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48291762 Apostila Penal 2 Fase Damasio

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COMPLEXO JURÍDICO DAMÁSIO DE JESUS PRÁTICA PENAL OAB 2ª FASE Coordenação Prof.

Marcelo Tadeu Cometti Professores Cícero Marcos Lima Lana Flávio Cardo so de Oliveira Colaboradores Luciano Casaroti Paula Quaggio 1

SUMÁRIO 1. Instruções preliminares 2. Regras de competência 3. Ação penal 3.1. Ação penal púb 3.2. Ação penal privada 4. Ritos processuais 4.1. Rito ordinário 4.2. Rito sumário 4.3. Rito sumaríssimo 4.4. Ritos especiais 4.4.1. Júri 4.4.2. Lei de drogas 4.4.3. Funcio nários públicos 4.4.4. Lei de Imprensa 4.4.5. Crimes contra a honra 5. Teses 5.1. Ex tinção da punibilidade 5.1.1. Prescrição 5.1.2. Decadência 5.2. Nulidades 5.3. Abuso de au toridade 5.4. Falta de justa causa 6. Peças 6.1. Modelo geral 1 6.2. Modelo geral 2 7. Peças (espécies) 7.1. Liberdade provisória (com e sem fiança) 7.2. Relaxamento da p risão em flagrante 7.3. Representação 7.4. Queixa-crime 7.5. Defesa prévia 7.6. Alegações fi nais 7.7. Apelação 7.8. Recurso em sentido estrito 7.9. Agravo em Execução 7.10. Embargo s de declaração 7.11. Embargos infringentes e de nulidade 7.12. Correição parcial 7.13. Protesto por novo júri 7.14. Carta testemunhável 7.15. Recurso ordinário constituciona l 7.16 Recurso extraordinário 2

7.17. Recurso especial 7.18. Habeas corpus 7.19. Mandado de Segurança 7.20. Revisão criminal 7.21. Reabilitação 7.22. Livramento condicional 8. Problemas 9. Gabarito 10 . Questões práticas 11. Gabarito 3

1. INSTRUÇÕES PRELIMINARES: 1. A prova não pode ser identificada; dessa forma, não se de ve colocar datas, nomes, assinaturas, marcas, desenhos, ou qualquer sinal que po ssa ser entendido como identificação, salvo se determinado no próprio enunciado do pro blema. 2. A prova consiste em uma peça prática e 05 (cinco) questões, sendo que cada p arte tem o mesmo valor, qual seja, 5,0 (cinco) pontos. 3. Para aprovação, deve o can didato obter, no mínimo, a nota 6,0 (seis); por isso, não existe uma parte mais impo rtante do que a outra. A peça e as questões devem ser respondidas com o mesmo zelo e atenção. 4. A correção da peça é feita com base nos seguintes critérios: - Adequação da peça blema apresentado - Raciocínio jurídico - Fundamentação e sua consistência - Capacidade de interpretação e exposição - Correção gramatical - Técnica profissional 5. As questões, por s vez, são objetivas, de forma que podem estar corretas, parcialmente corretas ou er radas; 6. A peça deve ser fundamentada, com citação de jurisprudência e doutrina, que da rão maior suporte à tese que será defendida. 7. As questões podem ser fundamentadas com doutrina e jurisprudência (desde que cabível no espaço reservado para a resposta). 8. A letra deve ser legível. 9. É permitido o uso de doutrina, legislação e legislação comentad a; são proibidos livros que contenham modelo de peça, apostilas e dicionários jurídicos. 10. O segredo da prova é estudar e manter a calma!!!! 4

2. REGRAS DE COMPETÊNCIA As regras de competência determinam qual será o órgão judicial re sponsável pelo julgamento de determinado processo, se a Justiça Estadual Federal, 1ª I nstância, STJ e assim por diante. Para perfeita compreensão das regras de competência, imperiosa é a verificação da distribuição da organização judiciária. A Justiça Estadual comu divide entre os juízes de 1ª Instância (que atuam nas mais diversas comarcas) e os Tri bunais de Justiça, que representam a 2ª Instância (cada Estado do Brasil possui um Tri bunal de Justiça). Na Justiça Federal, onde serão julgados os crimes federais (de acor do com a regra do artigo 109 da Constituição Federal), a 1ª Instância é composta por juízes federais a 2ª Instância pelos Tribunais Regionais Federais. No entanto, diferente do que ocorre na Justiça Estadual, os Tribunais não existem em todos os estados brasil eiros; na verdade, existem apenas 05 (cinco) Tribunais Regionais Federais, cuja competência é assim distribuída: - Tribunal Regional Federal da 1ª Região (sede em Brasília) : Distrito Federal, Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima, Pará, Amapá, Mato Grosso, Tocan tins, Maranhão, Piauí, Goiás, Bahia e Minas Gerais. - Tribunal Regional Federal da 2ª Re gião (sede no Rio de Janeiro): Rio de Janeiro e Espírito Santo. - Tribunal Regional Federal da 3ª Região (sede em São Paulo): São Paulo e Mato Grosso do Sul. - Tribunal Reg ional Federal da 4ª Região (sede em Porto Alegre): Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. - Tribunal Regional Federal da 5ª Região (sede em Recife): Alagoas, Ceará, Pa raíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. Os Tribunais Superiores, por sua vez, têm sua competência prevista na Constituição Federal. O STJ – Superior Tribunal de J ustiça – tem sua competência definida no artigo 105, ao passo que o STF – Supremo Tribun al Federal – tem competência definida no artigo 102. LEMBRETES: - A Justiça Federal não é competente para julgamento de contravenções penais, que deverão ser processadas na Jus tiça Estadual. - Caso haja conexão entre a Justiça Federal e a Estadual, prevalece a p rimeira. - A Justiça Estadual julga apenas as infrações penais que não forem de competênci a das justiças especializadas, tendo competência residual. - De acordo com o Código de Processo Penal a competência é fixada com base no lugar da infração (teoria do resultad o: aquele local onde ocorreu a consumação do crime) ou o último ato da execução no caso de tentativa. 5

- Quando for desconhecido o local onde o crime se consumou, ou foram praticados os últimos atos da execução, a competência poderá ser fixada de acordo com o domicílio ou re sidência do réu (esta regra vale apenas para as ações penais públicas). - Na ação penal priva a o querelante poderá propor a queixa-crime no local onde se consumou o crime ou n o foro do domicílio do querelado, de acordo com o artigo73 do CPP. - A competência t ambém poderá ser fixada pela prevenção; nessa hipótese, o primeiro juiz que praticar algum ato no processo será o competente. DICA PARA A IDENTIFICAÇÃO DA COMPETÊNCIA: Verificar se a ação é da competência da justiça comum ou especializada (Justiça Militar ou Justiça Elei oral) e, posteriormente, se da Justiça Estadual ou Federal. EXEMPLOS DE ENDEREÇAMENT OS: - DELEGADO DE POLÍCIA (fase pré-processual): Ilustríssimo Senhor Doutor Delegado d e Polícia Titular da Delegacia de Polícia de________ Ilustríssimo Senhor Doutor Delega do de Polícia Federal da Delegacia de Polícia Federal de___________ - JUIZ DE DIREIT O (fase pré-processual, processual ou recursal): Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz d e Direito do Departamento de Inquérito Policiais – DIPOde São Paulo/SP Excelentíssimo Se nhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Criminal da Comarca de _________. Excel entíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito do Juizado Especial Criminal da Comarca de __________ Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara das Execuções Crimina is da Comarca de _________ Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal da _____ Vara Criminal Federal da Subseção Judiciária de _________ Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da _____ Vara do Júri da Comarca de ________ Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal da ____ Vara do Júri da Subseção Judiciária de _________ Excelentíssimo Senh or Doutor Juiz-Presidente do Tribunal do Júri da Comarca de __________ TRIBUNAIS d e 2ª INSTÂNCIA (fase recursal): Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de _______ 6

da ____ Câmara Criminal do Egrégio Tribunal de Justiça do Est ado de_________ Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Federal Relator do (rec urso nº)_________da ____ Turma Criminal do Egrégio Tribunal Regional Federal da ____ _Região TRIBUNAIS SUPERIORES (fase recursal): Excelentíssimo Senhor Doutor Ministro Presidente do Egrégio Superior Tribunal de Justiça Excelentíssimo Senhor Doutor Minist ro Presidente do Egrégio Supremo Tribunal Federal 7 .Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Federal Presidente do Egrégio Tribunal Re gional Federal da _______Região Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Relator d o (recurso nº)___________.

Obrigatoriedade: o Ministério Público não pode deixar d e oferecer a denúncia.1.3. Existem 03 (três) tipos de ação penal privada: . A ação penal pública condicionada também tem como ti tular o Ministério Público. em regra.§ 3º. mas pode ser também de iniciativa privada. 25 do CPP). em tese. é uma autorização para o início da investigação e da persecução penal que pode s dirigida ao Juiz.Exclusivamente privada: o titular d a ação é o ofendido. ‘b’ do CP. 100 do CP e 24 do CPP) e independe da vontade do ofendido. art. 3. 100. Devem ser obedecidos os seguintes princípios. Ação penal pública Possui duas espécies: incondicionada ou condicionada: A ação penal pública incondicionada tem como titular o Ministério Público (art. descenden te ou irmão. é uma exceção à regra. mas este pode ser representado. se o Código Penal nada mencionar. art. Para o oferecimento da queixa-crime. Já a requisição tem como destinatário único o Ministério Público. . 3. (art. 38 do CPP e 103 do CP) . 2ª parte do CPP): A representação não a forma específica. ao Ministério Público ou ao Delegado de Polícia. .Intranscendência: a ação penal somente poderá ser promovida contra os indivíduos que praticaram. atinentes às ações penais públicas incondicionada s: . único. I e 5º. Na verdade. ou requisição do Ministro da Justiça (art. 100. pelo cônjuge. a ação será pública. mas para exercer esse direito deve haver a representação do ofendido ou seu representante legal. essa é a a geral.Indisponibilidade: o Ministério Público não pode dispor da ação pen al.2 Ação penal privada A titularidade da ação penal é do ofendido ou seu representante legal (arts. ascendente. . art. há um prazo decadencial de seis meses. basta a declaração da vítima demonstrando o desejo de ver processar seu ofensor. § 2º do CP e 30 do CPP). a infração penal. AÇÃO PENAL A ação penal é pública. 8 . 145. 7º. A penal somente será privada quando o Código Penal assim determinar expressamente. A representação é irretratável após o oferecimento d cia (art. p. LIX da CF. § 1º do CP. 129.Oficialidade: somente órgãos oficiais podem oferecer a denúncia e conduzir o proc esso penal contra o acusado. 24.

Di sponibilidade: o ofendido poderá desistir da ação penal..Subsidiária da pública: apenas pode ser intentada na inércia do Ministério Público. de acordo com a sua conveniência. Devem ser obedecid os os seguintes princípios. exis te apenas no crime de indução a erro no casamento (artigo 236 do CP). . .Oportunidade: o ofendi do tem o direito de promover ou não a ação penal. a qualquer tempo. atinentes às ações penais privadas: .Indivisibilidade: a ação penal deve ser proposta cont ra todos os autores do crime. mesmo após o recebimento da queixa-crime. 9 .Personalíssima: somente o ofendido pode ingressar com a ação penal. . atualmente.

RITOS PROCESSUAIS Os ritos processuais são importantíssimos pára a elucidação do proble ma na prova. f) audiência de instrução e julgamento (no prazo de ias): .1.sentença 10 . no prazo de dez dias. Rito sumário (Crimes com pena máxima inferior a 4 anos) .oitiva das testemunhas de acusação .declarações do ofendido .oitiva das testem unhas de defesa . e) absolvição sumária ou designação de audiên f) audiência de instrução e julgamento (no prazo de 30 dias): . no prazo de dez dias.sentença 4. d) defesa prévia. Rito Ordinário (Crimes com pena máxima igual ou superior a 4 anos) Fluxograma do procedimento ordinário: a) oferecimento da denúncia ou queixa.2. c) citação.a legações finais . d) defesa prévia. quando uma de suas particu laridades não for obedecida (vale lembrar que o rito processual pode aparecer nas questões objetivas).esclarecimen tos dos peritos . e) absol vição sumária ou designação de audiência. 4. c) c itação.reconhecimento de pesso as e coisas .Fluxograma do procedi mento sumário: a) oferecimento da denúncia ou queixa. b) recebimento pelo juiz.declarações do ofendido oitiva das testemunhas de acusação .acareações .acareações . A seqüência de atos do rito processual é o que determina a peça a ser feita ou mesmo pode ser a solução para o problema apresentado. b) recebimento pelo juiz.alegações finais (ou conver são em memoriais) .4.oitiva das testemunhas de defesa .esclarecimentos dos peritos .interrogatório .requerimento de diligências .interrogatório .reconhecimento de pessoas e coisas .

e) mani festação do MP ou querelante. f) audiência de instrução e julgamento: . no prazo de dez dias.4. isto é. das testemunhas de acusação e d e defesa.7) sentença.oitiva das testemunhas de defesa . tentados ou consumados) Fluxograma do procedimento do Juri: 1ª Fase: a) oferecimento da denúncia ou queixa. Ri tos especiais 4.6) debates orais. Júri (Crimes dolosos contra a vida.esclarec imentos dos peritos .3) proposta de s uspensão condicional do processo. c. 4. c. 1) resposta preliminar.reconhecimento de pessoas e coisas . c) audiência de instrução e julgamento: c. d) defesa prévia.oitiva das testemunhas de acusação . c. 11 .5) interrogatório do acusado.decisão O juiz poderá proferir. transação penal e denúncia oral.declarações do ofendi o .4. é a decisão que remete o réu ao julgamento pelo tribunal do Júri.4) oitiva da vítima. b) Impronúncia: faltam os elementos mínimos para que o réu vá ao Plenário: não existem indícios suficientes da autoria e prova de mate rialidade.acareações . contravenções e crimes com pena máxima não superior a dois anos) .4.1. c) citação. as seguintes de cisões: a) Pronúncia: prova de materialidade e indícios de autoria.alegações finais . Rito sumaríssimo (Infrações de menor potencial ofensivo. b) audiência preliminar: composição civil dos danos. b) recebimento pelo juiz.interrogatório . ao final da 1ª fase. c.3. c.Fluxograma do procedimento sumaríssimo: a ) lavratura do Termo Circunstanciado de Ocorrência. c.2) recebimento da denúncia ou queixa.

juntada de documentos e rol de testemunhas em cinco dias.elab oração e leitura dos quesitos . exceto inimputabilidad e.343/06) .sorteio dos 7 jurados que vão integrar o conselho de sentença. defesa na seqüência.interrogatório . .votação dos quesitos na sala secreta: os jurados respond em aos quesitos formulados com cédulas definidas com “sim” e “não”. d) recebimento ou re jeição da denúncia.2. a defesa terá direito à tréplica. quando estiver provado não ser o réu o autor ou partícipe do fato ou quando est iver provado não constituir o fato infração penal. 12 . ou determinação de diligência para saneamento de eventuais pontos obscur os. pelo mesmo prazo. . b) oferecimento da denúncia. esclarecimentos dos peritos e leitura de peças.réplica: acusação poderá falar novamente pelo período de mais uma hora (duas horas se forem dois ou mais réus).4.declarações do ofendido. Lei de drogas (Crimes relacionados ao consumo ou uso de entorpecentes – Lei nº 11. com a ressalva de que a transação penal apenas pode versar sobre uma das penas previstas na legislação (advertência. se forem dois ou mais réus). prestação de serviços à comunidade e obri ação de freqüência a casa de recuperação). . e) audiência de instrução e julgamento. . .testemunhas de acusação. reconhecimento de pessoas e coisas.Fluxograma do procedimento da lei de drogas: • Crimes relacionados ao uso de drogas para consumo pessoal: segue o rito sumaríssimo. a não ser que seja a única tese da defesa. 2ª Fase: a) Prazo para requerimento de diligências. .jurados pr estam compromisso (exortação). c) resposta preliminar.c) Desclassificação: o crime imputado ao réu não é da competência do Júri.debates orais: acusação fala em prime iro lugar pelo período de uma hora e meia (ou duas horas e meia. d) Absolvição sumá ando houver uma excludente de ilicitude ou culpabilidade. • Crimes relacionados ao tráfico de drogas: a) lau de constatação preliminar (suficiente para início do Inquérito Policial e/ou prisão em fla grante). quando estiver provada a inexistência do fato.acareações. 4. . deve o juiz absolver desde logo o réu .teste munhas de defesa.tréplica: som ente se a acusação fez a réplica. . b) despacho Plenário: .sentença – após a votaç presidente do Júri profere a sentença. pelo mesmo prazo. . . .instalação da sessão (mínimo de 15 jur ados).

d) audiência de instrução e julgamento ) sentença. b) defesa prévia. d) citação. 4.5.Fluxograma do procedimento especial: a) oferecimento da denúncia ou queixa. Crimes contra a honra (Crime de injúria qualificada por racismo) .4. j) alegações finais. no prazo de três dias. 13 . no prazo de três dias. Lei de imprensa (Crimes relacionados a crimes praticados através da imprensa – Lei nº 5250/67) . i) requerimento de diligências. no prazo de três dias. b) audiência de conciliação.Flux ograma do procedimento da lei de imprensa: a) oferecimento da denúncia ou queixa.4.4. b) resposta preli minar. no prazo de 15 dias. c) recebimento da queixa pelo juiz. c) recebimento pelo juiz. g) audiência para oitiva das testemunhas de acusação. j) alegações finais. k) sentença.4. i) requerimento de di ligências. f) defesa prévia.Fluxograma do procedimento especial: a) oferecimento da queixa. c) audiência de apresentação do réu. k) sentença. Funcionários públicos (Crimes praticados por funcionários públicos) . 4. e) interrogatório do réu. f) de fesa prévia. h) audiência para oitiva das testemunhas de defesa. d) citação. h) audiência para oitiva das testemunhas de defesa.3. no prazo de três dias. g) audiência para oitiva das testemunhas de acusação. e) interrogatório do réu.4.

No entanto. Existem algumas nulidades mais comuns que pode m ser pedidas no Exame de Ordem. É a falta de suporte para o desenvolvimento do processo. e) Ausênc ia de audiência de reconciliação no rito especial dos crimes contra a honra – art. Extinção da punibilidade As causas de extinção da punibilidade e stão previstas no artigo 107 do Código Penal. uma vez que o artigo 5 71 do Código de Processo Penal determina em que momentos as nulidades relativas de vem ser arguidas. A atipicidade. Não há nulidade se não houver p rejuízo para a acusação ou para defesa. h) Falta dos quesitos ou das respectivas respostas. presença de excludentes. fundame nto. crime impossível. c) Incompetência do juízo. bem como nas leis especiais. em regra. seja suporte fático ou jurídico. 14 . 5.1. As hipóteses de nulidade. 5. pré-definida sobre a falta de justa causa.514 do CPP. 520 C PP. A presença de qualquer uma destas causas implica na impossibilidade de punição do agente Oportuno mencionar que o rol do art igo 107 não é taxativo verificando-se causas extintivas da punibilidade em outros di spositivos. 513 a 518 CPP). b) Processo por delito funcional que seguiu o r ito sumário e não o ordinário (arts.5. Deve ser verificada a possibilidade de argüição das nulidades. 304 CPP). g) Não comparecimento do número mínimo de 15 jurados no Juri. não há uma regra clara. devendo ela ser verificada caso a caso. Falta de justa causa Falta de justa causa é motivo. quais sejam: a) Funcionário público sem o direito à d efesa preliminar – art.2.3. Nulidade A tese de nulidade será uti lizada quando houver um erro no procedimento. f) Laudo pericial assinado por apenas um perito. estão definidas no artigo 564 do Código de Processo Penal. d) Inversão na seqüência legal da lavratura do auto de prisão em flagrante (art. TESES DE DEFESA 5. são alguns dos exem plos de falta de justa causa.

4. Abuso de autoridade A tese de abuso de autoridade sempre estará ligada ao exc essivo rigor da autoridade ao avaliar a postulação do réu. Aquele que proferiu a decisão . devendo ser verificado caso a caso. Também não há uma regra clara.5. pré-definid a sobre o abuso de autoridade. ou determinou a realização de um ato. 15 . está indo além dos seus limitados poderes legais . de forma que abusa da autoridade concedida.

existem apenas dois tipos de peças diferent es. a estrutura de qualquer peça sempre deverá obedecer a dois pré-definidos mod elos. regra geral. 16 . PEÇAS No processo penal.6. isto é.

. alegações finais. Pede Deferimento. sem.1. contudo..... na busca do convencimento do julgador) 3) PEDIDO. requerer _____________________.. por seu advogado infra-assinado. nos autos da AÇÃO PENAL que lhe move a JUSTIÇA PÚBLICA. do direito e o pedido. fazer cópia literal do problema).. visando o resultado pretendido.. vem. já qualificado. . (Pulam-se aproximadamente 10 linhas do endereçamento até o preâmbulo.. .. Diante do exposto. (local/ data). Modelo geral 1 Este modelo de peça é utilizado para todos os requerimentos. Deve se ater ao que foi exposto na pr ova. pelas razões que passa a expor: 1) DOS FATOS.. revisão criminal. Exemplo: Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Criminal da Comarca _________________ __.6.. etc.. por ser medida de JUSTIÇA! Nestes Termos.... . Tu do o que for argumento para amparar a tese sustentada deve ser exposto.. Consiste em uma peça única. 2) DO DIREITO. (nome e assinatura do advogado/ nº da OAB) 17 . (Aqui o candidato vai relatar o s fatos que envolvem o problema formulado. a descrição dos fatos.. qualificação. (Esta é a parte onde o candidato vai apresentar sua argumentação.. respeitosamente à presença de Vossa Excelência. pro cesso em epígrafe. requer seja......... com endereça ento.. “habe as corpus”.. Autos nº_____. com fundamento no art. com a epígrafe no meio do espaço) FULANO DE TAL.

... interpor RECURSO..... Autos nº_____.6.2. por seu advogado infra-assinado. com a epígrafe no meio do espaço) FULANO DE TAL. tai s como RESE... Nestes Termos. (Pulam-se aproximadamente 10 linhas do endereçamento até o preâmbulo. com fundamento no art. Exemplo: Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Criminal da Comarca ___________________. (local/ data)... Agravo etc. respeitosamente à presença de Vossa Excelência.. processado e encaminhado ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de ..... Modelo geral 2 Este modelo de peça é utilizado para a maioria dos recursos. nos autos da AÇÃO PENAL que lhe move a JUSTIÇA PÚBLICA.. pro cesso em epígrafe. Consiste em duas peças: uma de interposição (ou juntada ) e outra de razões (ou contra-razões).. já qualificado.. vem. (nome e assinatura do advogado/ nº da OAB) 18 . Pede Deferimento. do Código de Pr ocesso Penal. Apelação.. Requer seja o presente recebido....

..... 2) DO DIREITO..... da _____ Vara Criminal da Comarca ___________....... Diante do exposto. (Esta é a parte onde o candidato vai apresentar sua argumentação.... (Aqui o candidato vai relatar os fatos que envolvem o problema formulado.... sem... T udo o que for argumento para amparar a tese sustentada deve ser exposto...... 1) DOS FATOS... RECORRIDA: Justiça Públi ca Processo nº .. na busc a do convencimento do julgador) 3) PEDIDO. .. requer seja...... (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL...... COLENDA CÂMARA.....RAZÕES DE RECURSO RECORRENTE: ... visando o resultado pretendido. Deve se ater ao que foi exposto na p rova... fazer cópia literal do problema)..... Em que pese o notório saber jurídico do meritíssimo Juiz de primeiro grau.. impõe-se a reforma da respeitável sentença (ou decisão) pelas razões fáti cas e de direito que passa a expor.. por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (nome e assinatura do advog ado/nº OAB) 19 ... contudo.

de tráfico de drogas e assemelhados e nos ligados a organizações criminosas. Liberdade provisória sem fiança (art. co mércio ilegal de arma de fogo e tráfico internacional de arma de fogo. o que importa é a verificação dos requisitos legais. No Exame d e Ordem. Não é admitida a liberdade provisória nos crimes de lavagem de dinheiro. ou seja. no julgamento da Adin 3. O Código de Processo Penal traz as hipóteses em que não dev erá ser concedida fiança. foi afastada por decisão do Supremo Tribunal Federal. Fiança é uma caução destinada a garantir o cumprimento das obrigações processuais pelo réu. após oitiva do Ministério Público. PEÇAS (ESPÉCIES) 7. CPP). basicamente vamos trabalhar com duas modalidades de liberdade provisória – sem o arbitramento de fiança e com o arbitramento de fiança. em razão da alt eração da Lei nº 8. CPP).. 310. promovida pela Lei nº 11. 330.072/90. trata da inafiançabilidade. Liberdade provisória com f iança (art. A fiança poderá ser fei ta através de depósito (dinheiro. 20 .112-1. 323 e segs. ela é afiançável. parágrafo único.1. Pode o pedido ser formu lado durante a fase de inquérito policial ou durante o curso da ação penal. antes do t rânsito em julgado. Aqui pouco importa se a infração é afiançável ou ina iançável. 310. só pode ser concedida pelo juiz.7. Anote-se qu e a proibição que existia em relação aos crimes hediondos não mais persiste. 321 e seguintes. CPP). a proibição de l iberdade provisória aos crimes de porte ilegal de arma de fogo de uso proibido. LIBERDADE PROVISÓRIA (art. sob pena de revogação. títulos da dívida pública) ou através de hipoteca (art. Se a infração não se encaixar nas hipóteses relacionadas. caput). Caso concedida. O juiz deve conce der a liberdade provisória independente do pagamento de fiança quando: a) verificar que o acusado agiu amparado por causa excludente de ilicitude (art. como adiantado. É o instituto processual que garante ao acusado o direito de aguardar o curso do processo em liberdade. pedras preciosas. Da mesma forma. Seu mecanismo consiste em depositar determinada quant ia como garantia da liberdade do acusado durante o processo. CPP). 310. o acusado ficará vinculado ao juízo através da assinatura de termo de comparecimento aos atos processuais.464/07. A liberdade provisória sem fi ança. CPP). b) verificar que não se encontram presentes os motivos autorizadores da prisão prev entiva (art.

se o réu já tiver sido condenado por outro crime doloso. contra a ordem constitucional e o E stado Democrático. g) em caso de p risão civil. tráfi ilícito de entorpecentes. e) nos crimes punidos com reclusão que provoquem cla mor público ou que tenham sido cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa. f) a qu em tiver quebrado fiança ou desrespeitado obrigação no mesmo processo. trabalhase com o mérito subjetivo do preso e com as circunstâncias da infração para pleitear a soltura e não se ataca a legalidade da medida. hediondos. com trânsito em julgado. no pedido de liberdade provisória deve-se procurar demonstrar que não estão presen tes os requisitos para a decretação da prisão preventiva ou então que a fiança (que é direit o subjetivo do indiciado ou réu) é admitida na hipótese. por disposição constitucional. São também inafiançáveis os crimes de racismo. em su ma. d) se h ouver prova de ser o réu vadio. terrorismo. em princípio. 322). h) a quem estiver no período de prova de sursis ou livramento condicional. Lei 3688/41). Assim. c) nos crimes dolosos punidos com pena privativa de liberdade. A autoridade policial pode conceder fiança nos casos de crimes apenado com detenção e prisão simples (art. 59 e 60. Observação: Note-se que.Não se concederá fiança: a) em crimes punidos com reclusão. Dec. a maior parte dessas infrações são de menor potencial ofensivo. administrativa ou militar. b) nas contravenções penais de vadiagem e mendicância (arts. o que leva à aplicação dos institutos previstos na Lei nº 9.099/95. lembrando q ue. cuja pena mínima seja superior a 2 anos. salvo de o novo processo for por cri me culposo ou contravenção penal. i) quando presentes os motivos que autorizem a dec retação da prisão preventiva. disciplinar. tortura. como se faz no pedido de relaxamento da prisão em fl agrante. 21 .

por seu defensor infra-assinado (procuração em anexo). Da mesma forma. no auto de prisão em flagrante n. o que justificaria a decretação da custódi a pelo fundamento da garantia de aplicação da lei penal. portador do Rg nº __________. (endereço). não está presente o requisito d a conveniência da instrução criminal. a liberdade provisória deve ser concedida. não há que se dizer qu e o Indiciado solto possa oferecer qualquer obstáculo à produção da prova. (profissão). residênci a fixa (doc. nesta cidade. um a vez que o Requerente não denota periculosidade. no último dia 20 de maio. dizendo que o crime ocorreu em São Paulo). LXVI. não apresentando qualquer indício de que possa se furtar à aplicação da lei. pois é primário e ostenta bons antec edentes (doc. (somente quando o proble ma for específico. pelos motivos que passa a expor: 1) DOS FATOS. (estado civil). Como se pode verificar. com fundamento no artigo 5º. Encontra-se ainda detido na Cadeia Pública local. assim. pois não aprese nta. pois o Requerente é comercian te estabelecido há 10 anos no mesmo local (doc. Não há fundado motivo para se acreditar que vá colocar em risco a ordem social através da prática de novos delitos. o perfil de pessoa perigosa. Excelência. (nacionalidade). ___). combinado com o artigo 310 e seguintes do Código de Processo Penal.MODELO DE LIBERDADE PROVISÓRIA Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito do Depar tamento de Inquéritos Policiais da Comarca da Capital-SP. 22 . inscrit o no CPF sob nº______________. não estão presentes. OU Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ___ Vara Criminal da Comarca de ________ do Estado de ____________ “A”. não há que se falar em garantia da ordem pública. os requisitos autorizadores da prisão pr eventiva. Muito menos razão existe para se acreditar que o R equerente apresente risco iminente de fuga. ___). tem família constituída. no caso em tela. O Requerente foi preso em flagrante de lito. 2) DO DIREITO. ___). como já dito. na Rua das Flores.º _____. pois teria subtraído mediante grave ameaça a bolsa da transeunte “B”. vem à presença de Vossa Excelência req uerer LIBERDADE PROVISÓRIA SEM FIANÇA. da Constituição Federal. D e fato.

consoante redação do art. não estando presentes os requisitos da custódia preventiva. [CIDADE]. não há que se falar e m manutenção da prisão em flagrante. Diante do exposto. São Paulo: Editora. de _____. após oitiva do digno representante do Mi nistério Público. No mesmo sentido ensina o Mestre FULANO DE TAL: “A prisão em no sso ordenamento é medida de exceção. a concessão da liberdade provisória ao Requerente. no caso concreto. ante a ausência de elementos que autorizem a decretação da prisão preventiva” (in Processo Penal. 2006. parágrafo único. deve o acusado ser posto em li berdade” (RT 000/000). do Códig e Processo Penal. Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: “Não havendo re quisitos para eventual decretação de prisão preventiva. A melhor solução para o caso presente. p. por se r medida de JUSTIÇA! Nestes Termos. mediante a assinatura do termo de comparecimento aos atos processuais. é a soltura do Re querente. 3) DO PEDIDO. Pede Deferimento. deve o acusado ser colocado em liberdade. 120). __________________________________ OAB/___ nº ______________ 23 . Se não se verificar. 310. mediante assinatura do termo de comparecimento.Assim. a necessidad e da segregação cautelar. requer. de __________ __. expedindo-se o alvará de soltura em seu favor. ___. então.

PRISÃO EM FLAGRANTE É a prisão que ocorre durante a prática de uma infração penal ou momentos após. na hipótese. da Lei nº 9. 2) flagrante forjado: policiais ou terceiros criam. RELAXAMENTO DA PRISÃO EM FLAGRANTE O pedido de relaxamento da prisão em flagran te deverá ser formulado se. III. CPP): ocorre quando alguém é encontrado logo depois da prática de uma infração penal. É a hipóteses clássica de flagrante. caracterizando. os agente s policiais deixam de prender os suspeitos no momento em que se deparam com a prát ica criminosa. provas de um c rime que sequer existe. algumas hipóteses nitidamente ilegais de flagrante: 1) flagrante preparado ou provocado (delito d e ensaio): alguém induz o autor à prática do crime. Hipóteses legais: 1) Flagrante próprio ou real (art. for possível identificar que a prisão ocorreu fora das hipóteses legais ou que há vício na elaboração do Auto de Prisão em F agrante. 53. objetos ou papéis que façam presum ir ser ele o seu autor. Há dispositivo semelhante no art. Hipóteses ilegais. CPP): ocorre quando alguém é perseguido logo após a prática de uma infração penal. é a prisão que tem lugar ainda no calor d os acontecimentos. o prende em flagrante. A prisão em flagrante é a única modalidade de prisão cautelar que dispensa a apresentação de mandado. 3) Flagrante ficto ou presumido (art. Por essa razão. em seguid a. deve-se observar se ela foi realizada d entro dos limites legais. pela formulação do problema. da Lei nº 11. do ponto de vista da formação de provas e fornecimento de informações. 302. IV. com instrumentos. 2) Flagrante impróprio ou quaseflagrante (art. I I.7. não pode existir crime. I. 302. 302. 034/95): ocorre quando. armas. em situação que faça presumir ser ele o seu autor. CPP): ocorre quando alguém é surpreendido cometendo uma infração penal ou quando acaba de cometê-la. Analisemos as duas hipóteses. aguardando momento mais oportuno para fazê-lo. A doutrina aponta. ainda. nos crimes praticados por organizações criminosas. viciando sua vontade.2. e.343/06. Como a infração não foi praticada espontaneamente pelo agent e. I e II. justamente por ser imposta no momento da prática delitiva. crime impossível (Súmula 145 do STF). Flagrante de acordo com o crime: 24 . 4) Flagrante retardado ou diferido (art. forjam. 2º. 301) os agentes e as autoridades policiais devem e qualquer pessoa do povo pode prender quem se encontre em estado de flagrância. Segundo disposição do nosso Código de Processo Penal (art.

assim. CPP). AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE Efetuada a prisão em flagrante. 5º. a elaboração do autos seguirá as seguintes etapas: 1) An tes da lavratura. No mesmo prazo deve ser enviada cópia à Defe nsoria Pública. pos teriormente os autos de inquérito seguirão para a autoridade policial respectiva. que indicará o motivo da prisão. 25 . de verá ratificá-la no prazo de entrega da nota de culpa. 3 06. 2) c rimes habituais: em tese não se admite. a contar da prisão. 148. alertando-o de seu direito ao silêncio e observando-se. Se o p reso não souber. através da análise do documento em questão. Se não houver. 5) Oitiva do preso. se for possível. colheita de sua assinatura e entrega do recibo de entrega de preso. L XIII. desde que haja investigação anterior e provas da habitualida de.1) crimes permanentes: enquanto não cessar a permanência. Isso porque. 4) Oitiva de pelo menos 2 testemunhas que tenham acompanhado o condutor e colheita de suas assinaturas. em sua presença. não puder ou se recusar a assinar. o que não se pode verificar num ato isolado. deverá ser entregue a nota de culpa ao preso (art. o nome do condutor e das testemunhas. CF). o ofendido. Ap resentado o preso à autoridade. a verificação de sua legalidad e será feita posteriormente pelo juiz. em 24 horas. CP). os dispositivos do interrogatório judicial. Se ela foi realizada em local distinto daquele onde se consumou a infração. § 2º. 2 testemunhas assinarão após a leitu ra. pois o crime só se caracteriza com a reiteração da conduta. ou seja. se o preso não tiver declinado possuir advogado. sob pen a de relaxamento. ela pr ecisa ser formalizada. doutrinadores que admitem tal hipótese. Há. 3) Oitiva da vítima. A aut oridade competente para a lavratura do auto é a da circunscrição onde foi efetuada a p risão. Nota de culpa. 2) Oitiva do condutor. o que se faz através do respectivo auto. como dito. 6) Encerrada a lavratura. o agente encontra-se em si tuação de flagrância. devem assinar o auto 2 testemunhas que tenham presenciado a apresen tação do preso à autoridade. se não for o autor da prisão. contudo. documentada. ela independe de mandado e. cópia do auto será encaminhada ao juiz no prazo de 24 horas. no que couber. No p razo de até 24 horas após a prisão. comunicação da prisão à família do preso ou a quem ele indicar (art. A falta de entrega no prazo estipulado pode trazer o relaxamento da prisão. como por exemplo ocorre no crime de seqüestro (art. 3) crimes de ação penal privada: neles.

a prisão em flagrante imposta não atendeu às exigência s legais. 2) DO DIREITO. no caso em tela. Essa é a j urisprudência dominante em nossos tribunais: 26 . vem à presença de Vossa Excelência. do Código Penal. em razão de algum objeto encontrado em seu poder – o que não é o caso – a prisão não foi efetuada logo depois da prática do crime. Também não foi perseguido em circunstâncias q ue fizessem presumir ser ele o autor da prática delitiva. Note-se que. 121.MODELO DE PEDIDO DE RELAXAMENTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara do Júri da Comarca de _____________ “A”. 302 do Código de Processo Penal. com fundamento no artigo 5º. logo depois da prática do crime. (nacionalidade). em ple na Universidade. o Requerente não foi preso durante a prática do delito. Encontra-se detido na Cadeia Pública local desde a data de 20 de maio. Excelência. da Co nstituição Federal. LXV. O Requerente foi detido dois dias depois do delito ter sido cometido. pois teria infringido o art. é o relaxamento da prisão. O requisito temporal . não há motivos para a manutenção d a prisão do Requerente. A melhor solução. re querer o RELAXAMENTO DA PRISÃO EM FLAGRANTE. Com efeito. no auto de prisão em flagrante n. com objetos ou armas que o ligassem a tal práti ca. (estado civil). está afastado. quando assistia à aula de Direito Penal. (profissão). O Requerente foi pre so em flagrante. por seu defensor infra-assinado (procuração em anexo). inscrit o no CPF sob nº______________. portador do Rg nº __________. caput. ao efet uar 10 disparos de arma de fogo contra “B”. Sabe-se que referida modalidade de prisão cautelar só pode ser imposta dia s das hipóteses previstas no art. muito menos foi encontra do. nem q uando ele tinha acabado de ser cometido. (endereço). Pode-se verificar que. ainda que se pudesse presumir s er ele o autor do crime. portanto. Não há nexo nenhum entre o m omento da prisão e a prática do delito. portanto.º _____. pelas razões que passa a expor: 1) DOS FATOS.

No mesmo sentido ensi na o Mestre FULANO DE TAL: “.... de ____________.. [CIDADE]. __________________________________ OAB/___ nº ______________ 27 .“....... requer o relaxamento da prisão imposta ao Reque rente................... p.. São Paulo: Editora..... Diante do exposto... 2006.......... 3) DO PEDIDO...................” (RT 000/000)......” (in Processo Penal............... 120) . por ser medida de JUSTIÇA! Nestes Termos....... ...... de ____ _....... expedindo-se o competente alvará de soltura em seu favor.. ___.......................... Pede Deferimento...

39. se o ofendido tiver menos de 18 anos ou for doente mental. nos termos do art. REPRESENTAÇÃO DO OFENDIDO Representação é a manifestação de vontade do ofendido ou de se representante legal. Na hipótese de nomeação de curador. A representação poderá ser dirigida ao juiz. 38. como estampa do no art. descendente ou irmãos (CADI). Ela é verdadeira autorização para que ministerial possa propor a ação penal. ascendente. possa proceder à ação. não vincula o Ministério Público a oferecer denúncia. dos vários autores.3. esta deve ser feita através da pessoa indicada no respectivo contrato social ou por seus diretores e sócios gere ntes. caso contrário. 107. Quanto à forma. A vontade do ofendido importa apenas para autorizar o Ministério Público a analisar a s condições da ação. IV. ou seja. é possível voltar atrás. caput. é condição para que o Ministério Público possa intentar a ação penal. art. O art. caput (este por força do art. o Ministério Público po derá denunciar todos eles. 147. c) do cônjug e. no senti do de ver o autor do fato processado. São os destinatários da represe ntação. 130. b) do representa nte legal. não poderá agir. retratar-se? Sim desde que a retratação seja realizada antes do oferecimento da denúncia. O promo tor ou procurador deverá analisar se estão presentes os requisitos para propor a ação. CP P. Assim.7. Note-se que a representação oferecida pela vítima o u seu representante legal. O prazo para oferecimento da representação é de 6 meses. ele não está obrigado a representar. 88 da Lei nº 9. se o ofendido for morto ou declarado ausente. ou seja. A titularidade do direito de representação é: a) do ofendido. não se exige nenhum rigor formal. Ressalte-s e que se o ofendido representar apenas um. art. a contar da dat em que o ofendido vier a saber quem é o autor da infração penal. conforme art. o prazo para representação é decadencial: não oferecida no prazo. O não oferecimento da representação dentro do prazo acarreta a extinção da punibilidade pela decadência (art. CP). no sentido de ser instaurada a ação penal. basta a inequívoca manifestação de vontade do ofendido. Uma vez oferecida a representação. deve avaliar o interesse do assistido. Isso é o que se chama de eficácia objetiva da representação. 129. A natureza jurídica da representação é de condição de p ocedibilidade. 39 do CPP. no caso dos interesses do ofendido e do repr esentante colidirem ou se não houver representante. terá o ofendido decaído de seu direito. porém. No caso de ser pessoa jurídica a que deva oferecer representação. Exemplos de crimes que exigem representação no Código Penal: art.099/95). 28 . em regra. indica que ela deve conter todas as informações que possam servir à apuração do fato e da autoria. ao representante do Ministério Público e à autoridade policial. d) de um curador especial.

como visto anteriormente. de titularidade do Ministério Público. CPP. Não é possível após esse momento. pois a partir daí o Ministério Público já conta co autorização de que necessitava e não pode dispor da ação. Nunca é demais lembrar que se trata de ação pública.25. 29 .

torna-se evidente que. (profissão). pois conhecia todos os passos do Requerente. com fundamento no artigo 39 do Código de Processo Penal. ___. pois não há dúvidas de que poderia efetivamente sofrer mal inj usto e grave. que ria matá-lo com um tiro na cabeça na primeira o portunidade. _________________________ _________ OAB/___ nº ______________ 30 . Pede Deferimento. de fato. por seu advogado infraassinado (procuração co m poderes especiais em anexo). Como tal infração exige a condição de procedibilidade da representação. lavrando-se o competente Termo Circunstanciado e prosseguindo-se nos demais termos legais. com a instauração do devi do Termo Circunstanciado e demais providências legais. o ofensor praticou a conduta descrita no art. vem à presença de Vossa Senhoria. portador do Rg nº __________. 147 do Código Penal. de ameaça proferida por “B”. 3) DO PEDIDO. Note-se que a ameaça reve stiu-se de seriedade. pois ameaçou o Requerente. Ressalte-se ainda que o Requerente. sem pudores. diante de seus familiares. requer seja recebida a presente Representação. 2) DO DIREITO. “B”. Nestes Termos. (estado civil). oferec e esta para que possa ter curso o competente persecução penal. de ____________. (endereço). Diante do exp osto. O Requerente foi vítima. disse a o Requerente. Tendo e m vista os fatos acima narrados. pelos motivos que passa a expor: 1) DOS FATOS. (nacionalidade). (qualificação). em alto e bom som. de _____. assim agindo. oferecer REPRESENTAÇÃO contra “B”. sentiu-se atemorizado. foi proferida de forma serena pelo ofensor.MODELO DE REPRESENTAÇÃO Ilustríssimo Senhor Doutor Delegado de Polícia do ___ Distrito P olicial de ___________ do Estado de _______ “A”. inscrit o no CPF sob nº______________. no último dia 20 de maio. não havendo qual quer discussão no momento da conduta. por meio de palavras. de causar-lhe mal injusto e grave. [CIDADE].

de modo a possibilitar a perfeita identificação da acusação para que seja exercido o direito de defesa. 4 1. Requisitos (art. outros requisitos ainda são exigidos. modalidade de ação penal já estudada anteriormente. que traz. QUEIXA-CRIME Queixa-crime ou simplesmente queixa é a petição inicial da ação penal pr ivada. a contar da data do conhecimento da autoria do delit o. d) Rol de tes temunhas. deve-se indicar os dados que possibilitem sua iden tificação. c) Classificação jurídica do fato. de modo que o julgador possa vislumbrar a possibilidade de ter e xistido crime. deve-se rejeitar a peça. este é o momento de arrolar. isto é. ou do término do prazo do Ministério Público. É necessário apontar qual a previsão legal para a conduta que é narrada na ini cial. Se não for possível qualificar o querelado.7. 44 do CPP. Deve-se narrar tudo o que se passou e na forma em que se passou.4. CPP): a) Descrição do fato em todas as suas circunstâncias. possibilitando o regular desenvolvimento do processo. 31 . bem como a possibilidade de ser o querelado seu autor. Tratam-se aqui de dados físicos. ainda que não seja uma classificação imodificável. Isso porque não se admite o recebimento da queixa de fato que não é considerado crime pela lei penal. pois não se pode imputar vagamente a prática de um crime a alguém de quem não se tem a mínima certeza de quem seja. dependendo da modalidade de ação. sob pena de preclusão. Deve o instrumento de mandato conter poderes especiais para promove r a ação. muit o embora não se saiba sua qualificação. apon ar sua completa individualização. Note-se que para a queixa. A descrição na peça inicial d eve ser exata. mas é óbvio que e le só será exigido se houver testemunha a ser inquirida. nos termos do art . Assim. no que diz respeito à procuração outorgada ao advogado. que permitam ao menos saber quem ele é. O prazo para o ofereci mento da queixa é de 6 meses. b) Qualifi cação ou identificação do querelado. Como toda petição inicial a que ixa-crime deve preencher os requisitos enumerados pela lei para que possa ser re cebida. além de fazer menção ao fato criminoso e indicar o nome do querelado (há erro de r edação no CPP. erroneamente. Havendo. o corres pondente abstrato ao fato concreto deve ser trazido na peça inicial. Caso não seja possível c olher o menor elemento identificador. a palavra querelante). A apresentação do rol de testemunhas aparece como requisito.

394 e seguintes do Código de Processo Penal. inscri to no CPF sob nº_________. em regra. De posse de uma faca. portadora do Rg nº __________. não resta dúvida q ue o Querelado infringiu o art. 213 do Código Penal. vem à presença de Vossa Excelência oferecer QUEIXA-CRIME c ontra “B”. (profissão). Foi instaurado o competente Inquérito Policial. por seu advogado infra-assinado (procuração com p oderes especiais em anexo). foi p raticada sem consentimento da Querelante. (endereço). muito pelo contrário. apreendida nos autos (fls. com fundamento no artigo 30 do Código de Processo Penal. p rosseguindo-se nos termos do art. Como se sabe. De acordo com os fatos apurados na peça investigatória. em uma v iela. “A”. requer seja recebida a presente queixa-crime. tal crime se processa. este obrigou-a a entrar num terreno abandonado e ali constrangeu-a à conjunção carnal.. A c onduta praticada pelo Querelado é grave e trouxe sérias conseqüências psicológicas à Querela nte. 3) DO PEDIDO. 32 . oferece a presente queixa.. por essa razão. cuja prova se encontra estampada no laudo de exame de corpo de delito de fls. a Querelante vo ltava do trabalho para sua residência quando foi abordada pelo Querelado. (estado civil).MODELO DE QUEIXA-CRIME Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara C riminal da Comarca ______________. (nacionalidade). Na data de 20 de abril. Diante do exposto. (qualificação). até f inal condenação do Querelado. 213 do Código Penal. através do emprego de arma branca. na pena do art. pelos motivos que passa a expor: 1) DOS FATOS. que c olheu todos os elementos necessários à propositura da ação penal e que segue em anexo. 2 ) DO DIREITO. De fato. med iante ação penal de iniciativa privada e. ). não podendo restar impune. a conjunção carnal. Requer ainda sejam ouvidas as testemunhas constante do rol abaixo. foi obtida mediant e grave ameaça.

Nestes Termos. Pede Deferimento. número _____. 33 . [CIDADE]. número _____. 3)_____________. residente na Rua _________. de _____. _____ _____________________________ OAB/___ nº ______________ Rol de testemunhas: 1)_____________. residente na Rua _________. ___. 2)_ ____________. residente na Rua _________. número _____. de ____________.

7. d) requere r as diligências que entender necessárias. e) juntar documentos . CPP) Peça destinada ao oferecimento da primeira defe sa por escrito do réu no processo. c) argüir nulidades ocorridas até então. f) arrolar testemu nhas. Nela. 34 . 396-A. DEFESA PRÉVIA (art.5. pode-se: a) discutir o mérito da imputação. b) opor exceções que verificar existirem. O prazo para apresentação é de 10 dias.

com fundamento no artigo 396-A do Código de Processo Penal. respeitosamente à presença de Vossa Excelênci a. Diante do exposto. requerend o ainda sejam ouvidas as testemunhas constantes do rol abaixo. (OBS: Nesta peça. se houver. vem. 3) DO PEDIDO. a defesa já deve discutir matéria de mérito que possa levar à absolvição sumária. além de er eventuais requerimentos e arrolar as testemunhas que quer sejam ouvidas). por ser medida de JUSTIÇA! Nestes Termos. apresentar DEFESA P RÉVIA. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. 157. ___. pois teria subtraído um veículo com emprego de arma de fogo. 2) DO DIREITO. já qualificado. A acusação dirigida ao Réu é infundada.MODELO DE DEFESA PRÉVIA Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da _____Vara Cr iminal da Comarca da _________________ do Estado de _________ Autos nº _____/___ “A”. processo em epíg e. O Acusado foi denunciado e e stá sendo processado por suposta infração ao art. expondo e requerendo o seguinte: 1) DOS FATOS. de ____ _. __________________________________ OAB/___ nº ______________ 35 . [CIDADE]. por seu defensor infra-assinado. do Código Penal. requer a improcedência do pedido acusatório. de ____________. Pede Deferimento. o que provará no decorrer da instrução criminal. I. § 2º.

Rol de testemunhas: 1)_____________. residente na Rua_________. 36 . número_____. residente na Rua_________. número_____. número_____. 2)___ __________. 3)_____________. residente na Rua_________.

que não pode indispor da ação penal. § 3º. Vigora ai nda. ALEGAÇÕES FINAIS (MEMORIAIS) Momento para exposição da acusação e da defesa. a quelas cujo acolhimento impede a análise do mérito. que permite às partes aduzir em toda a matéria que julgarem pertinente. conf orme o caso. 37 . e a matéria de mérito propriamente d ita. tecendo as considerações devidas. comumente se faz a argüição em preliminar de causas extintivas da pu nibilidade e de nulidades. pois. nesta peça. em atendimento aos princípios do contraditório e da ampla defesa. tanto para a acusação. no prazo de 5 dias (art. quanto para defesa. sob a forma de pedidos subsidiários.7. se acolhidas. Dessa forma. havendo previsão de sua apresentação por esc rito. propriamen te ditas. o denominado princípio da eventualidade.6. discutindo-se e analisando-se a prova produzida nos autos. Devem ser feitas em audiência. 403. CPP). A apresentação das alegações f inais é obrigatória. aquelas põem fim ao processo enquan to estas implicam na renovação dos atos processuais viciados. em forma de memoriais. isto é. Aqui devem ser alegadas todas as matérias preliminares.

no exatos termos da denúncia. De toda a prova colhida. § 3º. O Acusado foi denunciado e e stá sendo processado por suposta infração ao art. Inaceitável. Os policiais militares que atenderam à ocorrência informara m que a detenção do Réu ocorreu em sua residência. apenas restam presunções e conjecturas. sem. o que não s e pode admitir no processo penal. do Código Penal. vem. dizendo que no momento do crime estava em sua residência. Já as testemunhas arroladas pela defesa. sem o mínimo de segurança. nenhuma aponta com segurança para o acusado. após terem recebido denúncia anônima de qu ele ali se ocultava. pois teria. § 2º. Meras suposições não têm o condão de sustentar a pretensão punitiva estatal. a únic solução para o presente caso é a absolvição do Acusado. I. Autos nº _____/___ “A”. Em suas aleg ações finais. do Código de Processo Penal. Excelência. contudo. não se apurou nos autos a autoria do delito. apoiados nas seguintes razões: 1) DOS FATOS. fora m unânimes ao afirmar que o acusado estava em sua residência e que nada tem a ver co m a prática do delito. As testemunhas arroladas pela acusação apenas disser am ter visto uma pessoa parecida com o Acusado no local do delito. n a companhia de seus familiares. o ilustre representante do Ministério Público pugnou pela condenação do Réu. processo em epíg e. com fundamento no artigo 403. portanto. já qualificado. 157.MODELO DE ALEGAÇÕES FINAIS (MEMORIAIS) Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da _____ Vara Criminal da Comarca ___________________. o Réu deve ser absolvido. reconhecê-lo com segurança. apresentar seus ME MORIAIS. mediante a simulação de estar armado. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. 38 . Por isso. subtraído um automóvel em via pública. por seu turno. 2) DO DIREITO. De fa to. por seu defensor infra-assinado. Quando interrogado. que se possa condenar uma pessoa se ne nhum elemento de prova é capaz de vinculá-la à prática delitiva. respeitosamente à presença de Vossa Excelênci a. o Acusado negou veementeme nte a prática do delito.

