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ABR 2002

NBR 12712

Projeto de sistemas de transmissão e distribuição de gás combustível
ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas
Sede: Rio de Janeiro Av. Treze de Maio, 13/28ž andar CEP 20003-900 - Caixa Postal 1680 Rio de Janeiro - RJ Tel.: PABX (21) 3974-2300 Fax: (21) 2220-1762/2220-6436 Endereço eletrônico: www.abnt.org.br

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Origem: Projeto de Emenda NBR 12712:2001 ABNT/CB-09 - Comitê Brasileiro de Gases Combustíveis CE-09:302.01 - Comissão de Estudo de Sistema de Transporte e Distribuição de Gás Combustível NBR 12712 - Design of transmission and distribution piping systems for fuelgas - Procedure Descriptors: Fuel gas distribution system. Combustible gas. Fuel gas transmission system Esta Emenda complementa a NBR 12712:1993 Válida a partir de 31.05.2002 Palavras-chave: Distribuição de gás. Gás combustível. Transmissão de gás 2 páginas

Esta Emenda nž 1 de ABR 2002, em conjunto com a NBR 12712:1993, equivale à NBR 12712:2002. Esta emenda nž 1 de ABR 2002 tem por objetivo alterar a NBR 12712:1993 no seguinte: - Incluir a seção 9.8 com a seguinte redação: “No cruzamento com tubulações e outras interferências, deve haver um estudo específico para a fixação da cota do gasoduto, atendendo à orientação de 9.4 e 9.7.” - Incluir na seção 10, alínea d), a seguinte redação no último paragrafo: “No cruzamento de linhas elétricas de transmissão, o duto deve, preferencialmente, passar perpendicular à linha, no centro do vão entre duas torres, sem interferir com o ponto de aterramento.” - O texto de 11.1.1 passa a ter a seguinte redação: “Este capítulo estabelece critérios para projetos de cruzamento e de travessias. Sua aplicação deve ser feita levando-se em consideração os requisitos dos capítulos 8 e 9.” - O texto de 11.1.2 passa a ter a seguinte redação: “Os cruzamentos de que trata este capítulo poderão ser executados a céu aberto ou por métodos não destrutivos, e estes últimos poderão empregar ou não tubo-camisa.” - O texto de 11.1.3 passa a ter a seguinte redação: “Os projetos de cruzamento e travessias requerem estudos e análises específicas, e ainda a prévia autorização (se necessária) dos órgãos competentes.” - Excluir a seção 11.1.4. - As seções 11.1.5 e 11.1.6 passam a ser, respectivamente, 11.1.4 e 11.1.5. - O texto de 11.2.3-a) passa a ter a seguinte redação: “a) o eixo do cruzamento ou travessia deverá ser preferecialmente perpendicular ao eixo da interferência, de modo a obter o menor comprimento possível; “ - O texto de 11.2.3-d) passa a ter a seguinte redação: “d) áreas sujeitas à dragagem, inclusive cota de arrasamento;"

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NBR 12712:2002

- O texto de 11.2.5-a) passa a ter a seguinte redação: “a) quando for prevista a utilização de tubo-camisa, selecionar preferencialmente, um trecho em que a ferrovia ou rodovia esteja em ponto de transição entre corte e aterro, evitando-se movimento de terra e curvas verticais desnecessárias;” - Excluir as alíneas d) e e) da seção 11.2.5. - A alínea f) passa a ser alínea e) - O texto de 11.2.6-c) passa a ter a seguinte redação: “c) verificação da necessidade de execução de batimetria e sondagens;” - O texto de 11.2.6-f) passa a ter a seguinte redação: “f) a travessia é recomendável nos casos de leitos profundos, rochosos, instáveis, e quando os aspectos de segurança ou dificuldades construtivas desaconselharem outro tipo de construção.” - O texto de 11.4.1.2 passa a ter a seguinte redação: “O dimensionamento de tubo-camisa deve ser feito de acordo com o disposto no capítulo 12.” - Excluir a seção 11.4.1.5. - A seção 11.4.1.6 passa a ter a seguinte redação: “A distância mínima entre a superfície da rodovia e o topo do duto, ou tubo-camisa, instalados a céu aberto ou por processo não-destrutivo do tipo furo direcional horizontal, deve ser de no mínimo 1,20 m.” - O texto de 11.4.1.7 passa a ter a seguinte redação: “A distância mínima entre o nível da base dos trilhos da ferrovia e o topo do duto, ou tubo-camisa, instalados a céu aberto ou por processo não-destrutivo do tipo furo direcional horizontal, deve ser de no mínimo 1,40 m.” - O texto de 11.4.1.8 passa a ter a seguinte redação: “Em ambos os tipos de cruzamentos de 11.4.1.6 e 11.4.1.7, quando o duto ou tubo-camisa não for instalado a céu aberto ou por processo não-destrutivo do tipo furo direcional horizontal, a distância entre as superfícies e o topo do duto ou tubo-camisa deve ser 1,80 m.” _________________

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MAR 1993

NBR 12712

Projeto de sistemas de transmissão e distribuição de gás combustível
ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas
Sede: Rio de Janeiro Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar CEP 20003-900 - Caixa Postal 1680 Rio de Janeiro - RJ Tel.: PABX (021) 210 -3122 Telex: (021) 34333 ABNT - BR EndereçoTelegráfico: NORMATÉCNICA

Procedimento Origem: Projeto 09:302.01-001/1990 CB-09 - Comitê Brasileiro de Combustíveis (exclusive nucleares) CE-09:302.01 - Comissão de Estudo de Sistemas de Transporte e Distribuição de Gás Combustível NBR 12712 - Design of transmission and distribution piping systems for fuel gas Procedure Descriptors: Fuel gas distribution system. Combustible gas. Fuel gas transmission system Válida a partir de 31.05.1993 Palavras-chave: Distribuição de gás. Gás combustível. Transmissão de gás 76 páginas

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SUMÁRIO
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Objetivo Documentos complementares Definições Materiais e equipamentos Estudos prévios Classificação de locação Determinação da espessura Profundidade de enterramento Afastamentos Requisitos devidos à proximidade de linhas elétricas Cruzamentos e travessias Proteção de tubulações enterradas quanto a cargas externas Sinalização Controle e limitação das pressões Estações de compressão Reservatórios tubulares e cilíndricos Válvulas intermediárias Caixas subterrâneas Ramais de serviço Componentes de tubulação não-padronizados Análise da flexibilidade Cálculo das tensões Limitação das tensões Suportes Sistemas de GLP gaseificado Requisitos de qualidade superficial de tubulação Mudanças de direção Soldagem Ensaios após a construção Controle da corrosão

31 Estabilização de pista e vala 32 Odorização ANEXO A - Diagrama ilustrativo do campo de aplicação desta Norma ANEXO B - Fatores de conversão ANEXO C - Ensaio de achatamento para tubos ANEXO D - Tensão mínima de escoamento especificada (Sy) de materiais para tubos ANEXO E - Exemplos de aplicação dos dispositivos de controle e proteção requeridos em estações de controle de pressão ANEXO F - Exemplo de aplicação das regras para o projeto de derivações tubulares soldadas ANEXO G - Constantes físicas ANEXO H - Método de dimensionamento para a pressão interna das curvas em gomos ANEXO I - Combinações para ligação por solda, de juntas de topo de mesma espessura ANEXO J - Preparação de extremidades para solda de topo de juntas de espessuras e/ou tensões de escoamento diferentes ANEXO K - Detalhes de ligações entre tubos e flanges

1 Objetivo
1.1 Esta Norma fixa as condições mínimas exigíveis para projeto, especificação de materiais e equipamentos, fabricação de componentes e ensaios dos sistemas de transmissão e distribuição de gás combustível por dutos. 1.2 Esta Norma aplica-se somente aos sistemas nos quais os componentes são de aço.

5 . inclusive no que diz respeito à máxima pressão de operação admissível dessas instalações. Nota: Um diagrama ilustrativo da abrangência desta Norma é dado no Anexo A.Papelão hidráulico para uso universal e alta pressão . 1.Instalação elétrica em ambientes com líquidos. flanges.Tubos de aço-carbono para rosca Whitworth gás para usos comuns na condução de fluidos .Pipe threads ANSI B16. consta do Anexo B uma relação dos fatores de conversão de algumas unidades de medida de outros sistemas para SI.Especificação NBR 9363 . b) gasodutos de distribuição. fica entendido que seu uso deve ser feito apoiado na boa prática da Engenharia.Padronização de rosca para conexões Especificação NBR 9171 . parafusos. 1.1 .Recebimento. armazenagem e manuseio de materiais e equipamentos para proteção catódica . g) estações de medição. f) gasodutos submarinos.Padronização NBR 10183 .Especificação NBR 11714 . gás manufaturado.Válvulas de aço fundido e aço forjado para indústria de petróleo e petroquímica .Válvulas de aço fundido e aço forjado para indústria de petróleo e petroquímica . não se destinando a servir como manual de projeto.Drenagem de corrente de interferência entre tubulação e ferrovias em proteção catódica Padronização NBR 9344 .Especificação NBR 6118 . gás de refinaria. conexões. e) estações de lançamento/recebimento de raspadores.8 Esta Norma não se aplica retroativamente às instalações existentes. válvulas.Ensaio de achatamento . 1.Válvulasgaveta .Pipe flanges and flanged fittings .Válvulas de aço fundido e aço forjado para indústria de petróleo e petroquímica .5 Esta Norma não se aplica a: a) projeto e fabricação de vasos de pressão.Tubos de aço de seção circular . 1. c) ramais. juntas. d) estações de compressão. 1.Válvulasesfera .Procedimento NBR 11712 .20 .Especificação ANSI B1.Unified inch screw threads 1.Procedimento NBR 5580 .Procedimento NBR 6123 . e) tubulações com temperaturas acima de 230°C e abaixo de -30°C.4 Esta Norma abrange também as condições de aplicação dos componentes do sistema de transmissão e distribuição.2 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 1. gases ou vapores inflamáveis .9 Esta Norma adota o Sistema Internacional de Unidades (SI).Prescrições para sua aplicação Procedimento NBR 12558 . b) tubulações a jusante do medidor do consumidor.Anodo de liga de zinco para proteção catódica . d) sistemas de transmissão e distribuição de GLP na fase líquida e de gás natural na fase líquida.Válvulas de retenção . reguladores e válvulas de segurança de pressão.3 Esta Norma aplica-se a todo sistema de transmissão e distribuição.Válvulasmacho .6 Os tipos de gases cobertos por esta Norma são: gás natural. c) sistemas de tratamento e processamento de gás.Material para juntas .Especificação NBR 12230 .Formatos e dimensões .Válvulas de aço fundido e aço forjado para indústria de petróleo e petroquímica .Método de ensaio NBR 6326 . Por conveniência de uso.Equipamentos de drenagem elétrica para proteção catódica .SI . no que concerne a: a) gasodutos de transmissão.Terminologia NBR 5893 .Projeto e execução de obras de concreto armado .Especificação NBR 11713 . tais como: tubos.Soldagem elétrica .Especificação NBR 5874 . ANSI B1. h) reservatórios tubulares de gás. f) estações de redução e controle.7 Esta Norma propõe-se apenas a estabelecer requisitos essenciais de projeto e padrões mínimos de segurança.Forças devidas ao vento em edificações . 2 Documentos complementares Na aplicação desta Norma é necessário consultar: NBR 5418 .Procedimento NBR 6154 . biogás e gás liquefeito de petróleo na fase vapor (com ou sem mistura de ar).

10 .Spiral .33 . tubing and drill pipe API 5L .21 .Corrosion-resistant gate.Valves.Nonmetalic flat gaskets for pipe flanges ANSI B16.Compact carbon steel gate valves API 603 .Specification for line pipe API 6D .Butterfly valves MSS SP-72 .Specification for casing.Welded and seamless wrought steel pipe ANSI/ASME .Large-diameter carbon steel flanges API 606 . flanged and buttwelding ends API 601 . ball. plug.20 .Power piping ANSI B31.Flanged steel safety relief valves API 594 . and check valves) API 526 .1 .Large manually operated metallic gas valves in gas distribution systems whose MAOP does not exceed 125 psig ANSI B31.Welding terms and definitions Bulletim # 70 NFPA .Standard marking systems for valves.Boiler and pressure vessel code. socket welding and threaded ANSI B16.Compact carbon steel gate valves (extended body) API 609 . 1500 and 2500 ANSI B16.Steel pipeline flanges MSS SP-45 .28 .Wrought steel buttwelding short radius elbows and returns ANSI B16.Electric-resistance welded steel pipe ASTM A-139 .34 .Steel orifice flanges.Carbon steel forgings for high temperature service ASTM A-106 . cast corrosion-resistant flanged end gate valves API 605 . globe. flanged or buttwelding ends API 600 .Ball valves with flanged or buttwelding ends for general service .Metal-arc-welded steel pipe for highpressure transmission systems ASTM A-671 .38 .Electric-fusion-welded steel pipe for atmospheric and lower temperatures ASTM A-672 .Arc-welded steel pipe 4 in and over ASTM A-211 .Carbon and alloy steel forgings for thin walled pressure vessels ASTM A-381 .11 .Standard for welding pipelines and related facilities ASTM A-36 . angle and check valves with flanged and buttweld ends MSS SP-44 .NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 3 ANSI B16.9 .Manually operated metallic gas valves for use in gas piping systems up to 125 psig ANSI B16.O .Face-to-face and end-to-end dimensions of ferrous valves ANSI B16. 600.Steel plug valves. fittings.Specification for pipeline valves (steel gate.Carbon steel for general purposes ASTM A-53 . Seção II (parte C).Electric-fusion-welded steel pipe for high-pressure service at moderate temperatures AWS A3.Wafer check valves API 599 .Class 150. flanges and unions MSS SP-42 .3 . Class 300.25 .Welded steel or iron pipe ASTM A-333 .National Fire Protection Association MSS SP-6 .Carbon steel pipe-seamless for high temperature service ASTM A-134 .36 .10 . Seção VIII e Seção IX API 5A .Bypass and drain connection standard MSS SP-67 .Steel gate valves.Metallic gaskets for raised-face pipe flanges and flanged connection (double-jacketed corrugated and spiral wound) API 602 .Butterfly valves.Carbon steel pipe-seamless and welded ASTM A-105 .Forged steel fittings.Arc welded pipe steel plate 16 in and over ASTM A-135 .Factory-made wrought steel buttwelding fittings ANSI B16.Ring-joint gaskets and grooves for steel pipe flanges ANSI B16.Buttwelding ends ANSI B16.Carbon steel (low temperature service) pipe-seamless and welded ASTM A-372 . flanged and buttwelding end ANSI B16.Chemical plant and petroleum refinery piping ANSI B36. 900. lug-type and wafer-type API 1104 .Standard finishes for contact faces of pipes flanges and connecting-end flanges of valves and fittings MSS SP-25 .

industriais.7 Diretriz Linha básica do caminhamento do gasoduto. 3. ferrovias. por meio de dutos. ou faixa destinada.10 Interferência 3 Definições 3. ao nível acabado da pista. Na ausência de legislação específica. socketwelding and threaded MSS SP-84 . rodovia. 3. aos estabelecimentos consumidores (residenciais.Application of organic coatings to the external surface of steel pipe for underground service Standard da EJMA .1. aprovar.3 Distribuição de gás Produto tubular fabricado de acordo com uma norma de fabricação.Carbon steel pipe unions. 3.1. rua.1.Expansion joit manufactures association 3. localizada na passagem do gasoduto. ao longo da diretriz do gasoduto situado fora da área urbana.8 Autoridade competente Órgão. açudes. comerciais.1. 3.13 Rede Conjunto de tubulações que constitui linhas de distribuição e ramais. coincide com a linha de centro da faixa de domínio. bem como tratar de questões relativas à passagem do gasoduto junto a instalações de concessionárias de outros serviços públicos. ferrovia ou rede elétrica. repartição pública ou privada.1. 3.1.2 Transmissão de gás (transporte de gás) Trecho da diretriz de um gasoduto que está próximo e segue numa direção paralela à determinada faixa de domínio de estrada.Specifications for high test wrought buttwelding fittings MSS SP-79 .1 Termos gerais 3.16 Cruzamento Empresa pública ou privada responsável pela operação de transmissão e/ou distribuição de gás combustível.12 Duto (tubo) Atividade de transferência de gás combustível. Passagem aérea.1.1.1.Socket welding and threaded ends MSS SP-88 . O próprio tubo do gasoduto.1. 3. outros dutos e instalações subterrâneas já existentes. regiões permanentemente ou eventualmente alagadas. lagos.1 Gás combustível Qualquer construção.14 Linha Atividade de fornecimento de gás combustível.Socket-welding reducer inserts MSS SP-83 .1. 3. 3. ao gasoduto na área urbana. 3.4 Companhia distribuidora Gasoduto de transmissão ou de distribuição. pela autoridade competente.1. de examinar. 3.Steel valves . fora das áreas urbanas.11 Interferência paralela Toda forma gasosa apropriada para uso como combustível doméstico.6 Faixa de domínio ou faixa Passagem subterrânea do duto por rodovias. encarregado. autorizar ou fiscalizar a construção de gasodutos. 3.1.5 Companhia operadora Distância medida verticalmente entre a geratriz superior do revestimento do duto e as bordas da vala. . 3.Control of external corrosion on underground or submerged metallic pipe systems NACE Std RP-02-75 . 3. sendo transmitida (transportada) ou distribuída para o usuário através de dutos. à autoridade competente cabem aprovar e fiscalizar a passagem de gasodutos por vias públicas. por meio de dutos. outros) através de rede da companhia distribuidora. a autoridade competente é a própria entidade pública ou privada que promove a construção do gasoduto.1.4 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 MSS SP-75 . utilizada para os trabalhos de construção de gasodutos. ferrovias. Na maioria dos gasodutos. subterrânea ou submersa do duto. aérea ou subterrânea. fora das áreas urbanas. comercial ou industrial.1. legalmente destinada à sua instalação e manutenção.17 Travessia Área de terreno de largura definida. 3. grotas e ravinas.15 Cobertura Empresa pública ou privada responsável pela distribuição de gás combustível. pessoa jurídica ou física. 3.9 Pista Parte da faixa de domínio.1.Diaphragm type valves NACE Std RP-01-69 . pela legislação vigente. desde as fontes de produção ou suprimento até os locais em que o produto passa para o sistema de distribuição de gás.1. através de rios. acidentes naturais e outras interferências.

NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 5 3. etc. 3. sem que ele sofra deformação permanente. .31 Anel de reforço Arranjo de tubulação pré-fabricado utilizado em travessias aéreas ou enterradas e em cruzamentos. conexões padronizadas.1.2.1.33 Entalhe (notch) Pequeno trecho de gasoduto situado entre duas interligações.24 Tramo Quaisquer elementos mecânicos pertencentes ao sistema de tubulação.2. entre a linha-tronco e o ramal.34 Goivadura (gouge) Mudança de direção feita no duto durante a fase de construção.27 Lançador/recebedor de raspadores (scraper-trap) Conjunto constituído apenas de tubos e componentes de tubulação.2.1. 3.1.35 Ranhura (groove) Envoltório anular de concreto.1.1. 3. em forma de coroa circular.1. para estabilizá-lo quando submerso.23 Bloco de lastro Corte em uma superfície de forma alongada. válvulas.29 Colar (outlet fitting) Gasoduto destinado à distribuição de gás combustível. 3. facilitando realização de cruzamento e/ou dando proteção mecânica ao duto. 3. 3. 3.22 Jaqueta de concreto Corte em uma superfície com a forma côncava de uma meia-cana.36 Componentes (de tubulação) Contrapeso. com a finalidade de dar-lhe resistência mecânica para a proteção de cargas externas ou conferir-lhe peso adicional para estabilizá-lo quando submerso.3 Gasoduto Tubulação destinada à transmissão e distribuição de gás.7 Ramal externo do consumidor Execução de um furo.20 Seção de interligação Depressão na superfície de uma peça.1. para a instalação de uma derivação tubular. 3. feito em um tubo.2.21 Curvamento natural Corte longo e estreito na superfície de uma peça com redução na espessura de parede. usada para reforço estrutural da boca-de-lobo em uma derivação.19 Interligação (tie-in) Peça feita de chapa de aço. impulsionados pela pressão de gases ou líquidos.2 Termos do sistema de tubulação 3. 3. 3.18 Cavalote 3. 3.26 Raspador (pig) Sistema físico de transmissão e distribuição de gás combustível. parafusos e juntas.30 Furação em carga (hot tapping) Gasoduto que deriva da linha de transmissão/distribuição e termina no medidor do consumidor.1. feito por trepanação. 3. com a finalidade de conferir peso adicional ao tubo sobre o qual é fixado. também denominado colarinho de reforço.25 Tubo-camisa ou tubo-luva (casing) Tubo de aço no interior do qual o gasoduto é montado.28 Boca-de-lobo (derivação) Gasoduto destinado à transmissão de gás combustível.1.2.1. tipo risco ou estria. conexões especiais. Os tubos não são considerados componentes de tubulação. também denominado coluna. 3. 3. derivações tubulares.6 Ramal Peça forjada utilizada como reforço em uma derivação tubular. 3.1. constituído de gasoduto.1.1.2.4 Gasoduto de transmissão Instalação para introdução e retirada de raspadores no gasoduto. reservatórios.1. 3. com a linha em operação.1 Sistema de gás Conjunto de dois ou mais tubos soldados. diretamente. 3. 3. Qualquer derivação de uma linha considerada principal.2. 3.1. tais como: válvulas.2 Tubulação Denominação genérica dos dispositivos que se fazem passar pelo interior dos dutos. sem que haja redução na espessura de parede. 3.1. 3. 3. flanges. 3. feito geralmente de concreto armado. separadores.5 Gasoduto de distribuição Derivação tubular feita por uma ligação soldada. Trecho de tubulação que deriva da linha de distribuição e termina no limite do terreno do consumidor.32 Mossa (dent) União entre dois trechos de um gasoduto.1.1. compressores. 3.

1.6 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 3. 3. para alguns materiais. situado entre o limite do terreno do consumidor e o medidor.3. 3.18 Proteção contra sobrepressão Área que classifica uma locação e se estende por 200 m de cada lado da linha de centro de qualquer trecho contínuo e desenvolvido de 1600 m de gasoduto.4 Termos de propriedades mecânicas 3. 3. 3.2. É obtida de ensaios padronizados e representa um valor probabilístico.2. conforme 7. sob condições anormais de operação.5.8 Ramal interno do consumidor 3.4.3 Tensão de ruptura (limite de resistência à tração) Válvula de bloqueio de fácil manuseio localizada a montante do regulador de serviço.3 Termos dimensionais 3. é também. 3.2. Número. com a finalidade de interromper o fluxo de gás no ramal interno do consumidor.1 Tensão de escoamento Equipamento instalado na linha. 3.3.3 Diâmetro nominal (DN) Trecho de tubulação que deriva da linha de distribuição e termina no medidor do consumidor.4. fabricação e ensaio 3. relacionado com a densidade populacional. a tensão que no diagrama tensão-deformação corresponde a uma deformação especificada. bem como qualquer tubulação.3. 3.11 Regulador monitor (válvula de controle monitora) Número que expressa a dimensão do tubo e dos componentes de um sistema de tubulação.2.2. de forma a impedir que a pressão exceda valores preestabelecidos.1 Classe de locação Reservatório fixo.2. aplicável a um segmento específico de 1600 m de gasoduto . 3. 3. com a finalidade de assumir automaticamente o controle da pressão a jusante. 3. 3.4 Diâmetro externo Equipamento de controle de pressão. instalado em série com outro do mesmo tipo. com a finalidade de armazenar gás. e não necessariamente correspondendo aos diâmetros interno ou externo do tubo ou componente de tubulação. A classe de locação serve para propósitos de projeto. situada no terreno do consumidor.5.17 Reservatório cilíndrico Critério para a classificação de uma área geográfica de acordo com sua densidade populacional aproximada. em situações anormais de operação.5.2. 3. 3. ou com equipamentos a gás. que mede a vazão (volumétrica ou mássica) de gás transferido.14 Dispositivo de alívio de pressão Tensão na qual o material apresenta uma deformação permanente quando submetido ao ensaio de tração.2. construção e operação.3. 3.9 Ramal de serviço Espessura de parede listada na especificação ou norma dimensional do tubo ou do componente de tubulação. e em função da quantidade de construções para ocupação humana localizadas nesta área.2. 3. composto de tubos e componentes de tubulação. 3. ou do medidor.2. 3.3 Índice de densidade populacional Proteção proporcionada por um dispositivo ou equipamento instalado com o objetivo de impedir que a pressão em um sistema de gás exceda um valor predeterminado.2 Unidade de classe de locação Reservatório de forma cilíndrica. fabricado industrialmente.10 Regulador de serviço Equipamento instalado no ramal de serviço para controle da pressão do gás fornecido ao consumidor. 3.5 Termos de projeto. interromper o fluxo de gás de forma a impedir que a pressão ultrapasse valores preestabelecidos. com as extremidades fechadas por tampões.12 Medidor Diâmetro externo especificado do tubo ou do componente de tubulação constante da norma dimensional de fabricação. interligando os reservatórios com as instalações internas para gases combustíveis.2 Tensão mínima de escoamento especificada (Sy) Equipamento instalado para descarregar o gás de um sistema. destinada a GLP na fase vapor. com a finalidade exclusiva de armazenar gás.15 Válvula de ramal Tensão de escoamento mínima prescrita pela especificação sob a qual o tubo é comprado do fabricante. no ensaio de tração.4.1 Espessura nominal Trecho de tubulação.16 Reservatório tubular Tensão obtida pela razão entre a carga máxima aplicada e a área inicial da seção transversal do corpo-de-prova padrão. 3.13 Dispositivo de bloqueio automático Equipamento instalado com a finalidade de.2 Espessura requerida Espessura de parede calculada para resistir à pressão interna.2.

24 Tubo SAW (Submerged Arc Welding) Temperatura do ar no meio circundante a uma estrutura ou a um equipamento.ex. Tubo fabricado por processo de soldagem onde a coalescência é produzida pela deposição do metal. 3. o seu alívio espontâneo.15 Temperatura de projeto Temperatura de escoamento do gás usada para o dimensionamento mecânico do gasoduto. 3.12 Pressão máxima de ensaio Nos sistemas de tubulação sujeitos à deformação plástica. 3. 3. 3.17 Temperatura máxima (ou mínima) de operação Pressão usada na determinação da espessura de parede do tubo e dos componentes de tubulação. que ao ultrapassar o limite de escoamento sofre um relaxamento espontâneo no decorrer do tempo. que demonstra que um sistema de tubulação não apresenta vazamentos. 3.5.5. em qualquer estágio de evolução das deformações.5.5.5.5. 3. É uma temperatura fixada a partir das condições de fluxo no sistema de gás. 3. em todas as direções.5.11 Ensaio de estanqueidade Ensaio geralmente feito em baixos níveis de pressão.14 Temperatura ambiente Produto tubular fabricado sem junta soldada. 3. o termo “tensão circunferencial” refere-se à tensão circunferencial de membrana provocada pela pressão interna (hoop stress) 3.5.5.5 Pressão de projeto Temperatura do solo na profundidade em que o tubo se encontra. com um fluido apropriado.10 Ensaio hidrostático Em qualquer sistema de tubulação. 3.5.16 Temperatura do solo Relação entre força e área. de acordo com as prescrições desta Norma. A menos que expressos em contrário. inclusive nas paradas e partidas do sistema.18 Tensão circunferencial Maior pressão na qual um sistema de gás sob condições normais é operado.7 Máxima pressão de operação admissível (MPOA) Maior pressão na qual um sistema de gás pode ser operado de acordo com as provisões desta Norma.5. atuando paralelamente ao eixo longitudinal.8 Pressão-padrão de serviço Tensão normal na parede do tubo.5.22 Tensão localizada Maior pressão a que um sistema de gás é submetido em ensaio.9 Ensaio de pressão Tensão normal na parede do tubo.20 Tensão primária Designação genérica para um ensaio que consiste na pressurização de um sistema de tubulação. tensão normal de flexão e cisalhante de cortante provocadas pelo peso próprio.13 Pressão mínima de ensaio Tensão que se caracteriza por seu rápido decréscimo.: tensão normal de flexão na união tubo-flange e na junção cone-cilindro. 3.6 Máxima pressão de operação (MPO) Temperatura máxima (ou mínima) do fluido transportado sob condições normais de operação. 3.23 Tubo sem costura (seamless) Menor pressão a que um sistema de gás deve ser submetido. que demonstra que um tubo ou um sistema de tubulação possui resistência mecânica compatível com suas especificações ou suas condições operacionais.5. em função de sua qualificação por ensaio de pressão. todos os valores de pressão apresentados nesta Norma são referidos à pressão atmosférica normal. 3. Por exemplo: tensões normais de flexão e cisalhantes de torção provocadas pela dilatação térmica restringida. construção e operação. 3. é a tensão gerada por variação de temperatura ou por deslocamento imposto.21 Tensão secundária Ensaio de pressão com água. é a tensão gerada por carregamentos que não permitem. 3. 3. É uma tensão que está no mesmo nível de significância da tensão secundária. a partir de seu ponto de máximo valor.5.4 Pressão 3.5. 3. em ensaio.5.5. É uma pressão fixada a partir das condições de fluxo do sistema de gás.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 7 e usado para determinar os requisitos de projeto.19 Tensão longitudinal Pressão do gás que a companhia operadora se encarrega de manter nos medidores de seus consumidores. fundido pe- .5. para demonstrar sua resistência mecânica ou sua estanqueidade. 3.5. P. 3.5. atuando perpendicularmente a um plano contendo seu eixo longitudinal. Por exemplo: tensão circunferencial.5. a menos que seja expressamente dito em contrário.

