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NBR 12.712_2002 - Projeto de Sistemas de Transmissão e Distribuição de Gás Combustível

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ABR 2002

NBR 12712

Projeto de sistemas de transmissão e distribuição de gás combustível
ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas
Sede: Rio de Janeiro Av. Treze de Maio, 13/28ž andar CEP 20003-900 - Caixa Postal 1680 Rio de Janeiro - RJ Tel.: PABX (21) 3974-2300 Fax: (21) 2220-1762/2220-6436 Endereço eletrônico: www.abnt.org.br

Copyright © 2002, ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas Printed in Brazil/ Impresso no Brasil Todos os direitos reservados

Origem: Projeto de Emenda NBR 12712:2001 ABNT/CB-09 - Comitê Brasileiro de Gases Combustíveis CE-09:302.01 - Comissão de Estudo de Sistema de Transporte e Distribuição de Gás Combustível NBR 12712 - Design of transmission and distribution piping systems for fuelgas - Procedure Descriptors: Fuel gas distribution system. Combustible gas. Fuel gas transmission system Esta Emenda complementa a NBR 12712:1993 Válida a partir de 31.05.2002 Palavras-chave: Distribuição de gás. Gás combustível. Transmissão de gás 2 páginas

Esta Emenda nž 1 de ABR 2002, em conjunto com a NBR 12712:1993, equivale à NBR 12712:2002. Esta emenda nž 1 de ABR 2002 tem por objetivo alterar a NBR 12712:1993 no seguinte: - Incluir a seção 9.8 com a seguinte redação: “No cruzamento com tubulações e outras interferências, deve haver um estudo específico para a fixação da cota do gasoduto, atendendo à orientação de 9.4 e 9.7.” - Incluir na seção 10, alínea d), a seguinte redação no último paragrafo: “No cruzamento de linhas elétricas de transmissão, o duto deve, preferencialmente, passar perpendicular à linha, no centro do vão entre duas torres, sem interferir com o ponto de aterramento.” - O texto de 11.1.1 passa a ter a seguinte redação: “Este capítulo estabelece critérios para projetos de cruzamento e de travessias. Sua aplicação deve ser feita levando-se em consideração os requisitos dos capítulos 8 e 9.” - O texto de 11.1.2 passa a ter a seguinte redação: “Os cruzamentos de que trata este capítulo poderão ser executados a céu aberto ou por métodos não destrutivos, e estes últimos poderão empregar ou não tubo-camisa.” - O texto de 11.1.3 passa a ter a seguinte redação: “Os projetos de cruzamento e travessias requerem estudos e análises específicas, e ainda a prévia autorização (se necessária) dos órgãos competentes.” - Excluir a seção 11.1.4. - As seções 11.1.5 e 11.1.6 passam a ser, respectivamente, 11.1.4 e 11.1.5. - O texto de 11.2.3-a) passa a ter a seguinte redação: “a) o eixo do cruzamento ou travessia deverá ser preferecialmente perpendicular ao eixo da interferência, de modo a obter o menor comprimento possível; “ - O texto de 11.2.3-d) passa a ter a seguinte redação: “d) áreas sujeitas à dragagem, inclusive cota de arrasamento;"

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NBR 12712:2002

- O texto de 11.2.5-a) passa a ter a seguinte redação: “a) quando for prevista a utilização de tubo-camisa, selecionar preferencialmente, um trecho em que a ferrovia ou rodovia esteja em ponto de transição entre corte e aterro, evitando-se movimento de terra e curvas verticais desnecessárias;” - Excluir as alíneas d) e e) da seção 11.2.5. - A alínea f) passa a ser alínea e) - O texto de 11.2.6-c) passa a ter a seguinte redação: “c) verificação da necessidade de execução de batimetria e sondagens;” - O texto de 11.2.6-f) passa a ter a seguinte redação: “f) a travessia é recomendável nos casos de leitos profundos, rochosos, instáveis, e quando os aspectos de segurança ou dificuldades construtivas desaconselharem outro tipo de construção.” - O texto de 11.4.1.2 passa a ter a seguinte redação: “O dimensionamento de tubo-camisa deve ser feito de acordo com o disposto no capítulo 12.” - Excluir a seção 11.4.1.5. - A seção 11.4.1.6 passa a ter a seguinte redação: “A distância mínima entre a superfície da rodovia e o topo do duto, ou tubo-camisa, instalados a céu aberto ou por processo não-destrutivo do tipo furo direcional horizontal, deve ser de no mínimo 1,20 m.” - O texto de 11.4.1.7 passa a ter a seguinte redação: “A distância mínima entre o nível da base dos trilhos da ferrovia e o topo do duto, ou tubo-camisa, instalados a céu aberto ou por processo não-destrutivo do tipo furo direcional horizontal, deve ser de no mínimo 1,40 m.” - O texto de 11.4.1.8 passa a ter a seguinte redação: “Em ambos os tipos de cruzamentos de 11.4.1.6 e 11.4.1.7, quando o duto ou tubo-camisa não for instalado a céu aberto ou por processo não-destrutivo do tipo furo direcional horizontal, a distância entre as superfícies e o topo do duto ou tubo-camisa deve ser 1,80 m.” _________________

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MAR 1993

NBR 12712

Projeto de sistemas de transmissão e distribuição de gás combustível
ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas
Sede: Rio de Janeiro Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar CEP 20003-900 - Caixa Postal 1680 Rio de Janeiro - RJ Tel.: PABX (021) 210 -3122 Telex: (021) 34333 ABNT - BR EndereçoTelegráfico: NORMATÉCNICA

Procedimento Origem: Projeto 09:302.01-001/1990 CB-09 - Comitê Brasileiro de Combustíveis (exclusive nucleares) CE-09:302.01 - Comissão de Estudo de Sistemas de Transporte e Distribuição de Gás Combustível NBR 12712 - Design of transmission and distribution piping systems for fuel gas Procedure Descriptors: Fuel gas distribution system. Combustible gas. Fuel gas transmission system Válida a partir de 31.05.1993 Palavras-chave: Distribuição de gás. Gás combustível. Transmissão de gás 76 páginas

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SUMÁRIO
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Objetivo Documentos complementares Definições Materiais e equipamentos Estudos prévios Classificação de locação Determinação da espessura Profundidade de enterramento Afastamentos Requisitos devidos à proximidade de linhas elétricas Cruzamentos e travessias Proteção de tubulações enterradas quanto a cargas externas Sinalização Controle e limitação das pressões Estações de compressão Reservatórios tubulares e cilíndricos Válvulas intermediárias Caixas subterrâneas Ramais de serviço Componentes de tubulação não-padronizados Análise da flexibilidade Cálculo das tensões Limitação das tensões Suportes Sistemas de GLP gaseificado Requisitos de qualidade superficial de tubulação Mudanças de direção Soldagem Ensaios após a construção Controle da corrosão

31 Estabilização de pista e vala 32 Odorização ANEXO A - Diagrama ilustrativo do campo de aplicação desta Norma ANEXO B - Fatores de conversão ANEXO C - Ensaio de achatamento para tubos ANEXO D - Tensão mínima de escoamento especificada (Sy) de materiais para tubos ANEXO E - Exemplos de aplicação dos dispositivos de controle e proteção requeridos em estações de controle de pressão ANEXO F - Exemplo de aplicação das regras para o projeto de derivações tubulares soldadas ANEXO G - Constantes físicas ANEXO H - Método de dimensionamento para a pressão interna das curvas em gomos ANEXO I - Combinações para ligação por solda, de juntas de topo de mesma espessura ANEXO J - Preparação de extremidades para solda de topo de juntas de espessuras e/ou tensões de escoamento diferentes ANEXO K - Detalhes de ligações entre tubos e flanges

1 Objetivo
1.1 Esta Norma fixa as condições mínimas exigíveis para projeto, especificação de materiais e equipamentos, fabricação de componentes e ensaios dos sistemas de transmissão e distribuição de gás combustível por dutos. 1.2 Esta Norma aplica-se somente aos sistemas nos quais os componentes são de aço.

parafusos. gás manufaturado.Válvulasesfera .Especificação NBR 9363 .Equipamentos de drenagem elétrica para proteção catódica .Procedimento NBR 6154 .5 .Especificação NBR 11713 .Terminologia NBR 5893 . Nota: Um diagrama ilustrativo da abrangência desta Norma é dado no Anexo A. válvulas.Válvulas de retenção .Válvulasmacho . 1.Válvulas de aço fundido e aço forjado para indústria de petróleo e petroquímica . flanges.7 Esta Norma propõe-se apenas a estabelecer requisitos essenciais de projeto e padrões mínimos de segurança. fica entendido que seu uso deve ser feito apoiado na boa prática da Engenharia.Formatos e dimensões .Tubos de aço-carbono para rosca Whitworth gás para usos comuns na condução de fluidos .Papelão hidráulico para uso universal e alta pressão .Soldagem elétrica .Pipe flanges and flanged fittings . f) gasodutos submarinos. 1.Ensaio de achatamento . f) estações de redução e controle.Unified inch screw threads 1. no que concerne a: a) gasodutos de transmissão. juntas.3 Esta Norma aplica-se a todo sistema de transmissão e distribuição. consta do Anexo B uma relação dos fatores de conversão de algumas unidades de medida de outros sistemas para SI. inclusive no que diz respeito à máxima pressão de operação admissível dessas instalações. 1.9 Esta Norma adota o Sistema Internacional de Unidades (SI). c) sistemas de tratamento e processamento de gás. não se destinando a servir como manual de projeto. gás de refinaria. c) ramais. 2 Documentos complementares Na aplicação desta Norma é necessário consultar: NBR 5418 . gases ou vapores inflamáveis .Instalação elétrica em ambientes com líquidos.Especificação NBR 11714 . b) tubulações a jusante do medidor do consumidor. armazenagem e manuseio de materiais e equipamentos para proteção catódica . 1. biogás e gás liquefeito de petróleo na fase vapor (com ou sem mistura de ar).SI . b) gasodutos de distribuição.Procedimento NBR 6123 .20 .Especificação ANSI B1.Prescrições para sua aplicação Procedimento NBR 12558 . g) estações de medição.Especificação NBR 5874 .Especificação NBR 6118 .Anodo de liga de zinco para proteção catódica .Padronização NBR 10183 .Projeto e execução de obras de concreto armado . reguladores e válvulas de segurança de pressão. ANSI B1.Forças devidas ao vento em edificações .Procedimento NBR 11712 . 1.Válvulasgaveta .Válvulas de aço fundido e aço forjado para indústria de petróleo e petroquímica .5 Esta Norma não se aplica a: a) projeto e fabricação de vasos de pressão. d) estações de compressão. Por conveniência de uso.Padronização de rosca para conexões Especificação NBR 9171 .Válvulas de aço fundido e aço forjado para indústria de petróleo e petroquímica .Tubos de aço de seção circular . h) reservatórios tubulares de gás. e) tubulações com temperaturas acima de 230°C e abaixo de -30°C.4 Esta Norma abrange também as condições de aplicação dos componentes do sistema de transmissão e distribuição. d) sistemas de transmissão e distribuição de GLP na fase líquida e de gás natural na fase líquida.1 .8 Esta Norma não se aplica retroativamente às instalações existentes.Recebimento.Procedimento NBR 5580 .6 Os tipos de gases cobertos por esta Norma são: gás natural.Válvulas de aço fundido e aço forjado para indústria de petróleo e petroquímica .Drenagem de corrente de interferência entre tubulação e ferrovias em proteção catódica Padronização NBR 9344 . tais como: tubos.Método de ensaio NBR 6326 .2 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 1. e) estações de lançamento/recebimento de raspadores.Pipe threads ANSI B16.Especificação NBR 12230 . conexões.Material para juntas .

angle and check valves with flanged and buttweld ends MSS SP-44 .Ball valves with flanged or buttwelding ends for general service .Steel gate valves.Butterfly valves. flanges and unions MSS SP-42 . tubing and drill pipe API 5L .Electric-fusion-welded steel pipe for high-pressure service at moderate temperatures AWS A3.Flanged steel safety relief valves API 594 .Butterfly valves MSS SP-72 .Carbon steel for general purposes ASTM A-53 .Factory-made wrought steel buttwelding fittings ANSI B16.Forged steel fittings. 1500 and 2500 ANSI B16.Face-to-face and end-to-end dimensions of ferrous valves ANSI B16.Electric-fusion-welded steel pipe for atmospheric and lower temperatures ASTM A-672 .38 .9 .Carbon steel forgings for high temperature service ASTM A-106 .Power piping ANSI B31.10 .Steel plug valves.28 .Wafer check valves API 599 .34 .Carbon steel pipe-seamless and welded ASTM A-105 .Carbon steel pipe-seamless for high temperature service ASTM A-134 .10 . Class 300.National Fire Protection Association MSS SP-6 .21 .NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 3 ANSI B16.Welded steel or iron pipe ASTM A-333 .Buttwelding ends ANSI B16.Arc-welded steel pipe 4 in and over ASTM A-211 .Corrosion-resistant gate. plug.Wrought steel buttwelding short radius elbows and returns ANSI B16.11 .Large-diameter carbon steel flanges API 606 .O .Valves. Seção II (parte C).Standard for welding pipelines and related facilities ASTM A-36 .Ring-joint gaskets and grooves for steel pipe flanges ANSI B16.Carbon steel (low temperature service) pipe-seamless and welded ASTM A-372 . ball. flanged or buttwelding ends API 600 .Welding terms and definitions Bulletim # 70 NFPA . lug-type and wafer-type API 1104 .Standard finishes for contact faces of pipes flanges and connecting-end flanges of valves and fittings MSS SP-25 .Nonmetalic flat gaskets for pipe flanges ANSI B16.Standard marking systems for valves.Compact carbon steel gate valves (extended body) API 609 . fittings.Arc welded pipe steel plate 16 in and over ASTM A-135 . globe.Chemical plant and petroleum refinery piping ANSI B36.36 . cast corrosion-resistant flanged end gate valves API 605 .Metallic gaskets for raised-face pipe flanges and flanged connection (double-jacketed corrugated and spiral wound) API 602 . and check valves) API 526 .Specification for pipeline valves (steel gate.Compact carbon steel gate valves API 603 .Bypass and drain connection standard MSS SP-67 .Welded and seamless wrought steel pipe ANSI/ASME .25 .33 . socket welding and threaded ANSI B16.Electric-resistance welded steel pipe ASTM A-139 . flanged and buttwelding ends API 601 . flanged and buttwelding end ANSI B16.Manually operated metallic gas valves for use in gas piping systems up to 125 psig ANSI B16.Large manually operated metallic gas valves in gas distribution systems whose MAOP does not exceed 125 psig ANSI B31.20 .1 .Steel pipeline flanges MSS SP-45 . 900.Boiler and pressure vessel code.Spiral .Specification for line pipe API 6D . 600.Carbon and alloy steel forgings for thin walled pressure vessels ASTM A-381 .Specification for casing.3 .Steel orifice flanges.Class 150. Seção VIII e Seção IX API 5A .Metal-arc-welded steel pipe for highpressure transmission systems ASTM A-671 .

outros) através de rede da companhia distribuidora. Passagem aérea. 3. 3.Steel valves . . pessoa jurídica ou física. pela legislação vigente. autorizar ou fiscalizar a construção de gasodutos.1.4 Companhia distribuidora Gasoduto de transmissão ou de distribuição.4 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 MSS SP-75 . lagos. repartição pública ou privada. ao gasoduto na área urbana. bem como tratar de questões relativas à passagem do gasoduto junto a instalações de concessionárias de outros serviços públicos. ferrovia ou rede elétrica.1. socketwelding and threaded MSS SP-84 . ao longo da diretriz do gasoduto situado fora da área urbana.1. comercial ou industrial. 3.1. 3. 3.1 Gás combustível Qualquer construção.1. industriais.15 Cobertura Empresa pública ou privada responsável pela distribuição de gás combustível.12 Duto (tubo) Atividade de transferência de gás combustível.7 Diretriz Linha básica do caminhamento do gasoduto. ferrovias. desde as fontes de produção ou suprimento até os locais em que o produto passa para o sistema de distribuição de gás.Socket-welding reducer inserts MSS SP-83 . utilizada para os trabalhos de construção de gasodutos. acidentes naturais e outras interferências. coincide com a linha de centro da faixa de domínio.11 Interferência paralela Toda forma gasosa apropriada para uso como combustível doméstico. O próprio tubo do gasoduto. 3. através de rios.1 Termos gerais 3. legalmente destinada à sua instalação e manutenção.5 Companhia operadora Distância medida verticalmente entre a geratriz superior do revestimento do duto e as bordas da vala. localizada na passagem do gasoduto.14 Linha Atividade de fornecimento de gás combustível. 3.Expansion joit manufactures association 3. encarregado. 3. à autoridade competente cabem aprovar e fiscalizar a passagem de gasodutos por vias públicas.Carbon steel pipe unions. aérea ou subterrânea. 3.2 Transmissão de gás (transporte de gás) Trecho da diretriz de um gasoduto que está próximo e segue numa direção paralela à determinada faixa de domínio de estrada. de examinar.16 Cruzamento Empresa pública ou privada responsável pela operação de transmissão e/ou distribuição de gás combustível.1. fora das áreas urbanas.1. rodovia. 3.Application of organic coatings to the external surface of steel pipe for underground service Standard da EJMA .Specifications for high test wrought buttwelding fittings MSS SP-79 . rua. 3.1. outros dutos e instalações subterrâneas já existentes. comerciais.1. pela autoridade competente.1.8 Autoridade competente Órgão.Control of external corrosion on underground or submerged metallic pipe systems NACE Std RP-02-75 . regiões permanentemente ou eventualmente alagadas. ferrovias. 3.1. sendo transmitida (transportada) ou distribuída para o usuário através de dutos. aos estabelecimentos consumidores (residenciais.Diaphragm type valves NACE Std RP-01-69 . 3. por meio de dutos. a autoridade competente é a própria entidade pública ou privada que promove a construção do gasoduto.9 Pista Parte da faixa de domínio.10 Interferência 3 Definições 3.1.1. Na maioria dos gasodutos. aprovar.Socket welding and threaded ends MSS SP-88 . Na ausência de legislação específica. ao nível acabado da pista. por meio de dutos.1. fora das áreas urbanas. grotas e ravinas. ou faixa destinada. açudes. subterrânea ou submersa do duto. 3.3 Distribuição de gás Produto tubular fabricado de acordo com uma norma de fabricação.1.6 Faixa de domínio ou faixa Passagem subterrânea do duto por rodovias.1. 3.1.17 Travessia Área de terreno de largura definida.13 Rede Conjunto de tubulações que constitui linhas de distribuição e ramais.

Qualquer derivação de uma linha considerada principal. Os tubos não são considerados componentes de tubulação. feito por trepanação. com a finalidade de dar-lhe resistência mecânica para a proteção de cargas externas ou conferir-lhe peso adicional para estabilizá-lo quando submerso. Trecho de tubulação que deriva da linha de distribuição e termina no limite do terreno do consumidor.35 Ranhura (groove) Envoltório anular de concreto. 3.1. 3.25 Tubo-camisa ou tubo-luva (casing) Tubo de aço no interior do qual o gasoduto é montado. sem que ele sofra deformação permanente. compressores. parafusos e juntas.1.20 Seção de interligação Depressão na superfície de uma peça.2.3 Gasoduto Tubulação destinada à transmissão e distribuição de gás.2 Termos do sistema de tubulação 3.18 Cavalote 3.28 Boca-de-lobo (derivação) Gasoduto destinado à transmissão de gás combustível. para estabilizá-lo quando submerso.1.33 Entalhe (notch) Pequeno trecho de gasoduto situado entre duas interligações.4 Gasoduto de transmissão Instalação para introdução e retirada de raspadores no gasoduto.22 Jaqueta de concreto Corte em uma superfície com a forma côncava de uma meia-cana.2.1.1 Sistema de gás Conjunto de dois ou mais tubos soldados. constituído de gasoduto.1.21 Curvamento natural Corte longo e estreito na superfície de uma peça com redução na espessura de parede.1.24 Tramo Quaisquer elementos mecânicos pertencentes ao sistema de tubulação.1. 3.2 Tubulação Denominação genérica dos dispositivos que se fazem passar pelo interior dos dutos.1.5 Gasoduto de distribuição Derivação tubular feita por uma ligação soldada.2. conexões especiais. 3. 3. tais como: válvulas.2. 3.1. para a instalação de uma derivação tubular.26 Raspador (pig) Sistema físico de transmissão e distribuição de gás combustível.1.1.32 Mossa (dent) União entre dois trechos de um gasoduto. etc. feito geralmente de concreto armado.1. tipo risco ou estria. 3. impulsionados pela pressão de gases ou líquidos.1. também denominado coluna. flanges. sem que haja redução na espessura de parede. 3. válvulas. 3. também denominado colarinho de reforço.1. 3. 3. com a finalidade de conferir peso adicional ao tubo sobre o qual é fixado. 3. derivações tubulares. diretamente. 3.23 Bloco de lastro Corte em uma superfície de forma alongada.31 Anel de reforço Arranjo de tubulação pré-fabricado utilizado em travessias aéreas ou enterradas e em cruzamentos.1. 3.2. facilitando realização de cruzamento e/ou dando proteção mecânica ao duto. entre a linha-tronco e o ramal.27 Lançador/recebedor de raspadores (scraper-trap) Conjunto constituído apenas de tubos e componentes de tubulação.6 Ramal Peça forjada utilizada como reforço em uma derivação tubular. 3. feito em um tubo.30 Furação em carga (hot tapping) Gasoduto que deriva da linha de transmissão/distribuição e termina no medidor do consumidor. 3.1.1. 3. 3.29 Colar (outlet fitting) Gasoduto destinado à distribuição de gás combustível. conexões padronizadas. em forma de coroa circular. usada para reforço estrutural da boca-de-lobo em uma derivação. separadores. 3.34 Goivadura (gouge) Mudança de direção feita no duto durante a fase de construção.1.7 Ramal externo do consumidor Execução de um furo. reservatórios. 3. .1.2. 3. 3. 3.36 Componentes (de tubulação) Contrapeso.2.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 5 3. com a linha em operação.19 Interligação (tie-in) Peça feita de chapa de aço. 3.

3 Índice de densidade populacional Proteção proporcionada por um dispositivo ou equipamento instalado com o objetivo de impedir que a pressão em um sistema de gás exceda um valor predeterminado. 3. de forma a impedir que a pressão exceda valores preestabelecidos.2 Tensão mínima de escoamento especificada (Sy) Equipamento instalado para descarregar o gás de um sistema. situada no terreno do consumidor.2.5. é também. a tensão que no diagrama tensão-deformação corresponde a uma deformação especificada. e em função da quantidade de construções para ocupação humana localizadas nesta área. situado entre o limite do terreno do consumidor e o medidor. 3. relacionado com a densidade populacional. 3.1 Espessura nominal Trecho de tubulação. 3.4 Diâmetro externo Equipamento de controle de pressão.3 Diâmetro nominal (DN) Trecho de tubulação que deriva da linha de distribuição e termina no medidor do consumidor.3 Tensão de ruptura (limite de resistência à tração) Válvula de bloqueio de fácil manuseio localizada a montante do regulador de serviço.2.5.4. com a finalidade de assumir automaticamente o controle da pressão a jusante. instalado em série com outro do mesmo tipo. 3.5. 3.1. com as extremidades fechadas por tampões. 3.3.2. 3.15 Válvula de ramal Tensão de escoamento mínima prescrita pela especificação sob a qual o tubo é comprado do fabricante. fabricado industrialmente. interromper o fluxo de gás de forma a impedir que a pressão ultrapasse valores preestabelecidos.18 Proteção contra sobrepressão Área que classifica uma locação e se estende por 200 m de cada lado da linha de centro de qualquer trecho contínuo e desenvolvido de 1600 m de gasoduto.2.11 Regulador monitor (válvula de controle monitora) Número que expressa a dimensão do tubo e dos componentes de um sistema de tubulação.3 Termos dimensionais 3. destinada a GLP na fase vapor.2.4. interligando os reservatórios com as instalações internas para gases combustíveis. com a finalidade de interromper o fluxo de gás no ramal interno do consumidor. ou do medidor.2 Espessura requerida Espessura de parede calculada para resistir à pressão interna. Número.6 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 3.2.4 Termos de propriedades mecânicas 3. 3. 3.13 Dispositivo de bloqueio automático Equipamento instalado com a finalidade de. 3. 3.1 Tensão de escoamento Equipamento instalado na linha.3. para alguns materiais. composto de tubos e componentes de tubulação. 3. com a finalidade exclusiva de armazenar gás. com a finalidade de armazenar gás.3. 3. aplicável a um segmento específico de 1600 m de gasoduto .17 Reservatório cilíndrico Critério para a classificação de uma área geográfica de acordo com sua densidade populacional aproximada. fabricação e ensaio 3.2.16 Reservatório tubular Tensão obtida pela razão entre a carga máxima aplicada e a área inicial da seção transversal do corpo-de-prova padrão.2.4. 3.3.1 Classe de locação Reservatório fixo. conforme 7. 3. bem como qualquer tubulação.2 Unidade de classe de locação Reservatório de forma cilíndrica. É obtida de ensaios padronizados e representa um valor probabilístico. em situações anormais de operação.8 Ramal interno do consumidor 3. que mede a vazão (volumétrica ou mássica) de gás transferido.10 Regulador de serviço Equipamento instalado no ramal de serviço para controle da pressão do gás fornecido ao consumidor. ou com equipamentos a gás.12 Medidor Diâmetro externo especificado do tubo ou do componente de tubulação constante da norma dimensional de fabricação. A classe de locação serve para propósitos de projeto.5 Termos de projeto. 3. sob condições anormais de operação.9 Ramal de serviço Espessura de parede listada na especificação ou norma dimensional do tubo ou do componente de tubulação.14 Dispositivo de alívio de pressão Tensão na qual o material apresenta uma deformação permanente quando submetido ao ensaio de tração.2.2.2. construção e operação. no ensaio de tração. e não necessariamente correspondendo aos diâmetros interno ou externo do tubo ou componente de tubulação. 3. 3.

a partir de seu ponto de máximo valor.: tensão normal de flexão na união tubo-flange e na junção cone-cilindro.5.5. Tubo fabricado por processo de soldagem onde a coalescência é produzida pela deposição do metal.5.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 7 e usado para determinar os requisitos de projeto. em função de sua qualificação por ensaio de pressão.9 Ensaio de pressão Tensão normal na parede do tubo.18 Tensão circunferencial Maior pressão na qual um sistema de gás sob condições normais é operado.13 Pressão mínima de ensaio Tensão que se caracteriza por seu rápido decréscimo.14 Temperatura ambiente Produto tubular fabricado sem junta soldada. tensão normal de flexão e cisalhante de cortante provocadas pelo peso próprio.23 Tubo sem costura (seamless) Menor pressão a que um sistema de gás deve ser submetido. P.5.20 Tensão primária Designação genérica para um ensaio que consiste na pressurização de um sistema de tubulação. é a tensão gerada por variação de temperatura ou por deslocamento imposto. 3.5. em ensaio. É uma temperatura fixada a partir das condições de fluxo no sistema de gás. Por exemplo: tensão circunferencial. 3.5 Pressão de projeto Temperatura do solo na profundidade em que o tubo se encontra. 3. 3. É uma pressão fixada a partir das condições de fluxo do sistema de gás. 3. A menos que expressos em contrário. que demonstra que um tubo ou um sistema de tubulação possui resistência mecânica compatível com suas especificações ou suas condições operacionais.ex.4 Pressão 3. 3. 3. atuando paralelamente ao eixo longitudinal.5. 3. em todas as direções.5.5. inclusive nas paradas e partidas do sistema. de acordo com as prescrições desta Norma.5. 3.24 Tubo SAW (Submerged Arc Welding) Temperatura do ar no meio circundante a uma estrutura ou a um equipamento.19 Tensão longitudinal Pressão do gás que a companhia operadora se encarrega de manter nos medidores de seus consumidores. 3.21 Tensão secundária Ensaio de pressão com água.5. o seu alívio espontâneo. Por exemplo: tensões normais de flexão e cisalhantes de torção provocadas pela dilatação térmica restringida.16 Temperatura do solo Relação entre força e área.5.5.5.5.12 Pressão máxima de ensaio Nos sistemas de tubulação sujeitos à deformação plástica. 3. construção e operação.7 Máxima pressão de operação admissível (MPOA) Maior pressão na qual um sistema de gás pode ser operado de acordo com as provisões desta Norma.6 Máxima pressão de operação (MPO) Temperatura máxima (ou mínima) do fluido transportado sob condições normais de operação.5.22 Tensão localizada Maior pressão a que um sistema de gás é submetido em ensaio.15 Temperatura de projeto Temperatura de escoamento do gás usada para o dimensionamento mecânico do gasoduto.5. 3. 3.8 Pressão-padrão de serviço Tensão normal na parede do tubo. a menos que seja expressamente dito em contrário. 3. 3. com um fluido apropriado.10 Ensaio hidrostático Em qualquer sistema de tubulação.5. 3.5.17 Temperatura máxima (ou mínima) de operação Pressão usada na determinação da espessura de parede do tubo e dos componentes de tubulação.11 Ensaio de estanqueidade Ensaio geralmente feito em baixos níveis de pressão. 3. É uma tensão que está no mesmo nível de significância da tensão secundária. 3. todos os valores de pressão apresentados nesta Norma são referidos à pressão atmosférica normal.5. 3. fundido pe- . o termo “tensão circunferencial” refere-se à tensão circunferencial de membrana provocada pela pressão interna (hoop stress) 3. que demonstra que um sistema de tubulação não apresenta vazamentos. atuando perpendicularmente a um plano contendo seu eixo longitudinal. para demonstrar sua resistência mecânica ou sua estanqueidade. é a tensão gerada por carregamentos que não permitem. em qualquer estágio de evolução das deformações.5. que ao ultrapassar o limite de escoamento sofre um relaxamento espontâneo no decorrer do tempo.5.

