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GENERALIDADES

Os paineis elétricos tem por finalidade abrigar os componentes de comando , manobra e proteção dos sistemas elétricos. Assim , existem paineis em todos os níveis de tensão, destinados a medição , a interromper um circuito por meio de disjuntor, contator ou seccionadora, de forma intencional, quando o operador efetua a manobra, ou por causa de um defeito , quando a proteção ira efetuar o desligamento Os paineis, de acordo com sua finalidade , podem ser chamados de:

Painel de distribuição

Centro de controle de motores

Painel de iluminação

Painel de proteção

Painel de manobra ( ou controle )

Painel de proteção Painel de manobra ( ou controle ) Exemplo de painel elétrico de baixa

Exemplo de painel elétrico de baixa tensão

( ou controle ) Exemplo de painel elétrico de baixa tensão Centro de controle de motores

Centro de controle de motores - CCM

de baixa tensão Centro de controle de motores - CCM Painel para controle de fator de

Painel para controle de fator de potência

Os paineis podem ser colocados ao tempo, desde que construidos para esta finalidade, abrigados ( na maioria das aplicações ) ou em locais de ambiente explosivos ( nesse caso deverão ter proteção dita a prova de explosão. Todos os paineis devem possuir no mínimo um diagrama esquematico de seu funcionamento e/ou aplicação, mas a maioria dos paineis de uso industrial possuem varios desenhos, que tem a função de prestar o máximo de informações necessárias a o perfeito entendimento do equipamento. Asiim podemos Ter:

Diagrama unifilar

Desenho mecânico construtivo

Diagrama de comando ou funcional

Diagrama de interligação

Diagrama de interligação DESENHO EM CORTE DE UM CUBÍCULO DE MT DIAGRAMA UNIFILAR SIMPLIFICADO DE UM

DESENHO EM CORTE DE UM CUBÍCULO DE MT

DIAGRAMA UNIFILAR SIMPLIFICADO DE UM CUBÍCULO DE MÉDIA TENSÃO
DIAGRAMA UNIFILAR SIMPLIFICADO
DE UM CUBÍCULO DE MÉDIA TENSÃO

Detalhes internos em cubículos de paineis de Alta tensão.

Detalhes internos em cubículos de paineis de Alta tensão. Vista barramento de painel de Média tensão

Vista barramento de painel de Média tensão

de paineis de Alta tensão. Vista barramento de painel de Média tensão Vista traseira de cubículo

Vista traseira de cubículo de média tensão

Outro tipo classico de painel é o CCM, que tanto em média tensão, quanto em baixa tenão tem a finalidade de alimentar um crupo de motores, atraves das mais diversas chaves de partida, definidas de acordo com o projeto e a capacidade da Fabrica.

definidas de acordo com o projeto e a capacidade da Fabrica. Exemplo de um cubículo de

Exemplo de um cubículo de média tensão

da Fabrica. Exemplo de um cubículo de média tensão Disjuntor de média tensão a gás (

Disjuntor de média tensão a gás ( SF 6 )

Os barramentos seguem a norma padrão para cores a saber:

fase “A”

verde

fase “B”

amarelo

fase

“C “

marron ou violeta

Neutro ( cabo com 4 fios ) cinza

Condutor de ligação a terra do neutro preto

Corrente contínua - positivo vermelho

Corrente contínua - negativo azul

Condutor médio - branco

Para finalizar, vale salientar a importância em efetuar os testes funcionais dos paineis, sempre com um diagrama atualizado em mãos. Não devemos nunca , tentar adivinhar o problema , sem uma análise e interpretação do corrreto funcionamento de equipamento e por hipótese nenhuma , se deve usar um jumper para anular uma proteção, sem o perfeito conhecimento de causa e a concordância de toda a equipe para tal prática. Um jumper nunca deve ser esquecido.e após a solução do problema, deve ser imediatamente retirado.

Os manuais de manutenção contem as peças de reposição que são necessárias ao perfeito funcionamento de equipamento, e a medida do possivel devem ser mantidos os componentes originais. Uma mudança que envolva componentes vitais como disjuntores, reles , devem ser de responsabilidade do responsável pelos equipamentos, e sempre com uma solicitação formal para tal.

