RESENHA CRÍTICA do FILME: MEDIDAS EXTREMAS O filme inicia-se com dois homens despidos aparentemente desnorteados, como se estivessem

drogados, porém conscientes, fugindo de algo ou alguém. Que quando descobertos pelos mal feitores resolvem se separar, cada um para um lado diferente. Um desses vai parar no hospital (Hospital Gremmercy, Nova York) onde o protagonista do filme trabalha; um médico plantonista Guy Luthan (Hugh Grant), profissional experiente, extremamente competente que tem uma enorme capacidade de comunicação com os seus pacientes, uma grande disponibilidade e empatia. Procurando sempre manter uma conversa com os eles, que os acalme relatando-lhes os seus procedimentos. Em seguida o filme mostra um ponto fraco sobre a ética profissional deste médico, quando em seu plantão chega dois homens: um policial e um assaltante drogado baleado, em que ambos precisam de procedimentos cirúrgicos imediatamente e só tem uma sala de cirurgia vaga, onde ele acaba escolhendo o policial em vez do assaltante que está em estado mais grave. A sua amiga de trabalho Jodie Trammel (Sarah Jessica Parker) o critica por ter feito esta escolha, pois deixou de lado a ética médica que diz que deve salvar primeiro quem está com o estado de saúde mais grave, independente de sua raça, cor, condições sócias ou qualquer característica que o indivíduo apresente. Mas no meio do diálogo ele menciona que não se arrepende por que nenhum deles morreu. Dando continuidade um dos homens que estava fugindo no início do filme acaba parando no hospital justamente no plantão do Dr. Gay, apresentando sintomas desconhecidos para ele, como uma alteração brusca no seu quadro clínico e de repente uma estabilização, e nesse intervalo o Dr. Gay o interroga e o paciente consegue dizer o nome dele e pede para que procure o amigo dele Tedd Dolson. O médico também pergunta se ele toma drogas ou que medicamentos aplicaram nele no hospital onde ele estava, pois acaba encontrando uma pulseira com sua identificação no seu braço. E o paciente após pronunciar o nome Triphase falece. Ele então resolve investigar a fundo o que foi que aconteceu com este homem, o que realmente provocou sua morte, que nomes eram aqueles que lhe tinha dito. E durante sua investigação Dr. Gay descobre que corpo e a ficha médica deste paciente desaparecem, restando apenas uma velha ficha de há muitos anos atrás quando Claude recebera tratamento a problemas de saúde de pouca gravidade. Ignorando os conselhos dos seus colegas e dos seus superiores, o jovem médico inglês continua a procurar respostas para resolver o mistério. Acaba por descobrir que Claude (o amigo de Tedd) não é um caso isolado. Outros pacientes desapareceram misteriosamente depois de falecerem tal como qualquer registo da sua passagem pelo hospital. A única coisa comum a todos os desaparecidos é a passagem em tempos pelo hospital de Grammercy para pequenos tratamentos. A insistência de Guy em resolver esse mistério acaba chamando a atenção de inimigos, que arrobam seu apartamento, colocando cocaína para incriminá-lo. E este acaba sendo preso, e daí ele acaba percebendo que foi vitima de um golpe daqueles que querem que ele dê fim a esse investigatório. Contudo sua vida muda por um triz: perde o seu emprego em Grammercy e a sua licença médica é cassada. Mas mesmo diante das adversidades ele não desiste de sua busca e procura um mendigo que outrora prestou-lhe atendimento médico no hospital que trabalhava e vai a procura de saber o que «Triphase» que foi a palavra mencionada por o homem que assistiu no início do filme. Cuja qual descobre que se trata de um hospital e que pessoas que desapareceram após falecerem no Hospital de Grammercy são pessoas sem-abrigo e sem família. À medida que se aproxima da solução do problema, Guy começa a sofrer

