Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002

ABR 2002

NBR 12712

Projeto de sistemas de transmissão e distribuição de gás combustível
ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas
Sede: Rio de Janeiro Av. Treze de Maio, 13/28ž andar CEP 20003-900 - Caixa Postal 1680 Rio de Janeiro - RJ Tel.: PABX (21) 3974-2300 Fax: (21) 2220-1762/2220-6436 Endereço eletrônico: www.abnt.org.br

Copyright © 2002, ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas Printed in Brazil/ Impresso no Brasil Todos os direitos reservados

Origem: Projeto de Emenda NBR 12712:2001 ABNT/CB-09 - Comitê Brasileiro de Gases Combustíveis CE-09:302.01 - Comissão de Estudo de Sistema de Transporte e Distribuição de Gás Combustível NBR 12712 - Design of transmission and distribution piping systems for fuelgas - Procedure Descriptors: Fuel gas distribution system. Combustible gas. Fuel gas transmission system Esta Emenda complementa a NBR 12712:1993 Válida a partir de 31.05.2002 Palavras-chave: Distribuição de gás. Gás combustível. Transmissão de gás 2 páginas

Esta Emenda nž 1 de ABR 2002, em conjunto com a NBR 12712:1993, equivale à NBR 12712:2002. Esta emenda nž 1 de ABR 2002 tem por objetivo alterar a NBR 12712:1993 no seguinte: - Incluir a seção 9.8 com a seguinte redação: “No cruzamento com tubulações e outras interferências, deve haver um estudo específico para a fixação da cota do gasoduto, atendendo à orientação de 9.4 e 9.7.” - Incluir na seção 10, alínea d), a seguinte redação no último paragrafo: “No cruzamento de linhas elétricas de transmissão, o duto deve, preferencialmente, passar perpendicular à linha, no centro do vão entre duas torres, sem interferir com o ponto de aterramento.” - O texto de 11.1.1 passa a ter a seguinte redação: “Este capítulo estabelece critérios para projetos de cruzamento e de travessias. Sua aplicação deve ser feita levando-se em consideração os requisitos dos capítulos 8 e 9.” - O texto de 11.1.2 passa a ter a seguinte redação: “Os cruzamentos de que trata este capítulo poderão ser executados a céu aberto ou por métodos não destrutivos, e estes últimos poderão empregar ou não tubo-camisa.” - O texto de 11.1.3 passa a ter a seguinte redação: “Os projetos de cruzamento e travessias requerem estudos e análises específicas, e ainda a prévia autorização (se necessária) dos órgãos competentes.” - Excluir a seção 11.1.4. - As seções 11.1.5 e 11.1.6 passam a ser, respectivamente, 11.1.4 e 11.1.5. - O texto de 11.2.3-a) passa a ter a seguinte redação: “a) o eixo do cruzamento ou travessia deverá ser preferecialmente perpendicular ao eixo da interferência, de modo a obter o menor comprimento possível; “ - O texto de 11.2.3-d) passa a ter a seguinte redação: “d) áreas sujeitas à dragagem, inclusive cota de arrasamento;"

hhhhh

Licença de uso exclusivo para ABC

2 Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002

NBR 12712:2002

- O texto de 11.2.5-a) passa a ter a seguinte redação: “a) quando for prevista a utilização de tubo-camisa, selecionar preferencialmente, um trecho em que a ferrovia ou rodovia esteja em ponto de transição entre corte e aterro, evitando-se movimento de terra e curvas verticais desnecessárias;” - Excluir as alíneas d) e e) da seção 11.2.5. - A alínea f) passa a ser alínea e) - O texto de 11.2.6-c) passa a ter a seguinte redação: “c) verificação da necessidade de execução de batimetria e sondagens;” - O texto de 11.2.6-f) passa a ter a seguinte redação: “f) a travessia é recomendável nos casos de leitos profundos, rochosos, instáveis, e quando os aspectos de segurança ou dificuldades construtivas desaconselharem outro tipo de construção.” - O texto de 11.4.1.2 passa a ter a seguinte redação: “O dimensionamento de tubo-camisa deve ser feito de acordo com o disposto no capítulo 12.” - Excluir a seção 11.4.1.5. - A seção 11.4.1.6 passa a ter a seguinte redação: “A distância mínima entre a superfície da rodovia e o topo do duto, ou tubo-camisa, instalados a céu aberto ou por processo não-destrutivo do tipo furo direcional horizontal, deve ser de no mínimo 1,20 m.” - O texto de 11.4.1.7 passa a ter a seguinte redação: “A distância mínima entre o nível da base dos trilhos da ferrovia e o topo do duto, ou tubo-camisa, instalados a céu aberto ou por processo não-destrutivo do tipo furo direcional horizontal, deve ser de no mínimo 1,40 m.” - O texto de 11.4.1.8 passa a ter a seguinte redação: “Em ambos os tipos de cruzamentos de 11.4.1.6 e 11.4.1.7, quando o duto ou tubo-camisa não for instalado a céu aberto ou por processo não-destrutivo do tipo furo direcional horizontal, a distância entre as superfícies e o topo do duto ou tubo-camisa deve ser 1,80 m.” _________________

Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002

MAR 1993

NBR 12712

Projeto de sistemas de transmissão e distribuição de gás combustível
ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas
Sede: Rio de Janeiro Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar CEP 20003-900 - Caixa Postal 1680 Rio de Janeiro - RJ Tel.: PABX (021) 210 -3122 Telex: (021) 34333 ABNT - BR EndereçoTelegráfico: NORMATÉCNICA

Procedimento Origem: Projeto 09:302.01-001/1990 CB-09 - Comitê Brasileiro de Combustíveis (exclusive nucleares) CE-09:302.01 - Comissão de Estudo de Sistemas de Transporte e Distribuição de Gás Combustível NBR 12712 - Design of transmission and distribution piping systems for fuel gas Procedure Descriptors: Fuel gas distribution system. Combustible gas. Fuel gas transmission system Válida a partir de 31.05.1993 Palavras-chave: Distribuição de gás. Gás combustível. Transmissão de gás 76 páginas

Copyright © 1990, ABNT–Associação Brasileira de Normas Técnicas Printed in Brazil/ Impresso no Brasil Todos os direitos reservados

SUMÁRIO
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Objetivo Documentos complementares Definições Materiais e equipamentos Estudos prévios Classificação de locação Determinação da espessura Profundidade de enterramento Afastamentos Requisitos devidos à proximidade de linhas elétricas Cruzamentos e travessias Proteção de tubulações enterradas quanto a cargas externas Sinalização Controle e limitação das pressões Estações de compressão Reservatórios tubulares e cilíndricos Válvulas intermediárias Caixas subterrâneas Ramais de serviço Componentes de tubulação não-padronizados Análise da flexibilidade Cálculo das tensões Limitação das tensões Suportes Sistemas de GLP gaseificado Requisitos de qualidade superficial de tubulação Mudanças de direção Soldagem Ensaios após a construção Controle da corrosão

31 Estabilização de pista e vala 32 Odorização ANEXO A - Diagrama ilustrativo do campo de aplicação desta Norma ANEXO B - Fatores de conversão ANEXO C - Ensaio de achatamento para tubos ANEXO D - Tensão mínima de escoamento especificada (Sy) de materiais para tubos ANEXO E - Exemplos de aplicação dos dispositivos de controle e proteção requeridos em estações de controle de pressão ANEXO F - Exemplo de aplicação das regras para o projeto de derivações tubulares soldadas ANEXO G - Constantes físicas ANEXO H - Método de dimensionamento para a pressão interna das curvas em gomos ANEXO I - Combinações para ligação por solda, de juntas de topo de mesma espessura ANEXO J - Preparação de extremidades para solda de topo de juntas de espessuras e/ou tensões de escoamento diferentes ANEXO K - Detalhes de ligações entre tubos e flanges

1 Objetivo
1.1 Esta Norma fixa as condições mínimas exigíveis para projeto, especificação de materiais e equipamentos, fabricação de componentes e ensaios dos sistemas de transmissão e distribuição de gás combustível por dutos. 1.2 Esta Norma aplica-se somente aos sistemas nos quais os componentes são de aço.

Pipe threads ANSI B16.Forças devidas ao vento em edificações .Equipamentos de drenagem elétrica para proteção catódica .Formatos e dimensões .Válvulas de aço fundido e aço forjado para indústria de petróleo e petroquímica . no que concerne a: a) gasodutos de transmissão. c) ramais. b) tubulações a jusante do medidor do consumidor. consta do Anexo B uma relação dos fatores de conversão de algumas unidades de medida de outros sistemas para SI.Válvulasesfera . f) gasodutos submarinos. gás manufaturado.Papelão hidráulico para uso universal e alta pressão .Válvulasmacho . d) estações de compressão. fica entendido que seu uso deve ser feito apoiado na boa prática da Engenharia.Especificação NBR 9363 . e) tubulações com temperaturas acima de 230°C e abaixo de -30°C. juntas.Método de ensaio NBR 6326 . b) gasodutos de distribuição.Projeto e execução de obras de concreto armado .Tubos de aço-carbono para rosca Whitworth gás para usos comuns na condução de fluidos . g) estações de medição.Válvulas de aço fundido e aço forjado para indústria de petróleo e petroquímica .Drenagem de corrente de interferência entre tubulação e ferrovias em proteção catódica Padronização NBR 9344 .Especificação ANSI B1.Soldagem elétrica . Nota: Um diagrama ilustrativo da abrangência desta Norma é dado no Anexo A.Padronização de rosca para conexões Especificação NBR 9171 .9 Esta Norma adota o Sistema Internacional de Unidades (SI).1 . parafusos. c) sistemas de tratamento e processamento de gás.Especificação NBR 5874 . d) sistemas de transmissão e distribuição de GLP na fase líquida e de gás natural na fase líquida.Especificação NBR 11714 .Válvulas de retenção .Padronização NBR 10183 . gases ou vapores inflamáveis .Unified inch screw threads 1.Procedimento NBR 5580 .Ensaio de achatamento . biogás e gás liquefeito de petróleo na fase vapor (com ou sem mistura de ar).Procedimento NBR 6123 . reguladores e válvulas de segurança de pressão.Anodo de liga de zinco para proteção catódica .Especificação NBR 6118 .Especificação NBR 12230 .6 Os tipos de gases cobertos por esta Norma são: gás natural. f) estações de redução e controle.SI . gás de refinaria.Terminologia NBR 5893 .Especificação NBR 11713 .Tubos de aço de seção circular . válvulas.Instalação elétrica em ambientes com líquidos.Válvulas de aço fundido e aço forjado para indústria de petróleo e petroquímica . inclusive no que diz respeito à máxima pressão de operação admissível dessas instalações.7 Esta Norma propõe-se apenas a estabelecer requisitos essenciais de projeto e padrões mínimos de segurança. tais como: tubos. ANSI B1.Material para juntas . conexões. 1. Por conveniência de uso.Recebimento.Prescrições para sua aplicação Procedimento NBR 12558 .Pipe flanges and flanged fittings . h) reservatórios tubulares de gás. 2 Documentos complementares Na aplicação desta Norma é necessário consultar: NBR 5418 .3 Esta Norma aplica-se a todo sistema de transmissão e distribuição. flanges.8 Esta Norma não se aplica retroativamente às instalações existentes.Válvulas de aço fundido e aço forjado para indústria de petróleo e petroquímica .5 .Procedimento NBR 11712 . 1.5 Esta Norma não se aplica a: a) projeto e fabricação de vasos de pressão. armazenagem e manuseio de materiais e equipamentos para proteção catódica . não se destinando a servir como manual de projeto. 1. 1. 1. e) estações de lançamento/recebimento de raspadores.2 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 1.Procedimento NBR 6154 .20 .Válvulasgaveta .4 Esta Norma abrange também as condições de aplicação dos componentes do sistema de transmissão e distribuição.

Butterfly valves MSS SP-72 .Carbon steel (low temperature service) pipe-seamless and welded ASTM A-372 . flanges and unions MSS SP-42 .36 .Compact carbon steel gate valves API 603 .Steel pipeline flanges MSS SP-45 . tubing and drill pipe API 5L .Compact carbon steel gate valves (extended body) API 609 . cast corrosion-resistant flanged end gate valves API 605 . fittings.Metal-arc-welded steel pipe for highpressure transmission systems ASTM A-671 .28 .Electric-resistance welded steel pipe ASTM A-139 .Valves. 600.20 .Boiler and pressure vessel code. flanged or buttwelding ends API 600 .25 .Carbon steel for general purposes ASTM A-53 .National Fire Protection Association MSS SP-6 .Carbon steel pipe-seamless and welded ASTM A-105 .Specification for pipeline valves (steel gate.Wrought steel buttwelding short radius elbows and returns ANSI B16.Welding terms and definitions Bulletim # 70 NFPA .Butterfly valves.Large-diameter carbon steel flanges API 606 .NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 3 ANSI B16.Class 150.Standard finishes for contact faces of pipes flanges and connecting-end flanges of valves and fittings MSS SP-25 .Flanged steel safety relief valves API 594 .33 .Ring-joint gaskets and grooves for steel pipe flanges ANSI B16.Metallic gaskets for raised-face pipe flanges and flanged connection (double-jacketed corrugated and spiral wound) API 602 . Seção VIII e Seção IX API 5A .Steel orifice flanges. Seção II (parte C).34 .11 .O .Large manually operated metallic gas valves in gas distribution systems whose MAOP does not exceed 125 psig ANSI B31.Electric-fusion-welded steel pipe for high-pressure service at moderate temperatures AWS A3.10 .Wafer check valves API 599 .Ball valves with flanged or buttwelding ends for general service .Steel plug valves. ball.Arc-welded steel pipe 4 in and over ASTM A-211 .Manually operated metallic gas valves for use in gas piping systems up to 125 psig ANSI B16.Arc welded pipe steel plate 16 in and over ASTM A-135 . angle and check valves with flanged and buttweld ends MSS SP-44 . 1500 and 2500 ANSI B16.21 .Spiral . flanged and buttwelding end ANSI B16.Electric-fusion-welded steel pipe for atmospheric and lower temperatures ASTM A-672 . socket welding and threaded ANSI B16.Welded and seamless wrought steel pipe ANSI/ASME .Corrosion-resistant gate. plug. and check valves) API 526 .Carbon and alloy steel forgings for thin walled pressure vessels ASTM A-381 .1 . flanged and buttwelding ends API 601 . 900.Face-to-face and end-to-end dimensions of ferrous valves ANSI B16.Steel gate valves.38 .Factory-made wrought steel buttwelding fittings ANSI B16.Specification for line pipe API 6D . globe.Standard marking systems for valves.Welded steel or iron pipe ASTM A-333 .Buttwelding ends ANSI B16.Specification for casing.10 .Standard for welding pipelines and related facilities ASTM A-36 .9 .Bypass and drain connection standard MSS SP-67 .Power piping ANSI B31.Nonmetalic flat gaskets for pipe flanges ANSI B16.Carbon steel forgings for high temperature service ASTM A-106 .Chemical plant and petroleum refinery piping ANSI B36.Carbon steel pipe-seamless for high temperature service ASTM A-134 .Forged steel fittings. Class 300.3 . lug-type and wafer-type API 1104 .

pessoa jurídica ou física.7 Diretriz Linha básica do caminhamento do gasoduto.9 Pista Parte da faixa de domínio. ferrovias. 3. 3. repartição pública ou privada. sendo transmitida (transportada) ou distribuída para o usuário através de dutos.15 Cobertura Empresa pública ou privada responsável pela distribuição de gás combustível.Socket welding and threaded ends MSS SP-88 . por meio de dutos. 3.Carbon steel pipe unions.13 Rede Conjunto de tubulações que constitui linhas de distribuição e ramais.1.Specifications for high test wrought buttwelding fittings MSS SP-79 .Application of organic coatings to the external surface of steel pipe for underground service Standard da EJMA .8 Autoridade competente Órgão.1.2 Transmissão de gás (transporte de gás) Trecho da diretriz de um gasoduto que está próximo e segue numa direção paralela à determinada faixa de domínio de estrada. 3. aos estabelecimentos consumidores (residenciais.1. à autoridade competente cabem aprovar e fiscalizar a passagem de gasodutos por vias públicas. industriais.1.1. fora das áreas urbanas. aérea ou subterrânea.Control of external corrosion on underground or submerged metallic pipe systems NACE Std RP-02-75 .17 Travessia Área de terreno de largura definida.14 Linha Atividade de fornecimento de gás combustível. autorizar ou fiscalizar a construção de gasodutos. localizada na passagem do gasoduto.6 Faixa de domínio ou faixa Passagem subterrânea do duto por rodovias. comerciais.1. subterrânea ou submersa do duto. 3. Na ausência de legislação específica. utilizada para os trabalhos de construção de gasodutos. O próprio tubo do gasoduto.1 Gás combustível Qualquer construção. ao nível acabado da pista. . ou faixa destinada. ferrovia ou rede elétrica.11 Interferência paralela Toda forma gasosa apropriada para uso como combustível doméstico. a autoridade competente é a própria entidade pública ou privada que promove a construção do gasoduto. fora das áreas urbanas. grotas e ravinas.Diaphragm type valves NACE Std RP-01-69 . 3. lagos. 3.1. 3.1.Expansion joit manufactures association 3.4 Companhia distribuidora Gasoduto de transmissão ou de distribuição.1. 3.10 Interferência 3 Definições 3. aprovar. 3. pela legislação vigente. 3.1. ao longo da diretriz do gasoduto situado fora da área urbana.1. legalmente destinada à sua instalação e manutenção. regiões permanentemente ou eventualmente alagadas. socketwelding and threaded MSS SP-84 . encarregado. outros) através de rede da companhia distribuidora.Steel valves .1. rua. ao gasoduto na área urbana. de examinar. pela autoridade competente. Na maioria dos gasodutos. coincide com a linha de centro da faixa de domínio. 3.4 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 MSS SP-75 .3 Distribuição de gás Produto tubular fabricado de acordo com uma norma de fabricação.1. açudes. 3. comercial ou industrial.1.5 Companhia operadora Distância medida verticalmente entre a geratriz superior do revestimento do duto e as bordas da vala. por meio de dutos. 3. outros dutos e instalações subterrâneas já existentes. Passagem aérea.1.16 Cruzamento Empresa pública ou privada responsável pela operação de transmissão e/ou distribuição de gás combustível. rodovia. ferrovias.1.Socket-welding reducer inserts MSS SP-83 . desde as fontes de produção ou suprimento até os locais em que o produto passa para o sistema de distribuição de gás. através de rios.12 Duto (tubo) Atividade de transferência de gás combustível.1 Termos gerais 3. bem como tratar de questões relativas à passagem do gasoduto junto a instalações de concessionárias de outros serviços públicos. acidentes naturais e outras interferências. 3.1.

flanges.31 Anel de reforço Arranjo de tubulação pré-fabricado utilizado em travessias aéreas ou enterradas e em cruzamentos.34 Goivadura (gouge) Mudança de direção feita no duto durante a fase de construção. 3. feito em um tubo. 3.36 Componentes (de tubulação) Contrapeso.29 Colar (outlet fitting) Gasoduto destinado à distribuição de gás combustível.1 Sistema de gás Conjunto de dois ou mais tubos soldados.5 Gasoduto de distribuição Derivação tubular feita por uma ligação soldada.32 Mossa (dent) União entre dois trechos de um gasoduto.1.1. facilitando realização de cruzamento e/ou dando proteção mecânica ao duto. 3. separadores. 3.2. 3. Qualquer derivação de uma linha considerada principal. 3. também denominado coluna.1.2 Termos do sistema de tubulação 3. 3.1.20 Seção de interligação Depressão na superfície de uma peça. sem que ele sofra deformação permanente. conexões especiais.1. também denominado colarinho de reforço. tipo risco ou estria. válvulas.4 Gasoduto de transmissão Instalação para introdução e retirada de raspadores no gasoduto.2.1. 3. compressores. Os tubos não são considerados componentes de tubulação. 3.2 Tubulação Denominação genérica dos dispositivos que se fazem passar pelo interior dos dutos.1. Trecho de tubulação que deriva da linha de distribuição e termina no limite do terreno do consumidor. etc. tais como: válvulas. para estabilizá-lo quando submerso.3 Gasoduto Tubulação destinada à transmissão e distribuição de gás. em forma de coroa circular. .27 Lançador/recebedor de raspadores (scraper-trap) Conjunto constituído apenas de tubos e componentes de tubulação. 3. 3. entre a linha-tronco e o ramal. com a finalidade de conferir peso adicional ao tubo sobre o qual é fixado. derivações tubulares. 3. 3.1. diretamente. com a linha em operação. 3.2.19 Interligação (tie-in) Peça feita de chapa de aço. sem que haja redução na espessura de parede.1.1. feito por trepanação.30 Furação em carga (hot tapping) Gasoduto que deriva da linha de transmissão/distribuição e termina no medidor do consumidor.2.1.2.24 Tramo Quaisquer elementos mecânicos pertencentes ao sistema de tubulação.21 Curvamento natural Corte longo e estreito na superfície de uma peça com redução na espessura de parede.2. 3.1.23 Bloco de lastro Corte em uma superfície de forma alongada.25 Tubo-camisa ou tubo-luva (casing) Tubo de aço no interior do qual o gasoduto é montado.2. constituído de gasoduto.35 Ranhura (groove) Envoltório anular de concreto. 3. parafusos e juntas. conexões padronizadas.26 Raspador (pig) Sistema físico de transmissão e distribuição de gás combustível.33 Entalhe (notch) Pequeno trecho de gasoduto situado entre duas interligações.7 Ramal externo do consumidor Execução de um furo.1.1.22 Jaqueta de concreto Corte em uma superfície com a forma côncava de uma meia-cana.1. feito geralmente de concreto armado. 3. 3. 3.28 Boca-de-lobo (derivação) Gasoduto destinado à transmissão de gás combustível. 3.1. para a instalação de uma derivação tubular. com a finalidade de dar-lhe resistência mecânica para a proteção de cargas externas ou conferir-lhe peso adicional para estabilizá-lo quando submerso. 3. reservatórios.6 Ramal Peça forjada utilizada como reforço em uma derivação tubular. impulsionados pela pressão de gases ou líquidos.1. usada para reforço estrutural da boca-de-lobo em uma derivação. 3.18 Cavalote 3. 3.1.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 5 3.1. 3.

e não necessariamente correspondendo aos diâmetros interno ou externo do tubo ou componente de tubulação.2. 3.2.3. ou com equipamentos a gás.1 Espessura nominal Trecho de tubulação. com a finalidade de assumir automaticamente o controle da pressão a jusante.10 Regulador de serviço Equipamento instalado no ramal de serviço para controle da pressão do gás fornecido ao consumidor. 3. com as extremidades fechadas por tampões. conforme 7. com a finalidade de armazenar gás. 3.4. 3.3 Tensão de ruptura (limite de resistência à tração) Válvula de bloqueio de fácil manuseio localizada a montante do regulador de serviço. interromper o fluxo de gás de forma a impedir que a pressão ultrapasse valores preestabelecidos.14 Dispositivo de alívio de pressão Tensão na qual o material apresenta uma deformação permanente quando submetido ao ensaio de tração. a tensão que no diagrama tensão-deformação corresponde a uma deformação especificada.2. 3.1 Classe de locação Reservatório fixo. é também.4.2 Espessura requerida Espessura de parede calculada para resistir à pressão interna. destinada a GLP na fase vapor.2. relacionado com a densidade populacional.13 Dispositivo de bloqueio automático Equipamento instalado com a finalidade de. Número.4.2.3 Termos dimensionais 3.16 Reservatório tubular Tensão obtida pela razão entre a carga máxima aplicada e a área inicial da seção transversal do corpo-de-prova padrão. 3. com a finalidade de interromper o fluxo de gás no ramal interno do consumidor. instalado em série com outro do mesmo tipo. 3.15 Válvula de ramal Tensão de escoamento mínima prescrita pela especificação sob a qual o tubo é comprado do fabricante. 3.2.8 Ramal interno do consumidor 3.2. ou do medidor. 3. 3.2 Unidade de classe de locação Reservatório de forma cilíndrica.2 Tensão mínima de escoamento especificada (Sy) Equipamento instalado para descarregar o gás de um sistema. 3.3.1 Tensão de escoamento Equipamento instalado na linha.2.3. de forma a impedir que a pressão exceda valores preestabelecidos.17 Reservatório cilíndrico Critério para a classificação de uma área geográfica de acordo com sua densidade populacional aproximada. no ensaio de tração. 3.5. fabricação e ensaio 3. situado entre o limite do terreno do consumidor e o medidor.5.11 Regulador monitor (válvula de controle monitora) Número que expressa a dimensão do tubo e dos componentes de um sistema de tubulação.12 Medidor Diâmetro externo especificado do tubo ou do componente de tubulação constante da norma dimensional de fabricação. que mede a vazão (volumétrica ou mássica) de gás transferido.5.5 Termos de projeto.18 Proteção contra sobrepressão Área que classifica uma locação e se estende por 200 m de cada lado da linha de centro de qualquer trecho contínuo e desenvolvido de 1600 m de gasoduto. interligando os reservatórios com as instalações internas para gases combustíveis. fabricado industrialmente. aplicável a um segmento específico de 1600 m de gasoduto . 3. 3. 3. A classe de locação serve para propósitos de projeto. sob condições anormais de operação. situada no terreno do consumidor.9 Ramal de serviço Espessura de parede listada na especificação ou norma dimensional do tubo ou do componente de tubulação. com a finalidade exclusiva de armazenar gás. bem como qualquer tubulação.2. para alguns materiais.3 Diâmetro nominal (DN) Trecho de tubulação que deriva da linha de distribuição e termina no medidor do consumidor. em situações anormais de operação.4 Termos de propriedades mecânicas 3. É obtida de ensaios padronizados e representa um valor probabilístico.2.3 Índice de densidade populacional Proteção proporcionada por um dispositivo ou equipamento instalado com o objetivo de impedir que a pressão em um sistema de gás exceda um valor predeterminado.3. 3.6 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 3. 3. 3. composto de tubos e componentes de tubulação. construção e operação.1. e em função da quantidade de construções para ocupação humana localizadas nesta área.4 Diâmetro externo Equipamento de controle de pressão. 3.2.

5. 3. 3.5. 3.5. que ao ultrapassar o limite de escoamento sofre um relaxamento espontâneo no decorrer do tempo. atuando perpendicularmente a um plano contendo seu eixo longitudinal. 3. atuando paralelamente ao eixo longitudinal.4 Pressão 3. 3.5. todos os valores de pressão apresentados nesta Norma são referidos à pressão atmosférica normal.21 Tensão secundária Ensaio de pressão com água.5.5.19 Tensão longitudinal Pressão do gás que a companhia operadora se encarrega de manter nos medidores de seus consumidores. 3.17 Temperatura máxima (ou mínima) de operação Pressão usada na determinação da espessura de parede do tubo e dos componentes de tubulação.5.5.6 Máxima pressão de operação (MPO) Temperatura máxima (ou mínima) do fluido transportado sob condições normais de operação. 3.5. É uma pressão fixada a partir das condições de fluxo do sistema de gás. A menos que expressos em contrário.5. tensão normal de flexão e cisalhante de cortante provocadas pelo peso próprio. em qualquer estágio de evolução das deformações.5. 3. com um fluido apropriado.11 Ensaio de estanqueidade Ensaio geralmente feito em baixos níveis de pressão. Por exemplo: tensões normais de flexão e cisalhantes de torção provocadas pela dilatação térmica restringida. em ensaio.8 Pressão-padrão de serviço Tensão normal na parede do tubo. o termo “tensão circunferencial” refere-se à tensão circunferencial de membrana provocada pela pressão interna (hoop stress) 3. É uma temperatura fixada a partir das condições de fluxo no sistema de gás. 3. a menos que seja expressamente dito em contrário.: tensão normal de flexão na união tubo-flange e na junção cone-cilindro. em função de sua qualificação por ensaio de pressão.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 7 e usado para determinar os requisitos de projeto.12 Pressão máxima de ensaio Nos sistemas de tubulação sujeitos à deformação plástica. 3.5. Tubo fabricado por processo de soldagem onde a coalescência é produzida pela deposição do metal. 3.5.5.24 Tubo SAW (Submerged Arc Welding) Temperatura do ar no meio circundante a uma estrutura ou a um equipamento. para demonstrar sua resistência mecânica ou sua estanqueidade.20 Tensão primária Designação genérica para um ensaio que consiste na pressurização de um sistema de tubulação. 3. 3. 3.18 Tensão circunferencial Maior pressão na qual um sistema de gás sob condições normais é operado. P. que demonstra que um sistema de tubulação não apresenta vazamentos.5. é a tensão gerada por variação de temperatura ou por deslocamento imposto.10 Ensaio hidrostático Em qualquer sistema de tubulação.5 Pressão de projeto Temperatura do solo na profundidade em que o tubo se encontra.5.5. fundido pe- . em todas as direções. inclusive nas paradas e partidas do sistema. 3.5. que demonstra que um tubo ou um sistema de tubulação possui resistência mecânica compatível com suas especificações ou suas condições operacionais.5. 3.5. É uma tensão que está no mesmo nível de significância da tensão secundária.ex. Por exemplo: tensão circunferencial.23 Tubo sem costura (seamless) Menor pressão a que um sistema de gás deve ser submetido. 3.16 Temperatura do solo Relação entre força e área. a partir de seu ponto de máximo valor. 3.14 Temperatura ambiente Produto tubular fabricado sem junta soldada.9 Ensaio de pressão Tensão normal na parede do tubo.5. de acordo com as prescrições desta Norma.13 Pressão mínima de ensaio Tensão que se caracteriza por seu rápido decréscimo. 3. é a tensão gerada por carregamentos que não permitem.7 Máxima pressão de operação admissível (MPOA) Maior pressão na qual um sistema de gás pode ser operado de acordo com as provisões desta Norma.22 Tensão localizada Maior pressão a que um sistema de gás é submetido em ensaio. o seu alívio espontâneo.15 Temperatura de projeto Temperatura de escoamento do gás usada para o dimensionamento mecânico do gasoduto. construção e operação.