No recebimento dos paineis, deve-se seguir as intruções do fabricante, principalmente quanto ao manuseio e armazenamento. Os testes para partida devem seguira um planejamento prévio e somente deverá ser posto carga em um painel, após energizado em vazio e passado por um período de observação.

Os componentes principais do painel serão tratados separadamente, mas não se deve deixar de salientar que fazem parte do conjunto do “equipamento “:

MANUTENÇÃO

DEFEITOS MAIS COMUNS

1- RESISTÊNCIA DE CONTATOS ELEVADOS

A resistencia de contatos elevados são devido a corrosão ou desgaste dos contatos de disjuntores e contatores ou devido também a conexões folgadas. Neste caso a temperatura de contato se eleva de forma anormal.Se a temperatura for relativamente alta , aparecerá em torno da conexão uma descoloração no cobre e uma deformação da isoalçao ,seja ela no cabo ou no isolamento de um barramento. Ao aumentar a temperatura aumenta ainda mais a resistência de contato e desta forma podrá ocasionar uma elavação progressiva da emperatura e consequentemente a destruição do ponto aquecido, podendo desta forma chegarmos a um incêndio. Os íons produzidos no aquecimento e nos pequenos arcos são agitados pelos campos magnéticos e elétricos dos barramentos, de forma que terminam se concentrando nas regiões onde é mais intenso.Se a quantodade de íons gerada for suficientemente grande , poderão acontecer arcos elétricos em regiões de campo elétrico intenso, que poderão ser distantes do local de defeito(cantos de barramentos mau isolados por exemplo) . Arcos elétricos no ar produzem Oxônio , de odor característico e penetrante, facilmente detectáveis em painéis pouco ventilados.

Solução para minimizar o problema

Manutenção PREDITIVA por meio de inspeções periódicas com o uso de

TERMOVISÃO.

A inspeção termográfica é genericamente definida como a técnica de inspeção não

destrutiva, que se baseia na detecção de radiação infravermelha naturalmente emitida

pelos corpos, permitindo a medição de temperaturas sem contato físico com os mesmos.

Através da utilização de sistemas infravermelhos torna-se possível a observação de

padrões diferenciais de distribuição de calor num componente, com o objetivo de

proporcionar informações relativas à condição operacional deste.

Em quaisquer dos sistemas de manutenção considerados, a termovisão se apresenta

como uma técnica de inspeção indispensável, uma vez que atende as especificações

básicas, tais como:

Segurança

Permite a realização de medições sem contato físico com o item a ser inspecionado.

Não interfere no processo de produção

Proporciona a inspeção do equipamento em pleno funcionamento. Alto rendimento

Realiza a inspeção de muitos itens em pouco tempo.

Normas Aplicáveis:

N-2472 - Ensaio Não-Destrutivo - Termografia

N-2475 - Inspeção Termográfica em Equipamentos de Processo

N-2487 - Inspeção Termográfica em Sistemas Elétricos

ASTM-E-1316 - Standard Terminology for Nondestructive Examination.J-Infrared

Examination.

Equipamento termográfico Termografia de uso em motores elétricos Termografia em cotatos elétricos – Fusivel

Equipamento termográfico

Equipamento termográfico Termografia de uso em motores elétricos Termografia em cotatos elétricos – Fusivel

Termografia de uso em motores elétricos

termográfico Termografia de uso em motores elétricos Termografia em cotatos elétricos – Fusivel Termografia de

Termografia em cotatos elétricos – Fusivel

elétricos Termografia em cotatos elétricos – Fusivel Termografia de uso em banco de capacitores Termografia em
elétricos Termografia em cotatos elétricos – Fusivel Termografia de uso em banco de capacitores Termografia em

Termografia de uso em banco de capacitores

– Fusivel Termografia de uso em banco de capacitores Termografia em chave seccionadora Valores limites de

Termografia em chave seccionadora

Valores limites de temperatura máxima para conexões internas e barramentos segundo a Norma ANSI C37.20-1969.