3.2.26 Tubo ERW (Electric Resistance Welding) Tubo fabricado por processo de soldagem onde a coalescência é produzida pelo calor gerado pela resistência elétrica em um circuito.5 está relacionada nesta Norma.2.2.8 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 lo calor gerado em um arco elétrico protegido. b) itens cujas normas divergem substancialmente das normas relacionadas no Capítulo 2 devem ser qualificados de acordo com a terceira categoria. geralmente por meio de cabeçotes expansores internos. 4.1 Geral Todos os materiais e equipamentos que fazem parte permanente de qualquer sistema de tubulação. os itens de materiais e de equipamentos podem ser divididos em quatro categorias: a) Primeira .2 Procedimentos de qualificação da segunda categoria 4 Materiais e equipamentos 4. sob condições de pressão mais baixa. exceto tubos. no caso a ANSI B16. nesta Norma não está relacionado nenhum padrão ou especificação para compressores de gás.item fabricado de acordo com uma norma não-relacionada no Capítulo 2. ambos. Esta seção não deve ser interpretada de modo a permitir desvios que tendam a afetar desfavoravelmente a soldabilidade ou ductilidade dos materiais. Itens para os quais não existem normas listadas no Capítulo 2 podem ser qualificados.itens reutilizados ou itens sem identificação. o item “compressor” é qualificado na terceira categoria. fundido pelo calor gerado em um arco elétrico manual ou automático. embora do Capítulo 2 não conste a BS 1560.item fabricado de acordo com uma norma relacionada no Capítulo 2.1 No que diz respeito aos métodos de qualificação.3 Procedimentos de qualificação da terceira categoria 4. essa redução deve ser levada em consideração no projeto através da adoção de uma suficiente margem de segurança. b) seu uso não é proibido por esta Norma.2. A proteção do arco é feita por material granular fusível. à temperatura ambiente.2.2. fabricado de acordo com uma norma relacionada no Capítulo 2.2. Se os desvios tendem a reduzir a resistência mecânica do item em questão. 4. P.item que. 4. e pela aplicação de pressão.2. retirado de um gasoduto desativado para ser reutilizado em outro gasoduto.4. é permitida desde que sujeita às restrições a seguir: . Nota: As especificações para os diversos materiais aceitos por esta Norma estão listadas no Capítulo 2.1 Procedimentos de qualificação da primeira categoria Tubo que sofreu na fábrica uma deformação circunferencial permanente. aberto entre o eletrodo (revestido) e o tubo. entretanto. Itens que não atendem às normas relacionadas no Capítulo 2 devem ser qualificados da seguinte maneira: a) itens cujas normas não divergem substancialmente de uma norma relacionada no Capítulo 2 e que atendem às exigências mínimas desta Norma.ex. para utilização de acordo com esta Norma. do ponto de vista da segurança.2. de um gaso- duto existente e sua reutilização no mesmo sistema. P.: um flange fabricado de acordo com a BS 1560 é qualificado na segunda categoria porque. P.27 Tubo expandido a frio para a qualificação de cada uma das categorias mencionadas.1 A remoção de itens.ex. padrões e requisitos especiais desta Norma.: um flange. é de um tipo para o qual nenhum padrão ou especificação é relacionado no Capítulo 2.5 é qualificado na primeira categoria porque a ANSI B16. construído de acordo com esta Norma. no qual o tubo é parte integrante.4 Procedimentos de qualificação da quarta categoria 4. d) Quarta . Todos esses materiais e equipamentos devem ser qualificados em conformidade com especificações.: um flange fabricado de acordo com a ANSI B16.5.: um compressor centrífugo de gás é fabricado de acordo com certa norma. ou em outro.2. 3. é qualificado na quarta categoria. também qualificados na quarta categoria.ex. desde que a análise técnica do ponto de vista teórico e/ou prático satisfaça simultaneamente ao seguinte: a) o item é compatível e seguro para o serviço proposto e recomendado para o serviço.2 Qualificação de materiais e equipamentos 4. um flange retirado de um gasoduto desativado e cuja identificação tenha desaparecido pela ação do tempo ou um tubo novo do qual se perdeu a identificação são. aberto entre o eletrodo (sem revestimento) e o tubo.2. podem ser utilizados.25 Tubo EFW (Electric Fusion Welding) portanto. P. 3.2 As seções a seguir estabelecem os procedimentos Tubo fabricado por processo de soldagem onde a coalescência é produzida pela deposição do metal. Itens que atendem às normas relacionadas no Capítulo 2 podem ser usados para as aplicações a que se destinam. c) Terceira .ex. 4. b) Segunda . 4. pelo fabricante.5.2. esta Norma relaciona uma outra norma de flange. embora fabricado segundo uma norma. com respeito à qualidade de materiais e de fabricação. devem ser adequados e seguros para as condições nas quais são utilizados.5.5.

NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 9 a) itens usados que foram fabricados de acordo com padrões listados nesta Norma podem ser reutilizados após a cuidadosa inspeção de cada peça para comprovação de que estão isentos de danos mecânicos.3.1-b).25 ANSI B16. sem ter sido removido do local em que se encontra. não podem ser aplicados onde se requeiram requisitos suplementares de tenacidade ao impacto.1-c).2 Tubos usados.10 API 594 4. ambos de especificação desconhecida.2 Os componentes de tubulação projetados e fabricados de acordo com padrões ou especificações diferentes dos relacionados nesta Norma devem ser qualificados para utilização de acordo com 4.1 API 5 ANSI B16.1.1 Válvulas dado com dimensões e/ou materiais diferentes dos padronizados pelas normas ANSI e MSS devem ser projetadas por critérios de projeto que proporcionem o mesmo grau de resistência e estanqueidade e sejam capazes de atender aos mesmos requisitos de ensaios das conexões padronizadas.1.7 Dispositivos de controle de pressão tente para serem reutilizados no mesmo sistema ou em outro sob condições de pressão mais baixa.2. como o ensaio Charpy “V”.25 ANSI B16.11 ANSI B16.36 API 601 API 605 MSS SP-6 MSS SP-44 4.5 ANSI B16.36 ASTM A-105 .3. 4.36 API 605 MSS SP-6 MSS SP-44 NBR 5580 API 5L ASTM A-53 ASTM A-106 API 605 MSS SP-6 MSS SP-44 ASTM A-134 ASTM A-135 ASTM A-139 ASTM A-211 ASTM A-333 ASTM A-381 ASTM A-671 ASTM A-672 ANSI B1.1 Os componentes de tubulação projetados e fabricados de acordo com os padrões ou especificações relacionados nesta Norma são considerados adequados e seguros para operar nos sistemas de gás. e tubos novos sem identificação podem ser qualificados dentro dos limites resumidos na Tabela 1.4 Tubos 4. forjado ou sol- 4.2 Flanges ções abaixo devem ser qualificados para utilização de acordo com 4. 4.3.1. devendo adicionalmente satisfazer às seguintes exigências: . Os dispositivos de controle de pressão devem satisfazer aos requisitos desta Norma para válvulas da mesma classe de pressão.2.3. 4.21 ANSI B16.3.1 ANSI B16.3.3.1.1 ANSI B1.9 ANSI B16.3 Componentes de tubulação padronizados 4. 4. removidos de um gasoduto exis- 4. Nota: Tubos novos ou usados.2.1-a).3.4.3. 4.5 Conexões para solda de topo.2.20. A seguir estão relacionados os componentes de tubulação e respectivas normas de projeto e fabricação.3.25 ANSI B16.1 ANSI B16.1 ANSI B16. Notas: a) Não são aceitos materiais com um estado de corrosão que afete a sua integridade.5 ANSI B16.38 API 603 API 606 API 609 MSS SP-6 MSS SP-42 MSS SP-67 MSS SP-72 MSS SP-84 MSS SP-88 4.1. b) Este item não cobre o caso em que um gasoduto é reutilizado para um outro serviço sob novas condições operacionais.20 4.4 Os componentes de tubulação reutilizados ou sem NBR 11712 NBR 11713 NBR 11714 NBR 12558 ANSI B16.execução de ensaios de propriedades físicas e químicas em amostras aleatórias.5 ANSI B16.1-a): ANSI B16.1 Os tubos fabricados de acordo com as especifica- identificação devem ser qualificados para utilização de acordo com 4.20.20.33 API 600 ANSI B16. b) itens usados que foram fabricados de acordo com padrões diferentes dos listados nesta Norma só podem ser qualificados dentro das exigências de 4.2-a).2. sendo qualificados para utilização de acordo com 4.1-d).1.20.1.25 ANSI B16.20.2.34 API 602 ANSI B16.4. .2.3 Parafusos e porcas ANSI B1.2.2. 4.6 Válvulas de segurança por alívio API 526 4.1 ANSI B16.3 Os componentes de tubulação que constituem itens para os quais nenhum padrão ou especificação são relacionados nesta Norma devem ser qualificados para utilização de acordo com 4.3.28 MSS SP-75 MSS SP-79 MSS SP-83 4.4 Juntas NBR 5893 ANSI B1.25 API 599 ANSI B16.3.verificação de que todos os itens devem estar em condições satisfatórias de funcionamento. para encaixe e para rosca ANSI B1. ANSI B1. para a finalidade a que se destinam.2.1 Conexões especiais de aço fundido.

para determinar o limite de escoamento. Para tubo de especificação desconhecida. O tubo deve ser considerado soldável se as exigências impostas pela API 1104 forem cumpridas. A solda deve ser então ensaiada de acordo com as exigências da API 1104. a qual deve assegurar que estejam circulares. O número de ensaios químicos deve ser o mesmo que o requerido para os ensaios de solda circunferencial mencionados acima. Nos tubos de DN -4". O valor de Sy deve então ser tomado como o menor dos seguintes: a) 80% do valor médio dos ensaios de escoamento. para vasos de pressão e caldeiras. o tubo não pode ser usado. e não são feitos ensaios de propriedades mecânicas. (B) (C) (D) (E) (F) (G) (H) (I) Tubos novos de especificação desconhecida e tubos usados cuja resistência tenha sido prejudicada pela corrosão ou outra deterioração devem ser submetidos a ensaio de pressão. As propriedades de tração podem ser estabelecidas como segue: executar todos os ensaios de tração fixados pela API 5L. Se a relação entre as tensões de escoamento e de ruptura exceder 0. porém em não menos de dez tramos. ranhuras e mossas. A partir de tal medida. 165 MPa (1683 kgf/cm2). com os mesmos critérios adotados no caso de tubos novos (ver Capítulo 26). e não superior a 1. a medida deve ser feita em pelo menos 10% dos tramos individuais. em nenhum caso.60 para tubos de DN -4" ou 0. A solda a ser qualificada deve ser feita sob as mais severas condições permitidas pelas limitações de campo e usando o mesmo procedimento. com o mínimo de dez ensaios Um conjunto de ensaios para cada dez tramos.85. ela deve ser determinada medindo-se a espessura em pontos defasados de 90° em uma das extremidades de cada tramo de tubo. A menos que a espessura nominal da parede seja conhecida com certeza. onde todos os corpos-de-prova devem ser selecionados ao acaso. dimensão e espessura nominal constantes. um comprimento suficiente de tubo deve ser curvado a frio até 90° ao redor de um mandril cilíndrico com um diâmetro doze vezes maior que o diâmetro nominal do tubo. porém em nenhum caso maior que 1. Todos os tubos devem ser examinados para detectar entalhes. de acordo com as disposições da ANSI/ASME. o fator E aplicável pode ser empregado. exceto que o número de ensaios requeridos para a determinação das propriedades de achatamento deve ser o mesmo que o requerido na nota (G) a seguir. com o mínimo de 20 ensaios . Se o lote dos tubos é conhecido por ser de grau. um ensaio é necessário para cada 400 tramos de tubo.Número de ensaios de tração (todos os diâmetros) Tamanho do lote Dez tramos ou menos Onze a 100 tramos Acima de 100 tramos Número de ensaios Um conjunto de ensaios para cada tramo Um conjunto de ensaios para cada cinco tramos. Sy seja tomado como maior do que 360 MPa (3673 kgf/cm2). Quando a tensão mínima de escoamento especificada. no máximo. o fator E deve ser tomado como 0. sem que ocorram trincas em qualquer local e sem abrir a solda. b) o valor mínimo verificado em qualquer ensaio de tensão de escoamento desde que.80 para tubos de DN > 4". Pelo menos uma solda de ensaio deve ser feita para cada 100 tramos de tubo de DN > 4". a tensão mínima de escoamento para efeito de projeto deve ser adotada com valor nãosuperior a 165 MPa (1683 kgf/cm2).10 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 Tabela 1 . a espessura dos outros tramos pode ser verificada aplicando-se um calibre ajustado para a espessura mínima. a tensão mínima de escoamento especificada para efeito de projeto deve ser. quando seu valor não puder ser determinado como segue: determinar a média de todos os valores das tensões de escoamento obtidas para um lote uniforme. a soldabilidade pode ser determinada através de ensaios químicos para carbono e manganês. a resistência à tração ou o alongamento são desconhecidos. exceto no que diz respeito ao número de ensaios que deve ser como indicado na Tabela 2. a ser utilizado no campo. a espessura nominal da parede deve ser tomada como a próxima espessura comercial da parede abaixo da média de todas as medidas tomadas. para permitir uma boa inspeção. de acordo com a nota (G) da Tabela 1. Se o tipo de fabricação da junta e o seu processo de soldagem puderem ser identificados. Para tubos de DN > 2". se necessário. Ca-so contrário. Para tubos de DN -2".Qualificação de tubo novo ou usado de especificação desconhecida e tubo usado de especificação conhecida Itens de qualificação Inspeção Curvamento/achatamento Espessura Eficiência de junta Soldabilidade Defeitos Tensão de escoamento Valor “Sy” Ensaio de pressão (A) Tubo novo ou usado de especificação desconhecida (A) (B) (C) (D) (E) (F) (G) (H) (I) Tubo usado de especificação conhecida (A) (C) (D) (F) (I) Todos os tubos devem ser limpos por dentro e por fora. tramo por tramo em um ensaio como o realizado em fábrica.14 vez a menor espessura medida para todos os tubos de DN < 20". A soldabilidade deve ser determinada como se segue: um soldador qualificado deve fazer uma solda circunferencial de topo. Se ao ensaiar a solda as exigências da API 1104 não forem atendidas. deve ser feito ensaio de achatamento como prescrito no Anexo C. desempenados e isentos de defeitos que possam prejudicar sua resistência ou sua estanqueidade. Seção IX. ou no campo após a instalação. O tubo deve atender às exigências deste ensaio. A pressão de ensaio no campo deve ser estabelecida de acordo com o Capítulo 29 Tabela 2 .11 vez a menor espessura medida para todos os tubos de DN ¯ 20".

5. variáveis fundamentais como vazão. em todo caso.3 Tubos fabricados de acordo com a NBR 5580 só podem ser utilizados em sistemas de gás com pressão de projeto igual ou inferior a 400 kPa (4. tais como: a) caracterização do gás.1 kgf/cm2). 6. etc. tubos ex- f) determinação do diâmetro.1 Geral 6. cabos elétricos e telefônicos. motores. compressores. quanto a provocada pela descompressão do gás.1. tanto a ambiente e a de solo. pressão. f) investigação da agressividade química do solo. conforme concebido nesta Norma. 6. cálculo da espessura de parede do gasoduto. h) seleção técnico-econômica dos materiais a serem utilizados. d) seleção da diretriz do duto. flanges. ou seja. principalmente dos que afetam a segurança do sistema de tubulação no qual são instalados.4 A classe de locação é um parâmetro que traduz o grau de atividade humana capaz de expor o gasoduto a danos causados pela instalação de infra-estrutura de serviços.7 Materiais sujeitos a baixas temperaturas 4. 4. b) possibilidade de polimerização do gás. e) balanço oferta/consumo do gás. h) estudo de impacto ambiental. . g) alternativas de traçado. tais como drenagem pluvial. onde esta Norma não dá especificações para um item particular de equipamento. notadamente gás sulfídrico e gás carbônico.1 A classe de locação é o critério fundamental para o materiais usados nas instalações sujeitas a baixas temperaturas.4. esgoto sanitário. acessórios. devem ser marcados de acordo com as instruções de marcação dos padrões e especificações pelos quais o material é fabricado ou de acordo com as exigências da MSS SP-25.7.1. 5 Estudos prévios 5.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 11 4. parafusos e tubos. 4. 5. 4. tais como suportes pendurais.7.6 Marcação Todos os itens do sistema de gás.2 Outros estudos específicos são por vezes requeridos. certos detalhes de projeto e fabricação referem-se necessariamente ao equipamento. c) possibilidade de formação de água livre. Especificações parciais para tais itens são dadas nesta Norma. 4. c) levantamento de dados geomorfológicos e climáticos.2 Deve ser dada especial atenção à tenacidade dos 6 Classificação de locação 6. amortecedores de vibração. Todavia. tráfegos rodoviário e ferroviário entre outros. d) suportação adequada ao gasoduto em travessias aéreas. canais e baías.5 Equipamentos Esta Norma não inclui as especificações para equipamentos.1. Em outros casos. 6.1 Alguns dos materiais que atendem às especificações aprovadas para uso sob esta Norma podem não ter propriedades mecânicas adequadas para as faixas mais baixas de temperaturas cobertas por esta Norma.3 A classe de locação é determinada pelo número de edificações destinadas à ocupação humana. g) determinação dos teores de contaminantes. o intento é que as cláusulas de segurança da Norma devem prevalecer naquilo em que sejam aplicáveis. e) investigações de batimetria e correntes em travessias de rios. tais como válvulas.1. a seguran ç a do equipamento instalado num sistema de tubulação deve ser equivalente à de outras partes do mesmo sistema. tais como: a) possibilidade de condensação de frações pesadas do gás. e. a partir de sua linha de centro. temperatura e máxima pressão de operação devem ser conhecidas. as condições do processo de transferência de gás devem estar determinadas.2 Esta classificação se baseia na unidade de classe de locação que é uma área que se estende por 1600 m ao longo do eixo do gasoduto e por 200 m para cada lado da tubulação. a determinação da pressão de ensaio e a distribuição de válvulas intermediárias. pandidos a frio devem satisfazer às exigências obrigatórias da API 5L. 4.4.2 Independentemente de sua especificação.3 Para o início do projeto. facilidades elétricas. b) levantamento das condições ambientais. existentes em unidade de classe de locação. devem ser previamente realizados diversos estudos fora do escopo desta Norma.1 Para a execução do projeto de sistemas de transmissão e distribuição de gás.

2 A espessura nominal de parede dos tubos e dos componentes de tubulação deve ser selecionada entre as espessuras padronizadas nas respectivas normas de fabricação. . mais de dez e menos de 46 edificações unifamiliares destinadas à ocupação humana.locais em uma pequena e bem definida área externa. 6.2 (adimensional) E = fator de eficiência da junta (longitudinal ou helicoidal) determinado em 7. deve-se atentar para os pla- .2. dentro da unidade de classe de locação. dentro da unidade de classe de locação.6. b) regiões onde o gasoduto se encontre a menos de 90 m de: . 6. tais como: igrejas. 7. a fim de compensar a perda de material que se processará durante a vida útil do gasoduto.2 Regiões onde um aglomerado de edificações destinadas à ocupação humana tenha classificado a região como 3.10 e a API 5L. a predominância de edificações com quatro ou mais andares.12 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 6.1. 7 Determinação da espessura de parede 7. 7. Para valores de espessuras padronizadas para tubos.3 Regiões onde um aglomerado de edificações destinadas à ocupação humana tenha classificado a região como 2.3 (adimensional) T = fator de temperatura determinado em 7.6. T do gás. o grau de segurança estrutural que o gasoduto deve ter para suportar os possíveis danos externos. esta classe termina a 200 m da edificação.3 Classe 2 A classe de locação 2 ocorre em regiões onde existam. nejamentos previstos para as áreas.4 (adimensional) 7.2 Fator de projeto (F) 7.D 2 Sy .7 Considerações sobre o desenvolvimento futuro Na classificação de locação. 7. esta classe termina a 200 m da edificação mais próxima à divisa. mais próxima à divisa.1. dentro da unidade de classe de locação. com quatro ou mais andares. campos de futebol.2 Classe 1 A classe de locação 1 ocorre em regiões onde existam.1. E . quadras de esporte. tais como áreas de recreação.1 Se. destinadas à ocupação humana. que abriguem 20 ou mais pessoas em uso eventual. 6. praças públicas. escolas. for esperada ação corrosiva P. devendo ser igual ou superior à espessura requerida.1 Espessura requerida de parede A espessura de parede requerida.1. causados pelas mais diversas ações construti- 6. comprovadamente. deve ser previsto um valor adicional de espessura (sobreespessura para corrosão). dez ou menos edificações unifamiliares destinadas à ocupação humana. esta sobreespessura deve ser somada à espessura requerida calculada conforme 7.edificações que sejam ocupadas por 20 ou mais pessoas para uso normal. dentro da unidade de classe de locação.1 O fator de projeto é um coeficiente que traduz. ver a ANSI B36. para resistir à pressão interna. deve ser atendida a condição de valor mínimo dada em 7.6. cinemas. 6. etc. para cada classe de locação. incluindo o térreo.1. a qual leva em consideração a resistência mecânica do tubo aos esforços produzidos durante a montagem. esta classe termina a 200 m da edificação mais próxima à divisa. deve ser calculada pela fórmula: e= Onde: e = espessura requerida de parede (mm) P = pressão de projeto (kPa) D = diâmetro externo (mm) Sy = tensão mínima de escoamento especificada para o material (kPa). 6.3 Na seleção da espessura nominal do tubo.1 Regiões onde um aglomerado de edificações destinadas à ocupação humana tenha classificado a região como 4. F .5 Classe 4 A classe de locação 4 ocorre em regiões onde haja. incluindo o térreo. 46 ou mais edificações unifamiliares destinadas à ocupação humana..1. Evidências de futuras edificações devem ser consideradas na classificação de locação.1 e 7. As tensões mínimas de escoamento especificadas para os materiais aceitos por esta Norma constam do Anexo D F = fator de projeto determinado em 7.6. para tubos e demais componentes de tubulação.6 Determ ina çã o das divisas entre classes de loca çã o 6. 6. etc. conforme determinada em 7.4 Classe 3 A classe de locação 3 ocorre em: a) regiões onde existam.

por qualquer período de tempo. tais como os citados em 6.2.1. 7. Tabela 5 .40 O fator de temperatura deve ser determinado conforme a Tabela 5. autoestradas..50 0.72 EFW/SAW/longitudinal 7. de controle e de medição 7. 23. c) itens fabricados com tubos e componentes de tubulação. e) lançadores/recebedores de esferas e raspadores.Fator de temperatura (T) Temperatura de projeto (oC) Até 120 150 180 200 230 Fator de temperatura (T) 1.5 em cruzamentos (sem tubo-camisa) de rodovias públicas pavimentadas.2. b) cruzamentos (sem tubo-camisa) ou interferência paralela de rodovias públicas pavimentadas.2.2 Se for previsto o aquecimento do tubo durante a fa- utilizado fator de projeto igual ou inferior a 0.905 0. para válvulas da linha-tronco. deve ser Nota: Para valores da temperatura de projeto compreendidos entre os tabelados. decorrentes do processo de fabricação dos tubos e dos componentes de tubulação especificados por esta Norma. 53 Processo de soldagem e/ou tipo de fabricação da junta EFW/SAW/longitudinal ou helicoidal EFW/SAW/longitudinal ou helicoidal EFW/SAW/helicoidal se de locação. para a aplicação da fórmula de 7. na classe de locação 2.5. após o esmerilhamento para reparo. 7.8. devem ser determinados e levados em consideração os efeitos da relação tempo “versus” temperatura sobre as propriedades mecânicas do material do tubo.8) Norma de Fabricação ASTM A-134 ASTM A-139 ASTM A-211 ASTM A-671/672.2. . Tabela 3 .1. etc.60 0.Fator de eficiência de junta (E = 0. nas classes de locação 1 e 2. deve-se considerar. 7.1 Acidentes no transporte e na instalação dos tubos não podem causar imperfeições superficiais que. O fator de projeto já considera a segurança necessária para compensar os desvios para menos na espessura de parede. conforme a Tabela 3. bricação ou a instalação. 7. deixem uma redução de parede localizada maior que 10% da espessura nominal calculada em 7.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 13 vas que ocorrem durante a instalação da infra-estrutura de serviços.6 para tubos utilizados em: a) cruzamentos (sem tubo-camisa) de rodovias públicas sem pavimentação. ferroviárias.2 O fator de projeto é determinado em função da clas- Tabela 4 . de pedestres e de tubulação. nos quais deve ser considerado igual a 0. devem satisfazer a esta exigência até uma distância de cinco diâmetros para cada lado da última conexão.4 Excepcionalmente. deve ser utilizado fator de projeto igual ou inferior a 0.3 Excepcionalmente.5 Limitações de valores de projeto 7. deve ser utilizado fator de projeto igual ou inferior a 0. 7. vias públicas e ferrovias. ou acima de 315°C por mais de 1 h. exceto para os casos de exceção apresentados na Tabela 4.870 7.5.000 0.929 0.966 0. d) pontes rodoviárias.5 Excepcionalmente.Classe de locação/Fator de projeto Classe de locação 1 2 3 4 Fator de projeto (F) 0. a tensão mínima de escoamento especificada como sendo 3/4 do valor Sy constante do Anexo D. vias públicas e ferrovias.4 Fator de temperatura (T) 0. tais como conexões para separadores. 7. para cavalotes em travessias. auto-estradas.3 Fator de eficiência de junta (E) O fator E deve ser considerado unitário para todos os tubos cujas normas de fabricação são aceitas por esta Norma.4.5.2. 33 43.1. deve-se obter o fator T por interpolação linear. na classe de locação 1. Classes 13. para derivação de ramais.5 em estações de compressores.1 Para tubos trabalhados a frio (objetivando a elevação da tensão de escoamento por efeito de encruamento) que forem posteriormente aquecidos a 480°C ou mais (não considerando aqui a soldagem ou o alívio de tensões).

0 863.250 0.9 4.126 0.250 0.1 11.9 101.0 863.7 14.7 3.3 11.2 254.2 2.0 1320.0 4.8/1371.188 0.281 0.5 5.3 168.5 12.3 No projeto não se pode utilizar o valor real da tensão mínima de escoamento dos materiais e sim o valor nominal ou especificado da tensão mínima de escoamento (conforme consta do Anexo D).6 114.7 19.3 73.405 0. 1/8 1/4 3/8 1/2 3/4 1 1 1/4 1 1/2 2 2 1/2 3 3 1/2 4 5 6 8 10 12 14 16 18/22 24/26 28/32 34/38 40/42 44/46 48/50 52/54 56 58/60 62/64 mm 3.6/812.6 Tabela de espessuras mínimas de parede A espessura a ser utilizada no gasoduto não deve ser inferior aos valores da Tabela 6.7 2.18 6.3 Espessura dos tudos da estação de compressores pol.4 7.500 0.4 7.406 0.1 323.0/1066.7 15.250 0.8 711. 0.8 2.7 12.500 0.500 0.0 4.2/762.0 3.4 1219.3.9 3.8 609.4 3.4 1473.5 4.4 6.5 5.4 203.4 42.2/1270.8 355.145 0.540 0.500 0.6 406.8 4.0 304.6 pol.5 9.5 76.500 0.0 1320.8 5.3 13.3 2.6 3.2 88.237 0.4 1473.1 7.8/1625.6 6.203 0.438 0.147 0.0 4.179 0.8 609.14 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 7.188 0.375 0.088 0.1 273.226 0.562 mm 1.7 12.9 8.113 0.156 0.500 5. seja inferior ao valor mínimo especificado 7.3 219.250 0.156 0.188 0. a espessura de parede requerida deve ser Tabela 6 .4 1016.3 141.156 0.2 5.8 1117.6 Espessura dos tubos do gasoduto pol.0/1066.500 0.7 12. a menos que o valor real. devem ser consultadas as notas (D) e (H) da Tabela 1.4 457.7 17.219 0.4 31.344 0.4 1219.5 5.133 0.6 6.068 0.4 6.218 0.6 406.500 0.6/1168.6 1422.35 9.7 33. determinado de acordo com a nota (H) da Tabela 1.2/1270.4 6.1.0 88.0 1574.9 15.2/558.9 5.1 5.660 1.2/762.1.219 0.250 0.375 0.7 12.6/914.4 3. Neste caso.563 6.5.095 0.3 60.8 4. 7.8 63.312 0.191 0.840 1.625 8.2/1524.154 0. 0.6 127.8/1625.109 0.091 0.469 0.5 10.4 1016. conforme o critério exposto em 7.8 4.4 457.9 .156 0.1 25.250 0.8/1371.75 12.6 1422.500 4.7 6. 0.875 3.900 2.050 1.119 0.9 4.9 101.5.6 5.2 48.625 0.250 0.200 0.8 38.0 6.258 0.4 Para tubos usados ou tubos novos de especificação verificada conforme 7.216 0.216 0.312 0.625 10.140 0. desconhecida.2 3.250 0.8 711. para a determinação do fator E e da tensão Sy.0 4.2/1524.000 4.375 2.6/812.7 9.0 152.1 50.7 3.625 mm 2.9 355.675 0.6/914.154 0.33 26.4 6.188 0.9 12.7 12.9 9.375 0.0 1574.6/1168.75 14 16 18/22 24/26 28/32 34/38 40/42 44/46 48/50 52/54 56 58/60 62/64 Externo mm 10.315 1.53 12.4 6.1 21.4 6.8 1117.2/558.Espessuras mínimas Diâmetro Nominal pol.

a cobertura mínima. b) estabelecer conexão elétrica entre pontos do gasoduto que possam ser separados. . 8.a possibilidade de as correntes induzidas perfurarem o revestimento do gasoduto. preferencialmente.6 Nas vias em que existam instalações subterrâneas.3 a 8.8.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 15 8 Profundidade de enterramento 8. cuja capacidade seja de. deve ser previsto afastamento compatível com as características das linhas de transmissão.8. se estas forem aéreas. 9.4 Em rios e canais sujeitos à dragagem.8 Para o cruzamento de rodovias. túneis de metrô e outros. conforme 6. Quando tal afastamento não puder ser conseguido.5 Em locais onde a cobertura mínima preconizada em 8. o projeto deve assumir o compromisso entre a profundidade e a proteção mecânica do gasoduto. Tabela 7 .1 e 8.2.7 Quando da existência de linhas de alta-tensão aéreas.3 a 8. 10 Requisitos devidos à proximidade de linhas elétricas Quando a diretriz do gasoduto acompanhar a diretriz de uma linha de transmissão elétrica. o assentamento do gasoduto deve se dar de forma a manter o maior afastamento das instalações.4 Devem existir. independentemente das suas características de .2 Os gasodutos a serem implantados em áreas urbanas. instalação de material separador ou colocação de suportes. no mínimo. verificando: .6 e 8. e em locais onde possam ocorrer modificações nas cotas do terreno. 8.os possíveis efeitos adversos decorrentes da ação das correntes induzidas sobre os sistemas de proteção catódica.8. o gasoduto deve receber proteção mecânica. como garagens avançadas. devem ser cumpridas as exigências de cobertura mínima previstas em 11. ao longo do caminhamento do gasoduto.7 Em áreas onde atividades agrícolas possam levar a escavações profundas. em áreas sujeitas à erosão. tendo em vista o prescrito em 9. 8. 9. no sentido de se proteger o gasoduto.a necessidade de proteção do pessoal de construção e operação contra as correntes induzidas no gasoduto.1.6 Onde as cargas externas forem elevadas.4. tais como encamisamento.3 Em se tratando de implantação de gasodutos em áreas urbanas ou em projetos novos de urbanização.6 a 11. 9. devem ser adotados os seguintes procedimentos: a) utilizar conexões nos sistemas de purga que conduzam o gás para longe das linhas elétricas. 8.1 e 9.2 Gasodutos de distribuição devem ser enterrados com coberturas iguais ou superiores a 600 mm.1 O afastamento de segurança. 9.2 não puder ser adotada. devem ser tomados cuidados. para assentamento de gasodutos em vias públicas. 0. são necessárias proteções adicionais para o gasoduto. devem manter o maior afastamento possível do alinhamento das habitações. deve ser de 2000 mm. exceto nas condições previstas em 8.1 Gasodutos de transmissão devem ser enterrados em profundidades de acordo com a Tabela 7. comunicações e outros. 9 Afastamentos 9. 9. 8. subterrâneas ou aterramentos de tais linhas. .3 Todos os gasodutos instalados em leitos de rios e canais navegáveis devem ter uma cobertura mínima de 1200 mm nos solos comuns e 600 mm em rocha consolidada. de acordo com as recomendações do Capítulo 12. metade da capacidade da linha de transmissão. 8. principalmente quando o gasoduto for enterrado em solo úmido ou com o lençol freático em nível alto. 1 2 3e4 Sob valas de drenagem em rodovias e ferrovias (A) 750 900 900 900 600 A escavação em rocha caracteriza-se pela utilização de explosivo ou martelete pneumático. c) executar estudo em conjunto com a companhia de energia elétrica.7. 9. e o crescimento previsto para a área. em relação à cota de dragagem.30 m de afastamento entre qualquer gasoduto enterrado e outras instalações subterrâneas não-integrantes do gasoduto. quando assentados sob as pistas de rolamento das vias públicas. nas vias de maior largura. deve levar em consideração a máxima pressão de operação e o diâmetro. no mínimo.5 O assentamento de um gasoduto deve se dar. 8. exceto nos casos previstos em 8. deve-se compatibilizar o projeto dos gasodutos com o plano diretor da área. .Valores de cobertura mínima Cobertura mínima (mm) Classe de locação/ situação Escavação normal Escavação em rocha (A) consolidada 450 450 600 operação.verificar a necessidade de instalar aparelhos de drenagem de corrente de fuga.1. ruas e ferrovias.4.