é qualificado na quarta categoria. é de um tipo para o qual nenhum padrão ou especificação é relacionado no Capítulo 2. para utilização de acordo com esta Norma. c) Terceira . devem ser adequados e seguros para as condições nas quais são utilizados. à temperatura ambiente.3 Procedimentos de qualificação da terceira categoria 4. sob condições de pressão mais baixa.: um compressor centrífugo de gás é fabricado de acordo com certa norma. retirado de um gasoduto desativado para ser reutilizado em outro gasoduto.2. geralmente por meio de cabeçotes expansores internos.: um flange fabricado de acordo com a BS 1560 é qualificado na segunda categoria porque.2. aberto entre o eletrodo (revestido) e o tubo. embora do Capítulo 2 não conste a BS 1560. entretanto.2. P. 3.2 As seções a seguir estabelecem os procedimentos Tubo fabricado por processo de soldagem onde a coalescência é produzida pela deposição do metal. o item “compressor” é qualificado na terceira categoria. 4.: um flange fabricado de acordo com a ANSI B16.5 está relacionada nesta Norma. Se os desvios tendem a reduzir a resistência mecânica do item em questão. P.itens reutilizados ou itens sem identificação.5. no caso a ANSI B16.5. 3.ex.1 Geral Todos os materiais e equipamentos que fazem parte permanente de qualquer sistema de tubulação.2. 4. P. d) Quarta .8 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 lo calor gerado em um arco elétrico protegido.2. Itens que não atendem às normas relacionadas no Capítulo 2 devem ser qualificados da seguinte maneira: a) itens cujas normas não divergem substancialmente de uma norma relacionada no Capítulo 2 e que atendem às exigências mínimas desta Norma.1 A remoção de itens.2.item que. 4.2.2. no qual o tubo é parte integrante.5.5 é qualificado na primeira categoria porque a ANSI B16. fabricado de acordo com uma norma relacionada no Capítulo 2. nesta Norma não está relacionado nenhum padrão ou especificação para compressores de gás. de um gaso- duto existente e sua reutilização no mesmo sistema. os itens de materiais e de equipamentos podem ser divididos em quatro categorias: a) Primeira . b) Segunda . do ponto de vista da segurança.4 Procedimentos de qualificação da quarta categoria 4. podem ser utilizados. é permitida desde que sujeita às restrições a seguir: .2.27 Tubo expandido a frio para a qualificação de cada uma das categorias mencionadas.5.25 Tubo EFW (Electric Fusion Welding) portanto. exceto tubos.2.item fabricado de acordo com uma norma não-relacionada no Capítulo 2.4. também qualificados na quarta categoria. e pela aplicação de pressão.ex. desde que a análise técnica do ponto de vista teórico e/ou prático satisfaça simultaneamente ao seguinte: a) o item é compatível e seguro para o serviço proposto e recomendado para o serviço. b) itens cujas normas divergem substancialmente das normas relacionadas no Capítulo 2 devem ser qualificados de acordo com a terceira categoria. construído de acordo com esta Norma. 4. embora fabricado segundo uma norma.ex. P.: um flange.item fabricado de acordo com uma norma relacionada no Capítulo 2. padrões e requisitos especiais desta Norma. com respeito à qualidade de materiais e de fabricação. b) seu uso não é proibido por esta Norma. aberto entre o eletrodo (sem revestimento) e o tubo. Itens que atendem às normas relacionadas no Capítulo 2 podem ser usados para as aplicações a que se destinam. esta Norma relaciona uma outra norma de flange. fundido pelo calor gerado em um arco elétrico manual ou automático.26 Tubo ERW (Electric Resistance Welding) Tubo fabricado por processo de soldagem onde a coalescência é produzida pelo calor gerado pela resistência elétrica em um circuito. 3. pelo fabricante. ou em outro.1 No que diz respeito aos métodos de qualificação.1 Procedimentos de qualificação da primeira categoria Tubo que sofreu na fábrica uma deformação circunferencial permanente. ambos. Todos esses materiais e equipamentos devem ser qualificados em conformidade com especificações. um flange retirado de um gasoduto desativado e cuja identificação tenha desaparecido pela ação do tempo ou um tubo novo do qual se perdeu a identificação são.2 Procedimentos de qualificação da segunda categoria 4 Materiais e equipamentos 4. 4.ex. Itens para os quais não existem normas listadas no Capítulo 2 podem ser qualificados.2. Esta seção não deve ser interpretada de modo a permitir desvios que tendam a afetar desfavoravelmente a soldabilidade ou ductilidade dos materiais.2 Qualificação de materiais e equipamentos 4. Nota: As especificações para os diversos materiais aceitos por esta Norma estão listadas no Capítulo 2.2. essa redução deve ser levada em consideração no projeto através da adoção de uma suficiente margem de segurança. A proteção do arco é feita por material granular fusível.

11 ANSI B16.1.1 Os componentes de tubulação projetados e fabricados de acordo com os padrões ou especificações relacionados nesta Norma são considerados adequados e seguros para operar nos sistemas de gás.3.5 ANSI B16.1.36 API 605 MSS SP-6 MSS SP-44 NBR 5580 API 5L ASTM A-53 ASTM A-106 API 605 MSS SP-6 MSS SP-44 ASTM A-134 ASTM A-135 ASTM A-139 ASTM A-211 ASTM A-333 ASTM A-381 ASTM A-671 ASTM A-672 ANSI B1.1.1 API 5 ANSI B16.1.36 ASTM A-105 . A seguir estão relacionados os componentes de tubulação e respectivas normas de projeto e fabricação. 4.3.1 ANSI B16.3. devendo adicionalmente satisfazer às seguintes exigências: .6 Válvulas de segurança por alívio API 526 4.25 ANSI B16. forjado ou sol- 4.20.2 Os componentes de tubulação projetados e fabricados de acordo com padrões ou especificações diferentes dos relacionados nesta Norma devem ser qualificados para utilização de acordo com 4.3.3.20 4.2.25 ANSI B16.2.25 ANSI B16.3.4. como o ensaio Charpy “V”.1 Válvulas dado com dimensões e/ou materiais diferentes dos padronizados pelas normas ANSI e MSS devem ser projetadas por critérios de projeto que proporcionem o mesmo grau de resistência e estanqueidade e sejam capazes de atender aos mesmos requisitos de ensaios das conexões padronizadas.2. .5 Conexões para solda de topo.1 ANSI B1.10 API 594 4.3. Nota: Tubos novos ou usados.1-b).2.2. 4.4.1.36 API 601 API 605 MSS SP-6 MSS SP-44 4. e tubos novos sem identificação podem ser qualificados dentro dos limites resumidos na Tabela 1. sem ter sido removido do local em que se encontra.3 Parafusos e porcas ANSI B1. b) Este item não cobre o caso em que um gasoduto é reutilizado para um outro serviço sob novas condições operacionais.3 Componentes de tubulação padronizados 4.2.1 ANSI B16. b) itens usados que foram fabricados de acordo com padrões diferentes dos listados nesta Norma só podem ser qualificados dentro das exigências de 4.1-d). 4.1-a).1 Os tubos fabricados de acordo com as especifica- identificação devem ser qualificados para utilização de acordo com 4.20.5 ANSI B16. para encaixe e para rosca ANSI B1.25 ANSI B16. 4. 4.3.verificação de que todos os itens devem estar em condições satisfatórias de funcionamento.38 API 603 API 606 API 609 MSS SP-6 MSS SP-42 MSS SP-67 MSS SP-72 MSS SP-84 MSS SP-88 4.1 ANSI B16.1.7 Dispositivos de controle de pressão tente para serem reutilizados no mesmo sistema ou em outro sob condições de pressão mais baixa.2. ambos de especificação desconhecida.1 ANSI B16.2. sendo qualificados para utilização de acordo com 4. 4. Os dispositivos de controle de pressão devem satisfazer aos requisitos desta Norma para válvulas da mesma classe de pressão.3.20.execução de ensaios de propriedades físicas e químicas em amostras aleatórias.2.34 API 602 ANSI B16.28 MSS SP-75 MSS SP-79 MSS SP-83 4. para a finalidade a que se destinam.2-a).20.1-c).3.4 Os componentes de tubulação reutilizados ou sem NBR 11712 NBR 11713 NBR 11714 NBR 12558 ANSI B16.4 Juntas NBR 5893 ANSI B1.25 API 599 ANSI B16.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 9 a) itens usados que foram fabricados de acordo com padrões listados nesta Norma podem ser reutilizados após a cuidadosa inspeção de cada peça para comprovação de que estão isentos de danos mecânicos.2 Tubos usados.3.2. removidos de um gasoduto exis- 4.3 Os componentes de tubulação que constituem itens para os quais nenhum padrão ou especificação são relacionados nesta Norma devem ser qualificados para utilização de acordo com 4.20.2 Flanges ções abaixo devem ser qualificados para utilização de acordo com 4.4 Tubos 4. ANSI B1.21 ANSI B16. não podem ser aplicados onde se requeiram requisitos suplementares de tenacidade ao impacto.33 API 600 ANSI B16.9 ANSI B16.1.1 Conexões especiais de aço fundido.1-a): ANSI B16. Notas: a) Não são aceitos materiais com um estado de corrosão que afete a sua integridade.5 ANSI B16.3.

com o mínimo de dez ensaios Um conjunto de ensaios para cada dez tramos. a soldabilidade pode ser determinada através de ensaios químicos para carbono e manganês. para permitir uma boa inspeção. A pressão de ensaio no campo deve ser estabelecida de acordo com o Capítulo 29 Tabela 2 . A partir de tal medida. Todos os tubos devem ser examinados para detectar entalhes. 165 MPa (1683 kgf/cm2).85. o tubo não pode ser usado. O número de ensaios químicos deve ser o mesmo que o requerido para os ensaios de solda circunferencial mencionados acima. ou no campo após a instalação. O tubo deve atender às exigências deste ensaio. no máximo. e não são feitos ensaios de propriedades mecânicas. O tubo deve ser considerado soldável se as exigências impostas pela API 1104 forem cumpridas. Se ao ensaiar a solda as exigências da API 1104 não forem atendidas. (B) (C) (D) (E) (F) (G) (H) (I) Tubos novos de especificação desconhecida e tubos usados cuja resistência tenha sido prejudicada pela corrosão ou outra deterioração devem ser submetidos a ensaio de pressão.11 vez a menor espessura medida para todos os tubos de DN ¯ 20". dimensão e espessura nominal constantes. Ca-so contrário.14 vez a menor espessura medida para todos os tubos de DN < 20". sem que ocorram trincas em qualquer local e sem abrir a solda. de acordo com a nota (G) da Tabela 1. Para tubo de especificação desconhecida. o fator E deve ser tomado como 0. com o mínimo de 20 ensaios . a ser utilizado no campo. a medida deve ser feita em pelo menos 10% dos tramos individuais. Se a relação entre as tensões de escoamento e de ruptura exceder 0. e não superior a 1. deve ser feito ensaio de achatamento como prescrito no Anexo C. exceto no que diz respeito ao número de ensaios que deve ser como indicado na Tabela 2. A menos que a espessura nominal da parede seja conhecida com certeza. a espessura dos outros tramos pode ser verificada aplicando-se um calibre ajustado para a espessura mínima. com os mesmos critérios adotados no caso de tubos novos (ver Capítulo 26). para determinar o limite de escoamento. a resistência à tração ou o alongamento são desconhecidos. A solda a ser qualificada deve ser feita sob as mais severas condições permitidas pelas limitações de campo e usando o mesmo procedimento. As propriedades de tração podem ser estabelecidas como segue: executar todos os ensaios de tração fixados pela API 5L. se necessário. um comprimento suficiente de tubo deve ser curvado a frio até 90° ao redor de um mandril cilíndrico com um diâmetro doze vezes maior que o diâmetro nominal do tubo. a qual deve assegurar que estejam circulares. onde todos os corpos-de-prova devem ser selecionados ao acaso. Se o tipo de fabricação da junta e o seu processo de soldagem puderem ser identificados. Se o lote dos tubos é conhecido por ser de grau. O valor de Sy deve então ser tomado como o menor dos seguintes: a) 80% do valor médio dos ensaios de escoamento. de acordo com as disposições da ANSI/ASME. quando seu valor não puder ser determinado como segue: determinar a média de todos os valores das tensões de escoamento obtidas para um lote uniforme. Para tubos de DN > 2".80 para tubos de DN > 4".Qualificação de tubo novo ou usado de especificação desconhecida e tubo usado de especificação conhecida Itens de qualificação Inspeção Curvamento/achatamento Espessura Eficiência de junta Soldabilidade Defeitos Tensão de escoamento Valor “Sy” Ensaio de pressão (A) Tubo novo ou usado de especificação desconhecida (A) (B) (C) (D) (E) (F) (G) (H) (I) Tubo usado de especificação conhecida (A) (C) (D) (F) (I) Todos os tubos devem ser limpos por dentro e por fora. Quando a tensão mínima de escoamento especificada. Pelo menos uma solda de ensaio deve ser feita para cada 100 tramos de tubo de DN > 4". Nos tubos de DN -4". para vasos de pressão e caldeiras.Número de ensaios de tração (todos os diâmetros) Tamanho do lote Dez tramos ou menos Onze a 100 tramos Acima de 100 tramos Número de ensaios Um conjunto de ensaios para cada tramo Um conjunto de ensaios para cada cinco tramos. a espessura nominal da parede deve ser tomada como a próxima espessura comercial da parede abaixo da média de todas as medidas tomadas. ranhuras e mossas. exceto que o número de ensaios requeridos para a determinação das propriedades de achatamento deve ser o mesmo que o requerido na nota (G) a seguir. um ensaio é necessário para cada 400 tramos de tubo.10 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 Tabela 1 . tramo por tramo em um ensaio como o realizado em fábrica. Para tubos de DN -2". b) o valor mínimo verificado em qualquer ensaio de tensão de escoamento desde que. a tensão mínima de escoamento especificada para efeito de projeto deve ser. porém em não menos de dez tramos. desempenados e isentos de defeitos que possam prejudicar sua resistência ou sua estanqueidade. o fator E aplicável pode ser empregado. A soldabilidade deve ser determinada como se segue: um soldador qualificado deve fazer uma solda circunferencial de topo. em nenhum caso. a tensão mínima de escoamento para efeito de projeto deve ser adotada com valor nãosuperior a 165 MPa (1683 kgf/cm2).60 para tubos de DN -4" ou 0. porém em nenhum caso maior que 1. Sy seja tomado como maior do que 360 MPa (3673 kgf/cm2). ela deve ser determinada medindo-se a espessura em pontos defasados de 90° em uma das extremidades de cada tramo de tubo. A solda deve ser então ensaiada de acordo com as exigências da API 1104. Seção IX.

em todo caso. cálculo da espessura de parede do gasoduto. d) seleção da diretriz do duto.1 Para a execução do projeto de sistemas de transmissão e distribuição de gás.2 Esta classificação se baseia na unidade de classe de locação que é uma área que se estende por 1600 m ao longo do eixo do gasoduto e por 200 m para cada lado da tubulação.1 Alguns dos materiais que atendem às especificações aprovadas para uso sob esta Norma podem não ter propriedades mecânicas adequadas para as faixas mais baixas de temperaturas cobertas por esta Norma.6 Marcação Todos os itens do sistema de gás. g) determinação dos teores de contaminantes.4 A classe de locação é um parâmetro que traduz o grau de atividade humana capaz de expor o gasoduto a danos causados pela instalação de infra-estrutura de serviços. .1 Geral 6. g) alternativas de traçado.1 kgf/cm2). certos detalhes de projeto e fabricação referem-se necessariamente ao equipamento. amortecedores de vibração. Em outros casos. as condições do processo de transferência de gás devem estar determinadas. c) levantamento de dados geomorfológicos e climáticos. e) balanço oferta/consumo do gás. e. variáveis fundamentais como vazão. c) possibilidade de formação de água livre. esgoto sanitário.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 11 4. ou seja. 4.3 Tubos fabricados de acordo com a NBR 5580 só podem ser utilizados em sistemas de gás com pressão de projeto igual ou inferior a 400 kPa (4.1. d) suportação adequada ao gasoduto em travessias aéreas. quanto a provocada pela descompressão do gás. a determinação da pressão de ensaio e a distribuição de válvulas intermediárias. pressão.1 A classe de locação é o critério fundamental para o materiais usados nas instalações sujeitas a baixas temperaturas.4. etc. tais como válvulas. a seguran ç a do equipamento instalado num sistema de tubulação deve ser equivalente à de outras partes do mesmo sistema.1. devem ser marcados de acordo com as instruções de marcação dos padrões e especificações pelos quais o material é fabricado ou de acordo com as exigências da MSS SP-25. Especificações parciais para tais itens são dadas nesta Norma. 5.3 A classe de locação é determinada pelo número de edificações destinadas à ocupação humana. parafusos e tubos.7. Todavia.5 Equipamentos Esta Norma não inclui as especificações para equipamentos. tais como suportes pendurais. tráfegos rodoviário e ferroviário entre outros. 6. devem ser previamente realizados diversos estudos fora do escopo desta Norma. onde esta Norma não dá especificações para um item particular de equipamento. h) seleção técnico-econômica dos materiais a serem utilizados.2 Deve ser dada especial atenção à tenacidade dos 6 Classificação de locação 6. o intento é que as cláusulas de segurança da Norma devem prevalecer naquilo em que sejam aplicáveis. tais como: a) possibilidade de condensação de frações pesadas do gás. flanges. 4. motores. 4. h) estudo de impacto ambiental. tais como: a) caracterização do gás.1. tubos ex- f) determinação do diâmetro.1. tais como drenagem pluvial.4. facilidades elétricas. temperatura e máxima pressão de operação devem ser conhecidas. pandidos a frio devem satisfazer às exigências obrigatórias da API 5L. acessórios.7 Materiais sujeitos a baixas temperaturas 4. tanto a ambiente e a de solo. existentes em unidade de classe de locação. b) levantamento das condições ambientais. notadamente gás sulfídrico e gás carbônico. a partir de sua linha de centro.3 Para o início do projeto. 5 Estudos prévios 5. canais e baías. 6. principalmente dos que afetam a segurança do sistema de tubulação no qual são instalados. 5. b) possibilidade de polimerização do gás.2 Outros estudos específicos são por vezes requeridos. conforme concebido nesta Norma. cabos elétricos e telefônicos.2 Independentemente de sua especificação. f) investigação da agressividade química do solo. 4.7. compressores. 4. 6. e) investigações de batimetria e correntes em travessias de rios.

esta classe termina a 200 m da edificação..1. 6. 6.3 (adimensional) T = fator de temperatura determinado em 7.edificações que sejam ocupadas por 20 ou mais pessoas para uso normal. destinadas à ocupação humana. 7. . escolas. mais de dez e menos de 46 edificações unifamiliares destinadas à ocupação humana.1. para tubos e demais componentes de tubulação.2 Classe 1 A classe de locação 1 ocorre em regiões onde existam.7 Considerações sobre o desenvolvimento futuro Na classificação de locação. causados pelas mais diversas ações construti- 6. o grau de segurança estrutural que o gasoduto deve ter para suportar os possíveis danos externos. As tensões mínimas de escoamento especificadas para os materiais aceitos por esta Norma constam do Anexo D F = fator de projeto determinado em 7. a predominância de edificações com quatro ou mais andares.6 Determ ina çã o das divisas entre classes de loca çã o 6.5 Classe 4 A classe de locação 4 ocorre em regiões onde haja. deve ser calculada pela fórmula: e= Onde: e = espessura requerida de parede (mm) P = pressão de projeto (kPa) D = diâmetro externo (mm) Sy = tensão mínima de escoamento especificada para o material (kPa).2.6. etc. com quatro ou mais andares. quadras de esporte.1 O fator de projeto é um coeficiente que traduz. praças públicas.3 Regiões onde um aglomerado de edificações destinadas à ocupação humana tenha classificado a região como 2. esta classe termina a 200 m da edificação mais próxima à divisa. 6.1 e 7.1 Espessura requerida de parede A espessura de parede requerida.3 Classe 2 A classe de locação 2 ocorre em regiões onde existam. deve-se atentar para os pla- . 46 ou mais edificações unifamiliares destinadas à ocupação humana.2 Fator de projeto (F) 7.1. campos de futebol.4 (adimensional) 7. 7. Evidências de futuras edificações devem ser consideradas na classificação de locação. cinemas. 6. conforme determinada em 7. 6. incluindo o térreo. comprovadamente. deve ser atendida a condição de valor mínimo dada em 7.D 2 Sy . F .6. deve ser previsto um valor adicional de espessura (sobreespessura para corrosão). ver a ANSI B36.1. dentro da unidade de classe de locação. que abriguem 20 ou mais pessoas em uso eventual.1 Regiões onde um aglomerado de edificações destinadas à ocupação humana tenha classificado a região como 4. dentro da unidade de classe de locação.1 Se. mais próxima à divisa.1.1. etc. b) regiões onde o gasoduto se encontre a menos de 90 m de: . dez ou menos edificações unifamiliares destinadas à ocupação humana.6.12 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 6. tais como áreas de recreação.6. E .3 Na seleção da espessura nominal do tubo. esta classe termina a 200 m da edificação mais próxima à divisa. 7.locais em uma pequena e bem definida área externa.10 e a API 5L. dentro da unidade de classe de locação.2 (adimensional) E = fator de eficiência da junta (longitudinal ou helicoidal) determinado em 7. devendo ser igual ou superior à espessura requerida. Para valores de espessuras padronizadas para tubos. a qual leva em consideração a resistência mecânica do tubo aos esforços produzidos durante a montagem. dentro da unidade de classe de locação. a fim de compensar a perda de material que se processará durante a vida útil do gasoduto. 6.2 A espessura nominal de parede dos tubos e dos componentes de tubulação deve ser selecionada entre as espessuras padronizadas nas respectivas normas de fabricação. for esperada ação corrosiva P. nejamentos previstos para as áreas. incluindo o térreo. tais como: igrejas. para resistir à pressão interna. esta sobreespessura deve ser somada à espessura requerida calculada conforme 7. 7 Determinação da espessura de parede 7. T do gás.2 Regiões onde um aglomerado de edificações destinadas à ocupação humana tenha classificado a região como 3. para cada classe de locação.4 Classe 3 A classe de locação 3 ocorre em: a) regiões onde existam.

conforme a Tabela 3.1. deve ser Nota: Para valores da temperatura de projeto compreendidos entre os tabelados. d) pontes rodoviárias. Tabela 3 .2.5 em estações de compressores. c) itens fabricados com tubos e componentes de tubulação.Classe de locação/Fator de projeto Classe de locação 1 2 3 4 Fator de projeto (F) 0.5 Limitações de valores de projeto 7. bricação ou a instalação. 53 Processo de soldagem e/ou tipo de fabricação da junta EFW/SAW/longitudinal ou helicoidal EFW/SAW/longitudinal ou helicoidal EFW/SAW/helicoidal se de locação. vias públicas e ferrovias. de pedestres e de tubulação.2. tais como os citados em 6.5 Excepcionalmente.8) Norma de Fabricação ASTM A-134 ASTM A-139 ASTM A-211 ASTM A-671/672.2 Se for previsto o aquecimento do tubo durante a fa- utilizado fator de projeto igual ou inferior a 0. devem satisfazer a esta exigência até uma distância de cinco diâmetros para cada lado da última conexão.6 para tubos utilizados em: a) cruzamentos (sem tubo-camisa) de rodovias públicas sem pavimentação. ferroviárias.3 Fator de eficiência de junta (E) O fator E deve ser considerado unitário para todos os tubos cujas normas de fabricação são aceitas por esta Norma. deixem uma redução de parede localizada maior que 10% da espessura nominal calculada em 7. auto-estradas.4.2. para a aplicação da fórmula de 7. Classes 13.4 Excepcionalmente. exceto para os casos de exceção apresentados na Tabela 4.1 Acidentes no transporte e na instalação dos tubos não podem causar imperfeições superficiais que.60 0. deve-se considerar. para válvulas da linha-tronco.1 Para tubos trabalhados a frio (objetivando a elevação da tensão de escoamento por efeito de encruamento) que forem posteriormente aquecidos a 480°C ou mais (não considerando aqui a soldagem ou o alívio de tensões). Tabela 5 . 7. 7.2 O fator de projeto é determinado em função da clas- Tabela 4 . na classe de locação 2.929 0.5. e) lançadores/recebedores de esferas e raspadores.000 0. após o esmerilhamento para reparo.Fator de eficiência de junta (E = 0..5 em cruzamentos (sem tubo-camisa) de rodovias públicas pavimentadas. devem ser determinados e levados em consideração os efeitos da relação tempo “versus” temperatura sobre as propriedades mecânicas do material do tubo. autoestradas. 7.966 0. deve-se obter o fator T por interpolação linear. nas classes de locação 1 e 2. vias públicas e ferrovias.870 7. b) cruzamentos (sem tubo-camisa) ou interferência paralela de rodovias públicas pavimentadas.40 O fator de temperatura deve ser determinado conforme a Tabela 5.2. 7. para cavalotes em travessias. nos quais deve ser considerado igual a 0. 23. a tensão mínima de escoamento especificada como sendo 3/4 do valor Sy constante do Anexo D. 7. decorrentes do processo de fabricação dos tubos e dos componentes de tubulação especificados por esta Norma.8. tais como conexões para separadores.3 Excepcionalmente.Fator de temperatura (T) Temperatura de projeto (oC) Até 120 150 180 200 230 Fator de temperatura (T) 1. de controle e de medição 7. O fator de projeto já considera a segurança necessária para compensar os desvios para menos na espessura de parede. etc.50 0.72 EFW/SAW/longitudinal 7.2.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 13 vas que ocorrem durante a instalação da infra-estrutura de serviços.4 Fator de temperatura (T) 0.1. ou acima de 315°C por mais de 1 h. deve ser utilizado fator de projeto igual ou inferior a 0.5.905 0. .1. deve ser utilizado fator de projeto igual ou inferior a 0. 33 43. por qualquer período de tempo. na classe de locação 1. para derivação de ramais.5. 7.

4 3. conforme o critério exposto em 7.6 6.7 2.6 pol.6 114.2 88.315 1.6 406.4 1219.4 Para tubos usados ou tubos novos de especificação verificada conforme 7. a espessura de parede requerida deve ser Tabela 6 .281 0.6 406.75 14 16 18/22 24/26 28/32 34/38 40/42 44/46 48/50 52/54 56 58/60 62/64 Externo mm 10.4 31.9 .154 0.1.1 5.1 25.8 711.147 0.095 0.675 0.5 10.119 0.6 5.6 3.188 0.0 1320.0/1066.1 11.0 304.375 0.088 0.375 0.2 48.18 6.7 17.2/1524.625 8.2/762.9 101.216 0.1 50.4 1016.050 1.4 457.3 73.900 2.625 10.4 6.9 355.500 0.500 0.6 6.3 2.375 2.3 11.625 mm 2.5 5.0 1320.0 4.203 0.250 0. desconhecida.2 2.2/1270.2 3.2 254.375 0.1 323.500 0.113 0.75 12.6/914.7 12.7 6.4 203.500 4.154 0.126 0.4 1473.9 12.4 1473.7 33.5.9 3.2 5.660 1.216 0.3 60.7 12. determinado de acordo com a nota (H) da Tabela 1. Neste caso.500 0.0 4.145 0.7 3. 0.2/762.0 3.091 0.5 5.219 0.2/558.1 21.3 168.000 4.156 0.14 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 7.469 0.250 0.250 0.875 3.2/1270. 7.406 0.3 Espessura dos tudos da estação de compressores pol.8 711.9 5.4 6.9 4.6/1168.8 4.0 4.7 3.0 863.4 6.0 863.2/1524.0/1066.4 7.500 0.7 14.3.8/1371.237 0.8 355.4 1016.5 5.9 101.4 1219.5.8/1625.4 6.0 152.9 8.9 9.8 2.8 4.625 0.109 0.6/914.7 12.156 0.500 0.7 19.219 0.4 42.0 6.258 0.188 0.3 219.8 38.35 9.4 7.0 4.Espessuras mínimas Diâmetro Nominal pol.226 0.1 273.33 26. 0.1 7.7 9.0 88.140 0. 1/8 1/4 3/8 1/2 3/4 1 1 1/4 1 1/2 2 2 1/2 3 3 1/2 4 5 6 8 10 12 14 16 18/22 24/26 28/32 34/38 40/42 44/46 48/50 52/54 56 58/60 62/64 mm 3.2/558.563 6.4 6.8 63.250 0. para a determinação do fator E e da tensão Sy.188 0.7 12.5 9.133 0.562 mm 1. 0.3 13.6 Espessura dos tubos do gasoduto pol.250 0.7 15.7 12.540 0. devem ser consultadas as notas (D) e (H) da Tabela 1.8 4.5 4.53 12.218 0.4 3.5 12.8 1117.250 0. a menos que o valor real.6/812.500 0.6 1422.9 4.0 1574.5 76.3 141.3 No projeto não se pode utilizar o valor real da tensão mínima de escoamento dos materiais e sim o valor nominal ou especificado da tensão mínima de escoamento (conforme consta do Anexo D).500 5.6 127.250 0.8/1371.405 0.179 0.8/1625.6/1168.438 0.4 6.6 1422.1.068 0.8 1117.191 0.8 609.9 15.188 0.6 Tabela de espessuras mínimas de parede A espessura a ser utilizada no gasoduto não deve ser inferior aos valores da Tabela 6.312 0.312 0.6/812.4 457.156 0.8 609.0 1574. seja inferior ao valor mínimo especificado 7.344 0.156 0.250 0.200 0.840 1.8 5.

devem ser tomados cuidados. 9. quando assentados sob as pistas de rolamento das vias públicas. 8. principalmente quando o gasoduto for enterrado em solo úmido ou com o lençol freático em nível alto. túneis de metrô e outros.6 Nas vias em que existam instalações subterrâneas.4.4 Devem existir. subterrâneas ou aterramentos de tais linhas. são necessárias proteções adicionais para o gasoduto.Valores de cobertura mínima Cobertura mínima (mm) Classe de locação/ situação Escavação normal Escavação em rocha (A) consolidada 450 450 600 operação. deve-se compatibilizar o projeto dos gasodutos com o plano diretor da área. conforme 6. preferencialmente. 9.6 Onde as cargas externas forem elevadas. deve ser previsto afastamento compatível com as características das linhas de transmissão.8. a cobertura mínima. 9.8. Tabela 7 .8 Para o cruzamento de rodovias. independentemente das suas características de .1 O afastamento de segurança.30 m de afastamento entre qualquer gasoduto enterrado e outras instalações subterrâneas não-integrantes do gasoduto. de acordo com as recomendações do Capítulo 12. 0.2 Os gasodutos a serem implantados em áreas urbanas. 8. deve ser de 2000 mm.2 não puder ser adotada. como garagens avançadas.3 a 8.7 Em áreas onde atividades agrícolas possam levar a escavações profundas.7.5 Em locais onde a cobertura mínima preconizada em 8.6 e 8. tais como encamisamento. e em locais onde possam ocorrer modificações nas cotas do terreno. 9 Afastamentos 9. ruas e ferrovias. 8.3 Todos os gasodutos instalados em leitos de rios e canais navegáveis devem ter uma cobertura mínima de 1200 mm nos solos comuns e 600 mm em rocha consolidada.2. nas vias de maior largura. 10 Requisitos devidos à proximidade de linhas elétricas Quando a diretriz do gasoduto acompanhar a diretriz de uma linha de transmissão elétrica. devem ser adotados os seguintes procedimentos: a) utilizar conexões nos sistemas de purga que conduzam o gás para longe das linhas elétricas. no mínimo. exceto nas condições previstas em 8. . . e o crescimento previsto para a área. instalação de material separador ou colocação de suportes. devem ser cumpridas as exigências de cobertura mínima previstas em 11. exceto nos casos previstos em 8. metade da capacidade da linha de transmissão. c) executar estudo em conjunto com a companhia de energia elétrica.os possíveis efeitos adversos decorrentes da ação das correntes induzidas sobre os sistemas de proteção catódica.a necessidade de proteção do pessoal de construção e operação contra as correntes induzidas no gasoduto.3 a 8. se estas forem aéreas. ao longo do caminhamento do gasoduto.1 e 8. deve levar em consideração a máxima pressão de operação e o diâmetro. b) estabelecer conexão elétrica entre pontos do gasoduto que possam ser separados.1 Gasodutos de transmissão devem ser enterrados em profundidades de acordo com a Tabela 7.3 Em se tratando de implantação de gasodutos em áreas urbanas ou em projetos novos de urbanização. 8. o gasoduto deve receber proteção mecânica. 8.4. verificando: . 8.7 Quando da existência de linhas de alta-tensão aéreas.5 O assentamento de um gasoduto deve se dar.1. 8. 9. o projeto deve assumir o compromisso entre a profundidade e a proteção mecânica do gasoduto. 9. o assentamento do gasoduto deve se dar de forma a manter o maior afastamento das instalações.2 Gasodutos de distribuição devem ser enterrados com coberturas iguais ou superiores a 600 mm. 9. comunicações e outros. no sentido de se proteger o gasoduto. Quando tal afastamento não puder ser conseguido.1 e 9. em relação à cota de dragagem.a possibilidade de as correntes induzidas perfurarem o revestimento do gasoduto.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 15 8 Profundidade de enterramento 8. tendo em vista o prescrito em 9. 1 2 3e4 Sob valas de drenagem em rodovias e ferrovias (A) 750 900 900 900 600 A escavação em rocha caracteriza-se pela utilização de explosivo ou martelete pneumático. no mínimo. cuja capacidade seja de. em áreas sujeitas à erosão.8. devem manter o maior afastamento possível do alinhamento das habitações. para assentamento de gasodutos em vias públicas.verificar a necessidade de instalar aparelhos de drenagem de corrente de fuga.1.4 Em rios e canais sujeitos à dragagem.6 a 11. .