1 Geral Todos os materiais e equipamentos que fazem parte permanente de qualquer sistema de tubulação. para utilização de acordo com esta Norma. os itens de materiais e de equipamentos podem ser divididos em quatro categorias: a) Primeira . P.ex.2 Procedimentos de qualificação da segunda categoria 4 Materiais e equipamentos 4.2. 4. Itens que atendem às normas relacionadas no Capítulo 2 podem ser usados para as aplicações a que se destinam. fabricado de acordo com uma norma relacionada no Capítulo 2. aberto entre o eletrodo (sem revestimento) e o tubo. ou em outro.: um flange fabricado de acordo com a ANSI B16. no caso a ANSI B16.2.1 Procedimentos de qualificação da primeira categoria Tubo que sofreu na fábrica uma deformação circunferencial permanente. exceto tubos. podem ser utilizados. retirado de um gasoduto desativado para ser reutilizado em outro gasoduto. Itens que não atendem às normas relacionadas no Capítulo 2 devem ser qualificados da seguinte maneira: a) itens cujas normas não divergem substancialmente de uma norma relacionada no Capítulo 2 e que atendem às exigências mínimas desta Norma.: um flange. aberto entre o eletrodo (revestido) e o tubo. Nota: As especificações para os diversos materiais aceitos por esta Norma estão listadas no Capítulo 2.1 A remoção de itens. 3.27 Tubo expandido a frio para a qualificação de cada uma das categorias mencionadas.2. e pela aplicação de pressão.itens reutilizados ou itens sem identificação. A proteção do arco é feita por material granular fusível.: um flange fabricado de acordo com a BS 1560 é qualificado na segunda categoria porque. é permitida desde que sujeita às restrições a seguir: . 4. no qual o tubo é parte integrante. sob condições de pressão mais baixa.5 é qualificado na primeira categoria porque a ANSI B16. embora do Capítulo 2 não conste a BS 1560. 4. 4.item fabricado de acordo com uma norma relacionada no Capítulo 2.ex. de um gaso- duto existente e sua reutilização no mesmo sistema. padrões e requisitos especiais desta Norma.5.5. P. c) Terceira .ex. Esta seção não deve ser interpretada de modo a permitir desvios que tendam a afetar desfavoravelmente a soldabilidade ou ductilidade dos materiais.4.5 está relacionada nesta Norma. embora fabricado segundo uma norma. b) seu uso não é proibido por esta Norma.8 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 lo calor gerado em um arco elétrico protegido. Itens para os quais não existem normas listadas no Capítulo 2 podem ser qualificados. com respeito à qualidade de materiais e de fabricação.2. ambos. pelo fabricante. construído de acordo com esta Norma.2. 4. esta Norma relaciona uma outra norma de flange. à temperatura ambiente. geralmente por meio de cabeçotes expansores internos.2. 3. b) Segunda .5.2. essa redução deve ser levada em consideração no projeto através da adoção de uma suficiente margem de segurança.item fabricado de acordo com uma norma não-relacionada no Capítulo 2. P. também qualificados na quarta categoria. fundido pelo calor gerado em um arco elétrico manual ou automático. o item “compressor” é qualificado na terceira categoria.3 Procedimentos de qualificação da terceira categoria 4. um flange retirado de um gasoduto desativado e cuja identificação tenha desaparecido pela ação do tempo ou um tubo novo do qual se perdeu a identificação são.5.2. d) Quarta . Todos esses materiais e equipamentos devem ser qualificados em conformidade com especificações.2. b) itens cujas normas divergem substancialmente das normas relacionadas no Capítulo 2 devem ser qualificados de acordo com a terceira categoria. do ponto de vista da segurança. é de um tipo para o qual nenhum padrão ou especificação é relacionado no Capítulo 2. desde que a análise técnica do ponto de vista teórico e/ou prático satisfaça simultaneamente ao seguinte: a) o item é compatível e seguro para o serviço proposto e recomendado para o serviço.2 As seções a seguir estabelecem os procedimentos Tubo fabricado por processo de soldagem onde a coalescência é produzida pela deposição do metal.1 No que diz respeito aos métodos de qualificação.2.4 Procedimentos de qualificação da quarta categoria 4.26 Tubo ERW (Electric Resistance Welding) Tubo fabricado por processo de soldagem onde a coalescência é produzida pelo calor gerado pela resistência elétrica em um circuito. 3.25 Tubo EFW (Electric Fusion Welding) portanto.2.2 Qualificação de materiais e equipamentos 4. é qualificado na quarta categoria. devem ser adequados e seguros para as condições nas quais são utilizados.2.item que.ex.: um compressor centrífugo de gás é fabricado de acordo com certa norma. Se os desvios tendem a reduzir a resistência mecânica do item em questão. nesta Norma não está relacionado nenhum padrão ou especificação para compressores de gás. entretanto. P.

execução de ensaios de propriedades físicas e químicas em amostras aleatórias. Nota: Tubos novos ou usados.25 ANSI B16. 4.1 Válvulas dado com dimensões e/ou materiais diferentes dos padronizados pelas normas ANSI e MSS devem ser projetadas por critérios de projeto que proporcionem o mesmo grau de resistência e estanqueidade e sejam capazes de atender aos mesmos requisitos de ensaios das conexões padronizadas.2.4.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 9 a) itens usados que foram fabricados de acordo com padrões listados nesta Norma podem ser reutilizados após a cuidadosa inspeção de cada peça para comprovação de que estão isentos de danos mecânicos.3.36 API 605 MSS SP-6 MSS SP-44 NBR 5580 API 5L ASTM A-53 ASTM A-106 API 605 MSS SP-6 MSS SP-44 ASTM A-134 ASTM A-135 ASTM A-139 ASTM A-211 ASTM A-333 ASTM A-381 ASTM A-671 ASTM A-672 ANSI B1.3.33 API 600 ANSI B16. sendo qualificados para utilização de acordo com 4.7 Dispositivos de controle de pressão tente para serem reutilizados no mesmo sistema ou em outro sob condições de pressão mais baixa.2 Os componentes de tubulação projetados e fabricados de acordo com padrões ou especificações diferentes dos relacionados nesta Norma devem ser qualificados para utilização de acordo com 4.3. 4.1.3.3.3 Parafusos e porcas ANSI B1. ANSI B1.1. não podem ser aplicados onde se requeiram requisitos suplementares de tenacidade ao impacto.2.36 API 601 API 605 MSS SP-6 MSS SP-44 4. 4. 4.20.9 ANSI B16. forjado ou sol- 4. e tubos novos sem identificação podem ser qualificados dentro dos limites resumidos na Tabela 1. b) itens usados que foram fabricados de acordo com padrões diferentes dos listados nesta Norma só podem ser qualificados dentro das exigências de 4.21 ANSI B16.20 4.2.2 Flanges ções abaixo devem ser qualificados para utilização de acordo com 4.1 ANSI B1.3. ambos de especificação desconhecida.28 MSS SP-75 MSS SP-79 MSS SP-83 4.1 Conexões especiais de aço fundido.1 ANSI B16.20.20.3.4.1.1.3.3 Os componentes de tubulação que constituem itens para os quais nenhum padrão ou especificação são relacionados nesta Norma devem ser qualificados para utilização de acordo com 4.2.11 ANSI B16. 4.1.20.6 Válvulas de segurança por alívio API 526 4. 4.1 ANSI B16.1 ANSI B16.2.2. sem ter sido removido do local em que se encontra. .34 API 602 ANSI B16.3.10 API 594 4.25 ANSI B16.2.38 API 603 API 606 API 609 MSS SP-6 MSS SP-42 MSS SP-67 MSS SP-72 MSS SP-84 MSS SP-88 4.1. removidos de um gasoduto exis- 4.20. A seguir estão relacionados os componentes de tubulação e respectivas normas de projeto e fabricação.3 Componentes de tubulação padronizados 4.1-a): ANSI B16.2 Tubos usados.2. para encaixe e para rosca ANSI B1.1-c). como o ensaio Charpy “V”. Notas: a) Não são aceitos materiais com um estado de corrosão que afete a sua integridade.1-a).36 ASTM A-105 .2-a). b) Este item não cobre o caso em que um gasoduto é reutilizado para um outro serviço sob novas condições operacionais.5 ANSI B16.1 API 5 ANSI B16.4 Os componentes de tubulação reutilizados ou sem NBR 11712 NBR 11713 NBR 11714 NBR 12558 ANSI B16.2.verificação de que todos os itens devem estar em condições satisfatórias de funcionamento.5 ANSI B16.2.1-d).3.1 Os componentes de tubulação projetados e fabricados de acordo com os padrões ou especificações relacionados nesta Norma são considerados adequados e seguros para operar nos sistemas de gás.4 Tubos 4.4 Juntas NBR 5893 ANSI B1.3.5 ANSI B16.1.25 ANSI B16. para a finalidade a que se destinam.1-b).25 ANSI B16.1 Os tubos fabricados de acordo com as especifica- identificação devem ser qualificados para utilização de acordo com 4.1 ANSI B16. Os dispositivos de controle de pressão devem satisfazer aos requisitos desta Norma para válvulas da mesma classe de pressão.25 API 599 ANSI B16.5 Conexões para solda de topo.3. devendo adicionalmente satisfazer às seguintes exigências: .

dimensão e espessura nominal constantes. onde todos os corpos-de-prova devem ser selecionados ao acaso. o tubo não pode ser usado. ela deve ser determinada medindo-se a espessura em pontos defasados de 90° em uma das extremidades de cada tramo de tubo. a qual deve assegurar que estejam circulares.14 vez a menor espessura medida para todos os tubos de DN < 20". a tensão mínima de escoamento especificada para efeito de projeto deve ser. (B) (C) (D) (E) (F) (G) (H) (I) Tubos novos de especificação desconhecida e tubos usados cuja resistência tenha sido prejudicada pela corrosão ou outra deterioração devem ser submetidos a ensaio de pressão. Se o tipo de fabricação da junta e o seu processo de soldagem puderem ser identificados.85. sem que ocorram trincas em qualquer local e sem abrir a solda. Pelo menos uma solda de ensaio deve ser feita para cada 100 tramos de tubo de DN > 4". Ca-so contrário. As propriedades de tração podem ser estabelecidas como segue: executar todos os ensaios de tração fixados pela API 5L. A solda deve ser então ensaiada de acordo com as exigências da API 1104. para permitir uma boa inspeção. a espessura nominal da parede deve ser tomada como a próxima espessura comercial da parede abaixo da média de todas as medidas tomadas. a tensão mínima de escoamento para efeito de projeto deve ser adotada com valor nãosuperior a 165 MPa (1683 kgf/cm2). e não são feitos ensaios de propriedades mecânicas. para vasos de pressão e caldeiras. e não superior a 1. Se o lote dos tubos é conhecido por ser de grau. exceto no que diz respeito ao número de ensaios que deve ser como indicado na Tabela 2. quando seu valor não puder ser determinado como segue: determinar a média de todos os valores das tensões de escoamento obtidas para um lote uniforme. a ser utilizado no campo. A solda a ser qualificada deve ser feita sob as mais severas condições permitidas pelas limitações de campo e usando o mesmo procedimento. Sy seja tomado como maior do que 360 MPa (3673 kgf/cm2). Para tubos de DN > 2". Para tubo de especificação desconhecida. com o mínimo de 20 ensaios .10 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 Tabela 1 . um comprimento suficiente de tubo deve ser curvado a frio até 90° ao redor de um mandril cilíndrico com um diâmetro doze vezes maior que o diâmetro nominal do tubo. O tubo deve atender às exigências deste ensaio. A pressão de ensaio no campo deve ser estabelecida de acordo com o Capítulo 29 Tabela 2 .80 para tubos de DN > 4". ranhuras e mossas. para determinar o limite de escoamento. tramo por tramo em um ensaio como o realizado em fábrica.60 para tubos de DN -4" ou 0. Para tubos de DN -2". de acordo com a nota (G) da Tabela 1. A partir de tal medida. um ensaio é necessário para cada 400 tramos de tubo. Seção IX. O tubo deve ser considerado soldável se as exigências impostas pela API 1104 forem cumpridas. com os mesmos critérios adotados no caso de tubos novos (ver Capítulo 26). porém em nenhum caso maior que 1. a medida deve ser feita em pelo menos 10% dos tramos individuais. Quando a tensão mínima de escoamento especificada. com o mínimo de dez ensaios Um conjunto de ensaios para cada dez tramos. ou no campo após a instalação. 165 MPa (1683 kgf/cm2). de acordo com as disposições da ANSI/ASME. O valor de Sy deve então ser tomado como o menor dos seguintes: a) 80% do valor médio dos ensaios de escoamento.Qualificação de tubo novo ou usado de especificação desconhecida e tubo usado de especificação conhecida Itens de qualificação Inspeção Curvamento/achatamento Espessura Eficiência de junta Soldabilidade Defeitos Tensão de escoamento Valor “Sy” Ensaio de pressão (A) Tubo novo ou usado de especificação desconhecida (A) (B) (C) (D) (E) (F) (G) (H) (I) Tubo usado de especificação conhecida (A) (C) (D) (F) (I) Todos os tubos devem ser limpos por dentro e por fora.11 vez a menor espessura medida para todos os tubos de DN ¯ 20". deve ser feito ensaio de achatamento como prescrito no Anexo C. b) o valor mínimo verificado em qualquer ensaio de tensão de escoamento desde que. em nenhum caso. A soldabilidade deve ser determinada como se segue: um soldador qualificado deve fazer uma solda circunferencial de topo. se necessário.Número de ensaios de tração (todos os diâmetros) Tamanho do lote Dez tramos ou menos Onze a 100 tramos Acima de 100 tramos Número de ensaios Um conjunto de ensaios para cada tramo Um conjunto de ensaios para cada cinco tramos. a soldabilidade pode ser determinada através de ensaios químicos para carbono e manganês. o fator E aplicável pode ser empregado. Se a relação entre as tensões de escoamento e de ruptura exceder 0. desempenados e isentos de defeitos que possam prejudicar sua resistência ou sua estanqueidade. o fator E deve ser tomado como 0. Nos tubos de DN -4". porém em não menos de dez tramos. A menos que a espessura nominal da parede seja conhecida com certeza. Todos os tubos devem ser examinados para detectar entalhes. a espessura dos outros tramos pode ser verificada aplicando-se um calibre ajustado para a espessura mínima. Se ao ensaiar a solda as exigências da API 1104 não forem atendidas. exceto que o número de ensaios requeridos para a determinação das propriedades de achatamento deve ser o mesmo que o requerido na nota (G) a seguir. O número de ensaios químicos deve ser o mesmo que o requerido para os ensaios de solda circunferencial mencionados acima. no máximo. a resistência à tração ou o alongamento são desconhecidos.

cabos elétricos e telefônicos. facilidades elétricas.3 A classe de locação é determinada pelo número de edificações destinadas à ocupação humana.1. o intento é que as cláusulas de segurança da Norma devem prevalecer naquilo em que sejam aplicáveis. tráfegos rodoviário e ferroviário entre outros.1 A classe de locação é o critério fundamental para o materiais usados nas instalações sujeitas a baixas temperaturas. 6. amortecedores de vibração. 5 Estudos prévios 5.3 Tubos fabricados de acordo com a NBR 5580 só podem ser utilizados em sistemas de gás com pressão de projeto igual ou inferior a 400 kPa (4.3 Para o início do projeto. flanges. e.1 kgf/cm2). notadamente gás sulfídrico e gás carbônico. a determinação da pressão de ensaio e a distribuição de válvulas intermediárias. f) investigação da agressividade química do solo.5 Equipamentos Esta Norma não inclui as especificações para equipamentos.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 11 4. g) determinação dos teores de contaminantes. 5. canais e baías. tais como suportes pendurais. d) suportação adequada ao gasoduto em travessias aéreas.1 Para a execução do projeto de sistemas de transmissão e distribuição de gás. tanto a ambiente e a de solo. etc. principalmente dos que afetam a segurança do sistema de tubulação no qual são instalados.4.7 Materiais sujeitos a baixas temperaturas 4. conforme concebido nesta Norma. motores. Todavia. pandidos a frio devem satisfazer às exigências obrigatórias da API 5L. acessórios. quanto a provocada pela descompressão do gás. Especificações parciais para tais itens são dadas nesta Norma.4 A classe de locação é um parâmetro que traduz o grau de atividade humana capaz de expor o gasoduto a danos causados pela instalação de infra-estrutura de serviços. 5. as condições do processo de transferência de gás devem estar determinadas. em todo caso.1 Alguns dos materiais que atendem às especificações aprovadas para uso sob esta Norma podem não ter propriedades mecânicas adequadas para as faixas mais baixas de temperaturas cobertas por esta Norma. parafusos e tubos. 4.7. tubos ex- f) determinação do diâmetro. d) seleção da diretriz do duto. ou seja.2 Outros estudos específicos são por vezes requeridos.1.2 Esta classificação se baseia na unidade de classe de locação que é uma área que se estende por 1600 m ao longo do eixo do gasoduto e por 200 m para cada lado da tubulação. h) estudo de impacto ambiental. 6. 4.4. existentes em unidade de classe de locação. e) balanço oferta/consumo do gás. tais como drenagem pluvial. pressão.2 Deve ser dada especial atenção à tenacidade dos 6 Classificação de locação 6. tais como válvulas. variáveis fundamentais como vazão. cálculo da espessura de parede do gasoduto. devem ser previamente realizados diversos estudos fora do escopo desta Norma. tais como: a) possibilidade de condensação de frações pesadas do gás. certos detalhes de projeto e fabricação referem-se necessariamente ao equipamento. devem ser marcados de acordo com as instruções de marcação dos padrões e especificações pelos quais o material é fabricado ou de acordo com as exigências da MSS SP-25. 4. Em outros casos.6 Marcação Todos os itens do sistema de gás. 4. c) possibilidade de formação de água livre.1 Geral 6. compressores. onde esta Norma não dá especificações para um item particular de equipamento. h) seleção técnico-econômica dos materiais a serem utilizados. tais como: a) caracterização do gás. . b) possibilidade de polimerização do gás. g) alternativas de traçado. esgoto sanitário. c) levantamento de dados geomorfológicos e climáticos. a seguran ç a do equipamento instalado num sistema de tubulação deve ser equivalente à de outras partes do mesmo sistema.1. temperatura e máxima pressão de operação devem ser conhecidas. a partir de sua linha de centro. 4.2 Independentemente de sua especificação. 6.7. e) investigações de batimetria e correntes em travessias de rios. b) levantamento das condições ambientais.1.

7 Considerações sobre o desenvolvimento futuro Na classificação de locação. 6. dentro da unidade de classe de locação.2.6. incluindo o térreo. dentro da unidade de classe de locação. dentro da unidade de classe de locação. devendo ser igual ou superior à espessura requerida. Evidências de futuras edificações devem ser consideradas na classificação de locação.1. 7. nejamentos previstos para as áreas. praças públicas. 7. cinemas.6.4 (adimensional) 7.locais em uma pequena e bem definida área externa. escolas.10 e a API 5L. ver a ANSI B36.1.3 Classe 2 A classe de locação 2 ocorre em regiões onde existam.3 Na seleção da espessura nominal do tubo. for esperada ação corrosiva P.6 Determ ina çã o das divisas entre classes de loca çã o 6.1.5 Classe 4 A classe de locação 4 ocorre em regiões onde haja. 6. causados pelas mais diversas ações construti- 6.D 2 Sy . destinadas à ocupação humana.2 Fator de projeto (F) 7. F .4 Classe 3 A classe de locação 3 ocorre em: a) regiões onde existam.1. com quatro ou mais andares. T do gás. tais como: igrejas. etc.6. deve ser atendida a condição de valor mínimo dada em 7.edificações que sejam ocupadas por 20 ou mais pessoas para uso normal..2 (adimensional) E = fator de eficiência da junta (longitudinal ou helicoidal) determinado em 7. esta classe termina a 200 m da edificação mais próxima à divisa. esta sobreespessura deve ser somada à espessura requerida calculada conforme 7. tais como áreas de recreação. 7 Determinação da espessura de parede 7. 7.3 (adimensional) T = fator de temperatura determinado em 7. a predominância de edificações com quatro ou mais andares. Para valores de espessuras padronizadas para tubos. etc.1 Espessura requerida de parede A espessura de parede requerida.1 Regiões onde um aglomerado de edificações destinadas à ocupação humana tenha classificado a região como 4. campos de futebol.12 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 6.1 Se. esta classe termina a 200 m da edificação mais próxima à divisa. 46 ou mais edificações unifamiliares destinadas à ocupação humana.1.2 Classe 1 A classe de locação 1 ocorre em regiões onde existam. mais próxima à divisa. para resistir à pressão interna. dez ou menos edificações unifamiliares destinadas à ocupação humana. para tubos e demais componentes de tubulação. 6.1. a qual leva em consideração a resistência mecânica do tubo aos esforços produzidos durante a montagem. 6. b) regiões onde o gasoduto se encontre a menos de 90 m de: . quadras de esporte.1 O fator de projeto é um coeficiente que traduz. o grau de segurança estrutural que o gasoduto deve ter para suportar os possíveis danos externos. conforme determinada em 7.6. As tensões mínimas de escoamento especificadas para os materiais aceitos por esta Norma constam do Anexo D F = fator de projeto determinado em 7. 6. . esta classe termina a 200 m da edificação. mais de dez e menos de 46 edificações unifamiliares destinadas à ocupação humana. dentro da unidade de classe de locação. deve-se atentar para os pla- .3 Regiões onde um aglomerado de edificações destinadas à ocupação humana tenha classificado a região como 2. a fim de compensar a perda de material que se processará durante a vida útil do gasoduto.2 A espessura nominal de parede dos tubos e dos componentes de tubulação deve ser selecionada entre as espessuras padronizadas nas respectivas normas de fabricação. que abriguem 20 ou mais pessoas em uso eventual. incluindo o térreo. comprovadamente. 6. deve ser previsto um valor adicional de espessura (sobreespessura para corrosão). deve ser calculada pela fórmula: e= Onde: e = espessura requerida de parede (mm) P = pressão de projeto (kPa) D = diâmetro externo (mm) Sy = tensão mínima de escoamento especificada para o material (kPa). E .1 e 7. para cada classe de locação.2 Regiões onde um aglomerado de edificações destinadas à ocupação humana tenha classificado a região como 3.

decorrentes do processo de fabricação dos tubos e dos componentes de tubulação especificados por esta Norma. ferroviárias. 33 43.5 Limitações de valores de projeto 7. após o esmerilhamento para reparo. deve-se obter o fator T por interpolação linear. d) pontes rodoviárias.1. deve ser utilizado fator de projeto igual ou inferior a 0. 53 Processo de soldagem e/ou tipo de fabricação da junta EFW/SAW/longitudinal ou helicoidal EFW/SAW/longitudinal ou helicoidal EFW/SAW/helicoidal se de locação.2.Fator de temperatura (T) Temperatura de projeto (oC) Até 120 150 180 200 230 Fator de temperatura (T) 1. deve-se considerar. ou acima de 315°C por mais de 1 h. e) lançadores/recebedores de esferas e raspadores.2.2.1.5. vias públicas e ferrovias.Classe de locação/Fator de projeto Classe de locação 1 2 3 4 Fator de projeto (F) 0. 7.1. na classe de locação 2.2 O fator de projeto é determinado em função da clas- Tabela 4 . devem satisfazer a esta exigência até uma distância de cinco diâmetros para cada lado da última conexão.40 O fator de temperatura deve ser determinado conforme a Tabela 5. para derivação de ramais. 23.50 0. c) itens fabricados com tubos e componentes de tubulação. para a aplicação da fórmula de 7. nas classes de locação 1 e 2. deve ser Nota: Para valores da temperatura de projeto compreendidos entre os tabelados. a tensão mínima de escoamento especificada como sendo 3/4 do valor Sy constante do Anexo D. 7.60 0. 7. para cavalotes em travessias. conforme a Tabela 3.3 Excepcionalmente. . tais como os citados em 6.905 0.2. b) cruzamentos (sem tubo-camisa) ou interferência paralela de rodovias públicas pavimentadas. de pedestres e de tubulação. deixem uma redução de parede localizada maior que 10% da espessura nominal calculada em 7. exceto para os casos de exceção apresentados na Tabela 4.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 13 vas que ocorrem durante a instalação da infra-estrutura de serviços. O fator de projeto já considera a segurança necessária para compensar os desvios para menos na espessura de parede. na classe de locação 1.1 Para tubos trabalhados a frio (objetivando a elevação da tensão de escoamento por efeito de encruamento) que forem posteriormente aquecidos a 480°C ou mais (não considerando aqui a soldagem ou o alívio de tensões).5 Excepcionalmente. Classes 13.5.2.870 7. 7. autoestradas. vias públicas e ferrovias. para válvulas da linha-tronco. nos quais deve ser considerado igual a 0.4. 7. Tabela 3 .5 em cruzamentos (sem tubo-camisa) de rodovias públicas pavimentadas.966 0. devem ser determinados e levados em consideração os efeitos da relação tempo “versus” temperatura sobre as propriedades mecânicas do material do tubo.2 Se for previsto o aquecimento do tubo durante a fa- utilizado fator de projeto igual ou inferior a 0. tais como conexões para separadores..72 EFW/SAW/longitudinal 7.5 em estações de compressores.8. deve ser utilizado fator de projeto igual ou inferior a 0. etc. 7.5.1 Acidentes no transporte e na instalação dos tubos não podem causar imperfeições superficiais que.3 Fator de eficiência de junta (E) O fator E deve ser considerado unitário para todos os tubos cujas normas de fabricação são aceitas por esta Norma.4 Excepcionalmente.000 0. de controle e de medição 7.6 para tubos utilizados em: a) cruzamentos (sem tubo-camisa) de rodovias públicas sem pavimentação. por qualquer período de tempo. auto-estradas. Tabela 5 .Fator de eficiência de junta (E = 0.929 0.8) Norma de Fabricação ASTM A-134 ASTM A-139 ASTM A-211 ASTM A-671/672.4 Fator de temperatura (T) 0. bricação ou a instalação.

000 4.9 15.250 0.9 12.1 273.113 0.1 7.0 1320.2 48.3 141.6/914.226 0.147 0.109 0.0 1574.0 4.3 73.3 60.9 4.8 609.154 0.4 1016.540 0.4 3.3 13.2 2.9 4.4 Para tubos usados ou tubos novos de especificação verificada conforme 7.9 .53 12. determinado de acordo com a nota (H) da Tabela 1.5.5 76. seja inferior ao valor mínimo especificado 7.625 0.875 3.156 0.4 1219.4 42.6 1422.9 9.6 Espessura dos tubos do gasoduto pol.375 2.133 0.0 152.088 0.2 88.75 14 16 18/22 24/26 28/32 34/38 40/42 44/46 48/50 52/54 56 58/60 62/64 Externo mm 10.1 5.179 0.0 1320.9 101.7 14.1.8 4.8 355.200 0.5 5.216 0.188 0.4 6.6 114.0/1066.4 457.091 0.35 9.8 4.9 5.9 3.4 3.4 31.250 0.250 0.3 168.438 0.18 6.6/1168.281 0.840 1.500 0.219 0.1 11.3 Espessura dos tudos da estação de compressores pol.375 0.9 8.500 4.0 3. conforme o critério exposto em 7.375 0.7 12.312 0. 0.4 7.625 mm 2.4 6.375 0.625 10.2 254.126 0.8/1371.0 88.6 127.156 0.8 5.2/1524.7 2.6 5.2/558. devem ser consultadas as notas (D) e (H) da Tabela 1.Espessuras mínimas Diâmetro Nominal pol.0 6.5 5.188 0.2/762.6 406.1 25.469 0. 1/8 1/4 3/8 1/2 3/4 1 1 1/4 1 1/2 2 2 1/2 3 3 1/2 4 5 6 8 10 12 14 16 18/22 24/26 28/32 34/38 40/42 44/46 48/50 52/54 56 58/60 62/64 mm 3.250 0.315 1.500 0.312 0.6 6.4 6.6 3.660 1.406 0.8 63.5 5.405 0.250 0.7 12.5 10.1 50.3 No projeto não se pode utilizar o valor real da tensão mínima de escoamento dos materiais e sim o valor nominal ou especificado da tensão mínima de escoamento (conforme consta do Anexo D).6 6. para a determinação do fator E e da tensão Sy.8 609.156 0.145 0.0 1574.0 4.675 0.344 0.8/1371.4 1219.250 0.6 1422.2/1270.8 4.140 0.3 2.154 0.4 1473.500 0. 0.5.4 1473. 7.5 12.237 0.8 2.0 304.500 5.9 101.7 12.6/812. a espessura de parede requerida deve ser Tabela 6 .7 3.33 26.218 0.6 Tabela de espessuras mínimas de parede A espessura a ser utilizada no gasoduto não deve ser inferior aos valores da Tabela 6.3 219.119 0.563 6.3.4 6.0 863.8 711.0/1066.5 4.2/1270.7 12.9 355.14 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 7.191 0.8/1625.4 6.562 mm 1.188 0.500 0.203 0.050 1.1.156 0.7 15.7 12.500 0.2/558.900 2.1 323.7 6.4 6.6/914.258 0.500 0.6 pol.219 0.0 863.5 9. desconhecida.0 4.095 0.75 12.4 1016.500 0. 0.188 0.6 406.1 21. Neste caso.7 33.8/1625. a menos que o valor real.7 3.6/812.216 0.8 38.2/1524.4 457.8 711.625 8.7 17.2 3.7 9.7 19.068 0.8 1117.4 203.0 4.250 0.250 0.8 1117.4 7.3 11.6/1168.2/762.2 5.

independentemente das suas características de .a necessidade de proteção do pessoal de construção e operação contra as correntes induzidas no gasoduto. são necessárias proteções adicionais para o gasoduto. tais como encamisamento. quando assentados sob as pistas de rolamento das vias públicas. de acordo com as recomendações do Capítulo 12. exceto nos casos previstos em 8. 8.1. devem ser cumpridas as exigências de cobertura mínima previstas em 11. túneis de metrô e outros. o assentamento do gasoduto deve se dar de forma a manter o maior afastamento das instalações. nas vias de maior largura. 8. para assentamento de gasodutos em vias públicas. 8. o gasoduto deve receber proteção mecânica.2.1 O afastamento de segurança.a possibilidade de as correntes induzidas perfurarem o revestimento do gasoduto. verificando: . 10 Requisitos devidos à proximidade de linhas elétricas Quando a diretriz do gasoduto acompanhar a diretriz de uma linha de transmissão elétrica.7 Em áreas onde atividades agrícolas possam levar a escavações profundas. 9. em relação à cota de dragagem. deve-se compatibilizar o projeto dos gasodutos com o plano diretor da área. instalação de material separador ou colocação de suportes. exceto nas condições previstas em 8.4.1 e 9.3 Todos os gasodutos instalados em leitos de rios e canais navegáveis devem ter uma cobertura mínima de 1200 mm nos solos comuns e 600 mm em rocha consolidada.1 Gasodutos de transmissão devem ser enterrados em profundidades de acordo com a Tabela 7. subterrâneas ou aterramentos de tais linhas.5 O assentamento de um gasoduto deve se dar.6 a 11. devem ser tomados cuidados. preferencialmente. metade da capacidade da linha de transmissão.2 não puder ser adotada.1. .4.6 Nas vias em que existam instalações subterrâneas. 8. 9. devem ser adotados os seguintes procedimentos: a) utilizar conexões nos sistemas de purga que conduzam o gás para longe das linhas elétricas. ao longo do caminhamento do gasoduto.3 a 8. 8.8. no mínimo. e o crescimento previsto para a área.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 15 8 Profundidade de enterramento 8. comunicações e outros.verificar a necessidade de instalar aparelhos de drenagem de corrente de fuga. 9.1 e 8. deve ser de 2000 mm.7.4 Em rios e canais sujeitos à dragagem. 8. . devem manter o maior afastamento possível do alinhamento das habitações. tendo em vista o prescrito em 9.8.5 Em locais onde a cobertura mínima preconizada em 8. em áreas sujeitas à erosão.6 e 8. 9.2 Os gasodutos a serem implantados em áreas urbanas. 9 Afastamentos 9. 1 2 3e4 Sob valas de drenagem em rodovias e ferrovias (A) 750 900 900 900 600 A escavação em rocha caracteriza-se pela utilização de explosivo ou martelete pneumático.7 Quando da existência de linhas de alta-tensão aéreas. 9.3 a 8.os possíveis efeitos adversos decorrentes da ação das correntes induzidas sobre os sistemas de proteção catódica.4 Devem existir. se estas forem aéreas. no mínimo. .8 Para o cruzamento de rodovias. 0.8. deve levar em consideração a máxima pressão de operação e o diâmetro. no sentido de se proteger o gasoduto.30 m de afastamento entre qualquer gasoduto enterrado e outras instalações subterrâneas não-integrantes do gasoduto. o projeto deve assumir o compromisso entre a profundidade e a proteção mecânica do gasoduto. 9. ruas e ferrovias.Valores de cobertura mínima Cobertura mínima (mm) Classe de locação/ situação Escavação normal Escavação em rocha (A) consolidada 450 450 600 operação. b) estabelecer conexão elétrica entre pontos do gasoduto que possam ser separados. Quando tal afastamento não puder ser conseguido.6 Onde as cargas externas forem elevadas. deve ser previsto afastamento compatível com as características das linhas de transmissão. c) executar estudo em conjunto com a companhia de energia elétrica. como garagens avançadas. principalmente quando o gasoduto for enterrado em solo úmido ou com o lençol freático em nível alto. conforme 6.3 Em se tratando de implantação de gasodutos em áreas urbanas ou em projetos novos de urbanização. 8. e em locais onde possam ocorrer modificações nas cotas do terreno. a cobertura mínima.2 Gasodutos de distribuição devem ser enterrados com coberturas iguais ou superiores a 600 mm. cuja capacidade seja de. Tabela 7 .