Não sendo possível atender a essa recomendação.1 Geral 11.4 e 9.2. os seguintes aspectos: a) o eixo do cruzamento ou travessia deve ser perpendicular ao eixo da interferência. c) passagem de “pig” instrumentado. deve ser observado o seguinte: a) desvios e variantes para os trechos mais críticos.7. c) utilização de tubos com maior espessura de parede nos trechos mais críticos.4 Na aproximação do cruzamento ou travessia. e) no cruzamento com tubulações e outras interferências. o fator de projeto é determinado em a) as curvas de entrada e saída devem ter raios compatíveis com os raios de curvatura admissíveis para o duto.6 Especialmente para as travessias.2. atendendo à orientação de 9.2. 11. b) execução de serviços adicionais de movimentação de terra. aos gasodutos de distribuição.4 O projeto de cruzamentos de rodovias e ferrovias requer estudos específicos e consulta à autoridade competente. e) necessidade de obras auxiliares. d) no cruzamento de linhas elétricas de transmissão. no centro do vão entre duas torres. f) possibilidade de danos e indenização a terceiros. evitando-se movimento de terra e curvas verticais desnecessárias. b) pesquisar a possibilidade de cruzamento através de galerias ou pontilhões existentes e através do aproveitamento de facilidades existentes (pontes.1. evitando-se trechos excessivamente acidentados e/ou com curvas acentuadas. c) existência de áreas não-sujeitas a alagamento e com espaço suficiente que permita a montagem e eventual armazenamento e revestimento de tubos. 11. principalmente.5 Além das recomendações anteriores.2.2 Seleção de locais para cruzamentos e travessias 11.1. inclusive cota de arrasamento. montagem e manutenção. d) dragagem de áreas sujeitas à navegação. 11.6 Em travessias.2. o duto deve. preferencialmente. c) procurar um ponto onde o cruzamento possa ser executado a céu aberto. passar perpendicular à linha. 11. . b) facilidade de acesso para a construção. aos gasodutos de transmissão e.1 A seleção dos locais de cruzamentos e travessias deve levar em conta as limitações impostas pelo curvamento dos tubos.1. 11.16 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 11 Cruzamentos e travessias 11.1. selecionar um trecho em que a ferrovia ou rodovia esteja em ponto de transição entre corte e aterro. considerando. 11. b) dutos utilizando tubos com reduzida espessura de parede. primordialmente. h) observância das normas e disposições do órgão de proteção ambiental. 11. Este Capítulo destina-se.2 Deve ser procurada uma locação adequada. devem ser observados os seguintes pontos: função da classe de locação da região atravessada pelo gasoduto.1. c) existência de projetos de ampliação. comparando as seguintes alternativas: a) quando for prevista a utilização de tubo-camisa. devem ser realizados estudos econômicos. 11. 11. na locação dos cruzamentos e travessias.3 Merecem também atenção.3 Os cruzamentos devem preferencialmente ser pro- jetados sem tubo-camisa sempre que haja a possibilidade de manutenção do gasoduto com escavação a céu aberto. Sua aplicação deve ser feita levando-se em consideração os requisitos dos Capítulos 8 e 9. os seguintes casos: a) dutos de grande diâmetro (24" e maiores). para melhor definição do ponto de cruzamento ou travessia.1 Este Capítulo estabelece critérios para projetos de cruzamentos e de travessias. evitando-se pontos de inflexão muito próximos das margens. sem interferir com o ponto de aterramento. devem ser considerados os seguintes fatores: ser feitos com ou sem tubo-camisa.1.5 O projeto de travessias de cursos d’água navegáveis requer estudos específicos e consulta à autoridade competente. f) executar sondagens geotécnicas de reconhecimento. viadutos e outras obras de arte) para o caso de travessias. 11. g) observância das normas e recomendações do órgão público responsável.2. 11. de modo a obter o menor comprimento possível. na medida das possibilidades locais.2 Os cruzamentos de que trata este Capítulo podem b) disponibilidade de um trecho reto e nivelado nas margens para a instalação do duto. bem como de outras obras necessárias à execução do cruzamento ou travessia. deve haver um estudo específico para a fixação da cota do gasoduto.

inclusive tubos refugados de fábrica por não-conformidade dimensional que não comprometam a sua utilização para este fim.1.11 Os tubos-camisa não podem transferir carga externa para o gasoduto. b) natureza.6 e 11.1 O dimensionamento dos dutos.1. nesses casos.4. deve obedecer ao disposto no Capítulo 12.4.4.5 A sobrecarga de tráfego transmitida ao duto atra- vés do solo não necessita ser considerada em qualquer instalação com profundidade de enterramento superior a 3.00 m.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 17 a) a travessia de rios deve ter margens bem definidas e que requeiram o mínimo de movimentação de terra e de serviços de recomposição. quando o gasoduto ou tubo-camisa for instalado pelo método de perfuração. Geralmente.9 17.5 10.7.10 Os tubos-camisa devem possuir acessórios que os isolem.6.0 4. 11.1 Dimensionamento e proteção mecânica 11.375 mm 4. 11. A solução usando placas de concreto instaladas entre o duto e a superfície do solo pode ser adotada para os casos onde a altura de cobertura.4. 11.1. 11. do gasoduto.6 7. d) informações sobre o regime do rio.3 Quando se fizer necessária.1 9.4 7. novos ou usados.6 A distância mínima entre a superfície da rodovia e o topo do gasoduto ou do tubo-camisa deve ser de 1.219 0. 11.500 0. Até 10 12 a 16 18 20 22 24 26 28 a 30 32 34 a 36 38 a 44 46 a 50 52 a 56 60 a 64 mm Até 250 300 a 400 450 500 550 600 650 700 a 762 813 864 a 914 965 a 1118 1168 a 1270 1321 a 1422 1524 a 1626 Espessura mínima pol.5 cruzamentos e travessias.4.469 0.281 0. 11. conformação e permanência do leito e das margens.Espessuras mínimas para uso em tubos-camisa em cruzamento ferroviário Diâmetro nominal do tubo-camisa pol. 0. c) verificação da existência de batimetria e sondagens. ver 22.625 0.188 0. 11. 11. justificando-se apenas no caso de leitos profundos ou quando os aspectos de segurança desaconselharem outro tipo de construção. Até 12 De 14 a 24 De 26 a 36 De 38 a 48 De 50 a 64 mm Até 300 De 350 a 600 De 650 a 914 De 965 a 1219 De 1270 a 1626 Espessura mínima pol. possibilidade de desvios.4. for insuficiente para a proteção do duto. por si só.219 0. deve ser feita com jaqueta de concreto com espessura mínima de 38 mm e fck > 15 MPa.8 5.80 m.4.4. nos trechos de 11. Tabela 9 .1. levando-se em conta os esforços adicionais necessários à sua execução ou devidos a cargas externas.1.4 Condições específicas 11.1.375 0.4 Nos cruzamentos e travessias sem tubo-camisa.Espessuras mínimas para uso em tubos-camisa em cruzamento rodoviário Diâmetro nominal do tubo-camisa pol.1 11.7 A distância mínima entre o nível da base dos trilhos e o topo do gasoduto ou do tubo-camisa deve ser de 1.40 m. são apresentadas nas Tabelas 8 e 9. 11.4. eletricamente.3 15.312 0. .688 mm 4. o qual deve ter sua espessura verificada para atender a esta condição.20 m.1.562 0.4.1.281 0. 0.156 0. os dutos ficam submetidos a esforços que podem determinar o aumento da espessura requerida de parede calculada para a pressão interna.1.3 11.250 0. a distância mínima deve ser de 1.7 9. Sce. e) escolha de pontos onde o desvio do curso d’água seja possível.7 14.4.9 Os tubos-camisa podem ser feitos a partir de tu- bos de aço-carbono. Estas espessuras foram calculadas considerando tubos de aço de qualidade comercial e admitindo uma deflexão diametral máxima de 3%.1.12 As espessuras mínimas de parede para os tu- bos-camisa.8 5.406 0. a proteção mecânica do duto.1.1.344 0.4. em cruzamentos rodoviários e ferroviários.1. navegabilidade.8 Em ambos os tipos de cruzamentos de 11. 11. Para o cálculo de Sce.4.438 0. transporte de sedimentos.5 a carga de terra e a sobrecarga de tráfego devem sempre ser consideradas para o cálculo da tensão de flexão transversal. 11.3 Sinalização dos cruzamentos e travessias Todos os cruzamentos e travessias devem ser sinalizados de acordo com o Capítulo 13. 11. durante a construção.188 0.1 7. Tabela 8 .6 6.9 8. f) a travessia aérea não é recomendável. quanto às cargas externas.4.2 O dimensionamento do tubo-camisa deve ser fei- to de acordo com o disposto no Capítulo 12. dragagem e represamento.1.4. atuante na parede do duto condutor.9 12.

quanto à flutuação.4. a proteção deve ser feita: . 12. 12. Gm Onde: Pt = massa do duto . E = (π .4.4.2.2.2.6% e limite de liquidez (LL) inferiores a 30%).2 A estabilidade do duto.4. bem graduado.4. Nestes casos.1 Sendo: P = Pt + Pl + H . no mínimo.1 Para carga de terra ser. 11. apresentando alguma coesão.1 Este Capítulo trata da proteção mecânica do gasoduto quanto a cargas externas. D . O fator FS deve satisfazer à seguinte condição: FS = (P/E) > 1.18 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 11.4.3 São consideradas cargas externas de impacto as transmitidas às estruturas enterradas pelo impacto direto de ferramentas manuais e lâminas de equipamentos de escavação. é suficiente para a proteção contra a carga de terra. 11.Soluções aceitáveis para lastreamento Travessia Áreas de rios e permanencanais temente Tipo de lasinundadas treamento Jaqueta de concreto Bloco de lastro Ancoragem Vala com reaterro X X Local de aplicação Áreas eventualmente Brejos Manguezais inundadas X X X X X X X X X X terro da vala somente deve ser aplicada nos locais onde haja certeza da permanência natural do material de cobertura durante a vida da instalação e onde haja a certeza de que atividades de terceiros não venham a retirar material de cobertura.7 A solução de lastreamento utilizando-se o rea- soluções da Tabela 10.(m) D = diâmetro externo do duto (ou da jaqueta) .4.2. as seguintes recomendações devem ser observadas: a) cobertura mínima de 1 m a partir da geratriz superior do duto. tanto de terra e tráfego quanto de impacto de ferramentas de escavação.9 Para a solução de vala com reaterro. 12.3 A massa específica do concreto de lastro deve 12 Proteção de tubulações enterradas quanto a cargas externas 12.1 São consideradas aceitáveis quaisquer das 11.6 O uso de blocos de lastro não é recomendável.3.4. normalmente a espessura selecionada. Tabela 10 .preferencialmente pelo dimensionamento da parede do próprio gasoduto. . no mínimo. justificando-se apenas onde os aspectos de segurança aconselharem sua aplicação. = massa específica do solo submerso (reaterro) .4. que é definido pela razão entre o peso P do conjunto duto + lastro + reaterro e a força E de empuxo do meio de imersão. igual a 2240 kg/m3.1 a 12. devem ser seguidas as seguintes orientações: a) para locais onde esteja prevista a manutenção do gasoduto com interrupção (mesmo que parcial) do tráfego.2 Para cargas de terra e tráfego considerada. Gsub. segundo os critérios do Capítulo 7.5 Para dutos submersos em cursos d’água.(kg/m3) 11.4. 11.4.2 São consideradas cargas externas de terra e tráfego as transmitidas às estruturas enterradas pelo peso de terra e pelo peso e choque dos veículos rodoviários e ferroviários que trafegam na superfície.8 O lastreamento por reaterro da vala não deve ser usado onde haja curso d’água ou submersão permanente do solo.4. deve ser verificada a estabilidade do conjunto em relação à força vertical ascendente provocada pela velocidade de corrente de fundo. para a proteção mecânica do gasoduto. 12. d) razão FS igual ou superior a 1.4. é garantida pelo fator FS. de modo a aceitar ligeira compactação. c) solo de reaterro granular grosso.(kg/m) Pl = massa do lastro . D2 /4) .(kg/m3) Gm = massa específica do meio de imersão .2. para possibilitar a escavação a céu aberto. Neste caso. igual a 1030 kg/m3 (água).4 A massa específica do meio de imersão deve ser Ao longo do gasoduto.4.(kg/m) H = altura de cobertura . sem ser muito plástico.2.2 Lastreamento 11. 11.4 A proteção mecânica dos gasodutos deve ser feita dentro dos critérios descritos em 12.2. 11. (índice de plasticidade .(m) Gsub. b) massa específica do solo submerso (reaterro) igual ou superior a 900 kg/m3.2.5. 11. a proteção contra a carga de terra deve ser garantida por um adequado dimensionamento da parede do gasoduto. deve ser verificada a concentração de esforços no duto nos pontos de aplicação do bloco.2. 12.

b) para locais onde não haja possibilidade de interrupção de tráfego e conseqüentemente de escavação a céu aberto.7 As instalações aéreas.1. 14.pelo em prego de laje de concreto enterrada pr ó ximo ao topo do duto.6 Em áreas urbanas.2 Quando for verificada a possibilidade de ocorrên- A proteção recomendada neste caso é a laje de concreto ou a jaqueta de concreto mencionadas em 12. devem ser instalados marcos indicadores de distância.2 Distribuição em baixa pressão Em sistemas de distribuição de gases em baixa pressão. entre as medidas adotadas para proteção mecânica.1.1 Este Capítulo se refere à sinalização de gasodutos de transmissão. os marcos delimitadores das faixas devem ser instalados nos limites destas.2 Controle de pressão Todo sistema de escoamento de gases. 14.2-a). 13. 13. além de uma boa escolha deste material.2 As faixas e áreas de domínio dos gasodutos devem ser identificadas e sinalizadas com placas e marcos. b) a máxima pressão a que o sistema pode ser submetido.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 19 . conseqüentemente. conforme 29. a proteção tem de ser feita com a instalação de tubo-camisa ou com a construção de obras de arte.1. 12.1. Entre os casos mais comuns para esta situação.1. deve ser equipado com um dispositivo de controle de pressão.2 Em certas situações.4 Nas faixas de domínio dos gasodutos.4.1.1 Gasodutos para transmissão de gases devem ser dimensionados de acordo com o Capítulo 7.2. ou b) uma pressão de 14 kPa (0.1 A máxima pressão de operação (MPO). estas providências visam a assegurar um melhor trabalho mecânico do tubo. 14 Controle e limitação das pressões 14.1. portanto. Em sistemas de distribuição de gases em alta pressão. a cada quilômetro. aproveitando toda a sua capacidade de distribuir as pressões laterais do solo envoltório. 14. baseado na sua história de operação e manutenção. é a realização de uma boa compactação do solo de reaterro. alimentado por uma fonte que possa operar em pressão superior à máxima pressão de operação (MPO) do sistema em questão. 13. limitação de dureza.1 Geral 14.3 Nas faixas de domínio dos gasodutos.1.5 Para o cálculo das tensões provocadas pelas cargas externas de terra e tráfego.2 Transmissão de gases 14. cuja função é reduzir a influência da carga de tráfego. 13. c) modificação na classe de locação do gasoduto. devem ser instaladas placas de advertência. ao longo dos gasodutos. limitação da razão entre tensões de escoamento e ruptura.1 Máxima pressão de operação 14. a MPO não pode exceder: a) a pressão de projeto do elemento mais fraco do sistema. a companhia operadora é levada a limitar a máxima pressão de operação a valores inferiores aos originalmente estabelecidos no projeto.2. a MPO não pode exceder: a) a pressão que possa provocar operação insegura de qualquer equipamento de queima à baixa pressão acoplado ao sistema. baixando sua magnitude.3. . citam-se: a) gasodutos em estado avançado de corrosão ou com outros defeitos que comprometam sua resistência. ver 22. 13. não pode exceder a pressão de projeto do elemento mais fraco do sistema.3. dimensionada para as cargas envolvidas.1. às redes de distribuição de gás canalizado. 12. dimensionada para as cargas envolvidas.14 kgf/cm2). devem ser usadas fitas de aviso sobre a geratriz do gasoduto. 13.1. junto aos cruzamentos com estradas e nas travessias de cursos d’água. Deve ser verificada a capacidade do conjunto duto-jaqueta de suportar as pressões laterais do solo. 12.4. sendo por definição a maior pressão na qual um sistema de gás po- . especificado para ajustar a pressão para as condições de operação nas quais o sistema possa ser operado.6. 14. 14.1 Distribuição em alta pressão 13 Sinalização 13. devem ser sinalizadas por placas.3 Distribuição de gases 14. Neste caso. devem ser exigidas prescrições adicionais de ensaios de tenacidade ao impacto.3 Para cargas de impacto de operar. A máxima pressão de operação destes gasodutos define a sua pressão de ensaio. espaçados de modo que fiquem intervisíveis. o novo valor da MPO deve ser estabelecido. junto à fonte de alimentação.5 Nas faixas de domínio dos gasodutos. e dispositivos de proteção contra sobrepressão devem ser instalados. e.6 Um fator a ser considerado. distribuindo-a uniformemente por uma área maior e. cia de fratura frágil. requisitos especiais de soldagem.1. 14. b) gasodutos que tenham operado por longo tempo (anos). não se aplicando. na eventualidade de um vazamento.2. fora das condições de projeto.pelo emprego de jaqueta de concreto.

no caso de rompimento do diafragma. piloto ou selo líquido.3 Dispositivos de controle e proteção requeridos em estações de controle de pressão 14. b) válvula de segurança por bloqueio . os sistemas de escoamento de gases devem ser equipados com dispositivos de limitação ou alívio de pressão. caso a pressão de utilização do gás no consumidor seja controlada por regulador com as seguintes características: a) que seja capaz de reduzir a pressão para os valores recomendados para os equipamentos do consumidor. Figura 1 . 14. resistente às impurezas.1 Proteção contra sobrepressões acidentais 14.1 Encontram-se esquematizados na Figura 1 os dispositivos de controle e proteção requeridos em estações de controle de pressão. sem tomada de pressão. a 50% ou menos da pressão regulada quando há fluxo.3. não necessitam ser dotados de dispositivos de segurança adicional. c) válvula controladora monitora.20 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 14.1.1. com diâmetro do orifício não-maior que o recomendado pelo fabricante para a máxima pressão de entrada.1.3. tribuição. tipo mola. 14. d) que as tubulações que interligam o regulador não sejam maiores que 2". b) que seja de passagem única.2 e e) que seja capaz de manter a precisão de regulagem em condições normais de operação e de limitar o aumento da pressão em condições de fluxo zero. f) que seja integral.3.3 Limitação de pressão 14.3. 14. não necessitam de dispositivos de controle e limitação de pressão. A Figura 2 fornece a simbologia da Figura 1. à abrasão do gás e ao corte pelo obturador e não apresente deformação permanente quando em uso. d) válvula controladora em série com ativa. cuja máxima pressão de operação esteja entre 14 kPa (0.3.2 Consumidores alimentados por sistemas de dis- tribuição. Nota: Exemplos de aplicação dos dispositivos de controle e proteção requeridos em estações de controle de pressão estão apresentados no Anexo E.3. quando uma falha do dispositivo de controle elevar a pressão acima da MPO do sistema.3.04 kgf/cm2). c) que o assento da válvula seja feito de material resiliente. cuja máxima pressão de operação seja menor que 14 kPa (0.3.14 kgf/cm2) e cuja pressão não provoque funcionamento inseguro nos equipamentos.Dispositivos requeridos nas estações de controle de pressão .14 kgf/cm2) e 200 kPa (2.3.2 Tipos de dispositivos de proteção 14. seja levado a fechar. g) que.3.excesso de pressão.3.1.1.1 Exceto nos casos mencionados em 14.3 Consumidores alimentados por sistemas de dis- A seguir estão relacionados os tipos de dispositivos que podem ser utilizados para impedir a sobrepressão: a) válvula de segurança por alívio. Estas estações caracterizam-se por separar dois sistemas com valores distintos de MPO. 14.

na ocorrência de falha Válvula de segurança . limitando a pressão a jusante da controladora Válvula de controle monitora .Controla a pressão a jusante da controladora ativa. É dimensionada para a condição de falha aberta da controladora Válvula de controle em série . A pressão de ajuste da controladora a montante deve ser inferior à MPO a jusante Figura 2 .Alivia o gás na ocorrência de falha da controladora.Controla a pressão em dois estágios.Controla a pressão a jusante Válvula de bloqueio automático .Simbologia .Bloqueia o fluxo de gás.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 21 Válvula de controle .

na ocorrência de acidentes. tubos e cone- xões localizados entre o gasoduto a ser protegido e o dispositivo de alívio. 15.2. com intertravamento mecânico entre elas. Tão logo quanto possível. sem chaves.4 Ventilação dispositivos.1 No mínimo duas saídas devem ser previstas para pedir o fechamento indevido de válvulas de bloqueio que tornem o sistema de alívio inoperante. O prédio da estação de compressores deve ser executado em conformidade com a NBR 6118. Uma passarela exclusiva para um equipamento não requer duas saídas. ou combinação de cada patamar de operação.2 Construção outras saídas de dispositivos de alívio devem ser localizadas onde o gás possa ser descartado para a atmosfera.3.4. ou A localização do prédio de compressores deve levar em consideração a existência de construções adjacentes. 15.1. também. retornar a válvula para a posição aberta. devem ser construídos com materiais não-combustíveis ou limitadamente combustíveis.2. suspiros. assim como a tubulação de purga. Permitir o fechamento da válvula de bloqueio do alívio com a anuência e assistência do pessoal de operação. No cálculo desta capacidade.3 Capacidade requerida aos dispositivos de alívio e limitação de pressão 14.1.2 O projeto deve impedir falhas na operação de uma estação de controle ou compressão. escadas-de-mão fixas. O projeto e instalação devem considerar que a falha de um tubo de instrumentação não provoque sobrepressão nas instalações a jusante. a valores que não provoquem opera çã o irregular dos equipam entos de queima conectados à rede.2 O dimensionamento de aberturas.1.2 Adicionalmente aos dispositivos requeridos na Fi- gura 1.3 Devem ser tomadas precauções objetivando im- Todos os prédios da estação de compressores.1 Localização válvulas.3 As saídas devem ter portas desobstruídas. 14. 14.1. 14. deve ser executado de forma a propiciar o bom funcionamento do dispositivo de alívio.4.4. com espaço suficiente em torno do prédio para permitir a livre movimentação do equipamento de combate a incêndio.4.2 A distância máxima de qualquer ponto de um lo- cal de operação a uma saída não pode exceder 23 m. lo- calizadas de modo a permitir fácil acesso. 14.3. deve-se considerar as limitações de transferência do gás entre as estações.1 As chaminés de válvulas de alívio. A estação deve ter ventilação suficiente para que .3. 15.3.2 Cuidados especiais em instalações de alívio 14.4.1. de forma a sempre manter uma em operação e outra em reserva. as chaminés e suspiros devem ser protegidos contra entrada de água de chuva. Tais saídas podem ser escadas.2 Quando um gasoduto for alimentado por mais de forma a evitar condições de pressão perigosas para as instalações conectadas a jusante destas estações.3. em local seguro. que abriguem tubulações de DN > 2" ou equipamentos que trabalham com gás (exceto aqueles para fins domésticos).1 As estações devem ser projetadas e instaladas de a) limitar a pressão no valor da máxima pressão de operação admissível (MPOA) acrescida de 10% ou no valor que provocar uma tensão circunferencial de 75% da tensão mínima de escoamento especificada do material do tubo.4 Considerações sobre o projeto de estação de controle e limitação de pressão 14. eventualmente recomenda-se instalar válvula de alívio parcial dimensionada para a condição de vazamento da controladora quando esta estiver fechada. a capacidade do sistema de alívio destas estações deve considerar as capacidades de alívio das demais estações. e devem propiciar passagem para local seguro.1 Projeto 15. b) limitar a pressão. Métodos aceitáveis para operação do bloqueio de válvulas de alívio são descritos a seguir: a) travar a válvula de bloqueio na posição aberta. 14. Eles devem ser protegidos contra queda de objetos.4.1 Cada dispositivo de proteção. etc. medida ao longo da linha de centro de acesso.4.3. 15 Estações de compressão 15. deve ter suficiente capacidade para: Os prédios de compressores devem possuir saídas de ar na parte superior (lanternim) para evitar o aprisionamento de gás. escavações indevidas ou outras causas de dano.4. 15. em sistemas de distribuição de gás em baixa pressão.1.1. 14. 14.3 Saídas 15. Onde necessário. 14. tais como explosão em estações subterrâneas ou choque de veículos. objetivando a continuidade operacional dos dispositivos de segurança e proteção.22 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 14. situadas a 3 m ou mais do nível do chão.3.1.4. mantendo uma distância dessas construções para evitar que um incêndio nestas construções atinja a estação e. Os trincos das portas devem ser facilmente abertos pelo interior.2. 15.1. passarelas ou plataformas.4.1 Geral 14. o que for menor. em paralelo. Esta recomendação se faz necessária quando há modificação na classe de pressão das instalações a montante em relação a jusante.1.4. b) instalar duas válvulas de bloqueio do alívio.3 Cuidado especial deve ser dedicado aos tubos de instrumentação. As portas localizadas em paredes exteriores devem abrir para fora.

1 Compressores 15. em quantidade que possa vir a danificar o equipamento. devem constar dados do equipamento.4 Equipamentos da estação de compressão 15. 15. 15. exceto: .2 Placa de identificação a) possibilitar bloqueio da entrada e da saída de gás da estação. no mínimo. . Caso bombas de incêndio façam parte dos equipamentos. potência e rotação.2 Equipamentos de remoção de líquido 15. acessório e sistema auxiliar devem ser projetados para operar de modo seguro e eficiente na faixa das condições de operação.circuitos elétricos que alimentam as luzes de emergência necessárias à evacuação do pessoal da estação e a vizinhança dos coletores de gás.5. Da placa de identificação.40. 15. sua operação não deve ser afetada pelo sistema de desligamento automático de emergência da estação. devem abrir para fora e permanecer destrancados (ou ser facilmente abertos do interior. número de série e qualquer outra informação necessária a uma correta operação e manutenção.positivo de parada automática do compressor ou alarme de nível alto de líquido.1.3 Isolamento térmico Para proteção pessoal. Cada compressor deve ser projetado para operar. c) possibilitar o desligamento de todos os equipamentos de compressão de gás e instalações a gás e elétricas nas vizinhanças dos coletores de gás e da estação de compressão.4. 15. como uma junta danificada. de material resistente à corrosão. no mínimo. adicionalmente.2. c) ser constru í dos de acordo com o A N S I/A S M E . 15. dois portões. desde que localizados a menos de 60 m de qualquer estação de compressores. exceto aqueles construídos de tubos e componentes de tubulação sem soldagem interna.1 Geral 15.4.4. etc. 15.2.5. S eção VIII.5 Áreas cercadas inclua a verificação do funcionamento de todos os equipamentos de proteção. prever dispositivo para drenagem do separador e. 15. b) a tubulação de alívio deve descarregar em local que não gere risco à estação de compressão e adjacências. bum dos quais atendendo aos seguintes requisitos: Cada equipamento da unidade compressora deve possuir uma placa de identificação. firmemente fixada em local visível e de fácil acesso. dis. 15. em toda a faixa das condições de operação.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 23 os empregados não corram perigo em condições normais de operação (ou algumas condições anormais. caso em que devem ser projetados com fator de projeto 0.4.4. dois lugares.4.2 Os dispositivos para remoção de líquido devem satisfazer às seguintes condições: a) ter dispositivo manual para drenar cada separador. quando a área interna estiver ocupada.1 Projeto quido. b) quando bolsões (slugs) de líquido puderem ser carreados ao compressor.4 Supervisão de operação A supervisão de cada compressor de uma estação compressora deve ser de acordo com um procedimento que .). instalados em estações de compressão de gás. 15. 15. deve ter. d) possibilitar operação de.3 Equipamento de combate a incêndio Toda a estação de compressão deve possuir equipamentos adequados ao combate a incêndio. devem atender aos requisitos da NBR 5418. nos casos onde houver possibilidade de acúmulo de líquido na linha de sucção de cada estágio (ou de cada unidade.1 Cada estação de compressão deve ter um sistema de desligamento automático que atenda aos seguintes requisitos: Cada compressor.circuitos el é tricos necess á rios à prote çã o de equipamentos. e aliviar o gás bloqueado.1. até a condição máxima do acionador. sem auxílio de chaves).2 Instalações elétricas Todos os equipamentos elétricos e cabos.5 Equipamentos para desligamento de emergência 15.1.1. 15. Os portões devem ser localizados de modo a permitir fuga para local seguro. devido ao acúmulo em concentrações perigosas de vapores ou gases inflamáveis ou tóxicos.1 Devem ser previstos dispositivos de retirada de lí- Qualquer área cercada que possa impedir a fuga de pessoas dos arredores da estação de compressão.4. numa emergência.4. deve ser previsto isolamento térmico das partes quentes do compressor. em salas. tais como nome do equipamento. Este isolamento deve ser coberto com uma proteção resistente a óleo. graxa e sujeira.3 Controle de corrosão Medidas a fim de proteger a tubulação da estação de compressão devem ser tomadas de acordo com o Capítulo 30.1. no caso de compressor centrífugo).4. poços ou qualquer outro ambiente fechado. em serviço contínuo. nome do fabricante. e.1.