deve haver um estudo específico para a fixação da cota do gasoduto. de modo a obter o menor comprimento possível.4 Na aproximação do cruzamento ou travessia. considerando.1. comparando as seguintes alternativas: a) quando for prevista a utilização de tubo-camisa. Não sendo possível atender a essa recomendação.4 O projeto de cruzamentos de rodovias e ferrovias requer estudos específicos e consulta à autoridade competente. c) existência de projetos de ampliação. c) procurar um ponto onde o cruzamento possa ser executado a céu aberto.4 e 9.3 Os cruzamentos devem preferencialmente ser pro- jetados sem tubo-camisa sempre que haja a possibilidade de manutenção do gasoduto com escavação a céu aberto.2 Os cruzamentos de que trata este Capítulo podem b) disponibilidade de um trecho reto e nivelado nas margens para a instalação do duto.1. 11. 11. evitando-se pontos de inflexão muito próximos das margens.6 Especialmente para as travessias. . na locação dos cruzamentos e travessias. evitando-se trechos excessivamente acidentados e/ou com curvas acentuadas. f) possibilidade de danos e indenização a terceiros. 11. devem ser realizados estudos econômicos.1. para melhor definição do ponto de cruzamento ou travessia. e) necessidade de obras auxiliares. d) dragagem de áreas sujeitas à navegação.2.1. f) executar sondagens geotécnicas de reconhecimento. Sua aplicação deve ser feita levando-se em consideração os requisitos dos Capítulos 8 e 9. d) no cruzamento de linhas elétricas de transmissão. b) execução de serviços adicionais de movimentação de terra.1 Geral 11. 11.2. na medida das possibilidades locais.1. selecionar um trecho em que a ferrovia ou rodovia esteja em ponto de transição entre corte e aterro. c) utilização de tubos com maior espessura de parede nos trechos mais críticos.1 Este Capítulo estabelece critérios para projetos de cruzamentos e de travessias. deve ser observado o seguinte: a) desvios e variantes para os trechos mais críticos. preferencialmente. inclusive cota de arrasamento. os seguintes casos: a) dutos de grande diâmetro (24" e maiores). montagem e manutenção. c) existência de áreas não-sujeitas a alagamento e com espaço suficiente que permita a montagem e eventual armazenamento e revestimento de tubos. devem ser observados os seguintes pontos: função da classe de locação da região atravessada pelo gasoduto. b) facilidade de acesso para a construção. passar perpendicular à linha. 11.2. os seguintes aspectos: a) o eixo do cruzamento ou travessia deve ser perpendicular ao eixo da interferência.2. c) passagem de “pig” instrumentado. principalmente.5 O projeto de travessias de cursos d’água navegáveis requer estudos específicos e consulta à autoridade competente. aos gasodutos de distribuição.6 Em travessias. Este Capítulo destina-se.2 Seleção de locais para cruzamentos e travessias 11. 11.1. 11. 11. no centro do vão entre duas torres.1 A seleção dos locais de cruzamentos e travessias deve levar em conta as limitações impostas pelo curvamento dos tubos.16 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 11 Cruzamentos e travessias 11. g) observância das normas e recomendações do órgão público responsável. aos gasodutos de transmissão e.2 Deve ser procurada uma locação adequada. b) dutos utilizando tubos com reduzida espessura de parede. devem ser considerados os seguintes fatores: ser feitos com ou sem tubo-camisa. h) observância das normas e disposições do órgão de proteção ambiental. b) pesquisar a possibilidade de cruzamento através de galerias ou pontilhões existentes e através do aproveitamento de facilidades existentes (pontes.7. sem interferir com o ponto de aterramento. o duto deve.3 Merecem também atenção. bem como de outras obras necessárias à execução do cruzamento ou travessia. 11. viadutos e outras obras de arte) para o caso de travessias. primordialmente. 11. o fator de projeto é determinado em a) as curvas de entrada e saída devem ter raios compatíveis com os raios de curvatura admissíveis para o duto. atendendo à orientação de 9.2.2.5 Além das recomendações anteriores. e) no cruzamento com tubulações e outras interferências. evitando-se movimento de terra e curvas verticais desnecessárias. 11.

188 0.6.5 10. 11.4 Condições específicas 11. 11. justificando-se apenas no caso de leitos profundos ou quando os aspectos de segurança desaconselharem outro tipo de construção. f) a travessia aérea não é recomendável. nos trechos de 11. 0. Geralmente.625 0.3 Sinalização dos cruzamentos e travessias Todos os cruzamentos e travessias devem ser sinalizados de acordo com o Capítulo 13.9 Os tubos-camisa podem ser feitos a partir de tu- bos de aço-carbono. a proteção mecânica do duto.12 As espessuras mínimas de parede para os tu- bos-camisa.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 17 a) a travessia de rios deve ter margens bem definidas e que requeiram o mínimo de movimentação de terra e de serviços de recomposição.6 e 11.80 m.688 mm 4. transporte de sedimentos.344 0.4.20 m.7 A distância mínima entre o nível da base dos trilhos e o topo do gasoduto ou do tubo-camisa deve ser de 1.4. navegabilidade.4. Estas espessuras foram calculadas considerando tubos de aço de qualidade comercial e admitindo uma deflexão diametral máxima de 3%. 11. 11.8 5.Espessuras mínimas para uso em tubos-camisa em cruzamento rodoviário Diâmetro nominal do tubo-camisa pol.6 A distância mínima entre a superfície da rodovia e o topo do gasoduto ou do tubo-camisa deve ser de 1.1. a distância mínima deve ser de 1.1.1.4.375 mm 4. deve ser feita com jaqueta de concreto com espessura mínima de 38 mm e fck > 15 MPa.4.11 Os tubos-camisa não podem transferir carga externa para o gasoduto. deve obedecer ao disposto no Capítulo 12. conformação e permanência do leito e das margens. o qual deve ter sua espessura verificada para atender a esta condição.250 0. do gasoduto.1.5 A sobrecarga de tráfego transmitida ao duto atra- vés do solo não necessita ser considerada em qualquer instalação com profundidade de enterramento superior a 3. por si só.375 0. 11. Até 10 12 a 16 18 20 22 24 26 28 a 30 32 34 a 36 38 a 44 46 a 50 52 a 56 60 a 64 mm Até 250 300 a 400 450 500 550 600 650 700 a 762 813 864 a 914 965 a 1118 1168 a 1270 1321 a 1422 1524 a 1626 Espessura mínima pol.4.281 0.1. Tabela 9 . 11.438 0. b) natureza. dragagem e represamento.1.4.1.4. novos ou usados. nesses casos. em cruzamentos rodoviários e ferroviários.1 Dimensionamento e proteção mecânica 11.Espessuras mínimas para uso em tubos-camisa em cruzamento ferroviário Diâmetro nominal do tubo-camisa pol.8 Em ambos os tipos de cruzamentos de 11. 11.10 Os tubos-camisa devem possuir acessórios que os isolem.4. quando o gasoduto ou tubo-camisa for instalado pelo método de perfuração.1.1 9. atuante na parede do duto condutor.3 15.3 11.1 O dimensionamento dos dutos.219 0. 11. d) informações sobre o regime do rio.5 a carga de terra e a sobrecarga de tráfego devem sempre ser consideradas para o cálculo da tensão de flexão transversal.469 0.4.5 cruzamentos e travessias. Para o cálculo de Sce.7 9.8 5.7.562 0.1. quanto às cargas externas.500 0.219 0. 11. for insuficiente para a proteção do duto.7 14. e) escolha de pontos onde o desvio do curso d’água seja possível.406 0. inclusive tubos refugados de fábrica por não-conformidade dimensional que não comprometam a sua utilização para este fim.0 4.1 7.156 0. eletricamente. 11.1. Tabela 8 .9 17.3 Quando se fizer necessária. ver 22.9 8. os dutos ficam submetidos a esforços que podem determinar o aumento da espessura requerida de parede calculada para a pressão interna.2 O dimensionamento do tubo-camisa deve ser fei- to de acordo com o disposto no Capítulo 12.4. Até 12 De 14 a 24 De 26 a 36 De 38 a 48 De 50 a 64 mm Até 300 De 350 a 600 De 650 a 914 De 965 a 1219 De 1270 a 1626 Espessura mínima pol.4. .1. são apresentadas nas Tabelas 8 e 9.4.188 0.312 0.4.1. c) verificação da existência de batimetria e sondagens. 0. 11.1. A solução usando placas de concreto instaladas entre o duto e a superfície do solo pode ser adotada para os casos onde a altura de cobertura.4 7.4.4 Nos cruzamentos e travessias sem tubo-camisa. possibilidade de desvios.9 12. levando-se em conta os esforços adicionais necessários à sua execução ou devidos a cargas externas.6 6.40 m.1 11. durante a construção. Sce.281 0.6 7. 11.00 m.1.

1 Este Capítulo trata da proteção mecânica do gasoduto quanto a cargas externas. é suficiente para a proteção contra a carga de terra. b) massa específica do solo submerso (reaterro) igual ou superior a 900 kg/m3.4. justificando-se apenas onde os aspectos de segurança aconselharem sua aplicação. Gsub. no mínimo.2.2 São consideradas cargas externas de terra e tráfego as transmitidas às estruturas enterradas pelo peso de terra e pelo peso e choque dos veículos rodoviários e ferroviários que trafegam na superfície.3 São consideradas cargas externas de impacto as transmitidas às estruturas enterradas pelo impacto direto de ferramentas manuais e lâminas de equipamentos de escavação. no mínimo.6% e limite de liquidez (LL) inferiores a 30%).4.6 O uso de blocos de lastro não é recomendável. (índice de plasticidade .5. Tabela 10 .preferencialmente pelo dimensionamento da parede do próprio gasoduto. devem ser seguidas as seguintes orientações: a) para locais onde esteja prevista a manutenção do gasoduto com interrupção (mesmo que parcial) do tráfego. igual a 1030 kg/m3 (água). 11. de modo a aceitar ligeira compactação.2 A estabilidade do duto. quanto à flutuação.(m) D = diâmetro externo do duto (ou da jaqueta) . 11.2.4. que é definido pela razão entre o peso P do conjunto duto + lastro + reaterro e a força E de empuxo do meio de imersão. 11.3.7 A solução de lastreamento utilizando-se o rea- soluções da Tabela 10. igual a 2240 kg/m3. 12. a proteção deve ser feita: .(m) Gsub.(kg/m3) 11. normalmente a espessura selecionada.4 A proteção mecânica dos gasodutos deve ser feita dentro dos critérios descritos em 12. as seguintes recomendações devem ser observadas: a) cobertura mínima de 1 m a partir da geratriz superior do duto.2.(kg/m) Pl = massa do lastro . 11.2. tanto de terra e tráfego quanto de impacto de ferramentas de escavação.4.5 Para dutos submersos em cursos d’água. = massa específica do solo submerso (reaterro) .1 Sendo: P = Pt + Pl + H . O fator FS deve satisfazer à seguinte condição: FS = (P/E) > 1. d) razão FS igual ou superior a 1.9 Para a solução de vala com reaterro.2.2 Para cargas de terra e tráfego considerada.2.4.4.18 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 11. deve ser verificada a concentração de esforços no duto nos pontos de aplicação do bloco.4. para a proteção mecânica do gasoduto.2.Soluções aceitáveis para lastreamento Travessia Áreas de rios e permanencanais temente Tipo de lasinundadas treamento Jaqueta de concreto Bloco de lastro Ancoragem Vala com reaterro X X Local de aplicação Áreas eventualmente Brejos Manguezais inundadas X X X X X X X X X X terro da vala somente deve ser aplicada nos locais onde haja certeza da permanência natural do material de cobertura durante a vida da instalação e onde haja a certeza de que atividades de terceiros não venham a retirar material de cobertura.2. a proteção contra a carga de terra deve ser garantida por um adequado dimensionamento da parede do gasoduto.4. . bem graduado. sem ser muito plástico. D . D2 /4) . E = (π .4. c) solo de reaterro granular grosso. 12. apresentando alguma coesão. para possibilitar a escavação a céu aberto.4. segundo os critérios do Capítulo 7. 12.4 A massa específica do meio de imersão deve ser Ao longo do gasoduto.(kg/m) H = altura de cobertura .4. 12. 11.1 Para carga de terra ser. é garantida pelo fator FS.3 A massa específica do concreto de lastro deve 12 Proteção de tubulações enterradas quanto a cargas externas 12. Neste caso. deve ser verificada a estabilidade do conjunto em relação à força vertical ascendente provocada pela velocidade de corrente de fundo. 12. Nestes casos.2.4.2 Lastreamento 11. 11.1 a 12.4.4.(kg/m3) Gm = massa específica do meio de imersão . Gm Onde: Pt = massa do duto .1 São consideradas aceitáveis quaisquer das 11.8 O lastreamento por reaterro da vala não deve ser usado onde haja curso d’água ou submersão permanente do solo.

devem ser instalados marcos indicadores de distância. citam-se: a) gasodutos em estado avançado de corrosão ou com outros defeitos que comprometam sua resistência.5 Nas faixas de domínio dos gasodutos.6.4 Nas faixas de domínio dos gasodutos.1. ou b) uma pressão de 14 kPa (0. a proteção tem de ser feita com a instalação de tubo-camisa ou com a construção de obras de arte. 13. às redes de distribuição de gás canalizado. distribuindo-a uniformemente por uma área maior e.1. alimentado por uma fonte que possa operar em pressão superior à máxima pressão de operação (MPO) do sistema em questão. 14. fora das condições de projeto. devem ser instaladas placas de advertência.pelo emprego de jaqueta de concreto. 13. 12. 13. 12. estas providências visam a assegurar um melhor trabalho mecânico do tubo.2 As faixas e áreas de domínio dos gasodutos devem ser identificadas e sinalizadas com placas e marcos. a companhia operadora é levada a limitar a máxima pressão de operação a valores inferiores aos originalmente estabelecidos no projeto. especificado para ajustar a pressão para as condições de operação nas quais o sistema possa ser operado.7 As instalações aéreas.6 Um fator a ser considerado. Entre os casos mais comuns para esta situação. c) modificação na classe de locação do gasoduto.2.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 19 . entre as medidas adotadas para proteção mecânica. b) a máxima pressão a que o sistema pode ser submetido. cia de fratura frágil. Deve ser verificada a capacidade do conjunto duto-jaqueta de suportar as pressões laterais do solo.5 Para o cálculo das tensões provocadas pelas cargas externas de terra e tráfego. b) gasodutos que tenham operado por longo tempo (anos). conseqüentemente.1. não pode exceder a pressão de projeto do elemento mais fraco do sistema.1. conforme 29.3 Para cargas de impacto de operar.1.1 Máxima pressão de operação 14. o novo valor da MPO deve ser estabelecido. aproveitando toda a sua capacidade de distribuir as pressões laterais do solo envoltório. além de uma boa escolha deste material. 12.4. cuja função é reduzir a influência da carga de tráfego.1 A máxima pressão de operação (MPO). dimensionada para as cargas envolvidas.1. Em sistemas de distribuição de gases em alta pressão. junto aos cruzamentos com estradas e nas travessias de cursos d’água. requisitos especiais de soldagem. deve ser equipado com um dispositivo de controle de pressão.1. devem ser sinalizadas por placas. ver 22.1 Gasodutos para transmissão de gases devem ser dimensionados de acordo com o Capítulo 7. 14.2 Distribuição em baixa pressão Em sistemas de distribuição de gases em baixa pressão. sendo por definição a maior pressão na qual um sistema de gás po- . 13.3.3 Nas faixas de domínio dos gasodutos. a cada quilômetro. 14. devem ser exigidas prescrições adicionais de ensaios de tenacidade ao impacto. portanto. 13.6 Em áreas urbanas. e dispositivos de proteção contra sobrepressão devem ser instalados. limitação da razão entre tensões de escoamento e ruptura.1. 14.3. b) para locais onde não haja possibilidade de interrupção de tráfego e conseqüentemente de escavação a céu aberto.1. não se aplicando. limitação de dureza. A máxima pressão de operação destes gasodutos define a sua pressão de ensaio.2.1 Este Capítulo se refere à sinalização de gasodutos de transmissão.1. 14. espaçados de modo que fiquem intervisíveis. é a realização de uma boa compactação do solo de reaterro. e.14 kgf/cm2). Neste caso. junto à fonte de alimentação.1.1 Geral 14.2-a). ao longo dos gasodutos. 13. baixando sua magnitude.4. 14.2 Controle de pressão Todo sistema de escoamento de gases.1 Distribuição em alta pressão 13 Sinalização 13. 14 Controle e limitação das pressões 14.pelo em prego de laje de concreto enterrada pr ó ximo ao topo do duto.2 Transmissão de gases 14.2.2 Em certas situações.3 Distribuição de gases 14. devem ser usadas fitas de aviso sobre a geratriz do gasoduto. na eventualidade de um vazamento. . os marcos delimitadores das faixas devem ser instalados nos limites destas. a MPO não pode exceder: a) a pressão de projeto do elemento mais fraco do sistema. dimensionada para as cargas envolvidas. a MPO não pode exceder: a) a pressão que possa provocar operação insegura de qualquer equipamento de queima à baixa pressão acoplado ao sistema.2 Quando for verificada a possibilidade de ocorrên- A proteção recomendada neste caso é a laje de concreto ou a jaqueta de concreto mencionadas em 12. baseado na sua história de operação e manutenção.

seja levado a fechar.1.3.3. A Figura 2 fornece a simbologia da Figura 1. cuja máxima pressão de operação esteja entre 14 kPa (0. Nota: Exemplos de aplicação dos dispositivos de controle e proteção requeridos em estações de controle de pressão estão apresentados no Anexo E.3.3 Consumidores alimentados por sistemas de dis- A seguir estão relacionados os tipos de dispositivos que podem ser utilizados para impedir a sobrepressão: a) válvula de segurança por alívio. à abrasão do gás e ao corte pelo obturador e não apresente deformação permanente quando em uso. tribuição.2 Tipos de dispositivos de proteção 14.1.3.1. tipo mola.1. sem tomada de pressão.1 Encontram-se esquematizados na Figura 1 os dispositivos de controle e proteção requeridos em estações de controle de pressão. 14. c) válvula controladora monitora.3 Dispositivos de controle e proteção requeridos em estações de controle de pressão 14. os sistemas de escoamento de gases devem ser equipados com dispositivos de limitação ou alívio de pressão. com diâmetro do orifício não-maior que o recomendado pelo fabricante para a máxima pressão de entrada. resistente às impurezas.2 Consumidores alimentados por sistemas de dis- tribuição. f) que seja integral. piloto ou selo líquido. d) válvula controladora em série com ativa.3. c) que o assento da válvula seja feito de material resiliente. caso a pressão de utilização do gás no consumidor seja controlada por regulador com as seguintes características: a) que seja capaz de reduzir a pressão para os valores recomendados para os equipamentos do consumidor.3. não necessitam de dispositivos de controle e limitação de pressão. cuja máxima pressão de operação seja menor que 14 kPa (0.2 e e) que seja capaz de manter a precisão de regulagem em condições normais de operação e de limitar o aumento da pressão em condições de fluxo zero. quando uma falha do dispositivo de controle elevar a pressão acima da MPO do sistema.3.excesso de pressão.3.20 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 14.3.1. Figura 1 . 14. g) que.04 kgf/cm2). b) que seja de passagem única. d) que as tubulações que interligam o regulador não sejam maiores que 2". não necessitam ser dotados de dispositivos de segurança adicional.14 kgf/cm2) e cuja pressão não provoque funcionamento inseguro nos equipamentos.3 Limitação de pressão 14. a 50% ou menos da pressão regulada quando há fluxo.Dispositivos requeridos nas estações de controle de pressão . b) válvula de segurança por bloqueio . 14.14 kgf/cm2) e 200 kPa (2.3.3. 14.1 Proteção contra sobrepressões acidentais 14. Estas estações caracterizam-se por separar dois sistemas com valores distintos de MPO. no caso de rompimento do diafragma.1 Exceto nos casos mencionados em 14.

É dimensionada para a condição de falha aberta da controladora Válvula de controle em série .NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 21 Válvula de controle . A pressão de ajuste da controladora a montante deve ser inferior à MPO a jusante Figura 2 .Controla a pressão em dois estágios.Controla a pressão a jusante da controladora ativa.Bloqueia o fluxo de gás.Simbologia . limitando a pressão a jusante da controladora Válvula de controle monitora .Alivia o gás na ocorrência de falha da controladora.Controla a pressão a jusante Válvula de bloqueio automático . na ocorrência de falha Válvula de segurança .

Os trincos das portas devem ser facilmente abertos pelo interior.3 As saídas devem ter portas desobstruídas. a valores que não provoquem opera çã o irregular dos equipam entos de queima conectados à rede. na ocorrência de acidentes.1.2 O projeto deve impedir falhas na operação de uma estação de controle ou compressão. escadas-de-mão fixas. também. a capacidade do sistema de alívio destas estações deve considerar as capacidades de alívio das demais estações. de forma a sempre manter uma em operação e outra em reserva. que abriguem tubulações de DN > 2" ou equipamentos que trabalham com gás (exceto aqueles para fins domésticos). b) instalar duas válvulas de bloqueio do alívio. 15.3 Cuidado especial deve ser dedicado aos tubos de instrumentação.3. No cálculo desta capacidade. 14.1 Cada dispositivo de proteção.1 As estações devem ser projetadas e instaladas de a) limitar a pressão no valor da máxima pressão de operação admissível (MPOA) acrescida de 10% ou no valor que provocar uma tensão circunferencial de 75% da tensão mínima de escoamento especificada do material do tubo.1. tubos e cone- xões localizados entre o gasoduto a ser protegido e o dispositivo de alívio.2 Adicionalmente aos dispositivos requeridos na Fi- gura 1.3 Saídas 15.1 Projeto 15. 15.4. em sistemas de distribuição de gás em baixa pressão.2.2 O dimensionamento de aberturas.2. em paralelo.1. Métodos aceitáveis para operação do bloqueio de válvulas de alívio são descritos a seguir: a) travar a válvula de bloqueio na posição aberta. 15. ou combinação de cada patamar de operação. O projeto e instalação devem considerar que a falha de um tubo de instrumentação não provoque sobrepressão nas instalações a jusante.1. medida ao longo da linha de centro de acesso.2 Quando um gasoduto for alimentado por mais de forma a evitar condições de pressão perigosas para as instalações conectadas a jusante destas estações. devem ser construídos com materiais não-combustíveis ou limitadamente combustíveis.2 Construção outras saídas de dispositivos de alívio devem ser localizadas onde o gás possa ser descartado para a atmosfera. 14. 15 Estações de compressão 15.4. Tão logo quanto possível.1.4. ou A localização do prédio de compressores deve levar em consideração a existência de construções adjacentes. retornar a válvula para a posição aberta. deve ter suficiente capacidade para: Os prédios de compressores devem possuir saídas de ar na parte superior (lanternim) para evitar o aprisionamento de gás.3 Devem ser tomadas precauções objetivando im- Todos os prédios da estação de compressores. A estação deve ter ventilação suficiente para que . assim como a tubulação de purga. Esta recomendação se faz necessária quando há modificação na classe de pressão das instalações a montante em relação a jusante.3.1 Localização válvulas. 14. b) limitar a pressão.4. etc. Eles devem ser protegidos contra queda de objetos. 15. deve ser executado de forma a propiciar o bom funcionamento do dispositivo de alívio.3 Capacidade requerida aos dispositivos de alívio e limitação de pressão 14.3.1 As chaminés de válvulas de alívio. suspiros. mantendo uma distância dessas construções para evitar que um incêndio nestas construções atinja a estação e.4 Considerações sobre o projeto de estação de controle e limitação de pressão 14.3. lo- calizadas de modo a permitir fácil acesso.4. situadas a 3 m ou mais do nível do chão. Tais saídas podem ser escadas. deve-se considerar as limitações de transferência do gás entre as estações.3. 14.4. 14. o que for menor.1 No mínimo duas saídas devem ser previstas para pedir o fechamento indevido de válvulas de bloqueio que tornem o sistema de alívio inoperante. em local seguro.4.3. sem chaves.1.22 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 14. passarelas ou plataformas.4. Uma passarela exclusiva para um equipamento não requer duas saídas.1 Geral 14.4. com espaço suficiente em torno do prédio para permitir a livre movimentação do equipamento de combate a incêndio.4.1.1.3. 15. 14. Onde necessário. As portas localizadas em paredes exteriores devem abrir para fora. 14. com intertravamento mecânico entre elas.2 A distância máxima de qualquer ponto de um lo- cal de operação a uma saída não pode exceder 23 m. escavações indevidas ou outras causas de dano. e devem propiciar passagem para local seguro.2 Cuidados especiais em instalações de alívio 14. eventualmente recomenda-se instalar válvula de alívio parcial dimensionada para a condição de vazamento da controladora quando esta estiver fechada. Permitir o fechamento da válvula de bloqueio do alívio com a anuência e assistência do pessoal de operação. 14.1.1. as chaminés e suspiros devem ser protegidos contra entrada de água de chuva.2. O prédio da estação de compressores deve ser executado em conformidade com a NBR 6118.4. objetivando a continuidade operacional dos dispositivos de segurança e proteção. tais como explosão em estações subterrâneas ou choque de veículos.4 Ventilação dispositivos.

em quantidade que possa vir a danificar o equipamento. Este isolamento deve ser coberto com uma proteção resistente a óleo.4. b) quando bolsões (slugs) de líquido puderem ser carreados ao compressor. no caso de compressor centrífugo). Os portões devem ser localizados de modo a permitir fuga para local seguro.1. exceto: . deve ser previsto isolamento térmico das partes quentes do compressor.circuitos elétricos que alimentam as luzes de emergência necessárias à evacuação do pessoal da estação e a vizinhança dos coletores de gás. 15. devido ao acúmulo em concentrações perigosas de vapores ou gases inflamáveis ou tóxicos. até a condição máxima do acionador.2 Placa de identificação a) possibilitar bloqueio da entrada e da saída de gás da estação.4. caso em que devem ser projetados com fator de projeto 0. em salas. 15. desde que localizados a menos de 60 m de qualquer estação de compressores. S eção VIII. nome do fabricante. sem auxílio de chaves).1. bum dos quais atendendo aos seguintes requisitos: Cada equipamento da unidade compressora deve possuir uma placa de identificação. Cada compressor deve ser projetado para operar.4.4. nos casos onde houver possibilidade de acúmulo de líquido na linha de sucção de cada estágio (ou de cada unidade.4 Supervisão de operação A supervisão de cada compressor de uma estação compressora deve ser de acordo com um procedimento que . no mínimo.1. devem abrir para fora e permanecer destrancados (ou ser facilmente abertos do interior.1. número de série e qualquer outra informação necessária a uma correta operação e manutenção. potência e rotação. .). instalados em estações de compressão de gás. devem constar dados do equipamento.5. numa emergência. e. em serviço contínuo.4.2. 15. 15. d) possibilitar operação de.3 Equipamento de combate a incêndio Toda a estação de compressão deve possuir equipamentos adequados ao combate a incêndio. deve ter. 15.2 Equipamentos de remoção de líquido 15.2 Instalações elétricas Todos os equipamentos elétricos e cabos.5.circuitos el é tricos necess á rios à prote çã o de equipamentos.1 Devem ser previstos dispositivos de retirada de lí- Qualquer área cercada que possa impedir a fuga de pessoas dos arredores da estação de compressão. 15.5 Equipamentos para desligamento de emergência 15. 15. Da placa de identificação. em toda a faixa das condições de operação. exceto aqueles construídos de tubos e componentes de tubulação sem soldagem interna.40. poços ou qualquer outro ambiente fechado. 15.2.1 Cada estação de compressão deve ter um sistema de desligamento automático que atenda aos seguintes requisitos: Cada compressor.4. como uma junta danificada. c) possibilitar o desligamento de todos os equipamentos de compressão de gás e instalações a gás e elétricas nas vizinhanças dos coletores de gás e da estação de compressão.1.3 Isolamento térmico Para proteção pessoal. 15. 15. dis. sua operação não deve ser afetada pelo sistema de desligamento automático de emergência da estação.3 Controle de corrosão Medidas a fim de proteger a tubulação da estação de compressão devem ser tomadas de acordo com o Capítulo 30. prever dispositivo para drenagem do separador e. acessório e sistema auxiliar devem ser projetados para operar de modo seguro e eficiente na faixa das condições de operação. etc. quando a área interna estiver ocupada. dois lugares. b) a tubulação de alívio deve descarregar em local que não gere risco à estação de compressão e adjacências. Caso bombas de incêndio façam parte dos equipamentos.4. adicionalmente. no mínimo.1 Compressores 15.4. dois portões. devem atender aos requisitos da NBR 5418.1 Projeto quido.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 23 os empregados não corram perigo em condições normais de operação (ou algumas condições anormais. 15.5 Áreas cercadas inclua a verificação do funcionamento de todos os equipamentos de proteção.4. firmemente fixada em local visível e de fácil acesso. graxa e sujeira. de material resistente à corrosão.2 Os dispositivos para remoção de líquido devem satisfazer às seguintes condições: a) ter dispositivo manual para drenar cada separador.1.4 Equipamentos da estação de compressão 15.positivo de parada automática do compressor ou alarme de nível alto de líquido. tais como nome do equipamento. e aliviar o gás bloqueado. c) ser constru í dos de acordo com o A N S I/A S M E .1 Geral 15.