c) passagem de “pig” instrumentado. montagem e manutenção.1. b) facilidade de acesso para a construção.1.1. 11. Este Capítulo destina-se. inclusive cota de arrasamento. o fator de projeto é determinado em a) as curvas de entrada e saída devem ter raios compatíveis com os raios de curvatura admissíveis para o duto.6 Em travessias. e) no cruzamento com tubulações e outras interferências. devem ser observados os seguintes pontos: função da classe de locação da região atravessada pelo gasoduto. e) necessidade de obras auxiliares. 11. evitando-se trechos excessivamente acidentados e/ou com curvas acentuadas. preferencialmente.2 Seleção de locais para cruzamentos e travessias 11. principalmente.16 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 11 Cruzamentos e travessias 11. f) possibilidade de danos e indenização a terceiros. os seguintes aspectos: a) o eixo do cruzamento ou travessia deve ser perpendicular ao eixo da interferência. aos gasodutos de transmissão e. deve ser observado o seguinte: a) desvios e variantes para os trechos mais críticos. c) utilização de tubos com maior espessura de parede nos trechos mais críticos. Não sendo possível atender a essa recomendação. na locação dos cruzamentos e travessias. 11. d) no cruzamento de linhas elétricas de transmissão. devem ser realizados estudos econômicos.4 e 9. 11. b) execução de serviços adicionais de movimentação de terra.2. evitando-se movimento de terra e curvas verticais desnecessárias. viadutos e outras obras de arte) para o caso de travessias. sem interferir com o ponto de aterramento.7.1 A seleção dos locais de cruzamentos e travessias deve levar em conta as limitações impostas pelo curvamento dos tubos. primordialmente. g) observância das normas e recomendações do órgão público responsável. de modo a obter o menor comprimento possível. atendendo à orientação de 9.2. b) dutos utilizando tubos com reduzida espessura de parede.5 Além das recomendações anteriores. para melhor definição do ponto de cruzamento ou travessia. h) observância das normas e disposições do órgão de proteção ambiental. 11.4 Na aproximação do cruzamento ou travessia.2 Deve ser procurada uma locação adequada.2. comparando as seguintes alternativas: a) quando for prevista a utilização de tubo-camisa. considerando.2 Os cruzamentos de que trata este Capítulo podem b) disponibilidade de um trecho reto e nivelado nas margens para a instalação do duto. .1 Geral 11. d) dragagem de áreas sujeitas à navegação.1 Este Capítulo estabelece critérios para projetos de cruzamentos e de travessias.1. 11. 11.2. 11. passar perpendicular à linha. c) existência de áreas não-sujeitas a alagamento e com espaço suficiente que permita a montagem e eventual armazenamento e revestimento de tubos. o duto deve. 11. devem ser considerados os seguintes fatores: ser feitos com ou sem tubo-camisa.6 Especialmente para as travessias.1. no centro do vão entre duas torres. bem como de outras obras necessárias à execução do cruzamento ou travessia.3 Merecem também atenção. deve haver um estudo específico para a fixação da cota do gasoduto. os seguintes casos: a) dutos de grande diâmetro (24" e maiores). na medida das possibilidades locais. aos gasodutos de distribuição. 11. 11.3 Os cruzamentos devem preferencialmente ser pro- jetados sem tubo-camisa sempre que haja a possibilidade de manutenção do gasoduto com escavação a céu aberto. c) procurar um ponto onde o cruzamento possa ser executado a céu aberto.1. c) existência de projetos de ampliação. Sua aplicação deve ser feita levando-se em consideração os requisitos dos Capítulos 8 e 9.5 O projeto de travessias de cursos d’água navegáveis requer estudos específicos e consulta à autoridade competente. f) executar sondagens geotécnicas de reconhecimento.4 O projeto de cruzamentos de rodovias e ferrovias requer estudos específicos e consulta à autoridade competente. evitando-se pontos de inflexão muito próximos das margens. selecionar um trecho em que a ferrovia ou rodovia esteja em ponto de transição entre corte e aterro.2.2. b) pesquisar a possibilidade de cruzamento através de galerias ou pontilhões existentes e através do aproveitamento de facilidades existentes (pontes.

0.7 14.625 0.4. d) informações sobre o regime do rio.00 m. quando o gasoduto ou tubo-camisa for instalado pelo método de perfuração.9 12. Tabela 8 .0 4.3 15.9 8.250 0.6 A distância mínima entre a superfície da rodovia e o topo do gasoduto ou do tubo-camisa deve ser de 1.12 As espessuras mínimas de parede para os tu- bos-camisa. 11. 0.10 Os tubos-camisa devem possuir acessórios que os isolem.1 11. b) natureza.4.1.1.4. deve obedecer ao disposto no Capítulo 12. 11.4. conformação e permanência do leito e das margens. . a distância mínima deve ser de 1. dragagem e represamento. transporte de sedimentos.4 7. 11. inclusive tubos refugados de fábrica por não-conformidade dimensional que não comprometam a sua utilização para este fim.188 0.40 m.1.Espessuras mínimas para uso em tubos-camisa em cruzamento ferroviário Diâmetro nominal do tubo-camisa pol. ver 22.2 O dimensionamento do tubo-camisa deve ser fei- to de acordo com o disposto no Capítulo 12.1.1 Dimensionamento e proteção mecânica 11. c) verificação da existência de batimetria e sondagens. Geralmente.4.4.1. o qual deve ter sua espessura verificada para atender a esta condição. nos trechos de 11.Espessuras mínimas para uso em tubos-camisa em cruzamento rodoviário Diâmetro nominal do tubo-camisa pol.375 mm 4.188 0.1.4.219 0. 11. Tabela 9 . 11.156 0.500 0.4. Estas espessuras foram calculadas considerando tubos de aço de qualidade comercial e admitindo uma deflexão diametral máxima de 3%. durante a construção. nesses casos.6 6.1.6 e 11.7 9.4.1. for insuficiente para a proteção do duto.1.5 a carga de terra e a sobrecarga de tráfego devem sempre ser consideradas para o cálculo da tensão de flexão transversal.1. quanto às cargas externas.562 0. eletricamente. 11.6.406 0.688 mm 4. possibilidade de desvios.3 Quando se fizer necessária.5 10.5 cruzamentos e travessias. e) escolha de pontos onde o desvio do curso d’água seja possível.1. Até 10 12 a 16 18 20 22 24 26 28 a 30 32 34 a 36 38 a 44 46 a 50 52 a 56 60 a 64 mm Até 250 300 a 400 450 500 550 600 650 700 a 762 813 864 a 914 965 a 1118 1168 a 1270 1321 a 1422 1524 a 1626 Espessura mínima pol.8 5.375 0.1.281 0.4.219 0. a proteção mecânica do duto.312 0. atuante na parede do duto condutor. os dutos ficam submetidos a esforços que podem determinar o aumento da espessura requerida de parede calculada para a pressão interna.469 0.1 7. f) a travessia aérea não é recomendável. Sce.80 m. deve ser feita com jaqueta de concreto com espessura mínima de 38 mm e fck > 15 MPa.4.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 17 a) a travessia de rios deve ter margens bem definidas e que requeiram o mínimo de movimentação de terra e de serviços de recomposição.281 0. 11. levando-se em conta os esforços adicionais necessários à sua execução ou devidos a cargas externas.9 Os tubos-camisa podem ser feitos a partir de tu- bos de aço-carbono.4. em cruzamentos rodoviários e ferroviários.11 Os tubos-camisa não podem transferir carga externa para o gasoduto. Até 12 De 14 a 24 De 26 a 36 De 38 a 48 De 50 a 64 mm Até 300 De 350 a 600 De 650 a 914 De 965 a 1219 De 1270 a 1626 Espessura mínima pol.6 7. por si só. do gasoduto.1 9. são apresentadas nas Tabelas 8 e 9. 11. novos ou usados.4.1. 11. 11.438 0. justificando-se apenas no caso de leitos profundos ou quando os aspectos de segurança desaconselharem outro tipo de construção.3 Sinalização dos cruzamentos e travessias Todos os cruzamentos e travessias devem ser sinalizados de acordo com o Capítulo 13. navegabilidade. 11. 11. Para o cálculo de Sce.3 11.8 Em ambos os tipos de cruzamentos de 11.5 A sobrecarga de tráfego transmitida ao duto atra- vés do solo não necessita ser considerada em qualquer instalação com profundidade de enterramento superior a 3.4.4.7.1.4 Condições específicas 11. A solução usando placas de concreto instaladas entre o duto e a superfície do solo pode ser adotada para os casos onde a altura de cobertura.9 17.4 Nos cruzamentos e travessias sem tubo-camisa.1 O dimensionamento dos dutos.344 0.20 m.7 A distância mínima entre o nível da base dos trilhos e o topo do gasoduto ou do tubo-camisa deve ser de 1.8 5.

deve ser verificada a estabilidade do conjunto em relação à força vertical ascendente provocada pela velocidade de corrente de fundo. E = (π .4 A proteção mecânica dos gasodutos deve ser feita dentro dos critérios descritos em 12. apresentando alguma coesão.1 Este Capítulo trata da proteção mecânica do gasoduto quanto a cargas externas. segundo os critérios do Capítulo 7.18 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 11. sem ser muito plástico. D2 /4) . devem ser seguidas as seguintes orientações: a) para locais onde esteja prevista a manutenção do gasoduto com interrupção (mesmo que parcial) do tráfego. 11.3 A massa específica do concreto de lastro deve 12 Proteção de tubulações enterradas quanto a cargas externas 12. 11. justificando-se apenas onde os aspectos de segurança aconselharem sua aplicação.9 Para a solução de vala com reaterro.4.(kg/m3) 11.5 Para dutos submersos em cursos d’água. .preferencialmente pelo dimensionamento da parede do próprio gasoduto.2. 11.4 A massa específica do meio de imersão deve ser Ao longo do gasoduto.2 Lastreamento 11.4. = massa específica do solo submerso (reaterro) .3 São consideradas cargas externas de impacto as transmitidas às estruturas enterradas pelo impacto direto de ferramentas manuais e lâminas de equipamentos de escavação.8 O lastreamento por reaterro da vala não deve ser usado onde haja curso d’água ou submersão permanente do solo.4. quanto à flutuação. d) razão FS igual ou superior a 1. normalmente a espessura selecionada. igual a 2240 kg/m3.(m) D = diâmetro externo do duto (ou da jaqueta) .2.2. 11.4.(m) Gsub. igual a 1030 kg/m3 (água).2.3.2. de modo a aceitar ligeira compactação. Tabela 10 .2 São consideradas cargas externas de terra e tráfego as transmitidas às estruturas enterradas pelo peso de terra e pelo peso e choque dos veículos rodoviários e ferroviários que trafegam na superfície. Nestes casos.2 A estabilidade do duto. O fator FS deve satisfazer à seguinte condição: FS = (P/E) > 1. para possibilitar a escavação a céu aberto. Gm Onde: Pt = massa do duto . b) massa específica do solo submerso (reaterro) igual ou superior a 900 kg/m3.4. 12. a proteção contra a carga de terra deve ser garantida por um adequado dimensionamento da parede do gasoduto.2.4. tanto de terra e tráfego quanto de impacto de ferramentas de escavação. no mínimo.2 Para cargas de terra e tráfego considerada.7 A solução de lastreamento utilizando-se o rea- soluções da Tabela 10. as seguintes recomendações devem ser observadas: a) cobertura mínima de 1 m a partir da geratriz superior do duto. é suficiente para a proteção contra a carga de terra. é garantida pelo fator FS. Gsub. bem graduado.4.(kg/m) H = altura de cobertura . D .2. 11. para a proteção mecânica do gasoduto.4.1 São consideradas aceitáveis quaisquer das 11. a proteção deve ser feita: . 12.2.(kg/m3) Gm = massa específica do meio de imersão . no mínimo.6% e limite de liquidez (LL) inferiores a 30%).4.(kg/m) Pl = massa do lastro .Soluções aceitáveis para lastreamento Travessia Áreas de rios e permanencanais temente Tipo de lasinundadas treamento Jaqueta de concreto Bloco de lastro Ancoragem Vala com reaterro X X Local de aplicação Áreas eventualmente Brejos Manguezais inundadas X X X X X X X X X X terro da vala somente deve ser aplicada nos locais onde haja certeza da permanência natural do material de cobertura durante a vida da instalação e onde haja a certeza de que atividades de terceiros não venham a retirar material de cobertura.1 Sendo: P = Pt + Pl + H . 12.2.4. c) solo de reaterro granular grosso.5.4. que é definido pela razão entre o peso P do conjunto duto + lastro + reaterro e a força E de empuxo do meio de imersão.4. 12.1 a 12. 12.4.4. 11. deve ser verificada a concentração de esforços no duto nos pontos de aplicação do bloco.6 O uso de blocos de lastro não é recomendável. (índice de plasticidade .1 Para carga de terra ser. Neste caso.

b) gasodutos que tenham operado por longo tempo (anos). e. 14. a cada quilômetro. cuja função é reduzir a influência da carga de tráfego.3. devem ser usadas fitas de aviso sobre a geratriz do gasoduto. junto à fonte de alimentação. requisitos especiais de soldagem. deve ser equipado com um dispositivo de controle de pressão. 14. devem ser instaladas placas de advertência. b) a máxima pressão a que o sistema pode ser submetido.2.pelo em prego de laje de concreto enterrada pr ó ximo ao topo do duto.2.1.2 Em certas situações.2 Controle de pressão Todo sistema de escoamento de gases. baixando sua magnitude.1 Gasodutos para transmissão de gases devem ser dimensionados de acordo com o Capítulo 7.1. 13. baseado na sua história de operação e manutenção.6 Um fator a ser considerado. e dispositivos de proteção contra sobrepressão devem ser instalados. alimentado por uma fonte que possa operar em pressão superior à máxima pressão de operação (MPO) do sistema em questão. a proteção tem de ser feita com a instalação de tubo-camisa ou com a construção de obras de arte. Deve ser verificada a capacidade do conjunto duto-jaqueta de suportar as pressões laterais do solo.3. a MPO não pode exceder: a) a pressão que possa provocar operação insegura de qualquer equipamento de queima à baixa pressão acoplado ao sistema. Neste caso. conseqüentemente. 14. Em sistemas de distribuição de gases em alta pressão. entre as medidas adotadas para proteção mecânica. citam-se: a) gasodutos em estado avançado de corrosão ou com outros defeitos que comprometam sua resistência. c) modificação na classe de locação do gasoduto.1. fora das condições de projeto. conforme 29.1.2 As faixas e áreas de domínio dos gasodutos devem ser identificadas e sinalizadas com placas e marcos.1.3 Distribuição de gases 14. b) para locais onde não haja possibilidade de interrupção de tráfego e conseqüentemente de escavação a céu aberto.4. além de uma boa escolha deste material.2.1.14 kgf/cm2). a MPO não pode exceder: a) a pressão de projeto do elemento mais fraco do sistema.3 Para cargas de impacto de operar.2 Distribuição em baixa pressão Em sistemas de distribuição de gases em baixa pressão. devem ser instalados marcos indicadores de distância. devem ser exigidas prescrições adicionais de ensaios de tenacidade ao impacto. 14.2 Quando for verificada a possibilidade de ocorrên- A proteção recomendada neste caso é a laje de concreto ou a jaqueta de concreto mencionadas em 12. o novo valor da MPO deve ser estabelecido.2 Transmissão de gases 14. A máxima pressão de operação destes gasodutos define a sua pressão de ensaio. não se aplicando. 13.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 19 . espaçados de modo que fiquem intervisíveis. ao longo dos gasodutos. junto aos cruzamentos com estradas e nas travessias de cursos d’água.pelo emprego de jaqueta de concreto. especificado para ajustar a pressão para as condições de operação nas quais o sistema possa ser operado.2-a). sendo por definição a maior pressão na qual um sistema de gás po- . portanto. cia de fratura frágil.1.1. a companhia operadora é levada a limitar a máxima pressão de operação a valores inferiores aos originalmente estabelecidos no projeto. às redes de distribuição de gás canalizado.6 Em áreas urbanas. 13. dimensionada para as cargas envolvidas.7 As instalações aéreas. 14.4 Nas faixas de domínio dos gasodutos. é a realização de uma boa compactação do solo de reaterro. limitação de dureza. .1 Este Capítulo se refere à sinalização de gasodutos de transmissão.6. os marcos delimitadores das faixas devem ser instalados nos limites destas. Entre os casos mais comuns para esta situação. estas providências visam a assegurar um melhor trabalho mecânico do tubo.1. limitação da razão entre tensões de escoamento e ruptura. 12.5 Para o cálculo das tensões provocadas pelas cargas externas de terra e tráfego. 13. 13.1 Geral 14. ver 22. 14 Controle e limitação das pressões 14.3 Nas faixas de domínio dos gasodutos.1 Máxima pressão de operação 14.4. não pode exceder a pressão de projeto do elemento mais fraco do sistema. 14. 12. aproveitando toda a sua capacidade de distribuir as pressões laterais do solo envoltório. ou b) uma pressão de 14 kPa (0.1.1 A máxima pressão de operação (MPO).1 Distribuição em alta pressão 13 Sinalização 13. dimensionada para as cargas envolvidas. 13.1.5 Nas faixas de domínio dos gasodutos. na eventualidade de um vazamento. distribuindo-a uniformemente por uma área maior e. 12. devem ser sinalizadas por placas.

seja levado a fechar.2 Consumidores alimentados por sistemas de dis- tribuição. quando uma falha do dispositivo de controle elevar a pressão acima da MPO do sistema. piloto ou selo líquido. A Figura 2 fornece a simbologia da Figura 1.3. cuja máxima pressão de operação seja menor que 14 kPa (0.2 e e) que seja capaz de manter a precisão de regulagem em condições normais de operação e de limitar o aumento da pressão em condições de fluxo zero. 14. não necessitam ser dotados de dispositivos de segurança adicional. d) válvula controladora em série com ativa.3.1. Nota: Exemplos de aplicação dos dispositivos de controle e proteção requeridos em estações de controle de pressão estão apresentados no Anexo E.1.20 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 14.1 Proteção contra sobrepressões acidentais 14.3 Consumidores alimentados por sistemas de dis- A seguir estão relacionados os tipos de dispositivos que podem ser utilizados para impedir a sobrepressão: a) válvula de segurança por alívio.excesso de pressão. 14.3. tribuição.1 Exceto nos casos mencionados em 14. com diâmetro do orifício não-maior que o recomendado pelo fabricante para a máxima pressão de entrada. no caso de rompimento do diafragma.1. Estas estações caracterizam-se por separar dois sistemas com valores distintos de MPO. c) válvula controladora monitora. não necessitam de dispositivos de controle e limitação de pressão.3.3.1. Figura 1 . cuja máxima pressão de operação esteja entre 14 kPa (0. b) válvula de segurança por bloqueio .3 Limitação de pressão 14. 14.04 kgf/cm2). a 50% ou menos da pressão regulada quando há fluxo.3.3.3.14 kgf/cm2) e 200 kPa (2. d) que as tubulações que interligam o regulador não sejam maiores que 2". c) que o assento da válvula seja feito de material resiliente. g) que.3. sem tomada de pressão. os sistemas de escoamento de gases devem ser equipados com dispositivos de limitação ou alívio de pressão. à abrasão do gás e ao corte pelo obturador e não apresente deformação permanente quando em uso.2 Tipos de dispositivos de proteção 14.14 kgf/cm2) e cuja pressão não provoque funcionamento inseguro nos equipamentos. b) que seja de passagem única.3. f) que seja integral. resistente às impurezas.3.Dispositivos requeridos nas estações de controle de pressão . 14.3 Dispositivos de controle e proteção requeridos em estações de controle de pressão 14.1 Encontram-se esquematizados na Figura 1 os dispositivos de controle e proteção requeridos em estações de controle de pressão. caso a pressão de utilização do gás no consumidor seja controlada por regulador com as seguintes características: a) que seja capaz de reduzir a pressão para os valores recomendados para os equipamentos do consumidor.1. tipo mola.

Controla a pressão a jusante da controladora ativa. É dimensionada para a condição de falha aberta da controladora Válvula de controle em série .Alivia o gás na ocorrência de falha da controladora.Bloqueia o fluxo de gás.Simbologia . na ocorrência de falha Válvula de segurança .Controla a pressão em dois estágios.Controla a pressão a jusante Válvula de bloqueio automático .NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 21 Válvula de controle . limitando a pressão a jusante da controladora Válvula de controle monitora . A pressão de ajuste da controladora a montante deve ser inferior à MPO a jusante Figura 2 .

1.1 As chaminés de válvulas de alívio. deve-se considerar as limitações de transferência do gás entre as estações.3.3.4 Ventilação dispositivos.3.4. que abriguem tubulações de DN > 2" ou equipamentos que trabalham com gás (exceto aqueles para fins domésticos).2 O dimensionamento de aberturas.1 Projeto 15.3. o que for menor. b) instalar duas válvulas de bloqueio do alívio.4 Considerações sobre o projeto de estação de controle e limitação de pressão 14.4.2 O projeto deve impedir falhas na operação de uma estação de controle ou compressão.4. situadas a 3 m ou mais do nível do chão. 15. as chaminés e suspiros devem ser protegidos contra entrada de água de chuva. em sistemas de distribuição de gás em baixa pressão.1.1. A estação deve ter ventilação suficiente para que .2 Quando um gasoduto for alimentado por mais de forma a evitar condições de pressão perigosas para as instalações conectadas a jusante destas estações. 15.3 Cuidado especial deve ser dedicado aos tubos de instrumentação.1 As estações devem ser projetadas e instaladas de a) limitar a pressão no valor da máxima pressão de operação admissível (MPOA) acrescida de 10% ou no valor que provocar uma tensão circunferencial de 75% da tensão mínima de escoamento especificada do material do tubo.3. de forma a sempre manter uma em operação e outra em reserva.2. 15. tubos e cone- xões localizados entre o gasoduto a ser protegido e o dispositivo de alívio.3 Saídas 15.3 As saídas devem ter portas desobstruídas. com intertravamento mecânico entre elas. 14. 14. 14. ou combinação de cada patamar de operação. Permitir o fechamento da válvula de bloqueio do alívio com a anuência e assistência do pessoal de operação.4. Esta recomendação se faz necessária quando há modificação na classe de pressão das instalações a montante em relação a jusante. assim como a tubulação de purga. medida ao longo da linha de centro de acesso.3 Capacidade requerida aos dispositivos de alívio e limitação de pressão 14.2 A distância máxima de qualquer ponto de um lo- cal de operação a uma saída não pode exceder 23 m. Onde necessário.1.4. deve ter suficiente capacidade para: Os prédios de compressores devem possuir saídas de ar na parte superior (lanternim) para evitar o aprisionamento de gás. e devem propiciar passagem para local seguro. 15. sem chaves. a capacidade do sistema de alívio destas estações deve considerar as capacidades de alívio das demais estações. eventualmente recomenda-se instalar válvula de alívio parcial dimensionada para a condição de vazamento da controladora quando esta estiver fechada.1 Localização válvulas. com espaço suficiente em torno do prédio para permitir a livre movimentação do equipamento de combate a incêndio. 15.3.1.2 Adicionalmente aos dispositivos requeridos na Fi- gura 1. 14.4. escavações indevidas ou outras causas de dano. também. 14. No cálculo desta capacidade. devem ser construídos com materiais não-combustíveis ou limitadamente combustíveis.22 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 14. ou A localização do prédio de compressores deve levar em consideração a existência de construções adjacentes. em paralelo. em local seguro. b) limitar a pressão. suspiros. As portas localizadas em paredes exteriores devem abrir para fora.2 Cuidados especiais em instalações de alívio 14.2. tais como explosão em estações subterrâneas ou choque de veículos.4.2 Construção outras saídas de dispositivos de alívio devem ser localizadas onde o gás possa ser descartado para a atmosfera.4. Tão logo quanto possível. 15 Estações de compressão 15. lo- calizadas de modo a permitir fácil acesso. 14. objetivando a continuidade operacional dos dispositivos de segurança e proteção.3 Devem ser tomadas precauções objetivando im- Todos os prédios da estação de compressores.4. mantendo uma distância dessas construções para evitar que um incêndio nestas construções atinja a estação e. passarelas ou plataformas.1 Geral 14.1.1. Uma passarela exclusiva para um equipamento não requer duas saídas.4. 14.2. etc. 14. na ocorrência de acidentes. retornar a válvula para a posição aberta.4. escadas-de-mão fixas. deve ser executado de forma a propiciar o bom funcionamento do dispositivo de alívio.3.1.1 No mínimo duas saídas devem ser previstas para pedir o fechamento indevido de válvulas de bloqueio que tornem o sistema de alívio inoperante.1 Cada dispositivo de proteção. Métodos aceitáveis para operação do bloqueio de válvulas de alívio são descritos a seguir: a) travar a válvula de bloqueio na posição aberta.1. Os trincos das portas devem ser facilmente abertos pelo interior. O prédio da estação de compressores deve ser executado em conformidade com a NBR 6118. Tais saídas podem ser escadas. a valores que não provoquem opera çã o irregular dos equipam entos de queima conectados à rede. O projeto e instalação devem considerar que a falha de um tubo de instrumentação não provoque sobrepressão nas instalações a jusante. Eles devem ser protegidos contra queda de objetos.1.