Tipo de barra ou conexão

Tipo de barra ou conexão Barras de cobre e conexões de cobre com cobre Barras e

Barras de cobre e conexões de cobre com cobre

Barras e conexões com superfícies prateadas

Conexões de cabos de cobre isolados com cobre

Conexões de cabos isolados com superfície prateadas ou equivalente

Limite dos pontos quentes

Limite dos pontos quentes

Elevação Max o C

30

65

30

45

Temperatura Max o C

70

103

70

85

Manutenção PREVENTIVA através de um desligamento geral e reaperto e limpeza dos barramentos ,isoladores e conexões, com uso de equipamentos e materiais compatíveis

conexões, com uso de equipamentos e materiais compatíveis Curto-circuito em CCM de baixa tensão Destruição do

Curto-circuito em CCM de baixa tensão

compatíveis Curto-circuito em CCM de baixa tensão Destruição do barramento de cobre Reaperto geral dos

Destruição do barramento de cobre

Reaperto geral dos barramentos com uso de preferência de torquímetros de estalo,os quias podemos definir a força máxima a ser empregada nos parafusos dos parramentos,tornado o aperto uniforme e sem o risco de espanamento das roscas,que causaria folga no aperto e consequentemente um mau contato no local.

folga no aperto e consequentemente um mau contato no local. Torquímetro tipo relógio Torquímetro tipo estalo

Torquímetro tipo relógio

no aperto e consequentemente um mau contato no local. Torquímetro tipo relógio Torquímetro tipo estalo com

Torquímetro tipo estalo com escala

Existem tabelas de fabricantes que indicam os valors máximos de resistência de contatos que podemos tolerar. Abaixo segue uma tabela ilustrativa:

Resistência de contato em alguns disjuntores de 4,16 kV em funcionamento satisfatório

GE

2000

A

16

µ

SACE

2000

A

16

µ

2- RESISTÊNCIA RELUTÂNCIAS ELEVADAS

Relutâncias elevadas originadas por entreferros nos circuitos magnéticos de bobinas de relés e contatores, devido a sujeira e oxidação do núcleo, assim como desajuste de aticulações e seccionamento de anéis de curto-circuito,poderão causar o aquecimento da fiação e das bobinas magnéticas. Esses problemas se manifestam invariavelmete por vibração e ruído magnético audível, facilmente detectavel.

e ruído magnético audível, facilmente detectavel. Esquemático de um contator 3- UMIDADE SUJEIRA Limpeza

Esquemático de um contator

3- UMIDADE SUJEIRA

Limpeza interna e externa

de um contator 3- UMIDADE SUJEIRA Limpeza interna e externa Vista de um contator Núcleo do

Vista de um contator

SUJEIRA Limpeza interna e externa Vista de um contator Núcleo do contator Examinar impregnações por produto

Núcleo do contator

Examinar impregnações por produto ou poeira na parte externa do painel. As condições de acesso ao painel devem se encontrar limpas e sem nenhum tipo de obstáculo. Esta limpeza externa dos painéis deverá ser feita com pano ou esponja umedecidos com soluçåo de detergente neutro e retirada a sujeira, restos de detergentes com panos ou esponjas umedecidas em água limpa.

IMPORTANTE:

Nunca utilizar solventes inflamáveis, na limpeza externa e interna. O uso de solventes provoca a queima da pintura e em alguns casos, dependendo do tipo de solvente, chega a remover a pintura de proteção. Efetuar a limpeza nos barramentos, isoladores dos barramentos em geral, nas muflas, TP's, TC's e placas separadoras utilizando antioxidante (barramentos) e solventes apropriados (restante), tal como o SOLVENTE LÍQUIDO LEKTROL do fabricante POWER, ou similar. Recomenda-se o uso de máscara contra gases, para utilização destes solventes. O uso da benzina, principalmente nos barramentos, não é indicado, pois além de ser inflamável, é cancerígeno. Para a limpeza interna dos painéis de corrente contínua, utilizar um pincel macio e seco ou um espanador, dependendo do caso, e se possível JATO DE AR SECO, com suficiente cuidado para evitar danos aos componentes. Se for constatada alguma deficiência de funcionamento de componentes devido a sujeira em suas peças móveis, por exemplo, em um relé, é recomendável substitui-lo imediatamente por um sobressalente.