15. caso esta estação não seja cercada.5.8.2 Sistema de detecção de fogo e gases alívio do compressor não evitem sobrepressão na tubulação.5.4 Devem ser tomados cuidados. neste caso. controle e tomada de amostra. adequadamente locado.2 Cada turbina a gás da estação deve ser equipada de modo que.1 Devem ser instalados dispositivos de alívio de pres- Todas as tubulações de gás da estação de compressão. como descrito em 15.5. . ao iniciar-se o desligamento de uma unidade. devem possuir dispositivo limitador de pressão regulado de modo a limitar a pressão a um excedente máximo de 25% da pressão de operação ou a um excedente máximo de 10% da máxima pressão de operação. 15.3 As linhas de alívio devem ser dimensionadas de forma a não prejudicarem o funcionamento das válvulas de alívio e devem conduzir o gás para local seguro.ser externo à área de gás da estação. de modo a evitar que gás entre nos cilindros da máquina e atue no sentido de movimentar partes enquanto a máquina estiver em manutenção.1.1 Especificação Cada unidade compressora de uma estação de compressão deve ter um sistema individual de desligamento de emergência. entre o compressor e a primeira válvula de bloqueio.5. que leve.2 Uma válvula de alívio de pressão deve ser instalada Todas as tubulações de gás em estações de compressão devem ser instaladas segundo as prescrições previstas nesta Norma.ser de fácil acesso e visibilidade. o desligamento possa ser limitado a: a) desligamento de todos os compressores e instalações elétricas e a gás internas à estação.1 Todo acionador de compressor. Os circuitos elétrico. c) desligamento de todas as instalações elétricas e a gás nas vizinhanças dos coletores de gás. 15.7 Controle de gás combustível 15.1.3 O projeto e a construção da estação de compressão devem ser tais que seja minimizado o risco de dano a qualquer equipamento do sistema de desligamento de emergência.5.7. deve ser odorizado de acordo com o descrito no Capítulo 32. os tubos devem ter sido pré-ensaiados.2-a).24 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 . de acordo com 29.1. exceto quando forem executadas pequenas alterações na estação e. 15.6. devem ser de aço e projetadas de acordo com o Capítulo 7.1. Toda área de compressores em estações de compressão deve ter sistemas de detecção de fogo e gases. 15. para uma estação de compressão. 15. 15.8 Tubulações na estação de compressão 15. deve ser equipado de modo que a parada da máquina corte automaticamente o combustível e purgue o gás do coletor de distribuição.1 Tubulações de gás 15.5. na linha principal. conectadas às tubulações de gás citadas em 15. com sensibilidade e capacidade para garantir que a pressão na tubulação e nos demais equipamentos não exceda em mais de 10% a máxima pressão de operação admissível.8.5.3 Ensaios de pressão na linha de descarga de cada compressor de deslocamento positivo. devido às condições de operação. que opere com injeção de gás combustível sob pressão. 15. A capacidade de alívio deve ser igual ou superior à capacidade do compressor.8. ou próximo à saída de emergência.1.6 Dispositivos de alívio de pressão 15. o compressor a uma parada total no menor intervalo de tempo possível. caso esta estação seja cercada.ser localizado a menos de 150 m dos limites da estação. haja o imediato corte do combustível desta unidade. 15.6.8.2 Caso a estação de compressão abasteça diretamente um sistema de distribuição sem outra fonte de suprimento.3 Desligamento individual de emergência 15. de modo seguro. Cada um dos sistemas deve atuar de modo a iniciar o desligamento de emergência conforme requisitos de 15.6.2 e 29. deve ser prevista instalação de dispositivo de alívio na tubulação.7.5 Todo gás utilizado para fins domésticos numa estação de compressão deve possuir odor suficiente para servir de alerta em caso de escapamento. exceto quando. 15.3 As instalações de regulagem do sistema de gás combustível. 15. .7. . o sistema de desligamento de emergência deve ser projetado de forma que não cause nenhuma parada não-programada na distribuição de gás. caso contrário. 15.2 Instalação são. hidráulico ou pneumático das instalações de desligamento normal devem permanecer em operação. .7.1.1. exceto as de instrumentação. 15. Caso as válvulas de Todas as tubulações de gás de uma estação de compressão devem ser ensaiadas após sua instalação. devido à explosão ou fogo.1.ser próximo aos portões de saída da estação. b) alívio e bloqueio.2-b).3. for impraticável a execução de ensaios.6. 15.7. no entender do operador. de todas as tubulações de gás conectadas aos compressores citados em 15.

Outra válvula deve ser localizada na linha de ar principal próximo à saída de ar dos vasos.2.2 A pressão do ar de partida. 15. Deve ser levada em conta a possibilidade de ser necessário dar partida em mais de um compressor num curto intervalo de tempo.2.2 Reservatórios cilíndricos Os reservatórios cilíndricos devem ser instalados em terreno próprio ou de uso e controle exclusivos da companhia operadora. 15. pelo fabricante.2 Toda máquina a gás da estação de compressão deve ter a carcaça equipada com abertura à prova de explosão ou com ventilação adequada.4 Identificação de válvulas e tubulações 15.8.3 Uma válvula de retenção deve ser instalada na linha de ar de partida.3.8. 15.3. deve ter um dispositivo automático que desligue o equipamento antes que a velocidade do acionador ou do acionado exceda a velocidade máxima estabelecida. 15. internas à estação de compressão. Todas as tubulações importantes de gás devem ser identificadas de acordo com suas funções. 15. devem ser construídas de acordo com a ANSI B31.2. internas à estação de compressão.2 Todo compressor de gás de uma estação de com- pressão deve possuir um dispositivo que impeça que a temperatura do gás de descarga exceda a máxima temperatura de projeto do compressor e tubulações conectadas. internas à estação de compressão.2 Equipamentos adicionais de prote çã o para compressores de gás 15.3 Todo compressor centrífugo de gás numa esta- tações de compressão.3.9. que atue caso haja falha de refrigeração ou lubrificação do equipamento. de modo a evitar qualquer acúmulo de gás.1 Locação dos reservatórios Todas tubulações de água. 15.9.9.3.9 Equipamentos de segurança adicionais 15.1 Todas as tubulações de ar das estações de compressão devem ser construídas de acordo com a ANSI B31. de modo a não permitir retorno de ar do motor às tubulações. Todas tubulações de óleo lubrificante. para uso em es- máquina a gás. As instruções do fabricante podem ser utilizadas como guia para determinar esses fatores.8. .8. o compressor seja desligado com segurança.1 Geral 15.2 Tubulações de ar 15. 16. devem ser construídas de acordo com a ANSI B31. Os reservatórios devem ser instalados em áreas cercadas para evitar o acesso de pessoas não-autorizadas.8. 16.9. É recomendado que o equipamento de resfriamento.9.2. 15.4 Vasos ou garrafas de estocagem. montado e ensaiado de acordo com os requisitos desta Norma.3. numa estação de compressão.1 Todo compressor de gás de uma estação de compressão deve possuir sistema de desligamento ou alarme.8.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 25 15. nos limites da segurança.4 Tubulações de água 16 Reservatórios tubulares e cilíndricos 16.5 Tubulações de vapor Todas tubulações de vapor. 15.1.6 Tubulações hidráulicas Todas tubulações hidráulicas. 15. internas à esta ção de compressão.2.8. devem ser construídos e equipados de acordo com o ANSI/ASME.3 Tubulações de óleo lubrificante ção de compressão deve possuir um selo de óleo de emergência que permita que. 15. deve ter furos em cada compartimento. devem ser construídas de acordo com a ANSI B31. 15.3 Reservat ó rios tubulares e cil í ndricos em propriedade de uso e controle exclusivos da companhia operadora 16. devem ser construídas de acordo com a ANSI B31.3.1.9. do selo normal. 15. devem ser construídas de acordo com a ANSI B31. numa falha.2.1.3 Todo abafador do sistema de escapamento da as dimensões da tubulação de conexão ao compressor devem ser apropriados a imprimir na máquina o número de rotações necessárias à purga de todo o combustível do cilindro de potência e escapamento da máquina. Seção VIII.8. próximo de cada máquina. 15.9.1 Reservatórios tubulares em áreas de uso e controle não-exclusivo da companhia operadora Um reservatório tubular para instalação em ruas. remoção de líquido e remoção de óleo seja instalado entre o compressor de ar de partida e os vasos. 15.9.8. estradas ou áreas pertencentes (mas não de uso e controle exclusivo) à companhia operadora deve ser projetado. o volume estocado e tor síncrono ou de indução elétrica. diferente de mo- Todas as válvulas de emergência e os controles de emergência devem ser identificados.7 Tubulações de processo Todas tubulações de processo.1 Todo acionador de compressor.1. aplicáveis a uma tubulação instalada no mesmo local e sujeito à mesma máxima pressão de operação.8. internas à estação de compressão.2.3.8.

16. ou uma pressão que induza uma tensão circunferencial de 75% da tensão mínima de escoamento do material.4 Requisitos especiais aplic á veis somente a reservatórios cilíndricos Um reservatório cilíndrico pode ser construído de um aço não-soldável em condições de campo.2 Projeto. flexibilidade operacional. tais como acesso. usando-se ar ou gás a uma pressão de 350 kPa (3. para um tubo instalado em um local classificado na mesma classe de locação do reservatório.1.60 0.5 Reservatórios tubulares devem ser ensaiados conforme os requisitos do Capítulo 29.1 Espaçamento entre válvulas 17. deve ser projetado adotando-se os fatores de projeto selecionados de acordo com a classe de locação correspondente e a distância mínima entre os reservatórios e a cerca.2.5. e) cada cilindro e bocais devem ser ensaiados contra vazamentos após a instalação.3 Precauções devem ser tomadas para impedir a formação ou acumulação de líquidos nos reservatórios.5 kgf/cm2) acima da máxima pressão de operação. vários aspectos devem ser considerados. em mm D = diâmetro externo do reservatório. quando a máxima pressão de operação for igual ou superior a 7000 kPa.5 Requisitos gerais aplicáveis a reservatórios tubulares e cilíndricos 16.85.4 Devem ser instaladas válvulas de alívio de acordo com os requisitos desta Norma. 16. c) não pode ser feita solda em reservatórios cilíndricos que já tenham sofrido tratamento térmico e alívio de tensões.D.3. instalação e ensaio 16. ou ambos. Tabela 11 . 16.2 Nenhum gás contendo mais do que 2.P. preservação do gás.1.3. quando a máxima pressão de operação for inferior a 7000 kPa (71.3 O afastamento mínimo entre reservatórios deve reservatórios contra corrosão externa. a que for menor.F 7 x 103 gás sulfídrico.26 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 16.72 0. a uma pressão absoluta superior a 100 kPa (1. deve ser utilizada água para o ensaio. que possam causar corrosão ou interferir na operação segura dos equipamentos de armazenamento.2.3.4 Reservatórios tubulares e cilíndricos devem ser 16. enterrados com cobertura mínima de 60 cm.1.60 0. em mm P = máxima pressão de operação admissível.1 Gasodutos de transmissão 17.5.2.40 30 m ou mais 0.3.2. 17.72 0. 3.30 m 1 2 3 4 0. .2. não sendo aceitáveis danos no cilindro.Fatores de projeto para reservatórios Fator de projeto (F) Classe de locação da propriedade Distância mínima entre os reservatórios e os limites da cerca 8 m .2 A distância máxima para o espaçamento entre válvulas deve estar de acordo com a Tabela 12.1.5.1. futuros desenvolvimentos urbanos da região e condições naturais adversas que coloquem em risco a segurança e operação da linha. d) cada cilindro deve ser ensaiado hidrostaticamente na fábrica. nos casos em que a pressão de ensaio produza uma tensão circunferencial superior ou igual a 80% da tensão mínima de escoamento especificada (Sy) do tubo.40 16. desde que atenda às seguintes limitações: a) reservatórios cilíndricos construídos de aço-liga devem atender aos requisitos de composição química e de resistência dos vários graus de aços segundo ASTM A-372. no reservatório. pode ser armazenado.3.60 0. em kPa F = fator de projeto 16.1 Um reservatório tubular ou cilíndrico. Cuidadosa inspeção no cilindro deve ser feita quando da instalação. 16. com capacidade de alívio adequada para limitar a pressão nas linhas de enchimento e.2 A distância mínima entre os reservatórios e os limites da cerca deve ser de 8 m.3 mg/m3 de ser determinado pela fórmula empírica: L= Onde: L = afastamento mínimo entre reservatórios. conforme a Tabela 11. usando-se processo de soldagem termicamente localizado.1 Devem ser tomadas medidas para proteção dos em propriedade sob uso e controle exclusivos da companhia operadora. A pressão de ensaio na fábrica não deve ser menor do que a requerida para produzir uma tensão circunferencial igual a 85% da tensão mínima de escoamento especificada do material.5. exceto soldas de cabos de cobre para o sistema de proteção catódica.3.72 0. em 110% da pressão de projeto do reservatório.1 Na determinação do espaçamento entre válvulas. tempo de desgaseificação.0 kgf/cm2) a 15°C. 16. continuidade operacional. a ser instalado b) em nenhum caso a relação entre a tensão mínima de escoamento especificada e a tensão de ruptura pode exceder 0.4 kgf/cm2). 17 Válvulas intermediárias 17. 16. e de 30 m. desta maneira. não necessitando ser reensaiado hidrostaticamente quando da instalação. bocais e equipamentos auxiliares.

17. Na determinação do espaçamento. bem como movimentos das tubulações. Válvulas em sistemas de distribuição. são projetadas e construídas de acordo com as seguintes prescrições: a) as caixas são projetadas e construídas de forma a resistirem às cargas a que são submetidas. devem ser espaçadas conforme a seguinte orientação: a) em sistemas de distribuição em alta pressão.1. O uso do au- . tal como um grande vazamento ou fogo na estação. 17. de alívio. as válvulas devem ser instaladas em locais acessíveis a fim de facilitar a operação em casos de emergência. a tubulação ou outro componente. as válvulas intermediárias.4 O uso de automatismo nas válvulas de bloqueio intermediárias não é requerido. devido ao fato de não poder ser comprovado que este. Todas as válvulas devem ser convenientemente suportadas. instaladas objetivando uso operacional ou de emergência. d) a tubulação de entrada e a do interior de uma caixa subterrânea devem ser de aço.2 Válvulas para gasodutos de distribuição 17. devem ser feitas considerações sobre a pressão máxima de operação. deve se levar em conta a proteção destes equipamentos. e) as aberturas das caixas devem ser localizadas de forma a reduzir os riscos de que ferramentas ou outros objetos caiam sobre o equipamento.2 As válvulas intermediárias podem ser instaladas 18 Caixas subterrâneas 18. o comprimento das linhas de distribuição. O equipamento e a tubulação devem ser adequadamente sustentados por suportes de metal ou alvenaria. Caso a válvula tenha sido instalada em caixa. 17.2. etc.2.1 Válvulas de bloqueio intermediárias devem ser acessíveis e protegidas contra danos e atos de vandalismo. 17. assim como o número e tipo de consumidores que seriam afetados por uma interrupção acidental do abastecimento. conforme ora desenvolvido.2. 17. se não forem exigidas pela autoridade competente. forneça proteção total ao gasoduto. podem ser dispensadas. b) deve ser previsto espaço interno suficiente. deve ser montado dispositivo operacional de abertura e fechamento. O dimensionamento das válvulas e conexões para esta operação deve ser tal que permita a desgaseificação em condições de emergência com rapidez compatível com sua necessidade. a menos que tais componentes sejam protegidos adequadamente.2.2.1 Uma válvula deve ser instalada na tubulação de Nota: O espaçamento recomendado na Tabela 12 só pode ser aumentado por imposição de dificuldades reais de acesso à válvula. A caixa deve ser projetada de forma a não permitir a transmissão de cargas externas à linha de distribuição. A distância entre a válvula e o regulador deve permitir a operação da válvula durante uma emergência.1.Distância máxima para o espaçamento entre válvulas Classe de locação 1 2 3 4 Espaçamento entre válvulas (km) 32 24 16 8 tomatismo deve ser definido pela companhia operadora do gasoduto. operação e manutenção adequadamente executadas.2 Locação de válvulas 17. O local da instalação de desgaseificação deve propiciar a purga do gás para a atmosfera.1 Válvulas para gasodutos de transmissão 17.2 Válvulas em sistemas de distribuição para uso operacional ou de emergência devem ser localizadas de forma a propiciar acesso imediato e facilitado numa condição de emergência.1 Exigências de projeto estrutural As caixas subterrâneas para válvulas.2. sendo apoiados dentro da caixa. devem ser previstos meios para evitar a passagem de gases ou líquidos através da abertura e evitar esforços na tubulação.1. 17. 17. para possibilitar que os equipamentos tenham sua montagem.1.2. a fim de ficarem protegidas contra movimentos e/ou acomodações do terreno. facilmente acessível ao pessoal autorizado. limitação e alívio de pressão. que podem ser de cobre. somente o acesso à haste operacional ou ao mecanismo de abertura/fechamento necessita ser instalado. A tubulação de controle e os componentes ativos do equipamento não devem ser instalados sob a abertura da caixa. exceção feita às tubulações de controle e medição. de forma que o risco de danificação seja minimizado.2.3 Facilidades devem ser previstas para a execução de desgaseificação entre duas válvulas intermediárias. c) no projeto de caixas para equipamentos de regulagem. as condições físicas locais. de forma a evitar sua danificação em caso de acidente.1. b) em sistemas de distribuição em baixa pressão.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 27 Tabela 12 . as eventuais exigências da autoridade competente. 17. estações redutoras ou limitadoras de pressão. enterradas ou em caixas. acima do solo.5 A locação de válvulas deve atender às exigências da autoridade competente. a fim de evitar que os mecânicos de manutenção pisem neles quando entrarem ou saírem dela.2.2.2.2 Válvulas em sistemas de distribuição de gás entrada para cada regulador de vazão ou pressão do sistema de distribuição de gás.1. Em todas as instalações. Onde a tubulação atravessar a estrutura da caixa.

pode ser admitida uma cobertura menor.2. 19.2 Condições de acesso Ao se escolher um local para uma caixa. neste caso. em m2. b) exposição à inundação: as caixas não devem ser construídas em pontos de elevação mínima.2. o equipamento deve ser sempre projetado para operar com segurança. deve ser previsto meio de ensaiar a atmosfera interna antes da remoção da tampa. e deve-se prever meios para facilitar a limpeza periódica dos dutos.1 Prescrições gerais aplicáveis aos ramais 19. Os respiros ligados ao equipamento de regulagem ou alívio de pressão não devem ser ligados à ventilação da caixa. e um mínimo de 0. for menor que 6 para 1. alamedas e demais locais não-sujeitos ao tráfego de veículos. estradas e pátios de estacionamento de veículos. devem ser consideradas as condições de acesso. tendo cada um. c) exposição a riscos em instalações adjacentes: as caixas devem ser construídas o mais afastado possível de instalações de água.1 Os ramais devem ser instalados a uma profundidade que os proteja de cargas externas excessivas e de atividades. tais como jardinagem.4. desde que estes ramais sejam encaminhados protegidos por placas de concreto. Onde estas exigências de cobertura não puderem ser cumpridas. em m3. e) se as caixas menciondas em 18. todas as aberturas são equipadas com tampas estanques. eletricidade.28 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 f) sempre que uma abertura deva ser localizada acima de um equipamento que possa ser danificado pela queda de uma tampa. no mínimo. ou através de reforço no próprio tubo.3 Selagem e ventilação da caixa Caixas subterrâneas contendo uma estação reguladora ou redutora. f) caixas com volume interno menor que 2 m3 não têm nenhuma exigência específica. 19. igual à área da seção transversal de um duto de 4" de diâmetro nominal.4. c) os dutos devem estender-se a uma altura acima do solo. .4 Drenagem e estanqueidade à água 18. se submerso. em toda a extensão. através do aumento de espessura. deve ser. de modo que o tubo não venha a ser submetido a uma carga externa excessiva devido ao reaterro da vala. bacias de captação ou onde a tampa de acesso à caixa esteja no curso das águas pluviais. d) as caixas com volume interno entre 2 m3 e 6 m3 podem ser fechadas hermeticamente ou ventiladas. as caixas devem ser ventiladas com dois dutos. grupo D.3-d) são ventiladas por meio de aberturas nas tampas ou por grades. 18.4. O material usado para reaterro deve ser isento de pedras. 19 Ramais de serviço 19.60 m em ruas. de alívio ou pressão. de acordo com 8. no mínimo. que possam danificar o tubo ou o revestimento protetor. 18. áreas externas de residências e condomínios.2 O uso de válvulas de ramal de assento resiliente não é recomendado. É exigido que seja previsto um mínimo de 0. ou terminais de alívio.1. vapor e outras.3 O equipamento elétrico nas caixas deve estar de acordo com as exigências da classe 1. A área efetiva da abertura nessas conexões. e a relação do volume interno.3 Onde há evidência de condensação no gás em quantidades suficientes para provocar interrupções no abastecimento do consumidor.1 Devem ser previstos meios para minimizar a entrada de água nas caixas.2 Nenhuma caixa contendo tubulação de gás pode ser interligada a outra rede.1.2 Os ramais devem ser adequadamente apoiados em solos firmes ou bem compactados. 19. do boletim número 70 da NFPA. adequada para dispersar quaisquer misturas ar-gás que possam ser descarregadas. 18. avenidas. Se fechadas hermeticamente. devido à existência de interferências.1. 18. Os trechos horizontais dos dutos devem ser projetados de forma a evitar a acumulação de líquidos na linha.1. como a de esgoto.2 Válvulas de bloqueio 19. não é necessária nenhuma ventilação adicional. o ramal deve ter caimento de forma a drenar o condensado para a rede ou para sifões em pontos baixos do ramal. As extremidades externas dos dutos devem ser equipadas com uma conexão à prova de tempo apropriada. 19. b) a ventilação obtida deve ser suficiente para minimizar a possível formação de uma atmosfera combustível na caixa. etc.3. deve ser instalada uma tampa circular ou tomadas outras precauções. para a área de ventilação efetiva da tampa ou grade. devem ser vedadas e ventiladas como segue: a) quando o volum e interno excede 6 m 3. projetada para evitar que material estranho entre ou obstrua o duto. quando o projeto das válvulas é tal que a exposição ao calor excessivo possa afetar sua capacidade de operação.1 As válvulas utilizadas para ramal devem atender às prescrições de 4.. materiais de construção. contudo.30 m de cobertura em calçadas. jardins. O número de curvas e desvios deve ser reduzido ao mínimo. 18. Alguns dos fatores a serem considerados na escolha do local são os seguintes: a) exposição ao tráfego: deve ser evitada a construção de caixas em cruzamentos de rua ou em pontos onde o tráfego é pesado ou denso. a capacidade de ventilação de um tubo de 4" de diâmetro nominal. suportadas convenientemente.2.

A ligação no topo é preferível. à MPO do sistema ou a 600 kPa (6.1.7.1 O tubo. devem ser projetadas e construídas de forma a minimizar a possibilidade da retirada de internos da válvula acidentalmente ou deliberadamente.1 As válvulas de ramal devem ser instaladas em to- dos os ramais novos.7. para evitar a possível penetração de gás de vazamento. 19. a que for maior.2 As válvulas devem ser instaladas a montante do medidor se não existir regulador ou. As juntas utilizadas nas redes de gás manufaturado devem ser do tipo que resista a este gás.2 Instalação de ramais no interior ou sob construções 19.2. A conexão do ramal à rede não necessita ser incluída neste ensaio.7. instaladas dentro de prédios ou em locais confinados fora de prédios.3 As válvulas subterrâneas devem ser instaladas numa caixa ou tubo extensor que permita pronta operação da válvula.2 Os ramais que operam a pressões menores que Os ramais podem ser ligados à rede por: a) soldagem de um tê ou de dispositivo similar. devem ser encamisados em tubo-luva ou protegidos de outra forma contra a corrosão. se não for viável assim proceder. 19.1 Ramais enterrados.7 Instalação de ramais 19.07 kgf/cm2) e que não possuem um revestimento anticorrosivo capaz de temporariamente impedir um vazamento devem ser ensaiados com gás ou ar.3.5 A companhia distribuidora deve se certificar de que as válvulas de ramal instaladas nos ramais de alta pressão sejam adequadas para este uso. a utilização do tubo revestido sem camisa só é aceita se comprovado que o revestimento é resistente às operações necessárias à execução (furação ou cravação). 19. 19.7.7 kgf/cm2). No ponto onde o duto termina.7.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 29 19.7.07 kgf/cm2) e que possuem um revestimento anticorrosivo que não possibilite de imediato a identificação do vazamento.3 Os tubos. a fim de minimizar a possibilidade de que pó e umidade sejam levados do tubo para o ramal. Tanto a caixa como o tubo devem ser apoiados independentemente do ramal.1.1.1 kgf/cm2). quando enterrados sob construções. para verificar se não apresenta vazamento e se sua integridade estrutural está garantida.6 Projeto de ramais 19. b) utilização de uma abraçadeira de ramal ou sela.5.3 Ligação de ramais à rede 19. com ferramentas domésticas.1 kgf/cm2).3. ou ambos.2 Os ramais.1 Prescrição geral O ramal deve ser ensaiado após a construção e antes de ser colocado em operação.3 Em solo rochoso.3 Localização de válvulas de ramal 19. o ramal deve ser projetado para uma pressão de projeto mínima de 700 kPa.4 Válvulas de ramais de alta pressão. 5 min. 19. 19. o espaço entre este e o ramal deve ser selado. se existir. de fácil acesso. conexões e acessórios devem ser conectados por processos de soldagem ou rosqueamento. 19.2 Exigências do ensaio de estanqueidade devem ser encamisados por um duto estanque. e todos os ramais que operam a pressões maiores que 7 kPa devem ser ensaiados com gás ou ar.4 Ponto de ligação do ramal à rede Os ramais devem ser ligados ao topo ou à lateral do tubo da rede. 19.3 Uma válvula incorporada no quadro do medidor que permita que ele seja contornado não a caracteriza como de ramal. 19.7.6. d) soldagem do ramal diretamente à rede (boca-delobo).2 Na instalação de ramal em terreno previamente perfurado. Quando um destes ramais abastece o prédio que ele atravessa. c) utilização de conexões de compressão com juntas de borracha ou similar e conexões de solda.3.2. quando usado para ramais. 19. Onde a pressão for menor que 700 kPa (7. 7 kPa (0. 19. no mínimo.5 Ensaio dos ramais após a construção 19. em área pública. 19. passando através dos alicerces externos de uma construção. deve estar de acordo com as exigências aplicáveis do Capítulo 4.2. O tubo-camisa deve ser purgado em local seguro.5. 5 min. a montante do regulador. 19. 19. 19.2.7. fazendo os seus próprios ensaios ou inspecionando os ensaios feitos pelo fabricante.1 Instalação de ramais por meio de perfuração ou cravação 19. o duto deve prolongar-se até um local utilizado normalmente e de fácil acesso. onde o escapamento do gás seja perigoso.5.2. durante. deve ser tomado cuidado para evitar danos ao revestimento.1 Quando a instalação dos tubos revestidos for fei- 19. a uma pressão não menor que 70 kPa (0.6.6.2 O cálculo da espessura de parede do ramal deve estar de acordo com as exigências do Capítulo 7. 19. no mínimo.2.1 Os ramais que operam a pressões menores que 7 kPa (0.5. ta em terreno previamente perfurado. pelo tempo de. inclusive os renovados. 19.2. . O ramal ou o tubo-luva. segundo esta Norma. devem ser selados no alicerce para evitar a entrada de água ou gás na construção. o tubo revestido não deve ser in- serido através de um furo livre (sem tubo-camisa).

3 Quando a resistência destes componentes não puder ser calculada ou determinada com segurança pelos requisitos desta Norma. A pressão de ensaio deve ser a mesma do sistema no qual a conexão estiver (ou for ser) ins- .4.1 Reduções concêntricas e conexões para fechamento terminal feitas a partir de tubo não são permitidas em sistemas cuja pressão de projeto produz tensão circunferencial igual ou superior a 1/5 da tensão mínima de escoamento especificada do material. ruptura. isolada ou simultaneamente. = d . se isto não for possível. esta deve ser descontada da espessura nominal de parede dos tubos-ramal e tronco.3 A área de metal para o reforço da derivação deve cedimentos e soldadores qualificados.6 O projeto e a fabricação das curvas em gomos devem ser cuidadosamente executados e sua aplicação deve obedecer às recomendações de 27.4. Seção VIII.5 As conexões especiais de que trata esta seção de- ser a soma das seguintes áreas. forjado ou soldado. consideradas significativas. Seção VIII.4: a) área transversal remanescente no tubo-tronco (A1).4.30 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 20 Componentes de tubulação não-padronizados 20.4. 20. Seção VIII. tampão “cauda de peixe” e tampão plano.2. 20.4. Por exemplo:P.1. 20. devem preferencialmente ser ensaiadas antes da instalação. et (ver nomenclatura em 20. Quando os esforços de dilatação térmica.5.1.1 Requisitos gerais As derivações tubulares soldadas devem ser projetadas de acordo com as recom enda çõ es de 20.2.1.1. b) área transversal remanescente no tubo-ramal (A2). todas situadas dentro dos limites da zona de reforço definida em 20.1 Objetivo O objetivo deste Capítulo é apresentar métodos de cálculo.2 Classificação e conceituação 20. 20. de peso próprio e de vibração forem.2. tais como São conexões não-padronizadas as utilizadas em situações peculiares.1. construídas e ensaiadas sob os requisitos do código ANSI/ ASME. a pressão admissível de trabalho é estabelecida de acordo com a ANSI/ASME. Quando a parede do tubo incluir uma sobreespessura para corrosão.) é definida pelo produto Areq. 20.5.1 Condições gerais 20.4.1.4 Conexões especiais 20.1 O reforço requerido no tubo-tronco deve ser com dimensões ou materiais diferentes dos padronizados.5.5 Derivações tubulares soldadas 20. Divisão I.1. são permitidas para tubos de DN igual ou inferior a 3".5. Nota: No Anexo F é dado um exemplo das regras para o projeto de derivações tubulares soldadas. em função de dificuldades construtivas para se usar a conexão padronizada ou em função da falta da conexão padronizada.4.4 Unidades pré-fabricadas. devem ser projetadas.4.1 Conexões de aço fundido. a pressão de projeto atuando durante a vida útil da tubulação e outras cargas eventualmente especificadas.2).1.4. vem resistir a um ensaio de pressão sem apresentar vazamentos. e que sejam capazes de atender aos mesmos requisitos de ensaios.5. derivação com reforço integral tipo sela. 20. das conexões padronizadas 20. correspondente à espessura de parede excedente àquela necessária para resistir à pressão interna.2.4. construídas de chapa com costuras longitudinais. operando a pressões inferiores a 700 kPa (7.1 Conexões especiais talada. devem ser projetadas por critérios que proporcionem o mesmo grau de resistência e estanqueidade. para cálculo de A1 e A2. 20. redução cônica. É proibido tampão “cauda de peixe” para DN superior a 3".13. 20. tampão plano.2 Derivações tubulares São conexões não-padronizadas utilizadas para a derivação de um ramal. sem vazamento.2 A área de reforço requerido (Areq.3 Cargas de projeto Os componentes de tubulação devem ser projetados e fabricados para suportarem com segurança. limitações nas condições de uso e recomendações específicas para o projeto de componentes de tubulação não-padronizados. Divisão I. as quais admitem estar a derivação submetida à pressão interna e a esforços moderados de peso próprio. correspondente à espessura de parede excedente àquela necessária para resistir à pressão interna. ruptura ou falha de funcionamento.: Curva em gomos. 20. a critério do projetista.14 kgf/cm2). 20. Quando estas conexões forem instaladas em sistemas existentes. deve ser feito um estudo específico para determinar o nível de tensões na descontinuidade entre o ramal e o tronco.1. Tampão plano para DN superior a 3" só é permitido se for projetado de acordo com a ANSI/ASME. 20.2 Conexões para fechamento terminal. 20.1 a 20.5.5.5.1. que não sejam as pa- dronizadas para solda de topo.2. 20.2 Condições específicas 20. falha de funcionamento ou deformações permanentes.1.2 Toda a soldagem deve ser realizada usando pro- determinado pela “Regra da Equivalência de Área” que exige que a área de reforço disponível seja igual ou superior à área retirada do tubo-tronco para instalação do tubo-ramal. 20. devem passar por um ensaio de vazamento em serviço na pressão de operação do gasoduto. Por exemplo: Boca-de-lobo.5.1.ex. após instalados no sistema.