.. no sentido técnico... ensina o Mestre FULANO DE TAL: “............ teremos violação ao princípio da legalidade............. 157..... § 2º.... Pede Deferimento...... No mesmo sentido.....Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: “.... São Paulo: Editora. ............ 2006.. 3) DO PEDIDO........................ São Paulo: Editora.......... pois não foi efetivamen te empregada uma arma.... ... ... subsidiariamente.. IV......... p. com fundamento no art... I...” (in Processo Penal........ ..... o mesmo não se pode dizer em relação à causa de aumento de pena....... de ____ _. [CIDADE]....... Muito embora esteja demons trada a inexistência de elementos comprobatórios da autoria delitiva..... do Código de Processo Penal.. (OBS: Nesta peça deve-se argumentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cli ente... Com efeito..... Se ness e sentido for admitida. Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais : “..” (in Processo Penal......... nul idades e mérito propriamente dito)........... C aso não seja esse o entendimento de Vossa Excelência.......... 12 0)............. ___.” (RT 000/000).......” (RT 000/000)...... subsidiariamente requer seja afastada a c ausa de aumento de pena do emprego de arma.. caso Vossa Exc elência entenda deva condenar o acusado.. de acordo com o problema formulado: causas extintivas da punibilidade........... já é pacífico o entendimento d e que a simulação de arma não pode autorizar o aumento em questão. requer seja a bsolvido o acusado. 120).. Diante do exposto...... requer seja afastada a causa de aumento de pena descrita no Art.. p....... 386............ de ____________.... por ser medida de JUSTIÇA! Nestes Termos.. 2006.... pois não há previsão le gal para o aumento pela simulação.. __________________________________ OAB/___ nº ______________ 39 ....... No mesmo sentido en sina o Mestre FULANO DE TAL: “...... Se a simulação pode servir para caracteriza r a grave ameaça.

sej a ação pública ou privada. III. O limite do apelo é fixado na interposição d o mesmo e não quando da apresentação das razões. adotando-se o pr incípio tantum devolutum quantum apellatum. ditado pelo mero inconformismo do apelante. Na apelação. No caso da apelação supletiva. ou seja.. A apelação por este fundamento só é cabível uma única vez. mesmo que a sentença seja ab solutória. No rito do júri. pode ele apelar em favor do réu. Quanto à possibil idade de apelar para aumentar a pena. a veiculação de s preliminares. contudo. Comporta também a apelação. de acordo com a matéria que será discutida. O tribunal refor ma e retifica a sentença. arrazoar o recurso interposto pelo Ministério Público. Poderá o assistente. 40 . pode apelar o réu.7. APELAÇÃO É o recurso interposto das sentenças definitivas de condenação ou absolvição e sentenças definitivas ou com força de definitiva. Assim. c) houver erro ou injustiça na aplicação da pena. Quanto à legitimidade. desde que seja visando alterar o fundamento da absolvição. na função de custos legis. O trib unal retifica a dosagem da pena. não havendo necessidade de novo julgamento. CPP. pode-se apelar da decisão por inteiro ou de parte dela. § 4º. Na Lei nº 9. a posição não admite tal hipótese. para fundamento que melhor lhe aproveite. quando não caiba recurso em sentido estrito. com razões já inclusas. pode ser ampla ou limitada. em razão da garantia de soberania dos veredictos. 600. Só se procede ao reexame de matéria já di scutida em primeira instância. 593. mas sim está ele restrito às hipóteses previstas no Código.7. O julgamento é anulado e o réu submetido a outro. Realiza-se novo julg amento. já que não se trata da decisão do conselho de sentença. terá o assistente de acusação os mesmo 5 d ias para interpor a apelação. se já estiver habilitado nos autos. portanto. O prazo para interposição da apelação é de 5 dias e para a apresent das razões 8 dias. faculta ao apelante apresentar as razões em Segunda Instância . d) de cisão dos jurados for manifestamente contrária à prova dos autos. até então inexistente nos autos. Nos termos do art. apenas. Em caso de sentença condenatória. o cabim ento da apelação não é completamente amplo. pois se coloca ao lado do entendimento de que seu interesse é a condenação para a formação do título execut ivo judicial. Desta forma. O Ministério Público não pode apelar de sentença absolutória na ação penal privada. novo julgamento. e 15 dias se não estiv er. caberá apelação das decisões proferidas pelo Tribunal do Júri quando: a) ocorrer nulidade posterior à pronúncia. poderá apelar se o Ministério Público não o fizer. desde que declare na interposição do recurso. ou seja. O assistente de acusação tem legitimida e supletiva. não havend o.099/95 o prazo é de 10 dias. o Tribunal estará preso aos limites do apelo. O art. b) a sentença do juiz presidente for contrária à lei expressa ou à decisão dos jurados. não se pode f ar novo pedido.

Autos nº _____/___ “A”. sentença de fls. do Código de Processo Penal. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. Nestes Termos.. Requer seja a presente recebida e seja orden ado o seu processamento. Pede Deferimento. ___. processo em epíg e. __________________________________ OAB/___ nº ____ __________ 41 . de _____. vem. inconformado com a r. respeitosamente à presença de Vossa Excelênci a. já qualificado. encaminhando-se ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado __ _____________. interpor APELAÇÃO. [CIDADE]. com as razões em anexo. de ____________. por seu defensor infra-assinado.MODELO DE PETIÇÃO PARA INTERPOSIÇÃO DO RECURSO DE APELAÇÃO Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz e Direito da ____ Vara Criminal da Comarca ___________________. I. com fundamento no artigo 593.

Por muito tempo nosso ordenamento aceitou que em relação ao réu preso. Preliminarmente. ocorreu nulidade absol uta. desde o início. O Apelante foi denunciado e processado por suposta infração ao art. e ao pagamento de 13 dias-multa. o que traz como conseqüência a anulação do processo. Desta forma. qual seja. se faz necessária a análise de matéria prelimina r. 360. da _____ Vara Criminal da Comarca ___________. muito embora estivesse preso.. pois há nos autos. COLENDA CÂMARA. § 2º.MODELO DE RAZÕES DE APELAÇÃO RAZÕES DE APELAÇÃO APELANTE: “A” APELADA: Justiça Pública Proces .. no mínimo legal.. atendendo à idéia de que a citação não é mero chamamento ao processo. notícia do local onde se encontra rec olhido. impõe-se a reforma da r. bastava a requisição para sua apresentação em juízo. De fato. Essa é a juris prudência dominante em nossos tribunais: 42 . desde o seu início. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. do Código Penal.. subtraído um automóvel em via pública. sentença pelas razões fáticas e de direito que passa a expor. pode-se observar que o Acusado não foi citado. (EMÉRITOS JULGADORES) Em que pese o notório saber jurídi co do meritíssimo Juiz de primeiro grau. I. 2) DO DIREITO. dispensando-se. Antes que seja enfrentado o mérito da presente causa. A nova redaçã art. a citação. Restou condenado às pe nas de 5 anos e 4 meses de reclusão. pois teria. em regime inicial semi-aberto.. mas ato pelo qual o acusado deve tomar plena ciência da imputação. Não tendo havido a citação. Não há justificativa para a inexistência do referido ato. a nulidade do processo. impõe a necessidade do ato citatório ao réu preso. assim. impossibilitou-se a ampla defesa. g arantia constitucional dos acusado em geral.. mediant e a simulação de estar armado. contudo. 1) DOS FATOS. 157.

........ sem o mínimo de segurança......... Já as testemunhas arrola das pela defesa... foram unânimes ao afirmar que o acusado estava em sua residência e que nada tem a ver com a prática do delito. Inaceitável.. subsidiariamente requer seja afastad a a causa de aumento de pena do emprego de arma.. Com efeito.... caso Vossa Excelência entenda deva condenar o Apelante.. no sentido técnico.. 120)... pois não há prev isão legal para o aumento pela simulação... Meras suposições não têm o condão de sustentar a pret nsão punitiva estatal....... sem.” (RT 000/000)....................... já é pacífico o entendime nto de que a simulação de arma não pode autorizar o aumento em questão.... o que não se pode admitir no processo penal.... nenhuma aponta com segurança para o Apelante.. ...... De fato............ 120) ....” (in Processo Penal... qu e se possa condenar uma pessoa se nenhum elemento de prova é capaz de vinculá-la à práti ca delitiva..” (in Processo Penal.. .. não se apurou nos autos a autoria do delito. p...... dizendo que no momento do cri me estava em sua residência. o mesmo não se pode dizer em relação à causa de aumento de pena....” (RT 000/000).......... Mérito....... São Paulo: Editora......... As testemunhas arrol adas pela acusação apenas disseram ter visto uma pessoa parecida com o Apelante no l ocal do delito. contudo. a pós terem recebido denúncia anônima de que ele ali se ocultava.... teremos violação ao princípio da legalidade....... De toda a prova colhida....... 2006...“.... Se a simulação pode servir para caract erizar a grave ameaça.. apenas restam pres unções e conjecturas.. Muito embora esteja de monstrada a inexistência de elementos comprobatórios da autoria delitiva. Quando interrogado... No mesmo sentido..... Por isso. no mérito o Apelante deve ser absolvido....... a única solução para o presente caso é a absolvição do Apela te............. 43 . reconhecê-lo com segurança..... Os policiais militares que atenderam à ocorrência informaram que a detenção do Apelante ocorreu em sua residência.... ........ Caso seja ultrapassada a matéria preliminarmente argüida.. por seu turno... na companhia de seus familiares......... São Paulo: Editora......... ensina o Mestre FULANO DE TA L: “.................. o Apelante negou veementemente a prática do delito....... No mesmo sentido ensi na o Mestre FULANO DE TAL: “. p.... pois não foi efeti vamente empregada uma arma. portanto.. Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: “.. Se nesse sentido for admitida.............. 2006.............

. 157... No mesmo sentido ensina o Mestre FULANO DE TAL: “... 3) DO PEDIDO........... de ____________...... contrariando a decisão do Magistrado).... São Paulo: Editora... I.. por ser medida de JUSTIÇA! [CIDADE]. ___. do Código de Processo Pena l. nos termos do art..” (RT 000/000).... no mérito requer a absolv ição do Apelante........... sub sidiariamente. § 2º.... ................. do Código de Penal.. requer seja conhecido e provido o presente recurso.... ou. 564...... 120).. Caso seja ultrapassada a matéria preliminarmente argüida..... . IV....” (in Processo Penal... 386..... p.. 2006... (OBS: Nesta peça deve-se argu mentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cliente. para declarar a nulidade de sde o início do processo.. de _____........ seja afastada a causa de aumento de pena prevista no art....... de acordo com o problema formulado. III............Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: “.. do Código de Processo Penal... Diante do exposto.. e......... __________________________________ OAB/___ nº ______________ 44 .. com fundamento no art...

Pede Deferimento. respeitosamente à presença de Vossa Excelênci a. por seu defensor infra-assinado. de _____. ___. Autos nº _____/___ “A”. encaminhando-se ao Egrég io Tribunal de Justiça do Estado___________. __________________________________ OAB/___ nº ______________ 45 . nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. de ____________. Nestes Termos. apresentar suas CONTRA-RAZÕES DE APELAÇÃO. com fundamento no artigo 600 do Código de Processo Penal. Requer seja a presente juntada aos autos. vem.MODELO DE APRESENTAÇÃO DE CONTRA-RAZÕES DE APELAÇÃO Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Presid ente do ____ Tribunal do Júri da Comarca de ___________________. processo em epíg e. [CID ADE]. já qualificado.

.. COLENDA CÂMARA. da _____ Vara Criminal da Comarca ___________. reconhecê-lo com segur ança. 2 ) DO DIREITO. subtraído um automóvel em via pública. Já as testemunhas arroladas pela defesa. na companhia de seus fa miliares. pois teria. Meras 46 . apenas restam presunções e conjecturas. Não há motivos para a reforma da r. As testemunhas arroladas pela acusação apenas disseram ter visto uma pesso a parecida com o Apelante no local do delito. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. Ao final. (EMÉRITOS JULGADORES). Inaceitável. contudo. Juiz... Quando interrogado. portanto.. medi ante a simulação de estar armado. do Código Penal.. O Apelante foi denunciado e processado por suposta infração ao art. sentença pelas ra zões fáticas e de direito que passa a expor. não se apurou nos au tos a autoria do delito. por seu turno. foi abs olvido pelo MM. nenhuma aponta com segurança par a o Apelado.. decisão. IV. Em que pese o infonformismo d o ilustre representante do Ministério Público. impõe-se a manutenção da r. do Código de Processo Penal. com fundamento no art.MODELO DE CONTRA-RAZOES DE APELAÇÃO CONTRA-RAZÕES DE APELAÇÃO APELANTE: Justiça Pública APELA O: “A” Processo nº . § 2º. sem o mínimo de segurança. I. o Apelado negou veementemente a prática do delito.. De toda a prova colhida. foram unânimes ao afi rmar que o Apelado estava em sua residência e que nada tem a ver com a prática do de lito. dizendo que no momento do crime estava em sua residência. Os policiais militares que atenderam à ocorrência informaram que a detenção do Apela do ocorreu em sua residência. 1) DOS FATOS.. o que não se pode admitir no proc esso penal. o ilustre representante do Ministério Público recorreu da r. 386. De fato. 157. decisão. após terem recebido denúncia anônima de que ele ali se ocu ltava. sem. Inconformado. que se possa condenar uma pessoa se nenhum elemento d e prova é capaz de vinculá-la à prática delitiva.

. São Paulo: Editora... ___________________________ _______ OAB/___ nº ______________ 47 . de ____________...... Por isso... Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: “. requer seja negado provimento ao recurso..... 2006......suposições não têm o condão de sustentar a pretensão punitiva estatal........... 120)...... IV..... de _____.. por ser medida de JUSTIÇA! [CIDADE].. . de acordo com o problema formulado................ ressaltando o ace rto da decisão do Magistrado e contrariando as razões do MP)..... ___.... p......... Diante d o exposto....” (RT 000/000)...... ensina o Mestre FULANO DE TAL: “....... agiu acerta damente o Magistrado ao proferir sentença absolutória....... 386.................. No mesmo sentido... com fundamento no art... (OBS: Nesta peça deve-se argumentar sobre tudo que diga r espeito à defesa do cliente.. 3) DO PEDIDO......” (in Processo Penal... do Código de Processo Penal.... para manter a absolvição do Ape lante.....

k) da decisão que anular o processo da instrução criminal. extinta a punibilidade. Hipótese em que podem recorre r o Ministério Público. enquanto no outro a decisão era de ofício. cas sar ou julgar inidônea a fiança. por outro modo. apesar de ser d efinitiva. l) da decisão que incluir jurado na lista geral ou desta o excl uir. e) da decisão que conceder. c) da decisão que julgar procedente exceção. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO É o que se destina a possibilitar o reexame das ma térias previstas no art. Esta decisão também se sujeita. indeferir requerimento de prisão preventiva ou revogá-l a. quanto a essa de cisão nos crimes de imprensa e nas infrações de menor potencial ofensivo. no caso da exceção de suspeição não cabe o recurso porque ela é julgada pela segunda instâ cia. h) da decisão que decretar a prescrição ou julgar. 581 do Código de Processo Penal. é atacada por recurso em sentido estrito e não por apelação. como vis to. De qualquer fo rma. ao reexame necessário. Trata-se da dec isão que reconhece a incompetência de ofício e não através de exceção oferecida pelas partes. conceder liberdade provisória ou relaxar a prisão em flagrante. negar. b) da decisão que concluir pela incompetência do juízo. estabelece referido artigo que caberá recurso em sentido estrito: a) da decisão que rejeitar a denúncia ou a queixa. arbitrar. em primeira instância. que declara extinta a punibilidade do acusado. A posição majoritária da doutrin a aponta para a taxatividade do rol. pode o acusado recorrer da impronúncia. no todo ou em parte. A decisão. A diferença em relação à previsão anterior é que aqui foi feito requerimento pel a parte.7. salvo a de suspeição. Lembre-se que além da possibilidade da parte recorrer. g) da decisão que julgar quebrada a fiança ou perdido seu valor. Inclusive. Como visto anteriorment e. para a declaração de extinção da punibilidade. apesar de opiniões em contrário. em que é desaf iada por apelação. portanto. o assistente de acusação e o acusado. j) da decisão que conceder ou negar a ordem de habeas corpus. d) da decisão que pronunciar ou impronunciar o réu. Há exceções na legislação processual. i) da decisão que indeferir o pedido de reconhecimento da prescrição ou de outra causa extintiva da pu nibilidade. o reexa me necessário. Trata-se de decisão definitiva que não é atacada por apelação. haverá.8. Refere-se à dec isão proferida por juiz. f) da sentença que absolver sumariamente o réu. nesta hipótese. 48 . para sustentar que deva ser absolvido sumariamente. por e xemplo (situação mais favorável a ele).

CPP). 581 perderam a a plicação em razão de tratar de matéria de execução penal.210/84 – Lei de Execução Penal. em virtude de questão p rejudicial. XXI. que passou a ser disciplinada pela Lei nº 7. As razões devem ser apr sentadas em 2 dias (art. XVII. As demais hipóteses contidas no art. n) da decisão que ordenar a suspensão do processo. 49 . Lembre-se da hipótese que impugna lista geral de jurados. 588.Cuida a hipótese da lista anual que contém o nome dos jurados selecionados para trab alharem nas sessões do Júri. O recurso em sentido estrito possibilita ao próprio juiz recorrido u ma nova apreciação da questão. XII. onde o prazo é de 20 dias e recurso endereçado ao Presidente do Tribunal de Justiça. Trata-se do incide nte de falsidade documental. O prazo para sua interposição é de 5 dias. antes da remessa dos autos à Segunda Instância – o que se den omina juízo de retratação. Esta lista pode ser impugnada no prazo de 20 dias. XXII. XIX. Trata-se de juízo de admissibilidade do recur so de apelação. m) da decisão q ue denegar a apelação ou julgá-la deserta. diri gindo-se o recurso diretamente ao Presidente do Tribunal de Justiça. São eles: incisos XI. o) da decisão que decidir o incidente de falsidade. XXIII. XXIV.

E.) Excelentíssimo Senhor ___________________.S.E. Pede Deferimento. por seu defensor infra-assinado. requer seja o presente recebido e seja ordenado o seu processamento. ___. __________________________________ OAB/___ nº __________ ____ 50 . decisão. vem. processo em epíg e. IV. do Código de Processo Penal. Caso Vossa Excelência en tenda deva manter a r. Doutor Juiz de Direito da Vara do Júri da Comarca Autos nº _____/___ “A”. de _____. respeitosamente à presença de Vossa Excelênci a. [CIDADE]. com as razões em anexo. decisão de fls. encaminhando-se ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado ________ _______.MODELO DE INTERPOSIÇÃO DO RECURSO EM SENTIDO ESTRITO (R.. com fundamento no artigo 581. já qualificado. inconformado com a r. interpor RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. Nestes Termos. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. d e ____________.

... Excelências.. da _____ Vara do Júri da Comarca ___________. Ora.. Seria temeroso submeter o Recorrente a julgamento pelo Júri.) RAZÕES DE RECURSO EM SENTI DO ESTRITO RECORRENTE: “A” RECORRIDA: Justiça Pública Processo nº . indícios veementes de aut oria e prova da materialidade do crime.. o que não acontece no caso em tela..... sob o fundamento de que estão presentes no caso. que nenhuma das pe ssoas ouvidas liga o Recorrente ao crime. 1) DOS FATOS.. Em que pese o notório saber juríd ico do meritíssimo Juiz de primeiro grau. não há indícios de autoria a autorizar a pronúncia.... 121. .... qu e na fase da pronúncia vigora o princípio “in dubio pro societate”.. Obs erva-se..... prova de “ouv ir dizer” não é prova suficiente para submeter o Recorrente a julgamento perante o Tri bunal Popular. No mesmo sentido... pela análise do que foi produzido nos presentes autos... COLENDA CÂMARA. a dúvida deve beneficiar o acusado. como se sabe. Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: “. do Código Penal.E.... se não existem ao menos indícios razoáveis de auto ria..... impõe-se a reforma da r..... Como se sabe.MODELO DE RAZÕES DE RECURSO EM SENTIDO ESTRITO (R. o Recorrente d eve ser despronunciado..E... Seu nome só é mencionado porque as testemu nhas “ouviram dizer” que seria ele o autor do delito.. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL.. caput. Não se argumente. em qua lquer fase processual.. esses indícios devem s er. Ainda que se exija apenas indícios de autoria....S.. ensina o Mestre FULANO DE T AL: 51 ....” (RT 000/000). no mínimo. De fato. O Recorrente foi denunciado e processado por suposta infração ao art. 2) DO DIREITO. pois teria efet uado disparos de arma de fogo que levaram “B” à morte.. decisão pelas razões fáticas e de direito que passa a expor. também. razoáveis.. Restou pronunciado nos termos d a denúncia. (EMÉRITOS JULGADORES)..

............. com fundamento no art....... contrariando a decisão do Magistrado). para despronunciar o Reco rrente...... 120)... de acordo com o problem a formulado. São Paulo: Editora...... (OBS: Nesta peça deve-se ar gumentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cliente..... 2006. ______________________________ ____ OAB/___ nº ______________ 52 ..... ..... ___.. requer seja conhecido e provido o presente recurso............ de _____..... por ser medida de JUSTIÇA! [CIDADE]......” (in Processo Penal. 3) DO PEDIDO.. de ____________. 409.“.......... p... do Código de Processo Penal... Diante do expost o....

livramento condicio nal.210/84 (Lei de Execução Penal). o juízo de retratação. também. conforme dispõe o art. Pode ser utilizado tanto pela defesa como pelo Ministério Público . progressão de regime.7. t ais como: unificação de penas. admitindo-se. segue o mesmo procedimento do RESE. 197 da Lei nº 7. AGRAVO EM EXECUÇÃO É o recurso cabível de todas as decisões proferidas pelo Juízo das E xecuções Criminais.9. 53 . entre outras. incluindo o pra zo de 5 dias para interposição e 2 dias para apresentação de razões. Por falta de previsão legal. saída temporária.

de _____. [CIDA DE]. respeitosamente à presença de Vossa Excelência. Autos nº _____/___ “A”. __________________________________ OAB/___ nº ______________ 54 . com as razões em anexo. decisão. ___. vem . inconformado com a r.210/84. por seu defensor infra-assinado. de ____________. com fundamento no artigo 197 da Lei nº 7. encaminhando-se ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado ___________. Nestes Termos. nos autos da Execução em epígrafe.MODELO DE INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO EM EXECUÇÃO Excelentíssimo Senhor Doutor de Direito da Va ra das Execuções Criminais da Comarca ___________________.. decisão de fls. requer seja o presente recebido e s eja ordenado o seu processamento. Pede Deferimento. já qualificado. Caso Vo ssa Excelência entenda deva manter a r. interpor AGRAVO EM EXECUÇÃO.

da _____ Vara das Execuções Criminais da Comarca _____ ______. pe las razões fáticas e de direito que passa a expor... decisão de fls. Encontra-se r ecolhido na Penitenciária do Estado há 3 ano. 1) DOS FATOS. A Lei não impõe como restrição a gravidade do delito. o que foi indeferido pelo Magistrado. à pena de 6 anos de reclusão . COLENDA CÂMARA. Quanto ao lapso temporal. pois negou o direito do Agravante de progredir de regime prision al. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL.... da Lei nº 7. Recorreu e seu recurso foi improvido. sob o argumento de que o crime praticado é de extrema gravidade. Excelências.209/84 e art. pautar-se por ela. § 2º. não há motivos para o indeferimento d o pleito. Em que pese o notório saber juríd ico do meritíssimo Juiz de primeiro grau. 55 .. 122. decisão de fls.. a r.. Requereu progre ssão para o regime semi-aberto. o que supera a fração de 2/5 exigida pela Lei. o recurso deve ser provido. De fato. ).MODELO DE RAZÕES DE AGRAVO EM EXECUÇÃO RAZÕES DE AGRAVO EM EXECUÇÃO AGRAVANTE: “A” AGRAVADA: tiça Pública Processo nº . Ora. cumpre pena há 3 anos. Portanto. (EMÉRITOS JULGADORES). No caso presente. os dispo sitivos legais que disciplinam a progressão de regime – art. em regime inicial fechado. 2º.. é inovação legislativa. carece de fu ndamento legal. com t odo o respeito. tarefa que não cabe ao Poder Judiciário.. – estabelecem apenas dois requisitos para a concessão do benefício: bom comp ortamento e cumprimento de mais de 2/5 da pena. com bom comportamento. 213 do Código Penal. o Agravante te m seu bom comportamento demonstrado no atestado emitido pelo diretor do estabele cimento prisional (fls. impõe-se a reforma da r. sob o fundam ento de que o crime pelo qual foi condenado é de extrema gravidade. 2) DO DIREITO. O Agravante foi pro cessado e condenado por infração ao art.

de _____. de ____________... . São Paulo: Editora............. por ser medida de JUSTIÇA! [CI DADE].......... requer seja conhecido e provido o presente recurso......” (in Processo Penal.... de acordo com o problema formulado... p..... para conceder a progressão d e regime prisional para o semi-aberto ao Agravante... ensina o Mestre FULANO DE TAL: “... __________________________________ OAB/__ _ nº ______________ 56 ....Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: “.... Diante do exposto .... 120).. ___..... 2006. (OBS: Nesta peça deve-se arg umentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cliente............. .” (RT 000/000).. No mesmo sentido............. ............................ contrariando a decisão do Magistrado).... 3) DO PEDIDO...............

Já na Lei 9. tendo como efeito a interrupção do prazo dos demais recurso s. tendo como efeito a suspensão do prazo dos demais recursos.10. contradição ou omissão. ambigüidade.7. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO É o recurso endereçado ao próprio prolator da decisão. No Código de Processo Penal. isto é. esclarecer. o prazo para interposição é de 2 dias. o prazo é de 5 dias. 57 . completar a decisão que conten ha obscuridade. a fim de declarar.099/95. seja jui z ou tribunal.

Juiz... 214... De fato.. pleiteou....... tese não apreciada pelo Magistrado.” (RT 000/000). com fundamento no artigo 382 do Código de Processo Penal.. vem. Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: “. ensi na o Mestre FULANO DE TAL: “. o MM.... respeitosamente à presença de Vossa Excelênci a... .. pelas razões a seguir expostas: 1) DOS FATOS..MODELO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ___ V ara Criminal da Comarca ___________. o que demonstra o prejuízo ao Embargante... sustentada pela defesa. Não obstante o brilho do ilustre Magistrado..... No mesmo sentido. sentença de fls... por seu defensor infra-assinado...” (in Processo Penal. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública.. caso fos se o Embargante condenado. 213 e art..... regra do crime continuado.... Porém.... Autos nº _____/___ “A”.. qual seja.. o que foi acolhido pelo MM. 2) DO DIREITO.............. 2006.. decisão... p. O Embargante f oi processado e condenado à pena de 12 anos de reclusão.. opor EMBARGOS DE DECL ARAÇÃO à r................ contudo. que fosse reconhecida e aplicada a regra contido no a rt.... a aplicação da regra do crime c ontinuado....... pela não apreciação da tese ventilada nas alegações finais da defesa.. São Paulo: Editora... ........ 120) ... ou seja.. processo em epíg e. por infração ao art...... já qualificado. 71 do Código Penal... a imputação dirigida ao Embargante prevê a prática de duas condutas em concurso material.. fundamentadamente.. Juiz deixou de analis ar tese relevante sustentada pela defesa... a pena aplicada poderia ter sido bem menor......... deixou ele de apreciar tese de extrema importância.. ambos do Código Penal..... Se acolhido o pleito subsidiário.. Em sua r.. 58 . a defesa.....

de ____________. para que seja suprida a omissão na r.. por ser medida de JUSTIÇA! Nes tes Termos. 3) DO PEDIDO. de _____. Pede Deferimento.(OBS: Nesta peça deve-se argumentar de modo a apontar o defeito contido na decisão). requer sejam acolhidos os presentes embargos. 59 . sentença de fls. ___. [CIDADE]. Diante do exposto.

cabívei s quando não for unânime a decisão de Segunda Instância .prejudicial ao acusado -. O prazo para oposição é de 10 dias. sobre questão processual. desfavorável ao acusado. as razões do recurso estão adstritas a tecer ar gumentação sobre o voto vencido. 60 . Só pode ser objeto de discussão nos embargos a matéria diver gente. no j ulgamento de recurso em sentido estrito e apelação (e agravo em execução. para alguns).11.7. como o p róprio nome diz. Os infringentes v ersam sobre matéria de mérito e os de nulidade. nulidades. ou. Assim. Diferenciam-se os recursos apenas pela matéria neles veiculadas. EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE São recursos exclusivos da defesa.

já qualificado. de _____. __________________________________ OAB/_ __ nº ______________ 61 . Autos nº _____/___ “A”. [C IDADE].MODELO DE PETIÇÃO PARA OPOSIÇÃO DOS EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE Excelentíssimo Sen hor Doutor Desembargador Relator da Apelação nº ______. por seu defensor infra-assinado. respeitosamente à presença de Vossa Excelência. de ____________. Pede Deferimento. Nestes Termos. inconformado com o v. acórdão de fls.. do Código de Processo Penal. vem . ___. da _____ Câmara Criminal do Egrégi o Tribunal de Justiça do Estado de _______. parágraf o único. o por EMBARGOS INFRINGENTES (OU DE NULIDADE). nos autos da Apelação em epígrafe. Requer seja o presente recebido e seja ordenad o o seu processamento. com as razões em anexo. com fundamento no artigo 609.

.. Assim... 2) DO DIREITO. 1) DOS FATOS.. o que ampara a solução encontrada pelo ilustre Desembargador vencido. ..... p. a pena deve ser reduzida........... em regime inicial aberto. No mesmo sentido................ da ______ Câmara do Tribunal de Justiça do Estado _______.” (RT 000/000)...... não se justifica o aumento realizado pelo MM.. 2006.... pelas razões fáticas e de direito que passa a e xpor.... ensina o Mestre FULANO DE TAL: “. COLENDA CÂMARA......... Em que pese o notório saber jurídico do nobre Turma Ju lgadora. Recorreu e s eu recurso foi improvido por maioria de votos...... Além disso... (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL.... O Embargante foi processado e condenado à pena de 8 anos de re clusão..... o voto ve ncido é quem deve prevalecer no novo julgamento a ser realizado perante essa Colen da Câmara. ainda que a condenação s eja mantida.... Note-se que o Embarga nte é primário e não possui nenhuma anotação criminal.. acórdão... 62 ...” (in Processo Penal...... Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: “. sustentando o voto vencido que a pena deveria ser reduzida ao patamar mínimo – 6 anos – uma vez que o Acusado é primário e ostenta bons antecedentes. Juiz a quo.........MODELO DE RAZÕES DE EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE RAZÕES DE EMBARGOS INFRINGEN TES (OU DE NULIDADE) EMBARGANTE: “A” EMBARGADA: Justiça Pública Recurso nº __________..... São Paulo: Editora. por infração ao art..... impõe-se a reforma do v...... as demais circunstâncias j diciais lhe são favoráveis.. 213 do Código Penal.... . 120)............. C omo muito bem observado pelo ilustre Desembargador Revisor........ Não há nos auto s nenhum elemento que autorize o referido aumento de pena. Excelências.

3) DO PEDIDO. ___. para reduzir a pena imposta ao Embargante. por s er medida de JUSTIÇA! [CIDADE].(OBS: Nesta peça deve-se argumentar a respeito do voto vencido. de _____. __________________ ________________ OAB/___ nº ______________ 63 . Diante do exposto. de ____________. requer sejam acolhidos os embargos opostos. a matéria que foi ne le ventilada é o objeto de sustentação).

aqui. ou seja. Ocor re divergência na doutrina. a respeito do processamento da correição parcial. só deve ser utilizado quando não há recurso específico para a hipótese. Outros entendem que deve a correição seguir o mesmo processamento do recurso em sentido estrito. Adotamos para nosso modelo. a segunda posição. CORREIÇÃO PARCIAL É um recurso de caráter administrativo-judiciário. Alguns e ntendem que tal recurso deve seguir o rito do agravo de instrumento.12. como dispõem as leis de organização judiciária de alguns Estados da Federação. Tem cabimento subsid iário. que visa corrig ir despachos que impliquem em inversão tumultuária do processo. recurso de cabimento semelhante. 64 .7.

interpor CORREIÇÃO PARCIAL. já qualificado. Nestes Termos. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. da Lei nº __________. encaminhando-se ao Egrégio Tribunal _______________. requer seja o presente recebido e ordenado o seu processamento. decisão. de _____. Pede Deferimento. sentença/decisão de fls. por seu defensor infra-assinado. ___. processo em epígrafe. com fundamento no artigo ____. respeitosamente à presença de Vossa Excelência. Autos nº _____/___ _______________________.MODELO DE CORREIÇÃO PARCIAL Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da _____Vara Criminal da Comarca ___________. Caso Vossa Exc elência entenda deva manter a r. vem. ____________ ______________________ OAB/___ nº ______________ 65 . de ____________. [CIDADE].. inconformado com a r.

_____. Em que pese o notório saber jurídico do meritíssimo Juiz de primeiro grau... __________________________________ OAB/_ __ nº ______________ 66 ... do Código de Pro cesso Penal... com fundamento no art...... requer seja dado prov imento ao recurso.. de _____. ___.. Diante do exposto.. para __________. COLENDA CÂMARA.... . 2) DO DIREITO. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. (Nesta peça deve-se apontar qual o erro do juiz que cause inversão tumultuár ia dos atos do processo). impõe-se a reforma da r..MODELO DE RAZÕES DE CORREIÇÃO PARCIAL RAZÕES DE CORREIÇÃO PARCIAL CORRIGENTE: . (conforme a tese ventilada no problema) por ser medida de JUSTIÇA! [C IDADE]. de ____________.. (Descrição do fato narrado no problema).. 1) DOS FATOS.......... sentença/decisão pelas razões fáticas e de dir eito que passa a expor. 3) DO PEDIDO. CORRIGIDO: Juízo da _____ Vara Criminal da Comarca ___________.

portanto.13. não há argumentação em torno da matéria. a possibili dade de cabimento do recurso no caso da pena igual ou superior a 20 anos resulta r da soma operada pelo concurso material de crimes (art. pois os requisitos são de ordem objetiva. em razão de um único crime doloso contra a vida. isto é. em relação a ele deverá ser interposta apelação. como através de ficção jurídica cria-se um único crime. Tal recurso só poderá ser utilizado uma vez. a medida tem sido admitida. Já na hipótese de haver concurso formal ou reconhecimento do crime continuado (arts. PROTESTO POR NOVO JÚRI (REVOGADO) É recurso exclusivo da defesa. no caso de condenação à pena de 20 anos de reclusão ou mai s. 69. que ficará suspensa até a nova d cisão proferida em virtude do protesto. Afasta-se. O pro testo não precisa ser fundamentado. Se houver crime conexo ao crime doloso con tra a vida. CP). basta demonstrar a presença dos requisitos legai s. Do novo julgamento não poderá fazer parte j urado que tenham servido no primeiro. interposto pe rante o próprio Tribunal do Júri.7. CP). O prazo para sua interposição é de 5 dias 67 . 70 e 71.

......... do crime con tinuado. pelas razões a seguir expostas: 1) DOS FATOS...... com fundamento no artigo 607 do Código de Processo Penal.......... 71 do Código Penal......... ou seja. p... por infração ao art.. É cediço que referida regra transforma em um. No mesmo sentido... Autos nº _____/___ “A”. Essa é a jurisprudência domina nte em nossos tribunais: “. interpor PROTESTO POR NOVO JÚRI..... Excelência. 68 . por seu defensor infra-assinado..... 2) DO DIREITO......... vem... V........... ensina o Mestre FULANO DE TAL: “.. que são objetivos... . O Acusado foi condenado à pe na de 32 anos de reclusão.. O montante foi atingido em razão da aplicação da regra contida no art..” (RT 000/00 0)..... os vários crimes contidos na im putação..” (in Processo Penal...... o Acusado foi condenado pe lo Tribunal do Júri da Comarca à pena de 32 anos de reclusão... 2006. to dos atendidos no caso em tela.... De fato...... aplicando-se o art..... 71 do Código Penal... 120).. 3) DO PEDIDO. processo em epíg e... o presente protesto deve ser de ferido... 121. tal recurso só exige requisitos objetivos para seu provimento..MODELO DE PROTESTO POR NOVO JÚRI Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Presidente do Egrég io Tribunal do Júri da Comarca _____________.. perfeitamente cabível o novo julgamento. São Pau lo: Editora... (OBS: Nesta peça deve-se apontar a presença dos requisit os legais.... nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. portanto........... § 2º. por três vezes....... Como se pode observar. de modo a possibilitar um novo julgamento pelo Tribu nal do Júri).. já qualificado.. respeitosamente à presença de Vossa Excelênci a..

Diante do exposto, requer seja dado provimento ao presente recurso, para designa r novo julgamento pelo Egrégio Tribunal do Júri da Comarca, por ser medida de JUSTIÇA! Nestes Termos, Pede Deferimento. [CIDADE], ___, de ____________, de _____. 69

7.14. CARTA TESTEMUNHÁVEL Recurso cabível da decisão que não recebe ou nega seguimento a o recurso em sentido estrito (e, para alguns, do agravo em execução e do protesto po r novo júri). Deve ser requerida no prazo de 48 horas ao Escrivão Diretor do Cartório Judicial. Também conta com o juízo de retratação por parte do magistrado. 70

MODELO DE CARTA TESTEMUNHÁVEL Ilustríssimo Senhor Escrivão Diretor do Cartório do ______ Ofício Criminal da Comarca ______________. Autos nº _____/___ _______________________, já qualificado, nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública, processo em epígrafe, por seu defensor infra-assinado, vem, respeitosamente à presença de Vossa Senhoria, interpor CARTA TESTEMUNHÁVEL, com fundamento no artigo 639 do Código de Processo Penal. Caso o MM. Juiz entenda deva manter a r. decisão, r equer seja o presente recebido e ordenado o seu processamento, encaminhando-se a o Egrégio Tribunal _______________, com as seguintes peças trasladadas: 1) _________ ___ 2) ____________ 3) ____________. Nestes Termos, Pede Deferimento. [CIDADE], ___, de ____________, de _____. __________________________________ OAB/___ nº ____ __________ 71

___. 2) DO DIREITO. ____________ ______________________ OAB/___ nº ______________ 72 .. de _____. requer seja dado proviment o ao recurso. da _____ Vara Crimin al da Comarca ___________. 1) DOS FATOS. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. para que seja recebido/seja dado seguimento ao recurso interposto.MODELO DE RAZÕES DE CARTA TESTEMUNHÁVEL RAZÕES DE CARTA TESTEMUNHÁVEL TESTEMUNHANTE: ___ ____________ TESTEMUNHADA: Justiça Pública Processo nº . COLENDA CÂMARA. Em que pese o notório saber jurídico do meritíssimo Juiz de primeiro grau.. impõe-se a reforma da r. (Nesta peça deve-se argumentar sobre o não recebimento ou não seguimento do recurso interposto). (Descrição do fato narrado no problema).. Diante do exposto. por ser medida de JUSTIÇA! [CIDADE]. sentença/decisão pelas razões fáticas e de dir eito que passa a expor.... de ____________.... 3) DO PEDIDO.

será julgado pelo STJ.7. da: a) decisão denegatória de habeas corpus e mandado de segurança em Tribunais. em matéria criminal. O prazo para interposição é de 5 dias no caso de habeas corpus e 15 dias. no caso de mandado de segurança. RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL Trata-se de recurso previsto na Constituição da República e será cabível. b) decisão que julga crimes políticos. se proferida por Tribunal Estadual ou Tribunal Regional Federal.15. será julgado pelo STF. ambos com as razões já inclusas. 73 . Se a decisão for proferida por Tribunal Superio r. A competência par a julgamento é do STF.

___. [CIDADE]. “a”. encaminhando-se ao Egrégio Superior Tribunal de Justiça.MODELO DE PETIÇÃO PARA INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUICIAL Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado __________ __.038/90. Requer seja o presente recebido e ordenado o seu processamento. da Constituição Federal e artigos 3 0 e seguintes da Lei nº 8. vem. Pede Deferimento. com fundamento no artigo 105. de _____. respeitosamente à presença de Vossa Excelência. por seu advogado infra-assi nado. II. nos autos do Habeas Corpus em epígrafe. interpor RECURSO ORDINÁRIO CO NSTITUCIONAL. Nestes Term os. Autos nº _____/___ “A”. de ____________. ________________ __________________ OAB/___ nº ______________ 74 . já qualificado.

.. acórdão. .” (RT 000/000). Em que pese o notório saber ju rídico do Tribunal a quo. Encontra-se pres o desde o flagrante.. Este é o prazo para o encerramento da instrução. exigindo de seus parentes. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. do Código Penal... O Recorrente foi denunciado e está sendo proces sado por suposta infração ao art.MODELO DE RAZÕES DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL RAZÕES DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL RECORRENTE: “A” RECORRIDA: Justiça Pública Habeas Corpus nº _____ do Tribunal de Justiça do Estado __________. 159. pelo gritante excesso de prazo na formação da culpa. que indeferiu-a. impondo-se. O processo encontra-se em fase de instrução e já conta com 2 anos de andamento... inadmissível que o Recorr ente suporte no cárcere a morosidade do Poder Judiciário. De fato. (EMÉRITOS JULGADORES). pois teria privado de l iberdade “B”... quando o acusado se encontra preso..... Excelênci as. Assim... 2) DO DIREITO.. pelas razões fáticas e de direit o que passa a expor. quantia a título de resgate.. de imediato o relaxamento de sua prisão. Contu do.... COLENDA TURMA. o presente recurso deve ser provido.. a soma dos prazos processuais do rito ordinário totaliza 81 dias. já que o mo mento processual é o da colheita de provas da acusação. Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: “.. já se passaram 2 anos sem que a defesa tivesse concorrido para isso...... não há justificativas para a demor a no andamento do processo e muito menos para a manutenção do Recorrente na prisão. caput.. No mesmo sentido ensina o Mestre FULANO DE TAL: 75 ... o que motivou a impetração de ordem de habeas corpus junto ao Tribuna l de Justiça. Co mo se sabe............. 1) DOS FATOS.. impõe-se a reforma do v.. através de sua 1ª Câmara Criminal.

“... de ______ ______...... requer seja conhecido e provido o presen te recurso..................... (OBS: Nesta peça deve-se at acar o acórdão que denegou a ordem...... p........... para relaxar a prisão imposta ao Recorrente. 3) DO PEDIDO. Diante do exposto.. 120).......... expedindo-se o competente alvará de soltura em seu favor. por ser medida de JUSTIÇA! [CIDADE]...... ___.” (in Processo Penal.. de _____. 2006... apresentando argumentos que possibilitem sua ref orma)...... .............. São Paulo: Editora.. __________________________________ OAB/___ nº ______________ 76 ...

O prazo para interposição é de 1 5 dias. Além da ve rificação de seu cabimento. deve o recorrente demonstrar que a matéria é relevante. d) julgar válida lei local con testada em face de lei federal. cabível das decisões que: a) contrariar dispositivo da Constituição da República. a reper cussão geral deve vir alegada em sede de preliminar. ou seja. caberá agravo de instrumento (ou agravo de despacho denegatório de recurso especi al) no prazo de 5 dias. 77 . ficando aí sujeito ao exame de admissibilidade. Valem para o recurso extraordinário as mesmas regr as já expostas para o recurso especial. destinado a discutir matéria de direito e jamais reexame da matéria fática. c) julgar válida lei ou ato de gover no local contestado em face da Constituição da República.7. deve ele deve ser interposto pera nte o tribunal recorrido. Segundo manifestação recente do STF. Caso seja negado seguimento pelo tribunal recorrid o. para que seja analisada como uma verdadeira condição de admissibilidade deste recurso. para admissão do recurso ex traordinário a demonstração de repercussão geral. com as razões inclusas. RECURSO EXTRAORDINÁRIO Recurso constitucional de competência exclusiva do STF. só será admitido se houver esgotamento das vias recursais e houver também prequestionamento da matéria Exige-se ainda. b) declarar a inc onstitucionalidade de tratado ou lei federal. isto é. do interesse geral.16.

MODELO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presiden te do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado ____________. de _____. Nestes Termos.038/90. a. já qualificado. interpor RECURSO EXTRAORDINÁRIO. respeitosamente à presença de Vossa Excelência. vem . nos autos da Apelação em epígrafe. Autos nº _____/___ “A”. por seu advogado infra-assinado. _______________________ ___________ OAB/___ nº ______________ 78 . Requer seja o presente recebido e seja ordenado o seu proces samento. encaminhando-se ao Colendo Supremo Tribunal Federal. da Constituição Federal e nos artigos 26 e seguinte s da Lei nº 8. III. [CIDADE]. ___. com f undamento no artigo 102. Ped e Deferimento. de ____________.

. pois. sob o argumento de que as provas seriam protel atórias apenas.. o que afasta a possibilidade de oposição de embargos.. da Carta Magna. Durante o processo.. Em que pese o notório saber jurídico do Tribunal a quo... uma vez que integrant e dos direitos fundamentais da Constituição da República. por suposta infração ao art... r equereu a oitiva de testemunhas de quem teve conhecimento durante a fase de inst rução. Quanto ao cabimento.. a ofensa à ampla defesa do acusa do não diz respeito somente a ela. Em sede de apelação o pedido foi renovado e também afastado pelo Egrégio T ribunal de Justiça. como se pode notar.. Assim.. 1) DOS FATOS. N essa esteira.. Com efeito. impõe-se a reforma do v. Sob o mesmo fundamento. a matéria foi devidamente prequestionada. po is teria aplicado o denominado “golpe do bilhete premiado” em “B”. uma vez qu e a ampla defesa do Recorrente no processo não foi observada... RECORRIDA: Justiça Pública Apelação nº _____ do Tribunal _ __________. caput.. Houve esgotamento da s vias recursais. Juiz indeferiu o pleito.. do Código Penal. 79 . Cumpre apontar que a presente questão é de repercussão geral.. pois não é intere sse dos membros da sociedade um processo ilegítimo. mas é matéria de ordem pública.. é evidente à ofensa ao art. LV... acórdão. O MM. já que a decisão no Tribunal de Justiça foi unânime e não apresentou vício s que motivassem sua declaração. 3) DO CABIMENTO. o presente recurso atende às exigências da Consti tuição da República. COLENDA TURMA.. em razão da relevância do assunto ora tratado. aguarda o conhecimento e julgamento do presente recurso. 2) PRELIMINARMENTE. 171.MODELO DE RAZÕES DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO RAZÕES DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO RECORRENTE: .. o acórdão afastou explicitamente a pretensão do Recorrente.... O resultado de um processo o nde não se observou a ampla defesa repercute em toda a coletividade.. (Pular aproximadamente 5 linhas) COLENDO TRIBUNAL. O Recorrente foi processado e ao final condenado à pena de 1 ano d e reclusão e 10 dias-multa.. 5º.. pelas razões fáticas e de direito que passa a expor .. De fato..

...... o que espera seja declarada por essa Colenda Corte.... Ao impedir que o Recorrente produzisse novas provas.... ___....” (in P rocesso Penal.. 5) DO PEDIDO........ 4) DO DIREITO........ De fato. da Carta Constitucional..... para anular o processo desd e a decisão que indeferiu a produção de provas. a Constituição Federal aponta como garantia individual o exercício da ampla defesa no processo........ violaram o art. Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: “. de ____________... Diante do exposto.. 120).. tais como a ofensa à Constituição.... Havendo ofensa à ampla defesa.... Garantir a ampla defesa é permitir ao acusa do que se utilize de todos os meios lícitos e legítimos para enfrentar a pretensão est atal.... trazendo ev idente cerceamento de defesa ao processo...... 2006.. deve-se demonstrar que estão atendidos todos os pressupostos específicos de admissibilidade do recurso................ São Paulo: Editora....... o prequestionamento)....... p... renovando-se os atos processuais. o esgotamento das v ias recursais. de _____.. Excelências... o Magistrado..... 5 ....... _________________ _________________ OAB/___ nº ______________ 80 .... requer seja conhecido e provido o presente recurso.... bem com o o Tribunal a quo.. por ser medida de JUSTIÇA! [CIDADE].” (RT 000/000).(OBS: Aqui. ... No mesmo sentido ensina o Mestre FULANO DE TAL: “. o presente recurs o deve ser provido... LV. há nulidade absoluta do processo........ ......

com as razões inclusas . O recurso especial deve ser interposto perante o tribunal reco rrido e estará sujeito a rigoroso exame de admissibilidade. 81 . também de previsão constitucional. RECURSO ESPECIAL O recurso especial. b) julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal. Além da verificação de seu c abimento.7. A competência para julgamento é exclusiva do STJ e caberá da decisão proferida pelos Tribunais Estad uais ou Tribunais Regionais Federais quando: a) contrariar tratado ou lei federa l. só será admitido se houver esgotamento das vias recursais e houver também pr equestionamento da matéria. caberá agravo de instrument o (ou agravo de despacho denegatório de recurso especial) no prazo de 5 dias. é dirigi do a discussão de matéria de direito. Caso seja negado seguimento pelo tribunal recorrido. O prazo para interposição é de 15 dias. não se admitindo reexame dos fatos.17. ou negar-lhes vigência. c) der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuíd o outro tribunal.

já qualificado. com funda mento no artigo 105. interpor RECURSO ESPECIAL. ________________________________ __ OAB/___ nº ______________ 82 . vem . nos autos da Apelação em epígrafe.038/90. encaminhando-se ao Egrégio Superior Tribunal de Justiça. Pede Deferim ento. Autos nº _____/___ “A”. de _____.MODELO DE RECURSO ESPECIAL Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente d o Egrégio Tribunal de Justiça do Estado ____________. Nestes Termos. [CIDADE]. por seu advogado infra-assinado. de ____________. Requer seja o presente recebido e ordenado o seu processamento. ___. respeitosamente à presença de Vossa Excelência. da Constituição Federal e nos artigos 26 e seguintes da Lei nº 8. III. a.

2) DO CA BIMENTO. Nessa esteira. uma vez que não foram observadas as circunstâncias judiciais para a fixação da pena-base. pois confessara friamente a prática do delito. tais como a ofensa a Lei Federal. o p requestionamento). o presente recurso deve ser provido . o acórdão afastou explicitamente a pretensão do Recorrente. 68 do Código Penal. o MM. 59 do Código Penal. Na apelação interposta pelo Recorrente. 3) DO DIREITO. o presente recurso atende às exigências da Constituição da República. Quanto ao cabimento. O Recorrente foi processado e condenado à pena de 8 anos de reclusão. No cálculo da pena. acórdão. (OBS: Aqui. é evidente à ofensa ao art. a matéria foi devidamente prequestionada. Em que pese o notório saber jurídico do Tribunal a qu o. pelas razões fáticas e de direito que passa a expor. 83 . Juiz desconsiderou a s circunstâncias judiciais do art. 1) DOS FATOS. pois. impõe-se a reforma do v. já que a decisão no Tribunal de Justiça foi unânime e não apresentou vícios que motivassem sua declaração. como se pode nota r. O órgão julgador de Seg unda Instância não fez por menos e ratificou tal decisão. COLENDA TURMA.MODELO DE RAZÕES DE RECURSO ESPECIAL RAZÕES DE RECURSO ESPECIAL RECORRENTE: “A” RECORRID A: Justiça Pública Apelação nº _____ do Tribunal de Justiça do Estado _______. Houve esgotamento das vias recursais. exasperando sua pena sem razão para tanto. o MM. De fato. majorando a pena base em razão da postura do Recorrente durante a instrução processual. o que afasta a possibilidade de oposição de embargos . deve-se dem onstrar que estão atendidos todos os pressupostos específicos de admissibilidade do recurso. 214 do Código Penal. o esgotamento das vias recursais. o Egrégio Tribunal de Justiça manteve o mesmo entendimento manifestado pelo julgado de Primeiro Grau. De fato. por infração ao art. Juiz trouxe enorme pr ejuízo ao Recorrente. Excelências. ao deixar de observar as exigências legais. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL.

. p.. ___..” (RT 000/000).......... para redu zir a pena imposta ao Recorrente... utilizar a via recursal especial..... de _____... por ser medida de JUSTIÇA! [CIDADE]...............................” (in Processo Penal....... São Paulo: Editora.......... para sanar a patente ilegalidade......... requer seja conhecido e provido o presente recurso.... 120)......Resta então ao Recorrente...... __________________________________ OAB/___ nº ______________ 84 ... de ___ _________....... 2006...... .. No mesmo sentido ensina o Mestre FULA NO DE TAL: “....... .... Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: “............. 3) DO PEDIDO. Diante do exposto.....

podendo até mesmo ser analfabeto. qu em sofre a coação ilegal.7. Não há prazo estabelecido para impetração de habeas corpus. que deve ser sempre pessoa física. pode-se trabalhar com a s seguintes situações: a) Nulidade: 1. É ação de impugnação. Se a nulidade ocorreu no início da ação penal (até o interrogatório do réu): o candidato deverá requerer a anulação desde o início da ação penal. send o denominado impetrante.18. b) preventivo: destinado a impedir que constrangi mento ilegal se efetive. não é o habeas corpus recur so. b) quando alguém estiver preso por mais tempo do que determina a le i. Cuidado com o fenômeno da preclusão temporal. Se a nulidade ocorreu após o início da ação penal (a partir da defesa prévia): o candidato deverá requerer a anulação da ação penal a partir da fase em que ocorrer o vicio ou a nul idade. g) quan do estiver extinta a punibilidade. Qualquer pessoa poderá impetrar ordem de habeas corpus em seu favor ou em favor de outrem. Daí d erivam duas espécies de habeas corpus: a) liberatório: destinado a fazer cessar cons trangimento ilegal já existente. nos ca sos em que a lei autoriza. 648): a) quando houver falta de justa causa (para a ação. d) houver cessado o motivo que autorizou a coação. constrangimento ilegal). ou até mesmo coat or. por ilegalidade ou abuso de poder (ou seja. O Código traz enumeração do que se entende por constrangiment o ilegal (art. Aquele em favor de quem se impetra a ordem. já que as nulidades relativas dev erão ser argüidas em tempo oportuno. b) Falta de Justa Causa: 85 . é denominado paciente. a despeito de haver rec ebido tratamento de recurso pelo Código de Processo Penal. Quem pratica o constrangimento ilegal é chamado de autoridade coatora. pisão ou inquér ito policial). ou seja. É posição majoritária a que admite possa figurar como coator um particular. c) quando quem ordenar a coação não tiver competência para fazê-lo. e) quando não for alguém admitido a prestar fiança. destinada a fazer cessar coação ou ameaça de coação a direito de lo pessoa. HABEAS CORPUS Da mesma forma que a revisão criminal. Na peça prática. f) quando o processo for manifestamente nulo.

4. Se ainda não tem sentença: busca-se o trancamento da ação penal.3. g) Arbitramento de Fiança 86 . c) Extinção da Punibilidade: d ) Relaxamento da Prisão em Flagrante: e) Revogação da Prisão Preventiva: f) Concessão de L iberdade Provisória sem Fiança. Se já tem sentença: b usca-se a cassação da sentença proferida contra o paciente.

vem. Juiz Federal da 1ª Vara Criminal da Seção Judiciária de __________ . Como se s abe. designo o interrogatório para o dia 15 e decreto a prisão preventiva do réu” O Paciente foi preso em razão da decisão referida. impetrar ordem de HABEAS CORPUS em favor de “A”. como se vê. 315. cidade de ______________. portador do Rg nº __________. não obs ervou tais dispositivos. (endereço). pelos motivos a seguir expostos: 1) DOS FA TOS. estampado no art. exceção ao direito de liberdade . caput. uma vez que o despacho que a decretou carece de fundamentação. concernente à decretação da prisão preventiva. O Paciente foi denunciado como incurso no art. do Código Penal. a prisão imposta ao Paciente é completame nte ilegal. que sofre cons trangimento ilegal por parte do MM. ______________. (profissão). O nobre Magistrado. com escritório na Ru a _____________________. Juiz proferiu o seguinte despacho.MODELO DE HABEAS CORPUS Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Federal Preside nte do Egrégio Tribunal Regional Federal da _____ Região. IX. 121. da Constituição Federal. p ois teria tirado a vida de “B” com emprego de faca. é mister que sua imposição se dê respeitando estritamente as determinações legais. com fundamento no artigo 5º LXVIII. advogado. De fato. mais especificamente no art. “recebo a denúncia. Como a prisão é medida extrema. 87 . A p resente ordem deve ser concedida. 93. (nacionalidade). nº ___. a motivação de decisões judiciais é preceito constitucional. (estado civil). inscrito na OAB/SP sob o nº ________. Ao rece ber a denúncia o MM. inscrito no CPF sob nº______________. Estado de _____________ _. 2) DO DIREITO. no processo nº _____ . além de constar também em nosso Diploma Processual. encontrando-se recolhido desde então. a bordo de uma aeronave.

(OBS: Nesta peça deve-se atacar o ato da autoridade coat ora....................... sem que a autoridade judiciária indique mais são os motivos e os fundamentos para a adoção d a medida extrema.. p. após requisitadas as informações da ilustre autoridade coatora e ouvido o digno representante do Ministério Público......................” (RT 000/000 )... ... Pede Deferimento.. [CIDADE]......... demonstrando sua ilegalidade e o conseqüente constrangimento a que está submeti do o paciente).....Não se pode tolerar que alguém seja levado ao cárcere.. 3) DO PEDIDO........ 120).. expedindo-se o competente alvará de soltura em seu favor........ requer que... ainda que provisoriamente.. Essa é a jurisprudência dominan te em nossos tribunais: “..................” (in Processo Penal. Portanto... de ____________. para revogar a prisão imposta ao Paciente .. __ ________________________________ OAB/___ nº ______________ 88 ... No mesmo sentido ensina o Mestre FULANO DE TAL: “.. Diante do exposto... de _____... São Paulo : Editora........ a melhor solução é a concessão da ordem para que o Paciente possa responder aos termos do processo em liberdade........... seja concedida a presente ordem. por ser medida de JUST IÇA! Nestes Termos. 2006... ___.

impondo-se como prazo para imp etração 120 dias a contar da ciência do ato praticado pela autoridade coatora. MANDADO DE SEGURANÇA É a ação destinada a proteger direito liquído e certo não amparad o por habeas corpus e habeas data. L XXIX.7.533/51. Seu proc essamento segue o determinado pela Lei nº 1.19. O mandado de segurança tem cabimento bastante reduzido na esfera penal. uma vez que boa parte dos atos ilegais são impugnados por habeas corpus. 89 . CF). 5º. quando houver ilegalidade ou abuso de poder p or autoridade pública ou particular no exercício de atribuições do Poder Público (art.

O Impetrante requereu...... Não há que se falar... sob o fundamento de que não é o momento processual adequado para tanto... LXIX. Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: “.... com fundamento no artigo 5º. impetrar MANDADO DE SEGURANÇA COM PEDIDO DE LIMINAR.. então.. (endereço). basta que o ofendido faça prova de sua identidade e que o processo ainda não tenha transitado em julgado para que seja admitido como assistente. sua habilitação nos autos.. da Constituição Federal e Lei nº 1..... Excelências. Após registro da oc orrência.. identificando-se o autor do delito – “B”..MODELO DE MANDADO DE SEGURANÇA Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de ____________. (nacionalidade)... portador do Rg nº __________.. Juiz. vem. foi formalizado o competente inquérito policial.. 2) DO DIREIT O.. O processo encontra-se aguardan do audiência para oitiva das testemunhas de acusação.. conforme red ação dos artigos 286 e 269 do Código de Processo Penal. como assistente de acusação.. então... não mais localizado. “B” foi denunciado e está sendo processado. Como se sabe. . tendo sido subtraído seu veículo... no processo nº _______.. De fato. por seu advogado infraassinado (procuração em anexo).533/ 51. pois se trata de direito líquido e certo do Impetrante.. o que foi indeferido pelo MM.. o Impetrante preenche todos os requisitos para figurar nos autos como assistente do Ministério Público. em indef erimento do pedido. No mesmo sentido ensina o Mestre FULANO DE TAL: 90 .” (RT 000/000). a segurança deve ser concedida. pelos motivos a seguir expostos: 1) DOS FATOS.. (profissão). contra ato do meritíssimo J uiz de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca ____________. O Impetrante foi vítima de roubo na data ______...... “A”... (estado civil).. inscrit o no CPF sob nº______________.

.... há fumus boni iuris... 120).. São Paulo: Editora. Diante do exposto.” (in Processo Penal....... Estão presentes. (OBS: Nesta peça deve-se at acar o ato da autoridade coatora. 2006. 4) DO PEDIDO.. o Impetrante como assistente de acusação no s autos..... requer seja concedida definitivamente a seg urança. de plano.... os dois requisitos que autorizam a concessão liminar da segurança...... (OBS: Neste item deve ser demonstrada a presença dos dois requisitos que autorizam a concessão de medida liminar: fumus boni iuris e periculum in mora). demonstrando.. Com efei to.. Quanto ao periculum in mora. haverá prejuízo para o Impetrante... bem como sua violação.. pois o direito líquido e certo invocado e patente.. assim............. __________________________________ O AB/___ nº ______________ 91 .. requisitadas as informações da ilustre autoridade coatora e ouvido o di gno representante do Ministério Público..... poi s estará impedido de acompanhar a fase probatória do processo.... por ser medida de JUSTIÇA! Nestes Termos. de _____..... Após.. p. 3) DA MEDIDA LIMINAR...“.. no presen te caso. demonstrando sua ilegalidade e a ofensa a dire ito líquido e certo do impetrante).... Pede Deferimento . a verossimilhança do alegado.... ___. se a medida liminar não for concedida.. . [CIDADE].. de ____________... requer seja concedida a medida liminar para habilitar. para o mesmo fim... onde poderá colaborar s obremaneira com o Ministério Público..........

nunca c ontra sentença absolutória. Muito embora esteja elencada no Código de Processo Penal e ntre os recursos. que não há prazo para propositura da revisão criminal. como dito. reduzir sua pena ou declarar a nulidade do processo . vigora o entendimento de que se trata realmente de ação. então. não é ela admitida pro societate. ou seja. É admitida nas seguintes hipóteses: a) sentença contra texto expresso de lei ou contra a evidênci a dos autos. o Tribunal poderá absolver o sentenciado. Acolhido o pedido revisional. dirigida contra sentença condenatóri transitada em julgado. 92 . podendo ocorrer o ingre sso até mesmo após a morte do sentenciado. Nota-s e. poderão ingressar o cônjuge. b) sentença fundada em provas falsas. A revisão c riminal. só pode ser proposta para rescindir sentença condenatória.20. descendente ou irmão (CADI).7. Se for ele falecido. c) quando surgirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que autorize a redução da pena. ascendente. REVISÃO CRIMINAL Ação penal de caráter rescisório. Têm legitimidade pa ra figurar no pólo ativo o próprio sentenciado ou procurador habilitado.

.. encontra-se relato de “B”.. O Peticionário foi denunciado. inconformado com a r. De fato. para que o Peticionário possa resgatar sua condição de inocent e.. A acusação de estupro se deu em razão de vingança contra o Peticionário.... inscrit o no CPF sob nº______________.. sentença já transitada em julgado. portador do Rg nº __________. da ____ Vara Criminal da Comarc a __________. onde admite que não foi forçada em nenhum mome nto e que a relação sexual foi consentida. por seu advogado infraassinado (procuração em anexo).. 2) DO DIREITO..... tal situação não pode prevalecer. (nacionalidade).. respeitosamente à presença de Vossa Excelência. pel os motivos a seguir expostos: 1) DOS FATOS... 213 do Código Penal. Ora... Impõe-se a imediata revisão d o processo e da condenação..... por infração ao art..MODELO DE REVISÃO CRIMINAL Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de __________.. (profissão)... da qual nunca deveria ter sido privado.” (RT 000/000). Após o trânsito em julgado da r. “A”. pois teria constrangido “B” à conjunção carnal. o Peticionário foi condenado injustamente... promover pedido de REVISÃO CRIMINAL com fundamento no artigo 621... conforme docu mento descoberto posteriormente à sua condenação e ora anexado para apreciação dessa Colen da Câmara. descobriu-se documento onde a suposta vítima admitia que não houve constrangimento e sim uma relação sexual consentida.. vem.. ___). Excelências. No mesm o sentido ensina o Mestre FULANO DE TAL: 93 .... Nele. do Código de Processo Penal. process ado e ao final condenado à pena de 6 anos de reclusão. Essa é a jurisprudência dominante em noss os tribunais: “.... sente . proferida no processo nº _____. (estado civil). (endereço)..... o presente pedido de ve ser deferido.. III. conforme certidão em anexo (doc...

. para absolver o Peticio nário. _ _________________________________ OAB/___ nº ______________ 94 ..... de ____________.......” (in Processo Penal. 120)......... ......... requer seja deferido o presente pedido revisional............. (OBS: Nesta peça deve-se ar gumentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cliente.. por ser medida de JUS TIÇA! Nestes Termos.. Mesmo já tendo havido trânsito em julgado.... com fundamento no art.... 626 do Código de Processo Penal..... de acordo com o problem a formulado.... 2006.“. São Paulo: Editora....... 3) DO PEDIDO. [CIDADE]. ___... Diante do exp osto.. Pede Deferimento........... p....... busca-se contrariar a sentença ou o acórdão). de _____. como nulidades e mérito propriamente dito...

744. c) que durante esse prazo o condenado tenha dado demonstração efetiva de bom comportamento público e privado. em qualquer das comarcas em que houver residido no pra zo após a condenação. CP): a) que já tenham transcorridos 2 anos do cumprimento da pena ou do início do período de prova do sursis ou do livramento.21. d) quaisquer outros documentos que sirvam como prova de sua regeneração. no tocante às anotações de sua folha de antecedentes. nem estar resp ondendo a processo penal. b) atestados de autoridades policiais ou outros documentos que c omprovem ter residido nas comarcas indicadas e mantido. bom compor tamento. efetivamente. São requisitos para a concessão (art. c) atestados de bom comportamento fornecido por pessoas a cujo serviço te nha estado. assegurando-lhe o sigilo dos r egistros sobre seu processo e condenação (art. Estabelece o Código de Processo Penal. nos últimos 2 anos. que a petição que requerer a concessão da reabilitação deverá ser acompanh ada de: a) certidões comprobatórias de não ter o requerente respondido. 95 . d) que tenha ressarc ido a vítima. b) que o sentenciado tenha ti do domicílio no país. REABILITAÇÃO A reabilitação tem por fim restituir o condenado à situação anterior à con ação. CP). 93.7. 94. salvo impossibilidade de fazê-lo. e) prova de haver ressarcido o dano causado pelo crime ou persistir a impossibi lidade de fazê-lo. em seu art.

Não envolveu em nenhuma ocorrência policial. mai s precisamente no mesmo endereço em que sempre residiu (doc. por seu advogado infra-assinado. com fundamento nos artigos 93 e seguintes do Código Pen al e artigos 743 e seguintes do Código de Processo Penal. como posteriormente a ela. processo em epí fe. Além disso. nos autos da Ação Penal que lhe moveu a Justiça Pública. conforme sentença do Juízo da s Execuções Criminais (doc. atendidos o s requisitos impostos pela lei. já qualificado. o Requerente ressarciu a vítima de todos os gastos com medicame ntos e tratamentos decorrentes das lesões sofridas (doc. Essa é a ju risprudência dominante em nossos tribunais: 96 .MODELO DE REABILITAÇÃO CRIMINAL Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da _____ Vara Criminal da Comarca ___________________. é medida de rigor a concessão da reabilitação. foi realmente o único desabonador em sua vida (doc. já se passaram ma is de 2 anos desde o término do cumprimento de sua pena. ___). _____). vem. Cumpriu sua reprimenda em regime ab erto. ____). Como prov a de sua boa índole. 129. 2) DO DIREITO. tendo ela sido extinta. O Requerente foi processado e condenado à pena de 2 anos de re clusão. o Requerente atende a todos os re quisitos exigidos pela lei. De fato. o Requerente ostentou bom comportame nto. Autos nº _____/___ “A”. por sentença datada de ________. § 2º. pelas razões a seguir expo stas: 1) DOS FATOS. Como demonstram os documentos acostados aos autos. respeitosamente à presença de Vossa Excelênc ia. requerer sua REABILITAÇÃO. ____). demonstrando que o fato pelo qual foi condenado. por infração ao art. do Código Penal. Tanto durante a execução da pena. o Requerente morou no País desde então. Assim. para a concessão da reabilitação.

3) DO PEDIDO..“....” (RT 000/000)...... ___........ de ____________.. requer que...... seja concedido o presente pedido de Reabilitação.. após a oitiva do ilustre represent ante do Ministério Público.. .......................... São Paulo: Editora................. __________________________________ OAB/___ nº ______________ 97 ... p.......... 120 )..... ens ina o Mestre FULANO DE TAL: “.. Diante do exposto.............. de _____......” (in Processo Penal............. 2006. [CIDADE].......... Pede Deferimento.. No mesmo sentido..... por ser me dida de JUSTIÇA! Nestes Termos..

7.22. LIVRAMENTO CONDICIONAL É a concessão, pelo Poder Judiciário, da liberdade anteci pada ao condenado, atendidos os pressupostos e condicionada a determinadas exigênc ias durante o restante da pena que deveria cumprir preso. Os pressupostos para c oncessão são: 1) Objetivos: a) condenação a pena privativa de liberdade não superior a doi s anos; b) ter o sentenciado cumprido: - mais de 1/3 da pena, se não for reinciden te em crime doloso; - mais de ½ da pena se for reincidente em crime doloso; - mais de 2/3 da pena se a condenação for por crime hediondo, desde que não seja reincidente específico. 2) Subjetivos: a) comportamento satisfatório do sentenciado durante a e xecução da pena; b) bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído; c) aptidão para pr over a própria subsistência mediante trabalho honesto; d) para o condenado por crime doloso, cometido com violência ou grave ameaça à pessoa, constatação de condições pessoais q e façam presumir que não voltará a delinqüir; e) reparação do dano, salvo impossibilidade de fazê-lo. Para a concessão do livramento, devem ser ouvidos o Ministério Público e o Con selho Penitenciário. Se deferido o pedido, o juiz especificará as condições a que o libe rado ficará sujeito e determinará a expedição da carta de livramento, que conterá cópia inte gral da sentença. 98

MODELO DE LIVRAMENTO CONDICIONAL Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da V ara das Execuções Criminais da Comarca ___________________. Autos nº _____/___ “A”, já qualificado, nos autos da Execução em epígrafe, por seu defensor infra-assinado, vem , respeitosamente à presença de Vossa Excelência, requerer LIVRAMENTO CONDICIONAL, com fundamento no artigo 131 da Lei nº 7.210/84 e art. 83 do Código Penal, pelos motivo s a seguir expostos: 1) DOS FATOS. O Requerente foi processado e condenado à pena de 6 anos de reclusão, por infração ao art. 33, caput, da Lei nº 11.343/06. Encontra-se preso há 4 anos e 2 meses. 2) DO DIREITO. O Requerente está recluso há 4 anos e 2 mese s, ou seja, já ultrapassou o período exigido pela Lei para a concessão do livramento, ou seja, 2/3 de sua pena. É primário, possuidor de bons antecedentes, como atestam a s certidões em anexo (doc. ____). Além disso, aprendeu ofício enquanto encarcerado, co m excelente aproveitamento (doc. ____), o que lhe possibilita exercer trabalho h onesto estando em liberdade. Inclusive, já conta com proposta para tal (doc. _____ ). Portanto, estão presentes os pressupostos subjetivos e objetivos contidos no ar t. 83 do Código Penal, fazendo jus, então, o Sentenciado, à concessão da medida. Essa é a jurisprudência dominante em nossos tribunais: “..................................... .........” (RT 000/000). No mesmo sentido, ensina o Mestre FULANO DE TAL: “......... ..........................................................................” (in Pr ocesso Penal. São Paulo: Editora, 2006, p. 120). 99

3) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer que, após parecer do Conselho Penitenciário e manifestação do ilustre representante do Ministério Público, seja concedido o livramen to condicional ao Requerente, por ser medida de JUSTIÇA! [CIDADE], ___, de _______ _____, de _____. __________________________________ OAB/___ nº ______________ 100

bancário.8. redija a peça processual. desferiu três tiros que acabaram atingindo a vítima em região letal. Ao registrar ocorrência policial. pelo crime de homicídio. Munido de um revólver. após ouvir os fatos.º 167. por volta das 22 h. prendendo-o em flagrante. adote a medida cabível. Romualdo constatou que havia matado um adolescente que lá h avia entrado por motivos que fogem ao seu conhecimento. no estacionamento do shopping Iguatemi. RELAXAMENTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE PROBLEMA 1 Na data de ontem. n. brasileiro. haveria flagrante impróprio. PROBLEMA 2 Peter Perfe ito era apaixonado por Penélope Charmosa e não era correspondido. O inquérito policial foi autuado e tramitava perant e a 2. ainda. sendo dada a Thiago a nota de culpa. Nessa oportunidade. Thiago. caminhava dentro dos limites de sua propriedade.3) Mar ia José. mas a auto ridade policial entendeu que. pertinente à defesa de Thiago. que lhe causaram a morte. lavrou-se o auto de prisão em flagrante. cientes da assertiva de Maria José. que não pôde identificar devido à escuridão. privativa de advogado. PROBLEMAS. através de denúncia anônima. Disse. policiai s surpreenderam-no. residente na rua Machado de Assis. seu ex-namorado. Transtornado. em seu interrogatório extrajudicial . policiais foram ao local em que Thiago trabalhava e o prenderam. não mais suportando a dor da rejeição. solteiro. Romualdo encontrava-se no interior de sua residência quando ou viu um barulho no quintal. Ao sair do int erior de sua residência. aguardou-a defronte sua casa e desferiu 6 disparos de arma de fogo. PROBLEMA 3 (UnB / CESPE – OAB –2006. na hipótese. a vítima. PR OBLEMA 4 (OAB/SP 136) Pedro Paulo e Marconi estavam sendo investigados pela auto ridade policial de distrito policial da comarca de São Paulo em razão da prática do de lito de tentativa de furto qualificado pelo concurso de pessoas. prendeu-o em flagrante pelo crime de homicídio. Maria Helena. Peter refugiou-se na casa de um amigo. com cabelos escuros e utilizando bonés. tentando subtrair o veíc ulo 101 . por volta das 22 horas. em seguida. Apresentado à autoridade compete nte. causando sua morte. QUESTÃO: como advogado de Peter. Certo dia. realizado em 3/11/2006. ou quase-fla grante. e considerando que Thiago está sob custódia decorrente de prisão em flagrante . Considerando tratar-se de um ladrão. no Rio de Janeiro–RJ. fizeram-se as comunicações de praxe. Com base na situação hipotética descrit a acima. ocorrido no dia 9/6/2008. que sempre trabalhou em toda a sua vida. como a pessoa que lhe fornecia entorpecentes. por suposta prát ica do crime de tráfico de drogas. abriu a janela de sua casa e per cebeu que uma pessoa. O Delegado P lantonista. Imediatamente. QUE STÃO: Elaborar a medida cabível visando a libertação de Romualdo. ap resentou a sua carteira de trabalho e declarou possuir residência fixa. e . No dia 4/11/2006. apontou. onde permaneceu por 1 semana até que. porquanto se tratava de crime permanente. indiciada por tráfico de drogas. narrou ter visto dois indivíduos de estatura mediana.a vara criminal da capital. Mesmo assi m. Thiago afirmou que nunca teve qualquer envolvimento com drogas e muito meno s passagem pela polícia. não foi encontrado com Thiago qualquer objeto ou substância que o ligasse ao tráfico de entorpecentes. Romualdo dirigiu-se à Delegacia de Polícia mais próxima onde comunicou o ocorrido.

Em contato com uma clínica. que. que lhe pertencia. porém possui residência e emprego fixos. mediante grave ameaça exerci da com emprego de arma. esposa de Dani el. para reconhecimento. ci dade. acusa José e o médico Alfredo da intenção de p raticarem o crime. e. É primário. LIBERDADE PROVISÓRIA PROBLEMA 1 Candido Alegria foi preso nas ime diações de local onde vítima noticiou o roubo de seu carro. Na delegacia. inicialmente. logo após a ocorrência do delito. a vítima assinou o auto de reconhecimento.. dormindo. conforme orientação dos agentes de polícia. decide fazer com que a fil ha pratique o aborto. comandados pelo delegado. Em seguid a. 157. preso no 1º DP. com o fim de determinar alta de preços. QUESTÃO: Como advogado de Candido. ainda. Júlia. que eles só não alcançaram êxito na empreitada criminosa por motivos alheios às suas vontades. em que nasceu e sempre morou. Aduziu que a empresa do marido. em proveito próprio ou de terceiro. Ressaltou que Daniel sempre fora pessoa honesta e voltada pa ra o trabalho.521/1951: “destruir ou inutilizar. bairro Paulista. ha vendo insistência. Ambos são primários e não registram nenhum antecedente criminal. Quando Manuela se encontrava na clínica.º 1.º da Lei n . procurou um advogado e lhe informou que Daniel era primário e possuía residência f ixa. PROBLEMA 3 (OAB/SP 135) Daniel. Disse.º 27. diversa de habeas corp us. brasi leiro. negou a autoria do delito. placa IFU 6643/SP.Corsa/GM. os policiais. Diante disso. Foi entregue a Pedro Pa ulo a nota de culpa. Pedro Paulo foi posto em uma sala. matériasprimas o u produtos necessários ao consumo do povo”. foram feitas as comunicações de praxe. I. Diante desse fato. já atuava no mercado ha via mais de 8 anos. no dia do crime.A. imediata e espontaneam ente. A acusação é de tentativa de aborto. redigi r a peça adequada para obter sua libertação. de cor verde. No dia 30/6/2008. Contrária à prática. no dia 9/6/2008. residente e domiciliado na rua Xangai. Manuela. conhecido empresário de São Paulo – SP. em seguida. por parte dos policiais. sabendo que sua filha Manu ela está grávida de dois meses e que seu namorado é casado. Além disso. declarando que Pedro Paulo era a pessoa que. foi reconhec ido como autor do crime e autuado por infração ao art. no sentido de ser libertado da forma ma is rápida. a fim de se submeter a reconhecimento formal. § 2º. n. visto que foram impedidos de concluí-la pelos policiais militares que estavam em patrulhamento na região. Pedro Pau lo não é primário. que necessitava 102 . juntamente com se u namorado. relatando que. Pedro Paulo como autor do delito. invadem o local e prendem em flagrant e José e o médico Alfredo. Manuela comparece ao Distrito Policial do bair ro onde se localiza a clínica e relata à autoridade de plantão tudo o que irá ocorrer no dia seguinte. havia tentado furt ar o seu veículo. PROBLEMA 2 José. foi preso em flagrante pela suposta prática do delito tipificado no artigo 3. Geiza. do CP. cabível à espécie. aliás. José marca a realização do aborto para dali a dois dias. no horário do crime. intencionalmente e sem autorização legal. a peça jurídica. Considerando a situação hipotétic presentada. trabalha como comerciante estabelecido na cidade há 15 anos. estava em casa. o delegado a utuou Pedro Paulo em flagrante delito e recolheu-o à prisão. redija. elaborar a medida ca bível que melhor atenda a seus interesses. iria pegar uma carona com a vítima não reconheceram. Feijão Paulistano S. Geiza narrou que Daniel era pai de uma criança de tenra i dade. A vítima Mari a Helena. tem bons antecedentes. junto com Marconi. iniciada a manobra abortiv a. Pedro Paulo foi convidado para que se f izesse presente naquela delegacia de polícia e assim o fez. e a testemunha Agnes. no auto de prisão em flagrante. Na ocasião. casado. QU ESTÃO: Na condição de advogado (a) do médico Alfredo. em favor de Pedro Paulo. Então. para que a vítima confirmasse que os ind iciados eram os autores do crime.

Maria. chama Maria em sua sala. pede desculpas a Maria. formule. também nesta Capital. comprovante de residência. nesse momento. A ocorrência foi registrada e a pedido de Anna foi instaurad o inquérito policial. dizen do que se ela não concordasse com o ato sexual. nesta Capi tal. QUEIXA-CRIME PROBLEMA 1 (OAB/S P 117 . Maria da Luz teve seu relógio subtraído por João da Paz. Maria nun ca efetuou nenhuma reclamação. r evoltada. Geiza apresentou ao advo gado os seguintes documentos: CPF e RG de Daniel. informou que estava grávida e não trabalhava fora. João grita com Maria. atue em prol da constituin te. PROBLEM A 4 (OAB/MG . u ma porcaria”. onde fez uso do “self service”. na confluênc ia das ruas Maria Paula e Genebra. e que tudo não teria passado de um mal entendido. Capital. Em 20. DEOLICE PEREIRA dirigiu-se ao garçon do cit ado estabelecimento comercial. auto de prisão em flagrante. QUESTÃO: Como advogado de Maria da Luz. Considerando a situação hipotética descri ta. sai rapidamente da sala. ele obrigou-a a pra ticar nele sexo oral. João. Quando ela na sala ingressa. de nom e Antoine e levada a um quarto vazio. No dia seguinte. já concluído com provas contundentes. Sr. Visivelmente alterado. exercida com uma faca. compareceu ao restaurante “BOM DE BOCA”. contudo. a peça — diversa de ha beas corpus — que deve ser apresentada no processo. abrindo a s ala de João com a chave mestra. por volta das 15:00 horas. foi perseguida por um garçom. funcionária pública. após já T r se servido do primeiro prato. vão. FRANCISCO DA CRUZ. brasileira. 122. localizado na Av. PROBLEMA 3 (OAB/SP 131 . Ao dir igir-se ao banheiro para retocar a maquiagem. em seu socorro. no Centro de São Paulo. por volta das 12 horas. escutando os gritos de Maria. apto 1302. Lá. residente a rua José Silvéiro. mulher rica.ADAPTADO) No dia 1o de julho de 2008. exigindo favores sexuais. ele iria demiti-la. QUESTÃO: Tendo sido contrata do por Anna. Descoberta a autoria e formalizado o inquérito policial com prova robusta de materialidade e autoria. os autos permanecem com o Ministério Público há mais de trinta dias. alta funcionária da empresa “ATR”. sem qua lquer manifestação. Júlia. Outros funcionár ios. PROBLEMA 2 Anna Karenina encontrava-se em festa concorrida da cidade. nota de culpa e folha de antecedentes penais do indiciado. 103 . João. Por fim. QUESTÃO: Como advogado de Maria. João. sem qualquer incidência.urgentemente do retorno do pai às atividades laborais para manter-lhe o sustento. redija a peça mais adequada para fazer valerem os direitos de sua cliente. casada. bairro Casa Branca. cartão da gestante expedido pela Secretaria de Saúde de SP. mediante grave ameaça. imediatamente. bairro P indorama. dizendo haver bebido demais na véspera. certidão de nascimento da filha do casal. Rio Branco. DEOLICE PEREIRA. Temendo por seu emprego.08. diz que vai procurar os seus direitos. tendo em vista esta a comida “muito salgada. encontrando Maria aos prantos. recebe normal mente cantadas de seu superior hierárquico. atue em seu favor. que se utilizou de violência e grave ameaça. prevalecendo-se de sua cond ição na empresa.23/09/2001) Na tarde do dia 29 (vinte e nove) de julho do corrente ano. na condição de advogado(a) contratado(a) por Daniel.04. alegando que não iria efetua r o pagamento das despesas do almoço. Durante a refeição. a Sra. João tranca a p orta.ADAPTADO) Maria.

que. da Lei nº 11. PROBLEMA 2 (OAB/SP 109) 104 . DEOLICE. contudo. acusado de vender substância entorpecente em ruas da cidade. era inócua. 213 bairro Floresta. ALEGAÇÕES FINAIS PROBLEMA 1 (OAB/SP 106) "A" está sendo proc essado segundo denúncia que lhe imputa violação do artigo 121. Não satisfeita. não só retiraram a Sra. não querendo conversa com “você. Con cluído o inquérito policial.Diante do acontecido. é vaga e imprecisa. II do Código Penal. solteira. fregueses. QUESTÃO:. para manifestação. da desnecessidade de procedimento inquisitório. nesta Capital. sem qualquer ônus pela substituição. pois a sua proprietária é uma sem vergonha. a Sra. e ainda abalada.”. que aproxi madamente 500 pessoas já haviam se servido da comida naquele dia. mediante aplicação de injeção venenosa. o Sr FRANCISCO chamou a dona do restaurante “BOM DE BOCA”. redija a peça adequada. No entant o. 1a. “vai se foder. residente a Rua Francisco Pedr osa. O laudo do Instituto Médico Legal é taxati vo. pintada”. A inicial. essa merda não presta”. antes de ser retirada do estabelecimento co mercial por outros fregueses que ali se encontravam. porque teria tentado m atar "B". e nenhum havia a presentado qualquer tipo de reclamação. DEOLICE interrompeu o diálogo e. como também tentaram acalma r a proprietária do restaurante. muito abalada. dizendo que “eu não vou comer neste lugar nojento. ou seja. Após ouvir atentamente às reclamações da freguesa. a Sra. MARIA CELESTE. dirigindo-se à pessoa de MARIA CELESTE. MARIA CELESTE ponderou que a mesma poderia servir novo prato. Seguindo conselhos. de modo brusco. 33.. aviar a peça com vistas à instauração da per secutio criminis in judicio.Como advogado de "A". após a devida outorga do instrumento procuratório. como dito. caput. combinado com o artigo 14. postulando a pronúncia de "A" . Diante da insistência da Sra. concluindo que a substância ministrada não tinha potencialidade lesiva. DEOLICE. a comerciante lhe proc ura como advogado no último dia 21(vinte e um) de dezembro. sua puta. nos termos da denúncia. educadamente. é denunciado por infração ao art. que se viam no interior do estabel ecimento. inciso III .. QUESTÃO: Como defensor de Bernar do. o garçon disse para a Sra. parágrafo 2o.343/0 6. que imediatamente foi ao encontro da fr eguesa. comerciante. Oferecida a denúncia. Você entendendo. vagabunda”. pratique o ato processual adequado ao rito processual. Sra. DEOLICE ainda desfer iu uma “cusparada” no rosto de MARIA CELESTE. começou a dizer que “eu não vou comer esta merda de comida. Certo é que os atos se deram na presença de inúmeras pessoas. desandou a chorar. a Sra. quase tend o uma crise nervosa. brasileira. que. vai tomar naquele lugar. decide. O Ministério Público apresentou alegações finais. DEOLICE em não sal dar o débito contraído. o juiz determina a intimação do defensor. parte. piranha. PEDE-SE: REDIJA A PEÇA EM QUESTÃO COM TODOS OS CONTORNO S DE NATUREZA PENAL E PROCESSUAL PENAL.. no prazo legal. dada a notoriedade dos fatos. DEFESA PRELIMINAR PROBLEMA 1 Bernardo é pr eso em flagrante.

Por ser primário. PROBLEMA 4 (OAB/SP 118) Agostinho registra gran de número de condenações por crimes contra o patrimônio e já cumpriu parte em regime fecha do. "A" sempre negou a prática delituosa. para serem ouvidos.Policiais Militares. Permanece preso. que desconfiou "daquele mal encarado" e avançou contra este imo bilizando-o até a chegada da polícia. tentou efetuar disparos contra seu vizinho Antônio Miranda. o dia 1 de julho de 2006.c. Em razão desse fato. conforme já esperava. com a foto de "A". QUESTÃO: Como advogado de João da Silva. sempre alegou que fora comprar remédi o. Os dois policiais afirmaram que ouviram a vítima gritando que havia sido roubada . o Ministério Público pleiteia a condenação de Agostinho. pois no dia 10 de janeiro do c orrente ano. com detalhes. elabo re a peça profissional pertinente. encontrando em determinado armário apenas uma cédula de i dentidade falsa. A vítima. o artigo 1 4. sacando da arma. houve. o Juiz de primeir o grau concedeu ao acusado o direito de defender-se solto. a quem confidenciara seu plano. acionou o gatilho div ersas vezes. c. em alegações finais. confirmou o fato e afirmou que não viu o rosto do autor do crime porque estava encoberto e.ADAPTADO) Pedro foi acusado de roubo qualificado por denún cia do Promotor de Justiça da comarca. mas nada encontraram. a confissão do acusa do e as declarações da vítima e do filho do acusado. ainda. ao ser ouvida. desenvolva a medida judicial pertinente. efetuaram di ligência na residência de "A". guardando-a eficazmente muni ciada. planejando ma tar Antônio. João encontrou Antônio em um ponto de ônibus e. a vítima e dois policiais militares. ocasião em que ele con fessou. ligaram o fato co m o do dia anterior. por volta das 10:00 horas. Consta d os autos que tem trâmite na 1 a Vara Criminal da Capital. em fase oportuna. descrevendo a vítima e afirmando que o di nheiro fora utilizado na compra de drogas. veio a ser autuado em flagrante e foi denunciado por roubo simples. por estar visivelmente “drogado”. sem a presença de defensor. em razão de denúncia sobre tráfico de entorpecentes. O Juiz ouvi u-o no dia 5 de setembro de 2006. sendo o acusado preso quando estava fugindo e. Dela constou que ele subtraiu importância em dinheiro de Antônio. No dia seguinte. pediu emprestada a um colega de trabalho uma arma de fogo e quantidad e de balas suficiente para abastecê-la completamente. ambos do Código Penal. a prática delituosa. em face de ter sido a arma desmuniciada anterio rmente. que havia sido intern ado várias vezes para tratamento. sem que o acusado percebesse r etirou todas as balas do tambor do revólver. Foi denunciado pelo represent ante do Ministério Público como incurso nas sanções do artigo 121 caput. Dos autos consta o laudo pericial da arma apreendida. o Ministério Público postulou a procedência da ação e condenação de "A" como incurso nas penas do artigo 304. uma semana antes dos fatos o acusado. não tinha condições de reconhecê-lo . As alegações finais de ac usação foram oferecidas pelo representante do Ministério Público. Encerrada a instrução probatória. sendo certo que a instrução já foi concluída e. Q UESTÃO: Como advogado de "A" elabore a peça processual pertinente. porque teria agido com “animus necandi”. no mesmo local. Agostinho. sustentando que a prova é suficie nte para tanto. Seu filho. utilizandose de um revólver de brinqu edo. fazendo uso de uma arma de fogo. inciso II. Estava em gozo de livramento condicional. por isso. QUESTÃO: Como advogado de Agostinho. PROBLEMA 3 (OAB/S P 116) João da Silva foi preso em flagrante delito. Afirmou. O defensor nomeado arrolou três testemunhas na def esa prévia. requerendo a condenação do acusado nos exatos termos da denúncia. Arrolou. no dia seguinte. não atingindo a vítima. o acusado. A ação penal tem curso perante a 12a Vara Criminal da Capital. não 105 . Responde o processo em liberdade. que Agostinho ingressou na farmácia de Thomás. especialmente pelos maus antecedentes. contudo. P ROBLEMA 5 (OAB/SP 133 . outro r oubo. Segundo o apurado na instrução criminal. do Código Penal. por isso. "A" foi denunciado por us o de documento falso.

mostrava ser ele o autor do crime. Ambos. nada foi requerido pelas partes. Eis trecho da denúncia. No interrogatório. §2. por volta das 1 0 h 30 min. PROBLEMA 6 (OAB/SP 134) E m 3/1/2008. foram ou vidos o segurança e os dois policiais que realizaram a condução. § 4. Não portavam celular es. Luís e Antônio foram denunciados como in cursos na prática do crime previsto no artigo 157. Vilma percebeu dois rapazes se aproximarem pelas suas costas. apresente a peça adequada.00 e uma de R$ 5. por isso. com Antônio. pediu auxílio a um segurança e ambos saíram.também. formule. com repartição de tarefas. que não portavam qualquer arma. “No dia 31/3/1998. mediante vontade livre e consciente e pre viamente ajustado com Roberval.º. logo em seguida. A denúncia foi recebida em 14/1/2008. em duas notas de R$ 20. c. foi denunciado como incurso nas penas do art. os quais. QUESTÃO: Como Advogado. do CPP. com participação do seu advogado somente. não intimado para o ato.252/1954. os objetos descri tos no Auto de Apresentação e Apreensão. 1. quando caminhava na beira de uma estrada. As testemunhas de defesa nada disseram sobre o fato. todos d o Código Penal. Considerando a situação hipotética descrita.º 2. subtrai u. menor de 18 anos. tod os do Código Penal. os policiais os conduziram para a delegacia.00 e duas de R$ 5. em Vitória – ES.º. o acusado negou que ele ou Antônio tivessem realizado o roubo. cerca de vinte minutos depois. realizado em 21/1/2008. combinado com o ar t.00. Em 11/1/2008. Luís e Antônio. foram liberados pelo juiz. O Promotor de Justiça pediu a condenação. seus pais resolveram contratar um advogado para defendê-lo. com todo s os argumentos e pedidos cabíveis na defesa do acusado.c. era semp re internado. c. Na fase do 402 CPP. Em seguida. I e IV.00 e uma de R$ 10. art. em um carro. na ocasião. Encontraram a bolsa. para manifestar-se nos autos. 29.00. O segurança os deteve e lig ou para a polícia. I e IV. para procurar os autores d a subtração.º da Lei n. pelos informes que continha.00. entendeu que poderiam ser aplicadas nos patamares mínimos. duas de R$ 10. que se encontravam no interior da residência da 106 . com a presença de seu advogado. confirmaram que o acusado tinha problemas com drogas e.00. estavam dois rapazes. 155. sem ver os dois rapazes. voltou à festa . que compareceu ao local e os revistou. Na seqüência. Foram ouvidas testemunhas de defesa que atestaram o bom comp ortamento dos dois acusados. nem relógio. afirmando que ambos haviam per manecido em silêncio. no interrogatório de Luís. A vítima foi ouvida e . O advogado de Luís foi intimado. Com Luís foi encontrada a importância de R$ 50. incisos I. Vilma obedece u à ordem. encostaram algo em suas costas e lhe ordenaram que continuas se andando. como testemunhas de acusação. o denunciado. II e IV. §2. Intimado o acusado para os fins do artigo 403. nascido no dia 10/1/1978. em proveito de ambos. §3º. primários. o total de R$ 15. e.º. em 5/3/2008.c art. um relógio e um celular. PROBLEMA 7 (UnB / CESPE – O AB/ES –29/8/2004) Félix Silva. em uma nota de R$ 10. dizendo porta r uma arma de fogo. 29. e lhes entregasse a bolsa. Q uanto às penas. tendo sido encostado um dedo nas costas de Vilma.00. onde foi lavrado o auto de flagrante. Antônio acusou Luís de t er cometido o roubo. Caminhando a cerca de 200 me tros do mesmo local. e Vilma verificou que faltavam R$ 50. saindo de uma festa. alegando que a materialidade estava provada e que a confi ssão do acusado. a peça a ser apresentada no processo. No dia seguinte. em uma nota de R$ 20. a cerca de 100 metros do local do fato. o Ministério Público manifestou-se pedindo a condenação de L uís e Antônio pela prática do crime previsto no artigo 157. Na fase prevista no artigo 402 CPP. com residência f ixa e com bons antecedentes. dizendo. após escalar o muro e arrombar a porta. olhando apenas para frente.teve condições de esclarecer o fato. os quais confirmaram o roubo e o encontro do dinheiro com os acusados. nada foi requer ido pelas partes. do Código Penal. Constituíram advogados dis tintos. na condição de advogado contratado por Luís.00. e diante da ausência do advogado de Luís.00.

Em seguida. além de ser primário e ter bons antecedentes. conforme Laudo de Avaliação Indireta. menor que praticou o fato em conjunto com o acusado. não possui antecedentes criminais.ADAPTADO) Consta do Inquérito Policial n. Em face da situação hipotética acima descrita. apesar de não ter reavido os bens subtraídos. apresentava boa conduta social e personalidade pacata. também de propriedade da vítima. Pedro. após pular o muro da casa da vítima. vizinho da vítima. No inquérito. em seguida. por volta das 13 h. brasileiro. residente na rua São Judas Tadeu. disse que Cristiano desferiu-lhe um soco. depois de revirar toda a residência. não re conhecendo. tendo inclusive pensado em avisar os moradores. referente à comunicação de ocorrência n. redija a peça processual cabível para cumprimento do despacho do juiz e a apresente no último dia do prazo. o juiz ordenou. no dia se guinte. Por despacho. no entanto. no dia 18/6/2008. levando em conta que a intimação à defesa tenha sido feita no dia 26 de agosto de 2004 (quinta-feira).2 . 402 do Código de Processo Penal. resid ente na rua José das Couves. foram ouvidas as te stemunhas Taciano. aguardava Félix do lado de fora em uma motocicleta que conduzia. 107 . o acusado ou o menor. que. Afirmou ainda que havia visto pessoas entrando na casa. Roberval. como advogado legalmente constituído p elo acusado Félix Silva. Declarou ainda ter-se casado com Félix três meses após os fatos. os objetos já referidos. várias bijuterias. Pedro não se dirigiu ao Instituto Médico Legal (IML) a fim de fazer o exame de corpo de delito. quais sejam: xampu. arrombou a porta de entrada da frente e subtraiu de seu interior.vítima. pois era viciado em drog as e precisava do dinheiro obtido com os furtos para sustentar seu vício. sua irmã tinha providenciado tudo. P edro. perfazendo um total de R$ 230. foram juntadas as folhas de antecedentes penais do acusado e do menor Roberval. porém. Taciano. mas an sioso para voltar para casa para assistir ao jogo do Brasil na Copa. que acabaram por confessar a prática do delito. Roberval. solteiro. ao prestar declarações na delegacia de polícia. oportunidade em que o promotor requereu a c ondenação do acusado Félix nos exatos termos da denúncia. Disse ainda que co stumava praticar furtos nas redondezas da casa da vítima. o crime aconteceu. Disse não poder asseverar se houve e scalada do muro. causando-lhe hematomas na face. afirmou não saber se houvera arrombamento da porta de sua casa ou esc alada do muro. casado. na cidade do Rio de Janeiro – RJ. quando retornou. emp reendendo fuga do local após a subtração dos bens. f oi agredido fisicamente por Cristiano. brasileiro. um rádio AM/FM e dois perfumes. o qual. os autos fo ram ao Ministério Público para manifestação. afirmou já ter sido processado perante a Vara da Infância e Juventude por mais de um a vez.º 154/2006. escova e creme dental. bancário. que Cristiano. O réu foi interrogado e constituiu ad vogado. para a manifestação no prazo lega l. Na fase prevista pelo art. colocando-os em uma mochila d e náilon. Lília. que apresentou defesa prévia no prazo legal. após assistirem a uma partida de futebol. ainda. Na instrução. que os autos fossem à defesa do acusado. nas p roximidades do estádio de futebol conhecido como Maracanã. O menor corrompido. Os bens subtraídos da vítima foram loca lizados em poder dos denunciados. Lília e Pedro. que o portão da residência estava aberto. que indicaram ser Félix réu primário e Roberval. momentos antes dos fatos.º 359/2006. Antes que o tivesse feito. registrase. profes sor.00. Rio de Janeiro – RJ. concorrendo para a real ização do delito. vítim a do delito. Consta dos autos que o denunciado. pois havia saído no momento dos fatos e.” A denúncia foi recebida em 14 de abril de 2004. um menor infrator co m várias passagens na Delegacia da Criança e do Adolescente. condicionador. PROBLEMA 8 (UnB / CESPE – OAB / 2006. afirmou que havia observado. tendo inclusive sido submetido a medida sócio-educativa. Pedro disse ser vi zinho de Félix. Ainda chocado com o acontecido.

caput. que não responde a nenhum processo. que hoje não tem condições de reconhecer o autor dos disparos. testemunha arrolada pelo Ministério Público. e ele fugiu do lo cal com medo de novas agressões. oportunidade em que foi preso quando adentrava no bar. o acusado afirmou que. também arrolado pela acusação. estava em uma parada de ônibus nas proximidades do estádio quand o Pedro aproximou-se fazendo piadas a respeito do seu time. No interrogatório judicial. que só saiu por volta das 22 horas para comprar refrigera nte. Paulo Cost a. os peritos do Instituto Médico Legal registraram a seguinte concl usão: “morte decorrente de anemia aguda.” A denúncia foi recebida em 30 de junho pe lo juiz da 4. o Ministério Público (MP) requer a citação do réu. aproximadamente às 21 horas. no horário dos fatos. um inquérito policial por c rime de porte de arma. que dev e ter sido um assalto. da mesma compleição física do acusado. pela descrição. PROBLEMA 9 (CESPE/UnB . populares separaram os dois.3 . Cristiano ofendeu a integridade corporal de Pedro. afirmou que prendeu o acusado porque ele estava próximo ao local dos fatos e suas características físicas correspondiam à descrição dada pelas pes soas que teriam presenciado os fatos. Isso posto . Não houve abertura de prazo para a defesa prévia. Pedro o puxou pela camisa e c omeçou a agredir-lhe com socos. Interrogado em juízo. André Gomes. 108 . Cristiano afirmou que os fatos narrados na de núncia não eram verdadeiros. que havia perdido o jogo. considerando-se advogado de Cristiano. nas cido em 21/01/1986. anterior à data dos fatos e ainda em apuração. que conhecia a vítima apenas de vista. brasileiro. Quando tentou dirigir-se para longe do local. mas que certamente era alto e fort e. testemunha comum. 129. do CP. disse que a noite estava muito escura e o local não tinha iluminação pública.Alguns dias após o incidente.ADAPTADO) O Ministéri o Público ofereceu denúncia contra Alexandre Silva. devido a hemorragia interna determinada por transfixação do pulmão por ação de instrumento perfurocontundente (projétil de arma de fogo )”. No laudo de exame cadavérico aco stado aos autos. que não foram localizadas. O M P arrolou duas testemunhas. que estava a aproximadamente cinqüenta metros de distância e não viu o rosto da pessoa que atirou em Filipe. Em seguida. após assistir a um jogo de futebol no Maracanã. redija uma peça processual pertine nte à próxima fase do processo. que estava próximo da vítima. Na fase do artigo 402 do Código de Processo Penal. Cristiano foi regularmente citado e qualificado. Const a na denúncia que. Cristiano esclareceu que não deu ouvidos a Pedro. Na instrução criminal. no dia dos fatos. que não tem condições de reconhecer com certeza o ora acusado. em via pública da c idade de Brasília – DF. motivo pelo qual o MP desis tiu de ouvi-las. policial m ilitar. o juiz abriu vista às partes. o acusado teria efetuado um disparo contra a pessoa de Filip e Santos. Consta da folha de antecedentes penais de Alexandre. Diante dessa situação h ipotética.2007. mesmo diante da ausência do exame de corpo de delito. Segundo ele. deu um so co em Pedro. que. Em poucos instantes. taxista. agindo em legítima defesa. d isse que era amigo de Filipe. os autos da investigação policial foram conclusos ao Min istério Público. denunciou Cristiano.ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. encontrava-se em casa com s ua esposa e dois filhos. que. veio a óbito. a acusação e a def esa nada requereram. casado. do Código Penal. pela prática de infração prevista no art. Breno Oliveira. conforme a exordial acusatória transcrita integralmente a seguir: “Aos 18 de junho de 2008. 121. no dia 10/10/2006. que aparentemente a vítima não tinha inimigos. então. mas tem a impressão de que o acusado tinha o mesmo porte físico do assassino. que ficou ainda mais irrit ado. Cristiano. sob pena de revelia. que. caput. mas havia bebid o. e sua condenação na penas do art. em razão dos ferimentos. em certo trecho do seu depoimento. o autor do disparo era al to.

redija. de ofício. que a arma do crime não foi en contrada. que requereu a pro núncia do réu nos termos da denúncia. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO PROBLEMA 1 (OAB/SP 113) João da Silva foi denunciado pelo Ministério Público porque teria causa do em Antonio de Souza.. PEDE-SE: Elabore as alegações finais. §3º. ficou patenteado por depoimentos de te stemunhas e. “(. de 20 (vinte) anos de idade. o Promotor de Justiça. nada requer endo as partes na fase do art.. a sua condição de moça virgem antes daquela relação. do Código de Processo Penal. mediante uso de uma barra de ferro. privativa de advogado. sendo estudante de segundo grau. seduziu sua colega Maria Imaculada. de 17 (dezessete) anos. A perícia concluiu ser este portado r de esquizofrenia grave. ‘(.. Provado que nenhuma v iolência viu-se praticada por parte do réu e. 402 CPP. categoricamente. que o acusado vestia calça e camiseta cl ara no dia dos fatos. por volta das 21:00 (vinte e uma) horas. em se u depoimento. com o devido e completo encaminhamento. que regularmente aviaram a devida representação. já qualificado. segundo a própria Maria Imaculada.ADAPTADO) O representante do Ministério Público ofereceu denúncia. que só tomou conhecimento da acusação na delegacia e. Para tanto.. que o céu estava encobert o. que Alexandre é um bom marido. ao final devendo o ora denunciado ser condenado. o que deixava a rua muito escura. vestia calça jeans e camiseta branca. motiv o pelo qual a denúncia deve ser recebida e. arrolada pela defesa.. Após a audiência. determinou a insta uração do Incidente de Sanidade Mental do acusado. confirmou.) Co m tal procedimento.22/04/2001 . na delegacia. Maíra Silva. o juiz. Encerrada a referida instrução. e fl s. pe rtinente à defesa do réu. que no dia dos fatos Antonio de 109 . Duas testemunhas presenciais arroladas pela defesa afi rmaram.. disse ao delegado que a quilo não era possível. n a qualidade de advogado de Alexandre. o acusado permaneceu em silêncio. PROBLEMA 10 (OAB/MG .) No dia 2 de dezembro de 2008. que comprovam. Com base na situação hipotética apresentada. as lesões corporais qu e o levaram à morte.) a relação se deu porque eu também estava a fim”. só tendo saído para com prar refrigerante. pobre. manteve com a vítima relações sexuais que foram atestadas pelo ACD de fls. que ela é moça esclarecida quanto aos fatos da vida em geral. oportunidade em que foi preso e não mais voltou para casa. ne sta Comarca de Barão do Rio Branco. o juiz abriu vista dos autos ao Ministério Público. a peça processual. inclusive. mas este não acreditou. 403. até mesmo pelo depoimento da vítima. principalmente porque não havia iluminação pública. alegando toda a matéria de natureza penal e porv entura processual aplicável ao caso proposto. aproveitando-se da situação. de imediato. insi ste na procedência da acusação. com quem mantinha um relacionamento de amizade. narrando em síntese o seguinte: “ (. moreno claro. que. seg undo declaração expressa de seus pais.. convidou-a para acam par nas margens de uma cachoeira no distrito de Água Limpa. estando agora os autos com vista à defesa para os fins d o art. 217 do CP. esposa de Alexandre. Durante a instrução criminal.forte. José da Silva. e lá. trabalhador e excelente pai. em suas alegações. que o marido permanecera em casa a noite toda. inclua a fundamentação legal e jurídica e explore a tese defensi va cabível nesse momento processual. tendo noção completa do que representa manter relações sexuais na idade em que se achava. acha-se José da Silva incurso nas sanções do art.’” No decorrer da instrução processual.

tranqüilamente assando a coxa d a perna esquerda de "B". em 05. com palavras de baixo calão. acatando o Laudo Pericial.Souza. QUESTÃO: N a condição de advogado de Felício. QUESTÃO: Como advogado de João. 110 . Levantando-se com dificuldade. pelo prazo mínimo de 02 (dois) anos. e pronunciado pelo magistrado. por sentença de pronúncia prolat ada há 2 dias. passou a d esferir-lhe socos e pontapés. verifiqu e o que pode ser feito em sua defesa e. Encerrada a primeira fase processual. de forma fundamentada. Os bombeiros ficaram horrorizados e "A" foi preso em fl agrante. elabore a peça adequada à sua defesa. O juiz não admitiu a apelação porque. Processado no Juízo competente. no seu entendimento. até q ue cessasse a agressão que sofria. PROBLEMA 3 (OAB/SP 117) Os indivíduos Felício e Roberval. condenara Antonio Aparecido Almeida às penas mínimas de 1 (um) ano de reclusão e dez diasmulta. o Magistr ado. Resolveram excursion ar por lugar extremamente perigoso. ao cair ao solo. começaram a discutir. Felício que estava com a ra quete na mão. QUESTÃO: Na condição de advogado de João da Silva. Roberval desequilibr ou-se e. Na decisão de pronúncia. postulando. pleiteando aumento da pena porque o condenado era reincidente. acrescentou. deserto e com algumas cavernas. Acabou pronunciado pelo magistrado.12. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. loca lizado no município de São Paulo. QUESTÃO: Verifique a medida cabível e. por homicídio simples – art. QUESTÃO: Elabore a peça processual conveniente. apresente a peça adequada. hostil. de estrutura físic a inferior à do agressor e mãos desprovidas de qualquer objeto. seu amigo. os b ombeiros alcançaram o lugar onde eles estavam. a qualificadora da traição porque. pois o acusado teria assumido o risco de produzir o resultado. assim agindo porque este cuspira. o juiz. Finalmente. ao entendimento de que houve dolo ev entual. atingiu de lado e sem muita força a cabeça de Roberval. PROBLEMA 5 (OAB/SP 125) João foi acusado pelo Ministério Público de praticar homicídio qualificado por moti vo fútil porque disparou tiros que atingiram Pedro. atingiu-o pelas costas. Felício foi p rocessado em liberdade perante a 1ª Vara do Júri. ao golpea r Roberval com a raquete. bateu com a cabeça na guia.2008. absolveu sumariamente João da Silva. Ficaram perdidos durante 2 meses. "A" havia tirado a vida de "B" e os homens viram "A" sentado ao lado de uma fogueira. e causaram-lhe a mo rte. após uma partida de tênis. no seu rosto. como assistente do Ministério Público e apelou de sentença condenatória que. "cap ut". A sentença de pronúncia foi prolatada há dois dias. alcançou a libe rdade provisória. além de admitir a qualificadora do motivo fútil. 121. João mentira para Pedro . por homicídio doloso simples. João alcançou uma barra d e ferro que se encontrava nas proximidades e golpeou Antonio por várias vezes. A decisão judicial foi publicada há dois dias. em brincadeira. de forma fundamentada. aplicando-lhe Medida de Segurança. vindo a falecer. PROBLEMA 2 (OAB/SP 115) "A" e "B" eram amigos de infância. aproveitando-se de momento em que ele e stava sentado à mesa. não pode o ofen dido apelar de sentença condenatória para pleitear aumento de pena.P. vítima de estelionato. c omo advogado. após provocar o acusado injustamente.ADAPTADO) João Alves dos Santos. em favor de "A" destina ndo-a à autoridade judiciária competente. do C. convidando-o para almoçar em sua casa e. o que for de interesse de João Alves dos Santos. segundo a prova colhida. atuara no processo p or seu advogado. tome a providência judicial cabíve l. consistente em internação em hospital de custódia e tratamento psi quiátrico. PROBLEMA 4 (OAB/S P 123 . aind a.

por isso. o acusado. nessa fase processual. com o intuito de descansar do “stress” da cidade. causando-lhe a morte. A segunda testemunha. pelo p rincípio in dúbio pro societate. encaminhand o os autos para a Vara do Júri de Itu para o respectivo julgamento. ter causado a morte de Josefa. QUESTÃO: Como advogado de Luiz. CP. momento em que veio a colid ir com um motociclista que. na data do fato. sob o fundamento de que o depoimento da testemunha da acusação. por meio de veículo automotor. QUESTÃO: Como advogado de João. No trajeto até a cidade. no dia dos fatos. por ser ela pre sencial. PROBLEMA 9 (OAB/SP 133) 111 . Foi-lhe nomeado Defensor Dativo. Durante a instrução foram ouvidas duas testemunhas. também. o réu alegou q ue não se encontrava. Recebida a denúncia. afirmou ter visto quando João.º. QUESTÃO: Como defensor de João. Segundo a denúncia. Entretanto. segundo consta.121. Instaurado o Inquérito Policial por crime de homicídio culposo . além do que. por ela reconhecido fotograficam ente na audiência. após diversas discussões e ameaças à funcionária. foi denunciado pelo crime de homicídio duplamente qualificado: por motivo fútil (discussão anterior por dívida de jo go) e por uso de recurso que impossibilitou a defesa (a surpresa com que agiu). decide ir com seus amig os a seu sítio perto de Itu. int imado da decisão. sem capacete. onde iria despachar outros processos. supostamente. naquela hora. PROBLEMA 8 (OAB/SP 132) Luiz. não podia ser o autor dos disparos. o réu foi pronunciado como incurso no art. Oferecidas as alegações pelas partes. momento em que lhe defer iu disparos de arma de fogo que a levaram a óbito. II. já tendo sido ex pedida a intimação da decisão de pronúncia ao defensor de Luiz.1. Na quar ta-feira de cinzas. arrolada pela defesa. que apresen tou a defesa prévia. Luiz. Luiz decide ir até a cidade de Itu a fim de comprar cerveja. assumiu o risco do resultado da morte do motociclista. §2. deve o acusado ser pronunciad o. já que. já que. realiza ultrapassagem em veículo que transitava no mesmo sentido. merece crédito. vindo o condutor da motocicleta a falecer. João foi pronunciado por homicídio duplamente qualificado. surgiu de repente e logo desferiu disparos em direção à vitima Antoni o. Alegou. Procurado para ser citado. ele não estava no Brasil e. em São Paulo.PROBLEMA 6 (OAB/SP 127 . deu ciência ao seu advogado. realizando-se a sua citação por edit al e sendo declarada a sua revelia. em 5. tendo sabido pela esposa da vítima que o motivo era discu ssão anterior em virtude de dívida. Mesmo apresentando testemunhas que o ter iam visto em outro local. não o teri tratado adequadamente. nos termos da denún cia. João. redija a peça mais adequada para sua def esa. n o sentido oposto. argumentando que ele. A primeira.ADAPTADO) João. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. interponha a peça pertinente. afir mou que conhecia João há muito tempo. que uma simples discussão não seria motivo para um homicídio.2008. conduzindo o veículo em velocidade compatível com o local. em caso de dúvida. vinha conduzindo em alta velocidade. e mesmo não tendo sido encontrada a arma d o crime. Após a instrução probatória. a qual. vigora o princípio in dubio pro societate. IV. fun cionária da OAB/SP.ADAPTADO) João fo i denunciado criminalmente por. aguardou a saída de Josefa de seu local de trabalho para o utro prédio da OAB. PROBLEMA 7 (OAB/SP 131 . em atividade típica de grupo de ext ermínio. sabendo que. Luiz não havia ligado a seta no instante da ultrapassagem. no período do Carnaval. o J uiz decidiu pronunciar Luiz por crime doloso na modalidade eventual. v ez que realizariam pescaria no período da tarde. em virtude da colisão com o carro de Luiz. deveria caber aos jurados a avaliação quanto à culpa ou i nocência de João. por não ter dado a seta para a ultrapassagem. decide o Promotor de Justiça denunciar Luiz por homicídio doloso na modalidade de dolo eventual. a rrolada pela acusação. João não foi encontrado.

disse que. Chegou a ser preso. mas foi liberado. O Juiz. não identificada. como já havia sido vítima de três roubos anteriorm ente. Como tes temunhas de defesa foram ouvidos dois amigos de Mário. antes que tivessem começado a subtrair qualquer coisa. na fase policial. Quanto à arma. §2. O acusado foi intimado no dia 5 de setembro de 2007 e manifestou interesse em recorrer. caput. Mário e André foram apontados como incursos no art. Quando estavam no interi or da casa. 121. por denúncia do M inistério Público. André faleceu. c. IV – recurso que impossibilitou a defesa da vítima. juntos. afirmaram que ele era amante da esposa de Mário.João e Mário. vi sto que.º. a voz da conversa interceptada era semelhante à de Mário. conversa entre ele e outra pessoa . uma interceptação telefônica autorizada pa ra desvendar outro crime captara. Foram ouvidos em j uízo: o médico legista. pronunciou o acusado. todos do Código Penal. com a intenção de subtrair coisas que nela encontrassem. em 15/1/2008. e sua espo sa. que negou ter relações com a vítima. amigos de Vítor. ass im. II. então. Da gravação nada constava sobre a forma de execução do crime. a havia adquirido recentemente e ainda não tivera tempo de registrá-la. O ad vogado apresentou alegações. na ocasião. uma bomba no carro de Vítor.º/2/2008. As tes temunhas de acusação ouvidas foram os policiais que atenderam a ocorrência. incapaz de causar mal a qualquer um. O acusado e seu advogado foram intimados da decisão em 5 de março de 20 08. nesse momento. I – mediante paga. IV. I. 29.c a rt. que confirmou a morte por explosão. §2. Pedro. tendo sido. e. para que ela explodisse quando a ignição do veículo fosse ligada. receber o que lhes era devido. afirmando que. André para matar Vítor. Pretendiam. as partes apresentaram suas al egações e. tendo sido. não as teri a atingido. III. marcado encontro ent re os dois. do Código Penal. Em interrogatório realizado em 1 4/2/2008. Os dois não traziam consigo nenhuma arma.c. na residência de Pedr o. art. embora não fosse possível uma afirmação conclusiva. André foi acusado de ter instalado. desferiu disparos contra os dois. ainda. que disseram ser este pesso a calma e dedicado pai de família. Em 12/2/2008.º. ingressaram. caput. não tendo ele chegado a ser ouvido. porque as vítimas queriam s ubtrair bens como forma de receberem seus salários e. O Promotor pediu a pronúncia do acusado nos termos da denúncia. Mário foi acusado de ter contratado. supostamente Mário. QUESTÃO: Como Advogado. declarada extinta a sua punibilidade. o qual declarou que. no dia 20 de janeiro de 2007. c. As testemu nhas de defesa afirmaram que as vítimas eram boas pessoas e nunca haviam cometido qualquer crime. na qual este negociava com André a morte de um a pessoa. em 3/3/2008. Os dois eram empregados de Pedro e este não estava efetuando os pagamentos de seus salários. cujo nome não foi mencionado. de duplo homicídio qualificado pela surpresa. dois policiais que afirmar am que. na pronúncia. PROBLEMA 10 (OAB/SP 134) Em 1. De fato. em 3/1/2008. conforme perícia juntada aos autos. confessou o crime. III – emprego de explosivo. II – motivo fútil consisten te em ciúmes. Ele próprio chamou a polícia e solicitou uma ambulância. 29. 121. como André já era procurado pela polícia. Foi acusado. que era amante d e sua esposa. e um perito. houve uma explosão que o matou. qu ando Vítor acionou o motor do carro. com os fundamentos e pedidos. pois. com um r evólver. permanecera em silêncio. recurso que impossibi litou a defesa das vítimas. Ouvido. o juiz pronunciou Mário pelo art. 112 . Mário negou a contratação e disse viver bem com a esposa. por guardar em sua re sidência arma não registrada e sem autorização regular. vindo a atingi-los e causar-lhes a mort e. casualmente. com o que subtraíssem. apresente a peça mais adequada para a defesa do a cusado. prevalece o princípio in dubio pr o societate. por motivo torpe. mas d isse que não sabia que as vítimas eram seus empregados. assentando-se na gravação e nos depoimentos das testemunhas de acusação e afirmando que. prevalece o princíp io in dubio pro societate. vingança. acolhendo integralmente a denúnci a. se soubesse. Finda a instrução. Duas tes temunhas.

Considerando a situação hipotética descrita. sem di reito a apelar em liberdade. O juiz da 28ª Vara Criminal da Capital julg ou procedente a ação penal. "B" passou defronte o imóvel de sua pro priedade e notou um caminhão sendo carregado com telhas. do Código Penal a pena de 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses de reclusão. no entanto. Centro. Você. para fins comerciais. Entendeu o magistrado que. § 1º. toda ação penal tem interesse público e deve seguir o seu trâmite até o final c om o julgamento do mérito. e foi informado de que aqueles objetos estavam sendo retirados por ordem expres sa de "A". por volta das 23:00 horas. " A" não poderia estar fazendo outra coisa senão praticando o furto descrito na denúncia . justificando fundamentadamente os argumentos que ne la desenvolverá. atuando como advogado do querelad o. ser o réu condenado pelo crime que cometeu. rejeita-a. APELAÇÃO PROBLEMA 1 (OAB/SP 107) "A" já cumpriu pena na Peni tenciária do Estado de São Paulo pela prática de diversos delitos patrimoniais. na Comarca de Perdões/MG. Capital. é intimado para tomar ciência da decisão do Juiz. pela prática dos delitos previstos nos artigos 138. atue na defesa de Mário. 139 e 140 do CP. nº 100. como se seu advoga do fosse. Em liberdad e. 113 . outrossim. ao final da instrução probatória. O magistrado não acolheu a alegação de "A" no sentido de que n a condição de inquilino estava apenas reparando o imóvel de que tinha a posse em razão d e contrato em vigor. ao tomar conhecimento do teor da denúncia. No dia 01 de fev ereiro de 1997.ADAPTADO) Aurélio. não oferecendo. expondo os motivos de seu inconformismo. "A" locou de "B". condenando "A". descrevendo infração penal tipificada como receptação ocorrida em outubro de 2007. PROBLEMA 11 (OAB/SP 110 . Imediatamente "B" acionou a polícia e após a tramitação do inquérito policial. elabore a petição de interposição do recurso e as razões que o acompanha com o devido e completo encaminhamento. fazendo inserir circunstâncias to talmente divorciadas da realidade. Contudo.Agosto 2006) No curso de ação penal de iniciati va privada ajuizada por João Henrique contra Edmar Benson. São Paulo. pois independente de ser iniciativ a privada. deixando. Promotor de Justiça. O Promotor de Justiça recorre de tal decisão. Assim. sendo certo que obteve a liberdade definitiva no dia 28 de agosto de 1996. PROBLEMA 12 (OAB/MG . o imóvel sito à rua "C". por violação do artigo 155. além de narrar fato equivocado. O Magistrado. a qualificação do indici ado. expondo o s motivos para tal. bem como do recurso inte rposto pelo Promotor de Justiça. portas e janelas do imóvel. Em face de tal decisão. O Advogado de "A" foi intimado da respeitável sentença na data de ontem. pelos antecedentes ostentados. "A" foi denunciado por furto agravado. vencendo o contrato aos 15 de setembro de 1998. O mandado de prisão já foi cumprido e "A" está preso na C asa de Detenção de São Paulo. reiterando que a ação penal deve ser recebida para. esquece-se de apresentar o rol de testemun has na peça inicial. como advogado d e Agripino. em regime fechado. o querelante de fazê-lo por mais de trinta dias seguidos. o querelante foi devidamente intimado para constituir novo patrono por ter o anterior renunc iado aos poderes que lhe foram outorgados. oferece denúncia contra Agripino. O advogado do querelado requereu a decr etação da perempção e o juiz indeferiu a pretensão ao argumento de que a suposta omissão não oderia ser caracterizada como inércia ou desídia. empresário. proponha a peça processual que julgar corret a para a defesa de Agripino.

agente de polícia federal. do Código Penal. c.c. 14. Mesmo que o réu tenha se sentido coagido. Na fase judicial. o que ficou bem demonstrado nos autos. rejeitaram todas. A compra foi efetuada no dia 10 de março de 1999. como 114 . comprou do comerciante "B" um sofá de couro. O pedido foi aceito e ficou consignado no verso da cárt ula. também foi denunciado.00 (cem reais) para retardar ato de ofício.00 (cinco mil reais) a fim de não autuá-lo em fl agrante delito por porte de substância entorpecente. a tese da ausência do “animus necandi”. 29. o acordo não foi cumprido e o cheque referido voltou sem fundos. apresentando em s eparado a justificativa. adote a medida judicial cabível. § 2º.099/95. nos mesmos autos. o art. perante o Órgão Judiciário competente. QUESTÃO: Como advogado de Gaio. o fato é que se v iu favorecido. proferida no julgamento realizado há três dias. sim. O réu recusou a suspensão do processo. daí ter o juiz concedido o "sursis". no m omento procedimental oportuno. pelo silêncio de Aurélio na fase policia l. incisos I e II. pelo artigo 171. Em Plenário. Por causa desses fato s. condenou Gaio a cumprir a pena de 12 anos de reclusão. a condenação seria de rigor em razão da crescente onda de corrupção que não é tolerada pela sociedade. justificando-a. a quantia de R$ 5. o cidadão "A" foi denunciado e processado. sendo que o comprador pediu ao comerciante que apenas apresentasse o ch eque no dia 30 do mesmo mês. ajuíze a providência judicial adequada.. Inocêncio da Silva. parágrafo 2º. PROBLEMA 5 (OAB/SP 114) "A" foi condenado a pena de 1 (um) ano de reclusão e 10 (d ez) dias-multa pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Capital. tanto n a primeira vez em que foi apresentado quanto na posterior. 317 do Código Penal. A respeitável sentença foi prolatada hoje. A sentença. Embora frág eis as provas produzidas. PROBLEMA 6 (OAB/SP 116) Onesto de Abreu. Capital. o que também justificava a condenação.099/95 e pe rsiste no mesmo sentido. que o considerou incurso n o artigo 333. No qüinqüídio legal. justificando-a. 157. Juízo da 15ª Vara Criminal Central da Comarca da Cap ital fundamentou a decisão na presunção de culpa. Os Jurados. foi condenado como incurso no art. dê continuidade ao recurso interposto. c. § 2º. prevista no artigo 89 da Lei 9. adote a me dida judicial cabível.QUESTÃO: Como advogado(a) de "A". inciso II. em sede de inquérito polic ial. PROBL EMA 4 (OAB/SP 113) O cidadão "A". em regime fechado. sustentou a Defesa. o MM. QUESTÃO: Pro duzir a peça adequada na espécie." QUESTÃO: Como advogado constituído por "A" e hoje intimado. A sentença foi publicada há cinco dias. o Min istério Púbico não recorreu e a defesa de "A".000. por sua vez . reservou-se o direito de permanecer calado. QUESTÃO: Como advogado de Aurélio. foi denunciado pelo Ministério Públi co Federal como incurso no art. porque teria aceitado de Inocên cio da Silva. no valor de R$ 3. o art. inciso VI do Código Penal e restou condenado à pena de 1 ano e 8 meses de reclusão com "sursis" . em favor de "A". sendo certo que não foi formulado quesito acerca da referida tese defensiva.c.000. Não havia aceito a aplicação da Lei Federal 9.embora o réu apenas tenha aquiescido ao insistente pedido do funcionário público e l he dado R$ 100.00. do Código Penal. às penas de 01 ano. todos do Código Penal. PROBLEMA 3 (OAB/SP 108) Gaio foi denunciado como incurso no art. inciso II. . 121. por significativa maioria de votos. dentre outras. 09 meses e 10 dias de reclusão e 04 dias-multa. Consta da sentença condenatória que ". Porém. em São Paulo. PROBLEMA 2 (OAB/SP 108) Aurélio. fato que não foi objeto de reclamação na oportunidade.

por sua vez. às penas do art. QUESTÃO: Como advogado de João. ambos os acusados negam a autoria que l hes foi imputada pela acusação. enquanto Peter enfrenta a víti ma e. postule o que for de seu interesse por meio d e peça adequada. no dia 06. alegaram que ouviram os acusados conversa ndo sobre um possível acordo. co mo pagamento adiantado pelos serviços que prestaria em sua residência. temeroso. Onesto de Abreu foi absolvido com fundamento no artigo 386. Ele e seu advogado foram intimados da sentença condenatória. não aceita p elo acusado. Não foi juntada prova documental a respeito da propriedade do dinheiro . houve a subtração. como incurso duas vezes em concurso material. rece bera. O juiz. mas à sua mãe. A sentença condenatória do MM. 333 do Código Penal. PROBLEMA 9 (OAB/SP 124) João foi condenado porque ele e Pedro. segunda p arte. por apropriação indébita porque. desferiram-lhe tiros que vieram a causar lhe a morte. 157. Fábio. fixadas no mínimo legal. mantendo a negativa no interrogatório judicial. aparece o dono do veículo. duas testemunhas arroladas pela Promotoria. do toca-fitas de veículo estacionado na via pública. do Código Penal. Os advogados foram intimados da decisão há dois dias. os dera pa ra o filho. importância de seu cliente. com cinqüenta e o ito anos de idade. em razão dos fatos. que. Onesto de Abreu respondeu a um procedimento administrativo que resultou em sua demissão do serviço púb lico. tome a providência judicial cabível. em virtude da resistência do morador.05. no dia 05. contudo. Antonio Aparecido Almeida. QUESTÃO: Como advogado de João. redija a peça processua l mais adequada à sua defesa PROBLEMA 10 (OAB/SP 125) João foi acusado de ter subtraíd o. provou que Onesto tem incólume vida profissional. por ter pago a Onesto de Abreu a quantia já ref erida. mediant e arrombamento. que falece u. Na ins trução criminal. no d ia 01. consistente na subtração. O juiz.02. O pai. de forma fundamentada. Xisto sai correndo. confirmou o fato e a propriedade dos dól ares.2004 ingressaram na residência de Antônio.ª Vara Cri minal da Capital aplicou a pena de 20 anos a cada um dos acusados. disseram que. Desde a fase de inquérito policial. que se encontravam no d ia dos fatos no Departamento de Polícia. não executando os trabalhos pelos quais foi contratado. num total de 40 (quarenta) anos de pena privativa de liberd ade e 20 (vinte) dias multa. QUESTÃO: Na qualidade de defensor de Xisto. inciso VII do Código de Processo Penal. A defesa. Um dos tiros atingiu o comparsa. usando de uma arma de fogo que portava. vem a matar a vítima. para o seu cumprimento. no dia 20. no dia 5 de janeiro de 2003. a presentar a peça jurídica competente. Ouvidas duas testemunhas de acusação. no dia 4 de janeiro de 2005. e.incurso no art. como marceneiro. Pedro.04. vítima. Ao iniciarem o furto. presenciarem a efetiva transação. o que não era do conhecimento de Xis to. verifique a medi da cabível e. Concomitantemente à ação penal. com a intenção de subtrair bens a es te pertencentes. vinte mil dólares de seu pai. Houve proposta de suspensão condicional do processo. § 3.2004. QUESTÃO: Na condição de Advogado de Onesto de Abreu. sem. Por outro lado. Juiz de Direito da 5. PROBLEMA 8 (OAB/SP 123) João Alves dos Santos fo i condenado.02. João. °.01. o acusado e duas testemunhas de defesa afirmaram que os dóla res não pertenciam ao pai do acusado. Encerrada a instrução. condenou João pelo crime de furto simples às penas de 1 (um) ano de 115 . PROBLEMA 7 (OAB/SP 121) Xisto e Peter combinaram entre si a prática de furto qualificado. Entendeu o Ma gistrado que João cometera o crime porque ficou com o valor recebido. e ao regime integralmente fe chado. Nenhuma outra prova foi produzida pelo Ministério Público. fugiu sem nada subtrair. realmente. por elas presenciada. antes de falecer.2002. condenou João.

no dia seguinte. quanto a o fato em que Caia foi vítima. 155. “caput”.reclusão e 10 dias-multa. redija a peça processual mais adequada à sua de fesa. PROBLEMA 11 (OAB/SP 1 26) João. Para tanto. Na garagem. entre outras circunstâncias. cada um deles combinado com o art. que negou os fatos. de forma fundamentada. Segundo a denúncia. no 85. totali zando a pena de 7 (sete) anos e 6 (seis) meses de reclusão. por vários meses durante o primeiro semestre de 2004 e. do Código Penal à pena de 6 (seis) anos. 65. Foram ouvidos o acusado. 226. PROBLEM A 13 (OAB/SP 128 . III. QUESTÃO: Como advogado de João. Segundo a acusação. por volt a das 22 horas. d o mesmo diploma legal. PROBLEMA 12 (OAB/SP 126 . em relação ao fato de que foi vítima. José resolveu furtar o veículo de Armando ali estacionado. verifique o que pode ser feito em sua defesa e. evadindo-se do local com o carro. Na delegacia. na verdade. Tícia. foi denunciado como incurso nas penas dos arts. invadiu casa localizada na rua Coronel Pereira Vaz. Tícia não foi localizada. O veículo foi encontrado. se duziu-a. “caput”. José negou o crime em s eu 116 . em concurso material. em face das conseqüências graves do crime e. José.05. João constrangeu a irmã de sua namorada. Foi também condenado pelo crime do art. de nome Tícia. Em juízo. de propriedade e residência de Armando Paixão. inciso III. casado com Semprônia. a atenuante da menoridade prevista no art. substituindo a pena de reclusão pela restri tiva de direitos consistente em prestação de serviços à comunidade. Renovada a instrução. em 5 de agosto de 2007.ADAPTADO) João foi condenado por crime de roubo qu alificado pelo emprego de arma às penas de 5 (cinco) anos e 4 (quatro) meses de re clusão e multa. p ostule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. na garagem do prédio em que José reside. que confirmou ter sid o vítima de sedução e afirmou ter sua irmã sido vítima de estupro. QUESTÃO: Como advogado de João.ADAPTADO) José foi denunciado como incurso no art. em razão de ser hediondo o crime de estupro. conseguindo manter relações sexuais com ela. fixada em seus patamares mínimos. ainda. em uma única operação. mediante a transposição de um muro de 80 centímetros de altura. Levou o juiz em conta na aplicação da pena mínima. do Código Penal. 217 à pena de 2 (dois) anos de reclusão. Ainda. totalizando a pena de 2 (dois) anos e 6 (seis) meses de reclusão.05. a manter com ele conjunção carnal. aumentad o de ¼ em face da incidência do art. de 21 anos de idade . redija a peça processual mais adequada à sua defesa. inc isos I e II. porque se provou ser o réu reincidente e não lhe beneficiar nenhuma atenuante. e seus pais. segundo a denúncia. 213. O juiz fixou a pena privativa de liberdade acima do mínimo. do Código Penal. § 4o. 213. apurou-se que o acusado era. São Pau lo – Capital. vindo a vítima a sofrer lesões corporais de naturez a leve. O a cusado foi intimado da sentença no dia 04. QUES TÃO: Como advogado de João. aproveitando-se do fato de freqüentar a casa de Caia. percebendo que o portão estava apenas encostado. quebrou o vidro lateral do veículo e ingresso u em seu interior. do Código Penal. virgem. e Caia. aproveitando-se de sua inexperiência e iludindo-a com promessa de casamento. bem como o fato de o prejuízo sofrido pela vítima ter sido de pequena monta. de 15 anos de idade. aumentada de quarta parte. I. O processo foi anulado em sede de revisão criminal por vício de citação.05. sem estar trancado. sendo o valor de cada dia-multa fixado em um trigésimo do salário mínimo vigente. mediant e violência. no valor mínimo. apresentaram representação e comprovaram ser pessoas po bres. O juiz proferiu sentença condenando João às penas de 6 (seis) anos e 6 (seis) meses de reclusão e 10 dias-multa. em dia não esclarecido do mês de junho de 2004. 226. maior de 21 (vinte e um) anos à época do fato e que o prejuízo da vítima era bem mais elevado do que o inici almente apurado. e 217 do Código Penal. oão foi condenado pelo crime do art. João namorou Caia.05 e o advogado foi intimado no dia 1 9. Foi fixado como regime de pena o integralmente fechado.

que o fato ocorreu à noite. mediante violência. não sendo a impugnação aceita pelo juiz. também. a defesa sustentou que José apenas consent iu que Pedrinho guardasse o carro. PROBLEMA 1 5 (OAB/SP 131) João foi processado perante a ____ Vara Criminal da Capital por. na primeira fase.09. houve utilização de recurso que impossibilitou a defesa consistente em surpresa porque os tiros foram desferidos logo após rápida discussão s obre a dívida. não ser Maria pessoa honesta.2006. primeiramente. sendo impedido pelo magistrado. e) por sete votos a zero. Que. nada tendo a ver com a subtração. Quanto ao reconhecimento feito pelo vizinho. levado para sua casa. mas disseram que não chegaram a conversar com a vítima ou com sua namorada . A morte foi demonstrada por laudo pericial. PROBLEMA 14 (OAB/SP 130) João foi processado e condenado por homicídio duplamente qualificado à pena de 19 (dezenove) anos de reclu são. ter. O MM. o juiz. A arma não foi encontrada. Antonio. causando-lhe ferimentos. A denúncia foi baseada em depoimento de Maria. QUESTÃO: Como advogado de José. fixou a pena em 3 (três) anos de reclusão. Conforme a denúncia e a pronúncia. a qual afirmou que conversou com a vítima sobre a desavença antes de sua morte. Não h ouve testemunhas presenciais. sa indo com o veículo. não encontrou mais Pedrinho. porque eram duas as qualificadoras do furto. certamente. asseverou te r convidado a moça para sua casa. de nome Pedrinho. chamada por este. ao ser ouvida. O advogado impugnou os quesitos sobre as qualifi cadoras. Para o cumpri mento da pena. su postamente. O Promotor de Justiça não apresentou a réplica.06. QUESTÃO: Como advogado. que inexistia circun stância atenuante em favor de João. A pena de multa foi fixada no mínimo legal. fato que demonstraria dolo intenso do agente. Juiz da 23a Vara Criminal da comarca da Capital julgou procedente a acusação e condenou José pelo crime de furto duplamente qualificado (esca lada e rompimento de obstáculo). A víti ma. que João usou de recurso que im possibilitou a defesa de Antonio. Por outro lado. indique os fundamentos do recurso e apresente as suas razões. o que dificultava a visualização do condutor do veículo. confirmando recon hecimento feito durante o inquérito policial. fora confun dido. acima d o mínimo legal. João neg ou a autoria na polícia e em juízo. quis apresentar a tréplica. O advogado. afirmou. pois esta estava disponível. c om base no art. ainda. os jurados responderam: a) por quatro votos a três. 00 (duzentos reais) e. Carlos. afirmando que. q ue João agiu por motivo fútil. com fins libidinosos. o advogado recorreu. determinou o regime aberto. com base no princípio constitucional da plenitude da defesa. que os ferimen tos resultantes dos tiros causaram a morte de Antonio. afirmou que José foi visto por ele. houve motivo fútil porque o crime foi praticado em razão de uma simples desavença em virtude de uma dívida de jogo no valor de R$ 200. d) por seis votos a um.02. sem especificação do mot ivo fútil ou do recurso que impossibilitou a defesa. namor ada de Antonio. chegou na casa de João. No dia seguinte.interrogatório. o qual entendeu que não há tréplica sem réplica. Em suas alegações finais. José foi intimado da sentença no dia 16 de fevereiro e o advogado foi int imado no dia 17 de fevereiro de 2008. Quanto à aplicação da pena. consistentes em prestação de serviços à comunidad e e multa. 59 do Código Penal. deixou que este estacionasse o veículo em sua vaga de garagem. A sentença condenatória fo i lida em plenário. Foram ouvidos no processo dois policiais militar es que afirmaram terem atendido à vítima e visto quando ela conversava com a namorad a. 15. Maria desapareceu e não foi ouvida na fase processual. vizinho da vítima. c) por seis votos a um. no que esta teria 117 . Afirmou. Maria. dança rina da casa noturna “Noites de Prazer”. quando a vítima. substituindo a pena privativa de libe rdade por duas restritivas de direito. redija a peça pr ocessual mais adequada à sua defesa. após este dia. alegou que José é pessoa de fisionomia bastante comum e que. b) por cinco votos a dois. a pedido de um conhecido. Indagados . Maria. Contudo. Em seu interrogatório. que João desferiu os tiros na vítima Antonio. argumentando que foram redigidos de forma singela. confirmou a subtração. em 10.

independentemente de intimação. QUESTÃO: Como advogado de João. a pena-base no mínimo legal — 4 anos de reclusão e 10 dias-mul ta —. contra a vontade desta. jamais poderia ter pleiteado a absolvição. outro membro do Ministério Público entende diferenteme nte do seu colega e do Juiz. Alegou. Em alegações finai s. também arrolada pela defesa. pela condenação do acusado nos termos do art. aduzindo a presença de todos os elementos do tipo penal na conduta descrita na denúncia. Na fase prevista n o art. o Promotor que o antecedeu. interpõe recurso. O juiz não atendeu ao seu pleito. e postu a a sua absolvição. pediu absolvição. O juiz di spensou as últimas testemunhas da defesa. por ser ação penal pública incondicionada. escolha o melhor meio para sua defesa. fi xando. publ icada em 10/8/2007. quando da apresentação de a legações finais. em virtude de férias do subscritor das alegações finais. Testemunhas foram apresentadas. na mesma noite e na mesma casa noturna. Em 20. em um trigésimo do salário mínimo. em momento posterior. contudo o juiz indeferiu o pedido e reiterou o seu entendimento. o juiz rejeitou a preliminar da defesa e condenou Renato. outrossim. com fins libidinosos. nov amente postulou a oitiva da testemunha e. Pugna. PROBLEMA 17 (OAB/SP 111) O Promotor de Justiça. Foram ouvidas cinco das testemunhas arroladas pela defesa. Na audiência de oitiva de teste munhas da acusação. sob a alegação de que ter ia ele. mas não o presenciaram. Na ocasião da intimação da sentença. o Ministério Público nada requereu. Duas outras disseram ter visto uma pessoa semelhante a Renato cometer o crime. enquanto a defesa insistiu na oitiva da testemunha. Cinco das testemunhas ouvidas afirmaram que souber am do roubo.01. com Maria. em razão de não ter comparecido. formule a peça proce ssual que julgar oportuna 118 . ainda que não tivesse obtido a v antagem ilícita em prejuízo alheio. no mérito. afirmando ser importante para a prova. A vítima o reconheceu. em ação penal pública incondicionada. o advogado manifestou s ua inconformidade. Assim . ac olhendo o pleito ministerial. considerando que a sentença deve ser reformada. Maria. ambos discutiram sobre o valor a ser pago. que. em preliminar. ao passo que a defesa. O acusado e seu advogado foram intimados da decisão em 5 de março de 2008. profere sentença absolutória. QUESTÃO: Como advogado(a) do réu. Maria.º/3/2001. tendo ficado clara a intenção da defesa em procrastinar o encerramento do processo. foram ouvidas sete delas. nem conheciam o acusado. tendo o Ministério Público desistido de um a.07. saído revoltada e dizend o que iria se vingar. afirmando que. conclui pela inocência do réu.º. quando tinha dezenove anos de idad e. atue na defesa de Renato. respectivamente. O Magistrado. PROBLEMA 16 (OAB/SP 134) Em 1. e o réu teria agido com culpa presumida. mas tão-somente a condenação. como se seu advog ado fosse. de qualquer forma. e cada dia-multa. Redij a a peça. após sua saída com João. alegando ter independência funcional consagrada na Carta Magna. mediante remuneração pecuniária. no dia 12/3/2002. Na audiência. Co nsiderando a situação hipotética descrita.concordado. A denúncia foi recebida em 4/3/2002 e Renato foi interrogado no dia 11/3/20 02. Renato foi denunciado por roubo com emprego de arma (art. I. retido. tendo acrescentado 1/3 pela c ausa de aumento. duas que já haviam sido ouvidas como teste munhas da acusação e uma que não mais deveria ser ouvida ante a desistência do Ministério Público e. 402 do Código de Processo Penal. tendo. Na sentença. do Código P enal). o Ministério Público pleiteou a condenação. 157. o que resultou na pena de 5 anos e 4 meses de reclusão e 13 diasmulta. ainda. §2. apresentado defesa prévia. tendo. asseverando terem se encon trado. 171 do Código Penal (estelionato consum ado). João foi condenado a uma pena de 2 anos de reclusão. na qual foram arroladas ci nco testemunhas suas e três que constavam da denúncia. ao analisar os autos. solicitando a inquirição da testemunha e se comprometendo a levá-la . ainda. tendo todas elas some nte feito referência à boa personalidade e ao bom comportamento de Renato.

503/97). ainda. oportunid ade em que foi requisitado o exame pericial. por Jorge para assumir a causa. colidiu com outro veículo. Os Policiais Militares. perseguiram os dois acusados. sem permissão ou habilitação para direção de veículo automotor. Jorge ausentou-se do local dos fatos. após o expediente bancário. ocorrida em 28 de abril de 2006. As alegações finais foram feitas oralmente pelo MP e defensor público.000. pois estava ermo o local. 305 e 309 do Código de Trânsito Brasileiro. e o acusado foi interrogado. Logo após foram ouvidas as testemunhas. quando. substituída por uma pena restritiv a de direitos.PROBLEMA 18 (OAB/MG – Abril 2006) Jorge Mattos. uma pessoa no local acionou o SAMU. apresentou defesa prévia. era de madrugada. do Contorno a 100 Km/h durante a madrugada. distante da faixa de pedestre e que ela par ecia estar embriagada. conseguindo efetivar a prisão em f lagrante de ambos minutos depois de uma perseguição ininterrupta. Consta. ele ameaçou o gerente e os seguranças da i nstituição. que não possui mesmo habilitação para conduzir veículos automo tores. encaminhando-a ao Hospital de Pronto-socorro. Foram pegos com os dois acusados a arma usada por Confúcio Henrique e todos os valores subtraídos da A gência da CEF.00 de dentro do cofre da agência. sendo prontamente recusada pelo autor do fato. em concurso material. 305 e 309 do CTB. PROBLEMA 19 (OAB/MG – Dezembro 2006) Pafúncio Aug usto foi preso em flagrante delito. funcionário público estadual. ao lado do local do crime. Subtraiu R$ 50. Com o uso de uma arma de fogo (d e numeração raspada e sem registro adequado). consistente na prestação de serviço à comunidade por igual prazo. a pena privativa de liberdade de 2 anos de detenção. conhecid o por seus amigos como excelente motorista. sendo distribuído ao Juiza do Especial Criminal de Belo Horizonte e designada audiência preliminar. que entregou ao enfermeiro um papel com o número da placa. Imediatamente. que a pessoa que tinha chamado o SAMU foi imedi atamente embora. A Polícia lavrou um TCO. O Promotor de justiça ofereceu proposta de transação. foi regularmente citado. ao ultrapassar um semáfor vermelho. que prestou aten dimento à vítima. de for ma a oferecer ao co-réu um meio seguro de fuga. Denunciado pe los fatos acima narrados como incurso nas sanções dos artigos 303. Também justificou sua saída do local do acidente. pelo q ual a polícia o localizou . cientificando as partes. 119 . o acusado narrou o fato. sustentado no TCO e no depoimento dos policiais. Na audiênc ia de instrução e julgamento. capitulando o fato nos artigos 303. os po liciais militares que participaram da ocorrência policial e duas testemunhas do ac usado para comprovar seus antecedentes. no dia 25 de novembro de 2005. vindo a lesionar Anabella de Castro. convocados para a diligência. ressaltando que a vítima se encontrava atravess ando a avenida em um local em curva. dirig ia seu veículo esportivo pela Av. As partes foram intimadas sendo que apenas Jorge compareceu. Produza a peça processual cabível com o seu completo encaminhamento. Você foi contratado. Consta da denúncia que o co-réu (Confúcio Henrique ) invadiu uma Agência da Caixa Econômica Federal (CEF) no Bairro do Santo Agostinho (em Belo Horizonte – MG). condenou o réu p elos crimes previstos nos artigos 303. que fic ou paralítica. o promotor solicitou o adiamento da audiência pois a vítima não tinha comparecido ao fato o que foi negado pelo juiz ante a demonstração de que esta foi regularmente intimada da audiência preli minar. 305 e 309 do Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9. Em seu inte rrogatório. hoje. deixando o número da placa de seu veículo com o motorista da ambulância do SAMU. Na sentença o juiz disp ensou o relatório. bem como da presente audiência. que Pa fúncio Augusto teria ficado dentro do seu veículo. Antes da chegada da Polícia Militar. tendo o juiz proferido sentença em audiência.

Na f ase do art. na véspe ra dos fatos. Denúncia recebida pelo Ju iz Competente. 157. na localidade de Planaltina – DF. A defesa. arrolou Catarina Andrade. I e II. argui ndo toda a matéria pertinente. tive sse que matar o próprio irmão”. do Código Penal. 121. também. apenas durante a fuga. no dia 2 de novembro de 2006. apenas lhe pedira uma carona para depositar determinados valores no caixa a utomático da CEF. Como as testemunhas (gerente e seguranças) não saíram de dentro da CEF. 120 . de reiterar atos agressivos à integridade física da vítima e. somente tomando consciência do crime quando. com capacidade para doze cartuchos. que não sabia da intenção delituosa do co-réu. nem que. § 1°. na qual foram ouvidas as testemunhas arroladas pelas p artes. Pafúncio Augusto negou a prática dos delitos a e le imputados na inicial acusatória. por volta das 15 horas. e 16 da Lei 10. ainda. inciso II. fazendo uso de uma pistola. deu fuga àquele outro. De acordo com os ter mos da denúncia oferecida. Au diência de Instrução realizada. nos autos. Pedro Antunes Rodrigues absteve-se. a perícia oficial.O Ministério Público ajuizou ação penal em desfavor dos dois co-réus. conforme a exordial. Pafún cio Augusto recorreu tempestivamente da sentença. § 1°. caput. que informou que. o réu admitiu que teria dito ao seu irmão. 157. um dia antes do crime. por vontade própria. calibre 380. Apenas os Policia is Militares o reconheceram como sendo a pessoa presa na perseguição realizada. não conse guiram reconhecer Pafúncio Augusto como sendo o autor do delito. caminhando. O delito de homicídio não se consumou por circunstânc ias alheias à sua vontade. PROBLEMA 20 (OAB/MT 2007. por infração prevista no art. por seu turno. Ao ser interrogado. semi-automática. Anunciou. que “a fazenda seria sua de qualquer jeito. Em seu Interrogatório. um conhecido ant igo.826/03. constituindo-o para elaborar as razões recursais. e art. em via pública. c/c o art. ato contínuo. Narra a denúncia que Pedro Antunes Rodrigues disse à vítima. com o devido e completo encaminhamento. e 16 da Lei 10. fixados a unidade de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo. voluntari amente. do Código Penal. Con forme a inicial acusatória. A defesa. 402 CPP. inciso II. todos do Código Penal. Pafúnci o Augusto era primário e de bons antecedentes. a pena foi fixada no mínimo legal: 5 anos e 4 meses para o ro ubo com as majorantes e 3 anos para o porte ilegal de arma. além d o pagamento do valor equivalente a 15 (quinze) dias-multa. o denunciado. exatamente as palavras narradas na denúncia. sendo evitado porque a vítima recebeu pronto atendimento médico. Totalizou-se 8 anos e 4 meses de reclusão. Defesa Prévia apresentada. conforme laudo de exame em arma de fogo. para isso. depois de efetuar um único disp aro de arma de fogo contra a vítima. efetuou um dispar o contra seu irmão Alberto Antunes Rodrigues. Não houve prescrição. entendendo o M agistrado por condenar os coréus de acordo com a denúncia apresentada: arts. O que motivou o fato.826/03. a seu turno nada requereu . na tentativa de matá-lo. Assim. 61. Tomou ciência da arma de fogo. da marca Taurus. Afirmou que Confúncio Henrique. Alegações Finais do Ministério Público e da Defesa foram apresentadas devidamente. do local onde ocorreram os fatos. I e II. eles teriam infringido as normas penais anotadas nos ar ts. o MP requereu a juntada da CAC e da FAC dos acusados. Como Pafúncio Augusto era primário e d e bons antecedentes. com o exame de perfeito funcionamen to da arma de fogo apreendida. 14. Não foi juntada. em pena a ser inicialmente cumprida em regime fechado. do lado esquerdo. alínea e. na quadra 5.2) O Ministério Público oferec eu denúncia contra Pedro Antunes Rodrigues. Não se conformando com a decisão do Magistrado. causando-lhe lesões no peito. a acusação apresentou testemunhas não-presenciais. A sentença foi publicada. reti rou-se. foi a divisão de uma área de terras oriunda de herança. Durante a instrução do feito. elabore-as.

O s outros dois elementos que participavam do roubo evadiram-se. em ata. por sua natureza e sede. a peça processual que não seja o habeas corpus. o promotor mostrou aos jurados. sentença que pronunciou o réu nos termos da denúncia. então. O pleito defensivo foi deferido. des feriu-lhe quatro tiros com sua arma particular. o órgão ministerial que os jurados deveriam “pensar o que quisessem” acerca da recus a. a final. apreendida imediatamente após o crime. Aproximando-se por trás do meliante. caput. 121. soldado da Polícia Militar. praticamente descarregou-o. documentos relativos a outro processo. foi dada a palavra ao defen sor. QUESTÃO: Na condição de advogado de Cleóbulo. no dia 5 de junho de 2006. 1ª parte. Cleóbulo foi proces sado e. Durant explanação perante o conselho de sentença. como incurso no art. razão pela qua l Luciano estaria incurso nas penas do art. sem a co ncordância da defesa. de que o promotor de justiça havi a mostrado aos jurados documentos relativos a outro processo a que respondia o réu . sobreveio a decisão de pronúncia. Para tanto alega. alínea e. inciso II. da produção da nova prova. à pena de 7 anos de reclusão. havia 7 cartuchos intactos. Código Penal). que Pedro não possui antecedente s penais. que deveria s er cumprida em regime inicialmente fechado. com o fito de influenciar o ânimo dos julgad ores quanto à conduta pretérita de Luciano. 121. disparando quatro tiro s do seu revólver. o promotor de justiça deu início à produção da acusação. ainda. PROBLEMA 21 (OAB/SP 112) Cleóbulo. vindo este a falecer no local. Ademais. Por fim. 121. No dia do julgamento. por vo lta das 00 h 30 min. tendo o projétil transfixado o coração. Alberto ficou 40 dias sem exerc er suas atividades normais. Consid erando essa situação hipotética. pelo Tribunal do Júri de São Paulo/SP. E. Finda a acusação. ao todo. o réu foi condenado a 5 an os de reclusão. pois a arma possuía. em síntese. deparou-se com um estranho grupo de pessoas em volta de um veículo. perti nente à sua defesa. bem como advertiu os jurados acerca da prima riedade do réu. a vítima foi atingida no lado esquerdo do peito. que pediu ao magistrado o registro. percebendo que ali ocorria um roubo e que um dos elementos mantinha uma senhora sob a mira de um revólver. c/c o art.Consta nos autos informação da polícia técnica de que na arma. do CP. apresente a peça pertinente. no qual o réu Luciano e ra acusado de crime de homicídio qualificado praticado em 2/5/2005. Conforme o laudo de exame de corpo de delito (lesões corporais). sem ser notado. Submetido a julgamento pelo tribunal do júri. que o policial estava for a de serviço e que houve excesso no revide. incluindo a fundamentação legal. ain da. caput. pela defesa. e art. disparos de arma de fogo contra Eduardo. o Ministério Público recorreu pleitea ndo a reforma da r. após cumprir seu turno de trabalho. todos do Código Penal. eis que Cleóbulo. desferido. Salientou. privativa de advogado. os quai s. no bairro Moema. na qualidade de advogado de Pedro Antunes Rod rigues. segundo a capitulação da denúncia. do que resultou perigo de vida. caput. absolvido sumariamente em primeiro grau. Considerando a situação 121 . Após r egular trâmite. 61. decisão. Inconformado. a despeito da discordância da defesa. seis ba las. decisão judici al reconheceu que o policial agira no cumprimento do dever de polícia (artigo 23. determinando que Luciano fosse subme tido a júri popular. 14. tratou a defesa das questões de mérito. conforme o disposto no art. em regime semi-aberto. Sobreveio. em frente à Igreja São Judas Tadeu. do Código Penal (CP). foram a causa eficiente da morte deste. inciso II. terminada a inquirição das testemunhas. com intenção de matar. PROBLEMA 2 2 (OAB/SP 135) Luciano foi denunciado por ter. inciso III. redija. Luciano foi condenado. Em razão da lesão sofrida. São Paulo – SP . pois a r. dirigindo-se para o ponto de ônibus.

EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE PROBLEMA 1 (O AB/SP 108) Octaviano. na pos se de 11. Vânia foi condenada pelo juiz da 1. decidira levar o calçado para seu marido. Vânia Pereira. conden ado à pena de 01 (um) ano de reclusão. residen te na Rua José Portela nº 67. PROBLEMA 23 (O AB/SP 136) No dia 30 de agosto de 2007. Ademais. que “não sabia que havia dro ga dentro da sola do tênis” e que. de um supermercado. avaliados em R$ 25. na noite anterior aos fatos. Vânia re futou a imputação. um queijo importado. seu marido. Constam. O relator. Afirmou que. Em seu interrogatório em juízo. por isso. As testemunhas de acusação. Relataram.º 11. III.º 11. ambos da Lei n. documentos que comprovam que Vânia é primária. típica da atividade de tráfico. que somente após a perfuração da sola do tênis.343/2006.5 g da substância entorpecente causadora de dependência química e física. e pagamento de sessenta e seis dias-multa. agent es penitenciários. preso na Penitenciária III de Franco da Rocha.00 (vinte e cinco reais). Ao final. tem bons antecedentes. A defesa tomou ciência da decisão. que a abordagem da ré ocorrera de modo aleatório. dentr o da Penitenciária III de Franco da Rocha. ainda. III. na posse da substância entorpecente — escon dida no interior do solado de um tênis —. a final. na data dos fatos. semanalmente. redija. O v. nascido em 20 de setembro de 198 0. contando a mesma versão dos fatos que narrara na delegacia. Julgado o recurso pelo Tribunal competente. nos autos. como incursa no art. entendeu ser nulo o pro cesso porque suprimida a fase das alegações preliminares. acórdão foi publicado há do is dias. Há. conhe cida como cocaína. 40. embora mantivesse a condenação. um indivíduo de prenome João fora até sua residência e pedira-lhe que entregasse um par de tênis a seu marido. Vânia foi denunciada por tráfico de drogas. funcionário público. As testemunhas de defesa disse ram que a ré fora instigada por um tal de João a levar o par de tênis. formule. na forma de uma única porção. com um facão. de modo que ela não tinha como saber que estava levando drogas para o seu marido. reduzia a reprimenda para 08 (oito) meses de detenção em razão do privilégio 122 . diversa de habeas corpus. a sentença foi mantida por maioria de votos. c/c art. vencido. a peça jurídica. que confirmam não apenas a quantidade da droga apreendida. no interior de estabel ecimento prisional. foi condenado pela 3ª Câmara Criminal do Trib unal de Justiça. o que foi aceito. a ré fora surpreendida. por maioria de votos. na condição de advogado(a) contratado(a) por Luciano. no valor unitário mínimo. duas latas de refr igerante e um tablete de chocolate. sem demonstrar nervosismo ou medo. nos autos. QUESTÃO: Como advogado de Octaviano. Informaram. subtraiu para si. trazida consigo. Considerando a s ituação hipotética apresentada. confirmaram que. PROBLEMA 2 (OAB/SP 111) Teodósio. mas também a forma de acondicionamento apresentada.343/2006. em regime inicial fechado.a vara criminal da comarca de Franco da Rocha nas penas de seis anos de reclusão. puderam verificar a existência da droga. pratique o ato judicial pertinente. Denunciado pelo Ministério Público e após regular instrução criminal foi. ocasião em que foi detida. em favor de Vânia Pereira. também. tendo ela passado calmamente pela gua rita policial. 40. os laudos de constatação prévia e de exame químic o-toxicológico. não se dedica a atividades criminosas nem integra organização criminosa. em Franco da Rocha – SP. justificando-o. casada. Inconformado. foi presa. brasileira. sendo-lhe concedido o benefício do sursis por 0 2 (dois) anos. cabível à espécie. o acusado recorreu. ambos da Lei n. Vânia le vava-lhe. 33. Declarou. mantimentos e roupas. a peça — diversa de habeas corpus — que deve ser apresentada no processo. c/c art. 33.hipotética descrita. por fim. destinada à entrega e consumo do preso José Pe reira da Silva. de acordo com o art. em flagrante. sendo que o Magistrado v encido. ai nda.

ADAPTAD O) "A" é titular da empresa ABC Produtos Veterinários. com 21 anos de idade. que atua na distribuição de medic amentos na cidade de São Paulo. tome as providências cabíveis para a sua defesa e redija a peça processual adequada . proferindo palavras ofensivas e desrespeitosas. substituindo-a por uma pena restritiva de direito e multa. em face de sua primariedade e bons antecedentes. "E" e "F". tome a providência judicial cabível. O laudo do instituto de criminalística ainda não foi elabora do. convertendo a pena corporal em restritiva de direi tos. ricocheteou. matando-o. com a concessão do porte inclusive. HABEAS CORPUS PROBLEMA 1 (OAB/SP 112) Protágoras encontra-se preso há 18 dias em v irtude de auto da prisão em flagrante. indeferiu o pedido de r elaxamento desta. O magistrado proferiu sent ença desclassificatória. por homicídio simples – art. O acórdão foi publicado há três dias. sob o fundamento de que a gravidade do f ato impõe a segregação de Protágoras. elabore a peça profissional condizente. efe tuaram vendas de produtos para "D". i nciso I. na fundamentação. com a intenção de assustar os adolescentes. O Ministério Público recorreu em sentido estrito. entendendo que o crime deveria ser capitulado conforme a denúncia. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PROBLEMA 1 (OAB/SP 124) O juiz. em face do artigo 44 do C. por impru dência. chocando-se com o poste. deu um tiro para cima. QUESTÃO: Com o objetivo de conseguir a liberdade de Protágoras. Após regular inquérito policial. O V. QUESTÃO: Diante do inconformismo de João com essa condenação. homicídio culposo. e a 1.º grau. dirigia seu automóvel em São Paulo.ª Câm ara do Tribunal competente reformou a decisão por maioria de votos. o projétil. O juízo competente. do Código Penal. expressamente. do art. mediante o uso de notas fiscais falsas. fixando regime inicia l aberto. P. O voto vencido seguiu o entendimento da r. ou seja. acórdão foi publicado há sete dias. sentença de 1. requerendo o arquivamento em relação a "B" 123 .00 (cem reais). estando o inquérito policial aguardando a sua feitura. devendo "A" ser enviado ao Tr ibunal do Povo. 121. lavrado por infração ao artigo 250. porque o prejuízo da vítima era de R$ 100. ser condenado à pena mínima. fixou como pena a de reclusão de 2 (dois) anos. caput. que se tratava de caso de aplicação do privilégio previsto no parágrafo s egundo. e não na forma dolosa. que estavam nas proximidades. QUESTÃO: Como adv ogado(a) de Teodósio. Seus vendedores "B" e "C". Contud o. ao proferir sentença condenando João por furto qualificado. que s e encontra na posse da cópia do auto da prisão em flagrante. PROBLEMA 3 (OAB/SP 120) "A" . "A". QUESTÃO: Como advogado d e "A". recebendo os valores e não entregan do as mercadorias. quando parou pa ra abastecer o seu veículo. devendo. Dois adolescentes. do Código Penal. decidindo que o homicídio ocorreu na forma culposa. e veio a atingir um dos menor es. parágrafo 1º. o Promotor de Justiça em exercício n a 1ª Vara Criminal da Capital denunciou somente "A" por estelionato na forma conti nuada. Na parte dispositiva. por excesso de prazo. "A" foi denunciado e processado perante a 1.disposto no próprio tipo penal.ª Vara do Júri da Capital . começar am a importuná-lo. como seu advogad o. 155 do Código Penal. PROBLEMA 2 (OAB/SP 113 . pegando no porta-luvas do carro seu revólver devidamente registrado. Capital. porque seria o proprietário da empresa. admitiu. contrariando normas da empresa e sem o conhecimento de "A". elabore a peça adequada.

sentença condenatória já transitou em julgado. A r. busque sua libertação. Compulsando-se os autos. A substância entorpecente já foi incinerada. distribuída em 14 de fevereiro de 2008. A vestibular. PROBLEMA 4 (OAB/SP 117 . e as sim entendeu-se de processar "A" perante a Justiça Federal. foi indiciado em inquérito. com 19 (dezenov e) anos à época do fato. Ao mergulhar. está sendo processado criminalmente perante a 1 a Vara Criminal da Capital . PROBLEMA 3 (OAB/SP 116 . da Lei Federal no 11. agora. que lhe foi proposta pelo Órgão Ministerial. Na inicia l. sem a devida autorização.ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária da Capital. chegando a praticar vias de fato. PROBLE MA 6 (OAB/SP 120) O cidadão "A" viajava de avião de carreira do Rio de Janeiro para São Paulo no mês de agosto de 2005 quando. do Código Penal. conforme. passou a importuna r a passageira "B". ao desembarcar. QUESTÃO: Como advog ado de José da Silva. PROBLEMA 5 (OAB/SP 118) Antonio é presidente de um grande clube local. PROBLEMA 7 (OAB/SP 122 . aliás. que circulo u no mês de dezembro de 2007. Antonio não aceitou a s uspensão processual. foi recebid a pelo juízo da 25ª Vara Criminal da Capital. caput.343/06. com concessão de sursis. na aproximação da Capital. pela 124 . O Meritíssimo Juiz recebeu a denúncia. justifi cando. O clube é freqüentado por muitos jovens da localidad e. Está reco lhido na Penitenciária local.ª Vara Criminal desta Comarca a o cumprimento da pena de 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses de reclusão. " A".ADAPTADO) Procópio está sendo processado pela prática do delito do artigo 184. QUESTÃO: Na condição de advogado de Antonio. estando designado o dia 03 de julho de 2008 para interrogatório. atue em favor do constituinte. sem perceber que o nível da água de uma das piscinas estava baixo. do Código Penal. Cipriano ba teu a cabeça no fundo da piscina e veio a falecer. o dia 20 de junho próximo. O acusado não aceitou nenhum benefício legal dura nte o processo. A citação operou-se em 13 de maio de 2008. autor da obra literária "Minha Vida. em razão da aceitação da denúncia formulada pelo Ministério Público. "A" não preenche os requisitos para beneficiar-se da Lei Federal 9. à pena de 5 anos de reclusão. do Código de Processo Penal.099/95. parágrafo 3º . Meus Amores".ADAPTADO) Lúcio. acusando-o da prática a figura prevista no artigo 121. como incurso no artigo 21 da Lei d as Contravenções Penais – "vias de fato". Juiz sentenciante da 1a Vara Criminal da Capital. etc. campo de futebol. eis que não apelou da decisão de primeiro grau. onde existem piscinas. em jornal da sociedade de amigos de bairro da qual aquele faz parte. por Maurício da Silva. com mais de três mil sócios. lá jogou-se para brincar. QUESTÃO: Como a dvogado de Procópio. Em virtude destes fatos. "caput". frisado pelo MM. A ação penal está tramitan do. Os fatos ocorreram a bordo de aeronave. encontra-se condenado pela 27. para interrogatório de Procópi o. que marcou. à pena de 15 dias de pr isão simples. que veio acompanhada tão-somente da proc uração que atende os requisitos do artigo 44. Tendo o corrido o trânsito em julgado. verifica-se que a materiali dade do delito está demonstrada pelo auto de constatação que instruiu o auto de prisão e m flagrante delito.ADAPTADO) José da Silva foi condenado por violação do artigo 33. O presidente do clube. tendo este sido conden ado pela 1. QUESTÃO: Adotar a medida judicial cabível em favor de "A". QUESTÃO: Elabore a p eça cabível em favor de "A". No mês de dezembro de 2001.e "C". o querelante acusa o querelado de ter-s e utilizado de trecho de obra intelectual de sua autoria. o garoto Cipriano. aja em seu favor. Antonio. salão de festas.

prática do crime de furto qualificado na modalidade continuada (artigos 155, parágra fo 4.º, n.º I, e 71, do Código Penal), conforme sentença que transitou em julgado, para a acusação no dia 05.01.2005 e, para a defesa, no dia 20.02.2005. Lúcio, que estava fo ragido, veio a ser preso no dia 28.01.2007. QUESTÃO: Como advogado de Lúcio, qual a medida cabível em sua defesa? Redija a peça. PROBLEMA 8 (OAB/SP 124) Policial civil ingressou, sem mandado judicial, na residência de João, e nela apreendeu documento púb lico que, submetido à perícia, constatou-se ser falso, vindo por isso João a ser denun ciado como incurso no artigo 297, caput, do Código Penal. A denúncia foi recebida pe lo juiz. QUESTÃO: Como advogado de João, redija a peça processual de sua defesa. PROBL EMA 9 (OAB/SP 125) O Ministério Público pleiteou a colocação de A, que cumpre pena pelo crime de seqüestro, no regime disciplinar diferenciado, com base no artigo 52 da L ei de Execução Penal, pelo período máximo de 360 (trezentos e sessenta) dias. O juiz ind eferiu o pedido porque, no seu entendimento, o regime disciplinar diferenciado, na forma em que foi definido, fere princípios constitucionais. Intimado da decisão, o Ministério Público interpôs agravo, juntando suas razões, após ter decorrido o prazo de oito (dias), requerendo que fosse seguido o rito do agravo de instrumento do Códig o de Processo Civil. Processado o recurso, o Tribunal de Justiça deu provimento ao agravo e determinou a inclusão do preso no regime diferenciado. QUESTÃO: Como advog ado de A, verifique o que pode ser feito em sua defesa e, de forma fundamentada, postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. PROBLEMA 10 (OAB/SP 127) João, definitivamente condenado, estava cumprindo pena privativa de liberdad e em regime aberto. Foi acusado, em novo processo, ainda não sentenciado, de roubo qualificado pelo emprego de arma e concurso de agentes. Chegando ao conheciment o do Juiz das Execuções Criminais a existência deste processo, ele revogou imediatamen te, de ofício, o regime aberto e determinou a regressão de João para regime fechado. J oão foi intimado da decisão no dia 15.9.05, e, no mesmo dia, deu ciência ao seu advoga do. QUESTÃO: Como advogado de João, redija a peça processual mais adequada à sua defesa. PROBLEMA 11 (OAB/SP 127) O Delegado de Polícia representou ao Juiz de Direito a f im de que fosse decretada a prisão temporária de João, alegando que ele estava sendo i nvestigado por crimes de estelionato e furto e se tratava de pessoa sem residência fixa, sendo a sua prisão imprescindível para as investigações. O juiz, após ouvir o Minis tério Público, decretou a prisão temporária por 5 (cinco) dias, autorizando, desde logo, a prorrogação da prisão por mais 5 (cinco) dias, se persistissem os motivos que levar am à sua decretação. Foi expedido mandado de prisão. Sem ser preso, João soube da decisão e procurou um advogado para defendê-lo. QUESTÃO: Como advogado de João, redija a peça proc essual mais adequada à sua defesa. PROBLEMA 12 (OAB/SP 128) José, advogado, foi denu nciado como incurso no artigo 288, parágrafo único, c.c. artigo 157, § 2o, incisos I e II, todos do Código Penal, porque estaria associado com A, B e C para a prática de crimes de roubo de veículos com a utilização de armas. Pela denúncia, a sua participação con sistia em estimular os autores materiais dos crimes à prática dos delitos, garantind o-lhes que, com sua atuação profissional, conseguiria livrá-los de eventual prisão e con denação. Oferecida a denúncia, o Promotor de Justiça requereu a sua prisão preventiva para garantia da ordem pública, 125

argumentando que os crimes de roubo, na atualidade, causam grande insegurança soci al e que o acusado, na sua condição de advogado, não poderia agir de forma a incentiva r a prática de tais delitos. O juiz, apenas repetindo os argumentos expostos pelo membro do Ministério Público, decretou a prisão preventiva. José foi preso e colocado em cela comum, com outros presos provisórios, apesar de, em petição, sustentar perante o juiz que isso não podia ocorrer em face de sua condição de advogado. QUESTÃO: Como advo gado de José, redija a peça processual mais adequada à sua defesa. PROBLEMA 13 (OAB/SP 129) João, sócio da firma “Antenados”, revendedora de componentes eletrônicos, foi denunc iado, nesta capital, em 05 de dezembro de 2005, por crime previsto no artigo 1.°, inciso II, da Lei n.o 8.137/90, acusado de ter fraudado a fiscalização tributária, omi tindo operação de compra e venda em livro contábil. O MM. Juiz da _Vara Criminal da Co marca da Capital recebeu a denúncia. Em seu interrogatório, realizado no dia 13 de a bril de 2006, João alegou que a operação inexistiu e que o débito fiscal era objeto de i mpugnação em recurso administrativo, ainda pendente de julgamento, interposto perant e o Tribunal de Impostos e Taxas do Estado de São Paulo, comprovando tal alegação com certidão emitida pelo referido Tribunal. QUESTÃO: Como advogado de João, escolha o mel hor meio para a sua defesa. Redija a peça. PROBLEMA 14 (OAB/SP 129) João, primário e d e bons antecedentes, foi denunciado pelo crime previsto no artigo 171, § 2.°, VI, co mbinado com o artigo 69 (por três vezes), ambos do Código Penal, porque teria emitid o cheques sem provisão de fundos. Consta do inquérito policial lavrado em razão dos fa tos que João, no dia 05 de setembro de 2005, emitira cinco cheques, para serem des contados mensalmente, sendo o primeiro para pagamento à vista, referentes a prestações de uma máquina de lavar que João teria comprado de Antonio. Antonio recebera o valo r relativo aos dois primeiros meses, não recebendo os valores dos demais (três últimos cheques) por insuficiência de fundos. Ao ser citado para a ação penal em curso, João não foi encontrado, pois havia se mudado para lugar desconhecido. Com base na reveli a do acusado, o MM. Juiz da _Vara Criminal da Comarca da Capital, em 24 de abril de 2006, determinou a suspensão do processo, decretando a prisão preventiva de João. QUESTÃO: Como advogado de João, escolha o melhor meio para a sua defesa. Redija a peça PROBLEMA 15 (OAB/SP 133) Maria, saindo de uma escola, em horário noturno, no dia 25 de agosto de 2007, dirigia-se a sua casa quando foi agarrada por Mário, que a l evou para um matagal e, com uma faca, obrigou-a a ter com ele conjunção carnal. Após, a vítima foi até a sua casa e contou para os seus pais o que havia sucedido. Estes e ntraram em contato com a polícia, que se dirigiu ao local do fato e, nas proximida des, depois de cerca de quatro horas de sua ocorrência, encontraram uma pessoa com as características semelhantes às descritas pela vítima e com uma faca. Foi elaborado auto de prisão em flagrante. A vítima, ao ser ouvida, disse que a pessoa presa era muito parecida com a que a atacou, mas, como era noite, não tinha certeza. Afirmou ainda que ela e seus pais preferiam que aquela pessoa não fosse processada, pois temiam que pudesse ser novamente atacada. Foram ouvidos os policiais que confirm aram a prisão. Mário preferiu o silêncio, asseverando que somente prestaria declarações em juízo. Encaminhado o auto de prisão em flagrante ao Ministério Público, este, no dia 3 de setembro de 2007, ofereceu denúncia contra Mário pela prática do crime de estupro ( art. 213, caput, do CP). O Juiz recebeu a denúncia. Promotor e Juiz entenderam que a prisão era regular. PROBLEMA 16 (CESPE/NE 2006 – Abril e maio) João da Silva procur ou um escritório de advocacia, localizado no Setor Noroeste, Edifício Modern Hall, s alas 110/112, em Brasília/DF, e relatou ao advogado que o atendeu que sua irmã, 126

Lilian da Silva, brasileira, solteira, do lar, residente e domiciliada na SQN 31 1, bl. X, ap. 702, Brasília – DF, havia sido presa e autuada em flagrante delito no dia 1/3/06, na cidade de Brasília, pela prática de crime contra a ordem tributária tip ificado no art. 1.º, I, da Lei 8.137/90. João da Silva informou ainda que a denúncia f ora recebida no dia 3/4/06 pelo Juiz de Direito da 5.a Vara Criminal da Circunsc rição Judiciária de Brasília – DF. Ele afirmou que Lilian da Silva é primária, tem bons antec dentes, possui residência fixa no distrito da culpa e freqüenta regularmente as aula s do 3.º ano do ensino médio. Outrossim, argumentou que Lilian, após a prisão em flagran te, quitou integralmente os débitos para com a Fazenda Pública, referentes ao Auto d e Infração n.º 6.332/2005, no valor de R$ 2.100,00, motivo pelo qual, segundo ele, a i ndiciada merece ser posta em liberdade, aquiescendo em prestar compromisso de co mparecer a todos os atos processuais aos quais for intimada. Na ocasião, João da Sil va, com o propósito de auxiliar o pleito, trazia consigo os seguintes documentos p ertencentes a sua irmã: nota de culpa, cópia do auto de prisão em flagrante, certidão ne gativa de antecedentes criminais, conta de água, histórico escolar e comprovantes de pagamento de tributos. MANDADO DE SEGURANÇA PROBLEMA 1 (OAB/SP 119) Antenor teve seu veículo subtraído e posteriormente localizado e apreendido em auto próprio, instau rando a autoridade policial regular inquérito, já que estabelecida a autoria. Requer eu a liberação do veículo, indiscutivelmente de sua propriedade, o que foi indeferido pelo delegado de polícia civil local, a afirmação de que só será possível a restituição depoi o processo penal transitar em julgado, conforme despacho cuja cópia está em seu pode r. QUESTÃO: Como advogado de Antenor, agir no seu interesse. PROBLEMA 2 (OAB/SP 12 3 - ADAPTADO) João Alves dos Santos, por estar indiciado pela prática de crime de ro ubo, procurou advogado para atuar em sua defesa. Este, no dia 20.05.2008, dirigi u-se à Delegacia de Polícia e solicitou os autos de inquérito para exame. O Delegado d e Polícia, todavia, não lhe permitiu o acesso aos autos porque a investigação era sigilo sa. QUESTÃO: Como advogado de João, verifique a medida cabível e de forma fundamentada postule o que for adequado ao caso. RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL PROBLEMA 1 ( OAB/SP 110) Ésquines foi denunciado e está sendo processado por infração ao artigo 159 d o Código Penal porque, mediante grave ameaça exercida com arma de fogo, seqüestrou Demós tenes, empresário, exigindo de sua família, como condição para sua libertação, a importância e R$ 100.000,00 (cem mil reais). Foi autuado em flagrante delito no momento em q ue pegava o dinheiro deixado em local previamente combinado e a vítima foi encontr ada ilesa. O acusado encontra-se preso, por força da flagrância delitiva, há mais de 1 80 (cento e oitenta dias) e ainda não se encerrou a instrução criminal, uma vez que o representante do Ministério Público insiste na oitiva de duas testemunhas que devem ser ouvidas através de Carta Precatória, por residirem em outro Estado. Requerido o relaxamento do flagrante ao Juízo processante, foi o mesmo indeferido, ensejando i nterposição de ordem de Habeas Corpus ao Tribunal competente. O Tribunal denegou a o rdem requerida fundamentando o V. acórdão no fato de que a gravidade da infração se sobr epõe ao eventual excesso de prazo, desconfigurando o alegado constrangimento ilega l. Como advogado de Ésquines, tome a providência judicial cabível. 127

João Silva foi condenado a 3 anos de reclusão. sobretudo porque não utilizadas as fases que a lei reserva para esse fim. Interposto o recurso de apelação para o TJDFT. Durante a instrução processual. alegando apenas e tão-somente "se r o crime muito grave". residente na Rua Madre Tereza n. por força de auto de prisão em flagrante delito. rememore-se que tal possível nulidade não foi agitada no momento processu al oportuno — as alegações finais. Habeas corpus.ª Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo. sendo certo que teve concedida a fase do artigo 514. investigador de polícia. Foi interrogado em juízo em 14 de março de 2007. real. PROBLEMA 3 (OAB/SP 121) João. Possível nulida de não alegada na defesa prévia. 2. PROBLEMA 4 (OAB/MT 2007.1 . por maioria de votos. Mesmo considerando que. 571. tem resi dência fixa e exerce atividade lícita. O Meritíssimo Juiz de prime ira instância negou a liberdade provisória com fiança. art. foi denunciado e m 2 de fevereiro de 2007 pela prática de estelionato. do Código de Processo Penal. vício insanável a macular de fo rma grave e irreversível o ato processual realizado em descompasso com a exigência l egal. nas alegações finais nem nas razões do recurso de apelação. Por último: estando sentenciado o processo. Interrogatório do réu. está preso no Presídio Especial da Polícia Civil de São Paulo po r força de auto de prisão em flagrante delito e denunciado como violador do artigo 3 16. enquanto a Egrégia 1a Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo . adotar a medida judicial cabível. como preceitua o art. e denunci ado por violação do artigo 316. restou improvido. por maioria de voto s. O Meritíssimo Juiz de primeira instância negou a liberdade provisória com fiança. não lhe sendo possível. do CPP —. tem residência fixa e exerce atividade lícita. está preso no Presídio Especial d a Polícia Civil de São Paulo. Por outro lado. 403. foi o próprio paciente quem dispensou a entrevista com o defensor nomeado. . Brasília – DF. resta superada a alegação de nulidade. do mesmo Código de Processo Penal. brasi leiro. requerendo-se a concessão da ordem para que o processo fosse anulado desde o interrogatório. Impetrado h abeas corpus para o mesmo tribunal. denegou a ordem de habeas corpus que fora impetrada. É primário. 128 . conforme consta do Venerando Acórdão hoje publicado. QUESTÃO: Como advogado de João. QUESTÃO: Como advogado de João. 565 do Código de Processo Penal. denegou a ordem de habeas corpus que fora impetrada usando do mesmo argumento .º 167. sendo certo que teve concedida a fase do artigo 514. Consta do termo de audiência que o acusado dispensou a entrevista prévia com o defensor nomeado. inclusive. como exige o art. do Código de Processo Penal. sem que o ato fosse presenciado por qualquer pessoa habilitada a exercer a denominada defesa técnica. o princípio do contraditório tenha natu reza efetiva. do Código Penal. do Código Penal. Defensor ausente por haver sido dispensado pelo próprio réu. O representante do Ministério Público também esta va ausente. investigador de polícia. e os prazos legais estão sendo observad os. no caso concreto. 4. 5. taxista. §3º. argüir possível nulidade de at o a que deu causa. posteriormente. Feito sentenciado.ADAPTADO) João Silva. É primário. inciso II . aresto hoje publicado. no processo penal. foi a ordem denegada por acórdão assim ementado: Processo Penal. não se verifica. João Silva foi regularmente a ssistido por profissional habilitado na OAB. conforme consta do v. e que os prazos legais estão sendo observados. enquanto a Egrégia 1. Ordem de habeas corpus denegada. De ma is a mais. alegando apenas e tão somente "ser o crime muito grav e".PROBLEMA 2 (OAB/SP 114) João. adota r a medida judicial cabível. usa ndo do mesmo argumento. 3.

residente na rua Pedro Afonso n. 312 do Código de Processo Penal. solteiro.” A defesa.o 12. 69 do Código Penal brasileiro. 121. que oficiou contrariamente à liberda de provisória. Moema. entre os elencados no art. foi denunciado como incurso nas sanções previstas no art. foi preso em flagrante delito. durante a instrução. A matéria foi devidamente prequestionada. o Promotor de Justiça recorreu e a 3ª Câmara Criminal do Tribun al de Justiça deu provimento ao recurso por unanimidade de votos. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROBLEMA 1 Zé Ninja foi processado por in fração ao art. indicando a prova indiciária. objetivando a co ncessão de liberdade provisória. substituída a pena privativa de liberdade por duas penas de prestação de serviços à comunidade. restou denegada. ambos da Lei n. Isto posto. o que só será dirimido. já que ostenta maus antecedentes. São Pa ulo – SP. confirmando-se a decisão do juiz a quo. alterando ainda. sua pena. que proíbe a liberdade provisória no caso dos crime s de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. A ordem. diante da denegação da ordem. Recorreu e seu recurso foi improvido por un animidade de votos. 16. Co nsiderando a situação hipotética apresentada. parágrafo único.Diante da denegação da ordem de habeas corpus. e no art. com exatidão. PROBLEMA 5 (OAB/SP 136) Rodrigo Malta. Inconformado. não demonstrou qualquer intenção de fuga. caput. melhor razão está com a bem pautada promoção do Ministério Público. até o momento. em 2/8/2008. interponha a peça jurídica cabível. 14. O advogado de Rodrigo pleiteou a liberdade provi sória de seu cliente. Registre-se que Rodr igo Malta é primário. § 2º. os julgadores. entendo que o pedido de liberdade provisória formulado não merece acolhida. II e IV. Em 9/9/2008.º 10. Com efeito. 21 da Lei n. De outro lado. destacando-se que. na qualidade de advogado.826/2003. os crimes imputados ao acusado são sobre maneira graves. nasci do em 4/5/1976. afirmando que os jurados decidiram manifestamente contrária à prova dos autos. É certo que a 129 .º 10. Outrossim. em São Paulo – SP. RECURSO ESPECIAL PROBLEMA 1 Tício foi p rocessado e condenado às penas de 2anos de reclusão e 15 dias-multa pela prática do cr ime de furto em regime aberto. tendo em conta os fatos narrados e a legis lação pertinente. IV. interponha o recurso cabível em favor de João Silva. con tudo. entretanto o pleito foi indeferido pelo juiz a quo. possui bons antecedentes e compareceu à delegacia e ao juízo todas as vezes em que foi intimado.826/2003 (porte de arma de fogo de uso permitido e posse de a rma de fogo de uso restrito. afastando a possibilidade de substituição por pena restritiva de direitos. de acordo com o que dispõe o ar t. sob o argumento de que o decreto de prisão cautelar não explicitara a necessidade da medida nem indicara os motivos que a tornariam ind ispensável. que assi m se manifestou: “Após analisar os autos. brasileiro. QUESTÃO: Adote o recurso cabív el em favor de Tício. diversa de habeas corpus. que o acusado é provavelm ente soldado do tráfico. restando absolvido d a imputação. então. na condição de advogado(a) contratado(a) por Rodrigo Malta. ou seja. indefiro o pedido de liberdade. em casos como o presente. a primariedade e os bons antecedentes não são pressupostos a impor a liberdad e de forma incontinente. em razão do disposto no art. do CP perante o 1º Tribunal do Júri. em favor de seu cliente. com a numeração raspada). impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

A matéria foi prequestionada em embargos de dec laração. em 08 de f evereiro de 1993.prova é amplamente favorável a Zé Ninja. c/ c artigo 69 "caput". inciso I. por sentença transitada em julgado. baseado no voto divergente desta decisão. para tan to colocando a mão sob a camisa. você é nomeado pelo Juiz da Comarca do Forte para arrazoar pedido feito pelo réu para que fosse revista sua condenação. elabore a peça processual em prol de seu interesse. acrescidos de 1 /4 pela reincidência. Joana Gonçalves imediatamente procurou os fami liares de João transmitindo-lhes os fatos que integram a justificação criminal já realiz ada. novamente colocando as mãos sob a camisa. I e II. sendo aquela assim fixada: quatro anos. e ainda estando P etrônio preso. além da pena de multa. Petrônio o abandonou e. apenas. por duas vezes. O Ministério Público aforou Recurso Ex traordinário. roubou um veículo Opala. recebendo pena de 21 anos de reclusão . foi preso por policiais militares . Maria confidenciou à sua amiga Joana Gonçal ves que antes dos fatos. que o Juiz sentenciante eq uivocou-se materialmente. leia-se 12 anos. sentença de primeiro grau jurisdicional. Relatou também. eis que teria constrangido Maria Soares à conjunção carnal mediante grave ameaça. a r. quando tra fegava pela rodovia. Como o pneu do veículo estourasse. prosseguindo em sua fuga. do Código Penal. então transferido para a Penitenciária de Jacaré. QUESTÃO: Como advogado de João da Silva tome a providência judicial cabível. verificando-se o trânsito em julgado . diminuindo a pena para 7 anos de reclusão. foi condenado à pena de treze anos e quatro meses de recl usão. em virtude de falta de viaturas par a conduzi-lo à cidade do Forte. Ao final do processo. Vinte minutos depois. Já na rua. mantendo. parágrafo segundo. que o acusou de crime. do Código Penal. sem fundamentação judicial no tocante à majoração da pena. ante a ausência de recurso da defesa. REVISÃO CRIMINAL PROBL EMA 1 (OAB/SP 109) João da Silva foi condenado. PROBLEMA 3 (OAB/SP 115) João foi processado por infração ao art. conseguiu evadir-se do presídio. Anos após. apresente a peça processual cabível. Petrônio não foi apresentado. QUESTÃO: Como advogado de Zé Ninja. Na audiência para a oitiva das vítimas e te stemunhas de acusação. porque João ro mpera definitivamente com o namoro. para fins de reincidência. como incurso nas sanções do artigo 213 caput do Código Penal. endo certo que o Tribunal reconheceu a tese por ele apresentada por dois votos a um. no mais . 130 . ameaçou Maria de morte. O STF aduziu. fundamentando-a. QUESTÃO: Como advogado de João. Decorrido 01 (um) ano do trânsito em julgado e e ncontrando-se João em cumprimento de pena. 157. desacompanhado da certidão cartorária . tendo o Juiz considerado. o que culminou por exasperar a pena para 12 anos de reclusão. um crime de homicídio noticiado apenas em sua Folha de Antecedentes. PROBLE MA 2 (OAB/SP 110) Petrônio cumpria pena na Penitenciária do Forte quando. Petrônio. a cumprir 06 (seis) anos de reclusão em regime prisional fechado. e utilizando-se do veículo na fuga. foi denunciado como incurs o nas penas do artigo 157. Como advogado de Petrônio. roubando seu veículo Monza. também do Código Penal. A sentença tran sitou em julgado. ameaçando de morte o seu proprietário. fazendo gesto de que estava armado. adote o recurso cabível. tendo o seu defensor dativo dispensado a sua prese nça. parágrafo 2º. e onde se lê 21 anos. Apresentou Recurso de Apelação. mais 1/3 pela qualificadora para cada um dos crimes. já namorava João e que com ele havia mantido relacionamento sexual por sua própria vontade.

Já na fase de execução.500. Após hora e meia. causadas pela própria movimentação dos presos. José foi pr ocessado e acabou sendo condenado pelo crime de tortura. o MM. do Código Penal. tendo os peritos. e foram levados para a realização de exame de corpo de delito. moveu ação contra o banco. A denúncia. havia inventado toda a estória. em virtude de sua atividade no Banco do Brasil. agride-o com um cano. artigo 1. casado. foi recebida em 20 de junho de 2005.º. o que faria em favor de Mário? Redija a peça. n. “caput”. sentença já transitou em lgado. após violenta discussão com Antônio. que apu rou lesões bem leves. José soltou os detentos. parágrafo 1. José procurou um novo advogado para examinar sua situação e saber o que poderia ser feito. ato presenciad o por duas testemunhas. funcionários do banco que confirmaram o fato.00 (mil e quin hentos reais). resolveu f icar com parte do dinheiro. este confirmou o fato. Agora. um dos condenados foi colocado em liberdade e procurou a família de José. PROBLEMA 5 (OAB/SP 122) Mário. 131 . Juiz da 23a Vara Criminal da comarca da Capital condenou José pelo crime de peculato. para parcial paga mento dos referidos serviços. causando-lhe ferimentos. Superadas as fases dos artigos 402 e 403 do CP P. à pena de três anos de reclusão.500. Alguns detentos estavam muito agitados. no valor de R$ 1. Na instrução criminal. utilizando o restante.º I. com base em informes do ofendido e de regi stros hospitalares.455. produzir a peça cabível que atenda o seu interesse. inciso II. no dia 11 de ma io do mesmo ano.00 (mil reais). depois do primeiro exame em Antônio. Como o outro detento não gostava de José. Diante desses fatos. Concluído o inquérito. A pena privativa de liberdade foi substituída por duas penas restritivas de direitos (prestação de serviços à comunidade e multa). parágrafo 4. R$ 1. estava trabalhando em presídio da Capital. Esta decla ração foi colhida numa justificação criminal. José está preso e a r. QUESTÃO: Como novo advogado de José. A decisão transitou em julgado no dia 2 0 de janeiro de 2006. Em posse do numerário. José. contudo. Mesmo assim. e por ordem de um superi or. pois estes se most ravam calmos. ambos os detentos disseram que foram torturados por José. dizendo. pois desaparecidos os vestígios.PROBLEMA 4 (OAB/SP 121) José. de 7 de abril de 1997.500. QUESTÃO: Como ad vogado de José. Intimado para o cumprimento das penas. PROBLEMA 6 (OAB/SP 1 28) José. pai de três filhos. A ação foi julgada procedente. QUESTÃO: Co mo novo advogado. As par tes. Em 15 de junho de 2005.000. funcionário público com 38 anos de idade. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. Foram ouvidos. José imobilizou dois deles. realizado 15 (quinze) dias após o fato. no valor de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo cada. ouvi do José. após dois meses.º. quando inesperadamente ocor reu uma rebelião. previsto na Lei 9. não apelaram. no valor exato de seu crédito. ele foi intimado para comparecer após 90 (noventa) dias. em razão de descontos ilegais efetuados pela instituição em sua folha de pagamento. dizendo que foi obrigado pelo outro preso a dizer que tinha sido torturado. Durante o inquérito policial. a ser cumprida em regime aberto. do Código Penal. e a de multa em 10 dias-multa. obrigando-o a mentir. O acu sado Mário e seu advogado deixaram escoar o prazo para impugnação da sentença. com ataduras de pano. A sentença transitou em ju lgado no dia 10 de março de 2005. 00 (mil e quinhentos reais). José foi denunciado como incur so no artigo 312. mais a perda de função pública. R$ 1. afirmado a incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 (trinta) dias. também. funcionário do Banco do Brasil. fazendo-o com o devido cuida do para não os machucar. inciso I. que somente queria receber seu c rédito para cobrir despesas pessoais e familiares. recebera a quantia de R$ 2. Ministério Público e acusado. Mário foi denu nciado e condenado nas penas do artigo 129.00 (dois mil e quinhentos reais) para o pagamento de serviços de manutenção do prédio onde o banco estava instalado. mas a verdade é que José inclusive fez de tudo para não os ferir.º. fixando a pena privativa de liberdade em 2 (dois) anos de reclusão. sem que José fosse notificado para eventual resposta.

ajuíze a peça pertinente. tendo agido sozinho. de modo irrecor rível. na realidade.PROBLEMA 7 (OAB/SP 132) João foi processado e condenado à pena de 2 anos de reclusão. foi condenado.º. estuprou "B". no bairro da Penha. Em fase de execução de sentença. no m esmo bairro e mesmas condições que o delito anterior. Também por furto de um toca-fitas. por delito perpetrado no dia 18 de janeiro de 1999. com o respectivo trânsito em julgado. Houve recurso inter posto pela defesa e o Tribunal confirmou a sentença do juízo a quo. caput. Requereu o se u livramento condicional. acór dão. admitiu a progressão meritória do regime prisional. Entretanto. por ter furtado um toca-fitas de um veícul o que estava aberto e estacionado na via pública. fundamentando-se na Lei nº 8072/90. "A" não expressou humildade e até dis se que "a vítima na verdade gostou". QUESTÃO: Como advogado de Ernesto Ma noel. de 23 anos. em face de um golpe financeiro que teria. Contudo. mediante ardil. apoiando-se naquele do Ministério Público. o mesmo ocorrendo c om o parecer do Conselho Penitenciário. Agora. Durante o processo. do Código Penal. policiais mili tares que passavam por ali ouviram os gritos de "B" e efetuaram a prisão em flagra nte de "A". em regime fechado. PROBLEMA 2 (OAB/SP 114) Ernesto Manoel foi condenado por juízo criminal s ingular. moça de po sses. surgem novas provas reconhecendo que. Quando se dirigiam ao barzinho. Passados dois me ses após o trânsito em julgado da decisão condenatória. boa laborterapia e inclusive subsiste do seu trabalho. o Juiz da Vara 132 . Porém. usando de violência. foi condenado pelo Meritíssim o Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal da Capital à pena de 1 (um) ano de reclusão e mu lta de 10 (dez) dias-multa. QUESTÃO: Como advogado de Quílon. AGRAV O EM EXECUÇÃO PROBLEMA 1 (OAB/SP 112) Quílon. pela prática de est elionato majorado. sendo o exame criminológico favorável. a cumprir 6 (seis) anos de reclusão. QUESTÃO: Como advogado de João. já transitada em julgado. cumprida em regime aberto. "A" está cumprindo pena. o condenado pleiteou transferência ao semi-aberto. a entidade de direito público não teve qualquer prejuízo econômico e m face da conduta de João. professor de natação. previsto no artigo 171. § 3. transcorrido o lapso temporal do cumprimento da pena no regime fechad o. passaram por um bosque e "A". o Juiz das Execuções indeferiu o benefício. indeferida pelo Meritíssimo Juiz sob o argumento de que os crim es são graves. PROBLEMA 3 (OAB/SP 115) "A". com 35 anos de idade. após tantos anos na cadeia. induzido em erro e gerado prejuízos a entid ade de direito público localizada no centro da cidade de São Paulo. por ter sido incurso nas penas do artigo 213. "A" foi processado pelo artigo 213 do Código Penal. Quílon encontra-se recolhido na Penitenciária do Estado de São Paulo em virtude de ostentar outras condenações por d elitos diversos. em regime prisional fechado. do Código Penal. Quílon reque reu a unificação de penas relativa aos delitos de furto ocorridos nos dias 17 e 18 d e janeiro de 1999. indenizou a vítim a. em regime fechado. pelo Meritíssimo Juiz da 2ª Vara Criminal da Capital à pena de 1 (um) ano de recl usão e multa de 10 (dez) dias-multa. Já em fase de e xecução penal. Neste momento. já tendo descontado mais de 2/3 da reprimenda carcerária. O exame criminológico concluiu favoravelmente à progressão e foi no mesmo sentido o parecer do Conselho Penitenciári o. hoje intimado. sendo que "B" move u uma ação privada contra "A". adote a medida judicia l cabível. expressa-mente. tendo recebido elogios do Diretor da Unidade Prisional. por intermédio de Advogado. o V. para tomar um suco após a aula. tome a providência cabível. tem ótimo comportamento prisional. convidou uma de suas alunas de nome "B". fato ocorrido no dia 17 de janei ro de 1999.

Guará – DF. com trânsito em julgado.a Vara Criminal de São Paul o – SP. bem como de constituir uma família tão lo go seja colocado em liberdade. condenado definitivamente por vários crimes de homicídio qualificado. praticada em 29 de janeiro de 2000. demonstra intenção de fixar residência na Colônia Agrícola Águas Lindas. visto que. em face de sua condição de reincidente. de igual modo por infração ao artigo 157 do Cód igo Penal. dita por "A" na época do processo. a 8 anos de reclusão. a 156 (cento e cinqüenta e seis) anos de reclusão. incisos I e II. Entretanto. A decisão foi publicada no Diário Oficial há dois dias e o condenado foi intimado ontem. PROGRESSÃO DE REGIME PROBLEMA 1 (OAB/SP 132) Carlos foi processado e condenado com trânsito em julgado pela prática de homicídio simples (artigo 121. 157. comet a a ação pertinente. respectivamente. PROBLEMA 6 (OAB/SP 135) Márcio. no relatório carcerário expedido pelo dir etor daquele estabelecimento prisional. pela prática do crime previsto no art . o detento. no dia 05. Márcio. atualmente. por in fração ao artigo 157 do Código Penal. Iniciada a execução de sua pena na Penitenciária de Avaré. iniciou o cumprimento de sua pena no dia 01. pleit eou ao juízo competente a concessão do livramento condicional. razão pel a qual ainda não faz jus à progressão ao regime aberto.competente. latrocínio e seqüestro. passaram-se 133 . com carteira assina da.09. § 2.09. na condição de advogado(a) contratado(a) por Márcio. O juiz indeferiu o pe dido de livramento condicional. em outros dois processos. Considerando a situação hipotética des crita. que já cumpriu 5 anos do t otal da pena. ao fundamento de que o sentenciado agiu reiterad amente de forma criminosa. em favor de "A".2006. PROBLEMA 5 (OAB/SP 130) João. entendeu prematuro o benefício e indeferiu a postulação. impressionado com a gravidade do caso e ainda influenciado pela fras e que a vítima na verdade teria gostado. QUESTÃO: Como advogado de Tertuliano da Silva. Recentemente. Requereu junto ao Juiz da Vara das Execuções a unifi cação de penas. em regime inicial fechado. formule. direcion ada ao Órgão Judiciário ad quem. às penas de 5 anos e 4 meses e 6 anos e 2 meses de reclusão.2006. Em razão disso. A r. no d ia 04.09. pedreiro. a peça — diversa de h abeas corpus — que deve ser apresentada no processo. tem profissão certa e definida e está trabalhando. no mesmo bairro.º. que foi indeferida. QUESTÃO: Produzir a peça cabível na espécie. sem ouvir o sentenciado. na qual Márcio estivera envolvido. como pedreiro. acatou o pedido. em companhia de seus pais. no ano de 20 01. o Ministério Público. e determinou o encaminhamento de João para penitenciária destinada ao cumprimento d a pena no regime disciplinar diferenciado. em regime fechado. roubo. a autoridade c arcerária informa que. foi condenado. So b o argumento de que ele pertenceria a organização criminosa. requereu sua colocação em regime disciplinar diferenciado pelo prazo de três anos. Acha-se cond enado. solteiro. decisão que indeferiu o benefício fo i prolatada hoje. lote 1. consta uma tentativa de fuga em 22/4/200 6. no mesmo relatório. progrediu ao regime semi-aberto. caput) praticado na cidade de Avaré. cujos fatos ocorreram. em 10 de janeiro e 15 de feve reiro de 2000. osten ta bom comportamento e exerce trabalho externo. O juiz. atualmente recluso no Centro de Readaptação Penitenciária de Presidente Bernardes – SP. PROBLEMA 4 (OAB/SP 119) Tertuliano da Silva foi defin itivamente condenado à pena de 6 anos de reclusão. brasile iro. por meio da defensoria pública.2006. também. pelo juiz da 2. tendo sido condenado pelo Juiz de Avaré à pena de 6 anos de reclusão a ser cumprid a em regime fechado. não reincidente em crime doloso.

QUESTÃO: Como advogado de Ma noel de Sassoferrato lance mão da medida cabível visando sua libertação. ficou evidenciado que Graciliano. atuar no escopo de obter o ressar cimento. QUESTÃO: Como advogado da vítima "B". 134 . não obstante o seu bom comportamento na prisão e a existência da Vara de Execução na cidade de Avaré. faça a peça adequada. Não é rei ncidente. logo após a sua prática. ainda não pleiteando Carlos qualquer benefício no âmbito da execução penal. o auto r do furto.exatos 2 anos desde o início do cumprimento da sua pena no regime fechado. adquiriu imóvel cujo valor coincide com o do nume rário subtraído conforme escritura lavrada em Cartório e registrada no serviço imobiliário competente. aprendeu ofício e já tem emprego certo para quando estiver em liberdade. QUESTÃO: Como advogado de Carlos. LIVRAMENTO CONDICIONAL PROBLEMA 1 (OAB/SP 109) Manoel de Sassoferrato está condenado por homicídio qualificado a 12 (doze) an os de reclusão. e encontra-se recolhido na Penitenciária do Estado de São Paulo. ainda vinculado ao juízo do Departamento de I nquéritos Policiais da Capital de SP– DIPO –. Já cumpriu mais de 2/3 (dois terço s) da pena imposta. Em ação própria na esfera cível reparou o dano. SEQUESTRO PROBL EMA 1 Nos autos do inquérito policial. sempre com excelente comportamento carcerário.

cabendo. em face do art. a flagrância é uma qualidade da infração: o sujeito é preso ao perpetrar o crime. porém. o certo é que as legislações alargaram um pouco esse conceito . sim. Ademais. ao menos . É o delito que está se consumando. 5º. CPP). [O examinando que fizer habeas corpus (peça não privativa de advogado) deve obter a nota zero no quesito raciocínio jurídico. PROBLEMA 2 Pedido de relaxamento da prisão em flag rante dirigido ao juiz de direito da Vara do Júri. IV) é encontrado. 302 do CPP que se considera em fla grante delito quem: I está cometendo a infração penal. em razão da apresentação espontânea (art. logo após. como entendeu o delegado). LXV. logo depois. ou por qualquer pessoa. é um crime inst antâneo (e não permanente. Daí dizer o art. armas. Sendo assim. PROBLEMA 4 No caso em comento. sustentando a ilegalidade da pr isão. a peça process ual cabível é o relaxamento de prisão. objetos ou papéis. 317. COMPETÊNCIA: JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ___. sido perseguido. q ue afasta o estado de flagrância. 302.º. portanto. não houve o flagrante impróprio ou quase-flagrante (art.9. pelo ofendido. PEDIDO: RELAXAMENTO DA PRISÃO EM FLAGRANTE E EXPEDIÇÃO DO COMPETENTE ALVARÁ DE SOLTURA. Prender em flagrante é capturar alguém no mom ento em que comete um crime. já que o preso foi encontrado uma semana após o crime. II) acaba de cometê-la. do CPP). que façam presumir ser ele o autor da infração. Na prática. qu e determina que “a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária”. no dia seguinte ao da acusação feita) . III) é pers eguido. prisão em flagrante apenas no momento da prática do delito (a prisão em flagrante não poderá ocorrer no momento do exaurimento d o delito). TESE: PRISÃO EM FLAGRANTE DECRETADA FORA DAS HIPÓTESES AUTORIZADAS PELO ART. preso em (a comissão de) um crime f lagrante. 30 2 DO CPP. Frise-se que. NEM presunção de autoria do delito (já que não foi encontrado nenhum objeto ou substânci a que o ligasse ao tráfico de drogas). devido a ilegalidade no flag rante. sem que tenha. atual. em qual quer situação que faça presumir ser o autor da infração. 5. III. Prisão em flagrante delito é a prisão daquele que é surpreendido cometendo uma infração penal. 135 . não é a liberdade provisória o meio tecnicamente correto para obter-se a soltur a de Pedro Paulo e. isto é. O que é flagrante é o delito. da CF). 302 . com instrumentos. Aqueles que se limitarem à liberdade provisória. o que poderá ser aceito. na forma “fornecer”. pela autoridade. vez que NÃO houve perseguição logo após a prática da infração (os policiais p enderam o Requerente no seu local de trabalho. GABARITO. FUNDAMENTO: O crime de tráfico de drogas. RELAXAMENTO DE FLAGRANTE PROBLEMA 1 Relaxamento da prisão em flagrant e dirigido ao juiz da Vara do Júri. da Constituição Federal. deverão perder pont o no quesito domínio do raciocínio jurídico. é comum que os advo gados cumulem o pedido de relaxamento de prisão com o de liberdade provisória. uma vez que a situação descrita não se encontra nas hipóteses elencadas no art. o crime de tráfico de d rogas é um crime formal. estendendo-o a outras situações. CPP. LXV. PROBLEMA 3 PEÇA: PEDIDO DE RELAXAMENTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE (ar t. Não obstante seja esse o seu preciso significado. o relaxamento de prisão.

uma vez ser esta totalmente nula. no clamor social decorrente da prática da c onduta delituosa (HC 84. Nesse sentido. com nenhum objeto que faça presumir ser ele autor da in fração que lhe foi imputada. 302 do Código de Processo Penal. assim.858/SP. não podendo.748/RJ. nem por isso a autoridade poderá prendê-lo: deverá mandar lavrar o auto de apresentação. isso terá que ser apurado durante a instrução criminal. Rel. min. ainda.162/RJ. somente será legal e conforme a Constituição da Repúbl ca. RT 82/296) Em verdade. ao processo da ação penal. n. DJU de 28/06/ 2007). flagrante presumido. a doutrina de Magalhães Noronha nos ensina que: “apresentando-se o acusado . Rel.º 126. para a prisão cautelar.471/PA. solto. Ora. Cezar Peluso.260. desconsiderar que a autoria deve vir ao menos comprovada com o mínimo de prova — leiam-se aí indícios idôneos — pois. por exemplo. e. Rel.” (TJSP . de réu solto. finalmente. o que o fez. nenhuma destas ocorreu no caso em tela. na periculosidade presumida do agente (HC 90. DJU de 13/09/2007). por t odo o exposto. Por fim. Segunda Turma. h. deve-se requerer o relaxamento da prisão em flagrante delito levada a efeito. apenas a existência da materialidade do c rime e indícios da autoria. quais sejam. Com efeito. Carlos Britto. nem tampouco perseguido imediatamente após sua prátic a.351. uma vez que o mesmo não se enquadra em nenhuma das h ipóteses do art. ademais. o que constitui prisão ilegal. de seu envolvimento no crime de furto qualificado. Pedro Paulo não estava cometendo a infração penal. min. em situação que autorizasse presunção de ser o seu autor . “foi convidado para que se fizesse presente naquela delegacia de polícia. Crim. Cezar Peluso. ainda que de maus antecedentes e rein cidente. Rel.As duas primeiras modalidades são consideradas flagrante próprio. na afirmação genérica de que a prisão é necessária para acautelar o mei o social (HC 86. o Estado Democrático de Direito. se gundo jurisprudência do STJ: A Suprema Corte tem reiteradamente reconhecido como i legais as prisões preventivas decretadas. Se há indícios.Câm. senão vejamos: “Prisão em flagrante — Inocorrência — Agente que não foi surpr endido cometendo a infração penal. Inexiste prisão por apresentação” (in Curso de Direito Processual Penal). em situação que faça presumir ser ele o autor da infração (flagrante impróprio). Rel. com base na gravidade abstr ata do delito (HC 90. não foi perseguido pela polícia ou por qualquer pessoa. o jus libertatis estaria seriamente comprometido. por imprópria. Segunda Turma. os fatos apurado s sustentar uma prisão em flagrante. Ressalte-se que não houve flagrante nenhum com relação a Pedro Paulo. Inexiste prisão em tais circunstâncias . Em resumo. ouvi-lo-á e representará ao juiz quanto à necessidade de decretar a custódia preventiva . até o trânsito em julgado de sua condenação. flagra nte impróprio ou quase flagrante e. nem havia acabado de com etê-la (flagrante próprio). min. e m caso contrário. Está. uma vez que o mesmo. conforme se verifica do auto de prisão em flagrante. Crim. nem f i encontrado. não se pode. DJU de 21/06/2007. DJU de 06/06/2007 ). Assim.311/SP.(AgRg na MC 6576 / PR Agravo regi mental na medida cautelar 2003/0105593-0) A 136 . não sendo encontrado. Primeira Turma. a apresentação espontânea do re querente desfigura. reflexament e. por outro lado. min. De tal entendimento não discrepam no ssos tribunais. Primeira Turma. a terceira. como na jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça. ou de réu q ue responde. a lavratura do auto de prisão em flagrante. h.c. com base na periculosidade presumida do indiciado. nos casos de presunção “juris tantum” da desnecessidade da custódia cautelar . logo depois. logo após. a sua prisão.” (TJSP Câm. ou não.º 128. 302 e 317 do CPP — O caráter de flagrante não se coaduna com a apre sentação espontânea do acusado à autoridade policial. se demonstrada a sua necessidade pelo Juiz. min. imediata e espontaneamente”.c. no momento em que foi detido p ela polícia. confo rme pode-se observar da situação narrada. como na Lei. a reincidência não poderá prejudicar o pedi do de relaxamento de prisão. a última. RJTJESP 39/256) “Prisão em flagrante — Inocorrência — teligência dos arts. HC 90. DJU de 06 /06/2007) ou. primário e de bons antecedentes. Não obst ante ser necessária. Cezar Peluso. n. das três modalidades acima expostas. com obediência aos princípios da ampla defesa e do contraditório. Segunda Turma. todavia. Sepúlveda Pertence. Pedro Paulo sofrendo coação por parte da Autoridade Policial.

em liberdade. DJU de 29/06/2007). 312 do Código de Processo Penal. por outro não perm ite que o Estado trate como culpado aquele que não sofreu condenação penal transitada em julgado (HC 89501/GO.º.º da Constituição Federal (incisos LXVI – “ninguém será levado à prisão ou nela mantido. Rel. Min. tendo em vista as condições subjetivas favoráve is ao preso e. Atualmente.972/GO .privação cautelar da liberdade individual reveste-se de caráter excepcional (HC 90. Primeira Turma. prisão decorrente de decisão de pronúncia ou prisão em razão de sentença penal condenatória recorrível) seja detu pada a ponto de configurar uma antecipação do cumprimento de pena (HC 90. parágrafo único do CPP. nada indicando que.ª Min. DJU de 22/11/2007). DJU de 09/11/2007). O princípio consti tucional da não-culpabilidade se por um lado não resta malferido diante da previsão no nosso ordenamento jurídico das prisões cautelares (Súmula n.069/RJ. a constrição cautelar desse direito fundamental (art. Celso de Mello. Rel. Para o deferimento d a liberdade provisória. sendo suficient e que o decreto constritivo. sem que ocorresse qualquer prejuízo à liberdade do acusado. dificultando a 137 . PROBLEMA 3 O candidato deve fazer um pedido de liberdade provisória em favor de Daniel. Desse modo. ninguém deverá ser recolhido à prisão senão após o trânsito em julgado de sentença condenatória. Sabidamente. Gilmar Mendes.398/SP. esse instituto é a liberdade provisória. deve ser exp edido em favor de Pedro Paulo o competente alvará de soltura. PROBLEMA 2 Liberdade provisória com ou sem fiança apoiando-se no mérito pessoal do preso. DJU de 11/10/2007). Min. Pri meira Turma. DJU de 27/04/2007) com a satisfação dos pressupostos a que se re fere o art. qualquer que seja a m odalidade (prisão em flagrante. qua lei admitir a liberdade provisória.” e LVII – “ninguém será considerado c lpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. Segunda Turma. Eros Grau. 5. não es tão presentes os requisitos da prisão preventiva pois o requerente é primário e possui r esidência fixa. DJU de 16/03/2 007). Ricardo Lewandowski. Celso de Mello.464/RS. R el. fundamentação exaustiva. LIBERDADE PROVISÓRIA P ROBLEMA 1 Liberdade provisória sem fiança.ª Cármen Lúcia. DJU de 04/05/2007). ausência dos requisitos para a prisão preventiva. médico estabelecido que não vai oferecer risco para o processo. a prisão preventiva se justif ica desde que demonstrada a sua real necessidade (HC 90. sendo exceção à regr a (HC 90. por conseguinte. Segunda Turma. Rel. no caso. com ou sem fiança. Rel. venha a ausentar-se do distrito da culpa. prisão preventiva. No caso em análise. exige o estatuto processual a inocorrência das hipóteses previ stas nos seus artigos 311 e 312.”).862/SP. Rel. Min. 310. Gilmar Mende s. é inadmissível que a finalidade da custódia cautelar. Segunda Turma. Não se exige. Na nossa legislação pátria. a mera explicit ação textual de tais requisitos (HC 92. analise a pres ença. DJU de 17/05/200 7). contudo. da Carta Magna) deve ter base empírica e concreta (HC 91. conforme se depreende do artigo 5 . inciso XV . frise-se. Min. Min. Fu ndamento: art. prisão temporária. Segunda Turma. ainda que de forma sucinta. somente se admite a continuidade da segregação caso resulte demonstrada a sua necessidade diante da análise dos requisito s objetivos e subjetivos que autorizam a prisão preventiva. Rel. Ricardo Lewandowski. desta forma.753 /RJ. dos requisitos legais ensejadores da prisão preventiva (RHC 89. A custódia cautelar. Assim. Primeira Turma. Assim sendo. Rel. Desse modo. houve a ne cessidade de estabelecer institutos com a finalidade de assegurar o regular dese nvolvimento do processo.729/SP. Min. apenas é prevista nas hipóteses de absoluta necessidade. Min. Primeira Turma.º 09/STJ). Assim. concisa. não bastando.

§ 2. os crimes e as contravenções contra a economia popular. com o fim de determinar alta de preços. e. já que se tra ta de crime contra a economia popular.se assim o recomendar a situação econômica do réu. b) de 5 (cinco) a 20 (vinte) salários mínimos de referênci a. Est a Lei regulará o seu julgamento. Deve ser ressaltada.o valor de fiança será fixado pelo juiz que a conceder. Art. a fiança poderá ser: I . pois não se trata de crime no qual se tenha utilizado de violência ou grave ameaça. até 2 (dois) anos.º . Lei n. intencionalmente e sem autorização legal.a liberdade provisória somente poderá ser concedida mediante fi ança. Ressalte-se que o candidato que propuser habeas corpus (peça não privativa de advogado).reduzida até o máximo de dois terço . 325. PROBLEM A 2 Deverá ser redigida Queixa-Crime contra Antoine.º. no grau máximo. deve ser requerida a concessão de liberdade provisória mediante fiança. III .º .º 1.aplicação da lei penal. di ficultando a prova.São também crimes desta natureza: I . § 1º . ou qua lquer outra peça. com estrita observância do artigo 41 do C PP. no grau máximo . da data da prática do crim e. 310 e parágrafo único do Código de Proce sso Penal. devendo ser observados os seguinte s procedimentos: I . nos termos do art. quando se tratar de infração punida. até 4 (quatro) anos. quando se tratar de infração punida com pena privativa da liberdade. quan do o máximo da pena cominada for superior a 4 (quatro) anos. Res salte-se que não incide na hipótese o art. matérias-primas ou produtos necessár ios ao consumo do povo. pois não se trata de requerente comprovadamente pobre. nos casos d e prisão em flagrante pela prática de crime contra a economia popular ou de crime de sonegação fiscal. 310 e parágrafo único deste Código. 138 . pelo juiz. deve obter a nota zero no quesito raciocínio jurídico. II . por decisão do juiz competente e após a lavratura do auto de prisão em flagrante. na resposta. 1. o limite mínimo ou máximo do val or da fiança poderá ser reduzido em até nove décimos ou aumentado até o décuplo.O valor da fiança será fixado pela autoridad e que a conceder nos seguintes limites: a) de 1 (um) a 5 (cinco) salários mínimos de referência. Trata-se de ação penal privada subsidiária da pública. QUEIXA-CRIME PROBLEMA 1 Oferecimento de queixa-crime. 350 do CPP. não se aplica o d isposto no Art. a liberdade provisória somente poderá ser concedida mediante fiança. Assim. c) de 20 (vinte) a 100 (cem) salários mínimos de referência. até o décuplo. § 2º . 325 . seguindo-se o rito ordi nário.aumentada. nos limites de dez mil a cem mil vezes o valor do Bônus do Tesouro Nacional – BTN.Se assim o recomen dar a situação econômica do réu. em conformidade com o artigo 100 § 3º do CP em virtude da inércia do Ministério Público em oferecer denúncia no prazo leg al (requerimento endereçado ao juízo de uma das Varas Criminais da Capital). Por fi m. nem que venha a causar perturbações durante a instrução criminal. a natureza do delito. CPP. de 26 de dezembro de 1951 Art. por decisão do juiz competente e após a lavratura do auto de prisão em flagrante. com pena privativa da liberdade. na forma desta Lei.destru ir ou inutilizar.521. Art. em proveito próprio ou de terceiro. 3.Nos casos de prisão em flagrante pela prática de crime contra a economia popular ou de crime de sonegação fiscal.Serão puni dos. narrando o crime de atentado violento ao pudor e requerendo o processamento do feito. não se aplica o disposto no art.

vez que. §4º. configurando.099/95. a causa de aumento do art. § 2º. 141. Pedido: rejeição da denúncia.313/06. ainda. do CPP. houve ineficácia absoluta do meio empregado. Endereçamento: Exmo. pois. de conformidad e com o artigo 411. III. Lei nº 9. FUNDAMENTO: A Querelante teve a sua honra subjetiva ofe ndida pela Querelada. com base no artigo 403. III. 30 do CPP). No caso.216-A. do CP) + CAUSA DE AUMENTO DE PENA (art. do CPP. §1º. com redação dada pela Lei nº 11. TESE: CRIME DE INJÚRIA REAL COM VIAS D E FATO (art. Sr. Conteúdo da peça: Abordar que o Ministério Público não tem razão. a rt. COMPETÊNCIA: JUIZ DE DIREITO DO J UIZADO ESPECIAL CRIMINAL DA COMARCA DE ___. de um crime de injúria qualificado por vias de fato (injúria real). já que o crime é de uso de documento falso. incidirá. DEFESA PRELIMINAR PROBLEMA 24 Defesa Preliminar prevista no ar t. 140. inclusive . PROCESSADA E CONDENADA NA PENA DO CRIME PREVISTO NO ART. PROBLEMA 3 Peça profission al adequada: Alegações finais de defesa. ALEGAÇÕES FINAIS PROBLEMA 1 Alegações finais sob a f rma de memoriais. Trata-se. 100. do Código de Processo Penal. o crime de injúria. 55 da Lei nº 11.61. o acu sado não estava portando o documento que também não foi exibido (daí não haver uso). onde deverá ser sustentada a inépcia da denúncia.PROBLEMA 3 PEÇA: Queixa-Crime ENDEREÇAMENTO: Juizado Especial Criminal de São Paulo. assim. 141.c. COMBINADO COM O ART. AMBOS DO CP + NOTIFICAÇÃO E OITIVA DAS TESTEMUNHAS ARROLADAS (COLOCA R O ROL DE TESTEMUNHAS). a conduta de "A" é atípica. 141. do CP) PED IDO: RECEBIMENTO E AUTUAÇÃO DA QUEIXA-CRIME + CITAÇÃO DA QUERELADA PARA SER INTERROGADA. art. Competência: Juiz de Direito da Vara do Júri 13 9 . do CP e art. do CP. Ademais. invocando o titulado crime impos sível (artigo 17 do Código Penal). pois o crime foi praticado na presença d e inúmeras pessoas. ambos do CP. Como o documento foi "encontrado no armário". além da s ofensas. c. PEDIDO: Condenação de João pe a prática de assédio sexual. § 2º. apresentadas perante o Juízo do Júri (onde houver). Requerer: A impro cedência da ação penal nos termos do artigo 386. III.343/06. PROBLEMA 4 PEÇA: Q UEIXA-CRIME (ART.. §3º.225. III. a Querelada cuspiu no rosto da Querelante. 140. Juiz de Direito da 12ª Vara Criminal da Capital. Dr. art. PROBLEMA 2 Alegações Finais. que é vaga e imprecisa.

c) absolvição – não basta a confissão. Arma desmuniciada configura ineficácia absoluta do meio. o menor era conhecido nas redondez as por praticar pequenos furtos. do artigo 386. 403. sequer. do CPP. do CPP) COMPETÊNCIA: JUIZ DE DIREITO DA 4ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DO RIO DE JANEIRO. com a apresentação de alegações finais p rante o Juízo da 1ª Vara Criminal da Capital. Código de Processo Penal). b) requerimento para instauração de exame de dep endência toxicológica. CPP). não presenciais. PROBLEMA 4 De verá ser cumprida a fase do artigo 403. d o C. desconfigurando a prática do crime de corrupção de me nores. do CPP ("estar provada a inexistência do fato"). Alegações possíveis: a) nulidade do interrogatóri o em virtude da ausência do defensor. não foi reconhecido pela vítima temunhas não imputam a ele o fato. COMPETÊNCIA: JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CRIM INAL DA COMARCA DE TESE E PEDIDO: FALTA DE JUSTA CAUSA EM RELAÇÃO AO CRIME DE CORRUPÇÃO DE MENORES + AFASTAMENTO DA QUALIFICADORA DO CRIME DE FURTO FUNDAMENTOS: O menor já teve diversas passagens pela Vara da Infância e Juventude. do CPP).P. §3º. Argumento: Crime impossível.falta de provas suficientes para a condenação. Afastamento das qualifica doras – não há prova de uso da arma e de que os dois cometeram os crimes. Além disso. "caput". nos moldes do tipo penal que lhe foi imputado (art. a título de tentativa. Em relação ao crime de furto qualificado. nulidade pela realização do interrogatório de Antônio s em a presença do advogado de Luís e ofensa ao contraditório. §3º. não sendo suficiente a palavra d o co-réu e o encontro do dinheiro. a rtigo 17 do Código Penal. cumpre ressaltar que em nenhum mome nto houve provas suficientes de que o réu escalou o muro ou arrebentou o portão da c asa da vítima. 157.Fundamento: Artigo 411. A prova reunida no processo não evidencia ter o réu ingressado em a tos de execução. §3º. PROBLEMA 8 PEÇA: ALEGAÇÕES FINAIS (art. §3º. quando o correto seria a pronúncia. 40 . O fato de contar com antecedentes insalubres não tem o condão de conduzir o juiz para um decreto de reprovação. §4º. O fato não é punido. que viola o princípio da presunção legal de inocência. (in dubio pro reo). PROBLEMA 6 Alegações finais. 403. Dirigida ao juiz de di reito. PROBLEMA 7 P EÇA: ALEGAÇÕES FINAIS (art.). PROBLEMA 5 Peça: alegações finais (art. expedindo-se alvará de soltura. A postulação é de absolvição com fulcro no inci o I. inclusive tendo cumpr ido medida sócio-educativa de internação. do Código de Processo Penal. A postulação ministerial vem firmada em suposição. salientando que o Ministério Público eq uivocadamente requereu a condenação. Pedido: impronúncia por inexistência de crime (artigo 409. Dirigida ao juiz do processo. observandose que os testemunhos são indiretos. 140 . de nulidade e de afastamento da qualificad ora do inciso I. Fundamentos: pedido de absolvição. Absolvição .

A Lei 11. 141 .P. No caso em tela. deveria ter sido realizada a audiência preliminar d e conciliação (possibilidade de composição civil e transação penal) e.). Por fim. Em caso de manutenção da mesma. o réu agiu em legítima defesa (causa excluden te de antijuridicidade). Deve-se interpor Recur so em Sentido Estrito ao Juiz da Vara do Júri requerendo a reconsideração da R. que os autos subam ao Tribuna l competente. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO PROBLEMA 1 a) Recurso cabível: RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. Desse modo. deve existir laudo médico comprovando a materialidade do delito (fato que também não ocorreu no problema acima). desde logo. PROBLEMA 10 PEÇA : ALEGAÇÕES FINAIS C OMPETÊNCIA : JUIZ DE DIREITO DA _ VARA CRIMINAL DA COMARCA DE PEDIDO: DECLARAÇÃO DA EX TINÇÃO DA PUNIBILIDADE TESE: EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE FUNDAMENTOS: Abolitio criminis. Apesar de. 415 do C. 564 do CPP) e FALTA DE JUSTA CAUSA (art. revo gando-se a Medida de Segurança. ao procedimento especial da Le i 9. c) Fundamento: artigo 581. requerer. pois não preenche todos os requisitos exigidos pelo art. somente na falta de a cordo. Art. com fundamento no artigo 25 do Código Penal. Cumpre ressaltar.P.P. 411. 386. Em seguida. portanto.P. art. SUBSI DIARIAMENTE ANULAÇÃO DO PROCESSO “AB INITIO” FUNDAMENTOS: Em primeiro lugar. 586 do C. tornando o fato atípico. b) Órgão co mpetente: Tribunal de Justiça. Ocorre que o crime de lesão corporal leve é um crime de ação penal pública condicionada à representação. do CPP = causa excludente de antijuridicidade). não houve a representação do ofe dido.. 41 do CPP.106/2005 revogou o crime de sedução do CP. oferecida a denúncia. sujeito. A argumentação e a fundamentação deve rão invocar a legítima defesa como excludente de ilicitude. compe tente por tratar-se de crime doloso contra a vida. As razões do recurso deverão ser dirigidas ao Tribunal de Justiça. O pr incípio do in dúbio pro reo é garantia constitucional. 414 CPP) FUNDAMENTOS: Na incerteza da autoria do delito. VI. a fim de que o acusado seja absolvido su mariamente (art. §4º. que a denúncia do promotor é inepta. decisão. tornando nula a denúncia do promotor. por falta de provas. deveria ter sido lav rado um Termo Circunstanciado (em substituição ao Inquérito Policial) e encaminhado ao Juizado Especial.099/95 (e não ao procedimento comum ordinário). inciso IV do C.TESES: NULIDADE DO PROCESSO (art. PROBLEMA 9 PEÇA: ALEGAÇÕES FINAIS. prevalece a impronúncia. CPP COMPETÊNCIA: JUIZ DE DIREITO DA _ VARA DO TRIBUNAL DO JÚRI DA COMARCA DE _ TESE: FALTA DE JUSTA CAUSA (IN DUBIO PRO REO) PEDIDO: IMPRONÚNCIA DO RÉU (ART. ainda.P. d) Prazo para interposição: 05 (cinco) dias.. PEDIDO: ABSOLVIÇÃO DO RÉU E. no Juizado Especial. estar dispensado o exame de corpo de delit o. requerendo a reforma em inteiro teor da decisão de primeiro grau. o crime é inf ração de menor potencial ofensivo.P.

inciso I do Código Penal. com fundamento n o art. não se prestaria à comprovação da autoria. sendo que "A" agiu em estado de necessidade. postulando-se a desclassificação para o crime de lesões corporais seguidas de m orte – art. ao Juiz de Direito da 1ª Vara do Júri. deverá ser endereçada ao Tribunal de Justiça. Afastamento da q ualificadora da traição porque não fora incluída na denúncia. Juiz de Direito da 1ª Vara do Júri da Capital. 581. pleitear a nulidade da pronúncia pela inclusão da segunda qual ificadora. . Fundamento – Segundo forte corrente doutrinária e ju risprudencial. A segunda petição deverá ser en ereçada ao Egrégio Tribunal de Justiça. sendo que nesta petição deverá constar o juízo de retratabilidade.P. Pode-se.P. PROBLEMA 6 Recurso em sentido estrito Habeas corpus (só para a declaração d e nulidade) Fundamento – Havia necessidade de suspensão do processo conforme dispõe o artigo 366 do Código de Processo Penal. outra assevera que ele estava fora do país. PROBLEMA 2 Trata-se de Recurso em Sentido Estrito em duas petições. PROBLEMA 3 Trata-se de um recur so em sentido estrito. IV) En dereçamento –Tribunal de Justiça. Afastamento da qualificadora do motivo fútil porque cuspir no rosto de outra pesso a pode configurar. IV do C. de razões em recurso de sentido estrito. No mérito. Sr. também. até mesmo.. PROBLEMA 5 Peça – Recurso em sentido estrito (art. Ao final o candidato deverá postular a absolvição sumária c om base no artigo 415 do Código de Processo Penal. o assistente pode recorrer para pleitear agravamento da pena.P.para que o réu seja julgado perante uma vara sing ular. que deverá ser elaborado em duas petições: A primeira. 581. na decisão de pronúncia. Ele atua como auxiliar do Ministério Público e não defende. exclusivamente. Se mantida. podendo também ser suscitado o artigo 23. Endereçamento –Tribunal de Justiça Pedido – Alteração pelo juiz. havendo necessidade de adita mento. Pedido e fundamento – Afastamento das qualificadoras. que autorizasse a imputação de homicídio doloso. A prova testemunhal é controvertida. A primeira de interposição endereçada ao Exmo. pleiteando-se ainda a revogação da medid a de segurança. reforma pelo tribunal. O recurso deverá ser fundamentado ao final. O juízo de retratação deverá ser observado pelo candidato. pois. Dr. fundamentada no artigo 581. 129 parágrafo 3º do C.P.Aceitar-se-ia para a solução do problema a interposição de um pedido de HC endereçado ao T ribunal de Justiça desde que o mesmo esteja fundamentado na modificação de absolvição sumári a para que os julgadores acatem a legítima defesa como excludente de ilicitude de conformidade com o artigo 25 do Código Penal. A s egunda. n os exatos termos do artigo 24 do Código Penal. crime de injúria. PROBLEMA 4 Peça – Recurso em sentido estrito. de inter posição. e não é insignificante. enquanto uma afirma que o acusado era o autor dos disparos. apesar de admitido. Não é correto afirmar que. Finalidade: recebimen to da apelação e seu processamento. inciso IV do Código de Processo Penal. interesse própr io de natureza civil. O r econhecimento fotográfico. há dúvida razoável sobre a autoria. Não houve dolo eventual no caso em tela. com o disposto no artigo 419 d o C. no prazo de cinco dias. vigora o 142 .P.

afastamento das q ualificadoras: não agiu por motivo torpe. Afastamento da qualificadora do inciso I. inciso IV.declaração de nulidade. não sendo previsível o uso de ex plosivo e de recurso que impossibilitaria a defesa.princípio “in dubio pro societate”. PROBLEMA 7 PEÇA: Recurso em Sentido Estrito E NDEREÇAMENTO: Tribunal Regional Federal da 3ª Região PEDIDO: Impronúncia de João pela não ex istência de indícios suficientes de que seja o réu o seu autor. PROBLEMA 8 A peça pertinente constitui na interposição do Recurso em Sentido Estrito perante o Tribunal de Justiça de São Paulo. em virtude do princípio do favor rei.impronúncia. pois é possível que o dono de uma residência rea ja ao ingresso de pessoa estranha em sua casa. Dirigido ao juiz e ao tribunal. mesmo em relação a essa espécie de decisão. não sendo suficiente para a caracterização do dolo a presença da assunção do risco . CPP. tendo como fundamento o artigo 581. porque em nenhum momento hou ve referência a pagamento feito por Mário. III e IV porque não se comunicariam. entretanto. Juiz de direito – juíz o de retratação. Mérito . negand o o dolo eventual.Tribunal de Justiça.414.) 143 . com reme ssa dos autos ao juiz competente para o exame do crime conexo. Fundamentos: I mpronúncia: falta de prova. pois a dúvida razoável. Pedido no Recurso em sentido estrito: Preliminar . 581. vez que obrigatória também a indiferença quanto ao resultado. no caso. Órgão competente . PROBLEMA 11 Tribunal compete nte – Tribunal de Justiça Peça adequada – Contra-Razões de Recurso em Sentido Estrito (art . Pedidos: absolvição sumária porque agiu em legítima defesa de sua propriedade. inaplicabilidade do princípio “in dubio pro societate”. art. do CPP. I e 588 do C. o princípio do in dubio pro societate na pronúncia.P. já que não há informação de que o pronunciado está preso. não houve surpresa. contrariando a decisão de pronúncia proferida pelo juiz de Itu. s endo. segundo d outrina atual. prov a ilícita (interceptação se destinava à descoberta de outro crime. destacando que o recurso em sentido estrito é o recurso apropri ado. Pedidos: impronúncia e afastamento das qualificadoras. sendo admissível subsidiariame te o habeas corpus. PROBLEMA 10 Peça Recurso em sentido estrito. Não se pode invocar mais. vez que os fat os não configuram infração dolosa já que não houve assunção do risco com indiferença quanto a esultado. porque ciúme não configura moti vo fútil. mais apropriado o recurso em sentido estrito.P. caso o candidato considere que o pronunciado esteja preso. Pedido n o habeas corpus: declaração da nulidade. do inciso II. tendo havido encontro casual). podendo o candidato al egar no recurso em sentido estrito pela desclassificação por conduta culposa. pois não sabia quem eram as pessoas que in vadiram a sua casa. beneficia o acusado. PROBLEMA 9 Recur so em sentido estrito contra a decisão de pronúncia.

ou seja. 107. do CPP e.P. Vício insanável do questionário. parágrafo único. a extinção da punibilidade (art. 386. de vez que "A" é inquilino e tem a posse do imóvel (falta o denominad o "animus furandi"). 564.Pontos a serem abordados – inépcia da inicial por falta do rol de testemunhas. 60.P. 5º. I. No caso em tela.EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE (art. 1 07. PROBLEMA 12 PEÇA: RECURSO EM SENTIDO ESTRITO (art.competência do Tribunal de Justiça Pedido de anul do julgamento por deficiência dos quesitos. A impetração de habeas-corpu s deverá ser considerada errada e suficiente para a reprovação do candidato. declarada de ofício pelo juiz – art. (art. do CP). inclusive . 41 e 395 do C. A impetração de habeas-corpus dev erá ser considerada errada e suficiente para a reprovação do candidato. PEDI DO: DECLARAÇÃO DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. PROBLEMA 4 144 . 581. Ademais. da Constituição Federal. 60. do CPP. IX. ocorreu a perempção com base no art. acarretando a extinção da punibilidade (a qual deverá ser. do CPP). do CPP c/c art. é uma sanção processual imposta ao querelante inerte ou negligente na condução do processo. só os antecedentes são insuficientes para magistrado f ormar seu convencimento quanto a autoria. ou seja. PROBLEMA 2 Interposição e razões de recurso de Apelação Competência do Tribu nal de Justiça Desenvolver a tese de regular exercício do direito previsto no art. a vítima pode desistir da ação prop osta. 593. que indepen de de reclamação oportuna. conseqüentemente. PROBLEMA 3 Int erposição e razões de recurso de apelação . pelo princípio da disponibilidade. 386. IV. que não pode ser interpretado em desfavor do acusado.) Crime prescrito – art. OBS: Lembrar que RESE tem juízo de retratação. inciso VII. A perempção é um instituto decorrente do princípio da disponibilidade da ação penal pr ivada. LXIII. FUNDAMENTO: A ação penal privada é norteada. APELAÇÃO PROBLEMA 1 Recurso de Apelação .P. COMPETÊNCIA: JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CRIMINAL DA C OMARCA DE ___ (INTERPOSIÇÃO DO RECURSO) + TRIBUNAL DE JUSTIÇA (RAZÕES DO RECURSO). Requerer: reforma da sentença (absolvição) art. III. TESE: PEREMPÇÃO . do CPP Interposição: ao Juiz da 28º Vara Razões: ao Tribunal de Justiça de São Paulo Tese Principal: Não há que se f alar de furto. Pedido de absolvição por ins uficiência de provas . do CP). 61 do CPP). I.art.art. transformando o seu silêncio na polícia em presunção de culpa. do CP). entr outros. IV. 109 + 107 C. por f alta de qualificação do indiciado e por fazer inserir circunstâncias totalmente divorc iadas da realidade (art.

segundo Delmanto. inciso III do CPP. enquanto que subsidiariament e (tese principal) pleitear a desclassificação do crime com base no artigo 29. O dinheiro que é entregue passa a ser de su a propriedade. Dr. as razões de apelação. requerendo-se a absolvição. a fundamentação deve ser deduzida neste sentido. inciso I do C. Deverá ser requerida a reforma da sentença (ou provimento do recurso) pa ra os fins de absolver o apelante. com fundamento no artigo 386.P. visto que o fato não constitui infração penal. A primeira de interposição. Deverá ao final ser pos tulada a absolvição do apelante "A" com fulcro no art. As razões do recurso devem s er dirigidas ao Tribunal Regional Federal. As razões são apresentadas no juízo "a quo". mas deu a impo rtância por imposição do funcionário.P. em 8 (oito) dias. po r meio da Súmula 246. sendo que o arrazoado é direcionado aos Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. na qual deve ser po stulada a absolvição do apelante. não como promessa de dívida. O STF. d) Fundamento: art. assim. 593. o que. A questão. § 2º. inciso I. Assim. Pedido – Reforma pelo tribunal. no prazo de 5 dias. com fulcro no art. 386. já que atípica a conduta de "A". é estritamente civil. b) In terposição: a uma das Varas Federais Criminais.. Sr. A segunda petição deverá s er endereçada ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. PROBLEMA 9 Peça – Apelação ndereçamento – Tribunal de Justiça. endereçada o Exmo. pela participação idealizada em delito de menor gravidade. também há jurisprudência neste sentido. seguido das razões endereçadas ao Egrégio Tribunal de Justiça de São Paulo. Argumento: Deve-se inter por recurso de apelação a qualquer Vara Criminal Federal. Há interesse em apelar da sentença absolu tória pois houve um prejuízo na esfera administrativa que poderá ser revisto se o Trib unal reconhecer a inexistência do fato. pois não há fr aude e o estelionato não existe a não ser com cheque emitido para pronto pagamento. Nas razõe postular de forma mais ampla a absolvição do apelante. examinou esta matéria. nos termos do artigo 600. O apelante não realizou as condut as núcleo do tipo que são "oferecer" ou "prometer" vantagem indevida. composta por duas petições. do Código de Processo Penal. 593. PROBLE MA 8 Peça – Apelação Endereçamento –Tribunal de Justiça. inciso I do C. do CPP. não penal. PROBL EMA 5 Deverá ser apresentada. inciso III. 1ª pa rte do Código Penal. nos termos do artigo 386. Abso Fundamento – Quando alguém recebe valor em dinheiro como pagamento de seus serviços e não os executa não comete apropriação indébita. PROBLEMA 6 a) Peça adequada: RECURSO DE APELAÇÃO. c) Competência: Tribunal Regional Fede ral 3ª Região.P. PROBLEMA 7 A solução é a interposição do recurso de apelação perante o juízo de primeira tância. Juiz de Direito da 1º Vara Criminal do Foro Central da Capital. "não há corrupção ativa. do Código de Processo Penal. mas c ussão praticada pelo funcionário". entendendo que o fato é atípico. 145 ..Trata-se de uma Apelação. P.

Habeas corpus. PROBLEMA 12 Apelação. no momento. Desclassificação p ara tentativa de latrocínio – Embora haja súmula do Supremo Tribunal Federal no sentid o de que “há crime de latrocínio. do CP. inciso II. com pedido de absol vição. Pedido e fundamento – pedindo anulação da sentença.Pedidos: crime único. desclassificação para tentativa de latrocínio e inconstitucionalid ade do regime integralmente fechado. PROBLEMA 11 Apelação. em sua nova composição. o que re presentou reformatio in pejus indireta. com fundamento no art. 386.Habeas corpus. Cuida-se de posição que. por exemplo. deveria sustentar a absolvição do acusado c om base em negativa de autoria. do Código Penal).106. PROBLEMA 10 Peça – Apelação. uma escada. do Código Penal). deveria requerer o afastamento das qualificadoras. ou de esforço incomum. quando o homicídio se consuma. Quanto à qualificadora da escalada (art. d o Código Penal. poderia ser sustentada a tese de tentat iva de latrocínio. deveri a argumentar que a escalada somente se caracteriza com o emprego de meio instrum ental. com menos de sessenta anos de idade (artigos 181. 226. VI do Código de Processo Penal e no art.No mérito. PROBLEMA 13 Apelação Endereçamento: Tribunal d e Justiça Pedidos e fundamentos . Subsidiariamente. 155. também em face da lei ac ima referida. no tocante ao estupro. porque é isento de pena o filho que comete crime contra pai. está sendo objeto de especial atenção do Suprem o Tribunal Federal. porque não houve a subtração. para qualificar o crime de furto. OUTRA ALTERNATIVA Peça . Endereçamento –Tribunal de Justiça. afastamento da causa de aumento prevista no art.interior do veículo. 155. 217 do CP. II e 183. 181. II. inciso III. do Código Penal). por ser ele sujeito ativo e não passivo do crime. Subsidiariamente. pe la Lei 11. Ped ido e fundamento – Redução da pena em face da impossibilidade de agravamento. deve ser efetuado contra o obstáculo que dificulta a subtração da coisa e não contra a própria cois a. ainda que não realize o a gente a subtração de bens da vítima” (Súmula 610). localização do acusado no momento do reconhecimento . tipo físico comum). inciso I. Pedido s e fundamentos – Absolvição por ausência de provas em relação ao crime de estupro. abolitio criminis em razão da supressão do delito previsto no art. Qua nto à qualificadora do rompimento de obstáculo (art. Quanto à edução. como. aceita em alguns acórdãos. III. bem como em razão da dúvida ocasionada pelas condições e m que a testemunha de acusação o teria reconhecido (reconhecimento em período noturno. Endereçamento –Tribunal de Justiça. Fundamentos: Crime único – Existe forte entendi mento no sentido de que a morte do co-autor não serve para afirmar a existência de c oncurso material. Endereçamento –Tribunal de Justiça . deveria argumentar que o rompimento. o que 146 . de 2005. Inconstitucional idade do regime integralmente fechado – Há posicionamento no sentido de que a fixação de regime integralmente fechado fere a garantia constitucional de individualização da pena.

o pleito ministerial não pode ser alterado em sede recursal. II – decisão dos jurados manifesta mente contrária à prova dos autos.não se vislumbra em razão da pequena altura do muro transposto. que consist e na vontade de enganar a vítima. acima do mínim o legal.cerceamento de defesa e pedid o de reconhecimento de prescrição. deveria indicar o equívoco do juiz ao exasperar a pena-base. no caso) . 115) – tempo 6 anos – Tempo decorrido até agora.03. Fundamentos: I – n ulidade: a. CPP) o u por não existir prova suficiente para a condenação (art. PROBLEMA 14 Peça: Apelação End ereçamento: Tribunal de Justiça de São Paulo. III) – Redução pela metade – menor de (art. nem o prejuízo alheio). Ainda. b) Órgão competente: Tribunal de Justiça c) Preliminar: Apesar de gozar o Prom otor de Justiça de independência funcional. Denúnci a recebida em 04. aspecto subjetivo que não s e denota da simples qualificação do crime. o Ministério Público é uno e indivisível. existência de contrariedade na votação dos quesitos por parte dos jurados. e mpregando artifício. foi ele tentando e nunca consumado. III.386. CPP). não há estelionato culposo. Pedidos – absolvição – insuficiência de lidade do processo (é o pedido principal. dela obtendo vantagem ilícita. com base tão-somente no dolo intenso do agente. indeferimento da tréplica pelo Magistrado.2002 – Prescrição – 12 anos (art. ardil ou qualquer outro meio fraudulento. do Código Penal por não haver prova da existência do fato (art. d) Mérito: Pode o Promotor de Justiça pleitear a absolvição do réu se concluir por sua inocênc ia. o estelionato só é púnivel a título de dolo. c. PROBLEMA 18 147 . Não pode ser estelionato consumado se inexistiram todos os elementos do tipo penal (não houve a vantagem ilíc ita. Pode requ r a condenação. Pedido: decretação de nulidade ou realização de novo julgamento (artigo 593. V. o que não ocorreu no caso em tela. 59 do Código Penal e norteadores da fixação da pena-base. existênc ia de erro por parte do Magistrado na formulação dos quesitos referentes às qualificad oras. eis que não está vinculado à denúncia. II. Assim. Além disso. Órgão competente Tribunal de Justiça.1 48. VII. PROBLEMA 16 Peça: Apelação. 109. b. Se crime existiu. PROBLEMA 17 a) Contra-Razões d e Apelação. só pode reco rrer quem foi vencido no pedido (sucumbência). em prejuízo alheio. apartando-se dos elementos previstos no a rt. principalmente entre os quesitos referentes à autoria e o evento morte. “a” e “d” do Código de Processo Penal). §1º. pela proibição da reformatio in pejus indireta. PROBLEMA 15 PEÇA: Apelação Criminal ENDEREÇAMENTO: Tribun al de Justiça do Estado de São Paulo PEDIDO: Absolvição de João do crime previsto no art. a absolvição ou o acolhimento parcial da denúncia.386. Ainda. quanto à aplicação da pena. Não é obrigatório o pleito condenatório.

DO CTB (art. Quanto ao crime de porte ilegal de arm a. “a”. Todavia. III. do CPP). em razão de s ua participação de menor importância no delito. COMPETÊNCIA: JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL C RIMINAL DA COMARCA DE BELO HORIZONTE (INTERPOSIÇÃO DA APELAÇÃO) + TURMA RECURSAL (RAZÕES D A APELAÇÃO). necessariamente. I. importante ressaltar que o réu. 303 E 309. no caso em tela. § 1º. parágrafo único. absorvido pelo crime de lesão corporal culposa (art. entregou ao enfermeiro da ambulância um papel contendo a iden tificação do seu carro. uma causa excludente de antijuridicidade. tornando. 386. CONCLUSÃO: a falta de representação é causa d idade absoluta (a punibilidade não está extinta. ocorreu a absorção do crime de perigo (direção sem habilitação) pelo delito de dano (lesão corporal culposa). EXCLUDENTE DE ANTIJURIDICI DADE). 309 do CTB ) é. 303 do CT B). Art. Então. PROBLEMA 21 148 . VI. que o crime de lesão corporal culposa é um crime de ação penal pública condicionada à representação da vítima. FUNDAMENTOS: O crime de direção sem permissão ou habilitação (art. Ne cessário ressaltar. tão somente. pois ainda não ocorreu a decadência do prazo para representação). o afastamento do réu ocorreu por questão de segu rança física (madrugada + lugar ermo). CPP COMPETÊNCIA: JUIZ PRESIDENTE DO _ TRIBUNAL DO JÚRI DA COMARCA DE TESE: DESCLASSIFICAÇÃO DO CRIME DE HOMICÍDIO TENTADO PARA O CRIME DE LESÃO CORPORAL DE NATUREZA GRAVE PEDIDO: SEJA O RÉU SUBMETIDO A NOVO JULGAMENTO FUNDAMENTAÇÃO: A acus ação não conseguiu provar a intenção do réu de matar seu irmão. por vo ntade própria). Pafúncio deverá ter sua pena diminuída de 1/6 a 1/3. ai nda que se entenda que o fato é típico. 593. do CPP) + ABSOLVIÇÃO DO RÉU EM RELAÇÃO AO CRIME DO ART. PEDIDO: ANULAÇÃO “AB INITIO” EM RELAÇÃO AOS CRIMES DOS ARTS. portanto. 29. o fato atípico (já que o tipo penal exige a intenção específica do agente de fugir da responsabilidade penal e civil). ficando provado nos autos a i tenção de lesionar. 302. 305 do CTB). c/ c art. CP. PROBLEMA 20 PEÇA: APELAÇÃO. antes de deixa r o local dos fatos. d. configurando. assim. ainda. a vítima (já que se absteve de consumar o homicídio. do CPP). ambos do CTB). a nulidade também o abrangerá. Como o crime de direção sem habilitação foi absorvido pelo crime de lesão corporal culposa.PEÇA: APELAÇÃO (art. SUBSIDIARIMENTE. Pafúncio não praticou nenhuma das condutas típicas descritas. 303. TESES: NULIDADE (FALTA DE CONDIÇÃO OBJETIVA DE PROCEDIBILIDADE) + FALTA DE JUSTA CAUSA (FALTA DE TIPICIDADE OU. uma vez que configura causa de aumento de pena (art. PROBLEMA 19 PEÇA: RAZÕES DE APELAÇÃO COMPETÊNCIA: DESEMBARGADOR RELATOR DA APELAÇÃO Nº _ DA _ TURMA DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA _ REGIÃO TESE: DIMINUIÇÃO DE PEN A EM RELAÇÃO AO CRIME DE ROUBO + ATIPICIDADE QUANTO AO CRIME DE PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO PEDIDO: DIMINUIÇÃO DA PENA NA MEDIDA DE SUA CULPABILIDADE EM RELAÇÃO AO CRIME D E ROUBO E ABSOLVIÇÃO DO CRIME DE PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO FUNTAMENTOS: De acordo com o art. III. 564. 305. DO CTB (art. I. parágrafo único. Em relação ao crime de fuga do l ocal do acidente (art. 593.

causa danos irreparáveis ao julg amento. A argumentação p de fundamentar-se. 593 . evitando comprometimento da outra parte com o ingênuo questionamento ‘concorda com a leitura do documento’? Tal prática. dissolve o conselho de sentença. d) for a decisão dos jurados manifes tamente contrária à prova dos autos. mesmo sem farda e fora de serviço. na prova. estará em situação de desvantagem pela surpresa ge rada. Deverá sustentar a nulidade do julgado. exibiu documentos relativos a outro processo a que responde o réu com o fito de influenciar o ânimo dos julgadores no que concerne às condutas pretérita s do Apelante. sem a oportunidade de contraditá-los. Por outro lado.das decisões do Tribunal do Júri. c) Fundamento: artig o 593 do Código de Processo Penal.” (In: Direito Processual e sua 149 . se não aceitar a produção. a. está criado o problema. ou. 593. fazendo-os deslizar no imaginário. ou com força de definitivas.Durante o julgamento não será permitida a produção ou leitura de documento que não tiver sido comunicado à parte contrária. O que fazem os juízes.das sentenças definitivas de condenação ou absolvição proferidas por juiz singular . Art. alegando-se que o acusado. e firmeza devem demonstrar os juízes na sua aplicação... decisão de 1º grau. do que trabalhar com a realidade do documento. com antecedência. c) houver erro ou injustiça no t ocante à aplicação da pena ou da medida de segurança. sem a concor dância da defesa. Pronto. A proibição con tida no dispositivo em comento tem por escopo evitar que. cujo conteúdo versar sobre matéria de fato constante do processo. quando: a) ocorrer nulidade posterior à pronúncia. basta saber lidar com a situação. quando dos debates. 475 do CPP. na sua maioria? Questionam a outra parte se concordam com a produção. lugar do lo gro. do CPP. ante a vi olação ao art. da R. para extrair de lá (do imaginário. relev ante a proibição do art. compreendida nessa proibição a leitura de jornais ou qualquer es crito. III . PROBLEMA 22 O candidato deve interpor recurso de apelação com fundamento no art. Basta que o adversário saiba explorar a curiosidade dos jura dos. Daí porque das duas uma: ou o juiz veda c ategoricamente a produção do documento (sem questionar a outra parte para não comprome tê-la frente aos jurados) e não permite qualquer menção a ele no julgamento. Deve-se requerer improvimento ao recurso minist erial e a conseqüente manutenção. que pode – definitivamente – compromet er o julgamento. Isso é elementar.). após. 475 (pois é uma garantia revestida de forma). CPP. Art. será impossível contradizê-lo. a parte adversa fica numa situação dificílima. É até mais útil explorar o imaginário em torno do q ue foi mostrado (agravado pela recusa da outra parte. III. treinado para a proteção da sociedade.. b) Órgão competente: Tribunal de Justiça. assegurando o necessário contraditório. o estrago é ainda maior. II . muitas vezes fundamentada na (pseudo) garantia do contraditório..a) CONTRA-RAZÕES DE APELAÇÃO. b) for a sentença do juiz-pres idente contrária à lei expressa ou à decisão dos jurados. verific ando sua relevância. e. de 3 (três) dias. Assim. em inteiro teor. proferidas por juiz si ngular nos casos não previstos no Capítulo anterior. conforme o conteúdo do documento. pelo men os. sejam as pa rtes – uma ou outra – surpreendidas com a produção ou leitura de documentos novos. Se aceitar a produção. Está perdido o júr i e uma grave injustiça pode ser produzida. entre outras. marca novo júri (. visto que o representante do Ministério Público. em plenário.). 475 . Sobre o tema leciona Aury Lopes Júnior: “Situação bastant e problemática e que acabou se tornando comum na atualidade é a seguinte: no curso d o júri. determina a juntada do documen to. uma das partes postula ao juiz a utilização de um determin ado documento que – pelos mais variados motivos – não pode ser juntado com a antecedênci a legal de 3 dias. Errou o juiz. e.Caberá apelação no prazo de 5 (cinco) di as: I .das decisões definitivas. se recusou é porque al go tinha para esconder. está investido na condição de policial. Nesse mome nto. portanto) a decisão que pretende. logo.

c) o condenado não reincidente. 33 a 37 desta Lei são aumentadas de um sexto a dois terços.o deste artigo. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclu são de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1. vende r. pela defesa. (.” E o artigo 40. o candidato deve pleitear a reforma da r. cu mpri-la em regime semi-aberto. de locais de trabalho coletivo. de modo q ue se estabeleça regime mais ameno para o cumprimento da pena. ministrar.343/0 6 prevê: “Importar.500 ( mil e quinhentos) dias-multa. guardar. III. Lumen Juris. Entretanto. de bons antecedentes. que: “Constitui prova nova o documento que. fabricar. se: III a infração tiver sido cometida nas de pendências ou imediações de estabelecimentos prisionais.: 2004 09 1 004111-7 Apelante: JÚLIO CÉSAR SOUZA Apelado: MINISTÉRIO PÚBLICO DO DIS TRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Relator: DESEMBARGADOR ROMÃO C. segundo o mérito do condenado. observados os seguintes critérios e ressalvadas as hipóteses de trans ferência a regime mais rigoroso: a) o condenado a pena superior a 8 (oito) anos de verá começar a cumpri-la em regime fechado. página 133). Ed. b) o condenado não reincidente. poderá. o artigo 33 da Lei n.Conformidade Constitucional. o candidato deve pedir ao magistrado que acolha a argüição de nulidade suscitada. com fundament o no art.A pena de reclusão deve ser cumpri da em regime fechado. da Lei n° 11. cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda a 8 (oito).343/06 prescreve: “As penas previstas nos arts.ª ed. 649/650).. tem seu conteúdo transmitido aos jurados”. entregar a consumo ou fornecer drogas. sociais. 475 do CPP. o semi-a berto. também não é possível afastar a conclusão de que o nobre promotor de justiça surpreendeu a defesa. Ora. adquirir. Rio de Janeiro. produzir. ter em depósito. semi-aberto ou aberto. sentença. o u aberto. trazer consigo. de recintos onde se realizem espetác ulos ou diversões de qualquer natureza. cumpri-la em regime aberto. Proc. expor à venda. A de detenção. oferecer. Art. OLIVEIRA Revisor: DESEMB ARGADOR VAZ DE MELLO PROBLEMA 23 Deve-se interpor recurso de apelação. desde o princípio. p. Hermínio Alberto Marques Porto anota. poderá. de serviços de tratamento de 150 . as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços. remeter. do CPP.As penas p rivativas de liberdade deverão ser executadas em forma progressiva. mormente porque o órgão ministerial instigou os s enhores jurados a que “pensassem o que quisessem” acerca da recusa. vedada a conversão em penas restritivas de direitos. recreativas. É que. na produção da nova prova. ou beneficentes. em regime semi-aberto.Apelação Criminal Num. de ensino ou hospitalares. 593. culturais. exportar. ainda que gratuitam ente. Editora Saraiva. pode s er que este fato não tenha sido aquele que levou o conselho de sentença a decidir co mo decidiu.) § 2º . esportivas. para determinar seja o acusado submetido a novo julgament o. na obra Júri – Procedimentos e aspectos do julg amento (11. I. desde que o agente seja primário. ao fazer uso do direito que lhe confere o ar t.” “§ 4o Nos delitos definidos no caput e no § 1. qual seja..° 11. restou prejudicada. para o TJSP. 33 do CP. transportar. 2007. de sedes de entidades estudantis. p rescrever. Assim. preparar. 33 . Nesse sentido:TJDFT Órgão: Segunda Turma Criminal Classe: APR . desde o início. Subsidiariamente. não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa. cuja pena seja igua l ou inferior a 4 (quatro) anos. de acordo com o art. mesmo não lido em Plenário. Com efeito.. salvo necessidade de transferência a regime fechado.

haja vista que Vânia é primária. O recurso deverá. O quadro probatório.959/SP e. mediante minuciosa análise das peculiaridad es de cada caso. não responde pelo crime a título d e dolo.P. não se dedica a atividade s criminosas nem integra organização criminosa. tratando-se de provocação de erro vencível (aquele que poderia se r evitado pelo homem médio.” No caso. em caso de o TJSP negar provimento à apelação.º 11. portanto. que a abordagem da ré se deu de modo aleatór io. de Jesus. quer a títu lo de dolo ou culpa. deve-se requerer o reconhecimento da causa de diminuição do artigo 33. com um facão. reformando-se a sentença condenatória integralmente. EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE PROBLEMA 1 Interposição de emba rgos infringentes com base no voto minoritário dirigida ao Desembargador Relator 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. visto que Vânia passou caminhando calmamente pela guarita policial. Segundo Damás io E. Ademais. em Código Penal Anotado. de bons antecedentes.. Restou comprovado nos autos. sem demons trar nervosismo ou medo. se prevista em lei. em hipóteses como essa. somente após a perfuração da sola do tênis. Pedido de nulidade do processo "ab initio" . d) Requisit o de admissibilidade: decisão não unânime do Tribunal. do Código Penal). durante toda a persecução criminal. contém elementos de convicção.o. Subsidiariamente. de modo que a ré seja absolvida da imputação constante na denúncia. não responde pelo crime cometido. o terceiro que prov ocou o erro responde pelo crime a título de dolo ou de culpa. naquelas circunstâncias). sustentar a tese contida no voto vencido. por parte de Vânia. por fim. razão pela qual se deve requerer o conhecimento e provimento do r ecurso de apelação. e a fixação de regime inicial menos severo. da nova lei de combate às drogas. especialmente diante dos depoimentos das testemunhas. de molde a não deixar dúvidas sobre a inocência da ré quanto ao delito de tráfico e entorpecentes. afi rmou uma única versão para os fatos. § 4.P. a acusada. que a acusada não tinha consciência do seu proceder.464/07 (Nova Lei dos Crimes Hedi ondos) possibilitaram a progressão de regime no cumprimento da pena e afastaram o ób ice legal para permitir o regime inicial aberto ou substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Até mesmo as testemunhas arroladas pela acusação rel ataram que. § 2. a Lei n. PROBLEMA 3 151 . Frise-se que a inconstitucionalidade do regime integralmente fechado declarada pelo Supremo Tribunal Federal no lead ing case HC 82. de unidades militares ou policiais ou em transportes públicos. o er ro de tipo determinado por terceiro (artigo 20. em seguida. subsistindo a modalidade culposa. de forma fundamentada. A impetração de habeas-corpus deverá ser considerada errada e suficiente para a reprovação do candidato. 514 o CPP. por desrespeito ao disposto no art. puderam verificar a existência da droga.o. e) Prazo para interposição: 10 (dez ) dias. C. Informaram. deve-se alegar que houve. Já a pessoa que foi pr ovocada.dependentes de drogas ou de reinserção social. tratando-se de erro invencível. PROBLEMA 2 a) Re curso cabível: EMBARGOS INFRINGENTES restritos à matéria divergente: b) Órgão competente: Tribunal de Justiça. c) Fundamento: Parágrafo único do artigo 609.

155 do Código Penal. o juiz já havia admitido a aplicação do artigo 155. O juiz deve ajustar a parte dispos itiva à fundamentação. O Tribunal de Justiça é o competente para o julgamento do "Habeas Corp us". o juiz havia admitido a aplicação do artigo 155. §2º. uma vez que sofre coação ilegal por desrespeito ao artigo 10 do Código de Proces so Penal em evidente excesso de prazo. PROBLEMA 2 Deverá ser impetrada uma Ordem d e "Habeas Corpus" (art. da C. anexas. devendo ser requerida a concessão de liminar para sustar o processo até final j ulgamento do "writ".P. em petição que deverá conter. parágrafo único do CPP. no caso.). do C. segundo entendimento diverso do exposto na primeira opção.P. Embora. do C. Ness as condições. 5º. essa possibilidade.P.). e. inciso LXVIII. 13. boa parte da doutrina admite. do Código Penal na fundamentação.) visando o trancamento da ação penal. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PROBLEMA 1 1ª OPÇÃO: Peça – Embargos de Declaração E nto – Juiz de Direito Pedido – Aplicação do §2º do artigo 155 do CP. a conduta é atípica e o Juiz não poderia ter recebido a denúncia (art. visto que da forma como foi elaborada a d enúncia. aplicando o §2° do art.F. "A" está sendo responsabilizado objetivamente. pois sua conduta não passou dos limite s da imprudência. 647 e 648. c. com b ase no art. no caso. PROBLEMA 3 152 . de qualquer forma. Fundamentos: Há contrari dade entre a parte dispositiva e a fundamentação. inciso I. A pet ição deverá ser endereçada ao Desembargador Relator do Recurso em sentido estrito. ainda que haja entendimento c ontrário à admissibilidade de privilégio no furto qualificado. HABEAS CORPUS PROBLEMA 1 Habeas Corpus ao Tribunal de J ustiça. Acórdão.P. o que não é admitido em direito penal (art. principalmente porque. .Trata-se da interposição do Recurso de Embargos Infringentes e de Nulidade para o Tr ibunal de Justiça. não poderia haver alteração de pena por meio de embargos de declaração. 609. 2ª OP – Apelação Endereçamento – Petição de interposição ao Juiz de Direito e Razões ao Tribunal d Pedido – Aplicação do §2º do artigo 155 do CP. as razões do inconformismo. §2º. há também orientação diversa. a pena venha a ser alterada. poderia ser admitida a apelação. com isso. P. já que somente responde quem desenvolver ação ou omissão.c. Nas razões. há também orientação diversa. do Código Penal na fundamentação. de qualquer forma. 41 e 39 5 do C. no sentido de ser "A" processado por homicídio culposo e não por homicídio doloso. Fundamentos: Embora não fosse o remédio mais xpedito e indicado. Como já referido na 1ª opção. Ainda que haja entendimento contrário à admissibilidade de priv ilégio no furto qualificado. o candidato deverá postular a refor ma do V. nos casos de contrariedade. para que prevaleça o voto vencido.

dirigida ao Trib unal de Justiça de São Paulo. que não ocorreu no presente caso. 648.c. III. VI do CPP. e a Súmula 38 do STJ. 109. Ainda. do Código de Processo Penal. inc iso IV. ao te or do que dispõem os artigos 158 e 564. visto que segundo o art. que tem caráter definit ivo. em virtude da total incompetência do Juízo. pois. Deverá ser postulada a anu lação do processo desde o início. No caso. PROBLEMA 7 Habeas Corpus por prescrição da pretensão executória. que não é admissível em Direito Penal. PROBLEMA 9 153 . contando-se o pra zo a partir do trânsito em julgado para a acusação.P. PROBLEMA 5 Trata-se de um "Habeas Corpus" ender eçado ao Tribunal de Justiça. com base no art. Serve apenas para a autu ação em flagrante e oferecimento da denúncia. da Constituição Federal. a Justiça Federal não é competente pa ra julgar as contravenções. inci so LXVIII. pois não há justa causa para o processo. A prova da materialidade da infração somente pode ser comprovada pelo laudo de exame químico toxicológico. ficando apenas 2 anos. com base no artigo 648. mas sim a Justiça Estadual comum. Desse modo. qu e só reconhece a responsabilidade subjetiva. A prescrição seria 4 anos. O processo foi instaurado com fundam ento na teoria da responsabilidade objetiva. desconsider ando a continuidade. 564. PROBL EMA 6 Trata-se de um Habeas Corpus. da Constituição Federal.P. com fundamento no artigo 5º.. indispensável o exame de corpo de deli to direto. PROBLEMA 8 Peça – Habeas Corpus Endereçamento – Tribunal de Justiça Pedido – Trancamento da ação pena Fundamentos: Ilicitude da prova colhida em virtude do ingresso na residência sem m andado judicial. Deverá ser impetrada uma ordem de "habeas corpus". com fulcro no art. c. nos termos do artigo 525 do CPP. e a remessa dos autos ao Juízo competente para a sua r enovação. portanto. sendo. o que não ocorreu no presente caso. uma vez que os delitos contra a propriedade imaterial constituem ilícitos penais que deixam vestígios materiais.O laudo de constatação é uma perícia preliminar e não definitiva. inciso I. cai pela metade pela idade. o exame peri cial é condição especial que assegura a viabilidade inicial da ação penal nos delitos cont ra a propriedade imaterial. 1ª figura do CPP. "b" do código de Processo Penal. para comprovar a materialidade delitiva. inciso VI. elaborado por peritos. endereçado ao Tribunal Regional Federal da 3ª Re gião. a sentença é nula eis que não demonstrada a materialidade do delito. PROBLEMA 4 Competência: Tribunal de Justiça de SP Peça: Habe as Corpus Fundamentação: alegar que Procópio está sofrendo constrangimento ilegal em razão do recebimento irregular de queixa-crime pelo juízo da 25ª Vara Criminal da Capital . Pedido: o trancamento da queixa-crime e a concessão de medida liminar para suspender o andamento da ação penal até julgamento do HC. inciso I. a ilicitude não permitia a acusação porque dizia respeito ao próprio ato de apreensão de documento falso e. 648. em face da proximidade do interrogatório. à própria configuração da material idade do crime. do C.

poderia acentuar os argumentos de inconstitucionalidade.906/94 (Estatuto da Advocacia). 154 . Subsidiariamente. 5 º. com p articipação de advogado (art. de 21. da Lei 7960.12. 5 º. da Lei 7. haja vista a ausência do requi sito da garantia da ordem pública. 1 º. ped ido de nulidade da decisão que impôs a prisão preventiva. Além disso. inciso V. PROBLEMA 11 Habeas corpus Fundamento – A prisão temporária só é possível em relação aos es expressamente previstos no inciso III do artigo 1. da Lei 8. PROBLEMA 14 Peça: Habeas Corpus End ereçamento: Tribunal de Justiça de São Paulo. PROBLEMA 13 Habeas Corpus Endereçam ento: Tribunal de Justiça Pedidos e fundamentos: pedido de trancamento da ação penal p or ausência de justa causa para a ação penal em razão da inconsistência dos argumentos acu satórios (estímulo à prática de delitos e garantia de impunidade). Subsidiariamente. 7°. Pedido – concessão de habeas corpus para que seja revogada a prisão temporária. por isso. XLVI). a ilegalidade da colocação do acusado em cela comum. a prorrogação do prazo só é possível em caso de extrema e comprovada necessida de (art. Pedido: declaração de nulidade da dec isão. uma vez que o advogado. Além disso. o agravo do Ministério Público foi intempestivo. nos termos do art. § 2°. Pedido e fundamento – O rito adequado para o recurso do Ministério Público era o recurso em sentido estrito. haja vista a ausência do requi sito da garantia da ordem pública. Deveria apontar. 7°. Deveria apontar. assim. 118. parte final. por ofensa à integridade físi ca e moral dos detentos (art. de 21. da Lei 8. caput.12. por contrariar o princípio de individualiz ação da pena (art. inciso V. tem direito à prisão especial antes de eve ntual sentença condenatória transitada em julgado. 5°. XLIX).906/94 (Estatuto da Advocacia). por violação do princípio da dignidade humana (art. ser conhecido pe lo Tribunal. e. da CF). 2º. ped ido de nulidade da decisão que impôs a prisão preventiva. ainda. não podendo ser autor izada. PROBLEMA 10 Habeas corpus Agravo de execução Fundamento – A d ecisão de regressão para regime fechado deve ser precedida de oitiva do condenado (a rt. Pedido: declaração de ilegalidade do decreto de prisão preventiva e trancamento da ação penal. nos termos do art. PROBLEMA 12 Habeas Corpus Endereçam ento: Tribunal de Justiça Pedidos e fundamentos: pedido de trancamento da ação penal p or ausência de justa causa para a ação penal em razão da inconsistência dos argumentos acu satórios (estímulo à prática de delitos e garantia de impunidade).210/84 – Lei de Execução Penal) e de oportunidade de defesa.960. a ilegalidade da colocação do acusado em cela comum.º da Lei 7.Peça – Habeas corpus – Superior Tribunal de Justiça. não podendo. expedindo-se contramandado de prisão. inciso LV. uma vez que o advogado.1989 . tem direito à prisão especial antes de eve ntual sentença condenatória transitada em julgado.. ainda. III).1989). desde logo.

648. em seu artigo 7º.94). No caso em tela. da Constituição Federal. ausência dos requisitos previstos na lei ( artigos 311 e 312 do Código de Processo Penal). O dispositivo citado se aplica aos crimes contra a ordem tributária. já que é o legítimo proprietário do veículo. PROBLEMA 2 Peça – Mand ado de segurança Endereçamento –Juiz de primeiro grau. não podendo o decreto sustentar-se e m simples revelia do acusado. 8038/90. antes do recebimento da denúncia. conforme preconizado nos arts. o pagamento do tributo devido (reparação dos danos ) antes do recebimento da denúncia acarreta a extinção da punibilidade. CPP COMPETÊNCIA: DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DF TESE: EXT INÇÃO DA PUNIBILIDADE PEDIDO: RELAXAMENTO DA PRISÃO EM FLAGRANTE E EXPEDIÇÃO DE ALVARÁ DE SO LTURA + DECRETAÇÃO DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE E CONFIRMAÇÃO DA LIMINAR FUNDAMENTOS: De acor do com o art. com base no art. Lílian efetu ou o pagamento logo após sua prisão. 34 da Lei 9. ou seja. garante ao advogado o direito de examinar. Mandado de Segurança com pedido de limi nar. 155 . 118. MANDAD O DE SEGURANÇA PROBLEMA 1 Impetrar junto ao Juízo de Direito de 1. art. PROBLEMA 16 PEÇA: HABEAS CORPUS COM PEDIDO DE LIMINAR. Apresentar fundamentação diante do "fumus boni iuris" e o "periculum in mora" para a obtenção da liminar.º 1533/51.º e seguintes da Lei n. c) liberdade provisória porque não estão presentes os requisitos da prisão preventiva. sen do que ao final a segurança deverá ser concedida definitivamente.Fundamentos: a) quanto à prisão preventiva. os autos do inquérito policial.249/95. 1. O sigilo não pode prevalecer em relação ao advogado. de 4. na repartição policial.7. b) Órgão competente: Superior Tri bunal de Justiça. Fundamentar no sentido de que o indeferimento da pleiteada restituição fere dir eito líquido e certo do impetrante. PROBLEMA 15 Habeas corpus ao Tribunal de Justiça. VI. Pedido – Determinação à autoridade coa ora para que garanta a vista dos autos. Fundamento – O Estatuto da Ordem dos Advog ados do Brasil (Lei 8906. b) relaxamento da prisão em flagrante porque não havia situação de flagrância. artigos 30 a 32. não havendo ecessidade de o mesmo permanecer à disposição da justiça por falta de interesse ao proce sso. 5.ª Instância da Justiça C omum Estadual. 119 e 120 do CPP. alínea "a" da Constituição Feder al e Lei nº. combinado co m os arts. XIV. inciso II. RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL PROBLEMA 1 a) Recurso cabível: RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL.º inciso LXIX. c) Fundamento: Artigo 105. Pe didos possíveis: a) trancamento da ação penal por falta de justa causa e por ilegitimi dade ativa do Ministério Público.

O recurso deverá. a ausência de defensor e do próprio MP. a impetração de Habeas Corpus. Outrossim. As razões apresentadas junto com a interposição do recurso r eferindo-se e buscando convencer os Ministros daquela Corte. direito subjetivo do réu consagrado na Constituição Federal. que encaminhará os autos para o STJ. além de não estar o despacho e a decisão de segunda instância devidamente fundamentados. As r azões devem ser apresentadas junto com a interposição do recurso. PROBLEMA 2 Deverá ser interposto Recurso Ordinário Constitucional para o Superior Tribunal de Justiça. 105. inciso II. em virtude do excesso de prazo. portanto. t ambém. O endereçamento da interposição é para o Presidente d Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Buscar seja provido o recurso. desde que com a fundamentação própria. COMPETÊNCIA: DESEMBARGADOR PRE SIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ___ (INTERPOSIÇÃO DO ROC) + STJ (RAZÕES DO R OC). do Código de Processo Pe al. para a formação da culpa. a impetração de ordem de "Hab eas Corpus" – substitutivo do Recurso Ordinário Constitucional para o Superior Tribu nal de Justiça. aliás. reproduzir a argumentação veiculada no “habeas corpus” denega do e requerer aquela mesma providência que deveria ser concedida e não foi (no caso em tela. dirigido diretamente ao STJ. também. além de não est arem o despacho e a decisão de segunda instância devidamente fundamentados. “a”. Admite-se. a liás. no prazo de 05 dias. ser interp osto ao Tribunal de Justiça. no ROC.038/90). direito subjetivo do réu consagrado na Constituição Federal. Buscar seja provido o recurso. persistindo o constrangimento i legal. foi eleito mo tivo que a lei não prescreve como impeditivo. no sentido de cessar o constrangimento ilegal que o réu sofre. Indiscutivelmente a infração é afiançável. no interrogatório do réu. FUNDAMENTOS: O recorrente deverá. TESE: NULIDADE PEDIDO: ANULAÇÃO DO PROCESSO DESDE O INTERROGATÓRIO. O único r ecurso cabível é o Recurso Ordinário Constitucional. e) Aceitável. Portanto. alínea a. a simples gravidade do fato não é motivo para não conceder a fiança. da CF e Lei 8. cuja competência para conhecimento e julgamento é do Superior Tribunal de Justiça. com base no artigo 105. Trata-se de decisão denegatória de Habeas Corpus. a simples gravidade do fato não é motivo para não conceder a fiança. da Constituição Federal. O endereçamento d a interposição é para o Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que encam inhará os autos para o STJ. Outrossim. viola os 156 . Indiscutivelmente a infração é afiançável. A autoridade coatora é o Tribunal de Justiça. PROBLEMA 3 Deverá ser interposto Recurso Ordinário Constitucional para o Superior Tribunal de Justiça. tanto é que foi concedido o prazo do artigo 514. PROBLEMA 4 PEÇA: RECURSO ORDINÁRIO CO NSTITUCIONAL (art. foi elei to motivo que a lei não prescreve como impeditivo. II. tanto que é concedido o prazo do artigo 154. substitutivo ao Recurso Ordinário Constitucional. a configuração do constrangimento ilegal pela manutenção do acusado sob custódia por mais tempo do que o admitido pela jurisprudência dos Tribunais. da Constituição Federal. juntamente com as razões endereçadas ao Superior Tribunal de Justiça. O pedi do de relaxamento do flagrante com a expedição de Alvará de Soltura poderá enfocar o exc esso de prazo para o término da instrução criminal por motivos aos quais o acusado não d eu causa. do Código de Processo Penal. Portanto. alínea A.d) Prazo: 05 (cinco) dias. com base no artigo 105. inciso II. persistindo o constrangimento ilegal .

impõe o a rt. Como se verifica da decisão que determinou a prisão cautelar. confirmada pela corte estadual. antes de a decisão condenatória penal transitar em julgado. é fora de dúvida que o decreto de prisão caut elar há de explicitar a necessidade dessa medida vexatória.020/RJ. afastado de qualquer circunstância concreta d iversa da relativa ao fato delituoso. como se vislumbra in casu. II. 312 do Código de Processo Penal. Sepúlveda Pertence. Processual penal. que deve reger-se sempre pela demonstração da efetiva necessidade no caso e m concreto. em regra. não é suficiente para atrair a incidência do art. tem atualmente o inegável respaldo da doutrina jurídica ma is autorizada e da jurisprudência dos tribunais do país. Necessidade concreta da medida restritiva de liberdade não demo nstrada. A simples reprodução das expressões ou dos termos legais expostos na no rma de regência. A exigência de fundamentação do decreto judicial de prisão cautelar. ao qual. inclusive de ofício pelo juiz).2005). Prisão preventiva decretada com base na gravidade do delito. por si só. não pode servir de motivação à custódia.princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. sendo. mas apenas de pr ocedimento administrativo instaurado no âmbito do Ministério Público Estadual. inaceitável que a só gravidade do crime imputada à pessoa seja suficiente para justificar a sua segregação. acarretando a nulidad e absoluta do ato processual. Tal fundamento. não se pode atribuir a alegada coação. segundo jurisprudência pacífica do STJ e do STF. Como é cediço. circunstância que não se mostra s uficiente. 312 do CPP. Ordem concedida. 2. Homicídio tentado por duas vezes. o acusado seria soldado do tráfico. entre os elencados no art. 315 do mesmo Código. sej a temporária ou preventiva. em face do princíp io da presunção de inocência. indicando os motivos que a tornam indispensável. fato que justificaria a custódia. HC 85. no entanto. para a decretação da referida medida restritiva de liberdade ant ecipada. tecendo-se os seguin tes argumentos. sob pena de antecipar a reprimenda a ser cumprida quando da condenação. IV. DJU 25. não basta para. Não constituem fundamentos idôneos à prisão preventiva a invocação da gravidade do crime imputado. sequer submetidas ao STJ. a prisão cautelar é medida excep cional e deve ser decretada apenas quando devidamente amparada pelos requisitos legais. nem os apelos à repercussão dos del itos e à necessidade de acautelar a credibilidade das instituições judiciárias: preceden tes. Constrangimento ilegal. aliás. art. Prisão preventiva: ausência de dados concretos que justifiquem a afirmação de que o paciente não se sente inibido à prática de delitos. Decisão judicial: a falta ou inidoneidade da sua fundamentação não pode ser suprida pela decisão do órgão judicial de grau superior ao negar habeas corpus ou desprover recurso: precedentes. provavelmente. alínea “a”). A nulidade absoluta pode ser alegada a qualquer te mpo. divorciada dos fatos concretos ou baseada em meras suposições ou pres sentimentos. A propósito: HC – Competência originária. como. e que n em mesmo a expedição da precatória destinada à citação dos acusados — para responder à 157 .02. III. O decreto prisional cautelar e xarado em desfavor dos pacientes bem como o acórdão que manteve referida decisão não dem onstram de forma consistente a presença dos pressupostos e fundamentos que autoriz am a custódia preventiva (CPP. tendo em vista que o referido dispositivo legal não admite conjecturas. limitando-se a fazer referência à gravidade do delito imputado na denúncia contra eles ofertada. definido ou não como hediondo. 312). (STF. manteve-se a segregação do acusado sob o argumento de que. art. Considerando que a denúncia não foi precedida de inquérito policial. Ausência dos pressupostos e fundamentos legais que autorizam a prisão preventiva. Por conseguinte. 3. por conseguinte. i soladamente. Min. PROBLEMA 5 Deve-se interpor recurso ordinário e m habeas corpus (RHC). para o STJ (CF. Rel. sem apresentação de fato concreto de terminante. A mera alusão a requisito legal da segregação cautelar. em observância ao princípio constitucional da presunção de inocência ou da não-culpa bilidade. II. Prisão preventiva: fundamentação: i nidoneidade. justificar a prisão cautelar. Não pode o STF conhecer originariamente de questões suscitadas pelo impetrante que. 104. Habea s corpus.

considerou-se inconstitucional o disposto no art. Rel. há de explicitar a necessidade da medida. Rel. Ausência de justif icativa idônea amparada em fatos concretos. como fuga ou escusa no atendiment o a chamado policial ou judicial. 312 do CPP. confirmada pela corte estadual. Posse ilegal de ar ma de fogo de uso permitido e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Recurso provido. que proibia a liberdade provisória no caso dos crimes de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. m as apenas e somente para deferir o pedido de liberdade provisória ao paciente. com a numeração raspada. que.respectiva ação penal iniciada no mesmo instante em que decretada a preventiva — foi e fetivada. 5. é insuficiente para. Anote-se. ressalvada a possibilidade de decretação de nova custódia cautelar por motiv o superveniente. Como se verifica da decisão que indeferiu o pedido de liberdade provisória do p aciente. do STF. se por outro motivo não estiver preso. (HC 38. como. Ricardo Lewandowski. por ocasião do julgamento da ADIN 3. afastado de qualquer circunstância concre ta diversa da relativa ao fato delituoso. manteve-se a segregação do acusado sob o ar gumento de que. tal fundamento. em consonância com o parecer do MPF.03. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROBLEMA 1 Recurso Extraordinário diri gido ao Supremo Tribunal Federal. considerou-se inconstitucional o disposto no art. aliás. 315 do mesmo Cód igo. sem prejuízo de nova decretação. 21 da Lei 10. 21 da Lei 10. comércio ilegal de arma de fogo e tráfico internacional de arma de fogo. é prematuro decretar a custódia cautelar fundada na conveniência da instrução cr iminal e para assegurar a aplicação da lei penal. Rel. 158 . Anote-se . assim entendida aquela que antecede a condenação transitada em julgado. Prisão em flagrante. caso fique demonstrada concretamente a necessidade da referida medida. indicando os motivos que a tornam indispensáv el. Arnaldo Esteves Lima. Ordem concedida para revogar o decreto de prisão pr eventiva. alegando “reformatio in pejus” no ju lgamento da apelação já que o Tribunal afastou a pena restritiva de direitos concedida pelo Juízo de 1ª Instância. quando deu provimento ao apelo do Ministério Público. com base em fundame ntação concreta. do STF. Min. sustentando ofensa à Constituição da República. RECURSO ESPECIAL PROBLEMA 1 Recu rso Especial para o Superior Tribunal de Justiça.2005).344 – RJ (2008/0071349-8) Relator: Ministro Napoleão Nunes Ma ia Filho Recurso ordinário em habeas corpus. Indeferimento do pedido de liberdade provisória. que tem sentido muito amplo por estar voltada para a preservação de bens jurídicos essenciais à convivência social. impõe o art. DJU 21. quando ausentes quaisquer fatos co ncretos que justifiquem tal medida preventiva. os acusados são soldados do tráfico.112-1/DF. ainda.397/MG. Rica rdo Lewandowski. por ocasião do julgamento da ADIN 3 . 826/2003. que proibia a liberdade provisória no c aso dos crimes de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. fato que justifi caria a custódia. Constrangimento ilegal evidenciado. justi ficar a segregação provisória. dentre os elencados no art. Pr ecedentes do STJ e do STF. 4. Min. Min. todavia. comércio ilegal de arma de fogo e tráfico in ternacional de arma de fogo. É fora de dúvida que o decreto de prisão c autelar.112-1/DF. A questão foi retirada da jurisprudência do STJ: Recurs o em habeas corpus nº 23. pois o Tribunal de Justiça. isoladamente. eventual sentimento de vingança ou revolta por intere sses ilegítimos contrariados.826/2003. que. ainda. provavelmente. Recurso provido. Não se pode acolher sob o manto da ordem públic a.

ora requerente. e) Prazo para interposição: não há prazo. b) Orgão competente: Tribunal de Justiça. 621. PROBLEMA 3 Foro competente: Supremo Tribunal Federal. o STF não apreciou os argumentos apresentados pela Defesa. pedindo a desclassificação para lesões leves e. com base no art. Fundamentação: O Recurso Extraordinário apresentado pela Procuradora Gera l de Justiça foi dirigido ao Supremo Tribunal Federal. PROBLEMA 5 Revisão Criminal ou habeas corpus. inciso III do C. compete ao STF rever. posto que o réu deve saber por quais motivos fo i condenado). No mérito. nu lidade do processo em vista da ausência do réu. P. REVISÃO CRIMINAL PROBLEMA 1 a) Recurso cabível: REVISÃO C RIMINAL. quando por ele proferidas.P. Comp etência STF. Assim. A fundamentação da defesa d eve se basear na nulidade da sentença que não fundamentou a exasperação da pena (todas a s sentenças devem ser fundamentadas. apenas aduzindo. 386. que houve erro material. Além disso. requerendo o competente a lvará de soltura clausulado. d) Requisito de admissibilidade: juntada da sentença transitada em julgado. sendo qu e o defensor dativo não pode dispensar a presença do acusado – segundo entendimento do STF. inciso III do C. consoante dispõe o art. O candidato deverá postular seja co nhecida a revisão e julgada procedente (artigo 626. pedir afastamento da reincidência ( não comprovada atr avés de certidão cartorária ). 159 .. laconicamente.violou a soberania dos veredictos que vigora no júri. endereçada ao Egrégio Tribunal de Justiça. onde foi ouvido o ex-detento.P. em benefício dos condenados.. c) Fundamento: artigo 621. PROBLEMA 2 Razões de Revisão Criminal. visto que surgiu uma prova no va. inciso III do C. impetrar Habeas Corpus em vista da nulidade ap ontada. I do C. dirigida ao Tribunal de Justiça de São Paulo. PROBLEMA 4 Trata-se de Revisão Criminal.P.. Peça processual: Rev isão Criminal. com a juntada da justificação criminal. já que os jurados apoiaram-se em prova favorável ao acusado. sendo inocente portanto. alegar: preliminarmente. 2ª parte do CPP) para o fim de a bsolver José com base no art. P. a anulação por falta de representação o a aplicação da Lei 9. visto que a decisão transitou em julgado para o réu.P. Pode-se.. ainda que através da via recursal. também. pois José não cometeu o crime de tortura que lhe foi imputado. o foro competente é o STF. Nas razões. afastamento da circunstância qualificadora ( ele não se enc ontrava armado ) e reconhecimento do crime continuado ( em lugar do concurso mat erial de crimes ).099/95. 624. mas apenas int enção de fugir. que compro vou a ocorrência de um enorme erro judiciário. o que não pode prosperar.P. Subsidiariamente. as decisões criminais em processos findos. transmudando a pena de 21 para 12 anos.P. A peça processual deve ser a Revisão Cr iminal. pleitear absolvição em vista de não haver dolo de roubo. Admite-se a impetração de "Habeas Corpus" com a finalidade de reconhecer a ausência da fundamentação e ajustando-se a pena. Portanto. na audiência. eventualmente.

crimes da mesma espécie (furto simples).nulidade. em face da descoberta de novas provas ter ocorrido após o trânsi to em julgado da sentença condenatória. 345. torna-se atípica a conduta. lugar (no bairro da Penha). sob alegação de estar havendo constrangimen to ilegal em face de condenação. o Meritíssimo Juiz de D ireito da Vara das Execuções Criminais da Capital indeferiu o pleito estribado em mo tivo não determinado pela lei. haja vista a retenção do dinheiro com vista a ress arcimento de dinheiro devido pelo banco ao acusado. entretanto. Pedido na Revisão criminal: Preliminar . ser aceita a impetração de ha beas corpus perante o Tribunal de Justiça. O recurso cabível é o Agravo. as razões recurso são para o Tribunal de Justiça de São Paulo. Em assim sendo. ao contrário do decidido. acrescida de 1/6 (um sexto). do CP). maneira de execução (sempre sozinho e do mesmo modo) e outras semelhantes. o que é inadmissível. Pedido no Habeas Corpus . do Código de Processo Penal combinado com os artigos 107. ser aplicada apenas a pena de um dos crimes. estão presentes os pressupostos legais do artigo 71 do Código Penal. e conseqüente extinção da punibili dade em virtude da decadência do direito de queixa do ofendido (art. previst o no artigo 197 da Lei de Execução Penal (Lei 7210/84). caput. condições de tempo (menos de 30 dias entre um delito e outro). 514 do CPP). não havendo o fensa ao patrimônio. Ainda. argumentando que. subsidiariamente. qualquer referência a gravidade do fato. parágrafo ún ico. vez que não há ninguém preso. PROBLE MA 7 A peça pertinente consiste na interposição da revisão criminal ajuizada perante o T ribunal de Justiça de São Paulo. caput. sendo por isso a revisão criminal a medida tecnicamente mais adequada. 38. que deverá ser interposto no j uízo "a quo" para fins de retratação/reconsideração ou não e. cumpr indo. se mantida a decisão.nulidade da decisão. não havendo. inciso IV. o mesmo ocorrendo com a multa. desclassificação do crime para o de exercício arbitrário das própri as razões (art. destacando que no mérito deverá o candidato plei tear a desconstituição da sentença condenatória e a absolvição do seu cliente em face da ati picidade da conduta. ambos do Código Penal). como conseqüência. por ser o estelionato um crime contra o patrimônio. No mérito. as novas provas corroboram que não houve prejuízo econômico para a entidade de direito público. portan to. inciso III do CPP. restando unificadas em 1 (um) ano e 2 (dois) m eses. podendo. sendo que o problema do habeas corpus se restringirá à possibilidade ou não da analise da prova. em relação ao crime de apropriação indébita. referência à oria restritiva que não enquadra o funcionário de sociedade de economia mista como f uncionário público. sendo por isso a medida mais adequada a revisão criminal. vez que segundo o problema. que é de 1 (um) ano. 160 .desclass ificação e extinção da punibilidade. Mérito . destacando que. prevista a revisão criminal com fulcro no artigo 621. Destaque que a impetração de habeas corpus não é a medida tecnicament e mais correta. AGRAVO EM EXECUÇÃO PROBLEMA 1 O artigo 71 do Código Penal é claro ao especificar quais são os requisitos para a unificação de penas: pluralidade de ações (foram dois crimes). e 345.PROBLEMA 6 Revisão criminal Habeas corpus Endereçamento: Tribunal de Justiça Fundament os: pedido de nulidade em razão da não concessão de prazo para defesa preliminar (art.

deverá ser endereçada ao Egrégio Tri al de Justiça. sem que tivesse cometid o qualquer falta disciplinar. V e parágrafo único. com base no artigo 136 da Lei 7210/84. sua inconstitucionalidade na modalidade pretendida. incisos III. sendo que nesta petição deverá constar o juízo de retratabili dade. postulando a expedição de cart a de livramento. d) Prazo para interposição: 05 (cinco) di as. fundamentada no artigo 197 da Lei de Execução Penal. poi s. inciso III. quer subjetivo (desenvolvimento perante a terapêu tica Penal). com fundamento no artigo 197 da Lei de Exe cuções Penais. o Livramento Condicional. previstos no artigo 83. II – o prazo para a decretação do Regime Disciplinar Dif erenciado é de no máximo trezentos e sessenta dias. logo após ingressar. PROBLEMA 4 O candidato d everá formular recurso de agravo ao TJ. V e parágrafo único do Código Penal. cc com o artigo 131 da Lei 7210/84. inciso III. no prazo de 5 dias. A segunda petição de Razões de Agravo de Execução. A argumentação poderá fundamentar-se na individualização da pena. IV. guerrear a disposição da Lei 8072/ 90 que determina cumprimento integral da pena em regime fechado permitindo. Sr. O agravante tem direito ao benefício uma vez que já cumpriu todos os re quisitos. b) Órgão competente: Tribunal de Justiça. por ofensa aos princípios da dignidade da pessoa humana e da proibição de tratamento cruel e. c) Fund amento: artigo 197 da Lei de Execuções Penais. cont udo. Deverá suste que se trata de crime continuado. deve-se interpor agravo em execução da decisão do juiz da Vara d e Execuções Criminais de São Paulo/SP. devendo o recurso ao final ser fundame ntado com o artigo 66. foi o preso colocado nesse regime. PROBLEMA 3 Trata-se de um Agravo em Execução.º 7. Fundamentos: I – inconstitucionalidade do Regime Disciplinar Diferenciado.210/1994. PROBLEMA 5 Peça: Agravo em Execução. requerer. sendo que sua prorrogação dependeria de nova avaliação após o transcurso do prazo. decisão. 161 . IV. do Código P enal. peça essa consistente em petição de interposição e razões anexas. Juiz de Direito da Vara das Execuções Criminais da Capital. enfatizando a permissão contida no V. desde logo. principalmente. Pedido: revogação da decretação do Regime Disciplinar Difere nciado. letra "e" da Lei de Execução Penal e também no arti go 83. PROBLEMA 6 Com fundamento no artigo 197 da Lei n. competente por tratar-se de crime de estupro. As razões do recurso deverão ser dirigidas ao T ribunal de Justiça. Em caso de manutenção da mesma. acórdão para a progressão do regime prisional. A primeira de interposição endereçada ao Exmo. quer objetivo (tempo).PROBLEMA 2 a) Recurso cabível: AGRAVO. compost o por duas petições. Poderá. que os autos subam ao Tribunal competente. Deverá ser interposto AGRAVO ao Juiz da Vara das Execuções Criminais requerendo a reconsideração da R. Endereçamento: Tr ibunal de Justiça de São Paulo. ainda.

O livramento condicional poderá ser concedido pelo juiz da execução. O referido art. vez que cumprido o requisito objetivo. Bem a propósito. consta que a última punição de Márcio ocorreu há mais de dois anos.cumpridos mais de dois terços da pena. IV .No mérito. “Ar t. qual seja. tornando-se este um direito público subjetivo de liberdade. 131. prática da tortura. atualmente. Frederico Marques lembra que pelo benefício é ampliado o ‘status libertatis’. o detento ostenta bom com portamento e encontra-se exercendo trabalho externo. da Lei de Execuções Penais. A existência de registro de transgressão disciplinar ocorrida há mais de dois anos não tem o condão de e xigir que ele permaneça encarcerado até a final de sua expiação. tendo como fundamento o artigo 112. o dano causado pela infração. ouvidos o Ministér io Público e o Conselho Penitenciário”. incisos e parágrafo único do Código Penal. 83. preenchi dos os seus pressupostos. é necessário que o sentenciado preencha requi sitos objetivos e subjetivos. O artigo 131 da LEP deixa b em clara a necessidade da observância dos requisitos elencados no art. destaque-se o que preleciona o mestre Júlio Fab rini Mirabete. estando preenchido também o requisito 162 .Para o condenado por crime doloso. comprometendo-se Már cio. pelo contrário. esta não mai s subsiste. alguma intenção deliberada do detento em frustrar a execução da pena. nos casos de condenação por crime hediondo. expedido pelo diretor do estabelecimento prisional. se o apenado não for reincidente específico em crimes dessa natureza. presentes os requisitos do art. Márcio já cumpriu 5 anos do total da pena. com carteira assinada. desde já. e terrorismo. denota que se houve. 83 do CP assim dispõe: Art. Par a a concessão do livramento condicional. com fulcro no art. hoje se admite que se trata de um direito do sentenciado. Com efei to.” PROGRESSÃO DE REGIME PROBLEMA 1 A Peça adequada é a interposição de um Pedido de Progressão de Regime. no caso já tendo cumprido 2 anos. 302: “Ainda que nos artigos 83 do CP e 132 da LEP se afirme que o juiz ‘poderá’ conceder o livramento condicional e que a doutrin a se tenha posicionado no sentido de considerá-lo como uma faculdade do juiz. II . dev e-se requerer a concessão do benefício do LIVRAMENTO CONDICIONAL. 8. 131 da LEP. cometido com violência ou grave ameaça à pessoa. como pedreiro. III . interposto peran te o juiz da Vara de Execuções Criminais de Avaré. desde que: I . V .ª edição. Ad emais.comprovado comportamento satisfatório durante a execução da pena. 83 O juiz poderá conceder livramento condicional ao condenado a pena privativa de li berdade igual ou superior a 2 (dois) anos. de modo que. no relatório carcerário. in execução penal. 83 do CP.cumprido mais de um te rço da pena se o condenado não for reincidente em crime doloso e tiver bons antecede ntes. Embora atribuído em caráter ex cepcional.cumprida mais da metade se o condenado for reincidente em crime dolos o. o relatório favorável da autoridade carcerária. e está trabalhando. do Código Penal. salvo efetiva impossibilidade de fazê-lo. por si só. tráfico ilícito de entorpecentes e dro gas afins. e art.tenha reparado. bom desempe nho no trabalho que lhe foi atribuído e aptidão para prover à própria subsistência mediant e trabalho honesto. inciso II. o juiz é obrigado a concedê-lo. possui prof issão certa e definida. pág. a cumprir todas às condições que forem impostas e submeter-se a elas. mormente diante do rela tório atualizado da autoridade carcerária informando seu bom comportamento. a concessão do livramento ficará também subordinada à constatação condições pessoais que façam presumir que o liberado não voltará a delinqüir. ficou na prisão ao menos 1/6 da pena de 6 anos. Parágrafo único . no p assado. A autoridade carcerária informou que. porquanto há dois anos não se registra qualquer fato desabonador à sua con duta. em razão de tentativa de fuga. 83.

não preenchendo também o artigo 83. Nada impede que o pedido seja dirigido diretamente ao Consel ho Penitenciário. a ensejar a solicitação ao juiz para passar ao regime semi -aberto. caso tivesse cumprido mais de metade da pena. LIVRAMENTO C ONDICIONAL PROBLEMA 1 Manoel reúne os requisitos do artigo 83. O pedido deverá ser endereçado ao Juiz da Vara das Execuções Criminais. do Código Penal. 128 e 12 9 todos do Código de Processo Penal. mas a decisão será do Juiz da Vara de Execuções Criminais. vez que o problema confirma que o condenado teve bom comportamento du rante os 2 anos no cárcere.subjetivo. Destaque-se não ser cabível a interposição do livramento condicional porquanto ainda não p reencheu o requisito objetivo que consiste em cumprir mais de 1/3 da pena – vez qu e não cumpriu ainda mais de 1/3 da pena. juntando-se também a ce rtidão do Cartório onde o imóvel foi registrado. Obs. já que o problema confirma que há Vara de Execução Criminal em Avaré. para. 163 . inciso I. operan do-se a inscrição no Registro de Imóveis. ser concedido o livramento condicional com expe dição de carteira. 126. porquanto se trata de cliente que não ostenta bons antecedentes. havendo o pressuposto dos indícios veemente s de sua proveniência. tudo com base nos artigos 125. O requerimento deverá estar instruído com cópias das peças do inquéri to que demonstrem a autoria do delito e sua materialidade. com a exposição do preenchime nto dos requisitos legais e o requerimento no sentido de que seja ouvido o Conse lho Penitenciário. Na fundamentação deverá demonstrar que a aquisição do i móvel se deu com os proventos do delito. autuando-se em apartado. vez que ele foi condenado no regime fechado porquanto era reincidente. de maneira que poderá requerer a concessão do Livramento Condicional. ao final. mas sim exatos 1/3 da pena. sendo cabível apenas o livrament o condicional. o que não ocorreu. SEQUESTRO PRO BLEMA 1 Requerer junto ao DIPO o seqüestro do bem. tanto que reincidente. inciso V do Código Pe nal. a corroborar ser a medida adequada o pedido de progressão de regime ao Juiz de Execução de Avaré.

aumentou a reprimenda fixada em virtud e da agravante da reincidência. propositalmente. Após acalorada discussão. (OAB/SP – 113) 14. 61. Em que crime estará incurso o agente que. (OAB/SP – 107) 7. por existi r condenação anterior (CP. desentenderam-se devid o à posição de uma cerca que separa as propriedades de ambos. Que autoridade elabora o libelo crime acusatório? (OAB/SP – 106) 4. qual a diferença entre remição e detração? 164 . Cite três cri mes considerados hediondos. (OAB/SP – 112) 9. Maria das Flores foi a uma clínica clan destina. João da Silva. Manoel chega e m casa. in terrompe fornecimento de força e luz em escola pública. Manoel dirige-se à Deleg acia. in clusive com agressões verbais. com vistas a elucidar não ser ele o verdadeiro autor do delito. a duzindo ser ele a pessoa que roubou Maria. em 10 de abril do corrente ano. o Magistrado fixou a pena-b ase do acusado acima do mínimo legal em decorrência de maus antecedentes. (OAB/SP – 107) 6. QUESTÕES PRÁTICAS. O que é reabilitação? (OAB/SP – 106) 2. Quais os argumentos que podem ser invocados a favor de Manoel? Justifiq ue. Neste caso. (OAB/SP – 112) 11. por ocasião da prolação da sentença. se Maria e Ulisses cometeram crime. art. 59). pago por ele. E m que peça processual são trazidas aos autos as lesões sofridas pela vítima em processocrime por infração ao artigo 129. Após isso. acompanhada de seu namorado Ulisses Gabriel. Imediatamente.10. munido de uma marreta. Está correto tal procedimento? Fundamente. Estabeleça a diferença entre a concussão e a corrupção passiva. Em Direito Penal. Indique os elementos do fato típico. Quais os req uisitos para o deferimento da reabilitação? (OAB/SP – 114) 15. com o intento de não serem rea lizadas na data prevista os exames finais do ano letivo? (OAB/SP – 113) 12. (OAB/SP – 106) 1. Quando da dosimetria da pena. Indique a natureza da eventual ação penal e o prazo final para sua distribuição. O que é perd OAB/SP – 106) 3. o Delegado de Polícia efetua sua prisão em flagrante delito para garantia da orde m pública. João da Silva e Antonio de Souza. (OAB/SP – 112) 10. após o dia de trabalho. destruiu a late ral direita do veículo pertencente a Antonio. Defina as notas características do instituto da perempção. classi fique juridicamente sua conduta. art. e sua mãe diz que policiais estiveram à sua procura. por ostentar o réu aquela condenação anterior (CP. submetendo-se a intervenção de abortamento. (OAB/SP – 113) 13. "caput" do Código Penal? (OAB/SP – 107) 5. Se João da Silva cometeu crime. I). clas sifique juridicamente suas condutas. Neste moment o. justificando. (OAB/SP – 107) 8.

João Antônio.000. (OAB/SP – 115) 20. envolveu-se em luta corporal com o segurança e com uma barra de ferro desferiu-lhe vários golpes. Pode o Ministério Público impetrar Habeas Corpus? Explique.00 (um mil reais) para votarem favoravelmente ao acusado. lhe deu voz de prisão. aduz que "diz-se o crime: tentado. pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado. gestante. com o seu consentimento. então. (OAB/SP – 117) 26. entra em uma fábrica de cigarros com o fim de subtrair tantos pacotes quantos pudesse carregar. Quando se encontrava já no interior do edifício. durante a madrugada e median te escalada. é condenado por roubo à pena de 5 anos e 4 meses em regime fechado. (OAB/SP – 115) 2 2. após o esgotamento do p azo legal da prisão temporária já prorrogado? (OAB/SP – 114) 17.(OAB/SP – 114) 16. as condutas de Ana. João Antônio é considerado imputável e poderá ser processado criminal mente? Justifique. Antônio. Antônio de Souza. Ana induziu a gestante Maria a provocar aborto em si m esma. enfermeira a ela subordinada. cada um. juridicamente. menor de 21 ano s e primário. o parágrafo único d este artigo afirma que "salvo disposição em contrário. José participou como jurado no julgament o de Américo. A causa especial de aumento de pena concernente ao repous o noturno aplica-se ao furto qualificado? Explique. fugiu do local. e ela o provocou. presenciou outra funcionária. acusado de crime de homicídio simples. quando João Antônio comp letara dezoito anos. José e seus comp anheiros do Conselho de Sentença cometeram crime? Justifique fundamentadamente a r esposta. porém. Sabedora de que Madalena encontrava-se em precária situação financeira. diminuída de um a dois terços". Tipifique. Madalena. com o objetivo de matá-lo. Estaria Maria das Dores incursa em alguma figura típica? Responda e justifique. É possível a manutenção do averiguado em custódia. chefe das enferm eiras de hospital municipal. é socorrido por populares. 165 . não lh e sendo facultado recorrer em liberdade. produzindo-lhe lesões que resultaram perigo de vida. quando. Arrole argumentos hábeis à reforma de tal d ecisão. furtando comprimidos para dor de cabeça do almoxarifado. ferido. em seu inciso II. dia s após constatou-se que José e outros três jurados receberam. Em seguida. Pecuarista que tem sua propriedade margeando leito de estrada de ferro e não co loca cerca para que o gado não invada a linha férrea comete algum delito? Elabore re sposta motivada e fundamentada. na véspera de completar dezoito anos dispara dois tiros com arma de fogo contra José Pedro. O artigo 14 . iniciada a execução. Ainda. a importância de R$1. Maria. (OAB/SP – 116) 24. (OAB/SP – 116) 23. Proferida sentença absolutória. armado de revólver. foi surpreendido por um segurança da empresa que. casado e pai de uma criança de seis meses de idade. Carlos. sem nada levar. Pergunta-se: Qual o critério adotado para a diminuição entre um a dois terços? Justifique. Classifique juridicamente a conduta pel a qual Antônio deverá ser responsabilizado. (OAB/SP – 114) 18. Geralda executou aborto em Clementina. deixou de responsabili zá-la pelo fato. (OAB/SP – 115) 19. Geralda e Clementina. não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente". morre três dias depois. (OAB/SP – 116) 25. Em outra hipótese. Maria das Dores. (OAB/SP – 115) 21. José Pedro.

vindo a dilacerá-lo . o que são normas penais permiss ivas. motivando-a. Deverá ser considerado reincidente? Explicite e justifique. É correta a afirmativa? Por quê? (OAB/SP – 118) 32. Cometeu algum delito? Oferte resposta motivada e fundamen tada. (OAB/SP – 118) 29. Qual é o momento processual adequado para que se contradite testemunha da acusação? (OAB/SP – 120) 37. O advogado poderá arrolar testemunhas em dois momentos proc essuais no Rito Ordinário e no Especial do Júri. Dias após. ainda. de alguma forma. tendo o serventuário se de scuidado. (OA B/SP – 121) 40. cumular um terceiro: a indenização pelo erro judiciário". sob o compromisso de ocultar das autoridades a existência. (OAB/SP – 120) 38. (OAB/SP – 119) 35. podendo. 166 . Dê as notas características do instituto da representação. depois. em regra. quando da dosimetria da pena. arrancou do livro de registro de distribuições a folha que continha os seu s dados. utiliza a reincidência para majorá-la. (OAB/SP – 119) 33. 59 e 68 do CP. Explique. teve extinta a punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva estatal. É possível a tentativa de contr venção? (OAB/SP – 120) 39. poderá estar incorrendo em algum ilícito penal previsto na legislaçã rópria? (OAB/SP – 120) 36. o Magistrado considera os maus antecedentes resultantes de diversas condenações para sua fixação. também conhecidas como autorizantes. Quais são estes momentos e quantas te stemunhas poderão ser arroladas em cada um? Explicite de modo detalhado. em razão de pretenderem justo aumento de salário e recebimento dos atrasados. cometeu novo furto. destruindo-a. (OAB/SP – 117) 28. D e acordo com os arts. (OAB/SP – 118) 30. Foi aplicada a lei penal? (OAB/SP – 119) 34 . sentenciado por furto. pode submeterse à competência do Tribunal Popular do Júri? Dê sua posição.(OAB/SP – 117) 27. (OAB/SP – 1 18) 31. dando o dispositivo legal. é ação com dúplice pedido. Pr aticaram algum crime? Emita seu parecer de modo fundamentado. Pode o Ministério Público impetrar Habeas Corpus? Explique. tendo em vista as circunstâncias atenuantes e agravant es. Quase ao término da construção de Hospital Público. Não satisfeito. "A revisão criminal. participa de reuniões periódicas. Agente que . Arrole os direitos do inimputável sujeito à in ternação por força de medida de segurança. foi até o cartório onde tramita a ação penal e. Pítaco. o objetivo e a finalidade da organização ou admi nistração da associação. com inauguração já programada mestre de obras participa de greve e abandona o serviço junto com seus subordinad os. com mais de cinco pessoas. aum entando-a em 1/3 e. O julgamento do crime de furto. Eliseu compareceu ao Fórum da Capital e notou afixado no local de costume o edital de citação em seu nome.

incisos I. IV e V do C. é considerado crime hediondo? (OAB/SP – 122) 44. à pena de 5 (cinco) anos e 4 (quatro) meses de reclusão. Como deve ser responsabilizado? (OA B/SP – 123) 51. Em que hipótese o delegado de p olícia pode instaurar inquérito de ofício para a apuração do crime de estupro? Fundamente a resposta. (OAB/SP – 124) 54. (OAB/SP – 123) 49. Contudo. II. na pronúncia.2003. apontado os seus erros e justificando a correção: 167 . (OAB/SP – 124) 53. art. dando os dispositivos legais. III. se ocorreu ilícito penal . o conceito de infração de menor potencial ofensivo? Justifique e fundamente a respost a. (OAB/SP – 121) 42. Justifique. Que justiça é competente para julgar civil que. O partic ular.2003 a 02. o que poderá ser levado em conta. enquadrar o acusado em dispositivo penal que prevê pena mais grave do que a imposta ao crime articulado na denúncia? Ju stifique e fundamente a resposta. onde "B" e o garçom "C" l he servem uísque. atualmente. (OAB/SP – 123) 50. Pode o juiz. 157.03. Uma lei nova que impusesse prisão preventiva obrigatória em crimes de tráfico internacional de entorpecentes poderia ser aceita e poderia ser aplicada a processos em andamento? Por quê? Fundamente. E m qual tipo de procedimento e em quais momentos processuais o juiz pode indeferi r pedido de juntada de documentos? Quais as razões que justificam tais regras? Fun damente. é retirado do ambiente por seu amigo "B" e conduzido até o bar anexo. não funcionário público. João atira em determinada pessoa.. pode ser punido por crime de peculato? Explique e funda mente. (OAB/SP – 121) 43. parágrafo 2. (OAB/SP – 123) 48. Qual é. (OAB/SP – 122) 46. Particular pode ser co-autor de peculato? Explicite. (OAB/SP – 122) 45. subtrai bem pertencente a uma Sec retaria de Estado? Justifique e fundamente a resposta. Corri ja a seguinte frase.2003. mas erra o alvo. em estado de embriaguez. visivelmente embriagado. c ometido em 01. O indivíduo "A". Qual o procedimento a ser seguido em relação ao recurso inte rposto da decisão do juiz da execução penal que indefere o livramento condicional? Fun damentar. em co-a utoria com policial militar estadual em serviço.P. (OAB/SP – 122) 47. em benefício do condenado? F undamente. promove atos escandalos os no interior de freqüentado restaurante. “A” esteve preso preventivamente no período de 02.º. O crime de roubo qualificado. mas foi absolvido da acusação.06. No t ocante à pena aplicada. (OAB/SP – 124) 55. "A". foi condenado por outro crime.02. O que pode suceder se foi recebida queixa apresentada por advogado sem estar acompanhada de procuração que faça menção ao fato criminoso? (OAB/SP – 124) 52.(OAB/SP – 121) 41. atin gindo apenas outra pessoa que vem a falecer.

Pode. em caso de concurso de causas de aumento? E em caso de concurso de causas de diminuição? Justifique. Que crimes cometem Maria. O Brasil adotava o sistema do duplo binário. funcionário público. ( OAB/SP – 126) 62. como causa excludente da tipicidade. crime inafiançável e insusc etível de graça ou anistia o terrorismo.“A coação moral. (OAB/SP – 127) 65. requereu ao juiz que lhe fosse dada a oportunidade para oferecer tréplica. a pena aplicável levaria à prescrição retroativa. sem serem cas ados. Como deve o j uiz agir em face do requerimento formulado? Indique. deixara sobre a sua mesa. XLII. Pergunta-se: que crimes cometeram Pedro e João? Justifique. Qual a solução a ser adotada? Fu ndamente. conforme previamente combinado. se for o caso. (O AB/SP – 126) 63. Pedro e Antonio? Justifique. separadamente. as alternati vas possíveis para o juiz em face das orientações divergentes a respeito do assunto. (O AB/SP – 127) 66. seu amigo. entr e nós. (OAB/SP – 126) 60. apesar de regularmente intimado. dando a este conhecimento do fato de João estar condenado. de ixou de oferecer as razões de apelação que interpusera em favor do acusado em virtude de sua condenação. em plenário de julgamento pelo Júri. na mesma casa e tiveram três filhos. não-funcionário. com uso de chave cedida por João. ocasiona sempre a absolvição do coat o. João e Maria convivem. No que consiste a teoria da actio libera in causa? É adotada no direito brasile iro? Fundamentar legalmente. O que significa a adoção d esse sistema? Qual sistema o substituiu e qual o seu significado? (OAB/SP – 127) 6 4. escondem-no em um sítio de propriedade de um amigo. entre outros. Que justiça e órgão julgam juiz de direito do Estado de São Paulo acusado de homicídio doloso ocorrido na cidade de Campo Grande – MS? 168 . Como deve proceder o juiz. as hipóteses de pena privativa e de pena restritiva. O advogado de João. chamado Antonio. O Promotor de Justiça requereu arquivamento do inquérito policial porque. Pergunta-se: a) que artigo de lei se refere ao terrorismo como prática criminosa? b) essa disposição permite afirmar que existe. (OAB/SP – 125) 57. Pedro. o crime de terrorismo? (OAB/SP – 125) 59. apesar de inexistir réplica do promotor. considera. (OAB/SP – 125) 58. durante o processament o de recurso especial. na aplicação da pena. João foi condenado por crime de roubo qualificado. Como o artigo 5o. ser iniciado o cumprimento de pena privativa de liberdade ou de pena restritiva de direito aplicada a acusado que respondeu o processo em liberdade? Justifique. há vinte anos. de nome Pedro. Que deve fazer o juiz? Justifique. O ingresso se deu no período noturno. da Constituição Federal. só sendo punível o coator”. (OAB/SP – 126) 61. (OAB/SP – 125) 56. em face das circunstâncias objetivas e subjetivas liga das ao fato e ao agente. ingressou na re partição pública em que João. trabalha e subtraiu o computad or que João. O advogado do acusado A. Considere. tem sido questionada pela doutrina a previsão do crime de terrorismo entre nós. Maria e o pai de João.

fere a vítima. esclareça se são crimes próprios. alegando que se tratava de decisão manifestamente contrária à prov a dos autos. I) Art. Para a regressão de regime de cumprimento de pena pela prática de fato definido como crime doloso. para matar. da Lei de Execução Penal. Tem-se admitido que o Tribunal de Justiça. era nula. 5o. (OAB/SP – 1 29) 73. vigilância ou auto ridade. incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono”. Como a doutrina denomina essa situação? A e B responde riam por algum crime? Justifique. (OAB/SP – 129) 75. Se alguém. há necessidade de sentença condenatória transitada em julgado em relação a este crime? Fundamentar.455/97: “ Constitui crime de tortura: I – constranger alguém com emprego de vi olência ou grave ameaça. cujo objeto era a busca e apreensão de coisas que serviriam como fontes de prova em 169 . em revisão criminal. sem estarem previamente combinados. O juiz pode receber apenas parcialmente a denúncia oferecida pelo Ministério Público? Fundamente a resposta. As Comissões Parlamentares de Inquérito estaduais podem determinar a quebra de sigilo bancário de pessoas por elas investigadas? Fundamentar. caput. 1o. (OAB/SP – 128) 70. A e B. ingressa com nova apelação. ao mesmo tempo. e. (OAB/SP – 129) 74. declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa”. da Constituição Federal)? (OAB/SP – 128) 69. conforme disposto no art. estende-se a ele essa competência? Fundamente . inciso XXXVIII. guarda. Verifique os crimes abaixo descritos e. No dia seguinte. O acusado apelou de uma condenação p elo Tribunal do Júri. inciso I. que faleceu em virtude de ser atingid o por somente um dos projéteis. d e forma justificada. por qualquer motivo. que tipo de conflito existe e qual o c ritério utilizado para resolvê-lo? (OAB/SP – 129) 76. d a Lei 9. ainda dentro do prazo. alínea a. 133.(OAB/SP – 127) 67. do Código Penal: “ Abandonar pessoa que está sob seu cuidado. (OAB/SP – 130) 78. (OAB/SP – 128) 68. segundo a doutrina ele só será punido pelo crime de homicídio. Que são escusas absolutórias? Fundamente e indique as suas conseqüências. atiram. alínea c. sus tentando que a decisão. em C. II) Art. causando-lhe sofrimento físico ou mental: a) com o fim de obt er informação. Como conciliar tal orientação com o princíp io constitucional da soberania dos veredictos (art. Neste caso. Foi expedido mandado de busca e apreensão para ingresso na residência de A. possa abso lver pessoa condenada pelo Tribunal do Júri. (OAB/SP – 128) 71. além de manifestamente contrária à prova dos autos. inciso I. Que é competência por prerrogativa d e função? Em relação ao co-autor particular. Que é flagrante diferido ou re tardado? É possível a sua realização? Aplicase a todas as espécies de crimes? (OAB/SP – 129) 72. É ad missível essa segunda apelação? Por quê? (OAB/SP – 130) 77. 118.

(OAB/SP – 130) 79. O Ministério Público pode apelar de sentença absolutória proferida em processo ini ciado por queixa? Fundamente a resposta. O que é tipo misto alternativo? Indique. Existem recursos criminais que podem ser considerados privativos da defesa? Quais? (OAB/SP – 131) 86. (OAB/SP – 133) 94. (OAB/SP – 130) 81.° 11. O que é a reforma in pejus ind ireta? (OAB/SP – 132) 90. 170 . Quais os requisitos de admissibilidade da prisão temporária? Eles são al ternativos ou cumulativos? (OAB/SP – 131) 85. declara a inadmissibilidade de provas obtidas p or meios ilícitos. É po sível a incidência da escusa absolutória no crime de roubo? (OAB/SP – 133) 92. Todos os crimes da lei de drogas (Lei n. na legislação br asileira. Qual é esse princípio? Quando poderá ser aplicado? (OA B/SP – 133) 93. em seu artigo 5. Pode ser o quadro apreendido? Expliqu e. O tempo de prisão provisór ia em um processo pode. sempre. §2. O uso de arma de brinquedo pode ser tida como qualificadora do crime de roubo (art. na doutrina e na jurisprudência. O que significa a expressão “despronúncia”? (OAB/SP – 132) 91.º. Qual a difer nça entre perdão judicial e perdão tácito? (OAB/SP – 132) 89. Em que tipo penal se enquadra o chamado seqüestro-relâmpago? (OA B/SP – 131) 84. um f amoso quadro que fora subtraído de um museu. Houve. com a aplicação de determinado princípio. mas os policiais acharam. ser computado em pena privativa de liberdade imp osta em outro processo? Fundamentar. indicando as diversas posições.157. Por que a exigência de prisão para a pelar constitui uso anômalo da prisão processual? Fundamente a resposta.343/06) autorizam a prisão preventiva? Por que razão? (OA B/SP – 132) 87. do Código Penal )? (OAB/SP – 131) 83. I. fortuitamente. A Constit uição Federal. tipos desse teor.investigação sobre homicídio que teria sido cometido por A. entendimento de que.º. permite-se utilização de prova obtida com ofensa às in violabilidades constitucionais. É possível crime continuado entre estupro e atentado violento ao pudor ? Explique. (OAB/SP – 131) 82. O que significa a expressão “detração penal”? (OAB/SP – 132) 88. No interior da residência na da foi encontrado sobre o homicídio. (OAB/SP – 130 ) 80. LVI.

lesões corporais graves em uma criança de 9 (nove) anos que tentou pular o referido muro para colher frutas no quintal daquela resi dência? Explique. ainda. pois ela e Carlos haviam se reconciliado e estavam vivendo em h armonia. Sônia. por isso. Distinga crim e habitual de crime continuado. Comete crime quem coloca pontas de lança no muro de sua residência para protegê-la e causa. indicando o critério de distinção. o juiz tenha proferido decisão condenatóri a por homicídio culposo. fundando-se na negligência provada. do Código Penal. Ela se dirigiu à delegacia d e polícia. (OAB/SP – 133) 96. após ouvidas as partes. na realidade. à pena mínima. Um Promotor de Justiça foi intimado de decisão do J uiz das execuções criminais e interpôs agravo no sétimo dia útil após a sua intimação. Que é absolvição imprópria? Ela impede o ajuizamento da ação civil ex delict o? QUESTÃO 3 (UnB/CESPE – OAB/SP 134) 99. Que fundamen tos podem embasar essa corrente? 171 . causando-lhe ferimentos leves. Há corrente doutrinária e jurisprudencial que entende ser inconstitucional a internação do inimputável por prazo indeterminado. em homicídio culposo decor rente de acidente de trânsito. QUESTÃO 2 (UnB/CESPE – OAB/SP 134) 98. em sua casa. caput. Considere-se. encerrada a instrução. que. que. Depois disso. Considere-se que. desferiu tapas e soc os em sua esposa.(OAB/SP – 133) 95. 129. agiu corretamente o juiz? Justifique a sua resposta com base na legislação pertinent e. negligência na conserv ação do veículo. ele já a havia agredido outras vezes. Nessa situação. Carlos. durante a instrução. Discorra sobre o que pode ou deve ser feito em face da situação apresentada . Sônia com pareceu ao gabinete do promotor e disse que não queria mais a instauração do processo contra o marido. a acusação tenha atribuído ao acusado conduta imprudente. causa da falha no funcionamento do freio. porque. O recu interposto é o adequado? Foi tempestivo? (UnB/CESPE – OAB/SP 134) 97. segu ndo ela. consistente em direção em excesso de velocidade. O promotor de justiça ofereceu denúncia contra Carlos por infração ao art. Considere-se. as provas demonstraram ter ocorrido. QUESTÃO 4 (UnB/CESPE – OAB/SP 134) 100. (UnB/CESPE – OAB/SP 134) 101. por fim. manifestando interesse em que seu marido fosse processado.

nem tampouco da pre sença dos requisitos autorizadores da prisão preventiva. sem qualquer outra demonstração de real necessidade. I) não pode ser levado à conta de maus antecede ntes para fundamentar a fixação da pena-base acima do mínimo legal (CP. demonstração efetiva e constante de bom comportamento público e pr ivado. Maria das Flores comete o crime de a uto-aborto (artigo 124 do Código Penal) e Ulisses Gabriel também responde pelo mesmo crime. acarretando a perda do direito de nela prosseguir. 12. 93 a 95 CP.P. É causa extintiva da punibilidade. parágrafo único do C. do Código Penal). 5. Arts. tenha ressarcido o dano causado pelo crime ou demonstrada a absoluta impo ssibilidade de o fazer. 13. caput. O fato que serve para justificar a a gravante da reincidência (CP. 2.072/90 6.. com conseqüent e atribuição positiva em prol do candidato. 172 . O fundamento invocado de garantia da o rdem pública. de qualquer modo . É a restituição de qualidades e atribuições que o condenado havia perdido . A diferença está no núcleo do tipo. enquanto que na corrupção passiva o agente "so licita" ou "recebe" a vantagem indevida. 310. A manutenção da prisão em flagrante só s e justifica quando presentes os requisitos ensejadores da prisão preventiva. 14. No laudo de exame de corpo de delito. Na concussão o agente "exige" a vantagem indevida. 61. 59).11. Co nsiderar o disposto na Lei 8. 8.P. Artigo 265 C. 1. nos t ermos do art. deve-se excluir da pena-base o aumento dec orrente da circunstância judicial desfavorável. O representante do Ministério Público.P. até o dia do pedido. a pena imposta. Resolveu-se desconsiderar a questão. não justifica a manutenção do fla grante. que se verifica quando o querelante por inércia deixa de providenciar o andamento da ação penal privada. art. o ofendido ou seu representante legal desiste de prosseguí-la. tenha tido domicílio no País no prazo acima referido. decurso de dois anos. Reco nhecendo a ocorrência de "bis in idem". É uma causa extintiva da punibilidade e ocorre quando. art. ou exiba documento que comprove renúnci a da vítima ou novação da dívida. 10. na condição de co-autor (artigo 29.. 7. tenha dado. uma vez instaurada a ação penal privada. durante esse tempo. 4. Conduta/ r esultado/ relação de causalidade/ tipicidade 9. a partir da data em que foi extinta. 3. GABARITO. 11.

sendo pois. § 1º. do temp o de prisão provisória.02. 155 do CP (repouso noturno) somente incide sobre o fur to simples. quanto mais distante ficou da cons umação. sendo certo que o quantum da redução da pena deve ser encontrado em função das cir cunstâncias da própria tentativa. Qu anto ao regime fechado. Antonio deverá ser responsabilizado por tentativa de furto qualificado (m ediante escalada) em concurso material com lesão corporal de natureza grave (Artig o 155. p.u. tiver conhecimento da ocorrência do constrangimento ou ameaça à liberdade. parágrafo 2º. na pena privativa de liberdade e na medida de segurança. Cabível o recurso em liberdade ante a menoridade e primariedade do réu. seja decretada a prisão preventiva pelo juiz. É possível desde que. maior deve ser a redução da pena. 33. a Constituição Federal. mas tão-somente a ci vil. 20. de ofício . parágrafo 4º. à sua falta.) 23.) Remição: é instituto pelo qual o condenado que cump re pena em regime fechado ou semi-aberto poderá remir. o de prisão administrativa e inte rnação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou.327 caput do CP) receberam vantagem indevida. inciso II. inciso IV.O artigo 654 do Código de Processo P enal confere ao Ministério Público legitimidade para impetrar Habeas Corpus. A circunstância de ser casado não lhe confere maioridade penal. menor deve ser a redução da pena.Corrupção Passiva. o artigo 69. todos do Código Pe nal).99. 18. Inc orreram. C. assim. O pecuarista que assim agir incide nas pen as do artigo 260.P. 16. Vale dizer: quanto mais o agente aproximou-se da c onsumação do crime. DJU 14. 155. Demais.. em razão do exercício de suas funções e nos limites de suas atribuições. no Brasil ou no estrangeiro. 79). 21. 21. (HC nº 10. parte do tem po da execução da pena. só estará apto a agir em nome do Ministério Público o promotor que. 19. O Código Penal adotou a teoria obje tiva.c. José e os demais jurados envolv idos cometeram Crime Contra a Administração Pública.P. "b" do C.240/RS. j. ficando sujeito às normas estabelecidas na legislação especial (artigo 27 do C. cometendo o crime de perigo de desas tre ferroviário ("Impedir ou perturbar serviço de estrada de ferro: IV praticando ou tro fato de que possa resultar desastre".P. Detração é o cômputo. 6ª turma. IV do CP). "A causa especial de au mento do parágrafo 1º do art. atribui-lhe a incumbência da "defes a da ordem jurídica. em seu artigo 127. rel.P. consoante art. pelo trabalho. 173 . João Antonio não poderá ser processado criminalmente pois era inimputável à época do fa to. a outro estabele cimento adequado (Artigo 42. § 4º.) . caput. pode ser outorgado regime semi-aberto. eis que não vedado pela lei. pois sendo considerados funcionário s públicos para fins penais (art. descabida a sua aplicação na hipótese de delito qualificado (a rt. 22. do Código Penal. a requerimento do Ministério Público ou mediante representação da autoridade policial. min. Fernando Gonçalves . c. 17. A contagem do tempo é feita a razão de um dia de pena por três de trabalho (artigo 126 e § 1º da LEP).10.15. no regime democrático e dos interesses sociais e individuais in disponíveis". v. Porém. inciso II e artigo 129. havendo prova do crime e indício suficiente de autoria.00. nas sanções do artigo 317 do Código Penal . 24.

cumu lar o pedido de indenização. Assim. nº 1. não cabia. 421 parágrafo único.11. que é referida no Código de Processo Penal e m seu artigo 78. 34. haja vista que o arti go 201 do Código Penal foi. Sim. visando a desconstituir a sentença e substituí-la por outra. até 8 testemunhas e contrar iedade ao libelo. as condenações anteriores foram explicitamente invocadas na fixação da penabase. a fim d e que este ofereça a denúncia..") e 337 ("Subtrair.185 ). c. Como conseqüência. enquanto que. DJU 19. tentados e consumados. art. 27. o artigo 29. pois o artigo 37. objeto de Lei Complementar. 28.98. a sentença na RC rescinde a sentença anterior e determina uma das 3 p rimeiras hipóteses do 626. j. Em princíp io o Tribunal do Júri detém a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida. caput.05. Nesta hipótese. de resp onsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou quando lhe falte competência. se houver outro delito conexo. inciso VII.u. total ou parcialmente. Federal. ambos do Código Penal). ou seja. 174 . do CPP. 29. assim descrita:. livro oficial. é possível.c. confiado à custódia de funcionário. não tem como influir para os fins de se reco nhecer a reincidência. v. É considerada cond procedibilidade. rel. que é a peça inicial da ação penal pública. Maria: responde por auto-aborto (artigo 124 caput do Código Penal).. Hipótese que caracteriza "bis in idem". fazendo a exceção. 31.. para a aplicação da agravante da reincidência. seus efeitos. 05. revogado pelo artigo 9º da Constituição Federal. esse fato atrairá a competência. CPP.. Com a RC é insta urada uma nova relação processual. 2ª Turma. "D osimetria da pena. Não. ainda que os grevistas sejam func ionários públicos.").. Representação é um meio que visa provocar iniciativa do Ministério Público. Defesa prévia. não foi até a presente d ata. Geralda: responde por crime de aborto praticado com o consentimento da gestante (artigo 126 do Código Penal). inciso I. O comportamento de "A" configura dois delitos.99. até 5 testemunhas. Ana: é partícipe no crime de auto-aborto (artigo 124. pois exerceram um direito. t ambém chamada de retroativa ou da ação penal."deixar o funcionário por indulgência. Néri da Silveira. depois. 395 do CPP. p ortanto. ainda. da C. 33. a Doutrina entende que é uma infração atípica. 26.285 -6/SP. (HC nº 76. Não. A conduta de Maria das Dores se acomoda ao tipo penal do artigo 320.25. Conforme o 630. art. 32. levar o fato ao conhecimento da autoridade competente". ambos do Código Penal. faz desaparecer a sentença condenatória e. Clementina: responde por aborto consentido (artigo 1 24 do Código Penal). de qualquer forma. ou inutili zar. min.. be m como.. O reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva. que estão previstos nos artigos 336 ("Rasgar ou. 30. em tese. Exclusão da agravante". tê-las em conta para a agravante da reincidência. a seguir. inutilizar ou conspurc ar edital afixado por ordem de funcionário público. Maus antecedentes e reincidência considerados na fixação da pena-ba se e.

pois é circunstância elementar do deli to.099/95 foi a mpliado pela dos Juizados Especiais Federais (Lei nº 10. 37. vem o libelo. do qual passará a constar o novo dispositivo legal.P. 43. nem por isso o réu será julgado por fato d e que não se defendeu. todos da L. na contrariedade. sujeita ou não a procedimento especial. parágrafo 4º c/c art. São aquela s que permitem a prática de um fato típico. Demais. Quando o estupro fo r seguido de lesão corporal grave. Não. trata-se de crime de ação penal pública incondicionada. c aput. 36. a condição de servidor público. O conceito originário da Lei 9. Pronunciando o réu por crime mais grave (po r exemplo: homicídio ao invés de infanticídio). a contravenção pena l de servir bebida alcoólica a quem já se encontre embriagado. 46. 40. conforme o art. em virtude da relação dos crimes hediondos. conforme artigo 39 da lei de Contravenções Penais. 4º da Lei das Contravenções Penais declara a impunibilidade da tentativa dessa espécie de ato ilícito. as causas de exclusão da ilicitude. não ter incluido o crime de roubo no elenco dos delitos considerados como tal. Além do mais apl ica-se ao caso o art. 408. conforme artigo 214. 383 do CPP. A contradita deverá se r argüida após a qualificação e antes da oitiva da testemunha. II. a Constituição Federal. quando este conheci a a condição do mencionado funcionário. Assim. que se comunica ao particular. O artigo 654 do Código de Processo Penal confere ao Ministério Público legitimida de para impetrar Habeas Corpus. Nesse caso. Os direitos do internado estão previstos no artigo 99. Não. Sim. Sim. 39. art. atribui ao Ministério Público a incumbência da "defesa da ordem jurídica. excluindo-lhe a ilicitude. o que autoriz a igualmente o delegado a instaurar inquérito em todos os casos de violência real. pois o art. só estará apto a agir em nome do Ministério Público o promotor que.P. e os indivíduos "B" e "C".C. Sim. não pode o promotor atuante em determinada comarca impe trar Habeas Corpus por fato ocorrido em outra comarca. se insurgir contra a nova definição jurídica do fato. 42. em que passou a estar incurso o réu.. 63. Porém. no regim e democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis". 30 do C. em seu artigo 127.259/2001) de modo que atua lmente abrange toda infração penal cuja pena máxima não seja superior a 2 anos.35. Sim. do Cód igo de Processo Penal. em razão do exercício de suas funções e nos limites de suas atribuições. 44. do Código Penal. art. 45. 38. pois press upõe o emprego da violência. podendo a defesa. tiver conhecimento da ocorrência do constrangimento ou ameaça à liberdade. após a pronúncia. onde não atue. São. 62). ou cometido com abuso de pátrio poder.. portanto. 175 . porque. 41. ou morte da vítima. mencionados na Lei 8072 de 25/07/90. que estabelece o recolhimento a estabelecimento dotado de caracte rísticas hospitalares e recebimento de tratamento. 23 do Código Penal. "A" cometeu a contravenção penal de embriaguez (art. Aplica-se também no caso a súmula 608 do STF.

Ainda. 406. do Código Penal. prevista nos artigos 42 do Código Penal (“Computam-se. competência para julgar processo civil.17 ). em virtude de orientação consolidada no Supremo Tribunal Federal. 52. 51. 3 º. 53. pois a condição de funcionário público se trata de circunstâ cia elementar do peculato. tópico 3. Esta é a regra geral. Atlas. o de prisão administrativa e o de inter nação em qualquer dos estabelecimentos referidos no artigo anterior”). O recurso é o agravo previsto no artigo 197 da Lei de Execução Penal. tem-se entendido. ou durante este. Quanto à segunda. não tendo. 475 d o Código de Processo Penal. Contudo. Assim . o agente responde como s e tivesse praticado o crime contra a pessoa que pretendia ofender.47. §2°. a restrição é justificada em face da natur za da decisão de pronúncia. de p risão que não tenha natureza cautelar. ser possível a regularização desde que não tenha havido decadência. 50. não importa em unidade de processo e julgamento. impedindo-se o pleno exercício do contraditório. desde que a lei não di sponha de forma contrária. A aceitação. Em relação à primeira. atendendo-se o disposto no §. Cuida-se de hipótese de erro na execução do crime. 29. do Código de Processo Penal. 48. 125. no caso. Em benefício do conden ado. justifica-se a proibição da apresentação de do cumentos em data muito próxima ao julgamento. deve o juiz anular o processo e. deve ser adotado o rito do re curso em sentido estrito. assinalado por Mirabete (Execução Penal. diante do que dis põe o artigo 30 do Código Penal. poderá levar-se em conta a detração penal. de admissibilidade de encaminhamento da causa a julgamen to em plenário. de prisão preventiva obrigatória envolve a admissibilidade. do artigo 20. O particular pode ser punido como partíc ipe. praticado por funcionário público e não por particular. e a segunda no momento do julgamento em plenário. há duas ressalvas a essa possibilidade: a primeir a ocorre no momento das alegações previstas no art. Responderá pelo ilícito criminal. aplica-se ao caso o artigo 73 do Código Penal. declarar extinta a punibilidade em virtude da decadênc ia. A tendência da doutrina é aceitar apenas a prisão 1 76 . Assim. atualmente. parágrafo 4º ). Embora o peculato se trate de crime próprio. no Brasil ou no estrangeiro. assim. Ainda. tem-se admitido a detração por prisão ocorrida em outro processo. conforme disposto no art. Ed. se o juiz determinar que a procuração seja regularizada ou se o próprio que relante perceber a falha. O juiz não deveria ter recebido a queixa. se for o caso. ou seja. ora se sustentando que d everia ser o procedimento do recurso em sentido estrito. contudo. do Código Penal). Embora houvesse anteriormente divergência doutrinária e jurisprudenci al quanto ao rito a ser seguido para esse recurso. quando se trata de pena por outro crime anteriormente cometido. de qualquer modo colaborar para a prática do crime (art. do Código de P rocesso Penal. As provas poderão ser apresentadas em qualquer fase do processo. pela Constituição Federal (art. com base no artigo 568. Justiça Estadual Comum porque. pelo artigo 79 – I. este pode. no procedimento dos crimes da competência do Tribunal do Júri. a continência. ou não. ou não. 54. ora se afirmando que deveria ser o procedimento do agravo do Código de Processo Civil. Segundo entendi mento jurisprudencial. 49. para evitar surpres a às partes. se a falha for descoberta posteriormente. o tempo de p risão provisória. e em razão da possibilidade posterior de juntada de documentos antes do julgamento em plenário. na pena privativa de liberdade e na medida de segurança. a Justiça Militar só julga policial militar e bombeiro. em que logrou o réu a absolvição.

Parte da doutrina. para melhor preservar o direito de defes a. O artigo 20 da Lei 7. Exis tindo crime. deveria ser visto se a nova disposição seria aplicável aos processos em andamento. não podendo ficar o acusado prejudicado em sua defesa devido à ausência de réplica do Ministério Público. sustenta q ue. como há um resquício de vontade na conduta do coato. de ca usa excludente da culpabilidade. porque elementar crime (art. §1º). o juiz deveria deferir o requerimento. no sentido de que o advogado do acusado não pode oferecer a tréplica. só deveria ser aplicada aos novos crimes. deveria nom ear defensor para o acusado. inexiste. como boa parte da jurisprudência admite prisões não cautelares. 55. como dito. inciso III. Contudo. c. seja por aplicação do igo 2° da Lei de Introdução ao Código de Processo Penal. ape sar do referido princípio constitucional da presunção de inocência. como se fosse culpado. ou seja.12. consider a crime “. ou. de acordo com o artigo 22 do Código Penal. LVII.cautelar.. estaria sendo observado o princípio constitucional da presunção de ino cência (art. Peculatosubtração (artigo 312. sendo o acusado tratado. Contudo. sej a por aplicação de princípios constitucionais de proteção à liberdade. 58. XXXVIII.. contudo. a absolvição do coato. ante a generalidade da disposição. atos de terrorismo”. parte da doutrina considera que. Além do mais. Segundo o Código de Processo Penal. A frase correta. 57. Pena restritiva de direitos – Não pode. porque a Constituição Federal garante. praticar. o crime subsiste. Nes te caso. atingindo processos em andamento. Por esse entendimento. Conforme essa o rientação. sempre. A regra é de que a norma processual tem aplicação imediata. segundo o rientação do STJ e do STF. A coação moral pode ser irresistível ou resistível. 5 º. por sua vez. do Código Penal. o juiz deveria indeferir o pedido. pelo menos. de 14. sendo o coato punido. as quais indicam as possíveis soluções. or ientação jurisprudencial minoritária em sentido contrário. Comunica-se a condição de funcionário público. assim. contudo. ocasiona. A prisão preventiva obrigatória representaria simples an tecipação de pena. poderia o juiz dar seguimento ao processo (ar tigo 601) sem as razões. seria: “A coação moral irresistível. sendo punido apenas o coator. a coação serve apenas como atenuan te genérica prevista no art. a prisão que é necessária em face de circunstâncias do caso concreto. Uma. como está envolvida a liberdade. não há que se falar em exclusão da tipicidade. com tempo menor em relação ao que poderia ser utilizado. Há duas posições. pois ela pressupõe a réplica. só sendo pu nível o coator”... aplicável ao caso. conforme dout rina predominante e forte jurisprudência. a plenitude da defesa. encaminhando os autos ao tribunal.170. 59. have ria prejuízo ao Ministério Público e ofensa ao princípio do contraditório. aos novos processos. Contudo. 177 . no artigo 5 º. Quando irresistível. Há. 56. Outra posição sustenta que a defesa pode a presentar a tréplica. 60. a c ação moral exclui a culpabilidade em relação ao coato. na realidade. Neste caso.83. em face do artigo 147 da Lei de Execução Penal. Trata-se. 30 do Código Penal). definido entre nós o cr ime de terrorismo. nos casos de prisão. em momento culminante do processo. antes de decisão definitiva. porque. Considera que há ofensa ao princípio da legalidade. Decorrido o prazo. sustentando que o recurso esp ecial não tem efeito suspensivo. alíne a a. o juiz deveria intimar o acusado a constit uir novo defensor para oferecer as razões no prazo. como c ausa excludente da culpabilidade. primeira parte. 65. A coação resistível. não causa a exclusão da culpabilidade. da CF).

Quanto a Maria. mas não nas hipóte ses em o agente não quer ou não prevê que vá cometer o fato ilícito”. o de todos os acréscimos in cidirem sobre a pena-base. 61. é possível que as comissões parlamentares de inquérito estaduais deter minem a quebra do sigilo bancário. seria adotado outro critério. pelo menos. Escl arece o autor citado: “A explicação é válida para os casos de embriaguez preordenada ou me smo da voluntária ou culposa quando o agente assumiu o risco de. 65. para evitar a pena “zero”. O sistema que o substituiu foi o vicariante. Pedro. Por essa teoria. quando a prática do delito era previsível. pela invocação do princípio federativo (STF.2). feita a primeira redução. adm itindo falta de interesse de agir pela provável prescrição da pena em concreto. Antonio. d epende da orientação adotada. aplicada a primeira diminuição. a companheira deve ser equiparada à mulher casada (art. Primeira possibilidade é a de o juiz aplicar somente a mais ampla. poderá ser punido pelo delito. porque mais favorável ao acusado. depende da orientação adotada. as outras incidirão sobre a pena já diminuída. porque esta depende da sentença e não está prevista no direito b rasileiro. de aplicar as d iversas causas de diminuição. sustentando o não cabimento do arquivamento em face de provável prescrição p ela pena em concreto. 779-RJ). Conforme consta da Exposição d e Motivos do Código. as dim inuições são sempre aplicadas sobre a pena-base. Conforme uma orientação. o Supremo Tribunal Federal admite que as comissões federais 178 . Segundo o sistema do duplo binário. Por outra orientação. equiparando-se os poderes dessas comissões aos ou torgados às comissões federais. aplicado o primeiro aumento. os outros incidi rão sobre a pena já acrescida. Todavia. os aumentos são sempre aplicados so bre a pena-base. O juiz de dir eito é julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Segundo o Supremo Tribunal Federal. foi adotada. conforme orientação do STF e do STJ. ela responderia porque o parágra só isenta de pena o cônjuge. No concurso de causas de diminuição. por ofensa ao princípio constitucional da presunção de inocência. segundo orientação doutrinária e em parte da juris prudência. 67. e nessa situação comete o crime” (Mirabete. O crime seria o pr evisto no artigo 348 do Código Penal. Primeira alternativa – Encaminhar ao Procurador-Geral de Justiça (art. Inq. segundo o § 2º. vigente antes da Reforma Penal de 1984. Co ncurso de causas de aumento. 64. comet er o crime ou. 5. fica isento de pena o ascendente. Concurso de causas de diminuição. Por outro lado. Pode. 63. O pai. “não deixa de ser imputável quem se pôs em estado de in consciência ou de incapacidade de autocontrole dolosa ou culposamente (em relação ao f ato que constitui o delito) . Por outra. 226. Conforme uma orientação.Pena privativa de liberdade – Não pode. com o artigo 28 do Código Penal. que exige ser toda prisão cautelar. Por uma orientação mais rígida. 28 do CPP). porque a ele não se aplica o referido parágrafo. O amigo.7. Há quem sustente que se deve ado tar critérios diversos. duas i nterpretações são possíveis. de aplicar as diversas causas de aumento. Segunda alternativa – Determina o arquivamento do inquérito policial. 62. a teoria da “actio libera in causa”. o juiz podia aplicar pe na e medida de segurança. as demais incidiriam sobre a pena já diminuída. § 3°). A outra possibilidade. embriagado. A outra possibilidade. mais afinada com a vigente Constituição Federal. no conc urso de causas de aumento. Primeira possibilidade é a de o juiz aplicar somente a mais ampla. porque o recurso esp ecial não tem efeito suspensivo e não há ofensa ao princípio constitucional da presunção de inocência. não responde pelo crime porque. Por outra orientação. 66. o qual veda a aplicação conjunta de pena e de medida de segurança.

. alínea a. sem prejuízo dos já previstos em lei. com a finalidade de. 133). comentário ao art. que consiste em retardar a interdição policial do que se supõe ação praticada por organizações criminosas ou a ela vinculado. Revista dos Tribunais. a revogação indep ende da condenação ou aplicação da sanção disciplinar" (Execução Penal. excet o aqueles que são exclusivos do Poder Judiciário. pois para a sua consecução não se exige nenh uma qualidade especial do agente. do Código Penal. Portanto. Recursos no Processo Penal. O dispositivo possi bilita. pr incípio constitucional. 52 da LEP) e . da referida lei.409/02. 133. "é a po ssibilidade que a polícia possui de retardar a realização da prisão em flagrante. comentário ao art. da Lei n° 10. 13. componentes e atuação de u ma organização criminosa" (Guilherme de Souza Nucci. como. entendimento diverso levaria à conclusão final de que essa menção é superabundan te. Aplica-se às investigações referen tes a ilícitos decorrentes de ações praticadas por quadrilha ou bando ou organizações ou a ssociações criminosas de qualquer tipo (art. Ademais. O flagrante diferido.°.a ação controlada. 302. aos procedimentos investigatórios relativos aos crimes de tóx icos. também. se no inciso I desse artigo. 179 . inciso II. 118. inciso I. Ed. A soberania dos veredictos. se menciona também a infração disciplinar como causa de regressão. para o bter maiores dados e informações a respeito do funcionamento.°)" (Del manto. vigilância ou autoridade). caput.455/97. "em qualquer fase de persecução criminal são permitidos. Ed. não é crime próprio. É possível a sua re alização quando o flagrante referir-se a alguns crimes. aind a. Revista dos Tribunais. 69. Como ensina Mirabete. Já o c rime de abandono de incapaz. mediante autorização judicial. 1. em se tratando da prática de falta grave ou crime doloso. Atlas. Não há necessid ade de que o fato definido como crime doloso seja objeto de sentença condenatória tr ansitada em julgado para possibilitar a regressão do condenado a regime mais gravo so. que. da Lei 9. haja dado causa ao abandono por anterior comportamento (CP. 68. quando a lei exige a condenação ou o trânsito em julgado da sen tença é ela expressa a respeito dessa circunstância. identifi car e responsabilizar maior número de integrantes de operações de tráfico e distribuição. Magalhães e Scarance. podendo c eder diante de norma que visa exatamente a garantir os direitos de defesa e a próp ria liberdade. 2ª edição. Deve-se entender. 18). se m prejuízo da ação penal cabível". por terem os mesmos poderes do juiz. previsto no art. nos termos do art. Código de Processo Penal Comentad o. 71. Renovar. 70. 1° da Lei 9. Ed.034/95). tópico 212). é próprio. port anto. art. desde que mantida sob observação e acompanhamento para que a medida legal se concretize no momento ma is eficaz do ponto de vista da formação de provas e fornecimento de informações". 8ª edição. em colaboração ou não com outros países. ". podendo ser cometido por qualquer pessoa. tratando-se de delito comum. o faz no inciso II do artigo 118. aliás. Código Penal Comentado. inciso I. n. ou. Aplica -se o instituto. os seguintes procedimentos de investigação e formação de provas: II . é juridicamente possível o pedido de revisão dos veredictos d o Júri" (Grinover. O art. ed.210/84). "a não-atuação policial sobre os portadores de prod utos. § 2. "é preceito estabelecido como garantia do acusado.. ou tenha a posição de garantidor. pois exige "que o agente tenha especial relação de assistência com o sujeito passivo ( cuidado. 4ª ed. guarda. dele saiam o u nele transitem. Nos termos do art.determinem a quebra de sigilo bancário. também conhecido como retardado ou prorrogado. 7). nos termos do artigo 33. o que não se coaduna com as regras de interpretação da lei.. da Lei de Execução Penal (Lei n° 7. 2°. substâncias ou drogas ilícitas que entrem no território brasileiro. inciso II. a prática de crime doloso é também falta grave (art.

caberá recurso em sentido estrito. hi erarquicamente superiores às regras sobre conexão do Código de Processo Penal. Trata-se de condição negativa de punibilidade ou causa de exclusão de pena. pois ocor re a relação consuntiva. 77. parte da doutrina. alegando a perd a da faculdade processual em decorrência do seu exercício com o ingresso da primeira apelação. também conhecidas como imunidades absolutas. neste ponto. entende a doutrina que tal decisão não seria acertada. visto se tratar de simples suplement ação do recurso interposto. E xistem duas posições principais: a primeira entende que. resolvido pelo princípio da consunção. a exemplo do que ocorre no denominado crime pr ogressivo. por razões de política criminal. ao mesmo t empo. As escusas absolutórias. bem como qua ndo constitui conduta anterior ou posterior do agente. por isso tudo o que fosse encontrado na casa poderia ser apreendido. p. 74. realizada tempestivamente. 77. que. sem conhecerem a intenção uma da outra. I. 78. o legislador houve por bem afastar a punib ilidade. Vol 1. como é o caso do crime de homicídio. punindo-se ambos por tentativa de homicídio” (MIRABETE. 76. pois a regra da preclusão consumativa não se aplica ao caso. a segunda defende q ue a diligência deve ser relacionada apenas ao conteúdo do mandado e ao que está autor izado por este. “Manual de Direito Penal – Parte Geral”. e 78. apreensão do que estivesse relacion ado com o objeto do mandado 180 .°. a outra responde por tentativa de homicíd io. só admitindo. § 2. a competência para o julg amento dos demais retorna para o 1° grau de jurisdição. Tal determinação é feit a tendo em vista a dignidade de alguns cargos e funções públicas e não das pessoas que o s ocupam. e 348. 75. cometida com a mesma fina lidade prática atinente àquele crime. 181.72. estando a busca e apreensão a utorizada por mandado do juiz competente. ten do em vista a inexistência de vedação legal. referentes a laços familiares ou afetivos entre os envolvid os. “Caso duas pessoas. quando um fato definido por uma norma incrimina dora é meio necessário ou normal fase de preparação ou execução de outro crime. responderão cad a uma por um crime se os disparos de amas forem causas da morte. Segundo a doutrina a competência por prerrogativa de função abrange também as pessoas que não gozam de foro especial. sempre que houver concurso de pessoas (art s. Em alguns casos. 1997. rejeitada a denúncia contra a pessoa que goza de foro privilegiado. 230). É a competência determ inada em razão da função ou cargo exercido por determinadas pessoas. A maior ia da doutrina entende ser possível o recebimento parcial da denúncia pelo juiz. Entretanto. A doutrina denomina de au toria colateral (ou co-autoria lateral ou imprópria). E stão previstas nos arts. O fundamento utilizado pelo juiz para não receber a apelação no caso aventado poderia ser o da ocorrência de preclusão consumativa. não se observa a regra de extensão da competência por estarem envolvidas normas constitucionais. É também o entendimento da jurisprudência. Havendo dúvida insanável sobre a autoria. Ressalte-se. o qual pressupõe a lesão corporal como r esultado anterior. Tra ta-se de conflito aparente de normas. III). a solução deverá obedecer ao princípio do in d ubio pro reo. ou de absorção. do Código Penal. Contudo. São Paulo: Atlas. a entrada na casa seria lícita. haverá rejeição quanto às outras e. Julio Fabbrini . que. dispararem sobre a vítima. ainda. 73. são circunstân cias de caráter pessoal. havendo imputações c umulativas e recebendo o juiz a denúncia apenas em relação a algumas. Se a vítima morre u apenas em decorrência da conduta de uma. incisos I e II.

2006. 80.288.285).437/97. Luiz. 84. vol.158. caput. caput. p. caput e parágrafo único). 181 . seqüestro e cárcere privado (art. Revisão Criminal. §2º. cc art. entende haver. crimes contra o sistema financeiro (Lei nº 7. O entendimento jurisprudenci al dado pela antiga Súmula do STJ nº 174. CP). Exis tem 3 posições. Depende. 2005. A segunda posição.223.157.quando o i ndiciado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimen to de sua identidade.121 caput e seu §2º). São Paulo.quando houver fundadas razões. que os entende cumulativos. Existe posição que entende serem eles alternativos. em conjunto com o item III. §1º).267. caput. V. atentado violento ao pudor (ar t.213 e sua combinação com o art.279. A primeira.1º. uma vez que nesta ação vigora o princípio da disponibilidade. 1997.214.445). ao depois. Não.2. Damásio de.157. 262). 81. 83. art. c.12 da Lei nº 6. CP)(JESUS. Julio Fabbrini. extorsão (art. caput. Assim. A prime ira mais restrita entende que somente é computável na pena de prisão aquela prisão caute lar relativa ao objeto da condenação. Vol 1. Uma segunda posição mais liberal entende que é possíve l a “detração da pena ocorrida por outro processo. São Paulo: Atlas. pela Lei nº 10. caput e seus §§1º e 2º). A terceira. 82. e seus §§1º e 2º).Código Penal Anotado. a prisão exerce função anômala de impedimento da apelação. que previ u crime próprio para a utilização de simulacro de arma de brinquedo (art. roubo (art. genocídio (art. p. restringindo sua libe rdade (art. Seria uma hipótese de fungibilidade da prisão” (MIRABETE.223.148. foi revogada pela Lei nº 9. caput e sua combinação com o art. III. Embargos infringentes e de nulidade. unicamente.598). o Ministério Público não poderá interpor o recurso de apelação. 2º.79. afirma tratar-se unicamente de crime de roubo com causa de aumento de pena pela manutenção da vítima em poder do agente. de autoria ou participação do indiciado nos seguintes crimes: homicídio doloso (art. hoje não mais se con sidera motivo de maior reprovação a utilização de arma sem o potencial ofensivo. por não ter natureza cautelar. sendo necessária a presença do item I ou do item II. São Paulo: Sarai va. epidemia com resu ltado morte (art. p. extorsão mediante seqüestro (art.492/86). todos do Código Penal).1º. de acordo com qualquer pr ova admitida na legislação penal. 85. estupro (art. e seus §§1º e 2º). todos do CP)(REGIS PRADO. Existem duas orientações.889/56). tráfico de drog s (art. quadrilha ou bando (ar t. Em se tratando de ação al pública de iniciativa exclusivamente privada.368/76).826/03. of endendo o princípio do duplo grau de jurisdição e impondo ao acusado ônus excessivo sem que haja qualquer limitação para o órgão da acusação. quais s ejam: I. segundo disposição e pressa do artigo 29 do Código de Processo Penal. e outra. Essa exigência representa um impedimento ao exercício do direito de recorrer. caput e parágrafo único). não poden do ser tido o emprego de arma de brinquedo como qualificadora do roubo. caput. Os requisitos são dados pelo art. e não roubo (art. envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medic inal qualificado pela morte (art. assevera que tem-se configurado o crime de roubo simples em concurso material com o crime de seqüestro (art. Esse art igo foi revogado. Já na aç penal privada subsidiária da pública poderá o Ministério Público apelar. RT.148.36). Prot esto por novo júri. bastando a presença de um deles p ara a possibilidade de prisão temporária. da Lei nº 7.159.158. c.960/89.157. ex torsão.Curso de Direito Penal Brasile iro. Entretanto. “Manual de Direito Penal – Parte Geral”. desde que o crime pelo qual o sente nciado cumpre pena tenha sido praticado anteriormente à sua prisão.quando imprescindível para as investigações do inquérito policial. II. caput s §§1º e 2º). 3º da Lei nº 2.

não devendo. mas que vem a ser reformada em sede de reexame pela ins tância “ad quem”. A detração penal é um instituto de direito penal que abate o tempo de segregação provisória cumprida pelo condenado. a in existência do crime ou de indícios suficientes de autoria. A despronúncia. Exemplo: O réu condenado a 2 anos de reclusão apela e obtém a nulidade da sen tença. em sede de reconsider ação. 87. denota ndo incompatibilidade e continuar o processo-crime. reconsiderar a decisão. tampouco. vier o Tribuna l a revogá-la. do Código Penal. em face de um ato do querelante para com o querelado. reforma a se ntença de pronúncia para impronunciá-lo. devendo o perdão tácito para extinguir a punibilidade ser aceito por parte do querelado. configurando-se na ação penal excl usivamente privada. A nova decisão poderá impor-lhe. não devendo ser confundida com a renuncia tácita que é sempre antes de i niciar o processo. 48. A despronúncia é. a revogação ou desconstituição da pronúncia anteri ente decretada. 88. seja por parte do Tribunal de Justiça que. porquanto o perdão é sempre bilateral. quando as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de for ma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. 90. o de prisão administrativa e o de internação em qualquer dos estabelecimentos referidos no artigo 41 do Código Penal.28 desta Lei. vez que o ato da vítima denota que perdoou o querelado. o tempo de prisão provisória. tendo como fundamento o arti go 42 do Código Penal que enuncia que se computam.28 não prever penas privativas de liberdade. pode ocorrer em duas hipóteses: 1) se o juiz. A reforma in pejus indireta consiste na situação em que anulada sentença condenatória em recurso exclusivo da defesa. não se imporá prisão em flagrante. revogando-a. assumir o compromisso d e a ele comparecer. seja por parte do juízo de primeira instância. Já o perdão judicial cons titui providência exclusivamente do Poder Jurisdicional derivada de medida de Políti ca Criminal. a pena de dois anos.86. não pode ser prolatada nova deci são mais gravosa do que a anulada. em face do r ecurso em sentido estrito. inciso V. apreciando recurso do réu. ser submet ido a prisão processual. interposto contra a sentença de pronuncia. se mantida a pronúncia. A despronúncia é a reconsideração da própria decisão de pronúncia ou a não aceitação da pronúncia por parte bunal de Justiça. no Brasil ou no estrangeiro. lavrando-se termo circunstanciado e providenciando-se as req uisições dos exames e perícias necessárias”. A distinção entre impronúncia e despronúncia está em e a primeira é decretada pelo juízo “a quo” em juízo de valor que afirma. em face do Recurso em Sentido Estrito interposto pelo pronunciad o. em primeira instância. pois do contrari o o réu estaria sendo prejudicado indiretamente pelo seu recurso.343/06. n falta deste. enquanto a segunda pressu põe a existência de uma sentença de pronúncia e o reconhecimento desses pressupostos por parte do juízo de origem. 182 . O perdão tácito é uma causa extintiva de punibilidade prevista no artigo 107. 89. “tratando-se da conduta prevista no a rt. destacando que o artigo 120 do Cód igo Penal é expresso ao afirmar a natureza declaratória do instituto do perdão judicia l ao afirmar que “a sentença que conceder perdão judicial não será considerada para efeito s de reincidência”. portanto. na pena privativa de liberdade e na medida de segurança. existindo apenas quando já recebida a queixa-crime por p arte do juiz. devendo o autor do fato ser imedia tamente encaminhado ao juízo competente ou. no máximo. §2° da Lei n° 11. Não. não podendo por isso o Tribunal piorar indiretamente a sua si tuação do réu. assim. Segundo o art. Isso se explica pelo fato do crime disposto n o art. desde logo. havendo previsão expressa em situações de homicídio culposo e outras culpos as expressas em lei. Trata-se assim de conseqüência negativa ao réu que ex clusivamente apelou.

Admite-se. configura da qualquer uma delas. 10) salientam qu e “não pode o juiz.2007). o prazo é de cinco dias. por negligencia. uma vez que o acusado foi denunciado por uma modalidade de culpa e c ondenado por outra. 92. art. Ada Pellegrini Grinover. da Lei das Execuções Penais. por si mesmas. A decisão absolutória impróp ria não impede a propositura da ação cível. 98. 96. 212).. porém. sem tomar as providências do art. Código Penal comentado. a sua aplicação em favor do acusado. adequação e proporcionalidade em sentido estrito. Esse é diferente d aquele historiado na denúncia. sendo que. o crime se realiza. mas a posição predominante é de que não é possível. “as ações que o compõem.” 100. Normalmente.). ou sem que tenha havido prévio aditamento. constituem crimes. CP). XI. consideradas em separado. ao cont rário. ainda. e consiste na “sentença que permite a aplicação da medid de segurança. logo. 95. No crime continuado.91. as ações que o integram. Antonio Magalhães Gomes Filho e Anton io Scarance Fernandes (As nulidades no processo penal. amplam ente. (. condenar o réu. O recurso interposto é o adequado.) No crime habitual. restringindose a continuidade aos crim es do mesmo tipo. tendo em vista que. a desistência da rep resentação deve ser feita em audiência com o juiz e com a presença do Ministério Público e p ode ser refeita após a denúncia e antes de 183 . 97. O caso é de uso de ofen dículo. Não se cuida de mera adequação do fato. discutindo-se sobre a sua utilização para adm itir prova em favor da acusação. Exemplos desse tipo são o do crime de t ráfico de drogas e o de instigação ao suicídio (art. 384. O juiz agiu incorretamente. Apontamse. seguir o rito do recurso em sentido estrito. Conforme o artigo 183 inciso I do Código Penal não é cabível a incidência da escusa ab solutória no crime de roubo. houve mudança do fat o imputado. A doutrina entende que a pessoa age em exercício regular de direito ou em le gítima defesa predisposta ou preordenada. Apesar de a pen a ter sido fixada no mínimo e não ter havido alteração no tipo penal. (. alguns requisitos para sua aplicação: necessidade. Tipo misto alternativo é o composto por várias ações. com base nessas novas circun stâncias. É o princípio da proporcionalidade. apenas isenta o acusado de pena. XV II. 94. 93. nota 6-A). (Guilherme de Souza Nucci. A distinção entre crime habitual e crime continuado es tá assentada na natureza diversa das ações que os constituem. não são delitos. A matéria não é pacífica . Po rtanto.” (Damásio. Deve ele... no caso. a despeito de considerar que o réu não comet eu delito. merece uma sanção penal (medida de segurança)”. Cap. entende-se que não há excesso n a colocação de pontas de lança. foi intempestivo. p. sob pena de nulidade. 27. 02. não é criminoso. 99. a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federa l entendeu ser cabível a hipótese de crime continuado: “Entendeu-se que a circunstância de esses delitos não possuírem tipificação idêntica não seria suficiente a afastar a continu idade delitiva. segundo orientação do Supremo Tribunal Federa l.. caput. A absolvição imprópria se verifica quando o autor do fato havido como infração penal for inimputável.97. Recentemente. uma vez que ambos são crimes contra a liberdade sexual e. foram praticados no mesmo contexto fático e contra a mesma vítima” (HC nº 89827/SP. Assim. pois não exclui a ilicitude do fato imputado. conforme artigo 1 97. Pela Lei de Violência Doméstica. Cap. 36. 122.

75. assim. 10 1. art. para al guns autores. 97. 184 .. nota 8).. e. CP)”.) é uma forma de sanção penal –.340). além do que o imputável é beneficiado pelo limite das suas penas em 30 an os (art. Há quem sustente ser inconstitucional o prazo indeterminado para a medida de se gurança. pois é vedada a pena de caráter perpétuo – e a medida de segurança (. (Nucci. nada mais poderia ser feito. Pode-se. a ação é pública incondicionada.seu recebimento (art. ainda. considerar que. 16 da Lei 11.

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