabilitação judicial. no caso de transgressões a outras normas do ordenamento jurídico. nos dois últimos anos que antecederam o pedido. com sentença transitada em julgado.elaboração de nota de punição. quando possível.quando o licenciamento ou a exclusão a bem da disciplina for decorrente de condenação criminal. II . de acordo com o modelo do Anexo II. bem como o número da relação do Anexo I no qual este se enquadra. relacionando-as às prescritas neste Regulamento.

na preservação da disciplina e que tem em vista o benefício educativo do punido e da coletividade. . § 2º Para fins de ampla defesa e contraditório. § 8º Caso. de acordo com os procedimentos adequados para cada situação. quando ficará arquivada no órgão designado pela Força. § 7º Quando a autoridade que aplicar a punição disciplinar não dispuser de boletim. de forma objetiva e direta. a publicação desta deverá ser feita. de contrapor-se às acusações que lhe são imputadas.adotar outras medidas necessárias ao esclarecimento dos fatos. serenidade e imparcialidade.ser ouvido. podendo ser em boletim ostensivo. V . que é formalizada pela admoestação verbal ao transgressor.utilizar-se dos recursos cabíveis. em princípio. II . § 5º A nota de punição será transcrita no boletim interno das OM subordinadas à autoridade que impôs a punição disciplinar. inclusive o direito de ser ouvido pela autoridade competente para aplicá-la. O julgamento e a aplicação da punição disciplinar devem ser feitos com justiça. Art. tal fato deverá ser registrado no respectivo formulário de apuração de transgressão disciplinar e publicado em boletim interno.ter oportunidade. A publicação da punição disciplinar imposta a oficial ou aspirante-a-oficial. por prazo que não ultrapasse setenta e duas horas. § 3º O militar poderá ser preso disciplinarmente. IV . exceto para o caso de advertência. mediante solicitação escrita. durante o processo de apuração da transgressão disciplinar. e VIII . § 6º A ficha disciplinar individual.produzir provas.obter cópias de documentos necessários à defesa. julgamento. e sem estarem os fatos devidamente apurados. 35. conforme modelo constante do Anexo VI.10 § 4º A publicação em boletim interno é o ato administrativo que formaliza a aplicação das punições disciplinares. no boletim do escalão imediatamente superior. se as circunstâncias ou a natureza da transgressão assim o recomendarem. para que o punido fique consciente e convicto de que ela se inspira no cumprimento exclusivo do dever. VI . 36. deve ser feita em boletim reservado. § 1º Nenhuma punição disciplinar será imposta sem que ao transgressor sejam assegurados o contraditório e a ampla defesa.ter conhecimento e acompanhar todos os atos de apuração. se necessário para a preservação do decoro da classe ou houver necessidade de pronta intervenção. aplicação e cumprimento da punição disciplinar. são direitos do militar: I . é um documento que deverá conter dados sobre a vida disciplinar do militar. III . Art. o eventual nãoacolhimento de alegações formuladas ou de provas apresentadas. da incorporação ao licenciamento ou à transferência para a inatividade. VII . acompanhando-o em caso de movimentação.ser informado de decisão que fundamente. venham a ser constatadas causas de exclusão ou de justificação. segundo a legislação. no momento adequado.

quando tiver conhecimento de fatos que recomendem este procedimento. são as previstas no Anexo III. ambas com ação disciplinar sobre o transgressor. 42. V . ao julgar uma transgressão. até a melhora do seu quadro clínico. devendo a respectiva decisão ser justificada e publicada em boletim. enfermaria ou dependência similar em sua OM.quando ocorrerem circunstâncias atenuantes e agravantes. Art. tomarem conhecimento da transgressão. dentro dos seguintes limites: a) para a transgressão leve.a punição disciplinar deve ser proporcional à gravidade da transgressão.a punição disciplinar não exime o punido da responsabilidade civil. de repreensão até a detenção disciplinar. II . A aplicação da punição classificada como “prisão disciplinar” somente pode ser efetuada pelo Comandante do Exército ou comandante. A anulação da punição disciplinar consiste em tornar sem efeito sua aplicação.na ocorrência de mais de uma transgressão. 39. Art. a cada uma deve ser imposta a punição disciplinar correspondente. concluir que a punição disciplinar a aplicar está além do limite máximo que lhe é autorizado. a punição disciplinar será aplicada conforme preponderem essas ou aquelas. e c) para a transgressão grave.havendo conexão. de advertência até dez dias de impedimento disciplinar. mas ficará. na área de sua competência.por uma única transgressão não deve ser aplicada mais de uma punição disciplinar. desde logo. Art. chefe ou diretor de OM. comunicará este entendimento à autoridade de menor nível. III . 10 deste Regulamento pode aplicar ao transgressor. poderá aplicar toda e qualquer punição disciplinar a que estão sujeitos os militares na ativa ou na inatividade. A punição disciplinar máxima. com ação sobre o transgressor. inclusive. 38. § 4º Quando uma autoridade. quando ocorrerem apenas circunstâncias atenuantes. e VII . devendo esta participar àquela a solução adotada. Art. 40. IV . a transgressão de menor gravidade será considerada como circunstância agravante da transgressão principal. convalescendo em hospital. bem como aquela a que este está sujeito. a aplicação da punição devida. 41. 37. compete a punição à de nível mais elevado. de prisão disciplinar até o licenciamento ou exclusão a bem da disciplina. Nenhum transgressor será interrogado ou punido em estado de embriaguez ou sob a ação de psicotrópicos. A aplicação da punição disciplinar deve obedecer às seguintes normas: I .11 Art. que cada autoridade referida no art.a punição disciplinar não pode atingir o limite máximo previsto nas alíneas do inciso I deste artigo. se a de maior nível entender que a punição disciplinar está dentro dos limites de competência da de menor nível. . § 2º Quando duas autoridades de níveis hierárquicos diferentes. § 3º Na hipótese do § 2º. § 1º O Comandante do Exército. Art. sem conexão entre si. VI . A punição disciplinar aplicada pode ser anulada. b) para a transgressão média. relevada ou atenuada pela autoridade para tanto competente. solicitará à autoridade superior.

nas alterações do militar e na ficha disciplinar individual. pela autoridade que a aplicou. metade da punição disciplinar. § 2º A autoridade que anular punição disciplinar comunicará o ato ao Órgão de Direção Setorial de Pessoal do Exército. nos termos do art. 45. pelo Comandante do Exército. A relevação de punição disciplinar consiste na suspensão de seu cumprimento e poderá ser concedida: I . 43. Art. e II . toda e qualquer anotação ou registro referente à sua aplicação. 10 deste Regulamento. independentemente do tempo a cumprir. ou II . 42 deste Regulamento deverá apresentar proposta fundamentada de anulação à autoridade competente. desde que se tenha cumprido. Art.12 § 1º A anulação da punição disciplinar deverá ocorrer quando for comprovado ter havido injustiça ou ilegalidade na sua aplicação. se assim recomendar o interesse da disciplina e da ação educativa do punido. ou por autoridade superior a esta. 34 deste Regulamento. a contar do término do cumprimento da punição disciplinar.até cinco anos. A autoridade que tomar conhecimento de comprovada ilegalidade ou injustiça na aplicação de punição disciplinar e não tiver competência para anulá-la ou não dispuser dos prazos referidos no § 2º do art. 44. durante o cumprimento de punição disciplinar. pelo menos. Seção III Do Cumprimento . Art. § 4º A anulação produz efeitos retroativos à data de aplicação da punição disciplinar. quando verificada a inadequação da punição aplicada. Art. será o punido posto em liberdade imediatamente. prevista no §6º do art. A atenuação da punição disciplinar poderá ocorrer. mediante decisão das autoridades competentes para anulação. § 2º A anulação poderá ocorrer nos seguintes prazos: I . 46. ou mesmo por critério de justiça. na cadeia de comando. a pedido ou de ofício.quando ficar comprovado que foram atingidos os objetivos visados com a sua aplicação. fazendo constar no espaço correspondente o número e a data do boletim que publicou a anulação. § 1º A eliminação de anotação ou registro de punição disciplinar anulada deverá ocorrer mediante substituição da folha de alterações que o consubstancia. A anulação de punição disciplinar deve eliminar. A atenuação da punição disciplinar consiste na transformação da punição proposta ou aplicada em outra menos rigorosa. Parágrafo único.em qualquer tempo e em qualquer circunstância. seguidos do nome e rubrica da autoridade expedidora deste boletim.por motivo de passagem de comando ou por ocasião de datas festivas militares. § 3º Ocorrendo a anulação.