1. As Figuras 5 e 7 ilustram algumas formas de reforço. ou do ar numa eventual operação de tratamento térmico da conexão.1. e só então computada como área de reforço. a extremidade do reforço deve ser chanfrada a 45° para concordar com a extremidade do cordão.1.5. Esses furos para purga devem ser tamponados posteriormente ao ensaio de pressão da conexão ou do sistema de tubulação para evitar a corrosão entre o duto e a chapa de reforço.5 Quando o material do tubo-ramal tiver tensão de coamento. Neste caso.1. pois minimiza a concentração de tensões na junção do ramal com o tronco conforme mostra a Figura 6.5. em termos de aumento de área de reforço. Quando não for usado um cordão de solda com a dimensão da perna (W2) igual à espessura M da chapa de reforço.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 31 c) área transversal dos cordões de solda (A3). a área de reforço disponível no tubo-ramal deve ser calculada com uma redução proporcional à razão entre as respectivas tensões de escoamento. b) A nomenclatura utilizada está definida em 20.Corte transversal da derivação mostrando as dimensões usadas no cálculo .5.5. para materiais do tubo-ramal com tensão de escoamento superior à do tubo-tronco. A chapa de reforço deve ser ligada por solda aos tubos tronco e ramal em toda a sua extensão. Figura 3 . d) área transversal da chapa de reforço (A4). e só então computada como área de reforço. 20. 20.1.9 Luvas. 20.5. conforme mostrado na Figura 5. 20. 20.5.5 vezes a espessura de parede do tubo-ramal a partir da superfície externa da chapa de reforço (se esta existir). conforme mostrado nas Figuras 4 e 5.4 As áreas dos reforços são apresentadas na Figu- ra 3. no cálculo do reforço. a área deve ser calculada como se o material do ramal tivesse a mesma tensão de escoamento do material do tronco. O material da chapa de reforço deve ser compatível com os materiais dos tubos com respeito à soldabilidade.5. a qual já inclui a solda de união entre o tubo-tronco e o tubo-ramal. selas e coxins de reforço devem ser perfei- escoamento inferior à do material do tubo-tronco. esta última é um retângulo cujo comprimento se estende a uma distância “d” de cada lado da linha de centro do tubo-ramal e cuja dimensão “L” se estende a uma distância igual a 2. onde se mostram também os limites da zona de reforço. tratamento térmico.7 Quando os coxins ou as selas usadas para o re- forço cobrirem as soldas entre o ramal e o tronco. o cordão de solda deve se estender por um comprimento W2 e W3. mas que em nenhum caso pode se estender além de 2. desde que sua área de reforço seja calculada com uma redução proporcional à razão entre as respectivas tensões de es- tamente ajustados às partes às quais devem ser soldados. Notas: a) A solda de união entre os tubos-tronco e ramal não foi representada na Figura 3.6 O material da chapa de reforço pode ter tensão de tensão da parede do ramal ou do tronco. O uso de cordão de solda côncavo é preferível.5. 20. corrosão galvânica e expansão térmica. deve-se prever um pequeno furo na luva ou na sela para que haja a purga do gás de soldagem. como tendo a mesma tensão de escoamento do tubo-tronco.8 O ramal deve ser ligado por solda em toda a ex- escoamento inferior à do tubo-tronco. O material da chapa de reforço com tensão de escoamento superior à do material do tubo-tronco deve ser considerado.1.2.2.2. Nenhum crédito é dado. O reforço com coxim ou sela deve ser feito conforme Figura 5.5. o cordão de solda deve se estender por um comprimento W1. calculada conforme 20.5 vezes a espessura de parede do tubo-tronco medida a partir da superfície externa deste.

usar o encaixe tipo “penetrante”. d) Todas as soldas devem ter as pernas com a mesma dimensão e uma garganta teórica igual a 70% da dimensão da perna. b) W1 = 3R/8 (mínimo). porém nunca inferior a 6. Figura 5 .Coxim ou colar Notas: a) Os reforços parciais sela ou coxim. porém não-superior a T. deste. b) W2 = M/2 (mínimo). e) Prever um furo de 6 mm na chapa de reforço para permitir a purga dos gases de soldagem e do ar.6 mm (mínimo). quando usados.Sela Figura 5-(b) .Detalhes de solda para derivações sem reforço Figura 5-(a) .32 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 Notas: a) Usar preferencialmente o encaixe tipo “não-penetrante”. porém nunca inferior a 6. devem ser aplicados na derivação detalhada na Figura 4. d) Se M > T. c) G = 1.4 mm. c) W3 = M (mínimo). o furo deve ser fechado com solda. após o ensaio de pressão.Detalhes de solda para derivações com reforço parcial . como segunda opção. no caso de haver tratamento térmico.2 mm (máximo) a menos que haja soldagem pela parte interna ou seja usado mata-junta. Posteriormente. Figura 4 . G + 3.4 mm. a extremidade do reforço deve ser usinada para ficar com a espessura igual à do tubo-tronco.

podendo ser apenas uma solda de vedação.Detalhes de solda para derivações com reforço integral .Solda de filete convexo Figura 6-(b) .Garganta teórica da solda Figura 7-(a) .Tipo luva Figura 7-(b) .Solda de filete côncavo Nota: A dimensão da solda em ângulo é definida pelo comprimento do lado do maior triângulo isósceles inscrito na seção transversal do filete de solda. b) Esta solda longitudinal para fechamento do reforço integral pode ser localizada em qualquer lugar da circunferência do tubotronco.Tipo sela combinada com luva Figura 7-(c) . Figura 7 . Figura 6 . c) Os detalhes das derivações com reforço integral foram feitos mostrando o encaixe tipo “não-penetrante”.Tipo sela Notas: a) Esta solda não necessita ter função estrutural.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 33 Figura 6-(a) .

1) eR = espessura nominal da parede do tubo-ramal er = espessura de parede do tubo-ramal para resistir à pressão interna (calculada conforme 7.1.2.1. independentemente do processo de soldagem. ¯ Areq. Um projeto deste tipo deve ser cuidadosamente estudado.5. 20. 7. qualquer que seja o ângulo pa- através de fórmulas.5.β .4 O diâmetro do furo é calculado pelas fórmulas: d= DR .5.6 A condição de resistência é verificada através de: A2 = 2L (eR .1. 20. quando a solda longitudinal não for interceptada pelo ramal. tirantes e outros contraventamentos pode reduzir o efeito previsto para o reforço.5.2.2. deve ser usado o coeficiente de segurança (2 .5.5.c) .2 (eR .5. dentro da zona de reforço M = espessura da chapa de reforço 20. a área de reforço requerida é calculada de acordo com a fórmula: Areq.sen β) 20.13 Para o estabelecimento da tensão mínima de escoamento especificada para os materiais dos tubos utilizados nas derivações soldadas.12 Derivações com ramais formando ângulos inferiores a 85° com o tronco tornam-se.5.1.sen β).5.1.2.c) .). progressivamente. = d .3 Para 85o . = área de reforço disponível A 1. 20. = d .5.10 O exame e o eventual reparo das soldas entre o ramal e o tronco devem ser feitos antes da montagem dos reforços.11 Para tubo-tronco com costura.5 A área disponível. et Nota: Para um ângulo β < 85°. Areq. A partir de ângulos menores que 85°.1 Esta seção apresenta de modo compreensível.et .34 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 20. as derivações devem preencher os requisitos especiais de que trata a Tabela 13. M .2.2 A nomenclatura utilizada é a seguinte: ra reforço.90 o. os requisitos gerais descritos em 20.5.5.1) d = diâmetro do furo acabado no tubo-tronco Q = comprimento da chapa de reforço. 20.5. 7. A 4 = á reas definidas no texto (ver 20. ver 7. (1/sen β) .c) + M A3 = área total das seções transversais dos cordões de solda A4 = (Q . A 3.2. Nota: O uso de nervura para reforço é permitido e pode ser considerado nos cálculos de resistência mecânica.4 e Anexo D. admite-se que seu fator de eficiência de junta seja unitário.c) e 2.2 Regras para o reforço de derivações tubulares soldadas (Figura 3) 20. a fim de majorar a área requerida para reforço (Areq. 20. .5.1).3) SyR = tensão mínima de escoamento especificada do material do tubo-ramal SyT = tensão mínima de escoamento especificada do material do tubo-tronco SyC = tensão mínima de escoamento especificada do material da chapa de reforço 20. = A1 + A2 + A3 + A4 Sendo: eT = espessura nominal da parede do tubo-tronco A1 = (eT .3 Requisitos especiais Além dos requisitos gerais (ver 20.5.5 (eT .1.DR) .5 (eR . Deve ser previsto um reforço adequado para compensar a fraqueza inerente a este tipo de derivação.3.2. d et = espessura de parede do tubo-tronco para resistir à pressão interna (calculada conforme 7. O projetista deve atentar para o fato de que a concentração de tensões próxima a pontos terminais de nervuras.er .5. (SyC/SyT) L = dimensão da zona de reforço Adis. é calculada pela fórmula: Adis.1. et . mais fracas à medida que o ângulo diminui.5. β = menor ângulo medido entre os eixos dos tubos-tronco e ramal c = sobreespessura para corrosão DR = diâmetro externo do tubo-ramal 20. (2 .5. a área de reforço requerida deve ser calculada por: Areq. A 2.c) (para encaixe tipo “não-penetrante”) sen β d = DR/sen β (para encaixe tipo “penetrante”) 20. (SyR/SyT) Onde: L é o menor valor entre 2. = área de reforço requerido Adis.

de acordo com 20.5 vez a média de seus diâmetros externos (conforme visto em 20. suas extremidades devem ser usinadas de forma a terem sua espessura igual à do tubo-tronco.5. o reforço da derivação deve ser do tipo “integral”. ou então deve-se usar tê forjado. .6. (H) (I) 20. o reforço da derivação deve ser do tipo “integral”. Se for necessário reforço localizado e o diâmetro do ramal for tal que o reforço envolva mais de metade da circunferência do tronco.5 vez a média de seus diâmetros externos. e a área de reforço entre elas deve ser ao m enos igual a 50% da á rea total requerida para as duas derivações na seção reta considerada. (F) (G) As derivações com ou sem reforço devem ser feitas de acordo com as informações das Figuras 4. Nota: Deve-se proteger adequadamente as derivações de pequeno diâmetro contra vibrações e forças externas a que normalmente estão sujeitas. Se o reforço envolvente é mais espesso que o tubo-tronco.1). preferencialmente. este pode ser requerido em casos especiais de pressões acima de 700 kPa (7.3 Quando a distância entre centros de quaisquer das duas derivações é inferior a 1. coxim. Coxins. entretanto. na falta destes. então deve-se usar reforço “integral” independentemente da tensão circunferencial atuante. e é soldado neste. uma seção reta (do ramal ou do tronco) pode ser considerada como pertencente a mais de uma derivação ou ser avaliada mais de uma vez.14 kgf/cm2).6 Derivações múltiplas 20. Usar preferencialmente tês forjados.5. pode ser reforçado.Requisitos especiais Relação Sc Sy x 100 Relação DR DT x 100 (%) (%) < 25 ¯ 25 e < 50 ¯ 50 Onde: Sc = tensão circunferencial correspondente à pressão de projeto Sy = tensão mínima de escoamento especificada do material DR = diâmetro externo do ramal DT = diâmetro externo do tronco (A) < 25 (A) ¯ 25 e < 50 (A) ¯ 50 (B) (C) (D) (D) (B) (D) (C) (E) (F) (F) (G) (F) (H) ( I ) Não é obrigatório o uso de reforço na derivação. 5. Usar qualquer dos reforços dos tipos “integral”. 6 e 7.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 35 Tabela 13 . a distância mínima entre centros de quaisquer duas dessas deri- tradas.2). 1. não deve ser considerada a contribuição de nenhuma área do material de reforço entre essas duas derivações.2 mm. estendendo-se por toda a circunferência do tubo-tronco. com qualquer tipo de arranjo.5. esta solda de união entre o reforço e o tubo-tronco deve ser de cordão contínuo. Os cantos internos do furo acabado devem ser.6. 20. Usar preferencialmente tês forjados.6. selas parciais e outros tipos de reforços localizados são proibidos. Em nenhum caso. (B) (C) (D (E) Usar qualquer reforço que satisfaça aos requisitos gerais (ver 20. 20. na falta destes. considerando-se todas as derivações como uma única. essas derivações devem ser reforçadas de acordo com 20. Nota: As extremidades da chapa de reforço devem ser usinadas para ficarem com a mesma espessura do tubo-tronco. 20. A área do reforço combinado deve ser pelo menos igual à soma das áreas requeridas por cada uma das derivações consideradas separadamente.6. Não há necessidade de se prover reforço para derivações (ramais) de DN até 2" inclusive.1 Quando duas ou mais derivações estão separadas entre si por uma distância entre centros inferior à soma de seus diâmetros internos (de modo que as zonas de reforço se superpõem).2 Quando mais de duas derivações estiverem numa vações deve ser.4 Qualquer grupo de derivações densamente concen- situação que requeiram um reforço combinado. estendendo-se por toda a circunferência do tubo-tronco. tanto quanto possível. no mínimo. tubos de parede fina e cargas externas severas. cujo diâmetro envolva todas as outras derivações do grupo. São permitidos também reforços localizados dos tipos coxim e sela.6. As dimensões das pernas dos cordões de solda que unem ramal e tronco não devem ultrapassar a espessura do tubo-tronco. adoçados com um raio de curvatura de 3. sela.

b) as derivações forem projetadas para a máxima pressão de operação admissível do sistema de gás.4. nas enterradas. sendo a mais notória a ausência de elementos curvos.1. 21. 21.3. 21. se o sistema é suficientemente flexível.1.1 Este Capítulo estabelece os critérios aplicáveis à análise dos efeitos de variação da temperatura e de deslocamentos impostos. nos bocais de equipamentos ou nos suportes sejam inferiores ou iguais a valores máximos admissíveis.7 Derivações extrusadas As derivações extrusadas são aceitas se atenderem aos seguintes requisitos: a) for comprovado por análise e ensaio (este.1. a verificação da flexibilidade pode ser feita pela análise simplificada.5 As tensões geradas por variação de temperatura e por deslocamento imposto devem ser calculadas pelas fórmulas de 22. se necessário) que tais derivações são adequadas e seguras para o serviço a que se destinam.1.3. determina-se.1 A análise da flexibilidade. de sorte que as tensões na tubulação e os esforços nas conexões.8. entre outros: configuração tridimensional. variação nas propriedades físicas dos materiais.36 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 20.2. pois.6. de acordo com o proposto em 21.1.2 A flexibilidade de um sistema de tubulação é a medida da sua capacidade de absorver dilatações e contrações.2. 21. por uma configuração espacial.1.3. 21.3 e 21.3. .4 Requisitos para a obtenção da flexibilidade 21. preferencialmente.1 Geral 21. esta deve ser selecionada e especificada de acordo com o Standard da EJMA. como adequadas ao serviço proposto. a análise da flexibilidade deve ser feita sempre que houver dúvidas fundamentadas sobre a adequada flexibilidade da tubulação.3 Um sistema de tubulação é julgado suficientemente flexível quando. 21.4. c) as derivações forem recomendadas pelo fabricante.2.2. b) análise simplificada.é de aplicação restrita e seus cálculos são feitos por qualquer dos métodos consagrados na análise dos sistemas estaticamente indeterminados. pode ser previsto o uso da técnica de pré-tensionamento (cold a) análise formal. mudanças nas características geométricas dos elementos tubulares e gradiente de temperaturas. é capaz de deformar-se. 21.1.3 Critérios para obrigatoriedade ou dispensa da análise 21.4 Este Capítulo abrange a análise de flexibilidade das tubulações aéreas e das enterradas.3 e comparadas com as tensões admissíveis de 23.1. não sendo isto possível.2 A análise de flexibilidade deve ser enfocada sob dois aspectos: 21. 21. 21.3 A redução dos esforços nas ancoragens e bocais de equipamentos deve ser conseguida por uma configuração tridimensional. sob o aspecto de segurança.3. elementos orientados em direções nãoortogonais. 21. ele- .3 Em situações menos severas do que as descritas em 21. as dilatações térmicas são absorvidas no deslocamento livre da tubulação.3. 21.2 A análise formal é obrigatória nos sistemas de tubulação sujeitos a diferencial de temperatura elevado ou nas configurações rígidas sujeitas a diferencial de temperatura ainda que moderado.consiste na análise do sistema de tubulação na sua mais geral abrangência. O engenheiro deve ainda considerar que casos específicos podem requerer uma análise mais abrangente do que a descrita em 21.4. Nas aéreas. 23. A análise de flexibilidade é um cálculo de verificação. não sendo isto possível. mentos tubulares retos e curvos (contínuos ou em gomos).5 Fica inteiramente a critério do engenheiro o julgamento do grau de severidade das condições operacionais do sistema. 21 Análise da flexibilidade 21. compreendendo.3. faz também parte desta análise a determinação das forças e momentos atuantes nos suportes da tubulação. a partir de uma configuração proposta.2 Métodos de análise 21.1 Como regra geral.4 A análise da flexibilidade pode ser dispensada para tubulações enterradas conduzindo gás à temperatura ambiente e para tubulações aéreas ou enterradas de configuração e condições operacionais semelhantes à outra anteriormente analisada (por método compatível com a severidade operacional do sistema) e julgada suficientemente flexível. por variação de temperatura ou por deslocamentos impostos. . 21. .3. nos sistemas de tubulação. 21.7 e 23.2 Quando for necessário o emprego de junta de expansão. incluindo ainda orientações sobre o cálculo de suportes. no deslocamento restrito da tubulação pelo solo. consiste na determinação das tensões. deflexões e reações de restrição nos elementos tubulares. flexíveis e rígidos (flanges ou válvulas).a análise formal utiliza poucas simplificações em relação ao sistema real e apresenta soluções mais próximas dos resultados experimentais.4. admitindo muitas simplificações em relação ao sistema real.3.1 A flexibilidade deve ser conseguida. dentro de critérios preestabelecidos. 21. para efeito de enquadramento nas situações apresentadas em 21.2. pode ser previsto o uso de junta de expansão.

e é sempre maior que a unidade. 21.4 Na falta de valores mais precisos para “i” e “K”. ção das tensões térmicas cíclicas. não pode ser considerada benéfica para a flexibilidade. devem ser consideradas todas as cargas atuantes no sistema de tubulação. em condições normais. o diferencial de temperatura a ser considerado na análise deve ser a variação total entre as temperaturas máxima e mínima de operação.2 As demais cargas encontradas nos sistemas de a) as dimensões do tubo e de seus componentes são as nominais. para uso na análise da flexibilidade. multiplicador da curvatura teórica e sempre maior que a unidade. os quais devem ser feitos de acordo com a reconhecida prática da Engenharia. de acordo com 24. 21.4 A redução do nível das tensões térmicas na tubulação.3 O cálculo dos suportes inclui a determinação dos esforços sobre todos os pontos de restrição (guias.8. é obrigatória nesta análise a determinação dos deslocamentos dos pontos extremos e das tensões máximas na tubulação.8 Generalidades 21. as temperaturas máxima e mínima.1 Na análise da flexibilidade.2 Para tubulações aéreas expostas ao sol.7.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 37 spring). 21. 21.6. o cálculo das deflexões deve levar em consideração a capacidade de os elementos tubulares curvos variarem a curvatura em maior grau que o previsto pela teoria usual da flexão das barras curvas. 21.8.1 Ao se analisar a flexibilidade de um sistema de tubulação. 21. para as juntas flangeadas devem ser usados os apresentados na Tabela 15. tais como a pressão interna e o peso próprio. Quando for necessária a análise de tensões em pontos críticos.5 Na falta de valores mais precisos para “i”. tais como os descritos em 22. as temperaturas máxima e mínima.8. assim sendo.2 Em situações incomuns podem ser necessários outros cálculos além dos aqui apresentados.1 As cargas atuantes no sistema de tubulação. 22.7. 21. tubulação.6 Todos os cálculos da análise da flexibilidade devem ser feitos nas seguintes bases: a) variação de temperatura.1 Esta Norma estabelece como critério para avalia- 22 Cálculo das tensões 22. devem ser as temperaturas de operação nas condições normais. para uso na análise da flexibilidade. fator “i” de intensificação de tensões. 21. inclusive as que ocorrem nas partidas e paradas do sistema.3 No dimensionamento mecânico da tubulação e dos suportes. quando estes fatores devem ser reduzidos de acordo com a nota (F) da Tabela 14.5 Abrangência da análise 21. 21. desde que o método seja corretamente especificado e haja garantias de que seja bem executado.1.3 Para tubulações enterradas. 21. b) deslocamentos impostos. na análise da flexibilidade.6 Cargas atuantes 21.1 Geral 22.2 Na análise formal da flexibilidade. o qual majora a tensão de flexão nos elementos tubulares não-retilíneos. têm origem na restrição aos movimentos provocados por: devem ser usados os apresentados na Tabela 14 para os elementos de tubulação mais comuns. conseguida com o uso da técnica de pré-tensionamento (cold spring). essa capacidade adicional é indicada pelo fator “K” de flexibilidade.7. deve-se procurar tratá-lo como um todo. . nos sistemas de tubulação. 21. exceto no caso de tubos de grande diâmetro e parede fina.8. a serem consideradas na análise da flexibilidade. 21.3. não é obrigatória a consideração de um redutor para os fatores “i” e “K” por efeito do enrijecimento do elemento curvo quando pressurizado.2 A análise da flexibilidade abrange o cálculo das tensões e das deflexões da tubulação provocadas pela variação da temperatura e por deslocamentos impostos.7 Diferenciais de temperatura 21.1 O cálculo das tensões.8. a influência de todos os trechos da tubulação e de todas as restrições deve ser levada em consideração. batentes. 21. ancoragens).3 Na análise da flexibilidade. o fenômeno do relaxamento espontâneo das tensões no decorrer do tempo. 21. o dimensionamento ou verificação das tensões objetiva resistir à tensão máxima de cisalhamento.1. Os deslocamentos de pontos de interesse e de bocais de equipamentos também devem ser determinados. b) o fator de eficiência de qualquer junta soldada (E) é igual a 1.7.4.6. 21.5.5. para as solicitações de cargas mais comuns e significativas. não são consideradas na análise da flexibilidade.8. inclusive as que ocorrem nas partidas e paradas do sistema. é apresentado neste segmento. c) o módulo de elasticidade do material (Ec) é referido à temperatura ambiente. devem levar em consideração a influência climática durante um ciclo anual de operação. deve ser considerado o 21.6.5.

9 h2/3 1 + cotg θ .75 h 2/3 Descrição Fator de flexibilidade K Característica de flexibilidade h Figura (No plano) ii 0.65 h e.52 h5/6 0.9 h2/3 0.9 h2/3 cotg θ .5 er)5/2 e3/2 .9 h 2/3 Curva para solda ou tubo curvado(A)(B)(C)(F) 1.Fatores “i” e “K” para tubos e componentes de tubulação Fator de intensificação(E) de tensão (Fora do plano) i0 0.125 d ec ¯ 1. e .9 h2/3 3 io 4 + 1 4 (e + 0.38 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 Tabela 14 . e r 2 s .5 e 1 0.9 h2/3 0.4 e r Tê fabricado com tubo tendo reforço de chapa (tipo sela ou coxim) (A)(C) 1 0.R r2 R ¯ DN Curva em gomos curtos (A)(B)(C) S < r (1 + tg θ) 3° < 2θ .9 h 2/3 r (1 + cotg θ) 2 3 io 4 + 1 4 4.52 h5/6 0.45° 1. s 2 r2 R= Curva em gomos longos (A)(B)(C)(D) S ¯ r (1 + tg θ) 1. cotg θ 2 R= Tê forjado para solda (A)(C) rx ¯ 0. r /continua .

9 h2/3 3 io 4 + 1 4 4. os fatores “i” e “K” devem ser multiplicados pelos seguintes coeficientes de redução.5 e 1 0. C = (h)1/3.4 e r Derivação em tê com boca-de-lobo tipo set-on com reforço integral(A)(C) 1 0. C: a) uma extremidade flangeada.5 e 1 0. espessura nominal de parede do tubo para tês ec = espessura nominal de parede do pescoço da derivação (forjada ou extrusada) er = espessura nominal da chapa de reforço . Para curvas (contínuas ou em gomos).9 h 2/3 0. por linhas grossas. os fatores “i” e “K” aplicam-se somente para os pontos de interseção das linhas de centro do tronco e do ramal.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 39 /continuação Descrição Fator de flexibilidade K Fator de intensificação(E) de tensão (Fora do plano) i0 0. (B) (C) Nomenclatura: e = espessura nominal de parede para joelhos e curvas (contínuas ou em gomos). Quando existirem flanges em uma ou ambas as extremidades das curvas.9 h 2/3 3. Os fatores “i” e “K” não podem ser inferiores à unidade. b) ambas as extremidades flangeadas.05 d ec < 1. com relação ao plano do membro.9 h 2/3 3 io 4 + 1 4 (1 + rx/r) e r Derivação em tê com sela soldada tipo set in (A)(C) rx ¯ 0.125 d ec ¯ 1.9 h 2/3 Característica de flexibilidade h Figura (No plano) ii 3 io 4 1 4 Tê fabricado com tubo e sem reforço (boca-de-lobo) (A)(C) 1 + e r Tê extrusado para solda (A)(C) rx ¯ 0.3 e r (A) O fator “K” aplica-se às deflexões produzidas por momentos atuantes em qualquer plano. os fatores “i” e “K” aplicam-se somente para os segmentos ao longo do arco indicado nas figuras da Tabela 14. Para tês. C = (h)1/6.

neste caso.6 As tensões de flexão transversal no duto. uma pressão interna elevada afeta significativamente sua rigidez à flexão (conforme 21. dados na Tabela 14. Portanto.1. o critério de restrição comporta a idéia de gradação. as seguintes tensões devem ser desprezadas: a) tensão cisalhante de momento torçor nos dutos restringidos. b) tensão cisalhante de esforço cortante. Tabela 15 .Fatores “i” e “K” para juntas flangeadas Descrição Junta para solda de topo Flange de pescoço.40 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 θ = metade do desvio angular nas curvas em gomos r = raio médio. restringida. podem ser utilizados os fatores “i” e “K” da curva em gomos longos.9/h2/3. raio de curvatura conforme definido analiticamente na respectiva figura. ( ) ( ) r e r e 7/3 .1. pode ser opcionalmente usado para as flexões no plano do membro. Sce.3 1 1. 1 + 3.3). c) tens ã o norm al longitudinal.0 Fator de flexibilidade “K” Fator de intensificação de tensão “i” 22. .1. Numa curva de grande diâmetro e parede fina. Um único fator de intensificação de tensões. tais como os dutos enterrados ou mesmo os aéreos em configurações muito rígidas como as tubulações curtas e de grande diâmetro.2 1 1. 5/2 . para corrigir os fatores “i” e “k”. certos dutos podem perder sua capacidade de deslocamento e ser considerados como restringidos. tais como os dutos aéreos em configuração espacial. 22. com ângulo entre eixos (2θ) maior que 3° e menor que 45°. dependendo do tipo de configuração. igual a 0. 22.e)/2 R = raio de curvatura da linha de centro. são geralmente pequenas e na maioria dos casos podem ser desprezadas.3 1 1. deve-se operar conforme indicado a seguir: (E) (F) a) dividir “K” por: b) dividir “i” por: [ [ 1+6 P Ec P Ec . representadas pelo peso de terra de cobertura. em maior ou menor grau.3 São considerados “não-restringidos” os dutos com ampla liberdade de flexão e torção. conectadas a bocais rígidos. forças e tensões normais de compressão são negativas. de a çã o direta das forç as de peso pr ó prio e cargas ocasionais. ( ) ] ( ) ] R r 2/3 1/3 . 22.1.8. São considerados “restringidos” os dutos cuja liberdade de flexão e torção é. extrusado ou forjado. provocadas pelas cargas externas.5 Exceto em situações que requeiram cálculos precisos.4 Forças e tensões normais de tração são positivas.25 . R r . medido no plano que contém os eixos do tubo e da derivação s = comprimento do eixo do gomo d = diâmetro externo do ramal D = diâmetro externo P = pressão de projeto Ec = módulo de elasticidade à temperatura ambiente (D) Para dois tubos ligados. para solda de topo Junta com solda sobreposta dupla Flange sobreposto (ou de encaixe) com solda sobreposta dupla Junta com solda sobreposta simples Flange sobreposto (ou de encaixe) com solda sobreposta simples Junta roscada 1 Flange roscado 2. pois. para solda de topo Redução. r = (D . para curvas em gomos rx = raio de curvatura do contorno côncavo do pescoço de um tê. para curvas contínuas.

b) para dutos totalmente restringidos: Sl = 0. para qualquer dos elementos de tubulação apresentados na Tabela 14. 22.2 É uma tensão provocada pela flexão transversal que deve ser calculada pela fórmula abaixo. deve-se consultar a NBR 6123.6.3 Tensão de expansão térmica 22.9/h2/3 para ambas as direções de atuação dos momentos fletores (no plano ou fora do plano do elemento tubular).7 O fator “i” de intensificação de tensões deve ser considerado no cálculo das tensões de flexão. P/Ec) 3 É uma tensão equivalente a um estado combinado de . 22.3. decorrentes das solicitações de expansão térmica.3.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 41 22. 22.1 Tensão circunferencial (Sc) Nota: O sinal de St é dado pelo sinal do diferencial de temperatura ∆T. devem ser incluídos todos os componentes cujos pesos sejam significativos.3 Para dutos restringidos (St) 22.4 Tensão de peso próprio (Sfg) É uma tensão provocada por flexão. Deve ser calculada pela seguinte fórmula: Sfg = i . 22.8 Opcionalmente. Sfo = i .3. Tt = Mat/2Z 22. 22. No peso próprio do duto.1 Geral Nota: O peso da água do ensaio de pressão para as tubulações aéreas não é considerado carga ocasional quando forem previstos suportes provisórios adicionais para o ensaio. α . 22.1 Trechos retos sobreespessura para corrosão. 22.9 Quando no projeto do gasoduto não for admitida tensões provocadas por flexão e por torção.2 Tensão de pressão interna É originada pela pressão interna. Kd .3.3. 2 2 2 É uma tensão provocada por flexão. um valor igual a 0. Esta tensão deve ser calculada pela seguinte fórmula: Para a determinação das tensões de expansão térmica. 22. Mfo/Z 22.1. pode-se usar como fator “i” de intensificação das tensões. n n + (3 .1. D/(2e) 22.3.10 Quando no projeto do gasoduto for admitida so- Deve-se calcular pela seguinte fórmula: St = Ec . Kf . Deve ser calculada pela seguinte fórmula: Se = Onde: Sft = i . d /(D .3 Sc. deve ser calculada pela fórmula de Barlow: Sc = P . a espessura de parede considerada no cálculo das tensões atuantes é a resultante da diferença entre a nominal e a sobreespessura para corrosão. Mfg/Z É uma tensão que.1.2.6 Tensão de cargas externas (Sce) 22.2.5 Tensão de cargas ocasionais (Sfo) a) para dutos não-restringidos: Sl = P . a espessura de parede considerada no cálculo das tensões atuantes é a nominal. É produzida por forças de ocorrência eventual como a ação de vento e o peso de operários fazendo manutenção.1.2 Trechos curvos Deve-se calcular pela seguinte fórmula: St = i .2 Para dutos não-restringidos (Se) 22. Mft/ Z . b) deslocamentos ocasionados pelo movimento de bocais de equipamentos. Mft/Z + N/A 22. válida apenas para conduto forçado (não pode ser usada para dimensionamento de tubo-camisa): Sce = 3 .q . de outros tubos interligados ao sistema e de suportes. peso próprio e cargas ocasionais.3.1 É produzida pelo peso de terra de cobertura e pela sobrecarga do tráfego de veículos rodoviários ou ferroviários. para efeito desta Norma. são considerados: a) variação da temperatura do duto.d ). ∆T breespessura para corrosão. Considera-se como produzida exclusivamente nos trechos aéreos e é causada pelo peso próprio do duto e do fluido contido. Para a avaliação da força provocada pela ação do vento.6.2 Tensão longitudinal (Sl) Deve ser calculada pelas seguintes fórmulas: 22.