4. instalados em estações de compressão de gás.circuitos el é tricos necess á rios à prote çã o de equipamentos. no mínimo.1. S eção VIII.1 Geral 15.5 Áreas cercadas inclua a verificação do funcionamento de todos os equipamentos de proteção. adicionalmente. até a condição máxima do acionador.circuitos elétricos que alimentam as luzes de emergência necessárias à evacuação do pessoal da estação e a vizinhança dos coletores de gás. deve ser previsto isolamento térmico das partes quentes do compressor. b) a tubulação de alívio deve descarregar em local que não gere risco à estação de compressão e adjacências.1. Cada compressor deve ser projetado para operar. Caso bombas de incêndio façam parte dos equipamentos.4. dois portões. dis. graxa e sujeira. d) possibilitar operação de. 15. Os portões devem ser localizados de modo a permitir fuga para local seguro.5. em quantidade que possa vir a danificar o equipamento. 15.5.4. 15.40.4. b) quando bolsões (slugs) de líquido puderem ser carreados ao compressor. sem auxílio de chaves). 15. tais como nome do equipamento. 15.1.4 Supervisão de operação A supervisão de cada compressor de uma estação compressora deve ser de acordo com um procedimento que .5 Equipamentos para desligamento de emergência 15. deve ter. em salas.2 Placa de identificação a) possibilitar bloqueio da entrada e da saída de gás da estação. e aliviar o gás bloqueado. quando a área interna estiver ocupada.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 23 os empregados não corram perigo em condições normais de operação (ou algumas condições anormais. número de série e qualquer outra informação necessária a uma correta operação e manutenção. c) ser constru í dos de acordo com o A N S I/A S M E .1 Compressores 15. bum dos quais atendendo aos seguintes requisitos: Cada equipamento da unidade compressora deve possuir uma placa de identificação. firmemente fixada em local visível e de fácil acesso. no caso de compressor centrífugo).2 Instalações elétricas Todos os equipamentos elétricos e cabos.4.4.1. Este isolamento deve ser coberto com uma proteção resistente a óleo. 15. potência e rotação. poços ou qualquer outro ambiente fechado. sua operação não deve ser afetada pelo sistema de desligamento automático de emergência da estação. 15.2 Equipamentos de remoção de líquido 15.1. numa emergência.2. em toda a faixa das condições de operação. dois lugares. caso em que devem ser projetados com fator de projeto 0.2. etc. em serviço contínuo.4. 15.1 Projeto quido. e. exceto aqueles construídos de tubos e componentes de tubulação sem soldagem interna. exceto: . 15.3 Equipamento de combate a incêndio Toda a estação de compressão deve possuir equipamentos adequados ao combate a incêndio. . devem abrir para fora e permanecer destrancados (ou ser facilmente abertos do interior.4. prever dispositivo para drenagem do separador e.2 Os dispositivos para remoção de líquido devem satisfazer às seguintes condições: a) ter dispositivo manual para drenar cada separador.1. de material resistente à corrosão.1 Devem ser previstos dispositivos de retirada de lí- Qualquer área cercada que possa impedir a fuga de pessoas dos arredores da estação de compressão. devem atender aos requisitos da NBR 5418. no mínimo. devem constar dados do equipamento. 15. 15. nos casos onde houver possibilidade de acúmulo de líquido na linha de sucção de cada estágio (ou de cada unidade.4.positivo de parada automática do compressor ou alarme de nível alto de líquido. Da placa de identificação. desde que localizados a menos de 60 m de qualquer estação de compressores. como uma junta danificada.).3 Controle de corrosão Medidas a fim de proteger a tubulação da estação de compressão devem ser tomadas de acordo com o Capítulo 30. devido ao acúmulo em concentrações perigosas de vapores ou gases inflamáveis ou tóxicos.3 Isolamento térmico Para proteção pessoal.4 Equipamentos da estação de compressão 15.1 Cada estação de compressão deve ter um sistema de desligamento automático que atenda aos seguintes requisitos: Cada compressor. acessório e sistema auxiliar devem ser projetados para operar de modo seguro e eficiente na faixa das condições de operação. c) possibilitar o desligamento de todos os equipamentos de compressão de gás e instalações a gás e elétricas nas vizinhanças dos coletores de gás e da estação de compressão. nome do fabricante.

como descrito em 15. devido à explosão ou fogo. . de acordo com 29.7. hidráulico ou pneumático das instalações de desligamento normal devem permanecer em operação.2 Cada turbina a gás da estação deve ser equipada de modo que.8.1.5.2 Uma válvula de alívio de pressão deve ser instalada Todas as tubulações de gás em estações de compressão devem ser instaladas segundo as prescrições previstas nesta Norma.3 Ensaios de pressão na linha de descarga de cada compressor de deslocamento positivo.7. . para uma estação de compressão. haja o imediato corte do combustível desta unidade. o compressor a uma parada total no menor intervalo de tempo possível. ao iniciar-se o desligamento de uma unidade.ser próximo aos portões de saída da estação.5. exceto quando forem executadas pequenas alterações na estação e.1. com sensibilidade e capacidade para garantir que a pressão na tubulação e nos demais equipamentos não exceda em mais de 10% a máxima pressão de operação admissível.6. 15.ser localizado a menos de 150 m dos limites da estação. 15. devido às condições de operação. c) desligamento de todas as instalações elétricas e a gás nas vizinhanças dos coletores de gás.5. for impraticável a execução de ensaios. A capacidade de alívio deve ser igual ou superior à capacidade do compressor.3 O projeto e a construção da estação de compressão devem ser tais que seja minimizado o risco de dano a qualquer equipamento do sistema de desligamento de emergência. adequadamente locado.8 Tubulações na estação de compressão 15.3 As instalações de regulagem do sistema de gás combustível. o desligamento possa ser limitado a: a) desligamento de todos os compressores e instalações elétricas e a gás internas à estação. de modo a evitar que gás entre nos cilindros da máquina e atue no sentido de movimentar partes enquanto a máquina estiver em manutenção.ser de fácil acesso e visibilidade.1 Devem ser instalados dispositivos de alívio de pres- Todas as tubulações de gás da estação de compressão.1.1. Toda área de compressores em estações de compressão deve ter sistemas de detecção de fogo e gases.6.3 As linhas de alívio devem ser dimensionadas de forma a não prejudicarem o funcionamento das válvulas de alívio e devem conduzir o gás para local seguro. exceto quando. deve ser equipado de modo que a parada da máquina corte automaticamente o combustível e purgue o gás do coletor de distribuição. os tubos devem ter sido pré-ensaiados. exceto as de instrumentação. devem possuir dispositivo limitador de pressão regulado de modo a limitar a pressão a um excedente máximo de 25% da pressão de operação ou a um excedente máximo de 10% da máxima pressão de operação. que opere com injeção de gás combustível sob pressão.6 Dispositivos de alívio de pressão 15.1. deve ser odorizado de acordo com o descrito no Capítulo 32. caso contrário.6. 15.8.1 Todo acionador de compressor. deve ser prevista instalação de dispositivo de alívio na tubulação. 15. 15. devem ser de aço e projetadas de acordo com o Capítulo 7.1. entre o compressor e a primeira válvula de bloqueio. 15.5 Todo gás utilizado para fins domésticos numa estação de compressão deve possuir odor suficiente para servir de alerta em caso de escapamento.3 Desligamento individual de emergência 15. de todas as tubulações de gás conectadas aos compressores citados em 15. neste caso.1.2 Sistema de detecção de fogo e gases alívio do compressor não evitem sobrepressão na tubulação. na linha principal. controle e tomada de amostra.6.7 Controle de gás combustível 15.5. 15. caso esta estação seja cercada. no entender do operador. 15.2-b). 15. Cada um dos sistemas deve atuar de modo a iniciar o desligamento de emergência conforme requisitos de 15.24 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 . 15. de modo seguro. conectadas às tubulações de gás citadas em 15.3.5.2 Instalação são. . 15.1. caso esta estação não seja cercada. Os circuitos elétrico.8.5.ser externo à área de gás da estação. 15. que leve.4 Devem ser tomados cuidados. b) alívio e bloqueio. o sistema de desligamento de emergência deve ser projetado de forma que não cause nenhuma parada não-programada na distribuição de gás.7. 15. ou próximo à saída de emergência. .7.2 Caso a estação de compressão abasteça diretamente um sistema de distribuição sem outra fonte de suprimento. Caso as válvulas de Todas as tubulações de gás de uma estação de compressão devem ser ensaiadas após sua instalação.2-a).2 e 29.1 Especificação Cada unidade compressora de uma estação de compressão deve ter um sistema individual de desligamento de emergência. 15.1 Tubulações de gás 15.5.8.7.

É recomendado que o equipamento de resfriamento. Seção VIII.3.8. que atue caso haja falha de refrigeração ou lubrificação do equipamento.2. 16.3.2 Tubulações de ar 15. estradas ou áreas pertencentes (mas não de uso e controle exclusivo) à companhia operadora deve ser projetado.6 Tubulações hidráulicas Todas tubulações hidráulicas.1 Geral 15. devem ser construídas de acordo com a ANSI B31. Deve ser levada em conta a possibilidade de ser necessário dar partida em mais de um compressor num curto intervalo de tempo. nos limites da segurança.4 Tubulações de água 16 Reservatórios tubulares e cilíndricos 16. devem ser construídos e equipados de acordo com o ANSI/ASME. numa falha.2 Reservatórios cilíndricos Os reservatórios cilíndricos devem ser instalados em terreno próprio ou de uso e controle exclusivos da companhia operadora.1. 15. o volume estocado e tor síncrono ou de indução elétrica.2.1 Reservatórios tubulares em áreas de uso e controle não-exclusivo da companhia operadora Um reservatório tubular para instalação em ruas.3.9.8. devem ser construídas de acordo com a ANSI B31.1 Todas as tubulações de ar das estações de compressão devem ser construídas de acordo com a ANSI B31. devem ser construídas de acordo com a ANSI B31. Os reservatórios devem ser instalados em áreas cercadas para evitar o acesso de pessoas não-autorizadas.9.8.1. 15.8.4 Identificação de válvulas e tubulações 15. aplicáveis a uma tubulação instalada no mesmo local e sujeito à mesma máxima pressão de operação. deve ter furos em cada compartimento. numa estação de compressão.2. internas à estação de compressão.1 Todo compressor de gás de uma estação de compressão deve possuir sistema de desligamento ou alarme.2 Equipamentos adicionais de prote çã o para compressores de gás 15. Todas tubulações de óleo lubrificante. diferente de mo- Todas as válvulas de emergência e os controles de emergência devem ser identificados. internas à esta ção de compressão.3. Todas as tubulações importantes de gás devem ser identificadas de acordo com suas funções. 15.9. 15.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 25 15. 15.2. montado e ensaiado de acordo com os requisitos desta Norma.2 Todo compressor de gás de uma estação de com- pressão deve possuir um dispositivo que impeça que a temperatura do gás de descarga exceda a máxima temperatura de projeto do compressor e tubulações conectadas.3.3.8.2 A pressão do ar de partida. 15.9.1. 16. o compressor seja desligado com segurança.8. para uso em es- máquina a gás. de modo a evitar qualquer acúmulo de gás.3 Reservat ó rios tubulares e cil í ndricos em propriedade de uso e controle exclusivos da companhia operadora 16.5 Tubulações de vapor Todas tubulações de vapor. internas à estação de compressão. 15.8. de modo a não permitir retorno de ar do motor às tubulações. 15. Outra válvula deve ser localizada na linha de ar principal próximo à saída de ar dos vasos.8.7 Tubulações de processo Todas tubulações de processo.3 Todo abafador do sistema de escapamento da as dimensões da tubulação de conexão ao compressor devem ser apropriados a imprimir na máquina o número de rotações necessárias à purga de todo o combustível do cilindro de potência e escapamento da máquina. devem ser construídas de acordo com a ANSI B31.2 Toda máquina a gás da estação de compressão deve ter a carcaça equipada com abertura à prova de explosão ou com ventilação adequada. 15. 15.9.2.3 Todo compressor centrífugo de gás numa esta- tações de compressão. próximo de cada máquina. deve ter um dispositivo automático que desligue o equipamento antes que a velocidade do acionador ou do acionado exceda a velocidade máxima estabelecida.2.4 Vasos ou garrafas de estocagem. remoção de líquido e remoção de óleo seja instalado entre o compressor de ar de partida e os vasos.8. 15. do selo normal.1 Locação dos reservatórios Todas tubulações de água. pelo fabricante.8.3 Tubulações de óleo lubrificante ção de compressão deve possuir um selo de óleo de emergência que permita que.9. As instruções do fabricante podem ser utilizadas como guia para determinar esses fatores. .9 Equipamentos de segurança adicionais 15. 15.2. devem ser construídas de acordo com a ANSI B31.9.9.1.3. 15. internas à estação de compressão.1 Todo acionador de compressor. internas à estação de compressão.8. 15.3 Uma válvula de retenção deve ser instalada na linha de ar de partida.

4 kgf/cm2). quando a máxima pressão de operação for igual ou superior a 7000 kPa.5 Reservatórios tubulares devem ser ensaiados conforme os requisitos do Capítulo 29. flexibilidade operacional.5 kgf/cm2) acima da máxima pressão de operação.1 Devem ser tomadas medidas para proteção dos em propriedade sob uso e controle exclusivos da companhia operadora. usando-se ar ou gás a uma pressão de 350 kPa (3.3. 16.2 Nenhum gás contendo mais do que 2. conforme a Tabela 11.3.60 0. com capacidade de alívio adequada para limitar a pressão nas linhas de enchimento e. não sendo aceitáveis danos no cilindro.72 0. 16. 16. enterrados com cobertura mínima de 60 cm. em kPa F = fator de projeto 16.Fatores de projeto para reservatórios Fator de projeto (F) Classe de locação da propriedade Distância mínima entre os reservatórios e os limites da cerca 8 m . em mm P = máxima pressão de operação admissível. em 110% da pressão de projeto do reservatório.1.3. em mm D = diâmetro externo do reservatório.5.72 0. a que for menor.2. 16. não necessitando ser reensaiado hidrostaticamente quando da instalação. 17 Válvulas intermediárias 17.2. que possam causar corrosão ou interferir na operação segura dos equipamentos de armazenamento.3.26 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 16. a ser instalado b) em nenhum caso a relação entre a tensão mínima de escoamento especificada e a tensão de ruptura pode exceder 0.4 Devem ser instaladas válvulas de alívio de acordo com os requisitos desta Norma. 17.D.0 kgf/cm2) a 15°C.3 Precauções devem ser tomadas para impedir a formação ou acumulação de líquidos nos reservatórios. a uma pressão absoluta superior a 100 kPa (1.1 Gasodutos de transmissão 17.2.4 Reservatórios tubulares e cilíndricos devem ser 16. usando-se processo de soldagem termicamente localizado. futuros desenvolvimentos urbanos da região e condições naturais adversas que coloquem em risco a segurança e operação da linha. continuidade operacional. e) cada cilindro e bocais devem ser ensaiados contra vazamentos após a instalação.2 Projeto. ou uma pressão que induza uma tensão circunferencial de 75% da tensão mínima de escoamento do material.40 16. no reservatório. bocais e equipamentos auxiliares.2 A distância máxima para o espaçamento entre válvulas deve estar de acordo com a Tabela 12.40 30 m ou mais 0. quando a máxima pressão de operação for inferior a 7000 kPa (71. desde que atenda às seguintes limitações: a) reservatórios cilíndricos construídos de aço-liga devem atender aos requisitos de composição química e de resistência dos vários graus de aços segundo ASTM A-372.2.60 0. nos casos em que a pressão de ensaio produza uma tensão circunferencial superior ou igual a 80% da tensão mínima de escoamento especificada (Sy) do tubo. Tabela 11 .1.2 A distância mínima entre os reservatórios e os limites da cerca deve ser de 8 m.1.1 Espaçamento entre válvulas 17.1.P.1 Um reservatório tubular ou cilíndrico. instalação e ensaio 16.4 Requisitos especiais aplic á veis somente a reservatórios cilíndricos Um reservatório cilíndrico pode ser construído de um aço não-soldável em condições de campo. tais como acesso. 3. 16. deve ser utilizada água para o ensaio. para um tubo instalado em um local classificado na mesma classe de locação do reservatório. pode ser armazenado.3 mg/m3 de ser determinado pela fórmula empírica: L= Onde: L = afastamento mínimo entre reservatórios. Cuidadosa inspeção no cilindro deve ser feita quando da instalação. 16. vários aspectos devem ser considerados.3.1. . deve ser projetado adotando-se os fatores de projeto selecionados de acordo com a classe de locação correspondente e a distância mínima entre os reservatórios e a cerca. tempo de desgaseificação. c) não pode ser feita solda em reservatórios cilíndricos que já tenham sofrido tratamento térmico e alívio de tensões.2.85. d) cada cilindro deve ser ensaiado hidrostaticamente na fábrica.5.5. ou ambos.F 7 x 103 gás sulfídrico.72 0.60 0.3. A pressão de ensaio na fábrica não deve ser menor do que a requerida para produzir uma tensão circunferencial igual a 85% da tensão mínima de escoamento especificada do material. e de 30 m.5 Requisitos gerais aplicáveis a reservatórios tubulares e cilíndricos 16.1 Na determinação do espaçamento entre válvulas. exceto soldas de cabos de cobre para o sistema de proteção catódica. preservação do gás.3 O afastamento mínimo entre reservatórios deve reservatórios contra corrosão externa. desta maneira.5.30 m 1 2 3 4 0.

conforme ora desenvolvido. devem ser previstos meios para evitar a passagem de gases ou líquidos através da abertura e evitar esforços na tubulação.1. devem ser espaçadas conforme a seguinte orientação: a) em sistemas de distribuição em alta pressão. são projetadas e construídas de acordo com as seguintes prescrições: a) as caixas são projetadas e construídas de forma a resistirem às cargas a que são submetidas. somente o acesso à haste operacional ou ao mecanismo de abertura/fechamento necessita ser instalado.2. etc. as condições físicas locais. deve ser montado dispositivo operacional de abertura e fechamento. a menos que tais componentes sejam protegidos adequadamente.2. O dimensionamento das válvulas e conexões para esta operação deve ser tal que permita a desgaseificação em condições de emergência com rapidez compatível com sua necessidade. Na determinação do espaçamento.1. instaladas objetivando uso operacional ou de emergência. b) em sistemas de distribuição em baixa pressão. enterradas ou em caixas. que podem ser de cobre. e) as aberturas das caixas devem ser localizadas de forma a reduzir os riscos de que ferramentas ou outros objetos caiam sobre o equipamento. 17. estações redutoras ou limitadoras de pressão.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 27 Tabela 12 . 17. limitação e alívio de pressão. 17.1. Onde a tubulação atravessar a estrutura da caixa. O uso do au- . Caso a válvula tenha sido instalada em caixa.2. devido ao fato de não poder ser comprovado que este.2 Locação de válvulas 17. A tubulação de controle e os componentes ativos do equipamento não devem ser instalados sob a abertura da caixa.2 As válvulas intermediárias podem ser instaladas 18 Caixas subterrâneas 18. a fim de evitar que os mecânicos de manutenção pisem neles quando entrarem ou saírem dela. podem ser dispensadas. 17. se não forem exigidas pela autoridade competente. 17. operação e manutenção adequadamente executadas.3 Facilidades devem ser previstas para a execução de desgaseificação entre duas válvulas intermediárias.1 Exigências de projeto estrutural As caixas subterrâneas para válvulas.2. O equipamento e a tubulação devem ser adequadamente sustentados por suportes de metal ou alvenaria. 17.2. 17. deve se levar em conta a proteção destes equipamentos. c) no projeto de caixas para equipamentos de regulagem.2. para possibilitar que os equipamentos tenham sua montagem. Em todas as instalações.1 Válvulas para gasodutos de transmissão 17. Todas as válvulas devem ser convenientemente suportadas. o comprimento das linhas de distribuição. a fim de ficarem protegidas contra movimentos e/ou acomodações do terreno.Distância máxima para o espaçamento entre válvulas Classe de locação 1 2 3 4 Espaçamento entre válvulas (km) 32 24 16 8 tomatismo deve ser definido pela companhia operadora do gasoduto. exceção feita às tubulações de controle e medição. as válvulas intermediárias. A distância entre a válvula e o regulador deve permitir a operação da válvula durante uma emergência.1.4 O uso de automatismo nas válvulas de bloqueio intermediárias não é requerido. 17.5 A locação de válvulas deve atender às exigências da autoridade competente.1.2.2. A caixa deve ser projetada de forma a não permitir a transmissão de cargas externas à linha de distribuição. bem como movimentos das tubulações.1. d) a tubulação de entrada e a do interior de uma caixa subterrânea devem ser de aço. b) deve ser previsto espaço interno suficiente. devem ser feitas considerações sobre a pressão máxima de operação.2. forneça proteção total ao gasoduto. as eventuais exigências da autoridade competente.1 Uma válvula deve ser instalada na tubulação de Nota: O espaçamento recomendado na Tabela 12 só pode ser aumentado por imposição de dificuldades reais de acesso à válvula. assim como o número e tipo de consumidores que seriam afetados por uma interrupção acidental do abastecimento. de forma a evitar sua danificação em caso de acidente. as válvulas devem ser instaladas em locais acessíveis a fim de facilitar a operação em casos de emergência.2.1 Válvulas de bloqueio intermediárias devem ser acessíveis e protegidas contra danos e atos de vandalismo. facilmente acessível ao pessoal autorizado.2 Válvulas para gasodutos de distribuição 17. de alívio. a tubulação ou outro componente.2 Válvulas em sistemas de distribuição para uso operacional ou de emergência devem ser localizadas de forma a propiciar acesso imediato e facilitado numa condição de emergência. tal como um grande vazamento ou fogo na estação. Válvulas em sistemas de distribuição.2 Válvulas em sistemas de distribuição de gás entrada para cada regulador de vazão ou pressão do sistema de distribuição de gás.2. O local da instalação de desgaseificação deve propiciar a purga do gás para a atmosfera. sendo apoiados dentro da caixa. de forma que o risco de danificação seja minimizado. acima do solo.

deve ser instalada uma tampa circular ou tomadas outras precauções. for menor que 6 para 1. bacias de captação ou onde a tampa de acesso à caixa esteja no curso das águas pluviais. as caixas devem ser ventiladas com dois dutos.4. 19. 19. avenidas. deve ser. de modo que o tubo não venha a ser submetido a uma carga externa excessiva devido ao reaterro da vala. jardins. quando o projeto das válvulas é tal que a exposição ao calor excessivo possa afetar sua capacidade de operação. suportadas convenientemente. de acordo com 8. do boletim número 70 da NFPA. devem ser vedadas e ventiladas como segue: a) quando o volum e interno excede 6 m 3.3 Onde há evidência de condensação no gás em quantidades suficientes para provocar interrupções no abastecimento do consumidor. Os respiros ligados ao equipamento de regulagem ou alívio de pressão não devem ser ligados à ventilação da caixa. ou através de reforço no próprio tubo.. Os trechos horizontais dos dutos devem ser projetados de forma a evitar a acumulação de líquidos na linha. devido à existência de interferências. no mínimo. em m3. 18.4 Drenagem e estanqueidade à água 18. deve ser previsto meio de ensaiar a atmosfera interna antes da remoção da tampa. 18. no mínimo. O material usado para reaterro deve ser isento de pedras. e deve-se prever meios para facilitar a limpeza periódica dos dutos. tais como jardinagem. 19.2 O uso de válvulas de ramal de assento resiliente não é recomendado.1. contudo. para a área de ventilação efetiva da tampa ou grade.2.2 Nenhuma caixa contendo tubulação de gás pode ser interligada a outra rede. desde que estes ramais sejam encaminhados protegidos por placas de concreto. Alguns dos fatores a serem considerados na escolha do local são os seguintes: a) exposição ao tráfego: deve ser evitada a construção de caixas em cruzamentos de rua ou em pontos onde o tráfego é pesado ou denso. d) as caixas com volume interno entre 2 m3 e 6 m3 podem ser fechadas hermeticamente ou ventiladas.1. de alívio ou pressão.4. que possam danificar o tubo ou o revestimento protetor.1 Os ramais devem ser instalados a uma profundidade que os proteja de cargas externas excessivas e de atividades. todas as aberturas são equipadas com tampas estanques. c) exposição a riscos em instalações adjacentes: as caixas devem ser construídas o mais afastado possível de instalações de água. etc.28 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 f) sempre que uma abertura deva ser localizada acima de um equipamento que possa ser danificado pela queda de uma tampa. 18.4.3 O equipamento elétrico nas caixas deve estar de acordo com as exigências da classe 1.1 Devem ser previstos meios para minimizar a entrada de água nas caixas.1. c) os dutos devem estender-se a uma altura acima do solo. O número de curvas e desvios deve ser reduzido ao mínimo. através do aumento de espessura. 19 Ramais de serviço 19. 18. Onde estas exigências de cobertura não puderem ser cumpridas.60 m em ruas. eletricidade. adequada para dispersar quaisquer misturas ar-gás que possam ser descarregadas.2 Os ramais devem ser adequadamente apoiados em solos firmes ou bem compactados. projetada para evitar que material estranho entre ou obstrua o duto. como a de esgoto.1 Prescrições gerais aplicáveis aos ramais 19.3-d) são ventiladas por meio de aberturas nas tampas ou por grades. ou terminais de alívio.2.2.3 Selagem e ventilação da caixa Caixas subterrâneas contendo uma estação reguladora ou redutora. a capacidade de ventilação de um tubo de 4" de diâmetro nominal.2 Condições de acesso Ao se escolher um local para uma caixa. devem ser consideradas as condições de acesso. b) exposição à inundação: as caixas não devem ser construídas em pontos de elevação mínima. e a relação do volume interno.2 Válvulas de bloqueio 19. igual à área da seção transversal de um duto de 4" de diâmetro nominal. e) se as caixas menciondas em 18. em m2. tendo cada um. áreas externas de residências e condomínios. vapor e outras. grupo D. em toda a extensão. e um mínimo de 0. não é necessária nenhuma ventilação adicional. 19. 18. f) caixas com volume interno menor que 2 m3 não têm nenhuma exigência específica. As extremidades externas dos dutos devem ser equipadas com uma conexão à prova de tempo apropriada. neste caso. o equipamento deve ser sempre projetado para operar com segurança. . Se fechadas hermeticamente. materiais de construção.3. pode ser admitida uma cobertura menor. A área efetiva da abertura nessas conexões. o ramal deve ter caimento de forma a drenar o condensado para a rede ou para sifões em pontos baixos do ramal.30 m de cobertura em calçadas.1.1 As válvulas utilizadas para ramal devem atender às prescrições de 4. b) a ventilação obtida deve ser suficiente para minimizar a possível formação de uma atmosfera combustível na caixa. se submerso. estradas e pátios de estacionamento de veículos. alamedas e demais locais não-sujeitos ao tráfego de veículos. É exigido que seja previsto um mínimo de 0.

1.3 As válvulas subterrâneas devem ser instaladas numa caixa ou tubo extensor que permita pronta operação da válvula.2 Instalação de ramais no interior ou sob construções 19. 19.7. 19. a utilização do tubo revestido sem camisa só é aceita se comprovado que o revestimento é resistente às operações necessárias à execução (furação ou cravação).7.7. 19. 19.5. Onde a pressão for menor que 700 kPa (7. a montante do regulador.7 Instalação de ramais 19. deve estar de acordo com as exigências aplicáveis do Capítulo 4.2. durante. para verificar se não apresenta vazamento e se sua integridade estrutural está garantida. O tubo-camisa deve ser purgado em local seguro.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 29 19. pelo tempo de.3 Os tubos. no mínimo. conexões e acessórios devem ser conectados por processos de soldagem ou rosqueamento. o ramal deve ser projetado para uma pressão de projeto mínima de 700 kPa.2 Os ramais. c) utilização de conexões de compressão com juntas de borracha ou similar e conexões de solda. fazendo os seus próprios ensaios ou inspecionando os ensaios feitos pelo fabricante.1 kgf/cm2). o espaço entre este e o ramal deve ser selado. a que for maior.7 kgf/cm2). 19.2 Exigências do ensaio de estanqueidade devem ser encamisados por um duto estanque. Quando um destes ramais abastece o prédio que ele atravessa. e todos os ramais que operam a pressões maiores que 7 kPa devem ser ensaiados com gás ou ar. 19.1 kgf/cm2).1 O tubo.5.2. 19. A conexão do ramal à rede não necessita ser incluída neste ensaio.1 Quando a instalação dos tubos revestidos for fei- 19. O ramal ou o tubo-luva.7.3. 19. Tanto a caixa como o tubo devem ser apoiados independentemente do ramal.1. d) soldagem do ramal diretamente à rede (boca-delobo). segundo esta Norma.6. 19. de fácil acesso. se não for viável assim proceder. . 19. onde o escapamento do gás seja perigoso.1 As válvulas de ramal devem ser instaladas em to- dos os ramais novos. o tubo revestido não deve ser in- serido através de um furo livre (sem tubo-camisa). devem ser encamisados em tubo-luva ou protegidos de outra forma contra a corrosão.7.2.6 Projeto de ramais 19.2. instaladas dentro de prédios ou em locais confinados fora de prédios. 19. devem ser projetadas e construídas de forma a minimizar a possibilidade da retirada de internos da válvula acidentalmente ou deliberadamente.2 O cálculo da espessura de parede do ramal deve estar de acordo com as exigências do Capítulo 7.7. No ponto onde o duto termina. 19.07 kgf/cm2) e que não possuem um revestimento anticorrosivo capaz de temporariamente impedir um vazamento devem ser ensaiados com gás ou ar.1 Os ramais que operam a pressões menores que 7 kPa (0. se existir.3 Ligação de ramais à rede 19. no mínimo. 19. a fim de minimizar a possibilidade de que pó e umidade sejam levados do tubo para o ramal. quando usado para ramais.07 kgf/cm2) e que possuem um revestimento anticorrosivo que não possibilite de imediato a identificação do vazamento. deve ser tomado cuidado para evitar danos ao revestimento.1.5 Ensaio dos ramais após a construção 19.5 A companhia distribuidora deve se certificar de que as válvulas de ramal instaladas nos ramais de alta pressão sejam adequadas para este uso. ta em terreno previamente perfurado. 19. devem ser selados no alicerce para evitar a entrada de água ou gás na construção.7. As juntas utilizadas nas redes de gás manufaturado devem ser do tipo que resista a este gás.1 Ramais enterrados.3 Uma válvula incorporada no quadro do medidor que permita que ele seja contornado não a caracteriza como de ramal.3. passando através dos alicerces externos de uma construção. em área pública. à MPO do sistema ou a 600 kPa (6. ou ambos.7. inclusive os renovados.5. 7 kPa (0.2.2 Na instalação de ramal em terreno previamente perfurado.4 Válvulas de ramais de alta pressão. para evitar a possível penetração de gás de vazamento. 19. 19. 5 min. 5 min.1 Prescrição geral O ramal deve ser ensaiado após a construção e antes de ser colocado em operação.4 Ponto de ligação do ramal à rede Os ramais devem ser ligados ao topo ou à lateral do tubo da rede. quando enterrados sob construções. a uma pressão não menor que 70 kPa (0. b) utilização de uma abraçadeira de ramal ou sela.3 Localização de válvulas de ramal 19. A ligação no topo é preferível.3.2.6. o duto deve prolongar-se até um local utilizado normalmente e de fácil acesso.3 Em solo rochoso.1 Instalação de ramais por meio de perfuração ou cravação 19. 19.5.6. com ferramentas domésticas.2.2 As válvulas devem ser instaladas a montante do medidor se não existir regulador ou.2 Os ramais que operam a pressões menores que Os ramais podem ser ligados à rede por: a) soldagem de um tê ou de dispositivo similar.

4.4. 20.2 Condições específicas 20. limitações nas condições de uso e recomendações específicas para o projeto de componentes de tubulação não-padronizados. Seção VIII.2.1. esta deve ser descontada da espessura nominal de parede dos tubos-ramal e tronco. 20.1.2 Toda a soldagem deve ser realizada usando pro- determinado pela “Regra da Equivalência de Área” que exige que a área de reforço disponível seja igual ou superior à área retirada do tubo-tronco para instalação do tubo-ramal. devem ser projetadas por critérios que proporcionem o mesmo grau de resistência e estanqueidade.5. 20. a critério do projetista.4.3 Cargas de projeto Os componentes de tubulação devem ser projetados e fabricados para suportarem com segurança. et (ver nomenclatura em 20. 20.5 As conexões especiais de que trata esta seção de- ser a soma das seguintes áreas. = d . devem preferencialmente ser ensaiadas antes da instalação.1 Reduções concêntricas e conexões para fechamento terminal feitas a partir de tubo não são permitidas em sistemas cuja pressão de projeto produz tensão circunferencial igual ou superior a 1/5 da tensão mínima de escoamento especificada do material. 20.1 Requisitos gerais As derivações tubulares soldadas devem ser projetadas de acordo com as recom enda çõ es de 20.4. Por exemplo: Boca-de-lobo.1.ex. Nota: No Anexo F é dado um exemplo das regras para o projeto de derivações tubulares soldadas. Por exemplo:P.2.2 A área de reforço requerido (Areq. vem resistir a um ensaio de pressão sem apresentar vazamentos. 20.1.4. se isto não for possível. Quando estas conexões forem instaladas em sistemas existentes. tampão plano.14 kgf/cm2).5.2.5. correspondente à espessura de parede excedente àquela necessária para resistir à pressão interna.2).2 Derivações tubulares São conexões não-padronizadas utilizadas para a derivação de um ramal. em função de dificuldades construtivas para se usar a conexão padronizada ou em função da falta da conexão padronizada. 20. operando a pressões inferiores a 700 kPa (7. redução cônica.1. 20. devem passar por um ensaio de vazamento em serviço na pressão de operação do gasoduto.4. isolada ou simultaneamente.: Curva em gomos.2.1.1. Tampão plano para DN superior a 3" só é permitido se for projetado de acordo com a ANSI/ASME.4: a) área transversal remanescente no tubo-tronco (A1).5. construídas de chapa com costuras longitudinais.2 Classificação e conceituação 20. e que sejam capazes de atender aos mesmos requisitos de ensaios.13. para cálculo de A1 e A2.1 Objetivo O objetivo deste Capítulo é apresentar métodos de cálculo.4 Unidades pré-fabricadas.30 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 20 Componentes de tubulação não-padronizados 20. construídas e ensaiadas sob os requisitos do código ANSI/ ASME. consideradas significativas.1 O reforço requerido no tubo-tronco deve ser com dimensões ou materiais diferentes dos padronizados. Seção VIII.5. sem vazamento. 20.4. Divisão I.1.3 A área de metal para o reforço da derivação deve cedimentos e soldadores qualificados. Seção VIII. 20. a pressão admissível de trabalho é estabelecida de acordo com a ANSI/ASME.1 a 20.1 Condições gerais 20. forjado ou soldado.1 Conexões especiais talada. após instalados no sistema. falha de funcionamento ou deformações permanentes. ruptura. Quando os esforços de dilatação térmica.1. deve ser feito um estudo específico para determinar o nível de tensões na descontinuidade entre o ramal e o tronco. a pressão de projeto atuando durante a vida útil da tubulação e outras cargas eventualmente especificadas. todas situadas dentro dos limites da zona de reforço definida em 20. tampão “cauda de peixe” e tampão plano. A pressão de ensaio deve ser a mesma do sistema no qual a conexão estiver (ou for ser) ins- . tais como São conexões não-padronizadas as utilizadas em situações peculiares. devem ser projetadas. 20. as quais admitem estar a derivação submetida à pressão interna e a esforços moderados de peso próprio. Divisão I. É proibido tampão “cauda de peixe” para DN superior a 3".1 Conexões de aço fundido.2 Conexões para fechamento terminal. ruptura ou falha de funcionamento.5.2.1.4.4 Conexões especiais 20. Quando a parede do tubo incluir uma sobreespessura para corrosão.1.4.4.5 Derivações tubulares soldadas 20.5. que não sejam as pa- dronizadas para solda de topo. correspondente à espessura de parede excedente àquela necessária para resistir à pressão interna. de peso próprio e de vibração forem. 20.5. 20. das conexões padronizadas 20.5.6 O projeto e a fabricação das curvas em gomos devem ser cuidadosamente executados e sua aplicação deve obedecer às recomendações de 27.) é definida pelo produto Areq. 20.1. são permitidas para tubos de DN igual ou inferior a 3". b) área transversal remanescente no tubo-ramal (A2).3 Quando a resistência destes componentes não puder ser calculada ou determinada com segurança pelos requisitos desta Norma. derivação com reforço integral tipo sela.