LTIP ou punição disciplinar é atribuição do comandante do punido. ou afastamento inadiável da organização. a autoridade que puniu poderá solicitar à outra autoridade que determine o recolhimento do punido diretamente ao local designado. detenção ou prisão disciplinar. baixa a enfermaria ou a hospital. Parágrafo único. detido ou recolhido à prisão e termina quando for posto em liberdade. § 6º Comprovada a necessidade de LTSP. 50. Art. que publicar a aplicação da punição disciplinar. 48. § 1º Nenhum militar deve ser recolhido ao local de cumprimento da punição disciplinar antes da distribuição do boletim que publicar a nota de punição. O cumprimento da punição disciplinar por militar afastado totalmente do serviço. cabendo-lhe fixar as datas de seu início e término. por parte do militar cumprindo punição disciplinar de impedimento. § 2º A Licença Especial . Quando o local determinado para o cumprimento da punição disciplinar não for a própria OM do transgressor. incluindo-se na publicação do retorno a nova data em que o punido será colocado em liberdade. especificando-se as datas de início e término.LE e a Licença para Tratar de Interesse Particular . deverá requisitar a apresentação do transgressor para o cumprimento da punição disciplinar. 47. § 3º A interrupção ou o adiamento de LE. publicando-se a nota de punição em boletim interno. 49. que esteja à disposição ou a serviço de outra autoridade. tão logo seja possível. Parágrafo único. § 5º O cumprimento de punição disciplinar imposta a militar em gozo de Licença para Tratamento de Saúde Própria (LTSP) ou Licença para Tratamento de Saúde de Pessoa da Família (LTSPF) somente ocorrerá após a sua apresentação por término de licença. § 4º Quando a punição disciplinar anteceder a entrada em gozo de LE ou LTIP e o seu cumprimento estender-se além da data prevista para início da licença.LTIP serão interrompidas para cumprimento de punição disciplinar de detenção ou prisão disciplinar. § 1º O cumprimento da punição disciplinar será imediato nos casos de preservação da disciplina e de decoro da classe. da OM a que pertence o transgressor. até que cesse a causa da interrupção. CAPÍTULO IV DO COMPORTAMENTO MILITAR . LTSPF. Art. O início do cumprimento de punição disciplinar deve ocorrer com a distribuição do boletim interno. Tanto o afastamento quanto o retorno do punido ao local de cumprimento da punição disciplinar serão publicados no boletim interno. fica esta adiada até que o transgressor seja colocado em liberdade. será esta sustada pelo seu comandante.13 Art. Art. § 2º A contagem do tempo de cumprimento da punição disciplinar tem início no momento em que o punido for impedido. em caráter temporário. A autoridade que punir um subordinado seu. A suspensão da contagem do tempo de cumprimento da punição disciplinar tem início no momento em que o punido for retirado do local do cumprimento da punição disciplinar e término no retorno a esse mesmo local. somente deverá ocorrer após sua apresentação “pronto na organização militar”.

tendo sido condenada por crime doloso. no período de um ano de efetivo serviço tenha sido punida com mais de duas prisões disciplinares. b) quando. IV .mau: a) quando. com uma detenção disciplinar. passe doze anos de efetivo serviço sem sofrer qualquer punição disciplinar. houver cumprido os prazos previstos para a melhoria de comportamento de que trata o § 7º deste artigo. em cujo período somente serão computados os anos em que a praça estiver classificada nos comportamentos “bom” ou “ótimo”. tendo sido condenada criminalmente.ótimo: a) quando. passe dez anos de efetivo serviço sem sofrer qualquer punição disciplinar. . a contar do trânsito em julgado da sentença ou acórdão. no período de um ano de efetivo serviço.bom: a) quando. não tenha sofrido qualquer punição disciplinar. e c) quando.14 Art. e c) quando. e b) quando. II . e b) quando condenada por crime culposo ou doloso. § 1º O comportamento militar da praça deve ser classificado em: I .excepcional: a) quando no período de nove anos de efetivo serviço. b) quando. no período de dois anos de efetivo serviço. mesmo que lhe tenha sido concedida a reabilitação judicial. mesmo que lhe tenha sido concedida a reabilitação judicial. mesmo que lhe tenha sido concedida a reabilitação judicial. III . Neste período somente serão computados os anos em que a praça estiver classificada nos comportamentos “bom” ou “ótimo”. mesmo que lhe tenha sido concedida a reabilitação judicial. tenha sido punida com a pena de até uma detenção disciplinar. no período de cinco anos de efetivo serviço. após transitada em julgado a s entença. após transitada em julgado a sentença. no máximo. punida. punida. sob o ponto de vista disciplinar. ou “ótimo”. até que satisfaça as condições para a mudança de comportamento de que trata o § 7º deste artigo. e b) quando. houver cumprido os prazos previstos para a melhoria de comportamento de que trata o § 7º deste artigo. mantendo os comportamentos “bom”. passe oito anos de efetivo serviço. após transitada em julgado a sentença. 51. após transitada em julgado a sentença. tenha sido punida com a pena de até duas prisões disciplinares. contados a partir do comportamento “bom”. ainda. tendo sido condenada por crime culposo.insuficiente: a) quando. passe seis anos de efetivo serviço. tenha sido punida com duas prisões disciplinares ou. contados a partir do comportamento “bom”. tendo sido condenada por crime doloso. V . O comportamento m ilitar da praça abrange o seu procedimento civil e militar. com uma detenção disciplinar. contados a partir do comportamento “bom”. após transitada em julgado a sentença. tendo sido condenada por crime culposo. mesmo que lhe tenha sido concedida a reabilitação judicial. tendo sido condenada criminalmente. após transitada em julgado a sentença. quando no período de dois anos tenha sido punida com mais de duas prisões disciplinares. no máximo. mesmo que lhe tenha sido concedida a reabilitação judicial.