ângulo central correspondente ao perímetro do duto em contato com o fundo da vala.Coeficientes de deflexão. provocada pelos pesos de terra e de tráfego (q = q1 + q2) . conforme estabelecido em 22.módulo de elasticidade (ver Anexo G) . provocada pela sobrecarga de tráfego .2) .momento fletor de peso próprio Mfo .102 0.  = 120°.seção transversal do duto (área de metal) .fator de intensificação de tensões (ver Tabelas 14 e 15) .Coeficientes de flexão. Tabela 16 .190 0.1 Os coeficientes adimensionais de deflexão (Kd) 22.7 Outras tensões Dependendo das circunstâncias.pressão no solo ao nível do topo do duto.espessura de parede do duto .fator de eficiência de junta (ver 7. d) tensões de empuxo (dutos submersos).110 d 0. supostamente com distribuição uniforme. q1 q2 T1 T2 Z α g) tensões residuais de soldagem. tais como: a) tensões de deformações produzidas pela pressão interna.fator de projeto (ver 7.pressão no solo ao nível do topo do duto.momento fletor de cargas ocasionais Mat .42 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 22.relação “espessura/diâmetro externo” (e/D) . supostamente com distribuição uniforme.294 0.diâmetro externo do duto .momento fletor de expansão térmica Mfg .157 0.235 0.2.pressão (genérica) .138 Kf Mft .  = 120°.temperatura final .105 e 0. supostamente com distribuição uniforme. Kd Ângulo inicial  de contato (graus) 0 30 45 60 90 120 Coeficiente Kd 0.momento torsor de expansão térmica N . b) tensões de cargas cíclicas (vortex de rajadas de vento). n P q 22.coeficiente de expansão térmica linear (ver Anexo G) Nota: Para dutos instalados por perfuração ou cravação. Ver Tabelas 16 e 17.3) .096 0. podem ser necessários outros cálculos de tensões além dos anteriormente expostos.6.módulo de resistência da seção transversal do duto .2.coeficiente de deflexão (ver Tabela 16) . Kf Kd Ângulo inicial  de contato (graus) 0 30 60 90 120 Coeficiente Kf 0.coeficiente de flexão (ver Tabela 17) e de flexão (Kf) são funções do ângulo inicial de contato do duto com o leito da vala. provocada pelo peso da terra .temperatura inicial .108 D 0. f) tensões residuais devidas ao curvamento natural. c) tensões de recalques diferenciais de apoios.1.8 Nomenclatura A nomenclatura utilizada é dada a seguir: A  . Tabela 17 . . e) tensões localizadas (reação de apoio em dutos de parede fina).força axial uniformemente distribuída na seção transversal do duto .diâmetro interno do duto .pressão no solo ao nível do topo do duto. logo após o seu abaixamento .089 Ec E F i Nota: Para dutos instalados por perfuração ou cravação.

Sy. 23.tensão de flexão longitudinal de peso próprio Sfo .tensão circunferencial de pressão interna 23.(St + Sl + Sfg) | -0.4. Sce . 23.tensão de expansão térmica . expansão térmica e peso próprio (dutos não-restringidos) ma.3.72 T .90 T .3 Para valores de Sy para materiais de tubulação. T . ver respectivamente 7. ver Anexo D.9 T .5 As tensões de compressão são negativas e as de a) | Sc . Sy 23. E .4.tensão circunferencial de cargas externas Se Sft .3 Fatores Para conceituação e quantificação do fator de projeto F. As tensões combinadas devem satisfazer simultaneamente às seguintes condições: a) | Sc . b) | St + Sl | . 23.tensão de cisalhamento (por torção) na expansão térmica 23.F . na tensão mínima de escoamento especificada do material (Sy). deve ser considerada a tensão provocada pelo peso próprio.2. pressão interna. Sy. segundo esta Nor23.0.5 Limitação para pressão interna (dutos restringidos e não-restringidos) A tensão circunferencial é limitada por: 23 Limitação das tensões Sc . Sy. a qual admite ser a tensão de cisalhamento o parâmetro indicador de falha do material.tensão de flexão longitudinal de cargas ocasionais Sl St Sy T Tt .4 Para a limitação nos valores de Sy para projeto. b) para tubulações enterradas com variação de temperatura. 23.9 T . Sy.tensão equivalente de expansão térmica .1 A tensão admissível é baseada.2 Nomenclatura Ver 22.2 As tensões admissíveis adotadas por esta Norma para a limitação das tensões combinadas são: a) para tubulações aéreas com variação de temperatura e deslocamento imposto (tensões secundárias): 0.8. peso próprio e sobrecarga: 0. ver nota (H) da Tabela 1.8.1 Geral 23. 23.(St + Sl) | -0.1.1. c) para tubulações aéreas com variação de temperatura. Sy 23.1.9 T . deslocamento imposto. Para valores de Sy para tubos de especificação desconhecida (sem identificação).4. e do fator de temperatura T. para os diversos carregamentos atuantes. deslocamento imposto. do fator de eficiência de junta E.4 Tensão admissível 23. Sy. 7. tração são positivas.8 Limitação para pressão interna.4 As tensões decorrentes do ensaio de pressão não estão limitadas pelas condições prescritas neste Capítulo. constituindo um pequeno trecho aéreo.2 A limitação das tensões abrange gasodutos aéreos 23. 23. 23. 23.5. | Se + Sl + Sfg | -T .1 A tensão combinada decorrente dessas solicitações é limitada pela seguinte condição: b) | St + Sl + Sfg | .7 Limitação para expansão térmica (dutos nãorestringidos) A tensão de expansão térmica é limitada por: Se .4) . pressão interna. peso próprio e sobrecarga: 1. de forma a garantir.6.fator de temperatura (ver 7.6.tensão mínima de escoamento especificada . Sy.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 43 ∆T Sc .5.6 Limitação para pressão interna e expansão térmica (dutos restringidos) 23. um nível de segurança adequado aos sistemas de transmissão e distribuição de gás combustível.4.2 e 7.1.1 As tensões combinadas decorrentes dessas solicitações são limitadas pelas seguintes condições. 23. ver 7.0.tensão longitudinal de pressão interna .3 Esta Norma estabelece como critério de falha a teoria da tensão máxima de cisalhamento.72 T .3 e 7. 23.00 T .tensão de flexão longitudinal na expansão térmica Sfg .9 T .diferencial de temperaturas (T1 . Sy . 23.2 Nos casos em que o duto enterrado possuir um afloramento.0.4.1. Sy.1 Este Capítulo estabelece condições para a limita- ção das tensões. as quais devem ser satisfeitas simultaneamente: (não-restringidos) e enterrados (restringidos).T2) .

a limitação acima fica: | Sl + Sfg + Sfo | 24 Suportes 24. nos casos em que este efeito for desejável (batentes e ancoragens). 24.3.4. ver ASTM A-36. forem significativas. e este montado sobre o duto com envolvimento total. além das forças de pressão interna e de variação térmica restringida. decorrentes da variação de temperatura da tubulação.1. 24.3.T . deve ser baseada na pressão de projeto. tais como a carga de vento. 24.2 Quando cargas ocasionais. os valores dos esforços de 24. ou a reação de apoio. entre as quais as juntas são instaladas. 24. deve ser considerada a ação do peso de terra e.4.1. exceto. nos dispositivos para suporte. a fim de não causar no tubo tensões localizadas excessivas.9.0. transmitidas pela tubulação. Para material de aço (para suportes).3.4.8.1 A tensão combinada decorrente dessas solicita- ções é limitada pela seguinte condição: | Sl + Sfg | -0.75 F . T . compressores. 24.1. Sy 23. em casos especiais. 24. Sy 24.44 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 23. 24. 24. 24. dentro de limites preestabelecidos.3.5 Os suportes que impedem o movimento da tubulação (ancoragens) ou que limitam esse movimento (batentes) podem vir a sofrer.3 devem ser considerados como agindo sempre em ambos os sentidos da resultante (das forças e dos momentos). A força de pressão interna.4 Os suportes devem ser instalados de forma a não impedirem o livre movimento da tubulação.9. 24. forem significativas. os elementos estruturais para restrição podem ser soldados diretamente no tubo.9 Limitação para pressão interna e peso próprio (dutos não-restringidos) 23.1.2 Os suportes que apenas apóiam a tubulação so- 24.4 Ligação de elementos estruturais para suportes de restrição 24. Os materiais dos suportes. 24.1 Os requisitos para o dimensionamento dos elementos metálicos e da solda.3.4 Para os suportes de ancoragem. | Se + Sl + Sfg + Sfo | .3 O cálculo dos esforços nos suportes.3.2 Se a tubulação opera com tensão circunferencial (provocada pela MPO) inferior a 50% da tensão mínima de escoamento especificada do material da tubulação. dependendo da situação particular do arranjo e do tipo de restrição da linha nas proximidades do suporte.) devem ser incombustíveis.3 Se a tubulação opera com tensão circunferencial frem a ação do peso próprio e da força de atrito.3.2 Quando cargas ocasionais.1 Os suportes devem ser projetados para reagir seguramente aos esforços oriundos das cargas decorrentes da operação do sistema.9 Os suportes devem ter sua estabilidade e resistência calculadas como se as tubulações que sustentam estivessem cheias com água. 24.3.1 Este Capítulo estabelece critérios para o projeto do tipo de suporte e sua localização nas tubulações.1. 24. ductilidade.3. tais como a carga de vento. a força para comprimir (ou distender) as juntas. .5 Suportes de mola somente devem ser empregados nos casos em que for necessário manter o deslocamento. devem ser os mesmos da prática estrutural. Quando os esforços forem elevados. adicionalmente à força de dilatação térmica.75 F . 24.2 As tubulações devem ser suportadas de forma a impedirem a ocorrência de vibrações excessivas no sistema e de esforços elevados nos bocais dos equipamentos (válvulas.6 Nos trechos aéreos onde forem usadas juntas de expansão.3.7 Quando um trecho de tubulação enterrada precisar ser apoiado ou ancorado em um suporte.1 a 24. devem ser capazes de equilibrar.2 Materiais Todos os suportes devem ser projetados para uma vida útil igual à do sistema de tubulação ao qual devem servir. etc. as ancoragens. deve-se prever a possibilidade de fadiga e concentração de tensões nos pontos de ligação do anel com o duto. 24. Sy 23. filtros e vasos). a ação da força de pressão interna. além das características peculiares a qualquer material estrutural (resistência.3.3 As tubulações devem ser suportadas de forma que as tensões e deflexões fiquem dentro dos limites admissíveis. a da sobrecarga de tráfego. a ser considerada neste caso.1 Geral . 24. mesmo que se adote o ensaio de pressão com gás ou ar. naturalmente. a limitação acima fica: a) temperatura de montagem e máxima temperatura de operação.3 Esforços 24. considerando a deflexão de projeto. b) temperatura de montagem e mínima temperatura de operação. das cargas de peso próprio e das cargas eventuais. os elementos estruturais devem ser conectados ou soldados a um anel cilíndrico. o anel deve ter suas extremidades soldadas ao duto com cordão de solda contínuo.8 Os suportes devem ser projetados de forma que a distribuição da carga de apoio (atuante sobre a tubulação) seja a mais baixa e uniforme possível. T . deve ser baseado no maior diferencial de temperatura entre: (provocada pela MPO) igual ou superior a 50% da tensão mínima de escoamento especificada.

tornam-se particularmente perigosas na presença de pressões internas elevadas. e de rigidez suficiente para evitar deslocamentos laterais da linha.4 A reação passiva do solo deve ser considerada no cálculo do equilíbrio estático das curvas. sofrem deslocamentos que podem ser elevados.5.2 Detecção de goivas e ranhuras 26.3. porém de material de maior tensão de escoamento. em locais onde seja possível a acumulação do gás devem ser tomadas precauções adicionais. devem ser evitados. portanto.5. só é permitida se não houver risco de deformação localizada no duto. 26. podem rompê-lo.1 Requisitos gerais deve levar em consideração a característica de resposta do solo às cargas impostas. 24. os pesos da co- 26.1 A inspeção no campo deve ser adequada para reduzir a um mínimo aceitável a probabilidade de que tubos com tais defeitos venham a ser instalados no gasoduto. portanto.: blocos de concreto solidários ao tubo que. geralmente feitas por máquinas automáticas.2. referidos na seção anterior.3 Lacerações do revestimento anticorrosivo devem ser cuidadosamente examinadas antes do reparo. 25.2. se o trecho aéreo que dá continuidade ao enterrado não tem flexibilidade para absorver aqueles deslocamentos.2 A reação de atrito entre o duto e o solo proporciona a atmosfera. é necessário que o solo proporcione um suporte contínuo. 24. 26. 25 Sistemas de GLP gaseificado 25. para verificar se houve dano à superfície do tubo. para que sejam evitadas as goivas e as ranhuras na superfície do duto. potencialmente danosos.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 45 24. 26.2. 25.4 O anel pode ser suprimido substituindo-se a seção do duto.2. foram identificados como causas comprovadamente importantes de falhas em gasodutos e.6 Quando os deslocamentos esperados para a curva são inaceitáveis. em casos extremos. Uma inspeção com este propósito deve ser realizada sistematicamente numa fase anterior ao revestimento anticorrosivo e durante o abaixamento da coluna e o reaterro da vala. não produzam defeitos danosos ao tubo.3 As construções abaixo do nível do solo devem contar com ventilação forçada. 25. ranhuras.5. desde que a espessura de parede no local do . sujeitos à variação de temperatura e à pressão interna. mobilizam grandes forças de reação passiva do solo).1. além de causar tensões elevadas no duto. homogêneo. deve-se prever a instalação de uma ancoragem junto ao ponto de afloramento.2 Exigências de segurança para sistemas de GLP (ventilação) 25. a inspeção deve garantir que as operações de revestimento. deve-se prever meios para reduzi-los (p.2 Goivas e ranhuras podem ser removidas por esmerilhamento até a obtenção de uma superfície de contorno suave. tais como mossas.3 Reparo em campo de goivas e ranhuras 26.1.3. 24.7 Os trechos retilíneos de tubulações enterradas.2 Defeitos.1 Como o GLP é mais pesado que o ar e. 24.2. a substituição da seção por outra de mesma espessura.2.1 Este capítulo trata dos requisitos de qualidade superficial para tubos. goivas e entalhes na superfície tubular.5. restrição ao movimento axial do duto e deve sempre ser considerada no projeto. em muitos casos. sujeito a acumular-se em pontos baixos gerando o risco de explosões.4.1 As mudanças de direção (curvas) em dutos enterrados.5. eliminados ou reparados.2 Quando o tubo estiver sendo revestido.4 No caso de sistemas de alívio descarregando para 24.5.ex.1 Geral Todas as exigências desta Norma referentes ao projeto de sistemas de gás devem ser aplicadas às instalações de transmissão e distribuição de GLP gaseificado. nadas por forças axiais compressivas de dilatação térmica. mesmo com pequenos deslocamentos. próximos aos pontos de afloramento. 24.5. 26. em gasodutos projetados para operar com tensões circunferenciais iguais ou superiores a 20% da tensão mínima de escoamento especificada.3 Devem ser tomadas precauções durante a fabricação.8 Em trechos retos de tubulações altamente tensio- 26.9 As tensões de flexão provocadas pelos desloca- mentos laterais.5 Ancoragem para dutos enterrados 24. bertura de terra e de qualquer carga permanente devem ser considerados no cálculo do equilíbrio das curvas. os quais acarretam tensões de flexão adicionais. todas as construções devem dispor de um sistema de ventilação adequado.5 Nas curvas côncavas para baixo. de forma a manter a tensão circunferencial abaixo dos 50% da tensão mínima de escoamento e desde que o degrau interno resultante da diferença das espessuras não interfira na passagem do raspador.2. permitindo a saída do gás e evitando que o seu acúmulo atinja níveis de explosividade. 24.5. todos os defeitos dessa natureza. 25.2 As construções acima do nível do solo devem possuir aberturas ao nível deste.1. 24. 26. sujeitos ao diferencial térmico e à pressão interna. 26.3 A capacidade de suporte proporcionado pelo solo 26 Requisitos de qualidade superficial de tubulação 26. onde os elementos estruturais estão localizados. ela é suficiente para impedir deslocamentos. geram forças compressivas no solo que.1 Goivas e ranhuras danosas devem ser eliminadas.5. 24. o manuseio e a instalação do gasoduto. por uma seção de maior espessura.

D/2 0. 26. 27 Mudanças de direção 27. puderem ser garantidas. onde a mudança de direção é feita pelo curvamento natural.3 O raio mínimo de curvatura.6 Eliminação de descontinuidades de abertura de arco de soldagem 26.0. O curvamento natural é realizado.46 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 reparo não fique inferior ao mínimo previsto por esta Norma para as condições de uso (ver 7. 26.3 Tubo pré-curvado 27. pelo ajuste da tubulação ao fundo da vala.2 O tubo pré-curvado deve estar isento de enrugamentos. Todas as mossas com profundidade maior que 6 mm em tubos de DN .3. durante a fase de construção. fissuras ou outras evidências de danos mecânicos.1). de acordo com a situação de cada local e as características do duto: a) curvamento natural. 27.3.3 Quando no tubo pré-curvado houver uma solda circunferencial. a porção cilíndrica (do tubo) defeituosa deve ser removida e substituída por outra sem defeito. provocado pelo peso da própria coluna de tubos. o qual produz uma deformação plástica do material.4. 27. 27.1 Mossa é uma depressão que produz visível modificação na curvatura da parede tubular sem no entanto reduzir-lhe a espessura.5.2.4 Mossas 26.4. 26. Não se admitem remendos ou martelamento das mossas.1 O tubo pré-curvado é obtido pelo curvamento a frio ou a quente do duto.4. 27. 26. 27. Um escurecimento localizado. medidos em qualquer seção do tubo pré-curvado. 26.3 Todas as mossas que afetam a curvatura do tubo nos cordões de solda longitudinal ou circunferencial devem ser removidas.3 Quando as condições prescritas em 26.6.1.4 A ovalização da circunferência da seção transversal vida por esmerilhamento. do duto pré-curvado deve ser controlada de forma que não haja danos à integridade estrutural do tubo ou que possa provocar futuros problemas operacionais no gasoduto. uma ranhura ou uma cavidade produzida pela abertura de um arco elétrico de soldagem.2 não b) tubo pré-curvado.3.7 PD/2e R = raio mínimo de curvatura para curvamento natural (cm) Ec = módulo de elasticidade do material (MPa) (ver Anexo G) Sy = tensão mínima de escoamento especificada (MPa) (ver Anexo D) D = diâmetro externo do duto (cm) e = espessura nominal de parede do duto (cm) P = pressão de projeto do gasoduto (MPa) tubo a porção cilíndrica que a contém. 26.5 Abertura de arco de soldagem Descontinuidades produzidas por abertura de arco de soldagem elétrica causam intensas concentrações de tensão em tubulações e devem ser evitadas ou eliminadas em todas as linhas projetadas para trabalharem com tensões circunferenciais iguais ou superiores a 40% de Sy.1 O curvamento natural é um processo de mudança de direção que só pode ser empregado em gasodutos enterrados. evidencia um remanescente da descontinuidade e a necessidade de um esmerilhamento adicional.2. para gasodutos operados à temperatura ambiente.4 A remoção da mossa deve ser feita retirando-se do d) curva em gomos. não pode exceder 5% do seu diâmetro externo especificado na norma dimensional de fabricação. O uso de remendo não é admitido.1 Geral As mudanças de direção nos gasodutos devem ser feitas por um dos seguintes procedimentos. caso contrário.12" ou com profundidade maior que 2% do diâmetro externo do duto em todos os tubos de DN > 12" não são toleradas em gasodutos que operam com tensão circunferencial igual ou superior a 40% da Sy. tal como uma goiva. o reparo com solda fica proibido e a porção cilíndrica do tubo contendo o defeito deve ser removida e substituída por uma peça sã. detectado por ataque químico.3.6.5.4. deve ser calculado pela seguinte fórmula: R= Onde: Ec . 26. 26.9 Sy . c) curva forjada. esta deve ser inspecionada por um método não-destrutivo após o curvamento.2 A descontinuidade deve ser completamente remo- 27.1 A descontinuidade causada pela abertura do arco elétrico deve ser removida por esmerilhamento desde que a espessura de parede não fique reduzida além do limite prescrito em 7.3. 27. deve ser removida pela extirpação da porção cilíndrica (do tubo) onde ocorre este defeito.5 A diferença entre o maior e o menor dos diâmetros externos.2 Curvamento natural 27.2 O curvamento natural é produzido no duto dentro da fase elástica do material e só pode ser usado para grandes raios de curvatura.3.3.2. 27. .2 Uma mossa que cumulativamente ainda possua um fator concentrador de tensões.

4 457. 27. não seja inferior à mínima permitida pela norma sob a qual o tubo é fabricado. bem como de juntas de ângulo em derivações tubulares.8 7. podem ser usados desde que o comprimento do arco. a tensão mínima de escoamento especificada deve ser calculada de acordo com o prescrito em 7.3 A tensão circunferencial considerada neste Capítulo. 28. em graus por metro linear. a menor distância entre gomos.5. deve ser 27. 28. em princípio. válvulas.4. entretanto.9 O raio mínimo de curvatura a quente não está su- 28 Soldagem jeito à limitação da Tabela 18.3. soldagem e procedimentos para alívio de tensões devem ser tais que nenhum dano significativo venha a resultar das operações de soldagem ou de alívio de tensões. causado por erro de alinhamento entre dois tubos soldados.4 Curva forjada 27.5°. do eixo longitudinal do duto. . 27. 27. qualquer desvio angular. 28. o uso das curvas de R = 1. obtidos pelo encurtamento de uma curva forjada. 27. 27.7 O desvio angular α. reduz o valor da sua tensão mínima de escoamento.5 A soldagem pode ser feita por qualquer processo ou combinação de processos que produzam soldas que curvatura iguais a 1 DN. flanges e outros componentes.1 Este Capítulo diz respeito à soldagem de juntas tubulares em materiais de aço fundido ou forjado. 1.1 e 7.5.4. 180 π R a) em sistemas projetados para operar com tensões circunferenciais de pressão interna inferiores ou iguais a 10% de Sy.5. não requer considerações particulares de projeto para o dimensionamento para a pressão interna. para comparação com a tensão mínima de escoamento especificada. composição.3 Segmentos curvos com menor desvio angular. O desvio angular entre dois gomos contíguos não pode ser maior que 90°. a coluna “raio mínimo” fornece o raio mínimo de curvatura em função do diâmetro externo do duto. medida na geratriz do lado interno da curva.1).1.6 3.5 DN e 3 DN e desvios angulares de 45°. deve ser considerado para efeito de concentração de tensões (ver 22.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 47 27.3 A confecção da curva em gomos deve ser executada com os cuidados necessários de alinhamento. O desvio angular entre dois gomos contíguos não pode ser superior a 12. pelo menos. é a produzida pela MPO do sistema de gás. etc. flanges sobrepostos e conexões para solda de encaixe.1 Geral 28. nesses casos.85 355. 27. em graus por metro.2 ¯ 508.2 Este Capítulo não se aplica à soldagem da junta de dos a frio ou tratados termicamente. espaçamento e penetração total da solda.5 DN e R = 3 DN fica condicionado ao tipo do raspador a ser utilizado.1 A curva forjada só deve ser utilizada em instalações onde a falta de espaço recomende uma mudança de direção com curvatura acentuada.4 Para o cálculo da pressão de projeto das curvas em gomos.5.4 Quando as válvulas ou equipamentos forem fornecidos com extremidades preparadas para soldagem diretamente na tubulação. feito em tubos expandi- 28. as curvas de R = 1 DN e as curvas de 180° (de qualquer raio) não podem ser utilizadas. 28.5.75" pode ser determinado conforme a Tabela 18. 12. e abrange juntas de topo e de ângulo em tubos.1. portanto. 27. b) em sistemas projetados para operar com tensões circunferencias de pressão interna maiores que 10% de Sy e menores que 40% de Sy. 25 mm nos dutos de DN ↓ 2". ver Anexo H.8 18D 21D 24D 27D 30D Desvio angular α (graus/metro) R Raio mínimo de curvatura 1 . 90° e 180°. seja de. não constitui uma curva em gomos e.2 As curvas forjadas são padronizadas com raios de fabricação de tubos e componentes de tubulação.8 Raios mínimos de curvatura inferiores aos valores da Tabela 18 são permitidos desde qua as curvas obedeçam a todos os outros requisitos aqui expostos e que a espessura de parede. medido pelo lado côncavo.1 Permite-se o uso de curvas em gomos dentro das seguintes condições: calculado pela fórmula seguinte: α= Onde: R = raio mínimo de curvatura (m) Tabela 18 .1.4.75 14 16 18 ¯ 20 9. Se for prevista a passagem de raspador pela linha.2 Um desvio angular de até 3°.9 4. não pode ser inferior a um diâmetro externo do tubo.3.5.0 pol.1.10 O curvamento a quente. A coluna “desvio angular” fornece a variação angular máxima.Curvamento a frio para tubos D Diâmetro externo mm 323.. o projeto.4. 27. no cálculo da tensão de flexão.3. após o curvamento.7 5. para efeito de inspeção.6 O raio mínimo de curvatura a frio para tubos de D ¯ 12. aplicados em tubulações ou conectados a aparelhos ou equipamentos. 27. ensaio e qualificação.5 Curva em gomos 27.6 406. c) não são permitidas curvas em gomos em sistemas que operam com tensões circunferenciais de pressão interna iguais ou superiores a 40% de Sy. 27.3.1.2.3.

5. conforme estabelecido na ANSI/ASME.1.5. 28. mas não deve ser considerada como contribuição à resistência das juntas. para assegurar que a temperatura de preaquecimento seja alcançada e mantida durante a operação de soldagem. a junta toda deve receber alívio de tensões.3 Quando a junta soldada conectar peças de espes- As dimensões mínimas para as soldas em ângulo usadas na fixação de flanges sobrepostos e para soldas em juntas de encaixe são mostradas no Anexo K. 28.1. a temperatura de preaquecimento mais elevada deve prevalecer para ambas as peças.3 Qualificação de procedimentos e de soldadores A qualificação de procedimentos de soldagem e de soldadores deve ser feita de acordo com a norma de soldagem utilizada no projeto. com as seguintes exceções: a) soldas em ângulo e em chanfro com dimensão (perna) não superior a 1/2" em conexões de diâmetro nominal não-superior a 2".2.2.4 Se qualquer um dos materiais.2. pirômetro de contato. operar a 20% ou mais da tensão mínima de escoamento especificada.0 e NBR 5874. componente tubular ou equipamento instalado de acordo com esta Norma. As soldas podem ser produzidas por soldagem em posição fixa ou em rolamento.6 Antes da soldagem de qualquer tubo. conforme utilizadas nesta Norma.32% ou um carbono equivalente (C + 1/4 Mn) (análise de panela) acima de 0.1.1. b) soldas em ângulo e em chanfro de não mais de 3/8" de tamanho de chanfro.5.1. 28.1 Algumas preparações aceitáveis de extremidade são mostradas nas figuras do Anexo I. a temperatura ambiente. 28.32% (análise de panela) ou um carbono equivalente (C + 1/4 Mn) acima de 0.1.1. a espessura a ser usada na aplicação de 28. Esta dimensão é mostrada como e* nas figuras do Anexo J. 28.5. A soldagem de selagem de juntas roscadas é permitida. quando existirem condições adversas que provoquem um resfriamento demasiadamente rápido da solda. devem ser usados os padrões de aceitação estabelecidos na API 1104.7 Para soldas em sistemas de tubulação que devem metria da extremidade a ser soldada são necessárias para produzir soldas satisfatórias.3 O preaquecimento pode ser feito por qualquer método adequado.5.3 Soldas de selagem suras diferentes. ou a combinação de ambos os casos. b) a espessura do tubo principal em caso de conexões de derivação.1 Soldas de topo 28.1.2.5. 28.48 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 atendam aos requisitos de qualificação de procedimentos desta Norma.5.2 Soldas em ângulo acima de 0.1.2 deve ser: a) a mais espessa das duas partes a serem unidas.2. flanges sobrepostos ou componentes para solda de encaixe. a espessura do material ou a geo- . ou um carbono equivalente inferior. 28.1 Os aços-carbono que tenham um teor de carbono 28.3. 28.2 As figuras do Anexo J mostram as preparações aceitáveis de extremidades para solda de topo de peças com espessuras desiguais ou com tensões de escoamento desiguais.2 Preparação de juntas para soldagem 28.5 Todas as soldas de conexões e acessórios devem sofrer alívio de tensões quando for requerido que o tubo sofra alívio de tensões de acordo com 28. com diferentes requisitos de preaquecimento.4 A temperatura de preaquecimento deve ser verificada através de lápis térmico. requerer alívio de tensões. medida na junta.1. ou ainda por uma combinação das duas posições. contanto que seja uniforme e que a temperatura não venha a cair abaixo do mínimo estabelecido. antes de realizar qualquer soldagem em qualquer tubo. 28. 28. As dimensões mínimas para soldas em ângulo utilizadas nas derivações são mostradas nas Figuras 4 e 5. mas de materiais similares.1. Cada soldador ou operador de soldagem deve ser qualificado para o procedimento especificado.5.8 As definições que dizem respeito à soldagem.1 Os aços-carbono que tenham um teor de carbono materiais dissimilares.4. em soldas entre As soldas de selagem devem ser feitas por soldadores qualificados. obedecem às definiçõespadrões estabelecidas pelas AWS A3.1 e 28. que fixem membros de suporte ou outros acessórios não-sujeitos à pressão. 28. termopar ou outro método adequado. 28.4 Preaquecimento 28. 28.1 Prescrições gerais 28.4. 28.65% devem ser submetidos a alívio de tensões.4.1.4. acima de 0. O alívio de tensões pode ser também aconselhável para aços que tenham um teor de carbono ou carbono equivalente inferior.5.2 As soldas em todos os aços-carbono devem ser submetidas a alívio de tensões quando a espessura da parede exceder 1 1/4". durante as operações de soldagem.1. componente de tubulação ou equipamento cobertos por esta Norma. Seção VIII. 28. 28.2 Quando estiverem sendo soldados materiais dissimilares. devem ser feitas a especificação e qualificação de um procedimento de soldagem.5 Alívio de tensões 28.65% (análise de panela) devem ser preaquecidos até a temperatura indicada no procedimento de soldagem. Preaquecimento para aços que tenham um teor de carbono inferior. deve ser requerido quando o procedimento de soldagem indicar que a composição química.