2 Caso a estação de compressão abasteça diretamente um sistema de distribuição sem outra fonte de suprimento. . os tubos devem ter sido pré-ensaiados.24 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 .2-a).5. Os circuitos elétrico. 15. caso esta estação não seja cercada. Toda área de compressores em estações de compressão deve ter sistemas de detecção de fogo e gases. 15.4 Devem ser tomados cuidados.7. A capacidade de alívio deve ser igual ou superior à capacidade do compressor. o compressor a uma parada total no menor intervalo de tempo possível. deve ser equipado de modo que a parada da máquina corte automaticamente o combustível e purgue o gás do coletor de distribuição. o desligamento possa ser limitado a: a) desligamento de todos os compressores e instalações elétricas e a gás internas à estação. para uma estação de compressão. 15.1.1 Tubulações de gás 15. 15. conectadas às tubulações de gás citadas em 15. 15.5.1. .5. o sistema de desligamento de emergência deve ser projetado de forma que não cause nenhuma parada não-programada na distribuição de gás.1. de acordo com 29. hidráulico ou pneumático das instalações de desligamento normal devem permanecer em operação. 15.ser de fácil acesso e visibilidade.1 Especificação Cada unidade compressora de uma estação de compressão deve ter um sistema individual de desligamento de emergência.7 Controle de gás combustível 15. 15.3 Desligamento individual de emergência 15. entre o compressor e a primeira válvula de bloqueio. de modo seguro. de modo a evitar que gás entre nos cilindros da máquina e atue no sentido de movimentar partes enquanto a máquina estiver em manutenção. c) desligamento de todas as instalações elétricas e a gás nas vizinhanças dos coletores de gás.1.5. na linha principal.2 Cada turbina a gás da estação deve ser equipada de modo que. com sensibilidade e capacidade para garantir que a pressão na tubulação e nos demais equipamentos não exceda em mais de 10% a máxima pressão de operação admissível.7.5 Todo gás utilizado para fins domésticos numa estação de compressão deve possuir odor suficiente para servir de alerta em caso de escapamento.7. exceto quando forem executadas pequenas alterações na estação e. 15.2 e 29.8. controle e tomada de amostra. 15. 15.6.6.5. .7. Cada um dos sistemas deve atuar de modo a iniciar o desligamento de emergência conforme requisitos de 15. caso contrário. 15. ou próximo à saída de emergência. como descrito em 15.3 As linhas de alívio devem ser dimensionadas de forma a não prejudicarem o funcionamento das válvulas de alívio e devem conduzir o gás para local seguro.6.8. que opere com injeção de gás combustível sob pressão. exceto quando.5.1. neste caso.ser próximo aos portões de saída da estação.2 Sistema de detecção de fogo e gases alívio do compressor não evitem sobrepressão na tubulação.2 Instalação são. devem possuir dispositivo limitador de pressão regulado de modo a limitar a pressão a um excedente máximo de 25% da pressão de operação ou a um excedente máximo de 10% da máxima pressão de operação.2 Uma válvula de alívio de pressão deve ser instalada Todas as tubulações de gás em estações de compressão devem ser instaladas segundo as prescrições previstas nesta Norma. for impraticável a execução de ensaios.ser externo à área de gás da estação.5.8.6. 15. exceto as de instrumentação.7. 15.3.3 Ensaios de pressão na linha de descarga de cada compressor de deslocamento positivo.3 O projeto e a construção da estação de compressão devem ser tais que seja minimizado o risco de dano a qualquer equipamento do sistema de desligamento de emergência.6 Dispositivos de alívio de pressão 15. caso esta estação seja cercada. . que leve. adequadamente locado. devem ser de aço e projetadas de acordo com o Capítulo 7. deve ser odorizado de acordo com o descrito no Capítulo 32.1 Todo acionador de compressor.1. 15.8. devido à explosão ou fogo. Caso as válvulas de Todas as tubulações de gás de uma estação de compressão devem ser ensaiadas após sua instalação.1. ao iniciar-se o desligamento de uma unidade. devido às condições de operação. de todas as tubulações de gás conectadas aos compressores citados em 15.1 Devem ser instalados dispositivos de alívio de pres- Todas as tubulações de gás da estação de compressão.ser localizado a menos de 150 m dos limites da estação.2-b). deve ser prevista instalação de dispositivo de alívio na tubulação.8 Tubulações na estação de compressão 15.1. no entender do operador. b) alívio e bloqueio.3 As instalações de regulagem do sistema de gás combustível. haja o imediato corte do combustível desta unidade.

montado e ensaiado de acordo com os requisitos desta Norma.3 Todo compressor centrífugo de gás numa esta- tações de compressão. internas à estação de compressão. numa estação de compressão.6 Tubulações hidráulicas Todas tubulações hidráulicas. 16. deve ter um dispositivo automático que desligue o equipamento antes que a velocidade do acionador ou do acionado exceda a velocidade máxima estabelecida. 15.3.3. pelo fabricante.8. internas à esta ção de compressão.2 A pressão do ar de partida.7 Tubulações de processo Todas tubulações de processo.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 25 15.2. 15.1 Locação dos reservatórios Todas tubulações de água. devem ser construídas de acordo com a ANSI B31. o volume estocado e tor síncrono ou de indução elétrica.1. estradas ou áreas pertencentes (mas não de uso e controle exclusivo) à companhia operadora deve ser projetado.8.8.3. internas à estação de compressão.3 Uma válvula de retenção deve ser instalada na linha de ar de partida.8. Deve ser levada em conta a possibilidade de ser necessário dar partida em mais de um compressor num curto intervalo de tempo.8. Todas tubulações de óleo lubrificante. 15. Outra válvula deve ser localizada na linha de ar principal próximo à saída de ar dos vasos.1 Reservatórios tubulares em áreas de uso e controle não-exclusivo da companhia operadora Um reservatório tubular para instalação em ruas.9.1 Geral 15.3. 15.2.9. aplicáveis a uma tubulação instalada no mesmo local e sujeito à mesma máxima pressão de operação. .2 Tubulações de ar 15. nos limites da segurança.2 Equipamentos adicionais de prote çã o para compressores de gás 15.5 Tubulações de vapor Todas tubulações de vapor. internas à estação de compressão.3 Todo abafador do sistema de escapamento da as dimensões da tubulação de conexão ao compressor devem ser apropriados a imprimir na máquina o número de rotações necessárias à purga de todo o combustível do cilindro de potência e escapamento da máquina. Seção VIII. próximo de cada máquina.2 Reservatórios cilíndricos Os reservatórios cilíndricos devem ser instalados em terreno próprio ou de uso e controle exclusivos da companhia operadora.8.4 Tubulações de água 16 Reservatórios tubulares e cilíndricos 16.8.4 Identificação de válvulas e tubulações 15. do selo normal. Todas as tubulações importantes de gás devem ser identificadas de acordo com suas funções. deve ter furos em cada compartimento.1 Todas as tubulações de ar das estações de compressão devem ser construídas de acordo com a ANSI B31.2 Todo compressor de gás de uma estação de com- pressão deve possuir um dispositivo que impeça que a temperatura do gás de descarga exceda a máxima temperatura de projeto do compressor e tubulações conectadas.1 Todo acionador de compressor. diferente de mo- Todas as válvulas de emergência e os controles de emergência devem ser identificados.2.3. 15. 15.8. 15.1. devem ser construídas de acordo com a ANSI B31.9.9. que atue caso haja falha de refrigeração ou lubrificação do equipamento.9 Equipamentos de segurança adicionais 15. de modo a evitar qualquer acúmulo de gás.2 Toda máquina a gás da estação de compressão deve ter a carcaça equipada com abertura à prova de explosão ou com ventilação adequada.9.8.8. 16.1. devem ser construídos e equipados de acordo com o ANSI/ASME.8.2. 15.9.3.1 Todo compressor de gás de uma estação de compressão deve possuir sistema de desligamento ou alarme.3 Reservat ó rios tubulares e cil í ndricos em propriedade de uso e controle exclusivos da companhia operadora 16. internas à estação de compressão. 15.9. o compressor seja desligado com segurança. É recomendado que o equipamento de resfriamento. de modo a não permitir retorno de ar do motor às tubulações.3. devem ser construídas de acordo com a ANSI B31.2.3 Tubulações de óleo lubrificante ção de compressão deve possuir um selo de óleo de emergência que permita que. 15. 15.2.4 Vasos ou garrafas de estocagem. numa falha. 15.9. 15. devem ser construídas de acordo com a ANSI B31. As instruções do fabricante podem ser utilizadas como guia para determinar esses fatores.2.1. para uso em es- máquina a gás. remoção de líquido e remoção de óleo seja instalado entre o compressor de ar de partida e os vasos. Os reservatórios devem ser instalados em áreas cercadas para evitar o acesso de pessoas não-autorizadas. 15. devem ser construídas de acordo com a ANSI B31.

60 0.3.1 Um reservatório tubular ou cilíndrico.5. tempo de desgaseificação. quando a máxima pressão de operação for igual ou superior a 7000 kPa. preservação do gás. não sendo aceitáveis danos no cilindro.0 kgf/cm2) a 15°C.2. .P.1.3.4 Reservatórios tubulares e cilíndricos devem ser 16. enterrados com cobertura mínima de 60 cm. instalação e ensaio 16.F 7 x 103 gás sulfídrico. e) cada cilindro e bocais devem ser ensaiados contra vazamentos após a instalação.2 A distância máxima para o espaçamento entre válvulas deve estar de acordo com a Tabela 12.72 0.1.72 0.2. tais como acesso. no reservatório.5 kgf/cm2) acima da máxima pressão de operação.40 16. exceto soldas de cabos de cobre para o sistema de proteção catódica. a uma pressão absoluta superior a 100 kPa (1. 17 Válvulas intermediárias 17. usando-se processo de soldagem termicamente localizado. c) não pode ser feita solda em reservatórios cilíndricos que já tenham sofrido tratamento térmico e alívio de tensões.3. bocais e equipamentos auxiliares. desta maneira.3 Precauções devem ser tomadas para impedir a formação ou acumulação de líquidos nos reservatórios.3 O afastamento mínimo entre reservatórios deve reservatórios contra corrosão externa. pode ser armazenado.1. Cuidadosa inspeção no cilindro deve ser feita quando da instalação. conforme a Tabela 11.5. a que for menor.3 mg/m3 de ser determinado pela fórmula empírica: L= Onde: L = afastamento mínimo entre reservatórios.30 m 1 2 3 4 0. 16.3. futuros desenvolvimentos urbanos da região e condições naturais adversas que coloquem em risco a segurança e operação da linha. Tabela 11 . 16. ou ambos.85.1 Gasodutos de transmissão 17.3. em mm D = diâmetro externo do reservatório.D. a ser instalado b) em nenhum caso a relação entre a tensão mínima de escoamento especificada e a tensão de ruptura pode exceder 0. deve ser projetado adotando-se os fatores de projeto selecionados de acordo com a classe de locação correspondente e a distância mínima entre os reservatórios e a cerca. quando a máxima pressão de operação for inferior a 7000 kPa (71. A pressão de ensaio na fábrica não deve ser menor do que a requerida para produzir uma tensão circunferencial igual a 85% da tensão mínima de escoamento especificada do material. flexibilidade operacional. em 110% da pressão de projeto do reservatório. usando-se ar ou gás a uma pressão de 350 kPa (3.60 0.2 A distância mínima entre os reservatórios e os limites da cerca deve ser de 8 m.5.1 Espaçamento entre válvulas 17.3.5.5 Requisitos gerais aplicáveis a reservatórios tubulares e cilíndricos 16.2 Projeto.2. em kPa F = fator de projeto 16. não necessitando ser reensaiado hidrostaticamente quando da instalação.2.26 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 16.1.2 Nenhum gás contendo mais do que 2. e de 30 m.1 Na determinação do espaçamento entre válvulas.4 Requisitos especiais aplic á veis somente a reservatórios cilíndricos Um reservatório cilíndrico pode ser construído de um aço não-soldável em condições de campo.1 Devem ser tomadas medidas para proteção dos em propriedade sob uso e controle exclusivos da companhia operadora.72 0.5 Reservatórios tubulares devem ser ensaiados conforme os requisitos do Capítulo 29. 16. continuidade operacional. d) cada cilindro deve ser ensaiado hidrostaticamente na fábrica. 17. ou uma pressão que induza uma tensão circunferencial de 75% da tensão mínima de escoamento do material.4 Devem ser instaladas válvulas de alívio de acordo com os requisitos desta Norma.Fatores de projeto para reservatórios Fator de projeto (F) Classe de locação da propriedade Distância mínima entre os reservatórios e os limites da cerca 8 m .40 30 m ou mais 0. em mm P = máxima pressão de operação admissível. deve ser utilizada água para o ensaio. desde que atenda às seguintes limitações: a) reservatórios cilíndricos construídos de aço-liga devem atender aos requisitos de composição química e de resistência dos vários graus de aços segundo ASTM A-372.2. 3. vários aspectos devem ser considerados.4 kgf/cm2). que possam causar corrosão ou interferir na operação segura dos equipamentos de armazenamento. nos casos em que a pressão de ensaio produza uma tensão circunferencial superior ou igual a 80% da tensão mínima de escoamento especificada (Sy) do tubo.60 0.1. 16. para um tubo instalado em um local classificado na mesma classe de locação do reservatório. 16. 16. com capacidade de alívio adequada para limitar a pressão nas linhas de enchimento e.

1.4 O uso de automatismo nas válvulas de bloqueio intermediárias não é requerido. b) deve ser previsto espaço interno suficiente.1. b) em sistemas de distribuição em baixa pressão. que podem ser de cobre.3 Facilidades devem ser previstas para a execução de desgaseificação entre duas válvulas intermediárias. de alívio.2. instaladas objetivando uso operacional ou de emergência.2. A caixa deve ser projetada de forma a não permitir a transmissão de cargas externas à linha de distribuição. Caso a válvula tenha sido instalada em caixa.1.1 Exigências de projeto estrutural As caixas subterrâneas para válvulas.1. deve ser montado dispositivo operacional de abertura e fechamento. 17.1 Válvulas de bloqueio intermediárias devem ser acessíveis e protegidas contra danos e atos de vandalismo. são projetadas e construídas de acordo com as seguintes prescrições: a) as caixas são projetadas e construídas de forma a resistirem às cargas a que são submetidas. podem ser dispensadas.1. O uso do au- . tal como um grande vazamento ou fogo na estação. c) no projeto de caixas para equipamentos de regulagem. e) as aberturas das caixas devem ser localizadas de forma a reduzir os riscos de que ferramentas ou outros objetos caiam sobre o equipamento. bem como movimentos das tubulações. Em todas as instalações.2 Válvulas para gasodutos de distribuição 17. de forma que o risco de danificação seja minimizado. O equipamento e a tubulação devem ser adequadamente sustentados por suportes de metal ou alvenaria. O local da instalação de desgaseificação deve propiciar a purga do gás para a atmosfera.5 A locação de válvulas deve atender às exigências da autoridade competente.1. Todas as válvulas devem ser convenientemente suportadas. sendo apoiados dentro da caixa. estações redutoras ou limitadoras de pressão. as eventuais exigências da autoridade competente. de forma a evitar sua danificação em caso de acidente.1 Válvulas para gasodutos de transmissão 17. se não forem exigidas pela autoridade competente. devem ser previstos meios para evitar a passagem de gases ou líquidos através da abertura e evitar esforços na tubulação. as válvulas intermediárias. limitação e alívio de pressão. exceção feita às tubulações de controle e medição.2. Onde a tubulação atravessar a estrutura da caixa.2. conforme ora desenvolvido. etc. 17. O dimensionamento das válvulas e conexões para esta operação deve ser tal que permita a desgaseificação em condições de emergência com rapidez compatível com sua necessidade.Distância máxima para o espaçamento entre válvulas Classe de locação 1 2 3 4 Espaçamento entre válvulas (km) 32 24 16 8 tomatismo deve ser definido pela companhia operadora do gasoduto.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 27 Tabela 12 . 17. enterradas ou em caixas. d) a tubulação de entrada e a do interior de uma caixa subterrânea devem ser de aço. 17. as condições físicas locais.2.2. assim como o número e tipo de consumidores que seriam afetados por uma interrupção acidental do abastecimento.2 Válvulas em sistemas de distribuição para uso operacional ou de emergência devem ser localizadas de forma a propiciar acesso imediato e facilitado numa condição de emergência. a fim de evitar que os mecânicos de manutenção pisem neles quando entrarem ou saírem dela. a fim de ficarem protegidas contra movimentos e/ou acomodações do terreno. deve se levar em conta a proteção destes equipamentos. devem ser feitas considerações sobre a pressão máxima de operação. devido ao fato de não poder ser comprovado que este.2. A distância entre a válvula e o regulador deve permitir a operação da válvula durante uma emergência. Válvulas em sistemas de distribuição.2.2. a tubulação ou outro componente.2 Válvulas em sistemas de distribuição de gás entrada para cada regulador de vazão ou pressão do sistema de distribuição de gás.2 Locação de válvulas 17. acima do solo. a menos que tais componentes sejam protegidos adequadamente. 17.2. Na determinação do espaçamento. facilmente acessível ao pessoal autorizado. 17. devem ser espaçadas conforme a seguinte orientação: a) em sistemas de distribuição em alta pressão. 17.2. somente o acesso à haste operacional ou ao mecanismo de abertura/fechamento necessita ser instalado. o comprimento das linhas de distribuição. A tubulação de controle e os componentes ativos do equipamento não devem ser instalados sob a abertura da caixa.2 As válvulas intermediárias podem ser instaladas 18 Caixas subterrâneas 18. operação e manutenção adequadamente executadas. forneça proteção total ao gasoduto.1 Uma válvula deve ser instalada na tubulação de Nota: O espaçamento recomendado na Tabela 12 só pode ser aumentado por imposição de dificuldades reais de acesso à válvula. 17. para possibilitar que os equipamentos tenham sua montagem. as válvulas devem ser instaladas em locais acessíveis a fim de facilitar a operação em casos de emergência.

devido à existência de interferências.1. c) os dutos devem estender-se a uma altura acima do solo. Se fechadas hermeticamente.1. e) se as caixas menciondas em 18. em toda a extensão. grupo D. b) exposição à inundação: as caixas não devem ser construídas em pontos de elevação mínima. do boletim número 70 da NFPA. 18.2.2 Válvulas de bloqueio 19. etc. de alívio ou pressão. pode ser admitida uma cobertura menor. avenidas. a capacidade de ventilação de um tubo de 4" de diâmetro nominal. como a de esgoto. estradas e pátios de estacionamento de veículos. A área efetiva da abertura nessas conexões.3. devem ser consideradas as condições de acesso. 18.28 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 f) sempre que uma abertura deva ser localizada acima de um equipamento que possa ser danificado pela queda de uma tampa.1 Devem ser previstos meios para minimizar a entrada de água nas caixas. no mínimo. d) as caixas com volume interno entre 2 m3 e 6 m3 podem ser fechadas hermeticamente ou ventiladas.1 Prescrições gerais aplicáveis aos ramais 19. que possam danificar o tubo ou o revestimento protetor. eletricidade. ou terminais de alívio. para a área de ventilação efetiva da tampa ou grade. materiais de construção. alamedas e demais locais não-sujeitos ao tráfego de veículos. Os respiros ligados ao equipamento de regulagem ou alívio de pressão não devem ser ligados à ventilação da caixa. ou através de reforço no próprio tubo. deve ser.3-d) são ventiladas por meio de aberturas nas tampas ou por grades.3 Onde há evidência de condensação no gás em quantidades suficientes para provocar interrupções no abastecimento do consumidor.. e deve-se prever meios para facilitar a limpeza periódica dos dutos.2 O uso de válvulas de ramal de assento resiliente não é recomendado.1 As válvulas utilizadas para ramal devem atender às prescrições de 4. se submerso. É exigido que seja previsto um mínimo de 0. As extremidades externas dos dutos devem ser equipadas com uma conexão à prova de tempo apropriada. de modo que o tubo não venha a ser submetido a uma carga externa excessiva devido ao reaterro da vala.2 Condições de acesso Ao se escolher um local para uma caixa. 19 Ramais de serviço 19.4 Drenagem e estanqueidade à água 18. O número de curvas e desvios deve ser reduzido ao mínimo. igual à área da seção transversal de um duto de 4" de diâmetro nominal.3 Selagem e ventilação da caixa Caixas subterrâneas contendo uma estação reguladora ou redutora. todas as aberturas são equipadas com tampas estanques. vapor e outras. e a relação do volume interno. não é necessária nenhuma ventilação adicional. for menor que 6 para 1. contudo. bacias de captação ou onde a tampa de acesso à caixa esteja no curso das águas pluviais.1 Os ramais devem ser instalados a uma profundidade que os proteja de cargas externas excessivas e de atividades.3 O equipamento elétrico nas caixas deve estar de acordo com as exigências da classe 1. 19. adequada para dispersar quaisquer misturas ar-gás que possam ser descarregadas.4.2. 18.4. Alguns dos fatores a serem considerados na escolha do local são os seguintes: a) exposição ao tráfego: deve ser evitada a construção de caixas em cruzamentos de rua ou em pontos onde o tráfego é pesado ou denso. neste caso.2 Nenhuma caixa contendo tubulação de gás pode ser interligada a outra rede. suportadas convenientemente. o equipamento deve ser sempre projetado para operar com segurança. desde que estes ramais sejam encaminhados protegidos por placas de concreto. 19. as caixas devem ser ventiladas com dois dutos.2. deve ser instalada uma tampa circular ou tomadas outras precauções. c) exposição a riscos em instalações adjacentes: as caixas devem ser construídas o mais afastado possível de instalações de água.1. o ramal deve ter caimento de forma a drenar o condensado para a rede ou para sifões em pontos baixos do ramal. tais como jardinagem. O material usado para reaterro deve ser isento de pedras. quando o projeto das válvulas é tal que a exposição ao calor excessivo possa afetar sua capacidade de operação. projetada para evitar que material estranho entre ou obstrua o duto. 19. em m3.4.1. Onde estas exigências de cobertura não puderem ser cumpridas. Os trechos horizontais dos dutos devem ser projetados de forma a evitar a acumulação de líquidos na linha. 18. devem ser vedadas e ventiladas como segue: a) quando o volum e interno excede 6 m 3.60 m em ruas. . e um mínimo de 0. f) caixas com volume interno menor que 2 m3 não têm nenhuma exigência específica.30 m de cobertura em calçadas. b) a ventilação obtida deve ser suficiente para minimizar a possível formação de uma atmosfera combustível na caixa. de acordo com 8. 19. em m2. através do aumento de espessura. áreas externas de residências e condomínios. no mínimo. deve ser previsto meio de ensaiar a atmosfera interna antes da remoção da tampa.2 Os ramais devem ser adequadamente apoiados em solos firmes ou bem compactados. tendo cada um. 18. jardins.

2. Onde a pressão for menor que 700 kPa (7.2 Os ramais. em área pública. 7 kPa (0. ta em terreno previamente perfurado.3.1.2 Instalação de ramais no interior ou sob construções 19.3 Em solo rochoso.7. onde o escapamento do gás seja perigoso.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 29 19. a montante do regulador. e todos os ramais que operam a pressões maiores que 7 kPa devem ser ensaiados com gás ou ar. 19.6. o duto deve prolongar-se até um local utilizado normalmente e de fácil acesso.3 Localização de válvulas de ramal 19. 19. devem ser projetadas e construídas de forma a minimizar a possibilidade da retirada de internos da válvula acidentalmente ou deliberadamente. a utilização do tubo revestido sem camisa só é aceita se comprovado que o revestimento é resistente às operações necessárias à execução (furação ou cravação).6. para evitar a possível penetração de gás de vazamento.1 As válvulas de ramal devem ser instaladas em to- dos os ramais novos.7. 5 min. a fim de minimizar a possibilidade de que pó e umidade sejam levados do tubo para o ramal. 19. 19. devem ser selados no alicerce para evitar a entrada de água ou gás na construção. 5 min. Quando um destes ramais abastece o prédio que ele atravessa. passando através dos alicerces externos de uma construção. 19.2 O cálculo da espessura de parede do ramal deve estar de acordo com as exigências do Capítulo 7. A conexão do ramal à rede não necessita ser incluída neste ensaio.3.2 Exigências do ensaio de estanqueidade devem ser encamisados por um duto estanque. instaladas dentro de prédios ou em locais confinados fora de prédios. a que for maior.7.5. deve estar de acordo com as exigências aplicáveis do Capítulo 4.07 kgf/cm2) e que não possuem um revestimento anticorrosivo capaz de temporariamente impedir um vazamento devem ser ensaiados com gás ou ar.7. 19. o ramal deve ser projetado para uma pressão de projeto mínima de 700 kPa.2 Os ramais que operam a pressões menores que Os ramais podem ser ligados à rede por: a) soldagem de um tê ou de dispositivo similar.3 Os tubos. c) utilização de conexões de compressão com juntas de borracha ou similar e conexões de solda.1 O tubo.3 Ligação de ramais à rede 19.4 Válvulas de ramais de alta pressão. 19.5. .07 kgf/cm2) e que possuem um revestimento anticorrosivo que não possibilite de imediato a identificação do vazamento.7. O tubo-camisa deve ser purgado em local seguro. no mínimo. com ferramentas domésticas.1 Instalação de ramais por meio de perfuração ou cravação 19. o tubo revestido não deve ser in- serido através de um furo livre (sem tubo-camisa). 19.1 kgf/cm2). b) utilização de uma abraçadeira de ramal ou sela. segundo esta Norma. se não for viável assim proceder. d) soldagem do ramal diretamente à rede (boca-delobo).7.1.1. As juntas utilizadas nas redes de gás manufaturado devem ser do tipo que resista a este gás. 19. no mínimo.2. fazendo os seus próprios ensaios ou inspecionando os ensaios feitos pelo fabricante.6 Projeto de ramais 19. 19. devem ser encamisados em tubo-luva ou protegidos de outra forma contra a corrosão. inclusive os renovados. quando enterrados sob construções.4 Ponto de ligação do ramal à rede Os ramais devem ser ligados ao topo ou à lateral do tubo da rede. de fácil acesso.7.1 Os ramais que operam a pressões menores que 7 kPa (0.2.2.5. durante.5 A companhia distribuidora deve se certificar de que as válvulas de ramal instaladas nos ramais de alta pressão sejam adequadas para este uso. O ramal ou o tubo-luva. deve ser tomado cuidado para evitar danos ao revestimento. Tanto a caixa como o tubo devem ser apoiados independentemente do ramal.3. ou ambos.1 kgf/cm2).5. 19.2 As válvulas devem ser instaladas a montante do medidor se não existir regulador ou. conexões e acessórios devem ser conectados por processos de soldagem ou rosqueamento. 19.1 Ramais enterrados. quando usado para ramais. 19. à MPO do sistema ou a 600 kPa (6. 19.2 Na instalação de ramal em terreno previamente perfurado.2.6. pelo tempo de.2.7.3 Uma válvula incorporada no quadro do medidor que permita que ele seja contornado não a caracteriza como de ramal.7 kgf/cm2).5 Ensaio dos ramais após a construção 19. a uma pressão não menor que 70 kPa (0. para verificar se não apresenta vazamento e se sua integridade estrutural está garantida.7 Instalação de ramais 19. No ponto onde o duto termina. A ligação no topo é preferível. 19.3 As válvulas subterrâneas devem ser instaladas numa caixa ou tubo extensor que permita pronta operação da válvula. se existir.1 Quando a instalação dos tubos revestidos for fei- 19. 19.2. 19. o espaço entre este e o ramal deve ser selado.1 Prescrição geral O ramal deve ser ensaiado após a construção e antes de ser colocado em operação.

1.3 Cargas de projeto Os componentes de tubulação devem ser projetados e fabricados para suportarem com segurança. após instalados no sistema.4. 20. deve ser feito um estudo específico para determinar o nível de tensões na descontinuidade entre o ramal e o tronco. a critério do projetista.5 As conexões especiais de que trata esta seção de- ser a soma das seguintes áreas. 20. operando a pressões inferiores a 700 kPa (7. Tampão plano para DN superior a 3" só é permitido se for projetado de acordo com a ANSI/ASME. Seção VIII. tampão plano. sem vazamento. 20. Quando os esforços de dilatação térmica.2.2 Classificação e conceituação 20.1 Conexões especiais talada. Quando estas conexões forem instaladas em sistemas existentes.5.2 Toda a soldagem deve ser realizada usando pro- determinado pela “Regra da Equivalência de Área” que exige que a área de reforço disponível seja igual ou superior à área retirada do tubo-tronco para instalação do tubo-ramal. 20.1 a 20. de peso próprio e de vibração forem.1. Quando a parede do tubo incluir uma sobreespessura para corrosão.5. todas situadas dentro dos limites da zona de reforço definida em 20. 20. construídas de chapa com costuras longitudinais. as quais admitem estar a derivação submetida à pressão interna e a esforços moderados de peso próprio.4.1 Requisitos gerais As derivações tubulares soldadas devem ser projetadas de acordo com as recom enda çõ es de 20. et (ver nomenclatura em 20.4 Conexões especiais 20.1. 20.1 Condições gerais 20.1. Nota: No Anexo F é dado um exemplo das regras para o projeto de derivações tubulares soldadas.5. se isto não for possível. das conexões padronizadas 20. e que sejam capazes de atender aos mesmos requisitos de ensaios. Seção VIII. 20. forjado ou soldado.5. ruptura. correspondente à espessura de parede excedente àquela necessária para resistir à pressão interna.4.2. falha de funcionamento ou deformações permanentes.13. 20.4.1. vem resistir a um ensaio de pressão sem apresentar vazamentos.5.1. 20. 20.4.6 O projeto e a fabricação das curvas em gomos devem ser cuidadosamente executados e sua aplicação deve obedecer às recomendações de 27. É proibido tampão “cauda de peixe” para DN superior a 3". devem ser projetadas. são permitidas para tubos de DN igual ou inferior a 3".2. 20.1 Reduções concêntricas e conexões para fechamento terminal feitas a partir de tubo não são permitidas em sistemas cuja pressão de projeto produz tensão circunferencial igual ou superior a 1/5 da tensão mínima de escoamento especificada do material. isolada ou simultaneamente.3 A área de metal para o reforço da derivação deve cedimentos e soldadores qualificados.2.2 Conexões para fechamento terminal. Seção VIII. Por exemplo:P. derivação com reforço integral tipo sela. que não sejam as pa- dronizadas para solda de topo. = d . em função de dificuldades construtivas para se usar a conexão padronizada ou em função da falta da conexão padronizada. Por exemplo: Boca-de-lobo.5 Derivações tubulares soldadas 20. consideradas significativas.1. Divisão I. devem ser projetadas por critérios que proporcionem o mesmo grau de resistência e estanqueidade. para cálculo de A1 e A2.1.30 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 20 Componentes de tubulação não-padronizados 20.ex. b) área transversal remanescente no tubo-ramal (A2). 20.1.: Curva em gomos.1.2.) é definida pelo produto Areq.4.5.3 Quando a resistência destes componentes não puder ser calculada ou determinada com segurança pelos requisitos desta Norma.2 Condições específicas 20. esta deve ser descontada da espessura nominal de parede dos tubos-ramal e tronco. construídas e ensaiadas sob os requisitos do código ANSI/ ASME. correspondente à espessura de parede excedente àquela necessária para resistir à pressão interna.5.5.1. redução cônica.2 Derivações tubulares São conexões não-padronizadas utilizadas para a derivação de um ramal.5. ruptura ou falha de funcionamento. tais como São conexões não-padronizadas as utilizadas em situações peculiares. 20. devem passar por um ensaio de vazamento em serviço na pressão de operação do gasoduto.14 kgf/cm2).2 A área de reforço requerido (Areq.1 O reforço requerido no tubo-tronco deve ser com dimensões ou materiais diferentes dos padronizados. Divisão I. a pressão de projeto atuando durante a vida útil da tubulação e outras cargas eventualmente especificadas. limitações nas condições de uso e recomendações específicas para o projeto de componentes de tubulação não-padronizados.4 Unidades pré-fabricadas. tampão “cauda de peixe” e tampão plano.4: a) área transversal remanescente no tubo-tronco (A1). 20.2).1 Conexões de aço fundido.4. A pressão de ensaio deve ser a mesma do sistema no qual a conexão estiver (ou for ser) ins- .4. devem preferencialmente ser ensaiadas antes da instalação.4. a pressão admissível de trabalho é estabelecida de acordo com a ANSI/ASME.1 Objetivo O objetivo deste Capítulo é apresentar métodos de cálculo.4.1.