Porém toda essa situação é uma farsa. O que demonstra a corrupção dos princípios básicos da ética que são do da autonomia e da não maleficência. ou melhor. Diante desse relato pode-se concluir de acordo com os erros cometidos a respeito da ética profissional neste filme podemos perceber em princípio a falta de ética profissional do Dr. Mas o Dr. Myrick cortava a medula espinal de humanos saudáveis e depois injetavam-lhes drogas a fim de encontrar uma cura para as paralisias. pegando e matando o Dr. refugia – se no apartamento de Jodie. como se a vida deles não importasse nada. não houve nenhuma recuperação completa e muitos pacientes acabavam morrendo.a perseguição dos que não querem que descubra a verdade. Ao ser perseguido no túnel do metro da cidade. de todos os mendigos capturados para serem utilizados em experimentos obviamente ilegais. Myrick. assassinar pessoas em pró de suas experiências médicas. voltando a trabalhar no mesmo hospital e sendo abordado pela esposa do Dr. Guy em relação à escolha de qual paciente iria para a sala de cirurgia primeiro: um drogado ou um policial. Embora os resultados parecessem promissores. Myrick pedindo-lhe que fique com os documentos do seu marido sobre suas pesquisas. Conforme recuperava os movimentos dos seus membros. Faz jus suas palavras no filme: “A verdade é que torturou e matou esses inocentes e isso faz de si uma desgraça para a nossa profissão”. a enfermeira que trabalha no mesmo hospital que ele era plantonista. Guy repara num saco de plástico do lixo da casa dela onde está escrita a palavra «Triphase». Onde a mesma pede-lhe que as pratiques de maneira eticamente corretas. Nessa altura. mas o Dr. E durante essas discussões ele acaba pegando uma briga corporal com um de seus comparsas e acidentalmente a arma dispara. Guy pede que ele dê uma injeção letal de cloreto de potássio. que antes lhe havia feito uma proposta de Bolsa de estudos nessa área. para serem utilizados como cobaias humanas e a paralisia falsa provocada no Guy pelo Dr. que mesmo o seu amigo pedindo a lei não permite. Pois mesmo que a pesquisa estivesse sendo . pois seu pai só tomou tal decisão por que o amigo lhe pediu. Na sua fuga deste hospital Guy acaba dando de cara com Myrick. Falando que ele pode ter uma vida normal mesmo paralisado. Myrick. Indo contra os princípios médicos que diz que deve salvar os pacientes em estado mais delicado de saúde em primeira instância. Outro ponto observado é a pratica da eutanásia pelo o pai do Guy que é proibida por lei. onde lhe acusa de usar a medicina de uma maneira inadequada. diferentemente dos seus pacientes que foram sequestrados e manipulados sem seus consentimentos. Concluindo o filme o Dr. E nesse confronto verbal Myrick para justificar seus atos menciona o pai de Guy. sendo que o drogado estava em situação de risco mais agravante. E os que sobreviviam Myrick lhe dava esperança de cura. em que ele termina escolhendo o policial. Mas Guy não aceita comparações. Ao acordar percebe que está em um hospital aparentemente paralisado em uma cama. Myrick. Myrick diz que existe uma chance de cura descoberta através de seus estudos particulares e pergunta se ele está disposto a fazer qualquer coisa para voltar a andar. mas antes que possa esclarecer seja o que for é violentamente atingido na nuca. Começa a duvidar de Jodie. Sem saber para onde ir. retoma sua licença para praticar a Medicina. cujo qual era um brilhante médico que teve sua licença cassada por praticar a eutanásia em amigo moribundo com o seu consentimento. No seu hospital clandestino o Dr. E para complementar temos o caso dos mendigos que são retirados das ruas a força. Esta trata – lhe a ferida. Myrick induziu a paralisia de Guy para o obrigar a trabalhar com ele nas suas pesquisas clandestinas com cobaias humanas sem a concessão dessas pessoas. Guy retoma suas investigações e acaba descobrindo com o auxílio da enfermeira Jodie (que outrora o havia lhe prejudicado) que Myrick é o responsável pelo desaparecimento dos doentes falecidos. é ferido no braço. pois o Dr. Em seguida aparece em seu quarto um famoso neurologista: o Dr.

Qualquer experimento científico se torna um perigo. ou melhor. não era justo o modo de utilização das cobaias humanas. quando deixa de haver o equilíbrio que existe entre o que é aceito do ponto de vista fisiológico e biológico e o que é correto do ponto de vista ético. a escolha de como vivê-la. porque nem um argumento afirmaria o contrário disso. Então é preciso equilibrar esses dois pontos e entender que qualquer pesquisa com seres humanos deve colocar a vida desses em primeiro lugar. pois todos têm direito à vida. .feita por um bem maior como dizia o Myrick.

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