28. então o disposto em 28.2. As seções de interligação devem ser pré-ensaiadas nas mesmas condições de ensaio do gasoduto.1. ver 19.2 A inspeção e ensaios para controle de qualidade de que 6" ou quando o projeto de construção envolve um número tão limitado de soldas que a inspeção não-destrutiva seria impraticável e o tubo está previsto para operar com tensão circunferencial igual ou inferior a 40% da tensão mínima de escoamento especificada. a cada dia de construção.2. se a companhia operadora decidir examinar apenas parte da circunferência de cada junta.5. Para o ensaio de ramais de serviço.6. após a construção.6.2.5.3.5.3 Todas as soldas que forem inspecionadas devem similares. soldas em sistemas de tubulação operando com tensão circunferencial de 20% ou mais da tensão mínima de escoamento especificada deve obedecer ao prescrito em 28. As mesmas porcentagens mínimas devem ser examinadas nos casos de junção de dois ou mais tubos no canteiro: ensaios de pressão.6. resistência elétrica. para ensaio não-destrutivo. queimadores em anel. conforme a norma adotada para a qualificação do procedimento de soldagem. d) 75% das soldas na localização de classe 4.2 O seguinte número mínimo de soldas de topo no campo deve ser selecionado em bases aleatórias pela companhia operadora.2. contanto que a solda esteja de acordo com 28. ou a 650°C ou mais.1 Geral 29.6 Ensaios e inspeção de soldagem 28.3 As soldas defeituosas em tubulações operando com tensão circunferencial igual ou superior a 20% da tensão mínima de escoamento especificada devem ser reparadas ou removidas. 29.5.2 Todos os gasodutos devem ser ensaiados in situ após a sua construção.1 O alívio de tensões pode ser efetuado por indução atender aos padrões de aceitabilidade da API 1104. 28.6.1 Este Capítulo prescreve os requisitos mínimos de vés de inspeção não-destrutiva.2.6. maçaricos ou outros meios adequados de aquecimento.6.2 Temperatura de alívio de tensões 28.6.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 49 28. e) 100% das soldas em tubulações de estações de compressão.2.3.1 Na inspeção de soldas nos sistemas de tubulação operando com tensão circunferencial menor que 20% da tensão mínima de escoamento especificada.1. para exame. para aços-carbono. em travessias de rios navegáveis.6.2.5.1 A qualidade da soldagem deve ser verificada atra- 29 Ensaios após a construção 29.1 O alívio de tensões deve ser feito a uma temperatura de 600°C ou mais. mas em nenhum caso menos de 90%. 28.2. 28. incluindo reservatórios tubulares e reservatórios cilíndricos.5.6. deve elétrica. 28.2.2. devem ser reparadas e reinspecionadas adequadamente.5 Quando o diâmetro nominal do tubo for menor ficada através do uso de pirômetros de contato e termopar ou outro equipamento para garantir que o ciclo de alívio de tensões tenha se realizado. Os resultados da inspeção devem ser usados para controlar a qualidade da soldagem. c) 40% das soldas na localização de classe 3.6 Além dos requisitos da inspeção não-destrutiva assinalados acima. as soldas defeituosas devem ser reparadas ou removidas da linha. em caso contrário. . em cruzamentos de rodovias e de estradas de ferro.6. deve prevalecer a temperatura de alívio de tensões mais alta. ou então um comprimento equivalente de solda deve ser examinado. 28.6.3 Métodos e equipamentos para alívio localizado de tensões 28.6. 28. 28. ensaio de partícula magnética ou outro método aceitável.2.6. 28. Cada solda selecionada dessa forma deve ser examinada em toda a sua circunferência.4 Quando for utilizado o exame radiográfico.3 e que seja inspecionada visualmente e aprovada por inspetor de solda qualificado. 28. a qualidade da solda deve ser controlada continuamente por pessoal qualificado. de espessura de parede do tubo. mas em nenhum caso menos de 1/2 h. 28. é proibido. 28. para todo o sistema de tubulação de transmissão e distribuição de gás. tais como as de interligação (tie-ins). O reparo deve estar de acordo com a API 1104.1 a 28.5.6.3 não é obrigatório. contanto que uma temperatura uniforme seja obtida e mantida durante o alívio de tensões. O método de trepanação. com diferentes requisitos de alívio de tensões.6.2 e 28. f) 100% das soldas que não estão sujeitas a ensaio de pressão. 29. b) 15% das soldas nas localizações de classe 2. para aços-liga ferríticos. a inspeção não-destrutiva consiste em exame radiográfico.2.2. 28.1. a qualidade da soldagem deve ser verificada visualmente em bases aleatórias de acordo com a norma adotada para qualificação do procedimento de soldagem. e devem ser deixadas esfriar lenta e uniformemente. quando for possível.3 Todas as juntas soldadas das interligações (tie-ins) devem ser inspecionadas e ensaiadas de acordo com 28. A faixa exata de temperatura deve ser estabelecida na especificação do procedimento.2 No alívio de tensões de uma junta entre metais dis- a) 10% das soldas nas localizações de classe 1.3 As partes aquecidas devem ser levadas lenta- mente à temperatura requerida e mantidas a essa temperatura durante um período de tempo de pelo menos 1 h/pol.2 A temperatura de alívio de tensões deve ser veri- ser seguido um procedimento que atenda aos requisitos da API 1104.5.

3 O ensaio de pressão estabelece a MPOA de acordo com a última coluna da Tabela 19.6 Qualquer trecho de um gasoduto que por razões tecnicamente justificáveis não puder ser ensaiado in situ deve ser pré-ensaiado nas mesmas condições de ensaio do gasoduto. para efeito de ensaio de pressão.1.1. 2 h na pressão de ensaio.4 vez a máxima pressão de operação.1. podem ser ensaiados de acordo com os mesmos procedimentos e a mesma pressão de ensaio relativos à classe de locação do trecho.4 Considerando que os dutos.1.5 Os trechos de gasodutos que cruzam rodovias e em todos os casos onde a pressão de ensaio no campo exceder a de ensaio de fábrica. a. água.2. no mínimo. e as pressões ficam assim limitadas: a) a pressão mínima de ensaio deve ser igual à MPO. 1. em 1/5 da tensão mínima de escoamento especificada do material do duto.2.25 vez a máxima pressão de operação ou com água. sofrem flexão longitudinal nos trechos aéreos.2 Ensaio de resistência mecânica ferrovias podem ser ensaiados de acordo com os mesmos procedimentos e a mesma pressão de ensaio relativos à sua classe de locação. tais como conexões para separadores. .40 ou P MPO = máxima pressão de operação (kPa) MPOA = máxima pressão de operação admissível (kPa) P = pressão de projeto (kPa) Pe = pressão de ensaio (kPa) (A) (B) Escolher o menor valor. no mínimo. ou com água.10 x P 1.1.1 vez a máxima pressão de operação.10 ou P 2 Pe/1.1.1.1.1 vez a máxima pressão de operação. a pressão de ensaio refere-se sempre à pressão medida no ponto de maior cota.2. 1. na ocasião em que o gasoduto estiver pronto para ser ensaiado. 29. para comparação com a tensão mínima de escoamento especificada.1 Ensaio para gasodutos que operam com tensão circunferencial igual ou superior a 30% da tensão mínima de escoamento especificada 29. 29. 29.7 A tensão circunferencial de operação considerada b) os gasodutos pertencentes à classe de locação 2 devem ser ensaiados com ar.2. a 1. no mínimo. para válvulas de linha-tronco.1.1.25 x MPO 1. 29.1.6 Os itens fabricados com tubos e componentes de 29. não se aplicam se.2 As exigências para as pressões mínimas de en- tubulação. 1. 29. a.2. Sem limitação específica.2.10 x P (B) Pe/1.2.2. 29. é a produzida pela MPO do sistema de gás.25 x P (B) 3e4 Onde: Pe/1.1 Os gasodutos devem ser ensaiados por. a 1.40 x MPO Máxima (B) Máxima pressão de operação admissível (MPOA) (A) 1 1. 29. c) os gasodutos pertencentes às classes de locação 3 e 4 devem ser ensaiados com água. Neste caso. de acordo com a fórmula de 22.7 Os requisitos de 29. para derivações de ramais.1. 29.2-c) para o ensaio com saio são as descritas a seguir e encontram-se resumidas na Tabela 19: a) os gasodutos pertencentes à classe de locação 1 devem ser ensaiados com ar ou gás.25 x MPO 1.5 Para um determinado trecho de um gasoduto a ser ensaiado.4 A tensão circunferencial desenvolvida pela pressão de ensaio ou pela MPO deve ser calculada com base no valor nominal da espessura de parede do tubo.2. 29. a. 29.10 x MPO 1.Pressões de ensaio Classe de locação Fluido de ensaio permitido água ar gás água ar água Pressão de ensaio (Pe) Mínima 1.25 vez a máxima pressão de operação. no mínimo.50 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 29. esta Norma limita a tensão de flexão longitudinal.10 x MPO 1. não houver disponibilidade de água de boa qualidade em quantidade suficiente para o enchimento da linha. Tabela 19 . de gasodutos nas classes de locação 3 e 4.10 x MPO 1. durante o ensaio de neste Capítulo. o ensaio de resistência nas classes 3 e 4 pode ser feito com ar.2. 29.25 ou P 1. durante o ensaio.1.8 É obrigatório o uso de água como fluido de ensaio pressão. após sua construção e antes de sua colocação em operação. devido ao peso próprio e ao peso do fluido de ensaio.1. para cavalotes e outros.

18% superior à pressão de projeto. É também permitido inspecionar a linha.3 Para a comprovação de estanqueidade. Se o ensaio indicar vazamento.1 kgf/cm2) até a pressão necessária para produzir uma tensão circunferencial de 20% da tensão mínima de escoamento especificada.9 Tubos para gasoduto que na fábrica passaram paz de identificar todos os vazamentos e é escolhido após considerarem-se o volume do trecho e a sua localização. 29. Neste caso. 29. 29. as pressões de ensaio elevadas obrigam o aumento da quantidade das seções de ensaio. 29. o ensaio de resistência do cialmente tensionada. para comprovar que não vazam.1).1 Os gasodutos devem ser ensaiados após sua construção e antes de serem colocados em operação.2 Ensaio para gasodutos que operam com tensão circunferencial menor que 30% da tensão mínima de escoamento especificada.2. devem ser submetidos a novo ensaio quando a pressão de projeto for superior a 85% da pressão de ensaio de fábrica. dentro dos limites máximos de tensão circunferencial estabelecidos na Tabela 20. se todas as juntas estiverem descobertas durante o ensaio. deve ser inferior a 0.3. o ensaio com espuma de sabão pode ser usado para localizar vazamentos. a tubulação é en- de duração do ensaio deve ser o estritamente necessário para que o gasoduto possa ser inspecionado e os locais de eventuais vazamentos identificados para reparo.2.1. mantendo a pressão neste segundo limite.2 Nas classes de locação 2. 29. b) no campo.2.2.2. Neste caso. Uma pressão de ensaio superior a 18% da pressão de projeto não permite que o gasoduto admita uma pressão de projeto superior à adotada para o cálculo da espessura de parede requerida (ver 7.a pressão de ensaio não deve exceder 1.3. este deve ser localizado e eliminado.1 kgf/cm2) ou mais 29. com os tramos soldados. deve ser feito um ensaio de estanqueidade a uma pressão variando de 700 kPa (7.3.2. porém as considerações abaixo devem orientar na prescrição do valor da pressão de ensaio. à máxima pressão disponível no sistema de distribuição por ocasião do ensaio.1 kgf/cm2) devem ser ensaiados após a construção e antes de serem colocados em operação.1 Na classe de locação 1.1 kgf/cm2) 29.1. 29.85 Sy.2.3. 29. 29.5 E . no que diz respeito ao compromisso entre a economia e a segurança: a) para gasodutos localizados em regiões de relevo acidentado. pois a aplicação prolongada de tensões elevadas produz no material o crescimento de defeitos que originalmente não comprometeriam a integridade do gasoduto.3.4 Registros A companhia operadora é obrigada a manter em seus arquivos um registro de execução de cada ensaio.2.2.2. o tempo de duração do ensaio deve ser o necessário para que o gasoduto possa ser inspecionado e os locais de eventuais vazamentos identificados para reparo. o qual deve conter. e um novo ensaio realizado. constituindo trechos do gasoduto.1 Os gasodutos e equipamentos correlatos que operam a menos de 700 kPa (7. as seguintes informações: saiada de acordo com 29. a 20% ou mais da tensão mínima de escoamento especificada e o fluido de ensaio for ar ou gás.2. nessas condições. sendo E o fator de eficiência de junta e Sy a tensão mínima de escoamento especificada.1.3.1.8 Esta Norma não limita o valor da pressão máxima Tabela 20 . gerada pela pressão de ensaio.3 Em todos os casos em que a linha for circunferen- por ensaio hidrostático.1.25 vez a MPO do sistema. nas mesmas condições de fábrica. com pressões que induziram tensões circunferenciais inferiores a 0.2 Ensaios de estanqueidade para gasodutos que operam a menos de 700 kPa (7. . a pressão de ensaio deve ser.1 kgf/cm2) 29. Sy na classe de locação 4. durante o ensaio de resistência.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 51 b) a pressão máxima de ensaio deve ser limitada pelas seguintes condições: .Tensão circunferencial máxima permitida durante o ensaio Classe de locação Fluido de ensaio % da tensão mínima de escoamento especificada 2 Ar Gás 75 30 3 50 30 4 40 30 29.2 Pode ser utilizado gás como fluido de ensaio.a tensão circunferencial. Sy na classe de locação 3 e inferior a 0. no mínimo.1 Ensaio de estanqueidade para gasodutos que operam a 700 kPa (7. 3 e 4. 29. admitindo-se a possibilidade de se utilizar gás ou ar como fluido de ensaio.1. . mas acima de 700 kPa (7.2 O procedimento de ensaio utilizado deve ser ca- de ensaio com água para a verificação da resistência.1.4 E .4 Para a comprovação de estanqueidade.1.3. uma avaliação competente e experiente prevalece sobre a precisão numérica. 29. num ensaio de resistência.3 Ensaio de estanqueidade 29. A pressão de ensaio pode ser feita nas seguintes condições: a) tramo a tramo.3. 29. o tempo gasoduto deve ser de acordo com 29.3. no mínimo.3. para se comprovar que não vazam. a elevação e a manutenção da pressão de ensaio devem ser feitas no menor tempo possível. b) quando a pressão de ensaio prescrita produzir no duto tensões circunferenciais maiores que a tensão mínima de escoamento especificada.

devem ser revestidas externamente e/ou protegidas catodicamente.1 Geral 30.5. 30. ao solo. que não ocorre qualquer corrosão significativa a ponto de expor o público.1. h) junto aos reservatórios metálicos enterrados. c) planta e perfil do gasoduto e a localização das seções de ensaio.1 pode ser são e distribuição de gás combustível devem ser isolados eletricamente das tubulações de ferro fundido.5.1 Os sistemas de transmissão e distribuição de gás combustível devem ser isolados eletricamente de outros sistemas.2.4. d) nas derivações para ramais. b) especificação dos tubos de cada um dos trechos ensaiados.1. devem ser observados os requisitos da NACE Std RP-02-75. e) nos cruzamentos ou proximidades de outras tubulações ou estruturas metálicas enterradas não consideradas no projeto. f) pressão resultante no ponto de menor cota de cada trecho.2.2.1 Objetivo Este Capítulo fixa as condições mínimas a serem cumpridas para o controle da corrosão interna e externa de tubulações. dentro dos objetivos constantes desta Norma. novos ou existentes. calculada com base na pressão de ensaio. correntes de interferência. 30. em função de fatores como a distribuição da corrente de proteção. canais. podem ser utilizados um revestimento protetor externo e materiais selecionados para reaterro. conforme Capítulo 10. incluindo os de junta de campo e de reparo.2 Sempre que possível.2. tensões secundárias. eficiência do revestimento utilizado.2.2 Critérios de revestimentos 30. observados os requisitos da NACE Std RP-01-69.2.1. etc.5 Pontos de ensaio 30. na execução dos revestimentos.3 Os pontos de contato elétrico acidental com ou- tras estruturas metálicas devem ser localizados e removidos. dúctil e outros tipos de material metálico. e a descrição dos reparos realizados.4.2. c) junto às travessias de rios. espaçados conforme as necessidades de cada região.4. 30. córregos. g) duração dos ensaios de resistência e de estanqueidade. 30.2 A distribuição dos pontos de ensaio pode ser feita de acordo com a orientação dada a seguir: a) em cada junta de isolamento elétrico ou grupo de juntas de isolamento elétrico. devem ser selecionados de acordo com a temperatura de operação.4. para minimizar-se a ocorrência de danos físicos. etc.2. exceto nos locais onde as estruturas metálicas enterradas sejam interligadas eletricamente entre si e protegidas catodicamente como um todo.2.3 Critérios de proteção catódica O projeto do sistema de proteção catódica deve ser elaborado explicitando os critérios de proteção adotados. os sistemas de transmis- 30 Controle da corrosão 30.2.1 Os pontos de ensaio devem ser distribuídos ao longo do traçado das tubulações em quantidade suficiente para se avaliar a eficiência do sistema de proteção catódica. lagos. f) nos trechos mais afetados por saída de correntes de interferência. compatibilidade com o sistema de proteção catódica e a resistência à degradação térmica. ou outras medidas adequadas.2 Na escolha do tipo do revestimento externo. b) em cada tubo-camisa ou grupo de tubos-camisa.4 Deve ser prevista a proteção das juntas de iso- lamento elétrico contra tensões induzidas por descargas atmosféricas e aproximação do sistema com linhas de transmissão.2. Em locais rochosos. o meio ambiente ou outras instalações ao risco de danos durante a vida útil prevista para a operação do sistema de transmissão de gás. 30..4 Isolamento elétrico 30. 30.2. dispensado nos casos em que puder ser provado. d) fluido de ensaio usado. Esses requisitos incluem a resistência contra danos devido .2 Controle da corrosão externa para instalações enterradas 30.2.1 As instalações metálicas enterradas e submersas.2. para desenvolver seu próprio programa de controle da corrosão.2. h) localização de falhas e vazamentos.2.. os fatores ambientais e outros elementos pertinentes. 30.2. e) pressão de ensaio de cada um dos trechos.1 Os revestimentos. 30. 30. 30. por meio de ensaios ou de experiência prévia. g) ao longo das tubulações. forjado.52 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 a) data e hora de realização do ensaio.2 O procedimento indicado em 30. Cada companhia operadora deve estabelecer seus próprios procedimentos específicos. reservatórios e componentes metálicos pertencentes aos sistemas de transmissão e distribuição de gás combustível.2. 30. de- ve-se considerar os requisitos específicos para as tubulações que transportam gases em alta temperatura. dos sistemas de transmissão e distribuição de gás combustível.

. 30.6. para evitar a corrosão das juntas. principalmente quando há a presença de correntes de fuga. b) inibidores de corrosão: . transferir e injetar o inibidor de corrosão no fluxo de gás. com alumínio na sua composição química.6.2. os fatores indicados a seguir: revestimento e os trechos expostos dos cabos elétricos devem ser protegidos por um material isolante compatível com o tipo de revestimento existente. . . os anodos de zinco. devem ser previstos os cuidados específicos necessários ao controle da corrosão.9 Anodos galvânicos Os anodos galvânicos.2 Para preservar a integridade e eficiência das tubulações. entre a estrutura interferente e a estrutura interferida.2. aplicação de revestimentos protetores. devem ser tomadas medidas capazes de proteger o sistema de tubulações contra a corrosão interna. deve ser prevista uma inter- a) revestimento interno: . devem ser previstas medidas.7. dos pontos de ensaio às tubulações. devem ter seu desempenho considerado de acordo com a temperatura de operação das tubulações.4.8 Tubos-camisa Os tubos-camisa devem possuir acessórios que os isolem eletricamente das respectivas tubulações.3 Nos afloramentos das estruturas.2. em conjunto ou em separado.um sistema eficiente de coleta de condensados e de materiais sólidos nas tubulações por meio de pigs ou esferas deve ser previsto. para permitir avaliações contínuas do programa de controle da corrosão. por meio de um sistema de revestimento adequado. A menos que se prove o contrário.2. 30. devidamente calibrada. c) sistemas de pigs: ligação elétrica. devem ser examinadas e analisadas através de levantamento de dados no campo. uso de blindagem elétrica.1 As instalações metálicas aéreas devem ser protegi- das. de acordo com as NBR 9171 e NBR 9344.4. 30.3. A especificação da carga não deve exceder o cartucho de 15 g. Em temperaturas superiores a 50°C.3. no ponto de conexão. e os procedimentos de execução da solda devem atender aos requisitos de segurança da instalação.3. podem sofrer corrosão intergranular. devem ser feitas sem que ocorram no tubo. 30.quando os tubos ou outros componentes do sistema de tubulações forem unidos por solda ou outro método que deixe exposto o metal de base.2. .2. 30.2. 30. As interferências podem ser controladas por métodos como drenagem elétrica. devem ser previstos em projeto equipamentos que permitam reter. 30.1 Quando for transportado um gás corrosivo. a abertura feita no 30. contra a corrosão externa provocada pelo meio ambiente.2 O tipo de revestimento selecionado deve possuir características adequadas à proteção contra a corrosão provocada pelo ambiente. direta ou por meio de uma resistência elétrica.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 53 30.2 As conexões dos cabos elétricos às tubulações podem ser feitas diretamente por meio de soldas exotérmicas.o revestimento interno deve atender às especificações de qualidade e à espessura mínima da camada protetora estabelecidas.3 Controle da corrosão atmosférica 30. 30.7. contínuo ou de cordão. os tipos de revestimentos devem ser escolhidos de forma a evitar possíveis danos provocados pela passagem desses instrumentos.7.1 O sistema de proteção catódica deve ser projeta- do de forma a minimizar e corrigir qualquer interferência adversa sobre outras estruturas metálicas existentes ao longo do traçado da rede de dutos. devem ser considerados no projeto. . como limpeza e reposição do revestimento ou o uso permanente de um inibidor adequado. .6. tensões mecânicas localizadas excessivas.sempre que necessário.provadores de corrosão e outros equipamentos de monitoração devem ser previstos em projeto. . instalados próximos a uma tubulação aquecida.4 Controle da corrosão interna 30.os revestimentos utilizados devem ser inspecionados conforme previsto nas especificações estabelecidas ou na prática corrente. por ensaios ou experiência prévia.o inibidor de corrosão selecionado deve ser de um tipo que não cause deterioração dos componentes do sistema de tubulações. Os materiais dos revestimentos devem recobrir completamente as superfícies expostas e devem ser aplicados de acordo com as especificações e recomendações dos fabricantes. especialmente os do tipo bracelete.2 Quando necessário. sistema de proteção catódica complementar.2.2. A taxa de desgaste e a corrente liberada pela maioria das ligas de anodo tendem a ser maiores com o aumento da temperatura ambiente. os gases que nas condições de transporte contenham água livre devem ser considerados corrosivos. algumas ligas podem tornar-se mais nobres que o aço.3 Após realizada a conexão. Em temperaturas superiores a 60°C. ou qualquer outro dispositivo efetivo de proteção.se estiver previsto o uso de pigs ou de esferas.2. 30. 30.1 As conexões dos cabos elétricos. 30.7 Interferência elétrica 30.6 Instalação de conexões elétricas 30.3 As interferências adversas provocadas por estruturas estranhas.

quando for prático. 31. definindo as soluções a serem empregadas em cada local. com a finalidade de evitar a formação de processos erosivos na pista e vizinhanças.4.1 A estabilização de pista e vala deve assegurar a proteção permanente da tubulação enterrada. com dimensões e espaçamento de conformidade com a seção da vala. mananciais e sistemas hidrográficos.2 Métodos de drenagem superficial ser realizados estudos geotécnicos e hidrológicos ao longo da região atingida pela construção do gasoduto. . devem ser utilizados provadores de corrosão e carretéis de ensaio.3 Contenção do reaterro da vala equipamentos metálicos expostos aos gases devem ser resistentes à corrosão interna. . surgências ou interceptação de veios d’água em rampas com inclinações superiores a 5°. 30. 30.2.1 Para contenção do reaterro da vala. diques de contenção do reaterro da vala e substituição do material de reaterro.2 Para obtenção dos parâmetros de projeto.3 Na proteção da pista.3 Quando um gás ou mistura de gases. líquidos e sólidos corrosivos forem transportados em temperatura elevada. deve ser prevista a compactação do reaterro da vala ou substituição parcial ou total do solo. devem Em função da inclinação da rampa e do tipo de solo local.3. ou pela configuração e dimensões da tubulação ou conexões.2.4.2 Drenagem do fundo da vala 31.4 Os materiais utilizados na tubulação e nos demais 31. devem ser projetados diques no interior desta.2. 31.4.3.3. 31. não causando danos ao revestimento dos tubos ou à própria tubulação. e) tratamento para redução da corrosividade dos gases: .3.2 Critérios de projeto 31. encostas.3.1 Métodos de drenagem do fundo da vala devem ser previstos sempre que houver a possibilidade ou ocorrência de percolação.4 Na proteção da vala.nos locais com maiores possibilidades de ocorrência de corrosão. 31. deve ser dada atenção especial para a identificação e mitigação da possível corrosão interna. infiltrações e percolações. dimensionadas e espaçadas conforme inclinação e extenção da rampa. 31. mento de rampas.3. quando forem instalados em seções percorridas por esses instrumentos. e preservando o meio ambiente. bota-foras e áreas terraplenadas nas vizinhanças. por material com suficiente coesão e resistência.54 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 d) provadores de corrosão e carretéis de ensaio: . .3.3.4.4 Drenagem superficial da pista 31. ou ainda pela filtragem. definindo as soluções a serem empregadas. estabilizando a pista. 31. 31.3 Métodos de proteção de vala 31. 31. b) os efeitos de erosão/corrosão causados por partículas de alta velocidade em prováveis pontos de turbulência e de choque devem ser minimizados pelo uso de materiais resistentes à erosão.uso de equipamentos de desidratação ou de separação. os diques devem ser projetados com o emprego de materiais que absorvam aqueles movimentos. 31. vala.uso de equipamentos de remoção de outros contaminantes.2.2 Devido a acomodações e recalques da tubula- ção enterrada na vala. deve ser feito o cadastra- Os métodos de drenagem superficial constam de: a) calhas transversais de captação e longitudinais de condução de águas pluviais.2 Os métodos de drenagem normalmente utiliza- dos devem ser: a) colchão de areia.3.2. pelo acréscimo de espessura de parede. 31. portanto: a) os materiais selecionados para a tubulação devem ser compatíveis com os produtos transportados.2.3.1 Fundamentos básicos Os métodos de drenagem superficial da pista devem ser previstos em encostas com inclinação superior a 5° e constituídas de solos de baixa coesão. evitando danos a edificações. deve ser feito o cadastramento de ocorrência de surgências. inclinação da rampa e o material utilizado na construção do dique. 31.4 Reaterro e fechamento da vala 31 Estabilização de pista e vala 31.1 Fundamentos básicos Os métodos a serem empregados para a proteção do reaterro de vala devem consistir em drenagem do fundo da vala. de forma a evitar erosões ou deslizamentos da cobertura.1 Geral Este Capítulo estabelece os critérios a serem aplicados no projeto de estabilização de pista e vala. 31.provadores de corrosão e carretéis de ensaio devem ser projetados de forma a permitirem a passagem dos pigs ou esferas. b) dreno-cego.

em dosagem a /ANEXOS . 32 Odorização 31. 32. Os pontos de amostragem devem ser localizados de forma a representar o gás em todos os pontos do sistema.2 O odorante deve atender aos seguintes requisitos: O grau de acidez ou alcalinidade do solo (pH) deve ser determinado utilizando-se amostras representativas colhidas ao longo da faixa do gasoduto. c) seus produtos de combustão não devem ser prejudiciais a pessoas nem causar danos aos materiais com que normalmente possam ter contato.4 Processos de execução O processo de plantio por hidrossemeadura deve ser previsto em rampas ou taludes com declividade igual ou superior a 15°.2 Análise do solo 32. a odorização fica sujeita a estudos específicos em função das áreas atravessadas. em caso de vazamento. 31. em uma emulsão contendo.3 Ensaios de campo devem ser previstos para verificar a eficácia do sistema de odorização. Em gasodutos de transmissão. 31.5 Proteção vegetal da pista ser estabelecida pelo projeto. d) muros defletores e enrocamentos. de modo a permitir. b) sua solubilidade em á gua n ã o deve exceder 2.1 Geral A proteção vegetal visa à preservação das áreas expostas pela terraplenagem. numa proporção balanceada entre gramíneas e leguminosas. através da execução de proteção vegetal. Com base na análise do solo.5.1 Todo gás combustível deve ser odorizado em redes de distribuição e serviço ou para uso doméstico. proporcionando melhores condições para resistir à erosão superficial.5% em massa. 31. consistindo o processo na projeção.5. devem ser selecionadas as que mais se adaptem ao ambiente local. 31. 32. num consorciam ento de plantas gram í neas e legum inosas.5. não deve ser prejudicial a pessoas nem causar danos ao sistema. causada pelas águas pluviais.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 55 b) caixas de passagem e dissipação dimensionadas e espaçadas em função das calhas transversais e longitudinais. c) caixas de saída com dissipadores de energia cinética.3 Correção do solo a) misturado ao gás na concentração especificada. a fim de garantir o desenvolvimento e manutenção da proteção vegetal empregada.5. deve ser determinada a sua correção e adubação. a sua pronta detecção em limites de concentração a partir de 1/5 de seu limite de explosividade inferior. 31. por via líquida.5 Espécies de sementes a serem empregadas Na especificação das espécies de semente. sementes de gramíneas e/ou leguminosas fertilizantes e fixador da mistura.5.