20.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 31 c) área transversal dos cordões de solda (A3).4 As áreas dos reforços são apresentadas na Figu- ra 3.5. o cordão de solda deve se estender por um comprimento W2 e W3. deve-se prever um pequeno furo na luva ou na sela para que haja a purga do gás de soldagem. para materiais do tubo-ramal com tensão de escoamento superior à do tubo-tronco. O uso de cordão de solda côncavo é preferível.1. 20. o cordão de solda deve se estender por um comprimento W1.5. Neste caso.1. calculada conforme 20. Esses furos para purga devem ser tamponados posteriormente ao ensaio de pressão da conexão ou do sistema de tubulação para evitar a corrosão entre o duto e a chapa de reforço.5. d) área transversal da chapa de reforço (A4). como tendo a mesma tensão de escoamento do tubo-tronco. a área de reforço disponível no tubo-ramal deve ser calculada com uma redução proporcional à razão entre as respectivas tensões de escoamento.5.1.1. em termos de aumento de área de reforço. Nenhum crédito é dado. 20. corrosão galvânica e expansão térmica.5. e só então computada como área de reforço. 20.1. O reforço com coxim ou sela deve ser feito conforme Figura 5. O material da chapa de reforço deve ser compatível com os materiais dos tubos com respeito à soldabilidade. 20.2. Notas: a) A solda de união entre os tubos-tronco e ramal não foi representada na Figura 3. 20.5. A chapa de reforço deve ser ligada por solda aos tubos tronco e ramal em toda a sua extensão. mas que em nenhum caso pode se estender além de 2. selas e coxins de reforço devem ser perfei- escoamento inferior à do material do tubo-tronco. onde se mostram também os limites da zona de reforço.2. conforme mostrado na Figura 5.Corte transversal da derivação mostrando as dimensões usadas no cálculo . pois minimiza a concentração de tensões na junção do ramal com o tronco conforme mostra a Figura 6.1.8 O ramal deve ser ligado por solda em toda a ex- escoamento inferior à do tubo-tronco. esta última é um retângulo cujo comprimento se estende a uma distância “d” de cada lado da linha de centro do tubo-ramal e cuja dimensão “L” se estende a uma distância igual a 2.2. O material da chapa de reforço com tensão de escoamento superior à do material do tubo-tronco deve ser considerado. Figura 3 .5 Quando o material do tubo-ramal tiver tensão de coamento. a área deve ser calculada como se o material do ramal tivesse a mesma tensão de escoamento do material do tronco. no cálculo do reforço. ou do ar numa eventual operação de tratamento térmico da conexão. desde que sua área de reforço seja calculada com uma redução proporcional à razão entre as respectivas tensões de es- tamente ajustados às partes às quais devem ser soldados.5. a qual já inclui a solda de união entre o tubo-tronco e o tubo-ramal. Quando não for usado um cordão de solda com a dimensão da perna (W2) igual à espessura M da chapa de reforço.5. b) A nomenclatura utilizada está definida em 20.5 vezes a espessura de parede do tubo-tronco medida a partir da superfície externa deste. e só então computada como área de reforço.6 O material da chapa de reforço pode ter tensão de tensão da parede do ramal ou do tronco.9 Luvas. As Figuras 5 e 7 ilustram algumas formas de reforço. tratamento térmico. a extremidade do reforço deve ser chanfrada a 45° para concordar com a extremidade do cordão. conforme mostrado nas Figuras 4 e 5.5.5 vezes a espessura de parede do tubo-ramal a partir da superfície externa da chapa de reforço (se esta existir).7 Quando os coxins ou as selas usadas para o re- forço cobrirem as soldas entre o ramal e o tronco.

porém nunca inferior a 6. c) G = 1.2 mm (máximo) a menos que haja soldagem pela parte interna ou seja usado mata-junta. devem ser aplicados na derivação detalhada na Figura 4.32 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 Notas: a) Usar preferencialmente o encaixe tipo “não-penetrante”. após o ensaio de pressão. b) W2 = M/2 (mínimo).Detalhes de solda para derivações com reforço parcial . usar o encaixe tipo “penetrante”. Figura 5 . Posteriormente. a extremidade do reforço deve ser usinada para ficar com a espessura igual à do tubo-tronco. porém não-superior a T. quando usados. d) Todas as soldas devem ter as pernas com a mesma dimensão e uma garganta teórica igual a 70% da dimensão da perna. como segunda opção. d) Se M > T.Coxim ou colar Notas: a) Os reforços parciais sela ou coxim. o furo deve ser fechado com solda.Sela Figura 5-(b) . e) Prever um furo de 6 mm na chapa de reforço para permitir a purga dos gases de soldagem e do ar. c) W3 = M (mínimo). b) W1 = 3R/8 (mínimo).4 mm.4 mm. Figura 4 .Detalhes de solda para derivações sem reforço Figura 5-(a) .6 mm (mínimo). no caso de haver tratamento térmico. porém nunca inferior a 6. G + 3. deste.

Detalhes de solda para derivações com reforço integral .Tipo sela Notas: a) Esta solda não necessita ter função estrutural.Garganta teórica da solda Figura 7-(a) . c) Os detalhes das derivações com reforço integral foram feitos mostrando o encaixe tipo “não-penetrante”. podendo ser apenas uma solda de vedação. Figura 7 .Solda de filete côncavo Nota: A dimensão da solda em ângulo é definida pelo comprimento do lado do maior triângulo isósceles inscrito na seção transversal do filete de solda.Tipo luva Figura 7-(b) . Figura 6 .NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 33 Figura 6-(a) .Tipo sela combinada com luva Figura 7-(c) .Solda de filete convexo Figura 6-(b) . b) Esta solda longitudinal para fechamento do reforço integral pode ser localizada em qualquer lugar da circunferência do tubotronco.

c) . et .1) d = diâmetro do furo acabado no tubo-tronco Q = comprimento da chapa de reforço.c) (para encaixe tipo “não-penetrante”) sen β d = DR/sen β (para encaixe tipo “penetrante”) 20. admite-se que seu fator de eficiência de junta seja unitário. = A1 + A2 + A3 + A4 Sendo: eT = espessura nominal da parede do tubo-tronco A1 = (eT . 20. deve ser usado o coeficiente de segurança (2 . tirantes e outros contraventamentos pode reduzir o efeito previsto para o reforço.2 (eR .5 (eR . 20. β = menor ângulo medido entre os eixos dos tubos-tronco e ramal c = sobreespessura para corrosão DR = diâmetro externo do tubo-ramal 20. .sen β) 20.1.5. 20.12 Derivações com ramais formando ângulos inferiores a 85° com o tronco tornam-se.13 Para o estabelecimento da tensão mínima de escoamento especificada para os materiais dos tubos utilizados nas derivações soldadas. Deve ser previsto um reforço adequado para compensar a fraqueza inerente a este tipo de derivação.5. A 3.2. quando a solda longitudinal não for interceptada pelo ramal.3. a fim de majorar a área requerida para reforço (Areq.1.1). (2 . os requisitos gerais descritos em 20.2.).5. M .34 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 20.90 o.5.1. as derivações devem preencher os requisitos especiais de que trata a Tabela 13.2.c) e 2.10 O exame e o eventual reparo das soldas entre o ramal e o tronco devem ser feitos antes da montagem dos reforços. ver 7.DR) . 20. 7. A partir de ângulos menores que 85°.2. et Nota: Para um ângulo β < 85°.2. mais fracas à medida que o ângulo diminui.11 Para tubo-tronco com costura.5. qualquer que seja o ângulo pa- através de fórmulas.5. Areq.β . ¯ Areq.5.5.2 Regras para o reforço de derivações tubulares soldadas (Figura 3) 20. (SyR/SyT) Onde: L é o menor valor entre 2. Nota: O uso de nervura para reforço é permitido e pode ser considerado nos cálculos de resistência mecânica.1.1 Esta seção apresenta de modo compreensível. 7.5. = área de reforço disponível A 1. Um projeto deste tipo deve ser cuidadosamente estudado.5 A área disponível.et .3) SyR = tensão mínima de escoamento especificada do material do tubo-ramal SyT = tensão mínima de escoamento especificada do material do tubo-tronco SyC = tensão mínima de escoamento especificada do material da chapa de reforço 20.6 A condição de resistência é verificada através de: A2 = 2L (eR .2. (SyC/SyT) L = dimensão da zona de reforço Adis.1.1. A 2.5.5. = área de reforço requerido Adis.4 O diâmetro do furo é calculado pelas fórmulas: d= DR .3 Requisitos especiais Além dos requisitos gerais (ver 20.4 e Anexo D.5.2 A nomenclatura utilizada é a seguinte: ra reforço.sen β). = d .5. é calculada pela fórmula: Adis.1.2. = d . progressivamente.1) eR = espessura nominal da parede do tubo-ramal er = espessura de parede do tubo-ramal para resistir à pressão interna (calculada conforme 7.5.c) + M A3 = área total das seções transversais dos cordões de solda A4 = (Q .3 Para 85o . 20.5 (eT .er . a área de reforço requerida deve ser calculada por: Areq. dentro da zona de reforço M = espessura da chapa de reforço 20. a área de reforço requerida é calculada de acordo com a fórmula: Areq. A 4 = á reas definidas no texto (ver 20. O projetista deve atentar para o fato de que a concentração de tensões próxima a pontos terminais de nervuras.5.5. independentemente do processo de soldagem.c) . (1/sen β) .5.5. d et = espessura de parede do tubo-tronco para resistir à pressão interna (calculada conforme 7.

a distância mínima entre centros de quaisquer duas dessas deri- tradas. Nota: Deve-se proteger adequadamente as derivações de pequeno diâmetro contra vibrações e forças externas a que normalmente estão sujeitas.2).5.2 mm. A área do reforço combinado deve ser pelo menos igual à soma das áreas requeridas por cada uma das derivações consideradas separadamente.5. (F) (G) As derivações com ou sem reforço devem ser feitas de acordo com as informações das Figuras 4. e a área de reforço entre elas deve ser ao m enos igual a 50% da á rea total requerida para as duas derivações na seção reta considerada.3 Quando a distância entre centros de quaisquer das duas derivações é inferior a 1. no mínimo. sela.5. e é soldado neste.2 Quando mais de duas derivações estiverem numa vações deve ser. de acordo com 20. com qualquer tipo de arranjo. 20.5 vez a média de seus diâmetros externos (conforme visto em 20. Nota: As extremidades da chapa de reforço devem ser usinadas para ficarem com a mesma espessura do tubo-tronco. 6 e 7. Se for necessário reforço localizado e o diâmetro do ramal for tal que o reforço envolva mais de metade da circunferência do tronco. 20. selas parciais e outros tipos de reforços localizados são proibidos. na falta destes. ou então deve-se usar tê forjado. Em nenhum caso. Se o reforço envolvente é mais espesso que o tubo-tronco.6. cujo diâmetro envolva todas as outras derivações do grupo. Usar preferencialmente tês forjados.1).Requisitos especiais Relação Sc Sy x 100 Relação DR DT x 100 (%) (%) < 25 ¯ 25 e < 50 ¯ 50 Onde: Sc = tensão circunferencial correspondente à pressão de projeto Sy = tensão mínima de escoamento especificada do material DR = diâmetro externo do ramal DT = diâmetro externo do tronco (A) < 25 (A) ¯ 25 e < 50 (A) ¯ 50 (B) (C) (D) (D) (B) (D) (C) (E) (F) (F) (G) (F) (H) ( I ) Não é obrigatório o uso de reforço na derivação. essas derivações devem ser reforçadas de acordo com 20. então deve-se usar reforço “integral” independentemente da tensão circunferencial atuante. o reforço da derivação deve ser do tipo “integral”. Usar preferencialmente tês forjados. São permitidos também reforços localizados dos tipos coxim e sela. Não há necessidade de se prover reforço para derivações (ramais) de DN até 2" inclusive. considerando-se todas as derivações como uma única.1 Quando duas ou mais derivações estão separadas entre si por uma distância entre centros inferior à soma de seus diâmetros internos (de modo que as zonas de reforço se superpõem). na falta destes. As dimensões das pernas dos cordões de solda que unem ramal e tronco não devem ultrapassar a espessura do tubo-tronco. preferencialmente.14 kgf/cm2). coxim. estendendo-se por toda a circunferência do tubo-tronco. (H) (I) 20. (B) (C) (D (E) Usar qualquer reforço que satisfaça aos requisitos gerais (ver 20. tanto quanto possível.6. 1. esta solda de união entre o reforço e o tubo-tronco deve ser de cordão contínuo.6. entretanto.6.5 vez a média de seus diâmetros externos.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 35 Tabela 13 .6 Derivações múltiplas 20. tubos de parede fina e cargas externas severas. . uma seção reta (do ramal ou do tronco) pode ser considerada como pertencente a mais de uma derivação ou ser avaliada mais de uma vez. Usar qualquer dos reforços dos tipos “integral”. Os cantos internos do furo acabado devem ser. adoçados com um raio de curvatura de 3. este pode ser requerido em casos especiais de pressões acima de 700 kPa (7. Coxins. pode ser reforçado. 20. suas extremidades devem ser usinadas de forma a terem sua espessura igual à do tubo-tronco. não deve ser considerada a contribuição de nenhuma área do material de reforço entre essas duas derivações.6. estendendo-se por toda a circunferência do tubo-tronco. 5.4 Qualquer grupo de derivações densamente concen- situação que requeiram um reforço combinado. o reforço da derivação deve ser do tipo “integral”.

3. nos sistemas de tubulação. 21. c) as derivações forem recomendadas pelo fabricante. para efeito de enquadramento nas situações apresentadas em 21.3. .5 Fica inteiramente a critério do engenheiro o julgamento do grau de severidade das condições operacionais do sistema.2. O engenheiro deve ainda considerar que casos específicos podem requerer uma análise mais abrangente do que a descrita em 21.1. faz também parte desta análise a determinação das forças e momentos atuantes nos suportes da tubulação.3 e comparadas com as tensões admissíveis de 23.3. b) as derivações forem projetadas para a máxima pressão de operação admissível do sistema de gás. deflexões e reações de restrição nos elementos tubulares. mudanças nas características geométricas dos elementos tubulares e gradiente de temperaturas.4. admitindo muitas simplificações em relação ao sistema real. 21.1.36 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 20.2 A flexibilidade de um sistema de tubulação é a medida da sua capacidade de absorver dilatações e contrações. sob o aspecto de segurança. entre outros: configuração tridimensional. é capaz de deformar-se.3. pode ser previsto o uso de junta de expansão. incluindo ainda orientações sobre o cálculo de suportes.3 Critérios para obrigatoriedade ou dispensa da análise 21.7 Derivações extrusadas As derivações extrusadas são aceitas se atenderem aos seguintes requisitos: a) for comprovado por análise e ensaio (este. 21. 21.6. . se necessário) que tais derivações são adequadas e seguras para o serviço a que se destinam. ele- .1.2.1 Como regra geral.1 Este Capítulo estabelece os critérios aplicáveis à análise dos efeitos de variação da temperatura e de deslocamentos impostos.2 A análise de flexibilidade deve ser enfocada sob dois aspectos: 21.7 e 23.4. de sorte que as tensões na tubulação e os esforços nas conexões.3 A redução dos esforços nas ancoragens e bocais de equipamentos deve ser conseguida por uma configuração tridimensional.3. A análise de flexibilidade é um cálculo de verificação. como adequadas ao serviço proposto. consiste na determinação das tensões.a análise formal utiliza poucas simplificações em relação ao sistema real e apresenta soluções mais próximas dos resultados experimentais. flexíveis e rígidos (flanges ou válvulas).2 Quando for necessário o emprego de junta de expansão. determina-se. 21.2 Métodos de análise 21. por variação de temperatura ou por deslocamentos impostos. nas enterradas.3.3 Um sistema de tubulação é julgado suficientemente flexível quando. a análise da flexibilidade deve ser feita sempre que houver dúvidas fundamentadas sobre a adequada flexibilidade da tubulação. esta deve ser selecionada e especificada de acordo com o Standard da EJMA.1. 21.4 A análise da flexibilidade pode ser dispensada para tubulações enterradas conduzindo gás à temperatura ambiente e para tubulações aéreas ou enterradas de configuração e condições operacionais semelhantes à outra anteriormente analisada (por método compatível com a severidade operacional do sistema) e julgada suficientemente flexível.1. mentos tubulares retos e curvos (contínuos ou em gomos).4 Este Capítulo abrange a análise de flexibilidade das tubulações aéreas e das enterradas.1 A flexibilidade deve ser conseguida. 21 Análise da flexibilidade 21.5 As tensões geradas por variação de temperatura e por deslocamento imposto devem ser calculadas pelas fórmulas de 22.2. a partir de uma configuração proposta. variação nas propriedades físicas dos materiais.consiste na análise do sistema de tubulação na sua mais geral abrangência. 23.2. as dilatações térmicas são absorvidas no deslocamento livre da tubulação.2 A análise formal é obrigatória nos sistemas de tubulação sujeitos a diferencial de temperatura elevado ou nas configurações rígidas sujeitas a diferencial de temperatura ainda que moderado. a verificação da flexibilidade pode ser feita pela análise simplificada. de acordo com o proposto em 21.4 Requisitos para a obtenção da flexibilidade 21. dentro de critérios preestabelecidos.1 A análise da flexibilidade. pois. 21.3. compreendendo.3 e 21. 21.1 Geral 21.1. se o sistema é suficientemente flexível.8.1. b) análise simplificada. 21. 21. 21.é de aplicação restrita e seus cálculos são feitos por qualquer dos métodos consagrados na análise dos sistemas estaticamente indeterminados. no deslocamento restrito da tubulação pelo solo. pode ser previsto o uso da técnica de pré-tensionamento (cold a) análise formal. 21. não sendo isto possível. .1. sendo a mais notória a ausência de elementos curvos.2.3. 21.4. 21. nos bocais de equipamentos ou nos suportes sejam inferiores ou iguais a valores máximos admissíveis.3 Em situações menos severas do que as descritas em 21. preferencialmente.3. por uma configuração espacial. não sendo isto possível.4. Nas aéreas. elementos orientados em direções nãoortogonais.

5.8. em condições normais. 21.2 As demais cargas encontradas nos sistemas de a) as dimensões do tubo e de seus componentes são as nominais. o fenômeno do relaxamento espontâneo das tensões no decorrer do tempo.4 A redução do nível das tensões térmicas na tubulação.1.3 Na análise da flexibilidade.6.7.8. devem ser as temperaturas de operação nas condições normais. 21. conseguida com o uso da técnica de pré-tensionamento (cold spring). não é obrigatória a consideração de um redutor para os fatores “i” e “K” por efeito do enrijecimento do elemento curvo quando pressurizado. 21. desde que o método seja corretamente especificado e haja garantias de que seja bem executado.2 A análise da flexibilidade abrange o cálculo das tensões e das deflexões da tubulação provocadas pela variação da temperatura e por deslocamentos impostos. . devem ser consideradas todas as cargas atuantes no sistema de tubulação.8. c) o módulo de elasticidade do material (Ec) é referido à temperatura ambiente.6.8 Generalidades 21. para as solicitações de cargas mais comuns e significativas. b) o fator de eficiência de qualquer junta soldada (E) é igual a 1. 21. fator “i” de intensificação de tensões. tubulação. nos sistemas de tubulação. as temperaturas máxima e mínima.7 Diferenciais de temperatura 21.5.3 No dimensionamento mecânico da tubulação e dos suportes.1 Ao se analisar a flexibilidade de um sistema de tubulação. 21. o dimensionamento ou verificação das tensões objetiva resistir à tensão máxima de cisalhamento. 21. é apresentado neste segmento. Quando for necessária a análise de tensões em pontos críticos.7. quando estes fatores devem ser reduzidos de acordo com a nota (F) da Tabela 14. 21. 21.1 O cálculo das tensões. inclusive as que ocorrem nas partidas e paradas do sistema. devem levar em consideração a influência climática durante um ciclo anual de operação.2 Em situações incomuns podem ser necessários outros cálculos além dos aqui apresentados. as temperaturas máxima e mínima.2 Para tubulações aéreas expostas ao sol. tais como os descritos em 22. multiplicador da curvatura teórica e sempre maior que a unidade. ancoragens). não pode ser considerada benéfica para a flexibilidade. 21.4. para as juntas flangeadas devem ser usados os apresentados na Tabela 15. deve ser considerado o 21.3 O cálculo dos suportes inclui a determinação dos esforços sobre todos os pontos de restrição (guias. o qual majora a tensão de flexão nos elementos tubulares não-retilíneos. 21.7. batentes. tais como a pressão interna e o peso próprio. inclusive as que ocorrem nas partidas e paradas do sistema. para uso na análise da flexibilidade. na análise da flexibilidade.3. de acordo com 24. para uso na análise da flexibilidade. o diferencial de temperatura a ser considerado na análise deve ser a variação total entre as temperaturas máxima e mínima de operação.4 Na falta de valores mais precisos para “i” e “K”.2 Na análise formal da flexibilidade.1 Na análise da flexibilidade.6 Cargas atuantes 21. e é sempre maior que a unidade. os quais devem ser feitos de acordo com a reconhecida prática da Engenharia. exceto no caso de tubos de grande diâmetro e parede fina.6.5. o cálculo das deflexões deve levar em consideração a capacidade de os elementos tubulares curvos variarem a curvatura em maior grau que o previsto pela teoria usual da flexão das barras curvas.8. não são consideradas na análise da flexibilidade. b) deslocamentos impostos.3 Para tubulações enterradas. assim sendo. é obrigatória nesta análise a determinação dos deslocamentos dos pontos extremos e das tensões máximas na tubulação. 21.1 Esta Norma estabelece como critério para avalia- 22 Cálculo das tensões 22. 21.6 Todos os cálculos da análise da flexibilidade devem ser feitos nas seguintes bases: a) variação de temperatura. têm origem na restrição aos movimentos provocados por: devem ser usados os apresentados na Tabela 14 para os elementos de tubulação mais comuns. ção das tensões térmicas cíclicas. 21.5 Abrangência da análise 21.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 37 spring). essa capacidade adicional é indicada pelo fator “K” de flexibilidade.8. Os deslocamentos de pontos de interesse e de bocais de equipamentos também devem ser determinados.7.1 As cargas atuantes no sistema de tubulação. a serem consideradas na análise da flexibilidade. 21.1.5 Na falta de valores mais precisos para “i”. 21. 22. deve-se procurar tratá-lo como um todo. a influência de todos os trechos da tubulação e de todas as restrições deve ser levada em consideração.8.1 Geral 22.

cotg θ 2 R= Tê forjado para solda (A)(C) rx ¯ 0.9 h 2/3 Curva para solda ou tubo curvado(A)(B)(C)(F) 1.125 d ec ¯ 1.4 e r Tê fabricado com tubo tendo reforço de chapa (tipo sela ou coxim) (A)(C) 1 0.9 h 2/3 r (1 + cotg θ) 2 3 io 4 + 1 4 4.52 h5/6 0.75 h 2/3 Descrição Fator de flexibilidade K Característica de flexibilidade h Figura (No plano) ii 0.9 h2/3 0. e . s 2 r2 R= Curva em gomos longos (A)(B)(C)(D) S ¯ r (1 + tg θ) 1.9 h2/3 3 io 4 + 1 4 (e + 0.R r2 R ¯ DN Curva em gomos curtos (A)(B)(C) S < r (1 + tg θ) 3° < 2θ .9 h2/3 cotg θ .45° 1.5 er)5/2 e3/2 . r /continua .65 h e. e r 2 s .52 h5/6 0.Fatores “i” e “K” para tubos e componentes de tubulação Fator de intensificação(E) de tensão (Fora do plano) i0 0.5 e 1 0.38 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 Tabela 14 .9 h2/3 1 + cotg θ .9 h2/3 0.

NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 39 /continuação Descrição Fator de flexibilidade K Fator de intensificação(E) de tensão (Fora do plano) i0 0.4 e r Derivação em tê com boca-de-lobo tipo set-on com reforço integral(A)(C) 1 0.3 e r (A) O fator “K” aplica-se às deflexões produzidas por momentos atuantes em qualquer plano.5 e 1 0.9 h 2/3 0.125 d ec ¯ 1. os fatores “i” e “K” devem ser multiplicados pelos seguintes coeficientes de redução.9 h2/3 3 io 4 + 1 4 4. b) ambas as extremidades flangeadas. os fatores “i” e “K” aplicam-se somente para os segmentos ao longo do arco indicado nas figuras da Tabela 14. C = (h)1/3. os fatores “i” e “K” aplicam-se somente para os pontos de interseção das linhas de centro do tronco e do ramal. C: a) uma extremidade flangeada. com relação ao plano do membro.9 h 2/3 3. Quando existirem flanges em uma ou ambas as extremidades das curvas. por linhas grossas.9 h 2/3 Característica de flexibilidade h Figura (No plano) ii 3 io 4 1 4 Tê fabricado com tubo e sem reforço (boca-de-lobo) (A)(C) 1 + e r Tê extrusado para solda (A)(C) rx ¯ 0. Para curvas (contínuas ou em gomos).9 h 2/3 3 io 4 + 1 4 (1 + rx/r) e r Derivação em tê com sela soldada tipo set in (A)(C) rx ¯ 0. Para tês. (B) (C) Nomenclatura: e = espessura nominal de parede para joelhos e curvas (contínuas ou em gomos).5 e 1 0. espessura nominal de parede do tubo para tês ec = espessura nominal de parede do pescoço da derivação (forjada ou extrusada) er = espessura nominal da chapa de reforço . Os fatores “i” e “K” não podem ser inferiores à unidade.05 d ec < 1. C = (h)1/6.

1.0 Fator de flexibilidade “K” Fator de intensificação de tensão “i” 22. igual a 0.3 1 1.2 1 1. 22. uma pressão interna elevada afeta significativamente sua rigidez à flexão (conforme 21. tais como os dutos aéreos em configuração espacial. com ângulo entre eixos (2θ) maior que 3° e menor que 45°. certos dutos podem perder sua capacidade de deslocamento e ser considerados como restringidos. para solda de topo Redução.8. Tabela 15 . r = (D . são geralmente pequenas e na maioria dos casos podem ser desprezadas. para curvas contínuas. c) tens ã o norm al longitudinal.3 1 1.1. para curvas em gomos rx = raio de curvatura do contorno côncavo do pescoço de um tê.25 . . deve-se operar conforme indicado a seguir: (E) (F) a) dividir “K” por: b) dividir “i” por: [ [ 1+6 P Ec P Ec . dados na Tabela 14. podem ser utilizados os fatores “i” e “K” da curva em gomos longos. em maior ou menor grau.5 Exceto em situações que requeiram cálculos precisos. São considerados “restringidos” os dutos cuja liberdade de flexão e torção é. o critério de restrição comporta a idéia de gradação.4 Forças e tensões normais de tração são positivas. ( ) ( ) r e r e 7/3 . dependendo do tipo de configuração.Fatores “i” e “K” para juntas flangeadas Descrição Junta para solda de topo Flange de pescoço. pois.1. ( ) ] ( ) ] R r 2/3 1/3 . b) tensão cisalhante de esforço cortante. Numa curva de grande diâmetro e parede fina. de a çã o direta das forç as de peso pr ó prio e cargas ocasionais. tais como os dutos enterrados ou mesmo os aéreos em configurações muito rígidas como as tubulações curtas e de grande diâmetro. para solda de topo Junta com solda sobreposta dupla Flange sobreposto (ou de encaixe) com solda sobreposta dupla Junta com solda sobreposta simples Flange sobreposto (ou de encaixe) com solda sobreposta simples Junta roscada 1 Flange roscado 2.9/h2/3. neste caso. medido no plano que contém os eixos do tubo e da derivação s = comprimento do eixo do gomo d = diâmetro externo do ramal D = diâmetro externo P = pressão de projeto Ec = módulo de elasticidade à temperatura ambiente (D) Para dois tubos ligados. 1 + 3. R r . 5/2 . restringida. pode ser opcionalmente usado para as flexões no plano do membro. 22. Portanto.6 As tensões de flexão transversal no duto.1. 22. para corrigir os fatores “i” e “k”.3 São considerados “não-restringidos” os dutos com ampla liberdade de flexão e torção. as seguintes tensões devem ser desprezadas: a) tensão cisalhante de momento torçor nos dutos restringidos. conectadas a bocais rígidos. forças e tensões normais de compressão são negativas. Um único fator de intensificação de tensões. Sce.40 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 θ = metade do desvio angular nas curvas em gomos r = raio médio.3). provocadas pelas cargas externas. raio de curvatura conforme definido analiticamente na respectiva figura. representadas pelo peso de terra de cobertura.e)/2 R = raio de curvatura da linha de centro. extrusado ou forjado.