4- ABERTURAS E ACESSOS EM CUBÍCULOS

Devemos observar que possíveis passagens de cabos abertos em painéis, podem ser o caminho de entrada de aniais para dentro dos mesmos e desta forma devem ser calafetados ou fechados de forma a evitar esta entrada. Por este mesmo motivo, painéis elétricos devem permanecer fechados enquanto energizados pois a função da tampa do mesmo é o isolamento externo para evitar a entrada de poeira,umidade ,aniamais ou o acesso a pessoas não autorizadas a ineragir com o sistema elétrico.

pessoas não autorizadas a ineragir com o sistema elétrico. A entrada de um animal em um
pessoas não autorizadas a ineragir com o sistema elétrico. A entrada de um animal em um

A entrada de um animal em um painel elétrico pode gerar um curto-circuito de alta

intesidade ,inclusive com danos severos ao equipamento.

ASPÉCTOS A SEREM OBSERVADOS EM INSPEÇÕES DE INSPEÇÕES

PINTURA

Examinar toda a chaparia que compõe o painel quanto a falhas na pintura de proteção ou a início de corrosão, inclusive a pintura de proteção dos dutos de barras.

CONDIÇÕES FÍSICAS

Examinar portas, dobradiças, trincas, fechaduras, maçanetas, tampas, parafusos de fixação e canaletas internas, quanto ao seu estado físico. Os parafusos de fechamento dos painéis instalados na área industrial passiveis de ataque de gases corrosivos ( ar marinho, produtos químicos, etc.), devem ser untados em graxa anticorrosiva antes de sua montagem. Para este grupo, no final da manutenção, após o fechamento de seus painéis, vedar com SILICONE a junção da porta, as uniões dos eletrodutos de interligação e as entradas e saídas rosqueadas dos eletrodutos nestes painéis. Para os de corrente contínua, examinar também, todos os pontos de barramentos, cabos, fiação, coluna retificadora e módulos em geral, que possam apresentar qualquer anomalia ou mau contato. A existência de coloração escura, aspecto de carbonização e bolhas na pintura, são indícios da existência de mau contato. Examinar ainda em paineis de corrente contínua, a presença de vestigios de vazamentos em capacitores eletrolíticos e de sinais de oxidaçåo nos contatos dos conectores tipo "plug-in". Efetuar, sempre com o uso de ferramentas apropriadas, todos as inspeções necessárias, especialmente os dos semicondutores de potência com os respectivos dissipadores. ATERRAMENTO Verificar se o painel se encontra solidamente aterrado, examinando as condições físicas do cabo de aterramento e as condições de fixação da barra de neutro.

ISOLADORES Examiná-los quanto a trincas, evidencias de chamuscamentos e folgas nas fixações.

BARRAMENTOS/CABOS

Examiná-los quanto a possíveis folgas nas conexões. Caso seja necessário nas áreas de

contato dos barramentos que não estiverem prateadas ou niqueladas, verificar a

possibilidade da aplicação de nitrato de prata.

CHAVES SELETORAS/BLOQUEIOS

Examinar as chaves seletoras e comutadoras voltimétricas e amperimétricas, verificando

o reaperto das conexões e a identificação da fiação conforme desenho. Testar as chaves

nas várias posições, certificando-se que a mesma está atendendo a filosofia do projeto.

DISJUNTORES DE BAIXA TENSÃO

Examina-los quanto à sua fixação, verificando o reaperto das conexões de entrada e

saída. Acioná-los algumas vezes, verificando a continuidade dos contatos nas posições

"ON" e "OFF" (LIGADO E DESLIGADO).

CONTATORES

Examinar as câmaras de extinção de arcos elétricos, os contatos móveis e fixos, as molas

e os núcleos dos eletroimãs e a continuidade das bobinas. Caso uma destas partes se

encontre com defeito, efetue a sua substituição, ou se for necessário, substitua o próprio

contator.

Reapertar as conexões de entrada e saída dos contatores.

FUSÍVEIS

Examinar os fusíveis de controle DIAZED, quanto `a fixação da base, reaperto nas

conexões da fiação, dimensionamento e fixação do parafuso de ajuste, condições físicas

do anel de proteção e da tampa e se necessário a continuidade do elo.

Não pode existir folga entre o parafuso de ajuste e a base e nem entre a tampa e o

fusível. Um mau contato num destes pontos pode provocar faiscamento e a consequente

fusão do elo-fusível por aquecimento.

Comparar as capacidades nominais dos fusíveis instalados com as capacidades

recomendadas pelo projeto, levando em consideração as cargas instaladas nos

respectivos circuitos.