8 O ramal deve ser ligado por solda em toda a ex- escoamento inferior à do tubo-tronco. Figura 3 .1. ou do ar numa eventual operação de tratamento térmico da conexão. e só então computada como área de reforço. Esses furos para purga devem ser tamponados posteriormente ao ensaio de pressão da conexão ou do sistema de tubulação para evitar a corrosão entre o duto e a chapa de reforço.2. O reforço com coxim ou sela deve ser feito conforme Figura 5. mas que em nenhum caso pode se estender além de 2.4 As áreas dos reforços são apresentadas na Figu- ra 3. a qual já inclui a solda de união entre o tubo-tronco e o tubo-ramal. b) A nomenclatura utilizada está definida em 20. a extremidade do reforço deve ser chanfrada a 45° para concordar com a extremidade do cordão. calculada conforme 20. conforme mostrado nas Figuras 4 e 5. esta última é um retângulo cujo comprimento se estende a uma distância “d” de cada lado da linha de centro do tubo-ramal e cuja dimensão “L” se estende a uma distância igual a 2.1. O material da chapa de reforço com tensão de escoamento superior à do material do tubo-tronco deve ser considerado. o cordão de solda deve se estender por um comprimento W2 e W3.5. o cordão de solda deve se estender por um comprimento W1.5. 20. corrosão galvânica e expansão térmica. deve-se prever um pequeno furo na luva ou na sela para que haja a purga do gás de soldagem.1. Nenhum crédito é dado.5. a área de reforço disponível no tubo-ramal deve ser calculada com uma redução proporcional à razão entre as respectivas tensões de escoamento.2. para materiais do tubo-ramal com tensão de escoamento superior à do tubo-tronco. Quando não for usado um cordão de solda com a dimensão da perna (W2) igual à espessura M da chapa de reforço.5.5 vezes a espessura de parede do tubo-ramal a partir da superfície externa da chapa de reforço (se esta existir).6 O material da chapa de reforço pode ter tensão de tensão da parede do ramal ou do tronco. d) área transversal da chapa de reforço (A4).5.5. no cálculo do reforço. desde que sua área de reforço seja calculada com uma redução proporcional à razão entre as respectivas tensões de es- tamente ajustados às partes às quais devem ser soldados.1. tratamento térmico. em termos de aumento de área de reforço. a área deve ser calculada como se o material do ramal tivesse a mesma tensão de escoamento do material do tronco. Notas: a) A solda de união entre os tubos-tronco e ramal não foi representada na Figura 3.7 Quando os coxins ou as selas usadas para o re- forço cobrirem as soldas entre o ramal e o tronco. O uso de cordão de solda côncavo é preferível.5 Quando o material do tubo-ramal tiver tensão de coamento. Neste caso. 20.2.Corte transversal da derivação mostrando as dimensões usadas no cálculo . O material da chapa de reforço deve ser compatível com os materiais dos tubos com respeito à soldabilidade. onde se mostram também os limites da zona de reforço. 20.9 Luvas. 20. como tendo a mesma tensão de escoamento do tubo-tronco. selas e coxins de reforço devem ser perfei- escoamento inferior à do material do tubo-tronco. 20. e só então computada como área de reforço. A chapa de reforço deve ser ligada por solda aos tubos tronco e ramal em toda a sua extensão.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 31 c) área transversal dos cordões de solda (A3).5 vezes a espessura de parede do tubo-tronco medida a partir da superfície externa deste.1.5.1.5. pois minimiza a concentração de tensões na junção do ramal com o tronco conforme mostra a Figura 6. As Figuras 5 e 7 ilustram algumas formas de reforço. 20.5. conforme mostrado na Figura 5.

usar o encaixe tipo “penetrante”. como segunda opção. b) W2 = M/2 (mínimo). porém não-superior a T.6 mm (mínimo). o furo deve ser fechado com solda. devem ser aplicados na derivação detalhada na Figura 4. Figura 4 . c) W3 = M (mínimo).Coxim ou colar Notas: a) Os reforços parciais sela ou coxim. quando usados. d) Se M > T.2 mm (máximo) a menos que haja soldagem pela parte interna ou seja usado mata-junta. e) Prever um furo de 6 mm na chapa de reforço para permitir a purga dos gases de soldagem e do ar. d) Todas as soldas devem ter as pernas com a mesma dimensão e uma garganta teórica igual a 70% da dimensão da perna.4 mm.Sela Figura 5-(b) . a extremidade do reforço deve ser usinada para ficar com a espessura igual à do tubo-tronco. c) G = 1. Figura 5 . b) W1 = 3R/8 (mínimo). porém nunca inferior a 6. no caso de haver tratamento térmico. após o ensaio de pressão.Detalhes de solda para derivações com reforço parcial . deste.4 mm. G + 3. Posteriormente. porém nunca inferior a 6.32 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 Notas: a) Usar preferencialmente o encaixe tipo “não-penetrante”.Detalhes de solda para derivações sem reforço Figura 5-(a) .

Tipo sela combinada com luva Figura 7-(c) .Tipo luva Figura 7-(b) .Solda de filete convexo Figura 6-(b) .Detalhes de solda para derivações com reforço integral . b) Esta solda longitudinal para fechamento do reforço integral pode ser localizada em qualquer lugar da circunferência do tubotronco.Tipo sela Notas: a) Esta solda não necessita ter função estrutural.Solda de filete côncavo Nota: A dimensão da solda em ângulo é definida pelo comprimento do lado do maior triângulo isósceles inscrito na seção transversal do filete de solda. podendo ser apenas uma solda de vedação. Figura 6 .Garganta teórica da solda Figura 7-(a) .NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 33 Figura 6-(a) . c) Os detalhes das derivações com reforço integral foram feitos mostrando o encaixe tipo “não-penetrante”. Figura 7 .

10 O exame e o eventual reparo das soldas entre o ramal e o tronco devem ser feitos antes da montagem dos reforços.c) (para encaixe tipo “não-penetrante”) sen β d = DR/sen β (para encaixe tipo “penetrante”) 20. independentemente do processo de soldagem.5 (eR .2. et . = A1 + A2 + A3 + A4 Sendo: eT = espessura nominal da parede do tubo-tronco A1 = (eT .5.5.). progressivamente.13 Para o estabelecimento da tensão mínima de escoamento especificada para os materiais dos tubos utilizados nas derivações soldadas. dentro da zona de reforço M = espessura da chapa de reforço 20.5.2. ver 7. (SyR/SyT) Onde: L é o menor valor entre 2.12 Derivações com ramais formando ângulos inferiores a 85° com o tronco tornam-se.4 O diâmetro do furo é calculado pelas fórmulas: d= DR .2. a fim de majorar a área requerida para reforço (Areq. Nota: O uso de nervura para reforço é permitido e pode ser considerado nos cálculos de resistência mecânica. as derivações devem preencher os requisitos especiais de que trata a Tabela 13. .1.c) e 2. mais fracas à medida que o ângulo diminui.3 Para 85o .2 A nomenclatura utilizada é a seguinte: ra reforço.3) SyR = tensão mínima de escoamento especificada do material do tubo-ramal SyT = tensão mínima de escoamento especificada do material do tubo-tronco SyC = tensão mínima de escoamento especificada do material da chapa de reforço 20.5.2 (eR .1.5.2. et Nota: Para um ângulo β < 85°. = d . 7.2. 20.sen β). A 3. os requisitos gerais descritos em 20. (SyC/SyT) L = dimensão da zona de reforço Adis.5. 20.5.5. a área de reforço requerida deve ser calculada por: Areq.4 e Anexo D. O projetista deve atentar para o fato de que a concentração de tensões próxima a pontos terminais de nervuras.2.5. A partir de ângulos menores que 85°. 20.DR) .1. A 2.1.1.5.er . a área de reforço requerida é calculada de acordo com a fórmula: Areq. d et = espessura de parede do tubo-tronco para resistir à pressão interna (calculada conforme 7. = área de reforço requerido Adis.3. Deve ser previsto um reforço adequado para compensar a fraqueza inerente a este tipo de derivação.c) . 7.β . qualquer que seja o ângulo pa- através de fórmulas.1 Esta seção apresenta de modo compreensível. M . = d .6 A condição de resistência é verificada através de: A2 = 2L (eR .5.5 (eT .5.1) eR = espessura nominal da parede do tubo-ramal er = espessura de parede do tubo-ramal para resistir à pressão interna (calculada conforme 7.5.c) + M A3 = área total das seções transversais dos cordões de solda A4 = (Q . = área de reforço disponível A 1. Areq. 20. β = menor ângulo medido entre os eixos dos tubos-tronco e ramal c = sobreespessura para corrosão DR = diâmetro externo do tubo-ramal 20. 20.1.1) d = diâmetro do furo acabado no tubo-tronco Q = comprimento da chapa de reforço. quando a solda longitudinal não for interceptada pelo ramal.11 Para tubo-tronco com costura.5 A área disponível.34 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 20.2.1.5.2 Regras para o reforço de derivações tubulares soldadas (Figura 3) 20.1).5. admite-se que seu fator de eficiência de junta seja unitário. A 4 = á reas definidas no texto (ver 20.c) . tirantes e outros contraventamentos pode reduzir o efeito previsto para o reforço.3 Requisitos especiais Além dos requisitos gerais (ver 20.5.5. (2 . Um projeto deste tipo deve ser cuidadosamente estudado.90 o.sen β) 20.et . é calculada pela fórmula: Adis. (1/sen β) . deve ser usado o coeficiente de segurança (2 .5. ¯ Areq.

e é soldado neste.6. suas extremidades devem ser usinadas de forma a terem sua espessura igual à do tubo-tronco.6. tubos de parede fina e cargas externas severas. .4 Qualquer grupo de derivações densamente concen- situação que requeiram um reforço combinado. com qualquer tipo de arranjo. pode ser reforçado.5. de acordo com 20. ou então deve-se usar tê forjado.2). 6 e 7. A área do reforço combinado deve ser pelo menos igual à soma das áreas requeridas por cada uma das derivações consideradas separadamente.2 Quando mais de duas derivações estiverem numa vações deve ser. no mínimo. Usar preferencialmente tês forjados. sela.Requisitos especiais Relação Sc Sy x 100 Relação DR DT x 100 (%) (%) < 25 ¯ 25 e < 50 ¯ 50 Onde: Sc = tensão circunferencial correspondente à pressão de projeto Sy = tensão mínima de escoamento especificada do material DR = diâmetro externo do ramal DT = diâmetro externo do tronco (A) < 25 (A) ¯ 25 e < 50 (A) ¯ 50 (B) (C) (D) (D) (B) (D) (C) (E) (F) (F) (G) (F) (H) ( I ) Não é obrigatório o uso de reforço na derivação. Nota: Deve-se proteger adequadamente as derivações de pequeno diâmetro contra vibrações e forças externas a que normalmente estão sujeitas. Os cantos internos do furo acabado devem ser. 20. tanto quanto possível. (F) (G) As derivações com ou sem reforço devem ser feitas de acordo com as informações das Figuras 4. na falta destes. adoçados com um raio de curvatura de 3. Usar qualquer dos reforços dos tipos “integral”. As dimensões das pernas dos cordões de solda que unem ramal e tronco não devem ultrapassar a espessura do tubo-tronco.6. não deve ser considerada a contribuição de nenhuma área do material de reforço entre essas duas derivações.6 Derivações múltiplas 20.5. essas derivações devem ser reforçadas de acordo com 20. (B) (C) (D (E) Usar qualquer reforço que satisfaça aos requisitos gerais (ver 20. São permitidos também reforços localizados dos tipos coxim e sela. 1. este pode ser requerido em casos especiais de pressões acima de 700 kPa (7. preferencialmente. (H) (I) 20. o reforço da derivação deve ser do tipo “integral”. Se for necessário reforço localizado e o diâmetro do ramal for tal que o reforço envolva mais de metade da circunferência do tronco. estendendo-se por toda a circunferência do tubo-tronco.2 mm. cujo diâmetro envolva todas as outras derivações do grupo. considerando-se todas as derivações como uma única. entretanto.1 Quando duas ou mais derivações estão separadas entre si por uma distância entre centros inferior à soma de seus diâmetros internos (de modo que as zonas de reforço se superpõem). uma seção reta (do ramal ou do tronco) pode ser considerada como pertencente a mais de uma derivação ou ser avaliada mais de uma vez. esta solda de união entre o reforço e o tubo-tronco deve ser de cordão contínuo.3 Quando a distância entre centros de quaisquer das duas derivações é inferior a 1. Coxins. o reforço da derivação deve ser do tipo “integral”. coxim.5.6. Em nenhum caso. então deve-se usar reforço “integral” independentemente da tensão circunferencial atuante. 20. 20. Não há necessidade de se prover reforço para derivações (ramais) de DN até 2" inclusive.5 vez a média de seus diâmetros externos. a distância mínima entre centros de quaisquer duas dessas deri- tradas.14 kgf/cm2). Se o reforço envolvente é mais espesso que o tubo-tronco. 5. selas parciais e outros tipos de reforços localizados são proibidos. Usar preferencialmente tês forjados.1). estendendo-se por toda a circunferência do tubo-tronco. Nota: As extremidades da chapa de reforço devem ser usinadas para ficarem com a mesma espessura do tubo-tronco. na falta destes.5 vez a média de seus diâmetros externos (conforme visto em 20.6. e a área de reforço entre elas deve ser ao m enos igual a 50% da á rea total requerida para as duas derivações na seção reta considerada.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 35 Tabela 13 .

admitindo muitas simplificações em relação ao sistema real. b) as derivações forem projetadas para a máxima pressão de operação admissível do sistema de gás.3. nos sistemas de tubulação. 23.1.2 Quando for necessário o emprego de junta de expansão.3. para efeito de enquadramento nas situações apresentadas em 21. 21 Análise da flexibilidade 21. ele- . a partir de uma configuração proposta. nas enterradas. Nas aéreas.4 Requisitos para a obtenção da flexibilidade 21.3. consiste na determinação das tensões. . 21.3. 21.2. . 21. mudanças nas características geométricas dos elementos tubulares e gradiente de temperaturas.36 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 20.5 As tensões geradas por variação de temperatura e por deslocamento imposto devem ser calculadas pelas fórmulas de 22. pode ser previsto o uso de junta de expansão. a verificação da flexibilidade pode ser feita pela análise simplificada.3.1.4.1.é de aplicação restrita e seus cálculos são feitos por qualquer dos métodos consagrados na análise dos sistemas estaticamente indeterminados. se necessário) que tais derivações são adequadas e seguras para o serviço a que se destinam. não sendo isto possível.3 Em situações menos severas do que as descritas em 21.3. 21. variação nas propriedades físicas dos materiais. não sendo isto possível.1 A análise da flexibilidade.2.2. 21.3 e 21. deflexões e reações de restrição nos elementos tubulares.7 Derivações extrusadas As derivações extrusadas são aceitas se atenderem aos seguintes requisitos: a) for comprovado por análise e ensaio (este.3. faz também parte desta análise a determinação das forças e momentos atuantes nos suportes da tubulação. A análise de flexibilidade é um cálculo de verificação.2.1. dentro de critérios preestabelecidos. como adequadas ao serviço proposto.3 Um sistema de tubulação é julgado suficientemente flexível quando.6.2.2 A análise formal é obrigatória nos sistemas de tubulação sujeitos a diferencial de temperatura elevado ou nas configurações rígidas sujeitas a diferencial de temperatura ainda que moderado. se o sistema é suficientemente flexível. determina-se. esta deve ser selecionada e especificada de acordo com o Standard da EJMA.3 A redução dos esforços nas ancoragens e bocais de equipamentos deve ser conseguida por uma configuração tridimensional.1 Como regra geral. pode ser previsto o uso da técnica de pré-tensionamento (cold a) análise formal.4 A análise da flexibilidade pode ser dispensada para tubulações enterradas conduzindo gás à temperatura ambiente e para tubulações aéreas ou enterradas de configuração e condições operacionais semelhantes à outra anteriormente analisada (por método compatível com a severidade operacional do sistema) e julgada suficientemente flexível. 21.1. as dilatações térmicas são absorvidas no deslocamento livre da tubulação.4. flexíveis e rígidos (flanges ou válvulas).2 Métodos de análise 21.1. a análise da flexibilidade deve ser feita sempre que houver dúvidas fundamentadas sobre a adequada flexibilidade da tubulação.4 Este Capítulo abrange a análise de flexibilidade das tubulações aéreas e das enterradas. é capaz de deformar-se.1 Geral 21. pois. 21.a análise formal utiliza poucas simplificações em relação ao sistema real e apresenta soluções mais próximas dos resultados experimentais.consiste na análise do sistema de tubulação na sua mais geral abrangência.8.4. no deslocamento restrito da tubulação pelo solo. incluindo ainda orientações sobre o cálculo de suportes. 21.3 e comparadas com as tensões admissíveis de 23. 21. elementos orientados em direções nãoortogonais. 21. por variação de temperatura ou por deslocamentos impostos.5 Fica inteiramente a critério do engenheiro o julgamento do grau de severidade das condições operacionais do sistema. 21.3.2 A flexibilidade de um sistema de tubulação é a medida da sua capacidade de absorver dilatações e contrações. b) análise simplificada. 21.2 A análise de flexibilidade deve ser enfocada sob dois aspectos: 21. O engenheiro deve ainda considerar que casos específicos podem requerer uma análise mais abrangente do que a descrita em 21. nos bocais de equipamentos ou nos suportes sejam inferiores ou iguais a valores máximos admissíveis. de acordo com o proposto em 21.4.3.7 e 23. 21. 21. c) as derivações forem recomendadas pelo fabricante.3 Critérios para obrigatoriedade ou dispensa da análise 21.1. por uma configuração espacial.1 A flexibilidade deve ser conseguida. sob o aspecto de segurança. mentos tubulares retos e curvos (contínuos ou em gomos). preferencialmente. . entre outros: configuração tridimensional. de sorte que as tensões na tubulação e os esforços nas conexões.1 Este Capítulo estabelece os critérios aplicáveis à análise dos efeitos de variação da temperatura e de deslocamentos impostos. compreendendo. sendo a mais notória a ausência de elementos curvos.1.

b) o fator de eficiência de qualquer junta soldada (E) é igual a 1. tais como os descritos em 22. tubulação.1 Esta Norma estabelece como critério para avalia- 22 Cálculo das tensões 22. não é obrigatória a consideração de um redutor para os fatores “i” e “K” por efeito do enrijecimento do elemento curvo quando pressurizado. 21. desde que o método seja corretamente especificado e haja garantias de que seja bem executado. 21.2 A análise da flexibilidade abrange o cálculo das tensões e das deflexões da tubulação provocadas pela variação da temperatura e por deslocamentos impostos. para uso na análise da flexibilidade.1 O cálculo das tensões.8 Generalidades 21. em condições normais. 22. é obrigatória nesta análise a determinação dos deslocamentos dos pontos extremos e das tensões máximas na tubulação.1. 21.2 Na análise formal da flexibilidade. 21. as temperaturas máxima e mínima. de acordo com 24. 21. ancoragens).8. o dimensionamento ou verificação das tensões objetiva resistir à tensão máxima de cisalhamento. a serem consideradas na análise da flexibilidade. Os deslocamentos de pontos de interesse e de bocais de equipamentos também devem ser determinados. 21. 21.1 Na análise da flexibilidade.8. o fenômeno do relaxamento espontâneo das tensões no decorrer do tempo. devem ser consideradas todas as cargas atuantes no sistema de tubulação. ção das tensões térmicas cíclicas. c) o módulo de elasticidade do material (Ec) é referido à temperatura ambiente. 21. devem ser as temperaturas de operação nas condições normais. Quando for necessária a análise de tensões em pontos críticos.7. 21.7 Diferenciais de temperatura 21. b) deslocamentos impostos. para uso na análise da flexibilidade.3 Na análise da flexibilidade. 21. 21. e é sempre maior que a unidade.1 Ao se analisar a flexibilidade de um sistema de tubulação. conseguida com o uso da técnica de pré-tensionamento (cold spring).8.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 37 spring). a influência de todos os trechos da tubulação e de todas as restrições deve ser levada em consideração. essa capacidade adicional é indicada pelo fator “K” de flexibilidade. multiplicador da curvatura teórica e sempre maior que a unidade. inclusive as que ocorrem nas partidas e paradas do sistema. o qual majora a tensão de flexão nos elementos tubulares não-retilíneos. nos sistemas de tubulação.7.4 Na falta de valores mais precisos para “i” e “K”.4 A redução do nível das tensões térmicas na tubulação. é apresentado neste segmento.2 Em situações incomuns podem ser necessários outros cálculos além dos aqui apresentados. 21.7.5. batentes.2 As demais cargas encontradas nos sistemas de a) as dimensões do tubo e de seus componentes são as nominais. fator “i” de intensificação de tensões.6 Todos os cálculos da análise da flexibilidade devem ser feitos nas seguintes bases: a) variação de temperatura.8. o diferencial de temperatura a ser considerado na análise deve ser a variação total entre as temperaturas máxima e mínima de operação.6.7.6 Cargas atuantes 21. deve ser considerado o 21. os quais devem ser feitos de acordo com a reconhecida prática da Engenharia.1 As cargas atuantes no sistema de tubulação.3 No dimensionamento mecânico da tubulação e dos suportes.5 Na falta de valores mais precisos para “i”. na análise da flexibilidade. têm origem na restrição aos movimentos provocados por: devem ser usados os apresentados na Tabela 14 para os elementos de tubulação mais comuns.3. 21. tais como a pressão interna e o peso próprio. não são consideradas na análise da flexibilidade. 21. devem levar em consideração a influência climática durante um ciclo anual de operação.2 Para tubulações aéreas expostas ao sol. deve-se procurar tratá-lo como um todo.8.1. não pode ser considerada benéfica para a flexibilidade.3 Para tubulações enterradas. as temperaturas máxima e mínima. . inclusive as que ocorrem nas partidas e paradas do sistema. o cálculo das deflexões deve levar em consideração a capacidade de os elementos tubulares curvos variarem a curvatura em maior grau que o previsto pela teoria usual da flexão das barras curvas. para as solicitações de cargas mais comuns e significativas.6. exceto no caso de tubos de grande diâmetro e parede fina.4.5 Abrangência da análise 21. quando estes fatores devem ser reduzidos de acordo com a nota (F) da Tabela 14. assim sendo.6.3 O cálculo dos suportes inclui a determinação dos esforços sobre todos os pontos de restrição (guias.8.1 Geral 22. 21.5. para as juntas flangeadas devem ser usados os apresentados na Tabela 15.5.

52 h5/6 0.9 h2/3 cotg θ .9 h2/3 0.75 h 2/3 Descrição Fator de flexibilidade K Característica de flexibilidade h Figura (No plano) ii 0.9 h 2/3 r (1 + cotg θ) 2 3 io 4 + 1 4 4.9 h2/3 0. e r 2 s . s 2 r2 R= Curva em gomos longos (A)(B)(C)(D) S ¯ r (1 + tg θ) 1.125 d ec ¯ 1. e .5 e 1 0.38 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 Tabela 14 . r /continua .65 h e.R r2 R ¯ DN Curva em gomos curtos (A)(B)(C) S < r (1 + tg θ) 3° < 2θ .9 h2/3 1 + cotg θ .5 er)5/2 e3/2 .52 h5/6 0.Fatores “i” e “K” para tubos e componentes de tubulação Fator de intensificação(E) de tensão (Fora do plano) i0 0.4 e r Tê fabricado com tubo tendo reforço de chapa (tipo sela ou coxim) (A)(C) 1 0.9 h2/3 3 io 4 + 1 4 (e + 0. cotg θ 2 R= Tê forjado para solda (A)(C) rx ¯ 0.45° 1.9 h 2/3 Curva para solda ou tubo curvado(A)(B)(C)(F) 1.

os fatores “i” e “K” devem ser multiplicados pelos seguintes coeficientes de redução.5 e 1 0. espessura nominal de parede do tubo para tês ec = espessura nominal de parede do pescoço da derivação (forjada ou extrusada) er = espessura nominal da chapa de reforço .3 e r (A) O fator “K” aplica-se às deflexões produzidas por momentos atuantes em qualquer plano. Para curvas (contínuas ou em gomos). C = (h)1/3. os fatores “i” e “K” aplicam-se somente para os pontos de interseção das linhas de centro do tronco e do ramal.9 h2/3 3 io 4 + 1 4 4.5 e 1 0. com relação ao plano do membro. (B) (C) Nomenclatura: e = espessura nominal de parede para joelhos e curvas (contínuas ou em gomos). Para tês.9 h 2/3 Característica de flexibilidade h Figura (No plano) ii 3 io 4 1 4 Tê fabricado com tubo e sem reforço (boca-de-lobo) (A)(C) 1 + e r Tê extrusado para solda (A)(C) rx ¯ 0.9 h 2/3 3 io 4 + 1 4 (1 + rx/r) e r Derivação em tê com sela soldada tipo set in (A)(C) rx ¯ 0.9 h 2/3 3.05 d ec < 1.4 e r Derivação em tê com boca-de-lobo tipo set-on com reforço integral(A)(C) 1 0. C: a) uma extremidade flangeada. Os fatores “i” e “K” não podem ser inferiores à unidade. os fatores “i” e “K” aplicam-se somente para os segmentos ao longo do arco indicado nas figuras da Tabela 14.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 39 /continuação Descrição Fator de flexibilidade K Fator de intensificação(E) de tensão (Fora do plano) i0 0. por linhas grossas. Quando existirem flanges em uma ou ambas as extremidades das curvas.9 h 2/3 0. b) ambas as extremidades flangeadas. C = (h)1/6.125 d ec ¯ 1.

tais como os dutos aéreos em configuração espacial. ( ) ] ( ) ] R r 2/3 1/3 . r = (D . para solda de topo Junta com solda sobreposta dupla Flange sobreposto (ou de encaixe) com solda sobreposta dupla Junta com solda sobreposta simples Flange sobreposto (ou de encaixe) com solda sobreposta simples Junta roscada 1 Flange roscado 2. restringida. . dados na Tabela 14. Tabela 15 .Fatores “i” e “K” para juntas flangeadas Descrição Junta para solda de topo Flange de pescoço. igual a 0. forças e tensões normais de compressão são negativas. deve-se operar conforme indicado a seguir: (E) (F) a) dividir “K” por: b) dividir “i” por: [ [ 1+6 P Ec P Ec .40 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 θ = metade do desvio angular nas curvas em gomos r = raio médio.4 Forças e tensões normais de tração são positivas. com ângulo entre eixos (2θ) maior que 3° e menor que 45°. 1 + 3.8. dependendo do tipo de configuração.25 .1. as seguintes tensões devem ser desprezadas: a) tensão cisalhante de momento torçor nos dutos restringidos. 22. para curvas contínuas.3 São considerados “não-restringidos” os dutos com ampla liberdade de flexão e torção. extrusado ou forjado.2 1 1. podem ser utilizados os fatores “i” e “K” da curva em gomos longos. medido no plano que contém os eixos do tubo e da derivação s = comprimento do eixo do gomo d = diâmetro externo do ramal D = diâmetro externo P = pressão de projeto Ec = módulo de elasticidade à temperatura ambiente (D) Para dois tubos ligados. de a çã o direta das forç as de peso pr ó prio e cargas ocasionais. Portanto. para curvas em gomos rx = raio de curvatura do contorno côncavo do pescoço de um tê. em maior ou menor grau.6 As tensões de flexão transversal no duto.5 Exceto em situações que requeiram cálculos precisos.3 1 1. 22. ( ) ( ) r e r e 7/3 . conectadas a bocais rígidos. para corrigir os fatores “i” e “k”. b) tensão cisalhante de esforço cortante. São considerados “restringidos” os dutos cuja liberdade de flexão e torção é. uma pressão interna elevada afeta significativamente sua rigidez à flexão (conforme 21. 5/2 .3 1 1.1.1.1. para solda de topo Redução. representadas pelo peso de terra de cobertura.0 Fator de flexibilidade “K” Fator de intensificação de tensão “i” 22. raio de curvatura conforme definido analiticamente na respectiva figura. neste caso. provocadas pelas cargas externas. Sce. c) tens ã o norm al longitudinal. são geralmente pequenas e na maioria dos casos podem ser desprezadas. o critério de restrição comporta a idéia de gradação. certos dutos podem perder sua capacidade de deslocamento e ser considerados como restringidos. Numa curva de grande diâmetro e parede fina.9/h2/3.e)/2 R = raio de curvatura da linha de centro. 22. pode ser opcionalmente usado para as flexões no plano do membro. pois. Um único fator de intensificação de tensões. tais como os dutos enterrados ou mesmo os aéreos em configurações muito rígidas como as tubulações curtas e de grande diâmetro.3). R r .

a espessura de parede considerada no cálculo das tensões atuantes é a resultante da diferença entre a nominal e a sobreespessura para corrosão.d ).2 Tensão de pressão interna É originada pela pressão interna. ∆T breespessura para corrosão.1. D/(2e) 22.4 Tensão de peso próprio (Sfg) É uma tensão provocada por flexão. 22.1 Geral Nota: O peso da água do ensaio de pressão para as tubulações aéreas não é considerado carga ocasional quando forem previstos suportes provisórios adicionais para o ensaio.3 Tensão de expansão térmica 22. α . um valor igual a 0.2 Para dutos não-restringidos (Se) 22. 22. Mfo/Z 22. 22.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 41 22.2 Trechos curvos Deve-se calcular pela seguinte fórmula: St = i .3.1 Tensão circunferencial (Sc) Nota: O sinal de St é dado pelo sinal do diferencial de temperatura ∆T. 22. Kf . a espessura de parede considerada no cálculo das tensões atuantes é a nominal.3.3. Mft/ Z .8 Opcionalmente.7 O fator “i” de intensificação de tensões deve ser considerado no cálculo das tensões de flexão. Tt = Mat/2Z 22. para efeito desta Norma.2 É uma tensão provocada pela flexão transversal que deve ser calculada pela fórmula abaixo.9/h2/3 para ambas as direções de atuação dos momentos fletores (no plano ou fora do plano do elemento tubular). No peso próprio do duto. d /(D .1 Trechos retos sobreespessura para corrosão. É produzida por forças de ocorrência eventual como a ação de vento e o peso de operários fazendo manutenção. para qualquer dos elementos de tubulação apresentados na Tabela 14.q .3 Sc. n n + (3 .2 Tensão longitudinal (Sl) Deve ser calculada pelas seguintes fórmulas: 22. Deve ser calculada pela seguinte fórmula: Sfg = i . Considera-se como produzida exclusivamente nos trechos aéreos e é causada pelo peso próprio do duto e do fluido contido. válida apenas para conduto forçado (não pode ser usada para dimensionamento de tubo-camisa): Sce = 3 .1.3 Para dutos restringidos (St) 22.3. de outros tubos interligados ao sistema e de suportes.3.5 Tensão de cargas ocasionais (Sfo) a) para dutos não-restringidos: Sl = P . Mfg/Z É uma tensão que.9 Quando no projeto do gasoduto não for admitida tensões provocadas por flexão e por torção. pode-se usar como fator “i” de intensificação das tensões. deve ser calculada pela fórmula de Barlow: Sc = P .1 É produzida pelo peso de terra de cobertura e pela sobrecarga do tráfego de veículos rodoviários ou ferroviários.10 Quando no projeto do gasoduto for admitida so- Deve-se calcular pela seguinte fórmula: St = Ec . Deve ser calculada pela seguinte fórmula: Se = Onde: Sft = i . Kd . deve-se consultar a NBR 6123. P/Ec) 3 É uma tensão equivalente a um estado combinado de . 22. são considerados: a) variação da temperatura do duto.6 Tensão de cargas externas (Sce) 22.2.6. 22.2. 22.3.6.3. Sfo = i . b) deslocamentos ocasionados pelo movimento de bocais de equipamentos. devem ser incluídos todos os componentes cujos pesos sejam significativos. b) para dutos totalmente restringidos: Sl = 0. Mft/Z + N/A 22. 22. Esta tensão deve ser calculada pela seguinte fórmula: Para a determinação das tensões de expansão térmica. decorrentes das solicitações de expansão térmica. 2 2 2 É uma tensão provocada por flexão. peso próprio e cargas ocasionais.1. Para a avaliação da força provocada pela ação do vento.1.