2 Trechos curvos Deve-se calcular pela seguinte fórmula: St = i .3. Esta tensão deve ser calculada pela seguinte fórmula: Para a determinação das tensões de expansão térmica. No peso próprio do duto. D/(2e) 22. Para a avaliação da força provocada pela ação do vento.7 O fator “i” de intensificação de tensões deve ser considerado no cálculo das tensões de flexão.8 Opcionalmente.2 Tensão de pressão interna É originada pela pressão interna.3. peso próprio e cargas ocasionais.9/h2/3 para ambas as direções de atuação dos momentos fletores (no plano ou fora do plano do elemento tubular).3. um valor igual a 0.3.3. 22. a espessura de parede considerada no cálculo das tensões atuantes é a nominal. Mfo/Z 22. P/Ec) 3 É uma tensão equivalente a um estado combinado de . de outros tubos interligados ao sistema e de suportes.d ).6. a espessura de parede considerada no cálculo das tensões atuantes é a resultante da diferença entre a nominal e a sobreespessura para corrosão. α . 22. deve ser calculada pela fórmula de Barlow: Sc = P . Mft/Z + N/A 22.1 Geral Nota: O peso da água do ensaio de pressão para as tubulações aéreas não é considerado carga ocasional quando forem previstos suportes provisórios adicionais para o ensaio. Mfg/Z É uma tensão que.1.2. 2 2 2 É uma tensão provocada por flexão. 22.1 Trechos retos sobreespessura para corrosão.q . são considerados: a) variação da temperatura do duto. Tt = Mat/2Z 22. 22.6. b) deslocamentos ocasionados pelo movimento de bocais de equipamentos. 22.3.2 É uma tensão provocada pela flexão transversal que deve ser calculada pela fórmula abaixo. b) para dutos totalmente restringidos: Sl = 0.2 Para dutos não-restringidos (Se) 22.5 Tensão de cargas ocasionais (Sfo) a) para dutos não-restringidos: Sl = P . d /(D . n n + (3 . Mft/ Z . Sfo = i .1 Tensão circunferencial (Sc) Nota: O sinal de St é dado pelo sinal do diferencial de temperatura ∆T.1 É produzida pelo peso de terra de cobertura e pela sobrecarga do tráfego de veículos rodoviários ou ferroviários. Deve ser calculada pela seguinte fórmula: Se = Onde: Sft = i .6 Tensão de cargas externas (Sce) 22. para qualquer dos elementos de tubulação apresentados na Tabela 14.3 Para dutos restringidos (St) 22. 22. para efeito desta Norma.3 Sc. decorrentes das solicitações de expansão térmica.1.3.1. 22.1.2. Kd . Deve ser calculada pela seguinte fórmula: Sfg = i .3 Tensão de expansão térmica 22. É produzida por forças de ocorrência eventual como a ação de vento e o peso de operários fazendo manutenção. ∆T breespessura para corrosão.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 41 22. pode-se usar como fator “i” de intensificação das tensões. deve-se consultar a NBR 6123. 22. devem ser incluídos todos os componentes cujos pesos sejam significativos. Considera-se como produzida exclusivamente nos trechos aéreos e é causada pelo peso próprio do duto e do fluido contido. Kf .2 Tensão longitudinal (Sl) Deve ser calculada pelas seguintes fórmulas: 22.9 Quando no projeto do gasoduto não for admitida tensões provocadas por flexão e por torção.4 Tensão de peso próprio (Sfg) É uma tensão provocada por flexão.10 Quando no projeto do gasoduto for admitida so- Deve-se calcular pela seguinte fórmula: St = Ec . válida apenas para conduto forçado (não pode ser usada para dimensionamento de tubo-camisa): Sce = 3 .

 = 120°.1 Os coeficientes adimensionais de deflexão (Kd) 22. provocada pela sobrecarga de tráfego .pressão (genérica) .235 0. supostamente com distribuição uniforme. provocada pelos pesos de terra e de tráfego (q = q1 + q2) .2.096 0.diâmetro externo do duto . conforme estabelecido em 22.momento fletor de cargas ocasionais Mat .138 Kf Mft .momento torsor de expansão térmica N . Kf Kd Ângulo inicial  de contato (graus) 0 30 60 90 120 Coeficiente Kf 0. supostamente com distribuição uniforme.  = 120°. .momento fletor de expansão térmica Mfg .pressão no solo ao nível do topo do duto.102 0. tais como: a) tensões de deformações produzidas pela pressão interna. provocada pelo peso da terra .relação “espessura/diâmetro externo” (e/D) .temperatura inicial .diâmetro interno do duto .2) .089 Ec E F i Nota: Para dutos instalados por perfuração ou cravação. q1 q2 T1 T2 Z α g) tensões residuais de soldagem. podem ser necessários outros cálculos de tensões além dos anteriormente expostos. Tabela 16 .Coeficientes de deflexão.temperatura final .pressão no solo ao nível do topo do duto. f) tensões residuais devidas ao curvamento natural.3) .ângulo central correspondente ao perímetro do duto em contato com o fundo da vala.1.294 0.pressão no solo ao nível do topo do duto.8 Nomenclatura A nomenclatura utilizada é dada a seguir: A  .6. b) tensões de cargas cíclicas (vortex de rajadas de vento). e) tensões localizadas (reação de apoio em dutos de parede fina).momento fletor de peso próprio Mfo . supostamente com distribuição uniforme.fator de intensificação de tensões (ver Tabelas 14 e 15) . d) tensões de empuxo (dutos submersos).105 e 0.108 D 0. n P q 22.42 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 22.fator de eficiência de junta (ver 7.coeficiente de deflexão (ver Tabela 16) . c) tensões de recalques diferenciais de apoios.Coeficientes de flexão. logo após o seu abaixamento .módulo de resistência da seção transversal do duto .coeficiente de expansão térmica linear (ver Anexo G) Nota: Para dutos instalados por perfuração ou cravação. Tabela 17 .190 0.módulo de elasticidade (ver Anexo G) .110 d 0.157 0. Kd Ângulo inicial  de contato (graus) 0 30 45 60 90 120 Coeficiente Kd 0.espessura de parede do duto .fator de projeto (ver 7.seção transversal do duto (área de metal) . Ver Tabelas 16 e 17.7 Outras tensões Dependendo das circunstâncias.força axial uniformemente distribuída na seção transversal do duto .coeficiente de flexão (ver Tabela 17) e de flexão (Kf) são funções do ângulo inicial de contato do duto com o leito da vala.2.

Sce . peso próprio e sobrecarga: 1.1 A tensão combinada decorrente dessas solicitações é limitada pela seguinte condição: b) | St + Sl + Sfg | .4.tensão de flexão longitudinal de cargas ocasionais Sl St Sy T Tt . as quais devem ser satisfeitas simultaneamente: (não-restringidos) e enterrados (restringidos).5 As tensões de compressão são negativas e as de a) | Sc .9 T .9 T .tensão equivalente de expansão térmica .(St + Sl + Sfg) | -0.7 Limitação para expansão térmica (dutos nãorestringidos) A tensão de expansão térmica é limitada por: Se .3 Fatores Para conceituação e quantificação do fator de projeto F. Sy. Sy 23.4 As tensões decorrentes do ensaio de pressão não estão limitadas pelas condições prescritas neste Capítulo. E .4 Tensão admissível 23.tensão de flexão longitudinal de peso próprio Sfo . 23.F . de forma a garantir.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 43 ∆T Sc . pressão interna.00 T .0. 23.9 T . 7. 23. b) para tubulações enterradas com variação de temperatura. na tensão mínima de escoamento especificada do material (Sy).72 T . peso próprio e sobrecarga: 0.tensão de expansão térmica . c) para tubulações aéreas com variação de temperatura.(St + Sl) | -0.2 e 7.4. 23.T2) . | Se + Sl + Sfg | -T .5.2 As tensões admissíveis adotadas por esta Norma para a limitação das tensões combinadas são: a) para tubulações aéreas com variação de temperatura e deslocamento imposto (tensões secundárias): 0.1 Este Capítulo estabelece condições para a limita- ção das tensões.1.72 T . 23.4) . 23.3 Para valores de Sy para materiais de tubulação. Sy 23.tensão de flexão longitudinal na expansão térmica Sfg .1. 23.5.1 As tensões combinadas decorrentes dessas solicitações são limitadas pelas seguintes condições. deve ser considerada a tensão provocada pelo peso próprio. Sy. Sy. ver 7.3 e 7. expansão térmica e peso próprio (dutos não-restringidos) ma.1 A tensão admissível é baseada. a qual admite ser a tensão de cisalhamento o parâmetro indicador de falha do material. pressão interna.0.1.2. segundo esta Nor23.6. Sy.3.tensão de cisalhamento (por torção) na expansão térmica 23. As tensões combinadas devem satisfazer simultaneamente às seguintes condições: a) | Sc . Para valores de Sy para tubos de especificação desconhecida (sem identificação). Sy. do fator de eficiência de junta E.5 Limitação para pressão interna (dutos restringidos e não-restringidos) A tensão circunferencial é limitada por: 23 Limitação das tensões Sc .fator de temperatura (ver 7. 23. Sy.8 Limitação para pressão interna.8.6 Limitação para pressão interna e expansão térmica (dutos restringidos) 23.8. deslocamento imposto.diferencial de temperaturas (T1 .1 Geral 23.tensão mínima de escoamento especificada .4. 23. b) | St + Sl | . 23.1.4 Para a limitação nos valores de Sy para projeto. um nível de segurança adequado aos sistemas de transmissão e distribuição de gás combustível.4.4.9 T .2 Nomenclatura Ver 22.1. Sy. tração são positivas. ver respectivamente 7. constituindo um pequeno trecho aéreo.2 Nos casos em que o duto enterrado possuir um afloramento. deslocamento imposto.2 A limitação das tensões abrange gasodutos aéreos 23.0. ver Anexo D.tensão longitudinal de pressão interna . T .90 T .tensão circunferencial de cargas externas Se Sft .tensão circunferencial de pressão interna 23.3 Esta Norma estabelece como critério de falha a teoria da tensão máxima de cisalhamento. ver nota (H) da Tabela 1. para os diversos carregamentos atuantes.6. e do fator de temperatura T. Sy . 23.

0. devem ser os mesmos da prática estrutural. etc. entre as quais as juntas são instaladas. os valores dos esforços de 24.) devem ser incombustíveis. forem significativas.9.3. nos casos em que este efeito for desejável (batentes e ancoragens).2 As tubulações devem ser suportadas de forma a impedirem a ocorrência de vibrações excessivas no sistema e de esforços elevados nos bocais dos equipamentos (válvulas. a da sobrecarga de tráfego. considerando a deflexão de projeto. compressores.5 Suportes de mola somente devem ser empregados nos casos em que for necessário manter o deslocamento.3 As tubulações devem ser suportadas de forma que as tensões e deflexões fiquem dentro dos limites admissíveis. 24. Sy 24. das cargas de peso próprio e das cargas eventuais. 24. b) temperatura de montagem e mínima temperatura de operação.8.2 Os suportes que apenas apóiam a tubulação so- 24.3.4. deve ser considerada a ação do peso de terra e. Para material de aço (para suportes).T .2 Materiais Todos os suportes devem ser projetados para uma vida útil igual à do sistema de tubulação ao qual devem servir.75 F .4 Para os suportes de ancoragem. exceto.3. tais como a carga de vento. ductilidade.6 Nos trechos aéreos onde forem usadas juntas de expansão.4 Ligação de elementos estruturais para suportes de restrição 24. 24. a limitação acima fica: a) temperatura de montagem e máxima temperatura de operação. os elementos estruturais para restrição podem ser soldados diretamente no tubo.1. Sy 23. 24.2 Se a tubulação opera com tensão circunferencial (provocada pela MPO) inferior a 50% da tensão mínima de escoamento especificada do material da tubulação. T . além das forças de pressão interna e de variação térmica restringida.7 Quando um trecho de tubulação enterrada precisar ser apoiado ou ancorado em um suporte.1.1. nos dispositivos para suporte. T .3.1 Os requisitos para o dimensionamento dos elementos metálicos e da solda.44 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 23. 24.5 Os suportes que impedem o movimento da tubulação (ancoragens) ou que limitam esse movimento (batentes) podem vir a sofrer. deve ser baseada na pressão de projeto. os elementos estruturais devem ser conectados ou soldados a um anel cilíndrico.4 Os suportes devem ser instalados de forma a não impedirem o livre movimento da tubulação. 24. a limitação acima fica: | Sl + Sfg + Sfo | 24 Suportes 24.3.2 Quando cargas ocasionais. 24. dependendo da situação particular do arranjo e do tipo de restrição da linha nas proximidades do suporte. devem ser capazes de equilibrar. transmitidas pela tubulação.3 Esforços 24. mesmo que se adote o ensaio de pressão com gás ou ar.9.1. o anel deve ter suas extremidades soldadas ao duto com cordão de solda contínuo. Quando os esforços forem elevados.2 Quando cargas ocasionais. 24.3 O cálculo dos esforços nos suportes. 24. . deve-se prever a possibilidade de fadiga e concentração de tensões nos pontos de ligação do anel com o duto.9 Os suportes devem ter sua estabilidade e resistência calculadas como se as tubulações que sustentam estivessem cheias com água. filtros e vasos). ver ASTM A-36.1 A tensão combinada decorrente dessas solicita- ções é limitada pela seguinte condição: | Sl + Sfg | -0.3 devem ser considerados como agindo sempre em ambos os sentidos da resultante (das forças e dos momentos). 24.1 Os suportes devem ser projetados para reagir seguramente aos esforços oriundos das cargas decorrentes da operação do sistema.3. a ser considerada neste caso. ou a reação de apoio. 24.3.3 Se a tubulação opera com tensão circunferencial frem a ação do peso próprio e da força de atrito. forem significativas. dentro de limites preestabelecidos. 24. tais como a carga de vento.75 F .1. 24. deve ser baseado no maior diferencial de temperatura entre: (provocada pela MPO) igual ou superior a 50% da tensão mínima de escoamento especificada. 24. 24. a fim de não causar no tubo tensões localizadas excessivas.3. a força para comprimir (ou distender) as juntas.3. naturalmente. adicionalmente à força de dilatação térmica.4. a ação da força de pressão interna. | Se + Sl + Sfg + Sfo | . e este montado sobre o duto com envolvimento total.1 a 24.8 Os suportes devem ser projetados de forma que a distribuição da carga de apoio (atuante sobre a tubulação) seja a mais baixa e uniforme possível.1 Este Capítulo estabelece critérios para o projeto do tipo de suporte e sua localização nas tubulações. 24.1 Geral .3. as ancoragens. decorrentes da variação de temperatura da tubulação. A força de pressão interna. Os materiais dos suportes.4. em casos especiais.9 Limitação para pressão interna e peso próprio (dutos não-restringidos) 23. além das características peculiares a qualquer material estrutural (resistência.3. Sy 23.

2.3 Devem ser tomadas precauções durante a fabricação. 26. tais como mossas.3.5. para verificar se houve dano à superfície do tubo.1. 24. para que sejam evitadas as goivas e as ranhuras na superfície do duto. sofrem deslocamentos que podem ser elevados.5.3 Lacerações do revestimento anticorrosivo devem ser cuidadosamente examinadas antes do reparo. referidos na seção anterior.5.5.2. tornam-se particularmente perigosas na presença de pressões internas elevadas. 26.4 No caso de sistemas de alívio descarregando para 24. portanto.9 As tensões de flexão provocadas pelos desloca- mentos laterais. sujeitos ao diferencial térmico e à pressão interna. homogêneo.1. 25. além de causar tensões elevadas no duto.: blocos de concreto solidários ao tubo que.7 Os trechos retilíneos de tubulações enterradas.5. 26.2 As construções acima do nível do solo devem possuir aberturas ao nível deste.3. sujeito a acumular-se em pontos baixos gerando o risco de explosões. bertura de terra e de qualquer carga permanente devem ser considerados no cálculo do equilíbrio das curvas.5 Ancoragem para dutos enterrados 24.5. 25 Sistemas de GLP gaseificado 25.2 Exigências de segurança para sistemas de GLP (ventilação) 25. 26.1 A inspeção no campo deve ser adequada para reduzir a um mínimo aceitável a probabilidade de que tubos com tais defeitos venham a ser instalados no gasoduto. geram forças compressivas no solo que. onde os elementos estruturais estão localizados. 24.3 As construções abaixo do nível do solo devem contar com ventilação forçada. se o trecho aéreo que dá continuidade ao enterrado não tem flexibilidade para absorver aqueles deslocamentos.2.1 Goivas e ranhuras danosas devem ser eliminadas.2.3 Reparo em campo de goivas e ranhuras 26. 24. 24.1 Este capítulo trata dos requisitos de qualidade superficial para tubos.5 Nas curvas côncavas para baixo. desde que a espessura de parede no local do . mesmo com pequenos deslocamentos.2. é necessário que o solo proporcione um suporte contínuo. só é permitida se não houver risco de deformação localizada no duto. 24. todas as construções devem dispor de um sistema de ventilação adequado.2. potencialmente danosos.ex. em muitos casos. o manuseio e a instalação do gasoduto. permitindo a saída do gás e evitando que o seu acúmulo atinja níveis de explosividade.4 A reação passiva do solo deve ser considerada no cálculo do equilíbrio estático das curvas.4 O anel pode ser suprimido substituindo-se a seção do duto. portanto. 25.2 Goivas e ranhuras podem ser removidas por esmerilhamento até a obtenção de uma superfície de contorno suave. em gasodutos projetados para operar com tensões circunferenciais iguais ou superiores a 20% da tensão mínima de escoamento especificada. e de rigidez suficiente para evitar deslocamentos laterais da linha.8 Em trechos retos de tubulações altamente tensio- 26.3 A capacidade de suporte proporcionado pelo solo 26 Requisitos de qualidade superficial de tubulação 26.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 45 24.5. em locais onde seja possível a acumulação do gás devem ser tomadas precauções adicionais. 26. porém de material de maior tensão de escoamento. não produzam defeitos danosos ao tubo. próximos aos pontos de afloramento. os quais acarretam tensões de flexão adicionais. restrição ao movimento axial do duto e deve sempre ser considerada no projeto. em casos extremos. mobilizam grandes forças de reação passiva do solo). a substituição da seção por outra de mesma espessura.5. ela é suficiente para impedir deslocamentos.5.2 Quando o tubo estiver sendo revestido. de forma a manter a tensão circunferencial abaixo dos 50% da tensão mínima de escoamento e desde que o degrau interno resultante da diferença das espessuras não interfira na passagem do raspador. todos os defeitos dessa natureza. deve-se prever a instalação de uma ancoragem junto ao ponto de afloramento. 24. os pesos da co- 26. eliminados ou reparados. podem rompê-lo. ranhuras. 24. 25. deve-se prever meios para reduzi-los (p. goivas e entalhes na superfície tubular.2 A reação de atrito entre o duto e o solo proporciona a atmosfera. 25.1 Requisitos gerais deve levar em consideração a característica de resposta do solo às cargas impostas. a inspeção deve garantir que as operações de revestimento.1 As mudanças de direção (curvas) em dutos enterrados. Uma inspeção com este propósito deve ser realizada sistematicamente numa fase anterior ao revestimento anticorrosivo e durante o abaixamento da coluna e o reaterro da vala. foram identificados como causas comprovadamente importantes de falhas em gasodutos e.2 Defeitos. 26. por uma seção de maior espessura.4. geralmente feitas por máquinas automáticas.1 Como o GLP é mais pesado que o ar e. sujeitos à variação de temperatura e à pressão interna.1 Geral Todas as exigências desta Norma referentes ao projeto de sistemas de gás devem ser aplicadas às instalações de transmissão e distribuição de GLP gaseificado.2. nadas por forças axiais compressivas de dilatação térmica.1.6 Quando os deslocamentos esperados para a curva são inaceitáveis.2 Detecção de goivas e ranhuras 26. 24. devem ser evitados.

provocado pelo peso da própria coluna de tubos. 27 Mudanças de direção 27. 27. O curvamento natural é realizado. puderem ser garantidas.3.3. Um escurecimento localizado.2 Uma mossa que cumulativamente ainda possua um fator concentrador de tensões.5. de acordo com a situação de cada local e as características do duto: a) curvamento natural. O uso de remendo não é admitido. 26.2 O tubo pré-curvado deve estar isento de enrugamentos.1). deve ser calculado pela seguinte fórmula: R= Onde: Ec .2.5 A diferença entre o maior e o menor dos diâmetros externos.3 Quando no tubo pré-curvado houver uma solda circunferencial. 26.1.2 A descontinuidade deve ser completamente remo- 27.4. 27. fissuras ou outras evidências de danos mecânicos. durante a fase de construção.0.1 Mossa é uma depressão que produz visível modificação na curvatura da parede tubular sem no entanto reduzir-lhe a espessura. do duto pré-curvado deve ser controlada de forma que não haja danos à integridade estrutural do tubo ou que possa provocar futuros problemas operacionais no gasoduto.12" ou com profundidade maior que 2% do diâmetro externo do duto em todos os tubos de DN > 12" não são toleradas em gasodutos que operam com tensão circunferencial igual ou superior a 40% da Sy. 26.3. D/2 0.3. 27. caso contrário.2.2 Curvamento natural 27. medidos em qualquer seção do tubo pré-curvado.3 Quando as condições prescritas em 26. a porção cilíndrica (do tubo) defeituosa deve ser removida e substituída por outra sem defeito.2.4 A remoção da mossa deve ser feita retirando-se do d) curva em gomos.1 O tubo pré-curvado é obtido pelo curvamento a frio ou a quente do duto.3 O raio mínimo de curvatura. 27. 26.5.6. c) curva forjada.5 Abertura de arco de soldagem Descontinuidades produzidas por abertura de arco de soldagem elétrica causam intensas concentrações de tensão em tubulações e devem ser evitadas ou eliminadas em todas as linhas projetadas para trabalharem com tensões circunferenciais iguais ou superiores a 40% de Sy. 27.6 Eliminação de descontinuidades de abertura de arco de soldagem 26. uma ranhura ou uma cavidade produzida pela abertura de um arco elétrico de soldagem. Não se admitem remendos ou martelamento das mossas. detectado por ataque químico.4 Mossas 26. o qual produz uma deformação plástica do material.3 Tubo pré-curvado 27.2 O curvamento natural é produzido no duto dentro da fase elástica do material e só pode ser usado para grandes raios de curvatura. 26.3 Todas as mossas que afetam a curvatura do tubo nos cordões de solda longitudinal ou circunferencial devem ser removidas.9 Sy . 27. não pode exceder 5% do seu diâmetro externo especificado na norma dimensional de fabricação.1 A descontinuidade causada pela abertura do arco elétrico deve ser removida por esmerilhamento desde que a espessura de parede não fique reduzida além do limite prescrito em 7.46 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 reparo não fique inferior ao mínimo previsto por esta Norma para as condições de uso (ver 7. para gasodutos operados à temperatura ambiente. 26.1 Geral As mudanças de direção nos gasodutos devem ser feitas por um dos seguintes procedimentos.4. pelo ajuste da tubulação ao fundo da vala. deve ser removida pela extirpação da porção cilíndrica (do tubo) onde ocorre este defeito. evidencia um remanescente da descontinuidade e a necessidade de um esmerilhamento adicional.3.4.6. 26. onde a mudança de direção é feita pelo curvamento natural.4 A ovalização da circunferência da seção transversal vida por esmerilhamento.3. o reparo com solda fica proibido e a porção cilíndrica do tubo contendo o defeito deve ser removida e substituída por uma peça sã. esta deve ser inspecionada por um método não-destrutivo após o curvamento.4. . tal como uma goiva.7 PD/2e R = raio mínimo de curvatura para curvamento natural (cm) Ec = módulo de elasticidade do material (MPa) (ver Anexo G) Sy = tensão mínima de escoamento especificada (MPa) (ver Anexo D) D = diâmetro externo do duto (cm) e = espessura nominal de parede do duto (cm) P = pressão de projeto do gasoduto (MPa) tubo a porção cilíndrica que a contém. Todas as mossas com profundidade maior que 6 mm em tubos de DN . 27.2 não b) tubo pré-curvado.1 O curvamento natural é um processo de mudança de direção que só pode ser empregado em gasodutos enterrados.3. 26.

1. após o curvamento. o projeto. o uso das curvas de R = 1.1 Geral 28. portanto.5.3.9 4.5 DN e 3 DN e desvios angulares de 45°. composição. aplicados em tubulações ou conectados a aparelhos ou equipamentos.1. c) não são permitidas curvas em gomos em sistemas que operam com tensões circunferenciais de pressão interna iguais ou superiores a 40% de Sy. entretanto. A coluna “desvio angular” fornece a variação angular máxima. medida na geratriz do lado interno da curva. ensaio e qualificação.85 355.8 7. 27.5. 27.6 O raio mínimo de curvatura a frio para tubos de D ¯ 12. e abrange juntas de topo e de ângulo em tubos. qualquer desvio angular. válvulas. .. medido pelo lado côncavo. para comparação com a tensão mínima de escoamento especificada.3 A tensão circunferencial considerada neste Capítulo.4. feito em tubos expandi- 28. é a produzida pela MPO do sistema de gás.3.5.75" pode ser determinado conforme a Tabela 18. etc. 28.4. podem ser usados desde que o comprimento do arco.5.5°.1). soldagem e procedimentos para alívio de tensões devem ser tais que nenhum dano significativo venha a resultar das operações de soldagem ou de alívio de tensões.4 Para o cálculo da pressão de projeto das curvas em gomos. 27.6 406.1. 12.3.5 DN e R = 3 DN fica condicionado ao tipo do raspador a ser utilizado. flanges sobrepostos e conexões para solda de encaixe. O desvio angular entre dois gomos contíguos não pode ser maior que 90°. a menor distância entre gomos. O desvio angular entre dois gomos contíguos não pode ser superior a 12. 28. b) em sistemas projetados para operar com tensões circunferencias de pressão interna maiores que 10% de Sy e menores que 40% de Sy.8 Raios mínimos de curvatura inferiores aos valores da Tabela 18 são permitidos desde qua as curvas obedeçam a todos os outros requisitos aqui expostos e que a espessura de parede. 90° e 180°. não seja inferior à mínima permitida pela norma sob a qual o tubo é fabricado. não pode ser inferior a um diâmetro externo do tubo. deve ser 27.3 A confecção da curva em gomos deve ser executada com os cuidados necessários de alinhamento. a coluna “raio mínimo” fornece o raio mínimo de curvatura em função do diâmetro externo do duto. obtidos pelo encurtamento de uma curva forjada. em graus por metro linear.5 A soldagem pode ser feita por qualquer processo ou combinação de processos que produzam soldas que curvatura iguais a 1 DN. 27. não requer considerações particulares de projeto para o dimensionamento para a pressão interna. as curvas de R = 1 DN e as curvas de 180° (de qualquer raio) não podem ser utilizadas. em graus por metro.1.Curvamento a frio para tubos D Diâmetro externo mm 323. no cálculo da tensão de flexão. causado por erro de alinhamento entre dois tubos soldados.4. 27.2 Este Capítulo não se aplica à soldagem da junta de dos a frio ou tratados termicamente.4 Quando as válvulas ou equipamentos forem fornecidos com extremidades preparadas para soldagem diretamente na tubulação.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 47 27. a tensão mínima de escoamento especificada deve ser calculada de acordo com o prescrito em 7.4 457.2 ¯ 508.1 Este Capítulo diz respeito à soldagem de juntas tubulares em materiais de aço fundido ou forjado.4 Curva forjada 27. para efeito de inspeção. 28.10 O curvamento a quente. não constitui uma curva em gomos e. 25 mm nos dutos de DN ↓ 2". bem como de juntas de ângulo em derivações tubulares. do eixo longitudinal do duto.5.2.3. ver Anexo H. 1. pelo menos. 27. deve ser considerado para efeito de concentração de tensões (ver 22.5 Curva em gomos 27.4.9 O raio mínimo de curvatura a quente não está su- 28 Soldagem jeito à limitação da Tabela 18.2 As curvas forjadas são padronizadas com raios de fabricação de tubos e componentes de tubulação.7 O desvio angular α.0 pol.5. seja de.6 3. espaçamento e penetração total da solda.8 18D 21D 24D 27D 30D Desvio angular α (graus/metro) R Raio mínimo de curvatura 1 .3. Se for prevista a passagem de raspador pela linha. 27.3 Segmentos curvos com menor desvio angular.1 Permite-se o uso de curvas em gomos dentro das seguintes condições: calculado pela fórmula seguinte: α= Onde: R = raio mínimo de curvatura (m) Tabela 18 .2 Um desvio angular de até 3°. 27. 180 π R a) em sistemas projetados para operar com tensões circunferenciais de pressão interna inferiores ou iguais a 10% de Sy. flanges e outros componentes. 28.1 e 7. 27.1. em princípio. reduz o valor da sua tensão mínima de escoamento. 27.75 14 16 18 ¯ 20 9.7 5. nesses casos.1 A curva forjada só deve ser utilizada em instalações onde a falta de espaço recomende uma mudança de direção com curvatura acentuada.