§ 10. e IV . a praça será classificada no comportamento “bom”. III . por meio de “nota de reclassificação de comportamento”. § 6º A praça condenada por crime ou punida com prisão disciplinar superior a vinte dias ingressará. 63 deste Regulamento e obedecer aos seguintes prazos e condições: I . deste Regulamento. § 7º A melhoria de comportamento é progressiva. para fins de classificação de comportamento. § 4º Para os efeitos deste artigo. cujo cargo seja privativo de oficial-general. obedecidas às disposições deste Capítulo. e II .do “insuficiente” para o “bom”: a) punição disciplinar: um ano de efetivo serviço sem punição. nos casos de punição disciplinar. contados a partir do comportamento “insuficiente”. deverá ser observada a prescrição constante do inciso I do § 1º deste artigo. deverá ser observada a prescrição constante do inciso II do § 1º deste artigo. é estabelecida a seguinte equivalência de punição: I . b) crime culposo: dois anos de efetivo serviço sem punição.do “ótimo” para o “excepcional”.do “mau” para o “insuficiente”: a) punição disciplinar: dois anos de efetivo serviço. 10. ao comandante da própria OM. devendo observar o disposto no art. e c) crime doloso: três anos de efetivo serviço sem punição.requerimento do interessado. automaticamente. contado a partir do comportamento “insuficiente”. equiparada a uma prisão. b) crime culposo: dois anos e seis meses de efetivo serviço. caso contrário. no comportamento “mau”. contados a partir do comportamento “insuficiente”. sem punição. sem punição.solicitação do interessado ao comandante imediato.do “bom” para o “ótimo”. § 3º Ao ser incorporada ao Exército. uma vez decorridos os prazos citados no § 7º deste artigo.uma prisão disciplinar equipara-se a duas detenções disciplinares. mediante: I . sem punição. e c) crime doloso: três anos de efetivo serviço. se esta for comandada por oficial-general. e II . e necessariamente publicadas em boletim. § 9º A reclassificação dar-se-á na data da publicação do despacho da autoridade responsável. § 8º A reclassificação do comportamento far-se-á em boletim interno da OM. .15 § 2º A classificação. II . quando se tratar de pena criminal. reclassificação e melhoria de comportamento são da competência das autoridades discriminadas nos incisos I e II do art.uma detenção disciplinar equivale a duas repreensões. § 5º A advertência e o impedimento disciplinar não serão considerados para fins de classificação de comportamento. o requerimento deve ser dirigido ao comandante da OM enquadrante. A condenação de praça por contravenção penal é.

tratar de caso específico. § 3º O recurso disciplinar deverá: I . ou julgue subordinado seu.fundamentar-se em argumentos. II . contados a partir do dia imediato ao que tomar conhecimento. São cabíveis: I . sucessivamente. Art. § 1º O recurso disciplinar será dirigido. prejudicado. 53. § 4º O despacho exarado no requerimento de pedido de reconsideração de ato será publicado em boletim interno. a contar do dia imediato ao que tomar conhecimento oficialmente da decisão recorrida.não atendimento a formalidades previstas em instruções baixadas pelo Comandante do Exército. da publicação da decisão da autoridade em boletim interno. III . não podendo ser renovado. oficialmente. § 3º O requerimento com pedido de reconsideração de ato de que trata este artigo deverá ser decidido no prazo máximo de dez dias úteis. Parágrafo único. § 2º O militar punido tem o prazo de cinco dias úteis. Art. § 1º Da decisão do Comandante do Exército só é admitido o pedido de reconsideração de ato a esta mesma autoridade. Cabe pedido de reconsideração de ato à autoridade que houver proferido a primeira decisão.cingir-se aos fatos que o motivaram. e II . à autoridade imediatamente superior à que tiver proferido a decisão e. . para requerer a reconsideração de ato.recurso disciplinar.inobservância dos incisos II. § 2º O recurso disciplinar de que trata este artigo poderá ser apresentado no prazo de cinco dias úteis. às demais autoridades. em escala ascendente. III e IV do § 3º. observado o canal de comando da OM a que pertence o recorrente. 52.pedido de reconsideração de ato. provas ou documentos comprobatórios e elucidativos. até o Comandante do Exército. e II . iniciado a partir do dia imediato ao do seu protocolo na OM de destino. § 4º Nenhuma autoridade poderá deixar de encaminhar recurso disciplinar sob argumento de: I . 54. por intermédio de requerimento.16 CAPÍTULO V RECURSOS E RECOMPENSAS Seção I Dos Recursos Disciplinares Art. e IV .ser feito individualmente. ofendido ou injustiçado por superior hierárquico tem o direito de recorrer na esfera disciplinar. O militar que se julgue. É facultado ao militar recorrer do indeferimento de pedido de reconsideração de ato e das decisões sobre os recursos disciplinares sucessivamente interpostos.

Art. ao pundonor militar ou ao decoro da classe. II . § 1º O militar de que trata o caput permanecerá na guarnição onde serve. Seção II Do Cancelamento de Registro de Punições Art. poderá ser afastado da subordinação direta da autoridade contra quem formulou o recurso disciplinar. cabendo a esta mandar arquivá-lo e publicar sua decisão. Art. 56. mediante solicitação desta ou do militar recorrente. Poderá ser concedido ao militar o cancelamento dos registros de punições disciplinares e outras notas a elas relacionadas. desde que satisfaça a todas as condições abaixo: I . a punição aplicada poderá ser atenuada. salvo a existência de fato que nela contra-indique sua permanência. O recurso disciplinar que contrarie o prescrito neste Capítulo será considerado prejudicado pela autoridade a quem foi destinado.ter o requerente conceito favorável de seu comandante.ter o requerente completado. fundamentada. objeto da punição. no prazo de três dias úteis a contar do dia seguinte ao do seu protocolo na OM. 55.17 § 5º O recurso disciplinar será encaminhado por intermédio da autoridade a que estiver imediatamente subordinado o requerente. sem qualquer punição: a) seis anos de efetivo serviço. O cancelamento dos registros de punição disciplinar pode ser concedido ao militar que o requerer. até que seja ele julgado. Se apenas em parte.não ser a transgressão. cancelada em caráter excepcional ou relevada. em suas alterações e na ficha disciplinar individual. procedendo ou mandando proceder às averiguações necessárias para decidir a questão. a punição disciplinar será anulada e tudo quanto a ela se referir será cancelado. atentatória à honra pessoal. em boletim. A tramitação de recursos disciplinares deve ter tratamento de urgência em todos os escalões. e . Parágrafo único. Art. 58.ter o requerente bons serviços prestados. observando-se o canal de comando e o prazo acima mencionado até o destinatário final. 59. III . 57. comprovados pela análise de suas alterações. § 2º O afastamento será efetivado pela autoridade imediatamente superior à recorrida. § 7º A decisão do recurso disciplinar será publicada em boletim interno. Parágrafo único. Art. se necessário para preservação da hierarquia e disciplina. O militar que requerer reconsideração de ato. § 6º A autoridade à qual for dirigido o recurso disciplinar deve solucioná-lo no prazo máximo de dez dias úteis a contar do dia seguinte ao do seu recebimento no protocolo. e IV . a contar do cumprimento da punição de prisão disciplinar a cancelar. Se o recurso disciplinar for julgado inteiramente procedente.