Verificar a continuidade dos elos e a pressão das garras de contato dos fusíveis nos TP's.

MUFLAS

Nos painéis de alta e média tensão, examinar as muflas de proteção contra efeito de

campo elétrico e verificar o reaperto dos terminais.

Possíveis irregularidades nas muflas devem ser sanadas antes da energização do painel.

DUTOS DE BARRA (Para paineis de alta / média / baixa tensão) Examiná-los quanto à vedação das janelas de inspeção, atentando para as condições dos isoladores e dos barramentos. Efetuar reaperto.

TP's E TC's (Para paineis de alta/média/ baixa tensão) Examinar os transformadores, verificando o reaperto das conexões primárias e secundárias. Caso se detecte alguma anormalidade nos transformadores dos painéis, realizar os testes para verificação da anormalidade. Nos TP's, efetuar os testes de relação de transformação e polaridade, determinando se a polaridade é aditiva ou subtrativa.

Nos TC's, efetuar os testes de isolação entre primário e secundário, relação de transformação, saturação e polaridade.

INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO Examinar os instrumentos, tais como voltímetros, amperímetros, fasímetros e wattímetros, efetuando limpeza geral com o uso de pincel e reaperto nas borneiras. Verificar os possíveis pontos de oxidaçåo, soldas defeituosas e condições da isolação. IMPORTANTE:

Não limpar com pano macio e seco os visores de vidro ou plástico que protegem a escala dos instrumentos, antes da aplicação do sinal. Em geral, a fricção produz cargas elétricas estáticas capazes de modificar a posição do ponteiro, ocasionando falsas leituras. Se necessário efetuar a aferição e/ou calibração, dos voltímetros, amperímetros e fasímetros usando suas fichas de calibração. Será executado como corretiva.

RELÉS Examinar os relés de proteção e auxiliares quanto ao estado e fixação, verificando o reaperto das conexões e a identificação da fiação conforme determina o desenho de interligação. Para os relés auxiliares verificar ainda a pressão das molas dos contatos móveis e a continuidade da bobina.

Efetuar, se necessário, a aferição dos relés usando para cada um sua ficha de calibração

e seu respectivo manual. Para realizar o ajuste destes relés, usar a Caixa Triel TR-51( ou similar ) e consultar o Estudo de Curto-Circuito e Seletividade . Caso necessário, será executado como corretiva.

ILUMINAÇÃO INTERNA. Em alguns painéis de alta, media e baixa tensão, geralmente são previstos circuitos de iluminação interna, os quais, normalmente, são acionados por um micro-interruptor instalado na porta do painel. Verificar o funcionamento destes sistemas de iluminação.

RESISTÊNCIAS DE AQUECIMENTO Examinar as resistências de aquecimento do painel, verificando a fixação, as conexões elétricas e a potência útil através de medição da corrente. Testar os termostatos,atuando no dial de ajuste da temperatura e certificando-se que o mesmo comanda a energização das resistências. Normalmente o termostato é ajustado em 40ºC e a função do sistema é evitar a penetração de umidade no painel elétrico. Caso o painel, em função da dissipação de calor, já opere com uma temperatura interna maior que a temperatura do ambiente, aconselha-se a desativação temporária do sistema de aquecimento. Caso a temperatura ambiente caia no inverno, aconselha-se colocar o sistema de aquecimento em operação.

SINALIZAÇÃO (Para paineis de alta /media / baixa tensão)

1- AUDIO-VISUAL ( Sinótico de eventos – Quando houver)

Verificar a situação das lâmpadas de sinalização do painel anunciador, pressionando o botão para teste de lâmpadas. Substituir as lâmpadas que porventura não acenderem. Testar a campainha do painel anunciador através da simulação de defeito no sistema do painel em manutenção. Uma vez atuada a campainha, verificar o funcionamento e o comportamento do painel anunciador, atuando no botão CONHECIMENTO que cessará o sinal acústico e manterá

o sinal visual e posteriormente no botão REARME que apagará o sinal visual.

2- INDIVIDUAL Examinar as lâmpadas de sinalização que indicam individualmente as situaçães dos disjuntores, supervisão dos relés de bloqueio, as condições dos relés 94, a situação dos contatores de alimentação dos motores de média tensão e as condições da existência de tensão nas barras.As lâmpadas que estiverem queimadas devem ser substituídas.

CONEXÕES Examinar possíveis folgas nas conexões chaves, disjuntores,TC's e TP's,. Providenciar o devido reaperto, quando aplicável.

IDENTIFICAÇÃO. Verificar o estado das placas de identificação dos painéis e de seus equipamentos e instrumentos.

dos painéis e de seus equipamentos e instrumentos. Alguns tipos de identificadores de cabos para uso
dos painéis e de seus equipamentos e instrumentos. Alguns tipos de identificadores de cabos para uso
dos painéis e de seus equipamentos e instrumentos. Alguns tipos de identificadores de cabos para uso

Alguns tipos de identificadores de cabos para uso em painéis elétricos

Terminal tipo

agulha

Terminal ilhoes

Tubular

Alguns tipos de identificadores de cabos para uso em painéis elétricos Terminal tipo agulha Terminal ilhoes
Alguns tipos de identificadores de cabos para uso em painéis elétricos Terminal tipo agulha Terminal ilhoes

Luva de emenda Terminal Agulha Terminal garfo Terminal Olhal

Luva de emenda Terminal Agulha Terminal garfo Terminal Olhal Alguns tipos de terminais para uso em

Alguns tipos de terminais para uso em cabos em painéis elétricos

TESTES EM PAINEIS ELÉTRICOS

CONSIDERAÇÕES E DEFINIÇÕES

De acordo com o valor da resistência de isolação encontrado, pode-se detectar e prevenir

problemas nos barramentos.

O instrumento é baseado no princípio do gerador em cascata de Cockft-Walton,

possuindo uma fonte de energia interna de alta tensão estabilizada (D.C.). Para os painéis De alta,média e baixa tessão, os TP's deverão estar desconectados das barras, para medição da isolação entre as fases (R x S, S x T e R x T) e entre fases e massa (RST x M).

Para os painéis de baixa tenão, o disjuntor geral e os disjuntores de distribuição devem estar na posição desligado para os testes de isolação entre fases. Nos testes de isolação com relação à terra, o disjuntor geral deve permanecer na posição DESLIGADO e os disjuntores de distribuição devem passar para a posição "ON" (LIGADO).

Para os painéis de corrente continua ,deve-se remover os fusíveis de controle e com uso

do Megger, medir a isolação do circuito de força do painel. Verificar somente a isolação,

contra a terra, do circuito de entrada e do trafo principal.

EQUIPAMENTOS UTILIZADOS

Megohmetro Eletrônico -

Modelo: MG – 5000 A Modelo: MD –5000

Fabricante : INSTRUM Fabricante : Megabras

PADRÕES

Os testes periódicos nos barramentos revelam usualmente, leituras mais altas que os valores mínimos apresentados a seguir. Contudo, para que se reconheçam as condições

de resistência de isolação, os valores numéricos em si não são suficientes. É mais

importante conhecer as tendências destes valores, por meio da comparação dos registros

de testes atuais com os registros de testes anteriores, durante um certo período. Assim,

tendências persistentes para a diminuição da resistência indicam problemas iminentes, mesmo que os valores reais sejam mais altos que os valores mínimos apresentados.

Para os painéis de baixa tensão, a isolação mínima aceitável nestes casos específicos é

1500 OHM x VOLT, ou seja, para um painel que funcione com uma tensão nominal de

220 VAC, a isolação mínima aceitável seria:

Isolação MEGOHM = 1500 x 220 = 0,33 M (Megohms)

De acordo com a Norma NBR 6808/81, para os painéis de alta, média e baixa tensão, "a

resistência de isolação em um trecho do circuito de força de um painel deve ser no

mínimo de 1000 OHM para cada volt da tensão de operação.

mínimo de 1000 OHM para cada volt da tensão de operação. Ao lado podemos notar uma

Ao lado podemos notar uma isntalação simples de um quadro com disjuntores porem comos seguintes defeitos:

- Fiação mau arrumada,sem proteção por calha ou mesmo com identificação de circuitos.

- Disjuntores nçao identifcam os circuitos e os que possuem identificação estão com etiquetas de papel que saem com o tempo.

- Disjuntor instalado em local indevido por falta de local adequado( sem reserva)

- barramento exposto ,em desacordo com a

NR10.