089 Ec E F i Nota: Para dutos instalados por perfuração ou cravação.096 0. e) tensões localizadas (reação de apoio em dutos de parede fina).módulo de resistência da seção transversal do duto .pressão no solo ao nível do topo do duto.108 D 0. supostamente com distribuição uniforme.Coeficientes de flexão. podem ser necessários outros cálculos de tensões além dos anteriormente expostos.seção transversal do duto (área de metal) . Kd Ângulo inicial  de contato (graus) 0 30 45 60 90 120 Coeficiente Kd 0.235 0.pressão no solo ao nível do topo do duto. provocada pelo peso da terra .105 e 0.1. .  = 120°. provocada pela sobrecarga de tráfego .fator de projeto (ver 7.momento fletor de peso próprio Mfo .momento fletor de cargas ocasionais Mat .momento torsor de expansão térmica N . d) tensões de empuxo (dutos submersos). c) tensões de recalques diferenciais de apoios.relação “espessura/diâmetro externo” (e/D) .110 d 0. Tabela 17 .pressão (genérica) .7 Outras tensões Dependendo das circunstâncias.157 0.fator de intensificação de tensões (ver Tabelas 14 e 15) .190 0.coeficiente de deflexão (ver Tabela 16) .138 Kf Mft .294 0. provocada pelos pesos de terra e de tráfego (q = q1 + q2) . supostamente com distribuição uniforme. f) tensões residuais devidas ao curvamento natural.coeficiente de flexão (ver Tabela 17) e de flexão (Kf) são funções do ângulo inicial de contato do duto com o leito da vala.2.  = 120°.1 Os coeficientes adimensionais de deflexão (Kd) 22.módulo de elasticidade (ver Anexo G) .8 Nomenclatura A nomenclatura utilizada é dada a seguir: A  . supostamente com distribuição uniforme. b) tensões de cargas cíclicas (vortex de rajadas de vento).6.102 0.temperatura inicial . Tabela 16 .diâmetro externo do duto .fator de eficiência de junta (ver 7.2) .3) .Coeficientes de deflexão.42 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 22.pressão no solo ao nível do topo do duto.temperatura final . n P q 22. q1 q2 T1 T2 Z α g) tensões residuais de soldagem.2.momento fletor de expansão térmica Mfg . tais como: a) tensões de deformações produzidas pela pressão interna.coeficiente de expansão térmica linear (ver Anexo G) Nota: Para dutos instalados por perfuração ou cravação. conforme estabelecido em 22.diâmetro interno do duto . Kf Kd Ângulo inicial  de contato (graus) 0 30 60 90 120 Coeficiente Kf 0. Ver Tabelas 16 e 17.força axial uniformemente distribuída na seção transversal do duto .ângulo central correspondente ao perímetro do duto em contato com o fundo da vala. logo após o seu abaixamento .espessura de parede do duto .

tração são positivas. b) | St + Sl | .4. 23.1.tensão de flexão longitudinal na expansão térmica Sfg .3 Fatores Para conceituação e quantificação do fator de projeto F. Sy. 23.9 T . As tensões combinadas devem satisfazer simultaneamente às seguintes condições: a) | Sc . 23. c) para tubulações aéreas com variação de temperatura. ver 7.7 Limitação para expansão térmica (dutos nãorestringidos) A tensão de expansão térmica é limitada por: Se . a qual admite ser a tensão de cisalhamento o parâmetro indicador de falha do material.diferencial de temperaturas (T1 . 23.72 T .4 Tensão admissível 23.F .5 Limitação para pressão interna (dutos restringidos e não-restringidos) A tensão circunferencial é limitada por: 23 Limitação das tensões Sc . pressão interna. 23.2 A limitação das tensões abrange gasodutos aéreos 23. e do fator de temperatura T.1 Geral 23.1. Sy.tensão circunferencial de pressão interna 23.fator de temperatura (ver 7. Sy. constituindo um pequeno trecho aéreo. Sy.(St + Sl + Sfg) | -0.72 T .4 As tensões decorrentes do ensaio de pressão não estão limitadas pelas condições prescritas neste Capítulo.tensão circunferencial de cargas externas Se Sft . Sy 23. 23. expansão térmica e peso próprio (dutos não-restringidos) ma.4.1.0. 7.8 Limitação para pressão interna. peso próprio e sobrecarga: 0.tensão equivalente de expansão térmica .0. ver nota (H) da Tabela 1. ver respectivamente 7.8. Sy .tensão de flexão longitudinal de peso próprio Sfo .tensão de cisalhamento (por torção) na expansão térmica 23.3 Esta Norma estabelece como critério de falha a teoria da tensão máxima de cisalhamento.tensão de expansão térmica .1.9 T .tensão de flexão longitudinal de cargas ocasionais Sl St Sy T Tt .90 T .4.(St + Sl) | -0.6. as quais devem ser satisfeitas simultaneamente: (não-restringidos) e enterrados (restringidos). segundo esta Nor23. 23.1. de forma a garantir. ver Anexo D.9 T . peso próprio e sobrecarga: 1. | Se + Sl + Sfg | -T .00 T . para os diversos carregamentos atuantes. b) para tubulações enterradas com variação de temperatura.5 As tensões de compressão são negativas e as de a) | Sc .8.4. Para valores de Sy para tubos de especificação desconhecida (sem identificação). Sy 23.2 Nos casos em que o duto enterrado possuir um afloramento. T .1 Este Capítulo estabelece condições para a limita- ção das tensões. 23. Sy.tensão longitudinal de pressão interna . deslocamento imposto.0. na tensão mínima de escoamento especificada do material (Sy).4) .3 Para valores de Sy para materiais de tubulação.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 43 ∆T Sc .2.2 Nomenclatura Ver 22.5. pressão interna. 23.tensão mínima de escoamento especificada . E .1 A tensão combinada decorrente dessas solicitações é limitada pela seguinte condição: b) | St + Sl + Sfg | . do fator de eficiência de junta E. Sce . 23.T2) .5.2 As tensões admissíveis adotadas por esta Norma para a limitação das tensões combinadas são: a) para tubulações aéreas com variação de temperatura e deslocamento imposto (tensões secundárias): 0.3.3 e 7. Sy. Sy.9 T .2 e 7.6. deslocamento imposto.4.1 As tensões combinadas decorrentes dessas solicitações são limitadas pelas seguintes condições.6 Limitação para pressão interna e expansão térmica (dutos restringidos) 23.1 A tensão admissível é baseada. um nível de segurança adequado aos sistemas de transmissão e distribuição de gás combustível. 23.4 Para a limitação nos valores de Sy para projeto. deve ser considerada a tensão provocada pelo peso próprio.

2 As tubulações devem ser suportadas de forma a impedirem a ocorrência de vibrações excessivas no sistema e de esforços elevados nos bocais dos equipamentos (válvulas. forem significativas. 24. tais como a carga de vento. Para material de aço (para suportes). e este montado sobre o duto com envolvimento total. nos dispositivos para suporte. 24. além das características peculiares a qualquer material estrutural (resistência.3. os elementos estruturais devem ser conectados ou soldados a um anel cilíndrico.3. 24.8 Os suportes devem ser projetados de forma que a distribuição da carga de apoio (atuante sobre a tubulação) seja a mais baixa e uniforme possível. 24. 24. além das forças de pressão interna e de variação térmica restringida. Sy 23. deve ser considerada a ação do peso de terra e.3 O cálculo dos esforços nos suportes.1 Os requisitos para o dimensionamento dos elementos metálicos e da solda.3. deve ser baseada na pressão de projeto. 24. a fim de não causar no tubo tensões localizadas excessivas. a ação da força de pressão interna. ductilidade. T .9. adicionalmente à força de dilatação térmica.T .7 Quando um trecho de tubulação enterrada precisar ser apoiado ou ancorado em um suporte. Sy 23.2 Se a tubulação opera com tensão circunferencial (provocada pela MPO) inferior a 50% da tensão mínima de escoamento especificada do material da tubulação.1. naturalmente.3. devem ser capazes de equilibrar. dentro de limites preestabelecidos.2 Quando cargas ocasionais. a limitação acima fica: a) temperatura de montagem e máxima temperatura de operação. as ancoragens. A força de pressão interna.5 Suportes de mola somente devem ser empregados nos casos em que for necessário manter o deslocamento. Quando os esforços forem elevados. T . considerando a deflexão de projeto. mesmo que se adote o ensaio de pressão com gás ou ar.6 Nos trechos aéreos onde forem usadas juntas de expansão. 24.2 Quando cargas ocasionais.3 devem ser considerados como agindo sempre em ambos os sentidos da resultante (das forças e dos momentos). etc. o anel deve ter suas extremidades soldadas ao duto com cordão de solda contínuo. 24.9. deve-se prever a possibilidade de fadiga e concentração de tensões nos pontos de ligação do anel com o duto.3.1.1. b) temperatura de montagem e mínima temperatura de operação. os elementos estruturais para restrição podem ser soldados diretamente no tubo. 24. a limitação acima fica: | Sl + Sfg + Sfo | 24 Suportes 24. 24. exceto.0. 24.2 Materiais Todos os suportes devem ser projetados para uma vida útil igual à do sistema de tubulação ao qual devem servir.1 Este Capítulo estabelece critérios para o projeto do tipo de suporte e sua localização nas tubulações. decorrentes da variação de temperatura da tubulação.3 Esforços 24. a da sobrecarga de tráfego. 24. 24.3.75 F .2 Os suportes que apenas apóiam a tubulação so- 24. devem ser os mesmos da prática estrutural. entre as quais as juntas são instaladas.9 Limitação para pressão interna e peso próprio (dutos não-restringidos) 23.3.1 A tensão combinada decorrente dessas solicita- ções é limitada pela seguinte condição: | Sl + Sfg | -0.5 Os suportes que impedem o movimento da tubulação (ancoragens) ou que limitam esse movimento (batentes) podem vir a sofrer.4. compressores. | Se + Sl + Sfg + Sfo | . a força para comprimir (ou distender) as juntas.4 Ligação de elementos estruturais para suportes de restrição 24. dependendo da situação particular do arranjo e do tipo de restrição da linha nas proximidades do suporte. das cargas de peso próprio e das cargas eventuais.9 Os suportes devem ter sua estabilidade e resistência calculadas como se as tubulações que sustentam estivessem cheias com água. Sy 24.4 Os suportes devem ser instalados de forma a não impedirem o livre movimento da tubulação.4. em casos especiais.3 Se a tubulação opera com tensão circunferencial frem a ação do peso próprio e da força de atrito. ver ASTM A-36.75 F . tais como a carga de vento. 24.3. filtros e vasos). ou a reação de apoio.3.) devem ser incombustíveis. nos casos em que este efeito for desejável (batentes e ancoragens).4.1 Os suportes devem ser projetados para reagir seguramente aos esforços oriundos das cargas decorrentes da operação do sistema. deve ser baseado no maior diferencial de temperatura entre: (provocada pela MPO) igual ou superior a 50% da tensão mínima de escoamento especificada.3 As tubulações devem ser suportadas de forma que as tensões e deflexões fiquem dentro dos limites admissíveis.3. 24.1 a 24.3. Os materiais dos suportes.1. .1 Geral . os valores dos esforços de 24.1. transmitidas pela tubulação. 24.4 Para os suportes de ancoragem.44 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 23. a ser considerada neste caso.8. forem significativas.

2 Exigências de segurança para sistemas de GLP (ventilação) 25. mobilizam grandes forças de reação passiva do solo). 26. portanto. a inspeção deve garantir que as operações de revestimento.1 As mudanças de direção (curvas) em dutos enterrados.5.4 No caso de sistemas de alívio descarregando para 24.4 O anel pode ser suprimido substituindo-se a seção do duto. 24. porém de material de maior tensão de escoamento.2.1 Requisitos gerais deve levar em consideração a característica de resposta do solo às cargas impostas.2 Detecção de goivas e ranhuras 26.1 A inspeção no campo deve ser adequada para reduzir a um mínimo aceitável a probabilidade de que tubos com tais defeitos venham a ser instalados no gasoduto. 26.5.9 As tensões de flexão provocadas pelos desloca- mentos laterais.8 Em trechos retos de tubulações altamente tensio- 26. por uma seção de maior espessura. foram identificados como causas comprovadamente importantes de falhas em gasodutos e. sofrem deslocamentos que podem ser elevados.2 A reação de atrito entre o duto e o solo proporciona a atmosfera. nadas por forças axiais compressivas de dilatação térmica.2.: blocos de concreto solidários ao tubo que. próximos aos pontos de afloramento.1 Como o GLP é mais pesado que o ar e.2 Defeitos.5.5.2. ranhuras.5. sujeito a acumular-se em pontos baixos gerando o risco de explosões. 26. restrição ao movimento axial do duto e deve sempre ser considerada no projeto.2 Goivas e ranhuras podem ser removidas por esmerilhamento até a obtenção de uma superfície de contorno suave.5. de forma a manter a tensão circunferencial abaixo dos 50% da tensão mínima de escoamento e desde que o degrau interno resultante da diferença das espessuras não interfira na passagem do raspador.3 Devem ser tomadas precauções durante a fabricação. deve-se prever meios para reduzi-los (p.3. portanto. goivas e entalhes na superfície tubular. geralmente feitas por máquinas automáticas. 24. 25. 24. 25.5. podem rompê-lo. 26. 24. se o trecho aéreo que dá continuidade ao enterrado não tem flexibilidade para absorver aqueles deslocamentos. 25 Sistemas de GLP gaseificado 25.4.2 Quando o tubo estiver sendo revestido. geram forças compressivas no solo que. o manuseio e a instalação do gasoduto. em locais onde seja possível a acumulação do gás devem ser tomadas precauções adicionais. 25.2. 24.5.7 Os trechos retilíneos de tubulações enterradas.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 45 24. 26. sujeitos ao diferencial térmico e à pressão interna. não produzam defeitos danosos ao tubo. todas as construções devem dispor de um sistema de ventilação adequado. 24. ela é suficiente para impedir deslocamentos.2.1. tais como mossas.1 Geral Todas as exigências desta Norma referentes ao projeto de sistemas de gás devem ser aplicadas às instalações de transmissão e distribuição de GLP gaseificado.3 As construções abaixo do nível do solo devem contar com ventilação forçada.5 Nas curvas côncavas para baixo.1 Goivas e ranhuras danosas devem ser eliminadas.4 A reação passiva do solo deve ser considerada no cálculo do equilíbrio estático das curvas.2 As construções acima do nível do solo devem possuir aberturas ao nível deste. para que sejam evitadas as goivas e as ranhuras na superfície do duto. e de rigidez suficiente para evitar deslocamentos laterais da linha. 26. devem ser evitados. homogêneo.6 Quando os deslocamentos esperados para a curva são inaceitáveis.1. sujeitos à variação de temperatura e à pressão interna.3 Lacerações do revestimento anticorrosivo devem ser cuidadosamente examinadas antes do reparo. permitindo a saída do gás e evitando que o seu acúmulo atinja níveis de explosividade. eliminados ou reparados. em muitos casos. bertura de terra e de qualquer carga permanente devem ser considerados no cálculo do equilíbrio das curvas. para verificar se houve dano à superfície do tubo. deve-se prever a instalação de uma ancoragem junto ao ponto de afloramento. os pesos da co- 26. mesmo com pequenos deslocamentos.1 Este capítulo trata dos requisitos de qualidade superficial para tubos.1. em gasodutos projetados para operar com tensões circunferenciais iguais ou superiores a 20% da tensão mínima de escoamento especificada. só é permitida se não houver risco de deformação localizada no duto.2. 24. desde que a espessura de parede no local do . 25. onde os elementos estruturais estão localizados.5 Ancoragem para dutos enterrados 24. é necessário que o solo proporcione um suporte contínuo.ex.3 Reparo em campo de goivas e ranhuras 26. tornam-se particularmente perigosas na presença de pressões internas elevadas.3. todos os defeitos dessa natureza. 24. potencialmente danosos.5. referidos na seção anterior. Uma inspeção com este propósito deve ser realizada sistematicamente numa fase anterior ao revestimento anticorrosivo e durante o abaixamento da coluna e o reaterro da vala. a substituição da seção por outra de mesma espessura.3 A capacidade de suporte proporcionado pelo solo 26 Requisitos de qualidade superficial de tubulação 26. além de causar tensões elevadas no duto. em casos extremos.2. os quais acarretam tensões de flexão adicionais.

O curvamento natural é realizado.1. tal como uma goiva.5 A diferença entre o maior e o menor dos diâmetros externos.4 A remoção da mossa deve ser feita retirando-se do d) curva em gomos. . caso contrário.1 O tubo pré-curvado é obtido pelo curvamento a frio ou a quente do duto.2 Curvamento natural 27. Todas as mossas com profundidade maior que 6 mm em tubos de DN . O uso de remendo não é admitido.2 não b) tubo pré-curvado. não pode exceder 5% do seu diâmetro externo especificado na norma dimensional de fabricação. 27 Mudanças de direção 27.6.46 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 reparo não fique inferior ao mínimo previsto por esta Norma para as condições de uso (ver 7.3.1 O curvamento natural é um processo de mudança de direção que só pode ser empregado em gasodutos enterrados. evidencia um remanescente da descontinuidade e a necessidade de um esmerilhamento adicional. 26. esta deve ser inspecionada por um método não-destrutivo após o curvamento.5 Abertura de arco de soldagem Descontinuidades produzidas por abertura de arco de soldagem elétrica causam intensas concentrações de tensão em tubulações e devem ser evitadas ou eliminadas em todas as linhas projetadas para trabalharem com tensões circunferenciais iguais ou superiores a 40% de Sy.3.1 Geral As mudanças de direção nos gasodutos devem ser feitas por um dos seguintes procedimentos.4.5.4. do duto pré-curvado deve ser controlada de forma que não haja danos à integridade estrutural do tubo ou que possa provocar futuros problemas operacionais no gasoduto.4.4 A ovalização da circunferência da seção transversal vida por esmerilhamento.3 Quando as condições prescritas em 26. detectado por ataque químico. o qual produz uma deformação plástica do material. c) curva forjada.4 Mossas 26.2 O curvamento natural é produzido no duto dentro da fase elástica do material e só pode ser usado para grandes raios de curvatura.3 Quando no tubo pré-curvado houver uma solda circunferencial.6 Eliminação de descontinuidades de abertura de arco de soldagem 26.3 Tubo pré-curvado 27. 26. 27. Não se admitem remendos ou martelamento das mossas.3 Todas as mossas que afetam a curvatura do tubo nos cordões de solda longitudinal ou circunferencial devem ser removidas. a porção cilíndrica (do tubo) defeituosa deve ser removida e substituída por outra sem defeito. o reparo com solda fica proibido e a porção cilíndrica do tubo contendo o defeito deve ser removida e substituída por uma peça sã.2.2.1). deve ser removida pela extirpação da porção cilíndrica (do tubo) onde ocorre este defeito.1 A descontinuidade causada pela abertura do arco elétrico deve ser removida por esmerilhamento desde que a espessura de parede não fique reduzida além do limite prescrito em 7. onde a mudança de direção é feita pelo curvamento natural. 27. provocado pelo peso da própria coluna de tubos.3. 26.3. 27. Um escurecimento localizado. 26.2 Uma mossa que cumulativamente ainda possua um fator concentrador de tensões.9 Sy .12" ou com profundidade maior que 2% do diâmetro externo do duto em todos os tubos de DN > 12" não são toleradas em gasodutos que operam com tensão circunferencial igual ou superior a 40% da Sy. 27.3.2 A descontinuidade deve ser completamente remo- 27.3 O raio mínimo de curvatura. de acordo com a situação de cada local e as características do duto: a) curvamento natural.2 O tubo pré-curvado deve estar isento de enrugamentos. puderem ser garantidas. pelo ajuste da tubulação ao fundo da vala. D/2 0.0.3.4.7 PD/2e R = raio mínimo de curvatura para curvamento natural (cm) Ec = módulo de elasticidade do material (MPa) (ver Anexo G) Sy = tensão mínima de escoamento especificada (MPa) (ver Anexo D) D = diâmetro externo do duto (cm) e = espessura nominal de parede do duto (cm) P = pressão de projeto do gasoduto (MPa) tubo a porção cilíndrica que a contém. 27. para gasodutos operados à temperatura ambiente. 26.5.1 Mossa é uma depressão que produz visível modificação na curvatura da parede tubular sem no entanto reduzir-lhe a espessura.6. 26. deve ser calculado pela seguinte fórmula: R= Onde: Ec .3. 27. medidos em qualquer seção do tubo pré-curvado.2. 27. durante a fase de construção. 26. uma ranhura ou uma cavidade produzida pela abertura de um arco elétrico de soldagem. fissuras ou outras evidências de danos mecânicos. 26.

85 355.2.4. para comparação com a tensão mínima de escoamento especificada. seja de. para efeito de inspeção. 28. deve ser considerado para efeito de concentração de tensões (ver 22. flanges e outros componentes. válvulas.6 O raio mínimo de curvatura a frio para tubos de D ¯ 12.2 Este Capítulo não se aplica à soldagem da junta de dos a frio ou tratados termicamente.3 A confecção da curva em gomos deve ser executada com os cuidados necessários de alinhamento. o projeto. em graus por metro linear. não requer considerações particulares de projeto para o dimensionamento para a pressão interna. 27. flanges sobrepostos e conexões para solda de encaixe.1.5 DN e R = 3 DN fica condicionado ao tipo do raspador a ser utilizado. ensaio e qualificação.1.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 47 27.8 18D 21D 24D 27D 30D Desvio angular α (graus/metro) R Raio mínimo de curvatura 1 .5 Curva em gomos 27. feito em tubos expandi- 28. deve ser 27.3. 28. 27.1 Este Capítulo diz respeito à soldagem de juntas tubulares em materiais de aço fundido ou forjado. portanto. é a produzida pela MPO do sistema de gás.1. soldagem e procedimentos para alívio de tensões devem ser tais que nenhum dano significativo venha a resultar das operações de soldagem ou de alívio de tensões.5°.3 A tensão circunferencial considerada neste Capítulo. medido pelo lado côncavo. 180 π R a) em sistemas projetados para operar com tensões circunferenciais de pressão interna inferiores ou iguais a 10% de Sy.3.8 7.10 O curvamento a quente. a menor distância entre gomos. aplicados em tubulações ou conectados a aparelhos ou equipamentos. 27. etc.. 27.5. a tensão mínima de escoamento especificada deve ser calculada de acordo com o prescrito em 7.4 457.9 O raio mínimo de curvatura a quente não está su- 28 Soldagem jeito à limitação da Tabela 18. .4. 28.3. Se for prevista a passagem de raspador pela linha.5. 28.8 Raios mínimos de curvatura inferiores aos valores da Tabela 18 são permitidos desde qua as curvas obedeçam a todos os outros requisitos aqui expostos e que a espessura de parede. 1. a coluna “raio mínimo” fornece o raio mínimo de curvatura em função do diâmetro externo do duto. após o curvamento.2 Um desvio angular de até 3°.6 3. obtidos pelo encurtamento de uma curva forjada. O desvio angular entre dois gomos contíguos não pode ser maior que 90°. o uso das curvas de R = 1. pelo menos. não pode ser inferior a um diâmetro externo do tubo.4 Curva forjada 27.1. 27. ver Anexo H.4.1 Permite-se o uso de curvas em gomos dentro das seguintes condições: calculado pela fórmula seguinte: α= Onde: R = raio mínimo de curvatura (m) Tabela 18 . espaçamento e penetração total da solda. O desvio angular entre dois gomos contíguos não pode ser superior a 12.2 ¯ 508.1 Geral 28.7 5.5.0 pol. causado por erro de alinhamento entre dois tubos soldados. medida na geratriz do lado interno da curva.Curvamento a frio para tubos D Diâmetro externo mm 323. A coluna “desvio angular” fornece a variação angular máxima. bem como de juntas de ângulo em derivações tubulares. 27. em princípio.3. 27.3.6 406.1 e 7.1 A curva forjada só deve ser utilizada em instalações onde a falta de espaço recomende uma mudança de direção com curvatura acentuada. 25 mm nos dutos de DN ↓ 2". composição.75" pode ser determinado conforme a Tabela 18.4 Para o cálculo da pressão de projeto das curvas em gomos.75 14 16 18 ¯ 20 9. 27.1). c) não são permitidas curvas em gomos em sistemas que operam com tensões circunferenciais de pressão interna iguais ou superiores a 40% de Sy. entretanto. no cálculo da tensão de flexão. não seja inferior à mínima permitida pela norma sob a qual o tubo é fabricado.4 Quando as válvulas ou equipamentos forem fornecidos com extremidades preparadas para soldagem diretamente na tubulação. nesses casos.5 A soldagem pode ser feita por qualquer processo ou combinação de processos que produzam soldas que curvatura iguais a 1 DN.2 As curvas forjadas são padronizadas com raios de fabricação de tubos e componentes de tubulação. b) em sistemas projetados para operar com tensões circunferencias de pressão interna maiores que 10% de Sy e menores que 40% de Sy. em graus por metro. e abrange juntas de topo e de ângulo em tubos.9 4. as curvas de R = 1 DN e as curvas de 180° (de qualquer raio) não podem ser utilizadas. 27. 90° e 180°. do eixo longitudinal do duto.5. 12.1.7 O desvio angular α.4. não constitui uma curva em gomos e. reduz o valor da sua tensão mínima de escoamento.5 DN e 3 DN e desvios angulares de 45°.3 Segmentos curvos com menor desvio angular. qualquer desvio angular.5. 27. podem ser usados desde que o comprimento do arco.5.

em soldas entre As soldas de selagem devem ser feitas por soldadores qualificados. 28.2 deve ser: a) a mais espessa das duas partes a serem unidas. b) a espessura do tubo principal em caso de conexões de derivação.32% ou um carbono equivalente (C + 1/4 Mn) (análise de panela) acima de 0. b) soldas em ângulo e em chanfro de não mais de 3/8" de tamanho de chanfro.5. 28.1.5. com as seguintes exceções: a) soldas em ângulo e em chanfro com dimensão (perna) não superior a 1/2" em conexões de diâmetro nominal não-superior a 2". 28. Preaquecimento para aços que tenham um teor de carbono inferior.2 Quando estiverem sendo soldados materiais dissimilares. com diferentes requisitos de preaquecimento.1 Algumas preparações aceitáveis de extremidade são mostradas nas figuras do Anexo I.2 Preparação de juntas para soldagem 28.3 Quando a junta soldada conectar peças de espes- As dimensões mínimas para as soldas em ângulo usadas na fixação de flanges sobrepostos e para soldas em juntas de encaixe são mostradas no Anexo K. devem ser feitas a especificação e qualificação de um procedimento de soldagem.4.3 Soldas de selagem suras diferentes. A soldagem de selagem de juntas roscadas é permitida.4.1. ou um carbono equivalente inferior.1. termopar ou outro método adequado. mas não deve ser considerada como contribuição à resistência das juntas. acima de 0.1.5. 28. componente tubular ou equipamento instalado de acordo com esta Norma.8 As definições que dizem respeito à soldagem.1.5. obedecem às definiçõespadrões estabelecidas pelas AWS A3.5. componente de tubulação ou equipamento cobertos por esta Norma. 28. 28.2. 28. a temperatura de preaquecimento mais elevada deve prevalecer para ambas as peças.48 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 atendam aos requisitos de qualificação de procedimentos desta Norma.5.5 Alívio de tensões 28. As soldas podem ser produzidas por soldagem em posição fixa ou em rolamento.3 Qualificação de procedimentos e de soldadores A qualificação de procedimentos de soldagem e de soldadores deve ser feita de acordo com a norma de soldagem utilizada no projeto.4 Preaquecimento 28.5. O alívio de tensões pode ser também aconselhável para aços que tenham um teor de carbono ou carbono equivalente inferior. 28. devem ser usados os padrões de aceitação estabelecidos na API 1104.1.1. durante as operações de soldagem.1 Os aços-carbono que tenham um teor de carbono 28. a espessura do material ou a geo- .65% devem ser submetidos a alívio de tensões.7 Para soldas em sistemas de tubulação que devem metria da extremidade a ser soldada são necessárias para produzir soldas satisfatórias. 28.6 Antes da soldagem de qualquer tubo.2 Soldas em ângulo acima de 0. conforme utilizadas nesta Norma.0 e NBR 5874.2 As figuras do Anexo J mostram as preparações aceitáveis de extremidades para solda de topo de peças com espessuras desiguais ou com tensões de escoamento desiguais.1. ou ainda por uma combinação das duas posições.4 A temperatura de preaquecimento deve ser verificada através de lápis térmico.4. Esta dimensão é mostrada como e* nas figuras do Anexo J.2 As soldas em todos os aços-carbono devem ser submetidas a alívio de tensões quando a espessura da parede exceder 1 1/4". operar a 20% ou mais da tensão mínima de escoamento especificada.2. a espessura a ser usada na aplicação de 28.2.1.1 e 28.1. 28. para assegurar que a temperatura de preaquecimento seja alcançada e mantida durante a operação de soldagem.1 Soldas de topo 28.5.4 Se qualquer um dos materiais. flanges sobrepostos ou componentes para solda de encaixe.5 Todas as soldas de conexões e acessórios devem sofrer alívio de tensões quando for requerido que o tubo sofra alívio de tensões de acordo com 28. 28. 28. 28.32% (análise de panela) ou um carbono equivalente (C + 1/4 Mn) acima de 0. 28.2. requerer alívio de tensões.4.1 Prescrições gerais 28. Cada soldador ou operador de soldagem deve ser qualificado para o procedimento especificado. antes de realizar qualquer soldagem em qualquer tubo.1. Seção VIII. pirômetro de contato. que fixem membros de suporte ou outros acessórios não-sujeitos à pressão. a junta toda deve receber alívio de tensões.1. quando existirem condições adversas que provoquem um resfriamento demasiadamente rápido da solda. As dimensões mínimas para soldas em ângulo utilizadas nas derivações são mostradas nas Figuras 4 e 5.2. conforme estabelecido na ANSI/ASME. 28. a temperatura ambiente. mas de materiais similares. medida na junta.65% (análise de panela) devem ser preaquecidos até a temperatura indicada no procedimento de soldagem.1 Os aços-carbono que tenham um teor de carbono materiais dissimilares. 28. ou a combinação de ambos os casos.1.3 O preaquecimento pode ser feito por qualquer método adequado. contanto que seja uniforme e que a temperatura não venha a cair abaixo do mínimo estabelecido.5.3. deve ser requerido quando o procedimento de soldagem indicar que a composição química.