quando se tratar de crime doloso. para quaisquer fins de carreira. § 3º A autoridade que conceder o cancelamento da punição disciplinar deverá comunicar tal fato ao Órgão de Direção Setorial de Pessoal do Exército. ou proceder de acordo com o § 7º do art. exercido por oficial-general.ao Comandante da OM. § 7º O impedimento disciplinar será cancelado.18 b) quatro anos de efetivo serviço. decorridos dois anos de sua aplicação. deverá ser fundamentado com fatos que possam justificar plenamente a excepcionalidade da medida requerida ou proposta. § 1º O cancelamento das punições disciplinares interfere nas mudanças de comportamento previstas no § 7º do art. 34 deste Regulamento. 59 deste Regulamento. para cancelar. Art. a contar do cumprimento da punição de repreensão ou detenção disciplinar a cancelar. quando do encaminhamento da documentação à apreciação da autoridade mencionada neste artigo. O militar entregará à OM a que estiver vinculado a folha de alterações que contenha a punição ou registro a ser cancelado. § 4º O cancelamento concedido não produzirá efeitos retroativos. 62. devem constar no boletim interno da OM. § 6º O cancelamento dos registros criminais será efetuado mediante a apresentação da competente reabilitação judicial: I . Parágrafo único. A entrada de requerimento solicitando cancelamento dos registros de punição disciplinar. . bem como a solução a ele dada. independentemente das condições enunciadas no art. quando instruído com requerimento ou proposta. por ocasião da conclusão do curso.ao comando enquadrante da OM. § 5º As punições escolares poderão ser canceladas. nos pareceres das autoridades da cadeia de comando. obrigatoriamente. independentemente de requerimento ou tempo de serviço sem punição. § 9º A competência para cancelar punições não poderá ser delegada. por ser verbal. devendo ser ratificada ou não. quando se tratar de crime culposo. § 2º As autoridades competentes para anular punições disciplinares o são. justificadamente. O cancelamento dos registros de punições disciplinares com base neste artigo. a critério do comandante do estabelecimento de ensino. § 8º A advertência. 51 deste Regulamento. Art. ou II . 60. decorrido um ano de sua aplicação. independentemente de requerimento. também. 61. O Comandante do Exército pode cancelar um ou todos os registros de punições disciplinares de militares sujeitos a este Regulamento. Art. será cancelada independentemente de requerimento.

que isenta o militar de todos os trabalhos da OM. Art. que devem ser especificados na concessão.as dispensas do serviço. 63. As dispensas do serviço. e II . contadas de boletim a boletim e a sua publicação deve ser feita. são recompensas militares: I . 10 deste Regulamento obedecidos aos universos de atuação nele contidos. O elogio é individual e a referência elogiosa pode ser individual ou coletiva. como recompensa.dispensa parcial do serviço. para ser gozada fora da guarnição. quando isenta de alguns trabalhos. Art. 66. Art. § 1º A dispensa total do serviço. inclusive os de instrução. As contagens dos prazos estipulados para a mudança de comportamento e o cancelamento de registros começa a partir da data: I . § 3º Os elogios e as referências elogiosas individuais serão registrados nos assentamentos dos militares. § 1º O elogio somente deverá ser formulado a militares que se tenham destacado em ação meritória ou quando regulado em legislação específica. ou II . como recompensa. ou pena criminal.do cumprimento do último dia de cada detenção disciplinar. § 4º As autoridades que possuem competência para conceder elogios e referências elogiosas são as especificadas no art.o elogio e a referência elogiosa. a ser cancelada. Seção III Das Recompensas Art. e II . no mínimo. 67. podem ser: I . salvo por motivo de força maior. Art. Além de outras previstas em leis e regulamentos especiais. 64. no decorrer de um ano civil. vinte e quatro horas antes de seu início. 65. sem generalizações e adjetivações desprovidas de real significado.19 Parágrafo único. sóbria. fica subordinada às mesmas normas de concessão de férias.dispensa total do serviço. § 2º A descrição do fato ou fatos que motivarem o elogio ou a referência elogiosa deve precisar a atuação do militar em linguagem sucinta. nos casos de repreensão.da publicação. A concessão de dispensa do serviço. obedecerá à seguinte gradação: . prisão disciplinar. devendo a autoridade que suprimir o registro informar esse ato ao referido Órgão. As recompensas constituem reconhecimento aos bons serviços prestados por militares. Os procedimentos a serem adotados pela OM encarregada de eliminar o registro da punição cancelada serão definidos pelo Órgão de Direção Setorial de Pessoal do Exército. Parágrafo único. como convém ao estilo castrense. § 2º A dispensa total do serviço é regulada por período de vinte e quatro horas.

exceto os especificados no inciso I. orientação e aplicação deste Regulamento. de 20 de março de 1989. os prazos estabelecidos e os reflexos que tais atos têm na situação e acesso do pessoal militar. 351. o funcionamento e o julgamento dos conselhos de justificação e conselhos de disciplina obedecerão a legislação específica. considerando as normas. 1. julgar recursos ou conceder recompensas. no prazo de quatro dias úteis.847. Art. Art. 71.608. Ficam revogados os Decretos nº 90. A instalação. esta deve ser feita. de 4 de dezembro de 1984. O Comandante do Exército poderá baixar instruções complementares que se fizerem necessárias à interpretação. restringir ou ampliar as recompensas concedidas por si ou por seus subordinados as autoridades discriminadas nos incisos I e II do art. de 15 de dezembro de 1999. 73 Este Decreto entra em vigor após decorridos sessenta dias de sua publicação oficial. 68. § 2º O Comandante do Exército tem competência para conceder dispensa do serviço aos militares do Exército. 97. Art. de 23 de novembro de 1995. Art. § 1º A competência de que t rata este artigo não vai além dos subordinados que se acham inteiramente sob a jurisdição da autoridade que conceda a recompensa. e demais militares que exerçam funções de oficiais-generais: até quinze dias.504. em boletim. Art. CAPÍTULO VI DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. de 21 de novembro de 1991.o Chefe do Estado-Maior do Exército. de 20 de novembro de 1998 e 3.715. Quando a autoridade que conceder a recompensa não dispuser de boletim para a sua publicação. consecutivos ou não. O ato de que trata o caput deverá ser justificado. 69. como recompensa. mediante solicitação escrita. de 10 de setembro de 1997.o chefe de estado-maior.288. 74. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Geraldo Magela da Cruz Quintão . e IV . os comandantes das demais OM com autonomia administrativa e os daquelas cujos cargos sejam privativos de oficial superior: até oito dias. o chefe de gabinete. consecutivos ou não. consecutivos ou não. 70. os chefes dos órgãos de direção setorial e de assessoramento e os comandantes militares de área: até vinte dias. 2.578. o comandante de unidade. consecutivos ou não.os oficiais-generais.as demais autoridades competentes para aplicar punições: até quatro dias.654. devem difundir prontamente a informação dos seus atos aos órgãos interessados. de 3 de outubro de 1995. consecutivos ou não. até o máximo de trinta dias.20 I .10 deste Regulamento. por ano civil. 1. 72. Parágrafo único. 26 de agosto de 2002. Art. III . Brasília. II . 2.324. 181º da Independência e 114º da República. de 22 de junho de 1987. 94. As autoridades com competência para aplicar punições. São competentes para anular. no da autoridade a que estiver subordinado.