56 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 .

Diagrama ilustrativo do campo de aplicação desta Norma /ANEXO B .NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 57 ANEXO A .

Fatores de conversão Para converter em Multiplicar o valor.555556 x 10-1 m3 m3 1.129848 x 10-1 N N 9.290304 x 10-2 * m m m 2. expresso nas unidades da primeira coluna.894757 x 10-3 1.806650 x 10° * 4.638706 x 10-5 2.806650 x 101 * 9.609344 x 103 * .048000 x 10-1 * 1.000000 x 10° * 5. m lbf .555556 x 10-1 5.m N.806650 x 10-2 * 6.000000 x 102 * /continua N.831685 x 10-2 m2 m2 6.745329 x 10-2 C K K K 5. por: Unidades de comprimento in ft mile Unidades de área in2 ft 2 Unidades de volume in3 ft 3 Unidades de diferencial de temperatura °F (Fahrenheit) °C (Celsius) °F (Fahrenheit) °R (Rankine) Unidade de ângulo plano grau (°) Unidades de força kgf lbf Unidades de momento (ou de torque) kgf .540000 x 10-2 * 3.451600 x 10-4 * 9.448222 x 10° radiano (rad) 1.555556 x 10-1 1. in Unidades de pressão (ou de tensão) kgf/cm 2 kgf/cm 2 lb/in2 lb/in2 bar kPa MPa kPa MPa kPa 9.m 9.58 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 ANEXO B .894757 x 10° 6.806650 x 10o * 1.

000000 x 10-4 * 1. são: . fundamentais e derivadas. kgf .Joule .massa .ângulo plano . s) e técnico (m .Pascal .457000 x 102 7.segundo .energia .32)/9 + 273. de vários sistemas de unidades para o SI. expresso nas unidades da primeira coluna.metro . deve ser consultada a NBR 12230.186800 x 10° * 1. por um número real de 1 a 10 (exclusive) e pela potência de 10 que lhe é associada.quilograma (kg) . por: 1.013250 x 102 * Para converter em bária atm Unidades de energia Btu cal lbf .Watt c) Os asteriscos (*) que figuram à direita dos fatores de conversão indicam os fatores que são exatos. ft Unidades de potência hp cv Para converter Escalas termométricas °F °C °F °R kPa kPa J J J 1. /ANEXO C . s). expressas em unidades dos sistemas inglês.radiano .temperatura (m) .055056 x 103 4. ou seja.Kelvin (s) (K) (rad) (N) (Pa) (J) (W) . d) Os fatores de conversão são apresentados em notação científica.força . cujas principais grandezas.Newton . relativas à mecânica.15 5 (°R)/9 Notas: a) Esta tabela apresenta fatores de conversão para algumas das mais utilizadas grandezas.15 5 (°F . para o Sistema Internacional (SI). g .32)/9 °C + 273.tempo . com respectivas unidades.355818 x 10° W W em 7.pressão . b) O sistema legal de unidades no Brasil é o Sistema Internacional.comprimento .potência . físico (c .NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 59 /continuação Multiplicar o valor.354990 x 102 Usar a fórmula °C K K K 5 (°F . e) Para uma lista completa dos fatores de conversão.

N enhum a evid ê ncia de lam ina çã o ou m aterial fundido deve revelar-se durante todo o processo de achatam ento. seja em qualquer parte do metal. C-3 P ara tubos feitos com solda por resist ê ncia el é trica. nenhuma fissura ou ruptura no metal deve ocorrer até que a distância entre as placas atinja o valor “H” dado pela fórmula prescrita na NBR 6154. ou 2/3 do diâmetro externo para solda sobreposta. seja na solda. o corpo-de-prova não deve ter comprimento inferior a 65 mm. m as em nenhum caso. b) solda sobreposta: 33% do diâmetro externo.60 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 ANEXO C . deve ocorrer até que a distância entre as placas seja inferior à indicada a seguir: a) solda de topo: 60% do diâmetro externo.Ensaio de achatamento para tubos C-1 O ensaio de achatamento para tubos deve ser realizado de acordo com a NBR 6154 e complementado com os parâmetros de execução de ensaio aqui expostos. /ANEXO D . C-2 Para tubos sem costura. N enhum a fissura ou ruptura no m etal ou na solda pode ocorrer at é que a dist â ncia entre as placas seja m enor que 1/3 do di â m etro externo do tubo. C-5 Para tubos sem costura. ela deve ser m enor que cinco vezes a espessura da parede do tubo. e nenhuma fissura ou ruptura. nenhum a trinca na solda deve aparecer at é que a dist â ncia entre as placas seja m enor que 2/3 do di â m etro externo do tubo. C-4 Para tubos soldados por fusão. e a solda n ã o pode apresentar defeitos. nenhuma trinca na solda deve aparecer até que a distância entre as placas seja menor que 3/4 do diâmetro externo para solda de topo.

Tensão mínima de escoamento especificada (Sy) de materiais para tubos Sy Especificação Grau MPa API 5L A B x 42 x 46 x 52 x 56 x 60 x 65 x 70 x 80 A B A B C ASTM A-283 A B C D ASTM A-285 A B C ASTM A-135 A B A B C D E 30 33 36 40 45 50 55 1 3.7 8 9 Classe Y-35 Y-42 Y-46 Y-48 Y-50 Y-52 Y-56 Y-60 Y-65 207 241 290 317 359 386 414 448 483 552 207 241 207 241 276 165 186 207 228 165 186 207 207 241 207 241 290 317 359 207 228 248 276 310 345 379 207 241 517 317 241 290 317 331 345 359 386 414 448 103 psi 30 35 42 46 52 56 60 65 70 80 30 35 30 35 40 24 27 30 33 24 27 30 30 35 30 35 42 46 52 30 33 36 40 45 50 55 30 35 75 46 35 42 46 48 50 52 56 60 65 kg*/cm2 2109 2461 2954 3235 3657 3938 4219 4571 4923 5626 2109 2461 2109 2461 2813 1688 1899 2109 2321 1688 1899 2109 2109 2461 2109 2461 2954 3235 3657 2109 2321 2532 2813 3165 3516 3868 2109 2461 5274 3235 2461 2954 3235 3376 3516 3657 3938 4219 4571 /continua ASTM A-53 ASTM A-106 ASTM A-134 ASTM A-139 ASTM A-211 ASTM A-333 ASTM A-381 .6.4.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 61 ANEXO D .

22. 11. 11. 32 ASTM A-285 C ASTM A-515 55 60 65 70 ASTM A-516 55 60 65 207 207 221 241 262 207 221 248 103 psi 30 30 32 35 38 30 32 36 kg*/cm2 2109 2109 2250 2461 2672 2109 2250 2532 70 262 38 2672 ASTM A-672 ASTM A-285 A B C ASTM A-515 55 60 65 70 ASTM A-516 55 165 186 207 207 221 241 262 207 24 27 30 30 32 35 38 30 1688 1899 2109 2109 2250 2461 2672 2109 Classes 10. 30. 12 20. 21. 31. 21. 22 30. 32 /ANEXO E .62 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 /continuação Sy Especificação Grau MPa ASTM A-671 Classes 10. 12 20. 31.

E-1. = 600 kPa MPOmont.1 Deseja-se especificar uma estação de controle e limitação de pressão entre uma rede de distribuição de gás com MPO de 1000 kPa (10. trata-se do caso B. .Exemplos de aplicação dos dispositivos de controle e proteção requeridos em estações de controle de pressão E-1 Para melhor compreensão da aplicação da Figura 1.1 Exemplo 1 E-1. = 7000 kPa e MPOjus.2 A solução é a seguinte: MPOmont.1 Deseja-se especificar uma estação de controle e limitação de pressão entre um gasoduto de transmissão com MPO de 7000 kPa (71. verifica-se que a válvula de alívio é uma proteção para qualquer situação. = 4.66 E-1. trata-se do caso A. = 1000 kPa e MPOjus.66 > 1.5 E-1.1. são apresentados três exemplos: E-1. “ MPOjus. E-1.MPOjus.2 A solução é a seguinte: Nota: Analisando-se a Figura 1. ou seja: Válvula de controle e válvula de segurança ou Válvula de controle e válvula de segurança ou V á lvula de controle e duas v á lvulas de bloqueio autom á tico ou Válvula de controle e válvula de bloqueio automático ou Válvula de controle. = 5500 kPa MPOmont.MPOjus.2.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 63 ANEXO E .4 kgf/cm2) e um ramal de alimentação com MPO de 1500 kPa (15. = 1500 kPa MPOmont. = 2.1. ou seja: 4.2 Exemplo 2 E-1. E-1.2. válvula de controle em série e válvula de bloqueio automático Válvula de controle e válvula de controle em série . = 400 kPa MPOmont.3 Como 600 kPa < 1600 kPa.1 kgf/cm2). .3 Como 5500 kPa > 1600 kPa e simultaneamente MPOmont.1.2 kgf/cm2) e outra rede de distribuição com MPO de 400 kPa (4.2.3 kgf/cm2) para uma rede de distribuição.6. válvula de controle monitora e válvula de bloqueio automático ou Válvula de controle e válvula de controle monitora ou Válvula de controle. “ MPOjus.

02 kgf/cm2).3.1 Deseja-se especificar uma estação de controle e limitação de pressão entre uma rede de distribuição com MPO de 100 kPa (1 kgf/cm2) e uma rede interna de consumidor com MPO de 2 kPa (0. Válvula de controle possuindo as características exigidas em 14.1.3.3 Exemplo 3 E-1.64 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 E-1. /ANEXO F .3.

c) espessura do tronco: eT = 19.1 mm (8.4 mm (16"). Sc/SyT = 106. F-2 Desenvolvimento dos cálculos F-2.1) = 106. DT/(2 F .4/(2 x 0. E . T .1 mm (0.4 MPa .tronco SyT = 241 MPa (2460 kgf/cm2).1 Relação entre os diâmetros do ramal e do tronco e) especificação do material do tronco e do ramal: API 5L Gr. eT Sc = 10 x 406. DR/DT = 219. SyT) et = 10 x 406. ver Figura 8.2 Rela çã o entre a tens ã o circunferencial e a tens ã o m ínim a de escoam ento especificada (para o tronco) Sc = P .ramal SyR = 241 MPa (2460 kgf/cm2).4 DR/DT = 0.3 Espessura de parede do tronco para resistir à pressão interna et = P . h) tensão mínima de escoamento especificada: .4/(2 x 19.5).Exemplo de aplicação das regras para o projeto de derivações tubulares soldadas F-1 Enunciado Projetar uma derivação tubular soldada. DT/2 .625"). b) diâmetro externo do ramal: DR = 219. sen β = 1. i) sobreespessura para corrosão nos tubos: c = 0.500"). sendo fornecidos os seguintes dados: a) diâmetro externo do tronco: DT = 406. k) fator de eficiência de junta: E = 1 (garantido pelo processo de soldagem e pela especificação do material).750"). m) ângulo da derivação: β = 90°. B.5 x 1 x 1 x 241) = 16.4/241 Sc/SyT = 0.7 mm (0. g) pressão de projeto: P = 10 MPa (102 kgf/cm2).9 mm Figura 8 .chapa de reforço SyC = 206 MPa (2110 kgf/cm2). j) classe de locação do gasoduto: 3 (fator de projeto F = 0. . l) fator de temperatura: T = 1 (gás escoando à temperatura de até 120°C).54 (54%) F-2. n) tipo de montagem: não-penetrante. Nota: Para ilustração da derivação. C. de 16" x 8". d) espessura do ramal: eR = 12.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 65 ANEXO F . f) especificação do material da chapa de reforço: ASTM A-285 Gr.44 (44%) F-2.1/406.

5.16.7 = 426 mm2 F-2.7.0) = 47.5 x (12. L . SyT/SyC /ANEXO G .8 = 344 mm F-2.4 Espessura de parede do ramal para resistir à pressão interna er = P .7 mm F-2.2.7 .344 .1/(2 x 0.7.7 Área disponível para reforço F-2.0) x 47.1 No tronco Espessura: M = 19.3) De acordo com os requisitos especiais.5 (eR .10 Área total Atot.1/406.4) α = 113° Como α < 180°. (= 3343 mm2) > Areq. F-2.0) + 19.1) x 19.2 (12. ((2 x 193.7.2. feita com um material de tensão de escoamento SyC. ((2d .DR)/DT) α = 2 (arc sen (219.1 .DR) . o fator redutor SyC/SyT entre as tensões de escoamento da chapa e do tronco.8 mm) F-2.7 .250) x 241/206 AN = 2254 x 241/206 = 2637 mm2 F-2. E .7.7 .c) = 2.1 = 50.A2 .9 Dimensões nominais da chapa de reforço er = 10 x 219.4 mm Área: A = (Q .219. T .5 (eT . = d .66 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 F-2.1 Admitindo-se usar uma chapa de reforço com espessura M = 19. (SyR/SyT) A2 = 2 (12.A1 .1 mm (3/4") Comprimento: Q = 2 (d .8 Área mínima necessária à chapa de reforço AN = (Areq. sobre a área nominal da chapa (A).1 . o reforço não necessita ser do tipo integral.7.9 .7 x 16.12 Requisitos especiais (ver 20.13) = = 361.et .3 Nos cordões de solda 2 W1 = 9 mm (dimensão do cordão de solda entre a chapa de reforço e o ramal) W2 = 13 mm (dimensão do cordão de solda entre a chapa de reforço e o tronco) A3 = W12 + W22 = 250 mm2 F-2.1 mm F-2.5 x 1 x 1 x 241) = 9.c) + M = 2.W2) = 2 x (193.2 Prevalece o menor valor de L (47.1 .c) .er .7 . = 426 + 344 + 250 + 2323 = 3343 mm2 Nota: No cômputo da área da chapa de reforço (A4).9 = 3274 mm2 F-2.219. SyC/SyT = 2718 x 206/241 = 2323 mm2 Atot. d A1 = (19.1 = = 2718 mm2 F-2.A3) . o somatório das áreas A1 + A2 + A3 + A4 é feito como se todos os materiais fossem estruturalmente equivalentes ao material retirado do tronco.5 x (19.4) + (360/2π)) .c) d = 219. os percentuais DR/DT e Sc/SyT sinalizam para as recomendações (B) e (D) da Tabela 13.7 . (= 3274 mm2) F-2.2 (eR .9 mm F-2.c) . esta operação transforma a área nominal da chapa.4 . = A1 + A2 + A3 + A4 Onde: A4 = A . há que se aplicar.0) = 193. SyR) AN = (3274 . .13 Verificação do envolvimento angular (ver recomendação (B)): α = 2 (arc sen (DR/DT) + (360/2π)) . = 193.8 mm ou L = 2. Assim.2 No tubo-ramal F-2.6 Área de reforço requerida Areq.5 Diâmetro do furo d = DR . et Areq.1)/406.11 Condição de resistência Atot. A2 = 2 (eR . em outra equivalente de material de tensão de escoamento SyT. A1 = (eT .9.0) x 193.426 .1 . M = (361. DR/(2 F .1 mm (3/4") L = 2.

39 11.44 11. carbono.12 12.86 12.60 11. carbono-cromo-molibdênio (até 3% Cr e 1% Mo) são dados na Tabela 21.00 x 105 MPa (2. G-2 O módulo de elasticidade longitudinal do aço-carbono à temperatura ambiente de 21°C (70°F) é: Ec = 2.04 x 106 kgf/cm2) Tabela 21 .40 10.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 67 ANEXO G .molibdênio.31 12.71 11.64 11.Constantes físicas G-1 Coeficientes de dilatação térmica linear para açocarbono. α x 106 (oC-1) 10.Coeficiente de dilatação térmica Temperatura (0C) .30 0 30 60 90 120 150 180 210 240 Coeficiente de dilatação térmica linear.52 /ANEXO H .

E . deve se estender por uma distância não-inferior a “N”. com ângulo α .25 tg θ ) K2 = ( ( e e + 0. com três ou mais gomos (duas ou mais soldas circunferenciais) A pressão de projeto da curva com três ou mais gomos deve ser o menor valor calculado pela seguinte fórmula. Sy H-3. ver 27.1 As curvas em gomos devem ser dimensionadas para uma pressão de projeto (Pg) igual ou superior à pressão de projeto (P) do sistema de gás do qual fazem parte. deve ser calculada pela fórmula: Pg = K3 Onde: K3 = fator redutor da pressão e vale: K3 = D 2r 2e F . b) Todas as dimensões geométricas e propriedades mecânicas referem-se ao tubo do qual são feitos os gomos.45° Pg = K Onde: K = um fator redutor da pressão pelo efeito enfraquecedor dos gomos.Método de dimensionamento para a pressão interna das curvas em gomos H-1 Geral H-1. E .5. H-2 Curva múltipla. com ângulo α > 45°.643 tg θ R1 .r 2R1 . E . deve ser calculada pela fórmula: Pg = K1 2e D F . com três gomos (duas soldas circunferenciais) .3 Para nomenclatura.68 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 ANEXO H . Sy Nota: Para valor de K1.r ) Notas: a) A espessura “e”. ver H-4.2 A pressão de projeto da curva com dois gomos. T . T . podendo assumir os valores de K1 ou K2. Sy D ( e e + 1. conforme mostrado nas Figuras 9-(a) e 9-(b). com dois gomos (uma única solda circunferencial) H-3. o que for menor K1 = D 2r D r 2e D F .1 A pressão de projeto da curva com dois gomos. usada nas equações de H-2 e H-3.Curva de γ = 90°. ) Figura 9-(a) . Nota: Não é usual projetar curva com três ou mais gomos com desvio angular entre gomos superior a 45°. válida para α . medida a partir da junta soldada do gomo terminal. ver H-2. H-1. T . H-1.2 Para a limitação do desvio angular das curvas em gomos.45°. H-3 Curva singela.

NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 69 Figura 9-(b) . maior valor entre: 2.0 R1 = raio efetivo da curva em gomos.r) H-5 Exemplo de aplicação das regras para o projeto de curvas em gomo H-5. Tabela 22 . cotg θ N = comprimento mínimo dos gomos extremos.4) P r D e n S α θ γ = pressão de projeto do sistema de gás E = raio médio do tubo.5 . e (mm) . medido na linha de centro do tubo = desvio angular: α = γ/(n .1. soma dos desvios angulares entre todos os gomos Nota: O valor de R 1 n ã o pode ser inferior a: [(A /tg θ) + (D /2)].5 2e 2e/3 + 3. tg θ .3) = fator de temperatura (ver 7.1) = metade do desvio angular: θ = α/2 = ângulo central.35 Parâmetro A (cm) 2.Curva de γ = 30°. definido como a mais curta distância da linha de centro do tubo à intersecção dos planos das juntas adjacentes de um gomo R1 = (S/2) . em fun çã o da espessura do tubo do qual é feito o gom o.1 a H-5. (R1 .1.Parâmetro A Espessura do tubo. onde o par â m etro A deve ser tirado da T abela 22.2) = fator de eficiência de junta (ver 7.35 ¯ 22. com dois gomos (uma solda circunferencial) H-4 Nomenclatura Pg = pressão de projeto para a curva em gomos Sy = tensão mínima de escoamento especificada para o material do tubo F = fator de projeto (ver 7.7 Entre 12.7 e 22.e)/2 T = diâmetro externo do tubo = espessura nominal de parede do tubo = número de gomos = comprimento do gomo.1.2 H-5.12.1 Dados da rede de gás: a) pressão de projeto: P = 6000 kPa. .1 Enunciado Projetar uma curva em gomos sendo fornecidos os seguintes dados de H-5. r = (D .

j) fator de eficiência de junta: E = 0.643 tg θ R1 . o segundo tubo escolhido satisfaz.2. deve se proceder.250").0 x 1 x 290000/273. . K2 = 0.2.5. T . . obtêm-se: K1 = 0.4 mm (aproximadamente 0.72 x 1. a curva proposta ainda pode ser usada. d) raio de curvatura. a rela çã o S c/S y = 115400/290000 = 0. B. 2e F . o desvio angular n ã o deve exceder 12.1 x 0.1) H-5. portanto. h) espessura de parede: e = 6. g) diâmetro externo: D = 273. pode-se usar curva em gomos (ver 27.2.75").1) = 115400 kP a. γ = 60°.1/(2 x 6.4) = 96011 kP a H-5.r 2R1 . b) número de gomos (n): a determinar.3. e) processo de fabricação: com costura longitudinal por SAW. i) classe de locação: 1 (fator de projeto F = 0.2 Cálculo do desvio angular entre gomos a) recalculando com os novos valores de Sy = 290000 kPa. H-5. e = 7.398 Sendo Sc < 0.794 x 2 x 7.70 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 b) máxima pressão de operação: MPO = 4500 kPa.5 ° . não é permitido.783. d) material: ASTM A-139 Gr.1 mm (aproximadamente 0. a uma ou mais das seguintes alterações com respeito ao tubo da curva: . que a curva é constituída por segmentos retos cortados do próprio tubo do gasoduto.2 Dados da curva em gomos: a) sendo n = 6 e α < 45°. E = 1. Sy D Onde: K1 = D 2r D r K2 = ( ( e e + 0.4 x 0.escolha de um m aterial de m aior resist ê ncia m ec â n ica .2. P ara n = 6. por esta Norma.1. portanto.72 x 0. escolhe-se um tubo API 5L Gr.72).1) = 60°/(6 . têm-se: Pg = 0.783 x 2 x 6.seleção de um tubo que seja fabricado por um processo que garanta E = 1. para 0. obtêm-se: K1 = 0. Deve se proceder da seguinte forma: .40 Sy.1. c) ângulo central. t ê m -se: α = γ/(n .0.5. Deve-se proceder da seguinte forma: a) pretende-se construir a curva com o mesmo tubo utilizado na rede de gás.40 Sy.r ) ) b) substituindo valores.2 Relação entre tensões Sc/Sy = 96011/241000 = 0. d) para M P O = 6000 kP a.5° θ = 6° H-5. deve ser usado o menor número possível de gomos.1 Pg = 8620 kPa De acordo com 27. f) tensão m ínima de escoamento especificada: Sy = 241000 kPa.T .976 c) para o menor valor (K1). E .281"). D /2e = 4500 x 273. H-5.1 mm. E .1. H-5.2. a tens ã o circunferencial vale S c = P D /2e = 6000 x 273.4 e.979 b) para o menor valor (K1). a pressão de projeto da curva deve ser o menor dos dois valores abaixo (ver H-2): Pg = K1 . K2 = 0.2. o uso deste tubo para confeccionar a curva em gomos.1 Deve ser feita uma primeira tentativa supondo c) sendo Pg (8620 kPa) superior a P (6000 kPa).8. X42 com espessura e = 7.1 Pg = 5094 kPa d) sendo Pg (5094 kPa) inferior a P (6000 kPa).1.80 x 1 x x 241000/273.2 Desenvolvimento dos cálculos H-5. R1 = 1500 mm.1) = 12° < 12.794.2. Sy ou Pg = K2 . têm-se: Pg = 0.3.1 Tensão circunferencial gerada pela MPO S c = (M P O ) .aumento da espessura de parede.3 Cálculo da pressão de projeto da curva H-5.1/(2 x 7.1 mm (aproximadamente 10. 2e D F .1 Verificação da possibilidade de uso de curva em gomos H-5.10 Sy < Sc/Sy < 0.2 Para a segunda tentativa. c) temperatura de projeto: ambiente (fator de temperatura T = 1).

NBR 12712/1993

Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002

71

H-5.2.4 Cálculo do comprimento mínimo N, dos gomos da extremidade da curva

H-5.2.6 Cálculo do comprimento S mínimo

N = 2,5 Sendo:

ou N = tg θ (R1 - r)

Para e = 7,1 mm, de acordo com a Tabela 22, obtém-se A = 2,5 cm (25 mm): R1mín. = A tg θ + D 2 = 25 tg 6° + 273,1 2 = 374 mm

r = (D - e)/2 r = (273,1 - 7,1)/2 = 133 mm N = 2,5 = 77 mm

Smín. = 2R1mín. . tg θ = 2 x 374 x tg 6° = 79 mm Como S > Smín., não há impedimento. H-5.3 Conclusão A curva em gomos deve ser construída de acordo com os valores calculados, em aço-carbono API 5L Gr. X42, para uma pressão máxima de operação de 6000 kPa, conforme Figura 10.

N = tg 6° (1500 - 133) = 144 mm O comprimento N deve ter 144 mm, no mínimo.
H-5.2.5 C á lculo do com prim ento S dos gom os interm edi á rios

S = 2R1 . tg θ = 2 x 1500 x tg 6° = 315 mm

Figura 10 - Curva de γ = 60°, com seis gomos

/ANEXO I

72

Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002

NBR 12712/1993

ANEXO I - Combinações para ligação por solda de juntas de topo de mesma espessura (conforme Figuras 11 e 12)

Figura 11-(a) - Preparação opcional

Figura 12-(a)

Figura 11-(b) - Preparação para espessuras iguais ou inferiores a 22 mm

Figura 12-(b)

Figura 11-(c) - Preparação para espessuras superiores a 22 mm Figura 11 - Preparações-padrão

Figura 12-(c)

Figura 12 - Combinações de extremidades

Nota: As ilustrações são típicas e não se destinam a excluir outras combinações não mostradas.

/ANEXO J

NBR 12712/1993

Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002

73

ANEXO J - Preparação de extremidades para solda de topo de juntas de espessuras e/ou de tensões de escoamento diferentes

J-1 Generalidades
J-1.1 As Figuras 13 a 16 ilustram as preparações aceitáveis para unir as extremidades de tubos e componentes de

tubulação através de solda de topo. Esta união pode ser feita em peças com espessuras de parede iguais ou diferentes constituídas de materiais com tensões de escoamento iguais ou diferentes.

Figura 13-(a)

Figura 13-(b)

Figura 13-(c) Figura 13 - Desalinhamento interno

Figura 13-(d)

Figura 14-(a)

Figura 14-(b)

Figura 14 - Desalinhamento externo

2 Quando a diferença interna é maior que 2. não deve ser maior que 1.5 Ranhuras ou entalhes agudos devem ser evitados na borda da solda.7 A espessura máxima e*.2.2 Para tubulações que operam com tensões circunferenciais maiores que 20% da tensão mínima de escoamento especificada.2.4 mm (3/32") mas não é maior que metade da espessura mais J-2 Diâmetros internos desiguais J-2. contanto que se obtenham na solda penetração e ligação adequadas. a transição deve ser feita por um chanfro interno na seção mais espessa. J-1. para efeito de projeto. não havendo. J-2. ou por meio de um anel de transição pré-fabricado. iguais àquelas da seção que possui maior resistência. contanto que se obtenham na solda completa penetração e fusão.1 Se as espessuras nominais de parede das extremidades a serem unidas não diferirem mais que 2.6 Para unir tubos com espessuras de parede diferentes e materiais com tensões mínimas de escoamento iguais.3 Quando as tensões mínimas de escoamento especificadas das seções a serem unidas são desiguais.4 mm (3/32"). J-1.5 e.2.4 são aplicáveis. J-1.1 a J-2. não é necessário nenhum procedimento especial para a união das partes.Nomenclatura J-1. aplicam-se as regras dadas nesta Norma. Ver Figura 13-(a). entretanto. J-2. J-2. Se o desvio for superior a 3 mm (1/8").74 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 Figura 15 .2 As espessuras de parede das seções a serem unidas devem atender aos requisitos desta Norma. J-2.2.4 são aplicáveis. se a espessura nominal de parede das extremidades a serem unidas não varia de mais de 3 mm (1/8").2. Ver Figura 13-(b). J-1. conforme ilustrado nas Figuras 13 a 16. renciais inferiores ou iguais a 20% da tensão mínima de escoamento especificada.4 mm (3/32") e não há acesso ao interior do tubo para soldagem. Figura 16 . onde esta une uma superfície inclinada.1 Para tubulações que operam com tensões circunfe- . J-2. o metal de solda depositado deve ter propriedades mecânicas.1 a J-2. O ângulo do chanfro da transição não deve ser maior que 30° nem menor que 14o. J-2.4 A transição entre extremidades de espessuras diferentes pode ser obtida por desbaste ou por deposição de material de solda. ângulo-limite mínimo para a superfície desbastada. não há necessidade de nenhum procedimento especial.2. pelo menos.Combinações de desalinhamentos interno e externo Nota: Não há exigência de limite de ângulo mínimo quando os materiais unidos têm a mesma tensão de escoamento.2. J-1.3 Quando a diferença interna é maior que 2.

J-2. Nestas condições. ou seja. a transição pode ser feita através de um chanfro na extremidade interna da seção mais espessa. conforme mostrado na Figura 13-(d).NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 75 fina. J-3. e há acesso ao interior do tubo para soldagem. aquela parte excedente do desalinhamento deve ser desbastada (em cone).4 Quando a diferença interna é maior que metade da espessura mais fina e há acesso ao interior do tubo para soldagem. J-3 Diâmetros externos desiguais J-3. Figura 15. A face da raiz da seção mais espessa deve ser igual à diferença de espessuras de parede mais a face da raiz da seção mais fina.1 Quando a diferença externa não excede metade da /ANEXO K . J-4 Diâmetros internos e externos desiguais Quando há tanto diferença interna quanto externa. ou através da combinação da solda cônica por uma extensão igual à metade da seção mais delgada e um chanfro obtido por desbaste a partir daquele ponto. a transição pode ser feita por solda. a transição pode ser feita através de uma solda cônica.2. deve ser dada atenção especial ao alinhamento adequado. conforme mostrado na Figura 13-(c). conforme mostrado na Figura 14-(b). espessura mais delgada. conforme mostrado na Figura 14-(a).2 Quando a diferença externa excede metade da espessura mais delgada. conforme mostrado na Figura 13-(b). o projeto de junta deve ser uma combinação das Figuras 13-(a) a 14-(b). contanto que o ângulo de inclinação da superfície de solda não exceda 30° e que ambas as extremidades dos biséis estejam adequadamente fundidas.

Detalhes de ligações entre tubos e flanges (conforme Figuras 17 a 20) Figura 17 .Solda de encaixe (conexões) .Flange de pescoço Figura 18 .Flange para encaixe Figura 20 .Flange sobreposto Figura 19 .76 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 ANEXO K .

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful