CURSO ESPECÍFICO - AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello 05.01.2009 O professor é de Poços de Caldas!! fabiano.mg@uol.com.

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Edital AGU/2008 1. Princípios do Direito Ambiental. 2. A Constituição Federal e o meio ambiente. 3. O estudo de impacto ambiental e a Administração Pública. 4. Legislação brasileira de proteção florestal. 5. Áreas de preservação permanente e unidades de conservação. 6. Crimes contra o meio ambiente.

o Para estudar princípios, devemos ler a Declaração do Rio de 1992 sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável. São 27 princípios inseridos nesta declaração. o Leitura do artigo 225 da Constituição Federal. o Competência ambiental: artigos 22, 26, 27 da Constituição Federal. o EIA/RIMA: Resolução 01/86 do CONAMA; Resolução 09/87 do CONAMA o Proteção florestal: − Código Florestal Lei 4771/65 – artigos 1º ao 6º (áreas de preservação permanente); artigos 16 e 44 (reserva legal florestal); artigos 14, 19 e 27. − Decreto 2661/98 – utilização do fogo, queimadas em áreas de florestas. − Lei 9985/00 – sistema nacional de unidades de conservação − Lei 11284/06 – gestão das florestas públicas (exploração comercial das florestas) − Lei 11428/06 – bioma Mata Atlântica (é o bioma mais em risco de extinção, é o mais atingido pela degradação e desmatamento) o Lei 9605/98 PS: Pegar na internet o material de apoio completo sobre a matéria. PRINCÍPIOS DO DIREITO AMBIENTAL Não há uniformização dos princípios de direito ambiental na doutrina, mas estudaremos aqueles que já foram objeto de prova do CESPE. A primeira conferência sobre o meio ambiente foi a realizada em Estocolmo. 1. Princípio do meio ambiente ecologicamente equilibrado como um direito fundamental É o princípio matriz do direito ambiental porque é a partir dele que se irradia toda a interpretação constitucional que baliza a legislação infraconstitucional, pois vincula o legislador infraconstitucional ao editar as normas de sua competência, tal como vincula o magistrado ao julgar uma causa. Este princípio está na primeira parte do caput do artigo 225 da Constituição Federal:
CF, Art. 225, caput. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

O constituinte vinculou o meio ambiente ecologicamente equilibrado à sadia qualidade de vida. Ao fazer esta associação, aproxima-se do fundamento axiológico maior do direito brasileiro: dignidade da pessoa humana, a ponto que Paulo de Beça Antunes (doutrinador do Rio de Janeiro) diz que quanto mais um direito fundamental se aproxima da dignidade da pessoa humana, mas essencial ele se torna. Portanto, o meio ambiente ecologicamente equilibrado é um dos principais direitos fundamentais, pois os demais direitos fundamentais dele dependem. Meio ambiente ecologicamente equilibrado é o meio ambiente não poluído, mas com higidez (saúde), com salubridade. Isso também está previsto na Declaração do Rio, é o princípio I:
Declaração RJ/92, Princípio 1. Os seres humanos estão no centro das preocupações com o desenvolvimento sustentável. Têm direito a uma vida saudável e produtiva, em harmonia com a natureza. 1

CURSO ESPECÍFICO - AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello Posicionamento do STF: o Min. Celso de Mello entende que se trata de direito de terceira geração que constitui prerrogativa jurídica de titularidade coletiva. ADI 3540/DF: incumbe ao Estado e a própria coletividade preservar o meio ambiente. O direito ambiental fica entre dois grandes direitos: direitos econômicos e direitos humanos. O direito ambiental é uma intersecção entre estes dois direitos: os recursos naturais são de relevante valor econômico, da mesma forma que se trata de direitos humanos de terceira geração ou dimensão. É um direito transindividual. Não é um direito contra o Estado, mas em face do Estado, pois ele deve manter o meio ambiente ecologicamente equilibrado e não degradá-lo. 2. Princípio do desenvolvimento sustentável Compatibilizar o desenvolvimento econômico com a proteção ao meio ambiente. Artigo 1º, artigo 170, Constituição Federal. As atividades econômicas estão limitadas pela proteção ao meio ambiente como está claramente demonstrado pelo artigo 170 da Constituição Federal:
CF, Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios: I - soberania nacional; II - propriedade privada; III - função social da propriedade; IV - livre concorrência; V - defesa do consumidor; VI - defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003) VII - redução das desigualdades regionais e sociais; VIII - busca do pleno emprego; IX - tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 6, de 1995) Parágrafo único. É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstos em lei.

Alguns autores começam a utilizar a terminologia “desenvolvimento durável”. Na verdade, esta expressão vem do direito francês e nas demais áreas próximas ao direito ambiental como a geografia, começam a se utilizar desta expressão. O desenvolvimento sustentável é aquele economicamente factível, ecologicamente adequado, socialmente justo e culturalmente equitativo, sem discriminações. (conceito de ___). ► Questão: E se houver conflito entre direitos, o que prevalece? A regra é compatibilizar, mas em havendo confronto, o STF já resolveu esta questão na ADI 3540, entendendo pela constitucionalidade do princípio do desenvolvimento sustentável: a atividade econômica não pode ser exercida em desarmonia com os princípios destinados a tornar efetiva a proteção do meio ambiente. Portanto, de acordo com o STF, prevalece o meio ambiente.
 “Crescimento” se refere ao aspecto econômico e “desenvolvimento” abrange a questão econômica e ambiental.
Declaração RJ/92, Princípio 4. Para alcançar o desenvolvimento sustentável, a proteção ambiental deve constituir parte integrante do processo de desenvolvimento, e não pode ser considerada isoladamente deste.

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Princípio da solidariedade inter geracional ou da responsabilidade entre as gerações
CF, Art. 225, caput. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

Isso representa um avanço no direito ambiental em nível mundial, porque coloca como sujeito do direito ambiental o sujeito que não existe. Trata-se do uso do recurso ambiental sem o seu esgotamento. É, na verdade, um princípio de ética entre as gerações.
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CURSO ESPECÍFICO - AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello a) Solidariedade sincrônica: ao mesmo tempo, é a responsabilidade com as presentes gerações. b) Solidariedade diacrônica: responsabilidade com as futuras gerações. 4. Princípio do acesso equitativo aos recursos naturais O acesso desta geração não pode comprometer as gerações futuras. Deve acessar os recursos naturais aqueles que estão mais próximos que demandam e precisam destes recursos: em nível local, regional, nacional, internacional.
Declaração RJ/92, Princípio 3. O direito ao desenvolvimento deve ser exercido de modo a permitir que sejam atendidas eqüitativamente as necessidades de gerações presentes e futuras.

5. Princípio da função sócio-ambiental da propriedade A propriedade só se legitima no sistema jurídico brasileiro quando atende a sua função social e a coletividade. Este princípio gera discussão na doutrina, como se isso fosse um limitador do direito de propriedade, o que não é. A função social da propriedade é elemento essencial interno da propriedade e não tem o caráter limitador. Trata-se do uso da propriedade conforme o direito.
Ex: Área de preservação permanente: área com função de preservação ambiental dos recursos hídricos. Não se trata de limitação, mas sim do uso da propriedade conforme o direito de propriedade, nele ínsita a função social.

Há um decreto que obriga a todas as propriedades no País a delimitação da reserva legal: percentual de proteção da biodiversidade, dos recursos hídricos. No sudeste a área de reserva legal corresponde a 20% do terreno, mas na região amazônica é de 80% da propriedade. Indenização da cobertura florestal: ao desapropriar uma área inclui-se ou não no valor da indenização a área de proteção ambiental? Estudaremos isso nas próximas aulas. Não cumprida a função sócio-ambiental, o Poder Publico pode te obrigar a recompor a área de preservação permanente ou a desapropriação sanção. O artigo 186 da Constituição Federal traz a função sócio-ambiental da propriedade rural:
CF, Art. 186. A função social é cumprida quando a propriedade rural atende, simultaneamente, segundo critérios e graus de exigência estabelecidos em lei, aos seguintes requisitos: I - aproveitamento racional e adequado; II - utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente; III - observância das disposições que regulam as relações de trabalho; IV - exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores.

Se não há APP e nem reserva legal, há o descumprimento do inciso II do artigo 186 – desapropriação sanção prevista no artigo 184 da Constituição Federal. E a função social da propriedade urbana? Está prevista no artigo 182, §2º da Constituição Federal:
CF, Art. 182. A política de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder Público municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem- estar de seus habitantes. §1º O plano diretor, aprovado pela Câmara Municipal, obrigatório para cidades com mais de vinte mil habitantes, é o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana. §2º A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor. §3º As desapropriações de imóveis urbanos serão feitas com prévia e justa indenização em dinheiro. §4º É facultado ao Poder Público municipal, mediante lei específica para área incluída no plano diretor, exigir, nos termos da lei federal, do proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, que promova seu adequado aproveitamento, sob pena, sucessivamente, de: I - parcelamento ou edificação compulsórios; II - imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana progressivo no tempo; III - desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública de emissão previamente aprovada pelo Senado Federal, com prazo de resgate de até dez anos, em parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da indenização e os juros legais.

Onde não é obrigatório o plano diretor, há lei de parcelamento do solo ou outras disposições que regulam a matéria. A propriedade tem duas funções:
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Declaração RJ/92. estudos e pesquisas que afirmem as conseqüências daquele tipo de intervenção. O princípio da precaução visa a espera da informação. regula a prática de ato ou abstenção de fato. ainda que o atual proprietário não seja o causador do dano.CURSO ESPECÍFICO . à ordem. ou seja. 54. haverá responsabilidade civil pela reparação. o proprietário tem a obrigação de manter ou criar – trata-se de obrigação propter rem. o princípio da precaução deve ser amplamente observado pelos Estados. De modo a proteger o meio ambiente. prevalece o meio ambiente: in dúbio pro natura. não desmatar. b. Princípio 15. 7. Quando houver ameaça de danos sérios ou irreversíveis. vedação acústica. de acordo com suas capacidades. e multa. Claro que há possibilidade de ação regressiva contra o alienante do bem. com observância do processo legal e. mas há previsão na Lei 9605/98 no artigo 54. averbar a reserva legal florestal no Cartório de Registro de Imóveis. limitando ou disciplinando direito. Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana. de tal modo que se não houver conhecimento da possível conseqüência de uma intervenção no meio ambiente.12. Princípio da precaução Este princípio lida com o perigo em abstrato. interêsse ou liberdade. etc. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável. §3º quando trata de crime ambiental: Lei 9605/98. Função negativa: obrigação de não fazer – não degradar. Isso porque há pesquisas científicas ou estudos que comprovam a lesão ao meio ambiente ou porque já aconteceu na prática. Na dúvida. dano incerto e desconhecido.detenção. e multa. Art. Função positiva: obrigação de fazer – recompor a área de preservação permanente. Contudo. Meio ambiente e ciência caminham juntos. Ex: Desmatada uma floresta milenar. Princípio da prevenção Prevenção vem do verbo “prevenir” que significa agir antecipadamente.1966) Parágrafo único. ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora: Pena . à disciplina da produção e do mercado. à higiene. poder de polícia ambiental (segue a mesma lógica do artigo 78 do CTN): CTN. etc. Ao adquirir uma propriedade que não tenha reserva legal florestal ou tenha uma APP afetada. há casos em que não há estudos científicos e nem experiência anterior para que se conheçam as conseqüências de determinada intervenção no meio ambiente. Este princípio se materializa no sistema jurídico através do EIA/RIMA (estudo prévio de impacto ambiental). é obrigação real. O direito ambiental é essencialmente preventivo por duas razões: (i) Impossibilidade de retorno ao status quo ante: a reparação é praticamente impossível. não poluir. o licenciamento ambiental.reclusão. já que sua essência é preventiva. 78. O STJ já pacificou este entendimento em várias oportunidades: a obrigação de reparação dos danos ambientais é propter rem. não poderá haver intervenção.AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello a. ou seja. não é possível recompor a situação original. (Redação dada pelo Ato Complementar nº 31. sem abuso ou desvio de poder. de seis meses a um ano. ou seja. aos costumes. tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária. O princípio da prevenção lida com o dano certo e conhecido. ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. Art. de um a quatro anos. de modo que a questão reparatória não resolve para o direito ambiental. §2º Se o crime: 4 . (i) Extinção de uma espécie da flora e da fauna Prevenção x reparação: primeiro adotam-se as medidas preventivas e se mesmo assim o dano ocorrer. à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. 6. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que. Não há previsão constitucional. em razão de intêresse público concernente à segurança. de 28. §1º Se o crime é culposo: Pena . a ausência de absoluta certeza científica não deve ser utilizada como razão para postergar medidas eficazes e economicamente viáveis para prevenir a degradação ambiental.

conselho de meio ambiente. ou que cause danos diretos à saúde da população. plebiscito. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. de um a cinco anos. (Regulamento) II . Princípio democrático Este princípio se desdobra em outros três princípios. (Regulamento) VI . Este princípio tem previsão constitucional. inciso VI da Constituição Federal: CF. (Regulamento) 5 . na forma da lei. 33.preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético. O juiz. (ii) Princípio da participação comunitária: é dividida em três aspectos: administrativo. a qualidade de vida e o meio ambiente. (Regulamento) IV . a comercialização e o emprego de técnicas. estudo prévio de impacto ambiental. VII . (Regulamento) V .preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas. b. §1º. 8. dos habitantes das áreas afetadas. É a essência do estado democrático brasileiro que surgiu da pressão da sociedade para que a ele fosse dado tratamento especial. incumbe ao Poder Público: I . líquidos ou gasosos. no momento de sua deliberação. iniciativa popular de lei (artigo 14 da Constituição Federal) c.sistema nacional de informações ambientais. Muitas vezes este princípio aparece com a seguinte terminologia: “prognose” que significa “conhecimento antecipado”. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida.causar poluição atmosférica que provoque a retirada. Este princípio se materializa através dos seguintes institutos: a.reclusão. direito de petição (artigo 5º. Art. ou detritos.AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello I . a que se dará publicidade. para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente. medidas de precaução em caso de risco de dano ambiental grave ou irreversível. em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou regulamentos: Pena . c. urbana ou rural. espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos. Ação Popular. Judicial: ações constitucionais: Ação Civil Pública. II . SISNIMA . (i) Princípio da informação ambiental: só há democracia se houver informação. Há também a inversão do ônus da prova neste caso – o empreendedor deve provar que sua intervenção ao meio ambiente não causará risco ao meio ambiente. na forma da lei. óleos ou substâncias oleosas. impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá. b.controlar a produção. V . as práticas que coloquem em risco sua função ecológica. faz um exercício de prognose negativa. A Lei 10650/03 garante acesso público aos dados sobre meio ambiente. 34 da Constituição Federal). porque normalmente ele vai negar a continuidade Ex: não há estudos comprovados acerca das conseqüências prejudiciais dos produtos geneticamente transformados (transgênicos).ocorrer por lançamento de resíduos sólidos.lo para as presentes e futuras gerações. Legislativo: referendo. em todas as unidades da Federação.CURSO ESPECÍFICO . Trata-se de uma rede de informações dos órgãos que integram o SISNAMA. vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção. Publicidade ambiental: não adiante ter a informação se não é dado conhecimento à sociedade.tornar uma área. 225. métodos e substâncias que comportem risco para a vida. imprópria para a ocupação humana. embora alguns doutrinadores estudem como princípios autônomos. Mandado de Segurança Coletivo. legislativo e judicial. (Regulamento) (Regulamento) III . sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei. Mandado de Injunção Ambiental. etc.definir. recurso administrativo nos moldes da Lei 9789/99 (processo administrativo federal). Se não tiver a informação o Estado é obrigado a produzila – a Lei 6938/81 que trata da política nacional do meio ambiente traz expressamente este dever do Estado que é realizado por meio de relatórios. vedadas. §1º Para assegurar a efetividade desse direito.promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente.exigir. III .causar poluição hídrica que torne necessária a interrupção do abastecimento público de água de uma comunidade. ADI. ainda que momentânea. a. IV . (iii) Princípio da educação ambiental: previsto no artigo 225. Administrativo: deve ser dada oportunidade para que a população participe efetivamente na produção das políticas públicas ambientais: audiência pública.proteger a fauna e a flora. por exemplo. quando assim o exigir a autoridade competente. consulta pública.dificultar ou impedir o uso público das praias. §3º Incorre nas mesmas penas previstas no parágrafo anterior quem deixar de adotar. etc. provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.

inciso VII: Lei 6938/81. III . a atividade econômica é livre e absolutamente permitida. reduzir ou eliminar os impactos no meio ambiente. IV . efluentes. Este é o processo de produção conhecido como internalização. Princípio 16. e ao usuário. Portanto. à divulgação de dados e informações ambientais e à formação de uma consciência pública sobre a necessidade de preservação da qualidade ambiental e do equilíbrio ecológico. Inicialmente o processo produtivo não se preocupava com as questões ambientais. Trata-se da internalização das externalidades negativas. efluente. b. Contudo. 9. havendo inclusive a Lei 9795/99 e (ii) a conscientização pública = consumo sustentável.à difusão de tecnologias de manejo do meio ambiente.à imposição. Ora. de contribuição pela utilização de recursos ambientais com fins econômicos. dos Estados. em princípio. Art. o valor do produto final é alterado em razão dos gastos com a contenção dos resíduos. Aspecto reparador: o fato de o empreendedor cumprir todas as normas preventivas. não eram considerados. efluentes e gases. do Distrito Federal. VI . Declaração RJ/92. Não sendo internalizadas as externalidades negativas há violação ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. V .à compatibilização do desenvolvimento econômico social com a preservação da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico. artigo 4. atendendo aos interesses da União. sem distorcer o comércio e os investimentos internacionais.CURSO ESPECÍFICO . Os Estados devem ainda cooperar de forma expedita e determinada para o desenvolvimento de normas de direito ambiental internacional relativas a responsabilidade e indenização por efeitos adversos de danos ambientais causados em áreas fora de sua jurisdição. Princípio do poluidor pagador É um princípio econômico aplicado ao direito ambiental.à preservação e restauração dos recursos ambientais com vistas á sua utilização racional e disponibilidade permanente. por atividades dentro de sua jurisdição ou sob seu controle. Aspecto preventivo: adotar todas as medidas para evitar os impactos ambientais para minimizar. monitoramento e reparação dos impactos ao meio ambiente. gases) – produto final com valor alterado. Princípio 13. Este princípio tem dois aspectos: a. ele é obrigado a repará-lo. Externalidade é tudo aquilo que está fora do processo produtivo. levando na devida conta o interesse público. as autoridades nacionais devem promover a internacionalização dos custos ambientais e o uso de instrumentos econômicos. b.A Política Nacional do Meio Ambiente visará: I . 4º . o princípio do poluidor pagador impõe que sejam consideradas tais externalidades determinando o seu tratamento: Insumo – processo produtivo (resíduo. Previsão legal: a. Recentemente o STF se manifestou na ADI 3378 – compensação ambiental previsto no artigo 36 da Lei 9985 que é a lei do sistema nacional de unidades de conservação. Lei 6938/81. VII . Os Estados devem desenvolver legislação nacional relativa a responsabilidade e indenização das vítimas de poluição e outros danos ambientais.à definição de áreas prioritárias de ação governamental relativa à qualidade e ao equilíbrio ecológico.ao desenvolvimento de pesquisas e de tecnologia s nacionais orientadas para o uso racional de recursos ambientais. da obrigação de recuperar e/ou indenizar os danos causados. O empreendedor deve internalizar os custos de prevenção. de modo que os resíduos. O STJ faz esta divisão.ao estabelecimento de critérios e padrões da qualidade ambiental e de normas relativas ao uso e manejo de recursos ambientais. gases.. concorrendo para a manutenção do equilíbrio ecológico propício à vida. ao poluidor e ao predador. etc. A CNI entrou com ADI alegando a inconstitucionalidade da compensação. do Territórios e dos Municípios. Insumo – processo produtivo – produto final. II . Tendo em vista que o poluidor deve.AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello Temos dois aspectos: (i) o ensino formal deve contemplar a educação ambiental. 6 . arcar com o custo decorrente da poluição. ainda que haja dano. Princípio 16 da Declaração do Rio/92: Declaração RJ/92. desde que sejam observados os princípios do direito ambiental.

Esta avaliação não é obrigatória. Significa colocar o meio ambiente no epicentro dos direitos humanos. (Regulamento) (Regulamento) 7 . já que os recursos são esgotáveis e exauríveis.preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético. que pode ser dar através do EIA/RIMA que avalia apenas um empreendimento isolado. (Regulamento) II . A avaliação de impacto ambiental. incumbe ao Poder Público: I . de modo que todas as decisões políticas e econômicas governamentais devem avaliar primeiramente o meio ambiente. como foi o voto dos demais ministros. da obrigação de recuperar e/ou indenizar os danos causados.CURSO ESPECÍFICO . Declaração RJ/92. há o dever de pagar para evitar o custo zero – evitar a hiper exploração e a escassez do recurso ambiental. como instrumento nacional. mas não a compensação.ao desenvolvimento de pesquisas e de tecnologia s nacionais orientadas para o uso racional de recursos ambientais. pois o termo correto seria princípio do poluidor pagador. o AAE – avaliação ambiental estratégica: planos. ao poluidor e ao predador. §1º Para assegurar a efetividade desse direito. ► Questão: Como se dará então a compensação ambiental no caso concreto? Serão avaliados os impactos ambientais de modo que o órgão ambiental definirá o percentual correspondente a ser pago.5% do valor do empreendimento. A lei dizia que a compensação deveria ser no mínimo de 0. o AIA – avaliação de impactos ambientais: sempre que houver intervenção singular de um projeto é obrigatória a realização da avaliação. Constituição Federal: CF.à definição de áreas prioritárias de ação governamental relativa à qualidade e ao equilíbrio ecológico. Na prova. Ex: plano plurianual. Ex: Lei 9744/97 institui o sistema nacional de recursos hídricos. 4º . considerar correto o princípio do usuário pagador quando relacionado com a compensação ambiental. Art. VII . Min. 12. 10. VI . pois a compensação ambiental é instrumento constitucional. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. inciso V. de contribuição pela utilização de recursos ambientais com fins econômicos.à preservação e restauração dos recursos ambientais com vistas á sua utilização racional e disponibilidade permanente. É menção da doutrina de Paulo Afonso Machado.preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas. Isso significa que a avaliação é ampla e geral. concorrendo para a manutenção do equilíbrio ecológico propício à vida. Princípio do usuário pagador É princípio complementar ao princípio do poluidor pagador.  O rel. Princípio da ubiquidade e princípio da variável ambiental no processo decisório das políticas de desenvolvimento. atendendo aos interesses da União.lo para as presentes e futuras gerações. políticas e programas governamentais. IV . dos Territórios e dos Municípios.5% foi declarado inconstitucional. 225. Ayres Britto sustenta o princípio do usuário pagador. II .AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello Compensação ambiental: todo aquele que tem empreendimento que cause significativa degradação ambiental deve compensar o dano que causará: apoio financeiro a uma unidade de conservação. III . e que dependam de uma decisão de autoridade nacional competente. Art.ao estabelecimento de critérios e padrões da qualidade ambiental e de normas relativas ao uso e manejo de recursos ambientais. §1º. e ao usuário.à compatibilização do desenvolvimento econômico social com a preservação da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico. à divulgação de dados e informações ambientais e à formação de uma consciência pública sobre a necessidade de preservação da qualidade ambiental e do equilíbrio ecológico. dos Estados. impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá. Princípio do controle do poluidor pelo Poder Público Base legal: artigo 225. deve ser empreendida para as atividades planejadas que possam vir a ter impacto negativo considerável sobre o meio ambiente. mas a redação está equivocada. 11. Princípio 17. Ex: solo – pagamento de IPTU Devendo ser utilizado o recurso ambiental com fim econômico. V .A Política Nacional do Meio Ambiente visará: I . O STF entendeu que inconstitucional é o percentual. O percentual de 0. do Distrito Federal. Lei 6938/81.à imposição.à difusão de tecnologias de manejo do meio ambiente. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.

proteção e restauração da saúde e da integridade do ecossistema terrestre. métodos e substâncias que comportem risco para a vida. IV . porém diferenciadas. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. e a responsabilidade de assegurar que atividades sob sua jurisdição ou controle não causem danos ao meio ambiente de outros Estados ou de áreas além dos limites da jurisdição nacional. a auditoria é realizada periodicamente para constatar a regularidade da exploração. têm o direito soberano de explorar seus próprios recursos segundo suas próprias políticas de meio ambiente e desenvolvimento. que a remeterá. a que se dará publicidade. Declaração RJ/92. Art.AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello III . ao órgão judiciário competente para decidir a seu respeito. a comercialização e o emprego de técnicas.proteger a fauna e a flora.a especificação da assistência solicitada. V .exame de objetos e lugares. para a conservação. Resguardados a soberania nacional. impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas. Princípio 7. III . II . a qualidade de vida e o meio ambiente. na forma da lei. O STJ já definiu que se trata de dano transnacional ou __. de conformidade com a Carta das Nações Unidas e com os princípios de Direito Internacional. vedadas.controlar a produção. sem prejuízo das fiscalizações ordinárias dos órgãos ambientais). as práticas que coloquem em risco sua função ecológica. O artigo 77 da Lei 9605/98 também trata disso: Lei 9605/98. a ordem pública e os bons costumes.definir. vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção. A cooperação também funciona internamente com as entidades governamentais e a sociedade civil. (Regulamento) IV . (Regulamento) Este princípio se materializa através do licenciamento ambiental.CURSO ESPECÍFICO . estudo prévio de impacto ambiental. em todas as unidades da Federação. (Regulamento) (Regulamento) III .outras formas de assistência permitidas pela legislação em vigor ou pelos tratados de que o Brasil seja parte. auditorias ambientais (uma vez autorizada a exploração de recursos naturais. Os Estados devem cooperar. sem qualquer ônus. (Regulamento) V . 13. em um espírito de parceria global. Princípio 2. IV . em vista das pressões exercidas por suas sociedades sobre o meio ambiente global e das tecnologias e recursos financeiros que controlam. É muito comum aparecer este princípio quando falamos de agrotóxicos. cujas declarações tenham relevância para a decisão de uma causa. Considerando as distintas contribuições para a degradação ambiental global. espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos. 225. 77. Art.a descrição sumária do procedimento em curso no país solicitante. Os países desenvolvidos reconhecem a responsabilidade que têm na busca internacional do desenvolvimento sustentável. vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção. (Regulamento) 8 .definir. Princípio da cooperação Este princípio pode ser visto em nível internacional e interno.preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético.exigir.presença temporária da pessoa presa. § 2º A solicitação deverá conter: I . VII . os Estados têm responsabilidades comuns. incumbe ao Poder Público: I . em todas as unidades da Federação. provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade. sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei.promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente. (Regulamento) VI . Em nível internacional temos o princípio II da Declaração do Rio/92: Declaração RJ/92. na forma da lei. quando necessário. espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos.produção de prova. § 1° A solicitação de que trata este artigo será dirigida ao Ministério da Justiça.o nome e a qualificação da autoridade solicitante. III . o Governo brasileiro prestará. quando solicitado para: I .informações sobre pessoas e coisas.o objeto e o motivo de sua formulação. (Regulamento) II . Os Estados. II . conforme expressamente determina o artigo 225 da Constituição Federal. para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente. no que concerne ao meio ambiente. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. ou a encaminhará à autoridade capaz de atendê-la. §1º Para assegurar a efetividade desse direito. sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei. A CONSTITUIÇÃO FEDERAL E O MEIO AMBIENTE CF. a necessária cooperação a outro país.

do conhecimento). de acordo com a história romana o homem é a medida de todas as coisas. e sua utilização far-se-á. provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade. Norma de garantia e efetivação da norma matriz: §1º c. − Bem de uso comum do povo: aquele de titularidade vinculada ao Poder Público. inclusive quanto ao uso dos recursos naturais. solo. mas sim todos os seres vivos de forma geral.controlar a produção. Proteção Conservação do meio ambiente: compatibilizar a proteção do meio ambiente com o uso sustentável dos seus recursos. sem o que não poderão ser instaladas. Meio ambiente natural: fauna.AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello IV . O patrimônio é material ou imaterial (registros dos saberes. §5º São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados. pois há respeito quanto aos demais seres vivos). Art. Norma particular ou específica: a partir do §2º ▬ O meio ambiente pode ser natural. por ações discriminatórias. Norma matriz: caput b. 225. de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente. na forma da lei. − Meio ambiente ecologicamente equilibrado: maio ambiente não poluído e salubre. um ministro do STJ começa a defender o biocentrismo: o termo “todos” engloba todos os seres vivos. pessoas físicas ou jurídicas. §6º As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua localização definida em lei federal. a qualidade de vida e o meio ambiente. na forma da lei. − Direito subjetivo fundamental: “todos têm direito” ao meio ambiente ecologicamente equilibrado oponível erga omnes contra todos. a ecologia de forma geral. Contudo. água. O meio ambiente tem titularidade difusa e se inclui nos interesses metaindividuais. b. as práticas que coloquem em risco sua função ecológica. dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente. caput.promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente.CURSO ESPECÍFICO . §3º As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores. ou seja. Homem + proteção ▬ Para José Afonso da Silva. §4º A Floresta Amazônica brasileira. vedadas. a sanções penais e administrativas. o Microbem = água. a comercialização e o emprego de técnicas. (Regulamento) VI . O meio ambiente não é de titularidade do Poder Público que é apenas gestor do meio ambiente. laboral ou do trabalho.exigir. etc. métodos e substâncias que comportem risco para a vida. incorpóreo. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. na forma da lei. de modo que o direito pode ser oponível contra ele próprio. a Mata Atlântica. − Preservar ≠ conservar o meio ambiente: Preservação do meio ambiente: manter o meio ambiente intocado sem interferência humana. o artigo 225 se divide da seguinte forma: a. (Regulamento) §2º Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado. ou seja. independentemente da obrigação de reparar os danos causados. urbano ou construído. (Regulamento) V . # Análise do caput: CF. caráter genérico e amplo que engloba inclusive os estrangeiros residentes e de passagem pelo País. Meio ambiente cultural: tutelado pelo artigo 216 da Constituição Federal. Prevalece o aspecto antropocêntrico do meio ambiente (antropocentrismo alargado. 9 . solo. para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente. a que se dará publicidade. etc. Esta expressão deve ser entendida sob dois aspectos: o Macrobem = o meio ambiente é um bem imaterial. o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional. fauna. impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. necessárias à proteção dos ecossistemas naturais. de modo que o meio ambiente está no centro de todos os direitos fundamentais. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. O meio ambiente é uma entidade. flora. flora. ou seja. estudo prévio de impacto ambiental. VII . − Todos: universalidade de pessoas. A proteção ao meio ambiente não se vincula exclusivamente aos seus elementos corpóreos.proteger a fauna e a flora. inapropriável e inalienável. a Serra do Mar. ou seja. cultural. indivisível. a. não é o homem que está no centro. Há também o ecocentrismo em que a ecologia está no cetro. − Meio ambiente: leitura antropocêntrica. na forma da lei.

estudo prévio de impacto ambiental. (Regulamento) (Regulamento) Regulamentado pela Lei 11105/07.exigir. sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei. sustentados e intensamente afetados pelos ecossistemas. (Regulamento) IV . por exemplo. a saúde e outros elementos da sobrevivência humana. Questões de insalubridade e periculosidade. basta ato administrativo do órgão ambiental competente. métodos e substâncias que comportem risco para a vida.promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente. VII . como aqueles governados. vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção. recuperálas.definir.preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético. espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos. Ecossistemas: cuidar do equilíbrio das relações entre a comunidade biótica se seu habitat. mas a extinção deve se dar por lei específica.preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas. estudo prévio de impacto ambiental. refere-se à fauna e flora. em todas as unidades da Federação. a qualidade de vida e o meio ambiente. (conceito de JAS). na forma da lei. na forma da lei. Garantir os processos ecológicos essenciais – Lei 9605/98. IV . se possível.preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas. espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos.preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético. a que se dará publicidade. as práticas que coloquem em risco sua função ecológica.CURSO ESPECÍFICO . (Regulamento) V . a que se dará publicidade.controlar a produção.exigir. a qualidade de vida e o meio ambiente. (Regulamento) II .proteger a fauna e a flora. técnicas de biossegurança. vedadas. executivo e judiciário) não se confunde com o conceito de Administração Pública. d. para licenciamentos e derrubar árvores.AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello c. (Regulamento) Processo ecológico essencial: aquele que garante o funcionamento dos ecossistemas e contribui para a salubridade e higidez do meio ambiente. I . O STF entendeu que para mudar regime jurídico (desafetar.definir. sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei. a comercialização e o emprego de técnicas. na forma da lei.promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente. vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção.  Este inciso foi objeto da ADI 3540: a criação pode se dar por decreto. em todas as unidades da Federação. # Análise do §1º: §1º Para assegurar a efetividade desse direito. (Regulamento) Exemplo disso é a energia nuclear e substâncias agrotóxicas. para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente. Manejo ecológico das espécies: significa lidar com elas de forma a conservá-las e. suprimir) de unidade protegida deve ocorrer por meio de lei específica. Meio ambiente urbano ou construído: o direito urbanístico tutela o meio ambiente das cidades. métodos e substâncias que comportem risco para a vida. V . Biota: conjunto de seres vivos em determinado local ou determinada região. incumbe ao Poder Público: O conceito de Poder Público (legislativo. contudo. (Regulamento) EIA/RIMA. para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente. seja em área aberta (rua. (Regulamento) Regulamentado pela Lei 9985/00. a comercialização e o emprego de técnicas.controlar a produção. (Regulamento) I . II . Meio ambiente laboral ou do trabalho: artigo 200. provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade. praça) ou ambientes fechados (museus). (Regulamento) (Regulamento) III . sendo indispensáveis à produção de alimentos. 10 . III . VI . incisos VII e VIII da Constituição Federal. (Regulamento) VI .

§3º As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores. # Análise dos §2º e §3º: Responsabilidade ambiental §2º Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado.AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello VII . civil e penalmente conforme o disposto nesta Lei. A farra do boi também já foi objeto de ADI e o STF entendeu que embora se trate de prática cultural. a sanções penais e administrativas. Art. ou de seu órgão colegiado. O STF já entendeu pela inconstitucionalidade das leis estaduais que regulam as rinhas ou brigas de galo por ferir expressamente este dispositivo constitucional. afetados por sua atividade. A responsabilidade penal da pessoa jurídica depende da presença de três elementos: 1. obviamente não há que se falar em excludente.14. − Teoria do risco criado: está ligada à teoria da causalidade adequada – busca definir a causa que gerou o evento danoso. na forma da lei. a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros. aplica-se a teoria do risco integral ou teoria do risco criado. Lei 9605/98. Esta teoria admite excludentes: fato externo. 2. Art. O artigo 4º da Lei 9605/98 trata da desconsideração da personalidade da pessoa jurídica em que adotamos a teoria menor também conhecida como teoria objetiva. nos casos em que a infração seja cometida por decisão de seu representante legal ou contratual. na forma da lei. Ex: inserção de espécies alienígenas e exóticas no ecossistema brasileiro. provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade. Implicitamente. é o poluidor obrigado. 11 . A responsabilidade das pessoas jurídicas não exclui a das pessoas físicas. Para tanto. Art. as práticas que coloquem em risco sua função ecológica. por exemplo. Mas se foi o próprio sujeito que deu causa à situação. autoras. 07. Esta discussão está no STF ainda. O Ministério Público da União e dos Estados terá legitimidade para propor ação de responsabilidade civil e criminal.2009 • Mecanismo Preventivo: estudos Lei 6938/81. por danos causados ao meio ambiente. Imputação da pessoa moral e da pessoa física. contratual ou pelo colegiado da empresa. (Regulamento) Função ecológica: toda espécie tem uma função especial dentro do ecossistema sob pena de incorrer no desequilíbrio ecológico. independentemente da existência de culpa. Ex: pesca com explosivos. mas nesse sentido já se manifestou o STJ. rinhas.CURSO ESPECÍFICO . Há várias ADIs sobre este inciso acerca das brigas de galo em que leis estaduais regulam a atividade. pois tutela as espécies da flora e da fauna. Ex: o abalo sísmico rompe o vínculo causal. §1º da Lei 6938/81. Ex: caça profissional que pode levar à extinção de uma espécie. vedadas. é inconstitucional. Ex: crueldade com animais como.proteger a fauna e a flora. Este inciso é biocêntrico. 4º Poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados à qualidade do meio ambiente. no interesse ou benefício da sua entidade. Que a empresa seja beneficiada pela ação ou omissão que resultou em dano ambiental. pessoas físicas ou jurídicas. o princípio do poluidor-pagador está previsto nos dispositivos acima. Mecanismos de proteção ao meio ambiente: • Mecanismo Preventivo: estudos • Mecanismo Reparatório: reparação civil • Mecanismo Repressivo: responsabilidade administrativa e penal A responsabilidade penal da pessoa jurídica é admitida pelo artigo 3º da Lei 9605/98: Lei 9605/98. de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente. 3. Parágrafo único. §1º Sem obstar a aplicação das penalidades previstas neste artigo.01. co-autoras ou partícipes do mesmo fato. Que a decisão tenha sido tomada pelo representante legal. 3º As pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa. independentemente da obrigação de reparar os danos causados. É responsabilidade civil do Estado é objetiva por força do artigo 14. imprevisível e irresistível.

É a teoria predominante na doutrina. haverá responsabilidade. pode o poluidor fazer a reparação de outro local que esteja degradado. haveria alteração de sua propriedade? Não. como há hoje a Lei do bioma Mata Atlântica.829 Estas áreas podem ser exploradas desde que mediante autorização. a Serra do Mar. em se tratando de atuação direta do Estado. # Análise do §4º: §4º A Floresta Amazônica brasileira. O poder de polícia é aplicado ao particular e não ao próprio Estado! ► Questão: É possível responsabilizar a instituição financeira que concede crédito à pessoa jurídica cujo empreendimento cause degradação ambiental? Sim. o que é inclusive incentivado pelo Decreto 6514/08 que trata da responsabilidade administrativa. elaborado pelo Ministro Luiz Fux: Resp 645. Contudo.” RE 300. ► Questão: Como se dá a reparação do dano ambiental? (a) Se possível. Art. dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente. pois não se trata de desapropriação indireta ou desapossamento. e sua utilização far-se-á.CURSO ESPECÍFICO .244 Resp 573. o artigo 12 da Lei 6938/81 fala disso. Neste caso.363: Resp 442. inclusive quanto ao uso dos recursos naturais. STF: “o preceito consubstanciado no artigo 225. 12 . pois não importa a origem. Há um único acórdão no STJ sobre isso.586 A responsabilidade civil do Estado é subjetiva no caso de omissão do exercício do poder de polícia (fiscalização). se possível. a responsabilidade é objetiva com base do artigo 37 da Constituição Federal.. (b) Se não for possível. e ao cumprimento das normas. a legislação adota um critério geográfico: este outro local deve estar localizado no mesmo Estado e na mesma bacia hidrográfica (unidade mínima dos recursos hídricos) e. • Mecanismo Repressivo: responsabilidade administrativa e penal A responsabilidade administrativa é objeto dos artigos 70 a 76 da Lei 6938/81. A obrigação de fazer e de reparar é imprescritível. É comum haver legislação específica para cada bioma. Estas áreas consignadas no dispositivo são os grandes biomas com grande relevância para a preservação do meio ambiente e parece que o legislador constituinte se esqueceu da caatinga. Lei 6938/81. na mesma microbacia hidrográfica (um dos afluentes da bacia hidrográfica). 12. Parágrafo único. • Mecanismo Reparatório: reparação civil Responsabilidade solidária: os sócios da pessoa jurídica respondem. indenização pecuniária ao Fundo Nacional do Meio Ambiente ou qualquer outro fundo. o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional. na forma desta Lei. dos critérios e dos padrões expedidos pelo CONAMA. cerrados e campos sulinos. As entidades e órgãos de financiamento e incentivos governamentais condicionarão a aprovação de projetos habilitados a esses benefícios ao licenciamento.AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello − Teoria do risco integral: não admite excludente e trabalha com a equivalência de condições. §4º da Carta da República. no próprio local onde ocorreu o dano. a Mata Atlântica. e até mesmo no financiamento de projetos públicos..  Decorar quais são os biomas considerados patrimônio nacional. As entidades e órgãos referidos no caput deste artigo deverão fazer constar dos projetos a realização de obras e aquisição de equipamentos destinados ao controle de degradação ambiental e a melhoria da qualidade do meio ambiente... ► Questão: Com a previsão expressa dos biomas como patrimônio nacional. Adoção da teoria do risco administrativo de CABM. na forma da lei. (c) Em último caso.

proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas. artístico ou cultural.florestas. cultural.orçamento. instalação. acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios. II . mas isso não é permissivo absoluto. por ações discriminatórias. 23. a fauna e a flora. os monumentos. Estados. Predominância do interesse – de acordo com o interesse ou dominialidade envolvida. penitenciário. o licenciamento de que trata este artigo dependerá de homologação da IBAMA. sob qualquer forma. ou seja. Estado e Distrito Federal e União. proteção do meio ambiente e controle da poluição. Art. fauna. (Redação dada pela Lei nº 7. VIII . Art. dos Estados.registrar. primeiramente os entes menores. necessárias à proteção dos ecossistemas naturais. artístico e cultural. sua renovação e a respectiva concessão serão publicados no jornal oficial do Estado. de 1989) §1º Os pedidos de licenciamento.IBAMA. artístico. A Lei 6938/81 em seu artigo 10 determina que a competência dos órgãos federais é supletiva.IBAMA o licenciamento previsto no caput deste artigo. Distrito Federal e Municípios = exercício do poder de polícia dos entes federativos. bem como em um periódico regional ou local de grande circulação.responsabilidade por dano ao meio ambiente. Compete à União. IV . de 1989) §4º Compete ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis .SISNAMA. IV . Art. considerados efetiva e potencialmente poluidores. de âmbito nacional ou regional. sem prejuízo de outras licenças exigíveis. (Redação dada pela Lei nº 7.804. turístico e paisagístico.804.CURSO ESPECÍFICO . 13 . turístico e paisagístico. dependerão de prévio licenciamento de órgão estadual competente. estético.AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello # Análise do §5º: §5º São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados. (Redação dada pela Lei nº 7. Princípio da subsidiariedade – na atuação do poder de policia ambiental. conservação da natureza.proteção ao patrimônio histórico. §2º Nos casos e prazos previstos em resolução do CONAMA. determinar a redução das atividades geradoras de poluição.preservar as florestas. Quem tem competência legislativa tem poder de polícia. CF. financeiro. em caráter supletivo. do Distrito Federal e dos Municípios: III . os efluentes líquidos e os resíduos sólidos dentro das condições e limites estipulados no licenciamento concedido. XI . a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico. as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos. ao consumidor. de causar degradação ambiental. VII . b. defesa do solo e dos recursos naturais. as obras e outros bens de valor histórico.produção e consumo. ampliação e funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais. aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: I . Competência Ambiental # Competência material O artigo 23 trata da competência comum da União.804. e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis . Lei 6938/81. de 1989) §3º O órgão estadual do meio ambiente e IBAMA. integrante do Sistema Nacional do Meio Ambiente . 10 .A construção. de modo que é um equivoco entender que o IBAMA é responsável por todos os licenciamentos. 24. ► Questão: Quem deve atuar na hipótese de infração ambiental? Qual é órgão competente? A doutrina e a jurisprudência fazem menção a dois critérios: a.custas dos serviços forenses. VI . de 1989) # Competência legislativa CF. econômico e urbanístico. esta em caráter supletivo. se necessário e sem prejuízo das penalidades pecuniárias cabíveis.proteger os documentos. para manter as emissões gasosas. bem como os capazes.direito tributário. pois depois de aprovada a lei é necessária a realização de licenciamento ambiental junto ao IBAM e CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear). É competência comum da União. VII . VI .juntas comerciais. pesca. caça. V .impedir a evasão. na seguinte ordem: Município.804. (Redação dada pela Lei nº 7. poderão. a bens e direitos de valor artístico. sem o que não poderão ser instaladas. histórico. A localização de usina nuclear depende de lei federal. # Análise do §6º: §6º As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua localização definida em lei federal. no caso de atividades e obras com significativo impacto ambiental. III .

Organismos geneticamente modificados: uma lei do Estado do Paraná proibia seu cultivo.000 hectares no resto do País: isso é novidade. §2º A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados. Por meio de ADI a lei foi declarada inconstitucional. direitos e deveres das polícias civis.000 hectares: manejo florestal é a possibilidade de exploração das florestas através de processo licitatório. para atender a suas peculiaridades. Este instituto é uma autarquia federal que nasceu para exercer uma função antes do IBAMA. XIII . O entendimento da doutrina é de que a norma mais restritiva é a que deve prevalecer e as normas gerais editam um peso mínimo. §1º No âmbito da legislação concorrente. mas é preciso identificar também o impacto ambiental direto que pode ultrapassar outro Estado.proteção à infância e à juventude. XV . zona econômica exclusiva: exemplo das plataformas petrolíferas. # Competência para o licenciamento ambiental Como funciona a competência para o licenciamento ambiental? A competência para o licenciamento ambiental funciona da seguinte forma: ▬ É licenciado pela União Federal por meio do IBAMA: (i) Obras ou atividades em conjunto com outros países: obra que é desempenhada com um dos Países limítrofes (ii) Unidades de conservação federal: além do IBAMA. a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais. Na omissão da União. − Atividades localizadas ou desenvolvidas em dois ou mais Municípios. − Impacto nacional: ultrapassa a fronteira do País e atinge os países limítrofes. plataforma continental. (iv) Áreas indígenas: argumento usado no voto do caso Raposa/Serra do Sol. fora as hipóteses já citadas. Os Municípios podem suplementar a legislação de acordo com o inciso II do artigo 30 da Constituição Federal. de modo que os Estados e os Municípios não podem ser mais permissivos do que o estabelecido em norma geral. 14 . temos também o Instituto Chico Mendes da Conservação da Biodiversidade. (ix) Manejo florestal em áreas com mais de 50.organização.procedimentos em matéria processual. − Impacto regional: afeta mais de um Estado. O IBAMA é responsável pelo impacto nacional e regional. Novamente o Estado editou outra lei também declarada inconstitucional – é matéria de competência da União Federal.AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello IX . XVI . funcionamento e processo do juizado de pequenas causas.proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência. XI . A norma geral tem o papel de uniformizar as normas e os Estados suplementam tais normas tanto no sentido de detalhar a norma geral ou mesmo suprindo as lacunas. §4º A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual. A competência concorrente do artigo 24: a União edita as normas gerais e os Estados editam as normas suplementares. O Serviço Florestal Brasileiro é responsável pelas florestas.000m².educação. (v) Atividades nucleares e militares: (vi) Atividade desenvolvida em dois ou mais Estados: atividade que fisicamente abrange mais de um Estado.assistência jurídica e Defensoria pública. XII . ▬ É licenciado diretamente pelo Estado ou mediante convênio: − Tudo o que versa sobre florestas. §3º Inexistindo lei federal sobre normas gerais.previdência social. o Estado adquire competência plena. (vii) Impactos ambientais em mais de um Estado: (viii) Supressão em florestas com mais de 2. proteção e defesa da saúde. X . o artigo 2º e o artigo 3º do Código Florestal. ensino e desporto. cultura.000 hectares na Amazônia ou mais de 1.CURSO ESPECÍFICO . XIV .criação. 01 hectare = 10. no que lhe for contrário. (iii) Mar territorial. os Estados exercerão a competência legislativa plena. garantias.

O EIA/RIMA é manifestação do princípio da prevenção e precaução. não existe sem ele.CURSO ESPECÍFICO . pois é um espelho do EIA. §1º do artigo 225 da Constituição Federal e também na resolução 01/86 do CONAMA regulamenta o EIA/RIMA tal qual a Resolução 09/87 do mesmo órgão que regulamenta as audiências públicas.exigir. pois só traz as conclusões do EIA. Sendo o estudo favorável. c. O conceito de segurança é amplo. ou seja. O licenciamento se divide em três fases: a. Portanto. A saúde. a doutrina criou o entendimento da reserva legal relativa de modo a reconhecer a Resolução 01 do CONAMA. (ii) RIMA: é um documento gerencial. A biota 4.225. Se a atividade tiver significativa degradação. engloba também a segurança pública. As condições econômicas e sociais 3. A qualidade dos recursos ambientais Isso significa que o impacto ambiental é causado pela ação humana. §1º Para assegurar a efetividade desse direito. Licença de instalação: construção. estudo prévio de impacto ambiental. inicia-se o licenciamento ambiental efetivo. 15 . para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente. O STF interpreta no sentido de que se trata de lei em sentido estrito (hipóteses do artigo 59 da Constituição Federal) de modo que há reserva legal absoluta. ▬ “Exigir na forma da lei” – não há lei disciplinando o estudo. ▬ É licenciado pelo Município: Para o Município efetuar o licenciamento ambiental ele deve ter um Conselho de Meio Ambiente com caráter deliberativo e possuir plano diretor. caso contrário seguirá o procedimento normal de licenciamento das demais atividades. química e biológica causada por qualquer forma de matéria ou energia de atividades humanas que direta ou indiretamente afetem: 1. (i) EIA: é um documento técnico que analisa um determinado empreendimento ou atividade. Licença prévia: obtida quando o estudo é favorável e aprova a localização do empreendimento e confere viabilidade ambiental ao projeto. a segurança e o bem-estar da população 2. Art.AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello − Cujos impactos ambientais diretos ultrapassem mais de um Município. Está previsto no inciso IV. a que se dará publicidade. As condições estéticas e sanitárias 5. obrigatoriamente deve ser realizado o EIA/RIMA. EPIA: a Constituição Federal traz o termo “estudo prévio de impacto ambiental”. Trata-se de regra de planejamento do empreendimento em nível ambiental. na forma da lei. CF. Licença de operação: operação. Pressuposto do estudo prévio de impacto ambiental – significativo impacto ambiental Impacto ambiental é qualquer alteração das propriedades física. ESTUDO PRÉVIO DE IMPACTO AMBIENTAL E A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA EIA: a primeira resolução trazia o termo “estudo de impacto ambiental”. O bem-estar da população representa todo um conjunto de situações de respeito ao próximo como o direito de vizinhança. É um documento associado ao EIA. b. A função do EIA/RIMA é o monitoramento dos danos ambientais. incumbe ao Poder Público: IV . (Regulamento) ▬ Princípio da publicidade ambiental – isso significa que o EIA é um procedimento público. RIMA: relatório de impacto ambiental. mas se esta tese prevalecesse a Resolução 01 do CONAMA não poderia ser utilizada.

processamento e destino final de resíduos tóxicos ou perigosos. quando atingir áreas significativas em termos percentuais ou de importância do ponto de vista ambiental.Usinas de geração de eletricidade.CURSO ESPECÍFICO . b. X . mas não arbitrária.Aterros sanitários. IX . Xl . petróleo e produtos químicos. derivados ou produtos similares. XVI . ▬ Condicionantes do EIA: a. ou menores. siderúrgicos. o licenciamento de atividades modificadoras do meio ambiente. O início do estudo depende de publicação no Diário Oficial ou jornal de grande circulação. carvão). quando se tratar de áreas significativas em termos percentuais ou de importância do ponto de vista ambiental. Prevenção aos danos ambientais: instrumento de avaliação dos possíveis impactos ambientais dos empreendimentos e atividades com a indicação dos meios disponíveis para minimizar o impacto. conforme definidos pelo inciso 1. acima de 230KV. Transparência administrativa: todo o procedimento é público.Exploração econômica de madeira ou de lenha. (inciso acrescentado pela Resolução n° 11/86) XVIII . cloroquímicos. extração e cultivo de recursos hídricos hidróbios) XIII . VII . drenagem e irrigação. III . Art. d. sendo resguardado tão somente o sigilo industrial. Motivação das decisões ambientais: as decisões devem ser motivadas. VIII . retificação de cursos d’água. hulha. 2º Dependerá de elaboração de estudo de impacto ambiental e respectivo relatório de impacto ambiental . de 18 de setembro de 1966158.Ferrovias. XVI .Oleodutos. É posição dominante na doutrina − Há quem diga que seja presunção relativa – o EIA/RIMA é facultativo. Requisitos de conteúdo ou diretrizes gerais: O empreendedor vai ao IBAMA que lhe fornece o Termo de Referência – conjunto de estudos e requisitos que devem ser observados.Empreendimentos potencialmente lesivos ao patrimônio espeleológico nacional. a depender de o empreendedor provar que não há significativa degradação ambiental. acima de 10MW. artigo 48. XV .Estradas de rodagem com duas ou mais faixas de rolamento. A decisão é discricionária. gasodutos.Projetos Agropecuários que contemplem áreas acima de 1. IV .Extração de combustível fóssil (petróleo . mas isso não impede a motivação. Consulta aos interessados: realização de audiência pública. − Há quem diga que seja presunção absoluta – o EIA/RIMA é obrigatório para as atividades ali apontadas. V . (nova redação dada pela Resolução n°11/86) XVII . inclusive nas áreas de proteção ambiental. do Decreto-Lei nº 32. A doutrina entende que o rol é meramente exemplificativo.Obras hidráulicas para exploração de recursos hídricos. a. troncos coletores e emissários de esgotos sanitários.ZEI.Complexo e unidades industriais e agro-industriais (petroquímicos. c. qualquer que seja a fonte de energia primária.Distritos industriais e zonas estritamente industriais . Trata-se de discricionariedade técnica.AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello As condições econômicas e sociais correspondem às situações de emprego e economia local.Portos e terminais de minério. Res.Aeroportos.Qualquer atividade que utilizar carvão vegetal. tais como: I . II . abertura de canais para navegação.Qualquer atividade que utilizar carvão vegetal. neste caso. de saneamento ou de irrigação. XII . XIV . de modo que o impacto ambiental pode gerar a possibilidade de extinção de uma espécie. em áreas acima de 100 hectares ou menores. VI .Projetos urbanísticos.Linhas de transmissão de energia elétrica.RIMA.SEMA em caráter supletivo. tais como: barragem para fins hidrelétricos.000 ha. minerodutos. destilarias de álcool. acima de 100 ha ou em áreas consideradas de relevante interesse ambiental a critério da SEMA e dos órgãos municipais e estaduais competentes estaduais ou municipais1. inclusive os da classe II. se houver. diques. Biota significa fauna e flora. As condições estéticas e sanitárias: quem vai à praia poluída? CONAMA. ▬ Requisitos do EIA: todo EIA deve contemplar os três requisitos. em quantidade superior a dez toneladas por dia. acima de 10MW. em quantidade superior a dez toneladas por dia. Todos os 16 . e da Secretaria Especial do Meio Ambiente . ► Questão: As atividades expressamente previstas no artigo 2º gozam de presunção relativa ou absoluta? A doutrina não é uniforme.Extração de minério. xisto. abertura de barras e embocaduras. 01/87. (inciso acrescentado pela Resolução n° 5/87) Este dispositivo traz possibilidades de exigência do EIA/RIMA. definidas no Código de Mineração. transposição de bacias. A decisão é discricionária. a serem submetidos à aprovação do órgão estadual competente.

Também deve ser considerada a hipótese do desenvolvimento daquela área pela não realização do empreendimento – custo zero. mas poderá ser uma cidade do interior. b. (iii) Definir a área geográfica dos impactos ambientais diretos e indiretos. (ii) Identificar e avaliar sistematicamente os impactos ambientais nas fases de implementação e operação do empreendimento: São as duas últimas fases do licenciamento. Ex: em razão da saturação o empreendimento não poderá ser realizado em São Paulo. 17 . propostos e em fase de implementação. questões atmosféricas. Elemento abiótico – aquilo que não tem vida / biótico – aquilo que tem vida. tanto que antes do inicio do licenciamento é preciso obter certidão na prefeitura para verificar se o empreendimento está de acordo com o zoneamento e com as unidades de conservação. Há alguma espécie da flora e da fauna com valor econômico? Há alguma espécie em extinção? Meio sócio-econômico: como as pessoas vivem naquela região. recursos hídricos: blocos d’água. A licença é renovada periodicamente. Devem ser indicadas as alternativas tecnológicas propostas ao empreendimento. não podendo ser nada mais exigido posteriormente sob pena de preclusão. O Termo de Referência deve contemplar. Requisitos técnicos: (i) Diagnóstico ambiental da área de influência do projeto com a completa descrição dos recursos naturais. sendo mais difíceis a previsão dos impactos ambientais na fase de operação – isso é feito por estudos aritméticos. e sua compatibilidade: Não será possível a realização do empreendimento se o Poder Público pretende desenvolver uma área recreativa ou de proteção ambiental (zoneamento ecológico e econômico) próxima ao local. inclusive a sua não realização: A primeira coisa que deve ser observada é a localização do empreendimento.AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello requisitos devem estar previstos no termo. considerando. considerando os seguintes aspectos: o meio físico. pois a união de dois ou mais elementos pode causar um impacto ainda desconhecido. Na fase de implementação é mais fácil prever os impactos ambientais. no mínimo: (i) Contemplar todas as alternativas tecnológicas e de localização do empreendimento. Qual a importância de saber a área de influencia do projeto? Na realização de audiência pública. o meio biológico dos ecossistemas e o meio sócio-econômico: O diagnóstico ambiental é um grande estudo sobre a área de influência do projeto definida no requisito de conteúdo.CURSO ESPECÍFICO . de modo que é preciso avaliar a situação de cada momento e o grau dos impactos ambientais. denominado “área de influência do projeto”. Meio físico: subsolo – há recursos minerais. a bacia hidrográfica: Não é fácil avaliar o impacto indireto. deverão ser consultados aqueles que sofrem os prejuízos diretos do empreendimento. tais como existem. (iv) Considerar os planos e programas governamentais. em todas as hipóteses.

reclusão. ▬ Audiência Pública: O Órgão Ambiental leva a conhecimento da população o relatório elaborado e serão colhidas as informações dos interessados. Elaborar ou apresentar. c. etc. de 2006) Pena . concessão florestal ou qualquer outro procedimento administrativo. e multa. de 1 (um) a 3 (três) anos. incompleta ou enganosa. Há outro cadastro federal para aqueles que usam recursos ambientais e causam poluição. (ii) RIMA – relatório de impacto ambiental: documento gerencial e objetivo do resultado do EIA de forma clara e simples que promova o maior e melhor entendimento da população. impactos diretos e indiretos. de 2006) Pena . ele deve ser reduzido ao máximo. benefícios sociais (geração de emprego direito e indireto com recolhimento de tributos e contribuições). 69-A. Existe um número mínimo de RIMA a ser feito pelo empreendedor: confeccionar no mínimo cinco exemplares do relatório. advogados. sob pena de multa. É obrigatório e exige o pagamento de taxa de controle e fiscalização ambiental cujo fato gerador é o poder de polícia ambiental. (Incluído pela Lei nº 11. A equipe Isso não significa que o estudo será favorável ao empreendedor. antropólogos. e os parâmetros a serem considerados: Proteção do meio ambiente e da sociedade durante a atividade do empreendimento.284.AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello (ii) Análise dos impactos ambientais e de suas alternativas: Impacto ambiental benéfico: aterro do Flamengo no Rio de Janeiro.detenção. de 2006) §1o Se o crime é culposo: (Incluído pela Lei nº 11.284. São os equipamentos de controle de emissão de gazes. criação de tanques. inclusive por omissão: (Incluído pela Lei nº 11. médio e longo prazo. em decorrência do uso da informação falsa. de 2006) §2o A pena é aumentada de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços).(Incluído pela Lei nº 11. É aqui que se analisam os impactos benéficos e adversos. Requisitos formais: (i) Equipe multidisciplinar: geólogos. de 3 (três) a 6 (seis) anos. pois a equipe age sob pena de responsabilização penal: Lei 9605/98. (Incluído pela Lei nº 11. multidisciplinar é custo do empreendedor.CURSO ESPECÍFICO . laudo ou relatório ambiental total ou parcialmente falso ou enganoso. Também devem ser analisados os ônus decorrentes do projeto para a economia e para a sociedade. etc. de 2006) A responsabilidade administrativa está prevista no artigo 82 do Decreto 6514: O profissional que pretender atuar na equipe deve estar inscrito no Cadastro Técnico Federal de Instrumentos e Atividades de Defesa Ambiental: todo profissional que atua com o meio ambiente deve estar inscrito neste cadastro.284. Art.284. impactos imediatos a curto. sistema de despejo de resíduos sólidos. a legislação é omissa em nível federal.284. tal qual o advogado. Não há previsão legal de prazo de abertura. ▬ Fase de comentários: Terminado o estudo o empreendedor o encaminha ao órgão ambiental licenciador e ato subseqüente inicia-se a fase de comentários: qualquer interessado poderá comentar o RIMA por escrito. (iii) Definição das medidas mitigadoras dos impactos ambientais negativos: Se não for possível eliminar o impacto ambiental negativo. se há dano significativo ao meio ambiente. (iv) Acompanhamento e monitoramento dos impactos ambientais positivos e negativos. no licenciamento. economistas. estudo. 18 .

7. Isso parece mais plausível já que nosso objetivo é o desenvolvimento sustentável. não é assim que acontece.1989) 19 . d. a paisagem. as florestas e demais formas de vegetação natural situadas: a) ao longo dos rios ou de qualquer curso d'água desde o seu nível mais alto em faixa marginal cuja largura mínima será: (Redação dada pela Lei nº 7. Ex: o EIA conclui que o projeto é desfavorável ou que o projeto deve ser realizado em outra localidade. Art. A audiência é presidida pelo órgão ambiental e não há menção em relação a participação do CONAMA. toda decisão do órgão ambiental deve ser motivada. Pode o órgão ambiental decidir diferente? Pela primeira corrente sim. − Outra parte da doutrina entende que em se tratando de EIA/RIMA favorável ao empreendimento o órgão ambiental está vinculado à concessão da licença prévia. Entidade localizada na área de influência do projeto: não precisa ter como objetivo a proteção ambiental.artigos 2º e 3º da Lei 4771/65: Área de conservação permanente coberta ou não com vegetação nativa com função ambiental com função de proteção dos recursos hídricos. ela deve ser realizada em local de fácil acesso à população. Deste modo. proteção da estabilidade geológica. Sendo o EIA/RIMA desfavorável.1989) 1 . Área de proteção permanente administrativa: instituída pelo Poder Público por meio de lei ou decreto do órgão ambiental. mas entende-se que é interessante. Temos dois tipos de áreas de proteção ambiental: a. sob pena de nulidade de todo o procedimento. Não podemos esquecer que o EIA/RIMA é um limitador da discricionariedade do órgão ambiental. pelo só efeito desta Lei. possibilitando o questionamento judicial. A audiência não é mecanismo de convencimento e se fosse. o órgão ambiental pode deferir o empreendimento motivando sua decisão.AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello A audiência pública é requisito formal essencial: uma vez solicitada ela não pode deixar de ser realizada. A existência de qualquer mecanismo de convencimento pode macular o processo e implicar em vício. O Ministério Público Estadual ou Federal c. Ao final é formulada uma ata. Legitimados a requerer a realização de uma audiência pública: a. Código Florestal. (Redação dada pela Lei nº 7. Não há limitação de audiência pública.7. Área de proteção permanente por força de lei: previsão no artigo 2º do Código Florestal b.CURSO ESPECÍFICO . O próprio órgão ambiental b. ► Questão: A doutrina não é uniforme quanto à decisão do órgão licenciador: O EIA/RIMA vincula o órgão ambiental? − Uma parte da doutrina entende que o órgão ambiental não está vinculado às conclusões do EIA/RIMA. fluxo gênico da flora e da fauna e o bem-estar da população. atentaria aos princípios da própria Administração. ► Questão: O Poder Público deve realizar o EIA/RIMA quando pretender realizar alguma obra? A Lei 8666/93 traz alguns instrumentos: projeto básico = o artigo 12 da lei determina que o projeto básico deve contemplar os impactos ambientais. Discricionariedade “sui generis”: discricionariedade técnica. Exemplo disso é o número de audiências públicas realizadas sobre a transposição do Rio São Francisco. Solicitada a realização da audiência pública.de 30 (trinta) metros para os cursos d'água de menos de 10 (dez) metros de largura. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE . O órgão ambiental publica um edital a ser publicado no diário oficial e em jornal de grande circulação para convocação dos interessados para comparecimento à audiência pública que ocorrerá em 45 dias. pode ser realizada mais de uma para o mesmo processo.803 de 18. 2° Consideram-se de preservação permanente.803 de 18. Contudo. Reunião de 50 ou mais cidadãos no gozo de seus direitos políticos.

respeitados os princípios e limites a que se refere este artigo. e) proteção necessária para fixação do solo. Olhos d’água. de modo que nem sempre as construções deverão ser demolidas em razão da norma. g) nas bordas dos tabuleiros ou chapadas.7. com declividade superior a 45°. equivalente a 100% na linha de maior declive. b) a fixar as dunas. Art.1989) 5 .1989) d) no topo de morros. obervar-se-á o disposto nos respectivos planos diretores e leis de uso do solo. montanhas e serras. (Redação dada pela Lei nº 7. Largura do curso d’água Até 10 metros De 10 a 50 metros De 50 a 200 metros De 200 a 600 metros Mais de 600 metros  Esse quadro já foi objeto de prova da CESPE. (Redação dada pela Lei nº 7. como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues. (Redação dada pela Lei nº 7. Área urbana segue o conceito do CTN para cobrança do IPTU. (Redação dada pela Lei nº 7.803 de 18. em faixa nunca inferior a 100 (cem) metros em projeções horizontais.1989) 4 . Deve ser utilizado o princípio da proporcionalidade para os edifícios já edificados.803 de 18. em todo o território abrangido. pois o impacto da demolição pode ser maior do que a sua manutenção. (Redação dada pela Lei nº 7.1989) i) nas áreas metropolitanas definidas em lei.1989) h) em altitude superior a 1. Faixa marginal de proteção 30 metros 50 metros 100 metros 200 metros 500 metros Consideram-se as águas correntes e não as águas paradas. Corte raso é cortar a árvore na base. (Incluído pela Lei nº 7. c) nas nascentes.7. O §único é empregado como forma geral. Lagos e reservatórios naturais − Em área urbana consolidada: 30 metros.de 500 (quinhentos) metros para os cursos d'água que tenham largura superior a 600 (seiscentos) metros.535. num raio mínimo de 50 (cinquenta) metros de largura.de 50 (cinquenta) metros para os cursos d'água que tenham de 10 (dez) a 50 (cinquenta) metros de largura. (Incluído pela Lei nº 7.7. − Em área rural maior a 20 hectares: 100 metros Lagos e reservatórios artificiais − Em área rural: 100 metros − Em área urbana: 30 metros Reservatório artificial que não é utilizado para geração de energia elétrica e nem para abastecimento humano com até 10 hectares – faixa de 15 metros.7.803 de 18. (Redação dada pela Lei nº 7.1989) 3 . 3º Consideram-se.803 de 18. a partir da linha de ruptura do relevo. assim entendidas as compreendidas nos perímetros urbanos definidos por lei municipal. sendo o mínimo que deve ser observado pela lei municipal. e) nas encostas ou partes destas.1989) As matas ciliares protegem os rios. (Incluído pela Lei nº 6.7. f) nas restingas. as florestas e demais formas de vegetação natural destinadas: a) a atenuar a erosão das terras. As áreas de proteção permanente são aplicadas às áreas urbanas. ainda que intermitentes e nos chamados "olhos d'água".1989) Parágrafo único. de preservação permanentes.7.803 de 18. e nas regiões metropolitanas e aglomerações urbanas. No caso de áreas urbanas. 20 .7.803 de 18.CURSO ESPECÍFICO . lagos ou reservatórios d'água naturais ou artificiais. nascentes = 50 metros de raio. montes. qualquer que seja a sua situação topográfica.1989) b) ao redor das lagoas.803 de 18. os córregos e as matas correntes.7.803 de 18.7. quando assim declaradas por ato do Poder Público.AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello 2 . ainda. de 1978) (Vide Lei nº 7.803 de 18. Código Florestal.800 (mil e oitocentos) metros. Isso se aplica até mesmo para as áreas provisórias.de 200 (duzentos) metros para os cursos d'água que tenham de 200 (duzentos) a 600 (seiscentos) metros de largura. A maioria das cidades é banhada por rios e córregos. qualquer que seja a vegetação.de 100 (cem) metros para os cursos d'água que tenham de 50 (cinquenta) a 200 (duzentos) metros de largura.

(Incluído pela Medida Provisória nº 2. Atividades de segurança nacional e proteção sanitária. d) a auxiliar a defesa do território nacional a critério das autoridades militares. de 2001) Em regra. §2º As florestas que integram o Patrimônio Indígena ficam sujeitas ao regime de preservação permanente (letra g) pelo só efeito desta Lei. Art. Obras de captação e condução de água e de efluentes tratados. À primeira vista poder-se-ia dizer que isso é uma área de proteção ambiental. para atender a sua subsistência. Inexistência de risco de agravamento de processos como enchentes. 6. ► Questão: Pode haver supressão em área de proteção ambiental? Em regra não.2009 ▬ Hipóteses de interesse social 1. saneamento e energia.CURSO ESPECÍFICO . Averbação da reserva legal florestal 4. respeitados os arts. 3. ▬ Hipóteses de utilidade pública 1. Este dispositivo perdeu sua força quando se criou a unidade de conservação da Lei 9985/00. f) a asilar exemplares da fauna ou flora ameaçados de extinção. Implantação de áreas verdes públicas em área urbana (ciclovia.166-67. Manejo florestal sustentável é para reserva legal florestal. 17. Impermeabilização do solo: retirar a capacidade de absorção do solo. 2o e 3o deste Código. Somente pode ocorrer a supressão em área de proteção permanente em caso de utilidade pública ou interesse social em procedimento próprio que deve observar os seguintes condicionantes: 1. 3o-A. 5. Atendimento às condições e padrões aplicáveis aos copos d’água 3. atividades ou projetos de utilidade pública ou interesse social. Pesquisa e extração de substâncias minerais. A exploração dos recursos florestais em terras indígenas somente poderá ser realizada pelas comunidades indígenas em regime de manejo florestal sustentável. ecoturismo – a impermeabilização do solo não pode ser superior a 15%). saibro e cascalho. Código Florestal. não cabe exploração econômica direta em área de preservação permanente. caso contrário não seria justificável. − Item a) e item b) Área abaixo dos 45º para fixar a vegetação e as dunas − Item c) Faixa de proteção ao longo de rodovia e ferrovia para o bem-estar da população − Item d) é típico da época do Governo Militar − Item e) o tombamento ambiental é plenamente aplicável a esta hipótese. quando for necessária à execução de obras. Inexistência de alternativa técnica e locacional 2. As propriedades com reserva legal florestal que avançar à urbanização não perdem a sua caracterização. 4. Pesquisa arqueológica. g) a manter o ambiente necessário à vida das populações silvícolas. mas se trata de reserva legal florestal. 21 . parque. etc. Obras de infra-estrutura de serviços públicos de transporte. §1° A supressão total ou parcial de florestas de preservação permanente só será admitida com prévia autorização do Poder Executivo Federal. inclusive de projetos privados de silvicultura (recomposição florestal). planos. e) a proteger sítios de excepcional beleza ou de valor científico ou histórico. h) a assegurar condições de bem-estar público. erosões. 2. Reserva legal é o percentual da propriedade destinado à proteção ambiental. Hoje em dia a maior perda de diversidade além da queimada é quando se trata de espécies invasoras que colocam em risco a integridade de outras espécies e da mata. Atividades imprescindíveis à proteção da integridade da vegetação nativa – trata-se basicamente do controle do fogo. da erosão ou ainda de espécies invasoras. exceto areia.AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello c) a formar faixas de proteção ao longo de rodovias e ferrovias.01. argila. − Item f) é mais fácil criar uma estação ecológica ou reserva ecológica − Item g) bem-estar dos índios − Item h) tudo o que não foi contemplado antes pode ser encaixado aqui.

mantendo sua integralidade. fazer divisas entre propriedades privadas. a pena será reduzida à metade. 41. de 2006). etc. se não o fizer o proprietário. Se o crime é culposo. Se o crime for culposo. O pequeno produtor sempre tem maiores benesses. Este dispositivo não se refere ao artigo 2º do mesmo diploma legal (APP por força de lei). Art. de seu valor deverá ser indenizado o proprietário. Quem autoriza a supressão? Em área rural. Art. ou multa. 38. 39. de 1 (um) a 3 (três) anos. o órgão ambiental municipal desde que o Município possua conselho de meio ambiente com caráter deliberativo (poder de decisão e participação da comunidade) e plano diretor. sem permissão da autoridade competente: Pena . Parágrafo único. saibro e cascalho – é o contrário das substâncias minerais. Cortar árvores em floresta considerada de preservação permanente.428. a pena será reduzida à metade. é preciso analisar o caso concreto. em estágio avançado ou médio de regeneração. de 2006). Destruir ou danificar vegetação primária ou secundária. Provocar incêndio em mata ou floresta: Pena .reclusão. ou ambas as penas cumulativamente. Contudo. ADI 3540 – julgada em 2005. ou seja. onde seja necessário o florestamento ou o reflorestamento de preservação permanente.detenção. quando se pretende alterar o regime jurídico. Pena . O STJ entende que são áreas imunes a tributação e que nem seria necessária a apresentação desta documentação. em se tratando do Poder Público. Lei 4771/65. Se o crime for culposo. e multa.428. e multa. ela poderá ser utilizada. A APP pode ser desapropriada para fins de reforma agrária? Sim.detenção. quando há programa habitacional para regularização do domínio. Parágrafo único. Lei 9605/98. ou multa. de um a três anos. o Poder Público Federal poderá fazê-lo sem desapropriá-las. Manejo agro-florestal ambientalmente sustentável praticado na pequena propriedade ou posse rural – atividades normalmente não permitidas.AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello 2. Art. Art. ou multa. Instrumento do IBAMA: ADA – ato declaratório ambiental permite a isenção da tributação. Lei 9605/98. ou ambas as penas cumulativamente. 38-A.CURSO ESPECÍFICO . Em área urbana. desafetação de APP prescinde de lei específica. Nas terras de propriedade privada. 4. (Incluído pela Lei nº 11. já que as pessoas já têm a posse. Esse requisito para a supressão aparece em toda a legislação. sendo suficiente um ato administrativo. Destruir ou danificar floresta considerada de preservação permanente. de 2006). No caso de o Município não ter plano diretor. Não há necessidade de lei em sentido formal. 18. Parágrafo único. ▬ Supressão (intervenção) de baixo impacto ambiental = é possível que a população tenha acesso aos recursos hídricos. do Bioma Mata Atlântica. Reservatório artificial – é necessário que seja adquirido o entorno ou. Art. Regularização fundiária sustentável de área urbana – isso é pouco provável. É a partir do ponto máximo das enchentes que se conta a área da APP. a pena é de detenção de seis meses a um ano. (Incluído pela Lei nº 11. o órgão ambiental estadual. mas aqui permite a colheita de frutos e folhas da vegetação com regularidade. de um a três anos. Lei 9605/98. argila. ou utilizá-la com infringência das normas de proteção: Pena . Indenização – a APP é insuscetível de exploração econômica. ou ambas as penas cumulativamente.detenção. mas havendo qualquer lei urbanística. §2º As áreas assim utilizadas pelo Poder Público Federal ficam isentas de tributação. de dois a quatro anos. §1° Se tais áreas estiverem sendo utilizadas com culturas. mesmo que em formação. Atividades de extração de areia. ou utilizá-la com infringência das normas de proteção: (Incluído pela Lei nº 11. 22 . 3. trilhas de ecoturismo.428. que ela realize a desapropriação. Este disoisitivo se aplica ao artigo 3º do Código Florestal: ▬ Crimes em áreas de conservação ambiental Lei 9605/98.

é possível a plantação de outras espécies vegetativas.48. conservação da biodiversidade e conservação da fauna e da flora. Lei 9605/98. 35% no cerrado na Amazônia legal: 20% na própria propriedade e 15% como compensação. e multa. ▬ É imprescindível a averbação no registro de imóveis para todas as reservas legais. adota-se o critério de maior 23 . ou seja. protetora de mangues. Pelo Código Florestal é pequena propriedade: − Amazônia legal: menos de 150 hectares − Polígono das secas: 50 hectares − Resto do País: até 30 hectares Além da área. nãos e restringindo a mata nativa. não sendo possível. Em se tratando de pequena propriedade na qual deverá ser recomposto os 20%. RESERVA LEGAL FLORESTAL É área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural excetuada a área de preservação permanente. ▬ É possível uma reserva legal dentro do condomínio (loteamento rural)? Sim.CURSO ESPECÍFICO . necessária ao uso sustentável dos recursos naturais. apresenta-se ao órgão ambiental um plano para realizar a colheita de frutos e folhas dentro de uma reserva legal florestal – não há exploração econômica direta. É possível computar APP com reserva legal florestal? Sim. (vi) Unidade de conservação Decreto 6514/08: decreto que fala dos crimes acerca das reservas florestais. de três meses a um ano.. Art. c.AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello Lei 9605/98. inclusive na Amazônia. e multa. A soma deve alcançar o mínimo de 50% na Amazônia legal. 20% nas florestas e outras formas de vegetação em todo o País. Na pequena propriedade 25%. objeto de especial preservação: Pena . Para que isso ocorra é imprescindível haver parecer técnico do órgão ambiental que reconheça tal possibilidade. e d.detenção. desde que aprovado pelo órgão. de seis meses a um ano. Os itens b. Regeneração natural: fechar a reserva legal natural e deixa crescer com o tempo. Destruir ou danificar florestas nativas ou plantadas ou vegetação fixadora de dunas. Recomposição: recompor a área com 1/10 a cada três anos. Compensação: transferir o percentual de uma propriedade para a outra. a pequena propriedade também é definida pelo valor remuneratório extraído da propriedade: mínimo 80%. podem ser majorados em 50% do seu índice. 80% em floresta das Amazônia legal >> é possível reduzir para 50% desde que haja previsão no zoneamento agrícola. APP + reserva legal na pequena propriedade: mínimo de 25%. à conservação e reabilitação dos processos ecológicos. c. b. d. autoriza-se exclusivamente o manejo florestal sustentável. Impedir ou dificultar a regeneração natural de florestas e demais formas de vegetação: Pena .detenção. Art. Em se tratando de posse. 50. 20% nos campos gerais: em qualquer local do País. deve haver o Termo de Ajustamento de Conduta. como as ornamentais. É obrigatória em todas as propriedades do Brasil: a. nas demais propriedades: 50%. Para que isso ocorra devem ser observados certos critérios: na mesma microbacia. A reserva legal florestal não pode ser suprimida. ▬ Como é definida a Reserva legal florestal? Devem ser observados os seguintes critérios: (i) Função social da propriedade (ii) Plano de bacia hidrográfica (iii) Plano diretor ambiental (iv) Zoneamento ecológico econômico (v) Outras categorias de zoneamento: uso estritamente agrícola.

flora) e dos demais elementos naturais inseridos em seus limites. p/ acórdão Min. Na falta de autorização ou licença ambiental e de Plano de Manejo. Precedente: Resp 608. do Código Florestal) e a vegetação da Mata Atlântica. A indenização da cobertura florística depende da efetiva comprovação de que o proprietário esteja explorando econômica e licitamente os recursos vegetais. Estação ecológica: − Objetivo: preservação da natureza e a realização de pesquisas científicas. 24 . Uso direito é quando há coleta. primária ou secundária em estágio avançado de regeneração. 2. nos termos e limites de autorização expedida de maneira regular. − Singularidades: As pesquisas científicas são limitadas: no máximo 3% da estação ecológica limitado a 1. de que são exemplos as árvores imune a corte (art. dentre outros casos. Órgão executor: Instituto Chico Mendes (ICMBIO) e o IBAMA em caráter suplementar ▬ Temos dois tipos de unidades de conservação. não é um direito ou interesse indenizável. caracteriza ilícito ambiental (Lei 9. sujeito a sanções administrativas e penais. − Titularidade: posse e domínio público. quando juridicamente possível. exploração. Min. como quando há pesquisa científica. Unidades de proteção integral – UPI: preservação da natureza que admite somente o uso indireto de seus recursos naturais. 2. ao contrário. Rel.938/81. Uso indireto é quando não há atividade comercial envolvida. sem prejuízo do dever de reparar o dano causado. se ocorrer. SNUC – SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO Lei 9985/2000 Sistema significa uma estrutura básica: a. excluindo-se da base de cálculo as Áreas de Preservação Permanente (arts.2007.8. REsp 905783 / RO. bem como as que. Rel. porque é mais restritiva. Unidade de conservação é um espaço territorial protegido em razão de seus recursos naturais incluindo as águas que possui regime especial de proteção e administração.CURSO ESPECÍFICO . 2° e 3° do Código Florestal). Órgão central: Ministério do Meio Ambiente (MMA) c. visitação com finalidade educacional. 1. alínea b. sob hipótese de ilícito administrativo. Ministro HERMAN BENJAMIN: 07/02/2008 Questão polêmica: cabe reserva legal florestal em áreas públicas? Esta questão só está solucionada na doutrina e não na jurisprudência. Reserva ecológica: − Objetivo: preservação integral da biota (fauna.500 hectares. a exploração de florestas. João Otávio de Noronha. extração. Na análise do potencial econômico madeireiro. nos termos da Lei 6. ► Questão: É possível a exploração econômica na reserva legal florestal? Sim. na moldura da Lei 11. 1. O Poder Público a delimita em razão de sua importância ecológica. Segunda Turma. desde que haja plano de manejo florestal aprovado. Órgão consultivo e deliberativo: CONAMA b. deve-se levar em consideração as restrições legais e administrativas à utilização da propriedade.428/2006. Francisco Peçanha Martins. Tudo passa pelo órgão ambiental. Preservar significa manter intacto.605/98).324/RN. Na estação ecológica há possibilidade de utilização de 3% e na reserva biológica não. a. 3. as de Reserva Legal sem Plano de Manejo aprovado pelo órgão ambiental competente.AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello proximidade dentro da bacia hidrográfica e no mesmo Estado da federação. não podem ser exploradas por conta da vedação de supressão para fins comerciais. O entendimento que prevalece é de que é cabível. 14. por suas características naturais ou por obediência a estatuto jurídico próprio. DJ 3. Isso significa que propriedades privadas dentro de uma estação ecológica devem ser desapropriadas. de forma objetiva.

− Titularidade: posse e domínio público. − Singularidades: b. Serra da Mantiqueira. parque nacional de foz do Iguaçu. Área de relevante interesse ecológico: área de pequena extensão com pouca ou nenhuma ocupação humana. − Titularidade: é possível haver propriedades privadas desde que elas se adéqüem ao objetivo da unidade e se houver anuência do proprietário – a não anuência pelo proprietário significa a desapropriação. garantir o uso sustentável dos recursos naturais e a manutenção da diversidade biológica. − Singularidades: é possível plantar organismo geneticamente modificado (OGM) desde que o plano de manejo autorize. 1. Paga-se apenas a taxa de visitação que tem destinação específica. Ex: Biota regional: serra de santa genebra. − Titularidade: terras públicas e terras privadas. − Titularidade: há terras públicas e terras privadas: pode haver limitações à terra privada desde que isso não represente o desapossamento administrativo. água). pois na prática não se verifica. parque nacional do monte Roraima: reserva serra raposa do sol: dentro daquela região que está sendo demarcada de forma contínua há uma unidade de conservação denominada parque nacional do monte Roraima.CURSO ESPECÍFICO . Área pequena que é considerada de relevante interesse ecológico. 2. − Objetivo: disciplinar o processo de ocupação (zoneamento). O voto do Ministro Menezes Direito defende que os índios podem ficar lá e explorar a área na forma regulamentada pelo Instituto Chico Mendes. limitada e com restrições. atividades de educação e interpretação ambiental. − Singularidades: 25 . Os índios têm caráter meramente opinativo. Os autores definem como uma APA de pequeno tamanho. pois quem decide as regras é o instituto Chico Mendes. − Singularidades: 5. Isso significa que propriedades privadas dentro de uma estação ecológica devem ser desapropriadas. área rural. Existem muitas APAs no País. Áreas de Proteção Ambiental – APA: Área de grande extensão com certo grau de ocupação humana dotada de atributos abióticos (sem vida: condições climáticas. − Objetivo: adequar as propriedades na proteção destes exemplares. Não pode haver cobrança pelos índios dentro do parque nacional. recreação em contato com a natureza e o turismo ecológico. mas só no papel. − Singularidades: não permite a visitação a não ser que seja para educação ambiental. Compatibilizar a ocupação da população com o uso sustentável. Pode ser área urbana. dotada de características/atributos naturais extraordinários ou que abriga exemplares raros da biota regional. − Titularidade: é possível haver propriedades privadas desde que elas se adéqüem ao objetivo da unidade e se houver anuência do proprietário – a não anuência pelo proprietário significa a desapropriação. Parque nacional: muito comum no Brasil − Objetivo: preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica. singulares e de grande beleza cênica. Monumento natural: − Objetivo: preservação de sítios naturais raros. possibilitando a realização de pesquisas científicas. 3. estéticos ou culturais. Ex: parque nacional de Itatiaia.AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello − Titularidade: posse e domínio público. Admite exploração econômica. Unidades de uso sustentável – UUS: finalidade de compatibilização da conservação da natureza com o uso de parcela de seus recursos naturais. como veremos adiante − Singularidades: 4. Ex: Petrópolis/RJ. especialmente importantes para a qualidade de vida das populações humanas. Refúgio de vida silvestre: − Objetivo: área natural em que se asseguram condições para a existência ou reprodução de espécies ou populações da flora local e da fauna residente ou migratória para garantir a sua existência e propiciar sua reprodução. bióticos (com vida).

▬ Criação das unidades de conservação É criada por ato do Poder Público. residente ou migratória. − Singularidades:  Muito importante! 4. Excepcionalmente admite-se a permanência de populações tradicionais que residiam no momento em que foi criada a floresta nacional: assinam contrato de concessão de direito real de uso cujo objeto é assegurar a permanência no local desde que sejam observadas algumas regras. Reserva particular do patrimônio natural: área particular gravada com perpetuidade. Reserva de fauna: área natural com populações animais de espécies nativas. É muito comum pessoas jurídicas instituírem a reserva particular. cuja existência baseia-se em sistemas sustentáveis de exploração dos recursos naturais.AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello 3. − Objetivo: − Titularidade: domínio público. A redução ou supressão somente por lei específica. Trata-se de apenas uma geração: de pai para filho – se o pai já estava o filho pode ficar.CURSO ESPECÍFICO . Deve existir estudo técnico 2. com base em métodos de exploração econômica sustentável de florestas nativas. − Titularidade: posse e domínio público. − Objetivo: uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e a realização de pesquisas científicas. cuja subsistência baseia-se no extrativismo e de forma complementar na agricultura de subsistência e na criação de animais de pequeno porte. etc. admite-se a exploração de recursos minerais. usar os frutos e folhas. 5. adequadas para estudos técnico-científicos sobre o manejo econômico sustentável de recursos faunísticos. mas é mais ampla. − Titularidade: posse e domínio público. O particular resolve transformar a sua propriedade em área de proteção ambiental mediante a assinatura de termo de compromisso e averbação no registro de imóveis. Deve haver consulta pública 26 . turismo ecológico. − Singularidades: não pode haver caça profissional ou amadora. educacional e a pesquisa científica. desenvolvido ao longo de gerações e adequados às condições ecológicas locais e que desempenham um papel fundamental na proteção da natureza e na manutenção a diversidade biológica. Trata-se da exploração de madeira (manejo sustentável). A posse da população é regulada pelo contrato de concessão de direito real de uso. − Titularidade: privada. terrestres ou aquáticas. Reserva extrativista: área natural com populações extrativistas. − Singularidades: população tradicional. 6. É muito próxima da reserva extrativista. Reserva de desenvolvimento sustentável: área natural com populações tradicionais. O pai desta modalidade é Chico Mendes que em 1985 reivindicava o extrativismo do pessoal que mexia com borracha. Permite-se a visitação turística. admitindo-se sua criação por Decreto. − Objetivo: fazer pesquisa científica com animais. A posse da população é regulada pelo contrato de concessão de direito real de uso. − Objetivo: conservação da diversidade biológica. − Singularidades: não há tributação. Floresta nacional: área com cobertura florestal de espécies predominantemente nativas. − Titularidade: domínio público. Requisitos: 1. − Objetivo: proteger os meios de vida dessas populações e garantir o uso sustentável dos recursos naturais. − Singularidades: não pode haver caça profissional ou amadora e nem exploração de recursos minerais. Por ser mais ampla que a extrativista. 7.

uma ou várias zonas de transição. medidas de integração social e econômica com as comunidades locais. cuja administração é integrada e participativa. Zona de amortecimento é o entorno da unidade que permite proteger os objetivos da unidade. organização da qual o Brasil é membro. II .AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello Exceção: dispensa-se a consulta pública quando se tratar de estação ecológica e reserva biológica. o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida das populações. ▬ Mosaico de unidades de conservação Mosaico é quando existem unidades próximas. Nas demais unidades só é possível na zona de amortecimento. com os objetivos básicos de preservação da diversidade biológica. constituindo um mosaico. sem limites rígidos.uma ou várias áreas-núcleo. ► Questão: Uma unidade de uso sustentável pode se transformar em unidade de proteção ambiental? Sim. Art. Corredor ecológico é para garantir o fluxo gênico da flora e da fauna entre uma e outra unidade de conservação. e III . justapostas ou sobrepostas. § 2o A Reserva da Biosfera é constituída por áreas de domínio público ou privado.CURSO ESPECÍFICO . (Regulamento) Parágrafo único. estabelecido pela Unesco. pela mesma espécie normativa. a gestão do conjunto deverá ser feita de forma integrada e participativa. sendo administrada por um conselho deliberativo. de forma a compatibilizar a presença da biodiversidade. respeitadas as normas legais que disciplinam o manejo de cada categoria específica. com exceção da reserva extrativista e da reserva de desenvolvimento sustentável que possuem conselho deliberativo. Em nível federal é o Instituto Chico Mendes. § 3o A Reserva da Biosfera pode ser integrada por unidades de conservação já criadas pelo Poder Público. próximas. Quando existir um conjunto de unidades de conservação de categorias diferentes ou não. sendo suficiente o estudo técnico. mediante estudo técnico.(Regulamento) § 1o A Reserva da Biosfera é constituída por: I . a valorização da sociodiversidade e o desenvolvimento sustentável no contexto regional. exceto a APA. § 4o A Reserva da Biosfera é gerida por um Conselho Deliberativo. o desenvolvimento de atividades de pesquisa. delimita a zona de amortecimento. o monitoramento ambiental. de gestão integrada. 27 . A Reserva da Biosfera é um modelo. adotado internacionalmente. Exceção: todas as unidades podem ter um conselho consultivo. ► Questão: É possível a exploração econômica na reserva legal florestal? Não. podendo impedir determinadas atividades econômicas que causem significativa degradação. de organizações da sociedade civil e da população residente. participativa e sustentável dos recursos naturais. Exceção: há duas unidades que não possuem zona de amortecimento: APA e reserva particular do patrimônio natural. 41. e outras áreas protegidas públicas ou privadas. ► Questão: Quem aprova o plano de manejo? É o órgão ambiental que administra a respectiva unidade. conforme se dispuser em regulamento e no ato de constituição da unidade. qualquer que seja a categoria. destinadas à proteção integral da natureza. Lei 9985/00. ▬ Reserva da biosfera Lei 9985/00. 26. O regulamento desta Lei disporá sobre a forma de gestão integrada do conjunto das unidades. É um programa da UNESCO: “O homem e a biosfera” que cria áreas de proteção representativas da biosfera: tem uma área núcleo e áreas marginais. Art. O plano de manejo delimita a área. a educação ambiental. os corredores ecológicos. onde só são admitidas atividades que não resultem em dano para as áreasnúcleo. Quem aprova o plano de manejo da reserva extrativista e da reserva de desenvolvimento sustentável é o conselho deliberativo com participação das populações. formado por representantes de instituições públicas. onde o processo de ocupação e o manejo dos recursos naturais são planejados e conduzidos de modo participativo e em bases sustentáveis. § 5o A Reserva da Biosfera é reconhecida pelo Programa Intergovernamental "O Homem e a Biosfera – MAB". Há uma série de limitações administrativas. ▬ Plano de Manejo Toda unidade de conservação deve ter plano de manejo: deve ser aprovado no prazo máximo de cinco anos contado da criação da unidade.uma ou várias zonas de amortecimento. considerando-se os seus distintos objetivos de conservação.

A regra geral é destinar estes recursos para unidades de proteção integral. II .até cinqüenta por cento. gestão e manutenção de outras unidades de conservação integral. ▬ Compensação ambiental Atividade que causa significativa degradação assim definida pelo órgão ambiental licenciador no EIA/RIMA. e a unidade afetada. Excluem-se das indenizações referentes à regularização fundiária das unidades de conservação. III . §2o Ao órgão ambiental licenciador compete definir as unidades de conservação a serem beneficiadas. É cobrada nos parques nacionais. e não menos que vinte e cinco por cento. Nos casos de licenciamento ambiental de empreendimentos de significativo impacto ambiental. ▬ Áreas rurais As unidades de proteção integral são áreas rurais. manutenção e gestão da própria unidade. IV .CURSO ESPECÍFICO . 50% e não menos que 15%: para a implementação. ampla defesa e contraditório.(VETADO) III .até cinqüenta por cento. Art. manutenção e gestão de outras unidades de conservação do Grupo de Proteção Integral. na implementação. 35. o licenciamento a que se refere o caput deste artigo só poderá ser concedido mediante autorização do órgão responsável por sua administração. deverá ser uma das beneficiárias da compensação definida neste artigo. 36. Art. podendo inclusive ser contemplada a criação de novas unidades de conservação. por meio de sua Câmara de Compensação Ambiental definirá o valor mediante o devido processo legal. §3o Quando o empreendimento afetar unidade de conservação específica ou sua zona de amortecimento. mesmo que não pertencente ao Grupo de Proteção Integral. derivadas ou não de desapropriação: I .expectativas de ganhos e lucro cessante. O empreendedor é obrigado a destinar recursos financeiros para unidades de conservação. A zona de amortecimento uma vez definida também é área rural e não podem se transformar em zona urbana. assim considerado pelo órgão ambiental competente. na regularização fundiária das unidades de conservação do Grupo.  Inconstitucional: ADI 3378.(VETADO) II . mas desde que respeitados os limites. gestão e manutenção da própria unidade. b. ADI 3378: discussão da constitucionalidade da compensação ambiental. e não menos que vinte e cinco por cento. Art. ela obrigatoriamente será uma das unidades beneficiadas. 50% e não menos que 25%: para a regularização fundiária. c. de acordo com o disposto neste artigo e no regulamento desta Lei. considerando as propostas apresentadas no EIA/RIMA e ouvido o empreendedor. Os recursos obtidos pelas unidades de conservação do Grupo de Proteção Integral mediante a cobrança de taxa de visitação e outras rendas decorrentes de arrecadação. ▬ Taxa de visitação: Unidade de Proteção Integral Lei 9985/00. com fundamento em estudo de impacto ambiental e respectivo relatório . Exceção: quando o empreendimento atingir uma unidade de proteção integral ou de uso sustentável. ▬ Exploração comercial É perfeitamente possível a exploração comercial. tendo sido declarado inconstitucional do artigo 36 que traz um percentual: Lei 9985/00. ▬ Indenização Lei 9985/00. 28 . etc. Agora observa-se o caso concreto para que o órgão ambiental.EIA/RIMA. 50% e não menos que 25%: para a implementação. Três hipóteses de destinação: a. sendo o percentual fixado pelo órgão ambiental licenciador. o empreendedor é obrigado a apoiar a implantação e manutenção de unidade de conservação do Grupo de Proteção Integral. na implementação.AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello Temos oito reservas da biosfera no Brasil: serra do espinhaço. serviços e atividades da própria unidade serão aplicados de acordo com os seguintes critérios: I . 45. Mata atlântica.até cinqüenta por cento. (Regulamento) §1o O montante de recursos a ser destinado pelo empreendedor para esta finalidade não pode ser inferior a meio por cento dos custos totais previstos para a implantação do empreendimento. de acordo com o grau de impacto ambiental causado pelo empreendimento.as espécies arbóreas declaradas imunes de corte pelo Poder Público. O STF decidiu pela constitucionalidade da compensação ambiental. e não menos que quinze por cento.

Deve ser observado o prazo máximo de 120 meses. ▬ Desapropriação A desapropriação pode afetar a população tradicional que deve ser reassentada pelo poder público. ▬ Energia elétrica e recursos hídricos Quando isso ocorrer nas unidades de conservação. Se isso não for possível. serão estabelecidas normas e ações específicas destinadas a compatibilizar a presença das populações tradicionais residentes com os objetivos da unidade. APP não entra. Gestão direta das florestas: quando o próprio Poder Público resolver explorar a floresta. a licitação é obrigatória. elas assinam termo de compromisso com o órgão ambiental para que elas ali permaneçam enquanto não realizado o assentamento. sem prejuízo dos modos de vida. § 2o Até que seja possível efetuar o reassentamento de que trata este artigo. admitindose a realização de convênios ou contratos administrativos com o particular para as atividades secundárias mediante licitação. VI . 29 .as áreas que não tenham prova de domínio inequívoco e anterior à criação da unidade. em local e condições acordados entre as partes. Destinação às comunidades locais: há duas hipóteses para este caso: a. das fontes de subsistência e dos locais de moradia destas populações.FNDF. 1o Esta Lei dispõe sobre a gestão de florestas públicas para produção sustentável. ▬ Administração As OSCIPs podem gerir unidades de conservação.o resultado de cálculo efetuado mediante a operação de juros compostos.AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello V . § 3o Na hipótese prevista no § 2o. ▬ Crimes nas unidades de conservação Artigos 40. Art. 52 e 53 GESTÃO DE FLORESTAS PÚBLICAS Lei 11284/06 Lei 11284/06. 2. b. sociais e ambientais. na estrutura do Ministério do Meio Ambiente. Art. Lei 9985/00. priorizará o reassentamento das populações tradicionais a serem realocadas. por meio do órgão competente. e cria o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal . As populações tradicionais residentes em unidades de conservação nas quais sua permanência não seja permitida serão indenizadas ou compensadas pelas benfeitorias existentes e devidamente realocadas pelo Poder Público. Concessão florestal: Recursos florestais = produto florestal e serviço florestal Produto florestal: madeira. A lei trabalha com unidades de manejo = em todas as concessões florestais haverá um lote que abrigará as unidades que serão licitadas. as normas regulando o prazo de permanência e suas condições serão estabelecidas em regulamento.CURSO ESPECÍFICO .(Regulamento) § 1o O Poder Público. Não há que se falar em inexigibilidade de licitação. assegurando-se a sua participação na elaboração das referidas normas e ações. Esta lei criou: a. Serviço florestal brasileiro: órgão do Ministério do Meio Ambiente que brevemente será transformado em autarquia responsável por tudo o que versa sobre florestas no Brasil. Fundo de desenvolvimento florestal: c. Pretende-se o manejo florestal sustentável: administração da floresta para a obtenção de benefícios econômicos.SFB. 42. já que elas não podem ficar nas unidades. Criação de reservas extrativistas e reservas de desenvolvimento sustentável: o Poder Público pega uma floresta e transforma numa unidade de conservação. o sujeito deverá ajudar a manter a unidade de conservação mediante pagamento. institui o Serviço Florestal Brasileiro . ▬ Três possibilidades: 1. / Serviço florestal: turismo ecológico.

3. Maior agregação de valor ao produto ou serviço. Quando a floresta está localizada em faixa de fronteira (artigo 20.AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello b. biodiversidade. pois antes de sua inclusão no plano anual de outorga florestal deve haver autorização do Ministério do Planejamento: secretaria do patrimônio nacional. Maiores benefícios sociais diretos. Concessão florestal: essa é a novidade. Projeto de assentamento agro-florestal. pois o número de contratos no lote é limitado a dois. Este ato é acompanhado de um pré-edital. Publicação do edital. hipóteses do artigo 189 da Constituição Federal. Se esta floresta pública for da União Federal isso não é suficiente. não estando incluída a titularidade imobiliária. o Não pode estar inscrita na Dívida Ativa por infrações ou multas aplicadas pelos órgãos do SISNAMA. d. o Não pode haver condenação em crimes ambientais. O Poder Público resolve destinar a floresta pública para a concessão florestal por pessoas jurídicas. ▬ Medidas que evitam a concentração econômica: o Limitação a dois contratos o Percentual pré-definido ▬ Prazo: o Produto = o mínimo é um ciclo e o máximo é 40 anos o Serviço (turismo) = 05 a 20 anos ▬ É vedada a sub-concessão florestal. tributários e previdenciários. Não pode haver inelegibilidade de licitação: não se aplica o artigo 25 da Lei 8666/93. reforma agrária. Maior eficiência. §2º da Constituição Federal) é necessária a consulta ao Conselho de Defesa Nacional. ▬ O objeto é única e exclusivamente o produto ou o serviço constante do edital. Menor impacto ambiental b. 3. (ii) A melhor técnica: a. c. ► Questão: Qual é a modalidade licitatória aplicada? Modalidade de concorrência. potencial dos recursos hídricos. Esta lei tomou o cuidado de evitar a concentração econômica.CURSO ESPECÍFICO . Trata-se de delegação onerosa feita pelo Poder Público do direito de explorar produtos e serviços florestais. Ato do Poder Público justificando a conveniência da concessão e o seu objeto. O plano anual de outorga florestal é elaborado pelo Serviço Florestal Brasileiro sendo aprovado pelo Ministério do Meio Ambiente. Uma vez que a unidade está inserida dentro do plano anual de outorga florestal iniciam-se os procedimentos: 1. O primeiro requisito é o chamado plano anual de outorga florestal – o perímetro a ser submetido à concessão florestal deve estar incluído no plano anual de outorga florestal que conterá todos os lotes que serão objeto de licitação. Audiência pública em que é ouvida a população envolvida realizada na Câmara Municipal local. Há também um percentual definido: no máximo 20% do lote. 2. 30 . ▬ O julgamento se dá com base na técnica e preço: (i) O maior preço pago pela concessão. ▬ Requisitos: o A pessoa jurídica deve ser constituída sob as leis brasileiras e tenha sede e administração no País.

Vegetação primária: vegetação original não desmatada pelo homem. A vegetação pode ser primária ou secundária. haverá auditoria realizada por empresas independentes pela metodologia do Inmetro. Ao sair do serviço florestal. no máximo. extinção do objeto. sendo mais comum o relatório ambiental preliminar. ▬ Administração O plano de manejo florestal sustentável traz o modo de administração de cada unidade que compõe o lote. Utilidade pública b. Nos 24 meses anteriores à nomeação ele não pode ter sido empregado ou membro de conselho diretor.CURSO ESPECÍFICO . administrativo ou fiscal com pessoas jurídicas. Estas auditorias conterão basicamente três resultados: (i) Cumprimento das disposições contratuais editalícias. ▬ Auditorias ambientais É novidade da lei. mas isso já era contemplado pela doutrina.428/06: surgiu para disciplinar a exploração do bioma mata atlântica que vai do RS ao RN. ▬ Reserva absoluta Um percentual da unidade não pode ser objeto de exploração econômica. Este percentual é no mínimo de 5%. A rescisão por conta do concessionário (Poder Público) pelos artigos 78 e 79 da Lei 8666/93 somente pode ocorrer por meio de ação judicial. BIOMA MATA ATLÂNTICA Lei 11. ▬ Extinção do contrato Pode ser por rescisão. 31 . Admite-se a participação acionária em empresa controlada em até 1% e em empresa controladora de 2%. De acordo com a sua classificação a forma é diferenciada. não havendo licença de instalação. O serviço florestal é composto por cinco diretores. é preciso que o novo controlador tenha anuência do Poder Público. Além do exercício do poder de polícia pelos órgãos ambientais. (iii) Constatação de vícios insanáveis que podem levar à rescisão do contrato. Com a licença prévia (licença de viabilidade) este plano é elaborado e sua aprovação pelo órgão ambiental implica na concessão da licença de operação. a.AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello ▬ Havendo mudança acionária na empresa controladora. cuja manifestação é obrigatória sob pena de rescisão contratual. observa-se o prazo de 12 meses. Se o manejo florestal for significativo é possível haver o EIA/RIMA. ato este irrevogável e irretratável. ▬ Licenciamento Estas unidades devem se submeter ao licenciamento ambiental: licença prévia e licença de operação. O concessionário pode devolver a sua unidade ao órgão ambiental que é o Serviço Florestal Brasileiro. Práticas preservacionistas c. a cada três anos. Na área rural só pode haver supressão de vegetação primária em três hipóteses: a. (ii) Constatação de vícios sanáveis: prazo de seis meses para a sua regularização. anulação. É o próprio concessionário que arca com o custo da auditoria. um deles é diretor geral. Pesquisa científica Na área urbana é vedada a supressão da vegetação original.

Comunicar os confrontantes O cumprimento dos requisitos mediante comunicação ao órgão ambiental de seu interesse em usar o fogo. (ii) Estágio médio de regeneração: antes da lei podia ser 30% e com a lei o percentual passou a ser de 50%. A supressão em estágio avançado e médio de regeneração e também em se tratando de vegetação primária impõe a compensação ambiental. pesquisa científica. d. É muito comum na queima de cana de açúcar. não há problemas. interesse social. Quando a vegetação do bioma mata atlântica contém exemplar da flora ou fauna sujeito a extinção. Quando a vegetação exerce a função de proteção de mananciais d’água e controle de erosão. Quando a vegetação está em volta de unidades de conservação. pequenos produtores e população tradicional. (ii) Estágio médio de regeneração: utilidade pública. (iii) Estágio inicial de regeneração: maior flexibilidade. mas a lei proibiu. Preparar a área b. 32 . Quando a vegetação possui valor paisagístico excepcional assim declarado por ato do Poder Público (órgãos ambientais). O órgão ambiental tem então 15 dias para expedir a autorização para a queima controlada. Remanescentes de exploração florestal:  Questão de repercussão geral no STF sobre a Lei de Paulínia que proibiu o uso do fogo. Se o órgão não o fizer no prazo. Vegetação secundária: vegetação já derrubada pelo homem Na área rural só pode haver supressão de vegetação primária em três hipóteses: (i) Estágio avançado de regeneração: utilidade pública. ▬ Áreas em que não pode haver nenhum tipo de supressão: a. prática preservacionista e pesquisa científica. Área próxima de unidade protegida b. Pequeno produtor do bioma Mata Atlântica é a propriedade com menos de 50 hectares. Exceção: em Estados onde a Mata Atlântica ocupa menos de 5% de sua área total – aplicam-se as regras do estágio médio de regeneração. QUEIMA CONTROLADA – USO DO FOGO ▬ Decreto 2661/98: versa sobre a queima controlada: emprego do fogo. (iii) Estágio inicial de regeneração: não há nenhum problema. mesmo que passe o prazo de 15 dias. e.AGU Direito Ambiental – Fabiano Mello b. Na área urbana: (i) Estágio avançado de regeneração: Antes da vigência da lei havia a possibilidade de supressão de 50%.CURSO ESPECÍFICO . não se permite o emprego do fogo. prática preservacionista. b. c. Em regra. o sujeito não poderá fazer uso do fogo e isso ocorre em duas situações: a. Quando a vegetação formar corredores entre vegetação primária e secundária em estágio avançado. Requisitos (artigo 4º): a. mas este decreto regulamenta o artigo 27 do Código Florestal. o sujeito pode realizar a queima controlada mesmo sem autorização. Quando exigir vistoria prévia do órgão ambiental.

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