U. de 27.O.2002 .21 Este texto não substitui o publicado no D.8.

Desrespeitar. dirigindo para autoridade incompetente. 4. 5. Deixar de comunicar. Trabalhar mal. administrativa ou policial. ressalvado o caso em que não for possível obter elementos para tal. 13. quando se julgar suspeito ou impedido de providenciar a respeito. 6. Apresentar parte ou recurso suprimindo instância administrativa. 10. ao superior a execução de ordem recebida. 9. na esfera de suas atribuições. 15. ao superior imediato. ao conhecimento de autoridade competente. 3. 2. Não levar falta ou irregularidade que presenciar. 7. ou de que tiver ciência e não lhe couber reprimir. ou para isso concorrer. as determinações constantes da missão recebida. 19. por imperícia. salvo na ocorrência das circunstâncias de justificação previstas neste Regulamento. Deixar de instruir.ANEXO I RELAÇÃO DE TRANSGRESSÕES 1. imprudência ou negligência. Faltar à verdade ou omitir deliberadamente informações que possam conduzir à apuração de uma transgressão disciplinar. . Deixar de encaminhar à autoridade competente. Causar ou contribuir para a ocorrência de acidentes no serviço ou na instrução. processo que lhe for encaminhado. em qualquer serviço ou instrução. ocorrência no âmbito de suas atribuições. Deixar de punir o subordinado que cometer transgressão. o pundonor militar ou o decoro da classe. 11. Disparar arma por imprudência ou negligência. retardar ou prejudicar medidas de cumprimento ou ações de ordem judicial. Dificultar ao subordinado a apresentação de recurso. cuja violação afete os preceitos da hierarquia e disciplina. Retardar o cumprimento. na linha de subordinação e no mais curto prazo. Deixar de cumprir ou alterar. 8. tão logo possível. 14. sem justo motivo. repetindo requerimento já rejeitado pela mesma autoridade ou empregando termos desrespeitosos. ou para retardar a sua execução. 17. Concorrer para a discórdia ou a desarmonia ou cultivar inimizade entre militares ou seus familiares. 16. Aconselhar ou concorrer para que não seja cumprida qualquer ordem de autoridade competente. 12. recurso ou documento que receber elaborado de acordo com os preceitos regulamentares. 18. se não for da sua alçada a solução. no mais curto prazo. a ética militar. 20. ou qualquer outra determinação escrita ou verbal. deixar de cumprir ou de fazer cumprir norma regulamentar na esfera de suas atribuições. Utilizar-se do anonimato. desde que não haja tipificação como crime ou contravenção penal. Deixar de comunicar a tempo. Deixar de cumprir prescrições expressamente estabelecidas no Estatuto dos Militares ou em outras leis e regulamentos. 21. Deixar de exercer autoridade compatível com seu posto ou graduação. Simular doença para esquivar-se do cumprimento de qualquer dever militar. a honra pessoal. intencionalmente ou por falta de atenção.

Assumir compromissos. após devidamente admoestado por seu Comandante. prestar declarações ou divulgar informações. . 31. nos prazos regulamentares. Portar-se de maneira inconveniente ou sem compostura. Deixar de participar em tempo. material ou animal da União ou documentos oficiais. Freqüentar lugares incompatíveis com o decoro da sociedade ou da classe. realizar tiros de salva. 42. 39. ou pelo de seus comandados. bens da União ou material cuja comercialização seja proibida. Deixar de tomar providências cabíveis. 41. sem justo motivo.2 22. 34. medidas contra qualquer irregularidade de que venha a tomar conhecimento. 25. logo que souber da interrupção. Portar a praça armamento militar sem estar de serviço ou sem autorização. Não atender. 36. Não atender à obrigação de dar assistência à sua família ou dependente legalmente constituídos. 24. transações pecuniárias envolvendo assunto de serviço. 27. 28. na esfera de suas atribuições. 43. Não ter pelo preparo próprio. que afete o bom nome da Instituição. da sede da organização militar onde serve. em nome da corporação ou da unidade que comanda ou em que serve. sem estar devidamente autorizado. Fazer diretamente. ou concorrer para tal. à autoridade imediatamente superior. 23. içar ou arriar a Bandeira Nacional ou insígnias. Deixar de apresentar-se. Não se apresentar ao fim de qualquer afastamento do serviço ou. junto à sociedade. 44. Representar a organização militar ou a corporação. Faltar ou chegar atrasado. à observação de autoridade superior no sentido de satisfazer débito já reclamado. ou por intermédio de outrem. a dedicação imposta pelo sentimento do dever. em qualquer ato. 40. do local do serviço ou de outro qualquer em que deva encontrar-se por força de disposição legal ou ordem. sem a devida autorização. sem justo motivo. Deixar de providenciar a tempo. com relação ao procedimento de seus dependentes. nos casos de comissão ou serviço extraordinário para os quais tenha sido designado. serviço ou instrução de que deva participar ou a que deva assistir. de que trata o Estatuto dos Militares. à OM para a qual tenha sido transferido ou classificado e às autoridades competentes. Não zelar devidamente. ainda. danificar ou extraviar por negligência ou desobediência das regras e normas de serviço. fazer sinais regulamentares. 35. que estejam ou não sob sua responsabilidade direta. 37. Executar toques de clarim ou corneta. 30. sem ordem para tal. 29. Esquivar-se de satisfazer compromissos de ordem moral ou pecuniária que houver assumido. estabelecidos no Estatuto dos Militares. a impossibilidade de comparecer à OM ou a qualquer ato de serviço para o qual tenha sido escalado ou a que deva assistir. a qualquer ato. instruendos ou educandos. Ter pouco cuidado com a apresentação pessoal ou com o asseio próprio ou coletivo. Ausentar-se. por negligência. sem autorização. Realizar ou propor empréstimo de dinheiro a outro militar visando auferir lucro. afetando o bom nome da Instituição. 26. Permutar serviço sem permissão de autoridade competente ou com o objetivo de obtenção de vantagem pecuniária. 33. 38. 32. Contrair dívida ou assumir compromisso superior às suas possibilidades.

68. Disseminar boatos no interior de OM ou concorrer para tal. sem autorização de autoridade competente. Conversar ou fazer ruídos em ocasiões ou lugares impróprios quando em serviço ou em local sob administração militar. sem para isso estar autorizado por sua função ou por autoridade competente. indevidamente. Dar conhecimento de atos. Consentir. dados ou assuntos militares a quem deles não deva ter ciência ou não tenha atribuições para neles intervir. Publicar ou contribuir para que sejam publicados documentos. fardado. documentos. 65. Conversar. .3 45. por qualquer veículo de comunicação. de subordinado que a ela compareça em traje ou uniforme diferente do determinado. Discutir ou provocar discussão. 49. Deixar o superior de determinar a saída imediata de solenidade militar ou civil. Manifestar-se. a respeito de assuntos de natureza político-partidária. exceto se devidamente autorizado. voluntariamente. distintivo ou condecoração. 57. Comparecer o militar da ativa. Deixar alguém conversar ou entender-se com preso disciplinar. mal uniformizado. 66. 54. fatos ou assuntos militares que possam concorrer para o desprestígio das Forças Armadas ou que firam a disciplina ou a segurança destas. 50. Apresentar-se. 64. em discussão a respeito de assuntos de natureza político-partidária ou religiosa. pelas ruas ou logradouros públicos. sem permissão da autoridade competente. bem como. em área militar ou sob jurisdição militar. vigia. Sobrepor ao uniforme insígnia ou medalha não regulamentar. vigia ou plantão da hora. 53. sem uniforme. 69. plantão ou preso disciplinar. o militar da ativa. vigia ou plantão da hora. 46. quando de sentinela. 67. Fumar em lugar ou ocasião onde seja vedado. 58. Transitar o soldado. 60. durante o expediente. Provocar ou fazer-se causa. Ser indiscreto em relação a assuntos de caráter oficial cuja divulgação possa ser prejudicial à disciplina ou à boa ordem do serviço. 61. quando exercendo função de sentinela. medalha ou condecoração que lhe tenha sido outorgada. uniforme inadequado. publicamente. em via pública. a qualquer atividade. contrariando o Regulamento de Uniformes do Exército ou normas a respeito. Conversar com sentinela. 51. Tomar parte. a f ormação de grupo ou a permanência de pessoa junto a seu posto. distrair-se. sem que esteja autorizado. Usar o militar da ativa. 52. em manifestações de natureza político-partidária. Recusar ou devolver insígnia. o cabo ou o taifeiro. Tomar parte. 48. Consentir que preso disciplinar conserve em seu poder instrumentos ou objetos não permitidos. Usar de força desnecessária no ato de efetuar prisão disciplinar ou de conduzir transgressor. 62. sentar-se ou fumar. em área militar ou sob jurisdição militar. 63. com o uniforme alterado ou em trajes em desacordo com as disposições em vigor. Tomar parte em jogos proibidos ou em jogos a dinheiro. 56. em traje ou uniforme diferente do determinado. sobre assuntos políticos ou militares. 55. em qualquer situação. de alarme injustificável. 59. 47.

à mesa em que estiver superior hierárquico. Deixar o subtenente. neste último caso desde que o conheça. as convenções sociais. 74. ressalvadas as situações em que houver lugar marcado ou em que as convenções sociais assim não o indiquem. Deixar. 89. ou dela sair. 71. judicial ou administrativa. sem prévio conhecimento. aeronave. de procurar o comandante ou o oficial de maior precedência hierárquica. Entrar em qualquer OM. fora das horas de expediente. ou de saudá-lo de acordo com as normas regulamentares. Deixar. 85. Desrespeitar. embarcação ou animal. o militar. Deixar de se identificar quando solicitado por militar das Forças Armadas em serviço ou em cumprimento de missão. 72. deliberadamente. 79. de dar ciência da sua presença ao oficial-de-dia e. consideração e cordialidade ao superior hierárquico. sargento. quando estiver sentado. estando ou não fardado. de cumprimentar superior hierárquico. autorização ou ordem da autoridade competente. Deixar o oficial ou aspirante-a-oficial. 76. estaduais. 80. por lugar que não seja para isso designado. 77. Desrespeitar corporação judiciária militar ou qualquer de seus membros. com objeto ou embrulho. desde que não seja o respectivo chefe ou sem a devida ordem e a expressa declaração de motivo. Desconsiderar ou desrespeitar autoridade constituída. Desrespeitar regras de trânsito. ou mesmo deles servir-se. o taifeiro. Deixar de portar a identidade militar. material. Entrar ou permanecer em dependência da OM onde sua presença não seja permitida. 86. Deixar o comandante da guarda ou responsável pela segurança correspondente. sem permissão ou ordem. em público. 78. sejam a isso obrigados. 84. ou dela sair. em seguida. de corresponder a cumprimento de subordinado. ou ainda permanecer no seu interior o cabo ou soldado usando traje civil. ao entrar em organização militar onde não sirva. 91. Abrir ou tentar abrir qualquer dependência de organização militar. salvo os oficiais ou sargentos que. de apresentar-se ao oficial-de-dia ou a seu substituto legal. Entrar em qualquer OM. 90. Entrar ou sair da OM. deixando de oferecer-lhe seu lugar. Faltar. . sem ordem do responsável ou proprietário. salvo em situações de emergência. bem como em qualquer lugar onde a entrada lhe seja vedada. com o respeito devido aos símbolos nacionais. viatura.4 70. cabo ou soldado. taifeiro. Deixar. uniformizado ou não. medidas gerais de ordem policial. ao entrar em OM onde não sirva. 92. de demonstrar respeito. depois da revista do recolher. sem obediência às normas regulamentares. municipais e militares. Adentrar o militar. 83. Adentrar ou tentar entrar em alojamento de outra subunidade. para cumprimentá-lo. por ação ou omissão. Sentar-se. 81. 73. sem a devida permissão da autoridade competente. Apresentar-se a superior hierárquico ou retirar-se de sua presença. 88. sem autorização do comandante da guarda ou de autoridade equivalente. sem a devida autorização. por suas funções. deliberadamente. o cabo ou o soldado. em aposentos destinados a superior ou onde este se ache. 87. de cumprir as prescrições regulamentares com respeito à entrada ou permanência na OM de civis ou militares a ela estranhos. Retirar ou tentar retirar de qualquer lugar sob jurisdição militar. 93. Entrar ou sair de OM com tropa. 82. 75.

104. material inflamável. seja de caráter reivindicatório ou político. promover ou tomar parte em qualquer manifestação coletiva. com outro militar. para atender a interesse próprio. de reivindicação coletiva ou de crítica a autoridades constituídas ou às suas atividades. 112. Autorizar.5 94. fardamento. por atos. 97. salvo ordem ou outras normas em contrário. armas. sem conhecimento ou permissão da autoridade competente. 103. os costumes ou as instituições nacionais ou do país estrangeiro em que se encontrar. Aceitar qualquer manifestação coletiva de seus subordinados. alimentação. dirigido a autoridade civil. Deixar o oficial ou aspirante-a-oficial. por atos. promover. desconsiderar ou procurar desacreditar outro militar. salvo ordem ou outras normas em contrário. 109. 95. diariamente. sobre assunto da alçada da administração do Exército. 96. seja de crítica ou de apoio a ato de superior hierárquico. Exercer a praça. diariamente. Induzir ou concorrer intencionalmente para que outrem incida em transgressão disciplinar. . filmes ou meios eletrônicos que atentem contra a disciplina ou a moral. 113. introduzir ou distribuir. 101. documentos coletivos ou publicações de qualquer tipo. 100. em área militar ou sob jurisdição militar. estampas. desafiar. Deixar o subtenente ou sargento. tão logo seus afazeres o permitam. ter em seu poder ou introduzir. gestos ou palavras. Recusar-se a receber vencimento. exceto quando o cargo ocupado o exigir. com exceção das demonstrações íntimas de boa e sã camaradagem e com consentimento do homenageado. Censurar ato de superior hierárquico ou procurar desconsiderá-lo seja entre militares. com exceção das demonstrações íntimas de boa e sã camaradagem e com consentimento do homenageado. assinar representações. inclusive luta corporal. Autorizar. salvo quando devidamente autorizado. habitualmente. material ou documento que tenha solicitado oficialmente. referir-se ou responder de maneira desatenciosa a superior hierárquico. de apresentar-se ao comandante ou ao substituto legal imediato da OM onde serve. 98. qualquer atividade comercial ou industrial. Ofender. dirigir-se. Autorizar. 105. substâncias ou instrumentos proibidos. Promover ou envolver-se em rixa. explosivos. com finalidade política. de qualquer natureza. 110. Recusar-se a receber equipamento. Ter em seu poder. bebida alcoólica ou com efeitos entorpecentes. mesmo entre civis. 108. seja entre civis. 99. tão logo seus afazeres o permitam. em área militar ou sob a jurisdição militar. Desacreditar. publicações. Comparecer a qualquer ato de serviço em estado visível de embriaguez ou nele se embriagar. em área militar ou sob a jurisdição militar. 106. equipamento ou material que lhe seja destinado ou deva ficar em seu poder ou sob sua responsabilidade. provocar. Falar. Ofender a moral. para cumprimentá-lo. Ter em seu poder ou introduzir. promover ou assinar petição ou memorial. quando na ativa. língua estrangeira em OM ou em área de estacionamento de tropa. Fazer uso. 107. 111. gestos ou palavras. ressalvadas as permitidas pelo Estatuto dos Militares. 102. de apresentar-se ao seu comandante de subunidade ou chefe imediato.