6. contanto que uma temperatura uniforme seja obtida e mantida durante o alívio de tensões. a qualidade da soldagem deve ser verificada visualmente em bases aleatórias de acordo com a norma adotada para qualificação do procedimento de soldagem. então o disposto em 28.1 O alívio de tensões deve ser feito a uma temperatura de 600°C ou mais.6.5.5. 28.5. tais como as de interligação (tie-ins). O reparo deve estar de acordo com a API 1104. As seções de interligação devem ser pré-ensaiadas nas mesmas condições de ensaio do gasoduto. mas em nenhum caso menos de 1/2 h. em caso contrário.1 a 28.2 Temperatura de alívio de tensões 28.2.2. com diferentes requisitos de alívio de tensões. ou a 650°C ou mais. quando for possível. O método de trepanação.5.6. 28.3 Todas as soldas que forem inspecionadas devem similares. 28. a inspeção não-destrutiva consiste em exame radiográfico.2.2 e 28.1 O alívio de tensões pode ser efetuado por indução atender aos padrões de aceitabilidade da API 1104.1. deve elétrica.6.3 não é obrigatório.1 Este Capítulo prescreve os requisitos mínimos de vés de inspeção não-destrutiva.2 O seguinte número mínimo de soldas de topo no campo deve ser selecionado em bases aleatórias pela companhia operadora. queimadores em anel.2.2 Todos os gasodutos devem ser ensaiados in situ após a sua construção.1 Geral 29. d) 75% das soldas na localização de classe 4.2. c) 40% das soldas na localização de classe 3.2.2 A temperatura de alívio de tensões deve ser veri- ser seguido um procedimento que atenda aos requisitos da API 1104.3 Métodos e equipamentos para alívio localizado de tensões 28. após a construção. é proibido.6. para ensaio não-destrutivo. para todo o sistema de tubulação de transmissão e distribuição de gás. 28. deve prevalecer a temperatura de alívio de tensões mais alta.2. e) 100% das soldas em tubulações de estações de compressão. Os resultados da inspeção devem ser usados para controlar a qualidade da soldagem. 28. em travessias de rios navegáveis. e devem ser deixadas esfriar lenta e uniformemente.6.2.2. b) 15% das soldas nas localizações de classe 2. 28. em cruzamentos de rodovias e de estradas de ferro. Para o ensaio de ramais de serviço.1 Na inspeção de soldas nos sistemas de tubulação operando com tensão circunferencial menor que 20% da tensão mínima de escoamento especificada. mas em nenhum caso menos de 90%. ou então um comprimento equivalente de solda deve ser examinado. 28.2. maçaricos ou outros meios adequados de aquecimento.5. .5.2.3 As partes aquecidas devem ser levadas lenta- mente à temperatura requerida e mantidas a essa temperatura durante um período de tempo de pelo menos 1 h/pol.2.6. de espessura de parede do tubo. 28.4 Quando for utilizado o exame radiográfico. 28.6. 28.5. a qualidade da solda deve ser controlada continuamente por pessoal qualificado.3.3 Todas as juntas soldadas das interligações (tie-ins) devem ser inspecionadas e ensaiadas de acordo com 28. 28. 28.6. para aços-carbono.6.5 Quando o diâmetro nominal do tubo for menor ficada através do uso de pirômetros de contato e termopar ou outro equipamento para garantir que o ciclo de alívio de tensões tenha se realizado. contanto que a solda esteja de acordo com 28. devem ser reparadas e reinspecionadas adequadamente.1 A qualidade da soldagem deve ser verificada atra- 29 Ensaios após a construção 29.3. 29.6 Ensaios e inspeção de soldagem 28.5. 28. As mesmas porcentagens mínimas devem ser examinadas nos casos de junção de dois ou mais tubos no canteiro: ensaios de pressão.3 e que seja inspecionada visualmente e aprovada por inspetor de solda qualificado.2 No alívio de tensões de uma junta entre metais dis- a) 10% das soldas nas localizações de classe 1.6 Além dos requisitos da inspeção não-destrutiva assinalados acima. ensaio de partícula magnética ou outro método aceitável. conforme a norma adotada para a qualificação do procedimento de soldagem. resistência elétrica.6.2 A inspeção e ensaios para controle de qualidade de que 6" ou quando o projeto de construção envolve um número tão limitado de soldas que a inspeção não-destrutiva seria impraticável e o tubo está previsto para operar com tensão circunferencial igual ou inferior a 40% da tensão mínima de escoamento especificada.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 49 28. ver 19. A faixa exata de temperatura deve ser estabelecida na especificação do procedimento.6. soldas em sistemas de tubulação operando com tensão circunferencial de 20% ou mais da tensão mínima de escoamento especificada deve obedecer ao prescrito em 28.1. para exame.6. 29.6. se a companhia operadora decidir examinar apenas parte da circunferência de cada junta. Cada solda selecionada dessa forma deve ser examinada em toda a sua circunferência.1.2.3 As soldas defeituosas em tubulações operando com tensão circunferencial igual ou superior a 20% da tensão mínima de escoamento especificada devem ser reparadas ou removidas. f) 100% das soldas que não estão sujeitas a ensaio de pressão. a cada dia de construção.6. para aços-liga ferríticos. as soldas defeituosas devem ser reparadas ou removidas da linha. incluindo reservatórios tubulares e reservatórios cilíndricos.

de gasodutos nas classes de locação 3 e 4.25 x P (B) 3e4 Onde: Pe/1.1. para efeito de ensaio de pressão. c) os gasodutos pertencentes às classes de locação 3 e 4 devem ser ensaiados com água. após sua construção e antes de sua colocação em operação.4 Considerando que os dutos.1 Ensaio para gasodutos que operam com tensão circunferencial igual ou superior a 30% da tensão mínima de escoamento especificada 29. Tabela 19 .2 Ensaio de resistência mecânica ferrovias podem ser ensaiados de acordo com os mesmos procedimentos e a mesma pressão de ensaio relativos à sua classe de locação. no mínimo.2 As exigências para as pressões mínimas de en- tubulação. para derivações de ramais. água.4 A tensão circunferencial desenvolvida pela pressão de ensaio ou pela MPO deve ser calculada com base no valor nominal da espessura de parede do tubo.1 vez a máxima pressão de operação. a 1. 29.1.2.1.1.10 x P (B) Pe/1.7 A tensão circunferencial de operação considerada b) os gasodutos pertencentes à classe de locação 2 devem ser ensaiados com ar. devido ao peso próprio e ao peso do fluido de ensaio.1. durante o ensaio de neste Capítulo. 29.1 Os gasodutos devem ser ensaiados por.1.25 vez a máxima pressão de operação. no mínimo. na ocasião em que o gasoduto estiver pronto para ser ensaiado. não se aplicam se. Sem limitação específica.10 ou P 2 Pe/1. a. esta Norma limita a tensão de flexão longitudinal.2.1 vez a máxima pressão de operação. tais como conexões para separadores.1.4 vez a máxima pressão de operação. 1. 29.50 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 29. Neste caso.8 É obrigatório o uso de água como fluido de ensaio pressão. e as pressões ficam assim limitadas: a) a pressão mínima de ensaio deve ser igual à MPO.2. ou com água.10 x MPO 1. a pressão de ensaio refere-se sempre à pressão medida no ponto de maior cota. 29.2.25 ou P 1.6 Os itens fabricados com tubos e componentes de 29.5 Os trechos de gasodutos que cruzam rodovias e em todos os casos onde a pressão de ensaio no campo exceder a de ensaio de fábrica. em 1/5 da tensão mínima de escoamento especificada do material do duto. para cavalotes e outros.25 x MPO 1.1.Pressões de ensaio Classe de locação Fluido de ensaio permitido água ar gás água ar água Pressão de ensaio (Pe) Mínima 1. para comparação com a tensão mínima de escoamento especificada.2.2. 29. no mínimo. a.40 ou P MPO = máxima pressão de operação (kPa) MPOA = máxima pressão de operação admissível (kPa) P = pressão de projeto (kPa) Pe = pressão de ensaio (kPa) (A) (B) Escolher o menor valor.2-c) para o ensaio com saio são as descritas a seguir e encontram-se resumidas na Tabela 19: a) os gasodutos pertencentes à classe de locação 1 devem ser ensaiados com ar ou gás. 1. para válvulas de linha-tronco. no mínimo.25 vez a máxima pressão de operação ou com água. a 1. 1.2.1.1. durante o ensaio.10 x MPO 1. de acordo com a fórmula de 22.2. sofrem flexão longitudinal nos trechos aéreos. 29. 29. 29. o ensaio de resistência nas classes 3 e 4 pode ser feito com ar. 29. 29. a.40 x MPO Máxima (B) Máxima pressão de operação admissível (MPOA) (A) 1 1. 2 h na pressão de ensaio.1. não houver disponibilidade de água de boa qualidade em quantidade suficiente para o enchimento da linha.3 O ensaio de pressão estabelece a MPOA de acordo com a última coluna da Tabela 19.10 x P 1.2.1. .2.10 x MPO 1. 29.1.6 Qualquer trecho de um gasoduto que por razões tecnicamente justificáveis não puder ser ensaiado in situ deve ser pré-ensaiado nas mesmas condições de ensaio do gasoduto.7 Os requisitos de 29.5 Para um determinado trecho de um gasoduto a ser ensaiado.25 x MPO 1. podem ser ensaiados de acordo com os mesmos procedimentos e a mesma pressão de ensaio relativos à classe de locação do trecho. é a produzida pela MPO do sistema de gás.1.

1. no mínimo. É também permitido inspecionar a linha.3.3. 18% superior à pressão de projeto. o tempo gasoduto deve ser de acordo com 29.1.2. 29. sendo E o fator de eficiência de junta e Sy a tensão mínima de escoamento especificada. no que diz respeito ao compromisso entre a economia e a segurança: a) para gasodutos localizados em regiões de relevo acidentado.4 Registros A companhia operadora é obrigada a manter em seus arquivos um registro de execução de cada ensaio. Neste caso.85 Sy. o ensaio de resistência do cialmente tensionada. à máxima pressão disponível no sistema de distribuição por ocasião do ensaio. 29.2 Pode ser utilizado gás como fluido de ensaio. .2. o tempo de duração do ensaio deve ser o necessário para que o gasoduto possa ser inspecionado e os locais de eventuais vazamentos identificados para reparo. para se comprovar que não vazam.1.2. devem ser submetidos a novo ensaio quando a pressão de projeto for superior a 85% da pressão de ensaio de fábrica. para comprovar que não vazam.5 E . mas acima de 700 kPa (7.1. 29. 29.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 51 b) a pressão máxima de ensaio deve ser limitada pelas seguintes condições: . mantendo a pressão neste segundo limite.1 kgf/cm2) devem ser ensaiados após a construção e antes de serem colocados em operação. uma avaliação competente e experiente prevalece sobre a precisão numérica.1.3.1 Os gasodutos devem ser ensaiados após sua construção e antes de serem colocados em operação.25 vez a MPO do sistema. constituindo trechos do gasoduto. 29.2. 29.2. num ensaio de resistência.a tensão circunferencial.2 Nas classes de locação 2.1 Os gasodutos e equipamentos correlatos que operam a menos de 700 kPa (7.4 Para a comprovação de estanqueidade. 29.1 kgf/cm2) 29.3.2.2. .3 Em todos os casos em que a linha for circunferen- por ensaio hidrostático. Uma pressão de ensaio superior a 18% da pressão de projeto não permite que o gasoduto admita uma pressão de projeto superior à adotada para o cálculo da espessura de parede requerida (ver 7.2.2 Ensaios de estanqueidade para gasodutos que operam a menos de 700 kPa (7. deve ser feito um ensaio de estanqueidade a uma pressão variando de 700 kPa (7. dentro dos limites máximos de tensão circunferencial estabelecidos na Tabela 20.3. 29. porém as considerações abaixo devem orientar na prescrição do valor da pressão de ensaio. durante o ensaio de resistência. Se o ensaio indicar vazamento. 29. se todas as juntas estiverem descobertas durante o ensaio. a elevação e a manutenção da pressão de ensaio devem ser feitas no menor tempo possível. as seguintes informações: saiada de acordo com 29. admitindo-se a possibilidade de se utilizar gás ou ar como fluido de ensaio.1. 3 e 4. a pressão de ensaio deve ser.1.1 Na classe de locação 1.1. este deve ser localizado e eliminado.9 Tubos para gasoduto que na fábrica passaram paz de identificar todos os vazamentos e é escolhido após considerarem-se o volume do trecho e a sua localização.2.3. Sy na classe de locação 4. e um novo ensaio realizado.3.2 O procedimento de ensaio utilizado deve ser ca- de ensaio com água para a verificação da resistência. pois a aplicação prolongada de tensões elevadas produz no material o crescimento de defeitos que originalmente não comprometeriam a integridade do gasoduto. b) quando a pressão de ensaio prescrita produzir no duto tensões circunferenciais maiores que a tensão mínima de escoamento especificada.3. as pressões de ensaio elevadas obrigam o aumento da quantidade das seções de ensaio. deve ser inferior a 0. nessas condições. o qual deve conter. 29.Tensão circunferencial máxima permitida durante o ensaio Classe de locação Fluido de ensaio % da tensão mínima de escoamento especificada 2 Ar Gás 75 30 3 50 30 4 40 30 29. gerada pela pressão de ensaio. A pressão de ensaio pode ser feita nas seguintes condições: a) tramo a tramo.1 kgf/cm2) até a pressão necessária para produzir uma tensão circunferencial de 20% da tensão mínima de escoamento especificada. com os tramos soldados. a 20% ou mais da tensão mínima de escoamento especificada e o fluido de ensaio for ar ou gás.1 kgf/cm2) ou mais 29.2. nas mesmas condições de fábrica.1 Ensaio de estanqueidade para gasodutos que operam a 700 kPa (7.1 kgf/cm2) 29. Sy na classe de locação 3 e inferior a 0. com pressões que induziram tensões circunferenciais inferiores a 0.3.3 Para a comprovação de estanqueidade.3.1).a pressão de ensaio não deve exceder 1.8 Esta Norma não limita o valor da pressão máxima Tabela 20 . o ensaio com espuma de sabão pode ser usado para localizar vazamentos.3 Ensaio de estanqueidade 29. a tubulação é en- de duração do ensaio deve ser o estritamente necessário para que o gasoduto possa ser inspecionado e os locais de eventuais vazamentos identificados para reparo. b) no campo. 29. no mínimo.2.2 Ensaio para gasodutos que operam com tensão circunferencial menor que 30% da tensão mínima de escoamento especificada. Neste caso.4 E .

correntes de interferência. para desenvolver seu próprio programa de controle da corrosão. os fatores ambientais e outros elementos pertinentes. ou outras medidas adequadas. conforme Capítulo 10. de- ve-se considerar os requisitos específicos para as tubulações que transportam gases em alta temperatura.2. 30. 30. o meio ambiente ou outras instalações ao risco de danos durante a vida útil prevista para a operação do sistema de transmissão de gás.2. e) nos cruzamentos ou proximidades de outras tubulações ou estruturas metálicas enterradas não consideradas no projeto. etc.2. Em locais rochosos. espaçados conforme as necessidades de cada região.3 Os pontos de contato elétrico acidental com ou- tras estruturas metálicas devem ser localizados e removidos.2. Cada companhia operadora deve estabelecer seus próprios procedimentos específicos.2.52 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 a) data e hora de realização do ensaio. g) duração dos ensaios de resistência e de estanqueidade. na execução dos revestimentos. devem ser selecionados de acordo com a temperatura de operação. h) junto aos reservatórios metálicos enterrados. ao solo. córregos.4. h) localização de falhas e vazamentos.2.1 As instalações metálicas enterradas e submersas. em função de fatores como a distribuição da corrente de proteção. canais. f) nos trechos mais afetados por saída de correntes de interferência.4..4 Isolamento elétrico 30.1. d) nas derivações para ramais. dentro dos objetivos constantes desta Norma.1.2. dos sistemas de transmissão e distribuição de gás combustível.4 Deve ser prevista a proteção das juntas de iso- lamento elétrico contra tensões induzidas por descargas atmosféricas e aproximação do sistema com linhas de transmissão.1 Os sistemas de transmissão e distribuição de gás combustível devem ser isolados eletricamente de outros sistemas. d) fluido de ensaio usado.5. 30.1 Objetivo Este Capítulo fixa as condições mínimas a serem cumpridas para o controle da corrosão interna e externa de tubulações. podem ser utilizados um revestimento protetor externo e materiais selecionados para reaterro.2 O procedimento indicado em 30. c) planta e perfil do gasoduto e a localização das seções de ensaio. 30. dispensado nos casos em que puder ser provado. e a descrição dos reparos realizados. lagos. b) especificação dos tubos de cada um dos trechos ensaiados.2 Critérios de revestimentos 30. incluindo os de junta de campo e de reparo. 30.2 Na escolha do tipo do revestimento externo. tensões secundárias.2. forjado.4.2. 30.1. 30. e) pressão de ensaio de cada um dos trechos. observados os requisitos da NACE Std RP-01-69. devem ser observados os requisitos da NACE Std RP-02-75. c) junto às travessias de rios.. calculada com base na pressão de ensaio. 30. etc. Esses requisitos incluem a resistência contra danos devido .3 Critérios de proteção catódica O projeto do sistema de proteção catódica deve ser elaborado explicitando os critérios de proteção adotados. 30.2 A distribuição dos pontos de ensaio pode ser feita de acordo com a orientação dada a seguir: a) em cada junta de isolamento elétrico ou grupo de juntas de isolamento elétrico.2. reservatórios e componentes metálicos pertencentes aos sistemas de transmissão e distribuição de gás combustível. novos ou existentes.2 Sempre que possível.2.2. devem ser revestidas externamente e/ou protegidas catodicamente. b) em cada tubo-camisa ou grupo de tubos-camisa.1 Geral 30.2. dúctil e outros tipos de material metálico. 30. os sistemas de transmis- 30 Controle da corrosão 30. g) ao longo das tubulações. 30.1 Os pontos de ensaio devem ser distribuídos ao longo do traçado das tubulações em quantidade suficiente para se avaliar a eficiência do sistema de proteção catódica.5 Pontos de ensaio 30. para minimizar-se a ocorrência de danos físicos.2.2 Controle da corrosão externa para instalações enterradas 30. compatibilidade com o sistema de proteção catódica e a resistência à degradação térmica. exceto nos locais onde as estruturas metálicas enterradas sejam interligadas eletricamente entre si e protegidas catodicamente como um todo. eficiência do revestimento utilizado.5.2. que não ocorre qualquer corrosão significativa a ponto de expor o público.2. por meio de ensaios ou de experiência prévia.1 pode ser são e distribuição de gás combustível devem ser isolados eletricamente das tubulações de ferro fundido.4.1 Os revestimentos.2.2. f) pressão resultante no ponto de menor cota de cada trecho.

podem sofrer corrosão intergranular. 30. com alumínio na sua composição química.3 Nos afloramentos das estruturas. para evitar a corrosão das juntas. 30.1 O sistema de proteção catódica deve ser projeta- do de forma a minimizar e corrigir qualquer interferência adversa sobre outras estruturas metálicas existentes ao longo do traçado da rede de dutos. devem ser considerados no projeto. especialmente os do tipo bracelete.2 Para preservar a integridade e eficiência das tubulações. ou qualquer outro dispositivo efetivo de proteção.6. entre a estrutura interferente e a estrutura interferida. os fatores indicados a seguir: revestimento e os trechos expostos dos cabos elétricos devem ser protegidos por um material isolante compatível com o tipo de revestimento existente. como limpeza e reposição do revestimento ou o uso permanente de um inibidor adequado. de acordo com as NBR 9171 e NBR 9344. .3 As interferências adversas provocadas por estruturas estranhas.sempre que necessário.2 O tipo de revestimento selecionado deve possuir características adequadas à proteção contra a corrosão provocada pelo ambiente. algumas ligas podem tornar-se mais nobres que o aço.2. uso de blindagem elétrica.3 Controle da corrosão atmosférica 30.3.4 Controle da corrosão interna 30. e os procedimentos de execução da solda devem atender aos requisitos de segurança da instalação. 30. devem ser tomadas medidas capazes de proteger o sistema de tubulações contra a corrosão interna. . devem ser previstas medidas. por meio de um sistema de revestimento adequado.4.7. . . 30.o revestimento interno deve atender às especificações de qualidade e à espessura mínima da camada protetora estabelecidas. 30.1 Quando for transportado um gás corrosivo. Em temperaturas superiores a 50°C. devem ser feitas sem que ocorram no tubo.2. . A menos que se prove o contrário. por ensaios ou experiência prévia. deve ser prevista uma inter- a) revestimento interno: .6. 30.2. . sistema de proteção catódica complementar.1 As instalações metálicas aéreas devem ser protegi- das. devem ser examinadas e analisadas através de levantamento de dados no campo. para permitir avaliações contínuas do programa de controle da corrosão.7 Interferência elétrica 30.provadores de corrosão e outros equipamentos de monitoração devem ser previstos em projeto. c) sistemas de pigs: ligação elétrica.6 Instalação de conexões elétricas 30. 30. 30. A especificação da carga não deve exceder o cartucho de 15 g. principalmente quando há a presença de correntes de fuga. no ponto de conexão.4. dos pontos de ensaio às tubulações.2 As conexões dos cabos elétricos às tubulações podem ser feitas diretamente por meio de soldas exotérmicas. contra a corrosão externa provocada pelo meio ambiente. 30.2.8 Tubos-camisa Os tubos-camisa devem possuir acessórios que os isolem eletricamente das respectivas tubulações.1 As conexões dos cabos elétricos. As interferências podem ser controladas por métodos como drenagem elétrica. devem ser previstos os cuidados específicos necessários ao controle da corrosão.o inibidor de corrosão selecionado deve ser de um tipo que não cause deterioração dos componentes do sistema de tubulações. contínuo ou de cordão. 30. aplicação de revestimentos protetores. instalados próximos a uma tubulação aquecida.7. A taxa de desgaste e a corrente liberada pela maioria das ligas de anodo tendem a ser maiores com o aumento da temperatura ambiente.3. Em temperaturas superiores a 60°C. os tipos de revestimentos devem ser escolhidos de forma a evitar possíveis danos provocados pela passagem desses instrumentos. Os materiais dos revestimentos devem recobrir completamente as superfícies expostas e devem ser aplicados de acordo com as especificações e recomendações dos fabricantes.2.os revestimentos utilizados devem ser inspecionados conforme previsto nas especificações estabelecidas ou na prática corrente. 30.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 53 30. a abertura feita no 30. devem ser previstos em projeto equipamentos que permitam reter.2.2. em conjunto ou em separado. os gases que nas condições de transporte contenham água livre devem ser considerados corrosivos.quando os tubos ou outros componentes do sistema de tubulações forem unidos por solda ou outro método que deixe exposto o metal de base. tensões mecânicas localizadas excessivas. . os anodos de zinco.2. devem ter seu desempenho considerado de acordo com a temperatura de operação das tubulações. devidamente calibrada. b) inibidores de corrosão: . transferir e injetar o inibidor de corrosão no fluxo de gás.6.3 Após realizada a conexão.2 Quando necessário. direta ou por meio de uma resistência elétrica.um sistema eficiente de coleta de condensados e de materiais sólidos nas tubulações por meio de pigs ou esferas deve ser previsto.3.se estiver previsto o uso de pigs ou de esferas.2.7.9 Anodos galvânicos Os anodos galvânicos.2.

nos locais com maiores possibilidades de ocorrência de corrosão.4 Os materiais utilizados na tubulação e nos demais 31.1 A estabilização de pista e vala deve assegurar a proteção permanente da tubulação enterrada.1 Métodos de drenagem do fundo da vala devem ser previstos sempre que houver a possibilidade ou ocorrência de percolação. .1 Geral Este Capítulo estabelece os critérios a serem aplicados no projeto de estabilização de pista e vala. b) os efeitos de erosão/corrosão causados por partículas de alta velocidade em prováveis pontos de turbulência e de choque devem ser minimizados pelo uso de materiais resistentes à erosão.2 Critérios de projeto 31.2. os diques devem ser projetados com o emprego de materiais que absorvam aqueles movimentos.1 Para contenção do reaterro da vala.3.2 Métodos de drenagem superficial ser realizados estudos geotécnicos e hidrológicos ao longo da região atingida pela construção do gasoduto.1 Fundamentos básicos Os métodos a serem empregados para a proteção do reaterro de vala devem consistir em drenagem do fundo da vala. definindo as soluções a serem empregadas em cada local. mento de rampas.4 Reaterro e fechamento da vala 31 Estabilização de pista e vala 31. com dimensões e espaçamento de conformidade com a seção da vala. e preservando o meio ambiente.uso de equipamentos de remoção de outros contaminantes.3. surgências ou interceptação de veios d’água em rampas com inclinações superiores a 5°. . devem Em função da inclinação da rampa e do tipo de solo local. 31.2. 31. diques de contenção do reaterro da vala e substituição do material de reaterro. inclinação da rampa e o material utilizado na construção do dique.3 Na proteção da pista.4.2 Devido a acomodações e recalques da tubula- ção enterrada na vala.4 Drenagem superficial da pista 31. 31. 31. b) dreno-cego.4 Na proteção da vala. líquidos e sólidos corrosivos forem transportados em temperatura elevada. pelo acréscimo de espessura de parede. ou pela configuração e dimensões da tubulação ou conexões. 30.3. 31.3 Quando um gás ou mistura de gases. 31. devem ser utilizados provadores de corrosão e carretéis de ensaio. .3 Contenção do reaterro da vala equipamentos metálicos expostos aos gases devem ser resistentes à corrosão interna.3. com a finalidade de evitar a formação de processos erosivos na pista e vizinhanças. bota-foras e áreas terraplenadas nas vizinhanças.3. 31. e) tratamento para redução da corrosividade dos gases: . não causando danos ao revestimento dos tubos ou à própria tubulação.2.3. deve ser feito o cadastramento de ocorrência de surgências. por material com suficiente coesão e resistência. 31. deve ser dada atenção especial para a identificação e mitigação da possível corrosão interna.3. estabilizando a pista. portanto: a) os materiais selecionados para a tubulação devem ser compatíveis com os produtos transportados. mananciais e sistemas hidrográficos.4. 31. 31.2 Os métodos de drenagem normalmente utiliza- dos devem ser: a) colchão de areia.2. dimensionadas e espaçadas conforme inclinação e extenção da rampa. encostas.3. 31. vala. de forma a evitar erosões ou deslizamentos da cobertura. definindo as soluções a serem empregadas. infiltrações e percolações. 30. quando forem instalados em seções percorridas por esses instrumentos. ou ainda pela filtragem.2.provadores de corrosão e carretéis de ensaio devem ser projetados de forma a permitirem a passagem dos pigs ou esferas.3 Métodos de proteção de vala 31.2 Para obtenção dos parâmetros de projeto. deve ser prevista a compactação do reaterro da vala ou substituição parcial ou total do solo. 31.54 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 d) provadores de corrosão e carretéis de ensaio: .3.uso de equipamentos de desidratação ou de separação.4. evitando danos a edificações. devem ser projetados diques no interior desta.3.2 Drenagem do fundo da vala 31.1 Fundamentos básicos Os métodos de drenagem superficial da pista devem ser previstos em encostas com inclinação superior a 5° e constituídas de solos de baixa coesão. deve ser feito o cadastra- Os métodos de drenagem superficial constam de: a) calhas transversais de captação e longitudinais de condução de águas pluviais.2.4. quando for prático.

2 Análise do solo 32. causada pelas águas pluviais. 31.5.1 Todo gás combustível deve ser odorizado em redes de distribuição e serviço ou para uso doméstico. c) seus produtos de combustão não devem ser prejudiciais a pessoas nem causar danos aos materiais com que normalmente possam ter contato. 31. de modo a permitir. a fim de garantir o desenvolvimento e manutenção da proteção vegetal empregada.5 Proteção vegetal da pista ser estabelecida pelo projeto. deve ser determinada a sua correção e adubação.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 55 b) caixas de passagem e dissipação dimensionadas e espaçadas em função das calhas transversais e longitudinais.1 Geral A proteção vegetal visa à preservação das áreas expostas pela terraplenagem. 32.3 Correção do solo a) misturado ao gás na concentração especificada.5. num consorciam ento de plantas gram í neas e legum inosas.4 Processos de execução O processo de plantio por hidrossemeadura deve ser previsto em rampas ou taludes com declividade igual ou superior a 15°. 32. através da execução de proteção vegetal. 31. b) sua solubilidade em á gua n ã o deve exceder 2.5. a odorização fica sujeita a estudos específicos em função das áreas atravessadas. sementes de gramíneas e/ou leguminosas fertilizantes e fixador da mistura.5. c) caixas de saída com dissipadores de energia cinética. Com base na análise do solo. proporcionando melhores condições para resistir à erosão superficial.3 Ensaios de campo devem ser previstos para verificar a eficácia do sistema de odorização.5 Espécies de sementes a serem empregadas Na especificação das espécies de semente. 31.5. devem ser selecionadas as que mais se adaptem ao ambiente local. 31. em caso de vazamento. d) muros defletores e enrocamentos. em uma emulsão contendo. por via líquida. Em gasodutos de transmissão. em dosagem a /ANEXOS . Os pontos de amostragem devem ser localizados de forma a representar o gás em todos os pontos do sistema.5% em massa. 32 Odorização 31.2 O odorante deve atender aos seguintes requisitos: O grau de acidez ou alcalinidade do solo (pH) deve ser determinado utilizando-se amostras representativas colhidas ao longo da faixa do gasoduto. numa proporção balanceada entre gramíneas e leguminosas. não deve ser prejudicial a pessoas nem causar danos ao sistema. a sua pronta detecção em limites de concentração a partir de 1/5 de seu limite de explosividade inferior. consistindo o processo na projeção.