2.5. Seção VIII. O alívio de tensões pode ser também aconselhável para aços que tenham um teor de carbono ou carbono equivalente inferior.2 deve ser: a) a mais espessa das duas partes a serem unidas. 28.5. componente de tubulação ou equipamento cobertos por esta Norma.1.3 Soldas de selagem suras diferentes. 28. 28. 28.2 Quando estiverem sendo soldados materiais dissimilares.2 As soldas em todos os aços-carbono devem ser submetidas a alívio de tensões quando a espessura da parede exceder 1 1/4". deve ser requerido quando o procedimento de soldagem indicar que a composição química. antes de realizar qualquer soldagem em qualquer tubo. mas não deve ser considerada como contribuição à resistência das juntas.2 Preparação de juntas para soldagem 28.2 Soldas em ângulo acima de 0. 28. Cada soldador ou operador de soldagem deve ser qualificado para o procedimento especificado.1 Prescrições gerais 28.1 Soldas de topo 28.5 Alívio de tensões 28. 28.4. termopar ou outro método adequado. pirômetro de contato.7 Para soldas em sistemas de tubulação que devem metria da extremidade a ser soldada são necessárias para produzir soldas satisfatórias.5.32% (análise de panela) ou um carbono equivalente (C + 1/4 Mn) acima de 0. quando existirem condições adversas que provoquem um resfriamento demasiadamente rápido da solda. 28. devem ser usados os padrões de aceitação estabelecidos na API 1104.3.2 As figuras do Anexo J mostram as preparações aceitáveis de extremidades para solda de topo de peças com espessuras desiguais ou com tensões de escoamento desiguais. componente tubular ou equipamento instalado de acordo com esta Norma.1. requerer alívio de tensões.48 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 atendam aos requisitos de qualificação de procedimentos desta Norma. mas de materiais similares. a junta toda deve receber alívio de tensões. A soldagem de selagem de juntas roscadas é permitida. em soldas entre As soldas de selagem devem ser feitas por soldadores qualificados. Esta dimensão é mostrada como e* nas figuras do Anexo J.0 e NBR 5874.3 Qualificação de procedimentos e de soldadores A qualificação de procedimentos de soldagem e de soldadores deve ser feita de acordo com a norma de soldagem utilizada no projeto.1 Os aços-carbono que tenham um teor de carbono materiais dissimilares. para assegurar que a temperatura de preaquecimento seja alcançada e mantida durante a operação de soldagem.32% ou um carbono equivalente (C + 1/4 Mn) (análise de panela) acima de 0. com diferentes requisitos de preaquecimento.5. acima de 0. com as seguintes exceções: a) soldas em ângulo e em chanfro com dimensão (perna) não superior a 1/2" em conexões de diâmetro nominal não-superior a 2".1 e 28. operar a 20% ou mais da tensão mínima de escoamento especificada. ou a combinação de ambos os casos.1.2. 28. ou um carbono equivalente inferior.5.3 O preaquecimento pode ser feito por qualquer método adequado.1.1 Algumas preparações aceitáveis de extremidade são mostradas nas figuras do Anexo I.3 Quando a junta soldada conectar peças de espes- As dimensões mínimas para as soldas em ângulo usadas na fixação de flanges sobrepostos e para soldas em juntas de encaixe são mostradas no Anexo K.1. a temperatura de preaquecimento mais elevada deve prevalecer para ambas as peças.4. b) soldas em ângulo e em chanfro de não mais de 3/8" de tamanho de chanfro. 28. 28. obedecem às definiçõespadrões estabelecidas pelas AWS A3.6 Antes da soldagem de qualquer tubo. contanto que seja uniforme e que a temperatura não venha a cair abaixo do mínimo estabelecido. conforme utilizadas nesta Norma. b) a espessura do tubo principal em caso de conexões de derivação.4 Preaquecimento 28. 28.5. devem ser feitas a especificação e qualificação de um procedimento de soldagem.2. Preaquecimento para aços que tenham um teor de carbono inferior.5.65% (análise de panela) devem ser preaquecidos até a temperatura indicada no procedimento de soldagem. As soldas podem ser produzidas por soldagem em posição fixa ou em rolamento. a espessura do material ou a geo- . flanges sobrepostos ou componentes para solda de encaixe.65% devem ser submetidos a alívio de tensões. ou ainda por uma combinação das duas posições.4 A temperatura de preaquecimento deve ser verificada através de lápis térmico.1. 28. a temperatura ambiente.1.1 Os aços-carbono que tenham um teor de carbono 28.2. As dimensões mínimas para soldas em ângulo utilizadas nas derivações são mostradas nas Figuras 4 e 5.5 Todas as soldas de conexões e acessórios devem sofrer alívio de tensões quando for requerido que o tubo sofra alívio de tensões de acordo com 28.1. conforme estabelecido na ANSI/ASME.1. 28. 28.1. que fixem membros de suporte ou outros acessórios não-sujeitos à pressão. 28.5.1. durante as operações de soldagem.1.1.4. a espessura a ser usada na aplicação de 28.5. medida na junta.2. 28.4 Se qualquer um dos materiais.4.8 As definições que dizem respeito à soldagem.

tais como as de interligação (tie-ins). maçaricos ou outros meios adequados de aquecimento.6. a cada dia de construção.5.3 Métodos e equipamentos para alívio localizado de tensões 28. f) 100% das soldas que não estão sujeitas a ensaio de pressão.1. 28.6 Além dos requisitos da inspeção não-destrutiva assinalados acima. para ensaio não-destrutivo. a qualidade da solda deve ser controlada continuamente por pessoal qualificado. 28.6.2 O seguinte número mínimo de soldas de topo no campo deve ser selecionado em bases aleatórias pela companhia operadora. contanto que a solda esteja de acordo com 28. 28. mas em nenhum caso menos de 90%. 28.6. em cruzamentos de rodovias e de estradas de ferro.2. então o disposto em 28.3.2.2 A temperatura de alívio de tensões deve ser veri- ser seguido um procedimento que atenda aos requisitos da API 1104. se a companhia operadora decidir examinar apenas parte da circunferência de cada junta.2.2 No alívio de tensões de uma junta entre metais dis- a) 10% das soldas nas localizações de classe 1. 28.1 A qualidade da soldagem deve ser verificada atra- 29 Ensaios após a construção 29. para aços-liga ferríticos.3 Todas as soldas que forem inspecionadas devem similares. Cada solda selecionada dessa forma deve ser examinada em toda a sua circunferência.1 O alívio de tensões deve ser feito a uma temperatura de 600°C ou mais. 29.2. as soldas defeituosas devem ser reparadas ou removidas da linha. 28.6.2.1 Geral 29. após a construção. a inspeção não-destrutiva consiste em exame radiográfico.1 Este Capítulo prescreve os requisitos mínimos de vés de inspeção não-destrutiva. b) 15% das soldas nas localizações de classe 2.6. Para o ensaio de ramais de serviço.2.5.3. 28. O método de trepanação. As seções de interligação devem ser pré-ensaiadas nas mesmas condições de ensaio do gasoduto. a qualidade da soldagem deve ser verificada visualmente em bases aleatórias de acordo com a norma adotada para qualificação do procedimento de soldagem.5.4 Quando for utilizado o exame radiográfico.5 Quando o diâmetro nominal do tubo for menor ficada através do uso de pirômetros de contato e termopar ou outro equipamento para garantir que o ciclo de alívio de tensões tenha se realizado.3 não é obrigatório.6 Ensaios e inspeção de soldagem 28. contanto que uma temperatura uniforme seja obtida e mantida durante o alívio de tensões. c) 40% das soldas na localização de classe 3. 28. queimadores em anel.6.2.2 Todos os gasodutos devem ser ensaiados in situ após a sua construção.2.5. quando for possível.6. O reparo deve estar de acordo com a API 1104.1. para exame. deve elétrica. Os resultados da inspeção devem ser usados para controlar a qualidade da soldagem.6. ou então um comprimento equivalente de solda deve ser examinado.5. 28.1 O alívio de tensões pode ser efetuado por indução atender aos padrões de aceitabilidade da API 1104.2 Temperatura de alívio de tensões 28. mas em nenhum caso menos de 1/2 h.3 e que seja inspecionada visualmente e aprovada por inspetor de solda qualificado.6.5. As mesmas porcentagens mínimas devem ser examinadas nos casos de junção de dois ou mais tubos no canteiro: ensaios de pressão.6.2 A inspeção e ensaios para controle de qualidade de que 6" ou quando o projeto de construção envolve um número tão limitado de soldas que a inspeção não-destrutiva seria impraticável e o tubo está previsto para operar com tensão circunferencial igual ou inferior a 40% da tensão mínima de escoamento especificada.6.6.1 a 28. A faixa exata de temperatura deve ser estabelecida na especificação do procedimento. d) 75% das soldas na localização de classe 4. de espessura de parede do tubo. em caso contrário. resistência elétrica. 28. e) 100% das soldas em tubulações de estações de compressão. 28. conforme a norma adotada para a qualificação do procedimento de soldagem. deve prevalecer a temperatura de alívio de tensões mais alta.6.5.2. soldas em sistemas de tubulação operando com tensão circunferencial de 20% ou mais da tensão mínima de escoamento especificada deve obedecer ao prescrito em 28. para aços-carbono. para todo o sistema de tubulação de transmissão e distribuição de gás. devem ser reparadas e reinspecionadas adequadamente.3 As soldas defeituosas em tubulações operando com tensão circunferencial igual ou superior a 20% da tensão mínima de escoamento especificada devem ser reparadas ou removidas.2.2 e 28.6.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 49 28. 28. 29.1.2. 28. com diferentes requisitos de alívio de tensões. incluindo reservatórios tubulares e reservatórios cilíndricos. ensaio de partícula magnética ou outro método aceitável.2.5. ou a 650°C ou mais.2.3 As partes aquecidas devem ser levadas lenta- mente à temperatura requerida e mantidas a essa temperatura durante um período de tempo de pelo menos 1 h/pol.3 Todas as juntas soldadas das interligações (tie-ins) devem ser inspecionadas e ensaiadas de acordo com 28. ver 19.6.1 Na inspeção de soldas nos sistemas de tubulação operando com tensão circunferencial menor que 20% da tensão mínima de escoamento especificada. é proibido. . em travessias de rios navegáveis. e devem ser deixadas esfriar lenta e uniformemente.

50 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 29.25 ou P 1.7 A tensão circunferencial de operação considerada b) os gasodutos pertencentes à classe de locação 2 devem ser ensaiados com ar. no mínimo. 1. e as pressões ficam assim limitadas: a) a pressão mínima de ensaio deve ser igual à MPO.25 vez a máxima pressão de operação. em 1/5 da tensão mínima de escoamento especificada do material do duto.1. a.2.10 x P 1.4 vez a máxima pressão de operação. de gasodutos nas classes de locação 3 e 4. água. 1.25 x MPO 1.10 x P (B) Pe/1. sofrem flexão longitudinal nos trechos aéreos.2.1.10 x MPO 1. durante o ensaio de neste Capítulo.Pressões de ensaio Classe de locação Fluido de ensaio permitido água ar gás água ar água Pressão de ensaio (Pe) Mínima 1.2. para derivações de ramais.40 x MPO Máxima (B) Máxima pressão de operação admissível (MPOA) (A) 1 1.25 x P (B) 3e4 Onde: Pe/1. a pressão de ensaio refere-se sempre à pressão medida no ponto de maior cota. 29. 29.1. 29. podem ser ensaiados de acordo com os mesmos procedimentos e a mesma pressão de ensaio relativos à classe de locação do trecho.2 As exigências para as pressões mínimas de en- tubulação. 29. durante o ensaio. 29.10 ou P 2 Pe/1. após sua construção e antes de sua colocação em operação. 29. a 1. para válvulas de linha-tronco. no mínimo.1.1 vez a máxima pressão de operação.25 x MPO 1. Sem limitação específica.5 Os trechos de gasodutos que cruzam rodovias e em todos os casos onde a pressão de ensaio no campo exceder a de ensaio de fábrica.6 Qualquer trecho de um gasoduto que por razões tecnicamente justificáveis não puder ser ensaiado in situ deve ser pré-ensaiado nas mesmas condições de ensaio do gasoduto. de acordo com a fórmula de 22.2. .2. 29.1. é a produzida pela MPO do sistema de gás. ou com água.1.1.2. o ensaio de resistência nas classes 3 e 4 pode ser feito com ar. para efeito de ensaio de pressão. 1.1. não se aplicam se.8 É obrigatório o uso de água como fluido de ensaio pressão. na ocasião em que o gasoduto estiver pronto para ser ensaiado. tais como conexões para separadores.4 A tensão circunferencial desenvolvida pela pressão de ensaio ou pela MPO deve ser calculada com base no valor nominal da espessura de parede do tubo.5 Para um determinado trecho de um gasoduto a ser ensaiado. c) os gasodutos pertencentes às classes de locação 3 e 4 devem ser ensaiados com água. a.2-c) para o ensaio com saio são as descritas a seguir e encontram-se resumidas na Tabela 19: a) os gasodutos pertencentes à classe de locação 1 devem ser ensaiados com ar ou gás. a 1.10 x MPO 1.4 Considerando que os dutos. para comparação com a tensão mínima de escoamento especificada.1 vez a máxima pressão de operação. Tabela 19 . 29. 2 h na pressão de ensaio. devido ao peso próprio e ao peso do fluido de ensaio. no mínimo. Neste caso.1.1.3 O ensaio de pressão estabelece a MPOA de acordo com a última coluna da Tabela 19.2. 29.2 Ensaio de resistência mecânica ferrovias podem ser ensaiados de acordo com os mesmos procedimentos e a mesma pressão de ensaio relativos à sua classe de locação.1 Ensaio para gasodutos que operam com tensão circunferencial igual ou superior a 30% da tensão mínima de escoamento especificada 29.6 Os itens fabricados com tubos e componentes de 29.1.2.7 Os requisitos de 29. não houver disponibilidade de água de boa qualidade em quantidade suficiente para o enchimento da linha.25 vez a máxima pressão de operação ou com água.1.2. 29. esta Norma limita a tensão de flexão longitudinal.2. no mínimo. para cavalotes e outros.40 ou P MPO = máxima pressão de operação (kPa) MPOA = máxima pressão de operação admissível (kPa) P = pressão de projeto (kPa) Pe = pressão de ensaio (kPa) (A) (B) Escolher o menor valor.1 Os gasodutos devem ser ensaiados por. a. 29.1.10 x MPO 1.1.

Neste caso. . 29.3.1 Na classe de locação 1.3. o ensaio com espuma de sabão pode ser usado para localizar vazamentos.1. 29. a tubulação é en- de duração do ensaio deve ser o estritamente necessário para que o gasoduto possa ser inspecionado e os locais de eventuais vazamentos identificados para reparo.1 kgf/cm2) 29.4 E .2 O procedimento de ensaio utilizado deve ser ca- de ensaio com água para a verificação da resistência. 29.4 Registros A companhia operadora é obrigada a manter em seus arquivos um registro de execução de cada ensaio.3. pois a aplicação prolongada de tensões elevadas produz no material o crescimento de defeitos que originalmente não comprometeriam a integridade do gasoduto.1 kgf/cm2) 29.2.3. porém as considerações abaixo devem orientar na prescrição do valor da pressão de ensaio.1).2.3 Ensaio de estanqueidade 29.3. 29. Sy na classe de locação 3 e inferior a 0. se todas as juntas estiverem descobertas durante o ensaio. sendo E o fator de eficiência de junta e Sy a tensão mínima de escoamento especificada. admitindo-se a possibilidade de se utilizar gás ou ar como fluido de ensaio. nas mesmas condições de fábrica. 3 e 4. o qual deve conter. deve ser inferior a 0. Neste caso. Uma pressão de ensaio superior a 18% da pressão de projeto não permite que o gasoduto admita uma pressão de projeto superior à adotada para o cálculo da espessura de parede requerida (ver 7.25 vez a MPO do sistema. mantendo a pressão neste segundo limite. e um novo ensaio realizado. num ensaio de resistência. 29. 29.1 kgf/cm2) ou mais 29. devem ser submetidos a novo ensaio quando a pressão de projeto for superior a 85% da pressão de ensaio de fábrica. dentro dos limites máximos de tensão circunferencial estabelecidos na Tabela 20. com pressões que induziram tensões circunferenciais inferiores a 0. com os tramos soldados.1 Os gasodutos devem ser ensaiados após sua construção e antes de serem colocados em operação.1 Ensaio de estanqueidade para gasodutos que operam a 700 kPa (7.Tensão circunferencial máxima permitida durante o ensaio Classe de locação Fluido de ensaio % da tensão mínima de escoamento especificada 2 Ar Gás 75 30 3 50 30 4 40 30 29.3 Em todos os casos em que a linha for circunferen- por ensaio hidrostático. 29. a elevação e a manutenção da pressão de ensaio devem ser feitas no menor tempo possível. as pressões de ensaio elevadas obrigam o aumento da quantidade das seções de ensaio.3.2 Pode ser utilizado gás como fluido de ensaio. para comprovar que não vazam.2. o ensaio de resistência do cialmente tensionada.1. É também permitido inspecionar a linha.4 Para a comprovação de estanqueidade. este deve ser localizado e eliminado. 29. durante o ensaio de resistência. uma avaliação competente e experiente prevalece sobre a precisão numérica.2.1. constituindo trechos do gasoduto. 29.1.5 E .3.2 Ensaio para gasodutos que operam com tensão circunferencial menor que 30% da tensão mínima de escoamento especificada.2 Nas classes de locação 2. para se comprovar que não vazam.1.1.2. Sy na classe de locação 4. no mínimo. 29. à máxima pressão disponível no sistema de distribuição por ocasião do ensaio.a pressão de ensaio não deve exceder 1. o tempo de duração do ensaio deve ser o necessário para que o gasoduto possa ser inspecionado e os locais de eventuais vazamentos identificados para reparo. no que diz respeito ao compromisso entre a economia e a segurança: a) para gasodutos localizados em regiões de relevo acidentado. nessas condições.2. Se o ensaio indicar vazamento. b) quando a pressão de ensaio prescrita produzir no duto tensões circunferenciais maiores que a tensão mínima de escoamento especificada.2. 29.2. A pressão de ensaio pode ser feita nas seguintes condições: a) tramo a tramo. a pressão de ensaio deve ser. a 20% ou mais da tensão mínima de escoamento especificada e o fluido de ensaio for ar ou gás. mas acima de 700 kPa (7. 18% superior à pressão de projeto.1 kgf/cm2) até a pressão necessária para produzir uma tensão circunferencial de 20% da tensão mínima de escoamento especificada.3.2.3.3 Para a comprovação de estanqueidade.2 Ensaios de estanqueidade para gasodutos que operam a menos de 700 kPa (7. o tempo gasoduto deve ser de acordo com 29.9 Tubos para gasoduto que na fábrica passaram paz de identificar todos os vazamentos e é escolhido após considerarem-se o volume do trecho e a sua localização.1 kgf/cm2) devem ser ensaiados após a construção e antes de serem colocados em operação. deve ser feito um ensaio de estanqueidade a uma pressão variando de 700 kPa (7. b) no campo.2. gerada pela pressão de ensaio.85 Sy. no mínimo.8 Esta Norma não limita o valor da pressão máxima Tabela 20 .NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 51 b) a pressão máxima de ensaio deve ser limitada pelas seguintes condições: .1.3. .a tensão circunferencial.2.1 Os gasodutos e equipamentos correlatos que operam a menos de 700 kPa (7. as seguintes informações: saiada de acordo com 29.1.

d) nas derivações para ramais. 30. canais. h) junto aos reservatórios metálicos enterrados.. para desenvolver seu próprio programa de controle da corrosão. calculada com base na pressão de ensaio.2.2. d) fluido de ensaio usado. b) em cada tubo-camisa ou grupo de tubos-camisa.2. 30.2 Critérios de revestimentos 30. g) ao longo das tubulações. f) nos trechos mais afetados por saída de correntes de interferência. etc. 30. 30. observados os requisitos da NACE Std RP-01-69. Em locais rochosos. 30.2. e a descrição dos reparos realizados. em função de fatores como a distribuição da corrente de proteção. o meio ambiente ou outras instalações ao risco de danos durante a vida útil prevista para a operação do sistema de transmissão de gás.2.5.2.1 pode ser são e distribuição de gás combustível devem ser isolados eletricamente das tubulações de ferro fundido.. ao solo. c) planta e perfil do gasoduto e a localização das seções de ensaio.4.2.1 As instalações metálicas enterradas e submersas.2.1.2. etc.1 Os revestimentos. e) pressão de ensaio de cada um dos trechos.4.2 A distribuição dos pontos de ensaio pode ser feita de acordo com a orientação dada a seguir: a) em cada junta de isolamento elétrico ou grupo de juntas de isolamento elétrico. h) localização de falhas e vazamentos.5. e) nos cruzamentos ou proximidades de outras tubulações ou estruturas metálicas enterradas não consideradas no projeto. ou outras medidas adequadas. dúctil e outros tipos de material metálico.3 Critérios de proteção catódica O projeto do sistema de proteção catódica deve ser elaborado explicitando os critérios de proteção adotados. conforme Capítulo 10.1. dentro dos objetivos constantes desta Norma.52 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 a) data e hora de realização do ensaio.2. podem ser utilizados um revestimento protetor externo e materiais selecionados para reaterro. de- ve-se considerar os requisitos específicos para as tubulações que transportam gases em alta temperatura.4.5 Pontos de ensaio 30.1 Geral 30. 30.2. forjado. dispensado nos casos em que puder ser provado.2 O procedimento indicado em 30. os fatores ambientais e outros elementos pertinentes. dos sistemas de transmissão e distribuição de gás combustível.1 Os sistemas de transmissão e distribuição de gás combustível devem ser isolados eletricamente de outros sistemas. 30.1 Objetivo Este Capítulo fixa as condições mínimas a serem cumpridas para o controle da corrosão interna e externa de tubulações.4 Isolamento elétrico 30. os sistemas de transmis- 30 Controle da corrosão 30.2 Controle da corrosão externa para instalações enterradas 30. f) pressão resultante no ponto de menor cota de cada trecho.4 Deve ser prevista a proteção das juntas de iso- lamento elétrico contra tensões induzidas por descargas atmosféricas e aproximação do sistema com linhas de transmissão. 30. que não ocorre qualquer corrosão significativa a ponto de expor o público. incluindo os de junta de campo e de reparo. 30.2 Na escolha do tipo do revestimento externo. lagos. 30. devem ser revestidas externamente e/ou protegidas catodicamente. Cada companhia operadora deve estabelecer seus próprios procedimentos específicos. para minimizar-se a ocorrência de danos físicos. compatibilidade com o sistema de proteção catódica e a resistência à degradação térmica. c) junto às travessias de rios. novos ou existentes. na execução dos revestimentos. Esses requisitos incluem a resistência contra danos devido .2.2. córregos. 30.2.1 Os pontos de ensaio devem ser distribuídos ao longo do traçado das tubulações em quantidade suficiente para se avaliar a eficiência do sistema de proteção catódica.1.2 Sempre que possível.2. devem ser selecionados de acordo com a temperatura de operação. devem ser observados os requisitos da NACE Std RP-02-75. eficiência do revestimento utilizado. g) duração dos ensaios de resistência e de estanqueidade.2. por meio de ensaios ou de experiência prévia.4.2.2. correntes de interferência. reservatórios e componentes metálicos pertencentes aos sistemas de transmissão e distribuição de gás combustível. exceto nos locais onde as estruturas metálicas enterradas sejam interligadas eletricamente entre si e protegidas catodicamente como um todo. espaçados conforme as necessidades de cada região. tensões secundárias.3 Os pontos de contato elétrico acidental com ou- tras estruturas metálicas devem ser localizados e removidos. b) especificação dos tubos de cada um dos trechos ensaiados.

Os materiais dos revestimentos devem recobrir completamente as superfícies expostas e devem ser aplicados de acordo com as especificações e recomendações dos fabricantes. A taxa de desgaste e a corrente liberada pela maioria das ligas de anodo tendem a ser maiores com o aumento da temperatura ambiente. . por ensaios ou experiência prévia. algumas ligas podem tornar-se mais nobres que o aço. no ponto de conexão.3. transferir e injetar o inibidor de corrosão no fluxo de gás. As interferências podem ser controladas por métodos como drenagem elétrica. devem ter seu desempenho considerado de acordo com a temperatura de operação das tubulações.3 As interferências adversas provocadas por estruturas estranhas. dos pontos de ensaio às tubulações.2 O tipo de revestimento selecionado deve possuir características adequadas à proteção contra a corrosão provocada pelo ambiente. 30. tensões mecânicas localizadas excessivas. 30. devem ser examinadas e analisadas através de levantamento de dados no campo. 30.quando os tubos ou outros componentes do sistema de tubulações forem unidos por solda ou outro método que deixe exposto o metal de base.3. como limpeza e reposição do revestimento ou o uso permanente de um inibidor adequado. 30. .um sistema eficiente de coleta de condensados e de materiais sólidos nas tubulações por meio de pigs ou esferas deve ser previsto.os revestimentos utilizados devem ser inspecionados conforme previsto nas especificações estabelecidas ou na prática corrente. instalados próximos a uma tubulação aquecida. devem ser previstos em projeto equipamentos que permitam reter.8 Tubos-camisa Os tubos-camisa devem possuir acessórios que os isolem eletricamente das respectivas tubulações.9 Anodos galvânicos Os anodos galvânicos. de acordo com as NBR 9171 e NBR 9344.2. entre a estrutura interferente e a estrutura interferida. 30. uso de blindagem elétrica. Em temperaturas superiores a 60°C.4. . .7 Interferência elétrica 30. devem ser previstas medidas. contra a corrosão externa provocada pelo meio ambiente.3 Após realizada a conexão. 30. os gases que nas condições de transporte contenham água livre devem ser considerados corrosivos. principalmente quando há a presença de correntes de fuga.2 Para preservar a integridade e eficiência das tubulações.se estiver previsto o uso de pigs ou de esferas. os fatores indicados a seguir: revestimento e os trechos expostos dos cabos elétricos devem ser protegidos por um material isolante compatível com o tipo de revestimento existente.1 Quando for transportado um gás corrosivo. .2 As conexões dos cabos elétricos às tubulações podem ser feitas diretamente por meio de soldas exotérmicas.1 O sistema de proteção catódica deve ser projeta- do de forma a minimizar e corrigir qualquer interferência adversa sobre outras estruturas metálicas existentes ao longo do traçado da rede de dutos. 30. devem ser considerados no projeto. deve ser prevista uma inter- a) revestimento interno: . aplicação de revestimentos protetores.3 Controle da corrosão atmosférica 30.1 As conexões dos cabos elétricos. e os procedimentos de execução da solda devem atender aos requisitos de segurança da instalação. a abertura feita no 30. devem ser previstos os cuidados específicos necessários ao controle da corrosão. devidamente calibrada. 30. Em temperaturas superiores a 50°C.2. podem sofrer corrosão intergranular.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 53 30.6.sempre que necessário. contínuo ou de cordão.7.2.2.7.2. para evitar a corrosão das juntas. .3.provadores de corrosão e outros equipamentos de monitoração devem ser previstos em projeto. 30.6 Instalação de conexões elétricas 30. b) inibidores de corrosão: .4.4 Controle da corrosão interna 30.2. 30. A menos que se prove o contrário. .2. com alumínio na sua composição química. para permitir avaliações contínuas do programa de controle da corrosão. os tipos de revestimentos devem ser escolhidos de forma a evitar possíveis danos provocados pela passagem desses instrumentos. em conjunto ou em separado.3 Nos afloramentos das estruturas. ou qualquer outro dispositivo efetivo de proteção. devem ser tomadas medidas capazes de proteger o sistema de tubulações contra a corrosão interna.7. c) sistemas de pigs: ligação elétrica. sistema de proteção catódica complementar. 30.o inibidor de corrosão selecionado deve ser de um tipo que não cause deterioração dos componentes do sistema de tubulações. direta ou por meio de uma resistência elétrica.2. por meio de um sistema de revestimento adequado. os anodos de zinco.2. especialmente os do tipo bracelete.2 Quando necessário.o revestimento interno deve atender às especificações de qualidade e à espessura mínima da camada protetora estabelecidas. devem ser feitas sem que ocorram no tubo.6. A especificação da carga não deve exceder o cartucho de 15 g.2.1 As instalações metálicas aéreas devem ser protegi- das.6.

3 Métodos de proteção de vala 31. e preservando o meio ambiente.1 Fundamentos básicos Os métodos de drenagem superficial da pista devem ser previstos em encostas com inclinação superior a 5° e constituídas de solos de baixa coesão. surgências ou interceptação de veios d’água em rampas com inclinações superiores a 5°. b) os efeitos de erosão/corrosão causados por partículas de alta velocidade em prováveis pontos de turbulência e de choque devem ser minimizados pelo uso de materiais resistentes à erosão.3. deve ser dada atenção especial para a identificação e mitigação da possível corrosão interna. definindo as soluções a serem empregadas em cada local. mananciais e sistemas hidrográficos. ou pela configuração e dimensões da tubulação ou conexões.3. 31.4. devem ser projetados diques no interior desta.uso de equipamentos de desidratação ou de separação.2. não causando danos ao revestimento dos tubos ou à própria tubulação. dimensionadas e espaçadas conforme inclinação e extenção da rampa.2.3.3.4.provadores de corrosão e carretéis de ensaio devem ser projetados de forma a permitirem a passagem dos pigs ou esferas. 30. ou ainda pela filtragem.2 Para obtenção dos parâmetros de projeto.1 Para contenção do reaterro da vala.3. 31.2 Os métodos de drenagem normalmente utiliza- dos devem ser: a) colchão de areia. bota-foras e áreas terraplenadas nas vizinhanças.4 Na proteção da vala. .1 Geral Este Capítulo estabelece os critérios a serem aplicados no projeto de estabilização de pista e vala. 31.4.2.4 Drenagem superficial da pista 31.2. por material com suficiente coesão e resistência. 31.2 Critérios de projeto 31. de forma a evitar erosões ou deslizamentos da cobertura.2 Drenagem do fundo da vala 31. 31.3 Na proteção da pista.54 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 d) provadores de corrosão e carretéis de ensaio: . quando forem instalados em seções percorridas por esses instrumentos.2 Devido a acomodações e recalques da tubula- ção enterrada na vala. os diques devem ser projetados com o emprego de materiais que absorvam aqueles movimentos. . definindo as soluções a serem empregadas. 30. infiltrações e percolações. portanto: a) os materiais selecionados para a tubulação devem ser compatíveis com os produtos transportados. líquidos e sólidos corrosivos forem transportados em temperatura elevada. quando for prático. mento de rampas. deve ser prevista a compactação do reaterro da vala ou substituição parcial ou total do solo. 31. .uso de equipamentos de remoção de outros contaminantes. inclinação da rampa e o material utilizado na construção do dique. diques de contenção do reaterro da vala e substituição do material de reaterro. 31.3. com a finalidade de evitar a formação de processos erosivos na pista e vizinhanças. 31. 31. 31.1 A estabilização de pista e vala deve assegurar a proteção permanente da tubulação enterrada. deve ser feito o cadastra- Os métodos de drenagem superficial constam de: a) calhas transversais de captação e longitudinais de condução de águas pluviais. devem ser utilizados provadores de corrosão e carretéis de ensaio.4 Reaterro e fechamento da vala 31 Estabilização de pista e vala 31.1 Métodos de drenagem do fundo da vala devem ser previstos sempre que houver a possibilidade ou ocorrência de percolação. estabilizando a pista.3 Quando um gás ou mistura de gases.4 Os materiais utilizados na tubulação e nos demais 31. encostas. b) dreno-cego. evitando danos a edificações.3. pelo acréscimo de espessura de parede.3.3.2. 31.1 Fundamentos básicos Os métodos a serem empregados para a proteção do reaterro de vala devem consistir em drenagem do fundo da vala. e) tratamento para redução da corrosividade dos gases: . 31.nos locais com maiores possibilidades de ocorrência de corrosão. devem Em função da inclinação da rampa e do tipo de solo local. vala.3.2 Métodos de drenagem superficial ser realizados estudos geotécnicos e hidrológicos ao longo da região atingida pela construção do gasoduto. deve ser feito o cadastramento de ocorrência de surgências.4. com dimensões e espaçamento de conformidade com a seção da vala.2.3 Contenção do reaterro da vala equipamentos metálicos expostos aos gases devem ser resistentes à corrosão interna.

5.5% em massa.5. 31. numa proporção balanceada entre gramíneas e leguminosas. deve ser determinada a sua correção e adubação. 32. d) muros defletores e enrocamentos.5. proporcionando melhores condições para resistir à erosão superficial.5 Proteção vegetal da pista ser estabelecida pelo projeto.1 Geral A proteção vegetal visa à preservação das áreas expostas pela terraplenagem.1 Todo gás combustível deve ser odorizado em redes de distribuição e serviço ou para uso doméstico. em uma emulsão contendo. através da execução de proteção vegetal. 32. 31. a odorização fica sujeita a estudos específicos em função das áreas atravessadas.5. Com base na análise do solo.2 O odorante deve atender aos seguintes requisitos: O grau de acidez ou alcalinidade do solo (pH) deve ser determinado utilizando-se amostras representativas colhidas ao longo da faixa do gasoduto. não deve ser prejudicial a pessoas nem causar danos ao sistema. c) caixas de saída com dissipadores de energia cinética.2 Análise do solo 32.3 Correção do solo a) misturado ao gás na concentração especificada.4 Processos de execução O processo de plantio por hidrossemeadura deve ser previsto em rampas ou taludes com declividade igual ou superior a 15°. a fim de garantir o desenvolvimento e manutenção da proteção vegetal empregada.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 55 b) caixas de passagem e dissipação dimensionadas e espaçadas em função das calhas transversais e longitudinais. 32 Odorização 31. em caso de vazamento. consistindo o processo na projeção.5. por via líquida. num consorciam ento de plantas gram í neas e legum inosas. devem ser selecionadas as que mais se adaptem ao ambiente local. de modo a permitir. 31. a sua pronta detecção em limites de concentração a partir de 1/5 de seu limite de explosividade inferior. b) sua solubilidade em á gua n ã o deve exceder 2. Os pontos de amostragem devem ser localizados de forma a representar o gás em todos os pontos do sistema. sementes de gramíneas e/ou leguminosas fertilizantes e fixador da mistura. 31. 31. causada pelas águas pluviais. em dosagem a /ANEXOS . c) seus produtos de combustão não devem ser prejudiciais a pessoas nem causar danos aos materiais com que normalmente possam ter contato.3 Ensaios de campo devem ser previstos para verificar a eficácia do sistema de odorização. Em gasodutos de transmissão.5 Espécies de sementes a serem empregadas Na especificação das espécies de semente.