.. do art. tudo do RDE. Esqd por ter sido encontrado no interior do quartel em estado de embriaguez.......... fica detido disciplinarmente por 8 (oito) dias........ (número 110 do Anexo I.... fica preso disciplinarmente por 21 (vinte e um) dias... do art. .. fica preso disciplinarmente por 15 (quinze) dias...... Cia por ter faltado à verdade quando inquirido pelo Cap . . com a agravante da letra “a”. ... 20.... da. do inciso VI... no dia. e a atenuante do inciso I..... ingressa no “comportamento mau”. [nome completo do militar].. do corrente (número 48 do Anexo I. Cia por ter chegado atrasado.... transgressão grave). do....... ao primeiro tempo de instrução de 20 do corrente (número 26 do Anexo I.. sem justo motivo.. [nome completo do militar].. à autoridade que aplicar a punição caberá solicitar sua publicação no boletim daquela a que estiver subordinado.. 19. permanece no “comportamento bom”.. com a agravante do inciso III....... transgressão leve).. do art.. da.......... . tudo do RDE.. ingressa no “comportamento mau”. do. do art.... tudo do RDE....... Cia por ter usado de força desnecessária no ato de efetuar a prisão do Soldado .O Cabo número. transgressão grave)... no dia.O Soldado número.. transgressão média).[nome completo do militar].... 20. 19... do inciso VI. com a agravante da letra “c”. do corrente (número 1 do Anexo I.......O Cabo número. 19.. do art. [nome completo do militar].. da... ingressa no “comportamento insuficiente”........... com as atenuantes dos incisos I e II... e a atenuante do inciso I. fica repreendido. no dia... do art. 20. Observação: não dispondo de boletim.. tudo do RDE.. ...ANEXO II MODELO DE NOTA DE PUNIÇÃO ..O Soldado número..

comandante de unidade incorporada. que podem aplicar as autoridades definidas nos itens I. chefe ou diretor. chefe ou diretor de OM. 10 e a que estão sujeitos os transgressores Chefe do EME. II e § 1º do art. subcmt e subdiretor 20 dias de detenção disciplinar 20 dias de detenção disciplinar 20 dias de detenção disciplinar Comandante das demais subunidades ou de elemento destacado com efetivo menor que subunidade POSTOS E GRADUAÇÕES outras punições a que estão sujeitos Oficiais de carreira da ativa Oficiais da reserva. serviço e assessoria. cabos e soldados da ativa Aspirantes-a-oficial e subtenentes da Res Rem ou reformados 30 dias de prisão disciplinar 30 dias de prisão disciplinar (3) 20 dias de prisão disciplinar 20 dias de prisão disciplinar (3) 30 dias de detenção disciplinar 30 dias de detenção disciplinar 30 dias de detenção disciplinar 15 dias de prisão disciplinar 15 dias de prisão disciplinar (3) 30 dias de prisão disciplinar 30 dias de prisão disciplinar ou licenciamento a bem da disciplina (1) 30 dias de prisão disciplinar (3) 25 dias de detenção disciplinar 25 dias de detenção disciplinar 25 dias de detenção disciplinar repreensão 8 dias de detenção disciplinar 20 dias de detenção disciplinar o oficial da reserva nãoremunerada. taifeiros. chefes dos órgãos de direção setorial e de assessoramento e comandante militar de área Comandante. seção. cujo cargo seja privativo de oficial superior e Cmt das demais OM com autonomia administrativa Chefe de estadomaior.ANEXO III Quadro de Punições Máximas. chefe de divisão. chefe de Gab. convocados ou mobilizados Oficiais da Res Rem ou reformados Aspirantes-a-oficial e subtenentes da ativa Sargentos. ajudante-geral. pode ser licenciado a bem da disciplina exclusão a bem da disciplina (2) 30 dias de prisão disciplinar 30 dias de prisão disciplinar ou licenciamento a bem da disciplina (1) exclusão a bem da disciplina (2) 30 dias de prisão disciplinar (3) - - - - . quando convocado. cujo cargo seja privativo de oficial-general Demais ocupantes de cargos privativos de oficial-general Comandante. referidas no art. escalão regional. não privativos de oficial-general Subchefe de estado-maior. 40.

2 Sargentos. cabos e soldados da Res Rem ou reformados Cadetes e alunos da EsPCEx Alunos de órgão de formação de sargentos Alunos de órgão de formação de oficial da reserva Alunos de órgão de formação de reservistas 30 dias de prisão disciplinar (3) - 30 dias de prisão disciplinar (3) - - .Exclusão a bem da disciplina (2) .Punições estabelecidas nos regulamentos específicos das organizações a que pertencem licenciamento a bem da disciplina 30 dias de detenção disciplinar licenciamento a bem da disciplina 25 dias de detenção disciplinar 20 dias de detenção disciplinar 8 dias de detenção disciplinar licenciamento a bem da disciplina 30 dias de detenção disciplinar licenciamento a bem da disciplina 25 dias de detenção disciplinar repreensão OBSERVAÇÕES: (1) Conforme possuam ou não estabilidade assegurada (2) De acordo com a legislação concernente a conselho de disciplina (3) Autoridades estabelecidas no § 1o do art. 10 deste Regulamento 2 . taifeiros.

por escrito (de próprio punho ou impresso) e assinado.(IG 10-11). pela mesma autoridade. DO PROCEDIMENTO: a) Recebida e processada a parte. será entregue o Formulário de Apuração de Transgressão Disciplinar ao militar arrolado como autor do(s) fato(s) que aporá o seu ciente na 1ª via e permanecerá com a 2ª via . b) Estatuto dos Militares. c) Regulamento Disciplinar do Exército. ainda. pelo período que se fizer necessário. o prazo para apresentar as alegações de defesa poderá ser prorrogado. 4. c) Caso não deseje apresentar defesa. sem comprometer a eficácia e a oportunidade da ação disciplinar. no verso do formulário. dentro do prazo. mas o militar permaneceu inerte. d) Instruções Gerais para Elaboração de Sindicância. os procedimentos para padronizar a concessão do contraditório e da ampla defesa nas transgressões disciplinares. as razões de defesa e não manifestar a renúncia à apresentação da defesa. d) Se o militar não apresentar. que o prazo para apresentação de defesa foi concedido. para apresentar. juntamente com duas testemunhas. tendo. justificadamente. de próprio punho. nos termos do item “c”. OBJETIVOS: a) Regular as normas para padronizar a concessão do contraditório e da ampla defesa nas transgressões disciplinares. a autoridade competente para aplicar a punição emitirá conclusão escrita. três dias úteis. e) Cumpridas as etapas anteriores. 3. quanto à procedência ou não das acusações e das alegações de defesa.ANEXO IV INSTRUÇÕES PARA PADRONIZAÇÃO DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA NAS TRANSGRESSÕES DISCIPLINARES 1. suas alegações de defesa. b) Em caráter excepcional. no âmbito do Exército Brasileiro. FINALIDADE: Regular. o militar deverá manifestar esta intenção. a autoridade que estiver conduzindo a apuração do fato certificará no Formulário de Apuração de Transgressão Disciplinar. a partir de então. prazo para que o interessado possa produzir as provas que julgar necessárias à sua defesa. no Âmbito do Exército . a critério da autoridade competente. b) Auxiliar a autoridade competente na tomada de decisão referente à aplicação de punição disciplinar. 2. que subsidiará a análise para o julgamento da transgressão. podendo ser concedido. . no verso do Formulário de Apuração de Transgressão Disciplinar. REFERÊNCIAS: a) Constituição Federal.