56 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 .

NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 57 ANEXO A .Diagrama ilustrativo do campo de aplicação desta Norma /ANEXO B .

m N.555556 x 10-1 5. in Unidades de pressão (ou de tensão) kgf/cm 2 kgf/cm 2 lb/in2 lb/in2 bar kPa MPa kPa MPa kPa 9.m 9.451600 x 10-4 * 9.806650 x 10° * 4.806650 x 101 * 9.048000 x 10-1 * 1.609344 x 103 * .806650 x 10-2 * 6.894757 x 10° 6.894757 x 10-3 1.555556 x 10-1 m3 m3 1.129848 x 10-1 N N 9.58 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 ANEXO B .540000 x 10-2 * 3.Fatores de conversão Para converter em Multiplicar o valor.448222 x 10° radiano (rad) 1.745329 x 10-2 C K K K 5.831685 x 10-2 m2 m2 6.290304 x 10-2 * m m m 2.806650 x 10o * 1. m lbf . expresso nas unidades da primeira coluna. por: Unidades de comprimento in ft mile Unidades de área in2 ft 2 Unidades de volume in3 ft 3 Unidades de diferencial de temperatura °F (Fahrenheit) °C (Celsius) °F (Fahrenheit) °R (Rankine) Unidade de ângulo plano grau (°) Unidades de força kgf lbf Unidades de momento (ou de torque) kgf .638706 x 10-5 2.000000 x 102 * /continua N.555556 x 10-1 1.000000 x 10° * 5.

de vários sistemas de unidades para o SI. expresso nas unidades da primeira coluna. /ANEXO C .013250 x 102 * Para converter em bária atm Unidades de energia Btu cal lbf .energia . relativas à mecânica. e) Para uma lista completa dos fatores de conversão. ou seja.Watt c) Os asteriscos (*) que figuram à direita dos fatores de conversão indicam os fatores que são exatos.354990 x 102 Usar a fórmula °C K K K 5 (°F .radiano .segundo . kgf . s).15 5 (°R)/9 Notas: a) Esta tabela apresenta fatores de conversão para algumas das mais utilizadas grandezas.comprimento .pressão . ft Unidades de potência hp cv Para converter Escalas termométricas °F °C °F °R kPa kPa J J J 1. g .15 5 (°F .massa .tempo .ângulo plano . por: 1.32)/9 °C + 273. cujas principais grandezas. fundamentais e derivadas.Kelvin (s) (K) (rad) (N) (Pa) (J) (W) . b) O sistema legal de unidades no Brasil é o Sistema Internacional.457000 x 102 7.32)/9 + 273.força .NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 59 /continuação Multiplicar o valor.Pascal . com respectivas unidades. são: . deve ser consultada a NBR 12230. d) Os fatores de conversão são apresentados em notação científica.potência .Newton . s) e técnico (m . por um número real de 1 a 10 (exclusive) e pela potência de 10 que lhe é associada.quilograma (kg) . expressas em unidades dos sistemas inglês.186800 x 10° * 1.000000 x 10-4 * 1. para o Sistema Internacional (SI).temperatura (m) .metro .055056 x 103 4.Joule .355818 x 10° W W em 7. físico (c .

C-3 P ara tubos feitos com solda por resist ê ncia el é trica. nenhuma trinca na solda deve aparecer até que a distância entre as placas seja menor que 3/4 do diâmetro externo para solda de topo.Ensaio de achatamento para tubos C-1 O ensaio de achatamento para tubos deve ser realizado de acordo com a NBR 6154 e complementado com os parâmetros de execução de ensaio aqui expostos. N enhum a evid ê ncia de lam ina çã o ou m aterial fundido deve revelar-se durante todo o processo de achatam ento. e a solda n ã o pode apresentar defeitos. seja na solda. e nenhuma fissura ou ruptura. ou 2/3 do diâmetro externo para solda sobreposta. seja em qualquer parte do metal. C-5 Para tubos sem costura. o corpo-de-prova não deve ter comprimento inferior a 65 mm. nenhuma fissura ou ruptura no metal deve ocorrer até que a distância entre as placas atinja o valor “H” dado pela fórmula prescrita na NBR 6154. /ANEXO D . C-2 Para tubos sem costura. C-4 Para tubos soldados por fusão. b) solda sobreposta: 33% do diâmetro externo. nenhum a trinca na solda deve aparecer at é que a dist â ncia entre as placas seja m enor que 2/3 do di â m etro externo do tubo. ela deve ser m enor que cinco vezes a espessura da parede do tubo. N enhum a fissura ou ruptura no m etal ou na solda pode ocorrer at é que a dist â ncia entre as placas seja m enor que 1/3 do di â m etro externo do tubo.60 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 ANEXO C . deve ocorrer até que a distância entre as placas seja inferior à indicada a seguir: a) solda de topo: 60% do diâmetro externo. m as em nenhum caso.

7 8 9 Classe Y-35 Y-42 Y-46 Y-48 Y-50 Y-52 Y-56 Y-60 Y-65 207 241 290 317 359 386 414 448 483 552 207 241 207 241 276 165 186 207 228 165 186 207 207 241 207 241 290 317 359 207 228 248 276 310 345 379 207 241 517 317 241 290 317 331 345 359 386 414 448 103 psi 30 35 42 46 52 56 60 65 70 80 30 35 30 35 40 24 27 30 33 24 27 30 30 35 30 35 42 46 52 30 33 36 40 45 50 55 30 35 75 46 35 42 46 48 50 52 56 60 65 kg*/cm2 2109 2461 2954 3235 3657 3938 4219 4571 4923 5626 2109 2461 2109 2461 2813 1688 1899 2109 2321 1688 1899 2109 2109 2461 2109 2461 2954 3235 3657 2109 2321 2532 2813 3165 3516 3868 2109 2461 5274 3235 2461 2954 3235 3376 3516 3657 3938 4219 4571 /continua ASTM A-53 ASTM A-106 ASTM A-134 ASTM A-139 ASTM A-211 ASTM A-333 ASTM A-381 .6.Tensão mínima de escoamento especificada (Sy) de materiais para tubos Sy Especificação Grau MPa API 5L A B x 42 x 46 x 52 x 56 x 60 x 65 x 70 x 80 A B A B C ASTM A-283 A B C D ASTM A-285 A B C ASTM A-135 A B A B C D E 30 33 36 40 45 50 55 1 3.4.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 61 ANEXO D .

31. 32 /ANEXO E . 31. 21. 11. 12 20. 12 20. 22.62 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 /continuação Sy Especificação Grau MPa ASTM A-671 Classes 10. 32 ASTM A-285 C ASTM A-515 55 60 65 70 ASTM A-516 55 60 65 207 207 221 241 262 207 221 248 103 psi 30 30 32 35 38 30 32 36 kg*/cm2 2109 2109 2250 2461 2672 2109 2250 2532 70 262 38 2672 ASTM A-672 ASTM A-285 A B C ASTM A-515 55 60 65 70 ASTM A-516 55 165 186 207 207 221 241 262 207 24 27 30 30 32 35 38 30 1688 1899 2109 2109 2250 2461 2672 2109 Classes 10. 22 30. 21. 11. 30.

2.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 63 ANEXO E .4 kgf/cm2) e um ramal de alimentação com MPO de 1500 kPa (15. = 600 kPa MPOmont.1 Deseja-se especificar uma estação de controle e limitação de pressão entre um gasoduto de transmissão com MPO de 7000 kPa (71. ou seja: 4. válvula de controle em série e válvula de bloqueio automático Válvula de controle e válvula de controle em série .1.1.5 E-1. = 2.66 > 1. = 4.1 Exemplo 1 E-1.2 A solução é a seguinte: MPOmont. = 1000 kPa e MPOjus. “ MPOjus. “ MPOjus. válvula de controle monitora e válvula de bloqueio automático ou Válvula de controle e válvula de controle monitora ou Válvula de controle. ou seja: Válvula de controle e válvula de segurança ou Válvula de controle e válvula de segurança ou V á lvula de controle e duas v á lvulas de bloqueio autom á tico ou Válvula de controle e válvula de bloqueio automático ou Válvula de controle.2. .3 Como 5500 kPa > 1600 kPa e simultaneamente MPOmont. trata-se do caso B.66 E-1.2. = 5500 kPa MPOmont. E-1. = 7000 kPa e MPOjus.1 kgf/cm2). E-1. são apresentados três exemplos: E-1.2 Exemplo 2 E-1.6. trata-se do caso A.MPOjus. verifica-se que a válvula de alívio é uma proteção para qualquer situação.Exemplos de aplicação dos dispositivos de controle e proteção requeridos em estações de controle de pressão E-1 Para melhor compreensão da aplicação da Figura 1. E-1.1.1 Deseja-se especificar uma estação de controle e limitação de pressão entre uma rede de distribuição de gás com MPO de 1000 kPa (10. . = 1500 kPa MPOmont.3 kgf/cm2) para uma rede de distribuição.3 Como 600 kPa < 1600 kPa.2 A solução é a seguinte: Nota: Analisando-se a Figura 1. = 400 kPa MPOmont.MPOjus.2 kgf/cm2) e outra rede de distribuição com MPO de 400 kPa (4.

3.02 kgf/cm2). Válvula de controle possuindo as características exigidas em 14.3. /ANEXO F .1 Deseja-se especificar uma estação de controle e limitação de pressão entre uma rede de distribuição com MPO de 100 kPa (1 kgf/cm2) e uma rede interna de consumidor com MPO de 2 kPa (0.3 Exemplo 3 E-1.3.1.64 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 E-1.

Nota: Para ilustração da derivação. eT Sc = 10 x 406.tronco SyT = 241 MPa (2460 kgf/cm2).1) = 106.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 65 ANEXO F . i) sobreespessura para corrosão nos tubos: c = 0.4/(2 x 0.44 (44%) F-2. h) tensão mínima de escoamento especificada: . DT/(2 F . F-2 Desenvolvimento dos cálculos F-2. sen β = 1. B.5). SyT) et = 10 x 406. DR/DT = 219. j) classe de locação do gasoduto: 3 (fator de projeto F = 0.4/(2 x 19. T . f) especificação do material da chapa de reforço: ASTM A-285 Gr. Sc/SyT = 106. n) tipo de montagem: não-penetrante. C.Exemplo de aplicação das regras para o projeto de derivações tubulares soldadas F-1 Enunciado Projetar uma derivação tubular soldada.1 Relação entre os diâmetros do ramal e do tronco e) especificação do material do tronco e do ramal: API 5L Gr.4/241 Sc/SyT = 0.4 MPa . . sendo fornecidos os seguintes dados: a) diâmetro externo do tronco: DT = 406.54 (54%) F-2. de 16" x 8". g) pressão de projeto: P = 10 MPa (102 kgf/cm2).4 mm (16"). ver Figura 8. l) fator de temperatura: T = 1 (gás escoando à temperatura de até 120°C).1/406.ramal SyR = 241 MPa (2460 kgf/cm2).4 DR/DT = 0.3 Espessura de parede do tronco para resistir à pressão interna et = P . c) espessura do tronco: eT = 19.1 mm (8.5 x 1 x 1 x 241) = 16. d) espessura do ramal: eR = 12. k) fator de eficiência de junta: E = 1 (garantido pelo processo de soldagem e pela especificação do material).750"). E .2 Rela çã o entre a tens ã o circunferencial e a tens ã o m ínim a de escoam ento especificada (para o tronco) Sc = P . m) ângulo da derivação: β = 90°. DT/2 . b) diâmetro externo do ramal: DR = 219.1 mm (0.500").7 mm (0.625").chapa de reforço SyC = 206 MPa (2110 kgf/cm2).9 mm Figura 8 .

5 x 1 x 1 x 241) = 9. M = (361. SyC/SyT = 2718 x 206/241 = 2323 mm2 Atot.2 (eR . A2 = 2 (eR .0) x 47.5 (eR .7 .11 Condição de resistência Atot.1 mm (3/4") Comprimento: Q = 2 (d .7.0) x 193.A1 .2 Prevalece o menor valor de L (47. feita com um material de tensão de escoamento SyC. o fator redutor SyC/SyT entre as tensões de escoamento da chapa e do tronco.344 .219.9 = 3274 mm2 F-2.DR) .2.er .0) + 19.1 .1 No tronco Espessura: M = 19.7 .7 .1)/406.1 mm (3/4") L = 2.1 = = 2718 mm2 F-2.5. et Areq.DR)/DT) α = 2 (arc sen (219. ((2d . = d . L .A2 .c) + M = 2. os percentuais DR/DT e Sc/SyT sinalizam para as recomendações (B) e (D) da Tabela 13.66 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 F-2. = 426 + 344 + 250 + 2323 = 3343 mm2 Nota: No cômputo da área da chapa de reforço (A4). ((2 x 193.c) .7 mm F-2.16.9 mm F-2.7 = 426 mm2 F-2.12 Requisitos especiais (ver 20. DR/(2 F .8 = 344 mm F-2. .1 .5 (eT .2 No tubo-ramal F-2.7. há que se aplicar.8 Área mínima necessária à chapa de reforço AN = (Areq. o somatório das áreas A1 + A2 + A3 + A4 é feito como se todos os materiais fossem estruturalmente equivalentes ao material retirado do tronco.219. sobre a área nominal da chapa (A). T .7.2 (12.250) x 241/206 AN = 2254 x 241/206 = 2637 mm2 F-2. (SyR/SyT) A2 = 2 (12. = A1 + A2 + A3 + A4 Onde: A4 = A .1 = 50.0) = 193.1/406. Assim.c) .9 Dimensões nominais da chapa de reforço er = 10 x 219.7.W2) = 2 x (193.7 . o reforço não necessita ser do tipo integral.3) De acordo com os requisitos especiais. em outra equivalente de material de tensão de escoamento SyT. esta operação transforma a área nominal da chapa. = 193.1 Admitindo-se usar uma chapa de reforço com espessura M = 19.3 Nos cordões de solda 2 W1 = 9 mm (dimensão do cordão de solda entre a chapa de reforço e o ramal) W2 = 13 mm (dimensão do cordão de solda entre a chapa de reforço e o tronco) A3 = W12 + W22 = 250 mm2 F-2.4 Espessura de parede do ramal para resistir à pressão interna er = P .1/(2 x 0.13 Verificação do envolvimento angular (ver recomendação (B)): α = 2 (arc sen (DR/DT) + (360/2π)) .4) α = 113° Como α < 180°.6 Área de reforço requerida Areq.1 .9.426 .c) d = 219.5 Diâmetro do furo d = DR .9 .4 mm Área: A = (Q . SyT/SyC /ANEXO G . SyR) AN = (3274 .5 x (12.10 Área total Atot.4 .c) = 2.13) = = 361.7 Área disponível para reforço F-2.8 mm) F-2. (= 3343 mm2) > Areq.8 mm ou L = 2.4) + (360/2π)) .1 mm F-2.7 x 16. E .2. (= 3274 mm2) F-2. F-2.1 .1) x 19.5 x (19.A3) . d A1 = (19.et .7 .7. A1 = (eT .0) = 47.

12 12.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 67 ANEXO G .00 x 105 MPa (2.64 11.Constantes físicas G-1 Coeficientes de dilatação térmica linear para açocarbono.30 0 30 60 90 120 150 180 210 240 Coeficiente de dilatação térmica linear.44 11.86 12.40 10.Coeficiente de dilatação térmica Temperatura (0C) . α x 106 (oC-1) 10. carbono-cromo-molibdênio (até 3% Cr e 1% Mo) são dados na Tabela 21. G-2 O módulo de elasticidade longitudinal do aço-carbono à temperatura ambiente de 21°C (70°F) é: Ec = 2.31 12.52 /ANEXO H .molibdênio.71 11.04 x 106 kgf/cm2) Tabela 21 . carbono.60 11.39 11.

Nota: Não é usual projetar curva com três ou mais gomos com desvio angular entre gomos superior a 45°. E . T .r ) Notas: a) A espessura “e”. conforme mostrado nas Figuras 9-(a) e 9-(b). E .25 tg θ ) K2 = ( ( e e + 0. Sy D ( e e + 1. ver H-4.45°. medida a partir da junta soldada do gomo terminal. deve se estender por uma distância não-inferior a “N”.2 Para a limitação do desvio angular das curvas em gomos.3 Para nomenclatura. com ângulo α .r 2R1 .45° Pg = K Onde: K = um fator redutor da pressão pelo efeito enfraquecedor dos gomos. o que for menor K1 = D 2r D r 2e D F . com três ou mais gomos (duas ou mais soldas circunferenciais) A pressão de projeto da curva com três ou mais gomos deve ser o menor valor calculado pela seguinte fórmula.1 A pressão de projeto da curva com dois gomos. H-2 Curva múltipla.643 tg θ R1 . ver H-2.Curva de γ = 90°. deve ser calculada pela fórmula: Pg = K3 Onde: K3 = fator redutor da pressão e vale: K3 = D 2r 2e F . T . com três gomos (duas soldas circunferenciais) . H-1. E .2 A pressão de projeto da curva com dois gomos. usada nas equações de H-2 e H-3.68 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 ANEXO H . H-3 Curva singela. b) Todas as dimensões geométricas e propriedades mecânicas referem-se ao tubo do qual são feitos os gomos. podendo assumir os valores de K1 ou K2. Sy Nota: Para valor de K1. válida para α . H-1.5. T . com ângulo α > 45°.Método de dimensionamento para a pressão interna das curvas em gomos H-1 Geral H-1. deve ser calculada pela fórmula: Pg = K1 2e D F . com dois gomos (uma única solda circunferencial) H-3. ) Figura 9-(a) . Sy H-3. ver 27.1 As curvas em gomos devem ser dimensionadas para uma pressão de projeto (Pg) igual ou superior à pressão de projeto (P) do sistema de gás do qual fazem parte.

1. r = (D .7 e 22.35 Parâmetro A (cm) 2.35 ¯ 22.2 H-5.2) = fator de eficiência de junta (ver 7.r) H-5 Exemplo de aplicação das regras para o projeto de curvas em gomo H-5. medido na linha de centro do tubo = desvio angular: α = γ/(n .1. em fun çã o da espessura do tubo do qual é feito o gom o.Curva de γ = 30°. onde o par â m etro A deve ser tirado da T abela 22.3) = fator de temperatura (ver 7.Parâmetro A Espessura do tubo.7 Entre 12.0 R1 = raio efetivo da curva em gomos. definido como a mais curta distância da linha de centro do tubo à intersecção dos planos das juntas adjacentes de um gomo R1 = (S/2) .1. Tabela 22 . cotg θ N = comprimento mínimo dos gomos extremos. e (mm) .5 .4) P r D e n S α θ γ = pressão de projeto do sistema de gás E = raio médio do tubo.1) = metade do desvio angular: θ = α/2 = ângulo central.1 a H-5. (R1 . com dois gomos (uma solda circunferencial) H-4 Nomenclatura Pg = pressão de projeto para a curva em gomos Sy = tensão mínima de escoamento especificada para o material do tubo F = fator de projeto (ver 7.e)/2 T = diâmetro externo do tubo = espessura nominal de parede do tubo = número de gomos = comprimento do gomo.12. tg θ .1 Enunciado Projetar uma curva em gomos sendo fornecidos os seguintes dados de H-5. maior valor entre: 2.1 Dados da rede de gás: a) pressão de projeto: P = 6000 kPa.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 69 Figura 9-(b) . soma dos desvios angulares entre todos os gomos Nota: O valor de R 1 n ã o pode ser inferior a: [(A /tg θ) + (D /2)]. .5 2e 2e/3 + 3.

2.2.2 Dados da curva em gomos: a) sendo n = 6 e α < 45°.783.2 Relação entre tensões Sc/Sy = 96011/241000 = 0.1 Verificação da possibilidade de uso de curva em gomos H-5.2 Cálculo do desvio angular entre gomos a) recalculando com os novos valores de Sy = 290000 kPa.0 x 1 x 290000/273. c) temperatura de projeto: ambiente (fator de temperatura T = 1).72 x 1.75"). a curva proposta ainda pode ser usada.seleção de um tubo que seja fabricado por um processo que garanta E = 1.3.1. obtêm-se: K1 = 0.72).0. d) raio de curvatura.r 2R1 . portanto. o desvio angular n ã o deve exceder 12. o segundo tubo escolhido satisfaz. . . e = 7. Sy D Onde: K1 = D 2r D r K2 = ( ( e e + 0. T . obtêm-se: K1 = 0. b) número de gomos (n): a determinar.976 c) para o menor valor (K1).2.1) = 12° < 12.1 Tensão circunferencial gerada pela MPO S c = (M P O ) .3 Cálculo da pressão de projeto da curva H-5.5° θ = 6° H-5.1 x 0.1) = 115400 kP a.250"). j) fator de eficiência de junta: E = 0. deve ser usado o menor número possível de gomos. pode-se usar curva em gomos (ver 27. B. K2 = 0.2. a pressão de projeto da curva deve ser o menor dos dois valores abaixo (ver H-2): Pg = K1 . X42 com espessura e = 7.10 Sy < Sc/Sy < 0.4 x 0.70 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 b) máxima pressão de operação: MPO = 4500 kPa.398 Sendo Sc < 0.1.1.aumento da espessura de parede. o uso deste tubo para confeccionar a curva em gomos.4) = 96011 kP a H-5. D /2e = 4500 x 273. g) diâmetro externo: D = 273. e) processo de fabricação: com costura longitudinal por SAW.5.1. d) material: ASTM A-139 Gr. E = 1.1 Pg = 5094 kPa d) sendo Pg (5094 kPa) inferior a P (6000 kPa). têm-se: Pg = 0.1/(2 x 6.72 x 0. K2 = 0. H-5.1 Deve ser feita uma primeira tentativa supondo c) sendo Pg (8620 kPa) superior a P (6000 kPa).40 Sy. t ê m -se: α = γ/(n . escolhe-se um tubo API 5L Gr.4 mm (aproximadamente 0.2 Para a segunda tentativa. c) ângulo central. Deve-se proceder da seguinte forma: a) pretende-se construir a curva com o mesmo tubo utilizado na rede de gás.794 x 2 x 7.T . h) espessura de parede: e = 6.2. para 0.5. 2e D F .5 ° .escolha de um m aterial de m aior resist ê ncia m ec â n ica . d) para M P O = 6000 kP a.2.783 x 2 x 6. H-5. E . H-5.8. deve se proceder.3. i) classe de locação: 1 (fator de projeto F = 0.1 mm.80 x 1 x x 241000/273.4 e. f) tensão m ínima de escoamento especificada: Sy = 241000 kPa. a tens ã o circunferencial vale S c = P D /2e = 6000 x 273.979 b) para o menor valor (K1). γ = 60°. a uma ou mais das seguintes alterações com respeito ao tubo da curva: . Sy ou Pg = K2 .1) H-5. E . por esta Norma. portanto. têm-se: Pg = 0.643 tg θ R1 .1 mm (aproximadamente 0.2 Desenvolvimento dos cálculos H-5.1/(2 x 7. R1 = 1500 mm.794.40 Sy. 2e F . não é permitido.281").1 Pg = 8620 kPa De acordo com 27.r ) ) b) substituindo valores. P ara n = 6.2.1 mm (aproximadamente 10. que a curva é constituída por segmentos retos cortados do próprio tubo do gasoduto.1) = 60°/(6 . Deve se proceder da seguinte forma: . a rela çã o S c/S y = 115400/290000 = 0.

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H-5.2.4 Cálculo do comprimento mínimo N, dos gomos da extremidade da curva

H-5.2.6 Cálculo do comprimento S mínimo

N = 2,5 Sendo:

ou N = tg θ (R1 - r)

Para e = 7,1 mm, de acordo com a Tabela 22, obtém-se A = 2,5 cm (25 mm): R1mín. = A tg θ + D 2 = 25 tg 6° + 273,1 2 = 374 mm

r = (D - e)/2 r = (273,1 - 7,1)/2 = 133 mm N = 2,5 = 77 mm

Smín. = 2R1mín. . tg θ = 2 x 374 x tg 6° = 79 mm Como S > Smín., não há impedimento. H-5.3 Conclusão A curva em gomos deve ser construída de acordo com os valores calculados, em aço-carbono API 5L Gr. X42, para uma pressão máxima de operação de 6000 kPa, conforme Figura 10.

N = tg 6° (1500 - 133) = 144 mm O comprimento N deve ter 144 mm, no mínimo.
H-5.2.5 C á lculo do com prim ento S dos gom os interm edi á rios

S = 2R1 . tg θ = 2 x 1500 x tg 6° = 315 mm

Figura 10 - Curva de γ = 60°, com seis gomos

/ANEXO I

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ANEXO I - Combinações para ligação por solda de juntas de topo de mesma espessura (conforme Figuras 11 e 12)

Figura 11-(a) - Preparação opcional

Figura 12-(a)

Figura 11-(b) - Preparação para espessuras iguais ou inferiores a 22 mm

Figura 12-(b)

Figura 11-(c) - Preparação para espessuras superiores a 22 mm Figura 11 - Preparações-padrão

Figura 12-(c)

Figura 12 - Combinações de extremidades

Nota: As ilustrações são típicas e não se destinam a excluir outras combinações não mostradas.

/ANEXO J

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ANEXO J - Preparação de extremidades para solda de topo de juntas de espessuras e/ou de tensões de escoamento diferentes

J-1 Generalidades
J-1.1 As Figuras 13 a 16 ilustram as preparações aceitáveis para unir as extremidades de tubos e componentes de

tubulação através de solda de topo. Esta união pode ser feita em peças com espessuras de parede iguais ou diferentes constituídas de materiais com tensões de escoamento iguais ou diferentes.

Figura 13-(a)

Figura 13-(b)

Figura 13-(c) Figura 13 - Desalinhamento interno

Figura 13-(d)

Figura 14-(a)

Figura 14-(b)

Figura 14 - Desalinhamento externo

onde esta une uma superfície inclinada. Ver Figura 13-(a).2.2 As espessuras de parede das seções a serem unidas devem atender aos requisitos desta Norma. J-2.2. o metal de solda depositado deve ter propriedades mecânicas. Se o desvio for superior a 3 mm (1/8").2 Para tubulações que operam com tensões circunferenciais maiores que 20% da tensão mínima de escoamento especificada. J-2.2. renciais inferiores ou iguais a 20% da tensão mínima de escoamento especificada. a transição deve ser feita por um chanfro interno na seção mais espessa. ângulo-limite mínimo para a superfície desbastada. ou por meio de um anel de transição pré-fabricado. iguais àquelas da seção que possui maior resistência. se a espessura nominal de parede das extremidades a serem unidas não varia de mais de 3 mm (1/8"). entretanto. não há necessidade de nenhum procedimento especial.2. não é necessário nenhum procedimento especial para a união das partes.2 Quando a diferença interna é maior que 2. J-2.6 Para unir tubos com espessuras de parede diferentes e materiais com tensões mínimas de escoamento iguais.3 Quando as tensões mínimas de escoamento especificadas das seções a serem unidas são desiguais. J-1.3 Quando a diferença interna é maior que 2. Ver Figura 13-(b).1 a J-2. aplicam-se as regras dadas nesta Norma. pelo menos. contanto que se obtenham na solda completa penetração e fusão.2.Combinações de desalinhamentos interno e externo Nota: Não há exigência de limite de ângulo mínimo quando os materiais unidos têm a mesma tensão de escoamento.4 mm (3/32").2. O ângulo do chanfro da transição não deve ser maior que 30° nem menor que 14o. J-1.4 mm (3/32") e não há acesso ao interior do tubo para soldagem.2.74 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 Figura 15 . conforme ilustrado nas Figuras 13 a 16. J-1. para efeito de projeto. J-2.7 A espessura máxima e*. J-1.4 são aplicáveis.1 a J-2.1 Para tubulações que operam com tensões circunfe- . Figura 16 .4 mm (3/32") mas não é maior que metade da espessura mais J-2 Diâmetros internos desiguais J-2. J-2. não havendo.Nomenclatura J-1.4 A transição entre extremidades de espessuras diferentes pode ser obtida por desbaste ou por deposição de material de solda.5 Ranhuras ou entalhes agudos devem ser evitados na borda da solda.5 e.4 são aplicáveis.1 Se as espessuras nominais de parede das extremidades a serem unidas não diferirem mais que 2. J-2. não deve ser maior que 1. J-1. contanto que se obtenham na solda penetração e ligação adequadas.

conforme mostrado na Figura 14-(a).4 Quando a diferença interna é maior que metade da espessura mais fina e há acesso ao interior do tubo para soldagem. a transição pode ser feita através de um chanfro na extremidade interna da seção mais espessa. conforme mostrado na Figura 13-(d). J-3 Diâmetros externos desiguais J-3. espessura mais delgada.2 Quando a diferença externa excede metade da espessura mais delgada. a transição pode ser feita através de uma solda cônica.NBR 12712/1993 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 75 fina. a transição pode ser feita por solda. conforme mostrado na Figura 13-(c). e há acesso ao interior do tubo para soldagem. conforme mostrado na Figura 14-(b).1 Quando a diferença externa não excede metade da /ANEXO K . contanto que o ângulo de inclinação da superfície de solda não exceda 30° e que ambas as extremidades dos biséis estejam adequadamente fundidas. J-2. J-4 Diâmetros internos e externos desiguais Quando há tanto diferença interna quanto externa. conforme mostrado na Figura 13-(b). o projeto de junta deve ser uma combinação das Figuras 13-(a) a 14-(b). deve ser dada atenção especial ao alinhamento adequado. aquela parte excedente do desalinhamento deve ser desbastada (em cone). ou através da combinação da solda cônica por uma extensão igual à metade da seção mais delgada e um chanfro obtido por desbaste a partir daquele ponto. A face da raiz da seção mais espessa deve ser igual à diferença de espessuras de parede mais a face da raiz da seção mais fina. ou seja. Figura 15. Nestas condições. J-3.2.

Flange para encaixe Figura 20 .Solda de encaixe (conexões) .76 Licença de uso exclusivo para ABC Cópia impressa pelo sistema CENWin em 25/04/2002 NBR 12712/1993 ANEXO K .Flange de pescoço Figura 18 .Flange sobreposto Figura 19 .Detalhes de ligações entre tubos e flanges (conforme Figuras 17 a 20) Figura 17 .

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