56 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 .

Diagrama ilustrativo do campo de aplicação desta Norma /ANEXO B .NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 57 ANEXO A .

806650 x 10-2 * 6.555556 x 10-1 m3 m3 1.448222 x 10° radiano (rad) 1.048000 x 10-1 * 1.555556 x 10-1 1.m 9.745329 x 10-2 C K K K 5. m lbf .000000 x 102 * /continua N. in Unidades de pressão (ou de tensão) kgf/cm 2 kgf/cm 2 lb/in2 lb/in2 bar kPa MPa kPa MPa kPa 9.290304 x 10-2 * m m m 2. expresso nas unidades da primeira coluna.555556 x 10-1 5.451600 x 10-4 * 9.806650 x 10o * 1.m N.831685 x 10-2 m2 m2 6.58 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 ANEXO B .806650 x 10° * 4.540000 x 10-2 * 3.000000 x 10° * 5.894757 x 10-3 1.129848 x 10-1 N N 9.894757 x 10° 6.638706 x 10-5 2.806650 x 101 * 9. por: Unidades de comprimento in ft mile Unidades de área in2 ft 2 Unidades de volume in3 ft 3 Unidades de diferencial de temperatura °F (Fahrenheit) °C (Celsius) °F (Fahrenheit) °R (Rankine) Unidade de ângulo plano grau (°) Unidades de força kgf lbf Unidades de momento (ou de torque) kgf .609344 x 103 * .Fatores de conversão Para converter em Multiplicar o valor.

por um número real de 1 a 10 (exclusive) e pela potência de 10 que lhe é associada. s) e técnico (m .energia .Joule . expresso nas unidades da primeira coluna. para o Sistema Internacional (SI).radiano .354990 x 102 Usar a fórmula °C K K K 5 (°F .000000 x 10-4 * 1. por: 1. ft Unidades de potência hp cv Para converter Escalas termométricas °F °C °F °R kPa kPa J J J 1. relativas à mecânica. fundamentais e derivadas.Kelvin (s) (K) (rad) (N) (Pa) (J) (W) .457000 x 102 7.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 59 /continuação Multiplicar o valor.temperatura (m) .ângulo plano . s).quilograma (kg) .013250 x 102 * Para converter em bária atm Unidades de energia Btu cal lbf . são: .Newton .comprimento .tempo . e) Para uma lista completa dos fatores de conversão.potência .segundo .Watt c) Os asteriscos (*) que figuram à direita dos fatores de conversão indicam os fatores que são exatos. d) Os fatores de conversão são apresentados em notação científica. físico (c .15 5 (°F . b) O sistema legal de unidades no Brasil é o Sistema Internacional.força . de vários sistemas de unidades para o SI. g . kgf . cujas principais grandezas.186800 x 10° * 1.pressão .Pascal .055056 x 103 4. /ANEXO C .metro .32)/9 °C + 273. deve ser consultada a NBR 12230.32)/9 + 273.355818 x 10° W W em 7. com respectivas unidades. expressas em unidades dos sistemas inglês.massa .15 5 (°R)/9 Notas: a) Esta tabela apresenta fatores de conversão para algumas das mais utilizadas grandezas. ou seja.

ou 2/3 do diâmetro externo para solda sobreposta. nenhum a trinca na solda deve aparecer at é que a dist â ncia entre as placas seja m enor que 2/3 do di â m etro externo do tubo. e a solda n ã o pode apresentar defeitos. nenhuma trinca na solda deve aparecer até que a distância entre as placas seja menor que 3/4 do diâmetro externo para solda de topo. deve ocorrer até que a distância entre as placas seja inferior à indicada a seguir: a) solda de topo: 60% do diâmetro externo. N enhum a fissura ou ruptura no m etal ou na solda pode ocorrer at é que a dist â ncia entre as placas seja m enor que 1/3 do di â m etro externo do tubo. seja na solda. N enhum a evid ê ncia de lam ina çã o ou m aterial fundido deve revelar-se durante todo o processo de achatam ento. b) solda sobreposta: 33% do diâmetro externo. e nenhuma fissura ou ruptura. C-4 Para tubos soldados por fusão. /ANEXO D . C-5 Para tubos sem costura.Ensaio de achatamento para tubos C-1 O ensaio de achatamento para tubos deve ser realizado de acordo com a NBR 6154 e complementado com os parâmetros de execução de ensaio aqui expostos. nenhuma fissura ou ruptura no metal deve ocorrer até que a distância entre as placas atinja o valor “H” dado pela fórmula prescrita na NBR 6154. o corpo-de-prova não deve ter comprimento inferior a 65 mm. ela deve ser m enor que cinco vezes a espessura da parede do tubo. C-3 P ara tubos feitos com solda por resist ê ncia el é trica. m as em nenhum caso.60 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 ANEXO C . seja em qualquer parte do metal. C-2 Para tubos sem costura.

6.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 61 ANEXO D .7 8 9 Classe Y-35 Y-42 Y-46 Y-48 Y-50 Y-52 Y-56 Y-60 Y-65 207 241 290 317 359 386 414 448 483 552 207 241 207 241 276 165 186 207 228 165 186 207 207 241 207 241 290 317 359 207 228 248 276 310 345 379 207 241 517 317 241 290 317 331 345 359 386 414 448 103 psi 30 35 42 46 52 56 60 65 70 80 30 35 30 35 40 24 27 30 33 24 27 30 30 35 30 35 42 46 52 30 33 36 40 45 50 55 30 35 75 46 35 42 46 48 50 52 56 60 65 kg*/cm2 2109 2461 2954 3235 3657 3938 4219 4571 4923 5626 2109 2461 2109 2461 2813 1688 1899 2109 2321 1688 1899 2109 2109 2461 2109 2461 2954 3235 3657 2109 2321 2532 2813 3165 3516 3868 2109 2461 5274 3235 2461 2954 3235 3376 3516 3657 3938 4219 4571 /continua ASTM A-53 ASTM A-106 ASTM A-134 ASTM A-139 ASTM A-211 ASTM A-333 ASTM A-381 .Tensão mínima de escoamento especificada (Sy) de materiais para tubos Sy Especificação Grau MPa API 5L A B x 42 x 46 x 52 x 56 x 60 x 65 x 70 x 80 A B A B C ASTM A-283 A B C D ASTM A-285 A B C ASTM A-135 A B A B C D E 30 33 36 40 45 50 55 1 3.4.

22 30. 32 ASTM A-285 C ASTM A-515 55 60 65 70 ASTM A-516 55 60 65 207 207 221 241 262 207 221 248 103 psi 30 30 32 35 38 30 32 36 kg*/cm2 2109 2109 2250 2461 2672 2109 2250 2532 70 262 38 2672 ASTM A-672 ASTM A-285 A B C ASTM A-515 55 60 65 70 ASTM A-516 55 165 186 207 207 221 241 262 207 24 27 30 30 32 35 38 30 1688 1899 2109 2109 2250 2461 2672 2109 Classes 10.62 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 /continuação Sy Especificação Grau MPa ASTM A-671 Classes 10. 11. 22. 12 20. 31. 31. 21. 12 20. 32 /ANEXO E . 21. 11. 30.

E-1. = 1500 kPa MPOmont.1 Exemplo 1 E-1.66 E-1.3 kgf/cm2) para uma rede de distribuição.3 Como 600 kPa < 1600 kPa.2. trata-se do caso B. = 1000 kPa e MPOjus.2. válvula de controle monitora e válvula de bloqueio automático ou Válvula de controle e válvula de controle monitora ou Válvula de controle.1.1 kgf/cm2). E-1.2 A solução é a seguinte: Nota: Analisando-se a Figura 1. = 7000 kPa e MPOjus.5 E-1. . E-1.1 Deseja-se especificar uma estação de controle e limitação de pressão entre uma rede de distribuição de gás com MPO de 1000 kPa (10. = 400 kPa MPOmont.6. são apresentados três exemplos: E-1.MPOjus. “ MPOjus. trata-se do caso A.2 A solução é a seguinte: MPOmont. = 600 kPa MPOmont. ou seja: 4.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 63 ANEXO E .2. verifica-se que a válvula de alívio é uma proteção para qualquer situação. ou seja: Válvula de controle e válvula de segurança ou Válvula de controle e válvula de segurança ou V á lvula de controle e duas v á lvulas de bloqueio autom á tico ou Válvula de controle e válvula de bloqueio automático ou Válvula de controle.1.66 > 1.MPOjus. = 5500 kPa MPOmont.4 kgf/cm2) e um ramal de alimentação com MPO de 1500 kPa (15.2 kgf/cm2) e outra rede de distribuição com MPO de 400 kPa (4.1.Exemplos de aplicação dos dispositivos de controle e proteção requeridos em estações de controle de pressão E-1 Para melhor compreensão da aplicação da Figura 1.1 Deseja-se especificar uma estação de controle e limitação de pressão entre um gasoduto de transmissão com MPO de 7000 kPa (71. . = 4.2 Exemplo 2 E-1. válvula de controle em série e válvula de bloqueio automático Válvula de controle e válvula de controle em série .3 Como 5500 kPa > 1600 kPa e simultaneamente MPOmont. = 2. “ MPOjus.

1.3.3.02 kgf/cm2). Válvula de controle possuindo as características exigidas em 14.3 Exemplo 3 E-1.3.64 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 E-1.1 Deseja-se especificar uma estação de controle e limitação de pressão entre uma rede de distribuição com MPO de 100 kPa (1 kgf/cm2) e uma rede interna de consumidor com MPO de 2 kPa (0. /ANEXO F .

NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 65 ANEXO F . l) fator de temperatura: T = 1 (gás escoando à temperatura de até 120°C). i) sobreespessura para corrosão nos tubos: c = 0. DT/2 . k) fator de eficiência de junta: E = 1 (garantido pelo processo de soldagem e pela especificação do material).44 (44%) F-2.1) = 106.4/(2 x 19.750"). sendo fornecidos os seguintes dados: a) diâmetro externo do tronco: DT = 406.500").1/406.7 mm (0.chapa de reforço SyC = 206 MPa (2110 kgf/cm2). g) pressão de projeto: P = 10 MPa (102 kgf/cm2). j) classe de locação do gasoduto: 3 (fator de projeto F = 0. de 16" x 8". d) espessura do ramal: eR = 12. ver Figura 8. b) diâmetro externo do ramal: DR = 219. B. DR/DT = 219.4 mm (16"). n) tipo de montagem: não-penetrante. C.ramal SyR = 241 MPa (2460 kgf/cm2).9 mm Figura 8 . c) espessura do tronco: eT = 19.4 MPa . h) tensão mínima de escoamento especificada: .4 DR/DT = 0.4/241 Sc/SyT = 0. Nota: Para ilustração da derivação.2 Rela çã o entre a tens ã o circunferencial e a tens ã o m ínim a de escoam ento especificada (para o tronco) Sc = P . F-2 Desenvolvimento dos cálculos F-2. SyT) et = 10 x 406. m) ângulo da derivação: β = 90°.4/(2 x 0. E .5 x 1 x 1 x 241) = 16.1 mm (8.1 mm (0. DT/(2 F .Exemplo de aplicação das regras para o projeto de derivações tubulares soldadas F-1 Enunciado Projetar uma derivação tubular soldada.tronco SyT = 241 MPa (2460 kgf/cm2). Sc/SyT = 106.3 Espessura de parede do tronco para resistir à pressão interna et = P . sen β = 1.625").54 (54%) F-2. f) especificação do material da chapa de reforço: ASTM A-285 Gr.1 Relação entre os diâmetros do ramal e do tronco e) especificação do material do tronco e do ramal: API 5L Gr. eT Sc = 10 x 406. T .5). .

2 No tubo-ramal F-2. ((2 x 193.219.0) = 47.2 (eR .7 Área disponível para reforço F-2.5 x (12. et Areq.1 mm F-2. o fator redutor SyC/SyT entre as tensões de escoamento da chapa e do tronco.1)/406.1/406.7 x 16.7.A1 .A3) .16.4) α = 113° Como α < 180°. o reforço não necessita ser do tipo integral. (= 3343 mm2) > Areq.250) x 241/206 AN = 2254 x 241/206 = 2637 mm2 F-2.A2 .8 mm) F-2. = 426 + 344 + 250 + 2323 = 3343 mm2 Nota: No cômputo da área da chapa de reforço (A4).11 Condição de resistência Atot.1) x 19.9.5 (eR .344 .7 = 426 mm2 F-2.c) = 2.13) = = 361.4 . esta operação transforma a área nominal da chapa.2 (12. A2 = 2 (eR . F-2. A1 = (eT .1/(2 x 0.1 = 50.5 Diâmetro do furo d = DR .5 x 1 x 1 x 241) = 9.1 Admitindo-se usar uma chapa de reforço com espessura M = 19.8 mm ou L = 2.1 mm (3/4") L = 2.7. = 193.1 .4 mm Área: A = (Q . E .3 Nos cordões de solda 2 W1 = 9 mm (dimensão do cordão de solda entre a chapa de reforço e o ramal) W2 = 13 mm (dimensão do cordão de solda entre a chapa de reforço e o tronco) A3 = W12 + W22 = 250 mm2 F-2.7 . feita com um material de tensão de escoamento SyC.9 = 3274 mm2 F-2.c) .2.5 (eT .DR) .8 Área mínima necessária à chapa de reforço AN = (Areq.et .1 . L . = d .13 Verificação do envolvimento angular (ver recomendação (B)): α = 2 (arc sen (DR/DT) + (360/2π)) .7 .8 = 344 mm F-2.7.1 No tronco Espessura: M = 19.7 . = A1 + A2 + A3 + A4 Onde: A4 = A . M = (361.W2) = 2 x (193. sobre a área nominal da chapa (A). ((2d .9 .1 . há que se aplicar.0) x 193.219.1 .0) = 193. os percentuais DR/DT e Sc/SyT sinalizam para as recomendações (B) e (D) da Tabela 13. o somatório das áreas A1 + A2 + A3 + A4 é feito como se todos os materiais fossem estruturalmente equivalentes ao material retirado do tronco.4) + (360/2π)) . (= 3274 mm2) F-2. DR/(2 F . (SyR/SyT) A2 = 2 (12.9 mm F-2.c) d = 219.10 Área total Atot.12 Requisitos especiais (ver 20. SyT/SyC /ANEXO G .0) + 19. em outra equivalente de material de tensão de escoamento SyT.1 mm (3/4") Comprimento: Q = 2 (d .2.c) + M = 2. d A1 = (19.7 .6 Área de reforço requerida Areq.0) x 47. SyC/SyT = 2718 x 206/241 = 2323 mm2 Atot.7 mm F-2. .66 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 F-2.er .c) .3) De acordo com os requisitos especiais.7 .2 Prevalece o menor valor de L (47. T .DR)/DT) α = 2 (arc sen (219. SyR) AN = (3274 . Assim.7.1 = = 2718 mm2 F-2.5.426 .9 Dimensões nominais da chapa de reforço er = 10 x 219.4 Espessura de parede do ramal para resistir à pressão interna er = P .5 x (19.7.

60 11. carbono-cromo-molibdênio (até 3% Cr e 1% Mo) são dados na Tabela 21.86 12.64 11.40 10.Constantes físicas G-1 Coeficientes de dilatação térmica linear para açocarbono.44 11.31 12.molibdênio.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 67 ANEXO G .00 x 105 MPa (2. G-2 O módulo de elasticidade longitudinal do aço-carbono à temperatura ambiente de 21°C (70°F) é: Ec = 2. α x 106 (oC-1) 10. carbono.12 12.30 0 30 60 90 120 150 180 210 240 Coeficiente de dilatação térmica linear.71 11.52 /ANEXO H .Coeficiente de dilatação térmica Temperatura (0C) .04 x 106 kgf/cm2) Tabela 21 .39 11.

643 tg θ R1 . deve ser calculada pela fórmula: Pg = K3 Onde: K3 = fator redutor da pressão e vale: K3 = D 2r 2e F . T .1 A pressão de projeto da curva com dois gomos. E . H-1. medida a partir da junta soldada do gomo terminal.r 2R1 .45° Pg = K Onde: K = um fator redutor da pressão pelo efeito enfraquecedor dos gomos. o que for menor K1 = D 2r D r 2e D F . ver H-4. E .2 A pressão de projeto da curva com dois gomos.5. H-1.45°. com ângulo α > 45°. H-3 Curva singela. deve se estender por uma distância não-inferior a “N”. deve ser calculada pela fórmula: Pg = K1 2e D F . com três ou mais gomos (duas ou mais soldas circunferenciais) A pressão de projeto da curva com três ou mais gomos deve ser o menor valor calculado pela seguinte fórmula.Curva de γ = 90°. E .2 Para a limitação do desvio angular das curvas em gomos. Nota: Não é usual projetar curva com três ou mais gomos com desvio angular entre gomos superior a 45°.25 tg θ ) K2 = ( ( e e + 0.1 As curvas em gomos devem ser dimensionadas para uma pressão de projeto (Pg) igual ou superior à pressão de projeto (P) do sistema de gás do qual fazem parte. com dois gomos (uma única solda circunferencial) H-3. H-2 Curva múltipla. válida para α . conforme mostrado nas Figuras 9-(a) e 9-(b). T .r ) Notas: a) A espessura “e”. b) Todas as dimensões geométricas e propriedades mecânicas referem-se ao tubo do qual são feitos os gomos. T . com ângulo α . Sy H-3.68 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 ANEXO H . ver H-2.Método de dimensionamento para a pressão interna das curvas em gomos H-1 Geral H-1. Sy Nota: Para valor de K1. ) Figura 9-(a) . com três gomos (duas soldas circunferenciais) . usada nas equações de H-2 e H-3. ver 27. Sy D ( e e + 1. podendo assumir os valores de K1 ou K2.3 Para nomenclatura.

35 ¯ 22. Tabela 22 . definido como a mais curta distância da linha de centro do tubo à intersecção dos planos das juntas adjacentes de um gomo R1 = (S/2) .Curva de γ = 30°.12.5 2e 2e/3 + 3. (R1 .7 Entre 12.0 R1 = raio efetivo da curva em gomos.1.35 Parâmetro A (cm) 2. tg θ . com dois gomos (uma solda circunferencial) H-4 Nomenclatura Pg = pressão de projeto para a curva em gomos Sy = tensão mínima de escoamento especificada para o material do tubo F = fator de projeto (ver 7.1 Enunciado Projetar uma curva em gomos sendo fornecidos os seguintes dados de H-5.1 Dados da rede de gás: a) pressão de projeto: P = 6000 kPa.1. onde o par â m etro A deve ser tirado da T abela 22. e (mm) .1) = metade do desvio angular: θ = α/2 = ângulo central. .NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 69 Figura 9-(b) . em fun çã o da espessura do tubo do qual é feito o gom o. medido na linha de centro do tubo = desvio angular: α = γ/(n .e)/2 T = diâmetro externo do tubo = espessura nominal de parede do tubo = número de gomos = comprimento do gomo. cotg θ N = comprimento mínimo dos gomos extremos.2) = fator de eficiência de junta (ver 7. r = (D .7 e 22.r) H-5 Exemplo de aplicação das regras para o projeto de curvas em gomo H-5.3) = fator de temperatura (ver 7. soma dos desvios angulares entre todos os gomos Nota: O valor de R 1 n ã o pode ser inferior a: [(A /tg θ) + (D /2)].Parâmetro A Espessura do tubo.1. maior valor entre: 2.2 H-5.4) P r D e n S α θ γ = pressão de projeto do sistema de gás E = raio médio do tubo.1 a H-5.5 .

2 Desenvolvimento dos cálculos H-5.1) H-5.250").escolha de um m aterial de m aior resist ê ncia m ec â n ica .3.1 Deve ser feita uma primeira tentativa supondo c) sendo Pg (8620 kPa) superior a P (6000 kPa).r ) ) b) substituindo valores. têm-se: Pg = 0.3.1) = 12° < 12. d) raio de curvatura.2.2 Relação entre tensões Sc/Sy = 96011/241000 = 0. a rela çã o S c/S y = 115400/290000 = 0.8.1 Pg = 8620 kPa De acordo com 27.398 Sendo Sc < 0. obtêm-se: K1 = 0. b) número de gomos (n): a determinar. .2. H-5.4 e. portanto. c) ângulo central.643 tg θ R1 .2 Dados da curva em gomos: a) sendo n = 6 e α < 45°.T . deve ser usado o menor número possível de gomos.794.5.2 Para a segunda tentativa.1.3 Cálculo da pressão de projeto da curva H-5. pode-se usar curva em gomos (ver 27.1 Tensão circunferencial gerada pela MPO S c = (M P O ) . T .1) = 115400 kP a.40 Sy. Deve se proceder da seguinte forma: .976 c) para o menor valor (K1).2.1 mm (aproximadamente 10. X42 com espessura e = 7. e) processo de fabricação: com costura longitudinal por SAW. Sy ou Pg = K2 . j) fator de eficiência de junta: E = 0.72 x 0. o desvio angular n ã o deve exceder 12.1. a pressão de projeto da curva deve ser o menor dos dois valores abaixo (ver H-2): Pg = K1 . H-5.70 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 b) máxima pressão de operação: MPO = 4500 kPa.10 Sy < Sc/Sy < 0.979 b) para o menor valor (K1). E .783.1 mm.2. a uma ou mais das seguintes alterações com respeito ao tubo da curva: . não é permitido. 2e D F . deve se proceder. R1 = 1500 mm.1 Pg = 5094 kPa d) sendo Pg (5094 kPa) inferior a P (6000 kPa).0 x 1 x 290000/273.0.5° θ = 6° H-5.1/(2 x 6. d) para M P O = 6000 kP a.1.aumento da espessura de parede. por esta Norma. D /2e = 4500 x 273. E = 1. o uso deste tubo para confeccionar a curva em gomos. B. h) espessura de parede: e = 6.4 x 0. e = 7.783 x 2 x 6. γ = 60°. para 0. g) diâmetro externo: D = 273. que a curva é constituída por segmentos retos cortados do próprio tubo do gasoduto.4 mm (aproximadamente 0. f) tensão m ínima de escoamento especificada: Sy = 241000 kPa.1 x 0. o segundo tubo escolhido satisfaz.1. a tens ã o circunferencial vale S c = P D /2e = 6000 x 273.72).5 ° . têm-se: Pg = 0. P ara n = 6. portanto. d) material: ASTM A-139 Gr. c) temperatura de projeto: ambiente (fator de temperatura T = 1). Deve-se proceder da seguinte forma: a) pretende-se construir a curva com o mesmo tubo utilizado na rede de gás. escolhe-se um tubo API 5L Gr.2.72 x 1. i) classe de locação: 1 (fator de projeto F = 0.75"). .2.2. E .1 mm (aproximadamente 0. a curva proposta ainda pode ser usada. H-5.1/(2 x 7.r 2R1 . K2 = 0.281"). Sy D Onde: K1 = D 2r D r K2 = ( ( e e + 0.1 Verificação da possibilidade de uso de curva em gomos H-5.1) = 60°/(6 .seleção de um tubo que seja fabricado por um processo que garanta E = 1. 2e F . obtêm-se: K1 = 0.5.2 Cálculo do desvio angular entre gomos a) recalculando com os novos valores de Sy = 290000 kPa.794 x 2 x 7. t ê m -se: α = γ/(n .4) = 96011 kP a H-5.80 x 1 x x 241000/273. K2 = 0.40 Sy.

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H-5.2.4 Cálculo do comprimento mínimo N, dos gomos da extremidade da curva

H-5.2.6 Cálculo do comprimento S mínimo

N = 2,5 Sendo:

ou N = tg θ (R1 - r)

Para e = 7,1 mm, de acordo com a Tabela 22, obtém-se A = 2,5 cm (25 mm): R1mín. = A tg θ + D 2 = 25 tg 6° + 273,1 2 = 374 mm

r = (D - e)/2 r = (273,1 - 7,1)/2 = 133 mm N = 2,5 = 77 mm

Smín. = 2R1mín. . tg θ = 2 x 374 x tg 6° = 79 mm Como S > Smín., não há impedimento. H-5.3 Conclusão A curva em gomos deve ser construída de acordo com os valores calculados, em aço-carbono API 5L Gr. X42, para uma pressão máxima de operação de 6000 kPa, conforme Figura 10.

N = tg 6° (1500 - 133) = 144 mm O comprimento N deve ter 144 mm, no mínimo.
H-5.2.5 C á lculo do com prim ento S dos gom os interm edi á rios

S = 2R1 . tg θ = 2 x 1500 x tg 6° = 315 mm

Figura 10 - Curva de γ = 60°, com seis gomos

/ANEXO I

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ANEXO I - Combinações para ligação por solda de juntas de topo de mesma espessura (conforme Figuras 11 e 12)

Figura 11-(a) - Preparação opcional

Figura 12-(a)

Figura 11-(b) - Preparação para espessuras iguais ou inferiores a 22 mm

Figura 12-(b)

Figura 11-(c) - Preparação para espessuras superiores a 22 mm Figura 11 - Preparações-padrão

Figura 12-(c)

Figura 12 - Combinações de extremidades

Nota: As ilustrações são típicas e não se destinam a excluir outras combinações não mostradas.

/ANEXO J

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ANEXO J - Preparação de extremidades para solda de topo de juntas de espessuras e/ou de tensões de escoamento diferentes

J-1 Generalidades
J-1.1 As Figuras 13 a 16 ilustram as preparações aceitáveis para unir as extremidades de tubos e componentes de

tubulação através de solda de topo. Esta união pode ser feita em peças com espessuras de parede iguais ou diferentes constituídas de materiais com tensões de escoamento iguais ou diferentes.

Figura 13-(a)

Figura 13-(b)

Figura 13-(c) Figura 13 - Desalinhamento interno

Figura 13-(d)

Figura 14-(a)

Figura 14-(b)

Figura 14 - Desalinhamento externo

J-1. J-2.Nomenclatura J-1.2.1 Se as espessuras nominais de parede das extremidades a serem unidas não diferirem mais que 2. ângulo-limite mínimo para a superfície desbastada. Figura 16 . J-2. o metal de solda depositado deve ter propriedades mecânicas.5 e. a transição deve ser feita por um chanfro interno na seção mais espessa.2. Ver Figura 13-(a). não deve ser maior que 1. J-1. O ângulo do chanfro da transição não deve ser maior que 30° nem menor que 14o. contanto que se obtenham na solda completa penetração e fusão.74 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 Figura 15 .1 a J-2.Combinações de desalinhamentos interno e externo Nota: Não há exigência de limite de ângulo mínimo quando os materiais unidos têm a mesma tensão de escoamento.7 A espessura máxima e*. J-1. contanto que se obtenham na solda penetração e ligação adequadas. Se o desvio for superior a 3 mm (1/8").4 são aplicáveis. renciais inferiores ou iguais a 20% da tensão mínima de escoamento especificada.1 a J-2. J-1. J-2. Ver Figura 13-(b).2. J-2.3 Quando a diferença interna é maior que 2. pelo menos.2.2 Para tubulações que operam com tensões circunferenciais maiores que 20% da tensão mínima de escoamento especificada.4 A transição entre extremidades de espessuras diferentes pode ser obtida por desbaste ou por deposição de material de solda.4 mm (3/32") mas não é maior que metade da espessura mais J-2 Diâmetros internos desiguais J-2.4 são aplicáveis.2. iguais àquelas da seção que possui maior resistência.6 Para unir tubos com espessuras de parede diferentes e materiais com tensões mínimas de escoamento iguais.2 Quando a diferença interna é maior que 2.2. não havendo.4 mm (3/32").1 Para tubulações que operam com tensões circunfe- . J-2. ou por meio de um anel de transição pré-fabricado. J-2. entretanto.2.5 Ranhuras ou entalhes agudos devem ser evitados na borda da solda. onde esta une uma superfície inclinada. não é necessário nenhum procedimento especial para a união das partes. não há necessidade de nenhum procedimento especial. J-1.3 Quando as tensões mínimas de escoamento especificadas das seções a serem unidas são desiguais. se a espessura nominal de parede das extremidades a serem unidas não varia de mais de 3 mm (1/8").4 mm (3/32") e não há acesso ao interior do tubo para soldagem. aplicam-se as regras dadas nesta Norma.2 As espessuras de parede das seções a serem unidas devem atender aos requisitos desta Norma. para efeito de projeto. conforme ilustrado nas Figuras 13 a 16.

espessura mais delgada. deve ser dada atenção especial ao alinhamento adequado. a transição pode ser feita através de uma solda cônica. Nestas condições. J-4 Diâmetros internos e externos desiguais Quando há tanto diferença interna quanto externa. conforme mostrado na Figura 14-(b). conforme mostrado na Figura 14-(a). a transição pode ser feita através de um chanfro na extremidade interna da seção mais espessa. conforme mostrado na Figura 13-(b). a transição pode ser feita por solda. ou seja. A face da raiz da seção mais espessa deve ser igual à diferença de espessuras de parede mais a face da raiz da seção mais fina. J-3.2 Quando a diferença externa excede metade da espessura mais delgada. Figura 15. J-2. conforme mostrado na Figura 13-(d).2. o projeto de junta deve ser uma combinação das Figuras 13-(a) a 14-(b). ou através da combinação da solda cônica por uma extensão igual à metade da seção mais delgada e um chanfro obtido por desbaste a partir daquele ponto. conforme mostrado na Figura 13-(c).1 Quando a diferença externa não excede metade da /ANEXO K .4 Quando a diferença interna é maior que metade da espessura mais fina e há acesso ao interior do tubo para soldagem.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 75 fina. aquela parte excedente do desalinhamento deve ser desbastada (em cone). contanto que o ângulo de inclinação da superfície de solda não exceda 30° e que ambas as extremidades dos biséis estejam adequadamente fundidas. e há acesso ao interior do tubo para soldagem. J-3 Diâmetros externos desiguais J-3.

Flange sobreposto Figura 19 .Solda de encaixe (conexões) .76 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 ANEXO K .Flange de pescoço Figura 18 .Flange para encaixe Figura 20 .Detalhes de ligações entre tubos e flanges (conforme Figuras 17 a 20) Figura 17 .

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