DA FORMA E DA ESCRITURAÇÃO: a) O processo terá início com o recebimento da comunicação da ocorrência. no verso do Formulário de Apuração de Transgressão Disciplinar na parte de JUSTIFICATIVAS / RAZÕES DE DEFESA. o número e a data do respectivo processo. e) Os procedimentos formais previstos nestas Instruções serão adotados. objetiva e clara. obrigatoriamente. a autoridade competente para aplicar a punição emitirá a decisão. d) A identificação do militar arrolado como autor do(s) fato(s) deverá ser a mais completa possível. PRESCRIÇÕES DIVERSAS: a) As razões de defesa serão apresentadas no verso do Formulário de Apuração de Transgressão Disciplinar. d) O processo será arquivado na OM do militar arrolado. Se desejar.2 f) Finalizando. a autoridade competente lavrará. 6. poderá anexar documentos que comprovem suas razões de defesa e aporá sua assinatura e seus dados de identificação. mencionando-se grau hierárquico. podendo ser acrescidas mais folhas se necessário. c) Os documentos escritos de próprio punho deverão ser confeccionados com tinta azul ou preta e com letra legível. encerrando o processo de apuração. publicado em BI. nas apurações de transgressões disciplinares que redundarem em punições publicadas em boletim interno e transcritas nos assentamentos do militar. de próprio punho. g) Ao final da apuração. entre parênteses e após o texto da Nota de Punição. etc. identidade. e) As justificativas ou razões de defesa. b) Contra o ato da autoridade competente que aplicar a punição disciplinar. sua decisão. pelo militar e anexadas ao processo. 5. subunidade ou organização em que serve. sem conter comentários ou opiniões pessoais e com menção de eventuais testemunhas serão aduzidas por escrito. de próprio punho ou impresso. nome completo. segundo o modelo constante do Anexo V. podem ser impetrados os recursos regulamentares peculiares do Exército. sendo processado no âmbito do comando que tem competência para apurar a transgressão disciplinar e aplicar a punição.. c) Na publicação da punição disciplinar. . será registrado no Formulário de Apuração de Transgressão Disciplinar o número do boletim interno que publicar a decisão da autoridade competente. de forma sucinta. f) Após ouvir o militar e julgar suas justificativas ou razões de defesa. b) O preenchimento do Formulário de Apuração de Transgressão Disciplinar se dará sem emendas ou rasuras. deverá ser acrescentado. seu número (se for o caso).

as minhas justificativas ou razões de defesa. apresentar.(escalão considerado) FORMULÁRIO DE APURAÇÃO DE TRANSGRESSÃO DISCIPLINAR PROCESSO No: Grau Hierárquico : Nome Completo: Subunidade/OM: Grau Hierárquico: Nome Completo: Subunidade/OM: IDENTIFICAÇÃO DO MILITAR NR / IDENT: DATA: IDENTIFICAÇÃO DO PARTICIPANTE NR / IDENT: RELATO DO FATO (ou citação do documento de relato anexo) Data ______________________________________ nome. querendo. Data ______________________________________ nome. para. posto ou graduação do militar participante CIENTE DO MILITAR ARROLADO Declaro que tenho conhecimento de que me está sendo imputada a autoria dos atos acima e me foi concedido o prazo de três dias úteis.ANEXO V MODELO DO FORMULÁRIO DE APURAÇÃO DE TRANSGRESSÃO DISCIPLINAR (BRASÃO) MINISTÉRIO DA DEFESA EXÉRCITO BRASILEIRO ------------------------. por escrito. posto ou graduação do militar arrolado .(escalão superior) ------------------------.

com as assinaturas de duas testemunhas. objetiva e clara. de____ de________________ de________ . de que não pretende apresentar defesa) (ou certidão da autoridade que estiver conduzindo a apuração do fato.JUSTIFICATIVAS / RAZÕES DE DEFESA (justificativas ou razões de defesa. de que o militar arrolado não apresentou as justificativas ou razões de defesa. e que foi concedida a oportunidade de defesa e a mesma não foi exercida) Data ____________________________________ nome. de próprio punho. de forma sucinta. no prazo estabelecido. poderá anexar documentos que comprovem suas razões de defesa e aporá sua assinatura e seus dados de identificação) (ou solicitação de prazo para produção de provas) (ou declaração do acusado. posto ou graduação do militar arrolado DECISÃO DA AUTORIDADE COMPETENTE PARA APLICAR A PUNIÇÃO DISCIPLINAR Data ____________________________________ nome e posto da autoridade PUNIÇÃO PUBLICADA NO BI no _______. sem conter comentários ou opiniões pessoais e com menção de eventuais testemunhas. Se desejar.

Data: Posto/Grad .Data: Posto/Grad . IDENTIFICAÇÃO DO MILITAR Nome Completo: Filiação: NR / IDENT: CP: Promoções Sucessivas Posto/Grad .(escalão considerado) Fotografia 3x4 1. PUNIÇÕES DISCIPLINARES PUNIÇÃO Nr de DATA (art.Data: Posto/Grad .(escalão superior) ---------------------. 24 do RDE) DIAS .Data: Posto/Grad .ANEXO VI FICHA DISCIPLINAR INDIVIDUAL (BRASÃO) MINISTÉRIO DA DEFESA EXÉRCITO BRASILEIRO ---------------.RUBRICA TAMENTO Cmt OM/SU Posto/Grad .Data: Posto/Grad .Data: 2.Data: Posto/Grad .Data: Posto/Grad .Data: ENQUADRAMENTO (Anexo I do RDE) BI e OM COMPOR.Data: Posto/Grad .

RECOMPENSAS DATA RECOMPENSA (art.2 3. ou ainda. 34 do RDE. 52 do RDE) RESUMO DA SOLUÇÃO BI e OM RUBRICA Cmt OM/SU 5. RECURSOS DISCIPLINARES RECURSO DATA (art. ANULAÇÃO OU CANCELAMENTO DE PUNIÇÕES DISCIPLINARES PUNIÇÃO ANULADA BI e OM DA DATA DA COMPOR. . 43 e 58 do RDE) CANCELAMENTO 4. por digitação ou datilografia. b) Esta Ficha deverá acompanhar o militar em suas movimentações.RUBRICA DATA OU CANCELADA ANULAÇÃO OU PUNIÇÃO TAMENTO Cmt OM/SU (arts. 64 do RDE) Nr de DIAS BI e OM RUBRICA Cmt OM/SU 6. de acordo com o § 6o do art. PRESCRIÇÕES DIVERSAS a) O preenchimento deverá ser feito em tinta azul ou preta.

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